Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01440


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Full Text
\
ANNO XXX. N. 192,

Por 3 meze* adiantados 4,000.
Por 3 meze venados 4,500.
------ iiii^m
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r.


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*.

OUARTA FEIRA 23 DE AGOSTO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCARREC|POS DA SCBSCRIPCAO-.
Recife, o proprietario M. F. de Faiia; Rio de Ja-
neiro, o.Sr. JoaoPareira Marfins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Rsrnardo deMen-
donra; Parahiba, o Sr. Gervazio "V ictor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, oSr. Justino Jos Ramos
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8a 26 1/2 d. por 15
Paris, 365 rs. por 1 f.
c Lisboa, 105 por 100.
c Rio de Janeiro, a 1 0/0 dedisconle.
Acces do baes 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
]Ouro.Oncas hespanholas. .
Moedas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de 4000. .
[ PrataPalaces brasileiros .
Pesos columnarios. .
mexicanos......
298000
169000
16M0O
99000
19940
19940
19860
PARTIDA DOS COBREIOS.
OHnda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Visla, Ex Ouricury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quinus-feiras.
PREAMAR DE IIOJR.
Primeira s 3 horas e 42 minutos da larda.
Segunda s 4 horas e 6 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
ribunal do Commercio, segundas equiutas-feiras.
elaco, tergas-feiras e sabbados.
azenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas,
iiizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
.* vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
.* vara docivel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Agosto 8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
31 Quarto crescente s 3 horas, 48 mi-
nuto e 48 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
21 Segunda. S. Joanna Francisca Romana viu.
22 Terca. Ss. Anthuza e Agathonica mm.
23 Quarta. S. Felippe Benicio ; S. Davina.
24 Quinta. S. Bartholomeu ap.; S. Protolomeo
25 Sexta; S. Luiz rei de Franca; S. Gerosino b.
26 Sabbado. S. Zeferino p. m. ; S. Constancia.
27 Domingo. 12. O Sagrado Coracao daSS. Vir-
. gem M i' da. Dos ; S. Jos de Calazans.
Os senliores assignantes do interior des*
ta e das provincias do norte queiram an-
te* do y encimento de.suas asignaturas da-
rem parte aos nossos correspeadentes, c;i-
so nao ciLieiiam continuar viiibscripqao;
ficandoentendido, qne nao avisando con-
tinuam, e nao Ibes sera' suspensa a re-
meta.
He livre ao nibscriptor comeqar a assig-
natura no mez que quizer, com tanto-que
o faca por quartel, semestre, ou anno.
PARTE 0FFlAL
GOVERNO SA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 21 DE AGOSTO.
Ollicio.Ao Exm. bispo diocesano, communienn-
do que, segundo consta de participado da secreta-
ria de estado dos negocios di justra de 27 de julho
ultimo, te conceder por portaras de 16 de maio e
28 de novembro do anuo passado, o padre Jofln
Jos do Espirito Santo, vigario da freguezia de N.
S. da I.uz, na provincia da Parabiha, a |icenna qoe
pede eni sea requerimenlo informado em.1 de juiho
do corrate auno. Communicou-se ao mencionado
vinario.
Dito.Ao coronel eommandante Jas armas, di-
zeudo ein resposla ao seu "lucio de 11 do crrenle
soh n.7."i3quc, mo obstante pertewer o lampead
existente no qaarlel do Panizo ao carpo de polica,
segundo nformou o respectivo romm unanle, toda-
va pode ahi ficar dito lampean, pos que nesla dala
se expede ordem para ser fornecido um outro -
quelle corpo. Neste sentido expedio-se ordem o
arsenal di.gueira e comrauncbu-sc a) commandau-
te do corjlb jte polica.
Dito.Ao mesmo, devolvendo os papis que'a-
companhartm o oflicio de S. S. n. tt\, e dizemlo
que o conimandantc de destacamento de Flores ja
liavia feilo igual communicare acera, da oecarren-'
cia da evatao de alguns presos da cideia d.i Villa
Bella. -
Dlo.Ao mesmo, rernmmendando a expcdir.o
de suas ordens para que d'ora ein diante, sejam rece-
bidos no quartel do Paraizo, conforme requsitou o
coinmandinle superior da guarda nacional desle
municipio, os guardaque para all oreui .remedi-
dos por falla de sen ico. Commanicnu-se ao com-
mandante superior.
Dito.A Ihesouraria de fazehda, communicando
ter participado o baclurel Gaspar de Menezes Vas-
concellos ile Drnmmond haver no dia !< de julho ulti-
mo, entrado no exerccio das funcc,0es dejuiz mu-
nicipai e de orpliilos dos termos de Rio Formpso e
Serinliaeni por ter o barharel Joilo B ptsta Gonral-
ves Campos assumido o ejercicio da v jra de direito
daquella comarca.Coinraunicou-se ao consclheiro
presidente da relacao.
Dito.A mesma, dizentlo que Icn lo defei ido o
reqnerimenlo do alferes do oilavo balalhSo de infan-
taria EstevAo Jos Paes Brrelo, pedindo permissito
para consignar mcnsalmeate de seu sold nesla pro-
vincia aqaantia de 169000, para ser entregue a seu
procurador Antonio Ricardo Antones Villaca, auto-
risa a S. S. mandar pagar semeH: ule prcslac.lo
pelo lempo qiic convier ao referido alferes, fazendo-
se as neceisaria*de taraces na auia que se* lem de
passar esse ofltoet. Communicou-se ao coronel
commandanteaes armas interino.
DitoAo, .efe de polica, enviando por copia o
oflicio que d gio o capitao do porto era 28 de julho
ultimo, o jiginal as represen laces que elle se
refere, e recoiBmlaudo'a* expedidlo Je suas orderfs
para que ros nao embaracem ao capataz e sub-cipatazes da e-
tacao do Abren deUna, no desempenhu de suas obri-
gaces prescriplns no regulamento de 19 de maio de
1816.Communicou-se ao capitao do porto.
DitoAo director do arsenal de goorra, commu-
nicando qae, por portara de 29 do cnrrcnle, conce-
der mais cncoenta dias de lie Mica, com venciinen-
to, ao ajudante do pnrtciro daquelle arsenal Feli-
ciano Cavalcanli de Souza.Commani:ou-se the-
souraria de fazenda.
DitoAo inspector da thesour.iria provincial, para
mandar pagar a agencia da companhia das barcas
vapor, pela verba das evenloacs, a qnintia de seis
mil risemqoe importa a passagem di; duas pracas
do corpo do polica desta provincia, que regressa-
ram da Parahiba bordo do vapor Imperador.
Commuoicnn-se ao agenle.
DitoAo mesmo. para mandar entregar, median-
te Manga iitonea, administracAo do patrimonio do
recolhimcnto de N. S. da Conreieao la cidade de
Ollnda, a quanlia de tres cantos de niis, que pelo
artigo 15 ca le do ornamento vigen le fui consigna-
da partios couctrtos daquelle recolhimento.Com-
municou-se este.
DitoAo Dr. Joilo Ferreira da Silva, designando-
0 para conjuntlaioenle com os Drs. Cosme de S
Pcraira e Ignacio Firmo Xatier, e de i-onfurmidade
com a le, eiaminarem o estado de sau le do profes-
sor publico di villa de Pao d'AIho, Bcnto Francisco
de flria Torres, comprimi que Smc. se cnlenda
rosjwilo com o referidos mdicos.Iguaes aos rs.
Cosme de S Pareira e Ignacio Firmo Xavier muta-
tis mulaudis.
PortaraDcsoncrando do cargo de promotor pa-
blico da comarca de Goianna, pnr aim o haver
pedido, ao bacliarel Joaquim de Souza Beis, e no-
meando para o referido lugar o bacliarel Manuel
Isidro de Miranda. Fizeram-se as convenientes
communieirSes.
DitaO presidente da provincia lendo em vUla a
proposta do coronel commandante do 1 > batalbo de
infantaria da guarda nacional, desle municipio, de
18 do correte, e a informadlo do respectivo com-
mandante superior interino de 19 desle mez. resol-
ve nos termos do art. 48 da le n. 6(ti de 19 de se-
temliro de. 1830, nomear para olliciae- do referido
b.ilalliilo o cidadflus scguinles :
Segunda companhia.
Alferes, Frederico Lopes Guimaraes.
Quinta companhia.
Alferes, Cotann da Silva Azevcdo.
Sexta companhia.
Alferes, Joaquim Arsenio Cintra da Silva.
Stima companhia.
Alferes, Jonquim da Costa Bibeiro.
Commonicon-se ao commandante superior res-
pectivo.
DitaO presidente da provincia leudo em vista
a proposta do lenenlo-coronel commandante do 7.
baUlhio a guarda nacional do municipio do Bocife
de 31 de jolito ultimo, c a informacAo do respectivo
commandante superior interino datada de 16 dn
correte, wsolve, nos termo do art. 48 da le n.
602 de 18 da etembro de 1830. nomear. para olli-
ciaes do,referido batalbo oscdadaos scguinles:
Ettado-maior.
Tenente-qnartel-mestre, I.qi Porfirio de Franca e
Albaquerque.
Alferes porta bandera, Manoel Nunesfairrea.
Alferes ecrelariu, Bento Alves de Moorn,
Primeira companhia.
Capitao, Francisco Pedro Soares Brandan.
Tenenle, Manoel Francisco Xavier Carneiro da
Culiba.
Alferes, .Nicolao Nogneira de Olivcira.
r Segunda companhia.
Capitao, trineo Cocllio da Silva.
Tenenle, JoSo .Manoel Augusto de Jess.
Alferes, Jos Joaquim Pereira dos Santos.
Terceira companhia.
Capitao, Jas Thomaz Pires Machado lVrlcll.i.
Tcuente,-Pedro de Carvalh Soares BrandSo.
Alferes, Alexandrino Jos Alves.
'Quarta companhia.
Capitao. Filippe de S e Albuquerque.
Teneille, Augusto de S e Albuquerque. '
Alferes, Francisco Joaquim da Silva Barros.
Ouinia companhia.
Capifao, Ja,. Maria de Albuquerque Laterda.
Tenenle, Manoel dos Santos e Olivcira Goncalves.
Alferes, Jos Antonio Morena.
, -.. Sc,U cmpanhia.
CapilaoMananno de Su e Albuquerque.
1 cuente. Andr de S e Albuquernup
EXTERIOR.
AMERICA.
M. Millard Fillmorc,ex-presidenlc dos Estados-U-
nidos, leve em New-York urna receprao das mais li-
songeiras. Sua visita s escolas publicas provocoo
a manifpslacaoile um fado, que pode dar a medi-
da da precocidade. e do prumo dos Americano-.
Ha na ilh.i de Bandall urna escola orsanisada mi-
litarmente, cujos discpulos em numero de seiscen-
los pouco mais vju menos, sao urphaos de seis annos
e dahi para cima.
I.ogo que M. Fillmore ebegou a Bandall, seus pri-
meiros ollures foram atrahidos pelo pequeo regi-
inenii'.ii qual (razia ua frente urna bandera, naqual
lia-se esla inscrprao : a mancebos da ilhade Ban-
dall. Esles soldados lilliputanospassaram em boa
ordem dianle do ex-presidenlc, depois fizeram alio,
e um_dellcs, John Hughes de idade de nove annos,
aproximou-se do ex-chefe do poder executivo e Ihe
falln uestes termos
Senhor, lemos ouvido fallar muitas vezes destes
grandes homens que tem Ilustrado os annaes de seu
paiz, c tem adiado a irnmortalidade lias pginas da
historia; porm he a primeira vez que somos pesso-
almente honrados com urna entrevista de um expre-
sidente dos Eslados-Unidos, digno successor de
Washington, o pi da repblica c oulros grandes
noincs, que nos tem trausmitlido nossos avs com
lana reverencia como amor.
Homem honrado, nos vos damos as boas viudas
na ilha de Bandall, ncsle feliz canto da Ierra, on-
de o pobre orphao achou urna familia e um domi-
cilio.
Senhor, vede de dianle de vos, urna demonstra-
cao pralica da eflkaciado glorioso principio exprimi-
do pela declararlo da iu'dependeucta relalivamcnte
liberdade e a igualdade de lodos os homens. Es-
te grande principio da democracia chrstaa,.nos
tem suhtrahido mudez e aos seus horrores para nos
collocar na fileirasda humandade, onde nnsheper-
milldo a feliz probabilidade de alcanrar no futuro,
o que o humilde desejo, e o orphao tem o direito de
ambicionar : vida, liberdade felicidn.de. Agora se-
nhor, adeos Oval que a paz e prosperidnde se-
ja vossa sorle na Ierra, o a vida cierna a vossa recom-
pensa no ceo. Bapazes, tres ticas para Millord Fil-
lmore, ex presidcnle dos Estados-Unidos, n
As niulheres de Mar\sville. ( Kenlucky 1 queren-
do'darum* prova de seu reconheviinenlo a Miss.
l.ucy Stonc pelos esforros que ella fez para o iriiini-
pho da autoridade femenina, Ibe fizeram prsenle
de urnas calas de honra, Miss. Lucy aceilou o pre-
sente ; porem confessou que o tera recebido com
muilo maior prazer se tives>e lido um homem den-
tro.
O Sr. Cueta, ministr.vda Hespaiiha nos Estados-
Unidos, ehegoucm Washington pelo Frankliim cu-
jo bordo tamhem se arhava M. Warre Winslow,
portador especial dos despachos do ministro ameri-
cano em Madrid. A chegada desles dous persor;*
gane, ligndose intimamente cnnteslacilo liispaW
americana. pjed
blico. ^^*s--*^~--*"^
Ai noticias do Mxico sao contradictorias. Nin-
guemsabe na verdade se Santa Anna soffreu der-
rotas ou se concguio vantagens ; falla-sc de sua vol-
la para o Mxico. O que parece cerlo, he a com-
pleta derrota dos homens, aos quaes sua Alteza con-
fiou o exercicio da autoridade. A narchia est as
clasica elevadas, e a genle baxa se aproveila della
para commctler exaerfies.
O coerci do Mxico para Vera Cruz, fo delido
por malfeitores, 7 leguas distante da capital. OSr.
Csalo, conde piemonlez, de urna fortuna mmensa
fo morto, defendendo-se conlra os salleadores: qna-
tro vajanlcs foram gravemenla ferdos.
Grandes disscnsc* se manifestam em Cuba. Ha
am pattid* negro, que parece querer organisar-sc
em opposirao aos braucos, conforme ns horriveis Ira-
dicOcs de Sao Domingos. Um partido crioulo Ira-
halha no sentido da um partido hespanhol marcha enm a admnisiracao.
Tudo islo faz prever prximas dilacerarles.
Appareceu urna nova rcvolurao cm Nova Granada:
o mov ment parece ter dirigido pelo partido cha-
mado rolrogrado, contra as disposiroes lberaes da
ronsliluicno do anno pascado.
Secando as correspondencias de Bogla de 21 de
abril, parece que o negocio foi comecado pelo gene-
ral Mello, que apoderou-sc da cidade na manhaa de
17 fazendo alflxar urna proclamarlo, na qual elle
centava o gavarao de Tavorecer a anarchia e a irre-
lgiao. Elle inlimou ao presidente para que se po-
ze lo de dictador, e com a recusa desle magistrado,
Mello Ihe mpoz urna guarda e fez prender varias
pessoas entrando no numero deltas o ministro de es-
tado.
Feilo islo, Mello deelarob-se chefe supremo da
repblica, nomeou um sovernadnr para Bogla, or-
ganisou um ministerio, esuhslilnio ao mesmo tempo
a consliluisao de 1853 pela de 185*. Os habitantes
parecem ler-se submcltido pacificamente a esle gol-
pe de estado ; porem dizem que muitas provincias
se lem declarado a favor de general Obando, presi-
dcnle demillido, e cre-se que os aventareiros lorio
de deixar a cidade em pouco dias, o que, em todo
caso n3o (era lugar sem lula.
China, Urna caria deHong Kongeotn dala de 12
'le abril, dizque o navio a vapor Rettller o qual faz
parte da estarao ingle/a, liaba sido enviado em mis-
sao para a foz do rio Amurallo, e que linha sabido
qoe o cxerclo dos rebeldes, mandado pelo Ten Te
cm pessoa, eslava acampado as margena do Pav He,
oilo leguas distante de Pekim.
O exercito preparava-se para cnlnr i viva forca
na cidade, que nenhuma defeza tem daquelle l-
natureza arailes disposiroes, e de seus pais o desejo
de as fazer valer.
As leis da China relativas ao ensino, Ihe abriram
urna ciccllenlc carreim, porque as escolas all sao
livres. As dignidades sao devidas ao mrito. O
chin, por mais pobre queseja, pode esperar as mais
alias dignidades, e as deve conseguir, se moslrar-se
o mais hbil.
He esla a le escripia, mas o uso tem substituido
a mais monstruosa vcnalidade. O joven Ten Te,
dotado de tlenlos nolaveis, mas privado de fortuna
sahio vencido as pravas exigidas pela mais modesta
das dignidades. Animoso, e perseverante elle ap-
pareceu muilas vezes no campo, porm sempre sem
successo. O desfatccimenlo nao entrn em sua al-
ma : foi a indignarao, e talvez o designio de vingar
as leis ultrajadas de sua patria.
O que pareceu certo lio que elle sabio de suas
montanhas, e foi-se misturar com os eurnpeils espa-
Ihados no extremo Oriente. Dizem qoe elle atra-
vessoii os mares e fui al a Balava, onde durante
tres ou qualrn anuos, e por meio de um pequeo
commercio hbilmente dirigido, elle li vera juntado
algum dnbeiro sufliciente para nimios annos, anda
de urna vida aparentemente inactiva. Qualquer
que fosse sua residencia presumida na Balava, o re-
verendo padre Felicani, prefeilo apostlico em
Hong Kong, onde reside ha dezoito annos. affirma.
que na poca da guerra feila pela Gra-Brelanha
conlra a China, Tien-Te viveu mais de dous annos
no meio da nasccnle colonia ingleza. Tien-Te nada
dizia, porm examinava ludo. Olharamno como
um ente bizarro, e quando elle desappareceu nin-
gnem cuidou mais nelle.
Entretanto lien Te, de idade de Irinta e tantos
anuos, linha vollado oulra vez para as suas monta-
nhas, levando coinsigo soas observarles sobre as ar-
les, costuroe*, poltica, e religin-dos europeus es-
palhados no extremo Oriente.
Seus actos posteriores provam inconlestavelmenle
o laclo de suas relae,oe* pessunes e duradouras, nao
so com um europeu com alguna europeus solados,
mais ainda com sociedades europea*.
Ha dous serillos c meio que os Trtaros nvadiram
a China, e collocaram-se no Ihrono assim como as
altas posices militares desl vasto imperio.
Existem sociedades secretas de patrilas chinezes,
volados destruirlo da dominadlo estrangeira.
Esias sociedades se (cm multiplicado com o (empo,
Ten Te introduzio-se o mais que pode enlre ellas,
e conseguio em alguns anuos reuni-lasem nm lodo,
que elle s lem em sua mao. Entao elle comeruu
a revolueo com mao armada.
. Tres mivcs de successos diflccis Ihe fizeram lomar
o partido de vollar para o silencio por algum lampo.
Porm seus primeirosactos pblicos, linham allrahi-
do sobre si a adenrao de todos aqnellrs chins que
partilliavam suas doulrina-. Vala metes pouco mas
ou menos de <-onspirac.ao secreta o pozeram em esta-
llo de reaparecer frenle de lodos os descontentes
do imperio eohter arandes successos.
Pouco impoala que a dynaslia trtara torne a to-
mar oulra vez ou nao a superioridade; que a nova
nastia Tbae Ping ,'lic o nome dynaslico (ornado
por TienTc) Iriiimphe esuecumba; que a China se-
ja devidda em muitos estados ou continu a formar
um s imperio. ^
A revolaran esl nos espiritos: a China despertS
de soas lelhargias; ella qner entrar no movimento
aera! dos povos. A dynaslia trtara nao pode de
boje cm dianle impedir qoe ella lome urna 13o gran-
de resolurao e a nova dynaslia declara altamente
querer acabar esla obra importante. Dir-se-hia
os proprios chins consideram a abollrao dos abusos
internos de seu paiz como essencialmenle ligada
introduccao da cvilisac.ao universal na China.
( Prctte.)
O Sr. Cotia Ferreira : O senado romano che-
gou a tal estado, qoe disse Taclo, quanto mais su-
bido era o poslo, quanlo mais vil era quem o exer-
cia.
O Sr. Hollando Cavalcanli : Mas que impor-
lam esses arailes ditos de Tacilo se elle nos di a
beber do leite venenoso da historia da corruprao, c
de premios a homens corraplos ? !
O Sr. D. Mnnoel : Apaiado. He grande ver-
dade.
O Sr. Ilollania Camlcanti : Senhores, qnan.
los crimes se commettem na rivilsarao moderna
que sao bebidos nos coslumes dos Bnmanos ? Sm :
Tiiregere imperio]populos romanos memento. Foi
esla a inscrprao que se enconlrou aocavarem-se os
alicerces para fundar-se o Capitolio.
Nos jn somos chamados corpo legislativo ; n3o so-
mos mais asscmblea geral que tem poderes definidos
e desrrplos na consliturao do imperio ; nao somos
mais assemblea geral a quem be delegado o mais
importante ramo da soberana nacional. Somos
chamados corpo legislativo Temos al orna farda !
Sm, sim, nao ha eleiroes, os representantes da ua-
cao sao designados pelo poder...
O Sr. D. Manoel: Apoiadp.
O Sr. Hollando Caraleanli: E he islo o que
a ron-titiiicu) prescreve He assim que deve ser
constituido o senado brasHeiro ?
Senhores, eslon bem longe de oflcnd er as suscep-
tibilidades de nenhum dos meus collega* ; uso digo
que os qne aqu estao nao seram eleitos a nao viri-
am tomar ssenlo pelos meios conalitucionaes; mas
c pralica be que se o poder nao quer nSo se entra na
lista trplice. O que he pois das liberdades do se-
nado ?
INTERIOR.
Ro
uquernue.
Airere, Angelo Jos-Themoleo.
Commiinkou-se ao respectivo commandante su-
perior.
Dita.O presidente da provincia, atl.mdemlo ao
que Ihe requeren o panano Vicente Ferreira da
Franca Carvalh, resobre que seja elle admltido ao
servieo do eiercitopor lempo de seis annos, conla-
d os do dia cm que N verificar osen listamenlo
visto ter si.ii julgndo aplomara o mesmo secviro eni
inspeccdo de saude, abonando. n\m dos venc-
muln que |)or le Ihe compelirem. o premio de
trezentos mil ris, que Ihe serao pagos no. termos
do art. 3 do decreto n. 1401 de lOdajunho ultimo.
Communicou-se ao coronel commaudaule das ar-
nijj interii...
do.
O Monileur de la flote extrahe de nma carta es-
cripia por urna das pcsioas do cstado-maior da Ca-
prieieiue, a qnal acaba de fazer urna campanha nos
mares da China, particularidades muito curiosas so-
bre a rcvolurao, que lem hoje lugar no celeste im-
perio e sobre sen chefe.
O movimento partido das montanhas Kounng-si, o
qual licite momcnlo agita todo o extremo Oriente
lem sua causa na decadencia das velhas instituices.
Quando a Capriciense chegou na China, em 1831
lodos ficarnm admirados de ver um povo iunume-
ravel vegetar sem polica, e sem adminslra^ao re-
gular, sem nenhuma das condiroes essenciaes para
a vida da* narlas. O poder arbilrario dos manda-
rins, lemidos por hab lo, mas sem forra para sus-
lenlarem seu despotismo, ron-tilue o goveruo real.
O povo chin pacifico, soffredor, industrioso, ainda
segu o primeiro impulso dado outr'ora ao imperio,
mas enlraipieci.lo continuamente cm muitos reinados
indolentes. ^
Ouvio-so logo fallar do orna nova agilarao as
montanhas de Kounna-si. As pessimas tropas en-
viadas pelo goveruo trtaro conlra os sublevados
foram derrotadas, o i ice-rei de Cantao quecomman-
dava aquellas tropas, foi rebaixado. Os bandos de-
vastadores se reliraram todava para a moutanha e
desappareceram : ma. viiile mezes depois a revolu-
<\o lornon a descer das montanhas, e em suas cor-
rera- rpidas e victoriosas pela China, ella a-
nrcsenioii um homem exlraordinario, hoje sen
chefe.
Nao ha cincuenta anuos, que as montanhas de
Kouang-s nasceu um pobre menino, e reeebu da
SE JANEIRO.
SENADO
BU 7 4a julho.
I.ida c approvada a acta da antecedente o 1.? se-
cretario d conta df expedientc,-
Passando-e a ordem do dia, continua a discussao
da indicaran do Sr. Montezuma e parecer da mesa
sobre a reforma do art.77 do regiment.
Depois de rallarem contra os Sr. Vergueiro e vis-
conde de OHnda, he dada a palavra ao Sr. Hoilan-
da Cavalcanli, o qual combalondo tanibem i indi-
cacao e parecer, exprime-se uos seguales termos :
Li no extracto que se publcon da discussao de
hontem, a que nao me achei prsenle, que quem en-
cetou o dbale desta materia foi o nobre ministro
dos negocios estrangeiros.
Sr. presidente, eu entenda que esta questao devia
ser votada sem discussao alguma ; que era da dign-
dade desta casa volar sobre n materia que se acha em
discussao sem dizer palavra, fosse qual fosse o resul-
lado, porque o debate talvez naos-ja muito severo..
Becordo-medesle termo que ouvi ha poucosdias em
um parecer da commssao lido na mesa. Mas o no-
bre ministro dos negocios estrangeiros (sem duvda
colaborador da proposito que se discute ) coagido
pelos acicales da sua consciencia.
O Sr. D. Manoel: Apoado.
O Sr. Limpo de Abreu { ministro dos negocios
estrangeiros ) : Peco a palavra.
O Sr. Hollando Cavalcanli : .?.' entendeu que
deveria fazer urna tal ou qual adverlenciajcrea da
medida para que talvez collaborra, mas da qual de
certo nao era o autor.
Chamou S. Exc o negocio a discussflo, quasi que
convidou quelles que coslumam lomar parto nos
debales a nao ficarem silenciosos, como que promet-
iendo mesmo urna tal ou qual cooperacao da sua
parle. Nao sel, todava, se seria melhor que o no-
bre ministro dcixassc passar a materia sem discus-
sao,
Senhores, de que se Irata > De coarelar as liberda-
des do senado.
O Sr. P. Mmoel: Apoiado.
OSr. Hollando Cacalcanli: .... de coarelar
as liberdades pubiiras.
O Sr. Costa Ferreira : Apoiado.
O Sr. Hollando Cacalcauti: E por ventura
sao essas liberdades 13o ampias? As liberdades pu-
blicas acluaes aineaeam por ventura o estado de quie-
tarlo e prosperiade do paiz para que seja ecessaro
coarcta-las e dar esle excmplo, e ser o exemplo dado
pelos delegados da soberana nacional, n quem a
constituirn investa de Uo altas prerogalivas 1 So-
mos nos que liaremos hoje de proceder assim 1 Ali !
Sr. presidente, quanlas vezes me lembro da historia
romana I
Quanlas vezes laslimo que nessa invasao de bar-
baros que absorveu tantas cousas importantes da
cmlisarso romana nao absorvesse tambem a sua his-
toria 1 Os nebral oradores, a todos os que o nao
s3o, que tanto tem lido a hisloria romana, porque
al sao esses os livros classicos que nos dia as esco-
las, os nbres senadores que se recordem de Tacilo
e do senado romano...
O Sr. Manoel: Apoiado.
O Sr. Hollando Cacalcanli : ... e das tentati-
vas que por ventura existam para reduzir-uos n esla
especie de servilismo abjerlo.
O Sr. ). Manoel : Muilo bem .' muito bem !
O Si: Hollando Caraleanli : Todos vos senho-
res, estis ao fado da historia romana, todos vos sa-
bis qual o estado de degradadlo a que chegou o se-
nado romano, aquella respelavel instiluie.u.
Vemos que o ministros, apoderados da grande
omnipotencia das maioras, j nao conseolem qne as
differentes casal da assemblea geral disppuham dos
seus negocio s internos, formero os seus regimentos.
Nao vistes vos no principio da sessao que para se dar
a publicaran dos debates do senado a um individuo
foi ecessaro que o presidente do conselho desem-
bainhasse a durndana... aquella duriudana de 18.10'!
Nao aei se o nobre minislro dos negocios estrangei-
ros sabe ilisso.
O Sr. Limpo de Abreu : ( miuislro dos negocios
estrangeiros ) Nao sei.
O Sr. D. Manoel: Ha de saber.
O Sr. Limpo de Abreu : mini-tro dos negocios
cslrangeiros ):Nao sei.
O Sr. Hollando Caraleanli : Foi ecessaro
que o nobre presidente do ronselho dissesso : Vo-
la i a favor de Fulano, s Esla voz dcsperlou alguns
que eslavam um pouco duvidosos e o negocio ven-
cu-se.
Nao, senhores, o nosso regiment j nao he DOMO,
he de quem quizer o presidente do conselho.
O Sr. D. Manoel: Apoado.
O Sr. Hollando Cacalcanli : Oh Eu cstou
bem longe de querer tirar ao goveruo nenhuma das
suas altas atlribuicocs; pelo contrario, quero que se
aprsente com lodo o apparato d poder ; mas cm
Ingar competente, e nilo no senado ; aqut"na<> reco-
nhece superior senao o Sr. presidente-oa-casa, e mes-
mo assim superior para dirigir os traballios na forma
du regiment.
O Sr. D. Manoel: Apoiado. Aqu n3o ha su-
perior, j
OSr. Holtanda Cacalcanli: E ainda assjm
tenho recurso las deliberarles do Sr. presidente.
O Sr. D. Mauoel: Apoado.
O Sr. Hollanda Cacalcanli: Nao vistes vos a
ameaca que nos fez o presidente do conselho a res-
pailo mesmo desta medida, e quem sabe se de ou-
tras Nao vos recordis talvez.
O Sr. D. Mamoel: Oh e me record !
O .Sr. Hollanda Cacalcanli: A que posicao
pos qneremosser levados, seuhores 1 Em tao pou-
co nos queremos considerar f Terci necessdade de
mostrar a inutlidade desla medida? Nao he ella um
lulo, nm apparato para mostrar que o senado esl
aniquilado ?
O .Sr. D. Manoel: Apoiadisimo!
"O Sr. Hollanda Cacalcanli : O que hnuve,
oqua lem havido? Mais de um quarlo de sceulo
ha decorrido desde que o sanada existe ; em todo
esse lempo elle tem constantemente abundado as
opinies dos governo. Nao sei que medidas em fa-
vor das quaes o governo se tenba empenhado o se-
nado nao baja concedido. Tenho sido sempre mem-
hro do parlamento, seuhores, recordo-me apenas de
urna medida a que o senado nao annuisse ; talvez se
desse alguma oulra; mas s melembra da remuelo
da tutora. O senado a repellio ; porem o governo,
nao obstante esta repulsa do tafeado, conseguio o
qne quiz.
Pois, senhores, pretender o governo alcanear
sempre o qu quer. e logo que o quizer ? Nem ao
menos pcrmitlir que urna das casas da assemblea
geral possa fazer-lhe alguma advertencia, algum
aviso?
Qual he a historia das nossas discussOes ? Sr. pre-
sidente lenhamuta pena, tenho mSito pezar de nao
ter rabedal bastante para na tribuna desempenhar o
meo dever.
O Sr. Cotia Ferreira: He modestia.
O Sr. Hollando Cacalcanli: Modestia Ti-
vesse cu o rabedal preciso I..
O Sr. D. Manoel:Tem muito ; e immensa pra-
lica.
O Sr. Hollanda (.aralcanti: A pralica nao he
cahedal. E lembro-me de um nensamenlo que he
relativo' ao nobre senador.
Sr. presidente, se eu tivesse o cahedal ecessaro
para desempenhar o meu dever, oceuparia lodos os
dias a tribuna, c para que? Para obter um premio
vil? Nao.
O .Sr. D: Manoel: Apoiado ; nao.
