Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01441


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Full Text
>
ANNO XXL N. 193.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.


>
\
F
i

.
,


QUINTA FEIRA 24 DE AGOSTO DE 1854.
-
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBCO
EXCARREiADOS D.\ SLBSCRIPCAO-.
Recife, o proorietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo doMen-
donea; Pirahib, o Sr. Gervazio Virtor da Nativi-
dade; Natal,oSr.JoaquimlgnacioPereira; Araca-
ty, o Sr. AntoniodeLemos Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8a 26 1/2 d. por 9
a Pars, 365 rs. por i f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a i 0/0 de discante.
Aceces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberihe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
MKTAES-
Ouro. ticas hespanholas...... 299000
Moedas de 69400 velhas. 16S000
de 69400 novas. I690OO
de 49000...... 99000
Prata.-i-Palacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19S60
PARTIDA DOS CORUEIOS.
Olinda, todos os dias.
Cariiar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRKAM AR DE HOJE.
Primeira s 5 dorase 18 minutos da manha.
Segunda s o horas e 42mnutOs da tardo.
aiimexcias.
Tribunal do Commercio, segundas o quintas-feiras.
Relaco, terjas-feiras e sobbados.
Fazcnda, tercas c sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e saHbados ao meio dia.
EPI1EMER1DES.
Agosto 8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarlo minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
31 Quarlo crescente s 3 horas, 48 mi-
nuto e 48 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
21 Segunda. S. Joanna Francisca Romana viu.
22 Terca. Ss. Anthuza e Agalhonica rara.
23 Quaria. S. Felippe Benicio ; S. Davina.
24 Quinta. S. Barlholomeu ap. ; S- Protlomeo
25 Sexta. S. Luiz rei de Franca; S. Gerosino b.'
26 Sabbado. S. Zeferino p. m.; S. Constancia.
27 Domingo. 12. O Sagrado Coracao daSS. Vir-
gem Mi-de Dos ; S. Jos de Clazans.
Os senhores assijjnarites do interior des-
ta c das provincias do norte queiram an-
te do v encimento de suas assignaturas da-
rem parte aos nonios correspondentes, ca-
so nao queiram continuar nasuhscripcao;
iicando entendido, que nao avisando con-
tinuara, e nao lhes sera' suspensa a re-
messa.
He livreao subscriptor comeear a ass*-
natura .omezque quizer. com tanto que
o faca por quartel, semestre, ou anuo.
isteriorT
, RIO DE JANEIRO.
SENADO
X)U 12 de julho.
l.ida e approvada a aclada sessaoauleccrlcnle o 1."
secretario d eonla do seguinte expedir ule :
Um oflicin do ministro -do imperio Iraiismitlindo
as copias tanto dos officios do presideple de Matlo-
(irowo ns. H e 25, de Ildc marco ultimo, como do
aviso desle ministerio de 28 de noveibro do anuo
prximo pasudo, a que elles s referm, lodos acer-
ca da eleiriio de un senador por aquella proviucia
que lem de preencher a vaga deixada pelo fallec -
mento do ccnselheiio Jos Saturnino 1I.1 Costa Pc-
reira. A' coimnissaode consliloicdo.
utro do mesmo ministro, remetiendo um dos
nutographos sanecionados da resolurio autorizando
0 governo a conceder privilegio a particulares ou a
companliias, que cmpreliemlereiii a nal egaejio por
vapor na aguas do rio l'arnalivba. Fica o sena-
do inteiradoe manda-se communicar cmara dos
Sr. deputa los.
Outro do t. secretario da roesma cinara, parti-
cipando que ella adbptou, e dirige saucedo impe-
rial, a resolucao que approva a pensad concedida
a 1), Maria Generosa Loureiro. l'ica o senado in-
, teirailu.
Oulrodo mesmo, acompanltandoa segiiinlc propo-
sii.no :
Art. 1. O governo tica autorizado para conceder
1 arlarle iiali.riilisaeaude cidado brasileo a Antouio
Diodoro de Pascual, subdito Irespanlrol; Joao Bap-
tisla Callogenissobdito grego; e padre Raphacl Ja-
cinlhu Hamo-, subdito portuguc/.. -^
u Aft. 2. Ficam revogada as dispo-icoes cm con-
trario.
Paco da cmara dos depulados cm II de jullio
do 18.V. l'iscoitie de Baepeiidy, presidente.
Francisco Xacier Paes Brrelo. 2." secretario ser-
% indo de 1.. Intnnio Jote Machado .'1. secreta-
rio servindo de 2.
Sdo reme nidos para a secretaria os mappas do
Ihealro da guerra no Bltico, e no mar Jjegro, e ou-
tro da America a]*jr*-donal, offerecidos pjr Joilo Dr-
ogo Slurz. J'.'
Passando oru>iudo dia, entra em 3. discussao I
a iodieacAo, "rA/uilezurn.'i, sobrea refirma do ar-
tigo 77 do reiW^ro, coii o parecer da mesa^. ira
parle approvada ira 1.a e 2.a discussao.
O Sr. Afontezuma declara nao ler loriado parte
na discussao da indicacilo que apresentriu, nao s
porque os Srs. senadores que susleotaram o lizeram '
devidaiuente.. mas mesmo porque os que a combate-
rain apresenlaram conlradicces taes em seus argu-
metilos, que em lugar de mostrar os inconvenientes
que della res illavam a apoiaram.
Observa qrre a amisade poltica au existe, pode
sim existir arnisade de partidos, mas que a poltica
nunca foi cau.-a da quebra de relarfles pessoaes, ao
meos para enm elle arador.
Responde ;r aliuurasobservarcs foi la- bclns Sr.
D. Mauocl e Costa Ferrcira, e couclue declarando
que vota pela emenda.
O Sr, D+Manoelinsiste iras suas ideas enjillidas
iris anteriores sesses, e responde s obser vacos fei-
tas pelo precdeme orador.
O Sr. Cosa Ferreira dix que toma a palavra pa-
ra livrar a ii dicjcao que discute de um labo que
jlrtiem Ihe pode por: o de que se poupa o I a relio
e se desperdira a farinlia. Porquauto tem-se obfir-
vado que as lloras cm que iro lem bavdo que fa-
zer no senado sommadas davam lalve/. qualro ou cu-
co sesses : e para que nao succeda hoje o mesme
fallira para completar o lempo.
Pede no Sr. ministro dos negocios estrangejroaque
Ibe declare que applii-aran lem a cuacan ipie fez de
Milciades e di; 'ftmistocles ; porque na a sabe, e
mesmo se penuade que o Sr. presidente do conse-
llin teria fleadu corrido com 13o grande lisonja.
Declara que o dstico de sua Irandcira le Cons-
hloicao fcrtu he cumprimento fiel da consliluie.lo.
Porquanto nesse cumprimento da constiluicao se
irimprcbende o amor mouarcliiae religio.
Diz que desconfa dos homens que lem remprc na
bocea o meu Dos c o meu rei porq ic a histo-
ria irilo s dos paizes eslramjciros, mas do Itrasil mes-
mo, 1 lio mostra que nelles nao deve coufur.
Faz diversas coirsideraceselermua vo laudo con-
tra a iriilicacao.
Jalgada dis>:ulida a materia he appro\ada a in-
dicacaoe o parecer como na segundu.
Dada hora, o presidente designa a onlem do dia
e levanta a sessJo.
13
A's 10 horas e meia da manha, l'cila ; chamada
acbam-se presentes20 Srs. senadores, fallando os Srs.
Munu. Cosa Ferrcira, barod Boa Vla,bario de
Sirassuna, BaplisUde Oliveira, Araujo Vianna.Sou-
za .Queiroz, Vianna. Pimenta Bueno, Souza Ramos,
Alencar. Paesdc .\inlracle, Vergueiro, marquez de
Callas, Soares de Souza* x isconde da Pedra Branca e
Matloso da Cmara ; sendo com participaran os Srs.
lioiicalves Martius, Paula Albuquerque, Paula Pes-
sor, Alves Brarrco e Souza e Mello, e por impedidos
os Srs. visconde le Paran c l.impo de Abreu.
O presidenee declara que nao ha sessao por nao
haver casa, e convidaos senadores presentes a oceu-
parcm-seenr Iraballios de commisses.
Comparecem s II horas os Srs. Aleucar e Vi-
amia.
> n
MftBESPOMDENCIAS SO DIARIO SE
PERNAMBCO.
PARAHIBA.
Cidadc d'AreaH de agosto.''
Se o fundador da escola pliilosopbica do scepticis-
mo xiesse ao mundo na era actual, cerlo que nao fa-
ria |.rusel> tos, e lalve?. elle mesmo abnegasse a du-
vida.
Os.prodigios com que o secnio \IXvai deslum-
hrando ns geraces espectadoras de sua piisagem no
estadio infinito do lempo, infundiriain no espirito
mais p\ tronico a crtica n'uma verdad* o pro-
gnao.
Sim, existe o progresso como existe Dos, de
quem emanacomo existe o hnmem, a quem serve
'le meio paracliegara perfeclihilidade. E ns.os da
Ierra da Santa Cruz, se bcra que desviados do meio
da correte poderosa com que elle aclua sobre ou-
tras naces, acompanliamo-ln com ludo em seu re- .
ni.nso.-Hc oulra verda.lequc, embora os pessimis- ,orIVl",lc* "'s,au"''d' |"
sol ; mas alguns tactos \An apparecendo, proprios
a corroborar a supcrsIi^So dos que ocrcem esscncial-
menle aziago.
Jos Pedro dos Aojos, morador em I'inluras, da-
qui 'i leguas, desobedecido e amcacado por um seu
escravo cabra, de nome Antonio, sollicila o oblen da
auloridade policial 2 soldados do deslacemenlo aqui
estacionado para o conduzir a cadeia. Dirigem-
se esles para a casa de nm tal Jos Percira, tambem
all r-jsiileii(p, onde se acliava dito escravo ; cproce-
dem nm lio pouca cautela captura, que este nn-
nejant o terrvelmenle urna faca mala a ambos com
horriv is golpes ; ilirige-se a rasado senhor ; des-
fecha ; ibre elle urna pistola, da-lhc mais duas faca-
das, e foge inclume deixando csse pobre hornem a
espirar '.
Ksla extraordinaria c funesta oceurrencia leve lu-
gar no dia 31 de julho.
A polica poz-se em raovimenlo, mas.comosemprc
acontece nada fez. Fica-sc Iralaitdo do pro-
cesso.
Enr a \oite de 1 para .'> do corrcnlc, un outro es-
cravo do portuguez Jorge, desta cidade, mais resig-
nado na sua triste cottdicao, poz termo aos mos tra-
tos dos senhores, suicidando-se com um golpe de na-
valha no pescoco.
Sao esles os fructos do funes lo legado que na escra-
valura deixou-nos Porlugal.
Alni desses dous fados cxcepcioiwcs, dene an-
teriormente um outro para as parles da povoacao de
Alagoa Grande.
Antonio Xavier eoulros. malaram brbaramente
com tiros e Tacadas um pobre liomem, que al era
compadre do primeiro.
Osassassittos, jase sabe, foram-se, deixando as arr-
uma pe-
las, existe : o Diario de l'crnainbucn he
quena prova.
Quem lia trinla 30 annos, aqui na Serra do Ilru-
.la.va, imaginaria na possibilidade de, em menos de
um mez. chegarcmao nosso coiihcrimciilo occruren-
cias havidas iras extremidades dos paizes d'alem-
mar? '....
Eiilrctaulo,'grabasa Oullemberg, a Full-ii e ll'al,
essas ampias folbaaile papel garalujado, que se di-
zem jornaes, voando as zas do vapor alravez do
Allaulicn, diegam nesse Recife em menos de 15 dias;
e alri refundidas un Vi'irio,i nao voam infeli/inen-
Ic. saliem, putero, a pe, por esles centros, a dar pai-
to a curiosidadede vidos leilorcs ; para muiros des
qoacs, alcitura desle jornal he urna necessidade to
imprcscriplivel. como a inspirarlo do ambiente que
Ibes alimenta a existencia !
He csie o facto: a possibilidj* aa verdade,
maravillosa coma lelegraphia cle.cUka. seria repel-
lida como um impossivcl!...
He, pois, com verdadetro eiillrusinmo, qne eu
saudo a impreoia, o vapor, a lectricidade e ludo,
quanlo lie progreaeo, romo ete Diario : e conviva
do lauto banquete que elle quolidiananrenle ollere-
ce a seus leilorcs, peco a Vine, penriisso, para don-
correr com o meu ridiculo bolo, continuando a M
rneUcr-Ilie novas desla cidade, sempre que as les^ff
atraern c repulsao, a que segundo Newlon, me
sujeitou o Creador, me consentirern passar sobre es-
tas serras.
Co mecemos :
Tem justamente preoecupado a altencao publica o
caiachsiria, com que mimoseou-uos o mez de junho.
Todos lameutamas desastrosas perdas e ruinas cau-
sadas pelas eludientes extraordinarias dos rio- nessa
provincia ; e inoslrando-sc seusives aos padecimeu-
los da parte da populacho, que mais ^solTreu nessa
conjunlura. .
Por aqui, apezar da copiosa chova que incessante-
monte cabio em todo aquello mez, apezar da perso-
sissima siluaeao da cidade sobre o estrello cspinlta-
jo de uiiiaramilicacilo da Borburema, a 700 e tan-
tos metros cima do nivel do mar, e batida assim dos
lufes, fonros mu felizes cm nao termos que regis-
J.ar prejuizo algum uolavcl ; excepto do des-
moronamentode parle de urna parededa rapclla-mr
da iareja oulra vezosla em ennstruejao : as plan tardes, po-
rem, I-.rain inoi damnificadas ; e lercmos de hilar
com a falla de legante ; oque he urna calamidadc,
pois estes Brejoi sao o sclleiro de todo o Cariri c
outros serjes.
Durante casa invernada, sollreramse atfui ts in-
deinicas defluxes, fri excessivo, e um interregno na
gerencia dos negocios pblicos, que ia allegando to-
do em interinidades.
Ausentes o juiz de direito, promotor publico e os
tres juizes oiuuicipaes da comarca, ausente lambem
o proressor de latirn ; impedidos alguns membros da
municipalidade, c ulliniamenle o delegado e subde-
legado que passou a excrcer este primeiro lugar, fo-
ram lodos estes empregos cahir cm maos dos ltimos
supplenles e substituios.
He sem duvida um mal a falla de cstabilidade de
certos empregados : alm de nem sempre serem
substituidos por pessoassufficienles, he inlicrcnle ns
upplerrciaso pouco zelo no cumprimento dos deve-
res respectivos. D'alri a tibieza, a incuria : c nao
ha ferrugem mais nociva ao hum andamento de
qualquer machiuismo administrativo.
Com a chegada de alguns daqu*lies senhores que
so acbavain na assembla proviocial, Vio as cousas
entrando cmvias rr.ais regulare.
Comccou o mez de agosto com bullanles dias de
VrVJW
t,A A .A.*lA !
DOliS CASAHEMOS IMEL1ZES. *
POR NATHANIEL.
IV
I n IipIIo r.'i:iiiiciil (Coi(inuao.)
O, asnelo da caiinha de Chaleauneuf, onde lia-
xiam liabitado lano lempo a felicidade c a unido,
e-Uva bem mudado depors da fatal noticia desse
glande casamento. Anua eslava triste e pensativa,
e Mara compgrtilhando o senlimenlo de Anna,
pieiiva o das chorando conidia. *A rapariga ten-
tara interceder em favor da irma ; poreri mada-
nia de Saiseval llie impozera siletrero, du:endu-lhe
que sem .Invita linha inveja da felicidade de sua ir-
"na primognita. Os das corriam longos e morro-'
tono, e apjmas algurnas palavrs eram lro:adas en-
tre a mai. e as duas filhaa ; porquanlo s teriam po-
dido fallar sobre um objeclo, e sobre esse objecUn
nao so enlendiam. Todos os dias as 7 horas da noi-
le, a carniagem do conde de landcvez parava a
porja, sua visiiipr0|ongva-se 2 horas, e era s
horas em poni que se despeda sempre como se o
Qonleiro do relngiu pt ummovitnenlo niechaoicu o
arrrncasse da poltrona. Uma s vez relirou-se 5
minutos antes do momento ordinario, e Maria que-
linha amia algim* relmpagos de alegra na deixou
de drzer a Ann i que canamente o conde comecna a
nao cuidar man odia ; po cnmmeltia lri graves
infraccocsa distrpliiia de ^alanlaria que se l nha im-
|i -lo. Quanlo a Mubray. depois de alijurcas pala-
vrasde madamide Saiseval, o conde o linha fcito-
to I lar para Pars. Assim nada parecia eribararai
ou retardar o casamento, cujo dia eslava mar-
cado.
Madama deSaiseval na embriaguez de >;us pro-.
jcctosnSorepanva na profunda alteracAo "das fei--
enes da lillia ; inasliavia uma pessoa qoe liaba lid
o semblante de Auna seu desespero, e linda resol-
vido protcae-la iiranlo pndesse : era o vellro cur.-r
le I.lialeaunc if.
E*se santo sacsrdole freqoerrlara outr'ori as so-
ciedaile., o o roncan humano nao linha pois segre-
2 rmaatem viilideseem gr.icaa.quair.lasveiesqoan-
Vide Diarit) u. 18',l,
Fadossemelhanles repetidos a cada inflante por
lodo o paiz^formam um catalogo assustadur, em que
de um lado a nulo afoila do crime cada dia inscreve
em caractetes de sangue, trovos ataques seguranca
individual, do outro a impunidade marca novos es-
cndalos na dislribuicao da juslica penal !M. Dos se
amcrcie de ui'rs!
Entretanto, nao importa sso nm a o v probaeao a ac-
(ualidade, e ncm aos agentes pblicos. O mal est
enraizado c p.-ira cxlirpa-lo nilo baslam reformas
judicial das. a Na cluracao C 6 na educaeao, esl
a regenerarlo possivel do nosso paiz. applico o
que dsseo Sr. A. Ilcrculano acerca de sua patria...
mas aquella entre nos he iiuil.i !
/xTrossa muuicipalidade, apezar do marasmo em
que jaz com a sabida de dous dos seus mais pres-
trnosos membros, deu signal de vida o requereu
assembla provincial quota para o fazimnlo ele cha-
farizesem dousmananciaes, que fornecem excel-
lenle agria pola v el a esla cidade. A assembla defe-
rio favoravelmenle.Esperemos. t
A silubrdaile publica vai sem alleracaV A fc-
bre amarella. que com tanta furia accoinjrtetlcu a
voar;ao de Alanoa Grande, lom declinado tfiuilo; e,
segundo me informam. he desnecessaria a perraa-
oeoeja all de um cirursiao, que ganha nao ser quan-
lo por dia. Molhorfra distribuir esse dinheiro em
--mola- com lanos uecesslados que acabar,un da fe-
bre sem real para* comer.
SolTre-sc por aqui falla e caresta de alguns g-
neros alimenticios; al o assucar, que tanto ahanda-
va as reirs, escoudeu-se ; e s se mostra uo cai-
xao de algum senhor de eogeoho, medanle 12 pa-
tacas a arroba.
I ma nutra novillada, em que figura um Sr. aUc-
res, bem mereca as honra de publicidade ; mas,
como involve gente c da Ierra, lembro-me que a
rompa suja deve ser lavada mimo em caa....
Bem, j vou com a cauda um pouco desenvolvida :
he, pois, lempo de continuar na minha ellipse in-
definita... Como ao .ludeu de t?. 5eu forcea irre-
sistivel me impclle na amplidto do espaco... cami-
uha !... caminlia... E adeos.
\ O Cmela.
' laitaim-------
MACEIO'.
22 do afoaio.
Ciinriliarao he a palavra mgica que hoje reboa
cm lodo o lira-i I.desde o Amazonas ale o Prala, des-
ileo litior.il do Atlntico Al junio as cnrdlheiras
dos Andes ;*mas qrre signiricaeSo mvsleriosa (em esla
palavra ".' Porque coua ella se levanta tarta ce-
leuma Sera a concilnt;an como alguns entendem,
corruprlo ? No;,quao,nosso gabinete, inerc de
Dos, esl isenlo de imbaceis, esomentc esses po le-
i lam adopta-la como syslema, o qual s serverra pa-
ro multiplicar adversa'rios. Ser Mih-liluicJo de mu
circulo poltico por outro t Nao, que a idea do u.ibi -
nele nao he a inverso nem a substituirlo. Vejamos
pois como a dcGuem os nos iiacao consiste na combinacao do principio conser-
vador com o progresso ratleclido, justificarlo pela ex-
periencia, o principio conservador romo base, e o
progresso como acressorio Debaixo deste polrto
de visla a idea de concillando lie maseslosa e digna
de ser adoptada por om governo itlustrado e iniel-
ligcnte, que almeja pelo ilicremenlo physico e mo-
ral da uossa patria : diRirilima he a trela, mas nao
superior s Torcas das illoslraccs que compocm o
gabinete. Alistemos-nos sob essa palriolicajiandeira
que nos guia a om bello porvir : soldado hisonho
nosso conlingenle he mu mesquinho ; Icnhamos
porem ronfianca em nossos ehefes, nao de-aenrocue-
mos, que quanlo mais renliida for a pelejas
maiorquinhao de gloria nos cabera, alrancarenio,
a victoria,naosanguinolenta c manchada com sangue
de unan-, porem til e proveitosa, cujo rcsullado
final ser a uniao das capacidades, e illustraces bra-
sileiras para um lini grandea prosperidade da pa-
tria. Eis como nossos grandes homens delinem a
conciliacao, como deve ser ella entendida pelos lio-
do eram meninas, nao se lizcra elle menino com el-
las coulando-llies as maravilhosas parbolas do evan-
getbo 1 Quanlas xezes havia percorrdo com ellas
a verdes aleas da lloresla cxplicatrdo-lhes a Pruyi-
dcnrijfpelo exemplodo pardal, ao qual cada dia d
o alimento, einquaiilo os olbos de Auna c de Maria
sesuiain de ramo em ramo o passaro que adejava co-
mo um tiran viva em lomo do joven auditorio.
Havia tanta viriude nes-e velho que entendia-se
com a innocencia das meninas... Essas duas joven*
almas raluravam-se rom a dellc rumo duas foules
frescas c puras que derramam suas aguas em um
rio to limpo que lhes nao embaca as cores.
A pura felicidade de que as vb EOtMt inspirava-
Ihess vezes salutares. terrores. Elle conlrecia as
prova da vida, e temia que os agulhcs da desgra-
ra penetrassem muito naquellas almas que abriam-
se a toda as aleirias confiadas pin um sol que nao
havia de brilhar sempre. Procarava pois prepara-
las para esses solpesque ferem ederriharri, e encina-
va a essas felicidades sem sombras as vanlageu da
adversidade servimlo-se de palavras to doces que a
propria desgraca linha alguma navidad e con-
sol.
Asscmelhamo-nos, lhes dizia elle as vezes, a
um menino imprevidenle e leviano que foi rondu-
znlo pela mi a um jardim magnifico, adornado de
fructos e perfumado de flore. O menino corre, sal-
la, e dcixa a mi. Nem mais urn o'.har para ella,
nem mais runa lemuranca, o ar he lilo puro, a rel-
va tan bella, as flores lo embalsamadas, os froclus
tan lirillianles, e as aves doco ranlam com lana
dornra do alto das arvores, que balancam suas som-
bras sobre a caber; do menino Mas passando di-
anle de uma ininila florida quiz rnllirr um ramo, e
sua inflo foi ferida por um espinho. Enlo seussol-
frimenlosn azem lemlirar-se da mai, elle diama-a,
e procura-a. A mi dcsappareceu. quem Ih'a resfi-
luia'.' Elle nao v mais os fructos pendente-da-
arvores em cachos duurados, uilo sent mais o chei-
ro das flores, nao aegue mais nos ares a borbolela
que VO, nlo escola mais a canflo do passarinho.
Sua mar, onde est sua mai ? Porque ra/ao ali.ui-
donou-o ella ".'Enlo a mai que linlia-se escondido
alraz da motila d c'pinhos, moslra-se dizcndo-lhe :
Foste tuque me deixaste, meu filho. D-me a mo
para lirar-le o espinho que le fere ; mas nao le
qneixes muito de ten mal: pois elle le Tez lem-
n hrar de que liiihas uma mi.
Era por palavras 13o doces que aquelle piedoso
minislrodo Evangelho preparaxa essas joxens almas
para o olTrimenlo. Anua e a irniaa alenlas a esaa
narracilo, erguiinsilenciosimenlc para u sacerdote
mens honestos c bem inlencionados, isenlos dos ran-
cores c odios poltico. Mas para ohlermos esse de-
sidertum convem que os verdadeiroa patriotas sa-
crifiqticm esses odios e rancores, Irabalbando lodos
ile coinmun accordo para csse grande inlcresse, ca-
da um cm sua orhila por mais limitada que seja.
Bem vemos que ronlra ella se ergucm como po-1
deroses alhlelas os inlcresses pessoaes. as convenien- ;
cias c o lerrivd egnismo; porem um corajao verda-
deiranicnlc hra'ilciro deve ludo sacrificar a patria,
deve confiar cm seu merilo real, que como o dia-
mante sobresahe asile mais pedras preciosas.
Pediudo-lhc venia, Sr. correspondenlp, por ler
aqui emitido essas ideas, que parece nao virein mui-
to proposito passarei.a dizer alguma COOM acerca
dos negocios da provincia.
A administracao vai proseguindo oplimamente na
marcha que encetou ; a oposicao conserva- anda
silenciosa; creio poremque o Sr. Dr. Roberto reser-
vn somonte para si a descoberta do segredo de im-
par esse misterioso silencio ; c julio que para con-
servado exisle alguma cousaocculla que nao pos-o
dcsrorlinar : o governo imperial lem apreciado lau-
to a marcha administrativa do nosso distiuclo pa-
tricio que nao da preasa ao novo administrador, o
qual segundo ("mista. 'mesmo depois do eiicrrramcnlo
das cmaras ir previamente essa provincia antea
devir empunliar as redeas do seu novo governo :
parecome que batata a maior prova de conlatica
que se poeta dar uma administrajo.
A polica c seus" agentes continuam a dar exube-
rantes pravas de admdadc e energa, assim o osla-
do da seguranza individual c de propriedade, he
ainda niui lisonseiro, durante a ullinia qiiiuzcna nao
occorreu fado que meter ser commumurado. Aleni
dos altenlailos que llitreferi perlencenlcs -pcnulli-
ma quizena.escapou-mc o que occorreu na comarca
de Anadia no sitio denominado Canto Escuro. Es-
tando o infeliz Joao da Silva, entregue nos braco.
do fallazMorplreo, sua presadissima consorte Maria
Rosa da Conccieao, ajud.ul.i pelo seu ama.o o pardo
.Manuel, escravo de Antonio Correia da Molla, deu-
Ihc passagein gratis para o reino'de Plulao com uma
tremenda punbalada 1 E que tal a mulherzinha?!
De la 11 conjtige, libera not Domine!
O estado hxgienico da cidade nao vai aclualmenle
muilo bom : estamos na crisc da mudanca de cslacflo
sempre acompanha la de delluxos, c couslipices
el rcliquot allaca-tcntas. Cousla-mc r|ue as febres
anilam passeando pelos suburbios, c informaram-
ihc que na florcsccnle freguezia do Pilar siiccuinbi-
ram dellas 3 imlividuos.
Em ininli.i pcnullima epstola linha prometlido
dar-lhe conla dos diverlimentos de que eslavamns
anieacados; ja Ihe referi o espectculo de magias,
encantamentos c dabruras da imite de 22 do piulan
do: vou hoje noliciar-lhe a recila da soriedade Dra-
mtica Maceioense em 12 do correle. i
A peca escolliida foi o drama em .> aclos CpiMn
Paulo do insigne dramaturgo Alexandre Dumas. O
grande nomo que acabamos de escrever dispensa-nos
qualquer elogio respeilo do enredo c bellas srenas
do drama. A necio passa-se em I77H no reinado do
infeliz Luiz. XVI, e da orgulhosa Maria Anloniete,
em um caslello da Bretanlia perlencculc Ilustre
familia d'Auray.
O drama he muito sentimental; os helios pensa-
mentos de que lodo elle esl recbei.ido, e os mais vi-
vos altelos poslos em Jogo pelo insigne romancista,
sao capazesde enternecer um coracdlo de rocha ; as-
sim vimos mais de um par de lindos olhos lacri-
mantes, e mais de um perlinw.lo lenco braceo em
mimosas mos rcrolhcndo hrilhanles peslas, que
milita honra faziain aos sensiveis cora^ei que as
pi od u/.iam. A pequenhez do Uicalrinho e a pobreza
das vistas, bastidores e mais accessorios da acea nao
per mili rain que mimen scenc fosse perfeila ; nao
lomos um arenographo, nem ao menos um soUrivel
pintor i]iic possasalisfactoriamenledcsempenhar essa
larefa, em compensacao lodas as persouagens npre-
sentaram-se rica c primorosamcule vestidas e no ri-
gor da poca. >
O papel do protogonista foi desempetihado pelo
lenle Berardo, cuja habildade c repuUclo dram-
tica est mesmo alii lo rcconbccida e firmada que
nao emtirci juizo alguma seu respeilo, dizendo-lhe
apenas que nessa mu le excedeu-se : em 2 lugar Uve
as honras da noile o ingenuo raocinlro que desempe-
nhou a parle de Margarida : damos os parabens so-
cedade pela aequsieo de Iflo bella dama, que re-
presentou com lana naturalidade e senlimenlo que
mcreceu a sympalhia e gcral applauso.
Do papel de Mrquez d'Aurax foi encarregado o
sr. Manoel Claudio, que cm nossa opiuiao nada dei-
xou a desejar.
O Sr. professor l.eopoldino desempenbou salsfac-
lorianiente o papel de Conde Manoel, apenas nola-
mos que sua declamaro nao eslava cm minia har-
mona com a de sens comsocios; sonrio porem elle
inoro de reconhecida habildade he muilo provavel
que com facililla le adquira a declamac.lo da escola
moderna. O diflicil e aulipalhico papclde Marqueza
d'Auray foi incumbido ao Sr. Vale ule : o carcter
desta personagem orgulhoaa, severa e alhcia i todo
o senlimenlo al mesmo .amor materno previne
contra ella os arrimos, nao nos admiran pois que o
Sr. Valenle .ivesse em partilha a* anlipathias ; isso
prova que elle desempenhou com muilo tlenlo e
habildade o dillicif papel deque foi encarregado.
A parle de Luiz Arhard foi feita pelo Sr. Raphael,
qnca desempenhou muilo soflrivelmente; como po-
rem esl este senhor acoslumado a desempenhar pa-
pis graciosos, aronleccu que em uma das cenas
mais pathelicaa do drama, quaodo l.uiz AdiarJ cabe
de joelhos recitando sua ultima oracao, alguns espec-
tadores pouco intelligenlcs suppozeram que era oc-
ca-i.io propicia para darem uma gargalhada ; o que
muilo revollou-me, porque o riso exlemporaueo em
uma scena pathetica Caz perder loda a illusao e in-
teresse.
O papel de llardo de I.edoure foi desempenhado
pelo Sr. Tilo com bastante haaililade ; o outros
personasen* sabiram-sc bem e salisfizeram os espec-
tadores, que licam anciosos pelo dia 7, em que pre-
tende a sociedad levar o Mrquez de Torres Novas;
he muito provavel que l me ai lie. c o que vir e
ouvir Ihe narrarci,quedara jsso he que lenho olbos,
ouvidosc dedos. tale.
grandes olhos cheios de uma inlclligencia precoce e
de urna admirado ingenua, e entlo este dizia-lhes:
n Mrrhas filhas, esse menino somos nos mesmos,
essa mai terna he a Providenria, e a monta de es-
pinhosalraz da qual ella se orculla he a desgrana.
O cura de Chaleauneuf linha conservado pela mo-
cidadt dasduas irmla a alTeicao que Uvera pela in-
ftuncia das mesillas, c nao podendo ver as dores
que revulvinm-se no Jundo dessa alma, na qual es-
lava habituado ler, sem sentir profunda allliro.
