Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01444


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Full Text
ANNO XXX. N. 196.
N,
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L*
*
V
>9
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V
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-.
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 28 DE AGOSTO DE 1854.
i
Por aimo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
'
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARRKGADOS DA SCBStaRIPCAO1.
Kecife, o propriettrio M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoaoPareira Martins; Bahia, o Sr. F.
Dupnd; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gerozio Vctor Ja Nalivi-
dad; Natal, oSr.JoaquimlgnacioPereirj; Araca-
iv, o Sr. Antonio de I.emos Braga; Cearj, o Sr. Vic-
timario Augusto Borges; Maranliao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino .los Ramos.
'.AMBIOS-
Sobre Londres 2G 5/8 a 26 1/2 d. por 1
Pars, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
c Bio de Janeiro, a 1 0/0 de di -come.
Acces do banco 40 0/0 de premio. | Prata.
da cotopanhia de Boberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discouto de lettras a 6 e 8 0/0.
Mil US
Oncas hespanholas. .... . 298000
Moedas de iOO velhas. . . 168000
de 69400 novas. . . 168000
de 4000..... 9Ofto
-Pataces brasileiros .... ' 1J940
1940
18860
PARTIDA DOS CORREtOS.
Olinda, todos os das.
Cartiar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria .a Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DF. IIO.IF.
Primeira ;is 8 horas e 30 minutos da manha.
Segunda s 8 horas e 54 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
12.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Agosto 8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde..
31 Quarto crescente s 3 horas, 48 mi-
nuto e 48 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
28 Segunda. S. Agoslinho b. doutor da igreja.
29 Terca. Degolacao de S. Joo Baplisu. -\
30 Quarta. S. Rosa de Lima v. americana.
31 Quinta. S. Raymundo Nonato card. S. Ciridk)
1 Sexta. S. Egi'iio ab- ; Ss Geieao e Josu.
2 Sabbado. S. Estavao rei da Hungra.
3 Domingo. 13. II. S da Penha ; S. Eufemia
v. ; S. Aristheo b. m. ; S A>Kulfo ab. m.
PARTE OFFICIAL
COMMANDO DAS ARMAS.
tVaartal de amato da irmu de Pernam-
k-aea citad do Recite, eaa 26 t tono
alBM.
ORDEM DO DIA N.I:r..
O coronel commandanle das armas interino, decla-
ra para cenheeimonto da guarnijao e necesario eflei-
to, que o governo de S. M. o Imperador, em aviso
expedido peto ministerio dos negocios da guerra \
do correnle, foi servido determinar que fosse ex-
cluido do estado el'ectixo do bstalhan 10 de incau-
tara o Sr. tenante Antonio Joaquim Ferreira Pinto,
que leudo sido condemnado no Irilunial ilo jory ila
ctpital da provincia de S. Pedro do Sul, pelo crime
de bigamia, a sete annos de prisito, e nuil la corres-
pdenles melada do lempo, fora iluminado do qua-
dro do ejercito ; e que fosse igualmente excluido dn
estillo efl'cctivo do Hgundo balalhiio da mrsma ar-
ma o Sr. Alfares Joaquim Mandes Oiiriqne Jacqaes,
que por decreto de ."> de jolln de 1 S.VJ nbli tora pas>-
sageni para o stimo batalhau. lambem de iiifaolaria,
no qaal se ncha tervind de ajudanto : o qne ludo
foi communicado em ofcin da presidencia riesta pro-,
vinria, datado de hnnlera, que por copia aoompa-
nhon odiado aviso.
Asignado.Manad Mltniz 1 arares.
Conforme.Candido /sal Ferreira, ajudanle de
ordens, encarrilado do detallie.
urna viva satsfaja saher-se que os goveron* do hespauliola foi desempenhado pelas mulheres. Ca-
grilo-rfurado de l.uxemburgo e do durado de Hols- receriamns de grande espajo para registrar todos os
lein, apezar das relajes em que se arliam coni o
estados n.1o allemaes aos quae. eslo ligados:, pro-
metido o seu MCSIO a resnlurao projerladn da Die-
ta germnica. ^s^
N,'-lo ni.iio ds-. corle- allemai*,' a hesitacio
que manfesta ainda a corle de Wiirtemberg nao
pode provir de iMm divergente. Os seiilimento
patriticos de S. M. o rei de Wnrlemherg esli pro-
rasgos de valor e patriotismo de que temnt conhe-
cimento. Ellas, entre as balas, arrostaiido-as cora n-
rrivel serentdade, reparliam entre si o trabalhu que
eslava ao sen arame, urnas fazam cariuchos, ou-
tras euehiam sacos-de torra para as barricadas, ou-
tras i ni buscar e depois levar aos defensores das
barricadas agua e comestiveis, e algumas havia que
rarregavam as armas rom admira ve I destreza. Tam-
vados por nina tonga serie de arlse dpannos.e aim bem oavimos dizer que urna das barricadas da rna
como esse soberano tem sempre estado no primeiro de P^redados Cora construida pelas proprias morado-
pn9toquando se trata de defenderla dignidadee a po- ras dnquella ra. Eslo exemplo, romo era natural,
tenria da Allemanlia face do Occidente, da u.....
mi inaneira imir-sc-ba aos seus confederados qnan-
do se trata de impedir a ruptura do equilibrio das
potencia; do Oriente.
Pode esperarse que una lesoluj.) da Diela,
ruja redaojao ser sera duvida perleilamenle clara,
aocresrentara sbitamente o peso de toda a Allema-
manha alliaujada Austria e da rni-ia. n respon-
der aos justos votos de todo os patrilas.
l.e-se na Gazeta de silesia:
iniuiidia nos bravos madrileos um valor
Ihusiasmo indisiveis.
fc Segundo noticias fidedignas, o numero dos paiza-
im; alistados pera defender as barricadas, sobe qua-
s a 40:000. Uezesele mil desles estilo armados de
varios modos. Armas de fogo haverao apenas urnas
a "i mil.
No dia 2:1 a junta do salvacao devia reunir-secom
o representantes da imprensa peridica, para tratar
da attitudo que se deve lomar as actuaes circums-
EXTERIOR.
l.e-se no Moniteur:
Bolonha, 1-2 de jnlho, 1 hora e ,'t. minuto.
O imperador acaba de passar revista ao corno ex-
pedicionario, cimmaudado |>elo general Baraguav
d'Hilliers.
Oepois da revista, o imperador dirigi ;i tropas
a segirinte proclamariio :
Soldados:
1endn-nos a Russia obligado ;i guerra, a Franca
armou quinkenlns mil de seus filhos. A luglalerra
poz em p de guerra forras consideris. Iloje a
nossas esquadras e os nossos evorcilos, unidos para a
mesins causa- vo dominar no Bltico, romo jiido-
minara no Mar Negro. Esrollii-vns para verdes os
primeiro a levar as nossas aguins a essas rraies do
norte. Seris transportados em navios ingipzes, fur-
to nico nahistoria.que prova a intima allianra de dous
grandes povos, e a firme resoliirao do ilous go>ernos
le nao se uegarem a sacrificio algum para delciidor
o drcilo do mais fraco, a uberrUde da Europa o a
honra nacional!
Ida, meus fillios! A Europa alienta faz rlara-
ramente, ou em segredo, volospelo vosso Iriumpio.
A patria, orgulliosa com urna lula em que ameaca
io o aggressor, acojaCTiha-vos com ai denles .valakr
e eu a quem os^r^tes imperUies retem ainda lon-
ge dos acconlif Artos, leroi os olhos sobre vos, e
brevemente mi^-nar-vos .1 ver podareis dizoc.:
Kram os diguosVatsaa dos venceilores de Anster-
Htz, de E\ 1,111, de Fciedland, e da Moaesva. Ide!
Daos vos proteja.
(inmediatamente depois um exemplar ibsla pro-
rlamacan foi distribuido a cada um dos soldados do
exordio do Ballko.
Depois de dasfilarem, as tropas marchar im para
Calais, e communas circumvisiiihas, a fin de esta-
rcm prompl.is para o embarque.
Eslnva urna muliidao immen-a em volta do cam-
po. Soa Magestade foi saudado pelnt tropas e pela
imputaran, com enthusinslicas arrlama^es.
Escrevem de Vionna, em 10 de junho a gazela
allemaa de LeipsicL.
i Circulara desde honlem boatos rel.iin.menle a
possibilidade do prnsegulmenlo das negociaroes so-
bre a base das propostas feilas pela Russia.
Aocrescenla-se que se tomaram disposi^rxs milita-
res para facilitar o desenlace pacifico dos negocios.
Parece infundada esta ultima astercao. A Austria
prosegue, ao contrario mais euergicamonlecue nun-
ca os seus armameutos. '
fitVM ewi Francfort a 16 de jullio : |
n Escrevem de Vienna i Garela do 1'alalhaiJo :
segunda origera autentica que a missao do |principe
tiortschakofl. pal considerar-e como mslrgrads, e
qne a guerra se loma inevilavel. i>-
, Escrevem do Vienna em t'i de julliu ao jjrnal al-
lom.'m de Francfort :
' O principe GorlschakolT espedio honlem 11 noi-
le um segundocorreio, com despachos para Vareo-
vis, depois de ter tido rom o conde de Buol urna
conferencia, goal assislio o plrnipnleuciario prus-
siano conde d'Atvenslebeo.
f.-e na Cnrretpondencia Atttlriaca jornal sc-
ini-offlciar de Vionna de 13 de julho:
Na graves complicar/ies que nasceram la ques-
ISo oriental, temossatisfaeao de saber que osgover-
uosdos Esla los-t'nidos da ConfederarAo liermanira
declararam quasi lodos estarem promptns a cooperar
na deciso federal pelaqual toda a Alleinauha de-
Te acceder ao tratado de alliauca offensiva c. deflen-
iva concluido n>> dia 211 de abril de IHj entre a
Austria e a Prussia. Nos artos de ncresso de nrai-
tos destes governos dii-se enlregam rom plana ron-
fianca as cortas da Austria e da Prussia a dirercao
desla qaesiso t.lo imporlanle para a potencia e di-
'.'uidade da toda ,1 AI lemn lia. Es las potencias col-
loearam no primeiro lugar, nos seus tratado, os si
leresses allemrs e o aceolhimento cordial que fize-
ran saos confederados nao pode se nao l'oi tifica-los
em saw politiea. Eiperimenta-sc prinri|)almente
Segundo noticias da fronleira da Polonia, o gene-1 lanria.
ral Rodiger, que governa a Polonia, mandn ao ad- I). Jos do la Concha pnz-se i frente do pronun-
ministrador da'diocese de Varsovia que fizosse ludo jriamenlode Calaluuha.
o qne estivesse em seu poder para que, uestes lempos : t>s retratos de Espartero e O'Donnelt apparecc-
dilliceis, se fizessem ofl'erccimonlos patria. Infor- ram na noile de 1 em umita, janellnsIluminados,
mou-o alera ifisso de que o astado aceitara rossa em-' bem romo uas bairiradas lie nolavel nao appareccr
presumo, para ser pago depois da guerra, dinheirp,
vasos agrados de ouro ou prata e outros objectos
preciusos, ;i excopc.lo de penda- e vestidos sagra-
dos.
Em conseqiiencia de urna ordeln do mesmo cene^T -
o do v tenle Unid
Em lodos os pronuiiciamentos te pedem cortes
eoiistiloinlps, diminuicao de imposto.
Valencia 4>runuuriou-sc no dia lli.
A' sombra destes prouuuciamentos alguns malfei-
ral.l'oram lirados, a Ululo de empreslimo, ao conven- [ lores enlregaram-se a deploraveis altonlados incen-
lo do S. Paulo em f'zenslochau, .convento ratholi-' diando urna magnifica poste sobre o Puria, e no dia
rnj vasos sagrados de oume prata, e diubeiro no \ a- seguinlo incendiaran] as madeira destinadas as
lor de maisdo um milho de rublos, llorante a rx-1 obras do um ranal, e um armazemonde recolhiam-se
ecuodesta ordem, estete o rouvenlo cercado de
militas centenas desoldados. Foi preso um mongo",
porque indignado rom este acto de wolenria.se que-
ra oppor aoronbo destes thesburos, exclamando que
se de\ ia mais a Dos do que ao Czar.
Do Oarova ditera o -eguinie a Oazela Sa-ional
de Berlim :
Acaba de rerolier-se ,1 noticia da rhegada do prin-
cipe Paskewilsch 3- mas proprinlades na fronleira
da Lilnania. O principe nao lornar a tomar par.
teactiva as oiioracoes militares utlerinre.
O Jornal dt Connlaiiliiiopla d os segoiBlCS por-
menores do incendio de Salnica :
Pelas cinco horas da uoile Turca, 011 inea nnle
e um quarto, foruos acrordados em sobresalto polos
liras da peca de alarmo. Era um incendio que li-
nda enmelado com extraordinaria x inlonr ia fura dos a Os grupos cnmcruvan a dssolver-se, quando
muros da cidade, prximo aos mandes armazn de para a parle da ra Maior dispararan! algumas des-
os instrumento- do trahalhn de mais de mil opera-
rios.
Envin-se contra os incendiarios alguma forja da
guarda civil e voluntarios nacionaes de Valencia, os
qoaes liveraiu urna arcSn haslanle renhida com os
nialtoiloi e-, londo e-te dous, 111 ortos c um ferido.
Ficou ferido um dos nacionaes.
A junla governalva inandou sabir mais forja e
loriaron o territorio da capitana geral em estado de
sil o.
O general Espartero esta frente do pronuucia-
menlo de Saragoca.
Foram incendiadas a* casas do presidente do con-
selho, Sarlnritis, e miuislro do fomento, os quarleis
ilas guardas dos municipaes, o esrriptoro da redac-
rao do Heraldo, o o palario de Rejas.
(O Portugez.)
madeira, depsitos dos rereaes.
O fogo inxadio um t 1:1 aiule circiiiiitereiicia. *'. des-
caigas quasi queima-roupa as Torcas que pouco
anles pareciam lerem fralernisado com o povo
Iruio louo ludns-a<1nja, que lia ilosiln a margem do.; Onliiinou o fogo por espaco de algumas horas e era
mai at s portas da cidade, as quaes (orara lain-, variadireceos. como se o ministro da guerra e as
'""'" qufiui.'el.i-. bnloridades O* depsitos de ceceaos, em geral bem prvido*tcate modo a e*posic,.1o. que arahava de ser enlre-
por causa das chegada que iillimamente honveram guo i rainha.
das aldea visinhas, foram devorados pelas chamraa, "Din grito .le iudigna(5o sabio de lodos os peitos,
qoe ronsummiram lambem a alfandega do taba- .e vendo-se os ridadiios ta.i perfidamenle raallrata-
cos, e os annazen ondeelava o rarvAo dos pjrnsca-
fos. Este incendio ha de ser a ruina de mnilos
negociantes daqui e da Europa, porque se aval ia m
spenlas c projui/n- 0111 milito milhes de pias-
tra.
As espessas muralha- que cercara a uossa cidade
etitaram que o fogo se propagaste no interior; alia
ticaria destruido o bairro franco, o fogo linlm pa-
nelrado 110II0, porin conseguirn! apaga-lo.
TCRIM
1H de jnlho.
Chegou esla larde a Cenova o navio m.le/ Per-
fian. Traa o cali snh-marinn. que ha de reunir o
Egxpto com a Italia, |iota Corsoga, Sardenha a Ar-
gelia.
Na dia 20 dexe a Penian rhesar a Spp/.ia. O
rabo ser immediatameute collocado em pn~enca
do principo do Carienau, .lo-ministros o do orpol riaassenlada contra ella. E
diplomtico. i tal outros grupos lizeram n
los apresejilaram-se para urna lucia fraticida, que
tanto o Sr. l'.nrra.li como os demais seus companha-
reiros linham querido exilar a todo o custo. Com
cfleilo. no dia 18 o povo se apromptou desde a ma-
drugada para a resistencia com animo sereno e co-
raj.to esforzado. '
.i Por emquaulo se levantaram barricadas e appa-
rereram partidas armadas era vario pontos da ca-
pital, que sustentaran! durante 18 horas um fogo
mortfero, retistindo romo leges aguerridas s des-
carga de fn/ilaria o os tiro- de artilheria, com que
so pretenda nlimida-las e dcstrui-las. Referem-se
arios do valor e de magnanimidade, de que ha pou-
co exemplos uas naces civilisadas. O combate
cada X07 mai sanguinolento e encarnizado durou
todo o dia. O paizano, inermes un- a mal arma-
dos oulrns, resitiram por longo lempo, senhores de
1 urna casa da ra do A locha, i mctralha de artilha-
m alguns pontos da capi-
relroceder algomas com-
IIESPANHA.
Receheu-so boje a seguinlo pnlioipaVaAi lelegra-
phica,. cojo conthoudo nao adiaula aos jomaos dn
mosmodia r-2' qne ahaixo publicamo- : .
a Em 22 do jnlho, s 1 horas da larde e :t(l minu-
tosDe Madrid:
.< A junta de salv.i>;o de Madrid determiuou huu-
tem que se nstallassc o ajuntamenln constitucional
de 1853, o qual ja esl oceupado em orgauisar 1 mi-
licia un iiuial. na qual san incluidos todos os paiza-
no, que so arham armados. Os generaos Espartero
a O'Donntt sao esperado em Madrid no dia .l ou
J'i da correnle. i.iua- (odas as provincias se icm
pronunciado. O pnvo conserva-se as barrienriss.
Madrid esl menos agitado, esperando por F.sparlern
o O'Doniu'l.
Recebemos jomaos de Madrid al 22 de julho.
I.i" se as Soeidade.< o seguinte :
He ullamonte escandalosa e corla a seguinlo
noticia, qnelemos ua /:iora :
< O ministerio polaco, n.o oli-t.inte liaver reco-
bido 'i milhes de empreslimo toreada, sli doiiou
no thesouro treze mil reales, n
No mesmo jornal lo-se :
l'm dos papis mais brilhanles .la revolurno
1
BIOS S1MEM0S IHFELIZES. *
POR NATHAlflF.I..
IV
. I 111 bollo ra*nitH-nio.
I'.nnlinuar.lc.
Mara e /lima.
laialeauueufl nuliilirn de 1818.
, Eu deixar de amarle, Auna a ti que eu ama-
va quasi antes de eonhecar-mc! E.linda que zsse, acaso poderla ? I.embraj-I.e de que contirain-
nos mullas Tana, que em nosa infancia qi ando eu
cbdrax-a, bastav que t sorrisses para 1 --. rein-ino
as lagrimas ? Tua alegra passava 110 mesmo instante
para o ine.ii -euiHaiilc, porque todos o senlimenln
de Auna vinliarn reflectir-se no coraejto e 110 sem-
blanle de Mara como em om aspelhn. Tnls bem,
Mara nao mu lou ainda para li miplia nocidade
tem conservado asafreiroesdemioha iiifanc.
.1 Se soubcsv. Auna, que noile e qoe dia passe,
depois deIna partida? Oovir censurar, acensar a ti
queempro im pareosle o qu> ha de roelliot, de
mais uobre e de mais elevado no mundo, isso me af-
lligia de umn inaneira que nao posso dizer. Todas
M mnlheres que te tem iuveja porque es mais bella
e mais amavel que mW todas, ingavam-se de sua
liuiga admira^ao procurando ocprimir-le. Eu re-
peta sempre, que oqoe lindas fuilo era beia feiln
porque eras incapaz de obrar mal. ieu primeira
.vez de mirilla vida compreliendi o que era a colera e
* xing.iiic. Tralei 13o duramente o notario o qual
qolzazera leu respeilo algumas observacei deslo-
cadis, que elle confuso loir.ou o chapeo ri lirou-se.
logo Miudando ato ao chilo. Quanto s mnlberes,
I im-ei-iiies pal ivras beinamargat, o bem crois. Nao
sai onde ia procurar o qne Ihm diza, eslava
contente de nli, r-ine ISo m.i, pni lr.ilava->e de de-
l'euder-te.
"!l?^ IjinUrei, minlia boairmaa, uo'so estado
Vide JMario n. 181.
\
panlu.i- da guarnirn, nbrigando urna deslas a pro-
nunciar-so em retirada para si propria prac.a do pa-
lacio. Outras partidas desarmaram muilos gnardas
civis o lo-1: ,iin rom as arma.
a Sem embargo disto, a menor promesaa que se
Un- fazia por parte da tura que necupava o quar-
tel daqiielte rorpo, relativa a proceder-se com leal-
dado, cnlregavam generosamente o prisioneiros.
l.m da horrvel suroedeu*a urna noile pavorosa.
Suspenso o combate, renou de prompto um silen-
cio sepulcral que causava ainda maior pavor e an-
gustia pela 0-1 nridao em quasi toda a cidade, nao
se tendo arendido o tampees, nem havando tnzes
as i-iisas, salvo om miii pouras ras.
> Amanheceu o dia 19, e quando pareca que os
paisanos rendidos do ransaco iam relirar-se, vi-
ram-se cortadas toda- as ras da rapital pelas for-
midaveis barricadas que defenda a muliidao possui-
da do mais phrenetco enthnsiasmo. Nem a fama,
nem o pineal mais afamado podaran) retratar o as-
pelo guerreiro o imponenle que oflereceu no dia de
honlem a capital.
Por toda a parle se apauhaxain armas, se faziam
cartuchos, palrulhaxam rondas populares; ludo an-
nunciava qne o combato ia ser mais mortfero e pro-
longado que no dia anterior. Em breve rompeu
noxamento o logo, continuando vivissimo por esparo
quando de manbaa domos polo leu dosapparecmen-
lo; poique nossador le faria peno. Eu linha en-
Ireaberlo cedo tua porta, julgaiido que dormas an-
da, e quando vi leu quarto vatio e leu leilo intacto,
o coraran aperlou-se-me como se estivcs.se para mor-
ree Em um instante |ierrorri nnsso poqnenn jar-
dim, o adiando .-.borla a porta que d para o campo,
entrevia ventado fatal. Mioha mai e oueslavamo
consternad is. quando e velho Miguel apreseutaiido-
se com ar cinharacado, e volvendo o chapt'-o no de-
dos, disse-meqne linhas sido xisla na vespora noi-
le na entrada da floresta com Mr. Mobiax. O guar-
da de Saint Vincont, paseando por l, nao reconhe-
ceu a vosss logo ao principio : pnrm Modor, que
lera cacado tanta vezes com Mr. Mohray, o ao qual
amas lano, nao eiigauoil-se. o foiquenrez o guarda
conhere-los. Miguel dsse-nos que Mr. Mobrax linda
o ar paludo e abatido, e t choravas ; por isso o
guanta rbainou o cao, nao alrevendo-se a approii-
mar-se e fallar-llies. Estas informar/ies aplacaram
um punen mnli.i iiiqui'laeao. que era grande ; to-
dava loda ,1 maiili'a eu a, vinlia, prorurava, elia-
nava-te c chora va.
Desesperada como eslaxa, nao pude deixar de
Jir, quando vi o velho conde de Clandevez, cujosem-
blanle o vestuario sao sempre, como sabes, extraor-
dinariiimenle an'cclados.precipilar-se na,ala qnas em
roupao, ecoina cabclleira s axessas. Perdoa-me,
"A"ua.' ,e r"10 em semelliante circiimslanca
Mr, de Glandevez linha urna dor lo jocosa, queuao
oude impedir me disso. Eiledrigio-seii minha mai
: a mira com o reluci na mao, e disse-nos com voz
tremola de colera, que dava-nos mea hora para te
procorarmos, que pretenda caar com ligo, a que
tartamente nao linha encommendado um janlar
rnaguilico, um baile cxplendido, nara qne tudo isso
fosso malloarado por 11111 capricho'. Ainda se se p-
dense substituida accrescentou elle. Mas em um
casamento como se passaria sera a noiva ? Confesso
que resnondi-lhe com urna risada, e creio que elle
me teria espancado se podesse.
a Mas em que pensei contando-te estas loucuras,
quando lenho omisa tilo tristes que communicar-la ?
Quanto eu quizera, querida Anna, ser, como dzes!
t,mi ni/, leu nnico juiz Coraoabrira logos bracos
para roeeber-te e aperta-lesobre o romean ; em
sabes que nunra roflecti muilo, a coufie sempre
tanto em tua razan qne pensei que ella batava
para nos .las, o que eu nao linha necessidade,
de ocrupar-me rom' a minha. (Juercs agora que
reflieta soalnha, vou faze-lo para le obedecer ; por-
que nao posso rociiiar-le nada. Parece-mc, bem
como a ti, que xislo amares a Mr. Mobray e de-
testares o rondo de Clandevez, he mui nalo-
rnl que nao queiras casar rom o segundo. I)e-
mais Mr. Mobrax he um hornera umita honesto, c
parece ler ludo o que. he preciso para fazer urna
mullid feliz. Oiiantn ao cuide jnlgo que se au ca-
sae com elle, man casamento seria urna perpetua
risada- Ora, nio convm rir na caed do marido, nao
he as-ini. Anna '.'
Repel ludo islo i niis |mndeu-me que 011 era urna menina e una tota,
que nao poda onleudor nada dcsle negocio. Perorei
tua causa o melhor que pude, e disso todo o mal
que pensava .le-se vil conde de Clandevez, todo o
bem que pensamos de .Mr. Mobray ; porquanto des-
de o momento em que o amas, levo ama-lo lam-
bem. Minha mai ouvindo-me cmpallidecia. e seus
labios se apertavani. Ella >lise-me cuusasiao duras
que as lagrimas arcudirara-me aos olhos. Prohibi-
me pronunciar lou norae dianlo delta, e accrescen-
iiiu que nao le amava mai, que nao le perdoaria
minen, e que nao quera lomar a vr-l.
11 Amanhaa renuvaroi meus rogos; pos, nao ha
nada que nao aflronte e nao faca por li, querida
mas Anna.
/ mema mema.
.1 Clialeaunciif, novembro de 18ltv.
.< Ah nao lenho noticias mais favoraxeis que
dar-te. minha chara Anna. A colera he ainda gran-
de contra t, nossa mai esL-i em urna agitaco con-
tinua, receo s vezes que tenha febre. Ella'escrcve
incessaulemeiite para Pars,, e todos os dias recebe
carias de lii. A's vezes anuuncia-me que vamos ad-
quirir urna grande riqueza, diacorre sobre a alia e
baixa com o notario, pretende que os fundos hao
de descer mais. Depois todas as nuiles quando es-
tamos sds-, interroga a fortuna com carias de jogar
para saber seororreio do da ceguinle Ihe Iran o
aviso que espera. Concebas que este estado de im-
paciencia e de anciedade nao he proprio para dispo-
la a ouvir meus rogos. Alm disso creio que o'
velho conde de filandevez contrhue para enlreter- |
Ihe'o resenlimento. 1
Depois de tua partida, querida irmia, elle nao I
de muilas horas em varios pontos, mais especialmen-
te as ras de Gorgucia, da Cruz, do Principe do
Lobo, do Prado, do Banho, da Carrera de S. Jcro-
nymo. Cada ra eslava convertida n'um campo de
balalha: cada esquina era um baloarle, onde a pai-
zanagem defeudia os seus direilos a acausa da liber-
dade. At as 6 da tarde livemas a dor de presen-
ciar lao dnioroo espectculo, porque emfim eram ir-
maos contra rimo-. Afinal aprescutou-se um ofll-
cial agitando um lenco branco e acompaiiliado de um
corneta que locava a ccsar o fogo.
Fez alto, anda que com bastante difliculdade, e
de-repente se ouvirara vivas alrnadorts e acclama-
Ciies patriticas, que sahindo das fileiras dos paizanos
eram repetidas palo soldados. Renasreu a. espe-
ranca, abrram-sc as janellasdas casas fachadas du-
rante a lula.
Ili.liin lin-so por toda a parte como a faisca elc-
trica a noticia de que tnhia sido comeado o general
Espadero para couslituir um governo conforme ao
voto nacional. Depuzerara cutio as armas os com-
balenles, e com um 1 generosidede propria de Hcs-
panhoes se ahraearam como amigos os mesmos que
poucosmomentos havia se combatan) como impla-
ra v eis adversarios.
0 povo de Madrid, quasi inerme, sem organisac,ao
militar, sem generaes, sem mais goia do que a suas
proprias inspiracOe, obseve urna victoria decisiva
conseguindo que fosse chamado a presidir e formar
um governo altamente liberal o duque da Victoria,
o pacificador da Hespauha.
Muilos morreram na peleja e grande he o numero
iJosferidns:fa favor desles abrirara-se subscripOes co-
mecando pela reducrao do Clamo/ Publico.
(Nardo.)
asa
Eis o lexlo da proelamaeAo do general O'Donnel
publicada em 7 de julho em Manzanares, villa da
Mancha perto da Cidade Real, antes que a columna
se dirigisse a Andaluza :
Hcspanlines.
i< O eotusiasto acolhimenlo que encontra em todas
as povoaces o exerclo liberal, a resoluto dos sol-
dados que o compoem, a que se conduziram tao he-
roicamenle em Viclvaro.oenlhusasmo que por lo-
da a parle tem havido pela noticiada nossa subleva-
do, asseguram desde j o triuinpho da liberdadc e
das les, que juramos defender.
< Em poucos das a maior parle das provincias sa-
eudirao o jugo dos Ix raimo-; lodo o exercito viri
reunir-se sob as nossas bandeiras, que sao as da le-
aldade; a nacao gozar dos beneficios do rgimen
constitucional pelo qual derramamos al boje tanto
sangue intilmente, e supporladp lao grandes sacri-
ficios.
n Chegou o momento de declarar o que estamos
rcsolvidos de fazer no dia da victoria.
Queremos a conservado do Himno; mas sem
camarilha que o deshonre; queremos a execucao ii
gorosa das les fundamentaos, rndhoraudo principal-
mente a le de elcicao e da imprensa, queremos a
diminuicin dosimpostos fundado em urna restricta
economa, queremos que no empregos cvis c mili-
taras se respeilc os dircilus da ancianidade, e os do
merilo; queremos tirar os municipio* da cenUalisa-
c.'io que os devora dando-lhes independencia local
necessara ao augmento da sua prosperdade ; em
fim, como garanta de lodos estes dons, qneremo"
estabelcrer sobre ha**ti solidas a milicia nacio-
nal.
1 Tacs sao as nossas iutencocs esporoo-las franca-
mente sem querer para isso impo-las naco. A
juntas govemalivas que so terao de constituir as
provincias livres, as cOrles geracs que devero reu-
nir-se sem demora, em fim a raesma nacao eslabcle-
cer as bases definitivas da regeneradlo liberal, o
qual aspiramos !
He com esles senlimentos que consagramos n
vonlade nacional as nossas espadas, jurando nao as
embainhar al que se consiga o fim.
Leopoldo O'Donnel,
Conde de Lucena.
Os chafes dos insurgentes inandaram espalhar
na capital outra proclamadlo do llieor segunte :
(i Madrileos.
n .la nao ha progreslas era moderados; somos
todos Hcspanhoes, e os imitadores dos homens de 7
dejulho de 1822.
< Vollemos i constituido de 1837 conservarlo da
rainha Isabel II. exilio perpetuo da r.-iinha mai, des-
tituido de um ministerio desptico; revindiracao
do empreslimo (conlrbuicJo forjada) decretado pelo
gabinete para satisfazer sua insaciavel ambicio res-
tabeleriraento da paz em nosso paiz, tal he o fim que
nos propomos alcancar,a lodo o casto, como ensi-
naremos no campo da honra aos traidores, e os pu
niremos de sua cega o culpavel loucura. Aran-
juez 1 de julho de 18.", i.
1 Assiznado Domingos Dulces Leopoldo O'Don-
nel, Ro de Olano.
Do Diario Hespanhol de SI. J
llispensar-nos-hao nossos subscriptores sen.lo pu-
blicamos boje o numero completo. Cccupados os o-
perarios da imprensa na heroica Iota sustentada ha
(res das pelo povo de Madrid, permanecen! anda
em seus postas. ,
Aconselha-nos o nosso dever, contando autecipa-
lainanle com a benevolencia do publico, nao sepra-
los do lugar em que cumprindo como bons patriotas,
se collocaram.