O Sr. Hollanda Cavalcanli: Alto c subido;
para desempenhar os deveres que sao incumbidos no
lugar em que estou :
O Sr n. Manoel: Apoado.
O Sr. Hollanda Cacalcanli:Sr. presidente, eu
vou (alvez inlerrompendo as minbas ideas; mas nao
poderei esquerer de citar aqui urna das grandes no-
tabilidades malezas; algucm diz mesmo que foi a
maior. J tabeen que me refiro a Chatham.
Chalham, Sr. presidenle, morreo nos haucos do
parlamento discutindo conlra os minislros : feliz
morle'
O Sr. D. Manoel:Apoiado.
O Sr. Hollanda Cacalcanli:he melhor morrer
assim do que passar a vida como um porco, morree
em urna boa cama de cholches, rodeado de amigos.
O .Sr. f. Manoel:Apoiadissimo.
O Sr. Hollanda Cavalcanli: Senhores, se no
desempenho dos meus deveres me fallarem as forcM
peco-vos que nao vos compadejais de mm; ilcxa-
mc morrer com gloria.
O Sr. Cosa Ferreira: He o premio das almas
nobres. '
O .Sr. D. Manoel:Muito bem s-'
O Sr. Hollanda Cacalcanli: Nao viemos ao
mundo para nao morrer. J o velho Horacio dizia :
Dulce el decorum erl pro patria mor.
O Sr. Cotia Ferreira: Outros dizem que he
melher \rver cusa della.
O .Sr. Manoel:He verdade...
O Sr. Pretidenle:Ori\era'.
O Sr. Hollando CaralnmlhOh! sim; chique!-
ro! rhiqueiro!
Sr. presidenle eu nao mereca a lugar que ornipo;
esta cadeira nao era para raim, porque he o maior
premio que um cidadao pode obter.
O Sr. D. Manoel:Apoado.
O Sr. Hollanda Cacalcanli:Se cu Uvera cahe-
dal, que serviros nao lena feilo ao meu paiz? Olan-
lo me peta de o nao ter? Mas observarei senhores,
o que lem havido enlre nos. Alguem houvc aqu de
coja moralidade o publico nAo fazia grande concei-
lo; n.lo sei se erradamente; presumo que sim; mas
o que he nulavel lie que assvmpalliias, as altcnroes
os servicos que esse alsucm prestava era naquellc
logar (apontando) fallando na tribuna. Se Dio fal-
larmos, que erros nao commellcrcmos? Qoe de ma-
nao haverSo? Senhores, vejo lodos os dias, e ainda
hoje abrindo os joruaes vi que algumas disposiroes
legislativas foram votadas silenciosamente; que c-
ram disposiroes de pouca importancia! Oh! Senhores
lia alauma malcra de pouca importancia quando se
(rala de fazer urna lei? I.anrai os olhos sobre essas
leis que se diz que sao de pouca importancia, e que
volasles sem dizer urna palavra, c vi-de que pergos
nao ha em se volar caladamenle negocios desta or-
dem. J passamos a meia idade, j vamos para o
occaso da vida; os \cilios querem socego, querem
paz, de ordinario a discussao, o fallar-Ibes cusa.
Senhores, li em um jornal que o silencio he onro, e
que o fallar he.... nao sei o que.
O Sr^-Jobim:He lodo; uo extracto estlouco
mas he erro.
O .Sr. Hollanda Cacalcanli: Oh! senhores, se
o silencio be ouro, fechemos entao esla porta, deixe-
mos as nossas iustilucOes. O aperfeicoamcnlo da
sociedadc, o prugresso da civilisarao, he lodo basca-
do nos debales dn tribuna e da imprensa; por isso
dizem alguns grandes pensadores:baja tribuna pu-
blica, baja liberdade de mprensa. qu as inslilui-
coes progredirao que a civilisarao augmenlar.
Mas nao, o silencio he ouro, o fallar he lodo!
O Sr. Jobim:Nao foi islo o que se dsse.
O .Sr. Hollanda Cacalcanli:Esou me refern-
do ao que li no cxlraclo do Diario.
O Sr. Jobim: Esscexlraclo esla mal feilo, ah
se diz lonco em lugar de lodo.
O Sr. Hollando Ccalcanli: Nao sei o que he
melhor, se louco ou lodo.
O Sr. Jobim :Faz muil.i diflerenca.
O Sr. Hollanda Cacalcanli:A notaa consti-
tuyan, senhores, nao usa de palavraparlamento,
mas estas institui(oes, estas assemblas deliberan-
tes sao conhecidns debaixo do nome deparla-
mentos.
Ora, parlamento se deriva depallar,slo he,
defallar.He para so fallar, nao para mudos que
se fonal estas casas. O governo tem obrigarao de
apresentar-nos nao somonte as medidas de que ca-
rece para ocenrrer s necesidades publicas, como
tambem de dar salifacao de si, ciemos obligaran
de csquadriuhnro sen comportamento, de adverti-
lo, de ccnsurn-lo, de accu'n-lo, e al de puni-lo.
Becordo-me de que o nobre senador pela provincia
do Bio Grande do Noria, cm um dos seus discursos
dissera, que mullos dos seus colleaas o applaudiam
e dziam que elle nos salvava.
O Sr. D. Manoel:Tanto nao.
O Sr. Hollanda Cacalcanli:Foi urna cosa
assim, islo he, que muitos dos seus collegas fa-
ziam-lhe graudes elogios pela sus. dedic.-ic.ao em
fallar.
O Sr. D. Manoel:Alguns me estao ouvindo.
O Sr. Hollanda Cacalcanli :Nao fui eu
O Sr. D. Manoel:NSo.
O Sr. Hollanda Cacalcanli:Pois bem Se nao
o disse, tinha-o no meu corceo.
O Sr. D. Manoel:Obrigado.
. O Sr. Hollanda Cacalcanli:Sr. presidenle,
quando se falla no senado faz-se serviru ao paiz;
as quesillos as mais importantes tem corrido o ris-
co de passarem silenciosas, c islo acontecera
sempre senao houvesse um ou oulro que as procu-
raase esmerilhar. Eii porque nesla forma de go
Terne a opposic,ao be urna necessdade absoluta.
Sem opposirao nao ha formas representativas, ne-
nhum governo pode marchar : a opposirao he quem
desperla o governo. Quem Ihe d forca he a op-
posirao e a responsabilidndc. He com a respou-
sabilidade, Sr. presidenle, que um minislro capaz
de desempenhar seus deveres responde a quaesquer
prelen;6es que por ventura apparecam por parte
de altas personagens, de concilibulos, de clubs.
He com a responsabilidad!.' que os ministros lem
o carcter de homens ; sem alia, V. Exc. lia de per-
mittir que diga, sao eunucos do sorra I lio. (l .mi-
nistro sem rcsponsabilidade nao lem a dgnidade de
homem, e o homem sem dgnidade he igual ao eunu-
co do serralho.
Se coarclarmos a liberdade de fallar (o orador
que meprecedeu em um resumido discurso disse o
que so podia dizer a esle respeilo.) eniao a maior
parle das nossas dscusses podem ser levadas por
sorprcro; pode ter lugar esla lctica, Irica, intriga
ou que se quizer, urna vez que n.lo haja liberdade.
de fallar. Havendo-a pde-se dizer nao fallasies
foi porque nao quzeslcs, se nao dissesles o que lia-
via sobre qualquer materia foi porque nao quzes-
lcs; e islo he urna garanta para o proprio go-
verno. Nole-IC que com o pretexto dessas alongadas
discussOes tem os ministros conseguido muilas vo-
laroes, porque alguns na maior boa fe, nao lendo
o senlimenlo dadesconlianra, especialmente os ve-
Ihos, deixam-se levar por essas girias, tricas e nao
sc que mais (oulro haver que esteja mais adan-
lado do que eu nestas cousas,) e muitas vezes esses
manejos sorprenden) como tenho visto.
Eu lenho presenciado que muitos incmbros de
ambas as casas, quando vem que um orador faz es-
forros e deseja alongar a discussao, nao querem sa-
ber de mais nada, votam com o ministro, dizem
que niio estao para mais, que mo estao para atu-
rar. At ha cssa vanlagem para o governo. Mas
n.lo se cunlentnin com isso. Certamenle sou um
dos que digo que he muito m (aclica querer es-
lorvar pela palavra ; a experiencia nos deve (cr en-
sillado que esse meio nao eslorva. Bom he dizer
o que se cnlende, fazer os esforeos necessarios para
que a malcra seja esclarecida ; ainda que o n.lo
seja na occasio, no futuro se vem a conhcccr as
opinies daquellcs que impugnaran!. A occasio,
as circiimslaiicias exigein que se venea contra a mi-
aba opiniaa, cstou resignado ; agora querer de pro-
posito embaraar, traz primeramente a indisposi-
c.ao dos collcgas que vem que um quer governar
56 ou 57 ; (raz isso a idea de predominio ; ea final
fatiga o homem sem neuhuma conveniencia. Nun-
ca.aconselharci os meus collcgas a que queirnm re-
sslir s vontades da maioria pela prolongarlo dos
discursos, perdem-se com isso; dgam o que fr
convcnienlc, cmitlam sua opinio, fanam seus es-
forros, mas nao queiram fazer que 57 sejam menos
do que um ; nao pode ser.
Sr. presidente, as discussOes lem muilas vanta-
gens. Nao ha muitos anuos que se voleo, aqui urna
medida que impugiie... Prouvera Dos (aperar
de qpe son muito firme as minhas opinies) que
quando eu n.lo esliver com a maioria seja a maioria
quem acert c. nao eu; que o erro esteja da m-
Bhl parle e nao da da maioria. S assim fosse,
muilo mais feliz seria a sociedade, era sempre go-
vernada pelos principio* de Justina. Mas desgra-
radamente no he assim: e tamhem desgracada-
menle de ordinario as minhas opinies vem a ro-
nhecer-se valiosas mais hoje mala amanhaa. Pa-
rece que nilo ha aindalresannos que se volou aqui
que se contralassem corpos militares eslrangeiros,
islo com grandes applausos, com cerlo desprezo por
aquello que como eu o impugnavam; j 01150
dizer buje que foi um erro, j o ouvi dizer ao nobre
senador que volou c a mais algum.
O Sr. D. Manoel:Eu rnnfesso o meu erro, o
meu peccado ; porm uunca mais.
O Sr. Hollanda Cavalcanli: Nao cuide o no-
bre senador que apezar dislo nao se lulo de repetir
oulras medidas, porque quando ella foi volada", j
liiibamos urna experiencia que nos devia servir de
lic,ao ; mas de que serve a espericncia, a razo e a
con.vici.-ao, quando tricas, nicas e intrigas prevale-
cen! nos negocios pblicos ? E prouvera a Dos que
fosse esse o nico negocio cm que foj infeliz a maio-
ria Mas slo mesmo, Sr. presidente, he urna van-
laacm para a discussao, alguem dir : a Fulano bem
dizia. u E cu dira : Nao foi porque nao vos ad-
verlissc.
Supponho que na sessao do anno passado houve
alguma cousa acerca da liberdade da discussao ; que-
ro referir-mc lei do oreamenlo. as leis de or-
namculo vfim sempre enxcrladas da outra cmara
disposiroes que ronsliiuem muitos cdigos ; nao be
urna ou outra disposina, vem autorisanoes ampias
ao aoverno para muitas medidas ; prcterem-sc (odas
as formina dos reeimenos interna-, guarda-se (udo
para a lei do oreamenlo, vai a bala ao sen alvo com
ajustes que lodos sabem como se fazrm, e assim vem
a le reclinada de medidas, de disposicOes diversas.
Eu era membro da commssao de fazenda, propuz
um alvlre ; lembrei qee se deixassem essas dispo-
sicOes para secem discutidas separadamente. O go-
verno julaou ecessaro capitular, nao cumian : mas
exlremou certas medidas para que passassew, e con-
corden ein que oulras fossem separadas. E porque
exlremou ? Pela liberdade de vol. E queris ti-
rar boje essa liberdade para que a cmara dos de-
pulados mande para o senado ludo quanlo quizer
cnxertar na le do ornamento ?
Senhores, rerorda-vos da nossa historia. Que
males se tem seguido dessa liberdade ? Queris alar
as maos que a consliturao vos dexou livres, incum-
bindo-vos dentro do vosso reciolo de lomar todas
as medidas para que nunca fosseis rcbaixados ? Ah !
senhores, semelhanle medida, repito, nao devia ser
votada silenciosamente.
Ha prejuizos, senhores. Ha dasfiz aqui umacon-
lssao, nAo sc se muito boa : fui discpulo de Ge-
nuense, c Genuense esla boje reprovailo as escolas.
O Sr. Jobim: Nao apoiado, pode eslar as es-
colas, mas nao pelos homens que peusam.
O .Sr. Hollanda Cavalcanli:Ah! estimo mui-
lo que o nobre senador nao me lenha em m conl.i
por ter sido discpulo de Genuense. Se o Tomos, a
menos nao renegamos o nosso mestre ; e elle l nos
diz na sua phrasc quaes sao as causas dos nossos er-
ros. fio Jornal li que cram os nossos meslres; mas
o que eu disse foi que una das causas dos nossos
erros sao nossos medres. Ha oulra; ha urna que
supponho.... Ha muito tempo que nao cilio para 11
tal Genuense; mas lembro-me bem das cuusas da
infancia c o notavel he que quanlo mais vou avan-
cando em annos mais lenibranra tenho das cousas
daquelle lempo do que de o o Iras mais prximas. A
memoria boje desperta-me as cousas da infancia....
O .Sr. Cotia Ferreira :Laudator temporis acli.
O Sr. Hollando Cacalcanli; Dir V.Ex. que
estes apartes perturbam a discussao'!
O Sr. Presidente: Todos os apartes perturbam
a discussao.
O Sr. Hollanda Cacalcanli: Conciliam. 0-
brigado, meu cvllega. Quaes sAo os nossos habito?
Eu nao posso-deixar de fallar de mim, he m cousa,
mas os cxemplos de casa servem muilo. Quando
entrei no parlamento era mililar e lente da acade-
mia. Possuido das allrbuirOes de que era investi-
do semelhanle lugar, Iratava de o desempenhar;
mas, Sr. presidenle, acabava o lempo das cmaras
e l ia cu para a academia, e a um miuislro a quem
linha zurzido e (ornado conlas era pbiaado a fazer
cortesas e a audar ilaqui para all e para acola. Eu
dizia comiao. Urna de duas: 011 hei de ser mem-
bro do parlamento ou empregado publico. O fado
he que as cousas foram-sc aggravando de maneira
lal que achci melhor entregar a caria de lenle, .pe-
dir a nimba dcmissilo e a reforma do poslo. J
eslava velho, ja (nha servido os annos da lei, rc-
formei-rae.
Cada vez mais me confirmo de que os nossos h-
bitos, o nosso modo de vida de ceda maneira con-
corre muilo para os nossos erros ; vamos ao caso
Somos muilas vezes empreaados do governo, mein-
hros de ccrlos Iribunaes, empreados aqui e all, e
nesles empregos nos regulamos pelas inslracces do
governo, obramos sempre com respeto e conside-
rarlo ao governo, nAo podemos evorbilar nem sahr
daqullo que por elle esl proscripto. O que diz a
lei ? O que dizem as inslrunroes ? Quaes sao as for-
mulas, as allcnces que se devem ter para com o go-
verno ? Os hbitos predominan! em mis, e vimos pa-
ra a representaran nacional com esses hbitos. Ah !
os nossos hbitos influem muito em nos, e nao l'a-
zemos aqui o papel que nos compele, porque os nos-
sos hbitos nao nos dio luaar a isso.
Queremos que se soverne o senado pela manei-
ra porque se governa, .rerW gratia, urna relacao ?
Nao be possivcl. E-Irnuhaniu porque um homem
nao vem hora do ponto! Oh! senhores, nao esta-
mos aqui no thesouro, nao lemos aqui ponto. Porque
um se retira mais cedo....
Oh senhores, sabis quaessaoas alIribiiicOesdc
um seqador do imperio? Tcndes de dar coala a al-
guem do vosso comportamento nesla casa ? Eslarei
em erro ; peco-vos perdao ; mas esto lugar nao o
hei de polluir ; espero em Dos que acabarei como
aqui enlrci, nilo consentiodo que ninguem ao me-
nos pelo meu fraco org ao venha aqui desadorar-
nos.
Volarc conlra esla medida julaando-a indigna
de ser apresentada e turnada por esla rasa.
O Sr. D. Manoel: Apoiado ; muilo bem.
O.Sr. I.impo de Abren (ministro dos negocios es-
trangeiros Dantas, Jobim c Mendcs dos Sanios
sustentan a indica-o a qual he ainda combatida pe-
los Srs. visconde de Olinda, Costa Ferreira, e D. Ma-
noel, o qual requer que a propsinao seja remellda
scommsscs de legislarlo ,. diplomacia, aliin de
inlerporem sen parecer sobre ella, reqnerimenlo que
sendo apoiado, he sem dbale approvado.
O senado approva tambem sem dbale duas pro-
posices da oulra cmara coocedendo pensOcs, depois
do que o presidente declara esgotada a ordem do da
n levanta a sessAo.
l.id.ve approvada a acia da anlcrcdenlc, passa-se
aoexpedienlc.
Sao lidas e approvadas as redaccfies. do decreto da
assemblea geral legislativa, que lixa as forjas navaes
para o anno financeiro de 1855 a 1836 ; c das reso-
hirfles do senado, autorsando o governo, urna para
alterar a tabella qne regula o quaulilalivo das esmo-
las das sepulturas, e oulra para mandar matricular
no primeiro ann do curso jurdico de Olinda i Ben-
jamim Franklim de Olivcira a Mello, e Francisco
SeverinoCavaleaMi de Laccrda.
Enlrando-se na ordem do dft, he approvada, sera
debate, em terceira discuss-'o, para ser enviada a
saiicrfio imperial, a proposirao da cmara dos Srs.
dnpiitadus, fazendo extensivas ascompanhas'de que
(rala o arl. 6 da le de 21 de selembro de 1815 a ds-
posieau do S do art. 1 da lei n. t de 8 de outubro
de 1852.
Entra em terceira discussao a proposta do governo, |
listando as forras de trra para o anuo financeiro de
1853 a 1856. .
O Sr. Fernandes Chaces depois de fazer aiama
considerac.Oes geraes acerca da conveniencia da abo-
lin3o dos castigos corporaes no exercilo, mostrando
qne sem esse castigo na Europa exstem exercito
mu bem disciplinados ; reconhece com, Indo que,
alientos os elementos constitutivos do exercilo brasi-
lero, nao ser possivel na actualdade Iseuta-lo no
lodo desse castigo ; mas cnlende que muito conviria
que esses castigos nao fossem inflingidos senao por'
meio do cuusellios de disciplina e n3o a ar-
bitrio dos coir.mandanlcs como*ngora succede, evi-
tando assim os abusos que se dao, acontecendo umi-
tas veies por fallas domesticas soldados seren cas-
tigados rgorasamenle.
Passa a fazer ver quaopergoso he que os soldados
da guarda nacional destacada, fiquem sugeitos es-
ses castigos corporaes, porquanto pode-te dar o caab
deque muitos desses soldados, qoe por sua posicao,
estavam as rircumstancas de.sendo pravas do exer-
cito, serem reconhecidos cadetes, e que por cense-
quencia isenlo desses castigos, sendo guardas nacio-
naes nao o estao, oque por cedo hade grave incon-
veniente.
Para, pois, remediar slo, elle orador oflerece a se-
guinle emenda :
n Os guardas naciooaes que cstv'erem no raso de
serem cadetes ou soldados particulares aa tropa de
linha, serao considerados debaixo dssa mesma qua-
lidade, e gozaro dos mesmos privilegias e diilinc-
res quando destacados.
a Esta disposicao ser permanente.
Declara que dar seu voto se, como espera, for a-
presenlada como emenda nesla discussao a parle da
emenda do Sr. Hollanda Cavalcanli, resellada em
segunda discussao, que (ero por fim dar um premio
aos soldados engajados e reerutados, que teodo aca-
bado o seu lempo de servico, nao Ihe frem dado as
suas b.iixas por qualqaermotivu extraordinario ; por
isso entende que um tal premio llies he devido por
serem pbrigados a continuar no servico de que li-
nham direito de se libertar.
Apoiadaa emenda entra ein discussao conjuncta-
mente com a proposta.
O .Sr. D. Manoel diz, que nao avanzara cousa al-
guma mais acerca dos castigos corporaes no exercilo,
porquanto o que disse em segunda discussao a este
respeito, e o que acaba dedizer o precedente orador,
he sufiiciente.
Entende, porm, que a emenda apresentada peld
Sr. Fernandes Chaves deve ser mais ampliada ; por
isso que ella nao corqprehende os individuos que, a-
pezar de serem dp urna condicio elevada na socie-
dadc, eomtudo nao eslu nas circumstauciasda le
para serem considerados cadetes, ou soldados parti-
culares.
Abunda nas ideas do orador que o precede quan-
to conveniencia de restabeleeer-se a parle da e-
menda do Sr. Hollanda, que eslabelece um premio
aos soldados engajados ou reerutados que liverem aca-
bado o seu lempo de servir.
Faz brevissimasreflexesena apoio dq soas ideas e
concluc mandando mesa as seguintes emen-
das :
Os guardas naciooaes destacados gozaran dos
mesmos privilegios que lem os cadetes de Iropa de
linha.
a Esla disppsinao ser permanente. .
As actuaes pracas de pret que.teodo completado
o seu lempo de serviro, nao (iverem por qualquer
motivo conseguido suas baixas.sero recompensadas
com a quanlia correspondente a cen mil ris, por
cada anno que excedar ao tempo em qoe deveriam
ter sido rebalsadas. '
O Sr. Rodrigues Torres levanta-se para propqr
ao senado nma emenda, a qual tem por fim o .resta-
belecimenlo do artigo 3 additivo da proposla, o
que foi regeilado em segunda discussao, artigo que
tem por bbjecto dar as provincias o meio de pode-
rem completar as forcas policiaes.
Moslra que esta medida he necessaria, vislo que
as cmaras legislativas geraes reconheceram que s
assemblas provinciaes ojo competan) o direito de
decretar o recrutamento para os corpos policiaes.
Diz que eroquaiito nao for reformada a organisa-
rao desses corpos, tendo-se dado aquella declararlo
das cmaras, outro meio nao tem as assemblas pro-
vinciaes, a quem fallam recursos pecuniarios pan fa-
zer eogajameolos, senao aquella que o artigo qoe
pretende apresentar como emenda subministra.
Apreciando as emendas oQerecidas pelos prece-
dentes oradores, entende em primeiro lugar que el-
las scriao mais proprias de urna lei permanente, do
que de urna lei annna. Etn seguudo logar antev
que alguns inconvenientes podem resollar daquelles
que tem por fim a iseoeo dos guardas naciooaes
destacados dos castigos corporaes ; por isso que esla-
belece no mesmo exercilo duas classes dislinctas,
ficando urna sujela certos castigos eootra nao.
Observa comludo que estes inconvenientes que
tem ponderado nao sao em lana forra que o levem a
declarar ja que volar conlra ella, masque espera-
ra pela discussao para se resolver.
Quanlo a emenda que eslabelece o premio para
os soldados engajados e os reerutados que liverem
acabado o seu lempo de serviro, tambem Ihe encon-
tra oscngajaraenlo', por quanto eslabelecendo ella
inconvenientes, quaes por exemplo*, o dedifUcul-
lar o premio de 105 rs. anouacs pelo (em'po que ex-
ceder aqoelle a que erao obrigados a servir, esse
premio comparado com o de 4003 rs. que a propos
(a eslabelece para os engajamenlos por seis annos
he maior.
Accrescenla que enleoda que os individuos qne
acabam o seu sempo de servico, lem direito as suas
baixas ; que sendo obrigados por circumstancias ex-'
traordinarias a permanecer nelle se Ihes deve urna
inilemnisacao ; mas que a proposta nao he aquella
que convem pelas razOes que allegou ; eomtudo jol-
ga que talvez se remediasse o mal que se quer evi-
tar, sendo o governo aulorisado a fazer contratos
com esses individuos por prazo menor do que o de
6 annos, do que nenhum mal resultara, porque es-
ses engajados eram (a soldados e nao careciam de
lano lempo para instruir-ae como aquellos qoe o
nao sao.
Depois de inais algumas considcracOes mandt
mesa a segunle emenda :
Bestaheleca-se o artigo 5 additivo do projecto
approvado pela cmara dos Srs. depnlados.
OSr. Visconde de Paran approva a emeuda do
Sr.'Rodrigues Torres; (oiga inconveniente aquella
que diz respeto aos premios, e quanto as oulras
que modificam a disciplina do exercilo a respeito dos
corpos destacados da guarda nacional, entende que
nao be esle o lugar conveniente de as apreciar.
Neste sentido manda i mesa o seguinte requeri-
menlo :
Prononho qae se remeda commissao de ma-
rraba e guerra as emendas que modificam a disci-
plina do exercito a respeito dos corpos destacados da
guarda nocional, e que a commlsso d seu parecer
acercado projecto, propondo em projeclo separado
as alleraeOcs da disciplina, que Ihe parecer conve-
niente no que toca a castigos corporaes.
He a poiado o reqnerimenlo ; e jolgado discutido,
he approvado.
Prosegue a terceira dscnsso da proposla com a
emenda do Sr. Bodrgues Torres, e a do Sr. Ma- ,
noel relativa ns praca que liverem acabado o seu
tempo do servico.
Depois de haverera fallado 09 Sr. D. Manoel,



'


2
Moutczurna e Rodrigues Torres, vcrifica-sc nao ha-
ver numero para se volar.
0 presidente declara adiada a discis-.lo, desigua
aordem do da o levanta a sesso.
10
I.ida e approvada a acta da antecedente, passa-se
ao expediente.
O Ia secretario le um oQicio do 1' secretario da
cmara dos depulados, participando a nomca^ao das
pessoasque devem servir na mesa da referida cma-
ra no corrente mez.Fica o senado inleirado.
Enlrando-se na ordem do dia, contina a 3a dis-
cussao adiada na sessio antecedente, da proposta co
governo, filando s torcas de trra ira o anuo fi-
nanceiro de 1835 a 1856 ; cora as (Alendas do Sr.
Rodrigues Torre eD. Mauoel apeladas na mesma
SCSS30.
Discutida a materia he approvada n proposta, e a
emenda da cmara dos Srs.-deputadis restabelecida
pela emenda do Sr. Rodrigues Torres, para ser en-
viada commissao de redaccao ; n3o passando a c-
menda do Sr. D. Manocl.
S3o approvadas em e > discussao para pissa-
rem 31, as proposioes da cmara dos Srs. deputa-
dos, una declarando que aosofficiaes da 2" classe do
exercito a da armada compelem os i'ncsmos vouci-
menlos qoe aos da 1* classe, equando .empregados
em servido propriodesta ultima ; e outra approvan-
do a pensao concedida a Valeria Ma-ia da Concci-
Sao.
Entra eme ultima discusto o pirecer da com-
missao do constituir, sobre a licenra pedida pelo
Sr. senador Goncalvea Hartins para i'elirar-se antes
de se (indar a presente sessao.
He apoiada a seguinlc emenda :
a Addite-te ao parecerContinuando aabonar-
se-lhe o subsidio por inteiro durante o reslo da pre-
sente ses^o.Mafra.
Sao igualmente apoiados os seguinles requerimen-
los:
a Proponho que o additamento ofinrecido pelo mi-
lite 1 secretario seja enviado i cominissao de cons-
tituido, reunida a da mesa, nfio si para no caso
de o approvar harmonisar esta nova regra com o nos-
so regiment, propondo as-medidas .juc julgar mais
convenienles. Monlezuma. a
Que a commissao de constituiro d o seu pare-
cer acerca da seguinle questao : se concedendo a
um memhro dj senado licenra para retirar-se para
sua provincia ou para fra do imperio, deve ou nao
continuar a perceber^o subsidio.Salva i redaccao.
Danta.
Depois de breve discussao, he aprrovado o pare-
cer com a emenda do Sr. Mafra tendo sido regeila-
dos os requerimenlos dos Srs. Monteaima c Dantas.
SSo approvados sem debate, em '2 e ultima dis-
cussio o pareceres das commiases: l de legisla-
cao, sobre o projeclo do fallecido Sr. seuador Maia,
acerca da decima da chancellara, como pena dos
que fazem m demanda ; .2 da miasma commissao
sobre o requerimento dos administradores do hospi-
tal dos lazaros, pedindo dispensa das leis de amorti-
sacSo ; lo de legisla^ao e assemblas provinciaes so-
bre as represen taces da assembla provincial de Mi-
nas (ieraes, pedindo a crearan de urna relaco na
mesma provincia'; e 4o de legislaran e fazenda so-
bre a represenlaeao da assembla provincial de Mi-
nas Geraes, pedindo o pagamento de dividas prove-
nientes da pacificarlo daqnella provincia em 1842.
Sao approvados em 1 discussao fiara passar a 2*
os projeclos de resoiucan da conim.-so de, inslruc-
ao publica, aulorisando o governo a mandar qoe
sejam admilldos a fazer acto do 2' anno do curso
jurdico de S. Paulo Eduardo I.uiz Crescencio Val-
detaro, e Clirisliano Mauricio Slokler de Lima.
Continua a 2 discussao adiada i:m 28 de agosto
de 1852, da resolucao da cmara dos Srs. depulados
sobre a naluralisarao dos eslrangei os eslabeiecidos
na colunia de Santa Isabel, com o arl. I substitu-
tivo da commissao de legislarlo.
Discutida a materia, e posta vntacao a resolu-
cao (la cmara dos Srs. depulados, nao passa, sendo
approvado o arl. 1 substitutivo.
Segue-se a discussao dos arls. 2, 3o, 4, c 5 da
mesma commissao, e sao lodos aprrovado* sem de-
bato, e igualmente o projeclo substitutivo, para
pasara 3^ discussao.
S.'io approvados em 1" discussao ,'ara passar a 2.
o projeclo de resoltu-io da commissao de legislarlo,
autorisaudo a ordem lerceira de S. Francisco da Pe-
uilencia da cidade de S. Paulo, a possuir bens de
raiz al o valor de cem contos de rs., e em 2" dis-
io para passar 3, o projeclo de resolucao da
commissao de inslruccSo publica, aulorisando o go-
verno a mandar admiltir a Francisco de Salles Pe"
reira Pacheco a fazer acto das materias, do 1 anno
da escola de medicina da corte.
O presidente declara esgolada aordem do dia, de-
signa t. do seguinte e levanta a sessao.
11-
l.ida e approvada a acta da antecedenle.o l. se-
cretario d conla doseguiote expediente :
Um cfBcio do ministro da guerra, remetiendo um
dos aiitograplios sanecionados da reolucSo, que au-
lorisa o governo a pagano general Francisco Jos
de Souzi Soares de Andraia quantia de 3:4855*266,
de vencimeotos que lhe compeliam, como comman-
dante d exercito na provincia do !itio Grande do
Sul.
Fica o senado inleirado, e manda-se communicar
ti cmara dos Srs. depulados.
Sao remellidas para a secretaria .arias olas so-
bre fogtietes de guerra, methodo de medicao e des-
triboijo da Ierras olTerecidas por Joo Diogo
Sturz.
He liila approvada a redaccao do decreto da as-
semblu goral legislativa, que fiza is torcas de lerr^
para o anno financeiro de 1855 a 1856.
San eleitos por sorte para a depn jcao que lem de
levar sancciio imperial o dito denoto, e o de fixa-
rao das forjas navaes, os Srs. Pimcnla Bueno, Mu
niz, Mrquez de Ilanhaem, Tosa, Uendes dos San-
ios, Vi veiros e visrunde de Olinda.
Passando-se ordem do dia, he approvada sem
dbale, tm l. e 2.'discussao para passar 3.', a
emendada cmara dos Srs. depohidos propn-irao
do senado, aulorisando o governo para mandar ma-
Iriculrx no 1. anno do corso uridi.-o de S, Paulo, a
Thom.iz Antonio de Paula Pessoa,
Enlra em 2." discussao a indicado doSr. Monle-
zuma, cem o parecer da eommissio de mesa, na
parle (pie fol approvada sobre a reforma do art. 77
do regiment.