Sabia do casamento que havia de ler lugar ; porque
ja publicado na muuicipalidade, nao era mais segre-
do para nieguen). Assim julgou que era chegado o
momento de fallar a madama de Saiseval, e que a
allercao que sempre tivera i sua familia o aulorsa-
va para isso, anda quando nao adiaste es-e direito
nos deveres impostes ao seu carcter.
I.ogo no dia sesuinle elle aprescnlou-se em casa
de madama de Saiseval. Eulramlo, vio Alina, cujo
semblante inipi es-hmou-o, lo alterada eslava pelo
pezar, c essa vista conrmmi-o anda mais cm sua
resoluro. Madama de Saiseval eslava visivelmenle
dessoslnsa daquella visita inoportuna. Esperava o
conde de lilandcvez para discutir as condiees do
eoniralo, e desejra muilo poder dispensar-se de re-
ceher o cura de Chaleauneuf, o qual vinlia sem du-
vida laucar os inleresses do ceo no meio dos inte-
ressesda Ierra. Por isso receberr-o com essa polidez
fra c dislraluda que he a crosseria daquellcs \
quem a educaeao nao permute serem grosseiros. Ella
nao tiibadeposto sobre a mesaa penna que linha na
mo, quando foi anniinciado o santo sacerdote, e
consiilerava-o com o olliar iuterrogador das pessoas
oceupadas que parecem querer adevinhar-nos o peu-
sameuto, para exprimi-lo em termos mais lacnicos
do que pederamos fazer.
Iluiive cnlre os dous interlocutores om momento
de silencio. Com o primeiro olhar o cura de Cha-
leauueufadevinhara o que se pamva no coraran de
madama de Saiseval Como ella eslava assentada
junio de uma janella, a claridade permillia ver cm
seu semblante imperctopliveis convulses de impa-
ciencia que ah suecediam-se sem iiilerrupcao. Cum-
prehendendo que vinha fora de proposilo, o cura
cudava em elTecluar sua retirada cobrindo-a com al-
gurnas palavras habis, quando madama de Saiseval
tomou a olTensiva, e disse-llre:
Estou, senhor cura, oceupada rom o casamen-
to de Anua. He uma^grande larefa, urna larefa
que tonia-me Indo o lempu. e que nao me deixa um
inomenio de descanso.
Bem disse ella com sigo; elle vai relirar-se.
(muga ue nm:
Villa-Bella 9 de agosto.
Jiao Ihe leudo cscriplo pelo correjo do 1 do cr-
ranle por nao haver chegado ao meu mnhecimcnlo,
durante a quinzena precedente, fado algum de im-
portancia, mal poderia cu prever que poucos dias
depois ra partida do corrcio seria forrado a faze-lo
para noliciar-lhe um fado, que, pelo estrondu que
causou, e pelas consequencias desagradaveis que pra-
dtizio, merece ser qualilicado de importante, e tan-
to mais quanto maor foi a audacia que Ihe deu cc-
lebridade.
Quando lodo este termo havia entrado no estado
normal c principiava a gozar da paz e tranqtiillida-
ilc que Ihe Irouxe o emprego da9 medidas religiosas
c policiaca de que por vezes Ihe lenho tratado;
quando he geralmenle sabido que o< etTcitos moracs
dessas medidas tem aprovelado at aquelles mesmos
que na opiniao publica pas-am por obsliuados c re-
luclafilei. de quem se poderia receiar a pralca de
algum delicio, convencendo a lodos de que essas ar-
mas tem sido lao felizmente manejadas que as pa-
xes ms bao cedido o campo religio, i Ici e
razio; quando enilim ludo concurra parase dever
esperar a contiuoacao do tlalu-quo, e a dfliculda-
dc senao impossibilidade mesmo da perpetradlo de
erimesde cerla ordem ; eis que meia dalia de cana-
Ihas de diversa comarca e provincia ac lia ni de des-
acataras leis c as autoridades cornmellendo denlro
desla villa, com a soleirinidade que caraclerisa a
verdadeira audacia, um horroroso alenla lo que sor-
iireiideu e indignou a toda a populacho em gcral.
Pouco depois de hora e meia da madrusada de 7
do carrenle (dia que o povo denomina aziago por
ser a primeira segundaTeira de agosto) quando to-
dos repousavam das fa.ligas do que pareca sabir do lado da cadera, e logo depois
outro e lanos outros acompanbados de graudes gri-
tos e alaridos que pozeram loda a villa cm alarma,
acordando os seus habitantes sobresaltados de tama-
ito tumulto.
A' cadeia, Ibcalro de loda aquella desorden!, cor-
reu immediatamente o respectivo delegado o Sr.
Portella, queden as providencias que llie rumpria,
passando pelo dissabor de ver cahir aos seus pos tras-
passado de uma bala c de alguns carocos de chum-
bo um soldado do seu destacamento, alm de outros
e do carcerciro que foram feridos.
Para o mesmo lunar afflairam muilas ostras pes-
soas, inclusive o com mandante superior da guarda
nacional o Sr. Marroal Pcreira da Silva, os quaes,
bemeomo o Sr. Portella, quando all chegaram j
os presos, leudo anlccipad.i e hbilmente preparado
na propria porta da prieto um arrombarrrenlo mi gc-
neris, por ello se evadiram logo que rompen o fogo
entre os criminosos c a guarda da cadeia.
Ha de lembrar-sc que na minha ultima mrssiva
|hc fallci da captura de Flix Correia da Penda, cri-
minoso cm Anadia, provincia de Alagoa, por ha-
ver redolido a eacravjdSO pessoas livres. Tundo
vindo de oulra comarca e pruvincia raugar-se no
Paje, lalvez pela nomcada de que por toda parle
goza esla boa Ierra, foi aqui preso a reqntl( auloridade policial do dislriclodo crime e rceolbido
a caricia, onde sediz cnslumava vir fallar-lhc um fi-
lho e um genro, prc-umndo sj ler elle acertado rom
esses seus comparsas os meiosque o de veram por em
liberdade. O que he cerlo he que no dia e hora ja
mencionados os laes patate desse criminoso, e tai-
vez de algum outro preso, eiilrinrheirando-sc na
parede do cemiterio, situado no fundo da matriz,
Gzeram Togosobre a guardada cadeia, que esta col-
locada na parle mais osleusiva da villa, ao lado es-
querdo da mesma matriz, nao por ceno com prelen-
cOes de ap'roximar-se da cadeia, pois para lano a
soa audacia Ibes nao aconselhava, mas pelo que pa-
rece com o inluilo de distrahir a mesma guarda, e
chamar t.la a sua allcncdlo nicamente pira o lugar
donde partia o fogo. Verdade he que o effeilo cor-
responden justamente ao plano, porq-ie os soldados,
conlando com a seguranca da cadeia, procuraran!
como era natural, delendendo o eu posto, olslar a
approximacao dos desordeiros, ao'passo que os pre-
sos, leudo cerecado com dma verruma nielarle da
porla, aproveilaram o barulho e confusao para des-
faze-la c fugir a salvo. Assim lograram evadir-sc,
ao mesmo lempo c com maior facilidadedo que na-
viera sido presos, 8 criminosos de diversos rrimes,
inclusive alguns bem nolaveis, que difficilmente se-
rao captura dos.
Heescusadodizer-lhe que semelhantc altculad
causou a maior indignarlo a todas as pessoas hones-
tas, que expontaneamente dariam alguma gotas do
proprio sangue para ver rigorosamente punido lie
horroroso crime.
Consla-me que o delegarlo e mais autoridades po-
liciaes tem dado enrgicas providencias para serem
capturados todos esses criminosos, e algurnas espe-
ramos nulrem re que nflo sero hablados os seus es-
forQos.
Na manida do mesmo dia uma das palmillas que
segoiram os criminosos capturou na fazcnda do
Bom-Successo, cm direccan ao Carro-Quebrado, re-
sidencia de Flix Correia da Penl.a, um rapazinho
filho do mesmo Penha, o qual tendo vindo com os
outros criminosos fazer o insulto que lica mencio-
nado, regressava casa conduzindo animaes e trou-
xas de alguns dos presos rugidos.
Esle rapaz assislio ao fogo, mas esla (ao insinuado
que pouco se ha colindo de suas revclaces, e pare-
ce prudente nao escrever ainda o que elle diz.
Assrslro lo bem no fogo por parle dos desordei-
ros, egundo confessa o mesmo rapazinho, um rc-
crula que, sendo daqui remedido no dia S para essa
cidade, fra lomado uo Sacco dos Bois ou Carro-
Oiicbrado por e*scs mesmos criminosos, que leudo
ja projeclado perpetrar o segundo crime, nflo hesi-
laram cm commdter o primeiro, que lhes augmen-
lava o numero com mais um gendarme.
Sirva a narracao deste faci para dispertar ao
Sr. engenheiro, ou a quem cumplir, para que proco-
re com brevdade orc.ar a cadeia desta villa, confor-
me as orden- do governo ra provincia, segundo li
ncsle jornal, aliui de pdennos ler cadeia por todo o
anuo de 18ji, pois esta contingencia de conservar
presos em uma casa particular e mal segura he uma
verdadeira desgraca.
Hoje foi sepultarlo no cemiterio publico desla vil-
la, um individuo assassinado uo Taholciro Alio, a .*>
leguas de distancia daqui, o anide se rulo sabe de
rcrlo por quem, nem porque.
B.ia saude. (Carla particular.)
REPAHTIQtVO' DA POLICA'
Parte do dia 2:1 de agosto.
Illm. o Etna. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles hoje recebidas nesla repartidlo, consta tercm
sido presos : a ordem do subdelegado da fregue-
zia de S. Jos, a preta Maria Francisca d'Assump-
cao, para correccao. e a parda 'Francisca Maria rio
Sascimenlo, por desordem.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pcrnamhuco 21 dcagoslodel8r>4.Illm. e Exm.Sr.
conselbeiro JosBenlo da Cunha e Figueircdo, pre-
sidente da provincia.ni; Carro* de Pana Tei-
xeira. chefe de "polica da provincia.
Com efleilo o cura fez um movimenlo para le-
vanlar-se.
Sim. conlinuou madama de Saiseval animan-
do-se como sempre com a idea do casamento, nesles
Ircs dias iremos a muniripalidade, poslo que (leva-
mos esperar seis por causa dos haulros para irmas ..
lareja. De boje a Ires das Anua ser ronde-.a de
lilandcvez,
O movimenlo meto eomeeado parou, e b cuta de
Chaleauneuf ficou asseolado": acabava de saber que
nao navia nm matante a perder, c que convinha
fallara todo o custo.
Madama deSaiseval esperavaevidenlemetilc essas
palavras de polidez que pem liro isvisilns. c clava
ja inclinada para responder a uma saudarao que j
lardava-llie. Quando o sacerdote rccoslou-so na
poltrona enr vez de Icvanlar-sc. ella ficou sorureza
e impaciente. O cura de eiialeauneuf vio bem que
quarrlo tenlassc paradispo-laa ouvi-lo melbor. se-
ria intil, e tomou o partido de ir directamente
ao alvo.
Eu dizia, lornou sua inlcrlornlora com o tom
de uma pessoa qne se resigna a solTrer urna corrver-
saclo que preferira evitar, dizia que minha lilha
sera de bojea tres dias condena de lilandcvez.
lia muilo lempa que a senhora nao tem olha-
do para sua lilha. tomou o cura com voz grave.
Madama deSaiseval lancoti-lhe um olliar obliquo
e ticcrlo. pois nflo tirilla comprehendido o alcance
das palavra que acabava de ouvir.
Sua lilha esta dnente, conlinuou elle, mais
(lenle do que a senlmra pensa.
L m desgosio secreto a roe. Nao me diga que nao
he assim. A desgraca he um hospede to novo nes-
se joven enraco que nao lie diflicil rcconhece-la.
Madama de Saiseval responden que sem duvida a
lilbaSeslava rommovida, como estara qualquer ou-
lra om seu lugar, as vesperas do aconlecimciitu
mais importan le de sua vide. Accresrcnlou que
uma grande riqueza, e um bello Ululo rlissiparairi
brevemente essa sombrji de melancola que eulrislc-
cia-lhe o serablanlT "
O senhor cura nao sabe que ella ser apresen-
tada a corle-' tomou madama de Saiseval.
Senhora, disse o sacerdote, nao sei, se nossa
querida Anna ser apreseulada corle; mas sei que
fui chamado hoiilem para exhortar no leilo da mor-
te a joven visenndessa de Rnseville, que casou-se,
anda nao fazem dous annos, rom um hnmem que
leria podido ser seu evo.
Que horrivel idea! exrlamou madama deSai-
seval recriando a poltrona, e que quer o senhot di-
zer com isso f Cerlimcnie niDguem me aecusara
le nao ser boa mar. Sacribquei-mc por minl.as li-
Ibas. Mo lenho lulo, c nao l-ulin boje senao um
pensamenlo, he a felicidade dellas. E que faro ues-
te momento .' procuro dar minha lilha runa alia
posirao na sociedad. Ella me agradecer um dia do
que aeora fajo, ella me agradecer.
Madama de Rosevillc perdoou na hora da mor-
le mai ; mas nao agradeceu-lhe, replicou severa-
mente o sacerdote.
Que palavras exlraonlinaidas! exelamou mada-
ma de Saiseval lancando com culera a peno que li-
nha na mo. Eu nao as sollrera de oulrem senao
do senhor cura. Mas ronheco sua alleicao pela nos-
sa ramilla, conlinuou ella com mais brandara, A
triste srena de que foi teslemunba mpressionou-,
e fez-lite corrccbcr ideas faisas, receins sem fonda-
nenio. Se nao fora isso o senhor nao leria viudo
allligir-me, direindo-me palavras lo crueis.
O curarle Clraleaurreef havia ronsesuido fazer ma-
dama de Saiseval desrer da almosphera de allivez e
ilcrlem em que era inaccessivel sua influencia.
Dando nm grande golpe, elle linfia chegado alrave
re lodo os seus projcrlos de ambico, de loda a sua
coloca de inlcresse al ao roracao da mai. \ naiu-
reza linha fallado nessa alma loda ekeia das ideas
de.convencao, e dos fcnliinentos facticios da socieda-
rle. Elle qurz aprovclar suas v anlagen e disse:
Perdoe-mc, senhora, seallligi-a; porem vi-a
lao preoecupada desse casamento, que quiz fazcr-lhe
senlrr de rima vez as Irisles consequencias que elle
poda ler. No meio dos hrilhanles preparativos de
unas nupcias, com a cabera cheia de ideas risonlias,
a senhora nao compreheinleria o que lenho a dizer-
Ihe. A senhora so via o luxo.o iirilbo, e as masui-
hcencias que sao o principio dessa especie de unies.
por isso conduzr-a ao leilo da morle, que be muitas
vezes o termo dellas. Em minha lonta carreira le-
nho aprendido por experiencia qne he ess ainda o
desenlace menos desgranado desses tnaos casa-
meulos.
As palavrasmao casamentorcstiluiram ;r mada-
ma de Sarseval toda a colera. Era mo cse casamento
que ella turba preparado com (anta habildade, ecom
lautos ard Era ma essa utio que dava um ti-
tulo lao bello a sua Bina.' Seu projecto querido, sua
ulea de nredilecc.au, sua obra prima era um mo ca-
samento j
Quio raras silo as mais que, quando checa a hora
de lixar esses duros deslinos qaeronfiam a oulrem,
porque preveem o momento em que nlo exislirao
mais para prolege-los, nao se esquecem re qrre suas
lilha tem uma alma, e indagam com uma sollicilude
vigilante os sentimento, as ideas, as crearas, o ca-
DIARIO 1)E PERMBICO.
Chcgou honlcm ao nosso porlo o vapor hrasileiro
l'rinceza Leopoldina, o qual tendo sahido do Rio
no dia 10 c da Babia no dia 19, nada pode por issu
adianlar as noticia que nos Irouxe o Great-IFes-
tern dessas duas provincias.
As dalas de Macei alcancam a 20, e o que de
mais notavel encontramos as gazelas dessa cidade
he o seguinte fado, exlrahido do Tempo n. 233 :
Do Penedo, em dala de 26 do prximo passa-
do mez, nos commuDicam o seguinte :
a Aqui ebeaou no dia 21 do corrcnle a filtra do
Sr. major Callaca de Agua-branca, assassiuada des-
i-raea lamente pelo proprio marido, l.uiz Jos de
Souza l.eilc, que com um faco laucn um golpe
tremendo c mortal sobre a infeliz que llie scpaiou o
crneo e deu mais uma estocada, que varou de uma
fonte l oulra l
a A infeliz conlava 19 anuos de idade, sem que
ha um anuo e poucos dias de casada, desse ornis
pequeo desgo^lo ao marido ou antes a csse malva-
rlo, lamiae que o motivo que deu lugar esta bar-
baridade Triol da. nao ler do a comida ao trabaja-
dores hora determinada Entrelanlo, tsse mal-
vado depois qne praticou a sua ferocidade Irancou u
cadver de sua mulher em um quarlo da casa sobre
a Ierra.
Esla do-craca nao pode deixar de lucar alguma
cou-a ao Sr. Innucencio Jos da Costa, primo do as-
sassino, pois qu foi quem promoveu esle casamen-
to, por quanto, devendo-lhe o mesmo assassino uma
quanlia e uo tendo com que pagar, S. S. para po-
der haver o seu dinheiro, promoveu esle casamen-
to desgranado. A conscencia do Sr. Innocencio nao
pode estar tranquilla !'.'
O assassino vaga entre seus prenles, dislante
da cidade 4 leguas, e al hoje a polica e as autori-
dades eslo no Iqilo do descanso,
I.-se no I'hangclho de (i do corrcnle :
i'Mah tana otra de grande importancia para
eUa capital.
a Ha muito que era sentida nesla capital a falla de
um edificio para palacio da presidencia, e acommo-
damento das oulrasreparliresgeracs, queseacham
em casas de aluguel e pouco snflicienle.
ltimamente o governo imperial,por'aviso de 16
de junho deste anno, mandou levantar a planta
fazer o ore.menlo dessa obra iiecessaria, e o Exm.
Sr. vice-presidcnlc da provincia encarretzou de se-
melhante Irabalho ao hahilissimo cngeuheiru ar-
chilcdo, o Sr. Pedro Schranbark Jeve, pois, es-
perar-so um edificio de excedente goslo, que mere-
cer os elogio que lem geralmenle tirio o palacete
da assembla provincial. >
Tomando o grao de bacharel na academia de Olin-
da em 1835, foi despachado pela presidencia em 1837
juiz de direito inlerirro da comarca do Brejo da Ma-
dre de Dos, c em 1838 removido para o mesmo lu-
gar na de Garanhuns ; e poslo que nessa dnai co-
marcas I ivesse exercido os devere doSeucargo sem
nota, ficou todava no olvido ateJ8:> quando enlrou
no exerrcio de juiz municipal sopplenle de Pu-d'
Albo, donde foi nomeado promotor publico e aju-
dante do procurador fiscal para a comarca de Pajeti
em 1816, e d'ahi por nomeacao do governo geral juiz
municipal do Bonito em 1847 onde se conservou at
1850, sendo cuido removido para o Mirauli.to, para
onde nao pode seguir falla de recurso.
Nesla interminavelconlradansa de nomeacocs, re-
motes e inlerrupces tem gaslooSr. Dr. Pereira
da Silva os seu 19 annos de bacharelato, pobre e
sobrecarregado de familia, composta de sua senhora
e sete filhos menores, baldo de meio para educados
e muilas .vezes at para mantc-los, lem vivido ora
dos mesquinhos emolumentos do juiz da roca, ora do
ainda mais insignificantes reodmeotosda banca do
advogado de aldeia ; mas sempre resignado e brioso
jamis se desviou do
yfquam memento rebusin ardaii
Serrare menlem....................
do senlencioso Horacio, al que agora o governo im-
perial aquilatando devidamente o merilo do juiz
itlustrado e integro, do cidadao prudente e honesto,
do pai de familia desvelado e carinhoso, a'proveilan-
do os seus conherimentose experiencia, houve por
bem nomea-lo jrriz municipal de Sanlarem.
Honra ao Exm. ministro da Justina por lao acer-
tada Hornearlo ; nos lh'a agradecemos com loda a
etTusflo de nosso roracao,por ler arrebatado s garras
da mizeria uma familia numerosa, e arrancado da
obscuridade o benemrito Pernambucano qqe muito
honra a classe da magistratura.
Bonanzosos mares, venios galernos o conduzam a
salvo s margens do Grande Rio, e, ah nos bracos
dos seus novos municpes.receba elle o hosannas de-
udos sua capacidade, merecimeolo e amabilidade.
COHIHICADO.
Parle boje no vapor l'rinceza Leopoldina o Sr.
Dr. Jos Percira da Silva a tomar posse o entrar no
exercicio de juiz municipal de Sanlarem, provincia
do l'ar. v
He o Sr. Dr. Pcreira da Silva um dos hachareis,
que conlrecemos, de au vulgar inlelligcncia, de pro-
hidarle inabalavel no desempenho das funecoes de
magislrado, juiz recio e conscicncioso, saliendo tem-
perar a se\ cridado da justira com maneiras delicada
e aflaveis, sempre severo e iucxoravel na punirao do
potentado criminoso, dcil e compassivo com o mi-
zeravel ou desvalido.
Apezar, porm, de Uto excedentes qualidades
como empregado publico, e de nutras nao menos
apreciaveis como particular, o Sr. Dr. Pereira da
Silva tem sido infeliz na carreira da magistratura.
Sem familia poderosa para o apresenlar, sem incul-
car ou fazer valer o seu merecimenloe serviros, ha
sido constantemente preterido e esquectdo pelo go-
verno.
racter daqucllc a quem vao entregar sen thesouro
mais precioso!
Ha uma idade, em que as mulheres vulgares sao
atacarlas de uma molestia moral fadigante para quan-
los as rodeam : he o desojo imperioso de casar as fi-
lhas. Todas as suas paixes vrTpcrder-se e confun-
dir-so nessa paivao nica. Sua vaidade, sua casqui-
vana, sua .iinliicaa, sua avareza reuuem-se sobre o
lerrcno.c de lodos esses defcilos fazeni uma qualida-
rlc boa que cha,n.un a sollicilude materna. Ella
llorn sua gloria em ter bom successo,' cempregam
muilas vezes para assegurar a desgraca de uma lilha
amarla mais diplomacia rio quo se fez. no congresso
de Vienna c de Verana para asscgurtir a sorlc da
Europa inleira. Madama de Saiseval eslava nessa
ciase. I inia emprehendido a felicidade de Amia, e
obslinava-sc em levar sua empieza ao cabo, assim
como um arcbiledu obslina-se em terminar um edi-
ficio eomeeado. ou como um esladista obslina-se cm
desenvolver al ao lim seu sistema. Quera comple-
tar a felicidade da lilha, embora a filha licasse por
isso (lesgracada rlurarrlc o resto da vida.
Fcilmente se concebe que efleitu prodnziram so-
bre um espirito assim disposlo as palavras lo cura de
Chaleauneuf. A tempestarle anmincinu-se por olba-
res fulminantes de di- lem. as lagrimas vieram de-
pois, cmlim as palavras. O termo fatal de mao ca-
samenlo foi commcutado de mil maneiras, e cada'
vez qrre vollava com um rcenlo irnico aos labios
re madama de Saiseval, esla descobria uma nova
vantagem nesse casamento do qual o cura de Cha-
leauneuf misara fallar com unid irreverencia 13o
pouco excusavel. Ella opprimia-o debaixo dos dia-
mantes, dos vestirlos de baile, das casemiras, esma-
gava-u debaixo da carruasem com escudo de arma,
suba pelo pensamenlo al ao cimo da arvore genea-
lgica dos Glandevez pa/a lancar-llie de mais alio
seu desdem, e emlm escancaraudo as portas do cas-
ledo de Saitil Vnrent diairlc rja lilha, vnllou-se co-
rno rra posse de sua victoria .para gozar da confusao
de seu adversario, que devia ejJBjr ohrigado a ocul-
tar-se diairlc de sna dialctica flperna.
O cura de Chaleauneuf liona ficado impassivel, e
na serenidade de seu odiar brando c lmpido era ini-
possivel x'er-se a menor nuvcm decolora oua mais
leve sombra de confusao e de emlnu ac.
Vejo, disse elle a madama le Saiseval quando
esta cessou de fallar, qoe nao nos entendemos. A
senhora parece erer iprqjrao ha mo casamento senao
o da nubreza com a plene, ou da riqueza com a po-
breza; mas quando um liumem vem Ira/ un- reslos
de uma vida extincla a uma raocidade rheia de futu-
ro, quaudo allia os desencantos da xelhice s e-pe-
CORRESPONDENCIA.
Sr. redactores0 Sr. Dr. Filippe Lopes Nello
fez imprimir as ra/.es do recurso que oflereceu ao
tribunal da relacao no processo crime inlerrlado con-
tra o Sr. capil.lo lente Antonio Carlos Figueira ; e
a pag. 13 desse impresso l-se o seguinte paragrapbo :
Esse rotulo, senhor( o nico que os tabelliaes
Costa Monleiro ePortocarTeiro.eo proprio escrip-
i'ii- .rio Jos Francisco Goncalves, reconheceram
verdadeiro, como se v do depoimenlo deste a fl.
a 30 do traslado junto, devendo conter sessenta se-
dulasde quinhentes mil fis, chegou ao thesouro
apenas com trinta e nove Mas lao ajustadas csia-
vam ellas ao iuvolucro de pipel, que ero imposti-
re inlroduzrem-se nelle as vinlee uma que'fal-
(( lavam, sem forca-lo ou pelo menos torna-lo de-
ir feituoso.
Contra esla allegarn, por absolutamente inexac-
ta, ua parle que me diz respeilo, venho reclamar an-
te o publico, declarando nio le* eu reconhecido cer-
dadeiro, ou falso qualquer docufienlo do processo
efime do Sr. Figueira, poisn5o olch^como lal
lio, nem iniervim de modo algum em %ntrilync
processo, 9 desafio o Sr. Dr. Nello a que prove o
contrario desta miaba asserro.
Batar-me-hia lalvez esta reclificasao da menos
exacta allegarlo do Sr. Dr. Netlo, e mesmo a descul-
paria; mas vindo o paragrapho cima Iranscriplo de-
pois do seguinte, qoe se l a pag. 10 :
o Quem desconbece o presumo de certos tabelliaes,
quando se (rata de reconhecimentos de ledra, e
(i sobretodo a Ilimitada condescendencia de outros,
a quando o negocio interessa s influencias adose-
desla desidiosa provincia. He do meo dever rc-
pellir lao olTensiva insinuacao, appellando para o
proprio Sr. Dr. Nello, o qual cotohecendo o meo ca-
rcter nao tem razSo para me suppdr presumo para
reconhecimentos de lettra, nem iimitada condei-
cendeneia com influencias actuaes ou transactas.
Acho bom, excedente mesmo, que o Sr. Dr. Nello
empreguo lodos os recursoa decente ua defeza dos
seus clientes, mas seria melbor que para faze-lo nlo
laoc.asse desar sobre mim, que nenhuma parte Uve
no processo do Sr. Figueira.
Sou etc., ele, etc.
Luiz da Costa Porlocarreiro.
V
UBLICAC0ES 4 PEDIDO.
Di-cu rio pronunciado na abertura dt 1.1 i;nao'
du jury do term de Caruaru' pelo juiz de direito
interino o bacharel Chriftovao' Xavier Xopes-
Senhores juizei de faci:
O decrelo de 5 de maio do corrcnle anno, nome-
ando-me juiz municipal e de orphaos desle termo,
collocoa-me na presidencia deste tribunal, pelo im-
pedimento do efleclivo juiz de direito o Dr. Manoel
de Frcas Cesar Garcez. Pareceo-me de rigorosa jus-
lica que de preferencia abrisse o jury ueste (erino, ,
antes do que no do Bonito, porquanto a ultima ses-
sao que aqui se reuni foi em 27 de junho do anno
prximo pretrito, e all em 13 de ootubro do mesmo
anno ; assim, pois, adiei j a abertura daquelle tri-
bunal para 22 de letembro fim de que os processo
de um e. outro termo fossem julgado com a priori-
ranras dos-primrirns annos da existencia, reliquias
de sciitimentos a senlimenlo que por nada foram
ainda alterados, ama alma enervada a uma alma em
flor, e quasi sempre yctos-a virtudes e a pervertida-
de innocencia, ndo be csse o mais perigoso e ..ruis
culpavel de lodos os mos casamentas? Senhora, o
casamento he uma cousa santa, he uma vida para
dous, a felicidade para dous quaodo brilba felici-
dade, esse raio que allumia Uo rara vezes a vida
humana, he quasi o soffrimeoto para dous como a
oracao. Mas se a senhora rene sb o mesmo jugo
duas inlelligenciasque nSo podem comprebendere,"_
duas almas que no lem um senlimenlo commum,
crea a um bomem conjemnado pelo leu carcter a
uma triste experiencia, o casamento be uma meolira
peanle Dos e ohomens, um divorcio moral em
uma uniao material. He esla a felicidade que a se-
nhora quer dar sua filha '.',
Madama de Saiseval nunca linha considerado o
casamento em um ponto de visla 13o elevado; toda-
va estas palavra zeram-lhe alguma imprassio so-
bre o espirito. Ella achava-se nesse estado de incer-
teza em que o menor incidente faz inclinar a voli-
tado paraum ou oulro lado, quando ouvio na ra o
rodar de uma carruagem: era a de Mr. de Glan-
devez.
Jamis carruagem algum produzira semelhanle
peripecia. As ideas de opulencia, de luxo, de orgu-
Iho que o cura linha alugenlado com lano Irabalho,
vollaram lodas ao mesmo tempo, e madama de Sai-
seval lirn como envolvida neilas.
Este casamento nao pode desfazer-sc, exelamou
ella levanlando-se. j
O cura de Chaleauneuf bem vio qoe ludo eslava
perdido ; todava tentou um derradeiro esforco. An-
ua passava nesse memento diante das ja neilas da sa-
la, que davam para o jardim.
Veja como ella esl triste e paluda, disse o sa-
cerdote.
O Sr. conde de Glartdevez j locou dua vezes
a sineta, loroou madama de Saiseval sem responder-
lhe.
O cura levanlni-se. saudoii-a e dirigio-se para a
parla dizendo com voz grave e profunda: Seja lej-
a a vonlade de lieos I
('.llegando ao Iumiar, vodou-se'e poz as mao com
uma tristeza resignada, cumo se um presentimenlo o
adverlste de qoe deixava desuracas apojt de si.
Anna nao linha sabido nem o objeclo >iem o re-
sudad da visita do velho sacerdote. .Ella eslava cm
uma dessas rriies moraesque se terminam s vezes
por esses partidos violentos que sequebram contra os
obstculos, quando sao invencixeis, Verdia-se etn
v
J
s*


i
DIARIO DE PERMMBUCO, QUINTA FEIRA 24 D AGOSTO DE 1854.


*S


ladc que lie indicada pela lei, c acomelliada pelas
regras de Justina dislvibuiliva.
