Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01437


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Full Text
nniiu nnn.
II. IUU.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
------ IMilll. -----
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
V
I
- i
DIARIO DE PERNAMBUGO
ENCARREGADOS DA SIIISCRIPCAO'-
Rocife, o proprietario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. JoaoPareira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
tlonca; parahiba, o Sr. Gervazio Vicier da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. AntoniodeLemosBraga; Ceani, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M.Ro drigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 a 26 1/2 d. por 18
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Bo de Janeiro, a 15 0/0 de rebate.
Acres do banco 40 0/0 de premio.
da companhia do Beberibc ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas...... 299000
165000
Mocdas de t>S iO velhas.
d de 694 00 novas.
de 4000. .
Prala.Pataccs brasilciros .
Pesos columnarios. .
mexicanos......
168000
9*000
18940
18940
19S60
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanluins nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 c 28.
Cioianna o Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da tarda.
Segunda 0 e 54 minutos damanhaa.
AVISO.
O pagamento da subscriprao dcsteDia-
rio, a isOOO por quartel, deve ser feito
adiantado enao pelo correr delle, e o de
.s'500 no lim e nao no seguinte trimes-
tre ; portanto, os Srs. assignante devem
attender ao exposto, para nao fa/erem
o cobrador gastar tantas passadas por tao
pequea juantia. ,
PARTE OFFICIAL
MINISTERIO DO IHIMItIO
1>ECRET0 N. 1,110 DE 8 DE JLT.IIO DE lfV.i.
Concede companhia de yacegaro : Commercio
do Amazonas, terrenor decolulos o. margem do
Rio Megro, para o estabelecimento da primeira
das tstenla colonias, que a dita companhia he
ohrigada a fundar nos immtdiacoes do Rio Ama-
zonas.
Alteudendo ao que me requeren o bar.no de Man,
presidente ila companhia Navegarao e Commercio
do Amazonas, e tendo ouvidu a seceso dos nego-
cios do imperio do consclho de estado : llei por l>em
conceder i mesma companhia, nos termos da eoudi-
o It.* do decreto u. 1,037 de 30 de agosto de
1852, os terrenos que se adiare m devolutos desde o
logar denominado Faro, abaixo das Lases,
margem do Rio Negro, ate a proximidade da cidade
da Barra do Rio Negro, abrangendo cerca de aete
milhas de evlenran, ou o que se verificar pela eom-
peiente medicSo, para o fim de nelles estabelecer a
primeira dassessenla colonias, que a di a companhia
he obligada a fundar as imniediaroes jo Rio Ama-
zonas.
Luiz I'edreira do Couto Fcrraz, do mcu consclho,
ministro e secretario de estado dos negocios do im-
perio, assini o lenha entendido e faca exceular. Pa-
lacio do Rio de Janeiro, cm oilo de jullio de mil oi-
toceolos e ciocoenla e quatro, trigsimo terceiro da
independencia e do imperio.-?Com a rubrica de Sua
Magestadc o Imperador. Luiz I'edreira do Coir-
lo Ferraz.
MINISTERIO A .ll'VI'lf l.
3.' Seerilo.Ministerio dosnegocios la juslira.
Rio de Janeiro, 21 de julho de 1854.
Illm. e Exm. Sr.Accusando a tecepejo do od-
elo de V. Exc.de 13 do correnlc, a que acompuuhou
a informado dada pelo chefe de polica dessa pro-
vincia sobre a representadlo que filero o comm.-.n-
danle superior da guarda nacional dos municipios
de Campos c S. Joao da Barra, acerca do fado de
haver sido rccolhido cadeia puldica da cidade de
Campos um capitiio da dita guarda : enho de de-
clarar a V. Exc' que convem maniere rcspcilar o
privilegio que. ad instar dos militares, tem os ofll-
-ciaesda guarda nacional, prevenidos ou indiciados
de crlmo, de nao serem recolhidos i'i cadeia, havendo
pris.o propria cui/nais decente.
Dos giiar.l a V. Exc.Jos Thomaz Sabuco
de Araujo. ifr. vicc-presidente ila provincia do Rio
de Janeiro., ,
Ministeri.) aa^jiegocios da juslira.Rio de Ja-
neiro, 2t de julho de 1851.
Illm. e Exm. Sr.Devolvendo a V. Exc. os in-
clusos papis conceroentcs i duvida que occoire
sohrc o pagamento do ordenado do juiz municipal
Antonio Joaquim Rodrigues, do lempo cm que Ba-
leara fora do termo de sua jurisdirao sem licenca,
e que ar.ompanhar.im o aviso ue V. Exc, de 27 do
passado, lenho a declarar-Ihe em resposla ao citado
odicio, que nenhum veneimenlocompeteiquellcjuiz
municipal, visto que o magistrado retirando-s do
lugar da sua juri-dirao sem licenca, anda me-mo
allegando mole-lia, uenhnm direilo leu. ao scu res-
pectivo ordenado.
Dos guarde a V. Exc,Jos Thomaz Sabuco de
Araujo.Sr. visconde de Paran.
GOVERNo DA PROVINCIA.
Expedientado da 17 da (esto.
OITicio.Ao Exm. conselheiro presidente da re-
lacAo, remullendo copia do aviso de 10 de julho ol-
limo, em que o Exm. Sr.' ministro da juslira nao s
approvoa a pratica que a presidencia estaheleccu
aqu |ior oc-Msiau das ultimas nonieaces de substi-
tuios de juies muuioipaes desla provincia, mas
tambem c'eclarou ser esta a pratica adoptada na
corte.
Dito.Ao coronel commandaulc dai armas, do-
clarando havero Exm. presidente da I'arahiba par-
ticipado qii'i nao foi remctlido para Mi no vapor
Imperador o desertor do mcio halalhao d'aquella
provincia, Manocl domes de Souza.
Dilo.Ao mesmo, transmillindo para tero cen-
vonienfe destino a relacao das alleracOs occorridas
no mez de junbo ultimo, a respeito do rapitao do
10. batallifio de infantaril, Antonio Caelano Travas-
sos, que se acha em servico na provincia do Har-
nhJo.
Rilo.Ao inesmo, commuuicando que, scgunilo
conslon de n\ iso do ministerio da guerra do 1." do
correnlc, concedcram-sc seis-mezes de licenca com
venrimentos ao capellao do 2. halalhao de infanta-
ra, Padre Antonio de S Gusmao, para ir a cidade de
lioianna, tem tanloque o ecclesiaslico que elle ofle-
rece para o substituir durante a sua ausencia soja da
approvarilo dcS. S., e rccommcudando que ordene
ao mencionado capellao que trate de pagar o sello e
emolumentos constantes da nota que remelle por co-
pia, alim de que possa ler everuru o citado aviso.
Igual copia rcmclteu-sc Ihesouraria de fazen-
da.
Dilo.Ao mesmo, transmillindo para lerem o
conveniente destino as guias dos soldados desertores
Manocl Joaquim de Sanla-Anna, Jos Brrelo c
Herculano da Costa Almeda que vieram para esla
provincia no vapor Imperalriz.
Dilo.Ao mesmo, remetiendo copia do aviso do
ministerio da guerra do 1." do correute, pelo qual
se manda dar balsa do servico a Francisco Flix de
Lima piara do 10. halalhao de infantaria.
Dilo.Ao mesmo, transmillindo para tero convc-
nienlc deslino a relacao das allcrar,oes que tiveram
lugar de Janeiro a jando dcsle anno, a respeito do
soldado do 2." halalhao de infamara Joo da Silva
Medeiros.
Dilo.Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
dizendo que fica a sua disposicao afim de que Ihe
de a applicaco que julgar mais convenicnle, a fari-
nha que foi comprada por ordem da presidencia e
acha-se no arsenal de marinha, pudendo S. S. re-
metter para o presidio de Fernando no hrigue de
guerra que lem de seguir para all o mais breve
pos-i\p| tima porco de saccas, bem como os mais ob-
jeclosque livcrein de ser enviados para aqHelle pre-
sidio.Odiciou-se ncsle sentido ao inspector do su-
pradilo arsenal.
Dilo.Ao commandante da cstaco naval, para
fazer apromplar o hrigue Cearente, alim de seguir
o mais breve possivel para o presidio de Fernando,
levando aseu bonlo a farinha e o mais que livor de
ser enviado para o mesmo presidio. Odlciou-se s
estarces competentes communicaudo-sc a sahida do
mencionad? hrigue.
Dito.Ao juiz relator da junta de juslira, trans-
miltindo, para serem relatados cm sessao da mesma
junta, os processos dos soldados Leandro de Souza c
Beato Jos de Toledo perlencenles ao meio hala-
lhao da provincia da Parahiba. Parlicipou-se ao
Kviii. presidente d'aqudla provincia.
Dilo.Ao inspector do arsenal de marinha, ap-
provando o conlralo queSmc. fez com Manocl Igna-
cio de liveira Braga, Luiz Borgcs de Cerqueira,
alanoel Peregrino da Silva, Souza & Freir, Thomaz
Fernandos da Cunta c Francisco Antonio Correia
Cardoso, para o fomccimenlo de diversos objeclos
que sao precisos ao.almoxarifado d'aquelle arsenal.
Rcmcllcii-si! copia do mencionado conlralo i Ihe-
souraria de fazenda.
Dito.Ao director do arsenal de guerra, aulori-
sando-o em vista de sua informarHo a mandar des-
ligar da companhia de aprendizes d'aquelle arsenal
0 lilho de Mara Engracia da Conceirao, de nomeMa-
noel Machado Frrnandes.
Dito.Ao mesmo. para mandar alistar na compa-
nhia de aprendizes d'aquelle arsenal o menor Do-
mingos Cario-, .no se refere a sua informarao de
1 do correnlc.01T1cioii-se ao juiz de orpriSospara
mandar lavrar o termo de que trata o arr. i." 'do
rcgulamenlo n. 113 de 3 de Janeiro de IK2.
Dilo.Ao insprrlnr da Ihesouraria pruvinrjA
concedendo a aulorisarao que Smc. pedio para levar
a ronsignacao do art. li da lci do ornamento do cx-
ercitio prximo lindo, a importancia das prcslacOes
quo anda so acham por pagar das obras arremata-
das anles do everciejo correnlc.
Dilo.-rAo Ihcsourciro das lolerias da proviucia,
remcllcndo copia do plano que approvou para a ex-
Irarcito da |. parle da 1!t." lotera aheneficio dolhe-
alro de Santa-Isabel. Igual copia remellen -a a
Ihesouraria provincial.
Portara.Ao director do arsenal de grterra, para
fazer apromplar c remoller ao chefe de polica-, para
seren enviados ao delegado do termo de Goianna,
quatro pares de algemas com os competentes caria-
dos.Commnnicou-se ao supradilo chefe.
Dita.Courodeudo ao arrematante do 10." lanro
da estrada do sul qualro mezes de prorogarilo para
a ronclusao d'aquella obra a conlar do dia em que
devia elle fazer entrega provisoria da mencionada
obra. Fizeraiu-sc as necessarias cammunicaccs.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras.
Rolacao, torcas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sexlas-fciras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas c quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIE.UERIDES.
Agosto 8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
o 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas c 42 minutos
48 segundos da tarde.
31 Quarto cresccntc s 3 horas, 48 mi-
nulo o 48 segundos da manba.
DIAS DA SEMANA.
14 Segunda. Jejum (Vigilia) S. Eusebio prest).
15 Terca. igog< Assumpcao da SS. Virgem.
16 Quarta. S. Roque f. ; S. Jacinlho.
17 Quinta. S. Mamede m. ; S. Eutiquiano
18 Soxla. S. Clara do Monto Falco v. .
19 Sabbado. S. Luiz b. f.; S. Thecla v. m.
20 Domingo. 11. S. Joaquim Pai da SS. Vir-
gem Mi de Dos ;S. Bernardo ab. dout. da I.
santos, que julgou conveniente extinguir, exhortan-
do os agraciados execucAo do preceito a favor dos
nao sopprimidos.
E nao merecer respeilosa altencao a mai com-
mum dos liis, incessanlemente vigilante, c solicita
cm promover a commodidade, e uliliilailc espiritual,
e temporal de scus filhos'.'
Nao ser digna de que seos subditos obederam aos
saudaveis mandamcnlos, que ella Ibes impc, dirigi-
dos a sanlifica-los na prosenra de seu celestial es-
poso ?
Como pode acontecer que lento guardan as prin-
cipaes solemnidades do anno, que o Santo Padre jul-
gou indispensaveis .'
Se aprasivelmenle presenciamos as lojas fechadas
para observancia da lei divina e ccdcsiaslica; por-
que causa, ou qual pode ser o molivo, que nos prive
de gozar o mesmo prazer no cumprimcnlo do pre-
ceilo coja infraccao notamos com a maior juslira'?
Nos vituperaramosnosso ministerio, e deteriorar-
amos nosso crdito na presenca de Dos, e dos ho-
rneas, se a lempo nao cumprissemns e preenrhesse-
mos os deveres do nosso pastoral olllco, exhortando
em nome da igreja pernamhuceiisc os que determi-
naran!, ou occasionaram a relavaran que referimos,
para que nao prosigam na inobservancia da lei res-
pectiva, convencidos de que seu edificante excmplo
solicitar, e animar a religiosa obediencia dos que
se interessam na regulardade doscoslumes, que o
chrisliansmo prescreve. Se urgenle for, implora-
mos o auxilio, c proleccao do poder temporal, como
nos determina o sacrosaulo concilio Iridenlino, quan-
dorecomenda aos principes ralboliros, e a scus de-
legados, a pTestarao da Torca, que pela diligente vi-
gilancia da competente auloridade, reprima os de-
feitos pblicos, leudo em vista a propria responsa-
bilidade.
Palacio da Soledadc 17 de agosto de 1851.Joo,
hispo diocesano.
mtmmm
Ionio Neves Brilo, que servir por mais seis annos,
percebendo alem dos venrimentos que por lei Ihe
competirem o premio de 4005 rs., sendo 8Qf no pri-
meiro pret, e o restante em prestares iguacs corres-
pondentes ao numero de mezes que tver de servir,
e findo o engajamento urna dala de Ierras de 22,500
bracas quadradas, como esl por lei determinado.
Desertando neorrer na parda das vanlagensdo pro-
mi o, ed'aquellasa que liver direilo; ser conside-
rado como recrulado e no lempo do engajamento se
descornar o de prisao em virlude de sentenra, aver-
bando-sc este descont e a perda das vanlageus no
respectivo titulo.
Assignado.Manoel Muniz Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens, enrarregado do delalhe.
EXTERIOR.
Beatif'icacao' de Germana Cousin,
virgem e pastora de Pibrac.
ERRATA.
Na portara publicada no expediente de 1( do cor-
rele, om vez de Joao AnastacioCoelho Pessoa, lea-
se Joao Auaslacio Camello Pesada.
BISPADO DE PERNAMBUGO.
Doni Zoilo da Puripcaro Marques l'erdigao, ro-
HETIflL
t
i
H011S CSAMELOS IAFEiLIZES. *
POR -WTHAMFL.
III
'prime!ro, amores.
{ConlinuarSo.)
Era urna ilessas tardes sombras c quintes do mez
de agosto. O eco eslava to bailo que pareca to-
car o rimo dos olmos que firma\am a avenida (lo
raslello. Dobahlc teria alcuem procurado a appa-
rencia da mais leve viraran, urna calma profunda
reinara ao lunge. Sobre a Ierra as follias das arvo-
rc immoveis paredaa essas vastas lelas em que o
pincel do Ciceii imilou a ualureza ; no zco algumas
nuvens negras appareciam como rochan engaitadas
cm um fundo azul.
Todos linli im descidn ao jardim. As moras con-
versavam sobre enfeiles c dansa, e o notario conla-
va snas facilillas do caca a Mara, a qual cesson um
momento da rir para suspirar pensando no sen ami-
go de infancia lano lempo menle, no pobre Erne--
lo. que dora ontr'ora cm ii.n lago um banho invo-
luntario ao Ncmro.l do notario, fourr a poaco a
conversacdo urnou-sp geral, e por um ell'eilo da ni-
loiea pliys ca sobre a iialuro/a moral tomou nina
cor sena ; por qoanlo havia enLIn nos ares urna les-
sas tempi'Sta.Ics de calor lalvez mais Ir ses e mais
solemne que as tempestades eslrondos.n, as qnas
chove o Iroveja. Quailo o Irovao relenla parece
que lie a voz da ualureza anc chora .; queixa-se no
meio da. cnvulsoes do seiTrirnenli, : mai quando os
nlanpagoH suecedem-ne rpidos e apiossados no
meto de um silencio imislro, e que os cos ridos
nao de.xam oscapar urna goU de agua m urna al-
mosphera abrazada, parece urna dessas dores im-
mensas qne conservam lobrn ocora5aonm peso de
lagrimas, urna dessas agonas sem p ilivr.se em quei-
xas que se (orcem em um mudo desespero. Cada
vez que a navem se Ilumina os olhos iulgam niie-
Irar alravex de urna larga eiida no mvsierio de do-
res que os rolea. segaero o relmpago azulado coma
un piinhal, cuja lamina brilha um momenlo na yln.
lra, e enlraolia-se em um peilo cnsaugueolado sem
que escape urn s gemido para annuhriai que a vie-
tima dexua de existir.
Vide Diario n. 187.
neg rearante de Santo Agostinho, por grara de
feos da Sania S Apostlica bitpo de l'ernam-
buco, do consellio de S. M. o I., etc. etc.
A lodos os nossos diocesanos paz, c bencSO.
Acontecendo que nos prcscnciasscmos nfclizmen-
le no dia 13 do correle, na na da Conceicao, fre-
guezia da Boa Vi-la, pelas 10 horas da manliaa, o
dcscarrcgamcnlo de 10 ou 12 animaos ; no dia 15 a
lavagcm publica de roupa no corredor, que vai ler a
Soledadc, c a condueflo de urna carrera, carregad
de eslrume na ra do Pires, perpetrada a reiterarn
de laes abusos cm oulros dias igualmente prohibi-
dos, segundo nos consla ; he do nosso estricto nevar
occorrer semelhanlcs escndalos que indulgencia al-
guma admillcm, principalmente depois quo a santa
igreja benignamente conceden a supressflo dos dias
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando da* anu de Pentam-
bnco na eidade do Beclfe, em IS de atate
de 1854.
ORDEM DO DIA N. 132.
O coronel rommandanle das armas interino faz
publico para cuiihccimciilo da guarnirn c devida
observancia, assim o aviso do ministerio dos negocios
da guerra de 16 de junho ultimo, como o decreto n.
1,101 de 10 do mesmo mez, revogando o art. 3 do
regulamcnlo de 11 de dezembro de 182, c cslabclc-
cendo varias regras sobre o rccrulamcnlo.
AVISO.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da guerra
em 1(i de junho de 1S.V1.
D'ordcm de S. M. o Imperador, remello a V. Exc.
por copia, para que seja convenienlcmenle oumpri-
do, o decreto n. 1,101 de 10 do correle, pelo qual
Todas as rospirarOes c-lavam entrecortadas. llu-
via nao sci que inquielacan vaga sobre a fronte das
inulheres. De quando cm quando os cues faziam ou-
vir esses latidos fnebres que infunden! a tristeza
no corai;,1o. Auna pensativa e prcoecupada ouvia o
notario que Ihe fazia um curso iuteiro de philoso-
phia contra os prcscnlimenlns e presagios, e respon-
dlMha apenas algumas palavras sem nexo nem se-
atiimenlo. Este homem a incommodava, sua voz
forlc e spera perlurbava a harmona da scena, e
insensbilidade de urna nri'.inisae.io grossera de que
elle fazia oslcnlaro vinha tirar a moca, mo grado
sen, da medilarno Irsle e melanclica a que se a-
bandouava.
Urna vez somcnlc Auna Icnlnu responder que pe-
la sua parle era-lhe milito mais fcil sentir as har-
monas da ualureza do que explira-las. Porque que-
reria o Immein escapar a impressies que lodas as
crcaluras experimculam'! Porque recusara ciar ues-
sas vozes mvslcrosas que a Providencia cgllocou so-
bre seu caminho lalvez para o advertir?
Em quanlo a moca fallava, o acaso quz que o
cao do guarda, que vinha da floresta, desse, passan-
do junio dclla. um gemido 13o triste e tao lamento-
so que lodos afaslaram-sc deile com um senlimenlo
indefiivcl de terror.
Anua trmula c paluda apoimi-sa por um mov-
menlo inslinclivo no brajo de Mohray, respirando
difTicilmenle ; reinava cm torno dclla um silencio
tao profundo que ouviam-sc quasi as pulsacoes de
seu coradlo.
i.laei-iila Auna disse Mobray cm voz baixa e
com emor.io, senlc-se mal, e quer que vollcmos ao
rastello I
Nao, respondc'i ella depois de um momenlo de
silencio, porque mal poda fallar. ISo opprimida es-
lava, nao, he um inovimento de fraqueza que ven-
cerei ; j c-lou inelhor. Mas o grilo desse animal
era tao lgubre, c vinha lao a proposito, qon penc-
Irou-me a alma. Pobre Medor, acrescenlou ella sor-
rindo, nao sabes o mal que me lizcsle !
Dizendo islo. seu sorrso era Irsle e resignado, e
abaivando-se ella paieava a man pela cabera do bel-
lo cao de caja que linha-se deilado aos ps ile Mo-
bray.
He sobreludolrfcs horas de emojao c de melan-
cola que o amor entra nos coracoes das mullieres
de ualureza elevada. Esle senlimenlo lem alguma
cousa de sanio e de solemne que nao pode concor-
dar rom o eslouvamenlo da jovialdade e com o tu-
multo da alegra. Al esp da podc-ae dzer que
Anoa nao linha experimentado por Arllnir mais do
Jue essas vagas preferencias que fazem achar mais
eleile na conversarn de urna pessoa que na de ou-
foi o mesmo enguate senhor servido revogar o art.
3" do regulamcnlo approvado pelodccrelo n. 1,089
de t* -de dczcnibro de 1852, que cslai)cl?ce varias re-
gras sobre O ron ni,unen lo.
Dos guarde a V. ExcPedro de Alcntara Re-
le/arde.Sr. presidente da provincia de Pcrnam-
buco.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernambuco
2G de julho de 1851.Figueiredo.
Decreto n. 1,401 de 10 de junho de 1854. Rcioga o
art. 3o do regulamcnlo approcado pelo decreto
n. 1,089 de \lde dezembro de 1852, e estabelcce
carias regras sobre o recrutamento.
Revogando o arl. 3o do rcgalamcuto approvado
pelo decreto n. 1,089 de 14 de dezembro de 1852,
hei por bem ordenar:
1." Que o recrulamenlo para o exercito possa co-
mecar cm cada urna das provincias do imperio des-
de o primeiro lia do anno fniancero at completar-
se o numero de recrutas que Ihes lenha sido dis-
tribuido.
2. Que durante todo o anno sejam recebidos co-
mo voluntariosos individuos que se oflerecerem pa-
ra o servico militar, diminuindo-se o numero dos
recruladus na rallo do dos mesmos voluntarios.
3." Que os voluntarios recebam, logo depois do
assentiunento de praca, a quinta parle do premio
convencionado na forma da ultima parle do artigo
IG do mencionado regulamcnlo, eo reslante em
prestares iguaes correspondentes ao numero de me-
zes do lempo que lverem deservir,
4. Que se proceda de idntico modo a respeito do
pagamento do premio dos voluntarios e recrutados,
que lendo completado ou estando para completar o
scu lempo de servico se cugajarem por seis ou mais
annos.
Pedro de Alcntara Bellegarde, do meu consclho,
minislro e secretario de estado dos negocios da guer-
ra o lenha assim enlcnddo e espera os despachos
necessarios.
Palacio do Rio de Janeiro cm 10 de junho de 1854
trigsimo lerceiro da independencia ejlo imperip.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Pedro de
Alcntara fcllegardc.
O mesmo coronel commandante das arma? interi-
no declara qije boje conlrahio novo engajamcnlo
nos termos do regulamenlo approvado pelo decreto
n. 1,089 de 11 de dezembro de 1852, c decreto n.
1,401 de 10 de junho do correnleanno.o soldado da
5. companhia do 2" halalhao de infantaria JoscAn-
1ra, sem que essa preferencia seja razoavcl^.pias de-
pois dessa scena, a lembranea de Arllnir ligou-sc no
pcnsamenlo de Anua a urna impressao viva c pro-
funda.
Suas almas linham-se encontrado elevando-se a
esse eco de foso no lVio daquella crisc da ualureza,
a expressao do semblante de Mobray. havia corres-
pondido expressa do semblante da rapariga : era
em seu braco que ella linha-se apoiado quando um
lalido mavioso viera revolver-lhe no miarn nio
sei que (errores mj sleriosos. Nao he assim'que co-
mecam as grandes paixoes l Se procurassemos bem
no fundo desses alleclos exaltados, que deridem de
um destino iuteiro e mudam urna vida, nio adia-
ramos muilas vezes por origem urna flor oerecda
e arcla, um aperlo de miio trmula, duas lagrimas
cabidas e enchusadas ao mesmo lempo ?
Durante os das que segoiram-sc ;i visita do cas-
Icllo de Saint Vinrent. Anua foi anda mais grave
que de ordinario ; passava horas inleras sem fallar,
prorurava a solido; e quasi sempre amentada no
fundo ilo jar lim tendo um livro aherln, cujas pagi-
nas nao vollava, enlrcgava-sc melanclicamente a
seus peusamenlns.
A solidan eslava povoada para ella de doces so-
nh'is ella achava-sc lo rodeada, quando eslava
sosinha sem urna voz que perlurbasse o hymno mvs-
lerioso cantado pelo seu corarao, o qual agilaudo-
sc-lhe no seio pareca querer lancar-sc para as es-
pherasdescnnheddas, assim :omo o passaro que sen-
lindo crcsrerem-lhe as azas, agila-se na fundo do ni-
nho, e depois va canlandn para o reo Eslava lo
Irislo quaiulo era ohrigada a sabir desse mundo in-
terior para enlrar no mondo exterior, ouvr e res-
ponder, seguir 'un raciocinio, exprimir nina idea !
Achava as conversaeiles lao vaas, as pergunlas lao
ociosas, as palavras lao mudas, o silencio lao clo-
quate '.
S orna vez lomara ella a "er a Mr. Mobray e is-
so em presenca da mai. Olhts ordinarios nao teriam
podido discernir nenhuma litlcrenca as maneiras
lio mancebo para toni madama de Saiseval e suas
duas lilhas; mas Anua linha vislo do primeiro olhar
que havia mais lima flor em sen ramalhete, linha
reparado que a voz de Arlhur lomava urna expres-
sao mais branda quando era a ella que se dirigiam
suas palavras, linha visto seu olhar rpido procu-
rar ao enlrar urna pessoa, e parar depois dele-la
ochado Que direi I Ha urna lingua que deve-se
senlir nao procurar romprehender, entrevistas que
se compiem de silencios, convenacoes em que cala-
se para melhor se eulender. ellu-e- em que nada e
diz, e ludo se exprime
lavam Anua e Arlhur,
A Franca con la mais urna advogada e protectora
no eco. Germana Cousin foi solemnemente collo-
cada nos altares.
Os nossos Mitore* j tem conhecimenlo do nome
desla Beala. L'ma caria pasloral de aaagraea oar-
cebispo de l'olosa ullimamcnle narrou-lhes a sua
Vida, as sqas'virtudes c os seus prodigios. Nasrida
em 1579, u'uma aldeia da cominuna te Pibrac, vi-
va ella em pobreza, solTrimenlos c liumiliaefio.
ualureza foi prodiga de cnfermidadesemizer'ias pa-
ra com ella. Alcijada da Orto dircita, atacada de
escrfulas, sugeila desde a roocdade, cm lugar los
carinhos de urna mi, as speras palavras, ao seve-
ro Iralamento, bs pancadas de urna madrasta cruel,
leudo romo sustento somentc um paozinho c agua
dada com parcimonia camargameiileexprobrada.des-
de a idade de T annos oi empregada em conduzr os
rebanhos de seo pai, c foi nislo -rnente em que se
oceupou al a morle, que leve lugar em 1601, no vi-
gsimo segundo anno da sua idade.
Esla vida lao curta e abjecla aos olhos do mundo,
foi um coulimio exercicio de lodas as virtudes. Pa-
ciencia^ resgnacao, lernura, oraro, caridade, as-
signalaram-lhe todos os instantes, c Dos dignou-se
fazer manifesla a ldelidade da sua serva por meio
de innumeraveis c ofidios prodigios. Esta menina
esta pastora, lornou-sc de tima maneira, por mcio
da boa vonlade de sua mai. a rainha dos campos
onde apascenlava o seu rebanhn, c a natureza sus-
pendeu as suas leis para a servir e honrar. As mais
impetuosas torrentes suspendiam ocurso para dei-
xar-Hic passagem livre, os lobos respeilavam as
suas ovclhas, as suas ovelhas, guardadas pela rocaou
pelo seu cajado, nunca procuravain os campos vizi-
nhos, as arvores dos campos de seu pai eslavam car-
regadas lodo o anuo com os mclbores fructos, e as
colheilas nio solfriam nenhuma das inclemencias das
esla;de*. No ir.eio du invern os poucos podaros de
pao quo ella levava comsigo para o campo para o
scu sustenlo c paraos pobre* eram Iransformadosem
ramalhetes de flores cm preseiiQi da avlenla ma-
drasta, cujas exprobraces o suspeilas eram apenas
suavisadaspclo brilhaulismo de scmclhanlc prodi-
gio. Emfim a sua morle foi saudada pelos anjos, e
a rainha do eco, aaoiiipaiiliinla por urna procis-ao de
virgense hemaventuradas, veio procura-la no leilo
de variuhasem que ella havia cabido adormecida
no abraco da sua celeste esposa para conduzi-la ao
paraizo,
Quarenta anuos depois desla hemavenlura le, e quando os humen-, naturalmente osquecidos,
lam comern n. a perder a lembranea das suas vir-
tudes e dos seus milagres, a mudanca do scu cor-
po, conservado na mais completa inrorruptibilidade,
veio despenar a piedade dos seus concidadaos. Se-
gunda transferencia, feita vinle anuos dopois, eque
ministran iuconleslavel prova da continuado da
maravilhosainlegridadc do seu corpo virginal, aug-
meiilou a devocao dos fiis, que urna nao inlerrom-
pida cadeia de milagres suslenlou e animou mesmo
durante os poiores dias da revoluso.
Desde os fins do seculo XVII o povo resolvcn-se a
pedir para ella as honras da beaiificarao a
Santa Se ; um processo episcopal foi instaurado c
conduzido Boma para ser snbmellido .i Sagrada
Congregacao dos Kilos. Mas o lempo fixado pela
Providencia ainda nao linha chegado, e esle aclo nao
leve oulro resultado mais do que augmeotara confi-
anca c a devocao dos fiis, e multiplicar os prodigios
em lorno do seu venerarlo lumulo. Em 1843o pro-
cesso foi Continuado, e como afinal o momelo de-
cretado pelo co linha chegado, dentro de dez anuos
pouco mais ou menos, um fado nao conhecido nos
annaes da Congrega So dos Riles, o processo oi fe-
lizmente concluido. Dos abreviara, alim de apres-
sar a glorificarlo de sua serva, a prudenle ecaule-
losa morosidade da Sania S, e domingo 7 de maio
le 1851. a baslica do Vaticano Icslemnnliou a apo
Ibeose da bemavenlurada pastora de Pibrac.
O que diremos nos agora desla bella c palhelica
selemnidade? Como daremos ilella urna ideaaquel-
les que nao liveram a felicidadc de assislir a esse
po espectculo ? Ila muito lempo quo a .Franca
nao lem cm Roma lao esplendido Iriumpho. Parece
que essa benigna e vigilante Providencia, cuja in-
fluencia se eslendeu sobre lodo o curso e sobre lo-
dos os incidenles desla memoravel cama, lem igual-
menle vigiado sobre o decretoe sobre a execur.an de
todas as preparaces e os promenores para a glorili-
carao da sua humilde serva. PouCos dias anles, mes-
mo na vespera, muilas cnusas ainda eslavam por a-
rabar. Enlrelanlo na manhaa da feslividade nao
fallava nada, e Roma inleira prnrlamava pelas vozes
dos seus milhares de eslrangeiros c das centenas de
milhares dos seus habitantes, que a fesla da humil-
de pastora franceza exceda em brilhanlismo e bum
gosloa lodas as feslas da mesma ualureza celebradas
ha muitos anuos na igreja do Vaticano.