. O Sr. D. Manuel era um tongo discurso combale
anda a indicarlo, declarando por fim que nao se op-
poe a lia porque a jguode graide alcance, mas
porque receia que seja urna tenltiliva de reformas
em nnaior escala.
O.ir. I ergueiro manda .i mesa e he apoiada a
seguinte emenda :
vo caso de passar o artigo em discussao, accres-
cente-seAs sessoes comecarao s 11 horas, fazen-
do-se a chamada lis 11 e meia, e findando-se s 2 ho-
ras da tarde os trabalhos.
Disentida a materia, he approvada a indicaco co-
mo passon na primeira discussao, afim do passar a
lerceira, sendo Jregeilada i tmduda do Sr. Ver-
gueiro.
O Sr. Montezuma reqoer dispensa do intersti-
cio, afim de entrar a indicarilo em lercevra discus-
sao na primeira sessao.
He approvado este requerimento.
O presdanle declara agotada a ordem do dia, de-
signa a do segainle e levanta a sssao.
DIARIO DE PER NAM BUCO, QUINTA FE IR 23 DE AGOSTO DE 1854.
.

CALVARA DOS SRS. DIPUTADOS.
BU 5 Va Julhu.
I.jdn e approvada a acia da antecedente, o 1 si-
crelarlo d conla do seguinte expediente:
l.'m ofllcio'dn minisiro no imperio, enviando co-
pia ila consulta da sierro dos negocios do imperio
do ccnseH de csUdo acerca dti actos legislativos
promulgados pela aasembla pro ncial do P.io Gran-
de doSolnoann de 18j:JA'commis-ilo de as-,
senil iras proviuriae .
Do mioMro da gaerra, enviar^ deov.nslracao
da.despea f"'1 com lransrle c'Mipu, iriuniecs,
condnecoes c diarias a recrutss Oos exeiricio's do
ISI9 a IK53, bera como a conla doscreditos vbtados
liara a mo-roa despeza, o qac ptr esta cmara fra
exigido.A qirem fez a reqoisicH>.
membrosda mesa daassemblcaprovinci.il de
Minas (ieraes, enviando a repreienlacao qae a mes-
ma nsscDlbla resolveu enderezar a esla cmara, pe-
ilindi) melhoramento das congrujs des parochos de
sua provincia. A'commissao depensSes o ordena-
dos.
Requerimcnlo da irmandadecoSantissimo Sacra-
mento da freguezla de Nossa Sf nhora da ConceicSo
e Angra, pedindo -dispansa das leii de aniorsacAo
para possuir bens do raiz al o valor de 50:000.
A' commissao de fazenda.
Representado dos habilanles dos dislrictos de
Nossa Scnhora do Patrocinio, e de S. Paulo, do ser-
ISo do Muriah, e de S. Francisco da Capivara e
Larangeiras do serlao do Pomba, municipio da uo-
va villa do Ub, provincia de Minas Geraes, pedin-
do screm aggregados provincia do Rio de Janeiro.
A' commissao de eslalislica.
He julgado objecto de deliberaran e vai a impri-
mir para entrar na ordem nos trabalhos, a seguinte
resoluqo:
a A commissao de pensos c ordenados, tendo ex-
aminado o decreto de 31 do majo ultimo, pelo qual
foi jubilado o Dr. Antonio Mara de Miranda e Cas-
tro, no lugar de lente substituto da faculdado de
medicina desta corle, com o vencimento annual de
1:2000 ; e attendendo ao seu estado valetudinario,
he de parecer que seja approvada a sua juhilarao ; c
por isso submelle approvarao desta augusta cma-
ra a seguinte rcsolurao :
A assembla geral legislaliva resolve :
Art. 1 Fica approvada a jubilaran concedida
por decreto de 31 de maio de 1854 ao Dr. Antonio
Mara do Miranda c Castro no lugar de lente subs-
tituto da faculdado de medicina desta corle com
vencimento annual do 1:2003-
a Arl. 2". Revogam-se as disposircs em contrario.
Paco da cmara dos depulados, em 4 de julho de
1854. D. Francisco BaUhzar da Silceira./.
E. de iV. S. Lobato.
Contiuua a discussao dos artigos additivos ao pro-
jeclo que marca os ven rmenlos dos empregados da
caixa da amorlisac.ao.
Sao approvados os arligos sem debute, e o projec-
lo passa 3 discussao.
Enlra em discussao, e sem debate be approvado
o parecer da mesa, sobre a indicar.lo do Sr. Ferraz.
propondo : 1,. que as prorogares das horas da ses-
sao sejam por lempo definido ; 2o, que cssas proro-
garajes nao possam ser annulladns seoilo pelo cncer-
rameulo da discussao respectiva, e jamis por falta
de numero para votacao de questSes incidentes.
Segue-sc a discussao do oulro parecer da mesa ja
publicado sobre a indica^ao do Sr. Augusto de Oli-
veira.
O Sr. Paula Fonceca faz breves rellexes sobre o
objecto e conclue declarando que o horror que lem
a todasas nnovarrs que nao furemjustificadas 0 le\ a a
nao poder volar pelo parecer,7 sem ouvir as razos
en) que se fundou a nobre Tommisso que o deu.
O Sr. IVanderley requr que a discussao nao
seja em globo, mas sobre cada um dos arligos do
parecer.
Entrando em discussao o 1 arligo he elle rejeilado
sem debate.
O Presidente diz que, rejeilado o 1 arligo, con-
sidcia prcjudicados-lodos os mais.
O Sr. Aguiar entende que nao, pois que os ou-
Iros artigos contem materias muilo 'differentes, e
tanto assim que o mesmo Sr. presidente admillio a
discussao*por artigos especiaos.
O Presidente:Julgci prejudicados os mais arli-
gos porque foram redigidos de accordo com a dou-
Irina do primeiro, cxcepro talvez do art. 5 qoe
estabelece a forma da eleiQ.lo dos secretarios, e do
arligo 6 que Irata da commissao de polica ; en-
tretanto pode continuar a discussao sobre cada um
dos arligos e a cmara declarar a sua opiuiao por
meio da volajao.
Enlram em discussao os demais arligos e sao rejei-
tados, exceprilo do 5 e 6, que dizem assim :
Arl. 5o O 1" e 2" secretarios sero eleitos sepa-
radamente, pela forma porque o sao o presidente e
vioe-presidente.-
Aeleic,So do 3 c 4o secretarios ser a plurali-
dade do votos, e na mesma cdula que contera dous
nomos, um dcsignadamenle para 3* secretario e ou-
lro para 4" Na falla de designarlo allendcr-se-ha
ordem em que estn cscriptos, e no caso do empale
para cada um dos lugares, a sorle decidir enlre os
que livereni oblido igualdadc de votos.
> Art. 6.* A commissao de policia se compor.i do
presidente e dos qualro secretarios, e sera compe-
tente para propr o numero e ordenados dos ofci-
aesda secretaria c os iudividtos que devam ser Ho-
rneados para os ditos lugares; bem como para dar
parecer sobre quaesquer allcrarcs que se lenham de
fazer no regiment da cmara, e para cslabeleccr em
rcgulamcnto os deveres e allribuircs de lodos os
empregados da casa c da secretaria.
O Sr. Aguiar (pela ordem):Segundo eslou in-
formado, nao existe mais na casa cxemplar algum do
regiment, e eslou persuadido que a mesa lera de
mandadlo reimprimir....
OSr. Paes Brrelo:J mandou.
O Sr. Aguiar-.T-Tendo passado oslas disposicoes
e ha vendo algumas outras que estao appensas ao
mesmo regiment, "julgava que seria conveniente re-
metler todo este Irabalho commissao de redacrau
para harmonisar estas disposires' c colloca-las em
seus respectivos captulos. Se he preciso mandar
requerimento ueste sentido, cu o farei, mas creio
que a mesa podo fazer isto indepcndcnlo de deliife-
raran da ramara.
O Prndenle:J se mandou proceder reim-
pressao do regiment.
O Sr. A guiar:Perde-me V. Exc; comoj vi
alguma cousa dssa impresso, o nao a achei muilu
boa, porque artigos additivos .que foram posterior-
mente approvados nao se acham no corpo do regi-
ment, julgo que mclhor seria fazer-se a rcimpressao
de oulro modo, encorporar essas disposicoes nos ca-
ptulos respectivos, de maueira que, qualquer qne
seja a disposicao, se possa encontrar no lugar com-
petente.
O Presidente:Pela forma porque prope o no-
bre dcpulado lie uccessario deliberarao da cmara,
que autorisc a commissao fazer csse Irabalho.
O Sr. Augusto de liccira:Como se traa de
mandar reimprimir rcgimenlo, eu pedira a V. Ex.
que houvesse de tomar em considerado oulras re-
formas que propuz por orna indicaco que est su-
fcila mesa, afim do que no caso de sercm adop-
tadas possam ser encorporadas no novo regiment.
O Presidente:A mesa lomar na devida consi-
derarlo o requerimento do nobre deputado.
O Sr. Aguiar manda mesa o seu requerimento,
que fica ptra ser litio na occasiao competente.
Contina a discussao do artigo relativamente re-
ccita com a emenda apoiada.
O Sr. Ferraz insiste em suas opiniOcs o conclue o
seu discurso nos seguidles termos :
O nobra minisiro disse que eu ludia lido a vai-
dade (avaidadel) de querer crear uesta casa urna
oppos'icilo. Que ousada! Quevaidade!!
O Sr. Presidente do Conselho: Nao foi isso o
que eu disse; mas pde-se (raduzir assim.
O Sr. Ferraz : Traduzirci como quizer.
Sr. presidente, a vaidade est da parte do nobre
ministro, que suppe naojiaver urna pessoa que pos-
sa ter forjas de fazer opposicao ao seu ministerio....
O Sr. Presidente, do Conselho: Nao disse (al
cousa.
O Sr. Ferraz : Nao houve vaidade. As cir-
cunstancias especiaos em que osLio collocados os
mcus nohres collegas justifican) o acliar-nie solitario
nesla casa. Ellcs lem razos, tem suas provincias,
lem nellas inlcresses muilo arraigados, de sua oppo-
sirao talvez thes proviesse grande mal, e ueste senti-
do seria om erro.
Talvez queo nobre ministro ou uniros consideren,
deem a entender, ou procurem insinuar, que a sua
poltica nao he propria, he inspirada; e nos todos,
senhores, acatamos as inspirarnos partidas desse prin-
cipio do bem.
O Sr. Presidente do Conselho : r Quem he que
disse isso?
O Sr. Ferraz: Por consequencia lodos nos fi-
camos....
Sr. Presidente do Conselho: Explique csse
pensamento. ,
O Sr. Ferraz: Oh! sonhores! he preciso mais
explica-lo..
O Sr. Presidente do Conselho : Alguem disse
que a poltica he inspirada '.'
O Sr. Ferraz : O nobre ministro nao disse aqui
qoo a alia direccao dos negocios polticos nao parta
de si ?
O Sr. Presidente do Conselho: Nao disse tal
cousa. O meu discurso esla escriptoi
O Sr. Ferraz: Pois V. Exc. nao disse aqui
que a decisao dos ncgpcies polticos parlia do alio'.'
O Sr. Presidente do Conselho: A alta deciso
que consiste na approvaco que se d aos ministros,
na coufiaora que se presta aos orgos de Urna pol-
tica. '
O Sr. Ferraz: lie lerceira edicao da explica-
59o de suas expressues no senado.
O Sr. Presidente do Conselho: He a mesma
expuesto, ama vez lida com boa fe.
OSr. Ferraz:. Vai declinando um pouco: e
he natural; todas as cousas quandn vo envellieren-
do declnala. Aceito, creio que est de accordo co-
migo. Um nobro parlamentar que dcixou um no-
me no seu paiz....
O Sr.Presidente do Conselho: Ainda nao dei-
xei, porque ainda nao morri. (Hilaridade prolon-
gada.)
O Sr. Ferraz (lambem rindo-sc): Bem, per-
doe-me V. Exc... nao era possivel adoptar oulras
ideas senao essas.
Senhores, o nobre ministro, com a graca que tem
c que lhe he propria, arrancou-me um riso no final
do seu discurso; mas consinta que lhe declare que
eu nao lhe poda ler na considerarlo que suppoz,
quando me exprim em nome de S. Exc.com eslas
palav'ras: O Brasil sou cu. Estas palavras nao
iuiliram que o nobre ministro seja a minha patria,
uan, absolutamente nao, porque smente me apar-
tara della se acaso eslivesse empestada....
O Sr. Presidente do Conselho: Obrigado.
O Sr. Ferraz: O nobre ministro ha de consi-
derar o meu dito da maueira seguinte: que lem bas-
tante influencia c bastante predominio, que tem ga-
nho na sua elevada posirao ofiirial pela sua opulen-
cia poltica, e por cssa grande clienlella que conser-
va, e cada vez vai augmentando mais e mais. He
neste sentido que o nobre ministro deve aceitar e
comprchender as minhas palavras.
O Sr. Presidente do Conselho: Nao aceito.
O Sr. Ferraz: Eu nao poda nem de leve acre-
ditar que dcixassc de haver um poder superior ao
nobre ministro. Sou homem das theorias conslilu-
cionaes, da verdade constitucional. Entendo que no
mundo physico e moral existe um poder supremo
onde depositamos todas asnossas esperanzas, espe-
cialmente nos momentos do alllircan.
Segundo a nossa organisacao poltica existe no im-
perio lambem um poder soberano, em que muilo
confiamos, em quem depositamos todas as nossas es-
peranzas ; e essa esperanra, quan.lo eu mo aparte
da minha patria, segundo a iulelligeDcia dada pelo
nobre ministro's minhas palavras, nunca me des-
amparar.
Senhores, o nobro ministro ainda fallou na idea de
conciliario, o noble ministro quiz como que abracar
e conciliar as dilTcrentes opinies dos oradores que
me precederam e antecedern). Mas sobre conci-
lia,1o esla casa he una Babel (risadas), uada pode
oh ter, ninguem se entende. (Risadas geraes.) Na-
qucllc banco em frente ninguem entende a lal cou-
ciaro, e por aqui da mesma sorte. (Continuam as
risadas.) Nao v o nobre ministro esta hilaridade "?
Na exprimir ella alguma cousa? Se estivesse aqui.
no da 23, caria paludo, os oculos lhe cahiriam.
(Risadas.)
O Sr. Presidente do Conselho : Que figura he
essa* A pallidez faz cahir os oculosj
O Sr. Ferraz : IIavia da ficarjiallido, e a mes-
ma causa que produziria a pallidez, o temor e o sus-
to, lhe faria cahir os oculos. (Risadas.)
Explicara ludo : V. Exc. me poz em urna posirao
lal, que daqui por dianlo hei de responder sempre
por esle modo.
Mas, senhores, o nobre ministro o que deve altcu-
der he a mclhor das opinies; e a melhor das opi-
nies consultando todos os interesses mais ntimos
do circulo do nobre ministro, vem a ser a do nobre
deputado pela provincia de Pcruambuco, que fallou
sobre o commercio a rclalho, conriliaran Napoleao.
Siga o conselho, Sr. minisiro, ponha em pralica a
conciliarao .Vapulean.
OSr. l'iscondede Paran, depois de brevescon-
siderarajes, explica nos seguintes termos as causas da
opposrao que ao ministerio faz o precedente ora-
dor.
Senhores, visto que se (rala da opposrao do no-
bre dcpulado, quacs sao as causas que lhe deratn
lugar'.' S.io os actos do minisiro da fazenda ? Nao
que o nobre deputado bao cila acto nenhum novo,
ou que date do fim do inez de junlio.
O Sr. Ferraz :Os velhos nao preslam ?
O Sr. Presidente do Cornelia : Nao sao por-
laulo os actos do minisiro da fazenda. Hoje que
fallou em boatos que se fazem correr seu respeito,
boje que elle diz que se tem pretendido insinuar pa-
ra a sua provincia quo o minisiro da fazenda tem
ducumenlos que provam suas malvcrsaces, hoje
sim, posso cu dizer alguma cousa a esse respeito,
porque, como he esla a nica novidade que ha, devo
suppor que esses boatos, que esses ditos he que dc-
nn causa n sua opposrao ; devo suppo-lo porque
lambem lenho ronlicrinenlo driles, pois lias vespe-
ral de declarar-se o nobre deputado elle moslrava
una carta que recebera da Baha, na qual, em post
scriptum,c lhe dzia que um funecionario da curte
escrevera para a Babia dizendo que o nobre dcpu-
lado nao fallava, que nao aecusava porque lemia ser
acensado, porque havia documentos contra elle.
Ignoro, Sr. presidente, se por ventura a noticia
que se revclou ao nobre deputado lie ou nao verda-
dera, nao sci se o empregado a que se refere o seu
post srriplum arrogou-se ou nao o dircilo de fallar
em nome do ministro da fazenda ; mas cm todo o
caso declaro que nao lenho orgaos para emitlirem o
nicujuizo sobre os funecionarios senao os offciaes,
e qoe como ministro da fazenda reconhero que se
livesse alguma prova de malversarnos commellidas
pelo nobre deputado nao linha direilo de lolerar-
Ih'as ; devia faze-io aecusar, c o nobre depulado sa-
be bem disso.
Na occasiao, senhores, cm que se fez urna repre-
sentaciio nesta praca contra o inspector da alfandega
da corte, live de ouvir a esle empregado, que tendo
de responder s arguires que lhe faziam, f-lo ton-
gamente em um grande oflicio que porahi corre
impresso. Ncslc officio o nobre deputadoprelendcu
adiar argnires contra a sua pessoa c gerencia, e na
qualidadcde procurador fiscal fez-ine um oflicio em
que dzia que tendo obriga^ao de requerer a eflecll-
va responsabilidade dos empregados de cujosdelic-
ise erros de oflicio livesse conhecimenlo, nao po-
da deixar de requerer que mandasse proceder can-
ija os empregados a quem o inspector argola depre-
varicarao. O nobro deputado sabe mullo bem a
resposla que lhe dci.
O Sr. Ferraz ;Sem duvida alguma.
O Sr. Presidente do Conselho :Respond :Eu
nao vejo arguires pessoacs; se o senhor entende que
ellas existen), se tem conhecimenlo do deudos e er-
ros de oflicio de nlgucm, ou se acredita que laes er-
ros e delictos Iba sao pessoalmenlc reprochados, le-
vanto a luva ; por mim uao mandarei, porquo nao
lenho couliecimcnto de laes delictos ; vejo quo o
inspector se defeude das arguires que lhe foram
fcitas, nao vejo as accusacCes aos seus antecessores
que S. Exc. enxerga. Quera o Sr. depulado ou-
Ira declararlo maior do concelo que formava do
que aquella que a seu pedido dei por cscripto ? Pre-
tendera alguem que cu livesse Horneado para pro-
curador fiscal, para zelar os iulercsscs da fazeuda,
um homem que eu tivesse cm mo concelo ? (A-
poiado.) Prelend-lo-ba alguem, pretende-lo-ha o
nobre depulado Declaro que qualquer que fosse a
sua importancia poltica, quaesquer que fossem os
grupos queo nobre dcpuladopodessedirigir, nao me
arrancara essa nnmeacao se eu nao livesse em bom
concelo a sua probidade. (Muitos apoiados- Mus-
lo bem.i
Pcrmilta-mc V. Exc. que lambem lembre ao no-
bre deputado que da argumentado que lenho feito
contra elle nao poda de forma alguma deduzir que
cu Iratassc os meus collegas como um meslre de
frula on palmatoria, seguudo elle disse. Nao creio
que o nobro depulado arguindo-me lenba sido mais
moderado do que eu defendendo-me ; mas j se
disse que ao aggredidu se deve deixar muilo mais li-
berdade do quo ao aggressor. Os mcus collegas
nunca me deram motivo para azedume, nem mes-
mo para empregar qualquer expi essao que nao seja
aquellas que a civilidado mais rigorosa exige. Nao
Icria razan para o fazer, porque ha reciproca bene-
volencia enlre nos ha amizade intima e ha confianza
(apoiados dos Srs. ministros presentes), c porque
os meus rollcgasajgumeutani.nao me aecusam, nao
me insultan), n3o invectivan). Por consequencia o
nobre deputado deduzio mal qnando entendeu que
as fiaras resposlas que tenho dado as suas argui-
res podessem cm algum caso caber os meus col-
legas.
O nobre \ i-ronde responde ainda s censuras do
Sr. Ferraz, e conclue o seu discurso da maneira se-
guinte':
Senhores, antes do terminar devo reclamar contra
a prelenrao do nobre depulado quando deelarou a
cmara que o ministerio actual, ou que o presidente
do consellio, pretenda que a poltica que elle seguia
viera inspirada pela cora. ,
Sr. presidente, urna vez que o nobre depotado
queira entender aquillo que lenho dito nesla casa
ou no seuado no sentido natural e obvio dai minhas
palavras, nao pode empieslar-nie urna semelhanle
prelenrao, que, alera de amesqtiinhar o papel que
linha de representar o ministerio, seria altamente
inconveniente c 'desconforme com os principios que
regen o syslema representativo. (Muitos apoiados.)
Disse e susteolo, scnhore, que a corda tem a alia
direccao dos negucios; mas a cora exerce cssa alia
direccao quando cscolbe os orgaos da sua poltica,
quando lhe concede a continu?cao da sua confianza.
(Apoiados.) Presumo que nao debaldc a cora esco-'
Iheu-me para organisar o ministerio, porque antes
de organisa-lo os meus principio eram sabidos, por
um discurso que pronuncci no sealo em que ha-
va declarado que o partido que apoiava o governo
precisava de algum movimenlo, de tlguma vida no-
va, para poder marchar convenientemente. Fui
porlanto chamado a organisar o ministerio sendo
conhecidds quaes os principios que devia trillur.
(Apoiados.)
E digo que a cora^d essa alia direccao quando
continua a confianza nos ministros, cujos principios
nao s.io 'irrullos; ns os apresenlamo* franca e le-
almentc ao corpo legislativo ; esses principios cstao
inleiramente de confnrmidade com o programma que
logo na primeira sessao, depois da organisacao do
ministerio, aprsente! no senado; nao se lem ar-
gido ao miuislcrio um s desvio da poltica expres-
sada nesse programma. Depois, Sr. presidente, de
haver eu declarado que a cora excrcia essa alia di-
reccao, que lhe competa indubitavelmente sobre os
negocios do estado, e o modo porque ella exercia es-
sa dita direccalo, nao era permitlido ao nobro depu-
lado vir dizer ao corpo legislativo que o ministerio
pretenda que esta poltica lbe linha sido inspirada,
por urna alta personagem, e que, em consequencia
la dedicado dos subditos a essa personagem devia
resultar a approvac,3o da poltica do ministerio.
(Apoiados.) Senhores, pelo modo porque o nobre
deputado encara as cousas sera impossivel que ja-
mis se desse ama maioria no parlamento contra qu-
alquer ministerio, e Dos nos livre que as cousas
sejam levadas a esse poni. (Apoiados.)
Nao, senhores, he sempre permitlido ac parlamen-
to pronunciar-so contra a poltica dos ministerio.
Esta pollina sem duvida nao pode subsistir sem
duascondices:a confianca da cora, e a confianza
das cmaras; mas pode-se perder a confianca da
cora conservando-se a das cmaras, ou conservar-
se a da cora perdendo-sc a das cmaras; c como os
ministerios regularmente formados, os mioislerios
que dcsejnm marchar normalmente, n3o abslrahi-
r.lo nunca das diiasconfiancas, salvo o casoem que
julguem conveniente consultar o paiz a respeito da
sua poltica, he evidente, senhores, que nao sao laes
considerarnos qoe podem embargar aos senhores de-
pulados de dareni ao ministerio livremente a sua
adhesao, ou negarcm-lh'a com franqueza. (Muitos
apoiados.)
A cora consultar o qae deve fazer em tal caso; o
mais provavel he que se urganise novo ministerio
que di-aos negocios a direccao poltica que liver o
apoio de ambas as cmaras.
Fique porlanto esla cmara na certeza de que a
politica que segu o actual ministerio nao foi inspi-
rada pela cora, foi elle quem a creou e he por ella
respousavel. (Apoiados). Se a cora linha esse pen-
samenlo poltico, tornou-o exequivel chamando pa-
ra organisar o miuislcrio a quem suppoz que teria o
mesmo pensamento; se a cmara nao o lem, se a
cmara reprova a politica que seguimos, negue-nos
o sea apoio, na certeza de que o ministerio he res-
ponsavel por ella e est resolv ido a executar aquillo
que enlender ser do seu dever. (M,uitos apoiados;
muilo bem, muilo bem.)
Algum Srs. Depulados;Votos, votos.
Nao havendo mais quem pera a palavra para fal-
lar sobre a materia, julga-se sufiiciealemenle discu-
tida, e procede-se volaran.
Sao approvadas todas as verbas do art. 9 com a
emenda da commissao.
Sao approvados sem dbale osarls. 10 e 11..
Sao apoiados os arligos addilivos.
Fica a discussao adiada c levanta-se a sessao.
6
Lida e'approvada a acia da anteceden le, o primei-
ro secretario d ron!.-' do seguinte expediente :
Um oflicio do minisiro da fazenda, salisfazcudo a
requisicao desta cmara sobre ajprclcnran de Manocl
Rufino de Oliveira Jamacani.A' commissao de ma-
rlnha e guerra, que fez a requisicao.
Um requerimento da irmandado de Nossa Senho-
ra da Gloria, da frcgueza da villa do Porto de Pe-
dras, da provincia das Alagoas, pedindo loteras.A'
commissao de fazenda.
De Fram i-cn do Paula de Alhayde Seixas, pedindo
melhoramento da aposentadoria qne leve no lugar de
escrivao da jaula da fazenda da provincia da Baha.
A' commissao de pensOes e ordenados.
De Tlioma/. (loncalv es da Silva, 1. lenle do 2.
balalhao de artilharia a p, pedindo passagem para
o corpo de eslado-maior de l. classe. A' commis-
sao de marinha e guerra.
Acha-sc sobre a mesa, e he remedida commis-
sao de fazeuda, a demonslracao geral das opernces
do processn, assignatura e substituirlo do papcl-
rooeda na curie e municipio do Rio de Janeiro, a
cargo da junta administrativa da caixa de amorlisa-
rau, desde 24 de dezembro de 1835 al 30 de junho
de 1854.
|- Enlra cm primeira discussao a resoluraoii. 69 des-
(e anno que aulorisa o governo a conceder carta de
naluralisarao ao subdito hespanhol Antonio Diodoro
de Pascual.
A pedido do Sr. Paula Candido lem esla resolucao
urna s discussao.
Vem mesa e he apoiada a seguinte emenda do
Sr. Lisboa Scrra:
" Accrescenle-se a JooBaplisla Calogerast sub-
dito grego.
O Sr. Paranagu pede ao autor da emenda algu-
mas informarf s sobre a pessoa a quem pretende cs-
lender o favor da naluralisarao e be salis-
feilo.
He lida e apoiada a segninle emenda :
a E igualmente ao Rv. Raphacl Jaciulho Ramos
eslabelecidu no arrajal de Sania Mara do Taguatn-
gaa na provincia de Goyaz.S. a R.P. Fleury.
O Sr. Correa fias Nena pede tambera informa-
ces e he salisfeito pelo autor da emenda.
Julga-se discutida a materia, procede-se vota-
cao, a rcsolurao; he approvada por 59 votos contra
2, a emenda do Sr. Serra por 56 votos contra 3, e a
do Sr. Fleury por 61 contra 3. O projeclo he adop-
tado cora as emendas approvadas.
Segue-se a discussao da resolucao qoe approva a
aposentadoria de 1:0009000 concedida ao Dr. Jo3o
Candido de Dos e Silva, no lugar de desembarga-
dorda relarao do Maranhao.
O Sr. Angelo Correa requer e a cmara appro-
va qac esla resolucao lenba urna s discussao.
O Sr. F'igueiradc Mello fundamenta ama emen-
da para que em vez de 1:2009000 se diga 1:0009000
res'.
A discussao fica adiada pela hora.
Contina a discussao dos arligos addilivos do or-
namento apoiados na sessao antecedente.
Fallamos Srs. Paula Candido, Ges Siqueira, Lis-
boa Serra e Paranagu, depois do que fica a discos-
sao adiada pela hora.
O presidente designa a ordem do dia e levanta
sessao.
proceder ; mas a conslrucco do edificio, no local i a Os filhos das hervas acredilavam qae o pai Ga-
tomado pelo Sr. Quartim, he um fado decretado ; | viiio poda transformar-se em pao, pedra, passaru.
S. PALLO.
4 de costo.
Dcsla vez a scena representa a muncipalidade cm
guerra com a empresa thcalral. L'm dos belige-
rantes he o Sr. Quartim, que, como est dito e sa-
bido, nb-ancnii da assembla provincial urna reso-
lucao que lhe deu 28:01)08 para de meia com sua
gaveta construir um edificio thcalral, para substituir
o paiol que boje nos serve de epygramma.
Ja o emprezario lanrava os germens de nossa fu-
tura grandeza dramtica, a industria da pedra e li-
jlo commerciava em grande escala, e os pedreiros
da empreza abriam profundos fossos no largo do Col-
legio para asscnlar os alicerecs do casarao, pis que
assim mandava miem podia c devia execular a lei.
lie uesle fervor de progresso que relenla um ma-
nifest de siierra dos campos da vereanea, qne a bem
da largueza publica oflerece embarsos. Ella re-
presenta a S. Ex.-que graves razos lhe assislem pa-
ra propr a construccao theatral em oulro silio ;
alarsar a praca do palacio derribando os castellos
velhos qac por ah vao. Prope a desapropriarao
de varios predios, e designa um local que na sua
sahedoria julga mais convcnicnle formosurada ca-
pital. S. Ex. mandou ouvir engenheiros. Seguio-se
a polmica dos peridicos que lem feito a autopsia
da iirtelligenria da corpsracao municipal.
Em verdade a razSo da largueza nao deixa. de
nada mais pude fazer a cmara, salvo se o presiden-
te da provincia pude modificar um acto legislativo.
O que releva notar he qne a medida da desapropria-
cao s deve ser empregada em caso exlremo ; alcm
de que, se o acto legislativo fr modificado, nao le-
remos Ihealro por estes quatro anuos, como assove-
ram os prallcos. Demais, os extremos sao viciosos,
e a cmara em vez de applicar seus cuidados a ou-
tros msteres que saltam aos olhos da populacho,
prope urna medida que comporta grande sommade
contos de res pela raza > de alargar a cidade qoe
primeiro que ludo deve ter boas posturas e meios
hygicnicos. II* ncsle crculo que a cmara, cujas
boas ilcnecs eu sou o primeiro a reconhecer, de-
via esmerar-sc. He muito bonito ter-sc aqui urna
prora de S. Marcos; mas o asseio e limpeza da ci-
dade, mrmente do tradicional becco do Inferno do
goslo do das Cancellas na curte, que ignoro se se
conserva no mesmo estado cm que eslava cm 1847,
deve preceder s medidas de loio.
Mas isto nao passa de questao de aldeia, que nao
lhe iuleressa. licitemos a cmara cabrionar o Sr.
Quartim, quo (cm suado camisas .no combate, e ve-
jamos o que l vai pelo S, Roque.
O meu correspondente naquella villa poupa-mc o
Irabalho da minuciosidade.
Lea Vmc. o que cllemecoramouica : parece que
o meu amigo deu-se ao Irabalho de confessar alguns
dos l'eneraveis da ordem, pas que esliuiciado nos
myslerios.
Tenho de minha parle nicamente a accresceotar
que nao ha reccio deprogredr o projeclo.
a Com a chegada do destacamento os espiritos fe-
mininos e apprehensivos se achara mais tranquillose
reanimados.
a l.-se visiveis Iracos de terror na physionomia
ennegrecida dos filhos da Elido pia,nos quaes a nalu-
reza veslio de perpetuo luto, na prase potica e
brilhanlc de Lamartine.
Mais alguns pormenores acerca da assoaar.lo dos
filhos das hervas do campo encantado.
O gran-mestre da ordem d o Inflmenlo de
iilli a todos os membros da sociedade.
