Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01443


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Full Text
r

.
t
ANNO XXX. N. 195.

Por 3 mezes tidiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
imwimi i ------
'


SABBADO 26 DE AGOSTO DE 1854.
'.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'. CAMBIOS-
Recife, o proprietario M. F. de Faris: Rio de Ja- Sobre Londres 26 5/8 a 26 1/2 d. por 1J>
neiro, oSr. JoaoPereira Martins; Babia, o Sr. F. Paris, 365 rs. por i f.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen- Lisboa,' 105 por 100.
doea; Parahiba, o Sr. GervazioVicordaNativi- Rio de Janeiro, a 1 0/0 de discorde,
dade; Natal, oSr. JoaquimlgnacioPeteira; Arara- Acces do banco 40 0/0 de premio.
ly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cea -, o Sr. Vic- da companhia de Beberibe ao par.
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim da companhia de seguros ao par.
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos. I Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro.Oncas hespanholas. .
Moedas de 6J400 velhas.
de 69400 novas.
de 49000. .
Prala.Pataces brasileiros .
Pesos columnarios ._.
mexicanos......
298000
165000
168000
98000
18940
18940
18860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olihda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos Jias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ourfcury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e seuas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMARDEIIOJE.
Primeira s 6 horase 54 minutos da manhaa.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relacao, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1 .* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.

EPHEMERIDES.
Agosto 8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguanle aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
31 Quarto crescente s 3 horas, 48 mi-
nuto e 48 segundos da manhaa.
DAS da semana.
21 Segunda. S. Joanna Francisca Romana viu.
22 Terca. Ss. Anthuza e Agalhonica mm.
23 Quarta. S. Felippe Benicio ; S. Davina.
24 Quinta. S. Bartholomeu ap. ; S. Protolomeo
25 Sexta. S. Luiz rei de Franca; S. Gerosino b.
26 Sabbado. S. Zeferino p. m. ; S. Constancia.
27 Domingo. 12. O Sagrado Coracao daSS. Vir-
gem Mi de Dos ; S. Jos de Calazans.
PARTE OFFICIAL.
OOVERNO DA PBOVZNC1A.
EXPEDIENTE DO D IA 2* DE AGOSTO.
Ofllcio.Ao commandanle las armas, remetiendo
por copia o aviso da repartico da guerra de 7 do
crranle, pelo qual e determina que sejam pagos
o 1. cadete do -'." balalho de intratara Julio
Pompeo de Barros Lima, as ultimas prestarse* do
premio de voluntario que se Ihe estiverem a dever.
Igual copia se remelteu a Ihesooraria de fa-
zenda.
Dito.Ao mesmo, inteirando-o de ha ver expedido
as convenientes ordena, nao s para que soja trans-
portado para a- curie, no vapor que se espera do
Borle, o rMertor Pedro Carneiro dllala, mas tam-
bera para me teja recehido no brigue de guerra
Clrense, Wtoldado de cavallnria Jiis Francisco
do Santos, que lem de destacar para o presidio de
Fernando.Epediram-se as ordem de que se Irata.
Dito.Ao inspector da thesouraria de fmula,
recommendsndo que, a vista das conlas que remelle,
mande S. S. pagar a assnciacau dos pra .icos da bar-
ra, a quana de 378000 rs. pelos ser vico* de pra-
ticagem por oecasiao da sabida da corveta Mag,
entrada do brigue de guerra Legalidade. lodo
do crranle mez.Communicou-se ao capitaD do
porto.
Dito.Ao mesmo. devolvendo o reqnerimenlo de
Joaquim Jos dsAbreu Janior, a lim de quotprc-
sdendo as formalidades doestylo, mande S.8. pas-
sar ao supplcante titulo de todo o terreno de ma-
rinlia mencionado em dito reqnerimentc.
Dito.A o mesmo, remetiendo por copia o aviso
do ministerio da justica de 7 d corren le, determi-
nando que coro a possivel hrevidade seja enviada
a secretaria daquelle ministerio a deminstrarilo da
despea, que no decurso do futuro anno financeiro
de 1836 a 1857 lem da ser feila nesla provincia por
conla do referido ministerio, a fin de se poder or-
ganisar em lempo o oreamento geral para ser pr-
senle ao. corpo legislativo na mm prxima rea-
nio.
Dito.Ao eommnndante da eslacSo naval. rel
commendando a expedirao de suas orden, para que
o commandanle do brigue rerense receba a sen
bordo e conduza para o presidio de Fernando, a
mulher e tres filhos menores do sentenciado Antonio
Bento da Cunda, que para all ja seguio no brigue
escuna Legalidade.
Dilo.Ao juiz relator da junta dejusliea, trans-
miUindo para ser relatado em sessao da mesma jun-
ta, o processo verbal do 2. cadete 2.' sargento do
8. hatalliao deinfantaria, Manuel Ferreira da Sil
va.Parlicipou-se ao Exm. presidente das Alagoas.
DiloAo juiz municipal da primeir; vara, aecu-
saodo recebidas ai guias dos vinle sentenciados que
lem de ser enviados para o presidio de Femando, e
recommendando que os mandeapresenl ir a bordo do
brigue Cearense no dia de sua sabida.Expediram-
se as convenientes nrdens a respeito.
DiloAo inspector da tlicsoumria provincial, re-
eommendando que vista dos orame itos que ap-
provou e remelle por copias, mande Sroc. por em
basta publica o aperfeiroamento ecalcamenlodo pri-
ineiro e segundo laucos da estrada de Apipucos.
Communicou-scao director das obras publicas.
DiloAo commandanle superior da guarda nacio-
nal deste municipio, communicaiido que por decre-
to de 15 do jullio ultimo, segando constou de partici-
pado da secretaria do ministerio da justica de !) do
crrente, fora reformado Bernardo Antonio de Mi-
randa no posto de lenente-roronel da mesma guarda
nacional.
DitoAo mesmo, recommendando a expedirlo
de siias ordeusinara que seja dispensado do^servico
da guarda nacPnmt o guarda Jos Rernardino de
Souza Pei\e, visto estar enmprehendido na segunda
Jarte das dispusieses do 3 arl. 14 da '.ei n. 602 de
9 de setembro de 1850.
DiloAo director do arsenal de guerra, dizendo
que pelo contador de marinha Manoel Lobo de Mi-
randa Henriques, ser apresentado a Smc. o africa-
no livre Joao II, para ser conservado naquelle ar-
senal.
DiloAo mesmo, recommendando que faca a-
promplar para sercm remedidos ao olavn halalhao
de infanlaria, os 403 pares de sapatos mencionados
nos pedidos que remelle sob ns. 1 a 10.
PortaraDemitlindo o bacharel Joac nnn de Sou-
za Res do lugar de ajudante do procurador fiscal na
comarca de (ioianna, c nomeando para ese lugar o
bacharel Manoel Izidro de Miranda.Fizeram-se as
necetsarias commnueae,6es.
DitaNomeando o cidadao Manoel do Nasrimento
Casado Lima para servir interinamente o oflicio de
eserivao de orpbios do termo de Villa Bella, durante
o impedimento do eserivao vitalicio Ani min Domn-
guesde Andrade.Fizeram-se nesle sentido as ne-
cessarias communicaees.
e os nossos exercito unidos pela mesma causa, vao
dominar no Bltico assim como no Mar Negro. Es-
colbi-vos para que fotseis os primeiros a levar as
nossas agniass regioes do Norte, atguns navios in-
glezes vilo (ransporlar-vos i essas paragens, facto
nico na historia, que prova a allianca intima de
dous grandes povos, e a firme resolucao em que es-
to os dous governos de nao reeuarem diante de sa-
crificio algum para defender o direilo do mais fraco,
a liberdade d.i Europa, e a honra nacional. Ide,
meus filhos, a Europa ltenla faz alariamente ou
emsegredo votos pelo vo gulhosa de urna lula em aneella s ameaca oaggres-
or. viij, irpinha com os seo olor arden les, e
pela minha parte como os deveres imperiaes ainda
meconservam naespectativa, lerei os olhos sobre
vos, e quando em breve vos tornar a ver, poderei
dizer : elleseram os dignos filhos das vencedores de
Ansterlitz, de Eylau.' de I'riedland, de Moscowa.
Ide, Dos vos proleja Esta allocucAo patriti-
ca foi acolhida pelas mais vivas e cordiaes sympa-
Ihias, dispertou em lodo o paiz echos generosos.
O papel que hoje representa a Franja consiste
menos na prosecuro immediata dos interesses ma-
leriaes, do que na manifestaran da sua grandeza mo-
ral ; ella lira dahi a conseiencia da sua Torca e do
senlimento dejusliea esclarecida que a a ni mam,mas
como ella he a sentinella ayancada da civilisacjio,
nao adormecer na allianca inglezaque he um grande
espectculo dado ao mundo,e no dia que se determi-
naren! e se regalarem os resultados da luta que se
est preparando neste momento, ella senilo esque-
cera um s instante, que por mais rica que seja para
nao deve permillir que a sua poderosa alijada es-
lendcmao seujmonopolio commercial.ou ella mesma,
ou oulra qualquer potencia europea, nao deve dei-
zar que se conelua tratado da commercio que, sob o
protesto de nao sei que successv prematuro de li-
berdade, malasse em proveilo seu as industrias nas-
cenles dos oulros estados. O exemplo fatal de Por-
tugal deve ser urna licSo bem prsenle na memoria
dos povos que tiram do desenvolvimenlo da sua ac-
lividade industrale commercial, essa riqueza iu-
dispensavel, essa verdadeira existencia das nar,oes
moderna. Urna prova de que a Franja lem cime
desses progressos essenciacs, he que o tecido dos
seos caminhos de ferro se vai acabando: desde 10
de julho a grande linha de Paris a Lyon se acha
em eiploracAo, ha de parar ainda por algum lempo
no arrabalde de Naise, e em virtude da aclividade
comniunicada aos trabalhos nao lardar muilo em
alrtvcssar a cidade e a vir reunir-sc em Perrache a
linha dcMarselha, que, ja aberla ale Yalenca, ser
concluida dentro em pouco.
A aberturadeslas duas seccOes importantes do ck
Portugal, e se lomaram medidas para se lhes inter-
ceptar a passagem ; espalhou-se tambem o boato de
que elles linham o projecto de e aprozimarcm de
Madrid, e dar por meio de descargas de mosquelaria
o signal de urna sublevarlo: tomaram-se igualmen-
te medidas a este respeito ; a 5 de julho persegui-
dos' pelas tropas da rainha, elles se achavam entre
Madridejos e Moradini, o que prov que se vSo re-
tirando cada vez mais, e o estado desesperado do
seu negocios, deiiaram em sua marcha o paiz vasio
e devastado, por toda a parte vestigios profundos e
dolorosos da sua passagem, das tuas exaeces so-
bre as popularles e dos seus roubos na adminUtra-
joes publicas. O governo da rainha. um IMHTum4
s instante, nao se aparto* da maier moderarlo,
desde o primeiro de julho elle lnquillisou a popu-
larles com a seguinle declar^So :
Depois da sangrenta licSo que receberam nos
campos da Vicalvaio, os rebeldes tem continuado
asna retirada inteiramenle desanimados e sem pla-
nu nem pensamenlo fixos ; Alela de Henares se
acha completamente abandonada por elles : todos
os pontos que oceuparam nos arrabalde desla cidade
se acharo igoalmente abandonados ; eortaram o ca-
minho de ferro de Aranjuez e o respectivo telegra-
pho, pararam em Valdemoro, vivem em sustos con-
tinuos, e a suas tropas cansadas se limilam a fazer
reconltecimentos.
Nao sao estes os nicos ymplumas da triste si-
luaco cm que elles se acham. Os ofiiciaes c os sol-
dados que sorprendidos pelas ordeus do ci-direclor
da cavallaria haviam marchado para obedecer.- dis-
ciplina militar, se apressam a vollar para a handei-
pagar a sua gloria, como se tem dilo tantas vezes, -ras da rainha e da patria, que nao poderam aban-
donar durante algumus horas, senao porque foram
engaado : j se apresentaram um commandanle e
um lente do regiment de Santiago ; depois o ca-
piao Ihesoureiro com os fundos intactos deste regi-
ment que elle recebeu na carita do thesouro;um
ofiicial inferior e varios soldados vieram depoi ; lo-
dos reclamam da rainha o perdao para um erro em
que nem o espirito nem o coracao dellcs leve parle.
a Ilontem estes valcnles e fiis soldado recusa-
ram tomar parle em urna acc^lo que s poderiam con
siderar como um crime e como urna traicAo. Asse-
veram que todos os seus cantaradas estao animados
dos mesmos desejos e vao seguir o oxemplo dellcs.
A tranquilliilade mais profunda continua a Minar
em toda as provincias que submeltcm disposirao
do governo as tropas que ellas conten : por toda a
parte as autoridades lano civis como militares, con-
tam com a fidelidade e com o espirito pacifico das
poplame* dos seus districlos respectivus.
a Tacssao as nicas o positivas noliciasde hoje.
Julgo do mea dever vo-las communicar para vos por
ao abrigo da mentira que o propagadores de ma
minti que une o Oceanu ao Mediterrneo, se eMae-" "Ovas nao cessam de espalhar, sem se lembrarem do
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO. DIARIO DE
PERNAMBUCO.
MSB.
18 de jmlke.
A Franca continua a sua activa intervengo no
grande conflicto earopeu: entre oulros perparalivos,
enva o imperador em navios inglezes, e sob a di-
receo do general Paraguay d'Hilliers Cm corpo ex-
pedicionario s margeos do Bltico ; elle proprio
passou revista a estas tropas a 12 do correte, e de-
pois da revista dirigio-lhes alguma das suas pala-
vas (So dignase sempre tao repassados do senlimen-
to da honra nacional : Soldados I corno a Russia
nos lem cuqslrangido guerra, a Frunca. armou
quinheolos mil dos seus filhos, a Inglaterra organi-
oo Tarcas consideravei. Hoje as nossas esquadras
-*
V
DOIS CSAMELOS INFELIZES. *
POR KATHANIEL.
IV
I iii bello cnsaincnto.
(Conlinu ac do,)
Na i espera do da Tata! Anna, mais | aluda ainda
que de eoslumc, eslava sosinlia no jardnn recoslada
obre um banco de relva. Ella achas a- e na mesma
siiuacao de espirito que os. condemnaslos a morle, os
qaas ii fura ,je fixarem o pensamenlo sebre o nico
e espantoso objeclo que lhes absorve toda as poten-
cias da alma, a forja de volverem e revulverem
terrvel espada, por (m embotam-lhe o sume, e ca-
hem em um apalhia moral que lhes adormece as do-
lornsas emocoes da agona, e lhes gela todas as 'acui-
dades (la intellizencia. Sentindo repntinamenle
lima mao por-se-lho sobre o liorobro,ergueu os olhos.
vio inclinado para ellanm semblante air.da mais pal-
lido qae o seu, e reconheceu Agla.
EulSo houve urna scena extraordinaria. As duas
raparigas firaram algum lempo silenciosis.ese a per-
larbac;ao de Anna nao livesse sido lau raiidc, ella
lena certamenle reparado na perlurbarao daquella
que vinha assim lira-la do doloroso abamcnlo em
queealavwmergulhada. Aglac leve, pts, o lempo
de serenar-e,*a convolalo que agilaviseus labios
lividos mudou-lepouco a pouco cm imperceptiveis
eslremecimcnlos. Depois que vencen a emorao que
a domnala ella achou palavras, leiiluu sorrisos e di-
rigi insensivelmeiile a conversacao sobr.> o casamen-
to Talal, do qual ezpoz com calor lodos os inconve-
nientes.
Aala condeca a Mr. de (ilandevez muilo me-
Idur do que Anoa, e o retrato do conde feilo por tal
pintor, leve urna scmellianra assusladora. A pobre
moca senda Tallar-ldc o animo medida que sua ter-
rvel inlerloeutora desenluva-llic lodas as parlicula-
dades daquelle deploravel destino, que d eniao s
linha apparucido a viclima de urna inaneira vaga e
inurusa. (i)m asagacidade do odio, Aala earregn-
va o iracos quodeviam re ollar aquella alma al-
tiva e ;uira. i; segua com urna salisfacao de vbora
"obre aquella pliysionomia cheia de cidras, os pro-
gressos da tortura moral que inllgia sua inimica, a
medida qt) o veneno de suas palavras, circulando
as veas de Anna, cheiiava-llie ao coracao.
Anua era incapaz de experimentar um' senlimento
bano, r. de cnmmetter una aeran m, eia urna de-
sas almas nobrese elevadas que n.lo suspeilamVnem
mesmo a Irau.ao ; porque nao a comprebendem>He
verdade que ella nunca havia lido ilTeic o a Agla
mas nao podcdcixar de ser locada di que tomou por
um lestemunho de amizade. O desgracados silo os
primeiros que crem no contagio da desj';raca, e e-
perimentain urna certa sorpreza mistura la de reco-
ndecmenlo quando nflo se vera abandonados i sua
soile Anua pensou que linha lalvez julgado mal
luou sem eslrepilo nem solcmnidade ofiicial: he tv
davia urna evenlualidade que, no meio dos mesmos
Irabalbo da mesma ordem que se execuram em
I ranea, (em Vasta importancia. O caminho de fer-
ro de Paris a Lyon nao prende smenle cutre si as
duas cidades mais consideraveis e mais indostraes
do paiz, he a mais longa secuto da linha que une o
Haure a Marselha.c que deve lornar-se para a In-
glaterra a grande estrada das Indias, a linda de
uniao entre v extremo da Europa e o extremo da
Asia.
O 508 kilmetros (127 leguas) que separara as
duas grandes cidades serao percrridas por Irens ex-
pressos cm 10 horas, por Irens directos em 13 ho-
ras, e por tren de mnibus em 16 horas ; cinco
Ireos fario todos os das todo o trajelo. Para dar-
se urna idea da aclividade que se vai desenvolver so-
bre e*la longa linda frrea, hasla dizer-se quo ad-
dicionando-se o espado transposlo pelos trens de via-
jantes e de mercaduras que partem as horas regu-
ladas, v-se que o trajelo total be termo medio por
diade 12,100 kilmetros, isto he.de um milhao edu-
zentas mil leguas por annu. Este caminho de ferro
provocar um movlmeulo de viajantes, cuja im por-
tanria he difllcil determinar, e he da um desenvol-
vimenlo de circulara inralculavel ; s ficar con-
cluido quando chegar ao ponto de Perrache abaixo
de Lyon, entre o Rhodano e o Saone ; Talla-lhe
para chegar a esle ponto extremo, percorrer 4 kil-
metros e 1|2, ma para isso he-lhe mister travessar
um tunncl de 2,175 metros de comprimento, passar
o Saone sobre uina ponte de quatro arcos de 27 me-
tro de abertura, e Iranspor urna parle de Lyon so-
bre viaductos elevados: (odas estas grandes obras
se estao execulando com urna rapidez tal,que d lu-
gar a esperarqne breveme nte serao terminadas.
Ilespanka. A tranquillidade nao tem cessado
de reinar em Madrid ; os insurgidos depois de Urna
reuniao consideravei nos campos de Vicalvaio, se dis-
persaram em completa desorden), seguindo a direc-
code Alela, e perdeodo pela deserrau grande nu-
mero dos seus. Prestara m-lhes a intcncao de pene-
traren) na provincia da Mancha, na Eslremadura
para ganliarem com mais facilidade as fronteiras de
L_
Vide Diario n. 180.
aquello caraeler, e arrependendo-se de suas antigs
injuslicas para com Agla, estendeu-lhe adecluosa-
menle a mao. Agla desviando os olhos estendeu-
lhe lentamente a sua, fra e'inteiricada como se a
morle Ihe tivesse locado. Depois sem dar-lhe lempo
de refiectr, disse-lhe com voz breve e arrebatada,
que poda igualmente ser atlribuida i emoco ou a
um violento csTor^o feilo sobre si mesma : *
Anna, eslou encarregada de urna inissao junto
devoss, e devo cumpri-la. Nao nje queira mal
por isso, nao me agradeca, nao procure comprehen-
der-me. O fuluro Ihe explicar minha con-
duela.
Dizendo eslas palavras, ella depoz urna caria as
mao de Anna, e retlrou-se rpidamente sem espe-
rar resposla.
A moca Picando s hesilon um instante, e depois
rompendoo sinele leu oque se segu :
a Arlhtir a Anna.
perdoar sohreludo a viado que me sirvo t Oh I sim,
perdoe, Anna, a um desgracado que morre de deses-
pero I Como quem se afoga, vi um ramo sobre a
margem,c agarrei-o.
Que lenho de poupar agora 1 Nao be manhaa
que minha desgraca se ha de completar Nao he a-
manhaa que minha bocea pronunciar a palavrahor-
rvel que cahe-me como una massa de chumbo so-
bre o coracao '! Nao he amanhaa qae hao de casa-ia,
Anna? Nesle instante em que Ihe fallo, talvez esleja
voss rodeada dos prsenles magnficos de um arrlbr
oppiilcnlo, os quaes lalvez veja com alguma ale-
gri.
o Deixe-mcafaslaresla idea que me mala Nao,
vosse nao- he scmellunle s outras mulheres ; em seu
corceo tao nobre nao ha lugar para os sanlimentos
vulgares. E, c assim nao fra, ler-inc-hia voss<> ins-
pirado esta palito que me absorve todas as facilida-
des da alma ? Sou milito infeliz, Anna, oh muilo
infeliz O homem que fui meu pai, injuriou-me,
amaldicoou-me, expellin-me ; mas que importa 1
I magn, elle que esl em seu poder augmentar a mi-
nha dor quando a perco ? Nao fallemos delle. falle-
mos de vuss', Anna. porque lenho de pedir-lhe um
ultimo favor. Eu quera, antes de voese ser... nun-
ca me sahir da horca esta palavra. Esla noilc as
oilo horas vos.,- poderla fcilmente ir al i entrada
da floresta '. Vosa*, ir Nao ouao esperar ; todava,
Anua, dzem que os pedidos dos moribundos sao sa-
grados.
Depois de ler lido esla caria, Anna ficou muilo
lempo com a cadeca apoada na roaos. Todo o res-
lo do dia elle cncerron-se m sen quarlo, e nao ap-
parercu aojanlar. Ajoeldada dianle do retrato do
pai, a pobre moca orava c chnrava.
lluvia embajxo deste relralo una pia de agua ben-
la.de marmorebranro, maravillia da arle.que Mr de
Saiseval Irouxerada Italia nao romo um Iropieo de
conquista, mas romo a lembranra de urna boa ac-
jao !
O coronel hava lido a felicidade de proteger con-
trae furor de urna soldadesca desenfreada um con-
venio, em que se arhava a lillia de um esculptor ce-
lebre, e esle havia pago com o cinzel do homem de
engenho a divid do pai.
*ertgo a que se expem. Se a situajao de Madrid
e dos seus arredores fosse oulra, ss vossas autorida-
des que voa nao quereriam Iludir, >lao vo-la occul-
(nrianti^fHM-qiic a causa du llironq_(la maioria dos
Heaaiaatioes, n,1o lem neccisidade, para prevalecer,
de servir-se das armas ignobeis/da Talsidade e da
dissimnlncao. Assignado, o conde de Quinto.
Os rebeldes contnuam sem inlerrupcao o seu mo-
vimento de retirada, e as columnas de operarn das
tropas renes, vao sempre avanzando. Espera-se que
a Hespanha seja promplamcnte restituida s ua obra
de regenerarlo econmica e social. Dizem uosque
uao he contra a rainha, masconlr'n o ministerio que
a insurreiQao lancou mao das armas, e que o movi-
menlo provocado pelos generaes Dulce e O'Donnell
nao corresponder a nenhuma das paixes revolu-
cionarias que asilara o paiz, e que sao apenas am-
biques pessoaes que procuram recobrar urna influen-
cia perdida. Dizem oulros que o movimento tem
um caraeler republicano, que em summa nada linha
de assustador para o governo da rainha.amcacado es-
pecialmente pela tendencia de muitas popularles
afeitas vida de guerrilheiros, o que Taz que qual-
quej revolla recruta immedalamente soldados en-
tre ellas. Poder-se-hia acrescenlar que o que he
particularmente mortal mnnarchia.he a avidez dos
lugares lucrativos, que devora tantos ofiiciaes e ge-
neraes.e qual elles sacrificara tudo, como se v nes-
te momento.
O fa/Uro.Sao especialmente as frotas anglo-
franeezas do Bltico e do Mar-Negro que sao desti-
nadas a desfechar o grande golpe na lula europea
que hoje est empenhada: o interesse do mondo oc-
cidental exige alguma cousa mais do que a retirada
do exercito russo para alm do Prulh, exige que a
poltica tradicional da Russia seja efllcazmenie com-
primida, que a expaosao gigantesca desta potencia
meio barbara nao venhasuffocar a civili-aclo do oc-
cidente. Ora, he muilo menos as margens do Da-
nubio do que no Bltico e no Mar-Negro que este
grande interesse se poder satisfazer, he destechan-
do um graitde golpe na possanca marilima da Rus-
sia, reduzindo-a por muilo lempo ao papel de po-
tencia simplemente continental, lomando contra o
Figurera os leiloresurna conchinha de marmore
branco, destinada a receber a agua consagrada pelo
sacerdote,e em p ao ladodessa fonle de sanias hen-
eaos um anjo, cujo semblante respirava o co, pareca
vig-iarsol.ro a inalteravel frescura da piscina confia-
da sua guarda, e eslendia urna de suas azas como
um tecto vivo sobre a foute consagrada. Pelo collar
que u anjo linha, reconhecia-se um dos espirilos
relestes encarregados de guardar as almas. Era um
desses anjos da guarda que o christianismo nos mos-
tra as santas poesas de suas revclac,es, argentan-
do com seu hlito puro os pensamentos criminosos,
cujo envaine tentador adeja em torno das mcditacOes
de nosso dias, e dos sonhos de nossas noites, e fa-
zendo com sua respracao embalsamado abrirem-se
as almas s santas inspraces, e aos impulsos piado-
sos assim como a briza da manhaa enlreabrinde o ca-
tix das plantas faz sabir os perfumes, oracocs odor-
feras das flores que sobem ao co com os primeiros
rumores da creaeao. ,
Anna eslava habituada a ajoelliar noile dianle daquella pia para dirigir a Dos suas o-
raefles costumadas. E agora orava com mais ardor
que nanear* mais que nunca senta a poesa suave
c melanclica escriplacm contornos harmoniosos por
aquelle cinzel chr-io de inspiraran, porque era cheio
de le, Quando applicava os pensamentos aquella
piscina de marmore, elles voltavam-lhe fresco e pu-
rificados, e muitas vezes era induzida a crerque, a-
qncllc semblante, caja semelbanca fora sorprendi-
da aos coros celestes pelo engenho de um artista e
pelo reconhecimcnto de um pai, deixava cahir sobre
ella odiares de inefavel docura. Commovida e tr-
mula ella pareca querer abrigar-so debaixo das
brancas azas do anjo que salvara a fillia do esculn-
tor. '
Urna lerrvel incerteza liaba-te apoderado de sua
alma, e ella senta no coracao como duas vozes que
disputando seu destino arrastavam-na em sentidos
contrarios. Ora ella loniava com agitarn os objec-
los que tinham oceupado sua vida de rapariga, seus
livros de predlecrao, as flores que linha cullivado
com suas m-s, e despedia-se delles como senao de-
vesse majjjjnrnar a ve-Ios. Ora recuava dianle do
peiisamcrfMde dcixar aquella hora o ledo materno
para ir ouvr um homem, com o qual era-lhe prohi-
bido achar-se dahi em diante. Depois a lembranra
datarte que a aguardava, a lembranca do dia s-
Cninte, que suspenso sobre sua cabera como urna es-
pada unai nao lliedava tregua nem demora, essa lem-
branca vinhanovamenle combater-lhc os escrpulos
c adalar-lbe a resolurao.
Talvez Mohray acbasse um meio de afaslar a po-
ca daquelle sntro casamento, e alera ilisso nao da-
ra ella demasiada importancia a um passo menos
grave do que linha julgado ao principio Endlo lia
e relia a caria to cheia do dores e de respeilos, na
quala alma de Arthur linda-ie derramado, e pergon-
lava a si mesma. se nao havera rrucldadee egosmo
em sacrificara vida de um homem a um uso.e em te-
mer mais dar alimento malevolencia publica do
que reduzir o desgracado Arthur a um desespero,
cujas roiisequeiirias podan) ser terriveis.
Emquanto Auna eslava nessa perpleiidade. ou-
vio um leve rumur porta do quarto, escondeu vi-
sen futuro engrandecimento marilimo precau^Oes e
garantas serias, que se fara recitar definitivamente
a ambicio invasora dos czars, e que se livrar a Eu-
ropa dos sustos que esla ambf o Ibes inspira ; a im-
paciencia irreflcctula da opinlo ecusa algamas ve-
zes o cemporlamento dos almirantes, qaeria que
com o primeiro golpe as esquaws(lestrussemCroi!s-
tdl, e bnmbardeassem Sebasbpol r todava pode fi-
car eerlo que seja qual for o r ia a hora de um ata-
que decisivo, ser emprehoidido e apoado por
mcos realmente enrgicos, pjr combiflacoes de tal
sor le i niel lignitos, que oblen o resultado que i
aguarda.
As Trolas adiadas se retirara de defroolede Crons-
ladt para vollarem para o afeoradouro de Baro-
sund, s quizeram operar um teeonhecimcnlo : fora
imprudente atacar Cronstadl nn tropas de desem-
barque e sem urna flotilha de charapas. Poder-se-
ha desembarcar no norle, eolriucheirar-sc ah e co-
mecar ataques contra o "forte 4o oeste ; os maiores
obstculos sao a pouca profunleza da agua em tor-
no da ilba, e as dlllculdadeslo canal pelo qual he
mister passar, e no qual he irrpossivel fazer navegar
um navio como o Duele of ITelHngton. Nos dous
lados do canal estao as baleras que Tazcm a celebri-
dade deCronstadt, as mais fomidaveis s.lo as balle-
nas McnschikolT de 4i pecas e arlilhara, o forle
Constantino que tem bateras Alejandre, immensa torre de granito que tem 116
pecas, o forte Pedro Grande con 50 pecas no lado
de Ingermanland, e erafim o ferie de Cronstadl com
56 pecas coberta e mais 32 peas. Esla enumera-
do pode dar urna idea do fogt que os navios de
madeira das esquadras adiadas inham de solTrer, se
lentassem forjar a passagem, e dipois de a ler tor-
eado, se achariam em presenra Je urna frota de 30
ou 40 velas, arranjadas em liohi de balalha i en-
trada do frle. Por tanto toda a precauco lomada
para travar a lula neste lado seia pouca.
O Danubio.Diziamos em anossa ultima corres-
pondencia que a Bussia pareca lomar a peilo a t-
rela de translornar todas as prcrauees, e desmentir
de um dia para oulro as suas iroprias declarares
pela mullplcidade das marrhis e contra-marchas
dos seus exerclos. Esta observicao se applica es-
pecialmente aos seus movimerlos nos principados
desde que se traa da evacuado Ja Valachia. Disse-
reis que os seus generaes mudan de plano de opera-
Ces ao bel prazer dos seus caprchos, ou recebem a
repercussao de urna poltica negativa que preten-
da ao mesmo lempo manter-se 10 Danubio.defron-
te dos Austracos as fronteiras poz-se com nzo que o Icvanlanento do assedio de
Slistriaerao preludio do ahand.no completo da li-
nha do Danubio desde Simnitz a Brahlow, e da re-
tirada des tropas de uceupacao rh Dobrulseha. Bu-
rilares! tambem devia ser cvacuida. Jase tinham
transporto os archivos da \l(acliia para Jassy.
Folkshani se ia lomando o no\oc lartel general.
Presenlemenle nao s esle movinento parece estar
suspenso, mas a Russia se appossolda Valachia, gra-
nando lodos os dias as suas lio A, mtis numerosas
enlre Bucharcst e Kinsplara, c mlhircstarjno a in-
ten^ao formal de conservar as duas provincias. Os
Turcos-cm numero de 40,000 patsaram o Danubio
adiante de Raudstanck, c he sobre as margens do ro
que comeca a novacampanha ; entretanto, j'no
ser com os Turcos smente que s Russos torio de
lular, ser com as tropas anglo-francezis. Os cor-
pos auxiliares reunidos em Varna ganham Schumla
para l receber o seu deslino definitivo. No mo-
mento cm que eslou escrevendo, he provavel que
urna grande balalha lenha sido pdejada enlre Giur-
gevo e BucharesI, e que a capital da Valachia haia
cabido as maos dos Turcos e dos Anglo-Francezcs.
Um despacho lelegraphico annunciava a 15 do cr-
ranle esla occupajflo como um laclo consummado, e
as ultimas noticias da Allemanha dao marcha pro-
gressva de Omer Pacha um caraeler de rpida
deciso, que prometi urna serie de (rumphos.
Segundo um despacho publicado a 16, os Tur-
cos, aproveilando-se da victoria ganhada a 7 ,
alacaram e desbaratar. a retaguarda dos Russo
em Fratescbli a 3 leguas de Giurgevo sobre a
mesma estrada de Buchareles ; Omer Pacha se
achava naquclla data na margen) esquerda do Danu-
bio frente de 60,000 bomens.dos quaes, 20,000 das
tropas adiadas, ao passo que o principe Goslschakoll
se achava frenle de ura exercito nao superior em
numero, e composlo dos vencidos de Ollcnitz e de
Silislria, destinado a fugir pela ultima vez diante das
bandeiras unidas do Oriente e do Occideute.
