Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01438


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Full Text
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ANNO XXX. N. 190.
Por 3 meses amantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 21 DE AGOSTO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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I.

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-V*

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DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SL'BSCRIPCAO'.
Recite, o proprietatio M. F. deFaria; Rio de Ja-
neiro, oSr- JooPareira Martins Bahia, o Sr. F.
Duprad; Hacei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazir. Victor da Nativi-
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Coa id, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhiio, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, |o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 a 26 1/2 d. por 1JH
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 15 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 do premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discanto de lettras a 6 e 8 0/0.
MKTAES.
299000
Moedas de 6400 velhas. . 169000
a de 68400 novas. . 16*000
de 4J0OO...... 9>000
Prala.Palacdes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Cama ni, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-VisU, Ex e Ouricury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras. '
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 2 horase 6 minutos da tarda.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relacao, tercas-fei ras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1." vara docivel, segundase sextas*ao meio dia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMER1DES.
Agosto 8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante, aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as -3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
31 Quarto crescente s 3 horas, 48 mi-
miio e 48 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
21 Segunda. S. Joanna Francisca Romana viu.
22 Terca. Ss. Anthuza e Agatbonica mm.
23 Quarta. S. Felippe Benicio ; S. Davina;
24 Quinta. S. Barlholomeu ap.; S. Protolomeo
25 Sexta. S. Luiz re de Franca; S. Gerotino b.
26 Sabbado. S. Zeferino p. m. ; S. Constancia.
27 Domingo. 12. O Sagrado Coracao daSS. Vir-
gem Mi de Dos ; S. Jos de Calizans.
AVISO.
O pagamento da Mtbttcripc-ao desle Dia-
rio, a VSOOO por qunrtel, deve ser feito
adiantado enao pelo correr delle, eo de
i$500nofirn e nao no itjjuinte trtinesr
tre ; portante, o Srs. assignantes devetn
attender ao exporto, para no fa/erem
o cobrador gastar tantas ptiwadas por tao
pequea quantia.
PARTE 0FF1C1AL.
GOVEBNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 18 CE AGOSTO.
OIBcio. Ao commandinte das armas, lransra.it-
timlo por copia o aviso da repartido da guerra de
7 do corrate, no qual m declara ter-se expedido
ordem ao lente general coramandantc, das armas
da corte para mandar dar bata ao cabo de esquadra
do 1. halalhlo de Dtantaria Anlanio Francisco da
Rosa que atli te cha.
Dito. Ao nmmo, remetiendo copia do aviso da
repart ;Ao da guerra de 2 do corrente, do qual cons-
ta tor-so concedido passagera para o 3. regiment
de cavallaria ligeira ao lenle do 2." balalhao de
infanlaria Manoel Porfirio de Casj-o c Araujo que
se acha em Montevideo. Communicou-se Ihe-
sooraria de fazenda.
Dito. Ao meimo, enviando copia de aviso do
ministerio da guerra do 1. do frrenle, eommu-
akando liaver sido prorogada por dous metes a li-
cencia com que se acha na corte o r.-niele do i. ba-
lalhao de infanlaria Frankilino do Kego Cavalcante
de Albuqucrque Barro*.
Dito. Ao mesmo, dizeodo que com t leitara do
aviso que remelle por copia expedido pelo ministe-
rio da guerra em 31 de jullio u|iim< licar.i S. S. in-
teirado de liaver-se determinado queseja trancada,
e considerada como te nunca existsse a nota de de-
sertor laucada nos assentamentos i'o alfares do 9.
balalhao de infanlaria Marlinho Jos Ribeiro.
Communicou-se i lliesouraria de fazenda.
Dito. Ao mesmo, autorisando-o, a vista de sua
iaformacdlo, a mandar passar escusa do servir o ao
soldado do 2.a balalhao de infartara Frederico
Sktner Skphin Muniz aceitando em seu lagar o de
nona Francisco Manoel do Nascimenlo qne j fina-
lisou o eu engajamenlo, e fui por elle offerecido pa-
ra concluir o lempo de praca que Ihc falta.
Dito. Ao mesmo, transmttimlo por copia o avi-
so do ministerio da guerra de 7 do corrate, do qual
consta liaver-se permittido que o alfares do 2. ba-
lalhao de infanlaria Seeundina I-VUi'rano de Melloe
Iva que se acha na Parahiba consigne de -cu sol-
lo a quanlia felOJ rs. measaes a leu pai que est
ua corle, a contar do 1. do correle mez em dian-
U. lnteirou-j*4nhesourarta d> fazenda.
Dito. AoVilesmo, enviando por copia o aviso do
ministerio i' guerra de 7 do crrente, no qual s
rccommetid^jue siga com guia de | assagem para w
companhia liV^e cavaflVtl de'S. Paulo, o soldado
da desla provincia Manoel Das dos Santos.
Dito. Ao inspector da thesouraria de fazenda,
Iranimtlindo por copia o aviso do ministerio da
juslica de 31 de jnlho nllimo. recommendando que
logo depois de lindo o semestre addicional do ejer-
cicio de 1852 a 1854 forneoa aquella Ihesouraria a
demonstra;Jo do que liver despenda o por cotila do
mesmo ministerio no referido exerci :io fim de ser
enviada secretaria do supradilo m nislerio.
Hilo. Ao presidente do consello administrati-
vo, recommendando em cumprimenlo do aviso da
reparlic.au da guerra datado do 1. do corrente, que
S. S. com toda a brevidade promova a compra de
cem arrobaa de plvora grossa c cen ditas de dita de
fuiil que se fazeui precisas na provincia do Par pa-
ra onde l em de ser remeltidas. Commanirou-se
.i Ihesouraria de fazenda.
Dito. Ao mesmo, inleirando-o de liaver expe-
dido as convenientes ordens nao s para que o Dr.
* Prxedes Gomes de Souza Pitanga director do hos-
pital militar, acompanhado do respectivo boticario
romparera na botica de JoAo Snum omanhaa as 10
horas do dia para examinarem os medicamentos
destinad.'! ao presidio de Fernand i, mas lambeni
para qne sejam transportados os volumes e os oio
liarris de plvora de que trata S. S. Expedirim-se
as citadas ordens.
Dito. Ao juiz relator t)a junta de juslica, Irans-
mittindo para seren relatados em sesslo da mt-sma
junta, os procesaos dos soldados do 2. balalhao de
infanlariii Marcolmo Jos Marques e Bento Jos da
Silva. Pirtcipou-se ao commandunle das armas.
Dilo.Ao cliefe de polica, com mineando ha-
ver Iransmiltido i Ihesouraria prov inoial a conla das
despeas feilas com n factura de len-oes e camisas
para o servico da enfermara da cadeia desla cidade
afim de que estando ella nos termos legaes seja pa-
ga a quanlia de 22-V5 rs. em que importa a mencio-
nada conla.
Dito. Ao juiz de direito da comarca do Bonito,
para fazer regrossar com brevidade a forca do corpo
de polfria que levou daqui uns pre* para o jur>
de Garuar'.
Dito. Ao inspector da Ihesouraria provincial,
communicando que a vista de sua informaran dada
cerra do rcqoerimenlo de Miguel Alejandrino da
Fonseca Galvao arrematante da obra snpplemenlar
do anule de Caruaru' lancou em dito requerimento
o despacho secninte Seja contada do dia 15 do
correnlc a proroga-5o de que Irala o snpplicanle.
Igual communieacila se fez ao director das obras
publicas.
Dilo. Ao mesmo, inlcirando-n de haver em vis-
la de sua itiformacao recommendado ao director
das obras publicas que passe os competentes certi-
ficados alim da que o arrematante da conservaban da
estrada da Victoria Joaquim Candido Ferraira pos-
sa receber naquella Ihesouraria as jireslacfles qne se
Ihe est a dever.
. Dito. Ao direclor das obras publicas, devolven-
do a proposla de John Downelly para o fornecimen-
to da pedra precisa parao calfamenlo das ras desla
cidade fim de que Smc. convenconando com esse
individuo apreseute o contrato para ser approvado.
Dito. A' apminlslracao dos estahelecimentos de
caridade, communicando ter sido enviado para esta
provincia pelo Exm. Sr. presidente do Rio Grande
do Norte no vapor Imperalriz, e adiarse na alfau-
dega desla cidade, um caixao contend) seis botelhas
de azeite de tartaruga. Expediram-se i alfandega
as ordens convenientes.
Portara. O presidente da provincia usando da
faculdade que Ihe confere o art. 19 da le n. 267 de
3 de dezembro ile 1841, resolve nomear para sup-
plentes do juiz de orphaos do termo do Recife aos
cidadaos ahaixo declarados:
1. Hacha re I Antonio Epamiuondas de Mello.
2. Hachare I Antonio Alves.de Souza Carvalho.
3." Bacharel Joaquim Francisco Duartc.
I. Bacharel Francisco Bernardo de Carvalho.
5. Bacharel Antonio dos Santos Siqueira Cnval-
eanli Jnior.
6. Bacharel Antonio Ferrera Martins Ribeiro.
Palacio do governo de Pernambuco 18 de agosto
de 185t.l'izeram-sc as ncces-ariascommunicaees.
'Wwn. .
COBEBKAMDO DAS ASMAS.
Qaariel do commando das armas la Faraauat-
buco na cidade o Recife, m 18 4a agesto
1854.
ORDEM DO DIA N. 133.
O coronel eommandanle das armas interino, ten-
do em presenta as commntcares que recehera da
presidencia desta provincia ejaradas em odiaos da-
tados de hontem, fazcerto guarnirlo para os fin-
conveniente-:
1." QueS. M. o Imperador liouve por hem, por
decreto de 15 de Jnlho ultimo.mandar passar para o
5o regiment de ravallaria ligeira o Sr. lenle do
2" balalhao de infanlaria Manoel Porfirio de Castro
Araujo, que se acha em Montevideo.
2. Qoe por aviso do ministerio dos negocios da
guerra de 31 do referido mez de jnlho, nnnrtuj o
mo augusto senlinr trancar e considerar como se nun-
ca exislissc a nota de desertor laucada nos asae) i-
meaiosdo Sr. alteres do 9. hitalhao de iiifantaj(ia
Marlinho Jos Ribeiro.
3. Que por nutro aviso de 7 ilo corrente se per-
millio que o Sr. atieres ilo 2 balalhao da mesma ar-
ma, Secundiao Fclafiano de Mello c Silva, que se
acha na provincia da Paralaba, consignava de seu
sold a quanlia de 2 acha na corle, a contar do 1 do andante mez.
Assignado.Manoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajndaote de
ordens, encarregado do delalhc.
DOliS CSAMELOS lfFELIZES. *
POR NATHAMEL.
III
* prlinclr nmor< *.
(Conffnuoeilo.)
O espectculo que se apresenlava a >s olhos de lo-
dos linha orna belleza lerrivel. Lma tmmensa tor-
re situada no meio do paleo de entrada que servir
outr'oyde pombal, e na qual linham amonloado
una coififila inleira de forrazem, es ava entregue
aschammas. Turhilhes de fumar,a Uevavam-se no
ar, |.i u iiu elidi erg'icndo suas linguas de foio, ame-
aeava devorar o lelo, e como aconce em seine-
Ihanle eirirumstaacia lodos se ocrupavam em desco-
brir as causas o incrodio, quando o que imppi la-
va era procurar xlingui-lo. Uns iltibaiam-no
malevolencia, e esla suppnn;.m linha um lado vero-
smil : porque o zeniu lyraunico, c c carcter vio-
lento do proprietario 6 haviam tornado sogular-
mente odioso aos habitantes do logar. Onlros aflir-
mavaai, que a forragem linha sido recnlhida anda
humila, oque o feno fermentando produzira aquel-
le incendio.
Ealrataiito os occorros comeeavam a chegar. Al-
guna criados tinliam sillo enviado*, e uuvia-.se locar
a rebate nas povoarftes circumvizinhis. Os sinos
quepareciam dispertar suciessivamenle como gran-
des votes para Iransmiltirem a noticia do desastre,
aagmenlavam o elTeilo dramtico da' cena. A ra-
da untante viam-se entrar no vos au vi ares, aldeias
inleiraa vinliam com suas bombas, os i'eudeirs e os
proprielarins dos arredores acud un a wvallo ecar-
reEdos de armas ; porque os boalos niais extraor-
dinarios cOHlliavain-se ao soin do rtale, e eorria
voz deque o castelto de'Sainl \ inrent era atacado
por um numeroso bando do m ilfeitores que o li-
nham incendiado.
Depois era impussi'el salvar a torre, e que d< viam-se re-
ervar os raros recursos de que se poda d ispor para
conservar o easlellu e os bosques, aos quaeso venlo
elevando-se poda coinmimicar o incendio. Era
nm quadro insular o desws horneas vendo de bra-
cos cruzados o desasir a que nao podiam dar reme-
dio, esse* cantaros de couro cheios de sgua lodosa e
arrumados uns centra os onlros, como um exercilo
em repouso essas bombas (.rompas, ei ilim todas aa
Vide i)iro ii, 188.
a
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. OEPUTADOS.
SU 30 de Juafco.
I.ida c approvada a acia da antecedente, o 1". se-
cretario d conta do sccuinlc ejpedienlc:
l."m rcqnerimenlo do cabido desla calhedral e ca-
pella imperial, pedindo mclhoramenlo de sua con-
grua. A' commissao de pcuses e ordenados.
Reprcsenlaees dos habitantes e eleilores das fre-
guezias de S. Gonraln da Campanha e Carmo do Rio
Claro ; dos eleilores e cmaras municipaes das villas
da Boa Vista, Passos e Lavras da provincia de Minas
Geraes, pedindo a crearlo de urna nova provincia
ao sul da mesma. A' commissao de estatislica.
I.-sc, e hejulgado ohjeclo de deliberarlo, e vai a
imprimir para entrar na ordem dos trahalhos, o se
guinle projeclo :
' A assemblca geral legislativa resolve:
Artigo nico. O governo he aulorisado a con-
ceder caria de naturalisar-o de cidadao brasileiro a
Antonio Deodoro de Pascoal, subdito hespauhol.
ir Paro da cmara dos depulados, em 30 de juuho
de 1854. Candido Menies de Almeida. Paula
Candido.
Enlra em 1. discussAo o projeclo n. 55 desle anno
queapprova a aposenladoria de 1:2009 concedida ao
desembargador da relarao do Maranhao Fernando
Pacheco Jordao.
A pedido do Sr. I.uiz Carlos lem esla resoluto
urna s discussao, na qnal he approvada por 50 vo-
tos contra 9.
Igualmente a pedido do mesmo Sr. Luiz Carlos/
tem urna so discussao o projeclo n. 56, que approva
a aposenladoria de 1:fi629200 concedida a Cyrino
Antonio de Lemos, no logar de 2." secretario do su-
premo tribunal de juslica. A' resoluco he appro-
vada por 17 votos contra 12.
Entra em 2." discussao a resoluco vinda do sena-
do qne aulorisa ao governo para conceder carta de
naluralisarao de cidadao brasileiro ao Dr. Jos Fran-
cisco Sigaud.
O Sr. Ferraz : Pedi a palavra, nao para me
oppr ao projeclo, porque conhero que o Sr. Dr.
Sigaud pelas suas lu/.es, pelo interesse que toma por
esse pai/. onde habita ha tantos annos, he muilo dig-
no de ser brasileiro...
O Sr. Paula Candido : A potado.
O Sr. Ferraz : .... pedi a palavra nicamente
para rosar cmara baja de dispensar o projeclo dos
intersticios, alim de que tenha urna s discussio.
(Ipoiadot.)
A cmara approva este requerimento, e em se-
guida o projeclo por 60 volos contra 2.
Contina a discussao do adiamento do Sr. Silvei-
ra da Molla para que os artigos aildilivos acerca des-
le objeclo sejam remellidos commissao de inslruc-
e.io publica.
Vozet: Votos, volos.
Nlo haveudo quem pe^a a palavra sobre o adia-
mento, he elle submcltido ti approvado e rejeilado.
Contina portanto a discussao dos arligos addilivos.
Fallara os Srs. Viriato e Paula dos Sanios depois
do qne o Sr. Goes Siqueira fundamenta em poucas
palavras o seguidle requerimento de adiarnenlo.
Que seja ouvido o Sr. ministro do imperio.
'O adiamanto he rejeilado sera debate. Conlinu'a
a discutan?
Sao apoiados os seguinles arligos:
O governo fica aulorisado a conceder igual fa-
vor a todos os estallantes que nas mesmas circums-
lancias o requererem, sendu obrigados a exame an-
tes do das materias do anno que frequetitarera.S.
a-R. Barros Brrelo.'
Se passarera os addilivos, accresceote-r :
Que sejam admillidos a aclo do primero anno
os esludanles da academia de S. Paulo qne se nao
matricularam no primero anno por falla de exame
de inglez ou Je latim. Sileeira da Molla.
da.S. a R. Augusto de Olireira.
O Sr. Pimenla Magalhacs sustenta o artigo ad-
dilivo por elle ollerecido e fica a discussao addiada
pela hora.
Continua a djiicussfio do orramento da despeza da
reparlieao da latenda.
O Sr. Sabuco (ministro da justira):Sr. presi-
dente, nao me seria necessario tomar parle ua dis-
cussao do oreamento da fazenda estando presente
o nobre ministro desla reparlieao, que he presi-
dente do ronselho, se algumta proposicOes aventu-
radas pelo nobre. depaladd pela Bahia, que se cuns-
liluio chefe da opposirao nesta casa, nao meim-
pnzesse o dever rigoroso de protestar contra ellas,
de eiplicar-me a respeilo dolas....
O .Sr. Ferraz :Sou apenas senlinella da oppo-
sico.
O Sr. Ministro da Juslica :Segundo o nobre
depulado, o actual Sr- presidente do ronselho ab-
sorve lodo o poder, resume em si loda' a inflaencia
do governo, governa lodas as pastas; osminislros
que lem a honra do o acompanhar nao sao seniio
cadveres, authomatos, cargueiros de pastas, e nao
sei que outra etpressSo que o nobre depulado nos
applicou. Para que o nobre presidente do conse-
IIiu seja ludo quanlo o nobre dcpuiado quer que
elle seja, he preciso que os ministros que o acom-
panham sejam aquillo que o nobre depulado lalvez
nao queira que ellos sejam; por outra, para se
prcsoppor essa omnipolcncia que o nobre depulado
allrihue ao nobre presidente do conselho he pre-
ciso presuppor inhabilidade, a nullidade e a humi-
Ihaeao dos minislros que o acompanham. Ora,
contra esta proposirao eu protesto por raim e em
nome dos mcus collegas, porque ella nos importa
urna injuria. (Apoiados.') Peranlo a cmara e pe-
raule o paz sou obrigado a declarar qne como ma-
gistrado, como ministro de estado, nunca faco senao
aquillo que entendo. nunca faco aquillo que repug-
na a minha consciencia, com o meo dever. Pode
ser qne nao faca lodo quanlo quero, mas nao faro
aquillo que nao quero....
O Sr. Ferraz :Apoiado.
O Sr. Ministro da Juslica :Pode ser que nao
faca ludo quanto quero, porque ha negocios qne,
posto perlencenles a urna reparlieao, em ratio da
solidariedade do ministerio depender do concurso
dos oulros ministros ; o que digo de mim, digo pof
parle dus meus collegas ; o que digo de miro e de
meus eollegas, digo tambem do nobre presidente
do conselho, que umitas vetes cede s reflexoes,
aos desejo dos seui collegas. Em todo o lempo que
lenho a honra deservir com o uobre presidente do
ronselho, s tenho razOes para lisongear-me de ser
seu companheiro. Franco, como todos sahem que
elle he em dizer o que sent, profundamente illns-
disposicesde nma aeco tomadas, e os olhos inqui-
etos interrogando o cu para vercm pelo movimento
Ihs nuvensse nao ia levantar-se alguma ventana. A
riqueza de um hamcm, c lalvez a vida de muitos
ilepciuliain de uin sopro do vento.
Emquanlo aschammassubiam aliase direilas, o
perito nao era imiuinenle ; mas se vacillassem um
momenlo, todos julgariam chegadaa hora falal.
E Mobray apsrlava em suas mos a mo de An-
ua ; porquanlo ne-ses momentos de perigos desap-
parecem as hypocrisias da etiqueta, e as conven-
cues da ociedadn cedem o lugar i verdadtla natu-
reza. Elle fallava-lhc romo se seu amor'fosse para
ella uro segredo dessle muto lempo condecido, e a
alma da moja exaltada pelo especlaculo que se Ihe
antolhava. esqueria-sc. de eitranhar que Art luir Ihe
fallasseassim, nao crendo.que elle Ihe houvesse ja-
mis fallado de outra maneira, e ou porque a paitan
que fermenlava no coracao de Arlhur se reflcclisse
em sua lnguazcm, ou porque a cena que liaba a
vista impressionava sua imaginarAo natural mente
viva e abarla a ludas as emoces, suas palavras eram
cheias iics-a poesa que nos suhjuga, e nos enleva
nos rpidos momentos de enlhusiasmo, em que dos
csquecemoS da vida vulgar ; mas cuja lomliranca
nos faz muilas vezes. sorrir depoisquaialo rlesperta-
mos para as realidades do mundo positivo, e os des-
encantos da vida social.
Amia, dizia elle, dexemos o temor para essa
multidao volcar ; uo'sa alma he fei la para experi-
mentar aqu oulros senlimentos. Um helio duelo
coi minha alma, um bello duelo entre o incendio e
a abbadia gotMca Veja como o ardenle iuimigo
erguc contra ella sua crisla de fogo Como ruge,
como envolve- em nina almosphera de fumo e de
cliammas Veja ella immovel, e de fronle alia co-
mo um velno cavalleiro debnito du sua armadura
negra. Ella aguarda o combale sem deseja-lo, nem
teme-lo. 01, \ H v0.s,\ goubesse, Auna, o que se
pa-M emmeu coraran Se o juramenlo que fiz,
me permillusc ditrr-lhe hoje o qoe saberji ama-
nli.i.1, rosse comprehenileria lalvez qoe o dMio se
apodera de mim a vista deesa multidao absurda que
laneou-se cnlre os dous inimigos,
Dizcr que a menor ventauia poderia. elevando-
se, consumir este caslello com suas vastas florestas,
deslruir esla riqueza, e impedir minha desgrarao
que he.poucosem duviila, mas a sua, Anna, si'm a
sua.' Coragcm. nobre incendio, eorageml Com que
delicias eu le vera apertar em leus bracos inllam-
madosesla hahilar;3n. estes grandes bosques, e con-
tumi-los era loas raricias de fugo! Porque essa ad-
mir.-irao. Auna? Porque esaea olhos espanladosque
me ilerrogam'? Nao romprehende que ha voltios
poder muse lieos que rnmpram insolenlemenle para
adorno de sua caduridade as raparigas, que as mus
eslo sempre promplas para entregar por urna ri-
queza mi por um titulo? E a nos que as amamos
com lodas as turcas de nostaalma.a nos que paga-
riamos um seu olhar com lodo o nusso sangue com
toda a nossa vida, respondem-nos: Nao lie de san-
goe que se precisa, he de ouro; nao ha de amor, he
de um Ululo. Ainda islo nao he ludo, Anna. Ha
horuens desditosos, sim desdilosos, porque nao sao
os culpados, homens desditosos que nao tem lar pa-
terno que moslrem, nem prenles que os confessem.
E se lomain a liberdade de amar, o velho que se dig-
na de consentir cm dar-lhes o nome de li I lio quando
esla ssinho, e ningnem esl la para uuvi-lo, o ve-
lho diz-lhes: Tomarei a noica de tua escolha,
aquella sobre cuja fronte collocaste todo o leu fu-
turo, loma-la-hei, e a farei minha mulher: Sao
podes pretender a mao delta. Mas por miuha al-
ma, nao ha de ser assim.Ellesno meconhecem, An-
ua, e vusse mesma nao me conhece lalvez. Veja
como essa chamni,. se eleva, como abraca sua preza,
como a defende desa mullidao imbcil que a con-
templa muda e espantada. S contra lodos! Elles
Iralam lambem nossa sorlecomo incendio, pois bem
s contra lodos, eu saberei defender-mr.

Em quanlo elle'fallava, o incendio fazia rpidos
progressos, allumiava todo o palco como ama lo-
cha inunensa. De vez cm quando urna Irave abra-
zada dcsapparecia estalando dchaix das chara-
mas, o ledo rangia como urna leuda de escarale
que se desmoronava.
L'm sopro de venlo e ludo estara perdido.
Nesse inslanle o ardenle rapaz levantando nos
bracos a moca desmaiada, sallou para traz. Era lem-
po, porque o teclo eahindn com um cstrondo espan-
toso sobre o foco do incendio, fez sahir dclle um lur-
Inlhao de fumara e de materias inflammadas que es-
palharain-se sobre os assislenles. Era esse o mo-
mento critico, c que devia decidir da sorle do cas~
(cllo.lFelizmenlc aliadquiliidaileprofudda doiernao
linha cessado. l'ouco a pouco essa nuvem de fogo ca-
bio, as chammas tornaram-se menos vivas e menos
amcaradoras, e um grilo de alegra anuunciou que
o caslello eslava salvo.
Foi enlflo que Arlhur vio pela primeira vez um
semblante mui couhccidu, que em p ao seu lado,
como urna Odiosa leslcmuuha, liaba ouvido lodas as
anas palavras, e vigiado lodos os scus inovimeulos.
Havia alguian cousa de sinislro nas feices de A-
gla, a qual apparecia e desapparecia segundo as
chammas vacillando traziam ou afugenlavam som-
bras gigantescas. Immovel e muda em face de An-
ua e de Arlhur, os quaes runlemplava, claridade
lo inrendio. ella pareca urna estatua de vinganea
meditando um bnuieidin.
Mobray fez uur gesto de sorpreza, e immediala-
iiienie Aglac que eslava sobre o piado allumiado
Irado em lodas as materias da adminislrafao, elle
discute, esclarece, uflue, mas nao impe (apoia-
dos ;) loma calor na discusslo. mas ninguem como
elle ama mais a discussao, ama mais a contrarieda-
ile. (Apoiados.)
Feilas eslas consideraciies que eu devera fazer
em honra do ministerio, passarei a considerar a ou-
Ira proposirao do nobre depulado.
Sinlo profundamente, Sr. presidenlc, que o nobre
depulado nos desamparasse; ainto profundamente
de vers, porque lenho em grande aprero o tlenlo
raro, a erudieao profunJa, o nome bem formado
do nobre depulado!... (Apoiados.)
O Sr. .ferrar:Salva a irona, agradeco.
O Sr. Ministro da Juslica :Nao he por irona,
he dilo conscienciosameule. Nao posso mesmo al-
lingir com as causas de defecto do nobre deputa-
do; longe, longe demim allribui-la a motivos par-
ticulares, porque ei o aferr que elle consagra a
seus deveres,. e por isso nao seria capaz de sacrifi-
car o sea dever a esses motivos. Tambem me pa-
rece que nao he o programma do minisleiio a razao
por que elle nos abandonou, nao s porgue o no-
bre depulado at agora tem prestado o seu apoio
a esse programma, senao porque o nobre depulado,
que tem dante de si um futuro brilhanle, nao po-
de guerrear as ideas generosas que consliluem o
programma do ministerio para tornar-se o nrgrao
da resurreic.'io de ideas queja nao estao nos senli-
mentos do paiz, ideas que smente poderiam ler
cabimento na presenra de urna crise. Seria, se-
uhores, um anaclironismo hoje, um saquarema de
1843 a 1819 comu um luzia desla era. Nao esl
mesmo no poder de ninguem fazer que volte o
lempo que j passou. He um Irabalho insano,
mas um Irabalho sem fruclo, querer constituir urna
opiniao offieial contra a opinio real do paiz, contra
as ideas, contra os inleresses, contra as circums-
lanciat da actualidade. (Apoiados.) Seria imllar a
lenacidade e resistencia dos lorys contra Sir Ro-
bcrt Peel, para cahir connf elles sob o peso da opi-
niao publica. (Apoiados.)
Na presenta da urna crise, quando ha acgresso,
quando ha recelo, poda se, por necessidade d* de-
feza, por necessidado da seguranra publica, ler sob
saspeila, pde-ie excluir da concurrencia das po-
siefie offieiaes aquellos que sAo adversarios da si-
luaean ; mas quando o horizonte se musir sem
manchas, quando, como o mesmo nobre depulado
confessou, nao ha aspirare* ao poder por meio da
revolla, quando mesmo custa a deslingujr-se hoje
o antagonismo polilco, quanlo os individuos ainda
os mais iucarnicados seapproiimam, essa ezcluso
seria nm ostracismo odioso, seria um germeu de
rtacfes funestas. Bem disse o nobre presidente
do conselho. quando falln anle-honlem, que o
partido dominante obrava contra seu inlcresse se
prelendesse inanler o ejelusivismo e iiiloleraiieia ;
corlo o insjUjirlo da propria conservaco repelle
essa polil'cj? Podem es repblica, porque a autoridade ahi he mais Iraca,
o ostracismo he um meio de scguranc.a, os empre-
gos se considerara despojos da balalha polilira ; nao
convem, nao pode convir a ama monarchia esse
exclusivismo, porque a monarchia tem neres-i la.Ir-
de eslabilidade, e por conssquencia de principios
permanentes nAo sujeilos s vicissilndes polticas :
deve e nao pode deixar de apreciar os serviros e
as tradic&es ainda que se no refiram a urna Opi-
niao poltica, ou nao obstante a opiniao poltica do
individuo ; he urna grande vanlagcm ua monarchia
um monarcha clcmeiile e generoso. (Muitos apoia-
dos.) Estamos, seohores, em urna poea de transi-
tlo, de Iransformatao, convem aproveila-la para
reorganizar e consolidar o paiz, convem reunir para
esse lm as inlelligencias do paiz, quebrar os odios
passados, c esperar e prevenir assim as reaceOcs fu-
turas, as que podem vir. (Apoiados.)
Senhores, se nao he por causa do programma do
ministerio a defcelo du nobre depulado, ser por
causa da appticai-Ao? Essa questAo da applicacAo
he loda odiosa, porque he pessnal, e nAo pode deixar
de excitar os odios c as animosidades polticas.
(Apoiados.)
'O Sr. Ferraz :l) modo da applicacAo.
O Sr. Ministro du Justira:Para que o nobre
depulado prcsuppuzesse a omnipotencia do presi-
dente do conselho foi preciso fazer urna injuria aos
minislros qne o acumpaiiham ; para qoe o nobre
depulado possa considerar o governo corruptor he
necessario considerar corrompidos esses que o go-
verno lem chamado para as pnsiees offieiaes ; a
discussao ueste terreno he odiosa, porque pode ser
reduzida s mesquinlias proposiefies do lucro ri-
piento e damno vitando. Veja bem a cmara que
o nobre depulado no' seo primero discurso suppoz
a todos esses caracteres de que fallou taes que do-
diarn ser comprados por um pralo de lenlilhas,
ao depois disse que eram elles caracteres uo-
hres....
O Sr. Ferraz d ora aparte.
O Sr. Ministro da Justira :Senhores, quando
a corrupcAo se podesse elevar categora de um sys
lema, esse sv stema s poderia ser' seguido por um
governo imbcil : a corrupeo, alm da immoralida-
dc, porque ponerle e aniquilla os sen limen los do
bro e do dever, he um meio ephemern, vislo como
-nroduz a insaciedade e moltiplica os adversarios,
que se lornam ou fingem lae para gozarcm ou me-
recerem os favores e as grabas (apoiados) ; s um
governo imbcil peder lanrar miio de semelhanle
meio como syslema de governar, porque em ultima
analysc esse syslema mala urna difficuldade, porm
cra ou faz renascer muilas outras. (Apoiados.)
