Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01439


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Full Text
1 4
ANNO XXX. N. 191.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
1 ihim
TFRQA FEIRA 22 DE AGOSTO DE 1854.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o snbscriptr

?
'



i
DIARIO DE
SiXCARREOADOS DA SUBSCRIPCAO'.
' Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro. oSr. JoaoPereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo doMeru
iloiii;a: Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, oSr. Joaquimlgnacio Percira; Araca-
tv, o Sr. Antonio de Leaos Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8a 26 1/2 d. por 19
Pars, 365 rs. por 1 f.
c Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 1 0/0 de disconte.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
d companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro. _Oncas hospanholas...... 295000
165000
Mocdas de 69400 velhas.
>de 655400 novas.
de 4000. .
Prata.Pataces brasileiros .
Pesos columnarios .
mexicanos......
16000
000o
1940
1040
1S60
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Carnari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury.a 13e2S.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRF.AMAR DE IIOJF..
Primeira s 2 horas e 54 minutos da tarda.
Segunda as 3 horas e 18 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras.
Relacao, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sexlas-foiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivcl, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
AVISO.
O pagamento da subtcripro cteste Dia-
rio, a i-sOOO por qtiartel, deve ser leito
adiantado enao pelo correr delle, e o de
siOO nofim e nao no seguiitc trimes-
tre ; portanto, os Srs. assignaiites devem
attender ao exposto, para nao azerem
o cobrador gastar tantas pastadas por tao
pequea quantia.
PARTE 0FFIC1AL.
V
c
MINISTERIO DO IMPERIO.
Dec.-eto n. 761 de 22 de julho de 1854.
Autor isa ogoverno a concederprhilegio a parti-
culares ou a companhias que emprehendercm a
navegara? por vapor na* aguas do rio l'arna-
hyba.
Hei por bem sanecionar e mandar que se execu-
la a resolucAo seguinle da assembla ger al legisla-
tiva :
Art. I. Fica o governo autori particulares ou a companhias que c iiprehenderem
a navejtaQ.io por vapor nos aguas do rio Parnahvba,
privilegio que nao exceda de 20 anus, e urna sub-
venrflo correspondente icstensao ao numero das va-
gcus que se euccluarem annualmenle, a qual nave-
gado se ligar pela maneira inais cunvenienle i do
litoral, deque (rala o n. do art. 1. da lei n. 632
de 18 de selembro de 1851.
Art. 2. O governo, para que se realisc a navesa-
C>a de que trata o referido n. 5. do art. I. da lei n.
632 de IH de selembro de 1851, poder augmentar
a respectiva subvengan designando os porlos em que
os vapores dcveao tocar.
Art. 3. As ub\eni;ics de que Iralini os arligos
antecedentes serSo tubmetlidas approvaraodo cur-
po legislativo.
Art. 4. As despezas autorisadas po: esta resol u-
c,ao serio feitas pela reccita ordinaria, e oa Talla pe-
los meamos meios estabelccidos na lei do orcamento
para soprr o dficit.
Art. 5. Rsvogara-se as disposigois cm contra-
rio.
Liz Pcdreira do Couto Ferraz, do meu conselho,
ministro o secretario de estado dos negocios do im-
perio, assim o lenha entendido e faja executar.
Palacio do Rio da Janeiro, cm 2 dejullio de
1854, trigsimo lerceiro da independencia e do im-
perio. Com a rubrica de S. Al. o Imrradur.Luis
I'edreira do Cotilo Ferraz.Jote Thomax Sabuco
de Araujo.Transilnu na chancellara do imperio
em 2 de agosto de 1854. Josino ao Sascimento
Silca.Registrado.
MINISTERIO DA JUSTICA.
3. SeccSo.iWjistcrio dos negocios da justica.
Rio de Janeiro- de julho de ffi5i.
Illm. e E> ,8r.Aceutd recebilo o oflicio de
V. Ese. de S^jJc niarro^ d K't-J, cobrindo o oli-
rio por copia imsjuz de dircito da comarcado
Principe Imperial dessa provincia, prupondo as sr-
guinles duvidas:1,, se, completa i sessao do ju-
rj cura o numero de 48 jurados presentes pelo
chatnamci.lo de supplentes, os jurados primeiros
sorteados ficam excluidos da sala ipso fado, desde
que nao comparecern), e te esta exelusao-ee eslen-
de anda no caso que, viudo depon, achcm luaar
vago na sala pelo impedimento de algum jurado
efleclivo ou supplentc, que lenha olitido licenca :
2.a, se eslandoa casa com uumero de jurados isual
ou superior a 36, porm inferior a 18, c nao sendo
possivel orgauisar-se couselho pelos' mpcdimculos
de suspriroes e recotaees, poder-se-ha sorleai
supplentes quautos bastem para que na casa bajam
48 jurados presentes, e se possa assim completar o
conseibo :3.a, se, tendo ainda applicaco o aviso
de 2 de jullio de 1831, pode o juiz de dircilo ex-
ofllcio, ou a requerimento do promotor, conherendo
o prejuizo de nao poderem entrar emjulgamenlo
cortos reos pelo nao complemento do conselho, sor-
tear com toda antecedencia supplentes, ainda que
na casa bajam mais de 36 jurados, para que o nu-
mero dos promptos semprc seja 48, t desappareca
aquella perigo nu inconveniente, c nao seja inuti-
lisada aquella providencia, qiiando o surlcic recaa
em supplentes'de duas ou mais leguas de distancia :
1.*, se o juramento do primeiro sorteado, que
comparece em dias posteriores ao dos suppleutes
chamados e que Iexcluido por que ni) acha lugar,
dever ser multado em todos os dias em que hou-
ver sessao, c se o cu coroparccimeulo tardo c nao
punido nao dar lugar a prejudicial, s manejos, c
nito ser mesmo uin ..boni ensejo para eiquivauca do
serviro publico com prejuizo dos supplentes e mo-
radores de perlo do tribunal dojurv :5.a, se ha-
vendo de se mandar chamar supplenles,' e nao os
dando a una especial eiu numero tal que a testan
te complete com os 18 jurados proni|tos, dever o
juiz sempre para completar esse numero recorrer
urna gcral dos jurados, embora veja que com os
supplentes da urna especial pode hsver sessao com
36 ou mais jurados.
Sua Magestadc o Imperador, a quem foi presente
o dito officio, yinnda declarar :,Quanlo .i I. q i,.
approva o parecer adoptado, islo he, cpic completa
a (estile coo o numero superior a H jurado, promp-
tea, eu presentes, o; jurados primeiros sorteados li-
com excluidos da composirSo do tribunal, por esse
faci, so niio comparecern! no mesme dia em que
se aprosentaram os primeiros sorteados, e que essa
evclnsao nao se estende ao ca^oem que havendo
sido dispensado algum jurado dos prin.eiros sortea-
dos, ou siipptenles, nao esteja a casa com numero
superior a 48, porquanlo o regulamcnto n. 693 de
31 de agosto de 1850, faz depender a exclusAo dos
primeiros sorteados de duas conriicOes, n de nao
haverem comparecido no mesmo dia cm que se
aprcsenlaram" os supplentes, a de se achar o tri-
bunal com iMimero superior a 48 jurados promp-
tos ou presentes, de maneira que setnpre que os
jurados primeiros sorteados comparcccrum no mes-
mo da da apresenlacio dos supplentes, ou nao es-
tando o tribunal comiumero superior a 48 mcni-
bros presentes, devem formar parle do jurj.
Olanlo a .", que a providencia do di crelo se re-
fere a sessao jadiciaria, e nJo a cada sessao diaria,
diz rcspeiio impossibilidade absoluta de se ins-
tallar ou continuar a sc-sflo judiciaria, c nlo im-
possibilidade relativa a cada cansa, que na hvpo-
lliese de que se IraUdeve ser adiada.Relaliva-
menle M, que a solurao dada i 2.' lambem a
resolve.Pelo que respeila 4.', que ao juiz de
dircito compele conforme as circuinslaneias e es-
cusas apresenladas relevar da mulla ou mpo-la,
nao podjtQdn haver reura a!isolut.i a osle rcspeilo.
o juiz de dircito iiqder haver sessao com 36 ou mais
jurados, pode nao recorrer a urna eral, porquan-
lo, tendo o art. 4." do decreto cima r< ferido, cm
vista completar o nampi de W tmente para po-
der laver tess3o, nBo ha necessidade de se recorrer
ao remedio extremo da urna geral, se com os ju-
rado dados pela urna especial dos suptenles a
sesto pode installar-se econtlnaar.() que com-
munico a V. Exc. paraseu conhecimentu, e o faicr
contUr ao relerido juiz de direito.
leos gujrde a V. E. Jos Thomiz Sabuco
de .h-iujn.^r. presidente da provincia das Ala-
.'ias.
:!.' i'"-!-"!. -Ministerio das negocios .la jusliea.
de agoslo de 1801,Illm. e
BxM. Sr.Dcvolvo a V. Exc. o requerimento do
negociante Antonio .Vives Barhosa e mais papis
que o acoinpanharam, cm que recorre da rlecisao
do tribunal do cotnmerco dessa provincia, proferi-
da na pelicao que lhe enderezara, para que se fi-
zesse una declaracao cm sua primitiva malricula
acerca da retirada do sen socio, como era pcrmilli-
do pelo art. K. do cdigo cominerci.il. e porque a
malricula da sociedade imporlaudo a matricula in-
dividual de cada un dos socios, nHo se lhe devra
exiuir novas despezas e jusltficar;oes para una se-
gunda malricula, em vista smenle daquella oceur-
rencia. S. M. o Imperador, a cuja presenca su-
biram os referidos papis, manda declarar: que o
artigo citado ordena a averbacao na respectiva ma-
tricula, da altcrcao que urna sociedade vem a ta-
as crcunislancias declaradas na mesma ma-
tricula, isto he, genero de negocio, qualidade della,
logar e domicilio do eslabelecimento, e oulras se-
mellianles, das designadas no art. 5., mas nao com-
prehende por certo a especie de que se traa, por
ser principio de direilu commercial, admittido em
quasi lodos os cdigos, que as sociedade*, sendo
a firma social compnsla de nomes de commer-
cinntes lodos matriculados, goza ella das mesmas
prerogalivas que as firmas sociaes matriculadas,
ainda que a sociedade conectivamente se nao ma-
Iriculasse: mas na hvpolhese dada, matriculada
urna firma social, a sociedade rollcclivamenle e
nao os socios individualmente, fica gozando das
prerogalivas dos negociantes matriculados. O que
conimuiiico a V. Exc. para o fazer constar ao recor
ente.
Dos guarde a V. Exc.Jos Thomaz Sabuco
de .Iraujo.Sr. presidente da provincia de Per-
tarabuco.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do dia 9 de malo de 1854.
A* thcsuiiraria do Piauhv, declarando em res-
posta ao oflicio da mesma de 9 de marco ultimo,
que depois da adjudicacao, sendo intimado o execu-
lado para remir os bens, c nao o fazendo este nos
termos da lei, ha lugar a prca, pelo valor da adju-
dicacao, e todo o escasea desle que scjobliver cm
praca perlence a fazenda nacional ; deveudo ser o
tribunal do Ihesouro prevenido, para que providen-
cie coiivenieiilcinciile, caso se n.To oblcnha preco
igual ou superior ao valor da adjudicacao. E oulro
sim intensa a mesma Ihcsouiaria para realisar as
despegas precisas para o andamento dos processos de
que traa o mencionado olTicio c todos os seme-
Iha lijes.
.MINISTERIO DA CIERRA.
Lei n. 752 de 15 de jutbo de 1854.
Fixa as forras de Ierra para o auno fmaweiro
de 1853 1856.
D. Pedro II, por grara de Dos o unnime acclarl
niatao dos puyos, imperador constitucional e de-
fensor perpetuo do Brasil :
Kazemos saber a lodos os' nussoq subditos que ?
assembla geral decreloii, e mis queremos a lei se-
guinlc :
Art. 1. As forras de Ierra para o auno financeiro
de 1855 a 1856 conslarSo:
1." Dos olliciacs dos corpos movcis.de guarni-
rse dos quadros da rcparlico ccclesiaslica, corpo
desaudp, eslado maior de primeira e segunda clas-
ses, engenheiros c eslado maior general.
s De viole mil praeag de pret de linhn em cir-
cumstancias ordinarias, comprehendidos os corpos
de gu.irnic.ao as provincias, em que for neces esta especie de forca, podendo ser licenciadas cinco
mil, na conformidade s disposices do art. 3. do
decreto n. 568 de 21 de julho de 1850 ; e de 26 mil
pravas em circumstancias extraordinarias.
S 3. De mil c quarenla prarasde pret em com-
panhias de pedestres.
Art. 2." As forras lixadas no arliso precedente
completar-so-ho pelo engajamento voluntario, e,
na insuficiencia desle meio, pelo rerriilamcnlo feito
em conformidade da carta de lei de 29 de agosto dej
ISi7, elevada a (iO'.MHKI r-. a quantia que e-.iine o
recrulado do serviro.
Os que se alistaren! voluntar amen le servirao por
seis anuos, e os recrutados nove anuos. Os voluu-
tarios perceberao una sralificacao, que nao exceda
quantia de lOOJOOO rs., e concluido sen lempo de
servico terao urna dala de Ierra de 22,500 bracas
Cuadradas.
O conlingenlc nece-sario para completar as dilas
forcass^r distribuido cm rirciimslancias ordinarias
pela capital do imperio e provincias.
Art. 3." O governo fica aulorisado para destacar
ale qu.ilro mil pravas da guarda nacional em fircums-
tancias extraordinarias.
Art. 1." O governo fica desde Ja aulorisado para
crear un balalhao de engenheiros com a forca de
qiialrocentas pracas de pret, e para incluir nesla
organisacjlo os individuos do corpo eslrangeiro de
ponlonciros, que jtilgar conveniente.
Arl. 5. Fica lambem o governo aulorisado para
conceder s provincias o numero conveniente de re-
mitas pata preenchimeulo dos corpos de polica,
uSo sendo esle meio excluido pelas respectivas leis
provinciaes, que regularem a organisarln de taes
corpos.
Art. 6. Ficam revosadas as disposices em con-
trario.
Mandamos portanto a todas as autoridades a quem
o conhccinieuto c exeenrflo da referida lei perlcncer,
qiteacumprnm c faram cumprir e guardar lao in-
teiramenlc como nell.i se conlm.
O secretario de estado dos negocios da guerra a
rara imprimir, publicar c correr. Dada no palacio do
Rio de Janeiro, aos 15 dias do mez de julho de
1S51, trisesimo-lercciro da independencia e do im-
perio.0 Imperador com rubrica e guarda.Pedro
de Alcntara Bellegarde.
Carta de lei, pela qual Vosea Magcstade Imperial
manda executar o decreto da assembla geral, que
lionvc por bem snnecionar, fixando as Torras de Ierra
para o auno linancciro de 1855 1856.
Para Vossa Mageslade Imperial ver.
Carlos Anlonio Pelra de Barros a fez.Jos Tho-
maz Naboce de Araujo. Sellada na chancellara do
imperio cm 24 de julho de 1851.Josino do Xasci-
menlo Silva.Registrada.F'oi publicada a presen-
te lei nesla secretaria de estado dos negocios da guer-
ra 25 de j nitro de 1851. Libanio Augusto da
Citnha Mallos.
EPDEMERIDES.
Agosto 8. Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
<> 15 Quarlo minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da urde,
o 31 Quarto crescente s 3 horas, 48 mi-
'ntito e 48 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
21 Segunda. S. Joanna Francisca Romana viu.
22 Terrea.' Ss. Anthuza e Agaihonica mm.
23 Quarta. S. Felippe Benicio ; S. Davina.
24 Quinta. S. Bariholomeu ap. ; S. Protolomeo
25 Sexta. S. Luiz re de Franca ; S. Gerosino b.
26 Sabbado. S. Zefarino p. m. ; S. Constancia.
27 Domingo. 12. O Sagrado Coracao daSS. Vir-
gen Mai de Dos ; S. Jos de Calazans.
da mesma provincia, e das'dcspczas que se leni de fa-
zer, cm consequencia do disposto nos arligos 32 c 37
do regulamenlo de 2S de fevereiro iillnio, expec,a
ordem ao mencionado capitao do porlo, para orsa-
nisar o orcamcnlo de taes despezas, atlcndendoa loda
economa possivel, e indicar as embarcaees e objec-
os indspeiisaves, para dar-se comeco execucao
daquellc regulamenlo.
Dia 3.
Ao quarlcl general da marinha, cominunican-
do que o presidente da provincia do Amazonas re-
presentou, em oflicio de 21 de abril ultimo, que o
1." lenle da armada Francisco Parahibuna dos
Res, commandante do vapor Marojo, pertencenle
companhia de navegarao do rio daqueltc nome, j
pordiversas e successivas vezes lem estado na cap-
tal da mesma provincia, c della parlido, sem se lhe
haver apresentado, como conven disciplina mili-
tar, e regularidade do serviro; e ilolcrininaudo
que reprehenda o dilo oflicial por seinclhaulc proce-
dimento, advertindo-o de que, sempre que o vapor
do seu commaudo locar no porlo da referida capital,
deve upresentar-se a primeira auloridade da provin-
cia, e preslar-llic as informacOes que ella exigir,
bem como satisfazer a quaesquer requisisoc's do ser-
viro publico couipalivcis com o desempenho da com-
missao em que se acha.
dem, determinando que recoinmendc aos com-
mandantes dos navios da armada que se acharem
tanto nesta corle como as provincias e no Rio da
Piala, a estricta observancia do aviso de lldeju-
nho de 18.51, junto por copia, que determina a
maneira porque devem ser pastadas as guias relali-
vat aos oflkiaes e praras que desembarcan! dos re-
feridos navios, alim de se po repetir a abusiva pra-
(ica de seren algumas das mencionadas guias apre-
senladas na conladoria geral da marinha com as da-
las cm algarismo, c sem se declarar chronologica-
menle lodos os pagamentos c descontos feilos por
bordo, conforme os assentamentos dos livrot de soc-
corros.
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
commuuicando que, teudo-se olliciado ao ministe-
rio dos negocios da fazenda a respeito da duvida oc-
corrida sobre o modo perqu se deve fazer a despe-
zaba exlracrao do navio mercante, que foi a pique
no porto daquella provincia, c ahi abandonado pelo
dono, pralicipou o dito ministerio cm aviso de 29
do mez prximo pretrito, haver na mesma data ex-
pedido ordem circular s thesourarias das provin-
cias, declarando que estas e outrat despezas a cargo
das capilanias dos portos rontnuam a ser feitas pe-
las referidas capitanas ; visto que o arl. 113 do re-
gulamenlo de 19 de maio de 1816 foi revogado pelo
art. 39 da lei de 17 de setembro de 1851 smeute na
parle cm que determina, que os saldos dos cofres
das militas sejam reclhidos aos contraes no fin de
rada exercicio ; devendo por lauto as mesmas capi-
lanias entrar com os referidos saldos trimeslialnieu-
le, na conformidade da prcdila lei, requisilando das
fhesourarasa soiiima neressaria, caso seja insulli-
cicntea rendado trimestre para semclhautes des-
pezas, alim de o faicr constar capitana do porlo
da provincia, para que, na forma ponderada pelo
menciunado ministerio, observe o que se acha dis-
posto no supracitado arl. 39.
Dia j.
Ao ministerio da fazenda, Iransraillindo por co-
pia, n.lo su o decreto n. 1,395 de 27 do mez prxi-
mo passado, pelo qual Sua Mageslade o Imperador
houve por bem, em virludc da autorisacao concedi-
da pelo paragrapho 1. do art. 11 da lei n. 719 de
28 de setembro do auno passado, extinguir as conta-
doriasde marinha das provincias da Bahia, Pernam-
buco e Para ; mas lambem as instruerfles, que se ex-
pedem aos presidentes das dilas provinrias a respei-
to dessa extncr,So, e remetiendo a relacao dos em-
pregadosque reslam dessas-contadorias, e devem
passar para as respectivas thesourarias de fazenda
no termos da citada lei, alim de lerom o conve-
niente destino, e seren pagos dos ordenados qiie Ibes
competen) do dia da cxlincrao cm dianle.
Dila. 0 presidente da provincia, altendcndoao
que lhe requercu o paisano (iaspar llcnriq.ios Jos
dos Reis. resolve que seja elle admittido ao servico
do exercilo, como voluntario, por lempo de seis a-
duvida sobre a questSo que o imperador Nicolao re-
cusa na realidade abater nm til as mu exigencias
ori&inaes, c que os revejes que solTreu no Danubio
nao o indiiziram a desistir das .prelenres. que de
?"..*-C0"'ados do da, cm que se verificar o seu en- una maneira (ao arrogante aventnrou "ha cousa de
anuo e meio. Temos para nos que scmelhanle re-
solurao pode progimslicar a procrastinaran da guer-
ra ; mas. como as forra da Austria bao de entrar
agora na lula, e como a unanimidadeda Franca e da
Inglaterra he inlcira e imulavel, podemos prclizer
cheio de confianca que o resollado do conlliclo ser
o .Iesliar.i!.i c o casliso daquella polcncia. cuja usur-
padora ambir .o produzio scmelhanle calamidade no
m"ndo. (Times.)
gajamenlo, visto ler sido julgado apio para esse lim
pela inspercao de saude. ahonaudo-se-llie alm dos
v encmenlos, que por lei lhe cumpclireui, o premio
de Irezentos mil reis, que lhe serSo pasos nos termos
do artigo 3. do decreto n. 1101 de 10 de jiinho des-
te auno.Communicou-se ao coronel commandante
das armas interino.
-------- HlUfllB ,
COKMAMDO DAS ARMAS.
Qaartel do commasdo daa armas de Pernam-
buco na cdade do Beclfe, em 21 de agosto
do 1854.
ORDEM DO DIA N. 134.
O coronel commandante das armas interino de-
clara para os fms convenientes, que nesla dala con-
Ira hirain engajamento por 3 anuos nos lermos da im-
perial r.'solurande S de niiM-ml.ru de1852, para ser-
virem na banda de msica do 10. balalhao de infanta-
ra ospaisauot Quinliljano da Silva, Jos Fiel de Sis-
maringa Fumaba, cCandido Jos de (loes Tclles ;
aquello na qualidade de msico de 2." ciaste, c es-
tes na "de 3."; perechendo alm dos ven.menlos
que por lei Ibes competirem como voluntarios, os
dous primeiros por j.i lerem servido no exercilo, o
premio de duzcnlos mil rs., c o lerceiro de 1.505000,
melaile do quelbet caberia te fo-sem engajados de
conformidade com a decreto c regulamenlo do 11
de dezembrode 1852 ; cujos premios lites sarao pagos
na forma determinada no artigo 3. do decreto'n.
1101 de 10 de junbo do corren le auno.
Assignado.Manoel Muni; Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferreir, ajudante de
ordens, cncarregado dodetalbe.
EXTERIOR.
Rio de Janeiro \,
MINISTERIO DA MARINHA-
Expediente do da 2 de jnnho de 1654.
Ao quarlcl, general de marinha, em respdsla
ao oflicio n. 394, de -2 do mez prximo pretrito,
cm que solicita varios csclarecinienlos para po-
der excciilai a imperial resolucao de 18 de
abril iillimn. lomada sobre consulla da sccrSo
da marinha e guerra do conselho de eslado, acer-
ca da antiguidade do 1. lente da armada Ma-
noel Pedro dos Keis, que, sendo evidentemente esta
resolucao ampliativa, e nao derogatoria da imperial
resolucSo de cousolta de 2 de novembro de 1850,
deve conlar-so ao dito oflicial a anlisuiladc do refe-
rido posto desde 18 de oulubro de 1829, sem excluir
o lempo em que estove licenciado, em virludc da
lei de 25 de novembro de 1830, e aquel le em que es-
'eve na 4." clas-c.
Ao presidenle da pryvincia de Peruamhuco,
determinando que avista do que expozora o capitn do
porlo acerca da uomeacao do pratico mor das barras
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 19 DE AGOSTO.
Officio. A' Ihasouraria de fazenda, dizendo, em
respola aoseu oflicio de iiunlcrp, n. 13iv que deve
ser satisreita por conla de soccoVros puhlieos, c da
mesmama neiraqne j setemahi pasooulrasdespezas
idnticas, as de que trata o uiReio de 13 de julho ul-
timo, na importancia de l:377|805disneiiilidos pelo
arsenal de marinha com o escoramenlo dos pilares
da ponte do Recife.
"i'0- -4o director do arsenal de goerra, para
mandar trocar as armas que se acliam em mo es-
tado perlencenles ao segundo balalhao da suarda
nacional do municipio do Recire, fim de que pos-
sam servir na parada do dia 7 de setembro prximo
juluro, segando requisilou ocommaudanle superior
interino da referida guarda nacional. Cominum-
e..nc a este.
Dilo. Ao juiz dos feilos da fazenda, remetiendo
o requerimento de Antonio Jos de Oliveira e Mi-
randa, em que pede ao governo imperial -a grara
de ser prvido na serventa vitalicia do oflicio'de es-
cnvflo privalico dos feilos da fazenda provincial, o
qual foi devolvido por aviso da reparlico da justica
de 21 de julho ullimo, fim de seren preenchidas
as formalidades do decreto n. 817 de 30 de agosto
de 1851. -
Dito. A'lhesouraria provincial, para depois de
prestarlianca idoncaovigariodafregueziado l.imoci-
ro, Manoel Ignaciode l.mamandareiilregar-lhcpela
eonsignaclo do arl. 14 da lei do orcamento vigente
iim cont de res para as obras da matriz daquella
freauezia.
U'10- A' mesma. para fornecer ao commaudan-
tedo corpo de polica um livro com 350folhas para
os mappas diarios da secretaria do dalalhc, segundo
requisilou a commandante daquelle corpo em officio
de 18 do corrente sob n. 3B1. Communicou-se
ao referido rnmmaudanle.
Dilo.A' mesma, para que, cm visla do orna-
mente junio por copia, nesla dala approvado, mau-
de por em arremataran a tercera parte dos reparos
urgentes de que precisa a estrada de Pao d'Alho.
Communicou-se ao director das obras publicas. ,
Dito. A' mesma dizendo que. nao tendo a as-
sembla legislativa provincial volado crdito para
pagamento da quantia de 900$, que foi concedida
na le do orcamcnlo vigente a Hcnriquc Augusto
Millct, para indemnisarao do que se lhe deve, man-
de Smc. cflVcluar esse pagamento pela verba das
evenluaes, v isto ler sido rcconhccida a divida.
Dilo.Ao delegado do termo de Santo Anio, de-
clarando, cm resposla ao seu oflicio de 14 do cor-
rele sob n. 9, que bem da disciplina e regulari-
dade do corpo de polica, convui que seja substitui-
do lodo o destacamento ahi existente, nao se fazen-
do excepcao respeilo de determinada- pracas, e !-
sim deve Viiif. fazer vollar o soldado Paulino Mag-
no da Silva, de que traa ein seu citado oflicio.
Communicou-se as comniaudanledo corpo de po-
lic.ia.
Dilo. A commandante superiur da guarda na-
cional dos municipios de Olinda e Iguarass, re-
roinmendaudo a>cxpediro de suas ordens,efim de
que, de conformidade com o que requisilou o capi-
ttp ilo porto, era oflicio de 11 do corrente, sejam dis-
pensos do serviro da guarda nacional, os individuos
moradores na praia do Rio Doce, que, dedicndo-
se n vida do mar. apresenlarcm malricula da capi-
tauiado porto.Communicou-se ao capilaodo porlo.
Dilo. A cmara municipal do Kecifc.Conce-
deudo, em visla do que ponderalam cm oflicio de Ifi
do correle, sob n. 75, a autorisarao que pe lem pa-
ra continuar dispender al o fim do corrcnle an-
uo municipal o que for precito, pela rubrica de even-
luaes.
Portara. Ao agente da companhia das barras
vapor, para mandar transportar, yov cotila do tiover-
no, para o Para, na primeira opporluuidade, a fa-
milia do 1 Ir. Joan Silveira de Souza, ficaudo nesla
parte sem efleifo a portara expedida cm 3 de no-
vembro do anno lindo.
Dila. Cunee.leudo a demissao que pedio Fran-
cisco de Paula Theodoro Barala", do luaar de guarda
da alfandeua, e nomeaudo para o referido lugar
Joaquim Jos Ferreira Penha Jnior, quem or-
dena se passe o competente titulo. Fizerara-se h
respeilo as convenientes coininuuicacoes.
LONDRES
28 de julho.
Ainda quando os debales de segunda e terca-feira
s livessem sido agradaveis s animosidades* polti-
cas, o resultado foi mu compalivet com as usancas
do governo parlamentar, lie um assumpto de certe-
za, eal diramos de necessidade. que a direcc.lo da
guerra seja peridicamente eslignalisada ; nao por-
que esta direccao seja realmente considerada digna
de ohjeceao, mas porque, as circumstancias ac-
luaes, he esle o uuico meio eflicaz para, alacar-se o
ministerio. Nao fazemns censqra alguma peculiar
aos membros da oppositao actual! Se as pnsices
dos partidos cslvessem mudadas, lord Jolin Rutsell
e os seus amigos provavelmcnlefariain o mesmo que
Mr. Disracli e os seus amigos fazem agora ; mas,
como o uosso pruprio ilever para com o Eslado c
para com o publico he isento dessas ohrigaijoes dcs-
acradaveis, podemos examinar a diteussao sem par-
cialidade neni prejuizo, e asseverar. para o roube-
cimeuto do paiz, que pontos pareccm realmente ler