O proprio ejercito do mar encelou as suas opera-
coe pelo ataque e pela a deslruirao das baleras de
Sulina, o que lorna livre a entrada do Danubio, dei-
jandosem defeza a flollha russa parada sobre a mu-
radla de Reni. Annuncia-se que a esquadra do al-
mirante Brual Iransportou 7,000 homens a Aapa,
que as frotas reunidas contando 58 velas, foram vis-
las a 6 de julho na altura de Touzla, se dirigndo pa-
ra Sebastopol. Esle completo de preparativos tor-
vamente a carta de Arthur ouvindo a voz branda e
triste de Mara, que perguntava-lhe se eslava ahi, e
se quena descer ao jardim. Anna eslava 13o com-
movida que nao pode decidr-se a apparecer-lhe na-
quelle esla lo. mesmo irmaa ; por isso nao respon-
den, e Mara julgando-a adormecida, relirou-se le-
vemente com medo de perturbar um dos breves ins-
tantes de repouso, que faziam Anna esquecer-se de
un deslino lo pcnivel. Com a cabeja inclinada
para a porta, esla esculava melanclicamente o leve
rumor dos passos da irmaa, qae perdeu-se logo ao
longe. Seu coracao cheio de sombro presenlimen-
los pareca sahr-lhe fra do peito para seguir Mara,
e quando nao ouvo mais nada, poz-se a chorar co-
mo se livesse repellido seu anjo bom, que havia viu-
do urna ultima vez dspula-la desgraca.
Entretanto a noile se adianlava, e Anua tornando
a cahir cm suas incertezas vagava de resolucao em
re-olin;jo. llorara oto horas,e ella hesitava ainda.
Cedendo a urna das delicias mais exquisitas que po-
de gozar a alma humana, ella prolongava em face
de urna siluaca* imperiosa o somno de sua vonla-
de. e como se nao houvesse de tomar urna grande
deeisao applirava o ouvido ola graves e melan-
clicas do roujinol costumado, que desde mudos
annos linda cscolhido para sua morada de verlo
urna das bellas aores do jardim. Sua dea mis-
luravam-se por assim dizer com aquelle accenlos
puros e suaves, c subiam com elles ao co. Aquella
msica penclrava-lbe a alma, e no cumbate que se
daya no fundo de sua inlelligcncia enlre as leis la
soeiedade c as inclinares da nalureza, pareca que
aquellos son altivo e ousados do melodioso passa-
rinho vinham em soccorro da segunda contra a pri-
meira.
Na voz maviosa do rouxinol, Anna julgava ouvr
gemer ao longe a de Arthur, que pensativo e soli-
tario a esperava aquella dora debaixo das grandes
airona, a sombradas quaes liuha-lhe marcado o lu-
gar de urna ultima entrevista.
Harmonas eslranhas do mundo que nos rodea
con 9 nosso roraeflo 1 influencia misteriosas.que
nao podemos explicar, mas que soflremos! Quando
dorara nove horas, Anna levanlou-sc vivamente,
na resoluto eslava tomada : nao linha podido, re-
sistir es seducees da desgraca Uto poderosas sobre
os roracoes generosos. Sahimlo furtivamente ella
atravesarae jardim, e abrindo urna porla que (lava
para o campo dcixou a casa sem ser vista. Lina ve-
reda rundur-io-a em alguns momentos a ra, a qual
eslava deserta : smente ella jolgoa ver desenliar-
se na quina de um becco urna sombra de inulher,
a qual pareceu eslremecer vcndo-a passar, e reli-
rou-se rpidamente como se a livesse esperado.
Anna pensou um instante ter icconhecdo Agla
mas repcllindo logo essa idea, apressou o passo di-
rigiudo-sc para a floresta.
.Inna a Mara.
Pars. Oulubro de 1818.
Ainda me amas, Mara ? Anda le po.so cha-
mar minha irmaaf Defendes a la Anua, quando
alguem a ataca Tu que a roiiheres 13o bem tut-
ate se a eslimas. Oh I tenho noressidade de assim o
crCr, lenho oecessidade de ouvir-le dzer-nie sso !
midaveis prognostica os mais importantes aconteci-
meUtns. >
A resposla do czar anda nao he condecida : tem
sido urna das maiores preoecupaefies desla/qoinzena
saber-se. qual seria em definitiva a ultima palavra
da Russia s ultimas lentativas da Austria eda Prus-
sa. Entretanto, temos verificado em loda a Alle-
manha, a despeilo das intrigas e das relaces de fa-
milia, a grande potencia moscovita lem perdido ha
consa de seit mezes lodo o terreno que havia con-
quistado desde 1815. Os.aclos de urna conferencia
havida pelos airados allemaes em Bimberg pozernm
jajajjBJpjyajaH*-Pa';n'e "u ruina ila sua influencia.
Nenhumdos estados que a compunbam nao ousou lo-
mar sistemticamente a sa defeza, os mais audacio-
sosoa os mais fiis s suas antigs sympathias se li-
milaram a urna questo de forma. A Baviera linha
um interesse particular na conservarlo do staiu
quo, para nao abalar o Ihrono de el-rei Othon, nem
por isso deixnu de dar a sua adhesao completa po-
ltica austro-prussiana, a Saxonia havia sido Iludida
pelos relatorios do seu embaixador, se apressou ero
retratar assim qde soubeda verdade acerca dasinlen-
55es da Austria. S o Wnrtemherg foi que pedio,
para se pronunciar, que se esperasse a resposla do
czar : quando se reflecte nos lacos de parentesco in-
timo que prendem a corte de Slullgard de S. Pe-
lersbargo, nao se pode ver neslas ultimas exigencias,
senao attenees mu naluraes e mu independentes
da poltica, que devem ser respeiladas.
A opno publica se agitou por ver a Austria e a
Prossia nao tomar anda urna resolucao francamen-
te definitiva depois da chegada de M. de Manleufiel
a Berlim e do priucipe Gorlschakofi" Vicnna. Tudo
induz a crr que eiles dous diplmala liveram por
mssao nao trazer urna resposla ilefinliva, mas son-
dar pela ultima vez as disposicoes das duas grandes
potenciasallemaas, apresenlando-lhcs urna serie de
proposicoes ofiiciaes mais ou menos impugnaves,
nesta hypoldese tornada mui provavel pelos hbitos
cautelosos da diplomacia moscovita e pelas pessoas
acariciadas pelo czar para separarem a Allemanha
da allianra do Occidente, ninguero se deve admirar
dessas morosidades e incertezas germnicas. M. de
Manleuflel, portador de urna caria de seu amo, pare-
ce ler sido acolhido favoravelmcnte em Berlim : o
principe Gorlschakofi portador de nutra carta, havia
prodnzido em Vieuna pouco efleito. Como quer que
seja o tudo islo nao abalar a solidariedade que liga as
qualro grandes potencias occidentaes.
Prussia. Todos sabem que a Allemanha he o
(heatro permanente, nao s de urna rvalidade, n3n
sde um antagonismo, masde urna verdadeira lula
de influencia, na qual as duas principaes potencias
germnicas, a Prussia ea Austria, se acham em pre-
senca urna da nutra. Para pintar esla situacao que
eomecou no dia em que o genio de Frederico Ilcle-
vou a Prussia, tornada Ilustre e forniidavel. calho-
goria de grande potencia, os doutnres da Allemanha
tomaram urna palavra a disloria dos anllgos povos
lidemeos: exemplo de Aldenascde l.accdcmonia,
a Prussia e a Austria dispulam enlre si a hegemo-
na na Allemanha. Ora, mui naturalmente 'j^pn-
saraento de lodos, a hegemona deve ser ".^recom-
pensa daquella das duas que comprehender mcldor o
inleresse das raras germnicas, que ser crear para
si no coracao dos povos melhures Minios sua con-
fianca c gratidao. A Prussia se acha em urna con-
dico muilo mellior do que a Austria para exercer
na Allemanha nma influencia preponderante, n3o he
como esla ultima compostade racas diversas qactem
ciumes amas das outras e se detestam, na Prussia he
o elementa allemao qae domina, na Austria he o e-
tomento Slavo. Assim dspois da revolucto de 1818,
quando se estabeleceu um parlamento em Frankfort
para reconstituir unidade germnica, foi para el-
rei da Prussia que se vollaram os odios e as esperan-
cas dos depulados. Apezar de todas ashesitarSes de
el-rei Frederico Guilherme, esle grande estado alle-
mao ainda lem sobre todo o mundo germnico urna
influencia nolavel, e o seu cemporlamento nestascir-
cu instancias tem a sua importancia consideravei. A
antigs afTcices do re.os seus lacos ,|e familia ocon-
duzem mu naturalmente para allianca russa, masa
opinio publica au Ihe tem permitidlo tomar par-
tido pela poltica do czar ; como n3o se pode decla-
rar em favor da Russia, empregou todos os seus es-
torso para se roanter n'uma estricta neulralidade. O
movimento dos espirito (ambem transtornou-lhe lo-
dos os projeclos, e vio-se forzosamente obrigado a
entrar na allianca das potencias occidentaes, per-
dendo um pouco, com as suas hesitac,oes, a sua in-
fluencia exclusivamente pessoal.
Como quer que seja, a Prussia emquanto nacto
ficou preponderante, e nao be sem inleresse exami-
nar os recursos de ajr-, dspoc, e que con tingedle
pode proporcionar v-, conflicto dos negocios de Cons-
lantinopla. Prmeiramenle vejamo as suas forjas
militares; lem-se dito com nato que a Prussia sa-
u'ra de um filiarte!; depois de Frederico Guilherme' gimenlns de infanlaria sjo de tres balalhes, e o ba-
I, o segundo rei da Prussia, nao existe sacrificio que
Snto aiigustias horriveis, e urna incerteza que me
mata.
a N3o sei se fizbemou mal: urnas vezes parece-
me que son a mais innocente das mulheres, outras
vezes a mais culpada ; dir-sc-bia que lenho duas
razfles das quaes urna me aecusa, emquanto a outra
me absolve.
E todava podia cu obrar de oulra manera?
Quefaria? Que imaginaria para desfazer esse fatal
casamento, cuja idea anda me perturba, e do qual
s eslava separada peto iulervallo de tima noite'.'
Podia eu promelter urna alTeican que nao senta ?
Devia mentir perante Dos e peranie os homens, e
decradar-mc a meus propros olhos conseotindo em
vender-me? Sim, vender-me, Mara ; porque quan-
do nao temos a um homem nem aftoic,au nem esli-
ma, qaando sua pessoa nos he odiosa .como seu ca-
rcter, quando acharaos seu espirito acaudado, seu
egosmo insupportavel, consentir cm ser sua mu-
lher, porque elle lem muilo ouro, n3o he casar-se
he vender-se E alm disso porque nao o dira ? O
amor nao deve oceultar-se quando he puro, irre-
prehensvel.sem fraqueza c sem remorsos. Se assim
nao fosse, querida Alaria, nao receheras esla carta.
Se eu n3o pndesse crgucr a rabera quando fallo
delle, se n3o tivesse o direilo de ufanar-me desta
afieirao Lio profunda e 13o respeitosa, se la irmaa
houvesse cessado de ser digna de li, oh I jamis
ella Icria querido cscrever-te !
Ouve-me, minda irmaa, lu, rujo espirito est
sereno e cujo coracao esl tranquillo, s meu juiz.
Ha pouco en era la consellicira. s agora a minda.
Quer me rondeinnes, quer me absolvas, aceito desde
ja la sentenra. No; estado em que me acho, mal
posso reunir minhas ideas. Neccssilo que alguem
pense, raciocine e decida por mim. Sabes que s
vezes ten lio medo de eudoudecer? Porm la ra-
zo vira em soccorro da minha, nao he assim,
Mara '.'
me acho, has de dizer-me que nao Ba mal cm suh-
Irahir-mc a um supiicio de lodos os dias, de lodas
as horas, que s terminara com a minha existencia,
que nao liz nial em evlar um perjurio, em recu-
sar o nome de um homem que detesto e desprezo,
em recusar assim malar um lioinrm... Oh se tu o
conhecesses como en, Mara, o estimaras e o ama-
ras romo eu.
Pobre Aj.^r'! Seo livcnrj visto na ultima
noile que decidi de minha sorle. lu me compre-
henderias c desculparins lalvez. Ouando i bocea da
noite clieguei entrada da floresta para dzer-lde
um nllimo adeos, elle j eslava la desde muilo lem-
po, como diase-me depois. Os raios da la que ca-
dam-llie plenanienle sobre a trunle dejavam-me
ver de longe seu rosto paludo como a morte. Apenas
avistou-me. quiz correr ao meu encontr; mas vi
que as pernas rallavam-lhe. Mr. Mobrav, disse-
lhc eu, n.lo pude resistir ao seu pedido. Antes de
urna separacau que ha de ser eterna, julguei 'que
podia receber suas despedidas. Obro talvez mal aos
olhos do mundo ; mas espero qae Deot, o qual v
meu coracao, me absolver.
ii Fallando-lhe assim eu trema ; pacte, senta
que a mao delle, que apertava convulsivamente a
o governo nao leuda imposto a si em favor do re-
gimen militar: no lempo de Frederico II o exercito
prussiano era o melhor disciplinado de loda a Euro-
pa, linha comludo ani defeito de que se apercebeu
quando se achou em presenca das massas disciplina-
das e enlhusiasmadas do exercito fcanee/., era hbil
e instruido, nao era nacional; assim como a maiur
parte do exercilos daf Europa antes de 89, era
formada de soldados estipendiados aos quaes faltava
o movel do patriotismo. Collocado na necessdade
de fazer um appello aos sentimenlos patritico da
nac.lo, o governo prussiano concebeu a organsac3o
anual, que consiste na obrgarao real doservco por
todos os cidadaos, e que depois de haver collocado a
todo debaixo das bandeiras, conserva a lodos por
difiranles combinaces a dispnsicao do paiz. O
exercito prussiano be dividido em Ires partes: o
ejercito permanente que he o ncleo do lodo, a mi-
licia nacional, a Landwher, emfim a landslurm ou
leva em massa.
Eis-aqui como se recruta o exercito permanente:
Qualquer Prussiano na dade de 20 annos, excep-
S3o dos condes e dos prncipes medialisados, assim
como os ecclesiasticos, esl obrigado ao servido nacio-
nal, a duraclo do servico he de 2 anuos para a n-
fanlara, de 3 annos para as outras armas em aclivi-
dade, e de 3 ou 2 annos para a reserva, ao todo 5 an-
nos. A Landwher be dividida em duas partes, a
primeira comprehende lodos os homens de 21 a 32
annos que nao fazem parte do exercito permanente,
reune-se duas vezes por anno para lomar parle nos
cxcrcicios militares, e cm caso de necessdade pode
servir fura como dentro do paiz. A segunda parle
da Landwher se compe de todos os domen de 32 a
40 annos que nao fazem parle do exercito activo,
era caso de guerra de encarregada da defeza das
pracas forles e talvez edamada a servir como corpo
auxiliar do ejercito activo. A Landslurm se com-
pon de lodos os individuos de 51 annos que nao
estao cncorporados nem ao exercito permanente nem
s duas IracrOes da Landwder.
O total da Landwder reunido ao exercito activo
pode formar um efiectivo de 5009000 domen; pro-
porcionalmente popularao, esla somma lie enor-
me, e mais consideravei do que em qualquer outro
paiz, pois que a popularan da narao inleira he cal-
culada em 1o,331,187 habitantes, mas he este pre-
cisamente um dos lados fraco do exercito prussia-
no, porque por traz destes 500,000 homens cuja me-
lado rnenle pode ser considerada como aguerrida,
s resta a forja verdaderamente pouco importante
da landslurm. Entretanto, como quer que seja, a
Prussja lem direilo de ufaner-se do seu exercito
qne he um dos mais sabiamente constituidos do
mundo. Sob a relacao financeira, a Prussia he
urna das potencias menos gravada relativamente a
popularlo; sob a reljacao da marinha lem apenas
urna flolilhascio importancia, que estaciona no por-
to de Strasund, mas a marinlia merranlil he consi-
deravei por causa do desenvolvimenlo e do vivo im-
pulso dado ao commercio c industria nacional pe-
la combinado engenhosa e scientiea de Zollverein
ou uniao das alfandegas prussianas.
Suecia.Tambem ato be destituido de inleresse
laucar urna visla de olhos sobre os recursos milita-
res la Suecia e da Noruega, que pode ser chama-
da de um momento para oulro em presenca das
eventualidades da-guerra, a lomar urna parte activa
na lula actual. Os dous reinos enllocados debaivo
da autoridade de nm s monarcha, formam um s es-
tado, ma cada um tem a sua legislarlo dislincta, os
seas direitos particulares e a sua representarlo espe-
cial. O governo he ama monarcliia constitucional
hereditaria de varo a varo por ordem de progeni-
tura, o poder real he limitado por urna Dieta com-
posta de quatro ordeus: a aobre, o clero, o burgue-
zes e os camponezes. A primeira ordem se divide
em grande e pequea nobreza; na primeira cate-
gora estn o condes e os bares, na segunda os ca-
valleiros. O reino de Noruega he governado pelo
rei e por um consclho composlo de 7 roembros e de
um ministro de estado. Ncstes dous paize a orga-
nisacao militar he 1.1o dislincta como a administra-
cao pollica. A Suecia c a Noruega tem na rcalida-
de dous exercilos distinctos, o da Suecia tem pou-
ca analoga com a organisa^o do oulros exer-
cilos europeus; comludo approxima-se mais do sys-
lema prussiano, do que de oulro qualquer, comple-
se de tres elementos, 1 o Indella ou regimenlos
provinciaes cujos soldados sao suslentados pelos seus
proprielarios (como eram o regimenlos francezes
anlesda revolurao de 1789) e cujo ofiiciaes e ofii-
ciaes inferiores em lugar de sold possuem dominios
da cora, he de26 a 30,000 homens segundo o estado
de paz ou de guerra, c se compoe de infamara e
cavallaria. 2- a Vaerfrad composta de tropas cons-
tantemente pagase em servico activo, eqne se eleva
a um algarismo mui importante. 3' a Bevering for-
mada de Iropas de conscripto. Quasi lodos os re-
tull Ti n (em seis) companhias, sendo um de oteadores.
minha trema anda mais. a Oh repela elle a ca-
da instante, voss he urna mulher generosa a Sua
bocea aperlada n,io podia aedar outras palavra, el-
le estava sufTocado de dr. Seus odos eslavam afo-
gadosem lagrimas e isso me aflligia.
o Voss leve piedadedo pobre desgracado, disse-
me elle emfim, seja bemdila por isso, o co a re-
compeuse Hc de fledir-lhe torcas para desejar
que voss seja feliz com esse homem... Sim, pedi-
rei a felicidade sua c delle; porm, logo, na hora
suprema em que eu eslvcrcerlo de n3o ser teslc-
niunlia dola, n E como eu rogava-lheem nome da
aficic3o que dizia ter-me, que afugenlasse aquellas
deas snistras, seu semblante tomou urna expressao
de ironia amarga, que assustou-me. Nao reccie na-
da, senliora, meu sanguonao sallar sobre seu vesti-
do de noiva, rcspelare suas alegras nupciaes.e nao
misliirarci com ellas a tragedia de um suicidio ; isso
seria corromper um bello dia que sem duvida a se-
nliora espera com impaciencia. Cada um deve guar-
dar sua dr pira si, e nao lorua-la importuna s fe-
licidades dos oulros.
a A palavra felicidade moveu-mc o coracao, e eu
disse-lhe : a Minhas felicidades, Arthur Se eu e-
livcsse contente deslc casamento, se esperasse esse
dia com impaciencia, estara eu aqu nesle momen-
to? Nao o julgava 13o injusto, n
< Elle apoiou a m.1o sobre a fronte e pareceu re-
fiectr. a Injusto repeta, injusto .' sim, sem da-
vida, sou injusto. Voss vem aqui para consolar-
me, e eu a ultrajo. Voss he a mellior das mulhe-
res, e eu sou o mais ingrato dos homens. Eu deveria
agradecer-lhe de joclhos sua piedade, e s acho pa-
lavras amargas para dizer-lhe. Mas que quer? Mi-
nha cabera perlurba-se, nao sou mais seohor de mi-
nhas palavras nem de meus pensamenlo. Seja ge-
nerosa al ao fin, Anna ; perde-me estas aecusajes
de urna dor demento.
Arlliiir.'penln-lhe ; ma exijo que me d sua
palavra de nao tentar contra sua vida.
Pois bem, Anna, dou-lh'a tanto mais volunta-
riamenle, porque nunca pensei no suicidio. Tenho
ciumes de minda dr, sou a\renlo della, be boje
meu nico bem, e nao irei com urna morle de ap-
paralo vulgarisaro searedo de meu desespero. Alm
disso nao quero que meu sangue manche sua repu-
tacao. Anua, nem que as ms linguas possam aecu-
a-la de minha morle. Porm, graras a Dos, exis-
lem anda algumas causas perdidas," cm cujo servico
agento pode morrersem dar alimento malignida-
de publica, c sem cipor ns nettOM amadas aos com-
iiienla: ios da calumnia. I m dia, Anna, assenlada
na grande sala do caslelln, lalvez no lugar em que i
vi lanas vezes, voss ouvira algum indiscreto an-
nunriar. lancando os olhos sobre urna gazeta, que
Arthur Mobr'ay inorreu pela causa da liberdade em
Alhenas ou eni Argos. Entao, Anna, voss dar urna
lagrima sua memoria ; porque saber que se elle
morreo, n3o foi pela liberdade a
o Ouvinilo-o fallar assim, minhas lagrimas cor-
riam e toda a minha torca abandonava-rae. Mara,
eu achava-me egosta, injusta, cruel, sem grandeza.
Recordava-me involuntariamente dos livros qae mi-
nha noli nos leu tantas vezes durante os tongos se-
rte do invern, e nos quaes se veera moras que em
mas us terceiros balalhOes nao tem em lempo de
paz senao quadros, ao quaes em caso de guerra se
addicionam soldados lirados da Bevering. Aguar-
da a cavado e o regiment de Hussards do principe
real lem cada um quatro esquadrSe, os ou tros regi-
ment de cavallaria lem de 6 a 8, o qae faz o seu
efiectivo mui consideravei.
Existe alm disso em Stockliolm urna milicia ou
especie de guarda nacional, de que fazem parle todos
os hurguetes validos da capital. O exercito da No-
ruega posto que obedeca mesma direccao, difiere
essencialmente do exercito sueco, compe-se de sol-
dados arrolados ede soldados provinciaes; em lem-
po de paz he de 15 a 16,000 homens, em lempo de
guerra pode juntar ao seu efiectivo mais 10,000 com-
balentes e elevar o exercito a 25,000. Alm desta
torcas existe urna reserva composta dos homeus que
j tem de ja" annos de servico e qae sao obriga-
do em lempo de guerra a servir anda de 3 a 5 an-
nos. O algarismo desta reserva he calculado em
20,000. O reino da Suecia e da Noruega, potencia
militar de segunda ordem, poderao ministrar um
delle e vigoroso contingente de quaii 200.000 com-
balenles promplos a entrar em linha, e que fazem um
precioso adiado.
Montenegro.Ha lempos entretivemos os nosso
leitores com Schamyl, um hroe que tem rochacado
desde 'muilo o tormidavel poder do czar, boje vamos
dar-lhes nolicia de oulro hroe desta guerra du '
Oriente, onde se encontram tao numerosas e lio
grandes individualidades : trata'-se de um inimigo
jurado da Porla Ottomana, trala-se de Montenegro,
trata-se do seuVIadika, o principe de Dando.
Esla regiao quasi desconhecid h"um lugar de
asilo para todos os proscriptos da raca slava, situada
nos confus da Albania, da Herzegovne e da Bosnia,
lem a margem direna do Moraka e do lago Skular
e oceupado por 130,000 habitantes. A soa historia
n3o he mais du que urna longa luta contra os Tur-
cos, e a defeza obstinada da sua independencia desde
o secuto XIV at os nossos dias. Os Monlenegrinot,
adiados de \ cueza eda Austria,, no meio destas
guerras heroicas mesriadas de grandes triumphos e
de reveses sgrenlos, ficaram iguorados al o dia em
que a Russia comprehendeu o partido que podia
tirar desles soldados ardeotes e fanticos nos seus
combales contra a Porla. Pedro Grande enviou ao
Montenegro um emissario que, para adi fundar a
influencia russa, invocou a recordado de urna an-
liga fraternidade d'armas, ainda invocada boje pelo
czar Nicolao primeiro, assim como urna comrooni-
dade de religao e de origem.
Depois de varios scalos de existencia appareeu
o verdadeiro fundador desla pequea naci, Pedro
1, hroe de amabildade e de paciencia, apostlo
corajoso que durante 50 annos de reinado austenlou
o seu paiz as crises di fficcis porque passou. Seu
sobriuho Pedro II foi saudado eom o titulo de Vla-
dika em 1830, e tres annos depois fui receber em S.
Petersburgo a consagrarn episcopal, defenden seu
paiz contra as novas emprezas dos Turcos, e resa-
mindo em sua pessoa o poder civil e o poder religi-
oso, exerceu urna dictadura pacifica al 1838, poca
era que, a guerra pela possesso de Catlaro, porto
de ni-r. e pela paz permanente dos Montsnegrnos,
fez do legislador um guerreiro. Nmeros combales
liveram lugar com os Austraco sem que produzis-
sem grande resudado. Para encartar razoes, o ar-
bitramento rja Russia foi invocado, a paz foi assigna-
da em virtude da mediaran desla potencia, roas
os Moutenogrinos tinham errado o alvo pelo qual
haviam empunhado as armas, nao possuiam estacao
marilima.
Pedro II, homem disncto por sua inlelligencia a
e por sua educarlo, poltico, hbil, administrador
resoluto, por meio de seus estorcos perseverantes
operou grandes melhoramenlos nos costme mili-
tares e civis dos Monlenegrinos, e aproximou singu-
larmente esle paiz dos oulros paizes da Europa sob
o aspecto da cii ilisacao. Depois delle o governo se
compoe de um senado, cojos membros sao eleilos
pelo povo, mas qae spodem funecionnr quando as
eleices lem sido confirmadas pelo Vladika, os se-
nadores lem lia di la cao c sustento cusa do estado,
percebem alem disso nm subsidio annual de 200
francos por cadeca. Em 1851 morreu Pedro II, e
foi substituido por Dando Pelrovitz.
O novo Vladika na sua ascenso perguntou em que
medidas devia continuar a obra de reforma do seu
predecessor. Nao se deve perder de vista que Mon-
tenegro he um paiz de proscriptos que tira ama parle
da soa torca desla velha franqueos de dar asilo a
lodos aquellos que odrera e sao perseguido pelos
goverpos'limilropdes. Esle pequeo povo animado
pela f religiosa, sempre de p, muitas vezes vence-
dor, algumas vencido, mas nunca esmag-do. ouerece
nm espetacuto heroico e verdadeir;.....:iite digno da
historia. Se se supprimir as molas de liberdade e
de religio que fazem mover o carcter nacional,
tira-se aos Monlenegrinos a phisonomia particular;
se porventurase Ihe nao imprimir urna parle do
vez de curvarem debaixo de leis injustas, defendem
corajosamente seu destiuo, e conservam au homem
de sua esculla nina pura e santa afeioao que resiste
s provas da desgrana, e he depois cornada pelo casa-
mento. A generosidade com que Arldur evitava di-
ligir-me urna s palavra para induzir-me a segui-lo
desperiava minha generosidade. A idea de causar-
llie a morle rasgava-me o coracao. Ea senlia que
amava-o mais do que teria ousado confessar a mim
mesma, e se recordava a lembranra do casamento
fatal que devia ler lugar no dia seguinle. todo o
meu sangue gelava-se as veias. Nao se podia diffe-
rir, cumpria tomar uro partido. Sadindo de casa
a ultima cousa qae vi foi o meu vestuario de noiva.
Se voltasse seria no da seguiule a mullier du conde
do|Glandevez. O' minha mail se ao menos Vnir. me
liouv esse concedido um auno, seis mezes, se me hon-
vesse permitidlo renunciar a loda a idea de rafameu-
lo, como Ihe pedi de joelhos, eu nao teria hesitado.
Porm nao bastava perder Arthur, devia casar com
o emule de (ilandevez, e sem demora. Amanh3a|!
Esla palavra soava-me aos ouvido cmo orna sen-
lenca de morle. O' minha mai roinha mai I se
Vino, linha a inlenco de dispor assim de sua filda
para que infundio- Ide o goslo de ludo o que de gran-
de e elevado 1 Se Ido reservava esse triste eliumi-
Ihante fuluro. para que desde a infancia apresenlou-
Ihe um to dulciente 1
Arthur que va o combate que se dava em meu
coracao permaneca immovel e silencioso; mas havia
lana ancia em seus olhos, que filos nos meus, pare-
can) procurar prnetrar-me a alma, lanos rogos em
seus labios l reim los. lana eloquencia nos suspiros
profundos que elles deisavam escapar,que nenhomas
palavras teriam podido exprimir ludo o que elle di-
zia-me em sua linguagem muda.
a Taraecu-me que Dos apprtvava o movimento
que elevava-se em minha alma, e disse: Arthur.
disponda de minha sorle, diga-me que seri digno
do amor e da confianza que Ide tenho, e irei pro-
curar longe claqui um asylo, onde aguardarei o
dia em que minda mai consentir cm seus votos.
a Entao Arldur ajoelhou dianle de mim, e incli-
nando profundamente a fronte, respondeo-me com
voz grave c solemne: Juro pela memoria de m-
nha mi respcila-la como a irmaa que o co deu-
ii me, iimu-me depois. llei de conduzi-la a Pa-
t i is, onde a confiare! a urna mulher idosa que lem
n a bondade de enneeder-me alguma amisade. Nao
a verci, se vow nao m'o permillir. Voss ser
a minda irmaa al que sua mai consinta que teja
minha mullier.
Eis acabada minha historia, querida Mara. Mr.
Mobray tem curoprido em lado sua palavra. Ago-
ra julga-me, julga-nos, e dize-me se sou culpada.
Rene tua voz minha, prezada irmaa. Cont com
la amisade, a qual deve ser muilo viva se he igual
a que le comagro. Prece-me que eu seria duas ve-
za mai feliz se le devesse a felicidade.
a P. S. Dirige-me a resposla pelo correio para Pi-
car l al ser procurada. Emquanto nao souberque
minha mai consom em desfazer esse horrivel casa-
mento, nao posso declarar-te minha residencia.
f.'onimiar-se-Aa.
I



DIARIO DE PERNAMBUCO, SUBIDO 26 D I60ST0 DE 1854.
cspirilo moderno; epjrveulurase Ihes deixar a aua i lola, fllia do re Leopoldo, deve ir a Allemaoha e
barbaria primitiva, serao eipostosa lula coui a Aus- terminar pela Franca.
-*-
Iria, licarao corapromeltidosemluia formidavcl para
si. O principe D.inilo possue toi as as quadades
necesariiis com a exclusao de urna poltica de eqni-.
librio entre estes dous cachopos : .inda moco, ten-
do recubido urna edueacao escolenle, cdadic cendo.
por as ler visitado, as corles de Vimiia e de S. l'c-
lersborgo, persuasivo, uluqucnlc, imando o sea paii
ierre sobre seos compatriotas um influencia i.ual
do en predecesor.
A guerra he a occupcco TavoritadoMonlenegrino,
a guerra contra os Turcos especialmente he a sua
guerra santa ; sent urna ncces>idade irresislivel de
satisfacer o scu odio, c dahi expec.ices ou Tclietas
rauilas vczei renovadas no territorio inimigo, e para
as quaeio VladiLahe impotente. Foi nma deslas
Tchclas que conduzio ein 1852 Oncr Pacha i frente
de um exexcito turco. A Russia queria occasionar
as hostilidades para suscitar difficuldades Porta no
momentocm que pela embaizada do principe Mcns-
chikolT, ella ia agitar a quesUlo do protectorado ; a
Austria loiuou parle na lula, porque e-la potencia
nao pode ver com bous olhos ludo quanlo pode dar
vida e movimenlo i nacioualidade Slava ; a mais
pequena faisca lanzada sobre as provincias Semas
pode alear um incendio, a Auslria se inlromclle
para apagar o fogo, a Porta afasia <> seu exercilo, e os
Montenegrinos se reliram para o :eu territorio.
A Kussia abe cabalmente que partido pode tirar
dos elementos de complicado que abi exislem, Taz
ludo para perpetuar a sua influencia, o seu presti-
gio e n sua Tascinaco, (em tirado dislo to bom re-
sultado, que sta amiga do principe Danilo, na oc-
casiao da abertura do senado se .-xprimio da roa-
neira seguinte: charos irmos c chatos fllios!
lenho mostrado a Dos o meu corado torturado pela
miseria do meu povo, e perguntei-llut se deviaroos
sollrcr por mais lempo os sol rimlos que os infieis
inflingen) a nos e aos nossos irmo,.O Seuhor res-
pondeu-me : Mostra igualmenle c ten coradlo tor-
turado quelles que Mi encarregados de velar sobre
a sorte dos Montenegrinos, queeusempre live como
os primeiros diante de mim. He por isso, charos ir-
milos, charos filhos que vos escrevi, dizendo-vos :
mandai preparar os vossos asnos, us vossas muas, e
vinde promptamenle enconlrar-vos comigo na casa
do senado. Agora eiaminemos junios o que con-
ven) fazer.
diodo aquello que disser o couliario mente : asan-
la religa o sol re e nos brada porque ella he a preza
dos inflis ; nos u3o Toramos homens, se a deias-
sernos soUrer por mais lempo. Elista aqu um amigo
do 110**0 irmao, que nao disse : Vladika, meu sobe-
rano, o senhor da Kussia santa, o czar orthodoio
ordenou-me que viesse ler comtigo e te dissesse que
os Montenegrinos incontinente tomem as espingar-
das o seponliam em campo. Eu l es fornecerei pl-
vora e baila, terao rublos para comprarem carne
secca para o sustento das suas mulheres e filhos que
licaram em can. '
He chegado o momento para dar caca aos infieis
e fazer presente aos #corvos do, filho do prophela.
Portanlo, he Torca que os raeus valenlesMoleuegri-
nos se agitem, e em quanlo os meus valorosos' exer-
citos atacarem Constantinopla, enmpre que a Mon-
lanha Negra lance os seus filhos sobre a fronleira
tbrea o venliam entregados de des|iojos e de raberas.
