Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01436


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Full Text

ANNO XXX. N. 188.

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
i mwi ------
M
OLA I H UilH IO UL HUUOIU UL ltfi

Por asno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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v
.



DI ARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGAnOS DA SUBSCRIPCAO".
Recife, ojioprietarioM. F. deFaria; Rio deJa-
o jroprieta
oSr. Jool
3, osr. joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Parahlba. o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, o Sr. AntoniodeLemosBraga; Gara, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges: Maranhao, o Sr. Joaquim
H. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 a 26 1/2 d. por 1
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 15 0/0 de rebate.
Aceces do banco, 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de 6400 velhas. . 16S000
de 65M00 novas. . 16i)0O
de 49000...... oaono
19940
Pesos columnarios..... 19940
19860
rMVTIDA IM)S CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caniar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex c Ouricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAIt DE 1IOJE.
Primeira sll horas e 44 minutos da manhaa.
| Segunda s 12 horas e 6 minutos da tarda.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas equintas-feiras.
Rolacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazcnda, tercas c sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivcl, segundas e sextas ao meio dia.
2." vara do civcl, quartas e sabbados ao meio dia.
epiiemeridEs.
Agosto 8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da Urde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
31 Quarto crescenle s 3 horas, 48 mi-
nuto c 48 segundos da manba.
\
AVISO.
O pagamento da subseripro deste Dia-
rio, a WOO por quirtel, deve ser feito
adanlado eno pelo correr delle, co de
4$500 no fin e nao no seguinte trimes-
tre ; portanto, os Srs. assignantes devem
attender ao exposto, para nao fazerem
o cobrador gastar tantas pascadas por tao
pequea riuantm.
PARTE 0FFIC1AL
MINISTERIO DA .( 1 Itlt V
Re cao' toe officiaes e pravas de pret promo-
Tielos por decreto delta data.
1 regiment de cavallaria ligeira.
Para lenenle-coronel, o major do mesmo regi-
menlo Jos Luiz Menna Brrelo, por antiguidade.
Para major. o capitao da rompan1 lia fixa de Per-
nambuco Sebastian Antonio do Kego Barros, por
anliguidade.
2 regiment de cavallaria ligeira.
Para capitAes, os lenles do mesmo remenlo
Manocl Jos de Alencastro para a 1 companhia, *
Ricardo Peres de Macedo para a 8a companhia.
3o regiment de cavallaria iigeira.
Para capillo, o lente do mesmo regiment
Francisco Jos Antonio Jacques, para a 8a com-
panhia.
Sfi regiment de cavallaria ligeira.
Para niajor, o capitao do 2 regiment Augusto
Frederico Pacheco, por mcrecimeir.o.
Para capules, os lenles do 1 relmenlo Carlos
Belhi de Olivcira Nery para a 4" companhia, Au-
gusto Ccsir de Araujo Baslos para a 7a companhia,
Manoel Alves de Azevedo para a 8a companhia.
O lenle do 3 regiment Wenceslao Jos de
Oliveirn pan a 5" companhia.
0 lenles do 4 regiment Jusliniano Sabino da
Rocha para a 3" companhia, Manoel Anlouio Ro-
drigues Jnior para a 6* companhia.
O lenente-ajudante do dilo 4o regiment JoAo
Percira Urna Velasco Molina para i. 2* companhia.
Companhia pxade cavallaria de Pernamouco.
Para capitn, o lenle do f regiment da mes-
ma arma^Leopoldo Augusto Fcrreira.
Arma deeavallaria.
Para lenles, os alteres da mesma irmn Leoca-
dio Jos de Figciredo, neroniano Alejandrino de
Mello, Jos Fernandos dos Sanios 1' .-reir, Jos Joa-
quim Coelho Jnior, Jos Thomaz los Sanios Silva.
Clemenle Jos de Araujo, Francisco linlo de Car-
valho, Jo3o Caldino Picaluga, Antonio Jos da Cosa.
Pedro Jos Rwfiuo, Jos Diogo dos Reis, Izidoro
F'ernandes de Oliveira, Bartholiuo de Anuda Mar-
tins, Joaquim Nunes de Souza.
Para alteres, o sargento-ajudanle graduado do
! regiment Maucl Jos ias, o rargenlo-quartel-
meslrc do f -, Ycgimenlo Floriaio Floramhel da
ConceieA' ,f\meirocodcles dodto regiment Fir-
mino He |o'>j4cnna Brrelo. Domingos Alves
Branco 2fc*!>^B regiment V^Meslo Vicira Armcnd, o particular
sargento-ajudanle do segundo regiment Felicsimo
Pinto Brasa, os segundos cadetes segundos sargen-
tos do dilo regiment Alvaro Piulo Brrelo. Jos
Valentim Jacihlho Pereira, o particular segundo
sargento do dilo rcgimenlo Candido Xavier Kosado,
o particular primeiro sargento do terceiro rcgimenlo
Manoel Marques de Figueiredo, o segundo sargento
do dilo rcgimenlo I.uiz Rodrigues da Silva, o pri-
meiro cadele do quarto regiment Francisco de
Paula Menna Brrelo, o primeiro argento do dilo
regimentoOliverio Xavier da Silva, os particulares
primeiros sargentos do dilo regiment Joao Alves
Coelho de Moraes, Jos Mendes Jacques, o sargento
ajudanle do dilo rcgimenlo Anton'o Paulo Piolo da
Fonlnura, o primeiro cadele segando sargento do
dilo regiment Pedro Fortunato Orliz, o segundo
cadele primeiro sargento do Uto rcgimenlo Placido
Fiallio de Oliveira Ramos, o primeiro cadele do
quinto regiment Sebastian Brrelo Pereira Pinto,
o primeiro cadete sargento-ajudanle do corpo de
Malo-I.rosso Mauoel Pereira de Mosquita, o pri-
meiro sargento do dilo corpo Jos Bibeiro do as-
cimento, o primeiro cadele primeiro sargento do
corpo de guarnicfio (ixa da Bahiii Carlos Augusto
Pereira de Carvalho, o primeiro cadele do dilo corpo
Manoel Jo!o da F'onseca Lessa, o primeiro cadele
do corpo de guarnirn fija de S. Paulo Luiz Ma-
noel das Chagas. o primeiro cadete segundo sargento
do dilo corpo Joao Baplista de dodoy, o segundo
sargento da companhia fixa de Pernnmbuco Jos
Victorino Cesar. Palacio do Rio de Janeiro, em
!."> de julho de ISoA.Pedro de Mean-tara Bel-
legarde.
---------k-fj----------
Relac-ao' do ofBciaej de infamarla que por de-
creto dest-, data paaaam paia o 5.- regimen-
t de cavallaria Ufelra.
Tenenlc Jesuino Olympio de Smpate, Jos Feli-
ciano Neves Gonzaga, e Manoel Porfirio de Castro
Araujo.
Alteres Domingos Augusto Connives, Jou Piales
Fanislein, Joao Jos de Buree, Horacio de liusmAo
Coelho, Jos Procopio 'lavares, e Miguel Pereira de
Oliveira Meirelles.
Palacio do Rio de Janeiro, em 1') de julho de 1854.
Pedro de Alcntara Bellegardc,
Deixaram de ser incluidos em premojo :
Tenente Antonio Francisco de Caslilhos, por Talla
de examc da arma.
Alteres Manoel Carlos Mochado Vicira, e Zeferino
AITonto Taborda, por se acharen em concilio de
inquirirn.
Secretaria de estado dos negocio! da guerra, em 25
de julho de 1834. Mano Augusto da Cunha
Mallos.
IMOHi-
ni\ISI'KR|!) DA II) ltl\H l.
Irtl N. 763 da 15 de julho de 1864.
t'ixa a forra natal para o anno financeiro
de 1855 a 1856.
1). Pejlro II, por praja de Deon c nnaoinie accla-
majito do povos, imperador cnnsMiuciouil c de-
fensor perpetuo do Brasil :
Fazcmos saber a todos os nostAs subditos que a
assemhla ireral legislativa decrcloa, e nos quere-
mos a Ici eguinle :
Arl. l.o x forja naval para u anno fiuancciro de
1855 a 1856" conslar :
1 .< Dos officiaes da armada o das demais clas-
ses que fr preciso embarcar, conforme as Igla-
efles dos navios e eslado-maior das divisoes na-
vacs.
S 2." Em circnmslanrias ordinarias, de tres mil
prscas de marinhagem e do prel dos corpos de ma-
rinba embarcadas em navios armados e transpor-
tes, c de cinco mil em circuimtandas extraordi-
narias.
Arl, 2.? O govornoconlinaaaulorisado pura tom-
njetar o corpo de imperiaes mariulieiros, o balalhao
naval e a companhia de imperial* marinln-iros da
provincia do Mallo-Crosso, conforme os respectivos
rcgulumentos.
Arl. 3.* A forja cima mencionada sir pre-
enrhila pelos meios aulorisados no arl. 1. Ja lei n.
61 de 21 dea-oslo de 1851.
Arl. I. Fica lambem o govemo desde ji ulori-
sado :
i 1." Para reurganisar o corjio ecclesiaslicn da
annajj.
S 2." Para crear al companhias de aprendizes
marinheiros as provincias em que o julgar conve-
nienlc.
3. Para regular as habilitaroes dos pilotos dos
navios de guerra, assim como dos navios mercantes
nacionaes.
g 1. Para elevar a 859000 por anno os premios
concedidos aos marinheiros avulsos, c a I ".-'i aos
grumetes engajados voluntariamente, podendo ou-
ipi-iin auginenlar-lhes o sold dando SKfOOQ men-
saes aos marinheiros da classe superior, 18-5000 aos
primeiros. 159000 aos segundos, c 109000 aos gru-
metes.
5." Para ele\ ar de 6(b00O a tOOjOM o premio
de eugajamenlo para os aprendizes e os imperiaes
marinheiros ; e bem assim o premio de engajamen-
(o para o halalhao naval, equiparando-o ao conce-
dido aos cngajaiuciilos do exercito.
S 6.o Para prorogar ale vinle unos o lempo de
servico das praras do corpo de imperiaes marinhei-
ros que ou forcm recrulados, n p-irnn das com-
panhias d aprendizes para o dito corpo conre-
dendo :
1. Aosque liverem dez annos de servico. alm
do sold correspondente s suas respectivas classes,
nina gratificarao igual terca parle do mesmo
sold.
2. Aos que liverem dezescis annos de servi-
co urna gralificaciio igual a melade do respectivo
sold.
3.o Aos que liverem vinle aunos de servico a re-
forma com o sold per inleiro ; podendo entretanto
o governo, antes de lindo esle lempo, nos prazos
que determinar em regulamenlo, licenciar aquelles
que o mereccrem por seu comportamcnlo, com a
condicAn de se empregarema bordo dos navios mer-
cantes.
Arl. 5." As disposirocs dos SS ., 5. e 6. do ar-
tigo antecedente sao permanentes.
Arl. 6. l-'ii-ain revogadas quaesquer disposires
em contrario.
Mandamos porlanlo a (odas as autoridades a quem
oronhecimeiito e execujAo da referida lei perlcncer,
que a enmpram e farim cumprir e guardar lao in-
leiramenle como nelli se conlm. 0 secretario de
estado dos negocios da marinha a faca imprimir, pu-
blicar c correr.
Palacio do Rio de Janeiro, em 15 de julho de
1854, Irigesimo-terceiro da independencia c do im-
perio.Imperador com rubrica e guarda.Josc Ma-
ra do. Silva l'aranho*.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Espediente do dia 16 de agosto.
Uflicio Ao coinmaudanlc das armis, rnmmu-
nicamlo que, em vista do que/S. S. informou en
oflicio de 10 do corrento, prnfetira no requerimcnlo
do musico (Juinlilinno da Silva O despacho sc^uiule :
Dirija-se ao Sr. coronel commandante das armas
interino para Ihe deferir nos termos Je sua informa-
Cjio do 10 do coneutr. /
Dilo A' ihesouraria de fazcnda. recommen-
dando a expcdtcAo de suas ordens. para que M^tfri-
meiro vapor que passar para o norte seja remerodo i
thesouraria de fazcnda da Parahiba, conforme rc-
quisilou o Exm. presidente d'alli, em oflicio de i)
do corrente, o saldo do anno fiuancciro prximo fin-
do que existir Masa reparlico pcrtencenle aquella
provincia, ao qual deve acompanhar a respectiva
conla.Communicon-sc ao Exm. presidente da mes-
illa.
Dilo A' mesma, Iransmillindo os qualro avi-
sos de lettras na importancia de 1:5029 rs. sacadas
pelas Ihcsourarias geral e provincial do Kio Grande
do Norte sohre aquella, e a favor de JoAo evangelis-
ta de Yasconcellos Lima, Antonio Joaquim Gomes,
e Amorim & Irmos. Communicoa-se ao Exm.
presidente daquella provincia.
Dilo A mesma, remetiendo para os convenien-
tes exames, copia da arla do conselho administrati-
vo para fornecimenlo do arsenal de guerra datada
de 5 do corrente.
Dilo Ao dicte de polica, para mandar por em
liberdade o recrula Antonio Francisco Borges, lilho
de Claudina Mililana dos Passns.
Dilo Ao inspector do arsenal de marinha, dizen-
do quc,cnn*(andn de communicaro do mini-tro ple-
nipotenciario do Brasil em Franca,Icr de brevemen-
te aqu c licuar, vindo do Havre, o apjiarelho jle DB
pharol para as.Alagoas, d S. me. as necessarias or-
dens para que o mencionado apparelho seja recebido
c guardado nosse arsenal al que possa ler o conve-
niente deslino.
Dilo Ao capilAo do porto, dizendo que,pela lei
tura do aviso por copia incluso expedido pela re-
parlico da marinha em 24 de julho ultimo. Picar S.
me. cerlo de que nao chegou corle o recrula de
marinha Joaquim Manocl da Silva Braga, que se
acha coinp.'cbcndido na rolacao a que se refere o seu
oflicio de n. 142, e dala de 22 de junbo desle anno.
Dilo Ao engenbeiro cncarregado das obras mi-
litares, para mandar fazer com brevidade os concer-
t: de que precisar a lalrina do quarlcl do dcimo
batalhAo de intentara! Communicou-se no coro-
nel commandaute das armas interino.
Dilo Ao director das obras publicas, dizendo
em resposla ao seu oflicio de 12 do corrente sb n.
108, que pode dar principio ao calca>nento dos pa-
teos da Penha c ribeira do barrode Sanio Antonio
desla cidade. Communicou-se a llicsouraria pro-
vincial.
Dito. Ao hachare! Marcos Correia da Cmara
Tamarindo, recommendandoque lale quanto antes
de vir prster o devido juramente, afimde poder en-
trar nqexercicio do lugar de juiz municipal do ter-
mo de Tacaral para que foi removido por decreto
de 15 de marco desle, auno, solicitando ao mesmo
lempo a competente apostilla de sua remoran.
Dilo. Ai juiz de paz do primeiro districlo da
fregueza de Cahroh, necosando a recepeo da co-
pia autentica da qualificacAo dos votantes daquella
freguezia.
Dilo. Ao commandanlc do corpo do polica,
dizendo em resposla ao seu oflicio sob n. 28 que po-
nda em liberdade aos soldados Manoel Jos Feilosa
c Francisco Borges Alves Feilosa, de que Irala o
mesmo rilado oflicio.
Portara. O presidente da provincia, confor-
mndole com oque prnpoz chete de policia em
officio n. 617 ilo II do cotrenle, rcsolvedemitlir dos
cagos de 2, 4, 5" o J3" supplenles do subdele-
gado do primeiro districlo da freguezia dos A to-
gados a
Manocl Claudio de Qneiroz.
JoAo Anaslacio Coelho Pcssoa.
Francisco Casado da Forceca.
I.uiz Antonio ila Silva Burgos.
Francisco Ferretea de Alcntara Barro.
E nomea para ns substituir aos cidadaos se-
guinte :
2" Supplenle Jos Marccllino Alves da Fonceca.
3" Joao da Silva Fragoso Jnior.
4" Serefim Pereira da Silva Monleiro.
B> Jos Joaquim limbelino de Miranda.
6 Jos Paulino de Almcida.
lila, e Exm. Sr. Vim aqui achar a pralica de,
por occasio da nomeacAo dos substituios dos juizes
municipses, expedirle cada um dos nomeados urna
portera especial, alm da que designava os seis subs-
tituios, e que licava archivada na secretaria ; nao
sendo esla a praxo geralmeule seguida era oulras pro-
virciis, como live de noltr quando na presidencia da
provincia das Alagoas, e parecendo-me ella pouco
conveniente nAo s por causar urna especie de du-
plcala no acto da nomeacAo, como por tornar-se one-
rosa aos mesmos substituios, que servindo gratuita-
mente c muilas vezes sem ter occasAo de enlrar em
exercicio, leriam entretanto de pagar por laes porte-
ras os impostos e direitos da fazcnda, ordenei que se
enviasse i cada um delles urna copia da portara de
sua nomearao, cxemplo do que se pralica por oc-
casAo das remoques dosjuizes de direilo, c nomea-
cAo de chelo de policia.
Levando islo pois ao conhecimeuto de V. Exc,
rogo-lhc digne-se de declarar se ser esle o melhor
melhodo que se deva seguir.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de
Pernambuco 10 de julho de 1854__Illm. c Exm. Sr.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, minislro e secrela-
rio de estado dos negocios da jiiiir.i.Jos Bento da
Cunha e Figueiredo.
X." setco.Ministerio dos negocios da juslica.Rio
de Jaueiro em 29 de julho de 1854.
Illm. c Exm. Sr.Accuso a recepeo do seu offi-
cio n. 450 de 10 desle mez, em que di conla da pra-
lica que eslabeleceu acerca da nomeacAo e expedi-
co dos respectivos ttulos aos substitutos dos juizes
municipaes dos termosdessa provincia ; e o governo
imperial, approvando a deliberaran de V. Exc, Ih'o
participa para sua inlelligencia em resposla do seul
citado oflicio ; e que a pralica seguida ueste serrela-
ria respeilo dos substitutos dosjuizes municipaes
da corle, he fazer-se a nomeacAo por decretos, com-
prehendendo os substituios de cada urna das Ires va-
ras, e remetlcr-se com aviso a copia do respectivo de-
creto cada um dos nomeados, de quo nao se perce-
be emolumento algum.
Dos guarde V. ExcJos Tltomaz Nabuco de
Araujo. Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
UIAS DA SEMANA.
14 Segunda. Jejum (Vigilia) S. Eusebio presb.
15 Terca, igoj. Aawmpcao da SS. Virgem.
16 Quarla. S. Roque f. ; 8. Jacintho.
17 Quinta. S. Marnede m. ; S. Entieruiano
18 Sexta. S. Clara do Monte Falco v.
19 Sabbado. S.Lu b. f.; S. Thecla v. m.
20 Domingo. 11. S. Joaquim Pai da SS. Vir-
gem Mi de Dos ;S. Bernardo ab.dout. da I.
*
EXTERIOR.
CALIFORNIA.
encontramos no Echo du Pacifique, de 26 de
abril, as particularidades segninles sobre a queslo
do cnsul da Franca cm S. F'rancisco:
a Urna \ ioiacao inaudita do direilo das gentes foi
commellida honlem na pessoa de Mr. Dillon, cnsul
de Franca cm S. Francisco.
Ha muitos dias fallava-sc vagamente na sua pri-
sAo; mas nenhuma pessoa sensata poda dar crdito :
Nossos leiloreconhecem pelos nossos nmeros pre-
cedente, a nova recusa de Mr. Dlon de compare-
cer como leslemunlia perantc o tribunal do districlo
dotT Estados-Unidos, para depor no processo intenta-
do aoSr. del Valle, cnsul do Mxico. Mr. Dillon
linda feito saber duas vezes ao tribunal a impossi-
bilidade cm que elle eslava de obedcelo, apoian-
do-sc no artigo da convencAo consular assignada
a 23 de fevereiro de 185:1, entre o [>i clMt Piei ce
e o governo franca.
Na s*>" -lo im ae Wttir.j..;r.-Hii-M."Mi/u, ,.r
t
lando as concluses do advogado geral Inge, linha
demonstrado duas vezes a legalidade da recusa de
Mr. Dillon, c linha preterido dispensar antes o seu
(eslemunho do que dirigir-seao consulado de Fran-
ca para recebe-lo ou por c*criplo ou por viva voz.
Estes dous incidentes, que a principio liuliam pro-
duzido urna viva sensato, eram esquecidos, quando
o Sr. cnsul de Franca recebeu ante honlem urna
terceira nlimaco para comparecer perantc o tribu-
nal, trazendo certo documento, que deve estar em
seus archivos, o qual se suppoe conter o theor das
in-lruccoes do governo de Santa-Anna ao cnsul
mexicano de S. Francisco. Essa intimarlo era teila
desla vez a pedido dos ad Yogados do cnsul mexica-
cano, e alcm disto aineacava impor ao consol da
Franca (Un mulla de 250 piastras, se por accaso elle
nito obederesse. Mr. Dillon responden, como linha
feito as duas primeiras vezes, em termos respeilosos
e convenientes, apoiando-se sempre nos artigos 2 e 3
da convencAo consular de 23 de fevereiro.
Cousa nolavel, o mesmo juiz que linha reconheci-
do duas vezes a legalidade da recnsa de Mr. Dillon,
mudou honlem de convicio, sem negar que a con-
vencAo consular desse ao consol o direilo de recu-
sar-se. Mr. HolTmanii declarou que o presidente
Piercc se linha engaado, assiguando essa conveu-
cao, e que o senado dos Estados-Unidos ordenando
a confrontado do aecusado com o tcslemunho, esla-
va cm desharmonia com a convencen consular; e
que devendo oplar enlrc a cooslilUicAo c a conven-
cao, elle abrigava-se debaixo da grande conslituirAo
dos Estados-Unidos.
Coiiseguintcmenlc, era cxecti$lo as ordens do tri-
bunal, Mr. Rirbardson, official dos Eslados-Unidos,
levando comsigo alguns officiaes de policia, dirigi-
se urna hora da larde para a casa do consulado de
Franca, c chegando perloxlclla alguns passos, essa
Iropa i> irmi. O oflical c dous dos seus homens de
policia enlraram na casa do consulado, pcrgunlando
lelo Sr. cnsul de Franca. Oreprcsciilanteda Fran-
ja eslava conversando sobre negocios cemj Mr. Saint
Marie, consol franco/, em Acapulco, por consc-
guinle um empregado rogou ao Mr. Richardson,
ruja qualidade e intencis desconhecia, livesse a
bondade de esperar mais alguns nstenles, antes de
ser inlroduzido. Nao linham deenrrido anda dnus
minutos, quando o official abri resolutamente a
porla do gabinete do cnsul e cnlrou cora a mesma
resolurAo.
Oofllrial dirigio-se directamente ao represntenle
do nosso paiz, dizendo-lhe : Creio ler tido j a hon-
ra de lhe ser presentado. Mr. Dillon respondeu :
nAo me lembro. Que quer o Sr..' Conduzi-lo ao
tribunal dos Estados-Unido. Moslrc-me os sous
poderes.
Mr. Richardson, pondo urna man no hombro do
cnsul da Franca, ao mesmo lempo que abra um
papel diz : Sm o prendo em nome dos Eslados-C-
nidos.' Bem, respondeu o cnsul, tenha a bonda-
de de pastar para diante e cu o seguirei inmedia-
tamente. Ha grupos em nosso caminho, reccoque
baja um conflicto entre elles o o Sr. Nada farei,
respondeu o oflical. Juro pelo co leva-lo morto
ou vivo.
Voltando-se enlao para Mr. Balaillard, chancel-
ler dq consulado e para Mr. Derbcc, redactor em
ebefe do Echo du Parifique, que eslavam junio
delle, Mr. Dillon lhcs diz com o accenlo da diguida-
de e cora urna grande screnidade de espirite :
Srs., lomo-vos por leslcmuuhas de que protesto
solemnemente contra esta audacosa violarAo do di-
reilo das gentes c dos tratados, que ligam a Franca
aos Estados-Unido dr America; protesto solemne-
mente em mcu nome e cm nome de S. M. o impe-
rador dos Francezes, que eu represento aqu, c teco
o Sr. official, assim como o governo dos Eslados-
Unidos, c todos aquelles que lomaram parle nesle
acto iuiquo, responsaveis por esle insulto fcilo
banilcira da Franca, vossa mais antiga alliada.
Antes de partir o senhor cnsul ordenou no seu
sccrelario que lirasse no consulado ; depois sabio a-
companhado do Sr. Drhec e escolla lo pela policia.
Os agentes eslavam pela maior parle armados de
pstelas de cinco liros, chimadas re:-ilrers e promp-
tas a fazer fogo, porque um delles lirou o seu revol-
ver da cintura no gabinete mesmo do cnsul.
Oulros poliremep, que eslavam na ra, reforca-
vam a raultidAo e parliram. He impossivel dizer o
effcilo prodtizdosobre nossos compatriotas pelo a-
parcrimeto do ronul de Franca enrollado desle
muslo.
Correram para o redor delle quasi em numero de
- .
mil, para impedir sua partida, pedindo com altos
gritos que levasse o pavilhAo francez. Mr. Dilon
lhes pedio que ficassem calmos, prohibindo-lhcs que
o seguissem. Dcclarou-lhes que apreciando como
mereciam suas sympathias, elle era o nico juiz da
honra, e digndade da Franca, e que saberte cum-
prir seu dever al o lim. Esla agilac,Ao acalmou-
se, depois o acompanhamenlo se poz vagarosamente
cm marcha a p, seguido em alguma distancia por
um grande numero de nossos compalriolas. A urna
hora c um quarto, elle eslava na sala da audiencia
do tribunal do dislricto, onde sua presenca occasio-
non a mais profunda sonsacan. Levado por seus a-
migos, o, seguido de cerca do mil de seus compa-
triotas de (Odas as condces sociaes, Mr. Dillon re-
lirou-se para o consulado, para onde tez levar o seu
pavilhAo.
Eis aqui o protesto que Mr. Dillon leu peranle o
tribunal ;
O nbaixo assignado cnsul de Franja em SAo
Francisco, lera a honra de represenlar, que leudo
sido convidado em nome do tribunal dos Estados-
Unidos da Alta California, por carias (teladas de 18
de abril de IS54, para comparecer aerante o dilo
tribunal, alim deservir de le-temunlia nos actos
indiciaos intentados pelos Esladoa-Unidos contra
Luiz de Valle, cnsul do Mxico, devendo levar com-
sigo certa caria do dilo cnsul do Mxico, pela qual
elle tivera feilo conbecer as intencoes de seu gover-
no sobre o alistamenlo de homens para o servico do
Mxico, o abaixo assignado rcusou acceder aos dilos
convites palos razoes scguinles:
1. Porque nos ditos convites, apenas se cha ex-
pressado a esperauca de que o abaixo assignado, cn-
sul de Franja comparecera, senao fosse absoluta-
mente impedido por oulros deveres, e que realmente
haviam embaracos absolutos, porque naquellc mo-
mento elle se achava oceupado com oulros deveres
relativos ssnas fu neones de cnsul.
2. Porque o abaixo assignado, cnsul de Franja
foi convidado para levar comsigocerlos documentos,
os quaes. se exislisscm, deviam fazer parle dos archi-
vos do seu consulado, e como tees entravam na ca-
thegoria dos documentos, que o artigo 3 da conven-
i;ao de 23 de fevereiro de 1853 prohibe que as au-
toridades jamis os examincm ou apprebendam de-
baixo de qualquer pretexto.
3. Porque o arligo 2 da dte convcnjAo de 23 de
Janeiro declara e expecifica que os cnsules de Fran-
ja, dev idamente acreditados pelas autoridades dos
Estados-Unidos, nao" poderao jamis ser obriiidos a
comparecer como testemunbas peraute os ditos tri-
bnnaes.
O abaixo assignado lendo participado ao tribunal
departamental dos Eslados-Unidos em termos rea-
[pcitosuse convenientes os motivos acirpa apresenlados,
os quaes o impedan! de responder pcssoalmcnlc ao
seu convite, recebeu com dala de boje urna inliina-
j.loimprcssa comejando por estas palavras : Nos
vos ordenamos que comparecais, a e terminando por
Batas : a o deveis trazer comyoscD cerlo docu-
i-aaitii. ii.
m hu, n-iii u-m,,i, mm
o qual, se existe, deve fazer parle dos archivos do
consulado de Franja em SAo Francisco: protesto u ni-
tro a dita inlimacAo de comparecimento peranle o
dilo tribunal, e de levar juntamente cerlo documen-
to, como sendo urna volajio directa dos artigos 2
e 3 da conveilrAo de 23 fevereiro de 1853. O abaixo
assignado declara alem disto, que loma os autores e
instigadores dos fados cima mencionados, assim
como o governo e o povo dos Estados-Unidos, cm
cujo nome elles obram, como responsaveis para com
a Franca e o mundo civilisado por esta grave viola-
jAo de um (ralado solemne, assignado pelo presi-
dente dos Eslados-Unidos, ratficadu pelo senado c
Irausmillido ao abaixo assignado pelo governo da
Franja, para servir de base sua conducto official.
SAo Francisco 5 de abril de 1851. O cnsul de
Franja. Dillon.
Na partida do vapor, a populajao franceza assig-
nava urna mensagem a Mr. Dillon, concebida oes-
tes termos:
Sr. cnsul. A popularAo franceza da California
esl scienle de lodos os tactos, que motivaram vos-
sa conducta no dia 25 de abril de 1854.
A honra da Franja ordenava quo obrasseis como
fizesles. Moslrasles no cumprimcnlo de vossos de-
vores luda a diguidade, que cunvinha ao represn-
tenle de urna grande nar.lo.
o Os Francezes da California approvam sem reser-
va e de um modo absoluto, a resolujAo que lomastes
de levar voaao pavilho.
Se fallava urna tanccAo ao vosso direilo, o pro-
prio tribunal acaba de da-la reconhecendo nobro-
menlc a illcgalidade dos actos, aos quaes houvcslcs
de resistir, n
O Echo em seu numero de 28 de abril, diz nestes
termos, que o tribunal se condemnon dando razan
conduela do cnsul de franca :
" Finalmente temos urna solujo A questao
Dillon, para fallar a linguogem de nossos irmAos
americanos, recebeu seu golpe morlal da mAo mes-
mo de seus provocadores. Honlem na abertura da
audiencia do tribunal, o juiz HolTmann leu urna
tonga exposijAo dos motivos, cuja conclusAo he que
o tribunal nAo lem o direilo de.orbigar o cnsul da
Franja a comparecer peranle elle como (cslemunha,
e uem eligir a apresenticAoaprcsenlarAo de nonhun
papel porlencenle os archivos do consulado.