sido elucidados ou decididos.
Quanlo s oprraroes da guerra, lemos para nos
que induhilavelmeuln se podcriain apuntar erros. e
iinprevidencias, mas he tamben verdadeque se. po-
diam dar explicarae. O primeiro exercilo enviado
para expedirn oriental foi mal prvidolalvez po-
dessemot dizer, nao prvido, de cavallara c arli-
lhara, e o commissariado c os arranjos medicinaes
se resenliam de grandes fallas. Todava, al certo
ponto, estas fallas eram inevilavcis. Tornra-se de
cxcessva urgencia que a partida das Iropas fosae
immediala, entretanto o enmejo da guerra, romo
lodos sabem, requera algdma prpararao. A caval-
lara e a arlilharia nin pilc ser movida' tao promp-
tamenlc como a infaulara. uem o necessario exigi-
do para 10.000 homens pode ser embarcado com
lana facilidide como osproprios homens. O que
heigiialineiileecrlodie que quando esta primeira
expedicao foi enviada, anda se julgva possivel que
as ncgociagoes pendentes pndiam ler nm resultado
prospero, c o primitivo orcamento da guerra, se nos
nao engallamos, era disliiiclamente bateado sobre as
despezas que provavelmcntc se fariam com a ida c
volla do destacamento. Devia servir nao s como
penbor da nossa sollicilude, mas como garanlia se-
guranza de Conslanlinopla, e porlanlo eslava esta-
cionado em Uallipol, de cuja potito podia prote-
Kcr a capital turca, ao pasto que se prolegia a ti
proprio. Esta operado foi pralicadaconi lal promp-
lidao que at precedemos os nossos alliados os
I ran rezos em a nossa apparirao na sceoa, c exc-
culamos o que uunca foi execulado no transporte
de tropas. Se o governo sempre se houvesse adiado
satiifeito, como aclualmcnle se acha Mr. Sidney
llcrbert, para aponlar as iuevilaveit cootingeiiciat
de semelhanle caso cm explica^ao de quaesquer im-
perfeces dctcoberlas, leria (ido suflicicules funda-
menlos de defeza ; mas iufelizmenlc elle escolheu
anlcs conleslar o crdito de milicias autheulicas dq
que confessar os erros que estas noticias revelavam.
Em vez de allegar que era impu-sivel fazer ludo, de-
rlarou com imperlinencia que ludo baria sido feilo.
Como materia do fado, pensamos que o publico ha
de concluir com Mr. Moncklon Milnes que os mi-
nistros o nao commellemm falla, divulgando o ob-
jeclo real da guerra mas cahiram naluralmciile
cm alguns erros de ilelalhc, e cutao commellcram
a peior falla, qucixaudo-se daquelles que fizeram a
elles e ao paiz o servido de revelar esles erros.
Quanlo ao llieor de poltica havido para com a
Austria, e quanlo exlencao que o comporlamenlo
desla poteucia lem podido dar s operarles da cam-
panha, nao vemos que se lenha dado motivo algum
de censura. Dizcr-se que deviamos totalmente ler
desprezado os designios de um governo que rom-
inauda 500,000 homens as fronleiraj da sede da
guerra he mais que ridiculo, ao passo que .dizer-
se que, sem despreznr-se semelhanle allianc-i, te-
riamos ao mesmo tempo avancado para o Danubio,
he puramente dizer que. leamos limitado o ob-
jecto da campanha cxpoUao dos Russos para fura
dos principados. Como o coronel Duve coufessou,
nao podamos ter observado o Danubio o marchado
lambem sobre Sebastopol. Anda mais, he verdade
que nao lemos feito nem urna ncoi outra cousa,
mas temos defendido a sesuran^a de, Conslanlino-
pla e Schumla, lemos habilitado os Turcos com cte
auxilio a limparporsi proprios a linlia do Danubio,
e, quando a Austria .nos aliviar dcste dever, o mis-
to exerrito se achara completamente promplo c dis-
posto para entrar em operar.de* mais activas. Agu.ir-
davamot com certeza qno a corte de Vienna fres-
s ha mais lempo lomado parte na lula, mas nao
esperamos por ella, e nao sabemos o que mais de-
viamos ter feb.
As alternativas sto, una marcha sobre o Danubio
ou um ataque sobre a Crimea. No primeiro caso be
mu provavcl que houvesse urna victoria cousidera-
vel em r'raleschli ou Bucharesl, e que o general Gor-
Ischakofl' fosse expellido ao mesmo lempo para o ou-
lro lado do Prulh, em vez de smente desbaratado
em aeces mais pequeas dentro de deztiu qninze
das ; mas Sebastopol eslaria livre de ameaca, e o
verdadeiro alvo da guerra na mesma distancia que
dantas. No ullimo caso ninguem pude dizer o que
(cria acontecido aos Turcos, privados de loda a coad-
juvarao no sea proprio territorio, e qualqucr desas-
tre bou vera sido em extremo prejudicial ao crdito
des alliados. Aralatlrophe de Sinope era batanle.
Ou os lenuot de urna paz futura ncluam urna
transferencia da Crimea, ou meramente a demol-
rao de ludo o que d valor a posscss3o, he urna con-
sideraeo que pode ser reservada para outra occaso,
e provavclmeiile nao parecer urna bagatella para
os leilorea europeos que a discriniinacao' de expics-
soea acorra de um ponto, se Jcnha lomado o motivo
para repetieAo de dbales. Prescnlemcnlc jolgamoa
mellior vollar a nossa allcncao para estas operacOes
que nos devem dar urna etcollia sobre a quetliq, e
ueste inluito nada pude ser mais importante do que
a projeclada oraanisarao dos soldados turcos soba
direccao de ofliciaes das narCes alliadas. Chamar
islo una volla i pralica de subsidio, ou he grande
erro ou grande falla de coucepeo. Os subsidios):
da ultima guerra foram prodigalisados com a
provocaeaodeaccio differenle ou com novemos em-
pobrecidos pola sua propria causa, e pelo seu proprio
machinismo. Pelo contraro, a proposla prsenle
nao consiste cm fazer una doicSo annualao Ihesou-
ro ottomano, com a cndilo de que o sulIJo sosten-
te urna guerra contra o czar, mas simplcsmeiilc dar
ao exercilo allado na Bulgaria ou na Romelia, as-
sim como cm Kcnt ou Galwav, um expedienle que
duplicara a forra disponivel sob o commando de lord
Ragln. Mr. Hume disse que os Turcos j linhaiu
pelejado bstanle sem subsidios. Mas nao lem feito
islo sem ofliciaes. e san ofliciaes o que agora propo-
mos que te Ibes decm ; nem tupporiamot que elles
sejam peiores soldados, quando eslao um pouco^nc-
Ihor vestidos e alimentados. Os Turcos at o pre-
tenle se tem comportado com mais valor sob a di-
recro dos poneos ofliciaes cslrangoiros casualmente
suppridos ; agora pretende-so mudar esle acaso em
regra, dar-se-lhes a organisacao que se juina convir-
Ihes. e alguma roupa e tpalos, segundo o contrato.
Semelhanles recursos s.lo lodos os mais desejaveis
agora que a magnilude da prolima rnnlenda se lein
lomado evidente. Sabeihos agora da bocea dos pro-
prios ministros sopor ventura ainda baria mulla
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sla I do julho.
A's II horas da mauhaa, arhando-se prsenles os
Srs. visconde de Bdependy, Paula Candido, Macha-
do, Agolar, Asis Rocha, Ferreira Franca, Lisboa,
Almeida c Albuqufrqne, baraode Maroim, (iouva,
Carneiro de Campos, Vieira de Mallos, Brclas,
Paula Fonjeca, conego Silva, Doria, Vasconcellot,
Ribciro da Luz, Luiz Carlos, Paula Sanios, Teixei-
ra de Souza, Jj. Lobato Jnior, Belforl, Correia das
Neves, Angelo Cuslodio, Pereira da Silva, conego
Leal, Fleurj, Ferreira de Abreu, Ferraz, Aprigio,
Dulra Rocha,' Wanderley, Paranagn, Barlwza, Jn-
cinlho de Mendonca, Barboza da Canha, Nebias,
Fernandes Vieira, Jordao, Sera Souza Leao, I.uiz
Araujo, Fiusa, Sanios e Almeida, D. Francisco,
Monleiro de Barros, Veriiani, Costa Ferreira, Lima,
Virialo, Ges Siqueira, Souza, Mendcs, Araujo Li-
ma, c Souza Mendes, o Sr. presidente declara rulo
haver sessao por se nao ter reunido numero legal.
Lida c approvada a acta da antecedente, o pri-
meiro secretario dconta'do seguinta expediente:
Um oflicio do ministro do imperio, enviando co-
pia do derroto pelo qual he aposentado o Dr. An-
tonio Mara de Miranda e Caslro no lugar de leulc
substituto da faculdade de medicina desla corte,
com o vencimcnlo animal de 1:2008000.A' com-
missao de pentes e ordenados.
Do primeiro tecrelario do senado, communcando
que o senado adoplou c vsi dirigir sancrao impe-
rial varias resolures.Fica a cmara inle'irada.
Rcpresentaces dos habitante* da freguezia de
Sania Calharina, e dot oledores do collegio de Po-
co-Alegre, da provincia de Minas-G-eraes, pediudo a
creacaode urna nova provincia ao sul oa mesma.
A' coinmissao de estalstica.
Continua a discusso dos arligos. additivos sobre
malricula de esludautes. *
O Sr. Belforl .pela ordem requer o cncerra-
menlo desla diteussao, por julgar a cmara snllicicii-
lemenle esclarecida sobre esla malcra.
A cmara approva o encerramenloda disrussao.
O Sr. Silreira da Molla [pela ordem; pede que
se vol primeiro sobre osartigos que nao depeudem
do escrutinio tccrclo.
O Presidente iliz que, como o artigo additivo do
nohre depulado he condicional, assim como a sub
emenda do Sr. Augusto de Oliveira, vai primeiro
propr volaeflo o artigo oflerecido pelo Sr. Barros
Brrelo.
O artigo oflerecido pelo Sr. Barros Brrelo aulo-
rtsa o governo para conceder o favor da resoiii(o
viuda do senado a Iodos os esludanlesque se acharem
as mesmas circumstancias, c que o fequerercm,
sendo obrigados a fazer exame anlcs dos "das mate-
rias do auno que frequcnlarem.
Esse rtico he approvado por Irinla c quatro vo-
tos contra 27.
Suscitando-se a queslao de ordem sobre eslarem
ou nao prejudcados ou comprehendidos todos os
mais arligos additivos, o Sr. presdanle consulla a
cmara tobre cada um delles, e a cmara decide que
lodos elles se acham prejudicados.
Consullada a cmara se adopta o projcclo vindo
do senado com emenda approvada, decide que
Fica porlanlo ludo rejeilado. tMuitos apoiadot.)
Conlinua a segunda discussao do projeclo que fi-
za o numero c vcncimenlosdos empregados da Cai-
xa da Amorlisarao.
Fallara os Srs. Paula Candido e Auguslo de Oli-
veira, o primeiro, pedindo explicarOes,_ o segundo,
combalendo o projcclo, depois doque fica a discussao
adiada pela hora.
Entra em discussao o artigo do orrameulo que fi-
la a receila geral do imperio para o anuo linanreiro
de 1855 a 18.56.
O Sr. Ferraz combale o artigo e conclue o seu
discurso uosseguintes lermos:
Seuhorcs, eu sei que iienhum mal pode yir ao
ministerio da opposirao que lhe faro, sei que lenho
de crear maior numero de inimigos, nao me impoa-
la com que possa se dizer sobro a minha pestoa,
nunca ollendi as leis do meu paiz, nunca alaquei a
sua seguranza, nunca conspirei, nunca me lancei no
(urbilh.lo das perturbacct polticas,e porconseguiu-
te sobre mira o balsamo da conciliacao nao podia em
lempo algum ter influencia : conciliacos particula-
res eu as faco.c conforme as pessoas, ellas me sao
milito gralas.
Um grande nome qiic cm oulra occasiao invoquei
em meu apoio nesla casa, c respeilado cm lodos os
paizes, Chateaubriand, combata os regicidas, era
verdadeiro, firme inonarchisla; como lal dava con-
sclho* i monarchia, seus cousclhos porm nao eram
ouvidos; Chateaubriand foi ministro c puguou pelos
principios que consliluem a base do governo repre-
scnlaiivo; Chateaubriand foi diplomla e suas opi-
nifics foram sempre acatadas por loda a parle; Cha-
teaubriand foi respeilado por todos nao s como poe-
ta e Iliterato, mas lambem como homcm de eslado ;
ainda depois da revolucao de julho o era pelos ho-
mens os mais exagerados!
O qoc poderei fazer, pergunlam-m? Sei que
trabalbudebaldc, que nada hei de fazer; lisongeia-me
porm a dea de que interpreto ot entntenlos de
grande SOtnoaa de Brasileiros, e son echo desses scnli-
ineiiiosabafadotqucdorainam lodp? os coraesdos
amigos do paiz. Sim, nada farci; porque como diz
Machavel: Somenle vencen, smenle Iriumpham
os prophetas armados.
O nobre ministro ctt cm, una posirSo nmilo alia
e mullo forte, e 1,1o alte c tao forle que pode cheio
de utania dizer: O Brasil sou eu'. JtisadasMas
galeriat.)
O Sr. Branda, depois de declarar que repula
urna desgrana acharem- os Brasileiros divididos em
dous campos inimigos e que assim abraca e ansenla
a conciliacao c por ella pugna como por nma neces-
sidade publica, comanlo que seja dignamente feila
e realisada com firmeza, calma, impassibilidaile no
direilo esem fraqueza, passa a apreciar o orramen-
loem discussao e exprime-sc nos seguintes termos:
Boleado, senhores, que a parle a mais essencial
dos iuteresses pblicos nao lem sido (ralada pelo go-
verno e corpo legislativo como devia ; fallo de um
syslema de liuaucas bem organsado, e que lenha
por lim mclhorar a sorle dot Bratilcros, que sup-
purlam mpostos vexalorios, ao patso que se vem
quasi privados de participaron das vanlagcns rcacs
que a riqueza do paiz uflerece: procurarci desenvol-
ver,eslc ponto.
Senhores, a prosperidade e riqueza de urna na^ao
dependem esneiicialmeulc do complexo de suas for-
ras productivas,!' como eslas se divdemela pbvsicat
das por diversas causas, misler se laz que actos legis-
lativos e medidas administrativas venbam em seu
auxilio afini de que o inslincto progressivo nao d-
minua no seu vigor. Na espera dos elementos inlel-
lecluacs productivos figuram como parles insepara-
ves, na expressao dos cconomislas, a ilitelligencia e
civilsai;.lo do povo, as suas tendencias e aplidao,
pois que sem oslas condirijes impossivel se tornara
lodo e qualquer progresto. Etlabelecrdat ettas propo-
si^es pergun(arei:Tcm-sc cuidado da prosperidade do
Brasildcbaixodaquellas diffcrenles relaroet ? Tem-se
promovido a in-iruor.io e civilisa^ao das classes pro-
ducloras'.'Tem-so atlenddo s suas tendencias eapli-
dao'.' Tem-se-llics facilitado mcios para poderem
ellas vencer as dificuldades com que lulam Nao,
s o que se lem feilo he exigir contribicoes, he
augmentar os tributos, c nada mais. Enquanlo islo
acontece os bracos diminucm, os capitacs desappa-
recem, e por conseguiule a esperanca de melhora-
mcnlo se loma cada vezvricnos provavcl ; he esle o
nosso eslado pelo que diz respeilo producto ; ve-
jamos o commercio, que lambem he urna grande
fonle de riqueza.
Senhores, quem se acha m posse do commercio
do Brasil ? Quem he o dono delle ? Eu ja o disse
de oulra vez, e repiio agora, he o eslrangeiro.
Nos oulros servimos apenas de meros espectadores
das especularnos commercaes que se realisam as
nossas praras ; nao podemos entrar nellas porque o
maoopolio not faz guerra, e se um ou oulro Brasi-
eiro se eslabelece em quaiquer poutodo paiz nao pode
lirarvanlagem.succumbe necettariameolc. He es-
ta a nossa situarao, e eu appello para a consciencia
do paiz. Ora, convir que islo continu ? Convi-
r que os Brasileiros nao achem no commercio urna
entrada franca para o desenvolvimento de sua acli-
vidade- Convir, finalmente, que o monopolio tri-
uinpbe? Por certo que-nao.
Em oulro lempo, senhores, toram eslas proposi-
riies lanradas no recinto da cmara por homens que
se arn-oaram a grandes compromcllimeotos, e que
liveram a seguinle resposla: Nao loquis nesla ma-
teria, porque ella he perigosa, porque nao ha meio
possivel de se poder melhorar o actual eslado da
nossa sociedade, porque acondereit as paixOes popu-
lares, e desenvolvereis os mot, instiuclos que de-
vem ser reprimidos e nao lisongeados.
O Sr. fes Siqueira : Os Srs. Souza Franco e
Torres Ilomem combaleram essa idea.
O Sr. Brando : He ventado ; mas aquellos
que assim se explicaran! nao comprehonderam quea
nacionalizarn do commercio era urna idea bratilei-
ra, parlilhada c defendida por todas as pnioes po-
lilcas, nao rirte que lendo sido ella disculida pela
imprensa em diversos pontos do paiz, devia em lo-
do o caso ser lambem discutida, e profndamele
esludada pelo corpo legislativo, para dar lugar a
oblcr-se um melhoramenlo naquelle seulido (apoia-
dosl ; e pois no meu entender erraram quando .pre-
tendern! abafar semelbantc idea com o receio da
popularidade de que elle goza. {Apoiados.)
Felizmente, porcm, ja posso annunciar ao paiz que
nesta mesma sessao um moml.ro do gabinete, um ho-
mem Ilustrado e verdaderamente patrila, disse al-
guma cousa em bem da realisacao desse grande pen-
samenlo nacional ; refiro-me ao honrado Sr. minis-
tro da marinha, que no seu rclatorio fez expressa
mcii-ao da necessidade de medidas sobre esle as-
sumpto ; elle disse: Cumpre quanto anlcs nacio-
nalitar o nosso commercio martimo, porque o es-
lrangeiro se tem apoderado delle. Eu accrcscen-
larei : a Compre tambem nacionalisar o nosso com-
mercio lerrestre de pequeo, trato ou a relalho, por
que elle esl invadido em lodo sentid,, pelo eslran-
geiro, que o monopolisa ; porque as cundinos em
que se elle acha sao por sem duvida peiores do que
as do commercio que se faz por mi.rt
Mai dizem ainda os que pensam que tal melhora-
menlo nao pode ter lugar : Nao cuidis nit(o,no
desejeis o impossivel, visto que nos achamos presos
por tratados, e que a nossa popularan nflo se incli-
na para esse(amo dainduslria humana. Senhores,
permilti-me que cu diga algumas palavrat sobre es-
se Iralado a que se referem.os que combatem a idea
da narionalisarao do commercio.
He para mim um grande absurdo prelender-sc
que urna geraro lance cadeiat a oulra, manielan-
do-a por meio de Iralados. Os vindoiiros devern ser
tao livres como os prsenles, c ns lambem o deve-
nios ser como aquellos que nos precedram. Prepa-
rar grlhocs para a gera$ao que ha de vir he ler
una prelenrao iniqua, c o mesmo se deve dizer em
relacao a nos e aquellos que antes de nos vive-
ram.
Assim, pois, nao posso convir que seja admissivel
em tratado algum disposices perpetuas, principal-
mente tendendu ellas a obstar o progresso o roelho-
r, i ment dos povos a que se referem ; e nesle scnli-
do he para mim doulrina cxlravaganto dizcr-se que
esse Iralado celebrado com a Franja cm 1826, quan-
do a inielligencia do paiz ainda nao eslava bem
desenvolvida, e nem o syslema representativo era
amplameule conhecidn, obsla a iiacionlisajao do
nosso commercio, que eu reputo ser una COndkOO
fundamental da nossa prosperidade ; repito, he um
absurdo, he urna verdadeira exlravaganria.
Se os povos, senhores, lem o dircilo de rever as
suas rnu-tiiuieOes orgnicas e polticas, se elles po-
dem governar-se pela maneira porque enlenderem,
qual a razao em que se pode fuudar a perpeluida-
dc de um Iralado, que lem por fim prcnde-los e
condcmna-lns a nao promoverem os seus melhora-
meutos '.'
A prevalecer a idea de queo Iralado de 1826 veda
a adoprito de medidas tendentes a nacionalisar o
nosso commercio, ella ter a mesma furc daqui a 100
anuos, emfim duranle loda a existencia polilica da
nacao brasileira ; mas isto seria um contrasenso, e
porlanlo nenso como um grande estadista uosso, um
senador do imperio, que anda ha poucos annos di-
zia que nao era possivel admitlir a efficacia desses
arligos perpetuos que nos tratados eram ordinaria-
mente consignados em proveito de urna daquellas
parles contraanles, que linha mais inielligencia,
mais sagacidade, quovia mais no futuro, pois que
lal doulrina era destruidora de loda a moralidadcc
ac^ao polilica. Eu cslou Beatas ideas, e porissonSo
vejo no Iralado de 1826 esse ohslaculo que se pre-
tende enxefcar nelle contra a nacionalisarao do nos-
so commercio e cxlncriio desse monopolio lerrivel
que lem chegado a laucar profundas raizes no paiz;
pelo contrario culeudo que o pensameulo nacional
deve ser altenddo c execulado.
Quem me ouvir fallar esla linguagcm pensar lal-
vez que cu sou dcsaffeclo os cslrangeiros ; mas en-
gana-se, sou amigo delles ; porm lenho o dever de
ser mais amigo da verdade e do meu paiz, lenho a
ohnmcao de pugnar por um direito de que osmeus
concidadaos se acbam esbulhados.
O Sr. Firialo :O nobre depulado he contra a
liberdade do commercio.
O Sr. Brandao :Quando fallar enuncie as suas
ideas, por ora eslou manifestando as raiuhas ;e le-
nho dircilo de o fa^cr...
O Sr. Cirial o : Ideas contra a liberdade do
commercio.
O Sr. Brandao :Esl engaado ; enln nao me
rompreheiideu ;seme comprehendesse, nao dira
islo ; combalo o monopolio, quero qoeos Brasilei-
ros nao sejam victimas delle.
Senhores, eu desejo que una torrente de emigra-
ran procure o nosso paiz, desejo que os campos que
e inielleclulaes, c alem disto poden, ser crabarara.- I se acham desertes, qne, os os navegareis que estfio
por explorar, sejam aproveitados pela populacho de
qualquer parle da Europa que queira vir entre nos
habitar ; mas quero que no meic de ludo islo o na-
cional nao seja sacrificado ao monopolio, nao seja
excluido das vantagens de queiargamenle gozamos
cslrangeiros; c he por isso qne reclamo tnedidas
para que o commercio seja emanciparlo em ordem a
obler-se aquelle desidertum. Creioque mesmo no
verdadeiro interesse dos eslrangeiros eita idea se de-
ve realisar, para que dcsapparecam estes desgoslos
que exislem, e que em dillerentes pocas se tem
manifestado de um modo pouco lisongeiro Iran-
quillidade do paiz.
Aquelles que quizerem confessar a verdade bao de
reconhecer que nao he raro eucontrar-se na mor
parte das piaras do Brasil, e mesmo nesta corle, una
multidao de homens que amargamente se queixam
de que seus filhos nao sao admillidos por capricho
as casas de commercio como caixeiros, porque nas-
ceram no paiz.
Alguns Srs. Deputadoi: Nao apoiado.
O Sr. Br'andOo : Sim, senhores, lenfo ouvido
a muilos esta linguagem ; e, embora a conlcsUco
dos liebres depulados, ronluuo a sustentar que he
um faci verdadeiro e real. Mas, quando mesmo
na houvesse esse clamor, quando o que acabo de '
dizer fosse urna exagerarlo da minha imaginaco.nao
seria justo, nao seria poltico, nao seria razoavel que
se procuraste pelos meios competentes modificar esla
situarao em que actualmente nos achamos ? Sera
duvida que lim.
O anno passado fallei sobre esta materia, 'disse
que enlre as canias que mais concorriam para que
os Brasileiros nao pudessem ter entrada na industria
commercial, urna deltas era acharem-se elles sobre-
carregados de seryieos que nao pesavam sobre o es-
lrangeiro. Hoje repito a mesma cousa, accresceu-
(ando que aquella circunstancia fornece argumento
no monopolio para cada vez se tornar mais cruel, e
inilexivel ; atsim nao descansare! em pedir provi-
dencias a lal respeilo Talvez que as minhss ob-
servarles nao sejam attendidas, mas consolo-me por-
que me lembro que ha meio secuto era lida como
absurda no parlamento inglez a raocao annualmenle
a presentada pelo Sr. Wilberforce para a cestac,io do
Irafico ; entretanto que olempo correu e veio pro-
var que elle linha toda a razao quando advogava
um direilo sacrosanto e defenda urna idea jusla, ra-
zoavel e humanitaria.. Pode ser, repito, que boje se ".
qualifique como excntrica e inexequivcl a idea que
defendo da nacionalisarao do nosso commercio, mas
lenho fque ella um dia ha de prevalecer no paiz,
ha de ser realisada pelo poder irresislivcLda opiniao
publica : ento podero o Brasileiros dedicar-se
aquella industria, e obler por meio della fortunas
consideraveit, como as que possuem esses que se
acham na posse exclusiva de nossas prac"as.
Alm do que levo dito, a, nacionalisaco do com-
mercio traz urna vantagem importantsima debaixo
i-'a relacao polilica, e vem a ser que ella se presta a
servir de um meio de governo^que o actual ministe-
rio, bem intencionado como mostra ser, deve apro-
vcilar. Aquelles que tem corrido as provincias sa-
bem qoc nellas exislem muilos homens do espirito
activo que desejam enlregar-se a vida commercial,
mas que o nao podem fazer pelo predamiuio eslran^
geiro. Ora, esles humeus assim contrariados em
suas vocatoes preslara-se a lomar parle em qual-
quer movimcnlo na esperanza de melhor teluro, e
e por odio aquelle predominio ; seria pois acertado
e poltico remover semelhanle causa, e assim fazer
com que etsa parle da populado se interesse pelt
Iranquillidade publica, de que principalmente de-
pende a propriedade do commercio. Pens portan- *
lo qua ainda debaixo do ponto de vista que acabo de
encarar, a nacionalisarao do commercio he til, he
vantajosa, he neressaria...
O Sr. Aprigio : Indique-nos alguma cousa.
O Sr. Brandao : Espero que V. Exc. me ha de
ajudar nisto; lie Brasileiro, nao se La de recusar.
O Sr. Aprigio : Mas tendal pensado bastante
sobre o objeclo, he justo que nos indique algum
meio.
O Sr. Brandao : Nao lhe d cuidado, hei de
apreseula-lonesta sessao.
Finalmente, ainda dire, senhores, qoe da nacio-
nalisarao do commercio lera de resultar para o nos-
so paiz o grande beneficio de eslender e ampliar as
relaroes dos Brasileiros com os povos c> Misados, fa-
zendo-os conhecidos em todos os paizes commer-
caes, e atsim dando ao imperio urna represenlaco
propria as praras estrangeiras. Foi o commercio
quem lancou as bases da influencia ingleza e pre-
parouoseu poder...
O Sr. Siqueira (Judio: : Nos tambem temos
negociantes.
O Sr. Brandao :Apresente-me o numero delles.
O Sr. Siqueira (Jueiroz ; Precito de tempo.
O Sr. Brandao: Das relaroes commerciaes nas-
ce a facilidadc das IransacrOcs, e o crdito mesmo
para o governo, que delles se pode aproveitar quan-
do a urgencia publica reclama que'seja contrahido
algum empresmo....
O Sr. Aprigio: Nao eslao prohibidos.
O Sr. Brandao : Nao digo que estejam pro-
hibidos por lei, mas esli pelo actual estado das
cousas...
Cma w: Apoiado.
O Sr. Brandao : E sialo innto que a mi-
nha linguagem afllija alguns dos Srs. depulado*....
O Sr. Siqudra Queiroz : A mim nao afllige.
O Sr. Brandao : ... mas, afllija ou nao, hei
de continuar uella (apoiados), hei de repe-U al
que ebege o dia em qoe a razao e o direito dos
Brasileiros consigam o Iriompho ; passarei agora a
oulra ordem de considerarOes.
Entre os meios que coucorrem para o desenvol-
vimento da riqueza de qualquer paiz, os economis-
tas e fiuanceiros de maior nota collocam os aper-
feroamentos das artes o da induttria de lodos os
gneros; mas perguntarei i cmara : tem-se entre
nos cuidado de promover esses aperfeicoamentos ?
Tem-se dado proleceao razoavel aos artistas e in-
dustriosos "Nao por certo.
Sempre que fallo uestes materias se me responde
com os free-traders, apontando-se-mc o exeroplo
j'da Inglaterra de 10 annos para c ; porm pode-
r o esses que assim se explicara mostrar que o Bra-
sil so aclia no mesmo grao de desenvolvimento in-
lelleclual em que est aquella paiz ? Creio que
nao.
A Inglaterra, que alias j foi extremamente pro-
teccionista, pode boje o3o dar proleceao as suas ar-
tes e induttria, porque ellas j se acbam largamen-
te desenvolvidas, a ponto de nao haver receio de
sercm esmagadas pela concurrencia de nacao algu-
ma [apoiados); mas us estamos por veutura no
mesmo caso Ninguem o dir que sim. (apoiados.)
Pens, porlanlo que, como paiz novo, o nosso' nao
pode prescindir de adoptar um syslema de protecrao
para as artes e indslrias nacionaes, pois que do con-
trario seremos forrados a viver semprc debaixo da
lullla das naques mais adlantadas.'
O Sr. Aprigic : Isso he tambem natural.
O Sr. Brand'w : Est engaado : o que he na-
tural he qne cada povo procure ter urna existencia
propria, animando os diversos ramos do snas indus-
trial e arles, desenvolvendo a, saa agricultura, para
nao viver na dependencia dos oulros, para constituir
urna nacao verdadeiramenle livre ; islo sim, he que
he natural, he que a razao i a boa polilica acon-
solham.
Talvez -'ue diga que pensando assim ru veu
I