Eis o que o amigo do czar me disse da sua parle c
eu venlio pergunlar-vos o que queris fazer. A
esle discurso respondeu-se-lhe q.ie os Monlenegri-
nos deviam e-rular a palavra do teu amigo c do seu
irmao, o czar da Russia, que deviam atacar o isla-
mismo, acabar com os Turcos detestados, que a or
Ihodoxia da Montanha Negra deNa ser ligada i or-
thodoxia da Russia, que Ao fim c'a gacrra a sua re-
compensa era a possessao das bordas do mar e de
Callare
Alm da communidade de relisio, causa semprc
tan poderosa de sympathia entre os dous estados, a
Russia nao lem desprezado meio algum de prender
a sua Montenegro c os seus habitantes; a maior parle
dos chefes imporlanlcs recebem pensos da Russia,
a de Pedro II se eleva a mais t'e 80,000 francos,
e foi continuada com o seu successor Danilo. O Vla-
dika Pedro i, fundador da dynasUl aclual inse-
rio no seu testamento urna clausula, na qual elle re-
commeuda em primeiro lugar ais seus successores
que vivam semprc em paz e em boa inlelligencia
com a Russia, que enva todos os anuos para ser of-
ferecido graliiitamenle aos Montenegrinos numcro-
rosos uavios carregados de trigo de Odessa. Tudo he
rus-o em Montenegro, e tudo conspira para assegu-
rar a preponderancia do czar ueste paiz queosou-
Iros c-!ados da Europa lera de nasiadamcule des-
prezado, e cuja sorte se deve fixar no-grande con-
selho europeu.
Poltica commercial. L'm fado se prodaz que
he capaz de acarretar grandes vantagens nao s
industria e ao Irabalho dos Esladrs Unidos, mas an-
da as uares que enlrclem com elles grandes rela-
c,es de commercio e de Iroca.
A uscenrau do partido democrtico ao governo
vui excrcer urna influencia carderislica sobre a
importante i|uesio do rcgulamenlo sobre o rgi-
men das alfandegas da L'niao. IJm projeclo de re-
visan da^arifa apresentado em neme do governo fe-
deral por Mr. Gulhrie, secretario do lliesouso, no
comec/i da sessao actual do congresso, posto que
anda conlcnha elementos imponadles de prolecco
a industria americana, tem por abjeclo simplificar
a tarifa de importarn, dando ao mesmo lempo um
passo considcravel para a libeidade commercial.
Esle projeclo eslabelece (res calliegorias de mercado'
ras, e applica-lhes ou o direlo quasi prohibitivo
de tOO por 100, ou a admissao friura, ou a laxa de
25 por tOO ad valorem que ouera quasi lodos os ar-
tigos nflo enumesjdos na lisia das duas primeiras
calhegorias.
Os objeclos enerados do di rei I) extraordinario de
100 por 100 sio os espirituosos. Eis-ahi una con-
resso feita as sociedades de Terrpcranra que erram
o seu alvo, aproveilando-se eiclusivamenle da pro-
dcelo de Wsky e do outras dislillaces indignas.
Os objeclos admiltdos francamente formam urna lis-
ta mui numerosa, comprcheudeiido principalmente
as materias primas, os productos agrcolas e os ob-
jeclos d'arle. A lisia dos dous objeclos nao com-
nrehendidos as duas calhegora: que precedem e o-
nerados com o direito de 25 por 100 abraca partir u-
larmente'os productos manufaiturados em massa.
Esta diviso, exceprau de algumas das suas dispo-
sices e especialmente a relativa s sedas, sobre que
lanc o direito de20 a25 por cenlo, he capaz de l'a-
cililar as relac,es commerciaes da 1- ranea e da Eu-
ropa com a l'niao. (ira a maior parle dos obstcu-
lo* resultantes da tarifa de ISli que onera com um
direito de 40 por 100 a mor paite dos objeclos cor-
reutes das industrias especiaes da Franca, bem co-
mo joias, perfumara, roupa etc.
Esle projeclo deo lugar a um rotatorio elaborado
por urna commisso da cmara dos representantes
que lamben) apresenlou urna cciilra-proposiro. A
commisso divide a tarifa em tres calliegorias. 1 re-
produz como o projeclo do govsroo o direito de 100
por 100 para os objeclos espirituosos; 2", eslabe-
lece o direlo de 20 por 100 sobre os objeclos ma-
nufacturados eiu geral. 3o, as 3a, 4 e calliego-
rias que com prebenden) a ma.or parle dos arligos
admitlidos francamente por M. Gulhcric, pagarlo
15, 10 e 5",; sao os arligos que pagam hoje 5 de
mais. i, a calhegora se conipOe dos arligos ja c-
mancipailos pela tarifa de ls t ea estes se ajunla
certo numero de artigas. Os objeclos sao enume-
rados quer n'umaquer n'oulra c'cslas calliegorias pa-
garao um direito de 15 V d' direlo difTerencial
de 100 por 100 ser imposto em moeda sobre as mcr-
* cadorias importadas por navios nao americanos, sal-
vo os casos em que Tratados especiaes estipulara em
favor de cerlos pavilhes estrangeiros a igualdadc
absoluta de tralamenlo com o pavilhao americano.
Em caso de adopcao pelo con resso, a nova tarifa
deveru ser applicada a partir do 1 de Janeiro de
1855. Esla contra proposito tem sido o abjeclo do
urna viva opposicSo. Exprobram-lhe o conservar o
inconveniente mais cousideravcl e mais reconhecido
da tarifa de lHit, a niolliplicidade das calliegorias e
cora ella a confuso, as fraudes, as conteslaces. le-
va longe o abaliineulo dos direilos sobre una
quautidude de arligos, que dev; ler como resulta lo
quasi infallivel e determinar u na imporla^ao exces-
siva, e cmfim laucar sobre urna multidilo de arligos
ile que a industria e a popo ac,3o americana tem
necessidade por mais baixo pre^o, e submetteu-sc
28
Modilicacoes as viagens dos navios transatlnti-
cos da liaba de l.iveipooladiaram para 31 dejulho a
partida da nova correspondencia de 19; esla crcms-
lanca da-nos a oecasiao de juntar um sopplemento
primitiva correspondencia, qued o caracler da
novidade, e cornmunique aos Icilores algumas no-
ticias mais rcenles sobre os graves aconlccimenlos
que boje se passam.
lleipanha.Esle paiz que pareca dever ser promp-
tamenle restituido a (ranquillidade, esla mergulha-
do mais do que nunca as dolorosas incertezas de
urna \ enla,lciia revoluto ; de sorle que mesme ci-
ma da quesiao do Oriente, elle concentra loda a al-
inelo geral, lodo o interesse da situaran. O Iri-
umplio da insiirreiiao !:e um facto consumado, (odas
ascidadesimportante, se pronunciaram successiva-
menle em favor do movimenlo, e al Madrid sof-
freu o dominio dos rebeldes.
Como sempre acontece uestes casos extremos, a
rainba se decidi a confiar a administrarlo a homens
pjoco feilos para dominar a situacao, c salisfazer as
esperanzas, e sucessivamcnle subsliluidos.
Assevcra-se que as ordeus dos insurgidos se coni-
pocm de tres calhegorias que represenlem tres
faerfles polil'cas. Encontram-se realistas que exi-
gem -omento a dimissao do ministerio e se pro-
nuncian! em pequeo numero pela Constituido
de 1837 ; progresistas que lomaran) as armas com o
fim manifest de modificar a consliluieso de 1837,
deilar a baixo a soberana, e confiar a corda ti outras
mam, para impor-Ihes inslitui^des muito mais libe-
raes, ou estabelecendo um rgimen exercido em no-
roe da princeza das Asturias, na idade de 3 annos e
proclamada rauha, ou entregando as duas coras de
Portugal e da Uespanha i casa de Braganca, com-
binaeao favorecida pela Inglaterra com intuito com-
mercial, ou emlim declarando rei o duque de Mout-
pensier, marido da Infanta l.uiza, combinacu com-
batida abcrtamenle por Napnleao III, na intencao de
prohibir toda a existencia poltica a um principe da
casa de Orleans ; afinal enconlram-se republicanos,
que exigem a aholicao completa e immediafa da rea-
leza, qual desejariam substituir o governo demo-
crtico.
Nao ha al aqu seno conjecluras, sobre as quaes
he impossivel basear urna previsao que garanta al-
gumas'condicoes de probabildade.
Mas voltemos aos aconlecmclos : As provucias
bascase a Catalunha foram as primeiras que se pro-
nunciaram, e depois Valladolid, Sara soca. Grana-
da, Burgos, Victoria, S. Sebastian seguirn) o exem-
plo, sublevando-se, urnas aos grilos de Constluir,ao
c moralidade, as oulras aos grilos de viva a rainlia,
viva a conslituc;.ao, morle aos ministros, mostrndo-
se urnas socialistas, oulras simplc-inonle republica-
nas, oulras trafim inieiramenle obedecendo a una
suble\ar.o puramente militar.
Em Madrid se baria sabido a 17 pela manhia o
progresso deslc movimenlo insurreccional, o desa-
socegoe a inquiclacao se derramaram enlSOre o
governo julgou dever receber a demissn dos minis-
tros e dar ao geueral Cordova a missao de formar
um novo gabinete ; organisou-se um molim, mas
sem plano esem direcro apparcule al 10 horas,
momenlo em que houve reun lo nos pacos da nnini-
cipalidade, e conslituijo de urna junta de governo
para a provincia, sob a presidencia do general E-
varislo S. Miguel, velho respeilavel, perlcncenle ao
partido progressisla, e igualmente pur todos os par-
lados. Esle ultimo, lendo recuado dianle da misso
que llie fura confiada, ajunla depois de umitas he-
sil.icoes tomou o partido de enviar cummissoes i\
rainha D. Isabel II querecebeu ascommisses, mas
nao Ihes fez concessao alguma : o general Cordova
que havia aceitado a pasta da guerra, mas qua anda
nao I i n lia encontrado collcgas, se encarregou de fa-
zer roiihcCer aos enviados da junla esla vonlade da
reinita. Todava a primeira eQervescencia eslava
acalmad, pouco a pouco a massa do povo se havia
retirado, e s reslava um pequeo numero de gru-
pos, que se liaviam reunido na praca Maior, e que
se mostrnvain resolvdos a sustentar-se afim de po-
der recomecar no dia seguinle com nova energa,
animada de mais a mais pela noticia de qu a Ca-
talunha se tinha levantado exemplo de Barcelona;
elles descancavara depois de haverein de noilc inva-
dido, saqueado e incendiado os palacios dos minis-
tros S. l.uiz Domeucr.li, e Callantes, do conde de
Quito, governador civil de Madrid, do conde de
Visla-IIermosa, lenle general de nova crcaea.que
se havia asslgnalado no combate de Vicalvao, com
o general O'Donncll, e du bauqueiro Salamanca : o
general Cordova, julgando que era necessario ds-
persa-los, dirigi prac,a Maior as tropas de que po-
da dspor com a ordem de fazer fogo, que foi exe-
cutada.
A's 3 horas da manilla os insurgentes eslavam
dispersos, e 3 horas depois o general Cordova depu-
nba as maos da rainha os poderes que ella Ihe ha-
via confiado. Urna hora depois de meio da foi pu-
blicada a composicao de um ministerio de transirn,
qne conlava tres membrus do partido moderado : o
duque de Rivas, presidente do conselho, c miuislro
da marinha, Mayans dos negocios estrangeiros, Rio
Rosas do interior ;3 membros do partido progres-
sisla : Larcena da justica, Cantero das linanras,
Roda do fomento. Este ministerio toomu por um
lisiante o lugar daqucllc do que deviam fazer parle
Islurilz, S. Miguel e o general Cordova.
Esla concossAo nao haslou, c rio-te logo que a re-
volnco inaugurada por O'Donnel nao devia limilar-
sea simples mudanca nos homens chamados a diri-
gir a Peninsiila. Dianle dcsla insorrelcSs deler-
minada a somenlc- ceder dcbaixo de boas coudirOes,
o d-ique de Rivas n.lo se julgou em eslado de domi-
nar a siluacAo, pelo que deinillio-se ; fui enUio que
a rainha nomeou o general S. Miguel ministro da
guerra, e Iriasle governador militar de Madrid. Es-
la medida foi urna provade fraqueza as circo ins-
tancias, e os aconlccimenlos marchara com urna ra-
pidez prodigiosa.
He sobre Espartero que lodas as vistas se vollam,
he chamado i corte: que rcsoluces tomar elle? Af-
fastado durante muito lempo da secna poltica, esle
chefe que prestou tamaitos servicos monarchia
constitucional, esle \ alale campillo o% pacto de 1837
ira volver vida activa e lomar a direccao deslc vas-
to movimenlo populare militar'? Pronuncian) lam-
ben) o noine de Karvaez, o antagonismo desles dous
homens torna pouco provavel a sua unino. e lodavia
pensam qoe seria o melltor meio de salvacao para a
cu im da rainha Isabel.Fallou-sc .le recontros en-
tre O'Donnell e o geueral Blaser junio de Granada.
Durante lodos os aronlecimentosiji irrlacao publi-
ca tinha sido principalmente dirigida contra a rainha
Mara Chrislina, que foi obrigada a fugir do scu pa-
lacio sitiado, sob um disfarce, ou para Italia ou pa-
ra Franca.
O Danubio.A espectaliva resume ao mesmo
lempo a disposirao dos espritus, e o complexo da si-
tuadlo. A attcnc.lo publica se volla simultneamen-
te para o llalli c Mar Negro.para as planicies Mol-
du-Yalaridas, para loda a parle onde pode effectuar-
sc um acto decisivo; asmis bellas esquadras do
mundo buscan) urna oecasiao de combale, exercilos
respeitaveis se acharo em presenta, e s pcrlcncc aos
aconlecimentos imprimir poltica, europea o seu
Impulso definitivo.
As lrops ailiadaa conlnuam as suas operar/ies na
Valachia com o ardor e a confiaura que rcriohram
os Iriumphos, e he por victorias que assignalam a sua
marcha ; as folhas allemas aununciam, sem dar par-
ticularidades, que os Kussos foram derrotados duas
vezr-sa7ca II dejulho, fugindodianle do excrcilo
de Omer Pacha, que marchava em duas columnas
para Ruchares!. Escrevem ilc Vienna. Machmed
Pacha tinha oblido um Iriumpho eslroudoso na Do-
brulcha, orcupado Czeruavada.c conslrangidoo cor-
po de inva-.lo a lomar a passar o Danubio. I'ni.i
noticia lelegraphica annunciou um itcsaslre conside-
ravel soffrid-) pelos Kussos junio a Balouu. Todas
as circumslancias enfraqucecm o exercito russn, que
se .ada subinelli lo nestascircumslancias continuas
mu laucas d.- planos du campanlia. indicio da indeci-
sa e dos suslos dos dieres: eis ah j.i a quarla vez
que asicoinbinares eslralcgicas dos generaesdo czar
sao radicalmente modificadas, ao priucipio liaban
oceupado a Valachia, conservand-i-se na defensiva,
depois diriuiram (odas as sus forras para Kalafal,
como se quizessem alravcssar o rio nesle ponto, e
rodear Ualkans pela Servia, depois invadirn) a Do-
hrut-cha. como se quizessem tomar Varna, ecncami-
iihar-se para Sliumla c .-viidrianoplc; logo depois
evacuaran! a Valachia, e ei-losqiieaoerupam nova-
menle. Como quer qneseja, eslas operaeues nao po-
llera sublrahir os Kussos aosrevezcs cdesaslres, con-
sequenclas iuevilaveis de sua injusta aggressao : os
Turros alcancaiam ronlra elles junio do Giurscvo
una batalba impjrlante que n Timen cotila do se-
guinle modo: a As -i da larde Omer Pacha apresen-
loii-sc no campo dos adiados junio de Varna, para
conferenciar com os generaos inslezes e francezes so-
bre os moMmeiilos que a retirada dos Russos poda
turnar uleis. Havia em ruda de Varna 35.000 Fran-
. cezes. 15,000 Inglezcs c 12,000 Turcos. O grosso do
cmara nm centra projeclo qu nao he senao alan- exercito turco j eslava em marcha, c Omer Pacha
fado M. Guterie. A votaran desta tarifa pora ler- linlia aproveilado o lempo que sasl
portantes tireram lugar de 2 a 5. A 7 e 8 Giurgevo
foi atacada e lomada sob ocommando de Omer Pa-
cha; os Turcos perdern) neslc feilo 17,000 homens
morios-ou feridos, os Kussos pela sua parte sollreram
perdas extremamente consideraveis, e se retiraran)
para Bucharrsl. A posse dcsla praca forte que se liga
a Koudstoiik pelas ilhas, he da1 mais alta importan-
cia estratgica. Tomaram-se medidas iramediatainenle
a melhoraras fortiflca^fies e torna-la lio iuconquisla-
v el como Kalafal e Silistria. A noticia da juncrao
dos Francezes com o exercilo de Omer Pacha pro-
duzio immensa sensarao, entre as populacoes vala-
cliias sao conhecidas as sympathias que exislem nes-
le paiz a favor da tranca, sobre tudo as classes
elevadas, cujas filhos v.io a Pars beber as ideas e os
coslumes francezes : os llospodares Stirbey e Ghika
foremrecebados i frenlc ra administra^ao. Senlin-
do vivamente qnegiausloj navegacao do Danubio
pelencer Turqua e aos seus amigos, a Turqua
constituir evidentemente urna lorca muito seria,
os chefes das forras all.id i apreslaram as chalu-
pas lurcas, e a flotilha russa que vaga no rio, enlre
Giurgcwoe Ismail se achara entre dous fogos, e nao
lera mais alternativa seno render-se ou meller-sc a
pique, acham-se eslenddos sobre a margeus do rio.
O Hallico.Depois do reconhecimentedas forlfi-
cares de Cronsian.lt. depois da volla da floliihaan-
glo-franceza a Barosund lemns sabido de poucas no-
ticias, lodaviaacredila-se geralmente quese projecla
umalaque contra Alaud no sol fu deBolhiuia;hatres
mezesque se esle ataque Icm sido meditado e'nilo posto
em execucao, porque lem fallado (ropas para cooperar
com as forcas marilimas. Na oecasiao da chegada
do corpo expedicionario anglo-fraucez, enviado i
eslas paragens, se effccluar a reduccao, e por conse-
quencia. occupaeao de Bomarsund que he amis
fortificada das ilhas de Aland. O grupo deslas ilhas
Techa o golTo de Bolhinia e domina o golfo de Fin-
landia ao mesmo lempo que conslilue um excellente
ccnlro de operares para qualquer empreza diri-
gida contra as coslasda Finlandiafoi lomada em 1808
a Suecia pela Russia que havia comprehendido a
sua importancia poltica e militar; presume-se que
(piando as forjas se acharen) em frente dcsla posi-
cao, os Suecos seapressarao a reunr-se s polencias
alliailas, annuncia-se que elles s esperara um golpe
decisivo para enviaren) uro corpo cousideravel de
tiopas para coadjuvar as da Franca e da Inglaterra.
O Mai Negro.As esquadras do Mar Negro an-
dam em busca da esquadra russa, que dzem ler
sahido de Sebastopol, c corre o boato de que aflnal
se vai tentar um ataque serio contra esta praca ma-
riliraa.
..diplomacia allemaa.Os esf.ir^os da diploma-
cia inauditos, tentados pela Russia para desviar os
governos germnicos da poltica occidental, se lem
malogrado completamente, e nenlium csjiirilo serio
linha admillido que ellesalcancassemuni bom eiilo
nesta tentativa desesperada. Ja nao he somenle a
Prussia e a Austria que preferem causa do czar
a causa da Europa edacvilisacao, toda a Allemanha
manifeslou a sua opinio sobre o debate solemne
qnchojese agila. As hesilacoes da conferencia de
Bamberg nao impedirn) que" os estados da confede-
rarse- adherissem sem reserva ao tratado de Rerlim,
definido pelas coramunicacocs ezplicilas da Auslria;
o movimenlo da opinio "tao profundo como irre-
sislivcl arraslou e associun era urna unauimidade
completa lodos os senlimenlose lodosos inlercsses
germnicos ; em Frankforl a31 de julho, aiela em
urna sesso extraordinaria acceden sob condir^ao e
quasi por unauimidade. ao tratado auslrn-prussiano
de 20 de abril. Se islo nao he um facto novo, se
nao lie urna mu lauca do-iluacao. lio ao roeuus al-
guma cousa ccrlo no meio dos rumores contradito-
ros e inesgolaveis que preoenpavam a opinio pu-
blica.
No Egyplouma mudanra de reinado totalmente
inesperada taz presagiar urna mudanca de systema
no sentido das ideas europeas : Abbas Pacha mor-
ro, i em Bennah em a noite de 13 pra 11 dejulho
de um ataque de aplopcxia. Entrando em um sa-
l.lo onde n liaviam deixado noile, os seus servido-
res o acharan) estendido sem vida, laucando sanguc
pela bocea,pelo nariz, e pelos ouvidos, a consternacilo
apoderou-scdclles.Contudo lomaran) o partdodepo-
lo n'um carro e condnzi-lo ao Cairo.sem dar conhe-
cer a sua morle, foi enterrado sem pompa 38 horas de-
pois do seu falleeimenio..\o Cairo Klnya Esse-Bey,
dede as primeiras noticias do aconlecimenlo, tran-
cou-sc na cidadella com a inionclo de resistir no in-
teresse do filho de Abbas Pacha, e este boato perlur-
bou por um instante n alegra publica, que mani-
fcslou-se assim que esle acontecimento foi conhec-
do de Sayd Pacha, mas dentro em pouco ludo ficou
Iranqiillo. Unta hora depois da recepcao da no-
ticia Sayd Pacha foi ao palacio de Ras-lel-Tyn, onde
recebeu as felictar,cs. O senlimenlo publico foi
mais forte que as conveniencias. Said Pacho he o
filho mais velho dos filhos de Mehemel-Ali ; o ulti-
mo vice, debaixo da influencia du dcsconfiancas si-
nstras linha afaslado dos seus cnnselhus a mor parle
dos hemens que liaviam bebido em Franea ennheci-
menlos e principios de civilisarlo e de progresso
Sayd Pacha he um homeni esclarecido e benvolo,
sua administrarlo deve imprimir ao Egvpto um vi-
goroso impulso na eslrada dos melhoramenlos, e
desl'arlc participar do erande movimenlo civilisador
que transformar em breva todo o Oriente em con-
tacto rom as potencias occidenlaes.
Os cnsules iuglez e francez sustentaran) na sua
asecneao o novo vicc-rci, cuja residencia lio tixada
em Alexandria.
Ducado de Prma.L'm mnvimculo insurreccio-
nal rebenlou era Parma, os hahilanles aliraram das
janellas edos lelhados, c as tropas austracas foram
obrigadas a inlervir para rcslabccer a tranquilli-
dade.
Foi a 22 dejulho que o corpo expedicionario do
Bltico parti do port de Calais.
Em Londres a 2i do julho o parlamento votou
um crcdilo de tres milhes cslcrlino* que lhe fo-
ram pedidos para a guerra. Lord John Russel na
mesma sessao pronunciou um discurso em que a
guerra seria dirigida com extrema energa.
Portugal.lira jornal misuclisla, O Portugus,
publicoucm scu numero de i de julho tima cor-
respondencia de Pars, em que se dizia que o impe-
rador Napoleao III havia respondido com inlencio
offensiva, na oecasiao do annuncio de el-rei D.
Pedro V : que nao poda rccebe-lo naquelle mo-
menlo, e nem mesmo anles do mez 4c sclembro. O
parlamento portuguez agilou-se, o ministro dos ne-
gocios eslrangeiros,ovincoude|de Athoguia foi inler-
pcllado no seio da cmara dos depulados, e deu o
desmentido mais positivo ao jornal de que se tra-
ta, e disse que o cmbaixador portuguez cm Pars
linha recebido do imperador a resposla mais lison-
geira sua commuuicacao.
Braril.O governo francez recebeu cm resposla
sua cu ni mu ni- a cao relativa ao commercio dos neu-
tros durante a guerra aclual, a r.olicia de que o go-
verno brasileo declaruu que iienhum corsario sob
pavilhn belligeranle poda ser armado, ou abaste-
cido, ou admillido com as suas presas nos portos
do Brasil, que os subditos brasileiros deveriam abs-
ler-se rigorosamente de tomar parle nos armamen-
to- de corsarios c em qualquer oulro acto opposlu
aos deveres de urna estricta neulraldade.
I-Viro para desejar que este coinpoctainenlo franco
e leal fosse adoptado por todos os estados do conti-
nente americano. G. M.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO
Dia 14 de Julho.
Lida c approvada a acta da antecedente, o primei-
ro secrclario da coila do seguinle expediente:
Um ofticio do miuislro do imperio, participando
que S. M. o Imperador se digna de receber no (ala-
bado, 15 do correle, pela urna hora da tarde, no
paco da celado, a deputarao que deve apresenlar-
hc as leis de lixacao das forras de mar e Ierra para
o anuo fuiancciro de 18351856. l-'ica o senado
nteirado.
Oulro do ministro da^guerra, remcltendo um dos
autograptios saneciouados da resolucao que aulorisa o
governo a mandar pagar ao bar.lo de II ipicuni-.Mi-
rim e ao conselhciro Antonio Manuel de Mello a
importancia das gratificaciles, que nao reccheram,
como directores da fabrica de ferro de San Joao de
\ paocnia. Fica o senado iuteirado, e mauda-se
comniuniear cmara dos senhores depulados.
Oulro do primeiro secretario da mesma cmara,
participando ha ver sido sincconada a resolucao que
aulorisa o govern > para conceder carta de nalurali-
aaejle de ridadao brasileiro ao Dr. Jos Francisco Si-
gaud. l-'ica o senado interadn.
Oulro do mesmo acorapaiihando as scguinles pro-
posii;es:
Art> i." Fica approvada a aposeuladoria conce-
dida por decreto de 2 > de outubro de 1853 ao desern-
bargador Joao Capislrauo-Rcbello, presidente da re-
lcelo do Marauhao, cora o ordenado annual de is.
3:0005.
Arl. 2. Rcvogam-sc as disposirOes em contrario.
" Paro da cunara dos depulados cm 13 dejulho
de 185!. lisconde de Baepently, presidente.
/' J'l I (i *! .' '' I ll0 ( I I I .' I I ,' .1 I .' .' ,-------* ~ ~ '
volaco Uesln tanta pora
nio a discusses inutes.
Portugal.O joven rei corttiaa a sua viagem ;
dexou a Inglaterra pera a lielgica. I'alla-se em
projectosdecasaanenlo entre tile e a princeza Car-
proveilado o lempo que gastava em chegar a
Roudslouk para visitar os gencraes alliadns. O ata-
que das ilhas fortificadas dianle de Giurgevo deve
tur comeeado anles que commandante em chefe se
rena ao seu exercilo, pnis que as operacOes pelas
quaes os Tarcos se apoderaran) deslas pusieres ira-
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Francisco Xacier Paes Barreta, segundo secretario.
n A assembla geral legislativa resulvc :
Arl. I. Fica approvada a aposeuladoria conce-
dida por decreto de 5 de jando de 1851 a Joao Can-
dido de Dos c Silva, desembargador da reanlo do
Marauhao. coin o ordenado animal de 1:000}.
Arl. 2. Rcvogam-seasdisposirocs em cnnlrarin.
Paro da cmara dos depulados, em 13 dejulho
de 1851. lisconde de Baependy, presidente.
Fancisco de Paula ('andido, primeiro secretario.
Francisco Xacier Paes Brrelo, segundosccrelario.
a .Vassemhla geral legislativa reavive :
Arl. I. Fira approvada a pensiloannual dc800
concedida por dceVelo de 3 de jiiiiho de 1851 a D.
Francisca Theudoliuda de Vasconcellos Goncalves,
viuva do leneiitc-gcneral Lzaro $*& Goncalve--, em
remuneraeao dos iudos e 'cu- soi. is por elle pres-
tados. *
Arl. 2. Revogam-se as disposiees cm contrario.
Paco da cmara dos depulados, em 13 de julho
de 1851. Vitcottd de Baependy, presidente.
braifitC'j de Paula Candido, primeiro secretario.
Francisco .\a>:ier Paes Brrelo, segundo secrclario.n
Vao a imprimir, n?o o estando.
L'm roqueruneiilo do primeiro lenle do primeiro
corpo de artilhaiia a cavallo Eduardo de S Pereira
de Castro, pealado passagem para o corpo de esla-
doiiiaiorde primeira classe. A' commisso de ma-
rinha e guerra.
Passaudo-se ordem do dia, sao approvadas sem
debate em lerceira discusso, para seren enviadas a
saiu-cao imperial as proposiciles da cmara dos senho-
res depulados, approvandu as pensOes concedidas a
D. Marn Anglica Ferrara Mena Brrelo, a D. Ri-
la Bernardina di Almeida, a D. Emilia Candida
Vianna Bastos, a D. J-'rancisca de Assis Menezes de
Macedo, c a Kodrigo Lopes da Cuoha Menezes.
Entra cm seguida discusso o artigo 1. do projec-
lo de resolucao di commisso de fazetida, antorisan-
do o governo a dispender a quanlia de 10:0009, co-
mo premio concedido a Manoel Rodrigues Borges,
pela vulgarisac-Jodos processos para o fabrico de cha
prelo de pona blanca.
Discutida a maleria he approvado o arligo 1.
Segue-se a discusso do artigo 2
Discutida a ualeria. approva- jeclo para passai lerceira discusso.
He approvado sem dbale cm segunda c ultima
discusso, o pare-er das commissOes de legislacio e
fazenda sobre a icpresentac^to dos officiaes da secre-
taria do goveruu da provincia da Bahia, pedindo a
interpretarlo do decreto de 7 de agosto de 1832.
Entra em prineira discusso a proposito da c-
mara dos senhores depulados, approvando" o privile-
gio concedido a Honorio Francisco Caldas, para es-
tabeleccr urna linha de mnibus enlre i capilal do
imperio c a villa de" Iguass.
A requerimen'o do Sr. Mendes dos Sanios, he re-
mcllida a commiisao de commercio c industria.
Segue-sc a primeira discusso da proposicalo da
mesma cmara, autorsaodo o governo a reformar a
aula do commercio 4a capital do imperio,
le remettida commisso de instrucc-ls publica,
a requerimenlo do Sr. D. Manoel.
Sao approvadas icm dbale cm lerceira discusso,
para screm enviadas sanecao imperial, as proposi-
ccs da referida cmara, approvando as pensCes con-
cedidas a vuva e filhas do coronel Francisco Jacin-
tho Pereira, e ao guarda nacional Antonio da Cruz;
e em primeira e seguida discusso, para passar a
lerceira, a propnsirao da mesma cmara, autorisan-
do o governo a conceder carta de naturalsarao de
cidadao brasileiro ao sibdilo francez Loureucb Ma-
rechai.
O presidente declara esgolada a ordem do dia, de-
signa a do seguinle e leanla a sessao.
-15
Lida e approvada a lela da antecedente, he ap-
provado sem dbale en 3." discusso para ir sanc-
cAo imperial o projeclo que approva a pensao conce-
dida a Valeria Mara di Conceicjlo.
I Entra em 3.a discusso o projeclo do senado so-
bre naturalsarao dos cslrangciros eslabelecdos as
diversas colonias do ireperio.
O Sr. Pimenta Sueno manda mesa um addila-
raenlo ao arligo 4. asignado por elle, e pelos mem-
bros da commisso respectiva, autorisando o gover-
no para poder conccrfcr naturalisac,ao aos estraugei-
ros mandados vir por unpaninos ou suciedades que
oflereram inleira ganulia.
He apoiado e enlratamhem em discusso.
O Sr. Fisconde deOlinda :Sr. presidente, acho
este projeclo muilo mporlante, entretanto passou
na 2." discusso sem lenhnmaobservadlo. Concordo
com as doutrinas do su arligo, apenas limito-me a
mandar urna emenda n.lo de grande importancia,
mas que me parece rrelhoror alguma cousa.
O art. 1. diz : a Os estrangeiros actualmente es-
tabelecidos uas diversa colonios do imperio, ainda
nao reconhecidos Bnsileros, serao havidos como
laes, assignaudo pcnnle a respectiva cmara, ou
juzo de paz, termo ic declararlo de ser essa sua
vontade, ede fixar sai domicilio no imperio, ele.
Esla doclaracao peralte o juizo do paz parece-me
que se poderia dspeisar ; conservando-seuncamen-
le a ileciaracao peralte a cmara respectiva. He es-
le um acto muilo aportante, he preciso que seja
revestido de muita sderondade. Declarar um ho-
mein que quer ser nisso irmao na consliluicao he al-
guma cousa transceidenle, e nao deve ser esta dc-
clararao feita peralte um juiz de paz, o que, por
mais publico que sej), parece sempre um acto par-
ticular, principalmente ah pelo interior.
Tambero nao sei a devia fazer alguma alteracao
no art. 2." Faz o olono declararlo peranle a c-
mara, e depois lem le ir capilal da provincia ob-
ter o titulo de natualisaco, prestando o juramen-
to, as mos dos presidentes, de fidelidade consli-
luicao e mais leis di imperio. Nao poderia este ju-
ramento ser dado parante mesma cmara munici-
pal'! Parece que hi um acto seguido, e eniao o co-
lono nao linha maii que fazer essa viagem capi-
lal, viagem que lal-ez seja pesada se esliver a gran-
de distancia. Creio thenlica da cmara com os competentes esclarec-
menlos, e cnlao lavnr-se o termo na capilal, e pas-
sar-sc o titulo. Kcplo, pareca quese poda dispen-
sar essejuraraenin icranle o presideute da provin-
cia, sendo bstanle que fosse prestado na cmara
municipal do lugar da residencia do colono, a qual
pela nossa legislarai lem sido reconhecida como a
autordade mais pnpria para esses actos, e at he de
origem popular, [or isso nao duvidarc mandar
mesa nma emenda teste sentido.
Agora, quanlo aoadditamenlo do nobre senador,
eu concordo com a sua doulrina : on nao se faca
excepeaonenhuma,eu entilo amplie-se esta disposi-
(lo.
Da-sc aos pas ojos tutores a faculdad de decla-
raren) pelos menofs a sua vontade de quereremser
cidndloe brasilcitls ; podia islo ser mais ampio.