Vamos ainda applicarao ; o nobre depulado nos
dis-ie qoe o ministerio conferir empregos pblicos a
adversarios polticos qoe os nao requereram ; a
questao portanto he de pedir ou n3o pedir : quer o
nobre depulado como condir,a para se darem em-
pregos aos adversarios polticos que elles os pecan
ou requeiram ; se he o mrito que se quer, para que
sujeitar os individuos que o lem a homilhacan, para
que faze-los passar pelas forcas candnas".' Senhores,
as mais das vezes os que tem mrito, os que lem
consciencia de si, sao os que nao procuram e espe-
rara ser chamados, os que peden c imporlunam sAo
quasi sempre os que nada valcm, os que menos m-
rito tem. (Apoiados.)
O nobre depulado pela Bahia, meu amigo, procu-
ren deum trecho do discurso por mim proferido em
1853, tirar contradices quanlo poltica seguida ho-
je pelo gabinete de que lenho a honra de fazer
parte.
O Sr. Ferraz :Eu nao li lodo o discurso.
O Sr. Ministro da Juslica :En vou ler mais
do que o nobre depulado leu, c a cmara ver con-
fnrmidade e nAo conlradic.'to .
itia eu em 1853 : a Nao suu suspeito, e em ver-
dade vos digo, senhores, se he possivet, como eu cn-
lendo, sem desditer os principios carecterislioos do
partido conservador,, sem fater a menor transan-o
sobre o principio daauloridade que he o primero
dos nossos principios ; se he possivel, digo, fazer al-
guma concessAo ao espirito de reforma para chamar
a nos os homens honestos, inlelligenles e modera-
dos do partido adverso, eu eslou prompto a concor-
rer com o meu vol para essa grande fim. nA este
Irccho segu aquelle que o nobre depulado leu. Que
he da contradii-n com a poltica do gabinete ? A
cmara ouvio o discurso proferido pelo nobre presi-
denle do conselho, tem bem presente o programma
do ministerio manifestado no senado emo anno pro
ximo passado : o que eu quera em 1853 he o mes-
mo que o ministerio quer, he a concilacilo por meio
dasconcessocs feilas ao progresso he a combiuai-ao do
principio conservador, como progresso refleclido,
justificado pela experiencia.
Nesse discurso condemnava eu a subslituicAo de
um circulo por oulro ; ainda hoje condemnu ; ccrlo
o ministerio nAo quer substituir um circulo por ou-
lro, masalamar, esleiulcr o circule ; para sohsliluir
um circulo por oulro nao era o ministerio actual o
instrumento o mais proprio, o ministerio actual
nascido de urna polilica diversa (muitos apoiados);
o que o paiz quer nao lio substituir um circulo por
oulro, nao he que os vencidos sa lorneni vencedo-
res, que se sucredam os odios e paixes politicas
urnas s outras; as ideas, os inleresses, as tendencias
do paiz nAo querern urna averso, mas a transfor-
maco.
Nesse discurso condemnava eu a coilieAo.a fusAo
dos partidos, porque me pareca pralicamcnle im-
possivel casar, amalgamar ideas diamelralmente op-
postas e incompaliveis, e porque va perigo nessa
fusAo ephemera, vislo como'dahi poderia resultar o
triumpho da opinin exagerada. Ainda hoje pens
como enlAo que essa fusAo he impralcavel, he peri-
gosa. o ministerio nlo a quer ; o que digo hoje he o
que dizia eniau.
o Eu enlcndo que he preciso fazer alguma con-
cessao no sentido que o progresso e a experiencia re-
claman!, para que mesmo o orgulho e o amor pro
priu nao seemharacem ante a idea da apostasia, pa-
ra que a IransformacAo seja eiplicada pelo novo
principio, pela moililiraeao da* ideas. A concilia-
c.Ao como condicao e fuso dos partidos, para que
se confundamos principios, para que se obliteren]
as tradres, he impralcavel. he mesmo perigoso e
por lodos os principios inadmssivel (muitos apoia-
dos'' ; porque destruidas as barreiras do antagonis-
mo poltico que as opnioes se oppocm reciproca-
mente, postas m coinmum as ideas conservadoras e
ova-eradas, e-las bao de ahsorver aquellas : as ideas
eiagcradas bao de Irimphar sobre as ideas conser-
vadoras ; as ideas exageradas lem por si o enlhusi-
asnio, as ideas enn-erv adoras soiiieule a relievao ; o
enlhusiasmo he do ir.aior numero, a reflexo he de
pouros; aquellas seduzera c coagem, eslas somenlc
convencem. n
Senhores, a conciliario que o ministerio quer, co-
mo cuja diss, romo resulta do programma mani-
festado pelo uobre presidente do conselho no senado
e reproduzido no seu discurso nesla casa, he a com-
binado ilo principio conservador com o progresso
refleclido e justificado pela experiencia ; o principio
conservador como base, o progresso como accessorio;
ccrlamenle, senhores, o progresso nao he incompa-
livel com o principio conservador, porque o princi-
pio conservador nao he a inercia, o abandono ; nAo
conserva quem nao melhora.
Se as ideas essenciacs -e caractersticas do partido
saquarema consisleni ua consolideo rio principio
ainda pelo relleio abrazado da lorrc, nfastou-se e
cnlranlioii-se nas trevas.
Poucos instadles depois madama de SaUcval que
procurava com angustia Anna no meio do tumulto
dessa noile, chegon, e vendo a pallidez da filha, que
lornava a si rio desmato, laucn um olhar cheio de
ilo.i-onli.iina sobre Arlhur, e dirigindo-lhe apenas
alsiiinas palavras de agradecimenln subi com as li-
Ihas ao carro de ama amiga que linha tambem viu-
do a essa Testa terminada por um desastre.
Anna sugeita _is vivas impressdes que acahava de
experimentar nao reparou que o conde de Glande-
vez tomando-lbe a mo para ajuda-la a sabir an car-
ro beijava-a com alTeclaro, laucando um olhar de
intellgencia mAi. Sua alma forca de emoces es-
lava como csgolada, obedeca a um instincto ma-
chinal seguindo a mi ; mas incapaz de responder a
nenhuma pergunla duitava-se conduzjr pela earru-
agem sem lembran^as, sem ideas. S quando o ar
fresco ra floresta rcauimou-a ful que ella comer-ou
a sabir de seu aniqnilamenlo, e a recordar-sc con-
fusamente dus incidentes extraordinarios da noile
que linham-lbe perturbado todas as faculdades.
IV.
I m bello cnssnniriito.
No dia seguidle ao que pareca ler determinado
sua surte, Anna fatigada uAo se linha anda levanta-
do do leito : dormilava, depois acordava um mo-
mento para fechar de novo os olhos, de sorte que
seus sonhos e suas meditarnos confnndiam-se c suc-
cediam urnas s outras. Ella linha sempre dianlc
dos olhos o -mullanlo paludo e Irisle de Arlhur de
Mobray, qual Ihe appareccra em face da abbadia
abrazada, sombro e rnearador como o genio do in-
cendio. Rccordava-seein paridle suas palavras amar-
gas, c sem cuinprehcnder-Mlies inleramenle o senli-
do, vil que um grande perigo a ameaeava, ou an-
tes ameae.iva a ambos, pois ella confunda, ja sem
sentir o destino do rapaz com a seu, e nao poda litar
opensameulo sobre si mesma sem lembrar-s- lugo
dclle.
Achava-se ainda nesse estado penoso que nem lie
somno nem vigilia, quando vio abrir-se a porla de
seu quarto. A mai cntrou com ar mais grave que
de cusidme, ferhou a porta chave, e foi assenlar-
se ao lado do leito. Pela primeira vez havia emba-
razo entre ellas. Anna s lembrou-se pela rcflcxAo
de que devia abracar a mai ; esla respondeu-llie
s caricias com ar distrahido, c depois de rccolher-
s" um inslanle, tomn a indo da lilba, e disse-lhc :
Tu sabes, querida Anua, se le amo ou nAo ;
rlesde muitos annos que s vivo para li elua irma i.
Proeurei lomar a infancia de ambas tao feliz quanlo
me penii'tio minha pouca forluna. Dei-lhes ama
ediieaeo lAo tu libante quanlo lena piulido ser, se
nossa posieAo nao houvesse sido destruida pela mor-
te prematura de leu pai. Agora s resla-nie um de-
ver de mAi a cumprir, he collocar-le na posi;Ao a que
leu espirito e la belleza le chamam. Sim, Anna,
deixa-mc dizer-te que es formosa, que es o que eu
era cm la idade. Quando le observo, parecc-me
ver-me na poca, em que ufana de minha belleza,
venca a todas as miubas rivaes, adorada, rodeada
de homenagens e de amor. Mas o lempo corresve-
lozmenle, sim, mu velozmente ; pelo que be pre-
ciso aproveila-lo para assegurar-se urna alta pacSo
na socirdade, urna bella riqueza. Pa mai tem
cuidado cm ludo islo, Anna, de boje a um mez hei de
casar-le, e o hornera mais rico e de mclhor nasci-
menlu desta provincia, o Sr. ronde le Glandevez,
ha de vir hoje mesmo pedr-me la mAo.
Madama de Saiseval acresccnlnu ainda alguma-
rclleiOes banaes sobre as vanlagcns das riquezas, e
percorreu a lisia das felicidades que ellas dAo, lisia
que comer-a pela feiicidadc de ler diamantes, i- ter-
mina pela felicirlade de ler carruagem ; pois as bein-
a\entralo-,is das mais quando rasam as filhas alo
se assemelbam s hemavenluranras indigenles do E-
vangelho. Ella loria podido continuar a fallar ain-
da muilo lempo sem que Anna cuidasse em inler-
rompe-la. A palavra casamenlt) linha bastado para
peilnrba-la. commnve-la, assusla-la, porm quan-
do a mai pronunciou o nome do bomem que Ihe des-
tinava, um fro mortal corrcu-lhe pelas Telas.
Madama de Saiseval enconlrava no coracao e no
espirito re Anua os senlimenlos c as ideas que ella
mesma ahi semera, c que rcvoltavam-sc de ludas
as parles contra seu projeclo favorito. Como j dis-
temos, durante o Imperio ella linha acusluniado a
filha a ver em sen marido futuro, un desses seuihlan-
les bellos c joven, de viloriosos que os campos de ba-
lalha do NapoleAo moslravam nessa poca entre
(las guerras. Durante os primeiros mumenlos da
restauraran a viuva compartilhandoa iltiisao dos que
julgavan inevilavel a volla do desterrado de Santa
II -lena nao procurara apagar no espirito de Anna
as impresses que nelle linha fcitn nasrer. Sem du-
vida ella fallava desde algum lempo das vautageris
das riquezas, da Importancia de um grande nome, e
o casamento de razan c de conveniencia havia loma-
do em sua bocea c cm scus luuvorcs o logar quo oc-
cupara ponco antes o casamento de enlhusiasmo
fundado sobro a estima' admirarlo inspiradas por
ui bello carcter. Depois que as aguias abaxaram
as azas na guila de Sania Helena voavam menos al-
to nas ideas c na conscrvaeAo de madama de Saise-
val; mas Anna que linha a alma mais altivamente
temperada nAo havia podido renunciar tan fcilmen-
te a urna maneira de ver c de sentir, que liuha-se
tornado para ella umascgiiada nalureza. Alm dis-
so depois da queda rio Imperio lorio aquello movi-
mento de reuascimento potico que atareara os pri-
meiros annos da ReslaurarAi) havia rhegado al a-1
da autoridade, na manuleneAo das nsliluieOes cons-
tituconacs, que saquarema hovera aferrado aos
princinios que deixe de acompanhar esse program-
ma, no qual estn consagrados os seus principios es-
senciaes? Por oulro lado nAo pode deixar de que-
rer esse programma o luzia que nao quera subver-
sSn, mas o progresso quando esse programma satis-
faz ao progresso refleclido e justificado pela experi-
encia, quando esse programma fazconcessesaopro-
greso.
Presuppoz o nobre dcpuladu que o programma
do ministerio quera extinguir os partidos, eslabcle-
cer a unanimidade, c lomar nullo osvstema repre-
sentativo, ao qual he inherente urna nppos(ao ;
quando o governo quizesse islo, quera um impossi-
vcl ; ha de haver opposieo ainda que elle nAo quei-
ra ; se prevalecer esse programma, ello ha de ser
guerreado pelos exagerados de ambos os partidos ; de
um lado por aquelles que s quercm o exclusivismo,,
e nao quercm a concurrencia para os empregos p-
blicos; de oulro lado pelos anarchislas, inimigos na-
luraes da autoridade, os quaes nao podem querer
a consolidarlo do principio da autoridade. (Apoia-
dos.)
' Senhores, islo que acontece entre nos, aconlece
em loda a parle ; chega um lempo em que as deno-
minaees dos partidos nada significa m. em que el-
les, cansados da lula, procuram o eclelismo, e se
transforman). Invoco a esle respeito as palavras do
aclual primero ministro da Inglaterra proferidas no
parlamento quando se Iralou do programma do mi-
nisterio. Dizia lord Aberdeen :
Confesso que me parece que era chegado o mo-
mento ero que seria possivel o extinguir a lcmbran-
ea de antigs disidencias de que o paiz esla inlera-
menle cansado....mas posso. assegurar-vo', milords,
que desde muilo lempo nutro a firme convicio qne
o paiz n3o pode ser satisfelo senao por um minis-
terio de progresso, e que a Inglaterra esl cansada
das di-linccoes de partido resumidas nas palavras
whig e tory.-Tudoo que elle hoje exige he um mi-
nisterio forte pelo sen tlenlo, e forle pelo sen
desejo de garantir os inleresses do paiz e os da co-
rda, i)
Tenho explicado a contradicho em que me achou
o nobre depulado ; e repellido a injuria que elle ir-
rogou aos minislros actuaos suppondo-os meros car-
regadores de pastas, sem consciencia do dever, nul-
los, e ncapazes por consequencia de exercer esses
cargos,
fo;f :Muilo bem mnito bem !
Fallam tambem os Srs. Silveira da Molla, Paula
Baplisla, cujo discurso j publicamos em oulro nu-
mero desle Diario, e Pereira da Silva, depois do
que nao havendo mais quem truhn palavra, proce-
de-so a vola-mu e sao approvadas lodas as verbas do
oreamenlo.
O presidente designa a ordem do da e levanta a
sessao.
26
Reuniram-so hontem em assemblca geralos accio-
nistas do Banco do Brasil. Estivcram prsenles 102.
Procedendo-se cleicAo dos secretarios obliveram
a maioria dos votos os Srs. Dr. Francisco Joaquim
Gomes Ribeiro e liaran de S. Gonr-alo.
Instalada a mesma, leu o presidente do Banco o
Sr. conselheiro Lisboa Srra o seguinle :
Relatorio.
Srs. accionistas do Banco do Brasil.
He com a maior satisfarn que aquelles a quem
distinguales com a vossa confianza vem hoje, em
observancia do art, 29 dos nossos estatutos, dar-vor
por meo intermedio contada sua honrosa misso.
Trabalhos preparatorios, inslallaro, comeco das
operaroes do Hacco.
Devendo o nosso cstabelecmenlo sua origem e
orgauisarAo ao decrelo a. 223 de 31 de jgoslo de
1853, que, descnvolvendo o pensamento da le n.
683 de 5 de idilio do mesmo anno, prescreveu as
normas e condires de sua existencia, compre-nos
ejpor-vos as razoes por que smenle em 10 de
abril do anno correnlc piule elle dar comeco s
suts operares.
Os estatutos que acompanharam esse decreto li-
nham a dupla qualidade de lei.organica da inslilui-
cao e contracto bilateral entre o governo e as ad-
miiu-lracoes dos auligos eslabelerimenlos bancaes
existentes nesla cort, dev idamente ulorisadas por
seus accionistas. Urna das condice? desle contralo
lornava dependente de um acto do governo a incor-
poraco definitiva do estabelccimenlo, porque
depois de verificada a dislribuirdlo que ficou a seu
cargo fazer de Irinla mil armes nesta corle, podiam
ser convocados todof os accionistas alim de elegerem
a directora que o devia installar e dar principio as
suas operar/es (art. 71 Tos estatuios.)
I iillic nldade- de que estis hoje completamente in-
formados retardram al os ltimos dias do mez de
outubro o processo dessa distrihuc.'o, de modo que
somente no dia 3 de novembro pode ter lugar a
primeira reuniao da assemblca geral.
Terminados os trabalhos dessa longa sessAo, que se
prolongou aleo dia 18 desse mez, foi em 5 de de-
zembro inslallado o novo estabelecimeuto em urna
das salas do antigo Banco do Brasil, onde conliuuou
a directora a celebrar suas sesses e a oceupar-sc
quella jovem alma, a qual exaltava-se com a leilura
das ultimas obra* de madama de Slack e com os pri-
meiros versos de Byron, ele Casimiro de Lavigne, e
de Vctor Hugo. !> espirito le liberdade queergui-
a-se enlAo em lanos coraces nobres soprava sobre
aquella joven imaginario naturalmente encunada
a ludo o que era grande e bello. Ella nao fazia
mais do que mudar de enthusiasuio. Os ltimos
snns da gloria militar ejpiravam para ella ans pri-
meiros cantos da poesa, e as prmeiras olas da li-
berdade. Era pela eslima c admiracAo que o amor
devia entrar em um coraran assim disposlo. Ora
devemos confessar qilfeo conde de Glandevez com
sua phvsionnmia fra seu rosto anguloso, sen cvnis-
mo, suas ridicularias, c sua impertinencia eslava
singularmente longe do lypo nm tanto ideal que An-
ua lizera para si do casamento graras a orna educa-
'.'n que linha lalvez contribuido muilo para n im-
pressAo prorluzida sobre ella por Mnbrav, cojo ci-
terior era mu hrilhautc. A mai a linha creado pa-
ra a pocsia do casamento, c depois repentinamente
c sem tran-ieao propuuha-lhe sallar rom ambos os
pes na prosa, e que prosa, o conde de Glifndevez!
Desde sua mais tenra infancia tinha-lhe feilo co-
meen' um romance, e agora propunha-lhe para de-
senlace una regra le Ires.
O velho conde de Glandvez para marido della
que linha o coraeAo cheio da imagem le Arlhur!
Esla idea deslruia-ll"2 lodos os sonhos do v entura,
revollava lodos os sentmenlos nobres e generosos,
que nutria na alma, aniquilava-lhe todos os projec-
los de futuro que linha formado em segredo, sem
confessa-losa si mesma, pois ha no coracao de urna
moca misterios que ella suspeila sem ousar penetra-
los. uoi saiicluario era cuja porla sou proprio nensa-
raciito se demora muilo temno como que se recei-
ase profana-ln. Por momentos parecia-lbe quo era
engaada por um soiiho negro, por um rude pesa-
delo. ou que era urna cruel irania da mai que quera
eipcrimcnla-la. lAo cstranba, incrivcl, e impossivel
Ihe pareca idea de casar-se com o conde dcGlan-
levez! Mas logo que ergua os nllios para madama
de Saiseval, e enconlrava seu olhar grave filo sobre
si com urna cvpressAo de severidade, nao poda du-
vidar mais de que a mAi livesse fallado scri-menle.
Anna nao era urna dessas raparigas trmulas que
cedem por fraqueza e ohederem por timidez, heu
espirito era romntico, graras educaran que linha
recelado ; mas seu carcter era firme o resoluto. El-
la enlia que era a feiicidadc de toda a sua vida que
eslava em jogo, e quiz defendc-Ia ; mas no momen-
to em que ia fallar, a mai fechou-lhe a bocea.
Querida Anna, sei ludo o que vais dizer-me.
Cris quelua mi nao Icia cm tita alma melhor que
lu mesma '! Pensas que bunlein u8o repart em la
perlorhacao, em tua pallidez".' Mas he preciso lid-
iar de parle essas meninices. Achei-lc um casa-
de trabalhos preparatorios at. oa ltimos dias de
roaren. *
De de dezembro de 1853, dia da installaco do
Banco, a 10 de abril de 1854, dia da sua entrada em
operac*ts, di-cor re ram 5 mezo, periodo que s pa-
recer eicessivamenle longo aos qne nao alleatarem
e refleclirem na mnltiplicidade dos preparativos in-
dispensaveis para por em movimento um tabele-
cimento da ordem a importancia do Banco do Brasil
lano mais quanlo, em virlude do contrato que pre-
ceden a suaorganisacJIo, nao poda elle contrahir de-
masiadamente sua esphera de aerlo, e entrar, como
fora mais natural, lenta e progressivamenle no uso
de toas faculdades, porqne tinha grandes coropro-
missos a salisfazer, devendo desde logo substituir os
dous anligos Bancos enlao existentes, que, movendo
j grande massa decapitaes, alimenlavam larga cir-
culo de operares e eotreliuham vastas retacees cora
a praca do Ro de Janeiro.
E sendo o direilo de emillir notas, ama das mais
importantes prerogalivas do novo estabelecimeuto, e
por amor da qual lioha elle prescindido de militas
operai;oes, alias vantajosas. acceilando ratlrieces
consideraveis ao direilo e liberdade de queja de ha
muilo gozavam no paiz as instiloicOe* de crdito,
nao podia a directora resolver-se a abrir operacOes
sem a necessaria proviao de papel para fazer face
s exigencias da circular-Ao e retirar della as .gotas
dos antigos Bancos, que orcavam pela somroa de
3,0u0 contos de ris.
Qualquer recurso a paiz estrangeiro alongara ain-
da mais o periodo de nacr-ao do Banco ; calcirtava-
se em 18 mezes o lempo iodispensavel para ai pr-
meiras remessas da Europa. Felizmente ao governo
imperial nAo havia escapado esta difiicaldade, nen
esquerido os meios de remqv-la. Informado das
delongas e sacrificios qoe a mnfeccao -de seos bi-
lhetes na Europa trarii ao eslabelecimentu que pro-
jeclava, e desejando ao mesmo lempo honrar os ar-
tistas nacionaes ministrando-Ibes ocessioet de dis-
loguirem-se, havia com mulla anticipando autorsa-
do por conta do Estado as despezas com a acquisi-
eio de machinas e ulensis necessarios afim de ten- '
lar na casa da moda um ensato de temelhaales tra-
balhos. ,
Na dllicil conjuBCtora em qne enlao se acha-
va, julgou-se feliz a directora*quando ao seu
eiame foi sobmellida a primeira sola de cem mil
ris preparada em ofllcinas nacionaes, por artistas
brasileiros. Desde logo recouheceu.que essa difli-
euldadc era. ao menos provisoriamente vencvel no .
proprio paiz ; e podendo dispor para as prmeiras
eslampas de algumas liras do papel especial c repu-
tado bom pelos entendedores, em que imprimiam
suas letlras oss antigo bancos, envidou todos os
estoicos para que ou respectivos trabalhos marchas-
sera coro, a maior actividade, fazendo imroediala-
mente para Londres nova encommenda de papel,
afim de que nao foisem elles por tal falta inler-
rom pidos.
Folgo de poder declarar-vos, em nome da directo-
ra, qoe nesle, como em lodos os oulros casos em
que leve ella de dirigir-se ao governo Imperial, o
enconlrou sempre solcito em coadjuva-la e prote-
ge-la. Por ordem do actual Sr. ministro da fazenda
os trahalhos assim da casa da moda como da offi-
cina de estampara, tornaram-se continuos, sendo
apenas interrumpidos durante a noite para nao com-
prometter a sua perfeic.no.
Esses procesaos, porm, sao por sua nalureza
lentos. Smenle em principios de abril pode repu-
tar-se vencida esta principal difliculdade, e tendo-se i
entretanto ocenpado desveladameule a directora de /
ludo quanlo era concerneole a organisai-So inlema,
e conseguido remover muilas outras difileuldades
de meuor alcance, achou-se desile logo habitada
para dar comeco as operaees do eslabeleciraenlo.
Fusilo dos dous anligos Bauccs.
Os arts. 77 e seguinles dos nossos estatuios, es-
labelecendo as regras, para a fasAo e consequeale
liquidacAo dos antigos Bancos, nAo foram por lal
modo casusticos e claros que eteluissem toda a du-
vida, e nSo carecessem de ulteriores ajustes e deseu-
volvimenlos.
A primeira e mais impar i jote duvlda suscitada
entre esta directora e as dos anligos eslabelecimen-
los versava sobre o modo de considerar-se a emis-
so circulante desles era relai}Ao i conta corrente
que te Ihes devia abrir na hora da fusAo; deveria
caber ao novo Banco o pesadissimo onot de resga-
lar tao grande somma de papel, fazendo tua cas-
ta a provisao de fruidos qne operario exiga, ao
mesmo passo que livesse de abonar aos antigos o
juro correspondente aos saldos verificados, e que
anles da fusao e durante a sua vida regalar se acha-
vam inactivos ao servico de laes encargos *
Esta queslAo conduzia naturalmente a esta oulra:
haver., dill'orf tica notavel entre aa letlras* emillidas
pelos antigos bancos ao prazo de 5 das, e as qne,
embora o tve-sem sido a prazo maior, a achassem
vencidas ua data da ellecliva incorporacao ?
S depois de algumas conferencias, a mediante re-
ciprocas concessoes, podo a vossa directora chegar
com as dos anligos bancos, sobre estas eoutras duvi-
das, ao seguale accordo, que lem servido de norma
liquular.io nos pontos omisoss ou meos claros dos
nossos estatutos.

N
meato magnifico, um bello nome, urna riqueza con-
sideravel.
Eis a. historia da vida, o mais nao passa de ro-
mance.' Se em tua idade eu livesse tido urna mai
como lens, no teria contrahido o peior de todos os
casamentas, um casamento de aflcieAo. Meu exera-
plo e minha experiencia devem servirte para algu-
ma cousa. Sers mais feliz do que eu, Anna, e nao
te ovejo por isso.
No momento em que madama de Saiseval fallo
fu noile antecedente, o sangue subi com violencia
fronte da mora, a qual era assim informada de
que o segredo que oceultava a ti mesma eslava des-
roberlo ; mas ouvindo as ultimas palavras, ficou pal-
uda como a morle. Parecia-lhe que a mai profera
urna blasphemia. Lamentar ler casado com seu pai
porque era pobre A alma elevada de Anna nao
poda romprehender semelhanle senlimenlo. A ter-
nura filial que ella linha conservado por Mr. de Sai-
seval, cuja despedida eslava-lhe ainda presente ao
pensamento quando parliodo para sua ultima cam-
panha a lomara nos bracos, e depo's de montado em
seu bello cavado tornara a pedi-la ama para aura-
ca-la oulra vez, essa ternura filial toha-serevoltado
em seu corarlo. Ella olhava para e retrato pai sus-
penso cm sua alcova, coro a eipressAo de urna lerna
piedade, e forroso he dize-lo, desprezava a mai.
Esla nAo percebia o que se passava no coracao da
filha ; todava impacientada lo seu silencio, levan-
Ion a voz, e pela primeira vez arinando-se contra
ella de severidade. declarou-lhe que aquelle casa-
mento eslava irrevogavelmente determinado, que s
Ihe reslava submelter-se e preparar-se para receber
uaquelle mesmo dia o conde de Glaudevez.
Anna sem nada responder abaixou trislemenle os
olhos, e duas lagrimas eorreram-lhe pelas faces. Se-
ria m essa mAi '.' NAo, mas quera que a filha fosse
feliz a sen modo, e como na idade eiu que eslava, a
opulencia paretia-lhe a fonte mais cerla ou antes a
unica fonte de felicirlade, persuadase de que fazer
Anna rica erafaze-la feliz. Preparava-lhe um des-
lino segundo toas propriaa ideas, c scus proprios
goslos, e s esqueria-sc de urna cousa : que A*in li-
nha idase gostos opposlos; assim o que era felici-
dade para a mi, loruava-sc desgrar.a para a filha.
O egosmo refinado que encontra-se at no amor
materno he a origem de todos os sophismas do esp- '
rito e do coracao. Raras vezes collocarao-nos na lu-
gar daquelles que amamos ; despotismo de nossa a-
misade quer pelo conlrario p-los no nosso. Talvez
houvesse lambem no fundo d'alma de madama de
Saiseval um ssntimenlo que nAo confessava a si mes-
ma. Ella amava apaiiouadamenle Anna. e lodo o
amor lem ciumes. Ira casamento de allVirao dava-
la- um rival porem um racamento de razao deia-
va-lhe o primero lugar no coracao da filha.
(Conlinuar-se-ha)


DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FURA 21 D AGOSTO DE 1854.
i
/
COPIA__mCondicoes approradas p-:la directora
do Banco do Brasil sobre o mtio pralico de extcu-
tar-se o disposto no art. 77do* estatuios de 31 de
agosto do atino pastado.
i." O juro reciproco da conta crrante entre o
novo estabelcdmealo e os que se liqiudam ser de
mu por cent} ao anuo menos do que a laxa cstabc-
lecida para os sen* descont*.
o 2." Por conta de cada un dos bancos que se
liquidam uvera sempre no Banco do Brasil una
provhao de fondos correspondente metade da<
ledras que livor ero circula^So, assim das emiltidas
ao" prazo do cinco das, como das niais que se acha-
ren) vencidas na data da eflecliva iuco -poracio.
3. O Banco do Brasil aceita o encargo de com-
pletar diariamente essa reserva, mediante o mes-
mo juro cima estipulado, durante o roo da liqui-
darlo.
i." Se findu este prazo e terminada a liquida-
cao, como dispoc o 7. do mencionado art. 77, exis-
tirem anda em circulacSo letlris aceitas pelos dous
Bancos eiliaclos cujo pasamento nao tenlia sido re-
clamado, ser a Iroporlaocia della* conservada em
deposito no Banco do Brasil at preseripra"o legal
das meantes (art. 413 do cdigo ccmmerciaL' ; sendo
entilo rateada a quantia que restar pelos possuido-
res das aceces que liverem sido, na forma do art.
70, distribuidas a cada um dos dous eslabelecimen-
Us.
5." Cida um dos bancos que se iiquidam ser
representado no Banco do Brasil por um t titulo,
na razio do numero de acetes a que tem direito (art.
70 dos estatutos), e os seus accionistas continuarlo a
ser considerado como accionistas dos mesmos bancos
em liquidara*, c so como laes podero Iransferir mas
acedes durante o prazo da liquidara >. Af trans-
ferencias serio feitas no Bauco do Brazil pelo em-
pregado qoe a directora do mesmo designar.
6." Realisada a cobra nra de lodos os ti lulos, o
pago todo o passivo dos ealahelecimentos extinctos,
incluido o valor de suas acedes, entregar o Banco
do Brasil as referidas acedesaoaseus accionistas, re-
cebando em troca e iuolilisando as qus boje Ibes ser-
vem de titulo.
7. A's commissdes liquidadoras compete resol-
opnortuuamente sobre o dividendo de quaesquer
lucros realisados, bem como fazer ratear o fundo de
reserva e qualquer saldo a favor dos bancos em li-
quidarlo depois de satisfeitos lodos os seuj compro-
missos.
Estas condiedes referem-se a ambo, os bancos; as
seguiotes porm sement ao do Brasil ;
resolver sobre a insliluic,ao de caixas filiaes, conti-
nuar a funecionar por sua couta como al aqu a
filial do banco em liquidarSo no Rio Grande do Sul,
cumprindo at enlao commissao liquidadora do
dito banco deliberar sobre as suas operacOes, bem
como sobre o modo de liquidar o capital que tem na
referida caixa, liquidaran que em todo o caso su
far dentro do anno marcado para o do banco cen-
tral.