>
DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA -22 D AGOSTO D 1854.
.
f
contra as doutriuas da poca, mas rr-ponderei com
o cxemplo da Franca, que marcha frente da ci-
vilsarao ; all prevalece o systema prolector, e as
rlese industrias vivera a sombra delle, no cntanto
que lodos sabem quaes foram os prodigios que ellas
apreseuluram na exposirao ingle de 1831.
Mas chegaram a la) ponto que, segundo diz o Sr.
Dupii, olirigarain a Inglaterra a ser rarcial comim-
parcialidade. deixanth de premiar u uitos dos seos
productos para nao augmentar a soturna dos premio*
da industria francea.
Assim, pois, senhores, creio que nao vou mal
quaiulu invoco o patriotismo da cantara em favor
dos artistas industriosos e agricultor!, cujos ule-
reases o necessidades sempre advogarci por convirru
e dever {apiados) ; e ueste sentido s ija-me perml-
tido aprc-entar alguns artigos auditivos ao orcamen-
to em discussao.
Concluindo aqu o que liulia a dizer sobre as in-
dustrias e artes, incluindo a agricultura, de que j
largamente tratei em outro discurso, lembrarei c-
mara quej o dever que temos de pr< teaer os cida-
daos que uellas se empregam, e do prcparar-lhes
un) futuro mais esperanzoso, resulta nilo s do em-
penlio quo conlrahimos quando aceitamos a dificil
missao de legisladores, mas tambem do fado de ba-
verem elles coucorrido rom os seus suflragios para
termos assento nesta casa {apoiados): o que desgra-
jadamente nao (em sido bem rompr 'hendido ; por-
quaulo entre ost6ou2 volumesde nossa leizislaco,
urna s lei nao se euconlra que manifest desejos de
protcg-los...
O A't> Siqueira 'Jueiroz Neni tanto.
O Sr. Brandan: Nao vejo urna s.
O Si: Siqueira Queiroz : He censura muilo
forte.
0 Sr. Braiido: Sebe censura, recabe sobre
todas as polticas, sobre todos os lempos ; cumprin-
do-mcallirmar ao honrado memoro que uo preten-
do por ora nlra-la sobre o ministerio actual, visto
como (em promctlido o progresso do seculo.
1 ma voz :O progresso lento e refloclido.
O Sr. liraniltu:Nem eu quero progresso pre-
cipitado, (.ipoiadot.) Quando se falla de progresso
nao se pode entender seno assim, porque o progres-
so desalo nao mereceesse nomo.
O Sr. Aprigio:Apoiado ; he destruido.
' O Sr. Brando :-fTenho sido prolixo em dema-
sa, e srn duvida enfastiado a cmara [nao apoia-
dos;' mas ella me pordoar se anda por alguns mi-
nutos abuso de sua paciencia. Vou tratar da arreca-
da'co dos imposto*.
Creio, Sr. presidente, que a crviiisacao da poca
exige, quanto antes, senao a revogaro completa,
ao menos a niodificacSo dessa lei lyrannica de 22
de dezembro da 1761, vulgarmente cbamada a lei
do fisco. Nella se acham consigradas disposices
que coustitoem urna verdadeira excepeo de lodo
o direito, e que s servem para atropellar os mzc-
raveis contra quem he empuuhada essa arma ler-
rivel. Mudas vezes al as vexornes contra osde-
vedores da fazenda publica tem ido alm do que
se imagina, e ludo resulla do svstema adoptado pela
lei de qua se trata, e de outras complementares pa-
ra as execures fiscaes.
Teuho visto arrematar-sc por urna divida de I' > '-
rs. um predio de 2 e 3 cestos de res, c isto porque
a execucao he da'faieuda. Nao posso deixar pois de
clamar contra um lal svstema de arrecadaco, prin-
cipalmente leudo em vista a lei de 20dejuuho de 1774,
que estabeleceregras mais equitativas a este respeito,
e que nao sei por que razao nao sao observadas as
MecOftes da fazenda. Tanto rigor como o que
setlrem os que pagam imposlos, que sao verdadeiros
sacrificios, nao me parece justo..
I'orlanto eu pedirei ao nohre ministro da fazen-
da que concorra coro a sua injluencia para que a le
de que fallo seja pelo menos modi irada, pois que
em venlade de ver os atropellos a que ella sujeila
os conli ibtiinles.
Sr. presidente, drei agora doa palavras sobre o
S .">. do arl. 9. do ornamento. Nesc paragrapho
vejo conservado o imposto sobre os barcos do in-
terior; mas seja-me licito dizer que se todos reco-
nheceni qdfe a nossa inariuha mercante esl sem
animarlo, e que he misler dar-lhe impulso em beiu
do eommercio e da marinha de gnerra, romo ha-
veroos de conservar um imposto qi.e necessariamen-
e a ha de arabrunhar'.' Enlemlo pois que he le-
grando inleresse acabarmos com elle, para que esse.
uasecute ramo do nosso eommercio se possa desen-
volver.
Se n hora j nao eslivesse adi miada eu me de-
% morara em fallar sobre os dircitos de cxporlaoo ;
entretanto proporei sempre que elles liquem per-
lencendo s provincias (opoiado.'O, porque pens
que assim deve ser, vista da deficiencia de meios
giie ellas experimentam para realisarem os diversos
uielliorainentos de que carecem.
I'ernamburo. por exemplo, tem urna renda de
700 e lautos contos, mas he to insignificante para
os dilferentes serviros de que carece, que nao be
possivel que elles se facam dentro das torcas da rc-
ceita.
( incsmo ha de acontecer s demais provincias,
c assim considerando que da riqueza dellas he que
lem de vir a grandeza e prospciidadc do imperio
{apoiado,) son levado a pensar que com justica Ibes
devem pe lenceras rendas provinciacs dos dircitos
de expoliaban emquanto elles sutsistirem, pois que
a insulta opiniao he que esse artigo de receila deve
ser supprimido em bem da lavoqra e das outras in-
dustrias, logo que fr possivel.
Concluo 'finalmente, Sr. presidente, declarando
que cipero que o ministerio actuil preencher bem
a sua missao, porque nao possi crer que homens
dislinclos como sao os actuaes ministros, qneiram
mentir ap paix (apoiado,) e allrahir sobre os seus
nomes a maldirao publica ; nesla esperanra, pois,
confio que elle allender s considerantes que z
sobre a ncionalisaoo do nosso eommercio, protec-
cao is industrias e arles, c oulros objeclos de que
me oceupei, e que, usando de sua influencia, far
com que se realisciii os votos do paiz. Se assim
acuutccer, conseguir per certo um renome glo-
rioso.
O Sr. Barros Brrelo :Muilo bem.
A discussao fica adiada pela hora. ,
0 presidente designa a ordom do dia, e levanta a
sessao.
1 ida e approvada a acta da anleredenlc, o I. sc-
i relario d conta do seguinlc expediente :
Um requerimenlo de Joaquim Elias Elseo eseti-
vo dos nrphAos da cidade Diamantina, provincia de
Miuas (ieraes, pedindo a sobrevivencia do ollicio
que actualmente excrce,*oa pessoa de seu IiI lio Joa-
quim Elias Elseo. A' commissao do justica civil.
lie Barlholomeu liayden, ofiercecudo as razoes
quo o habilitan! a percebr.r o que Ihe pertence das
proras feitas taulu na guerra da independencia, co-
mo oa do Rio da Prala. ir- A' commissao de mari-
nhl e guerra, a quem eshi allecto este negocio.
Do juii e mais irmaos da irniapdadc de Nossa Se-
nil ora do Amparo erecta na igreja matriz de S. Joao
i, 11' isla da villa de Itaboraby da proviucia do Rio
de Janeiro, pedindo dispensa na lei de amortisaro
purn possuir bem le rail. A.' commissao de fa-
zenda.
HepreMlacao dos moradores da villa da Parahv-
buna, provincia de S. Paulo, plindo augmento do
numero de eleilores da parochia da dita villa. A'
coiiimisso de coatituirao e poderes.
Uos babilantes das freguezias de Dores do (ioaxu-
p, da capaila de S. Jos da lica Vista, e dus eleilo-,
res dos collegios de Sania Maria de Baepenbv, e S.
Jos e Dores das Alfenas da provincia de Miuas Ge-
no, pedindo a crea cao de urna nova provincia ao
sul Ja mesma. A' commissao de estatistica.
I.em-se eapprovam-su variaijedacces, e os se-
.: iiiWs pareceres de commissoc:).
Foi presente a 3." commistao de orcamenlo a
l'olijjo do lencnle-coronel de .a linha JoAo Gui-
llieimc Bracc, solicitando o pajamneto de i2: ">'i 5,
proveniente de soldes que devtra perceber na qua-
lldadc de capitao do exercito di;sde 22 de selembro
de (RI2, cm que foi dispensado do servieo como cs-
Uangeiro, at 15 de oulubro de 1, quando de no-
vo foi admiltido no mesmo pofc no referido excr-
cibi; nao julgando a commissao funtcicnics os es-
'larecimcnlot c provas com que oauppicantc inslrue
a sua pelicao, he de parecer que se pe^am informa-
rota ao goveroo.
o Sala das commisses, 1 ''andido Atende* de llmcidu. J. .1. de Lima e
.viin Sobrinho. J. J. da C'unhm.
< Foi presente 3." commissao de nr;amenlo o
aviso do governo de 12 de julho de 1S.">3, cobrindo
. um ollicio do actual Tice-presidente da Babia de 20
de inaio do inesnn anuir, infoimando una pelirao
do Dr. Joao Baptitta. des Anjei, medllo do hospi-
tal de marinha da dita proviucia, que reclama o pa- as 40 mil que devem ir para as provincias, fallan-
gamenlo de l:2tO3G9 em couscqucncia de (er pago
a um medico que otubsliluio cm sua ausencia no
mesmo hospital, quando em 1*1! foi Europa
com liceuca tratar de sua saude ; e nao julgando a
commissao sulliciontcs os esclarecinienlos que se a-
cham nos ditos papis, lio do parecer que se peram
ao governo iuformajoes mais delalhadas sobre este
objeclo.
Sala das commisses, t de julho de 1851.
Candido Alendes de Almeida. J. J. de Lima e
SiOa Sobriulio. J. J. da Cunha. o
Continua a -2.' discussao do projeclo qac fixa o
numero c vcucimcnlus dos einpregados da caixa da
aniortisaoo.
O Sr. Gomes Kibeiro responde -nos Srs. Paula
Candido e Augusto de Ulivcira, c conclue man.lan-
do mesa urna emenda para corriair um erro de
copia, o qual consiste em ler-se dito ao sellador
1:2008 em vez de 8005.
lieapoiada esta emenda, julga-se discutida a ma-
teria c procede-sc volaco.
He approvado o arl. I. da emenda substitutiva,
ficando prcjudigido o arligo do projeclo.
He tambera approvada a emenda do Sr. Gomes
Riheiro. v
Enlra cm discussao o arl. 2. do projeclo, c be a
poiado o arl. i. da emenda.
He, sem dbale, approvado p arligo da emenda
substitutiva.
Os arts. 2 e 3, da emenda sao considerados como
addilivos, c licam adiados por pedir a palavra o Sr.
Augusto de Olivcira.
Coulinuaiido a discussao do artigo 'J do oicameu-
lo, lieapoiada a seguinlc emenda .'
Ao 5 \-> do art. 9. accrcsrcnlc-sc lirando 'exlinc-
lo o das carias de jogar S. K. Lisboa Serra
Paula dos Santos Wandcrlov.
O Si: I scoiidc de l'araivi presidente do con-
selho responde ao Sr. F'erraz, falla tambem o Sr.
Vriate, depois do que lica a discussao adiada pela
hora.
(I presidente designa a ordem do dia c levanla a
sessao.
sammn------
BANCO DO BRASIL.
.S'esSo de :lt de ulho de. IHi.
Ao moio dia comecou-se a sessao pelo rcccbiincn-
lo de lisias para um supplenle que deveria oceupar
o 5". limar vaso. Sabio eleilo por ">2I votos o Sr.
Jos de Miranda Kibeiro.
Entrou-sc na discussao da proposta do Sr. Vianna
de Lima, para que a direcloria reclamasse do gover-
no os 800 contos que novia obtido dasubscripcao pa-
ra as calcada-, na dislribuicao das accAes.
Larguu a cadeira o Sr. conselbciro Serra. e foi a
assembla presidida pelo Sr. Xavier Percira.
O Sr. conselbciro Serra, examinando os estatuios,
eslabeleceu que nada linlia o Banco na queslao
vcrtenle; que era a proposta desarrazoada e contra-
ria a todo o direilo; que dado mesmo o caso de que
o governo liv.esse vendido as accoes, que deveria
distribuir, nao cram os accionistas do Banco, e nem
este estabelecimenlo os lcsados, c nem competentes
para Ihc lomar coutas; que a direcloria sabia bem
cumprir seus deveres, c linha em sen seio caracteres
muito independentes, e forra sullicicnlc para resistir
ao governo; mas nada linha havido da parlo do go-
verno que devesse levar a direcloria a reclamar o
que ao Banco nao pcrlcncia. Accrescenlou que a
direcloria recusava a iucumhencia que Ihe queria
dar a assembla gcral; que esta s poda obrar na cs-
phera que Ihe fura Iracada pelos estatutos, o nao o
hrigando a directora a novos onus que Ihe nao per-
Icnciam; que a assembla nomeasse una commissao
sua para esse encargo, c nao o encarreuasse direc-
loria. Discorrea sobre a forca moral que esla doria
ler, e que nao convinha arriscar em una tentativa
njosla; disse que o Banco havia de ler graves pen-
dencias com o governo. c que a direcloria mal ser-
vira aos nteresses do Banco se fosse -Lidiar com o
governo; pedio aos Srs. accionistas que descansadero
no zelo aclividadc dadirerloria para promover lo-
dos os seus inlcresses, c terminen airadecendo aos
accionistas pelo seu cpmporlanicnlo r.ivalhciroso na
occasiao de sa aprcseular a proposlasobre oseu orde-
nado.
O Sr. Dr. Silva Piulo examinou'depois os eslalu-
los e o acto ilo goveruo a respeito da subscripeo pa-
ra as calcadas; mostrou que o governo poda fazer o
que fez, porque as 30,000 accoes Ihe foram dadas pa-
ra distribuir como quizesse, apoiou o aclo do gover-
no, c desenvolved a idea de incompetencia dos Ac-
cionistas do Banco para reclamaren! para o fundo de
reserva do estabelecimenlo urna quauliaque Ihe nao
era devda.
Seguio-se ao Sr. Dr. Silva Pinlo c Sr. desembar-
g.idor Gomes Kibeiro, que combaten os dnus anlcce-
denlc oradores. Foi sua opiniao que logo que o en-
verno nao dislrihuio as accoes na prmera subscr-
cao ellas de va ni reverter para o fundo de reserva
do Banco, c que lendo-as o governo vendido devia
(er essa applicacao; julga que o governo pralicou
acto tao injusto por erro de enlendimcnlo; para o o-
rador be liquido que o diuheiro he do Banco e para
o Banco deve vollar; faz a compararan cnlre o go-
verno c um coi rotor, que se aluga urna casa com la-
vas, as luvas, devem ser para o seu constiluinle p.io-
priclsrio da casa e nao para o corretor.
Pensa que a direcloria deve aceitar a commissao
da assembla geral para que o governo indemniseo
Banco do que Ihc lirn, <|uc he seu dinheiro, e que
o dinheiro de cada iuii pode e deve ser nicamente
empregado conforme fr sua vonlade. 0 orador en-
tende cmfini que sendo a proposla contra o aclo do
governo, para que assim elle nao ousc mais infrin-
gir os estatuios, deve ser approvado pela assem-
bla ueral dos accionistas.
Sendo 3 horas e mcia lcvanla-se n scsso.
A sessao continuara amanbaa as 11 ). horas.
Tem anda a palavra os .Srs. Mello I raneo e Pere-
ra da Silva.
Sessao' do 1. de agosto.
Ao ineio da comerou a sessao. A materia era", a
proposla do Sr. Vianna para que a directora recla-
masse do governo a quanta de Cal! contos, que co-
hrou como suhsrripcao voluntaria pira as calcadas
quando dislrihuio as accoes,do Banco.
O Sr. Mello Franco exige que em urna quesLlo, co-
mo esla, fe deelarem todos os Srs. directores: entran-
do nella, ataca o acto do governo como urna espolia-
do ; para elle he fura de duvida que a quanlia
proveniente da venda das accoes perleuce ao Banco,
que a deve exigir. Espanla-sc dp que a direcloria
nada lenha feilo ; tambem Ihc admira que as direc-
toras dos antigua bancos nao tivesscm reclamado.
Como porm a actual directora j dedarou, pelo or-
ean do seu presidente, que nao aceita va a aulori-
sac.lo da proposla, e mesmo que a nao cumpria, o
orador propunha una suhslituirao escripia propos-
la do Sr. Vianna de Lima, e pedia a esle senhor
que relrasse a sua mocao para tirar a do orador:
esla inoran era que se consignasse na acia a decla-
racao de que a assembla gcral dos accionistas, con-
siderando o acto do governo como urna ofiensa a
seus inlcresses, protcstava contra elle por lodos os
prejuzos, perdas e dainos que d'ahi rcsultassem
ao eslabelcciinenlo, afim de os haver* do governo.
' O Sr. Vianna de Lima preslou-se mmcdialamcu-
le a retirar a sua proposla ; c a'sm foi ella subsl-
tuida pela do Sr. Mello Frauco.
O Sr. Pcrera da Silva achou a nova formula do
Sr. Mello Franco mais propria de asseiuWas por-
lamenlarcs e revolucionaras, porque signilcava o
julgamenlo e a condcmnac/io de um aclo do gover-
no, alm de que nenhuma ullidadc Irazia, porque
nada valia consignar-se laes declaraces e protestos
cm actas; que ao menos a proposla do Sr. Vianna
de Lima linha. mais os caracteres da regolaridadc ;
analjsou ainda a mojao do Sr. Mello Franco na
exigencia de prejuzos, perdas o damnos, e acoi-
mou-a de desarrazoada.
Entrando na queslao hislorou a creacao do Ban-
co do Brasil; os plenos poderes dados aos directo-
res dos dous antigos bancos para que neslc fossem a volacao anterior
ambos fundidos ; os estatuios foram um arcordo ou
contrato entre esses directores e o ministro da fa-
zenda ; por este accordo se cstabelcccu que os dous
bancos receheriam nao a importancia real de seus
rapilaes, roas urna importancia superior a elles em
,-icccs, c por isso 80 mil Ibes foram distribuidas ;
que 40 mil cnlregou o governo So novo Banco para
as distribuir as provincias aonde houvesscm ban-
cos que se convertessem em raixas fllaes ; e que 30
mil guardou o governo o direilo de distribuir nes-
ta corle, abrindo para isso urna subscripeo.
Assim, pois, 30 mil perteneeram ao governo pa-
ra as distribuir ; a nica condcjio imposta para es-
sa dslrbnrao foi o meio de subscripeo; lano se
verifica essa plena liberdade que os estatuios sobre
do cm dislribuicao, fez excop?ao das que deveriam
ser ao par.
Assim o governo poda distribuir e marcar as con-
dicocs e as hablilacCes das pessoas a quem distri-
buir ; a subscripeo ahrio-se ; levo por tanto exe-
curvo o arligo, porqoe* governo dislrihuio as30,000
accoes c por meio de subcripcas* nao sendo o do-
nativo voluntario para as calcadas sen.io urna ha-
bilitaran do subscriptor paraa preferencia.
Ora, smenle no caso de nao (er podido o gover-
no distribuir e-is accoes, be que ellas deveriam
reverter para o Banco, c quando vendidas, c com
premio, ser esle para seu fundo de reserva.
Caducou porm esla idea porque se verificou a
dislribuicao.
Nao lem por tanto o banco direilo nenhum de re-
clamar o premio dessas 30 mil acjoes para seu fun-
do de reserva, desvaudo-o ^o fim para que foi da-
do pelos subscriptores, lie o Banco incompetente
para isso ; ira reclamar o que Ihe nao pertence, c
que papel representarla '.' Como pode chamar seu
um direilo .ilheio '.'
Se o governo linha olirigaeilo de distribuir gra-
luilaroenle, os subscriptores dellas foram os nicos
oilcndido-, s elles foram losados, e s elles podem
reclamar, c nao um lerceiro como be o Banco.
Bem ou mal distribuidas as accoes. bom ou mo
o arlo do governo, agiolagcm ou beneficio publico,
cspoliaciio ou vaulaeem material do paiz, nada dis-
to atcela e nem importa ao Banco.
A assembla geral dos accionislas nao pdc lomar
contas ao governo por incompetencia ; outrns po-
deres mais altos foram marcados pela constilu;o
do paiz.
Assim pois de nada valia a rcrlamacao por pecca
pela liase, pela incompetencia, alm da injuslica,
porque ninguem que den foi obrigado a dar : nada
vale a dcclaracao ou protesto na acta, porque nao
d nem lira direilo,, be apenas um pomo de discor-
dia entre o Banco e o goveruo.
Mostrou depois o orador os beneficios quedo go-
verno lucrava c poda lucrar o Banco : era urna
socieiladc anonvma grandemente dolada, com re-
cursos exccllcnlcs ; o governo .em seu favor pres-
cindir de direilos disericonarios que Ihe dava a
legislaban do paiz ; o melhor servieo a fazer-lhe era
cimentar a unio delle com ogoverno, coblcrvan-
(agens rcacs pelo inleresse do paiz, c nao ameacan-
do o enverno com e--sa especie de espada de Damo-
cLcs que se quera nscrever na acia para Ihc inellcr
suslo.
Aiialysou as allribuices da assembfba geral e
los drcelores; os direilos do governo, c os dos ac-
cionistas ; a importancia do cstabeleoimenlo, c pe-
dio assembla geral que se moslrassc cordata c
prudente, e nao SO dcixassc levar por paixes ou
inlcresses, qde poderiain compromellcr o seu cr-
dito.
O Sr. Olloni declaren em seguida que npinava
como o Sr. Mello Franco quanlo ao aclo do gover-
no, c considera** que fra o Banco lesado ; mas in-
opporluna achava a occasiao para exigir i reclama-
cao do Sr. Vianna de Lima, e quaulo mocan do
Sr. Mello Franco poderia ser approvada com algu-
mas modificacoes de formula.
O Sr. Gomes Ribciro pedio ao Sr. Mello Franco
que relirasse a sua mocao, e a deixassc substituir
por oulra sua, tirando os prejuizos, perdas c dai-
nos, e protestando apenas pelo reconhecimcnlo do
direilo do Banco para ero lodo lempo ficar-lhc salva
a rerlamaco dos 600:0005.
Acceden lo o Sr. Mello Franco, eulra cm discus-
sao a nova mocao do Si'. Gonics Kibeiro, sendo a do
Sr. Mello Franco retirada.
O Sr. Ulrich opina que numa se leudo (ralada
cm direcloria de semelhantc queslao se considero
livre no sen voto, ejulga passavcl a nova mocao do
Sr. Gomes Kibeiro.
O Sr. Mairink combale a mocao do Sr. Gomes Ri-
heiro, mnslraudo que nada vale, e para nada serve,
ainda mesmo approvada. Define os deveres da di-
recloria,' c declara que fila n.ao aceita seno os en-
cargos que pelos cslalulos Ihe perleucem ; rooslra
que a assembla geral nao pdc ler allribuicoes se-
no as que Ihe sao marcadas, c que o governo tem
direilo de nao approvar reformas dos estatuios ; sus-
tenta o acto do governo, ao qual da seu apoin fran-
co, c incompetente Ihe parece o Banco para tomar
cootasao governo.
O Sr. Lisboa Serra examinando os estatuios sus-
tenta que o governo obrou Icgalmentc quando dis-
lrihuio as accoes, marcando aos seus subscriptores
as habilila^oes que julgou convenientes ao paiz ; que
nao lem o Banco direilo para chama-las suas, cnem
reclamar os (100 contos, porque lho nao compeliam ;
julga inadmissivcl a moco do Sr. Gomes Riheiro,
e a combate vigorosamente.
Pondo-se a votos observou o Sr. Airosa que nao
havia numero legal de accoes representadas para vo-
laran.
O Sr. providente dcclarou que receberia os votos
c ao mesmo lempo verifierria o numero de acccs
rcprcscnladas, para cconomisar lempo.
Verificando-se que somcnle 23,41.*> accoes eslavam
representadas,, deelarou-se que nao havia volaco ;
reconhcccu-sc lodavia que 384 volos approvayam
conlra 232 que rcjeilavam a proposla do Sr. Gomes
Kibeiro.
Eram 3 horas e meia da larde.
ScssaO' em 3 de costo.
Keunido numero legal acedes deabrio-se a sess3o.
O Sr. presidente dcclarou que ia proceder vota-
cao da moco do Sr. Gomes Kibeiro, tendente ade-
clarar-sc na acia um prolesln do banco conlra.o go-
verno, pelo aclo de reccher dos subscriptores das
30mil acrcs, queso reservou o governo distribuir,
una somma a Ululo de donativo voluntario para as
calcadas da corte, somma que por este modo fra
distrabida do fundo de reserva do Banco.
O Sr. Gomes Kibeiro pedio pela ordem a palavra'
c dcclarou que lendo com a discussao c a volaco da
sessao anterior, ainda que nao equivalente m.iio-
ria absoluta, conseguido o seu fim, que era mani-
festar a conviccSo de que o dinheiro pcrlcncia ao
Banco, c que o governo o dislrabira .para as colga-
da, dava-se por satisfeilu, c pedio retirar n sua mo-
co, dando-a como nao leudo cxislido.
O Sr. Airosa entende nao ser mais licito retirar-
se a iiiogo do Si'. Gomes Ribciro, por eslar encer-
rada a discussao delta, c dever-se proceder vo-
laco.
OSr. presidente declara que enlende como o Sr.
Airosa, e que nao se pdc mais propor assembla
a retirada da mocao, c que pwtanto vai proceder
volacao dclla, visto que na sessao anterior indo se
volar reconheceii-se ii.lu haver numero legal de ac-
ees representadas para haver assembla gcral, c
assim de nada valer aquelle apanhado de volos de
una minora de accionistas.
(I Sr. Gomes Riheiro, apoiado pelo Sr. Vianna de
Lima, protestara contra a deliherarodo presidente,
cappcllam della paraa assembla geral.
O Sr. Mavrink mtenla a opiniao do Sr. presi-
dente, c como na assembla se acba um depulado e
representante do paiz, o Sr. Percira da Silva, pc-
dc-lhe que de a sua opiniao, e declare se na cma-
ra dos depilados ou no senado se adroiltcm retira-
das de moces, depois do enccrramenlo da discussao
a que ellas dan lugar.
O Sr. Percira da Silva, assim intcrpcllado, de-
clara que lanto na cmara dosdepulados, da qual
he membro, remo no senado, nao se admillem, pe-
los respectivo) regimentos, retiradas de proposlas
depois de encerrada a sua discussao, c que ao en-
ccrramenlo monde loen, e sem inlerrupro, a vo-
laco, e que se bem no regiment do Banco uo ha-
ja disponen) Uo especial o casustica, entende que
o toin senso mtenla esta opiniao : aproveita a oc-
casiao para dizer que sendo a retirada pedida pelo
Sr. Gomes Kibeiro urna confisso de que em urna
assembla geral plena como a actual he incontesla-
vel que a mocao seria rejeitada, ratificando-se assim
por urna volaco da maiora verdadeira c absoluta
de urna maioria de acciunjslas
rain 428 volos, e contra, em favor do requerimenlo
dos Srs. Gomes Kibeiro e Vianna Lima apenas 104
votos; como porm para haver assembla geral
eram necessarias representadas 36,667 accoes, de-
ciaron o Sr. presidente nao haver casa, e como elle
sabia que mesmo no recinto haviam accionislas que
se recusavam a votar, e ja ha muitos das uada se
resolva, apparecendo o recurso de relirar-sc urna
minora para nao haver casa, dava elle por encerra-
do as sessoes do Banco.
Eram 3 horas da tarde.
10 de agosto.
O paquete inglex Camilla, entrado esla manha
do Bio da Prata, Iraz dalas de Buenos-Ax resbal
2 e de Montevideo at 5 do crrenle. Em ambas
as repblicas do Prala reinara a ordem.
De Montevideo aiinuiicia-se que o geueral Flores,
presidente da repblica, sabina em principios du
prximo me/, de setemhro para os departamentos
do interior.
O Sr. D. Francisco MagarinOa, que por muitos
anuos representou a repblica ucsta corte, foi no-
meado enviado extraordinario c ministro plenipo-
tenciario do governo oriental em Inglaterra, Franco
ellespanha.
O Sr. Koherlo Gore, cncarregado dos negocios-da
Gia-Brclauha na Confederaran Argeulina, falle-
cen ero Moulcvido d'uma apoplexa no dia 4 do
corrcnlc.
De Buenos-A) res nao ha noticia de inleresse.
De F.iilre-KiiK commuiicam que o general Ur-
quiza fra acconimellido de um ataque apopltico,
mas que eslava fra de perigo.
O vapor de guerra dos Eslados-Unidos ll'ater-
trilch c oulro vapor do mesmo governo, construi-
dos exprcssamcnlc na Assumpco para a navegaran
lluvial, eslavam explorando os ros Vermelbo c
Pileomayo, alllueutes do rio Paraguay.
13
Entrn esla inanha o vapor Guanalittra. Traz
folhas dePorlo-Alcgre al i do correnle c do Rio
Grande al 6.
A provincia de S. Pedro do Sul conlinuava a gozar
de pcrfeila tranquillidadet
Fallecen o capilo Jos Jaiques da Cosa Oarique,
director da academia militar, victima de umaexplo-
sao de materias nllammavcis que elle eslava dislil-
lando.
As gazetas que temosa vista daocunta de alguns
assassinalos cuja publicarn reservamos, por falla de
espaco, para amanbaa.
14
Annunciamos bonlem un Siipplemenlo a morte do
Sr. capitn Ourique, director da academia militar
do Itio Grande. O Mercantil de Porto-Alegrc dii
a respeito desla lisie oceurrencia os seguiutes por-
menores :
No dia 13 de julho achava-sc elle na sua casa
dislillando diversas malcras nflaiiimaveis, quando
quebraudo-sc o vidro que as conlinba e rabindo so-
bre a chamma que favoreca opcraclo, o liquido
intlaniiiKi.il se (".leuden pela mesa e pela roupadoSr.
Ourique, que tenlou apaga-lo. Queimado horrivcl-
mcnle cm minias parles do corpo, especialmenle
as raaos e vcnlre, s vreo 20 horas, apezar de lo-
dos os esforcos que se fizeram para o salvar.
o Essa morte, que arrancn um distinclo llrasi-
leiro do seio de urna numerosa familia, causou pro-
fundo scutimenlo nesla cidade, senlimcnlo que se
revelou de todas as maneiras.
.o Os jovens discpulos do Sr. Ourique fizeram o
enterro c mais des>ezas sua cusa, e a populaco
da capital, por convite do Sr. presidente da provin-
cia dirigido aos senhores directores do banco recen-
lemeole fundado, fez nma subscripeo cujo valor so-
be ja a 2:000
No mesmo peridico encontramos as seguinles no-
ticias :
Suicidou-se um moco, lilhn de abastado nego-
ciante de Inglaterra, chamado Henrique Meluick.
Com "> anuos de idade era elle victima de cruel me-
lancola, por desgoslos que livera na sua juvenlude.
lia poucos das tomando urna arma de caca dingio-se
para um arroio qde corre porto da chcara em que
habilava, e deilando-se no chao disparou um (iro na
bocea que Ihe despedacou a cabera. Ligado como
eslava esse mancebo > urna familia respeilavel dessa
cidade, o seu triste fim causou bastante pena.
Augmentara as probabilidades de ser cITec-
tuada urna das obras mais impnrlnnlcs para a pro-
vincia, qual he a abertura do rio Vaccacaby al S.
Gabriel. Tendo sido coinmUsiooados para explorar
esse rio os Srs. capilo-tenente Caslro Menezcs e ca-
pilo de engenlieiros Percira de Campos, voltaram
j elles. e consta que a sua opiniao he perfeilamenlc
l'av orav.il possibilidade de realisar-se essa obra.
Sendo islo assim, e constando olTieialmenle que o
uohrc ministro do imperio esta desposto a facilitar os
meios icce-s dios para a desobstrueco c canalisaco
desse rin.onde una ou oulra coosa se lorna necessa-
ria, breve peder esla provincia achar-se dolada de
um iiieihoi.iniciilo (Ao imporlanle para o eommer-
cio, para a industria c para a collocaco estratgica
das tropas e depsitos.
n Urna oulra exploracao menor cm si mesma,
porcm que tambem pode ser muilo ulit, ordenou a
presidencia ; foi a do arroio chamado dos Ratos,
que desagua no Jaeuhy ,0 que'pssa muilo prximo :i
mina de cav3o de peda do Erval, cojo prodnclo es-
( verificado ser o mais perfeilo. Se for possivel
tornar navegavel aquelle arroio, ou trausporlc do
carvio ser facilimo, c porlanlooseu prero no mer-
cado muilo mais abaixo do qu boje poderia ser.
A nova exploracao be confiada a nm laborioso
eslrangeiro, Polaco de ii.oo, e que Toi official da
marinha austraca, servindo depois na esquadra de
Bucnos-Ayres.
a Continua a viuda de colonos para o Rio
Grande ; alm dos 70 ou 80 que o goveruo imperial
maratn pelo Guanabara. vicram mais' I6, envia-
dos por iiiiiacasaatlein.i.sciii conlrato.mas queogo-
verno provincial receben para que elles nao se achas-
sem sem recursos e sem meios de subsistencia. Ma-
inloii-liies dar subsidios, e dcslinar-lhes Ierras, ere-
mos quo na colonia de Sabia Cruz, a dez leguas do
Rio Pardo.
He a deslinacao que tem lodos os colonos lti-
mamente chegados, por ja ser subejamente numero-
sa a populacifo de S. Leopoldo.
l'm abastado fazendeiro da Serra, chamado
Manoel Euseuio Soarcs. reeressando dcsla lda^dc
com a sua familia para o luear de sua residencia,sa-
hiram-lhc qualro individuos disfamados d'cntre o
mallo, c depois de o reconheccrem so reliraram.
Pouco depois foi-lhe disparado um Uro que o ferio
no roslo com una bagos de chumbo. Parece que ha
indicios de ler sido essa aggres*3o efleito de anliga
coutenda enlre o Sr. Soares e alguns de seus vizi-
nhos.
L-se no Diario do Rio Grande de 2"> de ulho :
O Sr. Napolen upr, subdito francez e artista
dramtico de grande merilo, romo den mais de nma
prova no thealro desla cidade. foi assassinado, jun-
tamente com sua esposa, no dislriclo de Piratiny.
Os assassinos, que consta seren Francisco Bc-
nilha c seus dous lilhos Jos e Antonio, evadi-
r m-se.
" Piratiny, 17 de julho de 1851. Um aconlc-
cimenlo horroroso (eve lugar nesla villa ao aina-
nhecer de bonlem. Jaciutho.sapalciro.casado e com
qualro lilhos menores, linha a infelicidade de nAo
se dar com sua mulher, c Icndoclla conlra a vonla-
de de seu marido idopernnilar era nma casa cm que
se havia dado um baile na imite anterior, foi Jaciu-
Iho na manhAa seg'uinte a essa casa, c entrando pelo
portan enconlrou sua mulher na coziuha, deu-lhe
um grande golpe no poscoco para degolla-la, e urna
Tacada pelascostcllas, fazendologo o mesmo em si:
c implanto estejam ambos gravemenie Tcridos, to-
dava se afianra seus reslahelecimenlos.
L so no COrreio ilo Sul de 23 de julho :
o Antes de'honlcm larde um menino menor de
i anuos, lilho do Sr. Joao Ferrcira Bastos, aclnal
emprezario da companhia dramtica do Sr. Florn-
do, e eonscguiulementc ausente em Pelotas, morreu
desastrosamente.
Tnha-se apartado havia momentos de sim hoje
desesperada mi, quando foi esla avisada por nina
oulra crianca, eserava da familia, que o infeliz me-
nino eslava ardendo. A cxpressAo nao era exage-
rada. O innocente, com as roupasrem chamma, li-
nha cabido sem sentidos ; c horas depois expirou
sem poder ao menos explicar a origein do sinislro.
Suppunha-se que se i linear.i ao fogn para in-
cendiar uns papis cora qac andava brincando, e
quecahira sobre a chapa incandescente; porm fosse
qual fosse a origein d-ssa calastrophe deploravel, a
verdade he que ludo necorreu to rpidamente e que
lo cruel e profunda foi a aeco do logo, que (ornou
de lodo poni impotentes os rpidos e desvelados
soccorroada medicina, auxiliados pelo anhelo do
amor malernsl em desespero."
(Jornal do Commercio.)
que he Vmc. mais visto, expericnte, e versado, que
eu, ver se pode culligir do que uaco, ou a que fa-
milia pertencer lal monose angico, bauguella,
loandez, indio, prsico, clone/, mi se mesmo ilha,
como se elle inculca; porquaulo ca temos por enig-
mtico, mv-terioso, ignoto o lugar donde he oriundo;
posso asseverar-lhe (para livra-lo de mais apurada
iuvestiaco c analyse) que ouvi dizer um amigo,