Agora soja-nos licito entrar nos promenores. Os
nossos leiloresja conhecem as, principies circums-
lancias desla solemnidade. Na parle exlerior la ba-
slica, dehaixo da varanda da Beiu.ao tVrei el Orbi,
um immenso eslandarte represonlava a Beata dei-
xando o mundo c desferindo o voo para a morada
celeste sobre um throno de nuvens, e cm compa-
nhia dos aojo. No canto da pintura via-se a pe-
quena aldeia de Pibrac, onde ella foi creada, e na
qual existe o scu veueravel lumulo ; depois o can no
onde ella passou a sua vida solitaria, seguindo o
scu rebanho, c urna czuziuha de, madeira, a lesle-
I.ougos dias succederam a essa curia visila ; mas
a ausencia linha algumas coiisolatOes. Todas as ma-
niata pelas dez horas havia na casnha de Chaleau-
neur um coracao que hala espera, um envido que
se applicava, como se procura-so ao longc um ru-
mor.coslumado. Depois ouvia-s o galope de um i-a-
vallo vivo como a esperanca, rpido como a impa-
ciencia ; mas, medida que elle approximava-se da
casa de M. Saiseval, opasso pareca menos precipita-
do, c quando deixava a porla apsde si.langueca ca-
da vez mais, eipinva como una saudade, elornava-
se lenlo como urna despedida. Entilo quem liveaaf er-
guido os olhos para una ianella le corlinas brancas,
lena vislo urna sombra esbella e ligeira desenbar-se
alraz dessa carlina transparente, ou eolio ouvia-se
repenlinameiile um canlo comerado abrandar-so c
as nulas eslroicrcrem em urna voz fresca e pura co-
mo urna agua lmpida que comer a estremecer ao
sopro do vento. Graciosa primavera da alma, Cm
que os pensamientos nasccm como llores, em (jue
nossos senlimciilos clevam-sc como brisas embalsa-
madas, horas de casias alegras c de puras delicias,
em que as Icmbraiiras sao beilas corno esperaneas,
para que fugs com lana pressa e nao volliis '.' '
Madama de Saiseval teria cerlamenlc reparado no
oslado extraordinario em pie se achava sua lilha, se-
an houvesse estado absorta por alguma grave preoc-
cupacfio. Mas depois de sua ultima visila ao raslello
le Saint Vincent, ella mostrara em lodaa sua con-
duca essa aetiviilade inquieta c desordenada (pie
annuncia que a alma esla oceupada com grandes pro-
jeclos. Mal linha o lempo de abracar as lilhas, ella
que ordinariamente era lao solicita e tao alenla,
Eslava quasi continuamente oceupada em eserever,
fallava com voz breve e rpida como um estadista
em vesperal daconelusao de um tratado importante
ou um general duranle o cmbale, c nao apparc a
nuny noiie na SOCedade deChalcauueiif. Es-a au-
sencia, objeclo de todas as conversacOes c de lodos os
coinmeiilarios. fazia comecar o bostn mais larde c
acabar mais cedo.
Em desforra ella rerebia muilas vezes a visila do
conde de (ilamlovcz, com o qual conversav.i horas
inleras. De da cm dia o hoalo do casamento do
castellao e da viuva se ia acreditando mais na peque-
a cidade. Quando ella sabia dessas lougas confe-
rencias, aperlava militas vezas Auna, sua lilha que-
rida, sobre o pci'.o com paix.lo ; e depois as raras
ronversacoes que linha com ella e Mara, aconleca-
Ihe ler dislrarcf.es indiscretas la liando do futuro. Era
urna r.irriiageiii cuja forma discuta, urna parrilla de
_ eavallos russo-pomhos que prefera a urna parelha
Era essa a lingua que fal- i 1 binava.
munha das suas supplicas e das suas longas orarOes.
Na parle inferior desla estandarte lemos urna ms-
crprilo latina, cuja traduccaolie a seguinte :
Germana Cousin, virgem de Tolos, excedendn
em virlude e milagres, he celebrada pelo papa Pi
IX rom as menores honras dos habitantes do reo,
as nonas de Maio. no anno de Chrislo de 1854.
No prtico da baslica, sobre a grande porla de
bronze, eslava piulado o milagro das flores, cm que
ja fallamos. A madrasla, furiosa e com urna ch-
bala na ua. desdohra o aveulal da humilde pasto-
ra ; cuja lernura e bondade contrasta admiravel-
mente com a ira c aguardo daquella perversa mu-
Iher. Dous habilanlcs de Pibrac correm em soc-
corroda virgem, c ficam mili admirados de ver ca-
hir do aveulal. cm vez dos pedacos oe pao que a
madrasta julgava encontrar, grande abundancia de
flores. I.emos em baixo esla iuscriprao :
Germana divide um pedaco de pao qnc havia
receido da madrasta com urna mullidlo de pessoas
faminlas. A madrasla suspeila que Germana linha
roubado o pao da casa. Dirige-so ao campo, desata-
nte o aveulal, coeuronlra ebeio de flores cnvvez
de pao. o
No interior da baslica a tribuna smenle, desde o
aliar da conlissAo al o da cadeira de S. Pedro, esl
adornada para a feslividade. Em oulras parles da
igreja a alteurao he alrahida pela estatua de bronze
des. Pedro, a qual, para rereber a nova Bola no
reino cuja chave elle guarda, se veslio com a sua
capa Incida de ouro e pregada com um grande dia-
mante, e lem sobre a sua cabrea de seculos a trpli-
ce corda adornada com podras preciosas. Os fiis,
ao passar, beijam-lhc o p, gasto pelos sculos de
mil o oilo ceios anuos, c pareccm comprimenla-
lo na inlro luirlo na nova esposa de Jess Chrislo.'
A decoraro da tribuna se abre com dous inmen-
sos escudos das armas oe Pi IX suspensos dos dous
grandes pilares da cnpola, dehaixo da tribuna das
reliquias, e sobre que lemos as duas seguinlcs ins-
criproes :
O' Germana, elevada boje pelo papa Pi IX s
honras celcslines, pois que sabes que To chorou pela
tua narao quando ella se desviou de Dos, e depois
quando se foi gradualmente reconciliando com Dos,
exultou com alegra, oll'erecc a Dos os votos que
&o tcstemuiiha deque ella esta totalmente unida a
Dos, e por meio das las supplicas confirma eslc.s
votos.
O' Germana, elevada pelo papa Pi IX s horas
celestiaes, pois que tu sabes que po s pede a Dos
que luda a la mn-ao, sendo reunida em um aprisco,
o obedecendo a um paslor.viva vida sania, oTercce os
scus votos a Dos, e confirma-os por meio das las
supplicas.
Dous altares immensns ligatn as dnas arcadas que
poem a tribuna cm communicarap com os lados in-
feriores da baslica. A base deslas duas columna-
tas, no esl) lo da igreja, he formada pelos oreaos e
pelas tribunas cborislas. Em cima cstao represen-
tados os qualro milagres approvados pela Sagrada
Congregado dos Kilos para a Beaiificarao. Nos
dous scmi-rirculos do vrtice das arcadas veem-se as
duas multiplicarnos da massa c da farinha que se en-
conlraram no mosleiro do Bom Paitar de Bourges.
O primeiro mostra as duas rmaas padeiras: urna lem
as maos na massa ; a oulra representa a irma*a eco-
nmica com as alela- cheias da mirarulosa massa.
cdos pes de extraordinaria grandeza co/.idos no Tur-
no. A inscripro seguinle explica eslcmilagre:__
As freirs do Bom Paslor cm Bourges rogam a
Bemavenlurada Germana que Ibes alcance de lieos
a multiplicarlo dcsle pao, c o pao repentinamente
se augmentan no alguidar
No segn.I o me lallia >, defronie do primeiro, ve-
so a madre abbadessa do mosleiro aponlando com
urna das mos para os saceos cheios com a multiplica-
da farinha. c com a oulra para a inedalha da Veue-
ravel por cuja inlercessao esle prodigio foi efleclua-
do. Por Iraz as suas varias rmaas. alunitas c agra-
decidas, admiram c agradecen! a sua sania protec-
tora. Eis-aqui a insrripro :
( As freirs do Bom Pastor em Bourges rogam a
Bemavenlurada Germana que Ibes alcance de Dos a
muiliplicacao da sua farinha, e do repente vecm a
farinha augmenlar-se no caixao.
Entre esles dous medalhoes c os orgaos.oulrosdous
relabulos represenlam as duas curas. No primeiro
re-se a piedosa e lerna mai de l-'ilippe Huc, um me-
nino enfermo, metiendo com respeito das maos do
cura de Pibrac um pedacn de Ijnho que locou nos
restos da Bemavenlurada Germana, e com o qual ella
lima o cura a chaga do seu querido filho. Por traz
deHa asan peregrinos que vieram tambem pedir o
auxilio da santa pastora ; um homem duenle, j cu-
rado, carrosa as suas moletas, actualmente innu-
teis, e levanta os olhos para o co para agradecer a
sua bemleilora; coroada com gloria, l.-se na parle
interior a iuscriprao segninle :
I'ilippc l.uca'foi pordoos annos tratado inutil-
menle pela mi c pelos mediros em consequencia
de ossos carcomidos e de fislulas. A mai e Filippe
visilaram o lumulo da bemavenlurada Germana ; co-
briram as chaos com lio. de liana ; lizcram orarlo,
e lendo vollado para casa, cobriram oulra vez a cha-
ga com fiapos de linho. Filippe cabio adormecido,
e brevemenie depois levanta-se curado.
O segundo retabillo reprsenla instantnea cura
dajuven Jacquclle Calata. A mai esl de joclbos
(Maule da mesa da cummuuhao, suslcnlando a loalha
ciimmum. e por traz della vt-sc a pobre menina
(lenle, escapando-se dos bracos do irmAo, o qual
corre a ir 1er rom a mi para aununoiar-lhe a cura ;
ella levanta os olhos para a Beala, c parece dizer
que he a ella a quem deve o milagre. Urna mulli-
dAo de fiis se une nos agradecimenlns e no conten-
lamento da m.lied'.- menino, e lodos exallam o po-
der da humilde pastora: LtV*e a iuscriprao se-
guale :
A molestia linha de tal surte torcido as juntas da
espiuha dorsal de Jacquetlc Caala, que nem poda
mover-so nem usar dcllas. A mai condal Jaquel-
te ao tmulo da Bemavenlurada Germana, e faz ora-
efo. Assim que Jacquetle recobra o poder de mo-
ver-se, levanta-se de repente.
Todo o resto da gallera he decorado no eslvlo da
basilica.com perfeilo goslo, cesta robera com lus-
tres do cryslal, com candellabros dourados cheios de
velas de cera. O oratorio de S. Pedro he transfor-
mado cm urna rapclla ardente, no centro da qual,
na gloriado Espidi Sanio, esl collocado o retba-
lo que reprsenla a Apolheose da Bemavenlurada :
esle rclabulo esl coberlo, e havemos de ver o veo
descer depois da leiiura do decreto. Quasi duzenlos
lastres formara urna corda sriulillaulc, cojas estrel-
las cnrhem lodo o pavimento Ierren da baslica, c
sobem aleo lecto arqueado onde apparece urna cruz
radiante. Nada pode dar idea desla magnifica illu-
minacSo, a mais bella c a mais agradavcl que nos
lembramos ler vislo em feslividade desla especie.
Dehaixo deslc alto docel, onde brilhavam Ires ou
qualro mil eslrcllas, esto collocados os bancos para
os canjeas* e para os examinadores da Sagrada Con-
gresacao dos Rilos, c para os conegos e beneficiados
(le S. Pedro ; cnlao seis assenlos reservadm eslo
cheios : o primeiro direila pelo emliaixador de
Franca e pelas peMoaa convidadas por elle; o pri-
meiro i e-querda pelo general que commanda a di-
visan franceza e pelos oMIciaes do excrcilo cm gran-
de uniforme; os oulros qualro pelos Francezes e pe-
las senhoras eslraugeirasquc liveram a felicidade de
ohler hilheles de admissao. Seis ordens de bancos
amusjado) por Ira* dos assenlos dos membros da Sa-
grada Congrcgacilo c dos capitulo!, sao oceupados
pela flor dos Francezes e dos eslrangeiros, e lias ou-
lras porcoesda baslica urna mullidao inmensa esla-
va vendo a Iluminadlo, c se esfurr,ava para aproxi-
marle do circulo onde a feslividade devia ser cele-
brada. Duas companbias. do quarenta regiment le
linha fonnavam a guarda de honra, e alguns ofll-
ciaes subalternos do exercito foram iulroduzidos no
circulo reservado e as galeras. O povo va pela
presenta do represntame do imperador c do estado-
maior, que era urna Ictividadc franreza, e o abbade
Berger. v gario aoral de Tolos, com dous membros
do capitulo dessa metropole ; o abbade de Juillac e
o abbade Baslhier, oceupando os primeiros lugares
cima dos bispos e prelados, revelavam soflldcnte-
mcnlc que era urna feslividade peculiar do To-
losa.
A's dez horas e mcia a Sagrada Congresaco dos
Rlus e o Capitulo da Baslica, leudo sua frente o
carde.il Palri/, oceupando o lugar de sua eminen-
cia o cardeal Lambrnschia, prefeilo, que eslava m-
po'sibililado de assislir, e sua eminencia o cardeal
Malici, arcipreste da Baslica, enlraram processio-
nalmenlc lio circulo que lemos de Iradc, camarista de honor de sua sanlidade c conego
honorario de Tolosa, promotor da causa, vinha com
o ullimo coneco de S. Pedro, e sen(ou-sc por traz do
destnelo capitulo.
Quando cada um linha lomado o lugar qne Ihe era
assignado segundo a gerarchia, um inestre de cere-
monias se aproximou de Mgr. Gigli, secretario da
Sagrada CongregacAodos Ritos, e de Mgr. o propo-
lor, para conduzi-los a sua eminencia o'cardeal Pa-
tnzi, que eslava Guiiccionaiido como prefeilo diCn-
gregarao, c i sua eminencia o cardeal Mallei, arci-
prcslc da Baslica. Os dous prelados agradeceram
ao cardeal prefeilo a bcalilicasao, c pediram-lheqiie
a proclamassc ; pediram permissao ao cardeal arci-
preste para publicar o breve pontificio na Bas-
lica.
O promotor dirigi um apropriado discurso em la-
limao emiiienlissimo prefeilo, e sua eminencia se
dignou dar a resposta em lalim, chende senlimen-
los da maior benevolencia. A principal idea foi
consagrada ao ilcseiivnlvimcnto dos designios da Pro-
videncia Divina na vida, as virtudes, e na exalta-
(;3o da sua humilde serva.
Assim que os dous emincnlcsrardcaos coDcederam
a permissao solicitada, um membro da Sagrada Cou-
gregacao dos Kilos subi a um pequeo pulpito erec-
to especialnicule para a occasiio do lado da
epstola, c leu em voz alia o Breve da Beaiificarao, o
qual fin ouvido com a mais religiosa alleneao ecom
-eiiliinentos de jubilo c gralidao.
Depois de concluida a lelura do Breve, canlou-se
o n Te-Denm a ir.agem da Bemavenlurada col-
locada na cii.it.,m i da gloria foi ilescoberla.c ella ap-
pareceu no meio dos anjos subindo para o co. lo-
dos se ajoelharam. Muitos olhos derramaram lagri-
mas, muirs supplicas foram dirigidas nova protec-
tora, a qual a igreja na sua maternal lernura linha
dada aos sena llhos; ellcssupplicaram em favor da
Franca, supplicaram cm favor da igreja, supplica-
ram em favor de lodos aquellrs a quem arnaxam.
Seguio-so o canuco do hymno de gralidao. o qual
coik luio-se no meio da coutuso dos sinos da Basli-
ca, do eslrondo da arlilbaria, e das salvas do caslel-
lo de Santo Angelo.
Depois do Te-Oeum o hispo ouirianlc incen-
sou a reliquia da Bemavenlurada, collocou no aliar
do oralorio, dehaixo da apolheose, e recilou a sup-
plca approvadapela SagradaCongregarao para invo-
car a nova saula. Foi a primeira supplica publica di-
rigida Bem.i\eiilnr.nl,i.o primeiro aclo de adoraran
oflicialque Ihe foi rendido. Esperamos que a igreja,
que a Franca, que lodo o mundo, .colham os fruclos
dessa primeira invocaran da humilde pastora de Pi-
brac, agora urna das potencias do Paraizo.
Ao mesmo lempo os criados dlslrihoram aos mem-
bros da Sagrada Congregarao e do Capitulo, assim
como a cada um admillido no circulo reservado, a
historia da vida e urna eslampa da Beala.
lima missa solemne, segundo o uso, se seguio im-
medialamente. Foi celebrada por Mrg. o vigario do
Captulo de S. Pedro.
Desl'arle se concluio a ceremonia da manha, e a
mullidao retirou-se,resolvda a vollar male para of-
ferecer as suas supplicas com o Sanio Padree oSagra-
do Cnllegio.O papa devia descer i Baslica is seis ho-
ras e meia ; mas desde as qualro horas lodo o circu-
lo reservado eslava oceupado, c s cinco a igreja en-
cerrava un concurso immenso, superior muilidao
queencheu o vasto templo de S. Pedro larde.
Toda a cidade de Roma desejava ver a feslividade
e invocar a nova Beala, e quando o Sanio Padre, a-
companbado de lodos os cardeaes, desceu dos scus
aposenlos e proslrou-se para dirigir a sua supplica
sania pastora, milhares e milhares de coracoes ora-
ran! com elle. A' noilo o elfeilo da llumiuacao a-
Accrcscia a isso que linha adquirido urna altivez
dcsapiedada para com aquelles que nao linham um
Ululo, ou ao menos urna partcula. Seu desdem pelo
que ella clismava gcnlinlia exceda lodosos limites.
Ella dizai nos quando fallava dos Montmoreuey,
linham-lhe nascido repentinamente no passado no-
hres aviis de que nao Iralara al entao, c contra o uso
ordinario que quer que os avs ennobrceain scu des-
cendente, nella a nohreza rcmonlava do prsenle ao
passado : os pergaminhos lornavam-se rclrospcclivos
e eram os descendentes que ennohredam seus avs.
A prcocruparo era lao grande em madama de Sai-
seval, que nao coulenle de lomar Minios dava-os a
lodos que a visilavam. Assim romo lodo o individuo
tornarse livre pondo o p sobre a ierra de Franca,
lodo o individuo lorna>a-segcnlil homem paseando o
lumiar da casnha de Chalcauicuf. A almnsphcra
dessa habitarlo cunobrecia assim como a atmo-phera
da Franca liberta.
Anua eslava mu profundamente recolbidl com-
sigo mesma, o nao reparn nena paixaode arislorra-
'ia que se apoderara da mai. S Mana a linha no-
tado ; mas rom su;
a graciosa innocencia pensava que
Ahuma semanas linham passado depois visila dos bablantcs da casnha de Chalcaur
sem duvida madama dcSaiscval havia-lhe occullado
al anISe sua alia nohreza por causa da modiridade
(lesna fortuna. Se fllava-lnes presenleinenle nella.
era ponpic ia achar a opulencia em seu casamento
com o conde de Glamlevez, casamento em que Mara
comecava a crer como lodos.
o dia da
uneuf ..
abluidla de Saint \ inccnl. quando madama de Sai-
seval adverlio s lilhas de que linha recebido um con -
vite para 0 dia seguinte. A essa noticia Amia (orn
e empallideeen ao mesmo lempo, e a mai leria scu
duvida reparado em sua perturbarlo, se a imite que
se avesnhava nao livesse cubcrlo rom sua sombra o
semillante da moca.
Urna voz sccrela Ihe dizia que approximava-sc de
um momenlo que seria grave em sua vida ; e Mm
disso nao era mua por venan lomar a ver aquello
jardim em que Iremula e temerosa linha-se pela pri-
meira vez apoiado ao lirado de Arlhur, cuja voz lo-
mara enlo um arenlo anda desconhecido, c aquel-
les allos chouposque balaneavam mclancolicamenle
scu cimo como grandes e solemnes leslcmunbas da-
quella primeira cHusao de duas almas que coiuera-
vam a compreliender-se. eaquella abbada golhca.e
de physionomia severa que pareca encarar com a
inefavel znmhariados seculos aquellas primeiras emo-
ces de um joven coraeo'.' Todo o amor que romeca
he ni,i drama qae se abre ; era o lugar da scena que
Anua ia lomar a ver.
;3o a
nula foi mais brilhante, c lodos eram unnimes cm
applaudir a ordem daquella feslividade que dexar
em Boma urna longa e preciosa memoria.
Todas as arles foram empregadas com louvavel ri-
validade para glorificar a Bemavenlurada Germana
Cousin. Os maiores elogios perlcnccm de direilo a
M. AnlonioSa-li, o archilcelo da Baslica, o qual
preparuu lodos espanos, exceulou as magnificas e
incomparaveis illuminares, c adminislrou todos os
traballios com o maior zelo c o mais perfeilo gosto.
Tres arlisfas francezes execular.im as pinturas, ecom
urna felicidade que os Italianos e os eslrangeiros de
Indas as nacoesnAo podiam deixar de admirar. M.
M. Suhlele Scoilz execularam os relabulos que re-
presenlam os milagres, a Santa cercara de gloria e o
milagre das flores, assim como o estandarte interior.
At este momenlo eslas obras eram em grande esca-
la O monopolio de umvolho artista italiano, o qual
consagrou a sua vida a este esly lo.peculiar, cuja dif-
ficuhladc era augmentada pelas immensas dimen-
socs da Baslica. Nao foi sem medo que vimos os
Absorta nessas lembranras, e agitada por vagas es-
peranzas, ella teria cuidado peuen em scu adornu ;
masa mai linha prvido a isso com mais solicilude
ainda que de ordinario, linha querido presidir ao ves-
tuario le Anna. Era ella que havia arraujado os
anefs de cabellos que cahiam dos dous lados do sem-
hlanle pensativo da rapariga como dous ramos pen-
dentes de um salgueiro chorlo, era ella que havia
escollado o cinlo de nina cor de rosa lao paluda que
pareca nadar dehaixo do brancoqueo cobriasem oc-
culla-lo;maso que ella nio Ihe podera dar,era aex-
pres-ao desusada quo derramando a alma sobre o
semblante produz essa belleza ideal que lodos scnlem,
c que ningucm poje explicar.
Nunca Auna estiren mais bella. A mai a roa-
no
urna
expressao de altivez victoriosa. Pareca desafiar a
lodas as mais, c triumphava com a sublime insolen-
cia do amor materno. Os nlhus do Anna levanta-
ra m-c ao enlrar c tornaran! a abaixar-se iminediata-
menle.
nossos dous jovens compatriotas emprehender urna
larefa desconhecida, e elles empreheuderam-a com
mai grande auciedade; a Beala abencoou a confian-
za delles, e nunca urna beaiificaco teve pintoras
mais umversalmente lomadas e mais repassadas do
espirito chrislao.
Mas o retabillo que edipsou todos os oOtrosfoi o
que o promotor, segundo o coslume, oflereceu un
Sanio Padre. O autor nao he desconhecido dos nos-
sos Icitores. Ja tivemos ocrasiao de fallar ha cousa
de um anno cm o seu o S. Jos, qae agora ador-
na a igreja da Trinila-di-Monte, e quo dea espe-
ranras de um arlisla christao de primeira ordem.
M. Langlnis nSo lem Iludido eslas esperaneas. i O
Milagre das Flores. que elle pinlou para o Santo
Padre.he urna obra exlremamente nolavel, c tem re-
cebido a approvacao dos mais competentes raestres.
Cornelio, o Musir chefe da escola ralholica allo-
ma, desejou possuir nm primeiro rascuuho feilo
pelo nosojoven compalriola, e nos asseveraram que
elle escreveuao imperador dos Francezes para reve-
lar-Ihcesle talento, um interprete capaz de fazer honra primeira, o
nos fazer amar a segunda. M. Rodden, oulro ar-
lisla alloman mui distinelo, dignou-se copiar o Ira-
balho de M. I.onglois. Em fim, dizem que o San-
io Padre lenciona dar-lbe um lugar de honra no
Vaticano. \
A propria esculplura lambem,posto qne nada seja
exigido deste ramo da arte pelas -usausas da Sa-
grada Congregarao prorurou com ardor celebrar a
joven paslora. M. Soulacroix, natural de I.jon. fez.
urna eslaluazinha, da qual s podemos admirar a
graca c a molestia, mas em que se desejaria lalve
. um pouco mais de espirito de supplica e de piedade.
Um arlisla polaco, o conde Sosnowska, dignone
lambem tntemunhar a sua devocao, modellaode a
bemavenlurada. A sua obra, qae einda he soraen-
le coahecida por um lilbogrspho, impressa e distri-
buida sua propria custa no dia da ceremonia, he
simples, pa e representa a joven pastora em altitu-
le de orarao, Tem sido geralmenle loovada. Ultima-
mente, urna Polaca lambem comecou urna eslalua-
zinha em que muilo e falla, e que prova a exfn-
cao e a popularidade da humenagem tributada
iio-ii querida Santa.
He cima de ludo a arte de'gravar que mollipli-
cou as provas e a expressao da sua devocao i bem-
avenlurada. Diflicilmenle podemos conlar todas as
estampas que ella inspiren. Duas merecem ser as-
signaladas. Urna gravada em Pars, sob os cuidados
assiduos de M. Alean, segundo um desenlio do Rv.
padre Besson, um dominicano de Sania Sabina. Na-
da mais caslo, mais agradavel, ou contemplativo do
que esta composicao, que dissereis prodozida pelo
pincel de Fr. Anglico daFiesole. Nao conhecemos
0 nome do gravador, porque apenas se tem publica-
do algumas pravas da eslampa, mas elle tem per- '
feitamcnle interpretado a obra do piedoto filho de
S. Domingos.
A oulra eslampa foi composla por M. Sublot, que
ja Horneamos. He um poema completo maneira
dos amigos meslres. ISo centro veaos a Beala en-
tre dous anjos, um siislenlandn-lhe o rosario C oou-
Iro o cajado, e em baixo dos pea a reja e o caslel-
lo de Pibrac, a cruz de madeira onde ella erava, e a
sua roca fincada em um campo e cercada pelo seu
rebanho, que ella guarda como urna liel paslora ;
oilo niedallrxs lorm.im urna moldara em torno del-
la, na qual vemos os principan milagros da bem-.
aventurada durante a sua vida e-depois da sua mor-
le; o milagre das flores, a passagem da trrenle, a
procissao das virgens, coudnzindo a alma'della ao
paraizo, a maravhosa desrobertn do sea carpo, e-
os quatro milagres da Beaiificarao. Estes oilo me-
dalhoes rsloseparados por oilo anjos, sustentando
as oilo Bemavenluraii(-as em suas mos. A obra he
admiravclmenle concebida e execnlada, em bom
eslvlo. Ainda se nao pude julgar o trabalhu do gra-
vador, porque ainda esl muilo longe da concluso.
O Rv. padre Boero, S. J., conhecido pelo laleolo
com que Ipm composlo para semelhantes festivida-
des varias vidas de servos beatificados de Dos, e-
creveu em italiano, com grande felicidade, a historia
da paslora de Pibrac. A vida da Beata, escripia
era francez, he trahalho do editor em chefe do
1 mcert, M. Luiz Ven Mol. Quanto as incripces,
os nossos leiloresja as conhecem, e aquelles qu sao
versados nesla especie de lilleralura promplamente
recmliecerao nellas a mao de um meslro. Com ef-
feilo foi o instruido e Ilustre padre Maccbi, S. J.,
que as campoz.
Por lano, nada failon para a gloriflcacao da hu-
milde serva de Dos, e podramos concluir aqOi a/
narradlo desla ceremonia; mas eremos que ainda?
faremos um serum, referindo o que os nossos eorl
respondemos observam quanlo s dadivas que Mjr.
o Promotor, segundo o coslume, oflereceu ao Sfni
Padre, e acerca da recepcao com que foram acpihi-
das por Sua Sanlidade. Estas dadivas sao o pxjnel
a vida, a eslampa, e a reliquia da Bemavciiuirada'.
Mgr. Eslrade linha pedido permissao pata levar
consigo ao Sanio Padre os sacerdotes da djocese de
l'olosa e das dioceses visinhas, e os habitantes le
Tolosa qne foram a feslividade. Cumo o papa acce-
dasse obsequiosamente a esla supplica, Mgr. Eslra-
de, depois da ceremonia da manhaa, lirigio-se aos
aposenlos do Sanio Padre, acompan'/iado de trinla
pessoas seguramente. O Sanio Padre recebeu-as na
sua anle-camara secreta, e o abbade Berger, vigario
geral de Tolosa, que representava na solemnidade o
arcebispo daquella cidade, leu irm discurso, ao qual
Sua Sanlidadesodignouresponder quede boa von-
lade recebia os agradecimentos que Ihe sSo dirigi-
dos ; que ello proprio senlia grande alegra em ver
o Iriumpho desta humilde pastora; que o que aug-
meutava-lheasalisfaaoera pensar que Dos nao
exallava assim urna Traca e humilde menina sem de-
signios de companao; que Elle quir. dar ao nosso se-
clo urna das licoes de quemis precisava; que com
clleilo. n um lempo i-m que lodo o mundo corre
alraz da fortuna, dos prazeres, da elevac.30, nada era
mais necessario d que propor nossa adora(3o e
a nossa imilarao urna vida santificada cm pobreza,
em soflrimenlii, em abjecrao ; que a um seculo
desvairado por vaos syslcmas de philosophia e de
scieucia, era necessario oppor a verdadeira sabedo-
ria e a verdadeira scieucia qae Germana Cousin li-
nha aprendido ao p da cruz, e cujas lindes a linham
conduzido mais sublime perfeicao, e ao mais bri-
Ihanla Iriumpho ; que, a despeito dos mala de toda
a especie que sflligem esle pobre mundo, exstem
lodavia consoladores symplomas de orna volts a
bem; que so faziam e-forrns para encontrar a ver-
dade em todas as partes, em Franca, na Allcmaiiha
e nos paizes separados da Igreja ; e que Dos propoi
a esles esforcos a vida da humilde pastora de Pili rae
^
..u.,vt. nuHi jusi liut-, i.ui.i. .^ nuil a U
templava com muda admiraran, e quando ciilroii
saln (le Mr. de Glamlevez, suas feic/ies linham ui
Esse salao lo cheio de genle pareceu-lbe vasio.
Cada vez que a porla se abria, scus olhos vollavam-
nvulnntariamente para esse lado como seespe-
a. I ras-e que algucmcbesasse. Mr. de Glamlevez fallou-
lhe muilas vezes sem poder lira-la de sua preoecu-
pacao. O lempo corda e o ponleiro que gyrava so-
bre o grande relngio golhico pareca afugeular diaule
de si rom as horas as esperaneas da moca.
Emfim comecou o juntar. Anua percorreu sala
rom nm lapido olhar : nao havia lugar vasio. toda-
va alguem fallava nessa mesan e o uliinjo clarao de
e-peranea exliuguio-se no corarao daquella que al
esse momenlo linha crido em sua vinila." Seus olhos
abaixandn-se enrontraram os de Agla tilos sobre
ella rom urna -xprcsso cheia de irona. Pareca
gozar deliciosamente da dr da moca ; liiiu seuuido
sobre sua physionomia todas as pilases da incerteza,
da angustia c da aflliccao, e depois que certilicou-se
de seu liiumpbo comecou a fallar com lom desapie-
dado. Havia era sua voz nao sei qne poder vilen-
lo, que acecido amargo e zombador. Eram pala-
vras aceiradas como mu punlial que se erava em urna
ferda j sangrenta. As palavras nao fallavam-lhe
nos labios, e*sc dia era seu, celia se desforrava da
felicidade de Auna.
Quanlo a esta, duranle lodo o janlar esleve triste
e silenciosa. Eslava sob o peso de urna especlativa
engaada, e sem querer, romparava essa reuniao
com a que Uvera lugar algumas semanas aules. Essa
conversaran parecia-lbe mu fria em lelaeao que
Mr. Mobray anima va com sua voz viva, ludo o que
se dizia parecia-lbe mui mesquinho e mui vulgar.!
Ha disposir/ies de espirilo.e de coraco em qne a
presenca de mais urna pessoa em urna sala faz o cf-
feilo de um raio de sol em urna paizagem. Era esse
raio de sol que fallava a Anna, e sua ausencia fa-
/ -nd.i-li,o apparecer ludo dehaixo do aspecto cm-
l'.ir.do e cinzenlo qae o co dos ltimos mezes do
oulono d i natureza, escurecia a seos olhos todas as
pessoas e assonibrava lodas as perspectivas.
A noile se avizinhava quando os convidados des-
ceram ao jardim. O comiede Glandevez que lemia
o sereno hcou nosalao com madama de Saiseval.
Havia dehaixo da varanda urna dessas vivas con-
versacoes de mocas, cin.que as palavras nao esperam
as palavras, c as ideas salando ligeiras e rpidas des-
sas boceas frescase rosadas pareccm urna auvem de
graciosas herblelas que fnlgam uos are voandn de
diadas flores. Anua linha-se apartado insgnsivel-
menle desse grupo, e eslava alguns passos distante
meio debrucada sobre um jarro de dahlias que oslcn-
lavam ao venlo seu vestido de purpura.
Como a noile escurecia cada vez mais o jardim, os
convidados iam vollar ao salao quando ouviram re-
pentinamente grandes gritos no paleo de enlrada do
raslello. Todos corrcrain ao mesmo lempo ao lugar
donde parliam os clamores, e anles de chegarem l,
distinguirn asea palana lerrivelque resoa de urna
maneira lao espantosa nos coracoes, essa palavra que
reprsenla lanas calamidades com dous sons, essa
palavra que os liomcns parecen) ler feilo de propo-
sito breve para poder voar de horca em bocea : era o
logo qiie cansara aquella confusao, c lodos esque-
ceudo-se de que a povoajao mais prxima eslava na
distancia de dous tiros de espingarda, grilavam soc-
corro.
No meio dessa desorden) um homem adianlon-se a
passos precipitados para Auna, a qual linha lirado
alraz. A moca reconlieccu com admiraco a Arlhur
Mobray, cujo semblante pareca paludo e'triste. Elle
pegou-lhe da mao dizcndo-lhe em voz baixa:
Tinham-me prohibido hoje v-la, deixe-me dar
gracas a esse incendio que lira-me a senha. Vejo-a,
quo me importa agora o mais!
Como a rapariga ouviudo-o conlinuava a andar,
elles enlraram no paleo no momenlo em que Arllnir
pronunciava estas ultimas palavraa. Por um inovi-
mento rpido como o pcnsamenlo. elle separou-a da
mullidao, o que Ihe era fcil, pois Anna limida e
commouda deixava-se conduzr sem saber para onde
ia, e litando como nvolnilariaiuenle um olhar fas-
cinado ubre o incendio, abandonara o bracn 'ao
sen guia.