O mcsoio peridico publica a note seguinte, a
qual indica a altitude que Mr. Dillon se prope obser-
var al nova ordem.
o O cnsul de Franja, comprindo inleiramenlcas
funejcs de cnsul de Sardeuha, escreveu s aulo-
ridodes tedera.es do estado, informando-as que, al
ser decidido de uulro rqodo pelo governo francez,
cuidar dos inlcresses de seus compatriotas nesla ul-
tima qualidade de cnsul interino de S. M. o rei de
Sardeuha. ( /'reate. '
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
26 de julho.
O Sr. Nabuco, minislro da juslija, aprcscnlou
honlem, na cmara temporaria, o seguinte projcrlo
sobre reforma hypolheraria, que foi remetlido
commissao especial de hypolhecas:
A assemblca geral legislativa do imperio decreta :
TITULO I.
Disposires geraet.
Arl. 1. Nao ha oulras b> polhccas ou privilegios
nato aquelles que esla lei estabelece.
1. O privilegio dos navios rcgula-se pelo cdigo
commcrcial.
2 Nos regulamcnlos do governo serAo determi-
nadas as preferencias quando sendo commerciante
o devedor commum concorrercm credores civil c
commerciautes.
$ 3. Nlo estilo comprehendidus as disposirocs
desla lei os immoveis cujo valor nAo exceder de 500#
os quaes se cnnsidcrarAo equiparados aos movis, c
serAo regido pelas tonto que mesmas leis.
Todavia pode o proprielario annexar dous ou mais
immoveis de menor valor que o fixado nesle para-
sraphn, comanlo que sejam situados na mesma co-
marca.
S 4. A obrigajAo pessoal sujeita ao contrato lodos
os bens movis, immoveis, direitos e aeces, prsen-
le son futuros.
i. (Is lien do devedor s3o a garanta rommumJ
de lodos os credores, e seu preco ser por elles ra-
leado, a menos que nAo hajam causas legitimas de
preferencia.
S-*. Ascausas legitimas de preferencia sAo :
As hypolhecas.
Os privilegios.
TITULO II.
Das hypolhecas.
Arl. 2. A hypolhcca lie regulada somentepcla lei
civil, anula que algum ou indns os credores sejam
commercianlcs.
Ficam derogadas as disposijes do cdigo do
commerrio relativas a hypolhecas de bens de raiz.
S 1. S podem ser objeclo de hypolhcca :
Os immoveis.
Os accessorios dos immoveis com os mesmos im-
moveis.
Os escravos adhcrcolcs s propriedades agrco-
las.
A cmphylcose ou dominio directo.
O dominio til dos bens emphylcuticos indepen-
dcntemenle da licenja do senhorio.
2. SAo accessorios dos immoveis para o fim do
paragrapho aulecedeule o inslrumentos da agri-
cultura e os utensilios das fabricas adherenles ao
solo.
S 3. Fica derogado o privilegio eslabelecido pete
Ici de 30 de agosto de 1833.
4. O prejo que no caso de sinislro he devido pe-
lo segurador ao segurado, fica subrogado no lugar do
immovel destruido, e o pagamento ser feilo aos
credores segundo a classe ou grao em que estive-
rem.
S 3. S pode hypolhccar quem pode alienar.
Os immoveis que nAo podem ser alheados nao po-
dem ser hypolhecados.
6. Ficam em seu vigor as dispdsices dos arls. 2l
e scguinles do cdigo commercial sohre a capacida-
de dos menores e mulbercs casadas commerciantes
para hvpolhecar os inimoyis.
7 O dominio superveniente revalida a hvpo-
(heca desde o acto da acquisicAo.
s 8. Nao s hypolhccar seus bens pela obrigajAo alheia.
9. Pode o marido sem consentimento da mu-
lher hypolhccar os immoveis do casal em seguranja
dos contratos que lhe he permilldo fazer, vertendo
estes em ulildadedo mesmo casal.
10. A hypollicca he ;
Privilegiada.
Legal.
Convencional.
11. A hypolhera privilegiada prefere legal ou
convencional anteriores ou posteriores ; a legal pre-
fere a convencional posterior. +
12. As hynotbccas legaes ou convencioanacs en-
tre si rcgulam-sc pela prioridade,
13. AcxcepcAo das hypolhecas dos pais, mais,
tutores, curadores,os responsaveis, e dos criminosos
arl. *! 8. ) que nao forcm especialisadas, nen-
huma hypolhcca goza de preferencia senao quanto
joshens a que ella se refere existentes ao lempo do
contrato.
CAPITULO I.
Das hijpothc-as privilegiadas.
Arl. 3. Tem hypolheca privilegiada :
1. V) vendedor sobre o immovel vendido para
pagamento do prejo da venda.
Se liverem havido veudas successivas, cojo prejo
seja anda devido no todo ou parle, o l.o vendedor
prefere ao 2. o 2.o ao 3. c assim successivamenle.
S _'. (I permtenle pela differenja do prejo dos
immoveis permutados, sobre o valor desses im-
moveis.
5j 3. O que preslou dinheiro para compra, cons-
iriiccan, ou bemfeitorias do immovel, assim como o
que roucorrcuparacouslrucjao ou bemfeitorias delle
com maleriaes, ou empreiladas de obras ; sobre o
immovel ou bemfeitorias al seu valor.
Os salarios dos breteos consliluem privilegio pes-
soal. ( Til. 3..)
Estes hv polhccas valcm somonte se o emprcslimo
de dinheiro, fornecimenlo de maleriaes c emprenta-
da de obras conslarem expressameole de escriplura
publica, c fiir provada a sua elfecliva applicajAo.
S *. O cooherdeiro pela garanda dos seus qui-
nhOes ou reposijcs sobre o immovel ou immoveis
parosle fim adjudicados, ou que forcm nquinhoados
ao coherdeiro reponente.
S 5. Os (lucilos por titulo de dominio nAo consli-
luem hypolheca privilegiada, mas somenle dAo lu-
gar s acjoes de reivindicajao e i cvicjAo.
Os credores e legatarios tero direilo scparajAo
dos immoveis de succcssAo confundidos com o pa-
trimonio do devedor.
CAPITULO II.
Da hypolheca legal.
Art. 4. Esla hv. poteca compele:
*A' mulhcr casada sobre os immoveis do marido.
Aos menores e pessoas scinelbanles sobre us bens
dos tutores, curadores, e da mAi lulora ou casada se-
gunda vez, tendo herdado bens dos filhos do primei-
ro matrimonio.
Aos filhos sobre os bens do pai que adminislrou
os bens maternos ou adventicios dos mesmos filhos.
A' fazenda publica geral, provincial, municipal,
sobre os bens dos seus Ihcsoureiros, colteclores, ad-
ministradores, recebedores. exactores, propostos,
rndeteos, conlraladores e fiadores.
A's igrejas, motleiros, misericordias c corporajes
de niAo-morla, sobre os bens .dos seus Ihcsoureiros,
prepostos, procuradores ou suidicos.
Ao estado c aos offendidos e seus herdeiros sobre
os bens do criminoso.
1. A mulhcr rasada lem hypolheca legal:
Pelo seu doto c contratos antenupcial:-.
Petos bens paraphernaes.
Pelos bens provenientes de bcraiija, legado, ou
doacAo que lhe acontecam na constancia do matrimo-
nio se esses bens forem drizados ou doados com a
clausula de niio communicaro.
{i 2. Os dotes e contratos anlenupciaes, e sobre
bens paraphernaes, nao podem valer para com os
lerceiros sem cstimajAo, determinajo da responsa-
bilidade, do marido, c cspecificajAo dos immoveis a
esla responsabilidade sujeilos.
S 3. Os conlralos anlenupciaes, nAo constantes
de escriplura publica, nAo expressos sobre o valor
da reponsabilidade do marido, e immoveis a ella
sujeilos, nao inscriptos, ficam sem effcilo para com
os lerceiros, c o casamento se considerar celebrado
conforme o rgimen commum.
4' Os dotes e doajes por causa de casamento,
nAo conslantes de escriplura publica, nao eslimados,
nao expressos sobre o valor da responsabilidade do
marido, e immoveis a esla responsabilidade sujeilos,
e nAo inscriptos, nAo terAo efleito algum para com
os lerceiros.
S 5. Tambem nAo lero efleito para com os ler-
ceiros os dotes e doajes entre vivos, s beranjas e
legados que com a clausula de nAo communica-
jilo a mulhcr adquirir se nao forcm inscriptos.
G. As hv polhccas lesaes dos responsaveis da fa-
zcnda publica e corporajes de raao-morla, dospais,
mAis. lulorc, curadores o criminosos, sao gerars,
Comprehensivas dos immoveis prsenles ou futuros,
a menos que nAo sejam especialisadas delerminan-
do-se o valor da responsabilidade, e immoveis a ella
sujeilos.
Os regulamenlos estabelecerAo a forma deslas es-1
necinlisajOes.
S 7. NAo M considera derogado por esla Ici o di-
reilo que ao evequenle compele de prosetroir a exe-
i nc.lv dn piteado contra os adquirentes de bens dos
condemnados, conforme este eslabelecido pelas leis
do processo civil.
CAPITULO III.
Das hypolhecas convencionaes.
Arl. 5. A hj polbeca convencional deve ser espe-
cial, com quanlia determinada c sobre bens pre-
sentes.
Ficam prohibidas c le nenhiim efleito as hypo-
lhecas geraes e sobre bens futuros.
S 1. A hypolheca convencional deve nominaliva-
menlc indicar o immovel ou immoveis em os qaes
ella consiste, assim como a sua situajAo c caracte-
risticos.
$ 2. A hypolhcca convencional comprehente to-
das as bemfeitorias que accrcsccrem ao immovel hy-
pnthecado.
3. No caso de que o immovel ou immoveis hy-
polhecados perejam ou toflram deterioraran que os
torne insofcientes para seguranja da divida, pode
o credor demandar logo a mesma divida ou exigir
reforjo da hv polbeca.
4. Os conlralos celebrados em paiz eslrangeiro
nAo produzem hypolhe'-a sobre os bens situados no
Brasil, salvos os tratados.
5. Quando o crdito for indeterminado, a ins-
cripcAo s pdela ler lugar com o valor estimativo
que o credor e devedor ajuslarem ex prestamente.
6. A escriplura he da substancia da hypolheca
convencional, ainda que privilegiadas sejam as pes-
soas que a consliluem.
TITULO III.
Dos privilegios,
Arl. 6. Os privilegios referem-sc :
Aos movis.
Aos immoveis nao hypolhecados.
Ao prejo dos immoveis hypolhecados depois de
pagas as dividas hypothecarias.
1. Tem privilegio geral na forma deste artigo,
com preferencia regulada pela graduajAo seguinte :
N. 1. As despezas judiciaes do processo da exe-
cujAo.
N. 2. As despezas funerarias nao excedentes do
3.o da 3.-.
N, 3. As despezas da ultima molestia do devedor.
N. 4. Os salarios dos criados e breteos, respecti-
vos ao ultimo semestre.
N. 5. O fornecimenlo para subsistencia do deve-
dor e sua familia durante os ltimos seis mezes.
N. 6. Os honorarios dos professores, respectivos
ao mesmo lempo.
N. 7. As peiises dos collegios, respectivas ao
mesmo lempo.
S 2. Tem lambem privilegio geral sohre os mo-
vis :
N. 1. Os alcances dos pais, mais; tutores, cura-
dores e responsaveis quando nao for especialisada a
responsabilidade, ou nAo houverem ou nAo basta-
ren! os immoveis. (Art. 4. 8..->
N. 2. A responsabilidade do marido quando elle
nao liver immoveis, ou quando o dte, conlralos an-
lenupciaes c parapnernaes nao sujeilarem os nim-u-
vcis do mar,i. (Arl. 4.-)
S 3. lem privilegio especial ou restricto smente
aos bens sobre que versam :
N. I. Os que vendercm objcclos fiados, se estes
ainda nAo cslAo confundidos com oulros laes
do comprador, sobre o valor desses objcclos.
N. 2. Os que prestaram dinheiro, Irabalho, ou
materia prima paca acquisijAo, conservajo ou sal-
vajAo da cousa, sobre o valor della.
N. 3. O co-herdeiro, credor e legatario no caso do
arl. 3.o SS 4. 5." in fine.
_ N. 4. O locador do predio fructfero e o senhorio
do prazo pela renda, ou foros dev idos, nos fruclos do
mesmo predio, pendentes ou reolchidos.
N. 5. O locador de casas pete alugucl sobre o va-
lor dos trastes que nellas se acharcm.
N. 6. O credor do penhor sobre o valor do objec-
lo penhorado.
N. 7. O depositario sobre o valor do objeclo de-
positado.
4." Os movis passam para o poder de 3. sem
onus algum.
ExccptOara-se os acecstorios dos immoveis ou &4\
cravos com elles hypolhecados. (Arl. 2. g l.o)
S 5. Os regulamenlos do governo determinaran a
forma e prova dos privilegios, assim como a prefe-
rencia delles concorrendo os geraes com os cspeciaei.
TITULOTV.
Dos onus reaes.
Arl. 7. Smenle se consideram onus reaes :
A scrvidAo.
O Oso.
A habitaran.
A anliclircsis.
O laudemio.
O censo consignalivo que se haver sempre como
rcmivel.
S 1. Os oulros onus que os propriclarios impu-
zcrem aos seus predios se haverAo como pessoaes, c
nAo podem prejudicar os credores hypolhecarios.
? 2. Os referidos onus reaes nAo podem ser op-
poslos aos credores hypolhecarios se os litlos res-
pectivos nAo liverem sido transcriptos antes das hy-
polhecas.
S 3. Se a servidlo for constituida pela prescrip
jo, a transcripro sera l'cila sob a declarajo dq
adquirenle.
5 4. Os onus reaes passAo com o immovel pa-
ra o dominio do comprador ou successor.
5. Ficam salvos independcnles de inscripjao ou
IranscripjAo, os impostes respectivo aos immoveis
TITULO. V.
Do registro geral. t
Art. 8. O registro geral comprehende :
A IranscripjAo dos litotes de IransmissAo dos im-
moveis.
A inscripjao das hypotheciis.
1. A IranscripjAo e inscripjAo devem ser feitas
no conservatorio das hv polhecas da comarca ou co-
marcas onde forem os bens situados.
2. As despezas da IrauscripcAo incumbem ao
adquirenle.
As despezas da inscripjao competen] ao deve-
dor.
CAPITULO I.
Do transcripro.
Arl. 9. A IransmissAo entre vivos por titulo one-
roso ou gratuito dos bens susceptiveis de hypolheca
(arl. 2 S 1), assim como a inslituijAo dos onus reaes
art. 7;, nAo operam seus efleitos a respeilo dos
lerceiros senao pela IranscripjAo e desde a dala
della.
1. A IranscripjAo ser por,extracto, salvo
querendo a parte que ella seja de verbo ad xer-
bum. (S 6.)
j5 2. A trausmWsAo dos immoveiss ter lugar por
escriplura publica, sob pena de nullidadc.
s 3. Esla escripluras pude ser teila por tabelliAo,
pena de nullidadc.
4. He nulla a escriplura cm a qual nao for in-
sera a ola da IranscripeAo como se pralica a res-
peilo dos conhccimcnlos da siza.
5. Para este fim o tabelliAo antes de escrever a
escriplura, dar as partes, para ser levada ao conser-
vatorio das hypolhecas, urna minuta, conteudo os
pomes e domicilios dos conlralaules, a situajAo e ca-
ractersticos do immovel, titulo do dominio e condi-
jiles substanciaos do coutrato : teila a Iranscripj/io
e dev olvida pelo conservador a nota della, o tabelliao
lavrar o contrato e uelle laucar de veriio att rer-
iiiim a relerida nula.
S t>. Quando as partes quixerem a Iransrripjao
dos seus litotes de verbo adrerbum esta se far era
livros auxiliares, ao qual ser remissivoo dosexlrac-
los: porm nesle e nAo naquellcs he que se apon-
larao as cesases, e quaesquer inscripjes eoceurren-
cias.
7. A transcripjjo nao induz a prova do domi-
nio, que fica salvo a quem fr.
S 8. Quando os contratos de Iransmisso de, im-
moveis que forem transcriptos dependerem de condi-
jdes, estas se nAo havero por enmpridas ou resolvi-
das para cora os lerceiros se nao conslarem do regis-
tro.
Incumbe portento i pessoas inleressadas fazer es-
crever margem da IranscripcSo a declarajo do im-
plemento do contrato ou eondijSes, fundada em do-
cumento legal.
CAPITULO II.
Da inscripcoes das hypolhecas.
Arl. 10. A forma da inscripjao, quaes as pessoas
que podem ou sAo obrigadas a requere-la, e as penas
em que estas incorrem serao determinadas no regu-
lamenlo do governo.
1. As hypolhecas n5o inscriptas nao deixam de
ser hypolhecas, salva a expresas disposijSo da lei,
mas smenle terao vigor para com os lerceiros desde
a dala da inscripeo.
2. As inscripcoes valem por trinta annos, e ces-
sam se antes da expirajo desle prazo nao sao reno-
vadas.
3. A inscripjao das hypolhecas do orphSo e mu-
Iher casada fica sem efleito um anno depois da ees-
sarao da tntella, e da morle ouseparajSo da mulher,
salvo havendo quesiao pendente.
TITULO VI.
Dos effeilosdas hypolhecas e sua remitan.
Art. 11. A hypolheca he iudivisivel, aflecla o im-
movel, ou immoveis respectivos, integralmente ou
cm cada urna das suas partes, e os acompanha por
qualquer poder que passa.
1. Atea IrauscripcAo do (iluto da Iransmisso
todas as acjoes sao competentes e validas contra o
proprielario primitivo, e exequiveis conlaa enzem
quer que for o delentor.
2. Ficam revogadas:
A excepjAo de excussAo.
A facaldadede largar a hypolheca.
g 3. Se nos 30dias depois da IranscripeAo o ad-
quirenle nao notificar aos credores hypothecariT^
para a remissAo da hypolheca, ficji obrigado :
A's acjoes que contra elle propuzerem os credores
bypothecarios para indemoisajo de perdas e dai-
nos.
A's cusas e despezas jodiciaes.
A' dillerenja do prejo da avaliarn e adjudicajao
se esta houver lugar.
O immovel ser penhorado e -vendido por conla do '
mesmo proprielario, ainda que elle queira pagar ou
depositar o prejo da venda e avaliajao, salvo se os
credores consenlirem, ou o prejo da alienacAo bastar
nar n naparrieulo da hvpoiheca.
A avaliajao nunca sera menr
vende.
i sera menor que o prero
\,
4. Se o adquirenle quizer garantir-se contra o
effeito daexcusso da hypolheca notificar judicial-
mente aos credores hypolhecarios o aeu contrato, de-
clarando o prcroda alienajo, u uulro maior para
ler lugar a remissAo. .
A notificarlo er feila no domicilio inscripto, ou
por edictos se o credor ahi se nao adiar.
5. O credor notificado pode requerer no prazo
assignado para opposijao qoe o immovel seja liel- i
'lado.
6. SAo admiltidos a licitar :
Os credores hypolhecarios.
Fiadores.
O mesmo adquirenle.
7. Nao sendo requerida a licitejAo o prejo da '
alienajAo ou aquelle que o adquirenle propnzer.'so
haver por definili va mente filado para remissAo do
immovel, que ficar livre de hypolhecas, pago ou de-
positado o dito prejo.
8. O adquirenle que soflrer a desapropriajao do
immovel ou pela penbora, ou pela licilajAo ; que
pagar a hypolheca ; que paga-la por maior prejo
que o da alienajo por cansa da adjudicajao ou da
licilacao ; que supporlar costas e despezas judiciaes
lem acjd regressiva contra o vendedor.
S '.'. A licilajAo nao pode exceder ao dcimo da
avaliajao.
10. A remissAo da hypolheca lem lugar ainda
nao sendo vencida a divida.
11. As hypolhecas legaes nSo especialisadas nao
sao remiris senao quando pela preslajAo de^conlas
for determinado o valor da responsabilidade.
A hypolheca legal especialisada he remivel na for-
ma deste titulo, figurando pelas pessoas a qne ellas
pertencem aquellas que pela legislarlo em vigor fo-
rem competentes.
TITULO VII.
Da e.rtincrao das hypotlieeai.
Arl. 13. A hypolheca se extingue :
1. Pela extincjAo da obrigacAo principal.
s 2. Pela desiricAo d cousa hypolhecada, salva
a disposijao do art. 2. 3.
S 3. Pela renuncia do credor.
S 4. Pela remitsSo.
A prescripjao da hypolheca nao pode ser iude-
pendentc e diversa da prescripjao da obrigacAo
principal.
TITULO VIII.
Da cancellarao da transcriprdet e insrripces.
Art. 14. A cancellarao lem lugar por conven-
cao das partes e senlencas dos jnizes e dos tribu-
naes.
1. A canccllajao ser determinada pelos jnizes e
tribunaes quando a Iranscripjao ou inscripjao ver-
sar sobre
Titulo falso.
Titnlo millo.
Titulo caduco.
2. Quando a inscriprAo for feila sem, es formu- .
las subslanciaes que o regulamenlo determinar, on
com falsidade on erro.
TITULO IX.
Da publicidade das hypothecas.
Arl. 15. A publicidade consiste :
Na transcripro dos ttulos de Iransmisso dos im-
moveis susceptiveis de hypolheca.
Na inscripjao das hypolhecas.
as certides de IranscripeAo e inscripeo que o
conservador deve dar s pessoas inleressadas. sendo
essas cerlides por theor, on extracto, como ellas '
quizerem.
TITULO X.
Dos Conservadores.
Art. 16. O registro das hypolhecas fica a carao de
um empregado nomcado pelo governo imperial, cm
a deiiominajilo de conservador.
5 1. 11 governo determinar a forma da responsa-
bilidade civil e criminal deslescmpregados; as penas
disciplinares era que incorrem; c organisar a ta-
bella dos emolumentes que lhe cmpelem.
2. O conservador ser nomeado por titulo vita-
licio.
3. 'Os conservadores, alm do registro geral, qoe
fica a seu cargo, scrao os escrivSes privativos das
hypolhecas.
S 1. Os conservadores podem ter sua disposijo
os escrevenles juramentados qne a allluencia dos
Irabalhos exigir.
Estes escrevenles sAo habilitados sob a mesma res-
ponsabilidade do conservador para torios os acto- du .


DIARIO OE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA 18 DE AGOSTO DE 1854.
conservatorio, comanlo que sejam subscriptos e as-
signados pelo dito conservador.
TITULO XI.
Das cessSes ou subroa Arl. 17. O cesionario do crdito hypotiiecario,
ou a pessoa validamente subrogada no dito crdito,
cverrerao sobre o immovel os meamos direilos que
tompelcm ao cedente ou subrogante, c lem o direito
do fater inscrever a margeni da imcripsio priucipal
' ceeso ou subrogacflo.
TITULO XII.
Das acedes hgpothecarias.
Arl. 18. O governo determinar a forma e o pro-
eesso ras acedes liypolliecarias sobre as seguintes
bases:
5 1. A conciliatao ser posterior.
S 2. A aceito ser executva, dirigida contra o do-
vedor ou adquirenle (arl. 11), e oiilra o herdeiro
que esliver na posse da immovel sem dependencia
de habilitara.
5 3. A execuajao ser na forma co processo com-
raercial decreto n. 737 de "25 de iwvembro de 1830)
em ludo que for applicavel.
g i. Os bens especialmente hyi olliccados s po-
dem ser ejecutados pelos credores le hy.potliccas ge-
raes (art. 4. 6) depois da evecurao dos oulros bens
do devedof rommum.
titulo xni.
Disposicoes diversas.
Arl. 19. O governo he aulorisido a reformar
sobre as bases desU lei o svsteraa hypotiiecario ac-
tual.
Podendo revogar asleisincompoliveis com omes-
mo syslcma.
l'odendo impor nos regulanienlu > a prisHo at 3
mezes, c multa at 2009.
1.0 governo determinan! em regidamcnto tran-
sitorio a forma e prazo em que as parle- iuteressa-
las podero especialisar as hypolhecas geraes, c so-
bre beus futuros existentes na data desta lei.
2. Determinar.! tambem o prazo e formalidades
para iuscrip;ao das hypothecas privilegiadas ou le-
gaes, existentes em lempo desta lei, e por ella abo-
lidas. /
Esta inscripcao ser fcita em litro provisorio
quesera encerrad* logo que for lindo o prazo le-
gal.
Oeffeito da nao inscripcao ser o de nao valeren)
as ditas hypolhecas para com os lera iros.
3. Determinar finalmente o prazo em que de-
vem ser inscriptas pela forma desta lei as hypolhe-
cas que ella mautem e obliga inscripcao.
5 4. As hypothecas existentes ao lempo dest lei
ilevidamente inscriptas serijo regidas quantoaos seus
ctl'eito o privilegios pelas leis sob as quacs foram
celebradas.
Art. O.'Fcam derogadas, etc.

Temos folhas de Montevideo al 9 dn corrente.
Nada contm de interesse.
-De Buenos-Ayres alcanzan) as dalas a 7. A popu-
lando daquella capital preoecupava-se muito com
varios rouboa notavtis feitos por urna quadrilha de
laiirOes relacionada, segundo se acredlava, com ou-
tra de Montevideo.
Das provincias do interior nada lia que mereja
menco.
3 de acost.
L-se na Recislo Commercial de Sanios de 31 do
paseado.
hontcm de uoite de Santa Catharina e portos inter-
medios, recebemos a noticia que o vapor de guerra
llecife no dia 18 do corrente entrou de volta no por-
__te de Santa Catharina. Tema chegado a 12 barra
do Rio Grande, e nao podendo por falla d'agua en-
trar, vollou para o norte. Em conseqaencia de um
forte temporal e grandes vagas de mur com que li-
| nha de hitar nessa derrota, soffreu o mesmo vapor
varias a\.iras; e achando-sc no acto de desf.izcr a
capa, o coinmaiidaiile, o Sr. 1. lente Delphim
i Carlos de Carvalho, prximo ao lenic com o ollicial
j do quarto, lancou aquello mao da roda do leme pa-
ra fazer 0 navio arribar, c soflrendo nessa occasiSo
o navio um forte balaoco, parti o li;l da cunhado
' maslaro grande que eslava arreado, e vlndo abaixo
fracturou o braco direilo do diguo commandanle.
Depois do** Immilivfllti'" ~*
mandanw artlbar a Montevideo, n.lo podendo con-
uuKuib.,-----. i-vmiTtiio prativu, volter ao
porto de Santa Catharina. Consta qoe em todo o
perigo, que araeacava um iraminento naufragio, o
commandanle, os ofliciaes e tripolar, lo se pnrlr.ini
digna o corajosamente ; mcrecendo especial men-
ro os serviros prestados pelo pralico o Sr. Luiz Jo-
s de Carvalho. n
O paquele inglez La Piala, entrado esla na-
ulula, liar, datas de Montevideo al 27 e de Buc-
nos-Ayres al 25 do mez passado. .V?nhum aconle-
eimenlo poltico de importancia lnlia occorrido as
repblicas do Prata.
No dia 13 do passado foi encerrada a assembla
gerel da Repblica Oriental do Uruguay, que se
inslallia em 13 de marro. Para a commissao per-
manente qoe tem de representa-la al nova reuuiao
das cmaras legislativas foram nomeailos os senado-
res Lazla e Pa, e os depotodos Asuiar. Horde-
iihe.ua. Torres Ajell e Vasqaez.
Antes do se separarem votaram as cmaras a lei
sobre a liberdade de imprensa, e a autorisarjo ao
governo para promover e organisar um banco na-
cional de descont* c depsitos, cojo capital mni-
mo seja de dous railhOes de pesos fortes.
A laxa Jos desceios desle banco nunca* exceder
a ti por icnlo ao auno, l'odcr cniitlir olas aleo
duplo do capital efleclivo emcaixa, rcasessas mitas
nao terflo enrso forrado. Era opiniilo geral em Mon-
tevideo que com semelhaules bases mpossvel se
tornava a organisacSo do banco.
Pela nova lei de mprensa nao he ermllido ao
jomalismci atacar aos govemos com quem a repo-
bliea se coserva em paz e boa ami:iade, nem lo-
mar parte ni apreciarlo das quest as de poltica
interna daquelles paizei se ellas tiveiem perturba-
do a paz dos seas habitantes.
O mnimo das penas pecuniarias pela (ransgressao
deslas disposicoes ser de mil pesos, e u mximo de
quatro mil; o mnimo das pena depiiso e de des-
terro seissnezes, e o mximo dore.
O poder execnlivo poder suspender o elTeto da-
quellas disposicoes sempre que hoover falla de rec-
prucidade.
De Buenos-A> res nada lia de interesse. A polica
liuha conseguido prender toda a quadrilha de la-
drees que iafostava aquella capital.
Por va de Moutevideo ha dalas de Valparaso al
31 de maio.
O congreso nacional chileno devia abrir-se nol"
de junho, e para essa poca se annuiic ava urna mo-
dilicariio no ministerio das repartisOe!. do interior e
eslraugeinii.
Do Peni sao as noticias lamen lavis. A revolarn,
que a principio se aprsenla lenta, incerla e va-
cillintc, foi suffocad em Tumbes. Reappareceu
logo era lea, prximo capital, com energa e vigor,
mas lijo pude resistir s forras superiores do go-
verno, e suecumbio. Apenas, porm. se dissipavs o
movimenlo de lea, qneem todos os ngulos da re-
publica rebeutavam levanlamentus populares contra
o governo do ceoeral Ech:nique.
No meio dessa conflagraiao geral quijr altendcr o
governo ao su I e ao norte da repblica, c manda 0
general Torrico para o sul e o general Vijil para o
norte. Torrico foge em debandada. Vijil entra por
Lambayeque e Ooiclayo em Cajamarct ; a popula-
Cao abandona os povoados, Cojamarco faz mao aco-
lhimenlo ao general govcrnisla, e anenas este se
retira da cidade reinstalla-se a jnnla revolucio-
naria.
Tara reforrar a diviso Vijil sala de Lima o lem-
vel batalhSo Pichincha, forto de 800 pracas, c em-
barca em Callao a bordo da fragata Mercedes. Aps
7* horas de viagein encalha a fragala em uns co-
cheos da costa, abre-sc e 'morrem afogailos cssosSOO
homens antes de avistarem o inimigo.
EntreUDlu o general Castilla, chefe nilitar da io-
surreic, marcha de Arequipa sobre Cusco, Avaha-
dlo c Junin, eamcaja seriamente a existencia do
governo peruano.