A quantia em coola correte do Banco do Bra-
sil que se liquida eebaixo do titulo Caixa filial de
S. Paulo,e que representa a primeira entrada
dos accionistas do eslabelecimento filial que all se
vai fundar, vencer o juro eslabelecido no 4 1. des-
te accordo, sendo conservada disposao da direc-
tora que se aclia nomeada para a dita caixa, at que
a do Bancofilo Brasil que a inslalla teuha deliberado
sobre a sua iustallacd e organisaro.
Sala dassesaSes da directora do Banco do Bra-
sil, 5 de abril de 185*. .
MOVIMESTO E ESTADO DA CAIXA.
fcmmoedacorrcnle. 3o,289.J98M
Em notas do Banco. '),000:000SOlK>
feilo conhecimeoto de causa, tem-se resguardado de
qualquer prejuizo.
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Entradas.
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Sahidai.
Emmoeda correle. 3l),668:6f.7S91.'i
Em nolasdo Banco. ;<,6i:70iy.lOI)
39,311:3673915
Saldo. 5,978:3lS029
Sendo emmoeda 5,620.-93 1b029
Em notas do Banco 357:3008000
Eslc asombroso raovimenlo em apenas sessenla e
seis dilas uteis, procedeu principalmente da liqui-
darlo dos antigs bancos, cuja fusJo do novo se tem
operado com tal exactido e regularic1 ade que hon-
ram sobremaneira nao seas retpecv.is adminislra-
es, comoao commercio desta prara. Em quadro
proprio mellior adiante o demonstraremos.
Afui'imenfo t estado da cartrra.
Descbntaram-se com dais firmas 2,334 leltras na
imporlancia de 16,114:897*579 ; com urna firma e
canrao 116, sommando 3,260:1389914 ; ao lodo......
19,37o:036jJ193.
Cobraram-se, das primeiras 2,844:5|97ai69, e das
segundas 230:0759000 ; ao todo 3,075:1X729169.
Existen., das primeiras 13,269:9002410, e das se-
gundas 3.030:0639914 ; ao todo 16,2J4):9649324.
Importaran) os desconlos obtidos em 338:7509080.
sendo pcrleneentes ao mez de abril 122:4709604 ; de
mao 127:8760431; de junho 88:4039)42.
Os valores destes efleitos guardaram as seguinte;
proporces: -
173 leltras
S44 I)
c48
388 B
552 >
37 i)
. 7:9085178
, , 74 dias.
No artigo mais importante, isto he, no descont
de leltras com duas firmas, a di(Terenc,a entre o li-
quido dos antigon baen-, c o feito pelo novo no
mesmo lempo, he de 2,240:6549559 em nosso favor ;
quanlo as leltras caucionadas, a dilTerent-a he con-
Ira nos, ecleva-se somma de 1.302:5959301 o que
he principalmente devido n natureza das caurdes,
visto como sobre algumaa uao pode o novo Banco
operar, e sobre outras s o pode fazer com desvn-
ligero para o devedor, pelo grande abatimeuto fei-
lo em sem valores.
A liquidar.,!" pos se acha realisada na razao de
2|3 das cobranzas e 3|4 dos pagamentos, e ludo afr-
eta a crer que estar completamente terminada
muito antes do termo marcado pelos estatutos.
Mm imrntn e estado da caixa de emistao.
A emissSo de 30 de abril era de. 2,874:3009000
E a resena de.......4,851:6119706
1,977:3119706
Em 31 de maio de.
E a reserva de. .
Em 30 de junho de.
E e a reserva de. .
6,508: MOfOOO
5,113:0249998
0,604:0759002
8.642:7009000
5,620:9813029
Al 4999 .
9999 ."
4:999 .
r> 9:9999 .
.) 14:9999 ..."
e dahi para cima .. .
Termo medio dos valores
Termo medio dos prazos
O grande numero de efleitos dos mnimos valores
he urna prora evidente da protecrao que o Banco
lem procurado dar ao pequeo e medio commercio,
quando lem perfeilo conhecimentu de que suas lel-
tras representam legitimas transacr,oei commerciaes.
N'enhuina depreciadlo lem at boje soflrido o m-
nimo dos nossos efleitos; recentes quubras de casas
europeas e outras difllculdades commerciaes obrlga
ram algomat casas desla praca a suspender seus pa-
gamentos, e comquanto tivessemos ellas algumas
lettras, shavam-e por tal modo acdmpanhadas que
preeochidas as formalidades legaes para a conserva-
rao dos recprocos direitoi, nenhuma apprehensao
nutre a directora acerca da pontualiilade dos res-
pectivos pagamentos.
Atormento e estado das contas frrenles.
Passaram dos extinctos Bancos sob este titulo.......
1,761:3649349, sendo em conta simples 13:2349365,
ecom juro 1,748:1299984. Existan) em 30 de abril
1.725:2859000 ; em 31 de maio 1,548:511*000; e
em 30 de junho 1,353:4269516 ; sendo a titulo ono-
roso 1,300:8619622, e sem juro 52:5649894, e re-
presentando a primeira deslas sommas 52 cootas com
juro medio de 1,08 por *,, e a egunda 10 das quaes
smenlo duasestiveram em actividadt, nao passando
asoolras de meros saldos disposico.
V se pois que o movimenlo da; primeiras lem
sido desresceotes, e he de esperar cae continu a
e-lo por causa dasreslriccdes impostas no sen meneio
pelo 4o do art. 11 dos nossos estalu los, se taes con-
diedes nao forera modificadas ; e qu: quanlo ao das
segundas, foi quasi nullo, sendo par crer que em
um paiz nascenle que nao abunda de capilaes, e
onde todas ss industrias os buscara com avidez as-
segura do-lhe razoaveis lucros, este titulo conti-
nu por'multo lempo a jer nominal ou muilo pre-
cario nos irossos bala iiqo .
Dinheiro tomado a prtn. io.
A grande responsabilidad que as encargo Ja liquidarlo dos extinctos Bancos quando
apenas ludamos realizado a decima paite do nesso
fundo social, a alta conveniencia de nao abando-
nar ie chofre os capilaes flucluanlos que riles en-
Irelinhaoi, determinaram a directora a continuar a
receb-los n'premiu ao abrir as oprec.oes do esla-
bcli'ciipento ; nao o fez portara sen consideraveis
restriegues, naos* quauto aos prazos como ,i laxa do
iiiterewe, e cessou de faz-lo logo que pela realisa-
co ile sua segunda chamada se consideroa desasom-
brada de qualquer embaraco quanlo as obrisarocs
que conlrabira, e que, pelaijaugurasao de um novo
eslabelerimcnlode credilo, jnlgou (utTIcienUinenle
protogidjsaquelles capilaes e os legtimos inlcrcsses
do commercio.
De 4,(98:4639314 qoo recebemos, estavam pagos
ndala do uHimo halanfo 2,179:9119002, restando
a pagar 2,060:4969616, inclusive os respectivos
juros, /
Uquidarao dos Bancos fi adidos.
Urna das mais sabias disposiedescos nossos eslaiu-
tos he s-m conlradicco a que regu ou este proces-
to. A li {tiidacSo se tero operado com a maior regu-
laridade e sem o mnimo veame dos devedores,
pois pela maior parle ella se lem verificado por
meto de ronversao pan o novo istabelecimenlo,
que procedendo em plena llberdade e con per-
3,021:7189971
Kcsumhra deste quadro que aos violo dias de-sua
existencia o Banco se Un ha limitado siroplesmente
a trocar suas olas por especies corren les ; que no
lim de 51 das ja tinhn, como fundo disponivel,
1,400:0009, c smenle 3,700:0009 como troco ; e
que finalmente aos NI dias, que tantos contava de
vida cm 30 de junho, com smenle 06 de exercicio,
achava-se o Iroco rcddzido a 2,600:0009, tendo o
fundo disponivel subido a 3,000:0009. He pois evi-
dente que a circularlo leude a expandir-se, e que
as nnssas notas sao por ella bem acolhidas. E assim
devia ser, nao s pela continua deslocacao que esl
soflrendo o meio circuanle desta praca para o inte-
rior do paiz, como pela solidez com que se acha cons-
tituida e garantas que ofleroco o nosso eslabeleci-
mento.
At notas de menor valor, sendo urgentemente re-
clamadas para as transacres miudas, ao mesmo pas-
so que satisfizerem lao grande necessidade, aug-
mentaro consideravelmculc nossa forra eroissiva
nesle mercado.
Em telaran a nossa reserva, linhamns ao fechar
nosso balando direil-j a emilir mais 2,600:0003 cm
relaclo ao valor da nossa carleira c ao capital reali-
sado, essa emisso poda ser anda augmentada com
cerca de 5,000.
Ilealsarao do capital.
Primeira chamada cm 10 de abril
delOporcenlo. '. 2,200:0009000
Segunda dita em 30 de dito, de
10 por cenlo. S*-<~ 2,200:0009000
Terccira dila em 15 de junho, de
20po>eenuv-...... 4,400:0009000
Por conta da quarta..... 2:70l>oO0O
8,802:7003000
Lucros, desbezas, dividendo.
O beneficio deixado ao Banco por
suas differctesopcrac,oes fui de 339:430-3451
Montando a sua despeza em. 90:2559390
Sendo o lucro liquido. 249:1759051
No algarismo das despezas ligara a tomma de
57:9899494 de juros pagos, e a' de 9,1629951 de pa-
pel, chapas, otensis, livros e outras despezas extra-
ordinarias, lie porlanlo o fundo de reserva de
14:9509503, a commissno da directora de 9:368998!,
e o dividendo de 224:8559567, que corresponde a
26 do capital realisado, e da para cada aeran 29,
desprezada urna fracriio indivsivcl,que passaa conta
nova.
Releva entretanto observar que ainda seria sobre
lal base inleiramentc errnea qualquer illacao acer-
ca dos futuros interesses que o eslabelecimento pro-
mc-llc. Na primeira qnadra de sua existencia, com-
quanto seja enlao as assoriaeoes desta natureza snin-
mamente oneradas com grandes despezas que para
o futuro cesso ou dimiuuem consideravelmenle,
muilasoutrascircumslanciasque nao escapan) vo-
sa penetraran tendem a produzir um grande aug-
mento de interesses em outros periodos com pre-
juizo edesfalque de outros, alterando sen-helmenIc-
os dividendos. S depois de lerem assumido urna
posicao permanente, ou pela completa realisajilo do
capilal associado,ou pela longa cessac.ao de novas cha-
madas, se pode achara lei dos inleresses, que licar
ctitao despendendosmenle das suas condigoes orga-
nieas,,la justa liar moni a pos capilaes com as necessi-
dadesda iraca,e finalmente da prespicacia e zelo da
sua administradlo. Sem recorrer a etemplos cslra-
nhos, propria marcha do nosso eslabelecimento
demonstra cabalmente esta verdade. Se em 30 de
abril houvessemos de fazer um divedendo, leria elle
sido na razao de 60 do capital rcalisado ; em 31 de
maio seria apenas de 31 a 32", ; em 30 de junho nao
corresponde, como vedes, a mais de 26 %.
Transferencias de accoes.
Al 30 de abril fizeram-se 39 transferencias com-
prehendendo 1,950 acedes ; durante o mez de maio
684 enmprehendendo 42,019 ; e em junho 212 com-
prehendo 4,:t95; lendo-so ao lodo realisado desde o
da 10 de abril al 30 de junho 935, representando
58,364 aceces.
Para melhor significar-vos o extraordinario mo-
vimenlo das Iransacces sobre estes ttulos, releva
observar 'que muitas se conrluiram sem a interfe-
rencia do Banco, e que cita estatislica nao se refere
senao os 30,000 arenes distribuidas pelo governo
imperial, sendo as transferencias das demais feitas
ainda nos livros dos extinclos bancos.
/legulnmcnto interno e quadro pessoal.
De accordo com o que dispde o $ 8o do art. 42, or-
ganisou a directora o regulamenlo interno que (em
sido e contina a ser provisoriamente executado cm
todas as suas partes, e que nao he sqbmetlido nesla
occasiao vossa Ilustrada considerarlo, porque o
corto periodo de sua execueflo nao foi sufflcienle
para demonstrar a necessidade de lodos os retoques
de qoe por ventura cueca. Ser-vos-ha todava des-
de j prsenle se o cxlcirdcs.
Emende porm de seu dever a directora ennliecimento do quadro do pessoal e dos vencimen-
los por ella arbitrados aos differentes empregados.
Na or^anisacSo desle Irahalho, bem como as nu-
meaees que leve de fazer, procurou corresponder
fielmente ao vosso pensamenlo solemnemente mani-
festado na reunan promiscua que preceden a fusSo
dos eslabeltcimenlos extinclos, respeilando a equi-
dade com que qoizesles fossem preferidos para os
lugares do novo os empregados daquelles, nao tendo
admiltido pessoa alguma estriuha sen.1o para os em-
pregos especiaes. Desejando porm eritar despezas
uao reclamadas pela necessidade, ao mesmo passo
que formava o quadro lendo cm atlencao os vana-
dos trabamos de que no'fuluro lera de oceupar-se o
eslabelecimento, procurou limitar as noracacoes ao
estrictamente- necessariu na actualidade, dcixando
vagos cinco dos lugares creados. E comquanto a li-
quidarlo dos bancos fundidos, oceupando exclusiva-
mente alanos dos nossos mais prestrnosos emprega-
dos, lenha produzido embarazos ao promplo expe-
diente, espen a directora que, terminada ella, pe-
der por muilo lempo dispensar novas nomeacSes,
aproveilando alias loda a possibilidade de reducan
no futuro.
Ocrnpa o lugar de sccrclario do Banco, com a pe-
pericia e zelo que o caracterizan, o conselhciro Jos
Pedro Dias de Carvalho, cuja aequisiedo a dircclo-
na se honra de cummuuicar-vos, e lodos ns mais che-
fes e empregados lem desempenhado satisfactoria-
mente os seus deveres.
Caixas pliaes.
Em diversas provincias projeela a directora esta-
bclecer caixas filiaos do Banco do Brasil, para o que
lem procurado babililar-se com as precisas informa"
roes. Terao precedencia as do Rio Grande de S.
Pedro do Sul c do S. Paulo, cuja conversao, consa-
grada nos estatuios, foi (como acabis de ver) adiada
pelo accordo celebrado com a directora do cxlincto
Banco do Brasil al que fosse convenientemente re-
gulada. Este Irabalho foi j aprcscnlado pela res-
pecliva commissao e lem sido objecto de eslodo pira
a directora, pois com elle se acliam ligadas quesles
de summa importancia e grandissimo alcance para o
nossso eslabelecimento.
Administrado do Banco.
Tendo renunciado os cargos para que foram elei-
los os Srs. Militan Mximo de Souza, Ireno Evan-
gelista de Souza, Jos Justino Pereira de Faria (di-
rectores,) Antonio (tbeiro de Queiroga (supplenle,)
e consclheiros Joaqun) Jos Rodrigues Torres, An-
gelo Muniz da Silva Ferraz e liara" de Vpancma
(fiscaes,) lomaram assenlo em lugar dos primeiros os
siipplcntes Antonio Gomes Nello, Jeronjmo Jos de
Mosquita e Joao Henrique Ulrich, c para prcencher
as vagas dos ullimos foram successivamente designa-
dos, na forma proscripta pelo art. 46 dos nossos es-
tatuios, os Srs. Joao Manocl Pereira da Silva, Joan
Teixeira Bastos e barao de I lamaral y. que compoem
boje interinamente a commissao fiscal. No impedi-
mento temporario do director George Gracie, que se
aclis ausente na Europa, foi chamado a excrcer
aquello cargo o supplenle Jos de Araujo Coelho.
Cabe-vos pois eleger, boje, nlo s os supplenles
de que Irala oarl. J5, mas lambem a commissao fis-
cal, na forma do art. 46..
Reformas.
A directora fallara .-io.seu dever se nao aprovel-
lasse aopporlunidadepara expor-ivos a necessidade,
que a experiencia Ihe lem feilo dcscobrir, de algumas
reformas nos nossos estatuios, afim de alargar con-
venientemente a esphera de aeco do Banco, 13o li-
mitada boje a alguns respeitos, que ainda em prin-
cipio do sua existencia, e com metade apenas de seu
capilal realisado, v j paralysada urna parte de
seus recursos activos. Bem longe de desconhecer a
conveniencia de certas limilacdes impostas aos ban-
cos a quem he concedida a alta prcrogaliva de emil-
lir olas feralmente consideradas como moeda le-
gal, a directora abunda nos principios que dictaram
a mor parle das reslricrocs da nossa lei orgnica.
O que desoja apenas, e nos arligos secuintes sub-
melte a vossa considerado, he quo sejam removidos
alguns embaraces que, enervando a acrao do esla-
belecimento, podem vir a ser fataes ao seu proprio
crdito e s conveniencias publicas.
E para que bem palcnlcs ficassem suas intenres
e fossem cabalmente satisfeilas suas vistas, prope
ella mesma os necessarios correctivos afim de coare-
lar o arbitrio e bem regular o uso das facilidades
que pede para o esUhclecmenlu.
PROPOSTA.
L* Que o Banco possa descontar leltras de asso-
ciaroesanonymasbancaes, bem como de eslabeleci-
menlos pblicos de reconhecido fundo ou patrimo-
nio, urna vez que suas administrac/jes possSo com
leaalidade conlrahir laes obrigaco's; nao podendo
porm a imporlancia das leltras desla ultima espe-
cie exceder nunca a decima parle do fundo effeclivo
do Banco.
2. Que possa adiantar dinheiro em conta eor-
renlc sobre cautelas da casada moeda de ouro nella
recolhido para ser cuntalo at o seu valor liquido
legal, urna vez quo sejam previamente transferidas
ao Banco.
3." Que as palavras nao podendo o prazo em
nenhum dos dous casos ser menor de 60 diasque
e lera no S i" do art. 11, sejam substituidas pelas
seguinlesnao podendo a importancia de ambas es-
pecies exceder a sexta parte do.capilal realisado do
Banco.
4. Que o nbalimenlo na imporlancia das ledras
que forcm recebidas como penlior seja pelo menos
de 10 por cenlo do seu valor liquido.
Sao estas, Srs. accionislas, as considerares que a
directora tem a honra de submetlcr ao vosso escla-
recido juizo. Pelo bataneo junio, c principalmente
pelorelatorio da Ilustre commissao fiscal que pas-
ssis a onvir, ficareis plenamente inleirados da mar-
cha da adminslrac,ao e do estado do eslabeleci-
mento.
Sala da sesses do Banco do Brasif, 21 do julho
de 1854.Joao Duarte Lisboa Strra, presidente do
Banco.
QUADRO DOS EMPREGADOS DO BANCO DO
BRASIL E SEIS ORDENADOS.
7:2649340
358:7109657
lleus movis, pelo caito da mobilia
exislentt. ........
Bens de raiz, pelo cnslo dos dous
predios que o Banco possue. .
Accionislas, pelas
150,000 acedas de
2009000 30,OW:00090O0
Cobrado al boje
conta di-so 8,802:7009000
--------------------21,197:3009000
Caixa .gcral, pelo que nella deve existir :
Em moeda correte
de metal e papel. 5,620:9319029
Em notas deste Banco 357:3009000
-------------------- 5,978:2319029
z
Passivo.
Letras a pagar dos dinheiros lomados
a premio.........
Exlioclo Banco do Brasil em liqui-
darSo, jaldo a seu favor. .
Exlincto Banco Commercial em li-
quidarlo, dem......
Depositadores por valor cm deposito
Contas rorrele- por saldos a favor
de diversos........
Gaulios c pe da- pe-
los lucros obtidos
at boje. .
Pelos juros e mais
despezas sabidas al
boje......
43,938:9159192
2,060:4969616
833:6469742
291:9329666
63:1599128
1,440:5049989
339:4303441
90:2559390
249:1759051
Dcduz-se mais o seguinte :
6 por cento
de249:1759051
para reserva 11:9509503
4 por cento
de234:2249548
commissao da
direceo
9:3689981 24:3199184 4
----------------------------221:8559567
Emisso de
nulas da Ia se-
rie, sendo de 5009000 5,1.50:0009000
de 2009000 2,700:0003000
de 1009000 1,150:0009000
--------------^9,000:0009000
Di recelo do Banco, pela sua commis-
sao desde 10 de abril al boje. 9:3689981
Fundo de reserva, pelo que a islo
passou......... 11:9509543
Capilal do Banco, pelo fundo com
que foi creado.......30,000:0009000
43:938:9153192
. -. -* -~ -^ ^ IC IO IO lJ IC IC s*.
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O
2
OBSERYACO'ES.
Na inslallarn do Banco deixaram de ser precn-
chidos os seguinles lugares : I fiel do troco c 4 ler-
ccirosofficiaes.
Em dala de II de abril fui uomeado 1 lerceiro ofli-
cial, tendo sido aceita a demissaode 1 segundo.
Secretaria do Banco do Brasil 17 de julho de 1854.
Jos Pedro Dias de Carrallu), secretario.
BALANCO DO BANCO DO IIKAMI..
Aos 30 de juuho de 1851.
Adir o.
Letras descontadas :
De duas firmas res-
llenles na erle 13,048:6789030
De urna s dita, dem 221:2229300
Letras caucionadas:
Por ouro, prala e t-
tulos commerciaes 1:635:3399911
Por outros litlos e
mercaduras 1,394:7249000
13,209:9003410
Cofre de depsitos voluntarios, por
valor em moeda corrente '. .
Knowlere Foster, n|c em Londres
1,000..........
3,030:0639914
63:1599128
31:2859714
S. E. ou O. Banco do Brasil em 30 de juuho de
1854.Joao Frederco Moller, guarda-livros chefe
da rentabilidad?.
Terminada a leitura desle relalorto passou o Sr.
Dr. Pereira da Silva a 1er o relatorio da commissao
fiscal, que he o seguinle :
Relatorio dos fiscaes do Banco do Brasil, apresen-
lado astemblca geral dos accionistas em 25 de
julho de 1854.
Srs. accionislas. O arl. 48 dos estatutos do Ban-
co do Brasil impe aos fiscaes o dever de dar conla
assembla geral doa Srs. accionislas, em cada
urna das suas reuuides ordinarias, da maneira por-
que ellcsdcsempenharam as funcedes do seu cargo,
e do modo porque se houvc a directora na admi-
nistrado que Ihe foi confiada.
Esle dever leria sido sem duvida nenhuma me-
Ihormenle cumprdo por aquellos tres dignos cula-
daos que foram eleitos pela assembla geral, mas
que circumstancias imprevistas arredram do esta-
becimeoto, com pezar do todos que tem nellc inle-
resses, e que fazcm volos pela sua prosperidade.
Na sua falla aceitamos nos urna escolha provi-
soria, no intuito nico de representar os Srs. accio-
nistas peante a directora no breve e-paco que l-
nha de decorrer da poca da nomcacjto poca da
rcunio da assembla geral, restando-nos assim ao
servir/) do Banco, e concorrendo pela nossa parle
ao menos com nosso zelo para que se cumprisse a lei
orgnica da sua institpicao, e marchasse elle cercado
de todas as garantas que o governo, os Srs. accio-
nislas e o publico tem direito de exigir de eslabele-
cimento lio imporlanlc, e ao qual se prende tad es-
Ireil.menle a fortuna publica do paiz e a fortuna
individual dos cidadaos.
Comecou o Banco a funecionar no da 10 de abril
do correnlc anno ; decoirem apenas dou mezes e
vintc dias al boje. Tudo he porlanto novo ; nao
temos tido lempo, nao temos sufllciente experiencia
para mostrar j grandes defeitos, c nem para apun-
tar providencias ou reformas que couviessem fazer-
se; todava expondo nesle nosso relatorio os acon-
lecimentos e fados que se lem dado no Banco, sus-
citaremos de passagem as cousiderac,es que delles
emanaren) naturalmente, 011 que a olhos vistos le-
nham com elles loda a n-larao.
Os fiscaes acompanliiram 6empre, e cuidadosa-
mente, a marcha da administraran ; ora um, ora lo-
dos assisliam s sessoes da directora, e davam o seu
parecer ; aos (rabalhos das sccccs nos seus variados
assraplos comparecern) por vezes ; examinram as
diflerentes reparlices cm que se diviJem os empre-
gados do eslabelecimento, reviram livros,' assents
e doclmenlos, e assim podem fallar perante a assem-
bla geral com perfeilo coiihecimenlo de todas as
operacOes do Banco, e com a convicrilo de que de-
sempeuharam as suas funcres como Ibes era recom-
mendado pelos estatutos.
O melhndo seguido pela directora de organisar-
apenas terminados os trabalhos do dia, c semanal-
menle um relatorio circunstanciado de lodos os acon-
tecimentos, preslava-se perfeilamente insper.cAo
que cabe aos fiscaes, e esclarecia-os para o evado
cumprimento de seus deveres.
Dcve ser, Srs. accionistas, muito lisongeiro para
vos e para o publico o Jacio de elevar-se o balance
do Banco do Brasil no curio esparo de 80 di-
as somma de 45,289:5989944 de entrada, c de
39,311:3679915 de sabida, existilo em caixa actu-
almente o saldo de .5,978:2319029.
Esle movimenlo de fnndos explica a marcha e o
desenvolv intento do crdito no nosso paiz ; curioso
he mesmo compara-lo com o movimenlo que havia
em pocas anteriores creac/to do Banco do Brasil,
e durante a existencia dos dous extinctos bancos que
nesle se -fundirn) pelo accordo de sens accio-
nislas.
Quinze annos sao apenas decorridos desde que
se inslallou no Rio de Janeiro o primeiro banco crea-
do depois da independencia poli I ira do Bra-il ; jh'i-
de-se afldulamcnlc dizer que mais o patriotismo do
que o espirito mercantil presidio organisac,o do
Banco commercial.
Com que difllculdades nao lulram enlao os ho-
mens que se puzeram frente desla instituic.30 '! O
numero das acedes lomadas nao pode prefazer o
fundo do capital da instiluiedo. A praca nao co-
nhecia bem ainda a forca desse poderoso elemento
que se chama crdito, o que empregado com siso,
prudencia e aclmdnne produz milagres na ordera
material das sociedades. Comedn a funecionar o
novo eslabclccimonlo, c durante quasi dous annos,
apezar de vanlnjosns lucros que offerecia aos seus
accionistas, nao pode nem completar n seu capilal,
c nem oppor barreira depreciaran de suas acues,
que se colram na prai;a por muilo lempo cm pre-
ro inferior a seu valor real.
Cumpre ainda observar que nos primeiros lempos
da sua existencia as suas eperaedet recahiam prin-
cipalmente cm desconlos sobre cauroes de appolices
da divida publica, e de acides do proprio banco, e
sobre bilhcles do thesouro c da alfandega ; as leltras
da praca- e desconlavmn na razflo de 25 a 30 % em
relaeao aquellas operacOes.
Pode-se porlanto dizer que a Ihcora do credilo
nao era ainda bem condecida.
O primeiro bataneo do Banco Commercial, do an-
uo de 1840, foi de 3,507:37:1-9902 de entrada, e de
3,154:9149915 de sabida ; subi no auno de 1841 a
1,249:7479125 de entrada, e 3,820:2719018 de sa-
bida ; no anno de 1850 j fora de 10,233:9629152
de entrada, e de 9,879:2273304 de sabida.
J enlao a operado do leltras descontadas da pra-
ca subir i quantia de 5,619:2979001, quando o cm-
preslimo sobre cauroes descera a 2,888:8273532, is-
to be, aquella fora nscendendo quando comcrra
cm muito menor escala.
O credilo eslava j condecido. A praca j neces-
sitava do banco para alargar a esphera de suas ope-
racOes ntcrcanlls.
O commercio c industria j conlieciam a alavanca
superior do credilo para augmentar seus capilaes 5
em vez de buscar por favor o dinheiro de qoe pre-
cisavam, em casas particulares, que nunca poderiam
dar-lhes o descovolvimenlo necessario, procuravam 1
j o banco, cuja existencia se (ioh tornado iodispen-
savel. -
Alguns dignos cidadaos lembraram-se enlao de or-
ganisar um segundo banco: no lim de onze annos
j um banco pareca insufliciente para as neces-i,la-
des do mercado; generoso e patritico pensamenlo
creou o Banco do Brasil no correr do anno de 1851 ,
o Bauco Commercial dobrou o seu fundo, passando
lodas as suas acedes por p*co superior ao valor re-
al ; c aquellos que ao principio rerciram que a exis-
tencia de dous bancos, com fundos de 10,000:0009;
excedesse s precisOes da praca, brcvemcnlc re-
conbecoram quanlo infundado fora o seu receio!
Ambos os bancos prosperaran): o commercial n-
presentou no anno de 1853 um balando de ris
19,71*1599028, de entrada, c de 17,314:3719522 rs.
de sabida. O do Brasil nao Ihe ficou cm escala in-
ferior.
No primeiro scmeslrede 1H53 foi.oseu balanro de
17,695:6239828 de entrada, e de 15,8670269099 de
sabida ; o do 2. semestre foi de 18,139:7869978 de
entrada, e de 16,416:9189771 de sabida. O que po-
rm sobresali ueste movimenlo he a ascendencia
que lomam os desconlos de leltras commerciaes,
deixando muilo aps de si as demais operacOes dos
bancos ; estes j se podiam intitular bancos do com
mercio, porque os desconlos de leltras da praca for-
maran) o seu principal ramo de operares, subindo
nesse anno de 1853, no Bauco Commercial quan-
tia de 9,894.0689699, quando o empreslimo sobre
cauroes nSo exceder de 1,511:4569582 ; o Banco do
Brasil acompanhou na mesma propun-ao a marcha
do Banco Commercial, emprestando sobre lettras
da praca no ultimo semcslre'de 1853 a quanlia de
9,032:8989502.
Por esta exposi;ao se evidencia a marcha do cre-
dilo entre nos. Os bancos o crcaram, propriamen-
te fallando, c depois dcram-lhc o desenvolvintento :
com elle progredio o commercio, tomou maiores pro-
porcOes a industria, lucrou a agricultura com mais
facilidades de oblcr dinheiros, e a premio mais bai-
xo, e em larga escala se estreilaram todos os ele-
mentos da forca, da prospeirdade e da grandeza na-
cional.
Se os bancos anteriores ao actual Banco do Brasil
foram uleis aos seus accionislas, muilo mais uleis
foram ao publico com a creaedo do credilo indivi-
dual, mola extraordinaria que anmenla progressi-
vamente ; com baixa do juro, que segurou o nego-
ciante, o industrioso e o agricultor contra o veneno
do premio que lhc corroa as cntranbas, consuma-
nte as arterias eassassinava-lhe o futuro ; Coma fa-
cilidad-..' e o segredo de suas operaedes, que ligavam
a confianca, a coragem c a garanta s transaccOes
do mercado.
O Banco do Brasil, com um capilal superior aos
capilaes reunidos dos amigos bancos, rennindo em
si lodas as condirOes de vida e de prosperidade que
aquellos possuiam, e mais ainda elementos especiaes
de torc como os que Ihe concedeu a lei da sua or-
uani-ar.lo, foi de cerlo urna instituicao que honrar
para aempre o nomedo seu Ilustrado autor, e asse-
gora ao Rio de Janeiro e ao Brasil inteiro beneficios
de cerlo inealculaveis.
A confianca publica, com todo o fuidAnenlo, por-
lanlo, o ccrcou desde o seu berco, e tem-o acompa-
nhidn durante toda a soa marcha.