( C'oniHHarj-ii(i.)
V -




/
como mu brilbaule signal destinado a manifestar a
lodo o mundo i'in que consiste a verdade, a sabcdo-
ria, o a felcidadc, c onde sao i ncoulradas. Nao he
(accrescentou elle ao concluir) sem un particular
designio ii Divina Providencia que i Bealitic.ijo
da im.su i ibre pastora fui celel rada ro dia em que
a Igreja honra o patrocinio de S. Jos. Assiin tomo
a Unja diz aos seus fithot, lie ai Joseph (ide a Jo-
s); da misma maneira parece dizer-lhes lioje lie ad
Germana.il ,lde a Germana.)
Depois lesta aUocucSo, promtrtfcada cn> italiano,
c il i qual due-nos poder upeuas dar rima idea im-
perfeila, ti Sanio Padre rigebeu das mito de Mgr.
Estrado a reliquia da Santa; e aseu i rimero n uvi-
menlo foi tirar a caps, btiijar a reliquia allecti osa-
mente, tacara fronte com ella, e boija-la outra vez
com a mais terna devojo. Ao apreseutar a vida
franceza, Mgr. Estrade nomeou o autor, e Sua San-
tidade, com urna benignidade cheia de indulgencia,
dignou-se proferir algumas palmas da mais palcr-
nal bundade. Sua Santidade (oube om prazer que
nina dai iiravuras linha sido compo.lr pelo Rev. pa-
dre Bes momeo o. accresceulou, Hei de esliidaVla. d ,
i.iiiiidni Santo Padre expressou, com a mais
amavel shiplicidade, lodosos sonlimeutos de alegra
que llio ciicliiam a alma, retiro i-se p,ira o sen ga-
binete, onde elle se digne u receber ero particular a
audiencia dcMgr. Estrade e M.o abbtule Berger, vi-
gario geral e enviado do -irccbispo de Tolo-a.
Accresr cutariamos que a ooilo, antes de ir I!; -i 1 i-
ca orar Beata, a Santo Padre leve i bondade de
receber o artistas franceses, que trabalharam pela
gloria da santa pastora, e pelo que elle expressou-
llies toda a sua salisfacAo. Seja-nos licito lamben)
accrescentar que, depois da nraeo do Santo Padre,
cujofervor j foi noticiad), Mg\ Estrade, assistido
pelo abbade Baslhier, conego de 'lutosa, um dos
maiszelosos promotores da causa, oflereceu
Saotidaiii, com urna segunda c ipia da vida e entra
gravura da Beata, um magniQi o ramalhele artificial
feito pelas malas de S. Vicente! de Paulo, do con-
servatorio de S. Onofre. lie urna das usanzas des-
tas solemnidades.
Diz a I'.-ciiplura que Dos lie admiravcl nos seus
.santos. Onde poderiaalguem jchar urna confirma-
ran maii (vidente delta ventado '.'Ei-la ahi esta hu-
milde, pobre, e ignorante pastora de urna pequea
aldeia oe Franca, estacreatora valetudinaria, lilei-
jada, quasi leprosa, que n capital do mundo chr.slio
saudou cora o titulo de Berna vui turar a! O Vigario
de Jesiw Chrislo prostra-s; aos ps delta, beija-lhes
as reliquias, que se tornaran) para a fe mais precio-
sa do que ouro ejoias. A Franja pelo intermedio
do' scu crr.baizador o de sju general, vem cortej-la,
c celebrar a sua gloria. Os principes o grande po-
vo, os ornamentos dislinctos da scien:ia e das arles,
conlendein pela honra de sereru adm tlidus a cou-
lemplar o seu triurppho. Em breve todo o mundo
chamar sua Bemaventurada, e na vuspera de urna
nova irrupjo de barbaros que ameaja a nossa civi-
lisaj3o v .i nossa f, as najos chrsians hito de invo-
ca-la coma urna nova Genoveva, e pedir-lhe-hAu
que se cp|)onlia a este novo azorragun de Dos. Eis
a loria, eis o poder, que Heos d aos seus mais hu-
mildes o mais fracos senos. Eis como elle recom-
pensa os seus amigos Adoremos os seus designios,
e suppli queraos com con lian ja a B jumen turada
Germana Cousip.
Breve de Beatificarlo concernente vtneravel Ger-
mana Cousin de Pitra1:.
PI P. P. IX.
Dos irr morlal, que he o creador a o :fi n-
denle todas as cousas nada aborrece mais do que o
lonco orgulho do corceo humano, e por esta razao
tem castigado e flagellado aquelles quc.couliam na
sua prupria forja, e sao enfatuados de orgulho; mas
tem confirmado com celeste coadjuvajao o humilde
eo abjeclo, e lhes tem permittido iriumphar em
qualquer especie de ardua empreza. N3o foi nos
aolgos lempos somente que elle dirigi a mao de
um menino a punir a audacia do giganta Philisleo.
e armn a mao dircila de urna mulher pacifica para
malar Olophernes; mas em lodos os aeculos Bubse-
quenles Leos lem escolbido os fracos do mundo pa-
ra confundir o forte.
Anda mais, temos visto que ilo acontecen
no seclo XVI da igreja, no qual se:ulo, ao passo
que os homens ensoberbecidos, esm certeza v3a e
falsa satiedria hostil a Dees, e r;cusando, por
orgulho, submeter o enlendimento ,i obediencia
da fe, produziram para ruina das alm-i os erros mais
horriveii e monstruosos, urna humilde c simples
virgem, nascida em urna condirao obscura, que pra-
licou verdadeira eaincera reiigiao, sene o divinamen-
te dotada,com o espirito desabedoria e enlendimen-
to, foi Uto exaltaba cima do seu seculo e cima da
sua condro no exercicio das mais challadas virlu-
des, que hrilhou semelliante a urna nova estrella
para illnslrar, nao s a Franja, ondo ella lirou a
sua origeni, mas a igreja universal. >
Alm disso, esta virgem nasceu de [ais pobres em
l'ibrar, una aldeia dentro dos limites da diocesede
Tolosa, no auno de 1579, e sendo lavaJa as aguas
do hapiUnio, receben o (lome de Germana. Desde
a sua mai; tenra infancia, achando occasfo para
soffrer, ella, ran um amavel corarlo, entrou n ca-
mlnho da virlude, que era cheio d; asperezas
porque, sendo privada de sua mai, siffreu a hostil
disposijao da madrasta, e sendo eipu isa da casa do
pai por que foi accommellida de escrfulas, emprc-
gou-se em guardar o rebauho. E a veneravel vir-
gem elr-vou-se nesta especie de vida atea santidade,
porquo na solidao dos campos c no silencio dos
bosques ella se retira va mais fcilmente das cnusas
humanas c transitorias, c lixava o sen espirito com
mais forja em Dos, e, abrazndose no amor do
Allissimo, nunca desisti das suas orajes, ou ella
condur.isse o rebauho ao pasto, ou appicando-se aos
irabalhms feminis, eslava sempre tirando o fio da sua
roca.
.Nunca deixuu, quer pela exlensao d> dia qner pe-
lo mao estado dos caminhos, de cumprir cuidadosa-
mente os deveres da religiao; pois que, llenando o
seu reban lio nos bosqaet, e sendo sustentada pela
csper.inja da Providencia Divina, ella ia todos os
, dias a igreja, posto que distante, afim de assislir as
varadas ceremonias; e (requentcmen c se purilica-
v a pelo sacramento da penitencia, e se refrescava
n>m o alimento da mesa divina. Venerava a mJi
de -Dos como urna fitha venera sen pai, e freqoenle-
mene mauifestava-llie os oflicios de piedade e de
serv'n; "brigatorio.
Serf'. totalmente inflammada com a caridade para
com Deis, ella amava tatnbem os seus visinhos cor-
ilialmenia,. e procurava beneficia-los, tanto quanto
|iennillia-l,lie a humilde condirAo da sna fortuna,
em ludo qujnto pertencia atma e ao corpo. En-
t.lo acosturno'u-se a instruir os menines nos myslc-
rios da f, e as(orma-los para a piedad!, e a privar-
se do ponco piw, que tiulra para o -en alimento,
malaxa a fnme^o necessitado. Mas ella exhibi
excmplos da maiV.illuslre e singular especie de bon-
dade, paciencia e iirmeza. Com effeilo, sendo ex-
posta ao calor ao li'ic no dever de guardar o re-
bando que lhe tora confiado, sendo lorlurada desde
os seus mais lenros anos com n cnlermidade das
escrofulae, e muitas ve*es quau lo vollava para casa
de seu pai, sendo spera e cruelmente castigada pe-
la madrasl, c ohrigada a jazer no chao em urna al-
enva escora da casa afn;, de dcscanjir. nunca foi
vencida por tantas afijSes e inconmodos, mas
sempre moslr-iu a mesma seenidade de semblante,
como quem goza no mais alto {rro, sofi rendo e sendo
desprezada, alim de lornar-se s'melbaate a imagom
do lilho le Dos.
Oiu31:0 a innocente virgem trilhava alegre e cons-
anie do caminbo da perfeijao chriataa, que havia
mprehendido,- oropeusa do seu merecimento, e trecou urna vida
"leia de triizcrias por urna eterna e bemaventurada,
no vigsimo segundo anno do sua idade. Virtudes
de semelhanle esplendor nao deviam so Denla, im{.Tc-
sionar de lodo e grangear-lhc a opiniao de stntida-
de, mas se espalharam por toda a parle, e ateVecc-
beram extraordinario incremento quaado, O anuos
. depois da sna partida dcsla vida, os i estos morlaes
da virgem foram encontrados n?o corromiidus e in-
' tactos, e caberlos com fres-as flores. Em verdade a
este prodigio se junlaram oulres nuilos roilagres
pralicadus por virtude celeste no Inmolo da serva de
Dos, eneja fama desperlou a allenca > da corte ar-
rliiepi^cepilde Tolosa, que julgou conveniente inves-
ligar nao m acontecimenlos mirculoson como os pro-
prios restes, que anda eslo insepallcse coiiliuuam
incorruptos; e duas lesleinunhas de vista, que lia-
viam eoiil ecido cabalmenle a veneravol Germana
durante a sua vida, confirmaran) o fallo de que es-
tes restos llieperlenciam.
Os preados de Tolosa reconheceram que esta ex-
celsa virlude, provada mesmo.pelo leslemunho di-
vino, eradigu de receber as honras dos Bemaventu-
rados pelojulgamenlo da S Apostlica; masaqucl-
le lempo, carregado de afflcjao c tristeza para a
igreja universal, aaim como para o negocios da
Franca, impedio que esta causa fosse instituida. E
os conselhos da Providencia Divina devem ser ve-
nerados, os quaes reservaramefia cauia para o nos-
so secute, .ifim de que, propendo o ejemplo desln
virgem, que, pelo camiaho da innocencia eda hu-
mildade. 8! elevou iloria e s honras dos bema-
ventnrailoi!, a f, que no espirito de rmitos j esla-
va quasi extincla, podesse ser despeilada e vivifi-
cada, e pela disciplina da igreja calhotica os coUu-
mes fostem emendados. Mas como i se haviam
passado duzcr.tose quarenlae dousaunos dapoisda
norte da eneravel serva de Dos, pareca quasi im-
pontvel que se acliassem prevas para ejulgamenlo e
oame das suas virtudes, e dos milagre operados por
na nlercessiio, alim que ella podesse ser inscripta
no registro dos bemavenlurados.
Mas Dos, queexalla os humildes, rjmoveu a dif-
ficuldade ; nao se pode crer que, sem esla peculiar
providencia, urna consUnle o inteirc tradljao das
accoes e do prodigios da veneravel Germana hou-
yesse chegado at os noiso lempos. J2 em verdade
be extraordinario que as familias que moravam era
I ibrac quando ella viva, anda|cxistam c l habitara,
o a vida humana lenha .ido tao prolongada entre
ellas, que j memoria dos iconlecimenlos lenha che-
gado ale os nossos lempos pelo intermedio de Ires
ou qualro lesteinunhas. Mas as virtrides desta in-
iiocenussiria virgem, e a nflo interrorjpida serie de
milagrea tem sido transmiltidas pelos avs em aves
aosseus desccndenles de (crceire e cuarla gerarao
rom tal f e integridade, que em Iflo gisnde interva-
lo de anno-. a ingenuidade mostrada por todos em re-
lata-las he maravilhosa,' a sua siropliedade he ma-
ravillio:;, u coherencia entro todos he maravilhosa,
queslo n verdade os signacs e argumentos mais
cerlos da verdade.
Nesta conformidade, depois de umadiscuss3o es-
crupulosS (lincemente s irmja da vtneravel Ger-
naua que love lugar na congregarlo dos nossos ve-
neraveis innaos os cardoaesda SanlalgrejaRomana,
segundo a rreservajito dos sagrados Vi I os. Nos, d-
Deos, por decreto publicado a 7 das kalendas de ju-
nho de 1850, aberlamenle declaramos que foi instau-
rado o processo concernente s suas virtudes no he-
roico grao. EulBo na mesma Congregajilo foi esta-
bcleeido o julgamcnto concernente aos qualro mila-
ures, que se dizia ter sido pralicados p.or Dos por
sua intcrcesiao, c quaudo depois de severo cxnme,
foram opprovados pelos suffragios dos consultores e
pelas sentcueas dos cardeaes, nos, lendo primeira-
mente implorado a coadjuvajao assistencia celes-
tial do Pai das l.uzes, publicamos um decreto con-
cernente verdade dos dilos milagrea a Ires das no-
nas de maio do presente anno, 18.">3. E a mesma
CongrcgajSo dos cardeaes, se reunindo em Nossa-pre-
senra. segundo o coslume, um dia antes das kalen-
da.de junho, e lendo recolhido os suflragius dos
consullore, unnimemente delcrminou que quando
juk'assemos conveniente, as honras dos bemavenlu-
rados poJiam livremeute ser decretadas Veneravel
Serva de Dos, com Iodos os indultos, al que a sua
canonisaro solemne fosse celebrada.
Porlanlo, nos movidos pelas supplicas de lodos os
bispos e de todo o claro- secular e regular da Franja,
por conselho dos mesmos cardeaes, vista do exame
dos direilos legitimos, em virtudo da Nossa autori-
dade apostlica, em virlude do theor das prsenles
lellras, concedemos a faculdade de que a mesma Ve-
neravel Serva de Dos Germana Cousin seja para o
futuro chamada pelonomede Bemaventurada, e que
o seu corpo e os restos ou reliquias sejam franca-
mente cxposlas i adoraran dos fiis. Alm disso. em
cousequencia da dila autoridade, concedemos que a
missa c o oflicio de Communi t'irginum scjsm an-
imalmente recitados em honra della com as orarnos
proprias approvadas por Nos segundo as rubricas do
inissal e do breviario romano.
Com ludo s concedemos que isto seja feilo em Pi-
brac c na diocesc de Tolosa no dia 1.) de junho por
lodos os liis, lano seculares como regulares, os quaes
sao obrigados a recitar as horas cannicas, e, quanto
s missas, tambem pelos sacerdotes que vierem s
igrejas onde a festa for celebrada. Emlim, conce-
demos que no primeiro anuo da data dcstas lellras
as solcmuidades da bealilicaj3o da supradila Serva
de Dos sejam celebradas as igrejas da diocese de
Tolosa com missa e oflicio do rilo dplex major; o
que ordenamos seja feilo no dia que for desiguado
pelos Ordinarios, e depois que asmesmas solemnida-
des houverem sido concluidas na Baslica do Vatica-
no. CnnsliluijOcs c ordenanjas-apostolicas e decre-
tos publicados, de non cullu, e oulras cousas ao con-
trario nao obslanle. Mas queremos que s copias
dcstas lellras mesrao impressas, com lano que le-
uhara sido subscriptas pela mo do secretario da su-
pradila Cungregajo, e fomecidascom o sello do pre-
feilo, se d precisamente a mesma f que foi dada
aos exames judiciaes, como se dara siguificacio da
nossa vontade na produejo dcstas lellras.
Dado em Roma, na baslica de San Pedro, no pri-
meiro dia do mez de julho MDCCCLI1I, uo oltavo
auno do nosso pontificado.
A. Card. Lambruschini.
Loco -y. Sigilli. [The Tablet.)
INTERIOR-
B10
pois de termos enderewaCo fervorosas supplicas a
DE JANEIRO.
SENADO
. Dia 1 de julho.
Aherla a ses?o, he lida c approvada a acia da an-
teceden le.
O primeiro secretario l a carta imperial, qoe no-
ma senador do imperio ao Sr. Jos Mauoel da Fon-
seca.
He remet ida com urzencia commisso decons-
lituie.io, com as actas da respectiva cleirao, a que
se proceden na provincia de S. Panlo.
Sao eleilos por sorte para a depulaeo, que tem
de receber o Sr. ministro da guerra, os Srs. Lopes
Gama, Aleocar, Eernaudcs Chaves.
I.e-se e tica sobre a mesa o seguinle parecer :
a O oflicial-maior e mais ofliciacs da secretaria
do governo da provincia da Baha pedem a esla au-
gusta cmara que, interpretando o decreto de 7 de
agosto de 1832, pelo qual foram elevados os ordena-
dos dos dilos ofliciacs sera prejuizo dos emolumentos
legacs por inleiro, haja de declarar que a sua dispo-
sijao compreheudc tambem por inleiro em favor
dos supplicantcs os emolumentos provenientes dos
despachos das cmharcarOes de que trata o decreto
de 8 de junho de 1831, o qual s lhes conceden I ler-
ja parle dellcs, adjudicando as oulras duas parles a
fazenda publica,
Parece s commisses rcumdss de lcaislacao e
fazenda que depois do aclo addicional de V2 de a-
goslo de 1834, este negocio nao tem maisobjecto, vis-
to que os supplicantcs passaram a ser empregados
provinciaes, rujos ordenados o emolumentos s po-
den) ser marcados pelas respectivas asserableas ; c
quando sejam sujeitos a algum servijo geral, devem
conteular-se com as gralificaeoes que lhes designar o
governo l--i.iI.
Pajo do senado, em :tt) de juuho de 1854,
l'isconde de branles.'menta Bueno.Mendes
don Santos.Rodrigites Torres./. Francisco l'i-
annn.
Passando-sc ordem do dia, sao approvadas sem
dbale, era 2.a discussao para passara 3.a aresolujao
do senado, aulorisaodo o governo alterara tabella,
que regula o quantilalivo das csmolas das sepultu-
ras ; c em 1." e 8.a discussao, para passarem 3.-',
as proposijes da cmara dos Srs. deputados, appro-
vando as pensftes concedidas a D. Mara Angclira
Fcrreira Mena Brrelo c a Rodrigo Lopes da Cunha
Menezes.
Sendo inlrodiizido o Sr. miuislro da guerra, com
as formalidades do eslylo, loma assenlo na mesa, c
cnulinua a 2." discusso adiada pela hora na ultima
sessao, do art. da proposta do governo, fixando
as forjas de trra para o auno finaneciro de 1855 a
186: conjunclamenlc com a emenda do Sr. Hol-
landa Cavalcanti, apoiada na sobrcdila sesso.
O Sr. Bellegurde ( ministro da guerra) responde
aos Srs. D. Manuel e Hollanda Cavalcanti, os quaes
tomando a fallar, insislem em suas opinioes acerca
do artigo em discussao.
Pelas duas horas da larde, verificando-se nao ha-
ver casa, lira a discussao adiada.
O presidente designa a ordem do dia c levaula a
sessao.
3
Lida e approvada a acta da antecedente, o." se-
cretario d coala do scguinle expediente :
Um requcrimcnlo da ordem lerccira de S. Fran-
cisco da Penitencia, pedindo faculdade para pos-
suir em bens de raiz at o valor de cem contos
de res. A' commisao de legislajiTo.
S3o eleilos por sorle para a deputajao que deve
receber o Sr. ministro da guerra, os Srs. D. .Manuel.
Muniz o1 Mendes doa Sanios. -
Lem-se W seguinles pareceres :
1. u A commisso da mesa examiuou a indica-
do olferecida pelo Sr. senador Monlezuma na ses-
sao de 28 de junho lindo, para que seja reformado
o art. 77 do regimcnlo, na parle em que dispe, que
na segunda discussao dos projeclos se couvcrla a
sessao em commiss3o geral, afim de que nao seja per-
mittido fallar-se sen3o o mesmo numero de vezes
estabelecido para as oulras discusses.
a A mesa, leudo em vista as razes com que foi
sustentada oralmente a indicaran e que considera
procedentes, he de parecer que seja reduzida a ar-
tigo a sua materia, c adoptado com o segrale ad-
dilamcutn que submeltc approvajao do senado.
o Nao se poder fallar em qoalquer discussao mais
de duas vezes; salva a disposijao do art. 91 do re-
giment, e quando por falla de numero para formar
casa, nao se puder volar, julgar-se-ha encerrada a
discussao ; Picando alterados dcsle modo os arts. 77
e 99 do mesmo regiment.
Pajo do senado 3 de julho de 1854. Manat
Ignacio Cavalcanti de /.acerda, presidente. Jos
da Silca Mafia, 1 secretario. M. S. M. I al-
lasques, 2. secretario, ( vencido ) Antonio l.u-
iz Dantas de Barros Ijcitc, 3. secretario. Jos
Joaquim Fernandos Torres, 4. secretario.
2." A commisso de mariuha e guerra tendo
examinado allenlamenle o requeriinento que a esta
augusta cmara dirigi o 1." lenle do 1. bala-
Ibao de artilharia a p. A;, res Antonio deMoraes An-
cora, c os documentos que o acompanharam, assim
como a informajao dada pelo respectivo ministro ;
lie de parecer que seja nutorisado o governo para lhe
conceder a passagem que pede para o corpo do es-
tado maior da 1 classe do exerclo, visto ter ja as
hahilitajocs scienlificas para poder l.-em servir em
lal corpo, e nao resultar de sua passagem prejuizo
ou prcteriro aos ofliciacs qu e nesse corpo j ser-
ven) : por isso que lia vendo nelle sois vagas de ca-
pilaes s exislcm Ires primeiros (cnentes para aspre-
encher.
a Accrescendo 1er o snppli canle j servido em
campanha como oflkial de eshido maior, e achar-sc
actualmente eropregado, como lal, em o laborato-
rio Pyrotcchnico do Campinho, e por isso oflerece a
seginte resolujao :
A assemblea geral legislativa resolve :
o Arligo nico. Tica o go\ erno aulurisado para
transferir do 4. balalhao de ; rrtilharla a p para o
eslado maior de I." classe do excrcilo o 1. lenle
daquelle balalha A>res Anlo nio deMoraes Ancora,
revoaadas as dispc.sjjoes em c onlrario.
Paco do senado, 3 de julho de 1834. Afar-
quez de Caixiar. Hollanda Cavalcanti.
3. o Chrisliauo Mauricio Slocklcr do Lima, leu-
do frequentado o auno passado as aulas do 1." anuo
oo curso jurdico de S. Paulo, c lendo sido mal suc-
cedido no exame respectivo, tornou-se a matricular
uesst mesmo anno, emprehendendo frcquenlar ao
mesmo lempo, como ouvintc, as aulas do 2., como
moslra pelos atlcstados junios.
He instas circunstancias, e para n3o perder um
anno no curso de seus estados que ello recorre a as-
semblea geral, afim de que lhe seja recebida a fre-
quencia do segundo anno, e elle autorisado a fazer
aclo desse anno depois do approvado as materias
do primeiro.
A commisso de inslrucjao publica a quem foi
remcilido o requerimenlo do supplicanle ; conside-
rando que suas circunstancias sao idnticas com as
de outra petic.iu que elle j relaten Tavoravelmenle,
he de parecer que o senado outorgue a graja que se
lhe pede, c para isso propOe o seguinle projeclo de
rcfelurao :
A assemblea geral legislativa resolve:
Art. 1. O governo he autorisado a mandar que
ocstudanlc Chrisliann Mauricio Sluckler de Lima,
que troquen!.! como ouviulc o segundo anno do cur-
so jurdico de S. Paulo, seja admitlido a fazer acto
desse anno, moslrando-sc primeiro approvado as
materias do anno antecedente.
Arl. 2. Ficam revogadas as disposijOcs em con-
trario.
a Paco do senado em 1 de julho de 1851. Ara-
ujo libeiro. Jote M. C. Jobim.
Vao a imprimir, julgaudo-se o terecro parecer
objeelo de deliherojao.
Passando-se i ordem do dia, he approvado, sem
debate, cm 1." e 2. discussao, para passar a 3.a a
proposijao da cmara dos Srs. depulados, approvan-
do a pensao concedida D. Francisca de Assiz Me-
nezes Maccdo.
Sendo inlrodiizido o Sr. ministro da guerra com
as formalidades do estylo, toma assento na mesa ; e
eonlinua a 2.a discussao, adiada pela hora na ultima
sessao, do arligo 2. da proposla do governo fixando
as forjas de Ierra para o anuo financeiro de 1855 a
1850' ; conjuntamente com a emenda do Sr. Hollan-
da Cavalcanti, apoiada era 30 de junho prximo
(indo.
Julga-sc discutida a malcra, e entra em discussao
o art. 3. da proposta.
O Sr. D. Manoel cmbale o arligo, e conclue o
seu discurso declarando que esl promplo dar ao
governo a aulorisajao para destacar qualro, seis,
dez ou vinle mil guardas nacionacs, aquelles que
forera precisos em circumslancias extraordinarias,
comanlo que o Sr. minslro da guerra faja extensi-
vos aos guardas naciouaes destacados os mesmos pri-
vilegios e iscmpjes que tem os cadetes, para que
inlo succeda que, s vezes, por vinganjas mesqui-
nhas, o filho de qualquer possoa grada do paz seja
chamado frente de scu corpo afim de ser chiba-
lado ou castigado com pancadas de espada de pran-
cha.
O Sr. Ministro da Guerra diz que o governo j
pensou ncsla ques(3o, e que linha mesmo leujao de
apreseutar urna medida a respeito, com tudo, como
a idea esl aventada, declara que precisa de consul-
tar seus collegas no ministerio a respeito, e que de-
pois apresenlar na lerccira discussao da proposla
de lixarao de forras d trra urna medida leden-
le a remediar o inconveniente a que se refere o Sr.
senador.
Quanto s oulras observajocs que faz o Sr. sena-
dor pelo Rio Grande do Norte, como nao se refere
materia em discussao, pede licenja para nao oceu-
par-se dcllas.
Julga-sc discutido o art. 3. c passa-sc ao arl. 4.
da proposla.
Depois de algumas observaeOes dos Srs. marquez
de Cavias, ministro da guerra c I). Manoel, julga-sc
discutido o art. 4. c entra em discussao o artigo 5
addilivo das emendas da cmara dos senhores de-
putados.
He apoiada a seguinle emenda :
Supprima.se o artigo addilivo. Hollanda Ca-
valcanti.
Havcnuo feilo algumas rcflcxes os Srs. Hollanda
c ministro da guerra.
He discutida l materia, retira-se o Sr. ministro, e
sao approvados os arligos 2, 3. e 4, da proposta. O
arl. 5. addilivo das emendas da ramara dos Srs. de-
putados he rejeilado bem como as emendas do Sr.
Hollanda Cavalcanli.
Posla a volajto a proposta assim emendada, lie
approvada para passar 3.a discussao.
He approvada sem debate cm 1.a e 2.a discussao
a proposijao da cmara dos Srs. depulados ; appro-
vamloa pernio concedida a D. Emilia Candida Vian-
na Bastos.
Verificando-se nao haver casa o presidente d
para ordem do dia o restante das malcras dadas pa-
ra hoje, e a 3.-1 discussao da proposla do governo c
emendas da amara dos Srs. deputados, fixando as
forjas do mar para o anuo financeiro de 1853 a
1858.
Levanla-se a mato meia hora depois do meio
da.
A's 10 ,';' horas damanhaa, feita a chamada, a-
cham-se presentes os Srs. Mafra, Mello Mallos, Mu-
niz, Vallasques, Dantas, Fernandes Torres, Rodri-
gues Torres, Pimcnla Bueno, Souza Ramos, D. Ma-
noel, Fernandos Chaves, Gonjalvcs Marlins, Viscon-
de de branles, Viscondc de Mont'Alegre, Cunha
Vasconccllos, Paula Pcssoa, Mendes dos Santos,
Araujo Ribeiro, Marquez de Ilanhaero, Vergueiro,
Atinja Vianna, Marquez do Valenja, Jobim, Lim-
po de Abren, Miranda Rbero, e Vianna.
O Sr. Tosa participa nao poder comparecer por
ncommodos de saude de pessoas de sua familia.
O prcsidenle declara nao haver casa, e convida
aos Srs. senadores (Presentes a oceuparcm-se cm tra-
balhos de commissOe. Os Srs. Soares de Souza e
Marquez de Cavias, comparecern) depois de se 1er
verificado nao haver casa.
ciaes da installajao, conlenlando-ic os demais com
a remessa daquellas; e que das assemblea* paro-
chiacs nem se quer urna acia lhe foi prsenle. Por
onde vio-se a commisso forjada a acostar-ser aos
mesmos collegios para ajuizar de sua organisajao e
da crialidado das eleijes primarias.
Assim que das referidas aulhenlicas se deprehende
que o processo cleitoral andou sereno e do conformi-
dade com a le: e verificando as apdrajes parciaes
e total, nao denarou a commisso coro erro algum de
calculo que altere a lisia trplice apresentada ao po-
der moderador, a qual he porlanlo o verdadeiro re-
sultado d3 elcieao.
o Occorrendo porem algumas duvidas, posto que
de nenhum valor para a apreciaran da elcjio, cum-
prc todava expo-las ao senado, porque a Sua deci-
sao he indispcnsavel para firmar a legilimidade e
competencia dos cleilores, que na provincia de S.
Paulo devem servir as eleijes de senadores, que
possam dar-se no correr da aclual legislatura.
a No collczio da capital lomaram-se em separa-
do os votos dos tres eleitores da freguezia de S. Ber-
nardo. Duvidoo-se da legalidade da sua eleijao,
por que servir de secretario da assemblea paro-
chial o mesario supplcnlc Jo3o Jos da Silva Ponte,
c lera as listas o mesario eleilor F'rancisco Marlins
Bonilha, contra a ledra do art. 47 2 da le de 19
do agosto de 48i6.
a A commisso entende que essa troca deffuoc-
coes nao vicou a eleijAo, e constando da acta que
o eleilor eslava impossibillado de exercer o lugar
de secretario por doenja chronica.
Ahi foi oulrosim lomado parle o voto de um
eleilor da freguezia de Sanio Amaro. Dcvendo essa
freguezia dar cinco eleitores, a mesa parochial ex-
pedir diplomas a seis cidadaos, o ultimo dos quaes,
Francisco Antonio do Oliveira, volou em separado.
A commisso esl pela deliberajao do collegio, c
considera Ilegitimo o dito eleilor, porque a fregue-
zia lendo 211 votantes qual lirados nao pode dar
mais de cinco elcilores.
o Por igual razao de excesso de numero mandn
o collegio de Taubal escrever em separado os votos
dos dous eleitores menos votados da freguezia de Pin-
damonhangaba, Antonio Marcondes Homcm de Mello
c F'rancisco Jos Clemenlino.
Na eleijao anterior tinha essa freguezia dado
vale eleitores, e agora aprsenla vinle e dous, nu-
mero que uao pode caher-lhe por ir alm da 5.a
parle dos que leve em 1814.
ir L-sc na acia que esse augmento provm de en-
corporaco de territorio rccentemenle feila na fre-
guezia ; mas a commisso nao se julga habilitada
para dar parecer sobre este ponto sem informajes
mais i reun.lanciadas. f
" O mesmo acontece em Ilapelennga. Compare-
cern) 18 eleitores da freguezia da villa; mas enlcn-
dendo o collegio que deviam ser 15 por ser o nu-
mero correspondente a 608 votantes qualficados,
como na eleijao do auno passado, manduu tomar
em separado os votos dos 3 ullimos eleitores menos
vetados, sem com tudo declarar seus Domes na acta.
A commisso approva adecsaodo collegio, e acha
que os tres elcilores devem ser eliminados, e decla-
randoe os nomes.
cante; e para isso tem a honra de propor a esta
augusta ramara a seguinle resolujSo :
Arl. 1. I -'ira autorizada a Ordem Terceira de S.
Francisco da Penitencia, da cidade de S. Paulo, pa-
ra possuir bens de paiz al o valor de cem contos de
res, dispensadas para esse effeito as leis de amorli-
sajSo, que o prohiben).
Arl. 2. Esla conceasilo he feila com a clausu-
la de se converterem taes bens em apolices da divi-
da publica inalienaveis, realisada nos prazos marca-
dos pelos competentes juizes de capellas, e reserva-
dos smente os terrenos e predios qoe forem preci-
sos para o servijo propro da ordem.
Arl, 3. Ficam mocadas as disposijes em con-
trario.
Pajo do senado, em 4 de julho de 1834.Men-
des dos Santos.lmenla Bueno. Lopes Gama.
0 primeiro parecer he approvado, c o presidente
declara senador do imperio ao Sr. Jos Manoel da
Fonseca, e qne se lhe vai ofllciar para vir prestar
juramento, e tomar assento no senado. Os oalros
pareceres v.la a imprimir.
Vem a mesa o seguinle
REQUERIMENTO.
Requeiro ao senado licenja para retirar-mo antes
de lia-lar a presente sessao, e mesmo sahir do im-
perio por algn* mezes. Pajo do senado, 5 de julho
de 1851. Gonralves Marlins. He remedido
commisso de conslilujao.
1 ira o senado inleiradoda participarlo de hicom-
raodo de saude do Sr. senador Viveiros.