N'as difliceis e criticas circumslancias que o paiz
lem ressado de'vr lodas as noles. Bem sabes o qfie
he um habito para elle. Este esta lomado ecom gran-
de pezarmeu.o conservo. Nao me disseum da destes
minha mai que eu devia aprender o xadrez para ju-
gar com o conde, como Aalac ? Imagina, Anna, tua
louca Mara assenUda dimite de um laboteiro, e re-
volvendo gravemente pedacos de madeira em frente
do conde I Como esta idea fez-me rir. minha mai
disse-mc, reprehendendo-me, que havia no mundo
cousas que a genle devia fazer embora nao Ihe des-
sen prazer, e que certas complacencias podtam ter
urna iitilidadc que eu nao suspeilava.
Com etl'eiio naose que ulilidade pode liaver om
eu jogar o xadrez com esle velho, que te fez lauto
mal, e elle bem pode ir jogar com Agla, ruja ha-
bilidadc he laogabada. A proposito de Agla, ella
port u-se a ten respaila melhor do que eu esperava,
querida Anna ; istohc, ao menos d ante de mi ni 11.11
lallou mal de ti. Todava nao a julgo melhor que
d'anles. A expressao de seu semblante ara lio sin-
gular no dia em que soube-se de tua partida, que
era dillieil adcvinliar a impresso que e-sa noticia
fazia-lhe experimenlar. Ella lini.a o ar ao mesmo
lempo Irsle e satisfeilo. Se nao fallava, esculava, e
quando algucm le alacava com mais violencia, ella
orria surdina, e cu arhava-a semelhanle iqnelle
hnrrivel galo, que dando as costas ao sol passava e
repassaxa a lingua sobre a labios donde pendiam
ainda as peninis ensanguenlailas de inhiba pobre
rolfnba.
Adeos, querida Auna ; apezar das recusts de mi-
nha mai, nao desespero de dobra-la. Nao quera di-
zer-lc islo ao principio com receo de nao er bom
successo; mas nao posso decidr-me a fechar esta
carta, sem fazer-le participar de una esperanca que
le dar animo. Honlem de manha fui ter com o
senhor cura, e elle promelteu-me interceder em leu
favor junto de minha mai. Sua voz -era sem doli-
da mais poderosa que a minha.' Elle disse-me que
linhas commeltdo urna grande imprudencia, una
falla grave ; masque rogava a Dos de manha c de
noile que nan permillisse que ella le fosse fatal. Nao
Ihe queira mal jiela sua severidade, elle anda le
ama, poi faltarraode li, urna grosa lagrima rahio-
Ihe do olhos.
11 Coragem, e esperanca. Anna i>
Arito.
, ila aqu ama lacuna de tres mezes. na correspon-
osla alravessando nao nos canearemos de inculcar a
ncfessi.ladc de que se unam todos os homens hon-
rados do grande partido liberal hespanhol,* porque
todos aquelles que o repugnante quadn* da immora-
lidade, que desde alguns annos tem de-enrolado i
uossa vista, arcuderam achammad'uma vehemen-
te e santa indignaran.
He necesario, indispensavel e urgenlissmo que a
rinda do duque da Victoria e de O'Donnell com os
oulros generaes do eicrrilo libertador, inaugure
urna situacio normal que conlribua a dotar o paiz
das garaotias que Ihe fallam, e robustecer, e assen-
la> sobre solidase incontrastaveis bases as que hao
sido vilmente quebrantadas.
Que nao se escutem certas patavras engaosas com
que os instrumentos vendidos ao infame ministro
Sartorios, e s diablicas influencias que al agina
manejar>* os negocios pblicos, Iralam de semear
a discordia, e quizeram deslruir os benficos resul-
tados do glorioso pronunciamenlo nacional que se
verificou, c dasbrilhantes jornada dos das 17, 18 e
19 de julho. Aquelles homens de nefanda memoria
e aquellas influencias dirlgem agora lodos o seu
esforen, a semear a desconfianca entre os individuos
das difiranles traccaes, em que em oulros lempos e
divida o partido constitucional da Hespanha; esabis
poique? Parque em sua madijavelicas illusesju-
ram que dcsle modo oblerao que os amantes da mo-
ralidade, da lberdade e da ordem, nao fuem a at-
leuc,ao dos seus exerssos, arbitrariedades e rapias ;
porque deste modo esperam que se olvide a infini-
dade de escndalos que commelleram, rrraes que
perpelraram e ultrajes que infenram prupriedade e
ao decoro da nacao, quij demasiado generosa e
magnnima.
Nao nos canearemos de pregar todos os dias estas
mesmas ideas, para que o castigo que a moralidadc
aggravada e a juslca desprezada exige, po-sa devi,la-
mente applirar-se, .he furcoso que a discussao de
qufsloes inuleis nos momento actuaes nao venha
favorecer ocasionalmente a impunidade dos malva
dos, que perlenderam levantai a agiolagem, a espe-
culacao fraudulenta, o roubo, emfim calhegora do
sistema polilco.
Abrio-se as redaece dos peridicos indepen-
denles urna subscripto pnlriolica para o socrorro
dos feridos em consequencia dos ltimos aconteci-
mcnlos.
Julgamos esensado manifestar que nos achamos
completamente de accordo com tao philanlropico
jionsimeuto.
A re,I,,ceo do Diario Heipanhol .leu principio
subsrripcOes, que se fajam por meio de te peridico,
com a quaulia de 1:000 reales.
Um hespanhol 200 reales. .
A prorl.imacao dirigida ao povo de Saragoca pela
sna junta governaliya, a coja freule se ada o duque
da Victoiia he um documento summarnente nutavel
eiligiiodos bcuemerilos patricios que a subscre-
vem.
Ei-la aqu :
Aragoneset.
Constituidos em junla interina do governo da
provincia de Saragoca, vos diiigimoi a nossa vo
para annuciar voso Iriumpio da libentada que lio
chara luviamos conquistado, e que lo vilmrnte
nos havia arrancado por urna turba de ambiciosos
para qem mui pouco era o poder, e mui pouco os
seus prtsladosjuramentos.
Ja a vossa nova aspiracao de liberdade comee
hoje a sersalsfeila : j corneja a poca da prospe-
rdade que tao ardenlemenle haveis desejado. Ja
leudes as vossa* fortunas ao abrigo da moralidade;
J a nario vai dar-se um governo econmico, e
amantadas vosas venerandas nsliluirOe-', porra
o interese .lestes beneficios exige da vos toda a sa-
bedoria que produz a e lurae.lo politiea, toda a ge-
nerosidade que causa o infortunio, todas as virtudes
que tao alio pozeram o mime de Arag.to, Iriiimphan-
le boje de sen bastardos inimigos.
Confiado ludo junta g.nenia!iva, em quem se
ada boje depositado, por vossas mesmas mos, todo
o poder que ha mistar para concluir a obra da' sal-
vacao commum.
Se em oulros desgranados lempos foi preciso ex-
citar vofsos inslinclos valerosos, hoje se exige de vos
a cegacoulianrru qne devem nspirar-vos nossos no-
mes e a sensatez que ha de tornar mais sublime,
mais victorioso o nosso priinunciamenlo, e sera Un-
to mais intil um tumultuoso alarde do poder,
quando a talante guarnicao desta capital, conhe-
cendo demasiadamente os seus juramentos em favor
da patria e liberdade. adhere aos nossos fervente
des/ejos, c jamis honrara as suas armas voltando-a
cunlra o peilo da patria, que sua manutenerlo as
havia confiado.
11 Quanto anles se vos dar conhecimento do pro-
gramma com que pensa governar a vo-sa junta, des-
cansada todava na justicia da vossa causa, e justifi-
cada pela vossa pacifica allitude, que sois dignos da
lberdade que vos linham arrebatado, para renascer
hoje ao vosso grito.
Saragoca 17 de julho de 1851.P. A. do duque
da Victoria, presidente; o vice-presdente /gnacio
Garrea.Joo llruil.Benlo Fernandez;Rento
Bernardina. Mathias Galcc. Jote Marrac.
Manad /M'ala.-wFrancisco SagrMBo..ladre Pa-
dutes.Jos Laguna. Jeronymo Bara, secre-
tario.
O digno general marquez do Dourn e os nosos
companheirns do re lacc.n os Srs. Ranees e Roberto,
deportados uas Canarias por urna das medidas tyran-
ncas do opprobriuso ministerio Sarlorius, consegu-
delicia dasdua imillas. Sem duvida, como Anna
suspeila, suas cartas interceptadas ddvaram de ser
en llegue-a Mara. A segunte che,- ui prova v el-
mente ao seu destino por causa da xia indirecta le
que se servio a primognita da* ditas irmas, e foi
assim quesua corre'pondcntia depois desse longo
intcrvallo pode em fim continuar.)
Anna a Mana
Londres, Janeiro de 1819.
o Maria, minha sorte esta fixada para sempre;
suu mulbcr delta. *
Nesles tres mezes tenho-le enderecado vinle
cartas que sem duvida hao sido inlercepadas, pos
tem ficado sem resposla. leuIm dirigido outras lan-
as minha ni.ii. a qual depois me as reenviou com
fri desprezo .inda lacradas. Vou.lo-me repellida,
julguei nao ter nis dexer a cumprir senao para
com aquelle que foi o--uuico que nio me abandona-
ra, que em quanto lodos se reliravam de mira, ro-
deava-me dos cuidado solliclo de seu amor respei-
toso. Havia Iros mezes que cu viva de seus be-
neficios. Digo isla hoje cora oigullio, Mara; pos
esle bomem he lao generoso que nao mu pedio urna
palavra, um olliarque eu devesse orcullar minha
mi. Em quanto minha mai era para romigo lili
dura, c o mundo tan cruel, elle Icvanlaxa triste
moca condemnaita, huinillia !a, abandonada, um
Himno em seu uobre cornean,e tratava a pobre pros-
cripta como rainha. Sim, Maria, nunca rainha ne-
nhuma foi tratada com mais raspeilu c amor do que
tua irma.i.
a Foi honlem que pronunciei dianle do co c ju-
ramento deoma-lo toda a vida. Mau Dos.' ha por
ventor neccssiilale de jurar-so o que sente-so tao
bem ? Para que fazer um dever da feliciilade t No
momento em que cu responda, pareceu-me que o
eoiacao sullava com nimbas patavras, e as' preceda
para pronunciar o juramento dcsle amor sem fim
que elle cnnsngrou ja ha nimio lempo a Mr. A rlliui-,
Havia era torno de nos um murmurio de admira-
cao, e eu comprehendia confusamente que me ada-
xam formina. Sem duvida eu o dexia estar, Maria;
porque minha felicidade era lo grande, que pare-
cia-me nao estar mais sobre a Ierra, e ver atravez de
urna nuxem de perfumes os anjos do co, qoe caber-
los com ua a /as da fogo esrreviam no I i\ ro dos amo-
res castos meu uome e o da Arthur.
ram fugir dn lugar de sua forjada residencia, e h"
mu provavel que quanto antes poslo j tomar um.
parte acliva e proveilosa no desenrolo da siluaca
que acabam de crear os uumeraveis successos desle
dias.
a A junta d'armamento e'defeza publicou a seguiu
te al loeuc"o :
Madrilhenot.
a A junta em quem haveis depositado a vossa con
fianza, julga corresponder a ella accrescenlando-lh'
o valor, pslriolismo e enlhusiasmo de que acabai-
de dar tao gloriosa prova na jornada memoravel di
honlem.
da liberdade, como sois credores gralidao nacional
o Mo tardareis a ver o duque da Victoria entrev-.
A rainha o encarregou da formado do novo minis-
terio. O noine de Espartero he urna garanta di
patriotismo e de liberdade.
aAjunl.ifazendo-se interpelredosdesejos do pov
de Madrid, eacudin.lo necessidade do que se na.
alterca ordem udmiravel que a povoacao conservou
no meio da luta, delerminou a organisa^ao da mili-
cia narional cumprindo assm os desejn que O'Dor,
nell manifestou na sua proclamarlo de 7 de julho em
Manzanare*, e com os que iuduhitavolmente ani-
mam o :eneral Espartero, chamado hoje a formar o
ministerio.
pararos meios^dequesecumpra sbitamente esta di-
posira 1 ; nos momentos aduaes, oque importa ante-
do ludo he conservar opu*los qbe c povo oceupa :
c que nao se sepera delle. Realizar-se-ba a orga-
WJiaclQ sem dislrahr as forjas que eslao sobre as ar-
ma ; a junta se encarrega d'ella.
Madrileo: Conserva!a vo'saallitude imponenli
sede agora como os havei sido sempre 13o genero
sus como xalenles. A vossa junla, que admirou ,
vosso heroismo, lisnngeia-se de quo admirar iodo 1
mundo, todas as virtudes que honram o cdada-
todas as prendas que caracterisflo os liberaes hes
panhoes.
Madrid 20dejulho de l&M.Errtelo S.Miguel
presidente.Joao Secilhano, Affoiao Escalan-
te,Manoel Crespo, Francisco Valdez,Ma
rtin Jos Iriarle, Gregorio Mollineda, mar-
quez de Tabuerniga, Angelo Fernandez de
los Ros,marquez de La Vega de Amijo.Joa-
tfat'm Aguirere,Antonio Conde Gonzales, Jos
Ordax Avecilla.
Consideravamos honlem nao sem fundamento de-
terminado o conflicto entre a-tropa e o povo arma-
do. A guarda do principal Tratar usou hontem com
os paisanos, seguido o seu exemplo a forja que oc-
cupava o quarh-l dos soldados, e fazendo outro lan-
o as guardas civis quo oceupavam os seus.
Hontem publicamos os dous snpplemento que re-
produzimos em seguida :
"A ausencia t<>taldoempregadosila nossa impren-
sa nao mis pennille darao publico mais do que es-
la breves linhas.
Temos a maior satisfaeao em annunciar aos nos-
no leilores que a colisao entre o povo de Madrid
e a guaruijao pode cousiderar-se afortunadamente
Como concluida.
A nomeajao do Duque da Victoria para presi-
denta do futuro miii-lero nao padece duvida, he
urna garanta incootrastavel de que o ystema re-
presentativa se arreigar perpetuamente no noso
solo, e de que a uniao Uto necessara de lodos os lio
mens honrados do grande partido liberal se realisa-
r de um modo indistrurlival.
O povo de Madrid que no dia de honlem cora
baleu tao nobre e generosamente, rol loco u-se na o-
levada pnsico dos povos mais heroicos do mondo,
que lco to terrivelpara os estultos e para os que
na sua estupidez e criminosa ignoraneiajulgam que
a naci bespanhola seria eternamente pasto da sua
ascorosa e hedionda voracidade'! Mizeravei e vis
qoe lem tido a civica audacia de chamar cobarda
ao que s era herosmo do soffrimento
Acaba de se nos entregar o segunte documen
lo a que damos piiblicidade com o maior goslo. Diz
o seguinte :
11 Kiujanos. Separo-me de Logronho, men povo
adoptivo, porque a patria e a liberdade reclamam a
minha presenta na invicta Suagoja. Levo na lem-
branca a grata recontaran dos sele annos que fui
vosso concwladao ; um nico dever vos nejo : obe-
decer a palriotica junla que se inslallou boje, res-
peilar as suas diposic5es a conservar a ordem, ga-
ranta segura do Iriumpio.
a Cont sempre com a vossa honradez, nunca des-
mentida, com vosso proverbial patriotismo, e rssa
grandaza de coraco que vos tem feito 1.1o apreci a-
veis para o vosso conridado. Espartero.
Logranho 18 de julho de 183 .
---------iiiam
O povo lem a sua representar o legtima ; nos
momentos de perigo se agruparam varios cidadao c
reunidos em casa do dgnissimo marquez de Fuentes
do Duero, supprr.-im a falla do governo organisando
Um centro de aceito : eis os nomes dos que com-
poem a junta de -alvaro e deten,Presidenta.
O general S. Miguel. Vogucs, D. Joao de Sevi-
Ihano, D. Alfonso Escalante, Manuel Cres-
po. O general D. Francisco Valdcz, O general
D. Martim Jos Iriarle.D. Gregorio Molhencdo.
O marquez de Tabuerniga, Angelo Fernan-
dez dos Rio, marquez de La Vega de Armigo.
D. Joaquim Aguirre,Antonio Conde Gonzallez,
D. Jos Ordax a Avecilla.
A junta esl constituida em casa do Sr. Sevilhano.
Logo que se achou constituida, a junta dirigi ao
ovo de Madrid a segunte proclamara:'
a Madrileos : J est formada a junta de salva;3o
: armamento. Os nomes dos que a formam sSo ama
garanta de qoe recobrareis a liberdade.
Viva o puvo '.i>
Apresenloo-se hontem por Iras diOenles vezes a
i. M. a junta de salvajao e defeza, a eipor-lhe os
votos du povo.
Tambem espalhou asa proclamacao :
Madrilea*.
a Reunidos em junta patriota de' salvara ordem
oublica taocomprometlda hontem e hoje.fallariaraos
ios nossos sagrados devores a a no racao nao fosse com o fim da impedir a ellasSo de
sangue por urna e nutra parte.
idad.ios arma-Ios nao disparan um s tiro nao ha-
vendo provocarlo cu ataque.
Espero do mesmo mudo que lodos os chafes mili-
tares dos qaarteise outros pontos d'ondc hajam for-
;a militares, d-rn ordem aos seus para que oao
oslilisem ninguem que passe pelas suas immedia-
;iles e sem demonstracan algnma de hoslilidade, fa-
enlo-ns re-ponsaveis em ludo o quo mais importa
lonra do homem, de qualquer iufrarjao de ama
nedida to vilal uas actuaes drcomstaiidas.
EvaristoSam Miguel.presidenle.Joao,Sevjlha-
iio.AfionsoEscalante,Manoel Crespo,Franciseo
Vald'z,Martin los Iriarle,Gregorio Mollinedo.
marquez de Tabnoroiaa,Angelo Fernandez dos
dio.marquez da La Vega de Arraijn.Joaquim
Aguirre,Antonio Conde Gonzlez,Jos Orax
Avecilla.
a Viemos para esle paiz porque 11-io nos teriaiuos
podido casar em Franca sem o consenliineiiloile mi-
nha mai, qual pedi-o dejoelho sem conseguir ob-
ler delta nem una recusa. Ma afastemos esta Iris-
le lembranca, nao pensemo* mais em miabas lores
passadas, lodas as minha. farul.tades eslao ocrupa-
ila* em sentir, gozar, supporlar minha ventura a
quJI he tao grande que vezes me faz meto. Pare-
ee-me que nao soii digna de tantas felicidades, e que
he impossive que ellas durem. Se comprehendes-
ses, minha irinaa. urna parle das delicias que inun-
dam-me a alma! Poder amar puiliramenle aquel-
le, que eu amei longo lempo no segredo do pon-a-
monio, poder exprimir sem corar o senlimentos de
ternura e de admiracao quo linha amonloado em si-
lencio, poder derramar o coracao em nimbas pata-
vras < Oh mcu Den! leude pie.ladc de niim, nao
me castiguis pela minha leliridatle !
A cada hora do di repito a mm mesma que son
mulbcr delle, que posso ama-lo, que nimha vida
he delle no presente e no futuro, que lenho direilo
a todas a suas afloijOes, nielade de suas felicida-
des, e Sobretodo, Mana, melado de seus soflnmen-
los. (Juan doce deve ser. Mana, soffrer com elle A
dosgraca comparlilhada nao seria a felicidade da Ier-
ra? Que me importara viver na prosperdade ou
no infortunio, com tanto que eu estivesse sempre
com o mcu Arthor .'
Elle entra agora, e eu dcixo-lc: porque elle
tam alguns cumies de li. Mara, e preleude que mi-
nha amisade para com ligo he um roubo leilo ao sen
amor. Deseulpa osle pequeo arresso de egosmo,
minha lio irmia. I) balde Ihe digo que no he bom
ser assim avarenlodas alTeicOes de sua mulbcr. elle
nao quer ser razuavel sobre esfe ponto, a cu per-
doo-lhe, porque siulo no fundo da alma que preciso
que elle me conceda o mesmo ponan ; por quanto
soii ava.reut.i de sua ternura assim como elle o he de
met amor.
a Adeos, querida Mara, nao le esquejas de tua
irmaa. Anna Mobray.
o P. S. Dirijo-te asa caria por intermedio dn
velho Miguel, casa do qual sei que vais moitas ve-
zes em memoria de lou amigo Ernesto. Espero que
assim ella le ehesar'.
.1/dh'a a Anna. ~^_^
Chateauneuf, fevereiro de 1819.
Ah! em qua fatal momento chegou-me a carta
O povo armado contina hoja occapando a bar-
icadas, porera a popularan percorre as mas com
'oda a liberdade. As tojas eslao abortas e rulo be
le esperar que se renovero as hostilidades, s os
gentes secretos da camarilha nao procurarem sedozir
is poucas tropas que se acharo em estado de obrar.
As que oceupam ? principal foram noite soccor-
rldas. com rajOes por ordem da junla.
Parece que nos dias posteriores da iniqardomi-
najao que sacudimos, a excelsa infanta D. Maria
Luiza Fernanda, bem como a irmaa do rei a infan-
ta D. Josefa, vivamente alarmadas pelo sen alselo
para com a rainha pelo aspecto do paiz escreveram
1 S. M. manifestando-llie quaes erara os verdadei-
ros desejos do povo e a necessidade imperiosa de
mudar de ministerio a de poltica, que sentan) quan-
to desejavam a conservajao do Ihnno.
Estas cartas que nao deixaram chocar as mos
da rainha, senao muilo larde, contribuirn) a pre-
cipitar a queda do funesto gabinete de aelembro.
------- uuann
Nao ha palavras para ponderar a abnegajo c hon-
radez do povo madrileo esles dias. Os meamos que
com as armas na mafl estavam as barricadas, pe-
J am por favor aos donos das casa poY elle oceupa-
das urna poaca de agua para sadar a devorante se-
de. Nao liouve o mais pequeo roubo em parle al-
gunia. E u mesmo povo rasligou aquelles de quem
poda suspeitar-se uniao ao movimenlo com esla in-
teojSo.
He completamente falsa a ama da infinitas e
malvolas invenjoes dos amigos da situadlo cabida,
que o duque do Valencia reprovasse da maoeira
mais indirecta o pronunciamenlo nacional por quem
tem sympathia.
Proporemo junta de salvacao publica, o go-
verno, a alrevemo-nos a elevar ao throno a expressao
do nosso desejo para que sejam nomeados immedia-
lamente :
O general O'Donnell, general em chafe do exer-
cito constitucional.
0 general Dulce (ommandanle general da milicia
nacional de Hespanha.
O general San Miguel, capillo general de Madrid.
He urna das prime iras necessidades que tahiam.
immediatamente os corre ios delitos para que leven!
a Iranquilldade a lanas familias e a alegra a toda
a najao.
A' ultima hora recebemos a seguinle Gacela ex-
traordinaria de 20 de julho da 1854.
PRESIDENCIA DO CONSELHO DE MINISTROS.
Exm. Sr.; S. M. a rainha servio-sc nesla data ex-
pedir o seguinle real decreto :
c Attemiento aos mritos, servijos e acreditada
lealdade do lente general 1). Evaristo S. Miguel,
acabo de nomea-lo eapilao general da Castalia Na-
va a ministro interino da guerra, at chegada de
D. Baldomcro Espartero, Duque de Victoria a de
Morda, a quem nomeei presidente do conselho de
ministros.
Ao mesmo lempo acalio de aceitar a demisalo dos
cargos que desempenharam interinamente D. Luiz
Mayan, ministro de, estado; D. Pedro Gomes da
Sema, ministro da graja e juslca ; D. Fernando
Fernandez de Cordova, ministro da ouerra ; D. Ma-
noel Cantero, ministro da fazenda ; D. Antonio dos
Rios a Rosas, ministro da guvcmac^Io; e D. Miguel
da Roda, ministro d fomento.
O qne da real ordem o transmuto a V. Exc para
seu conhecimento e s.iti-fnc.io.
Dos guarde a V. Exc. muilos annos. Palacio 20
do julho de 1851.O i/uoue de Ricas.Sr, D. Eva-
risto S. Miguel.
ao > 1
{Da Gazetta de Madrid de 21)
O novo eapilao general da Castalia Nova. dirige
cheia de tua alegra 1 Foi,un dia segunte aquella
em que consuma minha eterna desgraja. Anna,
bem sabe, que 11,10.011 iuvej.isa; mas tua r.irta affli-
aio me. e pela primeira vez de minha vida a naira-
jan de la felicidades causou-me um senlimento
peuivel. Meu Dos! acaso o infortunio deserca o
coracao, e v 'U iorn.11 -me urna m irmaa porque son
a mais desditosa das mulheres?
" Sim, Anna, desde hontem estou casada, e o ho-
mem, cuja mao me foi imposta, o homem que live
de proniettcr amar he aquella cojo hymeneo esla-
vas conlemnada, he o fatal ronde de Glandevez, que
te fez fugir da casa materna Escapaste do cada-
falso, Anua, tua pobre irmaa vai subindo a elle.
Bem sei que nao devo fallar as-im do conde: por-
que emfim elle receben minha f a sou delle. Meu
Deo! 11.I0 poderia eu apagar da memoria esla lera-
branca que p&e-me m fronte o rubor da vergonha
e no cora jan o desespero I
u S lenho urna consolajn, Anna ; he repetir a
mim mesma que sacrfiquei-me por rainha mai, que
paguei, oh paguei bem oro a Iranquilldade a a
aba,tanja de que ella necessilava para sata velhice.
Se ln.uv.'sse bastado meu sangue e minha vida eu a
loria dalo com muilo gusto; porem fui pr,iriso mais.
Desde tua parli.ta, Anna, j le dissa que minha mai
\ en lo destruidos e baldados todo os projerlos de ri-
queza que lioha formado sobre lu caheja, havia se
laucado em especulajOesda Bol-a. Seu hanqiieiro
a linha aconselhadn nwl. Na vespera ella havia-sa
deitido cheia de espiran ja. o no dia sc2Unle levan-
tou-se arruinada. Eniao vi nossa pobre mi ajoe-
piada dianlo de mim padir-me pelos cuidados ldos
rom a minh infan. i.que precrvasesua velhice da
pobreza conseiilindo em casar com o conde de Glan-
devez, que sem duvida para nao pcrtur>--c o habito
que havia lomado para comligo, me gatanleava des-
de alguin lempo. Sem rcfleriir, sem hesitar, con-
sent, accitei. Eu teria aceitado ludo, teria con-
sentido em ludo ante- que deixar mais um momen-
to minha mai naquelta posijao indigna.
Enl.io alia tomou-tne nos bracos, chamou-me sua
filha querida, e en aehava naquelta momento que
era mais fcil, do que eu linhajulgado, casar com o
conde, e que havia al;oraa docura mesmo na des-
graja.
Conlimor-se-na.
s



.
I


i

DIARIO DE PERNAFBUCO, SEGUNDA FEIRA 28 DE AGOSTO D 1854.
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t-
(

hoje aos habitantes da cidade a seguinle allocuc,ai> :
Madrileos.Honradu por S. M. com o com-
tnando militar desla Jprcvincia, he intil dizer-vos
que desempenharei este cargo com 11 mesma leal-
dade,com o igual vivo desejo do acert que roe ani-
mou nos muitos que em dis lindas occasies scrvi:
Pessoas que tem vivic o largo lempo, e dado pro-
vas de habilidade de glande consequciicia ero icres
e principios, o pasudo responde de cerlo modo pelo
presente ; o n'um o n'oulro se ipoia o futuro.
O Ilustre duque da Victoria cujo noroe represen-
ta tantas gloria*, lio insignes serviros a sua patria,
vai iiiiinedialamente aprescnlar-se iio roeio denos.
(.'ue peilo verdaderamente hesp&uhol nao se senle
abrazado com a idea de que itas mitas de Uo insig-
ue varo, vai depositar-se as reden* do joverno 1
)oe seus nobres e elevados senlimenlos, quem pode-
r duvidar ? Quem niln espera que no systema do
guverno que vai innausurar-se eslao involios quau-
tos principios de pnlitica e administrarlo reclaman! a
civitaar.lo do seculo? E os interesset moraes e phy-
sicos da nossa patria, tilo digua de melhor sorte ?
Madrileos de todas as classes e condicies ; aguar-
demos com aymais doces esperancas um diu que se
acln j^roiimo. Vnlte [o cjdadlo ao exercicio
pacifico de sua profisso: volle ludo nesla grande
capital a respirar oar de tranquilliiiade e confianca.
\ Uo interessante (objeclo se consagrado ineus
cuidados, disvellns e o telo que foi sempre o norte
de toda a ininha conduela.
Madrileos todos : viva a patria : viva a narao :
viva Isabel II, rainha constitucional das llespanbas.
Madrid Jl de julho de 1834.
hvtirist San Miguel.
IMQIII
S. M. o rei de Portugal c S. A. R. o duque do
Porto, acompanliados de 9. A. R-. i duque de Bra-
bante, parlirain para Auvers esta manhaa s 7 ho-
ras.
Uouve anda houlem noile um grande jantar no
raslello de I.acLen.
I.e-se no Precursor dehontem quinta feira:
Esla mauha, desee as seto horas. Achava-sc
muila gente reunida na. eslacao do :aminho de ferro
do Estado para assislinn chegada do rei de Por-
tugal e da nossa familia real. Mas soube-s: hon-
tem depois do meio dia, que um despacho iinormou
as autoridades que a chegada dos .uguttos visilado-
res er retardada um dia.
Ella nianha soube-se que S. \l. o rei e os dous
principes, os seus lilhosacom pandando S. M. I). Pe-
dro, rei de Portugal, e seu unan o duque do Porto,
chegarim cidade.
Veio ordem para que seis carruagens e seis ca val-
Ios embarquem amanh a bordo do barco de passa-
gem para a inspeccAo dos fortes que conta fazer S.
M. na margem esqtienla do Escaul. O rei e seus au-
gustos visitadores passaram o Escaul bordo do va-
por Duqueza de Brabante.
O bello hiate real hollandez, de Leew, chegou
hontem pelas seis horas da tarde e achava-se no caes
Van Dirk.Assegura-.-e que S. M. o rei de Portu-
gal embarcar nmanha noite, para partir do noi-
te dentro de tres ou qualro horas para Rotter-
dam.
a O vapor belga do estado, Rubis, chegou igual-
mente hontem a tarde; a familia real Belga embar-
car a seu bordo quando partir o rei de Portugal,
no caso em que qoizesse dar um passo de conduzir
seu augusto hospede at Lillo.
Le-se no Eclaireur de Samur:
O rei de Portugal e o duque do Porto, cliega-
ram bentera quarta feira pelo meio dia, viudos de
Liege, estarlo de Namur, que eslava cheia de urna
mullidao consideravel. S. M. e S. A. R. eram a-
compunhados deS. A. R. o duque de Brabante e
de S. A. R. o conde de Flandres, e do seu squi-
to.
Extrahimos do Jornal de Chaleroi os pormeno-
res s 'guantes a respeilo da visita do rei de Por-
tugal manufactura de vidrosde Santa Mara d'O-
gjnies.
S. M. o rei de Portugal e SS. AA. RR. o duque
do Porto, o duque de Brabante e o conde de Flan-
dres chegaram de I ieges a lamine-, terca-feira.
M. Houlard-Cossces, director da manufactura
de vidros de Santa Mara d'Oginies, dirigiu-sc es-
tarlo de Taniines para ah receber os anguslos visi-
tadme!. A sua visita fez-se&cm apparalo, era urna
simples excursao industrial.
cr Servio-se um alu oro n'um dos bellos saines da
liabitacAo de M. Uoutard. Durante o banquete, a
excelleule msica do estabelccimcnlo (ocou e exe-
cutou diversos bocados de harmona.
a Os augustos viajautes viram a fabrica circoms-
taociadamenle e analisaram com o mas vivo inle-
resse as opecaees tao inlerossanli* da fundirn.
O rei de Porlug.il pareceu irui salisfeilo da sua
visita e mamullado da belleza dosestabelecmcntos
de S.inla Mara d'Ogines. O doquelde Brabante e
o cunde de Flandres renovaran! a M. Hc ulard
Cosse aa suas felicilaces.