*
S. PAULO.
29 de Jalho
Os ino-o-, da Faruldadc u3o V80 con- m vonlad*
para os gomes de S. Francisco, ao miar das 8 horas
da manhsa, agora que a uevoa ainda ios cobre ao
mcio dia, orno eu para a mesa onde le.iho de ata-
viar o rolad,rio de boje.
O invern entrn carrancudo como nim depulalo
iiirnnciliado ; estamos no dominio do capote, da ca-
npnc.a, r de leda a vaste langera: Vai todo cnie-
elado por ahi alm. Nesla circumslancia inverno-
sa fa^a \ me. idea com qne disposcSo vou despachar
correspondencia para o Fluminense, que segundo diz
o annuncio, sahe depois de anianhaa do porto de
Santos, se, a pedido (do capitao) nao transferir a
viagem.
Peto-lhe pois indulgencia para esla, que he escrip-
ia com dedes enregelados.
Deixc exordiar mesmo com o invern. O estado
sanitario da capital nao (em sido felizmente altera-
do com a eslarao da geada ; a nao ser um ou outro
defluxo, e oulras enfei midades que nao augraenlam
o ornamento da roccila dos padres, mdicos, covei-
ros, sinciros e sacrslaes, vai todo de saude inallera-
vel. E mal de mis se assim nao fosse, pos, como
j tive occasio de assjgnalar, esla povoarao soffre
mingoa de mdicos. A' excepsao do gosso JoUp
Thomaz, Ribeiro dos Santos, e mais um, que mere-
cem a denominarlo esclapia pelas grandiosas curas
que tem alcancado, as horas da aflk(to em v3o se
clama por um medico.
Todava, n.lo presuma que nao ha por aqu mui-
ta gente apaixonada da scincia, .inuila gente que
cura pelos glbulos e lancetas; desla ha infinidade,
que, por conla c risco dos conliecimenlos humanos,
vai mandando o cliente para melhor vida, como af-
firmam as cartas de enterro. E nao he islo cstra-
nho ; as na cadeiapor nSoeslar em dia com a estante, com
igual direito o medico enterra o enfermo no cemile-
rjo. E a rata he obvia ; se nincuem fosse habi-
tar na cadeia nao haveria seguranca publica; se
ninguem morresse no globo terrestre nao sobrara
espajo para os pecurruchos que ahi vem chegando.
Alcm de que a longevidadc matara a industria.
Mas, seja ou nao a razao convincente, o que he
real he que em S. Paulo ha falla scusivel de m-
dicos. Os pouros, dignos do nome, que aqu .conta-
mos nao bastam para a larga clnica, salvo se tives-
sem ubiquidade. Admira que ahi na corle, andan-
do aos pontaps tanto esculapio, nenhum se anime
a vir habitar o clima paulislano, que na aclunldadc
offerece grande vanlagem a esta industria. Para Iba
Brotar esta verdade basta dizer-lhe que ha aqu um
cirurgio que de harmona com o alvara de 13 de
novemhrn de 1623, lio medico e boticario.
Ora boa duvida Que lem que o mesmo indivi-
duo prepara os remedios que applica, que incom-
palibildadc ha cnlre as duas funeces, quando e
incompalibilidade ainda nao foi decretada na cma-
ra dosdeputados? Cure-se pois a humanidade, e
quando perecer o doenlc he proveito do coveiro, que
tambem exerec urca industria.
Tudo islo quer dizer que desejo soccorrer-me de
seu Jornal para por a concurso este bello paiz, lo
desamparado pelos liippocrales. Os concurrentes
que aqu verem fazer cstabelecimenlo oblero
grande clnica. Que o diga o Sr. Uarle Moreira,
que quando aqu pnssou, nao obstante visitar doeu-
les a titulo gratuito, consumi seu lempo ucudihdo
ao chamado do povo. Se conseguirmo, ainda que
seja nina undaJc de medico com esle meu reclamo,
o povo deslc torra bcmdir as columnas de sua
follic.
: Vamos s novidades. Prepare-sc para ouvir a
narrafio de um facto que lem assuslado a popula-
cao. He urna insurreiriio de escravos, a segunda
em menos de um auno!
A mansa c cordeira populaco da villa de S. Ro-
que, tao parifica o tranquilla como o seu depulado
na provincial, acordou no mcio do horror, e quas
abeirando nos abvsmos da morte : na ocrasiao em
que escrevo converlcu-se em urna pra^a de armas.
Dispense-me de pintar o acontccimcnlo com as
linias de casa. O meu hbil correspondcnle na -
quella villa, rom o tlenlo que lhe he proprio, for-
rou-mc a Cslc Irabalho. Transmilto-lhe a relarao
que me acaba de enviar ; ainda que se revista das
regras da potica, nao dcixa de espelhar o aconlcci-
mento tal qual elle he:
Esla villa, que sem exagerarlo pode ser con-
siderada um novo seio do Abrahao pela pazinallera-
vcl que aiini reina constantemente, aprsenla hoje
o aspecto ilo urna praca de armas, e um arreganho
bellico qne faria honra a tropas azuerridas.
A cadeia se acha apiohada de presos; muilas
escolla nuriom om lail, as dircccocs, c a cada mo-
mento chegam novos iiiquilim s \ casa
barata do
carcereiro, que por cerlo anda hontcm "~ -i--------
ser honrado com tantas visitas.
Compre que sem mais demora demos a rato a
todo este movimenlo.
De alum lempo a esla parte cometn a propa-
larle vagamente que as immediares desla villa,
em nniles c lugares indeterminados, se faziam gran-
des reunioes de escravos e de pessoas lis re-.
O digno delegado de polica procedeu s ne-
cessarias imlagaces policiaes com loda a circunis"
peci;ao, mas pouco fructo colheu das suas pesqui-
sas, porque tudo se envolva as Irevas do mysterio.
a Na noite de 18 do corrente um Maso feliz^e-
vou tres horneas que procuravam dous escravos ao
engcuho da Sra. D. Anua Thereza, c ahi foram
presenlidos por um sentinella, que guardava a nor-
ia do temploonde a grande ordem eclebrava urna
de suas sessOes.
a Um grito demala caboclo quebrou pavo-
rosamente a solidao da noile.
b No mesmo instante csse lirado de morte foi res-
pondido porvozes numerosas, e um cnxame de rap-
fivos e livres acommetleu de faca cm pnuho aos Ires
temerarios, que foram perseguidos com lenacdade,
e que devem a vida s brumas da noile e ao sebo
das canellas.
n Informado desle fado, o digno delegado de po-
lica decrelou hojea pfisao dosindiciados,e lem con-
seguido muito, rajas a corngcm e dedicara geral
que lem encontrado neste povo que hoje se ha co-
berlo de gloria, expondo sua vida com heroico de-
nudo para salvar a ordem publica.
a Tcndo nm dos pretos revelado o lugar em que
se achava occullo perlo desta villa o prelo forro de
nome Jos, morador cm Sococaba, e que he o grao-
meslre da assnciarao, diriuio-se para all urna escolla
que conseguio captura-lo depois de porfiada e peri-
gosa Ina.
Frederico Souli no seu romance O Bezerro de
Ouro poz na boca de um dos seos hroes que nc-
nliiinu empreza pode medrar sem o concurso e in-
fluencia de urna saia.
Os nossos conspiradores sao da ine-ma opiniao,
e tanto que j se acham rccolhidas a cadeia nao me-
nos de cinco sacerdotisas.
n Tcm-se apprehendido urna collera curiosa de
objectos perlencentes ordem, como caramujos gui-
sos de cascavel, grande e variado sortimenlo de rai-
zes, guras do pao e de cera da Ierra, pedras de ce-
var e calieras de colira,olhos de cobra,pese cabesas-
dc macuco, rabo de serelepe, ponas de chifre bata-
nado de cera coberta com um fragmento de espelho
patus cnvollos cm casca de lagarto, contendo ras-
pas de raize, cabellos e iinhas de gcnle e outras
muilas cousas. Tudo islo recende um cheiro nau-
seabundo e aclivissimo de agurdenle.
Mais algumas prisoes ee tem eflectuad
as circunstancias em que nos lehaaMafj 111141er
he que nos nm deslacamento de lnha mata effectu-
ar outras prisoes que serio necessarias, e Iranquil-
sar os espirites mais apprehensivos, especialmente os
das senhoras, que com razao se acham vivamente
impressionads.
n Como procurador gerat do bello sexo reclama-
mos' da auloridade compleme esla medida, que de-
ve produzir grande eileito moral no espirito dos cons-
piradores.
Seo nobre deleaado de polica nao solcilou do
aoverno nm destacamento, que he admenle recla-
matte-sJeTaSyCircumstancias melindrosas da alualida-
dc, este esqujecimento ser pouco desculpavel. Nos
porcm espeamos que elle se nao csqiicccria desla
necessidade palpitante, c que (eremos de elogia-lo
por mais esso acto.
Procuramos indagar os pormenores desta asso-
ciasao, c ahi vai o que temos coihido de mais impor-
tancia.
Exstcm.nesta villa Ireslojas:
A primera denomina-seFilha das liervas.
A segundaMaroneria negra.
A terceiraCampo encantado.
O grao mestre da ordem he o celebre Jos Ca-
binda, a quem os irnians nao conhecem seno pelo
nome dePai (javiao ou Coroado.
a A rainhade urna das lojas chamama-seMam-
beque.
<< Ha na ordem diversos graos.
Os irmaos qne chegam ao grao de encantados
tomam um nome que Ihes d o grao mestre.
Os nomes dos encantados sao cnlre outros os
seguintes:
x Grande apas-foKo, Rompe-ferro, aviSBsinho,
Chupa-flor, Quionano, Seto pombas, Quatro cantos,
ele.
0 Para cclebrar-sc as sessocs ou para a admisso
de novos adeptos, os irmaos formam um grande cr-
culo.
Alguns dos assi.-leutes locam um tosco instru-
mento feito de raberas com cabo de pao (chocaihos)
que na giria da ordem se chama Guay-Cayumba.
a Ao som do Goy-Cayumba, o grao-meslre den-
tando e cantando urna linguagem inintelligvel se
dirige para o centro e all colloca com todo respeto
urna luz urna garrafa de agurdenle, urna ligella
rom diversas raizes, urna figura de pao, a meio cor-
po, sem braco- e informe, qoe lem o nome de Care-
ta, e nutra de cera com o ventre tao obeso como o
do cavalto de troya, pois lhe sabe do pescoco e vai
ale aos ps. O umbigo he firmado por um pedazo
de vidro.
Cullocam tambem urna raiz grande, a quedao o
nome deGui encantado,um corno de boi ( de
queja fallamos.i que lem o nome de Vuugo, um pa-
lua emola em casca de lasarlo, dous Saulo Anto-
nio do n de pinho sendo um sem cabera, c final-
mente una panellinha vidrada, betumada de cera,
coberta por um vidro, que he condecida pelo nome
de Gallo.
O Pai-Gavao entorna a garrafa sobre a ligella
o ordena que o novo irmao so approxime.
1 Intcrrompc-se o chocalho do Guay-Cayumba
para a augusta ceremonia.
O novo irmao se ajocllia ante o grao-mestre, c
lespc a camisa.
a O grande chefe apona a faca sobre o peilo do
novico, e o faz prestar um juramento solemne de fi-
delidadc c segredo nviolavcl, sob pena do morle,
anda mesmo que seja estrangulado ou queimado.
Depois abrc-lhc urna cruz sobre o peilo direito
com a pona da faca. Garran algumas golas de sin-
gue da epiderme rasgada. Passa-sc alternadamen-
te um palu c urna raiz de Gui encantada sobre a
cisura da cruz, c depois esfrega-se uns pos brancos.
Em seguida bebe a pinga [sagrada, e correa ti-
gella por lodos os irmaos.
i Depois em urna vasilha de barro com brazas
deita-se um pouco de incens, c o irmao iniciado
aspira esle perfume, e acende o cachimbo uo fogo
sagrado.
l Concluida esla augusta ceremonia, levanla-se o
irmo iniciado, o vai senlar-se no grande circulo.
Ouve-sede novo o som monstruoso do Gtiay-
Cayumba emquanlo o grao-meslre mcrgulha a cabe-
Sa das figuras na ligella.
A um gesto de Pai Gaviao reina profundo si-
lencio no campo encantado.
O grao-meslre cunversa com as figuras, e as ap-
proximailo muido para receher suas repostas.
A' proporso que o famoso druida comeca a re-
ceher as in-pirarfics das figuras encantadas, seus
olhos se injer,un de sanguc, disfercm raios, e elle
comeca a tresvarar.
Nao ouvis, diz elle com voz tcrrivel, n3o ou-
\ i-uma voz que me chama? Eu nao quero ir,
mas sou obrigado a obedecer, porque essa voz he
mais forte c mais poderosa do que a vontade de
Dos!
a O Pai Coroado corre desviirado para o malo, e
voltando pouco depois, atira-se de rolda no meio
do circulo, suando e fazendo horrivescontorsoes.
x Alguns instantes depois elle se levanto com M-
litude maseslosa ; seus olhos percorrem desvairados
pelos Filhos das liervas, e depois consultando. Gallo,
e leudo n futuro pelo vidro do vungo, promelte aos
irmaos era um foluro nao remoto :
Que gnzarao de liberdade pela morle de seus se-
nhores.
Que possuiro grandes riquezas.
Que seus senhores nao lero auimo de castga-
los.
a Que nem ferro, nem balas calaraoem seus cor-
pos.
Qae gozarn das moras mais bonitas.
Dos oulros pontos da provincia nada (em oc-
corrido de exlranrdinario.
De Lurena nos communicam que na freguezia do
/imbau est grassando uma enfermidade, queja lem
ceifado algumas vidas. Ainda nao est caraclerisa-
da.mas alguns a suppoemlypho, romquanlons sjmp-
(omas diversifiquen) nos individuos atacados. O vi-
Cachocira para trazer a imagem du Sr. Bom Jess.
Perlo da Cachoeira uma prela atrou-se a um
grande tanque, morrendo ella e uma lilha que con-
duzia nos brasos.
O delegado de polica major Canlinho lem re-
dobrado du actvidade, c j nao apparccem as proc-
sas dos raloneiros.
No Iheatro se tem concentrado a actvidade desla
auloridade, provocada pelos escndalos ahi pratica-
dos nas noiles de espectculo, llavia o coslume de
formar alas nas portas do edificio para ver desfi-
lar o madamismo. J v que este ceremonial dava
lugar ao diterio, e a aiais alguma cousa, conforme a
audacia dogamenh. O delegado prohibi esta pra-
tica civilisadora, e os pralicantes, como era visto,
auathematisaram a iniervencao policial, que, pelo
frivolo pretexto de moralidade publica, os privara
de uma procisso tao edificante. Por outro lado tam-
bem se tem cumprometlido o delegado, que, mi-
lagito do juiz do thcatro lyrico da corte, prohibi o
dirro coslumeiro de assignalamenlo nas bancadas
da platea, considerado como condico de posse.
Esle uso, que j um simplorio demonstrou ema-
nar do lempo de Herodolo, era assaz inconveniente;
todava isso n.io livrou o delegado de ser zurzido
por correspondencias no Correio Paulislano. Nao
admira que poucos acadmicos tenham arrenegado o
Sr. Cantnho, pois que toda a distracrao entendem
nccessaiia para mitigar as prelecsoes do Ij>bo ; mas
o que nos sorprende he que alguns dos que aqu
rhamam, cm phraseologia escolstica, fu trica, fa.
cam parle da cruzada.subindo de ponto 'a admirarlo
quando vemos formar alasalgons cafagestes de bel-
leza charlataa. Bem diz o oulro que nao ha minis-
tro, por informe que seja, cuja belleza ja lenha pas-
sado cm julgado, que nao se julgue com direito sal-
vo de requeslar.
Oxal que o delegado nao 'relaxe a actvidade. O
thealro faz hoje a reuuiao de (00 pessoas, c h" justa-
mente nnd resaltava odesrespeilo a aotoridade.
O Sr. Quarlim, que, na phrase gaiala, he o
Irenro Paulislano, lancou as semeoles do futuro
thealro no largo do Collegio. Vai ficar um soberbo
edificio, se o plano nao for torcido ; cm dmeusoes
lomar o 3o lugar dos theatros do Brasil.
Antes que me esqueca deixe dar conla da materia
connexa.
O actor Joaquim Augusto contina a colher a ad-
miraran popular. ltimamente representou no Ma-
rinltSro de S. Tropez com talento admiravel. O
que mais sorprende he a imitaran fiel do Sr. Joan
Caelano. No i e 6 acto estove perto do 1 actor
brasileiro ; assim confessaram todos os acadmicos
da corle.
Dizem-mc que sen ordenado foi elevado a 130>,
que a meu ver nao be exorbitante, alientos os co-
imecimeutosscenicos que o abonam c a rara habili-
dade que se lhe nota para representar todos os ca-
racteres. Embora a rompanha eslea inuil pro-
porcional s rortjaa do lugar, he bem sensivel a falla
de um galn : o segundo actor, Henrique Jos da
Costa, nao preenche bem esla especie, embora satisfa-
r bellamente nas parles de l\raimo,segundo a clas-
sificaco dos bastidores. Quanto pintura e deco-
i.ir.a. rivalizamos com os melhores theatros de... al-
deia. A tota rafia be um nariz de cera que serve
ianto para a Caslro, como para o .VociVo ou Irmao
das.timas : contia-se qoe o^Sr. Quarlim no futuro
thealro nos livre de ar.achronismos.
Para fazer superabundar a parte noticiosa, pe-
lo correio passado cnviei-lhc uma tabella compara-
liva dos gneros nesla cidade, demonstrando que as
mesadas de cstndantes, orsadas cm 30-5 ha 2 annos,
nao bastavam hoje, que os phenomenos econmicos
lem feito variar o nosso mercado.
Parece que a mesada rerla rae suppOe algur.i in-
duslriosoqucmc prcvalera la inexperiencia escolas-
lica para fazer augmentar a mensalidade tKadc-
mica.
Peco-lhe que lhe assevere que nao sou mcrcador.
Alem de qne, a tabella qoe lhe cuviei lem exaelido
malhematica ; nm esludante, morando s, nao pas-
sa com 308, ese fizer repblica passarar mal com
esta quantia.
Perganla o analhemalisador collijo que he padre)
j quanto custa um baralho. um jantar no hotel e ou-
lras brincadeiras. Quero ser completo : um jantar
uo hotel costa 1 por cada joven, um carro 10,
um baralho 600 rs., uma assigoatnra mensal no
club 65, nm camaTole 6, uma aventara amorosa
uma cena de vergslho c as verbas para ni Mercu-
rios. Mas (odas calas cousas fazem parte das despe-
is secretas ; incumbe ao legislador paterno, quan-
do confeccionar o orcaniento, nao dar quola para as
evenluaes, que tanto na sociedade civil como na fa-
miliar sao o leilo do arbitrio. Ao contraro, nao
passa aqu um acadmico com 100, que nao che-
gam para um churrilho do lansqumel, que em ver-
dade foi uma inora diablica que, ha qualro annos,
se veio plantar aqu.
J parti o eiigcnhciro Porfirio, commissiona-
do pelo presidente para fazer a exploracao da estra-
da que deve partir da fabrica de S. Joao de Vpane-
ma Conccisao de Ilanhacm.
Diflicil encargo he esle ; uma vagcm de- dous
mezes pelo seriao com as dfliculdades inherentes e
com o ordeuado de 1309, que se consom nos gastos
da jornada, fazem boje o fuluro de um engenheiro
nesla provincia, onde qualqucr rudc, sem conlieci-
menlos professionacs, quer dar regras quando se tra-
ta de engenharia. Temos por mais de ama vez vis-
to quealgum ignorante, que nao sabe mesmo o que
he um plano inclinado, que n5o lem idea do que
seja uma bussola, levantar plantos in mente, fazer
orramentos da mais intrincada obra, explorascs as
mais elidiris, sentado em uma poltrona, s porque
em S. Paulo a hypocrisia he uma vara mgica que
faz sabio o ignoraule.
Felizmente para nos parece al aqu que o Sr.
Sarn.i nnoadmitle o automatismo ; dirige os nego-
cios por si, repelle os espritus santos de carne, e
pesa asinformac/ies que se lhe prcslam.
Escuso continuar : o Jo%ephina sahe amauhaa.
Por elle IransmilUrei as noticias do interior, pois
queja deve ter chegado a mala das villas, inclusive
a do S. Roque.
Tcrminarjesta sem fazer subir ao Sr. depulado Sil-
veira da Molla os agradecimenlos pelo esforso mostra-
do na cmara em favor de alguns melhoramenlos
da provincia seria verdadeira incuria.
Eu o faro aqui em nome desla populara, mor-
mcnle em raz.lo de seu pedido, para que baja uma
carreira subvencionada de vapores para o porto de
Santos. Esla provincia nao he filha bastarda.
30.
,l,i lhe escrevi pelo correio do Fluminense, que
parti hontcm, c pois, desta cidade nada lenho a ad-
dicionar.
Mas a chegada do correio das villas trazendo
noticias do interior, onde lenho disposto al-
guns amigos que me tem feito a fineza de aceitar o
onusde JHJ-corre,^omlenfes,d lugar a que fara nm
appendiculo.
Trata-sc da tocalidade de Porto Feliz.
Um fado horroroso leve all lugar, enebendo de
pasmo e indignasao a todos os habitantes. A legua
e meia da villa nm s homcm com o poder do raio
commetteu qualro assassinatos! ,
Eis como se me narra o acontecimenlo ;
Pego da peona, borrurisado, para narrar-lhe o
seguiole acontecimenlo que cuchen de pavor a nos
lodos.
ii Antonio Simos acaba de assassinar tiros e la-
cadas sua propria esposa, uma lilha e a Jos Barbo-
sa Liborio, e ainda mais ama oulra filhinha que
ainda sua mai alimenlava, chegando a forocidade a
ponto de arrastar a desgrasada crianra pelas pernas,
fazendo baler pelo pavimento a rabera da inno-
cente !
a Nao contente, mune-se de uma arma e chnm-
bea a sua ora que lhe appareceu. Em seguida
persegu um camarada, um viznho deu-lhc refugio.
O malvado procura deilar a porta em Ierra, mas fe-
lizmente a nova victima estendeu-o por Ierra com
um tird.
Anda se nao sabe o motivo de semelhante
tragedia. Querem al.uus altribuira loucura. O lar
lo leve lugar honlem pelas 8 horas da manha.
o O nosso delegado leve sciencia delle s 6 da lar-
de, elonge de ir ao lugar da desgrara 'para provi-
denciar, dcixou-sc ficar em casa, e s hoje s 6 da
larde procedeu ao corpo de delicio nos cadveres
Irazidos para esla sem intcrvena-So alguma de aulo-
ridade. Ainda se achara insepultos.
Outro fado de nao menor gravidade. Acha-
va-sc na cadeia desla villa fulano Anula, snbrinho
do delegado desla villa, que linha sido condemna-
do a alguns annos depriso..
Achini a sahM frnnca e foi passeiar. Nao consta
~ -TjneTraeicgaub aesse -
penas sub-
delegado procedeu a auto de corpo de delicio, e re-
colbeu guardas e carcereiro para dentro.
Esla energa foi bem recompensada. No mesmo
dia o mesmo lio do preso lhe fez rcmessa da porta-
ra da demissao do mesmo subdelegado.
Os negocios de S. Roque nao dan receto.
Carta particular.)
MATTO-GKOSSQ
Guaba 13 de malo.
Contina esta provincia no gozo de perfeita paz
e tranquillidade, moslrando-sc seus habitooles sem-
pre satisfeilos com a actual ordem do cousas.
Esl definitivamente formada a lisia trplice para
elcicao do senador, depois de muilas entrevistas e
cochichos entre os mais influentes membros gregos e
Iroyannos, qne hoje formam ama s commuoidade,
com excluan apenas de um pequeo grupo que,
sempre inconslaule em ideas c cm tcticas, cada
qual mais nevequivcl. lie hoje appellidado de fene-
ijados. O Exm. hispo diocesano D. Jos Antonio
dos Res,odesembargador J. A. de Miranda, eo fa-
zendeiro Manoel Pinto Guedes, sao os que a provin-
cia tem de apresentar esculla do nosso m marcha.
Veni Snete Spirilus '.
No dia 3 do corrente foi installada a nova assem-
bla provincial, composta de membros da liga, cujo
accordo promelte algum bem provincia, que al
aqui lem visto succcdcrem-se nov legislaturas gas-
tas quas exclusivamente era recriniinjcoes de par-
tido.
No segundo dia do sessSo o depulado Silva Prado
requereu a uomeasa de uma dr-putar.o para dar
pezamesaS. M. o Imperador pelo passamento de
suas augustas irmaas, a rainha de Portugal e a
princeza do Brasil, e foram nomeados os Srs. J. A.
de Miranda, Dr. Araujo Jorge, e l)r. Virialo. Tres
das depois recebeu limaem o Sr. Leverger uma ou-
lra depulacao, que o felicitan pela sua benfica ad-
ministrara, rentando peranle S. Exc. o seguinte
discurso :
lllm.e Exm. Sr.As grandes vanlageus sociaes
que a poltica da administracAo de V. Exc. mane-
jada com patriotismo, energa e tctica, reslituio
provincia de Mallo-Grosso, Wrando-a sera o menor
sacrificio de urna s viclima, do descuido e despre-
zo a que eslava reduzida pelas dissences de dous.
partidos dominantes que constantemente se baliams
e-ta gravadas com caracteres indeleveis na memoria
sempre agradecida da assembla legislativa da mes-
ma provincia.
A quielac.io dos cspirilos na provincia, que snc-
cedeu como por obra de fadas a uma agilaca quas
perenne, que dalava de muitns annos, e que nunca
achava paradeiro, he urna dessas grandes vanla-
gens.
O desapparecinenlo em grande vulto dos anti-
gos resenlimenlos, dos odios c dos rancores, residuos
sempre perniciosos das urnas elcitoraes, que se ag-
gravavam de i em i annos para nosso daino, he
oulra.
A paz, a tranquillidade e a uniao, que feliz-
mente reinara na capital e em lodosos ngulos po-
voados da provincia, sao uma oulra.
A segaranoa individual do ci 1 nl.i. com que
todos contara pela persetaranca dos cuidados de V.
Exc. sobre os objectos e lins da polica, he tambem
uma oulra.
A liberdade de pralicar-sc o que a le per-
mute, ou que olla cxprcssamcnle nao prohibe, e
o bom senso n,Vi reprova, he uma oulra: e final-
mente :
a O restabelccimento dn crdito publico provin-
cial pelo aproveilamenlo do mais tenue dus seus re-
cursos, sem o emprego dos mcios vexalorios ; bem
como pela atnorlisacao do seu passivo e applcacao
dos seus rditos, com methodo e economa, aos di-
versos ramos do servir, he tambera uma ontra.
A assembla, Exm. Senhor, reconhece e alla-
menle proclama que (odas cssas vanlagens, assim
como as demais que deltas resullani. devenios menos
espontancidade do nosso concurso, do ques dili-
gencias c eflicacia dos esforcos de V. Exc.
Conscia a mesma assembla dos mnlos e valio-
sos servaos que V. Exc. ha prestado, e que no in-
tuito de preencher os lins para que o governo de S.
M. o Imperador o nomeoa para seu delegado, con-
tina a prcslar provincia; c bem assim da impor-
tancia e transcendencia das aequisiees qne acaba
por ama reivindicara de fazer-lhe das vanlagens
que relatsmos, nos enviou lioje i preenra de V.
Exc. com a honrosa inissao de agradcelos era seu
nome a V. Exc, e de reiterar ( como reiteramos) os
seus protestos da mais franca, inteira e cordial coad-
juvasao adminislrasao de V. Exc.
Exm. Senhor, inteirada a assembla pelas mi-
nuciosas informases que V. Exc. leve a bondado de
transmitlir-lhe no dia solemne de sua inslallaruo,
do eslado actual dos negocios da provincia, e corta
da exaelidao das ditas informaces, edajuslisa dos
dos do V. Exc. cumhio-mn de nssegurar a V.
Exc. que na volasSo da lei do orsamenlo altender
quanto for possivel s proposlas insertas no rala-
lorio.
a Sendo estes os sentimentos da intima convic-
cao da assembla, bem como oVnossos, acreditamos
que V. Exc. aceitar benigno os seus votos.
Guiaba lOde maio de 18,34.fenlo Franco de
Camargo.Luiz da Si lea Prado. Manel dnlu-
nes de llarros..tiexandrc Jos Lite. Celestino
Correa da Costa.
S. Exc. responden:
Senhores.Honrani-me e lisongam-me sobre-
manera as benvolas exprcsses que acabis de di-
rigir-me em nome da assembla legislativa provin-
cial. Dignai-vosaceitar os meus sinceros agradeci-
menlos, e faz-los presentes mesma assembla, as-
segurando-llie que farc quanto poder para nao des-
merecer os sentimentos de a lhe-.io que me mani fe-
la e cordial mente retribuo.
CuiablOdemaio de 1834Augusto Lecergerv
E basta por agora.
(dem. )
( Jornal do Commercio.)
------- Bsoaei-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PEBNAMBCO,
Ro 9, de agosto.
Amice'.Salulem plurimum ele___Que estoja daal
assombrado dos exressos do invern, sem nolavel
prejuizos, era paz e concordia, e harmona^ interna
e externamente, assaz lhe desojo.
As saudades me tem cruelmente aguilhoado, de
sorle que me parece, que muito breve entregar-me-
hei ao omnipolente vapor para que se encarregue de
cooduzir-mecomsegurans e bom recado a essas
patrias plagas, a darnm abrasnos amigos, em cu-
jo numero lenho a distincta honra de conla-lo. Com
eITcito, sinto uns Calanos, uns certos movimentos
internos, qoe me vo lomando incapaz de apreciar
oque por aqui ha de bom, avesso aos bailes, en-
joado dos dvertimenlos, nm completo mvsaolhropo.
Saudosas lembrancss me volleam na mcle, e nao
sao quaesquer notas sacadas do piano por anglicos
dedos, que peder espantar tao doces reminis-
cencias.
Vou tratar de arrumar a Irouxa, e quando menos
me esperar dar -lhc-hei a sorpreza de ver-mc, la.1
qual a corle me lem posto, polido, cavalleiro. perfi-
lado, c airoso.
S. M. o Imperador soOreu uo da 27 do passado,
um accesso de febre, do qual em poucos Ums ficofl
rompidamente reslabelecido.