Passando-sc a ordem do dia, s3o approvados sem
debate em Ia. discussao para passarem a 2. os pa-
receres das commisses: 1". sobre o projeclo offerc-
cido pelo fallecido Sr. senador Maia, acerca da dizi-
ma da chancellara, como pena dos que fazem ma
demanda; 2". da mesma commisso sobre o reque-
rimenlo dos administradores do hospital dos La-
zaros, pedindo dispensa das leis de amorlisajao; 3.
das commisses de legislajao e assemblea* provinci-
aes, sobre as represcnlajes da assemblea provincial
de Minas Gcraes, pedindo a creajilo de urna rolaran
na mesma provincia : 4. das commisses de legisla-
jao c de fazenda sobre a rc.prcsentajao da assemblea
provincial de Minas Geraes, pedindo o pagamento
de dividas provenientes da pacificajao da mesma
provincia em 1842; em Ia. discussao para passar
2". e resolujao da commisso de ioslrucjao publica,
autorisando o governo a mandar admillir a fazer ac-
lo do 1. anno da escola de medicina da corte a Fran-
cisco de Salles Percira Pacheco; em 1. e 2.a dis-
cussao para passar 3 a proposijao da cmara dos
Srs. depulados, approvando a pensao concedida a
D. Rila Bernardina de Almeida; e em 3a. discussao
para ser enviada sanejao imperial a proposta
do governo e emendas da ramara dos Srs. deputa-
dos fixando as forjas navacs para o anno financeiro
de 1835 a 1836; devendo ir primciramenle a com-
misso de redareao.
O prcsidenle designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
Pelas 10 horas e meia, reunido numero sufficien-
le de senadores, abre-se a sess3o.
Lida c approvada a acia da antecedente, o 1. se-
Em Mogv das Cruzes foi lomado em separado cretario d conta do secuinte expediente:
Lida* c approvadas as actas de 3 c 4, o 1 secre-
tario d conla do seguinle axpedicnte :
Um oflicio do ministro da jusliea, remetiendo os
anlographos sanecionados das resolujes que appro-
vam as aposculadorias concedidas ao desembargador
Gabriel Mondes dos Santos, e ao juiz de direil Ale-
xandre Joaquim deSiqueira. Fica o senado iolei-
rado, e manda-se comniunicar cmara dos Srs.
deputados.
Oulro do 1. secretario da sobrcdila cmara, par-
ticipando que a mesma adoplou e dirige sancj3o
imperial a resolujao que aulorisa o governo para
conceder caria de naluralisaj3o de cidadao brasilei-
ro ao Dr. Jos Francisco Sigaud. Fica o senado
inlcirado.
Outro do mesmo, participando que a cmara dos
Srs. deputados nao pode dar o seu conseiitimenlo
proposijao do senado, aulorisando o governo para
mandar matricular no 1. anno do curso jurdico de
Olinda, Jos Mara do Valle Jnior. Fica o sena-
do inteirado.
Oulra do mesmo, acompaiiliando a seguinle
emenda :
e Emenda feila c approvada pela cmara dos de-
pulados proposijao do senado, aulorisando o go-
verno para mandar matricular no 1." auno do cur-
so jurdico de S. Paulo a Thomaz Antonio de Paula
Pcssoa.
n Arl. 2. (addivo.) O governo fica igualmente
autorisado para mandar matricular no I." anno da
faculdade de medicina da corle o cstudantc Manoel
Ignacio BarbosaLage, dispensado por em quanto do
exame de philosophia, dcvendo porm para ser ad-
mitlido a fazer aclo do anno moslrar-sc habilitado
com a approvajao dcsle exame preparatorio, e com
a necessaria frequencia de ouvinte s lices do mes-
mo 1. auno medico,
a O arl. 2." do projeclo pasaa a ser3..
Pajo da cmara dos depulados, cm 4 de julho
de 1854. l'isconde de Baepenig, presidente.
PrdneUtO de Paula Candido, 1." secretario.
F'rancisco Xavier Paes Brrelo, 2. secretario.
Val a imprimir uo Jornal do Commtrcioi
Leu-sc o seginte parecer : *"
A commisso de cunslituijflo vem dar conla do
examen que prucedeu por ordem do senado as ac-
ias da apuraro geral, e as dos collegios oledora es.
donde se extrado a lista trplice cm que oceupa o
primeiro lugar o Sr. Jos Manoel da Fonseca, nu-
meado senador do imperio pela caria imperial de
28 dejnnho prximo passado.
Antes deludo releva observar que dos 23 colle-
gios da provincia de S. Paulo, smente oilo enva-
la m comas au i en i na- da apurajao de volus a- e*pe-
o vol do vigano Joaquim Jos de Santa Clara, elei-
lor da freguezia de Itaquaqueeetyba. Tevc para si o
collegio que era nulla a eleijao pelas razes seguin-
les : 1.a ter sido a acta escrpta por pessoa incom-
petente -loao Jos Rodrigues Ferreira, que servir
de secretario interino ; 2.a fallar-se na acta era es-
crutadores nomeados, o que he desconhecdo as
eleijes primarias; 3.a nao se fazer menj3o dos no-
mes dos volantes que faltaran) terceira chamada.
A commisso ha mster de informajes circuns-
tanciadas para enunciar sua opiniao a este respeito.
Em conclusao do que fica exposto he a commis-
so de parecer :
al. Que o Sr. Jos Manoel da Fonseca est ha-
bilitado para tomar assento nesta casa.
2." Que sejam eliminados do numero dos elei-
tores os 3 de Itapelcniuga que votram cm separado,
cujos nomes se devem declarar, e o de Santo Amaro,
Francisco Antonio de Oliveira.
3." Que nao se lome deliberajao definitiva
acerca dos 2 eleitores de Pindamonhangaba, o do
nico de Itaquaquecelvba, emquanto nao vierem in-
formajes do governo, que a commisso agora
requer se sollicitem, sobre o augmento daquella fre-
guezia, e a eleijao primaria desta.
a 4. Qac os cleilores de que trata o numero an-
tecedente volem em separado as eleijes que oc-
correrem, emquaulo nao houvera decis3o definitiva.
3. Que todos os demais cleilores, que inlervie-
ram ncsla eleijao, sejam considerados legtimos e
competentes para qualquer eleijao que se d na
provincia de S. Paulo, durante a aclual legislatura :
incluidos os 3 da freguezia de S. Bernardo, cuja
eleijao se approva.
a 6. Finalmente, qoe se solicite do governo a
expedjao das convenientes ordens para que sejam
remedidas ao senado as aulhenlicas das assemblas
parochiacs, todas as vezes que se derem eleijes
primarias para a norccaj3o de senadores, afim de
que possa esla cmara acertadamente julgar da legi-
limidade dos eleitores.
a Pajo do senado, 3 de julho de 183. C.
J. de Araujo vianna. Paulino Jos Soares de
Souza.
O Sr. Araujo t'ianna d algumas explicajes.
O Sr. D. Manoel tambem faz breves conside-
rajes, declarando, que nao pode haver duvida na
legalidade da elcjo do Sr. Jos Manoel da Fonse-
ca, porquanlo a sua eleijao he devida sua capaci-
dade, influencia c serviros.
Sao depois em seguida approvados os seguinles
pareceres:
A commisso de legislajao vio o projeclo de Ici
ollerecido ao senado na sessao do auno prximo pas-
sado, que dirgese a declarar admissiveis no crime
os instrumentos ou cartas teslcmunhaveis dos recur-
sos, projeclo que foi-lhe remedido para sobre ello
nterpor seu parecer.
" Considerada a materia pensa a commisso ser
de ulildade a medida proposta, porquanlo sem que
nada innove quanto aos recursos actualmente estabe-
lecidos, son que seja mesmo um novo recurso, ho to-
dava um complemento cuica/, delle, um meio de
fazer cffeclivos os que a le lem conferido s parles,
evitando abusos que pretendan) impedi-los, e garan-
liudo a devuliijao das respectivas quesles ao tribu-
nal superior competente,
. Accresce a considerajao. que se em materia ci-
vcl e commercial prevalece garanta scmclhante,
como se v das leis referidas pelo aviso do 1. de
selembro de 1849 c pelo arl. 671 do regulamenlo
commercial n. 737 de 23 de novembro de 1850, uio
ha razan porque deiie de ser ella recunhecida na
adminislrajao criminal, cujos abusos s3o em regra
mais prejudiriacs aos direilos e liberdade ndivi-
duaes.
a Considerando, porm, a commisso, que existe
na cmara dos Srs. depulados um projeclo de refor-
ma judicaria, que altera algumas disposijes sobre
o mclhodo de julgar na 2.a instancia he de
PARECER
a Que entre cm discussao o sobredlo projeclo
subslitundo-se os arts. 5 e 6 pelo seginte :
" Art. substitutivo. 0 governo, no regulamenlo
que der para a ciccujao desta lei, he autorisado a
determinar o respectivo modo de julgar nos Iribu-
naes, a quem compele o conhecimeiilo de laes ins-
trumentos, ou carias tcslemunhavcis.
Pajo do senado 27 de junho de 1851. Pnten-
la Bueno. Mendes dos Santos. Lopes Gama.
Foi presente commisso de legislajao o reque-
rimenlo da Ordem Terceira da Penitencia da cida-
de de S. Paulo, no qual allega que ella n.lo lem ou-
lras rendimenlos que nao sejam as joias de enfraila
e prolis-.io que fazcm os licis, e as que animalmente
pagam os irmaos mu-ario*, os quaes rendimenlos
sao insufilcicnles para a cclebrajao das festas, e sa-
lisfajio dos demais encargos da dita ordem : nao
sendo possivcl haver oulros mcios com que se possa
soccorrer aos irmaos pobres e augmentar a caridade
para com Dos no culto pfiblico. E porque existen)
irmaos que desejam formar um patrimonio em bens
de raiz e propriedades, que a mesma ordem nao po-
de possuir sem dispensa as leis de amorlisajao, pe-
de em conclusao essa dispensa, para que possa ler
lugar a posse mencionada at o valor de cem contos
de rcis. Ajuntou cumproroisso confirmado, palo qual
se moslra Icgalmcnte instituida.
A commisso, alten lendo que a oulras ordens e
corporajes de mo-morla se (em concedido igual
graja com a clausula da con \ cr*ao dos bens de raiz
cm apolices da divida publica inalienaveis, peusa
que do mesmo beneficise i iz di na a ordem suppli-
Dous oflicios do ministro do imperio, remetiendo
os anlographos sanecionados das resolujes que ap-
provam as penses concedidas a D. Germana Joaqui-
na de Castro Mascarenhas e suas qualro filhas a D.
Malhilde Delfina de Castro, a D. Rita de Cassia da
Cooceijlo, a D. L'mbelina Leal Ferreira Monleiro,
e a Jos Rodrigues dos Sanios Neves.Fica o sena-
do inteirado, c manda-se communicar cmara dos
Srs. depulados.
Oulro do Io. secretario da sobrcdila cmara, a-
compauhando as seguinles proposijes: '
A assemblea geral legislativa resolve:
Art. 1. F'ica approvada a aposenladoria conce-
dida por decreto de 26 de maio de 1851 ao bacha-
rt'1 Cv i no Antonio de Lemas, secretario do supremo
tribunal de jusliea,com ordenado annual de 1:6623200
Arl. 2. Revogam-se s disposijes em contra-
rio.
Pajo da cmara dos depulados, em 5 de julho
de 1854. V isconde de Bmpendy. prcsidenle.
Francisco de Paula Candido i", secretario.Fran-
cisco Xavier Paes Brrelo, 2. secretario.
- A assemblea geral legislativa resolve:
Art. 1. Fica aprovada a apposentadoria con-
cedida por decreto de5 de junlho de 1834 ao desem-
baruador da relajao do Maranbao Fernando Pache-
co Jordn, com o ordenado annual de 1:200$-
o Art. 2. Revogam-se as disposijes em contra-
rio.
a Pajo da cmara dos deputados, em 5 de julho
de 1831. / isconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, 1. secretario.Fran-
cisco Xavier Paes Brrelo, 2. secretario.
Vao a imprimir, nao o estando.
Fica sobre a mesa a folha do subsidio dos Srs. se-
nadores, vencido no segundo mez da prsenle ses-
sao.
L-se e fica sobre a mesa o seguinle parecer:
A commisso de consUluijo foi presente o re-
querimenlo doSr. senador Francisco Gonjalvcs Mar-
lins, que na forma do art 21. do regiment, pede
licenja ao senado para se retirar anlcs de findar a
sessao aclual, e al sahir do imperio por alguns
mezes.
A commisso scnle que o nohre senador, por
molivo de molestia propria, c de pessoa de sua fami-
lia, como disse na casa, se veja forjado a privar o
seuado do concurso valioso de suas ln/.es: mas en-
tende quo por Ho ponderoso molivo merece o re-
querimento favoravel deferimento, e ho de parecer
que seja concedida a licenja.
c Pajo do senado, 6 de julho de 1854. C. J.
de Araujo Vianna.Viscondc de Olinda. b
Fica o senado inteirado da parlicipajao de incom-
modo de saude do Sr. senador Paula Pessoa.
Passando-sc a ordem do dia, sao appprovadas em
Ia. discussao para passar para a 2a. o projeclo de
resolujao da commisso de fazenda, aulorisando o
governo para despender a quanlia de 10:0009, como
premio concedido Manoel Rodrigues Borges, pela
vulgarisajao dos processos para o fabrico do cha pre-
to de ponas brancas; em 3". discussao para ser en-
viado sanejo imperial, o projeclo de resolujao da
.-amara ilo* Srs. deputados, concedendo ao monte-
po geral dos servidores do eslado o uso-fruclo do
propro nacional, silo ua Iravessa dan Bcllas-Arlcs ;
e em 3a. discusao para serem remedidas cmara
dos Srs. deputados, indo primeiramcnlca commisso
de redaejao, os projeclos de resolujao do senado au-
lorisando o governo um a mandar matricular no 1.
anno do curso jurdico de Olinda, a Benjamn Fran-
Mi o de Oliveira e Mello e a Francisco Severino Ca-
valcanti de 1.acerda, e outro a alterar a tabella que
regula o quantilalivo das esmolas das sepulturas.
Futra em Ia. discuisAo a indicaran com o parecer
da mesa, sobre a reforma do art. 77 do regiment.
Fallara sobre ella os Srs. ministro dos negocios
eslrangeiros, Cosa Ferreira, Jobim e D. Manoel,
o 1". e 3. snslentando-a, o 2. c 1. combalcndo-a,
depois do que a discussao fica adiada pela baia.
O presidente designa a ordem do da, e levaula a
sessao.
a Art. 6. A adminislrajao central teri o titulo
deMesa administrativa da irmandade de S. Vi-
cente de Paulo; e secompor, nos primeiros dous
annos de sua fundajo, de um provedor, um vice-
provedor, um thesonreiro, Um secretario, um pro-
curador e qualro irmaos directores.
Art. 7. (Consenliudo S. M. o Imperador.)
S. M. o Imperador, na qualdade de protec-
tor, se dignar nomear o provedor e o vce-pro-
vedor.
Os oulros msanos serao proposlo polo pro-
vedor em reuniao dos irmaos, que os approvarao ou
rejeilarSo por escrutinio secreto, sem discutir.
Ao provedor compele, logo qHe lomar posse,
designar um subslilulo para os casos de impedimen-
to seu e do vice-provedor.
a No caso de vaga de ambos os cargos, ou de um
s dctles, dentro do biennio, servir para precn-
cherolempo que falle, quem S. M.o Imperador
designar.
a Art. 8." A mesa tratar de formular o compro-
miso da irmandade, e obter a approvajao dos pode-
res civil e ccclesiaslico, para que lenha existencia
legal.
o Arl. 9. Passadns os dous annos da fundaj3o da
irmandade, ser esla regida pela adminislrajao or-
ganisada na forma que o compromisso determinar.
a Art. 10. A mesa administrativa, de que traa o
art. 6, lem o poder de delermiuar as providencias con-
venientes, nao s perpetuidade e engrandecimenln
da irmandade, como fundaran definitiva, desen-
volvimenlo e adminislrajao do asylo para a infancia
desvalida creado pelo governo provincial, e oulros
quaesquer estabelecimentos tendentes ao exercicio
da's virtudes ensilladas c pralicadas por S. Vicente
de Paulo.
Arl. 11. Ao provedor compele :
a i." Execular, ou fazer execular as deliberaces
da mesa;
2. Nomear quaesquer commisses c membros
de admiuislrajes filaes ;
a 3. Convocar reunies extraordinarias da ir-
mandade ;
o 4. Regular as adribuijes especaes de cada
m dos mesarios;
5. Suspender as deliberajes da mesa e man-
dar que ella as reconsidere ;
mesa, e convocar extraordinariamente para objectos
determinados;
a 7. Aotorisar as providencias, de coja demora
possa resudar inconveniente.
o Arl. 12. Os irmaos inseriplos at a installajao
da irmandade terao o UluloFundadores.
a Art. 13. Os nomes dos que se dislnguirem por
grandes e extraordinarios serv jos, ou consideraveis
donativos serao pelo provedor levados alia presen-
ja do augusto protector, para que se digne autori-
aa-lo a conferir-Ibes o litlo deBemfeilores.
a Arl. 14. Uaverum livro especial para inscrip-
j3o dos bemfeilores : a cada nomc acompanhar
urna exposirao dos servijo* prestados pelo bemfeitor,
com declara jan de haver sido competentemente au-
torisado, o quesera authenlicado com a assignatnra
do provedor.
Arl. 15. A mesa determinar os melos de per-
petuar, para exemplo e estimulo dos vindouros, os
grandes servijos quando prestados por aquelles que
forem bemfeilores.
a Arl. 16. As funejes dos mesarios silo esencial-
mente gratuitas.
Art. 17. Os annuaes ejoias dos irmaos serao fi-
lados no compromisso.
a Palacio da presidencia da provincia do Ro de
Janeiro era 24 de junho de 1851.
n Baro do /lio Bonito.
Deliberaciio presidencial creando asylo para a
infancia desvalida.
O vicc-presidente da provincia, autorisado pelo
arl. 20 da le provincial n. 537 de 19 de junho de
1850, delibera o seginte:
a Artigo 1." Fica creado na provincia do Rio de
Janeiro, e assenlado na imperial cidade de Nilhc-
rohy, um asvlo para a infancia desvalida, o qual
ser dominadoAsylo de Sania Leopoldina.
a Arl. 2. O asylo da infancia desvalida he desti-
nado a receber, educar e restituir a sociedade com
algum oflicio ou profissao, os meninos c meninas de
qualquer.municipio da provincia, que, por abando-
ne! absoluta indigencia dos pais, orphandade, ou
o'liesqiier outros motivos, necesslem dcsle soc-
corfo.
a As cundirnos de adraiss3o dos meninos e o r-
gimen do eslabelecimcnlo serao marcados em regu-
lamenlo especial.
Art. 3. O asylo constar dos dous eslabeleci-
menlos seguinles:
o 1. Casa de educa jan em que se recolham, edu-
quen) e receban) a inslrucjao primaria os meninos e
meninas comprehendidos na disposijao do art. 2, c
que tivercm menos de 7 annos de idade.
i 2. Instituto collegial, cm que os meninos e
meninasmaiores de 7 annos, alm da inslrucjao pri-
maria, se a nao tivercm recebido anda, adquiram
algum officio ou profissao porque possam subsistir.
c No instituto collegial serao recebidos quaesquer
oulras alumnos ou aprendizes, anda que au te-
nham estado na casa de educajao ; comanlo que
reunam as condjes do respectivo regulamenlo.
Arl. 4. A casa de educajao, mencionada no
art. 3, 1, ser provisoriamente installada desdeja
no predio que para esse fim deslinar o governo da
provincia, e desde entilo se entender inaugurado o
asylo da infancia desvalida, para serem-lhe ap-
plicaveis lodos os favores concedidos pelas leis pro-
vinciaes.
o Arl. 5. O instituto collegial ser fundado, lo-
go que as circumslancias o permitan).
o Arl. 6- Sao destinadas para fundajito e sus-
lentaj3o do asylo :
a 1.a Aconsignacaoaunu.il que a assemblea le-
gislativa provincial decretar ;
a 2.' A parte qne lhe couber na dislribuijao das
quanlias destinadas s casas de caridade da provin-
cia, visto ser como lal considerado pela lei que au-
lorisou a creaj.lo do estabelecimcnlo ;
3. Quaesquer outras quanlias que lhe forem
concedidas por lei ;
4." Os donativos e legados deixados por particu-
lares, assim como os legados pos nao cumpridos em
tempo competente, que em virlude do disposlo no
arl. 2 da caria de lei de 6 de novembro de 1827 de-
vam pcrlencer-lhe;
o 5." O produelo ;das ofilcinas do inslillo col-
legial.
a Arl. 7. A adminislrajao e suslcnlajo do asylo
da infancia ficar a cargo da irmandade de S. Vi-
ceutede Paulo, logo que esteja encorporada e lega-
lisada, sem prejuizo da fiscalisajao, que compele ao
governo da provincia.
Palacio da presidencia em 24 de junho de 18.
Barao do Rio Bonito.
( Jornal do Commercio.) .
38 de julho.
Vaicrear-se na capital da provincla|do Rio de Ja-
neiro a irmandade de S. Vicente de Paulo, sob a
proleccilo de SS. MM. II.
Aqu publicamos as bases para a cncorporajao da
referida irmandade, restando-nos rnenle accres-
ccnlarqucS. M.o Imperador se dignou unir s
duas condijes que ficarara dependentes da sua ap-
provajao.
Arligo 1.' Fica creada na provincia do Rio de
Janeiro urna irmandade, cuja invocajSo serS. Vi-
cenlc de Paulo.
Arl. 2. O fim desda irmandade he o exercicio
da caridade evanglica, com applicajo especial
prolecj.lo eeducajao da infancia desvallida, porque
lano se illuslrou aquello santo.
a Arl. 3. ( Oblida a permisso de S. M. o Im-
perador. ) A irmandade de S. Vicente de Paulo,
na provincia do Rio de Janeiro, be inaugurada sob
a muilo alia e poderosa proicrjao de S. M. o Im-
perador o Senlior D. Pedro II, e de S. M. a Impe-
ratrii.
a Arl. 4. A irmandade ser installada no dia
que S. M. o Imperador houver por bem desig-
nar, qualquer que seja o numero dos irmaos ins-
criptos.
Art. 5." A adminislrajao central da irmanda-
dade ser instituida na imperial cidade de Nillie-
rohy, o procurar ramidear-se por loda a pro-
vinria do Rio de Janeiro, creando filaes onde con-
jver.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
PARAHIBA.
Cidade d'Arela 18 de jalno.
Depois de desejar-lhe saude e aqnillo com que se
compram os meloes, vou informa-los da agricultu-
ra desla Ierra.
J cm urna das anteriores Ibes disse que aqu im-
perava a rotina, essa filha mimosa da preguija ; com
ludo dir-lhes-hei que he pena que nao lenham os
nossos agricultores forjas suflicienlcs, e mais um
ponco de industria para saberem apruveilar-se da
uberdailc deltas serras to productivas.
Alm da mandioca e dos legumes, cm cuja cultu-
ra se empresa a maior parle dos malulos, culliva-sc
lamben) a canna, e essa cullura se deram a princi-
pio para o fabrico de rapaduras e agurdente ; en-
trando ha uns 16 annos ponco mais ou menos, a ma-
na dos eugonlin- de assurar, de modo que rara he
hoje a gruta, em que se nao enconlram dous e mais
destes engenhos.
Sempre auguramos mal da sorle desses engenhos,
por mudas causas, especialmente pela difliculdade
dos transportes e caresta dos frotes, era que se vai
nao pequea parle dos lucros, qne pedera retirar o
productor ; c hoje he geralmente reconhecido que
esle termo nao pode sustentar lanos engenhos. No
tempo das safras nao ha animaes -tarfllcicntes para o
transporte, crescem os frates, e nimia assim nao ha
conduejao em lempo C a contento dos senhores de
engenhos e lavradores.
He sem duvida conveniente que hajam algunsen-
genhos neste municipio ; mas quantos basten para
o fornerimenlo dos morcado* daqu e das villas e
poyoaces vizinha, devendo conlinuar as engenho-
cas para o fabrico das rapaduras que alias dao inf-
rase aos agricultores de pequeas forjas.
Se livessemos a fortuna de possuir urna estrada de
ierro para ahi, ou mesmo para a nossa capital, en-
lao sena nm bom negocio o fabrico de assucar nesles
orejes ; mas, para condozi-lo em cosas de ani-
maes I... he uma loacura, se nio para lodos, aome-
nos para aquelles que ainda lulam com falla debra-
jos e de mudas outras com,,. E por isso os nossos
agricultores vSo-se adrando para a cullura do caf,
para a qual he mulissimo propro este terreno.
Vai pois sendo cultivada essa bella planta, e para
um futuro, que nao esta longe, laivez essa praja soja
soflrivelmente abastecida de caf pelo, productores
desles brejos. Acho toda a razio e diseerninieulo
naquelles lavradores, que neatas alturas proferem o
caf canna, porque aquelle, alm de dar muilo
bem, oflerece vaulagens numerosissimas, que se nao
enconlram nesla.
O caf, plantado uma vez e chegando ao estado
ue produzr, nao se planta mais, como a canna, que
exige um planto annual : dura a idade de um ho-
rnera, produzindo cada vez mais, e nsso lia econo-
ma de brajos, de tempo e de dinheiro.As lerrasnao
cau*am, como acontece com a canna. Nao hesnjeilo
incendios, cousa tofrequente na oulra lavonra.
Nao requerer lano lempo e trabadlo para se tirar
a safra. Dispensa o purgador e meslres de assucar,
os quaes as vezes deitam a perder safras inleiras.
Os Iransporlessc fazem bem, tanto de invern, co-
mo deverao, e uma carga pagando o mesmo frele,
que uma de assucar rende o dobro.
Finalmente todas as despezas com a prodoejlo
preparajao e coiteio no caf sao menores, que a-
qaellas qne c fazem com o assucar, e sea rendi-
mento he superior.
Resla agora que se introduzam neste municipio
as excellenles machinas, qoe me dizem j haver
no Ro de Janeiro, proprias para despoiptr com bre-
vidade; e os negociantes dessa praja nio especulara?
mal, mandando-as vir dos Estados-Unidos, para as
vender aos fazendeiros destes brejos, onde ioques-
lionavelmenle se ha de cultivar o caf em grande
escala.
Pela minha parte dou o, parabens a lodos aq ueltes
que tem tdo e tivercm a lerobrauja dte dedica-
ren) cultura do caf oeste municipio : elle far
para o futuro a riqueza de seus cultivadores, se es-
tes tiverem, como conven), a precaujio de obter s-
menles das melhores especies.
Tambem se cultiva aqu o algodaoe o tabaco, po-
rm em pequea escala, principalmente e ultimo,
entretanto que este poda ser muilo cultivado, es-
pecialmente pelos moradores da ribeira de Curi-
mala, onde ha (autos curraes e terrenos bem es-
Irumadus e proprios para a cullnra d'uma planta
13o lucrativa ; e que tambem se da em nosso solo,
que merecen fazer parle do emblema naciondi9V
E por fallar em emblema nacional, dir-lhes-hei
que elle seria mais adeqoado, se represenlasse
uma preguija repouzando aos ps da abundancia:
ao menos leria o mrito da e'xaclido, e talvez ser-
visse de estimulo, que despertaste os Rrasileirot pa-
rase aproveitarem melhor das vanlagens infinitas,
que lhes oflerece este vasto paiz, rico de todo, at
de preguija.
Esfou corapromettido a informar a Vmcs. do' que
me parecer digno, assevcraudo-lhcs que fogirei de
representar o papel de delator de certas gentilezas,
que tanto abundara por esse mundo, contentndo-
me era levar para as columnas do sed Diario quan-
to baste para despertar os funccionlrios pblicos,
por conta dos quaes corre a falta de eertos melhora-
mentos indispensaveis ncsle municipio, e uma ou
oulra vez com minhas obsarvajes ire metiendo o
bedlho cm ludo qoe liver relajao com o meu pro-
posito, respeitaodo todava os homensc as pessoas.
Adeos at outra vez.
23.
Confesso-lhes que meas olhos se hnmedeceram
ao lr as locantes descrfpjOes, que das cheias fizeram
alguns de seus correspondentes. Tambem por c
sentimos os'efleitos das copiosas chuvas, quecahiram
durante o mez passado. Nao houve arroio que se
nao pozesse de nado ; e qnanto legume havia pelas
varzeas tudo foi lambido pela impjBluosidadc das
aguas. ^
Em Alagoa Grande o rio botn deL.^) das ras, e
tas aguas d'alagoa, fazendo, juncjacyom as da-
quelle, invadirn) algumas casaj'Hilando abaixo
paredes, minando outras etc., e depois desta cheia
ja houve mais duas, porm menores.
Por fallar-Ibes nessa mal-fadada povo3jio d'Ala-
goa Grande, sinlo dizer-lhes que all reina ainda a
epidemia da febre amarella, qoe tantas .victimas ba
feito. Tambem ainda all est o eirurgiao Sabino
expensas do governo para corar os pobres. Vere-
mos que meios lembra elle ao governo, para remo-
ver dalli ou extinguir aquella epidemia; pois me pa-
rece que he entre outras obrigares daquelle facul-
tativo propor os meios hygenicos, e indicar os que
lhe parecerem proprios para remover, extinguir on
ao menos minorar aquello mal. Bem difficil cousa
me parece expurgar aquella pov oajao dos miasmas
pestferos, du qne se acha impregnada sua almos-
phera : mas talvez nao seja fra de proposito lem-
brar, entre outras cousas, o dessecamenlo da alagoa,
o que he de fcil execu jao ltenla a pouca distancia
do rio que por all passa, e para o qual se podem
dirigir as aguas da dila alagoa, foco de immundi-
cias, entre as quaes avullam todo o sangue podre e
residuos do maladouro publico, que para alii se es-
coam.
Bem veem Vmcs., que Untas materias decompos-
las e em pu(refa".j3o, amonloadas n'nm charco, na-
turalmente devem de influir muito na mi salubri-
dade, que he infallivel uaquelht povoaco e seus ar-
redores, todos clieios de charcos, e depsitos de in-
mundicia.
A falta de aceio traz a falta de saude. Caprieliem
todos em limpar e aeeiar os logares de snas mora-
das, destruindo lodos os focos de nfcejao, e j a sa-
Inhridade melhorar modo.
A llustrissima cantara, a quem lano rerommen-
de que laujasse suas vislas para esse eslado de eou-
sas prejudicial saude de seus muuicipes, parece
que se amuou com essa advertencia, lomando-a a
m parte, conforme me disse o Quali, porteiro da-
quella reparticao, o qual he uma grande entidad?,
que vive de posse de quanto segredo ha nesla trra,
pois lie porteiro da cmara, do jury, de todas os au-
ditorios, e oflicial dejuslija, e portanto en contacto
com os juizes, advogados, e cscrves, e maniendo
relajees com lodo o pov o.
Como ia dizcodo, Quali me disse que a illuslrissi-
ma to zangada e caraolka ficou que nunca mais se
reuni em sessao, c quando tem de fazer algnma
cousa, por eiemplo, despachar algum papel, ou res-
ponder a algum oflicio do governo, cada nm aasgna
o despacho em sua casa, e que elle anda de porta cm
porta com o lvro das acias para colher as asigna-
turas ; at se me queixou dzendo que a continuar
isso a-sim, ou ileniiltia-sc, ou ia requerer augmento
de ordenado pelo accressimo de trabalho ; no que
lhe acho razao.
Ora nunca peusei que a llustrissima se bouvesse
de zangar por lhe lembrnrem uma cousa ulil, pois
nes tes, so lenho cm vistas desperta-la c convda-la para
fazer o que me parece bom.
Erabora eu nao seja natural desla Ierra, to-
dava moro aqu, baj bstanle lempo, e leuho-a
adoptado por patria, e he esa a razao porque dese-
jo o seu melhoramento, e declaro que nao desejo of-
fender, c sraenle advertir e aeonsclbar o que me
parecer ulil: porlanlo rogo a illuslrissima que nao
se zangue por lao pouco. pois eslou promplo a elo-
gia-la qoaudo fizer cousa boa, htm como o niclbo-
ramcnlo das fonles, para o qoe me dase Quali que
pedio-sc uma quola a assemblea provincial, c que
esla volou dous contos de res. Ven ha disso : le-
lionios agaa boa, clogo teremos o mais. Sempre foi
bom lembrar e pedir, e diz o adagioque a quem nao
pede, Dos nao houve.
E quando taremos essas obras t Teuha o governo
toda a allenjao para com ellas, que sao de urgenle
neceMidade, c d suas ordens para que se fajam logo
que o eslado do cofre ojermillir.
Disscram-me que um dos deputados daqu apre-
sentou um projeclo para que se vendesso agua ao
povo: acliei extravagante a lembranca de querer
vender ao povo aqnillo que tem lido de graja at
agora, e cousa lao indispcnsavel como he a agua;
mas liquei satsfeito quando souhc que ene projeclo
linha cabido; c assim devia ser.
Paro aqu para os nao matear mais lempo.
O Espectador.

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\ -'


A
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PERNAMBUCO.
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11
COMARCA DE S. AMAO.
Victoria 16 da aoito.