" .Ve i horas, todos estes auguslos personagens
lornaram a lomar logar no Cociboy exprtsso, que
os liiiham conduzido, e continua ram o seu caniinlto
para Broxellas e se demoraran) em Charlcroi.
(Peridico dos Pobres no Porto.)
________I__________,_______________________
de rousas he um mal para o paiz, porque se todos
os partidos se devem guiar por principios, se lodos
os partidos devem ter por fim o que tur mai til ao
paiz, parece-mc que todas as opiniiics devem ser
convenientemente representadas. Dcixemo-nos, se-
nhores, de reacues; o paiz nao lucra nada com
ellas ; deixemo-nos de seguir a mximavos II-
zesles mal, ns fazemos o mesmo :lie necessaro
que algum dia re arripie desta carreira ; he neces-
sario que triumphem os principios que nossa consti-
tuirlo eslabelece, que nao sejam ellos a lodo m-
menlo violado*, que a conliluicAo do-paiz seja urna
realidade, porque esta consliluicao bem executada
faria a felicidade do paiz ^apoiados,) porque nella
encontramos os principios os mais fecundos de li-
berdade e de procresso.
Senhores, sempre moderado, cu nao pretendo ex-
citar paixes. nem fazer recrminaces (apoiadot);
mas lem-me sido muilo doloroso que nao se acharolo cao '.'
nesla cmara numero
que pnssam
O Sr. Eduardo Franra:A consliluicao, fun-
dada era principios liheracs, quiz dar aos direiros
dos ddadacs urna grande garanta. As fracas con-
siderarles que aprsenlo sao fcilas smente como
um protesto: sei bem que lodos os esforros ..v. bal-
dados, ellas lem por iim fazer ronhecer que nao
devemos nos oolros, horoens da opposicato, crer
na poltica actualmente apregoada ; a palavra con-
ciliario pdc fascinar a muila gente, pode fazer sup-
per que realmente o miuislerio procura fazer con-
cesses ao partido da opposicao quando nada Ihe
concede, antes o pe em peiores coudiees como faz
com este projeclo.
Anda ha oulra cousa a que devenios muilo alten-
der : tira-seo julgamento dos jurados parase entre-
gar aos juizes de dreito. Serio por acaso os juizes
de dircilo que terso dejulgar esses procesos? Se-
rfloelles ao menos julgados pelos juizes da constitui-
rn fijo scrao esses processus julgados quasi sem-
suflicentc de membros da prc por juizes temporarios, porque os perpetuos sao
repellir aagre'sOes infunda- | homens polticos A cmara he composla de sran-
que sao obngados a se respeilarem mutuamente. juizes que eonsliluirSo nao recnhece !
He mister allender, senhores, que em lodos os En pensei pelas prmessas fetas ua falle do thro-
parlidos ha homens moderados e homens exaltados ; no.-pelas'promcssas fetas pelo ministerio, que se a
os exaltados nao perlenrem smenlo ao partido que reformar a lei de 3 de dezembro ; pensei que se ia
quer dar maor deseuvolviniento ao elemento po- ----------------:
polar,_ tambem pertencem quelle partido que
IHTERIOR.

n
BXO DE JAKIURO
CARIARA DOS SRS. DEPTAIIOS.
Su 13 de Juiio.
T.ida e approvadi a acta da antecedente, passa-se
ao expediente.
A comuiissao de fazenda apreienta o seguiute pa-
recer :
Os eslabclecimentos de cariJade da provincia de
Peruambucu pedem que se I lies augmente seu patri-
monio com os beos que pcrleuccram ao Encapullado
do engeiiht) Novo do lioyanna, c que se acham eu-
enrporados aos proprios nacin; es.
Para poder a commssan de fazenda dar seu pa-
recer a respeilo desle pedido precisa que pelo mi-
nisterio da fazenda se Ihe ministren) as seguidles iu-
fonnaces que requer :
1. Qual a orisem e fim do referido Encapclla-1
do, e qual o fundamento do sen commtsso.
> 2." (Junes equiintos os bens de que se compu-
oha e que forain eucorporados aos pruprios nacio-
nacs, e igualmente seu valor.
n 3. Qual o seu provavel rcndmenlo.
4. Qual o nmero de arrendatarios ou forei-
rosdesses bens, equal o numero e importancia de
eslabelccimentos ruines nelles a-sentados.
. i 5." Qual a opiniao do governo sobre o pedido
dos referidos eslabclecimentos de candado de Per-
ca mbuco.
- Sala das comir issoes, 7 ik julho de I *.'> i.Sil-
va Ferraz. Taques, a
r> Entra ero l. discussao o projeclo que approva a
apOsentaaViria de -JIKI5 annuaei concedida ao sacris-
ta da imperial capella Joaqun, dos Res Peres.
A pedido do Sr. Luiz Callos tem este projeclo
urna so iliscusso, ua qual he .ipprovado por-53 vo-
tos contra 8.
Segu-se a !.< discussao do projeclo que approva
i pensAo de tW concedida a Francisco Matheus da
Sha, cuarda nacional fia ese uadrflo de cavallaria
da rapital de Minas.
O Sr. Pinato diz que para poder volar, precisa
ser esclarecido acerca da justii a da pensao.
O Sr. Paulo Candido d os esclarecimenlos pe-
didos pelo Sr. Vr ato e requer que o projeclo tenha
urna s discussao, requermento que he approvido,
seodo-o tambem o projeclo por 59 votos.
Entra em primeira discussao o seguinle :
v Artigo nico. O guverno tica aulorisado para
conceder ao narao deS. Francisco remis-ao daquan-
tiu de 8:G50&499 de juros, que se compularam na
coat do debito do brigadeiro Rodrigo Antonio
.Fulclo Brandao, de quemera liador, licando sem ef-
feilo js leltras de prcslacOes que asaignou ou houver
de assignar o mesrno b; r,io, quando do debito aun
contado s remanescer essa ijuantia, e no caso de
p-nlual pagamenlo das presla^oes que Ihe foram
concedidas.
O Sr. Taques pede que a rosolucao teulia urna s
discussao.
Consultada a cmara, nao approva este' reqileri-
irculo, e portento continua en i." discussao o pro-
jeclo. ,
O Sr. .luguslo de Oiiveira deseja qou a commis-
aae de fazenda d algumas .nfonnacOts i cmara
.di ni de orieula-la no voto qu< tem de dar sobre a
resolucSo.
O Sr. Ilenritiun sustenta a resolucao.
Julga-se discutida a materia, e pondose i vota-
ran he rejeitada a resolucao por 30 votos contra 27.
Continua a l. >liscns gumas disposicOes. do cdigo criminal.
Depoia do Sr. Virialo. o qual sustenla o projeclo,
lem a palavra o Sr. Eduardo Franca ,. exprime-se
da maneira seguinle:
Talvez, Sr. pn-sidenle, foise mas acertado que
en me conservasse silencioso, lalvez mesmo ao par-
tido a que perlenco fosse m is convciiicnte absler-
se completamente de qualquer inlrrveurao nas lu-
las polticas, porque nao he uossivel, e nao Ihe lem
silo permillido pelos roeios legaes empregados por
ee partido cnn mento; s por urna casualidade um ou oulro snp-
plente lem (ido ingresso na cmara dos Srs. depu-
tados. t
Realmente eu estou persuadido que lodos em sua
ccnsciencia lem inluna cun\icrao que esle estado
quer dar (demasiada forja ao elemento da aulor-
dafle.
O Sr. Gomes Hibeiro :Os exaltados j esiao coq-
cilados.
O Sr. Eduardo Franra : Eu l rei i roncilin-
rao. Se cabe o nome de exaltados quelles que pro-
curan) fazer Iriumphar as suas opinies liberaes por
meos que a constluicao reprova, por meio das ar-
mas, tambem sao exaltados quelles que por meio
da fraude, por meio da corrupcao c da hypocrisia
Iratam de levar o elemento da auloridade alm dos
limites marcados na cunsluiro; todos estes sao
tambem exaltados, lambem ppdcriam ser chamados
anarchislas.
Ora, a nossa ciiii-.liluir.iii sendo fundada nos prin-
cipios liberaes, leudo equilibrado ou qoereodo fazer
equilibrar o elemento da aotoridade com o elemen-
to popular, inlo rcconhecc ella mema a existencia
dous partidos, procurando um dar mais descnvolvi-
menlo ao elemento da auloridade, querendoo oulro
dar mais desenvolvimento ao elemento popular, sem
lodavia nem um nem oulro sahirem das raas da
constluicao, Dio sao dous partidos legaes, dous par-
tidos reconhecidos pela consliluicao 1 Sem divida
o sito.
Fallarci, senhores, da conclacao, c fallara com
toda a frsiiqoeza, porque felizmente entro em pol-
tica com a melhor boa f do mundo ; poderei estar
engaado em meus prncipos,*mas estou compene-
trado at hoje de que sao os nicos capazes de Ira-
zcr a felicidade aopaiz; respeilo todava as opiuies
dos meus contrarios, sou o primero a considera-las
como nascidas das suas coiivicces, e por isso lenho
o direilo|de esperar que as minhas sejam tambem res-
peiladas... .
O Sr. Presidente : Mas eu nao posso admittir
agora discussao sobre a conciliario...
Um Sr. Deputado : Mas elle falla uisso em re-
larAo a reforma judiciaria.
.tlgunsSrs. Deputados : O orador falla pela
primeira vez,
O Sr. Presidente : ... salvo se se lizer urna re-
forma no regiment para quelles Srs. depulados
que fallaren) pela primeira vez.
O Sr. Eduardo Franca : Eu opponho-mc ao
projeclo que se discute, fundando-mc em razOes que
preciso aspar : oulros j se oppuzeram a elle por
cerlos principios, e nao sendo esses principios os
que me dirgem na opposicao que faro ao projeclo
lenho necessidade de apresenlar quelles em que
me apoo. e pretendo fazc-Io, Sr. presidente, de um
modo muito lacnico.
O Sr. Presidente : E cu pego ao nobre depu-
tado que o faca o mais breve possivel.
O Sr. Eduardo Franra: Hei de fallar com
toda a moderacao, porque sou moderado, e porque
eniendo que da discussao moderada he qne sabe a
verdade. {pinado*.}
O ministerio formulando sua politica,csrolheu co-
mo seu caracterstico a palavra conclacao, palavra
que para mini ao menos nao est bem d'efinida. Em
verdade desejo que se defina a conciliario ; os mi-
nistros assim como qualquer homem publico devem
ser muilo francos, porque l se foi o lempo de en-
gaar os homens (risadas, apoiados) ; deveino-nos
portar com toda a franqueza para que o paiz saba
ludo quanto ha. [Apoiadns.)
Peco perdao se acaso oflender, mas nao lenho esta
(enrao, com o que vou dizer.
Ter. Sr. presidenlc, o miuislerio praticado acon-
ciliacAo que aprega".' Nao tendo os Srs. ministros
dado definicAo clara da conclacao, vejamos se pela
pratca podemos colhcr essa definirlo.
O miuislerio actual lem rom elfeito chamado para
os cargos pnhlicos um pequeo numero de cidadaos
que pertencem ao partido opposto. Sera esla a con-
clacao '. (Risada*.)
Urna voz: Parece que he.
O Sr. Eduardo Franra: Quando se fallara em
conclacao, dsse cu comigo : pode ser que eu seja
lamben) conciliador (riladas), porqueemhora alguns
dos nobres ministros perteuram ou pertencessem ao
partido que queiia com luda'a forra o poder da au-
loridade, via tamben, ao lado desses ministros ou-
tros que comigo lularam nas mesmas lileiras. Hi/ia
eu pos que, contendo o ministerio actual nao s
bonieii- que sempre perlenceram ao partido da au-
loridade, mas oulros que comigo pelejaram a favor
do principio popular, deveria haver urna conclacao.
porque cada um cedera alguma cousa de suas opi-
nies, o que sempre seria vanlajoso ao lado liberal,
porque o principio da auloridade havia ludo invadi-
do, e assim se formara um lerceiro partido que re-
i raudo os impulsos do partido da auloridade, e cor-
rigindo os abusos por este praticados, ra approx-
mando a poca em que os preccitos da conslituii;ao
fossem realisados, e de oulro lado o parlido popular
mais esperanzoso pelo futuro do paiz cedera algum
tanto de suas justas preleuc.oes, e assim se poderiam
conciliar as opinies, e se chegaria a um accordoque
traria sem duvida grandes vantagens, e os nimos M
acalniariam.
Mas cm verdade tenho perdido a esperanca que
lal acnnleca, porque, perdoem-me os uobres minis-
tros, a conclacao lem consistido nicamente em
chamar-se para alguns cargos pblicos a membros
do parlido da opposicao ; mas quanto aos principios
nao tenho visto at aqu reforma nenhiima....
L'ma toz : Nem pode haver; a conciliacao sobre
principios nao he po O SrK Eduardo Franra: Por isso digo que he
necessariu que tudo seja bem explicado. Se o mi-
nisterio parlilha a opimao do honrad deputado, nao
ha conclacao de principios, ha rouriliarao unica-
menle de pessoas, e isto para mim, Sr. presidente,
de nada vale.
E com eflrilo descubro pelo projeclo que lal con-
clacao de principios nao existe, porque oqueheque
aqu vejo? Heresiringir-se cada vez mais o elemen-
to popular, he concentrar tudo no elemento da au-
loridade, is|o he, conlinuar-se no progresso reactor.
Examinemos.
O que diz o art. 1.? llavera conscllios de ju-
rados somonte nas caberas de comarca, as quaes se-
rijo pelo governo designadas,
Ja o governo nao se contenta de restringir o jury
as caberas de comarca existentes, anda quer des-
acabar com esses juize* temporarios que a constitu-
cao nao recnhece. Pois enlAo a constluicao deve
ser para todo sempre annullada t nunca n* de ser
executada Que necessidade hade *e conservaren)
juizes muncpaes temporarios 1 Nao se pode aug-
mentar o numero dos juizes de direlo, dos juizes
eonslilucionaes Mas ero lugar de urna reforma (da
lei de 3 de dezembro, o ministeriqo que nos aprsen-
la heo complemento de seu systema compressor, he
oaniquilamenlo de algum vislumbre de garanta que
anda reslava.
Sr. picsidente, drei mais alguma cousa, sobre o
que desejaria saber a opiuiao do nobre miuislro da
juslica. t
Qual a ratto por que esle projeclo nao foi apre-
scnlado como prnposla do soveruo, e apenas lem o
carcter de aprcsanlacao de um deputado? Alguem
poder.i dizer que nem lodos os membros concordan)
com as 'deas coudas no projeclo.,.
l.'ni Sr. Deputado : Isso nao he possivel, por-
que cntao o ministerio nao poderia continuar.
O Sr. Eduardo Franrr: Poder tambem al-
guem dizer que a raxSo por que o projeclo n3o se
aprsenla cum o carcter de proposla do governo, he
porque elle poderia nao encontrar sympalhias na
casa, ser rejcilado, e quando mesmo fsse approva-
do, o fosse com laes alleraces que, parliudo do mi-
uislerio, seria esle desfecho considerado como urna
verdadera derrota, ao passo qua/ elle assim apresen-
lado pode disfarrar essa derrota ^risadas) ; nao digo
que assim seja, mas he permillido assim pensar.
Enlendo que se o projeclo he approvado pelo mi-
nisterio inleiro, eslava mas no uso dos parlamentos,
e mesmo era mais conforme com a ndole dos gover-
nos representativos, que elle fosse aprescutado pelo
governo; c pergunto; senhores, esse projeclo he ou
n,to Jo governo ? Ser urna parle da realisacao das
promessas que nos fez o ministerio? Consisliram cs-
sas prmessas somenle nesse projeclo? Dcvemos sa-
ber issu lodo porque devemos aqu lularcom princi-
pios e nao com pessoas \tipoiado*': isso he mas con-
venieute para o paiz, e he a nica cousa digna de
horoens que prezam principios e se guiam -rnenle
por rile-.
Onde eslao as imcompatibilidades? O ministerio
ja se c'squereu drllas ? .tpoiados.) F'aco essa per-
sunta porque vejo que no projeclo nao se falla em
incompatibilidades, nemdrectase nem indirectas....
(Trocam-sc alguns apartes. Agilaco. Ouram !
otjcaml ) O ministerio adopta o principio de incom-
patibilidades ou nao? He por essa maneira que po-
demos ver se se podem conciliar os partidos. iOs
apartes conlinuam.) Entao nao querem questiies de
principios
(Ha varios apartes.,
Sr. presidenlc, parece que o ministerio squer a
conclacao de cerlo modo; palavras que illudam e
nunca fados que as ronfirmem. I'rrmillae-mc
ainda urna observacao, e espero da indulgencia da.
cmara esa pcrmissAo....
O Sr. F. Octariano: Est no seu dreito, ehe
obricacao nossa ouvrmo lo,
O Sr. Eduardo Franra : Parece-me, Sr. presi-
dente, que a nica cous dignado governo sera urna
conciliacao de prnripios, mas esta parecc-ine. que
nao entra na poltica do gabinete, que s procura
conciliar pessoas, e esla ronciliac,Ao para nada pode
servir ao paiz. Se o governo quizesse a cunciliacao
de principios u primero passo que dexia dar era a
dissolurAu da cmara, jiparles.' Digo com franque-
za o meu pensamento.
'Ser pos-ivel que nos concillemos sem cstarem os
partidos representados nesta cmara?
m Sr. Veputadn:He boa concillaran...
O Sr. Eifuardo Franra : Perdoeni-me, senho-
res, o paiz iipo foi consultado devidamenle. (.Vio
Estou inlimamenle persuadido de que o gabine-
te actual, chamando para lugares importantes a ho-
mens que em poltica professam principios difleren-
lesdcs seus, lem procurado exhibir urna prova irre-
cusavel de que deseja ardcnlemcnle cougrarar e
approximar as opinies em que se divide o imperio,
alu indo um ctminho s inodlraces : eslou con-
vencido de que por esta maneira quer elle laucar
as bases de urna harmona que traga a completa ex-
linccAo desses odios anlgos, cuja permanencia de-
ve necessariamente prejndicar a cansa publica ; mas
urna vez dada essa prova, com lana solemnidade e
com a mais pura inlencao, parece-me que seria de-
gradante c incumpalivel con> a sua dignidade des-
cer al a prompla modifiracao de seos principios, s-
menle porque assim o exigen) os dissidentes ; lano
mais quanto esses principios sao reconhocidamenle
bons e lem feilo a felicidade do paiz (apoiados), e
quanlo dessa modificarAo, assim forjada, resudara
a confissao, quasi expressa, de que eslava em erro
preferindo e defendendo laes principios, (pota-
dos.) Julgo portanto, senhores, que a razao prescre-
ve c a juslica ordena que essa modificacao de que o
honrado memoro faz dependente a sinecridade da
concillaran parta, nAo de ns, nAo do governo,e sim
dos dissidentes. (Apoiados.) O nobre deputado he
muilo illuilrado para nao comprehender que urna
conclacao nao se ordena, e que a modificacao em
principios nao he objeclo de um decreto uu de um
aviso ; seudo cerlo, ao contrario, que laes mudan-
cas sao o resultado da accAo do lempo, do estudo
das cousas, e muila- vezes do poder das rin u instan-
cia- ; se sAo pois esles os agentes que operam nos
espirito* -einelli.mies mudanzas, fnzrndo com que
dcsaparecam vclhas preveucoes e infundadas disi-
dencias, he claro que nada mais actualmente se po-
de exigir do governo. e nem este pode ir mais alm
lo que lem ido, cumprindo-lhe esperar que os seus
antagonistas se modifiquen). (Apoiados.)
Creio, senhores, que o governo, conferindo cerlos
lugares a pessoas que Ihe sao rcconhecidamenle in-
tensas, d um exemplo de moderacao at agora des-
conhecida no paiz .apoiados; ; c nao me consta,
nem posso persuadir-me de que baja elle imposto a
alguem a condicAo de renegar as suascrcuras poli-
lcas; e seria muilo desarrazoado se o fizesse, por-
que todos devem ronhecer que nao se abafam, nem
se extinguem sentimentos profundos e filhos da con-
viccjlo apenas com smpleces empregos. Entretanto
mal iulcrpelrando este procedimento, o nobre depu-
tado pela Baha recusa-lhe loda a Iwa f e sincer'-
dade, suppondo no governo falla de Icaldade e
sencia do desejo de ver aproximada*, quanlo for
pos-ivel, as cores polticas do llrazil He esla urna
H5.I0 que nAo deve ser desprezada.
Sr. presdeme, ditas estas poucas palavras que
me susrilou o discurso do honrado membro a qnem
me referi, cnlrarei na dscussAo do projeclo que pa-
rece oceupar tao seriamente a atlciico da casa.
Devo confessar que, em minha fraca opiuiao, he
sempre de grande mrito a conceptu de urna lei ex-
tensa, cujas variadas disposices se prenden) e se
harmonisam em um systema : um semelhante Ira-
ballio revela, sem duvida, lluslrac.Au de inlelligen-
cia e forra de vonladc que merecer os respeilos
de todos, especialmente quando esse Irabalho pro-
duz, em sua pratica. os vantajosus resultados que
delle se esperavam.
Tambem eslou persuadido de qne, urna vez feita
e promulgada urna le desla ordem, a prudencia exi-
ge que se nao loque inconsideradamente em alguma
ou algumas de suas partes, e que Mmenle com mui-
la cautela se Ihe frain alleraces, alim de que nao
succeda que um todo, resultado de sabias combina-
ces, venha a descoojunlar-se e produzir resultados
que se deseja evitar. Entretanto, esle meu raspeito
pelas leis syslemalicas nao he Uo exagerado que,
convencido pela pratica de seus defleitos, eu quizera
que esles sejam tolerados pelo temor de offender um
systema que julgo digno de rorrerrao. Pensando
desta maneira, j se v que eu reputara urna grande
falla de cumpriinenlo de dever da parle do governo
se, conhecendo que urna lei qualquer presisava de
ser alterada, o nao propuzesse ao corpo legislativo;
e por isso niii. ueni se admire de que defenda o pro-
jeclo ollerecido pelo nobre ministro da juslica, por-
que, como elle, estou convencido de que a lei de 3
de dezembro de 1841 exige reformas e tem necessi-
dade de ser revista.
ajioiados. ) \
O Sr. Cifren das .\errs: Enlao nunca foi.
Oulro Sr. Deputado :E nem nunca o ha de
ser.
O Sr. Eduardo FranraNunca aprove nem ile-
femlo aos que impoem chapas c designara depula-
dos ; desejo a eleirao livre, t drei aos nobres de-
putados que na minha provincia ja houve lempo
cm que a eleicao foi nleiraincute livre...
Um Sr. Deputado:Isso s foi cm ltG.
O Sr. Eduardo Franra:... e boje apenas se
consenle que um ou oulro memoro da opposicao
san supplenle... (Risadas.)
O Sr. Araujo Lima :Na dominarlo luzia se fa-
zia a mesma cousa ou peior.
O Sr. Eduardo Franra :Sr. presidente, eu nao
posso de modo algum adoptar a polilra do gabinete
actual, porque esla poltica he a genuina conlinua-
rao da poltica dos gabinetes transados, e parece
que cada vez se quer restringir mais as garantas
populares, c me parece que o Eabinele aclual quer
fazer o que nAo ousaram os seus antecessores, que
nao se alrevcram a acabar com a instituirn do jury
e a 1 i bordado da imprensa.
As poucas ohservaces que lenho felosrvam sm-
plesmenlc, para que membro da opposicAo, proteste
contra semelhante poltica ; n3o lite oulro fim usan-
do da palavra ; e talvez seja esta a primeira e ulti-
ma vez que eu falle nesla sessAu, porque pens que
o melhor he deixar correr as rousas, e appellar para
o progresso ila riuli-,irlo...
Urna voz :E acabar com o jury.
O Sr. Eduardo Franra:Os senhores he que
querem acabar com elle. A Qpposic3o que fajo ao
projeclo nasce de minhas ronveces; nao he urna
opposicao bascada nas premissas apresenladas pelos
nobres depulados que antes de mm impugnaram o
mesmo projeclo. Esles senhores admitiera a lei de
3 de dezembro, e cu enlendo que essa lei deve ser
revogada. porque Dio oseado, be a conlinuacao da
poltica seguida, procurando-se ainda dar mais" for<;a
concentracAo do poder. Emquanlo islo se der,
emquanlo nao houver um firme proposito de refor-
mar completamente urna legislacao que desvirta
os principios remidiendo- na consliluicao, n3o he
possivel que os partidos \cubara aun) acrordo, nao
be possivel que nos approximemos de um miuis-
lerio que, parece, Irata de tornar o afaslamento ain-
da maior.
Senhores, eu nao posso anoar um projeclo que
acaba inleiramente com a liberdade de imprensa,
nao posso apota* um projeclo que acaba com a bella
iiisliluirAodojury, nao psso anotar um projeclo
gnar quaes sejam esses lugares. Ora. se poderia l"e conlnua com a poltica retrosrada adoptada p-
cora razAo pensar que o governo deseja influir cora ,n,e>
todo o seu poder sobre os jurados, porque qual he o
motivo pelo qnal nao se contena o governo com o
que existe actualmente, quer conselhos de jurados
snrcnle nas cabi-casde comarca, e quer alm disto
cscolher essas sedes f Nao ser para dispor do jury1
como bem Ihe parecer?
dalia cousa, mais, Sr. presidente; o governo priva
inleiramente do julgameulo do jury, como aqu se
la/, bem notar, urna quaulidade extraordinaria de
ciinrs. Nao para ahita governo coarcta completa-
mente a liberdade da imprensa, i.lue garanta res-
tar aocidadao privado de seus juizes? Qual ser a
barteira que se poder oppor aos abusos do poder ?
A liberdade da imprensa dcixar de existir logo que
scniellianle projeclo for convertido em lei: os cida-
daos n3o ai liaran mais recurso algum para manter os
seus direilos.
Dio que se annulla completamente a liberdade
da imprensa, porque o que he que diz este artigo ?
Diz: O jury julgar somenle os crimes inafian-
raveis e os polticos de qualquer especie, entre os
quaes se comprchendem os de abuso de liberdade
de imprensa. 1 Assim llcava inleiramente a liber-
dade da imprensa entregue ao jury, mas l vem o
correctivo ronciliador lodavia as calumnias e.iu-
jurias. por meio da imprensa nAo stvconsidernm cri-
mes polticos, w Islo quer dizer que ludo quanlo
diz respeilo lbtrdadc de imprensa lem de sabir
da com 1 ciencia do jury.
Urna voz :He urotodava-ulular, muilo M-
lular.
O Sr. Eduardo Franra:....ludo oquesedis-
ser pela imprensa ha de ser qualficado pelo promo-
tor publico de calumnia e injuria, puraque nao
seja da competencia do jury. Discuta a imprensa
o que discutir, tudas as vezes que houver censura
contra os abusos do poder, o artigo ha de ser qua-
lficado como injuria e calumnia, se assim ronvicr
auloridade. Por esle meio se acabar com a ini-
prensa^ licar ella privada de sua nica garanta.
E eis'aqui o que se nos promette com o ttulo de
cVinciliarau De modo que o ministerio que se apre-
ga conciliador ouse fazer mais do que quelles que
au se diziam laes.
Alm disto, Sr. presidcnle, diz o artigo para di-
minuir anda mas a liberdade, que o governo he
aulorisado a rever e alterar o proresso da qualili-
cacAo dos jurados. Restriugir osjulgamenlos do ju-
ry, o numero de crimes que o jury lem dejulgar,
restringir os conselhos de jurados smenle para as
Usei da palavra para quo o
governo fique cerlo que o parlido a que pertenro
nAo pode de maneira alguma parlilhar urna poltica
cujo fim he proseguir no aniquilamcnto das garan-
das eonslilucionaes, procurando Iludir com a pala-
vra concillaran. L'sei da palavra simplesmente para
fazer um protesto, e appello para o progresso das
luzesc da razao publica.
Peco desculpa se por venlnrj lenho abusado da
paciencia desla cmara. Sao apoiados.)
I'ozes : Muito bem, muilo i>em !
O Sr. Aprigio ; Falln exrellenlcmcnle se-
gundo as sua* convicres.^poi'arfo*..1
O Sr. Aguiar: Sr. presidente, antes de enlrar
na discussao da tAaleria que nos orcupa, e sobre a
qual ped a palavra, julgo-me abrigado a dizer, em
rcsposla ao honrado membro que araba de deixar a
tribuna, algumas palavras acerca da maneira por
que cncarou elle a conciliac,Ao encelada pelo gover-
no e da forma porque a entende. Creio que, sem
infringuir o resimenlo, posso acompauhar o honra-
do membro nesle terreno, urna vez que Ihe foi fa-
cultada a permissAo de expender suas ideas como
fundamento do voto negativo que leve de dar ao pro-
jeclo. ,
A casa sabe e muguen) ignora que fui sempre se-
ctario do principio polilHo que actualmente pre-
side a gerencia dos negocios pblicos, eqoe fui
conslanlemenle alliado lid de lodos os gabinetes
que lem sustentado e dirigido a sua marcha por esse
mesmo principio; 11A0 roe adiando porjcousequencia
na ordem dnquclles que, como o nobre dcpulado
que acaba de Batela! le, precisara de ser concilla-
dos. Nunca me oppuz idu de conciliarAo, e lal-
vez as minhas tendencias naluraes para bi me le-
vassem, sendo que par isso nao me be dado contra-
riar um governo que procura realsar uro peoaa-
menlo quo nenhuma resistencia enrontra cm meu
espirito.
Entretanto, senil ires, esla minha maneira de ver
a* colisas nAo pode deixar do oslar em perfeilo anta-
couismo com a maneira por que u nolire depulado
que me precedeu enleude que ellas devem correr,
islo he, conforme o avlenla de conciliacAo que a seu
ver cumpre ser adoptado pelo guverno.
Pretende o honrado membro que ja nAo sendo mai-
or lempo de engaar os homens, nAo pode crer na
sinecridade do gouruo relalivamcnle conciliarAo-
quando eslas alranca a passoas, e quando aquello
Dio mwlifica os seis principios e mesmo nAo dissol-
ve a cmara temporaria para que os diversos peusa-
nienlos cm que se divide u imperio sejam devida
caberas de comarca, escolh-r qual ha de ser a cabe- i mente representados. Senhores. urna emelhaiile
<;a de comarca, e de mais alterar o processo de qua- | maneira de raciocinar ronlm una iojostiea e ao
lilicacAo dos jurados, nAo sei que seja oulra cuusa mesmo lempo urna exigencia que razoavejroenle
senao matar inleiramente o jury ; lira ludo sujeilo nAo pode ser salisfeila. Digo que cnnlm urna in-
ao governo, he urna concentracAo de poder maior. '
at do que a que exisle actualmente c contra a qual
devenios oppor-nos com todas as nossas forcas. O
governo pretende collocar os jurados debaixo de
sua immediata influencia, e faze-los lodos seus, e
ale mesmo osdesignar.
Sr. presidente, eu ainda respeilo a memoria do
Ilustre estadista que maior parle leve na confeccao
da lei de 3 de dezembro ; porem quer parecer -me
qoe, se elle ainda exisli de concordar em que algumas disposices dessa lei,
oulr'ora tambero pensadas c tao benficas, em razao
dascircurostaucias edo lempo en) que foram decre-
tadas, precisavamde alteraces indispensaveis que
arredassem os inconvenientes que actualmente expe-
r i meo I,unos.;./;i.,;,;,-/,),-. Hc veril ade. Sr. presidente
que o nobre depulado que primero impognou o
projeclo de reforma, fazendo, com o lalento que Ihe
he proprio, o encomio da lei de 3 de dezembro,
dissenos que ainda nos achavamos na poca do ti-
rocinio e da experiencia, eque porso nAo era lem-
po de tocarmos nessa legislacao, visto nao ser-nos
ainda conhecidososseus verdadeiros inconvenientes;
lembrou-nos mais que leudo decorrido muilo pooco
lempo depois de sua promulgarlo, nao deviamos j
procurar altcia la sem fundamento. Entretanto.
senhores, cu pedira licenca ao honrado deputado
para lambem lembrar-lhe que o cdigo do processo
criminal, leudo sido promulgado no ilmdel832, era
I8SI foi retocado e reformado na maior parle de
suas disposices, havendo apenas decorrido o espaco
de 9 anuos, ao passo que a lei que o reformou j
existe cm vigor entre ns ha 13annos{9])oiados.'; pare-
ce pois que se aquel le perodo foi bastante paranelle
reconhecer-so os defeilos e fallas do cdigo do pro-
cesso, um periodo maior deve ser ainda mais sufll-
cienle para nos dar a conheecr os inconvenientes
que Iruuxe com sigo a lei de 3 de dezembro de 1841.