Depois de uns cinco das de intenso calor, aprc-
senlou-sc no da 20 do passado, uma mudanr.i
alhmospherica, produzda pela chuva, que me lem
posto lirilando. Por mais de uma vez lenho tido se-
rios rorei- de ficar gelado, pelo que lenho lido sam-
mo cuidado com o nariz, que sendo um de mens mais
importantes membros, he o que primen cottuma
solfrer nos paizes polares.
lenho condecido pralicamenle que bstanle razao
leve um de seus correspondentes (o de Macei,
creo) quando asseverou que o fri lhe ha feito pen-
sar nos sacros lasos de hymneu ; com tudo permt-
lir elle, que Ib adv irla, que a querer realisar to
boa lenihr.iii._-1, lenha cuidado cm nao se encontrar
com uma costella, como uma que mora no andar
terreo do sobrado de ininha actual residencia, que
nas madrugadas reza aos ouvidos do pobre consorte
ama ladainlu de lodos os demonios, da qual parti-
cipo em choro com o zumbido das malditas muris-
$ocas, peste de que abunda este Rio em quaoldadc
tal, que nos he misler dormir ensaccados.
Tornando ao nosso cetbataro, eo antes quizera
dormir cm um poso na mais fria noile de desabrido
invern, do qae com a megera de mea visuho dos
baixos. Oh! Se o sen friorento correspondente se
encontra com uma das cujas!...
Antes que me esqueea, quando livor portador se-
guro para o seu romntico correspondeule de Ipo-
uca, mande-lhe dizer que a esta hora deve elle es-
tar convencido de que me nao esquejo dos antigos
companheiros; e que quando a tanto" ebegasse 'ini-
nha falla de reminiscencia, suas sublimes raissivas
m'o recordariam.
Se me fora permitiido felicita-lo-hia pela gloria,
!|ne tem ganho em um estylo para mim assaz dif-
cil.
Se livor opporlunjdade fasa constar tambem ao
seu Ilustrado correspondencia da Paralaba (o ver-
dadeiro, que nada lenho cora os pebas) que aqui
,.,..,-[muer iiiruus ob zero, por ianto nana posso ob-
ter para reparo dos damnus soffridos pela sua pro-
vincia. Se nao ternera nflender 13o nobre c leal ca-
valleiro, accrescenlaria qno muita gente aqui desco-
nlipceo que significa a patavra Parahiba, e quando
lentassc alguma cousa cm proveito dessa unha do
imperio, meus (rabalhos leriam de resultar, se fosse
possivel lercm resultado, em proveito de uma Para-
hiba, que ha c para o sul, pela razao porque qnem
est mais prximo ao fogo mais se aquece. O que
importa a quem desfrucU as delicias da corle, que a
provincia da Parahiba deixe de exislir, que a cidade
da Parahiba do Norlc, seja um montao de minas?
Nao havcnJo um impertinente anillado, do qual se
queiram descartar para presidi-la, para tentar nella
a ii'.i h-.'ica de sous novos principios econmicofi-
nanceros, ella menos val do que a ra do Canno.
la eu cm boa marcha se o fro me nao chama a ra-
zao. D quanto lenho dito a seus correspondentes,
ojue me liram a terrero, por nao dito, e continuemos
com a materia.
Anda de lodo nao so araban a suicidi-manta. Ha
poucos das um Hollandez que pelo nome nao per-
ca, disparou n'um hotel, e peranle algumas pessoas,
uma pistola ao peilo, que lhe du passagem para o
oulro miin.io. O Adonis andava apaixonado, nao
sei de que hcldade esquiva ; nao podendo mais
solTrer os desprezos da cruel, ou os esquerimeulos da
voluvel, que bem nao sei se era cruel ou voluvel,
cnlendeu de fazcr-Ihca pirrara de livra-la de sua
Imllandeza presensa. Ainda nao consta como foi
recebida a prova de amor pela lilha de Eva; mas he
muito provavel que ella n3o aplique contra o peilo,
nem ainda o pipo de uma siringa. Mulleres, rou--
lheres I Que sempre encontris nm alentado pe-
daco d'asno para vosa peteca!! Ea n5o fallo com
todas e nem era possivel; e -omento com aquellas
que sao crueis e inconstantes; porque as qne o nao
seo chamam-seanjos.
Tambera nm prelo quiz approveitar a barcada, e
adoptou n morle de Judas, coma nica dillerenra
de dependurar-se cm um cajoeiro, arvore desconhe-
cida em .In n-akuii.
As altas capacidades eslao em grande agitaran
com as ullimas noticias da Europa. Urnas susten-
tara que o czar ahdicou, nutras que correu da lula,
estos que foram as potencias alliadas, aquellas que
os Turcos sao hroes, aquellas oulras que sao uns
maricas: e/eu que lotos sao os qae querem adevinhar
o que linda est delraz da impenetravel cortina do
futuro. Qual de nos ter razitof Dicanl Paduani.
Por aqu viiulra o que pensei cm visto da grande
rivilisasao e moraldadc, tambem se recebe alguma
facadinha, como ha pouco acontecen com um distri-
buidor de uma das folhas publicas, que cerlamente
nao era o editor responsavel.
A induslra lamben; progrde. Nao faz muito que
a polica raptor ui uma as cava de aplicar a outros mi-teres os canos de chum-
bo de um dos encanamentos pblicos. Sao modus
cicendi facililer, qne cada um adopta e contra os
quacs nada ha razoavel a uolar. Nao ha muito que
um curioso livrou a oulro descuidado do Irabalho de
guardar uns cinco coulos de res. O desejo de ad-
quirir fortuna nesla corto he extraordinario, c nin-
guem se resisnn com a pobreza.
He ella peior do que um vicio, he qnasi uma pesie
da qual todos fogem. E quanlas privares, quanlos
vexames nao solfee ella !!
Quanlas familias alias eslranhas nao vvem cm
rommum em um pequeo c mal arejadn alvercue,
oceupaudo uma a pequea sala e oulras os empare-
dados quartos o alcovas! !.,
He a maior das diltlcutdades para a pobreza, o
obler um domicilio cm que arruinando a s;mde, se
reszuarde das injurias do lempo. Cnia-me que
uma hbil penna se empresa actualmente cm cscre-
ver os mvstorios do Rio, veremos se ella nos d. -, re-
ve as aonias e mizerias dos pobres nessas foca--, e
corlicos.
No dia 1" do corrente estove o provisorio ou lvri-
co eni risco de ser incendiado. I.hciro de chamus-
co, sdttM horas da larde denuncinu aos enr.urega-
dosd'aquelleedificio que all Savia novidade. As
buscas lizeram conhecer que arda uma porsav de
pelha dcnlro da caixa do ponto, que eslava fechado.
Tamben foi encontrado um eslrangeiro desconbe-
cido que sendo preso, usou a principio de lergivcr-
sares. mas finalmente disse que, ainda em tortura
nada declarara respeilo do seu fimu'aqaelle lugar,
e nem da pessoa que o havia cncarregadn da com-
missao.
Querem atlribuir aquella tentaliva ao mesmo ge-
nio, que motivo o incendio do de S. Pedro. A es-
peculara nao he m ; mas, por isso mesmo, mere-
ce severa pnniro ; porque parecc-me. que os thea-
tros nao devem servir para os fius de qualqucr cra-
pulo.
Tem escapo aquello barrado almas, veremos o
fin, que lhe .iguani.im os fados.
Em S. Paulo foi descoberlo o plano de uma nova
insurrcicSo, e (em havido bastantes prisoes, sendo a
mais importante a do chefe.
Uma especie de assnciasao. occulla com suas fi-
emes, com certos praticas de fantico mvslerio e sor-
lilceio, Ir.imava um neero e horroroso plano, como
vera da correspondencia do Jornal do Commercio
de 3 do andante. Ser misler bastante cuidado para
observar-sc essa assnciarao se se lem espalhado pelas
provincias, e naodescansar na supnvsicao da impos-
sibilnlade de seraellianto exlensao. >C
O que. ha annos, houve nessa proviiria, e qne
parece-me haver escapo aallensao da polica, pare-
ce lera muila rehira,, com oque actualmente se des-
cubre em S. Paulo, e com o que foi descoberlo pou-
co lempo ante*.
Finoo-sea consorte do depulado pela Bahia A-
prigio, e os senhores mdicos mais urna ve/, mostra-
ram o para quanto presta a sciencia de II \ porrales.
Aquella seuhora sodreu graves incommodos na Ba-
ha, mas nclhorando, acompanhou como costumava,
su querido esposo para esta corle. Aqu renova-
rara-se cus suflrimentos, e os mdicos, em quas 2
, -------.v-mnuuj in- niiiiiiiiiniiii,
qi* appareceu o aborto, em que podessem cense-
gira conclusan do parlo, at que infelizmente suc-
cumbio. Eaao ellos, alguns os que lancam epigram-
mas a elasse dosjuristas .' Ao menos um erro ju-
rdico nao se acha ligado ao tmulo. He parlilha da
humanidade, sei bem o erro ; mas es deve arrefecer o oraulho, essa impostura de rlasscs
que as procura rodear de um myslerio ridiculo aos
horneas sensatos.
E em que camisa me fui metter '.'! Senhores, eu
respeilo a medicina, recorro a ella quando me acho
em aperlos, e lenho-a como um sacerdocio, qne,
quando mais nao faca, d um consolo ao infeliz que
jaz uo leilo da dar ; clevo-a a uma cathegoria su-
perior a que lhe do aquellos, que dclla fazem um
vergonhoso modus lacrmvli: lenho-a finalmente co-
mo filha predilecta da cardade.
Querem mais? Eolcndo que, humanamente, nao
he possivel.
Se quizer ver o annel de Saturno, essa oval de
luz era loda a sua pleniludc. que deve ter lugar no
prsenle mez. segundo la liecuc des Deux MotuUs,
ven ha a esla corte, que o Sr. Antonio Manoel de
Mello pesua di-p.,sr,i seu observatorio cora le-
dos os instrumentos.He uma viagem scienlifica,que
deve honra-lo ; eposso asseverar-lhe, que se nao vir
o til annel, ser romo diz o Mercantil, por causa
da Ilecisla, ou eotao porque o Sr. Saturno nao esto-
ja para graras, ou lenha lido alguma demora em
sua viagem por falla de combustivel.
Quem nos diz, que o aniicde .S'aurno n3o tem
lido alguma influencia nas grandes chuvas, que lem
innundado essas tres provincias He bom propor
um premio para quem resolver essa questao.
O emprezario do Club Fluminense, Augusto Car-
los Guuralves de Sonza, soffreu uraa queda d um
cavallo, que fora experimentar, na qual fracturou
uma peina. Passou aera incommndo nos primeros
das ; mas o ttano, qve aqu nao brinca, arrancou-
lhe a vida no dia ido corrente. Uo muito prova-
vel que, com a sua morte, (echo-fe aquelle estabele-
cimculo, que lano agradava ao publico ; pois dilTl-
cilmenle se encontrara um cavalleiro lao pcrfcilo
para fazer as honras da casa, ede tao apurado goslo,
para conservar aquelle club no p cm que elle o li-
nha.
He uma dilficaldade para mim uma queda de um
dos inmensos pollres, que aqui chamara cavallos;
porque ainda nao vi alunaras de movimenlo mais
pesado. Aquella vrvacidade, animara, e prompti-
do de movimentos nos nossos cavallos do norlc, sao
desconhecidos nos jumentos qae lenho visto na cor-
te, c substituidos por um extraordinario taraanho, e
andar vascolejado, capaz de arrancar os intestinos
do Inglex de mais seguras tripas. Um de nossos al-
mocreves nao deitaria sua carga no cavallo, em que,
ha poucos das, vi bfurqulhado um de nossos ge-
nerar-.
Ha poucos das um marreco, para dcsmenlir-me
na assersao de qae os genios esUo apathicos nesla
corle, quz compor um romance no goslo anlgo, pa-
ra o que talvez fosse aguilhoado pelo agudo fri,que
nesle momento me fere ; mas fez tiasco, porque es-
queceu-se qne nao pode haver romance sem pai-
co ; ou que a paixo deve ser amorosa, e nao de
dinheiro, que he por de mais prosaica para encon-
trar uma bella heruina de corpo fIcxivcl, e olhos
matadores, que nella queira figurar, como nm ci-
Mo em conta correle. Vamos a historia, que nao
deixa de ler seu mrito pelo engenho com que foi
urdida.
Um fashionable, ccgamcnle apaixonado pelo vo-
lunioso dote de uma senhora, enlendeu que devia
empalmar a lodo o transe o charo objedo de sua
aucsao. Certamente quem poder resistir a tontaco
de um dol, que lem o bello nome de centenares de
conlos? Quem poder resislir ao brilho de uma
loura, aos encantos de um cinto, o delicadeza de
uns bilhetes Quem em suas orarOcs deixar de ro-
gar ao sanio de soa especial devco, que lhe depa-
re com uma senhora digna a todos os respeitot, e
com um bom dote ? Eu mesmo, se nao fora certa
cousa, n3o estara livre dessa tentara.
O tal apaixonado espera opporlnidade de um
baile, e dirige-se senhora, porque se nao pode di-
rigir ao dote, e assim lhe dizMioha senhora, ama
pessoa de sua familia (mencionou qual era) foi ac-
coiomellidade um perigoso ataque, que a privn do
uso dos sentidos, e lhe nao consentir, lalvez, mu-
tos minutos de vida. He intil procurar seo cunha-
do e irm.ie, porque elles, aterrados pela nolicia, cor-
reram casa, en mesmo os cncootrei descendo rpi-
damente as escadas ; e me recommeudaram, que a
procurasse. c conduziase sua casa.
O laro foi feito por mao de mestre, e a infeliz
senhora cabio fcilmente. Eu mesmo. apezardeum
pouco arisco cahiria, se cntrasse nos testos de al-
guma. megera rouhar-me. lenho hoje duas proba-
bilidades menos. Uma porque ja eslou previnido :
seauo'la r '1U nSo lenho dote. J enconlrei ama
vanLiitcm em nao ler dinheiro !
Un carro eslava na vizinhanca com duas mulhe-
reffW.'mas cariciosas nao faltam I que recebe-
ranvajlliiiliila senhora, e Ibes embargaran! a Voz.
quando no campo de SanfAniia, opposlo ao barro
em que ella mora, lentou gritar.
Seguio a toda a bride, parando smenle emquan-
lo foram mudadas as parelhas, que estavam com
antecedencia preparadas. O amorato he previnido ;
c acompanhava sua futura presumida em um ca-
briolel. O hornera pOe, o Dos dispOe !
J era dia claro quando pararam porta da ma-
triz de uma das freguezia* do municipio, onde tudo
eslava preparado para o bem projectado casamento;
mas o sacerdote recusou celebrar o consorcio pela
opposisao formal da viclima 'com esta nao contova
o romancista, e foi causa de sua derrota ;) e um in-
dividuo, fue casualmente all se achava tomou-a
sob sua prolecsSo. c acorapanhou-a ao seio de sua
incousolavel familia.
Ora, diga-me, nao tcem seu presumo os bailes "
Com duas duzias de cxclaniaees de desconsol, com
tres de interjeisoes, alguns desmaos, e ura suicidio
do raptor, tinhamos um romance de plpa, ou uma
tragedia bem trgica.
A jusiira. se tiver pachorra, far asegunda parle
da historia.
Estamos com uma nova assembla, que tambem,
ao que parece, quer mostrar que a casa cheira a ho-
mcm, e passa a uar de (odas as formulas e tricas
parlamentares. Nao sabe qual he a nova assembla?
Eu Ih'o digo, he dos israelita', dos representantes
do grande poder da naciloo dinheiro, dos linan-
ceiros, he finalmente dos accionistas do Banco do
Brasil. E cnlilo he pequea potencia, essa que se
basea na famosa alavanca de Archimedes, represen-
Unto de lodos os valores T Cerlamente nao he ; e
eu o previ la na provincia, no auno passado, pois
entend qne o lal Banco, como o crearam, era uma
nova potencia, que uro dia pedera escorar uma per-"
na ao governo. Dexemos reflexes c vamos ao qno
importa.
A assembla dos accionistas enlendeu. ou, para
melhor dizer, uma porso dcstes, que devia reliavor
do governo os 10*, que liveram de dar (para oblcr
acefles) para o calsamenlo das mas dcsi corte. O
hxm. do Paran, vendo a naca com que eram pro-
curadas as toes aescs, entendeu que de\ia eslabele-
cer um agio sobre a venda, que fosse applica.lo ao
melhoramenle lamoso desla encharcada cidade ;
mas os Israelitas, quo nao se afogam em lama, e
nem quebrara as pernas em pedras destocadas do
calramenlo, entendern! que tipham lido perdas e
damnos, e querem uma restilpis-lo formal. O tolum
somma n'uns qualro ceios contos, peu pres, c nao
he pilada que um bom Israelita engaite. Se o ne-
gocio prozredir to-los-hemos brevemente reclaman-
do em proveito do Banco os lucros da agiolagem,
que ha pouco lempo poz muila gcnle de pernas ao
ar.
Foi essa a grande qucslo, que fez apparecer bri-
Ihalnras de direito no santuario das cifras.
E o que dar csse gigante que se exlorce na* do-
res da maternidade".' Um ratrnlio de quatro ceios
conlos, ou a queda do gabinete t Eltes o sabem.
Antes oceupassem sen precioso lempo, sua poderosa
alavanca de ouro, era alguma csperulari de alar-
gamenlo de quanlas ras de catinos, e cannos de
mas houressem, do que em queslfies que tendem a
desacreditar aquelle importante estabelecimento.
Agora tratemos um pone de mim ; pois sei que
lhe intercssa quanto me diz respeilo. <>s diveni-
mentos continuara em grande escala, mas o maldito
spleen, de que lhe dei noticia em minlia ultima, lem
ido em augmento, creio que peto desanimo de nao
poder alachar a paslinha, meu mais subido deside-
rtum ; e por isso lenho estado excntrico aos di-
vertimentos, e concentrado cbmgo.
Deixci osthealros, fugi dos bailes, deserle dos sa-
ines, esqueci-me das gemebundas rola, olvidei os
fulzuranles olliinhos, e al mesmo distrahi-mee nao
pensei mais naquelle vestido prelo, e olhos azues.
a que quera dar uma cora c ura sceptro. Creio que
se assim continuo poda fazer o trio com um doutor
em medicina, que foi pedir licenca a S. M. para
Irajar casaeo militar, c ao Exm bispo para presar o
Evangelho; c oulro em diseilo, que qnz casar rom
uma princeza, nflo de qualqucr cotinha da Italia ;
mas de uma rasa que vinlia cm linha recta dos
Pharas; porm felizmente csse accesso de hipocon-
dra, que me dava direilo a ura coinmodo no ran-
cho dos que pensam mal, desapparcrco, e no dia 3
do corrente fui casa de uma respeilavcl familia,
que sempre.me Ycm allavelmenle recebido, c cm
verdade felicilei-rae de minha lemhranca.
Amahilissimas estavam naquella noile as Ires gra-
ras que habilam aquelle Edn... Vivas, risonhas
espirituosas, pedern laucar cm meu espirito uma
centelha, que o vivilicou c Inrnou capaz de apreciai
e gozar. Um amigo (orara una concertina, qne era
divinamente acompanhada pelo piano, que sob os
lindos e delicados dedos de ama das tres crasas sol-
lava deliciosos sons, que se me inliltr.ivam na alma.
Parece que os sons vibravara em meu coradlo, como
vibrara as corda* de um instrumento acorde com ou-
tro. Mais de meia nolc passei naquelle paraizo, e
sent deixa-lo, como quem deixa a bemaveiitorausn.
Nada ha mais apreciavel do que um concert em
familia. Nada ha mais semelhante ao supremo go-
zo, do que ouvir um instrumento (anuido por uma
mSo nivea e delicada, que traduz pelos sons os sen-
tmenlos de soa ahna. Nada que mais deleite, do
que a conversa de um? joven espirituosa. Ide con-
versar sobre especulacOes cora um asila, sobre pre-
ces rorreles rom un commerriante, sobre deman-
das rom nm advogado, sefbre polilira com um de-
pulado ou^senador, sobre os meihoramentos male-
riaes com ura mioiatro, sobre o qoadrado da hypo-
tnenusa cora um gemetra, sobr equaQOes com um
malliemalico. sobre a constructora do co'rpo humano
com um medico, .obre a guerra do Oriente com um
vadio, c dizci-me ao depois era quanlos minutos nao
tendea as i.alpebras pesadas e boquejaes como ura
Inglez atestado de bi e iohnsberg e erveja na ca--
mar dos communs. Eu declaro que so Uvera
note ao p de mira ura destes reeridos nunca loria
insommas. '
_ Es a rarzao por que passei urna bella noite no dia
o do corrente, e,como essa quizera passar muilas
m irternum.
Mas, dir liguen), o que me imporlam as boas
ou mas noites que passa Smc.".' He bem verdade
que Iho nao imporlam ; porm imporlam-me mais
do que pensa ; e como sou en quem eserevo estou
de melhor partido, nao leia Smc, S. S., ou S. Ex.,
que lhe nao quero faltar com o.lralameulo ; oassirn
hraremos quites.
Eslou quas tendo lentarao de no descrever o
importantitsimo baile, qne deve dar no dia da Glo-
ria o Exm. Barao de Merly, e para o q Al ja uve a
honra de um convite, bem como a pittoresca alin-
da visla do Morro do Castello em uma bella noite de
loar; e por cautela tica adiada a dcscripclo da vista
para asegAuda visita, e do baile para depois do da
II crojjaeileve ler lugar.
i? nal> lcm h*v,a0 espectacnlo variado. O
Exm. D. Manuel fez a ehronica de seus possiiidos, e
o Exm. do larau acrescenlou a ehronica o inven-
tono dos seus. O seu discurso he um bello tratado
de economa. Delle ver o econmico o quo lison-
geiro he o futuro do homem parco, e o perdulario as
runestas consequencias do desregramenlo. Desdo
que o oovi liquei inclinad n parcimonia.
O Exm. Hollanda desenlerrou da poeira uns alva-
ras regios caruuchosos, que determinam que nin-
aucm sobrace uma pasto sem ler feitu inventario.
Essa legislado depe muito contra a moralldade dos'
lioniens polticos do seculo passado, e assaz em fa-
vor dos do presente. Qual ser o homem poltico ac-
lualmenie que nao lenha, por amor de*se vicio per-
dido muito de seus interesses pessoaes? Vmc. con-
sulto a cada um do* que frequenlarem soa livraria
da praemha da Independencia, e vera ae qoe lhe
digo nao he exacto.
O mesmo Exm. senador com as loteras monte
po dos servidores do eslado jogos sobro fundos
pblicos e suicidios quiz compor um discurso,
qoe, quanto a mim, nao seria destituido de interes-
se; embora alguns dos assumptos nao tenham rela-
rao cnlre si. ,
Infelizmente esse almagama ao foi lenttdo. Es-
peremos primera. r
O Exm. vsconde de Olinda disse qne ouvio cla-
mar a conslituicao esla rerida mortalmeule o
paiz cabe era ruinas e vai sepaltar-nos -*- a ficou as-
suslado; mas que indagando a causa da semelhante
espalhafato, soube que provinha de ama autors concedida ao governo para reformar uma academia.!
Lembrou-me o sertanejo', que nunca tendo embar-
cado, na primera occasi.-lo em qoe Uve de viajar,
logo que o vapor largou, e comecou a receber a os-
cilac.io das ondas, correu gritando com todas as tor-
cas dos pulmes-----Palro, patrio, deite o bxinho
para Ierra! Quando elle agora vai dando poupas, o
que far quando lomar a estrada?
A augusta conliuua com as reformas, apezar do
dignissimo Ferraz el pauci, cujos discursos lhe rc-
comraendo.
A calma tem reinado naquella mansao da jnven-
tude; e em verdade os mocos lem mostrado sobra
de juizo, que falta algnres.
A proposito lembro-me da ancdota de nm doodo
do hospicio de Pedro I, que recebendo com mu tas
corlezias um dos niedicos do eslabetocimento, toi por
esto sau lado com as segrales palavras : Dos lhe
d juizo. Juizo! Retorquio promptamente o doo-
do, juizo he uma cousa qae Dees fez pouca e distri-
bu por umitas.'
Emquanlo se Iratoo de -augmentar es allribuic dos juize de direito esliveram os que teem assento
na casa ministerialistas quand meme, logo porm
que se Iratou das incompatibilidades esfriaram uno
ponqiiito. Quando Iratou-se do privilegio do fSro
para os togados, sustenlon-se a conveniencia da in-
dependencia da magistratura, logo porm qae se
aveulou a idea do mesmo privilegio para os chefes
de polica, delegados, ele, corabateu-se, porqae iaiu
ser creados capililes mores.
Sejam l juizes com laes mordamos! Eo nada pes-
co desses negocios, e por isso limito-me a consignar
os Tactos.
O* depulado* do Ro querem lirar um pedaeo do
terreno da provincia de San Paulo; os dignissimos
desta oppoem-se, escudados pelos de Minas, e els
qae surge uma indicaco para divisio da provincia
de Minas, a qne chamara pela bocea pequea Itussia.
Os Mineiros esto empacados cora historia, e
promettem um panno -de toucinho de Santos, nina
orelheira e rabixeira de porco, a quem votar contra.
.0 que perd ? Veja se rae reeommenda aos futuros
eleitores dessa provincia.
Es o que lem havido de mais importante; e creio
qoe nao lie pouco. Antes de coocluir quero con-
tar-lhe duas ancdotas. ._
Um inspector da alfandega, seooa^onsultado por
um dos empregados sobre o* direilt Jima poreflo
de cevadinlia, respondeu com ar' Jral nao
sabe que deve classificar com nw "aVa estran-
Stira ? Oempregado riu-se; ta^ tJlor< iraslo
pergunlour-sedemim?fflrf, ____^rVretorquio-
Ihe o empregado, rio-me da inepcia do eslrangeiro,
que pe era cada carocnho um ponto ucgrn intil.__
Isso he feito por machinas, respondeu o pedante, e
por isso nao d Irabalho.
Oulra. Ha um paiz em que he incompaivel o
exercicio do macislerio acumulado com o de repre-
sentante da nacao; mas um professor, zeloso pelo
adianlamenlo de seus discpulos dava" aula, sem per-
ceber o ordenado, durante os qualro ou seis mezes
da sessao, porque tambem era depulado.
O conselho de eslado, a quem foi abmettda a
questao. decidi, eslava nullo quanto elle linha en-
sioado durante aquelle periodo. Au revoir.
PER1N4MBUC0.
REPARTUJAO DA POLICA
Parte do dia 17 de aaosto.
lllm.e Em. Sf.Participo a V. Exc. qae. das
parles hoje recebidas esta reparrao, consta torera
sido presos : a ordem do delegado do primeiro dis-
Inclo desle termo, Manoel Mendes da Silva, por sus-
peito de ser criminoso de morle ; a do subaeleaao
da rrcgoezia de S. Antonio, o prelo Fabio, escravo,
boheiro de Joao de S Leiao. por ler com nm carro
pisado n um homem, e Raymundo, escravo de Joao
Jos de Carvalho Moraes, para correccSo ; e a do sub-
delegado da freguezia da Boa-Visla, o pardo Aulonio
Manoel, por ferimenlos, e Adi, africano livre, sem
declararao do motivu.
Dos guarde a V. Exc. Secretoria da polica de
Pcrnambuco 17 de agosto de 18o*.Illnj.e Exm. Sr.
conselheiroJosBento da Cunta e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Pairm Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.
DIARIO DE PERUHBDCO.
Chegou hontcm do sul o vapor inglez Haitiana,
Irazendo-nos jornaes do Rio de Janeiro at 9 do cor-
rente e da Baha at 14.
Em conseqnencia de uma repentina mudenca da
atmosphera, que a alguns dias quelites fez acceder
outros de rigoroso fro, experimenton-se feralmente
na corle ligeirns incommodos, e S. M. o Imperador
leve tao bem de solfrer um accesso de febre, que o
levou a cama, achando-se felizmente J livre delle e
em convalesceoca, ao partir o vapor.
i\o dia 1" do corrente foi installada a assembla
provincial de Rio de Janeiro, peto respectivo vice-
presidente, o Sr. barao du Rio Bonito, acuando-se
presentes 30 membros.
A cmara dos depulados elegeu no dia 7 a mesa
que tem de servir aleo fim da presente sessao, e sa-
hirara recleilos os mesmos senhores que a coni-
punham.
Terminou na mesma cmara, no dia 8 a discussao
do arl. 5 do projecto do reforma judicial ia, ficando
a volaroo reservada para o dia seguale.
O Exm. Sr. ministro da justica apresentou cora
elleilo no dia do passado o seu projecto sobre a
reforma liypolhccaria, que damos em oulro lugar
c que foi lemcltido commissao especial de h\-
pothecas.
Por decreto de 19 de julho foi agraciado com as
honras de grandeza o Sr. barao de S. Joao do Prin-
cipe.
Foram condecorado* com a commenda da ordem
de Chrislo o* Srs. captio Francisco Marlins da Cos-
ta Barrse Jeronvmo Jos Teixeira, negociante da
corle.
Suicidon-se all no dia 28 do passado, em uma hos-
pedara, descarregando uma pistola no coraco, dian-
le de varias pessoas, um hollandrz de nome Luiz
Eis, atlribuindo-se a desgostos de amor esse acto de"
desespero.
O thealro lyrico escapou'ullimamentc sorte, que
cm lSl leve o deS. Pedro de Alcntara : uma ten-
taliva de incendio foi descobertae mallogra.la em
lempo. LC-sc sobre esle faci o seguinte no Jornal
do Commercio de 3 do corrente :
O Sr. segundo delegado de polica encontrn an-
le-hontcm noite debaixodo labiado do Iheatro ly-
rico Gabriel Villela, que alli se esconder com o mal-
vado designio de incenJia-lo, temi j pegado fogu,
quando fui descuberlu, a ura monte de cavacos.
Interrogado liaulem sobre as pessoas que o ha-
viam ncarregado daquello maleficio, disse que uao
declarara os nomes dessas pessoas, ainda que o pu-
zessem cm tormentos.
No acto de ser preso, disse ser trabalhador do
thealro ; mas veriheou-se nunca ler alli Irabe-
lhado.u
Conslava na corte que se havia concluido, e ia ser
assiimado o contrato entre o governo inglez e a coin-
panhiade vapores de l.iver|>ol para a coaducsao das
malas. obriBando-se o governo a dar companliia
mclade do porte das cartas, e esla a fazer o ervict>
mensal com regularidade, saliindo os vapores de Li-
verpool no da -i e do Rio de Janeiro no dia Io de
cada mez. O contrato comecar a ler vicor cm se-
lembro.