quecursou academias, e alisou quanlos bancos hou-
veram em Salamanca e Coimbra, que elle figurava
ser da raen dos orang-slangs, ou estar poucos furos
cima dos nossos macacos. Peco-lhc encarecida-
mente que nao m'o mostr tolo-, que pode haver
quem o queirapor faz, ou por nefaspara o rou-
scu. Liblanos, Domine! Esta idea faz-me arre-
pender da minha indiscripro ; mas confio que por
urna mera curiosidade nao querer perder um cor-
respondente; ficando cerlo que sem o Faustino em
lugar de noticiador, ter-ine-hia completamente mas-
sanie e ftil.
Em raz3o do comprnmellimento feilo na primei-
rk, que Ihe dirig, deixei de rcferir-lhe os efTeilos
diamelralmenle oppostos, que prodtizio a apparico
da minha correspondencia ; e, nao he jaclaucia, pa-
rece que ao rcdigi-lasem ser o Mahomel prophela
do AlcorAoalgurrr espirito benigno e Ilustrador me
inspira va mullos dos pensamenlos, que me acodi-
ram, e deixei escorregar pelos bicos de minha penna.
Realisaram-se as minhas previses: osjuizos leme-
rarios, as supposicoes, os conceilos, ludo.... ludo ap-
pareceu como eu o presentir.
Fiquei salisfeitissimo, iuchadissimo de filaucia,
por saber o apreco e acolhimcnlo de que gozou o pri-
meiro parlo de minha imaginaco. Esle pedia por
quanlos sanios haviam, que o deixassem ver; aquel-
le moslrava-se carrancudo por oulrem ler a prefe-
rencia ; qual que me aplauda ; qual que me exal-
lava : vi alnuns quas rhorosos, e despeilnsos, por-
que me nao haviam ainda ido. Oh que fiquei com
esle pcilo regalado! Porm como nesla vida nao ha
felicidade c gozo perfeilo, ao prazer que me omli.il-
lou a uolicia da aceilarao lisonjeira e sofrega, que
me fizeram, succedeu o maior dos desgoslos, que
podem subrevirao carinhoso pai, queal a adora-
Saooseu querido lilliinbo eslima.
Aleivosias, falsos leslemunhos, raivas, ilescspero,
ameacas, desejos do vindictas, celriimas, e mil dia-
bluras foram hincados desapiadadamente sobre o
pobre v cilio rbeumatico, por aquelles que desafelos
livcram a sua carapuca, ou sollrcram suas azorra-
gadas. Mas o que fazer? Ilcsprezci todas as brava-
tas, c rime a sordina por ver lorvelinharem-se lodas
as caberas de roeus presumpluosos. Ora prelendiam
que eu fosse tao velho, como o Judcu Errante, ora
tenlavam remocar-me como o elixir do sabio AI-
tholas.
Tudo supporlei, e supporlaria rom muilo resigna-
cao se nislo se resumisse ludo. Mas qual Clicaa-
rara alera do que eu pensava, as conjecturas. Ne-
garam-mc acre pertinazmente os direilos de mi-
nha paleruidade lloresco referen! Veja, Sr. cor-
respondente, se istoilie cousa queso lolere? Se islo nao
faz desesperar ainda ao mais flugmatico e sanio
Job? '
..Nao fiquei humen!, nao; mas niiidoc quedo!
Fiquei com as orclhas na cabct;a, quando sube,
apparencias agarrasse-se com as almas, e araarrasse
seu Sanio Antonio, afim de abrandar o coracao. c
mudar de norte, e de pensamentu ao Aldeo ? Co-
mo he pois que elle mesmo quer dar-sc a conherer I
Oo a consciencia Ihe remorde com a real gravida-
de do sua culpa, ou he muito synismo I'orlanto ou
deve purficar-se, oui pagar a sua impudencia, e S.
Anlflo he sempre mais perlo, do que o purgatorio
ou a ilha de Fernando.
Com a minha pairara c a passagem por villa do
do Sr. delegado esli sahindo ptra a ra muitos far-
dos pobres e fedorentos.
Diz-se que um pardo Ignacio, a quem ouvi cha-
mar-cabeca de coco, do Compra-Fiado. (Arre que
esla ra na Esrada semelha ao hairro da Cil em
Pars ) matara oseu proprio .genro : valha a ver-
dade.
< iiiem eom ferro fere, com ferro ser ferido ; e o
velho Siman de Nantua acrrescciila : cao que mor-
de he mordido ; calo que furia he batido. .Vin era
mais preciso este fado, que vou referir para compro-
var a forra deslas verdades ; e he esla urna regra
quasi sem excepcAn. Consla-me que ja nao porten-' ma mencao de scmelhaote fado,'pelo que nao Ihe
nJL',? comcanoo no dia 7 de julho prximo
f. *a. JUg pela, maD,,a- e sendo suspenso pela
^cdl'rr?i '."l""^0 o d'a seguinle. lcando os Kns-
oirirreritf com,Perade900 horaenl mortoTc
noTr rfns r caMdo cidade c Ginrgevo em
P ?,i. *" *.PCTd desle, naoce.ll* das
nol.cia que um dos regia,*,,,,, fraucezes. que lo-
raaram parle no conflicto, 0 de linhaHicara ex-
Iremamenle reduzdo.
..Corri que os Franeezes combaleram nesla occa-
siao debaixo do commando do general Canroberl e
que a elles se deve em grande parle o bom resulla-
do do da. O 2. conflicto ditem que tiyur lugar
uo dia 21 do mesmo mez, no qual os Busss atacan-
do logo ao amaohecer OS Turcos enlrincheirados jun-
lojde Giuraevo foram complflamente deiroiadot per-
dendo 2,000 homens morios o 5,000 prisioneiros. O
rommunicante que isso noticia de Vienna, accrescen-
la qne no dia i.200 carros carregados de feridos
haviam chrgado a Bucliarest, mas despachos dassa
ulliina cidade datados do da 27 nJo fazem nenhn-
ce habitbaos dos vvenles o celebre Caminha, que
assassinara Manoel oleiro; e aasaoatm o assinado era-
bora sem familia, sem nomo, sem prestigio em qual-
quer parte do orbe deixa um vingador, pois em
qualquer parle c'sla o dedo de Dos. Manoel olei-
ro ( soube-o lia pouco) que deixara a Irillu de seu
trsle existir juncada de crimes, c decepcoes, carre-
ead,wlu raaldics^ que privara a muitas familias
da posse de seus mais doces echaros objeclos, pagou
com sua propria vida,as que roubara com o ferro ho-
micida: he tambem brbaramente morlo! Ca minha,
que feramente lorna orph.los,desvalidos,isolados c mi
seraveis urna mulher,e seus innocentes lilliinbo, v
c sent quebrar-se-lhe o lio da existencia, com a
ine-ma -morte que elle lera a oulrem. Melius eral
hissinati non/useiif.'sr.\V.pojucano,agoraem lu-
gar de fusligacoes de sua parte, e pomelo da da jus-
tica. que reclame!', iniploro'iini Padre Nosso por sua
alma. A Ierra Ihe seja leve !
O passaro que piava em o nosso canto, baleo
azas, voou, e foi-se. Va elle postar bem longe.
Nada de mais nolavel me consta haver occorrido,
mormente aqu por onde habilu. a nao seren as
cousa, que js refer dadas na villa.
Saude, sebo e gordura, sem que Ihc importunen!'
algumas clicas Ihe appctceo.
O seu Diario de7 de corrcnle.'em que jconsla-me',
vem exarada a minha segunda missiva, ainda me uo
veio s maos, nao sei a que ollrihuir esla demora ou
descuido ; lalvcz falla de portadores c para este
canto: mas sei que j foi visto na villa, enriendo de
casa cm casa, de mao em man. de bocea em bocea,
fazendo rir a uns c raivas a oulros. He ordem do
mundo nem tudo pode agradar a lodos! O fiscal eo
Caldas (dizem-me) desde entilo Irabalham na fabrica
de urna arenga, aranzel.gcrugonca ou al. nana : ha
de ser bonito Tem Vmc. de filar bom peculio :
porque provavclmenlc ir inlromeller-sc as colum-
nas do seu Diario ; c receio que estes dous inimi-
gos, (a minha correspondencia c o vasconro desses
bpedes genios)em o mesmo campo nao liquem. de
boas inielli-ciicia-, mrmente, sendo toreados aolha-
rem-se de esguelha ou de cis-a-t. Paciencia !
Apezar de meussesseula capis c alguus plenilunios
de quebra aiuda sou bstanle agt e dcslru.
Nada lema sobre o meu phisco ; porque sei laes
negabas, Iregoilos e mcslranras, que jamis nunca
serei maltratado de seus coiecs c por fim subjuga-
los-hei, fazendo-os conhecer canga de branco. l)i-
zem-me mais, que os padres sao as espinhas de S.
Iiraz.que esesmarrecos Irazem alravcssadas na gar-
ganta. Salvo Dos lal lugar Salvos nao ficam, as-
severa-me o Faustino, aquclles que communicam
mais eslrcitamentc com os Srs. ministros do aliar,
jurados a seren sacrificados as aras da Iresvariada
impostura, estupidez, maledicencia ele...
Basto desconfiando da seus proprios merecimen-
los, anda amontado, queixando-se que quercm-no
prender ; porque o correspondente da Escada tam-
bem falla delle, dizendo ser passador de sedulas fal-
sas. E que lal! Como so calumnia um cscriptor
publico, ou esponlanearacnlc se assume um crme,
que fora imputado a alguem. cujo nome se ignora-
va, ou nao se publicara Cabe aqu oDe ore tuo
te judico.
Accresccnle s liuhas qua Ihe euvici pelo Fausti-
no, estas qne agora Ihe dirige o seu amigozinho.
O l'elho Aldeao.
[Carta particular.)
REPAF.TIC.aO DA POLICA-
Parle do dia 21 de agosto.
Illm.eExm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
partes hoje rcrehidas nesla rcparlico, consta terem
sido presos : a ordem do juiz de direilo da pnmeira
I vara, o portuguez Manoel Bolellio Cordeiro, por cr-
me de estellionalo ; a ordem do subdelegado d fre-
guezia de S. l'rei Pedro Gonialves, Jos Domingucs
c Mara Ka v inunda dos Aojos, ambos por insudes;
a ordem do subdelegado da fregtiezia de Sanio Anlo-
nio.o prelo Filippe, escravo de Antonio Bezerra Ca-
valeanti, a requerimenlo de Jos Affonso de Mace-
do; a ordem do subdelegado da freguezia de S. Jos,
damos muilo crdito.
Os dous exerciloi inimigos, cada um rm po-
"ic.in respectiva, continuavam em mutua observaco.
Omcr-Pach escolheu Olteuitza fiara centro das suas
operacOcs. At o dia 16 do paseado linham passa-
do o Danubio 90,000Turcos.Eropregavanwe osles
em construir baleras na ilha que demora em frente
de Silish ia.
O principe linrlsrliaknff linha o seuquarlel ge-
neral em Slohodzie. Da Moldavia chegavam moi-
los re for e os russos, que oceupavam a exleuso de
Jalomrlza. A ala direila dos Hus-os eslava em Slo-
bodzic. O general Luders havia-se coocenlrado em
Kalasach. A forca que o principe de GorlschakoH
lem para resistir ao* Turcos he de 110,000 homens
e 20 bateras. Os Turcos coutiuuavam a alravessar
o Danubio emGiurgevo. Ilouve algumas etcaramu-
c ii eos que foram feridos os generaes Bulurlio e
OrlolT.
i'inha chegado aSIalini urna parte do corpo de
exercito do general Liprandi. l)izii-se que a Pe-
quea Valarhia sera oceupada pelos Russos. Por
oulras uoticias constavaque os Austracos orara bre-
vemente esperados em Ginrgevo.
No Bltico .. mar Negro nada linham feilo as es-
quadras alliadas alm de alguns Uros trocados oulra
vez com as baleras de Odessa.
O almirante Napicr appareceu diante de Crons-
tadl, mas relirou-se dalli sem nada tentar, dizia-e
que Jjomarsuod na ilha de Aland seria bombardeada,
e noticias de Copenhague transmiltidas pelo lele-
graphn magoclico no dia 31 de julho, referem que
com clfeilo ella fora tomada com grande perda de
ambas asparles.
Um oflicial inglez esereveodo da Bulgaria com da-
a de 13 do julho, depois de noticiar que as paradas
que faziam de mimfrade, padre...eu que ienbo
abnegagto para lal estado! ou que o progenitor da
minha correspondencia era pessoa desla laiavaquem
respeito. mas com quem uo quero gracas... Final-
mente (oh que esla s recordaco Faz-me despojar
o ja escalvado crneo dos ltimos cabellos, que por
ventura ainda o orlara) sub ao apogeo da colera
quando as proprias biloclas asseveraram-me que
o meu primognito linha urna duzia de pas! Irra!
Com mil danos.' l'ade retro! Se eu nao livesse fir-
me cnnvicc,ao de ser to bem casado com as minhas
ideas, se dellas j uo houvcsse provas de honradez,
por sem duvida dcscouliaa de sua fidelidade. Do-
zc pas! E que mistura Nada Quero livrar a mi-
nha casia penna do laho de adultera. Quero que
lavada desla nodoa, que injustamente se Ihe lau-
case me reconbeca s c legitimo pai de meu fi-
Iho. Vou palcntcar-me. Vou rasgar a capa de ano-
nymo, com que me hei cmhuc-ado. Eis quo entro
a gritar com (odas as forras, e elaslicidade de meus
pulmes: Sou eu o rorrespondenlc; sou o velho al-
deo; sou.... chamo-me... Mas nao! Agora recor-
do-nie do rifoquem lem capa, escapa. Que lou-
cura a cu roinmelter Nao : nao sou quem d gos-
to cortos meninos, que desejam mais couheccr o
velho, do que comer um pralo de ula. Dei\a-Jns
ficar coro agoa na lioeca Deem embora a oulros a
paleruidade de iniuhas missivas; pouco importa :
conteutar-mc-he cm citar aqui as mtricas palavras
do grande Virgilio, quando tentaram roubar-lhe a
gloria de uns seu* versos:
lio cap versculos feci, InVil aller tonare;
Sic eos Itnn coiis nidificatis ares,
Sicros non tobis vellera fertis oves,
Sic ros non vobis mellificatis apes,
Sic ros non vobis fertis aralra hoces.
Sim, senhor. a cousa nao est de hrincadeira. Sou
caboclo, nao he misler mais rcpeli-lo, e j disse que
be nossa propriedade mui prvAtivaser desconfiado.
Se o era, agora ainda mais loruei-me depois que
conlou-me o Faustino, qu* ahi algures procura-sc
saber quera he o velho aldeo com mais ancia, c di-1 Leocadio Francisco Lopes, por ebrio ; ea dosubde-
gcncia, duque a minha Andreza quando cata as Vgado da freguezia da Boa-Vista, o pardo Joaquim
pulgas ao coz da saia. Eslou persuadido, alias cer- Eugenio Pequeo, por cri
tissimo. que nao he para rcinlercin-me homenagem, nvato, dalo ; o pardo Izi
darem os einhoras, ou fazereni-uic urna visita. -Biuei Madureira, lodod
Ora muilo agradecido, passem por l muilo bem,
que eu c os irei losando paulatinamente quando o
que nao formavam assembla geral, c apenas maio-
ria relativa de um pequeo numero, parccc-lhc in-
dillerenle que se approvo a retirada pedida, nao
dcscohrindo na iembranca do Sr. Gomes Riheiro
mais do que ora expediente para livrar a sua mo-
co da una rejeicao regular e legal.
O Sr. presidente propendo assembla a inlerposi-
cao do recurso do Sr. Gomes Ribciro, proceden a
receheros volos sobre approva^ao ou reprovaco da
sua doliberacAo de nao admillir o requerimenlo de
retirada depois do enccrramenlo.
Muitos Srs. accionistas retiraram-se declarando
nao querereiu volar.
Verificou-seque respondern! i volaco 33,12!ae-
cC'S.'e que a favor da deliberarlo do presidente fo-
COMAICA DE SANTO MI
Eseada 10 de agosto.
Sempre que pego na penna para dirigir-me a Vmc.
he acompanliado de inelfavel salisfaco, por ser esle
o nico meio, de quenesla lonsilude cm que am-
bos respiramospodemos servir-nos para reciproca-
mente trocarroos os nos-os roroprimenlos; por isso
mesmo, e porque desejo que Vine, ande como cu,
em dia coro os mov inientos que por c se do, be
que pretend errevei-lhe com mais alguma hrevi-
dade ; por quanlo 'diz um autor) soffrer, ou gozar
s, nao he lo penoso, ou doce, como quando n'uma
ou n'oulra cousa temos um coracao amigo, queeom-
parlilhe de nossos senlimenlos. Jnir seul ce n'est
jouir qu' (i ilemi; jouir acec ce que fon aimr, c'esl
la plus doucc de loules les joles terrestres. Ma
infelizmente nao aconleceu como eu desejava; pois
fui chamado para assslir a urna avaliaco de bem,
que haviam de ser dados inventario, e Icvarara-
nie de reboque para bem longo do lar domeslico; c
burlou-se desl'arle o meu inlcntu. Como porm ago-
ra ueste momento o Faustino parlicipa-me, que vai
dar a vela-para essa praca, por elle r.iru-ihc remessa
da presente carlinha, e a par della muilas saudades.
Eslimei assas que ello fosse o emissario dcsla, para
que Vmc. lainbeni desfrude, ao menos instanlanea-
in-nio. de sua amavel companhia. Nao se espante
coro ver essa
Caveira
Burrical orelhuda em corpo de hornera;
pois assim mesmo nojenlo c horrendo, como he, per-
iiiilla-uie dizer-lhe, que he o bicho mais prestimoso,
que por aqui conbeco, lano mais quanlo he elle o
meu batedor. Aproveile ia.i propicio, qu.io inespe-
rado ensejo para merecer o favor de, como homem
merecerem.
Esta-me^ouv indo, Sr. correspondente)'.' Pois lome
cuidado. Ccrlos marrecos c tem esgravatado, reme-
chido, o-noi ilba.l.i, c afanado para descobrirera a
cabana, onde se alberga o cabocio velho. Vinte ve-
zes a Maria Tbereza lem feilo a adevinhaco da
urupema, c das palhinhas, e de cada vezfeliz-
mentehe um o iniciado no crime de que sou au-
tor. Palavras cabalsticas e 0 mesmo megnetismo
lera viudo baila. I' nem mui valioso he o sanio
da minha devoro. Reitero-lhc no eotanlo o aviso
de que por aqui esperam romper-me o mani do in-
cgnito, equando o nao consigan), prctendem vol-
lar-se l para seu lado eahi laucar os ltimos dados
de invesligarao: por tanto, cuidado com ludo o que
tendera desembuxa-lo, nao d a lingua, seno...
adeos, minhas encommendas!
Ora, ca me acodero novas reflcxOcs. Com effeilo!
O meus conterrneos considerarc-mc urna plena ni-
hibidade Fazem meu respeito um conceito tao
roizcravel, que me nao acham apto para formular
urna correspondencia. He isto bicho dsete cabecas,
que s as grandes capacidades ousariam emprehen-
der".' Apezar do seu bestunto, s meu compadre
Joao Gomes fei quem acerlou com p verdadeiro pai
da crianca.
Quem eu sonnao vos cansis.
S os lampos o dirao :
Fraile l.. padre I... Ubi soli !
Nao passo d'ura aldeo.
Eslivc com o nosso delegado, o nao sei que forra,
ou accao magntica xm mim se opernu, que fiquei-
Ihc lodo rendido; foi a vez primen,i que o vi o
conversei, e de entilo para c confesso-mc todo seu
criado.
Asseguro-lhc que nao invejamos, nem sequer al-
mejamos melhorcs cnipregados policiaes, que os que
oecupam esses lugares nesla comarca; pnrquunlo lon-
ge de seren protectores de crimes .como um desses
senhores la do Isiiarassii. queconsla-me para e-
vilar a censura publica de escandaloso patronato,
com a mao do galo den escpula a celebre Manoel
Dias, assassino de recommcnda'tao, que (fora preso
aqu; os nossos, pois, s3o incansaveis e perliuaces
na sua capturaran.
Cogralulo-mc com os prosperse desojados eflci-
los. que vai prodiizindo a minha penna; pelo que,
eerlamcnle me nao Ilud na esperance, que raiou-
meao encelar esta laret.
No dia 7 para 8 do an.lauto foi preso Pedro da
Rocha-aquelle que anuuuciei enviarn por si.
Agora j nao-he simples presumpcao, masdiz-seque
realmente esle mon-tro assassinara a sua primeira
mulher, aquella a quera jurara face dos aliares,
peanle Dos e os homens, (homicida e perjuro !>
amor, mulua dedicaban, c eterna amizade ; aquella,
que abandonara os lares paternos, os doces sorrios
: allaveis mimos de sua' familia para comparlilhar
de suas felicidades 00 dos seus Infortunios ; aquella
que.cmfim,sacrificara ludo que demais charo possuia,
para ligar-se ao destino de toaleivosoc brbaro sce-
lerato. He elle, pois, um acrrimo scclario das
doulririasde M. Malhildes. Altos sao os juizos de
Dos!
Fal!a-sn juntamente que o seu processo se acha
instaurado e archivado na villa do Cabo.
Neaa mesma occasiao, foi lambem preso por uso
de armas dtelas, um cabrinha por nome Pedro, e
logrou fugir, scudo remedido para Santo A-
ilo.
Agora he que o Faustino conla-mc, que fora cap-
turado em fins do prximo pasudo mez, e enviado
para a Victoria um lal Francisco Timolhcojubila-
do cabrelo aerido ; o qual tendo furia lo um ca-
vallo ao meu co-vn Miguel deSouza, c sendo des-
coberlo, jurou esle dcespevilar-lhe os milos com
urna bala, se fallasseou oarusasse como o autor des-
sa grarola. Como qualificar a petulancia e impu-
dencia de semelhanle ladro '!! Furlar a oulrem, e
porque se trata de reivindicar o bem usurpado,amea-
.rar o paciente de maneira lo oflensiva Em que
lempo estamos mis! Ah fora cu legislador !... Ca-
la la bocea velho tolo. Tem ludo seu lempo.
Tralei-lhe de um negociador de sedulas a contra-
bando, o oh bocea quo tal dissesle certo capa-
docio licou para comer em boceados o delator do
seu nefando comercio ; c proposito conlar-lhc-
hei nma historia, ou anecdola, que nao sei se vira
ao caso, mas de que darci a razo, e Vmc. lirc a 1-
lacJo. ou de-lhe a inoralida.lequc bem Ihe parecer.
I ma crianca quehrou um vidro na escola, c Ire-
mia cora medo de que o meslrc indagasse quera li-
nha sido o culpado. Veio o mestre. c comecou a
licao. Quando chegou a vez da tal crianca, que es-
lava aterrada rom a idea do sen crime, e"receio de
que se Ihe desrobrisse, permitlou-llie o preceptor :
Quem fez o Cco e a Ierro Nao fui eu, nao,
Sr. meslrc; respondeuo meninojscinpre preocupado
com a idea do que havia.feilo.
Ora, asim romo este menino, o moncher lambem
c d indicios de culpabilidade, nao atleudendo s
minhas palavra, porem respondeiidn voz da cons-
ciencia que parece accusa-lo. Eis o caso. Dissc-
lhe cjj que ignerava o philantropicoiiniroduclordos
laes papelilos ; mas que dava sota e basto. Sabe
o que aminoren '.' O rilado anexii leve lal ana-
logia com o nome de certa caricatura, que dcixou-o
com a pulga alrai da orelha : e elle moslra-se recel-
oso, e e-unelb ido com lodo aquelle sobre quem ha
recibido a su-p-ii i de seu correspondente. Dga-
me, nao en melhor, que esse diabo disfarcasse todas
me de morle, o..prelo es-
doro, Pedro Soares, o Ma-
sen, deetaraob do mo-
tivo.
Dos guarde a V. Exc. Serrelaria da polica de
Pcrnambuco 21 de agosto de 183!.Illm.eExm.Sr.
conselheiro Jos Beulo da Cunha e Ficueircdo, pre-
sdeute da provincia.Luiz Carlos de Paica Tei-
xeira, chefede polica da provincia.
DIARIO DE PERMBl'CO.
Por nm proprio, chegado hontem do lermo de
Ouricury, tomos informados dc.que no dia 6 do cor-
renle, pela madrguada, fura atacada a cadeia da vil-
la deSerra Talhada, eque depois de um fogo vivo en-
tre os assallanles e a guarda, conseguiram aquellcs
tomar os presos que all eslavam reclusos, resultando
do conflicto a morte de uro soldado, o ferimenlo de
oulro e de mais um cadete. Concluida a accao, pu-
zeram-scemfuga os aggressorese os presos; ienoran-
do-se anda a condlco e o numero dos primeiros,
assim como se solTreram ou uo alguma perda.
Nao se tendo o proprio demorado em Serra Ta-
lhada, impossvel nos foi colber mais ampias infor-
mares a respeito de-te gravissimo aconlecimenlo.
Acaba de chegar ao nosso porto, procedente de
Londres, o vapor hrasileiro Tocantinsy pcrlencenle
a companhia brasileira de paquetes de vapor, sob o
commando do Sr. Francisco Fcrreira Borges.
O Tocantins fez a viagem de Loudres a Lisboa em
91 horas, de Lisboa a S. Vicente cm 5 dias e 12 ho-
ras, e de S. Vicente a esla cidade em 7 dias e (i ho-
ras. Nesle ultimo trajelo leve de lular por Cdias
contra venios do quailranle do SO, sendo lo forte e
extraordinario por cerra de 12 >'.. que o mar Ihe.
levou parle da caix da rodas de E. B. lie de urna
velocidade superior, c consla-nos por pessoa fide-
digna, qne veio a seu bordo, que leve sinzraduras
inleiras de 13 milhas e meia. A' sua sabida de Lis-
boa linha j partido 2 horas anles o Brasileira, que
se recolheu a S. Vicente 24. horas depois, lar-
gando o Torantins as 3 c meia horas da larde, e v endo b Brwileira lmar noile, segundse dizia
Irazendo smalas de Lisboa.
O Tocantins he de rodas ; demanda na sua maior
linha d'aaua, isto he, chelo de carvAo, dez ps e 8
polegadas; monta um par de engenbos da forca qo
minal collecliva de 220 ca valles; lem duas caldeiras
Inhalares, e trabalha perfeilamenle, e com a maior
facilidade.
Tem de comprimcnlo 179 ps. de bocea 22 ps c 6
polegadas,de altura no poro Lipes j) i polegadas.
Accommoda combuslive! as rarvoeiras e depsitos
Sara 7 dias. Tem cerca de 12 toneladas de aguada, e
e armado a escuna, construido sobre o svstema dia-
gonal.
Accommoda (12 pasugelros de primeira classe, c
as cmaras, seguudo nos di/.cm, nada dcixam a de-
sojar.
Pode tomar e lem capacidade para 150 (oneladas
de carga. No rancho a proa, alem de aproveilados
os vaos todos, tem 8 espacosos bel ves, um bico onde
pode acommodar cerca de 7 toneladas de peso e ou-
tro a r onde pode accommodar cerca de 7 to-
neladas
O massamc fixo he de rame galvanisado, forrado
de metal amar,dio. O app irolbo de governo he de
um novo svstema de parafuso, e obra rom muila do-
cilidadc. A coziuha be toda appropriada aos nos;
sos costumes c muilo espacosa. Tem urna crande
dispensa e dous paies por nle a re da cmara da
proa. As raixas das rodas foram muilo bem apro-
veilados e consta-nos que tem alem de arcommoda-
ccs para o I e 2 engenheiro, meslrc, dispensciro
c cozinheiro, caa de comida para os engenheiros. 2
cinzeiros, 2 lalrinas, c um pequeo quarlo onde o
cozinheiro faz os seus armos.
O Tocantins foi construido sob as vistas do seu
commandante, circumslancin esla que muito depe
a favor da inteligencia c zelo desse digno oflicial.
Felicitamos a Companhia pela rhegada deste cx-
ccllenle vaso, que nielluir a habilitara a bem servir
o paiz.
Consla-nos que se licava consliuindo oulro vaso
de igual qualidade. que fora contratado e comecado
pelo mesmo Sr. Borges.
Pelo dito vapor TorYinfi'u,chcsado honlem de J.is-
boa.iJo recebemos correspondencia nam garetat,n>a
essa falla foi mui feli/.mento supprida pela generosi-
dad e rom que o digno rommandanle do mesmo, oSr.
Francisco Ferreira Borges, bein como o da escuna
Lindoija, o Sr. Joaquim Alvcs Moflir se prestaran!
a habilita: -mis a nuimunicir aos leilores o que ai I
limamente ha occorrido no mundo, ministrando-nos.
gazclas inglezas e purlugiiezas, das quaes, as pri-
iin'ii'.i? alcancam a 1 do crrenle agosto e as segun-
das a
A noticia mais importante que adiamos as gaze-
tas, que temos i visla, he sem contradice lo a do suc-
cesso inesperado da insurreicao liespanbola, mas co-
mo sabemos que os leilores esto anciusos porsahe-
rem do qne ha a respeito da questo do Oriente,
comecaremo por esla.
As tropas iuglezas e fraiirczas, que julga-se esla-
rem a esla hora em Varna, ainda nao lomaram par-
le em nenhuma arcan decisiva, sua presenta toda-
va lem sido de grande proveito para os Turcos,
pois a nao ser ella, nao leriam cortamente podido
resistir por lano lempo e com vanlagem a seus in-
vasores.
Continuara os conflictos parriaes ao lobgo das
I
e revistas do exercito alijado lem sido* lio inofensi-
vas como se fossem feilas em Satory ou Chobham, e
qne lodas as operarles do mesmo cm trra se lem li-
mitado : 1, a urna excurso de recnhecimeuto diri-
gida, por'lord Cardigan ; 2, remessa de alguns of-
ficiaes engenheiros o sapadores a Silistria e Rnsl-
chuk ; 3, marcha de alguns pouloneiros franeezes
para a mesma paragem, e 4, remessa de oulra
companhia de sapadores e de 150 marinheiros para
Un-1 -lio 1,.para o fim de conslruirem urna ponte, ex-
prime-e assim :
A'quelles que urgirem pela necessidade de dar
algum golpe poderoso no ponto mais vital de nosso
gigantesco antagonista s urna cousa se pode respon-
der, isto he, que seria loucura atacar Sebastopol.
n Os generaes dizem que nossa esquadra uo est
preparada para isso, e que em menos de "um bu dous
anuos nosso exercito nao seria prvido dos meios nc-
cessarios para desembarcar em frenle de to pode-
roso inimigo e de continuar com succeaso o cerco de
lal furlaleza.ii
O principe Gorlsehakol, actual commandante em
chelo das forcas russas submelleu a consideracio do
czar um novo plano de campanha. o qual fei ultima-
nienle approvado. O principe dizem quo recebera
urna caria mui lisongeira de seu soberano, cao mes-
mo lempo a ordem de repellir os Turcos a lodo o
cusi para a oulra banda do Danubio, pelo qne vio
os Russos tornar a tomar a oflensiva.'
Urna partiripar-ao de iborg annuncia que
urna nao do linha, duas fragatas, e tres barcos, de
vapor, lodos franeezes, linham passado prximo a- .
qnella cidade era direceo ao sul. Julgava-se qoe
eram as embarrarnos francezas partidas de Cajaias
com as tropas expedicionarias.
A nao de vapor Daunllest, conduzio alllam-
burgo os doenlese feridos da esquadra do Bltico.
Conlava-se entre elles o almirante Corry.
Por urna ordem dos almirantes Napier e Par-
seval-Deschenes foram autorisados os navios de na-
i;es non traes a sahirem dos portos bloqueados.
Participa^es de Mermanstadt. emdata de 25,
dizena qne oceutro dos Russos, mandado pelo gene-
ral l.ipraudi, marebava sobre Fokschani, em ceo-
sequencia da marcha dos Austracos da Transylva-
nia para o norie, com o fim de se concentraren): na
Bkowina. Giurgevo eslava sendo fortificada por
60,000 OUomauos.
Em Malla pasaaram 39*etnbarcai;(ies que iedi-.
rigiam aos liardunellos,transpon 'o alguma getile,'
o bastantes cavalgaduras. V
a Assegurava-se-que a AusL e a Prutsia se
achavam de accordo cm lodos os \ 'os imporlio-
les. Chegou a nolici**-Vienna que o governe
in us-iano ia deslinar 8 milhdeiMl'a' tkaler' em mo-
bilisar a arlilharia e cavallaria. O priucipe de
Gorlschakor recebeu urna caria aulhozraphs do im-
perador da Russia, na qual esle Ihe declara aprovar
o plano geral por elle organisado para conservar a
Valacbia e Moldavia.
"As cartas de Iiamburgo diziaro que as emhar-
cacoes oJransporles inglczes, sob 0 mando do com-
modoroTlrcy, (inham chegado a Kiojc, com o uv
po expedicionario.
Dizem de Vienna o seguinle, em dala de SU
do passado :
k Assemira-se que o general Gorlsdiakoffta man-
teria na poss dos principados frenle de 200.000
homens. Deve agora arrescentar-se a todos os docu-
mentos oflleiaes, publicados nos principados, e em
que se acha citado o nome do imperador Nicolao o
Ululo de Protector dos principado danubianos.
aDizem de Francfort ao .Wom'feur, em dala de
20 de julho findo, o seguinle :
ir Os ministros da Austria e Prossia apresentaram
buje o Dieta o tratado de 20 de dbril, acompauhado
de urna declarar,, commuai. Assegura-se qu es-
ta reproduz os principaes argumentos da inlimaco
austraca, no que diz respeito aos in tiresses danubia-
nos da Allemanha. Os dous gabinetes convidam a
Dieta a que forliliqne a convencao austro-prossiaua,
accedeudo a ella sem reserva, a '
Dzem de Berln am dala de 19 do passado:
A noticia dada pela Iniependenie belge de que
a Austria linha dirigido ao gabinete prussiano um
ultimattitimum, lixando o prazo improrogavel de
um mez para a evacuaco dos principados, carece
de fundamento. Era, porm, certo quo a resposla
as prnposlas russas, concertada em Berjin, negara
no dia 18, acompanhada da approvacu do gabinete
de Vienna ; qne foi enriada hoje-ao presidente do
conselho, que se achava no campo, e que em breve
seria remedida ao gabinele de S. Petersburgo.
De Franca linham partido novas toreos para a Bl-
tico, sendo nomeado para lomar o commando em
cliee dellas o general Baraguay d'Hilliers, o qual
ja la se acha.
Em Inglaterra por occasiao de discutir-se na casa
dos lords o crdito extraordinario para despecas da
guerra, disse o ministro dos negocios eslraogeiros,
lord Clarendon :
a Nada lomos com as commoniedes feitas pela
Austria Russia, e alheios nos conservaremos res-
posla que ella receben. O governo de S. M. eslar
sempre promplo para eonduzir a bom resultado o
objeclo da prsenle guerra, isto he, a urna paz justa
e honrosa. Porm s nella combinaremos com con-
dii-es qeejulgarmos Icae, e compativei cornos
inferesses desle grande paiz. o
Na cmara dos commnns.ainda lord Joo Rasscll
foi mais explicito. Estamos agora mais livre,
disse elle, doque no auno findo. em igual poca, e
nao adiamos tropero em qualquer negociaco.Creio
que aAuslria se enganou na sua poltica, eque mui-
lo errou em se nao ligar logo e, francamente s po-
tencias occidenlaes.
A cmara dos commOnsconcedeu, na sessao
de 2 do passado, Ires milhOcs de libras esterlinas,
pedidos pelo governo, para a conlinuaco da guer-
ra. Nao se tralava de obrigar o povo a novos sub-
sidios, mas de applicar s despezes da guerra os
meios aniecedentcmente approvados. Na cmara
dos lords -epellio lord Clarendon novamentc a bv -
ptese de negociarles pacificas, assentes no resta-
beleciMenlo do iiaiii quo. a Os ministros de 8. M.
disse elle, nao entraracem convencao alloma, que
nao seja compativei coma honra,cconi a causa ju-lac
legitima, que o paiz defende. .Vo seentabolou ne-
goriarao alguma nova.
Despachos da telegraphia llavac
u Vicua, 24 de julho.-Segundoas communica-
efics recibidas aqoi de Bucliaaesl, com dala de i9, o
feld-marechal Ilesse transpoT a fronteira. e cntrou
na Valacbia, passando prximo de Burlscherowa.
c Copenhague. 2ide julho.O general Baraguav
d llilliers, que chegou aElseneur,parte directamen-
te para Copenhague.
c A esquadra inglezi, composla de urna nao c de
muitos transportes, est ancorada na baha de
Kioje.
Vienna, 2 de julho.Abbas Pacha, vico-re do
Egv po, morrea repentinamente em Benita, noile de
13 para 14, de um ataque apopltico. Said-Pach, o
mais velho dos lilhos de Mahomet-Ali. lomou as re-
deas do governo, e ja foi comprimcnlado pelos coi su-
tes curopeus.
Constanlinopla, 15 de julho.O evercito anglo-
francez aguarda prximo de Varna, os ntvimentos
dos Austracos. Os Russos incendiaran) Malsrhin, e
araeacam Bucliarest cora iaual sorlo. o
Marselha, 25 de julho.A malla ingleza confir-
ma a uolicia de ler Said-Paeh assumido ogoverno.
Foi reconhvcido no Cairo no dia 17, porm dous dias
depois os L lemas manifeslaram grande oppoico. de-.
clarando-se a favor do filho do vice-rci, e 1:200 ho-
mcus eucerraram-se na cida lidia com o hlenlo de
resislireni ; comludo os esforcos dos cnsules de
Franca e de Inglaterra, que sus'lcnlavam Said como
herdeiro designado pela Porta, pozeram termo n
queslao.
Trieste, 25 de julho.A nolicias de Bnmbaim
alcancam alc20dejtrnho. Foram vistas 2 frkalas
russas. Perseguem-as o navio de guerra baile as.
Organisaram-se corpos de volunlarioa em Hong-
Kong, e orebeldes chiiis foram derrolados.
Portugal tic ara tranquillo nao obstante os fados
margen do Danubio,-sendo dous os mais importan-' occorridos no reino vismho. As cortea foram encer-