Islo posto, senhores, me permil ln e, que anles de
celar o- Irabalhos da prsenlo sessao, vos record
a importancia de momos devores, (iln graves quanlo
honrosos. A insliluioSo do jury, nu o julgamcnlo
por juizes lirados da massa popular, de de origern
ingleza, adoptada, depois das exporte iri.is de ua-
i;i"'s civilisadas, peta nossa lei fundamental, pelo c-
digo do processo, e pela legislarlo que lile foi sub-
-equeule. A responsabilidadt dos jurados nasca da
importante missflo de que os inveslio a lei, conhe-
cendn c qualiiicando elles os factos para que lenlia
logar sancc.au peual: esta responiabilidade lie
contratada peante Dos pelo vinculo do juramento,
e peranle os homens pelos resultados lo suas deci-
soes, por issp as lcis inglezas dando t<>da liberriarie
aos jurador na apreciarlo das provas, respcilando
suas coiiMicnies de juizes, punem todava nmiii diz
o Sr. Pimflta Bueno cm seus aponlamcntos sobre o
processo crim. pelo jury) a peita, o sahorno com
pesada malta, e declararlo de infamia, segundo os
Slat. dos Hooriques".0 e8." : alm desla pena ai.ul-
la-ieo verdict, proMaudo-se que os jurados atlende-
ram a qualquer pedido, mi suggeslo, ou liverem
oommunicaeao com as partes uu leslemunhas, se-
gundo afflrma o Sr. lilasckston, nos seus comen-
tarios das leis inglezas 1. 4. cap. 19. fiada mais
justo, continua o Sr. desembargado!' l'imciita Bue-
no, do que a responsabilidado dos jurados. Silo
runecionarios de alto carcter e importante autori-
dade, sua prevaricoslo vicia profundamente as ins-
lituico, infring a juslica publica, e desmoralisa a
sociedade ; como nlo puni-la desde que foi prova-
da ? nossas leis nao se ezprcssam especialmente a
respeito ; mas se alguma das partes alentara ac-
j*o criminal de peita, ou soborno, pensamos que
nao peder ser privada della, pois que a generali-
dade do cod. penal nos respectivos arligos inclue,
sem davida, laes juizes. Na verdade, senliorcs, ar-
dua he a tarefa de julgar; ella exige, alm de um
conhecimenlo cabal da materia, ou pelo menos dos
fados, un carcter elevado, urna independencia a
toda prova, e ainda mais, urna consciencia limpa c
despida de vicios. A justica, na bella phrase de um
escriptor moderno, he a garanta uliimr e nica dos
paizes. eni que faltam as garandas polticas. Des-
granados daquelles em que desapparec: este escudo
ultimo da liberdade iudividual. lie preciso rcflcctir,
senhores juizes, que o jury he ptla nossa legislarlo
um tribunal de ultima instancia em materia crimi-
nal ; a lei deu Ihe todo o poder e importancia, c a
sociedade, os cidaduos laboriosos, inlellgentes, tran-
quillos temos nlhos cravados em vossas decisOes; oa-
daaclodeiniquidadeou palrocinioquc aqu cummc-
lerdes ser um puohal agurado que cravareis no co-
rarlo de vossos concidados ; rada criminoso queab-
solverdes, lora dos termos e motivos le;;aes, cada in-
nocente quo condazirdes as lbregas portas do car-
cere, ou ao exilio, ser urna a (Irona i moralidade
do paiz, ou um precedente perigoso, que a seme-
lhanca do veneno corrosivo levar seus funestos cf-
feilos eirculacao gcral. Aprudencia na aprecia-
cao das provas, um exameconsciencios) e verdico,
despido de quaesquer prevenrOes sobre ellas, vos
iiconselhargo decisOes proprias do alto ministerio de
julgar. De veris ttr sempre em vossos pensamen-
tos, que neite tribunal nada mais sois do que o de-
positario do poder publico, expressade na lei ; que
nao podis fazer favores, nem jamis aproveilar vos-
sa posicao para vindictas particulares. O criminoso
e o juiz, lii; o genio 9o mal e do bem que se deba"
tem a custa das garantas de vossos scmclbanlcs,
vossasmesmas ; e a sociedade mansa e pacifica rece-
ber os resultados de vossas decisdes como o enfer-
mo-a quem se di o remedio, com o principio de vi-
da, se elle he apropriado, ou de mortc se fura dos
preceilot d'artc, ou da marcha da nalureza. Os
crimes entre nos progredema olhos vistos ; a impu-
nidad" e o patronato sao, sem duvida, os cancros
roedores bem, para as ideas de progresso.
Notam os nossos philosophos e estadistas urna sj m-
pathia desmoralisadora pidos criminosos com sacri-
ficio da parte sita da sociedade ; alguns insensatos,
ou malvolos querem impr populacao suainlhi-
encia individual por meio deslas proteeroes, peloes-
canieo da lei, e das autoridades publicas, es-as ideas
nocivas e brutaes callam mais ou nenas nos ni-
mos das classes nfima?, ou de ruin- inslinctos, e
sao temidas por oQtros que deviam oTerecer-sc em
lula a ellas. Desgranada,'senhores, o ptz onde (aes
ideas dominanv^Tuidc nao se reconhece abaixo de
uico idolo, a lei. A sua historia ser
sempre a dos nossos scrloes, e oulros centros em po-
cas, que felizmente jvo passando ; er mesmo a
historia do Mxico (um do* mais helios, e melhores
paizes do mundo) a respeilo do qual disseum Ilus-
trado viajante, o Sr. Amperes o segninte : o ni-
co meio do alguem ter juslica nessa turra, he fazer
justica a si mesmo.
He esta, com effeito, senhores, a dea mais deplo-
ravel que se pode ler de umpovo: he faze-lo re-
troceder o estado de barbarismo, en que jazeram
os primeiros grupos do genero humano. Para nao
parecer exagerado, apoiarei minha- asterc/irs, le-
var-vos-hei a evidencia do calculo, :opiando o re-
latorio feito pelo Exm. Sr. ministro da justica ao
corno legislativo no correte anno; he este docu-
mento Ule importante c significativo c/ue nada dexa
a desejar sobre a veracidade dos factos. n Se a ac-
tualidade nao inspira recejos, se tttranqiiillldade
publica parece inaltcravel," a vista do aspecto pol-
tico dos purtidos, nSo he menos certo que por mais
lisongeiro que se nos antolhc o futuro, elle pode
ducloras destes funestos resultados sao complexas c
improprias de serem aqu discutidas ; contornar-
me hei apenas em dizer que o jury coucorre gran-
demente para eslc resultado, pois qu quando os
tribunaes apoiam directa ou virtualmente o crimi-
noap armam seu braco, e o faz nutrir da esperance,
de que o solTrimenlo da pena nao ser a consequen-
cia de seu crime: nao he a gravidade das penas,
concordan lodos os criminalistas de melhor nota,
porem a certeza deslas que evita a perpclracao dos
delictos: a impunidade dos crimes, he omaior
do lodos os crimes dizia um celebre escriptor.
Nao quero dizer, senhores, que icjais inexoraveis
ou prevnidos com qualquer infeliz, a quem tenhais
de julgar, ou de apreciar seus factos : longc de
mim essa inexorabilidade. As bases, os principios
de justica nasccm de urna em.maoao celeste, o
apoiam-sc nos preccitos legaes ; elles sv-punem o
verdadeiro delinquente, nao se prccipilam nos ex-
tremos oppostos. O homcm jolga por forra do de-
ver que a sociedade Ihc impiie, lastima a sortc do
mizero culpado; mas nao dcsculpa nu protege seus
delictos, porque estes vao affectar a oulros scnli-
menlos de humauidade mais puros, e mais legti-
mos : os direilos do ofTendido, senhores, a victima
que prematuramente baixou a sepultura, sua viu
>a, seus lillios, |iarenles c amigos, tem direito a
reclamar dos tribunaes a puuirao. As oITcnsas ue-
vein ser julgadas pelos orgaos da sociedade, os jui-
zes ;.. c nao por esses instrumentos de morios trio
useiros entre nos. Os senlinientos da vinganoa
duram por momentos, e os que resultam da cle-
mencia ou do perdfo permaneccm sempre i dizia
llcnrique IV da Inglaterra : mas essa clemencia s.
he aplicavel ao cidadao para com seus semelbaiitcs,
no perdao das offensas individuaes, ou ao poder
moderador como um poder supremo do estado. O
jurv conliecc dos fados, c dos motivos e nlcnces,
que o determinan! avahar as offensas praticadas,
e o alarma, ou escndalo resultante dos delirios,
e sob estas bases, e rom as provas do processo
julga.
Nada ha, no mundo, senhores, de tanta transcen-
dencia, como a misso de julgarmos os oulros ho-
mens ; nada (3o digno de louvor como os actos da
justica : esla dizia o consellieiro Baslos em sua
meditacao ou discursos religiosos.) chama sobre nos
as heneaos de Dos c dos homens: o imn nao
allrahe mais o ferro, nenyj conductor o raio do que
a iiijusliea allrahe sobre nossas caberas todo o genero
de males. Cumpri, pois. os vossos deveres. E eu
me julgarci feliz por haver presidido um tribunal
de homens recios e jusliceiros ; e ficai cerlos que
fiel aos preccitos da lei e de minhacouscicncia, s
lomnrei por norma a reara de direito universal, e
que s por si resume todos os principios de justica,
turna migue triliuere. Est abcrt.i a sessao.
Villa de Cariiar 19 dejulho da 1851.
W. B.Na rcuniao deste jury houvcram 15 dias
de scssfies ; julgaram-se 19 proeessos com 21 reos,
sendo I" por crime de morle, 3 por ferimentos, e
um por furto de escravos, dos quaes foram con-
demnados : 1 a pona de morle, 8 a gales perpetuas,
I a gales temporarias por 20annos, la ditas por
8 mezes, 1 a 11 anuos de prisao simples, 1 a ti
anuos e 8 mezes, 1 a 9 anuos, e* mezes; I a 7
anno*, e 8 absoWidos. Ilouveram 12 appellacOes ex-
oflicio do juiz, 2 recursos do promotor,' I dos reos,
e (i protestos por novo juramento por parte dos
reos.
TRIBUTO AO MEKITO.
Acahamosde ler em um jornal dcsta cidade um
elogio, lao merecido como inexperado, ao Illm. Sr.
coronel Lobo. E posto que as dislnclas qualida-
des e serviros relevantes deste bono patricio sejam
devidamenle apreciados por todos quanlos leem a
fortuna de o conhecer, r.ao podemos dcixar de addi-
cionar a essa manifestaran o tributo da nossa esti-
ma e subido apreco.
Para nao percorrer toda a lOBga ca reir de servi-
ros que tem prestado ao paiz o Sr. coronel Lobo,
apraz-nos comnicinorar dous acontecimcnlns nolaveis
em que elle se acliou neslcs ltimos lempos, e dos
quaes sabio cuberlo de gloria.
Nao ha muitns annos que um grupo de facciosos,
nosdias26 e27, aproveilando-se da desmoralisacao
om que desde urna poca de calamidades liavia ca-
bido o governo, leiilou .converlcr a cidade do Reci-
fe e seus arrabaldes n'uma vasta secna do barbaria,
de depredarn e de carneficina. Nessas circumstan-
cias criticas, quando o terror se lia nos semblantes
de todos as pessoas gradas dcsla cidade, o Sr. coronel
l.obo, guiado pelos seos senlimcnlos de ordem e de
patriotismo c sem hesitar um momento, correu para
o palacio da presidencia e pez sua espada ao servi-
ru do governo. Encarregado dodeflender o bairro
do Recife que com justa razao se suppunha o mais
arriscado, o Sr. coronel l.obo procedeu de tal forma
e desempenhoii (ao cabalmente sua tarefa, que pou-
co lempo depois urna commissao-de commerciantes
portuguezes collocava-lhe no peilo una commcudada
ordem militar de Chrlslo, que a rainha de Portugal
Ihe enviava com urna caria aulograplia, em recom-
pensa dos seas servicos.
Nao era decorrido muilo lempo, quando urna re-
volu;ao'desgrarida, assolando a provincia, punha
em campo irmaos contra irmaos. O Sr. coronel l.o-
bo era ligado por amisade com algons dos chefes re-
beldes. Nao obstante, os seus principios n3o vacil-
laram, c o sen procedimenln foi 1,1o honroso como
leal. Muilo antes de ser invadida esta cidade, elle
dizia rom franqueza aos seus amigos comprometi-
dos na revoluto : no momento em que a capital
fur atacada, eu me acharei na casa amarella. Com
elleilo, no luctuoso 2 de fevereiro oSr. coronel I.o-
Arl. 2. Nelle eniinar-se-ho os mesmos prepara-
torios que no collegiodas arles da faculdade de di-
reito.
Arl. 3. Alm dos preparatorios cima, haverao
ni ais iluas cadenas urna de prime iras lettras, e mi-
tra de musir.
Arl. 4. Para o ensino das rcspeclivas materias,
scnlo nomeados professores de reconhecido m-
rito.
Art. 5. O collegio recebe pensionistas, meio pen-
sionistas, e alumnos externos.
Art. 6. Os pensionislas pagaro 6OSO0O fs. por
trimestre, e os meio pensionistas 36$ rs. sempre adi-
antados : os externos de lalim, 49000 rs. mensaes ;
de pri lucirs lellrase de msica :l; rs. ; e dos oulros
preparatorios S> rs.
Art. 7. O collegio nao di roupa lavada nem cn-
gommada aos pensionistas, e aquelles que a qui-
zerem receber dclle, pagarao mais 159000 rs. por
Irimestrc.
Arl. 8. Dentro das pagas eslabelecidas no arl. 6.
para os pensionislas o meio pensionislas, deve-se en-
tender romprchendido somonte o ensino de um pre-
paratorio qualquer a que se desune o alumno, de-
vendo elle contribuir com mais 159 rs. por trimes-
tre, se por ventura, quizer aprender algum outro,
ao inesmotempo fra daquelle.
Arl. 9. O alumno urna vez matriculado, estar
sujeito ao pasamento de suas mensalidades, deven-
do ser previamente communirada ao director a sna
retirada, quando lenba de ser eQectuada porquan-
J sto o collegio nao admitle descont algum sob qual-
quer pretexto que seja, nem mesmo de ferias : o
trimestre principiado entende-se vencido pelo seu
pagamento.
Arl. Id. Nenhum alumno ser conservado no col-
legio, deixando de serem pagasassuas contribuiroes,
segundo o eslabclecido no arl. 6.
Arl. II. Tambem uo ser conservado aquello
alumno, que, dentro em (i mezes, se mostrar inapto
para o aprendizado, ou de um procedimento repre-
hensivcl e incorrigivel.
Art. 12. O collegio fornecer sempre aos alum-
nos pensionistas e meio pensionislas, alimento sadio
e abundante, e luzes de vela a aquelles para o estu-
do a noile, e banhos 2 vezes na semana.
Arl. 13. As despezas com livros, molestias e ou-
Iras imprevistas serao por contado* pais dos alum-
nos.
Arl. 14. Cada pensionista Inri seu bali, com
roupa siitiieonlo de uso, cama de vento, espelho,
peala, tbesoura, cscovas, hacia de rosto, jar-
ro etc.
Arl. 15. Nenhum pensionista poder-i sahir do col-
legio i passeio, ou outro qualquer fim, sem licenca
do director que a conceder, ou deuegar segundo
entender conveniente.
Arl. 1G. O collegio Irabalhar lodos os dias utels
de maubaa, oa larde.
Arl. 17. Sao feriados no collecioi alm dos do-
mingos e dias santos, as quintas fciras de todas as
semanas, cm que nao baja algum dia santo, ou
qualquer outro feriado : os 3 dias do c-.ilrudo at a
quarla feira de Cinza inclusive, de quarla feira de
Trovas at domingo de Pascoa, os dias 25 de marco,
7 deselembro, c 2 de dezembro, e de 15 de dezem-
bro, a 15 de Janeiro de cada anuo.
Arl. 18. Tambem ser feriado em agosto o dia de.
Sanio Aflonso, padroeiro do collegio.
Art. 19. Para manler a ordem c inspeccionar os
alumnos, haver um inspector que morara uo mes-
mo collegio.
Art. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha altes-
lado de promptos para fazerem seus exames onde
Ibes convier, depois de vencidas as materias do en-
sino, e julgados habilitados pelos respectivos pro-
fessores, c com audiencia do director,
Recife 9 de agoslo de iHoi.Aflonm Jote de O-
lireira.
Apprdvo. Recife 19 de acost de 1854.O viga-
rio / enuncio Henriquet de Rezende, director geral
interino.
VARIEDADES.
sor compromeltido pelo quadro melanclico que '" sem pcrgonlar quem se achav a em palacio, dedi-
nos oflerece a seguranza individual: o crime pro-
dispoc para a desordem. Avista dos mappas c pr-
lecipaccs dos presidentes c chefes de polica das
provincias, houveram no anuo de 1833 453 homi-
cidios, 85 tentativas de morte, 118 ferimentos gra-
ves, 52 resistencias, 48 tiradas de presos, 25 roubos:
fra fastidioso e sem interesse, di; anda o minis-
tro s cmaras, referir-vos a hislotia de cada um
dos crimes, que prefazem a somma espaulosa de
que vos de conla ; nao sao poneos d'eotre elles os
que, por clrcumstancias atrozes, revelam a fero-
ddade e animo perverso de seus ai lores ; para in-
juria da humanidade e da civilisaroo, a relarao in-
dividual desses crimes atiesta, qu<: nao houve um
vinculo por sagrado, que nao fosse quebrado e pros-
ternado, assim que figuram como homicidas, por
motivos frivolos ou reprovados, escravos, senhores,
calillados, irmaos, geuros, filhos, pais, mais, mari-
dos e inulhercs! d Esse quadro melanclico e
verdaderamente coropungenle, deffle muito contra
os nossos coslomes e moralidade: as causas prc-
cou-se com loda bisarria a causa da ordem lo se-
riamente compromeltido, e um ofiiciulato da Rosa
fui o galardo que oblevc pelo seu denodo e patrio-
tismo. Infelizmente esla recompensa, alias lao hon-
rosa, era muito insuflicienlc para contrabalancear os
crueis desgotes c afflicces porque acabava de pas-
sar esse benemerilo cidadao.
Iloje, que a superficie da sociedade brasilcira se
mostra tao calma e que nao parece muilo prximo
o reapparecimenlo desses momentos lerriveis por-
que temos tantas vezes paseada, pode ser que alu-
mas pessoas se csqucoam de Hrvifot, cuja repeticao
por ora nao be muilo necessaria ; entretanto nos
que sempre folgamos dereconbccc-lus.qualquer que
seja a poca em que tenham sido praticados, ipro-
veitamos vidamente esta occasiao para pagar um
mesquinhu tributo ao mrito. ? 1 '!
axi
Estatutos do collegio Santo Alfonso, dirigido
pelo abaixo anignado professor jubilado na
cadeira de geograpbla historia do ls/cea do
Recife.
Arl. 1. O collegio Sanio Alfonso tem por fim a
inslrucco da mocidade.
('.NICA CIRURGICA.
.Voro melhodo para a cura radical da fittula
do anus.
A coinpressao, as ingececs excitantes, a cauteri-
sac.lo, a laquearan, o talho e a inrisu sao oulros
tantos meios, que se tem empregado cm diversos
lempos para a tura radical da fstula do anus, dessa
enfermidade que alera de summamenle iucommoda,
arriata muilas vana ao tmulo o paciente.
A cirurgia moderna porem, possue boje um novo
methodo, que reunindo a simplicidade e a facilida-
dc da execuoao, tem a vanlagcm de causar poticas
dores ao doente, e a certeza de prompto e radical
curativo.
Esse melhodo deve-se ao professor (ierdy, que o
aprcsenlou sociedade de cirurgia de Pars em sua
sessao de 10 de maio de 1853, appellidando-o cura-
lico piwemcnt ; e logo que (ventos disso noticia,
fizemos construir um instrumento pelo molde das
pincas anterolomatde Dupylren, e como com fe-
lia xito fizessvmos comesselinstrnmento duasopera-
es da fstula do anus, ncsla cidado, julgamos de-
ver nosso darmos cm bem da humanidade conbeci-
mento ao publico desse novo melhodo.
O instrumento de que servio Mr. (ierdy, foi oeii-
terotomo de Dupylren, mas reflectindo nos que em
varios casos o canal fistuloso he muito curto e estrel-
lo fizemos construir varias pincas de differenles
grossuras e enmprimento, alim de melhor adapta-las
as circum-lancias.
A maneira de applicar o instrumento he simples,
a operaeo facilima : a posiclo do doente, do opera-
dor e dos assistenles he a mesma de que se usa us
oulros procesaos.
Antes do principiar a operaran, deve-se com om
estilete procurar conhecer a siluacao e dircejao do
Irajecto fiisluloso. Feito isso, inlroduza-se a lami-
na mais cstreila do instrumento, bem untada de
oleo, no trajelo da fstula, e inmediatamente a nu-
tra no inte-lino recio paralelamente primeira.
l.'ncm-se enlao por meio do parata -o de reunio, e
depois com 2o parafuso aperlam-se de maneira que
s partes fiquem fortemcnle comprimidas entre os
denles das laminas. Deste modo as parles assim
comprimidas caliera em mortificacao e separam-se
ilas circuinvizinhas por um trabalho de eliminaco.
Em cinco dias completa-sc a secoao, c consegue-se
a cura.
Se a pressao causar dor forte j que s pode acon-
tecer no primeiro dia afrouxa-so um pouco o 2o
parafuso, c depois aperla-sc como se julgar conve-
niente. No seguinle dia unem-se mais as pecas, e
continuando assim suhsequeutemenle ellas se re-
uncm.
O professor (ierdy para dilatar algum tanto aquel-
los seos fistulosos, que nao permitlem a nlroduc-
rao-do instrumento, serve-sedo bistur, mas julga-
mos mais conveniente, mormente nos doentes me-
drosos, obtor-se a precisa dilataco com velinhas de
esponja preparadas comgomma-arabiaca. A extremi-
dade externa do instrumento guarnece-sc com pan-
nos de linho, ataduras a. a. a. afira de nao se tornar
incommoda ao doente quando liver de defeccar.
Depois do quinto da poca ordinaria da quera do
instrumento, faz-se o curativo introduzndo fios de
linho al o fundo da chaga. A nica conlra-indica-
cao deste processo he a ph'.ysca. Sua maor utilida-
de porem conhece-se na operado das fstulas mui
profundas que cercam de embaraces os oulros me-
Ihodos al hoje usados, mesmo sobre a incisao,
muilas vezes seguida de grandes hemmorragias, e
das oulras consequencias do peritoneo compreheu-
dido.
Com nosso methodo porem, quando se deslaca a
escauea com a queda do instrumento, as extremi-
dades dos vasos mesmo asmis consideraveis eslao
cicatrisadas.e assim nao pode existir receio algum de
hemmorragia, nem mesmo a lesio do peritoneo pode
ler consequencias mas, porque ainda que fique cora-
prehendido entre os denles do instrumento, acon-
tecera o mesmo phenomeno que se da na enlcrolo-
raia, isto he, a adhesao dessa membrana com os li-
mites da escarea antes da queda do instrumento.
Para porem maisprovarms a priftiasia deste nos-
so methodo, ser-nos-ha permillido dizer, que a com-
pressao excntrica, bem que nao nos morera f, to-
dava algumas vezes lem bons resultados, mas deve-
nios convirque elle s ser praticavel cm casos de
fislulas incompletas, externas, recentes, quasi hor-
sontaes, eaonde a pello conserve sua espessura.
A injeccoes irritantes tambem, mesmo associa-
das cumpresso racrecem igual valor, bem que te-
nham sido usadas com proveito as fistolas incom-
pletas nao complicadas de denudacao do intestino,
nem de adelgacao da pollo.
A cauterisac,,1o, desde Hipcrates, que tem tido
alguns partidarios, mais be hoje desprezada, quer
seja laqueando a fstula com Mola cubera de custi-
cos, quer srja introduzindo-Ihc tnicas escarrolicas
ou mesmo passando-lhe um ferro escandecente de
que usaram alguns cora o receio das hemorragias.
A laqueadlo, quer pel methodo de ll\porrales.
quer pelo de Celso, Anicena etc., he hoje abando-
nada pela maior parle dos cirurgies modernos, e
bem que pralcassemos ja duas vezes, urna pelo me-
thodo de (iouhart e nutra pelo do professor rumano
Flajam, com ludo devemos declarar, que s pode
ser proveilosa em individuos enflaquecidos, medro-
sos, c quando a fstula liver somcnle um orificio ex-
terno,pouco distante do auus,e que o interno nao se-
ja muilo alio. Ella lem porem urna accao muilo
lenta, e causadores lerriveis.
A incisao ou a anliga extirpaba, que consista em
corlar com o bistur todas as partes entre o canal fis-
tuloso e 0 anus,esta tambem cm abandono,tanto por
ser muito cruel, como por causa das hemorragias, e
causar a incontinencia da defecaco.
O talho finalmente he o nico melhodo que ha
muilos anuos lem obtdo preferencia. Sua execu-
cao sendo condecida dos praticos, para quem escre-
vemos, deixamos de descreve-la como desejavamos.
Em 1790, o operador italiano Valbeline de Berga-
nio imaginou um instrumento para cortar as fs-
tulas do anus, com o qual dizia elle obtivera sempre
os melhores resultados, mesmo nos rasos mais diffi-
ceis.
Esse instrumento he umathesoura, cujas lamiuas,
depois de iniroduzdaeseparadamenle reunero-se por
meio de um parafuso, e em um momento executa-se
a seccan das partes. Parece-nos que o professor Ger-
dy leudo disso conhcciracnto, lembrou-se de servir-
se do asterotomo de Dupylren.
O que porem he corto,lie que os doentes de fstulas,
do anus, quer com medo do caivete, quer recejando
hemmorragias, c dores atrozes, anles querem sujei-
lar-se s consequencias da enfermidade de que a
urna operaran c por isso o methodo de que usamos,
tendo afastado tudo isso, he de todos o mais vantajo-
so por sua seguran;*, facilidade de execucao, e
promptidao da cura. Dr. Pi Aduccei.
(Jornal da llahia..'
Fragmentos de notas de viagem de um artista bra-
sileiro.
ARCIllTECTURA.
lia naarcliilectura sothica um nao sei que, que der-
rama cm nossa alma o senlmento religioso : o seu
aspecto he melanclico, quer com rauila ou pouca
luz ; c a escala das sensacoes, que nossa alma per-
corre quando penetra no interior de um templo go-
Ihico, he redmenle a da raedilaeao.
Nao foi a vonlade humana, pela forra do querer,
que enloou a primeira nenia, nem que modulou na
lyra ou na flauta os primeiros sons menores da esca-
la melanclica, mal sim o insliiicto harmnico do
zenio, eslc seiitimento do corarlo que imprime na
pratica de nossas ideas a mmica e a modularan,
proprias para colori-las com a harmona e expraa-
s3o de nossas paixfies.
O genio nao he mais que a a pul i carao ovada des-
tas vozes da uatureza as diversas circunstancias ;
e nalureza tem estabelecido esta escala progressi-
va de transinos de talarte combinadas, que,logo
que a scusacao loca n'uma exlrcmidade, as oudula-
ces se reproduzem na outra, e passamos do forte
ao debil, do triste ao alegre, da dor ao praz cr e te.
As perseguirnos feitas ans primeiros christos os
obrigaram a refugiarcm-se nos subterrneos de Ro-"
ma, e l, no meio das trevas e da solidan, Ilumina-
dos pela lampada sagrada, podiam, ainda que com
timidez, entoarem seas cantos ao Dos verdadeiro :
circulados de morios, rezando sobre os sarcophagos
e lousas em que repousavam seus irmaos martyres,
s tendo por fim a esperance de um premio futuro,
este abandono da vida positiva, esla cultura da vida
inlelleclual, a convicrao do nada neste mundo im-
primi um carcter gravo e melanclico na pratica
de sua rcligiao : e os seus templos, cuja architeclu-
ra era dita la c inspirada por eslas ideas, nao po-
dan deixar de ter a influencia necessaria da crenca
que osedilicava.
He por isso que a irehileclura golhica he som-
bra e de urna gravidade melanclica, porque en-
cerra os elementos dessa moral da con trie cao que se
converle na f, na esperanca e na caridade, es en-
conlra a relidade alm do tmulo.
O genio, sendo a potencia que levanta o rcposlei-
ro ijue encobre estas verdades que exislem na nalu-
reza, sabe preparar o effeito para produz ir a causa, e
a causa para produsir o effeito.
A maneira porque he Iluminado ura corpo influe
muilo sobre a simis.io.io que elle deve produzir em
nossa alma ; esta escala da luz se acha bem desen-
volvida as horas da dia. A arrbi lectura sothica di-
fere da grega porque he Pinado mvslcrio; nella
predomina a obseuridade e variolado, e na grega
ordem, symetria eluz :darezae.confusaosao os dous
caracteres dislindus. islo he, penetrarloemvsterio ;
esla differenca, que nao s na todo como tambem
as parles se observa, marca sensivelmenlc essety-
po lao precioso da urna architeclura, que nao he
obrada vonlade Yo um homem, mas sim a Obra de
urna idea, qne, nao pertencendo a um individuo,
pira arrancada da verdade eterna pela mente inspi-
rada da successno de mui tos homens.
Todas as vezes qae urna idea conquista a huma-
nidade, e qne a humanidade torna-so a evpressfio
daquella idea, (odas ai suas producees, nao s in-
(ellecluaes como malcriacs, apresenlam a forma ca-
racterstica daquella idea. Nada ha de mais subli-
me, mais mysterioso, mais grato e mais bello do que
o augusto envoltorio que cobre reiigiao chrisia : a
vida presente, repousando naquelle estado de bea-
lilicao.lo tao al mojado por lodos os philosophos an-
ligos, vida que nao para as bnrreiras da morle,
mas que as alravessa, deixando a esphera positiva
dos homens, prolonga-se na eternidade ; vida in-
lelleclual que cresce com a humanidade, vida de
esperanza quo repousa na recompensa, vida de
conlrccao que repousa na emenda, vida eviterna,
pois repousa no co. A virtude em ao^ao continua,
as paixos esboroando-se com o exeraplo da expe-
riencia, este equilibrio do mal pela razao para bea-
tificar o homcm, esta perfeclibilidade baseada na
justica eterna, o premio final e sua cierna duraran
da o a reiigiao rhrista um perfume celeste, um co-
lorido cheio de miran, urna aura refrigerante a es-
la calma intensa, que devora nossa alma quando
a incerteza nos colloca po labyrinlhu das mais alias
contemplarnos, que nos emmaranhamos na escala
de lodos os seres, e que toda esla ampia visao se con-
verte n'um lurbilhao, no qual giramos como um
tomo no o~paro que a luz se converlc em trevas, e
que parecemos rolar no abvsmo do infinito, vendo
cessarcra todas a harmonas do universo,ecomo reap-
parecer o primitivo caos !
A rcligiao din-da enlao se eleva, larga um som de
suas harmonas, c eslc se repercute em nossa alma,
alravessa a sepultura, dexa o corpo, o companheiro
da nossa vida na Ierra, o insimlenlo de todas as
nossas acees, e nos mostra a immortatidade.
A immortatidade, mysterio tao grato ao coracao
do homcm, que mil vezes pergunla a si mesmo :
como posso eu acabar ? phenix que reuasce em
toilos os peilos c os acompanha al ao tmulo, sem-
pre inll.mimada, sempre esperanzosa, e semp e du-
vidosa. 4
O homcm que nao er he um viajar perdado no
fundo de urna mina, sem o ardile e sem o fio que
o guiava : errando de galera em galera, rolando
de precipicio cm precipicio, esbugalhando os olhos,
querendo-os fazer sillar fra das rbitas para pro-
curar um alomo de luz, e poder sahir do abysmo
de trevas eternas cm que est enllocado ; mas se elle
er c se elle he christo, sua alma l bruxulea um
resquicio azulado e nebuloso que se aclaro, que se
cugrandece proporcao que o procura, elle mos-
tra-lhe o azul puro do co, o matiz dos campos, o
mov Menlo da relva, o aroma das flores, a frescura
do zcphyro, o canuco das aves e o murmurio das
aguas.... todo he transparente, c o hornera parece
tocar com o dedo na mola harmnica que activa a
vida do inmerso : a existencia enlao he grata, a seu
peito descera a paz e a gralidao; cada hora he corna-
da por urna moralidade, e cada da he marcado por
um herosmo.
Sem crenca, sem enlhusiasmo o homem he um
animal, o nunca teria produzdo esses monumen-
tos prodigiosos que marcam na superficie da (erra a
sua existencia, a sua crenca e enlhusiasmo debaixo
das formas variaveis da materia ; porque sao estas
formas que exprimem o predominio das ideas rei-
nantes, e os graos de sua maior un menor intensi-
dade.
A imaginaro dos povos mais ou menos propen-
sa ao myslicismo, sua aptid.io para as obras malc-
raes, o maior ou menor rigor das eslaees sempre
concorreram salientemente para o carcter do con-
torno de seus monumentos, para a harmona de
suas partes e para a propensio do esbelto ou do so-
lido.