Em oulro lagar deixamos transcriptas as noticias
relativa a Buenos-Av res e Montevideo.
Na Bahia acaba de crear-so um Banco Hypolhe-
cario, cuja inslallaiao leve lugar no dia 7 do cor-
renle, m uma das salas da praca do Commercio,
proredendo-se a eleicio da commissao que deve orga-
nisar os respectivos eslealo*.
No dia .'i foi roubada, na ra do t'.iqunde, nma
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DIARIO OE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 18 D AGOSTO DE 1854.

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casa calculando-se n ruubu em mus de 4 conlos de
reis.
I.-se no Correio Mercantil de 5 do pastado o
seguinle laclo horroroso.
a Consta-nos que na freguezia de :i. Gonzalo dos
Campos varios iudividuos invadiram a casa de Joa-
quim Ferrcira de Brilo, cidadiio pac Tico, em. procu-
ra riiiiam elle, d Jos Beiro, e como nao aehas-
sem a este, espalharam plvora por (oda a casa,
pro 11 Irrini o .i.inii da mesilla, e ao al irru aliraram
ponas de charuto para deutro, o que causou a ex-
plosao, incendiando a dila casa, do que resullou a
morte de :> filhos do dito Brito, e maii doos escravos
desle. Tambem nos consta oslar pretende o subde-
legado do lugar. O inieliz representara ao gover-
no que nao dsixarn de lomar conhecimenlo desle
escandaloso ficto,
O Jornal da Baha tAo bem publica o seguinle:
Chegodo ao conhecimenlo da polica que na
casa de un sapaleiro, de nome Manoel Heleos, mo-
rador na l'reguczia de Sanio Antonio, eslava encar-
cerada urna pobre criouls e em lal estado que seu
fallecimcnta era inevitavel, pela subdelegara do
Srmeiro dislriclo proce leu-se competente busca,
da pelo subdelegado supptcnlc Francisco Manoel
de Figueiredo: verificando-seo que j polica havia
sabido, pois encontrn-se em um qurrlu sobre urna
marqueza de madeira, envolla em nina velha bec-
r, urna intelii que mal poda dizer o scu nomc :
tal era ji o abalimenlo rail que esluval chama-se
Philppa. Alm de ser privada de alimentos, era
mallralada com pancadas, e anda conserva a cabera
quebrada. Ella linha feilo testamenta, e nellc ins-
litoia i esse Manoel Belens herdeiro de urna casa
quepossuia. Elle em recompensa disso procurava
abreviir-llieos das.
n He esta a segunda viclima coudemnada por
lal forma, e que a polica conseguio arrancar do
poder do algoz. *
COUIMIDO.
Alada as ordena rtllfloias, o correspondente
do Jornal do Commercio.
Ainda que a verdade converla-se
em motivo de eseapdalo, nasea o
escndalo, e diga-se a verdade.
S. Agottinlio.
Dcvendo salisfazer o promcllido no uosso ante-
rior artigo ao Sr. correspondente de S. Paulo, o
qual tai inserido ueste Diario de 9 do corrente,
h. 181, releva preciirhcrmus o proposito que fize-
mos de, com a tenacidade das nossus forras, algu-
na cuasi dizsrmos para repellir m dialribes, e
vagas declamaces enderezadas s oreens religiosas.
J haveodo o publico a'preciadn c condecido as
pscdas-proposir/ies que avancou aquello correspon-
dente, pelo que demonstremos de seren as ordens
religiosas uteis, e prestaveis humanidade, i igre-
ja, resta-nos smcnle indicar a prestabilidadc deltas
ao eslaclo ; e he pois o que pastamos a eviden-
ciar.
Os religiosos em lodos os lempos, em todas as
occasiei nao s preslaram-se na cullura da vinha
do Senhor. lim principal da sua in-tituir.ui, como
tambem necuparam-se oo que era concernente ao
throno, pelo que furaoi sempre credires de muilos
encomios, mcrcs e privilegios generosamente li-
bcnlisados por diversos soberanos.
Foram os religiosos que muilo roa Ijuvarara para
civlisocao doa>selvagens, logo depois da descoberla
do Brasil.
No anuo de 1549, seis missfouarios jesutas ve-
ram na expedido enviada de Lisboa, por ordem
do Sr. I). Julio III, sendo governador geral Thom
de Souza, com o designio ile eslabctacor no Brasil
ama nova administraran, e fundar a cidade da
Baha, habilada enlflo por aquelles Indios; e s
a presenta desses varetas apostlicos dirigidos pelo
seu superior o padre Manoel de Nohrega, foi sufli-
ciente para faze-los abracar religiao, respeitar as
autoridades, e mover-lhe os scus coraees.
Taiiin zelo mostraram na oonvcisao daqoclics
Indios, na sua educarlo civil e religiosa, e tantos
valiosos serviros prestaram esses rtissionarios ao
estado, nessas eventualidades, que a historia do Bra-
sil a respeilo diz :Sao era tem grimdei diffieul-
dadet todos o instante* renascenle* que o mis-
rionartot conseguiram converter aigumas tribut.
rida edificante dente* padre*, e obre tudo *eu
incantacel zelo pela propagaco ao ecangelho,
produziram grande effeilo entre ot elvagens, que
attruhido* pelo e.rempto, sahiam do.i bosques para
sugeitar-se a direcro do* Jesutas.
Acompanliarara ao governador geral Duartc da Cos-
ta, successer de Thom de Souza no auno de I W.
dezeseis jesutas, enlre os quaes se distingua Jo
de Anrhiela pela sua reconhecida Ilustraran, e
raras virtudes: leia-se a historia do Brasil pelo ge-
neral Abren e Lima, no lom. 1. f. 00 a 67, se
conheccr o qsja aludimos.
nuando os Tfollandezes invadiram o Brasil, que
serviros imporlantissmos nao prestaram os religio-
sos ao throno? Fr. Manoel do Salvador, Eremila de
,S. Paulo, de Porlugal, achsndo-se no logar de
Porlo-Calvo (em JaAambueo; nuan lo cise Irovilo
medonho rih
penhou a car/
nssicnaladi'^
insepasavef
cncarava
1637, e ni?
pelos Indios
>r aquellas reguo-, desein-
1a emloda a nua plenilude:
manitlade moslrou quando
de Jeito F'ernandes Vieira-,
quellas Iriiitcs srenas ea|
caa+i lanas loslilidadcs, jir
as: vide o exeellente elogio
lecido pelo autor das memoro-as hislorcas de Per-
namboco lom. "2." f. 41.
Os mesmos servidos prestaram ao es'.ado, frei Joo
da Kessurreioao, bencdirlino, eos jesutas Francisco
de Avilar e -Joo de Menrionca, deslinguiram-se
sobre manelra neslas conlinuas gueiras, ora com-
batendo, ora confessando, ab.olvrnd os moribun-
dos, e sempre acorocoando a todos.
Se o piedoso monarcha 1). Joao IV deseja Ir.in-
quillisar os llollandezes com o Brasil, e deixa-los
na posse das provincias j conquisladas por Jo0o
Fernandas Vieira, foi incumbida esta nobre com-
missao aos padres jesutas Manoel da Costa e Joao
F'ernandes, como se collige das raeiimas memorias
histricas riladas; em, summa, a :ivilisacSo dos
Indios do Para, Maranhao, o de onlras colonias e
aldeias do Brasil; alguns estabclecincnlos magn-
ficos qne estilo patentes, Indo se dtve aozelo ar-
denle dos missiouarios jesnilas, e oulros varoes
apostlicos.
Toado aqoelle mesmo soberano na reslauracao
.de 1840 negocios de alta importancia a Iralar com
a Franca e Hollamla, reveslio de poderes neces-
arios a nm capuchinho frei Francisco de S. Agos-
linho de Macelo e o jesuta padre Antonio Vieira,
c com tanto zelo, inteireza c engenho desempe-
nliaram essa honrosa missao que o primeiro con-
seguio o reconhocimenlo da Frunca, apressou
talvez a paz dos Pyreneos; e o secundo obleve a
coufirmaejo da allianra da Hollamla rom Porlu-
gal, e um empreslimu consideravel. Eis-aqui os
frailes j sendo grand.es diplmalas, e fazeodo cx-
cellenles tratados '.
0um porianlo qui/.er ler cabal conhecimenlo
dos importantes serviros dos religiosos prestados
ao lliroun lusitano cm differenles pocas e eircums-
lancias, compulse o primoroso livro j* filadoor-
den* religiosas de Portugal por Pedro Dini:
e fieara plenamente convencido deaa verdade que
so poda ser contestada pelo Sr. correspondente de
S. Piulo.
Nao serSo porvcnlura esles yalio-ws servicos dos
religiosos ama pura adhcsAo ao throno, urna von-
lade sempre disposla para occorrer em todos as
crises, e quando urgente necessidadt; exige seus sa-
crificios'.'
Negar islo, lie o mesmo que nJo ver a claridade
dos rios solares !
Para provarmos concludenlemene a nossa asser-
cao, passamos com mais cspcciald.ide a apresenlar
os foilos gloriosos que cm difirenos oppurtunida-
des bao desempenhado as ordens regulares cm prol
do estao ; valendo-nos para ist cm grande, parte
os fragmentos de um opsculo, cojo ttulo pelo scu
estado'de dilaceraran, uo podemos descobrir:
Ei-los.
Tocando primeiramente nos religiosos de S. Bnto,
diremos, que elles sempre dignos d encomios, em
168 preslarain-sc com muila esponlaneidade, e
ronIrihuiram o gado e provisoes necessarias para
a armada que fra restaurar o reino de Angola.
No governo de I). Pedro Mascaienhas, tratando
de tomar-se precaoroes contra a invaso dos llol-
landezes em 1667, o mosteiro de S. Beulo concor-
reu com qualroccnlos animaos vaceum e ea\aliar,
e os seus escravos oceupados no servico das fortifi-
carfles.
-* Pjuilo do soperintcndenle Seliastiao Lamber-
le, cedeu a congregarlo benedictina asierras que
jwssuia na Ilha Grande, para conslruir-se um ar-
senal, t assim lambem toda a madeira precisa das
mesmas Ierras, ella minisiroii para se fabricar urna
fragata denominadaMadre Dos.
No anuo 1696, o mesmo mosteiro fez dcac'io ex-
pontaoei ao estado, de todo o terreno em que est
coliorailo o arsenal de marinha.
Para a defensa du cidade do Rio de Janeiro, in-
vadida segunda vez pelos Francexn; no anuo 1711,
o mosteiro de S. Benlo se houve com i maior di-
ligencia o generosidade possivel : ns escravos da
fazenda servram na conslrocrao de Ires reductos
em os quaes montou-sc toda a artilliaia de ferr
e bron/.c, oomluzida pelos bracos c gente do mes-
mo mosteiro, dando este o necessario provimento
para_ tres companhas -da armada, e a quanlia de
1:.>7.V-6>i r., como se ve das memorias histricas
de monseohor Pizarro, lom. 1. p. 123.,
A Ilha das Cobras propriedade co dito mosteiro,
fot por elle cedido a cora para se fabricar a for-
taleza, e servir de defensao a cidade c seu porto.
.Na construccao da nao ,S". .Sehaitio, concorreu o
mosteiro com a madeira que Ihe foi possivel dar
das mallas da sua fazenda de Iguassii.
Por caria do senado da cmara de 1i dcselem-
bro de 1/43, foi rogado ao mosteiro para abrir urna
ra desde a dos Qoarleii, al a da Prainlia, qual
foi levada a efleilo, e edilicou em ambos os lado
sclenia moradas de casas, c liem ,-issim complelou
no auno de 174.) a ra denominadaBecco doscai-
xcirosdesde a dos Pescadores al a Prainlia, re-
sultando denles servicos -grande commodidcle pu-
blica pelo aperreicoamento que levo a cidade ncsle
lugar.
Na ii-opriedade da ra de S. lenlo do mesmo
mosteiro, acantoharam-se por muilo lempo varios
regimei los, lano da rielado, como de Minas, resul-
tando total ruina,dos ditos piedios, ile.ni do prejuizo
na privarao de seusalugueres.
O mosteiro de S. liento desde sua fundaran fo
sempre seguro al vergue dos govern (dores quepas-
si por S. Paulo, Mina, Gcyil, Mallo-firosso,
e Umbero de muilos bispos porluuew e ealran-

geiros. Em 1808 foi o mosteiro.....asjlo a muilos
Porluguezcs une de Lisboa emigraran] seguindo as
vicissiludes da real familia, e para aceommodac.ao
da qual, > congregaco beoedlcUna empregob toda
a sua solicitude, fazendu trabalhar lodos os escra-
vos carpinleiros e pedreros as obras do Pico.
- Foi nessi poca que estes religiosos aprescutaram
extrema philanlropia e vercladeira hospialidade que
deram aos leaes vassallos do Sr. I). Jo.lo VI ; por-
quanto, luyendo oceupodo lodos os commodos do
claustro, suas dependencias, allugaram casas para
hospedar a oulros, a que liio bem deram acolhi-
niento ; e todos sera excep^ao, arliaram da parle
daquclles religiosos a maior candura, plena urba-
uidade, e franca provisao durante aquella residen-
cia ; previndo dab os graneles elogios que pres-
Isram esles commeusaes quelles scus bemfei-
tores.
A familia real percorrendo varios sitios da corle
da Bio de Janeiro, cm nenhum achou tanta coni-
modidade como na ilha do Governador, as casas
do mosteiro, o qual dispendeu tantos mil cruzados
na edificacilo de nm palacio, c promptificarao de
tudo quanlo era necessario para dignamente rece-
ber ao Sr. L>. JoSo VI, c suavisar-lhe as fadias do
sen goi er no supremo.
No mesmo mosteiro se hospedaram os ofliriaes
do balnlhao n. 15, durante o lempo em que elle
estove destacado na corte. Creando-se a acade-
mia de marinha, f0 pedida a rasa de hospialidade
do referido moslciro, para so iiistalarem as aulas
respectivas.
Se al aqu lem condecido o,Sr. correspondente de
S. I aulo, os valiosos servicos prstanos pela congre-
garao benedictina ao estado em dillcrentcs pocas,
hcara sem dtrvida hoquiaberlo, quando souber da
generosidade que esles religiosos demonstraran] em
prl da independencia do imperio do Brasil. Ad-
mire-te, e convenca-se. (Juando e echo dessa re-
volurao inesperada sou por alguns lugares do glo-
bo habitado, e repercuta nos saloes daquellc recinto
religioso, he nessa opporlunidade que os benedicti-
nos sobresahiram a lodos os proprietirios. Espont-
neamente deram liberdade a 18 dos cus. mclhores
escravos pardos para assenlarem praca, e irem coad-
juvar .niele/., da palria, e propugnar*pelos scus mais
sagrados dircilos ; franquearan as suas fazendas ;
oflerecerain os escravos, gado, c ludo que as mesmas
pcrlencia para 13o juslo fin. Concorrcram em to-
das as contribuirles pecuniarias ; deram a quanlia
de MOf rs. para ajudar a conslrucrao da fragata .V-
theroy ; subscreveram paravinle airoes mensaes pa-
ra a marinha nacional e imperial; ministraran] todos
os commodos ncressarios para os estraugeiros que
primeiramente chegassem para o servico do imperio;
em summa desde 1808 principiaran! a subministrar
grandes porroes de lijlos c lelhas para., edificacao
dos quarteis do campo de S. Anua. /
No auno de 18ii depois de tantos lacrilicios vi-
ram-se os religiosos as cirrunvlaiicias de sabir do
seu moslciro para nelle se aquarlelarem doustiala-
Ihoes de estraugeiros, que depoisToram substituidos
pordous nacionaes. de Miuas ; os quaes all se'con-
servaran) por lougo lempo.
No anuo de 1828 a congregaco benedictina ofler-
lou 1:6008000 rs. para suavisar as despezasduplicadas
da guerra do Sul. Creando a academia jurdica
em Oliuda, fo o moslciro de S. Bento, que cedeu
parte dos seuscommodos para ah se instalar, aquel-
la funecionou desde o anuo de 1830 al 1842 quan-
do se Irausferio para um edificio proprio.
Esles servicos sao por cerlo os mais importantes,
c conslitucm plena, e enrgica demonstrarlo do
quanlo essa ordem se lem prestado, sendo que tan-
tos feilos generosos jamis poderao ser obliterados da
historia palria.
Basta de fallarmos da congregarao benedictina, e
pnssemosa dizer alguma cansa acerca da ordem car-
melitana.
Omillindoaqui os relevantes serviros prestados ao
throno, na lernvel epidemia que no*auno de 16!
ceifou muilos dos habilaules do Kio de Janeiro, e de
cuja caridade receberam os religiosos do soberano
os mais subidos encomios, como j demonstramos
no uosso antecedente arligo, apenas dovemos recor-
dar que o convenio do Carino do Kio de Janeiro no
annode 1801, deu para urgencia docslado a quanlia
de L:000aOUO rs., c bem assim fez ao governo, no au-
no de 1802, lloaran dos alugueres de 2lproprieda-
dcs, sendo ."i de sobrados, oceupadas por dous regi-
mentos de Minas, pelo espado de 16 mezes.
Esse mesmo comento moslrou grande espirito de
fruterndade, sustculando '4 religiosos llcspanlioes,
3ue por ordem do governo linham vindo a capital
o imperio.
Reiteradas vezes M religiosos se predaram de bom
grado ao oslado quando driles tem exigido seus la-
bores c coadjnvaroes. Por mais de S annos, o cou-
venlo carmelita forneceu graluilameule inadeiras
das maltas da fazenda Macacu' para as obras do ar-
senal de marinha, assim com o gado da sua fazen-
da em Campos, requisilado pelo mesmo arsenal, pa-
ra o deposito cslabelccido cm Cabo Fro.
Concurren por mais de Ires anuos, com escravos,
carros, animaos de suas fazendas para lortificacoes
de Scpetiba.1 Emsumma.no anuo de 1808, quan-
do o Sr. 1). Joao VI locava as plagas do Rio de Ja-
neiro, entregaram os religiosos o seu bello conven-
io, e groja, para fazer parlo do Paro de S. M., c
eapelli imperial; passinde-se cntao para o hosaSclo
dos harbadinhos, e dciiois para o seminario da lApa,
cedido por S. M., ondo mellioraram de toral, pf -im
nao do convenio, cuja desacuiiniodarlo i-'mliau-s
grandes sonimas de dinheiro, c at na' roedificaPrda
igreja, c oulras obras de palpitante nercssiJade.
Nada cerlamcnle abala a convicrao de qualqner
individuo que orgulha-sc do seu scepticismo, do
que os fados, ou provas rrefragaveis, e s por esses
meos abrem m3o do sen siuislro proposito. Ah es-
lo poderosos Icilemunhos que fallam a favor de
ordens religiosas. Bem poucos sao os claustros do
imperio, ou quasi nenliu.ni que ato tenham-se pres-
tado ao governo, ou o governo servido-se delles
quando urge necessidade.
Em lodos (cm-se collocado diversos cslabeleci-
mcnlos, academias, lyccus, bihliolbecas, seminarios,
casa de exposlos, e a servido por lempo de aquar-
telamcnlo de Iropas, e anda boje alguns desses
clauslros eslao privados de scu commodos ; c aquel-
les mesmos convenios, cujos religiosos se despojaran)
servem boje de estabclerimenlos pblicos, ciiis, e
ccclcsiaslicos, e oulros ramos de adtuinislrarao.
No el.mi.ir., em que residimos podemos asseverar
que desde 1. de junho de 1817, ale 1812 consecu-
tivamente foi oceupado com (ropas, hospital militar
de caridade clyccu ; que durante o lempo que alii
esleve o hospital militar, o convento preslou dous re-
ligiosos que serviam de capellaes, sem oulro venci-
menlo mais do que a rarJo que conceda o rcgala-
inenlo do ine-ino hospital ; qi.....adl percebia o re-
ferido convenio para guixamento da adminislrarao
do Sacramcnlo, e uem das sepulturas para os que
perecalo no mesmo hospital : tambem olfertou gra-
luilamenle os vasos c utenciliosde sua botica, c esta
liorna para o serwc/j do referido hospital, ebem as-
sim o seu ccmilerio para a inhumarn dos cadveres
do hospital de caridade depois mesmo de se ler
transferido do convenio, al o da em que abrin-se o
cemilerio publico. Da mesma formo, o convenio no
anuo de I89 cedeu de bom grado ao governo um
dos bellos terrenos que possuia, pora se construir a
casa de dcleucao, e oulras obras publicas : ollicio
da presidencia de 27 de novcmlirn desse auno.
Igual generosidade tem pralicado a ordem serfi-
ca ao estado, quando cedeu o convento da provin-
cia de S. Paulo, para se eslabelccer o curso jurdi-
co, onde boje ainda se ada ; assim lambem o con-
vento da ilha do Senhor Bom Jcsus, para as infla*
de c?rdade, pelo lempo de 20 anuos, por ordem do
Exm. Sr, Euzebio de (ueiroz, quaudo em 180 era
ministro da ju-Ih a.
Em sunirua Iratnr-se de urna maneira ainda que
svnopica, dos immensos e.honrosos servicos presta-
dos pelas ordens religiosas para com o Ihrono impe-
rial, seria por cerlo abusar da indulgencia de quem
nos ouve, e lomar o nosso artigo em extremo pro-
lixo.
Ainda observaremos ao Sr. correspondente de S.
I aulo, que se leu os relatnos dcste anuo dos Exms.
ministros do imperio, c juslica, deveria ler vislo, o
primeiro, declarando que os religiosos franciscanos
da corle, cederam parte de seu convenio para Irans-
ferencia do archivo publico, ibi o governo conse-
guio dos religiosos franciscanos, no* quaes enon-
trou a melhor disposieo. urna parte do seu casto
concento do morro de 8. Antonio, e o segundo
declara com expresses*ingenuas, os servirlos dos re-
ligiosos capuchinhos prestados ao esfadoe a religiao,
jimiJiitaeiiinsiifeariii iuleulos perniciosos em
I no d Albo, e oulros lugares revollados da provin-
cia Conlinuam f.diao ministro ) estas religiosos
aprestar bom serviros religiao e ao estado, ron fir-
mando por constantes proras de piciade e dedica-
co, a con flanea que o poce Ibes consagra ; ainda
no auno prjimo pwsado sua patarra prestigiosa
concorreu muito em Pao (f.llho, Nazarelh, e Li-
moeiro, para prevenir os decaneivs que a credul-
dude nesses lugares no auno 18 >1 proiluzio.
De duas urna, Sr. correspondente de s'. Paulo, ou
os Exms. ministros falluram a verdade quando desla
forma se exprimiram, ou o Sr. correspondente o fez.
quaudo disse que os religiosos Ao boje nutrs e im-
prestaveis !! Nao pode caber aos Exms. ministros esla
pecha, porque invcslidos como sao do carcter olli-
cial, inspiram plena conanca, para nao alear as
suas poderosas yozes no parlamento brasileiro, trans-
millindo-lhes falsas informarnos; logo nSo he de
rrer que uisso haja hiprbole ; e couseeuuitemcu-
Ic he comesinho que o Sr. correspondente arincan-
do taes prnpnsiers ou antes paradoxos, si qu/. in-
culcar ante o publico, que su elle linha a p;e.I doli-
da le que lodos recoulieccm nos religiosos ; e simul-
lancamenle adulterar a \erdade de maneira acrimo-
niosa ; mas em balde o fez, porque a verdade he
corno o sol que o ecl> pse pode escuracer, porm nao
aniquila-la ; ou segundo o punsamenlo de um gran-
de escriplur, he ella como a curtir que por mais
que se procure mergulhar nagua, vem sempre a
sua superficie, e apparece.
Parece-nos, o que temos dito ser bstanle para
que o publico ivalie devidamenlc o valioso presumo
aas oriiens religiosas para com humanidade, igre-
ja. e i nono; e-o Sr. corrcspondenle leudo esle nosso
escr i pt despido do cloquencia, mas dictado somente
pelo amor da verdade, e pureza de consciencia, hade
convenecr-se de que foi sobremodo injusto quando
vof.ferou contra urna corporacao que talvez nenhum
aggravodella lenba receido; dcvendo cutretanlo
lerabrar-se que a calumnia sempre he urna anua
miserayel que so pode servir ao ente r icioual guan-
do queira apunhalar a repatacao albeia.
Nao ha (diz o conselheiro Bastos, em seus discur-
sos religiosos) paixao mais baixa. mais depravado
goslo queu da maledicencia. Elfeclivamenle; con-
tra ella, as sagradas lettras se prouiinciam rom loda
a energa, O Ecclesiaslico compara a lngoi ilo
maldizenle, serpeule que morde sem estrepito,
(cap. 10 v. 11).; e o proplicla rei exprime-.o de ma-
hcira espantosa; chama a sua garganta um sepulcro
aberlo, que aperonhase occulla debaixo de scus la-
bios. Pealen. 13 v. 3.
evemos, rccoinmenda o cdigo sagrado, ler com-
medimenlo no fallar, tratar e obrar ; porque as
mais leves censuras, ainda mesmo proferidas por
mero passalempo e dislrarao, sto sempre palavras
salgadas para o nosso prximo, e d tonas ellas, di/,
o evangelista, que prononciarcm es homens ; darao
estrellas contas uo dia ultimo. Dico autem vobis,
noniam omne rerbumotiosum, quod locuti faerinl
mines, reddent rationem de eo in die iudicii.
Basta. '
Concluimos nossa tarefa .segurando a maneira
urbana, e generosa com que os Srs. Redactores des-
le bem conevituado Diario, receberam e deram im-
nediala piihliridadc ao primeiro, e este nosso cs-
criplo, e sobremodo penhoraram a nossa gratidao.
Fr. Lino do Monte Carmello.
PIJLICACA A PEDIDO.
Na revista civcl cutre partes Jos Thoniaz dos San-
ios, c o recorrido Luiz Antonio de Frc:las, que ver-
sa sobre a falsidade da procurado, com que ljcrnar-
dino Ferrcira Mendes por parle de Frcilas xendeu a
Jos Thomaz dos Santos os bens existentes ni cicla-
do da Babia, nao se pode juntar a senlcnca, que
condemnou a Custodio Luiz Carneiro por haver tur-
lado a firma de Antonio I.uiz de Freitas de accordo,
e combinaran com o dilo Bernardiuo Fcrreira Mon-
des, para fazer-se a procurado falsa, em'virludc da
qual Mendes se consliluio procurador, e fez a venda
dos bens, de cuja nullidadc se [rala, e como esta
scnleiicn poc em evidencia a falsidade da procura-
cao, vamos publica-la de verbo ad verbum, leudo
sido cxlrahida de documento aulhenlco, segundo
declara a seguinle certidao.
Joao Baptisla de S, cavallelro da ordem da Bosa,
labrlli.ii publico de nottas ncsla cidade do Rccife
.de Pernambuco eseu termo por Sua Mageslade o
Imperador oSenhor I). Pedro II. que Dos guarde
Certifico ser o theor verbum ad verbum da senlen-
ra, verba do sello, recouliecimciitos dos labclhacsde
Fafe, da cidade do Porto, e do vice consulado da
mesma cidade, que me foi por parle do procurador
do supplrantc aprcsenlada em un cerlid.lo origi-
nal paseada pelo cscrivao e tabetlUo do juizo de di-
reito da villa e comarca de Pife Joao Bernardiuo Ro-
drigues Dourado, da forma'e maneira seguate. Vis-
tos estes autos etc. He acusado pelo delegado
do Procurador regio desla comarca o reo Custodio
Luiz Carneiro de haver-se apresentado no dia 3 de
abril de 185l.no carlorio do ex labelliao Jos Ricar-
do Pereira Leile da Rocha com o supposlo nome do
queixoso Luft Antonio de Freitas, lingindu-se este,
all oulorgou c assignoa em nome do dilo queixoso
urna falsa procurarlo ao coreo Bernardino Fcrreira
Mendes desla villa, na qual Ihe dava lodos os pode-
ros necessarios pira receber na cidade da Babia urna
avullada heranra perlcncenle ao predito Luiz Anto-
nio de Freitas por fallecimenlo de seu fillio que li-
nha naquella cidade da B*hia. I)erende-sc o reo
com a materia da sua contraiiedade allegando que
foi Iludido e engaado pelo coreo Bernardino Fer-
reira Mendes, que foi sempre homem honrado, dos-
appegado rio alheio c desmaliciado, sendo por isso
fcil cm ser engaado pelo dito coreo Bernardino, e
fiualmenle que o fado quando mesma exislisse nfln
he crimiuoso. Examinados os autos, e rcsposlas do
jury aos quisitos proposlos moslra-se que o reo se a-
prcsenlou no dia 3 de abril de 18T>1 no cartoro do
escrivaoe labelliao que foi do exhorto juizo ordina-
rio desle julgado Jos Ricardo Pereira Leile da Ro-
cha, ligurandu-so ser o queixoso Luiz Antonio do
Freitas para oulorgar e assiguaruma falsa procura-
(lo ao coreo Bernardino a lim desle receber urna he-
ranca na cidade da Baha pcrlenccnte ao mesmo
queixoso por falecimenlo de um lilho que linha na-
quella cidade, que para isso na noile do dia 2 do pre-
diclo mez esleve em casa do coreo Bernardino a a-
preuder a imitar a assignalura do queixoso, e tudo
com o malvado intento de reparlirem enlre ambos
aquella avullada heranca para o quej effectivamen-
te linham feilo um contrato ; moslra-se finalmente
que o reo oulorgou e assignou aquella falsa procu-
radlo ao coreo Bernardino com poderes para esle na
Bilhia receber a dila heranra ; c desla maneira fur-
lar ao queixoso quanlo seu bom lilho Ihe linha dei-
xado; e porisso udolia tluvida que o reo se achava
incurso na pena da ordenarlo Hvro \fi Ululo 53
S nico, pena esla que ,lhe nao pode'scr applicavel
em vista do disposlo no artigo 70 do cdigo penal,
visto que a do arligo 216 do citado cdigo he a que
Ihe corresponde por ser menor do que aquella. At-
tcndrnriirpois a que no cdigo penal no arligo 216
numero 2, dispoe o seguinle: Sur.i cumlamuado a
ir.ib ilbo- pblicos temporarios aquelle que dolosa-
mente e rom intenrao de prejudicar a outra pessoa
ou ao estado, cociimelier porqualquer dos' modos a-
baixo declarados falsilcaro a qual cause ou possi
por sua nalurcza causar prejuizo e no numero se-
gundo Fazendo nos dilos documentos alauma
falsa assignalura ou supposirao de pessoaAllcn-
dendo fiualmenle que o reo se (orna digno de exein-
plar castigo que sirva de exemplo aosoutros, e a que
uilo a menor allcnrao, o allegado nos ullimos arti-
gos de sua conlrariedodc julgo procedente e pro.
varia .i o.-i ii-ae.io c condomu) o roo Custodio Luiz
Carneiro em 'J annos de Irabalhos pblicos e as
cusas e sellos dos aillos, a arbitro do advocado que
o defendeu a quanlia de 75200 rs. que entrar em re-
gra de cusas.