A especificacao das suas operacOes durante os 80
dias de sua existencia serve para justificar essa bem
assentada coufianca.
Marchando com o credilo que se tem desenvolv
dn, e itesciivolvendo-o ainda em mais ascendente es-
cala, empregnu a quantia de 15,888::6759l99 em
desconlos da 1. classe, islo he, de duas firmas, de
226:2229380 em desconlos da 2.a classe, isto he, de
ledras de duas firmas, sendo urna unicamenlc resi-
dente no Rio de Janeiro, e apenas de 3,260:1389914
cm desconlos da 3.a classe, islo he, sobre cauroes
em que avullamapolicesda divida publica.
Dando-lhe a lei da sua oraanisacao faculdade para
emittir quanlia dupla do seu fundo disponivel, ga-
rantido por efleilos de carleira, julgou conveniente
a directoria suspender o recebimenlo de dinheiro a
premio, cuja somma montara nos poucos dias em
que fora eflecluado quanlia de 4,498:1639314 da
qual j se lem pago 2,479.-9113002 e resta a pagar
2,060:4969616.
A emisso em circulacao be de 8,rU2.'70O9O00,
somma inferior aquella qufi pela lei pode o Bauco
emittir, aliento o estado do seu fundo disponivel ;
he somma inferior ainda s necessidades do mercado
e da praca ; nao s este Tacto se cumprova com a
existencia na praja de urna parte de emisso dos
dous bancos extinclos, c que aiudase nao recotherAo,
oceupando o lugar da emisso do nosso eslabeleci-
mento que a dcve substituir, senflo lambem pelo
conceilo deque goza a emisso do Banco do Brasil,
sendo confiadamente procuradas as suas notas, espe-
cialmente as de menor quanlia.
A existencia do fundo disponivel, Srs. accionislas
cobrindo a emiasao eflecluada, de urna garanta de
lao forle nalurcza quo sustenta e sustentar sem o
menor embaraco ou difllculdade, quando mesmo
suba ella quanlia corespondente a todo o seu fun-
do dispouivel.
Se de conceito gcral gozavam com razao as emis-
ses do aclual Banco do Brasil coberta como esl
pelo fundo disponivel garantido por efleilos de car-
leira ?
Tendo os lucros lquidos importado na quantia
de 221:8559567, vai ser distribuido o dividendo de
29OOO por nccjlo, reservando-se a fracco de............
4:8523367 para o semestre futuro ; os lucros haviam
subido a 339:1309441; mas as grandes despezas do
primeiro eslabelecimento, que se nao repelem, eos
juros de dinheiros a premio que se tomaram ao prin-
cipio, e que depois se abandonaran!, elevaram esta
verba a 90:2559390.
Calculaudo-se a importancia desles lucros lqui-
dos sobre a quantia entrada de 40 por cento da lota-
lidade das acedes emiltidas, e separando-se mais os
prazos em que se efTectuaram eslas entradas, he fora
de duvida que os lucros liquidos foram muilo alero
da mais vanlajosa expectativa.
Como'pelos estatutos e pelo accordo entre os re-
prcsenlaoles das massas dos extinctos bancos e a di-
rectoria do Banco do Brasil a liquidacao daquelles
ficou a cargo desle, se creou enlao para meldor fa-
cilidade della urna repartirlo especial, cumpre-nos
lambem dizer o que da de notavrl a semelhanle res-
peilo.
O activo do Banco Commercial na hora da fuso
rabia a 19.804:3309403 ; sua liquidado monta at
boje a 11,033:7873624. Falla nicamente a liquidar
a quanlia de 8,770:5129869. Existe ainda em cir-
cularlo por conla desle .banco a quanlia de..........
2,860:6079615, sendo a quanlia de 193:6009000 de
emisso, o mais em lettras a pagar ao porlador. As-
sim, da emisso que na horada fu-an chegava a res
1,574:0003000 se lem recolhido a quantia de reis
1,380:4009000.
O activo do Banco do Brasil na dora da fusilo era
de 18,008:6639-147. Tem-se liquidado 5,850:19.59052.
Resta a liquidar a quanlia de 12,158:4689295. De
sua cmissilo, que na hora da fusao subia a 1,250:9009
se lem recolhido 999:1009, exislindo della ainda em
circulacao a quanlia de 251:8003, e mais em leltras
ao prlador a quanlia de 1,554:6169.163.
A directora organisou e pdz cm exerucao o regu-
lamenlo interno do Banco. Suas disposices esiao
de accordo e harmona com as bsese principios de-
senvolvidos nos estatutos.
A experiencia^ somenle do lempo se colhe, mos-
trar com a pralica oque cunvem modificar ou re-
vocar, 011 que convem addilar ; pelo regulamenlo
foram creadas secedes da direcloria para o exped*
ente e andamento dos negocios ; as reparlices da
secretaria, contadura e lltcsnuraria ; urna reparti-
rn especial para a emisso. c outra para a liquida-
cao dos exmelos banco* ; (xaram-se os urdenados
dos empregados que se adinilliram ; regularisou-se
o systema que parcrcu mais conveniente aos inte-
resses do Banco c facilidade, clareza e garanlia da
esciiplurneao: lixou-se emfim o cada-tro para os cr-
ditos individuaes conforme recommendam os esta-
tutos..
A' directora compele levar ludo islo ao vosso co-
nli' rmenlo ; ella de cerlo cuinprir.i com zelo o seu
dever, bem como mais inslruida pela pralica dos ne-
gocios vos piopora as modificacOes que juiga conve-
nientes a adoplar-sc para alargar o circulo das ope-
racOes do Banco, abrir novo* elementos para o em-
prego de sen capital, c maiores sen icos poder assim
prestar ao paiz e ans seus accionistas.
Temos, Srs. accionistas, dito sufllcienlc para que
saihais que a directora tem desempenhado e bem
desempenhado elevada missao que Ihe confiou a
vossa cleieao, e que fiel e escrupulosamente tem ex-
ecutado at disposices dos estatutos c do regala-
melo interno.
Esta he a nossa convicr;3o, o por isso vos propo-
mos que approveis em assembla geral as oonlit por
ella apresentadas.
Quanlo a nos, acreditamos ter-vos dado todos os
esdarecimenlos convenientes ; se exigirdes todava
quaetquer outros esclarecimentot, minislra-vo-los-
hemos com a sinceridade e boa f com que, folga-
mos de declarar, nos houvemns do cargo de fis-
caes nos poucos dias em que o excrcemos.
Bio de Janeiro, 30 de junho de 1854. Joo Ma-
noel Pereira da Silca. Jaio Teixeira Baslot.
Barao de ttamaraly.
A sessaosuspendeu-sc depois das 3 doras da lard,
lojc se proceder eleicao de directores supplen-
les e da commissao fiscal.
----- nillllaw
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
PAKAHIBA.
11 de atjotto.
Mon cher.He bem cerlo o ditadn.que reza, que
quem nao morro u nao se afoga algum dia appare-
ce: da muito queja nao Ihe esrrevia ese rae per gu li-
tar qual o molivo, quasi que lite pnsso dizer, nao
sei; verdade seja que depois que sadi do convenio
me de preciso Irada I liar para poder manducar o pao
nosso de cada da, poisj 1 se foi o lempo em que
cahia man do co, boje nao filamos tal pechinchae,
quem nao trabuca nao manduca, como diziamosan-
ligos: lambem Ihe posso dar como causal a nnssa
Testa das Neves com as suas novenas, alvoradas,
procis-o, em lim festejo que seria um nunca acabar
se Ih'os quizesse narrar pelo miudo ; como foi esle
0 primeiro anno que os assisti da casaca, pude me-
lhor desfructar do que quando pertencia a casa do
Rvd. padre guardiao. Promelti-lhe em minha ul-
tima dar-lite urna pafle circumslanciada dessa fesli-
vidade, poremhojeme dispenso disso,pois como j sao
passados alguns dias, ereio que o mcu collega da se-
gunda-feira Ihe lera sem duvida enviado urna des-
rrprao exacta do ludo quanlo se passou, faro mes-
mo teiieo ler ; e se encontrar alguma cousa assim,
assim; nao sei se me entcnde.Ute escrevei a respeito.
Com quanlo nao Ihe de, como disse. conla do que
se passou, nao posso dcixar do Ihe fallar de urna cou-
sa que observei ; cerlos mocos que ficeram as nove-
nas de principio a lim, indo para 1 igreja as6 horas
da larde a fim deslomar lugar com cedo para verem
as mocas que as iam assislir ; nao creio que seja o
espirito de devoran quem os obrigue a fazer seuti-
nellano meio da igreja, a levar mofo sobre mofo, e
a eslarem de p das fias 10 horas da noitc, e lano
estou firme nesse principio quando vejo que as mais
das vezes os taes meninos dan as costas aos santos,
e ainda mais ao Saotissimo, quando exposto, logo
como podemos chamar isso? veja Vine, se me pode
responder ; dir lal vez que he moda, porm cu que
j vejo pouco, digo que lal nao ha, que isso he ter
milo de camarao e de cerlo muila pona' leria delles,
se me nao lembrasse de que tierna venturados sao os
pobres de espirito porque delles he o reino do
co.
Comeremos o nosso papel de noliciador, ora ahi
vai .-estamos intemmeule apalhicns, nada ha de
novo que obrigue o domcm a poder escrever qualro
palavras menos massanles: as chuv,s quasi que lera
cessado, s urna ou oulra vez apparecem pequeas
bruegas, temj cessado o medo, era quo viviam os
habilantes da provincia do nao sortrerem como os
seus comprovincianos, mxime quando alguns enge
nhosdavarzeadoParahiba ficam cotn pequenassafras
por perderem bastantes cannas ; agora pedem os la-
vradores que laes bruegas ou pirajs apparecara de
vez em quando, para n3o perderem o resto das can-
nas com muilo sol; eu nao cntendo essa genlc, quan-
do chove pedem sol, e quando este se moslra bello e
1 magestoso, chuva, chava pedem elles, e quasi sem-
prc com as lagrimas nos oIIias, he como dizem, pre-
sopor ter cito, preso por no o ter, sempre he gen-
te diflicil de contentar.
O uosso commercio continua fraco as entradas de
algodao'lem sido poucas, e este tem dado do 69200
a 63300 ; os couros, suas entradas ainda sao meno-
res, e elles lem dado 49700 a 49800. Espera-se urna
grande safra de algodao, e Dos permuta que ella
nao stira algum embaraco para que os plantadores
lucrem alguma cousa e a provincia tambem.
Quanlo a navios existe nicamente um buque que
se chama Estrella, vinrto de Barccllona com carga de
variosgeneros, inclusive urna boa parean de pipas de
vinlio, com o que muila genlc se lem alegra lo,poi-
eslavam quasi. larga nao (arga a devoran do dos
Baccho, tao alto era o preco desse genero; agora sm,
j pode um homem tomar sua camonheca sm gran-
de sangra na bolsa ; na verdade que o Sr. Baccho
merece alguma cousa, faz milagres, se eu fora poeta
certa men le Ihe faria alguns versos d'aquellcs em que
e cosluma dizer
Evo* o padre Lio
Evo ovan Bassarco
mas como o nao sou, conlenle-sc a lal divindade
cora a volitado, que j nao he pouco.
Deu-se ltimamente um caso na cidade da Areia
que tem assustado um pouco a cerlos especuladores,
que todo'fazein, com tanto qne conjuguen) o verbo
loTn-ar, e eiso negocio: um escravo de um individuo
deinome Jos de Abren, linda juulo perlo de du-
/-Btns mil reise o entregara ao sendur por conta
ua libcrdade, e quando exigi urna clareza dis-
"teve em resposta vandg-lo Jos de'Abreu a outra
pessoa; o escravo nao quer ir para compaobia do no-
vo sendor, e maulando c-le agarra-lo por um cabo
e um soldado de polica, do destacamento d'aquella
cidade, o preto descascou urna bicuda e com olla
enviou desla para melhor as duas prajas, corren-
do para casa do amigo scnltor, apossou-se de um
clavinole e com elle enviou-o para o oulro mundo,
e segundo me diz o nosso amigo Merelles foi-s com
veoto fresco. Ora, ahi tem Vmc. duzentos mil reis
bem caros, ou por oulra, vida vendida a bon mar-
char como dlzem os Mrs. A polica dizqueempre-
ga as suas diligencias para o agarrar, Dos assim o
permita.
Ora limita pena lenho quando Ihe escrevo depois
do encerramento da nossa assembla. Imita minltas
simpaIhias por essa yav, que dava sempre algum
pedacinho de godo para noticiar-lbe; e como j
Ihe disse, nao ha bem que sempre dure, nem mal
que se o acabe, findaram-sc as suas sessdes, e fo-
ram-se as minltas alegras ; pois com n progressn
que os moro- levavam, breve enriqueciam a provin-
cia : por agora me lembro de um souho que Uve, c
espero que s-' realise porque nao he muito bom, ora
escule: lendo passado a orearan de mais 3 comarcas
na provincia, esperava etique o governo alten leu lo
ao grande afn com que certos meninos se eraprega-
ram nessa patota,nomeiandqa unsjuizesmunicipacs,
promotores, a oulrosjuizes de direito, c se isso nao
bastasse, creasse urna relaeao cm algumas dis novas
comarcas para contentar a lodos, eis senao quando
sonhei que os'taes amiguinlios nao meltem o denle
no tal pHo-de-l, e passaram pelo desprazer de ver a
outros nomcados, e comerem o frudo de seus Ira-
baldos, sustos, suores, ele, etc., collados s Ihes
Icabe os versos de Virgilio :
Sic vos non vobis,
Stc vos non vobis,
Sic vos non vobis,
Sic vos non vobis,
Sic ego los versculos feci
Et altor lulit Itonorem.
Paciencia, amiguindos, consolem-se com a vonta-
de de Dos.
Ora como Vmc. he met amigo e amigo desla boa
provincia, me apresso em partidpar-lhe que o no-so
meritissimo deputado Correa das Neves obteve urna
consignadlo de 20:0009 do governo para se comecar
a reparar a nossa fortaleza do Cabedello, assim co-
mo passar para proprio provincial a anliga casa da
alfandega, alem de outros mnilos beneficios que lem
obtido para esta sua provincia.
Honra pois ao Ilustre deputado parahibono, que
no centro da corle, nao se olvida um momento de
procurar lodos os bens para a sua consliluinte, hon-
ra ao illuslre deputado parahibano quenoleiijodorio
Lelhcs lio solicito se moslra em buscar o bem estar
de seus amigos, podessemos nos sempre deputar h-
meos como esses, c o nosso parlamento nao seria um
espelho, que s relete a vontade dos ministros.
Devo tambem declarar cm minha consciencia que
a nossa ilepulacao (sua e minha^ lem cumprdo com
o seu mandato, c se melhor nao lem merecido dos
Exms., he porque anda nao descohriram, que com
a lal row.s'tquo se chama conciliarao, he necessario
baler o p a esses senhores, lancar-lhes em rosto a
sua vida passaila, ele, ele, ele. para que elles pro-
curem servir mostrar assim seauiroseu programma,
a conciliarao, e para prova do que acabo de dizer,
veja o que mandarnm dizer da corle (ao nos-o sim-
palhiro'Mercles; que se havia oflererido ao Exm.
pelo Rio (irande do Norte, licenra para poder casar
rom 6 mnlheres, e eile ainda faz" hochecb.i, veja al
onde podem chegar os progressos de conciliarao.
A vista do que Ihe acabo de dizer, se Vmc. liver
portador seguro para o Rio de Janeiro, rogo-lhe que
pserevapara all dizendo que, euJos Juca do Amor
Divino las Rainhas dos Anjo', lenho dito cobras e
lagartos do governo. que o chamo de.... de.... de....
dn que Vmc. quizer, pois desejo apandar algum lu-
gar que pelo menos lenha 4:0003 rs^/le ordenado,
que he o menor que d a conciliacao.irao se esqueca,
ouvioT...
J que fallei da I). Poltica que me diz > me da
rcspostadoExm. Sr. presidente do Conseldo ao arti-
go lid 1 vo <|a briosa deputaco de sita provincia pc-
dindo 200:0003 par.' reparos aeraos e provinciae-
causados pela iiinuiidacao do Capibaribe e seus com-
pandetros? dizendo que a se abrir esse precedente
qualquer villa ou povoacflo em que desse um p
(faena mais forte, quereria lambem consignaran pa-
ra reparos etc., e que tal, que diz dessa resposta
que vi emlellra redonda?
Nao fiquei homem nao, sim, modo e quedo,
Qual junto de um penedo oulro penedo.
Que um oulro homem qualquer fallas-e, transad,
porm o Exm. Sr. presidente do Conselho, que j
esleve presidindo esse torran de Ierra, que foi ahi
tao oequiado,a qoem os seus patricios trataran) co-
mo toem fater, quando levam em timbre alguma
cousa, na verdade nao crehj, que foi muila juslica da
parte de S. Exc.e depois, dizendo que esses estragos
eram fantes de riqueza para a provincia, idde re-
tro, Salana: com lal riqueza, disso, nlo quero eu,
salvo se o Sr. presidente julga que os ros de Pernam-
huco sao outros tantos Mos, nem ao menos se lem-
drouque elles nflo lindam canaes, comporlas.diques,
ele, etc., ora, pelo amor de Dos, se se tratasse de
estrada de Mau, ainda; anda porem basta, que nao
quero ser poltico, ainda que penda -por ulerease
proprio a conciliarao.
Adeos, moa cher. que al vou escrever ao nosio
asigne vati miraohense, pedindo-ihe um eumpUr
de Saodades do Bucanga, pois espero lalvez encon-
trar nelle algum versinliodesle ten criado.
Au reroirLe totre erou.
Jote- Juca.
PERNAMBL'CO.
HECIFE 19 DE AGOSTO.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL
(iracas prodigiosa invencto de James "Watt,
quan nenhuma semana se pas, MDI que recebamos
noticias do mirle oa do m\ do imperio. O fabrican-
te de instrumentos de phisica da universidade de
lascow, coticorremlopoderosamente rom a suades-
coberla para estrellar os lacos da sociabilidade, lor-
nou ao mesmo lempo a tarefa do jornalisiase tv-
pographos pesada e al enfadonha : In.je nada ha
quemis enlretenha o publico do que os vapores*
e a Iransmissao das noticias parere-lde, ( ao respei-
lavel ) por analoga, dever ser a mais rpida e com-
pleta, embora se mostr elle pouco dttposto a enro-
pensir as fadigas e vigilias qoe esse I raba I do de-
manda. Sem embargo, temos feito e continuaremos
a fazer o que estiver ao nosso alcance, para o bom
desempenho da missao de jorotlisla astiduo e pon-
lual.
Entrou no dia 11 dos porlos do norte o vapor fm-
peratriz, leudo deixado toda* as provincias daquel-
le lado em socego. A teguranca individual conli-
nuava a solfrer no Cear e Rio Grande do Norte,
pareceudo o seu estado tanto mait precario e *s-
suslador, quanlo alguns ataques lite haviam tido
dirigidos por agentes policiaes : fallamos de 2 as-
-a-inalns perpetrados por escoltas de toldados, era
diligencia, ni villa de Goiannindae em Sip. A ro-
bre amarella achava-se aceulonada em Sobra onde
fazia algumas victimas.
No dia 17 entrou do Rio de Janeiro e Badia o
yapor inglez Bahiana, e as noticias por elle rindas
foram em geral de pouco interesse. S. M. o Impe-
rador havia soflrido um Itgeiro accesso de febre,
mas, gracas a Providencia, j eslava inleirameute li-
vredo mal, e quasi restabelecido. A cmara tempo-
raria proseguia na discus-ao da reforma judiciari,
que lalvez por chocar as susceptibilidades ou os in-
leresses dos magistrados, linha encontrado numerosa
opposicao. Varios projedos de importancia foram
all apreseulados, sohretahindo o do Exm. ministro
da juslica, sobre a reforma hypolhecaria. O Correio
Mercantil da Babia tambem reaislrou ltimamente
cm suas paginas um alternado da mais reqnintada
perversidade. Algus sceleratos invadirn) urna casa
na freguezia de S. Gonzalo, em procura de cerlo
individuo, e como nao o achassem, espalharam pl-
vora por toda a casa, e ao salitrero atlrartm para
dentro ponas de charutos, resultando dalti a ex-
plosSO que malou a 3 filhos e dout 'escravos do pro-
prietario, quem conduziam preso.
C pela nossa cidade, continuara o bolieirns a
moslrar-se inslenles e iocorrigiveis. No dia 16 foi
preso na Boa-Vista, por ler atropellado um preto,
deixando-o em perigode vida, o bolieiro, escravo do
Sr. Joo de S Leie. '
Em a noite de 15, conduzindo a patrnlht da Sele-
dadeum preso, foi o commandante da mesma ftido
por este com umi focada, seudo- a fuga do delio-
quente o resultado desse novocrirae.
No dial foi festejada petos religiosos carmelitas
em seu convento, a Assumpcao daSS. Vh-gem Mai de
Dos, havendo tarde urna decente procissao.
No mesmo dia solemnisaram os religiosos ctpuchi-
ndos em seu convento da Penda, a festividade da
Senhora Mai do Povo, que foi exptendida grande-
menle concorrida pelos devotos, na forma do cos-
tume.
Por esqurcimenlo deixamos de noticiar em nossa
revista anterior a execuco dos novos estatutos na
Kacoldade de Direito de Olinda. Em um dos dias da
semana pastada principiaran! elles com effeitoa vi-
gorar, o qne lem causado bem bous incnmmodot aos
estudati.les. O Sr. Dr. Cocido, que deixra a direc-
toria interina daqAelle eslabelecimento, em conse-
quencia de molestia, j te apresenlou, e reasaumio
as funcees do dito cargo. O Sr. Dr. Joaquim Vi-
lell, que tambem se achava doente, comparece t
dia 18, mas o Sr. Dr. Autran ainda continua enfer-
mo. Por causas desla natureza tem soflrido inter-
Tupcflet o exercicio de diversas cadeiras.
As chovas foram freqoentes e abundantes na te-
mana linda.
Entraram 12 embarcado*!, e tahiram 11.
Rendeu a alfandega 41:0129611 ris.
Fallecern) 43 pessoas: 12 liomens, 5 mulderes e
13 prvulos, livres ; 5 liomens, 6 mulderes e 2 pr-
vulos, escravos.
----- mom
S. X.OUREN0 DA M ATT A
IB de agosto.
Li em seu conceituado Diario ama corresponden-
cia d'aqui, e fiquei bastante orgulhoso, por ver a
trra que me vio nascer, estampada em leltra re-
donda, fazendo com isso parceria com os demais tu-
gares desta nossa bella provincia. Reconher,o mui- %
la ulilidado em lodos os lugares se communicarom
com a capilal, por ser o onieo meio que temos, pa-
ra fazer patente alguns abusos, dnS^! dSo por esses
nossos centros, e uinguem os tem de/Kiplo com mais
imparcialida le do que ns seuscorrC^sdcnlas, por
4|ue os interessados s escrevem apaix> admenle, e
incararo as cousas pelo prisma de suajonveoionci-
as, o quo n&o aco1)leoe a*o%~teus co/respondetes,
que sao levados tao smenle pelo "fsp i rilo e obriga-
eio de darem noticias, e dio de timbrar em da-las
mais verdadeiras.
Peto todo da correspondencia d'aqui, que a pouco
li em seu Diario, pareceu-me que nao continuar-
an) na emprezs, e que liuham tido levado pelo desejo
de parliripar-lhe tambem os estragos causados aqni
pela cheia, esse espectro que anda boje nos horro-
risa; e como aedo que tambem deve oceupar ama
das columnas do sen Diario, esle peqtteno torr.io
ainda que pouco diste dessa capital, demovi-me a
fazer-lne esta, reconhecendo nao obstante, nao ser
o mais apto, para tao ardua empresa, porm os mais
habilitados querem antes estar no seu dolce far ni-
enl, e eu que nao estou para esperar que sattissem
dclle, vou principiar esta, compromettondo-roo nao
me involverem qnestoes pessoaes, e ser o mais im-
parcial que for possivel, romo he essa a nbrigacao,
que vejo Vmc. mpor sempre aos seus eorrespoii-
deiiles.
He muilo natural, que depois de lhc ter dado
estecavaco, queira fazer urna descripeo deste tusar.
lie urna das freguezias mais anttzas desta pro-
vincia, e por conseguinle tambem sua matriz, que
pela antguidade jaz em ruinas; porm louvores se-
jam dados uos nossos representantes provinciaes, por
terem marcado colla para o concedo da mesma, a
qual j se ocha cm poder de nosso incansavei viga-
rio, que vai proceder a nma quasi reedificaran. As
casas do povoado sao lodas de laipa, e a maior parle
sem serem caiadas, por isso tem, um mo aspecto,
parm gosa de urna vista pitloresct, por atrancar
mis poneos de engenhos, e as margen) do ameno Ca-
pibaribe. J conta um bom numero de engeuhoa,
e muilo- de muito boa prodcelo.
trae 1- a boa ndole do io-so. povo, guiamos qnasi
sempre deinallcravel tranquillidade publica, e de
propriedade; apenas tivemos urna alleracao l para
o lugar Pao Ferro com um Uro quelevou um Dardo,
por auUionomazia Pimpin. no prximo pas-.i lomez
que pelo escndalo da autoridade uXo ter sx mlicado
do fado, lbe vou narra-lo. Como o seu correspon-
dente da Parahiha. e oulr 4, tambero lenho os mcus
noliciadores, que sao o Chico Flix, Gabriel, e ele,,
que foram quera me descreveram o faci que Ufe
vou contar.
la dous annos que apparofe poraqui o referido
Pimpin, que as ms lingoas nao o lisongeavatn muito, e
para melhor derijir os seus negocios, que dizcm ser
agencias guadrapedei, escollieu o luar Pno Ferro
para sua morada, por ser mais adaptada para laes
llus, e checando qualro de leus agentes do ful da
provincia, cada um com o seu cavallo, elle os com-
prara por mui barato preco: eis quc apaacece ttm
oulro sujeito, que supponltoser algum dos donos dos
cavallos, e arrancka-se por perlo da morada do Pim-
pin ; em urna madrugada desaparece, quando as deis
doras da manhaa do mesmo dia, he mortalmeiite fe-
rido o dito Pimpin : mas que araras a providenci-
osa medecina de llahnemaim, acha-sc j salvo, e sao.
Nao se sabe, se o homem incgnito lio alguma ma-
china infernal, o ferido opina mais pela segunda,pois
Ihe acensa a consciencia. Nao me consta, que o
subdelegado do distrelo, s\ udicasse do tacto, e fizes-
se auto de corpo de delicio ; os liomens da nossa tor-
ra querem oceupar as posic.oes ollciaes, par* oslen-
tarem autoridade, e as occasiOes uecessai ias, fur-
tam-se as suas obrisnres.
lie um mal que os nossos legisladores devem pro-
curar remediar quanlo antes, he Turto deanimaes;
e o melhor meio, he considerar laes furlos como cri-
me publico, o impor penas severas, bem como 03
furlos de caima, roca, e outras culturas ; os nossos
malulos deixam de traballtar, porque lem o recurso
da pesca, caca, e as lavouras dos vizinhos. Tjuc le
soubessem.que seriam Pgorosamenlc ca*ligaiIos, pro-
curariant Irabalhar, e lucravamos em ler trabaja-
dores, pois j nos fallam os bracos escravos, quo
muilo desejo ver em breve de lodo exlincto. Este
meio j foi avenalo na assembla geral, mas por
ser um grande bem para o nosso paiz, pois lodo ello
dama contra taes crimes, ficou no esquerimenlo.
Dos queira clicgne aos ouvidos do mui Ilustrado
ministro da juslica os nossos clamores, e queira apro-
veilar a inania das reformas.
Conta-meo Gabriel, que l para as partes dos Mo-
raras, appareccra um prelo curando feilicos, e que
depois de chuchar um bous cobres, quis ebr.tr a urna
podre mocinha. que o seu mal era ser virgem ; mas
o pai l'ru'sir 11-0 cm taes Hlenlos, dando-lhe urna boa
sva.e remeltendo-o a autoridade competente ; cons-
ta-mej se adiar nessa capital.
Nao sei o lempo que ha decoiTer.de urna a outra das
minltas carias, pela pequenhez desla trra, e espirito
parifico de seus moradores, bem ponca inatctia te-
rei para lite cscrev er : por isso, s me comprometi
em ir acompanhando os tactos, isso mesmo, te Ymrs.
conscnUrc-m, que deslutte o seu tao acreditado jor-
nal.
Srs. loiloros.queiram dcsftilp.tr eslas mal irtgldat
lioliat, que sao lillias de un calooro, que pe1* pri-
meira vez pega da penna para escrever para v"-
blico; eliem aabem os leilores, quanlo cujta um ti-
rocinio em qualquer ramo de sciemi; deseulpem
alguns erros de urlbographia, e mesmo ils synlaxe,
pois dedicado sempre "a agricultura, nunca pode
lornar-se scnltor da gramtica, o seu pobre malulo
por aiilhononia-ia. 'y"meo.
1'arta particular)
COHARCrDOBOisITO
1 d< (tto.
Honlem a meia noile desarmou Slgnore iMgliu a
/-
<


u
v
I



DIARIO OE PERMIBUCO, SEGUNDA FEIRH 21 D AGOSTO D 1854.

sua reriinha, e (leu a vela para o reino do passado,
peior Ierra qne deve havcr.ntis ai daqoolle que para
all vai, que jilmais volla a esto inundir ho, de quem
muilo gosto, apeiar do que nelle ha; e oh me feli-
ce ge podesse fechar-lhe os olhos (ao i cilicel mun-
linhn.) Pas'ou, pois, o meslre agosto, a fazer o
papel que llie distribuio o tal Julio Cenr que,si mens
mihi non leca fuiste, foi quem fez lodc ee rranjo
dos 12 itnhortt, em que sahio bem prejudicado Sir
February, que sendo segundo fllho, ficou pessma-
mentc servido, porque s llie deram 28 das, puden-
do csber-lhc ao menos 30 I o pour comble d'hor-
reur lida licar elle com a pensao de andar mendi-
gando um minuto daqui, um segundo <]'acnli para
no fim de 4 auno> ter 29 : n.lo llie paga este trabalho
o augmenta du pequea verba de umriiii, tanto mais
quaulo, conseguiodo-o elle, torna- aborrecido dos
collegas, porque indispoe o auno para com o rcspei-
tavel publico que o chama de bisseito, tinnn de des-
aneas, etc., etc. E alo eu son dos que Uunbem llie
volam uo muita ITeiclo. Dcizcmos o julho de
quem j nao precisamos.^ passerr.os ao referido agos-
to que extirdiouwachegada com umbel'issimoyour,
porque odouradoPhebo se mostrou risonho durante
lodo elle. Esto successor doque foi, lamben) nflo
goza la do Btuilas svmpathias, porque a carunchosa
gente coro elle muilo embirra, anula que I. Junho
esle uno detou as manguinhas de lora, pois s elle
valen por quantos bissezlos e agostos bao havido.
Basta de mnssada.
Nao ha mal que sempredure,
E nem bem que semprc ature.
Dito adagio. Sim, senhor, aindahoje teremosum
encllenle da, e j i h quem lamente as ausencias
das chuvas, que secundo a opiniao de a Iguns, vilo
faiendo falla ao feijao do safra ;o que su planta a-
qui no fin do invern.) Poror, como a'jorrcco as-
ss pluviosa eslacao, desojo que faca nais uns 8
das de sel.