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DIARIO DE PERUMBUCO, TERCft FE1RA 22 D AGOSTO DE 185 .

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radas no da 3 lo se l na Hemiario de Setembro :
oComprehendemos rauilo bem a gritara dos reac-
cionarios e dos despertados contra o parlamerto que
liontcm se encorreo. Seriam hipcritas se nilo ma-
u i festatalas mus iras.
a O parlamento reunio-seeencetrou-se seroseqoes-
Irar nmi s das garantas da liberdade, sem ccrcear
un s pos direitos populares. Vio a liberdade am-
pia, amplissima. e nao se turbou ao seu' aspecto ;
c nao aterraran o seus disvios, nem receou a
forra da calumnia. NSo quiz prevenir a anarchia
Cela compressao, antes quu manlor o socego ila li-
ndado. Deu discusso toda latitude, c achou
na manifestarao <]q todas as opinies o apoio que
os partidos facciosos procuraran sempre na teslric-
r,lo.
Esta poltica tolerante devia irritaros contrarios.
Ala uter a orden-, pela liberdade era resolver un pro-
blema que os aovemos corruptos nunca podeiaui re-
solver ; era demonstrar que o governo represenlali-
vo pode ser urna realidade ; era provar pralicamenle
que a tyrannia e o despotismo sao um abuso, e nao
una necessidade. e que a razao humana be bastante
forte e bastante esclarecida para se cooter a si pro-
pria, e para se gujar sem as prohibi^oes eslu'.las de
directores ambiciosos e ineptos.
;< > parlamente Ib i tolerante, porque era forte. Nao
tema que os insultos perturbassem a ordem publica,
porque confava na intellgenc-a Ilustrada do povo ;
nao o desviavain Ja sua mareha as injurias eos ad-
versarios, porque sabia qae as|inus-as consderavam
essas injurias como considerara as palavras los re-
clusos em Rilhal'olles. parlamenlo poda ouvir c
prdoar ; poda ouvir e esqueccr. Magoar-se seria
dar consideracao 10 que nao o mereca ; vingar-se
seria indigno ila sua posirao; propor a represso se-
ria duvidar da sna consciencia, sera ollcnder a sua
dignidade, seria nao confiar na \rinde da liberdade.
As trombeta* os sacerdotes feriram o ar, e os mu-
ros de Jerico nilo cahiram O povo ouvio os grita-
dores, mas foi parase rirdelles.
O parlamento suppoz a liberdade um direito, e
respclon-o. Esse direito fra una conquista da re-
generadlo, eo parlamento conlirmou-o. As restric-
es da rcaccSo tica rain nao s revocadas, mrs o qne
ie mais glorioso, demonstrou-se que eram imitis,
(i Querieis que os reaccionarios nao se allligssem
com este suecessu '.' (Juerieis que nao maldwsessem o
Iriurophfl do principio opposlo '.'
O parlamento fez o quenenliumli/.cia antes del-
le. (luiros volaram as cis das roldas, fizeram ar-
ranjos entre as diversas companliias e o banco, Iri-
butaram o povo para pagar diiperdicios e anlecipa-
ijes, o actual decrelou algumas estradas, al :uu- ca-
minbos de ferro, e nao s os decretou, mas parte es-
tao feitas, eparle vau-se fa/.eudo.
a Asiiuarao actual declarou que o povo poda e de-
via pagar mais, mas accrcscenloa que este excesso
devia reverter s em seu beneficio ; e lem-se fcilo
beneficios sem o augmento do imposto. Pelo con-
trario dimiuuio-se em nielado o das sizas. Os berra-
dores lanraram tributos enormes, c nao lite ani na-
da, econtrahiriain empreslinios para pagar usuras, c
rercearam depois dislo as liberdades publicas.
" Alii lica a 11 ll'rrenca. Nunca neuhum parlamcn-
lo fe/, tanto ; nunca neuhum respeitou tanto a liber-
dade. (
Foram mullas as qnesles que nJo pode resolver
por falta de lempo ; mas as que resolveu sao usffi-
cientes para bourar a sua memoria.
A. R. San paio.
eA insurreic o queulliniaraentc rebcnlranaHes-
panha, foi urna segunda edirao da que Uvera lugar
ciu Portugal d*'jaixo da direcran do duque de Salda-
nba.
Batida ao principio e j quasi sem espera1 iras, ella
vio depois as ifl'erentrs provincias deel rarem-se
quasi todas em seu favor.
Enlrelanlo, que os generaes Espartero e O'(tonelI,
marchavam com numerosa; forras sobre a capital, a
populacSo de Madrid animada pelo succesio nblido
pelos mesmos as provincias, sublevou-se in dia 18
de jullio, as ras foram guarnecidas de barricadas, e
um conflicto leve lugar entre os insurcentes e as
tropas, as quaes entrincheiradas no palacio da hernarao, foram por fim obrigailas a capitulir no dia
19 por falta d'agua ecomida.
A rainba demitlio o ministerio e pruclamou ao
povo convindc.ndo-o a confiar em suas promes-
as.;.
Ella e seu marido tinham j apparecido em publi-
co, sem que nenhorna acrao, nem niesmo nenhum
dito uflensivo llies fossem dirisidos. sendo Je ndlar
que os sublvalos nunca deiiaram de grl.r. Hca
a Rainha 1 era contra a rainba mi que se dirigia lodo
o furor do* muimos. N.io lia duvida, diz um corres-
pondente do Times, que se ella Ibes livesse cabido
as maos, seria irremediavelmenlc mora, e talvcz
despedazada, ttinto he o odio que tein sabido inspi-
rar.
Dizem uns que.orejando isso mesmo, ella fogira
disfarcada par.-i a Franca, mas outros asseguram que
se acha oceulta no palacio da filha.
Entrn liunlcm a larae do sul o vapor inglez
Creal-H'ettern, tra(ulo-uos joruacs do (lio de Ja-
neiro que alcanrjrfo a 1 ."> do corrente, e la Babia
a 19.
No dia (va; ,-ovou a cmara temporaria em ter-
ceira discn-s^ _'jyojeclo de reforma dos Iribunacs
de comBiercioFoL -
Terminou no dia^r* a segunda discuss do pro-
jecto sobre a reforma judiciaria, sendo reineltido as
commissdes de conslitucao e juslica criminal, de-
pois de um denate animado, o- artigo addi ivo sobre
incompatibilidades, para ser sujeilo a consideracao
da cmara, com o parecer das duas uommissOes reu-
nidas na terceira discusso do projeclo.
Mais alguns projectos de impnrlancia foram na
mesma cmara aprcscnlados, nolando-se entre elles
o que prohibe, sob as penas da lei n. 581 (i o 4 de se-
tembro de 1830 o commercio e transporte de esla-
vos de urnas para outrag. provincias do imperio.
O senado linh approvado o orgamenlo do impe-
rio com lodos os scus rticas, com a emenda da c-
mara dos Srs. deputados.
No dia 12 devia comecar all a discusso do orra-
tneiito dos negocios eslrangeircs.
Foram nomadosmembros da coinmissiio inspec-
tora da casa di; correceoio os Srs. Euzchio de Quei-
roz, Jos Har.iniano de Alcucar, Autor, o Pcreira
Pinto, Lisboa Serra c Haddock Lobo.
Em o upplemcrito de 14 do corrente, noticia o
Jornal do Ccmmercic que no dia primeiro fura a
pique, na altura da Baha, urna barca li. lieira nor-
te-americana, salvando-se nos escleles a suarnicao
que foi aportar Sania Cruz, donde seguio para a
Victoria, por ordem das autoridades.
Fallecer no Rio Grande do Sul o capitn Ourique,
director da academia militar, sendo victima de urna
exploso de materias inBammaveis. que es ava distil-
lando. Varios assassinalos se haviam iierpetrado
nessa provincia.
De S. Paolo abemos que se acha va desvanecido o
lemor do uma projectada insurreicao, em S. Roque,
adiando-se em socego toda a provincia.
Em outro lugaxacharao os leitores as poucas n%-
licias de BueDot-wyres e Montevideo, e mnis algu-
mas particularidades sobre o Rio Grande do Sul.
Da Bahia havit fgido, bordo de una barca in-
gleza, M. O. Bastos, que servia de agente da casa
commercial ileCrocco, sendo essa fuga motivada, se-
gnudo oa jornaes, pela peraeguico que soflrera a -
quelle individuo, por parte das autoridades, em cou-
sequenciado rapto de uma inora.
O vapor bratileiro Priiweza Leopoldina, sabido
do Rio de J,neiro a 10, tinha cliegadoalli no dia 18.
pelo que breve o teremos em nosso porlo.
Este periodo, pois, conten cinco impula^es A
Mesquila A; Dulra: 1.a, as boas gragas do Sr. Costa
Mcnezcs: %,*, o consideravel encontr que ha a res-
peilo da divida da hvpolhcca: :1.a, a monslruosida-
dc da aeco de Mesquila A. Dulra para cobranra
dessa divida da bypolheca: 4.', o roubo dos credo-
res do Sr. Seixas com sciencia e cousentimento do
proprio juiz coinmissario da (allencia: ." sciencia
do juiz de seren Mesquila 4 Dulra devedores de
quantia consideravel mas-a fallida por diversas
trausaefies. Entraremos Igora na larefa da res-
posla.
As boas graras. Quero liver lido essas palavras
no referido impresso, e nao conhecer o Sr. Nuno
Mara de Seixas talvez acredilar, que a sentenca
que oblivemos na causa, que competentemente in-
tentamos, foi deviJa a favor do Sr. julgador, que a-
proferio; mas quem se quizer dar ao Irabalho de clie-
gar ao cartoriu do Sr. escrivao Pedro Terluliano da
lanilla, c passar os olhos pelo proceso, se conven-
cer do contrario, c indepeudenlc desse Irabalho
quem conhecer o Sr. Nuno Maria de Seixas*nas di-
versas phases de sua vida nos far a juslica de acre-
ditar, que essas palavras nao cxpriincm se nao o ge-
nio do Sr. Seixas.
Ha muilos auiios, que vivemos vida commercial,
e apenas livcmos urna dcinauda com o Sr. Joaquini
Antonio dos Santos Andrade, a qual terminou por
composirHo que fizemos com o dito Sr. com perda
uossa, perda que preferimos a suslcncao de una do-
nianda, na qual atoja liuliamos lido seulenras a fa-
vor, e tiiihamo-, com documcnlos e dignas e respei-
laveis leslemuiihas, provado quanlo haviamos dedu-
zido. E por sem duvida se livcssemos essas boas
gracas, cerloqtie com hlo bous soccorros nao abri-
ramos mao d'essa demanda, nao lar i unos a compo-
sicao que vimos de asseverar : os aulos ah estao no
escriptorio Jo Sr. escrivao Manocl Joaquim Baplis-
la. c a cscrplura de composicao ah est no escrip-
torio do Sr. tabclliao 'Guilhcrnic Patricio Bezcrr-
Cavalcanli.
Ao Sr. Nuno Mara de Seixas, porni, que nos al-
Iribue as boas grajas para a propositura de uma ac-
co Uto simples como csia que lhe diz respeito; que
he aquclle mesmo, que sempre niaiilcvc muilas de
mandas, al com a fazenda publica, c que nos pare-
ce que sahio sempre vencedor em todas; que he a-
quellenaesmoque assevera que o juiz;sabia que Mes-
quila A: Dutra deve t/uania ronsideravcl massa
fallida por Utertat Iransaviies; scicni ia que s po-
da ter o juiz por o Sr. Seixas; por que dos aulos da
l'al leticia nada consta, nem dos da aerio; que final-
mente he o inc-mn. queiir.ilc miiiln lem atropellado
seus credores, he que cahera essa ventura se de-
vcsseni allrihuir os vencimcnlos de demandas a boas
i/i-tir-if. que nao .1 ju-iica dos vencedores; se por
ventura se podesse admillir que os juzes nao defe-
riam, uaojulsavam esm imparcialdadc, rom recl-
dao; porm esse imn das boas /raras.
E para que o rcspeilavel publico rcconhcc i, e se
convenra que a lal arguic.o das boas gracas, nao
passa de uma das militas nvcncf.es do Sr. Nuno Ma-
ra de Seixas, vamos tratar da segunda mputacao:
o consideravel encontr que ha a respeilo da divida
da hypolhcca. Esla arguirao lamhem lie uma in-
vencao do Sr. Seixas; porque na mesma acr.lo que
propozemos declaramos a qtiaulia por que ainda
permaneca a hypotheca. e'(/.emos a declararlo das
quantias recehidas por conta, de mancira que estan-
do o debito da hypotheca em rcis 17.:IGJ9I78 propo-
semos a accao por 10:Olijl78 por termos recebido
por conla TiliO^OOO reis, incluindo os juros, que
credilamos mercantilmente como nos aulos consla,
do que tica evidente, que nao se omiltio o encontr
que havia a fazer, e se fez em devdo lempo,.
Nem alsumoulro enconlro 011 crdito existe, tanto
assim que nem no coinpromisso que fez o Sr. Nuno
Harit) de Seixas, nem agora na sua fallencia appa-
recemos nos como seus devedores. de qualquer quan-
tia; duque resulta que essa historia de encontr he
urna invencao; e, se nao, o Sr. Nuno Mara de Seixas
declare, seja explcito, e diga que cncontros sao cs-
ses, para que sejam sabidos; para que nao sejain
roubados os legil irnos credores.
Arguio o Sr. Nuno Mara de Seixas a nossa arcan
para cobranra da li) putlicca.de mooslruosdade; por
fiscal, ou dos administradores havendn adminislra*
?ao, porque ssiin o diz e cdigo commercial: e com
esla resposta contra-prolcslam Mesquila & Dulra
primeira razao do protesto do Sr. Nuno.
He a 2." razao do protesto. Porque os excquenles
Mesquila & l)ulra,cm todasas reunies de credores
comparecern), sugeitando-se ao que a legislarHo es-
periabssima das Tallencas prescreve. Contra-pro-
tesio.
O comparccimenlo nosso as reunios dos credo-
res do Sr. Nuno, (piando chamados pela lei, e or-
dem do juiz, era um dever, c era de nosso interesse
para coiiscrvarao de nosso direito ; a sugeirao po-
rom as les es|iecialissimas das fllennos, he obr-
ga^o, que Da produz imputaran nem d argumen-
to em favor do Sr. Nuno.
(le a terceira razan do protesto. Porque seria
monstruoso, que um credor se Inrupletc de um
pretendido capital e juros em lesito cnormissima dos
ilemais credores, que alias esiao em igual linha de
privilegio e iiiualdade, visto como a hypolhcca
feila a Francisco Alvcs da Ciinlia que he o scu ti-
tulo, he feila em 1842, c proveniente de Iransar-
res de letlras em giro romiiierrial, romo se \" do
corpo do referido instrumento, c que alias fra la-
nado sob o dominio, e forra da letiislarao anlerior
do rodgo, a qul evidentemente he a lei de 0 de
junbn de 1775, 1."> demao de I77(i, ahara de l:t de
novembro de 175G SS 19 c >, que eslatuem, que
nos casos do fallencia, os direitos dos credores h\-
polliecarios, e dschirografarios ele, sejam uivella-
dos ; c nem peder valer aos ditos excquenles a es-
perleza de mandarcm registrar do tribuna', do com-
mercio em 18.11 a referida l'iv pothcea lavrada alias
em 181, querendo com este registro adquirir o pri-
vilegio outorgado pelo cdigo, que s principiara a
'mi-cianar e vigorar em 1K.1I (atl. 235 do cdigo),
como se essa bypolheca Iota lavrada no proprio an-
no de 1851 ; ora, he o que jamis podera ler lugar,
mesmo cm faro do M. doarl. 179 da constituirlo
do imperio, que derlara oxpressamenle queaslcis
mo Icrao elfeilo retroactivo,e ainda mais cm face
dos artigos 711, c 712 do decreto n. 7:17 de 35 de
novembfo_dc 1850.
A esla razao do prolesto, ronlra-proteslam Mos-
quita & Dulra, que, nu o credor he real, ou simula-
do : que o credor real nao se locupleta em lo-io e-
norinissima dos demais credores ; porque exige o
pagamento de scu credilo, que he real : o credor
simuladu, lint, Ic-ctiplela-sc com lesao, c damuo fci-
lo aos verdadeiros, aos lesilimos credores: ora Mes-
quila A; Dulra sao credores reaes, legtimos, verda-
deiros com hv pothcea especial do Sr. Nuno Maria
de Seixas, por isso nao poilem prejudicar aos demais
rredores, evoim lo o pagamento de seu rrcdilu le-
gal.
Enlre os diversos graos de loueura, ha um a que
ns mdicos denominan!monomana, que, se nos
nao falla a memoria, do que ouvimos a um hbil
me'dco, he a imbirranca com um ccrlo objeclo, ou
uma certa consa : a monomana do Sr. Nuno be
para querer ser jurisconsulto, e fazer guerra a seus
legtimos credores. Diz o Sr. Nuno que nos credo-
res hvpolliecarios estamos em iuuat linha de privi-
legio, e igualdadc com os demais sens credores, e
a razao jurdica de S. S., he porque a hypolhcca
feila a Francisco Alves da Cnnha, que he o nosso t-
tulo, foi feila cm 1812, c proveniente de transac-
ees de letlras em giro commercial, como se v do
corpo do referido instrumento.
O Sr. Nuno estando empeuhado cm salisfazer
urnas lettras suas, por conservar seu crdito, con-
tratou com Francisco Alvcs da Caoba para que este
pagasse ditas letlras, e se obrigou a salifazer a Cu-
ulia o desembolso desse pagamento cm certo prazo,
fazeudo-lhe a hvpolheca especial de que trata o Sr.
Nuno. Esta hy pothcea foi transferida por Cunha a
Mesquila A: Dulra ; porque nao l Mido o Sr. Nuno
pago a Caoba, este negociou, e Iransferio, o que pe-
dia fazer ."conscquenlemcnle temos Mosquita & Du-
tra subrogados nos direitos de Cunha, como rrcdr
hvpn!horario do Sr. Nuno, e lomos que a hypothe-
ca foi lc&ifimamcnte constituida ; porque liouvc a
entrega do dinheiro no valor porque se fez a by po-
thcea, c escriptura publica.
Mas, diz o Sr. Nuno, que fra lavrada essa cscrip-
dalo, oucommissan mercantil sern hvpolheca mer-
cantil '. -oran ynonimos de hypolhcca '!... E ainda
conlin essa 4.n razao do protesto do Sr. Nuno uma
coutradicrao, c he a de querer agora S. S., por estar
claro lux meridiana, que a hv pothcea de Mes-
quila A Dulra se regule pelo cdigo commercial, c
pelo decreto n. 73 de 23 7 de novembro de 1830,
quando na :!." razao sustenluu, que nao lhe po-
da caber as honras de outra graduarao, e de ou-
tras garantas, se nao as da legislarAo anterior, de
mancira que fienmos ainda na duvida do favor, que
nos quera fazer o Sr. Nuoo, sem todava Iho per-
doarmos a coulradicrao ; conlradiccao que he habi-
tual no Sr. Nuno ; porque nao se importa dosmeius,
com tanto que vi barulbando, que he o scu lim.
Vamos 5." o ultima razao do protesto.
A 5.", e ultima razao do protesto da Sr. Nuno
he : porque esses credores Mesquila, & Dulra, sao
devedores ao casal (ou massa fallida| por nulas
particulares de uma grave somma, que absorver a
mor parte da referida hvpolheca !...
Ora pois, Sr. Nuno, a resposta esla 5." razao
he milito simples : ci-la O Sr. Nuno nao deca-)
ron no activo do seu compromisso Mesquila & Du-
lra como seus devedores, nem mesmo por coula a
liquidar : nao estao Mesquila & Dulra nos seus li-
vros romo scus devedores ; desde que S. S. fa: ma
demanda a seus credores para nao Ibes pagar, nao de-
clarou Mesquila (.v; Dulra devedores dessa grate
somma i/ue absonia a mor parle danossa hijpo-
thera; conscquenlemcnle: ou o Sr. Nuno he que-
brado de na f, ou essa asseverarao he falsa. Toda-
va para que o publico nos fique apreciando devida-
mente, desde j declaramos, que por conla particu-
lar somos credores do Sr. Nuno de rs. 2::ii7374i, c
que damos trinla das ao niesmo Sr. para apre
sentar por esle mesmo peridico essas contas parti-
culares da ixravc somma ; c nao as apresen! indo, o
publico ficar recouhecendo que o Sr. Nuno he o
que j umita gelne diz.
Agora smenle lio diremos, que nao he bom met-
ler-se cm frota sem I ihdeira.
, Ficam espera da deelararao do Sr. Nuno Mara
de Seixas.
Recite II de agosto de 1831.
Mesquila Dulra.
GE-
RECEBEDORA DE RENDAS (NTERNAS
RAES DE PERNAMBUCO.
Hend ment do dia 21......1:072-.5u6
CONSULADO PROVINCIAL.
lien -lmenlo do dia 1 a 19.....17:91:1:818
(dem do dia 21........2:748)7:i0
20:662|518
PALTA
ios prerot correntes do atsucar, algodao, e mais
gneros do paiz, que se despachan! na mesa do
consulado de- Pcrnambuco, na semana de 21 a
26 de agosto de 185V.
Assucarcmcaixasbrancol." qualidade
n b %' n
m mase..... .
bar. e sac. branco.......
i> ii roascavado.....
refinado ........., .
Algodao cm pluma de 1." qualidade
n i> 2.a n
3.'i
em carura. .
Espirlo de agurdente
Agurdente cachara .
n de raima .
rcstilada .
caada
Gcnebra