O Sr. Aprigio:Nao ha paridade.
O Sr. Aguiar: Nao ha paridade, porque he
para melhor, nao he slo '.'
N3u esquecerei lambem que o honrado membro a
que me retiro para ostentar o seu asserto, nao du-
v idoii chamar em sea soccorro um pensamento do
principio poltico qne nos he adverso, e, pouco mais
ou menos, assim o enunciou : Icndu-se adiado o
oulro principio poltico no poder por espaco de 5
anuos, e pudendo enlo reformar essa lei. declarou
que ainda nao era lempo de locar-lhe. Entretanto
que nos, de cujo lado havia ella sabido, a vamos re-
formar. Mas o honrado membro nAo allendeu a
urna circunstancia muilo especial, e he que no
Rrasil as grandes reformas e os grandes passos a dar
uo ramlnho duverdadeiro progresso parece queeslAo
reservados pela sorte ao lado poltico que actual-
mente governa, porque dificultosamente se encon-
trar do oulro lado tima s le, um s monumento
que atieste o vivo desejo des*e progresso de que elle
se musir lio coso cm suas theorias, em seus es-
criplos e cm suas palavras.
Por ventura ainda nao estar presente a memoria
de todos que em 1842 urna cruzada sanguinolenta
se levanlou conlra essa lei, empregando-se a forra
pata a destruir ? Entretanto, enllocado no poder'o
principio que assim procedeu, o quefez?utilisou-se
delta por lodo o lempo de seu dominio, ab*levc-sc
de locar em alguma de suasdi*posiro<,uao Ihe des-
cubri entao o menor germen de iuronstituconalida-
de, desappareceram esses clamores que, por um roc-
n lempo, tanto alteraram a paz publica, e assim
achou bnm esse acto que d'anles havia proclamado
tyrannicoe destructor das liberdades dos Bra-le-
ros Nesle caso, e assim leudo procedido, pdc ra-
zoavelmcnte o honrado membro trazer-npi para ex-
emplo, e comu prova, a opiuiao desse principia pol-
tico, e a declaracAo por elle feila ? Creio que nAo.
(Apoiados.)
So sentir do nobre membro a lei de 3 de dezem-
bro de 1841, n3o s deixa de rrsenlir--sc da menor
mperfeico, porrn ainda entendeque, naadualida-
de, pode ler ella todo o desenvolvimento e plena
execurao sombra da poltica de conciliarAo encela-
da pelo gov crin, porquanlo muito fcil sera a este
bem prover lodos os cargos e escolhcr pessoas id-
neas cm todas as localidades. ,
Sr. presidente, eu nao me posso conformar muito
com esla opiniAo, e nem emendo que esla razio se-
ja bstanle para justificar a inopportunidade e des-
ueressidade da reforma. Primciramenle nAo -creio
que os inconvenientes da lei nascam nicamente da
m exeCUcAo della, e em segundo lugar eslou per-
suadido de que embora estejam lcnradas as bases
para un sv lema de conclacao, o governo nao se-
r tao levtano quev conferir actualmente os luga-
res importantes de polica, dos quaes, em grande
parle, depende a sezuranra da propriedade, da vida
e Iranquilldade publica, a humens que Ihe sendo, a
loda* as luzes, nfensos, anda uAo'deram pravas
convincentes de seu arrependinienlo e-modificarao.
{Apoiados.) Eu ao manos nao acompanha'ria o gover-
no nesla marcha, a meu ver pouco segura e muilo
perigosa.
Portanto, j se v que esse principio de concla-
cao, que esses desejos e essas tendencias manifesta-
das pelo governo, em nada justilicam a proposito
do honrado membro quanlo a seguranra de boa ex-
cur.lo da lei que tratamos de reformar.
Muito se tem impugnado, sr. presidente, o urligo
1. do projeclo que restringe smenle is caberas de
comarcas os Iribunacs de jurados, e os honrados
membros que combalcm esla dea lem lev ado o seu
santo furor a ponto de proclamaren! que nos quere-
ein numero de conslitur-se tribunal; e parece que
urna iuilluicau que esl nas ideas e no interesse de
lodos, que prezada e abracada com fervor pelo paiz
inteiro, nAo deve soffrer tanta relulancia quanla or-
dinariamente o jury experimenta.
O Sr. Siqueira Queiroz : He pelo incom-
modo.
O Sr. Aguiar : Bem, seja pelo que for ; se o
incommodo he urna das razes, o que se'scgue dahi,
lio que 1 -s.i in-liluirn nao be muilo bem recebla.
O honrado membro que acaba de me dar o aparle,
coufessa o.faclo que venho de referir, e como qoer
que eu nao conclua, com muila razao, que essa ins-
liliiir.io nao lem por si loda a populariilade que se
Ihe pretende emprestar ?
O Sr. Almeida Albuqueraue: O mesmo se
diz conlra as eleices e conlta ludo mais que lia uo
paiz.
O Sr. Aguiar : Nao he o mesmo.
O Sr. Almeida e Albuquerquc : He justamen-
te o mesmo.
O Sr. Aguiar : Para que o nobre deputado es-
t com islo ? Ns n3o residimos no Rio de Janeiro,
somos filhos de provincias do Norte, e abemos per-
feilamenle o que l se passa a respeilo do jury : e se
ojiubre deputado quer que Ihe diga toda a verdade,
nao duvidarei atlirmar que na minha provincia, ape-
zar de nao ser urna das menos Ilustradas e das me-
nores do imperio, ha termos em que se pas-
am immensos lempos sem que o jury se rena e
funeconc.
O Sr. Almeida e Albuquerque : Atlribua isso
aos fiincciooarios pblicos...
OSr. Aguiar : Noadmillo ; porque sei, e le-
nho observado, que umitas vezes os juizes de direlo
convocan) o jury em a aun termos, e quando he no
tempoaprazado acham-se presentes, e nao podem for-
mar tribunal por falla de jurados, sendo-lhrs preci-
so fazer nova ennvocaces sem muilo successo. Eu
mesmo j fui juiz de dreito da comarca do Recite, e
Uve occasiAo de ir ao Cabo abrir o jury, e nao eucon-
Irei um s jurado nesse dia ; fui a Iguarass e ape-
na* pude reunir, creio. que 16 ou 18 jurados ; entre-
tanto, eu linlia cumprimido o meu dever: e ded'on-
de provinha essa relulancia e essa falta de rompare-
cimeuto ? Sem duvida da parte dos cidadaos quali-
oulns jur.olo*. Portanto, dahi deve razoavclmenle
concluir o honrado membro, que o mal nao provm
dos juizes de dreito, nerr. das autoridades que re-
gularmente cumprcm os seus deveres.e -irado pouco
interesse quo lomara aquellrs que Ao chamados pe-
la lei para exercerem essa importante funcrAo, de-
monstrando desta forma que, 01 nao prezam ou nao
lem muila f nessa inslituicflo.
O sr. Pae* Barreto : Apoiado.
O Sr. Siqueira Queiroz : He qae n3o compre-
hendeo que Ibes couvem.
O Sr. Aguiar : E quer o honrado membro qne
se obriguc o p'ovo a ler urna insliluiclo. que, confor-
me confessa, elle nao comprehende nem aprecia, as
suas v aiilagens ?
Senhores, as cousas no estado em que se acham,
nao podem continuar sem grande prrjuizo da causa
publica. Nao he possivel que os crimes commetli-
dos nesses termos, e por essas comarcas se deixem
impunes por um, dous e mais annos, por falta de
reunan do jury : nao est no interesse da soriedade
contar cm seu seio grande parle de criminosos, por-
que a jushca e o bem publico exigem que, ou elles
ejam immedinlamenle punidos, ou absotvidos ; a
aociedada perde, c perde eon9deravelmenle com es-
sa demora de julgaraenlos.
Estou persuadido de qae nas nutras provincias o
negocio nao corre melhor do que pela minha pro-
vincia, e, e me nao falla a memoria, ainda hontem
ouvi ao nobre depulado dizer, quando cOmbalia as
disposices do projeclo em raiAo de difliculdade de
pruvas, qoe aqu mesmo na corle,as lesleroutilias fo-
gem, rerusam-se a ir ao tribunal e empregam todos
os meos para nao comparecerem. Pois se islo acon-
tece na capilal do irn-peiro, annde ha (anta illustra-
rao, aonde a auloridade tem naturalmente mais Tor-
ca, aotule os recursos devem ser mais promplos, o
que nao acontecer em urna comarca do interior, e
em termos extremamenle longiquos ?
O Sr. Siqueira Queiroz : O projeclo nao d
remedio a esse mal, antes o aggrava.
O Sr. Aguiar:Eu entend) que d remedio.por-
que diminue as necessidade*. bem como creio que a
reluctancia desla ordem nasce smenle do meuospre-
co que se liga a insliiuicau.
Foi impugnado aindo o projeclo pelo lado de dif-
ficnllar a oblenco das provas para a punirn dos
crimes. Sr. presidente, eu nao posso concordar com
urna semelhante opniao, porque por experiencia
propia.1 lenho observado que as ditllculdades das pro-
vas de ordinario nao provm da falta dellas, ou da
Mtensao que he necessaro percorrer para as ir coj-
ligir ; em regra, senhores, a difliculdade das provas
nasce da parle daquelles que tem interesse em que
ellas nao apparec"o, p pie quando o patronato se
desenvulve e se procura a-segurar a impunidade.dif-
ficullosamente te descobrem testemunhas, difllcul-
losaiiienie acha-se um perito qualquer para fazer
um corpo de delicio, c por esla forma consegue-sea
ab-oh o; o daquelle que se quer proteger ; mas quan-
do ha sincero zelo pelo triumpho da lei, quando ha
desejo yerdadeiro de que o crime nao se abrigue na
inipuuididc, essas provas, estejam aonde esliverem,
vao iromcdiatamcnle ser doscobrrtas e trazidas a jui-
zo, sem que a isto obsten) as manaes distancias.
crimes aaucaveis e de pequea monta, dizem os
honrados membros que se privou o jury das atlri-
buices mais importantes, porque sao esses de que
os jurados podem conheecr com mais acert, e emil-
lir melhor o seu juizo.' *
E, senhores, ainda ti'o puderam os nobres depu-
lados descobrir neslo projeclo a grande ulilidade de
prompto lulgamenlo dos crimes afiancavei? Emen-
den) por ventora que es.a vanlagem he de pequea
monta I.embremo-nos, senhores, que nal nossas
cadcias mullas vezes exislem individuos dous e Ires
annos sem serem julgado,, e que cn,re,anto acham.
e pronunciados por crimes aliancaveis. (Apoiado*.)
u sr. Aprigio : fc. 03 promotores pblicos nao
requeren) nada T
O Sr. Aguiar: E o que tem Uto, quandu infe-
llzinenle o faci revela necessidade de urna promp-
la metiida? Mullas vezes eiiao seis, oilo mezes eum
anuo eneai criados, homens que afinal o mximo da
pena correspondente a seus crimes nAo pasca de seis
mezes, e porque nao podem prestar urna fisura cun-
servam-se injustamente presos e opprimidos.
O Sr. Aprigio : Porque nao se cumprem a*
leis exactamente.
O Sr. Aguiar :Enlo mudemos o pessoal ; con-
corda nisto ? Ilejila. nAo? Ha de adiar- suas difli-
culdade*. Eu lenho visto individuos por muilo lem-
po presos por falla de julgamento, entretanto, que os
seu processos exislem promplos e espera smente
de reuuiao dos jurado*, sem que esla se realise. >u-
le-se que nAo he s do interesse desses individuos ob-
lerem a sua liberdade, ou irem cumprir as suas pe-
nas, he do interesse de loda a sociedade, que v sof-
freztdo um de seus membros por causa que Ihe nao
pude ser imputada ; he do interesse da lei, que pre-
cisa de exemplo para adquirir mais torca ; he tam-
bem do interesse da humanidade, que solre com os
piideimenlos de um individuo que he minias vezes
innocente.
Se os nobres depulados nao me contestara estas
verdades, por cerlo devem concordar que he neces-
saro um remedio a semelhante mal ; e esloa per-
suadido de que nao deixaro de com ir cm que os cri-
mes desla ordem, procesados pelos juizes de direito
c julgados por elles, bao de ler um andamento mui-
lo mais rpido e muilo mais prompto...
Urna Voz : Pelo proieclo ? He o contrario, ha
de haver muila demora.
OSr. Aguiar :Muila demora porque, meus se-
nhores ?....
O Sr. Siqueira Queiroz d um aparle.
O Sr. .Igui'ir : Pois os senhores querem com-
parar a indiligencia e e\pedirlo no* Irabalho, de um
juiz de direito com a intelligencia e moro*idade de
um subdelegado, que muilas vezes nao se importa
com islo, que nao comprehende bem asquestes, que
se v na necessidade de consultar na dislancia de
muilas leguas a algum advogado, pura proceder com
aeerlo?....
Urna Voz : Mas tambem os juizes de direito nao
terAo lempo para isto.
O Sr. Aguiar : Ao menos con fessem que o qoe
acabo de dizer he urna verdade sem replica...
O Sr. Aprigio: Na minha provincia se d um
fado bem nolavel ; o processo dos implicados lti-
mamente no fabrico da moeda falsa ainda nAo foi
julgado, e isto porque 11A0 he ao jury que compele
esse julgameulo.
O Sr. Aguiar:Creio ser muiln verdadeirn o
fado que acaba de referir, e pude ser que seja jus-
tificada a censura nesle caso.mas o meu nobre|colle-
ga nAo sabe'que em um crime de tao alta monta ede
13o dilTiril indagaco, be necessaro muito lempo pa-
ra a sua justa apreciac,3n, e por consequencia algu-
ma demora para o seu julgamento ?
Note mais o nobre depulado que, quando o pro-
cesso se aprsenla no jury, ja esla completamente
organisado.e que a esle smente incumbe pronunciar
o seu juizo, nao acontecendo o mesmo com o juiz de
direito, o qual lem de fazer ludo...
17 Sr. Aprigio : Mas quando vai pira o juiz
de direito jesUi preparado. *
O Sr, Aguiar : Pelo projeclo he verdade que
Ihe sao remol idas as bases, maso juiz de dirallo ou
o municipal, he que lem de organisa-lo, proceder a
iulerrogalurio, ver que diligencias sao precisas, iu-
querir testemunhas, etc..
Urna Voz < He.o que o jury fazia.
O Sr. Aguiar : Perde-me, meu senhor, o ju-
ry nAo faz isso, e al peranle elle poucas testemu-
nhas sao inqueridasou repergunladas,porque as par-
les se empenham quanlo podem para que ella* nAo
comparecam, porque de ordinario as compromet-
tem...
O Sr. Aprigio d um aparte.
O Sr. Aguiar : O nobre deputado esta extre-
mamente prevenido contra o projeclo, e por joaa
persisle em asieverar que o julzamenlo pelo jury, he
mais rpido que pelo juiz de direilo, o que nao he
possivel se pos-a sustentar em boa f....
O Sr. Aprigio: Eu at apresentei-lhe um
fado.
O Sr. Presidente : Alinelo Nao he poaiivel
que a discussao ronlinue assim.
O Sr. Aguiar:He verdade que o jury julga qual-
quer processo em um dia, e quando muito em dous ;
porm justo he que n3o se esqueca que exislem co-
marcas em que o jury s se rene urna vez por an-
no, e s vezes nem tanto, segurado se daqui que os
reos esperara, durante lodo esse lempo, pelo seu jul-
Pde-e chamar a isto celeridade '.'
braco de seu pai, sendo o preieni/enreacompanhado
de a guui auxiliares, para o bom xito de sua dili-
gencia, como succedeu. Deste modo, j o caion-
iieiro se nao limitara ao rapto chamando de subor-
nieao ; recorren) forca aberla, e a orle das fami-
lias torna-secada dia mais precaria e deploravel.
lodavia, anda nSudesesperamos dai con.iderae.6e.
que ao publico lentos apresentado sobre ettejiravis-
stmo aawmplo, econservamo-nos ltenlo paraopro-
cedimento das autoridad* ecclesiailieai e civil, di
quem depende fazer parar es alternado, desla nalu-
reza. Cumpre-uos advertir que oulra versao corre
acerca iloraplo referido. fazendo-e desapparecer a
circunstancia da violencia ; roa. a|m ,1/^ .
cer ella menos provavel, mtiter ho dizermosqu pa-
ra nos o essencial h ea existencia da fado comas
mas conseqtiencias, pooco importando 1. circuns-
tancias que <) lenham acotopanhado, quando n3o fo-
rera extraordinarias,
No dia 21 entrn do Rio de Janeiro o Haba o va-
por inglez Creuf Western, sem que Irouxewe noti-
cia alguma de maior interesse pira 01 nos leilo-
res ; mas em compemarao, e api zar de vir abrazado
chegou no Cia 23 o vapor braiileiro Prtneeza Leo-
poldina, trazendn ordem do governo para a mdan-
os da faculdade de direilo de Olinda, quo pasear a
rhamar-sedo Recite. devenJo em breve ser
transferida para esla cidade, como ha mallo se es-
perava.
Consta-nos que foi jubilado oRm.Sr. Dr. Antonio
Jos Coelbo, decano daqudla raculdade,sendo agra-
ciado com o 1 iluto do conselbo e o cargo de monse-
nhor da capella imperial ; e bem assim que fora re-
integrado no tugar de thesoureiro da Ihesoorarta
desla provincia o Sr. coronel Domingos AffoiuoNcrv
Ferreira, que se achava suspenso.
No dia 2 chegou da Europa o novo vapor To-
canlini, pertencente compaohia brasllelra,
depois o inglez BrasiUira, da cotnp.nhia de
Liverpool. A noticia que maior sensarao causou,
fot a do triumpho da revolucAo naHespanha, lican-
do os revoltosos senhores do terreno, quando j os li-
nham como desmoralisadoi e em completa derrota :
o ministerio da reacio fui derribado, e 8. M. Catlio-
lica havia-se entregado aos sentimentos de fidelida-
de e amor da monarchia, que animara a maioria
dos seu. subditos ; E-parlero era operado em Ma-
drid como o anjo da paz, e o primero homem da li-
luacao. com capacidade de remover os perlgos de
qoe ella se acha prenhe.
Priucipiou no dia 24 a novena de N. S. da Penlia,
no hospicio dos reverendo, capchiohos, e sabemos
que estes dignos religiosos preparan) urna esplendi-
da festa rom o zelo e rocouhecido bom goslo que os
distingue.
Por portara de 25, foi convocada exlraordnaria-
menle, pelo Exm. presidente da provincia, a assem-
bla provincial, por assim o exigir o bom publico,
devendo a sessao comecar no dia 11 de setombrn
prximo futuro, e durar 12diu.
No dia 2B, no lugar do Forte do Mallos, foi e-
bordoado em um sobrado junto aoehafariz, Joaquim
Mendes de Sotiza Ferreira, sahindo com a eabeca
quebrada ern varias parles, por ter ido rrclamar, se-
cundo diiem, urna eadella que para all havia sabi-
do. Esle espancamento, conforme nos asxeveram,
roi praticado pela mesma dona da casa, auxiliada
por urna escrava.
Fizeram pausa as chuvas. e o ealor ja vai sendo
lenlido.
Entraran) durante a semana 21 embircact, a sa-
turara 23.
leo leo a aUandega 61,9699588 rs.
Fallecern) 39 pessoas: sendo 12 hornea*, 14 mu-
lheres e 11 prvulos, livres 1 mulher el prvulo
cscravos. A
CIIHMIMCxO.
----------- smenlo
jendopots islo nma pura verdade, por lodos senti- 1 lm Sr. Depulado :Isso he quando os juizes de
da, jase ve que por esle lado anda o projeclo nanJfVeilu qoerein e nao asnacaaa.
merece, nem memo be Isuccplivel de impuguaejojq O Sr. Aprigio:Acontece isso quando o juiz de
Dsse o honrado depulado pela Baha que fallou | direito he cabula.
ltimamente que o goveruo, tudo ceniralis.indo.pro-
curas 1 ainda adquirir maiur forja, porque nao s ti-
nha consignado no art. 1 do projeclo a idea de ha-
ver nicamente jury nas eabeca* de comarca, mas
ainda se reserva o direito de designar quaes as co-
marcas em que isto deva ter lugar, concluindo dahi
que comarcas existiriam onde nao hoovesse tribunal
do jury. Eu enlendo que o nobre deputado nao pres-
in muila atlcnco ao artigo, e que por consequen-
cia nao comprehendeu bem o seu pensamento.
Se porvenluraoarligo'ronlivcsse essa idea, decla-
ro que lambem votara conlra elle, porque, conser-
vndole entre nos a inslilucAo do jury, acho indis-
pensavel que em todas as comarcas elle funeciope ;
mas o que deprehendo da doulrina combatid! pelo
honrado membro he que, salvando esle principio qne
profe-wo, o governo reserva-se lmenle o direilo de
designar quaes duviam ser a. caberas de com.rcas,
porque actualmente nio exislem essas designares
feilas por le, podendo os juizes de direito residir li-
vremcnle em qualquer poni das comaicas. Ora,
(ondo o (ribunal de funecionar em alguma das po-
voaces da comarca, me parece regular que o gover-
no previamente a designe, alim de remover duvidas
e arbitrio que poderiam exercer as autoridades lo-
caes.
E quanlo a esla dispo.irJlo, enlendoque he urna
medida vanlajosa, porque ninguem melhor do que o
governo pode cscolher a loc.lidade mais propria
O Sr. Aguiar:Nao, senhor; pude elle ser muito
diligente e fazer humanamente ludo o que Ihe fiir
possivel, sem comtudo poder vencer vonlades reluc-
anles...
Um Sr. Depulado :Esperara dous ou tres das e
depoi. reliram-se.
O Sr. Prndenle :Atleaco!
O Sr. Aguiar : Portanto, Sr. prndenle, me pa-
rece que, por qualquer maneira qne se encare o pro-
jeclo, elle nao he merecedor da opposicao qoe se Ihe
lem feilo...
OSr. Fijueira de Mello : Apoiado, apoiadis-
simo.
O Sr. Aguiar: Devo declarar, Sr. presidente,
que lalvez drseje qne. na segunda dscu*sao, se mo-
difique alguma disposiro de um ou oulro artigo do
projeclo, mas em relaco idea capilal que o carac-
teriza, estou disposlo a adopla-lo, nao seudo a isso le-
vado por adeices, 011 pela considerarlo de haver elle
sido apresentado pelo governo, e sim pela conviccJo
em que estou da ulilidade da maior parte de seu. pre-
ceilos. Julgo outrosim que as liberdades publicas
em nada ficam prejudcadas como lem pretendido
alguns senhores. c, bem pelo contrario, acredito que
essas mesilla* liberdades viran a ser mais fortificadas
pela forca que a auloridade tem de adquirir por meio
desses julgamenlos, vlslo como os juizes e os magis-
trados podem com mais facilidade arrostrar 01 pode-
rosos em suas pretenres desarrazuadas, do que os
mais asada para areunio do jury : ninguem me- jurados, qoe de ordinario habitantes das mesmaslo-
Ihor do que elle pode conhecer a povoacao onde -
menos imperio tenha o patronato, onde a liberdade
dos jurados seja mais garantida, onde a commodida-
dc dos mesmos juiado* seja mais segura. Portanto
creio que urna medida desta ordem nao pode razoa-
veliiicnlo ler suspeitada de tender a dar maior forja
ao governo.
Conlr,, essa reduce lo no jury, contida no projeclo.
um dos honrados membros oppoz que nao s era of-
fen.iva das conveniencia* do ridadAn, porem ainda
ale ilesvirluava a instituirn, j porque ia fazer com
que o cidadAo nAo fosse em lodos os crimes julgado
pelos seus viziuhos, conforme se deduz do espirito
da inrsniu instituirn, cj porque lornavu OS juizes
cerlos, quandu a incerteza dos juizes he da essencia
do jury. Sr. presidente, por mais qoe me esforc,
nao posso descobrir procedencia neslas duas razes
produzidas conlra o projeclo. Em primero lugar,
n3o vejo que se prejudique e.sa grande vanlagem e
esse pensamento intimo da instituirlo do jury, islo
he, que o cidadAo seja julgado pelos seus iguaes, com
haver jurados nicamente nas cabera de comarca,
porque ninguem dir que esla alleracao proposta
pelo projeclo traga comsiso implcitamente a prohi-
hirao de serem os cidadaos de qualquer comarca jul-
gados por seus iguaes e vizinhos, como se pretende
fazer crer; e por quem enlao seriam julgados? Em
segundo lugar, me parece que nao disvirtua a insti-
tuirito pela certeza de juizes, porque todos nos sabe-
mos qne o numero de jurados, urna vez limitados os
conselhos nicamente s raberas de comarca, vem a
ser muilo maior do que actualmente he, c pnreon-
sequeucin os juizes vir3o a ser muilo mais incerlos
do que d'anles quando exislia um uumero mais li-
mitado.
Ouvi aqu alo a yerbar -se de iuconslitucioiial o pro-
jeclo, por isso que sublrahia ao jury o julgameulo
dos crimes afiancaveis, privando-se por esla forma
aquello tribunal de una de suas maiores prcrogati-
vas. Eu, senhores, j vejo que enlendo a conslilui-
cao de una maneira muilo dille-rente ; posso dizer,
c creio que com verdade, que e ota disposicao do
calidades, lenioni os potentados, sendo ale muilas ve-
zes crealurassuas...
Um Sr. Depulado :Isso serve para nAo se fazer
a reforma.
O Sr. Aguiar : Nao se pdc tirar essa coocla-
s3o...
A mesma voz :Ella he lgica.
OSr. Aguiar :Eu nAo me refiro aos jurados de
cabera de comarca, porque indubilavelmenle nes-
ses lugares a forra dos poderes he menor e se faz me-
nos sentir.
Sr. presidente, eu desejava fazer ainda algumas ra-
flcxes acerca do artigo do projeclo que Irata dos des-
emhargadores ; mas como a hora j eslrja pastada, e
eu nAo queira abusar da hondadedus aoe rae uuvean,
ponho termo ao meu discurso, guardando-me para a
segunda discussao, aunde, talvez, com mais prccis3o
se nossa fallar sobre a materia.
O Sr. Taque* :Muito bem.
A discussao tica adiada pela hora; desigoa-se a or-
dem do dia, e levanla-se a sessao.
IlECIFE 26 E AGOSTO.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANA.
Depois de termos concluido a nossa revista passa-
daJt quando ja se achava ella uo prelo, Tomos infor-
mado de que um novo desaguisado acabava de assig-
ualar o anuo acadmico de 1854, na cidade de O-
linda. -Alguns calouros, ja arvorados em segundu-
anni-Us, formaram no dia 19 urna ronda nocturna,
e sahiram palas ras pe paratorios uu cascabullws, que no entender daquel-
les senhores sao bichos d correirao; 1 cascabulhos
de seu lado, advertidos de tAo obsequioso compor-
1.imenio, organisaram lambem a sua ronda, e falli-
mos a completa cxlincrAo dessa iu-liiuiran no Brasil; ceilo*.
sem altenderem que nem o projeclo nem as razes E mo he un absurdo o que acabo de proferir,
alo allegadas em suasusIcnbcAo os aulorisira a pro-! porque sendo dogma consagrado na cousliluic.Ao que
ferir um semelhante julgamento as causas n me. e civeis sejam julgadas por jurados,
Senhores, eu lambem sou amiso da insliluico at boje se acha incumbido aos magistrados o julga-
do jury ; enlendo que o jury deve existir porque he ment das causas civeis, eguindo-se desta falla que
ram a passear impvidos na firme resolucAo de nao
sonreren) as carnadas, e de repellirem forra com
projeclo ere a consliluirilo. entao Ja ella se acha fe- forra, principio jurdico que os eldanles aprendem
rida ha muilo lempo, quer pelo cdigo do processo, c pralicam maravilhosamenle. mesmo anles desa-
qur pela lei de 3 de dezembro de 1841, quer pela '
lei de 2 de julho de 18)0, que devolveu ao conheri-
inento dos juizes de direito cerlos e determinados cri-
me, qur, finalmente, pelos proprios poderes do Es-
lado, que lem saneciunado c concorrido para essas
infraccoes, e a 11A0 execulado em lodos os seus pre-
Scnhoies. longe de querer restringir o jury, a
nossa consliluicao quiz dar muila amplidAo a esla
insliluicAo, porque a consliluicao nao ordena
que h-jain jurados no crime romo no civel.
Urna voz :Nos calos em que a lei determina.
juslica porque contrast a evidencia dos fados, que,
de ordinario, sao o ihermomclro pelo qual je conde-
cen) as inleuces : julgo que he urna exigencia que
nAo deve ser sali*feils, porque a ninguem te deve
pedir que crie difli:oldades a si proprio e qoe po-
lilla em perigo istia situarlo c sua existencia. (Apoi-
dos.) L'ma conciliarAo por seniollianio Iheor nao
podo nem deve ser esperada, porque ella s revela-
ra fraqueza e cobarda, e islo certameole o nobre
depulado nao deve lisongear-se de poder obler do
aclual governo. Apoiado-.
preceilo constitucional ; mas lamben) estou persua-
dido de que he necessaro que elle exista de manei-
ra c sob coudices laes que. longe de ser um mal,
possa bem servir o paiz. Enlendo que nos corre a
obrigacAo de rodeadlo de lautas cautelas que, em lu-
gar de servirde urna arma ao patronato c de alimen-
to caballa e minga, seja realmcnle a salva goar-
d.Vdas lbenla lo> publicas e protector mais seguro "do
cidado.
O Sr. Taques :Apoiado.
OSr. Aguiar:Da maneira porque, senhores,sr
acha constituido actualmente o jury, desengamo-
nos, nao he po-sivel obler esse Iim."
O Sr. Almeida e dlbuquefgue :O jury esl co-
mo esta tudo o mais no paiz.
O Sr. Aguiar :Eu, Sr. presidente, nAo irei al
a aflirmativa de que'o jury he tima insliluico re-
provada pela naca ; mas creio qne me .era me-
nos licito declarar que ella nAo Ihe tem essa grande
smiipatina c prclileccAo,
O Sr. Uoes Siqueira :A poiado. *
O Sr. Aguiar: Lm fado permlmenle, um fac-
i constme me lem couverteido desla verdade. Se
eu nlhopara a capital do imperio epara as capitaes
a consliluicao al agora 11A11 lem sido observada. E
ser verdade que o legislador brasileiro esleja rigo-
rosamente obligado a decretar que o julgameulo das
causas riveis se faca por jurados? Eu creio que nao,
porque ao legislador compele apreciar al que ponto
pode ser vanlajoso ou nocivooemprego desemethan-
Ic systema.
Ora, se islo he verdade. he claro que o mesmo le-
gislador, pela mesma razAo, pode limitar o numero
dos crimes que deve ser sujeilo jurisdircao dos ju-
rado, e reservar ao ronhccimcnlo de oulras autorida-
des quelles que jurgar convenientes. Portanto pa-
rece-me suminamenle fraca a impugnaran do projec-
lo pelo lado de iuconstiiuci maliciado, smente por-
que rclira das allribuices do jurv, certo numero de
crimes.
