Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01442


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Full Text
ANNO XXX. N. 194.


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tt*N

i
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Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos. 4,500.
mmitmm -----
r"
SEXTA FEIRA 25 D AGOSTO DE 1854.
1
1
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUGO
s
ex:arre(;ados da si'bso.kip<;ao\
Rccife, o proprielario M. F. de Fari;i; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoaoPereira Mariins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Be-nardo de Meo-
doma ; Parahiba, o Sr. Gervazio Victor da Nativi-
dade; Natal,oSr.JoaquimlgnacioPreira; Araca-
ty, o Sr. Amonioit&fenasBraga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8a 26 1/2 d. por 19
n Paris, 365 rs. por 1 f.
.Lisboa, 105 por 100.
a Rio de Janeiro, a 1 0/0 de disponte.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leltras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Onras hespanholas...... 299000
Moedas de 69400 velhas. 165000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prala.Pataroes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS OORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhins nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Exeuricury,a 13c28.
Goianna e Parahiba, segundis e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 6 horas e 6 mhutos da manhaa.
Segunda s 6 oras e 30 minutos da tarde.
ai'dii:x<:ias>
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras.
Rolacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1." vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civcl, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Agosto 8 Luacheial hora, 9 minutos o 48
segundos da larde.
15 Quario minguante aos 49 minutos
c 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas c 42 minutos
. 48 segundos da tarde.
3t Quarto crescente s 3 horas, 48 mi-
nuto e 48 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA. M
21 Segunda. S. Joanna Francisca Romana viu.
22 Terca. Ss. Anthuza e Agathoniea' mm.
23 Quarta. S. Felippe Benicio ; S. Davina.
24 Quinta. S- Bartholomeu ap. ; S. Protolomeo
25 Sexta. S. Luiz rei de Franca; S. Gerosino b.
26 Sabbado. S. Zeferino p. m.; S. Constancia.
27 Domingo. 12. O Sagrado Coracao daSS. Vir-
gem Mai de Dos ; S. Jos do Calazans.
O senjioresassignantes do interior des-
ta e das provincias 'do norte (jueiram an-
tes do vencimento de suas assignaturas da-
rem parte aV nossos correspondentes, ca-
so noqueinrm continuar na subscriprao;
(cando entendido, qne nao avisando con-
tinuam, e nao) Ibes sera' suspensa a re-
essa.
He livre ao s ibscriptor comecar a asig-
natura no mez d"ue quizer. con tanto que
o faca por quaftel, semestre, 011 anno.
OFFICIAL.
lia do Poro da Panella.Communicou-sc ao referi-
do rhefe.
NO DA PROVINCIA.
EXPEjME^E DO DA 22 DE AGOSTO.
OfDciol\o Esm. presidente da Parahiba, m-lan-
rio_pela reqiJisirloVde 20 do passado,