Ai Urnas lito acabadas, c certo gioceneto medi-
do a rabequisla n'oma reunan que bispe, aflirmou
que esse femolemo (ja ouvi esla eipressao), he pro-
ducido pelo calrico emanado do sol que vai pene-
trando as molculas de ar ; o tal gramnaticozinho,
rieelarou ue havia dado r.hclolica em pequenino;
digam-me islo que eslou calado, acudi um velho
que quer passar por entendido, em ouvnclo do ra-
paz a logela : o caso lie, que quando elle falln es-
tes pilavrdes to crespo; cimlicuere omnes, inlenli-
gne ora tenebant, ludo abaizou a caliera e ficaram
de bocea abarla os circumstantes, e o pai desse pre-
coce rapaz ernbasbacado, vendo jri qua um fttturao
aguarda o pteurrucho, que tem de vir f ser um da
a gloria e honra da familia. Mudemos de as-
sumplo.
Hnje conelaio o juiz municipal dous processos, o
das sedlas, e mais um de niorle, cojo reo o-i i pre-
se. Aqu pelo mallo ludo sao dflculda que venha urna leslemunha de 10 a 12 leguas 1 Da
tropa da Om;a ficaram 3 pronunciados, um no art.
!^',S ^ no mesl" ar'-. porm apadrinliados com os
o e 3o.
Est a justic meia satisfeila, e se a inieliz Mara
Justina (viuva da Nuhcs nao poderam as autoridades
detla vida restituir-lite o desventurado marido, por-
que so Dees poda fazer esse mlagre, ao menos deve
rcslar-lhc u contlo de que ellas nao foram indifTe-
renles ao criminoso fado, do que o jurj vai lomar
eonhecimenlo na prosima sesso.
Con*U-rnc que o delegado ordenara aos inspecto-
res qneni) azessem pristes de risco sem que se en-
teiidessem com a delegada ourespectiva subdelega-
das, que rente caso as deverSo ordenar no o cdi-
go na mao, islo he, com olHcial de justica, etc.,
ele.
isterim que elle Manoel Nones, foi quem agre-
di a tropa primeiro. os jurados que decidam esse
negocio. O delegado segundo meu ver, og pronun-
ciou muilo bem, taulo mais quanlo se o jur\ eonhe-
cer dessas circumstancias.
No proeesso das sedulas, dizem os que lem presen-
ciadoosinquerilos, que n Kalalo nao esl em bons
lences. Ha diasoflerece-* rile dinheiro guarda
para facililar-llje a tuga, e o miles ou por probidade
ou porque duvidasse da honrada palavra,recamhioa
a ollrenda, naturalmente n ore, e pelas duvidas a-
visou ao Gomes que o Irancafiasse.durame o reinado
das Irevas.
Se Vmc. visse esse Raralalo, nao dara nsda por
elle, he urna figurinba de 19 aunes !! Porm, se
qualquer frcnologista visilasse iquelle craueo, adia-
rla o'um mojo too mal comerado, orgaoi bem espe-
ciaes e desenvolvidos qoe indican), se nio falham as
doutrinas de Lavaler, um menino de ruaos ossos, e
um perversc homom para o fuluro. Alcm de oulros
caractersticos tem orelhasgrandes, olhos pequeuose
encovados, beicos grossos, olhar carrcaado e se-
vero.
Do I.imneiro ja o requisilaram, porque all he cri-
mino de niorle.
Ka Victoria lem elle o quer que seja. Um ho-
rnera huuvc julgoque Homero por quem brisaran)
seto cidades, porque todas quorum lern honra de
sersua patria, porm, pur esle, he pro\avel ques-
tionassejn para nao areila-lo como lilh t.onpor lerem
a gloria de condemua-lo. Eslou que islo nao acon-
tece smenle porque.. maligno astro lem feilo seo
avro,- apenas nfeomarcas do Bonito, I.imneiro e
Santo Arrt3ey^,tosiroslein culpao mecum.
S3o dez \uf a claridade da la de .orn com-
plrlamfnte u .uriiiao. eeu qUo eslou sentado na
miuha |iorliigfcao me f^rto de olliar o garbo c ele-
gancia, com qiie^lUerin filha do sol caminha des-
denhosa era um co azul todo praieado de estrel-
las!!! Como he bella urna uoite deluar, c que de
poesia uao encerra I Quantas rcllc\6es se nie an-
lolham netla instante,meu amigo priicipiei mui-
lo alio, e nao sei como acabar, porque jr.inlia pona
nao eslira mais daqui c
J que n.lo finilo
G'os mesmos lons,
Dir muilo ad lioc
I'eperit man.
12
Hoje a at invern. Depoja de algumas noiles c dias de per'fei-
lo verSo, lem apparecido urnas chuvasinhas. que por
l.i chamam Vmcs. de cajs, c os miiler Inglezes '
mizzlingrain.Se forern assim, pens que Monsieur
d'haricot poder livre e desempedidamente vege-
tar. .
Nada ha por ora de novo.
VARIEDADES.
N'um lbum :
Con-enle que eu deiie, boa Amelia,
Nesle livro gravado o iinraemen ;
Pira que jamis delle le esquecas,
Assim como jamis esqueco o teu.
Por um que suspirou depois de oulra :
T suspiraste,
Suspirei eu ;
Ao leu responde
Suspiro meu.
> J vs por lano,
Querido bem,
Que o que sentslc,
Senli tambera.
Donde vm o nome de S. Jos de Bezerroi
Um Hrayncr,morador no Kecife ou em Ol ma, li-
nha fazenrt no lugar que boje se chama Bczerros,
para l mandn recommendar ao vaqueiro dous de-
serlores Jos Bezerra e Francisco Bozcrra.queeram
primos : -ou*eram elles para all nina imagem de
S. Joso.efizeram nolugaronde se acha a malrzuma
capellinha romposla de palha, telha e cavaros, pin-
larara-na, e nella collocaram o sanio. Eniaoeomc-
raram a chamar a capellinha de S. Jos dos Bezer-
ra, que a corrupcao mudou para S. J>s de Bezer-
ros. Esses dous descrlores tiveram dreendenles, e
sao lodas as familias que moram naquolle povoado,
que quanlo ao seo principio, tem scmclhaoca com a
cidiide elerna, cojos primeiros habitantes forum sal-
teadores capitaniados peloSr. Komulo, conforme os
livrusrezam.
Um milagre.
. > ^" ''* fan,ilia ,le Jos Bezerra, ou de Francisco
BezervR tfit. desertores), easlia orna meaina de nome
Vernica, aqualse perdeu nos mallos.Bererros). no
mez de cuiubro, lempo em que nao havia embs
(rrucuj do sertao um pouco semelhante ao caj), e
sados8 dias, acharam-ua deitada em urna pedra,
neniada tobre o braco esquerdo com Ires em-
nus a mao 1 e pergunlancio-se- he quem Ih'os
navia .talo, responden que urna mulher. Ha
quairo annosanda so va na actual igieja pintada a
menina na posico cima dita, e mais mis quairo ho-
mensqueandavamem procura que vio eslava apernando com urna mao para a in-
nocenlinlia, e com a outra chamando o outro. e esle
aitsou ros. Lm dos taes linha o nome do Miguel
de Ardes. Vest.am, dia quadro, nnscerou-
liesaircgacados, (raziara mocos (musilis de couro,
eum dilles um racfto, qU0 antigamenl.! se chamava
Taca de arraslo.
Vernica poz-se moca, 0 foipar, Santo Anlao, on-
de appareceu um capillo ,ie navio mercante, que
della se eigracon, o com ella casou. Depois do que
lol rom kcu mando para o Kio de Jiineiro, donde
\ollou no fim de dous annos para ver os prenles, e
retirou-se nflo vollandn mais. .
Em 1819, pessoa de Bezerro, de lo lo coneeit,
cssa mesoia estirpe, indo ao Rio, se enconlrou co
urna familia, nelas e bisnelas da menina
nica.
ii B' Notl,lella povoacao anda exMe muilo y
no, Aiiiunio Francisco Brayner, vulgs/inente co-
nliecido pelo-Serugiao, nelo do primeiro llraj-
_. Archeologia.
liz-se por aqu que o Araguaha foi1 inteiramenle
aterrado, nrein que mais adiante deicobrio o rio
outro engenho perfeilameie completo, rom moen-
i'. 1, vZC- la'"'- elc- c,c- Talvezlenhamos por
allluira Ninive : algunsderain logo essa antitjui-
c?,fn,m0n5 bra [}Mi^"- A noli.ia carece de
SSi w,e 3 Vn,r-i'l'" pitrrcuriosa.que
verdadeua, porque engenhos nao se acham as-
Urna cacea e urna cria.
r .P0^"l1eml,oP1-n(sia villa um homem,
que foi a 200 leguas ver a produccao de urna vacca
e urna cria que ha minios .* se linham desnortea-
do, ind jl.iraessa dislantia. e dando a prole sfzuin-
le : rm checa, de gado o 200 palace,,1. _Tud0 re
. acha cni poder de um sertanr-jo, em tuja fazeuda ar^
parecen a lal vocea nii, qua peperil tanla qcnte.e
dinlieim.Iiirelizmenle o homem que foi alraz des-
sa riqoeziriha achou diirerena no ferre, por cujo mo-
tivo u K llcou lurlo em potlor do cons.:eiicioo ad-
minlslrador para algn mais afortunado. Ainda
que roa mlaro qne ao vai arrestar. Nao rae de
rra tugar ondeeiiate kxmetketmnm. S Iheaf-
p
m
Vero-
ve-
(irmoque no sertao ha seus casos desles, porm em
poni mais pequeo.
Adeos.
Au revoir.
(dem.)
COMUNICADO.
Felizmente o Liberal j est lao desacreditado no
conrelo dos homens de bem, que nenhuma im-
presso far no publico os ovos da sua maledicen-
cia. Aquclle papel he a bandeir.i esfarrapada do
ul uno pelolao de invlidos depois da deserrao ge-
ral.
O n. 555 daquclla folha, be o maior padro de
gloria dos seus redactores porquanlo all vein a prova
l mais robusta da sua pericia na arte do mentir, na
qual aquellcs senborcs seiiiprc se dislinguiram.
t)u os tacs ingitUidores engolcm a arara Ibes
empurram, ou timbram em fazer aquillo, que na-
luralmente repugna ao homem de bem; islo he,
mentir sem reburo face de Dos e da trra.
Doe no coracao ver i que estado de aviltnmcnln
lem chegado a Imprenta l'ernambucana as gar-
ras dos taes abulres ; he sempre Imaut da reputa-
cao alboia. Os hmeos de inerilo s3o lodos os dias
cuspidos na face, ao passo que se indeosam as lias
da nossa poca. Abale-se ludo que he honrado, e
eleva-se o que nao presla. Nao ha enle infame,
que nao lenha merecido um elogio da sucia do Li-
beral, assim como nao esrapa da calumnia o homem
Ilustre, que lem a desgraca de nao cortejar o gru-
po aveutureiro.
O Sr. Camboim acaba de ser naquellc numero
alcivosamenlc nflendido pelo pugillo detraa lor da
honra nlheia. Para mamaria ; para que a jmpu-
lacao do Brejosaiba aindamis, romo menle o Li-
beral l'ernambu:-ano, vai aqui tima trincha da sua
algara,a :
Nomcado o Sr. alteres Souza commandanlc do
destacamento do Brejo, recehera por intermedio
do seu commandanle urna porlaria do Sr. Jos
Benlo para perseguir os criminosos na comarca
do Brejo; que o Sr. alfcrcs, sem comprehender
que semelhante ordem senao eslendia aos bema-
venturados da aclualidade a prmeira fazenda,
que poz em cerco foi a doPocodo Sr. dele-
a aado Camboim, ilonde sacou dous ou Ires cri-
minosos de niorle; que o Sr. Camboim as-
u sim insultado, quu altercar rom o distinclo
k militar; masque ate mostrando-lhe om maro
de cordas, f-lo recolhcr ao silencio ; que infor-
mado do occorrido o Sr. Jos Benlo por iuler-
medio do mesmo (.miboini em vez de sustentar
u o acto lo digno commandanlc do deslacamcnlo,
que lito bem ia cumprinlo a missao de que se lhe
a eucarregra, demitlio-o do commando, elc. etc.
a elc.
Que infamia !! que escandaloso dcscaramenlo
desles r'abiscadures iioscnlos!! Saina o publico que
islo he urna calumnia revullantc, s digna de quem
as maneja. .
Dizci, homem sem f, onde depozcsle o pudor ? !
onde dcixastc a vergoiiba.nieuspais da pilria ?!
Em que dia do auno de \osso Senhor Jess
Christo f cercada a fazenda do Sr. Camboim '!
Esses ires criminosos de murlc que o nosso alferes
achou. eram pardos ou brancos, machos ou fe-
meas/Como se chamavim'.' Finalmente quedes-
tino tiveram ? Respondci, miseraveis calumniado-
res !
Tende paciencia, permitli que nos vos diga-
mos a face do publico, que menlisle como um ril
rafeiro.
Ei as armas, que maneja a boa gcnlc do Liberal:
he islo o que elles rliamam manejo poltico para
puherisar os gnabiriis ;pelo contrario, com estas
esperlezas elles sao que sa pulverisain cada vez
mais.
Qucrem dcsmoralisar o Sr. Camboim calumnian-
do-o lao vilmente, nao sahem Vmcs. que a infamia
reverte sobre quem a pralica t Tenues sempre as
prezas amoladas para deprimir aquclle eidadao,
que faz honra :i grei pernamhucana, pelas aoM vir-
ludes ; para abater o hnmem que se tem tornado
rcspeilavel, nao pelo bacamarle, como muita gente
do vosso peilo ; roas pelo seu genio prestimoso, ca-
ritativo c conciliador. Vos tendes razao de arde-
res contra o Sr. Camboim ; e nao poupais occasiao
de pirrara ; por exemplo: o saque do engenho Ca-
morim! '.
Fizeslc urna injurii ao vocabulo digno quando
o emhonastes ao vosso alferes. Esle moco se fez
alguma cousa no Brejo, foi quanla casta de bruta-
lidade se pode conceller. NAp prenden a criminoso
algnm; apenas espancou um eidadao que nao sabia
ensinar-llie o caminho : malou o cavallo de um po-
bre orphao i'ques tinha aquetle ;) levou o impro-
perio e a injuria vcibal ao scio de ama familia
honesta, abusando assim da hospilalidade que lhe
fora oflerecida ; o finalmente prendeu um pobre
rapaz que eslava no seu corral a lirar lcilc, por
causa de urna faquinba que o inesmojinlia coinsigo,
o qual foi conservado em carcere pricaAo por Ires
dias, o depois sollo polo l)r. juiz da direilo. Se
alguem duvida de ludo islo, pcide percnnlar aos
Srs. cadeles eixas c Sanios, que sao indignos de
mentir.
Eis agente, que mis, scnhoresfcdo Liberal leudas
a gana de arrebanhar.
Saiba mais. o publico que o tal alferes nao foi
dcmiltidu por S. Ble., pois anles que islo so dcs*^
ja o milito digno coniinaodanle das armas o hasjP'
feilo a vista dasjustas quei\a< dos cidados do Bre-
jo que linham sido injuriados.
Ainda vem na lal folha o carallo de balalha; o
vosso bnrdao desgraca lo,- manejo digno da vossa
lavra: queremos fallar do romance rio lellra de
1:5005000 rs. de Izidoro Dias dos Santos Islo
nao lem mais resposla meus charos amiaos. Senhn-
res, j muita palha se vos lem dado sobre esta man-
jedora. Vos bem sabis, e quasi lodo mundo sa-
be que o Sr. Camboim nao he eredor do Sr. Izidoro,
e qu tem sentenra passada em julgudo com o Sr.
Camboim'! Que lem o fado de ser o nosso amigo
delegado, com os negocios do Sr. Izidoro ? Que
solidariedade ha entre aquellc c o eredor do Sr.
Izidoro.? Ainda a nossa historia de firra armada
para a assignalura daquclhi lellra ? Ora senliorcs,
ningucm sensato vo presla ouvidos uesta novella
lao asqueirosa e mal arrafjada; oulra vida, meui
seiihitre?, oulra vida.
Gritis todos os dias conlra a conservarn do Sr.
Camboim ha delegada do Brejo! Tende paciencia,
que os serviros daqucllc funecionarin pqbliro, sao
reclamados pela soriedade, e fazem honra admi-
Oialracjao doExm. Sr. Jo Benlo.
Continu o nosso amigo na honrosa posicao em
que o lem enllocado a sua intelligcncia e scu's bous
inslinctos; a parlo saa da nossa provincia lhe faz
jusiica. Se de um lado o inrommoda as exalac,os
das fezes do defunto partido praieiro, cont do
outro lado com os bracos abortos de moilos amigos
dedicados.
correspondentes eram o subdelegado de Santo Anto-
nio, come aernlmenle se diz, antes de responder ao
primeiro e uniro arligo do Huello, cometaria por
pergunlar-lhe qual a razo porque ainda riao foi pre-
so, e passeia impuno as mas desta cidade Firmiuo
de lal, que arremessando-se com um punbal sobre
urna palmilla, que rondava no paleo do Carino, ti-
rn das mitos desla a um.preso filho de Francisco do
Kego Barros, conhecido por Chico Macho ? ser esle
emne de pouca monta? ou estar elle fora da accao
policial? em outras eras era elle punido com perda
de todos os privilegios, foros e isempcesdos crimi-
nosos que os livess;m.... I,embro-me deja ter per-
gunlado por islo au subdcleaado de Sanio Antonio,
e que este sem cnnleslar o fado, me responder, que
Ja linha dado ordem aos seus inspectores para pren-
deren! a Firmiuo; mas se os inspectores o nao pren-
dem porque san refractarios ,is suas ordens, e o sub-
delegado nao pune, e antes os conserva e acolhe, Ti-
ca evidente a sua eomplicidade, como a dos inspec-
tores, no crime de Firmiuo!... Eu porm informa-
do deste faci, mandei castigar rigorosamente os sol-
dados da palmilla por nao lerem feilo o seu dever
aquella occasiao.
Ora digam-me, senhores redactores, nao poda eu
dizercom mais razao, que o subdelegado esl dou-
trinando os inspectores pira comprazerem rom os
criminosos, do que os cspccladorcs, que cu cstou
doutrinando o corpo de polica pira desobedecer
as autoridades polieiaes '! Creo que o mesmo subde-
legado de Sanio Antonio concordar comigo uesta
parle.
Occupar-me-hci agora com os fados, que sao se-
gundo os espectadores a prova do fim para que cu
eslou doulrinando o corpo de polica. O primeiro
he o incidente que leve lugar enlre um inspector c
urna pairulha que elle encontrara a dormir. Eu nao
lico pelo que diz o inspector, mas suppondo por um
momento ser verdadeira a denuncia, referire o fac-
i como delle fui informado pelo Sr. lenle Cone-
gunde, que rondara naquellc dia. e de sua bocea
ouvi: que o inspector maltratara de palavras o sol-
dudo a quem prendeu a ordem do subdcleaado, e
que o soldado dizendoao inspector que elle na la ti-
nha com a disciplina do corpo, e smenle o dircito
de o encarregar de alguma diligencia, para o que es
lava promplo. deu-lhe tambora a voz de preso a or-
dem do delegado. Com esla informarlo, que he mais
digna de crdito, do que o correspondencia dos es-
pectadores, mandei inmediatamente prender o sar-
gento commandanlc da pairulha, e delerminci ao
Sr. major que ordenas palmillas -le nao prende-
ren) inspeelore: por dilogos desagradareis, que en-
tre ellas c o inspectores houvesscm ; e nolco que
eu assim proredi sem que livesse desla occurrcncia
partidpacio ollicai. Conclnirei referindo o segun-
ilo fado que he o ponto capital da questao, e o gran-
de nbjeelo dos Espectadores.
Diricindo-inc cu a casa dp incendio, j licita achci
o subdelegado por quem fui nlerrompido as pri-
meiras pilaviasquc profer, com as seguinles: aqui
j eslou e os meus inspectores, porm n'io cejo po-
lica. I-'acil loi descobrir Mata grosseira, senao es-
tpida resposla, urna prevengao odiosa ; porm ad-
vcrlindo loao que havia nella mais doloucurailo
que de malicia, absolvi-o por caridade ; porque, se-
nhores redactores, pretender que urna pairulha, que
lem de receber ordem para formar-se, formasse rom
as solemnidades da disciplina marchar das Cinco
Ponas para a ra do Kosario eslreita, all rheaassc
ao mesmo lempo, em que pide llegar um individuo
que mora na mesma roa do incendio, he reunir a
malicia i loucura ; porm esla mais do que aquella.
Entretanto observando eu a confusa e alaridos que
soavam junto a casa incendiada, nao s para a pre-
servar da eslravin do alguma cousa, como para des-
embarazar as pos*oas empregadas no trabalho das
bombas e carreao d'agna, a quero a multidao eslor-
vava, deslribui sentinellas em rodarla casa, e Ihcs
ordenci que a ninguna deixassem entrar para den-
tro, epoucos minutos depois da pequ-na dislancia,
em que eslava, ouvi Mtrondosas vozerins muilas ve-
zes caltamcnfc'repeltlas ; entilo approxiuiandn-me
pude bem distinguir estas vozes : estou desmoralisa-
do, eslou demiltido, nao son mais subdelegado : e
quem era, senhores redactores o vociferador? era o
proprio subdelegado a qncm arompaubavam os ins-
pectores com numerosos apenados!... confesso-lhcque
pareciam farpellas nos alroces.ou regaleiras no mer-
cado... e purque era ludo islo? porque um senlnclla
nodeixava entrar para dentro u pai do subdelegado,
que nesla qualidade rcclamava para si o privilegio da
e> ,epcu.... isto he mais que loucura Enlendem
os Espectadores que o palriu poder dos Brasileiros
enctrra a auloridadc policial dos filhos que a lem ?
ou que- a -emitidla devera relaxar a ordem que re-
cebera de seu commandanle, a favor do pai do sub-
delegado em contemplacaoa esle ? se he esla a duu-
Irina dos Espectadores, vo proclama-la ao inferno,
e fazer corlezias ao diabo ; porque esla doulrina foi
pelo menos a causa occasional das imputares que
anteriormente pesaran) sobren corpo tle pnlieia. Eis
a verdade, e a ver.lada smenie ; porque o final da
correspondencia dos Espectadores he cousa igual-
mente digna de riso e de pie lade.
Invoco o leslemiinlin no Sr. rhefe de polica, que
publicamente eslranhou ao subdelegado sua ron.luc-
ta desordenada e pueril. Fiquem portanio os Es-
pectadores na certeza de que a rninha correspoii'lcn-
cia por nenlium titulo Ihes perlcnce; ella he exclu-
sivameule devida au respcilavel publico, a quem me
honro de responder peloi meus arlos na qualidade de
commandanlc ,1o corpo de polica.
Peco-Ibes, porlanlo, smihores redactores a inser-
ca? deslas linlias no seu Diario, pelo que Ihei lica-
rei cordialmenle ohrigado.
l'cdro Jos Cameiro Monleiro.
m&mmmm.
Srs. Redactores.Como a rcpulacao he o primei-
ro bem do homem, nao posso dcixar passar rii si-
lencio o que comigo acaba de occorrer, e que pode
sobro o meu comportamento laucar alguma ohscuri-
dade para com aquellcs que de perlo me nao conhe-
cerem. .
I lavera onze mezesque o Sr. Joao Baplista de Al-
buquerqiie, morador em Santo Anlao, lendo-lhe f-
gido dous rscravos de nome Franceliuo e Flix, que
se refugiaram no lugar da Iinbirihcira, veio esla
praca, lrou os dous rscravos do lugar onde se acha-
vam e m'os entregou, pedindu-mc de os conservar
em meu poder al sua segunda ordem. c'. feilo islo,
relirou-sc de novo para a cidade da Victoria, onde
ainda hoje he morador.
nimiamente, leudo vendido os mesmos escravos
ao Sr. Manoel Duarle Cosa, cscrcvcu-me a caria in-
fra para que eu Ih'os cnlregasse, a qual carta veio
dcnlro de outra que ao Sr. Manuel Joaquina do Re-
g c Albuquerque foi rcmetlida. Em vez, porm,
riese apresenlarem os portadores encarregados de
levar os escravos, dirigiram se ao Sr. subdelegado
Hollino Goncalvcs Pereira l.ima, i quera requere-
ram a captura dos escravos, dizendo-llic que se acha-
nta fgidos em meu poder, o que deu lugar a que
o mesmo Sr. subdelegado os fosse capturar ; de
modo que ao chegar em casa, no aterro do Ciqui.
de volla do Kecife onde me achav*, sube dessa apre-
liensao c de que os escravos se achavam nncalabouco
presos a ordem do dito Sr. subdelegado, que assim
pralcra a pedido do Sr. Duarte.
Ora, esse faci, assim passado, Inga sobre o meu
comporlamento urna u loa de que me devo mostrar
iscnlo ; porque snu incapaz de roler em meu poder
escravos alheios fgidos.
E para desvanecer qualquer juizo desfavoravel.
apresso-rae fazer publico que tacs escravos se
achavam em meu poder pedido do mesmo senhor
delles.Julo Baplislade Albuquerque, e que, se a car-
la de ordem me fosse apresentada, nenlium obstculo
eu livera oppnsto entrega deltas.
A caria ahaixo transcripta mostra a verdade do
que venho de dizer, sendo que a captara que re-
correu o Se. Duarte foi um meio menos decoroso,
que au lhe dava direilo a innha conducta que at
hoje, gracas Dos, tem sido illibula.
I.imilaf-mc i esla breve cxpnsican, esperando que
o publifh me fara jusiica, e rogando aos Srs. Re-
dactores queiram ter a bondade de inseri-la em sen
bem acrcdilado jornal. Itccife, 18 de agosto de
185i.Francisco Jos de Santa Juna.
. Carla que se refere a exposi{ao su ora.
Illni. Sr. Francisco Jos de Sania Anua.Ten-
do meu to vendido os dous esclavos que em sen
poderse achavam ao Sr. Manoel Duarte Cosa, sen-
do-lhe esta apresenlada por urdeni to Sr. Duarle,
sema menor duvida lhe entregar os dous escravos
Flix e Franceliuo, que em seu poder (curara.
fc nada mais lenho que lhe expr seno que dispo-
nba de quem be seu amigo e ohrigado. Joao llap-
tula de Albuquerque. Eslava reconherida.
-------ISIOIII ii
Senliores redactles. Acabo de 1er urna corres-
pondencia insera no Liberal Pernambucauo, eas-
signada pelos espectadores ficlicios dos aconlecimen-
losda noiledo togodarua do Kosario eslreita. Crea-
me, senlujrcsredactores, que quando Icio correspon-
dencias assignadas com esle epilhelo c oulros seme-
Itiantes, v. %. o Justo, o apreciador do mrito e Et-
peciadores, prinpalirrnle, fico comigo mesmo ili-
zendo : isto he obra de algum velhaco, que escreve
em seu provcilo, ou em proveito de outro aioda mais
velhaco que elle. Quando o libelista se esconde no
prelo he porque senle que o seu nome basla para o
desmentir. Quantas vezeatemos visto o virioeocrime
exaltados, a virlude e a innocencia abatidas pelos es-
pectadores |... Se en acreditas?* que os espectadores
PCBLICAC40 A PEDIDO.
Na revisto rivcl enlre parles Jos Thomaz dos San-
ios, e o recorrido I.uiz Antonio de Freitas, que ver-
sa sobre a falsdade da procuraeo, com que Bemar-
dino I erren,i .Mondes por parle de Frailas vendeu a
Jos Thomaz dos Sanios os bens existentes na cida-
de da Babia, nao sople juntar a seiilcnca, que
condemnou a Custodio I.uiz Cameiro por haver lor-
iado a firma de Antonio Luiz de Freilas de accordo,
e cjinliiiiac.io com o dito Bcruardino Ferreira alen-
des, para fazer-sc a procuraeo falsa, em virlude da
3nal Meudes se conslilnio procurador, e fez a venda
os bens, de cuja niillidaJc se trata, e como esta
scnleucu poe cm evidencia a falsidade da procura-
c,ao, vamos publica-la de verbo ad verbum, tendo
sido extrahida de documento aulhenlico, segundo
declara a seguinlc certido.
Joao Baplsla do S, cavalleiro da ordem da Rosa,
tah. lino publico de millas nesla rdade du Recito
de Peni a ni bu,-o eseu lermo por Sa Mugestadc o
ImperadoroSenhor I). Pedro II, que Dos guarde
elc.
Ccrlificoser olheor verbum ad verbum da senten-
ra, verba du sello, reconhecimftos dos lahelliaes de
rafe, da cidade do Porto, e do ice consulado da
Mema cidade, que me foi por parle do procurador
do supplicanlc apresenlada em nina certido origi-
nal pssada pelo escrivao e tabelllo do juizo de di-
reilo da villa ecomarCK de Fafe Joo Bernardlno Ko-
drigues Dourado, da forma e maneira seguinte. Vis-
tos esles aulos elc. He acustdo pelo delegado
do Procurador regio desla comarca o reo Custodio
I.uiz Carneiro de baver-se apresentadu no dia 3 de
abril de 1851,no carnario du ex labellio Jos Ricar-
do Pereira l.eile da Bocha com o supposto nome do
qucixoso I.uiz Antonio de Freilas, ugindo-se esle,
all outorgou c assignou em nome do dito qucixoso
urna falsa procuraeo ao coreo ilernardino Ferreira
M mies desla villa, na qual llie dava todos os pode-
res necessarios para receber na cidade da Babia urna
av uliada beranea perlcncciito ao oredtlo I.njz Auto-
nio de Freilas por fallccimcnlo do seu filho que ti-
nha naquella cidade da II,la. Defende-se o roo
com a materia da sua contraiiedade allegando que
foi illudido e engaado pelo coreo iternardino Fer-
reira Mendos, que foi semprc hornera honrado, dcs-
appegado do alheio e desmaliciado, sendo por isso
fcil era ser engaado pelo dito coreo Bemardiuo, e
finalmente que o fado quando mesmo exislisse nao
he crimiuoso. Examinados os autos, c respostas do
jury aos quisitos propostos moslra-se que o reo se a-
prcsenlou no dia 3 de abril de IH5I no carlorio do
escrivao e labellio que foi do exlinclo juizo ordina-
rio desle julgado Jos Kicardo Pereira Loito da Ro-
cha, gurando-se ser o queixoso I.uiz Antonio de
Freilas para oulorgar c amanaron falsa procura-
cao ao coreo Beruardino afim desle receber urna he-
ranra na cidade da Babia pcrlencenle ao mesmo
queixoso por falccimenlii de um lilho que linha na-
quella cidade, que para isso na noile do dia 2 do pre-
diclo mez esleve em casa do carn Bernnrdino a a-
pren.ler a imitar a assignalura do queixoso, e Indo
com o malvado intento de reparliccm entro ambos
aquella avullada heranc,a para o.qge j i eflTeclivamen-
ts linham feilo um contrato : mostia-se finalmenle
que o reo oulorgou c assignou aquella falsa procu-
radlo ao coreo Homar ii;m com poderes para esle na
Babia receber a dita beranea; c desla maneira tor-
tor ao queixoso quanlo sea bom lilho lhe linha del-
udo ; e por isso nao ha duvida que o reo se achata
incurso na pena da ordenarlo |vr0 a, i|,i|o 5:1
S uniro. pena esla que llie mo pode ser applicavel
em vista do disposto no arliao 70 do cdigo penal,
visto que a do arligo 2I< do rilado cdigo he a que
lhe corresponde por ser menor do que aquella. Al-'
temiendo pois a que no cdigo penal no artigo 210
numero 2, dispiie o seguinte: Sera cuiulemnado a
trabadlos pblicos temporarios aquellc que dolosa-
mente e com iulencilo de prejudicar a oulra pessoa
man oslado, commel-er por qualquer dos modos a-
haixo declarados falsificarlo a qual cause ou poma
por sua nataren causar prejuizo e no numero se-
gundo Fa/.mido nos ditos documentos alguma
falsa assignalura ou supptisicao de pessoaAltftn-
dendn finalmente qne o rn se torna digno de exein-
plar ca'lig.i que sirva de exeinplo aos oulros, e a que
nlo a menor altencilo, u allegado nos Hllimos arti-
gos de sua coiilraricdodc jolgo procedente e pro-
varia a accusaciio o condemno o reo Custodio I.uiz
Carneiro em 9 anuos de lrahalho pblicos e as
cusas e sellos dos autos, a arbitro do advocado que
o defendeu a quantia de 7320J rs. que entrar em re-
gra de cnslas.