Nunca tllam razes para secombaler UM qual-
quer medida. Estou persuadido de que, se por ven-
tura ic tivesse deixado ao jury nicamente o julga-
mento dos crimes aliancaveis, reservnndo-se aos jui-
zes de direilo e dos crime* inaliancavei*, os nobres
depulados clamaran) que se linha aniquilado o ju-
ry, aublrahindo-se da sua jar*dcrjo os crimes maii
importantes e qoe affectim mais seriamente a socie-
das provincias, desgracadamente vejo que de ordi- dade, e que inieressam de mais perlo a ordem pu-
nano ha urna lula immeuM para a reunir orados | bliea ; us con e pretenda Mirar unicameole os
berem mais alguma cousa. Por falalidade ou pre-
inediiacA", os dous grupos inimigos nao lardaran)
a enconlrar-sc nos Qualro-canlos. e pelas disposi-
ces que levavam, o mullirlo seguio-se logo ao en-
contr, nao sendo a diplomacia admissivel oulro os
belligeranles dessa ordem : cruzaram-sc as bcngal-
las ou cceles, houve grande pancadaria, e depois
de terminado o combate, icconheceu-ee qoe linha
sido elle sanguinolento, sahindo algumas cabreas
quebradas, afora muilas conlusc*.Eis-aqui o fac-
i, lal como no-lo referiram ; e nao nos consta
que a polica inlerviesse cflicaznicnle,.ou que por
qualquer modo lizesse sentir a sua acc,Ao salutar.
Todas as desordens acadmicas acabara providen-
cialmente.
Sempre que referimos eslas faranhas esludaulcs-
cas, apparecem anonymos contrariando as nossas
narraces, e nao tllam estallantes que inculquen)
e propalcni a pretendida indisposicAo do aulor do
Itelrosperlo para com os de.ua classe : os mos que-
rem envolver os bons na sua causa, c ludo envidam
para acobcrlar-se cora o mani da corporar.lo. A-
gora mesmo, he hera provavel que os improvuados
-egiindo-anuisias ( no principio do nono pacficos, e
para o Iim turbulentos 'saant com os sen. embar-
go., sem se lembrarem do quanlo Ibes eram aprazi-
veis as nossas reflexes, quando eram elles a. vic-
timas ; nada disto porm nos far reoum ar a tre-
la de chroaisla fiel, e menos o desejo que lemos de
ver melhorar a reputarlo da amiga academia de O-
linda.
' Tambem houve em um dos das da semana lida
o- qoer que teja de desordem, no lyeeu desla cidade ;
roas a falta de ioformacoe* exactas nos nAo permute
agora fallar exleosamente obre o caso.
Mais um rapto leve lugar oa madrugada da 20 do
crrante. Direm-nos que ao sahir da miasa do 1 i-
vraneulo, fora urna moca violentamente raptada do
Quem qur que liouveswlido occasiAo decomraa-
nicar um pouco mais de perlo ao Exm. Sr. Viaeaode
de Paran, e de apreciar por conseguinle (aesaas
aberturas de coracAo qoe nao he pooivel deixem
de ter por vezes lugar entre pessoas que n oommu-
nicam quasi familiarmenle) os senlimenlos de probi-
dade e honradez, que le aninham emseo pello mag-
nnimo, e qoe o levam a se nao reconciliar jamis,
nem mesmo por momentos, com quem infelizmente
se mancha com adoi que revelcm ausencia de laes
senlimenlos;quero qpr qoe cslivesse notas cir-
cunstancia*, dizemo., oio peder, por um estante
se qur, dar o menor peso aos boatos infamantes,
que a calumnia de parceria com a inveja lem feilo
correr, de cerlos lempos para c, acerca da origen)
da fortuna daquelle estadista; fortuna que, como
em com plomen lo do plano nefario que haviam tra-
cado os que de balde se propunham a hiarearar-lhe
a reputaran, era sobremodo exagerada, o quasi qne
elevada ai proporres da de Creso. Entretanto es-
ses boatos continuavam a corren e, em verdade, ca-
recan) de plena e peremploria contestarao.
Para qne, porm, a malednataeia fosse confundi-
da, e aquello que della ia set -i vctima podesse
obter completo triumpho sobr-t ^Vque, incapa-
zes do vence-lo pelas armas Cu .cuolnio, vil a
cobardemente buscavam feri-Zo (Wemboscada com
a. da mas torpe intriga, era demisler que se Ihe ofle-
recesse opporlunidade para contrariar, urna orna,
as assercOes com qoe se esforravam por miugoar-lha
os crditos de homem honesto varios desses entes de-
generados, que, quando se cuusliluem inimigo* de
alguem, levam o rancor ao ponto de o Invectivaren!.
at ua propria honra; e as vezes com robuslusima
conviccao de qoe faltara grosseiramenle verdade.
Essa opporlunidade, proporcionou-a felizmente ao
Exm. Sr. Visconde de Paran o Sr. D. Manuel de
Assii Miscirenhas, quando, em presenta de S. Exc,
resumi, se bem que insidiosamente, n'uma per-
gunta as proposite, que malignamente e peta sor-
relfa sa emilliim aqui c all conlra o nobre viscon-
de com referencia fonle dessa sua riqueza, alco-
nhada de colossal pelos delractadores de lodo o
mrito que o he,de lodo o renome, cuja bases nada
teem de arlificiaes, e nao depende, por conseguin-
le, do. caprichos de grupos e faeces, eo doaarra-
batinenlos de qualquer de seus mil. o ondea ca-
bccilhas. Sim; bastn que o Sr. D. Manad, fa-
zendo (sem que o imaginasse ) impnrlinlissituo
servir ao dialincta parlamentar de quem > se coni-
liluio nimigo figidal e irreconciliavel, lentawe le-
vantar 1 pona do veo qne eocobria a nojenla (rama,
para que S. Exc, com a promplidAo do cav alheiro que
sabe prezar a propria dignidade, a com a preaenra,
do espiritoque s a Iranquilldade da cousciencia po-
de inspirar, se apressasse a arrebatar a luva d nulo
de seu mingoado adversario, antes que este Ih'a ti-
vesse alirado, e entrasse inmediatamente no repto de
honra, para o qual menos prudentemente o empra-
zara quem, mais do que qualquer oolro porvenlara,
deveria empenhar-se porque elle nAo tivesse logar;
visto como nao havia motivo para sappdr-sa ao me-
nos qoe, no conflicto, deixassera de caber os loa-
ros da victoria ao que, havendo servido de pas-
to ao genio malfico doa que se comprizem em er-
guer eastellos contra a rcpuiacAo dos qua odiam
euAopdem derribar polos rneios naluraes, nao linha
em sua vida mu si acto que empreslasse appareu-
das de exaclidao s calumnias que contra sua pessoa
se urdiam nos aolros da perversidado; o era, por-
tanto, pura esperar que, terminada a Iota, o preci-
pitado a;gresor viease a ficar, como effeclivanienlc
ficou, sem urna das envenenada seltas, que de or-
dinario abundara cm aljava d contendores menos
Icaes, e de que se elles servera as vezes com pro-
veilo.
Nao presumimos que haja ah brasileirv que, leu-
do coracAo verdaderamente nacional, deixe da rora-
prazer-se ao ler o discurso em que, provocado pela
Sr. D. Manoel, o Exm. Sr. Visconde de Paran lo-
grou confundi-lo juntamente com quelles de que sa
elle fez echo, oa que teem porvefllura repelido ditos
*eus, osli:ntando-se t3o puro era lu vida de sim-
ples cidadAo quaolo nmpre 001 desvanecemos de
reconhecc-lo era sua conducta poltica. E ndo o
presumimos ; porque nao podenuu conceber qoe
quelles que amam de veras a respecliva palria dei-
xem develar respeilusa eslima aos cidadaos que ludo
lem arriscado por felicita-la, c s nao encham, por-
lanlo, de nobre orgulho, empre que elles consiuam
gerar a convierto de que, se pelo civismo honrara ao
paiz em quo nasccram, lambem o illtistran |>ela
probidade. qoe alias lemos por udispeusavcl aos que,
encarregados da suprema dreccao de um estado, de-
vem moralisa-lo mais cora o exemplo vivo do* pro-
prios actos, do que com a anplicarAo das leis que
leudam'a reprimir os crimes, qualquer que seja a
calhcgoria que esles perteuram.
Isto posto, apmquanloeslejainos convencidos deque
a redaccAo desla folln transcrever, em occasiao que
ten lia por oppor luna, o discurso a qne vimos de al-
liidn nos animamos todava a rogar-lhe que o laca
desde j, e em seguida a eslai lindas, que trica-
mos piessa, e sob a impressAo do enlhusiasmo de
que nos poaiuimos, ao verificarmos ainda una vez,
pela leilura de semelhante pera, que estar sem-
pre em ba posirAo, e zombar constanlemenlc ros
embustes de seus antagonistas quem -o-ar da ventu-
ra de nao ter da recorrer senfio a verdade para defi-n-
der-se dos ataques doi que, sendo seus adversario,
tambem o sao drill.

-
a.
O Sr. I i fronde de Paran (presidente do con-e-
Iho) : Sr. presidente, neohoma inlencao en linha
de follar nesla !. diMucsAudo orramenlo do impe-
rio ; e nilo me desviara desle proposita se tivesse so-
menta de responder a es*e cooTiciof e insulto; que
1
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DIARIO DE PERIMIBUCO, SEGUNDA FEIRA 28 D AGOSTO OE 1854.

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de onlioario o oobre senador pelo Kio Grande do
Norte procura lancar-mo. Poucc rae mirorlara,
Sr. presidenta, mostrar ao nobre st nador que lenho
09 uecessarios conhecinientos da historia e aulllcieote
lijio de toda? ai materias indispensaveis para bem
deserapeohar o cargo que oceupo ; poucome impor-
tara cim aarguirao do. ignorancia, di parle do Sr.
sanador. Ha, porm c*rtai iusinu iraes, certas allu-
. soes, que nao he possivel deixar sem resposla.
Se d< nao livessemc s jornaes, i>: essas insinuares
011 allusoes nao passassem desta cata, leu,lo eu aqui
amigas de quem son Ui conliecido, apiigosque des-
de o principio da minia carrera viveram cmico cm
inliinidade e souberini de todos os meios de quoeu
podia diipr, nao me abaixara, Si. presiden le, por-
que he realmente abatir-me, a demonstrar que li-
vu f minha disposicao jsscs meios. Mas, Sr. presi-
dente, as nsserraes do nobre senac'or nao fleam so
nsta casa, ellas poden: ser lidies en todas as provin-
cias de imperio, e a malignidade pode dizer, se me
visse gurdar silencio : l.aii{ou-s era rosto ao mi-
nistro que a origem da sua forlun i uAo era conhe-
cida, e elle nada teve a responder, b
O nobre senador especula com a posicSo em que
me ocho, c que me priva de responder-lhe como
talv d evease; especula cor* cerlo icanliamento que
cada un deve ter de fallar de si e le eulrarem cor-
tos delalhes raiulos de tua vida prirada ; e-faz ludo
isso, Sr, presidente, porque couta com o comedi-
mentoi|ueme impoeoieepeito devdo casa. Pa-
rece-mi, Sr. presidente, que vejo um sectario das
dnatrinis do D. Basilio da comed a deBeaumac-
chais ; nia, qu nido nao Tere, pelo menos he capvno que
tna. N
Voiti Sr. presidente, recordar c isa as expressoes
do nob senador, e procurarei eipr adueado qua I
a origem daquillo que hoje possuo : a Nesta posicao,
Sr. presidente, achaudr.-me anteo Sr. presidente do
conselh), orador dstincto, etc.. Em qne ha aqui mo-
tivo de censurq '.' Agora digo ei, vos que inde-
pendiada lindis? V* oque herusses : Com a df-
ferenra deque todo o mundo sabe le que foote pro-
veio o que eu lenho, mas nem todessabem como he
que o Sr. presidente do consellio acr.umulou urna ri-
queza l.lo colossal em tio poucos mnos ? llerduu
fortuna de seos pais '.'
O qu>; pretenden o u ibre seuador com- csli fcsi-
nuar.lo ?
Pergunta-se-me, Sr. presidente, que independen-
cia linha eu. Tive sempre a independencia do meu
carcter. (Apoiadot.) Snm ter lido em todos os lem-
pos a fortuna de qoe luje dispouhi, tive sempre a
coragem de mauifeslar as onhas opini&es em to-
das as pocas, fossem ou nao de perigo. {Apoiaiot.)
O Sr. Fernanda Chaves:lie urna verdale.
O Si: Prndenle do Comelho :Nao sou como
alguns que so (em a enragem do insulto, quando
tem a corteza de que nenhum cabello da sua rabera
corra o menor risco.
Agora pelo que loca pergunla que se me fez ;
o O qui: herdastes ? o que tundes? Todo o mundo
nao tab a origem do que- possais. > Respondo : Meu
pai fo militar, pouco pessuia ; assim mesmo em sua
vida rei-ebi delle os meios para minha formalura, e
deus patena, dos quaes conservo um, e outra e-l.i
forro, evive nesta culac e. Falleceu elle em IHti de-
pois de ter casado 6 filh is que teve de dous matri-
monios : pouco manque) nada lhe restava, e esse
.pouco licoa minha madrasta. Se, porm, por esta
parto na'la herdei, todos sabem que por outra algu-
ma cou-a recebi e lenho herdado ; he sabido que ca-
sei-rae com minha prima,lilha de meu tio o Sr. Joan
Netto Carneiro Leme, que oegociou por muitos mi-
nos nest i cidade, e algnma fortuna possnia. Ttvc el-
le aqui em sen coincro urna fabrica de preparar ar-
roz ; depois negociava em escravon, comprando-os
em Valongo, e revendendo-os para Minas e para es-
la provincia, em pequena escala venda lambem di-
amantes por commissAo.
Tenho pessoas nesta corte e nesti casa quc*o co-V
nhacerara. Elle viveu nesta corte ate ao ai no de
18;) I em que semudou para a cidad; de Barba orna ;
mereca o conceilo do Sr. Francisco Percira de Mes-
quita, tio do actual bardo do B un lim ; mereca o
coneeito dos Sr-. Trame Rodrigues de paria e liaran
da Guaratiba, coOTos quaes muilas vezes leve Ira n-
sac(oes. -3s^ '
O dol: qui fcbi nao preciso derlara-lo, pois que
nao dev.i conli?Asjo a iiiaucm ; basta qua diga
que aprescntei-nemS villa de S. Sebasliao como oif
de [nra,levando coniiniso oito escravos de minha pro-
priedade ; apoiaiot!, una mobilia rca para o paz,
e un i baixelade prala, tanto para servico de cha,
como di: mesa ; alm disso, linha deixsdo niguas
vintn* em poder de mea sogro, qun os pdi em ren-
dmenli.
Serv em S. Sebasto 18 ou 19 mezes, c fui entfo
despachado ouvidor desta comarca. O lugar n.Toera
de grande ordenado ; mas ou o servi smente du-
rante 13 ou 14 mezes, oceupando conjunctamente,
DO impedimento do Sr. Lope- Gama, o lugar de au-
ditor da marinha, reunindo ambos os ordenados, e
lendo mesmoalgamas porcenlagens de presas que
euto se arremalaram ; u rendimenlo de ambos os
lugares dtegava Uestas circumslanc1 as pora minha
subsistencia.
Em 11129 fui despachado de-emba gador da relar.lo
da Baha eomexercico na casa da supplica^ao, e au-
ditor da marinha ; faza 2:0009 de ordenado.
No auno seguinle lomei posse do lugar de deputa-
do para que linha sido eleito em 182i. Ncsse lempo
o subsidio de depulado pela provincia de Minas
Teudia-se com na* cambio de 35, 40 e 50 por cenlo;
e aprovvitei-me disso nos anuos de 1830, 1831 e
1832. Viuha eu, pois, a fazer com ordenado de des-
embargador e subsidio de deputado I contos e lauto.
Aquelles que me eonhecer.im, qne viram que,
quando fui ouvidor desta comarca, morei na casa
doSr. birao daGuaralilia pagando 30)000 por mez,
que, quando fui minilro|le estado em 1832, morei
n'uma casa de 80O*'JO0 por anuo, e logo depoisque
deixei de ser ministro n'uma outra de Botafogo pe-
la qual pagava 48OQ0O0 ; todos aquelles que viram
, mais lard mudar-me para urna casn em Matacaval-
los, pela qual pagava 6008, "e onde me comerve al
o (im do anuo de 1841, em qoe fui residir em N'illie-
roy eolio presidente do Rio de Janeiro ; aquelles
que vir.im a ordem e economa que se dava na mi-
nlia casti, sabem inuitt bem que o meus ordenados
chegavam para poder passar, e que, nao gastando
mais do que ellos me reidiam, nao Uve necessidade
de diminuir o meu capital. E, pois, repilo que,
alm da mobilia, prala c escravos. Uve sempre um
capital le que dispor, o qual procurei apreveitar
dando-o a premia. Posso citar os nomes de pessoas
de respeilo e considerarlo qoe o liveram em suas
maoi.
Ao a*. Brrelo Pedroso empreste! 3:0009 a pre-
mio em 18i9, e elle os conservo al oulabro de
1831. O meu amigo e patricio o Mr. Jos Fernan-
des de (Miveira Penna fez-me o favor de ter a pre-
mio desde eesa poca quantias, ora maiorcs, ora
menores segundo me convinha. O Sr. Joo Anto-
nio de hemos, hoje bario do Rio-Verde, tambera le-
ve por este lempo algom dinneiro tieu em sea po-,
der, creio que 3:400$.
e|>oi, Sr. prndenle, era 1833 meu sogro, que
tinh ido para Minas em 1831, er carregon-me de
varia-i inbrancas e eiicucOes j aS develorcs;
entre eites devedores hnvia o eapiUo Jos Custodio
Cotrm que lhe era devedor daquinlia de2"):600
cora hy)Mlheca sobre seu engenho e escravos, mui-
tos dos quaes linliam-liie sido vendidos por meu
sogro. l'romovendo essa exeeoclo, chegou ella ao
poni de.ter lugar a adjudcalo do engenho e es-
cravos ; a nessa occasio men sogro, por escriptura
publica que ^y nnnexa aos aotos da eieca^So que
corren em Marica, me fez cesso deisa divida, njo
exigindo de mim senilo 9 contos pagaveis em dos.
anuos. lulervieram al;;uns amigos, e eu compuz-
me com o devedor, reeabendo dinheiro, escravos e
oulros bens. ludo vendi, e no lim de dous annos
paguei a men sogro os 9 cotilos liquidandj para
mim os 16 contos de res.
O Sr. nodriguerTorre,: Apoado; sci des
fado. r '
O Sr. Pretiienle io Conu-lno : Com a scqi
s.r> ,hw quanlia, o m.u-capil montava entSo
seguramente a 30:0008. e pr.v. i,tencia desse
capital desde o principio do anuo de 1834. Por ta-
se lempo cheguel a ter a premio em m3o do Sr. An-
tonio Jos di Rocha, eslabelecido -ora nogoco na
raa Direla e (ravessa da Candelaria, 13:0003 li-
te em mo dos Srs. Penna Santos e C. quantias va-
"ariiveis, que algumas vezes moulai am a 1-2:0009 "
Uve em poder do Sr. Jcaqum Franiisco Vanna, e
Por conU da casa de seas irmaos e .labelecidos em
^nipos. 8:000; Uve era odo de virios rnendeiros
de trra cima, abonados pela Arma do Sr. Jos
Bernardo Brandao, eslabelecido com casa de com-
missoes de caf nesla corle, quantias larabem va-
riaveis, que algumas vezes subram a mais de
16:0008. Entre esses fazendeiros recordo-me dos
nomes dos Srs. Domiciauo de Olivein Arroda e
Antonio Barbosa da Silva.
No fim do anno de 1833 e principio de 1836 resol-
vi-me a realisar o Densamente qne sempre Uve de
estabelecer-me com fazenda de cultura de caf ;
pensamenlo com que ui a Minas em 1831, e que
abandone! em 1832, em razao de ler sido nomeado
ministril de estado.
Tornando i minha anliga dea, em 1836 comprc
Ierras quasi incultas, c por isso, e por ser enlao o lu-
gar pouco frequentado, por preso mdico, como
consta da respectiva escriplura publica. Essa com-
pra nao excedeu ao valor de 1 :.">' 11-. Fz posterior-
mente 3 ou 4 outras acqusices de pequeas poroos
de terreno e lodas essas compras nao excederam a
10:0008. Fui pois principiar a ser fazendeiro com
esse capilat, que era por si smente sufliciente para
um bom coineco, e com oulros adjulorios entre os
quaes em primeiro lugar o servico de 26 africanos
que eu e minha mulher oblivemos ; e em segundo
lugar a minha economa, pois reduzi o mais possi-
vel minhas despezas, e envei para a fazenda todos
os escravos que poda dispensar do meu servico do-
mestico. E aqui devo observar que sempre vivi
econmicamente, e que jamis pedi dinheiro em-
prestado para comer ou despender improductivamen-
te; quando o pedi emprestado loi para emprega-lo
cora proveilo, jamis me conheceu alguem pedindo
dinheiro empreslado para comer, veslir, ou despen-
der em funecoes ou objeclosde lino.
Como disse, fiz acquisicao dessasJftras e princi-
pio! a cultiva-las, lendo comprajJeTpor intermedio
do Sr. Meyrat escravos da faro'inla de um suisso fal-
lecido em Cantasallo, e tendo feito arremalucao de
oulros uas pracas desla cidade e do Porto da Es-
trella. as compras de Ierras e escravos, que nao
fiz de urna vez, mas successhmenle e aos poucos,
em propurcAo dos reccbimcnlos do dinheiro qne ti-
iiha a premio, absorveu-se linal todo o men capi-
tal, sem que me dsse rcndimenlos a fazenda, que
pelo contrario precisava anda de engenho e de ou-
tras obras.
Alm disso, desejava cu angiiienlar o numero de
bracos para o proporcionar is plantaccs que linha
feilo. Esgolado o meu capital, passe a pedir em-
prestado, e oblive por interine .lio do Sr. Gelulio um
empreslimo do 12 conlos do cofre dos orphus desta
corle. Foi isso no anuo de 1817, c s vim a saldar
esse empreslimo em 1819, isio he, 12 annos depois.
Empreguei essa quanlia, c no anno seguinle, ou no
mesmu anuo, novas necesidades me fizeran pedir
emprestado ao mesnio cofre oulros 12:6008000, que
oblive por intermedio do meu coocunhado o Sr. Je-
ronymo Jos Teixeira.
V-se, pois, Sr. presidente, que tive para empre-
gar na acquisicao da minha fazenda cincoenla e
tantos contos de ris ; a saber, 30 contos de capital
proprio, e 21:6008 que ohtive empreslado do cofre
dos orphaos a juros de 6 % ; i-lo alm dos 26 fr-
canos.
Ora, Sr. presidente, quem nao sabe que 90 "j dos
proprietarios de serra cima que mili va ni caf priu-
cipiaram com muito menor capital, o algant al
Irabalhando por seus tiraros, c que boje tem fortu-
nas collossaes ? Que muito era, pois, que eu tivesse
prosperado lendo comer ido com um capital de 50
e lautos conlos, grande parte dos quaes me parten-
cia, e pagando do resto juros mui baixos, porque
erara de 6", e o juro nao venca juro ; de manera
que, quando em 18>1 paguei a ultima poreaa de
13:0009,0 juro que pagava nao corresponda a mais
de 3 % dessecapilal? Que muilo era, Sr. presidente,
que neslas circumstancias, com a minha economa,
com a minha industria, com a boa ordem que sempre
renou em minha casa, eu prospertsse no fim de 18
annos ?
E depois, Sr. presidente, exagerara a minha for-
luua. Todos sabem que ale o anno de 1847 nada
comprei, alm das Ierras cm que fundei minha fa-
zenda ; comernu ella a render ahuma cousa desde
o anuo de 1810, mas ludo quanto at enlAo renden
voltava, nella mesmo era copregado. Em 1817
comprei a meiacSo de urna heranca, e della honre a'
chcara que hoje possuo ; precisei para essa compra
de 2.V0008, porque alm da nieiarAo comprei a quo'a
do um dos herdelros. Nao. tintn entilo m.ii^ s*u
7:0008 em dinheiro ; precisava de mais 18:0008 qof
foram tirados do Banco Commercial com a minUa
firma, c com a do meu amigo o Sr. vscoode de Con-
deixa. Para obter esse dinheiro nao paguei premio
de 12 % ; nao, nunca paguei ssmelhante premio a
ninguem. Tenho sempre limitado minhas preci-
sOes ios meus recursos, e por isso nunca paguei al los
juros, sempre oblive dinheiro pelo premio mais bai-
xo da prara, lalvez porque sou ponlual em pagar o
que devo, e todos sabem que o sou lano como he
qualquer negociante acreditado.
Quando comprei essa propredade, senhores,'j li-
nha colhido em 1846 8,000 arrobas de caf, e no an-
no era que fizessacompra linha colhido 9,000 ; en
conlav paranlo com os recursos que devam provir
desse rendimenlo. O nobre senador nao rae fez se-
melliante allusAo, de que rae tenho defendido, de
boa f ; o nobre senador frequenlava a casa do Sr.
vscondede Coudcixa ; elle era franco, e nao fo se-
gredo para o nobre senador que eu, quando lomoi
para meu correspondente aquclle senhor em 1839,
nao colina caf algun ; era fregnez pouco til, mas
passe successivamenle nos annos seguintes a colhcr
1,000 etanla^arrobas, 2,000, 3,000, 4,000,6,000,
8,000 e 9,000.' No anno de 18"i0 colh 15,000 e no
anno de 1852 0,000 arrobas .
E se fiz, senhores, tAo avultuda eolheila, nSo he
porque lenlia empregado grande numero de bracos ;
ha fazendeiros que lem o duplo, e ainda mais, e
entretanto cnlhem menos. Nao tenho na fazenda mais
de 150 escravos entre grandes c pequeos; emprego
poucas pessoas livres; pago aos meus escravos o que
colhem nos das de guarda, e o excesso de sua res-
pectiva lacera uos dias de sen ico.
Era 1850 eu dava a miiiha fazenda com a reserva
de 30 e lanos escravos por 160:009; circumslan-
cias fizeram com que nao se efTcctuasse o negocio ;
hoje, senhores, nAo a dou cerlamente por essa som-
roa, porque acho que vale muito mais. Nao a dou ;
porque, apezar de ler morrido .nm ou ontro cscra-
vo, tem nascido muito mais do que tem morrido ;
ainda que seja verdade que sso nAo compensa o
servico perdido. N3o a vendera hoje por mais
50:0009, porque leria dflicaldade de adiar empre-
go igualmente productivo, e urna vez que os escra-
vos tem hoje um valor muito maor do que aquello
que tinham na poca a que cima me refer.
Senhores, lodos aquellos que vAo as funcc,es da
corle podeni ver a modestia e simplicidade de irajo
com que minha familia se aprsenla. Minha mu-
lher lem com pouca difierenca as joias que possuia
quando se casou, e ser porque lhe eu tenho coarc-
lado 03 meios ? NAo, senhores ; seo he por sua
propria inspirarlo, he porque ella mesma resiste
toda a despeza de luxo, porque foi educada com o
Irabalho, parcimonia e economa, por isso que lem
amor a seus fllhos e deseja deixar-lhe urna fbrtana.
Em 1811, chamo o tcslemunho doSr. JoAo Pedro
da Vciga, tirou ella cm una lotera 4:00ft>, empre-
g.imo-los em pagar nossas dividas ; em 1850 tirou
em onlra lotera IO1OOO8, invoco o mesnio leslemu-
nho ; cmprecmo-lo primeiro cm apolces provn-
ciac?, depois as vendemos ; e em 1851 empresmos
o producto era pagar o resto que deviamos ao cofre
dos orphaos.
He pois, Sr. presidente, o espirito de ordem, de
Irabalho, de economa, e o preceito que me lenho
sempre imposto de nao .despender com meu susten-
to e morada mais do que a importancia de meus or-
denado, e de procurar accumular lodos os ren(l-
menlos que desde o principio ile minha carreira pu-
de ler alm dos ordenados, rendimenlos que tem
sua origem no dote de minha mulher; sAo todas es-
sa circumslancias as que concorreram para que ho-
je esteja cm melhor estado de fortuna. Porlanlo nao
live nenhuma difnculdadc em abordar a quesiao.
{Apoitdot). Cilei muitos nomes vivos, nao Ihes pe-
di liccnr.a, maseslou corto de qua nenhum me des-
miotri. {Apoiaiot).
O que he de admirar que eu tivesse podido viver
com os meus ordenados quando desde 1830 tive
annoalmeute por ordenados e subsidio 4:0009000
e 4:5009000, recursos aigumis vezes augmentados
pelo cambio eom que recebi o subsidio dos tres an-
nos de que fallei ? He verdade qno desde o fim
de 1841, que fui nomeado presidente do Rio de Ja-
neiro, minhas despezas se augmentaran!: porm
com easa necessidade tive maiores meios ; em feve-
reiro de 1842 fui nomeado conselheiro de estado,
e em iuaio desse mesmo auno senador. Os meas
ordenados foram eulo de 7:8009000 annuaes, e
e desde 1817, em que fui aposentado no lugar de
desembargados 8:8008000. Tudo islo nAo lie nada
para um dissipador, mas a pessoa que falla a V.
Exc, Sr. presidente, uunea foi na sua vida dissi-
pador. Fui estudanle com urna pequea mesada,
e nunca tvo necessidade de incommodar meus com-
panheiios ou amigos; pelo contrario muitas vezes
servi a algous com as minhas meias moedas on moe-
da. Ha lambem aqui pessoas que foram de mi-
nha inlimidade em Coimbra, e que podem des-
menlir-me, se ha inei.aclidao no que digo. {Apoia-
iot.)
A' vista disto, Sr. presidente, devia eu sentir-
me das duvidas que muito de proposito e para fa-
zer efleilo ao lonae se quiz apresentar sobre a ori-
gem de minha fortuna. Aprecio a honra e fama
de probidade mais do que tudo. Nao tea nenhu-
ma necessidade de defender-me, se porvenlura a
voz do nobre senador echoasse smente nesla casa,
onde lenho muitas leslemunhas para me abonarem ;
mas quando o que elle diz pode ser lido em Mallo-
Grosso, cm Goyaz, ele, quaudo pode haver al-
guem que diga :o ministro ouvio estas palavras
e nao leve fados nem testemuulias a citar para
mostrar a origem licita da sua fortuna,eu era
obrigado a descer esta narrarn, qne na verdade
deve incommodar a casa e a mim. E, Sr. presi-
dente, esta he ;i desgraca da siluacao em que nos
acharaos {apoiadot): tenho incorrido no odio do
nobre senador, este odio he ceg ; elle ja nao se
contena com o que dizia aos oulros ministros ; ja
foram corrompidos dous ministerios antes do meu :
nao se contenta com dizer que somos corrompidos
referindo-se aos empregos em que livemos tal ou
qual inlervencao c nossa influencia nos uegocios
pblicos, hoje vai adianto: pretende fazer insinua-
ces que alacio a probidade individual! He islo
supportavel, senhores? EslarAo os ministros nos ou-
lros paizes sujeilos asemelhanles apodos e insultos?
Nao, Sr. presidente, nesses paizes ha umiemedio
eflicacissimo ; he o daello Mas uesle paiz nAo he
coslumc aceitar duellos; aqui, senhores, aquelles
que s lera a coragem do insulto julgam que podem
(car sendo lidos por horaens de brio depois de re-
cusar um desafo. Qual he pois o recurso qoe
haveria, Sr. presidente ? Correr na ra publica so-
bre o insolente!... pois que ha irresponsabilidade
nesla tribuna. Esta irresponsabilidade uAo se po-
de manler sem respeilo mutuo. {Apoiadot.) He ne-
cessario que nAo se conspurque esta casa (apoia-
dot); ella lem necessidade de que serespeilea
lodos os seus membros, nAo s por elles mesraos.
para que este recinto se nAo torne urna arena de
gladiadores, mas lambem no inleresse publico : no
do paiz sobre o qual lhe cabe velar. {Apoiadot.)
Ora, esse respeilo nao existe quaudo nesla casa po-
de impunemente qualquer individuo aventurar in-
sultos dos mais graves que se podem lancar. De
que uatureza sAo as insinuarnos que se contm as
palavras do nobre senador ? Podem-se fazer no par-
lamento sem provas que as justifiquen! ?
O homcm que sem essas provas, saliendo o con-
trario, as vem fazer, nao se respeita. Mas o que
devo eu dizer ? O Sr. senador lem |o habilo do in-
sulto ; a mulher daquelle a quem elle charaava seu
pai nao cscapou a esse habilo; as vesperas de
raorrer o Sr. marquez de S. JoAo da Palma, ella re-
cebeu insultos do Sr. senador.
O Sr. D. Manoel (com forra):He falso. Pero
a palavra.