to
solutamente 1 essarias, as pravas do 10. batalh.1o de
infantera, q .ahi se acharen).
DitoAow mandante d-, estarlo rural, dizendo
em respostajau seu ofticio de 20 do crrente, n. 71
que 09 senejros e mais objeclos destinado* ao presi-
dio de FeruJanrio, sern aprcsenlado* esse comman-
do por parlfe do inspector da thesouraria de fazenda
e do presidf ente do conselho administrativo, cum-
prindo que): o commanrianle do brigue Cearense, lo-
go que liv'er a sea bordo Ins objeclos, mande rece-
Sr na sec .retara do governo a correspondencia oftl-
il qne l.em de levar para o mesmo presidio, sem o
que nAo deve fazerde vela o mesmo brigue.Ofll-
cion-se r teste sentido ao mencionado inspector, e ao
pre Dito- picsino, para expedir suas ordens ao
comrrir .ae do brigue de guerra Clrense, nlo mi
para o receba i seu bordo c lraus>orle para o
presi ,110 de Fernando as praras nieiicijnartas 11,1 re-
laja o por copia junta, mas tambem couduza no seu
reg ,-esso as que o commandanle do mesmo presidio
vr de enviar para esta capital.Corainunicou-se ao
jdfcreriln commandanle.
f DitoAo.mesmo. para que luja de ordenar ao
^commandanle do briaue Cearense, que se dirija
thesouraria de fazenda alim de recohr do respecti-
vo inspector o dinheiro que tem esle de enviar ao
commandanle da presidio de F'ernanclo.Coromu-
nicou-se aomenrionado inspeclor.
DitoAo clicfe de polica.remllenlo por copia,
para qne lome em consideraran, o ofllcio queem 19
do correle dirigi o Exm. prelado diocesano, acer-
ca da observancia da pastoral publicada relativa-
mente a violajao dos dominaos e dias santos.Com-
munirou-se ao F.\m. hispo diocesano.
DitoAo mesmo, communicando em resposla ao
seu ofllcio de honterr,, sol> n. 670, que icsta dala se
expede ordem no.s ao agente da ermpanhia dos
paquetes de vapor, para fazer transportar al a pro-
vincia do Rio Grande do Norte, no primeiro vapor
que para atli seguir, o criminoso de m irle Joaquim
uzenio Pequeo, que por Smc. i lio itera mandado
apresenlar, mas tambero ao commandanle do corpo
.de polica pan prestar daos praras do incsmo rorpo,
afim de'cscollar o referido criminoso.Expediram-
se as ordens de quese trata.
DitoAo commandanle do presidio de Fernando,
dizendo que, pelo commandanle do brigue de guer-
ra Cearense. erao entregues Smc. 100 saccas de
farinha de mandioca, duas medidas de pao e os me*
dicamentos e mais objeclos mencionados nos pedidos
que se refere o seu ofllcio n. 8 > de 9 de marco ul-
timo, ments os 25 colxcs pequeos.
tiloAocoinnyudiiile superior ilai:uarda nacio-
nal do Kil,s^,11 melonadas cxperiijilo de suas
orden, parauqae os gurdala ^onaes da reserva se
presten) ao servico das rondas-nocturnas; convindo
que seja elle feilo alternadamente e rom regulari-
dade, alim de que nao se torne olleros) e velatorio
aos memos guardas.
DitoAo inspector da thesouraria piovincial, pa-
ra que visla do ornamento de que remelle copia,
approvado nesladala, mande Smc. pdr em arrema-
lajao os concerlos precisos na ponte do Moloeolom-
b".Communicuu-se ao director- das obras pu-
blicas. *
Dito.Ao mesmo, para, depois de prestar lianja
idnea, mandar entregar ao vice-direclor da socie-
dade dos artistas, J0A0 dos Sanios Ferreira Barros,
a quanlia volada pelo artigo 8 da Ici do orjamento
vigenle.
Dito.Ao mesmo, communicando que, por por-
tara, de hontem, conceder 13 dias de licenja, com
o ordenado, ao professor de primeiras lelira- da
villa de Pao d'Alho, Bento Francisco de Faria Torres.
Communicuu-se ao Exm. director geral da iu-l 1 ti -
c3o publica.
Uilo.Ao iuspeclor do arsenal de marinba, para
prestar ao inspector da Ibesouraria le fazenila as
lanchas que forem prerisas para o embarque de 100
saccas de farinha. que o mesmo inspeclor tem de en-
viar para o presidio de F'ernando uo br gue de guer-
ra Cearewe.Commnnicou-se esta.
Dilo.A administraban do patrimonio de orphaos,
recommendandn, em vista do que informaran! em
dala de 18 do rorrele, a espedirn de suas ordens
uo sentido de ser recebida no collegio de orphilos, a
exposla Sopliia Mara da ConceicAo.Communicou-
se administraran dos eslahetecimentof. de caridade.
Portaiia,Concedrndo ManoelGonveia deSou-
za Jnior, arrematante do oitavolan;n dacslrada do
sul, de confurmidade com a informarlo do director
das obras publicas, de 20 de Jullio ultimo, dous me-
zes de prorosarao para a conclus.lo daf obras do seu
contrato, o qual dever contar-se do dia em que
devia o mencionado arrematante fazer entrega pro-
visoria das supraditas obras.Fizerain-sc as nece-
sarias commiinicaccs.
Dita.Considerando vagos os p**(os de capilo c
lenle da 6" companhia do primeiro balalho de
infamara rio municipio do Recife, c bem assim os
de lenle e alferes da oilavacompanliia do referido
hatallian. visto que n.lo solicilaram palales nos ter-
mos do artiga 77, das insIruccPMle i'.) de oulubro
de 1850, 05 ci.la loo- Joaquim Cardoso Ayres. Jesu-
ino Ferreira da Silva, Antonio Baptisl.i Kibeiro de
Faria o Joan Alliana-io It iicilio, que haviam sido
nnmeados para os dilos poslos por portara de 23 de
Janeiro deste anuo.Communicou-se ao comman-
danle superior respectivo.
23
Ofllcio. Ao Exm. direclor geral interino da
intruccao publica, para rcmeller urna copia da ta-
bella que S. Ex. organisou das aulas de iuslrucrao
primaria desla provincia, com deelararao das cadei-
ras de Io e 2 graos.
Dilo. Ao commandanle das armas, recom-
mendando a expedirn de suas ordens, para que se-
ja inspeccionado pelos crnrgies do corpo de saude
do exercilo, o guarda do 1 balalbito de infanlaria
do municipio do Kecifc Domingos Tertuliano So-
ares.
Dito. Ao inspector'da Ihesouraria de fazenda,
remetiendo para os convenientes exames, copia da
acia do conselbo adminislralivo, datada de 9 do cor-
rente.
Dilo.Ao presidente docunsclhoadminisslralvo.
Recebi o ofliciolde hontem 10b n. 77tom1tae V. S.
informoii sobre o requerjmento de BartlioWncii
1 Francisco de Souza, e ficaodn inleirad) deja se ler
eflecluado a compra dos medicamentos requisilados
para o presidio de Fernando, constantes da relaeao
que acompanhou o meu ofllcio de 9 do correte, ie-
(nho a dizer em resposla, que, com qnanto as com-
pras <|a* Igea medicamentos nao e coinprelicndam
no numero"das expressamenlc delcrminadas no rc-
gulameuto de lVd dezjrbro de 182. e fosse-a de
que se Irala, incumbida > ise conscllin por indica-
jan do inspeclor da llicso? ra de fazenda, convi-
nha corotudo que fose effecluaila depois de pnldi-
blicadososannuncios do estelo, quautoo pcrniilisse
a eslrcireza do lempo, cumpriudo porunlo que de
ora em yante quando liver de ser eificluada pelo
con.cilio adminislralivo, alguma compra i reqoi-
sjrao jilo, preceda sempre os aniinncios e mais formalida-
des, que exiac o citado rcgulamento a respeilo das
compras nelle especificadas, alim de que se possa
dar a concurrencia na maior escala que for possivcl.
DiloAo inspector da thesouraria provincial, para
mandar adianlar ao lliesourciro pagador da reparli-
Jflo das obras publicas, a quanlia de iOOS rs., sen-
do um cont o luzcntos mil res para ;s obras em
reparos e o resto para a casa do delcurao.Coin-
miiuieou-se ao director das obras publicas.
PortaraAo agenle da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar .passiaeni por conla do go-
vorno no vapor que se espera do Sol. fos desertores
Manuel Gomes de Souza, Joao Alejandre da Cruz,
Jos Brrelo e Amonio Jos da Silva, o 1 e para
a I nh.lo.Cinimunicou-se m< cnnimandatile das ar-
mas.
Hilalomeando, de luformi lade com a propos-
la do rbefe de polica, aocidadAo JoAo l'rancisco do
Kego Maia, para o lugar de subdelegad) da fragno-
m
EXTERIOR.
MINISTERIO DA GUERRA.
Hcspanlioes .' Urna serie de deploraveis equivoca-
ees piule separar-mc de vos, introduzlndo enlre o
povo e o Ihrono absurdas dcsconflancas.
Calumniaran! men corarSo impoudo-llic scnlimen-
los contrarios ao bem estar e liberdade dos que
silo meus fllbos, porm assm como a verdade che-
gou finalmente ans novillos de vossa rainlia, espero
que o amor e a ronfianra renasjam e se lirmem em
vossos coraroes.
Ossacrlicios do povo bcspanliol para sustentar a*
suas liberdades c meus direilos im|)e-nic o dever
de nunca olvidar os principius que rcpreseulei, os
nicos que pode representar ; os principios da li-
berdade, sem a qual nao ha naces, dignas desle
nome.
l'ma nova era. fundada na aniso do povo com o
monarcha, far.i dcsapparecer al a mais leve som-
bra dos tristes acontecimenlos que, en a primeira,
desejo 1 i-car dos nossos annaes.
Deploro no recndito da minlia alma as desgra-
nas occorridas c procurare! faze-las olvidar'com in-
cansavel soliciludc.
Enlrego-me confiadamente c sem reserva a leal-
dade nacional. Os sentimenlos dos valenles silo
sempre 11 lili mes.
Que nada turbe no foluro a harmona que desejo
conservar com o meu povo. Estou disposla a fazer
lodo o genero de sacrificios para o bem geral do paz,
e desejo que este torne a manifestar a sua vontade
pelo crian de seos legtimos representantes, e a-
ccilo e ollereco desde ja lu las as garantas que af-
fiancem os scus desejos-e os de raen Ihrono.
O decoro deste he o vosso decoro, Hcspanlioes : a
minba dignidade de rainba, de mullier e de mai be
a mesma dignidade da nacao que fez um dia o meu
nome symbolo de liberdade. Nao temo, pois, con-
fiar-me em vos : nao lemo por em votsas maos a
minba pessoa e a da minba (11 lio : nSo temo collo-
Car a minba sorle dchaito da egfde da vossa lealda-
de, porque crcio flrmemcnte que vos fajo arbitros
de vossa propria honra e da sa^vaco da patria.
A nomiMc 10 do esforcado duqoe de Victoria para
presidente do conselho de ministros, c a mesma
completa adhesao e as suas ideas dirigidas felicda-
de commum, scrSo o pendor mais seguro do cum-
primento de vossas nobres aspiracOes,
Ilespaiiboes podis fazer a ventura e a gloria de
vossa rainba, aceitando as que ella vosdeseja e vos
prepara no intimo de seu materna! coraeSo. A a-
crisolada lealdade do que vos vai dirigir os meus
conselhos, o rlenle patriotismo que manifeslou
em lanas occasies, pora os seus seulimentos em
proporrAo com os meus.
Dada no palacio aos 6 de julho de 185}.
t'u a Rainha.
O ministro interino da guerra, Ecaristo S. Mi-
guel. __
E.rposiro a S. M.
Sciihora Quando V. M. se servio honrar-mc
chaman lo-me a seus conselhos e nonicando-me mi-
nistro interino da guerra, eu pude duvidar qual
fosse o seu animo, nem quaes fossem as minhas in-
lenjoes. Preparar a salvacilo da patria, levada
borda d'uin abysmn pela conducta do ministerio S.
Luiz; iniciar o camiuhn que lera de emprehender
com as qualidades que engrandecen) o duque de
Victoria, chamado por V. M. para constituir o go-
verno ; voltar em fin ao syslema liberal, relcrada-
incnlc olvidado por liomensquc lano lbc deveram ;
lal loi o benfico designio de V. M., lal a minba
notoria e necessaria decisSo.
.\eni lambcn crcio que era indispensavcl dize-lo
n'um documento desla espacia, porque no coneebo
que ningucm o podessse duvidar na nacao hespa-
nlinla.
V. M. sabe que roniprcheudo a delicada, porcm
Ir Miliaria missao, que me havia couferido, procu-
rei abster-nic de ludo o que nao fose de espcrialis-
sima urgencia, dei.indo ao general Espartero pic-
a liberdade de seus actos, e a honra qne Ihc ser
conferida, o nao comprometiendo a sua poltica com
medidas que possAo reclamar os elementos do lempo
e a meditarlo.
lia urna sem embargo, Senhora, que me parece j
urgente, porque coneebo que nao se pode dilatar
mais lempo, e que siibmetto a V. M. no projeclo de
decrelo adjunclo. As razes para elle so obvias ; a
inlellgenciade V. M. as coniprehendc, eo seu coT
rajao estou seguro que Ib'as baver inspirado. He
necessaro riscar o que quizeramos lodos nilo succe-
desse, entrar confiados, para nunca abandona-la
pela vcrdadcia fia de mm salvacao.
Madrid -21 de julliu de 18-i.Senhora.A. R. P.
D. V. M.Erurifto S. Mignel.
Decrelo.
Em auroran as consideraroes que me eipoz o meu
minislro interino da guerra, e com a maior sal i-ta-
can do meu animo vendo de decretar o srguinle :
Arl. I. Estilo c ficam revogados os decretos, em
que se exnnerou de seus empreeos, poslos, lilulos e
cor.dccorares ans generaes D. Lcolpoldo.O'Doniiel
conde de Luceua. D. Francisco Serrano, I). Antonio
Ros d'lMann, I). Jos ds la Concha, D. Feliz Maria
Messina e II. Domingos Dulce.
Arl. 2. O sao igualmente os decrelos e reaes or-
dcns.pelas quaes sedeporlaram para quaesquer pon-
tos dusdouinios hespanliocs, ou mandados para o
eslrangeiro, a lodos o quaesquer individuos milita-
res ou pai-a nos por motivos de causas polticas, du-
rante a ailniini-lracao do conde de S. Luiz. As pes-
soas do qiiem so Irata poderSo livremciilc dirigir-sc
aonile Ibes convier.
Arl. 3. Me minha voniade que se lance umes-
pesso veo sobre as dissidencias e aclos polticos da
presente lula, assim como sobre lodo o locaute i
sua origen) e prepararan.
Arl. Nao sr comprulicnde no disposlo pelo ar-
tigo interior as faltas ou deudos dos ministerios e
autoridades sobre qne fica a accusajSo e juizo das
corles ou das Iribunacs competentes. Nestes casos
fica abcrla a acjilo da juslira para que possa ezer-
cer-se pelos meios legaes.
Arl. 3. Fica igualmenle para lodos os acto* que
nSo sejam polticos, e que correspondan) classe de
deliclos coinmims.
Dado em palacio aos vinle c qualro de julho de
mil oitoecntos cincoenla e qualro.Est rubricado
da real man.O ministro interino da guerra, Eca-
risto & Miguel.
Eis a proclamarlo que o illustrc general em che-
fe do ejercicio constitucional dirigi aos
Secillianos :
Rccebeslcs o e\erc(o constitucional como espera-
va. Sois liberaes, e nao podis dexar de sympalbi-
sar com meus soldados que tanto leem feilo pela li-
berdade. O horiscratc poltico nao est lodavia cla-
ro. Se perigassem ifalguina maneira os principios
consignados no nosso programla de 7 de julho, e
que leudesacceilado. o eicrcilo constitucional esta-
r ao vosso lado, c a sen lado espero que estar a
mili invicta e laureada cidade de S. Fernando.
Sevilhanos: (Is que em meio da geral indilTeren-
rae decadencia souticrain liberlar% najio da mais
vil das lyrauuias, n.lo riescanjarSo agora ale que ba-
jan) colhirio os fructos do Iriumpho. Ajudai-nos c
esle sera inmediato c eomplelo. Vai cncarregar-sc
urna junta popular d'auilar as autoridades nos
seus gravade argntea Irabalhos. Ser o symbolo
da uiiiao iio grande partido liberal a que aspiramos,
unan sem a qual n.lo he possivel que a paz se resta-
beleca, nem que se consoliden) as institujcs, nem
que brilhc puro e-eni mancha o solo da liberdade.
Scvilba 22 de julho de 18."4.O general em die-
re do ciercilo constitucional, Leopoldo O'Donnell.
Sabemos ao mesmo lempo que a entrada do ge-
neral O'Donnell produzio um vivissimo enlhusas-
inn em Sevilha, c que por ordem do mesmo andou
pelas ras o retrato do duque da Victoria no meio de
acclnmaroes mais ardcnlcs de toda a iiovoarao.
O general (l'Donncll lomou o confinando das for-
jas de Indas as armas existentes na cidade c no dis-
Iricio militar de Sevilha. \
l'ronanciamento ile Cdiz.
No dia 21 pronunciou-sc Cdiz, tendo-se reunido
a iiiuiiicipalidade para tomar essa resolucilo que se
adoplnu de coininum accordo, o roinmandaulc ge-
neral o Sr. Fupnlcpila e o general Martnez.
NOTICIAS DE IIESPANHA. _
Correspondeiir/n pitrlirutur da \at'.
Madrid 20.
Hontem foi dia de graves aroiilscimenloe, por cau-
sa das conseqiiencias qoe lem do Irazer sobre o paiz.
Desde pela inanhaa apparcreram lodas as ras
cheias de barricadas, e Iravou-se um fogn continuo
al as.") dalarde enlie.'islrnpas cpn\u. llouve inui-
la mnrle de ambos os lados.
O-lugares onde o combate se den enm maior fu-
ror forain os arredores do pajo Calle del Barquillo,
Carrera San 1. 1..111 m-. Calle de Canelas, e de la
Montera.
A's ."> horas da larde sonbe-se qne o niini.lerio du-
que de Rivas havia dado a na demssAo. a que lora
chamado o duque da \ doria, sendo entretanto o
general Evaristo S. Miguel o enrarregario de apa-
signar a eflervescencia popular c fazer sahir de Ma-
drid toda a tropa.
Hoje n.lo houve.tiros, pelo menos no centro de
Madrid. Ouvi dizer que na praja de Filppe 5.
em frente do pajo, o qual contiua a ser defendido
por algumas pejas de artilharia, cavailaria La
Rcyna ealguns balalboes de infanlaria.
A gnarda civil he quem fez maior resistencia e
leve maior perda, provocando no povocohlra ella o
maior odio.
O povo apesar do convenio celebrado s .> horas da
tarde recelando alguma lraij3o passon a noite toda
as barricadas. Esta manhaa conlinuaram as bar-
ricadas.
As tropas entregaran) a guarda principal^ na Pu-
erla del Sol, c os quarleis de S. Mateo, e Soldado,
mas qiicrem sabir com as armas e honras militares.
He provavel que se arranje esle nssumplo ,- mas co-
mo nao sei se poderei ebegarao crrelo a horas, n;lo,|
quero demorar-me. a
Reina a mais completa anarchia lano da parle do
gaverno, como do povo. Nao ha direcjo alguma.
O novo ministerio, a junta qoe se inslalloo em casa
do Sr. Sevillnn, tendo o general San Miguel por
presidente, c as differcnles secjes do povo, ohram
desconcertadamente, e sem plano algum ; baj duas
juntas, commissOes, ou quer que seja contra o povo,
cada qual com seu grilo.
Um qiiercm oprograinma de O'Donnell c esla he
a de que acabo de fallar, composla de
San Miguel
Juan Sevillano
Alfonso Escolanle
Maime! Crespo ,
Francisco Valdez
Joa6lrarlc
Gregorio Molirwilo, Mrquez de Tabuerniga
ngel Fernanda) de los Ros, Mrquez' de los
Ros
Mrquez de la Vega, Armijo
Joaquim Aguirre
Antonio Conde
Gonzalos.
Ordax AM'-illa.
A onlra denomnadn de la plaza de la Ccllada, re-
presenta as ideas mais exaltadas, c he muito prova-
vel que baja algum choque entre ambas, antes que
cheguem os generaes O'Donncl e Espartero, cada um
dos quaes se julga merecer as sympalhas de um
deslcs dous grupos; O'Donnell as'dos menos exalta-
dos, e Espartero as dos oulros.
O'llomiell mo pode chegar anles de i un ."> dias,
porque Iraz tropa, nem sem ella entrara em Madrid,
ao passo que Espartero pode chegar em 48 horas, e
podevir si.islo no caso de \ ir,porque ha miiila gcnle
que duvida disso.
Nesle inlervallo podem sucreder cousas da maior
mpnrlaiiria e transcendencia.
Estamos era vesperas dessa lerrivel c profundis-
sima rcvolucao, que por espaco de (i mezes vos es-
live annunciando; c digo, eslamos em vesperas
porque a verdadeira, agrande rcvolucao ainda nao
appareceu em campo, o que ha besysploma da sua
latal c irresistivel rovolujilo que nascc n,lo da Sar*
lorius, ou de Maria Chrsliiia, mas do eslado da
Uespanha da lanos anuos.
Quando vos escrevi, annunciando o pronunria-
menlo de Dulce, e o que esl succedendo-se con-
firma-me ueste mesmo pensamentn.
21 de julho, i hora da larde.
A cin-iilajao livre est rcslabelecida em toda a ci-
dade. J se pode andar livrcmente, posto que as
barricadas eslrjam ainda levantadas.
Desde a minha segunda carta de houlem eis o que
surceden.
Pela una foi publicado um decrelo que m-la!.
lece a cmara municipal de 1843, e que fra dissol-
vida |wr Narvack em 2:1 de julho d'aqucllc anno de-
pois dos successos de Ardoz. ,
Piiblrou-se oulro, mandando, proceder ao alisla-
iinetn r ni L-aiii-ar.in ila milicia Varional.
O general San Miguel, presidente da jurda, capi-
lo general, e minislro da guerra percorreu as ras
da capital, e foi muito victorado.
Espadero esl a chegar, diz que ser esta noile,
mas eu julgo qoe sera ainanh de larde.
O'Donncl tamhem corre quanlo pdc, deixa ludo
quanlo nao pode andar sem descanjar.
A junta efe la plaza de la Cebada submetleu-se
hontem a note oulra. He um obstculo dame-
nos.
Vao chegando noticias de pronunciamenlos.
F.m loda a parte se criara unas, o que pode vir
a ser muito serio.
/.a (lcela vem inuilo parca de nomeaees.
Publica a accilajo da demissaodo miiiislcrio ol-
timamenlc nomeado, e a nomearAo de San Miguel
para capillo general de Madrid, c" ministro da guer-
ra interino.
Ha algumas duvidas acerca da allliidc qfic esl
conservando o povo, o qual contina armado, e col-
locado as barricadas, c posiees que havia lomado,
e vai puisressvamente oceupando as guardas, quar-
leis, eslabclecimenlns pblicos; mas sempre olera,
por que dizem os seus cheies subalternos (os que os
cominaii larainn 1 forja do combale) que pode ser
que lenbam que resistir aos liomens, s (ropas, ou
aos planos que vem de fra.
Islo nAo be crivcl, no cntanlo o povo conserva-
va-sc em armas.
Bucola n.lo veio ; assegura-se que esl em Temel.
O rumor que hontem corren da sua entrada foi
falso.
Sealullimahora houver algumacousa, avi-arei.
(Nafito).
25 de julho.
Al que em fim parece resolvda a viuda do ge-
neral Esparlero a Madrid, bavendo accedido a rai-
nba a quanlo Ihc pedia o duque. Assim refere
o fado em seu supplemenlo que acaba de publ-
car-se, e 0 allirma urna proclamajao da junla su-
perior.
11 A-rainha s dez horas da imite enviou recado ao
marc bal de campo Allende Salazar. para que fosse
110 palacio receber a resposla mensagem do du-
que da Victoria que osla manhaa havia poslo em
suas raaos.
a Inlrodiuidonossoapreciavelamigo, oSr. Allende
na cmara de S. M. receben, da bocea desta e
em presenca do general S. Miguel a segurancia
de que a rainha'accilava em lodas suas parles o
programma c condijes do general Espartero.
Uuvida esla resposla o Sr. Allende Salazar relirou-
se lomando punco depois a porta para regressar a
Saragorn.
Dentro de poneos dias vira pois o duque da
Vicloria a por-se frente do governo.
Sobre o progaamma que ha submcllido, e acaba
de ser approvado por S. M. guarda-se profundo si-
lencio.
Por nossa parle eremos que conlcm como urna
das condijes indispensaveis, a cnnvoenjilo de corles
conslituinles, que figura comolcmmadoY.'amor Pu-
blico, n
He provavel, a vista disto, que chegue aqui o du-
que da Vicloria na scxln ou uo sabbado, havendo
marchado mcia noile em poni o Sr. Allende Sa-
lazar portador da resposla de S. M.
As condijes em que insisti o Sr. duque parecem
ser as seguales.
1." 1 .'uo a rainha 11,10 saia da Hespaidia.
2. Separaran de loda a camarilba.
3. Convoc.ij.lo de corles constiluinles.
i. Armamento da milicia nacional.
EslAo-se organisando os balalboes desla.
Ilonlem remelleu-lbo a junio 3:000 armas, e bo-
je deve culregar-lhe mais mil.
Pcssoas que se ho approximado da rainba. dizem
que continua nimio alllicla, e prompla a fazer
quaesquer roncessoes que se lhe peram al o sacri-
ficio de sua cora.
Ilonlem dia de Chrislina nao bonve Iluminaran
em ra alguma, nem armajAo nasjancllas.
Por resolujao da junta superior Iraz a Gazcla de
boje a suspenso de lodos os empregados do minis-
terio da fazenda, governajAo, graja ejustija, ma-
rinba o funculo, passando o descinpeulio dos res-
pectivos cargos para as nulos dos vogaes da junta su-
perior.
Diz um peridico que o Sr. II. Manocl de la
Concha marcha para Lisboa, c o Sr. D. Jos de la
Concha para Londres. Areresceuta-se que ambos
os generaes lcvam urna missao especial relativa a
re\olujAo lAo gloriosamcutc inaugurada cin Hespa-
d'utopias desacreditadas e maleadas ja cora o sello
d'uma caducidado prematura. Os comnicreiaules,
os banqueiros, os proprielario, os empresarios e os
honrados e virtuosos jornaleitoi que ri'um modo di-
recto e indirecto leem sido adores no movimenlode
julho; os que que em lodas a barricadas fulmina-
ra m a pena de morle contra o ladrlio, como I1A0
de escolar benvolamente os cscripios cm que se
ataca a propriedade e se mina a soriedade al aos
sens cimentos'!
Eis o accordo feilo na reunan celebrada honlcm
pela imprensa liberal,- boje mab qoe nunca unida,
para suslenlar os grandes principios que o paiz ara-
ba de reconquistar com o seu sanguc :
u Reunidns na rcdacjSo da ffifio o< represenlau-
les dos parliilos inlilulados : ^f IberiaO Dia-
rio lletpanltolA SafioA pocaO Clamor l'u-
bticoem eonseqoencia do coBvile feilo pela jun-
la de salvajao, armamento e defer pura qiic 110-
meassem Iros individuos que fohr.iissem parle da
mesma,designara a D. Jos Ra Figueiroa. I). Joao
Antonio Rascn, e I). Dogo Coetttae Ouesada, como
redactores dos tres peridicos mais amigos, base ac-
cordada para a eleirilo. Accordaram ao mesmo
lempo:
1. Oiic a imprensa conservasse a sua plena e ab-
soluta liberdade para julgar lodoa os aclos da jim-
ia, lenbam ou nAo concorrido a.elles com os seus
volos os Horneados.
2." Que entraram na ccrle.a de que lhe falla o
sen companheiro II. Eduardo Chao, preso por urna
lamenlavcl eqnivocajAo.
Madrid 22 de julho sdoze eaieia da manhaa.
Diogo Coelho e Quenada.J. A. Rascn.Joo de
Lorenziinn.Jos Itua F'igueiroa>-Pedro Calvo As-
sencio. V
Enlre muilos rasgos heroicua que as cireumslan-
cias tcrri\eis d'estes dias dcr|aa Iag3r, merece par
ticular meujAo o nrcorrido asaeis da (arde de 19.
Dispondo-sc os paisanos para assallar o quarlel de
SI." fsabel, onde scachava Darla do rgimen! 1 de
Vallenria; disse o commandanle da tropa que mo se
faria fogo ao povo, quaequer qne fossem os succes-
sos, dando por garanda alm da ana palavrn d'boura
os scus dous falla->, que entregara como refens para
que os fu/.ilasscm no caso de fallar sua promessa
a;
une
/.avala, ao commandanle Cadet c a alguns oulros
qne nAo nos rcrorda. 1
Chcgado ao quarlel, o general /.avala visitn um
por um os saloes das companhias, onde foi san-
itario lambern com acclamajoes, indo depois hospe-
dar-sc a casa do Sr. Marialequi.
Mais larde urna banda de msica do regiment
de Roiirbon den-lhe urna serenata, e igualmenle ao
Sr. Cadcl, esc nao nos informaran) mal, primeiro ao
alcaide.
Ilonlem passou-se o dia 1 no maior socego.Ogcncral
/avala revisin em grande parada as forjas da praea
as Aulnras, como cm todas as oulras provincias
ri'llcjpiniha, loou-se ao cali o prqnunciaiuenlo do
urna niannir.r i;ue li ma niuilo o carcter nacional
pondo-se frenln pessoas que por sensaulecedenles e
posijo ollcrecem ss maiores garanlias.
Peridico do Pobre*)
dando ao mesmo lempo seu nome e os signaes da
casa. A resposla do povo, sempro magnnima c ge-
nerosa," fai a de suspender as hostilidades, nao acei-
tar a resposla terrivel do pundonoroso oflicial, que
allim era pai, e enviar a esle e'a seus subordinados
pilo, liilho e ca no.
No'meio da salisfacao e enthusiasmo ile que nos
adiamos possuidos pelos ullimos aconlecimeulos, ha
corlas recordajes que nos enlrslecem e devem cu
Irisleccr a lodos es bous patricios, Foi morle do
bizarro biigadciro 11. Joao Jos Hore, coronel do re-
giment de Cordova, e do lenle coronel do mesmo
D. Kaphael Lalorre, primeiros martyrcs por esl or-
casiao pela liberdade hrspaiihola. o primeiro sacrifi-
cado pelo seu arrojo e decisilo as mas de Saragoea,
e o segundo fu-ilado iiepeis de mil penurias e solTii-
iiieiiloj lias cercanas daquclla capital.
n h 1
De O'Dnnneil assegura-sc que marchou para Se-
vilha, onde lem havido minia resistencia por parle das
autoridades militara. Das de mais provincias 110-
iihuma noticia de importancia oxisle.
(Do Diario Ifcspiinhol-dc 23.)
Antehonlem circulou em Madrid urna falla 11-
litulnila. O Erro da Reroluio. na qual se pro-
dama dnulrinas esscncialmciie socialistas. Tracla-
M n'ella de sublevar as inassas conlra a eapilnl,
contra a renda, contra os Imposto*, e contra nutras
inuilas das bases sobre que desranja 0 edificio so-
cial e poltico,
Nao, mil \ezei nao. A n-ioliieao que acabara
do levar a rabo todas as)clames aociaet ; a revolu-
jiio em que tomn pallo a inmensa inftnri,), a una-
nimidade do paiz e do exerrilo, nao leve nem po-
da ler o ohjecln de fazer em nosso solo o ensaio
O Diario de Barcelona da scguinlc noticia :
a A's oilo da noile circulou a noticia da alle-
gada do general II. Jos de la Concha, sabio para o
recclicreni Matarn urna das carruagens dc'luvoda
empreza dos rarris de ferro com um Irem especial.'
A' hora d'cnlrar no prelo o nosso Diario eapeta-
vam-no na casa da cunara, onde residem lodas as
primeiras autoridades.
Esla noticia est perfeilamcn'* d'accordo rom as
que dilo alguns dos nossos calle, js, que assegurain a
r llegada a Figueiras do mesmo g neral.cuja presen ja
em Uespanha sera recebida'ind bitavel com grande
prazer, por quanLaa pessoas safa>m apreciar a 1 rr
tidAo e a inleireza dos que lem lonilialido energiCK
c ilBrtrldamenleaBerendcTiiin a)., dtcllos do pai/..
No dia 20 cliegoua Saragoja o.duque da Vicloria,
lendo sido recelado naquclla cidade com exlraordi-
uario enthusiasmo. Naquellc mesmo dia dirigi aos
Saragojanos allocujAu que inserimos em seguida:
Saragoranot: '
Chamasle-me para que vos ajudc a recobrar a li-
berdade perdida, c o meu corajAo trasborda d'ale-
gria ao ver-me de novo entre vos.
Cumpra-sc a vontade nacional, e para objeclo lAo
sagrado contai sempre com a e-paria de Luchana, c
com a vida e a repulacao do vosso compatriota.
BALDOMERO ESPARTERO.
Saragoja 2H de julho de 18")i.
Algons mal inlencionados, conduzidos pela m.lo
impia da IraijAo, incendiaram urna fabrica eni Bar-
celona.
lauro dellesforamapprehendido sefiisiladosimmc-
diatamcnle. Entre elles figorava o chefe da poli-
ca secreta do ministro Sartoriiis-Collnnles.