Mcu charo, Kslou bstanle cufiado, porrue escre-
veudo-lhe no principio docorreute mez, nio vi ale
o prsenle a minha carta noa seus mu deleilaveis e
instructivos jnrnaea. Sei com (oda certeza que esta
demora nao he da sua parta, pon a sua I oudade e
promplidao para cora os seas correspondentes sao
bem conhecidas, mas do meu mensageiro. ao qual
pela sua parolazem dei inteiro crdito e at lesougi-
ei-oum pouco : disse-the que linha agradicvel pre-
senca (apezar de parecer elle com um dos trabadla-
duros das forjas de VulcanoJ o que acredilava lano
era sua iuleirea, que o suppunha a mesina fideli-
dade eni pessoa ; a vista do que entrecava-Me cura
confianca a minha pobre missiva ; e assim v liz, dan-
do-lhe boa esportula, e desejando-lhe prospera via-
gem: nada disto porm me valeu. E a esta hora
quem sbese nao estou conhecido sem equivoco al-
gum ? Pois al era teriam trabalho de reconhecer
a lettra, visto que ia all mu papel, fin que eslava
escripto o meu nome por iiileiro.Acabn agora mes-
mo de dar as necessarias providencias, para ver so
com ctVeito a minha correspondencia foi tomada
como contrabando, que he para certos d'ai u: nao
perd com ludo as esperanzas de acha-la, mis se es-
tas me fenecerem, se se verificar o seu dosappare-
cimento, enlita ron logo me encomraeodando a Dos,
porque hao de querer pagar a bem, que Ihes taco
ni aconselhar com algum grande mal. Quo sobre-
saltos nio lerei? A cada canto me parecer ver
surgir algum terrivet c faccinoroso meslre-escola, ar-
mado at os denles a eom um formidavcl ccelo para
experimentar a sua rijeza em mcu dbil costado.
Todos os santos da Icorle celeste I livrai-mo de lita
tremenda occasio. Conrcsso-lhc, senhor correspon-
dente, quo islo sena urna demasiada grossoria, seria
tratar o meu corpiolio, que nunca toma se nao o lu-
gar que Ihe pertence cora um vigor, que nao esu
acostumado. Tambem estarc sugeito aos ardis de
um falso astucioso ehypocrila Rodin, quo fingida-
mente am nomo da companhia, ludo allrui la i -ali-
gue fri para levar ao cabo seus proprios ileresses.
Malvado homem, qual nao sera a la desesperadlo
quando laucando com Iriumpho a mo sobre o rico
lltesouro, o vires arder pelas mgicas do Judeu Er-
rante e pelas diligencias d'aquelle bora e liel amigo
da rasa alia, que sabe tanto o ofticio de levar c
trazer...
Meo charo, succeda o que succeder.seguirei a car-
reiraencelada e quic com mais animo: se me muti-
laren) urna nulo, me restara oulra, se inda e-la me
inutilizarem, nao fallar alguma caridosa creatura
que queira eserever os meus lseos pensamentos.
Nesta prsenle direi alguma cousa da extraviada e
lhe darei noticias desle torno, de seus vegetaes e
tambem desle seu amigo e servo, que para cangas de
alanos, se aclia de perfeilissima saude, no gozo de
seus direitos e sera cataratas nos olhos para deixar
de ver o que vai succedendo.
Na minha ultima, que vai cvem.ioda ca nilo che-
gon,disse-lhe quea segunda sessodojury dcila cidade
se tinha encerrado aos 28 do mez passad'o, t|ue os re-
sultados au liuha enUto podido obler; o que airan-
cei agora o levo ao seu conhecimenlo.
Foram julgados nesta sesso os seguintts proces-
1. De Ignacio Joaquim Ribeiro e Jo;1o Sabino,
aecusados de Icrcm pralicado oltcnsas physicas na
pessoa da escrava Joanna : foram absnlvidos.
2. Do soldado dq 2 de infaiilaria Antonio I.iborio
Apollinaro, acensado de ter feilo ferimentos na
pessoa de Francisco Flix : foi condemnado i um
mez de prisao e inulta correspondente melade do
lempo, grao mnimo da pena do artigo 201 do cdi-
go criminal.
3. De Francisco Rodrigues de Albuquerque
Joaquim Jos (lomes, aecusados de lereni furlado
dous cavallos Malinas Gomes da Silva : loram ab-
snlvidos.
4. De JosSeverino de Farias, aecusado de ler
Cortado um cavallo perlcncente Joao Antonio Mar-
lina : foi coiiilcmnadn a dous mezes c dez dias de
prisa simples, grao mnimo da pena do artigo 257
do cdigo criminal com o accrescimo da 6a parle do
lempo em conformidade do artigo 42, sendo tambem
coudemnado na mulla de 3 por cenlo do va'.or do ca-
vallo furlado.
5. De Cosme Jos Rodrigues, acensado le ter fur-
lado um cavallo pertencenle a Marcolnc Jos dos
Marlyres: foi condemnado a dous annos.enco me-
zas e cinco dias de prisao simples e mulUi de doze
c roeio por cenlo do valor do cavallo, grao medio da
pena do artigo 237 do cdigo criminal com o aug-
mento do lempo de que (rala o irligo 49 do mesmo
cdigo.
(>. De Hanoel Gabriel da Silva, aecusado de ler
pralicado oflensas physicas :foi condemnado i um mez
de prisio a multa correspondente a melade do lem-
po, grao mnimo da pena do artigo 201 lo cdigo
criminal.
7. De Ba/mundo Antonio Marques, aecusado de
ler fgido la cadeia da capital onde eslava camprin-
do senlenra que lhe fora imposta no jury dcsla co-
marca: foi alsolvido. Ojuz appcllou da decisiio do
juryem virtade diujual deu-se es(a absolvic.ao.
8. DeManoclj/oaquim l.aurenlino, aecusado de
ler usado de h% de pona sem licenca da aulori-
dade competa e : foi condemnado um mez e cin-
co dias de pri io simples, grio mioiino d;. penado
artigo 3 da IcrVabJC de miluhro de 1831 nni o aug-
mento da 6. parTrtto lempo de que (rala i artigo 49
do cdigo criminal.
9. De Antonio do Monte Reg c Pedo Jos de
Alcntara, aecusados de lerem pralicado ferimenlos
em Ignacio de tal : foram condemnados r ida um, a
um mez de prisao, grao mnimo da pena do artigo
201 do cdigo criminal.
10. De Sebastio Poreira dos Sanios, acensado de
(er feilo ferimentos em Jos Joaquim Perera : foi
condemnado a um mez de prisao, c mulla corres-
pondente melade do lempo, grao mnimo da pe-
na do arl. 201 do cdigo criminal.
11. De Francisco Perera de l.ima, aecusado de
ler feilo ferimentos em Joao Gomes dos Sanios: foi
condemnado o um mez de prisio, e multa corres-
pondente i melade do lempo, grao mnimo da pe-
na do arl. 201 do cMigo criminal.
12. lie Deodalo Celestino de Macedo, acensado de
ler farlado um cavallo pertencenle a Florencio de
Snuza l.eo : foi coudemnado a dous anuos, cinco
mezes, a cinco das de prisao simples, e n tilla de 12
"i do valor do cavallo furlado, grao medio da pe-
na do arl. 237 do cdigo criminal cotn o augmento
da 6.' parte do lempo em conformidade do arl. 49
do mesmo cdigo.
13. De Manocl Antonio dos Santos, aecusado de
ler furlado um cavallo pertencenle Jos Alves de
Oliveira : foi absolvido.
14. De Pedro Francisco de l.yra, aecusado de ler
feito ferimentos em I.uiz de Can albo Saldanlia : foi
condemnado um mez de prisao, e mulla correspon-
dente melade do lempo, grao mnimo da pena
do arl. 201 do cdigo criminal.
15. De Francisco Cavalcanli de Albuquerque, ae-
cusado de ler furlado o esclavo Manoel pertencenle
ao fazendeiro do Piauhy, Joaquim de Souza Carva-
Iho : foi absolvido. O "juiz appcllou da dceisJo do
jury.
16. De Jos Joaquim dosSunlos, acc,usadc de ter feilo
em Manoel, ferimenlos, de que resultan a mortedeslc,
nao porque o ferimenlo fosse mortal, mas por nao
ler o offendido applicado a necessaria diligencia pa-
ra remover o mal: foi condemnado dous annos,
c ipialro mezes de prisao simples, grao muuno da
peu do art. 194 do cdigo criminal com o aug-
mento da 6." parle do tempo na forma do art. 49
do mesmo cdigo.
17. De Manoel Joaquim d'Araujo, acensado de
ler feilo ferimenlos em Manocl Joaquim de Santa
Anua : foi alisolvido.
18. De Adao, escravo de Eslcvao Rolrigues da
Silva, acensado de ter feito ferimenlos em Joao Sa-
bino Ferreira : foi absolvido.
Estes fotiun, Sr. correspondente os resollados do
jur>-
Ha de lembrar-se Vmc, que en eslou empraza-
do pelo Sr. Francisco Cavalcanli de Alauquerque,
o qual esperara o resultado do seu processo para
jimitirar-se. Antes do dizer alguma cousa respei-
lo desse processo, oiica Vine, a historila segundo.
Tres etuidanlcs avistaran! ao tange um pobre,
mas alegre soldado, que mailo se gloriava de servir
ao seu re, e logo delerminaram pregar-lhe urna lo-
aracio, para o qne apenas se chegaram ao soldado,
o convidaran! para janlar. O militar, que nenhum
motivo linlia para ejcilar Uln.officinso convite, acei-
lou-o, eei-tos que enlram em um hotel, onde um
dos esludantts falla em searedo com o dono da casa.
l'onco lem|m depois apparecernm tres postas de pel-
xe, e qualro pratos de caldo. In nomine Palris,
iliz um dosesludanles, espelando a prirneira posta
el Filii, diz oulro tirando a segunda posla. O sol-
dado, que apenas tinha visto aquella desigualdade,
fez inmediatamente osseus clculos, diz arrebala-
damcnle, puxando para osen lugar a terceira posta,
lites que venha o Espirito Sanio, esl cu para meu
canto.
Ora, Sr. correspondente, eu enlrarei no procesos
de que arinia liz mencAo, como o soldado da ancdo-
ta, e antes que venha d'ahi o Sr. Francisco Caval-
canli com o eu machiavelismo prnvar a sua inna-
remia, en me anleciparci a proclmalo ao mundo
inteiro, eom> um innvenle Itaae. Sen. davida.se-
ra o paulo essencial da innocencia a absolvicao de
umjnry, que esqueeendo-se dn honrosa misario que
a le lite coulia, allendendo somonle n empenhos,
chegou poni de absolver um criminoso. Isso na-
da menos foi, como diz o vclho Simao de Nantua,
lo que fallar ao empenta) conlrahido, Ir.ihir a con-
lianca da jusli;a, c compromeller a socindade inlcr-
ra. >'amos ao caso.
Foi Francisco Cavalcanli aecusado por crime de
furio de escravo, e veja Vmc. o conlciido do pro-
cesso que cnnlr elle foi inslallado.
I'eiiilo cUido em poder do aecusado por bastante
lempo oesenvo.Manoel,a lodas o aecusado diziaqoe es-
ta escravo era leu, mas appareeendo um boato con-
trario islo, o coronel F'err.iz, que enlio era dele-
gado, mtndou vir,.i sua presenta Francisco Caval-
canli, de quem ciigio papel de compra do Jilo es-
cravo.
Cavalcanli appresenlouumpapslmuilo mal fahri-
ailoscm sia paga.e ocoronolFcrr,izdcliuafcngulin
a pilula. l'rancisco Cavalcanli licou em mansa, e
pacifica poise.
Depois di; algum lempo, o diabo como he sujo,
fez-com que o escravo desse urna facada em um
individuo; foi por isso preso, e sendo procesado,
Francisco Cavalcanli eonslituio um advugado, e s-
sistio a todas at formalidades desse processo, e na no-
la d* eulpj passou o recibo seguinle: Rerebi a no-
ta da culpa dorneu escravo Manocl. Victoria...F'ran-
cisco Cavalcaulide Albuquerque.
Ilouvcram grandes ciiipeuhos para o escravo Ma-
nocl ser despronunciado, e com elfeilo o foi, mas o
Dr. juiz municipal, que he inimign das condescen-
dencias, prouunciou o mesmo escravo. Francisco
Cavalcanli. fallou ao Dr. Jos Severioo para ser de-
fensor do seu escravo no jury.
Agora vejaVme. as lestemunhas, quo juraram no
processo de Francisco Cavalcanli: foram as seguin-
tes :
Evaristo Velloso da Silyeira, declarou que Fran-
cisco Cavalcanli lhe mostrara para examinar um1
papel, que mencionava a compra de um escravo
chamado Manoel, vendo elle Evaristo que a compra
tinha sido feila pela quanlia do ijOsOIK) rs. Rege-
neradlo (.oelho Cavalcanli Canjaraua.jurou que vio
Francisco Cavalcanli declarar que o escravo era seu,
e que tinha papel de compra desee escravo, menos
olo Hielo de si/a ; c sendo Itegeneraldo prenle de
Francisco Cavalcanli, esle zangou-se, e declarou
que nenhum pareutesco tinha com elle. Manocl
do Sacramento jurou que vio Francisco Cavalcanli
declarar que tinha papel de compra do escravo Ma-
noel, menos o bilhele de siza. O coronel Tiburtin
jurou que lhe parecen lor vislo Francisco Cavalcanli
fazer a mesraa deelaracao. Felit Antonio da Sil-
va, embora declinare em seu juramento vpor haver
sido subornado todava nao pode occullar a dccla-
rajao que Francisco Cavalcanli fez peranlc as es-
temunhas mencionadas. Paulino Teixcira deCar-
valho jurou que Francisco Cavalcanli, antes de ser
preso, ollerecera hypolheca OStetU cscravos. O
capitao .Manoel de Amorim l.ima, jurou que achan-
do-se em casa do coronel Parral na occasio, em
que se eslava averiguando o faci da tacada dada
pelo escravo Manoel, vio F'raucisco Cavalcanli dizer
ao coronel F'crrat que seu escravo Manuel era mui-
lo humilde, e quea facada nao era mais do que um
arranh!o. que havia sido feito por brincadeira ;
nos.,1 mesma occasio declarou o Amorim que per-
gmitar.i ,i Cavalcanli se o escravo era Je lie '.' ao que
respuiideu que sim, e ilisse mais o capitao Amorim
que no dia seguinle Francisca Cavalcanli o procu-
rara, e lhe pedir um conlo de reis emprestado, of-
ferecendo por garanta hypolheca em escravos ; de-
clarou Amorim que Cavalcanli s possuia, na occa-
sio que lhe pedir esle conlo de reis, um mulali-
nho, urna negra velha, e o escravo Manoel. O
Dr. Jos Severiuo Cavalcauti de Albuquerque jurou
que vio Cavalcanli declarar, que tinha papel de
compra do escravo Msuoel, menos o bilhele de siza ;
e na contestarlo foi perguntado ao Dr. JosSeveri-
no se constava-lhc ter Cavalcanli feilo algum nego-
cio de dolo '.' ao que respondeu que nada lhe cons-
tava, mas quelinha ouvido dizer a seu lio Jaca que
Cavalcanli mojara uina procurai;5o, e com ella se
apossarad uus gados que perlenciam ao dito Jaca ;
que ello ignorava se com elleilo em historia do g-
do tinha acontecido ; diziam que nio ; porem que
na verdade, seu lio Jaca lhe dissera ler assim suc-
cedido. V vendo mais, Sr. correspondenlc. Ten-
do o escravo dilo militas vezes que perlcncia a
l'rancisco Cavalcanli, declarou no auto de perguu-
(as, que ce era escraro de Joaquim de Souzh Car-
calho, morador na Fazeuda dos Palos no Piauhy,
e que Cavalcanli / rccommeniaraqacatodos que
pergunlassem elle de quem era, disses'eque era es-
craeo delle Cacalcanti.
Nada mais digo sobre esse processo, porque au
me foi possivcl npanhar, mas o que lenho referido
nao ha por aqu quem ignore. O Cavalcanli apr-
senla uns alte-lados muilo mal arranjados para ver
se lira de si a criminalidade, on para illudir os to-
los, mas a verdade sempre apparece.
Agora lea Vmc.comcuidado e alleuco|a peca que
se segu, a qual, meu charo, para obler usci le um
calculo, que quasi don com os burros n'agua. Bem
entendido, esla carta chegou ao seu destino, e foi
receida por aquello a quem se dirigia. Declaro em
lempo que l'rancisco Cavalcanli foi preso no pri-
meiro de fevereiro desle anuo por causa dessa con-
tradansa do escravo Manoel, c escreveu no dia II
do mesmo mez dizendo o que se segu copiado ipsis
verbis.
que parece querer locar com a cabeca perlq das nu-
vens, entrando em lugar secundario alguns vercadn-
res, tambera inleressados no negocio : osles mesmos
sao os que lom de dar a informaran pedida pelo
Eim. Sr. presidente sobre oque lhe requereram os
negociaules.
Suppouho que a cousa he bem feila. Fingcm que
o povo Ihes requer que nAosc mude a feira, c a vista
disso dao a informacio, sendo clles mesmos os que
andaram procurando assignaluras, e al de pessots
estranhas aos iniores.es c augmento desla cmara,
e ficando bastante zangados com aquclles que nao
se queriam prestar a isso, apezar de suas insinua-
coes. E porque nao ha de acontecer isto se o in-
teresse que d'ahi se lira he immenso'.' Um casebre
que em nutro lugar puderia llagar-te quando muito
por 2,?000 ou 3?000 rs. all di .le Ga'.X a 1090X10 rs,.
e isso nao he brincadeira para se deillr passar sem
se esgo(ar (odos os esforjos.
O lal figuran he um dos que mais opposlos sao
a mu lauca : he dcuolar, mcu charo, que esle ami-
go, que ha poucos annos alraz era tilo pobre, como
ou (que sou um pobrezinho de Christo) Bracas sua
aelividade, boje est riquissimo, e nio precisava de
fazer lanas mingambax. Em fim nao quero mais
zangar o meu amigo, que, excepto este seu amor de
lucro, he muito boa pessoa, muilo dado com a gente,
e cu goslo delle, porque me honra com alguma ap-
parencia de amisade, de que sou indignissimo. .Voh
jm dignus.
Quero consullar-lhe, Sr. correspondenlc, sobre
um ponto que nao enlendo muilo, e vem a ser : Se
um presidente de cmara, ou qualqucr vereador po-
de ser arrematante de algum contrato da mesma c-
mara, anda mesmo que oulro figure em sen no-
me 1
O fiscal d'aqui he o meu amigo Alcvandrc da
Molla, pelo que moslra, nao he mo homem, he
muilo polido e mesureiro, fazcommuila grata as
suas zumbaias, mas lem alguns deleilinhos, como
lodos os hoinens lem ; a bella vista de que goza o
encanta tanto que dcixa ir por agua abao algumas
obriga^es, de que devia fazer mais caso : elle nao
he alu qunlquer authomalo, como alguns, sempre d
bem a sua reara, e por isso nao pecca por ignoran-
cia ; finalmente digo e aflirmo que he bom empre-
gado, isto ncm contesta o Sr. Francisco Paulino.
Approvcilo a occassiao, Sr. fiscal, para lhe pedir
que (enha piedade de mim. que rapo lano susto,
quando passo na l.agoa do Barro por junto daqucl-
las ctsas arruinadas "pela cluia, e que eslo escora-
das, quasi como urna ratocira : veja que he urna
mnrte muilo alroz a de quem morre espremido.
Examine pois, Sr. fiscal, aquellas casas, c no caso
de haver alli algum perigo, mande inmediatamente
por minha conla e risco deilar ludo aballo, ja que
os propriclarios nao quercm cuidar em concert.
lio provavel que Vmc, Sr. correspondente, j
tivesse ido a S. Loureuro da Malta, e por consc-
guinlc passado pela ladeira da Cachaca poit, mcu
charo, aqui mesmo as ras principies ha lugares
tilo desiguaes. c ebeios de buracos, que se asseme-
lliam muito a lal ladeira: he quasi impossivel equi-
librar-se o corpo andando por laes mas; quem tran-
sita por ellas parece mesmo que leva a cabera mais
pesada que o corpo, e a cmara olha para isso com
Uto fria indiuerenra, que faz pasmar : he verdade
que as climas nugmentaram muilo as excavaees
que ja exisliam, mas se se tivesse concertado as
ras, como eu sei, nao se pareceriam ellas agora
com a ladeira da Cachaca.
O administrador de ossa Scnhora do I.ivramen-
to, Caelauo de tal, esl continuando com a obra dt
Igreja que alguns annos ha que esta parada. Dizem
que elle ora forma gigantescos projeclos, ora deter-
mina que a igreja cheguc al certa altura ; se po-
rm prevalecer o ultimo pen-amenlo, julgo que a
igreja de Nossa Senhora do l.ivramenlo assim lica-
r.i irsv/i/c ai consumalionem srrculi. Fiis, con-
correi pura obra (ao pia, como a conclus.lo de um
templo, que deve ser bello, para se fazer urna boa
idea da vossa religiosidade, assim como se lem feilo
do mui devoto povo do Pao d'Alho na edilicacao do
magesloso templo sob a invocacao da mesma Senho-
ra. He pauprrima aquella irmandade ( do Livra-
Illm. Sr. capitilo Joaquim de Souza Carvalho. S. "enlo do Pao d'Alho!, todava pela sua unilo e es-
Aniao 11 de fevereiro de 1R3i. Em 26 de novem- forro, ajodada coiisidcravelraenlc pelos mais fiis
bro do anuo prximo passado estando eu arrancha- daqueile lugar, est quasi acabada aquella vistosa
do com urna boiada na barra de Budocongo nafa- Sreja. Tomai, devotos Viclorieuses, esle exemplo,
zenda de Jos Mara de Paula Homem, ahi vcio ler e apressai-vos era fazer erguer um monumento
um prelo por nome Manoel,crioulo, dizendo ser es- de gloria Mi de Dos. Dcposilai com cmifianca
cravo de V. S. e por saber que o conhecia, e que as vossas esmolas na camnha para esse fim dclermi-
ahi eslava, vinha valer-se de mim para conipra-lo, nada ; aqui me leudes para fazer as cuntas com o
vislo que ha Ires para quatro annos andava fgido, adminislrador, quando elle cahir em algum equi-
e ralo lhe convir mais eslar na companhia de Jos vuco ou engao. Sr. Caelauo. cuidado, eu eslou vi-
Marlins, propielario da fazenda l'ilomiicira, avisla v"i o bem esperlo. Ahi mostr, Sr. correspondon-
doque disse ao escravo que o comprava, ou o leva- ,e> calculo do dinheiroi que se cobrava pelo chao
ria em fevereiro quando vollassc para cima, pois ia no lugar da feira. Podem haver em cada feira 600
ler-me com V. S. mesmo, para que elle nio lomas- cargas; (he islo por baila calclo), cada carga pa-
se a fugir. e Basta mesmo tempo escrcvi-lhe urna gando 80 rs. s,lo 489 por semana, em um annu (e-
carla por dm homem qA para essas bandas ia, dan- "ios a quanlia de 2:4969 W. Onde so recollila este
do-lhe parle do occorrido ; porem al o prsenle dinheiro, nflo sei : dizem que se ajunlava aothcsou-
n.lo live resposa. Agora porque me dispunha a roda iib.i de Mnnle Chrislo.
fazer minha viagem succele que o escravo dispu- Foram presos .Manoel Joaquim, ladino ladro' de
lasse com um arrieiro, que o ferio, pelo que foi re- cavallos, mais rolhidn a prisilo, e proeessado o dilo escravo, e des- delegado dos Afogados ; c Ignacio Pedro da Rocha,
la sorle nao pude mais subir, porque nAn havia aban- criminoso ne morle, proeessado no Cabo por ler as-
donar o escravo, c para o poder defender disse que sassinado a propria mulhcrhe o tal de que lhe
tinha ordem de V. S. para o pegar, e leva-lo, e que falln o correspondenlc da Escada ; leudo o dcl-ga-
0 quera comprar; por isso mando esle proprio que do ido para esla villa* fez prender esse innocenti-
he o Sr. Manoel Flix Monteiro para com V. S. uno. l'oi preso mais um dcserlor.
I arruinar udo, que for III riiMUliii. Ijnlo a respeile Sr. delegado, aviso a V. S. que de vez em quando
da compra, como mesmo urna deelaracao de V. !'. | passa de noile pelas ras desla cidade um lerrivcl
dizendo 1er me dado ordem para cu pega-lo, e obn gendarme, embudado em negro capole c montado
tudoem seu nome, pois s assim posso cu liw-jajajpm cavallo, oca castanho, ora rnsso ; eu o enlrego
lo, e Bear livre de uma infamia, que me qufl- ao seu cuidado c vigilancia. Ditera que osle e.im-
ram altribuir, e por isso espero em V.S. nao peao esl abolelado no Torio em ca*a do Sr. Qafn-
desmentira o conecilo que de V. S. liz, assim cas, o que duvido, porque este Sr. QajnCM he uma
como deve conhecer que o desejo que linha de pres- exccllen(ecrealura, pois assim como mo faz mal
nio de Freitas por fallecimcnlo de seu lilho que li-
uha naquella cidade da Babia. Defende-se o reo
com a malcra da sua conlraiiedadc allegando que
foi illudido e engaado pelo coreo Bcrnardino Fer-
reira Mendcs, que foi sempre homem honrada, des-
appegado do alheio c desmaliciado, sendo por isso
fcil era ser ensaado pelo dilo coreo Bcrnardino, e
finalmente que o facto quando mesmo exslisse nao
he criminoso. Examinados os aulos, e rcsposlas do
jury aos quisilos proposlos moslra-se que o reo se a-
presentou no dia 3 de abril de 1831 110 cartorio do
esrrivilu e tabellio que foi do extinelo juizo ordina-
rio desle julgado Jos Ricardo Percha I.eile da Ro-
cha, liauraiid i-v ser o queixoso I.uiz Antonio de
Freitas para outorgar e assiguaruma falsa procura-
c;lo ao coreo Bcrnardino afini desle recebar uma he-
ranja na cidade da Babia perlencente ao mesmo
queixoso por falccimento de um lilho que tinha na-
quella cidade, que para isso na noile do dia 2 do prc-
dicto mez esteve em casa do coreo Bernardino a 11-
prender a imitar a assignalura do queixoso, e ludo
com o malvado intenlo de reparlirem enlre ambos
aquella anillada heranca para o quej elfeclivamen-
te tinhain feilo um contra'.o .' moslra-se finalmente
que o reo oulorgou o assignou aquella falsa procu-
racAoao coreo Bernardino com poderes para esle na
Babia receber a dita heranca; e desta maneira fur-
lar ao queixoso quanlo seu bom lilho lhe linda dei-
xado; e por isso mo ha duvida que o reo se achava
incurso na pena da ordenaran livro i. lilulo 33
S nico, pena esta que lhe nao pode ser applicavel
em vista do disposlo 110 artigo 70 do cdigo penal,
vislo que a do artigo 2lt> do citado cdigo he a que
lhe corretponde por ser menor do que aquella. Al-
lendendo pois a que no cdigo penal no arligo 2I(>
numero 2, dispe o seguinte: Ser condemnado a
trahalhos pblicos temporarios aquclle que dolosa-
mente c com inlene.u) de prejudicar a outra pessoa
ouao eslado, commelicr por qualqucr dos modos a-
haixo declarados falsificacao a qual cause ou possa
por sua n iinnv, causar prejuizo e no numero se-
gundo Fazendo nos ditos documentos alguma
Talsa assignalora ou supposico de pessoaAllen-
dendo finalmente que o reo se torna digno de ejem-
plar castigo que sirva de exemplo aosoutros, e a que
nilo a menor adcncilo, o allegado nos ltimos arti-
gos de sua conlrariedode julgo procedente e pro-
vada a aecusacao e condemno 'o reo Cuslodio Luiz
Carneiro em 9 anuos de Irabalhos pblicos e as
casias e sellos dos aulos, a arbitro do advoaado que
o defendeu a quanlia de 7J200 rs. que entrar em re-
gra de cusas.
Fafc 3 de julho de 1831. I.uiz Antonio de Mo-
racs e Amaral. Numero 330, no livro competen-
te asfolha vinlc escle page-iiteis ceiosenvenla rs
de sello e addcionues tyf33 ineias folhas de papel
ap-jni,idas nos nmeros cima. Fal'e 2i de abril de
1)554, O escrivao de fazenda Sarment. O rece-
hedor Oliveira Pcixolo.Reconheco as assignaluras
tupra e razo dos escrivfies do juizo de direito da co-
marca de Fafc Joao Bernardino Rodrigues Dourado
cjescrivao Percira l.eilc. Guimaros 23 de abril de
1841.Signal publico.Em Icstcmunho de verdade
o labeliAo Francisco Jos da Silva Baslos.Reconhe-
co os siguaes'do labeIIao retro. Porlo 27 de abril de
1834.Signal publico.Em leslemunho de verdade
Jos Percira Marlinho. Anlonio Joaquim Pereira
de Pifia subdito e vicc-consul do imperio do Brasil
nesta cidade etc.
Certifico que a assigoalura supra 'exarada he a
propria e verdadeira do labelliilo dcsla mesma cida-
de Jos Pereira Marlinho. Dada sob o sello das
imperiaes armas desle vice-consulado no Por-
lo aos 28 de abril de 1831. Antonio Joaquim Pe-
reira de Faria.vir.e-consul. Eslava o sello com
as armas do vice consulado.Pagou um peso forte.
E nada mais se conliuha em dila sen tenca, sello dos
autos, reconhecimenlos dos tabeliSes, e do vice-con-
sul, ludo aqui bem o fielmente copiado da propria
cerlidao original que me foi apresenlada por bem
do despacho retro proferido, qae est sem cousa que
duvida faca: a cuja cerlidao original me reporto em
poder do aprescutaiite aoqual eutreguci depois des-
la conferida c coneerlada na forma do e-tilo com ao
ollicial abaixo subscripta assignada por mim tabeli-
lio nesla cidade do Recife de Pernambuco aos 17 de
agosto de 1834.Subscrevi c assignei em leslemunho
de verdade.Joo faplisla de S.
Dilo sobre o Rio de Janeiroa 15 d|v. 1 ,', % de re-
bale.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 17.....99:7288009
dem do dia 18........5:027>875
101:7500841
Detearregam hoje 10 de agosto.
Brigue inglczAun Polermercaduras.
Patacho porluguezLusitanodiversos gneros.
Patacho bespanholRomanodeni.
CONSULADO ERAI..
Rendimenlo do dia 11 17
dem do dia 18
12:9208371
1:9119787
14:86291.38
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 17..... 5339002
dem do dia 18........ 2299109
76JII1
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 18......1:o059i9l
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 17.....15:0679003
dem do dia 18........1:7479152
16:8119735
PSACA, 7 DE AGOSTO, AS 5 HORAS DA TARDE.
Cotaret o/ficiae.
Cambio. Londres: 26 7|8, 27 d. 60 dias.
Accoes. ll.yico do Brasil: 253 de premio.
Banco Rural: IOO5 de premio.
-------------
As transaeces de lioje limilam-se a saques de
P nica monta sobre Londres, e a algumas vendas de
aerfles dos Bancos do Brasil e Rural s colacfles of-
liciacs.
tara V. S. em levar-lhe um escravo, que ha lano
andava ausente, deve ser por V. S. agora recompen-
sado em assegurar o meu crdito, e nao deixar eu"
passar por mentiroso, islo he, escrevendo-me uma
caria dizeiido-me que me linlia dado ordem .1 cap-
tura do dito escravo., c que linha receido ininha
participarAo; assim ludo o que vir ser necessario a
minha honra esperando em sua probidade que nao
far o contrario. Estimo saude, e de sua familia c
sou com respeilo de V. S. aliento venerador, cria-
do obrigado. Francisco Cavalcanli de llbu
querqne.
De tu lo'isio, Sr. correspondente, ijre a conseqnen-
cia. Esla caria Francisco Cavalcanli escreveu quan-
do j eslava preso, e scmacummcnlar por assim jul-
gar desnecessario, vislo que o dolo c engao eslo
paleles, autorso ao Sr. l'rancisco Cavalcanli que
moleste a sua veracidade, se o poder. .Yon sunt
composila mea cerba. He a pura verdade. Assim
como se quer occullar a verdade desle fado, tcm-se
tambem cscurecido a verdade de oulros de seme-
Ihanlejaez ; os mecos s procurara inlrigar e grilam
que he perseguicao ; como porem Dcos he de mise-
ricordia, a verdade continuar a apparecer tilo hri-
formiga, tambem nao abolela gen-
lhantc e pura como he. Saiba Vmc. que esse in-
nocente Francisco Cavalcanli fui absolvido 110 jury
com lodo o escndalo ; felizmente o nosso integer-
rimo llr. juiz de dircilo appcllou. Houvcram gran-
des cabalas e pedidos. F'izcram o diabo alguus jura-
dos antes do julgameulo do nosso innocente: pedi-
rain ao Dr. promotor que os recusasse, dizendo que
assim faziam por eslarem atochados de empenhos!!!
Homens sem consciencia e energa, vos ides a um
tribunal respeilavel, como quem vai a feira, c ab-
solvis escandalosamente a um criminoso, como se se
Iratasse da cousa mais indilfercutc; sois por essefeio
acto de prostituico responsaveis para com a socie-
dade. Se ao menos, Sr. correspondente, esles ho-
mens livessemem visla, que em caso de duvida, ou
ignorancia, sciia nielhnr absolver um culpado, do
que condemnar um innocente, leria isso um passe,
mas conhecer do crime ( porque clles muilo bem o
conhecem,) e absolver o culpado, isto he o requinte
da maldade. Sumen le os pedidos e^empenhos seriara
molivo de dosconfianca para uma consciencia pura c
timorata, porque a innocencia Mo precisa para jus-
tificar-se, recorrer a embustes. Convem notar, mea
charo, que assim mesmo houvcram tres honrados ci-
dadaos (dos quaes ulo.uie foi possivel obler os 110-
mes) que souberam cumprir a honrosa missAo,
que foram chamados pela lei, volando contra o cri-
minoso. Estou, meu amigo, que se os oulros culpa-
dos tivessem tanto quem Ihes choraste, seriara tam-
bem absolvidos, islo nAo padece duvida. Alguns
tiveram bem zanga por causa do>appelloc oulros
consolara--!' dizendo que agora nAo havia mais do
que recorrer com forlissimos empenhos Relacao,
como se esle respeilahilissimo tribunal, composlo
de homens de alia capacidade e intelligencia, de
honra e reputacAo, tambem cedesse suborno. Per-
doein, Srs. jurados, se o quiliilc nao sabio bem adu-
bado, isso foi por falta de pmeula e vinagre, para
oulra vez prometi quesahir mclhor.