Licor .
.......... botija
.......... caada
.......... garrafa
duas arrobas um alqueire
caada


9
ama
um
ccnlo
que, dss= elle, tiveinos a audacia de instaurar essa(- tora sob o dominio, c forra da legislarlo anterior ao
acrao pelo valor do capital, e juros da bypolhec cdigo, a qual evidentemente be a le de 20 de jo-
plo mesmo juizo da fallencia. e nao obslantc se iho de 1774, 15 do maio de 1716, alvar de 1:1 de
,J*T.____i___i- ,--. ...... ,n .-..
Provocados pelo Sr. Nuno Mara de Seixas no an-
nuncio que apparcceu asignado pela lllni." Sr. 1).
Barbara Mara da Silva Seixas, no Diano de Per-
amducon." 79, de (> (fabril docorrentu auno, ed-
pois no artigo de fundo do Echo Pernambucano n.
'18 de 20 de junho deslc anuo, qae dizc'n ser feilura
do mesmo senhor, e provocado rom a :oslumada a-
crmonia, o com uma historia dc'adrcde coiuposla
com o artificio, que elle sabe empregar para se aprc-
sentar per.-nte o publico como viclim de esperta-
Ihes e nitratos, entendemos que liavendo causa
em juiao, em publico processo com provas, c de-
risOes judiciaes, e sendo ludo sto palen e no carlo-
rioe as audiencias, e tendo o Sr. Seixas muitos ou-
Iros credores, que sao ontros tantos interessados cm
espiolbar o direilo, os factos, as provas dos que lam-
bem se apresentarem com esse titulo, rodiamos dis-
pensar-nos de lhe dar cathi gorica resposta; mas re-
flertindo sobre as palavras do artigo de fundo do
Echo, e sobro" oannunrio lo Diario citado, enten-
demos quiJ indispensavcl era respondermos, pira
que nesse futuro com que se nos aineaoa nao se pre-
valer^ o Sr. Seixas da falta de nossa re? posta ; e por
isso nlo temos remedio se no salisfazer a trela que
o Sr. Seixas nos impoz.
E romerando pelo artigo do HelioAinda a aber-
lora da (.orreirao no Recitedisse ahi o Sr. Nuno
depois de muilas acrusarjes aoSr. Dr. los Raimun-
do da Costa Menezes Mesquila & Dufta contando
rom as boa grasas d dilo bacharcl, sendo credo-
res da massa fallida por uma hypotheca contra cu-
c jo capit.I ha encdriiro consideravel de Iransacocs
do dito Nuno Mari de Seixas, itislaura uma arro
c pelo valor do capital, c juros da hypolhcca pelo
n malino, uizo da fallencia,e esse juiz admitte,tolera
esu iiullissimafeci.-ao,seutenceiaa faordeMesqui-
la & Dulra, faz penhora, e leva a prara um sohra-
do da wassa f-llida. para pagamente do capital,
o jaros, c aislas, ludo sem audi'-ucia dos demais ere-
adreme da esposa do fallido, quando he obvio
o que oo -aso da fallencia, s pelos lemos prescrip-
tos oa l:gslirao especalissnia das fallencias, he
o que ditos Mesquila & Dutra poder un ser pagos
c d'eslaarteroubados os legtimos en dores com sci-
enca, e consentimcnlo do proprio jaizcommissa-
" ro da fallencia!'! juiz que sabia, qu o activo da
massa fallida evidentemente u3o cluga para piga-
" meato dos credores; jniz que sabia que Mesquila
i Dutr.-devem quantia consideravel massa fallida
por diversas Iraosic/tes 1 a
uullissiiaessa ae.*a^-f-* ^**'cnciada a nosso favor, ej
fizemos penhorar e Ie"v5rr~ prara um sobrado _d>
massa fallida, para pagamento do rpita!, juros, e
cusas, ludo sem audiencia dos mais rredores, e da
esposa do fallido; quando continua elle) lie obvio
que no caso de fallencia l pelos Urinas proscriptos
na legislarlo especialissima das fallencias he que di-
tos Mesquila & Dutra poderiam ser pagos, e des-
Carie roubados os legitimas credores com iciencia e
con lencia.
Al agora atlribuiamos a invenrao de imaginario
[Quanlo disse o Sr. Nuno Maria de Seixas, a respeito
de boas graras, de considerareis enconlros no capi-
tal da hvpolheca, etc. etc., agora, porm, vemos que
ha mais do que invencao de imaginadlo, ha desor-
ganisacaoinlclleclual : o Sr. auo Maria'de Seixas
perdeu a caliera. Vamos provar:
J dissemos, c dos aulos consta, que nao inlcnla-
mos a acrao senao pelo capital, e juros restantes da
hypolhcca : os autos estu no escriptorio do escrivao
e tcem sido vistos por todos os que lean inlcresse
uos bens do Sr. Seixas: o Sr. Nuno assevera que ins-
tauramos essa acrao por lodo o capital, e juros da
hypolhcca ; lem elle a cabera perdida, ou nao ?
Intentamos es-a acrao pelo juizo municipal da 2."
vara, e do commercio, como podamos intentar ; mas
nao pelo juizo da fallencia ; c o Sr. Nuno assevera
que a intentamos pelo juizo da fallencia : lem o Sr.
Nuno a cabera perdida, ou nao '.'
No ingresso da nossa acrao reqneremos, c fizemos
citar a pessoa competente, o Sr. curador fiscal
da fallencia, e lamhem a mulhcr do Sr. Nuno, e
iguaes ctares reqneremos, c se fizeram no ingresso
da exccur,ao como ludo consla dos autos: o Sr. Nu-
no assevera que nao fizemos cilar os mais credores,
c a sua esposa : lem o Sr. Nuno a cabera perdida,
ou nao ?
E por ultimo remate diz o Sr. Nuno, que he obcio,
que no raso de fallencia s pelos termos proscriptos
u na legislarlo especialissima das fallencias, he que
Mesquila & Dulra poderiam ser pagos, c desl'arlc
u roubados os legtimos credores com sciencia e enn-
sentimento do juiz enmmissario da mesma fallen-
cia de mancira que prncedendo-sc no caso de
fallencia, de confortnidade com as les cspccialiss-
mas que a regulain,rouli,iin-se os credores do fallido;
ou lem permissao para roubar os credores do falli-
do, o'que proceder de rouforinidade com as les es-
pccialssimas da fallencia; e nao esl o Sr. Nuno
que islo assevera com a cabera perdida '.' Guiado....
Assim se passam as gloras deste mundo....
Vamos agora ao aniiuuco no Diario de Pcrnam-
buco n. 79 de 6 de abril do correle anuo, que esta
assignado pela I lima. Sra. 1). Barbara Maria da Sil-
va Seixas esposa do Sr. Nuno Mara de Seixas.
Comer essa pera, na qual o Sr. Nuno faz figu-
rar sua senhora por um exordio, que he loo bonito,
esl lio eloquente, o tao bem feilo, que nao se lhe
deve locar, e por isso deixando-o inclume, oceupar-
nos-heinos smenle do' objeclo principal o protes-
to que nesse annuncio faz o Sr. Nuno peranle o pu-
blico desta cidade. e de todo o imperio, e os funda-
mentos (lo mesmo protesto.
Diz o Sr. Nono, pela lllma. Sra. D. Barbara Ma-
ria da Silva Seixas, que vem ante o publico desla ci-
dade, c de todo o imperio, protestar solemnemente
contra maU,eata volarao, e conculcamcnto da legis-
larao, he a pkiposilura da nossa acrao, como credo-
dores hv potocarios do Sr. Nono, para exigirmos o
nosso pagamento; para o Sr. Nuno, todas as veas,
que se pretende Cobrar o que elle justamente deve,
ha violar ao, conculcamento da lesislaro ; ha infrac-
cao da conslituiro, lia oflensa ao direito das gentes;
ha mais ha violencia no privilegio do Sr. N'ino,
que consiste em obstar por todos os meos que pode,
conclu-ao de seren pagos os scus legtimos credo-
res. Vamos s razes do protesto.
He a primeira razo, porque os excquenles Mes-
quila & Dutra,ii.-o podiam instaurar umaacjilo pelo
juizo commercial, quando lodos os bens do seu ca-
sal eslavam desde julbo de1851 entregues ao juizo da
fallencia. Com effcilo, se os bens do casal de Mes-
quita, e do casal de Dulra, a que parece referr-se o
pronome possessivo scu, slivessem entregues ao
juizo cbjjfallencia, cerlo que nao poderiam Mesqoita
5. Dulra iuslaurar nenlmma acrao : mas os bens que
estao entregues ao juizo da fallencia sao os do casal
do Sr. Nono : logo os credores do Sr. Nuno podem
intentar as acedes competentes, que caberiam contra
o Sr. Nuno, rom ciiarSo, e audiencia do curador
irovemhrodc 1756, SS 19 e 22, quccslaluem que nos
usos de fallencia, os direiios doscrcJores bvpolhe-
carios, c dos chirografarios etc. sejam nivcllados.
Que a hypotheca de que somos credores, foi contro-
lada e celebrada anteriormente ao cdigo, e sob a
prolcccao das les eniao cm vigor, he doutrina lio
orlhodoxa que admira que o Sr. Nuno a asseveras-
sc : que, porm, os direitos dos credores hvpothcca-
ros, c dos chirografarios sejam hh rilado-, no caso
de fallencia por essas leis que clou o Sr. Nuno, he'
absurdo 13o rev olanle, que s pode ser cscriplo pe-
lo Sr. Nuno, pela razao que j declaramos.
Sco.Sr. Nuno nSo livesse a cabeca perdida por
ver, que se vaode'um a um mallogrando os scus
planos para se manler em boa f com seus credo-
res, havia de envernar, que o S 19 do alvar de 13
de novembro de 1756, nao diz o que S. S. lhe allri-
bue ; porque nao conlm nenhuma palavra a res-
peito de preferencias, e s o S -i desse mes nio alva-
r, foi que cxcluio toda a qualidade de preferencia,
qualquer que fosse a ualureza da divida, exceptua-
da smenle a da fazenda real, no caso da fallencia.
Mas, Sr. Seixas, sa esse alvar stivesse cm vigor,
aonde estara o Sr. Nuno ?
Nao esl em vigor esse alvar, Sr. Nuno, c nao
nao eslava a respeilo das preferencias quando se cc-
lehmii a escriplura de que se traa, porque nao < a
lei de 20 de junho de 177 o altern, como depois o
alvar de 21 de julho de 1793", e a lei de 20 de ju-
nho de 1775, no 131 graduou na segunda elasse dos
credores com direilo de preferencia os credores hv-
polliecarios.
E diga-nos, Sr. Nuno, se o direilo de preferencia
nao servase para o caso em que os bens do devedor
commiun nao rhcgam para pagar integralmente a
lodos os credores, para que sria determinado c re-
gulado 'J
Seria para o caso de ler o commum devedor bens
superabundantes '.' E nao v, Sr. Nono, que o cdi-
go commercial mesmo para o caso da quebra he que
determina as classes das preferencias'.' Ora diga,
Sr. Nuno, para que ha de andar impoudo do sabe-
dor de leis", e ecrevcndo sobre objeclos que sao
alheios de sua proli-sao '.'
Depois desse mizcravel argumento do Sr. Nuno,
a respeilo do nivellamcnlo de dirilos de credores,
sahe-se elle com una outra lirada ainda mais rtii-
zcravel. Diz elle que nem nos poderla caler
a csperleza de mandarinos registrar no tribunal do
commercio em 1851 a referida hvpolheca lavrada
alias em 1812, qucrenJo com e.le registro adquirir-
mos o privilegio oulorgado pelo cdigo, que s prin-
cipiara afuuccionar, e vigorar em 1851, como se es-
sa hypotheca fra lavrada no proprio anuo de 1851.
E s oSr. Nuno seria capaz deaprcsenlar esla ra-
zao para fundamento do sea prolesto ; porque se o
niesmo Sr. Nuno reconhecc que o cdigo commer-
cial s principiara a funecionar e vigorar em 1851,'
como atenea que foi csperleza nossa mandarinos
registrar a nossa hv potheca, qu.indo assim o referido
cdigo comcrou a ter e\ecuc,ao'.' E ser o registro,
Sr. Nano, queuuferira o privilegio oulorgado pelo
cdigo, ou a natureza da hvpolheca '.' Oh pois nem
pode o Sr. Nuno entender as palavras doarl. 265 do
mesmo cdigo, do qual se faz lo sabedor E que
lem com o registro da nossa cscrplura de hy pothe-
ca, oS :l." os artigos 711, e 712 do decrelo n. 737 de 25 de no,-
vembro de 1830'! Ora, Sr. Nuno, por caridade ex-
plique-se, mostre-nos, e ao publico, que parentesco,
que paridade ha entre essas leis, entro sua doutri-
na. c o fado do registro, porque assim se faz preci-
so para seu credilo litleraro, e para que nao digan,
que S. S. esl no caso daquclle, que comprou |
crodiga para se por familiar as suas disposi-
efies. Vamos quarla razao do protesto:
A quarla razao do proteslo do Sr. Nuno, he por
que he claro i luz meridiana, que esses credores
Mesquila & Dutra lem de se sugeilar no proscripto
ua legislarlo especial das fallencias, arts. 812 e 836
do cdigo, o 133 do regulaoiento das quebras, visto
como a fallada hy pothcea s lem a validado gil* lhe
outorga os arls. 619 do decreto n. 737 de 23 de no-
vembro de 1830, e arts. 879, o 190 do cdigo. A
esla razao do protesto do Sr. Nuno conlraprolcs-
lam Me-quila A Dulra,que s o Sr. Nuno podalem-
brar-sede applicar hypotheca,o queslao da hvpo-
lheca de Mesquila & Dulra o arl. 190 do cdigo : para
provarmos as palavras desse -artigo: ei-las As
disposic.es do titulo 6/> do mandato mercantil sao
applicaveis u eommissJo mercantil : maso man-
A noite de 11 de agosto de 1854, em Olinda.
... puderamos mclhor declarar piulando que
pintar csrrevcndo, porque nao he obra de
peona, c de urna stinta representar a va-
riedade c particularidade de cousas que
havia que ver e notar. Fr. L. de Sonsa.
O festejo, com que hontem solcnisamos o anni-
vei-ii io da instalarn da academia, proporcionnu-uos
urna noite completa de prazeres, do alegra, de cn-
Ihusiasmo; mas prazeres semdemasas, alegra fran-
casem dcsiuvollura, cnthusiasuiosem descom-
mcdimenlo.
A hombridade, a l'raleruidade, c todos os senli-
mentos nobres c elevados, que se aninham no cora-
rao da mocidade acadmica, a sua educarao extre-
mada e primorosa, as opinies, que lodos cominiin-
gam, de liberdade e ordem, translusiam em todos
os seus actos c palavras.
A noite, desdizendo do da que havia cursado in-
vernoso, deslisava graciosa e bem assomhrada: a ra
de S. Rento arda .toda em luminarias: deleitava e
suspenda os olhos, em um recnlo de grades c arca-
ra, formosa pyramide esplndidamente Iluminada.
cujas faces se enriqueciam rom as eilgies de SS.
MM. e versos anlogos ao dia.
Em uma das faces, alludlndo prxima transfe-
rencia da academia para o Recifc, diziam:
Na saudosa c triste Olinda
Surue ainda
Esla vez, dia gentil:
Tao bello romo surgiste
Quando inviste
O a fat lux no Brasil'.
Na face opposta:
Como o arco Ja allanra
A (anca
Paz c beneam do Senhor,
Toa luz quando fulgura
Nos augnra
Das sciencias o esplendor !.
Dando vida e animarn a ludo, duas bandas de
msica, que pleilcavam enlre s a estira dos aplau-
sos, desprendan! a revezes torrentes de armona.
l'.nli ranlo o povo, que ia concurrendo, se apinha-
va e concenlrava cmtoruoda pyramidc. junio da qual
se levanlaram os vivas do eslylo a S. M. o Impera-
dor a S. M. a impcralriz, i familia Imperial ; e a
adhe-ao, o amor, que a mocidade consagra dv Has-
tia do Sr. D. Pedro 2, rompen dos coraces pelbs
labios em fervenles e unnimes acrlamacOcs!...
Era de vero grupo lusido dejovensc talentosos
poetas, que, cheiosde viro e de esperanzas, electri-
sados pelos sous marriaes do hy mao, trmulos de
euthusiasmo cadenciavain em vertos ricos de nme-
ros, cm magnificas cslrophcs, o estro que Ibes bor-
bulhava no pcilo.
K ao sileucio que apenas se quebrava pela sonora
voz do inspirado, soccedia nm (fovao de palmas c
applausos, que desrahia oolra vez em profundo si-
lencio, para de novo rehenlar era maior cslrondo de
vozes....
Depois foram as duas bandas de msica percorrer
as ras principacs, levando apoz si grapdo concurso
de povo. .
lariam formosa vista as janellas, a cuja luz sahi-
am as grabas, e reali-avam as formas delicadas das
nossas bellascompanheiras de exilio, que vieram rom
sua proseara dar vida, e accrcsceutar luslre ao nos-
so divcrlimenlo.
E fizeram bem as nossas amaveis patricias, porque
sem ellas, sem a magia de seus olharcs, de seus sor-
risos, de suas flores, dos seus perfumes... oh! por
cerlo que desandava ludo na mais desinxabida sem-
saboria; a msica, a divina arle de Mo/.arl, seria a-
penas o mais supporlavcl dos barulhos o povo,
que all tumultala ruidoso,'urna massa estupida,
sem voz, sem movimenlo, sem alma; e o poeta, esse
anjo desterrado, que ha pouro nos arrehatava da Ier-
ra conlaudo-nos tradicroes do ceo, uma eslalua de
gelo...
De volia da nossa digresso pels ras, assislmos
subilla airosa de um balao, que levava apoz si to-
das as vistas, e trazia a letnhraura do humilde ra-
biscadnr d'estas linhas o sublime rapio lirico do Ho-
racio Portusuez, do tao mal avahado Philinto.
Para escalar os Asiros
lnlexe um Globo, imitador dos Orbes
Que giram no arvazio...
Eu mesmo o vi. Obediente ao mando
Deixou airoso a Ierra;
Sobre as frentes dos horneas assorahrados
Levantado Planeta
Sulcava as raras ondas magesloso:
Em soberbo Iriumpbo
A regrada sciencia aos Cens suba)
fiirlando-se aos olhos
A nova Estrella prefazia o airo.
Enlrelanlo allcrnava-se enlre as duas bandas de
msica porfioso e bem-lravado certamc. Peras cs-
colhidas aprimoradamenlc excrutadas, os choros su-
blimes do immorlal Rossini, as saudosas cavatinas
do autor da Norma, as alegres e desvairadas valsas
de Straus vinham surcessivameate encher-nosos ou-
vidos de harmonas peregrinas, celestes..,.
Por nllimo veio desaliar-nos a"ttenro um vari-
ado c bem sorlido fogo de artificia ; e, j no foso de
de rodas, qucculeiac diverte os olhos rom a belleza
c varela i le das cores, j nos a ralanga.i que pro-
vocam o povo ao riso, esleve cxcellenle, empauavel.
E assim foi resvalando rpida e insciisivelmcnle
a uoilc de II de amisto, fazendo prara aos trabalhos
do da seguinte, como um pcnsamculo de poeta, que
desca no prosasmo da vida commum.
Olinda 12 de asedo de 1851. T. C. (1.
Arroz pilado
cm casca
Azeilc de mamona......
mendobim c de coco
a de peixc........
Cacau..........: '. .
Av es araras .......
papagaios.......
Bolachas............
Bisadlos ............
Caf bom............
" reslolhn..........
com casia.........
muido...........
Carne secca..........
Cocos com casca.......
Charutos bous .........
" ordinarios......
regala e primor .
Cera de carnauba.......
>' em velas.........
Cobre novo mao d'obra ....
Couros de boi salgados.....
expixados.....'. .
verdes .........
de oura ........
cabra corlidos .
Doce de calda.........
n goiaba........
seceo ..........
jalea ......
Estopa nacional........
cslrangeira, mao d'obra
Espanadure* grandes.....
pequeos.....
I'arinha de mandioca ......
milho.......
i> ararula.....
FeijAo........... ,
Fumo bom........ .
ordinario ....... ,
em folha bom......
>>, .ordinario. .
reslolhn ...
Ipecacuanba .........
I,omina............
Gensibre...........,
Lenha de adas grandes ....
. a pequeas..... -
i) loros........
Pranchas de amarello de 2 costados uma
huiro. ........ d
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 ,'i a 3 de I.....
de dilo usuaes.......
Cosladnho de dito........
Soalho de dilo........... -
Ferro de dilo...........'
Costado de louro.........
Cosladnho de dilo........
Soalho de dilo...........
Forro de dilo...........
i ii cedro.......... a
Toros de tatajtiha .
Varas de parreira .
i aguilhadas........
quiris..........
Em obras rodas de scupira para c. par
eixos i) o
Mclaro.....
Milho.....
Pedia de amolar
filtrar .
ii o rcbolos.........
Ponas de boi..........
Piassava.............
Sola ou vaqueta.........
Sebo em rama..........
Pelles de carneiro........
Salsa parrilha...........
Tapioca.............
(Jobas de boi..........
Sabao ..............
Esleirs de perneri.......
Vinagre pipa .'.........
Caberas de cachimbo de barro.
alqueire
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23.300
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8090
9160
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39000
Liverpool por MaceiBrgue inglez Titania, ca-
pullo Ilenriques Pearre, carga .assucar o aleodao.
ltahiaSumaca brasileira Horlentia, mestre Sehas-
tiao Lopes da Costa, carga varios gneros. Fassa-
geiro Jos Luiz Brrelo.
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados em Lisboa, procedentes dos se-
guinles portes:
BabiaBarca l'niao, em I. do agosto.
demBrgue Almirante, a 3 do dito.
Rio de JaneiroGalera Sociedad*, a 4 do dilo.
Navios sabidos de Lisboa para os seguinles portos:
Rio de JaneiroSenhora da Boa-P iagein, em 1.
de agosto.
BahiaOceaiio, a 3 do dilo.
Par Altianca, a 2 do dito.
Navios carga em Lisboa para os seguinles purloi:
Rio Grande do SulOcano.
Rio de JaneiroD. Pedro V, Theodora, Assump-
rSo, Adamaslor e Robim I.
PcrnambucoMaria Jos e Lata.
MaranhoLusitania.
VariCautela.
EDITAES.
A arremalac,ao do pedagio da barreira da pon-
te dos Carvalhos, foi transferida para o da 24 de
agosto do corrente snno.O secretario, Antonio
Ferreira da'\nnuncacao.
0 Dr. Custodio Manoel da Silva Gumaraes, juiz de
direito da primeira vara do civel ucsta cidade do
Recife, por S. M. I. e C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde etc.
Fajo saber aos que o presente edilal virem e delle
noticia livcrem, que no dia 22 de selembro prximo
cgiiinle, se ha de arrematar por venda a quem
mais der em prara publica deste juizo, que lera lu-
gar na casa das audiencias depois de meio dia com
insistencia do Dr. promotor publico deste termo, a
propriedade denominada Pitanga, sita na freguezia
da villa de Iguarass, pcrtcnccnle ao patrimonio das
rccolhidas do couvenlo do Saulissimo coracao de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade tAn urna le-
gua cm qu.i.lro. cujas extremas pegam do marco do
engcuho Monjopc que loi antigamenle dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adianteao lugar
que chamam Saplicaia da parle e- pierda, e dahi
ro 1,1111 buscando o sul e alravessam o rio Iguaras-
s, Pilauga, al encher uma legua, c dalli parlo bus-
cando o nascenle at encher outra legua, e dalli
buscando o norte donde priucpou com outra legua
que faz ludo urna legua em quadro, com uma casa
de vvenda pequcua de lelha c laipa ha pouco aca-
bada, avahada por 5:0009000 rs., cuja arrematado
foi requerida "pelas ditas recolhiJas em virlude da
licenra que ohliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
lica, para o produelo da arrematarao ser deposlaJo
na Ihcsouraria desla provincia al ser convertido cm
apolii.es da divida publica, sendo a sza paga a cusa
do arrematante.
E para que chegue a noticia de todos, mandei
passar edilaes que sern publicados por 30 das no
jornal de maior circularo, e afiliados nos lugares
pblicos.
Dado c passado ncsla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 de agosto de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplisla, escrivao interino o cscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimares.
DEGLARACO'ES.
capilao J. S. Moieira Ros, tocando no
Maranho para receber pratico : para o
resto da carga trata-sc com o consigna-
tarios Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
MARINHEIROS NACIONAES.
Contrala-os J. S. Moreir Rios, capito
da escana nacional Floras, para o dilo
navio, (jue segu ao Para' com multa bre-
vidade.
PARA O CEARA'.
Sahe neslet das o le ale .Vooo Olinda, para o res-
tante d carga a tratar com Tasso Irmos.
Para a Bahia ic^ue em poucos das a veleira
Garopeira LicrucSo ; para o resto da carga trala-se
com seu consignatario Domingos Alves Matheus, na
ra da Cruz n. 54.
Para a Baha segu impreterivelmenle ao dia
24 do correle a bem conhecida sumaca Hirtcncia :
quem uella quizer carregar, dirija-lo a seo consig-
natario Domingos Alves Matheus, na ra da Cruz
n.54.
Vende-so brgue nacional Fortuna do Nor-
te, forrado de cobre, e de loteo 190 toneladas, est
fundeado defronte di trapiche do Ramos : os pre-
lendenles podem dirigir-se ao escriptorio da ra da
Cruz n. 40, primoiro andar.
DO MARANHO'
P esta' a chegar o palhabote Lindo
Paquete, navio novo, milito bem
construido, pregado e forrado de cobre,
e de primeira marcha ; ha de ter neste
porto mui enrta estada, devendo regres-
sar coc presteza ao Maranho, para on-
de ja' tem parte da* carga tratada : os
pretendentes a aproveitar ainda este ex-
cellente barco, ([iteiram dirigir-se em
tempo a Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, na ra do Trapiche n. lrj,
segundo andar, am de contrsitarem a
carga que tiverem.
PARA' EM DIREITURA.
O patacho nacional Bom Jess segu
em poucos dins ])ara o Para' por ja' ter a
maior parte da carga a bordo ; ainda
pode receber algumas miudezas: a tratar
com Novaes & Companhia, ra do Trapi-
che n. 34.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira' segu em
poucos das, por ter mais da metade.do
seu carregamento : para o rerto, passa-
geiros ou escravos a frete, trata-se com
Machado & Pinheiro, na ra do Vigario
n. 19, segundo andar, ou com o capito
na praca.

LEILOES
COMMERCIO.
PRACA UO RECIFE 21 DEAOSTOAS3
UORAS UA TARDE.
ColarOcs ollciacs.
Cambio sobre Londresa OU d|v. 2 5]H d.
ALFANDEUA.
Rendimenlo do dia 1 a 19.....1I2:I()(J8I0
dem do dia 21........ 1:%I152
117:0089202
Descarregam hoje 22 de agosto.
Ilriouc inglesAun Potermercadoras.
Sumaca brasilciraRosario de Mariacharutos e
fumo. "
Impcrlacao .
Iliale Flor do Brasil, viudo da Paral.In, consig-
nado a Justino da Silva Boa-Vista, mauifestou o se-
guintc.
1 caixa japonas,I dita cohrrlas para pralos.c bolocs
de metal, I calile rom abridores para gavetas, .100
couros seceos ; a Francisco Radich.
27:1 eoorns salgados, 10 saceos assarar mascavado;
a Rallar (\; Oliveira.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo d dia 1 a 19.....1.1:17(iS9(2
dem do dia 21........1:129lj|
RIO DE JANEIRO.
II de agosto.
PRACA 10 DE AGOSTO, AS 5 HORAS DA
TARDE.
Cotacoes officiaes.
Cambio. Londres : 27 d. 90 dias.
Acrfies. Banco do Brasil: 1-2*? de premio.
Banco Rural: 100-5 de premio.
------------MH-H------------
Em cambio fizeram-sc transaeces av ulladas a 26
7|8 il. 60 das e a 27 d. 90 dias sobre Londres; a 666
rs. '.i'i-lias sniuv llamburgo.
As veudas de cal sao. estimadas cm 1,000 sarcas,
e os possuidores pedem precos mais altos.
Fretaram-sc dous navios. Um para o Mediterr-
neo a 70ic o oulrq para New-York a 60 cents.
MONTEVIDEO 4 DE AGOSTO.
Agurdenle.A primeira carga de 116 pipas
vinda de Peruambuco realisou 77 3 a bordo, e duas
nutras de 300 pipas foram vendidas a 73 9 a bordo,
preco que alcaucaram tambem 60 pipas importadas
do Rio. O genero est procurado, e os presos sus-
tentam-sc firmes.
Arroz. Das existencias vcuderam-se lotes pe-
queos a 12 reales cm deposito.
Assucar. Os preros estao em alia. Houve as
seguinles vendas : 98 barricas branco c 170 ditas
mascavo da Bahia a 11 '( e 12 '( reales a bordo; 3
cargas de Pemambuco de 1,666. barricas branco c
160 mascavo a 16 >t reales e a 11 ', a bordo: c 19
barricas branco do Ro, das existencias anteriores, a
1 ',( reales em deposito.
Caf.Enlraram 649 saecas do Rio e 100 de Bue-
nos Av res, dasquaes 437 foram vendidas de 11 5 a
12 a bordo. Os precos estao em baixa, o ha falla
smenle do de boa qualidade.
Carvo. Vendeu-se uma carga a 16 pesos fortes
a bordo.
Farinha de trigo. Nao houve eulradas. Cerra
de 4o0 barricas de Baltimre, das existencias ante-
riores, venderam se a 11 9 6; urna carga inlcira Oto
alcanriria mais de II a 11 g a bordo.
Sal. As eulradas seguiram para liuenos-Ayres
e para o interior dos rio, exceptuando uma carga de
Cdiz de 192 3|1 lastros que foi vendida a 20 reales
fortes a bordo.
Vinbos. Ti vemos muilas entradas do Mediter-
rneo, e os preros baixaram. Melade dos suppri-
menlos seguio para Buenos Avres.
DoCalahlo cfleclli.iram.-sa'as sezuinlcs vendas:
110 dia 5. 220 pipas linio, de 68 a 72 9 a bordo ; no
da 10, 377 pipas idem, de 6j a 66 9 a bordo. No
dia 17 vollou do Ro uma carua que Tica deposilada,
c 110 (lia 30 venderam-se 100 pipas da carga do /<.-
/amas a 61 9'a bordo, licando o resto .,233 pipas" em
ser.
460 quintos de Malaga, vindos do Rio, realisaram
103 1 bordo por 128 galoc.
Cambios. As trausacrOes para este vapor tem
sido insicnilieanles. Sobre Londres o cambio abri-
se a 10_'i SO e fechou-se firme a SO. Pars 5 fr.
a .1 fr. .1. As Iransacroes sobre o Ro nao podem cs-
labcleccr cotafao.
Frotes. 31| para Liverpool por couros salgados.
BUENOS AVRES 2 l)E AGOSTO.
Os sapprimenloe do Mediterrneo no mei de ju-
lho tem sido avullailos, porm os violtos calalaes cx-
perimenlaram nma baixa insignificante, qual se
lem vendido dill'erenlescargas acbenar. Ovinho de
Malaga continua escasso e os presos suslentaiu-se.
Dos producios do Brasil ha falta, especialmente do
assucar. 1,231 barricas de Pemambuco, nica en-
trada do niez, yenderam-se a 43 | pelo branco e
a 31 9 pelo mascavo.
Cambio.Londres: 61 'i.
Onrus.313.
CORREIO GERAL.
As malas que de-
ve conduzir o vapor
Tocanlins para o Rio
de Janeiro e Baha,
principiam-se a fechar
hoje (22; ao meio dia, e depois dessa hora al o mo-
mento de lacrar, recebe-se correspondencias com o
porte duplo: os jornaes deverao achar-se no correio
3 horas antes.
Estando incluido no numero de pralicos da barra,
designado no regulamenlo de 28 de fevereiro do cor-
rente anuo, os nomes de Joo Marques Correia e
Jos Eslevao de Oliveira, em visla da aulun-arau
do Exm. Sr. presidente da provincia: manda o
Illa). Sr. capito do porto fazer islo publico para co-
nbecimento Jo commercio. Secretaria da capitana
do porlo de Pemambuco 21 de agosto de I854-
O secretario, Ale.xandre Rodrigues dos Anjos.
Por-csla subdelegada s? faz publico que,no da
20do corrente,(o encontrado atoladona lama aosla-
dosda casa de delenrao, um cavallo, o qual se acha
rodilludo i deposito para ser entregue a eu legiti-
mo donoSubdelegada de S.Jos do Recife 21 de
agosto de 1851.Accioll, subdelegado.
Consellio administrativo.
O consclho administrativo, em virlude de aulori-
saciio do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar o scuiutc :'
Para a provincia do Para.
Plvora grossa, arrobas 100 ; dila de fusil, arro-
bas 100.Os vendedores apreseulcm as suas propos-
tas em cartas fechadas na secretaria do consclho as
10 horas do dia 26 do correle nioz. Secretaria do
conselho administrativo para fornecimeuto do arse-
nal de guerra 21 deagosln de 1834.Jos de Bri-
lo Inglez, coronel presidente. Bernardo Perira
do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Pela subdelegada da fresuezia dos Afogados se
faz publico, que se acha recolhido i cadeia desla ci-
dade um prelo de nome Ignacio, que diz ser escravo
de Jos Mendes de Oliveira, do Brcjo da Madre de
Dos : quem se julgar com direito, comparera nesle
juizo munido de scus documentos, que provaudo lhe
ser entregue. Afogados 21 de agosto de 1834.O
subdelegado, Pcreira Lima.
ADMINISTRACAO DO PATRIMONIO DOS
ORPHAOS.
l'rla udmlui-traraa do patrimonio dosorphaosse
ha de arrematar a quem mais der, c pelo tempo que
decorrer do dia da arrematarao al o fim de junho
de 1855, as rendas da casa n. 27 da ra do Vigario :
as pessnas que so propozerem a arrematar ditas ren-
das, podero comparecer na casa das sessOesda mes-
ma administraran, no dia 23 do corrente mez, as 12
horas da manliaa- Secretaria da administrarlo do
patrimonio dos urphos 19 de agosto do 1854.O se-
cretario, Antonio Jos de Oliccira.
BAXCO E PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direccao do
Banco de Pemambuco sefaz certo aos se-
nhoies accionistas, que se acha auforisatlo
o sen gerente para pagar o quarto divi-
dendo de 12^000 por acciio. Banco de
Pemambuco 1. deagosto.de 1854.Joo
Ignacio de Medeiros llego, secretario.
Conselho administrativo.
O consclho administrativo, cm virlude de antori-
saco do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguinles :
Para o 2" e 9 balalhocs de infamara e companhia
de artfice
Bonetes para o 2" halalhao de infanlara 495, gr-
valas de sola de luslre 526, panno azul entre-lino,
covados 1,813, hollauda de forro, covados 1,445, pao-
Terra-feira 22 do correte as 10 X horas da
maullan o agente Vctor far leilio no seu armazem
ra da Cruz n. 23, de grande e variado sorlimenlo
de obras de marcineria novase asadas, de difleren-
les qualidades, relogios de metal galvanisado, diver-
sas obras de ouro c prata de lei, licor francez supe-
rior qualidade, candieirns para meio de sala Jauter-
nas com ps de casquinho a de vidro, orna mobilia
nova de pao d'oleo para vender-se por qualquer
preroi uma rica flauta com 4 chaves, 24 garrafas de
ahsynlho e 12 ditas de cogiste, diversai qurnqofiha-
rias c outros objeclos que otario mostra no acto
4o leilao.
As 10 'j horas do dia quinla-felra 24 do cor-
rente. no armazem da ra do Collegio n. 14, o agen- y
le Rnrja far leilao de um completo sorlimenlo de
obras de marciiieirin de diversas qualidades, um rico
sanctuirio de nm novo modello, e de gosto modernis-
simo, vario* pianos inglezes,' relogios de ouro e pra-
ta. patente inglez, suisso e horiiontal, ditos de pare-
de e cima de mesa, salvas e colheres de prata, di-
versas obras da ouro, nma porrao de candeeros de
dill'erenles qualidades, diversos quadros grandes e
pequeos com ptimas estampas e ricas molduras,
quinquilharias mullo modernas, e oatros muitos ar-
tigos qae serlo pal .mies no acto da arrematarlo; as-
sim como dons op'.imos cochiclios, 01 inelhores que
lem apparecido neila cidade; osquaes objeclos irio a
leilao sem limite algum.
AVISOS DIVERSOS.
Pela mui simples regra, que quem se pica car-
dos come, parece ser o Sr. Antonio Jos de Faria
Machado, o autor do primeiro annuncio relativo ao '
Sr. M. A. F.. alm de que, dizem fora um seu cai-
xeiro que o referendra; portadlo ociosa se tor-
na a resposta que deseja obter o bem condecido Sr.
Faris Machado; mas sempre lhe direi qae qasndo
o autor do primeiro aviso se desencaixotar, nenhu-
ma duvida terei em acompanha-lo, tanto mais que
desejo aprender como se pode pagar o grandioso im-
posto de um cont de res por annopara vender bi-
Ihetea de lotera, fcando-lhe algons cobres para
comer, beber, pagar aluguet de leja e casa, caixei-
ro, etc., etc.O Legrado.
Roga-se ao Sr. Ssnaz Louis. cidadio francez,
que antes de relirar-se para o Rio de Janeiro, ve-
nha saldar conlas com Domingos Bernardioo da Cu-
nha, e quanio o nio faca lera de passar por algum
descosto os orcasio de embarcar.
No dia 16 de agoslo de 1854 s 3 horas da (arde,
desappareccu desla villa de Serinhaem, a cabra Jo-
anna rom os signnes segnintes, 14 annoe, altura re-
gular um tanto secca, cara e nariz chato, bocea grande,
lem a flor do rosto um tanto manchada, bem como
brar,o e pcito : roga-se a qualquer aatoridade ou
pessoa do povo que apprehendam. dirijim-se nesla
villa a casa de Filippe Nuucs da Silva, que sera gra-
tificado de seu Irabalho com generosidade.
So dia 18 do correle, desapparcreu o preto
('.aciano de nacao, perlcncente aoi orphaoi de Jos
Mara de Jess Muniz, he muilo tallador e costuina
embriagar-se, desconfla-se qae anda com uma canoa
decarreira perlencente ao Sr. Antonio Bolelho Pin-
to de Mesquita, cuja canoa he de um pao, s e lem
um remendp em um lado, e uma taboa do pincho
quebrada: roga-se paranlo a quem o pegar ou del-
le der noticia, oa da dila canoa, de dirigir-se a roa
do Brum 11. 28 que ser bem recompensado.
Jos Luiz Ferreira da Silva relira-se para o Rio
de Janeiro, levando em sua companhia seuservico,
o seu escravo Luiz, crioulo.
AGENCIA DE PASSAPORTES E TTU-
LOS DE RESIDENCIA.
10:706$ 113
DIA 11.
CotacSes officiar-.
Cambio.Londres: 20 7r8, 27 \ d.a60 dias.
O mercado de cambio foi o nico que deu motivo
a algumas transacres, fechando-se lirme a 27 d. 60
e 00 das sobre Londres.
.Jornal do Commercio.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Kcndimenlo do dial a 11).....
dem do da 21........
7<.K)$.-,1
50J245
198780
Exportacao'.
Nanles, brigue franco. Courrier de la Mer Soi-
re, de 236 toneladas, conduzio o seguinte : 3,000
saceos com 1.1,021) arrobas de assucar, 1 barrica com
20 arrobas de cobre velho.
Liverpool por Macein, brigue inglez Titania, de
214 toneladas, conduzio o seguinte : 1,000 sarros
com 5,000 arrobas de assucar, 300 saecas rom 1,000
arrobas e 30 libras de algodio^ 566 mullios de pias-
saba.
Rio de Janeiro, patacho I'alent, de 130 Inviola-
da-, conduzio o seguinte: 6.11 volumen gneros
eslraugeiros, 3,863ditos ditos narionaes.
MOVIMENTO DO PORTO.
-Varios entrados no dia 21.
Londres, Lisboa e S. Vicente23 dias e 4 horas, va-
por brasileiro To'-anlins. de i 7|I0 tonel,nas,
rommandante F. F. Borges. equipagem 37. Pas-
sageiros para as provincias do sul.l'irmino da Silva
Campos, iiuillieiuir da Silva Costa, Francisco da
Cosa.
Hio.de Janeiro c Baha6 das, vapor inglez Ureal
Ifestern, enmmandante i. A. Bevis. Passagci-
ros para esla provincia, Luiz Thomaz, Jo.1o Pinto
de Lemos Jnior, Francisco Antonio Kodrigiies
da Fonscca, Arseno Fortunato da Silva, Antonio
Baplisla Ribero de Faria Cavalranti, madama Du-
prat o 2 filhos.
Savio* saltillos no mesmo dia.
AraealyIliale brasileiro Incencicel, meslre Joa-
quim Jos Martins, carga varios gneros.
no prelo, covados :! is. chouriras de laa branca, pa-
res 10.1, briiu branco liso, varas 4,816, algodaozinho,
varas 3609, esleirs 1,500, sapalos, pares 1,01.1,
mantas de laa .139, capotes de panno alvadio 117,
casemira encarnada, covados 13, dita azul clara, co-
vados 224, clcheles pretos, pares 405, boloes bran-
cos de osso, grozas 144, ditos pretos de dilo, grozas
208, ditos grandes convexos de melal amarello com
11. 2 6,030, ditos pequeos rom o mesmo n..2 4,930.
Meio halalhao da provincia do Ceari.
Couros de luslre 21, sola curtida, meios 200, brim
para cmboriiaes, varas 203.
taardas da gtafai{ao.
Caivetes para pennas 1, Icsouras para papel 2,
copos de vidro 4, bandejas para os mesmos 3, man-
gas de vidro 4, castiracs de lala-i 2.
l'r-iv nclito do- armazens do arsenal de guerra.
Brim da Hussia para moxillas, varas 1,000, camur-
ca amarella, pelles 0, fila aniarclla de relroz para
guarnirao de forro de mesa, varas 15.
Quem quizer vender esles objeclos, aprsente as
sai a- pruposlas em cartas fechadas, na secretaria do
conselho as 10 horas do dia 23 do correnloiinez.
Secretaria do conselho administrativo para fornc-
cmcnlo do arsenal de guerra 10 de agosto, de 1831.
Jos de Brilo Inglez, coronel presidenlc.Bernar-
do l'ercira do Carmo Jnior, vogal c scc/elario.
De ordem do Exm. Sr. director gcral interino
da inslruccjo publica, estao a concurso a/cadeiras
de inslriiccao clemenlar do primeiro sro, iillinia-
meiilc creadas pela le provincial 11. 328, as povoa-
loes do Peres e Quipapi ; a primeira com o prazo
de 60 dias, a secunda com 68, contados da dala des-
lc. Directora geral 17 de agoslo de 1831. O se-
cretario, Candido Eustaquio Cesar de Mello.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcro convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pemambuco,
a realisareindo 1. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais r0 0|0 sobre o Damero
das accoesque Ibes foram distribuidas, pa-
ra levar a elleito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
lile'a geral dos accionistas de 2(i de setem-
bro do anuo prximo pastado. Banco de
Pemambuco 7 de agosto de 1854.O se-
cretario do conselho de direccao,
J. I.deM. llego,
Pela receliedoria de reudas internas geraeg se
faz publico, que, em virlude do arl. 11 do rogla-
meulo de 11 de abril de 1812, a cnbranca da laxa
de escravos do corrente anno financeiro do 1851.13
he no corrente mez de agosto, lindo o qual ser pro-
movida pelos agentes, mediante a mulla de 3 por
rento. Kercbcdoria de Pemambuco 18 de agoslo
de 1851.O administrador,
Manoel Carneiro de Souza Laecrda.
AVISOS MARTIMOS.
AO PARA'
vai seguir-mui prximamente,
por ter quasi todo o seu carre-
gamento contratado, a escuna o Flora,