Palie 5 de julho de 18",i. Luiz Antonio de Mu-
raos e Amar.il. Numero330,'no livro competen-
le asfollia vinte e sele pagouses ceiosenoventa rs
de sello e addcionoes de 33 meias follras de papel
apuntadas nos nmeros cima. Fafe 21 de abril de
IS-)i. O cscrivao de fazenda Sarment.O rece-
hedor Olivcira Pcixolo.Reconhero as assignaturas
supra e razo dos cscrivaes rio juizo'dc direito da co-
marca de Fafe Joao Bernardino Rodrigues Dourado
e cscrivao Pereira Leile. Guimaraos > de abril de
IS-n.-Signal publico.Em lestcmunho de verdade
o labeliao Francisco Jos da Silva Bastos.Reconhe-
coos signaes do labelliao retro. Porto 27 de abril de
I8.)i.Signal publico.Em lestemuuho de verdade
Jos Pereira Marlinho. Antonio Joaquira Pereira
de Filia subdito, e vice-consul do imperio do Brasil
uesla cidade ele.
Cerlilco que a assignalura supra exarada he a
propria e verdadeira do labelliao desta mesma cida-
de Jos Pereira Marlinho. Dada sob o sello das
imperiaes armas desle viceconsulado no Por-
to aos 28 de abril de 18-Vi. Anlonio Joaquim Pe-
reira de Faria.vicc-coiisul. Eslava o sello com
as armas do vice consulado.Pagou um peso forte.
E nada mais ss conlinha cm dita senlenca, sello dos
autus, reeonlieeim -nlos dos labeliaes, e do vicc-con-
sul, ludo aqui bem e fielmente copiado da propria
certidao original que me foi apresenlada por bem
co despacho retro proferido, que est sem cousa que
duvida tara: a cuja certidao original me reporta cm
poder do apresenlanlc ao qual eiHreguci depois des-
la conferida c concertada na forma do eslilo rom ao
ollicial abaixo subscripta assignada por mim labcli-
liao nesla cidade do Rccife de Pernambuco aos 17 de
agosto de 1R>i.Subsrrevieassigiiecm tcstemunho
de verdade./ocio Baptisla de S.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 17 l)E AGOSTO AS 3
HORAS DATAAOE.
Colarnos olliciaes.
Frele para Liverpoola '. d. por libra de algodao.
ALFANOEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 16.....6:929-5392
dem do dia 17........12:799J.'>77
99:728969
Descarregam naje 18 de agosto.
BrigiieporluguezLaia //diverso gneros,
Patacho porlugucz/.usi'/ano cal, hlalas e ce-
blas.
Brigue inglczAun Polermerendonas.
Importacao'.
Brigue nacional /uno, viudo do Rio Grande do
Sul, consignado a Amorim Irmos, manifeslou o
seguinle:
9,8I) arrobas carne, 9(i ditas graixa em beclii-
gas, 34conros seceos ; i ordem.
Vapor Imperatriz, vindo dos portas do norte, ma-
nifeslou oseguinle :
1 raixole ; o Exm. presidente da provincia.
42 rolos salsa; a Manoel Alvcs" Guerra J-
nior.
1 dilo ; a Jo Joaquim de Olivcira.
18 dilos ; a Branriao & Diogencs.
89 ditas ; a Machado rS; Pinlieiro.
1 encapado ; i Jos Calaudrino de Azevcdo.
1 pacole ;a Nicolao Bruno.
1 cmbrlho ; a Vaz^ Leal.
1 pacole ; a Filippedc M. C. da Fonscca.
2saccas arroz; a Manoel Joanuim Kamos c
Silva.
1caixae2 barricas; a Domingos Alves Ma-
llieus.
45 rolos salsa;a Jos Baplisla da Fonseca J-
nior.
1 caixole; a Manoel Joaquim Piulo Lima.
1 paneiro ; a J. J. Voule.
1 sacca arroz ; a J. A. Cintra da Silva.
1 raixole ; a J. Martins Di.
2 paneiros c 1 pecte ; a Jos da Silva Heves,
t encapado ; a Carlos Augusta da Conccieao Ri-
beiro.
1 dilo ; a Bernardino de Sena Silva Cuima-
raes.
1 caixo ; a .Manoel Gonralves da Silva.
1 pacole ; a emardino Gomes de Caivalho.
1 caixinlia ; a Francisco Mamede de Almeid.
1 alacho porluguez Lusitano, vindo de Lisboa,
consignado a Jos leueira Bastas, manifeslou o se-
gumte :
1 caixotacom 1 tnica, el cinta de gorgurao
bordados de ouro, 2 borlas de dilo, I manta azul
de dito, e damasco roxo ; i Joaquim Ribeiro Pon-
tes.
20 barris chouricas, 30 ditosloucinho ; a Machado
i\ Pinheiro.
800 molhos sebolas, 100 canastros batatas ; a
Francisco Antonio Rosa.
300 barris cal em podra, 1,083 molhos sebolas : a
Jos Teixeira Bastos.
1 caixotc com I retrato; a Joaquim Bipiista Mo-
reira.
100 barris cal em pedra ; a Ballhar A Oliveira.
."lOcanastras btalas ;a Palmeira & Bellr.lo.
1 fardo los de lindo ; .1 Jos Pires Ferreire.
200molhos sebolas ; a Manoel Pedru Caparira.
1 barril ynrr4/>e 1 dita vinBgre ; a Jos Alexandrc
Ribeiro.
I gaiola rom 12 canarios, 1 cpocira com pouihos,
1 dita roiriiius. 1 carneiro e4 gansos, 1 galo, 1 con-
deca maees, I dila marmelada ; a ordem.
Galera porfugueza Margarida, vinda de Lisboa,
consignada a Amorim Irmaos, manifeslou o se-
guntc:
87 pipase 163 barris viuho, 10 dilos paios, 10
dilosehomicot, 1 lalacom damascos, cbrasele pa-
Ihela de ouro; a Thomaz de Aquino F'onseca & F'i-
Ibo.
199 podras de moinlius de mao ; a Manoel do Re-
g Lima.
I caixa impressos ; a Miguel Jos Alves.
1 caixa impressos, 4) barris viuho, 3 pipas vina-
gre, 4 meias ditas dilo; aNovacs & C-
32 pipas, 6 meias ditas e 19 barris 'viuho, 1 caixa
estampas'; a Manoel Joaquim Ramos c Silva.
22 barris viuho ; a Jos Marques dos Sanios A-
guiar.
2 asilas coebins de linho e larigas de algodao; a
Domingos Alves Maibeus.
1 caixa livros; a Iguacio Francisco dos San-
ios.
5 fardos drogas ; a Anlonio Pedro das Neves.
1 caixa drogas, 1 dila v 1 lio-; a B. F. de Souza.
100 barris cal ; a Ballhar & Olivcira.
."1 fardos e 1 caixa drogas, 3 dilas vidros ; a J. C.
Bravo.
2 barris viuho ; a Luiz Antonio de Siqucira.
10 caixas hlalas, 1 pacole luvas, 10 caixas so?
bolas ; a Francisco Alves Monleiro Jnior.
1 caixole obras de prata. I dilo com 2 bacias de
rame ; a Manoel do ascimcnlo Pereira.
2 fardos drogas ; a J. Soum.
2 ditas c 2 caixas drogas, 2 dilas vidros ; a Morei-
ra ik Fragoso.
2 barris e3 caixas drogas ; a V. J. ele Brilo.
2 fardos peneiras de rame ; a Bernardo Jos da
Cosa Valenle.
8 caixotes candieiros de lalao, penles de chifre e
palilos, ."MI barris cal ; a Benlo Candido de Mo-
raes.
137 barris loucinho, 40 caixas sebolas, 50 canas-
Iras batatas; a Francisco Scveriano Rabello & Fi-
II10.
12 barris azeile doce, 2 caixotes man ; a Policar-
po Jos l.nv lie.
15 barris azeile doce, :10 barris choiiricos, 40 dilos
loucinho, 60 caixas b.lal -. 8 pipas e 10 barris vi-
uho, 30 caixas sebolas, 34 barris vinagre ; a Luiz
Jos da Cosa Amorim.
6 caixas rap, 43 barricas cal ;a Oliveira Irmaos
& Companhia.
7 pipas e40 barris viuho, 50 caixas batatas, 635
molbiis sebolas, 1 gaiola com 1 passWo ; ao capi-
tulo Joao Ignacio de Menezes.
I caixole com 1 imagem ; a L. F. Lopes.
1 caixole diversos objeclos ; a Lino Fcrreira
Pinto.
20 canaslras batatas, 40 caixas soblas; a Anlonio
Alves Vitalia.
1 caixole candieiros da labio e escrivaniuhas, 50
barris cal ; a Sebaslio Jos da Silva.
3 pedras de cantara ; a Bernardino Jos Mon-
tano. ,
0 barris cliourigos, 20 caixotes sebolas, 30 canas-
tras btalas ; a Miguel Joaquim da Costa.
50 barris cal ; a Manoel Nunes da Silva.
50etilos banha. 5 dilos chouricos, 15 dilqj louci-
nho, 50 ditos azeile doce, apipas o 20 barris vinho,
2 meias pipas vinagre ; a Domingos Rodrigues de
Andrade.
3 barris vinho ; a Fontes ; Irm.lo.
~2 ditos dita ; a Feliciano Jos Gomes.
15 pipas dito ; a Jo3o da Costa Regadas.
1 caixa doce ;a Antonio Pires Ferreira. ,
40 pipase 25barris vinho, 5 pipas c 10'meias di-
las vinagre ; a Jos Alfonso Morcira.
1 caixa rap,8 pedras de cantara ; a Manoel Gon-
calves da Silva.
1 barril vinho, 1 caixa com 1 relralo, 1 jumenta ;
a Jos Pereira ria lanilla.
100 caixas batatas, 27 ditas sebolas ; a Candido
Alberto Sodr da Mota.
39 barris viuho, 10 meias pipas vinagre, 10 bar-
ris paios, 10 dilos chouriros, 20 dilos loucinho, 10
dilos azeite doc; a Aulonio Joaquim de Souza Ri-
beiro.
13 caixas sebolas, 2 ditas chocolata; a Miguel
Joaquim da Costa.
I moinlio de cafe, 1 caixa doce ; a ordem.
I caixa panno c obras de marfim ; a Anlonio Joa-
quim Vidal.
1 caixinha plantas ; a Jos Candido.
1 sacca crvas; a Jos Joaquim Das dos Peala-
res.
Sumaca nacional fosario de Maa, viuda da Ba-
bia, consignada a Novaes eS C, manifeslou o se-
guinle :
4 votamos lnzarinas para cara, 8 saccas cacao, 75
dilas arroz, 299 dilas caf. 2,262 quarlinlias, 128
moringiies, 900 garrafas, 10 eaixes e 2.102 caixi-
nhas charutos, 35 saccas farinlia de mandioca, 2
urtelas cal em pedra, 6 tocos de Jacaranda, 10 ta-
Ihas tanca vidradl, lOalguidares ; a ordem.
j pipas Tumo, 3 dilas lyrio florentino ; a Mcuron
& Companhia.
1 caixa flor de ail a .Machado & Pi-
nhei.o.
UM) barris chumbo de rr.unicao ; a Joao da Silva
Recadas.
I caixao conlas de vidro ; a Manoel Martins Pi-
res.
1 caixao pilulasde familia ; a Francisco Alvcs da
Cunha iV C.
300 caixiiihas charutos ; a Domingos Alves Ma-
ibeus.
527 caixinhis charutos ; a Anlonio Luiz ele Oli-
vcira Azcvedo.
17 saccas caf, 105 caixinhas charutos ; a Aulonio
Joaquim de Souza Ribeiro.
1 caixao charutos ; a Jacob Garrahex. *
601) quarliiihas, 57 iuoringo.es; aJos Simoes dos
Res.
Patacho hcspanhol Humano, vindo de Barccllona
e Malaga, consignado a Manoel Joaquim Ramos e
Silva, manifeslou o seguinle :
90 pipas e 30 barris vinho. 60 barris azeite, 8 sac-
eos alpista. 15 ditos cominho, 12 dilos ervadoce, 11
fardos alfazcma, 100 gigos btalas, 9 cestas ceblas,
1,000 resteas alhos,. 25 caixas com 4 saquinbos cada
una, chumbo de muirlo ; ao mesmo consignala-
EBJRATA.
No manifest dii da galera porlugueza Margari-
da.poT engao foi declarado a Jos Marques dos'San-
ios Aginar 22 barris com vinho, quando lleve ser
12 barris.
CONSOLADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 16.....12:819^217
dem do dia 17........ loijtmt
12:920;371
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 16 535}002
Exportacao'.
Rio Grande do Sul. brigue brasileiro Firma, de
172 toneladas, conduzio o scgur.ta : 9li(i barricas
e 100 harriquinhas com 7,877 arrobas e 48 libras de
assnear, 1 caixao espanadores, 1 dilo rap, 215 bar-
ris docede clela, 1211 rebotas, 1 caixao latas com do-
ce de gela.
Araraly, bale nacional Anglica, de 82 tonela-
das, conduzio o seguinle : 419 volumcs gneros
estraugeiros, 1,126 ditos dilis nacionaes.
WECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 17......2:112S597
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 16 .- 14:41123l
dem do dia 17....., 656}372
15:0075603
MOVIMENTO DO PORTO.
y avio entrado no dia 17.
'Rio de Janeiro e Babia7 das, vapor inglez Haiti-
ana, rommandante Daniel Grecn. Passageiro
para esta provincia, T. Ileuriques da Silva, James
A. Slevens Junioi, II. J. Lopes, Dr. Hall. Se-
guio para Liverpool e pollos intermedios, levando
desla provincia os passageiros; Anlonio Marques
Boiras, Antonio Pereira de Almcida, Domingos
Ferreira Mendos, Anlonio Jos do Aragao, sua
senhora c lilho, Conslanlino Jos Vianna. Anlo-
nio F. F. Tigre. Jobn Durlin Sauclland, Richard
Auslin, a Sra. Austin e 2 lilhos menores.
.Varo sabidos no mesmo dia.
Rio ria PrataPatacho norueguense ll'eranda, ca-
pitn N. Thrap, carga r.ssucar.
demPolaca hespanhola Prompta, capilao Ra-
mn los, carga assnear.
BahaPolaca sarda Mara, cVjm a mesma carga
que Irouxe.
EDITAES.
A arremataran do pedigio da barreira da pon-
te dos t'.arvalhos, foi Iransferiria para o dia 24 ele
agosto rio crrenle auno.O secretario, Antonio
Ferrcira da Xnnunclarao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimarcles, juiz ele
direito da primeira vara rio commercio ncsla cida-
de ilo Recita de Pernambuco, por S. M. I. e C. o
Senhor I). Pedro II, que Dos guarde.
Faro saber que por este juizo se ha de arrematar
por venda em nrara publica, que lera lugar na rasa
das audiencias deste juizo no dia 18 do crrente mez
a I hora da larde, um carro de 2 rodas, novo, ava-
llado por tOOfOOO rs., penhurailo a Miguel Souger
por excrucao ele Eduardo II. Wial.
E para que chegue a nolicia de lodos, mandei pas-
sar o prsenle edilal, que ser publicado pela impren-
sa,e dous do mesmo Iheorque serao aliixados na pra-
ca do commercio c na casa das audiencias.
Dado e passado nesla cidade do Recita de Pernam-
buco aos 5 de agoslo de 1834. En, Manoel Joaquim
Baplisla, cscrivao interino o csrrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaracs.
O Dr. Cuslodio Manoel da Silva Guimaracs. juiz de
direito ria primeira vara do civel nesla cidade do
Recita, por S. M. I. a C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde etc.
Faco saber aos que o presente edilal vircm e delta
nolicia 1 iv rrcni. que no dia 22 de selembro prximo
seguinle, se ha ele arre,malar por venda a quem
mais rier cm praca publica dcste juizo, que lera lu-
gni 11:1 rasa da- .inrileueas depois rio mi'in dia rom
aseistencia do Dr. promninr publico desle leimn, a
propriedade denominada Pilonga, sita na freguezia
da villa de iguarass, perlcncenle .10 patrimonio das
recolhidas do convenio rio Sautissimo corceo ele Je-
ss ria mesma villa, a qual propriedade lem urna ta-
gua em quadro, cujas extremas pegam do marco do
engenho Monjopo que tai autig.menle dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adianleao lugar
que chamam Sapticaia ria parte esquerda, e riah
corlara buscando o sul e alravessam o rio Iguaras-
s, Pilanga, al cueber urna legua, c llalli parta bus-
cando o nascenle al encher outra legua, e dalli
buscando o norle donde principiou com oulra legua
que faz ludo umi tagua em quadro, com urna casi
de vi venda pequea de telba c taipa ha pouco aca-
bada, avaliada por 5:0009000 rs., ruj.. arremataran
tai requerida pelas dilas rccolhidas em virlude da
liecnca que oblivcram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
lica, para o produelo da arrematado ser depositado
na ibesoui ai ia desla provincia al ser convertido cm
apolices da divida publica, sendo a siza paga a cusa
do arrematante.
E para que chegue a nolicia de lodos, mandei
passar edilaes que serao publicados por 30 diasno
jornal de maior circularan, e aliixados nos lugares
pblicos.
Dado c passado nesla cidade do Recita de Per-
nambuco aos 9 de agoslo de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplisla, escrivao interino o escrevi.
Cuslodio Manoel da Silva Cuimaraes.
DECLARACO'ES.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direccao do
Banco de Pernambuco se 'az certo aos se-
ntares accionistas, que se aclia autorisado
o seu gerente para pagar o quarto divi-
dendo de 12.S0O por accao. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 1854.Joao
Ignacio de Medeiros Reg, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pernambuco,
arealisaremdol. a 15 de outubro do cr-
lente anno, mais "30 0|0 sobre o numero
das accoesque Ibes foram distribuidas, [ja-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
ble'a geral dos accionistas de 2ii.de setem-
liro do anno prximo passado. \Bancode
Pernambuco? de agosto de 1854.O se-
cretario do conselho de direccao,
J. I. de M. Reg,
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virtnde de aulpri-
sacao da presidencia da provincia, tem de comprar
os objeclos seguinles:
Para o 1. balalhao de infanlara de linha.
_Panno verde para sobrecas'acas e raleas, covados
152, boles bramo- de osso, grosas 2-5, ditos prelos
de dilo, dilas 3G, carias de a b c "20, traslados de li-
nlias0, ditas de bastardo 20, dilos de bastarelinbo
10, ditas de cursivo 10, taboadas 20, pedras de lou-
ro 10.
Provimento dos armazens do arsenal de guerra.
Caixas com vidros 2.
Officinas de I .a e 2.a elasses.
Costados de pao d'oleo 6.
Ditas da i. classe.
Pedra piones,libras 16.
Meio balalhao da provincia da Parahiba.
Copo de vidro 1, pralo ele loueaJ, bracos de ferro
para balanzas com 35 pollcgadas de comprimen!.1 .
Reinitas em deposito 110 2. balalhao de infan-
lara de linha.
Bolocs prelos de osso, grosas 25, ditos hrancos de
dilo, dilas 12, mantas de Lia 50 : quem.quizer ven-
der esles objeclos, aprsenle as suas proposlas em
caria fechada, na secrelaria do conselho, as 10 horas
do dia 21 do rorrele mez. Secretaria do conselho
administrativo para fornecimenlo do arsenal de guer-
ra 14 de agoslo de Wr>l.Josc de Brilo Inglez, co-
ronel presidenta. Bernardo Pereira do Carmo
Jnior, vogal e secretario.
Conselho administrativo.
Oconselho administrativo, cm virlude de autori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinles : '
Para o 2 e 9' balalhes de infanlara e companhia
de artfices.
Bonetes para o 2 balalhao de infanlaria -W5, gr-
valas ele sola de lustre 526, panno mal eatre-ano,
covados 1,813, bollan.la de forro, covados 1,415. pan-
no pelo, covados 318. chouriras de oia brinca, pa-
res 495, brm hranro liso, varas 4,8iC, algodaoziuho,
varas 3v09. esleirs 1,500, sapatos, pares 1,015,
mantas de Mi 539, capoles de panno alvadio 447,
caseinira encarnada, covados 43, dita azul clara, co-
vados 224, clcheles pretos, pares 195, boles bran-
cos de osso, grozas 11 ditas prelos de dilo, grozas
208. ditos grandes convexos de metal amarcllo com
n. 2 6,930, dilos pequeos com o mesmo 11.2 4,950.
Meio balalhao da provincia do Cear.
Couros de luslre 25, sola curtida, raeios 200, brim
para embornaes, varas 293.
Iuardas da guarnirn.
Caivetes para pennas 4, lesouras para papel 2,
eopus ile vidro i, bandejas para os mesmos 3, man-
gas de vidro 4, caslira'es de lalao 2.
Provimento dos armazcos do arsenal de guerra.
Brim da Russia para moxillas, varas 1,000, camur-
ra amarella, pclles 6, fila amarella de retroz para
guarnicito de forro de mesa, varas 13.
Quem quizer vender esles objeclo-, aprsente as
suas proposlas em carias fechadas, na secretaria do
conselho as 10 horas do da 23 do rorrelo mez.
Secretaria do conselho administrativo |iara rimenlo do arsenal de guerra lt de agosto de 185T.'
Jos de Brilo Inglez, coronel presidcnlc.Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
De ordem do Exm. Sr. dircclor geral interino
da instrucrao publica, estAo 1 coucurso as cadeiras
de iiistruccao elementar do primeiro cro, ullima-
menle creadas pela lei proviucial n. 328, as povo.i-
ces do Peres c IJuipapt ; a primeira com o prazo
de 60 das, a segunda com G8, contados da dala des-
le. Direcloria geral 17 de *go*to de 1854. O se-
cretario, Candido Eustaquio Cesar de Mello.
- PeL administraco
do correio se faz publi-
co para conlieciment de
quem convier, que por cir-
cular da directora ge ral
dos correios sob n. 27 do
1 do corrente, foi commu-
nicado a esta administra-
cao que, por aviso da se-
cretaria de estado dos ne-
gocios do imperio de 28
djullio ultimo, foi deter-
minado que todos os na-
vios mercantes nncionaes
sao obrigados a conduzi-
rem mala desta capital pa-
ra Montevideo e Buenos-
Ayres, e vice-versa sob pe-
na do art. 177 do rcgula-
mento de 21 de dezembro
de 144, nao tricando a is-
to sujeitos os navios es-
traugeiros, salvo se espon-
tneamente se quizerem
prestar. Correio de Per-
nambuco 17 de agosto de
1854.O administrador,
Antonio Jos Gomes do
Correio.
SOCIEDADE DRAIATICA EHPRIZARIA.
2.' RECUA DA ASSINATURA.
Sabbado 19 de agosto de 1854.
Depois da execucao de urna brillianleouvertura.i
grande orclieslra, lera, principio a reprcsentae;o da
nova o engraradissima comedia em Saetas, traduzida
do original francez, e que tem por titulo
UM CHAPEO DE PALUIM1A DITAUA
ou
Um noivo em apuros.
Personagens. Actores.
hadinarri, capitalista O Sr. Monleiro.
Noiianrourt, borlelao. ... Costa.
Visenel, suido...... Heis.
Roliiii, snbrinho de Nonancourt n Mondes.
Emilio Tavernier, leueule llezerra.
Beauperlhnis...... Senni.
Acbilles de Rosala ..... Pereira.
Helena, filha de .Nonancourt As Sus. D. Amalia.
A baroneza de Champigny. D. Orsal.
Auna, mulher de Beauperlhny D.Aona.
Clara, modista...... ni), r'lorimla.
Virginia, criada..... D. Jesuiua.
Tardiveau, guarda livros O Sr. Santa Rosa.
Flix, criado...... Rosendo.
lu cabo de esquadra ... Pinta.
Um criado da baroiena. Sebasliao.
Convidados de ambos os sexos, soldados, ele.
Terminara o divertimcnlo com a ellissima larca
em 1 acta, c que tantos applausos lem merecido
A ROSCA.
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS
PARAOCEARA'.
Sahe neslee das o Imite A'oco alinda, para o res-
lanlu di carga a Iralar com Tasso Irmaos.
RIO E JANEIRO.
O patacho nacional Valente segu
pai-a o Rio de Janeiro at ao dia 19 do
corrente mez: para o. resto da carga e es-
crs vos a fretepara os quaes tem bons coro-
modos, trata-se com o capito Francisco
Nicolao de Araujo, na praca do Commer-
cio, ou com os consignatarios Novaes &
Companhia, na ra do Trapich, n. 54,
primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
, Espera-se do Assii o brigue escuna na-
cional ceMaria, que com urna pequea
demora devera' seguir para osen destino:
quem no mesmo quizer embarcar escra-
vos ou ir de passagem, entenda-se com
os consignatarios Machado & Pinheiro, na
ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia *21 desle mez
espera-se do sul o vapor
Great Western, com-
mandinie Bevis, o qual
depois da demora do
coslume seguir para n Europa : para passageiros,
Irala-secom os agentes Adamson Iiowie & Compa-
nliia : ng ra do Nrapiche n. 42.
Para a Halda segu cm poucos das a \eleira
Gbropeira Livracao ; para o resta da carga trata-se
com seu consignatario Domingos Alves Maibeus, na
ra da Cruz n. 54.
Para a Babia segu imprelerivelmcnle uo dia
2\ docorrenle a bem condecida sumaca Ilortencia :
quem nelia quizer carregar. dirija-le a seu consig-
natario Domingos Alvcs Maibeus, na ra da Cruz
n. 54.
Companhia de Liverpool.
Espera-se de Liverpool no dia 20 o vapor Brati-
leira, commandanle Cow, o qual depois da demora
do coslume seguir para os portos do sul: agencia
em casa de Deane Youle & Companbia, ra da Ca-
ricia Vclha n. 52.
Ao Para'
vai seguir mu i prximamente, por ter
quasi todo o seu carregament tontrata-
do, a escuna (Flora, capitao J. S. Mo-
re* ra Ros, tocando s no Maranhao para
receber pratico : para o resto da carga
Irata-se com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & Companhia.
MARINHEIROS NACIONAES.
Contrala-os J. S. Moreira Rios, capitao
da escuna nacional Floran, para o dito
navio, que segu aoPara' commuita bre-
vidade.
Para Lisboa, pretende sabir al o fim do cr-
renle mez. o brigue porluguez Ijjia II, por ler a
maior parle da carga prompta : para o resta da que
Ihe falla ou passageiros, Irata-se com os seus consig-
natarios francisco Severiann Rabello&Filho, ou com
o capitao Caelano ria Costa Martins, na praca do
Commercio ou a bordo
LEILOES.
O Icililo de cerca de 1,200 barricas de familia
de Irigo avariadas a borelo da barca americana Sis-
an, na sua recente viagem rie Baltimore para esta
porto, e annuncado para honlcm 17, dea transferi-
do por causa da chegada no mesmo dia. do vapor
inglez Bahiana, para hoje sexta-feira 18 de asoslo
as 11 horas da manhaa, quaudo lera lugar no arma-
zem de Deane Youle C, becco do Gonralves, Re-
cita.
AVISOS DIVERSOS.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propi5e-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de scus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestmo,
itotestando satist'azer a' evpectacao pu-
ilica ainda acusta dos mal ores sacrificios,
e, emquantonofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Na ra estreita mulher de meia idade, que se oflerecc para ama de
todo o servico interno de urna casa de homem soj-
teiro. viuvo, ,ou ele pequea familia.
I PROGRESSOS i ARTE
4 DE DAGERRE CRTS- |
TALOTYPO. 1
NOVA DESCOBERTA DE TIRAR
RETRATOS INSTANTNEOS.
i
I
As roupas claras jilo as tnelhores para
esse fim.
O abaixo assignaelo faz sr.iente ao respei-
lavel publico, que acaba de descobrir um
metbodo de retratar crianras por meio da
electricidade.
Tambem limpa retratas antigos ( nao es-
tando arranhados ), daiido-lheso mesmo vi-
gor que linham na propria hora em que se
traram.
O esiahrlerimenlo esl complelamenle
sorlido ele ricos quadros, caixas, cassolelis,
Mis, pulceiras e alliueles. Aterro n. i, ler-
ceiro andar.
Joaquim J. Pacheco.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da 19. lotera dotheatro de Nic-
therohy, e\trahida em 5 do corrate
mez de agosto de 1854.
1 N. 1866. .......20:000.'*
1 5705. 10:000
1 .. 26*5. - . . > 4:000$
1 1. 2*6. . . 2:000*
6 71G, 1418, 1721 , \
1828, 5701 , 4754. 1:000*
10 9-9, 1019 , 1899 ,
mv, 2439 , 2553 ,
2927 , 5673 , 3962 ,
5*11. 400*
20 252, 855 , 916,
1782, 1907, 2419 ,
2878, 5118, 5426 ,
5462, 3545 , 5788 ,
4065, 4229 , 4317 ,
4654 , 5290 , 5312, *
5515, 5521. . . 200*
60 10, 156,266, 278,
654, 860 , 929 ,
996, 1016 , 1043 ,
1287, 1514, 1500 ,
1C69, 1738 , 1865 ,
1918, 1954, 2057 ,
2189, 2277 , 2406 ,
2440 , 2604, 2632 ,
2765 , 2848, 2911 , -
5020, 5029 , 5048 ,
5108, 5157, 5370 ,
5486, 5556 , 5537 ,
5818, 5842 , 5894,
5994 , 4022 , 4079 ,
4287 , 4294, 4298,
4828 , 4900, 4969,
5001 , 5025 , 5168,
5524 , 5359 , 5588,
5670, 5744, 5878,
5956, 5965. . . 100$
100 de 40.?
1800 de .... .... m
Francisco Jos Alves (iuimares romprou para
Joaquim Ezequicl Barbosa, da Parahiba, meio bi-
lliele da lotera de Pedro II n. 180, declaro que he
a lotera que corre no dia 18.
PERGUNTA QUE N.\0 OFFENUE.