Liberatas sum, rcspiravi.Esion livre, meu charo,
de um grande pesadefo. Sei com loda certeza que a
minha missiva tardn mas finalmente appareceu.
Tem graca a maneira porque Uve disso conhecimen-
lo : foi pelo cavaco que deu o Flix escrivao, por
cu lhe mandar deilar as cangalhus e dar altencAo,
quando quizesse eserever. Esl principalraenle fu-
mando cumian por causa dos pedidos e peila de que
os Talladores o aecuam, e disse que se ia justificar
pelosjornaes. Nao quero dizer que elle nao se jus-
tifique, mas para que tem esse trabalho, Sr. Flix '/
Eu mesmo o faco. e ahi vai.Saibam primeiro Vmcs.
Sr. corresponden! e depois lodos que quizerem,
que o Illm.Sr. Flix, escrivao do jury desla comar-
ca da Victoria, be pessoa de bem, homem serio e
incapaz de dobrar-se qinlquer empenho. Quan-
lo ao fado de nilo eserever elle a circnmslancia de
que lhe falle!, he ccrlissimo, elle mesmo nao o con-
testa, foi um descuido.
Nilo foi isso, Sr. Flix'.' quanlo porcui suborno,
c a pedido, elle mesmo diz que nada liouvc. Nao
he assim mesmo. Sr. Flix '? Finalmente rogo ao Sr.
Flix que leia direilo o que cscri-vi, nilo se esque-
cendo de deilar os oculos para ver bemo dizem
ora esta sabido que nao fui eu que disse ; foram os
meninos da ra. Esl Vmc, Sr. Flix, justificado
quanlo esse ponto. Mas. meu charo Flix, negar
V me. que no leu as razes do appellacSo no proces-
so de Francisco Cavalcanli em uma loja, onde esta-
vam algumas pessoas. violando assim o sgralo da
justica 1 Como he que Vmc. fez isso, Sr. Flix t
Se eu lhe disser que islo he cerlissimo e que Vmc.
obrou muilo mal, ai! que sou pessima creatina.
Quanlo a esle poni nao o posso jusliflcar, tenha pa-
ciencia, nAo ha remedio seno Vmc. recorrer aos
jornaes do moa mui digno corresponden le, e lembre-
se bem de fallar verdade; eu seriamente o lenho em
conla do bom homem, porque isso mesmo me infor-
maram, nao v ao depois desmentir a oplima idea
que de Vmc. faco. Adeos, Sr. Flix, al quando
quizer.
Dizem que o principal molor do abaixo assignadn,
que se esl promovendo (de qu j lhe falb-i para a
feira lirar no mesmo lugar he um figuran lao grande,
nem a urna
daru.es.
As chavas nos iam dizendo adeos, porque tivemns
por aqui ardeutes dias, os quaes causa rara bem zan-
gas aos agricultores; mas tiestas duas semanas tem
se mostrado o co carrancudo c algumas vezes lem
cabido bas chuvas.
Vamos soflrivclmente-dc salubridade.
1 )s ge eros de pri me i ia nuce-si I ad e nAo lem passado
do preto medio c algumas vezes eslo no alio. A fa-
rinha lem chegado de 320 a 410 cuia, o millio a
200 rs. o fcijAo lamhem de 320 a 410 cuia, o
azeile de carrapalo de 210 a 320 rs. a garrafa.
Na feira de gado de 5 de agosto houve nos cumies
409 caberas. Os bois de 10 arrobas venderam-sc de
21 # 23, os de 9 arrobas de 23) 219, os de 8
arrobas a 85. Para o Recife foram76 bois de 10 ar-
robas vendidos de23.5 259500. Aos 12 desle hou-
vcram 200 bois nos comes, os de 12 arrobas dorara
a 319 os de 9 de 255000, a 269UOO e alguns de 10ar-
robas a 23}50O.
Nao passo, Sr. correspondente, concluir esla sem
eserever aqui estas rimas da moxinifada seulcucio-
sa, que muilo bem pdem ler ptima applicacAu,
oucj ;
Fuja sempre o protector
De homem que o busca com arle,
Que ha de ser adulador,
Veja o veneno quo encerra
Na presenca muilo amor,
E na ausencia, em Inda parle
Lhe poe a lama pdr Ierra.
1 -1,-1-1.1-. mentirosos.
Individuos desgranados,
Trazem ludo em confusAo
Julgandn-sc afortunados,
Vivendo da logracSo.
Porem descosida a 10a,
Ou vida fora, ou cadeia.
Hornera de riso amarcllo,
Que razAo nAo di abrigo,
He preciso conhecc-lo;
He chcio de ophiiAo,
He capaz ao seu amigo
Arrancar-lhe o coracao.
N.
Todo aquclle u quem so lenibra
O mclhor que lhe convem,
E o ser rep'rendido lem
Por um damno muilo mo
Recipe do pao.
Aceite leni'.irancas de I). Quixote, e de as mes-
mas de sua parle ao liel Suncho Pancha. Que sepa-
raeao to cruel a do amo, e bom servo.'
NAo sabe. Sr. correspendentc; o l'olonio d'H.,
esl muito zangadiuho contigo, porm nAo lenha
raiva, n,lo. Telonio, bem v que 11A0 fui cu que ma-
lei seu cachorrinho. Sou muilo seu amigo, ingrato'
Dcscja-lhc saude e dinheiro o
Vicloriense.
(Carta particular.
PUBLICACOES A PEDIDO.
Na revista civcl entre partesJosThomaz dos San-
tos, e o recorrido I.uiz Antonio de Freitas, que ver-
sa sobre a falsidadc da procuracao, com que Bernar-
dino Ferreira Mondes por parle de F'reilas vendeu a
Jos Tliomaz dos Sanios os bens existentes na cida-
de da Babia, nao se pode juntar a seulenca, que
condemnoii a Custodio I.uiz Carneiro por haver fur-
lado a firma de Antonio I.uiz de Freitas de rcenlo,
e combinaran com o dito llernardino Ferreira Mon-
des, para fazer-sc a procuracao falsa, em virtnde da
3nal Mcndes se eonslituio procurador, e fez a venda
os bens, de cuja nullidadc se Irala, e como esla
sentenca pe em evidencia a falsidade da procura-
cao, vamos publica-la de verbo ad vcrhuin, leudo
sido extrabidi de documento aulhciilico, segundo
declara a seguinle cerlidao.
Joilo llaplisla de S, cavalleiro da ordem da Rosa,
tabellian publico de natas nesta cidade do Recife
de Pernambuco cscu lerino por Sua Magesladc o
ImperadoroSenhor D. Pedro II, que Dos guarde
etc.
Cerlilicoser olhcor verbum ad vcrbum da senlen-
c,a, verba do sello, reconhecimenlos dos labclliAcs de
Fafc, da cidade do Porto, c do vice ronsuladu da
mesma cidade, que me foi por parle do procurador
do supplicanlc apresenlada em uma certidAo origi-
nal pastada pelo escrivao e tabellio do juizn de di-
reilo da villa e comarca de Fafc Joao Bernardino Ro-
drigues Dourado, da forma e maneira seguinle. Vis-
tos esles autos etc. He acusado pelo delegado
do Procurador regio desla comarca o reo Cuslodio
I.uiz Carneiro de haver-se ipretentado no dia 3 de
abril de 1851,no cartorio do e*. tabellio Jos Ricar-
do, Pereira I.eile da Rocha com o supposlo nome do
queixoso Luiz Anlonio de Freitas, iingindo-se esle,
alli oulorgou c assignou em uome do dilo queixoso
uma falsa prorurarAo ao coreo Bernardino Ferreira
Mendes desla villa, na qual lhe dan todos os pude-
res necessarios para receber na cidade da Babia uma
av tillada bataola perlencenlc ao predilo Luiz Anio-
Salisfazendo, em deferencia ao publico, ao pedi-
do que se me fez em o Echo de 14 do correlilc mez,
apenas digo o que os documento- abaixo transcrip-
tos bastara para destruir o que contra mim alli se
conlcm : protestando desde j nada mais responder
11 qualquer oulro pedido que se me faca. O pro-
fessor, Manoel Francisco Coelho.
Illin. Sr. inspector do 3. circulo Iliterario Anlo-
nio Egidio da Silva. Cumpriiido-inc provar uma
verdade, que muilo me inlcressa, sou obrigado a
me dirigir a V. S. para que se sirva declarar-rae ao
p desla a que horas costuran dar principio aos
Irabalhos de minha aula, c quando (erminam. Sou
de V. S. muilo vencradore criado.Manoel Fran-
cisco Coelho. s
Recife 16 de agosto de 18-31.
Illm. Sr. professor Manoel Francisco Coelho.
Salisfazendo oque V. S. rae exige, cumpre-mc de-
clarar que consla-me que V. S. d principi aos Ira-
balhos de sua aula as oito horas, e conclue ao meio
da. o se nAo fosse verdade o qae acabo de declarar,
nao lhe alteslaria meusalmenle o ser Troquen le era
sua aula, e exaclo no cumplimento do seus deve-
res, como inspector do circulo a que pertence a
sua aula. Freguezia de S. Jos 17 de agosto de
1834.Antonio Egidio da Silva.
Illm. Sr. Manocl Francisco Coelho.Em atiene,Ao
a verdade sou a dizcr-llie que mcu lilho durante o
lempo que frcquenla a sua aula, entra para ella as
8 horas da manliaa, c sahe ao meio dia. Estimo sua
saude, e dispon ba de quem. he de V. S. muilo ve-
nerador e criado. Manoel Joaquim Ferreira Es-
teces.
Illm. Sr. Miiiiu'l'Fran seo Coelho.Em respos-
a a presente carta de V. S., cumpre-me dizer que
o meu pequeo, alumno de V. S., entra sempre
para a aula as 8 horas do dia, o qae por algumas ve-
zes lenho sido lestcmuiiha oceular, c sahe ao meio
dia. Sou com lodo o respeilo e estima, de V. S. a-
migo alenlo venerador c criado. Antonio Joa-
quim de Oliceir a Baduem.
S. C. 15 de agoslo do 1851.
Illm. Sr. Manoi Francisco Coelho.Salisfazen-
do oque V. S. de mim exige, lenho a declarar sob
palacra de honra, que quando os incus filhos eram
alumuos de sua aula, enlravam as 8 horas da ma-
nhAa, c sainara ao meio dia, e algumas vezes de-
pois. De V. S. muito venerador e criado.Domin-
gos dos Passos Miranda.
Illm. Sr. Manuel Francisco Coelho. Dorante o
lempo em que mcu lilho frequeulou a aula de V.
S., enlram para ella as 8 horas da inanhaa, e sabia
ao meio dia. Sou de V. S. muilo venerador e cria-
do.J. F. da Cruz.
Recife 16 de agoslo de 1854.
Illm. Sr. Manoel Francisco Coelho.Em respos-
a aoque me pede em sua caria, lenho a dizer-lhe,
que a hora mareada para a entrada de meu lilho,
para a sua rala he as 8 horas di manira, e a sabi-
da feila he sempre depois de 11 horas; c por al-
gumas vezes se lem dado sabir depois de meio dia.
Esla he a verdade, que me comprometi aflirmar
em qualquer parle, que preciso fr ; podendo V. S.
a/er'desla minha resposta O aso que bem lhe con-
vier. Sou de V. S. veuerador e criado.Joaquim
Jos Ferreira da Rocha.
S. C. 16 de agoslo de 1831.
Illm. Sr. professor Manuel Francisco Coelho.
Tenho presente sua carta, e em resposta lenho a di-
zcr-lhc,que o mcu lilho. e seu alumno, ha quasi dous
anuos que frequonla sua aula, jcmprc entrn na
mesma nula ts8 horas do dia, o larga ao meio dia .'
he o que em abono de loda verdade me cumpre
dizer-lhe, por ser com respeilo de V. S amigo ve-
nerador e obrigado criadp.Jos Miguel de Lira.
S. C. na ra Nova I4ile agoslo de 1854.
Illm Sr. professor Manoel Francisco Coelho.
Em resposa ararla de V. S. lenh a responder-lhe
subpalavradc honra,que o meu pequeo desde que
1 onn.'ci'u a frequentur a nula de lalim de que V. S.
he professor, tem constantemente ido aufa as 8
lloras, onde acha o seu professor sempre promplo, e
regressa para casa ao incio dia, e as vezes depois
de meio dia ; e pode V. S. servir-se d'csla de qual-
311er forma que quizer. De V. S. alienta venera-
ora c criada. Intoniu Joaquina de Oliveira.
Ilcrife 1.3 de agosto de 1831.
Illm. Sr. professor .Manoel Francisco Coelho.
Meu lilho entra para aula as 8 horas da manh.ia, c
sabe da mesma ao meio dia em ponto. Son de V. S.
obrigada |e criada.Mara da Concei'iio Percira
Pinto.
Recife 1 de agoslo de I83i.
Illm. Sr. Manocl Francisco Coelho.Meus filhos
cnslumaui a ir para a aula de V. S. as 8 horas da
nianhi'ia. e ciisliunam chegar ao meio dia; lauto por
isso como pelo adjuntamente <|uc ambos tem (ido,
lhe sou muito agradecida : he o que lenho a lhe
informar em pnlavra de honra. De V. S. muilo ve-
neradora c criada. Leonor Josefa da Cunha Ma-
cicl.
REVISTA DO MERCADO.
DESDE O 1. AT 7 DE AGOSTO.
Importacao.
Com carga pura esle porlo enlraram sele navios,
seudo um de Cardiil rom earvan, um de Lisboa com
vinho, um de Liverpool com varios gneros, um (va-
por) de Marsclha c escala cora azeile, vinho,.'lc.,
um do Porlo com sal e varios gneros e dous de
Tarragona com vinho.
As Iransacccs furam muilo limitadas.
Azeile doce. De Lisboa enlraram 57 barris c de
Marselha 709 caitas e 6 barris. Do de Lisboa houve
vendas de 3208 a 330, proco* que cslabclcccram
uma subida de :n.~.
Brcu. 100 barris enlraram por cabolagera rea-
lisaram l:|.;.
CarvSo. A carga de Cardiff foi vendida a 303.
Cervcja. Continua em baixa. Enlraram 200 ces-
tos de Marselha.
Familia. Sem allcracAo, nao leudo havido en-
tradas nem vendas.
Garrame!. O rcslo das existencias anteriores
vendeu-se a prero que nao pode eslabclecer regra
por ter-sc'acbado o genero em mo estado.
Manteiga. Os 550 barris da inzlcza que ficaram
em ser, bem como 1,150 barris entrados de Liver-
pool, realisaram o preco anterior de 610 rs.
Qucijos flamcngos. Venderam-sc 35 caixas, de
19100 a 13400 a dinheiro, conforme a qualidade.
Sal. Sustenlou-sc a 19400, preco este a que se
vendeu um lole que veio da Porto.
Vjnhos. |)e Lisboa enlraram 460 pipas, sendo
90 pelo -vapor francez, e os precos esperimentaram
uma alia de 158 a 203, tendo-sc cuecluado vendas
de 2953 a 300-3 pelas primaras marcas do tinto.
Das duas cargas de Calata, pela Pastorcila se-
gu para o Rio da Prata. *
Das existencias anteriores, que montaram a 111
pipas, venderam-se 60 a 1903.
O vapor francez trouxe de Marsclha 200 caixas de
vinho muse.del, e III pipase 154 barris de vinho
francez bruen c tinto.
Exportar-So.
Cafe. O mercado apresentou muila animaran
al o dia 4. Desde enlp punco -e fez. As vendas
tolacs orcam por .33,000 saccas precos mais altos, e
as colaces de boje sAo as seguiutes:
Meio balalhi'ni da provincia da Parahiba.
Copo de vidro I, pralo de loura 1, bracos de ferro
para hala neas com 35 pul legadas de comprimen tu .
Recrulas em deposito 110 2. balalhSo de infan-
laria de linha.
Bolees prelosdc osso, grosas 25, ditos brancos de
dito, ditas 12, mantas de lila 30 : quem quizer ven-
der estes objectos, aprsente as tuas propostas em
caria fechada, na secretaria do conselho, as 10 horas
do dia 21 do correle mez. Secretaria do conselho
administrativo para fornecimento do arsenal de guer-
ra 14 de agoslo de 1854.Jos de Brilo Ingle:, co-
ronel presideole. Bernardo Pereira do Catmo
Jnior, vogal e secretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlode de autori-
sacAo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os nbjeclos teguinles :
Para o 2" e 9' balalhcs de infanlaria e companhia
de artfices.
Bonetes para o 2o balalliAo de infanlaria 495, gr-
valas de sola de lustre 526, panno azul entre-Ano,
covados 1,813, hollanda de forro, cavados 1,445, pan-
no prelo, covados 348. chouricas de laa branca, pa-
res 495, lirim branca liso, varas 4,846, algodAozinlio,
varas 3,609, esleirs 1,500, tpalos, pares 1,045,
manas de lila 539, capotes le panno alvadio 447,
rasemira encarnada, covados 43, dila azul clara, co-
vados 224, clcheles pretos, pares 495, bolOes bran-
cos de osso, grozus 111, ditos prctot do dito, grozas
208, ditos grandes convexos da metal amarcllo com
u. 2 6,930, ditos pequeos rom o mesmo 11. 2 4,950.
Meio batalhan da provincia do Ccar.
Couros de lustre3, sola curtida, meios 200, brim
para embornaes, varas 293.
Guardas da guarnic.lo.
Caivetes para pennas 4, lesouras para papel 2,
copos de vidro 4, bandejas para os mesmos 3, man-
gas de vidro 4, casliraes de ialilo 2.
Provimenlodos armazeus do arsenal de guerra.
Brim da Rusta para moxillas, varas 1,000, camur-
ca amarella. pclles 6, fila amarclla de relroz para
guarnidlo de forro de mesa, varas 13.
Qaem qui/er vender esles ohjeclos, aprsenle as
suas proposlas em carias fechadas, na secretaria do
conselho as 10 horas do da 23 do correle mez.
Secrelaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 16 de agoslo de 1854.
Jos de Brilo Ingle:, coronel presidenlc.Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
De ordem do Exm. Sr. director geral interino
da instruccao publica, eslAo 1 concurso as cadeiras
de 115I1 ucean elementar do primeiro grao, ltima-
mente creadas pela le provincial n. 328, as povoa-
ces do Peres c Quipapi ; a prirneira com o prazo
de 60 dias, a scguuda com 68, contados da data des-
te. Directora geral 17 de agoata de 1854. O se-
cretario, Candido Eustaquio Cesar de Mello.
BANGO DE PERNAMBUCO.
O conslho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Peinambuco,
a 1 cal isa rondo I. a 15 de outubi'O do cor-
rente anno, mais 50 0|0 sobre o numero
das accoesque Ihes foram distribuidas, pa-
ra levar a elleito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil coritos de reis
conforme a resolucao tomada pela assem-
ble'a geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do anno provimo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 185 i.O se-
cretario do conselho de direccao,
J. I.deflf. Reg,
Pela recebednria de rendas internas geraes se
faz publico, que, cm virlude do art. 14 do regula-
mculo de 11 de abril de 1812, a cobranza da laxa
de escravos do correle anuo financeiro de 185455
he no correte mez de agosto, lindo o qual ser pro-
movida pelos agentes, medante 11 multa de 3 por
rento. Recebe.loria de Pernambuco 18 de agoslo
de 1851.O administrador,
Manocl Car.ieiro de Souza Lacerda.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
pierque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma liugua com todo o esmero e
regularidade :oncernente ao adianta-
mento de seus alunanos ; e por isso espe-
ra o acolhiraento de todas as pessoas que
se quizerem utUisar de seu presumo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda a custa dos maiores sacrificios,
e, emquantonaolixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns,
G e 8.
PROGRESSOS A' ARTE
DE DAGERRE CRYS- %
TALOTYPO i
NOVA DESCOBERTA DE TIRAR g
RETRATOS INSTANTNEOS.
As roupas claras too a melhoret para
esse fim.
O abaixo atsignado faz scieote ao respei-
lavel publico, qno acaba de descobrir um
niel I iodo de retratar crancas por meio da
eleclrcidade.
Tambem limpa retratos antigos ( nao es-
tando arranbados ), dando-lheso mesmo vi-
gor que linham na propria hora am que se
tiraram.
O estahelecimentn esl completamente
sonido de ricos quadros, caixas, castolelis,
aneis, pulceiras e alfineles. Aterro u. 4, ler-
ceiro andar.
Joaquim J. Pacheco.
%
Superior.......4-33504S450
Prirneira boa......45)00045100
Prirneira regular.....3360039700
Segunda boa......354003*500
Segunda ordinaria .... 3910033300
Lotes para os Estados Unidos. 4-32O0493O0
a Europa 3.3OOO49200
0 superior est procurado para os Estados Unidos,
apezar de noticias muilo desfavoraveis daqueile paiz.
As entradas de barra lora montaram a 28,023 sac-
cis, e lendo havido lambem supprimcnlos de algu-
ma importancia por Ierra, as cuslcnciai sao estima-
das em 50,000 saccas,
Despacharam-se 23,976 saccas, sendo 16,680 para
os Estados Unidos, 7,267 para Antuerpia, 2,729 pa-
ra o Canal c 3,300 para Copenhague.
Assucar. Houve algumas vendas do do norte
para o consumo, de 29800 a 38250.
Freles. Fizeram-sc difierentcs frclamenlos que
lor naca m o mercado firme s colaces scguinlcs:
Canal......5560|.
Estados Unidos 7090cents.
1 llamburgo .... 5055|.
Mediterrneo 6070|.
Ficando poucos navios disponiveis no porlo.
MEKCADO MONETARIO.
Cambio. As lransacc.ccs sobre Londres so ava-
hadas era mais de 200,C.'K) incluindo cerca de f
36,000 lomadas pelo governo a 27 ', d. A mor par-
le fez-sc a 27 e 27 '( d. a60 e 90 dias, e sommas
pequeas a 26 7|8. Sobre Hamborgo regulou o cam-
bio de 666 rs.: e sobre Pars sacou-se a 360 rs., e de
352 a BSS rs. indirectamente.
Mclaes.As oncas baixaram alguma cousa,. fi-
cando frouias a 299, 299500.
Londres
Parii. .
CAMBIOS.
.26 7|8, a27 d.Lisboa, nominal.
. 355 rs. illamburso 666 rs.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Oncas hespaiiholas 299000 a S99S00
da palria. 293000 a 293500
Pecas de 6J4O0 vclhas. I63OOO
n Moedas de 43.....99000
Soberanos.......99200
Pesos hespanhes 19940 a 19960
da palria .... I986O a 1*880
Palacoes.......I386O a- 1940
Apoliccs de 6 ;..........107 a 108
proviuciaes........ 101 a 102
(Jornal do Commcrcio.i
SOCiEDADE DRAMTICt EHPKEZVRIA.
2. RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 19 de agosto.de 1854.
Depois da cvccugilo de uma briihanlc ouvertura,
grande orcheslra, lera principio a represeotaco da
nova c engracadissiraa comedia em actos, Iraduzida
do origiual fiancez, e que lem por lilulo
UM CI1APO DE l'Al.ll I.MI.v DTTALIA
Um novo em apuros.
Personagens. Actores.
Fadinard, capitalista O Sr. Monteiro.
Nonanconrt, hortelo. Costa.
Visenel, surdo...... Res.
Robn, snbriuho de Nonancourl Mendcs.
Emilio Tavernier, lenle lie/erra.
Bcauperthnit...... Senna.
Achules de Hosalba .... Pereira.
Helena filha de Nonaneourt As Sras. D. Amalia.
A baroneza de Champigny. D. Orsat.
Auna, mulher de eauperthny > I). Anna.
Clara modista...... D. Florinda.
Virginia, criada..... D. Jesuina.
Tardiveau, guarda livros O Sr. Santa Rosa.
Flix, criado...... Rosendo.
Um cabo de esqtiadra ... i> Pinto.
Um criado da barozena. ti Sebastio.
Convidados de ambos os sexos, soldados, etc.
Terminar o divertimento com a bcllissima farra
cm 1 acto, e que tantos applausos lem merecido
A ROSCA.
Principiar as 8 horas.
avisos martimos!
MOVIMENTO DO PORTO.
Dnliritilo ao lllnt. sr. .tiunro Bcucrllcto
Ir Soii/.i. |>i)i- occasio 'i:\ inulto prcaMtata contorlc. :i Illm.
< i:vill.' Sr.1 l>. s loiia liiiis!a :lc Siui-
xa, pelo sen amigo c patricto I. <-. P.
SONETO.
Entre penas amargas todo da
Passo as horas aflicto e descontente ;
E ludo o que coaaotl a humana gculc
Me serve de malee melancolia.
Trago lo estragada a phanlasia,
(Juc nem sombras de allivio me consenle;
S" alffiun bem finjo ao longe, de repente^
.Me troca logo em misora agoniu.
I'orin conserve o fado rigoroso
Erahora contra mira seu braco aleado,
Ou desrarregue o golpe, mais penoso;
Que como eu vivo ja desengaado
De Vivar lea morle dcsaosloto,
Sempre me ha de encontrar no mesmo estado.
ERRATA.
No communicadoAs ordem religiosa', c o cor-
respondente de S. Paulo, publicado no Diario de
hniilem 18, ua quima linha, que diz com a leua-
cidado das nossas tareas, leia-secom a lenuidade
da* nossas forjas.
No dia 18 nao houve entrada ncm sabida.
EDITAES.
A arrematado do pedagio da barreira da pon-
te dos Carvalhos, foi transferida para o dia 24 de
agoslo do crrenle auno. O secretario, Anlonio
Ferreira da Annunclacao.
O Dr. Cuslodio Manoel da Silva Gumaries, juiz de
dircilo da prirneira vara do civel nesla cidade do
Recita, por S. M. I. e C, o Sr. t. Pedro II que
Dos guarde etc.
F'aeo saber aos que o prsenle edilal vrem e delle
noticia tiverein, que no dia 22 de selembro prximo
e guiule, se ha de arrematar por venda a quem
mais der cm praca publica desle juizo, que lera lu-
gsr na casa das audiencias depois de meio dia com
assislcncia do Dr. promotor publico deste termo, a
propriedade denominada Pitanga, sita na iregoezia
da villa de Iguarass, pertencenle ao patrimonio das
recolhidas do convenio do Sanlissimo coradlo de Je-
ss da mesma villa, a qual propredado lem uma le-
gua cm quadro, cujas extremas pegam do marco do
eugenho Moujope que loi anligamenle dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adianteao lugar
que chamam Saplicaia da parle esquerda, e dahi
cortara buscando o sul e alravessam o no Iguaras-
s, Pilanga, al eneber uma legua, c dalli parte bus-
cando o nasccnle ale cncher oulra legua, e dalli
buscando o norle donde principiou com oulra legua
que faz ludo uma legua em quadro, com uma casa
de vivenda pequea de lelha e laipa ha pouco aca-
bada, avahada por 5:000000 rs., cuja arrematacSo
foi requerida petas ditas recolhidas em virlude da
licenca que ohliveram de S. M. o 1, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
lica, para o produelo da arreinalacao ser depositado
na Ihesouraria desla provincia al'ser convertido em
apolites da divida publica, sendo a siza paga a custa
do arrematante.
E para que chegue a noticia de lodos, mandei
passar edilaes que serflo publicados por 30 dias no
jornal de maior circularao, e afiliados nos lugares
pblicos.
Dado c passado nesla cidade do Recita de Per-
nambuco aos 9 de agoslo de 1854.Eu Manocl Joa-
quim II ipii-i i. esciivo uterino o cscrevi.
Cuslodio Manocl da Silca lluimaraes.
'
COMMERCIO,
PIUCA DO RECIFE 18 DE ACOST AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaees ofliciaes.
Cambn sobre Londres, lellras de fura:i 00 div. 26
3|i d.
OECLAHACO ES.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de diieceao do
Banco de Pernambuco sefaz certo ao se-
nhores accionstas,{(|ue se acha autorisado
o seu gerente para pagar 6 quarto divi-
dendo de 1, Pernambuco 1. de agosto de 1854.Joao
Ignacio de Medeiros Bego, secretario.
Conselho administrativo.
O conselho admnislralivo, cm virlude de aulori-
saco da presidencia da provincia, lem de comprar
os objectos seguintrs:
Para o 1. natalhilo de nfantaria de linha.
Panno verde para sobrecasacas c calcas, covados
152, baldes brancos de osso, crosas 25, ditos pretos
de dilo, dilas 36, cartas de a b c 20, traslados de li-
nhas20, ditos de bastardo 20, ditos de bastardinho
10, ditos de cursivo 10, laboadas 20, pedras de Ijti-
ro 10.
Provimento dos armazens do arsenal de guerra.
Caixas cun vidros 2.
Olficinasde 1.a e2. classes.
Costados de pao d'oleo fi.
Ditas da 1.1 classe.
Pedra poines,libras 1fi.
AO PARA'
vai seguir mui prximamente,
por ter quasi todo o seu carre-
gamento contratado, a escuna Flora,
capitao J. S. Moreira Rios, tocando s no
Maranhao para receber pratico : para o
resto da carga trata-se com os consigna-
tarios Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
MARINHEiROS NACIONAES.
Contrata-os J. S. Moreira Rios, capitao
da escuna nacional Flora, para o dito
navio, vidade.
Liverpool.
Espera-se de Liver-
pool no dia 20 o vapor
Brasileira, comman-
daule Cox.oqual depois
da demora do coslumc
secuir para os por los do sul : agencia em casa de
Deauo Voule V Companhia, ra da Cadeia Velha
n. 52.
PARA O CE.VRA".
Sahe neslee dias o hialc Soco alinda, para o res-
tanlc di carga a tratar com Tasso lrmaos.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 21 deste mez
espera-se do sul o vapor
Creal ll'estern, com-
mandaute Revis, o qual
depois da demora do
coslumc seguir para n Europa : para passageiros,
Irala-secom os agentes Adamson Ilovvic & Compa-
nhia : ng ra do Nrapichc n. 12.
Para a Hahia segu em poucos dias a veleira
(iaropeira LicrarSo ; para o reslo da carga Irala-se
com sen consignatario Domingos Alves Malheus, ua
ra da Cruz n. 51.
Para a Babia seaue impreterivclmenlc no dia
21 do correle i bem coiihccida sumaca lortencia :
quem nella quizer carregar, dirija-lc a seo consig-
natario Domingos Alves Matheus, na ra da Cruz
n. 51.
Para Lisboa, pretende sabir al o fim do cr-
renle mez, o brigue porluguez l.aia II, por ler a
maior parte da carga prompla : para o rcslo da que
lhe falta ou passageiros, Irala-se com os seus consig-
natarios Francisco Severiano KabclloA.Filho, ou com
o capitao Caclano da Costa Marlins, na praca do
Commercio ou a bordo
Vende-se n brigue nacional F'orlnna do Sor-
le, forrado de cobre, ede lole 190 toneladas, esl
fondeado dofronlc do trapiche do Ramos : os pre-
tendentes podem dirigir-se ao escripturio da ra da
Cruz ii. 10, primeiro andar.
Ao Sovelao com feicoes de popa de
cahico bespanhol, autor do annuncio pu-
blicado no Diario n. 186, chrismado o sobrenome de F...... ...daS...., res-
poiide-se que o Sr. M. A. F. nao tem os
seus bons costumes, para deixar de sa-
tisizer o que compra, nem tao pouco
jamis pedio dinheiro a alguem para pa-
gar ordens do matto, e se perdeu fot do
que era seu, e do mesmo modo que o ad-
querio pode de novo aze-lo, sem que
use de vender bilhetes reconhecidamente
brancos; e se quizer que se lhe falle mais
claro etereva o seu yerdadeiro nome, que
lhe dar' cabal resposta
0 lagrado.
CIIRISMA NA ORDEM TFRCEIRA DO CARMO.
O Exm. e Rvm. Sr. bispo de I'erntmhuco, conhe-
ecudo a escacez de meios da venaravel ordem ter-
ceira do Carmo desla cidade, para levar a effeilo o
ardenle anhelo de construir o seu hospital para ser-
vir de verdadeira alverguo para seus irmSut desva-
lido-, se dignou por sna benevolencia, e a pedido do
prior, em nome da aclual mesa regedora, ministrar
aos fiis o Sacramenta do Chrisma, na igreja da mes-
ma ordem, nos dias de domingo 20 e 27 deste mez,
pelas 10 horas da mauliAa, e applicando as esmolas
da bacia prol daquclla pia obra. O irmao prior,
espera da religiosidade de seot irmaoe lerceirot, a
mesmo de todos os fiis amantes da mesma veneri-
v el ordem, que se hao de prestar e concorrer a esla
aclo da notan retigiao e do qual resulta grande uli-
lidadca mesma ordem, devido a natural munificen-
cia de S. Etc. Rvmi., a quem a veueravel ordem
muito se ufana de ve-lo encorpora'do no cilhilago
dos seus irmos.Francisco Pinto da Coila Lima,
prior.
LOTERA DO THEATRO DE S. ISABEL.