A China, a India, a Persia, o Egypto, a Grecia
e Occidente nos offerecem lypos de architeclura
marcados com um carcter peculiar ; este carcter
se deve sempre entender na massa geral e na cons-
tancia de certa harmona das lnhas ; porque as
promiscuidades dos delalhes e approximar-des de
formas existe o principio nevilavel dos usos e cos-
lumes dos povos, c sobretudo do commercio : os
homens, traficando a materia, com ella traficam
ideas.
As idas,e a materia so eviternas, porque as pri-
inoiras. dando vida i segunda, representara esso fa-
rdo iunininso que lieos entregou ao primeiro homem
que possne esla parte da industria, e reciprocamen-
te se achara nesle ultimo povo os productos que o
primeiro Ihe deu em troca. Um povo que emprega
em sua nrchrlelura ornatos e plantas cuja nalureza
nao pertence ao seu paiz, prova que nao tem arle
sua, e que esta emigroo da regulo onde estas plantas
e florea m acham: o acanlho do capitel corinlhio o
prova.
Sabemos que as columnas ea empea nao sao mais
que a forma da primiliva cabana ; sabemos que a
forma da irehileclura grega he a mais simples, as-
sim como a da chineza, que lem u carcter da pri-
mitiva leuda : mas qne progressao se nao observa
desde a cabana ao Parlheuou, da lenda a esses pa-
A forma de erar qae (em planta de ama cathe-
dral golhica. explica a base da reiigiao plantada no
Calvario por Jems Chrislo qoe a tua igreja atl
fundada na forma do iua doulrina, doulrina da
cruz ; que se levanta da trra e abre os bracos, co-
mo para receber lodos os homens em um amplexo
fraternal.
As torrea s*o a aipreseao oa fe do chrislao que
obe para o* cao* ; yolos fervorosos qoe se despren-
dem dos labios e voam a eternidade. O sino queso*
e arraia pelo espaco chama os fiis A oracao, re-
prsenla a voz do Senbor que (alia no* eos para
ser onvido dos homens qae vagam na ierra : elle he
a verdade qao penetra po,- lodos os lados alravez da
(as calhedraes
Toda a architeclura que fr despojada de seus or-
natos e reduzida sua mais simpleseipress3o, c que
ncsla conservar um carcter peculiar, essa he urna
nova architeclura. As lnhas que d-lo nastimen-
lo s formas sao poucas, mas a combinacao c mulli-
plicrao de um lAo pequeo germen d um resulta-
do iinmcno ; c a nalureza o prova com a sua infi-
nidadede variarSes na escala de lodosos seres.
Na massa gerat ou permetro existe o genero, e
nos delalhes o eslylo : o lodo exprime a mobilida-
de oa immobildade, c o estylo as ideas e o pnvo a
que pertence : estes elementos, encerrando grandes
documentos porque elles sao o livro que narra um
supplemento i historia.
I.ogo que o cullo loca o vrtice de sna estenso
os templos se elevam aocoltossal e ao rico ; estn-
sao c iulcnran, graudeza e perfeicao. O povo
que os eleva lem ideas maduras, lem consciencia de
si mesmo, c nao pude ser riscado da lisia das naccs
civilisadas : sua existencia se une humanidade, que
sempre marcha c sempre ganha, como diz Pascal :
Um s individuo que nunca morre e sempre a-
prende.
Porque essas tribus errantes qae nascoram, viv-
ram e desappareceram sem deixar signal de sua e-
xistencia de nada serviram a civilisacao : taes.ffl|
mo se viram em algumas zonas da frica, Asia e A-
merica.
Poder alguera objectar qnerendo mostrar o povo
judaico como urna excepcao desla regra, mas nos di-
remos que, logo que se explore a quesillo pelo mes-
mo principio da analise histrica, ver-se-ha cahi-
rera todas as objecroes. O povo judaico he um
dos que tem concurrido grandemente para o progres-
so do espirito humano, mas nao (em deixado monu-
mentos de sua existencia. Inimigo do anthropo-
raorphisrao, seguio a senda inversa dofpolylheismo
dos anligos.
Tambem a Asia Menor, que foi a patria de gran-
des genios, e redmenle a que, ornou mais a civili-
sac.So grega, nao conserva vesligiosde sua civilisacao:
quando o ardite e o ferro deslroem as cidades, a
posleridadc n3o lhc pergunla onde esiao seus monu-
mentos : os desastres do berco de Homero e a es-
pada do de Tito asss moslram o silencio de Jcrusa-
lem,
Demais, o povo judaico, preza das oulras naoes,
linda situado a mobilidade material, isto he, o sen-
lmenlo de patria, de corpo de naoao, na immobil-
dade da sua crenca; incapaz de modificac-ao, elle
quiz que o seculo de Tito fosse o de Moyss.
Este povo nao produzio grandes cousas as arles,
porque elle nao materalisou a divindade, conceben-
do loda mageslade e impossibilidade de exprimir
com as formas de um animal aquello ente invisivel
qae, com um ftai, arrancou das enlranhas do chaos
todas estas maravilhas da rrearao.
Dos, fazendo o hnraem a sua imasem e seme-
lhanca, o fez na intelligencia smente, e nao na
forma;se a intelligencia salfresse a lei da morle,
Pascal errava, e a civilisacao seria um cogumelo que
surge e morro solado, e nao apreseutaria essa mar-
cha constante; oscillaria de um homem a outro. du-
rante sua vida tmenle, sem dar um passo no futu-
ro, como se observa na animalia.
As religioes orientaos locam-sc, e sao li I has urnas
das oulras : Bacoho. Osiris, Mithra sao o mesmo qoe
o sol,; e os Gregos sabido he que liraram sua re-
iigiao dos oulros povos ; prescudindo mesmo do
para rom sua poslcridade percorrer loda a human-1 egvpcio Orplieo, que fundou ulna das suas mais
dade, alimcnlando-o de gerajao em aerarao; islo ,-heljas cidades, os Romanos eslenderam os raios da-
he, deixando o tmulo de urna geraco espalhao- apile circulo e nada mais fizeram do que cou-
do toda a sua claridade na reinante, e j laucando iJUir.
orador qae penetra em nossa alma sem e ver sua
passagen ; elle he urna lellra da linguagem da m-
sica que ralla ao coracao sem fallar ao entendiraen-
to ; elle he como a imagem do mesmo Dos que se
moslra em toda a parte.
O reiogio nos marca lodos os instantes de iioasa
vida, todas as nossas accies ; mede o lempo, ensina-
nos o rumprimenlo de nossos devere. e nos obliga
a urna regularidade na vida que he a base da mo-
ral.
O gallo, symbolo da vigilancia, que arremata to-
das essas grimpas coroadas cogulhos, nos cnsina a hora do repouso e do liaba- i
Iho. Elle se assemclha ao homem que nao taba
quando ha de morrer. porqw canta na madrugada
sem saber que disperta o seu proprio algez que ain-
da dorme : elle ndica a vigilancia continua e em
que deve viver o chrislao, que nao taba a sua ho-
ra extrema, e que desde que nossas palpebras se
abrem devemos enloar aquelle himno sublime que
nos cnsina a perdoar aos nossos ioimgos.
A mullidlo de estatuas que ornam lodos estes ni-
chos, acobertadot por lindos baldaquins, o que to-
bem por todos esses botareos e eoroam, deadobrando
saas azas os supinos corucheos ; que se enllocara en-
tre o renque desses orlhostylos que arrematara em
rendas de lacerias cora forma de Irevo, he a apo-
Iheose que a reiigiao consagra cm aeu seio aquelles
quea scguiram com lodo o herosmo, e qoo propa-
garan] com a palavra e com o eiemplo a f, a espe-
ranca q a caridade : sua elevaco he a imagem da
ascensSo dos justos guiados por um anjo.
Todos esses pinculos sao como os conductores de
Franklin, que recebem os raios do co; a sua eleva-
cao se assemelha aos bracos dos fiis erguidos e im-
plorando a misericordia divina.
A forma da ogiva que acaba em pona exprime a
dea que este todo he dominado por um punto col- "
minante no qual eslisiluado o senhor.
A mageslade e variedade da lodos esses aqueduc-
los formados pelos botareos, que fiudam em arcos,
que vao das naves latoraes encontrar a nave central ;
todo esse arrendado transparente das lunetas e o
caprichoso de seus manis, a variedade das grgolas
semclhanlc ludo a urna floresta de olmos' e cypresles,
dio a architeclura golhica essfc carcter mysterioso,
variavel, e esta confosia ariliuca qne forma o seu
lypu e o sen apanagio.
Passemos ao interior. Grande entrada, pequea
porta, muilas aberturas, pouca luz, ampia nave,
muilos escondrijos; por loda a parle sa encontr'am
essas columnas polystylas que findam em mislas e
se I rail formara em arlezOes, que cruzaudt-te arts-
ticamente na aboboda, marcam saas interseccoes por
riqoissimos e variados pendurOes : por toda a par-
te capellas e aliares, onde brilhaai alampadas, coja
luz contrasta cora a luz misteriosa e matizada de
todas essas freslas arrendadas por baoeiras de lasa-
ras e pauladas por maines da urna delicada estruc-
tura : aqu e alli, combinados por essa symetria dos
seculos, tmulos, cenotaphios, estatuas, l mais
adianle, de encontr a um plteos que fecha o es-
paco de duas columnas, se levanta um riquissimo
mausulo de roarmore que alveja sobre o fundo de-
negrido do muro, e que por seu brilho e nitidez con-
trasta, e aqu e alli recebe, como oulros tantos ar-
cos-iris, a luz que transparece das (restas ornadas
de vidros coloridos ; a majestosa tolido, a posicao
variada c immovel das estatuar"> lousas que forT
mam o pavimento sobre que mi Tumos, as ins-
cripcijes que nos crculam por t4a >., ^te, o cslrel-
Irislos leflexOes, volvia seu destino sobre todas as fa-
ces, e procrala em vao urna sabida para escapar
desse circulo fatal, que reslringindo-se em torno del-
la medida que os dias se succedian, pareca pres-
tes a su llora-la.
Aquello funesto casamento oceup; va-lhe todas as
ideas, muilas vezes alta noite, vehivainda entre-
gue a dolornsas meditaces, ao passo qoe tudo rc-
poosava em torno della. As vezes um semblante
bello e melanclico vinha reflectir-se em seus som-
bros pensamenlos, enlao ella estremeca, e levanla-
-vo-se vivamente, como se urna pessna muilo lempo
esperada fosse em fim apresenlar-se para salva-la.
Ora aor usa va Arl hu no fundo do coraejo, ora
confessava que, infeliz como ella, elle nada poda
fazer para conjurar seu Irisle destino. A ausencia
de Hnbray ajudava ainda a desenvolver na alma da
moca urna paixo, rujo germen ler a podido desap-
parecer, se nSo livessem querido precipita-ta vio-
lentamente naquelle casamento odioso.
Por um ni-tincto natural ao coracao humano para
qoe o o -miraste fosse mais completo, c justificaste
nimia melhor tua repugnancia natural contra o con-
de de lilandevcz a iraaninacao de Ana embelleca a
imagem de Arlhur. Preslava-lhe qualidades que
elle ngo linha lalvez em tao alto griio, suppunha-lhe
todas as superioridades, adornava-o com lodos os
dona, eoroava-o de todas as virtudes, e lomando pela
maoa creac.au de seus pensamenlos, oppunha ima-
-em aborrida do conde de Glandevoz, arhanilo nao
sei que marga salisitrao cm eiagtrar a differenca
que exista entre os dous futuros que aguardavnm-iia
. com aqnelles dous homens, e comrraria-sc cm agu-
rar atada mais os asulhoes de sua dor.
Assim todo contribua para converter emtnna pai-
xo profunda o que ao principio rao foro mais do
indecisa,
urna vaga sim-

que una- predileccito
palhla
A ausencia he favoraveLaos nenes do amor as-
sim como o lempo ans grandes horiens da historia.
Em di- latira os defeitos e eclipsara c as boas quali-
dades licam. Tinham afastado Arlhur, mo mein
para lorua-lo menos perigoso ao ropouto de Anna.
Em ve;-, de v-lo com os- olhos, ella via-o com o co-
raran ; e que homem vale a lembranca que deixa
eni orna imaginnrao nova, em urna alma fresca e pu-
ra? ern amigo presente he urna pagina escripia era
qucisoinos obrigadosa lero pensara Mito do autor; um
amigo ausente he urna pagina branca em que lomos
o nos-n.
Em quanlo Anna consuma assin suas noiles em
inulei-i vigilias, htvia nSo longe da ianella em que
bnlhava alraves das cortinas paluda claridade da
alampada qoe allumiava suas dolorosas insomnias,
urna casa na qual urna iiiiaginac.au activa e urna von-
lade lenaz cudavam em laucar-se alravez daquelle
drama, que pareca at entu concentrado entre tres
pessoas, o conde de Glaudevez, Amia e Arlhur.
Duas moras velavam ao mesmo lempo atormenta-
das pelo mesmo pcns.;mento. Ambas quenam im-
pedir o casamento que se preprala ; mas seus mo-
lvos eram difierentes. Anna chorava suas castas
esperancas amcacadas, Agla indiguava-sc em fa-
ce de seus projeclos de mulher ambiciosa baldados.
Senlia que nao havia um momento para perder, c
que o futuro que tinha cscolhido para si, ia esca-
par-lhe com o casamento do conde de Glaudevez. E
ludada que nao linha ella feilo para assegurar a si
esse fuluro".' Qual seria agora sua sorle.sua posieilo '.'
Aquelle nome deMa tersen, aquelle titulo pcflen-
cia-lhc, ciirapna que aquella riqueza fosse sua.
Mas que meio Ihe re-lava de romper urna tinio
qnasi concluida '.' Ella s via um, c quando pensava
nclle o corac.lo parecia-lhe lanoar-se para lomar a
toina-lo, e para sufToca-ln. Duss paixes contrarias
lulavam-lho terrivelmenle n alma; todava era
niistei' lomar urna decisao ; pois o casamento havia
de oueduar-se dahi aquatro dias.
Era perlo de una hora da madrugada, um silen-
cio profundo icinava na pequea cidade, c quem a
'houveste atravessado era loda a sua exlenso uo lo-
ria percebido signaes de movimenlo e de vida senao
alraz de duas janellas um pouco distantes umn da
oulru : eram as de Agla e de Anna.
Anna depois de ter orado e meditado muilo lem-
po, acabava de lomar a rcsolur.ni do tentar nm ulti-
mo esforro para coma mi. Inquieta e agitada el-
la repassava no espirito tudo o qne quera dzer-lhc
uo dia segninte, as appcllaccs que faria sua ter-
nura, as nhsci'.nrc. ipio dirigira sna razao. A's
vezes as palavrasallluiam-lhe aos labios, os senli-
mcnlos saiiai.un-llicilo coracao com sua expressao
expoulanea, ella eslava cloquele, eslava aOeelnosa,
porque eslava cnmlBvv'ida, o so madama do Saise-
val a livesse ouvioVnaquelle momento, a nalureza
torta lalvez sido mais forte e a mulher ambiciosa lo-
ria desapparecido chante da mil.
Agla eslava assenlada dianlcdc urna mesa em fa-
ce de urna caria comcrada, e pareca sujeila a urna
agilacSo febril. As exclamacftes da dor e da colera
chocavam-se-lhe na bocea. Repentinamente ella
parou e esmacaniln a ponnateom raiva niurmurou
com voz surda e breve
alguns raios na que se levanta do bcrc, assim pro-
gresivamente vai-se nulrindo e engrandecendo, a-
pezar das altorares que as vicissiludes progressivas
ou retrogradas Ihe impOem.
A materia, representando em suas formas as ideas
soflrc as mesmas modificarnos que estas no decurso
.dosseculos: as grandes convulsdes do genero hu-
mano, nesses calaclysmas que pareccram acoberlar
para sempre tantas Ilustres narOes, que le varara as
pegadas desses povos da anti&uidade, a materia tem
sempre viudo verificar a tradicrao, levantando-se da
(erra pronuncia urna phrase, e semelhante s bausas
que o viojor colloca no cimo dos Alpes para reconhe-
cer a estrada coberta de nev, marca-lhe o trilito da
humanidade, e teslcratinha com sua existencia e for-
mas a realidade de um povo que leve civilisacao.
A materia he o thermometro do desenvolv imenlo
de urna naoao, he o promontorio que cnsina a rola
de suas ideas, he o monumento lopographico de to-
das as geranios.
O philosopho n.1o pudendo fazer orna ascensSo a-
cima das ntivcus, e aellas firmar-so para contemplar
no movimenlo da Ierra todas as scenas qoe se pas-
sam na sua convexidades faz com a sua intelligen-
cia: soccorrido pelo trabalho do outros homens no
decurso de tantos scalos, alimentado e forlificado
pelos suorese peregrinacOes de tantos viajantes, elle
perrorre todo nosso planeta, e na sede commum da
intelligencia compara e ajuiza o que houve e oque
ha: elle ve sabir da obseuridade do passado grupos
de homens isolados, caminhando e Irabalhando, in-
ventando e progredindo, passarem ao tmulo; oulros
emigrando, levando comsigp seas productos inlelle-
luacs; e nesla srande revisto do genero humano,
nesta r/opea viva da humanidade a archiletura ap-
parecer mesqunha, crescer, locar a sua magnificen-
cia e servir de mausoleo a aquelles qae a elevaram:
outros appareccm no mesmo solo, e com elles uovas
ideas, e com ellas novas formas, e com estas um to-
do inteiramente separado do estylo e ordem outr'ora
dominantes.
Ha na architeclura leis geraes, como em todas as
mais cousas da humanidade, que nao poderao jamis
fusil' da influencia ou jugo da nalureza.
Um povo que se veste de sedas e nao cultiva a
seda he porque elle commercia com um nutro povo
Sonhos archeologicos de cerlos viajores quizeram
restaurar o anligo templo de .Saloman segundu a ar-
chiteclura de J'almira;masum raciocinio bem funda-
do dCMe mostrar que a sua architeclura primiliva,
sendo phenicia devia talvez, com o andar dos lempos
e reedilioaccies, aproximar-se mais de Persepolis
que a outra qualquer
Seja o que fr, reslos nao exislem que possam at-
testar qual era o carcter da architeclura daquel-
le lempo, apezar da descripcao que nos fornece a
Biblia ; os tmulos dos res vogam entre o egipcio
c o creso, influencia natural do captiveiro de Babi-
lonia, das ideas dos Egypcios e da vsinhanca des
oulros povos.
A reiigiao de Jess Chrislo diAerc em todo e por
ludo do poli tonismo dos anligos, e por coosequen-
da devia ella, tendo produzdo urna nova civilisa-
cao, tambem produzir urna nova architeclura, e'"Ji-
la foia golhica. A architeclura golhica chamada he
fillia da lombarda, e esla da bv-zanlina.
A espada de Mahomet separou o Oriente do Occi-
dente : em quanlo os califas e o aloorao iam progre-
dindo, no Occidente a espada de Carlos Magno cor-
la va on que prenda a civilisacao: appareceram mais
larva esses Muratori franc-macSes, pedre-
roslivres essas sociedades de artistas e obreiros de
varias naces, lendo suas mximas, seus signaes pa-
ra se conhecerem, e elpalhando-sc pelo norto da Eu-
ropa elevaram a architeclura a essa perfeicao de
construccao, e a cspalharara com muita rapidez por
lodaa Europa.
Quando o clar.io apoderou-se de Santa Sophia
j a architeclura golhica linha produzdo as suas
mais bellas maravilhas : ella he a verdadeira-archi-
teclora chrisiaa, porque tudo nella exprime a reii-
giao de Jess Chrislo.
A forma da cruz que lem as calhedraes gothras,
as torres laleraes e seus corucheos, o reoslo e o
gallo, todos esses pinculos que arrematara, ornadas
de cogulhos, com ama povoacao de estatuas, lodos
esses nichos que ornam os botareos, todas essas to-
caras vidradns, cssts freslas ornadas de vidros co-
loridos, essas luncnlas, esse adro com calvario e o
carcter da ogiva, sao certamente cousa nova na ar-
chiteclura, c s a reiigiao de Jess Chisto pnderia
produzir taes maravilhas.
Assim ou, quequzera por um mundo enlreel-
la e elle, vou approxima-los
EnlSo cahio em urna raedilaeao profunda.
A al-
ma subia-lhe ao semblante, e toda a historia que a-
lormenlava-lheo coracao liuha-se-lhc cscripto sobre
a phisionoraia. Era como um somnambulismo es-
tranhu, no qual meio acordada meio adormecida as
duas paxes que a siavam Ihe appareciam.e dis-
Eulavam enlre si seu destino. Ora ella ergua a ca-
eca com a allivez de una lidalga, sobre tua fronte
hai iam podras preciosas, ella eslava magnifica de
insolencia, resplamlecente de desdem ede desprezo,
esmagava a inullldao com seu fausto, era rica, era
poderosa, reiuava. Depois esse semblante de mu-
lher ambiciosa despojava-se pouco a pouco de seus
raios, c abrandava-se ale s cores mais risonhas da
rapariga. ,
Nao era mais um diadema de diamantes que linha,
era umn cora de uoiva.
Inclinava lnguidamente a cabera, nniava, era
amada ; porm o amor era seu semblante linha urna
expressao mais arrebatad;, que branda, e em vez das
castas brisas que clevam-sc nas almas innocentes, pa-
reca que pensamenlos de fego adejavam sobre sua
fronte intrpida.
I lora ni tres horas no relogo da greja, e Agla dis-
pertan sobresaltada desse soinino misturado de deli-
rio, onde liavia medilao.o csoiiho. Seus olhos tor-
nando a abrir-so rahiram sobre a-carta, da qual li-
nha escripto a primeira pagina. Ella fez um gesto
de espanto, eesleve pierdes a despedaca-la ; mas a
rcllexao veio-lhe gradualmente, co movimenlo co-
meradoparou.
Se ella nao o ir, disse Agla comsigo, este
casamento se faro. S elle pode desfazc-lo. He
preciso que elle venha. Elle vir porvadade se cu
cscrevcr-lhe que ella o ama ; vir por interesse, se
cu Ihe disser quo pode desfazer est casamento.
Enlao tomn rpidamente a penna, e como para
nao dar lempo o paixaodo rete-la novamente, aca-
hou cora una especie de frenesin a carta come-
cada. <
Aquelle esforco esgolou-a. Ella licou algum lem-
po comu opprimida pela resolucao que acabava de
tomar. A caria eslava a ni, ella tornava a ler no subs-
cripto ura nomeque linha repelido muilis vezes em
breves instantes de illusoes. A'qnella vista sua na-
lureza de ferro abrandou-se,seu coracao pertrben-
se, sna cabeca incliuou-se Iristemcnle sobre a mao,
ella leve piedade de-si mesma. e poz-se a chorar.
Depn'rs cecendo pouco a pouco as suas eraocOes e
lembranras comecruu a fallar comsigo em voz baixa,
e prestos a 'dar nm passo quo Ihe cuslava tanlo.pare-
cia que para animar-se contava a si mesma seu pro-
prio deslino.
Eu iamhi.Mii o amava, dizia ella.e vou perde-
lo, perde-lo para sempre I Para que a nalureza nao
me fez formosa t Eu tambem linha o direito de ser
bella, seria talvez boa, se fosse amada. As virtudes
deicm ser tao faccit aos coracoes felizes Porem
nao! desde minha infancia lenho adiado sempre
essas duas ir mas sobre ornen caminho, lenho vivido
sempre na sombra, sempre esmagada. Para ellas
os murmurios de admiraco, a estima, a alien;ao, as
lisonjas; para mim a indiflerenca, o odio, o deses-
pero c o desdem. Quando eramos meninas, ellas
prevaleciam sobre mim nosestudos enosdivertimen-
(os. Tinham amigas e eu nao as linha. Quando
apparedam, oceupavam lodos os olhares, eu ouvia
gabar suas boasqualidades, saas gracas, ellas eram as
preferidas de todos os corac/ies e de lodos os olhos.
Maldita seja minha mil que poz-rae na fronte esse
signal de fcialdade que lpvo por lodaa parte como a
senleni;a de meu destino .Maldita seja minha in.'ii
pelos desesperos de minha infancia, e pelas amar-
guras de minha mocidade !
Que mocidade he a minha que humIhaces!
que soffrimentos quanlas lagrimas devoradas No
baile era Mara, a risonha Mara cuja sraca e lgei-
reza eram admiradas por Indos. No piano era Anua
na abertura da caixa, ella teve-a um momento sus-
pensa, hesitando ainda ; roas emfim largou-a. O
rumor surdo que a carta fez ao cahir, rcsoou-lhe
no coracao, como a primeira pa de Ierra toncada
em urna sepultura amada Ella acabava de sepul-
tar para sempre suas esperancas e suas illusoes de
rapariga. Eutao tuguen vivamente a cabera^, e ex-
clamou retir,mdo-se a passos precipitados : Serei
roioles-,i de Glandevez.
Limpiante Agla dispunha do deslino de Auna
sem seu conhecimento, esla preparava-se para ten-
lar um ultimo esforco para escapar sorle deque
eslava aracacada. Desccu ao caramanchel do jar-
dim, e assentou-se come de ordinario ao almoco de
familia, pouco antes tao alegre, e agora t.n Irisle.
O silencio s foi perturbado por Mara, a qual leudo
um jornal na ra-lo deu rcpenliurimenlc um grilo de
alegra lendo a nolicia de que seu anligo favorito
Ernesto linha obtido urna medalha de ooro em lint
concurso de medicina. Depois que elle deixara Cha-
teaunouf, ella enconlrava assim sen nome de anno
em anuo, e era dcsta maneira que tinha iiilnrniarnes
do destino do amigo de sua infancia. O curaoiio ba-
(ia-lhe quando om a nessas occasiOes as mesmas vozes
lado da abobada, a roulO'dao daqua.< 7de (oda at
ida lc., a pa Sapliimal, los cajt^tviiarios, ludo,
tudo tem urna poesa tal qoe forra o homem a do-
brar ojoelbo : a alma reconhece qoe esto na casa da
oracao.
A entrada he grande, ornada de nm orlboslv lu qoe
be intercalado de misulat, estatuas e baldaquins em
renque, a porla pequea e eslrila emrelacao. Ella
comprehende aquelle emblema do caminho csireilo
da verdade ; a entrada de nm templo he o podre
da eternidade qoe moslra o caminho do parazo.
Apenas penetramos no interior e fazemos alguits
passos, o echo imprime em nossa alma urna sensaclo
inslita ; arraia-sc a visto, lodos os objeclos se re-
presentara envolvidos n'uma poeira aromtica, n'um
veo misterioso, n'um colorido melanclico ; os raios
do sol que aliaressam a* freslas e se^embebem nas
cores das imagen.* que alio pintadas "nas vidracas
parecem nos onsinar a imitar as virtudes daquelles;
hroes; e toda essa chrooica transparente, essa his-
toria plstica o Iluminada com suas phisionomias e
trajes diversos nos enlloca em um mundo descenhe-
cido, o mundo dos morios.
No meio desses prticos de columnas polystylas
qne parecem fasces de helores, marmore fiad e reu-
nido em foixes debaixo dessas abobadas altiwimat ar-
rendadas de arlezOes, e cojo fundo represento .co
azulado e cobedo de estrellas ; estes anjos de aras
ponteagudat, de tnica flucluante, que repousam so-
bre os saimeis das ogivas ; o lusco {asco das naves la-
leraes, o silencio do pulpito e a immobildade de
mas estatuas, a grade que devide a capella-mr, a
solidao do capitulo, e no fundo o allar-mr com sua
alampada, seu sacrario, suas estatuas colosales e seus
anjos em oracao ; o homem pareis renascer; o es-
pectro do mondo com todas as loucanias da vaidade,
com todas as mizerias da ambcao, com lodo o ouro-
pel da gloria, com todo o seu movimenlo, com todo
o seu rumor se petrifica e desmorona-se: elle, que
pareca um reposleto que acoberlava a Imagem do
Chrislo, alli desapparece, e nossos olhos fixos no al-
tar s se elevam aos cos, lecendo um hv rano silen-
cioso e de ama intensiilade de ideas lao sublimes e
mageslosas, que.para cxprimi-las seria necessaria a
linguagem dos anjos.
He no aliar onde se levanto o perfuma mais nave
d'alrr.a, oracao: he no altar onde se repele essa epo-
pa mysleriosa da reiigiao christaa ; onde o mito da
ouja voz expressiva caplivava todos os ouvdos, to- que arcusavamoulr'ora Ernesto, anuunciarem que
M .1____ -_____LSL aS*.^ ,. &a-u*. imA !.._.. .- -^ HHA \ 1 1 1 1 __t____I ', t .-_ I s jh ** ns I k AI I K fe I 1 BBS V /\ rttkril H.Ia .1 _-
cava todo* os corares. Sempre Anna, sempre Ma-
ra Uando amei, vi os olhus que os meus procu-
ravara vollarem-sc para Anua ; quando procurei era
um casamento a posicao, a riqueza, o crdito que
me faltara, Anna tontn a oncnnlrar-se enlre mim,
e a posicao que havia de ser rainha. Eu o sinlo,
aborreco a furraosura porque Anna e Mara sao tor-
tuosas, e he por ellas serem virtuosas que aborreco
a virtude !
Pouco a pouco a voz de Aula linha-se elevado ;
ella nao eslava mais assenlada, passciava aprestada-
mente, e toda a sua phisiunomia bnlliava de odio.
Meu partido esla lomado, disse ella emfim pa-
rando, meu sacrificio, est feito ; mas desgracados
desses dous deslios. Dcuss poz flores na vida de
Mara e de Anna, amarrotarci essas lllores e apa-
garei com lasrimas esse colorido de belleza que bri-
llia em uas feicOes.
Parou um inslantc, e depois filando os olhos na
caria disse com ura sorriso -uesatisfacao cruel.
Esse homem he brilhanle e cheio de seducrao ;
porem sei que he falso e leviano. Se cu conseguir
isto, Anna ser dcszracada.
Os raios do sol comecavam a penetrar pelas tondas
da ianella quando Alg' deseen furlvamonlo, sahio
de casa e foi pessoalmoule levar ao rorreioessa caria
debaixo de cujas dohra* haviam lalvez muilas ca-
tastrophes. A mao j levantada para metler a carta
elle linha diante de si um bello futuro, c corando de
alegra ella abaixava os olhos para oceultar sua e-
nioo.ui aos que a rodeavam. O nome de Ernesto
ollerccia um assumplo de conversacao, sobre o qual
madama de Saiseval esuas (ilhas podiam entender-se.
Fallaram pois de Ernesto, e o tom de iifliinidadc
desde lauto lempo esquecido pareceu mais de urna
vez prestos a renascer.
Quando se levantaran! da mesa. Anna chegou-
c a madama de Saiseval. e pegando-llie branda-
mente na ni.a o beijou-a. Mara que sabia do in-
tento da rin.la retirou-sc a passos lentos depois de
ter toncado um olhar de animarlo sua querida
Anna, e poz-se a pas*car a alguma distancia no
jardm. As palavras que se diziam debaixo do ca-
ramanchel, onde se decida um deslino amigo, nao
chegavam al ella ; roas de vez em quando a moca
-orproon lia alguns gestos, algons movimcnlos que
permilliain-lhe seguir a conversacao.
Primeramente Anna tinha fallado sosinha, e sem
duvida recordava a madama de Saiseval a lernura
tao viva c alfectaosa que enchera de lana felicida-
de os dias de sua infancia ; porque a* lagrimas ai li-
dio-ni .ios .olhos da viuva, a qual inclinando-se
par a filha querida, dcu-lhc um beijo na fronte
aperlaiidn-a sobre o coracao. Maria que mal res-
pirava rourebeu esperancas aquella visto ; linha
parado involuntariamenle, e com a cabeca incli-
nada para aquella scena, esperava com ancia o Qni
pondo as maos, quando Anna punha as suas, cho-
rando quando Anna chorava, adiando no fondo da
alma todos os senlimcnlos qne animavam as pala-
iras que nao poda ouvir : porquanto aquellas duas
excellenles raparigas s tinham um curasao para
ambas.