Fafe 5 de julhu de 185t. I.uiz Antonio de Mo-
raes c Amaral. Numero 3:10. no livro competen-
te a*folha vintee ele pagoueis cenlosenvenla rs
de sello e addcionaes de 3:1 meias folhas de papel
apoiii,idas nos nmeros cima. Fafe 2t de abril de
18.5. O escrivao de fazenda Sarment. O rece-
berior Oliveira Pcixolo.-Reeonhcro as assicnaluras
supra e razo dos escrivaes du juizo de direilo da en-
marca de Fafe JoSo Bernarriino Rodrigues Dourado
e escrivao Pereira l.eile. Guimarios 25 de abril de
1854.Signal publico.Em Icslemunho de verdade
o labeliao Francisco Jos da Silva Bastos.Reconhe-
co os signaes do labellio retro. Porto 27 de abril de
18.54.Signal publico.Em tpslemnnho de verdade
Jos Pereira Martinho. Autonin Joaquim Pereira
de Faria subdito e \ ice -cnsul do imperio do Brasil
nesla cidade elc.
Certifico quo a assignalura supra exarada he a
propria e verdadeira do labellio desla niesma cida-
rio Jos Pereira Martinho. Dada soh o sello das
imperiacs armas desle vicc-consulado no Por-
to aos 28 do abril de 1854. Antonio Joaquim Pe-
reira de Faria.vicc-consul. Eslava o sello com
as armas do vice consulado.Pagan um peso forte.
K nada mais se conlinha cm dita senlenca, sello dos
autos, rcconheciineulos dos tabeliacs, e do vice-cou-
sul, ludo aqui bem e fielmente copiado da propria
certido original que me foi apresenlada por bem
du despacho retro proferido, que esl sem cousa que
duvida faca: a cuja certido original me reporto cm
poder do aprcsenlanlc ao qual enlreguei depois des-
la conferida e concertada na torma do estilo com ao
official ahaixo sliscripla MSignada por mim labeli-
lio nesla cidade do Recito de Pernainbncn aos 17 de
costo de 185i.Subscrevi vassigneiem Icslemunho
ile verdade. Joao Uaplisla de ti.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 19 1)K ACOST AS 3
HORAS Da TARDE.
ColacOes ofliciaos.
Cambio sobre Londresa 60d|v. 20 |{ d. n prazo.
Dito sobre ditoa 00 d|v. 20 5|8 a dinheiro.
Dito sobre Parisa 00 ri[v. :(G e 5 rs. por Trauco.
Dito sobre o Rio de Janeiro a 20 d|v. 1 de re-
bate.
Descont de lcllrasde 3 mezes7 ''' ao anuo.
AI.FANDEGA.
Rendimcnto do dia 1 a 18.....104:7563811
dem do dia 19........7:3i9j9(6
112:1008810
Descarregam hoje 21 de agosto.
Brigue inglez.tan I'otermercadorias.
Brigue porluguezLaia //pipas ebarril de vinlio.
Patacho licspanhol/{omanopipas de vinho.
Sumaca hrasilciraRosario de,Maracharutos c
fumo.
Importacao'.
Brigue inglez Aan Portee, viudo ile^ Liverpool,
consignado a Dcanc Voule & i manifestou o se-
guinlc :
10caitas panel, t barricasc 2 calzas ferragens,
70 igos louca, 4 pares de fotos, 23calas linhas, 34
panellas de ferro, 32 mullios ps, 1 caixa miudezas,
3 fardos tecidos de lila ; a E. II. Wyalt.
8 calas linhas, 78 fardos. 12 caixas e 10 caixinhas
lucidos de algodao, 3 dilas ditos de linha ; a Paln
Nash & C.
3 caixas cobre, 50 ferrolbos de cobre,2 caixas fun-
rim de cubre, 1 caixa lecidosdc algodao e iaa, 1 dila
ditos de algodao, 50 barris inanteiga, 1 barril esla-
nho ; a Barroca & Caslro.
1 quartola louca ; a Roslron Rookcr & Compa-
nhia.
2 barris lou^a, 1 caixa miudezas, barris vinagre,
t caixa livros para escriplorio, 12 fardos tecidos de
algodao ; a N. O. Bieber & C.
19 raizas e 37 fardos tecidos de algodao, 50 barris
manleiga, 1 caixa tecidos de linho e algodo ; a H.
(iibsou.
2 caixas brreles de laa,l caixinho pennas de ac ;
a J. I). Wolphopp fS C.
1,2110 barris plvora, I caixa grvalas de seda, 2
rolos chumbo, 8 barricas lousa, 6 fundos de"cobre, 1
caixa e 2 fardos ignorad o conleiido, 2 caixinhas
holachinha, 2 ditas qucijos,20 presuulos, 15 barricas
cerveja ; a ordem.
1 caixa lapdcs, 5 dilas couros ; a J. Keller &
Companhia. ,
3 fardos chales de al soda o, 50 barris manlciaa. 104
fardos e 17 caixas tecidos de algodao, 2 caizas len-
co, de seda. 2 ditas ditos de Iaa ; a James Rvder &
Companhia.
1 embrulho amostras ; a Brander a Bran-
dis.
50 barricas cerveja, 66 fardse 19 caixas tecidos
de algodao, 17 fardos e .Vcaixas ditos de linho, 9 far-
dos ditos de 1,1a, t caixa amostras ; a Adamson Ho-
me ,\ C.
50 barris manleiga ; a F. G. de Oliveira.
2 fardos tecidos de Iaa, 11 barricas l'erraeens, 1
caixa scllins ; a J. HaUidav.
.)!> barris manleiga ; a Rothe & Bidonlac.
2 caixas bicos de algodao e chapos de castor ; a
Tuniii Mousen&G. t
I fardo ; a A. C. de Abreu.
15 caixas e 2 fardos tecidos de algodao, 11 caixas
miudezas, 3 fardos lecidus de alaodo c Iaa ; a Fox
Brnllieros.
2) caixas e4 fardos lecidos de alaodao. 1 caixa di-
tos de linho barris, c nina calimba linla, 23 rolos ca-
hos,2 caixinhas lecidus de linho, 50 barris manlei-
ga ; C. J. Asttey & C.
1 caixilo com uianno ; a A. B. dos Reise
Silva.
50 barris manloiga ; a Schramm Whalely & Com-
panhia.
1 embrulho amostras, 8 caixas c 2 fardos lecidos
le algo llo/D caizas ditos de linho ; a J. Crablree *
Companhia.
1 caixa camisas e grvalas, 1 dita arreios paraca-
val los; a R. Rovle.
H caixas lecidos de algodao, 1 dita coleles de co-
res; a Brnnn Pracger &C.
3 fardos loridos de linho, 24 fardos e 5 caixas leci-
J algodao, 1 caixa e t fardo lencos de algodao,
100 harns manleiga, 2 caixas loalbas de algodao ; a
Johnshon Pater ,S C.
28 caixas, 28 fanlos lecidos de algodao e laa.e miu-
dezas, 1., tordos c 4 caixas ditos de algodao, 15 di-
losjinhas ; a Russell Melln & C.
5 toneladas carvio queimado, 10 dilas ferro bruto
embarra, 15 dilas ferro ; a C- Starr & Compa-
nhia.
20 toneladas carvao, 75 barris manleiga, 1 burra
de ierro, 2 vnlumcs pejas de machinas, 1 caixa scl-
lins ; a Deane Youle & C.
5 fardse 9 caixas tecidos de linho, 100 barris
manleiga. 40 fardos lecidos de algodao ; a Me. Cal-
raoivt- i C.
1 caixa miudezas; a i. da C. Bravo.
3 fardos cordas c barbantes, 1 caiza chapeos para
senliora ; a D. W. Bowmann.
CONSULADO GERAL.
Rendimentododia 1 a 18.....14:862*158
dem do dia 19........ 3143801
15:176;962
DIVERSAS PROVINCIAS.""
Rendimenlodo riial a 18..... 7641I1
dem do dia 19........ 263430
7903-541
Exportacao'.
Maranhao e Para, briaue^rasileiro Jlebe, de 187
toneladas, conduzin o seguinte : 50 barricas e 50
barriquinhas com 594 arrobas e41 libras ele assur.ir,
200 podras de amolar, 1 fardo com 8 arrobas dcher-
varioce, 3 caixas com 127 resmas de papel. 20 fardos
com 160 arrobas de fumo, 41 saccas com 164 arro-
bas de caf em casca, 48 pecas com 117 arrobas e 10
libras de cabo de linho, 50 rebolos de pedra, 2 bar-
ricas com 6,000 cachimbos, 10 barris vernrz de car-
vSo, 300 carrales empalhados vastos, 1 caixa com
61 caixinhas de charutos, 1 dila com 13 pecas de lo-
na ingleza. 18 caixas com 1.800 libras de iap ara
prcta, 2 dilas com 48 garrafas de xarope do Rosque,
200 cocos com casca, 1 machina de ferro para pa-
riaria. 51 caixas com 10 arrobas rie doces seceos de
diflerentcs qualidade*, 4 ditas fazendas,2 riilas miu-
dezas, 351 barriquinhas e 213 barricas com 3.212 ar-
robas e 31 libras de assucar, 27 pipas com 4,914 rJle-
ilirias de agurdente, 73 barris de 5. vinho branco,
li barricas enni719 garrafas de licor, 85 saccas caf,
40 pecas com 134 arrobas c 7 libras de cabo de li-
nho, 50 gigos cerveja, 24 cadeiras 8 dilas de braco,
2 ronsolos, 2 espelhos, 2 sotos, 1 mesa redonda, 1
peVra rie mannore, 2 dilas quadrailas, J. bancas, 14
birris e 30 garrames com 670 medidas do espirito de
agurdenle, 2 caixas com 18 garrafas de zarope do
Bosque, 1 dila corles de lapdes para sapatos, t pa-
role oleado*; caixas fazenrias. 4 ditas miudezas, 1
dila 50 clavinotes, 2 dilas 100 espingardas. I dila
144 bacas de latao. 7 caizoles com 70 duzias de fa-
enes, 1 caixilo com 120 libras de linha em novellus,
I barrica pesos de ferro, 1 caixa serrles.
Aracaly, hiato brasilero Parahibano, do 37 tone-
ladas, conduzio o seguinte : 203 volumes nacio-
oaes e eslrangciros.
Babia, sumada nacional Hortencia, de 94 tonela-
da-, con luzio o seguiule :1 volunte cha, 4 ditos
fazcnilas, 4 ditos queijos, 3 ditos clcheles, 2 dito*
bacalliio, lo ditos cera em velas, 76 ditos aicile de
carrapalo, 1 dito drogas, 52 molhos esleirs, 210 di-
tos palha, 1 prensa.
Rio Grande do Sul, brigue nacional Inca, de 214
toneladas, conduzio o seguinlc: 1,019 barricas
com 9.999 arrobase 12 libras de assucar. 50 dilas
agurdente, 2,000cocos, 30 arrobas de estopa.
jtECEBKUOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimcnto do da 19......1:0073238
CONSULADO PROVINCIAL.
Ren.lmenlo do dial a 18.....16:8118755
dem do dia 19........1:099063
__^^_ 17:913,7818
PRACA DO RECIFE 19 DE; AGOSTO, AS 3
HORAS DA TARDE.
Recista semanal.
Cambios-----------Nao foram de monta os saques da
semana, e regulon de 26 't a 26
5(8d: por 13 a 60 das v. para as
lelr.is desla praca, e a 36 3)4 para
as laceados em uulras.
Algodao---------- Enlraram 302 saccas, e venden se
i de 69050 a 63100 por arroba o re-
gular, c de 63200 a 63300 o esco-
Ibido.
Assucar------------O deposito vai diminuinrin cada
dia, visto como a entrada he pe-
quena, e se hoiiv essi'in qualidaries
superiores tcriaiu procura. Os
vendedores exigem 13700 por arro-
ba do mascavado regular.
Couros-------------Silo menos procurados a 180 rs.
per libra do* seceos salgados.
Carne secca- Vendeu-se de 33GOO a 4JIO0 por
arrolla da do Rio Grande, nica
que el no mercado, e da qual o
deposilojmonta a fJG.000 arrobas.
Bacalhio----------Relalhou-sc a 138', e o melhor de
143 a 14-350Q por barrica, lican lo
era ser 3,800 barricas.
Farinha de trigo- As vendas do leilao da avahada
regulon a 133400 por barrica a
berla e com tollas ; e de 163330 a
193500 para os outro*. Retalhou-
se >le 279 a 283 por barrica de
Philadelphia, Richmond e Geno-
va, e a 253500 a de Ballimore
sera averia. Ficaram hoje em ser
3,400 barrica*.
Manleiga---------- Venderamse algumas partidas da
franceza de 490 a 500 rs. por li-
bra ; e nao nos consto houvcsse
venda dos 600 barris chegados de
Liverpool pelo brigue Ann.
Descoulo----------Continua a abundancia de dinhei-
ro, eos desconlosefiecluaram-se de
6 a 9 por \ ao anno, gozando as
ledras de pequeos prazos os re-
bale* mais favoraveis.
Freles----------- Nada se lem feilo em assucar; e o
algodao regulou a }t d. por libra.
F'icaram no porto 59 embarcaees : sendo, 2 ame-
ricanas, 1 argentina, 33 brasileas, 2 francezas, 4
hespatiholas, 1 hollandeza, 6 inglezas, e 3 portu-
guezas.
MOVIMENTO DO PORTO.
y ai-ios sn/lillas no dia 19.
AssBrigue brasilero Paquete de Pernambucn,
capillo Antonio Fernaudes Lnureiro Jorge, em
lastro. Passageiros, Joao Manoel da Costa e Sil-
va e 1 esrravo. Jos Francisco de Azevedo Jnior.
AracalyHale brasilero Parahibano, me*lrc Jos
Joaquim Duarle, carga varios gneros. Passagei-
ros, Jos Pinto de Noaueira, Cascmiro Pinto de
Nngueira e 1 criado, Joao Pinto de Nogueira. An-
tonio Luiz Goucjilves, Antonio da Silva Bastos
Pimental.
Rio Grande rio SulBrigue brasilero Firma, capi-
tao Manoel de Freitas Vctor, carga assucar c mais
gneros. Conduz 1 escravo com passaporte.
MaranhaoBrigue francez Merle, capitilo Leprice,
em laslro.
ColmauihaSumaca iSra--ileiia Flor de Cotinguiba,
meslre Antonio Francisco dos Sanios, em lastro.
Passaaero, Jos Antonio Ferreira Nello.
AracalyHiato brasilero Anglica, meslre Jos
Joaquim Alvcs da Silva, carga varios gneros.
Passageiros, Jos Joaquim da Silva Malulo, An-
tonio Pereira da Orara, Cicero Teizeira F'erreira
Chaves. Antonio Gusm.li> da Silva, Jos Francis-
co, Jos Rodrigues da Silva, el escrava.
Sanios entrados no dia 20.
Rio de Janeiro17 dias, brigue Iir.i-ilriro Cathari-
na Bella, rie 170 toneladas, capilao Manoel da
Acopia Lopes, cquipagein 12, cm lastro ; a Ma-
noel A Ivs Guerra Jnior. Passageiro, Manoel
Ferreira de Barros. Veio receber pralico e segu
para o Aas. .
Parahiba6 das, hiato brasilero Fim- do Brasil,
de 28 toneladas, meslre Joao Francisco Martins,
eqnipaecm i, carga courits ; a Justino da Silva
Boavisla. Passageiro, Qunliliano Marqnes de
Salles.
Rio de Janeiro17 dias, hriaue brasilero Amorim,
rie 196 toneladas, capitilo Pedro Nolasco Vera de
Mello, ecjuipagcm 13, em lastro ; a Amorim Ir-
milos. Veio receber pralico e segn para o Ass.
Sanios sabidos no mesmo dia.
Barcellnna-Sumaca hespanhola Prima, capitilo
Salvador Millel, em laslro.
Para pela MaranhaoBrigue brasilero Hebe, capi-
lao Andr Antonio da Fonseca, carga varios gene-
ro. Passageiros, Antonio Jos de Barros Braga,
Joao Jqs de Souza, D. Antonia Emilia da Silva
Manta e 4 filhos.
EDITAES.
A arremalacilo do pedagio da barreira da pon-
te dos Carvallos, foi transferida para o dia 24 de
agosto do correnle anno. O secretorio,..Antonio
Ferreira da Annunciarao.
0 Illni. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
manda azer publico, para eonhecimenlo dos con-
IrihuinlcsabaiM declarados, do imposto de 20 por
rento,sobre o consumo ri'nguardcule do municipio rie
Olinda. que lendo-se concluido a liquidadlo da di-
vida activa desle imposto, aos exercicios anteriores
de 1832 a 1853,dcvem comparecer na mesma Ihe
souraria dentro do praoz de 30 dias contados do
riialda publicarlo desle edilal, para se lhe dar a
noto do seu debito, afim -de. que o paguem na
collectoria daquelle municipio, ficando na inlel-
gencia de que, finito o dilo prazo. serao cxeculados.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de agosto de 1854.
O secretario, Antonio Ferreira de Anmmciarilo.
4.30m>
43000
23OOO
19030
28000
S-lll:)
lsHIll
I3OO0
.-Mild
HNUMI
bSOUO
61000
29OOO
83000
IJOOO
23000
243IIOO
8JO00
63000
8-5OOO
23000
69OOO
43O0O
I3OOO
29000
63000
63000
6.3OOO
I3OOO
43(K)0
23000
Antonio Joaquim da Silva.
Antonio F'ranrisco Guimaraes. .
Alezandre Gomes dos Sanios. .
OipiUo Aureliun Jos Ferreira. .
Alcxandrina Josefa de Mcndoura. .
Eplfanin Jos de Souza......
Elias Francisco........
Euzcbio Ferreira das Neves. .
Francisco Correia Mendos Simes. .
Francisco Antonio de (.arvalhoSiqucira.
Francisco Xavier Bamlcira.....
Francisca Luza dos Anjos.....
Gonzalo Jos de Santa Anua. .
Jos Pedro das Chagas. .
Jos Antonio Rbeiro......
Joao Nepomuceno Cezar.....
Joao Antonio Carpinleiro da Silva. .
Joilo Nepomuceno Ferreira de Mello. .
Jo3o F'rederico Clava!......
Januariu Raballo Pessoa.....
Jos Joaqoim Fernandes da Silva. .
Joaquina Francisca......,
Manoel Andrade da Silva.....
Manoel da Ora.........
Marliuho Pinto Rulhes......
Viuva rie Manoel Joaqurm Henriques.
t). Mara da Coucec. Nicolao lliillili.au........
Remigio Jos da Fonceca e Silva. .
Thereza da Paizilo de Jess. .
Thcre/a do Jess........
Conforme. O secretorio, Antonio Ferreira da
Annunciaco.
O i)r. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direto da prmeira vara do civel nesla cidade do
Recib por S. M. I. c C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem e delle
nolicia tiverem, que no dia 22 de setombro prximo
c guinle, se ha de arrematar por venda a quem
m.n-d.Tcn praca publica desle juizo, que lera lu-
gir na casa das audiencias depois rie meio dia com
assislencia do Dr. promotor publico deslo tormo, a
propredade denominada Pitonga, sito na fregnezia
da villa de Iguarass. perlencenleao patrimonio das
rccolhidas do convenio do Sanlissimo corarao de Je-
ss da mesma villa, a qual propredade lem urna le-
gua em quadro, cujas extremas pegam do marco do
engenho Monjope que toi anligainentoados padres
da campanilla de Jess, pela estrada adianto ao lugar
que chamam Sapicaia da parte esquerda, e dahi
corlam buscainto o sul e alravessam o no Iguaras-
s, Pitanga, at euclier urna legua, e dalli parto bus-
cando o nasccnle at eneber oulra legua, e dalli
buscando o norle donde prucipinu com oulra legua
que faz ludo urna legua em quadro, com urna casa
devivenda pequea de telha e lapa ha pouco aca-
bada, avahada por 5:0003000 rs., cuja arrematadlo
foi requerida pelas ditas recnlhidas em virluderia
licenca que obliveram de S. M. o I. por aviso de
10 de novembro de 18-53, rio Ezm. ministro da jus-
tica, para o producto da arreraatarao ser depositado
na Ihesouraria desta provincia al "ser convertido em
apolites da divida publica, sendo a siza paga a cusa
do arrematante.
E para que chagua a nolicia de lodos, mandei
pnssar editaos que sern publicados por 30 diasno
jornal de maior circularao, e aflixados 1101 lugares
publico*.
Dudo c passado nesla cidade do Recito de Per-
nambucn aos 9 de aaoslo do 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baptista, escrivao interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silc Guimaraes.
O Dr. Francisco de Asis Oliveira Maciel, juiz mu-
nicipal da segunda vara do rommerciu nesla cida-
de do Recito por S. M. I. elc.
Faro saber aos que o presente o lilal virem, em
como por esle meu juizo se ha rie arrematar a quem
mais rir, cm praca publica do rija 30 do correnle
mez de agosto, um escravo de nome Antonio, cujo
se acha depositado na caricia tosa cidade com d no-
me de Pedro, avahado por 6509000, penhorado a An-
tonio Jos de Sanl'Anna, por execuc,lo de Jos Dias
da Silva Guimaraes. Toda a pessoa que cm dito es-
cravo quizer laucar, o pollera fazer no dia ria praca
cima dilo. E para que chegne ao eonhecimenlo de
lodos mandei passar o presento, c Ir* do mesmo
theor, que serao publicados e aOixados nos lugares
designados por lei, e publicados pela imprensa. Re
cife 16 rie agosto'de 18-51.Pedro Tertuliano da Cu-
nha, escrivao o escrevi.
Francisco de Assis Oliveira Maciel
DEGLARACOES.
Carlas seguras existentes na adminislraeao do
rorreio para os senhores: D. Francisca Xavier
Monleiro de Mello, Dr. Gaspar de Mcnczcs Vascon-
celos Drumontl, Dr. Joaquim Manoel Cameiro da
Cunha (delegado de Olinria', Lino Jos de Caslro de
Araujo, Manoel da Conceicao Pereira Caslro. Dr.
Manoel Firmiuo Pereira Jorge, Manoel Feliz Silva.
ADMIMSTRACAO DO PATRIMONIO DOS
ORPIIAOS.
Pela adiiiini-trac.lo do patrimonio dos orph.los so
ha de arrematar a quem mais der. e pelo lempo que
decorrer do dia da arremalacilo al o fim de junho
de 1855. a* rendas ria casa u". 27 da ra do Vigario :
as pesaoas que so propozerem a arrematar dilas ren-
das, podero comparecer na casa das sesses da mes-
illa adininislracao, no dia 25 do correnle mez, as 12
horas da manhaa. Secretaria da adminislracao do
patrimonio dos orphaos 19 de aaoslo de 1854.O se-
cretario, Antonio Jos de Oliceira.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direcr/10 do
Banco de Pemambuco selaz certo ao se-
nhores accionistas, que se acha autorisado
o sen gerente para pagar o quarto divi-
dendo de 12000 por accao. Banco de
Perpambuco 1. de agosto de 1854.Joo
Ignacio de Medeiro Reg, secretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude de aulori-
sacao da presidencia da provincia, lem de comprar
os objeelos segointes:
Para o 1. hatalhao de infantaria de linha.
Panno verde para sobrecasacas e calcas, covados
152, bolees brancos de osso, arosas 25, ditos prelos
de dilo, dilas 36, caria* de a b c 20, traslados de li-
nhas-20, ditos de bstanlo 20, ditos de bsslardinho
10, dilus de cursivo 10, latinads 20, podras de lou-
ro 10.
Provimcnto dos armazens do arsenal de guerra.
Caizas eum vidros 2.
Officinas de 1 .a e 2. classes.
Costados de pao ri'oleu 6.
Dilas da 4. classe.
Pedra pomes.libras 16.
Meio hatalhao da provincia da Parahiba.
Copo de vidro I, pralo de Iouc,a 1, bracos de ferro
para bataneas cora 33 pollegadas de com primen lo 4.
Rccrulas em deposito no 2. balallulo de infan-
taria de linha.
Bolees prelos de osso, grusas 25, ditos brancos de
dilo, ditas 12, mantas de Iaa 50 : quem quizer ven-
der estos objeetos, aprsenle as suas propostos em
arlaechada, na secretaria do conselho, as 10 horas
do drl2l do correnle mez. Secretoria rio conselho
administrativo para tornecimento doarsenal de guer-
ra 14 de agosto de 1854.Jos de Brito Inglez, co-
ronel presidente. Bernardo Pereira do Crmo
Jnior, vogal e secretorio.
Conselho administrativo.
O conselho administralivo, em virlude de autori-
sacao do Esm. Sr. pre-i lente da provincia, lem de
comprar os objeelos seguinles :
Para o 2 e !)> balalhes de infamara e companhia
' de artfices.
Dneles para o 2o balallulo de infantaria 495, gr-
valas de-sola rie lustre 526, panno azul enlre-fino,
covados 1,813, hollamlu de torro, covados 1,445, pan-
no prelo, covados 348. chouricas de 13a branca, pa-
res +95, brim branco liso, varas 4,846, algoriaoziiiho,
varas 3,609. esleirs 1,500, sapatos, pares 1,045,
manas de lila 539, capoles de panno alvadio 447,
rasemira encarnada, covados 43, dita azul clara, co-
vados 224, clcheles prelos, pares 495, bulos bran-
cos de osso, aro/as 144, dito prelos de dito, grozas
208, ditos grandes convexos de nidal amarcllo com
n. 2 6,930, ditos pequeos rom o mesmo n. 2 4,950.
. ^ Meio ljiilaili.li> da provincia do Cear.
Couros de luslre 25, sola curtida, meios 200, brim
para emboruaes, varas 293.
Guardas da guarnidlo.
Caivetes para pennas 4, lesouras para papel 2,
opos de vidro 4, bandejas para os mesmos 3, man-
gas de vidro i, casticies de lauto 2.
I'rovimenlo dos ai mazeos do arsenal de guerra.
Brim da Hassia para raoxillas, varas 1,000, camur-
ca amarella, pelles 6, lila amarella de relroz para
guaruicilo de forro de mesa, varas 15.
Quera quizer vender estes objeelos, aprsenle as
suas propostos era cartas fechadas, na secretaria do
conselho as 10 horas du dia 23 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para fonie-
cimenlo do arsenal de guerra 16 de agosto de 1854.
Jos.de Brito Inglez, coronel presidente.Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogat e secretario.
De ordem do Exm. Sr. director gcral interino
da insirnccao publica, eslilo a concurso as cadeiras
de in-tiucean elementar rio primeiro grao, ltima-
mente creadas pela lei provincial n. 328, as povoa-
ces do Peres c Quipapi; a prmeira com o prazo
de 60 dias, a segunda com 68, contados da data des-
le. Directora geral 17 de agosto de 1854. O se-
cretario, Candido Eustaquio Cesar de Mello.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pemambuco,
arealisaremdo 1. a 15 de outubrodocor-
rente anno, mais 50 0| sobre o numero
das accoesque lhes foram distribuidas, pa-
ra levar a elleito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
ble'a geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pemambuco 7 de agosto de 1854.O se-
cretario do conselho de direccao,
J. I.dcM. Reg,
Pela recebednria de rendas internas geraes se
faz. publico, que, em virlude do arl. 14 do regula-
menlo rie 11 de abril de 1842, a cobranes da laxa
de escravos do correle anno financeiro de 185455
he no correnle mez de aaoslo, lindo o qual ser pro-
movida pelos agentes, mediante a multa de 3 por
cento. Itecebedoria de Pcrnamhoco 18 de agosto
de 1854.O administrador,
Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
de e cima da mesa, salvas e colheresda prala, di-
versas obras de ouro, uina porcao de candeeiros de
dillerenles qualidades, diversos quadros grandes e
pequeo* com ptimas estompas e ricas molduras,
quinquilhariu, multo modernas, e oulros muilo. ar-
Ugos que .erao patento no acto da arrematacSo : as-
sim como dous ptimos cochichos, os melhores qne
em apparecido nesla cidade; osquaes objeelos irSo a
leilao sem limito algum.
AVISOS DIVERSOS.
AVISOS MARTIMOS.
AO PAR.V
vai seguir mui prximamente,
por ter quasi todo o seu carre-
gainento contratado, a escuna Flora,
capitao J. S. Moreira Ros, tocando s 116
Maranhao para receber pratico : para o
resto da carga trata-se com os consigna-
tarios Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
MAR1NHEIROS NACIONAES.
Contrata-os J. S. Moreira Rios, capitao
da escuna nacional Flora, para o dito
navio, que segu ao Para' com muita bre-
vidade.
1'AIU O CEARA'.
Sabe neslee dias o hiato Soco-Olinda, para o res-
tante da carga a tratar com Tasso Irmilos.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 21 deste mez
espera-se do sul o vapor
(Jreat Western, com-
mandanle Bevis, o qual
* depois da demora do
coslume seguir para a Europa : para passageiros,
trata-se com os agentes Adamson Iiowic & Compa-
nhia : na ra do Trapiche n. 42.
Para a Baha segu em pouco- das a veleira
Caropeira .ivrarao ; para o resto da carga trata-se
com seu consignatario. Domingos Alves Malheus, na
ra da Cruz n. 54.
Para a Babia segu impreterivclmenle uo dia
24 do correnle a bem condecida sumaca Hortencia :
quem nella quizer carregar, dinja-lc a seu consig-
natario Domingos Alvcs Malheus, na ra da Cruz
n. 54.
Para Lisboa, pretende sabir al o fim do cor-
rento mez, o brigue porloaoez Laia II, por ter a
maior parte da carga prompta : para o resto da que
lhe falta ou passageiros, (rala-se rom os seus cousig-
nalarios Francisco Severiano Kabcllo&Fllho, ou eum
o rapitan C tolano da Costo Martins, na praca do
Coinmcrcio ou a bordo
Vendc-se o brigue nacional Fortunado Sor-
tr, forrado .le cobre, e rie tole 190 toneladas, esl
tundeado defronle do trapiche do Ramos : os pre-
lenricnles poriem dirigir-se ao escriplorio da ra da
Cruz n. 40, primeiro andar.
DO MARANHAO-
esto' a chegar o palhabote Lindo
Paquete, navio novo, muilo bem
construido, pregado e forrado de cobre,
e de prmeira marcha ; ha de ter neste
porto mui curta estada, devendo regres-
sar com presteza ao Maranho, para on-
de ja' tem parte da carga tratada : os
pretendentes a aproveitar ainda este ex-
cellente barco, queiram dirigir-se em
tempo a Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, na ra do Trapiche n. lo,
segundo anclar, alim de contrataren a
carga que tiverem.