Todo o eslrangcirdnue est eslabelecido no paiz com
animo de residir relie, e por um certo numero de
ahuus, seus tilhus. Vota noscidos Tora, lera direito a
tirar a sua caria djLnaturalisacao.
Na Europa ha'aguns paizes em que este princi-
pio est estabelccido; e nao s a respeito dos estran-
geiros, como a respeito de seus lilhos anda nasc-
dos Tora do paiz ; c ainda mais, em algumas parles
os mesmos lilhos, urna vez que tenham eslabeleci-
do sT-u domicilio ao paiz >ao considerados enfadaos,
ain la que aos pas faltasse cssedomicilio.Nao sei se
couviria hoje adoptadnos esta jurisprudencia ; um
paiz novo como he o nosso, convm ler baslanlc po-
pularan, convida-la por todos os modos. Offereco os-
le objeclo considerarlo do senado, sem que "toda-
va me atreva a propr scraelhaute emenda.
Fare outra ob-ervacao impoilanle. Quaudo tra-
tamos de dar o foro de cdado bransileiro a es-
trangeiros, convir deixar em abandono os filhos de
Brasileiros nasciring lora do paiz '.' Observo que os
filhos de enfadaos Brasileiros nascidos fra do paiz,
emqoanto menores, eslao sem patria ; nao sao consi-
derados brasileiros porque assim se lem entendido a
consliluicao, mas tambem nao sao enfadaos dos pai-
zes aonde nascem. A' excepcao da Inglaterra, nao
ha oulro paiz que os considere-cidadaos, eslao sem
patria, eslao abandonados completamente. Apenas
na lio I lauda ha urna legislacio mais ampia, que con-
sidera cidadios daquelle paiz os filhos dos estrangei-
ros que tem domicilio all ; lodas as mais lcgi-lacoes,
ao menos as principaes que tenholido, considerara
os filhos de estrangeiros como estrangeiros, ou os
pas leudara all domicilio ou nao.
Ora, sendo assim, ficando abandonados, sem pa-
tria, os lilhos dos nossos concidadaos que nascem fura
do paiz, nao seria conveniente estabelecer-se urna
.li-po-icao que Ihes fosse favoravel? Esla mesma fa-
culdad que se achn no arl. 1. nao poderamos nos
faze-la extensiva aos filhos de pas brasil eiros nas-
cidos fra do paiz'.'
Porlauto, Sr. presidente, eu mandarei i mesa as
emendas de que tallei, e approvo o addilaanento of-
ferecido pelo nobre senador por S. Paulo.
As minhas emendas silo eslas. /.-: .
Ha oulros termos que deviam ser supprimidos;
mas islo he de re.lace pur excmplo, deve-se d-
zer :a sua religiag- era lugar de principios re-
ligiososporque isl i pode dar lugar a exploraroes
de doulrina que nao convenliani. Se o colono en-
tender que deve fazer urna profissao de f, que ex-
travagancias nao bao de appareccr? Declare a reli-
gio, he o que basta. Nada de exposico de princi-
pios religiosos.
Sao lulas e apiadas, e enlram lambern em dis-
cusso, as emendas do Sr. Vsconde de Olinda.
O Sr. Pimenta Bueno sustenta as disposir-Jes for-
muladas pela commisso. *
O S", Montezumadit qoe naoobsl ante desejar fa-
cilitar o mais possivel a ualuralisacao, priucip l-
menle quelles cslrangeiros que vem exercer urna
industria no paiz, lem todava algumas duvidas so-
bre varias disposices do projeclo em discusso.
Dcpoisdc fazer varias considerarles, o orador re-
ip.iec que o projeclo, ou ao menos o arl. 4. com as
emendas seja remsllido outra vez commisso res-
pectiva unida a da consliluicao, sendo o Sr. Vscon-
de de Olinda convidado a ollerccer como emenda o
pensamcuto por elle proferido em seu discurso.
Apoiado o requerimento, entra em discusso.
O Sr. I'imenla llurin juka desnecessario o adia-
meolo proposlo pelo Sr. Monleziima e d as razoes
porque assim peusa.
Os Srs. Lopes GamoeO.dfuuoecombalem tam-
bem o adiameulo, o qual he suslentadu pelo Sr.
Monlczuma.
O Sr. Lopes Gama cede da palavra para vo-
lar-se.
Julga-se discutido o adiamento, e posto a votos he
regeilado.
O Presidente convida a deputarao que Icm de ir
apresenlar sanecao imperial as duas leisde livac.lo
de forras a cumpr'ir a sua missao.
I.-se c apoia-sc oulra emenda da commisso.
Verificando-se nao haver casa para se volar, o
presidente declara a discusso adiada, marra a or-
dem do dia, c levanta a sesso.
17
Lida e approvada a acia da antecedente, passa-se
ao expediente.
L'm ollicio do 1.'secrclario da cmara dos Srs.
depuladosacumpanhandoas seguinles proposc,es:
i A assembla geral legislativa rcsolvc : ,
a Artigo unce. Fica approvada a pensao annual
de 120 concedida por decreto de 20 de mai i do
crrente auno, a Francisco Malheus da Silva, guar-
da nacional d' csquadrn decavullnria da capital da
provincia de Minas Gcraes, revogadas as disposicaes
era contrallo.
Paro da cmara dos depulados era 15 de julho
de 1851. l'isconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido. Io secretario.Fran-
cisco Xacier Paes Brrelo, 2." secretario.
A assembla geral legislativa resolve :
o Arligo l.o Pica approvada a aposeuladoria con-
cedida por decreto de 18 de Janeiro de 1851, a Joa-
qun) dos Reis Peres sacrista da Imperial Capella,
com o ordeuado annual de 2008.
Arl. 2." Revogam-se as dispusieres em con-
trario.
Paco da cmara dos depulados em 15 'de julho
de 1851. l'isconde de Baependy, presidente__
Francisco de Paula Candido, 1 .<> secretario.Fran-
fisco Xaeier Paes Brrelo, 2. secretario.
L-se e vai a imprimir o parecer da commis-.l.i de
fazenda, sobre os arligos addilivos que foram des-
tarados do ore luiunio para o exerncio de 1851 a
1855.
crelos da fiacito das forcas de mar e trra para o
anno fiuunccim d<> 1855 a 1856, desempenhra a sua
misso, e que S. M. o Imperador se dignou respon-
der que as examinara.
He recebida a resposla de S. M. o Imperador, com
muilo especial agrado.
Enlrando-se na onlem do da, conlina'a lerceira
discusso, adiada na sessao antecedente, do projeclo
de res linean do senado, sobre a naturalisarao dos
estrangeiros estabelecidos as diversas colonias do
imperio ; conjuncfamcnlo com as emendas da com-
misso de legislacio o do Sr. vsconde de Olinda,
apoiadas na referida sess3o.
lie apelada a seguinle emenda :
vralodaviao governo, em dianle, e bem assim o
additamenlo ollerecidoao mesmo arligo pela seguin-
le emenda :
Todava o governo he autorisado a dar o titulo
de ualuralisacao anles do prazo da dita le aos co-
lonos que julgar dignos dessa concessao. Mendes
dos Santos.
O Sr. Pimenta Bueno, por parte da commisso
de legislado, pede retirar as emendas da mesma
commisso. He-lhe concedido.
Discutida a maleria, he approvado o projeclo com
a emenda do Sr. Mendes dos Sanios, nao passando a
do Sr. Vsconde de Olinda.
He approvado em segunda discossao para passar a
lerceira o projeclo de resolucflo do senado, autori-
sando o governo a mandar admillir a fazer o aclo do
segundo anno do curso jurdico de S. Paulo, a
Eduardo Luiz Crescendo Valdolaro.
Entra era segunda discusso o projeclo de res.du-
eo do seuado, autorisando o governo a mandar que
o e-ludante Christiano Mauricio Stotler de Lima,
seja admillido a fazer aclo do segundo anno do curso
jurdico de S. Paulo.
He apoiada seguinte emenda :
K O governo fica Igualmente autorisado a mandar
fazer acto do lerceiro anno da academia jurdica de
Olinda, ao estudanle Sebastian Gomes da Silva Bel-
ford, mostrando-se para isso habilitado, e sendo ap-
provado, a malricolar-se no quarto anno de que lie
ouvinle.Vieeiros. *
Discutida a materia, he approvado o projeclo
com a emenda para passar a lerceira discussin.
S3o approvadas sem debates em segunda discos-
sao para passar a lerceira, a resolucao do senado
autorisando a ordem lerceira da Penitencia da cida-
_de datpfftaPaulo a possuir em bens de raiz at o
valor nc 100:000.} : em lerceira discussSo para ser
remullida a cmara dos Srs. depulados, a resolucao
do senado nutorsandpo governo a mandar que seja
admillido a fazer acto > primeiro anno da escola
de medicina da corte Francisco de Salles Pereira
Pacheco ; em lerceira discussSo, para ser enviada
sancho imperial, a resolucao da cmara dos depu-
lados, sobre os vencimentos dos officiaes da segun-
da classe do exercilo e da armada : e para ser re-
mettida commisso de re lcelo a emenda da c-
mara dos depulados proposito do senado relativa
ao estudanle Thomaz Antonio de Paula Pessoa ; e
em primeira e segunda discusso para passarem i
lerceira, as propusieses da cmara dos depulados :
1.a, aul irisando o governo a conceder carta de nalu-
ralisaco de cidadao brasileiro, a Antonio Deodoro
de Pascoal, Joan Baplisla Callogeras, e o padre Ra-
phael Jacinlho Ramos ; 2.", 3." e 4." appTovando s
aposenta.lorias concedidas aos desembargadores Joo
Capislrano Rebello, Joao Candido de Dos e Silva
e Fernando Pacheco Jordn ;e a pensao concedida
a viuva do lenle general Lzaro Jos Gonc,aIves.
O presidente declara esgotada a ordem do dia,
designa a do seguinle e levanta a sessao.
18
Lida e approvada a acta da antecdanle, o 1 se-
cretario d conta do seguinte expediente :
Um ollicio do ministro do imperio, remeltendo os
ollirius do vice-presidente da provincia do Rio de Ja-
neiro, enviando asadas da ele.cao de um senador, a
que se procedeu na cidade de Cabo Fri, e na villa
de Saquarema, para prcencher a vaga que ficou no
seuado, por fallccimenlo do general Francisco de
Lima e Silva.A' commisso de consliluicao.
L-se e vai a imprimir o seguinle parecer :
a A commisso de inslrucco publica examinoa o
requerimento c allestados juntos que o esludanle
Francisco Infante Vieira fez subir a esla augusta c-
mara.
a De lodos esses papis ella deprehende. que ha-
vendo-se o supplicante matriculado o anno passado
no primeiro anno do curso jurdico de S.Paulo, eten-
do-se sahido mal no exame respectivo, tornou-se este
anno a matricular naquelle mesmo anno, empre-
hendeudo Trequelar ao mesmo lempo as aulas do
segundo, c que he para que lhe seja contada a sua
frequencia dcsle ultimo anno, e para poder delle fa-
zer aclo, depois de approvado as materias do pri-
meiro, que o supplicante recorre assembla geral,
solicitando o favor de urna medida legislativa a esse
respeito.
Considerando a commisso que as circumslan-
cias do supplicante nao difieren) das de oulros sobre
que ella j relalou favoravcimente, tem a honra de
propr que o senado adopte o seguinte projeclo dere-
solucilo.
(a A assembla geral legislativa resolve :
Art. 1. O dvveroo he autorisado a mandar ad-
millir a fceipioneVi, que Taz como ouvinte,n estadan-
te Francisco Infante Vieira. das aulas do segundo an-
uo do curso juridiceUle S. Paulo, para que elle possa
fazer aclo desse aovo, depois de approvado as ma-
terias do primeiro.
o Arl. 1. Ficara revogadas as disposices em con-
trario.
(i Paco do senado ero 15 dejulho de 1851. Araujo
Ribeiro.Jos Marlins da Cruz. Jobim.
Sio cleitos por sorle para a depulacjto que tem de
ircomprimenlar a S. M. o Imperador no dia 23 do
Os novecapellaes. 1003000
Os qualru mora' do choro, ca-
da um a 1900000
0 sarlirislao-mor. aoofoo
Organista. 3009000
Porleiro da maca. 1008000
Fabrica e sacrista. eoojooo
Msica. KX15000
6:72OfiflO0
3:600
Or
300
300
100
600
17:580
O Sr. Pimenta Bueno participa que a deputacao
encarregida de (presentar sincdio imperial os de-
correnle, os Srs. : marquez de Casias, Cimba Vas-
concellos, Souza Ramos, D. Manoel, Araujo Ribeiro,
Alencar, Muniz, Pimenla Bueno, Vergueiro, Tosta,
baro do Pontal, Paula Pessoa, Montezuma e Costa
Ferreira.
Passando-se 6 ordem do da, enlra em ultima dis-
cusso a emenda novamenle feita, e approvada na
lerceira'discusso do projeclo do senado, sobre a na-
turalisarao dos estrangeiros estabelecidos as diversas
colonias do imperio.
Disculida a materia, foi approvada a emenda, e
adoptado o projeclo para ser rcmellido cmara dos
Srs. depulados, indo primeramente commisso de
redarrao.
Contnoa a primeira discusso, adiada em 20 do
mez passado, da proposta da cmara dos Srs. deputa-
dos, sobre os limites das provincias de Goiaz e do Ma-
ranho ; conjuntamente com o parecer da come isso
de eslatislica.
Sao npoiados os seguinles requerimentos :
Requeiro que a proposiejio que se discute, com
lodos us documentos, seja remedida ao governo, para
que, ouvindo os presidentes de Goyaz e Marauhao,
e os respectivos prelados diocesanos, informe com o
seu parecer acerca da necessidade e ulilidade da an-
nevac id .1 segunda provincia do municipio da Caro-
lina, que faz parle da primeira, e de que esl legal-
menlcde posse por decreto de 25 de outubro de 1831.
O. M. A. Mascaren/xas.
Requeiro o adiameulo do projeclo que se discu-
te, al que a commisso d o seu parecer acerca do
projeclo que oflereci sobre a divisao das provincias.
Dantas.n
Discutidos os requerimentos, c submcltidos vo-
(acfui, nao.sao approvados.
Continua a primeira discusso da sohredita propo-
sicio. sobre os limites das provincias de Goyaz e
Marauhao.
Verificando-sc nao haver casa, fica a discusso
adiada, o presidente designa a ordem do dia e levan-
ta a sessao.
19
Lida c approvada a acia da antecedente, passa-se
ao expediente :
(1 I." secretario le a caria imperial que nomeia
senador do imperio ao Sr. harau de Antonina.He
reuielti la commisso de consliluicao com urgeu-
cia.
Um nfilcio do 1. secretario da cmara dos depu-
lados, participando haver sidosaccionada a resolucao
da assembla geral legislativa, approvando a pensao
concedida a 1). Mara Geuerosa Loureiro.Fica o
senado inlcirado.
L'm requerimento de Antonio Americo de L'rzedo
Jnior, pedindo se lhe conceda fazer aclo do 1.
anno do curso jurdico de Olinda, depois de appro-
vado no exame de historia e geograpbia.A' com-
misso de inslrucco publica.
Oulro de Snica.1 Pereira de Moraes, pedindo fa-
culdad para fazer aclo do I." anno da escola de me-
dicina, mostrando-se approvado nu preparatorio de
malhciuatcas. A' commisso de iustrucrao pu-
blica.
He rcmellido commissd de legislaran, o com-
proraisso da inundado de S. Jos da freguezia da
capilal do Ceara, fin deque seconceJa dita ir-
mandade possuir bens de raiz.
Leni-se e va a imprimir os seguinles parece-
res.
A commisso de negocios ecclesiaslicos, a quera
foi remedida a represeutarao do cabido da calhe-
dral de Mariana, no qual pede augmeulu era suas
congruas, c igualmente as informarOes do Rvm. his-
po c do vice-prcsidenlc da provincia de Minas,que
foram enviadas pelo governo o esla augusta cmara,
as quaes se allega luda a juslica delta prelencao,
pois sendo o cabido o conselho nalo da diocese, e
leudo eslas dignidades erelesiasticas melindrosos de-
vores a cumprir, sao os nicos empregos que al o
presenta tem estado estacionarios era seus venci-
mentos que sao rcconhecidaineiile nsullicieutes
para a honesta subsistencia -le quera os oceupa, de-
vendo alm disto auiniar-se a que as illusirares
ccclesiaslicas apirea a esses beuelicios, que al o
prsenle nao lem disperlado o cmulacu por causa
das poucas vantagens, que oITcrccem ; he a dita
commisso de parecer que seja allendida a repre-
seiil leo daquelle cabido, adoplainlo-sc a resoluto
seguinle, rom a tabella aprescnlada ao governo pelo
vico-presidente da provincia de Minas.
(i A assembla seral legislativa resolve :
a Art. nico. Fica adoptada a tabella seguinle,
que reuuhir os vencimentos do cabido da cidade de
Mariana, bi-pado de Minas.
Tabella demonstratlva do augmenta que derem
ter os conegos do cabido do e mais empre-
ados da catbedral de Maana.
Congruas
Arcediago presidente do ca-
bido.
Arcipreste.
Chantre.
Tesourciro-mr.
Dez conegos, cada um a
O subchaiilre e os dous mes-
tres de ceremonias, a 5009000 1.500U)
Paco do senado, em 18 de julho da I854. y0_
e Marlins da Cruz Jobim. Jos de Araujo Ri-
beiro.
A commisso de negocios ecclesiaslicos tendo
oxaminado o requerimento dos habitantes, de S.
Cbrislovao, Pedregulho, Bemfica, Pona do Caj e
suas imniudi.ices. do municipio desta corte, pedin-
do a desmembracao civil e ecclcsiaslica da fregue-
zia do eugenho Velho, para Tormar-se oulra dos di-
tos lugares, que sirva de matriz a igreja de S.
Cbrislovao; e tendo igualmente presente a infor-
madlo pedida ao governo, na qual expoe esle, que
depois de ter nuvido o Revm.0 bispo diocesano e o
vigario daquella freguezia, he de opinio que a des-
membracao requerida nao deve ter por ora lugar,
nao s porque as distancias das referidas immedia-
eoes da capella de S. Cbrislovao sao menores para
igreja matriz de S. Francisco Xavier, do qne para
aquella capella, seno porque o dilo vigario no seu
ministerio pastoral por si e seus coadjutores prqv as
noces.i,fados espirituaes da parochia sem que se no-
te falta de administrurao dos Sacramentos ; vista
deslas informares he a dita commisso de parecer
que seja indeferido e archivado o requerimento dos
sopplicantes.
Paco do senado, cm 18 dejulho de 1854. Jo-
s Martin da Cruz. Araujo Ribeiro.
u A commisso de inslrucciio publica examinou
o projeclo vindo da cmara dos Sr. depulados, au-
torisando o governo para reformar a aula do commer-
cio da capital do imperio, com lano que as despezas
para este fim n3o excedan) de cinco conlos de reis,
e ficando o mesmo governo autorisado para elevar a
20 annuaes a conlribuic-Jo annual dos alumnos : e
he a dita comrai-so de parecer que esla resolucao
entre em discusso.
Paco do senado. 18 de julho de 1854. Jos
Martin da Cruz Jobim. Araujo Ribeiro.
S3o lidas e approvadas as redacrOes.das resuluroes,
urna autorisando o governo a mandar matricular no
curso jurdico de S. Paulo Thomaz Antonio de
Paula Pessoa, e no I." anno da faculdad de medi-
cina da corle a Manoel Ignacio Barbosa Cage ; e ou-
lra autorisando o governo a mandar admillir a Fran-
cisco de Salles Pereira Pacheco a fazer aclo do 1.
anno na escola de medicina da corte.
Passaudo-se ordem do dia, csnlinua a 1.a discus-
so, adiada na ultima sessao, da proposla da cma-
ra dos Srs. depulados, marcando os limites enlre as
provincias de Goyaz, e do Marauhao : conjuncla-
mente com o parecer da commisso de estadstica.
He appoiado o seguinle requerimento :
Requeiro que o projeclo volle commisso para
esta examinar se ser mais conveniente crear nesse,
bem como em oulros lugares remolos das capilaes
autordade que facam execular as ordena superio-
res, e dem providencias que as oceurrencias exi-
girem, propoodo a lei que as crie. Salva a redac-
cao. Vergueiro.
Disentido o requerimento, c poslo a volarlo, nao
he approvado.
Julgada disentida a propoico, he approvada para
passar a 2.a discusso, na qual entra logo o arl. 1.
da sobredi la proposico.
Discutida a maleria, he approvado o art. 1.
O 1." secretario le um ollicio do ministro do im-
perio remetiendo as acias da eleirao secundaria, e
da apuracao geral o lisia triplico perlencentes e-
lec,3o de um senador pela provincia do Paran pre-
veninilo que, nao se leudo ainda recebido as acias da
eleirao primaria, expeuio-se aviso ao presidente da
dita provincia para as tner quanto anles remeder.
A' commisso de consliluicao.
Segu se a discusso jilo arl. 2. da sobredila pro-
posico, sobre os limites das provincias do Goyaz e
Marauhao. y^
Discutida a maleria, he approvado o art. 2. e a
proposicao^pafa passar 3. discusso.
Sao approvadas sem dbale em primeira e segun-
da discusso para passar a lerceira, as proposices
da cmara dos Srs. depulados. primeira autorisando
o governo a pagar a Manoel Ignacio da Silveira, o
valor deseu Male Pensamento Feliz : segunda ap-
provando a pensao concedida a viuva do coronel Jo-
ao Francisco de Mello; lerceira, quarla e quinta ap-
provando as aposenladorias concedidas a Joaquim
Antonio 1,pit.io, Jos Lopes da Roza, e ao bacharel
Cyrino Antonio de Lcmos ; e sexta concedendo a c-
mara municipal da cidade da Vjrloria, o terreno
que servio para a arrecada;ao do peixc : em lercei-
ra discusso para ser remedida a cmara dos Srs. de-
pulados, indo primeramente commisso da redac-
cao a resolucao do senado, autorisando o governo a
despender a quantia de dez contosde ris como pre-
mio concedido a Manoel Rodrigues Rorges, pela
vulgarisaco dos processos do fabrico do cha prelo de
ponta branca, e para ser enviada i sanecao imperi-
rial a proposico da cmara dos Srs. depulados, au-
lorisaudo o governo 1 conceder caria de ualuralisa-
cao de cidadao brasileiro ao subdito francez l.oureu-
ou Marechal,
Esgolada a ordem do dia, o presidente designa a
do seguinle e levanta a sessao.
20
As 10horas c meia da mantilla, feita a chamada
acham-se presentes 2i Srs. senadores, faltando os
Srs. Hollanda Cavalcanli, Oliveira Coulinho, Barau
da Boa-Vista, Baraode Suassuna, Lopes Gama, Bap-
lisla de Oliveira, Mello Matos, Matoso da Cmara,
Souza Queiroz, Vaina Pimenta Bueno, Alencar. Paes
de Andrade, Marquez de Caifas, Mrquez de Val-
leuca, Mrquez de Itanhacm, Vergueiro, Soares de
Souza, Fernn le- Chaves, Visconde de Monte Ale-
gre, e Visconde da Pedra [ronca, c com participa-
sao os Srs. Cosa Ferreira, Gottraives Marlins, Paula
Abulquerque, Alves Branco, e Souza e Mello.
O presidente declara nao haver sessao por falla de
numero legal de senadores, c convida aos prsenles
a oceuparem-sc era tra baldo de commisses.
pressas por ordem do Sr. Figneira, c por motivos
alheios a minha pessoa, nao obslanle usseverar o
Sr. Porlocarreiro o contrario.
Quanlo a oppelfacao, que inlerpuz para mim,
na parte relativa condetcendencia Ilimitada con
as inluenci%* actuaes ou transada, permuta o
Sr. Porlocarreiro que nao a receba, reservando
o meu juizo. ao menos para evitar noves engaos,
que me expouham oulra vez ao sen desagrado.
Sou ele.
Dr. F. Lope Nttto.
S. C- 25 de agoslo de 1851.
PERMBIM
REPARTICAO DA POLICA
Parte do dia 25 de agoslo.
Illm. e Eim. Sr.Participo a V. Exc. que, da
partes hoje recebidas nesla repartcao, cousla lerem
sido presos: a ordem do subdelegado da fregue-
zia de S. Fre Pedro Goncalves, o marujo inglez
Henry Davis, a requisieo do respedivo cnsul; e a
do subdelegado da freguezia da Boa-Visla, o preto
Maraede da Conceirao e Souza, porsuspeilo do ser
desertor da armada, e a parda Mara de Tal, para cor-
recebo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da -polica de
Pernambuco 25 de agoslo de 1854.Illm. e F,xm. Sr.
conselhciro Jos lenlo da Cunta e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paita Tei-
xeira. chefe de polica da provincia.
CORRESPONDEMOS.
O abxo assignado, redactor chefe e proprielario
do Echo Pernambucano, lendo lido com alia admi-
raeao o communiendo assignado pelos Srs. Mes-
quila & Dulra inserto no Diario de Pernambuco de
22 do corrente, iid qual se figura prfida e calum-
niosamente o Sr. lenle coronel > mu Mara de
Seixas como escrplor do F.cho, mxime do arligo
de fundo sob a epigraphea correirao nesla comar-
caque salura a luz em 20 de juuho passado as
apressamos a declarar, pelo mesmo Diario de Per-
nambuco, que somos o redactor chefe do nosso jor-
nal : que por suas doutrinas somos os nicos res-
pousaveis aule a publica opinio, e ante os tribu-
naos do paiz : que o fallado Sr. Nuno au fura o
escrplor do arligo em quesillo : que para o elab-
rennos livemos ampias informarnos ; e finalmente
que os Srs. Mesquita 4 Dulra, se se nao acoberlns-
sem com a cyidedizeinliaviam de responder an-
te os 11 iliuune*, com calumniadores....
Declaramos, oulrosim que eslabelcridu o prece-
dente que arteira, se nao stultaiuenle, insinuara os
ditos Senhores Mesquita & Dulra seriara nossos
collaboradores todos os vares dignos que temos
defendido de injustas aggressOes, como os Senhores
conselbeiro Joso Bcnlo ; desembargador Santiago;
chefe de polica aclual, Dr. Paiva Teixeira; Dr. A-
lexandre Bernardina; Dr. Breadlo ele. ele, bem
como muilas victimas de perscguires; mas o seuso
commum lera por sem duvida repellido com asco e
iudiiMiacao tal flescoberla s adaptada a imagina-
ces escandecidas, se nao perversas e femenlidas.
E finalmente, declaramos qua opporluuaraenlc
sustentaremos as doutrinas que expendemos no ar-
ligo que servio de pretexto para cobrir de insultos
c apodos asquerosos ao Sr. lente coronel Nono
Maria de Seixas. e havemos. se Dos nos ajudar,
com quanlo ii.n>--cj,iiiio. pandectaou nao pro-
fessemos a rabulice de tricas e alicantinas, de pul-
varisar esse gigaulesco mistiforio ou embroglio com
que so quiz mistificar o genuino sentido da legisla-
do que nos soccorremos, a face do cdigo do
commercio, e da legislacio anterior a execucao do
mesmo cdigo.
Concluiremos dizendo.que jamis us Srs. Mesqui-
ta & Dulra se pdenlo lavar da pecha de cobardes,
desde que nao cusraiu hrandir as suas laucas com-
nosco, o escrplor do arligo era quesiao, c foram
confundir as razoes all expendidas cora as do pro-
leslo da Exin. Sra. I). Barbara Maria da Silva Sei-
xas, porque julg.iiaui cm sua valenta que era mais
heroico romlialer urna manada de ocelhas que i um
excrcilo a guisa de I). (Jixole; visto como he de
inluirilo lgica,que una senhora nao lera auossa ro-
ragem, e que o seu esposo nao poda phisica c mo-
ralmcnle entrar na liee. Temos concluido.Ignacio
lenlo de Loyolta.
Recife 25 de agosto de 1855.
" ani----------
Sr. Redactores.Nao leudo mao o processo
Tola!.
OOusOOO 9009
KOOoOOO 8009
8003000 800
8OO5OOO 800
70OSO00 7:000
do Sr. capitn lenla Figneira, nao posso verificar
se o Sr. Luiz da Costa Porlocarreiro dcixou, como
disse na sua correspondencia, de ofliciar 110 exa-
me dos rtulos das sedulas para que o nonio.ira o
Sr. Dr. chefe de polica. Ollieiasse porein ou nao,
o corlo he que esse exame e Tez, como allcguei,
sendo ndifferciilc rieleza que esleja revestido da
assignalura do Sr. Porlocarreiro ou do labelliao
que o substiluio.
Ignoro ainda se deu-se o engao de nome, que
escandalsou ao. Sr. Porlocarreiro, nem mesmo
procurarei rectilica-lo, avista do desabrimenlo coro
que escreveu a sua correspondencia. Basla-me
declarar-lbe que as ailegaroes do recorto foram im-
Srs. Redactores : Tendo sido en um dos as-
ignatarios de urna represeutarao, qae os homens
mais zelosos por amor da inslrucco primaria'desla
freguezia le,arara ao Eim. Sr. presidente da pro-
vincia contra o abandono que fazia o professor pu-
blico de primeiras ledras da mema freguezia. que
den lugar a conlestar-se a verdade da mencionada
representar 10, de inaiicira insincera, injusta, ca-
lumniosa e lao asquerosa, como fez o Sr. professor
publico Libralo Tburlino de Miranda Maoel ; mu
nao he a esla crealura que me proponho responder,
porque elle s pode dar o que tem, como bem se po-
T'1 aer do Diario de Pernambuco n. 81 de 12 do
abril do correnlc auno ; mas sim por amor de mi-
nha palavra. que lano prezo.
O meu pezar, Srs. Redactores, he me ver im pel-
udo por um senlimenlo lao nobre, como o da ver-
dade, que he dar publicidade a documentos que vio
contestar e denunciar falsdades, publicadas em ai-
testados firmados por pessoas, que, apezar meu. terSo
de corar em vista de seis documentos firmados por
homens, cuja probidade he proverbial: avalie ago-
ra o publico em face de taes documentos, para o que
chamo sua respeilavel adencao, da referida repre-
sentacao de 3 de julho de 1853 impressa na Uniao
n. (i:t5 do mesmo anno: queira, pois, o Sr. Dr. direc-
tor da inslrucco publica eslender as suas vistas so-
bre esle facto, e quando assim. excito a allencSo de
V. S. he certo de que lem os maiores desejos de rar-
Ihorar esta classe lao necessaria entre nos. Se eatoa
no firme proposito de nao mais importunar 10 pu-
blico, sobre este objeclo, cabe-me em conclusao di-
zer que as cxpresses insultuosas qne.se lem na re-
ferida correspondencia sao ellas coro-dignas da ed-
carao de seu autor, e por duplicada razio entrego-
as ao mais soberano desprezo.
Rogo aos Srs. Redactores o obsequio.da publici-
dade deslas liabas,o dos documentos que juntos vao.
Agoas-Betlas 20 de julho de 1854.f* Afro de
Albuquerque Maranhao.
Documento. f
N. 1. Diz o major Jos Afro de Albuquerqoe
Maranhao qoe a bem de sen direlo se lie faz preci-
so, que V. S. altale ao p desle, se o prefessor publi-
co de inslrucco elementar desta freguezia foi ou nao
vaqueiro de seu gado vaceum e cabrum, e se rouka
o lempo de seu magisterio como curandeiro, bem
como se torna ou nao parle activa em eleieOea con-
sumindo das na lista das cabalas, e se tem apresen-
lado discpulos no longo espaco de oilo anuos que
saibam ler e escrever, e se d bom tralamenlo aos
mesojee. Queira V. S. lambem allestar -je assignou
a reprosentarao dirigida ao Eim. Sr. presidenta da
provincia contra o procediniento do referido profes-
sor : assim como se he verdade ler V. S. declarado
ao Sr. Pedro Antonio de Barros Malta, qne se sou-
besse que a sua assignalura era para oOender a esle
porfessor que o nao tinha feilo ;-*e V. S. pergunla
ra depois do que, se elle Malla linha lambem assig-
nado a dila representaran, e que com a negativa des-
ta V. S. dissera qoe linha obrado bem, pois que el-
le professor he bom pai de numerosa familia, cojas
proposices foram declaradas pelo Diario de Per-
nambuco de 12 de abril n. 181 do correte anno:
portanlo P. a V. Illm. Sr. juiz de paz atieste o re-
aerido, E R. M.Jos Afro de Albuquerque Ma-
anhao.
Atiesto pela afflrmaliva quanlo de mim pede o
supplicante a respeito de lodos os quisilos de sua
pelico ; pois s obstinado e cegueira confirmar o
contrario do requerido, em quanto segunda parle
da pelico, como resudado de tanta animosidad
posso por agora negar que (ivessecom oSr. Pedro
Antonio de Barros Malla conversar-o em qnoaalie-
sesse en, que nao lena assignado a representarlo,
s soubesse que ella ia offeoder a esle professor, o
nem lao pouco louvido o proeedimeeto do Sr Malla
por o nao ter feilo : por tanto, allirmo sob minha
palavra que fui calumniado, e que era incapaz de
(al conlradiccao, quando alias linha assignado urna
represeutarao verdadeira na eiposirao des factos que
foram levados ao Eim. Sr. presidente: por agora
he quanlo me cabe adeslar em prol da verdade.
Aguas-Bellas II dejulho de 1854.Mi: Tenorio
de Albuquerque, juiz de paz de Aguas-Bellas.
N. 2.O major Jos Afro de Albuquerque Mara-
nhao, quer que V. S. com o carcter de juiz de paz
desta freguezia, e com aquella franqueza e juslica
cora que cosluina em negocios, que lem o publico de
julgar, atieste se o professo publico de inslrucco pri-
maria desla freguezia, foi ou nao ja criador de gado
vaceum e cabrum seu; so tambem deiiou ou au o
seu magisterio para cabalar no dislrclo de Santa
Maria desta mesma freguezia. e se nao consumi na
lula da eleicao 5 a 6 das; refiro-me a ultima elei-
rao primaria, e bem assim se ello coslumi a maltra-
tar a seus alumnos, e se j no curso de mais de 8
aunos levo um s alumno que lirasjti proveilo real
de seu ensioo, que numcrTfesa^ffia a sua anta ;
e bem como o numero da frequencia do professor
particular Ja mesma disciplina desta freguezia, o
que requer o supplicante em abono de sua palavra
e d'aquelles que representaran) ao Enn. presidente
desla provincia acerca de tal abandono, e pelo qoe
pede a V. S. Illm.Sr. juiz de paz em eiercicio lhe
atieste com juslica.E. R. M.