Do Diario Mercantil de Valencia lomamos a se-
guales liiihas, cm que se manifeslaoeenlimenlo de
justa indguajAo que inspirou nos Valencianos os al-
leiitadoscomincllidos pelos inimigos do glorioso pro-
nunciamento daquella cidade:
Houlem tivemos que lamentar ootro allenlado
mu sensivel a respeilo dos qne asombra do glorio-
so pronunriamenlo de Valencia, seconrlam as lle-
vas para salisfazer vinganjas pessoaes o declara'
nina guerra cncarnieada a ludo aqnillo que sianilira
progressoc ulilidade. Hontem fallamos com indig-
najo do Incendio da punlesobre o Turia: boje lo-
mos que denunciar eom grande pezar novos artos
desle genero. O carril de ferro foi objeclo d'oulro
allenlado : as chammas devoraran) oulra ponle de
madeira, e Dio he esla a nica pagina de lAo negra
e escandalosa historia. A madeira destinada s obras
do canal de Sueca, que exista era PineJo, foi lm-
bela incendiada, e com ella pereccram os carros e
oulros utensilios de madeira e o barro coiiduclor,
sendo de lemer que se nao lenha salvado o riragao
de tao feroz al tentado. A oles de ver'.irar estas proe-
sas os incendiarios destruirn) oarmazemda empre-
za em Pinedo, tirando-lhe todos os eil'eiles deslina-
dos a dar (rabalbo a mais de mil homens.
Alguma forja da guarda civil c voluntar)* na-
cionaes desla cidade tveram urna aejao bstanle
empeuhada com os incendiarios, caiisando-lhe dous
morios c um ferido. b'm dos milicianos nacionaes
rerebcu urna ferida leve, e se ada no hospital desla
cidade.
A junla, as autoridades e o publico receberam es-
las milicias com a maior indignadlo, e por esle mo-
tivo tomaram-sc novas medidas para perseguir e
eslirpar os criminosos. As suas riesordens se I1A0
le reprimir com mAo forlc, e para csse fim sabio
bonlein cm pcrsegnicAo dos aggressores alguma forja
da suarda civil. Confiamos que a experiirAo dar
resultados salularcs, c ccssarSo de urna vez os mo-
tivos de desgostos que vecm perturbar de vez
em quando a alegra dos Valencianos e cncher os
nossos peilos de indignajao.
Em conseqUcncia deses fados c oulros de igual
natureza contrarios a lodo o niovimenlo popular de
1(1, as autoridades, de accordo com a junla consul-
liva, 1li1.-1r.1m as ellirazes medidas que copiamos em
seguida :
JUNTA PROVINCIAL DO GOVERNO DE
VALENCIA.
O capuln general do reiuo de Valencia c Mur-
cia, de accordo com a junta do govemo ordena e
manda.
Arl. 1. Fica declarado em ciado excepcional lodo
o lerrlorio da desmarcajio d'csla capitana gene-
ral.
Arl. 2. As autoridades adminislralivas c judc'-
acs exerceram as suas allribuijes peculiares em
quanlo nao inlcrrompam a acj.lo da minha auluri-
riailo 011 da junla.
Arl. 3. Todo o grupo que exceda a 3 pessoas sera
dissolvido pela forja militar; 011 milicia nacional,
creada com eoohocimento e autorisajilo da junla do
governo.
Air. 4. Todo o perturbador da ordem que alten-
lar contra as pessoas ou autoridades, ou que prorom-
pa em votes alarmantes 011 sediosas ser passado pe-
las armas.
Valencia 17 de julho de 18.">1.Antonio M. Blan-
co,Jos Brazes.Rafael O'Lanhor.Carlos M. de
la Torre.Domingo Manearos.-Joao Castillo.Joo
Miguel San Vicente.Pedro Salva.Jos Valterra.
Joao da Cruz Blasco.Jos Mass.Jos Anlonio
Gnerreiro.Paulo ArnaLConde de Almoilovar.
Mrquez de Mirasol. Rafael Monarcs. Gaspar
Dolres.Jos Blasco.Joao Baplista Bellvcr.Ma-
riano Balds, Casimiro Corlcz.Jos Cristbal
Sorni, serrelario.
O Impaicial Telrgraphico publica os seciiinlei e
interessanles prouienores sbreos pronunciamenlos
de S. Sebastian c Vicloria.
O pronuiiriiimeiilo Coiislilnrional, ou chama-sc
ponuiiciainenlo do S. Scbasliao, de que fallamos no
nosso numero d'honlcm, segu a sua marcha regu-
laj com a ordem mais arimiraiel.
O general II. Joao rio/ax ala, que se esperava eom
impaciencia, rhegnu as 8 e nieia na noile de segun-
da fe ira 17, e loi recebidn rom um enthusiasmo in-
disivel. Dirigio-M iminedialanienle ao quarlel. pre-
ceda a carroagem em que vinbu, a msica de llour-
hon locando o himno de Riego. A mullidlo que
acrompaiihava a carroagem den vii'as enlusiaslica- u
rainha constitucional, ronsliluijao, ao general
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUGO.
PARS.
29 de Jnlho.
Os aconlecimeulos que tveram lugar na Uespa-
nha durante a quiizcua que acabou, sao da maior
importancia.
A capital o,as provincias tinhnm ficado tranquil-
las desde que os generaes O'Donncl c Dulce parti-
rn) de Madrid. A guarnijo de Barcelona foi a
primeira, qne se prniiduciou eonlra o governo no
sentido da proclamarn de O'DnnncL O governo
militar de Barrelona'c o capitaogeneral da provin-
cia so pozeram i frente do movimcnlo, que se ope-
rou aos lirados de viva a eonslituijAo inorram os
ministros fra a rainha Chrislina !
Emsumma, grandes desorden: assignalaiam o
proniinciamenlo de Barcelona; rnubaram-se, incen-
diaram-sc fabricas ; assassinaram seus operarios,
pais e filhos. A auloridadc foi ohrigada a dar exem-
plos, mandando cs[iingardear a muilos Individuos e
affixar proclamajes. 8. Schaslio, como capilauia
geral das provincias Bascas,Saragoja. Granada. Bur-
gos, Valladolid, se pronunciaran! lambern compon-
eos lias de inlervallo.
Em summa o movimcnlo se prnpagou com a ra-
pidez do raio. Foi a 17 que a populaj.lo de Ma-
drid leve adeuda do pronunriamenlo de Valladolid,
rebenlando logo seu movimento popular, o qual le-
ve por primeiro clleilo a deniissilo do conde do S.
Luiz e de seus eollegas.
Reunios numerosas tomaran) 500 espingardas,que
eslavain no pajo do governador poltico, e 900 a
300 que estavam na casa da cmara. Estes grupos
marcharan) para o Ihcalro da Prineeza. All que-
hraram s maridados a pedra, cmqueCjtava escrip-
to o nome do conde de S. Luiz. Esles mesmos gru-
pos invadirn) depois o palacio da rainha Chrisli-
na, e os palacios de Sartorios, Salamanca, llome-
nech, marquez de Molins, Cullanlcz e Visla-Hcr-
mosa.
O tenenlc general de Cordova, senador do reino e
lente general de infanlaria foi enrarregail pela
rainba da organisajo do novo gabinete, com a 're-
commenriajAo dc'ter em vista o traoquillisar os es-
piritse satisfazer os verdaderos inlercsses publi-
co*.
O general foi ler s duas horas com os Srs. Mon e
Pindal, cun os quaes leve urna pequea conferen-
cia. A' noile. elle conlinuou sua* tentativas, as
quaes foi coadjuvado pelo duque de Rivas, que de-
via enlrar em a nova combinajilo. como minislro
dos negocio (MrangeirtM,
Porm era larde A irona pda capilolaj.lo do
governo, a insiirreie.loinvada culi pencas horas lo-
da a cidade aos gritos deviva vlloimell ;viva a
rainha! morram Os ministros I s dez horas ella eslava
de posseda casada enmara, cerganisava soba direc-
j.lo do velho general Evaristo San Miguel urna
jan!* para as provincias.
Esta Junta nao pude enlender-se sobre o plano de
operajes, que devia seguir-se, e depois de longas
hesitajesc da demissAo de seu presidente, resolveu
mandar commissnrius rainba. O general Cordova
recebcu os delegados em nome de S. M. c Ihcssigni-
licou que a cora nenliunia concessAo tinha que fa-
zer iusurreijao. Apoiando logo eslas declarajoes
com medidas enrgicas, elle se encaminhou logo pa-
ra a praja Maior, frenle das (ropas de que riispu-
nha criispersnu os bandos que se linham reunido.
O resultado desle primeiro combate ao governo. As I ropas linham feilo seu dever, po-
rm em enthusiasmo, e a*in*urrejao nao tinha di-
to a sua ultima palana, A's li horas do dia seg'iin-
le, o general Cordova, depois de ter inotilmenle
tentado formar um ministerio, entregou as roaos
da rainha os poderes, que lb'os havia confiado, con-
servando provisoriamente o ministerio da guerra.
loi eotao que a rainha se decidi aceitar os servidos
de muilos personagens consirieraveis de lodosos par-
tidos: eramos Srs. duques de Kivas, minislro da
marinba e presidente, do conselho ; Pedro Gomes
riela Sena, ministro tas grajas e da juslija; Can-
to, ria fazenda; Mayans, dos negocios eslrangeiros;
Rio Rosasdo reino; Miguel Roda do fomento; o
general Cordova, da guerra, lie um verdadeiro
minislerio de combinar; o general Cordova represen-
tava o partido, que acabara de relirar-se: os Srs.
duque de Rivas, Mai ans e Rios Rosas represenlavam
o partido da oppusijao moderada; os Srs. de la Se-
na. Canlo e Roda p partido progressisla.
Islo se passava no dia 17. A 18 a lula comejo
com ardor c conlinuou ale o dia 19, havendo de
ambos os lados grande numerqpde liclimas. A no-
ticia de que o novo ministerio dava sua demissilo, e
a rainha linha chamado o general Esparlero para
formar oulro gabinete, fez suspender as hostilidades
no dia 19 noite. O povo permanecen nos enlrio-
cheiramenlo* al o dia 22, c as tropas conseivaram
tambem as suas posijocs. Espartero era esperado
por lodos como um salvador. O duque da Vicloria,
lendo partido de Saragoja a 20, demorou-se cm Al-
cala ,afim de conferenciar com O' Donncll, o "que
fez retardar sua chegada a Madrid.
O embarque das tropas franeczas para o Bltico,
que havia comejado a 11 em Calais na presenja do
imperador, que passoa cm revista os navios iuglezes
reunidos 110 podo para o transporle dos soldados,
conlinuou no dia 15 e seguinlcs. Dizem que cerca
de 12,000 j partirn!, e que em breve ir oulro
numero igual. O imperador vollou para Saint-Clond-
no dia I i a noile. A 19. pelas II horas da manhaa
o imperador e a imperalriz parliram para os hanbos
de Bicarilr, mul SS. MM. II. s,lo esperadas 21.
^ A maior parle dos navios que linham partido de
Calais com Iropas, ebegaram a 23 na bahia rie Ki-
veje. ao sal de Conipenhagiic, c nesse mesmo dia
o general Baruguay d'Hilliers rommaiulanle da ex-
pedijao, linha chegado com seu eslado maior na
capilal da Dinamarca. Presumc-se ainda que eslas
tropas sAo destinadas a orcupar as ilbas de (llauri.
A 18 cessoii cm Franca o mo lempo. Alguns
dias de sol e de calor foram suflicienles para calmar
lodas as apprchcnscs sobre a colbeila dos cereaes,
quo j foi ioiia nos dcpartamenlos do meio-dia em
grande quanlidade, sendo boa aqualidadc. A viriei-
ra e o feno foram que soffreram cunsideravelmcnle,
c espera-se poura colheila de vinho. C m as im-
pressocs do bom lempo, o cholera, que deaalou em
muilos departamentos do centro e cm Marselba as
boceas do RhoJano, lem diminuido de iulensi-
dade.
Anaiincia-sea morle do vice-rei do Egipto, Ahhas
Pacha, em cunsrquencia de urna apnplexia no dia I i
rie julho. Surccde-lhe Said Pacha, seu lio c um dos
filhos de Mehcmcl-Ali.
A 22 de julho. leve lugar nina siiblcvajo em Par-
ma, porem foi logo comprimida pela forja armada.
Alguns niovimenlo.* asurrcdonaes foram vencidos
cm Cenoi a, c IcntasaTas desle mesmo genero livc-
ram lugar em Modena. O cholera appareceu cm
Genova.
Enlre os arlos mais Importantes publicados pelo
Monileur frauce?, de i V a 29 de julho, duremos :
As nolilicajoes relativas aos bloqucins dos por-
los de SAo-Pelcrsbiirgo, de Couslradl c de lodos os
portos situados no interior do golpho ria Finlaudia.
l'm relalorio de Mr. Ducos, e um decrelo do im-
perador abrindo ao minislerio da marinba um crcrii-
lo extraordinario de .Vi. ii.un'i francos.
11 L'm decrelo, que crea cm Paris um conselho dos
apresa Bienios,
A quesillo do Orienlc dividida hoje cm duas cor-
reles, urna das quaes a da guerra, lem sen lliealro
no Danubio, po Mar .Negro, na Asia c no Balliro, b"
a correulc diplomalic^i, (pie lem assento cm Berlim
Vicua, IrocandjgtnUii eaulographos soberanos com
S. Pelersburgo. esl boje no eslado em que se a-
.chava a l de junho, e cxcepluaudo-sc o embar-
que das Iropas francezas para o Balliro, o crdito de
"",40.",000 francos ahcrlo ao ministerio da marinba
franceta para'snpnlemenlo da despea, 30 milhes
sleilinos concedidos pelo parlamento inglez, alim de
continuar a guerra com \igor, ,pric-se dizer que,
pralicamenle fallando, nada se lem feito. Ilepois
dos snceessos alcanjados pelos Turcos dianle de Ciur-
gevo, a 7 para >f de julho. asoperajbesdos exerci-
los belligeraules no Danubio parecen! aaspendidas,
t luir 1 Pacha lem for I lirado as ilbas situadas em fren-
te de Rou-slsehourk t lem concenlrado forjas respei-
laveis adiantt de diurgevo ; lalU-M de SO a 100
mil homens.
Os Riissos, do seu lado, tem reunido militas tro-
pas ; o general GorlschakolT, se llevemos dar crdito
s gazclas alinalas inclhores informadas, 11A0 tinha
meaos de 100.000 homens enlre Bucharesl e Giur-
gevo. Seja o que for, se os Russos moslram-se
promplos para aceitar balalha, os Turcos nao pare-
cem disposlo* a Ibes offerecer. As vicissiludes de
um combalo decisivo, que p.ireciam (Ao certas a 10
e a 12 de julho, se tem desvanecido pnuen a pouco,
c o campo esl mais que nunca iberio s conjeduras.
Cr-se que Omer Pacha ir ao baixo Danubio, para
proleger um ataque das esquadras combinadas, ten-
do por fim a riestruijAo da esquadra russa, que na-
vega no Danubio, a lomada de loda a margem rio
rio. Oolros ifizcm que o generalissimq, lurro quer
manobrar de modo que oceupe os Russo*, alim de
dar lempo a que um corpo respcitavel de tropas
francezas e inglezas desembarque lias margeos 1I0
Dnister 011 na Crimea, 011 mesmo em Oriessa* ila
qual se procurara apoderar.
Porcm esles movimenlos.queparecem muilo lgi-
cos em si mesmo, parecem pouco cxetiuveis em-
quanlo os Austracos 0A0 oceuparem os principa-
dos, e esta oceupaco tem sido retardada al hoje.
Em lodo o caso, as marchas e as contramarchas dos
Russos, que se nao podia explicar quando o principe
GorlschakolT tomava o eommandoem chefe]em lugar
do principe Paskiewilch, acaharam-se. As noticias
mais novas e mais imparciaos do lliealro dos aconte-
cimenlos fa/eni conhecer as intenjOes manifeslas
que temos Russos de tomaremoulravez a oflcnsva,
A 20 de julho chegou a Frateschli equipagens de
ponte-, e o prncipe GorlschakolT annuncioo as tro-
pas, que ellas iam lomar a passar o Danubio. O
mesmo general prodamouque a Moldavia c j Vala-
chia serian) defendidas contra o inimigo rom 200.0011
homens e fez accrescenlar nos aclos pblicos a lodos
os lilulos rio czar, o de Protector dos Principados.
A noticia por um momento odicialdc que os an-
glo-francezes linham na poca do combate de Giur-
gevo, 18 a 25,000 homens em Roustschouck, foi
desmenlida. Mas o Monileur de 27diz formalmen-
te que desde o principio do mez, destacamentos do
excrcilo de Schumla lem ido para Routschouck e
Turlukai. m'despacho diz al que o principe Na-
pnle.lo eslava desde 20 de julho em Giumevo com
Omer Pacha. jVaquella poca havia 72,000 anglo-
francezes reunidos no Oriente.
A saude das tropas alliadas era excedente ; a
unir cousa que parece fallar-lhes, he um material
sullicienle para transportar vveres e as mnnijes,
que Ibes sao indispensaveis em um paiz, onde ludo
falta, e onde aguerra 11,10 pode fazer viver a guerra.
Lord Ragln, commandanle cm chcfo do exercilo
inglez, foi objeclo de urna lenlativa de assassinalo,
os criminosos, tres gregos, foram um enforcado e
dous aromados.
O duque d'ElcliIngen, general rie brigada fran-
ceza. um dos filhos do clebre mareehal Ney, morreu
emGallipoli, dizem que do cholera. As esquadras
alliadas, enjo grossoeslem Ballschick, deatasafam
urna divisao, debaixo do commaudo do vicealmi-
raulc Binis, para levar tropas, dizem uus que ol-
tomanas, onlros que anglo-francczas, costada Cir-
cassia, alim de apoderarcm-se de Anaya, a mais im-
portante das fortalezas, que os Russos lem na mar-
gem oriental do Euxino.
Nesse interina, o almirante inglez, sir Edmund
Lyonscruzava no mar Negro enlre Sebastopol c Aa-
pa. Finalmente nao ha oulras noticias desta expe-
dijo.
la Asia nada se sabe, depois do ultimo snecesso
aleanjado por Selvi Pacha. Parece que o general
Saint-Arnaiid resolveu a remessa de soccorros res-
pcilaveis ao exercilo otlomano da Asia.
Na Grecia, o ministro Mailroeordalns continua
com energa sua msao reparadora. Grajas aos seus
esfrjos, 1 ajrdeui est rcslabelecida, e a insurreijAo
fomentada na The-salia e no Epiro dsse sua uliina
palavra. A questAo palpitante na partida do ultimo
paquete, be a conliuuajao das relajos conunerciaes
entre a Turqua e 1 Creca as cnidieofs cslabeleci-
das pela primeira deslas potencia-, a qual exige pa-
ra receber os navios gregos cm scus portos, primei-
ramenlo a admissAo como pincipio, da cifra de urna
indcmnisarAo pelos prejoixeB da guerra"e dos parti-
culares; depois a conclusAo de um tratado de com-
mercio entre a Porla o o governo do re Otbon.
Depois do seu reconhecimenlo dianle de Crnnstat,
o qual se proloifgou ale Li das, as esquadras allia-
das do Bltico vollaram para as ilhas de Aland, a
qual ellas lem bloqueado.
Depois de muilos commenlarios, que fura inull
contar hoje, sabe-se que he cvasiia a resposla da
Russia inlimajAo auslro-prussiana de evacuar os
princip'ados.Oczar aceita o prolocolo de 9 rie abril da
conferencia de Vienna, o qual coloca os sdbdilos
rhristAns do sullilo debaixo da protccjAo das grandes
potencias; porm reserva para si o protccloradu ex-
clusivo dos chrslAos gregos: declara nlem disto que
nao evacuar os principados sen jo depois que as po-
fencias ocridenlaes liverem evacuado anlccipada-
menle, o lerrlorio lurco e as aguas do mar i>egro.
A lem deslas propostas, cxislem por ventura algumas
conccs'ts as carias aulographas do czar aos sobe-
ranos da Austria c ria Prussia? Ha somenle insi-
nuajoes ?
lie oque se deve suppor, por quanlo a Austria
suspenden a cnlrada de suas tropas nos principados ;
csrreveu novamcnle para Silo l-elersburgo; e finalr
menlc tomn o partido de sujeilar as propostas do
imperador Nicolao a conferencia de Vienna, depois
deas ler rommunicado ofilcialmenlc ao gabinete de
Paris e de Londre*. Seja o que for, parece que a
conferencia de Vienna 11A0 aceita estas propostas, co-
mo deveudo servir de base a novas negociajoes.
A linguagem 1I0 mfnistro inglez na sessAo do par-
lamento rie -i de julho, indica sufiicienlemente que
as potencias ocridenlaes nao se conlelitarilo com sa-
(isfajes realmente Ilusorias, as quaes a Russia pro-
poe. Lord John Russell fez ver alein disto quae* as
nicas base, em que a Franja c a Inglaterra pode-
riam tratar, e eslas bases, que san um abandono do
protectorado russo nos principados dannubianos, c
tambem a diminuijan do poder moscovita em Se-
bastopol assim como no mar NcRro.
O czar nao as aceitar hoje. A guerra por consc-
guinle continuar com a Austria ousem ella, a qual
parece dever volar na prxima lanlas da conferen-
cia de Vienna com as potencias occidentaes.
A respeilo da Prussia, qijp parece ler adevinhario
esla* inlenjoes do gabinete de Vienna, c comprcheii-
de que, se fr assim, ella ser ohrigada a fazer o que
faz a A usina, para nao firar 110 isolamenlo, ella lem
lral>alhnilo,e Irabalha ainda por modificara si I nacao
ou antes para ganbar lempo. Para isto mandn
Vienna o coronel de Maulciifell, afim de concertar
na conferencia de Vienna sobre nina declarajAocol-
leclira das duas potencias lllentaas, cojos lermos
perniillissem novas tentativas de negociajoes, ou so-
bre a remessa ainda una vez de um ultimtum a Sao
Pelersburgo. O coronel de Manteuflell que, ha tres
semanas fez em primeiro lugar a viagem de Sao Pe-
lersburgo, depois a de Vienna vnllou a para Ber-
lim, onde se er que elle nao foi bem succedido em
sua ultima misso.
O que prova isto, be a partida rio principe Carlos
Frederico, innao mais moco do rei, para Sao Pelers-
burgo.
As snbscrpcDcs para o empreslimo austraco sao
consirieraveis. Na dala das ultimas cartas de Vien-
na, considerava-se completo os dous terjos desle em-
preslimo.
O governo prussiano nao se d pressa em mohl-
sar o ssu exerrilo ; lodavia deii ordem ullimamcnle
para a compra de cavallos para a arlilharia c caval-
larin.
As cnlheilas na Ailorn.inh 1 mostram-sc boas ; e a
saude publica alli he excellenle.
A rainha rie Inglaterra com o principe Alberto e
loria a familia real, esl em Osbornc 11a ilha de
Whigl.
A respeilo da partida do principe Luciano Bona-
parle para Londres,.a qual leve lugar cm 21 de ju-
lho, prelcndia-se em Paris, que esle persnnagem es-
lava cncarregario pelo imperarior Napolen de con-
vidar o principe Alberto, para que viesse visitar o
campo de Bolonba, quando S. M. eslivesse rie volta
de Biaritz. O rei dos Belgas e o rei de Portugal,
que ueste mnmenlo se ada na Prussia, se acharAo
lambem em Bolonba naquella poca.
0 pai la......iln inglez, cuja prerngarao he anmin-
ciaria para 10 rie agoslo, volou a 21 os subsidios pe-
didos pelo gabinete 3 milhes cslerlinos para a
cmiliniiajAo da guerra.
As ultimas noticias de Portugal receladas em Pa-
ris lem as dalas, as de Lisboa de 19, e as do Porlo
20 de julho.
Em eonseqoencia das agilajc* que reinavam 110
Porlo, o governo linha suspendido a exporlajao e
aulorisado a iuiporlajilo do milito al 2j de se-
tctnhro.
' Dizia-se em Lisboa que a escuna Trindade, per-
lencenle ao governo porluguez, linha sido captura-
da por um cruzador inglez, c enviada a commissao
inixla de Santa Helena com os iO cscravos que (ra-
zia aseu bordo.
1 111 projeclo de reforma sobre as tarifa-era sub-
nioliid.i a cmara dos deputados.
PORTO.
2 de agosto.
Monrher. O horisoule poltico esla por c um
pouco nublado, uns dizem que em resultado da in-
fluencia do planeta da siloarao Ximenes, que eslu
rabiado com as patas do capitolio, e com o minislro
rapo/a, que se lhe mostraran! adversos. Obomem
nAo po leudo mclter a barba no calix parlamentar
ria elediva. quera por desforra ser par, visto quej
o he rie faci quando anda a cavallo; porm ficou
en.1 ilha. In ; e por isso lendo por si a cega amisade do
duque de Saldanha me;te a discordia.no campo de
Agamenn, e conla produzir alguns ecctip-.es na
esphera mini-lerial, onde efleclivamente se nolam
algn* symplomas de desarranjo. O faaedores de
poltica, em grande parte, atnbuem o lal desconcer-
t aos reflexos da borrasca do reino viziaho. At ver.
Na-electiva a lei para a eilinejSo do monopolio
do -al. 01, medanle urna iudemnisajo generosa aos
conlraladores que sao pares do reino1 levantou gran-
de poeira, e apezar de votada na scueralidade, ficou
de quirenlena, depois rie produzir um episodio u-
hlimemenle ridiculo, de que i pelas uolicias de Lis-
boa ahi haver nolicia.
C a trra da-sica das tripas lambem leve o seu
espectculo popular, com cheiro de pronunciamenlo,
promovido pela caresta dos cereaes. O partido da
broa sahio ra, e pedio milho barato. A exigencia
era razoavel. A cousa porm ia lomando vulto, e
com algumas espadagadas e com a promessa de se
fazer baxar o prejo do milho, o povinho recolheu
aos penates, com a perda de tres ou qualro feririos,
que nAo lendo milho cm sua casa foram comer trigo
para o hospital. A gente que em ludo deila veneno
diz a ineia bocea, que o motim e a carestia artificial
fura obra de alguem que be Irumpho, que lendo
muilo milho em Cork, sem obter venda alli, rieseja-
va reexporta-lo para aqui, sem pagamento de direilos
ri entrarla. Como islo he dilo pelas mas linguas,
nao pode dar-se como certo, porm o que he mais
qhjgjieTlo he ler-se decretada, a pretexto do motim
rio Porto, a livre importaran de milho.
As corles fecham-sc anianhaa, e os deputados vem
para os seus lares dar prelecjoes publicas do novo
sistema de riisciissao a vapur.
No domingo passado houve aqui urna novidade
til e recreativa: foi urna lida lluminajAo com
musirs no jardim publico de San Lzaro, a favor
do asylo de mendiciriarie. A concorrenca macha e
femea foi de mais de 2,000 pessoas. Foi urna ale-
gre reunan de familia* que durou loda a noite. As
entradas para dentro do jardim custavam 240 rs. por
focinho.
Agora mesmo se sabe que o vapor Duque de Sal-
dante, quo i nba da Madeira com um balalhSo do
regiment 13, abri agua na altura do Espinhg. A
Iropa desembarco!! e diz-se que apenas fallaran) dous
homens.
Esl i sahir a barra o vapor mercante Vezuvio,
para ver se pdc rebocar o vapor que esl em pe-
rigo. .
Diz-se tambem que em Lisboa so trata de convo-
car um meeling popular para pedir ao regente a or-
ganisajAo ria guarria nacional. A bicha rabeia.
O nosso rei Pedro V lem sido muilo obsequiado
em Londres, Bruxellas e Haya. O rei de Hollanda
dau-lhe a gran-croi do Lean Neerlandez, em Iroca
de una gran-cruz portuguesa cun que foi mimosea-
do. O rei de Porlugal era esperado em Berln no
dia 21 e 22.
As allenres por aqui eslao todas \olladas para a
Uespanha, onde a revolujAo toma grandes e indeter-
minadas pl nporee.e-.
Os Madrilennos deram.umu imilajo dos tres dias
de julho cm Paris, cora o indispensavel componente
das barricadas. Honve muilo molho, e se as noti-
cias nao incnlem passam de 800 os feridos rccolhi-
dos nos hospilacs, O povo Iriumphnu, a rainha fez
un manifest, edeclarou estar por luoWeui tags al-
tura- nAo se uega nada. (I Espartereflbi chamado
para lomar conla da siluajao, aeeilou CDm condic-
jcs que se lhe sanecinuaram. Ha prondncameiitos
e juntas por loda a parlejje um diluvio de precla-
maeoes.
Os elementos predominamos sao heterogneos, e
por isso duvido da,possbilidade de accordo. Corles
consliUiinlcs e guarda nacional he o rotulo da revo-
InjAo, e os dous pontos capitaes do programma rie
Espartero, que alm disso exige o desterro da Madre
del pueblo (Chrislina) e o pr*esso de todos os mi-
nistros do gabinete sartorius. Esle ex-minislro con-
seguio salvar a pelle, safando-sc incgnito para o
eslrangeiro.
A rainha Chrislina diz-se que escapara a Irovoada
alapando-se em casa doembaixador francez. A rai-
nha Isabel parece que por emquanto resiste ao ven-
daval, apoiando-se uo lataer (aire. O negocio est
phosphorico, e nSo me admrarei se vir reviver em
Uespanha a guerra civil. Parece que os ventos da
vizinhanja vAo por c escandecendo alguna loulicos.
Temos muilo para ver, se a senhora parca se nao
lembrar de nos.
A revolucao de Hespauha he mais ama prava de
que, quando se aperta muilo o fiado, he iofallivel
elle estallar.
O povo de Madrid foi s casas dos ministros cabi-
do- e quebrou ludo. He provavel que d'ora a vanle
os ministros em Hespauha lenham casa de esludanle.
Os excmplos sao de grande lijAo. ,
Tres agentes de polica do ei-minislro Sarlorius
foram victimas da ira popular, sendo o mais gradua-
do unirlo no seu proprio quarto, e arraslado pelas
ras. Irra Os phenomenos em poltica saofre-
quentes, c por isso nAo admira que o general O'Do-
nell appareja agora cm Uespanha rie ruaos dadas
com Esparlero.
Na segrale serci mais minucioso.
INTERIOR.
RIO E JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Da 7 da Julho.
Liria e approvada a acta da antecedente, o I > se-
cretario da conla do seguinle expediente :
L'm requermenlo rie Gaspar de Fretas Sampaio,
subdito portuguez, periiudo dispensa na lei de lalu-
ralisajAo.A' commissAo de conslitoijo e poderes.
Lima rcpreseniac.'i 1 da sociedade Auxiliadora da
CorporajAo dos Artistas olTercceodo considerajAo
da cmara alguns arligos para que obslem a fraude
e o monopolio que tanto tem enfraqueeirio a sua
classe.A' commissao de commercio, industria e
arles. ^y
F'ica a cmara inleiraria ria falla rie compareci-
mento do Sr. Joaquim Finnno Perera Jorge, por
incommodo de saude.
Acha-se sobre a mesa, e vai a imprimir para en-
lrar na ordem dos trabalhos, a redaejao para a 3."
iliscussiio do projeclo que augmenta os vene intentos
los em pregad os da caixa da amortsarAo, oflerecida
pela commissao de pensoes e ordenados.
Silo julgados objeclos de deliberajAo e v.lo a im-
primir para entrar na ordem dos trabalhos as se-
guinlcs resulujocs :
A commissao rie consliluij.lo e poderes exami-
nouo rcqiierimento cm que o padre Joaquim F'errei-
ra Sanios, subdito portuguez, pede a esla augusta c-
mara a graja de dispensar o lapso de lempo queafho
falta na forma da resolujao de 3(1 rie agoslo de 1843,
fim de so poder naluralisar cidario brasileiro ;_a
mesma commissao observando : 1., que o suppli-
canle fez peraute a cmara municipal da cidade do
Recifo em 10 de abril de IRVI a deelararao de que
quena perlcnccr associajAo brasilcira ; 2., que
tem provado todos os requisitos exigidos pela lei do
23 de oulubrude 1832 para obler a dita naluralisa-
c ni ; e 3. que sendo conveuienle ao imperio a ac-
quisijao de eslmigeiros prestimusos, neiihum mal
Ihes pude resultar da dispensa que o supplicante pe-
de, he de parecer que cm deferimenlo pretenjo
radicada se adopte a seguinle resojujo :
A asscnilila geral legislativa resolve :
Arl. 1." O governo fien aulorisado a conceder
caria de naluralisajAo ao padre Joaquim Ferreira
dos Sanios, subdilo portuguez, litando para esse lm
dispensado o lapso de lempo que lhe falla para com-
pletar o hiennio da resolujao de 3 de agoslo de
I8L3.
Pajo da cmara dos depulados, 1" de junho de
1854. J. Ai*. Figueira de Mello. F. D. Perera
de Casconcellos. J. A. de Miranda.
. A' commissao de cnnsliluijao e poderes foi pr-
senle o lequerimenlo de Nicolao Germaine, sacer-
dote calholico e cidadao francez, pedlndo a esta au-
gusla cmara a graja de nalnralisa-lo cidariAo brasi-
leiro alim d melhr pie-lar seus servijos groja
brasileira, onde j lem sido empregailo pelo Eim.