O Sr. Prndenle do Comelho:Appello para o
Sr. marquez de Valenea.
O Sr. Prndenle:Eu devo observar ao Sr. mi-
nistro que isso nao he objeelo da tribuua.
O Sr. Uollanda Caralcanli :Nem isso, nem o
mais que lem dito. -
O Sr. Presidente do Conselho :Nao duvido que
o senhor possa dizer isso....
O Sr. Uollanda Caralcanli:O nobre senador
esl lavrando a sua propria sehlctica.
O Sr. Pretidenle:Ordem.
O Sr. Fernanda Chacet:O que he triste he
um ministro ver-sc na necessidade de descer a estes
debates. Apoiadot. Troram-te di/ferenles'aparlet.
Ha muilot xitturrot.)
X) Sr. -Pretiienle do Conselho :Quem lavra a
sua seulenoi he aquello que nAo se respeila assaz,
que dirigiudo-me, insullosr me ohriga a allegar
seus hbitos. Tive, Sr. presidente, necessidade de
mostrar que ha o habito do insulto no Sr. senador,
e que foi esse habilo que fez com que elle me di-
rigisse a aggressAo pungente de que fallei. Sr.
presidente, eu lenho respeiido lodos os caracteres;
poderei muitas vezes ter commettido excessos, nun-
ca em aggressAo, sempre em defeza ; nunca ataquei
o carcter de alguem de maneira queeslabelecesse
um muro de bronze entre mi 111 e a pessoa a quem
falla va.
Eis, Sr. presidente, o que me foi necessario dizer.
Se a maulla das nossas discussOcs livesse sido ou-
tra, se os hbitos introduzidos nesla casa desde
1850 (ivessera sido diversos, nunca me vera na ne-
cessidade de discutir estes ponlos, nunc me vera
na necessidade de rcpellir insultos desla ordem, e
aggredir lalvez, contra minha iulencAo.
NJBLICACOES A PEDlDty
i/d-'lj
Estatutos do colleelo Santo Affonio/ dirigido
pelo abalxo assignado, profeuor Jubilado na
cadeira de eofraphla historia do 1 yceu do
Recita-
Arl. 1. O collegio Sanio Affooso lem por lim a
inslruicrao da mocidade.
Arl. 2Nellc ensinar-se-hao osmesmos prcparalo-
rios que no collegio das arles da faculdade de di-
reilo.
Arl. 3. Alem dos preparatorios cima, havero
mais duas cadciras,uma de primeiras lellras, e outra
de msica.
Art. 4. Para o cnsino das respectivas materias,
serAo nomeados professores de recouhecido m-
rito.
Art. 5. O collegio. recebe pensionistas, meio pen-
sionistas, c alumnos externos.
Art. 6. Os pensionistas pagaran IWJOO reis por
trimestre, e os meio pensionistas 368 rs. sempre a-
dianlados: os externos de lalim, -49000 rs, mensaes;
de primeiras lellras c de msica 38 rs. ; e dos ou-
lros preparatorios Sf rs.
Art. 7. O collegio nao di roupa lavada nem en-
gommada aos pensionislas, c aquelles que a qui-
zerem receber delle, pagarAo mais 1.59000 rs. por Iri-
mestre.
Arl. 8. Dentro das paaas estabelecidas no arl. 6.
para os pensionistas e meio pensionistas, deve-se en-
tender rnmpr, hendido smenle o ensillo de um pre-
paratorio qualquer a que se destine o alumno, de-
veudo elle contribuir com mais |S| rs. por Irimuslre,
se por ventura quizer aprender algum oulro, ao
mesmo lempo fora daquelle.
Arl. 9. O alumno urna vez matriculado, estar
sujcilo ao pagamento de suas mensalidades, deven-
do ser previamente communicada ao director a sua
retirada*quando lenlia de ser effecluada ; porquan-
lo o collegio 'nAo admilte descont algum sob qual-
quer pretexto qae asbjL nem mesmo de ferias : o tri-
mestre principiado enlcude-se vencido pelo seu pa-
gamento.
Art. 10. Nenhum alumno ser conservado no col-
legio, deixando de screm pagas suas cunlribuirocs,
segundo o eslabelecido no arl. 6.
Art. II. Tainhein nao ser conservado aquclle
alumno, que, dentro cm 6 mczeSj se mostrar inapto
para o aprendizado, ou de um procedimentu repre-
hensivel e incorrigivel.
Arl. 12. O collegio fornecer sempre aos alumnos
pensionistas'e meio pensionistas, alimento sadio e
abundante, e luzes de vela a aquelles para o esludo
a noite, e hanhos 2 vezes na semana.
Art. 13. As despezas com livros, molestias c ou-
tras imprevistas serta por couta dos pais dos alum-
nos.
Art. 14. Cada pensionista Iran seu baln com
roupa silln dente de uso, cama de vento, espelho.
ponte, thesoura, escovas, baria de rosto, jarro etc.
Art. 15. Nenhum pensionista poder sabir do cole-
gio i passeio, ou 11 nutro qualquer fim, sera licenca
do director que a conceder, 011 denegar segundo
entender conveniente.
Art. 16. O collegio trabalhar lodos os dias uteis
de nianhAa, e larde.
Art. 17. SAo feriados no collegio, alem dos do-
mingos e dias santos, as quintas feirat de lodas as se-
manas, em que nao baja algum dia sanio, ou qual-
quer outro feriado : o 3 dias do entrudo ate a quar-
la feira de Cinza inclusive; dequarta fcira de Tre-
vas al domingo de Pa de selemhro, e 2dezembro, e de 15 de dezembro a
15 de Janeiro de cada anno.
Arl. 18. larabem ser feriado em agosto o dia de
Santo Affonso, padroeiro do collegio.
Art. 19. Para manter a ordem e inspeccionar os
alumnos, haver um inspector que morar no mes-
mo collegio.
Art. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha altes-
lado de promptos para fazercm seus exames onde
Ules convier, depois de vencidas as materias do cu-
sino, e jalgados habilitados pelos respectivos profes-
sores, e com audiencia do director.
Recite 9 de agosto de 1851. Affonto Jote de
Olkeira.
Approvo. Hecife 19 de agosto de 1854., O viga-
rio leando Henrique de Retende, director ge-
m interino. <
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ObtervacBet.
Na fregnezia da 11 a-\"isia alm dos fallecidos ci-
ma indicados, fallecenm mais 71 individuos de 1 mez
I anno,que nos respectivos mappas niosediz se erara
ingenuos, libertos ou escravos ;e alm destes mais 1
pardo e 2 prelos afosados, represcnlando seren maio-
rcs de 25 anuos ; nao viudo comptehendidos nos di-
tos mappas os fallecidos nos hospilaes de caridade e
rcgimenlal, pois que, segundo parece queixar-se o
Rvilm. yigario, nenhuma participaran tem o para-
dlo, e nao se procura a licenca do eslylo.
No mappa da freguezia de S. Amaro de JaboatAo
nAo vem incluidos lodos que all fallecem; porquan-
lo, segundo dizn Rvdm. \ i-ano, os cadveres sAo se-
pultados em lugares onde j eiisliram capellas, mor-
menle os escravos, afim de se sublrahirem paga dos
direitos parochiacs. Alm dos mencionados cima,
fallecer ara mais II adultos e 6 prvulos, sendo da-
qoelles 2 escravos, e desles 1 ; nap viudo indicada a
idade.
Sala das sesses da Commisso deHvgiene Publica,
25 de agosto de 1851.r. Joaguim "d'Aquino Fon-
seca, presidente.
COMMERCIO.
PRAGA DO REC1FE 26 DE AGOSTO AS 3
HORAS 1A TARDE.
(".otarnos ofliciaes.
Descont de lellras de poucos dias6 ', ao anno.
Cambio sobre o Rio de Janeiro1", de rebate.
ALFANDEGA. ,
Rendimenlo do dia 1 a 25.....161:8319139
dem do dia 26........12:2419959
174:0769398
Detcarregam hoje 28 de agotlo.
Barca portuguezaMargal idadiversos gneros.
Ilricne inglczAnn Porlermercaduras.
Hiale hrasileroFxalacaogeneres do paz.
Hate 'brasilciroAuroradem.
Importa cao .
Hiale nacional Bralaciin, vindo do Araraly,
consignado a Manoel J. de Moura c Silva, manifes-
lou o seguinle :
376 couros salgados, 1 taita* c-ra prcla, 41 ca-
xas velas de carnauba, 1 fardo pennas de cma ; a
I). R. Andrade & C.
iOsaccos familia de mandioca ; a Novaos & Com-
panbia.
Til-aeras familia de mandioca, 1470 couros miu-
dos, 30caxas velas de carnauba, 1 emhrulh'o pen-
nasdeeina, I molhoOO couros surrados, 1 dito 13
vaquetas, 95 oraros salgados ; a Manoel Jos de
Moura e Silva.
213 couros salgados. 100 meios de sola, 325 couros
muidos ; s Antonio J. Souza R.
50 caixas velas de cera e sebo; a A. L. P. M. i
Companhia.
1 caxcdc 10 queijos ; a J. F. P. Vanna.
Hiale nacional Capibaribe, vindo do Aracaty,
consignado a I.. B. de Cerqueira. manifeslou o se-
guinle :
51 alqueires de sal ; a ordem.
Hiale nacional Sergipano, vindo do Ass, mani-
esloo o eizuinle :
210 alqueires de sal ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 25.....20:09.1*091
dem do da 26........ 1829712
20:2775806
DIVERSAS PROVINCIAS."
Rendimenlo do dia 1 a^.....
dem do da 26 ....... .
9569499
11J046
9679545
Exportacao'.
Philadelphia, patacho americano Brese, de 290
toneladas, conduzio o seguinle : 13,149 couros
salvados cora 407,688 libras, 10 toneladas de ferro
velho.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 25.....18:2688637
dem do da 26.....; 4619117
18:7I9C751
m CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dial a 25, .25:539*217
dem do dia 26........9i99997
4SMMC*
26:1898214
PRACA DO RECIPE 26 DE AGOSTO, AS 3
HORAS DA TARDE.
Recula semanal.
Cambios----------Os tlimos saques que liveram lu-
gar foram negociados para o vapor
inglez Great ll'eslern a 26 5|8 d.
por 19, e nada mais se tem felo
depois.
Algodao----------Enlraram 527 sacras, e o que se
vendeu regulou de 6-9 a 69300 por
arroba.
Assucar- A entrada foi mu diminua, eos
[ireoos saohominaes.
Lonros l'de-se dizer nominal o preco de
180 a. por libra dos seceos sal-
gados.
Bacalho---------O preso"n3o leve alterara, porm
lornou-se mais firme por falla de
", entradas, e re^ularidade do con-
sumo, e lie provavcl suha, porque
o existente monta a 2,700 bar-
ricas.
Carne secca- livemos um carregamenlo do Rio
Grande do Sul, que regressou pa-
ra a laliia, por julgar pouco o
- preco de 3?700 a 4->IOO, porque
ella se lem vendido ; existe cm ser
23,000 arrobas.
Fariiilia de trigo- Entraram 7.50 saceos e 300 meios
ditos de Valparaizo pelo Rio de
Janeiro, qne ainda nao abri pre-
$0. Os precos da embarrrada
americana conservou-se de 258500
a 283. e da de Genova de 278 a
289. Ficaram no mercado 2,700
{barricas.
- Vendeu-se de 560 a .580 rs. porli-
bra da melca, esperam-se al-
lomas partidas nos navios que os-
lan a chegar de Liverpool.
Descont Rebaleram-se letlras de 6 a 8 por
,, ao anno.
Frclcs Do algodAo para Liverpool direc-
tamente exigem 3)4 d. por libra; e
do assucar nao ha.
Ficaram uo porto 51 emharcaroes : sendo, 2 ame-
ricanas. 1 argentina, 36 brasileiras, 1 franceza, 2
hespanholas, 6 ingieras, c 3 porlu-gnezas.
demPatacho hrasilero Flor do Sorte capilao
Manoel Rodrigues, em laslro.
EDITAES.
O llr. Custodio Manoel .da Silva GuiniarAes. juiz de
direilo da primeira vara do civtl nesla cidade do
Recite, por S. M. I. c C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde etc.
Faro saber aos que o presente edilal virem e delle
noticia liveram, que no dia 22 de selemhro prximo
egunte, se ha de arrematar por venda a quem
mais der em prara publica desle juizo, qne lera lu-
gar n.i casa da., audiencias depois de meio da com
asistencia do Dr. promotor publico deste termo, a
propredade denominada Pitnga, tila na freguezia
da villa de Iguarass, perlencenle ao patrimonio das
recolhidas do convento do Santssimo coracao de Je-
ss da mesma villa, 1 qual propredade lem urna le-
gua era quadro, cujas extremas pegara do marco do
engenho Monjopc que loi anligamenle dos padres
da companhia de Jesua, pela estrada odiante ao lugar
que chamara Sapticaia da parle esquerda, e dahi
cortara buscando o sul e atravrssam o no Iguaras-
s, Pitanga, al encher urna legua, e dalli parlo bus-
cando o mstenle at encher outra legua, e dalli
buscando o norte donde principian com outra legua
que faz ludo urna legua em quadro, com urna casa
de vivenda pequea de lelha c laipa ha pouco aca-
bada, avaliada por 5:0009000 rs., cuja arrematado
fui requerida pelas ditas reoolhidas em virlude da
licenca que obliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
l$a, para o producto da arrematado ser depositado
na lliesourarla desta provincia al ser convertido em
apolices dadivida publica, sendo a siza paga a custa
do arrematante.
E para que chegue a noticia de todos, mande
passar edilaes quesero publicados por 30 diasno
jornal de maior circularlo, e affixados nos lugares
pblicos.
Dado c passado nesla cidade do Recife de Pcr-
narahuco aos 9 de agosto de 1854.Eu Manuel Joa-
qun) Baptisla, escrivao interino o escrevi.
Custodio Manoel da Suca Guimaraet.
O Dr. Lu/. Carlos de Pava Teixeira, juz de direilo
chefe dc^poliria desla provincia, e auditor de ma-
rinha das provincias das Alagoas, Pernambnco, Pa-
rahba e Rio Grande do Norte, por S. M. I. e C,
!ue Dos guarde ele.
ac saber aos. que a prsenle caria de edictos vi-
rem e della noticia livercm, que, estando ausentes
em lugar nao sabido os inleressados na escuna Sexta'
feira, e tendo a dita escuna de ser arrematada em
hasta publica, visto como foi confirmada pelo conse-
lho de estado a senlcnra deste juizo, que a julgou
boa prez, sao convidados os supraditos inleressados
para que no prazo de 30 dias, que lhes ficam assigna-
dos, vrnb un requerer quanlo lhes aprouver,'sob
pena de ludo se proceder suas rcvelias ; pelo que
mandei lavrar o presente, que ser publicado pela im-
prensa e affixado nos lugares mais pblicos desla
cidade.
Dado e passado nesla cidade do Recife aos 21 de
agosto de 1851. Eu, Joao Saraica de Araujo Gal-
rao, escrivao o escrevi.
.uiz Carlot de Paica Teixeira.
O Dr. Luiz Carlos de Pava Teixeira, juz de direilo
chefe de polica desla provincia, e auditor de ma-
rinha das provincias das Alagoas, Peniambuco, Pa-
rahiba e Ro Grande do Norte, por S. M. I. e C,
?ue Dos guarde etc.
aro saber aos que a presente carta de edictos vi-
rem e della noticia livercm. que. estando ausentes
em lugar nao sabido os inleressados no mcame e
mais objerlos arrecadados do brizne sardo Carolina,
naufragado as praias da Cosliuha, vislo como fo
confirmada pelo conselho de estado a senlenra desle
juizo, que julgou mi pretal feila aquello"brigue
e seus ulensis, s3o convidados os supradilns nteres-
sidos a requererem seu direilo, para n que lhes fi-
cam assignados 30 dias, pelo que mande lavrar a
prsenle, quesera publicada pela imprensae affixada
nos lugares mais pblicos desta cidade.
Dado e passado nesta rolado do Recife aos24 dias
do mez de agosto da 1854. Eu, yoo Saraica de
Araujo Calrac, escrivao o escrevi.
uii Carlos ae Paita Teixeira.
DECLARACOES.
RZOVIMENTO DO PORTO.
-Yaiox entrado.: no dia 26.
Aracaty c Ass10 dias, c do ultimo porto 8, hiale
brasileiro Capibaribe, de 39 toneladas, mestre
Antonio Jos Vanna, equipasen! 6, carga sal; 1
Luiz Borges de Cerqueira. Passageiros, Mmioel
Gomes da Silva, Manoel Sevcrino Percira, Anto-
nio Francisco Bamleira.
dem16 dias, hiale brasilciro Fxalacao, de 37 to-
neladas, mestre Eslevao Mcndes da Silva, equi-
pasen! 4. carga sola, couros, carnauba c farinha ;
a Manoel Jos de Moura e Silva. Passageiros,
lanado Jos da Silva e Manoel Jos de Moura e
Silva.
.Vano* tahidot no mesmo dia.
CorkGalera maleza Launeetton. com a mesma
carga que (raime. Suspenden do laincirAa.
Philadelphianliicho americano Brete, capitn
W. S. Outcrbridge, carga couros. Passageiros,
Chrslonher Slarr, D. W. Baynon. sua senlrora e
2 fllhos.
.Vano entrado no dia 27.
Parahba5 dias, hiale brasiteiro Paquete, de 30
toneladas, mestre Manoel Figueredo Lopes, equ-
pazem 4, carga assucar ; a Justino da Silva Boa-
vista. Passageiro, Joo Ferreira da Silva.
Nariot tahidot no mesmo dia.
AssBrigue brasileiro Camarina Bella, cap lio
Manoel da Agona Lopes, em lustro.
As maias que lem de conduzir o corrcio. de
Villa Bella, Ouricury, Ex, Boa-Vista : serao fe-
chadas hoje 2M ao meio dia.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, cm cumprimenlo do
art. 22 do regulamento do 14 de dezembro de 1852,
faz publico que furam aceitas as propostas de Rulhe
& Bidoulac, Antonio Rodrigues Pinto, Jo3o Pinlo
de Lemos Jnior, Feidel Pinto & Companhia, Do-
mingos Jos Ferreira, Dominaos Francisco llamalho.
Antonio Percira de Olivera Ramos, Joo Fernandes
Parele Vanna, Joao Francisco de Araujo Lima e
Souza & Irnio, para fornecerem : o primeiro, 420
cobertores de lAa a 29300 rs. ; o segundo, 1.500 es-
leirs de palha de carnauba 11 158 rs. ; o terceiro,
1,075 covados de-panno azul para o segundo bilatir
de infaniaria de linha a 29200 rs., 650 covados de
dito para o mesmo batalhAo a 29050 rs.; o quarto, 43
covados de casemira encarnada a 29OOO rs. ; o quin-
to, 6 pelles de camorra a I96OO rs., 25 rouros de lus-
tre a 39200 rs.; o sexto. 495 bonetes para o segundo
batalho de infaniaria com o nuncio de metal a u.
I^ISO ; o stimo. 405 poica ae ciiomi^os de i bran-
ca para o mesmo batalho a 460 rs., 526 grvalas de
sola de lustre a 355 rs. ; o oitavo, 495 pares de cl-
cheles prelos a 10 rs., 144grozasde boloes hrancos
de osso a 310 rs., 208 dlas de ditos pre'.os a 310 rs.,
4 caivetes para penuas a 640 rs.. 2caslirses de lalAo
a 19400 rs.; o nono, 15 varas de fita amarella de re-
troz para guarnalo de forro de mesa a 600 rs.; o d-
cimo, 2 lesouras para papel a 19140 rs., e avisa aos
supradilos vendedores quedevem recolher os referi-
dos objeelos ao arsenal de guerra no dia 29 do cr-
renle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimeulo do arsenal de guerra 25 de agoslo de 1854.
Bernardo Percira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em cumplimento do
art. 22 do regulamento de 14 de dezembro de 1854,
faz publico que foram aceitas as proposlas de Paulo
Jos Gomes, e Souza & Irmo, para fornecerem, o
primeiro, 4 costados de pao d'oleo a 78500 rs. ; o se-
gundo; grtM de boloes prelos de osso a 320 rs.,
12 ditas de dlos brancosa 320 rs., 4 bracos de ferro
para balanzas de 36 polegadas de comprimento a rs.
8T100 ; eavisa aossupraditos vendedores que devem
recolher ao arsenal de guerra os referidos objeelos
no dia 28 do correte mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 85 de agoslo de 1854.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direcco do
Banco de Pernambuco sefaz certo aos se-
nhores accionistas, que se acha autorisado
o seu gerente para pagar o quarto divi-
dendo de' 12S000 por acrao. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 1834.Joao
Ignacio de Medeiros Reg, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pernambuco,
areaiisaremdo 1. a 15 de outubro do cor-
rent anno, mais 30 0|0 sobre o numero
das accoesque lhes foram distribuidas, pa-
ra levar a eileito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil coritos de reis,
conforme a resoluco tomada pela assem-
bla geral dos accionistas de 20 de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de i 85 V.O se-
cretario do conselho de direcoao,
J. I.deM. Reg,
Real companhia de paquetes nglezes a
vapor.
No da 31 do
Mnenle mez,
espera-se da
l-lur qi 1 un dos
vapores da
companhia re-
al, o qual de-
pois da demo-
ra co coslume,
seguir para o
sol: para passageiros, Irala-se com os agentes Ad-
mson llovvie & Co.tipanhia, no Trapiche Novo u.42.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
O conselho de direccao da companhia
Pcriiambucana, tendo de tratar de assmn-
pto impotiantissimo a' mesma empreza,
convida todos os senhores accionistas para
a reuniao deassemblea gral, que devera*
ter lugar no dia 29 do crtente, pelas 11
horas da manha, na sala das leudes da
nssociaco commercial desta piara. Reci-
fe 25 de agoslo de 183i.Antonio Mar-
ques de Amorim, secretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, era virlude de autori-
sai.o do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar, o seguinle:
Para o 2. e 9 balalhOrs de infamara de linha, e
companhia de artfices.
Talins de couro hrancocom molas 2, panno azul
entrefino, covados 88; nlanda de forro, covados 1445;
panno preto, covados 318 ; brim branco liso para
frdelas e calcas, varas 4816; algndaoznho, varas
3609 ; sapalos, pires 1015 ; cobertores de la.i 169 ;
capoles de panno alvadio 447; camisa azul clara, co-
vados 224 ; hales Brandes convexos de melal ama-
relio, com o 11. 2, 6930 ; ditos pequeos com o mes-
mo 11. 4950.
1. batalho de infaniaria de linha.
Estopa para interlelas de subrecavas, pejas 3 ;
panno verde, covados 152 ; botes de osso hrancos,
grosas 25 dlos de dito prelos, grosas 36 ; carias di
l, b, c,^0 ; traslados de lnhas 20 ; ditos de bastar-
do 20 ; dlos de baslardinho 10 ; dlos de cursivo 10;
tabeadas 20 ; pedras de loura 10.
Meio batalho da 'provincia do Ccar.
Sola curtida, meios 200 ; brim para embornaes,
varas 293.
Meio batalho da provincia da Parabiba.
Copo de vidrn 1 ; pralo de louea 1.
Guardas da EuarnicAo.
Copos de vidro 4 ; bandejas para os mismos 3;
mangas de vidro 4.
Provimenlo dos armazens do arsenal de guerra.
Baelilha para caninos de arlitharia, covados 1000;
brim da Kossia para mochilas, varas 1000 ; caixas
com vidro 2.
Officinas de 1. e 2. clissj.
Costados de po d'oleo 2.
Ditas de 4.a dasse.
Pedra pome, libras 16.
Quem quizer vender estes objeelos aprsente as
suas proposlas em carias fechadas na secretaria do
conselho s 10 horas do dia i de selembro prximo
vindouro.Secretaria do conselho administrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra 26 de agos-
lo de 1851.Jote de Brilo Inglez, coronel presi-
denle. Bernardo Pereira do Carmo Jnior, ro
gale secretario.
O arsenal de marinha compra para a provin-
cia do Para os seguirles objeelos : alcatroda Sue-
ca oito barris, arrebm de roca polegada 3 arrobas,
brim da russia dezeseis pojas, chumbo em lenjol 10
arrobas, cabo de linho de 1 a 5 polegadas 18 quin-
laes, fio de vela 3 arrobas, linha alcatroada 4 ar-
robas, dita de barca 2 arrobas, lona ingleza larga
20 pecas, dita eslreita 10 ditas, merlim 2 arrobas,
sondoreza 50 libras, bandeiras oacionaes de 5 pannos
5, ditas de ditos 20, ditas de 3 ditos 5, e flmulas
de navio 20.
As pessoas que quiscrcm fazer a venda sao convi-
dadas a comparecerem nla secretaria no dia 30 do
corrcnle ao meio dia, com as suas proposlas em
cartas fechadas.
Secretara da nsperc.Ao do arsenal do marinha de
Pernambuco, 26 de agoslo de 1854.
O secretario, Ale.randre Rodrigue! dnt Anjot
O I lim. Sr. capillo do porto manda fazer pu-
blico para conhecimenlo do commercio, que por
aulhorisafao do Exm. Sr. presidente da provincia,
acham-se incluidos os praticos Manoel da Silva Ne-
vos e .Manoel Evaristo da Costa no numero desig-
nado no regulamento de 28 de fevereiro do cor-
rele anno, para a praticagem do porto e barra desta
cidade.
Capitana do porto de Pernambuco, 26 de agosto
de 1851.
O secretario, Alexandre Rodrigues dos Anjot.
SOCIEDADE DRAMATIC. EIPREZ.UUA.
4.' KEC1TA 1)A ASSIGNATURA..
Quarta-feira 30 de agosto de 1854.
Depois da cxecuctlo de urna escolhida ouvertura,
ter principio a execuoo da nova e muilo inleres-
sante comedia seria em cinco actos, e que tem por
ttulo:
0 SENHOR DE DLMBIKY.
Composta em francez por Mr. Alexandre Humas.
e Iraduzida em porluguez pelo Sr. JoAo Baptisla Fer-
reira, para ser representada no thealro de D. Mara
II, anude foi muilissimo appUudida.
Pertonagent. Aclotet.
Carlos II re_de Inglaterra. Os Srs.Res.
Bezerra.
Monteirn,
Duque de Buckin-Gham. .
Mac-Allnn, Sr. de Dumbiky .
Chillinch, correio particular
do rei. .'......
Jeringam, dito dito do duque.
Nelly Quinn, actriz, araanlc
do rei......
Sarah Duncan, Escosseza .
Kebeccca, lia de Sarah nao
falla)........
John Bred, negociante de ca-
_vall?- ......Os Srs.Santa Rosa
lom Un, laberneiro .
Dikins, fornecedor de roupa '.
Russel. tapeceiro.....
l'm oOicial do paco ....
Lm criado do re.....
Credores e criados do duque.
A scena passa-se na Inglaterra.
lindar o dverlmenlo com a engracada Comedia
em um acto, e que lem por titulo
A-.POIITADA GEHM.
Principiar as 8 horas.
Sena.
Mendes.
A SrD. Orsal.
Anna.
Jcsuiua.
Pinto.
Rosendo.
l'ercira.
Rosendo.
Pereira.
AVISOS martimos.
ao DAR'
vai seguir mui prximamente,
por ter quasi todo o seu carre-
gamento contratado, a escuna Flora,
capillo J. S. Moreira Rios, tocando s no
Maranhao para receber pratico : para o
resto da carga trata'-se com os consigna-
tarios Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
MARIXHEIROS NACIONAES.
Contrata-os J. S. Moreira Rios, capitao
da escuna nacional Flora, para o dito
navio, eme segu aoPara' commuita bre-
v idade.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
O vapor hrasilero Im-
perador, rommandaute
o 1. lenle Jos Leo-
poldo de Noronha Tor-
re/.o.espera-se dos por-
los do norte al 28 do corrente, e seguir para Ma-
cei, Baha e Rio de Janeiro no dia seguinle da sua
chegada : agencia na ra do Trapiche n. 40, segun-
do andar.
Para o Ceara',
segu cm poucos dias o patacho nacional Alfredo ;
para caraa e passageiros Irala-se com J. B. da .Fon-
seca Jnior, ra do Vigario numero 4, primeiro
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira segu em
poucos dias, por ter mais da metade do
sen carregamenlo : para o resto, passa-
geiros op escravos a frete, trata-se com
Machado & Pinheiro, na ra do Vigario
n. li), segundo andar, 011 com o capitao
na praca.
Para o Acarac segoc com brevidade o hiale
Sbrateme, capitn Francisco Jos da Silva Ralis;
recebe carga e passageiros : trala-se com Caelano
Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para a Baha salte por estes dias a
sumaca nacional Rosario de Mara, por ter
a maior parte do seu carregamento prom-
pto ; para o resto da carga e passageiros,
trata-se com NovaesA Companhia, na ra
do Trapiche n. 34, ou com o capitao na
praca.
DO MARANHAO'
esta' a chegar o palhabote Lindo
Paquete, navio novo, muito bem
construido, pregado e fotrado de cobre,
e de primeira marcha ; ha de ter neste
porto mui curta estada, devendo regres-
sar cora presteza ao Maranhao, paca on-
de~jTr-s.tenj parte da carga tratada : os
pretcndetes a aproveitar ainda este ex-
cellente Barco, queiram dirigir-se em
tempo a Antonio de Almeida Gomes i
Companhia, na ra do Trapiche n. l(i,
segundo andar, afim" de contrataren] a
carga que tiverem.
Vende-so brigue hacional Fortuna do Xor-
te, Torrado de cobre, e de loteo 190 toneladas, est
fondeado defroule do trapiche do Ramos : os pre-
tenderes podem dirigir-se ao escriptorio da ra da
Cruz n. 10, primeiro andar.
Vende-se urna barcaca nova, de 50
i (iO caicas, prompta para seguir viagem:
trata-se na ra Direita ns. 12 e 14.
Rio de Janeiro.
O brigue nacional Elvira, segu na
presente semana, s recebe alguma car-
ga miuda, passageiros. eescravos a frete:
trata-se com Machado & Pinheiro na ra
do Vigario n. 19, 2. andar.
PARA O ARACATY.
Segu em poucos dias, por j ler seu carregamen-
lo prompto, o bem condecido c veleiro hate Capi-
baribe, pregado e forrado de cobre : para o resto e
passageiros trata-se na ra do Vigario n. 5
Para Lisboa sahira' ate o fim desta
semana o brigue portugue/. Laia II ;
paraalgnm resto de carga que lhe falta,
trata-se com Francisco Severino Rabello
& Filho, ou com o capitao Caelano da Cos-
ta Martins, na praca do commercio ou a
bordo.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Assit o brigue nacional
Lysia, e tera' demora de um dia neste
porto ; para passageiros e escravos a fre-
te, para os quaes tem excellentes com mo-
dos, trata-se com Novae' & Companhia,
na ra do Trapiche 11.-54.
_ LEDLO'ES.
Aviuva deManoelCaetanoSoares Car-
neiro Monteiro, fara' leilab por interven-
cao do agente Borja, em presenes do Sr.
Dr. iaiz dosorphao, em sua catana ra
da Auroran.58, segundo e terceiro an-
dar terqa-feira 29 do corrente as 11 ho-
ras da manhaa, dos movis pertencen-
tes ao wu casal, consistindo em elegante
mobilia de Jacaranda' com pedra, 2 rt-
quissimos tremo'*, 2 guarda vestidos de
excellente gttsto, ecretarias, commodas,
guarda roupas, aparadores, guarda lou-
cas, e outras obras de marceneria de dif-
ferentes qalidades, etc., etc., candela-
bros, lantei as, mangas devidro, appare-
Ihas de porcelana para almocpe jantar, e
varias Iouras e vidros para servico de me-
sa, obras deouro eprata, calungas, vasos
e enfeites deporcelana para sala ; e ou-
tros muitos objectos que serta enfadonho
o menciona-los : os quaes se acharao pa-
tentes na mesma casa no dia do leilo.
Ter^a-fera. 29 do corrente, as 10 lp2 horas da
manhaa, o agente VicUjr fara leilo no seo arma-
zem, roa da Cruz n. 25, de grande e variado sorti-
inenlo de obras de marcineria, novas e usadas, de
diflerentes qoalidades, c oulros muitos objectos, ene
seria enfadonho mencionar.