PARA' EM DIRE1TURA.
O patacho nacional Bom Jess segu
em poucos dial para o Para' por ja' ter a
maior parte da carga a bordo ; ainda
pode receber algumas miudezas : a tratar
com Novaes & Companhia, ra do Trapi-
che 11. 34.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira segu em
poucos dias, por ter mais da metade do
seu carregamento : para o resto, passa-
geiros ou escravos n l'rete, trata-se com
Machado & Pinheiro, na ra do Vigario
n. il, segundo andar, ou com o capitao
na prar^a.
LECLO'ES.
Terca-feira 22 do correnle as 10 > horas da
manhaa o agento Vctor far leilao no seu armazem
ra da Cruz n. 25, de grande e variado sortimento
de obras de. niarcineria novas e usadas, de dilleren-
les qualidaries, rclogio< de metal galvanisario, diver-
sas obras de ouro c prala de lei, licor francez supe-
rior qualidade, caudicros para meio de sala lauler-
nas com ps de casquiiho e de vidro, ama mnhilia
nova rie pao d'olco para vender-se no* qualquer
preco, una rica flaula com 4 chaves, 24 aarrafos de
absv nih 1 e 12 ditas de cognac, diversas quinqailba-
rias c oulros objeelos que estaro moslra no acto
do leihio.
As 10 >{ horas do dia quinta-feira 24 do cor-
renle, no armazem da roa do Colleaio n. 14, o agen-
te Iturja fara leilao de um completo sortimento de
obras de marcineiria de diversas qoalidades, um rico
sancluario de um novo modello, ede goslo moderois-
simo, varios pianos inglezes, relogios de ouro e pra-
la, patente inglez, uissu e horiwnlal, ditos de pare-
AVISO AMIGAVEL.
Nao sendo possivel deizar no esqoecimento o soli-
citador Joaquim de Albuquerque Mello, capilao da
guarda nacional do balalhao da freguezia de S. Jos
porque nio he possivel esquecer-se alguem de om
escndalo vivo e ambulante.jn as roas desla ddide,
ja uns auditorios, j lioalmeute 1 toente de um ba-
lalhao de Brasileiros, que nao sabemos o porque nao
reclamam conlra esse aboso, e mesmo nao duridam
mover-se voz, de quem nao devia tor voz para a
levantar em Ierra onde se lhe. nao corlou o umbigo;
vamos fazer certo ae dito solicitador e capilao, que
elle uao pode ser nem urna nem oulra cousa, e era
mesmo nada no Brasil em quanlo se nao mostrar
com direito a solicitar e a mandar Brasileiros. Islo
lhe lembra uro seo patricioCarne secca.
Aluga-se urna preto com ptimas habilidades,
propria para ana de casa ; na ra da Alegra n. 38.
No termo da villa de Catle do Rocha, provin-
cia da Parahiba, existe um mulato de nome Joa-
qoim, de idade 40 annos, o quil foi fgido desla
praca, e nao quer dizer quem he seu senhor. Esto
escravo foi vendido nesla cidade pelo Sr. Chrispim
Jos de Mello, de 5 a 6 annos, pouco mais ou me-
nos: quem fr ten riono. quereudo outras informa-
riles, dirija-se ao armazem do Sr. Rufino, na roa da
Conceicao da Boa-Vista* a fallir com Antonio Alves,
residente no dilo lugar do Calle, qoe o esclarecer.
Offerece-se una parda de idade de 40 annos,
para ama de casa de pouca familia, a qnal sabe cozi-
nhar, engoramar e ensaboar : na ponte nova do pa-
teo de Palacio, a fallar com o aponlador,
OITerece-se um pardo para criado nesla cida-
de ou tora della, o qual d eonhecimenlo de sua con-
duela : a fallar na ponto nova do paleo de palacio
com o aponlador.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar uesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Crotestando satisfazer a' expectarao pu-
lica ainda acusta dos niaiores sacrificios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser do centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.-
Precisa-se fallar ao Sr. Alberto Jacinth de
Souza. na roa da Caricia Velha n. 10.
Olhesooreiro geral das loteras avisa, que se
acham a venda os hilheles da prmeira parlo -da 19.
lotera do theatro de Santa Isabel, cujo plano abaizo
vai transcripto, e a mesma 'lotera corre imprcter-
\ cimente no dia 20 de selembru, no consistorio da
igreja de Nossa Senhora da Conceicao dos Militares.
Francisco Antonio de Oliteira.
PLANO
para a prmeira parto da 19.' lotera concedida pela
lei provincial u. 79 de 7 de maio de 1842, a be-
neficio do Ihealro de Santo Isabel.
4.000 bilheles a 10j>000......40:0003000
Beneficio e sello de 20 por %. 8:000jt0U0
1 Premio de.
1 Dito de. .
1 Dito de. .
2 Ditos de .
4 Ditos de .
6 Ditos de .
6 Ditos de .
15 hilos de .
1300 Ditos de .
1336 Premiados.
2G64 Brancos.
4000
5009000
200S00O
1005000
500000
2O9OOO
OJOO
lo^/teaooo
0:0008000
1:0000000
1:000(000
8OO9OOO
6OO5OOO
3008000
3008000
13:0008000
32:0008000
32.-OOO9OOO
0 lliesoureiro,
Francisco Antonio de Oliceira.
Approvo. Palacio iln governo de Pemambuco 17
de agosto de 1854. Figueiredo.
Conforme.Antonio Leite de Pinho.
Conferido.Torres Bandeira.
Sanas l-ouis, eidadao francez, vai ao Bio de Ja-
neiro.
Precisa-se de um felor porluguez para um
engenho : no escriplorio de F. S. Rabello & Filho.
Aluaa-se na ra da Cruz, o segundo andar da
rasa n. 51,muilo iproprio para escriplorio ou morada
de rapaz sollelro]: traase no tercero laudar do
mesmo.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
fazer lodo o mais servico de urna casa: uo largo do
Terco, segundo andar, o. 27.
- Anloni* Jos de Barros, subdito porluguez,
de hoje cm diante se assisuar por Antonio Goncal-
vcs de Barros, por haver nutro de igual nome.
O meio bilhele n. 1651 da loteria do Bo de
Janeiro que correo no dia 14 do correnle, perleuce a
sociedade do frontispicio do Carmo.
Ao aulor do insigne annuncio publicado no
Diario de Pemambuco n. 189 do 19 do correte,
responde o vendedor de bilheles de loteria (que des-
le genero lem toja) abaizo aangnado, que se tal an-
niinro com elle se enlenrie, que se digne declara-lo
por esla folha, mas que assigne seu rasgado nome
por extenso, para melhor poder responder
Antonio Jos de Faria Machado.
LOTERA DA PROVINCIA.
O caulelisla Antonio da Silva Guimaraes faz ad-
eme no publico, que as suas cautelas da casa da Fa-
ma, da lotera do hospital Pedro II, sao pagos no
aterro da Boa-Vista n. 48, assim como que acha-se
a venda um sortimento de bilheles, meios, quarto,
decimos e vigsimos da prmeira parte da 19 lote-
ra do Ihealro de Santa-Isabel.
Precisa-se de urna ama de leite que
seja sadia, agradando paga-e bem: no
aterro da Boa-Vistan. 37, segundo andar.
O Sr. alferes Antonio Matoso de An-
drade Cmara tem cartas na ra larga do
Kosario n. 24, segundo andar.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-ISABEL.
Corre indubitavelmente em 20 de
setembro do coi Ten te anno.
Aos 10:000e000, 5:000j000, ltOOOjOOO.
O caulelisla Salnsliano de Aqoio Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que os seos bilheles e caute-
las nao soOrem o descont de oilo por cenlo do im-
posto geral nos ires primeiros grandes premies.
Elles estn ezposlos i venda as tojas j conhecidas
do respeilavel publico.
Bilheles 113000
Meios .iOjOO
Uarlos JHOO
Oilavos 13500
Decimos 1S300
Vigsimos 700
Da-se 8008000 rs. todo ou em partee a juros,
com penhores de ouro ou prala : na roa estrella do
Rosario n. 7.
Precisa-se de ofHciaes de sapatairo : no aterro
da Boa-Vista, toja n. 82.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO,
Aos20:000s000. 10:000^000,4:000$000.
Hoje se espera do Rio de Janeiro o va-
por inglez Great Western conductor
das listas da loteria 17 do Thesouro Pu-
blico, cujos billietes inteiros e meios 1>-
llietes em originaes estao a venda na pra-
ca da Independencia, loja n. 4, do Sr.
Fortunato ;.n. 1 o e 15 do S*. Arantes ; e
n. 40 do Sr. Faria Machado : os premios
saopEgos as mesmns lojas logo que se li-
zer a distribuicao das listas.
Na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar, tem urna carta para ser entregue em
mo propria ao Sr. Dr. Alonso Jos de
Mendonca.
Cliegou a loja do Cardeal, na ra
do Rosario, onovorape rolao francez, por
preco commodo, para ex amantes da boa
pitada.
Alfonso Jos de Oliveira mora na roa da Ca-
ricia do bairro de Santo Antonio, sobrado n. 13, on-
de pode ser procurado peto Sr. annonciante da roa -
do Crespo n. 3, que diz ler urna carta para elle via-
da do Para, visto como uo sendo elle pessoa lo des- *
conhecida c morando-lbe Uo perlo, sippunha escu-
sado scmelhanto anuuncio, pudendo ler-the sido en-
tregue tal carta, have-la, per um caueiro da cata,
a menos que com o annuncio se nA> quizesse ensi-
nuar algum pensanu-uto maligno, como nenlium .
negocio lenha doloso ou vergonhosoe que ezijamys-
lerio, c nenlium absolutamente com o annunciante,
que nem sabe quem teja, apressa-se a fazer esta de-
claraeao, alim rie prevenir qualquer juizo desfavora-
vel a seu rcspeilo.
Frecisa-se de um homem brasilero ou-eslran-
gero, que estoja rostomado ao trabaJho, para caixei-
ro de casa de purgar assucar, em nm engenho na
freguezia da Escada : quem a isso se quizer propor,
procure enrend;r-se n casa 11.1, no pateo da malriz
ile Sanio Antonio.
Attencao-
O abaizo aisignado faz ver ae respeilavel publico,
que nesta dala im autorisado ao Sr. Diogo Baptista
Fernandes, para receber amigavelou judicialmente,
todas as dividas da massa fallida de Hilario Pereira
da Silva, e faz o prsenle para qne n.nguem se cha-
me a ignorancia. Recito 19 de agosto de 1854.
. Rom-entura Jos de Cauro Azeetio.
.10:0008000
5:0008000
-:5008000
1:3509000
1:0001000
5000000


DIARIO DE PERMMBCO, SEGUNDA FEIM 21 DE AGOSTO DE 1854
/
t'recisa-se deuin feilor portu-iucz que cnlcnda
de plantaran de capim : na ra di Cadeia do Recite
n. +9, primeiro andar.
D. Maria Francisca de Almeida. yiuva de Jos
Francisco da Silva, declara que Ihe consta, que ba
rima pessoa nesla cidade que propala que lora um pa-
pel da annuncianlc, no qual esla *! obriga a dar-llie
1:0005000 por auno, o que he men ira, porque a art-
lunciante uao passou lal papel, no o mandou pau-
sar, uem o assiguo.a; e declara mais, que al etla
dala no fex testamento nem em nula nem cerrado.
Recite 12 de Rosto de I85.M.-.ria Francisca de
Almeida.Ba|a reconhecido.
J- Chsrdon, bacharel embolias lellrai, Dr. etti
direilo formado na nniversidadede Varis, ensina em
sua casa, ra das Flores n. 37, prirueiru andar, ler,
escrever, traduzir e fallar correctamente a lingua
d'rmula" l"mbem Jl' "C0CS Parl-cules em Cesas
aluguel nao exceda deItteX r 'T""*'' ""
tivere quizer lugar, du^a- 'f/'T qT
que achara comquernta/aV ttta l>Pograptua,
nu^m'riT qoero convier' 1u ">- ^
dis^ctoVUrdenca'0-uiI0 deP" @
DhldnR."r d*rruezla ,le Sanl Ant. X
UHit"^ "Sesmos dias. lercasesex-
da tard 1 le-io ^'WMla Pu'-'icado palacio do Col- <
. sauto' f,"? I. seu'10 algn* desses dias <
serlo Z H,ad0S' refcrid" a'"liencias &
heras ""-"""* mesmas 5
de pode ser procurado Pr"11C"'0 '"""' 0n-
^-^ePsuTp7utoU"lqUer "rapara0
l>or de1raTdrcaTdaodIrDManda1r ff "/* Uni*
ra da Aurora l muel Alves uerra- na
com mZzta a sus.lo Trapiche d- u
No aterro da Boa-Vista d. 3.'),
sr.rs'de rodas <
~,;"ia"a d0 Tjapiche n. 17, ncebem-se encom-
MmSLtT. ndar W d I-wlwi. rico, tmulos,
X elC no me"no lugar se .nostram ricos de^
i~a,d^vLLd0Stg'Ddo anJardo sobrado da ra
Rl?T deseoberla- mostrador de ouro, de
^ner^am.'nt"^''.-';- 6?4' : <"""" descubrir'sera
MbradT gral,ficad'>. lev.iudo-o ao sobredilo
nu7lemai!30I.aS,8n,ado U* scien,e a 1em "*
Frrea a c?nlralado o Sr. Manuel Luiz
doArsen'lH d de'Ua ,ber,,a s,,i' na "
00 Arsenal de Guerra, n, 1 A. e or isso Inda a ne-
Me SKCm d'' rnelnCenha, b^, -
dade de apparecer a mesma labenia" por estes tres
KH. j BaP'i*l- Sanios Lobo.
Pan d'Aih! do i Padilha fi. me-n," de nomc An(onio '"aq""
U .nn'- h "' Cr morena' ,ec,;o d0 corP. >dadc
".imo d; t"!,,.corP"?le a idade, he llho le-
rnesZ vl," r ^ Jaqulm Padil,,a- bidente na
c^XnndiaQ0HlenCOnlrad0 aP^cl,eJid0 "e"a
dtl e co L d C0rre,,leJag0Sle' ma9 de "ovo "a-
roa v*. a m,^ W 'g"0ra deslino ("JC haJa tomado,
uber AIV* PeS^a 0U auU"idade- que "el",
otado's? M par',clPar do Livramenlo.
agradecer. mOj0SO rer.end!,g^eCUm.a ?M d.e Sobri,Jo de dous a"da-
S.M? oSeC An,0n, U B"a-V8,a = a fa" S
ani 'da^dn'56 d6 3:000 Por espaSo de um
nova,UvreeP.r ga,n""ia hyPolha em urna casa
no Virno- a n mbaraSada' arre,dada por 500.30O
rpanda"' '""',"' das Flor,,s ^^1-
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especie humana, c particularmente aquellas que reinara no Brasil.
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Esla obra raporlanlissima he hoje reconhecida corno a primeira c melhor de (odas que tratara daap-
plicacilo ila homo pasto sesuro sem possui-la e consulla-la.
Os pas de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, capitttcs de navios, sertanejos, etc.,
etc., devem te-la a mAo paraoccorrer promptameole a qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por.......... 1(V*M)0
Encadernados............. 118000
Vende-sc nicamente cm casa do autor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Niuguem poilcr ser feliz, na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdailciros, on de
boa qualidade. Por isso, e como propasador da homiropalhia no norte, e inmediatamente interessado
em seus beneficos successos, ten o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immcdiala inspeccao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse (rabalho o hbil pharmaceulico
eprofessorem homa'opalhia, DrVF. de P. Pires Ramos, que o lem executado com lodo o lelo, leahla-
de e dcilicai.ao que se pode desejari
A efliracia desles nicdicSmenl? he allcslada por todos que os (em experimentado; elles nao preci-
sam de maior reroranicndatAo ; basta saber-sc l fonte donde sahiram para se nao duvid.ir de seus pti-
mos resultados.
Urna carleira de 120 medicarqcnlos da alia e baila diluido em glbulos recom-
mendarios no TIIESOL'RO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e de urna
caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis....... 1008000
Dita de N medicameiilos acompanhada da obra e de 8 vidros de linluras 905000
Dita de 60 principis medicamentos rccommeudados especialmente na obra, e,com
urna caixa de t> vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.). 608000
o (lobo* menores). 4-8U0U
Dita de 48 dilos, ditos, com a obra (lobos srandes'........ OMOO
k n (tubos menores). :;.--ih)
Dita de 36 ditos acompanhada de vidros de tinturas, rom a obra (tubos grandes) iOgOOO
n (tubos menores;. .'108000
Dita de 30 ditos, c 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) 3S9Q00
J (tubos menores) 268000
Dita de 2 ditos dilos, com a obra, (Tubos grandes'....... 308000
l tubos menores). 208000
Tubos avnlsos grandes............. 18000
Jada vidro de tintura. ............ 28000
Vendem-se alm disso rarleiras avnlsas desde o proco de 88000 rs. at de 4008000 rs., conforme o
numero e tamaito dos tubos, a riqueza das caixas e dj namisac,oes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendasdemedicametoscom a maior promntidno, e por precos commo-
dissimos.
Vende-sc o tratado de FEBRE AMAREI.I.A pelo T)r. I., de C. Carreira, por. 28000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. (1. B Jahr tradiizido emportuguez e acom-
modada a,inlelligencio do povo........ 68000
Ruade S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
I>. S. Extracto de urna carta, que ao autor do Til ESCURO IlOMtf.OPATIIICO, tere a bnnda-
de de dirigir o Sr. rirurgiiio Ignacio .tires da Silca Sanios, estabelerido na cilla de Barreiros.
Tive a salisfaco de receber o Thesouro homiropathico, precioso fructo do Irabalhn de V. S.,e Ihe
aflirmo que de Unas as obras que lenholido, he esta sem contradicho a melhor lano pela clareza, com
que se aclia escripia, como pela precelo com que indica os medicamentos, que se devem empregar ;
qualidadcs estas de muita importancia, principalmente para as pessoas que desconheccm a medicina
Iheorica e pralica, ect., ect.,elc.
Na ra estrella do Rosario n. 15. loia, existe urna
raulherderaoa idade, que se offerece para ama .Je
^ovfvCl'Drn d de Tornera ,,!
leiro, viuvo, ou de pequea familu.
i T *l '".* dalCrores 40- lal,erna d<> Campo,
a'r:in ?'ChaS ,,ambor?ezas das melhores que
'^mTVgam!6 Vnde ""*> e reUlho'
PROGRESSOS A' ARTE
DE DAGERRE CRYS-
TALOTTPO.
NOVA DESCOBERTA DE TIRAR
RETRATOS INSTANTNEOS
As roupas claras sao as melhores para
este fim.
i .aba? aM8n'o '*i sciente ao respei-
lavel publico, que acaba de descobrir um
I mel iodo de relraUr chancas por mel da
eiectncidadc.
I Tambero limpa retratos amigos ( nao es-
! laudo arranhados ), dando-Mies o mesmo vi-
gor que tinham na propria hoia em que se
| tiraram. '
i est?belecime"l esLi O'nplclaraenle
sonido de ricos quadros, caix,,s, cassolelas,
\ aneis, puleeiras e allinetes. Aterro n. 4 ler-
ceiro andar.
Joaqun J. Pacheco.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOI.X.BGIO 1 AHDAXl 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo di consultas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manlia aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oerece-se igualmente para praticar qualquer operario de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, c cujas circumstancias no permillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO 1)8 DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGINTE:
Manual completo do Dr. O. H. Jahr, traduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes encadernados em ilous : ..........*j...... 208000
Esla obra, a mata importante de todas as que tralam da homeopalhia, inleressa a todos os mdicos que
quizcrem experimentar a oulrina de Hahnemann, e por si proprios se convcncercm da verdade da
mesma : inleressa a lodos es senhores de engenho e fazeudeiros que estilo longe dos recursos dos medi-
eos : inleressa a lodjsos capiles de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra de ter prechwo de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus Iripolanles ; t inleressa a todos os chefes de familia cue
por circumstancias, que uem semnre podem ser prevenidas, silo obrigados a preslar soccorros a qualquer
pessoa della. ^
O vade-mecum do homeopalha ou Iraduccao do Dr. Hering, obra igualmente til s pessoas que se
dedicarn ao esludo da homeopalhia um volme grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
pensuvcl lis pessoas que querera dar-se ao esludo de medicina........
Urna carleira de 24 lubos grandes de finissimo chrislalcom o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele......' -........
Dila de 36 com os mesmos livros................'
Dita de 48 com os ditos. ..,............-
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de linluras indispensaveis, a escolha. .
Dita de 60 lubos com ditos...............
Dita de 144 com dilos.............'.'.".".".'.'.!!!!
Estas sao acompanhadas de 6 vidros de linluras i escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, terAo o abalimcnto de 108000 rs. em qualquer
das carlciras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lobos pequeos para algibeira............... 88000
Ditas de 48 dilos..................'..." 168000
Tubos grandes avulsus...............".".".!".".!".! 1x000
Vidros de meia onca de tintura...........".!!!'.!!!". 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pas homcopathia, e o proprietano dcsle cslahelecimenlo se lisonsea de tc-lo o mais bem'monlado possivel e
mnguem duvida boje da superioridode dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de rrvslal de diversos lmannos,
aprompla-sc qualquer cucommenda de medicamentos com toda a brevidade e por precos inuilo cora-
modos. Y r
LOTERA DO THEATROJDE STlSABEL.
0(uteli(ta Antonio Jos Rodrigues
deSouza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, que seus bilhetes, e meios billietes
e cautelas da loteria cima, se achara a
venda pelos preros abaixo as lojasdocos-
tume. O mesrro cautelisU se obriga a
pagar por inteiroos premios de 10:0004'
de 5:0008000, e de 1:000*000. caso os
seus ditos billietes inteiros e meios bilhe-
tes os obtenham, os quaeti vao por elle
rubricados
Rilhete inteiro
Meio bilhetc
Quarto
Oitavo
Dcimo
Vigsimo
^ O cautelista Salustianc
Ferreira, avisa ao possuido:.'
88000
48000
408000
455000
008000
608000
1008000
11*000
pflSOO
2.V800
1*500
1*300
700
de Aquino
do bi ltete
tnteiron. 1948,da primeira partedase-
gunda loteria do hospital Pedro II, em
quesahio a sorte de 10:000^000, pode
vir receber na ra do Trapiche n. 50 se-
gundo andar, logo que sahira lista geral.
Salustiano de Aquino Ferreira.
Alagare o sala da Irenle do primeiro andar do
sobrado n, li na ra Cruz com commodos para es-
cnptorio: alraur noarmazcm n. na mesma ra.
PEROl'NTA QUE NAO OFPENDE.
1 ergunta-se ao Frecha Pcixe, ou por oulra ao Vi-
vo Morto, que nos diga de quem fiecaixeiro nesla
cidade, de quem come o pirao, e quem finalmente
Ihe paga para andar pacholando como corredor de
cavalhadas, porque estamos cerlos qae, quem Ihe
d ludo islo he da nac,1o dos que ene inslenle pau-
le tanto enxovalha, e delles falla mal-com nomes in-
juriosos, e ate cheaa a dizer que nem por pena-
meiiiot qur ler conlralo com semelhanle genle1 e
por ser coherente nenes principios deve logo procu-
rar a ,:Ua de algum Frecha Peixc, que o sustente
para mostrar que u3o he ingrato, nem adulador, co-
mo di/, serem os meus patricios que uaoanruein aos
seus baixos, vis e infames senlimeulos. Parahibn'lt
de agosto de-183*Um Parahibato.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda s bilhstes originaes
da loteria 17 do thesouro publico do Rio
de Janeiro, a qual correu no dia 14 do
presente ; as Hita* se esperara segnda-
tela 21, pelo vapor inglez ; os premios
sao pagos logo que se liz.er a distriburo
das mesmas listas. "
T J*0^,Jol go de S. Pedro, sobrado le llm andar
n. !).
Aluga-se um sitio no lugar da Capunaa na hci-
ra do no com urna boa casa com haslan.es coran,, -
dos para familia, estribara, rocheira, (rucie" e
haixadecapim : a tralar na praca do CorpoSal^
Lina parda capaz e de boa cor dne1a,-se oBere-
ce para servir ern nina can de pouca ramilia, islo he
eoMoae, ensommar cozinliar : quem precisar
p.le procura-la uo paleo do Paraiio, sobrado n. 30
que volta para a ra da Roda. '
~!?J* ,,e "m feil("- q"e e Honda de borla,
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antgo deposito da ru do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por preqo commodo.
JOIAiS.
Os abaixo assignadoe, donos da nova loja de oor-
ves da ra do Cabugji. 11, confronte ao paleo da
matrizerua Nova, fazem publico queesliio comple-
tamente sortidos dos mais ricos c bellos gostos de to-
das as obras de ouro, necessarias (aiito para senho-
ras, como para liomcus e meninas, e coulinuam os
precos sempre muito em conla ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras que venderem a passar urna
conla com responsabilidadcespecifcandoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, ficando a-sim sujeilos
por qualquer duvida que apparecer.
...-_ Sera fim & Ir mito.
MANOEI. AUGUSTO DE .MEXEZES COSTA,
prolessoT da arte de msica, oflerecc o seu presumo
ao resreilavel publico para leccionar na mesma arte
vocal e instrumental, tanto em sua casa como em ca-
sas particulares : quem de sen pro-timo sequizer
ulilisar, dirija-se ra do Arago n. 27.
Da-se diuheiro a juros em pequeas quantfas,
sobre penhores de ouro e prala : na ra Vclha
n. io.
Lavaf-se e engomma-se cora toda a perfeicao c
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na Iota do so-
brado n. 15. '
yiWJt^fMfMMOl
(i tj r. Joao Honorio Bezcrra de Menezes, u
fo formado em medicina pela faculdade da Ba- @
t$ lila, continua no exercicio de sua profisso, na M
ra Nova n. 19, segundo andar. j
@a 3K@@*
O bacharel A. R. de Torres Bandeira, profes-
sor adjanclo de rbelorica e geographia no Ivccu den-
la provincia, propOese a dar licOes deslas" mesmas
disciplinas, e bem assim de philosophia c francez :
qnemdeseu prestimo sequizer ulilisar, pode pro-
cura-lo na casa de sua residencia, na ra estrella do
Rosario n. 41, scgundiTandar, das 3 '. horas al as
b da larde.
Quem tiver conlas contra a barca hollandeza
Hembremdl van Muju, arribada nesle porto, queira
apresenta-las em casa dos consignatarios, no Trapi-
che Novo n. 16, at o dia 21 do correnle.
James Crabtree & Companhia a-
zem sciente ao publico, que a bem conde-
cida graxa ingleza n. 97 s se vende no
seu armazem, ra da Cruz n. 42, em bar-
ricas de 15 duzias de potes, e a prero de
OsOOO cada barrica. O publico he con-
vidado a prestar toda a sua attencao para
o papel que cada pote desta graxa' traz, o
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacarando,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem condecid
autores Collard Collard, roa do Trapiche Nov
n. 10.
@S8SiB |SS@ 9S99
DENTISTA FRANCEZ.
;-;0 Paulo Gaigooux, cstabelecido na ra larga $
O do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den-
S les com gengivasarliheiaes, e dentadura com-
pleta, ou parle della, com a presso do ar.
Tambcm lem para vender agua denlifricedo
;:f I)r. Fierre, e p para denles. Rna larga do
Rosario n. 36 segundo andar.
&&&&&$8$<9 S m
Um homem isenlo de 1. e 2.a linha, se offerc-
ce para alguma administrarlo, c para isso da flanea
idnea : quem quizer annuncie.
J. Jane dentista,
contina rezidir naruaNuva, primeiro andar n.19.
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito mu-
9 ilou-se para o palacete da ra de S. Francisco
t 'mundo novo) n. 68 A.
V3> i
Ao commercio. ?
O abaixo assignado, convencido do muito que con-
viria estabelecer-se cm Pernambuco orna aula em
que a mocidade, que se deslina carreira do rom-
mercio, podesse pralica me n le adquirir os conheci
raen tos necessarios, para bem desempenhar as func
roes de caixeiro em qualquer escriplorio naciunil ou
cslrangeiro, apezar de reconhecer as suas poucas
liaiiililaijuL'- para um semclhanle masislerio, vendo
com ludo, que outros milito mais habililados se nao
lera al aqui proposlo a isso, \a elle, confiado ni-
camente na pralica que lem de alguiis annos, abrir
para este fim urna aula, na qual se propoe a (atinar
a fallar ecscrevera lingua inslezaea franceza, enn-
labilidade e escripturacao commercial por partidas
dobradas. As lines de cada urna das duas linguas
scrao em dias alternados, e para que os alumnos
possam em breve falla-las, un se Ibes coiiscnlin
que depois dos primeiros Ircs mezes de lic,no fallera
na aula nutra lingua, que nao soja a da classe res-
pectiva. A abertura lera lugar no dia 1. de de selem-
bro, c as pessoas que a quizerem frequenlar se (l-
venlo com antecedencia dirigir loja dos Srs. Gou-
veia & Leile, lia ra rio Queimario, aoiule pdenlo
(anibem ohler as mais informa;cs, que a respeilo
desejarem. Adverlc-se que a matricula s estar
abarla al o lim mo se podem admittir mais alumnos durante este
anno.Jos da Mata.
Manuel dej'arias, subdito portuguez, retira-
se para tora do imperio.
Roga-se ao Sr. Jos Maria de Souza Rangel
que baja de apparecer na ra da Praia, armazem do
Sr. Jos ila Silva Campos para negocio de sen n-
ter esse.
Domingo 20 do correnle sahe luz u primeiro
COMPRAS.
ni"mmi,-'ir.,nnnLj_ j j" ""' numero do Craco, peridico Iliterario o recreativo
qual morir o nome do seu verdadeiro au- dedicado ao bello sexo, e acbar-.c-l. exposlo i ven-
torDay Ostro Azevedo, onde se recebem lodos os escriplos
que cstivercm cm lennus habis e decentes, assim
como assignaluras de 80o rs. por 12 nmeros, i con-
tar do 1.", pasos adianlados: adverlc-se que aos
sabhados n larde j.i pdenlo os assignantes ir rcre-
be-lo na dila loja.
Comprase urna cachorrinha bem cabelluda,
do reino, pequcuina, para urna menina brincar: na
ra das Crozes n. 2.
Compra-se urna escrava de 20 a 25 nnos, que
seja fadia e que saiba cozinliar, ensommar e coser :
quem tiver pdc dirigir se ra Nova n. 19, segun-
do andar.
Comprase na ra da Senzala Nova n. 4, Ira-
ves de qualiilades de 22 al 30 palmos de comprido,
mesmo sendo usadas.
Comprarn-se S a 10 milheiros de cachimbos de
barro : quem tiver annuncie para ser procurado.
Compra-se una escrava crinla ou parda, de
idade de 12 a 20 annos, com habilidades ou sem el-
las, recolhhla ; paga-ia bem : na ra Nova n. 34.
Compra-se um eseravn, pardo ou preto, anda
moco, que seja liolielro. e com preferencia se tam-
bem fr sapateiro, sem virios e molestias, c que se
venda por alguma oulra circunstancia : quem o ti-
ver, dirija-se ra larga do Rosario, loja deiniude-
zas n. 26, que achar com quera lialar.
Na ra do Collegio, armazem n. 2, compra-se
una carleira grande de urna ou duas faces, que esle-
ja em bom uso : a pessoa que quizer contratar, di-
rija-se ao mesmo cstabelecimcnlo, ou annuncie.
VENDAS
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres rapucliinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da pra^a da
independencia, a I5OOO.