Repentinamente Maria vio o semblante de mada-
ma de Saiseval lornar-se severo, sua mo soltar a
de Auna, e depois a viuva comeeou a fallar com
gestos vehemenles sem querer ouvir nada. Muilas
vezes Maria vio a irmaa paluda e aflicta que pa-
reca pedir para ser ao menos onvida ; mas suas
instancias eram vaas. O semblante de madama de
Saiseval radala de paixao "e scinlilava de collera,
ella eslava indignada contra aquelles rogos insolen-
tes que iam perturba-la no momento de su victo-
ria, e que lauravam urna duvida sobre o cum-
primenlo da fclicidadc de sua filha. Dahi em dian-J
le sua filha era a condessa deGlandeMcz,.ella nao
separava estas duas ideas, c Anna naquelle mo-
mento nao era mais do que urna malhcr cslranha,
urna inimiga que oppunba-se a fclicidtde da fidal-
ga coberta" de diamantes, rica, brilhanle, c enveja-
da, qae exista j na ,imagincao de madama de
Saiseval.
Ella que nao via mais a filha senio era carrua-
gem ou reinando nos bailes, como le-la-hia reco-
nhecido n.iquolla pobre crealura gemendo dejoc-
lhos"' pois por um movimenlo de desespero Anna
linha-se ajoclhado dianle da mai snpplicaodo-lhe
que nao Ihe lornasse dolorosa c insupportavel a vida
que Ihe havia dado.
Madama de Saiseval repellio-a com violencia.
Enlao Anna offendida recobrou a llivcz natural
ao seu carcter, c sem accrescenlar mais urna pala-
vra levanlou-se c sabio do kiosque em que linha-
se abandonado aos seus primeiros onhus de amor,
e em que deixava suas ultimas esperancas.
Passando diante de Maria que permaneca immo-
vel em seu lugar, Anna pcgou-lhc na man, e aper-
tando-a dolorosamenle dissc-lhc em voz baixa :
Nao ha remedio, n3o tenho mais esperanca.
Minha mai disse-me que seeu nao obedecesse, ella
me amaldicoaria.
Os qiintrn diat que separavam ainda o Irisle des-
lino de Anna do dia fatal, passaram rapidamenie.
Todos os preliminares, que na,s oues bem propor-
cionadas dao urna aleara innocenlo noiva, esta-
vam tormiuados. Madama de Saiseval linha dado
filha um enxoval fora de loda a proporcao com
saas posses. As inlciaes do velho conde, cnlrcla-
cavam-sc sobre ctda peca com as da noiva, e as ar-
mas dus dous esposos ahi eslavam bordadaa. O en- -
ioval rom que Mr. de Glandevez a prendara linha
chesado de Part, e continha ludo o que as mullie-
res desejam ; adornos de toda a especie, dout pri-
morosos chales de casemira d Imito, os diamantes
heredilaros da familia de Glandevez maguilicameu-
le engastados, e guardados em om rico corre, com
escudo de armas.
Toda a pequea cidade tinha ido ne dia da sig-
natura do contrato admirar aquelle esplendor de-
susado, de que os habilantee de Chaleaunouf nio
tinham idea.
Tinham feito a madama de Saiseval comprimen-
tos mai ou menos sinceros, os quaes ella receber
do alio de sua nova graudeza com orna insolencia
judela. A velna condessa de Cuitan!, que ai sos-
lava do conde de landevcx por causa de sua con-
ducta durante a revolucao. e tambem porque elle
com seu egosmo ordinario havia recusado ceder-
Ihe peto seu preco om movel que ella linha amiga-
mente bordado para seu rastel lo de Traineaux,
e que elle tinha comprado em urna venda nos arre-
dore!, foi como ot oulros ver o cuxoval. Depois
que examinou-u madama de Saiseval, que eonce-
deu-lhe a alta considerarao qae nunca recusava os
Ututos, inclinoo-to para ella, e disse-lhe com ar Iri-
uinphanle;"
Entilo, que diz, senhora condessa 1
A viuva ergueu-se fazendo tuna pequea careta
e apoiaudo-se ern sua bengala, .1 qual a fatia pare-
cer una f-i'la maligna, e indinndose para marUr
ma de Saiseval como se quizesse fallar para ella s,
responden astas alio para ser ouvida das pessoas que
a rodeavam :
Digo, senhura, que o preseute faz pausar o
futuro.
A inveja cas mulheres consolava-se da belleza do
eaxoval pensando na foia Ida lo do marido. Mas
liido aquello esplendor nao podia raeoneillar Anua
cm a idea daquelle casamento. Ella linha assig-
nado o contrato; mas sabia que essa _assigntura
nao prenda definilivamenle seo deslino. Iodos
linham reparado cm sua pallidez. e em seus ollios
que as lagrimas liniam rodeado de um circulo lvi-
do. Mal linha consentido em laucar a vista sobre
o enxoval, e quando vira sus imclaes entrclacadnt
com as do conde de Glandevez. dera um pilo de
espanto, e voltora a cabeca cora horror. 1 arecia-
Ihe qne ja era sna mulher. '
Collada 1 tasf-lo. ConhH*ar->t-ho.
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DIARIO DE PERHAMBUCO, QUINTA FEIRA U DE AGOSTO D 1854.

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Deas eppsrece envolvida de urna gloria tem par, e
de urna morte carpida pela natureza.
As capel las que coiiloruam as nives lateraes, e que
recebem a luz por frailas, com seus altares e tmu-
los, convidara todas a oracito: a alampa la que bri-
llia diante de seus altares he a imagera c a nossa f,
que se abraza de amor e se uutre da espeanra; ella
lie a cooscientia sempre em aeco, defendida pel
verdale, e fortificada pela juslica.
A pia baptismal onde nos purificamos do peccado
original, os confissionarios onde o remorsc acha urna
pristo eterna, a 'dovida e o escrpulo una certeza,
os desvios uin conselho, e a perdicao un guia : chris-
14o, olhai para a pia baptismal, o coiiussouario e a
lousa sobre que pisis; compare! esles tres repre
sentantes do berso, da vida o da rnorle ; lede esses
epitaphitw, observai essas imagens cm relevo, ima-
gens de potentados ; o que aprenderis cm um qua-
dro to cloquele:' A bem viver, para bem mnrrer.
Jamis entramos em um templo gothico que nao
sentissemos lavrar em nossas libras o fluid da vene-
rucao; nossa alma subjugada por urna m3o invisivel
separava-se do mundo positivo para entrar no mun-
do da oraeSo. A orarlo he como um brar,o de gigan-
te, que quebra eesmigalha um mao presenlimento,
e colora as dores de nossa alma com as vestes da ale-
gra e da esperanza.
Toda esta magestade, (oda esta poesa sublime dos
templos golliicos triplica quando a voz do orgo com
seus mil sons, sua harmona sagrada, acompanha o
cntico dos sacerdotes, o coro das virgen', c que o
incens dos tnrybulos innuuda o espaco com seus
aromas suaves: tudo se reanima, e n cebo ostrn losa
de todo este concert parece formar um turbilho
immenso que alonga, que vara as ntivens o vai tocar
v pdaquclle que com um suspiro no Calvario der-
rbou o mundo antigo, creou toda esta nova civili-
sacao.
Na escala gradnaliva de todas as nos-a- -ensarno-.
quando a lagrima apparece para ligar ;.s cores op-
poslas do prazer e da dor, quando ella \em saturar
em uossa alma dous lquidos oppostos, e pioduzir um
novo chelo de unci da saudade c da melancola, a
impressao he iiexplicavcl: ha urna bealilicacao, um
xtasis que derrama em nosso cora cao a mais doce
innocencia, e nos converte em entes sobiehumanos.
Nesle punto, fura do mundo, s nos colln a religiao
chrisiXa quando ella desdobra a pompa de suas au-
gustas ceremonias. Urna' primeira comundao cm
Santo Eustaquio ou em N'olre Dame del'iris, os fu-
neraesde Boyeldieu ede Bellini na igreja dos Inv-
lidos, a semana santa na capella Sixlina, ou a don-
cao do Santo Padre na tribuna de San Pedro de Ro-
ma, sao ceremonias, sao impressoes que de certo n
mundo da antiga civilisaco nao conheceu, e que es-
Ulo muito cima dos seus triumphos e sacrificios san-
guinarios.
A poca do enlhusiasmo religioso pasio, a nova
archileclura o prova ; apancadaria marcial invadi
os templos, o colhurno theatral veio sentar-se na sua
orchstra, e a religiao chrstaa, suffocada pelo scep-
ticismo geral, parece, apezar da reaccao heroica de
Uto valenle* idealistas, approiimar-se {.o termo cm
que se achava o polyleismo no lempo de Justiniano.
Elevem-se altares 10 novo Dos, germinado pela po-
ltica, e seja sea simulacro a urna cleilonft A. P.
(Correio Mercantil.)
SflEMIAS E ARTES."
INDUSTRIA
MANUl'ACTUREIRA
TICA.
E. ARTIS-
A industria da porcelana em Franca.
Quem lanjar os olhos par todos os ramos de in-
dustria, e examina-las com cuidado umi por um,
ficar para logo convencido de que nem urna della,
(em cheaado ao grfo de progresso de que sao capa-
zos, e qne todas, sem excepcao, eslAo anda lonee
da perfecao dos proccsios que a -ciencia tem revela-
do. He fado ncontcslavel e cujas caucas nao nos
compete indagar, que nJo somonte a industria afas-
ta-se da investgarjlo, 13o necessaria a seis progres-
sos, mas anda, que nao sabe aproveilar-se dos mc-
Ihoramcntos que esto ao seu alcance, e marchar pa-
r pattu com os conhecimentos j adquiridos. He
para lastimar que os industrialistas rcs.stam tanto
lempo s dcscobejaffs da theoria, se deixiim cada vez
mais profun Ic'Tnte enterrar n'uma rjtina indo-
lente e nerli s cedam quando lm le escolhcr,
eutreo progrese a completa cessarao dos Iraba-
llios nduslraes. -*jla inercia porcm lie para el-
icsfatal, muito mais deploraveis s5o os seos e ffeitos
para o paiz, cuja civ li-ao > e progresso* silo emba-
razados e entorpecidos.
Nao examinaremos aqu, em (hese geral, as cau-
sas nem o effeito de semelhante ost ado de coasas ;
mas escolhendo urna industria entre mi hares del-
las; vamos demonstrar o que asseveramos, e inti-
ma-li para que melhore o fabrico de seus produc-
tos, que Ihes dimioua os procos e Ihes i lira novos
e miis vastos mercados.
O fabrico da porcelana, sobra a qual filamos bo-
je a atlcociio, he um ramo de industria as arles
cermicas, que nos parece destinado a muito maior
desenvnlvimento do que o que ate hoj; Ihc couhe-
cemos ; mas o progresso que a espera, como cm
todas os industrias de laxo, depende de urna gran-
de diminuir* no preco dos seas proc actos ; e s
assini podeao estes cliegar a certas clsses de. com-
pradores, q]ue hoje nem nelles pensar podem, pelo
alto preco pqrqae geralmontc te vendm.
He pois di industria da porcelana que vanio
oceupar ; mas antes de jrmos mais adlanle, lan
mos um rpido olhar sobre -na historia em particu
lar, e ua das-artes cermicas em geral
Geralmente apenas se presta historia da indus-
tria um inlisresso de curiosidade, ao pisso que ella
conten preciosas lices que revelam curiosos pro-
gressos, on fazem evitar os escolhos en que outros
ja fuccombirim. A historia dos ensaioi improficuos
de Roaumur helSo til como adosfelizes esforcos
de Bernardo de Palissy. A historia dos coslumes an-
tigs paree intimamente ligada das arles cermi-
cas, e, at com certa apparencia de verdade, poder-
se-hia dizer qne Otoorograssos destas artes revelam a
marcha de civjfl^^. se todas as classes da alta
industria rao heilo de re lmar a mes-
raa prerogajfl B^^
A introdH CaVef ia- perde-se na
noit: dos U'.nvpH lfeVJar Para "ie
liannos urna epH H|^Iudo nns
leva a suppor que os p Hkv.tu los
simultneamente seus iH*S
efectivamente as otarias satfflHJ
mais imperiosas necessidades do mh
instruinciiLO que permillisse o coz!,
sem po-loi em contacto immediato com
vel, e reunir assim as vantagens do a-iscio e
lhor gosto dos alimentos, tal devia ser o p
que tioham de resolveros homens, .jue na infan
ca do mando, s dispunham para a preparaco dos
seus alimentos on das cavidades dos rochedos, o que
era pouco asseado, ou de vasos de nadeira com-
pridos de difleU conslrucc.ao e que em pouco lem-
po se estragivam. Desles vasos de mrdeira, cober-
tos depois com ama carnada de argila cozida ao fogo,
a um vas. deargiiaeozidaanlesdese empregar nos
usos domsticos, ou |IC grande a distancia, e os po-
yos Iraiupozeram-na em pouco lcm|>o. Eis, pos,
descoberla aolaria : ecuidndose depois em pro-
curar .lilfereulcs especies de argila mais propria e
conveniente, formas mais ou menos commodas e
elegantes, chegon-se inveho das artes cermi-
cas, e i cteaco de urna industria de primeira ne-
cessiilade.
Os meioi que entilo se empregavam na fabrica-
S (testes vasos nao eram muilo perfsiios, como
fcilmente se pode suppor. A .recia, o Egypto, a
Asiyria, o Metico, etc., legaram-oos algunt mode-
los qn s servem para sobre elles figurarmos h>po-
theses; porque estes puyos, eujoslumulos fomos re-
volver, aprewmim-uos produelos ir finitamente a-
perfenjoados, e qus certamenle nao sio resallado
do trabalho dos primeiios oleiros : e o que estes
frigroenUis arclieelogico, n mosiramm foi urna ci-
visafo de que nao Muamos idea alzurua.
Os productos que cl*garam ala DS ,)ri1|1ID
s. todos pelo gosto, pela delicadeza das formas, e bem
aMbadodotrabarhoe a superior qualidade dasmale-
nasempregadu, He certo ,oe eran, objeclo, de
Foi primeiramenlc Dibulade de l'.ounlho quem
nlroduzio o uso da trra colorida as suas obras, e
a elle se altribue a descoberla da arte plstica, jun-
tamente com Rheco, Theodoro de Samos e Demara-
(ho de Coryntho. Ao mesmo lempo, Eukir e Ein-
gramo faziam ensaios com a argila. Ness poca
os oniamcntos das igrejas eram de barro : as deseo-
bertas de l.\sistrato de Sicyone muito contribuirn!
para que se mulliplicassem: vicrain dpois Damo-
philo e tiorgaso, que sa torjiaram celebres pelos or-
namentos do templo de Ceres cm Roma. t:roa dos
liairros de Alhenas linda o nome de Cermica, e
Kalcosllienes, celebre oleiro, ahi linha estabeleci-
do a sua fabrica. Em Roma, Posio ou Posidio imi-
tava as frutas com tal habilidade e perfeicio, que,
postas ao lado das naturaes, nao se podiam distinguir
urna de oulras. Os ornaiiiciilos, os modelos c ale as
estatuas faziam-se de Ierra cozida ao fogo. Arce-
silio fez urna Venus que cuslou sessenla mil ses-
tercios.
Turiano fez um Jpiter para o Capitolio. Com
vasos de terra he que se faziam as libaees aos deo-
ses: dentro de pouco lempo a arle do oleiro adqui-
ri tal importancia que N urna creou um collcuio pa-
ra os operarios dessa industria. As arles cermi-
cas linham tanto valor, que grandes persouagens da
antiguidade iam scpuli.ir-se em atades de terra co-
zida e coberta com diversos prnamenlos. Chegou a
ser rande lu\o o ter-sc mosa baixela de Ierra :
Aristteles dcixou por sua morle setenta pratos.
Vcndia-se a louca de barro por um prcro extraordi-
nario. I ni prato que pnssuia Esopo, o autor, linha
custado cem mil seslercios. Vilcllio mandn fazer
um, por um niilli.m de sestercios : e nao admira qoe
se dissesse que Quinto Coponin era cabalista corrup-
tor, porque otfereccu urna amphora de barro para
obter um voto. Cidadcs importantes, como Reggio
e Cumas, deveram sua celebiidade s suas manufac-
turas de diuca. As qualidades de Ierra mais estima-
das eram as de Samos, de Arccio, de Sorrenlo de
Asia c de Polencia na Italia, de Sagunlo na des-
palilla, de Perzamo na Asia, etc. etc.
Asijim ja ur-ssa poca a arla do oleiro linda um
''"MstttW^"^ '"-'"''~ pnlre as arles : em lodos os
haBr^S da vida, linha-se necessidade dos seus pro-
ductos ; nos usos religiosos bem como nos domesti-
co*, linliam-se elles introduzido, c linham obtido a
importancia de urna coasa indispensavcl : na mesa
do rico, como na do pobre, nos templos, nos tmu-
los, por toda parle desses vasos, cuja delicadeza e
elegancia de formas, cujos ornamentos e cujas pin-
turas ainda boje se admiram.
Ouinlo aos meios que enlflo se empregavam para
a fabricarao desses objectos, podc-se dizer que eram
muito aperfeiroados, e a simples vista de alguns
qae chegam at nos pode-nos disso convencer. E
na verdade, se com allencao examinarmos os pro-
durlos das olarias da antiguidade, veremos que li-
nham os eleires perfeilo conhecimcnlo das diffe-
rcnles qualidades de terra e da sua prepararan-
Punliam elles a argila em inaccracao, c militas fe-
lfea nao se sen iam della seiio dons annos depois:
lambcm cndor iam dem a maneira de amassarobarro.
Al ol sceulo, a massa que se empregava para
fazer-se a louca ordinaria de Ierra, era em geral per-
nieavel e mol le.' entretanto existem modelos de lou-
ca grcaa e romana cuja massa he ."apcrmeavel e re-
sistente: algumas vetes era ella coberta com um ver-
uiz ordinario, espesso c quasi sempre opaco. Os o-
perarios gregos e romanos empregavam em suas o-
bras urna especie de vidro, cuja resisleucia ao fogo
era sem duvida um obstaculu para que o Irabalho
sahisse perfeito; os egypciacos pelo contrario servi-
am-sc de um verniz de chumbo; em urna palnvra,
uenlium povo da Europa, da frica, da Asia Occi-
denlal eda America linha conseguido fazer urna
massa dura eimpermcavel que se parcra coma lou-
5a lina que se faz hoje.
Olanlo as cores, eram ellas mu pouco variadas
as louca antigs: c be fcil explica-lo, lembran-
do-se de que a descoberla de grande numero de
molaos he mui recente, e de que as cores dos ver
nizes sao todas devidas aos xidos metlicos.
A segunda poca importante na historia das arles
cermicas he a do apparccimenlo da louca italiana,
tito celebre por suas bellas formas e por suas bri-
ihantes e variadas cores-, que se devem a Iuca del-
bricas de Celsea e Worcesterem 1740 e 1751, e em i
seguida as de Shellon c Slauordshire cm 177.5. S.
Pelersbnrgo lambein levo ar eslabelecimenlo do
mesmo genero em 1756 ; a Thuringia em 1758, e
Madrid fuudou a sua fabrica do llueo Retiro em
1763.
Em quanlo se fundaram essas fabricas, Tscliir-
nlunsem 1700 e Ramur cm 1735 entregaram-te a
novas indagarles pesquizas para melhorar o fabri-
co da porcelana', mas tegliiudo o processo da vilri-
licacilo, apenasobliveram um vidro ladeo inleira-
menle diflerente da porcelana, e eslranho ao din a
que se propunham.
Tal era o estado das prlmeiras nveslieaees, quan-
do o alchimisla Bcttger, csludmle de pdarmacia em
Berlim, (emendo a persesuicao de Guiherme 1.,
fui eslabelerer-seem Dresda, onde descobrio oque
provavelmenle nao procurava nos seus esludos her-
mticos. Relacionando-sc com Tschiruhans, que
lambem era adepto, Irobajharam junios soba pro-
tecrao do Elcitor da Saxonia, que eslava na inania
de possuir o segredo da transmudaran dos melaes.
Ora. aconleceu que 'experimentando diversas espe-
cies de arsila como fim de fazerem cadinhosrefrac-
tnos, descobriram os lacbimistas o kaoln. i :.
Iger Irabalhou depois no laboratorio do re da Polo-
ui.i seu protector, voltou para Dresda, onde tor-
nou as suas investisares com Tschiruhans, mas es-
la vez com a idea de fazerem porcelana. Tschiruhans
morreu em 1708, e no anuo sguinle conseguio Bul-
Igcr fabricar urna porcelana fina semelhanle da
China. Foi miau que se fundou a fabrica de Mi
sen, cujos productos foram lao admirados em 1710
na feira de l.eipzg. Nessa fabrica empregava-se o
kaoln d'Anc perlo de Schneeberg na Saxonia. Bol-
Iger morreu em 1719, sendo director do eslabeleci-
menlo que creara. Sua descoberla nao tardn a
propagar-se por toda a Europa.
Em 170 um conlramrslre de urna fabrica cha-
mado Slnbzel furlou os processos de Meisscn e Ic-
vou-os para Vienna, onde monlou urna fabrica que
scm 1711 leve algum dcsenvolvirncnlo.
De Vienna oulros Iransfugas levaram os segredos
da lal.i icacn ipara diversos paizes. Ringler, fabr-
came de louca cm Hochesl perlo de Francfort, lc-
vou para tielz os planos dos Tornos de Vienna, e
principiaran! os fadrii-anles a se guerrearem sedu-
zindo os operarios uns dos outros.
O duque de Brunswick fuudou n eslabelecimen-
lo de Furstemberg, seduzindo da fabrica de Gelz, o
hbil operario Bengraff.
Ringler tendo-sc um da embriagado, furtaram-
Ihc as receilas da sua fabricarlo, e rpidamente fo-
ram ellas condecidas cm toda" a Allemanha. Paulo
Beckar levou-as para a Franca, Paizes Biixos,
11 "I la ma c para Brunswick onde parou. Ringler
cstabelcceu-se cm Frakenlal em ln5. depois de
fundar as manufacturas, de Nymphemdourg na lla-
viera em 17*7, de Berlim em*1751 e de Louisbur;
em 1758.
Alguns operarios de Hochesl estabelcceram cm
17.53 a fadrn da viuva Sperl, .em Badn.
Em17.50j n Suissa linda lambcm a sua fabrica
de porcelana : e no lempo em que se fundara a do
Baixo Rlieno, levanlava-se lambcm a de Cassel.
Em I7G0 ja trabalhava a fabrica de Sclzrode, e a
de Berlim adquira grande importancia.
Finalmente, Valksadl, Lem'hach, llmcnan, Thu-
ringia, Hibursanscn, Kcleslubarcb e Gotha funda-
ram cslebelfrmenlos que quasi lodos liravam o kao-,
lin de Passan.
Em Franca nolava-se o mesmo movimenln indus-
trial. J dis'scmos que se fabricava cm S. Cloud por-
celana mulle ou pouco consistente: eram porcm os
producios pesados, grosseiros, amarellados e cober-
los de um verniz espesso. Em 1720 os irmos Gir-
cirncau aperfeiroaram esla industria.
Em 1735 elevou-se em Chanlelly urna fabrica
sobre a direc^ao dgs irmaos Duhois, anligos opera-
rios da manutacliira de S. Cloud.
Em 1711, em Vincennes fahrcava-se pelos pro-
cessos de um Sr. Cravant. Esle eslabelecimenlo
pode-se dizer que fui o doren da famosa fabrica de
Svres. Gravanl sadindo de Vincennes, Tendea ose-
gredo aOry de Fouloy, que se estabeleceu no cas-
tello de Vincennes: Caillat c Hyppollc vieram
lambem, um cora seus processos para as cores, o ou-
tro com os seus para dnurar.
Em 17.53, l.uiz XV conferio ao eslabelecimenlo
de Vincennes o titulo de manufactura rea!.
No anno sguinle, lizeram-sc grandes melhora-
menlos no fabrico da porcelana: e nessa manufac-
tura real preparou-se um magnifico apparclho de
mesa para a imperatriz da llussia.
O rei querendo eniao dar maior desenvolvimento
a essa industria, encarregnu ao clebre architeclo
I.indet de construir em Svres um vasto eslabeleci-
menlo, que he o que existe boje; c para l lranfc-
rio-se a manufactura de Vincennes. Em 1760, l.uiz
XV embolcoo os accionistas e socios fundadores, e
poz Boileau i frenle do eslabelecimenlo na qaalida-
dc do direclor. A descoberla de kaoln de Saint-
Vricix cm 176.5 don-Ido grande impulso, e em 1768
introduzio Magnes a fabricarlo da porcelana dura.
Nao acompanharemos lodos os processos que fez
esla fabrica na nata dos seus differenles directores,
al que o Sr. Brongmarl nomeado lambem director
e administrador clcvoii-a ao sen verdadero apoco ;
basta dizer que muilas vezes parti desle estabeleci-
CONSIII.ADO (ERAL.
Rendimento do dia 1 a 22
dem do dia 23
17:236*354
8VJJ727
18:0769081
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rondimentodo dial a22.....
dem do dia 23 ... .
8)89319
259998
8809317
Exportacao .
Cear, hiale brasileiro .\oro Olinda, comluzio o
sguinle : 72 rai\u- e 2 fardot fazendas. 12 cai-
\a. miuilezas, 2 ditas ferragens, 10 pipas, 6 quartu-
las, 32 barris e 30 ancorlas vinho, 20 caixas vidros,
13 ditascliapeos e preparos, 1 dita el cmhrulho ob-
jectos para sclleiro, i caixas drogas, 3 fardos papel,
4 caixas cha, 17 caxes chirulos, 22 barras de ferro,
i barricas alvaiade, 1 dita cobre, 2 barris espirito,
32 barricas c 2 latas assucar, 4 cuuhctes fouces, 3
dilos machados, 1 encapado bracos de balanca, 1 ca-
xa lindas, 1 cmhrulho pedacos de cobre, 1 fardo co-
la, 20 botijas oleo do lindara, 1 bahii c 1 caixa per-
fumaras, 1 caixAo clcheles, 1 dilo cera em velas,
I cmbrulho sola ingleza, 1 dito gomma-lara, 2 quar-
tolas vinagre, 1 canaslra rolhas, 1 caixa com 1 ap-
parclho de louca, 1 sacco bandejas e papel, t caixa
espingardas, I dita cun 2 Linternas, 1 feixe de arcos
do ferro, I roda de rame de lato, t alambique de
cobre, Ssaecos pimciila, 10 caixas e i hcelas mas-
sas, 6 canastras aldos, 6 caixas enxofre, 1 barril azei-
19 doce, 10 cimbeles ac. 15 caixas [raques, 1 caixAo
I daixn de harmona, 92 cannos de ferro fundido, 2
varandas de ferro, 14 rodas de ferro de varios tama-
itos, -20 parafusos de ferro, 10 gonzos rio dilo, 1
Torno de dilo, 1 machina de moer mandioca, 10 ter-
nes de taixos de cohre, 1 encapado e 1 barrica ba-
cas de rame. 2 emlirullios ferragens, I dilo iniu-
dezas, 1 dito fazendas, 1 caixo figuras bronzeadas,
9 csixas rap, 10 latas fumo, -50 ditas bnlacliinba de
aramia, 2 bules de metal, 1 caixo contedlos, 1 cai-
xa papel, 10 barricas genebra de Hollanda.
Biiens-A\res por Montevideo, polaca hespanho-
la Albertina, de 279 toneladas, ronduzio o seguiu-
le: 200 pipas, .590 barricas c 100 barriquinlias com
4,960 arrobas c 34 libras de assucar.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
11AES DE PKRNAMBUCO.
Rendimento do da 1 a 22.....I5-J7/9492
dem do dia 23........1:1565367
Joao Francisco dos Sanios Siqucira. 145173
Jos Fernandos Jorge........279357
Joso Camello do Reg Barros.....54J331
Jos Francisco do Reg Maa.....1319131
Juaqinin do Reg Barros......1165957
Joao Baplista Pereira Lobo.....I9658.5
Viuva de Luiz Ignacio de Mello. 14917.1
Herdcirosde D. Marianna dcJesusSiqueira. 525957
Manoel de Albuquorque e Mello. 1109693
Conforme. O secretario Anionio Ferreira da
Annunciaciio.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
manda fazer publico, para conhecimento dos con-
tribuimos abaixo declarados, do imposto de 3 por
ccolo, sobre os alugucis das boticas, tojas em qne se
venderem a retalbo e de mobilhn, arma/.ens de car-
ne secca, de madeirn, de lijlo, do cal, de capim etc.
etc., do municipio de Olinda, que tendo-se conclui-
do a liquidadlo da divida activa deste imposto,
pertencente aos exercicos anteriores de 1852 a
1853, devem comparecer na mesma thesoura-
ria dentro do prazo de 30 das contados do dia
da publicarlo desle edilal, para se Ihes dar a
nula do seu debiln, afim de que o paguem na
collectoria daquelle municipio, ficando na inlel-
gencia de que, lindo o dilo prazo, scro exceulados.
Secretaria da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco 22 de agosto de 1854.
O secretario, Antonio Ferreira de Anmtnciaco.'
representar-se-ha pela primeira vez neste tbealro a
nova e muilo engranada comedia em um ae|f> do
Reperlorio-comico-dramalico do Ihcatro porluguez
do Gymnaso, a qual tem por Ululo
Adore*.
O Sr. Mendei.
Senna.
o Santa Rosa,
o Pereira.
Costa.
A Sra. D. Amalia.
D. Orsat.
s 11. Auna.
16:7335859
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dial a-22.....21:1815060
dem do dia 23........1:6609044
23:1413104
la Robia ca Orazi* Fontana, arlislas celebre ouc ""nenie-modelo a inicialiva de numerosos e impor-
Ilorcsceram em 1430 o I540x
A fabricai.aodessa bella louca, condecida com
valor q,je seus donos linham em
graiii.e eslima, eco-
mo objectos preciosos he que esse. 0, dc ,
de ierra e encerraram nos tmulos com joias e ou
Iros objer los de preso e afejao. Dit-no, e |listorja
que inutis vez*erara elles o prem.aa lula e da
eorrid, u at nos ehegaram os nomos dc algumas
lacas celebres e dos arlislas que as fierara: dizemos
artistas, imrque na antiguidade as arles cermicas
hombrearan! com a escultura. pnt ira e a archi-
lettnra, para cujos profretsos muita< vezes conlri-
nuiram ellas.
nome de marjolica ou terra incetriala, foi favorJS^
cida pelos duques de Toscana, que a reervaxam pa-
ra os presentes diplomticos. Assim foi que Carlos
V, receben do prsenle um magnifico apparclho dessa
Ion.; i. Depois da morle dc (iuidobalo, a fabrica-
cao dessa louc,a que se conservara como objeclo d'ar-
le, decahio repentinamente ; os fabricantes viram-
sc obligados a procurar no commercio e no bom
mercado dos productos um elemento que substitu-
sse a alta protecrao de que tiiihamal cuino gozado;
os arlislas cessaram dc applicar o seu talento aos Ira-
balbos da arle cermica; a loui;a tornou-se cumtnum
e ordinaria, e a labricarao foi diminuiudo al que
final cabio nteiramente.
F'o pouco mais ou menos nessa poca, antes toda-
va da decadencia dessa irle na Italia, que Bernar-
do de Palissy Icmdrou-se de a inlroduzir em Fran-
ja. Para saber-se que luta leve elle de sustentar, e
quaes os solfrlmentos' que acompanharam seus Ira-
balhos, deve-se ler o que elle proprio csvrevcu a
esse respeilo. Finalmente Fiancisno I, e m'ais larde
Henrique III animaram o perseveranle artista, mas
essa prulerr.lo veio-Die quando elle della nao prec-
sava, e quando j poda mostrar a seus concidad.los
productos que pela belleza das formas c riqueza das
cores, pelos ornamentos e pela qualidade, podiam
rivaiisar com os da arle que acabava de expirar na
Italia. Todos sabera quacs foram suas admiraveis
produrres, |e por isso sobre ellas nada diremos,
seii.luque marcaran] a poca do maior grao de per-
feic.lo des-a arle.