O agente Borja, quinta-feira 31 do correnle as
10 horas da manhaa no seu armazam, raa do Colle-
gio n. 14, fara leiUo de um rico sauctuariu de p-
timo gesto ainda n5o vislo nesta cidade, varios pia-
nos inglezes, relogios de ouro e prala par algibeiri,
di los de parede e cima de mesa, ebria de ouro e pra-
la, qUadros de diversos lmannos. Unto coloridos co-
mo em fumo, encllenles machinas para fazer cal,
ogosdechadre e outras, obras de marcinara ele,
etc., e varios objeclos.eicellentes no memo irma-
zem'e-taro bimoslra no dia do leilo, osqoaes ob-
jeelos se entregarlo pelo maior preco que for oflere-
cido,
Jos I.uiz Guaiaco qoerendo acabar com seu
estabelecimenlo fabrica de chapeos ni rui Nova n.
4, far leilo por inlervencao 0*0 agente Viclor,
quinta Teira 31 do correnle a* II hora da manilla,
de ludo quanto se acha dentro do referido estbele- .
cimenlo, armario, chapeos, e fabrica pan os mes-
mos: e oulros muitos artigos qne seria enfadonho
mencionar.
Largo do Corpo Santo.
Rostron Rooker & Companhia, conti-
nuarao, por intervenco do agente Olive-
ra, o' seu leilo de avltado sortimento de
azendas de diversas qalidades: terca-fei-
ra, 29 do corrente, as 10 hora da manhaa
em ponto, em seu armazem, sito nosu-
pramenconado largo.
AVISOS DITERSOS.
. Preeisa-*e alugar nma ama para todo servico
interno de urna casa de pouca familia: na ruido
Hospicio n. 11, bairro da Boa-Vista.
Precsa-se alugar urna ama : no alerro da Boi-
\ isla n. 73.
ROCBO.
No dia 26, pelas 9 horas da noile, mandando o
abaixo assignado buscar em son casa ceia e ama,
acontece que seu camarada, depois de mandir qoe
0 preto seguste para o quartel, este com pouco de-
sappareceu, sem que o soldado podesse mais encon-
Ira-lo; porlanlo o preto ganhador conduzio 3 colhe-
res de cha a 1 de sopa, de prala, urna concha do
assucar, urna cafelcira de meUl, 3 chicaras e 3 pi-
res, 1 assucareiro azul, 8 prato, 3 talheres, 2 loa-
Ihas de mesa, 2 ditas de maos, 1 de rosto, bem como
urna esleir enrolando orna robera de chita nova
1 len^ol de sguiao, 1 Iravesseiro comprido enfro-
nhado, 2 ditos pequeos forrados de selim cor
d e cravo, com 2 fronhas de cassa. Neces saria-
menle os ditos objeelos serio oflerecidos ; ro-
sando-se assim a qualquer pessoa,a sua apprehensio,
pois que alera de sua recompensa o abaixo assigna-
do ser summamenle grato.procurando-o em sua ca-
sa na ra da Palma, ou no quartel do corpo de poli-
da. Jote Cont/undes da Silva.
C. Star lendo de fazer orna breve viagem para
fora po imperio, e nao podendo ir pessoalmenle dea-.
Pa^ *. iodos os sens amigos e ennhecidos, ser-
ve-e desle meio para o ra.,, pedindo u-. da
culpa desta falta involuntaria ; e ao mesmo tem-
po os faz si.-ienles de que deixa os seus eslabe-
lecimenlose negocios entregues ao Sr. Ilenrv H.
Starr e George G. Slarr, durante 1 sua ausencia.
Predsa-ao de um caiteiro para" taberna, de 12
a 13 mnos: a tratar na pateo do Terso n. 91.
Precsa-se de urna ama que saiba cosinhar e
eneommar para casa de pouca familia : na praca di
Independencia n. 1.
esappareoeu de bordo do brigue Mafra so dia
2o do correnle o preto mariiiheiro de oomeThomax,
o qual representa ter 25 annos de idade, he crionlo,
sem barba, rosto comprido, e lem falla de denles
no queixal de cima, levou camisa e calea azol e he
bem fallante : roga-se porlanlo a todas as autorida-
des policiaes e capiles de campo 1 sua apprehensio
e,leva-lo abordo do dito brigue ou a ru# da Cruz
do Recife, escriptorio de Amorim Irmaos, que se
gratificar generosamente.
Predsa-se lomar a risco sobre o casco, ippare
Iho e carga de nano que cunduz a barca ingleza
Hanlt, arribado 1 este porto por forca maior, vindo
de Calhio de I.ma com destino para Valencia na
llespanba, a quanlia de5-(X)0& pouco mais ou menos:
os pretendeules queiram dirigir as suas proposlas
em caria fechada al mco-dla de 30 do crenle no
consolado Britannicn.
Joao Miguel Barbota Pnha, lendo sourido um
roubo de lodo o sen negocio, prala, dinheiro ede
obras de ouro, letras de pequeas quantias na povoa-
o.lo de Panchas de Miranda, em casa de Jos Ber-
nardo Sobral, faz scienle a tolos os seus devedores
do malo que, caso apparcija alguma pessoa cobrando
a importancia das sobreditas letras roubadas ou de
cada urna deltas, as fasam conduzir a pretensa da
auloridade policial como suspeitos, para que averi-
guado o caso sejam presos e devidamente processa-
dos, fazendo especial favor de communicar ao in-
nunciante para poder procurar o seo direilo.
----Champagne, a melhor que ha no
mercado, e por preco mais barato do que
em outra qualquer parte, assim como ce-
ra em velas, cantas de 100 ede 50 libras:
trata-se no escriptorio de Machado & Pi-
nheiro, amado Vigarion. 19, segundo
andar.
O caixeiro que se oflerece para taberna, com
praiica, dirija-s ra do Rosario da Boa-Vista
n. 41.
t- Jet Antonio de Souza Fre tas, deixen de ser
caxeiro da taberna do Sr. Antonio Ferreira Lima
por mais lempo lhe nao convir, agradecendo muito
ao mesmo Sr., assim comoaoseu representante, oSr.
Jos Fernandes Lima, a estima com qoe o trataran!.
Sr. ex-padeiro do annunco contra os' padei-
ros : He cerlo que as farra has se comprar ara de 165
a 18SO00 por barrica, e hoje de 269OOO 1 289000 pe-
la regra intallivel, pelo calculo elstico, subi na ra-
zao de 25 por cenlo, tem pois Vmc. toda a razflo de
chamar a< vistas da auloridade publica contra o tal
conluio, para que o pao lambem seja feilo na tal ra-
zao de 25 por cenlo, e depois quem pagar as favas ?
1009000 de gralicaco.
A quem apresenlaro moleque Affonso, de naci
Cimuiidonsc, idade 20 e Untos annos, bstanle sec-
co do corpo, fcices raiudas, altura regular, com
duas marcas de feridas no meio das costas ; dasap-
pareceu de casa em 17 do correnle agoslo, pelas 7
horas da larde, e como nao teve motivos partogir,
e teve sempre boa conduela, suppOe-se que fosse fur-
tado ; levou caira de casemira atul, camisa de al-
godSo grosso e chapeo de palha com fila preta larca:
quem o tremer ra de Apollo n. 4 A, recebera a
gralcaso cima.
A bom mohecida t\pogrnpha que foi do fina-
do I.uiz Ignacio Ribeirn Roma, acha-se hoje eslahe-
lecida na roa das Aguas-Verdes n. 48, segundo an-
dar, e prompta a imprimir, com nitidez e bom goslo
quaesquer obras, como sejam : livros, cartas,'map-
pas, cuntas, hilheles ou carines de visita, etc. etc.,
pelo preco mais commodo possivel, assim como asse-
gura-se a maior protnplido e zelo: 1 iralir na mesma
lypographia < um o seu propiietario, ou com o ad-
ministrador da mesma.
A 18 de abril do anno de 1853, desappareceu
da cidade do Recife um escravo de nome Jacinlbo,
crionlo, cor bem prela, representa ter de idade 20
annos, lem a cara um ponco larga e lisa, ee olhos
grandes e hrancos, pernea um lano finas, e os ps
um pouco chatos, tem de um lado dos peilos urna
peqnena cicatriz como de um lalho.se me nao enga-
o ; quem o pegar ou delle ti ver noticia,'conduza-o
a casa 1I0 abaixo assignado, que prnmelle gratificar
bem, uo engenho Cachoeira de Porto Calvo.
Jote Mauricio Accioly.
Aluga-se urna grande casa terrea com grande
sotao, sala, 9 quarlos, cozinlia (ira, cacimba, qnar-
los para escravo* e quintal murado, na Passagem di
Magdalena, esquina da ponle pequea, onde morou
o fallecido Joaqun) Jos Forrein : quem a preten-
der, dirija-se ao paleo do Carmo. loja de lartaru-
gociro n. 2, a fallar coro sea propnelario.
Manoel Rodrigues de Albuqoerque, snbdilo
porluguez, relira-se para nma das provincias do
norte, e deixa por seus procuradores nesla provioda
a Jos da Silva Saraica e Jos Alvct Lima.
Preeisa-se de um feilor de campo, e para enge-
nho, que d conhecimenlo de sua pessoa ; no enge-
nho novo de Muriheca, ou uit tua !>ovr n, 50.


DIARIO DE PERMIBCO. SEGUNDA FEIR 28 DE AGOSTO DE 1854
r-~
'
W) COKSILTOKIO
DO DR CASANO VA
RA DAS CRL7.ES N. 28,
Klia-se venda un grande sorlimeuto ilo
ciiiI. h.i- de todo* os lauanhos, por precos
muit j era emita.
Emento le homeopalhia, 1 vote. 63000
\i onca de liulura a cscolha 1)000
jgf Tubos avulsos a esculla a 500 e 300
MECIIANISMO PAR, ENGE-
NHO
XA FINDICAO' DE FERRO DO ENGE-
MIKIHO DAVID W.BOWMAN. NA
RA J)0 BRUM, PASSANDO O CHA-
FAR IZ,
ha sempre un grande sortimenlo djs seguintesob-
jeclo de mechan ismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
ronslructao ; laixas de terso fndalo e balido, de
superior qualidade, e de lodos os liimanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes. de todas as propor-
SOes ; crivoa e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhocs.bronzps parafusos e cavilh oes, moinbo
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FINDICAO
se execolaui todas as encommendas rom a superiori-
dadej conhecida, e com a debida presteza e commo-
didade m prero.
Homceopathia
fa CLNICA ESPECIAL DAS MO- (A
<$ LESTIAS NERVOSAS. jg
S Hysteria, epilepsia ou jota co- 2
ral, rheumatismo,, gota, paraly- J
*ia, defeitos da falla, do ouvido c
doBolhos, melancola, cephalalgia (j$
ou dores de cabera, erchaqueca, (3)
dores e tudo mais que o povo co- (Jft
nliece pelo nome genrico dencr- ig,
voso. ^
As molestias nervosas requeren" muilas ve- W
zes, alm dos medicamentos, o emprego de f!)
oulros meios, que despertem on abatam a (^
sensibilidade. Estes meios possuo eu ago-
ra, Consultas lodos os dias (de gruja para os
pobres), desde s 9 horas da roanhaa, al W?
as duas da larde. ft
^As consultase visitas, quandn nin poderem Z
ser feilas por mim, o serao por um medico 1$J
de rninha roaior confanra: rua de S. Fran-
cia) .M mulo-Novo, n. 8 A.Dr, Sabino
Olegario Ludgero Pinho.
i
i
Francisco Lucas 1" erren o, cun ce
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, musici, cera', ir-
macaona igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e alii en-
contrando tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
I PROGRESSOS A" ARTE g
I DE DAGUERRE CRIS- |
TlLOTYPO.
J* NOVA DESCOCERA DE TIRAR ''
W UETRATOS INSTANTNEOS g
y/) As roupas clara o as melliores para Qf
() esse fio,. (,&
/k O abaixo assisnado Taz sriente ao respei-
M lavel puntan, que acaba de de'cobrir um
(A niel irnlo de retratar crianras por meio da
2s electricidade.
$9 I imbem linipa retratos anlig>s ( nao es- Al lando arranhados), dando-Ibes o mesmo vi- frgt
g gor que tinbam na propria hora em que se 9>
S O estahclecimenlo esta comidamente a
W sorlido de ricos quadros, caitas, cassolelas, V7
flfl* neis, pulceirat e alfioetes. Aterro n. 4, ler- OS.
7% ceiro andar. *J*
Joaquim J'. Pacheco. $)
i
COLLEIO DA AUBOriA.
O abaiio assignado, achando-se licenciado pelo
governo da provincia para poder ensillar, lera esta-
belecido na ra do Passeio, casa em que foi a lypo-
graphia do finado Roma, um rollegio denominadoo
Collegio da Aurorapara educado da mocidade.
Alii se ensillarn lodas as materias tendentes ao 1. e
2. grande inslrucrn elementar ; il* he, -primeiras
ledras, lingua e gramniatica nacional, elementos de
geographin e historia, arithmetica e geometra prali-
ca, como lambem precisamente a lin;ua latina esua
zrammalica. O director desejandn impetrar do res-
peilavel publico seu apoio e approvar,ao, convida pe-
lo presente aos senhores pas de familia, que te-
nliam filhos a educar, se dignem devisilar o sobredi-
lo collcgio, afim de verem se Ihes agrida o seu reei-
men interno. O mesmo e-cusaudc-sc de apregoar
vanlageis ainda nao realisadas econhecidasem sen
melhodo de ensino, so pondera e limita-se a dizer,
que empregiiT lodas as suas forras disvelamenlo,
afim de ganhar o conceilo c boa reputaro que he
alma e vida de um tal eslabelerimentu.
silrano Thoma; de Souza Magalha.
O (tadre Antonio Jos de Soma Gomes pro-
pe-sc a ensiuar canicularmente a liugua franceza:
quem quizer utili-ar-se de sen presumo, dirija-se \
cidade de Olinda, na 4,. Carmo, casi terrea que faz
quina para o hecco do convento de S. Francisco
que tem am lampean no poriao.
Prelende-se faier negocio com a padaria do
Sr. Joao Alvesde Moura, na Passa^m da Maada-
lena ; n alguem se adiar com algum direilo, po'dei .
declarar por este jornal nesles8 dias.
, T ? 5r-?'"!"'-uiz Vialle Jnior, particular
dol.baialhaodeinfanlaria, queira \ir receber em
asa de lasso ii-mAos, una carta c urna encommen-
da queseu pai lite mandou do Rio ce Janeiro para
Ihe ser entregue em m4o propria.
Previne-se ao Sr. Amaro l.opesCoelho, mora-
dor em S. Brancisco da Vfxea, pai a que iio rara
negocio algum com Anu Maria, moradora na matriz
da Var/ea. ., parte ,|o siliu ia Cruz.na mes-
raa \n!i, que diz a nesma ler; |>or quanlo dita
parle e lodos os seus rerdimentos j foram vendidos
pela verdadeiraherdeira e possuidora, desde 10 de
iuIIio proumo passado, como consta da escrinlura
publica, laucada as olas do tabelJiao Baplisla de
Almcida, liv. Lats. 99.
O mnibus Djrnambucana di prin-
cipio asiias viagens para Olida no
1. de selembro ; as psssoas qne qui-
zerem asignar podem dirigir-se a rm, das ijiaugei-
,.ir Um" '^ >e P"."ca tmilit 1" a'sr "na
222 J.a 7 ,m,'a e <>"e sail,a "'SO"""ar,
V?.7, V'r- na tatan< "*' "O -ierro da Boa
v isla, se dir qocm quei. \
a~. *cU?-*c.romPl ""'"I B a iVatr h,;'ped"'e an,bem vende o mesmo:
a tratar com o dono.
No sobrado da ra do Pilar n. 82,
precisa-se alugar tima escrava que enpom-
mebem, e saiba cuidar, de urna casa de
pequea familia.
GABINETE PORTUGIEZ DE I.EITLRA.
M"J2 Ja '"recloria do gabinete porluguez de
leilura. cjnvwa-se M Srs. Kcinniitm p Se reuhi.
lo-
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uanhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
UBerece-se igualmente para praliear qualquer operado de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer inulher que esleja mal de parlle cujas,circumstanrias nao permitlam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual complelo do Dr. G. H. Jahr, traduzidocm porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
voluntes encadernados em dous:..............., 9DMM
Esla obra, a mals importante de lodas as que Iralam da homeopalhia, interessa lodos os mediros que
quizerem experimentar a i'oulrina de llalinemanir, e por si proprios se coiivencrrrm da verdade da
mesma : interessa a lodos os senhores de engenho e raze.ideiios qu eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capitaes de navio, que nao poden Miar urna vez ou oulra de ler precisao de
acudir qualquer mcommodo seu ou de seus tripolantes ; e interessa a tocios os chefrs de tmilia cue
por circnnislaiicias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
O vade-mecum do homcopalha ou Iraduccao do Dr. Ilering, obra igualmenle ulil s pessoas que se
h'ilir.un ..i ^ I... I.. .1.. fc_.afcj.______._,_______________, T RlIHM
iSOO
10SO0O
4.SU(XI
505000
609000
lOOiOOO
dedicain ao esludo da homeopalhia um volume grande .
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, auatomia, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
pensavel as pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
tma carleira de i tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr o diccio-
nano dos lermos de medicina, etc., ele................
Dita de 38 com os mesmos livros...............
Dita de<^18 com os dilos................... .. .
r,-. ^fafl*'" he acompanharia de dous Irascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 tubos com ditos......................
Dita de 144 com ditos....................... ; .
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de linluras i esculha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Hering, lerSo o abalimenlo de I0$000 **. na qualquer
das carien,i- cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos pera algibeira............... 85O00
Dilas de 48 dilos...... ....................16al>00
Tubos grandes avulsos........................ ijjooo
Vidros de meia mira de liulura.................... 25000
!em verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasno -seguro na pralira da
homeopalhia, e o proprietario desle cstahelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem niuntado possivel e
uinguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crystal de diversos lamanhos, e
aprompli-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por precos muito com-
modos.
1). Maria Francisca de Almrida. viuva de Jos
Francisco da Silva, declara que llie ronsla, que ha
urna pesspa nesla cidade que propala que tem nm pa-
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
pe da annuncianlc, no qual esla se obrigu a dar-lhc '8uaes cm qualidade e vozes aos dos bem ronhecid
1:0009000 por auno, o que he menlira, porque a an-
nuncianlc nao passou tal papel, nao o mandn p.-
sar, nem o assisnou ; e declara mais, que. at esta
data nao fez te>tamento nem em ola nem 'cerrado
Recife 12 de agosto de 1854Maria Francisca de
Alenla.EM reconhecido.
os quaes vaopor elle
itsooo
sOO
:.S800
IsOO
l.SOO
700
#} Antonio Agripino Xavier de Brito, Dr. em
S medicina pela (acaldada medica da Babia,le-
i side na ra Nova n. 67, primeiroagdar, on- oj
f> de pode ser procurado a qualquer hora para o
;:-; ctercicio de sua protissdu. a
S*K@&3S8:a@@gW
.No aterro da Boa-Vista n. 55,
ha grande sorlimcnlo do rodas de carro de madei-
ra de fora e do puj,
Na ra do Trapiche n. 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se mustram ricos de-
senlio.
Jj'urlou-se do segundo audar do sobrado da ra
. r'1 V-'"'a. "- *? um nlP ue ouro patente
inglez, rabnca deseoberta, mostrador de ouro, de
los: fcglise London n. 6341 : quem o descubrir sera
generosamente gratificado, levaudo-o ao sobredito
sobrad.
LOTERA DO THEATfiO DE S. ISABEL.
Ocautelista Antonio Jos Rodrigues
deSouza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, que seits bilhetes, e meios bilbetes
e cautelas da lotera cima, se acbam a
venda pelos preros abai\o as lojasdocos-
tume. O mesmo cautelista se obrga a
pagar por inteiroos premios de 10:000$,
de 5:000.s000, e de 1:000x000, caso os
seus ditos bilbetes inteiros e meios bilbe-
tes os obtertbam,
rubricados
Bilhete iuteiro
Meio bilbete
Quarto
Oitavo
Dcimo
Vigsimo
Dao-se bolos de vendagerr ; no lar-
go de S. Pedro, sobrado de um andar
n. 9.
Cbegou a loja do Cardeal, na ra
CO Uoii.iio, o novo La|;r' i-olo fiolicez, pul"
preco commodo, para os amantes da boa
pitada.
O abaixo assignado, profesor jubibido na ca
deira de geographia c historia, do Lvceu, tem aberlo
um curso deslas mesmas disciplinas, c de rhelorica
em um collegio ; as pessoas que se quizerem malri-
cular em qualquer deltas, podem procura-lo no mes-
mo cotlegio, ra daCadeia n. 13.
Affonso Jos de Oliteira.
Precisase alugar urna casa de um andar eso-
tao, ou um 6*gundo andar que tenha pelo menos cin-
co bons quartos, cozinha rra e seja arejada ; nao se
escolhe a ra se nao fr muito distante do centro do
bairro de Sanio Antonio ; paga-se bom aluguel, e
da-se a garanta que se exigir : a tratar no segundo
andar da casa n. 46 da ra do Queimado.
Arrenda-se o armazem de assucar da ra da
Guia n. 64, com lodos os seos ulencilio, ou vendem-
se estes e garntese o arrendamento por 150S000 rs.
annuaes ; lambem se aluga o primeiro andar da mes-
ma casa : trala-se no aterro da Boa-Visla n. 60.
O padre Vicente Ferrar de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a cnsinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regttlaridade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
rotestando satisfazer a' expectacao pu-
ilica anda acusta dos maoressaerdicios,
e, emquantonofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
liviana da piara da Independencia ns.
6 e 8.
LOTERA DO TIIEATRO DE SANTA-ISABEL.
Corre mdubitavelmene em 20 de
setembro do coi rente atino.
Aos 10:0005000, o:000.<000, 1 .OOO.SOOO.
E
autores Collard
n. 10.
& Collard, ra do Trapiche Nov
DENTISTA FRA.NCEZ.
Paulo Gaignoux, estabeleculo na roa larca ii
ilo Rosario n. 36, segnndo andar, rolloca ilen-
3 (es com gengivasarlificiaes, e dentadura com- Q
SS pleta, ou parle della, com a pressiio do ar. &
J:; Tambem tem para vender agua dentfrico do $
, Dr. Pierre, c p para denles, lina larga do
J4 Rosario n. 36 segundo andar.
a&f;-st*s se@s@
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
#A'g:S?ft-S5*,'
H O Dr. Sabino Olegario Ludgern Pinho mu- Q
$ dou-se para o palacete da ra de S. Francisco yj
JH 'mundo novo) n. 6tiA. A
* vs^ @9cs@s@e
Ao commercto.
O abaixo assignado, convencido do muilo que con-
viria cslabelccer-sc em Peruambuco una aula em
que a mocidade, que se deslina i carreira do rom-
mercio, pndesse pralicamenle adquirir os ronheri
mentos necessarios, para bemdeseniuciihar as tune
<;oes de caixeiro em qualquer esrriplorio uacional ou
eslrangciro,' apezar de reconhecer a suas pouras
li.iliililaci'ies para um scmelhanlc magislerio, vendo
rom tudo, que oulms muito mais habilitados se nao
tem al aqui proposlo a isso, vai elle, confiado uni-
camenle na pralica que tem de alguns anuos, abrir
para este fin-, urna aula, na qual* se prnpe a ensinar
a rallar eescrevera lingua iugle/.aea trncela, con-
tabilidade e escriplura(3o commcrcial por partidas
dobradas. As licoes de cada urna das duas liogoas
scrao em dias ademados, e para qne os alumnos
possnin cm breve falla-la, nao se Ibes consentir
quo depois do primeiros Ires mezes de lijao fallen!
na aula oulra lingua, que nao srja a da elasse res-
peeiixa. A abertura lera lugar no dial, de de setem-
bro, e as pessoas que a quizerem frcquenlar sede-
venlo com antecedencia dirigir i loja dos Srs. Gou-
veia i\ Leile, na ra do Queimado, aonde poderAn
lambem cbter as mais informacoes, que a respeilo
desejarem. Adverle-se que a matricula s oslara
aberta al n fim desle mez, c que depois desse dia
nii se podem adiniltir mais alumnos duranle este
anno.Jos da Mata.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapicbe
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgom, chegada bu
pouco, tudo por preco commodo.
Roga-se ao Sr. Ricardo Jos Percira Pinlo,
par nin ?o abpr d un ,,,.....i.,, 0 favur ,ie r j, r,,,,
do Vicario n. 11, primeiro audar, a negocio que Ihe
diz rrspeilo.
Prccia-se de um caixeiro portucuez de 12
14 anuos, de boa conducta e que tenha alguma pra-
lica de taberna : na i ua da Roda, u. o2 se dir
quem qiier.
Precisa-se de urna ama de leile : na ra da
Roda o. 02.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA,
professor da rus de msica, offerece o seu presumo
ao respeilavel publico para leccionar na mesma arte
vocal e inslromenlal, tanto em sua rasa como em ca-
sas particulares: quem de seu presumo se quizer
ulili:ar, dirija-se ra do Araco n. 27.
D-se dinheiro a juros em pequeas quantias,
sobre penhores de ouro e prata : na rura Vclha
u. a->.
Lava-se e engomma-se com (oda a perfeijao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Precisa-se de urna ama que saiba bem cozi-
nhar, para casa de pouca familia : a tratar na ra
do Queimado n. 18, primeiro andar.
Quem preci'ar de um raneiro porluguez com
bstanle pralica de taberna, aiinuucie. .
No dia 30 do correle, que hequarla-feira pr-
xima, arrcmalaoi-se o SPguinlcs bens depoi da au-
diencia do Illm. Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda,
para pagamento de execuefles provinrines, no lugar
do costume : Por venda a parle de um sitio na Ira-
vea do Boi, uara pagamento de sello le heranca,
o qual foi da fallecida Rosa Francisca Regadas por
244J730, e o mesmo sitio de renda animal por "MI;
r. para o mesmo fim ; Nos Afosados a casa terrea,
na ra do Mntorolomhn n. 67. perlencenle a Anto-
nio Joaquim de Mello por 9OJ)00l) por venda ; um
terreno na ra de Rairro Baixo. fregiiezni de S, Jo-
s, com 60 palmos de frente, leudo urna casaem ar-
mazem com o n. 4, perlencenle a ir mandado da Se-
uhora do Livramentn dest cidade por tiOOtOOO ; as
casas terreas na ra do BoniGosto, nos Afogados, ns
29, 31, 33, :i"i e 37, construidas de pedra c cal, per-
leurcnlesaus herdeirosde Joaquim Caelano da Luz
por 35-3)00 rada una ; a parle do sobrado, sito qa
na largado Rosario n. 30.que lui de Francisca Ma-
ria da Couceicao por 246577.; a rasa lerrea u.....
eoMlratda de pedra eral, na ra doRusaro.bairro da
Boa-Visla por 7OOJ0Q0 ; um sitio na Casa Forte com
rasa construida de pedra e cal, com eslribaria, arvo-
redosde huelo, cercado de arvores nativa por 1:11003
rs., e o sobrado de um andar nos Quatro Cantos da
cidade de Olinda n.4, rom coziuha.-quintal murado,
em chaos proprios por 6003000, penhorados estes
tres ullimos hens a Joaquim Gourulvrs Basto, para
pacainento do que deve a fazenda di, sello de heran-
ca no inventario do fallecido padre Francisco Gon-
Calves Basto ; um sitio com rasa de vivenda de pe-
dra e cal, na estrada de Belin, com arvoredos de
fruclo, roniendo 2 cacimbas de boa agua, rercado
quasi lodo de limajo, lemlo na f.-enle um purlo de
madeira, avallado por 3:3753000-, por quaulo foi ad-
judicado a mesma Tazenda pelo que deve Job Ma-
noel Meniles da Canha Azevedu ; urna pequea ar-
maejin de.-taberna, madrira de pinho |ior 89000 ;
una batanea de folba de Flandrc com crlente de
latao e sen respectivo bra{o por 23000 rs., e um tor-
no de medulas deflandres de caada al conlia-me-
lade no valor de 13000, penhorados a Gregorio da
Costa Monteiro, para pagamento da mesma lazenda ;
a parte de um 1 casa terrea, sita no bcrco da Vira-
rao, que foi do finado Jos AITonso Rcgueira, ava-
llada em 83U00', aqiiinhoada a fazenda, para paga-
mento do sollo: quem quizer arrematar dilos bens,
roinpari'c.i na sala das audiencias, as 10 horas do re-
ferido dia. Recife 24 de agosto de 1854.Jos Ma-
riano de Albuqiierque, solicitador da fazenda pro-
vincial.
F'urlou-se da cocheira da/rua do Hospicio, de
Candido Rosalino, um relogio patente suissn, com
correntc de ouro, pesando 6 oilavas, caixa ile ouro
com vidro, mostrador praliado n. 14272 e ponteiro
deinslaiilcs: quem leile ler noticia na dita cociiei-
la, ser bem rrcompensado.
Na roa de Santo Amaro, taberna n. 28, lem
urna prela, escrava, para se alugar.
gaHffl iMMtM9
:.t Odcrece-se ao respeilavel publico urna pes-
soa habilitada para o ensino mutuo particular- $
VS menle nasraas: quem do seu presumo se
33 quizer ulilisar dirija-sc ao Passeio Publico na %
$ luja do Sr. r'irmiano Jos .Rodrigues Ferrei- jt ra, que ete informar. t
9***m 99
Precisa-se de um homem para dirigir o servj^
ro de um ei.getiho pertn desla cidade, a quem se ta-
ra iuleresse ; quem esliver neslas rircamslancias,
dirija-se ra larga do Rosario, taberna 11. 29.
O clado porlusuez Antonio Rodrigues Fer-
nandes Vieira vai Parahiba.
Prccis.i-se.de um feilor para um engenho tres
lesnas dislaulc desla cidade, quem se jalear habili-
lado, annuiicie ou dirija-se a ra estreita do Rosa-
rla n. 10 terceiro andar, que achara com quem
Iraiar.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar, e
fazer todo mais serviro de nina casa : no largo do
Tcrjo 2." andar, n.27.
Na ra Bolla B. 13, precisa-sede urna escrava
qne saiba cozinhar eengommar, esobreludo que se-
ja fiel : be casa de duaspessoasde familia.
COMPRASE ~"

_ -__ -_ ~ f' g *W z" **' v ir -rtr "9^'
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes,
formado em medicina pela faculdade da Ra-
hia, runlina no exercicindesua prolisso, na -f
ra Nova n. 19, segundo andar. 3
$@$@$$ James Crabtree & Companliia fa-
zem sciente ao publico, que a bem conhe-
cida graxa ingleza n. 97 s se vende no
seu armazem, ra da Cruz 11. 42, em bar-
ricas de 15 duzias de pote3. e a preco de
30s000 cada barrica. O publico he con-
vidado a prestar toda a sua attencao para
o papel que cada pote desta graxa tras, o
qual mostra o nome do seu verdadeiro au-
torDay & Martin n. 97Holgn Lon-
don, afim de nao coniundircm-iia com
outra graxa do mesmo numero, e que
tem sido importada ltimamente, mas
que no entretanto nao liedaquelle autor.
O ahaivo assignado, herdeiro do finado Joao
F'irmino da Costa Barrada, declara que, exisliudo
, urna Ictlra perlencenle ao mesmo Joao Firmino, acei-
O cuite lisia Salusliano de Aqiiino Ferreira avisa la P*' n",Jor Francisco Antonio Percira dos Santas,
*m!n^'-(TIn1,ri',me,"e em ****** geral.
GABINETE POKTLGUE7 nF innin
Por deliberara!, da dirloria 1 nTa j
li dn r,,rre,n'.. "lc,orl,a. tomado cm sessiio de
ja ao crreme, roaa-s? a i*Sr mm^i.-j
ser,am em seu poder ff&S^JZSZ
te, alem co prazo marcado para a lei lra ha?ia 1
os rccolhir ato o fim .lo corrente mez T V
l.rectoria fara effeclivas ,, m! "&"?.?"