Jos Afro de Albuquerque Maranhao.
Atlendendo eu a sua pelico vejo-me obrigado a
adeslar acerca do que requer,guardando as minhas
informares a independencia de vonlade edejustira*
que me he propria ; comessando porein por affirmr
que o professor publico de inslrucco elementar dea-
la freguezia foi criador de gado vaceum e cabrum
delle proprio, que lomou parle activa cm eleicoes,
que cabalou na ultima eleicao primaria nu dislrclo
de Santa Mara, distante de Sua aula 10 a 12 leguas,
trazendo assim sua aula Techada de 5 a 6 das quando
menos, que no curso de 8 aunos ainda nao vi um
alumno que Tosse aponlido com proveilo, e que a
principio a sua aula foi bem frequentada, hoje tai-
vez nao renna 25 alumnos,pelo que lehho observado,
em quaulo o professor particular da mesma discipli-
na conta 18 alumnos masculinas e5 do genero feme-
nino, e que finalmente continua e consta-me mais
que o dilo professor publico castigara com rigor a
varios meninos, como bem o filho de Pedro Maran-
no, da viuva Luiza Gomes, que por isso os tiraran),
pa-su o presenta em abono da verdade.
Povoac-io de Aguas Bellas 29 de jolho de-1854.
Joc de Mello da Silva, juiz de paz em eiercicio.
N. 3.Dizu major Jos Afro de Albuquerque Ma-
rauhao que,a berade.seu direilo requer a V. S. que
mande por seu despacito, qne o escrivio desle juizo
i 11 forme ao p desle se foi ou nao em seu proprio
cartorio que se proraoveu o abano assignado dirigido
ao Exm. Sr. presidente da provincia contra o pro-
fessor publico de primeiras ledras desla freguezia
Libralo Tiburlioo de Miranda Maciel, ese estas as-
signaturas foram e eslorquidas ou voluntarias, por
lauto pede a V. S. Illm. Sr. juiz de paz em eierci-
cio lhe delira como requer.E. R. 11.
Jote Afro de Albuquerque Maranhao.
Passe do que fr de verdade. Aguas Helias 29 de
julho de I Sai.Mello.
Em virtude do respeilavel despacho de V. S. s
lenho a informar he, que em casa de minha morada
em dia de concurso de povo publicamente foi lida a
mencionada representacao de que exige esta pelico
supra, foi promovida a varias e maior parte das
assignaturas espontneamente, deiando eu de assig-
nar por certo dever, islo allirmo em f de roeacargu.
Juizo de paz de Aguas Bellas 29 dejulho de 1851.
O escrivao de paz, Antonio Hamos de tatam-
cellos. I
N. 4.Illm. Sr. Pedro Marianno.Aguas Bellas
12 dejulho de 1854.Por obsequio linja Vmc.de
dizer-me ao p desta, que dias i-stevc seu filho pu-
tativo na escola publica de primeiras ledras desla
freguezia. e o motivo que o fez tirar da dila escola ;
daudo-me faculdad de fazer uso de sua resposla.
Sou com estima de Vine, denlo venerador e criado.
Jos Afro de Albuquerque Maranhao.
Illm. Sr. Jos Afro de Albuquerque Maranhao.
Aguas 13 de juuho de 1854.Kespoudeudo a caria
de V. S. de 12 do correute, o que lenho a dizer-lhe
he que o meu o filho esleve na aula desle professor
dous dias, depois dos quaes o lirei porque este pro-
fessor empregava castigos lao rigorosos, alem dos de
moderaci 1 que o devia carcterisar na razao de nies-
Irc, que me fez entender que um menino assim cas-
tigado nos dous primeiros dias de escola eslava sof-
frendo iquilla como por despeito a minha pessoa,
porque o menino era incapaz le dar lugar a um tra-
lamenlo brbaro de modo de vir com as maos ro-
as, estouradas de palmatoria, como fui publico
nesla povuacao: lenho respondido a caria de V. S.
pdenlo fazer desla resposla o uso que lhe con-
ver, desejo-lhe saude por ser de V. S. alenlo vene-
rador e criadu. > .
Pedro Marianno Bello tririca.
!* 5.Sr. LuciannoJos dos S.Tnm-__Aguas Bel-
las 10 de julho de 1854.Quero que declare Vmr.
ao p desta a razio porque sabio scu filho da aula
publica de primeiras ledras desla freguezia, dndo-
me faculdad de fazer uso de sua resposla. De Vmr.
alenlo amante e venerador.
Jos Afro de Albuquerque Maranho.
Illm. Sr. Jos Afro de Alnuiiueniue Maranhao.
O iiuico motivo que deu lugar retirar meu filho da
aula, foi o mao tralamenlo que nella rcebia, porque
o Sr. prolessor uo castigava como mostr, e sm co-
mo ti)i Sr. deshumano a um mo escravo, pois que
no dia em que meu lidio sabio da aula en presen-
cie! um tiliio de meu lio Antonio Jos dos Santos,
de nome Manoel Trosaulo sofircr4( palrnalo>das, o
que s una furia pralicaria, e o genio brutal do Sr.
Liberato Tuhiirlino de Miranda Maciel, c assim le-
nho respondido ao conlcudodcsua cari a.c pode fo/or
uso que lhe couvier de minha resposla. Sou aliento
venerador e criado.
Lucianno Jos dos Santos.
N. 8.Diz o major Jos Afro de Albuquerque
Maranhao, quese faz a bem de seu direlo qoe V
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S. alicate ao pe dcsle, como primeiro juiz de paz-do
segando dislrclo desla freguc/ia, te o professor pu-
blico da mesma Liberato Tiburlino de Miranda Ma-
ciel, cabalou nesse dislrclo na ultima eleicao pri-
maria, e que das consumi na lula da elirao, e
bem assim que numero de leguas dista desse dislrc-
lo a esla povoacau, e se elle se oceupa mais de seu
magisterio do que da publica. Espero que V. S.
atiesta o que pede o supplicante, s guardando e" re
paitando a juslica do pedido du supplicante, e pelo
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DIARIO OE PERNAMBUCO, SABBADO 26 DE AGOSTO D 1854.
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que pede a V. S. Illm. Sr. juiz de paz Ihe defira
coro juslica.E. R. M.
Jos Afro de Albttquerjue Maranhiio.
Atiesto pela lirrualiva quanlo .le miiii requer u
supplicanle, e salisfazendo as ultima; dua9 parles da
pelico direi, que o Tallado professor cabalen ncslc
iistticlo de5 a 6 dias, e que dista desle dislriclo
a essa |> ivoacAo de 11 a 12 leguas ; he quanlo aties-
to era fe de verdade e por me ser requerido.
(lirio 10de julho de 1834.Frair.isco Rodrigues
f.ins Soare, primeiro juiz de paz do dislriclo de
Sania Mara.
(Estovara reconheridos.)
PUBLICARES A PEDIDO.
Illm. e Eim. Setdior. Dizemos n< ahaixo as-
signados commerciantes, proprietari, azricultores
e artista, moradores ncsta cidads da Victoria,
e seo termo, que nos couslando, que algumas pesso-
as desta mesma cidadc promoveram un assignado
e representaran a V. E\c. pedindn faculdade (sem
audiencia da cmara muuicipal) pira modarem o
local da feira para o paleo da groja matriz, conven-
cidos como estamos, de que essas pes-oas fura m leva-
das a isso reprcsenlarem, nao por ulilidade commum,
mis sim |r seu interesse particular, que assim vem
a trazer grave damno ao commercio, ha taulo lem-
po eslabelecido no lugar hoje existente |>or dcler-
minaaufJa cmara em virtude da Ici provincial, que
isso Ihe permillia, tomamos a liberdade de expender
a V. Exc. as raines, que nos parecen convenientes
pata mostrar a ineficacia da medida, que se anlolha
em dita represenlacao, afimdeque V. Exc. as tome
na ile*jd:i considerado.
Nao pMe essa mudanca ofTerecer as vanlagens qne
se inculcan), j pela localidade do terreno, j pela
sua nenhuma commodidade, j era ltenco a salu-
bridade publica, que ser alterada gravemente pela
humidado continua durante o lempo do invern
etn razao de immensos olhos d'agua :jue brotam da
Ierra, vindo a ficar um lamaral com a concurrencia
do poro, nao podrido as aguas escoarom livremcnte;
demonstrada a localidade, e o mal que v*m a cau-
sar a salubridafJe ; vemos maii que o local nao lera
a commodidade precisa para fazer-st urna casa de
marcado, a nem presentemente se pede slaheleccr
cases de negocio, porque as que ei.istem sao im-
proprias oaro taes estabeleciniento-; accresccndo
leradiss, queesse lugar escoltado fiza entre a ma-
triz e a groja Mo Rosario ; e por isso he muito im-
proprio, visto como a coocurrencia 'do povo lodo
occopado em seos afazeres, far com que se falte i
venerarlos que se deve a esses temples.
Esprenlos qbe V. Exc. ponderal do as valiosas
razoes que" temos expendido, conveucer-se-ha que
tero preferencia aquelle para onde querutn trans-
ferir a feira, o local oade ella existe hoje, o qual se
lomar melhor se a cmara consegu- levar a effeilo
ai obras que nos consta; lem projectado e cujo an-
damento depende hoje da approvac,a"o de V. Exc. e
ueste intuito rogamos a V. Exc. qun nao assinta a
ama lal mudanra, que nenhuma ulilidade pode of-
ferecer ao povo e uem s rendas da respectiva c-
mara.
Conli.idosuos sentimentos de juslira que dominara
Ofe-Kxc.Federa a V. Exc. ojustodtlerimento.
E. R.M. Julin Goncalves Luna, negociante,
Filippc Cavalcanli de Albuquerque, dito, Hermo-
geoes Goncalves Lima, dito, Joo Cavalcanli de Al-
buquerque, dilo, Jos Rufino deSou::a, artista. An-
tonio Jlo de Lima, negociante, Jole Jos Ferreira,
dito, Leandro Gomes Santiago, dito, Jos Gomes Sil
verio Jnior, dilo, Luiz do Amor Divino, dilo, Ma-
Doel Gomes Silveiro Joao Nepomocenc Xavier Jnior
arluU, Ignacio Joaquim Ribeiro, dita, Joilo Fran-
taco de Araujo, eotleclor e proprielario, Miguel
dos Anjos Alvares dos Prazeres, negociante e pro-
prielario, J. I. de Quciroz, negocia.ite, Speridiao
Francisco daTritrdade Nepomoccno, arlisla, Luiz
Carlos de Asmar, dito, Joaqnim Jos dos Sanios, ne-
gociante, Manuel Flix Monteiro, dito, Antonio
Goncalves Lima, dito, Vctor Goncalves de Azeve-
do,;dilo,Manoel Rodrigues de Souza Barros, ourives,
Trijano Jos Ferreira, dilo, Francisco Malheos de
Lemos, negociante, Francisco Xavier de Salles Ca-
valcanli Almeida, dito, Manoel Carneiro de Freilas,
proprietario, Jo3o Jos Ferreira, negociante, Jos
Francisco da Cunta Pedroza, dito, Manoel Francis-
co de Souza Pcixe, artista, Thomaz de Aquino Oli-
veira, proprielario e negociante,M. AotoTUoGoiiral-
ves-Lna, icR\Vfix.^fvettnirie)3-a dos'lBetos-
Bastos, artista, Joaqnim Severiano de l.eao, nego-
ciante, Manuel Taviresda Silva Coullnho, dilo, Jo-
s MarceLo Pereira Cougo, lavrador, Joaquim Ca-
mello de Goes Cavalcanli, negociante, Antonio
Francisco Carneiro, lavrador, Luiz Curios da Silva,
agricultor. Jos Manoel dos Passos, arlisla, Leoca-
dio Barboza Pereira, porteiro da cmara, Francisco
Xavier Gondim, artista, a rogo de Joao Antonio dos
Santos, proprielario, Manoel Carneiro de Freilas,
a rogo de Manoel Ferreira de Barras, agricultor,
Manoel Carneiro de Freilas, a rogo de Manoel Joa-
quim de S. Auna, agricultor, Manoel Carneiro de
Frailas, Antonio Correr de Lima, lavrador', a rogo
de {Manoel Jos do Nascimentn, agricultor. Manoel
Carneiro de Freilas, a rogo de Lourenco Pereira de
Lima, lavrador, Manoel Carneiro de Freilas, a rogo
de Domingos Jos Alexandre, agricultor, Manoel
Carneiro de Freilas, a rogo de Francisco AlvesLei-
le, fisupnMtTCvValaoel Carneiro de Freilas, a ro-
go de Lu/. Jo- Ja*. Anua, proprielario. Manoel
Carneiro de Frailas, a rogo de Flix Jos de Souza,
Manoel Carneiro de Freilas, a rogo de Jo Solerio
Torres, lavrador, Manoel Carneiro de Freilas, a ru-
go de Jos Joaquim de S. Auna, lavrador, Manuel lo, Antonio Sabino da Silva Moraes, a rogo de Jos
ra da Silva Cavalcanli, proprielario, Liberato Jos
Rcsis .Mari/, proprietario, Lourenco Carneiro da
Silva, lavrador, Paulino Pereira Brandan, dito, Ma-
noel Thomaz Carneiro (.ampollo, dilo, Florentino
Carneiro da Silva, dito, Lelio Carneiro da Silva, di-
to, Joao Matlins Cardoso, dilo, Filippe Jos de Al-
buquerque, dilo, Joaquim Goncalves de Albuquer-
que, dilo, Manoel Rodrigues dos Sanios, Lavrador,
Francisco Joaquim de Mesquila, dito, Manoel Fi-
lippc de Albuquerque, dito, Jos Francisco de Sou-
za, arlisla, a rogo de Aulonio Francisco, lavrador,
de Antonio Basifcn, agricultor, de Januarro Gomes
Pereira, lavrador, de Jos Alexandre Gomes, agri-
cultor, de Julio Jas Pereira, dilo, de Paulino Jos
de Lira, dilo, de Antonio Francisco de Araujo, ar-
lisla, de Antonio dos Santos, dilo, de Jos Fideiis
de Mcira, dito, de Has mundo Nonato, agricultor,
de Joao Marques, lavrador, de Joaquim Cjriaco,
agricultor, de Silvio Manoel do Nascimento, arlisla,
de Beulo Jos da Costa, dito, do Joaquim de Sania
Amia, lavrador, de Manoel Francisco, agricultor, de
Virginio Jos da Silva, dilo, de Luiz Francisco Gue-
des, arlisla, de Jos Aquilino, agricultor, de Inno-
ceucio Gomes Pereira, dito, c de Luiz de Franca,
lavrador, Lourenco Carneiro da Silva, Jos Gomes
da Silva, proprietario, Manoel Joaquim da Silva,
lavrador, a rogo de Manoel Jos Gomes, arlisla, de
Manoel da Hora, agricultor, de Joo Francisco de
AguiafT adfeu, de Manoel Hilario do Nascimento,
dilo, Manoel Joaquim da-Si I va, Vicente Ferreira da
Silva, lavrador, a roso de Alexandre Calislo, dilo,
de Lucianno Jos Coelho, artista, de Manoel Ca-
mello, dito, de Antonio das Virgens do .Nascimento.
dilo, de Manoel Antonio, dilo, de Antonio Flix Pe-
reira da Silva, agricultor, de Manoel Joaquim de
Barros, em pregado, Jos Gomes da Silva, Vicente
Jos Ferreira, lavrador, Filippe Nery Ferreira e
Azcvedo, lavrador, JoAo Custodio Lessa, dilo, a ro-
go de llarlholomeo de Barro-, dito. Jo-e II iplisia de
Lima, agricultor, Joaquim Jos de Sanl'Anna, dito,
Antonio de.Souza Chaves, dilo, a rogo de Na/a-
rio Gomes Ribeiro, lavrador, Jos Alvcs da Silva, a
rogo d Andr Jos Mcndes, purgador, Joaquim de
Barros da Silva, a rogo de Antonio Elias de Vas-
cunccllos, artista, de Sehasliao Antonio de Oliveira,
lavrador, Manoel Marques,artista, Joaquim da Fon-
seca, agricultor, Miguel dos Santos, lavrador, Jos
Francisco, agricultor, Antonio Ramos, dilo, Fran-
cisco Jos, dito, Jos Rodrigues Lobo, lavrador, e
Antonio Jacintho de Miranda, arlisla, Filippe Nery
Ferreira e Azevedo, a rogo de Ignacio Jos de Mel-
lo, arlisla, Jos Ignacio de Mello, agricultor, Joao
Evangelista, dilo, Antonio. Jos Marcelino, Cosme
Jos Teixeira, dito, JoSo Francisco Coelho, artista,
Antonio do Monte, agricultor, Manoel Bernardo,
artista, e Joao Fernandos da Silva, agricultor, Jos
Gomes da Silva, a rogo de Jos Tihurcio, artista,
Manoel Jos do Nascimento, agricultor, Jos Lan-
dini, artista, Firmioo Jos Calislo, dito, e Pedro Jo-
s, dilo, Filippo Nery Ferreira e Azevedo, Diogo
Antonio Barbosa, lavrador, Domingos Carlos Tei-
xeira, dito, Domingos Carlos Teixeira Jnior, dito,
Manoel Antonio da Silva, dito, a rogo do Manoel
Florencio de Miranda, dito, Mannel Joaqnim de
Jess, agricultor, Joao Theodoro de Mello, dilo, Jo-
s Marcellino de Barros, lavrador, Jos dos Santos
Ferreira, artista, Joao dos Santos, agricultor, Ber-
nardinn de Sena Ferreira, lavrador e artista, Joa-
quim Jos Ferreira, lavrador. Manoel Anaslacio
Ferreira, agricultor, Marcelino Jos de Bar-
ros, lavrador, e Joao Ferreira dos Santos, a-
gricullor, Filippe Nry Ferreira de Azevedo, a
a rogo de Manoel Francisco de Souza, agricultor,
Jos Vicente da Silva, arlisla, e Thomaz Ribeiro, a-
gricultor, Jos Gomes da Silva, Agoslinho Rezcrra
de Vasconcellos agricultor, Daniel Francisco da Silva
proprielario,Claudino de Abreu Pereira, dilo, Lou-
renco Xavier do Abreu Pereira, dilo, Thcmoleo Jo-
s de Souza, agricultor, a rogo de Manoel Pereira
do Rosario, dito, Agoslinho lie/erra de Vasconcellos,
Jos Rufino de Sena, proprielario, a rogo de Manoel
Soarcs da Silva, dilo, Antonio Pereira dos Sanios,
agricultor, Jos Rufino de Sena, Carlos Bizcrra de
Vasconcellos, proprietario, a rogo de Filippe de
Oliveira Torres, proprielario, Jos Francisco Caval-
canli, agricultor, Jos da Paixito c Vasconcellos,
proprietario, Filippc Bezcrra de Menezcs, dilo, An-
tonio Manoel da Silva, dilo, Manoel Joaquim de
Sania Anua, BMSaUaHr .VgaotinUa Bezcrra de Vasconcellos, a rogo
de Antonio Victorino de Barros, agricultor, Jos Fi-
deles, dilo, Francisco Xavjjt Duro, lito, Jos
Caetano, Jos Francisco de Lima, agricultor, a rogo
de Cosme Jos, agricultor, Domingos Leile, dito, Jo-
ao Francisco, dito. Ignacio Ferreira. dilo, Jos Ig-
nacio, dilo, Maximiano Bispo, dilo, Jos Caelano
Marques, assigno a rogo de Jos Barbosa, agricultor,
Antonio Vicente, a rogo e Manoel Vicente de
Souza, agricultor, Jos Antonio da Silva, a rogo de
Joao Ferreira do Mendonca, Joo Luiz dcMendonca,
a rogo de Luiz Francisco, agricultor, Jos Vicente,
a rogo de Cludiuo Jos de Torres, agricultor, Jos
Antonio, a rogo de Jos F'rancisco dos Sanios, dilo,
Jos Vicente, Francisco Joaquim de Vasconcellos, a-
gricultor, a rogo de Virgulino Jos de Sania Auna,
agricultor, Manoel Jos dos Santos, dito, Jos Vi-
cente, a rogo de Manoel Antonio, agricultor, Jos
Antonio, a rogo de Jos l.oiz, agricultor, Luiz Jos
de Mello,l.uiz Jos da Silva Jnior, agricultor, a rogo
de Antonio Manoel, agricultor, Luiz Jos da Silva
Jnior, Francisco da C. Figueircdo, agricultor,Anto-
nio Sabino da Silva Motaos,ag i ullura rogode Fran-
cisco Antonio Jorge, agricultor, e Jos Francisco di-
Carneira.de Freilas, a rogo de Jos I.c urenco da Sil-
va, agricultor, Manoel Carneiro de Fr:ilas,\a rogo de
Jos Pereira de Louvor, lavrador, Manoel Carneiro
de Freilas, a rogo Je Manoel Autonio do Nascimen-
to, agricultor, Manoel Carneiro de Freilas, a rogo de
Jlo l.uii de Dos, lavrador, Manorl Carneiro de
Freilas, a rogo de Manoel Gome?He-Jendonca, la-
vrador, Manoel Carneiro de Freilas, rogo de An-
tonio Francisco dos Santos, proprietario, Manoel
Carneiro de Freilas, a rogo de Antonio Francisco da
Silva, lavrador, Manoel Carneiro de Freilas, a rogo
de Jos Alexandre Brrelo, prnpri Marn, Manoel
Carneiro de Freilas, a rogo de Joao Bapliita dos
Sanios, proprjhstario, Manoel Carneiro de Freilas.
a rogo de Jos Joaquim de S. Anna, lavrador, Ma-
noel Carneiro de Freilas, Francisco Antonio de Mel-
lo Luna Jnior, agricultor, Jos Rodrigues da Coi-
la Jnior, agricultor, Ilenrique Alves, agricultor,
Flix Francisco de Moraes, negociante, Francisco
Antonio da Costa, agricultor, Antonio Lourenco
Rodrigues Luna, agricultor, Alexandre Fer-
reira Rodrigues Luna, agricultor, Jos Ignacio da
Barros, agricultor, Francisco Jos do Espirito San-
to, negociante, Severino Pereira da Silva, proprie-
lario, Francisco Antonio Bezerra, lavrador, Jos
Francisco Pedroso, proprielario, assignei a oulra re-
presenlacao por nao se me ler declarado que era
paramudanea da feira onde existe, pois s concordo
que continu no mesmo lngar por ser o melhor lo
cal ; Filippe Nery Pereira, artista, Joaquim dellol-
landa Cavalcanli de Albuquerque, proprietario.
Mauoel Joaquim Moreira, proprielario, F'rancisco
Xavier da Silva, proprielario, Flix. Antonio Alves
de Loor, dilo, Marcolino Alves de Luna, dito, Ber-
nardino Antonio de Luna, proprielario, Dionisio
Gomes do Reg, Joaquim Gomes de Sanl'An-
na Reao, Antonio Vieira de Mello, padre Joao
Herctaoo do Reg, Jos Ignacio de Mello, pro-
prietario, Sim3o Ferreira, Pedro Mondes da
Silva, Jos Aulonio dos Santos, Jos Flix Ca-
1 aleante, Jo% Cedro Teixeira, Jos Firraianno da
Costa, Jos Iguacio, a rogo de Manoel Antonio do
Nascimento, Jos Caelano de Souza Lima, a rogo de
Joaquim Maooel Ferreira, Dionizio 'jomes do Re-
g, a rogo de Manoel Antonio de Mel o, liioni/io
Gomes do Reg, Jos Pereira dos Sanios, Antonio
Pereira da Silva, Angelo Correia da S Iva, a rogo de
F'rancisco Jos Tenorio, Jos Pereir? dos Santos, a
rogo de Manoel Jos do Monte, c de Claudino Jos
dos liis, .los. Pereira dos Santos, a rogo de Joaquim
Jos das Santos, de Manuel Francisco dos Sanios, de
Alberto Jos de Souza, de Antao Jos da Silva, de
Jos Francisco Pires, deGeraldo Paes Maciel, de Jo-
Januario da Silva, agricultor, Andr Jos de Barros,
dilo, e Francisco Pereira Junio, dilo, Flix Francis-
co de Moraes, Jos Abreu de-Luna, agricultor, a ro-
go de Domingos Gomes de Mendonca, agricultor,
Jos Alves, a rogo de Jos Jernimo dos Reis, agri-
cultor, Jos Vicente, a rogo de Severino Jos da
Costa, agricultor, Antonio Jos de Mello, a rogo de
Manoel F'eliciauo, proprielario, Jos Antonio^da Sil-
va, Jos Rodrigues, agricultor, a rogo de Manoel
Jos Salasar,proprielario, Jos Rodrigues, Jos Filipe
da Cosa, agricultor, a rogo de Jacintho Jos, agri-
cultor, Jos Caelano Cavalcanli, a rogo de Luiz Fra-
cisco de Paula, agricultor, e Manoel Goozaga, dilo,
Jos Vicente, Agoslinho Germano da Cosa, agri-
cultor, Jos Luiz da Silva, proprietario, a rogo de
Trajauo Ferreira da Silva, proprielario, Jos Luiz
da Silva, a rogo de Julo Lemos, criador, Jos Cela
no,a rogo Luiz de Mello, agricultor, Antonio Jos de
Barros, Ignacio Clemente de Vasconcellos, agricul-
tor, Francisco Ramos, agricultor, Domingos Leile
dos Santos, criador, a rogo de Jos Francisco de
Mello, agricultor, JoSo Antonio de Souza, a rogo de
Alexandre de F'aria, agricultor, Jos Antonio de Mi-
randa, Jos Antonio de Lira, agricultor, Manoel Jo-
ao de Andrade, agricultor, Severino Jos de Mello,
dilo, Jos Francisco de Lelo, a rogo de Vicenle Fer-
reira dos Sanios, dilo, e Joaquim Jos Duarle, dilo,
Antonio Sabino da Silva Mornes, a rogo de Jos An-
(ouio Severino. agricultor, Jos Vicente, a rogo de
Joao Francisco, agricultor, Jos Caelano Marques.