O irmao que enlra para a ordem contralle a o-
brigaco de convidar para ella o maior numero que
for possivel.
a Os irmaos Iratam ao grao-mcslre com profundo
respeito, do-lhc louvado, e .nao podem voltar-lhe as
costas.
a Quando orcurro alguma altcrcacao enlre os ir-
maos o grao-mcslre emprega a palavraMabcltel
c immcdialamente se reslahclecc o silencio.
a Disseiuos na uossa anterior que o pai Gaviao ra-
zia urna cruz com a pona da faca no peilo do irmao
que se iniciava. Temos agora melhoresinformaccs
a respeilo.
a A cruz sobre o peito nao he feita com a ponta,
mas com o fio da faca, batendo-se com om pedacode
pao tres pancadas as costas da lamina.
a Do mesmo modo se faz mais duas cruzes, urna
no braco e outra no pe dircilo.
a Depois disto o grao-meslre estende a mao sobre
a cabera do irmao aprendiz que acaba de passar pela
prova do ferro, e reza esla oraran :
a Por S. Joo me pego com as hervas encantadas,
a Dos Nosso Senhor adianle e Dos Nosso Senhor
a alraz ; por meu advocado S. Joflo, acordai ; o ini-
a migo ahi vm, os ps lem, mas nao me alcanca-
rao ; bra;os tem, mas nao me pegaran ; andarei o
a dia de hoje como Dos Nosso Senhor andou no
mundo no ventre da Virgem Mara. Pelo sanio
a do meu nome, lilbo das hervas do campo en can-
il lado abaixo de Dos Nosso Senhor Jess Christo.
(t Amen, a
Depois seguem-se as outras ceremonias qae j
referimos, cumprindo notar que o santo protector do
campo eucantado he o mesmo da niaruncria dos ritos
escos Quando um irmao chega ao grao de encantad,
o cr^p-mestre atira ao mallo urna raiz de gain- ou
urna das figuras chamadas sala e careta, c manda
que o irmao encantado adevinhe onde se acha e
traga.
a Emquanlo parteo irmao, os oulros cantam cm
curo, acompanhando-se com oguay-cayumba :
Qiiamlo landa malavo, malavo, malavo.
Que quer dizer :
a Filho v buscar vinlio, que eu quero beber,
quero beber, quero beber.
a Ja o irmao encantado enconlra o abjecio que
foi procurar, da um grito, ao qual os irmos respon-
den) com a palavra o Quisa que quer dizer ve-
nha.
a Se o nao enconlra volta amarrado por bracos
invisiveis.c.ainda precisa de oulras licoes para ficar
encantado.
a Quando o grao-meslre applicando os labios ao
vungo. e conversando cum elle um sylloloquio inin-
telligivcl, 16 no passado, ou prediz. b futuro, sent
coar-sc-lhc pelas vcias um fro glacial, depois um
calor febril ; irric,im-se-llie os cabellos ; e sua razo
se perde no vacuo do infinito.
a Entilo um dos mestres puxa-lhe o cabello do to-
pete, d ama pancada na tesla com a man, c o ora-
culo do campo encantado recapera o uso de suas
facilidades.
a Ser isto urna especie de magnetismo operado
pelo vidro, raizes c outras substancias de que se com-
pe o vungo '! Ou ser todo isto urna ficc,ao, urna
farc,a ridicula para exlorqoir os cobres dos filhosdas
hervas ? He o que por ora nao estamos habilitado
para dize-lo conscicnciosaniente.
a Ante lionlcni o delegado de policia o Sr. capilo
Moraes csteve algum lempo na sala da muncipali-
dade interrogando em particular o verbalmenle a
um dos prclos.
a Cbnclnido csse interrogatorio, quando ful per-
mitlido o iugresso na sata, entrou urna chusma de
curiosos, entro os quaes foraos ns em razao do nos-
so oflicio de correspondente.
a Um dos curiosos, tendo oblido licenra do dele-
gado para umaexporiencia inofiensiva, dirigio-sc ao
filho das iiervas.
a Sabis adovinhar '.'
a l Sim, senhor. rcspondeu.elle coma imperlur-
bahilidade de urna r.onv icca profunda.
c E se eu esconder esla caixa de tabaco, pe-
deris adcvinhar o lugar era que ella licar '.'
Sim, senhor, repeli o negro com igual se-j
guram;a.
a O curioso, relirou-se da sala, deu a caixa a
urna pessoa que se acha va do ladoesquerdo de urna
janella no palamal da escada, c vollando pouco de-
pois disse ao prelo que fizesse a adevinhacao.
n Preciso um vungo, respondeu elle,
o Trouieram-lhe um dos vungos apprehendidos,
e o filho das hervas, recusando-o por nao prestar pe-
dio oulro.
a Foi salisfeifo.
a Este sim, disse o adevinho, segurando no vun-
go com ambas as maos, Tirando a esqoerda na exlre-
midade e meia sobreposla sobre o dedo minino da
direla, c approximou-o da bocea com olhos semi-
fechados.
o Pelo movimenlo dos labios via-sc qne elle en-
tretiuha com o vungo um sollyloquio mysterioso.
D'ahl a pouco algumas bagas de snor rebenta-
ramda fronto do orculo do campo encantado, suas
feices se conlrahiram, seus olhos meio cerrados se
tornram sombros e amparadores ; exalou um ge-
mido quasi abafado, e um movimenlo nervoso, in-
voluntario ou ndmiravelmeutc fingido, por tres ve-
zes contrado c empuxou maos e bracos para o lado
esquerdo. Essas contracccs eram acompanhadas
de suor mais copioso c de um tremor geral no corpo.
a A naluralidade dcsla scena linha impressionado
vivamente o auditorio.
Meu senhor, me perde, disse o adevinho no
meio de profundo silencio, a bueela esla perla da
escada. do lado esquerdo da janella.
Pois vai busca-la.
oO orculo diriaio-se ao palamal da escada, olhou
alraz da folha da janella dolado direilo, deu um sus-
piro c disse :
o O vungo me enganoa I
Devo oberservar que a pessoa a quem foi con-
fiada a guarda da caixa passou-a a outra que eslava
na janella do lado direilo.
O orculo consultoa novamente ao vungo, e en-
lio perdeu de lodo a transmontana, e cansado de
errar deelarou qua eslava muito atlribulado e nao
poda adevnhar porque o vungo eslava profanado,
o provavelmente fura locado por maos de alguem
que houvesse lido relaees com malheres porque
ellcs para fazerem adevinharOes nao as linliam des-
de a vspera.
Se desta vez nao (irarmos iniciados necias nigro-
mancias ser um verdadeiro uaiporismo.
ou no que lhe aprouvesse, e qae at podia voar co-
mo ura balao aerosttico para onde lhe entortasse o
nariz .'
a Sendo assim, e Picando a epiderma dos filhos dai
hervas com a tempera do ac, isto he, Hpenetravel
ao ferro c s balas, admira que a diplomacia russa,
cujas tricas sao 13o Rabadas, nao se lembrasse al
agora de fazer acquisicao de um auxiliar 13o podero-
so como o pai Giviao 1 A alliamca das potencias" oc-
cidcnlaes da Europa, as Torcas dessas duas nacoes
gigantes, quebrar-se-hiam do encontr ao exerci-
to encantado com a mesma faclidade com que Na-
poleao quebrou as ventas do conde Cobentacl a
magnifica beradiga de porccllana que a imperalriz
Calharina II linha dado ao negociador auslriaco. .
a Da Sorocaba me communicam que a ramificaran
se eslendeu tambera por l, pois que alguns envia-
dos foram expedidos de S. Roque com o fim de pro-
pagar os conhecimenlo para a realisaco do plano.
Mas a aclividade das autoridades fez que neste cir-
culo lambem abnrlasse a insarreirao. Ja se fizeram
muitas prises, e procede-se legalmenlc.
Por Il vio-se passar oulro commissario, mas nao
ha signaes de reunio. O que assusta realmente he
que alguns caboclos alislaram-sc na ordem : todos
os dieres sao pessas livres.
J eslao empossados os novas lentes, e o Dr.
Gabriel brilhou com o cavaco na cadeira do 4. anno.
Fez com efleito urna cloquente oracao cm que, se-
gando me dizem, eudererou loavores ao governo
pelo esforco que ha feito para que os cursos jurdi-
cos sejam dignos dcsle nome.
Gregos e Trvanos applaudiram esse discurso.
Parece-me pois conveniente Iranscrever aqui o que
a respeito escreveranro Ypiranga e o Correio Pau-
listono.
Diz o Ypiranga, folha da opposrao :
a Uontcm (l.do correute) o Illm. Sr. Dr. Gabriel
Jos Rodrigues dos Santos, entrou em ejercicio de
lente substituto da faculdadc de dircilo. OSr. Ro-
drigues dos Santos eslava trmulo e varillante. Era
muilo expressiva a sua commocao ; rcprcscnlava ura
nobre orgulho de subir tribuna do magisterio ; ea
recordacao bella e cloquente do lempo cm que nes-
ses memos recintos da academia havia fallado como
discpulo, hoje se apresenlava como preceptor de
urna mocidade eheia de vida e tlenlo, lia prazc-
res que agilam de tao profundo a alma que emsua
expressao externa se musitara com os symptomasde
una pungente dor O Sr. Dr. Gabriel subi ca-
deira magistral sob um tremor que exprima o en-
thusiasmo c o reconbecimento juvenlude acad-
mica qae correu em mullid3 para ouvir o dislinc-
to orador.
a O discarso com que S. S. abri sen lyrocinio
foi brilhanlc o mais que ludo cheio de urna uncrao
de virlude religiosa, e baseou-o sobre esle grande
pensamento o magisterio he nm santo sacerdo-
cio I s
O Correio Paulislano, jornal da situado, ac-
crescenla :
a No da 1. do corrente,desde as 8 horas,nolava-sc
em os acadmicos certa agilacau, que deootava bem
alguma cousa qae com anxicdade era esperada. Essa
agitaclo foi crescendo proporcSo que se avizinha-
v anas 11 ; deu 11 horas... os geraes da academia
se encheram nao s de acadmicos seno lambem de
particulares ; a alegra pairava em os semblantes
deeses corpos movidos por urna s idea, por ura s
pensamento. O Sr. Dr. Rodrigues dos Santrs suba
a cadeira do 4. anno para dar o chamadocavaco
na gyria acadmica.
b Eslava enramovido, c disse que sua agitacao era
causada por dous scnlimenlos, que bem que oppos-
tos podem actuar simultneamente no pensamento do
homemo jubilo, e o susto ; o jubilo por ver
rcalisado seu souho almejado, subindo cadeira do
magisterio, cuja belleza o difficuldade pintou cura a
liuguagem eloquenle e insinuante que lhe he pro-
pria ; mostrou o progresso do espirito humano no
meio de civilisarao, pela coinparacao do chriilianis-
no, c da conquista, e qoanto a doutrna do Joven
Mestrelem influido c influir nos deslinos huma-
nos : e que suas verdades deviam sempre guiar o
magisterio.
. O susto, porque csse sacerdocio ho sobremaneira
do e tlifiicil, e porquo lemia que suas explica-
nao rivalisassem com as do Ilustrado lente que
xava a cadeira que ia substituir.
Fallou cm BejejMa* acbi dawtar nomearao, dc-
vido, como se exprimi, a algom merecimenlo que
(em mostrado em sua vida publica. He urna idea
laminosa, disse : a en vejo nesse acto um protesto
a tolemue contra a poltica barbaresca, quevem a
a neccsaria opposrao das deas um crime, econ-
a sidera parias todos os que nao commungam as
b mesmas ideas ; esse comportameulo muito ha de'
b influir na civilisarao moderna I o
Foi um discurso brilhante, como todos, que sahem
desses labios deraoslhinos. O concurso para (alac-
io prova quao acertada foi a esculla do governo, e
feliz no paiz se elle continuar na senda que se ha ira
rado.
Os Drs. Ribas e Marlini pedirn) (cenca.
Vai por ahi mufla vellcidade com que nao
quero eutrete-lo. Aguardo-mepara o /tamb,
i Carta pariicular.J
(Jornal do Commercio.)
.-.obre a seguranja individual contou-me o Mo
retes algumas cousinhai do mallo, que me dcxaram
ampiado, todava deixo de menrio-las hoje nao s
para resumir-me, como tanihem para melhor asse-
gurar-me da sua exaclidilo. Eslflu muilo en guarda
contra navidades de caxallari, e por isso segunda-
fera lhe transmittirei o que souber, abstrahlndo os
maranhoes que mequizerem erabulir.
No mercado de gneros nao apparece 'alleraco
notavel. As emraudas de algodao vo augmentan-
do diariamente, e os precos ausleolam-se na inspec-
cao de (19200 a 69300 comanimacao.
Os couros estao muito procurados; e leem- se com-
prado osla semana de 58000 a 59200 sem reserva.
Despachou para Barcellona em 10 do corrale a
goleta hespanhola Estrella, manifestando 274 sacras
de algodao, c 530 couros soneos salgados.
Esto gneros foram comprados nesla praca pelo
capitn da mesma escuna,'Modo o algodao a 70200
por arroba, e os couros a 8>l00 idem, ludo pono
a bordo.
Entruu ncsle porto em 11 do corrente procedente
desse o hrisue hespanhol Figar*, que fica embar-
cando lambem para Barcelona, urna carga de al-
godao.
Embarraran)-se no periodo da safra pastada de-
corcida do julho de 1&53, ajunho de 1854, os se-
guinles gneros de prodaccao desla provincia, eons-
lando de 20,578 accas de algodao ; 5.462 di(as de
ascucar; 18,820 couros seceos.
Concluo esta descjando-lhe mnilas felicidades,
dinheiro livro de embusleiros, etc., etc.
PERNAMBIM
pisad
fcJP
Ptv.i
COMARCA DO LIMOEIRO.
19 da afo.lo.
.Se o drrependidos siio ns que te saleam, como
por aqui te diz, en posso afiancar desde j a Vine.,
que vou para o ceo direilinh, logo que a morte ca-
Inr-mc uo cachaco; porque nunca ninguem se ar-
rependeu cora mais sinceridade do que eu, de me
ter proposto a ser seu correspondente nesla comarca.
Olue, meu charo Sr. Diario, que foi urna boa asoeira
que se melleu no caco I
Viva eu nesla villa, vida de alo n'um lago ; da-
va-me com lodos e nunca deixei de adiar perna
paraaespadilha, jogainho porque (enho particular
predileccao, e assim ia passando sem me importar
que o mundo viraese de cambonas. Sempre- ful
amigo de lodo aquella, em coja presenca eslava,
corlando-lhe -na ausencia a pelle sem d. Nesta
parle cumpria o precedo d trra, que he alagar por
diante e morder por Iraz. Nunca live de que me
arrependesse da vida que levava ; mas j hoje nao
he assim.
Comecou o Figueiredo a gabar o meu talento,
dizendo-me que era peoa nao propr-rae ea a car-
reira de escriptor publico, e lano fea qae por lim
dei com os burros n'agua, arvorando-me cargeiro
de noticill desla comarca para as suas columnas.
Hrejeiro que he o meu amigo Figueiredo I Cajuoa
comigo redondamente, porque depois que comecci
a leras minhas escripluras estampadas em suas pa- -
ni as, foi que comprehendi que linha mais geilo para
vender no balcffo de commerciante, do que para es-
criptor de jornal; e para logo desped o enOiusiasmo
de que me havia possuido cora os elogios do meu
amigo, que ou quiz ridicularisar-me (se etsa foi sua
iniencau, jamis o perdoarei, entre pareuthese* o
digo), ou onlao entende pouco do titeado scri-
beridi.
Para encurlar razpes; esto todos aqni chiando
comigo,.dc torte que nem mais me admitiera para
fazer perna na favorita espadilha. Estoo fumando
com esse exclusitismo; mas a culpa be minha, e
por isso feicha-te bocea.
O caso he, que se o fosse a deixar Vmc. no me-
lhor dos goslos, eu lhl fazia agora as minhas despe-
didas, pedindo-lhc os meus passaporles. Para poa-
p.ir-lhe pois esse desgoslo, continuare! no meu.poeto,
nianifostando-lhe apenas o colmenlo qae me lem
causado o faci dse acharo meu commandante earaigo
Galvo escandalisado de minha franqueza. Devo
confessar que nunca live a inlenco de olfehder ease
amigo, cujas boa qualidades, em honra da verdade,
nao posso escurecer. Se alguma cousa dase com re-
ferencia a elle, nao era para increpa-lo, e sim para
matar meu genio folgasao. Has, j que se agasla .
com este seu amigo, nao inrfttirei cm dirigir-lhe
nrara*. He pessoa dislincla e ea o prez*, e reco-
nhero seu merecimenlo ; nflo quero portalo de-a-
grada-lo. Sirva essa minha dcclaraco de ama
prova da defferencia que me merece.
O major Feliciano, bom homem e digno de es-
tima, assim nao. audasse sempre docn/e para nao es-
tar muito lempo na delegada, reassumio-a novamen-
te; e creio que com animo de nao deixa-la Uo cedo.
No exercicio da vara municipal conlina o seguudo
supplenle. -Nao sei quandn o Dr. Cosa Gomes, pri-
meiro supplcnle, a assumir. izem-ma un qoo
mais (arde, quando perder o goslo que lem pelos
seus enmmodos, e oulros que nunca, porque elle se
acha inleiramente desgosloso da politica, A ser ex-
acta estk ultima versan, eu lhe dou toda a razao. por-
que o que lem elle ganho com essa cousa chamada
partidos, que diz o Burily, que j vk voaaro mais.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
FERNAMBTJGO.
PARAHIBA.
14 de agosto.
Em desconlo da esfrega, que lhe preguei segunda
feira da semana linda, com a estirada epstola que
lhe dirig, promello ser hoje mais resumido, mesmo
porque de euiao para c, nada lem occorrido que
d lugar a muita palestra, menos que, de perrneio
nao apparcr.i alguma divugarao das que as vezes cos-
lumaiu escapnr-mc iusensivclmente, e que s dou
por ellas depois que as vejo transformadas em lellra
redonda. J v Vmc. que disto n3o posso eu livra-
Ic, por lano v> suppqrlando cslcs precalfos qae cm
quanlo mim farei oulro lano se occasiao idntica
chegar-me por casa.
O certo he que parece a alguns enles muilo espi-
rituosos, que quando se lem aceitado o eucargo de
noliciador de qualquer parte, adquirise urna dis-
traeco assas agradavel, e cheia de altrativos ; mas
esses animaes bpedes nao fazem idea, nem mclem
era conla os sacrificios a qoe est sugeiln um pobre
di.'.bu ncslas circunstancias, dando por crises, trac-
tos acachla para produzir.a inda que seja meiaduzia
do Indias, mendigando continuamente (dehaixo de
capa ja se sabe1 novidades que nem sempre vem das
foiilcs mais puras ; as quacs se leve a infelicidade
de referir, e nao se verifican) ahi v-se csse pobre
diabo na dura eollisaodedesdizer-se, ou de suspen-
der por algum tempo o juizo de seus correspondidos,
afim de asseverar o que escrevei sobre as banalida-
des de umdizem, ura corre por certo, ura consu-
me, e oulros que laes de que lodos suem servir-se
para narrar as novidades de que lem scienca, sem
eslarem bem seguros da sua exactido.
Nesle caso eslou eu agora para com Vmc. sobre a
noticia que lhe dei na minha .antecedente, respeito
ao tiro que me disseram suilrera no Brujo da Areia o
Dr. Machado.:
Esle acontccimenlu presislc ainda no numero dos
ducidosos, c, da veracidade do altentado, nadase sa-
be com certeza, dizendo mis que leve lugar, c ou-
lros que nao.
BMtaato) como as ms novas Irazein azas, re-
ceio que o facto se verifique, com ludo sera sempre
bom dar-lhe quarentena, e o mesmo rccommeudc a
quem o leu, at que o negocio se eselaresa.
Poderla esperar algumas outras noticias spbre esle
acontccimenlo para melhor oricnta-lo; porem como
elle me foi referido na ultima noile da fesla da nos-
sa Padroeirp, em que se queiinou o lal fogo de vis-
tas que anteriormente lhe fallc, prefiro po-lo j de
prevencSo, porque talvez o meu ciceroni inanima-
do com a vista iateressanle das bonecas do fogue-
lero, ou esquentado pelos lquidos cOervescenles
que se el i upar.i ;n em uina tatra ou especie de bode-
ga, que houve por all algores, if aquella noitc, me
pregasse lal carapciaosem se sentir, e assim* recuso
correr-lhe o risco, aguardaudo melhores informaees
que quando me viercm lhe communicarei.
Participo-lite que se realisou a chegada dn novo
chefeque esperavamos para a thesonraria geral, e
que muilo me lem agradado a exactido com que
os respectivos empregados porfa cnnipareccm na
repai tiran s horas proscriptas pelo rcgulamenlo,
com espeeialiilade o meu aflelcoado Ihcsnureiro, que
era nm dos mais remissos. Resla agora para que a
minha satisfac-ao seja completa, que S'. S. lome na
devida consideracao us reQexrs que fu em urna das
minhas atrasadas misivas, sobre a morosidade dos
pagamentos que all se fazera, e enlSo (ccerei a S.
S. os merecidos elogios por ter operado urna modifi-
caran tao palpitante. nos hbitosd'aquelle individuo,
a qual seus antecessores por contemplarn, ou por
desleixo, nunca poderam conseguir.
As epidemias e mais molestiasseguem em treguas
com a nossa humanidad,', segundo me a-seguran Dr.
Vital que he um dos esculapios mais compelenlcs
par laes informaees, nao havendo por lauto nada
a dizer contra a aalobridade publica.
Em quanlo a tranqaillidade nada apparece de as-
suslador, continuando a Matraca (papel) na sua uto-
pia pregando a repblica. Disto ninguem faz caso
porque loda a Parahiba sabe que o hornera he dun-
do, e que cada doudo tem a sua a minia. He um
modui ricendi como oulro qualquer, em quanlo na"o
apparece quem lhe d com o bada.
j_ vogam
porque estamos era mar d concivTpjp *J
Nada absolutamente, lem Irabalhayj rnente para
o Hispo. rf /*
I in liiiMrziiiho de juiz'manicipalif* lhe deu o
Sr. Barbosa, esse mesmo lhe tisewm I Quando he
tempo de eleicjs nao lhe fallara amigos e promes-
sas, finitas ellas ninguem mais dcllc se lembra. He
j lempo de cuidar no futuro de seus filhos, e por
isso a inda chega a tempo o alvitre de recolher-ta a
vida particular.
Um moco leal, desiuleressado e de prestigio em
um grande coileglo, como he o Dr. Cosa nao he para
desprezar-se assim, tanlo mais quanlo a esses predi-
cados rene elle ama conducta inleira e sem msela.
S. S. j aqui foi juiz, e sabem lodos com que pro- f
bidade e severidade se conduzio. Entretanto res-,
ta-lhe a consolacao de que no sen rerolhimenlo lhe
icaij a geral eslima desta comarca, quo a sua posirao
politica soube conquistar, j que seus servlqos de-
dicacao nao lem sido duvhlamenlc apreciados.
Suscilou-se aqui ha pouco urna polmica fo-
rense, que deu sea que fazer, ea consequencia de
um mandado do juiz municipal para a entrega de
um legado. O inrentariaiitc, a quem o publico fez
suas increpares, resislio ao mandado e nSo foi elle
cxeculado. O meu padre mestre apenas me deu al-
gumas [Hiedes do latn), c por isso sou complejamente
hospede na Sr.-i jurisprudencia : coinludo aco que
o juiz nao proceden regularmente, recoabeceudo
todava as suas boas inteqccs.
Grande estralada appareceu um denles das na
cmara municipal O vareador Coelho apresenlou
um requer meu lo para que a cmara represeateese a
S. Exc. o Sr. presidente contra s incompatibilida-
des que descubri na lista dos supplentes do jui/.o
municipal, pelo facto do ser e primeiro snpplenlc
mano c runhido do segundo e terceiro, bem como
ser o scgunVo genro do quarlo.
Fundamentara seu requerimento allegando que S.
Exc. linha sido Iludido, porquo -o tounesse dessas
circumslancias nao teria feilo taca noineaces I He
bem dito; que nao ha ventura maior do qoe er
tolo!Entu os vereadores llamo',Capislrano e Soo-
za, reconherendo o nenhum fundamento de requeri-
mento, a elle se opposeram com a independencia e
dignidade prjprias daquellesque sabem eumprirseu
dever, sem se corvar a mesquinhos caprichos e in-
sinuares.
Ainda bem nao linha acabado a dhcustfo da Illma.
o meu amigo Figueiredo me bata porta, refe-
rindo o occorrido ealiancandn que o Sr. Coelho nao
linha razao, pois o seu requerimenl seria mais justo
se fosse.exigindo que so represenlasse conlra o quar-
lo supplenle, que nio pode eiercur esse cargo, por
ser um proletario reconhecido. NSo sei quem seja
o tal quarlo supplenle ; e por isso nao poasn confir-
mar odilo do meu amigo ; o que becertn he que a
minha conhecida Carolina ficoudamnada contra o Fi-
gueiredo, quando nube do que elle me diste ; do
que conclu que o cujo n. quarlo andi-fhe por casa.
Um escravo do subdelegado do 2 dislrielo de
Bom Jardim, tendo ido a malla procurar mel de
abclha (mel depu,) ngo vollou mais a casa. Entilo
o Sr. mandando procura-lo, foi adiado scla dias de-
pois, todo estrangulado ou anles esquarlejado, su-
pc-se que fora alguma onca, qae isso Olera, mas
nada se sabe ao certo.
E per fallar cm Bom Jardim : Por aqui pas-
sou o padre llollanda que se recolhia a sua fre-
guezia. Apenas penelrou elle as ra dasla villa,
rcconhccenm todos pela physioiioavia qne apresen-
lava leria oblido os robres para a obra de ua ma-
triz. O que posso afliancar he quo o dnbeiro que
elle Irouxe ser devidamente aplicado, porque o
padre Hollanda he de urna eorisciencia recia e es-,
crupnlosa. Esa juslica se lhe nao pode negar, nao
obstante n3o ler elle cm saa pa-ssagem por aqui, es-
capado aos motejos do Buritv, que alanceo agora
patente degaiato. Jfandei-o andar mediatamente,
para naobovir laes heredas. Tal brogeiro nao pode<
deixar de estar escomungado. ,.
Resta agora que o nosso vigario Lima que ah esta,
seja igualmente atlcndidb, porque he igualmente
consricndoso.
Por aqui j temos o Guimaiaes, que esta an-
da no ora veja e o Villarim.quc por ahi andou se di-
vcrlindo. Parece qtfe nao llicccapou Ihealro. As-
sim faz mntuto quando vai a prrea. Eu tambera foi
assim ; mas depois que a Sra. Caierna nu Baderna,
que "pela nome nao perca, por ahi andou, liz cruz
ans laes ftiealros.
Anda hoje me arrepam os cabellos do que ah vi.
Tempo de semana sania, urna mulherinha inleira-
mi-iiin descomposla a dar voltas pelo sesnario como
um corrupio ou sem alropelar o termo proprio,.dan-
do piruetas e urna vez por outra no mel de eslron-
dosos aplausos, sacudindo as pernas para o ar. aliin
de poras vistas dos espectadores as parles pudibun-
das, mal cuberas com liras de lo. he coua que um
dirislo velho au pode tolerar, liisiunando que um
paiz calholico nissoconsinta,cm poca em qoe a re-
cordado dos solfrimciitns e morte do Salvador nos
chama a penitencia c fervonsa devooaoi
Diabo, que nem nis*o posso ainda fallar! Firo in-
leiramcnti! preocupado, parerendo-me ver aimian
tal i.rinAa de perna erguida para mim. fugue.
Eu te arrequeiro d parte de Dos e da Viraem Ma-
ra. Assim que rheguei a casa i Pr,n"'1 cousa
que fiz foi prohibir ao men Benlo (pobre limo, n-
noceule -coino uro rolt, pTiis agora apenas roca pelos
seas25annos) a frequonca dos Ihealros, sob pena
de maldicao para loda a vida, E disse.
At mais ver. O alferes Joaquim.
(Carla particular.)
ItWH"-
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uiH'iiu ul i LiinHinuubu, yuniiiR i wiim w{. nuw.w ...

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i seguintc rcqterimcnto que
CMARA MUNICIPAL DO RECITE
fluaaa' joraonltaarU da 9 de uajosto.
Presidencia do Sr. Bario de Capibaribe.
Prsenle" m Srs. Reg e Albuquerqje, Vianua,
Kego, Mamado, Dr. S* Pereira, Barala, Oliveira e
i iiimeiro, abrio-se ssalo e fo lida e approvada a
acia da antecedente.
Fol lulo o seguinle expediente :
I"m oflloio, indo da presidencia para a cmara
informar, do direclor das obras publica, dizcudo
ser conveniente aproveitar-so a tfcca*ic> de ler cahi-
do, por causa da cheia, a maior parle das muros da
estrada da Magdalena e Remedios, para se melhorar
a niesm i es.rada ; e pedmdo S. Exc. providen-
ciaste de modo que se nao confila reedificar os mu-
ros, sen.lo cm nlinhanicntoi previamente approva-
dos por S. Exc. e alim de que seja apresentada
aquello goveruo a planta do- alinhamenlos das men-
cionadas estradas, na parle relativa a da Magdalena,
lendo-se eni vista as considerar/es que olio director
hiera respeilo em ofticio de 3 de fevereiro do an-
o pasando, i que acumpanhuu urna planta aproxi-
mada dos rnesjs lugares ; o que ludo, diz, que fra
rcmeltido i esla cmara.Que so officiasse ao en-
genhoiro cordeador, cm poder de quem esl.io ditos
papis, para apresenla-los na sessao soguinte com
todos os esclarecimeutos que forem precisos.
Oulro da cooimisso de llygicne Publica, pedindo
que a cmara Ihe ibforniasse o que t.'m occorrido
cereade uin pleiloque a cmara sustci.la em juizo
contra Jos da Rocha Paraohos por ter a commissio
de proceder a algumas invpsligacoes i respeilo do
mesmo Panmbos.Que se oftlciassc ao solicitador
para informar sobre o resultado da aerlo que a ca-
'nara inteutou contra Paranbos relalivamenle a le-
gilimidade ou illcgitimidade do titulo pelo qual
exerce a arle de pharmicia. ,
Oulro do engenheijo cordeador, informando que,
segundo a planta do lugar do Poco, a casa, em enjos
fundos pretende Angelo Custodio da Li z fazer o ac-
cresclmo de urna cosinba c om quarto, e tambem
dobrar-lllc 3 nitao do sul, esla destinada a ser de-
molida para o aformoseamento do pateo da matriz.
Inteirada, e neste sentido foi despachada a peli-
cao da parle, deelarando-sc que se ia tr llar da des-
aprnpriarao do predio, e para esse fin se maudou
axpedir oruemao procurador.
Outro do mesmo, informando acerca da peticao de
Jos JaclntiSilvcira, que o peticionario devia" ele-
var a cornija dasuacasa, na rna da Uniao. que aca-
ban de construir, altura das do Biro de Bcberilie.
O engentielro expunha a maneira porque o edifica-
dor linha seguido o aliohamento nes-a edificaclo.
Inteirada. o deferio-se ao peticionario no sentido da
infrmasele.
Outro do mesmo, informando favora> cimente car-
ca das petieoos dos arrematantes dos inpostos pro-
vincial e municipal sobre cabera de gario, de Bellar-
mino Alves de Aroclia e da Adelo J os de Men-
donca, os doui primeiros requerendo licenca para
augmentaren! os curraos das Cinco-Pontas para
dentro delles poderem acenmmodar seus gados des-
tinados ao consumo, e o lerceiro para cercar os
Tundos da cara da ra Imperial, cliaim da da pnlvo-
r.a, perlencenle ao patrimonio municipal, fazendo
um telheiro para abrigo dos animacs enpregados no
servic,o da conduccao das carnes.G>ncedeu-sc a
licenca requerida por aquellos, com a cndilo de
designar previamente o engeuheiro cordeador o ali-
nhamenlo rom quodevem ser feilos o curraos; e
este tambem com a condreflo de assignar termo pelo
qual se ebrjgue a demolir o telheiro todo o lempo
que a cmara determinar.