Tiram-sepassaporte, tanto para dentro
como para lora do imperio, e ttulos de
residencia, por mi tito commodo preco:
quem precisar, dirija-se a ra do CresDo
n. 10, toja do Sr. Jos' Goncalves Malvei-
ra, que achara' com quem tratar.
Quem. quizer compar uma mdala
moca, e perfeita em todo servicode uma
casa de familia, procure-a na ru Nova n.
to, segundo andar.
Prccisa-se de300j000 rs, a juros, sobre penlio-
res de ouro : a tratar na na de Hortas n. 122.
Desappareccu no domingo, 20 do correte, um
escravo, cabra, de nome Antonio, de estatura alta, e
grosso, com idade de 26 anuos,. pouco mais ou me-
nos, cara larga e marcada de beiigas, nariz chato ;
veio do Ico, e levou calr,a branca e camisa de risca-
do rovo : quem o encontrar, queira leva-lo ao sea
senhor Manuel Antonio Torres cora botica na ra
Dircita, ou a loja de Gouva & l.eile, na ra do
Ou.amado n. 27, que ser generosamente recompen-
sado.
Os litlos das trras que te achsm deVololas
na ra da Alesna, do hairro da Boa-Vista, qoe al-
giiem quer aforar, e outros vendercm, se acham na
(amara municipal do Recife, onde se conhecer
quem he o legitimo senhor.
Eu abaito assienado, faro scienle ao corpo de
commercio, que o passivo da Arma de Mallos & Ma-
galhes so acha saldado, e se alguem >e julgar credor
a dila firma, comparera na ra Direila, taberna n.
19, no prazo de 8 dits.
Antonio Pinto de Magalhaes.
Precisa-se alagar uma rasa de um andar eso-
tao, ou um segundo andar que tenba pelo meos cin-
co bons quarlos, coznht fra e seja arejada ; nao se
eseolhe a ra se nao for muilo distarte do centro do
hairro de Santo Antonio ; paga-se bom aluguel, e
d-se a garanUa que se exigir : a tratar no seguudo
andar da casa 11. 46 da ra do Queimado.
J0S0 de Medeiros Raposo pede aos criadores
de cabras e porcos.que moranv no aterro dos Afoca-
das.qucum le-los cercados como manrlam as posturas
da cmara, afim de nao contiooatom a fazer estra-
gos em seu silio, do contrario lera de apprehende-
ose fazer judicialmente o scu dono pagar os prejai-
zos c estragos.
Ai reud '-se o armazem de assucar da ra da
Guia n. 61, com lodos os seus utenrilios, ou vendem-
se estes e garanle-se o arreodamenln por 1509000 rs.
an11u.1i'. ; tambem se aluga o primeiro andar da mes-
ma casa : Irata-se no aterro da Boa-Vista n. 60.
Desappareccu do engenho Malemba, no dia 6
do corrente, um mulato de nome Agmlinho, com os
signaos segaiolns :cor amarellara, baijo, nemas
arqueadas e com bobas pela cara, o qual foi do ser-
tao : quem o pesar, leve-o ao engenho Ousahy, ou
a ra da Concordia nesla cidade, casa de Jos M. de
Alhaquerque Maranho, que ser liem recompen-
sado.
Precisa-se de uma escrava pan ama de una
casa de ponca familia : quem quier, dirija-se ao
pateo de S. Pedro n. 7. "
Precisa-se alagar umsobradinbo.oa algnm pri-
meiro andar, de caa que o scu preco nao eiceda de
109000 rs. mensaes: quem o quizer arrendar, en-
lenda-se no paleo da matriz de Santo Antonio, casa
de sobrado n. 1, 00 annuncie por este jornal.
__ Precisa se de uma ama que tenba bastantelei-
(c e que seja sadia : no aterro da lloa-Vista n. 17,
segundo andar.
I


\
r-




Aluga-se umsiiio no lugar ila Capuiiua na bci-
ra do rin, com urna boa casa coni bstanles coiiiiuo-
ilos para familia, estribara, cothoira, frucleiras e
li.iui de capuu : a Iralar na praca do Corpo Santo
u. 17.
L na parda capuz c de boa conduela, se oflere-
ce para servir em nina casa de pernea familia, blo lie
ciisboar, eugomuuir e cozinb.ir : quem precisar,
podo procura-la uo pateo do Panizo, sobrado n. 31/
que volla liara.a roa da ltoda.
AVISO AMIGA' EL.
fifia sendo possivel deixar no esquecimento osoli-
ciladorJoaijuim de Albuqucrqiis Mello, capitao da
gualda nacional do batalb.io da treguezia de S. Jos
porquo nao he possivel equecer-se ai.tuein de um
escndalo vivo e ambulante,)* as roas deslacidade,
j noj auditorios, aja finalmente frente de uinba-
lalbo de Brasileiros, que ano sajemos o porque nao
reclaman) contra esse abuso, a rnesmo nao duvidam
mover-te voz, de quem nao dVia ler voz para a
lavantar em trra onde se lhc nao corlou o umbigo ;
vamos Tazerccrtoao dito solicitador e capitao, que
elle nao pude ser nein ama nem outra cousa, e nem
mesmo nada uo Brasil em quairlo se nao mostrar
com direilo a solicitar e a mandar Brasileiros. Isto
Ihelcmbra umseu patricio Carne secca.
No termo da villa de Catle do Rocha, provin-
cia da l'arahiba, exisle mu mu alo de nome Joa-
quim, de idade 40 anuos, o qial foi fgido desla
prac,a, e naoquer dizer quem hn seu sculior. Este
esciavo foi vendido nesla cidade pelo Sr. Clirispim
Jos de Mello, de a tj anuos, pinico mais ou me-
nos : quem fr seu dono, quereudo outras informa-
coes, dirija-se aoarmazem do Sr. Kulino, ua ruada
Conccicao da Boa-Vista, a fallar com Antonio Alves,
residente Uo dito lugar do Catlo, que o esclarecera.
Offerece-se urna parda de idade de 40 annos,
para ama do casa de pouca familia, a qual sabe croi-
uhar, engommar e cnsaboar : na ponte nova do pa-
leo de Palacio, a fallar com o a imitador.
Offerece-se um panto para criado nesla cilia-
do oa fora della, o. qual da couhecimento de sua con-
duca : a fallar na ponte nova do paleo de palacio
com o apoolador.
O padre Vicente Frsrrer de Albu-
pierque, professor jubilado de gramma-
tica latina, prope-se a ensinar nesta pia-
a a mesnia lingua com lodo o esmero e
regularidde concernentss ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas (jue
se quizerem utilisai- de sen prestimo,
protestando satisfazer a' expectarao pu-
blica ainda a curta dos miiores sacrificios,
e, emqtr.uitonao 1 i.\:n- sua residencia, que
devera' ser no centro do liairro de Santo
Antonio, os pretendente dirijam-se a'
livraria da praca. da Independencia ns.
e 8.
Precisa-se fallar ao Sr. Alberto Jacinlho de
Souza, na ra da Cadeia Velha r. 10.
Precisa-se de urna ama que saiba coziuhar e
fazer todo o mais servico de urna casa : no largo do
Terco, segundo andar, n. -27.
Anlonio Jos de Barros, subdito porluguez,
de hotocm dianle se aseignar por Anlouiti eium- .1-
ves Jerfiarros, por liaver oulro ce igual nome. .
Ao autor do insigne am.unci publicado no
Diaria de Ptrnamhvco n. 18) de 1!) do crrenle,
resronde o vendedor de bilhete:; de lotera (que des-
te genero lem luja abaixO assignado, que se tal an-
nunr.in com elle seenlende, que se digne derlara-lo
por esta folha, mas que assigue seu rasgado uome
por extenso, para melhor poder responder
Antonio Jote de Faria Machado.
lotera da provincia.
O caulelista Autonio da Silva Guimaraes faz sci-
enle ao publico, que as suas caulelas da casa da Fa-
ma, da lotera do hospital Pedro II, sao-pegos no
aterro da Boa-Vista n. 48, assim como que acha-sc
a venda um sorlimei lo de bilhe es, meios, quarlos,
decirnos e vigsimos da primeira parle da 19 lole-
ria do (liealro de Sanla-Isabel.
, OSr. alferes Antonio Matoso de An-
dradeCmara tem cartas na rita larga do
Rosario n. 24, segundo andar.
LOTERA DO THEATRO DE SAMA-ISABEL.
Corre indubitavelmente em 20 de
setembro do correite anuo.
Aos 10:000000, 5:000000, 1:000.s'000.
O caulelista Salustiano de Aquii:o Ferreira avisa
ao respeilavcl publico, que os scus billieles e caute-
las nao sofl'rcn o descont de oito por cenlo do im-
posto gerai nos Ires primeiros grandes premios.
Elles eslo exposlos i venda as lojas j couhecidas
do rispeilavcl publico.
Jlilhetes 113000 10:0005000
Meios OO 5:0005000
Ouarlos *800 2:5005000
Oilavos 1500 1:2508000
Decimos ls300 1:000000
Vigsimos 9700 500*000
Da-sc 8OO9OOO rs. lodo 011 cm parles a juros,
com penhores de ouro eu prata na ra estreita do
liosa rio n. 7.
Precisa-sede olflciaes de sipaleiro : no aterro
da Boa-Vista, loja n. 82.
Na ra da Cruz n. 2i, priineiro an-
dar, tem urna carta para ser entregue em
mao propria ao Sr. Dr. Allbnso Jos de
Men doea.
Cliegou a loja do'Cardeal, na ra
do Rosario, onovoraprclaofrancez, por
preco commodo, para os amantes da boa
pitada.
Attenco.
O ibaxo assignade faz ver ao espeitavcl pblico,
que nesla dala tem autoris'ado au Sr. Diogo Baplisla
Feru.indes, para receber amigavelou judicialmente
todas as dividas da massa fallida de Hilario Pereira
da Silva, e faz o presente para qu. ningucm se cha-
me a ignorancia. Recife tilde atosto de 1854.
Boacentura Jos de Castro Azccedo.
DIARIO DE PERMMBCO, TERCA FEIRA 22 DE AGOSTO DE 1854
CONSULTORIO DOS POBRES
BA DO COLLEGIO
1 AZffDAR 25.
0_ Dr. P. A. Lobo Moscozo da consullas homeopalhicas lodos os di&s aos pobres, desde 9 horas da
manhiia al o meio dia, e em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
ODerece-se igualmente para pralicar qualqoer uperacao de ciruruia, e acudir promplamente a qual*
qoer mulherque esleja mal de parto,' e cujaseircumstauoias nao permitlam pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO HOStZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:.
Maiiu.il rompido do Dr. G. H. Jalir, traduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous :................. 209000
Esta obra, a mais importante de todas as que Iralam da homeopalhia, iuteressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a teutrina de liahnemann, c por si proprlos se convenceren! da verdade da
mesnia : inlcressa a lodos os senhores de eugenbo e fazcudeiros que estilo [onge dos recursos dos mdi-
cos : inlcressa a lodosos caplaes de navio, que nao podem deixar urna voz ou oulra de ler preciso, de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de scus tripolantes ; e inUressa a lodos os cliefes de familia cae
por circunstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao nbrigados a prestar soccorros*a qualqucr
pessoa della.
O vade-mecum do homccpalha ou Ireducriio do Dr. ilerteg, obra igualmente til s pessoas que se
dedican) ao esludo da liomeopalliia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra india-
pensavcl s pessoas que quercm dar-se ao esludo de medicina ......
Urna carteira de 24 tubos grandes de Ifnissmo chrislalconio manual do Dr. Jalir eo diccio-
nario dos lemos de medicina, etc., ele.......-........
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dila de 48 com os dilo....... .............
Cada carteira be acompanbada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a cscolba. .
Dila de 00 tubos com ditos......................
Dila de 144 com dilos...................'. .
Estas sao acompanhatlas de 6 vldros de linluras esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o llering, lerao o abatimeuto de OJOOO rs. cm qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira................. 8000
Ditas de 48 ditos......................... IfCOOO
Tubos grandes a'vulsos........................ I5OOO
Vldros de meia 0115a de tintura.................... SjOOO
Sem v"erdadeiros e bem jircparados medicamentos nao se pode dar um pmo seguro na pratira da
homcopalhia, e o proprictario cleslc cslabelerimcnlo se lisongea de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridad? dos scus medicamentos.
Na mesnia casa ha sempre i venda grande numero de lubos de rryslal de diversos lmannos, e
aprompla-sc qualquer cncominenda de medicamentos com loda a brevidiidc c por presos muilo com-
modos.
85000
45O00
405000
4.5,-OOO
5O5OOO
65OOO
IOO9OOO
Esli em praca pelo juizo da segunda vara mu-
nicipal desla cidade, as duas casas terreas, na ruado
Faguudes n. 16, o na ruada Assumpro n. 2, eduas
casas terreas de laipa no silio do Alio na Boa-Via-
gem, como Consta ludo do escrplo cm mao do por-
Iciro, por execucao de Miguel Arrlianjo Poslhumo
doNascimeulo, contra os herdeiros de Afl'ouso Jos
de Albuquerque e Mello.
Boavenlura Jos de Castro Azovedo, faz ver ao
respeilavel publico, que lendo arrematado cm le
Iflo, a aniKu;."ni. fazcudas e dividas da loja de miude-
zas da ra doH^ueimado n. 47, perlcnccnle a massa
fallida de Hilario Pereira da Silva, que s elle ou
pessoa por elle aulorisada, poder cobrar ns ditas di-
vidas. Iransegir sobre ellas, c bem cerno dos outros
objectos.
Precisa-se deum feilor porluguczque cnlenda
de plantaran de capim : na ra da Cadeia do Recife
n. 49, priineiro andar.
I). Mara Francisca de Almeida. viuva de Jos
Francisco da Silva, declara que Ibe consln, que ha
urna pessoa nesla cidade que propala qne lem um pa-
pel da aiiiiuncianle, no qual esta se abriga a dar-lhe
1:0005000 por annp, o que be menlira, porque a an-
nuucianle nao passou lal papel, nflo o mandn pas-
sar, nem o assiguou ; e declara mais, que al esta
dala nao fez testamente nem em ola nem cerrado.
Recife 12 de agosto de 1854.Mara Francisca de
Almeida.Esla' rcron decido.
J. Chardon, barharcl em bellas lellras, Dr. un
direilo formado na unversdade de Pars, eusiua em
sua casa, ra das Flores n. ,17, primeare, andar, a ler,
escrever, (raduzr c fallar coi reciamente a lingua
tranceza, e lambcm J lices parlicularea em cesas
de familia.
i."LI!,reC'Sa"se al','gi"" "m snbr<"10 no I""* de S.
Anlonio, que sej* de um andar ou
aluguel n.io
tiver e
segundo, e seu
tt
1ap exceda de I65OOO rs lllcll^es = ~J
quizer a uaar, diria-se a da 1, 1
que achara con, quem tra/ar Cb'd ^^'"P^
nu un0'3"80 quem convicr- le conti-
nm.. r,0 *la freuei! de Sanio A. lo- W
ns leiras de lodas as semanas, as 2 horas S'l
feRor-?:',r'a ^b-'' Pa'acio So Col- 1
legio mas que sendo akuns desses dias O
ioras. -nlecedeule as niesmas g
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber de I.onilres
dous elegantes pianos, feilo vertical, dejacarambi,
iguaes em qualidade o vozes aos dos bem ronliccid
autores Collard 4 Collard, ra do Trapiche Nov
11. 10.
VI
tt