"-. '
%. al I I
II



>
DIARIO DE PERNAMBUCO, SFTTfl FEIM 25 D AGOSTO D 1854.


hispo capellio mor, na qualidade de coadjutor da
frcgueiia Pelos documentos qne junta iiiua peliciio, pru-
vaa supplcante que se acha uo imperio ha mais de
3 anuos ; que quando paradle veit estiva no gozo
Humeado para n coadjutora supraoitada, em enjo
ministerio se portara sempre com eiemplar conduc-
ta, e com o maior icio e probidaue, que Ilie ho
grangearfo a geral considerado e es.ima.
A'vista dotes fado, e tntendendo a commis-
sao que o imperio raua pode lucrar com a nalu-
ral isa rao de eslrangeiroi^ que com o supplicantr,
reuucm solida instruccin serviros renes j fcilos ao
imperio ; he a rommiatlo de parecer que se delira
lavoravelmeule a prelenc,ao do supplicautc, adop-
tando- a seguintc resolueao:
o A assembla geral legislativa resolvc :
Art. 1.Fica o governo aulorisado a conce-
der carta de naturalisacao a Nicolao (iermaine, sa-
cerdote catholiro, e subdito francez. Picando para o
lim dispensado o lapso de lempo que lbe falla na
forma da le.
Paco da cmara dos depulado, 17 de jullio de
1854. /. M. Figueira de Mello. F. D. Per eir
de Casconcellos.
Procedendo-se eleirao da mesa, chega-se aose-
guinte resultado :
Prndente (63 cedulis).
O Sr. Visconde de Bacpcndy, 59 votos.
1'ice-presidente (71 cdulas;.
O Sr. I,. A. Barbosa, 43 votos.
> 1. Secretario (til) cdulas',
O Sr. Paula Candido, 55 votos.
2. Secretario (73 cdulas.
O Sr. Paes Brrelo, 58 votos.
3. Secretario (65 < e.1 ila- .
O Sr. Machado, 49 votos.
Seguem-seera votos osSrs. : Silverada Mulla. 5;
Pereira da Silva, 3 ; Souza Mendos, 2 ; Almeida e
Albuquerquc, 2 ; Pereira Jorge, 2 ; Fleury. 1.
4. Secretario (66 cdulas).
O Sr. Pereira Jorge, 46 votos.
Seguem-so era votos, os^Srs.: Pereira da Silva, 6;
Wlkeus de Mallos, 4; Corroa da* Neves, 2 ; Sil-
veira da Molla, 2 ; Pacca, 1 ; Costa Fcrreira, 1 ;
Couego Leal, 1 ; Jaguaribe, I ; Met des da Costa, 1 ;
Machado, 1.
O Presidente declara que lem divida sobre quaes
os dous inmediatos em volus na eleirao, a que se
acaba de proceder para 3. e 4. secretarios, que se
' deven) considerar supplentes, na ronformidade do
art. 20 do regiment, que nao foi alterado por ler
sido regeitada pela cmara a tillina parte do artigo
4. da proposla da mesa, na qual se estabelecia a
maneira de serrn supprdas as falls do 3. el.ye-
rretarios ; porquanlo havendo-se procedido distinc-
lamenle eleieao do 3. e i." secretarios, occorreu
que signos senhores obtiveram votos Unto para um
como para oulro lugar, e por isso entra em duvida
se se devem reunir estes votos, e declarar supplen-
tes os dous seuhores que obtiveram maior numero
para ambos os lugares, visto como o art. 48 do re-
giment falla nos que immediatamente se seguem
em votos ios secretarios ordinarios, quando a elei-
0o de todos se fazia ndistindamenle 'uiii so es-
crutinio, o que ora nao se d.
Depois de tomarem parte nesta discussao de ur-
den) diOerenlcs depulados, vai i mesa he lida c rc-
meltd.i commissao de polica a seguiilc iudi-
rar.'ic : *
Proponho que a mesa desua opiniao acerca da
duvida que oflerece o Sr. presidente relativa aos
supplentes dos Srs. secretarios.Sijueira (Jtieiro z.
Entrando em discussao o artigos addilivos ao or-
namento, o Sr. Aguiar pede e oblan relirar o que
oferecera na sessao antecedente.
OSr. Miranda sustenta os que offorecera.
O Sr. Cisconde de Paran con bate a todos, uns
por conterem materia impropria do ornamento, ou-
tros por nao se spoiareui em boas razOes. l'm s-
mente he aceito pelo nohre presidi:nfe do consclho,
e he o que augmenta o ordenado dos conselheiros
de estado.
O Sr. Casconcellos sustenta o artigo que assign-
ra com oulros deputados. ,.
O Sr. Ferr: combate a tdlos, inclusive oque
augmenta o .ordenado dos conselheiros de estado.
O Sr. D. Francisco pede a retirada da emenda
que apresenlou em relac.au ao pagamento do Sr.
padre Meira Henriques, afianraud.) que apresentar;;
essa idea ciu um projecto especial.
Ao consullar-se a casa sobre ese pedido verifica-
se nao haver numero legal, em cousequeucU pro
cede-se chamada na ordem do regiment, desig-
na-se a ordem dodiaelevanta-se a sessao.
8
Lida e approvada a actadaantecedente o primeiro
secretario d conta do seguintc espediente :
L'mu representado dos habitantes do dislricto da
Mullica, pertenccnle freguezia de Varzinha, pro-
vincia de Minas Geraes, pedindo a creacao de urna
nova provincia ao sul da mesma.A' commissao de
eslatislica.
Um requerimeuto de Charles Eugene Turquais,
pedindo dispensa na le para se naluraiisar.A'com-
ini-ain de constiluirao e poderes.
Leera-se, c em debate sao app ovados, os segura-
tes pareceres:
'a 1 lioiuaz tionjalves da Silva, i. lente do 2.
hatalha de arlilharia a pe. pede passagem para o
estado-maior de 1. ciaste: a roinmisso de niari-
nha c guerra para poder dar o seu parecer requer
que se peram nformnres ao governo!
" Paro da cmara dos deputados. em 8 de'julho
de 1854.J. A. de Miranda.A. C. Sera.*
A commissao de penses e ordenados, lendo em
vista o decreto de 3 de dezembro de 1839, que cun-
eo.le a pensan de 150 annuaes o 1. tcuenle gra-
duado da armada_iVntonio Jos Pereira Leal pelo
grave ferimeulo qne recebeu no taque da Laguna
contra os rebeldes; considerando ue sobre esla mes-
ma materia foram pedidas iuforniares ao governo
em 5 de junho de 1840; e atlendi nido que aiuda ex-
iste actualmente maior necessidade de esf aroeimeii-
tos pelo longo esparo de lempo decorrido: he de pa-
recer que de novo peeam-se todas as uecessariasin-
formaces.
Paco da cmara dos deputados" dejulho de
1854. f. F. B. da Silccirc. Gomes Bibei-
ro.
He approvado sem dbale u se,;uinlc requerimen-
to:
Hequeiro que se pecam ao governo as informa-
ntes que existircm na socretarii do impeiio a res-
pciln ila projeclada creadlo da provincia do Rio de
S. Francisco.IVandcrlcy.
lie approvada a 1.a par.: dosrguinte requer men-
t, sendo a 2. considerada indicaran e remetlida
commissao de polica.
< Kequeiro que as emendas adoptadas ao regi-
ment e lodas quantas lem sido impressas em avul-
m; sejam remellidas commissao de polica, aliin de
coordena-las e inser-las nos respectivos captulos,
de maneira a fazerem parte do :orpo do mesmo re-
giment ; podeudo oulrosim a mesma commissao
pmpor oulras quaesquer disposices qne leiidam
a por deaccordo os preceilos re:iinenlaes. /gui-
ar. "
Contina a discuvsao da resol neao que approva a
apuientadoria de l'.OOOSconccd.da ao desembarga-
dor Jo.'io Candido de Ueos e Silva coiu a emenda a-
poiadado Sr. Figueira de Mello, para que o quanli-
lativo seja elevado a 1:2009. *
O Sr. Figueira de Mello pede licenea para retirar
a -na emenda: isso Ihe lie concedido.
O Sr. Aguiar cede da palavr,i.
Julga-se discutida a materia, a rcsolurao lie ap-
pruyada em escrutinio secreto por 49 votos coulra
10.
Segue-se a l. discssap do projeclo n. 63 deste
auno, approvando a oposcutadoria coucedida ao des-
embargador Joan Capislrano Rchello, presidente
da rclaeau du Mari-.iilian, com o ordenado aunual de
3:000p.
A pedido do Sr. Figueira de Mello lem esta reso-
luto urna s discussSo, na qu 1 lie approvada por
48 \otos contra II.
Seguindo-se a discussao,do(iojecto que extingue o
morgado das Larangeiraft, na provincia do Maranbao,
fica adiada pela hora. A* '
(-utiinia a discnasSo dos artigos addilivos ao orea-
menlo.
Com consentimento da cmara varios depulados
reliram as emendas que havian oflerecido.
He lido e apoiado o seguinle artigo auditivo :
i Fica o governo desde j aulorisado a dispender a
quanlia de 200:000b com os reparos ila- obras pu-
blicas geraes e provinciaes que foram deterioradas
pelas endientes dos ros da pnivinct de Pernambu-
co.Fiqnrira de Mello.S e Mbuquerque. F.
Y. Paes Brrelo../. de Oliceira.P. Baptista.
Pinto de Campos. Barros Brrelo.D. de S.
Leao.A. C. Seara.Aguiar.Braniio.
.llguns Srs. depulados : Votos .' votos .'
O Sr. Augusto de Oliceira :Rcspeitando a an-
xiedade da cmara, que semeslra desejosade ver ter-
minada esta discussao, seguramente, Sr. presidente,
en estara disposlo a nao, usar da palavra que Y.
Etc. acaba de conceder-me, se por ventura nao me
nutran rigorosa obrigarao de submeltcr consi-
deracao da rasa breves rellenos cm abono da emen-
da que acaba de ser lida.
A cmara sabe das tristes noticias que ha muitos
dias rirculam nesta corle das dengracjis por que >e
dzia ler panado a provincia de Pernambuco em
coiiseqiiencia das copiosas chuvas que all cilram
sem inlerrupcao durante 15 a 20 dias consecutivos,
e que ho occasionado grandes iuondacocs. Infe-
lizmente as noticias que acabamos" de rceber pelos
dous vapores que hontem clicgaram do norte vicram
confirmar ludo quinto antes j se dizia sobre esses
desastrosos aconlcrimenlos, equnes scriam suas Icr-
riveis conseqiiencias '
Nao me farei cargo de descrever a longa serie de
desgracasquealli liveram lugar, mesmo porque ser-
mc-bia doloroso ter agora de recorda-las; a cmara
coniprchcude que devo ainda estar debaixo da dolo-
rosa impresso que me denia ler causado a leilura de
cartas queme annuin iam aslorlurasc' amiresa que
foram condemnadosmeus amigos e patricios duran lo
tantos dias. Todava, como nica consolarlo, temos
como que de agradecer Divina Providencia por ter
feito com que essas milicias nos chegassem em occa-
siao tan opportuna, como a prsenle, em que a c-
mara, tratando da le que distribuens dinheiros p-
blicos, pode dar urna prava da sua alia generosidade,
votando urna quanlia para remediar parle dos males
causados.
A cmara pode ajuizar dos estragos que devera
ler causado as cchenle* e trasbordamenlos de rios
cm urna provincia cujas localidades sao lodas pla-
nas. Porcm, nem as rendas provinciaes, j com-
prometlidascum oulras obras, nem a exiguidade das
consignac,es marcadas para obras geracs, permiltem
que esses estragos sejam reparados sem um auxilio
extraordinario.
lie pois per esse motivo tao poderoso que tanto
en como os meus nobres collegas por Pernambuco,
lomamos a liberdade de offerecer consideradlo da
cmara o artigo additivo que acaba de ser apoiado,
implorando a indulgencia da cmara para que se di-
gne approva-lo.
O orador combate todos os artigos offerecidos e
concule o discurso nos seguintes termos :
Eslon todavia disposto a fazer urna cxceprAo em
favor das penses que o governo cm sua alia sabe-
dona conceder para salvar da mizeria aos orphaos
e viuvas dos militares e mais servidores do estado
que tenham prestado serviros relevantes ao paiz.
Fra deslc caso volarei contra tudo quanto fr aug-
mento de despeza com o pessoal.
Para nilo roubar mais lempo cmara, limilo-ine
a eslas breves cousideraces, declarando em ulti-
mo resultado que voto contra todos os artigos ad-
dilivos excepto nicamente daquclles que se
referirem aos melhoramenlos materacs do paiz.
O Sr. I'isconde do Paran {presidente do con-
sclho) :Sr. presidente, visto ler lionlem lomado
a palavra para declarar o pensamenlo do governo
relativamenlo a algumas emendas offerecidas como
rticos addilivos ao orramenlo que se discute, nao
posso dispensar-mc de di/.er lambem o que pens a
respeito da emenda ora apresenlada pelos Srs. depu-
lados. por Pernambuco.
Sinlo profundamente n3o poder condescender
com amigos a quem estimo, prcstando-lhcs o apoio
da opiniao do governo em favor desse artigo addi-
tivo. em um paiz intertropical seria funcslissimo
que passasse a idea que toda e qualqucr abundancia
de chuvas que occasionasse. nina endiente dava lu-
gar .Tsoecorros extraordinarios por parle do gover-
no. tApaiados.) Estou persuadido que os Srs. de-
pulados mesmo nao saliera ainda nem a exlensao
dos dainos causadus pelas abundantes chuvas ha-
vidas em Pernambuco, nem a impoitncia das obras
destruidas, e dos reparos que sao necessarius para
acudir a esses desastres.
Dcmais, Sr. presidente, essas chuvn sao quasi
sempre urna fonte de abundancia, de riqueza
(apoiado* : esas c)iu\as que liuuveram na provin-
cia de Pernambuco podein produzir ueste anuo c
no seguinle safras abundanlissimas (apoiados,) que
compensem {apoiados) os desastres occasionados pe-
la cchente.... tfeclamacoes.l
Ora, porque houvc urna endiente, e quando nao
sabemos ainda a extensao dos damnos causados, o
somma dos prejuizos, havemos decretar j 200:000-?
rs.' Senhores, parecera que estamos nadando em
dinheiro se tal lizes-emos.
Essas endiente* sao frcquenles as provincias do
Sul, as do interior; as montanhas as chuvas
abundara mais do que nos lugares mais planos, co-
mo sSo os do Norte. Tem havido frequentes c
successivas chuvas as provincias de S. Paulo, Mi-
nas e Rio de Janeiro, que carregam rom immcirsas
pontos, destrem muitas estradas, e esses estragos se
reparan sem recursos extraordinarios. Como pois
volar-scj 2W:01J0>()00 rs.?
Vi i din do que os damnos causados cm Pcrnam-
buro sejam de alguma importancia; nao duvido
que os recursos da provincia nao pnssam ser sufii-
rienles para reparar immcdiatameiile os estragos
causados na cidade do Rccife e as suas approxi-
maces; nao duvido que seja necessario algum au-
xilio do governo geral; mas porque os Srs. deputa-
dos que dao o seu apoio, que prestam a sua con-
fianca ao governo nao (aperara que o governo
mclhnr instruido desses desastres, da importancia
que podessem ter esses damnos, das oircumstancias
da provincia ; porque, digo, nao esperaran) que,
havendo todas essas informaces, o governo se inos-
trasse descuidoso, para enfilo offerecercm qualquer
medida a este respeito '.' Nao ha pressa de que qual-
quer providencia acerca deslc objecto v na lei do or-
ramenlo ; pode ser adoptada qualquer medida cm
separado.
Nem creio, Sr. presidente, qtfe seja mesmo ne-
cessario tomar-sc urna medida para esle fun, por-
quanlo no orramenlo vigente ha mil conlos para
obras publicas, e com.esses mil contos o goveruu
pode auxiliar as obres proviuciacs que livcrem pre-
cisao deslc auxilio. (ApoiaJos.)
Ora, no orramenlo que se discute nao. ha muitas
ensanchas para se appticar 200 coutos. Heais,
nao he esle um soccorro de que se precise em 1855
ou en 1856 ; a preci-an deslc soccorro be desde j.
Se pois esla na lei do orcamento providenciado, se
;ovemo tem sua disposi^lu una quanlia di-
que pode tirar aquclles auxilius que forem indispen-
saveis para acudir provincia de Pernambuco,
reparar os damnos, os desastres causados, para
que um artigo nesta lei a semcllmnle respeito ?
Senhores, laes artigos faro dissipar as rendas:
dando-se qualquer cchente, os depulados daa res-
pectiva provincia reclamaran auxilio extraordi-
nario para ella, c os senhores, consequenles co-
mo sao, nao podero ncgar(aquillo que boje pc-
dem.
Parecc-me porlaulo, Sr. presidente, que os Srs.
deputados' -pela provincia de Pernainubco devem
confiar no iiilercsse que o governo geral turna por
todas as provincias do imperio, [apoiados ; parece-
mc que, havendo na lei do orramenlo vigente urna
verta de que se podein tirar algumas quanlia- pa-
ra auxilio das obras proniuciacs de Pernambuco,
nenhum motivo ha para que matan na sua emen-
da. Espero al que os nobres deputados a reti-
ren i.
O Sr. Aguiar :Sr. presidente, por grande que"
seja o respeito que tributo a todas as opinies do
nohre presidente do eonselho, todavia ha de elle
pcrmiltii-meque dista vez nao o siga no pensamen-
lo que acaba de enunciar. Aparlando-mc de sua
opiniao, cien achar-me justificado pela simples con-
sideraran de que, lauto eu em qualidade de defra-
ude por Pernambuco, como os meus nobres colle-
gas, temos obrigares inileclinavcis c deveres mu
restrictos a cumprir na quadra presente. /Apoia-
dos.)
O oflerecimento do artigo additivo que faz ac-
tualmente o objecto da discussao nao pode de ma-
neira alguma ser olhado nem interpretado como
falla de confianza no governo apoiados;) milito
pelo contrario esse artigo nuda mais exprime do que
urna convincente prova de que a depulajilo de
Pernambuco nao he indilferenle aos males que ac-
tualmente fiagellam aquella provincia, sem que to-
dava queiram forcar o governo a fazer aquillo que
n3o po--a ou Dao deva fazer. [Apoiados.)
lie verdade, e eu concordo, Sr. presidente, que
nao be de juslira, nem seria curial que urna maior
abundancia de chuvas, ou urna eheia qualquer ap-
parecida em abroma provincia do imperio, collocasse
o corpo legislativo na uceessidade de votar grandes
fundos para serem reparados quaesquer pequeos
estragos que essa provincia houvessc de soffrer;
mas quer parecer-me que, quando essas chuvas sao
laes que pruduzem urna cheia assoladora, urna per-
feila inundaran que Irazem pos si a dcstruicAo dos
haceros pblicos e particulares, e causam tao vastos
prejui/os, como os que acaba de soffrer a cidade
do Rccife, nao podendo a9 rendas proprias dessa
provincia bastar para soccorrer a essas necesidades,
nao vejo inconveniente algum, nao acho que haja
disperdlcio, nem mesmo grande favor cm que o
corpo legislativo vote urna quanlia suflicicnte pa-
ra soccorro de urna provincia neslas circunstan-
cias.
O honrado Sr. presidente "do consclho disse-nos
(e quasi que nos ceusurou por sermos tao precipita-
dos era offerecermos approvaro da cmara esta
medida, que nilo a falla base em que assenle a dis-
[io-icao do artigo additivo, mas anda que pedia ser
mulo han preenchida e salisfeila pelo governo a
providencia que lcmbramos.
Perdc-me o nohre presidente do eonselho : a sua
arguirao fui sobremaueira injusta. Se nos quizes-
semos ler sido predpilados na aprcsentacAo desta
medida, sem duvida, quando chegou a esla corle o
vapor D. Marta II, da companhia Luso-Rrasileira,
a feriamos inmediatamente uil'erccido (apoiados),
mas nao nos sendo enfilo conhecida a extensao das
ponas c dos prejuizos que a cheia havia causado,
abslvemo-nos e esperamos que noticias ulteriores
nos ha!>hi,i..sem a isso, c com a chegada dos vapo-
res brasilciro c inglez hontem, tivemos evadas in-
formaces, e infelizmente nos convencemos de que
muitos prejuizos publicse particulares acaba^eflec-
tivamcule dooffrer a provincia de Pernambuco, por-
qunnte muitas de suas principaes obras se acham
em estado de ruinas, povoares quasi iuteiras es-
tragadas, quasi lodas as estradas damnificadas, mni-
tos engenbos lalvcz perdidos,, e por consequencia
lambem perdidas muitas safras. \Apoiados.^
Senhores, nao augmento nem exagero, fallo em
vista de carias que acabo de ler nesle mesmo ins-
tante, e urna dessas cartas devaos cuidados de um
Pcrnambucano umita dislincto. c homem reflcclido,
cuja palavra exprime c s\ ni bol isa a verdade, e que
he cunhecido nao su pela deputarao de Pernambuco,
porcm ainda pelo nohre prcsidenlc do consclho ; fal-
lo do Sr. I)r. Manuel Joaquim Carneiro da Cunha
[apoiados^, admirando-se oulrosim essemeu honrado
amigo que o Diario de Pernambuco orce os pre-
juizos causados pela cheia cm 500 a 600:000-*, quan-
do gcralnienle se suppc que nao nrfo menores,
quer pblicos quer particulares, de 2,000:000.
O Sr. Figueira de Mello : He exactamente ;\
noticia que encontr as carias que me dirigiram.
O Sr. Aguiar : Bem so ve pois que j. tivemos
urna base para pedir providencias, sendo que por isso
nos nao cabei infundada arguirao de precipitados,
.pocidoi.)
Senhores, he forra confessar que esperamos ludo
do governo cm favor da provincia de Pernambuco
{apoiados}, c devo notar que se no artigo addilivo
se marenu urna quanlia determinada, p'or certo nao
foi com a inlenrSo de se pr em duvida a conlianra
que temos no governo ; julgyci e julgou a deputa-
rao ile Pernambuco que.emb'ora o governo se arbas-
se animado do pensamenlo de prestar soccorros -
quella provincia, todavia era de nossa obrigarao,
antes de ludo, piimeiranieule recorrer ao corpo le-
gislis o e depois exhibir provincia que represen-
tamos urna prova de que nao somos indifferenles a
seus males _muilos apoiados); era de nosso rigoroso
dever essa demonstrarlo, que por certo nao merece
ser censurada.... (Muitos apoiados.) '
O Si: Paranagit; Islo faz honra at aos sen-
limcntos da dcpularao Pemambucana.
O Sr. Aguiar : l'orlanto, onde est a falla de
conlianra no governo'.' Mas, disse o nohre presiden-
te do consclho. no orramenlo actual existe urna
verba de 1,000:000?? para obras publicas, e por con-
scguinle dahi podia sor lirada una quanlia para es-
ses soccorro*. l'erdc*ine o nobre presidente do
consclho, en enlcuilo que essa autorisaraoqueacmen-
da d he iudispensavcl para que o governo possa
auxiliar, ou prestar .soerorros provincia de Per-
nambuco, porque sendo essa verba desuada para as
despezas ordinarias, o governo ato poder laurar
man dola para esse caso extraordinario.
OSr. Presidente do Consetho:''Oh! nao me
ponlia na iinpossibilidade de -acorrer a provincia
de Pernambuco.
O Sr. Aguiar: Ao menos, nao he esla a minha
inlenrao.
O artigo que ofTerccemos so tem por lim facilitar
o procedimento do governo, porquanto este nao devp
apenas prestar soccorro s obras publicas provinciaes
e geraes, mas ha de ter, sem duvida, necessidade de
ir em auxilio da popularan.
Explicado por esla forma o passo que acabamos
de dar, cslnu persuadido de que em nada lirn pre-
judicada a conliaura da dcpularao de Prnambuco
pan com o governo. Eu antes quizera que se nao
bouvesse designado no artigo additivo urna quanlia
certa c determinada, porque pode acontecer que o
governo Icnha necessidade de gastar ainda mais, e
em tal caso mais conviria a simples aulorisado para
essas despezas; porm cuino os meus nobres colle-
gas e amigos concordassein no artigo conforme se
acha redigido, eu assignci sem hesitarlo; e urna vez
o tendo assigeado, jamis inulilisarei a minha assig-
natura e nem coucordarci na retirada do mesmo ar-
Io, emboca preveja a m serle que u aguarda; de-
sejava que os meus pobres colleuiis lambem o nao
retirassem. (Apoiados da deputacao de Pernam-
buco.)
J) Sr. Braniio: Sr. presidente, sinlo muilo
nao poder cimformar-mc com a opiniao do nobre
prcsidcnlo do eonselho enunciada contra o artigo
additivu que cu e meus collegas de Pernambuco
tivemos a honra de aprcsenlar. Esse artigo funda-
se no dever que temos de promover o bem da nossa
provincia, c de solicitar do governo c corpo legisla-
t\ o promplos soccorros para ella, vista da cala-
inil.de porque 'acaba de passar; entretanto adini-
ra-me ver que S. Ex., bem louge de approvar o
nosso proeediinentu, qualica;0 de precipitado ; e
islo lano maior impresso me deve causar, quanto
me rceorduqueo auno passado um objecto semelhan-
Ic foi tratado nesta casa por occasiao dos estragos
feito* uo municipio neutro pelas chuvas de maio, e
nao houvc quem fizesse a menor objeceo !
O Sr. Aprigio (Juimaraes:Isso he oulro raso.
O Sr. Brandao:Qual outro caso'! Pois a de-
putarao do Rio de Janeiro pode aprcsenlar urna rc-
solurao autorisaudo o governo a gaslar'200:0005 com
os reparos dos eslragos feilo* pelas chuyas nesta ci-
dade, sem que fo-se aecusada de precipitada, e nos
nao poderemos fazer oulro tanto, quando a capital
da nossa provincia, c muitos oulros lugares dola
acabara de sollrer urna iuundae.io e prejuizos con-
sideraveis ?! < luaudo a lome araeara a sua popula-
rlo '.'! Pode aquella deputarao, fazer passar a sua
resoluro e o nosso artigo addilivo nao ha de ser aco-
mido!...
O Sr. Candido llorges : Mas nao passou.
( Sr, Brandao :Nao passou '! !
O Sr. (andido Borges:Nao, senhor.
O Sr. Brand'io : Oh !
O Sr. Ferra: : Nao passou no senado.
O Sr. Brandao:Ah imft passou nesta cantara.
O Sr. Candido Borges: Nao passou.
O Sr. Biando : Passou ; o Sr. Forra/, o af-
lirma, c foi votada al com eulhusiasmo ; nos Per-
namhucanus lhc demos os uossos votos.
l'm Sr. Deputada : Tambera ha dous airaos
passou ana resolurito igual para a Babia. Bccla-
maret.)
O Sr. Brandao: lie verdade, e a deputarao de
Pernambuco volou por ella ; como pois se quer ler
agora para com a nossa provincia um procedimento
diferente'.'
Nem se diga que o nosso artigo additivo denota
falla de eoufianra uo niiiibtcno.-v/mo se explicou o
Sr. presidente do eonselho, poique ifHjndo se cum-
pre un dever, qual o que sobre nos pesa, essa ques-
lao de rouliaura he iuteiramenlc cslranha.
A deputarao do Rio de Jaueiru apoiava o gabi-
te que cabio, liaba conlianra nelle, mas nein por
isso dcixou de apresentar a resolueao de que tenbo
fallado. ( Apoiados ).
Tambera a deputarao da Babia suslentava o mi-
nisterio, e sem embargo disto pedio soccorros a c-
mara para sua provincia, e elles foram dados...
O Sr. Aprigio r onfro- Srs. depulados: guan-
do, quando'
O Sr. Bramliio : Nai me record bem do au-
no, mas aei que o fado s; deu.
O Sr. Presidente do Conselho : bo crdito
extraordinario que se hada volado nada se gastou.
Urna voz : Essa iredida tambem nSo pastou
no senado.
O Sr. BrnndSp : Porem passou nesla cmara,
e entretanto nunca se arguio a deputac,lo bahiana
de precipitada por hayei pedido soccorros para sua
provincia...
O Sr. H'anderley : E nem haver quem ar-
ga a deputarao Pernanbuco par isso.
O Sr. Brandao: Senhores, as ultimas cartas
dos Mana amigos, e osjornaes da nossa provincia
nos dao a triste noticia le que todo o valle do rio
Capibaribc, e grande parte da cidade do Rccife fo-
ram innundados, que ni eslragos feitos pelas aguas
sao consideraveis, que s particulares soffreram pre-
juizos immensos, c que as ubras publicas firaram in-
(eiramente damnificadas, nao qbslantao zelo c cui-
dado da administrarn ; a isto se ha de seguir nece-
sariamente a Tome ; e nesle caso cumpre remediar
de promplo, para que os effeitos de urna 13o grande
calamidade nao se loraem mais intensse dolorosos;
he isto oque livemot cm vista quando aprevena-
mos o artigo addilivo, c pois esperamos que a cma-
ra e o mesmo honra d.i Sr. presidente do conselho o
areilarao, fazcudo asiim justira aos nossos compro-
vincianos,
O Sr. Augusto de Oliveiru: as poucas pala-
vras que ha pouco profer em abono do artigo addi-
tivo que vai cxcita.ido urna discussao um pouco
animada, en tive, Sr. presidente, de dizer que nao
me fazia cargo de descrever a larga serie de desgra-
ras qne cm minha provincia liveram lugar em cuu-
seqnencia das chuvas excessivas que all oceasona-
ram endientes e trisbordamenlos de rios, porque
ainda eslava debaixo da triste impresso que me cau-
sou a leilura das carias, daudo-me noticias Uto de-
sagradaveis; e porlanto V. Exc. m perdoar que
eu diga, que grande dr me causrnm aspalavras do
nobre^iresidenle do consclho, o qual enverga nessas
desgraras urna fonte de prosperidades para a minha
provincia.
O Sr. Presideute do Conselho : He verdade, e
no futuro veremos.
OSr. Augusto de Oliceira : Ninguenvdir, Sr.
presidente, que aconlecimcnlos tao graves como es-
ses, que sao verdadeiras calamidades para aquella
provincia, possam ser considerados urna fonte de
prosperidades^..
O Sr. Presidente do Conselho : Isso he o que
o senhor diz, c nao eu.
O Sr. Augusto de Oliceira : Se assim for,
confesso que nunca desejarei urna fonte de prosperi-
dade igual comprada filo cara, e precedida de lanos
sacrificios.
Nos disse S. Eic. que a deputarao Pemambuca-
na ileio confiar no governo, qne promette lomar es-
le negocio debaixo de sua mais seria consideracao :
e que um procedimento contrario denota falla de
conlianra no governo.
Sem embargo da confianza que deposito no ga-
binete actual, e da considerarlo que voto pessoa
do Sr. presidente do conselho, nao me he possivel a-
companhar ao nobre ministro nesla occasiao, nem
posso nnnuir ua retirada da emenda, e antes pela
-ua approvaro in-i-til o. i
Eusigoo principio de que o corpo legislativo nun-
ca deve ceder de suas prerogalivas, e seguramente
urna das mais bellas prerogalivas de que pode" fazer
uso um memhro deslc parlamento be indicar, pedir
o instar, cm urna ocrasiao como a prsenle, por om
remedio para mitigar as desgraras que allligirem a
provincia que representa...
O Sr. Correa das Scie*: E de qualquer|pro-
vincia.
O Sr. Augusto de Oliceira :.... o sem queso-
melhanle procedimento possa ser qualificado de fal-
la de conlianra no governo. ( Apoiados ).
O nobre presidente do conselho disse que j eslava
aulorisado para providenciar sobre os reparos dos
eslragos em quesillo, por existir na lei do orramen-
lo vigente a quanlia de 1,000:0009 volada para obras
publicas ; mas eu observo que essa consignarlo he
-omenio para easosordinarios (reclamacoes) e se por
ventura a proxinla de Pernambuco precisar para
roparacao dos damlos causados pelas dieras de 300
ou 100:000... 1
/' Umaucoz:\Osfsenhores s poden) 200:0009.
OSr. AuffUMlo/de .Oliceira : .... e o goveruo
tirar ossa quanlia de 1,000:0009 volados para as o-
bras publicas de''todas as provincias, licaro estas
prejudicadas : foi tambem esse um motivo poderoso
que levou a depulacan de Pernambuco a apresentar
o arligo em discussao. Como haja excesso na quan-
lia especificada, porque ainda nao existe orramenlo
dos reparos necessarios, quem vai execularo dispos-
lo nessa emenda he o governo e nao os depulados
do Pernambuco, porlaulo au se pode razoavelmenlc
presumir desperdicio, e quando haja ser por culpa
do governo e nao nossa.
Parece-me, Sr. presidente, que vista dos prece-
dentes da casa em occasics idnticas, havendo ella
sempre dado provas de generosidade, nao far urna
excepcao contra a infeliz provincia de Pernambuco
por esta rnzao, pois que o artigo por nos proposto
merecer a sua approvarilo.
Ha alguns annosque a casa presin um vol seme-
Ihanle em soccorro da provincia do ('.cara, flagela-
da cnlao pelasecca, e nao ha muilos annos que lam-
bem se votou para a provincia da Babia urna quan-
lia de 200:000....
O Sr. Aprigio e oulros Srs. deputados pela Ba-
lita : Est engaado.
O Sr. Augusto de Oliceira: Appello para o les-
temunho do nobre presidente do conselho...
O Sr.. Presidente do Conselho L'ma resolu-
riu foi approvada por esla casa, mas nao se gastou
quanlia alguma...
filo, por que julgo esle o meio maia regular para
que o governo possa fazer um serviro importan le
l'ma coz : Ah lem.
.
O Sr. Augusto de Oliceira : Nao quererei sa-
ber se se gastou ou nao, o certo be que ella tef vo-
lada, e nao sei romo se quer prohibir aos membros
da deputarao de Pernambuco aprusenlarem urna me-
dida semelhaule, e direi mesmo que al achu falla
de generosidade da parte do Sr. presidente do con-
selho oppor-se a essa medida 13o justa...
O Sr. Presidente do Conselho x E eu acho
que he falla de generosidade do nobre depnlado vir
cora isso.
O Sr~. Augusto de Oliceira : Nao sei aonde
possa haver falla de generosidade em um deputado
dar aum mmislro mais do que elle quer...
OSr. Presidente do Conselho : i- IsSo enlo he
prodgalo!,!Jo que deve ser rondemnada.
O Sr. Augusto de Oliceira : Nao vejo lambem
onde possa haver prodigalidade em urna medida pa-
ra um lim filo juslo e mesmo santo, e cuja exerurau
depende do govenfo, que pode deixardeser prodigo
gastando nicamente aquillo que fr necessario.
Agura, Sr. presidente, me pcrmillir V. Exc. que
eu deplore que todas as vezes que se falla em um be-
neficio qualquer para minha provincia, se nos apre-
scule logo clculos de prudencia e falla du renda...
(Apoiados).
O Sr. Presidente do Conselho : Isso acontece
com todos.
O Sr. Augusto de Oliceira : Nao me esquecc-
rei que nur occasiao do orcamento da marinha, pe-
dindo cu urna consignaran para o melhoramenlo do
porto de Pernambuco maior do que a marcada no
orramenlo, e estando de accordu a esse respeito com
o quedis-e o nobre ministro da marinha em seu re-
lalorio, S. Exc. nao quizesse votar pela minha e-
mcuda e x iesse pedir cmara toda prudencia na
dislribuirao de dinheiros publico*.
Cumpre porcm notar que na vespera havia sido
approvada com arquiesecncia do respectivo minis-
tro secrelaiio de estado, ana emenda marcando a
consignarlo de 60:1100 para ronslrucrao de um
quarlel de cavallaria nesla cidade.
Observo mai* que entre os artigus addilivos, cuja
approvar.lo o governo pede, existe um autorisaudo
a compra do trapiche da Iba das Cobras, e oulro pa-
ra conslruero de uina nova casa de moeda. Louge
de me oppor a esses artigos, por elles voto, porquan-
lo sendo esses edificios neces-.arins para o servico pu-
blico, o governo trate de adquiri-los logo que for
possivel.
Julgando por tanto essas medidas convenientes,
folgo dever que ja apparcceu dinheiro no lliesouro
nao sendo necessario invocar os clculos de pruden-
cia, receios dediniinuiro de renda, e que nao se
diga a respeito destas metidas aquillo que por ve-
zes tem referido o governo a respeito de oulras re-
lativas a algumas provincias, cuja ulilidade elle he
sempre o primeiro a proclamar, para as quaes porem
nunca ha dinheiro.
Concilio declarando que voto pelo artigo em que "
provincia de Pernambuco. !
O Sr. I'isconde de Paran (presidente doVinse-
Iho ): Sr. presidente, explico o calor empreado
pelo nobre depulado que acaba de sentar-se na\le-
feza dn arligo additivo pelo seu zelo por sua pro-
vincia, porque de outra maneira nao posso enlen-
der tanto calor c lano fogo depois da seguranra que
Ihe dei do cuidado que merece ao governo o estado
da provincia de Pernambuco. Depois de haver eu
dito que o governo se achata habilitado a soccor-
rer Pernirmbuco, parece que ha importunidade em
semelhante medida.
Sendo dado no governo em confianza uro crdito
de 1,000 contos no ornamento vigente para ser em-
pregado segundo as necessidades de conveniencia,
urna provincia menor, pobre, que tenha necessida-
de ou de obras justas e vantajosns para a sua pros-
peridade, ou de obras que sejam necessarias para
reparar alguns desastres,deve ser altendida com pre-
ferencia aquella provincia que nao tiver tido seme-
ntantes desastres. (Apoiados. I He isto um objecto
de apreciarlo inlciramenle governaliva ; nem podia
estar na mente de nenhum Sr. deputado, volando
por esses 1,000 conlos, pretender que elles fossem
distribuidos pro rala ou igualmente. Nao, senhores,
ficou ao governo apreciar as necessidades de cada
urna das provincias, examinar as obra* que sao mais
ulels para dar preferencia aquellas que esliverem
em semethantc caso. (Apoiados.)
Eu nao tive inlenrao (e os nobres depulados sem
duvida me enteuderam bastante) de negar que nao
podcsscmler acontecido alguns desastres particulares
na provincia de Pernambuco, que no houvesscm all
algumas pessoas pobres que perdessem ou as suas
plaanles, ou alguns edificios, que n3o fosse isto
um objecto digno de rommiserar.lu, que nao se po-
desse dar o caso de ser applicado algum soccorro pu-
blico para reparar eslas necessidades ; n3o neguei
lambem que nao bouvesse conveniencia, anles pro-
meto* por parte do governo ter em allenco aquel-
las obras provinciaes que livessem necessidade de
ser reparadas. Como pois emprestar-se-me a opi-
ni.lo de haver declarado que essas chuvas cram so-
monte (disse-o o nohre depotado) urna fonle de pros-
peridade*? Nao ; eu nao djjee que dessas encheu-
tes extraordinarias nao podessem resultar alguns de-
sastres ou particulares ou pblicos, e que os desas-
tres particulares nao fossem dignos de soccorro pu-
blico, nao merecessem a consideracao do governo
para Ibes dar aquella auxilio que fosse necessario.
O que eu disso foi que a estensao desses desastres e
o valor dclles nao eram iuda bem conhecidos, e
que por consequencia havia pressa de mais em se
querer volar um crdito de 200:000 contos para es-
te objecto. Disse tambem que esle crdito nao era
necessario, porque as despezas que tem de ser fei-
tas, n3o o bao de ser durante a poca em que lem
de vigorar o ornamento que discutimos, mas duran-
te o lempo cm que lera de ser executado o orcamen-
to actual, c tanto mais quanto tullamos meios para
acudir a esses desastres.
Sr. presidente, he sabido que o Norte soflrc mais
pela secca deque pela abundancia de aguas de chu-
vas. lie neste sentido que digo que as abundanlis-
simas chuvas que corrern) em Pernambuco podem
ser urna fonte de prosperidade, podem concorrer
para abundante eolheila futura (apoiados); foi lam-
lien por isso que diste que dessa abundanlissima eo-
lheila rcsultava urna prosperidade que ha de ser
sofliciente para compensar os desastres ora havidos.
(Apoiados.) Isto nao he desconbecer que podessem
haver desastres.' Sim, senhores, Jtouveram : mas de
ordinario se encarecen) esses desastres mais do que
sao na i rali la lo, porque no meio da calamidade ca-
da um descreve as cousas nao so como em exacta-
mente acoutecido, mas muitas vezes, como a sua
imaginaran Jh'as faz cuuceber. Assim, be conve-
niente esperar ainda para saber a estensao desses
desastres, o valor dclles.
Quando acontecen na cidade da Babia esse des-
moronamcnlo da monlanha que ameacava abafar a
cidade, tambera houve demasiada pressa, demasia-
do calor; masao menos nesse lempo nao havia urna
verba uo ornamento como aquella que iodiquei ;
os Srs. depulados pela Babia nao tinham seguranza
de que o governo npplicaria esses soccorros (apoia-
dos n3o tinham promessa de que acudira a esses
desastres (apoiMos) tanto quanto fosse possivel. Mas
hoja acontece o coalrario, lia a verba que mencio-
nei, ha aseguran^) ja dado aos Srs. depulados por
Peruambuco. Se os Srs. depulados queriam mostrar
o louvavel inleresse que tomam pela sua provincia,
poderiam faze-lo, sera persislirem na approv arilo da
sua emenda que se torna desueres-aria.
A precipitaran, senhores, nao he boa conselheira.
Essa medida que se quiz lomar relativamente pro-
vincia da Bahia nao leve a final exerur.lo ; a mon-
lanha lem sido reparada luccessivamente e por dif-
erentes anuos com consignares mdicas; essa cr-
dito extraordinario que se propoz' na cmara, ou
nao passou, ou n3o leve execuco.
Devo lembrar ainda ao Sr. deputado quanto ac
quisioao do trapiche da ilba das Cobras, que esse
trapiche he proveiloso a fazenda nacional. Quando
passe a aulorisarilo para a sua compra, nao lie des-
peza urgente : se o orrameoto permitlir que essa
compra se faca, far-se-ha n acquisirao, se nao per-
mitlir, continuar a fazenda a pagar o aluguel do
trapich. Mas se passasse o crdito extraordinario
indicadu na emenda, como poderia cu resistir ao
meu bntn amigo, o Sr. Augusto de Olivcira, quando
pedis-e a appUcaeSo desta verba como resistira o
incu amigo o Sr. ministro do imperio s soliciiares
dos nobres depulados para dar applicacao a esse cr-
dito '.' Nilo. nao resistira. Por isso, senhores, he
prudente que semelhante crdito nao passe ; os soc-
corros podem ser dados por conta dos mil conlos ja
decretados para auxiliar as obras provinciaes, para
se fazerem as obras geraes.
Quanto no pedido que foi feilo pela dcpularao do
Rio de Janeiro para auxiliar as obras do muuicipio,
creio que nao passou..,
Cma Coz: Passou.
O Sr. Presidente do Conselho : Nao lia.por ora
una somma extraordinaria dispendida com isto ; n
nica somma extraordinaria que os Srs. depulados
dcram foram os 200:000 para as calcadas da cidade,
c esses 200:0009 nao cstao despendidos. Demais,
lemhrem-se os nobres depulados que o municipio da
corle concorre com aqnillo que sao imposte- pro-
vinciaes e que ueste municipio sio geraes. (Apoia-
dos.)
O Sr. figueira de Mello : Tem gasto mais do
que rende.
O Sr. Presidente do Conselho : Parece-me que
o nohre deputado nan olhou para o ornamento da
reccila e despeza para poder aflirmar islo. Fc,a os
seus calculo* com um pouco mais de esparo e ver
que est engaado...
O Sr. Figueira de Mello Os meus clculos
s3o exactos.
O Sr. Presidente do Conselho : Fara-me fa-
vor de apreseula-los ; diga-mc quanto reudc e quan-
to dispende o municipio em geral...
O Sr. Figueira de Mello : A renda do muni-
cipio anda por 991:0009, a despeza com o ministerio
da juslira e do imperio monta a 691:000; e bem
que baja ni 300:000 de sobra, islo he compensado
com as despezas que se lem feilo com diversas obras,
com oman,menlo das aguas, etc.
ma Coz : Oh islo be discurso!
O Sr. Presidente: Altenrao !
O Sr. Presidente do Conselho : Entilo des-
pezas rom o ministerio da juslira e do imperio sao
do municipio'.' Bem me pareca que havia algum
erro de calculo, que havia addicrlo de mais ou de
menos.
He muilo conveniente, Sr. presidente, que se
nSo procure acedar os nimos, levando-os para ccr-
los sciilinictilos do parcialidade apoiados ); to-
das as provincias sao iguaes [ apoiados ', lodas me-
recen) igual atlenrao (apoiados:; o municipio neu-
tro precisa de justira c nao de favores.... Apoiados.^
O Sr. Augusto de Oliceira : Merece muitos
favores.
O Sr. Presidente do Ccnselho : ... as provin-
cias precisara de juslira e nan de favores (apoiados ,
e islo o governo esfii promplo a fazer-lhes. (Apoia-
dos., Repito que lulo est demonstrada a necessida-
de dcslo crdito extraordinario; nao esta ainda co-
nhecida a importancia dos damnos que rausou essa
endiente ; nAo est couherido o "valor dellcs, os
desastres. Em quanto a viJas, sabemos que nenbu-
ma se perdeu....
l'ma loz : E se se perdesse era irrepara-
vel.
O .Sr. Presidente do Conselho : Emquauln aos
damnos particulares que podem ser objedo do soc-
corro publico, como dacretar-se ja urna somma an-
tes de conhecer-se esses damnos ?Quem s?bese nSo
ser preciso mais da 21)0:0009 para soccorrer lano as
obras provinciaes, como as geraes'' Eu cstoo, e os
proprios Srs. deputados eonheccro que a emenda
nlo lem oulro mrito senao mostrar o inleresse que
os nobres depulados tomam pela provincia qne re-
presentara ; eslou que a retirara i, que he inteira-
nienle desnecessaria para o lim do soccorrer a pro-
vincia, que receber os auxilios que exigirem ai
circunstancias extraordinarias em que se acha. (A-
poiadoi).
Limito-me, Sr. presidente, a astas considerarles ;
nao desejo continuar a empenhar-me na discussao,
porque no theor em que ella vai, pode ser prejudi-
cial.
O Sr. Paula Baptista:Sr. presidente.como sem-
pre, eu usarei daqueltas exprc-soes que sao finias
do meu senlirr.ento. 4
En, senhores, n9o quero saber o que oulr'nra --e
dera Babia, nem ao Rio de Janeiro e nem a ou-
tra qualquer provincia du imperio, para allivia-la
dos damuos causados por endientes de rio, ou por
qualquer outra forra maior. Tanto em objectos de
seguranza interna e externa, como em calamidades
de fume, encbenles, ete., a fralernidade liga todos
os Brasileiros (apoiados', e j nao ha distraerlo de
provincias. (Apoiados.)
Isto posto, cumpre-me agora determinar bem
as premissas em que nos fundamos para remelter-
mos a emenda ou artigo additivo que se discute.
Por um lado, senhores, as noticias que recebemos
da provincia de Pernambuco sao Irislissimas. A pro-
vincia de Pernambuco acha-se profundamente ferida
por urna forra maior, cujoa damnos pedem soccorros
promptos e sem demora de lempo. Muilas estradas
esfilo intransilaveis por causa de grandes ruinas pro-
duzidas pelas elidas ; a capital au se pode conimu-
nicar com o centro : nao podem descer gneros ali-
menticios: a fome apparece : pequeos povoados
foram completamente arrasados, de surte que nao se
encentran) nelles senao o espectculo de roinas e
mizerias: grande numero de pessoas dizem : Per-
di meus animaos, perd minha casa e movis, perd
minbas lavouras, e tenho fome. u He preciso, poia,
que esses toffrimenlos teuham promplo remedio: be
preciso que lodas essas estradas sejam quanto antes
reparadas.
Por oulro lado vamos o governo eslava munido de
meios para obrar em lempos ordinarios, e que n3o
estavam calculados as leis existentes esses caso ex-
traordinarios, e por couseguinle concluimos bem,
que era do nosso dever darmos urna nova aulorisacao
ao governo para acudir a essa calamidade inespe-
rada.
He verdade que eu sigo o pensamanto do nobre
presidente do conselho, islo he, que dos 1,000:000
de que o governo pode dispr para obras publicas
das differentes'provinciaselle pode fazer a applica-
tao que Ihe parecer mais razoavcl, e nao est obri-
gado a fazer rateios proporcionaes, como talvez al-
guns enlendam ; muito principalmente quando as
circumstancias podem ser dfferentes em cada urna
das provincias ; mas a este respeito pergnnto : que
mal poder vir dessa aulorisacao que Ihe queremos
dar? Se nao fr precisa, o governo nao gastara a
quanlia que pedimos, e quando muilo Picar inulili-
sada a medida ; porm mal e prejuizq ella .nunca
causar. Creio, pois, que s essa reflei&u he mais
que bastante para que o governo nao recuse aulo-
risaro que Ihe queremos dar.
O nohre presidente do conselho pedio-nos que re-
lirassemos a emenda agora permita que reipei-
tosamente Ihe pecamos tambem que a aceite. (Apoi-
ados.)
Vozes :Volos votos !
O Sr. Candido Borges :Eu liiiha j desistido
da palavra, mas o illuslre depulado por Pernam-
buco que se as-senla minha direta me convida a
que falle, e para fazer-lhe a vo'nlade direi alguma
cousa....
O Sr. Augusto de Oliceira : Quero admirar a
sua eloquencia.
O Sr. Candido Borges:...que fica completa-
mente annullada pela sua.
Nao serei cu que faca qualquer reparo acerca do
motivo que assistio Ilustre dcpularao de Pernam-
buco para apresentar casa o artigo additivo que
ora se discute; bem pelo contrario louvo as bellas
niences dos Ilustres depulados ; lalvcz mesmo
que em circumstancias iguaes eu me aventinae a
fazer urna semelhante proposta,
l'ma Coz :E eslou que faria.
O Sr. Candido Borges :Rae seria um deputa-
do pela provincia do Rio' de Janeiro que fizesse
qualquer reparo a este re speito. A cmara sabe que
a dep'ulaco do Riu de Janeiro est habituada a vo-
tar por todos os soccorros exigidos pelas provincias.
(Apoiados.)
Orna Coz :Honra lbe seja feita.
O Sr. Ca ndido Borges :Ainda mais, sabe que
o Rio de Janeiro est habituado a concorrer com
subscrpe,es para acudir s necessidades das pro-
vincias do imperio. (Apoiados.) Has, f ene domo-
do porque acabo de exprimir-me, eu tenho de volar
contra o arligo addilivo.
Tenho de volar contra o arligo additivo, porque o
acho extemporneo, tenho de volar contra o artigo
additivo, porque acredita que elle pode dcixardc
corresponder* vistas dos Ilustres deputados. Ex-
temporneo, porque os Ilustres depulados nilo sa~
bem ainda qual ser a importancia dos eslragos pro-
duzidos pela endiente, e por consequencia nao se
sabe anda qual ser a quanlia cora que o governo
dve acudir aos reparos que sao necessarios. Segun-
do um Ilustre depulado, esses estragos nao passaro
de 600:000 ; mas segundo oulro illuslre depulado,
que se julga mais bem informado, os mesmos es-
tragos s5o calculados em 2,000:000. E he de ad-
mirar que o illuslre depulado, representante por
Pernambuco, que calcula esses eslragos na quantia
de 2,000:000, se contente com 200:000 para acu-
dir aos reparos !...
O Sr. Paula Baptista:Calcula-se em 2,000:000
ioduiudo-se as fortunas particulares.
O Sr. Candido Borges :Mas o illuslre depula-
do nao sabe quaes sao as necessidades que se devem
satisfazer.
O Sr. Paula Baptista:Sabemos que s estradas
e-lao intransilaveis.
O Sr. Candido Borges:O illuslre deputade as-
segura que sao 600:000, 800:000 ou 1,000:000 '.'..
Urna Voz :Nao queremus lanlb ; conlenlamo-
nos cora 200:000.
O Sr. Candido Borges :Parece-me que a Ilus-
tre deputarao de Pernambuco, depois da promessa
solemue do Sr. presidente do conselho devia eslar
salisfeila (apoiados), porque com a verba de.......
1,000:000 consignada para obras publicas o Sr.
presidente do conselho aflirmou aos illnslres depu-
tados que acudira as necessidades da provincia du
Pernambuco.
Mas supponliamosque os Ilustres deputados nao
se querem liar na promessa do Sr. presidente do con-
selho.
O Sr. Augusto de Oliceira : Confiamos tnuilo
nelle, mas uao be vitalicio.
1
OSr. Candido Boiges :.....pergunlo : pode o
governo com a verba de 1,000:000 acudir ou noa
essa despeza extraordinaria'! Ninguem me negar sem
duvida alguma que pode. Mas pergunlo ainda aos
Ilustres deputados; se vs marris urna verba espe-
cial, se a circuniscreveis a 200:000 lixos, se esses
estragos em Pernainbneo imporlarem em 800 ou
1,000:000-9 nao lerda amarrado o governo i verba
de 200:000 simplcsmentc '! Poder o governo gas-
tar mais'! O caso he extraordinario, vos marcis
urna quantia extraordinaria, porconsequencia amar-
ris o goveruo verba de 200:000...
Cma Coz :Coulenlamo-nos com pouco.
O Sr. Candido Borges :Eu, Sr. presidente, que
desejo que o governo possa occorrer a estas necessi-
dades, nao marcarei quanlia determinada ; desses
t,000:000> tire o enverno a quanlia indispensavel
para acudir provincia de Pernambuco. (Jpoiados.J
lie esta a miuha opiniao.
Dando-se a materia por discutida procede-se a vo-
larlo, c sao regeiladosos artigos.
O Presidente diz que estando concluida a volanlo
dos artigos addilivos, volla-sc a primeira Kirie da
ordem do da c contina a segunda discussao do pro-
jecto n. 67, sobre a extiucrao do morgado das l.a-
rangeiras.
O Sr. Silceira da Molla fundamenta e manda
mesa o segrale requerimento ;
Requejro que seja o projeclo remedido com-
missao de juslira civI. H
Depois de apoiado entra em discussao, que fica
encerrada por nao haver casa para *o volar.
I.evanla-te a eao.
10
Lida e approvado a acta da antecedente, o I. se-
cretario d cenia do seguinle expediente:
Um requerimento do ministro da fazenda, dando
as informarocs por esla cmara exigidas acerca do
requerimento em que os empregados da secj3o do
substituirn t resgate do papel-moeda, annex*
ca iva dcamortisacao. pedem augmento de ordenados.
A quem fez. a requi-icao.
Do ministro do iripcrin, enviando o aulographo
sanecionado da resolueao que autorsa o governo a
conceder carta de naluralis.irAo de cidadao brasilei-
ro ao Dr. Jos Francisco SiganJ. Fica a cmara
uleirada e vai a arcbivnr-se.
Do mesmo ministro, commonicando qne se parti-
cipara ao presidente da provinria do Rio Orando do
Norte haver esta cmara approvado a eleirao de e-
leilores a que se proceden na fregnezia de Mossor
daquella provincia, visto ter sido annulada a que se
proceden cm noverabro de 1852.Fica a cmara in-
leirada.
Do ministro da guerra, dando .is.infurmares que
Ihe foram exigidas por esla cmara acerca do reque-
rimento do atieres Francisco Joaquim dos Santos
Bolelho.A quem fez a requisicJo.
Urna representaran da cmara municipal da
de S. Carlos de Jacuhy, pedindo a creacao df urna
nova provincia ao sul da de Minas tieraus^t-A com-
missao de eslatislica. I
Da mesada assembla provincial da#arahiba, en-
viando urna represenlaro da mo-ma a-scmblca pe-
dindo dez loteras.A commissao de fazenda.
Sao approvadas varias redacroosjf o seguinle pa- -
recer: f
O Ihesourciro mnr da Se dfe Olinda, pede se
augmente ua lei do orcameulo aj cunsignarao para
as despezas da fabrica da sacriitia) da mesma cathe-
dral.
A 2. commissao de orramenlo enlende qne
havendo-se adoptado na discussao urna disposira
autorisando o supprimento das Mricas iJm eathe-
draes, nenbuma oulra provijr atfgpl lomar
por ora a semelhante respeito.
Sala das commisses da cani?-Ta dos-deputados,
em 10 de julho de 1851. B. A. We A. Taque/.
A. J. Henriques. / '
L-se, e he julgado o objecto Ve de beraeSo, e
vai a imprimir para entrar na ordet** a seguinle resolueao.
n O subdito porluguei Gaspar de. eilasSampaio
bacharel formado em direilos pela i ersidade de
Coimbra, lendo declarado na secretarii i da cmara
municipal desta corle, aos 30 de julho de 1853, a
sua inlenrao de finar seu domicilio no Br isil.aquem
desoja dedicar serviros e sua vida, re quer a esla
aogusla cmara que haja de Ihe dispens sr o lempo
que Ihe falla para completar o biennio ta lei. O
pretndeme professa a religiao calholicav-vapostolice
he maior de 21 annos, e esta no goso de se us direi-
los polticos como cidadao portuguez. Aro mmissao
nao duvida, de accordo com iguaes prey 'lies, of-
ferecer consideracao desta augusta naV Va se-
guinle resolueao: i ,
, A assembla geral legislativa resolve:
Art. 1. Fica o governo aulorisado a conc ider
carta de naluralisarao de cidadao hrasilairo aos. !!>-
dito porluguez bacharel Gaspar de Freitas Smpalo* "*
Arl. 2. Revogara-se quaesquer disposicoes en^;
contrario.
Paro da cmara 10 de julho -de 1854. FfD.
Pereira de Vatconcellos. J. M. Figueira de
Mello, a
Procede-se a votarlo de requerimento do Sr. Sil-
veira da Mulita, para qne seja remetlido commis-
sao de juslira civil o projecto de resoluro que ex-
tingue o morgado de Larangeiras na provinpia do
Maranhao.Q requerimento he approvado.
Entra em 2. discussao o projeclo de resoluta vindo
do senado, que approve a pensao. de 600 rs. conce-
dida a D. Mara Generosa Loreiro, viuva do des-
embargador Agoslinho de Souza Loreiro.
O Sr. Oliceira Bello requer que o projeclo te-
nha urna s discussao, vislo j ler sido approvado pe-
la cmara em o auno passado, e assim se decide. '
O Sr. Silceira da Molla oppe-se ao projeclo,
pela razio de nan julgar a cmara habilitada para
dscnl-lo oulra vez e sem nova iniciativa do peder
execulivo.
Tomam anda parte na discussao os Srs. Oliveira *
Bello, Taques, Brrelo Pedroso, F. Octaviado e
Paula Baptisxa. /'
Nao havendo maikvjuieui peca)^aAa\ra, julga-se
a materia snflicieiitemecte discutida. ^^d
Procedendo-se volaro por escrutinio secrebV^
muilos Srs. deputados collocam-se cm roda da
mesa. .
O Sr. H'anderley:Islo nao deve ler lugarl Hei
de fazer urna ndicac3o para se acabar cm o escru-
tinio secre:o. (Apoiados)
O Sr. Silcica da Molla : Islo nem lie vo-
1.0. ao. .
O Sr. ICandertey:Cerca-se a mesa, nao se dei-
xa volar!
Couladas as espheras, he approvado o projeclo
por 13 volos contra 21.
Suscila-se urna qneslo de ordem sobre relifica-
rao da volarlo, e aliual d-se o projeclo por adop-
tado para ser remetlido sanecao.
Entra em 1*. discussao a resolueao approvando a
pen-ao de 800 concedida a D. francisca Theodo-
liuda de Yascuncellos Goncalves, viuva do leuenle-
general Lzaro Jos (Juncalves.
A pedido do Sr, Pereira da Silva lem esta reso-
luro urna s discussao, na qual he- approvada por
t6 volos contra 17.
Segue-se a 1'. discussao da resolueao que approva
a pens.lo de 600 concedida a D. Mara do Carmo
de Souza Mello, viuva do coronel Joilo Francisco de
Mello.
O Sr. Fleury requer que esla resolueao tenha
urna unicf discussao.
Nao se vota sobre esle requerimento por verificar-
se nao haver casa.
O Sr. Presidente manda fazer a chamada e le-
vanta a sessSo.
11
Lida e approvada a acta da antecedente, o I.* se-
cretario da conla do seguinle expediente :
Cm requerimento da mesa da irmandade do San-
lissimo Sacramento da calhedral da cidadodeS. Luiz
do Maranhao, pedindo dispensa para wissuir bens
de raz.A' commissao de fazenda.
De Leopoldina Augusta Carolina Cony, pedindo
que lbe seja concedido o meio sold de seu fallecido
pa,o bri- ideiro reformado Jacques Augusto Cony.
A' commissao de marinhae guerra.
He sem debate approvado o seguinle parecer :
A commissao de polica, em conCormidade da
inriieacao do Sr. depulado Siqueira Queiroz, vem
apresentar cmara a sua opiniao aceren da duvida
suscitada na ultima sessao relativamente eleirao
dos dous secretarios que devem haver, segundo dis-
poe o regiment da rasa, que nao foi alterado pelas
emendas approvadas em sessao de 5 do corrente, vis-
to como o arl. 18 do mesmo regiment nao pode ser
observado lilteralmenle. -
\