Para resumir os dous periodos que acabamos de
percorrer, basla observar que os producios primeira-
menle ordinariosc grosseiros em quanlo qualidade
de Ierra e sua manipularlo, aperfeicoaram-se pou-
co a pouco at o momento em que os Gregos, os Ro~
manos c os Ezypcios adquirirn! mais delicadeza na
escolha da argila, mais regulardade para as frma'i
e imagnaram para dar aos productos maior imper-
meabilidadc, cobri-los com urna carnada vitrea mais
ou menos espessa, mais ou menos resistente ao fogo.
Mas o que caracterisa sobretudo o grande progresso
que fizeram os fabricantes de Florenca e Bernardo
ssy, he o melhoramentn dos dissolvcnles, a
s das cores, a diversdade das formas c dos
porra dureza dos productos, sua
eticadeza, ainda nada linda sido
Fpovos que citamos. Eslava esse
pdo descoberla da porcelana, c a
' Kaoln sua fabrcacao. He islo
aia lerceira poca que nos falta exa-
ana condecida na China muilo antes
acabamos dc percorrer, e desde as
pocas eram as arles cermicas culti-
: .'2600 anuos antes de JessChrislo,
Ibrcar louca inventada por liouen-
i reinado de Honang-Ti, esleve esle
rij ao cargo do Estado.'
Ida porcelana dala de 163 anno
Us Chrislo, esta asserjo he com-
kscoberla que se fez nos aliccrccs de
Instruido no lempo da dxnastia de
Hl felos de substancia c de forma gros-
^uin branco purssimo. Acdaram-se
guns Inmulosde Tbebas vasos dc por-
i com caracteres chinezes, mas s na
long. de 960 a 1278 depois dc Jess
esla industria adquiri um cerlo
i. O maior progresso data do anuo
lis ou menos. Ja na dyuastia dos
borcelana tiuha-sc vulgarisado; e.-cm
fse perlo de Nankin urna lorie inle-
Icelana.
i no seculo XVI he que os producios
aram na Europa, c foram os Portu-
kilroduziram. Alcuns anuos depois,
i na Persia rquissima porcelana,
bntn dos bellos producios do celeste
|a Europa novo Impulso s artes ce-
Deltcram hombros empreza, c lo-
obrir e imitar os processos que em-
linas no fabrico da porcelana,
oeleceu-se em Frauda, perlo de Sa-
fabric do porcelana. Quasi pela
i 1700, estabelecia-se oulra em Mot-
ila na Saxonia, lambem quizeram
i e lembraram-se de mandar vir
tia prima, mas os resultados foram
ros.
empo fundaram os Hollandezes ama
Doria era Florencia estabeleceu
opuis a Inglaterra creou as suas la-
MOVIMENTO DO PORTO.
A'aiio* entrado! no dia 23.
Rio de Janeiro e porlos intermedios12 dias c 20
lloras, vapor brasileiro l'rinccza Leopoldina, com-
in ni lano o lenle Pontea Itibeiro. Passageiros,
Francisco Tavares d,e Si Soulo Maior c 1 escravo,
Jos Luiz Cocido de Campos e 1 escravo, Manoel
Cardoso de Oliveira Maciel. 1 eseravo c Seriados,
r. Jos Segismundo A. Pind c 1 ecravo, Dr.
Jos Joaquina Firmino c 1 escravo, Manoel Jos
Lima e 1 crado.o Em. 1). Francisco Ballhasarda
Silvcira, o capilao AITonso de Almeida Albuquer-
que, sua senhora e 1 criada, Jos Maximiano Bar-
roso, IcRcnte Joao Fernando- Lopes, alteres Joo
Adeliuo Gomes Riheiro, Dr. Jos dos Santos Cor-
reia Pinto, Clirisliano Borkendaue, Vicente Coe-
llio F'ragoso, Luiz Francisco Alves, Trajano Jos
de Moraes Reg, Gustavo A. Bolom.
Rio de Janeirolidias, brigue brasileiro Dam<7o,
ile 231 toneladas, capilao Cielo Marcelino Gomes
da Silva, equinagem II, carga varios gneros'; a
Macdado \ Pinheiro.
Cear c. As27 dias, e do ultimo porto 17, hiale
brasileiro Castro, dc 53 toneladas, cquipagem 6.
carga arroz, sal c mlbo ; a Dominios Alves Ma-
Iheus. Passageiros, Jos Pacheco de Mcdeiros e
Calharina Arsenia.
Rio Grande do Sul22 dias, barca brasileira Ipoju-
ca, dc 275 toneladas, capilo Manoel Luiz dos
Sanios, carga carne secca ; a Ballhr & Oliveira.
Rcccbeu ordens e seguio para a Babia.
A"ario.s saludos no mesmo dia.
Rio Grande do SulBrigue brasileiro Inca, eajaitlo
Malinas Ferreira Braga, carga assucar e agur-
denle. Coudiiz a familia do capilao.
Rio de JaneiroPatacho brasileiro l'alcnle, capilao
Francisco Nicolao de Araujo, carga varios gneros.
Passageiros, Rila Candida de Jess e 4 fHhos, Vi-
cencia Leopoldina do Amor Divino e I fillio, Fran-
cisco Rodrigues Augusto, Matbias Jos Soares,
Antonio Joso Alvos da Cruz, Oliberlo Antonio
Guimaraes. ;
EDITAES.
Capito Anselmo Jos F'errcira.
Tericnle-roroncl Antonio Carneiro Ma-
chado Ros.........
Angelo Custodio da Luz......
Antonio Francisco Guimaraes.,. .
Angela Maria Custodia......
Carlos Marlins do Almeida.....
Domingos da Silva Ferreira.....
Epipdanio Jos de Souza......
Filippe Cypriano Teixeira.....
Francisco* Boleldo de Andrade. .
F'rancsco Ccario de Mello. .
Florerciq Jos Carneiro Monlciro. .
Francisco Correia Mendes Simos. .
Guilderme Sebasliao Rosario. .
Jos Ignacio Pereira da Rocha. .
Jos Mara de Mello.......
Jos Francisco do Reg Maia. .
Jos Severino do Reg Barros. .
Joaquina do Reg Barros.....
Capilao Joaquim Carneiro Machado
Ros............
Jos da Silva Ferreira......
Jos da Silva Teixeira......
Joao Antonio Carpinleiro da Silva. .
Joao Nepomnrcno Ferreira de Mello. .
Joao Fredcrico Clava!......
Jos de Moura Borges......
Joaquim Fernandes Peixoto. .
Jo.lo Itibeiro de Souza......
Jos Pedro das Chagas......
Januariu Rabello Pessoa.....
Viuva de Manoel Joaquim lienriques.
Nicolao lloffman........
Manoel Anloio Pereira Ramos. .
1080
99000
29880
15080
99600
I29000
.55760
I5O8O
BgBfO
5760
95OOO
129000
25880
25S80
2520
2588O
95000
99000
99000
8)000
.5-5760
5576H
59760
25880
45:120
23160
1-5410
15800
13440
75200
29160
11800
3-5600
Per/onagem
Tiluircio........
Silveira 1......,
Silvera 2.......
Silveira 3.......
Meslre Jos, sapaleiro do es-
cada ........
D. Marianna da Silveira. .
Urna senhora......
Urna criada de l). Marianna.
A aeran passa-sc cm Lisboa.
Representar-se-ha pela segunda vez o muito ap-
plaudido e desejado drama em jacios e que se de-
nomina
A cloii-iiV dc Cari o* V ImperiMlor
il.'i Vlli mamila,
ou
O BANQUEIRO E FRANCFORT.
Ordem do e-peo la culo : 1. 0 drama, depois a
comedia em um acto com a qual lindar o espect-
culo.
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
(anles mcllioramenlos as aries cermicas.
Succcsivamenle foram stirgiudo oulras fabricas
em Tniirnay. Sccaux, Pars, Arras c Cligmancourl.
Em 1ij3 estabeleceu llanon: em Franca urna fadri-
caTte frqjcelana, cuja materia prima vinha de Pas-
san : consef tm"elle o segredo dos processos que em-
pregava, e s depois de sua morle foi que Boileau
seduzioem Slrasburgo um dos filhos dc Uanong quo
lh'os revelou.
Em 1768 descobrio-sc urna pedreira dc kaoln em
Cornonailes, a de Alencon em Franca que se deve a
1 .iiolt 1111, e que foi a primeira da Franca, finalmen-
te a de Sainl-Vrieix, que servio para os primeiros
ensaios que fez Magues cm Svres. A construrcao
dos tornos, encllenle para a porcelana moli, u.lo
servia de modo algum para a porcelana dura: foi
enltoque Parcnl propoz o torno cylindrico, e em
1774 eslava na maior aclividade a fabricarlo da por-
celana dura.
Dalo cm d.aulo, a industria da porcelana tomou
grande extensao ; cobrio-se a Franca de manufac-
turas; a pru lucran augmentou c aperfeisoou-se em
relataoao prejo e a quatidalc, seus producios, quo
alentao so appareciam as mesas dos grandes po-
tentados,* poderam chegar a todas as classes arislo-
cralirasde ordem menos elevada.
Hojeo artfice, o operario c o lavrador sHo os ni-
cos que nao podem gozar desses melhoramenlos, e
os que ainda se arrseam a alterar a saudc pelo uso
de utensilios dc Ierra, que sao cobertos de verniz,
em cuja preparadlo entra o chumbo.
Resumamos agora em poucas palavras os tres pe-
riodos da historia das arles cermicas que acabamos
de percorrer.
O prmeiro perodo comprehende a olaria desde
os lempos os mais lenginqnos al a iuirn lurcao da
lour;a ordinaria; os principacs melhoramenlos que
se fizeram neste periodo foram : a manipiilacao das
materias primas e a de go de cores mais vitrifica-, eis. ele.
Os mais habis operarios desle periodo sao os Egip-
cios, os Gregos e o Romanos.
O segando periodo comprehende a fabricac,no da
louca maison menos aperfeiroada: nelle descubri-
se o verniz preparado com chumbo: inlroduzio-se
urna grande vari lado de formas e cores brildanles
e de modelos graciosos e elegantes. Comer este
periodo com o iparecimento da loura de Florem;a,
e acaba muilo antes do fabrico da "porcelana : seus
mais habis operarios sao Italianos e l-'rancczcs, en-
tre os quaes podem-se citar com orgulho os nomes
de l.ucadella Robia c Bernardo de Palissy-.-.
Finalmente o lerceiro periodo data da invenido
de Botlger e vem al os nossosdias: be elle nola-
vcl pela inlroduccao do kaoln as artes cermicas,
pelos aperfecoamentos que se fizeram nos Tornos,
pelas cores e pela transferencia e dureza dos pro-
ducios.
Nola-se porcm que, ao passo que a pintura sobre
porcelana desenvolve-sc, ganda terreno o chega i
pcrTeicao, diminue o gosto as formas e nos orna-
mentos.
He verdade que nislo 6gnia-se a le geral, e a
sua juslifica^ao est na decadencia das artes.
Entretanto devemos assignalar um imporlanlissi-
mo melhoramenlo, que he a diminuirn no preQo
dos producios.
Nao levaremos mais adiante a historia do desen-
volvimento da industria cermica: nao o permute
o limitado espaco de um arliga., Examinaremos pois
agora o estado actual de sua produrcao e de suas
despezas, e qual o valor que esla industria accres-
cenla riqueza da Franca. Sera islo o objeclo de
outro artigo. M. O. F.
(Auxiliador da Industria Sacional.)
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 23 DE AGOSTO AS 3~
HORAS DA TARDE.
Cola;0es ofiiciacs.
Dcsconlo de ledras de 60 dias6 % ao anno.
ALPANDBUA.
Rendimento do dia 1 a 22.....125:2295822
dem do dia 23........11:0659814
136:29.59636
Detcarrtgam hoje 24 de agosto.
Brigae nglcz Ann Portermercaduras.
Barca poriuzuezaMargaridaceblas e batatas.
Importacao'.
Hiale nacional Sohralense, vindo do Acarar e
Ass, consignado a Caelana Cjnaco da Cosa Morei-
ra, manifeslou o sguinle :
29 barricas sebo, 10 caixes queijos, 1 arroba ce-
,ra amarella. 294 couros salgados, 189 meios de sola,
22 grajaos e 858 arrobas de carne, 16 grajans com
tripas, 2 barricas grava, 3 laceas feijao, 6 barris e 7
grajaos peixe secco, 192 e rucio alqueires sal, 3 sc-
ese cera de carnauda; a ordem.
10 couros salgados, 14 grajaos carne, 2 dilos sedo,
2 caixolcs queijos, I pacole cornos miados ; a Fran-
cisco Tiburcio dc Souza Neves.
389 meios de sola ; a Manoel Goncalves da Silva.
1 caixole doce ; a Manoel Jos Carneiro.
1 mala com 1 redes: a Jlo Jos de Carvalho
Moraes.
19 grajaos carne, 1 barrica feijao, 1 caixole quei- Anionio Carneiro Machado Rios.
jos; a Jos Rodrigues Ferreira.
Brigue americano A. Hagford, vindo de Bargor,
com deslino para o Rio de Janeiro, e arribado a te
porto, consignado a II. Forsler A C., manifeslou o
aezuinte:
141)^39 ps de laboas de pinlio.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 19 du rorrele, manda fazer
publico, que no dia t Ideselembro prximo vindon-
ro, pcraule a junta da fazenda da mesma thesoura-
ria, se lia de arremalar a quem por menos fuer a
lerceira parle dos reparos urgen es nao-Irada de
Pao d'AIdo, avadados cm 3:608 rs.
^ A arrematarlo ser fcita na forma da Ici provin-
cial n. 343 de 15 de maiodo correle anno, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozeivm a esla arre mala rao
camparecam na sala dassessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia. competentemen-
te lial.ililail.i-.
E para constar se roandou aliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco, 23 de agoslo de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremalac'ao.
i." As obras dos reparos precisos na estrada dc
Pao d'Alho, far-se-hao de conformidade com o or-
namento c perfil anprovados pela directora cm con-
scllio, c apresentadosa anprovac,ao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia na importancia de res
3:6089.
2." O arrematanledar principio as obras no pra-
zo dc 15 dias, e dever couclui-las no de 3 mezes,
ambos contados na forma do artigo 31 da le provin-
cial n. 286.
3.a O pagamento da importancia desla arremala-
cjto ser feilo cm duas prestarnos iguaes, a primeira
quando esliver fcila mola.le da obra, e a seguuda
quando esliver concluida, que ser logo recebida
definilivamenlescm prazo de reaponsadilidade.
4.* O arrematante excedendo o prazo marcado
para a conclusao das obras, pagar nina multa dc
IOO9 rs. por cada mei, embora llie seja concedida
prorogaiao.
5.* O arrematante durante a execurao das obras,
proporcionar transito ao publico e aos carros.
6.a O arrematante sera ohrigado a empregar na
execurao pelo menos metade do pessoal de gente li-
vre.
7. Para tudo o que nao se achar determinado as
presentes clausulas, nem no orcameiilo seguir-sc-ha
oque dispea lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira Annunciaciio,
O Illm. Sr. inspector da' thesouraria "provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 22 do correte, manda fazer
publico, que no dia 14 de selemhro prximo vitnlou-
ro, perante a junta da mesma thesouraria^ se hade
arrematar quem por menos fizjr a obra oos con-
certos precisos ua pjnle do Motoc*lomb, avadada
em 2:0909 rs. '
A arrematadlo ser fcita ua forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correlo anno? c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
r,iin;,arrr,ini na sala das sesses da mesma jaula, no
dia cima declarado pelo meio dia, compelenlemen-
Ic habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Peruam-
buco 23 dc agosto de 1851. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao,
Clausulas especiaes paia a arremataban.
1.a Os reparos de que precisa a ponte do Molo-
colomb, scro feitos de conformidade cem onrja-
menlo approvado pela direcloria em conseldo, c a-
prcsenlado approvacao do Exm. Sr. presidente na
importancia de 2:0905.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo del mez, c as concluir no de 4 mezes, ambos
coulados na forma do artigo 31 da lei provincial n.
286.
3.-' O pagamcnlo da importancia da arrematadlo
rcalisar-se-da em duas preslace iguaes, a primei-
ra quando esliver feila a motado do servicu, a ou-
lra depois da obra concluida.
4." O arrematante nao podera cm momento al-
gum dcixar dc proporcionar transito aos carros e
animaos.
5.a Nao haver prazo de rcsponsabilidade.
6.a O arremtame ser obligado a ter metade pe-
lo menos do pessoal, empregado na obra composta
de trahalhadnres livres.
7." Para Indo o que nao se achar determinado as
presentes clausulas nem no oreamenlo. seguir-se-ha
o qucdispOe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciaciio.
O IllmSr. iuspeclor da Ihcsouraria provincial
mauda fazer publico, para conhecimenlo dos contri-
duiilcs abaixo declarados, do imposlodeolarias, ser-
raras, fabricas de cdarulos etc., ele, do municipio
da Olinda. que tendo-sc concluido a liquidarlo da
divida activa deste imposto, perlencenlc aos exerci-
cos anteriores ao de 1852 a 1853, devem compare-
cer na mesma ttiesooiaria dentro do prazo de 30
dias, contados do diada publicarlo dcte edilal, para
se llies dar ola do sen debito, afim dc que o pa-
guem na collccloria daquelle municipio, ficando na
iiilelligencia deque, fimlo o dito prazo serlo exe-
culados.Secretaria da lliesonraria provincial dc
Pcrnambuco, 23 de agosto de 1851.
O secretario, Antonio Ferreira da Annundaco.
. 1879493
Carlos Marlins de Almeida......17:156.53
Florencio Jos Carneiro Monteiro. 1875493
Francisco Cesario de Mello.....17396.53
Joaquim Carneiro Machado Rios. 1879193
Jos Joaquim Aflonsn.......12.-800
Joaquim Pinto Cavalranle......149173
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
AnnunciacSo.
A arrematarlo do pedagio da barreira da pon-
Ic dos Carvallios, foi transferida para o dia 24 de
agoslo do crrente aur.O secretario, Antonio
Ferreira da AnnuncW *
O Dr. Custodio Manoel ua Silva Guimaraes, juiz de
dircilo da primeira vara do civel nesla cidade do
Recie, por S. M. I. c C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde etc.
Faco saber aos que o prsenle edilal virem e delle
nolicia tiverem, que no dia 22 de selembro prximo
egiiinle, se da de arrematar por venda a quem
maisdercm praca pu%Hr ueste joizo, que lera lu-
gtr na casa das audiencias depois de meio dia com
assislencia do Dr. promotor publico desle termo, a
propriedade denominada Pilanga, sita na freg^zia
da villa de Iguarass, perlcnccnleao palrimor 4as
rccolhidas do convenio do Sanlissimo corarar 'e-
sus da mesma villa, a qual propriedade tem.
gua cm quadro, cujas extremas pegam do ni?, a*
engenho Monjopc que loi antigamenle dos (Instes
da companhiade Jess, pela estrada adiante ao lugar
que cbamam Saphcaia da parle esquerda, e dabi
rnrl un buscando o sul e alravessam o rio- Iguaras-
s, Pilanga, al encheruma legua, c dall*parte bus-
cando o nasccnle al eneber oulra legua, e dalli
buscando o norle donde principiou com oulra legua
que faz ludo urna legua em quadro, com urna casa
devivenda pequea dc lelha o laipa ha pouco aca-
bada, avaliada por 3:000-5000 rs., cuja arrematadlo
foi requerida pelas ditas recolhidas em virtud" da
licenra que obliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
lica, para o produelo da arrematado ser depositado
na thesouraria desla provincia at ser convertido em
apolices da divida publica, sendo a siza paga a cusa
do arrematante.
E para que clieznc a noliefa de lodos, mandei
passar edilaes que serlo publicados por 30 dias no
jornal de maior circularlo, oallixados nos lugares
pblicos.
Dado e passad.0 nesla cidade do Recite de Pcr-
nambuco aos 9 de agosto de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplista, escrivilo interino o escrevi.
Custodio Manoel da SV/ca Guimaraes.
O Dr. Custodio .Manuel da Silva Guimaraes, juii do
dircilo da 1 vara do commercio nesla cidade do
Recite por S. M". I. etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem, cm
como por esle men juizo se lia de arremalar a quem
mais der. na praca publica do .da 11 dc selembro
do correntcanno, urna casa lerrca com solio,na tra-
vesa da ra Augusta, avaliada por 1:000-9000 rs. pe-
nhnrada a Jos Maria Placido Magalhles esua mu-
lher,por execurao de Paulo Pereira Smiles e sua mu-
Iher. Toda a pessoa que cm dita casaquizer lancar o
poder fazer nodia da praca cima dilo.
E para que clicgueao conhecimento de todos man-
dei passar o presentc.e Ires do mesmo thcor.que sero
publicados e afinados nos lugares designados por lei.e
publicado pela imprensa.Recife 16 de agoslo de
1854.Pedro Tertuliano da Cunda, escrivao o escre-
vi. Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
DEGLARACOES.
AO PAR.V
vai seguir mui pro\imameiite,
por ter quasi todo o seu carre-
ganiento contratado, a escuna Flora,
capitao J. S. Moran Rios, tocando s no
Maranliao para receber piatico : para o
resto da carga trata-se com os consigna-
tarios Antonio dc Almeida Gomes & Gom-
panhia.
MARINHE.ROS NACIONAES.
Contrala-os J. S. Moreira Rios, capitao
da escuna nacional Flora, para o dito
navio, que segu aoPara' com milita bre-
vidade.
PARA O CEARA'.
Sahe neslee dias o hiale .Voi-o Olinda, para o res-
tante d> carga a tratar com Tasso Irmaos.
Para a Bahia segue cm poucos dias a veleira
Garopeira Licracao ; para o resto da carga Irata-se
com seu .consignatario Domingos Alves Matheus, na
ra da Cruz n. .54.
Para a Rahia segu impretcrvolmento uo dia
24 do corrcnle a bem condecida sumaca Hortencia :
quem nella quizer carregar, dirija-lc a seu consig-
natario Domingos Alves Matheus, na ra da Cruz
n.54.
Vende-so brigue nacional Fortuna do Nor-
te, forrado de cobre, e de loleo 191) toneladas, esl
tundeado defronte do trapiche do Ramos : os prc-
lendcnles podem dirigir-se ao escrplorio da ra da
Cruz n. 40, primeiro andar.
DO MARANHAO"
glezase francezas.de seda, la, linho e de
algodao, as quaes formam completos e ex-
cedentes sortimentos os mai ptjoprios da .
estacao, e havendo tempo venderao na
mesma occatiao a armacao do annzem :
auinta feira 24 do corrente, as 10 hora
a manliaa, no indicado lugar.
De ordem do Illm. Sr. Dr. juiz de
direito da primeira vara civeL<\commer-
cio, Custodio Manoel da Silva Guimazes,
e a requerimeio do curador fiscal da
massa tallida.de Antonio Jote de Azeve-
do, o agente Borja fara' leilao da referi-
da massa, que consiste em nova e elegan-
te armacao com os competente liteiros,
e excellentes miudezas de toda .a qualida-
de, muito novas e em muito bom estado,
como consta do bataneo : sexta-fetra, 25
do corrente, as 10 horas da manhaa, na
ra do Queimado, loja n. 49.
AVISOS DIVERSOS.
Voltou o Sr. Antonio Jos de Faria Machado i
carca, e mnito se doestou com a lembrancs de bilhe-
tet broncos, quando esta gentileza j os meninos de
trem apregoavam sem quererem dizer quem a fazii;
porm o Sr. Machado pode ir-Idea pergeniar se-
no llie quizercm responder bom ser que, confessa-
do, se dirija a seu paracho, para ganhnr indulgen-
cias de que parece precisar, afim de melhor pene-
trar o presente e o passado, que ignora. S a ca-
chola do Sr. Machado pode crer que o tomar conse-
Ibos cora Icoles seja um erro Onde pois se deve
lomar '.' No l'indal da Azarabuja.ou na ra da Ma-
dragoa, feira da Ladra, etc., etc. Ora, Sr. Machado,
Vmc. claudica do talento que tem querido inculcar,
promovendo engaos ao publico no dia 1 de abril,
promettendo-lhe gemeos etc. etc.! Sem duvida nao
si.lclron bem o meu nome, ateunhando-o de doura-
do quando heLogrado;mas islo nao admira.por-
que os grandes patetas, digo poetas, costuraam con-
fundir as sylabas para formarem versos, e he esla
a raz,1o porque aquellos que tem mais juizo e tem
lempo de inorrer (nem todos tem I) queimam a ver-
salhada quando a Juslica Divina Ibes bate porta.
Incapaz de denunciar a alguem,deixo esse doni a-
queiles que para isso tem geilo ; mas na verdade o
Sr. Faria lembrou bcmse a polica deve ter.olho
aberlo no negocio de bilhetes de loteras, e dar u ma
sallada e apprehender os que j esliyerem vendidos
as mos de negros, meninos e malulos, e verificar
se sao legaes, pois he s assim que se pode conbecer
se lia lograrlo ; e bem qne eu esteja persuadido
que o sao, sempre desconfio, porque vejo tanta gen-
te oceupada nesla agencia, e me parece nao poder,
cerca de cem contos de ris qne se vendem no anno,
dar um lucro .para salisfazer a tantos I Muito esti-
mo que o Sr. Machado seja um bomdansante-,
Sor tanto cont que achara sempre prorapto noFi-
ordlo o logrado.
esta' a chegar o palhabote Lindo
Paquete, navio novo, muito bem
construido, pregado e forrado de cobre,
le de primeira marcha ;. ha de ter neste
'iorto mui curta estada, devendo regres-
ar com presteza ao Mararhao, para on-
de ja* tem parte da carga tratada : os
pretendentes a aproveitar ainda este e\-
cellente barco, queirain dirigir-se em
a Antonio de Almeida Gomes &
CORREIO GERAL,
A* malas que deve
conduzir o vapor Prin
ceza Leopoldina para
os porlos do norle, prin-
_ cipiam-se a fechar boje
(211 a I hora da larde, e depois dessa hora al o mo-
mento de lacrar, recebem-se correspondencias com
o porlc duplo : os jornaes devera i acbar-se no cor-
reio 3 horas anles.
Carlas segaras, vindas do Sul, para os Srs. :
Amorim Irmaos, Antonio Joaquim Correia de Arau-
jo, Brandao & Diegas, Guslavo (iabriel Coelho Sam-
paio, R. Isaac e\-Companliia. Manoel Rolembergde
Almeida, Dr. Tliom Fernandes dc Caslro Madcira.
Por esta subdelesaca se faz publico que.no dia
20do i oriente,loi encontrado atoladona lama aosla-
dos da casa de delcncan, um cavallo, o qual se acha
recolhido deposito para ser entregue a sen lesiti-
mo dono.Subdelegara de'S. Jos do Recife 21 de
agosto de 1854.Accioli, subdelesado.
Pela subdelegara da fresuezia dos Afosados se
faz publico, que se acha recolhido cadeia desla ci-
dade um predi de nome Ignacio, que diz ser escravo
de Jos Meodes de Oliveira, do Brejo da Madre de
Dos : quem se julgar com direito. comprela nesle
juizo munido de seus documentos, que provando llie
ser entregue. Afosados 21 de agosto dc 18-51.O
subdelegado, Pereira Lima.
AUMINISTRACAO 1)0 PATRIMONIO DOS
ORPIIOS.
Pela adminislracjk) do patrimonio dos orpbos se
ha de arremalar a quem mais der, c pelo lempo que
decorrer do da da arremal can ale o lim dcjunho
de 185.5, as rendas da casa n. 27 da ra do Vinario :
as pessoas que so propozerem n arrematar ditas ren-
das, podero comparecer na casa das sesses da mes-
ma administraran, no dia 25 do corrcnle mez, as 12
horas da manhaa. Secretaria da administrarlo do
patrimonio dos orphos 19 de agoslo de 1854.O se-
crelario, Antonio Jos dc Oliccira.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do consellio de direccao do
Banco de Pernambuco sefaz certo aos se-
nhores accionistas, que se ada autorisado
o seu gerente para p3gar o quarto divi-
dendo de 12.s'000 por acefio. "Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 1854.Joao
Ignacio de Medeiros llego, secretario.
De ordem do Kvm. Sr. direclor aernl interino
da insiiucean publica, eslo- i concurso as cadeiraa
de insiiuron elementar do primeiro grao," ullima-
menlc creadas pela lei provincial n. 328, as pnvon-
^oes do Peres c Quipap ; a primeira com o prazo
de 60 dias, a seguuda com 68, contados- da dala des-
te. Directora geral 17 de agoslo dc 1854. O se-
crelario. Candido Fustai/tiio 'Cesar de Afelio.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pernambuco,
arealisaremdo I. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 50 0|0 sobre 0 numero
das accoesque Ihes foram distribuidas, pa-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, dedoiis mil cotilos de res,
conforme a resoluco tomada pela assetn-
ble'a geral dos accionistas de 26" de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 185 \.O se-
cretario do conselho de direccao,
J. I.deM. Bego,
tempo
Companhia, na "ra do Trapiche n. l,
segundo andar, aim de conlratarem a
carga que tiverem.
PARA' EM DIREITURA.
O patacho nacional Bom Jess segue
cm poucos dias para o Para' por ja' ter a
maior parte da carga a bordo ; ainda
pode receber algumas miudezas: a tratar
comNovaes & Companhia, rita do Trapi-
che n. 54-.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira segue em
poucos dias, por ter mais da metade do
seu carregamento : para o resto, passa-
geiros ou escravos Irete, trata-se com
Machado & Pinheiro, na ra do Viga rio
n. 19, segundo andar, ou com o capitSo
Daapraca.
Vende-se a sumaca nacional Rosa-
rio de Maria de lote de 8i- toneladas,
forrada de cobre e bem construida ; os
pretendentes podem e\ainina-la, que se
acha t'undiada defronte do caes do Ramos:
para tratar no escriptorio de Novaes & C,
rua do Trapichen, o.
Para o Ararat y sahe al o dia 28 do corrente,
por 1er quasi completo o carregamento, o hiale Ara-
go, dc primeira marcha, novo, forrado e encavi-
Ibado de cobre, e offerece aos carregadores a maior
seguranra e acondicionamenlo da carga ; lera boa
cmara para passageiros : quem nelle quizer carre-
gar, dirija-se n Vicente ferreira da Costa, ou ao
mestre, no trapiche do algodao.
Para o Acarar segue com brevidade o hiale
Sobralcnse, capilao Francisco Jos da Silva Ralis ;
recebe carga e passageiros : trata-se com ('.aciano
Cyriaco da C. M., no lado do Corpo Santo n. 25.
LEILOES
As 10 horas do dia qoinla-feira 24 do cor-
rente, no armazem da roa do Cotlegio n. 14, o agen-
te Borja far leilao de um completo sorlimcnto de
obras de marciueira dc diversas qualidades, um rico
sancluario de um novo modello, e de goslo modern-
simo, varios pianos inglzes, relogios de ouro e pra-
ta, patente inglez, susso e horisonlal, ditos de pare-
de e cima de mesa, salvas c colberes de prala, di-
versas obras de ouro, urna porgas* de candeeiros de
dilferenles qualidades, diversos quadros grandes e
pequenos com ptimas eslampas e ricas molduras,
quinquilliarias muilo modernas, e oulros mullos ar-
tigas que ser.lo patentes no acto da arrematarlo ; as-
sim como dous ptimos cucliicdos, os moldures que
lem apparecdo nesla cidade, e 3 escravos de meia
idade proprios para silio ; os quaes objectos iro a
leilao sem lmite algum.
Bostron Rooker <5 C, querendo
acabar com o seu armazem de fazendas a'
. retalho sito na rua do Collegio, farao lei-
lao por intervencao do agente Oliveira, de
todasas azendas no mesmo existentes, in-
LOTERAS da proyma.
O thesoureiro das loteras avisa, que
acham-se a' venda nos lugares do costu-
me, os bilhetes da lotera do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
praca da Independencia, lojasn. 4e 15 ;
rua do Queimado, loja n. 39 ; Livra-
mento, botica n. 22; rua da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. 18 ; rua do Cabuga', botica do Sr.