Joaquim Francisco Marlus, Antonio Jos de Olivei-
ra, Jos Francisco da Silva Jnior, Manoel Ferreira
de Mello Luna, Antonio Placido Ferreira e Azeve-
do, Manoel Francisco de Mello, Miguel Goncalves
Ferreira, JoaoG. Bezcrra, .1 nao Gabriel,Joao Ferreira
da Mota Manoel M adiado. J nao Mazado,Jos Fideiis,
Antonio Francisco de Oliveira, Antonio Luiz, Jos
Joaquim de Santa Anna, Cosme Francisco da Silva,
Marcolino da Silva,.Manoel de Barros Silva, Bellar-
niino dos SanlosFilippeSanliago dos Sanios, Jos da
Silva Moura, Lauriano Jos da Silva, Manoel Joa-
quim de Sania Anna, Jos Francisco Tinoco, Aulo-
nio Vieira de Mello, Raymundn Jos da Silva, Ga-
briel do Nascimento, Jos Joaquim de Souza, Joao
de Dos, Antonio do Monte de Jess, Luiz Ignacio,
Jos Ignacio, Manoel Joaquim de Mello, Antonio Ra-
mos Jos Bezcrra da Silva, Sim.'iu Ferreira de Amo-
rim, Jos Flix Ferreira, Jos Coelho da Silveira
Goes, Severino Jos Ignacio de Mello, Jos Flix
Ferreira, Bernardo Antonio de Sena, Luiz Fernan-
dos de Araujo, Joao Jos de Meuezes, Domingos Jo-
s dos Sanios Prazeres, 1'rancisco Victorino Ferreira,
Manoel F'rancisco Ferreira, Joao Pereira de Souza,
se Ignacio da Suva, de JoS de Macedo da Costa', e | Jos Gomes, Juli.lo Pacs Brrelo, Nicacio de Barros
do Jos dsCarmo da Costa, Jos Car bino de Souza j Goncalves. Pedro Jos da Rosa, Malinas Ferreira,
Lima, a rogo de Flix da Luz, lavralor, de Anto-
nio Francisco, dilo, e de Domingos Jos de Sania
Anna, dilo, Mauoel Carneiro de Freilas, Manuel
Marinho de Mello Falcao, agricultor, a rogo da A-
goslinbo Gomes Bezerra, proprielario, Francisco Xa-
vier Salles Cavalcanli Almeida, Aulonio Pedro da
Silva, proprielario, Joao Rodrigues Duro de Lira,
dilo, a rogo de Calislo Jos de SaiU'Anna, dilo,
Joo de Amorim Lima, Joao Pessoa di Mello, agri-
cultor, Antonio Goncalves da Silveira Porlavo, pro-
prietario, Alfredo Leopoldioo de Can albo, artista,
Antonio Ferreira da Cunha, agricultor, Flix Perei-
Joao Vieira de Mello, a rogo do Antonio Pedro Fer-
reira.Raymmido Antonio da Cunlia.Manocl Vieira de
Mello, Joao Igancio Ferreira de Mello, a rogo de
Francisco Malbeus Ferreira, Jo3o Jos de Miranda,
Francisco Antonio de Mello Luna, a rogo de Anto-
nio Carneiro da Silva, agricultor, Jo.lo Jos dos
Santos, dilo, e Francisco Xavier Monteiro, dito,
Manoel Carneiro de Freilas, Jos Theodoro de Mello
agricultor, a rogo de Antonio Gomes de Mello, agri-
cultor, Francisco Jos Raimundo, artista, Jos Vi-
cente Ferreira, agricultor, Joaquim Joi de Sania
Anua, dito, Miguel dos Anjos, dilo, Siman Rodri-
gues da Silva, dito, e Joaquim Lopes dos Santos,
dilo, Manoel Carneiro de Freilas, Antouio Carneiro
de Freilas, agricultor, a rogo de Manoel Jos dos
Santos, dilo Manoel Carneiro de Freilas, Joao Va-
leriano Ferreira de Mello, agricnllor, a rogo de
Joaquim Manoel Ferreira, Dionizio Gomes do Re-
g, Lourenco Gomes da Silva', Joaquim Francisco de
Mello, agricultor, Manoel Carneiro de Freilas, Ma-
noel Jacob de Mello, agricultor, Joao Ferreira
de Mello, dilo, Aulonio Joo Joviniano de Mello,
proprietario, a rogo de Mannel Paulo, Jos Paulo,
Joao Paulo, o Domingos Paulo, Jos Rodrigues,
Antonio Cobra, Claudino Jos, Simao Jos, Antonio
Rodrigues, Dainiao Jos Cosme, Jos das Noves Fer-
reira c Filippe Santiago, Antonio Joo Joviuiano
de Mello, a rogo de Jos Francisco da Cruz, Fran-
cisco Jos da Silva, agricultor, Antonio Ferreira
de Mello e Luiz Ferreira de Mello, Manoel
Carneiro de Freilas, a rogo de Manoel Lopes Ca-
valcanli, lavrador, Joaquim Jos de Sania Auna,
dito, Autonio Ferreira do Nascimento, Simao Ri-
beiro dos Santos, Jos Joaquim de Santa Anna,
Domingos dos Sanios, lavrador, Autonio Barbosa,
dilo, Manoel Bento, agricultor, Joao Marcellino,
dilo, Joao Barbosa, lavrador, Jos Francisco da
Silva, dilo. Joao Nepomoceno, dilo, Antonio Joa-
quim, agricultor, Antonio do O, dita, Jos Anto-
nio, lavrador, Jos Pedro, dito, Jos Pereira de
Souza, dito, Jos Ferreira da Silva, agricultor,
Antonio Brando, dilo, Francisco Soares, purgador,
Antonio Raymuudo, agricultor, Joao de Macedo,
dito, Joao Correia, dito, Joao Bento Freir, dito, Ma-
noel Benlo Freir, dito, AulonioJoaquim de Sania
Anua, dilo, A Correia, dilo, Miguel Correia, dilo, Angelo Correia
da Silva, lavrador, Francisco Jos de Castro, dilo,
Felisberlo Pereira, agricultor, Jos Correia da Sil-
va, dilo, a Joaquim Pereira da Silva, lavrador, Jos
Ignacio de Mello, proprielario do engenbo Qoan-
ds, a rogo de Seraphim Barbosa Bezerra e An-
tonio Vieira, agricultores, Jos Caelano Marques,
Miguel Gamillo Cavalcanli, agricultor, Lucio Alves
de Luna, dilo, Antonio Barbasa, dilo, Francisco
Antonio de Souza, dito, Ja(fuun de Barros Vas-
concellos, dito, a rogo de Joao Ferreira do Carmo,
111\ mundo Goncalves e Jos Rufino da Silva, agri-
cultores, Jos Caetano Marques, Francisco .MarcaI
de Arruda Lins, agricultor, a rogo de Jo.1o Evan-
gelista, agricultor, Jos Caelano Marques, Theo-
doro Pereira de Oliveira. arlisla, a rogo de Fran-
cisco Alves, Luiz Jos Francisco Monteiro, Fran-
colino Alves Ferreira, Manoel Soares, Joaquim
Antonio de Lira, Joto Bernardo e Manoel Francisco
da Silva, agricultores, Jos Caelano Marques, Jos
Francisco da Silva, agricultor, Jos da Cmara
Pimenlel, agricultor, a rogo de Francisco Ribeiro
dos Sautos, agricultor, Jos Caetano Marques, Vic-
torino dos Anjos Lemos, agricultor, francisco
Ferreira da Costa, agricultor, a rogo de Antonio
Soares da Silva, Manoel Carlos de l.nna, Marcoli-
no Monde, de Mello, Joao Dan.iao da Silva e Fran-
cisco Alexandre da Silva, agricultores, Jos Cae-
lano Marques, Malaquias Gomes sle Figueiroa,
agricultor, a rogo de Antonio Jos Prudente, agri-
cultor, Jos Caelano Marques, Aulonio Carlos Be-
zerra, agricultor, Anacleto Alves Carneiro, dito,
Joao Flix de Almeida, dilo, a rogo de Joaquim de
Freilas, Joaquim Bezerra Leile e Antonio Pereira
de Luceua, agricultores, Jos Caetano Marques de
Carvalbo. proprietario. assigno a rogo dos agriculto-
res Thoine Feliciano, Jos Aulonio dos Saulos, Jos de
Fontes, Jos Francisco, Luiz Francisco, Joo Evange-
lista, Jos Rodrigues, Manoel de Uliveira, Severino
Rodrigues de F'igueiredo, Pedro Ferreira, Antonio
Rodrigues, Ignacio Francisco, Jos de Sania Auna,
Manoel da Nasrimciilo, Cipriano Jos de Azevedo
Joaquim Menrfes da Rocha, Alexandre Goncalves
da Silva e Manoel Mcndes dos Santos, Luiz da
Aprescnlaco Costa, Manoel Paes Caminha, agri-
cultor, Manoel Francisco do Nascimento, dito, Lou-
renco Bezerra de Vasconcellos, dilo, /.icarias de
Barros dos Saulos, criador, Antonio Claudino Vi-
dal, agriculloi, Ignacio Jos da Silva, dito, Fran-
cisco Antonio da Fonseca, dilo Jos Caelano Marques,
Claudino de Abren Pereira, agricultor, a rogo de
Jos Moreira Nobre, Theodoro Vaz. de Jess c F-
lix Gomes, agricultores, Jos Caelano Marques,
Antonio Goncalves Coulinho, agricultor, a rogo de
Manoel F'erreira do Nascimento c Francisco das
Chagas, agricultores, Jos Vlkino Marques, Fran-
cisco Rodrigues Xavier, a^rrollor, a rogo de Mi-
guel Antonio dos Anjos, Ilenrique Mcndes, Fran-
cisco Mendcs, Jo.lo Vicente, Joao Ferreira da Silva,
Manoel da Luz de Araujo, Antonio Pereira, Ma-
noel Cypriano, Jos Antonio dos^Sautos e Manoel
Soares Pereira, agricultores, Jos Caetano Marques,
Antonio Joaquim de Oliveira, agricultor, a rogo
de Manoel Bernardo da Silva, Jo.to de Lira Pinto,
Thomaz Jos de Mello, Jos F'cliciano de Amorim,
agricultores, Jos Caelano Marques, Severino de
Medeiros Muniz, agricultor, Marcolino Jos da Sil-
va, dito, a rogo de Francisco Antonio Jorge, Anto-
nio Francisco Barbosa, Jo3o F'rancisco Rib:iro,
Luiz Francisco, Ignacio Pedro dos Santos, Manoel
de Jess, Jos Vicenle e Miguel Ribeiro, agricul-
tores, Jos Caelano Marques, Manoel Joao da Silva,
agricultor, a rogo de Jacintho Pereira da Silva,
Jos Pedro Ferraz de Azevedo, agricultores, Ma-
noel de Oliveira Lins, proprietario, Manoel Fran-
cisco do Nascimento, agricultor, a rogo de Joo
Cavalcanli de Andrade, Eduardo stiro da Costa,
Luiz Correia de Queiroz, agricultor, a rogo de Joa-
quim Jos de Santa Anna, Eduardo Stiro da Cos-
ta, a rogo de Jos F'eliciano, Mauricio Ferreira Li-
ma, Alexandre Ferreira do Nascimento. Joao Fer-
reira de Jess, Sehasliao Jos (jomes, agricultor,
Manoel Ferreira da Costa, Joao Gomes dos Santos,
agricultor, a rogo de Antonio Feitoza, Antonio
Frazao Lima, Manoel Francisco Soares c Joao Fer-
reira de Jess, agricultores, Guilherme da Silva,
Jos Rodrigues da Costa, agricnllor, Anteen Rodri-
gues da Cosa, dilo, Quirino Antouio do Nascimen-
to, proprielario, a rogo de .Mauoel Antonio Mon-
teiro, Francisco Antonio Sobral, Francisco Hila-
rio da Silva, Vidal Hilario da Silva, Francisco Jos
dos Reis, Ludovicu Gomes Bezcrra, Jos Gomes
Bezerra, Ignacio de Oliveira Torres, Manoel
de Oliveira Torres, Miguel de Oliveira Torres, a ro-
go de Jos da Silva, e Manoel da Silva agriculto-
res, Agoslinho Bezerra de Vasconcellos, Nicolao Fer-
reira da Silva, agricultor, Bernardo Vieira do Espi-
rito Santo, agricultor, Aulonio Jos de Almeida
Lisboa, agricultor, a rogo de Simplicio Ferreira, a-
gricultor, Jos Caetauu Marques, Antonio Joaquim
da Silva, agricultor, a rogo de Pedro Francisco do
Nascimento, agricultor, Severino Jos Soares, An-
tonio Joaquim Severiano de Mello, agricultor, Fran-
cisco Borges das Chagas, dilo, Joaquim Pedro Gre-
gorio, dilo, a rogo de Antonio Atbanazio, Jos Vi-
ce te, Theodoro Alexandre, agricultor, F'eliz Ale-
xandrinu de Mello, criador, a rogo de Joao de An-
drade, Jos Alcxandrno, Manoel Joaquim da Silva,
a rogo de Barlholoincu Joaquim Pereira Vital,
Manoel Joaquim da Silva, Manoel F'rancisco do
Nascimento, Jos Marques da Silva, Francisco An-
tonio dos Sanios, negociante, a rogo de Manoel do
Carmo Rodrigues, Francisco Aulouio dos Sanios,
Joao Rodrigues de Lima, Sehasliao Jos da gilva,
assigno a rogo de Severino Jos de Santa-Anna, Se-
bailiao Jos da Silva, Roque Jos da Silva, a rogo
de Antonio Jos de Guius, Roque Jos da Silva, a
rogo de Manoel Rodrigues Lima, Sehasliao Jos da
Silva, Manuel Antonio dos Santos, a rogo de Fran-
cisco Soares da Silva, Jos Caelano de Souza Limas
Joao Baplisladc Souza, proprietario, a rogo de An-
tonio Scvero do Nascimento, Sehasliao Jos da Sil-
va, a rogo de Malinas Jos de Santa-A una, agricul-
tor, Joao Baptisla de Souza, Manoel Esleves da Sil-
va. Manoel Ignacio do Nascimento, a rogo de Luiz
Jos da Silva, Manoel Ignacio do Nascimento, Ze-
ferino Alves de Oliveira Rocha, assigno a rogo de
Antonio Ferreira da Luz, Zeferino Alvcs de Olivei-
ra Rocha, Rosendo Jos da Silva, a rogo de Pedro
Ferreira da Silva, Ro/.cndo Jos da Silva, a rogo de
Antonio Bernardo da Silva, agricultor, Joao Bautis-
ta de Souza, a rogo de Francisco Gomes da Silva,
Rozcndo los da Silva, a rogo de Joaquim Jos de
Sanla-Aiina, agrirultor.Joo liaplista de Souza, Ma-
noel Francisco da Cunha, a rogo de Mauoel Igna-
cio de Jess, Manuel Francisco da Cunha, Joaquim
Pereira de Barros, Mauoel de lieos Pereira da Sil-
va, Ignacio Vicenle dos Santos, a rogo de Jos
Francisco de Sena, Manoel de Dos Pereira da Sil-
va, a rogo de Antonio /.eferino dos Sanios, agricul-
tor, Joao liaplista de Souza, a rogo de Manoel Ro-
drigues de Lira, Rozcndo Jos da Silva, a rogo de
Antonio Soares de Lirna, Rozcndo Jos da Silva, a
rogo de Manoel Ferreira de Souza, agricultor, Joflo
Baptista de Souza, Manoel Lopes da Costa, Cosme
Teixeira de Souza, a rogo do Antonio Francisco de
Oliveira, Cosme Teixeira de Souza, a rogo de Anto-
nio Francisco Gomes, agricultor, Joo Baptisla de
Souza, Francisco Antonio de Souza, Severino Jos
da Silva, Manoel Bezerra do Nascimento, a rogo de
Joaquim Jos de Sania Anna, agricultor, Joao Bap-
tista de Souzi, a rogo da Antouio Ferreira da Sil-
va, agricultor, Joao Baptisla da Souza, a rogo de An-
tonio Francisco de Azevedo, Severino Jos da Silva,
a rogo de Manoel Joaquim Alves, Joao Baptisla de
Souza, a rogo de Jos Mendes da Silva, agricultor,
Joao Baptisla de Souza, Tiburlino Pinlc de Souza
Moreno, a rogo de Autonio Mendes Bezerra, Tiburli-
no Pinto de Souza Moreno, a rogo de Jos Louren-
co da Silva, agricultor, Joao Beplista de Souza, Ma-
nuel Baptisla do Souza Frazao, a rogo de Alcvaadro
Gomes do Reg, Manoel Baplisla de ouza Frazao,
a rogo de Manoel Antonio le Lira, Sehasliao Jos
da Silva, a rogo de Manuel liaplista Calara Jnior,
Tiburlino Pinto de Souza Moreno, Damio Alvcs de
Souza, a rogo de Antonio Joaquim tle Souza, Ma-
noel Baptisla de Sonza Frazao, a rogo de Victoriano
Jos dos Santos, Manoel Baplisla de Souza Fraso, a
rogo de Manoel Benedicto de Lima, Joao Baptisla
de Souza, a rogo de Jos de Castro c Vasconcellos,
Tiburlino Pinto de Souza Moreno, Jos Alves de
Souza. a rogo de Manoel Alves da Silva, Jos Al-
ves de Souza, a rogo de Bernardo Joao do Espirito
Santo, Jos Caelano de Souza Lima, Antonio Jos
de Almeida Lisboa, a rogo de Filippe Jos San-
tiago, Antonio Jos de Almeida Lisboa, a rogo de
Torquato Vieira |da Rocha, Antonio Jos de Al-
meida lisboa, a rogo de Manoel Joao Jos do Nas-
cimento, Joao Baptista de Souza, Jos Domingos J-
nior, a rogo de Jos Domingos da Silveira, Jos Do-
mingos Jnior, a rogo de Luiz de Barros Silva, Ti-
burlino Pinto de Souza Moreno, assigno a rogo de
Joao Filippe de Santa-Anua, Dionisio Gomes do
Reg, a rogo de Francisco Jos das Chagas Theno-
rio. Dionisio Gomes do Reeo, a rogo de Manoel
Marcelino Cavalcanli, Tibnr.llno Pinto de Souza Mo-
reno, issigno a rogo de Manoel Gomes da Silva, Ti-
burlino Pinto de Souza Morelio, a rogo de Antonio
Rodrigues Dias, Tiburlino Pinto de Souza Moreno,
a rogo de Lourenco Carneiro da Silva, F'rancisco
Antonio dos Santos, a rogo de Francisco Fernandes
da Silva, Joao Baptisla de Souza, a rogo de Simao
Ribeiro dos Santos. Joao Baptista ds Souza, a rogo
de Manoel Ferreira de Oliveia, Joao Baplisla de
Souza, a rogo de Jos Ignacio da Silva e Antonio
Pereira Tavares, Tiburlino Pillo de Souza Moreno,
a rogo de Joao Jos dos Santos, Manoel Joaquim da
Silva, a rogo de Antonio Soansda Silva, agricultor,
Joo Baplisla de Souza, Jo Rodrigues da Cruz,
Jos Ignacio de Albuquerque, Francisco Casado Li-
ma da F'onseca, proprietario, lento Marlins Rodri-
gues Cillara, a rogode AntonioOonralves da Silva, Se-
hasliao Josda Silva, Ignacio Borges dos Santos^a rogo
de Joilo Rodrigues Mauricio, Igiacio Borges dossan-
tos, Francisco Pereira Duro, aisigno a rogo de Joao
Francisco Jnior, Francisco Pereira Durla rogo de
Joaquim Rodrigues, Scbaslio los da Silva, a rogo
de Feliciano Marlins, Sehasliao Jos da Silva, a ro-
go de Francisco Jos lleuriqn, Francisco Anto-
nio de Souza, a rogo de Thomaz Jos da Silva, Fran-
cisco Aulonio de Souza, a rogo de Joao Jos dos
Sanios, Manoel "de Dos Pereira da Silva, a rogo de
Damio Gomes de Amorim, Manoel de Dos Perei-
ra ila Silva, Joao Baplisla Ai Silva, a rogo de
Jos Pedro Marlins, Jo.lo Baplisla da Silva, Manoel
Nunes da Paixao, a rogo de Josc Fernandos dos Reis,
Joao Baplisla da Souza', .Manuel da llora Sanios,
Luiz Antonio Joo da Silva, assigno a rogo de Cos-
me Bezerra dos Sanios e Marcos Evangelista dos
Sanios, Joao Baplisla de Souza a rogo dos agricul-
tores Mauoel Victoriano de Sonta, e Justino F'errei-
ra de Luna, Cosme Teixeira de Souza, a rogo de
Luiz Ignacio da Silva, e Jos Fideiis da Silva, agri-
cultores, Manoel Baptista de Souza Frazao, Mar-
linlio Gomes da Cosa, proprielario, Francisco Ro-
berto Vcloso, negociante, a rogo de Joo Evangelista
de Moraes, Francisco Roberto Vcloso, Antonio Mar-
lins da Silva Jnior, agricultor, Joo de Dos Perei-
ra da Silva, dilo, assigno a rozo de Manuel Fran-
cisco de Jess, Joao de Dos Pereira da Silva, Luiz
Bernardo de Abren Cavalcanli, agricultor, a rogo
do Antonio Jos de Arroda, JosjFranriseo Cardoso,
Pedro Nunes Bezerra, agricult |rcs, Joao de Dos
Pereira da Silva, Manoel Joaqun dos Santos, agri-
cultor, Jos Severino de Araujo*dlo, a rogo de Ma-
noel Ribeiro do Nascimento, Kr/ucisco Gomes Pareo
de F'aria, Joao de Lemos-Jacfwa, lavrador, Fran-
cisco Correia de Almeida,. dito, Francisco Jos das
Chagas, agricultor. Antonio Francisco das Chagas,
dilo, Jos Faustino de Jess, dito, Joaquim Jos
Alvares, lavrador, Jos Rufino de Lemos, dilo, An-
tonio Flix dos Sanios, dito, Braz Notuno de Barros,
agricultor, Joaryrrancisco da Cunha, lavrador, Mi-
guel ArchanjojRodrigucs, agricultor, Jos Joaquim
de Seua, dito, Estevao Paes Brrelo, dito, Joaquim
Manoel dos Santos, negociante, Jos Ouinliliano Pe-
reira, lavrador, Lino Jos F'aria, dito, Antonio Fcr -
reir da Silva, dito, Jos Francisco, agricultor.'Mi-
gnel Francisco Cabapais, .dito, Maooel Soares da
Silva, dito, Joo Filippe do Santos, dito, Jos Pe-
reira dos Santos, dito, Francisco Ferreira da Silva,
dito, Manoel Antonio do Nascimento, dito, a rogo
de Malheos de Oliveira Torres, Manoel Pereira dos
Santos, a rogo de Alexaudre Jos de Souza, Joao
Barbosa da Silva, Raj mundo Correia de Queiroz,
negociante, Manoel Alvcs de Oliveira, agricultor,
Joaquim Jos de Santa Auna, dito, Ignacio Fran-
cisco do Nascimento, dilo, Manoel Antouio do Nas-
cimento, dito, Manoel Rodrigues da Silva, dito, a
rogo de Joaquim Jos dos Santos, Antonio Goncal-
ves, e'joaquim Francisco da Silva, agricultores, Joao
de Dos Pereira da Silva, Joao Baplisla da Silva,
agricultor, Manoel Ferreira de Silva, Antonio Ber-
nardo da Rocha, Jos Hcnriques de Oliveira, a rogo
de Ignacio Correia de Queiroz, Jos Hcnriques de
Oliveira, Lourenco Rodrigues Luna, agricultor, An-
tonio Carneiro Luna, agricultor, Antonio Bernardo
da Silva, agricultor, Manoel Carneiro l.eao, agricul-
tor, Jos Coelho da Silveira, agricultor, Manoel Joa-
quim de Mello, agricultor, Francisco de Andrade
Lima, agricultor, Miguel Joaquim de Souza Pinto,
proprietario, Joao Lourenco de Oliveira Mello, a-
gricullor, llerculano Santiago da Silva, dito Mano-
el Pinto Muniz, dilo, Manoel do Nasciincnlo Vianiia,
dilo, Filippc Santiago dos Sanios, dito, Joaquim
Figueiredodos Santos, dito, Severino Bezcrra Leile,
Antonio Jos Dias, arlisla, Faustino Jus de Mello,
agricultor, Lourenco Gomes da Cosa, proprietario,
Jiistiniano da Silva Cavalcanli, agricultor, Manoel
Soares da Silva, dilo, Francisco Bezerra Leile, dilo,
Jos Joaquim de Olivciro, arlisla, Luiz Alberto da
Silva, agricnllor, Luiz Domingos Leile, dilo, Jos
Pereira de Barros, proprietario, Francisco Alves
Dantas, artista, a rogo de Antouio Manoel Ferreira,
agricultor, Francisco Alves Dantas, a rogo de Pe-
dro Jos de Lira, agricultor, Franrisco Flix de Le-
mos, Mauoel do Rosario de Vasconcellos, proprie-
tario, a rozo, de Francisco Barbalho de Lemos, a-
gricullor, Francisco Alves llantas, a rogo de Ale-
xandre Jos de Souza, agricultor, Miguel Joaquim
de Souza, Francisco Antonio, agricultor, Jos Joa-
quim de Saula Anua, dito, Manuel Faustino a Sil-
va, dito, a rogode Manoel Jos do Nascimento, pro-
prielario, Manoel Faustino da Silva, Marcos Anto-
nio de Mornes, agricultor, a rogo de .Joaquim Ma-
laquias de llollanda.de Jos Rolino da Silva.de Ma-
noel Jos do Nascimento, de Joaquim de S Ban-
deira, de Jos Germano de Barros, de Manoel Joa-
quim do Nascimento, de Jos Machado de Almeida,
de Francisco Alves Leile, de Miguel dos Anjos, de
Joaquim G'omcs, de Luiz Soares, de Manoel Pe-
reira, de l.ourcnc.0 Pereira, de Joao Francisco Ri-
beiro, de Bernanlino Roberto de Sena, de Sebastin
Bezcrra do Nascimento, c de Luiz Gouzaga de Frail-
a, agricultores, por nfto saherem ler neiu escrever,
Miguel Joaquim de Souza Piulo Jos Solerio
Sillines, proprielario, Jos Fideiis da Cunha, dito, a
rogo de .Manoel Teixeira de Carvalbo. de Joaquim
Soares Pereira, de Silvestre Rodrigues de Figueire-
do, de Manoel Joaquim de Sania Anua, de Jos
Gomes, de Joao Francisco da Cruz, de Francisco
Xavier dos Sanios, e de Manoel Filippe de Sou-
za, agricultores, Miguel Joaquim de Souza Piu-
lo, Jos da Cosa Villar, negociante, Aulonio de
Paula (l'Assumpcao, proprietario, a rogo de Fran-
cisco Pedro do Nascimento, e de Francisco de Pau-
la Simos, proprielarios, Miguel Joaquim de Souza,
Pinto, Antonio Lopes Lima, agricultor, a rogo
de Raj inundo Paes Brrelo, de Jos Thomaz, de
Mauoel Antonio Teixeira, agricultores, de Francisco
de Paula Correia, proprielario. de Mauoel Francisco,
agricultor, o de Vidal Francisco de Souza, dito, Ma-
nuel Joaquim Simoes, dito, a rogo de Mauoel
Antonio da Cruz, proprielario, de Joaquim Antones,
agricultor, e de Lucas Gomes Alves, arlisla, Jos
Machado da Silva, proprietario, Francisca da Costa
Monteiro, proprfetaria, Jos Francisco Maciel, dito,
a rogo de Jos Valerio e de Manoel Francisco da
Silva, agricultores, Belarmino Francisco de Paula,
proprielario, a rogo de Manoel Antonio dq Nas-
cimento, agricultor, de Manoel Cavalcanli de An-
drade, dito, de Antonio Cavalcanli de Andrade, di-
to, de Joaquim Bihianno Lobo, artista, de Francisco
Duarle dorStnlos e de Jo3o Vicente de Paiva, agri-
cultor, Miguel Joaquim de Souza Tinto, Filippe
Nery Bezerra, agricnllor, a rogo de Joao Fran-
cisco Barbosa, artista, e de Jos Rolino da Silva, a-
gricmlor, Miguel Joaquim de Sonza Pinto, Gon-
calo lioines de Souza, proprielario, Leoncio Cor-
reia de Mello, dilo, Lourenco Francisco Chalegrai
agricultor, a rogo de Luiz Jos ,t\e Souza. agri-
cultor, Miguel Joaquim de Souza Pinto, a rogo
de Antonio Rodrigues Vieira, negociante, de Caeta-
no Correia da Silva, proprielario, de Antonio Perei-
ra de Lucena, dito, e de Antouio Lourenco, agricul-
tor, Francisco Antonio de Sobral Manoel, da Cos-
ta Palmeiro, vive de negocio, a rogo de Francisco
Ignacio da Silva, proprielario, de Jos Ignacio de
Lima, dito, .de Marcolino Jos de Barros, dilo, de
Manoel F'rancisco das Dores, dilo, de Filippe Nery
da Silva, lavrador. de Jos Alexandre Gomes, pro-
prietario, de Joaquim Jos do Espirito Sanio, lavra-
dor, de Joao Evangelista, dito, de Joao dos Sautos
Rosa, dilo, de Jos Goncalves dos Santos, proprieta-
rio, de Manoel da Ressurreirao, dilo, de Jos Ma-
noel de Oliveira. dilo, de Joao Jos de Oliveira, di-
to, Manoel da Costa Palmeiro, a rogo ,de Luiz Jo-
s dos Santos, proprietario, Francisco Antonio de
Sobral, Jos de Barros Silva, proprietario, Joao
Severino da Silva, dito, Jos Victorino de Sobral,
dito, a rogo de Virgulino Jos da Silva, propriela-
rio, Francisco Antonio de Sobral. Joao Rodrigues
Duro, negociante, a rogo de Pedro Selestino,
proprietario, de Jos Ignez Daclua, negociante, de
Miguel dos Aujos, dito, de Filippe Jos da Silva,
proprielario, e de Anto Soares, negociante, Jo3o
Rodrigues Duro, Jos Carlos Varona, propriela-
rio, Carlos Jos de Vercosa, dito, Jo3o Baptista dos
Santos, dito. Claudino Jos Carlos, dilo.
Illm. e Exm. Sr.Devendo esla cmaro, munici-
pal emillir seu parecer como V. Exc. exige em seu
oflicio de 31 do lindo mez de julho, relativamente a
pelico, que fizeram subir a presenca do Exm. Sr.
conselheiro presidente da provincia os intitulados
commerciantes desta cidade. pedindn a transferen-
cia da feira para a ra Direila. c paleo da Malriz,
he a cmara de parecer, que tal prelcneao he des-
tituida de fundamento pelas razoes seguidles :
l. Porque a feira nao osl collocada na ruada
Lagoa do Barro, em ponto conliguoaorioTapacur,
pois dista a indicada ra mais de 200 bracas de
margem occidental do rio, o lugar da feira esl na
falda de urna colina cima desta ra em ponto Uo
elevado, que be impossivel ser invadido pela in-
nundacao do rio ; e se alguna logislas.e mscales ha-
bilam a ra da Lagoa de Barro, al onde chegou o
inexperado excesso da cheia, elles cumpre remo-
ver suas mercadorias para as casas prximas ao cam-
po da feira, que estao iscnlas desse perigo.
2.a Que esla cmara municipal recoolicceudo a
precisan de dilalar o espado da feira, e proporcionar
commodos aos concurrentes, fornecendo-lhes nm a-
brigo seguro para suas mercaduras, em sessao de 20
de setembro de 1850, resolveu cleger urna commis-
sao d'entre seus membros para escolhcr nm local,
onde fosse edificada urna casa para mercado publico,
sera que se inulilisassc a rasa, quj serve de arrugue,
que faz purlc das rendas municipaes; deu a commis-
silo conla de seus trabadlos, demonstrando em un
plano a maneira porque convinlta edificar a referida
casa, fyin.indu no cumeda colina um paralclogramo
aberlo pelo lado do sul, em cujo centro ollcrcceum
espacoso campo para o ingresso dos concurrentes,
terreno este enxuto, arejado, que est elevado mais
de II) ps cima do nivel do rio, c tendomais a par-
licubiridade de ser osle ponto equidistante aos dous
extremos da cidade, c fora do interior das ras ; cu-
jo campo esl desoecupado.
Recouhecendo mais esla cmara,"que cssa edifica-
Sao reuna o commodo dos concurrentes, a cle-
gaucia da localidade, e o augmento das rendas mu-
nicipacs de accordo com allribiiieo, que Ihe confe-
reoS 10 do art. f.li da lei do 1. de ouluhro de 1828,
resolveu que apenas fosse edificada a casado mer-
cado, ficassea feira abrangendo lodo o espaco, e au-
torisada pela lei provincial n. 339 de 21 do maio de
1853, fez orear o arrematar a couslrureilo da dila
casa, cuja arrematadlo se acbadopeudeute da appro-
vac.ao do Exm. Sr. conselheiro prc-idenie da pro-
vincia.
3.a Que nao sendo exacto, o que allegan) os peti-
cionarios, cujos autores a titulo de bem publico, e
do commercio liveram em vistas o augmento dos va-
lores de seus predios da ra da Malriz, e sendo iin-
praticavcl collocar-se urna feira ou mercado publico
no interior de urna ra entre 2 igrejas e 1 cemile-
rio, em um pateo plano, e alagado no invern, sem
calrameulo, e uem e-coador para as aguas, em gra-
ve prejuizo das rendas municipaes, porque ser pre-
ciso emprear a desapropriac,o para edificar-se o
acougue e a casa do commercio, ou de mercado pu-
blico, perdendo-se o edificio, que j exisle no lugar
mais conveniente, e commodo ; a cmara esl con-
vencida, que V. Exc. coubecedor de toda verdade,
que lem expendido informar ao Exm. Sr. conse-
lheiro presidente da provincia com a imparcialida-
de, que o careclcrisa, quanlo baslar para ser indef-
ferida a ociosa prelencjlo dos peticionarios.
Deosguardea V.Exc. muito- minos.Paco da c-
mara municipal da cidade da Victoria 1G deagosto
de 1854.Illm. c Exm. Sr. Dr. Anselmo Francisco
Pirclli, juiz de direilo desta comarca.Jos Pedro
t'elloio da Silveira, presidente.Josc Cavalcanli
Ferraz de Azevedo.Paulino Teixeira de Carva-
llu>.Antonio de Hollando Cavalcanli de Andrade.
Antonio Joao de Lima.
Esla conforme. O secretorio da cmara munici-
pal, Tiburlino Pinto de Almeida.
.--iaBBaaaaaHiiBaaaaaHi^*^^B<-^B0-*
Dilo de ditas de 2 mezes6 ', n ao auno.
Cambio sobre o Rio de JaneiroI % de rebate.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 1 a 2*.....151:6608321
dem do dia 25........10:1713118
16l:8.'HSi39
UIA LAGR11IV
sobre o tmulo do iiiiisirlaalmo sse-
nhor .ios Aulonio Pereira Reg.
Nao choris.' oulro conforto
Nos bracos leve de Dos >
Se ti* vida deixa o posto
Tem oulra vida nos cos !
(XalaarDores e F'lorcs.)
Era um amigo sincero,
Cuino puncos O sern !
Sua memoria venero....
Seus reslos all esiao.
Mancebo anda, coilado!
Nao sabia descuidado
Calcular a humana sorle ;
Como elle nao peiisam poucos, '
Que o mundo repula loncos,
Os que meditara na morle.
Mancebo.' Sim virtuoso,
De um coracao singular,
Que o pai Ihe dera zelloso
l'Mueaeau fvempl ir.
Amava o bem extremado,
Encarava o crime irado.
As mas paixoes dcleslou
Nascido na Santa Cruz
Era a crenca de Jesus
A crenca que scinprc amou.
Era fillio obediente,
No seu emprego cuidoso,
as acones era decenle.
No fallar espirituoso.
A' um pnrvir elevado
Pareca desuado
De riqueza, e flicidade:
Porui a plida morle
De-fecb ui-llie o cruel corle,
Matou-o na flor da idade.
Regai de pronto a loo /a.
Onde seus restos eslao.
Que sua alma ja repuusa ,
lo na celeste mancan,
l'ranleas a peda infausta
Daquelbi alma lao c.isla.
Que aos ps de Dos se elevuu,
Que, tiln da Santa Cruz,
Fui a crenca de Jesus
A crenca que senipre amou.
Pobre m'.i incnnsolavclI
Qiiein te poderia valer
- Nqsla perda irreparavel
Nesle cruento soll'rer!
Mas leus na Ici doScnbor
Lenitivo a tua dor ;
Adas a> enn.ol.ieao
Nos dogmas puros, sagrados
De unssos anlepassados
Da Santa Religin.
Recito 5 de agosto de I85i. '
Desearregam hoje 26 de agosto.
Briguc inglezAun Porlermercadorias.
Barca porluguezaMargaridadiversos gneros.
Brigue americanoIlaijfdortaboado.
Brigue lua-ileiroDimhigneros do paiz.
PatachoSbrale in?idem.
Importacao .
Hiale nacional Aurora, viudo do Aracaly, con-
signado a Jos Manoel Marlins, manifeslou o se-
guinte :
55 couros salgados, 22 molhos esleirs, 800 ponas
de hoi ; a Antonio Joaquim de Souza Ri-
beiro.
2 fardos sapatos, I sacco cera de ahelha, 37 molhos
esleirs, 28 dilos couros de cabra; a Joaquim Fran-
cisco de Alem.
650 raeios de sola, 359 couros salgados, 28 cusas
velas com postas, ditas sapatos, fjOsaccas familia,
86 molhos couro de cabra, I pacole peonas de ema,
3 voluines cera deabelha, 3 saceos feijao ; a Cami-
nha & Filhos.
2 barricas carne, secca ; a Chrisliani & Ir-
mao.
Lancha Tres IrmSos, vinda da Parahiha, consig-
nada a Joaquim Duarle de Azevedo, manifeslou ose-
guinle :
100 barricas abatidas ; a Bernardo de Serqueira
Castro Monteiro.
600 toros de mangue ; ao mesmo mes-
Ire.
Vapor inglez frasileira, viudo de Liverpool, ma-
nifeslou o seguinle :
I embrulhn com livros ; a J. Ryder & Compa-
nhia.
I embrolho ; a Johoston Paler & Compa-
a a.
1 emhrulho ; a Deane Voale & Compa-
nhia. ,
1 caixa ; a Russell Mello & Companhia.
1 embrulbo ; a Lccomte Feron & Campa-
nilla.
2 caixas ; a J. P. Voule
I barril ; a Machado.
Lancha Feliz das Ondas, vinda da Parahiba, ma-
nifeslou o seguinle:
300gigos com batatas, 250 arrobas de ceblas, 2
fardos ervadoce, 1 dito cominhos ; a Vicenle Ferrei-
ra da Cosa/
365 couros seceos salgados ; a Francisco Ra-
dich.
300 dilos ditos ; a Francisco Tavares Cor-
reia.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 24.....19:3ii00i
dem do dia 25........ 751JO00
20:095809i
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia I a 2i..... 9509265
dem do dia 25........ 6ft23i
956&99
Exportacao .
_Parahiba, hiato nacional COjBcetpao de Marta, de,
27 toneladas, conduzio o seguinle :61 volumes g-
neros estrangeiros, 277 barras de ferro, 465 arrobas
de carne secca, 900 barris plvora, 2 clcheles de di-
nas de cavallo, I fardo com s arrobas e 2 libras de
fumo.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 24.....17:6402663
dem do dia 2........ 6273934
18:2689597
CONSULADO PROVINCIAL.
Dado e passado nesta cidade do Recife aos 24 do
agosto de 1854. Eu, Joio Sarain de Aravjo Gal-
cao, escrivSo o escrevi.
Luiz Carlos de Paita Teixeira.
O Dr. Luiz Carlos de Paiva Teixeira, juiz de direilo
chefe de polica desla provincia, e auditor de ma-
rinha das provincias das Alagoas, Pemambuco, Pa-
rahiba e Rio Grande do Norte, por S. M. I. e C,
que Deoa guarde etc.
luco saber aos qne a prsenle curta de edictos Ti-
ren) e della noticia liverem. que, eslaudo ausenles
em lugar nao sabido os inleressados no mcame e
mais objoclos arrecadados do brigu-s ardo Carolina,
naufragado as praias da Cnsliuhi, visto como foi
confirmada pelo conselho de estado a sentenca deste
juizo, que julgou ru'prezai feila aquella brigua
e sus utensis, sao convidado! os sapraditos inters-
sidos a requererem seu direilo, para o que Ihes fi-
cam assignados 30 dias, pelo que mandei lavrar a
presente, quesera publicada pela irnprensa e afiliada
nos lugares mais pblicos desli cidade.
Dado e passado uesla cidade do Recife aos 24 dias
do mez de agosto da 1854. Eu, Joao Snraiva de
Araujo Galco, escrivio o escrevi.
Luiz Carlos de Paiva-feixeira.
DECLARACO ES.
Rendimento do dia 1 a 24
dem do dia 25
2i:H3S553
1:095sC64
25:539J2I7
MOVIMENTO DO PORTO
COMMERCIO.
m
PKACA DO RECIFE 25 DE AGOSTO AS 3
HORAS DA TARDE.
4 Cotacfies offlciaes.
Dejcoplo de leltras de 30 dias6 \ ao annn.
-Vaco entrados no dia 25.
Parahiba8 dias, hiato hrasileiro Tres IrmSos, de
31 toneladas, meslre Jos Duarle de Souza, equi-
pagem I, carga toros de mangue ; a Joaquim Du-
arle de Azevedo.