/

r No art. 4 do parecer da commissao, datado de
5 de junho prximo passado, se delermioava que as
fallas ou impedimentos do 3o e 4o secretarios fossem
supprdas pela maneira estabelecda no arl. 52 do re-
giment para as faltas ou impedimentos dos mem-
bros da commissao, e por conseguinte nada se dis-
pz no arl. 5 do dito parecer sobre a elecao dos se-
cretarios supplentes. Ora, nao lendo sidu approva-
do aquelle artigo nccessarameiitc teria de appare-*
cer na primeira eleirao, a que se proceder,p%lo no-
vo sv slcnia a dov ida que occorreit.
a A-si u pois he indispensavel tomar-se alguma
medida que sanea lacuna que prcceutemtale se d
no regiment; e neslas cirrumslancias entende a
commissfio que sendo a eleirao do 3o e 4 secreta-
rios aquella que presentemente se faz pluralidade
relativa, uos termos do arl. 4".' do regiment, e con-
seguinlemciilc devendo de-ta sahirem os dous sup-
plonles, he mais regular que sejam considerados: 1
supplenle oiminediato em votos ao 3o secretario, e
2" supplente o quese seguir inmediatamente uo i
secretario, visto como a votacao para cada um dcsles
lugares d: secretario se procede, embora n'um mes-
mo escrutinio, distinclamcntc para cada um dclles.
Como, porm, pode acontecer que o inmediato cm
votos ao i" secretario seja o ni'-mo do 3, neste caso
dever ser considerado 2o sopplente aquelle que se
lbe seguir immediatamenle na lista da votacao para
4o secretario, julgando-se votos perdidos, tanto n'u-
ma como n'oulra lista, aquclles que retahirem tina
que forera eleitos secretarios.
a A substituido dos secretarios continuar a fa-
zerrtecorao hedeestylo, islo he, ao 1 secretario
substilutrt o 9, ao 2 o 3, ao 3 o t, a a eate o 1"
!




(RIO OE PERNAMBUCO, SFXTA FElRft 25 D AGOSTO OE 185i.
}
supplente ou 2 se hourer mais de urna falla, ou se
o 1" esliver ausente ou impedido ; e recorrendo-se
ua Talla absoluta destes suppleule* ao meio eslabele-
cido noirt. 52 de regiment.
Paro da cmara dos depulados, ciu 10 de julho
de 18.i'itcondc de Baependg.Francisco de
Paula Candida.Francisco Xavier Paes Brrelo.
Antonio Jos Machado.Joaquim Firmino Pe-
reira Jorge.
lie julaa.li ol>jeclo de deliberadlo e vai a impri-
mir para entrar na urdem dos (raballios urna i eso-
ln<;.o offerecida pela cominissaode prnsoes e orde-
nados.autoristndo o governo a ni.md.ir pagr ao pa-
rados nconlros. Constando me que resida na fre-
guezia de S- Jos, requisilei ao respectivo subdelega-
do a sua prisa lamnenlo n. 21, e urna casa cerquei
na ra do Sania Isabel, por me ser denunciado que
neUa te acbava de visita ; porm j nao tai encontra-
do: uo entretanto continuo em pregar todos osmeios
meu alcance pora conseguir urna occasilo favora-
vel. Que mais, pois, me cumpre faier 1 lie publi-
co que o c > ni ni nilanto de polica se encontrara
vez coni o referido criminoso, e porque o nao pren-
den, como era do seu dever '! Nao lhe fare a injus-
liea de dzer, que por connivente, porque reconheco
a impossibilidade que leve de o fazer, por ir elle
Jamis para
ja capaz da
dre Leonardo Anluucs de Meira Htnriqucs jytpR' Tawalln, como coslumn: o se essa impossibilidade o
se lhe dever a cougrua vencida romo vigario geral
do bispad i de Pernambuco, do 1 de oulubro de
1819 ao ultimo de junho de 18J0.
Procede-se votarlo do requerimenlo do Sr.Fleu-
ry para que teuha urna so dscussao a resollido que
approva a pensao de 6008 concedida i Mara do
Carino Suiza e Mello, viuva do coronel Joo Fran-
cisco de Mello.
Sendo approvado este requerimenlo, entra a re-
solurao em urna nica dscussao, e he approvada
por 59 votos contra 14.
Entra em 1 discustfo o projecto ]ue approva a
pensao de lOOS concedida a D. Mariauna Filippa de
Assis, viuva de Francisco de Assis de Azeredo Cou-
linho, contador que fui da thesourariu de Minas Ge-
nes.
A requerimenlo do Sr. Ribeiro.di l.uz entra este
projecto erq urna so discussjo.
O S'.Candido Borget pede ser esclarecido da jos-
tica que assiste i pensionista, e hesalisfeito polo Sr.
Ribeiro da Luz.
Jolgando-se discutida a materia.he aresolurao ap-
provada por 61 votos coutra 7.
He approvado em 1.' discnssSo para passar i 2.
o projecto que concede 4 loteras a groja matriz de
S Jos da cidade do Recife, provincia de Pernam-
buco.
Enlrandoera 1." discussao o projcrio do Sr. Na-
buco sofcra*reforma judiciaria, he i lie combatido
peloSr. Sayas Lobato, que o julga intil tanto por-
que o se torna necessario para acudir a um ma|
urgente, como porque oo he em si providencia sa-
tisfactoria.
O orador, cdndue o sen discurso declarando, que
paito haja no rtrojecto urna ou outra idea que possa
ser aprovrihvel, todava vota contra elle, por quanto
euteude queo/seu lodo em vez de melhorar a ad-
ministradlo n juslira vina pciora-la.
Fallam laMbem os Srs. Barbosa e Siqueira Quei-
roz, o It^Btenland utilidade du irojecto. o 2.
combatendo-a, depos do que fica a r iscussao adiada
pela hora. "*
O presidente designa a ordem do da e levanta
a sesso.
itcsctilpa, como fazer carga i entras em idnticas cir-
cumstaucias'! Nao conhero semelhanle individuo, se
o conhecesse c me flzesse alguma vez com elle encon-
tradico, posio asseverar que empregaria os maiores
esforr,ns para captura-lo. < Nunca sympathisei com
os criine-, nuncaacoutei malvados, ncm viv cerrado
de I les para defender-me as costas; nunca fui espadas
suslenlar-me em empregof, que pao se-
desempenhar : fare sempre consistir o
meu merv0 no f,e| c poniual cuinprimcnto dos ineus
deverej^ como ciclada.) particular, j como horaem
pulilida; e icnho consciencia de que nao sao as lies-
panMiladas do actual commandante do enrpo de po-
a que me hao de fazer. perder o conceilo dos
concida liis em allencilo aos quacs srnente
nevo dar as explicarles que ficam eipcndidas.
Qucram, Srs. Redartorcs, fazer me o obsequio de
inserir estas linhas no seu jornal, pelo que muito lhes
Picar abrigado o seu constante letor e criado.
Manoel Filippe da Fonseca.
DOCUMENTOS.
VI. Illiu-. Sis. Redaclorcsdu /.' beral Pernamhuca-
no.Leudo no Diario de Pernambuco de hoje urna
coiTCspondoncia.que lem usegninlc firma-Pedro Jos
Carneiro Muntciro; equerendo contestar as indi-
rectas e aleivesas acensarnos que all se me fazera, a
pretexto de se dizer geralmcnte ser eu o autor de
urna outra correspondencia anteriormente inserta no
tras imprevistas serao por conla dos pais dos alura-, chapeos, 1 barrica caf, 32* arcas caf, 3 raiioes c
nos. J33esixinhasch, 30 latas fumo, 1 barriea vidros de
,, r. i ii oiHideldoc. 1 caixUo rap. 22 barris toucinho, 750
Art. 14. Cada pension.sta tr.ra seu bahu com, ^ e .^ meias g rinta ,,c lrig0f ,5 ^
roupa sufficiente de uso, cama de vento, espelho, ierva-doce, 50 pacolcs lona, caisaj. fazendas; a
pente, thesoura, escoVas, bacia de rosto, jarro etc. I'ordem. "*
Arl. "15. Nenhum pensionista poder sabir do col- Cli*ao sellins > a Manuel M. Gucdes.
gio i passeio, ou oulro qualquer fim, sem licenca | RS?J*J \ g^ST
do director que a conceder, ou delegar segundo 5 caixoles charope; a M. A. Guerra Junior.
entender conveniente. Hiato narioual Catiro, viudo do Cear, consigna-
do a Domingos Alves Malheus, manifeslou o se-
chim ou valentao : segu sempre os principios de or- seu peridico acerca do conflicto occorrido entre
PERMBtCO.
REPARTIR AO DA POLICA
Parte do dia 24 de agosto.
Illm. e Etm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
partes hoje recebidas nesta repartir i, consta lerem
sido presos: a ordem do subdelegado da Trege
zia da Muribtca, o pardo Joao Fran:isco das Chagas
a Aulunio da Rocha, ambos para averiguarles po-
Hmaa.
Comir unicou-me o commandante do corpo de po-
lica em sua participarlo diaria de hoje, que na ra
da Concordia fura espancado o porlu guez Joao Luiz
Vianna por nm individuo, quedepoisde o ter feilo
evado-se. deitando-se nado na mar.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 24 de ago'lo de 1854.1 llm. e Exm. Sr.
conselliciro Jo- Rento da Cunha e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Parios le Paica Tei-
xeira. chefede polica da provincia.
VILLA DO LIMOEIR;).
Tabella dos precot crrenles da feira de 19 de agos-
to do corrale auno, na cilla du Limociro.
Arroz'dcj casca a 120 a cuia .
Assucar branca........ .
Dita somenos...........
Dito rauscavado.........
Banha (unto de porco) 200 rs. a ft
Carne verde. .......
Dita-de sol............
Dita do Cear..........
Bacalho.............
Feijao a 400 rs. a cui......
Familia a stOOt. .dita.....'.
Mitho eco a JeaLrs. dita.... ^.
DitoMuoa 120 rr. dita. .T.
Ovos, *nuzia por..........
Gommi. cuia a.........
Sal a 140 rs. a cua........
Sement de carrapalo......
Laranjas da China a cento a .
Coco* seceos dito a........
Carne de porco..........
Esleirs de peperi ma.....
Albardas urna..........
alqueire
arroba
dita
dita
dita
dita
dita
dita
dita
alqueire
dito ,
dito
lito
dito
dito
rroba
398M)
35810
*S200
2880
6S00
tosao
310(1
fiafoo
f180
129800
12SSU
I20
3Si0
160
320
4480
123000
480
59000
75680
240
800
MAMO DE PERNAMBUCO.
O vapor Brasileira entra lo hcntein de Liver-
pool, via Lisboa, Madeira, TenerirT e S. Vicente
trouxe-nos cartas de nossos correspondentes de Pa-
rs e Porto, e bem assim gazetas poi luguezas, ingle-
zas e franceza's da mesma data, que as que trouxe o
Tocanlini ltimamente chegado, pelo que neuhu-
ma noticia temos que accrescentar is que j (oram
publicadas em um dos prximos pussados nmeros
deste Diario; todava no seguinte numero daremos
mais algumas particularidades, sobre os fados occor-
ridos.
CORRESPONDENllI
Sri. Redactores. Reconhecendo a obrgaro
em que est todo o empregado de juslificar-se pe-
rante o publico quem serve, de cualquer imputa-
(30 q je se lhe faja em objeclo do seu emprego,
vanhooecupar-me dt responder s malignas e alei-
vss insiiiuaeOes que contra mim inccrra urna cor-
respondencia publicada no sou jornal n. 190 de 21
do correle, sob a firma dePedro Jos Carneiro
Monleiro, que se ostenta ser o commandante do
corpo de polica desta cidade.
Neonuma prle tomei, nem tive noticia alguma
da correipondencia do Liberal Pernambucano, que
servio de pretexto para ser eu Uto atroz c indecoro-
samente aggredido e provocado pelo commandanle
do corpo de polica (documento n. I'.; mas respon-
dcndo-lhe, nao lhe rctribuirei com equvocos e allu-
sOes odiosas, nem usarei da linguaem rude e gros-
aeira dos capineiros ; lodavia nao se me levar
mal que observe para com asuapessoa nm trata-
menlo indicador de menos pre;o, igual ao que me
d, por sao que, por principio nenlium, o considero
superior q mim.
Ha muito que se lem manifestado da parle do re-
ferido commandante, decidida indisposiro contra
os empreados de polica, mxime os de Santo An-
tonio'; repetidos conflictos se tem dado entre as pa-
trulhas e os inspectores de quartei ao, os quaes nao
chegado offlcialmenle ao conhecimeuto do Exm. Sr.
presidente polica ; mas urna t palavra nao lira sido dada ao
prelo por mandado ou consenlinwnlo meu a esle
respeito, e se o julgasse necessario, eu o leria feilo
directa e pessoalmeute, pois, arara, a Dos, nao es-
lou no caso dos analphahelos, que suhscrevem es
criplos alheis, sem ao menos distinguirem que os
improperios comidos em taes escriptos sobr elle:
revertcm.
TeulpaConscienciade que uunc alaquei asallri-
hnir-s do oiuinaulaule de polica, e nem deixei
de cumpriros mcus deveres, na p'evenr^lo dos de-
udos c perseguirlo dos criminosos, por nenliuma
consideraran tenho deixado de preceder contra os
ladros, os assassinos, os jngador>s de labolageni
publica e em geral contra lodos os reos de polica
he pois s deste niolvo que podem partir os mcus
desafledos, como he natural, proenrando-se arlei-
ramente per enlraves acrao da aulordade que
exer^o, para o que vai servindn de instrumento o
commandante de polica, sem se aperreber do mal
que pratica.
Injusta e maliciosa he a imputarlo que me faz o
commandaule de polica, e aos meis inspectores de
quarteirao, por se mo ter anda rea isado a prisSo de
Firmino Jos do Reg ; porquanlo nao mola elle
nesta freguezia, nem sou eu s o juc tenho ordem
para o capturar : desta diligencia trala-se desde o
lempo do meu antecessor, e anda i .lo foi possivel ef-
.feclua-la. porque esse individuo tem andado sempre
oceulto, e, se alguma vez apparece, he cavado, em
veloz carreira, c nunca por caminhos certos, illudin-
doassim toda a vigilancia dos inspectores de quartei-
rao, que inermes nao podem com juitica ser lachados
de omitsos em nao se lamarem ella acates inespe-
dem e respeito s autoridades constituidas. Repillo
porlanlorom loda adignidade, que me he propria.a
malvola asserrao de estar eu doutrnando os ins-
pectores do quarteirao para se comprazerem com os
criminosos, e desprezo plenamente o juizo que o com-
mandante de polica faz de mim, como subdelegado,
por nao ser competente para julgar-mc : honra-me
sim e aprecio nimio o recto juizo do pablico impar-
cial e o dos mcus superiores; econlenln-me daaprn-
sentar o 3o documento para mostrar a maneira por-
que leolio precacliido a espnhosa tarefa do lugar
que exerjo.
Aqui cabe-mc dizer, por amor da julc,a e da ver-
dade, que os inspectores de quarteirao da minha ju-
risdicfao at hoje lem salisfeilo cabalmente as suas
obrigarOes, e se mais n.lo fazem he pela reluctancia
das p.iirulhas em prestarem-se aos seus chamados ;
honrados e intolligentcs sHo ur.ipazes de transigir
com os criminosos, c de cumprir ordena que nlTcn-
l.im a seguranra c moralidadc publica: 6eu zelo, ac-
lividadc e aerviro, que gratuitamenle prestam, nao
devem, pois, ser menosprezados e postos a merr dos
caprichos c indiscretas indisposiroes de orgulhosos
mandOes.
O incidente havido entre um inspector de quar-
teirao e urna palrulha que elle encontrara dormir,
he fado passado em freguezia alheia ; mas srve-
me para observar que nao sou cu o que alimenta se-
melhanles desaguisados ; que elles se tem eslendido
todos os pontos ; que he urna prova, foroecida pe-
lo proprio commandante, do pouco lisongeiro esta-
do de disciplina do seu corpo, pois que se essa hou-
vesse, s palmillas nao se poriam dormir pelas cal-
carlas ; que por quererem os inspectores de quartei-
rao prevenir tal rclarli irao he que se tem levantado
essa cruzada contra elles.
Mas quem descouhecern a sem razaa do comman-
dante de polica ? Quem negar que os subdelega-
dos por si e seus inspectores, no exercicio das suas
funeces leiiham o direito de dispertar as palmillas
e faze-las entrar nos seus deveres ? Se as autorida-
des policiaescivis nenhuma inspeccao tivessem so-
bre as referidas palmillas, para que se lhes apresen-
(ariam ellas, e iriam, antes de entrar em seo giro,
receber as ordens, como lodos veem e sabem ?
He, pois, concludenle qoe sobre n commandante do
corpo de polica deve pesar toda a responsabilidadc,
pelo prejuizo e transtorno qoe de seus desordena-
dos caprichos resultarem ao sorvico publico.
Tenho chegado ao ultimo trecho da arenga do
coinmaiidaule do corpo de polica, isto he, a histo-
ria do incendio da casa da ra eslreila do Rosario;
e posto que desta grvsseira se nao estupida lirada
se descubra o descommunal orgulh > e precenrSo
odiosa do dito commandanle contra mira, nao mc-
recendo porisso respota alguma,romludo direj mais
alguma cousa pnramaior esclarecimento da verdade,
vergouhosamente por elle alterada!--Nao dirig, por
aquello commandante asseguinlespalavrasporcerlo
ellecoosgnadasaqui ja estou e os mcus inspectores,
porem nao vejo polica c se as dissesse, eslava
iniiiio no meu direito, e leria proferido urna verda-
de ; porque tendo chegado quasi no fim do incendio
o mesmo commandante com urna forca, nao a poz
a minha disposicao, como era do seu dever, nem
do Sr. Dr. delegado, queja se achava presente { do-
cumento n. 4.) ; quando de outra forma, bizarra e
urbanamente, liavin procedido o Sr. commandanle
da forcii de primeira linha.quc inmediatamente np-
parcecu no principio do incendio, apresentando-se
ao mesmo Sr. Dr. delegado, quando chegou, e re-
cebendo delle as necessarias instrucr,es, como se ve
do mesmo documento. E so um ofliciul de primei-
ra linda, que pode nfanar-se de outros furos e inde-
pendencia das autoridades civis, pratica to briosa e
disciplinadamente, como pretende o commandante
do corpo de polica relevar nao so a sua tardanca
com essa moxinifada de formarse, formasseAe che-
gasse, chegar etc., mas tambem a falla de dever c
miniado que roinmelleu, nao se apresentando as
autoridades competentes, dahdo providencias u seu
bel prazer sem conhecimeuto e direccao das meslas
autoridades.
Ignonxa en,por essa falla, as medidas por elle lo-
madas, alm das que liavia eu dado e o Sr. Dr. de.
legado; e sabendo depois deja exlncto o fogo, que
duas de minhas nulas, que com meu pai regressa-
vam para casa, donde linham sabido, levadas do ter-
ror pnico, por ser o incendio na casa contigua, se
achavam impedidas uo transito por urna forte palru-
lha de polica, postada ao trave da ra, quas cin-
roenta passos distante da casa do incendio, cncami-
nhei-me o lugar cm que estavam detidas, para in-
dagar a causa da deleu;ao : fui cntao informado que
aquella palrulha ibes embargava o passo. e que j
grossciramenle linham sido repellidas |ielos soldados
as instancias que fatiam para passar. Este aclo ha-
via cnchido de indignarlo aos circumslantes, e por
certo ninguem, a nao s*er um bruto ou selvagem, po-
derla satigue fri ver assim (raladas duas senlioras
de tenra iiUdc c um anciu respeilavel, quando nao
eram pessoassuspetas de fazer tumulto ou pertur-
bar a ordem, e j havia cessadn o motivo de lal pro-
iiihirao; mas, apezar disto, dirgi-me com toda a
moderaran referida palrulha, e dizendo-me ella
que cumpria as ordens do commanilante do corpo,
lhe pedi deixasse passar a minha familia, que eu
fallara depois ao seu commandante, fui desalleudi-
do; vista do que relorqui-lhenesle caso mando,
como subdelegado, que deixem passar as pessoas de
que falloiiflo obedecemosrespondern) elles; en-
tln fiz \ollar minhas nulas para o lugar d'onde li-
nham viudo, com um de mcus irmos, ao.mesmo
passo que meu pai insulta para passar em soccorro
de nutras tres lilhas que Itaviam lirado na escada
com os fmulos, por nao lerem podido acompanhar
as primeiras pela4 precipitadlo com. quo saliiram :
mim eo commandante do corpo de polica,em a imi-
te do incendio apparecido n'uma casa da ra eslrei-
la do Rosario: rogoaVV. SS., se dignem, por es-
pecial fa\or, de declarar-me ao p d'esla sob sua
palavra de honra, se essa correspondencia he pro-
dcelo minha, se llies foi por mim enderezada, e
ic lhes consta que directa ou indirectamente vese
eu parlo n'ella, ou inlcrvenrlo na sua publicarlo ;
permilliudo-me usar de sua rcsposla, segundo me
convier : pelo que-lhes ficarei su mina mente agrade-
cido. Sou de VV. SS. ltenlo respeilador c criado.
Manoel Filippe da Fonsera.
S. casa 21 de agosto de 1854.
Illm. Sr. Dr. Manoel Filippe da Fonseca.Res-
pond a caria derV. S. com dala de hoje, dizendo
que nao me foi por V. S. entregue o aulographo a
Art. 16. O collegio trabalhar lodos os das uleis
de manhaa, e (arde.
Art. 17. Sao feriados no collegio, alem dos do-
mingos c das santos, as quintas feiras de todas as sc-
in.in -, cm que nao haja algum dia santo, ou qual-
quer oulro feriado : os 3 diasdo eulrudo ale a quer-
a feira de Cima inclusive; dequartt feira de Tre-
vas al domingo de l'a-rua, os dias 25 demarco, 7
de setembro, e 2dezembro,e de 15 dedezembro a
15 de Janeiro de cada anuo.
Arl. 18. Tambem ser feriado em agosto o dia de
Sanio AH'juso, padroeiro do collegio.
Art. 19. Para manter a ordem e inspeccionar os
alumuos, haver um iuspeelor que morar no mes-
mo collegio.
Arl. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha alies-
lado de promplos para Tazerem seus exames onde
llies convier, depuis de vencidas as materias do en-
sillo, e julgados habilitados pelos respectivos profes-
sores, c cgm audiencia do director.
Recife 9 de agosto de 1854. Affonso Jote de
Oliveira.
Approvo. Recife 19 de agosto de 1854. O viga-
rio leando Henrique de lctende, director ge-
ral interino.
e seus uteusis, So convidados os supradilos inleres-
aados a lequcrerem seu direito, para n que lhes fi-
cam assignados 30 dias, pelo que ijiandei lavrar a
pc/s mi le. que ser publicada pela imprensa e afiliada
no lugares mais pblicos desl cidade.
Dado e passado nesta cidade do Recife aos24 dias
do me/ de agosto da 1854. Eu, Joao Saraica de
Araufo Galvaa, esenvao o escrevi.
Lu: Carlos de Paiva Teixeira.
DECLAHA^OES.
COIVMERCIO.
que se refere, nem me cousta que livesse V. S'. par-
te nelle ; he o que m abono da verdade tenho a
dizer-Hie.
Pode V. S. fazer uso desta resposta como Ilic i-
prouver. Sou de V. S. o menor criado.Joao de
Freita Barbosa. I
N.2. O baclijircl ManoelFilipMda Fonseca,actual
subdelegado 2. supplente em exercicio da fregue-
zia de Santo Antonio, precisa bem do seu direito,
em raz3o do seu offieio, flue V. S. lhe atieste sob a
fe do seu cargo, se, quando V. S. no exercicio de
subdelegado da freguezia de S. Jos d'esla ridade.
lhe foi ou nao requisilad pelo supplicanle a prs.lo
de Firmino Jos do llego, cm virlude d ordens que
lhe foram Iransmiltidas peto seu antecessor : por isso
P. V. S. Illm. Sr. Dr. delegado do termo do Re-
cife, se digne alleslar-lhe o que requer. E. R. M:
Manoel Filippe da Fonsera.
Atiesto que o supplicanle verbalmenle me requi-
zitou a prisao de Firmino Jos do Reg, quando
excrcin o cargo de subdelegado da freguezia de S.
Jos; e a mesma requisito Iransmitli aos inspec-
tores de quarleirao da mesma freguezia. Delegada
deste l.odiSIriclo do Recife aoi 33 de agosto de
1854.F. B. Cartalho.
N.3". Illm. Sr. Dr. chefe de polica___O bacharel
Manoel Filippe da Fonseca,acUialsubdelegado2.sup-
plenle em exercicio da freguezia de Sanio A'nlonio
desta cidade, precisa, em mo do seu oflicio, que
V. S. se digne de allestar-liic, sob a f de seu hon-
rado cargo, qual lenha sido a conduda do suppli-
canle no emprego que oceupa, c se com juslica se
pode dizer qucelle poromissao.conniveneia ou qual-
quer consideraran que seja, lenha deixado de cum-
prir os seus deveres na perseuiro dos criminosos,
e prevenco dos deudos. Por isso P. a V. S. seja
servido alleslar-lhe na forma requerida. E. R. M.
Manoel Filippe da Fonseca.
Atiesto, e fac;o cerlu onde convier, que a conduc-
ta do supplicanle, como empregado de polica, (cm
sido boa a todos os respeilos, pelo que me lem me-
recido inteira coutianra. Secretaria da polica de
Pernambuco aos 23 de agosto de 1854. /'. Tei-
xeira.
N4. Illm. Si.O bacharel Manuel Filippe da Fou-
eca,aclual subdelegado 2. supplente cm exercicio
da freguezia de Santo Antonio, precisa a bem do seu
direito, em ratita do seu offieio, que V. S. se digne
de allester-lhe sol) a f do seu cargo, 1.", se quando
o commandanle do corpo de policiaacoudio rom urna
porrao de soldados do mesmo corpo ao incendio a-
.oiile. i.l.i na nnilc de um dos dias passados em urna
casa da ra eslreila do Rosario/ja V. S. alli se a-
chava ou nao, com urna for^lrt^ t.a linha ; 2.", se
com esla se haviain j tomado (Tu nao as providen-
cias necessarias, collocando-sc devidamenle as sen-
tiuellas precisas para evilar-se a ronfusao e tumulto
do povo ; 3., se aquelle commandante apresentou-
-e e receben de V. S. algumas nslrucres ; ltima-
mente o quesepassou. e deu lugar ao conflicto en-
tre elle e o supplicanle. Neslcs (ermos P. a V. S.
Illm. Sr. Dr. delegado suppleule em exercicio do
lermn do Recife, seja servido deferir-lhe. E. R. M.
Manoel Filippe da Fonseca.
Atiesto, 1. que, quando choguci ao lugar do in-
cendio cncoutrei, alm da guarda nacional, una
forra de linha, que inmediatamente foi posla a
minha disposirao pelo oflicial que a-dirigia e que
nesse mesmo momento chegou una bomba conduzi-
da pelos soldados do corpo de polica : 2." que a
forra de linha foi por mim mandada collocar entre
as esquinas que seguem para o paleo do Carme, e
ra das Triucheiras, a fim de que o povo nao cm-
baraeasse o manejo das bombas : 3." que o Sr.
commandante do corpo de polica de mim nao rece-
bcu inslrucrao alguma, e finalmente que ouvndo
um corlo rumor cm occasian que linha terminado o
incendio, 50 passos de distancia da casa incendia-
da, pouco mais ou menos, dirigi-me a esse lugar,
onde fui pulo supplicanle rogado que rhamasse o
Sr. Dr. chefe de polica, e que voltando logo depois,
disse-me o supplicanle que se lornina impossivel
servir-se assim, c que por isso nao era mais subde-
legado, c peda sua demsso. Delegada deste 1."
districlo do Recife aus 21 de agosto 1851.F, II.
Carcalho.
PIBL1CACA0 A PEMDO.____
Estatutos do collecio Santo Alfonso, dirigido
pelo abalxo aaalgnado, profeaaor jubilado na
cadeira de feotjraphia historia do lyceu do
Beclfe.
lim a
PIUCA DO RECIFE 24 DE AGOSTO AS 3
HORAS DA TARDE.
Co(ac.Ces ofliciaes.
Hoje nao houvcram colacOes.
Al.FANDEHA.
Iten lmenlo do dia 1 a 23. .
dem do dia 21......
guinte:
4 barriquinhasr.ovarlinli.i, 15 duzias e 2 vassouras
grandef, 7 duzias e 8 litas pequeas,! duzia de lam-
pos para barra, lOtaboas para laxar roupa. 4 raixas
com 2 moinhos para caf, I dila folha de llandres. 3
barris loncinho ; a Manoel Jos d S Araujo.
36saccas arroz pilado, 6ditasdilo de casca, 1 dila
cera de carnauba, 73 ditas milho, 25 caitas velas de
carnauba, 1 sacco pennas de ema, I20alqueires sal;
a ordem.
1 mea barrica cera amarella; a Luiz Borges de
Siqueira.
1 caizao com urna bomba de cobre, 3 cannos per-
Icncenles a mesma ; a Andrade & Leal.
1 raixote carne secca e queijos ; a Antonio Jos
da Rosa.
Vapor nacional Princeza Leopoldina, viudo dos
porlos do sul, manifeslou o seguinte:
1 caisote; a Miguel Jos Alves.
i dito; a Ricardo de F. Pinho.
1 dilo ; a Novaes& C.
10 fardos; a Jo3o Pinto de Lomos.
1 raixote ; a .Manoel Antonio Mnreira.
1 einln nllio ; a Siqueira & Pereira.
1 caixole; a Joaquim de Oliveira Maia.
1 i'inhi iilho: a M. Rolembers Almeida.
1 raixote ; a Jlo Francisco .le Araujo Lima,
1 dilo; a Duarte Jos de Mello Pilada.
1 dito ; a Fr. Custodio de Santa Auna Costa.
I pacote ; a Jos Mendos de Freilas,
1 caixole ; a Fr. Joaquim do Espirito Santo.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 23.....18:0763081
dem do dia 24 .} 1:2675923
136:295*631
15:3615685
19:3445004
para o
151:6605321
Descarregam hjjc 35 de agosto.
Barca porluguezaMargaridacal, ceblas e ba-
tatas.
Brigue nglezAun Porierfazendase mar.leiga.
Brigue americano./. Hayfordtaboado.
Brizne brasileiroDamaofarinha de trigo,
lliatc brasileiroCastrogneros do paiz.
Importacao .
Brisue nacional Damao, vindo do Rio de Janeiro,
consignado a Machado \ Pinheiro, manifeslou o se-
guinte :
.1,390 alqueires farinha de mandioca. 10 caixOes
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do da 1 a 23..... 884J317
dem do dia 24........ 65*948
9.50*265
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlodo dia 1 a 23.....16:7335859
dem do dia 24........ 9065804
17:64066:l
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 23.....23:141*104
dem do dia 24........1:303*14
24:443*553
30 DE JULHO.
PRECOS COMIENTES DOS PRODUCTOS DO BRASIL NA PRACA DO HAVRE.
PRECOS CORRENTES.
Gneros.
AlgodQo de Pernambuco. .
Baha......
Maranhlo e l'ar .
Arroz.........
Assucar brauco.......
Claro .......
Mascavado......
Azeite de coco.......
Borraxa .^......
Cacao Maranhao c Para. .
Caf Rio de Janeiro lavado. .
nao lavado .
ordinario.
Babia........
Couros seceos Rio de Janeiro .
Pernambuco e Baha
Para......
Salgados seceos Pernambuco
Baha. .
Salgados verdes RioG. do Sul.
Rio ile Janeiro.
Baha .
Chifrcs de boi.....
Cera de carnauba ....
Ipecacuanha .....
Jacaranda......
Qleo de cupahiba. .
Ouruc........
Pao campeche, Pernamburn
Salsa pandilla.....
Tapioca........i
.ola. tf, significa p
B.