Moreira e rua do Collegio n. 15.
Os abaixo assignados avisam ao publico em ge-
ral e ao corpo do commercio, que dissolveram ami-
gavelmenle a sociedade qne linham debaito da firma
de Paules Pires A C, fu-ando a cargo de. Joaquim
Kibeiro Ponles, tanto o activo como o passivo da
cvlincla firma. Pernambuco 17 de agosto ae 185*.
Joaguim Ribeiro Ponles. Jote Itibeiro Pontes.'
Franciico Piret Carneiro.
Precisa-sede urna ama com bom leile, sadia e
desembarazada : na rua da Cadeia do Recife n. 24.'
Uesappareceu no dia 19 do.corrente, da rua
Imperial n. 13, o escravo, rrioulo,- de nome l.uiz,
de idade 25 anuos, com os signaes seguinles: corpo
espigado, algumas marcas de bezigas no resto, den-
les um tanto desiguaes, olhos papudoi o grandes, em
urna das m.los ou em ambas (por ser canhoto) calos
nos dedos grandes fei'os por faca por ser carnicero,
e esfolar boi, pouca barba debaizo du queiio, ps
seceos, porra esparralhados; consta ter sido visto
no Hospicio, e fora em direreo a Olioda; assim co-
mo que anda procurando seohor ; levou camisa de.
madapoln e calca de riscado azul: roga-te a quem
o apprehender, quera leva-lo a dita casa, que sera
generosamente gratificado.
. Offerece-se urna ama portuguesa para casa de
um homem solleiro on de pouca familia, engomma e
Taz o mais servico : quem precisar, dirija-se a Boa-
Vistn, rua da Cunreicao n. 52.
A pessoa que annuncon vender um oitanle, .
mappas e livros naulicos, dirija-se roa do Vigario,
armazem n. 11, do Sr. Telles & Companhia.
Eiislem carias para os Srs. Francisco Pa*
Brrelo, Antonio de Sa e Alhuquerqoe, Anionio
Raymundo de Mello e Jeronvmo de Albuquerque
Mello : na rua da Cadeia do Recife n. 41.
Honorato Joseph de Oliveira Figueiredo, ve.i-
de os sjsis sitios, uma porcao de trras no Brejo, sita
na propriedade Cruruannas, uma parte do silio Ja-
(ob, sito no Cotioge, um silio do Cocalzioho, sito
no Curralinho, com frucleiras, casa de morada e de
fazer farinha, e com aviamenlos para fabrico da mes-
ma, na povoaco de S, Benlo, villa do Bonito, ter-
mo de Ca ruar, tadb livre e desembarazado de qaal-
quar onus : lambem vende-se qualquer um delles
em separado, e faz-se todo negocio: as Cinco Pon-
tas n. 62.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda as lojas do costume
os bilhetes inteiros e meios bilhetes da lo-
tera 45 do Monte Pi Geral, a qual cor-
ren ema santa casa da Misericordia, em
22 do presente. As' listas se esperam pelo
vapor S. Salvador, que ficou departir
no dia 25, e deve aqui chegar a 5 ou 4 de
setembro prximo. '
Desappareceu no dia 22 o escravo Ivo, prelo,
de nacao Costa, idade 25 annos, pouco mais ou me-
nos ; foi encontrado no dia 21 de tarde, na estrada
da Boa-Viagem, e tem os signaes seguintes : alto,
clieio do corpo, principiando a bardar; levou cami-
sa de algodaozinlio branco, caifa branca de listra,
rola, e por baixo da mesma urna d alsudan azul:
roga-se as autoridades policaes e capitaes de campo
a'appredersao do mesmo. e leva-lo a sen senhor, na
roa Direila n. 17, fabrica do espilos, que genero-
samente recompensar.
Oflcrece-se uma mnlher para ama de casa de
pouca familia,a qual cozinha e faz todo o servico or-
dinario de uma casa : na rua Dreita n. 96.
rUILIO DO I\STITIT0 HOMCEOPATIIICO DO BRASIL
THESDURO HOMCEOPATHICO
VADEMCUM DO HOKEOPATHA.
SOCIEDADE DR.IN.1TIGA EHPRiZVRIA.
3. RECITA l)A ASS1GNATI KA.
Sabbado 26 de agosto dc 1854.
Iiepi.i- da evei-urao de uma escoldida ouvertura,
Melhodo conciso, claro, c seguro de curar liomoeopalhicamente todas as molestias, que affligcm a
especie humana, c parliculannenle aquellas que rcinam no Brasil.
PEXO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra imporlanlissimai he hoje reconhecida como a primeira e melhor de todas que (ratam da ap-
plu-acao da bomu'opalbia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
passo seguro sem possui-la e consulla-la.
Os pais de familias, os sendores dc engenho, sacerdotes, viajantes, capitaes de navios, serlanejes, etc.,
etc., devem te-la a mao para occorrer promptameole a qualquer caso de molestia.
Dous volumes cm broebura, por.......... 103000
Enr adornados............. 119000
Vende-so nicamente em casa do autor, roa de S. Francisco (Mando Novo) n 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA.
Ninguem poder ser reliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdaderos, ou de
boa qualidade. l'or isso, e como propagador da liomtropalhia no norle, e immediatamente interessado
e.n seus benficos successos, lem o aulor do THESOUKO HOMOEOI'ATIUCO mandado preparar, sob
sua iminediala inspcc?ao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmaceulico
e proressor em homieopalha, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem cieculado com lodo o telo, lcalda-
de e dedicarlo que se pode desejar.
A eflicacia desles medicamenlos he allcstada por todos que os lem ezperimentado; elles nao preci-
sara do maior retoramendacao; basta saber-se a unte donde sahiraro para se nau4u*idar de seus pti-
mos resultados.
Uma carleira de 120 medicamentos da alta e baixa rliluirao cm glbulos recom-
inendados no THESOL'RO HOMOEOPATH1CO, acompahada da obra, e de uma
calvado 12 vidros de tinturas indispensaveis........
Dila de 96 medicamentos acompahada da obra e de 8 vidros de tinturas .
la defiOprincipaes medicamentos recuiqmendados especialmente na obra, e com
uma caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dila obra (tubos grandes.).
i. i "tQ ^-. '. (,UD0 menoresi.
Dila de 18 dilos, ditos, com a obra ("tunos grandes). %
,.., ". ..,"," (lobos menores).
una de .toditos acompahada dc 4 vidros de tintaras, com a obra (lubos grandes) .
., n (tubos menores). .
Dita de ,10 ditos, e 3 vidros de Unturas, rom n obra (tubos grandes) .
,.., i" J >'. (tobos menores.)
Dita de 21 ditos dilos, com a obra, (tubos grandes).......
_ i tubos menores i.
lubos avulsos grande...........
n pequenos.....f t \
Cada vidro de tintura.....' 29000
Vendcm-se alcm dlaso carleiras avulsas desdo o preco de 88000 rs. at le 400*000 rs., conforme o
numero e lamanho dos tubos, a riqueza das raivas e dynamisaces dos medicameotos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com' s maior promptidao, e por precos commo-
dissimos. e r
Vende-se o tratado dc FEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carrera, por. 2S5000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. H Jahr traduzido em portoguez eacom-
modada a.intcllieencio dopovo. .' 6J000
Rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
, p-.s: ^tracto de uma carta, que ao autor do THBSOURO UOMtSOPATHlCO, tete a honda-
de de drrigir o Sr. cirurgiSa Ignacio Altee da Suca Santos, estalelecido na tilla de Barreiroi.
rivo a sahsracao de receber o Thetouro homnopalhico, precioiufruclo do trabalho de V. S.,e lhe
auirmo que de todas as obras que lenho lido, he esla sem contradir.) a melhor tanto pela clareza, com
que se-acha escripia, como pela precisgo com que idica o* medicamentos, que se devem emprogar ;
qualidades estas de muita importancia, principalmente para as pessoas que devonliecem a medicina
iheonra e pratica, eet., eel.,etc.
1009000
909001)
6OJ000
459000
50*000
.353000
409000
309000
359000
269000
309000
209000
19000
3500
r


DIARIO DE PERMfflBCO. QUINTA FEIRA 24 OE AGOSTO DE 1854

V
/
Ofl'ererese um mor,o brasiloiro, rom idade de
ISa 1!l anuo?, para caixiro de taberna, do que lem
Itastnite pralica : quemo pretender, dirija-se i roa
" da praia de Sania Rila u. 25, uu annuncie para ser
procurado.
i'M'ci-.i--. (Je COOOjiOOOrs. com o premio pe-
la (toipu que se cotiveucionar, d-se por garanda
.escravos peras, uesla praca sendo urna escrav,i
seni icio algum o que alianza-e', livres i dosera-
barai;ados de qualquer duvida 01 onus ; acrescendo
(|iie -o um (lestes acha-se hvpot iccado aqu mesmo
na piara por70000U, e M alosado por IdCOOO rs.
alem de cama e mesa! mcnsae* ; poroi quer-se sol-
ver este hypolheca, c nao ae duirda hypolhecar :i,
inclusive esle que se quer tirar rf.i hypoieca eni que
aclia : a qucm convier, annuncie para ser procu-
rado.
Precisa-se de lguns o lucia es de allante, que
Irabalhem cm olira grande : na ra da Madre de
Dos n. :16, primeiro andar.
Otterece-se urna ama para casa, a qual cozinha,
eugorama, lava e faz os oulros serviros de urna casa;
dirij.im-se ra de S. Jos n. 58.
Precisa-se de urna ama que saiba bem coiinhar
para urna casa de pouca familia ; a Iralar na ruado
ueimado d. 18. primeiro andar.
O CRAVT).
habi a luz domingo, 20 do correle, o primeiro
numero do Craco, peridico Iliterario e recreativo,
c aclia-se a yenda na ra Nova i. 54, loja de Boa-
venlura Jos de Castro Azevedo, onde se recebem
assig'iaturas de 800 rs. por 12 uuineros.
1 o.i lias e guardanapos de panno de linho
puto.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, 'ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
inodos.
Distante desla praca 3 leguas, pretende-se ta-
lar um forno a moderna para qiieimar pedia de cal ;
quein se atrever ou tiver pratica, dir onde mora pa-
ra ser procurado. aGm de tratar c ajusfar, daudu-se
os otliciaes que forem precisos. .
O bacharel Jos Mara da Trindadc, segundo
escripturario da thesnuraria de fazenda, acha-se ad-
vogando nos auditorios Uesla cid, de, e lem o sen es-
criptorio estabelecido u'uma das salas do antigo so-
brado da roda, na ra do mesmc nome n. 9. onde
pode ser procurado a qualquer hora, afora da do ex-
pediente de >ua repartirn ; sendo que durante esla
terao os scus clientes advogado ccrlo e determinado
de reconhecido mrito, para providenciar nos casos
urgentes que occorrereiu de raon.ento.
ANTI1DADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSA PARRILHA DE RRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SAXDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE IIRISTOL dala do
de 1832, e lem constantemente maulido a sua re-
putarlo sera necessidade de recorrer a pomposos
aiinuucios, de que as prcparaoes de merilo podera
dispensar-se. O successo do l)r. BRISTOL tem
provocado infinitas oveja?, e, entre outras. as dos
Srs. A. R. D. Sands, de Kevy-Vork, preparadores
e propietarios da salsa parriiba coobecida pelo no
me de Sands.
Esles senhores solicitaram a agencia de Salsa par7
rilha de Bristol, e como nao o podessem obter, fa-
bricaram urna tmitaeode Bristol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. B. 1). Sands es-
creveram ao Br. Bristol no dia -20 de abril de 1812,
e que se ada em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, 4c.
Nosso apreeiavel senhor.
Em lodo o anno passado Icmo-. vendido quanti-
dadei consideraveis do extracto di; Salsa parriiba de
Vmc., e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
aquel.es que a lem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar muit :ssimo. Se Vmc.
quizer fazer um convenio comnosco, eremos que
nos resultara muila vaulagem, i mo a nos como a
Vmc. Temos muito prazer que Vmc. nos responda
sobre esle assumptu, e se Vine, vier a esla cidade
daqui a um mez, ou cousa semclltante, leriamos
muilo prazer em o ver em nossa be tica, ra de Fui-
Ion, ii.79.
Ficum as ordes de Vmc. seus'scsuros servidores.
(Assignados) A. B. 1). SaNDS.
CONCLUSAO'.
1. A auliguidade da salsa pairilba de Bristol be
clararaeiilc provada, pois que ella data desde 1832,
e que a de Sands s apparcccu ein 1842, poca na
Sual este droguista nao pode obler a agencia do Dr.
ristol.
2. c A superioridade da salsa p; rrilba de Bristol
be inronteslavel: pois que nao obstaule a concur-
rencia da de Sands, ede urna porco de outras pre-
paraedes, ella lem mantillo a sua reputarn cm qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias fcilas com o uso da
salsa parriiba em todas as enfermidades originadas
pela impureza do saneue, e o bom xito obtido nes-
ta corle pelo Illm. r. Dr. Sigaud, presidente.da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr,
Dr. Antonio Jos Peixolu em sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Sciturnino.de Ofiveira, medica do exerclo, e
por virios oulros mdicos, permiltem lioje de pro-
clamar altamente as virtudes effirazes da salsa para
rilha de Bristol vende-sc a 59000 o vidro. .
O deposito desta salsa mudou se para a bolic-
franceza da ra da Cruz, em freule ao chafariz.
CONSULTORIO DOS POBRES
26 RITA DO COLLEGIO 1 AJffDAH 25.
O Dr. P. A. Lobo Mosco/o di consultas horaevpalhiras todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ate o meio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Uflercce-se igualmente para praticar qualquer operaran do cirursia. e acudir promplainenlc a qual-
qner mullierque esleja mal de parlo,"c cujascircumstancias nSo permitan! pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGINTE:
.Manual cmplelo di Dr. G. II, Jahr, traduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes enradernados em dous :
atisono
KltOO
4SO00
a^ooo
5000
509000
601000
1009000
Esla obra, a mais impon a ule de todas as que Iralamda bomcopalhia,inlcressa,a lodos os mediros que
quizerem experimentar a i'oulriua de Ilahiieiiiaun, c por si proprios se convenceren) da verdade da
mesilla: iuleressa a lodosos senliorcs de engenho e faze.ideiros que eslao lotice dos recursos dos mdi-
cos : interes-a a lodosos capilaes de navio, que nao pudem deixar urna vez ou oulra de ler precisio de
acudir a qualquer iucoromodo cu ou de seus tripolanles ; e iuleressa a todos os chefes de familia eue
por circumslanrias, que nem sempre podan ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa del la.
O vade-mecum do homeopalha ou traducran do Dr. llering, obra igualmenlc ulil as pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volunie grande..........
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, pbarmacia, etc., ele.: obra indis
pensavel as pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina........
Una carteira de 24 tubos grandes de finissimo rhrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lermos de medicina, etc., ele.......-........
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 oom os ditos. .. ,...............
-Cada carleira be arompanhada do dous frascos de tinturasindispeusaveis, a esculla. .
Dita de 60 tubos com ditos.....................
Dita de 141 com ditos........................
Estas silo acompanbadas de 6 vldros de tinturas i esculla.
As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o llering, terao o abalimenlo de lOfOOOr*. em qualquer
das carlciras cima mencionadas.
Carleiras de 21 tubos pequeos para algibeira............ SflOO
Ditas de 48 ditos......................\, 169000
Tubos grandes avulsus....................... 19000
VidVos de meia mica de tintura .....'...._........... 2O00
Som verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um panno seguro na pratica da
bomeopathi?, c o proprielario rieste eslabelccimenlo so lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos neos medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rrystal de diversos tamaitos, e
aprompli-se qualquer enrommenda de niedirameuloscom toda a brevidade c por preros muilo rom-
modos.
D. Alaria Francisca de Alineida. viuva de Jos
Francisco da Silva, declara que llie consta, que ha
urna pessoa nenia cidade que propala que lem um pa-
pel da annuiicianle, 110 qual esla se obliga a dar-lhe
1:0005000 por anuo, o que he menina, porque a an-
nuncianlc uflo pa-son lal papel, n.lo o mandn nas-
sar, nein o tatignoa ; e declara mais, que al esla
dala nao fez tcslamcnto nem em ola ncm cerrado.
Recite 12 de agosto de 1854._Maria Francisca de
Almeida.Esla reconhecido.
J. Chanlon, bacharel embolias lellras, Ur. em
direilo formado na nniv^rsidadcdel'aris, ensilla em
sua casa, ra das Flores n. 37, primeiro andar, a ler,
escrever, Iraduzir c fallar coi reclmenle a lingo,
raneen, e la.nbem d licaes parliculares em cesas
de familia.
No paleo do Terso n. 22, precisa-ne alugar um
preto para todo servgo, que neja posunle e fiel.
Alugam-se os tres audares da casa da rua da
Cadeia do lenle 11. 311 ; a Iralar "na loja da nresma.
Antonio Joaquina Teixeira Bastos deixou de
nercaixeirodosSrs. It. Isaac A; Compaiiliia, desde o
da 22 de agosto crrente, o mesmn suppoe uada de-
ver a pessoa ilguma. no enlanlo se aluuem se julgar
seu credor de qualquer qwintia que possa ler olvida-
do pagar, poderao prorura-u> no prazo de 3 das,
na rua da Cadeia Vclha rf. M .
O Sr. logrado, que a egura venderem-se bilhe-
tes de lotera recouheridanieiite br.incos, e que lam-
bem suppoa que o aulor do annunrio contra o Sr.
Al. A. I'., he o abaixo assifinado, porque nao sabe de
detraz da cortina eassigna seu (mirado nome? Sera
preciso ir aCoimbra pedir conselhos a seus lentes '.'
Ser mesmo neces-ano solicitar do papa licenra para
sso"! Ora, Sr. lozrado, nao se aranhe por la'o pun-
co, declare por alma de seus defunlos, do contrario
lalvez me obrigue a dedrar-lhe alguma serenata,
pois muilo qui/cra moslrar-lhc como se paaa impos-
to, alusuel de loja e ordenado decaixeiro, c ate co-
mo e deque forma se veiidrm bilheles falsos, embo-
ra que para i-so me seja preciso despender algum
cohrinhu, c de mais ao Illm. Sr. logrado corre-lhe o
direilo de denunciara polica o criminoso, para que
seja^iunido esse criinc inaudicto, porque o no faz '.'
porque nao pe isso em pralos limpos.' ou S. S. ter
recelo de cahir cm logro, dando.roino l diz 11 adagio,
com os burros n'agoa ou o nariz na bigornia, cumb
succede a muila gente lioa 1 Se eu dirvido mtcacos
me inurdam! Cmlim Sr. Insrado, apezar de ter obr-
gaces a rump ir. todava, conforme me for tocando,
dansarei..Inloiiiu Jos de Furia Machado.
PROGRSSOS A" ARTE 8
Bilheles
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
\ igcsimu
den, ,tePr Va ".';7' l'r'"'"' andar, o..- S
jNo aterro da Boa-Vista n. 55,
ra,Kers:,o,i,!rodiiideca"0'10"-1-
-JL" ma 'lo lri,P'cl,e IT, recebem-se encom-
camnas |,aa"'a,"l"r V"' de U'^- l" '>""-.
sciiios! "esmo lugar se mrfslram rieps de-
da7-,d0HlvU'i? 'lo"gnfo "*a ""fado da rua
tlez rShri a "r ,um relsiu ,le ouru P"l
nrle/., fabrica descoberta, moslrador de ouro, de
lo,, fcglise Condn n. 6311 : qucm o descubrir sera
sgoCb(a,riUe"le 8raUlicauo' 'vaudo-o ao sohredilo
LOTERA DO THE AMO DE S. ISABEL.
Ocautelista Antonio Jos Rodriguet
deSouza Jnior avisa aoretpeitavelpu-
blico, que seas btlhetec, c meios bilhete
e titatolasda lotera cima, se acham a
venda pelos preros abaixo as lojasdocos-
tume. O niesico catitelista su obriga a
pagar por inteiroos premios del0:000.s\
de o:0U.s00, e de 1:000.s000, caso os
seus ditos biliietes inteiros e meios bilhe-
tes os obtenliam, os quaes vao por .elle
rubricados
Bilbete inteiro
Meio bilhete
Qarto
Oitavo
Dcimo
I.SOO
5.S500
2.V800
IsOO
LsoOO
. Francisco Lucas Ferretra, com co-
cliera de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-si; de qualtiuer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
maran na igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da enmura, e abi en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
pe o regulamenfc) do cemilerio.
AO riBLIO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegic n. 2,
vende-te um completo ortimento
de fazendas, linas e grassas, por
presos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ede, como a retalho, aliancando-
te aos compradores um s prero
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, alleataas e suis-
sas.para vender fa/.enda mais em.
conta do que se tem vendido, e pot-
ista offerecendo elle maiores van-
' tagens do que outro qu.'lqiier ; o
proprielario deste importante es-
tabelecimentp convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprai fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio d. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
A obra do hospital Pedro II precisa contratar
a factura de 4 cantis de cobre com 5 poltegadas de
dimetro e 240 palmos de comprido : quem os qui-
zer fazer, enlenda-se com o director Antonio Jos
Comes do Correio.
PARA I.IVRAR DE QLKSTO'ESFUTURAS.
Acha-sc justo e contratado com oSr. Mauoel len-
lo Alves de Macedo, um negocio tendente a metade
da casa terrea, tila na rua de S. Jos n. 25; roga-sc
a pessoa qne tiver de oppr algum embaraco, de
entender-.* com Antonio Moreira llois, no pateo do
rcrco n. 13, nesles 8 dia.
Quem ten urna canoa que possa conduzr um
rmlheiro de lijlos, e quizer alugar sem o eonduc-
i^d'^? '\rUf Cr0Sp' '"''a ;t' lau '
arco de Sanio Antonio.
No sobrado ao p da ordem lercera do Carmo.
precisa-se para ama, de urna preta escrava, que le-
nha bom le le que seja sadia. q e e
Prccisa-se alugar urna preta qt e venda na rua
e que seu senhor se responsable p;|a mwm, "
pateo do Carmo, sobrado novo que bola ojira a 'r.,-,
de Horta n. 2, segando andar. Par" a rua
lloga-n aos credores do fallecido Jos Antonio
Pereira llego, que aprsentelo seus dbitos, na m
da Cudria do Hecfe, loja .*!.<
Precisa-se de um pessoa para :aixeiro de urna
taberna do Rio-Formoscr; na Carr boa do Carmo
II. 1H.
Arada precisa-i' de um bom (oziuheiro, c de
urna preta para servco de casa; nref re-e eseravos
na rua da Senzala Vclha n. 60, esquina do beeeo do
IEHJBi
Vigsimo 700
Dao-se bolos de vendagerr ; no lar-
go de S. Pedi-o, sobrado de um andar
n. 9.
Precisa-se de um teitor que entend de borla,
para Iralar de um pequeo silio na Capunga : a fai-
na rua Nova n. 51.
I.uiza Thomaza da Conreiro vai ao Bio de
Janeiro loando em sua companlua urna filha menor,
c urna preta forra de nome Matildes.
Chegou a loja do Cardeal, na rua
do Rosario, o novo rape rotao france/., yov
precocommodo, para os amantes da boa
pitada.
Otlcrcce-se urna criada para ama de casa, a
qual tem bassante pralica: na Boa-Viste rua da Clo-
na n. 16.
I) abaixo assignado, professor jubilado naca
de.ra do geoaraplua e historia, do L>eeu, lem aborto
um curso deslas mermas disciplinas", e de rhetorica
em um collegio ; as pessoas que se quizerem mairi-
cular em qualquer dellas, podem procura-lo no mes-
mo collegio, rua da Cadeia n. 13.
Affonio Jos de OHreira.
Roga-se ao Sr. Sanaz l.ouis, cidado fraucez,
que antes de retirar-se para o Rio de Janeiro, ve-
uha saldar conlas com Domingos Bernardino da Cu-
nha, equau-loonao faca lera "de passar por algum
desgoslo na occasio do embarcar.
Jos Luz Fcrreira da Silva rclira-se para o Itio
de Janeiro, levando em sua companlua scu serviro,
o seucscravo Luir, rrioulo.
Precisa-se de 300S00' rs, a juros, sobre penho-
res de ouro : a Iralar na rua de llorlas u. 122.
Os titules das Ierras que se acham devolutas
ua rua da Alegra, do bairro da Boa-Visla, qoe al-
guem quer aforar, e oulros venderem, se acham na
(amara municipal do Recite, onde se conhecer
quem he o legitimo senhor.
Precisa-se alugar urna casa de um andar eso-
tSo, ou um seguudo andar que leona pelo menos cin-
. ,co bous quarlos, cozinha fra e seja arejada ; nAo se
escolhe a rua se nao fr muilo dislante do centro do
bairro de Santo Antonio ; paga-se bom aluguel, e
d-se a garanta que se exigir : a tratar no segundo
andar da casa n. 46 da rua do Qucimado.
, Arrenda-se o armazem de assucar da rua da
Guia n. 64, rom lodos os seus ulencilius, ou endem-
ia estes e aarante-se o arrecidamente por l.illrjUO rs.
annuaes ; tambera s^atefa o primeiro andar da mes-
ma casa : liata-se no aterro da Boa-Visla n. 60.
Precisa-se de urna escrava para ama de urna
casa de pouca familia : quem quizer, dirija-se ao
paleo de S. Pedro n.7.
-i Precisa-se alugar umsobradiuho.ou algum pri-
meiro andar, de ca-a que o seu prero nao evi eda de
10-3IXKJ rs. mensacs: quem o quizer arrendar, cu-
lenda-se no paleo da matriz de Santo Antonio, casa
de sobrado n. I, ou annuncie por este jornal.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a entinar nesta pia-
ra a mesma lingua com todo o esmero e
regularicliide concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhiraento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu presttnio,
protestando satisfazer a* e\pectiicao pu-
blica anda acuite dos maiores sacrificio,
e; emquituto nao lixar stm~rcsdeicia, devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendenles dirijam-se a'
finara da praca da Independencia ns.
tt e 8.
OSr. dieres Antonio Matoso de An-
drade Cmara tem cartas na rua larga do
Rosario n. 2 V, segundo andar.
LOTERA DO TIIEATM DE SAMA-ISABEL.
Corre indubitavelmente em 20 de
setembro do coi rente anno.
Aos l:000,v000,:000.>-00, 1:0()l).s000.
O caulelisla Salusliaiio de Aquino l'erreira avisa
aorespeilavel publico, que os seus bilheles c caute-
las nao sollrrm o descont de olo por cento do im-
posto gcral nos tres prneiras grandes premios.
Elles eslo exposlos venda as tejas j conhecidas
do respeilavcl publico.
Bilheles 11>000 10:0005000
Meios ,>;.(00 .):000S<)0O
Hilarlas -)K00 2:500JO0O
Oilavos 15.,0i) 1:-ri0900 .
Decimos 15300 1 -.0005000
Vigsimos 5,700 .'osooo
Da-se 80(W)00 r?. todo ou em parles a juros,
com penhores de. ouro ou prala : ua rua eslreilado
Kosario n. 7.
Jos Slaria Pereira, cidado brasileiro, retira-
se com sua familia para a provincia do Par.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de rcccbcr de Londres
dous elegantes pianos, l'eilio vertical, de Jacaranda,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos'hcm conherid
autores Collard A; Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
#^#9 # ffi@
S DENTISTA FBANCEZ. @
Paulo Gaignoai, estabelecido na rua lama f-C
;'} do Kosario n. 36, secundo andar, collora den- @
^ les com gengivas arliliciaes. c dentadura com- tx
$ pleta, 011 parte della, com a pressao (lo ar. $$
B Tambem tem para vender agua dcnlifriccdn @
.^. Dr. Pierre, e p para denles. Una larga t\o -;;
;.;. Rosario 11.36segundo andar. '^
J. Jane dentista,
continua rezidir na rua itjf*JL primeiro andar n. 19.
3? &: s ee
f O Dr. Sabino Olegario l.ndgern Plio mu-
f.-; dou-se para o palacete da rua de S. Francisco
'mundo novo) 11. 68 A. @
& V@ e@@@@
Ao commercio.
O abaixo assignado. convencido do muilo que con-
viria eslabelecer-sc em fmj.mbuco una aula em
que a mociilado, que se deslina carreira do rom-
inercio, pndesse pralicamenle adquirir os conbeci
111 Mas necessarios, para bemdcsemiienhar as func
ro ^; caixeiro em qualquer esrriplorio uariunal uu
e teiro, apezar de recunbecer as suas pouens
Z ,y.ocs para um semelhaitlc magisterio, vendo
1 lo, que oulros muilo mais babililados se nao
leV. al aqui proposlo a sso, vai elle, condado ni-
camente na pralica que lem de aliins anuos, abrir
para este liu. urna aula, na qual se propoe a ensiuaT
a fallar e^escrevera lingua iuclezaea france;a, con-
tahilidadee escrfpluiarflo commerrial par partidas
dobladas. As lices de cada uina das duas liiiL'uas
serao cm dias alternados, c para que os alumnos
possam em breve falla-las, mo se Ibes consentir
que depois dos primeiros (res mezes de licao fallem
ua aula oulra lingua. que njlo seja a da classe res-
pectiva. A abertura ter lugar no dia I. de de setem-
bro, c as pessoas que a quizerem frequenlar sede-
verlo com antecedencia dirigir loja dos Srs. tjou-
veia iS; Leile, na rua do (Jueimado, anude poderte
lamben! cblcr as mais infonnaroes, que a respeilo
desojaren!. Adverle-sc que a matricula s estar
aborta al o lim desle mez, r que depois desse dia
nao se podem adiufllir mais alumnos durante este
anuo.Jos da Mata.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
Xo antigo deposito da rua do Trapiche
n. 13, lia muito superior polassa da Kus-
sia e americana, ecal virgen), chegadaha
pouco, tudo por prero commodo.
JOIM.
Os abaixo assignados, douos da nova loja de ouri-
ves da rua do Cabus n. 11, confronte ao palco da
matri/e rua Nova, fazem publico que estilo comple-
tamente sortidos dos mais ricos c bellos goslos de to-
das as obras de ouro, necessarias tanto para scnbo-
ras, como para homons e meninas, e coulimiam os
precos sempre muilo ein conta ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras que venderem a passar urna
conta com responsabidadcespeciliraudoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, ticandu assim sujeitos
por qualquer duvida que apparecer.
Serafim & Irmao.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA,
professor da arte de msica, ollereec o seu presumo
ao respeitavel publico para leccionar na mesma arle
vocal e instrumental, tanto em sua cas cuino em ca-
sas particulares: quem do sen presumo se quizer
utilisar. diria-se rua do Aragao n. 27.
D-se dinbeiro a juros em pequeas quanlias,
sobre peuhores de ouro e prata : na rua Velha
u. 35.
Lava-se e eugomma-s com toda a periclito e
aceio : no largo da ribeira de S. los, na loja do so-
brado 11. 15.
3S 3it.1S
$ O Dr. .Ino Honorio Bezerra de Menezes, Si
formado em medicina pela lamida I- da lia-
@ hia, contina no ejercicio de sua prolissSo, na 55
rua Nova n. 10, segundo andar. fet
sgssa
James Craotree & Companliia fa-
zem sciente ao publico, que a bem conhe-
(cida graxa ngleza rf! 97 s se vende no
seu armazem, rua da Cruz 11. 42, em bar-
ricas de lo du/.ias de potes, e a preco de
.~)S000 cada barrial. O publico be con-
vidado a prestar toda a sua attencao para
o papel epte cada pote desta graxa traz, o
qual mostra o nomedoseti verdadeiro au-
torDay & Martin n. 97Holbon Lon-
don, nlim de nao confundircm-na com
outra graxa do inesmo numero, e qoe
tem sido importada ltimamente, mas
que no entretanto niioliedaquelle autor.