Oulro do fiscal do San-Jos, remetiendo o mappa
do gado morlo para consumo desla cidade, na se-
maua de 31 de julho > 6 do crrente (i>70 rezes ).
Que se archivasse.
Outro do fiscal do Poco, participando que durante
o mez de julho ultimo, foram moras nara consamo
daquella freguezia 80 rezes.Que se archivasse.
Outro dojuiz de paz do 1 auno do,lerceiro dis-
Iriclo dos Afolados, participando ler entrado em
exercicio em dala de 2 do correnle, per se acharem
impedidos os do >.> o i." anuos, e ter-se mudado
de dislriclii o do3.Inteirada.
Oulro ilo fiscal da Varzea, participando ter-se
merlo para consumo daquella frcguezii no mez de
julho ultimo, 35 rezes.Inteirada.
Oulro rto fiscal de S. Lourenco da Malla, commu-
nicando o numeroldas rezes mortas para consumo
uo referido mez ( 50).Inteirada.
O Sr. Gimeiro fe o scguintc i
foi approvadn:
nequiiro que se ordene ao enge'ihciro cordea-
dor o levanlamonlo da plaa da estrada e travesa
do Chacn, e queemquanto se nao effecluar esse Ira-
balbo, se uao concedam liccnvas para edificasOes no
mencionado lugar.
Sala das sessoes da cmara 9 de agoslo de 1854.
Gumeiro.
A' vista do que expoz o Sr. Baral;, de ter o gn-
verno da provincia, na brenca que deu a David W,
Bowman, precisado o luuar cmquedeve o mesmo
Bowman enllocar.o seu guindaste na na da Aurora,
como foi visto no requerimenlodaparl.; pela cmara,
resolven esla que ficasse de nenhum elfeito a portara
que expedio ao fiscal da Boa Vista cm -2 do correnle.
A' requerimento do Sr. vereador S Pcrcira, re-
solveu a enmarnottese rceommcndassi: ao engenhei-
ro cordeador nj, as coideacoes que iler no verso
das peiicru'sjf partos, neja o maisclaro possivcl cm
indicar os ;| llmenlos a seguir, nao s para direc-
cao da m^u parles as construrrps, seno tam-
bem da Ciima A comraissilo efrearregada de contratar com a no-
meada pela direrco da companhia da Bebcrihe um
anneld'asua do encanament, que deve ser levado
ios curraes das Cinco Ponas para a-a das rezes desA
tinadas ao Consumo diario dela cidade, apresentou
o seu parecer, que ficou adiado para a sessao se-
guiule.
A commissilo diz que a companhia de Bcberibe,
representada pela sua commissu, de >ois de ler cal-
culado a despeja com a conducho d'agua aos cur-
jaes por cannos de ferro, parlir da ra Imperial;
p, consumo d'agua diario ou animal pelas rezes; o
ordenado de um guarda; conservarle da obra, juro
do capital nella empregado; prejuizo pela deslrui-
CAo do lempo, etc.; limilou em 1:50C9 o preco, por
que pode fonieccr a agua prerisa anuoalmenle, re-
duzimlo quasi um lerco o valor que poderia produ-
zir, durante o rnesmo lempo, a agua comprada cm
um chafariz. Dttse roais a commissao que, posto a-
chasse rar.oavel o calculo feito, todava, atlondundn i
que as vaulagens resultantes desse r.insuoao d'agua
rednndam em proveito de todos, sem exclusilo da
companhia de Bebcrihe, offereceu a quantia de rs.
1:2003; mas que nilo pude chegar a um accordo de-
finitivo, por mais que se esfon;asse para ser aceito o
seu oflerecimenlo. > *
Accrescenlou finalmente a cominisso que concor-
duu cornos encarregados pela comparhia uaadcqico
das base! constanles dos tres arligus insertos no pa-
recer, te |>or ventura se chegar a cnlabolar o con-
trato.
Foi arrematada por.Manoel da Paixilo Paz, s#b
flanea de Antonio Botellm Pinto de > esquita, a obra
de um cues ao sul do lelheiro do bebedouro das Cin-
co Ponas por a quanlia de 2*9:200?.*
Despa haram-se as pelicOes de A mielo Custodio da
.uz, de 11. Antonio de Locio c Silbes, de Alcxandre
Gomes de Oliveira, de Aoacielo Jos de Mendonca.
de Belaimino Alves de Aroelia, de Bernardo Jos
Koilrigues Pinbeiro, da Flix da Cunha Teixeira, de
Joo Manoel de Siqueira. de Jos Jacinlho Silveira,
. de Ignacio Percira de Farias, de J. E. Roberto, de
Joao Vieira da Cunha, de Joaquina Jos de Farias
Naves, de Luiz Antonio da Siqueira. de Manoel An-
tonio da Silva Moreira, de Manoel Emiglio de Me-
deiros, de Manoel Antonio Torres, de Romualdo Al-
ve de Oliveira, de Thonaaz de Fana, e levaulou-se
a sessao.
Eu Manoel Fcrreira Accioli, offieial-maior da se-
cretaria a escrevi no impedimento do secretario.
' Bario de apibaribe, presidente. Mamede.Ga-
meiro.Vianna. Reg.Si Pereira.OUceira.
Barata de Mmeida.
<. .
SIEPAHTICAO DA POLICA'
Parle do dia 22 de a-oslo.
IHin.eEtm. Sr.Participo a Y. Exc. que. das
partes boje recebidas nesla reparlcjo, consta terem
sido presos : a nrdem do delegadii do primeiro dis-
inti deste termo, o pardo Camilo Francisco d
Carmo, por crime de furto, e a prela -Paula Maria,
sem decUracHo do motivo; a do ulailelegado da fre-
guezia de S. Frri Pedro Goncalves, o prelo forro
JoSo Francisco, por crime de furlo ; c o pardo Ja-
cintho Roque, por ter resistido a entregar um cce-
le palrulha, altercando razocs ; a do subdelegado
da freguezia de S. Jos, o pardo Anlonio. cscravo de
Manoel Antonio Torres, a rcqiierimenlo do senhor ;
e a do subdelegado da freguezia da Boa-Vista, as
pardas Maria Joaquina da Coneeicao, e Maria Be-
nedicta, ambas pordesordem. .
Dos guarde a V. Exc. Secretan i da polica de
Pcrnainbuco 2 de agosto do 18H.Ulna, e Eim.Sr.
conaelheiroJoseBenlo da Cunha e Figueredo, pre-
sidente da provinciaLuiz Cario: de Paila Tei-
xeira, chefede polica da provincia.
a carros, sezes, pedestres etc.: 3.a a rapidez da mir-
clia,o graudenumero de pessoasquepdem abranger
os mnibus. Porquanto dous cavallos sem grande
esforso, e andando sempre a trole puxam gigan-
tescos mnibus que contin 01) a 120 pessoas, eper-
correm em urna hora o espaco detres leguas.
Deslcs caminlioscxislein j inmensos exemplos na
cidade do Ncw-York (Esladsjs-b'nido),jmde cada
um dos omnibos condjjz ltrpessoas. Em Paris foi
ealabelecido um em noverabro do anuo prximo pas-
ado entre a praca da Concordia e a barreira de
Passy. Na Allemanha entre Furlh Muremberg,
ha 20 aunos existe um. cujos mnibus conduzem 200
pessoas, c percorrem 3 leguas por hora. Este cami-
nlio rendou mais que todos os caminlus de ferro do
mundo de 2"> a 30 por cento ao anuo; carregando
mais de 1000,000 pessoas annualmente, alm de mui-
tos feotes.
Pelo lado da economa ainda se torna maisseusi-
vel a vanlagem, porque urna legua destes caminhos
aqui (em Pcruambuco) nao pode CUtlarmal* de Irin-
la eolitos de ris. que be menos da dcima parte
do cusi das riasfrreas para a* locomolivas a vapor.
E pois seria para desojar que tambem livessemus
na nossa capital algum destes cainiuhos, que lAo
uteis seriam, prncipalineutc entre aquellos pontos,
em que a communicasao diaria ja he bstanle fre-
quenlada, como,Jiem enlre esla capital e a cidade de
Olinda, 9. Amaro de Jaboalao, Poco da l'anella, Mon-
teiro, Appucos, Carbang etc. Fina companhia que
se cncarregasse da construcelo de lacs caminhos pa-
ra os lugares indicados, ohlendo do governo um pri-
vilegio, lian s deveria tirar lucros fabulosos, romo
ainda prestara nm grande suruco ao paiz facilitan-
do os mcios da coininunica^ao.
Rccife 20 de agosto de 18i.
AMAZONAS.
Casualmente, ha poucos das, i no Liberal Per-
nambucano urna carta escripia da capital da pro-
vincia do Amazonas, na qual nao s Irata o seu
digno autor de adulterar os aclos administrativos
mais louvaveisdu Exm. Sr. ronsclhciro Penna, actual
prajndcntc daquella provincia, mas tsamhcm empres-
la-llie scenas e.procedimento particulares, com que
pretende lurvar a conducta moral geralmenle co-
nhecida de lodos como a mais illibada desse digno
cdadao.
O dever de amisade me impelle a dar duas pa-
lavras para por patente as calumnias, quo nesse li-
bello famoso se assacam ao Exm. Sr. Penna. Rcco-
nheco que um completo desprezo a essa publicarao
c ao seu digno autor, que de inim he j conhecdo,
seria a. melhor resposla ; nins, misler he que o pu-
blico sensato fique conhecendo o carcter desse,
que, coberlo de crimes, e engolfado as immora-
lidades de loda a especie, quer tancar de sobre si
algunjas para lisnar ao Exm. Sr. coiselheiro Pen-
na.
He verdade que se dera'csse dcsagradavcl acon-
lecimenlo entre o Sr. rapitao Clcmenlino Jos Pe-
rcira Guimaraes e o Sr. Vicente Alves de Souza;
mas o lioiniMii consciuiicioso, reprovando ana tal
scena entre contendores de idade e physico tao
desiguaes, nao deixar de conbecer que foi isso
effeito de rixas, que desde muilosannos exislcm, c
3ue se ateavam de dia em dia pelas imprudencias
o anciao cm quem devia de abundar a reflexao
para reconheccr que ellas trariam afinal um resul-
tado desagradavcl.
Eslava na casa do Dr. chefe de polica quando
all appareceu o Sr. Vicenle queixando-se que o
Sr. capitn Clemcnlino havia-o espancado : com
eHeilo, pareca que cm algumas parles do rosto, e
nos labios, havam contuses. Nao tardou muito que
nao comparecesso o Sr. capilao Clcmenlino, tam-
bem queixando-se, c requerendo corpo de delicio.
Entilo soube-sc que o tbealro da cscaramuca fra
o cartorio de um dos escrivaes do civel, o Sr. Gar-
ca, que, lambem compareccu depois dos gladiado-
res, e referi o caso de que resullou o confliclo
mulo diversamente do que o havia referido o Sr.
Vicente,
O Sr. Clemenliuo foi processado ex-ofiicio pelo
Dr. chefe de polica que o pronuiiciou a prisao e
livramenlo por olfcnsas phj sicas leves.
Como, pois, dizer-se que o presidente protega o,
por meios deshonestos, quando a verdade he que
a presidencia aguardava ao resallado do suinma-
rio a que eslava procedendn a polica para lomar
as providencias administrativas que julgasse ap-
propriadas ao caso'! Quera o Sr. Vicente que o
Exm. Sr. conselheiro Penna logo c logo eihu-
nerasse da promoloria o Sr. capitn Clcmenlino,
sem averiguar a razilo do confliclo 1 Depois da pro-
nuncia, que deveria ser communicada a presiden-
cia, S. Exc. lomara as providencias que julgasse
acertadas; mas antes dissu n3o seria obrar preci-
pitadamente, cpmo o fez a cmara'municipal, in-
duzida ou aconselhada pelo Sr. capita > Vicente,
levando ao conhecimeiilo da presidencia um facto
de que a polica j linha dado parle, c com o qual
essa corporacilo meramente administrativa nada li-
nha ;
Ccnsura-se nesse. libello famoso a S. Exc por
haver escolhido os cdadaos mais honestos c qne olTe-
recem toda a garanta ordem publica -para no-
mea-los oiliciaes da guarda nacional. l*CT,an nao
referi nominalin'entc BHM Aomeiu de Herviros, de
opiniil'i, proprielarios abastado*, que dcixaram de
ser proveitados na organisaeo do 1. batalli.lcy da
guarda nacional da capital, c os meninos gue niio
Km meios de se fardaren'! Sarao considerados v
nios os Srs. capilAo lialiricl Antonio Kiheiro C
maraes, Joao do Itego lauta-, Jos Casenliro
reir .lo Prado,
mundo Egidio d
A frente da companhia est o var.lo emprebende-
dor do Brasil, esse (o Exm. Sr. barflo de Man'
quem o'imperio, e as provincias dn Para e Amazo-
nas especialmente inuilodeveiu, e esse disliuelo Bra-
sileo nao cl no caso de ser advertido por qual-
quer estpido cabo debarco, daqoilloque mais con-
vem a regularisar o serviro da companhia. Nao he
exaclo que o arenle, ou os agenles de companhia
a seu alvilre alleremas lahellaede fretes, passagen,
etc. ; porque essas tabellas tein sido revistas, medi-
tadas, e approvadas provisoriamente pelas presiden-
cias do Para, e Amazonas. O goveroador geral
poltico? militar do Per deu sua approvaca pro-
visoria i tabella, que se organisou dos freles. passa-
gens, e demoras para a segunda linha, da Barra
Nauta.
O lente coronel Santiago, commandnnte do for-
te do rio Branca tem sido estimado c tratado com a
considerarao devida por S. Ex., o uein cabe na con-
cepeo mais fraca, que S. Ex., justo como lie. ami-
go do manter sua digudade, e que a todos trata com
extrema bondade, consentira que esse officiai conti-
ntiasse i enmmaudar urna fronleira lao importante,
se hnuvesse desmerecido do couccilo que dellc faz
e estou mesmo convencido de que, no momento cm
que eneoffieil se mostrar menos digno, deixar de
cummaudar o forle, cm que se acha. Como, pois,
cimeebcr-sc que S. Ex, ha ja cooperado para que esse
ofiicial Mira qiiebra de sua dignidade ; seja menos-
cabado? O administrador das fa/.endas nacionaes
he verdade que veo a capital tratar de sen consor-
cio, que rflecluon, ohlendo para cuidar em seus ar-
ranjos dous mezes de cenca ; mas sabe o aulor da
carta qual fui o prucedmeuto de S. Ex. a respeilo
ila desinlollisencia que reinava entre o lente co-
ronel Santiago, e esse administrador ? Para que
nesciamentc fallar de cousas, de que nao lem co-
aihecimeiilo '.'
Lamento o risco de vida em que esleve o lenle
coronel Santiago, depois da desercao de urna praca
de linha: Lodos sciiliam cssesreceios, porque o sol-
dado Constantino ( pois assim se chama) concebera
projectos, por motivos que ignnra-sc, de tentar
conlrar a vida daqucllc ofiicial. Nao expedio logo
a presidencia urna escolla, que depois de alguns dias
conseguo capturar esse desertor, tirando'por isso
frustrados seus planos, e dissipados os receios que
geralmenle se sc.iliam "? nao Irouxe igualmente c-sa
escolla os cscravos que haviain-se evadido em compa-
nhia do mesmo soldado, e mais urna das sele pra-
Cs, que no triste da 30 do agoslo de 1852 haviam
desertado "
Foi por vinganca que S. Ex. enviou o Sr. len-
te Paulino, Villa Bella, cnearregado de urna com-
missao de importancia '?... He crvel que um presi-
dente para vingar-M de um suballemo, lance mo
delle para o encarregar de urna diligencia de con-
fia nra '! S do caco do aulor da caria poderia sa-
bir tamanha necedade. Diga o Sr. Icnente Pau-
lino o motivo porque foi a Villa Bella, esua res-
posla servir de completa eonfusilo desse homem,
cuja perversidade ebega ponto ilc emprestar a vi-
da privada da primeira auloridade da provincia ar-
los que nunca, passaram pela imaginacao de nin-
guem Seja pois esse scelcrado entregue ao remor-
sos (se de lano be suseeplivel), de ana conscicncia
pelos ultrajes e calumnias que no accesso de sen
renesi assacou ao honrado presidente da provincia
do Amazonas, tal vez porque S. Ex. ao facto dn grao
de sua immoralidadeo lem tratado com o indifferen-
tismo. deque lio merecedor.
Dando Vracs.,Srs. redactores publicidado a estas
mu.-a- liuli is obrigarao a quem he seu menor servo
respeitador.
J. II'. de Mallos.
CORRESPONDENCIAS.
Sr/. Iledaciores.Xic hoje lenbo soffrido calado
a postcrgacAo dos meus direitos, porcm romo a. au-
dacia, de nao sei quem, j chegou a poni de man-
ilar-me recolber ao immundn ralabouro de polica,
por isso venho patentear ao publro as razos, de que
boje qualquer figura com farda de oflicinl da guarda
nacional,se serve para prender qualquer cdadao bra-
silero. Nao lendo en sido qualificado, e como na
companhia do balalhao da Boa-Vista da qual he
commandantc o Sr. Paula Rodrigues, apparecesse
qualificado um Malaquias Baptisln. entendeu esle
Sr. que devia mandar impor-me este nomc:
cbamaildo-mc para revistas, c bontcinmandaudo-me
ordem de priso !... Porcm. como nao ha lei, que
babililc-o para lano, declaro ao Sr. Paula Rodri-
gues, que sil chame para revistas aos seus subordi-
nados, e nao a quem nao est qualificado. Prcca-
vendo arbitrios laes, pois que neste mundo ha gente
para ludo.meu lio e tulor,o Illm. Sr. Manoel Fcrrei-
ra Co-iujia dous mezes requeren ao Exm. Sr. presi-
dente da provincia, provando com dociimeulos que
en nao eslava no'caso de ser guarda, uo s por liada
possuir, como por estar atildando ; porm as mutas
oceupaces do Exm. Sr. presidente nao Ihe lem
concedido ainda um minuto para despachar dito re-
querimenlo.
Publiqiiem,Srs.,Redacloros,eslas linlias, erelcvein
08 erro dogaralujador, que uiisoii apparecer ao pu-
blico, ainda que depois de to perseguido.
Rccife 22de agosto de 1854.
Malaquias de Lagos Fcrreira Costa.
Aoi que lerara o Diario de Pernambuco n. 185 de
16 de correte .-..aparte soba epigrephe <>-
marca do Brejo.
Sis. Redactores : De bom srado cu darla res-
ocenrrencias ignoradas, justilcar-
emlim desculpa e perdao i algu-
,.untara a unapai, que icnlido pela
Marques e oufrosjo I.' ollicial-maior de secreta- ,)eri|a de sen filho, me pedisse cantas como a aqucl-
a provincia, casado com honesta e numerosa le, a quem conliou o seu precioso Ihesouro, c cntran-
t> Itego Dantas, Joso (.a.-ennro '"-'r-^iosla. explicara
Joao MarcelliuoT. Po-Brasil, Ray-Tme-hia, pedira
la Cosa Barros, Leonardo Ferrcira rna falta involu
CAMINHOS DE FERRO IRBANOS.
Qnaudo as scieucias e'arte caminham a passosde
Bisante para o seu aperfcicoamenl), parrceudo que-
rer em sua iqarrha tocar a met da perfeicao em
aeu deseovolvimenle obre lodos us ramos do 'indus-
tii.i. nao ser fra de proposito que consagremos al-
gumas linha ao progresso, que iiltimamcnle lem
feilo os caminhos de ferro as ca lilaes mais adiau-
ladas da Europa, e dos Estados-Unidos.
Estabelarido o svslcma de cam hos de ferro pa-
ra as loromeliva "de vapor, os qliac.s tem por lim
atravesar com a maior rap lez potsivel as grandes
distancia, restava nao esquecer os caminhos de fer-
ro, qu .i abrcviauem o Irajecto de pequea disUn-
rias en urna cidade com seus arrabaldes ; e pois he
jUstaimjDle ueste ponto que vamos fallar das vauta-
gens e desenvolvimemos deste camiiibo de ferro.
Mr. I.oubal fem Pars, ileve ltimamente um
privilegio por :10 annos, pava comtruiruma va fr-
rea para mnibus entre fincemie* e Secres, rami-
licalulo-e para ,S-u"-i/-CIoul e Berra. Eslc cami-
ubos fao trilitos do ferro {ra.'ls) ni. nivel do terreno
ou cacada, mais leves, c menos costosos di. que os
trilboiilas locomotivas do vapor, que exigindo ha-
bis iingenheiros e cuslosas coasIruccOes lornam
mais rara a sua eiecutrao.
Des o systema de caioinhr resu lam evidentemen-
te duas grandes vantagens, c .lo ; l.t.a facilidade
e economa de sua conslruc;5o, qae egUinr!oscm-
pre >s voltas, sabida s descida das ras e estradas
na exigena grandes recavacaes e sierros na sua di-
icccjo, ao pasto que deixa l.ivre i Iransitoda ran
familia, o 2." empregado publico lambem casado e
probo ; o lerceiro lavrador casado com familia, e
os ltimos negociantes de crdito'! Nao tarto estes
cdadaos mcios de fardaren]-se "f He menino o Sr.
lenlo Molla, negociante ; Aristides, Leilo Jnior,
empregados irublicos c outro- De quem quereria
o aulor ( ou os autores) do libello famoso que S.
Exc. lancasso nulo'.' de algsrem que be iiicoHi/Men-
te, que m excede em bebidas, que he condecido
geralmenle por immoral l
O meu amigo oSr. Rangel.que exerceu o cargo de
inspector interino da Ihesouraria do Amazonas com
niuil.i.iiileui.ncia e probidade relirou-se para o Pa-
ra cm 5e(emlio, c a pioposta dos ofilciaes da guarda
nacional foi publicada a 25 de dezembro ; como
leve esse honrado funeciouario publico influencia
na organisacao della ? O aulor desse manilo de par-
voces nao leve pcijo dc.asseverar que o Sr. Ran-
gcl ainda eslava na cidade da Barra quando tive-
ram lugar as iiomeares dos ofilciaes da guarda na-
cional I
Nao foi contemplado enlre cssas namcace um
dos filhos do Sr. Vicenle'.' ser elle lambem meni-
no ? nao ter moios de fardar-sc '! S alsum burro
he que pode fazer votos para que S. Exc. quauto
antes se retire da provincia, onde no querer do au-
lor da carta, nilo deixa affeicoes, nem mesmo aguel-
les gxiem deu os gales da guarda nacional '. '. S
o homem pervertido pode emprear s-inolbanlc lin-
guagem a respeilo de um administrador Ilustrado,
prudente, conciliador e que se disvella por desem-
penhar seus altos deveres em qualquer parte onde
o servico publico o chama. No pensar, porcm, dos
llamen-, de senso e honestos S. Exc. faz grande sa-
crificio ao bem da provincia, que administra, con-
servando-sc por tanto tempo nella. npezar de soffrer
em sua saude, de hilar com alguns embaraces c
privac,ies, que s o augmento da popnlar,ao e sua
Ilustraban pdem obviar.
Que injuria faz o autor desse libello aos senli-
mentos nebros que earaclcrisam os officiaes nnmea-
dos por S. Exc. para a guarda nacional I Futan
nem mesmo esses cdadaos tecm affecao a S. Exc ?
Logo que S. Exc. aiisenlar-se da provincia apargar-
Se-ha doscoraces delles o sentimento de gratidao 1
Nao esta m !..,
S Exc, diz o tal senhor, tem prodigalisado uns
pares de contos de ris com una colossal otaria. En-
iende que nao he grande servico proporcionarle aos
proprielarios o meio maiscommodo de obler malc-
riaes para a cdlicaco da cidade,' quando de nutra
forma s haver-sc-hia o lijulloc a tclha do Para, Im-
portando cada milheiro com as despezas, freles,
quebras, alm do risco, em porto de cem mil ris"!
Se S. Exc. lem sido prodigo be as ordens que d
para que as rendas da provincia nao sejam defrau-
dadas, para que as despezas feitas com os melbora-
mentos materiacs nao sejam excessivas, e para que
nao hajam comunes. Esla be que he verdade, que
lalvez ofenda aos inleresscs do autor da carta.
Que S. Exc. mande pagar sihenle 100 rs. de
diaria aos ii.dios.quc Irahalbain nos obras publicas.
A verdade consta das folhas seinanacs de pagamen-
to. Os indios lem, alm da diaria em mneda, urna
relo de farinha c pcixc, porque preferem islo, i
ircm servir a alguns particulares, quo se locuple-
la in de seus serviros.mezes.e mezes sem IJies dar coli-
sa alguien !.. Quemsabcseo aulor do libello esla
nesle caso ?...
Que aos artistas porluguezes manda S. Exc. pa-
gar a diaria de 10600 rs. Dea em os pedreiros, car-
pinlcrosc oulrosartistas vencer o mesmo jornal que
vencem os indios, que nao lem officio algom '/...
A luguagem que emprega a respeito_da cljegada i
Barra de alguns subditos porluguezes, faVfesallar o
negrume docoracao do autor da carta. Quem, so-
nao o estpido e malvado, pode censurar a emigra-
cao ex non (anea para a provincia do Amazonas, tao
extensa em territorio, corlado em todas asdireccoes
pelos mais bellos ros, cuja* margen convidam o
,i2i cultor a rotea-las, prometlendo-lhes abundantes
colhoilas"! S um burro he que assim pode zurrar !|!
.Censura o auxilio louvavel, que a companhia do
Amazonas presta administraran da provincia para
levar a effeito alguns melhoramenlos materiacs de
que tanto precisa a cidade da Barra, nicamente por
que a iiiesma companhia fez rcssin do direilo que li-
nha sobre o serviro contratado por ella de aluiuis
artistas !
Blasfema contra a empreza mais proficua ao pro-
gresso, i i\sacan e riqueza da provincia a nave-
garan a vapor,porque julgou a companhia nec.es-
sano ler agenta sen no Par, Barra e Sanlarem !
Que importa a nacionalidade desses empregados da
companhia, una ve/, que cites nao praliquem vea-
mes ao commercio } Se os agenles ahusam e cram
obstculos ao desenvolvimento do commercin, apon-
te quaes sao elles, dcuuncic-os ao governo, que
providenciara em termos de os exterminar.
Ninguem dcsconbace. que os vapores que estao
empregados as duas linha de navegaban do Ama-
zona Jo insiiflicientes para bem salsfazer a ne-
cesidades do commercio ; a mesma companhia o
lem reconhecido, e procura em beneficio seu do
publico subslilui-lo por oulros de maior forca, ca-
par idade, e que faram as viagens redondas em me-
nor lempo.
do-lbe mesmo na mente (por nao conhecer-me de
perto) a suspeila de quo eu nao zelava devotamente
o meu sagrado deposilo, me dirigisse alguma incrc-
paeflo, com lano quo essa increpaeao ao mesmo
lempo que fosse lillia da dor, fosse tambem obra do
homem bem educado,que sabe respeilar sua dignidade
nadiguidadcdcoulroliomem,que nao procura injuri-
ar, porque tem vergoulia para quererser injuriado.
Desccr porcm a dar resposla nao sei a quem, sea
um dcsaffecto. se a um leviano e Indiscreto, com
quo sirva ao seu juiz dedircito o Sr. Dr. Joaquim
Jorge dos Santos, o qual segundosou geralmenle in-
formado, lem a ucees-aria perspicacia para coulic-
ccr, e dignidade para dar o devido valor a servicos
por Jal guia* prestados, faco-o com a maior ind.ig-
naro, c s levado da noce terpretar aos que no conbccem, o meu silencio por
consenlinicnto : alias dara o silencio, o silencio do
desprezo^ por nica resposla i essa peca do seu cor-
respondente da comarca do Brejo, inserta cm o nu-
mero 186 do seu couceituado Diario de 16 do cor-
renle, a qual por falsa, s infama ao seu aulor.
Sem entrarme pois e^rn lica com algucm, princi-
palmente com quem j deu do panno a amostra,
passernosaodominiouojpublico a exposicaocircuns-
tanciada do facto que den lugar a aquele libello, c
com quanlo tendamos o direilodeser acreditado fal-
lando soh o nosso nomc, um nomo conhecido, rom
ludo provcmo-la : e confundid., seja o cvnismo.
Primeiro e segundo ataque cm consequencia de re-
leucao de materias fecaes, soffridos pelo Sr. Luiz Jor-
ge dos Santos no decurso do primeiro, e principios
do segundo mez de sua chegada neste collego, dc-
ram-me a conbecer quo elle era achacado dcslc mal,
quecom efieilo observei o accommellia com mais ou.
menos frequencia, e queredia a clvsteres, e alsu
mas vezes s a purgantes de oleo de ricino, dos
quaes me ilcirou elle que era costumado a usar.
Nos fins de maio lendo clfs), como menino, deiado
de cumprir o precedo que Ihe impu/. de, logo que
seulsse dfliculdade para as dejeceijes alvinas.' com-
miincar-me para obviar a maior incommodo por
meio de clvsteres, soffreu um ataque que o obrigou
a guardar o leilo por alguns dias, o que deu lugar a
que eu naoconsentisse na ida dolte pira passara fes-
la do Espirito Santo em casa do Sr. desembargadorTel-
les, documento n. 1, Todava j entilo elle eslava
de p sem maior iiiconiiiio.lo, tanto que mulo ins-
lou comigopara que consentiste na sua la que cer-
lamente nao foi embarazada senao pela diara que
eahll a cantaros : ludo isso observou o portador
que o viiiha acompanhar ; mas a ininba cegueira
pelo interesse nao nie permittio cousenlir que elle
osse passear nns dias, romo ja lnliam ido alguns
dos seus collegas no da anlecrdeiile, o ainda foram
oulros no seguintc. diminuindo assim as despezas
da casa durante rsses dias, na razilo dos que sahis-
sem : foi isso, c nilo meu zelo, miulia solicilude pa-
ternal.
No dia 8,ou 9 dnjunho observando eu que o Sr.
Sanios iudo ao rcfcilorio nilo janlara, percuntei-
Ihc o qne senlia, c live esta resposla Vmc. d-me
um remedio para lombrigasque he o que cu Idilio
No dia seiiuinle ao desla exigencia eslava compra-
do um vidrinho dos que se vendein na holica do Sr.
Soum, de antivermifugo, cuja base he a bem reco-
nhecida proficua sement de maslruco, c uo imme-
dialo tinba odoente ingerido no estomago primeira
e segunda colberinha na forma prescripla, nao se-
guindo-se resultado algn. No outro dia por larde
comerou o doentc a gener, o que fez que en man-
dasse-o passar para um quarlo contiguo i minbaal-
cova de dormir, com a qual se cominunica por una
porta interior ; isso porque a nimba alma dura se
nutre com gemidos que llieronciliem o somno. c nao
para que estando o doentejunlo de mini podesse ser
tratado por mim mesmo, que apenas melhorado de
grave molestia, que padecia desde fins de fevereiro,
nao poilia estender mais longe os incus passos. En-
lilo pedia o paciente com instancia que Ihe deste
una cousa que o li/.esse operar, leudo sido infruct-
feros us rlysteres, e um purgante de oleo de ricino
Ihe foi administrado com a s demora precisa para
ser tra/.ido da botica. Eram II lloras da noilc e
n ida ile obra ; tnba ralbado pela primeira vez esse
especfico do uso do doentc.
Corre nm portador casa do Sr. subdelegado l-
enle Jos oslaquio Maciel Monleiro a pedir-lbe
de minha parle quo oblivesse do Sr. Dr. Moraes o
chegar i esla casa aquella hora para acudir a um
caso urgente : o Sr. Dr. Moraes nao foi ochado, es-
lava no Kecife: documento n. 2. Forrado assim a
continuar nos meus proprios recursos, iista quo af-
ilelo. (Oh o que experimentou uaquclla imite o
meu physico enfermo e a minha alma dura s por
amor de Dos, eu nao desejo em viuganca no meu
gratuito detractor) como habituado a fazer de enfer-
meiro, c por consequencia a pastar esses transe,
nao esmorec, passei a einprcg ir como adminicula-
res do purgante o clystcres do mucilaucm de li-
nhafa, os meio banlios lepidos. e os pannos embe-
bidos em cozimento de macedla sobre o vcnlre ;
mas ludo carecen de effeito.