Quanti-
dades.
100 kil.

I kil.
So deposito.
F. C. F. C.
85
1 24
1 12
1 04
I
1 38
1 20
1 10
Nao existe uo mercado.
)>
I)

.


)>
B
0i kil.

1 kil.
oo kil.
1 kil.
a
.00 kil.
1 kil.
[00 kil.
Direitot pagos.
r. c.
118
141
140 a
20 50
132
115 a
104 a
120
Importancia dos direitos
da alfandega.
Por
100 kil. N.
F. C
3:k)
212 ii
206 ii
29 .501100 kilB.
\.l; enr .1,. I.-
i,..ii lOfllil.
'inferior o I.'
Ijpn lOafcil.V.
UN) til. B.
100 kil. B.
100 kil. N.
130 .
120
130
-------------------f 100 kil. N.
5 50
3 40 60
UO
70
80
35
20
05
1 80'
; ii so
30
a
20
28 o
2 90
120
'^ "Jo"-. br.t
1 9.1 I !>..., ... ru,
t 40 ^ !- b -
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84
80
1)
80 ii
4
150
90 n 110
100 kil. B.
100 kil. B.
100 kil. B.
1 kil. N.
100 kil. B.
1 kil. N.
100 kil. B.
100 kil; B.
100 kil. N.
100 kil. B.
c
70
28
66
62
13 T,
livres.
60 50
85 80
10
30
\ C.
38 50
28
82 50
79 20
16 50
10 10
115 50
115 50
4 95
16 .50
ADMINISTRACO DO PATRIMONIO DOS
ORPHAS.
Pela .idmnislrar,ao do patrimonio dos orphaos se
ha de arrematar a quem mais der, e pelo lempo que
decorrer do da da arrematarlo at o fim de junho
de 1855, as rendas da csi n. 27 da ra do Vigario:
as pessoas que so propozerem a arrematar dilas ren-
das, poderao comparecer na casa das sessoes da mes-
ma adiniui-trar.o, no dia 25 do rorrele mez, as 1&>
lloras da manilla. Secrelara da adminislraro do
patrimonio dos orphos 19 de agosto de 1854.O se-
cretario, Antonio Jos de Oliceira.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do contselho de direccao do
lia ni 11 de Pernambuco sefaz certo aos se-
uhure accionistas, fine se acha autorisado
o seu gerente para pagar o quarto divi-
dendo de 12#000 por acrao. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 1854.Joao
Ignacio de Medeiros Reg, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao comida aos
Srs. accionistas doBanco.de Pernambuco,
arealisaremdo 1. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 50 0|0 sobre o numero
das aecesque Ibes foram distribuidas, pa-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, dedous mil contos de reis,
conforme a resolurao tomada pela assem-
bla geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto del cretario do conselho de direccao,
J. I.deM. Reg,
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude fle autori-
tario do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar tf seguinte:
Para a provincia do Para.
Plvora crossa, arrobas 100, dita de fuzil, ditas
100: o\vendedores apreseutem as suas proposlas em
cartas fechadas, na secretaria do conselho, as 10 ho-
ras do dia 26 do correle mez. Secretaria do con-
selho administrativo para fornecimeutn da arsenal
de guerra 21 de agoslo de 1851.Jos de linio In-
gles* coronel presidente. Bernardo Pereira do
Carino Jnior, vogal secretario.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 31 do
, correte mez,"
espera-se da
Europa um dos
vapores da
companhia re-
al, o qual de-
pois ila demo-
ra do coslume,
seguir para o
sul: para passageir.is, trala-se com os agentes Ada-
mson liowie & Co.vipaahia, no Trapiche Novo n.42.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
O conselho de direccao da companhia
Pernambucana, tendo de tratar de assum-
pto importantsimo a' mesma empreza,
convida todos os senhores accionistas para
a reuniao deassemblea geral, que devera'
ter lugar no dia 29 do correte, pelas 11
horas da manha, na sala das sessoes da
associacao commercial destf prara. Reci-
fe 25 dtj^agosto de 1851.Antonio Mar-
de. Amorim, secretario.
- II
16 50
3 30
23 65
2 42
27 50
13 ao
137 50
21 20
coma tara.
o s<*rn a tara.
MOVIMENTO
RTO.
\.
Nato* entrados no dia 24.
A'ssii15 dias, brigue escuna brasileiro Mara, de
135 toneladas, capillo Manoel Jo Vio ira. equi-
pagem 9, caraa sal; a Machado & Pinheiro. Veio
largar o pratico e seguio para o Rio de Janeiro.
Paraliiha5 dias, lancha brasileira Feliz das Ondas,
de 27 toneladas, mestre Antonio Alvo- Muniz
I-alelo, equipagera 5, carga cooros e mais gene-
ros ; ao mestre.
Liverpool e portoS intermedios23 dias, vapor in-
glcz Brasileira, commandanle Henry b. Cox.
Passagciros para esla provincia, Mary Anua Boa-
do, Joaquim Antonio Pereira, Victorino Jos
Monleiro, Londcvig Mr-yer. Seguio para a Ba-
bia e Rio de Janeiro, conduzindo os passageiros
LeiYcs Scliiud, sua senhora e 2 fillios.
Sarios'sabidos no mesmo dia.'
Parahiballiale brasileiro Conceicao de Mara,
meslre Francisco Justino Valcnle, carga varios
gneros.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Feliz Deslino, ca-
pillo Belmiro Baplista Buenos-Avies por MontevideoPolaca hespanhola
Albertina, capillo Agostnho Maristany, carga
assucar c agurdenle.
AssBrigue brasileiro Amorim, em la-tro. Sus-
p.Miden ito lameirao.
Cear.-iHiale brasileiro Xuco Oli'ida, meslre Cus-
lodio Jos Viauna, carga varios genero. Passa-
geiros, Joaquim Rodrisues Pinto, Francisco Jos
Monleiro Braga, Antonio deOliveira Borges, Neu-
lel Necton de Alencar Araripe.
Para c portos intermediosVapor brasileiro Prin-
ceza Leopoldina, commandante o lenlo Puntes
Ribeiro. Passaaciro desta provincia, Jos Igna-
cio da Silva Reino, Francisco Manoel Ferreira,
Beriiardino Christovao Mamede de Almeida. Dr.
Jos Vicente Duarte Braulio e 1 cscraxo, Manoel
Marques Camacho. Henry Rrause, Manoel da
Coala Lima, Manoel Azeredo Maia, LuizJaaquim
Jos Teixeira, Joao Falque, Thomaz Wrighl Hall,
Jos K/.equiel Gomes da Silva. Jos Antouio Pe-
reira Vinagre, Dr. Joao Jos Tnnocencio Pogge,
Joan Luiz Pereira Lima, Manoel Patatelo da
Costa e sua inulher, 4 desertores c 1 presa de jus-
lica com 2 pracasde polica.
foi porm de novo interceptado, c um soldado em-
punhou a baioucla para elle,e oulro leve o arrojo de
pegar-me pelo peito da casaca. Nesse momento jus-
tamente chegou o commandanle do corpo, que me
nlo deu alinelo alguma, e disse aos seus soldados
qu* haviam obrado muilo bem; estas palavra di fie-
ro ulesnlo apoiadosforam dados espontneamente
pelo povo, d'enlre o qual um cirlndlo em face do mes-
mo commandanle disseo corpo de policio est re-
laxado, principiando pelo sen commandanteo que
foi correspondido por unnimes apoiados: estas de-
moustraroes, a que nao dei assenlimcnlo, he que o
despeilado commandante com a genlilcza-que lhe he
propria, chama marta) que parecan) de (rpelas
nos alcouces ou regaleira no mercado.^., (aaespk-
ram-lhc os mocambos dos Apipucos e Poro da Pa-
uella '....) Chegando com pouca demora o Sr. Dr.
delegado disse-lhe euSr. Dr., desta maneira he
impossicel servirse; nao sou mais subdelegado, bou
para minha caso epero a tninhndemissaoestas sao
quasi as formaos palavra. que se leem no documento
i). 4, c nao como inexactamente diz o commandanle
do corpo de policataiON detmoralisado, etc., ele,
pois que a dcsmoralsar,ao se dava da parte delle, i
vista da reprova^o geral que merecen a sua con-
ducta.
Essas minhas palavras ainda uux o o honrado Sr.
Dr. chefe de polica, que com l sua cosluniada pru-
dencia e bunomia tralou de applacar o meu juslo
resenlimcnlo, convencendo-me de que nao com tilia
que por semclhanlc moli\o deixasse cu de continuar
a servir, ao que entend que devia ceder, manifes-
tando assim a minha docilidade, e altenrao que tr-
bulo a lao respeilavel chefe : sjala parlo, por lano,
ainda falla verdade o assianalario commandante
quando invoca o te.lemunlio do mesmo chefe, c diz
que elle publicamente eslrtnhara a minha conducta,
que o publico sensato a imparrial decidir se foi de-
sordenada e pueril, romo lhe chama o mesmo com-
mandante.
Nao blasono de alias protecc&es nem as procurarei
Art. 1. O.collegio Sanio Alfonso (em por
inslruiccao da mocidade.
Art. 2Nclle ensinar-se-hao osmusmos preparato-
rios que no collegio das arles da faculdade de di-
reilo.
Art. 3. Alem dos preparatorios cima, haverso
mais duas cadciras.uma de primeiras ledras, c oulra
de msica.
Arl. 4. Para o cnsino das respectivas materias,
serflo Horneados professores de recouhecido m-
rito.
Arl. 5. O collegio recebe pensionistas, meio pen-
sionistas, c alumnos externos.
Art. 6. Us pcnsimiislas pagarlo (o.-iihi ris por
trimestre, e os meio pensionistas 36f rs. sempre a-
dantados : os cxleruos de latiin, i?(KKI rs. mensacs;
de primeiras lellras e de msica'3? rs. ; e dos ou-
tros preparatorios 5 rs.
Art. 7. O collegio nao di roupa lavada nem en-
gommada aos pensionistas, c aquellos que a qui-
zerem receber delle, pagarlo mais l.ijOOO rs. por tri-
mestre.
Arl. 8. Dentro das pagas eslahelecidas no arl. 6.
para os pensionistas o meio pensionistas, aeve-se en-
tender compre hendido somenlc o cnsiuo de um pre-
paratorio qualquer a que se destine o alumno, dc-
veiulo elle coolribuir com mais 159 rs. por trimestre,
se por ventura qui/.cr aprender algum oulro, ao
mesmo lempo fora daquelle.
Arl. 9. O alumno urna xez matriculado, cstrc,
sujeilo ao pagamento de sua inensalidades, deven-
do ser previamente rominuiiicada ao director a sua
retirada, quando lenha de ser efleeluada ; porquan-
lo o collegio nao admillc descont algum sol) qual-
quer pieles! i qae seja, nem mesmo de ferias : o tri-
mestre principiado enlende-se vencido pelo son pa-
gamento.
Art. 10. Nenlium alumno ser conservado no col-
legio, doixando de Seren pagas suas conlribuiroes,
segundo o eslabelecido uo art. 6.
Arl. II. Tambem nao ser conservado aquclle-
alumno, que, dentro em Cmczes, se mostrar inapto
para o aprendizado, ou de um procedimeuto repre-
hensjvel e incorrigivel.
Arl. 12. O collegio fornecer s?mpre aos alumnos
pensionistas e meio pensionistas, alimento sadio e
EDITAES.
O Illm. Sr. iuspeelor da Ihesouraria provin-
cial, em i 'imprmenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 19 du mrenle, manda fazer
publico, que no dia 14 de setembro prximo vindou-
ro, peanle a junta da fazcuda da mesma Ihesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos li/er a
lerccir.i parle dos reparos urgentes na estrada de
Pao d'Allio, avahados cm 3:60M? rs.
Aarremalaclo ser feita na-forma da Ici provin-
cial n. 313 de 15 de maiodo correte anuo, e sob as
clausulas especaes abaixo copiadas.
As pes-oas que se propozerem'a esla arrematadlo
comparecen] na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, compelcnlemcu-
(e habilitadas.
V. para constar se mandou afiliar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 23 de agoslo de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira tC A anunciar ao.
Clausulas cipeciaes para a arrematacao.
1." As obras dos raparos precisos na estrada de
Pao il'Alho, far-se-lmo de conformidade com o or-
namento e perfil anprovados pela directora em con-
selho, e apresenladosa anprovacflu do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia na importancia de reis
3:6089.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 15 dias, e devora eouclui-las no de 3 menee,
ambos contados na forma do artigo 31 da le provin-
cial ii. 286.
A-
Maranbao fiara receber pratico
resto da carga trata-se com os consigaa-
tarios Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
MARINHEIROS N'ACIOJAES.
Contrata-os J. S. Moreira Rios, capitao
da escuna nacional Flora, para o dito
navio, que segu aoPara' commuita bre-
vidade.
PARAOCEARA'.
Sahe nestee das o hiate Soco Olinda, para o res-
tante da cafga a tratar com Tasso limaos.
Para a Babia segu' em poneos dias a veleira
Caropeira LhracHo ; para o resto da carga Irata-se
con) seu consignatario Domingos Alves Malheus, oa
ra da Cruz n. 54.
Vende-so brigue nacional Fortuna do Nor-
te, forrado de cobre, e de loteo 190 toneladas, est
Tundeado defronle do trapiche da Piamos : os pre-
(endentes podem dirigir-se ao escrptorio da raa da
Cruz n. 40, primeiro andar.
DO MARANHAO"
esta' a chegar o palbabte Lindo
Paquete, navio novo, muito bem
construido, pregado e forrado de cobre,
e de primeira marcha ; ha de ter neste
porto mui curta; estada, devendo regres-
sar com presteza ao Maranhao, para on-
de ja' tem parte da carga tratada : os
pretendentes a aproveitar ainda este ex-
cellente barco, queiram dirigir-se em
tempo a Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, na ra do Trapiche n. 16,
segundo andar, alim de coutratarem a
carga que tivereni.
PARA" EM DIREITRA.
O patacho nacional Rom Jess segu
em poucos dias para o Para' por ja' ter a
maior parte da carga a bordo ; ainda
pode receber algumas miudezas: a tratar
comNovaes & Companhia, ra do Trapi-
che n. oi.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira segu em
poucos dias, por ter mais da metade do
seu carregamento : para o resto, passa-
geiros ou escravos a frete, trata-se com
Machado & Pinheiro, na ra do Vigario
n. 19, segundo andar, ou com o capitao
na praca.
Vende-se a sumaca nacional Rosa-
rio de Maria de lote de 84- toneladas,
forrada de cobre e bem construida; os
pretendentes podem exainina-lu, que se
acha fundiada defronte do caes d Ramos:'
para tratar no escriptorio de Novaes &C.,
ra do Trapichen. 34,
Para o Aracaly she at n dia 28 do correte,
por ler quasi completo o carregamento, o hiale Ara-
gao, de primeira marcha, novo, forrado e encavi-
Ihado de cobre, e oflerece aos carregadores i maior
seguranza e acondicionamento da carga ; tem boa
cmara para passaaeiros : quem nell quizer tai-re-
gar, dirija-se a Vicente Ferreira da Costa, ou ao
mestre, no trapiche do algodao.
Para o Acarac segu com" hrevidade o hiate
Sobralense, .-apilan Francisco Jos da Silva Ratia ;
recebe carga e passageiros : trata-se com Caetano
Cvriaco da C. M., ao lado do Corpa Snulo n. 25.
Para a Rabia sahe por estes dias a
sumaca nacional Rosario de Maria, por ter
a maior parte do seu carregamento prom-
pto ; para o resto da carga e passageiros,
trata-se com Novaes & Companhia, na ra
do Trapiche n. 54, ou com o capitao na
praca.
ques
cial ii. 313 de 15 de maio do correle anno, esobas
clausulas especiaos abaixo copiada.s.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
cnmparecam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitada.
E para constarse mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de agoslo de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciurao.
Clausulas especiaes puia a arremalarao.
1.a Os reparos de que prensa a ponte do Moto-
colomb, sero feilos de conformidade cem o orna-
mento approvado pela dircctniia em conselho, e a-
presentido approvar,ao du Exm. Sr. presidente na
mportancia de 2:0905.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zode I mez, c as concluir no de 4 mezs, antbos
contados na forma do artigo 31 da lei provincial u.
286.
3.a O pagamento da importancia da arremalarao
realisar-se-ha em duas preslarfie iguaes, a primei-
ra quando esliver feita a metade do ser\icu, a ou-
lra depois da obra concluida.
4.a O arrematante nao podera em momento al-
gum deixar de proporcionar Irausito aos carros e
animaos. ,
5.a Nlo llavero prazo de responsabilidadc
6.a O ai rematante ser obrigado a ler melado pe-
lo menosdo pessoal, empregado na obra comporta
de Irahalhadores livres.
7.* Para ludo o que nao se arhar determinado as
presentes clausulas nein no orcameiilo, seguir-se-ha
o quedispOe a le-poilo a lei provincialn. 286.
Couforrae i^-N O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciurao.
0 l)r. Custodio Manoel da Silxa GuimarAcs, juiz de
direito da primeira vara do rivel nesta ridade do
Kecife, por S. M. I. c C, o Sr. U. Pedro IPque
Dos guarde etc.
Faca sabor aos que o presente edilal viran c delle
noticia livcrem, que no dia 22 de/clembro prximo
cgninte, se ha de arrematar por venda a, quem
mais'der cm praca publica .leste juizo, que tero lu-
cerna cas das audiencias depois de meio dia com
assislenria do Dr. promotor publico deste termo, a
propriedade denominada Planos, sita na frcuczia
itu villa de Igua.rass, perlcncenteao patrimonio das
recolhidas do convenio do Sanlissimo corae.lo de Je-
ss ila mesma villa, a qual propriedade lem urna le-
gua em quadro, cujas extremas pegan) do marco do
engenho Moujope que loi amigamente dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adianteao lagar
que chamam Saplicaia da parte esquerda. c dahi
cortam buscando o sul e alravcssam o rio Iguaras-
sii, Pilanga, al eiicher urna legua, a dalli parle bus-
cando o nasceute al enrlicr oulra legua, e dalli
buscando o norle donde priucipiou com oulra legua
que faz ludo urna legua em quadro, con) una casa
de vitanda pequea de Irllia e laipa ha pouco aca-
bada, avahada por 5:0009000 rs., cuja arrematacao
foi requerida pelas ditas recolhidas em virlude da
licenca que obliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministr da jos-
lija, para o produelo da arrematarlo ser depositado
na Ihesouraria de-la provincia al ser convertido em
apolices da divida publica, sendo a siza paga a cusa
do arrematante.
E para que ebegue a noticia'de lodos, mande!
passar edilaes que scr.lo panucados por 30 dias no
jornal de maior circularlo, e allixados nos lugares
pblicos.
Dado c passado aceta ridade do Kecife de Per-
nambuco aos !) de acoslp de 1854.Eu Manuel Joa-
quim Baplista, eserivlo interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimariics.
O Dr. Luiz Carlos de Paiva Teixeira. jniz de direito
chefe de policiaaiesta provincia, e auditor de ina-
riuhadasproxiajtiasdasAlagos, Pernambuco, Pa-
rahiba e Kio Grande do Norte, por S. M. I. e C,
que Dos guarde ele.
Paco saber aos que a presente caria deedelos vi-
LEILOES
S0C1EMDE DMMVriCV EMPEZARA.
3.a KEC1TA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 26 de agosto de 1854.
Depos da cxccocao de urna escolhida oUverlura,
represeutar-se-ha pela primeira vez nesle tfiealro a
itova e muito engracada comedia em um acto do
Kepertorio-coraico-dramatico do Iheatro porluguez
do Gymnasio, a qual tem por titulo
Ptrsonagens. Actores.
Tiburcio........O Sr. Meudes.
Silveira 1". .....; Senna.
Silveira 2"....... a Santa Kosa.
Silveira 3o....... Pereira.
Meslre Jos, sapaleiro de es-
cada ........ ii Costa.
I). Marianna da Silveira. A Sra. D. Amalia.
Urna senhora...... D.' Orsal.
Orna criada de D. Marianna. 1). Auna.
A acrao passa-se em Lisboa.
Hcprcscntar-se-ha pela segunda vez o muito ap-
plaudido e desojado drama em 5 arlos e que se de-
nomina
A eleirao' de S'.nrlost V imperador
da v i! i i: 11111.:.
ou
O HANQUEIRO DE FRANCFORT.
Ordem do espectculo : I. o drama, depois a
comedia cm um aclo com a qual lindar o cspecla-
culo.
Principiar as 8 horas.
Rostron Rooker & Companhia, con-
11111 tiln com o seu leilao de fazendas, hoje,
sexta-letra, 25 do corrente agosto, as 10
horas da manhaa, no armazem da ra do
Collegio.
De ordem do Illm. Sr. Dr. juiz de
direito da primeira vara civel e commer-
cio, Custodio Manoel da Silva (iuimaies,
e a requerimento do curador fiscal da
massa fallida de Antonio Jos de Azeve-
do, o agente Rorja fara' leilao da referi-
da massa, que consiste em nova e elegan-
te armacao com os competentes fiteiros,
e excellentes miudezas de toda a qualida-
de, muito novas e em muito bom estado,
como consta do bataneo : sexta-feira, 25
do corrente, as 10 horas da manhaa, na
ra do Queimado, loja n. 19.
AVISOS MARTIMOS.
AO PARA'
vai seguir raui pro\maniente,
por ter quasi todo o seu caric-
giimento contratado, a escuna Flora,
Capitao J. S- Moreira Rios, tocando s no
Avisos diversos.
. Precisa-se de urna ama secca para casa de pou-
ca familia, que saiba coser eensommar; na roa do
Cabug n. 2, se dir quem precisa.
S2OG88880K3E: 388;
!\0 CONSULTORIO
DO DR. CASANOVA, -
KUA DAS CKU7.ES N. "8,
acha-se i venda um grande sorlimenlo de
carteiras de lodos os lmannos, por precoa
muito en) ronla.
EiBcnlos dehomenpathia, 4 vols. 69000
't onra de tintura a escriba IsOOO
Tubos a\ ol Desappareceu um cabrinha, de idade de 10 an- .
nos, no dia C do corrente, por nome Olegario,, com
os -uo.es segninles : marees de bexigaa no rusto, do
lado direito lem uo nariz mais marcas, denles acan-
dilados, bocea pequea, l'vou roupa de lulo, esup-
poc-se que mudasse poc ter levado outra roupa de.
cor: roga-se as autoridades ou alguma pessoa do
povo noticias do dito cabrinha, e se lhe flear mui-
lo agradecido ; na ra da Cadeade Santo Antonio,
loja de emp ilhador:
O Sr. acadmico Jos Elias Elizeu da Coala
Ramos lem urna caria vinda do centro, na ra Nova
n.24.
riliLH HAO DO i\STULTO 110M0PAIIliCO DO BRASIL.
THESOURO HOMOEOPATHICO
ou
VADE-MECM'DO HOMOPATHA.
:!. O pavimento da importancia desla arremata- rem c della noticia livercm, que. estando ausentes
..____r '____ --- __ I ion I ir .ir 11:1(1 ^.ile.l o.. inlni.au.i.U.' ....------------ .<-...
a noile, e hanhos i veres na semaoa.
Arl. 13. As despejas cum livrns, uiuleslias e nn-
rao sera feilo em duas prestarnos i'juaes, a primeira
quando esliver feila metade da obra, c a -aeguuda
quando esliver concluida, quesera logo recebida
definitivamenteseni prazo do reaponaabfiidade.
'i.' O aircmalanlc escodando o prazo marrado
para a condado das*obres, pagar urna inulta de
1(H)> rs. por cada mez, embota lhe seja concedida
prorogardo.
'i.' O arrematante durante a cxecurAo das obras,
proporcionara transito ao publico e aos carros.
6." O arrematante sera obrigado a empregar na
exeeucao pelo menos inelade do pessoal de gente li-
vre.
7.a Para ludo o que uilo se adiar determinado as
prsenles clausulas, nem no orrameiito seguir-se-ha
oque dispoealei provincial n. S.
Conforinc. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunriar'i.
O Mim. Sr. iuspeelor da Ihesouraria provin-
cial, cm niiit'i menlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 22 do correle, manda fazer
publico, que no dia I i de setembro prximo vindou-
ro, peraule a junta da mesma Ihesouraria, se hade
abundante, e luzes de vela a aquelle* para o estado' B"Z"lrLtj^JSL ?2?SJ "l"" "S SSL
certos precisos na ponte do Molorolombo, avahada
em 2:090j) i s.
A arremalajito ser feila ua forma da lei provin-
i-
era lugar nao sabido os inlerejtsados na escuna Sexta-
feira, e leudo a dila escuna de ser arrematada em
hasta publica, visto como foi cuuiirmada pelo conse-
lho de eslado a scnlcnra desle juizo, que a julgoo
boa pi.'/. i. sao convidados os supradilos iuleressados
para que no prazo de :l(l dias, que Ibes licain asona-
dos, venh un requerer quanto Ibes aprouver, sob '
pena de ludo se proceder suas revelias ; pelo que
mande) lavrar o presente, que sem publicado pela im-1
prensa e alli vado nos lugares mais pblicos desla
e idade.
Dado o passado nesta cidade do Rerifc aos 21 de I
agoslo de IS.i'. Eu, Joao Saraita de Araujo Gal-
vo, escrivao o escrevi.
J-'"- OaolM de Patea Tci.reira.
O l>r. I.ni/. Carlos de Paiva Teixeira, juiz de direito
chefe de polica desla provincia, e auditor de ma-
rinha das provincias dasAlagoas, Periiaiiibuco, Pa-
rahiba c Rio Grande do Norte, por s. M. I. e C,
que lieos guarde ele.
''ac saber aos que a prsenlo caria de edictos vi-
rem e della noticia livercm, que, eslaudo ausentes
em lugar nao sabido os iuleressados no mcame e
mais objerlos arrecadados do brigue sardo Carolina,
naufragado as praias da Coaliaba, visto romo foi
confirmada pelo conselho de eslado a semen;* desle
juizo, que julgou ma pren a feila aquefle brigue
Melhodo conciso, claro, e seguro de curar homieopalhicamenle todas as molestias, que affligcra a
especie huiiiaua, c particularmente aquellas que reman no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra importantissima he hoje reconhecida como a"primeira c melhor de todas que tratan) da ap-
plicarilo da homaiopalhia no curativo das ni deslas. Os curiosos, prinripalmenle, n.lo pdem dar um
passo seguro sem possui-la e-consulla-la. .
Os pais de familias, os aenborea de engenho, sarerdoles, viajantes, capitaes de navios, serianejos, ole,
etc., devem le-la a uiilo paraoccorrer promplamente a qualquer caso de molestia.
Dous v(dinncs em brochara, por.......... 10000
l-'.iie.iilei nados............. UJOOO
Veode-sc nicamente cm .rasa do autor, ra de S. Francisco Mundo Novo} n. 68 A.
BOTICA CENTRAL IIOMCEOPATHICA
.\1112ucm poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidadc. Por isso, e romo propagador da Inuincopalhia no norte, e immedialamenle inleresaado
em seus beiiclicos sucressos, lem o autor do TIIESOI'RO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua inmediata imprecas, lodosos medicamentos, sendo incumbiilo desse Iraballio o hbil pharmarealico
e professor em homoiopalhia, l)r. F. de P. Pires Ramos, que o lem exceulado com lodo o zelo, lealda-
de e dedicac/loquc se pode desalar.
A eflicacia deslcs medicamentos lie atleslada por todos que os tem experimentado; elles nao preci-
san! de maior recummendarao; basta saber-so a fuule donde sahiram para se nao duvid.ir de seus pti-
mos resollados.
tina rarleira mendadns no THESOIRO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e de urna
caixa de 12 vidrus de tinturas indispensavris........
Dila de !MI mediramentus acompanhada da obra e de 8 vidros de 'unturas .
Dila deCOprincipaes medicamentos ccuinmeodados especialmmle na obra, e com
una caita de (i vidros de tinturas, e com a dila obra tu he grandes.).
_., ... "., (tubos menores).
Pilado 18 ditos, ditos, com a obra tubos grandes'.......*
.... ",..... "' 'tubos menores.....
Dila de .Midilos acompanhada de i vidros de Unturas, cum a obra ilubos graudes) .
., '' .. \ ., ". a .tubos menores'. .
Dita de .10 ditos, c J vidrus de Unturas, com o obra dubas grandes) .
.... "., ... a 'tubos menores,
Dita de 21 ditos ditos, com a obra, tubos graudes .......
_. lubos menores1.
Tobos avulsos grandes. ...
1008000
1X19000
608000
aooo
iOBOOO
359OM
409000
mm
:i,v?i000
fiaooo
.-Jfwwo
209OOO
19000
SjOO
2s000
conforme o
a pequeos ....
Cada vi.lro de Untura. .- \ \ .
Vendein-sc alm dissq earler.-is avntsas desde o prcrodc STiMltl 4-,. al de'wWgOOO rs.,
numero e lamanho dos tubos, a riqueza das calvas e dv uamisares das medicaroenlus.
Aviam-sc quaesquer cncommeiidas de medicaineutos com 1 maior promplidao, e por prejus coromo-
dissimos.
Vende-se o tratado de KEI1RE AMAHEI.l.A pelo Dr. I., di C. Carrcrra, por. '4000
>a mesma boina se vende a obra do Dr. G. H Jahr traduzido cm porluguez e acosa-
modadi a.intelligencio do povo........ 65000
Ra ile S. Francisco Mundo Novo) u. 68A.
. I'-.S: !ixtracl de uma carta, que ao autor do THKSOUKO HOM&OPATUICO, teve a honda-
de, de dirigir o Sr. cirurgido Ignacio Alves da Silva Santos, eslabelecido na tilla da Barrtiros.
lite a aatisfaco de receber o Thesouro homa-opathico, precioso frurto do traballio de V. S.,e lhe
andrino que do todas as obras quclenholido, he esla sem conlrad.cflo a melhor tanto pela clareza, com
que se acha escripia, como pela precisan com que indica os medicamentos, que se levero empregar ;
qualidades oslas de multa importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
theorria e pratica, ecl., ecl.,elc. a