-.enlo.^/. F.dc Souza GSSST^
O b.cbarel formado em in.ill,eni.ilicalkr-
nardo Pereira do Carmo Jnior, avi.a ao.
senhores que Ihe fallaran) para ensinar ari"-
tbmelica, algebra e geometra, e aos oc
tambem sequizerem applicara estas discipli-
nas, que no da 1. deaclembro prnimo v.n-
douro dar principio a. su, efes. na ra
'.arde. '' *" as *>< ,w" *
ao respeilavel publico, que os seus bilhetes c caute-
la nao soureni o descomo de oilo por rento do im-
poslo geral nos Ires primeiros grande premios,
blles eslao cxposlos venda as lojas j. conhecidas
do respeilavel publico.
Bilhetes II30OO 10:0008000
Jlcios v-xK) 5:000300.1
Quartos 23SOO 2:5003001
OgatOS 13500 1:250300)
Dcimo, 1.S300 i.mWM
iaesimos 0700 SfiOtOO
iw ,,""Se aS cre(lores no fallecido J..se Antonio
reir Rogo que apresenlem seus dbitos, na ra
da Cdela do Recife. loja 11. 41.
Ainda precisa-sc de um bom toziuheiro, c de
urna preta para servico de casa; proere-se escravos-
na ra da Senzala Velha n. 60, esquina do becco d
'.ilpIJM,
O hachare! Jos Alaria da Trindade. segundo
escripturar.o da Ihesouraria de fazenda, aclia-c ad-
vogando uos .-ludilorios desla cidado, e lem o seu es-
cnp orio eslabeleci.lo n'uma das salas do antigo so-
brado da roda, na ra do mesmo nome n. 9,
pode ser procurado a qualquer hora, ara da d
pedienle de sua repartir ; sendo que duranle
de r^fr' 255 a'1VOgi,do cerl e ''"minado
de recnuhccido mrito, para providenciar nos casos
urgiHites que occorrerem de momcnlo.
A pessoa que quizer rarregarou embarcar para
qualquer um dos porlos do norte, na lancha Feliz
das Ondas, dirija-se ao Trapiche do algodao que
achara com quem tratar. H
Exislem carias para os Srs. Francisco Paes
8,r.rm.w 1 H,",V0ude S." A^^oerque. Antonio
Raimundo ric Mel ejeronjm de Alhuquerque
Mello : na na da Cadea do Recife n. 41.
oude
oex-
e esla
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda as lojas do costume
os bilhetes inteiros e meios bilhetes da lo-
tera 45 do Monte Pi Geral, a qual cor-
ren ema santa casa da Misericordia, em
i-I do presento. As listas se esperara pelo
vapor S. Salvador, que icou departir
no da 25, e deve atpii chegar a 5 pu 4 de
setembro prximo.
O abaixo assignado, solicitador da veneravel
ordem lerceira de San Francisco desta cidade, anlo-
risadupelo procurador geral da mesma-ordem, con-
vida a toda as pessoas que se acham a dever foros
dos terrenos em que tem suas casas Toreiras i mesma
ordem, para que at o dia 10 de setembro prximo
futuro van satisfazer os seus debilo, sb pena de se-
rcmrobrado judicialmente, e para commodidadedo
devedore arharlo ao abaixo assignado lodos os dias
c aT V2 ho^;,'' d0 dia ua tnae n '"ja sr. fadre Ignacio Francisco '
I 1 fallecid", proveniente da venda que Ihe fez do
engenho Tenlusal. a qual lettra he da quantia de
:i:INK|.NKK), e se acha vencida desde 31 de julho de
1835, e como ignore cm poilcr le quem ella exisla,
roga a qualquer pessoa que souber ou iliver,declare
por este Diario, assrgurandn-lhe o abaixo assignado
sua gralidAo por um tal motivo.
Joao da Rocha ll'anderley Lins.
AGENCIA DE PASSAPORTES E TTU-
LOS DE RESIDENCIA.
Tiram-se passaportes, tanto para dentro
como parara do imperio, e ttulos de
residencia, por muito commodo preco:
quem precisar, dirija-se a ra do Crespo
11. 10, loja do Sr. Jos Goncalvcs Malve-
ra, que achara' com quem tratar.
Na ra da Cruz n. 20, primeiro an-
dar, tem urna carta para ser entregue em
mao propria ao Sr. Dr. All'onso .lose de
Mendonca.
Honarain J"oseph de Oliveira Ficuciredo, con-
senlior do engenho Arasuaba. na Ribeira de Una, na
l'i'.:ui'7a deS. Mi-ucl de Barrciros, vende a partes
que naquelle engenho tem : a Iraiar na ra das Cin-
co Ponas, sobrado 11. 62.
Toalhas e giiardanapos de panno de lnho
puro.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volta para
.a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linhn, lisas
c adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos. I
LOTERAS da provincia.
O thesotireiro qas loteras avisa, que
acham-se a' venda'nos lugares do costu-
me, os bilhetes da loteria do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
pracada Independencia, lojasn. 4e 15 ;
ra do Queimado, loja 11. 59 ; Livra-
menlo, botica n. 22; ra da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. 48 ; na do Cbuga', botica do Sr.
Moreira e ra do Collegio n. 15.
O abaixo assismolo, posstiidor de 12 apolices
da rompanhia de Beberibe de n. 1,161 a I.ITJ. faz
publico, qne lendo-sc desenraminhado as dilas apo-
iirrs do seu poder, ofierece a pessoa que a adiar,
gratificar generosamente, levando no seu armazem,
r,ui!m- 1'"l,rio Francisco do Sanios, no largo do | ra de Apollo n. 4 A, 011 no escriplorio da enmpa-
x-ouegio.Manoel /m: da I eiga. nhU.Manoel Gonrahei dt Oliceira.
Compra-se a planta do rio Beberi-
be, tirada pelo engenheiro Conrado, no
anno de 1820 ou 1821: na livraria n. Ge 8
da praca da Independencia. Esealguma
pessoa a tiverenao quizer vender, ao me-
nos roga-se-lhea queira emprestar ao pro-
prietario da dita livraria, poisolimpara
que o quer, he de iuteresse publico.
Comprase um escravo ou escrava, que seja
perita eozinheira, lano de forno como de mas-a, e
paga-se bem ; na ra Dircila n. 3.
Compra-se um guarda roupa em segunda mo:
na ra das C.ruzes n. 20 loja.
PARA L'MA ENCOMMENDA.
No Rerile, armazem de bnuba junio ao Araujo,
compra-se nina escrava que tenha boa finura e con-
ducta, paga-se bem : das 9 horas da manhAa i da
tarde.
Compram-se ps le craveirtw, pequeos : quem
os tiver aununcie.
Cnmpra-sc ou hypolhocR-se urna raa lerrea,
sendo em mas frequentadase 00 bairro de S.nlo An-
Ionio ou S. Ji s : queiii quizer fazer algum desle
negocios, dirija-se 11 ra da Viracao n. 9, ou au-
nuncie.
Compra-se um alambique de cobre que leve
i canallas, pouen mais 011 menos : no becco do Pei-
xe Frito, venda de Gabriel Antonio de Castro Quin-
taos.
V1WDAS
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
, Sabio i luz o novo Me/ de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padresrapuchinhos de N. S. da Pe-
nda desla ridade. augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceii.,10, t la noticia histrica da me-
dalha milagrosa, ede.'. S. do Bom Conselho : ven-
de-se uniramenle na livraria 11. 6 e 8 da praj da
independencia, a l30fJb.
S3 \ ende-sc na ra do Crespo, loja amarclla 5$
9 n. 4, a I32O0,. arosdcuapole lisa, furia-cores, {)
S ou seda lisa forla-cores a 13200 cala rovado, 9
fazenda a meihor possivel ; a ella antes que 4f
A se acabe. if&esiS ssa@@
FRESCAES OUEIJOS DO
SERTAO'.
Vcndcm-se os muilo bons e Irescaes queijos do
serbio ; na ra do nueimado, loja u. 14.
as>saft Kf
Vendem-se a 2?,a08 peras de madapoln fi- @ no entestado, fazenda a mcllior possivel, para
g- o prcro : ua ra da Crespo, loja amarclla, 9 lado do i.urlo 11. 4. a
egaseseses* >e @@
Calca* baratas.
Vendem-se corles de calca de hrim de cores a
19600 cada corte, dilos de rasemira, de algodlo pelo
iiii'-iiin prero ; na na doJJueimado, loja de 4 por-
tas n. 10.
ec99 tnijp>nt9a
Vende-so lalmira ou mimo do reo, fajen-
i da de fantazia, lio seda e laa, de goMos nao- :-
demos, para vrsiidot de ser4ona a 480 r. ca-
g da covado : na ra do Crepo, loja amarella, w
,. lado do norte n. 4.
Wi3-: .
iioiiELiMio nnm
de 1 a 3 e meia polegadas.
Vende-su no armazem u. 13, da ra da Cruz
Recife.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,-
razas, e fundas ; e em ambos os'logares
etistem cpiindastes, para cirregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
presos sao' os mais commodos.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C.jfcarr-& Companliia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas teams de ferro, de um
rnodello e oonstruccao muito superiores.
Vende-se-uma escrava de meia idade : na ra
do Livramciilon. 33.
Vende-sc um' lindo molcquc, crioulo, prf,
bom cozi:iheiro e de boa conducta : na ra da Praia
n. 43, primeiro andar.
Vende-sc a padaria la ra das I.arangeiras,
bem como o deposito da ra Nova : a Iraiar na ra
das l.arageiras n. 18.
Vende se um sobra lo de um andar, na ra da
Praia, por prego muilo commodo ; quem pretender,
anuuiiciepara ser procurado.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LNHO.
Vcndem-se toalhas adamascadas de (iuimaraes,
para rosto a Iuniiiii a lima, lilas lisas muilo linas
a 1 ftOOO a duzia, guardanapos adamascados a 3*00
a duzia ; na ra do Crespo 11. li.
Marmelada nova superior.
Veiule-se ua ra lo Collegio 11. 5, marmelada
nova chegada ltimamente de Lisboa, pela barca
Margarida, a 28 rs. a lala.
Vrnilcm-se sacras de feijAo mnblinho de mui-
lo boa pululado, por prec_o commodo no becco do
Azeile de Peixe armazem de J0J0 lavares Cordeiro.
Vendo-so a (averna 11. 2 da ra da matriz da
Boa Vi-la bom afreguezada, tanto para o malo co-
mo para a Ierra, c propria para quem quizer prin-
cipiar a vida : na mesma se dir o motivo por que
ella se vende.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 ps de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' ra do Rangel n. 5t
MARMELADA
de Lisboa, a mais superior, chegada lti-
mamente, vende-se na ra da Cadeia do
Recifeh. 25, defronte do becco Largo.
Veinte-so um|piano Torio por preco mdico:
na ra Direita n. 32, primeiro andar.
SYSTEMA MEDICO DE HOLL WAY.
PIULAS HOLLOVAY.
Este incstimavel especifico, composlo inlrirameu-
le de torva* medicinaos, nao rontcm mercurio, nem
outra alguma substancia delecterea. Benigno mais
leura inraucia, e i compleiro mais- delicada, he
igualmenle promplo e seguro para disarraigar o
nal na compleic,ao mais robusla; he inleirainenle
innocente cm suas operares c effeilos; poi busca e
remove as .loemjas de qualquer especio e grao, por
mais amigas e leazos que sejam.
Entre milhares le p.s.oascurada com esle reme-
dio, multas queja eslavam s portas da mete, per-
severando cm seu uso, conseguiram recobrar a sa-
de e forras, lo|n.is de haver tentado iuulilmenlc,
lodos os oulros remedio.
As mais affliclaa n.1o devem enlregar-se a deses-
peradlo : fa;am um compelenle ensaio dos efcazes
elleiios desta assombrosa medicina, e prestes recu-
perarao o beneficio da sade.'
Nao se perca lempo em tomar esse rmedio para
qualquer das segu ules eufermidades:
Accidentes epilpticos.
AIporcas.
Amputas.
Aieas (mal d'}.
Asthma.
Clicas.
Couvulses.
Debilidade ou extenua-
cao.
Debiliilade ou falla de
luirs para qualquer
censa.
Desiuleria.
Dor le garganla.
a de barriga.
nos rius.
Dureza no venlre.
Eufermidades no ligado.
o venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febres biliosas.
inlermiltenlcs.
de toda especie.
Cola.
llemorrhoidas.
jdropisia.
Ictericia.
ImligeslOes.
J nn.iinniarno-.
Irregularidades da mens-
truacao.
Lombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
ObstruccSo de venlre.
l'lillu-ioa ou consuinpcflo
pulmonar.
Helnico d'ourioa.
ltheumalismo.
Symplomas segundario.
Temores.
Tiro loloroso.
Ulceras,
Veneren) (mal).
Vendciii-seeslasp.lulasiio cslahelecimonlo geral
de Londres, 11. 244, Strand, a un loja de lodos os
lioticario, diogu.slas e oulra pessoas encarregadas
ue sua venda cm loda a America lo Sul, Havana e
He>pnnha.
Veada-fa as bocelinha a 800 rcis. Cada urna del-
tas coulom nina inslruccao cm porluguez para ex-
plicar o modo de se usar destas pilula .
O deposito geral he cm casado Sr. Smim, phar-
maceulico, na ra da Cruz n. 22, cm Peruamuco.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
, EC01I'A1\HIA,OUADOTKANGHEN5,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Follia de Elandres.
Estanhoem verguinha.
Cobre de 24 a 28.
Azeite de Colza. .
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro de salas.
Formas de folha de ferro, pintadas, para
fabrica-de assucar.
AcodeMilo sortido.
Laza rias e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brimde velada Russia. '
Graxa ingleza de verniz para arreios.
Arreiosparaum e dous cavallos, ^laniri
cidosde prata e latao.
Chicotes e lampeOes para carro e cabrio-
let. *
Cabezadas para montara, para senhora.
Esporas de aroprateadas.
Chujnbo em lencol.
Dinheiro a'vista.
Vendem-se as fazeudas seguinles, por baratos pre-
cos.
Chitas francezas largas, o covado
Ditas de robera, dilo
Ditas de ditas dito
Kiscades ramelos para vestido, o covado
I,.la para vestidos, dito
Alpaca cscoceza, dito
Corles de chita franceza larga com 13 cova-'
los a
Ditos de dila cor fiza com mofo a
Meias para senhora, o par
Dilas para dila mai finas, dilo .
Bnrzepins para senhora
Komeiras de fil para senhora
Lencos le relroz de todas as cores
DilOS de bucal
Toncados para senhora, ullima moda
Corles de vestido de cassa franceza
Ditos de dilo de dila
Dilos de cambraia de salpicos
Cassas francezas de cores fizas, a vara
Dilas de cores escura, dita
Cortes de cambraia com 8 varas
Hilo? de seda de quadros
Dilos de dila lavrados
Chalts do relroz de 4 ponas
Grande sorlimcuio de manteletes a pre
eos de 1t)000. 123000 e
e oulras muilas fazemlas qoo se vendem muito em
conla, na loja da estrella, de Gregorio & Silveira,
ra do Queimado n.7.
VELAS DE CEBA DE CARNAUBA.
Vendenvse velss de cera le carnnulw de 6,8 e 9
em S, da meihor qualidade que ha no mercado, fei-
las un Aracalv : na ra da Cadeia dn Hecife n. 49,
primeiro andar.
CEBA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba do Araraty : na ra da
Cadeia do Recite u. 49, primeiro andar.
NO CONiSI I.TOKIO IIOHEOPVIHit
DO
DR.P.A.LOKOMOSCOSO.
Vcndcm-se asscgoinles obras de homeopalhia em
fraila / :
BRIM HUANGO E DE COR.
Vende-se brim trancado de linho a 500 rs. 1 vara,
dito escuro de quadros lamben) de linho a 600 e 720
" na ra do Crespo n. 6.
Aterrada Boa-Vista n. 55.
Vende-se um rabriolel novo, de
bom goslo.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de lpete, de di-
235. ""'/"""V dilT bancos a
18400 rs.: ni ra do Crespo luja*.0. v
Y.iras turmas.
Vendem-se 2 vaccas tnrinas, estando unta dellas
prestes a parir, e 1 novilho da me-ma rata pura
quem a pretender poder dirigir-se para v-la a
primeiro silio de portao de ferro da Estrada Nova :
e para Iraiar no Chora Menino primeira casa do la-
do esquerdo, antes da nontesiulia.
VENEZIANAS. ,
No aterro da Boa-Vistan. 55,
ha um sortimenlo de veneziana com Utas verdes
de linhn o do laa, com caixa e sem ella, e lambem
concerlam-sc as mesmas.
Carne do sertao.
Vende-sc muilo boa carne do sorbi, e por preco
comino lo : na ra do Queimado, loja n. 14.
Vende-se urna destilar completa, que diaria-
mente deslila una pipa de agurdenle, o alambique
he de cobre puro c mui bem conslruido ; bem como
o esquema arapa, as cuba sao lorias de arrarello
vinhalieo, obra bem feila e de durado : Irala-w ni
ra da Cadeia lo Rrcife n. 3. primeiro andar.
Vende-se urna casa terrea com silio, lendo esle
vario arvoredos de Aradas e baisa para eapim, na
estrada de Luiz rio Bezo, em Sanio Am.ir ; a Ira-
lar no nip-mo, das 6 as 8 huras da manlia, e a larde
das 4.em dianle, rom seu dono Miguel Archanjo Fer-
nandez Viauna.
FAGTO SEGCO.
Vendem-se fado soten de gado, proprio para es-
cravos : na ra do Queimado, loja n. 14.
Vendem-se muilo bom peixe em salmoura ; na
ra do Queimado, loja n. H.
Vende-se muito bonitas redes, pintadas, pro-
pria nara lipoia : na ra do Queimado n. 14.
Vendem-s no becco Largo, loja n. 4, alm de
um grande sorlimento de lonca superior vidrada,
romo s-ja : lalhas de diverso lamanhos as melliores
possiveis para resfriar agua e oulras muilas pecas
neressari.is para urna casa que se trata com decencia,
ha famosas pingadeira de grande lamanhos, ssim
como assadeira para forno, frigideiras ele. ; e de
novo vieram da Baha riros alguidare vidrados para
sercm lavadas enancas; os precos sao os mais razoa-
vcis possiveis.
Na roa da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles viuhos, os mais superiores que lem vindo
esle mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em camnhns de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por prec,o muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal do Lisboa, recntenteme chegada.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tai\as de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
r.es, continua a ter as legitimas qualida-
stisteer
guatea
C
Ihida, e
lua do
Bah
o cotnmodo>-a .ti*tat- ua
1L a
!
600
500
28600
1,5600
240
320
33200
40500
S00
18100
OOOO
20000
3||500
30200
600
480
39000
15O0OO
200000
200000
14S000
c 11. 1^, segundo andar,
com Antonio d*AJmeida,Gomes & Com
panhi.
Loura vidrada^Jj jcbkla ha pouco
da Bahia, com bom iaMpfento : vende-
se na ra do Trapich?7, 16, segundo
andar. ?
* Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na
quelle reino ; vende-se na ra do Triv
pichen. 16. segundo andar.
' Vcnde-e farinha de mandioca : a bordo di po-
laca 'Cndor, ou a Iratar com Tasso Irmos.
Relogios inglezes de patente.
Vendcm-sc a pm{0 commodo, em casa de Barroca
Si Casi ro, na ra da Cadeia do Recife o. 4.
Vende-se urna balanra rom .na coni todos os
seus perlencn. em bom uso e de 2.000 libras : quem
a pielender, dirija-se ra da Cruz, armazem n.4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTtli
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de esclavos : no escriptario ^ySo^l"
Companhia, ra do Tra
meiro andar.
A 240, dinheiro a' vista.
As chitas francezas que se anminciaraiii a 280 o
covado, sendo de2, 3e i cores na estampa, veudem-
se hoje pelo barato preco de 240 o covado, sendo as
mais modernas em padrees : na loja de Gregorio &
Silveira, roa do Qoeimado n. 7.
Vendem-s- corte de chila franceza larga, de
core usas e bon padrAes a 28000 cada corte : na
loja de 4 portas, na roa do Queimado n. 10.
mt\nmwnmummv
Vendem-se fazendas de todas as >J
qualidades por muito menos de seu
prei;o primitivo, nicamente para
fiquidacao : na ra da Cadeia do
Recife, loja n. 50.
> endcui-sc uito escravos, sendo, quatro rnob
les de Imniiii ligaras, qnalro escravos de lodoi
vico : ua ra Direita a. 3.
FARINHA DE MANDIOCA-
Vende-se farinha de mandioca muito nova ade
superior qualidade, a bordo do brigne Damao: a
bralar com Manoel Alves Guerra Jnior, na roa do
Trapiche n. 14.
DE CASTOR SUPERFINO.
Chapeos braneos inglezes os meihor que lera ap-
pirecido, ditos pret, francezes formas muilo ele-
gantes, dilos de palha Italia com ricos enfeites pro-
prios para Sr., ditoide ditos aba larea para meni-
nas, ditos de mola com formas modernas, ludo per
preco- commodos : na ra Kova n. 44
ri ATTENCAO E MUTA ATTE^d .
Chegaram a loja de miudezas da ra do Collegio
11. 1, os seguinles objeetos : urna grande porcio de
manguinhas de vidro com peanha, coolendo deatro
diversas llore, saulos e santas, em ponto pequeo o
grande, muilo propria para entures de meta, assiin
como cruzes de jaspe cora o crucificado, e en bailo
liuerentes.Miitos, pas para agua benlj, medalhas,
3y ctui, redomas e oulras muilas cousas de-
licadas, ludo com diOereiilea sanios e santa* dentro,
roiiaas roin muilas eslampinlias de unios e* sanias,
lodosdinerenles, conlendo cada urna folha 16, 20,
tai e 'f "ampinhas, pelo diminuto preco de
ibo rs. a folha, estampas de santo* e sanias do lama-
nlio de um quarto de papel, dito de meia folha, di-
los maiores e dilos grande, eslampinhas douradas
en. folha de papel, conlendo cada urna 16,20. 24,
8e3estampintias, pelo diminuto prende 320 e
400 rs.; urna grande porcio de maracas para meni-
nos, viudos de Italia, obra muilo bem feita, os quaes
se vendem pelo diminuto preco de 60 r. cada um;
cestos de verga, ditos de palha, condeca. de palha,
as.un como oulros muilo qne sedeiiam de annun-
c.ar; paliteiros de porcelana, cdtno sejam : figorts de
alo. gallos, cachorros, onras, maraes e oulra moi-
las figuras, ludo proprio para palileiros e enfeites
de mesa : cheguem freguezes, porque ae vende ludo
por menos do seu valor.
Vendem-se relogios de patente e
borisontaes de ouro e de prata, e de prata
dourados, poi preco commodo : na ra
da Cruzn. 26, primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez, camisas francezas com peitosdelinbo
e de madapolab, aberturas para camisas
de linho e madapolao, espingardas fran-
ciszas de dous can nos para caca, superior
kirche e absintho, tudo por preco com-
modo : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vende-se um cavallo allsao que anda baiie e
esquipa, he muito novo e sem achaques : quem pre-
cisar, dirija-se roa do Queimado n. 20, que achara
com quera Iraiar. dir-se-ha porque se vende.
BARATO SIM, FIADO NAO".
A 10$000 rs. o corte e 6AO rs. ocovadol-
Na ra do Queimado, loja n. 17, ao p da botica,
lem para vender o mais modernos cotIch de vesti-
dos de gaze de seda, com 18 covado cada corle, ou
640 rs. cada covado. Esla fazenda he a mais propria
e delicada que veio no ultimo navio do Havre, para
vestidos das senhoras do grande lom; dao-ae as
amostras com penhores.
ATTENCAO',
Vende-e no aterro*da Boa Vista n."72,
loja de miudezas. meias para meninos e meninas a
160 re. o par, ditas para'senhoras a 240 r., ditas
brancas e cruas para homem a 120 ra., boles para
calca, urna groza por 160 ra.; ditos de marca a 100
rs.; lilas de linho, urna peca 40 rs.; o maro; lilas de lodas as qualidades a SO, 120, 160,
200 e 240 r. a vara, torteadas finas ; trancas para
enfeilar vestidos a 30 rs. apoca; penles de atar ca-
bello finos, a 640 rs.; oulros a 200 rs.; linha de car-
riicl de cor e branca, a 20 rs. o carritei; pregos fran-
cezes a 320 r.; couro de lustre fcezerro fraocex pe-
lo barato : lambem se vende a liWconi um grande
abalimenlo, muilo propria paraTtWlquer princi-
piante : a tratar na mesma. 1
Cassas^fe'icezas a ^2.01 /vado.
""-foja da esqij st vira aira a
ssas franajajaji Je muito bem
- Jai aaiflHaFde muito boanplidaie:
*endea Antonio de AlmeidJSKotne A
Compafl|fe, ruado-Trapiche Novo n. 16,
segund'andar.
Manual Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Un Miman, trable complelo das molestias
do monillos, I volume
A. Tesle, materia medica hoin.
De Fayole, doulriua medica hom.
Clnica de Slaoiicii
Carlibg, vonlailo da homeopalhia
Jahr, Iralado completo das moleslias ner-*
vosas
Diccionario de Nvslen
10--O00
160000
108000
Btooa
-9000
C3000
tioo
6S000
109000
Na ra do Vicario 11. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera tanto cm grume, como em vellas, em cai-
zas, com muilo bom sortimenlo e de siperior quali-
dade, checada de Lisboa na barca Gralidan, assim
como bolarhinhas cm lalas de 8 libra*,! farol lo muilo
limo em sana- de mais de 3 arrobas.
$*$$::&$$
9 Deposito de vinho de cham- (0
(^ nagne Chateau-Ay, primeira qua- M
& de Mareuil, ra da Cruz do Re- |S
" ci'fe n. 20: este vinho, o meihor .
W de toda a champagne vende-
se a CSOOO -s. c^ada caixa, acha- ft
- se nicamente em casa de L. I.e-
I comte Feron & Companhia. N. B. 0
W As caixas sio marcadas a fogo (j&
$) Conde de Mareuil e os rtulos tt
Wk das garrafas sao azues. S
8* a o^es di
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Ciinerlures escuros muilo grandes e encorpado,
dilos branros rom pello, muilo grandes, imitando o
do Ua. a IftSOO : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
AttencSo, esta-se queimaudo.
Na ra do Queimado n. 49, yenilcm-se por lodo o
preco ricas luvade pellica, lonetas, lila le todas as
qualiiladc- -, leni;os de seda, perfumaras de loda as
qualidade, aim como oulr>* muilo objeetos que
aqui n.lo se mencionam, que serio vendidos por lo-
do preoo para acabar de liquidar boje e antanlia.
s
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se. superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
tada recentemente, recommen-
a-se aos senhores de engenho os
seus bons elidios ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron Companhia.
Ar\ Vendem-se relogio d e ooree praia, mai
JEjL barato le que em qualquer Mitra parle
T 1, na praca da Independencia a.' 18 a 20.
epoato la fabril de Todo* \ endc-e, em casa de N. O. Bieber 4 C na roa
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aqueila fabrica,
muiloproprioparasacrosdeassucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
~ Vcndem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na prara do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos c cairelis, breu em barricas muito
grandes, ac de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Snzala nova n. 42.
Neste cstahelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de leiaro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. T9, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Acmela de Edwtm BaTaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmout
& Companhia, acha-se constan temen le bons sorti-
menlo de taixas de ferro coado e balfdo, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a rmar em madei-
ra de todos os lamanhos e modelos os mais modernos,
machina Itofisontal para vapor com forra de:
4 cavallos, reos, passadeiras de ferro eslanhado ,
Cara casa de purgar, por menos preco que U de co-
re, esco veos para navios, ferro da Suecia, e fo- j
I has de liandre ; tudo por barato pre(0. '
rarinha de S.
Vende-sAuperior farinfl| de maq
muite novar chegada de S. Matheus
prero comni|dn. a bordo do hia le j
llegio, para pbrcltae-'lro que
! pre;o": Irata-se no eacripl
Cruz n. 40 primeiro andar.
aK-XKJBSL-.
.em-se 2 pianos fortes de arma-
, muito elegantes e de muito
boas vozes, e 1 machina ingleza lithogra-
pliica com todos os preparos necessarios,
e pedras de sobresalientes : na ra do
Trapiche Novo n. 5.
Vende-se um excedente rarrfnho de 4 rodas,
mui bem construido,erm bom estado ; esl eipotl
na ra do Arago, casa do Sr. Nesmen. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e Iraiar do ajuste
com o mesmo senlior cima, ou na rea da Cruz o*
Hecifa n. 27, armazem.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Kecife no armazem n, 62. de.
Anlonio Francisco Martin*, se vende os mais sope-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca inglesa l'alpa-
raiMO.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
pzem de Henrique Gibson :
vendaja-se relogios de ouro de sabonele, de pale-
le in Mbd* meihor qualidade c fabricado em
l.ooal I par pro;n commodo.
^P*t Vigario o. 19 primeiro andar, tem a
veaiH*aW>et|ar flane'Ja para forro de sellins che-
Wlen|fne da Amepki.
Moinhos d4 vento
;ar borlas e baia,
wmaii: na rae
la.
itoifregueaiM: a Iraiar
r*>ve4-h( istiio:.
Siliio Haz a edijodo livrinlrfienominicki
Devoto airhx iejrum correcto e acrifeenladoi. vnde-
se unicaraenrii m livraria a. Se 8 da praigMa In-
dependencia a (40 r. cada exenplar.
Redes acochoadas,
brincas edecor~i de um s paanv, ninito grandes e
de hom goeto : vendeoMMMrua de Crespo, loja da
esquina que volta par eadeia.
Vende-x: cspirl de%Kio de 36 a 40 g ros.
por meos proco do qe em ootra qualquer parle :
110 aterro da Itoa-Vistao. 65, segundo andar.
Vende-se urna hiJi escrava de 20 aouosque
faz lodo o aarh^a, a qual toan urna lilha de III me-
zes, muilo lila, uma dili com todasjas habilidades,
duas ditas 4o,meia idade que engolisjnara, cosem,
cozinham cen perfei{afc. lavarj^l molalo de 7
anuos, muito esperlo, um soatoque de II anime, o
qual se vende mnilo barata

uma perua : na ra dos Quarleis o. 24. --
"om bombas
decf
doBr'
i
^^^^B*9^^
ESCBAVdS FGIDOS.
Ainda continua salar fgido o prelo que, em 11
le selembro prximo pnsado, foi do Monteiro a un
mandado no eiigeiiho Verlenle. acompaiihando urnas
vaccas de mando doSr. Jos Bernardioo Pereira de
Urilo, que o nlirgoo para o mesmo fim; o escravo he
de nome Mauoel, crioulo, baixo, grooso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na yerna direila. ror preta, nadegas em-
pinada para fora, pou barba, tem o terceiro dedo
da md direila eoeolhido, e ralla-lite o quarto: le-
ven veslide mira azul de zuarle, camisa de algodao
lizo americano, ponlm levou outra roupas mais fi-
nas, bem com um chapeo prelo d: seda novo, c osa
sempre de correia na cinla: quem o pegar leve-o na
rua do Visarlo n. 27 a seu senhor Komo Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo Jo Pelouriuho arma-
zem de assucar n. 5 e 7 de BoroSo \ C, que ser re-
compensado.
esappareceu 110 dia 1. de agosto o prelo Baj-
mundn, criunlo, com 25 annos de idade, pouco ma'is
ou menos, natural do It, conhecido alli por Ka>-
mundo do Paula, muite couvivcnle, locador de llau-
tim, canlador, quebrado de uma verilha, barba ser-
rada, beirus grossos, estatura regular, diz saber ler
e escrever, lem sido encentrado por vezes por delraz
di rua do Caldcireiro. juntamente com uma prela
sua concubina, que lem o appellido de Maria cinco
reis ; portante roaa-se as autoridades policiaes, ca-
piaps decampo e mais pessoa lo povo, que o ap-
prehendam e levem rua Direita n. 76, que serSo
generosamente gratificados.
PF.KN : TVP. DE M. t. DE FABIA. 1854
P
*t
i
-1
M.

i


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