O abaixo assignado, berdeiro do tinado Joo
l'irmino da Costa Barrada, declara que, existindo
umalellra perlencenlcao mesmo Joiln l-irminn, acei-
la pelo major l''raiici>coAnloio Pereira dos Santos,
ja fallecido, proveniente da venda que lite tez do
euueiiho Tenlngll, a qual lellra he da qtianlia de
3:O0arO00, e se ach vencida desde 31 de julhu de
183.", c como ignore em poder de qucm ella exisla,
roga a qualquer pessoa que souber 011 alivcr.declarc
por este Diario, assegurando-lbc o abaixo assignado
sua gralid(lo poruinlal motivo.
Joo da Rocha ll'anderley Uta.
B ^o 60NSULT0R16 5
% DO DR- CASANOVA, 5^
fe RL'A DAS CltlZES N. 28, B
$ acha-se venda um grande sin lmenlo de %t
w carleiras de lodos os lainaiilios, por preros W
g/ muilo em conta. &
gj Ementes de homeopalhia, 1 vols. 6>IKM| M
Si U onra de tintura a esrolha 18000 M
'& Tobos avulsos a esculla a 500 e 300 ^
AGENCIA DE PSSAPOKTES E TITl-
LOS DE RESIDENCIA.
e* Tiram-se passaporles, tanto para dentro
c\)iiio para lora do imperio, e (lulos de
residencia, por muilo commodo prero:
quem precisar, dirija-te a rua do Crespo
11. 10, loja do Sr. Jos Goncalves Malve-
ra, (pie achara' coin.queirj tratar.
Quem quizer compr una mulata
moca, e perfeita em todo servido de tuna
casa de famili, procure-a na rua Xova n.
Gr, segundo anuar.
Na rua da Cruz n. 26, primjro an-
dar, tem urna carta pura ser entregue em
mao propria ao Sr. Dr. Alfonso Jos; de
Hendonca.
t DE DAGUERRE CRYS-
TALOTYPO.
NOVA DESCOBEKTA DE TIKAK
RETRATOS INSTANTNEOS
. fj roupas rUiras sao as wclUorcs para
ai Jim.
O abaixo assignado faz sciente ao respei-
lavel publico, que acaba de descobrir um

m
e
1$
I
i
i
nielbodo de retratar crianras por meio da (j.
elecltiridade. W
Tambera limpa retratos antigs ( nao es- ()
lando arrauhados ), daiulo-lbcso mesmu vi- '/?.
* gor j|uc liiihain na propria hora em que se w
p Urafam. (O.
/A p_ estabelecimento esl completamente ir.
'w sqrlido de tiros quadros, caixas, cassolels, 'V
^) aliis, pulceiras e allineles. Aterro 11. i, ler- tfif
^L ceiro andar. W
*9 Joaqun J. Pacheco.
#sSSd:SSSS0:MM
i IJueiii annunriou querer comprar urna casa
terrea du valor .le 1 :<>00oQ0!l, dirija-so ao caes do
llamos, nico sobrado da 2 andares, no segando an-
dar. Ka mr-M.a casa precisa-se de um teitor para
engenho, preferindo-se das libas.
COMPRAS.
Compram-se S a 10 milbeiros de cachimbos de
barro : quem tiver annuncie para ser procurado.
Compram-se os ns.do Diario 113 e 120 do cor-
rente anno : na prara da independencia liviana n.
6 e 8, boje nicamente al o meio dia.
Compra-so um violo de bas vozes : qucm li-
ver annunrie.
Cotnpra-se ou hv polhoca-se una casa terrea,
sendo em ras frcquendas e no bairro de Sanio An-
tonio ou S. Jos : quem quizer fazer algum desles
negocios, dirija-se n rua da Viraro 11. 9, ou an-
nuncie. ,
Compra-se una casa terrea em quaquer urna
das fregnetiai desla prara. al ovalar de 1:0000000,
estando desembarazada : quem quizer annuncie.
VENDAS
PL'BLICAEAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de alaria, adoptado pelos
reverendsimos padres tapuchiiihus de K. S. da I'c-
nha d^sla cidade. au^meulado com a novena da Se-
nhor da Conceicao, c da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c deS. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. ti c 8.da prara da
iudepeiidcnria. a I5OOU.
SYSTEMA
MEDI.CO DE
1IOLLOWAV
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
MABEL.
Corre indubitavelmente no dia 20 de se-
tembro do corrente anno.
Aos 10:0009000, 3:0009000
1:000j>000.
Na rua da Cadeia do Re-
cite, teja de cambio do Vi-
eua 11. -J. vendem-se os
mui arredilados bilheles e
catrtelas do caulelisla Salus-
tiano de Aquino Ferreira.
O bilheles e cautelas no
solTretn o descont de 8 "
lio imposto -ra I nos tres
primeiros premios arandes.
II.5OO 10:00 .V5UO 0:0005000
2*600 2:5003000
15-WO 1:2.50.5000
ItfMJO 1:0003000
3"00 .jOOsOOO
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de 5\ portas, na rua do Li-
viamenlo 11. 8, 10 pe do armazem de
louca,
vendem-se chitas linas escuras, de cores Blas, com
pequeo loque de molo, e niolhado que seja sabe, o
covado 100, cassas de cores, muilo lindos goslos a
100 rs. a vara, ricos corles de cambraia de seda cora
S e 3 babados, bordados, a 10-5.1 lo e 125000', e ou-
tras muilas fa/endas mais baratas do que em oulra
qualquer parle.
Vende-se um preto de nacao de lodo servido,
sem vicios ncm achaques, o motivo se dir ao com-
prador : na rua do Eneanlamenlo 11. 3.
Vendem-se no villa da Estada duas inoradas
de rasas terreas, proprias para qualquer nesorio, por
seren edificadas 110 paleo da feira ; quem as preten-
der, dirija-se a Jos Antonio de Honra, morador na
mesma villa.
Vendem-se 2 mualas, saliendo perfcilamenle
engommar e coser, 3 mnlatinhas de 2, 4 e ti anuos,
2 negros de nar.lo, I crioull cun 2i anuos prenda-
da, e I cahrinha rom 12 annos: na rua da Senzala
Vclha u. 70, segundo ou lercciro andares, se dir
quem vende.
Vendetn-se fazendas de todas as
quaiidades por inuito menos de seu
preco primitivo, nicamente para
lquidaclo*: na ruada Cadeia do
Recife, loja 11. 00.
A endem-se oito escrav us, sendo, quatro inoleco-
tes de bonitas lisuras, qualro eseravos de lodo ser-
vico : na rua Direila n. 3.
A 2i0, dinbeiro a' vista.
As chites francezas que se annunciaran a 280 o
ovado, sendo de2, 3e cores na cslampa, vendem-
se boje pelo barate prego de 210 o covado, sendo as
mais mudeniHS'cm padroes : na loja de Cregorio A;
Silvcira, rua do Qucimado n. T.
^ Ka loja de qualro porlas na rua do Queima- Sg
S do n. 10, ha um coniplelo sortimeulo de cor- 8|
B les de easemiras de cores padres modernos, ^
W e pelo barate prero de 45800 rs.
TOAJLHAS
\ endem-se loalhas de panno de linho adamasra-
dascora '.) palmos de comprido c ti de largura a 29,
suardanapus da mesma qualidade a 33600 a duzia,
loalhas para roste lambem adamascadas a 103000 a
duzia : na rua do Crespo, loja n. 6,
A ,S.">00, dinbeiro a' vista.
Corles ilc cambraia de barra franceza, com 8 va-
ras, c um mclro de laraura, pelo barato prero de
13)00 : vendem-se na loja de Cregorio ;Silvcira,
rua do IJucimado 11. 7.
Yetidcm-so 1!) travs de i") palmos cada urna de
superior qualidade: quem as mesillas quizer com-
prar dirija-se ao Forte do Mallos rua da Codorniz
taberna 11. 8, que achara com quem tralar.
Vende-se um cavallo ruco com todos os anda-
res, e bastante gordo : a Iralar na rua de Horlas
11. 122.
Vendem-se cortes de chila franceza larga, do
edres lixas e bous padrees a 23OOO cada corte : na
lo|a de i portal, na rua do Oueimado n. 10.
PROTECCAO' AOPOVO.
320 rs.
Catsa franceza para vestido cora delicadas cores c
livasr engracilos desenlio- e muilo bous pannos, por
.120, s. ocovado, dinbeiro i visla, nao deixar .le
PILLMS 1I0LL0U.4Y.
Este inestimavel especilieo, rom|ioslo inleiranien-
Ic de liervas inedieinaes, nao conten mercurio, nem
oulra ateuma substancia dcleclerea. Benigno i mais
lenra infancia, e cumpleicao mais delicada, he
igualinenlc prompto e seguro para desarraigar o
mal na rmnpleirao mais robusta; he inleiramenle
iniocenle era suas operarf.es e clteitos; pois busca o
reinovc as (locuras de qualquer especie e grao, por
mais litigas e leuazes que sejam.
Entre milbares de pessoas ruradas com esle reme-
dio, muilas quej estavam s portes da morlc, per-
severando em seu uso, conseguiram recobrar a sa-
de e forras, depois do baver tentado intilmente,
todos os oulros remedios.
As mais aftliclas niio devem entregar-se deses-
pera(;ilo: farain uin competente ensaio dos eflicazes
ell'cilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
perarao o beneficio da sade.
Niio se perca lempo ein tomar esse rmedio para
qualquer das seeuiules enfermidades:
llnnaralo Joscph de Oliveira Tigueiredo, eon-
senhrTr do engenho Arasuaba, ua Ribeira de Una, ua
freguezia deS. Micuel de Barrciros, vende as partes
que naquelle engenho tem : a tratar na rua das Cin-
co Ponas, sobrado n. t>2.
O obaito assignado faz sciente ao publico, que
comprou a botica da rua do Rmigel 11. 8, ao Sr. Jos
lliaiidan da Rocha, tirando obrigado a pasar as di-
vidas provenientes de drogas para dila bolica. sem
responsabilidade de conlas anligas de Manoel Rodri-
gues Pinte, ermita- particulares conlrahidas por Joa-
quim Rodrigues Pinte, a pretexte de socio que tei da
mesma bolica. Recife 20 de aeosto de 18.y.
Manuel l'euolo da Silva.
Accidentes epilpticos.
Al porras.
Ampolas.
Arcias (mal d',.
Aslhma.
Clicas.
Convulsoes.
Uehilidade ou cvlenua-
co.
Dcbilidadc ou falla de
torcas para qualquer
cousa.
llesinlcria.
I '"i de garzanla..
(( de barriga.
nos rins.
Dureza no ventee.
Enfermidades 110 ligado.
o venreas.
Enxaqueca.
Ilervsipela.
I ebfes biliosas.
intermitiente-.
de toda especie.
Cola.
Ilemorrboidas.
Ilvdropisia.
Ictericia.
Indigestas!.
lullammacoes.
Irregularidades da meus-
truacao.
l-ombrigas de toda espe-
:cier
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslrurcao de venlre.
Pbthisica ou consuniprilo
pulmonar.
Relenro d'ourina.
Rrieumalismo.
Svmplomas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo .mal).
VedMem-se eslas ptelas no eslabelecimente geral
de Londres, n. 21 f-tranil, e na loja de lodos os
boticarios, droguistas c outras pessoas encarrecadas
desua venda cm toda a America do Sal, llavana e
llespanha.
Vende-se as boeciinhas a 800 res. Cada urna del-
las roulm urna inslrucro em porluguez para 'ex-
plicar o modo dse usar deslas pilula .
O deposito geral be era rasado Sr. sSoura, phar-
luaceulico. na rda da Cruz n.22, cm Pernaiu uco.
ATTENEAO",
Vende-se 110 aterro da Boa Vista 11.72,
loja de uii'.i I-/..I- nielas para meninos e meninas a
lO rs. o par, ditas para setiboras a 210 rs., ditas
brancas e cruas para liemein a 120 rs., botoespara
calca, urna grua por ICO rs.; ditos de marca a 100
rs.; Olas de linho, nina peca lo rs.; grampasn 10 rs.
o maro ; lilas de todas as quaiidades a 80, 120, 100,
-Mil e 240 rs. a vara, sorteadas linas ; trancas para
enleflar vestidos a 30 rs. a peca; penlcs de alar ca-
bello linos, a640 rs.; oulros a 200 rs.; liuha decar-
riiel de cor e branca, a 20 rs. o carrilel; pregvs fran-
cezes a 320 rs.; cuneo de lustre e hezerro fraucez pe-
lo barate : lamhein se vende a loja com uin grande
abalimenlo, muito propria para qualquer princi-
piante : a Iralar ua mesma.
Vende-se una loja de calcados: ua rua do l.i-
vramenlo 11. 33.
Vende-se um cavallo cliegado lion-
tem do mallo, o qual anda bem babeo e
esquina : na oocheira do Sr. Sebastiio, na
rua da Florentina.
Vendetn-se 2 pinitos fot-tes de arma-
rio, uovos, muilo elegantes e de muito
Vende-se nm cavallo alasao que auda baixo e
esquipa, be muito novoe sem arhaqoes: quem pre-
cisar, uirija-se rua do Queimado o. 20, qoe achara
com qucm tralar, e dir-se-ha porque se vende.
Vende-se urna casa de laipa, sita no lugar dos
Apipuros, com una sala, dous quarlos, rozioha e
n!"l"(i CerCad" P0' :W09000 : ra rua Nota
na
w.
agradar aos bous paisde familia, que com economa, lia -j '
desojara o aceio : ua rua do Crespo, loja 11. 12, de e ,"da- e por preco comrc
loa da Silva Campos g Companhia. Wia-do Trapichen. 16,
YENEZIANAS. ^.*'^ Antonio de AlmeiC
No aterro da Bod-Vistajt ,,aH,r'
ha um sorlimenlo de venezianas crH Titas verdes
de linho c de lila, com caixa e sem ella, e lambem
coiicerlam-se as mesmas.
Dir.heiro a'vista.
Vendem-se as fazendas seguiules, por baratos pre-
ros.
Chites fritncezas largas, o covado 220
Ditas de cubera, dito 180
Dilas de dilas dito 00
Riscades clmelos para vestido, o covade 160
L3a para vestidos, dilo 600
Alpaca cscoccz, dilo 500
Curies de chita franceza larga com 13 cova-
, Ditos de dila cor lixa com ninfo a I36OO
Meias para senhora, u par 240
Dilas jiara dila mais linas, dilo 320
Borzeguins para senhora 33200
Romeiras de lite para senhora 43.JOO
l.enros de reros de todas as cotes 800
Ditos de terral I3OO
Toncados para senhora, ultima moda .9000
Corles de vestido de USSS franceza 23000
Ditos de dilo de dita 23500
Dilos de cambraia de salpiros 33200
Cassas francezas de cores Osas, a vara 600
Ditas de cores escuras, dita 180
Corles de cambraia com 8 varas 33000
Dito: de seda de quadros lJOOO
Ditos de dita lavrados 203000
Chales de retro! de 4 ponas 203000
Grande sorlimeulo de manteletes a pre-
cos de I O3OOO, 123000 e 1', |0l H)
e outras muilas fazendas que se veudem muilo em
conta, na loja da estrella, de Gregorio A; Silveira,
rua do Queimado n. 7.
BKIMBKANCO E DE COR.
Vende-se brim traurado de linho a 500 rs. a vara,
dilo esruro de quadros lambem de linho a 600 e 720
rs.: ua rua do Crespo 11. 6.
Aterro da Boa-Vista n. 55.
- Vendem-se saccas com millio .
loja n. 6 da rua da Cadeia do Recife, es-
quina do neceo Lurpo
BARATO SIM, FUDo NAO".
Al 0*000 rt. o corte e OVO rs. ocovado!!!
>a rna do Quemado loja ,,. |7, a0 j b ,
tem para vender os mais moderno, cr.e, de vesti-
dos de gaze de seda, com 18 covado, cada corle ou
610rs. cada covado. Esla fazenda he aVanTorooria
e delicada que velo no ultimo navio do Havre para
validos das senhoras do grande tem; dso-ta as
.iio.i-iias rom penhores.
Vcndem-se relorjios de patente e
Itorisontaes de ouro e de prata, e de prata
dourados, |>oi preco commodo : na rua
da Cruzn. 26, primei ro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez, camisas francezas com peitosde linbo
e de madapolao, aberturas para camisas
de linho e madapolao, espingardas fran-
cezas de dous catinos para ac, superior
kirche e absintho,- tudo por preco com-
modo : na rua da Cruz n- 2(, pYimeiro
andar.
Fil de cores.
Vende-se na loja de Grezorio & Silveira rna do
Queimado n. 7 defrontedo becco do Peixc Frito, fi-
lo de cores, sendo branco, preto, cr de rosa, vente,
amarello e cor de cinza, pelo diminuto preco de 400
I vara, manenUos de cambraia bordados a I36OO,
13800 c a 23000 o par, gofinhasde cambraia borda-
Jas de ponto de cadeia, proprias para roupilo de se-
hOH a 320. 100 c a 500 rs. _
l'arinha de mandioca de Sania Calharina, mili-
to nova e de superior qualidade : vende-se a burdo
(te polaca Cndor ; 1 Iralar com o capilo, 011 cora
Manoel da hilva Santos, na rua da Cadeia 11. 10.
Na rua da Cadeia do Recite 11.60, vendem-se os
seguiules vinhos, os mais superiores-OJie tem vindo a
este mercado.
l'orlo, .
Bneellas,
Xerez cor., de ouro, .
Dito escuror
Madeira,
em raixinhas de urna duzia de garrafas, e visla da
qu alidude por prero muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
.Na roa da Cadeia do Recite n. 50 ha para vender
barris con cal de Lisboa, rccenlemenlc ebegad;
Tai xas para engenho s.
Na fundicao' de ferro de D.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de tai\as de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em cano
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenqao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empreado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo' no idioma portuguez, em casa de
H. O. Biber & Companlua, na ruada
Cruz, n. 4.
Vende-se fumo em folha, de varias
quaiidades, escolladas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na rua do Trapichen. 10.
l)eposito de potassa e cal de Lisboa.
Na rua de Apollo, arma/.cm de Leal
Res, continua a ter as legitimas quaiida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem em pedia : tudo por preco a
satisfazer aos seus autigos e novos'lre-
guezes.
Cola da Baha, deUpialidadeesco-
coinmodo": a tratar na
segundo andar,
da Gomes & Com-
panhia. ,
Louca vidrada, necebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mezv sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na Vua do Tra-
pihc n. 16. seguudo andar.
Vende-se superior l'arinha de man-
dioca de Santa Catharina, em saccas por
preco muito commodo : a tratar no arma-
zem de Jos Joaquim l'ereira de Mello, no
caes da Alfandega, oft com Novaes & C.
na rua do Trapichen. 54, primeiro an-
dar.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO
NA-',V.IDU^0 D1 *"E0 DO ENGE-
i,,^'^ vPAVI W" BOWNIAN. NA
. IUA,J BR. PASSANDO O CHA-
r AKIZ,
ha sempre Sn grande sorlirnento dos seguiules ob-
eclos de mechausmo, propno, eilwnhoii sa.
ber : moeiid a meta, nmendw da mais moderna
conslrurrao ; tetxas de ferro fUU(lido b M
superior cualidade, e de lodo, tamanhos ; rodas
dentadas para agua oa animae. da Udas r'r0por-
tues ; crivos e boceas de fornalh. e sfairu, eoii-
ro. aguilh.es.bronzes parafusos e cavill,es, moinlios
de iliandio.-a. etc. ctr.
NA MESMA FUNDICAO
se excculain tedas as encommendas com a superiori-
dade ja cunhecida, o com a devida presteza e comniu-
didade em prero.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton di C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarraado.
Selhns iuglezes.
Relogios de ouro patente nglez.
Chicotes de carro.
Farelio em saccas de o arrobas.
Fornos de l'arinha.
Candelabros e candieiios bromeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro
Cobre de forro.
t Sedas. 1
s Vendem-se sedas lisas furta-cores, de goslo
o mais delicado que lem vindo a esla praca, 9
g pelo liaralissimo preco. de 1*280 rs. o cova- #
do : n rua do Queimado, teja da subradu U
amarelb n. 29, de Jos Moreira Upes. f
Cassas hancezas a 30 o covado.
>a rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, veudem-se cassas franceza. d m>.ii h
boas vo/.es, c 1 machina ngleza lithogra-
phica com lodos, os prearos necessarios,
e ~> pedias de sobresalientes : na Kia do
Trapiche Novo 11. ~>.
MOEXDAS SUPERIORES. .
Na fundicao de C. Starr & Companlua
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Harinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quiudastes), para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais comtnodos.
Na rua das Croles n. iO, lalierna do Campos,
ha porrao de bichas hamhurguezas das melbore- que
ha no ulereado, quesevende em porcocs e a rel.ilbo,
e tamben) >e alugam.
um cabriolel novo, de
Vende-se
bom goslo.
Ai que fri.
Vende-sc suneriores oberlores de tapete, de di-
versas rores, grandes a 13200 rs.. dilos brancas a
I92OOrs., dilos com pelo a iniilacao dos de papa a
18100 rs.: na rua do Crespo loja n. li.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 e 9
em da melhor qualidade que ha uu mercado, fei-
tas no Ararat. : na rua da Cadeia do Recite 11. 19,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba do Aracal) : na rita da
Cadeia do Recife 11. 19, primeiro andar.
NO CONSULTORIO HOHF.OP lTIUI O
DO
DR. IVA. LOBO HOSCOSO.
Vcudcni-su as seguiules obras de homeopalhia cm
fraucez :
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes
Rapou, histeria da homeopalhia, 2 volumes
llarlliinan, tratado completo das molestias
dos meninos. 1 volunte
A. Teste, materia medica bom.
Ite Rayle, doutrina medica bom.
Clnica de Staoucli
Oirling, verdade da bumeopalhia
Jahr, tralndo completo das molestias 11er-
165000
KijOOO
105000
7.5000
65000
1;ooo
vosas
Diccionario de Nvslen
cassas francezas de muilo bem
goslo, 320 o covado."
Jacaranda' demuito boanbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Farinha de S. Mstheus.
Vende-se superior farinha de mandioca
muilo nova chegada de S. Malheos e por
preco commodo. a bordo do hiate kiidaz sur- !
lo no caes do Collegio, para porgues no que
se far abale de preco: Irala-sc no esrriplo-
rio da la da Cruz n. 40 primeiro andar.
, Vende-soJariiiha demandioca : a bordo da po-
laca aCundor,u a Iralar cota Tasso Irmaos.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se 1 prejo commodo, em casa de Barroca"1
& Caslro. na rua da Cadeia do Recife n. 4.
Vende-se urna balanra romna com lodos os
scus pertences. em bom uso e de 2,000 libras : qucm
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de alendan
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de eseravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
POTASSA BRAS1LEIRA. <$
S) Vende-se superior potassa, fa- 0
bricada no Rio de Janeiro, che- tgt
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experime
tados : na rua da Cruz n.
mazem de L. Leconte
Companhia.
SALSA PAl.
nova e de superior qualidade, em rosol pequeos
vende-se ua Iravessa da' Madre de Daos, armazem
VINDO DO PORTO MUITO Fb\.
Vende-se superior vinho do* Porto
em barris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da rua do Aeeite de Peixe, 11.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Coinuanhia, na rua do Trapiche, n. 54.
V4JtVe-se um excellenle rarnnbo de 4 rodas,
mui bem construido,e*m bom estado ; esl eiposlu
na rua do Arasao, casa do Sr. Nesmen. 6, onde po-
dem os pretendenles examina-lo, e tratar do liuste
com o mesmo senhor cimf, ou ua rua da Crnt no
Recife 11. 27, armazem.
Vendem-se a *> saccas gran des com arroz de
casca: nd armazem defronle da porta da alfandega.
yiEiJosEPRBStyaos.
Rn rua da Cruz do Rerife no.atmazem 11. 62. de
Antonio Francisco Martim, se vendeos mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para hambre, ul-
limameute chegados na barca ingleza I alpa-
raito.
Na rua da Cadeia do_ ReFe n. 00, arma-
zem de Ile'nrique Gibson :
.veudem-se relogios de ouro de nbonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, pur preco commodo.
Ka rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llano.la para forro desellinsche-
gada recentemente da America.
Moinhos de vento
'ombmbaselerepuxopara regar borlase baila,
de capim. na fundicao de D. W. Bowman : na rtta
do Brum ns. 6, 8 e 10. ^W
Padaria. Vn'
Kada: tratar
Devoto Ciitistjfr
Sahiu a luz a 2. edieo do UfrTnho denominido
Devoto Cbri-.tilo.mais correcto e arrecentado: vende-
se nicamente na livraria n. Se 8 da prara di In-
lependeucia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : -veodem-ie na rua do Crespo, loja di
esquina que volta para 1 cadeia.
Vende se urna preta da Cosa, boa quilandei-
ra ; na rua de Apollo n. 4 A.
Vende-se urna taberna muilo afreguezada para
a Ierra e mallo, no lempo de safra ; o motivo de se
vender se oir au comprador; na padaria do Sr.
Manoel Aulonio de Jess, rua larga do Rosario
n. 18.
-^ Vendem-se diccionarios de Montes, 5." edic-
r.lo, e biblia sagrada pelo padre Pereira, nilid en-
c.uderuarao. a e-collier, e por diminuto preso : na
rua do Sol 11. 23, segundo andar.
Vende-se urna preta da Costa, moca, sem acif-
ques, muilo sadia, nao bebe espirito, nao./age, lie
fiel, engomma, ensalma, rozinha e vende na rua :
na Boa-Vista, rua dos Prazeres nos Coellios, 3 casa
terrea a direila.
\ ende"-se urna car roca em bom eslado com
uut boi inuilo bom : quem a pretender dirija-se a
JPle.l.ide, ua taberna de Bernardino Jos a Costa
'que dir quem vende.
Vende-se urna padaria muilo afrea
com Tasso & Irmaos.
ESCRAVOS FGIDOS.
IwSL
69000
105000
Ka rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grume, como cm vellas, cm cai-
xas, com muilo bom sorlimenlo c de svperior quali-
dade, Chegada de Lisboa na barca Cratidao, assim
como bolacbinlias em latas de s lilua-,e farelio muilo
novoem saccas de mais de ;( arrobas.
0 Deposito de vinho de cham-
n pagne Chateau-Ay, primeiraqna. M
fj lidade, de propriedade do condi (A
r* de Mareuil, rua da Cruz do Re- *
cife n. 20: este vinho, o melhor "
de toda a champagne vende- (0
^ se a oS'000 rs. cada caixa, acha- Q
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B. @)
As caixas sao marcadas a fogo ($f
i) Conde de Mareuil e os rtulos 0
^ das garrafas sao azues. M
AOS SEMIORKS DE ENCENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes e encorpados,
dilos hranros compeli, muilo Brandes, imilando os
de 13a. a 1>100 : na roa do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vendem-se rclosios 1
barate de que em qual,,*
na prara da Independen
Deposito da fabrica de Todo 01
Vende-se, em casa de K. O. Bieb|
da Cruz.n. 4, ateoda trancado
mui lo proprio para sarcos de assucar J
cravos, por prero commodo.
Vcndcm-sc em casa de Me. Cd
panhia. na praca do Corpo SantonJ
vinho deMarscilleem caixas de 3 a]
em novel!", ccarreleis. breu emj
grandes, aro de milao sorlido, ferrs]
AGENCIA
Da Fundicao' Low Moc
Senzala nova n.
Neste estabelecimento ce
ver um completo sortimenl
das e meias moendas para
chinas de vapor, e taixas 1
e coado, de todos os tan
dito.
Na rua do Vigario ni
ro andar, tem para vender [
ticas para piano, violao e I
sejam, quadrilbas, valsas, ri
tickes, modinhas, tudo al
cliegado do Rio de Janeiro.!
gemela** Edwla
Ka rua de Apollo n. 6, armazem]
iSl Companhia, acha-se constanleil
lucillo, do laivas de ferro ruado e|
saromo fundas, moendas hiedras
ra animaes, agoa, ele, ditas para a j
ra de lodos os tamaitos e modelos
marhina horisonlal para vapor
I cavados, cocos, passadeiras dd.
para casa de purgar, por menos 1
bre, esco vens para navios, ferr
I has de (landres ; tudo por barato
bul
de
Jsdo
Ico-
Ifo-
>o dia 16 de agosto de 1SS s 3 horas da larde,
desapparecej desla villa de Serinhcm, a cabra Jo-
ann com os signaes seguiules, 14 anuos, altara re-
gular umlanlusecca, cara e narizchalu, bocea grande,
lem a flor do roste um lauto manchada, bem como
brac,o e peilo : roga-se a qualquer luloridade ou
pesoa do povo que appreheudam. dirijam-se nesla
villa a casa de Filippe Kunes da Silva, que ser gra-
tificado de seu trablbo com generosidade.
Desapparcceu do engenho Malemba, no dia 6
do corrente, uin mulato de notnavAgostinho, com os
signaes segrales : cor am^A|, baixo, peritas
arqueada, e cora bobas p^^M Hual foi du ser-
tan : quemo pegar, lejdlfl ^k Crusahv, ou
ru.i da (1.incordia nSjfl ^B Jos M. de
Alh'jquerquc AUsH vecompen-
sado.
No 01 P'areceu o preto
1 1.1 lanmi Wo orpbaos de Jos
tallador e costuma
Tjue auda com urna canoa
Sr. Antonio Botelho l>in-
uoa he de um pao, s e lem
m lado, e una taboa do paneiro
prtenlo a quem o pegar ou del-
la, ou da dila canoa, de dirigir-se rna
11. 28 que ser bem recompensado.
Desapparcceu no dia 17 do correute agoste,
las 7 horas da tarde, o moleque AU'ouso, de uaeflo
CamundouEo, idade 20 e tantos annos, sem barba
secco do corpo, bonita figura, hem fallante ; tevoii
calca de rasemira azul, camisa de algodao, e chapeo
de palha com fita preta larga. Este moleque foi sem-
pre de boa conducta, e nao leudo motivos para fugir,
suppOe-sc que tenha sido furlado ; pede-se, porlan-
lo. as autoridades policiaes ou capilaes de campo, a
sua apprehensao, pelo que se gratificar, na ru de
Apollo n. 4 A.
Desappareceu a J6 de agoste o escravn Bene-
dicto, de idade 24 annos, cor prela, reforjado do
corpo, nariz chato, parece crioulo. Ksle escravo fui
comprado a Manoel Seraphim de Araujo, lavrador
do engenho Jurissaca ; costuma a lugir para o Cabo,
Sanio Antao, Ipojuca, Escada, eniesmo pelos mallos
dos mesmos engenlios: quem o pegar, poder parti-
cipar na rua Direila n. 14, que ser geuerosameule
recompensado.
Anda continua eslar fgido o preto que, em 11
de selcnibro prximo passado, foi (te .Monten u a um
mandado uu cngenlio Verlentc. acumpaiibando uinas
vareas de .mando doSr. Jos Beriwroiuu l'ereira de
linio, que o aluguu para o mesmo fnn; o escravo lie
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um tagua! grande
de ferida na perna direila, cor pitia, nadegas em-
pinad para fura, punca barba, lera o terceiro dedo
da 111,0 direila enculhido, e falla-lbe o quario: Ic-
vou volido calca azul de zuarle, camisa do algodao
lizo americano, porm levou outra roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo preto de seda novo, c usa
sempre de correia na cinla: quem o pegar leve-o na
rua do Vinario 11. 27 a seu senhor Kornio Antonio
da Silva Alean lara, uu 110 largo do Pelouriubo arma-
zem de assucar n. 5 a 7 de Kuniao/A; C, que ser re-
compensado.
Desappareceu no dia 1. de agostoo.preto Rav-
mundo, crioulo, com 2j annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, condecido alli por Raj-
uiuiidu do Paula, muilo ron vvenle, locador de Oau-
din, r.mlador, quebrado de urna v erilha. barita ser-
rada, beirus grossos, estatura regular, diz saber lr
e escrever, lem sido>nconlrado por vezes por delraz
da rua do Caldcireiro, juntamente com urna preta
sna concubina, que lem o appellido de Maria cinco
reis ; paranlo roga-se as autoridades policiaes, ca-
pir- de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
preheudam e levem i rua Direila n. 70, que sero
generosamente gratificados.
\
<* '
;
-
l
PERN. : TVP. DE M. K. DE FAR1A. 1K4


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