*
\
V

% ji it-ii a r\r\



A pessoa que quizer carregarou embarcar para
qualquer um doi porto Jo norte, na lancha Feliz
das Ondas, dirija-se ao Trapicho do algodao que
achara com quem tralar.
Contina-se a dar pequeas quanlias a premio,
snnre penhures ; na ra .16 Hospicio, casa n. 17.
(.yprianu Zubia de Criinc ,i, subdito liespanhol,
retira-se para o Kio da I'rala, com escala pelo Rio
de Janeiro.
COLLEGIO 1)A ai:rora.
O abaiio assignado, achand >-so licenciado pelo'
governo da provincia para pod.tr riisiuar, lem esla-
belecido na ra do Passei, casa em que foi a tvpo-
grapltia do tinado Koma, um collcgiu denominadoo
Collegio da Aurorapara educarao da moci.lade.
Ahise ensillar., indas as materias" tendentes ao 1. e
2. grao de inslrucro elemental ; Uto he, priraairas
lellras, lingua e grammalica nacional, elemenlos de
ge.igraphi.i e historia, arithmetica e geometra prali-
ca, como lambem precisamente a lingoa latina e sua
grnmuialica. O director desej.indu impetrar do res-"
peitavel publico scu apoio c appro\ acto, convida pe-
lo presente aos sentones pas de familia, que le-
udara lilhos a educar, se dignein de visitar o sohredi-
lo collegio, afim de verem se II es agrada o seu rgi-
men interno. O mesmo escus-iudo-sc de apregoar
vaulagcns anda nao realisaila-i c couhecidas cm sen
methodo de ensino, s pomler;. e limita-se a di/er,
que empregur todas as suas torcas e disvelamenlo,
ahm de ganhar o conceito e boa' reputa.;,... que he
alma e ida de um tal eslabelecimenlo.
Silvana Thoma z de Souza Magalhaes.
Antonio Jos de Faria Machado fez
sciente ao Sr. logrado ou alguem por elle,
Ine nao gusta do jogo d cabra-cega; se
porm-*quer brincar coui elle a presnte-
se a peito descoberto e em campo raso
para cnto entrar-mos na brincadeira,
pie nao ha de ser na': otpie nao r isto
he esgremir contra a sombra, para o que
nao esta' .o abaixo assignado disposto, e
neta em qnestoes serias se admittem mas-
caras ; isto seja dito de agora pant sem-
pre, at que se digne honrar com sua as-
signatura o quanto quizer dizer como tem
fetto, faz e tara' o abaixo assignado, pois
em quanto nao pastar a aze-lo.nfio lhe
responder'
Antonio Jos de Faria Machado.
REMEDIO INCOMPARAEL.
DIARIO DE PERM1BC0, SEXTA FEIRA 25 DE AGOSTO
.. i- -
IIGIENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as uarOes podem
testomunharasvirtudes dcste remedio iucomparavcl
que e provar, em caso uecessario, que, pelo uso.
delIflUze/am, tem seucorpoe membrosinleiramanle
saos, depoisde haver empregadn intilmente outros
tratamentos. Cada pessoa podcr-s?-hacunvence-rdessas
curas niara vilbosas pela le turad... peridicos que Ih'as
relatam todos os das ha niuilos annos; e, a maior
parle deltas sao Uto sorprendentes que admiram os
mdicos mais clebres. Quanla*; pessoas recobraram
cora este soberano remedio o uso de seus bracos e
percas, depois de ler permanecido longo lempo nos
hospitaes, onde deviam soflrer a amputarn Dellas
ha muitas qne havendo dei\ado tan asylos de pa-
decimento, para se naosubmellercm a cssa operaco
dolorosa, torarq curadas completamente, mediante
o uso desse precioso remedio. Al,'unas das lacs, pes-
soas, na efusao de seu reconhecimento, declara' ara
estes resultados benficos diauteio lord rorrege.lor
e outros magistrados, afim do niais autenticaren!
oa aflirmaliva.
Ninguem desesperara do estado de sua saiulc se
livesse baslanle coiilianca para cnsaiar esle remedio
ronslanlemenle, segurado algum lempo o Iratamen-
lo que necessitasse a ualureza do mal, cun remta-
lo sera provar inconte-jlavelmenle-: Que iodo sural
O ungento he til mal particularmente nos '
seguales cato.:.
Alporcas. matriz.
Cambras. Lepra
Callos. Males das nenias.
Canceres. (|os peilos.
CorUduras. ,|e 0||10s_
Dores de caneca. Mordeduras de rcplis.
das costas. Picadoras de mosquitas.
dos membros. Pulmi.es.
Eofermidadesda culis em Quein.adelas.
eral. Sarna.
Enfermidadcs do anus. Supurus-ies ptridas.
Erupooes escorbticas. Tinha, em qualquer parle
fstulas no abdomen. que* seja.
Frialdade ou falta de ca- Tremor de ervos.
lor as extremidades. Ccera* na bocea.
Fneiras. ,|0 ligado.
Uengivas escaldadas. das arliciilacr.es.
Inchacoes. Veiaslorcidas.ou'uodadas
InflammacAn do figado. as pernas.
da bexiga.
Vendc-se este ungento no eslabelecimenlo geral
de Londres, 244, Slrand, c na lo a de todos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas cncarregadas de
sua venda em toda a America c o Sul, Ilavana c
Hespanha.
Veiideni-se a 800 reis cada bocolinda-conlin urna
inslrucso em portuguez para explicar o modo de
fazer nso desle yuguenlo.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum, nhar-
maceulico, oa ra da Cruz. n. 2-2, cm Pernambuco.
ROB LAFFECTEIJR.
O nico autorisado por decisao do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospjlaesrecomtiendam o arrob-
Lafiecieur, como sen.l'o o nico autorisado pelo go-
verno e pela Real Sociedade de Medicina. Esle ni.
.dicaraenln d'um goslo agradavel. e fcil a lom;
cm secreto, est em uso na marin ia real desde ma.s
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempos
com pouca despeza, sem mercurio, as affeccoes d
pelle, impingeos, as coiiscquencius das sarna's, ul
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; conven) aos
ralharros, da bexiga, as coniraeooes, e fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das ingeceoes ou
sondas. Como anti-syphilitico, arrobe" cura em
pouco lempo os fiuxos recentes ou rebeldes, que vol-
vem incestantes sem consequencia do emprego da co
paiba, da cnbeba, oh das injecenes que represen
amo virus sera neutralisa-lo. O arrobe Lalleclcur
lie especialmente recommgndada contra as doencas
inveteradas ou rebeldes ao merri rio c ao iodurlo
de potasio. Vendase em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de AntonidVeliciano Alves de Azevedo, pra-
cn de u. Pedro n. 88, onde acaba de chegar u
grande porcao de garrafas grandes e pequeas, Mu-
das directamente deParis, de casa do Sr. Bovvcau-
Laftecteuv 12, ru Richcv Paris. Os formularios
dam-se gratis em casa do agente Silva, na prara
. Pedro ii. 82. No Porto, em casa de Joquim
iajc? "a a,lia' L,m* Imios; cm Pernam-
noro, sonm; Kio de Janeiro, Klia Filhos, c
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joo Pereira
le Magates Leile; Rio-Grande, francisco de Pan-
la Coulo fli C.
)omoeopathii.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hytteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
ia, defeitos da falla, da ouvido" e
dosolhos, melancola, cephalalgia
ou dores de caliera, erchaqueca,
dores e tudo mais que o povo co-
nhece pelo nome genei ico de ner-
voso. *
As molestias nervosas requeren muitas ve-
les, alem dos medicamentos, o emprego de
I oulr.f.1m1eiu11"e ''pertem ou abalam a
sensibilidade. Estes meios po.suo eu ago-
| ra. e os ponho a disposieflo *dc publico.
Consultas lodos os das de araca para os
pobres), desde s horas da manhaa, al
) as duas da larde. ,
. Asconsollase visitas, quaudono poderem
II ser feilas por mini, o serao p de minha maior conlianca: rui de S. Kran-
cisco (Mondo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino
Olegario I.udqero l'inlio.
(fj)
i
I
i
m
CONSULTORIO DOS POBRES
25 &A. DO COLLEGIO 1 A3STDAH 26a
U_ Dr. P. A. Lobo Moscnzo di consullas homeopathicas lodos os dias aos pobres, des manlia aleo meto da, c em casos extraordinarios a qualquer hora do da ou imite,
flllill'iKK .-I. *- *____________________B_____^...1u._________ 1 .-
Oerrce-se igualmente para pralicar qualquer operara,, do rrorsa. e acudir promplamenle a qual-
a mal de parirle cujascircuii^tam-ias n3o peruiiilam pagar ao medico.
qoer mullier que esleja
NO CONSULTORIO 00 DR. P. i LOBO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. II. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous :................. 90M00
Esta obra, a mais importante de todas as que Iralam da homeopalhia, inleressa a todos os mediros que
quizercut experimentar a 'oulrina de llahneniann, e por si proprios se convcncercm da verdade da
mesilla : inleressa a lodosos senhores de engenho e fa/e.ideiros que esiao longe dos recursos dos meili-
cos : interesa a lodosos capilaes de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra de ler precisan de
acudir a qualquer incommodo seu ota de seus tripulantes ; e inleressa a todos os chfes de familia $ue
por circiiimlaiicias, que nem sempre podem ser preveudas, sa"o obrigados a prealar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homcopalha oo lradqcc,ao do Dr. Ileriog, obra igualmcnlc til > pessoas que se
dedicara ao esludo da homeopalhia um volunte grande.......... 88000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra inds-
penaavel as pescas que querem dar-se ao esludo de medicina........ 49000
L ma cartrira de -JA tubos grandes de finissimo cbrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lerntos de medicina, ele, ele................
Dila de 36 com os mesmos livros...............
Dita de 48 com os ditos. ,.,,.,. ,',....,.','
Ca(^a'';,^lc'^', I'" acompanhada de dous frascos de unturas Ddispcneaveis, a escolha. '.
Dita de 60 tubos com ditos.................
Dila de 144- com ditos.........'.".",".".",","
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas a escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Harina, lerao o abalimculo de 103000 rs. em qualquer
dascarleiras cima mencionadas.
Carleiras de 2i tobos pequeos para algibeira............... ajOOS
lillas de 48 di los......................... 161000
Tubos grandes avulsos.............".".".*.!".".".!" 18000
Vidrosdc rafia on^a de (ntura.................... 23)000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nio se pode dar om paso seguro na pralira da
liomeopalhia, c o proprielario dcste eslabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais Itera montado possivel e
mnguem duvi.la hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de cYvslal de diversos lamanlios, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade c por precos muito cora-
modos.
40)000
459000
OSOOO
60SOOO
1O05O00
Obacharel formado em mall.ematirasVL .
nardo Pereira do Carino Jnior, avisa ane
senhores que lhe fallaran) [tara ensillar ari-
t lliinetica, algebra e geomelria, c aos que
lambem se quizerem applieara essas discipli-
nas, que no da I. doaclemhro prximo >m-
dnuro dar principio as suas licites, na ra
Nova, sobrado n. 56, das 4 as 5 } horas da
larde. s
I). Maria Francisca de Almeida, viuva de Jos
Francisco da Silva, declara que lhe coosla, que ha
urna pessoa ueslacidade que propala que tero um pa-
pel da annuncianle, no qual esla se abriga a dar-lhe
I 0UMQ0 por anno, o que he mentira, porque a an-
nuncianle nao passou tal papel, nao o mandn pas-
sar, nem o assiguou ; c declara mais, que al esla
dala nao fez (estamento era em nota nam cerrado.
Recito 12 de agosto de 1854.Maria Francisca de
Almeida.Esla reconhecido.
i Autouio Agripino \avier de Brilo, Dr. em w
medicina pela lacuidade medica da Babia,re- tt
side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on-
9 de pode ser procurado a qualquer hora para o fia
09 exerciciode sua prufissao. c*
Aluga-se a casa de um andar da ra da (JoUe,
por delraz da casa do Sr. Manoel Alves Guerra, na
ra da Aurora: a Iralar na ra do Trapiche n. 14
com Manoel Alves Guerra Jnior.
No aterro da Boa-Vista i>..5,
ha grande sorlimenlo de rodas de carro de madei-
ra de fora e do p.uz.
Na ra do Trapiche n. 17, recebem-so cncom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se mostrara ricos de-
seo los.
. ~ 'urtoii-se do segundo andar do sobrado da ra
da Cadea Vellta n. 52, um relogo de ouro palcnle
ingle/, fabrica descoberla, mostrador de ouro, de
los Egl.se Laudan n. 6341 : quem o descubrir sera
generosamente gralilicado, levaudo-o ao sobredilo
Huurail.
LOERIA DO THEATRO DE S. ISABEL.
Ocautehsta Antonio Jos Rodrigues
de Souza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, que seus bilhetes, e meios bilhetes
e cautelas da lotera cima, se acham a
venda pelos precos abaixo as lojasdocos-
tume. O iftestco cautelista se obliga a
pagar por inteiroos premios de 10:000$,
de 5:000.s000, e de 1:000^000, caso os
seus ditos bilhetes inteiros e meios bilhe-
tes os obtenham, os quaes vo por elle
rubricados
Bilhete inteiro 11x000
Meiobilhete 5/J500
Quarto 4 2s800
Oitavo 1S500
Dcimo IsOO
Vigsimo 700
Dao-se bolos de vendagen* ; no lar-
go de S. Pedio, sobrado de um andar
n. 9.
P-recisa-se de um fetor queentenda de borla,
para Iralar de um pequeo sitio na Capunga : a fai-
na ra Nova n. 51.
Chegou a loja do Cardeal, na ra
do Rosario, o novo rape rolaorancez, por
pateo commodo, para os amantes da boa
pitada.
O abaixo assignado, professor jubilado na ca
deira de geoarapliia c historia, do Lyceu, lem aberlo
nm curso deslas mesmas disciplinas, e de rlielorica
em um collegio ; as pessoas que se quizerem matri-
cular em qualquer dellas, podem procura-lotio mes-
mo collegio, ra da Cadeia n. 13.
Affonso Jos de Oliteira.
Precisa-se alugar orna casa de um andar eso-
Uo, ou um segufido andar que tenha pelo roeuos cin-
co bons quartos, cozinha tora e seja arejada ; nao se
escollte a ra se nao fr muilo dislaule do centro do
bairro de Santo Antonio ; paga-se bom aluguel, e
d-sc a garanlia que se exigir : a tralar no segundo
andar da casa n. 46 da ra do Qucimado.
, Arrenibt-se o armazem de assucar da ra da
Guia n. 64, com lodos os seus uleiieilios, ou vendent-
se estse garanle-sc o arrendamcnlo por 150^)00 rs.
annuaes ; lambem se aluga o primeiro andar da mes-
ma casa : Irala-se no atorro da Boa-Visla n. 60.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a entinar nesta pra-
ca a nesmti lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra Oacolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de sen prestimo,
protestando satisl'azer a' evpectarao pu-
blica ainda acusta dos maioressacrilicios,
e, emquantonaoi\ar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de S*nto
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
e 8. '
Manoel de l.izarralde, subdito hespanliol, re-
lira-se para o llin de Janeiro, liquidando seus ne-
gocios nesta praca, c deixando por seu procurador
A. R. Isaac.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-ISABEL.
Corre indnbitavelmente em 20 de
setembro do coiTnte auno.
Aos HhOOOsOOO, :000.v000, 1:000.S000.
O cautelista Salustiano de Aquino lerreira avisa
aorespeilavel publico, que os seus bilhclcs e caute-
las nao sorTretn <. desconlo de oito por cento do im-
ioslo geral nos Ires primeiros grande' premios,
fcllcs eslao expostos a venda as tojas j couhecidas
do respeilavel publico.
BilUeles
Meios
Quartos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
113000
2>800
15-500
1.J3O0
0700
10:0003000
5:00OKHK)
2:.V0O3O0O
12503000
1:000j}000
5003000
MECHAKISMajARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICAO' DE FERRO DO E.XGF-
NHEIRO DAVID \V. BOWM \\ xa
RJJA IJO BRUM, PASSANDO O |a-
ha sempre um grande iorlimento dos seguinlesob-
jeclos de mechaiiismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moenda, da mais moderna
conS|rucSao ; tai As de ferro fun(.d |)at,do, de
superior qualidade, e de todos os lamanl.os; rodas
dentadas para agua ou animaes, ,le todas as pronor-
6es ; envos e boceas de fornalha e Tegislros .le boei
ro, agu.lhOes.bronzes parafusos e cavilhoes, moinhos
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se eiaaailam todas as encommendas com a superiori-
r I'* conhe<"l;,. ">"> devida piesteza e commo-
iiidaoe em preco. -
irJr.i&T'5""59 e alllam mei:* '' alfaiale. que
l?n^f">.ob"""n.le: na na da Madre de
ues n. o, primeiro andar.
nrT f "T"0 T'rso "-' Precisa-se aluaar um
prelo para todo servijo, que poS9anie e fle|.
\igcsimos 9700 5003000
A obra do|liospilal Pedro II precisa contratar
a faclura de 1 cannos i|e cubre com 5 pollegadas de
dimetro e 210 palmos de coinprido : quem us qui-
zer fazer, cnleiida-se com o director Antonio Jos
Gomes do Correio.
PARA I.IVKAR DEQUESTO'ESFUTURAS.
Aclia-sc justo e roulralado com o Sr .'Manoel P-en-
lo Alves da Macedo. um negocio lendcnle a melado
da casa terrea, sita na ra de S. Jos O. 25; roga-sc
a pessoa que tiver de oppor algum embararo. de
enlcnder-se com Antonio Morcira Res, no pa'lco do
lerco n'. III, uestes K .lias.
Oucni li\er urna canoa que pona conduzir um
milheiro de lijlos, e quizer alugar sem o conduc-
tor, dirija-sc a rua do Crespo, lojx n. 3, ao lado do
areo-de Santo Antonio. n.
No sobrado ao pe da orden) Icrcela 'lo Carino,
prec. nha hoiu leile e que seja sadia.
~ Row-ae aos rredores do fallecido Jos. Antonio
I ereira Kego, que apresenlcm seus dbitos, na la
ua Kadea do Recite, loja n. 41.
Precisa-sr de urna pessoa para caixeiro de urna
laitcrna no Kio-I-ormoso ; na Cambua do Carmo
n. lis. _
Anda precisa-se de um bom coziuhciro, c de
urna prela para servico de casa ; nroferc-se escravos:
na rua da Senzala Vclha n. (K), bsquina do becco do
Capim.
r- O bacliarel Jos Maria da Trindadc. sejundo
escr.plurario da tliesouraria de fazuuda. aclia-'O ad-
vogando nos auditorios desla cidade. c lem .. seu es-
cr.plono eslabelecido n'.ima das salas do anligo so-
brado da roda, na rua do memo nome n. 9, onde
pode ser procurado a qualquer hora, afora da do al-
pemente de sua reparlicao ; sendo que durante osla
. lerao os cus clienles advogado cerlo e determinado
"Je reconhecido mrito, para providenciar nos casos
urgeoles que occorrerem de momento.
I
* PIANOS. ^;
Patn Nash & C. acabam de receW de
doua elegantes pianos, feilio erl
iguaes em qualidade e vozes aos
autores Collard A; Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
esssis e@ s
J DENTISTA FRANGE/.. 9
Paulo Gniuiimiv. eslabelecido na rua larga
9 do Rosario n. 36, segnudo andar, colloca den-
les com gengivas arliliciaes, f dentadura com-
9 pela, ou parle della, com a pressao do ar. $
Tambem lem para vender agua dentifricedo @
it Dr. Picrre, e pii para denles. Rna larga do f$>
y Rosario n. 36 scgundo.andar. m
ff;ic@-gs@@3 @3@
J. Jane dentista,
conliua rczidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
Se@@:@@.@5!-;S
O Dr. Sabino Olegario Lu.lgero Pinito mu-
dnu-se para o palacete da rua de S. Francisco > 'mundo novo) n. 68 A.
& VS @S@f3#
Ao commercio.
O abaixo assignado, convencido do muilo que con-
viria eslabelecer-se cm Pernambuco unta aula cm
que a mocidade, que se deslina .i carreira do eom-
incrcio, podesse pralicamenlc adquirir os couheci
meutos necessarios, para bemdesempenhar as func
(oes de caixeiro em qualquer escriplorio nacional ou
esU'angeiro,, apezar de reconheccr as suas poucas
I.aliililan.es para um semelhanle magislerio, vendo
com ludo, que oulros muilo mais habilitados se nin
lem al aqu proposlo a iss... vai elle, condado ni-
camente na pralica que lem de alguns anuos, abrir
para estefim uina aula, na qual se prope a ensinar
a fallar eescrevera lingua iuglezaea franceza, con-
labilidade e escripluraco commrcial por partidas
(Libradas. As lices de.cada urna das duas linguas
seAo em dias allernados, e para que os alumnos
possain em breve falla-las. nAo se Ibes consentir
que depois dos primeiros Ires mezes de licSo fallem
na nula oulra lingua, que n.lo seja a da classe rs-
ped iva. A abertura lera lugar no dial, de deselem-
bro, c as pessoas que a quizerem frequenlar se ll-
venlo com antecedencia dirigir i loja dos Srs. Gou-
veia & Leile, na rua do"Qucimado, anude poderao
lambem cbter as mais informaces, que a respeilo
desojaren). Adverle-se que a matricula sci estar
abciia ate o fim desle me/., c que ilepni desse dia
nao se podem admitlir mais alumnos duraule esle
anno.Jos da Maia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior polassada Rus-
ta e americana, ccal virgem, chegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
O Sr. Antonio Joaqun) de Sonlo Lima lem
caria no escriplorio de Domingos Alves Malhcus, ua
rua da Cruz n. 54.
, Koga-se ao Sr. Ricardo Jos Pereira Pinto,
por nao te saber de sua morada, o favor de ir rua
do Vigario n. 11, primeiro andar, a ucgocio que lhe
diz respeilo.
Precisa-sede um caixeiro portuguez uc 12
14 anuos, de boa conducta c que lenfia alguna pra-
lica de taberna : na rua da Roda, u. 52 se dir
quem quer.
Precisa-se de urna ama de leile : ua rua da
Roda n. 52.
Quem annucciou querer comprar um violao,
dirija-se a rua do Vigario B. 29.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA,
professor da arle de msica, ofierece o seu preslimo
ao respeilavel publico para Icccionar na mesma arle
vocal c instrumental, lano em sua rasa como cm ca-
sas particulares: quem de seu presumo se quizer
utilisar; dirija-se rua doAragao n. 27.
D-seadinheiro a juros em pequeas quantias,
sobre penhores de ouro e prala : na rua Vellia
n. 35.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeicao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na toja do so-
brado n. 15.
SS3f @@ 3S@3SS
90 O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes,
formado em medicina pela faruldade da fia-
liia. contina no exerricio de suajirofisso, na
rua Nova n. 10, segundo andar. st
s@$ @@s
James Crabtree & Compaahia l"a-
zem sciente ao publico, cjue a bem conhe-
cida grasa ingleza n. 97 s se vende no
scu armazem, rua da Cruz n. 42, em bar-
ricas de 15 duzias de potes, e a prero de
Ti.sOOO cada barrica. O publico he con-
vidado a prestar toda a sua attencao para
o papel que cada pote dcsta graxa traz, o
qual mostra o nome do sen verdadeiro au-
torDay & Martin n. )7Holbon Lon-
don, alim de nao conf'undirem-na^com
outra graxa do mesmo numero, e pie
tem sido importada ltimamente, mas
que no entretanto niiohedaquelle autor.
O abaixo assignado, herdeiro do finado Joao
Firmlo da Cosa llanada, declara que, exislindo
una ledra pertencenlc ao mesmo Joao Firmino, acei-
to pelo major Francisco Antonio Pereira dos Sanios,
ja fallecido, proveniente da venda que lhe fez do
enaenho Tenlugal. a qual leltra he da quanlia de
3:000-3000, e se acha vencida desde 31 de julho de
1835, c como ignore em poder de quem ella exisla,
roga a qualquer pessoa que souber ou nlivcr.declare
por esle Diario, asseguraudo-lhc o abaixo assignado
sua gralidao por um tal motivo.
Juo da llovha H'anderley Lin*.
AGENCIA DE PASSAPORTES E TTU-
LOS DE RESIDENCIA.
Tiram-sepassaportes, tanto para dentro
romo para ora do imperio, e ttulos de
residencia, por muito commodo prero:
quem precisar, dirija-se a rua do Crespo
n. 10, loja do Sr. Jos Gonralvcs Malvei-
ra, pie achara' com quem tratar.
Na rua daCruan. 26, primeiro an-
dar, tem urna carta para ser entregue em
mio propina ao Sr. Dr. All'onso Jos de
Mendonra.
Honaralo Joseph de Olivcin I'isuciredo, con-
senhor do engenho Araguaba, ua Ribeira de Una, ua
freguezia deS. Miguel de Barrciros, vende as parles
que naquelle engenho lem : a Iralar na rua das Cin-
co Ponas, sobrado n. 62.
O abaixo assignaeto faz scicnlc ao publico, que
eoinprnu a Indicada rua do Ranael n. S, ao Sr. Jos
Hr.'ii.la.. da Rocha, licaudo obrigado a paear as di-
vidas provenientes de drogas para dila botica, sem
responsabilidade de cenias anllgaa de Manoel Itodri-
sues Piulo, ecotilas particulares conlraliidas porjoa-
quim Rodrigues Pinto, a pretexto de socio que foi da
mesma botica. Recife 20 de aaoslode 18.51.
Manoel l'ei.ioto da Silva.
Toalhas e guardanapos de panno de linho
puro.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se lo^a* de panno de linho, lisas
e adamascadas para ri-.vV-diUts adamascados para
mesa, guardanapos adamascados, pr}r>precos com-
modos.
Distante desla nraca 3 legOM, prelende-se fa-
zer um torno a moderna para queimar pedra de cal ;
quem se atrever ou livor pralica, dir onde mora pa-
ra ser procurado, alini de Iralar e ajuslar, dando-se !
os olllciaes que ferem precisos.
OlVereceseum moco brasilelro. rom idade de
18 a 1! annos. para caixeiro de labema, do que leu.
bastante ortica : quem o pretender, dirija-'*** a rua
da praia de Sania Rita u. 25, ou annunrie para ser
procurado.
CHR1SMANA ORDEMTFRCEIRA 1)0 CARMO-
O**1111' Rvm. Sr. hispo de Pernambuco. conhe-
cendo a escacez de meios da veneravel ordem ler-
eeh-a do Carmo desla cidade, para levar a elTeilo o
ardenle anhelo de construir o seu hospital para ser-
vir de verdadeiro alverguc para seus irmA.is desva-
lidos, se dignoa por sua benevolencia, e a pedido do
prior, em nome da actual mesa regedora, ministrar
aos liis o Sacramento do Chusma, na igreja da mes-
ma ordem. nos dias de domingo 20 e 27 desle mez
pelas 10 horas da manh.la, c applirando as taselas
da baca a prol daquella pa obra. O irmao prior,
espera da religiosidade de seus irmnos lerr.eiros c
mesmo de lodos os liis amantes da mesma venera-
vel ordem, que se bao de prestar e concorrer a esla
acto da nossa religiao e do qual re sulla grande uli-
lidadea mesma ordem, devido a natural munificen-
cia de S. Exc. Rvma.. a quem a veneravel ordem
muilo se ufana de ve-lo encorporado no cathalago
dos seus irmao.Francisco Pinto da Cotia lima
prior. '
LOTERAS DA PROVIMIit
O thesoureiro das loteras avisa, que
acham-sr a' venda nos lugares do costu-
me, os bilhetes da lotera do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
praca da Independencia, lojasn. &e 15 ;
rua do Queimado, loja n. 09 ; Livra-
mento, botica t. 22 ; jua da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. 18 ; ruado Cabuga', botica do Sr.
Moreira e rua do Collegio n. l.
Os abaixo assignados svisam ao publico em ge-
ral e ao corpo do commercio. que dissolveram ami-
^avelmellle a sociedade que tinham dehaixoda firma
l Ponles Pires A; a, firando a cargo de Joaqnim
itihcro Pooles, tanto o activo como o passivo da
exmela firma. Pernambuco 17 de agosto de 1854.
Joaguim Ribeira Ponles. Jos Itibeiro Pontes.-
Francisco Pires Carneiro.
OITerece-se urna ama porlugneza para casa de
um homem solleiro ou de pouca familia, engnmma e
faz o mais servico : quem precisar, dirija-se Boa-
Visla, rua da Conceicao n. 52.
A pessoa que annuncioii vender.um nilanlc,
mappas e livros nuticos, dirija-se rua do Vigario,
armazem n. 11, do Sr. Tcllcs & Companhia.
Evislem carias para os Srs. Francisco Pacs
Brrelo, Antonio de Sa e Alhuqucrque, Antonio
Ha>mundo de Mello ejcrouvmo de Albuqucrque
Mello : na rua da Cadeia do Recife o. 11.
Honorato Joseph de (Hiveira Figueircdo, ven-
de os seus sitios, urna porcao de Ierras no Brejo, sita
na propriedade Cruruantias, uina parte do sitio Ja-
lob, silo no Cotinge. um silio do Cotalzinho, silo
no Citrralinho, com frucleiras, casa de morada e de
fazer farinba, e com aviamenlos para fabrico da mes-
ma, na povoaciio de S. Benlo. villa do Bonito, ter-
mo de Caraar. ludo livre e desembaracailo de qual-
quer ouus : lambem vende-sc qualquer um delles
em separado, e faz-se todo negocio: as Cinco Pon-
las n. 62.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a yenda naslojns do costnme
os bilhetes inteiros e meios bilhetes da lo-
tera 45 do Monte Pi Geral, a qual cor-
ren ema santa casa da Misericordia, em
22 do presente. As listas se esperam pelo
vapor S. Salvador, que licou departir
no (lia 25, e deve aqu chegar a ou 4 de
setembro prximo.
Ollcrece-sc urna mullier para ama de casa de
pouca familia,a qual cozinha e faz lodo o servico or-
dinario de nina casa ; na rua Direila n. 96.
Precisa-se de 1:0003 lo lempo que se convencional-, e d-se por garanlia
3 escravos pecas, nesla praca (sendo urna escrava)
sem vicio alitum (o que alnnra-.e livres e desem-
baracados de qualquer duvida ou onus ; acreseendo
que so um desles adiarse hvpolliccado nqui mesmo
na praca por 7003000, e est alunado por 1.53O00rs.
alm de rama e mesa) mensaes ; porm quer-se sol-
ver esla hvpolheca, e nao se duvida hjpolhecar 3,
inclusive este que seqner lirar da hvpolheca em que
se acha : a quem convicr, annuncic" para ser procu-
rado. r
Alugam-sc os Ires andares da rasa da rua da
Cadeia do Recito u. 30 ; a Iralar na toja da mesma.
Antonio Joaquira Tcixeira Bastos deixou de
eiro .los S. R. Isaac & CompajtliH desde o
-rente, o mesmo sTppSo nada de-
i, no entonto se alguem se julgar
ler quanlia que possa ler olvida-
froctira-lo no prazo'de 3 dias,
ha n. 50 A.
Qtiem aniu,-Jicu querer comprar urna casa
terrea do valor e 1:0009000. dirija-se ao caes do
Ramos, nico sobrado do 2 andares, no segundo an-
dar. Na mesma casa precisa-se de um fcilor para
encenho, preferindo-se das libas.
Vende-ie urna deslila.;Ao completa, que diaria*
menlerleslila-urna pipa de agurdenle, o alambique
he de cobre puro e mui bem construido ; bem como
o esquenla garapa, as cuba ao Todas de arrarelln
vinhatico, obra bem fcila ededoracao : trla-ae na
ruada Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar.
Vende-se urna casa torrea cora sitio, lendo esto
varios arvoredos de fruclos e baixa para capim, na
e-lrada de Luiz do Rezo, em Sanio Amaro ; a Ira-
lar no mesmo, das 6 as 8 horas da manhaa, e a larde
das i em diantc, com scu dono Miguel Archanjo Fer-
nandes Vianna.
Vende-se urna casa na povoaQSo dos Afogados,
roa de S. Miguel, feila de pedra ocal, cm clisos pro-
prios ; tambera se vende una barrara qae carrega
10 caixas, nm alambique de cobre com os pertences
de urna destilara... um escravo destilador, oilo vac-
cas de leile c carrinhos de mao ; na rua da praia de
Sania Rila, defronle da ribeira do peixe n. 12.
FAGTO SECCO.
dia 22 de agosto
ver a pessoa alguii
seu credor de quaj
do pagar, podera
na mn da Ca'deia