Em laes aperlos lana i man do ultimo recurso ;
recorr minha carteira homreopathica, da qual me
tinha abslido at esse momento receloso de compli-
car un com osonlros lemedio ; adminislrei urna
dosc de opio; eram 2 horas e 20 minutos da madru-
gada do dia 12, e live o prazer indizivel de. quando
o relogio deu a mea hora, para que marchava, ja
nao ouvir gemidos do doente. Algum lempo depois
voltei para o meu quarto, aonde debalde nrocurei
conciliar o somno; e no dia seguinte quando o Sr.
major Joao Baplsla da Silva Manguinho veio ver-
me, como fa/.ia lodosos das, nolou em mim tal dif-
ferenca, qne me pergunlou se en linha recabido.
Conlei-lhe o occorrido, assim tomo depois rmiioi-o
em encomio a homu'opathia aos Srs. Dr. Manoel
Fcrreira da Silva, major Salvador Hcnrique d'AI-
buquerque, capilao Antonio Joaquim d'Almeida
Giiedes, c outros por occasi;li~ de virein visilar-me.
A's (i horas da manli.i i repel a mesma dose; porque
o doentc comquanlo licasse inelhbrado quanlo as lo-
ses, anda senlia peso no colon, c volitado intil de
ir banea, a qual continuando, e sendo auxiliada
com um clyster de caldo de gallnha bem emprc-
-iii li. da ciixundia da mesma, fe-lu obrar, e depois
de um semicupio declarou que nada senta. Nao
oh.(anlo, escarmentado do porque acabava de passar,
julguei dever prevenir do occorrido o Sr. desem-
li ir^ador Tclles, o que fiz por minha caria d'esse
mesmo dia 12, que Ihe foi entregue no seguintc do-
cumento n. 3. Continuou a melhora do doente a
ponto que cu aconsclhei-oquc fosse fazendo algum
exercicio por dentro de casa, c que elle das depois
chcginido-se ,\ mim urna noite na prosenca do Sr.
professor Jos Polirarpo de Kreilas e doulor Bor-
roso de Moraes que tinbam viudo visilar-me, pc-
din-mpara passar a estudar o franca/., ao que eu
Ihe respond. O seu estado nao permute que Vmc.
so ilO por ora mais de um esludo, e esse mesmo
nao o faca com demasiada assiduidade, ao menos
ale que eu me emenda com o Sr. seu pai: doc. n.
t e 5 : foi esse um comportamento proprio das mi-
nhas entraan, c falla de caridade. A natureza
do mal insidioso,, o ser chronico. o a experiencia
das repetidas vezes que atacava para ceder, ludo fa-
zia que eunao visteo alcance que hava de ter, e
P'-lo contraro nutrsse esperanea ; mas nada fazia
que cu deixassc no abandono meu alumno, que s
como tal, e anda mais pela sua docilidade, applica-
ea an esludo, e maneiras que rcvelavam sua boa
educacSu ludo me increria. E tanto naodcixei cm
abandono o meu alumno, quealem do queja havia
feito. e que tica expostu, sucediendo oulra recahda
no dia 26 de junho, no segninle dirig ao Sr. dcs-
embargadnr Tell-s a carta.documenln n. 6, e duran-
te esse* ltimos dias al a tarde de 2 de julho, quan-
do chegou o portador que o condiuio, foi elle trata-
do corq duas doses sucressivas de op., e nnx-Bom.,
tende sido anda procurado om TO o Sr. Dr. Mo-
raes, a quem eu mandavacavado por causa-da cho-
va, cit. doc. n. 2. Eis o caso con\o o caso fni: o
jui? competente que decida. Si fosse mistar de
provas para desvanecer a idea das bellas qualida-
des, que julgandn de si. me attribuc o lio prudente
c circumspeclo historiador, quanlo delirado caval-
leiro, euteria muilas teslcmunhas a invocar, muitos
documentos a exhibir adqueridos duraule o longo
lempo de IV annos, na Parahiba e 9 n'esta pro-
vincia, durante os quaes tenho premaluramcntc on-
yclhecido na mu ardua e mili nobre profissao de
director e preceptor da mocdade. comecada a exer-
cer quando bem moco ainda cu era, c levada com
crdito sempre crescente, gracias a meus csforc,os,de-
pois da merc de Dos.
Queiram.Scnhores Rodadores, dar puhlicda.le cm
seu ii.-ii lidojornal a eslas lindas um poueo retar-
dadas pela demora cm adquirir os documentos, que
se seguem, c coin isso muto obrigarao ao seu assi-
gnante oBacharel, Jos Lourenco Meta i'ascon-
cellos.
Olinda, 20 de agoslo de 1851.
Illm.Sr. Ur. JoseLourencoMcira de Vasconcello.
Respondendoa prezada carta de V.S. datada de bo-
je, permilla-mc que Ihe diga o seguintc: o pedido
da correspondencia havida entre mim e V. S. acerca
do fallecido Luiz Jorge dos Santos revela, salvo
erro, um oulro molivo alm da falla do registro,visto
que V. S. declara exactamente as dalas della. E
como cu lenbo ron o dogma, que s falla mal aquelle
que levo a infelicidade de nflo aprender fallar
bem ; por isso com muilo prazer passo as milos de V.
S. por copia a correspondencia que pede, e muito
hei de estimar que ella bem sirva para o que V. S.
a quer. Aqui me lem V. S. para o quo vir que Ihe
posso prestar, por ser com eslima de V. S. ltenlo
venerador e servo.Jos Tclles de Menczes.
Recife 17 de agoslo de 1831.
DOCUMENTO N. 1.
Illm. Sr. desembargador JosTelles de Mcnezes.
O Espirilo Sanio, agora, nao lem mais que nm
feriado, que he o dominio ; e pnit seria indifl'erenle
que fosse o meu alumno o Sr. Luiz Jorga dos Santos
passa-lo, ou qualquer outro cm companhia de V. S.
Como porm o invern csleja tao rigoroso, que as
Chatas nao cessam, e o apanha-las far mal certo ao
dito meu alumno, muilissimo achacado, o que ac-
lu.tlinente esta sofrendo de hemorroidas, julguei
prudente por esta circumstanria, que V. S. ignora,
transferir a ida delle para qualouer nutro dia feria-
do, que V. S. aprouver mandar busca-lo. V.S.
me desculpe de nao cumprir sem observaro as or-
dens de V. S., pelo motivo" cxposlo que julguei for-
le. o qne farei de outra vez. 0 menino he tao vale-
tudinario que mal piule ler a vida assiduamcnle se-
dentaria, que tic inister para o estudo, e estudo de
laliin. Sou com mulo respeilo e estima de V. S.
muilo aliento venerado!- c criado.Jos Lourenco
Meira de Vasconccllos.
(linda 3 do junho de 1854.
DOCUMENTO N. 2.
Illm. Sr. Dr. Jos Lourenco Meira de Vasconcel-
os. Rcspondcndo ao seu favor desla dala lenbo i
dizer, que urna noile ja larde roochi um recado de
V. S. para que en fosse casa do Sr. Dr. Moraes, e
Iho pedisse para chegar i casa de V. S. aquella mes-
ma hora, porque a necessidade era urgente ; ao que
cu respond qu nao poda salsfazer ao seu pedido,
porque linha vislo o Sr. Dr. Moraes embarcar para
o Her fe. Que muito dias depois mandando V.S.
chamar-me urna tarde fcz-nie n mesmo pedido, di-
zendo que eslava milito vexado peta docnr.a de um
seu alumno, e eu logodesci para ir fallar a Sr. Dr.
.Moraes, ficanduV. S. de mandar o i-avallo para f-
cil ilar a iila delle cm consequenria da chava, mas nao
adiando cu o Sr. Dr. Moraes que timba ido para o
Hecife, mandei dizer V. S. pelo Sr. Evaristo que
era escusado mandar o cavallo. Nao me recont da
primeira dala, a segunda porm creo que foi ves-
pera ou dia de S. Pedro. Pode V. S. fazer o uso
que quizer da prsenle. Sou com eslima'de V. S.
seu compadre o amigo obrgado. Jos Eustaquio
Maciel Monleiro.
DOCUMENTO N. H.
Illm. Sr. desembargador Jos Tclles de Mcnezes.
Ha qualro ou cinco dias quesoUrc o meu alumno
o Sr. Luiz Jorge dos seus incommodos do conslipa-
cao de venlrc; o hontem.c noile pascada principal-
mente, o mal subi a ponto, que deu-lhe o que sof
frerelle, e i mim o que fazer. Depois de haver
resistido clvsteres e purgante ecdeu boje um pou-
ro, fazendo o doente pequea dejcrro apa um clys-
ter. Entretanto ainda nao est bom"; e pois se a me-
lhora nao continuar, lerel de ah mandar por um
medico, o que aqu nao ha, so V. S. nao .1 terminar
de outro modo. Vai incluso o recibo de dous mezes,
cuja importancia V. S. poder entregar ao portador.
Aguardo as ordens de'V. S. de quem sou com res-
peilo c estima muito ltenlo venerador e obrgado.
Jos Lourenco Meira de l'asconcellos.
Olinda 12 de junho d 1854.
DOCUMENTO N. 4.
Illm. amigo Sr. Dr. Jos Low*en;o Meira de Vas-
concellos.Em resposla i sua carta datada de hon-
lem, lenbo a di/.er-lhe sem rqceio de faltar a verda-
de, que indo cu vistalo ci urna das notes do mez
de junhu prximo pastado, cuja data rae nao recor-
d, tembrando-me porm de que foi poucos dias an-
tes da cheia, c estando convorsar com V. S. e o
meu amigo o Illm. Sr. Dr. Antonio Pereira de Mo-
raes Barroso, que ah tamlieni s achava, presenciei
ebegnr-sc a V. S. um de seu cojlegiaes a pcdir-lhc
para esludaro franca/, e que V. S. Ihe dissera, acha-
va conveniente nao se applra-sc elle oulro esludo
alm do de lalim, parquanto nao o jolgava cm esta-
do de por sua vida sedentaria e falla de robustez
poder fazer excessos; masque todava consultara
su pa, dando esta circumslancia lugar i que per-
gnptasto o meu referida! amigo de quem. era filho
aquello collegial, c a resposla desle que cu soubes-
se qne o era do Illm. Sr. Dr. Joaquim Jorse dos
Sanio, actual juiz de direilo do Brejo, pelo que cs-
live alguns instante cnlrcldo com elle pcdindo-lbe
noticias da seu pai com que tenho alguma amizade.
Conscntindo que d V. S. publicada.le esta minha
caria, muilo folgarei concorra ella para que se de-
fenda V. S. do viperino dente que cm vio o prelen-
deu morder, porque felizmente]* he V. S. assas co-
nhecido. Tenho a honra de ser com respeilo, ami-
zade e lonsideracao de V. S. amigo e criado reve-
rente.Jti'i Policarpo de Frcilas.
S. C. em Olinda 18 de agoslo de 1854. /
DOCUMENTO N. 5.
Illm. Sr. Dr. Jos Lourenco Meira de Vasrnnrcl-
los.Satisfazendo ao conlcudu da prezada carta de
V. S. datado om 18do correnle, tenho dizer o se-
suinle : Tenho bem presente na Irnbranca de que
oslando a conversar com V. S. e o Sr. Jos Policar-
po de Freitas de 15 a 20 de jnnhn pouco mais ou
menos, apparecera na sala um menino pediudn para
estu lar o francs, o V. S. Ihe responder que nao
auimia isso, porque sendo elle bstanle doente de
ataques hemorr*>:daes, maior applcirao poderia Sg-
gravar seu estado j melindroso; e porque me cxci-
lasse a curiosidaxle perguntei de quem era filho, e V.
S. me disse ser filho do Sr. Dr. Jorge dos Sanios.
Tambem me record que algunsdias depois da cheia,
em casa do Sr. Policarpo V. S. cnilando-me algu-
mas vaulagens oblidas com 0 Iralamento hur.icopa-
Ihico. referir a melhora conseguida ha poucos das
de um grande ataque que sollrera o seu alumno fi-
lho do dito Sr. Dr. Sanios, lie o quanlo por ora me
record e posso responder i V. S., que fnr da pr-
senle o uso que Ihe parecer bem. Aceile V. S. o
protesto deverdadeira estima que Ihe consagra quem
he ile V. S. ltenlo venerador e criado. Julonio
Pereira Barrosa de Moraes.
Olinda 20 do agosto de tftti.
DOCUMENTO N. 6.
Illm. Sr. desembargador Jos Tclles de Mcnezes.
O meu alumno o Sr. Luiz Jorge dos Santos, de-
pois de ler um pouco melhorado daquelle incom-
modo que j levei ao conhecimento de V. S., tem
novamente soffrido, esla demasiadamente abatido,
o eu mal parece-me ser grave. O sou Iralamento
aqui hedifficilimo, principalmente pela falta de m-
dicos nesla cidade ; pelo qne V. S. resolver como
entender roais acertado. Sou com respeilo de V. S.
muilo aliento Venerador e servo. Jos Lourenco
Meira de l'asconcellos.
Olinda 27 de junho de 18-54.
H1BIJCACA0 A PEDIDO.
Urna lagrima sobre o tmulo do
Illm. Sr. Jos Antonio Perda
Reg, filho da provincia do
Maranhao' fallecido em 18 do
corrente mez.
_ Nao he smenle o imperioso dever da ami-
*zade que me induz a despertar cm lodos a
lemiiraura d'aquellesque jdormemosomnodo
sepulcro, he tambem a eonvjreao profunda,
pelo decoroso esludo que hci feito dos nobres
seuliinentos de pYobidadc, que ornavam aquel-
la alnu benvola e compassiva, enriquecida
dos dous com que a natureza adorna a alma de
um verdadeiro chrslo; por isso. eu infringi-
ra ao mais sagrado dever, se dcixasse passar
silencioso o nome daquelle, que em loda a sua
vida sempre seguio a estrada da honra e da
vrtudc.
O Sr. Kcgo.um dos hrasilciros que honrava a
sua patria, em loda a sua vida sempre se dis-
tingua por suas acees. praticando actos dig-
nos de si c da sociedade, merceendo sempre a
eslma o couccilo de seus p.alricios o amigos, e
de lo los aquello- que livor,un a dita de ronhe-
ce-lo. Sendo ancla mu joven, c j senliiido a
necessidade de grangear os mcios da vida se-
guio a carreira rommercial; mas, quando ale-
gre e prasenteiro desfructava a sua juvcnludc,
quando activo o diligente em seus negocios, o
commercin Ihe ofTcrecia alguma prosperidade,
he que a sorle Ihe parecendo fagueira elle se
reputava feliz;quando estremamcnle devota-
do felicidadc de sua carinhnsa mai, fazia por
triliular-lhe um futuro cheio de prosperidade,
a iimrio. a morlc o arrebata dcste mundo, der-
ramando-a amargura no coralito de urna mai
que inconsolavel chora a per.da de seu querido
filho, sem Jamis poder enruntraV lenilivo no
excesso de sua afflico, no desanimo de sua al-
ma abalada, no desespero ile sua critica sftuo-
ilo.-csta perda irrcparavel lambem choram
os seus amiaos, que com os coracocs opprimi-
dos pela dor vem boje sobre o" seu tmulo
verter lacrimas de ten tmenlos; mas no meio
de tanta dor, nina nica lembranea suave c
consoladora vera por termo ao nosso pranlo;
e he, que Dos, sendo justo e mizerienrd oso,
nao deixar de ter recebido na sua eterna glo-
ria aquello que nunca se afaslou da linha de
tan sagrado dever, a religiao.
E vos, oh inconsolavel tendn, assim como
nos, cnchugai lambem o vosso pranlo; venc-
rai as cinzasde vosso filho queja descansa na
mane i > dos justos.
Pcruanibucp 22 de agoslo de 1854.
C./t.
COMMERCIO.
PKACA 1)0 RECIFE 22 DK ACOST AS 3
HOltAS DATAKDE.
Cotaces oiliciaes.
Hoje nao houvcram cotaces.
ALFANDEU.A.
Rendimenlo do da 1 a 21.....117:0G85>fi:>
dem do dia 22........8:1619560
125:2205822
Desearregam hoje 23 de agoslo.
Brizne inglezAn Ponermercadorias.
Sumaca brasileiraRosario de Mariao resto.
CONSULADO EKAL.
Rendimenlo do dia 1 a 21.....lt'..Tin;-il'l
dem do dia 22........ 520S2I1
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 21.....
dem do dia 22........
17:2265351
898786
8J533
858-9319
na Ihesouraria .Iota provincia at ser convertido em
apolices dadivada publica, sendo a tiza paga a cusa
do arrematante.
E para que ebegue a noticia de todos, mandei
passar edilaes que torSo publicados por 30 diasno
jornal de maior circulaco, e afinados nos lugares
publico.
Dado e passado ne-l.i cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 de agoslo de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplsla, escrivao interino 0 escrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimares.
DECLARACOES.
Por esta subdelegada se faz publico que,no dia
20do correnle.lo encontrado atoladona lama ansia-
dos da casa de detencao, um cavallo, o qual e acha
recolhido deposito para ser entregue a sed legti-
mo dono. Subdelegara deS. Jos do Kccifc 21 de
agoslo de 18-54.AccioH, subdelegado.
Pela subdelegara da freguezia dos Afogados se
faz publico, que se acha recolhido n cadeia desla ci-
dade um preto de nome Ignacio, que diz ser escravo
de Jos Mondes de Oliveira, do Brejo da Madre de
Dos : qncm se julgar com dircito, comparece nesle
juizo munido de seus documentos, que provando Iho
ser entregue. Afosados 21 de agosto de 1854.O
subdelegado, Pereira Lima.
ADMINISTRACAO DO PATRIMONIO DOS
ORPHAOS.
Pela ndministrarao do patrimonio do orpbacs se
ha de arrematar a quem mais der, e pelo lempo que
decorrer do da da arrematarlo at o fim de junho
de 185,5, as rendas da casa n. 27 da ra do Vigario :
as pessoas que so propozerem a arrematar dita ren-
das, podero comparecer na casa das sessoes da mes-
ma adminislracn, no dia 25 do corrente mez, as 12
huras da manbaa. Secretaria da adminislrariio do
patrimonio dos orphos 19 de agoslo de 1854.O se-
cretario, Anlonio Jos de Oliceira.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordenado comellio de direceo do
Banco de Pernambuco set'az certo aos se-
nliores accionistas, ciue se acha autorisado
o seu gerente para pagar o quarto divi-
dendo de iSfOOB por acrao. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 1854.Joao
Ignacio de Medeiros Bego, secretario.
De ordem do E\m. Sr. director geral interino
da inslruceao publica, estao concurso a* cadeiras
de nslruccan elementar do primeiro grao, ltima-
mente creadas pela lei provincial n. 328, as povoa-
ees do Peres c Quipapi ; a primeira com o prazo
de 60 das, a segunda com 68, contados da dala dcs-
te. Directora geral 17 de agoslo de 1854. O se-
cretario, Candido Eustaquio Cesar de Mello.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O consellio de direcrao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pernambuco,
arealisaremdol. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 50 0|0 sobre o numero
das accoesque llies foram distribuidas, pa-
ra levar a etleito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de res,
conforme a resolucao tomada pela assem-
ble'a geral dos accionistas de'26de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 1854-O se-
cretario do conselhode direcco,
J. l.deM. Rego>
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
I Pela secretara do -Tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco, se faz publico que ltima-
mente se matricularan! nesle Tribunal, naqualidade
de commerciaute de grosso tracto c a retalho, os
Srs. Jo... Saboia e Jo.lo Thom da Silva, ri 1,1.Los
hrasilciros, domiciliados na cidade de Sobral, provin-
cia do Cear.Secretaria. 21 do agosto de 1854.
No impedimento do secretario, Joao Ignacio de Me-
deiros Reg.
ci, Custodio Manoel da Silva Guimaiaes,
e a requerimento do curador fiscal da
massa fallida de Antonio Jos de Azeve-
do, o agente Borja fara' leilao da referi-
da massa, que consiste em nova e elegan-
te armac8o com os competente fiteiros,
e exceHnte miu'dezus de toda aflualida-
de, muito novas c em muito bom estado,
como consta do bataneo : sexta-feira, 25
do corrente, as tO horas da manbaa, na
rna do Queimado, loja n. 49.
....
AVISOS DIVERSOS.
Preelsa-se de um forneiro f na ra Direila,
padaria n.82.
OITerece-se um mor,o braaileiro, com idade de
18 a 19 annos, para caixeiro de taberna, do que lem
bastante pratica : quem o pretender, dirija-te ra
da praia de Santa Rita n. 5, ou annuncie pora r
procurado.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO-
Resumo da 17. lotera do thcouro publi-
co, extrahidaem i* deagosto de 1854.
1
1
1
1
6
10
N. 3209.
3293. .......
3582........
3309........
1937, 5910, **1
5260, 5567, 5571
6*2, 652 1510
1707 2561
5299 4254
20
1664
3089 ,
5776.
25,
1237 ,
1558 ,
2828 ,
3297 ,
4449 ,
4623 ,
102
1296,
1849,
2895 ,
3899,
4520,
5621:
1052
1476
2410
3138
3976
4611
20:000;,'
10:0(l().s
4:000$
2:000,?'
1:000$
400$
60 108, 264, 319, 362,
200$
100 de
1800 de
IIECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PERNA.MUUCO.
lien.lmenlo do dia 22 .......j :_'i(;!_l
CONSULADO PROVINCIAL.
Itendimeiilo do dial a 21.....0:662}558
dem do dia 22........8I8J5I2
2!:'i8l;0u0
MOV3MENTO DO PORTO.
-Vacos entrados no dia 22.
Rio de Janeiro12 dias, barra portu^ueza Flor da
M''i. de 220 toneladas, capilao Jos de Ar.evcdo
Canario, eqnipaoem 14, em lastro de pedra ; a
Manuel Joaquim Ramos & Silva.
Ilaiimir53'dias, briituc americano./, lagford, da
187 toneladas, capilao V. J. ."homaz, equipa^em
'.). nrgo lahoado'dc pinho ; ao mesmo capit.lo.
Acaraeii c llacio18 dias, liiatc bnisHeira Sobra-
lense, de 07 toneladas, mcslre Francisco Jos da
Silva Ralis, equipai;em 8, carga sal, couros, sola
e queijos ; a Cactaun t!\ naco da Costa Moreira.
.Van* sahids no mamo dia.
Babia c Rio de JaneiroVapor brasilciro Toc.an-
tins, commandantc F. V. Bordes. Passageiros,
Domingos Ferreira M.ii.i, Pemardo Cardoso Ai-
res, D. Joaquina Fiancisca de Figueredo, 2 filhos,
1 criado c 0 escravos a entregar com passaporlcs.
Soulhamplon e portos intermedio;Vapor inglez
Great ll'eslern, commandantc J. A. llevis.
NantesPolaca franceza Courrier de la Mernoire,
capilao Batid, carga assucar.
Rio Grande do SulPatacho portuguc/. Lusitano.
capitao Jos Joaqnim Pereira, carga sal. Passa-
geiro, Arcclino Martinho de Pacs. Lima.
SydneyBarca bollan.io/.a Rembrandlian fhyn,
e.ipilao J. 11. van Royngaardcu, carga a mesma
que trousc.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
manda fazer publico, para conhecimenlo dos con-
Iribiiinles abaixo declarados, do imposto de i! por
cenlo, sobre os alugucis das botiras, lejas em qne se
venderem a retalho e de mobilba, armazens do car-
ne secca, de madeira, de lijlo, de cal, ile capim etc.
etc., do municipio de Olinda, que tendo-se conclui-
do a liquidaran da divida activa desle imposto,
pcrtenccnle ans ejercicios anteriores de 1852 a
185:1, devem comparecer na mesma Ihesoura-
ria dentro do prazo de 30 dias contados do dia
da publicarlo ileste edilal, para se Ihcs dar a
ola la seu debito, alim de que o pagueni na
collcctoria daquelle municipio, fu-ando na inlel-
gencia de que, lindo o dilo prazo, scro cxecnlados.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de agosto de 1851.
O secretario, Anlonio Ferrcira de Annunciarao.
13080
Capitn Anselmo Jos Ferrcira.
Tcnenle-coroiiel Antonio Carncito Ma-
chado Rio......... 99000
Angelo Custodio da Luz...... -i-jHstl
Antonio Francisco Guimares. 19060
Angela Maria Custodia.....'. 9)600
CarlosMarlins do Almeida..... 123000
Domingos dn Silva Fcrreira..... "oTii)
Epiphanio Jos de Souza...... 19080
Filippe Cypriano Tciieira..... f9Sit)
Francisco' Botelho de Andrade. 5-9760
Francisco Cosario de Mello. 9*000
Florencio Jos Carnciro Monleiro. 129000
Francisco Correia Mendos Simoes. 2)880
Guilherme Sebaslhlo Rosario. 29880
Jos Ignacio Pereira da Rocha. 29520
Jos Maria de Mello....... 29880
Jos Francisco do Reg Maia. 99000
Jos Severino do llego Barros. 99000
Joaquim do Reg Barras. 99000
Capitn Joaquim Carnciro Machado
Ros............ 99000
Jos da Silva Fcrreira. I 59760
Jos da Silva Teixeira...... 5-9760
Joao Antonio Carpinlciro da Silva. 5-9760
Joao Nepomurcno Fcrreira de Mello. 9)880
Joao Fredonco Clavat...... 19120
Jos de Moma Borges...... 29160
Joaquim i-ranles Peisolo. I-940
Joao Kiheiro de Souza.....v 19800
Jos Pedro das Cbagas. I --10
Januario Uahello Pessoa..... 7,>2O0
Viuva de Manuel Joaquim Ilenriqucs. 29160
Nicolao Hollinan........ l.-SOO
Manoel Antoio Pereira Ramos. 39600
Conforme. O secretario, Antonio Ferrcira da
Annunciaco.
A arrematado do pedaaio da barreira da pon-
te dos C. i \albos, foi transferida para o dia 24 de
agosto do correnle anno.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunclaciio.
O Ur. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel nesla cidade do
Recife, por S. M. I. c C, o Sr. D. Pedro II que
Deas guarde ele.
Faco saber aos que o presente edital virein e dellc
noli.-i,i liverem, que uo dia 22de Miembro protimo
eguinte, se ha de arremalar por venda a quem
mais der em praca publica dcslc juizo, que tero Id>
\gor na casa das audiencias depois de meio dia rom
assistencia do Dr. promotor publico desle termo, a
propriedade denominada l'ilanga, sila na freguezia
da villa de Igbaraos, perlencenle ao patrimonio das
recoihidas do convento do Santissinio coracao de Je-
ss da mesma villa, a qual priu.u i.vlade tem una le-
gua cin qtiadro, cujas extremas pegam ito marco do
eiigcnhu Monjopc que toi anligamenle dos padres
rft companhia de Jess, pela estrada adiauleao lugar
que chamaui Saplicaia da parlo esquerda, e dahi
cortara buscando o sul e alravessan o no Iguaras-
s, Pitanga, aleNjiicher urna legua, c dalli parte bus-
cando o olscente ato cncher outra legua, e dalli
buscando o norte donde principiou com oulra legua
que faz ludo ama legua em qoadro, com una casa
de vvenla pequea de telha e laipa ha pouco aca-
bada, avallada por 5:0009000 rs., cuja arrematado
foi requerida pelas ditas recoihidas em virtude da
licenca que oblivram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
tira, para o producto da arreniaiar.io ser depositado
AVISOS martimos.
AO PARA*
vai seguir mui prximamente,
por ter quasi todo o seu carre-
gamento contratado, a escuna Flora,
capitao J. S. Moreira Kios, tocando s'no
Maranliao para receber pratico : para o
resto da carga trata-se com os consigna-
tarios Antonio de Al incida Gomes & Com-
panhia.
MAUlNHEIltOS NACIONAES.
Contrataos J. S. Moreira Kios, capito
da escuna nacional Floran, para o dito
navio, que legue aoPara' commuita bre-
vidade.
l'ARAOCEARA'.
Sabe neslee dias o hiate Soco Olinda, para o res-
lante da carga a tratar com Tasso Irmaos.
Tara a Baha segu cm poucos das a velera
Garopeira Lirracao ; para o reslo da carga Irata-se
com seu consignatario Domingos Alves Malheus, na
ra da Crut n. 51.
Para a Babia segu ilnprelcrivclmenlc uo da
2 do corrente a bem coiihccida sumaca Horlencia :
quem nella quizer entregar, dirija-te a seu consig-
natario Domingos Alves .Malheus, na ra da Cruz
n.54.
Vendc-so briguc nacional Fortuna do Nor-
te, forrado de cobre, e de loteo 190 toneladas, est
fon.lea.lo delimite do trapiche do Ramos : os pre-
(ciidcnles podem dirigir-se ao escriptoho da ra da
Cruz n. 40, primeiro andar.
UO MAKAMIAO'
esta' a chegar o palhabote Lindo
Paquete, navio novo, muito bem
construido, pregado c forrado de cobre,
e de primeira marcha ; lia de ter ueste
porto mui curta estada, devendo regres-
sar com presteza ao Maranhao, para on-
de ja' tem parte da carga tratada : os
prelendentes a aproveitar ainda este cx-
cellente barco, qtteiram dirigir-se em
tempo a Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, na ra do Trapiche n. 16,
segundo andar, alim de contrataran a
carga que tiverem.
PARA' EM MREITURA.
O patacho nacional Bom Jess segu
em poucos dias para o Pata' por ja' ter a
maior parte da carga a bordo ; ainda
pode receber algumas miudezas: "a tratar
com Novaes & Companhia, ra do Trapi-
che n. o.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira segu em
poucos dias, por ter mais da metade do
seu carregamento : para o resto, passa-
geiros ou cscravos a lrete, trata-se com
Machado & Pinbeiro, na ra do Vigario
n. 19, segundo andar, ou com o capitao
na praca.
Vende-se a sumaca nacional Rosa-
rio de Maria de lote de 8 i toneladas,
forrada de cobre e bem construida; os
prctendentes podem examina-la, que se
acha fundiada deronte do caes do Ramos:
para tratar noeseriptorio de Novaes &C,
ra do Trapichen, o-,
Para o Aracaty sabe al o dia 28 do correle,
por ler quasi rompido o carresamenlo, o hiate Ara-
gao, de primeira marcha, novo, ferrado e cncavi-
Ihaibr-do cobre, e offerece aos carregadoros a maior
seguranca e acoiiilicionamelito da carga ; lem boa
cmara para passasciros : qum noile quizer carre-
gar, dirija-se a Vicenle Ferreira da Costa, ou ao
ni i-1 re, no trapiche do algodao.
LEILO'ES.
As 10 'j hora do dia quiila-feira 2t do cor-
rente, no armazem darua dnColIcgio n. 14, o sen-
le Borja far leilao de um completo sorliinenlo de
obras de marciueiria de diversas qualidades, um rico
sanctuario de um novo ino.lello. ede gosto modern-
simo, varios pianos iuglczes, relogios de ouro e pra-
ta, patente inglez, suisso e horisonlal, ilitos de pare-
de e cima de mesa, salvas e, colheres de prata, di-
versas obras de ouro, urna pore.lo de candeeiro de
dilferenles qualidades, diversos quadros grandes e
pequeos com ptimas estampas e riras molduras,
quiiquilharias mudo modernas,*c outros muitos r-
ticos que serao patentes no arto da-nrrcmalajao ; as-
sim como dous ptimos carinchos, os melhores que
lem apparecido uesta cidade, c 3 cscravos de meia
idade proprios para silio ; os quaes objectos irlo a
leilao sem limite algum.
Rostron Rooker c\ C., (juerendo
acabar com o seu armazem de fazendas a'
retalho sito na ra do Collegio, faro lei-
lao por intervencao do agente Oliveira, de
todas as lazendas no mesmo existentes, in-
glczasefrancezas.deseda,laa, linho ede
algodao, as quaes forinain completos eex-
celentes sortitnentos os**mais proprios da
estacHo, e havendo- tempo vendeiwo na
mesma occasiao a armaro do armazem
quinta fe ira 24 do corrente, as 10 hora
da manbaa, no indicado lugar.