Pe -uuia-sf ao e Frechn-pcixe ou por oulra ao
vivo mnrln, que nos diaa de quero lie caixero ncsla
cidade. de qumenme o piro, e quem finalmente,
Ihe paga para andar parholaurio como corredor
de ravalhadas, porque cslamps cenca, que quem Ihe
rio ludo islo he ria narao. rios que esse insolenta pati-
ta tanta enxovalha, c deltas falla mal rom nome* in-
juriosos, o al chega a dizer que nem por pensarnen-
tos, qucrler contrato rom scmclhaulegente ; e por
ser coherente nesses principios, deve logo procurar
a rasa de ateum Frecha-peixe que o sustenta,
para mostrar que nao he ingrata, nem adulador,
como diz, serrn os niens patricios que nSo anuuem
IOS seas baixos, vis e infames senlimcnlos.
Parahiba 13 de agoslo de 1851.
fim parahibano.
Aos 40*000 rs.
No dia 1:2 de julho riesappareceu ele Olinda d ca-
sa de seu senhor Joo dasChagas de Faria Lobato, o
escravo Caetauo, raboclo, eslalura baixa, rosto cheio
de uroas, cabellos eompriaos, hombros largos, re-
presenta ler lli a 17 anuos de idade: quem o ap-
prehender c leva-loa casa do referido*senhor na ra
le S. liento em Olinda junio a academia, ou ao
aterro ela Boa-Vista n. -Ji, lera a gralilicacao cima.
O Sr. Chrislovao Santiago do Nascimnlo ajus-
lou contas com Francisca Alesandrina rias Clugas
Bezerra. por isso licam sem elTeilo os ataos postas
ncsle Diario.
Aluga-se um pedreiro: na ra da Pcuba n. 5,
segundo aud'.r.
Fo trans -i i la a arrematarn rio escravo Jos,
que por execuejo de Francisco Jos Corris Guima-
reles contra Jos tiabriel Pereira de l.ira Jnior ele-
via lersido no dia 16 do crranle, para o dia 19,
porianlo quem quizer comprela nesle dia a hora
do coslume.
A abaixo assignada faz scienle pelo presente
annuncio, nao s lo publico desta provincia como da
do t a-ara, que lem rassado todos os poderes conferi-
dos as procuracoes bastantes exislentcs as rias
provincias e que apparecer possam em mao de qrfel-
quer pessoa, (cando de nenhum elTeilo lodo o con-
trata que alguein fizer d'ora em dianle em virlude
de ditas procuracoes.
Helena Perpetua da .Surtir.
Precisa-se de um catxeiro portugus:, uue te-
lilla pralica ele taberna : na Soledade n. 18.
2000 premios.
Acham-se a' venda os noyos bilhetes orir
ginaesda lotera 17. do thesouro publico,
a qual correu em 14 do presente, ai lis-
tas se esperam no dia segunda-feira 21 pe-
lo vapor inglez Os premios serao pagos
logo que se fizer a distribuicao das mesmas
listas.
Carlos Augusto Conceico Ribeiro,
caiveiro dos Srs. Antonio de Almeida Qo-
mes& Companhia, na roa do Trapiche n.
16, deseja fallar com o Sr. Antonio Joa-
quim Pereira de Saldanlia, vindo do Ma-
ranhao ha pouco tempo.
LA VAI O SEGUNDO DESENGAO AOS
INCRDULOS.
Hoje sexta-feira, 18 de agosto, anda
iudubitavelmente a lotera do hospital
Pedro II no consistorio da igreja da Con-
ceico dos Militares : os meus bilhetes e
cautelas estao expostos a venda ate as 10
horas da manhaa do referido dia 18, e sao
pagos todos os premios as lojas do cotu-
me, no dia 19 de agosto, logo que samr a
lista geral. Pernamhuco 18 de agosto de
1854.Ocautelista,
Salustiano de Aquino Ferrcira.
Precisa-se de um feitor para um silio, qiwsai-
ba tratar da pomar e enchertar : no aterro da Pea-
Vista n. 43. '
Desapparcceu a 16 de agosto o escravo Bene-
'diclo. de idade 24 annos, ce*r preta, reforrado do
corpo, nariz chata, parece crioulo. Esle escrasro tai
comprado a Manoel Seraphim de Araujo, lavrador
do engenho Jurissaca; cosluma a fugir para of.aho.
Santo Anto. Ipojuca, Escada emesmo pelos mallos
dos mesmos engenhus : quem o pegar, podeni part- *
cipar na ra Direita n. 14, qoe ser generosamente
recompensado. ,
.O abaixo assignado, herdeiro do nado Jlo
I' irmino da Costa Barrada, declara qoe, existindo
urna leltra pertenecido ao mesmo Joo Firmine, acei-
ta pelo major Francisco Antonio Pereira dos Santos,'
ja fallecido, proveniente da venda qne lhfe fe do
engenho Tenlugal, a.qual leltra he da quanlia de
3:0005000, e se ach vencida desde 31 de julho de
1835, c como ignore em poder de quem ella exista,
roga aqoalquer pessoa que souber ou aliver.declare
por este Diario, assegurande-lhe o abaixo assignado
sua gratidao por nm tal motivo.
Joao da Rocha Wanderley Lint.
O St. Guilherme 1,-oiz de Almeida lem urna
caria na ra do Crespe, taja n. 3.
O Sr. Alfonso Jos de Oliveira tem orna carta
vinda do Para, na leja n. 3 ao lado do arco de Santo
Anlonio.
Precisa-se de 3:OfJO9000 rs. por spajo de om
anno, dando por garanta hvpotheca em urna casa
nova, livre e desembaracada, arrendada por 560*000
por anno: a fallar na ra das Flores n. 37, primei-
ro andar.
No dia 1. do corrente desappareceu da villa de
Pan d'Albo um menino de nomc Antonio Joaquim
Padilha, branco, cor morena, secco do corpo, idade
1 i annos, altura correspondente a idade, he lilho le-
gitimo de Francisco Joaquim Padilha, residente ha
mema villa ; foi encontrado e apprchendido nesla
cidade no dia 9 do corrente agoste, mas de novo eva-
dio-se; ecomo se ignora o destino qoe hija.lomado,
roga-se a qualqucr pessoa ou auloridade, que delta
souber, se digne participar na ra do Livramento,
taja do Sr. Mximo Jos de Andrade, qoe muilo se
agradecer.
Aluga-ee urna casa de sobrado de dous anda-"
res, sendo em Sanio Antonio on Boa-Vista : a Calis;
com M. Carneiro.
O abaixo assignado declara ao commercio, es-
pecialmente aos Srs. necoranles de trapiche, que
nao etlcctuou a venda de. sua taberna sita na ra
dos Marti rios n. 36, como Ibes annuncioo por este
jornal o Sr. Antonio Jos da Silva Guimiraes nos
das 9 e 10 do corrente. pois o mesmo Sr. Uuima-
res depois de ter lomadoconla da dita taberna for-
malmente por um bataneo, ao qual assislio junta-
mente coro sea lio o Sr. Bernardino Jos ds Silva,
no dia 9' do crranle, e quando en esperava pelo
rumprimenlo do trata, eis que o dito Sr. Goiroa-
raesse drize a mim no dia 1:1 do crranle, elecla-
ranclo-inc olio poder dar imprmenlo lo (rato que
comigo havia feile, porque Ihe havia fallado um
socio particular com a quanlia de 1:3009000 qne Ihe :
linha offerecidopara a dita compra, sendo qoe o dilo
socio particular nao foi por mim vista nem ouvido
em consa alguma, porque o dilo Sr. GomarSes au
queria declarar quem era elle, mas estandode posse
da casa, os mininos do Trem tanta lizeram que nio
s descobriram o socio particular, como Ihepozeram
a calva ao sol, e foi assim que se juntaram dous
trampolineiros para roubarem a niinlia boa fe, en-
commodarem minha saude j abalada, e fazer-me
gastar alcum dinheiro sem ter tencdlo disso, e desla
forma me obrigaram a lomar cunta da casa por novo
balance! no da 15, da qual eslon de posse e conti-
nuo com meu negocio como dantas. Recite 17 de
agosta de 1854.Jos Gomes Ferreirada Silva.
Joao Falque va ao Para, deixando por seus
procesadores nesla praca para Iralarem de lodos os
scus negocios durante a sua ausencia, em prrhieiro
lugar a sua mulher madama Virginia Falque, em
segundo aos Srs. F. Sainase & C.-'. e cm lerceiro ao
Sr. Frederico Lopes liuimar.ies.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vendu-se um completo sortiment
de fazendas, unas giossas, por
precios mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
roes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecttnento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglczas, lrancezas, alleniaas e suis- |
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oll'erecendo eU/2 ruaiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabeleeimento conv ida a' todos os
seus patricios, e ac. publico em ge-
ral, para que ven'nam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas i
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, 'de
Antonio Luiz 'dosSantos & Rolim.
\
O abaixo assignad o faz scienle a quem convier
que lem justo e conlr alado com o Sr. Manoel Lriiz
Ferreira a venda de s ua taberna sita na travesa
do Arsenal de Guerra n. 1 A, e por isso loda a pes-
soa que se julgar cod i direito mesma, lenha a bon-
d.iilr de appaiecer ni i mesma taberna por esles (res
dias. /ciio Baplisla ios Sanios Lobo-



UIMIIIU UL
1-IIUMIIIliliU
OLAIM ILillH IO UL HUUJIU UL I OJH
,'
ATTENCAO.
THEATRO DE APOLLO.
DOMINGO 20 DE AGOSTO L'E 1854.
Grande assalto de armas dirigido pelo
PIOFESSOR L01RK\(().
O Sr. I.ourengo profesor de armas da escola fran-
ceza, meslre de llrele, espada e beugala', lem a hon-
ra de participar ao respeitavcl publico que do do-
. mingo 20 de agoslo de 1854. s 10 horas da manhaa
no salao do lliealro de Apollo lera lug r om grande
assallo de armas.
Convida poisaos amadnrrs destes jogos, aoj Srs.
ofliciaes lauto da guarnigSo, como da .guarda nacio-
nal e a lodo o publico ein eral, para honra-lu rom
sua presenra.
Depois da abertnra do assalto, o Sr. iwofeisor I.ou-
rengo achar-se-ha promplo para manejar com qual-
quer pessoa urna das armas cima mencionadas.
O prego da entrada he lOOOris.
Os bilhelcs serao vendidos uo dia do assalto na
porta do tnealro.
Uhachare! formado cm malliemalicas, Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnnior, avisa aoi
sen horca que lhe fallaram para eisinarari-
thmelica, algebra e geometra, e aos que
lanibem se quizerem applicar a essiis discipli-
nas, que no dia 1. deselembro prximo vin-
douro dar principio as suas ligos, na roa
Nova, sobrado n. 36, das 4 as 5 W horas da
tarde.
Precisa-se de nm feilor porluguoz que entenda
de plantarlo de capim : na ra da Cadcia do Recife
d. 49, primeiro andar.
A sumaca nacional Horlencia, que segu para
a Baha, contrata marinheiros nacionaes.
Precisa-se de ama escrava para ama de urna
casa de pooca familia, que saiba cozinhar o diario
de urna casa e lavar: a tratar no paleo do Carmo
u. 8.
OtTerece-se ama ama para casa re homcm sol-
teiro, parda, de meia idade, muilo capaz para todo
o servico de casa, sabe bem cozinhar engommar e
fa/.er lodo o servigo, de menos sahir a ra: quem
quizer dirija-se a S. Jos na ra do Peine n. 35.
Precisarse de urna ama para casa de pouca f-
mula, que saiba cozinhar e eogommar. ludo com
perfeicao c d fiador a sua conducta: na ra das
Crozes n. -20, loja.
Mara Francisca do Espirito Sanio, relira-se
para fra da proyocia e sua familia.
Joaquim Rodrigues Pinto, retirase para fora
da provincia.
Precisa-se do urna ama de leilc ada e de boa
conduta: uo largo do Corpo Santo u. 13, casa do co-
ronel Mamede.
Da-se 80OQ000 ris todo ou em |>arle a juros,
com penhores de ouro ou prata: na la estreita do
Rosana n. 7.
1K Mara Francisca de Almeida, vi uva de Jos
Francisco .da Silva, declara que lhe consta, que ha
ama pessoa nesla cidade que propala que lem um pa-
pel da annuncianle, no qual esta se obriga a dar-llie
1:IHXIb000 por auno, o que he mentira, porque a au-
nuuciaute Dio passou tal papel, nao o mandn pas-
sar, nem o assignou ; e declara mais, que al esta
data nao fez testamento nem em nota nem cerrado.
Recife 12 de agosto de 1854.Maria Francisca de
Almeida.Est reconhecido.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar na
freguezia de Sanio Antonio : quem o liver annun-
cie ou dirija-se ra do Caldeireiro t>. 54, onde se
dir quem precisa.
No da 18, peraotc o Illm. Sr. Dr. juiz de di-
reilo docivel da primeiravara, depois de sua audien-
cia, tem de ser arrematados varios movis perlen-
cenles a Carlos Gilain, por execucao que lhe move
II. Maii.iiiua da Conceigao Pereira.
Precisa-se alugar um bomcozinlieiro para tima
casa eslrangeira de pouca familia, tanibem urna pre-
la para servigo da casa, prefere-se esclavos: na ra
da Senzala Vcllia n. 60, na esquina do ceceo do Ca-
pim.
O PEDRO V.
Peridico dos Portuyuezes em Pemambuco.
Vai publicar-se este peridico sob aquella denomi-
narlo Pedro V, o qual lera por sua principal missao
oceupar-se exclusivamente de ludo quanto interesse
o bem estar, a seguranza individnal e prosperidade
de sua nacionalidade ; oceupar-se-ha com afn na
gravissima questac do dia, isto he, os Portuguez:* e
as entidades consulares Mnreira e Miguel Jos
Altes, at que jusiga lhe seja feita pelo eoverno
do re regente de Portugal; nao s* emolver de mo-
do algam.nas quesloes polticas do Brasil, nao de-
clinando todava de defender, guardadas- todas as
conveniencias que se deve cingir um peridico es-
Irangeiro,' quando em seu complexo seja atacado o
bro e dignidade da na cao que pertence. ,
O Pedro V vai surgir sob laes condigoes, que sen-
do como ali.is sao justas c santas, aguarda com con-
lianga iliiinitada, queos Portuguezesm gerallhe
outorguem seupras-mee que os llrasileiros em
sua loiigaqimidade approvem o pensamtjilo patritico
e civilisador que induzio ella creagjo.
Portuguezes 1 coadjuvai mais eSla nova empreza,
digna por seui davida dos trios de um povo lao civi-
' lisdo, e cue mais de urna vez l<;m mostrado face
do mundo, que sabe prezar os direilosde nagao livre,
patritica, e conservar illesos seu bom nomc e-a sua
honra entte as mais nagoes do globo.
Publicai-se-ha duas vens por semana. Preco da
subscripran 35)000 por trimestre, sem dille renga de
porte para as folbas que ferem remetlidas peto cor-
ren). Vende-se avulso cada numero .i 120 rs. as
lojas de livros da ra do Collegio ns. 9 e 20, e na ra
do Crespo loja .do Sr. Antonio.Iinraingues Ferr ra,
n. 11, onde se recebem assignaJura, bem como
quaesquer arligos que, de r.ccordnttn o programma
da folha, forem encaminhados respectiva redaegao
em carta fechada, os quaes serao inseridos gratis.
J. Chardon, barbare em bellas leltras, Dr. em
direilo tornado na nniversidade de l'aiis. ensina em
sua casa; ra das Flores n. 37, primeiro andar, a ler,
escrever, Iraduzir e fallar correctamente a lingua
francera, e tambem da ligees particulares em cesas
de familia.
Na ra Novan. 12dir-se-ha quetn d lOOgoOO
a juros cun penhores.
0 bacharel Joao Vicente da Silvr. Costa, pro-
fessor substituto das cadeiras di; philosophia e geo-
metra do collegio das artes, faz publico, que em
observancia dos estatutos da lamida le de direilo,
deixa de leccionar particularmente aii materias da
sua priili--s.ii.
Precisa-se alugar um sobrado no bairro de S.
Antonio, que seja de um andar ou segundo, c sen
aluguel nao exceda de I69OOO rs memaes : quem o
liver e quizar alugar, dirija-se a esla lypographia,
que acitara com quem tratar.
tT Declora-se a quem convier, qi-.e conli- W
[35 nuam a ser as audiencias do juizo de paz IS)
do 1. Jislricto da freguezia de Sat to Anto- ( nio do Recife nos mesmos dins.tercas e sex- 9)
las-feiras de lodas as semanas, as 2 horas liji
tda larde, na sala publica do palacio do Col- ,*a
legio; mas que sendo alguns.dcses dias '?)
santos ou feriados, as referidas audiencias (S)
. serao nos dias antecedentes as mesmas 7
Sn horas. (Jai
Aluga-se urna grande casa para se passar a fes-
la, sita na povoacao do Monleiro. a qual lem duas
grandes salas, i quarlos, cozinha fra, cslriliaiia para
loiis eavallos, quarto para c.cr.no-, cacimba, dous
qunlaes murados com porlo com nhida para o rio :
quem o pretender dirija-se a Boa-Vista, travessa do
Veras n. 15.
Joao Miguel Barbosa Pnho, tundo soffndo
um roubo em varias pecas de obras de oaro e de le-
tras de pequeas quanlias na povoacao de Panellas
de Miranda, em casa de Jos Berrardo Cabial,
faz sciente a todos os seus devedores dn mato que,
caso apparnca alguma pessoa cobrando a importancia
das sobreditas letras roubadas ou de cada urna dcllas,
as faram coiiduiir a presenra da auloiidade policial
como suspeitos, para que averigoado o caso sejam
presos e devidamenle processados, fazendo espe :ial
favor de conununicar ao annuncian'.e para poder
procurar o seu direito.
Agencia de passaportes, titubs de re-
sidencia e folbas corridas.
Claudino do Reg Lima, despachante pela repar-
licao de polica, despacha passaportes f ara dentro e
fra do imperio, titulo de residencias e folhas corri-
da: na na da Praa n.43 primeiro andar.
Furtaram um issucareirode prala,
liso, obra antiga ecom bastante uso : ro-
ga-se a quem fr oilerecido, jueira ap-
prebende-Io e trze-lo a esta tyjxtgraphia,
que sera' bem recompensado.
6 Aulomo Agnpino Xavier de Brito, Dr. eiii
W medicina pela laculdade medica da Bahia.re-
53 side na ra Nova n. 67, primeiro andar, 011- je
U de pode ser procurado a qualquer hora para o
G cxercicjodesua profissao. @
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA SO COZ.Z.Z3GIO 1 A3BAK 25.
'I Dr. r. A. Lobo Moscozo da consultas liomeopalhiras lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa at o meio dia^e em casos extraordinarios a qualquer hoYa do da ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promptamenlc a qual-
qoer mulher que esteja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permittam pagar ao medico.
M CONSULTORIO DO DR. P. 4. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes eneadernados em dous :................. 20JO00
Esla obra, a mais imprtame de todas as que tratam da liomenpalhia, inleressa a lodos os mediros que
quizerem experimentar a 'oulrina de 11 ahocinan n. ,c por si proprios se convenceren! da verdade da
inesma : inleressa a.lodoS os setiliores de eugenho c fazeudeiros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de ler precs.io de
acudir qualquer incommodo seu ou de seus Ir i potan les ; e inleressa a lodos os chefes de familia cue
por circnnislancias, que nem sempre podem ser prevcuidas, sao Abrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-meenm do homeopalha ou Iraduccao do Dr. Herng, obra igualmente utl as pessoas que se
dedicam ao estudo da liomenpalhia um volunte grande..........
O diccionario dos termos, de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel as pessoas que querem dar-sc ao estudo de medicina........
Urna carteira de 24 lubos grandes de finissimo christalcom o mnual do Dr. Jahr eo dicto-
nano dos termos de medicina, etc., ele.......-........
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 com os ditos......................
Cada carteira he acompanhada de dons frascos de linlurasindispcnsavcis, a escolha. .
Dita de 60 lubos com ditos.....................
Dita de 144 com ditos.................. \
Estas sao acompaithadas de 6 vldros de Unturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o llering, 1*1*0 o abatimenlo de lOJOOOrs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8SO00
Ditas de 48 ditos......................... 165000
Tubos grandes avulsos....................... 19000
Vdros de meia onea de tintura......*............. 29000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nio.se pode dar um pasno seguro na pralia da
homeopathia, c o propriclario deslc oslabclerimenlo se lisongeia de tc-lo o mais bem motilado possi\el e
uingtiem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crystal de diversos lamanhos, c
aprompla-sc qualquer eucoinmenda de medicamentos com toda a breviddc c por preros muito com-
modos.
rO00
43000
4O90O0
45-5000
505000
609000
1009000
Aluga-se a casa de um andar da ra da UniSo,
por delraz da casa do Sr. Manuel Alves Guerra, na
ra da Aurora : a Iralar na ra do Trapiche n. 14
liue/ra Jnior.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia muito superior potassa da Ros-
na e americana, e cal virgem, ebegadaba
pouco, tudo por preco commodo.
JOIAS.
Osahaxo assgnados, donosda nova loja de ouri-
ves da ra do Cabug n. 11, confronte ao paleo "da
malri/.e ina Nova, fazem publico que eslao comple-
tamente sortidos dos mais ricos e bellos gostos de lo-
das as obras de ouro, necessarias tanto para senhn-
ras, como para bomens c meninas, e conlinuam os
precos sempre muito em conta ; os mesmos se obri-
gam porquac-quer obrasquevenderem a passar urna
conta com responsabilidade.especificandoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, Picando assim snjeitos
por qualquer duvida que apparecer.
Serafm A Irmao.
MANOEI.ALf.USTO DE M EN E/ES COSTA,
professor da arte de nnisica, olTerccc o seu presumo
ao respeilavei publico para leccionar na mesma arle
vocal e instrumental, tanto em sua casa como em ca-
fas particulares : quem de sen presumo se quizer
ulilisar, dirija-se ra do Arago n. 27.
Da-se dinheiro a juros em pequeas quantias,
sobre penhores de ouro e prala : na ra Vclba
u. 35.
I.ava-se e eugomma-se com (oda a perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Ainda se acham por alugar os armazens, sitos
na ra da Praia n. 38 c 34, perlcncenlesa veneravel
ordem lerreira de S. Francisco dcsta cidade; os prc-
lendenles podem dirigir-se aoabaixo assignado, cm
poder de quem se acham as chaves, para seren vis-
tos, c io Sr. ministro Caelano Piulo de Veras, pes-
soa compleme para alusa-los.O secretario inte-
rino, Tkoma: Jos da Costa e S.
& i) Dr. Joao Honorio Bezcrra de Menezes, g
5 formado em medicina pela faruldade da Ba- @
hia, roiiliiia no exercicio de sua prolissao, na f
ra Nova n. 19, segundo andar.
KSeS3g :KgSJ;
O bacharelA. B. de Torres Bandeira, profes-
sor adjunclo de rbelorica c geograpbi.i no lyceu des-
la provincia, prope-se a dar heoes destas" rr.tsmas
disciplinas, e bem assim de philosophia e francez :
qnemdescu prcslimo se quizer utilisar, pode pro-
cura-lo na casa de sua residencia, na ra cstreilu do
Rosario n. 41, segundo andar, das :l '. horas ale as
6 da tarde.
i
) Homoeopathia.
8 CLNICA ESPECIAL DAS MO-
S LESTIAS NERVOSAS.
^1 Hysteuia, epilepsia ou gota co- J
2 ra'. rlfeumatisro, gota, paralj- w
w sia, defeitos da falla, do ouvido e
*9 dos ollios, melancola, cepbalalgia B
($) ou dores decabeca, encliaqueca,'^
(^ dores e tudo mais que o povo co- (fa
^) nbece pelo borne genrico dener- 4
0t V08- tfi.
@As molestias nervosas requerem militas ve- W
zes, alcm dos medicamentos, o emprego de (3k
A outros meios, que desperlem ou abatam a ,a
W seusibilidade. Estes meios possuo eu ago- *7
IpT) ra, e os ponhn a disposicao do publico. f#i
jj* Consultas lodos os dias (de graja para os -
W pobres), desde is 9 horas da manhaa, al
(A as duas da larde.
(A As ro"sullas c visitas, quando nao poderem
V ser feilas por mim, o serao por um medico
(& de inuiha inaior cnnlianra: na de S. Fran-
cisco (Mnndo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino
Olegario l.udgero Pinho.
i
Oflerece-se um mo^o porluauez para Iraballia-
dor de reflnacao, padaria ou oulra qualquer orcu-
pagao: quem o pretender, dirija-sc i relinaciio da
ra da Senzala NoVa n. 4.
Autouio Jos de Barros Braga, subdilo portu-
guez, relira-se para o Para.
Quem liver conlas contra a barca hollandeza
Rembremdt tan fluju, arribada neste porto, queira
aprescnta-las cm casa dos consignalarios, no Trapi-
che Novo n. 16, al o dia 21 do correle.
James Crabtree & Companbia ta-
zan sciente ao publico, que a bem conbe-
cida grasa ingleza n. (J7 s se vende no
seu arma/.em, ra da Cruz n. 42, em bar-
ricas de 15 duzias de potes, e a preco de
30S000 cada barrica. O publico be'con-
vidado a prestar toda a sua attenoao para
o papel que cada pote desta grava' tra/., o
qual moslra o rime do seu verdadeiro au-
torDay & Martin n. 97Holbon Lon-
don, alim de nao confundrem-na com
outra graxa do mesmo numero, e que
tem sido importada ltimamente, mas
que no entretanto nao bedaquelle autor.
O abaixo assignado, declara a quem possa intc-
ressar, que comprou a taberna de Apipucos, de Joao
Francisco de Souza, e quem se julgar credor da
mesma aprsenle suas contas na roa do Colleio n.
13, primeiro andar, ou cm Apipucos na mesma, al
o dia 25 do correnle, lindo esle prazo nao se al tende-
r a reclamaran alcuma.
Joaquim Ferreiia da Silca Jnior.
Precisa-se de um cajxeirn portuguez ou bra-
silero, de idade 14 a 15 aunos, que d fiador a sua
conducta, e que tenha alguma pralica de taberna :
na ra Nova n. 50. ,
Na ra Nova n. 6, precisa-sc fallar com o Sr.
Antonio Joaquim de Oliveira, a negocio de seu in-
teresse, antes de fazer sua viagem so sul da pro-
vincia.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dons elegantes pianos, feilio vertical, de jacarando,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos bem ronherid
autores Collard n. 10.
ggg@S?@ $S3> SS
dentista Francez.
Paulo Gaignoux, cstabelccido na ra larga ;::
do Bosario u. 36, segnudo andar, colloca den-
les com gengivas arliliciaes, e dentadura com- $$
plcta, ou parte della, com a pressao do ar.
Tambem lem para vender agua denlifrirc do
Dr. Picrre, e p para denles. Kna larga do @
,':; Itosario n. 36 seguudo andar.
> >g
Um lioineiii isento de 1. e 2.a linha, so ofTere-
ce para alguma adrmnislrarao, c para isso di lianca
idnea : quem quizer annuacie.
J. Jane dentista,
contina rczidir na ruaNova, primeiro andar n. 19.
/-; O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
y 'mundo novo) n. 68 A. (
9 V @@ "
Ao commercio.
O abaixo assignado. convencido do muilo que con-
viria cslabclecer-se cm Pernamhuro una aula cm
que a mocidade, que se desuna i carreira do com-
nicrcio, pndesse pralicamentc adquirir os conheci
mcnlos necessarios, para bem desemuenhar as (une
res de caixeiro em qualquer escriplorio nacional ou
estrangeiro, apezar de reconhecer as suas poucas
babililaces para um semelhanle maKisIcrio, vendo
com ludo, que outros muito mais habilitados se nao
tem at aqui proposlo a isso, vai elle, confiado uui-
camenle na pratica que lem de alguns annos, abrir
para esle lim urna aula, na qual se propoe a ensiuar
a fallar ce- rever a lingua inelezaea franceza, con-
lahilidade e escriptura;ao rommercial por partidas
deliradas. As licocs de rada urna das duas linguas
serao em dias alternados, c para que os alumnos
possnm cm breve falla-las, nao se Ibes consentir
que depois dos primeiros tres mezes de lieflo fallem
na aula outra lingua, que nao seja a da elasse res-
pectiva. A abcrlura ter lugar no dia 1. de de selem-
bro, c as pessoas que a quizerem frequentar re.de-
vano com antecedencia dirigir loja dos Srs. Gou-
vcia tambem oblcr as mais informarocs, que a respeilo
desejarem. Adverlc-sc que a matricula s estar
aborta at o fim deslc mez, c que depois desse dia
nao se podem admillir mais alumnos durante esle
anuo.Jote da Maia.
Alug.i-se om escravo muito fiel e que j tem
pratica de servico interno e externo de casa : a Ira-
lar na ra do Vigario n. 29, ou ra do Collegio
n. 16.
Aluga-se urna casa ierrea na Soledade, defron-
le do quartel, com armaco que servio para fabrica
de charutos : quem a pretender para o mesmo Hu,
ou mesmo para morada, cnteiida- Pilla Orligucira, na ruada Cruz do Recife n. 12 ; e
na uesinacasa, ou na taberna do Sr. Bcrnardino,
para se poder ver.
Offerece-se urna ama porlugticza para casa de
um homcm solteiro ou de pouca familia, sabe cn-
gommar e fazer o mais servico : quem precisar, di-
rija-se Boa-Vista, ra da Co'nceicilo n. 52.
No dia 19 dn correnle, na porta da residencia
do Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara desta ci-
dade, he a ultima praca em que tem de screm arre-
malndos os 60 e tantos escravos penhorados a Luiz
Pires Ferreira, por execucao que lhe rpovem Anto-
nio Pires Fcrreira e outros.
A pessoa que encontrar um cabrinha de nome
Agoslinho, de idade 12 annos, bom cabello, rosto
comprlo, hcicos grossos, olbos grandes, com calca
de riscado azul e camisa branca, annuncie.
O abaixo assignado declara, que com a sna
chesada aqui, lem feilo censar de hoje cm oanlo os
poderes de qualquer procuracAo bstanle que lenha
passado para servir cm sua ausencia, e previne a lo-
dos os seus inquilinos e mais pessoas com quem le-
nha Iransacres, qnc nflo paguem nem tralem com
pessoa al&uma que nao seja o proprio abaixo assig-
nado. Cuilherme Augusto Rodrigues Selle.
Na roa do Queimado. loja de miudezas n. 33,
precisa-se fallar com o Sr. Manuel Goncalvcs Agr.
. Prccisa-se de um forneiro, dos que tenham pra-
lica : na padaria da ra do Colovcllo n. 29.