1
i
8
i
PROGRESSOS A' ARTE
DE DAGERRE GRTS-
TALOTTPO.
NOVA DESCOBERTA DE TIRAR
RETRATOS INSTANTNEOS
As roupas claras s'to as mclhorcs para
esse fim.
O abaixo assignado faz sciente ao respei-
tavel publico, que acaba de descobrir um
niclhodo de retratar eriaocas por meio da
elcclricidadc.
Tambem limpa rclralos anligns ( nao es-
lando al ranhailos i, dando-lhes o mesmo vi-
gor que tinham na propria hora em que se
tiraran).
O eslabelecimenlo esl rompidamente
sorlido de ricos quadros, caixas, cassolelas,
ane, pulceiras e alfinelcs. Aterro u. i, ter-
ceiro andar.
Joaguim J. Pacheco.
COMPlAS.
PARA L'MA ENCOMMENDA.
No Recite, armazem de farinha junio ao Arauju,
contpra-se urna escrava que le.lia Itoa figura e Con-
ducta, paga-se bem : das horas da inauhaa s 4 da
tarde.
Compra i n-se ps dccravciros, pequeos: quem
os tiver annuncic.
Compra-sc ou hypnthoca-se urna casa torrea,
sendo em ras frcquenladas eno bairro de Santo An-
tonio ou S. Jos : quem quizer fazer algum desles
negocios, dirija-sc i rua da Viraro n. 9, ou an-
nuncie.
Compra-se umn casa torrea cm qnalqtiCT urna
das rreguezias desla praca, al o valor de 1:0005000,
eslaudo desembaracada : quera quizer annuncic.
Vendem-se fado secco de gado, proprio para es-
cravos : na rua do Queimado, loja n. U.
FRESCAES OLEMOS DO SERTAO'
Vendem-se os muito bons e frescaes queijos do
serijo ; na rua do Queimado, loja n. 14.
Vendcm-se muilo bom peixe em salmoura : na
rua do Queimado, loja n. 14.
Vende-se muilo bonitas redes pintadas, pro-
pnas para tipoia : na rua do Queimado n. 14.
Vendem-se no becco Largo, toja n. 4, alm de
uro grande sorlimenlo de loma superior vidrada,
como seja : fallas de diversos lmannos as melliores
possivei para resfriar agua e oulras muilas peras
necessarias para una casa que se Irala com decencia,
ha famosas pingadeiras de grandes lamanhos, assim
como assadeiras para torno, frigideiras ele. ; e de
novo vieram da Babia ricos alguidares vidrados para
serem lavadas (-naneas; os precos sao os mais razoa-
veis possiveis.
Carne do sertao.
Vende-sc muito hoa carne do serlao, e por preco
commodo : na rua do Queimado, loja n. 14
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre indubitavelmente no dia 20 de se-
tembro do coi-rente anno. '
Aos 10:0(108000.5:0008000
1:0008000. '
Na rua da Cadeia do Re-
cito, toja de cambio do Vi-
aira n. 24, vendem-se os
mui acreditados bilhetes e
can lelas do cautelista Salus-
tiano de Aquino Ferreira.
Os bilhetes e cautelas nao
solTiem o descont de 8 %
do imposto geral nos Ires
primeiros premios grandes.
Bilheles 119000 10:0003000
Meios 59500 5:0009000
Quartos 29800 2:5008000
Oilavos laoo 1:2509000
Decimos 13300 1:0008000
Vigsimos 9700 5009000
A2-10, dinheiroa' vista.
As chilas francesas que se annunciaram a 280 o
(ovado, sendo de _>. 3 e i cores ua eslampa, vendem-
se hoje pelo barato preco de 210 o covado, sendo as
mais modernas cm padres : na toja de Gregorio A;
Silveira, rua do Queimado n. 7.
mmwmmm 'mmmsmmm
Na loja de qualro porlas na 1 na.do Queima- 3BE
do n. 1u, ha um completo sorlimenlo de cor- 33
tes de rasentirs de cures padrdes modernos, &C
e peto barato preco de 48800 ra.
TOAL.HAS
\ eiid eni-s" loa I ha. de panno de linho adamasca-
das com 9 palmos de comprido e 6 de largura a 28,
guardanapos da mesma qualidade a 38600 a duzia,
toalhas para rosto tambem adamascadas a 108000 a
duzia : na rua do Crespo, toja n. 6.
A -i.s'500, dinheiro a' vista.
Corles de cambraia de barra franceza, com 8 va-
ras, e um melro de largura, pelo barato preco de
19500 : vendcm-se na loja de Gregorio & Silveira,
rua do Queimado n. 7.
Vendcm-se corles de chito franceza larga, de
cores lixas e bons padrees a 28000 cada corle : na
toja de i porta, na rua do Queimado n. 10.
r-ROTECCAO' AO POVO.
320 rs.
Cassa franceza para vestido com delicadas corea
fixasr engranados desenhos e muito bons pannos, pt
J20, s. ocovado, dinheiro \isla, nao dcixari Je
agradar aos bons paisde familia, que com economa,
desejam o aceio: na rua do Crespo, loja n. 12, de
Joso da Silva Campds & Companhia.
?VENEZIANAS.
No aterra" da Boa-Vista n. 55*.
ha nm sorlimenlo de vehezianas com filas verdes
de linho e de laa, com caixa e sem ella, e lambem
coiiccrlaiii-sc as mesmas.
Dinheiro a'vista.
Vendem-se as fazcudas seguintes, por baratos pre-
cos.
Chitas francezas largas, o covado 220
Ditas de coberla, dito % l)jo
Ditas de ditas dito 200
Riscades cahoclos para vestido, o covado 160
Laa para vestidos, dito 600
Alpaca cscoceza, dito 500
Cortes de chita franceza larga com 13 cova-
dos a 29600
Ditos de dita cor fixa com moto a 18600
Meias para senhora, o par 240
Ditas para dila mais fiuas, dito 320
Borzeguins para senhora .38300
Romeiras de fil para senhora 19500
Lencos de relroz de todas as cores 800
Ditos de terral 19400
Toucados para senhora, ullima moda .58000
Corles de vestido de cassa franceza 28000
Ditos de dito de dita 29500
Dilos de cambraia de salpicos :18200
Cassas francezas de cores fixas, a vara 600
Ditas de cores escuras, dila 480
Orles de cambraia com 8 varas 38000
Ditos de seda de quadros 158000
Dilos de dita lavrados 209000
Chales de relroz de 4 ponas 90)600
Grande sorlimeulo de manteletes ,1 pre-
sos de 109000, 128000e 148000
e oulras muilas fazen.las que se vendem muilo em
conla, na loja da estrella, de Gregorio & Silveira,
rua do Queimado n. 7.
BRIM BRANCO E DE COR.
Vende-se Itrim trancado de linho a 500 rs. a vara,
dito escuro de quadros lambem de linho a 600 e 720
rs.: ua rua do Crespo n. 6.
Aterrada Boa-Vista n. 5
VENDAS.
PUBLICAQAO' RKLICIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padrescapiicliinlius de N. S. da Pe*
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceii.-ao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, jdrN. S. do fiom Coiisellio : ven-
dc-se tnicamente na livraria 11. 6 c 8 da praca da
independencia, a 1;O00.
ATTEM.A0 E MUTA ATTEMAO.
Chcgacam i loja de miudezas da rua do Collegio
n. I, os seguinics objeclos : uina grande porreo de
mauguiuhas de vidro com peanlia, coutcmto dentro
diversas llores, saniosa sanias, cm ponto pequeo e
grande, muilo proprias para cnfciles de mesa, a*sim
comiicruzes de jaspe com o crucificado, e em baiso
dilTcrcnles santos, pias para agua benla, mcdalhas,
coetes, cruzes, redomas e oulras muilas colisas de-
licadas, iiiiln ruin diRersulM santos e santas dentro,
fallas com muilas eslanpicilias de sanios e santas,
todos dillercnlcs, conlcndo rada una falla 1 (i, 20,
24, 28 c 32 estanipinhas, pelo diminuto preco de
160 rs. a falla, estampas de sanios e sanias do tama-
ito de um quarto de papel, dilos de meta falla, di-
tos maiores e dilos grandes, cslampiihas (Inoradas
am falla de papel, cnnteiido cada urna 16, 20, 24,
2S c 32cslanipiulias, pelo diminuto preco de 320 e
100 rs.; unta grande porrao de maracas para meni-
nos, viudos de Italia, obra milito bem feila, os quaes
se vendem pelo diminuid preco de 60 rs. cada 11111;
cestos de verga, dilos de palha, rondecas de palha,
assim como outros muilos que se dcixai de anuiin-
ciar; palileiros do porcelana, como sejam : figurss de
galo, salios, cachorros, aneas, maraes e oulras mui-
las figuras, ludo proprio para palileiros c enhiles
de mesa : chegiiem fresuezes, porque se vende ludo
por menos do scu valor.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-Se farinha de mandioca muilo nova ede
superior qualidade, a bordo do liriguc Ihimao : a
Iralar c.nii Manoel Alves Guerra Juuior, na rua do
Trapiche 11. II.
DE CASTOR SUPERFINO.
Chapeos brancos ingle/.cs os melhore que lem ap-
parecido. dilos prelos fraueczes formas muilo ele-
gantes, dilos do palha Dalia com ricos entalles pro-
prisa para Sr.*, dilos de ditos aba lanza para meni-
nas, ditos de mola com formas modernas, ludo por
piajc.s comino.los : na roa Nova n. 14,
MOENDAS SUPERIORES.
Na fnndieao de C: Starr *i Companhia
em Santo Amaro, acba-te para vender
moendas de cannas todas do ferro, de nm
modello econstruccio muito superiores.
Vende-se nm cavallo ruco com todos o anda-
r, e bstanle gordo : a tralar oa rua de Horlas
n. 122.

Vende-se trm cabriole! novo, de
bom goslo.
Ai que fri.
Vende-sc superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs., dilos brancos a
19200rs., dilos com pelo a imilacao dos de papa a
18O0 rs.: na rita do Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Venrfem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 c 9
em da melhr qualidade qoe ha no mercado, fei-
las no Aracaty : na rua da Cadeia do Recito n. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba do Aracaty : na rua da
Cadeia do Recito n. 40, pcimeiro andar.
NO 4'ONSl'I.TOniO IIOMEOP 1TIIM.O
DO
DR. I'.A. LOItO HOSCOSO.
Vendem-se asscguinles obras de homeopalhia em
francez :
Manual do Dr. Jahr, 4 voluntes 169000
Rapou, historia da homeopalhia, 2volumes I69OOO
llaillinian, tratado completo das molestias
dos meninos, 1 yolume 109000
A. Teste, materia medica bom. 8S000
De fajle, doulrina medica bom. 79000
Clnica de Slaoueli 69OOO
Carling, verdade da homeopalliia 42000
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas 69000
Diccionario de Nyslen IO9OOO
Na tus do Vigario 11. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grumo, como cm \ ellas, cm cai-
xas, com muilo bom sorlimenloe de superior quali-
dade, chegada de tishoa ua barca CratidUo, assim
como liolachinhas cm lalas de 8 libras.e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
&Q$S$:@*S$@
$& Deposito de vinho de cham- ($)
tt pagne Chateau-Ay, prmeiraqua- |
0 lidade, de propriedade do condi fo
de Mareuil, rita da Cruz do Re- **
cife n. 20: osle vinho, o mcllior
de toda a champagne vende- $
j s<* a C.sOOO rs. cada caixa, acha- ft
- se tnicamente em casa de L. Le-
P comte Feron& Companhia. N. R.
W As caixas sao marcadas a fogo $
@) Conde deMarcuil e os rtulos ^
.a) das garra&s sSo a/.ues. fdft
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes t encornados,;
ditos Illancos rum pello, muilo erandes. imilando o 1
de laa. a l)M00 : na rua do Crespo, loja da esquina i
que volla para a cadeia.
mwmmmmmm&\
Vendem-se fazendas de todas as
qualidades por muito menos de seu
preco primitivo, tnicamente para
iiquidacao : na rua da Cadeia do
Recife, loja n. -"O'.
endem-se oito escravos, sendo, qualro nioleco-
tes de honilas figoras, quatro escravos de lodo ser-
vico : na rua Direila n. 3.
Vende-se um pelo de i.acjo de lodo servico
sem vicios nem achaques, o motivo se dir ao com-
prador : na roa do Encantamento n. 3.
Vendcm-se na villa da Escada duas moradas
de casas lerreas, proprias para qualquer negocio, por
serem edificadas no paleo da feira ; quem as preten-
der, dirija-se a Jos Antonio de Moura, morador na
mesma villa.
Vendem-se 2 mualas, saliendo perfeitomente
engommar e coser, 3 molatinhas de 2, 4 e 6 annos,
2 negros de nacSo, 1 crioula com 24 annos prenda-
da, e 1 cabrinha com 12 annos : na rua da Senzala
velha n. 70, segundo ou terceiro andares, se dir
quem vende.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de 3 portas, na rua do Li-
vramento -n. 8, ao pe do armazem de
louca,
vendem-se ehilas finas escuras, da cores (lias, com
pequeo loque de molo, e molhado que seja sabe, o
covado 160, cassas de cores, muito lindos goslos a
400 rs. a vara, ricos cortos de cambraia de seda rom
2 e 3 babados, bordados, a 109,11 e 19)00, e ou-
lras mollas fazendas mais baralas do que em oulra
qualquer parle.
Fil de cores.
Vendc-se na loja de Gregorio Silveira roa do
n..rimado n. 1 defronle do becco do Peixe Frito, fi-
lo de cores, sendo branco. prelo, cor de rosa, verde,
amarello e cor de cinza, pelo diminuto preco de 400
a vara, mansuilos de cambraia bordados a I96OO,
\W e a 3000 o par, ao] i tilias de cambraia borda-
das de ponto de cadeis, proprias para roopaO de se-
nhora a 320, 400 e a 500 rs.
Na roa da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seaunles vinhos, os mais superiores qjiejeru, vindo a
Porto,
Bucellas,
Xerez cOr de ouro,
Dito escaro,
Madeira,
em caixinlias de una duzia de garrafas, e i visla da
qualidade por preco muito em conla.
DEPSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recito n. .50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao'- de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Brum, passan-
do o chaiariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem, despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenc_ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-Io no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
ARADOS DE FERRO.
Na fundido' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos"'r1" ferro de -prior qualidade.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, continua a ter as/legitimas qualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem em pedra : tudo por prero a
"ttisfazer aos seus antigos e novos fre-
gueses.
Cola da Baha, de qualidadeesco-
Ihida, e por preco commodo: a tratar na
rua do fia piche n. 16, segundo andar,
cotn Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia. '
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiolie n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Mol lauda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16, segundo atadar.
Vende-se superior farinha de man-
dioca de Santa Catharina, em saccas por
preco muito commodo: a tratar no arma-
zem de Jos Joaqnim Pereira de Mello, no
caes da Alfandega, ou'com Novaes & C.
na rua do Trapichen. 3V, primeiro an-
dar.
Vendc-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca ..Cndor, ou a tratar com Tasso I raos.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
Si Castro, na rua da Cadeia do Recife n. 4.
Vende-se urna halancs romana com todos os
seus pertences. cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior" panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no eseriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 34, -pri-
meiro andar.
Farinha de mandioca de Santa Calharina, mui-
to nova i; de superior qualidade : vende-se a bordo
da pulan Cndor ; a Iralar com o capitao, oo eoni
Manoel da Silva Santos, na roa da Cadeia n. 40.
Vendem-se relogios de patente e
horisontaes de ouro e de prata, e de praia
dourados, pot preqo commodo : na rua
da Cruzn. 26, primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez, camisas francezas com peilos de linho
e de n.dapolao, aberturas para camisas
de linho e madapolOo, espingardas fran-
cezas de dous cannos para caca, superior
kirclie e absintho, tudo por preco com-
modo : na rua da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Ve-ide-se om cavallo alasAo que anda baixo e
esquipa, he muito novo e sem achaques: quem pre-
cisar, airija-se roa do Queimado 11.20, que achara
com qoem Iralar, e dir-se-ha porque se vende.
Vendem-se saccas com milho : na
loja n. 26 da rua da Cadeia do Recife, es-
quina do becco argo.
BARATO SIM, FIADO NAO".
A 1 OjOOO rs. o corte e 640 rs. ocovado!!!
Na rua do Queimado, loja 11. 17, ao pe da botica,
tem par? vender os mais modernos cortes de vesti-
dos de gi.ze de soda, com 18 corados cada corte, on
640 rs. cjda covado. Esta fazenda he a mais propria
e delicada que veio no ultimo navio do Havre, para
vestidos das senhoras do grande lem : dee-ee as
amostras com penhores.
ATTENCAO1,
Vende-se no aterro da Boa Vista n.72,
toja de 11 iudezat. meias para meninos menina* a
160 ra. o par, ditas para senhoras a 240 ra., ditas
brancas e ernas para homem al20rs., boloesparn
caifa, una groza por 160 rs.; ditos de marca a 100
rs.; lilas de linho, urna peca 40 rs.; grampaa0 rs.
o maco; lilas de lodas as qualidades a 00, 120,160,
200 e 210 rs. a vara, sorteadas finas ; trancas para
entoitar vestidos a 30 rs. a peca; pontos de atar ca-
bello linos, a 640 rs.; oulros a 200 rs.; linha decar-
rilel de cor e branca, a 20 rs. o carrilel; pregos fran-
ceses a 320 rs.; couro de lustre e bezerro francs pe-
lo barato : lambem se vende a loja com nm grande
abalimento, muilo propria para quaJqueTprinci-
piante : a Iralar na mesma.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa- C|
bricada no Rio de Janeiro, che- A
gada re jen temen te, recommen- 2*
da-se aos senhores de engenho os 2
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar- w
mazem de L. Leconte Feron & $
. Companhia. J)
@ S @S: @@ &
Vendem-se relogjos de ouro e prala, mai
barato de que em qoalquer outra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Vepoaito da Cabrios de Todos o* Santo* na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa d es-
cravos, por prero commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho dcMarseillecm caixas de 3 a 6 duzias. lindas
em iiovellos ecarreleis, breu em barricas muito
grandes, ac de mila sorlido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de lento batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e llauta, como
f-ejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Ageada lie Edwia Man.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente hons sorli-
iiienlos de laixas de ferro eoado e balido, tanto ra-
sa como rundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaos, aioa. etc.. ditos para a miar em madei-
ra de lodos ns lamanhose modelos osmais modernos,
machina horisontal para vapor com forja de
' earsllas, cocos, riassadeicas de ierro estudiado
para easa de purear, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, torro da Suecia, e fo-
Ihas de lian.Ires ; Indo por barato preco.
Vende-se urna toja de calcados: na rua do Li-
vramento n. 33.
Vende-se um cavallo chegado hon-
tem do matto, o qual anda bem baixo e
esquipa : na cocheira do Sr, Sebastio, na
rua da Florentina.
**e*s*t e@e*a@8
2 Sedas.
Vendem-se sedas lisas torta-core de goslo
J o mais delirado que lem vlndo a e* a braca, &
9pelo baralissimo preco de 19280 A', o cova- 9
o--: na rua do Queimado, loja da sobrado 9
9 atnarello 11. 29, de Jos Moreira Lopes.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nlialidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ru-do Trapiche Novon. 16,
segundo andar.
KKKXX33SK SSGCi3S3rS0i3
Farinha de S. Matheus.
Vende-se superior farinha de mandioca
muito nova chegada de S. Matheus e por
preco commodo. a bordo do biale Audaz sor-,
lo no caes do Collegio, para porcoes no qne*'
e faro abate de preco: Irala-se no escriplo-
rio da roa da Cruz n. 40 primeiro andar.
SaCKKS5E3S-KJaL_
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da rua do Azeite de Peixe,' n.
14, ou a tratar nb eseriptorio de Novaes
& Companhia^ na rua do Trapiche, n. 34.
Vende-se nm cxcellenle rarrlnho de 4 rodas,
mui bem construido,eem bom estado ; est exposto
na rua do Arago, casa do Sr. Netmen. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e tratar do ajnete
com o mesmo senhor cima, 00 na rna da Cruz no
Recito n. 27. armazem.
QUEIJOS E PRESUNTOS. ?-"
Na rua da Cruz do Recito no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martina, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, ftesunlos para fiambra, l-
timamente chegados na barca ingleza t alpu-
raito.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de ienrique ison :
M-udr m-sc reoslos do ouro dc-jwrfltjuele, de paten-
to ioglezes, da mellor qualidade e fabricados em
Londres, por preso commodo.
Na rua do Vigario o. 19 primeiro andar, lera a
venda a superior flanella para torro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Moinhos de vento
eombombasderepnxopara regar hortas e baixa,
de capim. na fundicao de D. W. rio v. man : na rna
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se orna padaria muito afreguezada: a Iralar
com Tasso A; Irmaos. ,
Devoto Cluistao.
Sahio a luz a 2.a edicto do livrinho denominado-
Devoto ChrislAo.mais correctoe acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praja da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas-,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rna- do Crespo, toja da
esquina que volla para a cadeia.
Vendes* urna prela da Cosa, boa quilandei-
ra ; na rua de Apollo n. 4 A.
Vende-se urna taberna muilo afreguezada para
a torra e mallo, no lempo de safra; o motivo de se
vender se dir ao comprador; na padaria do Sr.
Manoel Antonio de Jess, rua larga do Rosario
n. 18.
Vendem-se diccionarios de Moraes, 5. edic-
cilo, e biblia sagrada pelo padre Pereira, nilida en-
cardernacao, a escolher, e por diminato preso : na
rua do Sol n. 23, segundo andar.
Vendc-se orna prela da Cosa, mos, sem acha-
ques, muito sadia, nilo bebe espirito, nao foge, he
fiel, engomma, ensaboa, cozinha e vende na roa :
na Boa-Vista, roa do Prazeres nos Coelhos, 3* casa
torrea direila.
Vende-se urna carrosa em bom estado com
um boi muito bom : quem a pretender ditija-te a
Soledade. na taberna de Bemardino Jos da Costa
que dir quem vende.
Vende-se espirito de vinho de 36 a 40 graos,
por menos preso do que em outra qualquer parte ;
no aterro da Boa-Vista n. 65, segundo andar.
Vende-se urna bonita escrava de 20 anuos que
faz lodo o servico, a qual lem urna filha de 10 me-
zes, muito linda, urna dila cora lodas as habilidades,
duas dilas de meia idade que engoraroam, cosen),
co7.inliani com perfciso c lavam, om mtalo de 7
annos, muito esperto, nm moleque de 14 annos, o
qual se vende muito barato por ler urna ferida em
urna perna : na ra dos Quarteis n. 24.
^u*


ESCRAVOS FGIDOS.
Desapparcceu no dia 17 do rorrente agosto,
pelas 7 horas da larde, o moleque Annnio. de nasSo
Camundongo, idade O e lanos annos, sem barba,
secco do corpo, bonita figura, hem fallante; levou
ra Ira de cascmira azul, camisa de algodao, e chapeo
de palha com fila preta lama. Esto moleque foi sem-
pre de boa conduela, e nAo leudo motivos para fugir,
suppe-se que tenha sido furtado ; pede-se, porten-
to, as autoridades policiaes 011 capules de campo, a
sua apprehensito, pelo que se gratificar, na rua de
Apoll n. 4A.
Uesappareeru a 16 de agosto o escravo Bene-
dicto, de idade 4 anuos, cor prela, retorcido do
corpo, nariz chalo, parece rrioulo. Esto escravo toi
comprado a Manoel Seraphim de Araujo, lavrador
do engenho Jurissaca ; cosluma a lugir para o Cabo,
Santo Aitlo, Ipojuca, Escada, emesmo pelos mallos
dos mesmos engenhos : quem o pegar, poder parti-
cipar na rua Direila n. 14, que ser geuerosamenle
recompensado.
Ainda continua estar fgido o prelo que, em II
de selcmbro prximo pnssado, foi do alonteiro a um
mandado no engenho Vcrlenle, acompantoMdoaroat
\ arcas de mando do Sr. Jos Bernardijio Pereira de
linio, que o alugou para o mesmo fim; o escravo he
de nome Manuel, croulo, baixo, grosso e meio cor-'
runda, rom a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perna direila, cor preta, nadegas em-
pinadas para tora, pouca barba, lem o terceiro dedo
da 111,":.. direila en.-..Il.i.I... u falla-lhe o quarto: le-
vou vestide calca azul de zuarlc, camisa de algodiio
lizo americano, porcm levou oulras ronpas mais fi-
nas, hem como um chapeo prelo de seda novo, e usa
Femprc de corroa na cinla: quem o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu senhor Homo' Amonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Peloorhiho arma-
zem de a-sucar 11. 3e 7 de Romao& C., quesera re-
compensado.
Dcsapparecen no dia 1. de agosto o prelo Ray-
muiidn. crioulo, com "i annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, condecido all por Rav-
inuiiil.i do Paula, muilo convivente, locador de flaii-
liin. Cantador, quebrado de tima verilda. itarl.a ser-
rada, beiros grossos, estatura recular, diz saber ler
e escrcer, lem sido encontrado por vezes por delraz
da rua do Cahlcircirb, junta mente com urna prela
ana concubina, que tem o appellido de Maria cinco
reis ; pnrlanlo roga-se as autoridades policiaes, cj-
pitaes de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
preheudam e levem 11 na liirei a n. 76, que sero
generosamente gratifirades.
PERN. : TVP. DE M. F. DE FARIA. 18M.

li iTii a r\r\


Full Text
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