Ass13 dias, hiale bra-ileiro Sergipano, de 54 to-
neladas, meslre Ilenrique Jos Vieira da Silva,
cqupagem 7, carga sal ; a Jos Teixeira Bastos.
Passagciros, Rus niun lo Jos Quirino, Jos Anto-
nio Fcrnandes, Marcelino Alves Pereira.
Aracaly16 dias, hiale brasileiro Aurora, de 35 to-
neladas, meslre Antonio Ramos AITonso, equipa-
geni 5, carga couros, sola e farinha ; a Jos Ma-
uoel Marlins. Passageiros, Jos Domingues, Joa-
quim Jos de Souza, Francisco Nunes de Souza,
Jo,1o oseras o, Armio Candido Ramos.
Calino de Lima00 dias, galera inglcza Launees-
ton. de 610 toneladas, capiU Thomaz K. Betls,
equipagem 22, carga guauo; ao capitao. Veio
refrescar e segu para Cork. Conduz i passagei-
ros.
Sacio sahido no mesmo dia,
Em eoinmi.-o a liba de F'crnaiidoBriguc de guer-
ra brasileiro Cearense, commandanle o capitio-
leucnle Morono.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesourana provin-
cia,!, em cumprimenlo da ordera do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 22 do correte, manda fazer
publico, que no dia 14 de setembro prximo vindou-
ro, pecante a juntada mesma Ihesouraria, se lu de
arrematar quem por menos fizer a obra aos con-
cerlos precisos na ponto do Motocolomb, avahada
em 2:0905 rs.
A arrematado ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do crrente anuo, esob as
clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremata
cumparecam na sala das sessOs da mesma juiHa, no
da cima deciarado pelo meio da, competentemen-
te habilitadas.
E para constarse mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcruam-
buco 23 de agosto de 1854. O secretario,
Antonio F'erreira da Annuneiacao.
Clausulas especiaes pata a arremataro.
1." Os reparos de que precisa a poute do Molo-
coloinb, serio feilos de con formulado cen oorca-
incnio approvado pela directora em conselho, c a-
prescntido approvacao do Exm. Sr. presidente ua
niporlancia de 2:0909.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zodel mez, c as concluir no de 4 mezes, ambos
eoulados na forma do artigo 31 da lei provincial n.
286.
3." O pagamento da importancia da arremata
realisar-se-ha em duas preslaroes iguaes, a primei-
ra quando esliver feila a meiade do servico, a ou-
lra depois da obra concluida.
i." O arrematante nao podeta em momento al-
gun deixar de proporcionar transito aos carros e
animan
5.a Nao liavcr.i prazo de respoiisabilidade.
6. O arrematante ser obrigado a ter meiade pe-
lo menos do pessoal, erapregado na obra composla
de Irahalhadores livres.
7.* Para ludo o que nao se achar determinado as
presentes clausulas nem no on;anieulo, seguir-se-ha
o quedispoe a respeito a lei provincial u. 286.
Conforme o secretario,
Antonio Ferreira da Annuneiacao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel uesla cidade do
Recife, por S. M. I. e C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde ele.
F'ac.o saber aos que o presente edilal virem e delle
noticia liverem, que no dia 22 de setembro prximo
cguinte, se ha de arrematar por venda a quem
mais dereni praca publica deste juizo, que lera lu-
gir na casa das audiencias depois de meio dia conr
assislencia do Dr. promotor publico deste termo, a
propriedade denominada Pitonga, sita na freguezia
da villa de Iguarassii, perlencenle ao patrimonio das
roeuiiuda do convento o S.uitissimn coracao de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade lem una le-
gua em quadru, cujas extremas pegara do marco do
i'iigenho Monjopc que foi anligaincnte dos padres
da companhia de Jess, pela estrada a.liante ao lugar
que chamara Saplicaia da parle esquerda, e dahi
cortara buscando o sul e alravessam o rio Iguaras-
sii, Pitonga, al cncher una legua, c dalli parle bus-
cando o iiascenle al cncher outra legua, e dalli
buscando o norle donde principiou com oulra legua
que faz ludo nina legua em quadro, rom urna casa
de viven.la pequea de lelha e laipa ha pouco aca-
bada, avaliada por 5:0003000 rs., cuja arrematado
foi requerida pelas ditas recolhidas cin virtude da
licenca que ohliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novcnibro de 1833, do Enn. ministro da jus-
tc,a, para o producto da arrematado ser depositado
ua Ihesouraria desla provincia al ser convenido em
,i poli, o da divida publica, sendo a siza paga a cusa
do arrematante.
E para que ebegne a noticia de lodos, mandei
pasar editaos qoesenlo publicados por 'Mi dias no
jornal de inaior circulaeao, e afiliados nos lugares
pblicos.
Dado c passado ncsla cidade do Recife de Per-
nainbiico aos 9 de agosto do 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baptisla, escrivio interino o escrevi.
Custodio Mannel da Silva Cuimaraes.
O Dr. Luiz Carlos de Paiva Teixeira, juiz dedircito
ebefe de polica desla provincia, e auditor de nia-
rinba das provincias das Alagoas, Pcrnamhuco, Pa-
rahiba e Rio Grande do Norle, por S. M. I. e C,
que Dos guarde etc.
Faco saber aos que a prsenle caria de edictos vi-
rem e della noticia liverem, que, eslando ausentes
em lugar nao sabido os inleressados na escuna Sexta-
feira, e lendo a dita escuna de ser arrematada em
hasta publica, visto como foi continuada pelo conse-
lho de estado a sentenca desle juizo, que a julgou
boa preza, sao convidados os supradilos inleressados
para que no prazo de 30 dias, que Ibes ficara assigna-
dos, venham requerer quinto Ihes aprouver, oh
pena de ludo se proceder suas revelias ; pelo que
mandei lavrar o prsenle, que ser publicado pela im-
prensa e afflxado nos lugares mais pblicos desla
cidade.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, era cumprimenlo do
art. 22 do regula ment de 14 de dezembro de 1832,
faz publico que foram aceitas ai propostas de Ruine
& Bidoulac, Antonio Rodrigues Pinto, JoSo Pinto
de Lemos Jnior, Feidel Pinto & Companhia, Do-
mingos Jos Ferreira, Domingos Francisco Ramalho,
Antouio Pereira de Oliveira Ramos, Joio Fernandos
Prente Vianna, Joao Francisco de Araojo Liaaa e
Souza Si Ir.-nao, para fornecerera : o primeiro, 420
cobertores de la a a 28300 rs. ; o segando, 1,500 es-
leirs de palha de carnauba a 158 rs. ; o lerceiro,
1,075 covados de panno azul para o segundo batalhio
de iofanlaria de linha a 25200 rs., 650 covados de
dito para o mesmo balalhao a 29050 rs.; o quarto, 43*
covados da casemira encarnada a 25000 rs. ; o quin-
to, (i pellos decamurca a 15600 rs., 25 couros de lus-
tre a 352OO rs.; o sexto, 495 bonetes para o segando
batalhio de infanlaria com o numero de metal a rs.
15180 ; o stimo, 495 pares de cbouricas de lia bran-
ca para o mesmo batalhio a 460 rs., 526 grvalas da
sola de lustre a 355 rs.; o oitavo, 495 pares de cl-
chelo prelos a 10 rs., 144 grozas de botoes brancos
de ossoadlO rs., 208 ditas de dilos prelos a 310 rs.,
4 caivetes para penoas a 640 rs.. 2 easticaes de laUo
a I94OO rs. o nono, 15 varas de fila amarella de re-
Iroz para guarnicu de forraje mesa a 600 rs.; o d-
cimo, 2 tesouras para papel a 15440 rs., e avisa aos
supradilos vendedores qne devem recolher os referi-
dos objectos ao arsenal de guerra no dia 29 do fr-
renle mez.
Secretoria do conselho administrativo para forne-
cimeulo do arsenal de guerra 25 de agosto de 1854.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
arl. 22 do regulamenlo de 14 de dezembro de 1854,
faz publico que foram aceitas as propostas de Paulo
Jos Gomes, e Souza & Irmo, para foroecerem, o
primeiro, 4 costados de pi d'oleo a 75500 rs. ; o se-
gundo; 25 grozas de boloes pretos de osso a 320 r.,
12 ditas de ditos brancos a 320 rs., 4 bracos de ferro
para bataneas de 36 polcgadas de cumprimenlo a rs.
85100 ; e avisa aos supradilos vendedores que devem
recolher ao arsenal de gaerra os referidos objeetos
no dia 28 do correte mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
eiuiento do arsenal de guerra 25 de agosto de 1854.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direcrao do
Banco de Pemambuco sefaz certo aos se-
nhores accionistas, que se aclia autorisado
o seu gereDte para pagar o quarto divi-
dendo de 12jj000 por accao. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 1854___JoSo
Ignacio de Medeiros Reg, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcrao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pemambuco,
a ic, 1 Usa 1 cilicio 1. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 50 0|0 sobre o numero
das crjoesque Ihes foram distribuidas, pa-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil con tos de reis,
conforme a resoluro tomada pela assem-
ble'a geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambucp 7 de agosto de 1854.O se-
cretario do conselho de direccao,
J. I.deM. Reg,
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virtude de auteri-
sac,ao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar o seguinle:
Para a provincia do Para.
Plvora grossa, arrobas 100, dila de fuzil, ditas
100: os vendedores apresen lem as sua propostas em
carias fechadas, na secretaria do conselho, as 10 ho-
ras do dia 26 do correle mez. Secretaria do con-
selho administrativo para forncciinenlo do arsenal
de guerra 21 de agosto de 1854.Jos de Brito In-
glez, coronel presidente.Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 31 do
corrente mez,
espera-se da
Europa um dos
vapores da
companhia re-
al, o qual de-
pois da demo-
ra do costme,
seguM para o
sul: para passageiros, Irala-se com os ajfntes Adi-
msou Howie V Coiipauliia, no TrapicheNovo n.42.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
O conselho de direcrao da companhia
Pernambucaha, tendo de tratar de assum-
pto importantissimo a' mesma empreza,
convida todos os senhores accionistas para
a reumao deassemble'a geral, quederera'
ter lugar no dia 29 do corrate, pelas 11
horas da manhaa, na sal das sessoes da
associaro commercial desta praca. Reci-
fe 25 de agosto de 185i.Antonio Mar-
tines de Amorim, secretario.
SOCIEDADE DRAMTICA EMPREZARIA.
, 3.' RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 26 de agosto de 1854.
Depois da executito de urna escolhida oavertora,
represeutar-se-ha pela primeira vez ueste Ihealro a
nova e muito engranada comedia em um acto do
Keperlorio-coinico-dramatico do Iheatro porlaguez
do lismnasio. a qual tem por titulo
& IP@iaTA A RUSA.
Actores.
O Sr. Mendes.
Senna.
11 Santa Rosa,
n Pereira.
Personagens.
Tihurcio........
Silveira I-.......
Silveira 2*.......
Silveira 3.......
Meslre Josc, sapaleiro de os-
eada ........ Costa.
D. Man.nina da Silveira. A Sra. D. Amalia.
I "na senhora...... l>. Orsal.
Urna criada do D. Mariauna. > D. Auna.
A acc.o passa-se em Lisboa.
Rcpresenlar-se-ha pela segunda vez o muito ap-
plaudido e desejado drama em 5 actos e que se de-
nomina
A rh-ir;i da Alleiuanha.
> ou
O BANvll'EIRO DE FRANCFORT.
Ordem do cspcclacnlo : 1. o drama, depois a
comedia em um acto com a qual lindar o espect-
culo.
Principiara as 8 horas.
AVISOS martimos.
AO PARA'
vai seguir mu i prximamente,
_ por ter quasi todo o seu carre-
gamento contratado,^, escuna Flora,
capitao J. S. Moreira Rios, tocando s no
Maranhao pira receber pratico : para o
resto da carga trata-se com os consigna-
tarios Antonio de Almeida Gomes di Com-
panhia.
MARINHEIROS NACIONAES.
Contrata-os J. S. Moreira Rios, capitao-
da escuna nacional Flora, para o dito
navio, que segu ao Para' com muita bre-
vidade.
PARA O CEARA'.
Sahe neslee dias o hiale .Voro Olinia, para o res-
tante di carga a tratar com Tasso Irmaos.

I


-

DIARIO DE PERRAIBCO. SABBAOO 26 DE AGOSTO DE 1854
*
.

Companhia brasileira ele paquete* de
vapor.
Ovapor brasileiro/m-
Jpentdor, rommandante
o 1." lenle Jos Leo-
poldo tle Noronli.i Tor-
rez<1s,epera-sc dos por-
los do norte al 28 do frrenle, e seguir para Ma-
rci. Baha e Rio de Janeiro no dia seguinte da sua
chegada : agencia na ra do Trapiche n, 40, segun-
do andar.
Para o Ceara'.
segu em poneos das o patacho national Alfredo ;
par* carga e passageiros traale com J. B. da Fon-
sera Jnior, ra do Vigario numero 4, primeiro
andar. -s_
PARADO RIO DE JANEIRO.
0*brigue nacional Elvira segu em
poucos dias, por ter mais da metade do
MU carregamento : para o resto, passa-
geiros ou escravos a irete, trata-se com
Machado & Pinheiro, na ra do Vigario
n. t, segundo andar, ou com o capitao
* na praca.
, Para o Acarac segu rom hrevidade o hiale
Sobralense, capillo Francisco lit da Silva Ralis;
recebe carga e passaeeiros : Irala-so com Caelano
Cjriaco da C. M., ao lado do Coipo Sanio n. 25.
Para a Bahia sahe por estes dias a
sumaca nacional Rosario de Maria, por ter
a maior parte do se carregamento prom-
pto ; para o resto da carga epassageiros,
trata-se com Novaes & Companhia, na ra
do Trapiche n. 54, ou com o capitao na
praca.
DO MARANIIAO"
esta' a chegar o palhabote "Lindo
Paquete, navio novo, muito hem
\ construido, pregado e forrado de cobre,
e de primeira marcha ; ha de ter neste
porto mui enrta estada, cevendo regres-
sar com presteza ao Maianho, para on-
de ja' tem parte da carga tratada : os
pretendentes a aproveitar ainefa este ex-
cellente barco, queiram dirigir-se em
tempo a Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, na ra do Trapiche n. 10,
segundo andar, aim de contratarem a
carga que tiverem.
Para a Bahia segu,1 em poneos dias a veleira
Garopeira LivraeSo ; para o reslo da carga Irala-se
com seu consignatario Dominios Alves Malheus, na
ra da Crin n. 54.
Vende-so brigue nacional Fortuna do Nor-
te, forrado de cobre, ede loleo 190 toneladas, esl
tundeado defronle do trapiche di Ramos : os pre-
tendentes podem dirigir-se ao escrplorio da ra da
Cruz n. 40, primeiro andar.
LEILO'ES!.
AviuvadeManoelCaetanoSoaresCar-
neiro Monteiro, fara' leilao'por interven-
raodo agente Rorja, em presence do Sr.
Dr. juiz dos orphaos, em sua casa na ra
da Auroran.58, segundo e terceiro an-
dar terca-feira 29 do corrente as 11 ho-
ras da manhaa, dos movis pertencen-
tes ao seu casal, consistindo em elegante
mobilia de Jacaranda' com pedra, 2 r-
quissimos tremo's, 2. guarda vestidos de
excellente gosto, secretarias, commodas,
guarda roupas, aparadores, guarda lou-
cas.eoutras obras de marranera de dif-
ferentes qualidades, etc., etc., candela-
bros, lanternas, mangas dvidro, appa re-
inas de porcelana para almocpe jantar, e
varias louras e vidros para serv ro de me-
sa, obras de ouro eprata, calungas, vasos
eenfeites de porcelana pan sala ; e ou-
tros raudos objectos que seria enfadonho
o menciona-los : os quaes se acliarao pa-
tentes na mesma casa no dia do leilo.
LEILAO'
de urna porciro de ceblas e 300 Rizos de balalas, que
erao vendidas por conla de qoem rfcrlencer: no caes
da alfandega, em Joles a vonlade dos compradores,
boje 26 de agosto.
Terc.a-lera, 29 do correnle, as 10 1)2 horas da
manhaa, o agente Vctor fara leilo no seu arma-
zem, ra da Cruz n. 25, de arando e variado sorli-
inenlo de obras de marcineria, novas e usadas, de
difierenles qualidades, eoutros muitos objeclos, que
seria enfadonho mencionar.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 UVA. DO COX.I.SGIO 1 AHDAB 25.
Dr. P. A. Lobo Moscnru d consultas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 bofas "a
manhaa al o meio dia, e cm rasos extraordinarios a qualquer hora do dia ou nuile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operario de cirargia, e acudir prompramentc a qual-
quer mullier que esleja mal de parto,"e rujas circunstancias nlo permillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LORO MOZO.-
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. 11. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volunies encadernados em dous :................. 208O00
Esla obra, a mais importante de toda as que tralam da homeoplhia, interessa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a doulriua de Hahncmann, e por si proprios se eonvencerem da verdade da
mesma: inleressa a lodosos senhores de engenho e fazeuderos que eslo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos rapilcs de navio, que nao podem deixar urna vez on oulra de ler preciso de
acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripolanles ; e inleressa a lodos os dieres de familia c,ue
por circnmslancias, que uem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a preslar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha ou trail unjan do Dr. Bering, obra igualmente til is pessoas que se
dedieam ao esludo da homeoplhia um volme grande..........
O diccionario dos.lermos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis
pensavel s pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
Urna carie ira de 24 lubos grandes de finissmo cbristal com o manual do Dr. Jahr e*o diccio-
nario dos termos de medirina, ele, etc.......-........
Dila de 3fi com os mesmos livros....................
Dita de 48 com os ditos. ,..................
Cada rarleira he arompanliada de dous frascos de tintaras indispensaveis, a escolha.
Dila de 60 lobos com dilos.....................
Dita de 144 com dilos..........,.............
Estas silo acompanhadas de 6 vidros de tinturas i esralha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Hering, lerao o abalimenlo de lOOOO rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras Ditas de 48 dilos......................... 163000
Tubos grandes avulsos....................... 1JO00
Vidros de raeia onc,a de Ihitura.................... 29000
Sem verdadeiros e I preparados medicamentos nao se pode dar um paso seguro na pratica da
homeoplhia, e o proprietario desle cstahelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superieridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crystal de diversos lmannos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por presos muito com-
modos.

89000
49000
403000
455000
509000
608000
1008000
1). Maria Francisca de Almeida. viuva de Jos
francisco da Silva, declara que lhe consta, que ha
urna pessoa neslacidadc que propala que tem um pa-
pel da aiinutirianle, 110 qual esla se obriga a dar-lbe
1:0008000 por auno, o que he mentira, porque a an-
uuncianle nao passou tal papel, nao o mandn pas-
sar, nem o assignou ; e declara mais, que at esla
dala nao fez testamento nem em nota nem cerrado.
Recife 12 de agoslo de 1854.Maria Francisca de
Almeida.Esla reconhecido.
AVISOS DIVERSOS.
# Antonio Agripino Xavier de Brilo, Dr. em
medicina pela laculdade medica da Bahia, re- Sjt
side na ra Nova n. 67, primeiro andar, 011- 55
# de pode ser procurado a qualquer hora para o m
exercicio de sua profissao. m
PIANOS.
Patn Nash & C. acbam de receber de Londres
dous elegantes piauos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
x O abano assignado, possuidor de 12 apolices
da companhia de Beberibe de n. 1,161 a 1,172, faz
publico, que lendo-se desencaminhado as ditas p-
lices do seu poder, offerece a pessoa que as adiar,
gratificar generosamente, levando no seu armazem,
ra do Apollo n. 4 A, ou no escritorio da compa-
nhia. Manoel Gonealiet de Olireira.
O abaixo assignado, solicitador da veneravel
ordem terceira de San Francisco ilcsla cidade, auto-
piado pelu procurador geral da m.sma ordem, con-
vida a todas as pessoas que se acliam a dever foros
dos lerrenos em que tem suas casas foreiras i mesma
ordem, para que al o dia 10 de selembro prolimo
fulurg vao salisfazer os seus dbiles, sob pena de se-
ren cobrados judicialmente, e para commodidade dos
devedores achaco ao abaixo. assignado lodos os dias
ule das 12 horas do dia as 2 da tarde na loja do
hr. Padre Ignacio Franekco dos Santos, no largo do
Collegro.Manoel Luiz da leiga.
COLLEGIO DA AURORA.
O abano assignado, achando-sc licenciado pelo
goyerno da provincia para poder ensinar, tem esta-
belecido na ra do Passeio, casa ;m que foi a lypo-
graptiia do finado Roma, um collegio denominadoo
Collegio da Aurorapara educaao da mocidade.
Anise ensinarau todas as materias lendcules ao 1. c
i. grao de msIruccSo elementar ; islo he, primeiras
letlras, lingua e gjammalica nacional, elementos de
geographia e historia, arithmelica .; geometra prati-
ca, como1 lambem precisamenle a lingua latina e sua
grammalica. O director desejande impetrar do res-
peiUTel publico seu apoo e approxac^lo, convida pe-
lo prsenle aos senhores pas de familia, que le-
nham lilhos a educar, se dignem de visitar o sobredi-
to collegio, aOm de verem se lhes agrada o seu rgi-
men interno. O mesmo escusando-se de apregoar
vanlagens anda nao realisadas e condecidas em sen
melnodo de ensino, s pondera e limila-se a dizer,
que empregar todas as suas forras e disvelamento,
a"m de ganhar o conceilo e boa eepulacSo que he
alma o vida de um tal estabelecimtnlo.
Silvano Thomaz de Souza Manalkat*.
Jos Mana Pereira, cidadao brasileiro. retira-
se com sua ramilha para a provincia do Para.
O padre Antonio Jos de Souza Gomes pro-
pe-se a ensinar parlicularmenle a lingua franceza-
quem quizer utilisar-se de seu presumo, dirija-ic i
cidade de Olinda, ra do Carmo, cisa lerrea que faz
quina para o becco do convento de S. Francisco
que tem am lampeSo no porta.
PrelenUe-fe fazer negocio com a padaria do
Sr. J080 Alves de Moura, na Passagem da Magda-
lena ; se alguem se achar com alguna direilo, poder
declarar por este jornal uestes 8 dias,
a T ? ?r.Jra1CSC,0 lM'z Vialle Jnior, particular
do l.balalhao de infamara, queia vir receber em
casa de lasso Irmaos, urna carta e urna encommen-
da que seu pai lhe mandou do Rio de Janeiro para
lhe ser entregue em mo propria.
- Prevme-se-ao Sr. Amaro Lopes Coellio, mora-
dor em h. Brancisco da Varzea, para que nao faca
negocio algum com Auna Maria, moradora na matriz
da Vanea, com urna parte do sitio da Cruz.iiirmes-
ma Vanes, que diz a mesma ter; por quanlo dita
parle e lodos os seus rendimenlos ja foram vendidos
pela verdadeira herdeira e possuidora, desde 10 de
julho prximo passado, como consta da escriplura
publica, laprada as notas do tabelliao Baplisla de
Almeida, liv. 1.a fls. 99. '
O mnibus Pernainburana d prin-
cipio as suas viagens para Olinda no
1. de selembro ; as pessoas que qui-
zerem asaiguar podem dirigir-se ;i ina dasLirangei-
ras n. 18.
- puem perdeo 5SO00 rs. que foi adiado hon-
lemj pela escrava de Miguel Jos de Almeida
l trnanibuco, dinja-se casa desle, que ser eulrc-
?^.,.n ?* "t"""*' cuJa he a P da ordem
terceira do Carmo.
nr^T. .? "" ,de poaca famili" 1'ler alu" urna
emir eq?av ?a *"? ,n,pa C iue Miba '"""mar,
coser e lavar. na taberna n. 8, no aterro da Boa-
Vista, se dir quem quer.
a..~. ^K^Cipr<"nP10 ho"'1 da Bola em Cachan-
Tissss^sy,auihem te ven"e ~:
No sobrado da ra do Pilar n. 82,
precisa-se ahijjar t, rna escrava que encorn-
le bem, e sa.ba cuidar de uma casa de
pequena lamida.
GABINETE PORTLGtEZ DE I EITI RA
Por ordem da directora do gahineporlugiicz de
w irT""?6 W S^ accionis,;" P"a reni-
rem eslraordmarianiente em asscmbla geral d
n'ingo. 3 de selembro, a. 11 hora, ,1o diaf- v/
%Y", '.'aTl>oza. -2. secretario.
iw JTE pORT,^UEZ DE LEITLRA.
oitS''da,licl0,2a' lom"daemsessaode
24 do *.*reole, roga-ae aosSrs. asso. iados, que con-
servam em seu poder livro. perlencontes ao gabine-
1'r~Z P"Mrraarca'o para a Litara, hajam de
o. recolher ate oJim do eorrent. mei, do contrario a
gu amento.-iW. F. de Sov-a nar,)oza, 2. seere-
AVISO AO PUBLICO.
Por motivos imprevistos deia de haver o chrisma
na ordem terceira do Carmo no dia 27 do corrente
Hcando transferido para o dia 3 de selembro.
No aterro da Boa-Vista n. 55,
ha grande sorlimento de rodas de carro de mate-
ra de lora e do paiz.
Na ra do Trapiche n. 17, recebem-se encora-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele: no mesmo lugar se mostram ricos de-
senlio*.
Furlou-se do segundo andar do sobrado da ra
da Cadea Velha n. 52, um relogio de ouro patenle
ingle/., fabrica descoberta, mostrador de ouro, de
los: Eglise London n. 6341 : quem o descubrir sera
generosamente gratificado, levaudo-o ao sobredito
sobrad.
LOTERA DO THEATRO DE S. ISABEL.
Ocautelista Antonio Jos Rodrigues
de Souza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, que seus billietes, e meios bilhetes
e cautelas da lotera cima, se acliam a
venda pelos precos abaixo as lojasdocos-
tume. O mesmo cautelista se obriga a
pagar por inteiroos premios del0:000s,
de 5:OO.sOOO, e de l:00\s000, caso os
seus ditos bilhetes inteiros e meios billie-
tes os obtenham, os quaes vao por elle
rubricados
Billiete inteiro ll.sOOO
Meio bilhete 5,v00
Quarto 2.S800
Oitavo 1.S500
Dcimo l?5O0
Vigsimo 700
Dao-se bolos de vendagem ; no lar-
go de S. Pedro, sobrado de um andar
n. 9.
Chegou a loja do Cardeal, na ra
do Rosario, o novo rap rolaorancez, por
precocommodo, para os amantes da boa
pitada.
O abaixo assignado, professor jubilado na ca
deira de geographia e historia, do Lyceu, tem abcrlo
um curso destas mesmas disciplinas, e de rhelerica
em um collegio ; as pessoas que se quizerem matri-
cular em qualquer dellas, podem procura-lo no mes-
mo collegio, ra daCadeia n. 13.
Affonso Jote de Oliveira.
Precisa-se alugar uma casa de um andar eso-
lao, ou um segundo andar que tenha pelo mesos cin-
co bons quartos, cozinha fra e seja arejada ; nao se
escolhe a ra se nao fr rouilo distante do centro do
bairro de Santo Antonio ; paga-se bom luguel, e
d-se a garanta que se exigir : a tratar no segundo
andar da casa u. 46 da ra do Qucimado.
_ Arrenda-se o armazem de assucar da ra da
Guia n. 64, com lodos os seus ulencilios, on vendem-
se estse garante-sc o arrendamento por 1508000 rs.
annuaes ; tambem se aluga o primeiro andar da mes-
ma casa : Irala-si no aterro da Boa-Vista n. 60.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, prolssor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Erotesta"pcio satisfazer a' expectacao pit-
uca ainda a cusa dos maiores sacrificios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e S.
Manoel de l.izarralde, subdito hesphnhol, re-
lira-se para o Rio de Janeiro, liquidando seus ne-
gocios nesla prara, e deivando por seu prorurador
A. R. Isaac.
LOTERA DO THEATRO DE SA!\TA-ISABEL.
Corre indubitavelmente em 20 de
setembro do coi rente auno.
Aos 10:000,9000, 5:000.s000, l:000.s000.
O cautelista Salustiano de Aquino Ferrcira avisa
ao respeitavel publico, que os seus bilheles c caute-
las nao solfrcm o ilesconlo de oilo por cenlo do im-
posto geral nos tres primeiros grandes premios,
fclles eslao cxposlos a venda as lojas j conhecidas
do rcspeilavel publico.
Bilheles 118000 10:0008000
. Meios ..,500 5:0008000
Ouartos 28800 2:5008000
Oitavos 1&500 1:2508000
Decimos 1.3300 1:0008000
^lgeslmos 8700 5008000
A obra a raclura de 4 cannos de cobre rom 5 pollegadas de
dimetro e 240 palmos de comprado : quem os qui-
zer fazer, cn(enda-se com o director Antonio Jos
bornes do Correio.
PARA I.IVRAR DE QtESTO'ES FUTURAS.
Acha-sc justo e contratado com o Sr. Manoel Ren-
to Alves de Maredo, um negocio tendente a metade
da casa terrea, sila na ra de S. Jos n. 25; roga-sc
a pessoa qnc liver de oppr algnm embararo, de
enlendcr-se com Amonio Moreira Reis, no paleo do
Terco n. 13, uestes 8 dias.
~ Quem liver uma canoa que possa conduzir um
milheiro de lijlos, e quizer alugar sem o conduc-
tor, dirija-sc ra do Crespo, loja n. 3, ao lado dol
arco de Sanio Antonio.
No sobrado qopeda ordem terceira do Carmo,
precisa-se para ama, de uma prcla escrava, que le-
nha bom leile e que^eja sadia.
Roaa-sc aos credores do fallecido Jos Antonio
I erera Kcmi. que apresenlcm seus dbitos, na ra
..di Cadea do Kerife, loja n. 4t.
Anda prerisa-se de um bom coziuhciro, c fie
neaprcla paraservijo de casa; prefere-se eacravos:
na ra da Senzala Velha n. 60, esquina do beceo do
Capim.
O bacliarel Jos Maria da Triadade. seainidn
escripturano da thesnutaria de fazenda, acha-c ad-
voaando nos auditorios desla cidade, e lem o seu cs-
criplorio estabelecido n'uina das salas do anligo so-
brado da roda, na ra do mesmo flome n. 9, onde
pode ser procurado qualquer hora, afora da do ex-
pediente do sua repartido ; sendo que durante esta
lerao os seus dieotes advogado cerlo e determinado
de reconhecido mrito, para providenciar nos casos
urgentes que occorrerem de momento. .
A pessoa que quizer farregar ou embarrar para
qualquer um do porlos do norte, na lancha Feliz
da* Ondat, dirija-se ao Trapiche do algodio que
achara com quem tratar.
Continua-se a dar pequeas quantiasa premio,
( sobre penhores ; ua roa do Hospicio, casa n. 17.
0 DENTISTA 1-RANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga $a)
9 do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den-
3J tes com gengivas arlificiacs, e dentadura com- t$
5$ plcta, ou parte della, com a ^ressao do ar. jtf
J Tambem lem para vender agua denlifricedo
^ Dr. Pierrec p para denles, lina larga do
Rosario n. 36 segundo andar.
MMHIMMM
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
LOTERAS da provincia.
O tlicsoureiro das loteras avisa, que
acham-se a' venda.nos lugares do costu-
me, os billietes da loteria do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
praca da Independencia, lojasn. 4e 15 ;
ra do Qucimado, loja n. 59 ; Livra-
mento, botica n. 22; rita da Cadea do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. 48 ; ruado Cabuga', botica do Sr.
Moreira e ra do Collegio ns 15.
Os ahaixo assignados avisam ao publico em ge-
ral*a ao corpo do commerrio, que dissnjveram ami-
gavelmentea sociednde que linham debaixoda firma
de Ponies Pires 4 C., firando a cargo de Joaquim
Kilu'iin Ponles, tanto o aclivo como u passivo da
cxlincla firma. Pernambuco 17 de agoslo de 1854.
Joaguim fibeim Pontes. Jote llibeiro Pontes.
Francisco Pire* Carneiro.
Oflerece-se uma ama porlugueza para casa de
um homem solleiro ou de pouca familia, engnmmae
faz o mais serviro : quem precisar, dirija-se Boa-
Visla, ra da Concejero n. 52.
A pe&"' 1ua annunc'"" vender um oilanle.
mappas e livros nuticos, dirija-se ra do Vigario,
armazem BjJ 1, do Sr. Telles & Companhia.
F.xislem rarlas para os Srs. Francisco Paes
Brrelo, Jtnlonio de Sa e Albuquerque, Antonio
Raymundo'de Mello ejeronvmo de Albuquerque
Mello : na na da Cadeia do Rerife n. 41.
Honorato Joseph de Oliveira Figuciredo, ven-
de os seus sitios, uma porfo de Ierras no Brejo, sita
na propriedade Cruruannas, uma parle do sitio Ja-
lobii, silo no Cotipge. um sitio do Cocalzinho, silo
no Carralinho, com frucleiras, casa de morada e de
fazer farinha, ecom aviamenlos para fabrico da mes-
ma, na i'iivnaeao deS. Bento, villa do Bonito, ter-
mo de Garuar, todo tivre c desembarazado de qual-
quer onus : tambem vende-sc qu.-ilquer um delles
em separado, e fa/.-se lodo negocio: as Cinco Pon-
las n. 62.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda as lojas do costume
os bilhetes inteiros e meios bilhetes da lo-
teria 45 do Monte Pi Geral, a qual cor-
ren ema santa casa da Misericordia, en
22 do presente. As listas se esperara pelo
vapor no dia 25, e deve aqu chegar a 5 ou 4 de
setembro prximo.
Oflerece-se umi mulher para ama de casa de
pouca familia,a qual cozinha c faz lodo o servido or-
dinario de urna casa na ra Direila n. 96.
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- _
9 dou-se para o palacete da ra de S. Francisco $
0 'mundo novo) n. 68 A. j)
Ao commercio.