omdMaAnUoerAveas& Junio,, d *"* *
No aterro da Boa-Vista ... 55,
ra Kf eT^ ** ^ dB Mr' de "-dei-
campas, etc : no mesmo lu
sendos.
-so encom-
ricos tmulos,
gar se mostram ricos de-
daTad^'vifn doseS"" tata fbHc 3J.'; r ,Um rel8i0 de ouro Pa'ente
11 giez, laorica descobcrla, mortrador
mostrador de onro, de
^=me,,egr.,incado;,eS.raoC^d,,o
los: Eglse I.ondor. n. 6341
,Hhe"L0^"'-doJRo8ario loja,
le se offerecc r
e urna casa de bomcm sol-
a]da^le7^e^,o^ecrparaSama,e
terno de urna casa rte tan .i.
lodo o servico in
teiro, viuvo, ou de pcquen"a"familia.
- Na ra das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ni..,............ -i_-
Francisco Lucas Ferreira, com ce
clieira de carros fnebres* no pateo" do
Hospital n. 10, encarrega-se dequakpter
funeral, sendo padres, muica, cera, ar-
macSona igieja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e alii en-
contrai-3o tildo com aceio, segundo dis-
poe o reglamento do cemiterio.
Honioeopathia
CLNICA ESPECIAL DAS MO- M
LESTIAS NERVOSAS. S
Sk Hjsteria, epilepsia 01 gota co- ^
? tal, rlieumatismo, gota, paraly- ^
? ia, defeitos da falla, do ouvido e @
dosolhos, melancolia, ceplialalgia <%
(p) ou dores de cabeca, encliaqtieca, (^
{) dores e tudo mais que o povo co- ^1
Snhece pelo nome genrico de ner- A
voso- j2t
Ai molestias nervosas requeremmuilaswe-
zea, alm dos meieainentos, o emprego de fas
outros meios, que despertem on abalam a /k.
sensibilidade. Estes meios possuo eu ago- W
: ra. e os pondo a dsposicno do publico. 69)
! Consultas lodos os dias (de grac.a pata os /
poares), desde s 9 horas da manilla, at #9
as duas da larde. S
As consultas c visitas, quando nao poderem S?
'?'/ ser felas por mjm, o seiSo por um medico I
(J) de minda autor ennfianca: ru; de S. Fran- )k
J cisco ;.Mnndo-Novo, n. 68 A.- Dr. tuina Z
'ifi) Olegario /.udgero l'inno. (Si
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO
NA Fl NDICAO ])E FERRO DO ENGE-
NTIEIRO DAVID \\. BOWNIAN NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
liasemtre um grande sorlmenlo ilos seguinlesnh
ieclos d.i mechanismos proprios para engenhos a
ber : moefcdas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; laixas de ferro fundido e balido d.
superior qualidade, c do lodosos lmannos rodas
dentadas para agua ou animaos, de lodas as prooor
{Bes ; c.ivos e boceas do fornalha e registros de hne
ro, aaulhOes.bronzes para tesos e ca .ilhoes, moindos
de mandioca, etc. ele.
\A MESMA FUND GAO
se rieculam lodas as enroiimipndas ciim a uperioti-
# 53!-eco"' *de,idB prf?leza e cumn-
B?S^SuW,M ,,wnbun!uei.s das melhore 'que
ambemse ^ZV? "'^ '""""^ 6 "*!
I PROGRESSOS A' ARTE I
I DE DAGERRE CRYS- 1
TALOTIPO. 1
I ^^SCOBERTADE TIRAR f
m RETRATOS INSTANTNEOS #
1
i
Ai roupas claras So as melhores para
esse fim.
O abaixo assignado fa scicule ao respei-
pic-|adee.re,ri,,arCria''^ """ lambem limpa rclralns amigos ( uo es-
lando arranhados ). dando-lbeso mesmo vi-
~$) lirarTm.''"1''"' na "Pr''i' hm em 1ae se
'S) 1.H^ltl'eIecimei"0 esUi omplelamenle 2
W soriido de neos quadros, caiws, cassolel.s. ^>
|cTo\p:dlrscairioeies-A,c"''-*.^f
I^jr.^ **.^JT'im J- Pacheco.
LOTERA DO THEATRCHjE S^ABEL
Ocautel.sta Antonio Jos Rodrigues
deSouza Jnior avisa ao respeitavel,,u-
bl.co, que seus bill.etes, e meos bUh^,
e cautelas da loteria cima, se acham ti
veiulapelos precos .dwixo as lojasdoco's-
tume. O mesmo cautelista se- obripa a
pagar por inteiroos premios dcl0:000o-
de 5:OO000, e de 1:000000, caso os
seus ditos bilhetes inteiros e meios billie-
tes os obtenliam, os quaes vo por elle
rubricados
ilbete inteiro ll.sOOO
2.S800
l.S'500
1|300
700
de A<|iiino
do bilhete
DENTISTA FRANCEZ.
4$ Paulo tiaignoui, estabelecido na ra larca -JS
49 do Itosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
les com gengivasartiliciacs, c dentadura com-
S9 pela, ou parle della, com a prcsso do ar. $
Tambem lem para vender agua deulfricc do -*
f. Dr. Pierre, c p para denles. Una larga do @
"0 Kusario n. 116 segundo andar.
?i'S @g@
J. Jane dentista,
conliiua rczidir na ra Nova, primero andar n. 19.
?fSSe@@:5;Jfl)>
O Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinito mu- t
dnu-se para o palacete da ra do S. Francisco &
e 'mundo novo) u. 68 A. A
V@@@#
Ao commercio.
O abaixo assignado. convencido do muilo que con-
viria eslabelecer-se em Pernambuco urna aula em
que a raocidade, que se deslina carreira to rom-
mercio, pndesse praticamenle adquirir os cooheci
menlns necessarios, para bem desempenhar as fue
roes de caixero em qualquer escriplorio nacional ou
csirangeiro, apezar de reconltecer as suas poucas
habililarocs para um scmcllianlc magisterio, vendo
rom ludo, que oulrnsmilito mais habilitados se nao
lem al aqui proposlo a isso, vai elle, confiado ni-
camente na pralica que lem de algiins annos, abrir
para esle lin. una aula, na qual se propoe'a entinar
a fallar ecscrevera lingua inslezaea francera, con-
labilidade e escrplurae,ao commerrial pnr partidas
tlobradas. As lices de cada urna das duas iinguas
sern em dias alternados, c para qne os alumnos
possam cm breve falla-las, nao se Ibes cousentir
que tiepois dos primeiros tres mezes de lirilo fallero
na aula oulra lingua, que nao seja a da ciaste res-
pectiva. A abertura lera lugar no dia 1. de de selem-
bro, cas pessoas que a quizerem frequentar se de-
verao com aulecedeucia dirigir loja tos Srs. (inu-
vcia & Leile, na roa do Queimado, aonde poderflo
lambem oblcr as mais informacoes, que a respeilo
desejarem. Adverle-se que a matricula sti oslar
aborta at o l'un dcslc mez, c que depois desse dia
j nao se podem admiltir mais alumnos durante esle
auno.Jos da Mata.
< Manoel de Farias, subdito portuguez, retira-
se para lora dd imperio.
Koga-se ao Sr. Jos Maria to Souza Kangel
que baja tic apparecer na ra ta Praia, armazcm do
Sr. Jos da Silva Campos para negocio de sen in-
leressc.
Domingo 20 do crrenle'sabio i luz o primero
numero do Croco, peridico litlerario e recreativo
delirado ao bello sexo, o achar-sc-h exposlo ven-
da na ra Nova n. 52, loja de Doavenlura Jos de
Castro Azevedo, onde se recebem lodos os escriptos
que esliverem cm lermos lia her e decentes, assim
como assignaturas de 80o <* P"r'- nmeros, con-
tar do l.t>, pagos adianladns: adverle-se qne aos
-libados larde j pdenlo os assignanles ir recc-
bc-lo na dila loja.
Precisa-se de um feilor para nm silio, que sai-
ba tratar de pomar e encberlar : no alerru da Poa-
Visla n. 43.
Pede-se ao illuslrissno cooslho adminislralivo,
queira publicar o aluminio do fornerimenlo de
medicamentos para a I Ida de Fernando, confor-
me a determinadlo do Exm. presidenlo da provin-
cia, mandando fornecer por quem menos lizer.
Um uprendiz do arsenal.
Os abaixo assignados fazem ttenle a prac.a do
commercio, que vendernsua taberna, sita na ra
do Kangel, ao Sr. Francisco Paulino Csbral: os se-
nhores credores podrrao aprescnlar suas conlas na
ra do Queimado n. 51, para serem pagas a seu
lempo competente.Guimaraes & Azeredo.
O bilhete inteiro da 1. parle da 2.a lotera do
hospital Pedro II, foi vendido na praca da Indepen-
dencia, loja de calcado de Antonio Atiguslo dos San-
ios Porto ; o possuidor queira ir receber na ra do
-rnpirhe n. 36, segundo andar, casa to Sr. Salus-
liano de Aquino Ferreira, logo que sabir a lisia ge-
ral.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia mtqto superior potassa da Rtis-
sia e americana, ecal virgem, chegadalia
pouco, tudo por preco commodo.
?
i ii tetro
Meiobi Hiele
.Ouarto
Oitavo
Dcimo
Vigsimo
O cautelista Saltisliano
Ferreira, avisa ao possuidor
inteiro n. 1948, da primeira parte da e^
gunda loteria do hospital Pedro II, cm
que saino a sortc de 10:000.s000, pode
vir receber amado Trapiche n. 30 Se-
gundo andar, logo que sahira lista gerai.
Salustiano de Aquino Ferreira.
Aluga-se a sala da Irenle do primero andar do
sobrado ii. 1, ,la ra Cruz com commodos para es-
criplorio : a iralar no armazem n. 3 na mesma ra.
Duo-se bolos de veiidagcrr- ; no lar-
go de S. Pedro, sobrado de um andar
n. 9.
Precisa-se de nm feilor queenlenda de borla,
para Iralar de um pequeo sitio na Capunga : a fai-
na ra Nova n. 51.
Luisa Tbohiazia da Conrcicao vai ao Hio de
Janeiro levando cmsua companhiauma tilha menor,
c una prelaforra de nomo Matilde-.
Aluza-tena ra d Cruz, o segundo andar da
casa n. 51,muilo prnprin para escriplorio ou morada
de rapaz solleiro : lrala-se no terceiro andar do
mesmo.
O abaixo assignado, .capitao da barca insleza
Ilanls, Velara que nao se responsabilisa por qual-
quer cania que a sua Irpolarao raja era Ierra.
(eorge Hrppleuhite, ,
Os abaixo assignados. donosda nova loja de ouri-
ves da ra do Cabug n. II, confronte ao palco da
matrize ra Nova, fazem publico que esiao comple-
tamente sortidos dos oms ricos c bellos goslos de lo-
das as obras de ouro, uecessarias tanto para senbn-
ras, como para homens e meninas, e coiilinuam os
pretos sempre muilo em conla ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras quevenderem a passar urna
coula com respuiisabilidade.cspecilicaiidoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, Gcaiidu assim ujeilos
pnr qualquer duvida que apparecer.
Serafim i\- /imito.
MANOEL AUGUSTO DE ME.NE/.ES COSTA,
professor da arle de msica, oll'erecc o seu prestimo
ao respeitavel publico para lcccionar ua mesma arte
vocal e instrumental, lano em sua casa como em ca-
sas particulares: quem de sen presumo se quizer
Mimar, dirija-se ra do Arago n. 27.
Da-se dinheiro a juros em pequenas quanlias,
sobre penhores de ouro e prata : na ra Vetea
n. 35.
I.ava-sc e engomma-se com loda n perfeicHo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado ii. 15.
5s@a3ga
ti O Dr. Joao Honorio ltezerra de Menezes, &
formado cm medicina pela faculdade da Ka- $$
hia, contina no exerrieiodesua prolissao, na s5
ra Nova u. l'J, segundo andar. $&
i@-ge
O bacharclA. R. de Torres Itandeira, profes-
sor adtenclo de rhelorica e Keograpbia no lyceu ties-
ta previncia, propoese a dar liroes deslas" mesmas
disciplinas, e bem assim de philosopbia c francez :
quem de seu prestimo se quizer ulilisar, pode pro-
cura-lo na casa de sua resideiiria, na ra cslicila do
Itosario n. l, segundo andar, das 3 '.. horas aleas
6 da larde.
James Crabtrec & Companhia fa-
zem sciente ao publico, que a bem conhe-
ciila grasa ingle/.a n. 97 s se vende no
sen armazem, ra ilaGrnz n. 42, em bar-
ricas de 15 duzias de pote3. e a preco de
oO.S'000 cada barrica. O publico he con-
vidado a prestar toda a sua attenciio para
o papel que cada pote desta graxa traz, o
qual mostra o nome do seu verdadeiro au-
torDay & Martin n. 97rllj^fen Lon-
don, alim de nao coiiiundigern-na com
outra graxa do mesmo numero, e que
tem sido importada ltimamente, mas
que no entretanto niohgdaqnelle autor.
O abaixo assignado, herdeiro do finado Joao
Firmino da Costa Barrada, declara que, existente
urna lellra perlencenleao mesmo Joao Firmino, acei-
ta pelo major FYancisco Antonio Pereira tos Santos,
:t fallecido, proveniente da venda que I he fez do
eneenho Tentugal. a qual lellra he da quanlia de
3:(KH)?O0, e se acn vencida desde 31 de julho de
1835, ccomo ignore era poder de quem ella exisla, i
roga a qualquer pessoa que souber ou i) liver.derlarp '
por esle Diario, axsrgurando-lbe o abaixo assignado .
sua gralidao por um lal motivo.
Zoilo da /tocha ll'anderley IJtv. '
Roga-se aos credores do fallcci'lo Jos Antonio
Pereira Reg, que apresenlem scus dbitos na ra
da t'.adcia do Recite, loja n. '.I.
O abaixo assignado, professor jubilado na ca-
deira de geographia c hislnr, do I.yceti, lem aberlo
um curso tiestas mesmas disciplinas, c de rhelorica
em nm cullegio ; as pessoas qu se quizerem matri-
cular em qualquer dellas, podem procura-lo no mes-
mo collegio, ra da Cadeia n. 13.
Affonto Jos de Olice-ira.
Ao abaixo assignado appareceii cm sua casa,
oQorecendo-se para servir de criado, um mulalinho
que representa ler 1 i anuos, e diz ser forro, natural
de Macei, e chamar-seJos; sualsuem.pois, bouver
com direilo ao mesmo ptlc vir procura-lo na ra ta
Cadeia n. 13, por quanlo o mesmo abaixo assisuado
se nao responsabilisa por fosa delle, no caso de ser
talvcz cscravo.Affonso Jos de OUteira.
COMPRAS.
Compra-se tima cachorrnha bem cabelluda.
do reino, pcquNiiua,' para urna menina brincar : na
ra das Cruzes n. 2.
Gimpram-.-eKa 10 milberosde cachimbos de
barro : quem liver aiiuuiicie para ser procurado.
Compra-sc um escravo, parti ou prelo, anda
moco, que seja buhen o. e com preferencia se lam-
bem fr sapalciro, sem vicios e molestias, c que se
venda por alglima oulra circunstancia : quem o li-
ver, dirjate ra larga do Rosario, lojademude-
zas n. 26, que achara com quem tratar.
Na ruado Collegio, armazem n. -2, compra-se
una carteira grande do urna ou tluas faces, que este-
ja em bom uso : a pessoa que quizer contratar, di-
rija-se ao mesmo estabelecimcnto, ou annuncie.
Compra-sc ou hvpolhuca-se una casa terrea,
sendo em ras frequenladas eno bairro de Sanio An-
lonio ou S. Jos : quem quizer fazer algum deslcs
negocios, dirija-se a ra da Viraro n. 9, ou an-
nuncie.
Compra-sel par de caslirnes. 1 apparelho'para
cha, 1 cspevilador c bandeja, c 1 faquciro, ludo de
prala de le, sem feilio : a fallar na ra das Cruzes
n. 0. 4
Compra-se urna casa terrea cm qualquer'una
das freguezias desla praca, al o valor de 1:000*000,
eslando desembarazada : quem quizer annuncie.
Compra-se un cocuao de ouro, docomprimen-
lo de una vara, punco mais ou menos: a Iralar na
ra do Collegio u. 16, com M. V. Franca.
venda!
PLBLICACAO' ULUGIOSA.
Sahio i luz o novo Mez de Alaria, adoptado pelos
reverendsimos padrescapucliinhos de N. S. da Pe-
nda deslacidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicio, e da Delicia histrica da mc-
dalha milagrosa, e deN. S. do Rom Couselho : ven-
de-sc uuicamentc na livraria n. 6 c 8 da piara da
independencia. 19000.
Vendem-se sccas com milho : na
loja n. 26 da ra da Cadeia do Recife, es-
quina dobecco Largo.
Vendem-te 19 Iraves tle 45 palmos cada una de
superior qualidade: quem as mesmas quizer com-
prar dirija-se ao Forte do Mallos ra da Codorniz
taberna 11. 8, que achara com quem tratar.
\ ende-se um cavallu ru$o com todos os anda-
res, e bstenle gordo : a Iralar ua ra de liortas
11. 12.
BARATO SIM, FIADO NAO".
A OSOOO rs. o corte e G-iOrsTScovado!
Na ra do (Jucimado, loja n. 17, ao p da botica,
lem para veiuler o mais modernos corles de vesti-
dos de gaze de seda, com 18 covados cada corle, ou
640 rs. cada covado. Esla fazencta he a mais propria
e delicada que veio no ultimo navio do Havre, para
vestidos das senlioias do grande lum; do-se as
amdstras com penhores.
Vende- um cavallo alasao quo anda baixo e
esquipa, bemuito novo e sem achaques: quem pre-
cisar, tiirija-se a ra do Oneimadn n.tO, que achara
com quem tratar, e dir-se-ha jiorque se vende.
lunillas e guardanapos de panno delinho
puro.
Na ra do Crespo, leja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de lindo, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos. .
Vcnde-se urna casa de lipa, sita no lugar dus
Apipucos, com urna sala, dous qnartos, cuzioha e
quintal lodo cercado, por 2008000 : ca ra Nova
n. 16.
Vende-te urna carioca c juntamente o cavallo
mellado bem condecido em Parnanicirm e Monlei-
ro : a Iralar na ra Umita n. 10.
Armazem de materiaes e cariocas de alu-
guel, na ra da Concordia.
Vendc-se no armazem da ra da Concordia, ulti-
ma casa ao tul do lado do patenle, cm cuja frente
eoilo lem ladolela com o dislico rieran, muilo bom
lijlo de alvenaria rossa, dito batida, ladrilbo qua-
drado e compritlo, lapamenlo, lellia, barro, ral bran-
ca c prcta, ara erossa tle Ungir, em srandes e pe-
queas pdrces. manda-se por mis obras, por pre-
cos commodos. No mesmo alucam-se carrooas para
condueco de qualquer ohjccto para dentro e fra
da cidade.
Arroz pilado.
Vende-se arrqz pilado, da Ierra, imitando o do
Maranhito, por lacado c a retalho, por menos do
que em oulra qualquer parle : na ra da Praia, ar-
mazem de carne n. 49.
Ventlem-sc em casa de S. P.. Johns
ton A C, 11a rita de Senzalla Nova n. 42.
Vinbo do Porto superior engarraado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de cairo.
Farelio em saccas de 5.arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro
Cobre de forrov
Vende-se superior chocolate fran-
cez, camisas francezns com peitosdelinbo
e de madapolao, aberturas para camisas
de linho e madapolao, espingardas fran-
cezas de dous camos para caca, superior
kirche e absintho, tudo por preco com-
modo : na rtt^da Cruz n. 20, primero
andar.
<$) FAZENDAS BARATAS. M
I \ endem-se*eassas francezas de barra a (i*
' 1561K) o rthie corles tic-chita muilo Tina *"'
) com 11 % varas a 4J000, vcslidos di ancos (til
. tic cambraia a 28500, ditos del a 3 babados 2*
' a 4^000, dilos de seda cscocaza rom 2e 4 V;
\0f babados a 125000, laas ospocezas a 720 o co- (&)
S va<,' romtiras de cambraia a 23000, capo- 7*
> tinhos de dita rom eufeitcs a 59OUO, chales (*/
fde algodao a 12IH), dilos de laa e seda a i&;
25000 e-SSiW. dilos de seda muito linos c ^
tle gosloateOO, dilos de cambraia com (fi
& franja a 1?0, meias finas para senbora a (
4? :520 adiizia, lencos tle cambraia com bico W)
< a 280, alpaca prela muito lina a 6i0 e 720 (jj,
, a o covado, c oulrns muilas fazendas que se X
1(9 vendem baratas com dinheiro visla, dan- '#
0 do-so amostras de linio com penhores : na /<#
5? ra Nova, loja n. 16, tle Jos l.uiz Pereira ^
W 4 mi. '$,
A i.sOO, dinheiro^' vista.
Corles de cambraia de barra Tranceza, com 8 va-
ras, e um mclro do largura, pelo barato preco de
4.350O : vendem-se na loja de Crcgorio & Silvera,
ra do l.liieiniado 11. 7.
Vende-se viuho cnsarrafado a I5OOO. 15280 a
IJtfiOO a garrafa, dilo linio a 400, 480 e .560 a garra-
fa, azeilc tloce do Lisboa a 6i0 a garrafa, manleica
ingleza a 720 e a 800 rs., azeile doce em garrafas,
francez, a 800 rs., doce em fiascos, dilo de ainja,
a dqcia 69000, c a retalho a eio cada um, cd .la'
India lino .1 29240 e 29560, dilo drasileuo a 1G00
ea 19990 a libra, arroz pilados 80 rs. a libra, ca
25400 em arroba,' mildo aloisia a 120 rs. a libra, vi-
nagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa, e outros inuitns
gneros por preco eommudo deroulc da matriz ir
88, quina do Hospicio.
9 Palitos Jraiicezes. e
?5 Vcndcm-sc palitos franrezes de brim tic l- @
* nbo e brelanlia a 35500 e 4-HKK), ditos de al- @
paca prclos e de cores a 85000, dilos de pan- 5C
8 no fino pelo e de cores a H, 16, 18 e 205, ;
rs-, ludo ta .illiina moda : na ra Nova, loja ft
' 11. 16, de Jos l.uiz Pereira t\ Pilho. @
Vende-se um silio vre e tlesempedidn, na ci-
dade de (Unida, no lunar da praia de S. francisco :
quem o pretender, dirija-saja Fra de 'orlas n. 145,
sobrado segundo ailar, qne achara com quem Iralar.
Farinha lo mandioca.
Vende-se superior farinha de mandioca, cm suecas
grandes tic alqueire, couulada, e por preco commo-
do : na Iravessa da Madre do Dos, ou a ra to
Queimado 11. 9, loja de Antonio l.uiz de Olivcira
Azevedo.
A 250, dinheiro a' vista.
Achitas francezas que se anuunriaram a 280 o
covadotendode2, 3c 4 cores na eslampa, veudein-
se boje pelo barato preco tic 240 o covado, sendo as
mais modernas cm padrSes : na loja do Gregorio t\,
Silveira.lu to Queimado n. 7.
* Vendem-se relogios de patente e.
horisoutaes de ouro e de prata, e de prala
dourados, pot preco commodo : na ra
da Cr uzn. 26, primeiro andar.
S))S&$ _
m Sedas
Vendem-se sedas lisas furia-cores, de goslo
W o mais delicado que lem vindo a esla praca, $
J5 pelo baralissimo preco de 1280 rs. o eova- 3
do : na ra do Queimado, loja do sobrado
fj amarello n. 29, de Jos Moreira Lopes. U
8@feec5v as
A 500 rs.
Chales brancos de cambraia adamascada e borda-
dos, pelo diminuto preco tle 500 rs. rada um, aloa-
Ihadode linho para mesa a I9O011 rs. a vara : ven-
dc-se na loja de Gregorio & Oliveira, ra du Quei-
mado 11. ,.
Pentes de tartaruga.
Vendc-se na loja do Gregorio & Silvera. ra do
Queimado 11. 7 ilelronle do berco do Pcixe-frlo.__
Pentes de larlaruea para scnhnra a preco de 4 e
53 ; chapeos de seda e tle crep para sciihora lendo
algumdefeilo pelo baralo pree;o de 5.3 e 69 ; luvas
de pellica lisas a 500 rs. o par, ditas entenadas a
800 rs, o par ; lencos de cambraia brancos de marca
graude a 320 cada um.
Muito barato a dinheiro a vista.
Chaiicos franeczes para bomein a 656OO, aljiaca
mesclatla propria para palitos com una vara de lar-
gura, o covado 900 rs. ; cortes de cascniiras linas a
595OO ; dilos tle (lilas de cores escuras a 45500 : se-
lim prelo maco o covado 35000 ; dito de dilo su-
perior a 45600 ; corles de brim parti de puro linho
a 15500 : casineta leda de laa com .mofo, o covado.]
a 500 rs. ; castora mcsclados o covado a 280 ; brim
tle linho tle quadros o covado 260 ; lencos lodos de
seda a 15400 e a 1,3600: vende-se na loja de Gre-
gorio & Silvera, ra do Queimado n. 7, defronle
do becco do Peixe-frilo.
Vcndcm-se 12 barra de mel de 4 em pipa,
[iro.'nplo- a embarcar : na rua do Vgario 11. 14.
Vehdom-sc corles tic chite franceza larga, tic
cores lixas'e bous padrees a 23OOO cada corte : na
loja de i porlas, na rua do Queimado 11. 10.
Vcnttein-se Ihetaunaj llnana latina'. 4 vols.
em folio, obras completas de Ovidio, 4 vols. em quar-
lo, h'hlioldeca classica latina, 3 vols. em quarlo,
obras tle Knlconel, 3 vols. cm francz, as colleceoVs
das leis do Ilrasil de 1810 e 1848 : na rua da Cadeia
de Sanio Anlonio 11.14.
Vcnde-se por liaver grande porcan, um bonilo
cscravo tle 23 annos, pouco mais oa menos, be ca-
marueiro, carangnejeiro, e lem pra^a de capinheiro
na Hoa-Visla : quem pretender ter um escravo sem
vicios nem, presenlcmcnle, achaques, dirija-se i rua
ta Mangueira 11.9, na Boa-Visla.
AO BARATO.
Na rua dol.ivramenlo n. 14, ventfem-se cilas ca-
boclas decores lixas c bonitos padrOes a 160 o cova-
do, e a peca 59800, picote para roupa de escravos a
140, cbilasde ramagem para cubera a 55000 a poja,
e 140 o covado, e ouiras fazendas que se Irocam por
pouco dinheiro.
Vendem-se muilo em conla, 3 marquezas e
6 radeiras, ludo de amarello, novas : na rua da Ca-
deia de Sanio Antonio n. 20. Na mesma casa con-
tinua-se a vender palbinha j preparada, muilo em
conla.
PKOTECCAO' AO POVO.
320 rs.
Cassa franceza para vestido com delicadas cores c
l'uasr engranados desenhos e muito bous pannos, por
320, s. orovado, dinheiro a visla, nao dcixar de
asradar aos bous paisde ramilla, que com economa,
desejam o aceio: na rua do Crespo, loja n. 12, de
Jos da Silva Campos & Companhia.
No armazem de Jos Joaquini Pereira de Mel-
lo, no caes da all'andcga, ha para vender muilo su-
perior farinha de mandioca lavada, para mesa, em
saceos de alqueire enrulado : a Iralar no escriplorio
de Domingos Alves Malheus.
VENEZ1ANAS.
No aterro da Boa-Vistan. 55,
ha um sorlmenlo de venezianas com lilas verdes
de linho e de laa, com caixa e sem ella, e lambem
concerlam-sc as mesmas.
Dinheiro a'vista.
Vendem-sc as fazendas seguinles, porbaraios pre-
cos.
Chitas francezas largas, o covado
Ditas decoberla, dilo
Hilas de dilas dilo
Riscades rabudos para veslido, o covado
Laa para vestidos, tlilo
Alpaca escoceza, dilo
Corles de chite franceza larga com 13 cova-
dos a
Dilos de dila cr fiva com mofo a
Meias para senhora, o par
Ditas para dila mais linas, dilo
rlnrzeuuins para sonhor^
Komciras de fil para senhora
Lencos tic rrlroz tle todas as cores
Dilos de toral
Toecados para senhora, ultima moda
Cortas de vestid de cassa franceza
Dilos de dilo de dita
Dilos de cambraia de salpicas
t'.assas francezas tle cores lisas, a vara
Dilas de cores escuras, dila
Corles de cambraia com 8 varas
Dilos tle seda do quadros
Ditos de dita lavradns
Chalas de rctroz de 4 ponas
Grande sorlimeulo tle manteletes a pre-
cos de IO5OOO, 129000e
e oulras muilas fazendas qne se vendem moito era
conla, na loja da estrella, de Gregorio & Silvera,
rua do Queimado n. 7.
BKIM 1KANCO E DE COR.
\ ende-se brim trancado de linho a 500 rs. a vara,
dilo escuro tle quadros tambem de linho a 600 e 720
rs.' na rua to Crespo n. 6.
Aterro da Boa-Vista n. 55.
220
180
200
160
600
500
29600
1-3600
240
320
35200
49500
800
I5IOO
Fil de core.
Vende-se na loja de Gregorio & Silvera rua do
Queimado n. 7 defronle do becco do Peisc Frito, fi-
l de cores, sendo branco, prelo, cor de rusa, verde,
amarello e cor de cinza, pelo diminuto preco de 1O0
a vara, manguitos tle cambraia bordados a 18600,
19800 e a 2000 o par, golinhatdc cambraia borda-
das de ponto tle cadeia, propriai para roupao de ser
nbora a 320, 00 e a 500 rs.
PICHINCHA.
\ endem-se 12 pares de meias de alsodo crnai
muilo boa lazentia por 25, grvalas prelas de molla
a I528O, sem molla a l3.ee>let de colleles de gurgu-
raode seda a 19800 e 25 dilos de fustSo linos a
15600 : vende-se na teja de Gregorio $ Silvera,
rua do Queirhado n. 7, defronle do becco do Peixe-
frilo.
farinha de mandioca de Sania Calharina mui-
lo nova e de superior qualidade : vende-se a bordo
da polaca Cndor ; a Iralar com o capto, ou com
Manoel da Silva Sanios, na rua da Cadeia n. 40.
Vende-se doce fino feilo de casca de goiaba c
araea : na rua das Cruzes n. 40.
Vcnde-se um sobrado de um andar, silo i.a rua
de S. Gonralo 11. 27, chaos proprios, prximamente
reedificado, cum os oiles de paredes dobradas, na
rrcnlc nm andar e pela parte de detrs dous, com um
pequeo lerraco e bem quintal todo murado com ca-
sa no mesmo, ecujo rciidimenlo he de 3O5OOO rs.
mensacs : a Iralar na rua larga do Rosario u.48, se-
gundo andar.
39!
39200
600
480
3.3OOO
159000
2O9OOO
209OOO
149000
~T:f\}' Vende-se um cabriole! novo, de
-aSp'hom goslo.
Ai que fri.
Vendc-se superiores cobertores de lapele, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs., ditos brancos a
5200 rs., ditos com pelo a imilacjio dos de papa a
13100 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DETARNAUBA.
v endem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 c 9
em ii, da melhor qualidade que ha no mercado, fei-
las un Aracaty : na rua da Cadeia do Recife 11. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vendc-se cera de rarnauba.do Aracatv : na.rua da
Cadeia do Recife o. 49, primeiro andar."
Rua do,Crespo 11. 2").
Vendem-se chitas francezas largas tle cores
escuras a 210 o covado, corles de rasemira de
cores c padrees modernos a 49500, dilos tle
casemira pela tina a 4-5500, panno prelo e
Na loja de qualro portes na rua do Qiieima- ;*
do 11. 10, ha um completo sorlimeulo tle cur-
ies tle cisoniiras tle etjes padres modernos,
i- pelo barajo proco de 45800 rs.
t
, ------v-- |....t<. .....a u '(V'.'V, '.mil,. |tl'J %:
g tic cores a 39000 o covado. cortes de mcia ra-
semira a 15600, dilos de brim de linho deco-
rcsii 15600, nscado de Mudo tle cores escuras
a 210 o covado, merino prelo com duas lar-
guras a 15600 o covado. chales de laa grandes
g c do cores escuras a 800 rs., dilos encorpadns
a I929O, esguiao de linho muilo lino a 1-3120
a vara, selim prelo muilo eucorpado e de su-
perior qualidade a 25500, cambraias pretas o
de cores, goslos modernos, por preco commo-
t- do, chapeos do Cliili linos, e oulras muilas fa-
@ rendas por preco muitu cm conla.
s @@ss@
Chapeos de sol muilo grandes, cora cabos de
ranna e baleas, muilo foi tes, de seda tle (odas as co-
res equalidadcs, lisos o lavrados, proprios para a
cbu'va, por preco muilo commot/o ; na rua do Col-
legio n. 4.
AO COXSliLTORIO llOnKOP.tTHlCO
DO
DR. P. A. LOBO HOSCOSO.
Vcndcm-se asseguinlcs obras de homeopalhia em
francez :
Manual .lo Dr. Jahr, 4 voluntes
Rauou, historia ti homeopalhia, 2volumcs
llarlhmau. tratado completo das molestias
dos meninos, I volume
A. Tesis, malcra medica bom.
De Payle, doatra medica bom.
Clnica ilc Slaoueli
Carites, verdade da homeopalhia
Jahr, tralado completo das moleslias ner-
vosas
Diccionario de N\ sien
CHITAS BARATAS.
|9 \ endem-se chites finas de cores lisas, tle
3g padres novos, claros e escures, pete barato
preco.de 120, 140, 160 e 180 o covado, dan-
^ tio-sc amostras com penbor : na rua Nova,
loja n. 16, de Jos l.uiz Pereira & Filho. $
@;s@ 3)*.
Na rua da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
cm caivinbas de urna duzia de garrafas, e viste da
qualidade por pret;o muilo cm conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife 11. .50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundirao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cliafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGEXHO.
O arcano da invenoao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de -.vntagem para o meUioramento do
assucar, aclia-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz, n. .A.
\rende-se fumo em follia, de varias
qualidades, escolliidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na rua do Trapiche 11. 16.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reit,'continua a ter as legitimas cualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem em pedia : tudo |>orpreco a
satisfazer aos seus antigds e novos b-e-
guezes.
Cola da Bahia, de qualidade esco-
lhida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapiche n 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
rse na rua do Trapiche n. 16, segundo
ndar.
- Genebra verdadeira de Hollanda,
m liasqucias, chegada esto mez,-sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
Vende-sesuperior farinha de man-
dioca deSantdTkthaiipa, em saccas por
preco muito commodo: a tratar no arma-
zem rie Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da Abandega, ou com Novaes & C.
na rua do Trapichen, i,
dar.
Vende-se farinha de mandioca: a bordo da po-
laca ttCuudoro, nu a tralar com Tasso Irmilos.
. CHAPEOS DE SOL A 58P0.
Na roa do Collesio n. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda prclos e tic cores, armaran de balea, ca-
bos Irnos, os quaes aviste da qualidade nimtuem dei-
xar de comprar, e oulras muilas qualidades,' por
preco razoavel.
SACCAS COM MILHO.
Na rua do Vigario n. 33, em casa de Joao Fer-
nandos Baplisla, vendem-sc saccas com milho a
2800 rs.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, cm casa de Barroca
& Caslro, na rua da Cadeia do Recife n. 4.
Vcnde-se urna balanca romana eoin lodos os
seus pcrlcnces, cm bom usn e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n.4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes ti
Companhia, rua do Trapiche n. o\, pri-
meiro andar.
REMEDIO INCOMPARAEL.
MG6INT0 HOLLOWAY.
Mudares de individuos de tuna, as na(.0e. poArm

tcslemunharasv rindes desle remedio ineoniparavel
que e provar, em cato uecessarlo, que e|0 usl
delle-flzeram, tem seu corpo e membrosinleiramenle
saos, depois de liaver empregado intilmente oulros
Iralamenlos. Cada pessoa poder-se-haconvencer densas
curas iiiai avilhosas pela leilu/a dos peridicos que lii'as
relatein lodos os das ha uiuilos anuos; e, a maior
parte dellas sSo (ao sorprendentes que dmiram 01
mdicos mais clebres. Quaulas pessoas recubraram
com esle soberano remedio o uso de seus. bracos e
pernas, depois de ler permanecido longu lempo* dos
hospilaes-, ondedeviam soOrer a anipulacao Dellas
ha muilas que havendo deixado estes asylos de pa-
decimenlo, para se nao submelterem a essa operario
dolorosa, teram curadas complelamenle, medianil!
o uso desse precioso remedio. Algunas das tees pes-
soas, na etiisao de seu reconhecimeolo, declararam
estes resultados benfico dianle do lord corregedor,
c outros magistradus, alim de mais aulenlirarem
sua aOirmaliva.
Ninguem desesperarla do estado de sua saude se
livesse bastante coullanca para ensaiar esle remedio
conslauteaienle, seguindo algum lempo o Iratamen-
lo que ueceatilasse a ualureza do mal, cojo resulla-
ro seria provar incouteslavelmente: Que ludo cura!
O ungento he til mal particularmente o
seguinles casos.
matriz.
Lepra
Males das pernas.
dos peilos.
de odos.
Mordederasde reptis.
Picadoras de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Siipuracocs pulridas.
Tinha, em quajqaer parte
que seja.
do Ggado.
- das articularse.
eiaslorcidas, on nodadas
as peruas.
Alporcat.
Cambras.
Callos.
inreres.
rteduras.
Odres de cabeca.
tas cosas.
tos membros.
Enfermidadcs da culis em
gerai.
Enfermidadcs do anus.
Erupcijes escorbticas.
Fstulas 110 abdomen.
Frialdadeou falla de ea- Tremor de ni
lor as extremidades. Cceras na bocea.
Fneiras.
liengivas escaldadas.
Incdaces.
Inllainin.ieo do ligado.
da bexiga.
Vende-se esle ungento no estabelecimento gefal
de Londres, 2*4, trand, e ua loja de lodos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas enrarregadas de
sua venda em loda a America do Sul, Havana e
Ilespanha.
Veudcm-ae a OOris cada borelinha conlcm urna
instruccao em''portuguez para explicar o modo de
fazer uso dcsle ungente.
O deposito gerai he em casa do Sr. Soum, phar-
mareulicu, na roa da Cruz. n. 22,tem Pernambuco.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-sc cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda" de muito boanbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. l,
segundo andar.
% Farinha de S. Matheus.
I
"'
/
primeiro au-
(69000
165000
OSOOO
83OOO
731100
it-ntKi
4;ouo
t;-"o
OSOOO
Na rua do Vigario 11. ii), primeiro andar, ven-
de-sc cera lano em grumo, como cm vellas, cm cal-
as, com muilo bom sortimento c de si perior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gratidan, assim
como bolachindas cm lalas de K lihnaa.r farello muilo
novo cm saccas tic mais de 3 arrobas.
Deposito de vinho de chum- '^
{;ne Chateau-Ay, primeira qua-j
e, de propriedade do condi p\
[areuil, rua da Cruz do Re- S
de M
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a sOOO -s. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron <5 Companhia. N. B.
Ascaixas sao marcadas a logo
Conde de Marcuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SKNIIORES DE ENGENHO.
Cobcrlores oscuros muilo Brandes e enrorpados,
tilos blancos rom pello, muilo grande*, imitando os
de tea. a 1>100 : na rua do Ci
que vnlla para a cadeia.
POTASSA BRASILEIRA. tk
Vende-se superior potassa, fa- j&
bricada no Rio de Janeiro, che- (>
gada recentemente, recommen- ^
da-se aos senhores de engenho os 5
seus bons ell'eitos ja' experimen- J
tados : na rua da Cruz n. 20, ar- Wi
mazem de L. Leconte Feron'&
Companhia. (gh
Vendem-se reloaios de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 c 20.
Deposito ds fabril de Todo* oa Santo* na Bnhia.
\ ende-se, em casa de N. O. Bieher &C, na rua
da Cruz n. 4, alcodaS trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. II, o sesruinte:
vinho dcMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias. linhas
em novellos ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milao sorlido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 49.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um compU (o sortimento.de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamaulios, para
dito.
do Vig
ario n. 19, primei-
V'ende-ee> superior fariiilia de mandioca
muito nova chegada de^. Malheus e por
preco commodo, a bordo do hiale Audaz sur-
lo no caes do Collegio, para porcoes no que
se faro alale de preco: tratarse 110 escriplo-
rio da rua da Cruz n. 40 primeiro andar.
SALSA PARRHJIA
nova e de superior qualidade, cm rosul pequeos
vendc-se na Iravessa da Madre de Dos, armazem
n. 12.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em I larris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da roa do A/.eite de Peixe, n.
1 1. em a tratar no escriptorio de Novaes
& Companhia, na rua do Trapiche, n. 54.
M3S-mse8asa;
f Borne barato.
Corles de rhila de barra de Ves nat a>
39S 15CO0 cada corte: na jua dt /timado 11.
, 29, teja do mirado n>a'eUo^-uc volla para ,
S o largo do Collesio. Na inhuma loja se en-i
M contra um completo sortimento de fazendas i
S de todas as qualidades, e por prejo que agr-
dar aos compradores.
Vende-se um excedente rarrlnbo de 4 rodas,
mui bem construido,eem bom estado ; est eiposlo
na rua Oo Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendcnles examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua, da Cruz no
Recife 11. 27, armazem.
Vendem-se a 38 sacras gran des com arm de
casca: no armazem defronle da porte da alfandega.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recite no armazem n. 62. de
Anlonio Francisco Marlins, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raito.
Na rua da Cadeia do Recite n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-sc relogios de ouro de s dnete, de palen-
le inglezes, da melhor qualidade e fabricado* em
Londres, por preco commodo.
Ka. rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda atuperior flanellapara forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxepara regar borlase baria,
decapini.nafundisadel). W. Bowman : na rua
cte Brumns. 6, 8el0.
Padaria. *
Vende-se urna padaria muito afreguezsda: a Iralar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Cliiisto-
Sabio a luz a- 2." etlicilo do livrinho denominado-
Devoto (;in isl.io,mais correlo e acresrenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6c 8 da praca'da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolcboadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de lum goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia. '
CAL E POTASSA.
\ ende-se superior cal de Lisboa c potasen da Bus-
sia, chozada recentemenle : na prara do Corpo Sau-
lo, trapiche do Barbosa 11. 11.
Na rua
ro andar,
sicas para piano, violo e
tejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho- zem de assuc
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desapparcceu no dia 17 do correulc agoste,
pelas 7 botes da Jante, o moleque AITnnso, de naeao
Camunrioiicn, idade O c lanos annos, sem barba,
secco do corpo, bonita, figura, hem fallante; levon
caira de casemira azul, camisa de algodao, e chapeo
de palha com lita prela larga. Esle moleque foi sem-
ine tic iioa conduela, e nao lendo motivos para tegir,
suppoe-se que leuda sido furlado ; pede-se, porlan-
lo. as autoridades polieiaes ou t apilaes de campo, a
sua aupreheusao, pelo que se gratificar, na roa de
Apollo 11. 4 A.
Desappareceu a 16 de agosto o escravo Bene-
diclo. de idade 24 anuos, cor prela, reforjado do
corpo, nariz chalo, parece crioulu. Esle cscraro foi
comprado a Manoel Seraphim tlc'Araujo, lavrador
do engenho Jurissaca; cosluma a lugir pra o Cabo,
Sanio Antio, Ipojuca, Encada, emetate pelos mallos
dos mesmos engeuhut: quem o pegar, poderdparti-
cipar na rua Direila 11.11, que ser geuerotamenle
recompensado.
Ainda cont/nua estar fugitlo o prelo que, em II
de selcmhro prximo pamadet foi do Monleiro a um
nn miado mi eugenlio \ erletilc, arompanhando urnas
varea di mando do Sr, Jos Bernartliuo Pereira tle
llrilo, que ti alugou para o mesmo fim; o cscravo lie
tle nome Manoel, rrioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, cen a barrilla arande. tem urrisicnal grande
de ferida na perna dreifa. cor prela, nadegas em-
pinadas para fra. pouca barba, lem o lerceiro dedo
da mao direila encolhido, e fallu-llie o quarlo:- Ic-
vou veslidc calca zul de zuarte, camisa de alcodao
lizo americano, porm levou mitras ruupas mais li-
nas, bem como um chapu prelo de seda novo, e osa
tem para vender diversas mu- ^mprc de crrete na cinta : que-m o peaarleve-o na
_:-_- ..:-i- """** rau- na do \ leario n. 27 a seu tenhor Rouiao Aulonio
llanta, como | da Silva Ale.nlara.oujio largo do Pelourinhoanna-
icur n. 5c 7 de Komao<& C., que ser re-
compensado.
Attnctede Edwla M,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de M
r.
Calmont
Desappareceu no da 1. de agoste o prelo Rav-
mundo, crioulo, com -J annos de idade, pouco ma'is
ou menos, nalural do Ico, condecido alrijpor Ra>-
muiidu do Paula, muilo roiivivenle, locador tic dau-
lim, cantador, quebrado de urna verilha, barba ser-
rada, beicus grossos, eslalura resillar, iliz sabor I-ir
m^d^i^^^T'T'r? b0,"S ,SOr,'" rew. sido encon.rado por vezes por delrar
r. ,i ,...1. fS|i ,,,,- re'*' Prla'ilo rosa-sc as aulorittedes polica
spo, loja da esquina
ra tle lodos os lamanbose modelos osniaisrodernos.
machina horisoiital para vapor com terca de
i ravallos, cocos, paasadeiras tle ferro estenbado
para casa de purgar, por menos preco que os tle co-
bre, esco vens para navios, ferio ta Suecia. e fe
Ibas de (landres ; (udn por barato pre?o.
pitees de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
prehrntram e levem rna Direila n. 76, que serau
xenerosameiile gralilcados.
Pera,- Tf te *, T a Frte. HU.

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A
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