O r uirelisia Antonio Jos' hodrigucs
de Souza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, que seus bilhetes, e mios bilhetes
e cautelas da loteria cima, se acham a
venda pelos precos abaixo as lojasdocos-
tume. O mesmo cautelista se pbriga a
pagar por inteiro os premios de 10:000$,
de 4:000.s000, ede 1:000>j000, casos
seus dites bilhetes inteiros e meios billie-
tes os obtenham, os quaes vaopor el fe
rubricados
Bilhete inteiro 11 000
Meio bilhete 5#00
Quarto 2800
Oitavo li500
Dcimo I$00
Vigsimo 700
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira, avisa ao possuidor do bilhete
inteiro n. 1948, da prirneira parte da se-
gunda loteria do hospital Pedro II, em
que sabio aserte de 10:000^000, pode
vir receber na ra do Trapiche n. 56 se-
gundo andar, logo que sahira lista geral.
Salustiano de Aquino Ferreira- /
Aluga-se a lata da frente do primeiro andar do /
sobrado n. 17 na ra Cruz com commodos para es-S
criptorio: a tratar no armazem n. 25 na mesma ra .
PERf.CNTA QUE NAO OFFENDE. I
Pergun'ta-te ao Frecha Peixe, ou por outra ao V1-
voMorlo, que nos Miga de quem hrraixeiro ne'ita
cidade, de quem come o pirio, e quem finalmeule
lhe paga para andar pacholando como corredo, de
enalbadas, porque estamos certas qne, qoern lhe
d ludo islo he da nacjlo dos que esse insolenta pul-
fe tanto enxovalha, e delles falla mal cum nomes in-
juriosos, e at chega a dizer que nem por peosa-
menlos quer ler.conlrato com semelhanla e.ante; e
por ter coherente nesses principios deve logo procu-
rar a casa ele algum Frecl
para mostrar que nao he in
mo diz serem os meus palri
seus baixos, vis e infames sel
de agosto de 185.Um Par\
O Ihesoure iro geral dat
qaa sustente,
aiiulador, cu-
li anenem aos
/Parahiba \\
V-, .
avisa, qae se
acham a venda os bilhetes da primeua parte da 19.a
lotera do Ihealro deSanta Isabel, cujo plano abaixo
vai transcripto, e a mesma loteria corre impreleri-
velmcnto no dia 30 de selembro, no consistorio da
igreja de Nossa Senhora da CuncoicAo Jos Militares.
Francisco Anlonio de Oliveira.
PLANO
pira a prirneira parta da 19." loteria concedida pela
lei provincial n. 78 de 7 de maio de 1812, a be-
neficio do llieip-n'de Santa Isabel.
i.000 bilhetes a fJoOO......W:0ttkjO0O
Beneficio e sello.'de 20 por *,.... 8:0009000
32:00O0O0
1 Premio de.
.! Dilo de. .
1 Dilo de. .
2 Ditos de .
1 Ditos de .
fi Ditos de .
I> Ditos de .
15 Ditos de .
1300 Ditas de .
133U Premiados.
26 4000
5002)000
iOO^OOll
100*000
509000
20*000
103000
10:(K)O0O0
5:0008000.
iiotjtnooo
llfJOOCOOO
800301X1
6005000
3009000
300JKX
13:000*000
3'2:O0fteO00
LEILO'ES.
Terra-feira 22 do correnle as 10 4 horas da
niiinlia.i o agenta Viclor far Icilao no seu armazem
roa da Cruz n. 25, de grande e variado sortimenlo
de obras de marcineria novas e usadas, de difieren-
tes una taludes, relogiot de metal galvanisado. diver-
sas obras rior qualidade, candinos para meio de sala lautcr-
nas com pes de casquinho e de vidro, diversas quin-
quilleras c oulros objectos que eslarao a moslra no
aclo do leilo.
AVISOS DIVERSOS.
Adverlc-se ao Sr. Joaquim Ferreira da Silva
Juntar, que nao faca Iransarco alguma com a ta-
berna de Apipucos de Joao Francisco de Souza, sem
que o mesmo Souza pague ao abaixo as6guado a
quanlia de 1019890.
Manocl Augusto Candido Pereira.
O Ihesoureiro,
Francisco Antonio de Oliveira.
Approvo. Palacio do governo de Pernambuco 17
de agosto de 185i. Fitueirtdo.
Conforme.Antonio Ae/e de Pinho.
Conferido.Torres Bandeira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilhetes originaes
da loteria 17 do thesouro publico do Rio
de Janeiro, a qual correu no dia i do
presente ; as listas se esperam segunda-'
feira 21, pelo vapor'inglez ; os premios
sao pagos logo que se lizer a distribuirao
das mesmas listas.
I'ergunla-se se estando a farinh.i de trigo de
25&500 a 288000 por 6 arrobas, o que equivale ao
augmento de-25 por cenlo, termo medio de 169000 a
tJiOOO, porque razio o pao he feito na razan de 50
por cenlo para menos do referido preco de KvjOOO a
1SS000 ? Pergunla-sc mais, te um acrescimo desle
nao deve merecer as pesquizas das autoridades, por
parecer am conluio ? O ex-padero.
Na ra do Oueimado. loja n. 21, exislem car-
las para os Srs. capilSo Manoel Pereira de Souza
Burily, Malinas Muoiz lavares, D. Rufina Coelho
da Silva, 1). I.eolinda Amalia Sanches Amoedo e D.
Joanna Alves de Arrocha.
Dao-se bolos de \endageir ; no lar-
go de S. Pedro, sobrado de um andar
n. ). '
Aluga-se um sitio no lugar da CipUnga na bei-
ra do rio, com uma boa casa cora bstanles "commo-
dos para familia, estribara, cocheira, frucleiras e
baixa de capim : a tratar na praca do Corpo Santo
n. 17.
Uma parda capaz e de boa conducta, se oftare-
ce para servir em uma casa de pouca familia, islo he
ensalmar, cncnmni.ir e enzinhar : quem precisar,
p'ide procura-la no pateo do Paraizo, sobrado n. 30,
que volla para a ra da Roda.
Oflerece-se ama mulher para casa de pouca fa-
milia, muilo capaz : na ra do Calabnuro n. 12.
Precisa-se de um feilor que emenda-de borla,
para tratar de um pequeo sitio na Capunga : a fal-
lar na ra Nova n. 51.
Prccisa-Se fallar ao Sr. Alberto Jarinlho de
Souza, na ra da Cadeia Velha n. 10.,
\


ATTEIP.
THEATRO DE APOLLO.
litiMINUO-20 DE AGOSTO DE 18ji.
Grande assalto da armas dirigido pelo
PROFESSOR L01RE\(;0.
O Sr. I.ourentu professor de arm.is da escola trn-
cela, mcslre de llrele, espada e bengala, Icm a hon-
ra de participar ao res|>eilavel publico que uo do-
mingo :>0 de agosto da 1851, s 10 boras da manhita
no sabio do Iheatro de Apollo lera lugar um grande
assalto da armas.
Convida pois aos amadores desle jagos, aos Srs.
ofliciaes lano da gnartlj*), como da guarda nacio-
nal c a lodo o publico un geral, pura houra-lo com
sua presenca.
Depois da abertura do assalto, o Sr. professor Lou-
renco achar-se-ha promplo para manejar com qual-
quer pessoa urna das armas cima mencionadas.
O pristo da entrada lio lJtOO.ris.
Os bilheles sero vendidos no dia do assalto na
noria do thealro.
Obacbarel formado em malhemalicas, ltor- *
nardo Pereiri do Carmo Jnior, avisa aos fc
senhores que lhe fallaram para cnsinar ari- 3
thmelica, algebra e geometra, c aos que c5
tambero se quizerem applcara cssas discipl- w
as, que no dia 1. deselembro prximo vin- 83
douro dar principio as suas lines, na ra J(
Nova, sobrado n. 56, das 4 as ,i l horas da g{
tarde. xk
Precisa-se deum feitor por I tu uez que entenria
de plantara o de capim : na ra da Cadeia do liedle
n. 49, primeiro andar.
I). Mara Francisca de Almera, viuva de Jos
Francisco da Silva, declara qne lbo consta, que ha
urna pessoa nesta cidade que propala que tem um pa-
pel da .umuncante, uo qual esta se obriga a dar-lbe
1:0005000 por anno, o que he mentira, porque a an-
nunciaole nao passou tal papel, nao o mandou pas-
sar, nem o assigooo ; e declara mais, que al esla
dala nao taz testamento nem em nota nem cerrado.
Kecile 12 de agoslo de 1854.Hara Francisca de
Almeda.Est reconbecido.
Precisa-se alugar um sobrade de um andar na
freguezia de Santo Antonio : querr o liver annuii-
cie ou dirja-se i ra lo Caldeirciro n. 54 onde se
dir quern precisa.
J. ChardoD, hachare! embolias lcllras, Dr. em
dircilo formado na uuiversidade de Pars, ensiua em
sua casa, radas Flores n. 37, primeiro andar, aler,
escrever, Iradunr e fallar correcUmentc a lingua
d'S'ia U'fiei Par"culares en> c"as
,, 7.," rUa N.Va 13dir-***a quem da 100OO
a juros com peuhores. ^^~
Precisa-se alugar um sobrade no bairro de S.
Antonio, que seja de uro andar ou segundo, e scu
aluguel nao exceda de 11*000 rs mensaes : quem o
liver e quizer alugar, dinja-se a esla Ijpographia,
que achara com quem tratar.
rillLICV{\0 DO INTUITO UOMIEOPATHIIO DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOMOPATHA.
Melhodo conciso, claro, o seguro de curar homreopathicamente lodas as molestias, que affiigem a
especie Immana, c particularmente aquellas que reman no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra mportanssima hchoje reconherida como a primeira c mollior de lodas que (ralam la ap-
plicarao da hommopalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nAo pdem dar um
passo seguro sem possni-la e consulla-la.
Os pas de familias, os senhores de cugenlio, sarerdolcs, viajanles, espitaos de navios, sertanejos, etc.,
ele, devem te-la a nulo para occorrer promplamente a qualquer caso de molestia.
Dous.vnliimescm broehura, por.......... 10^000
Encadernados............. 1 |ji(H)0
Vende-sc nicamente em casa do aulor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCOPATHICA.
Ninguem poder ser feliz, na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, 011 le
boa quarldude. Por isso, e como propagailor la homrupahia no norle, e inimcilialameule iuteressado
em seus beiiclcos surcessos, Icm o aulor do THESOlIRO IIOMOEOPATHICO mandado preparar, sub
sua iinmcdiata inspeccilo, lodosos medicamenlos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmaeculico
e profesor cm homcropalhia, Dr. F. de P. Pires Hamos, que o Icm excculado com lodo o zeta, Icalda-
dc e (le.lu-ae.'io qui' se pode desejar.
A efliracia destes medicamenlos be altestada por tolos que os tem expermenlailo; elles nao preci-
sam.de maor recommendai;ao; basta saber-se a tonte donde sahiram para se nao duvidjr de seus pti-
mos resultados.
Urna carleira de 120 medicamenlos da alia e baixa diluicao cm glbulos recom-
mendados no T1IESOI 110 IIOMOEOPATHICO, acompahada da obra, e de urna
caixa de 12 vidros de Untaras mlispensaves........100*000
Dita de 96 medicamentos acorapaiihada da <>brae le 8 vidros de lnluras 9000
Dita de 60 principaes medicamentos rccummendailos especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dla obra tubos grandes.).
i) (tubos menores).
Dila de 48 dilos, ditos, com a obra (tobos grandes)........
>' (lubos menores).
Dila le .'16dilos acompahada de 4 vidros de tinturas, com a obra (lubos grandes) .
a lubos menores,).
Dila de 30 dilos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (lobosgrandes) ....
i) 11 (lubos menores)
Dila de 21 dilos dilos, com a obra, lubos grandes).......
u 11 11 u o (tubos menores). .
Tubos avulsos rancies............
Dcclara-se a quem conver, que conti-
nuara a ser as audiencias do juizo de paz
do 1 dislncto da freguezia de Santo Anta-
1110 do Kecife nos mesmos das, tercas e sex-
las-tairas de todas as semana', a's 2 horas
ca larde, na sala publica do palacio do Col-
legio ; mas que sendo alguns desses dias
santos ou reriados, as referida* audiencias
serao nos dias antecedentes as mesmas
horas.
o
(OjOtK)
4 .nono
.VftOOO
359000
40JJ000
30-000
3.5.WKX)
-JI^KKI
:m>-hhiii
211*100
13000
9300
2SO0O
i pequeos............
Cada vJdro le Untara.............
Vendcm-sc alm disso carleiras avulsas desde o preco de 8V000 rs. al de 4008000 rs., conforme o
numero e laman hn dos tubos, a riqueza das caixas e dsnamisaresdos medicamenlos.
Avam-se quaesquer encominendas de medicamentos com" a maior prnmplidao, c por precos rommo-
dissimos.
Vende-so o tratailo de PEBRE AMAREI.l.A pelo l)r. I., de C. Carreira, por. 28000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. G. 11 Jahr (raduzido em portuguez e acom-
modada a iiilellicencio do povo. .......... 63OOO
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P.S. Extracto de urna carta, que. ao autor do THESOURO HOSttF.OP.1TtUCO.tere ahonda-
de de dirigir o Sr. rirurgio Ignacio /Uves da Siten Santn, eslabelecido na villa de Barreiros.
Tive a salsfaco de retener o Thesouro hoimropalhico, precioso fausto lo Irabalho de V. S.,e lhe
aflirmo que le lodas as obras quclenlmlido, he esta sem conlradirao a melhor lano pela clareza, com
que se acba escripia, como pela precisilo com que indica os medicamenlos, que se devem empresar ;
qualidades estas le milita Importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem medicina
Iheorica e pralica, cct., ccl.,elc.
Aluga-se ama Brande casa para se passar a fes-
la, sila na povoacao do Monleiro. a qual tem duas
grandes salas, 4quartos, cozinhafia, estrbaria para
dous cavados, qoarto para escravos, cacimba, dous
quuilaes murados com portao cora saluda para o rio :
quem o pretender dirja-se a Boa-Vista, Iravessa do
Veras 11. 1j.
Agencia de passaportes, titule* de re-
sidencia e olli.is corridas.
Claudino do Reg Mina, lespaclianle pela repar-
lio depolica, despacha passaporles para dentro e
fr do imperio, titulo de residencias e fallas corri-
da: na raa MOPraia n. 43 primeiro andar.
Furtaram um assurjaieirode prata,
liso, obra antiga e rom bastante uso : ro-
ga-se a quem tr oli'erecido, queira ap-
prehende-lo e trazlo a esta typograpliia,
que sera' beim recompensado.
m> Antonio Agnpino Xavier de llriloT Dr? Tm S
medicina pela laculdade medica da Babia,re-
Va" *f rua Nova ei' Prim'' ro andar, on- 3
m 'le pode ser procurado a qualquer hora para o ;'
exercicio de sua pr.ifissflo. S
Aluga-se a casa de um andar da ruada niao,
por detraz da casa do Sr. Manocl A Ivs fiuerra, na
rua da Aurora : a tralar na rua Jo Trapiche n. 14
com Manuel Alvos liiierra Jnior.
No aterro da Boa-Visla ti. 55,
ha grande sortimento de rodas do carro de madei-
ra de bra e do paix.
Na rua do Trapiche n, 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se moslram ricos de-
senhos.
1 ~ i^T' Aulonio Francisco Gama, credor do Sr.
Jos de Barros Wanderley, propriaario do engenho
. ^ Sacco.de Ipojuca, queira, a bem de seus inleresscs,
.v ir ao escriploro do Sr. commendador Manoel ou-
v. ces da Silva, fallar com Jos Joac uim de Mirauda,
levaudo o documento que lem do mesmo Sr. Barros.
Aluga-se urna prela que ver da na rua, e que
scu senhor se responsablise pela mesma : no pateo
lo Carmo, sobrado novo que bola a frente para a rua
de Dorias 11. 2, segundo andar.
Precisa-se do um caixeiro de menor dade para
fori da cidade, o que quizer ir, dirja-se rua do
Sebo 11. 33, ou na (aberna n. 22, no aterro da Roa-
Visla : quem liver algumas dividas em Po-d'Albo,
ou Nazareen e queira mandar coirar, dirja-se a
mesma taberna, que achara com quem tralar.
Um moco bastante habilitado se ofTerece para
cnsinar em qualquer engcnhuprmeras.lellras, Iran-
cex etc., o qual lem pratica le eusiiar, e da fiador a
sua conducta e saber: na rua de Apollo u. 1!) se
dir.
Guilhcrme Augusto Rodrigues Selle previne
ao publico ecom especialidade aos senhores compra-
dores de escravos, que niocomprem nem facam Iran-
saccao alguma com dous escravos do annuncianle de
nomos Claudio e Joanna, ambos nardos e casados,
cujos forara vendidos illegalmentc'em sua ausencia,
pelo que pende litigio sobre essa venda que o annun-
cianle tem dircitoc pretende anonllar.
Furlou-so do seguudo audar lo sobrado da rua
la Cadeia Velha n. 5-2, um relogio de ouro patente
inglez. fabrica dcscobcrla, mostrador de ouro, do
los: Eglise I.ondon 11. 6341 : quem o descubrir sera
generosamente grtlificado, levaudo-o ao sobredilo
Sobrado. ,
O abaixo assignado az scicnle a quem conver
que lem justo e conlral.nlo com oSr. Manoel Luiz
Ferrcira a venda de soa laberua sila na Iravessa
do Arsenal de Guerra, 11. 1 A, e poroso toda a pes-
soaque se julgar com direito. mcsma.ienhaa hon-
dade de apparecer ua mesma tahe'iia por esles Iros
dias. Joao Baptigta dos Santos lobo. ,
Joao Falque vai ao Para, deixando por seas
procuradores nesta pra a para tral.irem do lodos os
seus negocios durante n sua ausencia, em primeiro
lugar a sua mulher madama Virginia Falque, em
secundo aos Srs. F. Sauvage & C", e em lerceiro ao
Sr. I-redcrico Lopes (iuimaraes.
No dia 1. do enrenlo clesappareceu da villa de
Pao d Alhn um menino de nome Anlnnio Joaquim
Padilha, braneo, cor morena.'secco do corpo, idade
1 anuos, altura correspondenle a idade, he lilho le-
gumo de Francisco Joaquim Padilha, residente na
mc cidade no dia 9 do correnle f goslo, mas de uovo eva-
dio-se; ecomo se ignora o destino que haja lomado,
roga-sa a qualquer pessoa ou auloiidade, que delle
souber, se digue participar na ru.i do Livramenlo,
loja do Sr. Mximo Jos de Andrade, que muilo se
agradecer.
Aluga-se urna csa de sobrado de dous anda-
res, sendo em Sanio Antonio ou Boa-Visla : a fall s
com M.Carneiro.
Precisa-se de 3:0003000 rs. por espaeo de'um
anno, lando por garanta liypolheca em una caa
nova, livro e desembarazada, arrendada por OOrOOO
por anno: a Tallar na rua das Flores n. 37, primei-
ro andar.
aoesasKsssaBE: mm-,
M CINSllTu
DO D3. CASAN OVA.
RUA DAS CBX'ZES V. 28,
acha-se > venda um grande iorlimenlo le
; carleiras de lodos os lamaiiius, por precos
1 muilo emenota.
Emeutos de homcopalhia, 4 os. 68000
'. onca de liulura a escolha IjOOO
Srjiin!^c,U^2.i^cull,a 500 e 300 &
A abano asignad faz scienle pelo prsenle
annuncH,, nao s a publico desla provincia como da
do Ceara, que tem cassa.lo i0,ios o poderes coureri-
dos as procuraeoes bstanles exi ilimes na lus
prov.ocias e que apparecer p0SHm em ^S"Z ""V.
qoer pessoa Qcaodo de nenhum eBVito^do oTou-
dE^*Wm-aU'On em diaule *toSSe>
de ditas procuraeoes.
Helena Perpetua da Silctira.
Precisa-se de um caixeiro portuguez. qc te_
nhapratica de taberna: ua Soledide n. 18.
Na rua eslreita do Rosario 11. 15 loja, exsle 0ma
mulher de roea idade, que se olle ce psra ama de
lodo o servico interno de. um casi de homem sol-
.eiro, viuvo, ou de pequea familia.
tz2l "" !?lCriw*t- ,0' ,al,erDa d0 Campos,
ha porc^o de bichas hamborsuezas das melhores mi
ha no mercado, qne se vende em porches e a relallio
e tambembe alunara. '"'""
CONSULTORIO DOS POBRES
25 UVA. DO COIalaEGIO 1 ANDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consullas homeopalhicas lodos os dios aos pobres, desde 9 horas da
inanlia aleo meio dia, c cm casos exlraordinaros a qualquer hora do lia ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer opera;5o de cirurRia, e acudir promplamente a qual-
quer mulher que esloja mal de parlo, c cujas circumstancias nAo pcnnitlam pagar ao medico.
M tWl'LTIIKII) 1)11 Dlt. l\ L LOBO J1SK1Z0.
25 RUA DO COLLEQIO 25
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual complelo do Dr. G. H. Jahr, traduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
rotantes encadernados em dous :................. 208000
Esla obra, a mais importante de todas as que Iratam da homeopalhia, inlcressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a 'oulriqa de llahnemann, e por si proprios se convencerem da verdade da
inesina : inlcressa a lodosos senhores de engenho o fazciideiros que- eslo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilacs de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra de ler precsao de
acudir qualquer inrommoilo seu ou de seus Iripolanles ; e inleressa a lodos os chefes de familia ru
por circumstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obligados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-meciim do homeopalha ou Iradnccao do Dr. llering, obra igualnicnlc til as pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volumc grande..........
O diccionario dos lemos de medicina, cirurgia, anatoma, pharniacia, ele, ele.: obra ndis-
peiisnvet as pessoas que quercm dar-se ao esluelo de medicina........
Urna carleira de 24 lubos grandes de linissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dla de 48 com os ditos. ,............... ." .
Cada carleira he acompahada de dous frascos de lnlurasindispensaveis, a escolha. .
Dita de 60 tubos com dilos......................
Dita de 144 com dilos...............'.".'.".!!!!!
Estas silo acompanhadas de 6 vidros de lnluras escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o llering, tarto o abalimcnlo de 10JO00 rs. em qualquer
las carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibera ..."............ 8S000
Ditas de 48 dilos......................... 16S0OO
Tubos grandes avulsas.............. \ '. IjfOOO
Vidros de meia on;d de lulra..............,..... 2BO00
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasno seguro na pralica da
homeopalhia, e o propriclario dcste cstabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duuda boje da superoridaile dos seus medicamenlos.
Na mesma casa lia sempre venda grande numero de lubos de crvslal de diversos lmannos, e
aprompla-so qualquer encommenda de medicamenlos com loda a brevid'adc c por precos muilo com-
modos.
Pede-se ao illuslrisslmn couscUio administrativo,
queira publicar o annunrio do- foruecimenlb de
medicamenlos para a llha de Fernando, confor-
me a delerminaro do Exm. presidenle da provin-
cia, mandando fornecer por quem menos lizer.
Um aprendiz du arsenal.
Os ahaixo nssignados fazcm scicnle a praca do
rommerco, que veuderam sua taberna, sila na rua
de Rangel, ao Sr. Francisco Paulino Cibral: os se-
nhores eredores poderle apresentar suas coalas na
rua do Queimndn n. 51, para seren pagas a seu
lempo compclenle.Guimares & Azecedo.
Desapparcceu uo dia 17 do crrenle agoslo,
pelas 7 horas da larde, o molcquc Alfonso, le na;ao
CamundoiiKo, idade 20 e lanos anuos, sem barba,
secco do corpo, bonita figura, hem fallante ; levou
cal^a le casemira azul, camisa de algodn, e chapen
le pallia com fila prela larga. Esle moleque foi sem-
pre le boa comlucla, c nAo leudo motivos para fugir,
suppe-se que lenhasido furlado ; pede-sc, poriau-
to, as autoridades poiicaes ou capiles de campo, a
sua apprehensio, pelo que se gralifirar, na rua de
Apoll ii. 4 A.
O blhele inlero da 1.a parle da 2.a loleria do
hospital PedroH, foi vendido na praja la Indepen-
dencia, loja de calcado de Antonio Augusta dos San-
ios Porlo ; o possuidor queira ir recebar na rua do
Trapiche n. 36, segundo andar, rasa lo Sr. Salus-
liano de Aquiuo Ferrcira, logo que sabir a lisia ge-
ral.
Eslao cm praca pelojuizo daSegunda vara mu-
nicipal desla cidade, as duas casas tarreas, na ruado
lagundes n. 16, e na ruada Assuiiip;o n, 2, eduas
casas terreas de laipa uo sitio lo Alto na Roa-Via-
gein, como consta ludo do cscriplo em inUo do por-
leiro, |>or execuro de Miguel Archaiijo Poslhumo
doNascimenlo, contra os berdeiros de AITouso Jos
de Alhuquerque e Mello.
Boavcntura Jos de Castro Azevcdo, faz ver ao
respeilavcl publico, qne leudo arrematado cm lei-
lilo, a arinae mi, fazendas c dividas da loja de miude-
zas ila rua do Queimado n. i", rterlenccnlc a raassa
fallida de Hilario Pereira da Silva, que s elle ou
pessoa por elle aulorisada, poder cobrar as ditas di-
vdase Iranscgir sobrc.clias, e bem como dos uniros
ubjeelos.
Attencio.
O abaixo Mimado faz ver no respeilavcl publico,
que nesta data lem autorisado ao Sr. Diogo Baplisla
Fernaudes, para receber amigavelou juilicialmcnlc,
lodas as dividas du massa fallida de Hilario Pereira
da Silva, e faz o presente para que ninguem se cha-
me a ignorancia. Recita 19de agosto de isv,.
Boarenlura Jos de Castro zecedo.
Firmino Moreira da Cosa coiuprou por ordcni
do Sr. Manoel Dias Fernaudes o incio hilhele n.
33/i la 17 loleria do Rio de Janeiro, para indenisa-
cilo do IbesoUro publico, la prestarn incusal com
que auxilia a Joflo Caetano dos Sanios.
Alfonso Josi1 de Oliveira inora na rua da ta-
deia do bairro de Santa Antonio, sobrado n. 13, on-
de pode ser procurado pelo Sr. annuncianle da rua
do Crespo n. 3, que diz ler urna carta para elle fin-
ita do Para, visto como nao sendo elle pessoa laodes-
conhecula c morando-lhc He perlo, suppuiiha escu-
sado scinelbanlc annunco, pudendo (cr-lhesido cn-
tregue lal caria, ha>e-la, por um caixeiro da casa,
a menos qnu com o annuncio se nilo quizesse ens-
nuar algum pensamenlo maligno, c como nenhum
negocio lenha doloso ou vergonho-o o que exija mys-
lerio, c iiculuim absolutmenle com o annuncianle,
que nem sabe quem seja, apressa-se a fazer esta dc-
clara;3o, alim de prevenir qualquer juizo desfavora-
vcl a seu respeilo.
No dia 18 do correnle perdeu-sc um majo de
sedulas com 659000 rs. : quem o achon, querenilo
restituir, leve-o a rua do Livramenlo n. 14, que ser
recompensado.
Frccisa-sc de um homem brasileiro on eslran-
geiro, que estoja eoslomado ao Irabalho, para caixei-
ro de casa de purgar assucar, em um ensenho na
freguezia da Escada : quem a isso se quizer propir.
procure cnlender-se na casa u. 1, uo paleo da matriz
de Santa Antonio.
89000
4&D00
40*000
459000
509000
609000
1009000
COMPRAS.
Compra-se tuna caeborrinha bem cabelluda,
do reino, pequenina, para urna menina brincar : na
|jrua das Cruzes 11. 2.
Compra-se urna escalva de 20 a 2"i anuos, que
seja sadia e que saina coawhar, ensummar o coser :
quem liver pode dirigir-aer.fi rua Ro\!i n. I1,, segun-
do andar.
Comprase na rua da Scnzala Nova n. 4, tra-
vs de qualidades de 22 al 30 palmos de comprido,
mesmo sendo usadas.
Comprase urna cscrava de hahliilades, c re-
colhida: na rua do Crespo, loja de 4 portas,11. 3,
prximo ao arco de Sanio Antonio.
Cmpram-se 8 a 10 niillieirosde cachimbos de
barro : quem liver aiiiiiincie para ser procurado.
Compra-se urna escrava crioula 011 parda, de
idade le 12 a 20 anuos, rom habilidades ou sem el-
las, recolhlda ; paga-se bem : na rua Nova n. 34.
Compra-se um escravo, pardo ou prelo, anda
moro, que seja bolieiro. c com .preferencia se lam-
bem f*ir sapatero, sem vicios e molestias, c que se
venda por alguma oulra circunstancia: quem n li-
ver, dirija-se ;i rua larga do Rosario, loja de miude-
zas n. 26, que achara com quera (ralar.
ANT1O DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha milito superior polassa da Iliis-
sia e americana, ecal virgem, chegada lia
pouco, tudo por precjp commodo.
Os abaixo assgnados, donosda nova loja de ouri-
ves darua do ('.aboca n. 11, confronte ao palco la
matriz e rua Nova, (a/.em publico que eslao eomple-
laiiicnie sorlidos dos mais ricos e bellos goslos de lo-
das as obras de ouro, necessarias tanto para senho-
ras, como para dmense meninas, e conlinuam os
precos sempre muilo cm conla ; os mesmos se obr-
gam porquaesquer obras quevenderem a passar urna
coula com respoiisabilidade.especiricaiidoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, fcamlo a.-sim sujeilos
por qualquer duvida que apparecer.
Serafim & Irmo.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA,
professor da arle de msica, ofTerece o scu presumo
ao respeilavel publico para lecconar na mesma arle
vocal e instrumental, lano em sua casa como em ca-
sas particulares: quem de seu presumo se quizer
ulilisar, dirija-se rua do Arago 11. 27.
Da-se diiibeiro a juros em pequeas quanlias,
sobre peuhores de ouro e oran : na rua Velha
n. 35.
Lava-se o eiignmma-se com loda a perfeioao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. l,i.
PIANOS.
Paln Nash i C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacarando,
tauacs cm qualidade c vozes aos dos hem condecid
autores Collard n. 10.
miahiaiiai
. .- T, V......' "-"" '' ,:* w x'* ^*
U W. Joao Honorio Hezerra de Menezes, ,"i
5 formado cm medicina pela faculdade da lia- @
) bia, conliiii'ia 110 exercicio de sua prolissao, na 5$
@ rua Nova 11. 10, segundo andar. t
,. O bacbarclA. R. de Torres Bandeira, profes-
sor adjuuclo de rbelonca c geograpbia no lyccu Im-
(a provincia, prope-se a dar lines dcslas" mesmas
disciplinas, c bem assim de philosophia e francez :
quemdeseu prestimo se quizer ulilisar, pode pro-
cura-lo na casa de sua residencia, na rua eslreita do
Rosario n. II, seguudo andar, das 3 ', horas al as
6 da larde. >
Oflerecc se um moco porluguez para Irabalha-
dor de rctinao,ao, padaria ou oulra qualquer oceu-
patao: quem o pretender, dirija-se reliiiariio da
rua da Sen/ala o\,i n. 4.
AnIoiU/os le Barros Braga, subdita porlu-
guez, 1 eliin-c para o Para.
UueJu liver contas contra a barca hollandcza
Itembremdl van Illuju, arribada neslc porlo, queira
aprcscula-las cm casa dos consignatarios, no Trapi-
che No^ n. 16, al o dia 21 do correnle.
James Crabtree Si Coropauliia fa-
zem sciente ao publico, que a bem corthe-
cida graxa ingleza n. 1)7 s se vende 110
seu armazem, rua da Cruz n. 42, em bar-
ricas de 15 duzias de potes, e a preco de
>0,?000 cada barrica. O publico he con-
vidado a prestar toda a sua attenrao para
o papel qne cada pote desta graxa' traz, o
qual musir o nome du seis verdadeiro au-
torDny X Martin n. 97Holbon Lou-
don, alim de nao confundrcm-ua com
outra graxa do mesmo numero, e que
tem sido importada ltimamente, mas
que no entretanto nao hedaquelle autor.
O abaixo assignado, declara a quem possa inle-
ressar, que comprou a taberna de Appucos, le Joilo
l'rancisro de Suuza, e quem se jutaar credor da
mesma aprsenle suas coillas na rua do Collcsio n.
13, primeiro andar, ou cm Apipurns na mesma, al
o lia2."do correnle, finita esta prazo naoscallende-
r a roctainaoo atauma.
Joaquim Fcrreiada Silva Jnior.
Precisa-se de um caixeiro porluguez ou bra-
sileiro, de idade 14 a 15 anuos, que d fiador a sua
conduela, c que tenha alguma pralica de taberna :
na rua Nova n. 50.
O abaixo assignado, herdeiro do finado Jo3o
Firmino da Costa Barrada, declara qoe, exislindo
umalcllra perlencentcao mesmo Juao Firmino, acei-
ta pelo major Fraucisco Anlunio Pereira dos Sanios,
a fallecido, proveniente da venda que lhe fez do
encenho Tenlugal. a qual lellra he da quanlia de
3:0005000. e so acba vencida lesdc 31 de jullio de
1835, e como iguore em poder de quem ella exista,
roga aqualquer pessoa que souber ou aliver.declare
por esle Diario, assrgurando-llie o abaixo assignado
sua gralid.io por nm lal molivo.
Joo da Itoclia Wanderley Lins.