De ordem do Illm. Sr. Dr. juiz de
direito da primeira vara civel e comtner
5U
766,
953 ,
1115,
1327,
1563,
2157,
2554 ,
2622,
2735,
2848 ,
3258 ,
3427 ,
3752,
5955 ,
4565 ,
4859 ,
5190,
5315,
620
. 851 ,
992 ,'
1122,
1438,
1684,
2169,
2'.35,
2632,
2794,
2886,
5295 ,
5455 ,
5827 ,
4576,
4594 ,
4902 ,
5468,
5680.
722
871 ,
1076 ,
1256 ,
1483 ,
2048 ,
2282 ,
2587 ,
2685 ,
2843 ,
3194 ,
5501 ,
5562 ,
5854 ,
4405,
4808,
5148,
5497,
100-j
40 20
2000 premios.
Acham-se a venda os bilhetes inteiros
e meios (originaes) da-loteria 45. do mon-
te pi geral, que devia correr a 22 ou 25
do presente.
Prccisa-se de 1:0003000 r. com o premio o po^
lo tempo que se convencionar,,e d-se por garanta
3 cscravos pecas, nesla praca (sondo urna escrava)
sem vicio algum (o que afianca-se), livres e desem-
barazados de qualquer dnvida ou onus ; acrescendo
que s um desle nrha-se livpolbecado aqui mesmo
na praca por 700*000, e esl aiugado por 158000 rs.
alm de cama o mesa) mensaes ; porm quer-se sol-
ver esla hypolheea, e nao se duvida hvpolhecar3,
inclusive este que se quer tirar da hypotheca em que
se acha : a qsiem coovier, annuncie' para-ser procu-
ra.lo.
' Caminha. & Filhos mudaran) seo. eseriptorio
para o primeiro andar da casa n. 31, na mesma ra
da Cruz.
ToalhaS e guardanapos de panno d linho
puro.
Na ra do Crespo, loja da esquina que rolla para
a cadeia, vendem-se toalhasde panno de linho, lisas -
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por" presos com-
modos.
Distante'desta praca 3 legua, pretende-so fa-
zer um forno a moderna para queimar pedra de cal ;
quem se atrever ou liver pratica, dir onde mora pa-
ra ser procurado, a fim de tratar e ajustar, daudo-.se
os oiliciaes que forem precisis.
O bacharel Jos Maria da Trindade. segundo
escriplurario da Ihesouraria de fazenda, acha-se ad-
vocando nos auditorios desta cidade, e lem o seo es-
eriptorio esjabelecido n'uma das salas do antigo so-
brado da roda, na ra do mesmo nome n. 9, onde
pode ser procurado a qualquer hora, afora da do es-
pediente de la reparliclo ; sendo qne durante esta
lerao os seus clientes advogado certo e determinado
de reconhecido mrito, para providenciar nos casos
urgentes que occorrerem de momento.'
O CRAVO.
Sabio i laz domingo, 20 do corrente, o primeiro
numero do Cravo, peridico iliterario e recreativo,
e cha-so a yenda na ra Nova n. 51, loja de Boa-
ventura Jos de Castro Azevedn. nodo se recebem
assignaluras de 800 rs. por 12 nmeros.
ANTIGUIDADE B SUPERIORIDADE
DA
SALSA PARRILHA DE BRISTOL
sobre
k SALSA PARRILHA DE S.ANDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA E BRISTOL data do
de 1H.'(, e tem constantemente mentido a sua re-
pulaco sem necessidade'de recorrer a pomposos
annuncios, de que as preparac-Jes de merilo podera
dispensar-se. O successo do Dr. BRS*l'OL tem
provocado' infinitas invejas, e, entre nutras, as dos
Srs. A. R. D. Sands, de New-Vork, preparadores
e proprielarius da salsa parrilba couhecida pelo uo
me de Sands.
Estes seuhores solicilaram a agencia de Salsa par-
rilba de Bristol. e como nao o podessem obler, fa-
bricaram urna imitacSo de Bristol.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. II. D. Sands es-
creveram ao Dr. Bristol no dia 20 de abril de 1842,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr, C. C. Britlol.
Bfalo, &c
Nosso aprcciavel senhor.
Em todo o anno passado temos vendido qutnti-
dades consideraveis do estrado de Salsa parrilba de
Vmc, e pelo que ouvimos dizer te suas virtudes
aquel les que a tem usado, julgmo; que a venda da
.lila medicina se augmentar mui/i'siimo. Se Vmc.'
quizer fazer um concerno comno;ra, eremos que
nos resultara iuuila vantagom, tanto a nos como a
Vmc. Temos muito prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumpto, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa semelhante, teamos
muito prazer cm o ver em nossa botica, roa de Ful-
ton, n.79.
I'ieam s ordens de Vmc. seos serums servidores.
(Assignados) A. R. D. SaXDS.
CONCLUSAO'.
l.cA anliguidade dasalsa parr.lba de Bristol be
elarameule provada, pois que ella data desde J832,
eque' a de Sands s appareceu cita 1842, poca na
qual este droguista nao pude obler a agencia do Dr.
Bristol.
2. A siipcrioridadc da salsa pairilha de Bristol
he incoulcslavel; pois que. uao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna pnrcAo de nutras pre-
pararles, ella tem mantillo a sua repularao cm qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da
salsa parrilba cm todas as rufcrmiJadcs originadas
pela impureza dosansue, c o bom lito oblido nes-
la corte pelo Illm. ^r. .Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pido Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos 4?eixolo em sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na Camoda, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercito, e
por varios outros mdicos, permillcm hoje de pro--
clamar altamente as virtudes cfflcazes da salsa para
rilha de Bristol vende-se a 59000 o vidro.
O deposilo desta salsa mudou-re pafa a bolic-
frauceza da ra da Cruz, cm frente ao chafariz.
Pergunla-se ao agento docorreio da villa Bol-
la, se he cerlo que o rorreios que conduzem as ma-
las daquella villa para a agencia itrf Boa-Vista, locam
na fazenda do Jatobi, para trazerem qneijos, daudo
is|o luaar a que se diga que em dita fazenda est es"--
tabelecida urna agencia de -queijos. A sua resposla
muilo esclarecer aoComi de Pajeii.
O abaixo assi 'nado faz scicnto ao publico, qne
comprou a b .tica ila ra do Rangel n. 8, ao Sr. Jos
Itr.'iidaoda Rocha, Picando obrigado a pagar as di-
vidas provenientes de drogas para dita botica, scni
responsabilidadc de emitas antigs de Manoel Rodri-
gues Pinto, eeonlas particulares contribuas por Joa-
quim Rodrigues Pinto, a pretexto de socio que foi da
mesma botica. Rccife US) de agoslo de 1854.
Manoel Peixoto da Silca.
Precisa-se de alguns oiliciaes do nlfaisle, quo
(rabalhem em obra grande : na ra da Madre de
lieos n. .16, primeiro andar.
Offcrccc-se urna ama parausa, a qual cozinha,
engomma, lava c faz os oulros serviros de urna casa;
dirijam-se roa de S. Jo o. 58.
Precia-e de urna ama qoe saiba bem cozinhar
para ama casa de pouca familia ; a tratar na ra do
Queimado n. 18, primeiro andar.
Jos Maria Pereira, cidadSo brasileiro, retira-
se rom sua f.imilw para a provincia' do Para.
V
'
./



v
1
O abaixo alienado, professor jubilado na ca-
dena de geograplna c bis orii, o l.jceu. lem abcrlo
nm corso destas me-nias disciplinas, e de rhelorica
pin um collegio ; as pessoas que se quizeiem malri-
egliirem qualquer dellas, podem procura-lona mes-
mo collegio, ra da Cadeia n. l:|.
Affonto Jos de Oliceira.
Ao abaixo awignado app ireeeu em sua casa,
olTerecendo-se pra servil de triado, um mulalinlio
qiif reprsenla Ut 11 ann< s, e < z sur forro, nalural
de Uacei, e chamar-sajns; s alguem.pois, houver
cooi direilo au mesmo pode vir procura-lona ra da
Ca oa n. 13, por quanto o mesmn abaixo assignado
se ulo responsabilisa por fuga lelle. no caso de ser
lal'ez escravo..4//onso Jote Je lireira.
C. STARRcC.
respeitosamente annunciam que no scu extenso es
taMecimeuto em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeico e prompli Jo.toda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior roinniodo de
seufi numerosos freguezes e do pi blico em eral, tem
abei-lo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
la lia ra do Brum, alriz do arsenal de marinlia
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas do ditoseu estabeler imentu.
AlH-aebarSo os compradores nm completo sorti-
menlo de moeadas de canoa, eom todos es melho-
ramenlos(alguns delles novos e originis) de que a
experiencia de muitos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de laixae alta pressao,
taixas de todo tamanho, tanto batidas como fundidas,
carroa de mo e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandil ca, prensas para di-
to, Tornos de ferro balido pan forinlia, arados de
ierro da mais approvada coiislriicc,ao, fundos para
alambiques, erivos e portas par fornalhas, c urna
inlioidade de obras de ferro, que seria enfadonlio
enumerar. No mesmo- deposite existe urna pessoa
intelligenle e habilitada para receucr todas as en-
rommeodas, etc., ele, que os aununciantes roulan-
docomacapacidadedesuasoflicinas e machinismo,
esencia deseus oieiaes, se co upromeltem a fozer
rxecutar, cora a maioV presteza, perfeico, e exacta
eonormidade eom os modelos,ou descn'hs, c instrn-
oes jue lhe forem forneoidts.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collejrio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e jp-ossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
gues, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este est.nbelecimento
ahric-se de combine oSo, eom a
maior parte das casas commerciaes |f
inglezas, francezas, aj maas e suis- e&
sas, para vender fazendas mais em 9
conta do que se tem vendido, e por ~fa
isto oFerecertdo elle maiores van- {
tagens do que outro qualquer ; .o
proprietario deste injertante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA D GOX..LSGIO 1 AN3)AI\ 25.
U Dr. V. A. I.obo-Moscozo d consullas homeopathicas todos os dias aos pobres, desde i) horas da
manhaa ate o meio dia, e em casos extraordinario a qualquer hora do da ou noile.
UDerece-sc igualmente para pralicar qualquer operacao de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
qner mulliei que esteja mal de parlo.'.e cujascircumslanrias nao permutara pasar ao medico.
HO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO H0SC0Z0. I
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual rompiera do Dr. G. H. Jahr, traduzidoem portugus pelo Dr. Moscozo, liualro
volumes enradernados cm dous :.............., SONDO
Esla obra, amis importante de todas as que tralam da homeopalhia, inleressa lodos os mdicos que
quizcrem experimentar a ^otrina de Ilahnemann, c por si proprios se convencerem da verdade da
momia : mteressa a lodosos senhores de engenho e fazeudeiros que estilo lonse dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilaes de navio, que nao podem dcixar urna vez ou outra de (er precisan de
acudir a qualquer inrommodo sen ou de seus Iripolanles ; e inleressa a lodos os dictes de familia ene
por circunislancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sAo obrgados a prestar soccorros a qualquer
pessoa delta.
O vade-mecum do homeopalha ou Irnduceao do Dr. Bering, obra igualmente til is pessoas que se
aeairam ao esludo da homeopalhia um volme grande ,....... 8cO00
t) diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis-
pensavel as pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
Lma carteira de 24 tubos grandes de finissimo cliristal eom o manual do Dr. Jahr e o diccio-
narra dos termos de medicina, etc., ele.......-........
Jila de 36 eom os mesmos livros..............
Dita de 48 rom os dilos. ..,.....-.........'."."
n-. ^d* fartera he acompanhada de dous frascos de Unturas indispensaveis, a escoha. .
Dila de 00 tubos enm dilos............'....
Dita de 144 eom dilos..............".".".".".!!!"!
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Hering, terSo o abalimenlo de 10*000 rs. em qualquer
das carteiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... SOOO
Ditas de '18 dilos......................... K5OOO
Tubos grandes avulsos.............. '. '. '. ". ". '. ". ". '. '. ". IS000
Vidros le meia onca de tintura ...........'.'.'.'.'.'.'.'.'. 29000
Sem venladeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um puto seguro na pralica d
nomcopatha, e o proprielario desle cslaliclccimento se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivel e
ninguem davida hoje da superioridadp ilos seus medicamentos.
iNa mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de rryslal de diversos lamanhos, e
aprompla-se qualquer cncommenda de medicamentos eom (oda a brevidade c por precos muilo com-
modos. *
43000
40SOO0
45jO0
505000
6O9OO
10OJO00
Roga-se ao Sr. Sanaz CoulsT cdadao franoez
quo antes de relirar-se para o Kio de Janeiro, ve-
nha auar conlas eom Domingos Bernardino da Cu-
nna, equauio o nao faca toro de passar por algum
desgoslo na occasio de embarcar.
Jos I.niz Rerreira da Silva rctira-se para o Kio
de Jneiro. levando em sua complnhia seu servico
o scu escravo Luiz, crioulo. '
Precisa-se de 300800C rs, a uros; sobre penho-
res d Os ttulos das Ierras quo s acham devolulas
na ra da Alegra, do bairro da lloa-Visla, que al-
guen quer aforar, e oulros venderem, se arham na
cmara municipal do Recife, onde se coubeceni
quena he o legilimo sonlior.
Eu abaixo assignado, faco s.ienle ao corpo de
commercio, que o passivo da lirma de Mallos ,V Ma-
sa lliaes se acha saldado, e se algunm se julgar redor
. a diurfirma, compareca na roa Direila, taberna n
19, na prazodc 8 din.
Antonio Pinto de Magailwcs.
Precisa-se alugar urna casa de ora andar eso-
lio, cu um segundo andar que tenlia pelo menos cin-
co bons quartos, cozjnht fra e seja arejada : nao se
eseollie a ra se nao for muilo dinante^o centro do
bairro de Sanio Antonio ; paga-se bom aluguel e
d-se a garanta que se exigir : a tratar no segundo
andat da casa n. 46 da ra do Quoimado.
Joao de Medeiros Raposo pede aos criadores
de cabras e poicos,que moram no aterro dos Afoga-
dos,queiram.le-los cercados como mandara as costuras
da cmara, afim de nao conlinuarem_a fazr eslra-
gos ein scu sitio, do contrario tem de-- apprehende-
lose lazer judicialmente oseu dono pagar os preiui-
. zos e estragos. '
Arrenda-se o armazem de acucar da ra da
tima 11. 64,,rom Iwlos os seus utensilios, ou vendem-
sc estes e garante se o arrendamenlo por 1JO5OOO rs.
annuaes ; lambem se aluga o primeiro andar da mes-
ma casa : Irala-se no aterro da Boa-Vista n. 60.
Precisa-sede urna escrava para ama de urna
casa de pouca familia : quem quizer, diriia-e ao
paleo de S. Pedro n. 7.
Precisa-se alugar um sobradnlio,ou algnm pri-
V^ji andar-de casa *ae "u pr"SO n.lo exceda de
1UJWJ rs. mensaes: quem o qui::cr arrendar, en-
lenda-se no pateo da matriz de Sa 1I0 Antonio, casa
de sotiado n. 1, eu annuucic por este jornal.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
quemqe, professor jubilado de gramma-
bea latina, propoe-se a entinar nestapra-
t;a a mesma lingua eom todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
menlo de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolbtmento de todas as pessoas que
te quizerem utilisar de seu prestimo,
Erotiartapdo satifazer a' expectaco pu-
lica anda acusta dos maiores sacrilicios,
e, eraquantonaofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do burro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijamase a'
hvrarta da prara da Independencia ns.
0 e 8.
f7. i^60'8*^ de Uma I""" 1"e M'J ciinhar e
fazer todo o mais servico de uma casa "no largo do
Ierro, segundo andar, n. 27. '
Antonio Jos de Barros, subdito porlugnez.
de boje1 em diante je assignar por Anlouio (encal-
ves de Barros, por haver oulro de igual nome
/wZ-;/Unr d !n'gne an,,ul":'o poblicado no
iJinri. de Pernambveo n. 189 .le 19 do correle
responde o ver.dedorde bilhelesde lotera (que de-
le geaero lem loj.) abaixo assignado, que re lal an-
.UC.'.'; CrmKlle see"u'nd'- 'I" se digne declarado
por esu rolha, mas que assigne seu rasgado nome
por exlenso, para melbor poder responder
, ,^tonio Jo' de I''r> LOTERA da provincia.
O eautelisla Antonio da Silva Ouimaraes faz sci-
eme ac publico, que as suas caulel js da casa da Fa-
ma, -di lotera do hojpiUI Pedro II, sao paso ,
aterro la ,loa-Visla n. 48, assim c.mo que ad,a-
a vend umsorlinieoto de I.ilheles. meis, quarlos
decimos c vigsimos ria prmeira parle da 19 lote-
ra do healro de SaoU-Isabel.
0 Sr.alferes Antonio Matoso de An-
ilrade Cmara tem cartas na ra larra do
Rosario ni 2--, segundo andar.
LOTEBIi DO THEATiiO DE SANTA-ISABEL
Ckrre ndnbitavelmente em 20 de '
etembro do coi rente auno
Aos 1<>:000$000, 5:00s000. I:00(ig000
O cautelista Salusliano de Aquino Ferreira avisa
aorespeitavel publico, que o, sel blhele?"can e-
Fu S W9"? Primi grandes premio,
:dEo1resp.veerPoubiico:onda a9 5-j- M
Bilhete H.sjoon
Me ios rirm
...arlo. 29SU0
Oilavos 18300
Decimos ijaoo
Vigennos 570Q
D.i-so 8008000 rs. lodo
"- Mara Francisca de Almeida, viuvade Jos
Francisco da Silva, declara que lhe consta, que ha
uma pessoa nesla cidade que propala que lem um P3-
CL,'12!l,,"c,"'le' I"*1 P5la "'"'P" a 1.0003000 por anuo, o que he mentira, porque a n-
nuncianle nflo passou tal papel, no o mando,, p.
sar nemoassicnou; e declara mais, que al esla
dala nao fez leslamento era em ola nem cerrado
Sgf*;y* <854._Maria FranchS de"
Almeida.Esla reconhecido.
..~,J-,Char,,nn- bacharcl em bellas letlras, Dr. em
dircilo formado na universidade de Pars, ensma em
sua casa, ra da, Flores n. 37, prime.ro andar, ale
V~' 'ra,1Ulr 6 Miar curreclamente a ingua
dosla6 ""^ "^ f****** Vas
1 num'ars1e"rSCa,aqU?m %?**' V" ^-
W scrao Zs S' "S referidas '-""liencias 2
0 lioras. anlecedentei a niesmas J
l'or de1raUfd:eca:,Sa,1rU Mn^A?, ,-d* ^
ra da Aurora i ir,if Juanoe' Alves t.ucrra, na
m Manoe" AivesSa Juni". ^ T"PC"e B" U
No aterro da
PIANOS.
Paln Nash r& C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qjialidade o vozes aos dosbe/n coiibecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
fMMMNM s^s se
DENTISTA FRANCEZ. @
55 Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larca 5
d Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den- @
3 les eom gengivasarliliciaes, c dentadura cora- ;-:;
@ pleta, ou parte della, eom a pressao do ar. @
Tambem lem para vender agua denlifrice do $
Dr. Pcrre, c p para denles. Una larga do
Rosario n. 36 scsuudo andar. j{
3@
J. Jane dentista,
conlina rezidir na ra Nova, primeiro ailar n. 19
___________ 'r seja ptiiiiiio csse rrimc inaudiiio. iiurn
Sfe8:M9 porque nao poe isso empra.os I,m2
T t) ur. sabino Oleuano J.udcero Piulio mu- S& rereio .le .-:.!,.r ^. i,...r j._a. ;__i
O Dr. Sabino Oletearlo J.udgero Pinho mu-
l d.ni-se para o palacete da ra de S. Francisco
'mundo novo) n. 68 A.
5 i*^-***M*a*...-, >uccc',c """" Kenle Doa Se c" "* macacos
6 VS 4iSSe ">c mordam! Emlim Sr. l.grado, apezar de ler obri-
Ao COmmetTlO. gares a ruinnrir. lodaiin. .oururme m.. r.\.-1..-.....i..
'^erp~d^'^a-2-ei-
-dJS'pS m" miar" v!r "e SS^ PnC,m-
campas, ele : no mesmo i,f r,co' lumu's.
sentios. mesmo lugar se moslram ricos de-
de &de^Ve'Mfad..T^ana^d0.,,obn,do da rua-
ingle/, fabrica ddcober.r m T,de T" pa,en,e
los: Eglise l.ondm. n M'l .mus'ri"lorJ de u~. generosame te -rU ica^1 ,:qucm desc"l>"r sera
sobrado. r'""do, levaudo-o ao sobredilo
! PROGRESSOS A' ARTE 1
8 DE DAGERRE CRYS- |
k TALOTYPO.
NOVA DESCOBERTA DE TIRAR
RETRATOS INSTANTNEOS
i
i
i
Ai roupa* clara* tao a. melhore para i
este fim.
iiabaii."r i,ss8na uiel'dr, T"' ,1U?aCi,,,a dedescobrir ora <
Sd,0dade.relra,ar """'^ Pr me0 "a (
Tambem limpa retratos amigos I nao es- I
tanda arranhados dando-lheso mesmo vi-
reram. M '"^ hon em^ue (
JL?11!1'0160'"16"10 CTi comrdfilamenle !
5 ?0n:' r-'C05 1uadros- "s.wssolet.s,
.ceTro\Ptr.ra9Cal,,,'e,eS-A,e"''-4-'-(
Joaquim J. Pacheco.
i
LOTERA DO THEATRODE sTSSl!
Oeautehsta Antonio Jos Rodrigues
deSouza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico que sus bilhetes, e taeios bill.etes
e cautelas da lotera cima, se acham a
yenda pelos precos abaixo as loiasdocos-
tume. O mesmo cautelista se obriea a
de 0^000x0 U),e de-1:000.S000, caso rj
seus ditos b.lhetes inteiros e meios billie-
tes os obtenham, os quaes vao por elle
rubricados ; '
Bilhete inteiro
Meio bilhete
Quarto
Oitavo
Dcimo
Ao commercto.
O abaixo assignado. convencido do muito que con-
vida cstabelecer-se cm Pernambuco uma aula em
que a mocidade, que se deslina i carreira do com-
mercio, podesse pralicamenlc adquirir os condec
menlos necessarios, para bem desempenhar as func
cues de caixeiro em qualquer escriplorio nacional ou
cslrangeiro, apezar de reconhecer as suas poucas
haliilitaroes para um semclhanle maEslerio, vendo
cora ludo, que oulros muito mais habilitados se nao
tem ate aqu proposto a isso, vai elle, confiado uni-
camenle na pralica que tem de alguns annos, abrir
para esletim uma aula, na qual se propoe a ensinar
a fallar eescrevera lingua iuslczaea franceja, con-
labilidade e escriplurarilo cqmmercial por parlidas
.dobradas. As ficOes de cada uma das duas lingual
serao em dias alternados, c para qne os alumnos
possam cm breve falla-las, nao se lites consentir
que depois dos primeiros Ires mezes de licao fallem
na aula oulra lingua, que ralo seja a da classe res-
pectiva. A abertura lera lugar no dia I. de deselem-
bro, c as pessoas que a quizerem frcqiientar sede-
verflo eom antecedencia dirigir loja dos Srs. Goo-
vcia & Lcilc, na rua' do Queimado, aonde pdenlo
lambem obler as mais informaces, que a respeilo
desejarcm. Adverle-se gae^a "m'alricula s eslar
aberta al o lim desle mz, e que depois desse dia
nao se podem admiltir mais alumnos durtfnle esle
anuo.Jote da Maia.
Domingo 20 do corrcnlc sahio luz o primeiro
numero do Croco, peridico Iliterario e recreaiivo
dedicado ao bello sexo, e acliar-se-h exposlo ven-
da na rua Nova n. 52, loja de Boavenlura Jos de
Castro Azevedo, onde se recebem todos os escriptos
que esliverem cm termos habis e decentes, assim
como assignaluras de 80o por 12 nmeros, con-
tar do 1.", pasos adi.inla.los: ad.erle-sc que aos
sabbados (arde j pdenlo os asignantes ir recc-
be-lo na dita loja.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n- 13, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por preco commodo
"a
OQ'crece-se uma criada para ama de ..
qual tem bassante pntlica: na Boa-Vista rua da (
-ia n. 16.
Homceopathia
CLNICA ESPECIAL DAS M0- (A
LESTIS NERVOSAS. S
Hvsteria, epilepsia ou gota co- ^
ral, rheumatismo, gota, paraly-
sia, defeitos da falla, do ouvido e
dosolhos, melancola, ccphalalgia (
ou dores de cabera, enenaqueca, fA
dores c tudo mais que o povo co- (A
nliece pelo nome genrico de ner- 2
i vos- B
As molestias nervosas requerem militas ve- W
I les, alm dos medicamenlos, o emprego de {)
oulros meios, que despertem ou abalam a S.
seiisibilidade. FVsies meios possuo eu agn- w
ra. e os ponlio a disposicito Consultas todos os dias (de erara para os Jjl
pobres), desde s 9 horas da manlia, al w)
I as duas da larde.
As consallas c visilas. quando nao poderem
! ser feilas por mim, o serao por um medico
de minlia maior coulian^a: rua de S. FYan-
cisco (Mnndo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino
1 Olegario Ludgero Pinho
m
No paleo do Terco n. 22, precisa-se alugar r
preto para todo servigo, que seja possanlc e fiel.
O Ihesourciro das loteras avisa que arham-se
i venda nos lugares do coslume os bilhcles da lote-
ra do thcatro, que tem de correr no dia 20 de se-
lembro : praea da Independencia, lujas n, 4 e 15
rua do Qucimado, loja n. 3!) ; l.ivrainento, botica'
n. 22; rua da Cadeia do Rerife, botica n. 61 ater-
ro da Boa-Visla u. 18, rua do Cabag, botica do Sr
Moren a. c rua do Collegio n. 15.
Alugam-se os Ires andares da casa da rua da
Cadeia do Recife u. 30 ; a tratar na loja da mesma
Anlouio Joaquim Teivcira Baslu, deixou de
ser caixeiro dos Srs. II. Isaac & Companhia, desde o
dia 22 de agosto correule, o mesmo siippe nada de-
ver a pessoa ilguma, no entonto se alsuein seinlgar
seu rredor de qualquer quanlia que possa 1er olvida-
do pagar, poderiio prociira-ln no prazo de 3 dias,
na rua da Cadeia Velha n. .50 A.
OSr.logrado, queassesura vendercm-sebilhe-
tes de lotera recQiihccidamenle trancos, e que lam-
bem suppoe que o autor do auuuncio contra o Sr,
M. A. F., he o abaixo assignado, porque n3o sahe d
detraz da corlina eassisna scu dourado nome? Ser
preciso ir a Coimbra pedir cnnselhos a seus lnles ".'
Ser mesmo neccssario solicitar do papa licenra para
isso? Ora, Sr. losrado, nflo se acaulie por 13o pou-
co, declare por alma de seus defnaos, do cuntrariu
lalvezmo obrigne a dedirar-llie alsuraa serenata,
pois multo quizera moslrar-lhc como se paga impos-
to, aluguel de loja c ordenado de caixeiro, c al co-
mo e de que forma se vendera bilheles falsos, embo-
ra que para isso me seja preciso despender algum
cobrmlio, e de mais ao Iilm. Sr. logrado corre-llie o
direito de denunciar polica o criminoso, para que
seja puuido csse criincinaudirtn, porque o nao faz '!
porque nao poe isso empralos limposV ou S. S. lera
receio de rahir em logro, dando.como l diz o adagio,
cora os burros n'agoa ou o nariz na bigornia, como
succcdc a muita gente boa I Se cu duvdo macacos
""Ti "J Vende-se superior chocolate fran-
cs, camisas francezas eom peitos de linbo
e de? madapolao, aberturas para camisas
de linho e madapolao, espingardas fran-
cezas de dous camos para caca, superior
kirche e absintho, tudo por preco com-
modo : na rua da. Cruz n. 26, primeiro
andar.
Armazem de materiaes e carroras de alu-
guel, na rua da Concordia.
Vondc-se no armazem da roa da Concordia, ulti-
ma casa ao ul do lado do nascenle, em cuja frente
e oitao tem labolela rom o dstico cima, muilo bom
lijlo de alvenaria grossa, dito batida, ladrilho qua-
drado e comprido, lapamenlo, le lia. barro, cal bran-
ca c preta, ara grossa e de fingir, em grandes e pe-
quenas porcoes, e manda-se por na* obras, por pre-
cos eommodos. No mesmo alugam-se earrocas para
comtuceao de qualquer objecto para dentro e fra
da cidade.
Vende-se um cavalln alasao que anda baixo e
esquipa, he muilo novoe sem achaques: quem pre-
cisar, drija-se rua do Queimado n.20, que adiara
eom quem tratar, e dir-se-ha porque se vende.
Vende-se nina casa de laipa, sita no lugar dos
Apipucos, eom uma sala, dous quartos, coiioha e
quinlal lodo cercado, por OOSOOO : ca rua Nova
n. 16.
Vende-se uma carrora c junlamenle o cavallo
mellado bem conhecido em Paniameirim e Monlci-
ro: a tratar na rua Direila n. 10.
Vendetn-se saccas eom milho : na
loja n. 20 da rua da Cadeia" do Recife, es-
quina do becco Largo.
Vcndcm-se 10 travs de 43 palmos cada uma de
superior qualidade: quem as niesmas quizer com-
prar dirija-sc ao Forle do Mallos rua da Codorniz
taberna n. 8, que achar eom quem tratar.
Vende-se um cavallo ruro eom todos os anda-
res, e bastante gordo: a tratar na rua de Horlas
JARATO SIM, FIADO NAO-.
A lOsOOO rs. o corte e iO rs. ocovado!
Na rua do Queimado, loja n. 17, ao p da bodes,
lem para vender o mais modernos corles de vesli-
iiosdcgazedcseda, corrf 18 covados cada corle, ou
610 rs. cada covado. Esla hiende he a mais propria
e delicada que veio no ullimo navio do Havre, par
vestidos das senhoras do grande lom; dao-se ai
amostras eom penhores.
\ endem-se relogios de patente e
honsontaes de ouro e deprata, e de prata
dourados, poi preco commodo : na rua
da Cr uzn. 2G, primeiro andar
_-------- ",........"- --.--, .'l'.'.-n "I' III nuil-
gares a rumprir, todava, conforme me for tocaudo,
dansarei..tluonio Jos de Furia Machado
COMPRAS.
il.sOOO
.SOO
2.V800
1.S00
LsoOO
'700
10:00090(10
5:00030110
2:50(0(M>
1:jUJ0OO
1 OOOjjOf.'O
500SOI < i
" em parles a juros,
rom penhores depuro oo" prau "l Hrares a J"^
Rosario n. 7. P "" rua 'reils do
to^SSfSt1.,,e Hpa,iro:
- Ka rua daC.u/.n. 26, primeiro an,
dai, te n uma carta par., ser entregue em
mao propru, ao Sr. Dr. Alien J^
Siendo ira.
- llona'rato Joseph de liveira Fiaueiredo e
Vigsimo
sol7a,'!gi-e MU 'n ,ren,c d0 P"meiro andar do
criniorio"".L," ?" Cr"z com eon""wos paraes-
rr.ptorio. a lr.a(ar no armazem n. 25 na mesma rua.
Dao-se bolos de vendagem ; no lar-
go de S. Pedro, sobrado de um andar
n. 9.
norlSl-"^ na rua Nova'," 5l!'e,|,,Cn *" "a **> : a *
JaTir'.;1!!':1 'r',0ln;"i,, da Conceirao vai ao Ro de
"'l'ii en,s"a 'omP*n>"-' e uma prela forra de nome Matildes.
c-isTnrsF2J.M r"a ?" C'07< W"*0 3ni" ''a
de ra, :TJ- Pr?Pno P"" escriplorio on morada
raesmo = Ual-'Se no le,ceiro alldar uo
hZ,? i'1'''!'" ass'l",f,Jo. eipili") di barca ngleza
M O bn-harel formado eiiVi^aTn^,ti,s. lierT%
nardo l'ereir do Carino Jnior, avisa aos j
g Ihmcl.ca, algebra e geometra, c aos que KS
ES imbemsequizcremapplicara essas discipli- W
m as, que no dia I. deselembro prximo vin- ^
g douro dar., principio as suas licoes. na rua M
g -Nova, sobrado n. .56, das 4 as 5 ,'j horas da B
M lardft
CHIUSMA NA OR.1EM TFRCEIRA O cIifU?