O abaixo assignado, convencido do muito que con-
viria estabeleccr-se cm Pernambuco nmi aula em
que a mocidade, que se deslina carreira do com-
inercio, podesse praticameule adquirir os couheci
menlos necessarios, para bemdescmpenhar as func
es de raixeiro em qualquer escriplorio naciunal ou
eslrangeiro, apezar de recunhecer as suas poucas
haliilitafoes para um semelhante magisterio, vendo
com ludo, que oulros muito mais habilitadus se nao
lem al aqu proposlo a issn, vai elle, confiado ni-
camente na pratica que lem de alguns annos, abrir
para esle t rr, uma aula, ua qual se propoe a ensinar
a fallar eescrevera lingua inglezaea franceza, con-
labilidade e escripturacilo commercial pnr partidas
dobradas. As lices de cada uma das duas linguas
scrAo em dias alternados, c para qne os alumnos
possain em breve falla-las, nao se lhes consentir
que depois dos primeiros (res mezes de lirflo fallen)
na aula outra lingua, que nfto seja a da classe res-
pectiva. A abertura lera lugar no dial, de de setem-
bro, c as pessoas que a quizerem frequenlar se de-
\ era com antecedencia dirigir loja dos Srs. Gou-
vcia & Leile, na ra do Queimado, aonde pdenlo
tamboril cliter as mais informara-, que a respeilo
desojaren!. Adverle-se que a matricula s estar
aborta at o fim (leste me/, e que depois desse dia
na se podem admitlir mais alumnos durante este
anno.Jm da Mata.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior polassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco, tudo por preco commodo.
Koga-se ao Sr. Ricardo Jos Pereira Pinlo,
por mi se saber de sua morada, o favor de ir ra
do Vigario n, 11, primeiro andar, a negocio que lhe
diz respeilo.
Precisa-se de um caixeiro porluguez de 12
14 anuos, de boa conducta e que lenha alguma pra-
tica de taberna : na ra da Roda, n. 52 se dir
quem quer.
Precisa-se de uma ama de leitc : na ra da
Roda n. 52.
Quem annunciou querer comprar um viola,
dirija-se a ra do Vigario n. 29.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA,
professor da arle de msica, oflerece o seu prestimo
ao respeitavel publico para leccionar na mesma arle
vocal e instrumental, tanto em sua casa como em ca-
sas particulares : quem de seu presumo se quizer
utilisar, dirija-se ra do Arago n. 27.
Ii,i-sc iliiilieirn a juros cm pequeas qoantias,
sobre penhores de ouro e prala : na ra Velha
u. 35.
I.ava-sc e engomma-se com toda n per(eclo e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, ua loja do so-
brado ii, 15.
19 O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes,
ffi formado em medicina pela faculdade da 11a-
bia, ron tilma no exercicio de sua profissao, na
A ra Nova n. 19, segundo andar.
m
James Crabtree & Companhia fa-
zem sciente b publico, que a bem conhe-
cid a graxa ingleza n. 97 s se vende no
seu armazem, ra da Cruz n. 42, em bar-
ricas de 15 duzias de potes, e a preco de
50i'000 cada barrica. O publico he con-
vidado a prestar toda a sua atteneflo para
o papel que cada pote desta grava traz, o
qiial mostra o nome do sen verdadeiro au-
torDay & Martin n. 97Holbon Lon-
don, aim de nao confundirem-na com
outra graxa do mesmo numero, e que
tem sido importada ltimamente, mas
que no entretanto niohedaquelle autor
O abaixo assignado, herdeiro do tinado JoIo
l'irniinn da Cosa Barrada, declara que, exislindo
uma lellra perlencenle ao mesmo Joao I ir mi no, acei-
ta pelo major Francisco Antonio Pereira dos Santos,
ja fallecido, proveniente da venda que lhe fez do
engenho Tenlugal, a qual lellra he da quanlia de
3:000^)00, e se ada veucida desde 31 de julho de
1835. e como ignore em poder de quem ella exisla,
roga a qualquer pessoa que souber ou a liver.dedare
por este Diario, assegurando-lhc o abaixo assignadu
suagratidao porum tal motivo.
% Joiio da Rucha li'anderley Lins.
AGENCIA DE PASSAPORTES E TTU-
LOS DE RESIDENCIA.
Tiram-se passaportes, tanto para dentro
como para fra do imperio, e tirulos de
residencia, por muito commodo preco:
quem precisar, dirija-se a ra do Crespo
n. 10, loja do Sr. Jos Goncalves Malvei-
ra, que achara' com quem tratar.
Na ra da Cruz n. 20, primeiro an-
dar, tem uma carta para ser entregue em
mpo propria ao Sr. Dr. Allonso Jos de
Mendonca.
Honaralo Joseph de Oliveira Figuciredo, con-
scnlior do engenhn Araguaba. na Ribeira de Una, na
freguezia deS. Miguel de Barrciros, vende as parles
que naquclle engenho lem : a tratar na ra das Cin-
co Pontas, sobrado n. 62.
Toalhas e guardanapos do panno de linlio
, puro.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por preros com-
modos.
Cvpriano Zubia de Criinta, subdito hespanhol,
relira-se para o Ro da Prala, com escala pelo Rio
de Janeiro.
Precisa-se de urna ama secca para casa de pou-
ca familia, que saiba coser e engommar ; na ruado
Cabug ii. 2, se dir quem precisa. *
Desappareceu um cabriuha, le idude de 10 an-
nos, no dia 6 do corrente, por nome Olegario, com
os signaes segunles : marcas de bexigas no rosto, do
lado direito tem no nariz mais marcas, denles acan-
gulados, bocea pequena. I mu roupa de lulo, esup-
poe-se que mudasse por ler levado oulra roupn de
cor: roga-sc as autoridades ou alguma pessoa do
povo noticias do dito cahrinha. que se lhe tirara mui-
to agradecido ; na ra da Cadeia de Sanio Antonio,
loja de empalhador:
O Sr. acadmico Jos Elias Elizeu da Cosa
Ramos lem uma caria viuda do centro, na ra Nava
n. 24.
Precisa-se de alguna ofliciaes de alfaiate, que
(rabalhem em obra grande : na ra da Madre de
Dos n. 30. primeiro andar.
mZJ^iiT^T^i1'^0 compl.e" qo,e dLari,~ Vendem-se2 piano fortes de alma-
mente destila uma pipa de agurdente, o alambique
he do cobre puro e mui bem construido ; bem como
o esquema garapa, as cubas sao todas de airarello
vinhalico, obra bem feita e de durado : Irala-ie na
ruada Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar.
Vende-se uma cass lerrea cora sitio, tendo esle
varios arvoredos de fruclos e baila para capim, na
estrada de Luiz do Reg, em Santo Amaro ; a Ira-
lar no mesmo, das 6 as 8 horas da manhaa, e a larde
das4emdianle, com seu dono Miguel Archanjo Fer-
nandes Vianna.
Vende-se una casa na povoac,5odos Alegados,
ra de S. Miguel, feita de pedra e cal. cm chaos pro-
prios; tambem so vende uma barrara que carrega
10 caixts, um alambique de cobre com os perlenres
de uma dcslilacito. um escravo destilador, oilo vac-
cas de leilo e carrinhos de mito ; na ra da praia de
Santa Rila, defronle da ribeira do peixe n. 12.
FICTO SECGO.
Vendem-se fado secco de gado, proprio para es-
cravos : na ra do Queimado, loja n. 14.
FRESCAES (II FIJOS DO SERTAO*
Vendem-se os muito bons c frescaes queijos do
sitia ; na ra do Queimado, loja n. 14.
Vendem-se muilo bom peixe em salmoura ; na
rna do Queimado, lojan. 14.
, Vende-se muilo bonitas redes pintadas, pro-
prias para tipoa : na ra do Queimado n. 14.
Vendem-se no becco Largo, loja n. 4, alm de
um grande surtimento de louca superior vidrada,
como seja : lalhas de diversos lamanhus as melhnres
possiveis para resfriar agua e mitras muitas pecas
necessarias para uma casa que se trata com decencia,
ha famosas pingadeiras de grandes lamanhus, assim
como assadeiras para forno, frigideiras etc. ; e de
novo vieram da Babia ricos alguidares vidrados para
serem lavadas crianzas ; os presos sSo os mais razoa
veis possiveis.
Carne do sertao.
Vende-sc mnito boa carne do ser/ao, e por pree,o
commodo : na ra do Queimado, loja n. 14.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre nduhitav'elmente no dia 20 de se-
tembro do corrente anno.
no, novos, muito elegantes e de muito
boas vozes, e 1 machina ingleza lithogra-
phica com todos os preparo* necessarios,
e 5 pedras de sobresalientes : na ra do
Trapiche Novo n. 3.
Vendem-se na villa da Escada duas moradas
de cusas terreas, proprias para qualquer negocio, por
serem edificadas no paleo da feira ; quem as preten-
der, dirija-se a Jos Antonio de Moura, morador na
mesma villa.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez-
Chicotes de carro.
Farelio em sacras de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieirot bronceados.
espenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
Vendem-se fazendas de todas a
qualidades por muito menos de *eu
preco primitivo, nicamente para
linuidacao : na ruada Cadeia rio
| PROGRESSOS A" ARTE 8
i DE DAGOERRE CRTS- |
TALOTYPO.
g NOVA DESCOBERTA D>E TIRAR 9
W RETRATOS INSTANTNEOS W
( Aroupas cltras .oa melhore* para v)
m ene fim. fi
a O abaixo asagnado faz sriente ao respei- 5*
V' lavel publico, que acaba de descohrir um v)
fA melhodo de retratar crianzas por meio da (j\
"*7 eleclricidade.
'9 Tambem linpa retratos antigns ( nao es- B
lando arranliaitis), dandii-lheso mesmo vi- /Mk
*f Kr loe linham na propria hora em que se W
:^) liraram. (A
^ O eslaheiecimenlo esl completamente fyZ
w sortido de ren quadros, caixas, cassolelas, "*/
(j&t aneis, pulceirase alfinetes. Aterro n. 4, Jer- ftft
3 ce'ro andar. W
0 Jodquim J. Pacheco. ({w
Precisa-se de ama ama que saiba bem cozi-
nhar, para casa de fouca familia : a tratar na ra
do Qucimado n. 18, primeiro andar.
Quem precisa" de um caixeiro porluguez com
bastante pratica de taberna, annuncie.
No dia 30 do corrente, que hequarta-feira pr-
xima, arreinalam-st os seguintes bens depois da au-
diencia du Illm. Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda,
para pagamento de execuefes provinciaes, no lugar
do costume: Por venda a parle de um sitio na Ira-
vessa do Boi, para pagamento de sello de lenmen,
oqual foi da fallecida Rosa Francisca Regadas por
215730, e o me-iiio sitio de renda animal por 2">0o
rs. para o mesmo fim ; Nos Afosados a casa lerrea,
na ra do MulocoUmb n. ti", pertcnccntc a Anto-
nio Joaquim de Mello por OOgOOU por venda ; um
terreno na ra deJlairro Baixo, freguezia de S. Jo-
s, comliO palmoslie frente, leudo uma casacm ar-
mazem com o n. 1 perlencenle a irmandade da Se-
nhora do Livramello desta cidade por 6009000 ; as
casas terreas na ruido Bom-t}usto, nosAfogados, ns-
29, 31, 33, 33 e 371 construidas de pedra e cal, per-
lenioiiles aos herdAfOSde Joaquim Caelano da Luz
por 355000 cada ulna"; a parle do sobrado, sito na
ra larga do Rosario n. 30, que foi de Francisca Ma-
ria da Conceico por it;.-,,.", ; a casa lerrea n....,
conslruida de pedra ecal, na rna do Rosaro.bairro da
Boa-Vista por TOgOOO ; um sitio na Casa Forte com
casa construida de pedra e cal, com estribara, arvo-
redos de truel, cercado de ardores nativas por 1:0008
rs., e o sobrado de um and^r nos Quatro Canlos da
cidade de Olinda (.4, coui cozinha, quintal murado,
cm chaos proprios por 6008000, penhorados estes
tres ltimos bens i Joaquim Goncalves Bastos, para
pagamento do que deve a fazenda do sello de heran-
ja no inventario do fallecido padre Francisco Gon-
Canes Bastos ; un sitio com casa de vivenda de pe-
dra e cal, ua estrada de Belm, com arvoredos de
fruclo, cuulendu 2 cacimbas de boa agua, rercado
quasi todo de limSo, tendo na frente um porta" de
madeira, avaliado por 3:37o*000. por quanto foi ad-
judicado a mesma fazenda pelo que deve Joo Ma-
noel Mendes da Cimba Azevedo ; uma pequena ar-
maco de taberna, madeira de pinito por 88000 ;
urna balaiif a de folha de F'landres -rom corrente de
latao e seu respectivo brac,o por 28000 rs., eum Icr-
no de medidas de (landres de caada al conlra-me-
lade no valor de 18000, penhorados a Gregorio da
Cosa .Monteiro, para pagamento da mesma fazenda;
a parte de uma casa lerrea, sila no becco da Vira-
rao, que foi do finado Jos Allonso Regueira, ava-
llada em 88000, aquinhoada a (renda, para paga-
mento do sello: quem quizer arrematar ditas bens,
comprela na sala das audienciis, as 10 horas do re-
ferido dia. Recife 24 de agosto de I*">!.Jos Ma-
riano de Albui/iien/iie, solicitador da fazenda pro-
vincial.
Furlou-se da cocheira da ra do Hospicio, de
Candido Rosalino, um relogio patente suisso, com
correnle de ouro, pesando 6 oilavas, caixa de ouro
com vidro, mostrador praliado n. 14272 e ponteiro
do i lisian i es quem delle der noticia na dila cochei-
ra, ser bem recompensado.
Na ra de Sanio Amaro, taberna n. 28, lem
uma prela, escrava, para se alugar.
COMPRAS.
Coinpra-se a planta do rio Beberi-
be, tirada pelo engenheiro Conrado, no
anno de 1820 ou 1821: na livraria n. 6 e 8
da praca da Independencia. Ese alguma
pessoa a tiver eno quizer vender, ao me-
nos roga-se-lhea iiueira emprestar ao pro-
prietario da dita livraria, poisoimpara
que o (roer, he de interesse publico.
Compra-se um escravo ou escrava, que seja
perita cozinheira, tanto de forno cumo de massa, c
paga-se bem ; na ra Direita n. 3.
Coropra-se um guarda roupa em segunda tn3o:
na ra das Cruzes n-20 loja.
PAHA-CMA ENCOMMENDA.
N Recife, armazem de farinha junio ao Araujo,
compra-sc uma escrava que lenha boa figura e con-
duela, paga-se benr das 9 horas da lamba s 4 da
tarde.
Compram-sc ps decraveiros, pequeos : quem
os tiver annuncie.
Compra-sc ou hypnlhoca-se uma casa terrea,
sendo em ras frequenladas e no bairro de Santo An-
tonio ou S. Jos : quera quizer fazer algum desles
negocios, dirija-sc n ra da Viracao n. 9, ou an-
nuncie.
Compra-sc effedivamcnle brome, lalio e co-
bre velho : no deposito da fandlCRo d'Aurora, na
ra do llnim. logo na entrada n. 28, e na mesma
fundirao cm S. Amaro.
VENDAS.
PUBL1CAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mczde Maria, adoptado pelos
reverendissimos padrescapucliinhos de N. S. da Pe-
ona desla cidade. augmentado com. a novena da Se-
nltora ta Cnnccic,ao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Cnnselho : ven-
dc-sc uiiirainenlc na livraria n. 0 e 8 da iraca da
independencia, a ihhmi.
Vende-se uma escrava de mea idade : na ra
do l.ivramento n. 33.
Vende-se um lindo iiiolcquc, rrioulo, pe^a,
bom ruzhiheiro e de boa conduela : na ra da l'raia
n. 43, primeiro andar.
Vende-te a padaria da ra das Larangciras,
bem como o deposito da ru.i Nova : a tratar na ra
das Larageiras n. 18.
Vende-se um sobrado de um ailar, na ra da
Praia, por prccii muilo coinnuido; quem pretender,
aiiniiniie para ser procurado.
TOAJLHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO.
Vendem-se loalhas adamascadas itc Guimares,
para roslo a 108000 a dnzia, dilas |isas"muilu finas
a I -SKio a dada, Euardanapos adamase dos a iWiiKi
a duzia ; na ra do Crespo n. 0.
Harmelada nova superior.
Vende-se na ra do Collegio u. .">, marmelada
nova chegada ullimaineule de l.iskioa. pela barca
Mar ganda, a 28 rs. a lata.
Aos 10:0008000.0:0008000
1:0008000.
Na roa da Cadeia do Re-
cife, loja de cambio do Vi-
eira n. 24,'vendem-se os
mui acreditados bilheles e
cautelas do cautelista Salus-
tiano de Aquino Ptrreira.
Os bilhetes e cautelas no
solTreni o descont de 8 %
do imposto geral nos tres
primeiros premios grandes.
118000 10:0008000
58500 5:0008000
28Hl 2:5008000
18500 1:2505000
18300 -1:0008000
8700 5008000
Bilheles
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
A 240, dinheiro a' vista.
As chitas francezas que se annunciaram a 280 o
covado, sendo de 2, 3 e 4 cores na estampa, vendem-
se boje pelo barato precio de 24o o covado, sendo as
mais modernas em padroes : na loja de Gregorio &
Silveira, ra do Queimado n. 7.
BaS
Na loja de qualro portas na ra do Queima-
do n. 10, ha um completo sorlimento de cr-
' s de casemiras de cores padrees modernos,
pelo barato prcro de 48800 rs.
A -1-SoO, dinheiro a vista.
Cortes de cambraia de barra franceza, com 8 va-
ras, c um melro de largura, pelo barato preco de
48500 : vendem-se na loja de Gregorio & Silveira,
ra do Queimado u. 7.
Vendem-se corles de chila franceza larga, de
cores lixas e bons padroes a 28000 cada corte : na
loja de 4 portas, na ra do Queimado n. 10.
PROTECCAO' AO POVO."
320 rs.
Casia franceza para vestido com delicadas cores c
fixasr engranados deseuhos e muito bous pannos, por
320, s. ocovado, dinheiro vista, nao deixar de
agradar aos bons paisde familia, que com economa,
desejam o aceio: na ra do Crespo, loja n. 12, de
Jos da Silva Campos & Companhia.
VENEZIANAS.
No aterro da Boa-Vistan. 55,
ha um sorlimento de vcnezianaa com filas verdes
de linho e de laV com caixa e sem ella, e tambem
cuneen,un-.o as'Wsmas.
Dnibciro a'vista.
Vendem-se as fa as seguales, por baratos prc-
l.hilas francezas largas, o covado
Ditas do robera, dilo
Dilas de ditas dilo
Riscades caboclos para vestido, o covado
Lila para vestidos, dito
Alpaca escoceza, dilo
Corles de chila franceza larga com 13 cova-
dos a
Ditos de dila cor fixa cora mofo a
Meias para senhora, o par
Dilas para dila mais finas, dito
Borzeguins para senhora
Romeiras de fil para senhora
Lencos de retro/, de todas as cores
Dilos de torea I
Toucados para senhora, ultima moda
Cortes de vestido de cassa franceza
Dilos de dilo de dita
Ditos de cambraia de salpicos
Caas francezas de cores fixas, a vara
Ditas de cores escuras, dita
Corles de cambraia com 8 varas
Dilos de seda de quadros
Dilos de dila la\ rados
Chales de retroz de 4 ponas
Grande sorlimeuto de manteletes a pre-
ros de 108000, 128000e
e oulras muilas fazendas que se vendem muito em
conla, na loja da estrella, de Gregorio ra do Queimado n. 7.
BR1M BRANCO E DE COR.
Vende-se brim trancado de linho a 500 rs. a vara,
dilo escuro de quadros tambem de linho a 600 e 720
rs.: na ra do Crespo n. 6.
Aterro da Boa-Vista n. 55.
220
180
200
160
600
500
28H00
18600
240
320
38200
48500
800
18100
58000
28000
28500
38200
600
480
38000
158000
208000
208000
148000
iquidacao : na ra da Cadeia do
Recife, lojan.50.
Vende-se um prelo de i,acao de todo servio,
sem vicios nem achaques, o motivo se dir ao com-
prador : na ra do Encantamento n. 3.
FAZENDASBARATAS.
Na nova loja de 5 portas, na ra do Li-
vramento n. 8, ao pe do armazem de
louca,
vendem-se chitas finas escuras, da cores fixas, com
pequeo loque de molo, e motilado que seja sabe, o
covado 160, cassas de cores, muilo lindos goslos a
400 rs. a vara, ricos corles de cambraia de seda com
2 e 3 bailados, bordados, a 108,118 e 128O0O, e ou-
lras muitas fazendas mais baratas do que em oulra
qualquer parte.
Fil de cores.
Vende-se na loja de Gregorio & Silveira roa do
Queimado n. 7 defronte do becco do Peixe Frito, fi-
l de edres, seudo branco, prelo, cor de rosa, verde,
amarello e cor de cinza, pelo diminuto preco de 400
a vara, manguitos de cambraia bordados a 18600,
18800 e a 28000 o par, golinhasde cambraia borda-
das de ponto de cadeia, proprias para foopXo de se-
nhora a 320, 400 e a 500 rs.
Na roa da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguintes vinhos, os mais superiores que lem vindo a
este mercado.
K Porto.
Bucellas,
\erez cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,1
em caixinhas de uma duzia de garrafas, e vista da
qualidade por prec.0 muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife u 50 lia para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Tabeas para engenho.
Na findicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz, n. 4.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, continua a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
ca virgem em pedra : tudo por preco a
satisfazer aos seus antigos e novos ire-
guezes.
Cola da Bahia, de qualidade esco-
lhida, e por preco commodo : a tratar na
ra do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Bahia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor, ou a Iralar com Tasso Irmaos.
Vende-se um cabriolet novo, de
bom goslo.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores. Brandes a 18200 rs., ditos brancos a
9900re,, dilos com pelo a imitar,lo dos de papa a
1&400 rs.: na ra do Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6,8 c 9
em <, da melbor qualidade que ha no mercado, fei-
ta no Aracaly : na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vendc-seccra de carnauba do Aracaly : na ra da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
KO CONSULTORIO nOMEOPATIUGO
DO
DR.P.A.LOBO M0SC0S0.
Vendem-se as seguintes obras de homeoplhia em
francez :
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes 168000
Rapou, historia da homeoplhia, 2 volumes 1680UO
llarlbinan, tratado completo das molestias
dos meninos, 1 volume 108O00
A. Test, malcra medica hom. 88000
De Kayole, doutrina medica hom. 78000
Clnica de Slaoucli 68000
Carling, verdade da humeopalbia 4000
Jahr, tratado completo das moleslias ner-
vosas 68000
Diccionario de Nvslen 108000
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grume, comoem vellas, em cai-
xas, com muilo bom sorlimento e de superior quali-
dade, elicuada de Lisboa na barra Gratidao, assim
como bolachinhas cm latas de 8 libra?,e farello muilo
novoem saccas de mais de 3 arrobas.
9e Deposito de vinho de cham-
(gj pugne Chateau-Ay, primeiraqua-
mk litlade, de propriedade do condi
Z de Matettil, rita da Cruz do Re-
cii'e n. 20: este vinho, o melhor
w de toda a champagne vende-
> se a 6s000 rs. cada caixa, acha-
" se nicamente emeasa de L. I.e-
w romte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao mareadas a fogo
$ Conde de Matcuil e os rtulos
04 das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE BNGEMHO.
Cobertores esruros muilo grandes e eneorpados,
dilbs brancos rom pello, muito grandes, imitando os
de lila, a l-im> : na ra do Crespo, luja da esquina
que volla para a cadeia.
Allciicao, esta-se queimando.
Na ra do Queimado n. 49, vendem-se por lodo o
pre^o ricas luvasde pellica, lonetas, lilas de todas as
qualidades, teneos de seda, perfumaras de todas as
qualidade*. assim como outros muitos objeclos que
aqu nao se mettcionam, quesero vendidos por to-
do preco para acabar de liquidar hoje e amaohaa.
Vendem-se oilo escravos, sendo, quatro moleco-
les de bonilas figuras, qnatro escravos de lodo ser-
vi^o : na ra Direila n. 3.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se farinha de mandioca muito nova ede
superior qualidade, a bordo do hrigue Dam&o : a
tratar com Mauoel Alvea Guerra Jnior, na ra do
Trapiche n. 14.
DE CASTOR SUPERFINO.
Chapeos brancos inglezes os melhores que lera ap-
parecido, ilitos prelos francezes formas muito ele-
gantes, ditos de palha Italia com ricos enfeitea pro-
prios para Sr., dilos de dilosaba larga para meni-
nas, dilos de mola com formas modernas, Indo por
|iri";os commodos : ua ra Nova n. 44,
ATTE.W E MllITA ATTESCAO'.,
Chegaram a loja de miudezas da ra do Collegio
o. 1, os seguintes objeclos : uma grande poreHo de
manguinbas de vidro com peaiiha, eonlendo dentro
diversas llores, sanios e santas, em poni pequeo e
grande, muilo proprias para enfeiles de mesa, assim
como cruzes de jaape com o crucificado, e em baixo
dilTerenles sanios, pias para agua benta, medalhas,
coracoes, cruzes, redomas e oulras muilas causas de-
licadas, ludo com dillerentcs sanios e santas dentro,
folhas com muilas cstampitihas de sanios e santas,
todos dilTerenles, eonlendo cada uma folha 16, 5,
24, 28 e 32 ettampinhas, pelo diminuto precede
160 rs. a folha, estampas de sanios e sanias do tama-
nbo de um quarto de papel, ditos de meia folha, di-
tos maiores e dilos grandes, estampinh's dooradas
em folha de papel, rontendo cada uma 16, 20. 24,
28 e 32 cslampiniias, pelo diminuto preco de 390 e
400 rs.; uma grande porcjio de maracas para meni-
nos, viudos de Italia, obra muilo bem feila, os quaes
se veudem pelo diminuto prec.o de 60 rs. cada um;
cesto de verga, dito de palha, condece de palha,
assim como oulros muilo que se deixam de aanun-
ciar; palileiros de porcelana, como aejam : figura de
galo, gallos, cachorros, oncos^inac.aet e oulras mui-
tas figuras, tudo proprio para) paliteiras e enfeiles
de mesa : cheguem fregaezes, porque e vende ludo
por menos do sea valor. /
Farinha de mandioca de Santa Calharina, mui-
lo nova e de superior qualidade : vende-se a bordo
da polaca Cndor ; a tratar com o capitao, 00 com
Manoel da Silva Santos, na ra da Cadeia n. 40.
Vendem-e relogios de patente e
horisontaes de ouro e depraN, e de prata
dourados, por preco commodo : na ra
da Cruzn. 26, primeiro andar, i
Vende-se superior chocolate fran-
cez, camisas francesas com peitot
ede madapolao, aberturas paija^ nisas
de linho e madapolao, espingrdaTTlTaTi-
cezas de dous cannos para caca superior
kirche e abtintho, tudo por preco com-
modo : na ra da Cruz n. 26,v andar. T
t Vende-se um cavallo alasita qne anfla baixo a
esquipa, he muito novo e sem achaques: quem pre-
cisar, dirija-se a ra do Queimado n. 20, que achara
com quem tratar, e dir-se-ha porque se vende.
Vendem-se saccas com milito : na
loja n. 2t da ra daCadeia do Recife, es-
quina do becco Largo.
BARATO SIM, FIADO NAO".
A lOjtOOO rs. o corte e 640 rs. ocovado!!!
Na ra do Queimado, loja n. 17, ao p da botica,
tem para vender o mais modernos corte* de voli-
dos de gaze de seda, com 18 corados cada corle, on
640 rs. cada covado. Esta fazenda he a mais propria
e delicada que veio no ultimo navio do Havre, pera
vestidos das senhoras do grande ton; daoeesa
amostras eom penhores. j*
ATTENQAO',
Vende-se no aterro da Boa Vista n. 72,
loja de miudezas, meias para meninos e meninas a
160 rs. o par, ditas para senhora* a 240 rs., ditas
brancas e croas para hemem a 120 rs., botfics para
caifa, uma grua por 160 rs.; dilos de marca a 100
rs.; filas de linho, uma peca 40 rs.; grampasa 40 rs.
o maco; filas de todas a* qualidades a 80, 120, 160,
200 e 240 rs. a vara, sorteadas lina* ; trancas para
enfeilar vestidos a 30 rs. a peca : peules de alar ca-
bello finos, a 640 rs.; oulros a 200 rs.; linha decar-
ritelde cor e branca, a 20 rs. o carrilel; prego fran-
cezes a 320 rs.; couro de lustre e bezerro francez pe-
lo barato : tambem se vende a loja com um grande
abalimenlo, muilo propria para qualquer princi-
piante : a iralar na mesma.
Vende-se uma loja de calcado: na ra do l.i-
vraraento n. 33.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bo
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nbal idade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar. m ,
mmsBOBm
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em caa de Barroca
& Ca-tro, na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Vende-se uma batanea romana com lodos os
seus pertenece, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem o. 4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eireitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Farinha de S. Matheus.
Vende-se superior farinha de mandioca
muito nova chegada de S. Malheus e por
preco commodo, a bordo do hiale Audaz sur-
to no caes do Collegio, para porries no que
se far.-V abate de preco: Irala-se no escriplo-
rio da ra da Cruz n. 40 primeiro andar.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem do ma do Azeite de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Companhia, na ra do Trapiche, n. i.
Vende-se um excellente carrfnh'o de 4 rodas,
mui bem construido, ecm bom estado ; esl exposto
na ra do Arago, casa do Sr. Neme n. 6, onde po-
dem ns pretendentes examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, m mr**"-, rj| c- na
Recif* n. 27, armazem. r^ ^^m"
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na ra da Cruz do Recife nd*matem n. 62. de
Antonio Francisco Martins, se vendeos mais supe-
riores queijos londrinos, presunto para> fiambre, l-
timamente chegado na barca ingina Valpa-
raito.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson : <
vendem-se relogios de ouro de abnete, de paten-
le inglezes, da melhor qualidade e fabricado* em
Londres, por preco commodu.
Na ra lo Vigario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins ehe-
NA BAHA.
. \ gada recenlettanle da America.
Vende-se o superior panno de algodSo^ ^^-^ttoinhoB de vento
desta fabrica, proprio para saceos e roupa *BmT!ombasderepnxopara regar borlase baiaa
de escravos : no escriptorio de Novaes & decapim.nafundicaodeD. W. Bowman: na raa
r__ u j -r -i a* do Brum n. 6,8 e 10.
Companhia, ra do Trapiche-n. o4, pri- Padaria.
ar' Vende-se uma padaria muitoafreguezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Chiistao.
Sahio a luz a 2.< edif ao do livrioho denominado
Devoto ChrisUo.mais correcto e aerescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, leja da
esquina que volla para a cadeia.
Vcude-sc espirito de vinho de 36 a 40 % ros,
por menos preco do que em oulra qualquer parle ;
no aterro da Boa-Vista n. 63, segundo andar.
Vende-se uma bonita escrava de 20 annos qae
faz lodo o ser\ ir o, a qual tem uma filba de 10 me-
zes. muilo linda, uma dila com toda* as habilidades,
loas dilas de meia idade que engommam. cosem,
cozinham cora perfeic^o c lavam, nm mulato de 7
annos, muilo esperto, um moleque de 14 annos, o
qual se vende muito barato por ler uma ferida em
uma perna : na ra dos Quarteis n. 34.
&
Vendem-se relogios d e ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Bcposito da fabriea da Todo* oa Bantoa na Bahia.
Vende-se, cm casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se emeasa de Me. Calmont & Com-
panhia, na pra^a do Corpo Sanlnn. II, o seguinle:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linha
em novellos ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, ac de mila sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de fearo batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaarilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo moderaissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Agenciada Edwla BKaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
Companhia, afba-se constantemente bons sorti-
menlos de laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa romo fundas, moendas iueliras ludas ile ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de todos os lamanbos emodelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
Eara casa de puntar, por menos preco ooe us de co-J
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; tudo por barato preco.
ESCRAVOS FGIDOS.
Dvsapparecra a 16 de agosto o escravo Bene-
dicto, de idade 24 anuos, cor preta, refutado do
curpo, nariz chalo, parece rrioulo. Esle escravo foi
comprado a Manoel Seraphim de Araujo, lavrador
do engenho Jurissaca ; costuma a lucir para o Cabo,
Santo Antao, Ipojuca, Escada, emesmo pelos mallos
los mesmos eiigenhos : quem o pegar, poder parti-
cipar na ra Direila n. 11, que ser generosamente
recompensado.
Ainda continua estar fgido o prelo que, f m 11
de selembro prximo pa*ado. foi dn*9lon(eiro a um
mandado no engenho Verlenle, acompanbando uma
vaccas de mando do Sr. Jos Bemardino Pereira de
Brilo, que o alugou para o mesmo fim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, rom a barrica grande, lem uro sicnal grande
de ferida na perna direila, cor prela, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, tem o terceiro dedo
da mo ilireila encolhido, e falla-lhc o quarlo: le-
vnu vestide calca azul de zuarle, camisa de alcodaO
lizo americano, porm levou oulras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, e usa
sempre de corroa na cinta : quem o pegar leve-o na
ra do Vigario n. 27 a seu senhor Honiao Antonio
da Silva Alcntara, ou no larco do Pclourinlio arma-
zem de assucar n. 5 c 7 de RomAo & C que ser re-
compensado.
Desappareceu no dia 1. de agosto o prelo Rai-
mundo, rrioulo, com 2,"> annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, coiihecido all por Ray-
iii ii mlii do Paula, muilo conviven!?, locador de llau-
lm, cantador, quebrado de uma verilba, barba ser-
rada, beicos grossos, estatura regular, diz saber lr
c escrever, lem sido encontrado por vezes por detraz
da rna do Caldcreiro, juntamente com uma prela
sua roucubina, que lem o appellido de Maria cinco
reis ; porlanlo roca-se as autoridades policiaes, ra-
pilAcs de campo e mai pessoas do povo, que o ap-
prehendam e levem a ra Direila n. 76, que sero
geuerosameule gratificados.
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PERN. : TYP. DE M. F. DE FARIA. 1854

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