DENTISTA FRANCEZ. tg
Paulo Gaignoux, eslabelecido na rua larga @
@ do Rosario n. 36, segundo andar, collora den-
@ les com gcngivfisarliliciaes, e dentadura com- K
pleta, ou parle della, com a presso do ar. r
Tamhem lem para vender agua dentfrico do $;
Dr. Picrrc, c p para denles. Rna larga do
Rosario n. 36 segundo andar.
s@sss@ @
Um homem iscnlo de 1. e 2.a linha, so ofTere-
ce para alguma administrarlo, e para isso da flanea
idnea : quem quizer annuacie.
J. Jane dentista,
contina rezidr na rua Nova, primeiro andar n. 19.
:
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- _
dou-se para o palacete da rua de S. Francisco
S 'mundo novo) n. 68 A. &
p v@ @s@s3e
Ao commercio.
O abaixo assignado. convencido do muilo que con-
vida eslabelecer-se cm Pernambuco urna aula em
que a mocidade, que se deslina ;i carreira do rom-
merco, podesse pratii aiiicnte adquirir os conheri
montos necessarios, para benidesempcnbar as func
;es de caixeiro em qualquer escriploro nacional ou
eslrangeiro, apezar de reconhecer as suas poucas
haliiliiacOes para um semelhaiilc magislerio, vendo
rom ludo, que outra- moiin mais habilitados se nao
lem al aqu proposlo a isso, vai elle, confiado ni-
camente na pralica que tem de alguns annos, abrir
para esle liir. urna aula, na qual se propiie a entinar
a fallar eescrevera ILpgua ingleza e a francea, con-
labilidade c escripluracAo rommcrcial por partidas
dobradas. As lieOes de cada urna das duas linguas
serao em dias alternados, c para qne os alumnos
possam cm breve falla-las, nao se Ibes consentir
que depois dos primeiros (res meies de li;ao fallera
na aula outra lingua, que na seja a da elasse res-
pectiva. A abertura tar lusar no da 1. de leselem-
bro, c as pessoas que a quizerem frequenlar se l-
venlo com antecedencia dirigir loja dos Srs. Gou-
vcia & Leile, na rua do Uueiniailo, amule pdenlo
lainliom cblcr as mais informacOcs, que a respeilo
desejarem. Adverle-se que a matricula si estar
aborta al o fin desle inez, c que depois lesse dia
nao se podem admillir mais alumnos duranlc esle
auno.Jos da Ylaia.
Aluga-se um escravo mnlo fiel e que j lem
pralica de servido tierno e externo de casa : a tra-
tar na rua do Vigaro n. 29, ou rua do Collcsio
n. 16.
Precisa-se de um forneiro, dos que lenham pra-
lica : na padaria da rua do Colovello n. 29.
Precisa-se le urna ama para o servco de urna
casa : ua rua da Aurora n. 30
Antonio Jos .Vives da Cruz, subdita porlgnez,
retiraupara o Riu de Janeiro.
Candido i ioncah e- da Rocha, Dr. cm medici-
na pela imperial academia la Rabia, actualmente
residente erasen encenho Sip, na frecuezia de Una,
comarca do Rio-Furmcso, faz publico, que se acba
all em efleclivoexcrcici i de sua prolissao; peloque
offerece seus prestimos mdicos a quem talles se
quizer ulilisar, dando consultas sralis aos pobres a
qualquer hora do dia, em casi de sua residencia.
Manoel de paras, subdita portuguez, retira-
se para tara do imperio
Roga-se av Sr. ]o- Marn de Souza Ransel
que baja de apparecer ni rua la Praia, armazem do
Sr. Jos da Silva Campos para negocio de seu in-
leresse.
Domingo 20 lo correnle sahe luz o primeiro
niimeiii iln I fui n. peridico Iliterario e recreativo
dedicado ao bello sexo, c achar-sc-h exposlo ven-
da na rua Nova n. 52, loja de Boavenlura Jos de
Castro Azevedo, onde se recebem lodos os cscriplos
que cslivercm cm termos halieis e dcccnles. assim
como assignaliiras de 80fi rs. por 12 nmeros, a con-
tar do 1.", pasos adiantados: adverle-se que aos
sahbados larde j pod :ran os assiguaiiles ir recc-
be-lo na dila loja. *
Carlos Augusto Conceicao llibeiro,
cai\eiro dos Srs. Antonio de Almeda Go-
mes & Companhia, na rua do Trapiche n.
16, deseja fallar com o Sr. Antonio Joa-
quim Pereira de Saldanhn, viudo do Ma-
ranhao ha pouco tempo.
Precisa-se de um feilor para um litio, que a-
ba tratar de pomar e enrherlar : no alerro da Hoa-
\ isla n. 43.
VENDAS
PLBLICAgAO RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendsimos padrescapuchiuhos de N. S. da Pe-
nba desla cidade. augmentado com a noveua da Se-
nhor da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. ta Rom Conselho : ven-
dc-se uuicainenta na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 19000.
49500.
Chapeos de sol de seda para homem, que se ven-
dan! por 69500, mas por lertm loque de mofo ven-
dc-mse pelo barato preco le 49500: na loja da Es-
lreUa.ru do Queimado n. 7 de Grcgori & Siles ira.
Ycndein-se Ihcsaurus lingua: latina:, 4 vols.
em folio, obras completas de Ov idio, 4 vols. em quar-
to. b'hliolheca classira latina, 3 vols. em qmirlo,
obras de Falroncl, 3 vols. em francez, as collecciles
das tais do llrasil de ISin e iss : na rua da Cadeia
de Sanio Aulonio n. 14.
Vende-se por haver grande porjao, um bonito
escravo de 23 annos, pouco mais ou menos, he ca-
maruciro, carauguejero, c lem praca de capinhero
na Roa-Vista : quera pretender ler um escravo sem
vicios nem, presentemente, achaques, dirija-se i rua
da Mangueira n.l), na Boa-Visla.
AO BARATO.
Na rua do Livramenlo n. 11, vendem-se chitas ca-
boclas decores lixas e bonilos pidres a 160 o cOva-
do, e a pet;a 55*800, picle para roupa de escravos a
110, chitas de ramagem para cubera a 5(0001 peja,
e 140 o covado, e oulras fazendas que se Irocam por
pouco ilinlieiro.
Vendem-se muilo em conla, 3 marque/as e
6 raderas, tudo de amarelln, novas : na rua da Ca-
deia de Santa Antonio 11. 20. Na mesma casa con-
linua-se a vender palbiuha j preparada, muilo em
conta.
' Vendem-se2 lindos mulatinliosde8e9annos,
muito espertos c habis, 1 prela que engomma, eo-
zinha e faz Indo o scrv;o, 1 mulalinho bom bolieiro
csapatero, de 18 anuos, ede boa conducta : na roa
dosQuarteis 11. 24.
Farinha de mandioca de Santa Calharina, mui-
lo nova e de superior qualidade : vende-se a burdo
la polaca Cndor ; a tratar com o capilo, ou com
Manoel da Silva Sanios, na rua da Cadeia n. 40.
Vendem-se dous bois mancos para carrosa,
bastante gordos: na coebeira da Iravessa do Ouvidor.
Fil de c&res.
Vende-se na loja de Gregorio & Silveira rua do
Oueimado n. 7 dfrouledo boceo lo Pexe Frita, fi-
l d cores, sendo braneo, prelo, cor de rosa, venle,
aman lio e cor de einza, |ielo lininuto prejo de 400
a vara, manguiloa de cambraia bordados a 1>600,
1NKI ea 2>000opar, golinhasde cambraia borda-
das de ponto de cadeia, proprias para roupo de se-
uhora a 320, 400 e a 500 rs.
Uluito barato a dinheiro a visla.
Chapeos francezes para hornera a 65600, alpaca
mesclada |iropria para palihis rom urna vara de lar-
gura, o covailo 900 rs. ; cortas de casemiras linas a
59500 ; ditos de lilas le rre escuras a i9500 : se-
lim prelo maco o covado 3.-000 ; dita de dilo su-
perior a 43GOO ; corles le brim pardo de puro liuho
a 1."\i00 : casineta toda de I 'a com mofo, o covado
a 500 rs. ; castores mfcsclados o covado a 280 ; brim
de linho dequadros o covado 260; lenros todos le
seda a I5IOO c a 13600: vende-se na taja de Gre-
gorio 4 Silveira, rua do Oueimado n. 7, dcfronlc
do hecco do Peixe-frilo.
PICHINCHA.
\cndem-sc 12 pares do meias le alsodo cruas
muilo boa fazenda por 2& ansalas prelas le molla
a I.--280, sernmolla a l?,corlcs le cutales de giirgu-
raode seda a l.-SOO c 29 dilos le fusMo finos a
18600 : vemle-se na loja de Gregorio Silveira,
rua do l.tacimado n. 7, dcfronlc lo becco do Peixe-
frlo.
Pentes de tartaruga.
^ ende-se na luja le Gregorio & Silveira. rua do
Queimailo n. 7 defronle do berro do Peixe-frilo.__
Peales de tartaruga para senhora a prc;o le || e
38 ; chapeos de seda e de crep para seiibora tciiilo
algum dcfcilo.pcln barato proco de 5J e 6-5; lavas
de pellica lisas a 500 r*. o "par, lilas cnfeiladas a
800 rs, o par; lencos decamliraa brancos de marca
gratule a 320 cada um.
&e@ iRg@
Sedas. #
Vendem-se sedas lisas furla-rorcs, de goslo
o mais delicado que lem viudo a esta praca,
1 pelo baralissimo preco de 1^280 rs. o cova- C-.
< do : na rua do Queinrade, luja do sobrado
1 an,arel lo 11. 29, de Jos Moreira Lopes.
!K.:: K
Vende-sc urna esrrava para ensenho ou fora ta
provincia: ua rua estrella do Rosario sobrado
u. 33.
Vende-se um carro cm muilo bom es-
tado, sendo le 4 rodas, com os compe-
lenles arreios, de boas molas (inglezas) :
quem o pretender lirija-se a Boa-Visla
Iravessa lo Veras n. 15." Ailverte-se que se veude
porcomqlodo pre;o.
Vende-se um escravo de narao rom 23. anuos
le idade. paileiro, e eo/iulia o diario le urna casa :
ua rua da Senzala Nova 11. 30, padaria.
Venlem-se queijus lo aertao lo Siridii, muilo
ftescaes : na rua da Conceicilo n. 1.
CHITAS FRANCEZAS.
Vende-sc n* loja de Gregorio & Silveira, rua do
Oueimado 11. 7 defonlc do becco do Peixe-frilo, chi-
tas franeczas las mais finas que ha 00 mercado, leu-
do na eslampa duas, (res e qualro cores, o covado
a 280 ; mantas prelas de_seda para senhora a 79, di-
tas le linho bordadas de seda por 89 e 109 : lenros
ta cassa franceza com cercadura de cores a 200, dilos
de dila mais finos a 280 rs.
Na rua da Cadeia do Recitan.60, veiulem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem viudo a
esta mercado.
Porta,
Hucellas,
Xercz cir de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia le garrafas, c visla da
qualidade por prern inuiln em conla.
Vende-se um sobrado de um andar, silo na rua
de S. Gonralo n. 27, chaos proprios, prximamente
reedificado, com os oililes de paredes dobradas, na
frente um andar e peta parle ta lelrs dous, com um
pequeo trrico e bom quintal lodo murado eim ca-
sa uo mesmo, ecujo rendimenlu he de 309000 rs.
mensaes : a tratar na rua larga do Rosario 11. is, se-
gundo andar.
Vende-se a armafa de tima taberna e seus
perlcnces, por prcro commodo, c muito propria para
algum principiante pelas vanlagens que offerece, o
local he na cidade de Olinda, rua do Balde, por dc-
baixo do sobrado que foi do fallecido Joaquim da
1,insuda, cabi achara cora quem tratar.
Vendem-e as parles que tocaram ao Sr. Retar-
mino d'Arruda Cmara, no engenho Massauassi, por
morle do scu sogro c sogra, c isiialnienta as de seus
filbos. Esle ensenho he um dos melhores da provin-
cia, pois he o bem conhecido Massauasst'i, he muilo
bom d'asna e lem escolenlos obras. O molivo da
venda que he particular se lira .10 comprador. Tam-
bera se vende um cofre de ferro, novo, com Ires lin-
goctas, urna mesa de i miar le mogno com molas,
poiiondo accommodar 36 pessoas, urna batanea gran-
de de ferro cora 36 arrobas le peso, propria para ar-
mazem le assucar ou couros, urna onca mui lida
propria para presenta. A tratar sobre estes difieren-
tes artigo* cm casa le Manoel Elias de Moura, na
praca da Boa-Visla, botica n. 24.
A sOOO rs. a peca.
Peca de chita de coberlaa 59000, c covado a 160,
ditas de cores a 160 o covado, c peca 5WKX), mada-
poln 3.9000, :I9600 c 39800, c muilo lino 59000 a
peca, lenc;os encarnados para tabaco a 160, dilos de
cassa e seda a 400, suspensorios de luirrasa a 80
o par, nlgodo de lista a 160 o covado, picota para
roupa de escravos a 110 o covado, chapeos de pello
francezes a 59000, chitas finas a 7-5600, c a 220 o co-
vado, chitas prelas para lulo a 69OOO a peta, e 160
o covado, cassa para Paliado. a 29OOO a peta
280 a vara, cociros de barra a 240, bactilha branca
a 320 o covado, fuslito braneo para colleta a 500 o
covado. selim prelo ecor de rosa a 400 o covado,
cambraia* le cures lixas n 200, casemira de
duas larguras a 1,600 o covado, e oulras fa-
zendas que se ilao a troco de pouco dinheiro, como
rllelo- de sursunlo a I96OO, corles de seda a 8)000
filos de cambraia e seda a 69HOO, meias cruas para
homem a 260 o par c 29800 a duzia, riscado francez
a HOo ovado : na' rna do Livramenlo 11. 14.
Vende-sc urna bonita armarn de amarello en-
yerusada e envidracada, propria para qualquer lo-
ja e por preco muilo barata: a fallar na loja n. 1 do
aterro da Boa-Visla.
PROTECCAO' AO POVO.
320 rs.
Cassa franceza para vestido com delicadas cores e
fixasrengranados desenlio- e muilo bous'pannos, por
320, s. ocovado, dinheiro i visla, nilo deixar de
agratlar aos bous pas de familia, que com economa,
desojara o aceio: na rua do Crespo, loja n. 12, de
Jos da Silva Campos & Companhia.
No armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, no caes da altamlcga, ha para vender muilo su-
perior farinha de mandioca lavada, para mesa, em
saceos de alqueire cactilado ; a tratar no et'criptorio
de Domingos Alvos Matheus.
VENEZIANAS.
No aterro da Boa-Vista n. 55,
ha um sorlimentn de s'cnczianas com filas verdes
de linho c de lila, com caixa e sem ella, e lambem
concerlam-se as mesmas.
Dinheiro a'vista.
Vendem-sc as fazendas seguinles, por baratos pro-
cos.
Chitas fr.mcezas largas, o covado
Ditas decoherta, dilo
Dilas de ditas dita 1
Riscades ramelos para vestido, o covado
l.aa para vestidos, dilo
Alpaca escoceza. dilo
Corles de chita franceza larga com 13 cova-
dos a
Dilos do dita cor lixa com mofo a
Meias para senhora, o par
Ditas para dila mais finas, dilo
Durzeguius para senhora
HoiiK'lr.is de filo para senhora
Lencos do relroz de lodos as cores
Ditos de ion; 11
Toocados para senhora, ultima moda
Corles do vestido de cassa franceza
Dilos de dilo de dita
Hile- de cambraia de salpicos
Cassas francezas de cores fixas.a vara
Ditas de cores escuras, dita
Orles de ca/nbraia com 8 varas
Dilos de seda de quadros
Dilos de dita lavrados
Chalas de retro/, de 4 ponas
Grande sortimculo de manteletas a pre-
cos de 109000, 129OOOe
e oulras muilas fazendas que se vendem muilo em
conta, na loja da estrella, le Gregorio 4 Silveira,
rua do Queimado n.7.
BRIM BRANCO E DE COR..
Vende-se brim Iraneado de linho a 500 rs. a vara,
dilo escuro le quadros tambera de linho a 600 e 720
rs.; na rua do Crespo n. 6.
Vende-se urna taberna na l.inguela n. 3: a tra-
tar no palco do Tcr{o 11. 141 taberna.
Vende-se doce lino feilo de casca de goiaba c
arar : na rua das Cruzes n. 40.
Vende-sc um escravo, crioulo, de bonita figu-
ra, muilo manso e de excedente conducta : quem o
prelender, dirja-se a rua da Santa Cruz n. 76.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNOIQAO' DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAX. NA
RUA DO BRIM, PASSANDO O CHA-
FAR 1Z,
PELLES DE GLARA'S.
Vendem-se pelles de guaras, sendo em porcao :
na rua Nova o. M._
Carcas fjaicezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de murta bom
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gome &
Companhia, rua do Trapiche Novo n- 16,
efundo andar.
ha sempre um grande sortimento dos eguintesob-
jeclos de mecbanismos proprios para enseobos, a sa-
ber : moendas e metas moendas da mais moderna
conslruerao ; lanas de tarro fundido balido, de
superior qualidade, c de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas m propor-
eoes ; crivos e boceas de forualha e reeislros le hoe-
ro, aguilhes,bronzes parafusos e cav ilhOes. moinhos
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se execulam lodas as encommendas com a superori-
daile j conhecida, e com a devida presteza e eomrao-
didade em pre;o.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recita n. 50 ha para vender
barril com cal de Lisboa, recenlemente chegada.
Vende-se um braro de batanea grande por prc-
ro commodo : no paleo do 1 creo sobrado de um an-
dar n. 36.
Tabeas para engenhos
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carrejam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, mpregado na co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-*e a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O, Bieber & Companhia, na ruada
Cruz, n. 4.
220
180
200
160
600
500
2600
I.NKl
240
320
3>200
45-500
800
13100
59000
SgOOO
2930C
Vende-se fumo em folha, de varias
qualidades, escolhdas e boas : a tratar
com Antonio de Almeda (iomes panhia, na rua do Trapichen. 16.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, continua a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem etn pedia : tudo por preco a
satisfacer aos seus antigos e novos fre-
gueses.
Cola d Radia, de qualidade esco-
lliida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Lonc vidrada, receida ha pouco
da Babia,-com bom sortimento : vende-
se na-rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqiieiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16, segiindojfiidar.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquiilias, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodre da Motta, na rua do
Azete de Peixe, ou na rua do Trapiche n.
34, com Novaes S Companhia.
Vende-se superior farinha de man-
dioca de Santa Catharina, em sacras por
jieco muito commodo : a tratar no arma-1
m de Jos Joaquim Pereira de Mello, no]
;i20(-^aes da Allandega, 011 com Novaes i C.
Farinha de S. Matheus.
Vende-se superior farinha de mandioca
muilo nova chegada de S- Matheus c por
prei;n commodo. a bordo do hiale Audaz Bur-
lo no caes do Collegio, para porc&es no que
se tar abale de prero: Irata-se no escriplo-
ro da rua da Cruz n. 40 primeiro audar.
SALSA PARRILHA
nova e de superior qualidade, em rosol pequeos
vende-se na Iravessa da Madre de Dos, armazem
n. 12.
YINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinlto do Porto
em barris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem du rua do Azeite de Peixe, 11.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
S Companhia, na rua do Trapiche, n. 7>\.
*S Corles de chita de barra de cores flxas a
$5 IjOOO cada corle : na rua do Queimado n
M -'. taja do sobrado amarello, que vulta para
25 o largo do Collegio. Na mesma loja se en-
* contra um complelo sorlimenle de fazendas
** de lodas as qualidades,epor precn que agra-
3S dar aos compradores.
s ende-se um excelleole catrlnbo le 4 rodas,
mui bem construido, eem bom estado ; est exposlo
na rua do Arago, casa do Sr. Nesmen. 6, onde po-
dem os pretandentes eiamina-lo, e Iralar do ajusl
com o mesmo senhor cima, od na rna da Cruz no
Recitan. 27, armazem.
Vendem-se a 39 saccas grandes com arroz de
casca: no armazem defronle da porta da alfandega.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Boa-Vista, defronte Ha bo-
neca n. 14,
he chegado um novo e complelo sorlimenlo de cal-
rados de lodas as qualidades, lauto para homem como
para senhora, borzeguins elsticos para homem e se-
nhora, meninos e meninas, e os bem conhecidoa sa-
palcs e bolins do Aracaly, ludo por prcQO commo-
do, alim de se apurar dinheiro.
Veudc-se urna cama de angico tom armacao c
seu competente coletillo, tudo em muilo bom estado
c preco commodo : na rua de Aguas-Verdes n. 14,
sobrado.
QUEMSE PRESUNTOS.
Na rus da Cruz do Recita no armazem n. 62. de
Antonio Francisco nlarlins, se vende os mais sope-
nares queijos londrinos, presuntas para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza f'alpa-
raiio.
Na rua da Cadeia do Recife n- 60, arma-
zem de Delinque Gibson :
vendem-se relogios de,ouro de saboneta, de paten-
te inglczes, da melhor qualidade e fabricados ea
Londres, por preco commodo.
Na rua do Vigaro n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Moinhos de vento
"om bombasde repuxo para regar horlas e baixa,
decapim, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brum us. 6,8el0.
Padaria.
Vende-se orna padaria muilo afreguenda; a tratar
com Tasso & Irmos.
Devoto Christao.
Salio a luz a 2. eclipso do livrinho denominado
Devota Chrisl3o,mais correcto e aerescentado: vende-
se nicamente na livraria n. fie S da praca oa In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que villa para a cadeia.
QAL E POTASSA.
Vende-se superior cal de Lisboa e potassa da Rus-
sia, chouaila rereiilenienle : na prara do Corpo San-
to, trapiche do Rarbosa n. 11.
rti
600
480
35000
159000
209000
209OOO
148000
Aterro da Boa-Vista n. 53.
Vende-se um cabriolel novo, de
tai35 i m, Bal bom goslo.
Ai que Irio.
Vende-se superiores cobertores de tapeta, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs., litas brancos a
l?200rs., ditos rom pelo a iinil.icao dos de papa a
l?400 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se vetas de cera le carnauba de 6,8 c 9
era da melhor qualidade que ha no mercado, tai-
tas no Aracaly : na rua da Cadeia do Recita a. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
\ ende-se cera de carnauba do Aracaly : na rua da
Cadeia do Recita u. 40, primeiro anclar.
Rua do Crespo n. 2-"i.
Vendem-sc chitas francezas largas ta cores
W escuras a 210 o covado, corles ta casemira le
cores c padrees modernos a 49500, dilos I
9 casemira prela fina a 49500, panno prelo e s
9 de cores a ;l9000 o covado, cirles de meia ea- W
9 sentir a 19600, dilos de brim de linho de ro-
@ res a 19600, riscado le liuho ilj cores escuras fi
@ a 2H)o covado, merino prelo com duas lar- <
gofa* a I-lint' o covado, chales de 1.1a Brandes
18 c de cores escuras a 800 rs., ditos encorpailos t
a 1280, esguiilo de linho muilo fino a I9I2O W 2
@ a vara, selim prelo muilo enrorpado e de su- 3 5
perior qualidade a 29500, eambraias prelas e @
le cores, aoslos modernos, por pre;o roramo- 1J.
tt do, chapeos do Chili litios, c oulras muilas ta- 9
zeuilas por preco muilu em coula. '-'
i
#
na
Trapichen. o\, primeiro an-
ESCRAVOS
na rua do
drr.
Vende-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor, ou a Iralar com Tasso Irmilos.
Vcudem-se cepos para acougue : nos Ataja-
dos, rua do Quiabo.n. 76.
CHAPEOS DE SOL A 49800.
Na rua do Colleso n. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda pintos c de cores, armacao de batas, ca-
bos finos, os quaes avista da qualidade ninguem dei-
xar de comprar, e oulras muilas qualidades, por
prc; razoavcl.
SACCAS COM MILHO.
Na rua lo Vicario n. 33, em casa de J0O0 Fer-
naudes Baplisln, vendem-sc saccas com millio a
2J500 rs.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a prec;o commmlo, era casa de Barroca
& Caslro, na rua da Cadeia do Recita 11. 4.
Vende-se urna batanea romana cora lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras ; quem
a prelender, dirija-se i rua da Cruz, armazem 11.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior arinhu de mandioca de Santa Catha-
rina : no armazem de Machado i Pinhei-
ro, na rua do Amoiim n. 54.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodo
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
#
Chapeos de sol muito grandes, com cabos de
caima c baleas, muito tartas, de seda de lodas as co-
res e qualidades, lisos e lavrailos, proprios para a
ebuva, por preco muilo coinmoi/o ; na rua o Col-
leso ii. i.
KO COSSILTORIO ilOHEOI'ATIIICO
1)0
U. P. 4. LORO HOSCOSO.
Aendem-rc as seguinles obras de homeopalhia em
francez :
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes 103000
Rapou, historia da homcopalhia, 2 volumes KiSOUO
llarllnnan, tratado complelo das molestias
dos meninos, 1 volme IO9OOO
A. Testa, materia medir bom. 89OOO
De Fayole, doulriua medica honi. 79000
Clnica de Staoueli 69OOO
Carlina;, verdade ta humcopalbia 49000
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas 63000
Diccionario.de Nyslen IO90IO
Na rua ta Vinario n. 1!), primeiro andar, ven-
de-se cera lauta cm rame, romocm sellas, cm cai-
xas, com muilo bom sorlinicnlu c de superior <|uali-
dade, chocada le Lisboa na barca Cratidao, assim
como bnlachiulias em latas de 8 libras,e farello muilo
novocm saccas do mais de '' arrobas.
Deposito de vinho de cham-
$ pagne Chateau-Av, primeiraqua-
<|j| lidade, de propriedade do cOndi
B de Mareuil, rua da Cruz do Re-
vi cil'c 11. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
^ se a 5(5x000 rs. cada caixa, acha-
ji se nicamente emeasa de L. Le-
I comte Feron & Companhia. N. B.
W As caixas sao marcadas a fogo
(jJD Conde de Mareuil e os rtulos
t) das garrafas sao azues.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior, potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bom ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron i
Companhia.
$
#
Vendem-screlocios de miro c prala, ma
barato de que cm qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Deposito da fabrica de Talos oa Santo* na Baha.
>i ende-se, em casa de N. O. Bieber & C., na rua
da Cruz 11. 4, alsoda trancado d'aquclla fabrica,
muiloproprinparasaccosdeassucar c roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se emeasa de Me. Calmont & Com-
panhia, na prara du t'.orpu Santn.II, o scgunle:
vinho de Mar-eillecni caixas de 3 a 6 duzias. linhas
em novellos e cairelis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milaO sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um complelo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor,' e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rna do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao c flauta, como
tejatn,quadrilha, valsas, redowas, sclio-
tckes, modnhas, tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
AirencUde Edwln Maw,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Compaubia, acha-se constantemente bons sorli-
menlos le laixas le ferro coado ebatido, '"ll rl"
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaos, aeoa, ele, ditas para a rmar em madei-
ra de todos<>stamaitosemodelos osinaisnioderuos,
machina liorisontal para vapor ,
I catadlos, COCOS, passadeias de ferro eslanhadu ''
AOS SENHORES DB ENGENHO.
Cobertores osmios minio Brandes o enrorpado,
dilos illancos com pello, muilo grandes, imitando os I para casa de purgar, por menos prisco que os de co-
ito lia, a r-txi : na rua do Crespo, loja da esquina i bre, esro vens para navios, ferro da Pijera, e fo-
que sola pan a cadeia. I has de landres ; ludo por baralo preco.
Desapparcceu do engenho nB denominado
Concordia, silo na fregaezia da Luz,'I) dia 6 do cor-
le mez, o prcto Jos, crioulo, por npjgWdo Jos co-
zinheiru, de idade 40 annos, peuj^fnais on menos,
alio, cheio do corpo, bem prelo, rosta grosseiro, pou-
ca barba, olhns uin pouco pequeos, e algumacou-
sa vt-i incllios, mose ps grossos, com om dos dedos
dos ps feridnesem unha, os denles de cima lirados.
Esta esrravo tai comprado nesla praca ao Sr. Rnmito
Antonio da Silva Alcntara qne tem armazem de as-
sucar no Recita ; paga-se generosamente a qoem o
apprehender, conduzindo-oao lugar determinado,ou
i rua Direila desla cidade, taberna n. 72.
Desappareccu no dia 16 de julho, do engenho
Marag, um escravo de nome Amaro, crioulo, de
idade 45 annos, j pinta, baixo, grseo, pouco ca-
bello, barbado, as vezes tem barba por baile do
queixo, lem pelo corpo muilas cicatrizes de chicle,
os ps grossos que parece j ter algum principie de
arislim, lem urna orelha Turada, com brinco oa sem
elle ; levou camisa e ceroula de alcodao transado,
e chapeo de palha : qnem o apprehender e conduzi-
I ao mesmo engenho, ou no Recita, rua do Vigario
n. '29, armazem, serti recompensado.
Desappareccu a 16 de agosto o escrava Bene-
dicto, de idade 24 annos, cor prela, reforjado do
corpo, nariz chalo, parece crioulo. Este escravo foi
comprado a Manoel Seraphim de Araujo, lavrador
doeugeuho Jurissaca; cosluma a (unir para o Cabo,
Santo Anlo, Ipojuca, Escada, emesmo pelos mallos
dos mesmos engenhos : quem o pegar, poder parti-
cipar na rud Direila n. 14, que ser generosamente
recompensado.
Aos -O.SOOO rs.
No dia 12 de julho desappareccu de Olinda da ra-
sa de seu senhor Joao dasCliagas de 1-aria Lobato, o
escravo Caelano, caboclo, estatura baixa, rosto cheio
de sardas, cabellos compridos, hombros largos, re-
presenta ter 16 a 17 annos de idade: quem o ap-
prebeiKler c leva-lo a casa de referido senhor na roa
de S. liento cm Olinda junta a academia, ou ao
alerro da Boa-Vala n. 26, lera a grafieaco cima
Conlinuam estar fgidos os escravos segoinles
Miguel, crioulo, bstanle prelo, com roslo redondo,
nariz regular, bocea grande e com falla de'dons
denles na frente, beieos grosso*. queixo largo, sem
barba, ps e nulos largas, pesroro curio e grosso. he
bstanle regrisla, foi canoeiro nos porlos da roa No-
va, e Recife; o oulro Roberto, crioulo, alta, cheio
do corpo, roslo comprido, com marcas de bexlgas,
muilo pouco barba ou quasi nenhuma, olhos pe-
queos, nariz grande e chato, ps e mos grandes,
lem os denles limados e as pernat meias lorias, loi
tamhem canoeiro, Irabalhador na estiva e calraeiro,
quem os pegar leve-os na Casa lorie sitio qoe tai do
Sr. D.Netlo, quesera bem recompensado;e tambera
se protesta criminalmente contra quem os liver e pe-
los dias de serviros diarios a 1,600 rs.
No da II de agosta desappareccu da villa de
Barreros urna escrava de nome Quitara, com vi
siuuacs seguinles: crionla, corpo regalar, reforja-
da, Ileicns crossos e delirados, a caliera balida de de-
trae para dianle, vestido de chita, j esleve presa na
raileia do Recita com o nome de Mara da Conceicao.
e por isso he bem conhecida dos capules de campo,
julga-seque viesse para esla prara com um escravo
da. familia do Sr. Dr. I.ourenco Avelino : roga-se as
animidades e capilacs de campo a appreheneAo da
mesma, e enlrega-la na rua do Burgos, padaria o.
31, que sero recompensados.
Anda continua estar rugido o prelo que, em II
deselembro prximo pausado, foi do Monleiro a um
mandado no engenho Vcrlenle, acompanhando urnas
vaccas de mando do Sr. Jos Bemarriino Pereira de
llrito, que o alugou para o mesmo lim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, rom a barriga grande, lem nm signal grande
de tarida na perna direila. cor prela, nedegas em-
pinadas para fra, poitca barba, lem o lerceiro dedo
da mo direila eneolhido, e talla-lhe o quarto: le-
vou vestido ralea azul de zuarle. camisa de algodlo
lzo americano, porm levou oulras mapas mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, c usa
sempre de corroa na cinta : quera o pegar lese-o na
na do Vigario n. 27 a sen senhor Romo Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Petaurinho arma-
zem de assucar n. j e 7 de Romo & C, que ser re-
compensado.
Desapparcceu no dia 21 de jnlho pastado; de
bordo do brigue Sania Barbara Vencedora, o preto
marinheiro. de nome Luiz, o qual representa lr
30 annos 1c idade, cor fula, baixo, nariz chalo. Icm
algumas marcas de bexigas e pouca barba, e be na-
tural das Alagoas : roga-se, porlauto, a lodas as au-
toridades poiicaes e capilacs le campo a soa appre-
heii-an, c leva-lo rua da Cadeia do Kecife n. 3,
escriploro de Amorim I maos, que se gralificar
com .-.OJO00.
Desappareceu no dia 1. de agosta o prelo Rav-
muiido, crioulo, com 2 annos de idade, pouco uiais
ou menos, natural do Ico, conhecido all por Ras-
urando do Paula, muilu convivale, locador de flau-
liin, canlador, quebrado de urna verilha, barba ser-
rada, becos grossos, estatura regular, diz sabor ler
o escrever, lem sido encontrado por vezes por detraz
darua do Caldclreiro, junta menta com una prela
sua concubina, que tem o appelldu de llana cinco
reis; porlaiilo roca-fe as autoridades poiicaes, ca-
llo povo, que o ap-
j
4
--
"; tZV u i pitaes le campee mais pessoas lo poso, que
,?_'.". '""'..A* prebendam elvenla rua Direila n. b, que serao
-mero-.inienlc graliljradus.
Por.- Tf M. r. Fort..-!*.


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