O fcxm. eltvm. S,r. hispo de Pern.mbuco. eonbe-
cendo a cscacez de meras da veneravel ordem 1er-
eeirs do Carmo desla cidade, para levar a enViin a
rdeme anhelo de construir o sen ho'pit^p^a er-
vicdeverdadeiroahergue para seus irmaos desva-
lidos, se dignou por sna benevolencia, c a pedido do
prior, em nome ,1a actual mesa regedora, mi"i, ,"
aos fiis o Sacramento do Chrisma, na igrja da n-es
ma ordem. nos dias de domingo 2.c 27 desle mez
pelas 10 horas da mauliSa, e applicando as esmolas
da baca a prol d.quella pa obra. O irmao prior
espera da religiosidade de seus irmaos lerceiros e
mesmo de lodos os lie amaules da niesma venera-
vel ordem, que se bao de prestar e concorrer a esla
acto da oossn religiao e^lo qual resulta grande uli-
lidadea ine,ma ordem, rTevido a nalural munificen-
cia de S. fcxc. Rvma.,,j| quem a veneravel ordem-
inulto se unina de ve-Io encorpnrad no cilbalago
'ios seus irmaos.Francisco Pinto ,1a Cotia Lima
prior. *
Chegou a loja do CardeaL na rua
do Rosario, o novo rape rolaofrancez, por
Preco commodo, para os amantes da boa
pitada.
Os abaixo assigpados, donos da nova loja de oori-
ves da rua do Cabiiga n. 11, confronte ao paleo ua
malrizerua Nova, fa/em publico que estao'comple-
tamente sorlidos dos mais ricos c bellos goslos de lo-
das as obras de ouro, necessarias tanto para senho-
ras, como para liomcns e meninas, e conlinuam os
precos sempre muilo em conta ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras que venderem a passar uma
conla com responsabildade.especilicandoa qualidade
do ouro de 1i ou 18 quilates, ficaudo assim sujeilos
por qualquer duvida que apparecer.
., Sera fim & Irmao.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA,
professor da arle de msica, olTercce o seu presumo
ao respeitavel publico para leccionar na mesma arte
vocal e iuslrumenlal, tanto em sua casa como em ca-
sas particulares: quem de seu presumo se quizer
utilisar, drija-se rua do Arago n. 27.
Da-se dinheiro a juros em pequeas quanlias,
sobre penhores de ouro e prata : na rua Velha
u. 55.
I.ava-se'e engomma-se com loda a perfei^lo o
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
?9 O r. Joao Honorio Bezcrra de Menezes, i\
formado emmedcini pela facoldadeda Ba- S
lua, conlina no exercicio de sua profisso, na &
rua Nova n. 10, segundo andar. $
James Crabrree & Companhia fa-
zem sciente ao publico, que a bem conhe-
cida graxa ingleza n. 97 s se vende no
seu armazem, rua ricas de 15 duzias de potes, e a preco de
O.yOOO cada barrica. O publico he con-
vidado a prestar toda a sua attencSo para
o papel que cada pete desta grava traz, o
qual mostra o nome do seu verdadeiro au-
torDay & Martin n. 97Holbon Lon-
don, alim de nao confundirem-na com
outra graxa do mesmo numero, e que
tem sido importada ltimamente, mas
rjue no entretanto nao he daq'tiellc autor.
O abaixo assiguado. herdero do finado Joao
Firmino da Costa Barrada, declara que, exislindo
nina le lia perlenccnlc aomesmo Jolo Firmino, acei-
ta pelo major Francisco Antonio l'ercira dos Sanios,
ja fallecido, provenienle da venda que lhe fez do
engenho Tenlugai. a qual ledra he da quanlia de
:i:0OO3O00, e se ach vencida desde .'11 de julbo de
1835, cromo ignore em poder de quem ella exisla,
roga a qualquer pessoa que souber ou n4iver,declare
por esle Diario, assrgurando-lhc o abaixo assignado
suagraldao porum lal motivo.
Joao dajlocha 11'anderlei/ Lint.
i m COXSl'LTOBIO I
DO DR. CAS&NOVA,
B RUA DAS CRIZES N. 28, ^
^ aeha-se i venda um grande sorlimenlo de S
& rarleira de lodos os lamanhos, por piceos 3
^ muilo cm conta.
ig Emenlos dehomeopalbia. vota. 6^000
'i onca de Untura a esculla 19000
Tubos avulsos a escolha a 5O0 e :lll
Compra-se uma cachorrinlia bem cabelluda,
do reino, pequenina, para uma menina brincar: na
rua das Cruzes n. 2.
Compram-se8a 10 milhcirosde cachimbos de
barro :qem tiverannnnce para ser procurado.
Compra-se um escravo, pardo ou preln, anda
moco, que seja boliciro, e com preferencia se tam-
bem Hir sapalciro, sem virios e molestias, e que se
venda por algum oulra eirrunstancia : quemo l-
ver, drija-se rua larga do Rosario, loja demiiide-
zas- n. 26, que adiar com quem tratar.
Compra-se ou bypothoca-sc uraa casa terrea,
sendo em ras frcqiienUds e no bairro de Sanio An-
tonio ou S. Jos : quem quizer fazer algum dcslcs
negocios, drija-se a rua da Viraclo n. 9, ou an-
nunrie.
Compra-sel par de easliraes. lapparclho para
cha, 1 espcvitador e bandeja, e 1 faqueiro, Indo de
prata de le, sem feitio : a fallar na rua das Cruzes
n. 10.
Compra-se uma casa terrea em qualquer uma
das freguezias desla praea, al o valor de 1:000S000,
oslando desembarazada : quem quizer anuuncie.
Compra-se um cord.lo de ouro, do imprmen-
lo de uma vara, pouco mais ou menos: a tratar na
rua do Collegio n. 16, com M. V. Franca.
A500rs.
Chales brancos de cambraia adamascada' e borda-
dos, pelo diminuto preco de 500 r. cada um, atoa-
Ibadode linho para mesa a l$00tt rs. a vare : ven-
de-se na loja de Gregorio & Oliveira, roa do Ouei-
madon.7. 0
Fil de cores.
Vende-se na loja de Gregorio & Silveira rua do
cumnnrt n T ,ir____ ..-.-,.
^Kf' TS0* Cambrai'' >>rdado a 13600,
15800 e a J-5000 o par, golinhasde cambraia borda-
das de ponto de cadeia, proprias para roupSo de ie-
nhora a 30, 400 e a oOO rs.
PICHINCHA.
yendem-se-12 pares de meias de ,|aodao rmai
muito boa fazenda porJ, grvala, prelas de molla
a 15280, sem molla a Ij.corles de cuteles de curcu-
rao de seda a 15800 e dilos de fuslao finos a
15600 : vende-se na loja de Gregorio Silveira
rua do Queimado n. 7, dcfronle do becco do I'eixe-
frilo.
l'arinha de mandioca de Sania Calharina, mui-
lo nova e de superior qualidade : vende-te a bordo
da polaca Cndor ; a tratar com ocapilo, ou com
.Manuel da Silva Santos, na rua da Cadeia n. 40.
Vende-se um sobrado de um andar, sito i.a cua
de S. Concalo n. 27, chaos proprios, prximamente
reedificado, coiu os oites de paredes dobradas, na
frcnle um andar c pela parle de delrs dous, com um
pequeo lerraco e bom quintal todo murado rom ca-
sa no mesmo, eeujo ren.lmenlo he de 3O$000 rs.
mensaes: a Iralar na roa larga do Rosario n.48, se^
gundo andar
VENDAS
a
LOS DE RESIDENCIA.
Tiram-se passaportes, tanto para dentro'
como para lora do imperio, e ttulos de
residencia, por muito commodo preco:
quem precisar, dirija-se a rua do Crespo
n. 10, loja do Sr. Jos Goncalvcs Malvei-
ra, que.achara' com quem tratar.
Quem quizer compar uma muala
moca, e pcrfeita em todo servico de tima
casa de familia, procure-a na rua Nova n;
OH, segundo andar.
No dia 16do esosto de 1851 s ;| horas da larde,
desappareccu desla villa de Scrinhacn, a cabra Jo-
auna com os signaos segiiinles, 14 annos. altura re-
gular umjantuseeca, cara euai i/, chalo, hocra grande,
tem a flor do roslo um lano manchada, bem romo
lirado e peilo : roga-se a qualquer autoridade oo
pessoa do povo que apprebendam. dirijam-se nesta
villa a casa de Filippe Simes da Silva, que ser era-
URCMO de sea Irablho com eenernsidade.
PLBLICACA' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mcz de Mara, adoptado pelos
rcverendissinios padrescapiicliinhos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhor da Conceico, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosat edefl. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria ir. 6 e 8 da praea da
independencia, a igOOO.
Arroz pilado.
Vende-se arroz pilado da Ierra, ni i lando o do
Maranhilo, por atacado c a retalho, por menos do
que cm outra qualquer parle: na rua da Praia, ar-
mazem de carne 11. 49.
TOAL.HAS
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das com 9 palmos de comprido e 6 de largura a 28,
guardanapos da mesma qualidade a 356OO a duzia,
toalhas para rosto tambem adamascadas a IO9OOO a
duzia : na rua do Crespo, loja n. 6.
Vendem-se fazendas de radas asqualidades por
muito menos de seu preco primitivo, nicamente
para liquidadlo: na rua da Cadeia do Recife, luja
$) KAZJNDAS BARATAS. Wk
6A \ endein-seBcassas francezas de barra a /gt
I56OO o cor* cutes de rhila muilo fina w
com II '. M^mJaOOtl, veslidos brancos (g)
de cambraia fpSHX), dilos .le I a .1 babados 2*
. a I5IHMI, .lili de seda escoceza eom 2el W
(&) habadesa \i-tfO, Ifla escocezaa720 o co- (l
i \'";"' r"'ncir4P*sinbraia a 25OOO, rapo- Z
y luidos de iliUjtom^ifees a .55OOO, chales ()
,A de algodao a nOOO, dilos de laa e seda a f/*
*" 2KHX) e -'>.)00rBHo de seda muito linos e
EB de gosto a i.-sOO, dilos de cambraia com
franja a 1M40j#ieas finas para senhora a
. .1-5200 a duzia, lencos de cambraia com bico
B a 280, alpaca prela muilo lina a 640 e 720
f% covdo' e oulras muilSs fazendas que se
W vendem baralascom dinheiro visla, dan-
(A do-se amostras de tudo com penhores : na
7 rua Nova, loja 11.16, de Jos I.uiz Pereira
g> & Filho.
A V.S'oOQ, dinheiro a' vista.
Corles do, cambraia de barra franceza, com 8 va-
ras, c um melro de largura, pelo barato preco de
.4>500 : vendem-setna loj de Gregorio A Silveira
?rua do Queimado ni 7. '
Vende-se vialfc engarrafado a 13000, 1*280 e a
IS600 a garrafa, Q liuto a 400, 480 e .560 a garra-
fa, azeile doce de|gboa a 61(1 a garrafa, manteiga
ingleza a i20 e a 9J0 rs., azeite doce em garrafas
francez, a 800 rs., doce era frascos, dito de ginia'
a duzia 65OOO, e a retalho a 640 cada um, cha da
India lino a 25240 e 2560, dilo brasileiro a 19600
ea l|990a libra, arroz pilado a 80 rs. a libra, ea
2-5400 em arroba, milho alpisla a 120 rs. a libra vi-
nagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa, e outros mu'ilos
gneros por preco commodo : defronlc da matri n-
88, quina do Hospicio.
? Palitos francezes. f
Vendem-se palitos francezes de brim de li- @
W nbo e brelanha a :te500 e 4,5000, ditos de al- @
& paca prela* e de cores SOOO, dilos de pan- ft
W no lino preto c de cores a 14, 16, |s e 20>,
@ 11. I6,de Jos I.uiz Pereira & I'illio. $b
Vemle-se um sitio livre e desempedido, na ci-
dade .le I Huida. 110 lugar da praia de S. Francisco
quem o pretender, dirija-se Kra de Porlas 11. 15
sobrado segundo andar, que achara com qucm'tralar.'
Farinha de mandioca/
Vendse superior farinha de mandioca, cm saccas
grandes de alqucire, cogulada, c por preco commo-
do : na Iravessa da Madre de ll.cos, ou a rua do
Oueimado 11. 9, loja de Anlouio I.uiz .lo Oliveira
Azevedo. t
A 210, dinheiro a' vista.
As chitas francezas que se auiiiinciarain a 280 o
covado, sendo de 2, 3c 4 cores na eslampa, vendem-
se boje pelo baralo preco de 240 o covado, sendo as
mais modernas em padres : na loja de Gregorio A-
Silveira, rua do Queimado n. 7.
Sedas.
2 Vendem-se sedas lisas furl-cores, de gosto
B o mais delicado que lem vindo a esta prara, J:(
pelo baratsimo preco de 1280 rs. o ova- I
I do : na rua do Queimado, loja do sobrado
I amarello 11. 29, de Jos Moreira Lopes. ?
i@>B@@ @@it@a9
Pentes de tartaruga.
\ ende-so na loja de Gregorio^; Silveira. rua do
Queimado n. 7 defronlc do berco do Peixe-fril0v
Peines de tartaruga para senhora a preco de 45 e
; chapos de seda e de crep para senhora tendo
algum dereilo pelo baralo preco de 59 e 6 ; Iuvs*
de pellica lisas a 500 n. o par, ditas enhiladas a
ew rs, o par ; lencos de cambraia brinco* de marca
grande a J20 cada um.
Muito barato a dinheiro a vista.
Chapeos francezes para homem a 6600, alpaca
mesclada propria para palitos com orna vara de lar-
gura, o covado 900 rs. ; corles de casemiras finas a
Mam ; ditos de dilas de cores escuras a 48500 ; se-
tim prclo macao o covado 3000 ; dito de dilo su-
perior a 1JS600 ; cortes de brim pardo de puro linho
a 15.JOO : casineta toda de lia com mofo, o covado
a juo rs.-; castores incsclados Oxovado a 280 ; brim
delinbodcquadrosacovado 260; lencos todos de
seda a 13400 e a 1600: vende-se na loja de Gre-
gorio A hilveira, rua do Queimado n. 7, flefronle
do becco do l'cixe-frilo.
Vendem-se 12 barril de mel de 4 em pipa,
proraptos a embarcar : na rua do V gario n. 14.
Vendem-se corles do chita franceza larga, de
cores hxas e bons padrfes a -29000 cada corle : na
io|a ue 1 portas, na rua do Queimado n. 10.
r-ROTECCAO'AOPQVO.
r 320 rs.
uissa rranceza para vestido com delicadas cores e
lixasrengracados desenhos e muito bous pannos, por
20, s. ocovado, dinheiro a visla, no dcixar de
granar aos bons paisde familia, que com economa,
desejam o aceio: na rua do Crespo, loja 11. 12, de
Jos da Silva Campos & Companhia.
VENEZIANAS.
No aterro da Boa-Vista n. 55,
ha iim sorlimenlo de veneziana* com filas verdes
de linho c de lita, com caixa e sem ella, e lambem
coucerlam-te as mesmas.
Dinheiro a'vista.
Venilcm-se arfaaeadas segiiinles, por baratos pr
Chitas rrance'zasjarga*, o covado
Ditas d9 colletfeTnira,
Dilas de ditas dilo
Risrades clmelos para vestido, o covado
Ua para vestidos, dilo
CHITAS BARATAS.
9 \ eudem-se chitas finas d cores fu, de 5
9 padroes novos, claro* e escures, pe|o baralo H
* preco de 120. 140, 160 e 180 o eovado, dan-
do-se amoslras com penhor : na rua Nova, 0
: loja n. 16. de Jos I.uiz Pereira & Filho. tt
Na rua da Cadeia do Reciten. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem vindo a
este mercado.
Porto.
Bocel las.
Xercz car de ouro,
Dito escoro,
Madeira,
em caixinhas de uraa duzia de garrafas, e visla da
qualidade por prec.0muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA. ,
Na roa da Cadeia do Racife n. 50 ha para vender
barrls com car de Lisboa, recenlemenle chegada.
Taizas para engenho.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann. na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tanas-de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
les *
ira il.'t
J
Alpaca escoceza. di
Corles de chita ii
dos a
Dilos de dila M
Meias para senhora.
Dilas para dila mais .,
Borzeguins para senhora
Romeiras de fil para senhora
Lencos de relroz de todas as cores
Dilos de lorral ^.-^
Toncados paVaJaaJft*, aillima moda
Cofle de yeUMfcji** franceza
Ditos de dilo dedU '
Ditos de cambraia de lpicos
Cassas francezas de cores fixas, a vara
Ditas de cores escurss, dita
Corles de cambraia com 8 varas
Ditos de seda de quadros J
Dilos de dila lavrados /
Chales de relroz de 4 ponas
Grande sorlimeulo de manteletes a
eos de 10o000, 129000 a
e oulras muilas fazendas .
conla, na loja da estrella*,
rua do Queimado n. 7.
BRIM Bl
Vende-se brim Ira
dilo escuro de quad__
rs.: na rua do Crespo n
220
180
200
160
600
.500
29600
19600
240
320
31800
49-500
800
19100
59OOO
29000
woo
;i9-200
600
480
39000
. 1.59000
209000
209000
pre-
149000
se vendem muilo em
Gregorio & Silveira,
COR.
a 500 rs. a vara,
ilinhoa 600 e 720
Aterro da Boa-Vista n. 55.
Vende-se um cabriole! nov, de
bom goslo.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs., dilos hraneos a
1-5200rs./ ditos com pelo a imilacSo dos de papa a
19100 rs.: ua rua do Crespo loja u. 6.
v Jh*-X& l,E CERA DE CARNAUBA.
vertrtem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 e 9
em da melbor qualidade que ha no mercado, fei-
las no Araraly : na rua da Cadeia do Kecife 11. 49.
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vndese cera de carnauba do Aracaty : na rua da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
. Chapeos de sol muito grandes, com cabos de
raima e baleas, muilo fortes, de seda de todas as co-
res equalidadcs, lisos e lavrados, proprios para a
chuva. por preco muilo commodo ; na rua do Col-
legio n. 4.
IM i: DO
DR.P.A. LOBO HOSCOSO.
do Stolle em Berln, empregado, as co-
lonias inglezas e holiandezas, com gran-
de vantagem para melhoramento do
auucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Vende-se fumo em folha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Comes Si Com-
panhia, na rua do Trapichen. 1C.
Ifteposito de potassa e cal de Lisboa.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, continua a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem em pedia : tudo por preco a
satisfa/.er aos seus antigos e novos'fre-
gueses.
Cola da Bahia, de qualidade esco-
lhida, e porprerb commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
parjjjiav
v Louca vidrada, recebida ha pouco
d Babia, com bom sortimento : vende-
na rua do Trapiche n. 16, segundo
_ dar.
* Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
Vende-se superior farinha de man-
dioca de Santa Camarina, em saccas por
preco muito commodo: a tratar no arma-
zem de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da Alfandega,* 011 com Novajs & C.
na roa do Trapichen. 5i, primeiro an-
dr.
Vende-se farinha de mandioca: abordo di po-
laca Cndor, ou a tralar com Tamo IrmAos.
CHAPEOS DE SOI. A 49^00.
Pa rua do Collegio n. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda pretos e de cores, r.rmaco de balea, ra-
bo finos, os quaes avista da qualidade ninguem dei-
xara de comprar, e oulras muilas qualidade*, por
preco razoavel.
Belogios inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
& Castro, na rua da Cadeia do Recife n. 4.
Vende-se uma balanca romuna com lodos os
seus perlcnce*. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Crui, armarem n.4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & CompanJiia
em banto Amaro, acha-se para vender
moendasdecannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
PARAAFESTA.
aeunado ... 7 defrontedo becco do Pede Frito, n- c ... PARA A EES.TA.
dee.n-cs, sendo branco. prclo, cor de rosa, verde, SeH'nS inglezes para bomem e senh ora
amarello e cor de clnza, pelo diminuto preco de 4W K. ^_-<*, ** C 8enh OTa
:i vori manmuffM ria ..__> '. ...
Vendemie ellinsinglttes de c-
lenle, cora lodo, o* nerlencM rt. n,.
Ihorqoa.idade^K^.r,
mercado, liso, e de burranoel fr
preco nnilo commodo : era casabe
AdamnajjHnnie ceca^ohfa, rBa
do Trapiche n. i2. '
ROB LFFECTEDR.
O nico autoritado por decito do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recommendam o arrob-
l.all'ecleur. como sendo o nico autoosado pelo g0_
verno e pela Real Sociedade de MedRrna. Este me-
dlcamenln d'um gosto agradavel, e fcil a tomar
em secreto, est era uso na marinha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempos
com pouca despeza, sera mercurio, as alferces da
pclle, impingens, as conseqoencias da* sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade etlica e
da acrimonia hereditaria r'os humores; convm. aos
catharros, da beiiga, as contracfoes, e i fraqueza
dos orgos, precedida do abuso das ngeer&es ou de
sondas. Como anti-syphililico, o arrobe rara era
pouco lempo os fimos rcenles ou rebeldes, que vol-
vem incessanles aem consequencia do emprego da co-
paiba, da cubeba, ou das iujecroes que represn-
talo o virua sera neutrllisa-lo. O arrobe LaOecleur
he especialmente recomraendado contra as doenras
inveterada* on rebeldes ao mercurio e ao jodorelo
de potasio. Venderse ero Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Anlouio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ra de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar ume
grande porcao de garrafas grandes e pequeas, vi-
etas directamente de Pars, de casa do 8r, Bovveau-
l.anecleuv 12, ru Richev i Pari. Os formulario
'.'""t** 8f,,is em casa do agente Silva, na praea ds
D. Pedro n. 82. No Porto, era casa de Joaquim
Araujo; na Baha, Lima 4 Irmaos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro. Rocha & Filhos, e
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joo Pereira
de Magales Leite; Rio-Grande, Francisco de Panr
la Coulo 4 C.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se castas franceza* de muito bom
goslo, 320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
'arinha de S. Aatbeus.
Vende-fe superior farinha de mandioca
muilo nova chegada de S. Malheu* e por 1
preco commodo, a bordo do hiale Audaz tur-
to no cae* do Collegio, para porees noque
se far abale de pre;o: lrala-*e no escripto-
rio da rua da Cruz n. 40 primeiro andar.
SALSA iK! ffif
*\
0 arcano da nvencao' do Dr. Eduar- nov e de superfor qualidade em 'rosol peqnenos
1 Stolle lm Rprltn. fmr\rtcraAr% n-*m n*. vende-sena travesa da Madre* itm Ttmnm tm,..m
Na loja de quatro porlas na rua do Queima- M
I do n. 10, ha um completo sorlimenlo d% cor- S
I les de casemiras de cores padroes modernos, 3
| e pelo baralo preco de 19800 rs.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e def'ron
te do Arsenal de Mariana lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estranfeita,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existen) quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
preqos sao' os mais eommodos.
Vendcm-sc as seguinles obras de homeopalhia em
Trancez :
Manual do l)r. Jahr, 4 volumes
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harthnian. tratado completo das molestias
dos meninos. 1 volumo
A. Teste, malcra medica bom.
le Fayolc, doulriua medica bom.
Clnica de. Slaoueli
Carling, verdade da homeopalhia
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas
Diccionario de Njslen
16000
169000
109000
89000
79000
(iSOOll
49000
POTASSA BBASFLEIBA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
1 e baixa,
In : ua roe
-- w w,. -j.v.,.^ uHuiiiiBu*! vea iuiui
vende-se na Iravessa da Madre de Dos, armazem
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da rita do Azeite de Peixe,
li, ou a tratar no escriptorio de Nov
& Companhia, na rua tlu Trapiche, fl.
Vcude-se um excedente carrlnho de 4 ro
mui bem construido,eem bom eslado ; eil lipi
na rua doAragio, casa do Sr. Ntima n. 6,
dem os prctendenlcs examina-ln, e Irslar do aju
com o roesmo senhor cima, 011 na na di Cruz
Kerife n. 27, armazem.
Vendom-se a 3j sacca* pavioes eom arroz de
casca: no armazem defronle da porta Ja alfandegt.
QUEMSE PRESITOS.
Na rua da Cruz do Recife no amaten) n. 62. de
Antonio Franrisco Martin, se .ende os mais sope-
riores qusijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barra ingleza l'alpa-
raito.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de onro de abnete, de paten-
te inglezes, da melbor qualidade c fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na rua de Vigario n. 19 primeiro andar, letn a
venda a superior flanella par forro desellins che-
gada recentemente da America,.
Moinhos de veTOo
'ombombasderepoxopan regav^
de capim, na fondlca de D. W. Bo
do Brum ns. 6, 8c 10. + 1
Padaria. ^
Vende-se uma padaria muitoafreguezida: a tralar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Chtistao-
Sahio a luz a %' edicao de livrinho denominado
Devoto ChrisISo.mai* correcto acretcentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praea da In-
dependencia a 640 r*. cada eiemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um so panno, muilo grande* e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crepo, leja da
esquina que volla para cadeia.
CAL E POTASSA.
V ende-se superior cal de Lisboa c potassa da Rus-
sia, chegada recentemente : na praea do Corpo San-
to, trapiche do Barbosa n. 11.
V ende si uma preta da Osla, boa quilandei-
ra ; na rua de Apollo n. 4 A.
Vende-se uma taberna muito afreguezada para
a Ierra e mallo, no lempo de safra; o motivo de se
vender se dir ao comprador; na padaria do Sr.
Manoel Aulonio de Jesua, rua larga do Rosario
n. lo.
Vendem-se diccionarios do Moraet, 5." edie-
eao.e biblia sagrada pelo padre Pereira. nilida eii-
cardernac&o, a escolher, e por diminuto preco : na
ruafrio Sol n. 23, segundo andar.
VeBe-e uma prela da Cosa, mote, sem acha-
ues, multo sndia, nao bebe esprilos, nle foge, he
engomma, enssboa, cozinha e. vende na rua :
Visla, ma dos Prazeres no* Coellios, 3 cata
.rea direila.
Venderse uma carraca cm bom calado com
um boi muilo bom : quem a pretender dirija-se a
Soledade, na taberna de Bernardino Jos da Costa
qne dir quem vende.
ESCRAVOS FGIDOS.
i
69000
10?000
Na rua do Vinario 11. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grumo, como em vellas, cm cai-
sas, com muilo bom sorlimenlo c de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Cratidao, assim
como bolachinbascmlalasdeKIibras.efarello muilo
novoem saccas de mais de 3 arrobas.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareurl, rua da Cruz do Re-
cife n. -20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 6i000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas
Conde deHatcurl e
das gairafas sao azues.
a fogo
os rtulos
Vendem-se relogios de orro e praia, mai
baralo de que em qualquer oulra parle
na praea da Independencia n. 18 e 20.
Sepotito da fabrica de Todo* o. tanto* na Bahia.
> ende-se, em casa de N. O. Bieber C, na rua
da Cruz n. i, alsodae trancado d'aquella fabrica,
muiloproprioparasacrosdeassucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo. ,
Vendem-se em casa de Me. Calmonl dt Com-
panhia, na prara do Corpo Santn. 11, o scguiile:
vinho deMarscilleem caixas de 3 a 6 duzias. linhas
em novellos ecarrelcis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milaO sonido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Sexuala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, pVimei-
ro andar, tem para vender diversas .mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
scjam,quadrilha8, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.

Anearla e Edw. Bn.
Na rua de Apollo n. 6, armazem do Me. Calmonl
& Companhia, acha-se consmiitemenle bons sorii-
menlos de taixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa romo fundas, moendas iuetiras toda* de ferro pa-
ira animaes, agoa, ele, diUs para armar em inadei-
vfN f. ;uEIWORES DE EM.EM10. machina horisonlal para vapor eom forra de
ditoSSZtZZSTu^S aS*!*" CaVaU^' ccos- aueiSS de ferro estanhado
de UaraT*{*yWt'.T,r """'T- T"""' l"* Casa dePr?r, por menos preco que os de n-
ZE*t2LZdo Crespa, loja da esquina bre, esco Vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
que votia parala cadeia. | liras de (landres ; tudo por barato preco.
Desapparereu do engenho Malemba, no dia 6
do crreme, um mulato de nome Agoslinbo, eom o
signaos seguinles :cr amarellara, baixo, ptrnas
arqueadas e cora bubas pela cara, o qual fol do ser-
13o : quera o pegar, leve-o ao engenho Cruahy, ou
rua da Concordia nesla cidade, cas de Jos M. de
Alhuquerque .Maranhilo, que ser bem recompen-
sado.
No dia 18 do correte,' desappareccu o preto
(.aciano de narao, pcrlencenle aos orpbios de Jos.
Mara de Jess Muniz, he muilo rallador e costuro*
embriagar-se*, desconfa-se que anda com uma canoa
de carreira perlencente ao Sr. Aulonio Bolelho Pin-
to de Mosquita, cuja canoa he de um pao, s e lem
um remend em um lado, e uma taboa do paneiro
quebrada: roga-se perianto a quem o pegar oudel-
le der noticia, ou da dita canoa, de dirigir-se a rua
do Brum n. 28 que ser bem recompensado.
Desappareccu oo dia 17 dn rorrete goslo,
pelas 7 horas da tarde, o moleque AlTonso, de neilo
Camnndonso, idade 20 e tantos anuos, sem barba,
secco do corpo, bonita ligara, hem fallante; levou
cal^a de casemira azul, camisa de algodao, e chapeo
de palha com lila prela larga. Estu moleque foi sem-
pre de boa conduela, e nao leudo motivos para fugir,
suppde-se que lenha sido furlado ; pede-se, por Un-
to. as aulnridades poliriaet ou capiHes de campo, a
sua aoprehensao, pelo que se ratificar, na rua de
Apollo 11. i A.
Desapparereu a 1G de agosto o escravo Bene-
diclo. de idade 24 annos, cor prela, reforrado do
corpo, nariz chalo, parece crioulo. Esle escravo foi
comprado a Manoel Seraphim de Araujo, lavrador
doengenho Jurissaca; cosluma a lugir pra o Cabo,
Sanio Anuo, Ipojuea, Escada, emesmo pelo maltes
dos mesmos engenhos: quem o pegar, poder parti-
cipar na rua Direila n. 1*, que ser generosamehle
recompensado.
Anda continua eslar fgido o prelo que, em 11
le selemhro prximo paseado, foi do' Monteiru a um
mandado no engenho Verleule. acompanhandouma
vaccasde mando doSr. Jos Benurdino Pereira de'
Brilo, que o. alugou para o mesmo fim; o escravo he
de nume Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na (terna direila, cor prela, nadegas em-
pinaiUs'para lora, pouca barba, tem o lerceiro dedo
da miio direila encolhido, e falla-lhe o quarlo: le-
vou veslide caira *zut de zuarle, camisa de algodflo
lizo americano,'porm levou oulra roupas mais li-
llas, bem como um chapen prelo de seda novo, e usa
sempre de concia nacila: quem o pegar leve-o na
rua do Vicario n. 27 a sen senhor Homao Antonio
da Silva Alcntara, 011 no largo do Pelourinho arma-
zem de assucar 11. 3 e 7 de Romao & C, que ser re-
compensado.
Desappnreceu no dia 1. de agosto o preto Rav-
mundo, crioulo, com !.'i annos de idade, pouco ma'l*
ou menos, nalural do ic, conhecido alli por Hay-
mundo do Piula,muilo eonvvente, locador della-
lim, canlador, quebrado de uma verilha, barba ser-
rada, beieos grosso, estatura regular, diz saber lr
e esrrcver, tem sido encontrado por veze por delrax
da na do Caldeireiro, junlamenle rom uma prela
sua concubina, que lem o appellido de Maria cinco
res ; perianto rnua-se as autoridades poliriaes, ra-
piles de campo e mais pessoas do povo, que o p-
prehendalrn e levem a rua nireli o. Tfi. que serio
gencrosamnle gralfirades.
Pan, Tt a M. r. a TaHa,
r
1
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