Muito barato a dinheiro a vista.
Chapeos francezes para homem a 69600, alpaca
mesclada propria para palils com nina vara de lar-
gura, o corado 900 rs. ; cortes de casemiras linas a
VSOO ; dilsde ditas de cores escuras a 19500 : se-
lim prelo maco o covado 33*000 ; dito de dilo su-
perior a 19600 ; cortes de hriin pardo de puro linho
a lltSOO : casineta toda de 15a com mofo, o covado
a 500 rs. ; castores mcsclados o covado a 280 ; brini
de linho de quadros o covado 260 ; lencos lodos de
seda a 19100 c a 196OO: vende-se na loja di re-
goiio & Silveira, ra do Queimado n. 7, defronle
do becco do Peixe-frilo.'
Pentes de tartaruga.
Vende-se na loja de Gregorio & Silveira. ra do
Queimado n. 7 riefronlc do becco do Pcixe-frito.
Pentes de tartaruga para seuliora a prer,o de 49 e
59 ; chapeos de seda e de crep para senhora tendo
algum defeilo pelo barato preco de 59 e 69 ; luvas
de pellica lisas a 500 rs. o par, ditas enhiladas a
800 rs, o par ; lencos decambraia brancos ele marca
grande a 320 cada um.
MtMHfWi e@
f Sedas-
Vendem-se sedas lisas furia-cores, de gosto 9
o mais delicailo que lem viudo a esta praca, yj|
g! pelo baialissimo preoo de 19280 rs. o cova-
^ do : na rna do Queimado, loja do sobrado
~ amarello 11. 29, de Jos Moreira Copes. 9
Vende-se urna escrava para engenho ou fora da
proviucia: na ra eslreila do Rosario sobrado
n. 35.
A 500 rs.l
Chales brancos de cambraia adamascada e borda-
dos, pelo diminuto prec.o de 500 rs. cada um, aloa-
1 liad o de linho para mesa a I9O0O rs. a vara : ven-
de-se na loja de Gregorio mado n. 7.
Vendem-se saccas com milito : na
loja n. 20 da ra da Cadeia do Recife, es-
quinado becco Largo.
- Vende-se superior chocolate fran-
cez, camisas francezas com peitosdelinbo
e de madapolao, aberturas para camisas
de linho e madapoln, espingardas fran-
cezas de dous camos para caca, superior
krelie e absiritho, tudo por preco com-
modo : na ra da Cruz n. 20, primeiro
andar.
Vendem-se relogios de patente e
horisontaes de ouro e de prata, e de prata
dourados, por preco commodo : na ra
da Cruz n. 26, primeiro andar.
&:@^@@@ ilM
'$) FA/.ENDAS BARATAS. f
'Ai ^ endem-se cassas francezas de barra a M
*-_ 19600 o corle, corles de cliila muito fina */
(g) com 11 ', varas a 48000, vestidos brancos
'Si lle ""n a 9500, dilos del a 3 babados
W a 49000, dilos de seda cscoceza com 2e4
& babados a I29OOO, laas escoeczas a 720 o co-
,jf vado, romeiras de cambraia a 29000, capo-
&' linlios de dita com eufciles a souu, chales
Of de algodAo 1J}2IK), dilos de laa e seda a
J 290QO e 29500, ditos de seda muito finse
($) de goslo a 19000, dilos de cambraia com
if, franjo a 19410, meias finas para senhora a
w sJO aduzia, lencos de cambraia com bico
(Q a 280, alpaca preta muito fina a 640 e720
0 covado. e outras muitas fa/endas que se
vendeni baratas com dinheirn vista, dan-
do-se amostras de ludo cora penhores: na (A
ra Nova, loja 11.16, de Jos Luis Pereira z
&) \ fiiio^ m
A $500, dinheiro a' vista.
Corles re cambraia de barra franceza, com 8 va-
ras, c um metro de largura, pelo barato preco de
49500 : vendem-se na loja de Gregorio & Silveira,
ra do Queimado n. 7.
Vende-e viuho engarrafado a 19000, 19280 a
18600 a garrafa, dilo linio a 400, 480 e 560 a garra-
fa, azeitedore de Lisboa a 610 a garrafa, manleiga
ingleza a 720 e a 800 rs., azeile doce em garrafas,
francez, a 800 rs., doce em frascos, dito de gima,
a duzia 6*000, e a relalhn a 610 cada um, cha da
India fino a 29210 e 9*560, dito brasilciro a I96OO
ea 1s920a libra, arroz pilado a 80 rs. a libra, ea
29100 em arroba, milho alpisla a 120 rs. a libra, vi-
nagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa, e outros rouitos
gneros por prec,o commodo : defronle da matriz n-
88, quina do Hospicio.
don, 1 lim de nao confundirem-na eom
outra graxa do mesmo numero, e que
tem sido importada ltimamente, mas
que no entretanto naohedaquellc autor.
..-J- O abaixo assignado, lierdemo do finado Joao
Firmino da Casia Barrada, declara que, exislindo
urna el ira pertenecido ao mesmo J0.I0 Kirminn, acei-
ta pelo major I-'rancisco Antonio Pereira dos San|os,
ja fallecido, proveniente da venda que Ihe fez do
engenho Tenlugal. a qual ledra he da quanlia de
3:(J009000, e se arha vencida desde 31 de julho de
1835, ecomo ignore cm poder de quem ella exisla,
roga a qualquer pessoa que souber ou a ti ver.declare
por este Diario, asargnrando-lhc o abaixo assignado
sua gratidao por um tal motivo.
Joo da lloclla ll'anderley Lins.
Eslilo cm prac,a pelnjuizo da segunda vara mu-
nicipal desta cidade, as duas casas terreas, na ruado
Fagundes n. 16, e na ruada Assumpco 11. 2, o duas
casas terreas de laipa uo sitio do Alio na Boa-Via-
gem, como consla tudo do escriplo era m3o do por-
teiro, por execu^ilo d.c Miguel Archanjo Poslhnmo
do Nascimealo, contra os herdeiros de AOouso Jos
de Alhuquerque e Mello.
Boavenlura Jos de Castro Azevedo, faz ver ao
respeitavel publico, qne lendo arrematado cm Ici-
13o, a armaran, fazendas e dividas da loja de muele -
zas da ra do Oiiin>.idn n. 47, perlencenle a massa
fallida de Hilario Pereira da Silva, que s elle 011
pessoa por elle aulnrisada, poder robrar as ditas di-
vidas* Iransegir sobre ellas, e bem remo dos oulros
objeclos.
H r Nova n. 12dir-se-ha quem d 1009000
a juros com penhores.
Carlos Augusto Conceicao Riheiro,
caixeiro dos Srs. Antonio de Almeida Go-
mcs& Companhia, na rna do Trapiche n.
16, desoja fallar com o Sr. Antonio Joa-
quim Pereira de Saldanha, vindo do Ma-
ranhao ha pouco tempo.
Precisa-se de nm feilor para nm sitio, que sai-
ha datar di pomar e encherlar : no aterro da Boa-
Vista n. 43.
Pede-se ao illuslrissimn conselho adminislralivo,
queira publicar o annuucio do forun imentn de
medicamentos para a liba de Fernando, confor-
me a deieriniiieati do Exm. presidente da proviiir
cia, mandando fornecer por quera menos fizer.
Um aprendiz do arsenal.
Os abaixo assiguado9 fazem sciente a praca do
commercio, que vendern) sua taberna, sila na ra
do Rangel, ao Sr. Francisco Paulino Cahral: os se-
nhores credores podero apresenlar suas conlas na
ra do Queimado n. 51. para seren pasas a seu
lempo compelen le. liuimares^ Ateredo.
O bilhele inleiro dn I." parte da 2. lotera do
hospital Pedro II, foi vendido nafrara da Indepen-
dencia, loja de calcado de Antonio Augusto dosSan-
los l'orlo ; o possuidor queira ir receber na rna do
Trapiche 11. 36, segundo andar, casa do Sr. Salus-
tiano de Aquino Ferreira, logo que sabir a lista uc-
ral.
Palitos francezes. @
Vendem-se palitos francezes cjirim de li-
|5 nho e brelanha a 39500 e 4jO00, dilos de al-
g paca prelos e de cores a 89000, dilos de pan- g
no fino preto c de cores a 14, 16, 18 c 20-9,
8 rs., ludo da dllima moda : na roa Nova, loja J
9 n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho. ;i
Vende-sc um sitio livre e desempedido, na ci-
dade deOlinda, 110 lugar da praia de S. Francisco :
quem o pretender, dirija-sc Fra de Portas n. 145,
sobrado segundo andar, que achara com quem Iralar.
Farinha de mandioca.
Vende-se superior farinha de mandioca, em saccas
grandes de alqueire, cognlada, e por preco commo-
do : na Iravessa da Madre de Dos, uu na ra do
Queimado n. 9, loja de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo.
A20, dinheiro a' vista.
As chitas francezas que se aununciaran a 280 o
cojado,senoode2, 3ei cores na estampa, vendem-
se boje pelo barato prejo de 24o o covado, sendo as
mai modernas cm padroes : na loja de Gregorio &
Silveira, roa do Queimado n. 7.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, conli-
nuam-se a vender a 89000 o par (preco fixo) as ja
bem contiendas e afamadas uavalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na cxposii.ao
de Londres, as quaes alm"rie.durarem extraordina-
riamente, naosesenlem no roslo na aegao de cortar ;
vendem-se com a cndilo de, nao agradaudo, po-
Jerem os compradores devolve-las al "15 dias depois
da compra reslituindo-se o iroporle. a mesma ca-
sa ha ricas lesouriuhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fak'cante.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tainbem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Mar 11 ha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
esistem quindastos, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
preejos sao' os mais commodos.
VenJe-sc fio de sapateiro, bom : em casa rieS.
P. Johnslofl & Companhia, ra da Scnsal Novo
o.43t
Vendem-se 2 pimo fortes de arma-
rio, novas, muito elegantes e de muito
boas vozes, e I machina ingleza lithogra-
phica com todos os prearos necessarios,
e "> podras de sobresalientes : na ra do
Trapiche Novo n. "
Vendem-se em casa de S. P. Joltns
ton & C, na ra de Senzalla .Nova n. -12.
Vinho do Porto superior engarrafado.
SelIms ingle/es.-
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em sai-cas de arrobas.
Fon ios de farinha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Uespcnceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado sa fulha para forro.
Cobre de forro.
PICHINCHA.
Vendem-se 12 pares de meias de algodSo cruas
muito boa f.r/enda por 29, grvalas prela's de molla
a 19280, sem molla a IS.corles de rolletes de gnrgu-
raode seda a 19800 e 29 dilos de fustflo Anos a
19600 : vende-se na loja de Gregorio & Silveira,
ra do Queimado n. 7, defronle do becco do Peixe-
frilo.
Farinha de mandioca de Sania Catharina, mui-
to nova e de superior qualidade : vende-se a bordo
da polaca Cndor ; a Iralar com o capitn, mi com
Manuel da Silva Sanlos.na ra da Cadeia n. 40.
Vcndem-sc dous bois mancos para carrosa,
bastante gordos: na cocheira da travessado Ouvidor.
Fil de cores.
Vende-sc na loja de Gregorio & Silveira rna do
Queimado n. 7 del'ronte do becco do Peixe Frito, fi-
l de cores, sendo branco, prelo, cor de rusa, verde,
amarello e cor de cinza, pelo diminuto precij de 400
a vara, manguilos de cambraia bordados a l;600,
I98OO c a 29000 o par, golinhasde cambraia borda-
das de punto de cadeia. proprias para roupao de se-
nhora a 320, 400 e a 500 rs.
Vendem-se 12 barris de mel de 4 em pipa,
promplosa embarrar : na ra do Vigario n. 14.
Vendem-se corles de chita franceza larga, de
cores lixas e bous padrees a 29OOO cada corle : na
loja de 4 portas, na ra do Queimado n. 10.
Vcndem-se thesaiirus lingual latina'. 4 vols.
em folio, obras completas de Ovidio, 4 vol. em quar-
lo, hibliothera classica latina. 3 vols. em qnarlo,
obras de Falconcl, 3 vols. em francez, as eollecces
das leis do Brasil de 180 e 1818 : na ra da Cadeia
de Santo Antonio n. 14.
Vende-sc por haver grande poreflo, um honilo
escravo de 23 annos, pouco mais ou menos, he ca-
marucirn. carangurjeiro, e lem praca de capinheiro
na.Boa-Vista : quem pretender t( um escravo sem
vicios nem, presentemente, achiques, dirija-se ra
da Mangucira n.9, na Boa-Vista.
AO BARATO.
Na ra do Livramenlo n. 11, vendem-se chitas ra-
melas de cores flxas e bonitos padrees a 160 o cova-
do, e apeca.59800, picle para roupa de ccravot a
140. chitas de ramagem para cubera a 59000 a pega,
e 140 o covado, e outras fazendas que se Irocam por
pouco dinheiro.
Vcndem-se muilo em conla, 3 marquezas e
6 cadeira. ludo de amarello, novas : na ra da Ca-
deia de Sanio Anlonio 11. 20. Na mesma casa con-
linua-se a vender palbinha j preparada, muilo em
conla.
A 5#000 rs. a peca.
Peca de chita de cobertaa 59000, covado a 160,
dilasde cores a 160 o covado, e peca 59000, mada-
polao 39000, 39600 e 3*800, e muito fino 59000 a
peca, lenjos encarnados para tabaco a 160, dilos de
cassa e seda a 400, suspensorios de burraxa a 80
o par, algodao de lisia a 160 o covado, picote para
roupa de escravoi a 140 o covado, chapeos de pello
rraneczes a 59OOO, chitas finas a "9600, e a 220 o co-
vado, chitas pretal para luto a 69000 a peca, e 16O
o covado. cassa para babados a 29000 a peca e a
280 a vara, coeiros dt .barra a 240, baclilha branca
a 320 o covado, fustflo branco para rllele a 500 o
covado, selim prelo ccor de rosa a 400 o covado,
cambraias de cores fixas 1 200, casemira de
duas larguras a 1,600 o covado, e outras fa-
zendas que se dao a troco de pouco dinheiro, como
colletcs de gurgurao a I96OO, corles de seda a 89OOO
dilos de cambraia e seda a 69OOO, meias cruas para
homem a 260 o par e 29800 a duzia, riscado francez
a 140o_ covado : na'rua do Livramenlo n. 14.
PBOTECCAO' AO POVO.
320 rs.
Cassa franceza para vestido com delicadas cores e
fixasr engranados desenlies e muilo bous pannos, por
320, s. ocovada, dinheiro i visla, nao deixar de
agradar aos hons piisde familia, que com economa,
desejam oacejo: na ra do Crespo, loja o. 12, de
Jos da Silva Campos A Companhia.. .
No armazem de Jos Joaqun Pereira de Mel-
lo, no caes da alfindega, ha para vender muilo su-
perior farinha de mandioca lavada, para mesa, em
saceos de alqueire ciculado ; a tratar no escriplorio
de Domingos Alves Malheus.
VENEZIANAS.
No aterro da Boa-Vista 11. 3S,
ha nm sortimento de verrezianas com filas verdes
de linho c de laa, com caixa e sem ella, e tambcm
concerlam-se as mesmas.
Dinheiro avista.
^elldem-sc as fazendas seguinles, por baratos pre
(jos.
Chitas francezas largas, o covado
Ditas de robera, dilo
Ditas de ditas dilo
Riscades clmelos pra vestido, o covado
Laa para vestidos, dilo
Alpaca cscocczs. dito
Cortes de chita franceza larga com t3 cova-
dos a
Ditos de dila cor fixa com mofo a
Meias paro senhora, o par
Ditas para dila mais linas,
Borzeguins para senhora
Romeiras de fil para senhora
Lencos de relroz de todas as cores
Dilos de lorcal
Toucados para senhora, ultima moda
Corles de vestido de cassa franceza
Dilos de dilo de dila
Dilos de cambraia de salpicos
Cassas francezas de cores lixas, a vara
Ditas de cores escuras, dita
Corles de cambraia com 8 varas
Dilos de seda de quadros
Dilos de dila lavrados
Chales de relroz de 4 ponas
Grande sorlimeuto de manteletes a Bra-
cos de 109000, 125OOOe
e outras muilas fazendas que se venden) muilo em
conta, na loja da estrella, de Gregorio & Silveira,
ra do Queimado n. 7.
BRIM BRANCO E DE COR..'
Vende-se brira trancado de lina* a 500 rs. a vara,
dito escuro de quadros (ambetn derrabo a 600 e720
rs.: na ra do Crespo n. 6.
Aterro da Boa-Vista n. 55.
dilo
220
180
200
160
600
500
29600
19600
240
320
39200
49500
800
19100
59000
290U0-
29500
39200
600
180
39000
159000
205000
209000
14901)0
Vende-sc um cabriole! novo, de
bom goslo.
Ai que fri.
Vende-sc superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs., ditos brancos a
19200 rs., dilos rom pelo a i mi tacan dos de papa a
9400 rs.: na ra do Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 c 9
em ir, da melhor quaBdadc que ba no mercado, fei-
las no Aracal. : na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba do Aracaty : na ra da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
f
i
Ra do Crespo n. 25.
Vendem-sc chital francezas largas de cores 9
escuras a 240 o covado, corles de casemira de
cores e padres modernos a 49500, dilos de
w casemira prela fina a 49500, panno preto e 9
9 de cores a 3)1000 o covado, corles de meia ca- 9
9 semira a 19600, dilos de brim de linho dero- 9
9 res a 19600, riscado de liuho de cores escuras 9
w a 210 o covado, merino preto com duas lar- 9
9 gura a IftSOO o covado, chales de laa grandes 9
9 e de cores escuras a 800 rs., ditos encorpados 9
9 a 19280, esguiBo de liuho muilo fino a 19120 9
X' a vara, setiin prelo muilo encorpado e de su- 9
9 perior qualidade a 29500, cambraias prelase J
^ de cores, goslos modernos, por preco commo- Ajj)
'lo, chapeos do Chili linos, e outras muitas fa- $
A sendas por preco muilo cm conta.
@ts8 99^99999^99
Chapeos de^ol muilo grandes, com cabos de
caima e baleas, muilo fortes, de seda de (odas as co-
res e qualidadcs, lisos e lavrados, proprios para a
ebuva. por preco muilo commodo ; na ra do Col-
legio n. 4.
NO CONSULTORIO HOfflEOPATHlCO
DO
DR.P.A.LOBOM0SCOS0.
\ endcin-sc as seguinles obras de homeopalhia em
francez :
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
ilarlhman. tratado completo das molestias
dos meninos, I volume
A. Teste, materia medica hora.
De Payle, doutriua medica hom.
Clnica de Slaoucli
Carling, verdade da humcopalhia
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas
Diccionario de Njslen
Vendem-se 2 lindos mulatinhos de 8 e 9 annos,
muilo esperlos c habis, 1 prela que engomma, eo-
zinlia e faz lodo o servico, 1 mulatinho Dom bolieiro
c sapateiro, de 18 anno*, e de boa conducta : na ra
dos Quarleis n. 24.
. Vende-se um sobrado de um andar, silo na roa
de S. Goncalo n. 27, chaos proprios, prximamente
reedificado, com os niles de paredes dobradas, na
frcnle um andnro pela parle de detrs dous, com um
pequeo lerrnco e bom quintal lodo morado com ca-
sa uo mesmo, ecujo reiidiraenlii he de 309000 rs.
mensaes : a tratar na ra larga do Rosario n.48, se-
gundo andar. i
* srftcecit.<
CHITAS BARATAS. 9
9 Vendem-se chitas finas de corea fixas, de 9
9 padroes hotos, claros e escuros, pelo barato -
Jts preco de 120, 140, 160 e 180 o covado, dan- &
9 do-so amostra com penhor : na ra Nova,
9 loja n. 16, de Jos Luiz Pcraira & Pililo. 9
9m99999 9 99^.99^m9
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguidles vinhos, os mal superiores que lem vindo a
esle mercado.
,'_ Porto,
Bucellas,
Xere/. cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em caixinhns de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preco muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Taixas para engenho.
Na fundirlo' de ferro de D. V.
Bowmann, na ra do Brum, papan-
do o chafar7. continua havec/^um
complet sortimento de tai\as d ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz, n. 4.
Vende-se fumo em folln, de varias
qualidade, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida domes & Com-
panhia, na ra do Trapichen. 16.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, continua a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem em pedra : tudo por prero a
satisfacer aos seus antigos e novos tre-
guezet.
Cola da Babia, de qualidade esco-
Ihida, e por preco commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 10, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Loura vidrada, recebida ha pouco
da Bahia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muilo com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodr da Motta, na ra do
Azeite de Peixe, ou na ra do Trapiche n.
34, com Novaes & Companhia.
Vende-Sf superior farinha de man-
dioca de Santa Catharina, em saccas por
i JM-ero muito commodo: tratar no arma-
ijfcm deJose Joaquim Pereira de Mello, no
caes da Alfandega, ou com Novaes & C.
na ra do Trapichen. 3i, primeiro an-
de r.
Vende-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor, ou a Iralar com Tasso IrmAos.
Vendem-se cepos para acooge : nos A toga-
dos, ra do Quiabo n. 76.
CHAPEOS DE SOL A 49800.
Na ra dn Collegio n. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda prelos e de cores, armaran de balea, ca-
bos Anos, os quaes avista da qualidade ninguem dei-
xar fie comprar, e outras muitas qualidades, por
preco razoavel.
SACCAS COM MILHO.
Na ra do Vigario n. 33, em casa de Joo Fer-
nandes Baplisla, vendem-se saccas com milho a
25500 rs.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
& Castrn.'na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Vende-se urna batanea romana com -lodos os-
sus pertcnees. em bom uso e de2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem u. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior farinha de mandioca de Santa Catha-
rina : no armazem de Machado & Pinhei-
ro, na ra do Amoiim n. 54.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, propino para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 31, pri-
meiro andar.
' Vende-se doce tino feilo de casca de goiaba e
a rae : na ra das CraBM n. 40.
Y endese um escravo, crioulo, da bonita figu-
ra, muilo manso e de excellenle conducta : quem o
pretender, dirija-te a ra da Sania Crux n. 76. .
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
E COMP.WBIA, QlA DO TIAP1CHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de #landres.
Estanho em verguinha.
Cobre de 24 a 28.
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C. f" '
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para fono de salas.
Formas de folha de ferro, pintadas, par
fabrica de assucar.
Aro de Milao sortido.
La /.armas e da vinotes.
Papel de paquete, inglez-
Brimde vela da Russia.
Graxa ingleza de ver/.ni para arreiof.
Arreios para ume dous cava los, guarne-
cidos de prata e de latSo.
Chicoteselampeoes para carro ecabriole!.
Caberadas para montara, para senhora.
Esporas de aro plateadas.
Chumbo em len^ol.
Na loja de quatro portas na roa do Queima-
do n. 10, ha um completo sortimento de cor-
la de casemiras de cores padroes moderno,
e pelo barato prero de i#*M) re.
tfrs^trfltpy'ITfrilfl
PELLES DE GUARAS.
Vendem-se pellcs de guana, sendo em porcio :
aa roa Nova n. 44-.
Cassas francezas a 320 o covado.
Xa ra do Crespo, loja da esquina qua vira pasa a
Cadeia, vendem-se cassas francesas de muito bera
gosto, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nbalidade :
vendem Antonio de Almeida' Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
segando andar.
3BCL_
Farinha de S. Matheus.
Vende-se superior farinha da mandioca
muilo nova ebegada de S. Malhen a por
preco commodo, a bordo do I me Anda: sor-
: lo no caes do Collegio, para porcias no que '
i se faro abale de pree,o: liala-se M escriplo-
rio da roa da Cruz n. 10 prirjwira andar.
X-XSMK3
SALSA l'ABRILHA
nova a de superior qualidade, em rosol pequeo
vende-se na Iravessa da Madre de Dos, armasen
n. !!{.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barris de quarto, quinto, e oitaro, no
armazem da ra do Azeite de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Companhia, na ra do Trapiche, n. 34.
M Corles de chita de barra de cores fixas a M
tm, 18600 cada corte : na ma do Queimado n. M
^ 29, loja do sobrado amarello, qne vulla para
fS o largo do Collegio. Na mesma leja e en- '
contra um completo sorlimeuto de fszendaa I
de todas as qualidades, e por preco que agr* '
dar aos compradores.
......tfMMXlEKttK-i
Vende-se nm excellenle rarrtnho de 4 roda,
mui bem ccnsirnirio.eem bom estado ; est expoh>
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prelendenles examina-lo, e tralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rna da Crux na
Recite n. 27, armazem.
Vendem-se a 38 saccas grandes com arroz de
casca: no armazem defronle da porta dn alfandega.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Boa-Vista, defronte da no-
neca n. 14,
he chrgado nm novo e completo sortimento de ral-.
cados de todas as qualidades, lartW^oara homem con)
para senhora, borzeguins clstico-?'^"a homem e se-
nhora, menino e meninas, e o jnhecido a-
patoes e botina do Aracaty, ludo pi reco camino-
do, afim de se apurar dinheiro. /
Vende-se una cania'de angirv tjui armaeo
sen competente coletillo, tudo efnmuilo bom celado
e prec,o commodo : na ra de Aguas-Verdes n. 14,
sobrado.
QUEMSE PRESUNTOS.
Na rna da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Fraltrisco Marlins, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presunto para fiambre, 1-
limamente chegados na barca ingleza l'alpa-
raito. "V
Na ra da, Cadeia do Recife n. 60, arma-
zei de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de paten-
te inglezes, da* melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19' primeiro andar, lata a
venda a superior flanella para forro de sel lius che-
cada recentemenle da America.
Moinhos de vtftlto
'ombombasde reputo para regar borlas e baixa,
dee.ipim. na fundiea.i de IJ. W. Bowman : na rea
do Brum ns. 6, 8el0.
Padaria.
Vende-se orna padaria muitoafreguezada: a Iratr
com Tasso & Irmaos.
Devoto Chiistao-
Sabio a luz a 2.' edicto do li vrinho denominado-
Devoto Chrisln.in.iis correlo eacrescenlado: vende-
se unicamenle na livraria n. 6 a 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acoleltoadas,
brancas.e de cores de um s panno, .uiilo grandes e
de hpm goslo : vendem-se na ra de Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CAL E POTAS8A.
Vende-se superior cal de Lisboa e potassa da Ras-
sia, chozada recentemenle : na prac,a do Corno San-
io, Irapiche do Barbosa n. 11.
. POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
160000
IGOOO
lftOOO
8|000
7SO00
6)000
4|O00
65000
tOpOOO
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em anime, como era \ el las, cm cai-
xas, com muito bom sortimento c de superior quali-
dadeacliesada de Lisboa na barca Uratidao, assim
como bolucliinlias cm latas de 8 libras,e farello muilo
novoem saccas de mais de 3 arrobas. --.
w Deposito de vinho de clam-.
($) pague Cliateau-Ay, primeiraqua-
0 lidade, de propriedade do condi
cga, de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
| se a 56000 rs. cada caixa, acha-
- se nicamente em casa de L. Le-
9 comte Feron & Companhia. N. B.
S As caixas sao marcadas a' fogo
$ Conde de Mareuil e os rtulos
tas garrafas so azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cebertores cacarea muilo grande a encorpados,
dilos branco com pello, muilo grandes, imitando os
de lila, a 19100 : na ra dn Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
&
Vendem-se relogios de onro e prata, mai
barato de que em qualquer outra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Deposito da fabrioa de Todo o Sntoi na Bahia.
\ende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muilo proprin para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na prac.a do Corno Santo n. 11. o seguinte:
vinho deMarsetlleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novel los ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas pata piano, violao e flauta, como
scjain, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
AfencU d. Edwi M.w.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
i\ Lompanlua, acha-se constantemente bous sorm
menlos de lanas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes.agoa, etc., ditas para a miar em madei-
ra de Indos os tamanhos emodelos os mais modernos,
machina horisttnlal para vapor com forca de
4 cavados, cleos, passadeiras de ferro eslnhado
era rasa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vena para navios, ferio da Suecia, e fo-
I has de (landres ; tudo por barato pceo.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 17 do correnle agosto,
pelas 7 horas da larde, o moleque AITooio, de naco
Camnndonito, idade 20 e tantos auno, sem barba,
secco do corpo, bonita figura, tem fallante; levou
calca de casemira azul, camisa de algodao, e chapeo
de palba corti fila prela larga. Esle moleque foi sem-
pre de boa conducta, c nao lendo motivos para fugir,
suppe-se que lenlia sido Curiado ; pede-se, portan-
lo, as autoridades policiaes ou capiles de campo, a
sua anpfel.cnsao, pelo que se gratificar, na ra de
Apollo n. ', A.
Desappareceu do engenho novo denominado*
Concordia, silo na freguezia da luz. no dia 6 do cor-
ta mez, o preto Jos, crioulo, por appellido Jos co-
zinheiro, de idade 40 annos, penco mais ou menos,
alio, clieio do corpo, bem preto, rosto grosseiro, nou-
ca barba, ollios um pouco pequeos, e alguna coli-
sa vcrmelhos, raaos e ps grossos, com um dos dedos
dos ps feridnesem un lia, os denles de cima lirados.
Este escravo foi comprado nesla praja ao Sr. rtemSo
Anlonio da Silva Alcntara qne lem armazem de as-
sucar no Recite ; paea-se generosamente a qoem o
appruhcuder, conduzindo-oao lugar de(rrmiiiido,ou
ra I iireila desta cidade, taberna n. 72.
Desappareceu a 16 de agosto o escravo Bene-
dicto, de idaile 24 annos, cor preta, reforjado do
corpo, nariz chato, parece crioulo. Esle escraro foi
comprado a Manuel Seraphim de Araujo, lavrador
do engenho Jurissaca; cos urna a tugir pra o Cabo,
Sanio Anto, Ipojuca, Escada, emc-sitin pelos mallos
dos mesmos engenhus : quem o pegar, podeni parti-
cipar na ra Direita n. 14, que .sera seueroaamenle
recompensado.
Aindajiontinua estar fgido o preto que, em 11
de aelenibro prximo pa-.-ad. foi do Moiilciro a um
mandado no engenho Vcrlenlc, acompanhandountas
vaccasde mando doSr. Jos llernardino l'ereira de
Brilo, que o alugou para o mesmo fim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, tem um signal grande
de frula na perna direita, cor prela, nadegas em-
pinadas para Cora, poitca barba, lem e letteiro dedo
da mo direita encolhido, e falla-Irte o quarto: le-
vou vrslidc calca azul de zuarle, camisa de alsodao
lizo americano, porcm levou outras roajpas mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo do seda novo, e usa
sempre de corrcia na cinta : qoem o pesar lvelo na
ra do Vigario n. 27 n sen senhor Komao AMonio
da Silva Alcanlara.ou no largo do Pclourinho arma-
zem de assucar n.-ici Je Komaot\ C, que sera re-
compensado.
Desappareceu uo dia 1. de agosto o prelo Rai-
mundo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mai*
ou menos, natural do Ico, condecido all por Rav-
inuiidn do l'aula, muito coiivivenle, locador de flan-
lira, cantador, quebrado de urna verilha, barba ser-
rada, beieos grossos, eslalora regular, diz saber lr
e escrever, lem sido encontrado por vezes pordelraz
da ra do Caldeircim. juntamente coni una preta
sua concubina, que teiu o appellido de Mana cinco
reis ; porlanto roaa-se as autoridades policiaes, ca-
pilla de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
piohendam e levem i rna llireila ti. 7C, que serao
generosamente gralificados.

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Full Text
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