Precisa-se de urna ama para o servico de urna
casa : na ra da Aurora n. 30
Antonio Jos Alves da Cruz, subdito portgnez,
relira-separa o Rio de Janeiro.
Candido Goncalvesda Rocha, Dr. em medici-
na pela imperial academia da Baha, actualmente
residente em seu ensenbo Sipo, na fresuezia de Una,
comarca do Rio-Formoso, faz publico, que se arha
all em effcrlivo cxcrcicio de sua profissao ; pelo que
oderece seus prestimos mdicos a quem dclles se
quizer ulilisar. dando consullas aralis aos pobres a
qualquer hora do dia, cm casa de sua residencia. .
Manoel de Farias, subdilo portuguez, retira-
se para lora do imperio.
Roga-se ao Sr. Jos Maria de Souza Ransel
que baja de apparecer na ra da Praia, arma/.em do
Sr. Jos da Silva Campos para negocio de sen in-
teresse.
Domingo 20 do correnle salte luz o primeiro
numero do Crato, peridico litterario c recrealivo
dedicado ao bello sexo, c acliar- da na roa Nova n. 52, loja de Boavenlura Jos de
(.aslrn Azevcdo, onde se recebem lodos os escripias
que esliverem cm termos habis c deccnles. assim
como assignaluras de 80o rs. por 2 nmeros, ron-
lar do 1., pasos adianladns: adverlc-sc que aos
sahbados larde ja pedern os assignantes ir rec-
benlo na dila loja.
O meio bilhelc da lotera n. 1151, que corre
boje 18 do correnle, pertence a socedade dos devo-
tos do frontispicio do Carmo.
Vende-se urna escrava para engenho ou fora da
provincia: na ra eslreila do Rosario sobrado
n. 35.
Vende-se unta taberna na l.ingiiela n. 3: a Ira-
lar no paleo do Terco n. 141 taberna.
Vende-e doce fino feilo de casca de goiaba c
arar : na ra das Cnizes n. 40.
Vende-se um escravo, crioulo, de honila figu-
ra, muilo manso e de exccllenle conducta : quem o
pretender, dirija-se a ra da Sania Cruz n. 76.
Vende-se nm piano por.preco mdico : na ra
Direila, sobrado n. 32.
Vcndem-se 2 lindos niiilaliuhos de S e 9 anuos,
muilo esperlos e habis, 1 preta que engomma, co-
zinha e Taz todo o sertiro, I imilatiulio bom bolieiro
c sapateiro, de 18 annos, e de boa conduela : na ra
dos Quarteis n. 24:
Farinha de mandioca de Sania Calharina, mui-
to nova e de superior qualidade : vende-se. a bordo
da polaca Cndor a Iratar com o capito, ou com
Manoel da Silva Sanios, na rua da Cadein n. 40.
Vende-sc urna escrava : na rua do Pilar cm
fora de Portas, rasa u. 18.
Vendcm-sc dous bois mangos para carrora,
bastante gordos: na cocheira da travessa do Ouvidr.
A LsOOO cada um.
Corles de chitas de barra cores (xas com toque de
mofo a 19000, corles de chitas linas largascoin barra do
lado sem deleito pelo barato preco de 29500, gra-
valinbas de seda para senhora a 320 cada unta : ven-
de-sc na loja de Gregorio 4 Silveira rua do Quei-
mado n. 7, defrontc do beceo do Pcixe F'rilo.
Fil de cores.
Vende-se na loja de Gregorio & Silveira rua do
Queimado n. 7 defrontedo becco do Pcixe Erito, fi-
l de cores, sendo brauco, prelo, cor de rusa, verde,
amarello e cor de cinza, pelo diminuto prego de 400
a vara, man^uilos de cainbraia bordados a 19600,
I98OO ca 29OOO o par, golinliasde camhraia borda-
das de ponto de cadcia, proprias para roupao de se-
nhora a 320, 100 e a 500 rs.
Muito barato a dinlieiro a vista.
Chapeos francezes para lioinem a 69600, alpaca
mesclada propria para palitos com unta vara de lar-
gura, o rovado 900 rs. ; cortes de caseniirai linas a
59500 ; ditos de ditas de core escuras a 'i9500 : se-
I1111 prelo macoo covado 39000 ; ililo de dilo su-
perior a 49600 ; corles de brim pardo de puro linbo
a 19500 : casineta toda de lia cum mofo, o covado
a oO rs. ; castores mezclados o covado a 280 ; brim
de linho dequadroso covado 260; lencos todos de
seda a 19*00 c a 19000: vende-se na loja de Gre-
gorio & Silveira, rua do Queimado 11. 7, defrontc
do becco do Pcixe-frilo.
PICHINCHA.
Vendem-se 12 pares de meiat do algodao cruas
muilo boa fazenda por 29, grvalas pretas de molla
.119280, sem molla a Is.corlcs de col leles de gurgu-
rtode seda a I98OO e 29 ditos de fusiao linos a
I96OO : vcude-se na loja de Cregorio & Silveira,
rua do Queimado n. 7, defrontc do becco do Peixc-
frilo.
Pentes de tartaruga.
\cnde-sc na loja de Gregorio Silveira. rua do
Queimado n. 7 defronlc do becco do Peixe-I'rilo.
l'enlcs de tartaruga para senhora a prceo de 49 c
59 ; chapeos de sedal de crep para sciihora lendo
algumdcfcito pelo barato prego de 59 e 69; luvs
de pellica lisas a 500 rs. o par. lilas enfeitadas a
800 rs, o par ; lencos dejeambraia brancos de marca
grande'a 320 cada nm.
CHITAS IRANCEZAS.
Vendc-sc na loja de Gregorio & Silveira, rua do
Queimado 11. 7 ilcfonte do becco do Peixe-frilo, chi-
tas francezas das mais linas que ha no mercado, lai-
do na eslampa duas, Ires e quatro cores, o covado
a 280; maulas prelasde seda para senhora a 7?, di-
las de linho bordadas de seda por 89 e IO9 ; lencos
de cassa franceza com cercadura de cores a 200, ditos
de dita mais finos a 280 r.
B
r Sedas.
Vendem-se sedas lisas fnrta-corcs, de goslo
P o mais delirado que tem viudo a esla praga,
pelo baratsimo prego de 19280 rs. o cova-
do : na rua do Queimado, loja do sobrado
zmarello 11. 21, de Jos Moreira Lopes.
$&@
Attenrito.
No alerro da Boa-Vista n.*78, ha para vender cou-
ro de lustre francez muito superior, pelo diminuto
prego de 28560 rs. a pclle, bezerro francez a 29560
rs., dito a 39200 rs., pentes finos para atar cabellos a
6*0 rs.. presos francezes a 320 rs. a libra.
Na loja de qualro porlas na rua do Queima-
M o 10, ha um completo sorlimenlo de cr-
5 tes de casomiras de cores padroes modernos,
$ e pelo barato prego de 49800 rs.
Negro peca.
Vende-se um bom negro hbil para to-
do o servico, sendo moco e olicial de sa-
pateiro : na rua do Vigario em casa dos
Sis. Franca & Companbia.
Vende-se um carro em muito bom es-
lado, sendo de 4 rodas, com os compe-
tentes arrcios, de boas molas (inglczas) :
quem o pretender dirija-sc a Boa-Vista
travessa do Veras n. 15. Adverle-se que se vende
porcoiiuitodo prego.
Vende-se un escravo de naci com 23 annos
de idade, padeiro, e cozinha o diario de urna casa :
na roa da Senzala Nova n. 30, padaria.
Vendcm-sc queijos do serian do Sirid, muilo
frescaes : na rua da Conceigao n. 4.
TAIXAS D FERRO.
Nj fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marraba lia' sempre
um grande sortimento de taiebas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem rpiindastet, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despe/.a. O
presos sao' os mais commodos.
REMEDIO INCOMPARAEL.
PELLES DE GUARA'S.
Vcndem-se pellos de guaras, sendo em porgSo :
na rua Nova n. 41.
Na rua da Cadcia de Recife 11.60, vendem-se os
segiiintes viuhos, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
Porlo,.
Burellas,
Xercz cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em caixinhns de.uma duzia de garrafas, e vista da
qualidade por prego muilo em conla.
Vende-se um sobrado de um andar, silo na rua
de S. Gongalo 11. 27, chaos proprios, prximamente
reedificado., r.onuos oitoes dt paredes dobradas,' na
frcnle um andina pela parte de delrs dous, com om
pequeo lerrago a bom quintal lodo murado com ca-
sa 110 mesmo, ecujo rendiincnlo he de 309000 rs.
mensaes : 1 tratar na rua larga do Bosario n.48, se-
cundo andar.
Vende-se a armagao de urna taberna e seus
perlences, por prego commodo, c muito propria para
tlsnm principiante pelas vanlazens que ofierece, o
local he na cidade do Olinda, rua do Balde, por dc-
baixo do sobrado que foi do fallecido Joaquim da
l.ingucla, calii achara rom quem Iralar.
~ Venilcm-c as parles que tocaram ao Sr. Belar-
mino d Arruda Cmara, no engenho Massauass, por
norle de seu sogro e sogra, e igualmente as de seus
mitos. Este engenho he um dos mclhores da provin-
cia, pois he o bem conhecido Massauass, he muilo
bom d'agua e tem cxcellenlcs obras. O motivo da
venda que he particular se dir ao comprador. Tam-
bem se vende um cofre de ferro, novo.com Ires lin-
cuclas, urna mesa de janlar de mogno com molas,
podendo accommodar 36 pessoas, urna balanga gran-
de de ferro com 36 arrobas de peso, propria para ar-
mazem de atracar ou couros, urna onga mui linda
propria para prsenle. A Iralar sobre estes d iih-uu-
tes arliaos em casa de Manoel Elias de Moura, na
praga da Boa-Visla, botica n. 24.
A 5>1)00 rs. a peca.
Pega de chita de coberlaa 59000, covado a 1G0,
ditas de cores a 160 o covado, e pega 59000, mada-
potto 39000, 39600 e 39800, e muilo fino 59000 a
pega, longos encarnados para tabaco a 160, dilos de
cassa e seda a 400, suspensorios de burraxa a 80
o par, algodao de lisia a 160 o covado, picle para
roupa de escravos a 110 o covado. chapeos de pello
francezes a 59000, chitas finas a 79600, e a 220 o co-
vado, chitas prelas para lulo a ($000 a pera, e 160
o covado, cassa para babados a 29000 a pega e a
280 a vara, coeiros de barra a 240, bactilba branca
a 320 o covado, fusiao branco paa collcte a ,500 o
covado^selim prelo ecor de rosa a 400 o covado,
cambraias de cores (xas a 200. casemira de
duas larguras-a 1,600 o covado, e oulras fa-
zendas que se dao a Iroco de pouco dinheiro, como
rlleles de gargorBo a I96OO, corles de seda a SHOO
ditos de camhraia e seda a 6-9OOO, meias cruas para
bomem a 260 o par c 29SOO a duzia, riscado francez
a 110o covado : na'rua do Livramenlo n. 14.
Vende-se urna bonita armagn de amarello en-
yernisada e envidragada, propria para qualquer lo-
ja e por prego muilo barato: a fallar na loja n. 1 do
alerro da Boa-Vista.
PBOTECCAO' AO POVO.
320 rs.
Cassa franceza para vestido com delicadas cores c
fixarengragados desenhos e muito bous pannos, por
320, s. ocovado, dinheiro i vista, nao dcixar de
agradar aos buns pas de familia, que com economa,
desojain o aceio: a iua do Crespo, loja n. 12, de
Jos da Silva Campos & Companla.
No armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, no caes da alfandega, ha para vender muilo su-
perior farinha de mandioca lavada, para mesa, em
saceos de alqueire caculado ; a Iralar no escriplorio
de Domingos Alves Malheiis.
VENEZIANAS.
No aterro da Boa-Vistan. 55,
ha um sorlimenlo de venezianas com fitas verdes
de linho e de laa, com caixa e sem ella, e tambem
concertam-se as mesmas.
Vende-se urna escrava crioula de bohila figu-
ra, com urna cria mulata de idade de 1 auno, perita
engommadeira e cozinheira, lava c cose, sem vicio
nem achaques o que se adunca ao comprador: na
rua de Hurlas 11. 60.
Vende-se urna mulatinha com 12 annos de ida-
de: na rua larga do Rosario 11. 14.
Dinbeiro a'vista.
Vendem-se,as fazendas seguinles, por baratos pre
COS.
Chitas francezas largas, o covado
Hilas de robera, dilo
Ditas de ditas dilo
Riscades caboclos para vestido, o covado '
Laa para vestidos, dilo
Alpaca cscoccza, dilo
Cortes de chita franceza larga com 13 cova-
dos a
Dilos de dila cor fixa com mofo a
Meias para senhora, o par
Dilas para dila mais linas, dito
Korzeguins para senhora
Komeiras.de lild para senhora
Longos de relroz de todas as cores
Dilos de torgal
Toucndos para senhora, ultima moda
(.orles do vestido de cassa Tranccza
Dilos de dilo de dita
Dilos de cambraia de salpicos
Cassas francezas de cores linas, .1 vara
Ditas de cores escuras, dita
Cortes de cambraia com 8 varas
Ditos de seda de quadros
Ditos de dila lavrados
Chales de relroz de 4 ponas
Grande sorlimeulo de manteletes a
gos de 103000,125000 e
e oulras muilas fazendas qoe se vendem muito em
conla, na loja da estrella, de Gregorio & Silveira.
rua do Queimado n. 7. 1
BRIM BRANCO E DE COR. .
Vende-se brim trangado de linbo a 500 rs. a vara,
dito escuro de quadros tambem de linho a 600 e 720
rs.: na rua do Crespo n. 6.
Aterro da Boa-Vista n. 55.
COMPRAS.
Compram-seosns. do Diario n. 180,
181,182 e 185 do correte me/.: .na li-
vraria daprara da Independencia 11. Gc8.
Compram-se patacoes brasileiros c
bespanbes : na rua da Cadeia do Becife,
loja de cambio n. 2i.
Gompra-se urna escrava de 20 a 25 anuos, que
IMIJENTt HOLLOWVY.
Militares de individuos de lodas as nages podem
Icslcmunbarasvirludes deslc remedio iucomparavcl,
que e provar, cm caso necessariu, que, pelo uso
dellellzcram, lem scucorpoc mcmbrosinteiraiuenle
saos, depois de haver empregado intilmente oulros
Ira la me 111 o. Cada pessoa podei-se-bacoiivcncerdessas
cutasmaravilhosas pela leilura dos peridicos quelli'as
relalam lodos os dias ha minios anuos; e, a inaior
parledellas sao lao sorprendentes que ..ilnurum os
mdicos mais clebscs. Quanlas jiessoas recobraram
com esle soberano remedio o uso de seus bracos e
lernas, depois de ter permanecido lonao lempo* nos
lospilacs, oudedeviain sollrcr a amputago! Dcllas
lia multas que havendo deixado esses asj'los de pa-
ilecimento, para sent submettercm a essa operagao
dolorosa, forain curadas coniplelnmente, mediante
o uso desse precioso remedio. Alguiuas das laes pes-
soas, na efusao de seu recouliecimenlo, declararan!
estes resultados benficos dianlc do lord corregedor
C outros magistrados, alim de mais autenlirarciii
sua alhrmaliva.
Ninmicm desesperara do estado do sua saude se
livesse batanle conlianca para ensaiar este remedio
coiisliiiitcmente, seguinuo algum lempo o tratamen-
lo que ncccssitassc a natureza do mal, rujo resulla-
ro seria provar iucoiiteslavcl mente : Que ludo cura!
O ungento he til mais particularmente nos
seguinles casos.
malriz.
Offerece-se umicaixeiro de 16 a 17 annos, para
laberna, o qual lem muila pralica : a Iratar no ater-
ro da Boa-Visla, taberna doSr. Maia.
O Sr. Antonio francisco Gama, credor do Sr i SCJ!'"!''
Jos de Barros Wanderlev, propiielario do en"enbo 1uem ,lver l'"de (,'rigir-se a rua Nova n. 10, segun-
Sacco de Ipojuca, queira," a bem de seus inler'esscs l)o ilna,ar-
ir ao escriplorio do Sr. commendador Manoel Con- i Comprase na rua da Senzala Nova n. 1, (ra-
- com Manoel Alvc
N'o alerro
da
Boa-Vista n. 55,
ha grande sorlimenlo do rodas de cano de madei-
ra de fora e do patz.
Na rua do Trapiehe n. 17, receben-se encom-
ineudis para mandar vir de Lisboa, ricos lumul s
campas, ele : no mesmo lugar se mosl-am ricosde-
Perdeu-se no dia 13 do correnle, na Boa-Visl 1
desde a rua Yelha, paleo da Santa Cruz, al a rua'
do Pires, uma medalha de prala com coroa e fu
verde, disliricgao de campanha do Esbido Orientil
do Iruguay ; a pessoa que a achou e quizer resti-
tuir, pode dirigir-se a rua Velha 11. 61, que ser r-
coinpensalo. ,-~_
Perdeu-se no (healro (l sabbado uma correnle
lina de telonio : quem a achou e quize- reslitui-l 1
dinja-scanudaCade.ia,Iojau. 40, que se gralill-
galvesda Silva, fallar|coni Jos Joaquim de Miranda,
levando ndocuiiieiilo que tan do mesmo Sr. Barros.
Aluca-se uma prela que venda na rua, e qu
san senhor se responsabilice pela mesma: no paleo
do Carmo, sobrado novo que hola a frenlc para a rua
de Hurtas ir. 2, segundo andar. '
Precisa-se de um caixeiro de menor idade para
fora da cidade, o que quizer ir, dirija-sc rua do
Sebo n. 33, ou na laberna n. 22. no alerro da Boa-
Visla : quem (ver alcumas dividas em Po-d\Alho,
ou Nazarclh e queira mandar robrar, dirija-sc i
mesma taberna, que achara com quem Iralar.
Um mogo bstanle habililado se offercrc para
ensillar em qualquer engenho primeirasledras, fran-
cez etc., o qual lem pralica de ensiuar, e da fiador a
sua conduela o saber: na rua de Apollo 11. ty 5e
dir.
Giiilherme Aaguslo Rodrigues Selle previne
ao publico ecom especialidado aos senhores compra-
dores de escravos, que nao comprem nem faram tran-
saegao alguma com dous escravos do anuunciantede
nomos Claudio e Joanna, ambos pardos e casados,
cojos foram vendidos illegalmcnte ein sua ausencia
pelo que pende liligio sobre essa venda que o annun-
cianle tem direilo e pretende annullar.
Furlou-se do segundo andar do sobrado da rua
da Cadeia Velha n. 52, um telonio de ouro palele
inglez, fabrica deseoberta, moslrador de ouro, de
los: Eglise hondn n. 6:141 : quem o descubrir sera
generosamente gratificado, levnudo-o ao sobredilo
sobrado. 1
ves de qualidades de 22 al 30 palmos de comprado,
mesmo sendo usadas.
Compra se urna escrava de habilidades, e re-
eolhida: na rua do Crespo, loja do 4 portas n. 3,
prximo ao arco de Santo Antonio.
Cnmprani-sc8a 10 inilheiros de cachimbos de
barro : quem ti\er aiititinrie para ser procurado.
Compra-se um moleqoe de 14 a 16 anuos, que
seja boa figura, sadioe proprio para oservigo de urna
casa de familia : na rua da Cruz 11. 45, escriplorio
de Viuva Ainorim & Irmao.
Compra-se una escrava crioula ou parda, ile
idade de 12 a 20 anuos, rom habilidades ou sem el-
las, recolblda ; paga-se bem : na rua Nova 11. 31.
Compra-se um esclavo, pardo ou prelo, anda
mogo, que seja bolieiro, e com preferencia se lam-
ben for sapaleiro, sem vicios e molestias, e que se
venda por alguma oulra circunstancia : quem n li-
ver, dirija se rua larga do Rosario, loja de miude-
zas n. 2flhuc achara com quem Iralar.
Lepra
-Males das pernas.
dos peilos.
de olbos.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmoer.
Qiieimadelas.
Sarna.
Supurarnos pul idas,
linha, em qualquer parle
que seja
do ligado.
das arlieulages.
Veas lurcidas, otitodadas
as peinas.
VENDAS
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reve endi-.inici- padrescapiirhinlio.s de N. S. da Pe-
nda desla cidade. augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceigao, e da noliri.i histrica da me-
dalha milagrosa, o de.\. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria 11. 6 e 8 da praga da
independencia, a 18000.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de ca liega.
das cosas.
dos membros.
Enfermldadesda culis cm
geral.
Enfennidadea do anas.
Erupges escorbulitas.
Fislulas no abdomen.
I-'naldade 011 falla de ra- Tremor d ervos.
lor as extremidades. Ulceras na bocea.
Priciras.
Gengivas escaldadas.
Iiirhacocs.
Inliaiiimacao do ligado.
da bexiga.
\ eudc-se esle ungento no cslahelccimenlo scral
de Londres, 211, Struud, c na loja de lodos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas eurarrecadas de
sua venda ein luda a tmerica do Sul, Uavanu c
Hrspanba.
Vendem-se a ROO ris cada borelinha conlni urna
inslrucgao em porluguez para explicar o modo de
fa/.er uso dcsle ungento.
O deposito geral he cm rasa do Sr. Soum, phar-
macculico, na rua da Cruz, n. 22, em Pernanibuco.
Vendem-se2 pianos lories de arma-
rio, novos, muito elegante* e de muito
boas vozes, e 1 machina inglesa lithogra-
pbica com todos os preparas necessarios,
e 5 pedras de sobresalientes : na rua do
Tra piche Novo 11. .
MOEXDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companbia
em Sanio Amaro, achn-se para vender
moendas de cajinas lodas de ferro, de um
rnodello e construcciio muito superiores.
prc-
220
180
200
160
00
500
200
19600
20
320
3saoo
4.VH)
800
1i(KI
59000
2S00O
2)00
392OO
600
480
39600
I59OOO
205000
9O9OOO
14000
Vende-se um cabriolel novo, de
bom gosto.
Ai que fri.
Vende-se superiores roberlores de lapele, de di-
versas cores, grandes a 1?20 rs., dilos brancos
l>200rs., dilos com pelo a imilago dos de papa a
1900 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
VELAS DE CEIIA DE CARNAUBA.
endem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 e 9
em las un AraraU ; na rua da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar. .
CEBA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba do Aracaty : na rua da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Rua do Crespo n. 2.
9 Vcndem-se chitas franrezas larsas de cores
<* es-uras a 210 o covado, corles de casemira de
cores e padroes modernos a I9JOO, dilos de
9 casemira preta lina a 49.JOO, panno prelo e
w de cores a 350(1 o covado. cortes de meia ca-
*9 semira a I96OO, ditos de brim de linho deco-
res a 96OO, riscado de linho de cores escuras
? a 20o rovado, merino prelo com duas lar-
guras a l.-hnii covado, chales de laa grandes
e de cores escuras a 8IKI rs., dilos encorpados
f a l>280, esguao de linho muilo fino a 19120 @
a vara, selim prelo muilo enrorpado e de su-
9 perior qualidade a 29V, cambraia* prelas e
J5 de cores, gostos modernos, por prego comino-
fe do, chapeos do Chili linos, e oulras muilas fa- f$
t?; zendas por prego muilo em conta. *
lttiifiMM @eacg@
Chapeos de sol muilo grandes, com cabos de
caima e baleas, muilo fortes, de seda de lodas as co-
res e qualidades, lisos o lavrados, proprios para a
chova, por prego muilo conimor/u ; na rua do Col-
lesio 11. 4.
NO (tmm 1.1ORIO HOiHEOPtTHICO
no
v DR. P. A. LOBO HOSCOSO.
Vendem-se assegointcs obras de homeopathia cm
francez :
Manual do Dr. Jahr, 4 voluntes
Bapou, historia da liomenpalhia, 2 volumes
Harlhman, uralado romplelo das molestias
dos meninos, I volunte
A. Tesle, malcra medica bom.
De Fajle, doulrina medica bom.
Clinira de Slaoucli
Carling, verdade da huntcopalbia
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas
Diccionario de Nvsleu
NAVALHAS A CONTENTO E TESOL'RAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Aucuslo C. de Abreu, coali-
nuam^e a vender a 89000 o par (prego fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alm de durarem eilraordia-
nainenie, nao se sentem no rosto na accao de corlar >
vendem-se com a condigno de, njo aaradando, po-
derem os compradores derolvc-las al 15 dias depois
da compra resliiu,ndo-c o importe. Na mesma ca-
sa ha neis lesounnhas para unhas, feilas pelo mes-:
mofal'icaole. F
Vendem-se em casa de S. P. Jobns
ton & C., na rua de Senzalla Nova n. 42.
Linbo do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Reloglos de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 7> arrobas.
Fornoscre farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forra.
Cobre de forro.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife 11. ,"i0 lia para vender
barris com cal de Lisboa, recenlcmenle chegada.
Vende-se um brago de balaoga grande por pre-
go commodo : no paleo do Terco sobrado de um an-
dar n. 36.
Taixas
Na fundicao"
Bowmann, na
do o chafar
para engenhos.
de ferro de D. W.
rua do Brum, passan-
continua^-Jiaver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se o carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Vende-se fumo emlolha, de varias
'qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Comes & Com-
panbia, na rua do Trapichen. 16.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Res, continua a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem em pedia : tudo por preco a
satisfazer aos seus antigos e novos tre-
guezes.
Cola da Babia, de qualidade esco-
llada, e porjireco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 1C, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panbia.
Loiica vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollamia,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se superior potassa nacional,
em barrkiuinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Allierto Sodre da Motta, na rua do
Azeite de Peixe, ouna rua do Trapiche n.
i, com Novaes & Companbia.
Vende-se superior farinha de man-
dioca de Santa Catharina, em saccas por
Cassas francezas a ."20 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
. "' J.Sndem"se M,sls francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda* de muito boa nbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companbia, rua do Trapiche Novo n. 16/
segundo andar.
grases**
Farinha de S. Matheus.
Vende-se snperior farinha de mandioca
muito nova ebegad de s. Mmheus e por
prego commodo, a bordo do hiele Anda: sur-
to no raes do Collegio, para porgo n que
se far abale de prego: Irala-se uo escripl
rio da rua da Cruz n. 40 primeiro amiar.
SALSA PARRILHA
nova e de superior qualidade, em rosol pequeos
vende-se na Iravessa da Madre de Dos, armazem
n. 12.
VINIIO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barns de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da rua do Azeite de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Companbia, na rua do Trapiche, n. ."4.
M Corles ile chita de barra de cores Osas a
Xg 13600 cada corte : na ma do Queimado n. *S
gg 29, loja do sobrado amarello. que volta para ^
2 o largo do Collegio. Na mesma loja se en- 8
fi contra um completo sorlimenlo de fazendas j
m de todas as qualidades, epor prego qoe agr- 3w
3 dan ao compradores.
tratar na travessa da Madre de Dos, armazem n.12.
vende-se. um excellente carrtnlio de 4 roda,
mu nem eonsiruido.eem bom estado ; est exposlo
na rua doAraaao, casa do Sr. Nesmen. 6, onde po-
dem os prelendenles examina-lo, e IraUr do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no
lenle n. 27, armazem.
Vendem-se a 39 saccas grandes com arroz de
casca: no armazem defronle da porta da alfandega.
Vcnde-se um bonito escravo, crioulo, de 20
annos, ptimo para pagem ou bolieiro : na roa Ve-
lha n. 94.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Boa-Vista, defronte da bo-
neca n. 14,
he chegado um novo e completo sorlimenlo de cal-
gados de todas as qualidades, tanto para homcm como
para senhora, borzeguins elsticos para homem e se-
nhora, meninos e meninas, e os bem conhecidos sa-
patoes e bolins do Aracaly, ludo por prego commo-
do, alim de se apurar dinheiro.
Vende-se uma cama de angico com armagao e
seu competente colchao, ludo em muilo bom estado
e prego^Yommodo : na rua de Aguas-Verdes n. 14.
sobrado.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Amonio rranrisco Marlins, se vende os mais sope-
ores queijos londrinos, presumo para fiambre, l-
timamente ebegados na barca ingiera Valva-
rano. r
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibton:
vcndem-se relogios de ouro de sabonete, de pala-
te ingieres, Ha melhor qualidade e fabricados em
Londres, por prego commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para rorref de sellios che-
gada recenlemenle da America.
Moinhos de vento
'ombombasderepmopara regar norias c baixa,
decapim.nafundigadeD. W. Bou-mu na roa
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se uma padaria muilo afreguezsda: a Iralar
com Tas & Irmos.
Devoto Chiistao.
Sabio a luz a 2. edigSo do livrinho denominado
Devolo Chrislan.mais correcto acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praga da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Redes acolchoacb,
brancas e de cores de nm s panno ,'llnilo grandes e
de bom gasto : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
i-
Vende-se uma escrava.
de honila figura, hbil para
t linda negrinha de 7 anuos
I n. 83, se dir quem vendq
de Jos Joaquim Pereira de Mello, nol Vende-se supe^cfi *7
pilero muito commodo : a tratar no arma-1
zt|n de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
Trapichen. ,"4, primeiro an-
i po-
na rua do
dar.
Vcnde-se farinha de mandioca : a bordo d
laca (iCiuidnro, ou a Iratar com Tasso limaos.
Vendem-se 6 molccoles de bonitas figuras, e
muito mogos: na rua Direila n. 3.
' Vcndem-se cepos para agougue : nos A Toga-
dos, rua do Quiabo n. 76.
CHAPEOS DE SOL A 49800.
Na rua do Collegio a. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda prelos e de cores, armagao de balea, ca-
bos finos, os quaes visla da qualidade ninguem dei-
xaja de comprar, e oulras muilas qualidades, por
prego razoavel.
SACCAS COM MI MI.
Na rua do Vigario n. 33, em casa de Joao Fer-
nandes Haplisla, vendem-se saccas com milho
SfSOO rs.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a prego commodo, em casa de Barroca
& Castro, na rua da Cadcia do Recife o. 4.
Vcnde-se uma balanga romana com todos os
seus perlences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se n rua da Cruz, armazem n.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior arinha de mandioca de Santa Catha-
rina : no armazem de Machado & Pinhei-
ro, na rua doAmoiim n. 54.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companbia, rua do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
1$,
i

POTASSA BRASILEIRA. ($
Vende-se superior potassa, fa- ^
bricada no Rio de Janeiro, che- 6*)
gada recentemente, recommen- |*
da-se aos senhores de engenho os EL
seus bous ell'eitos ja' experimen- w
lados: na rua da Cruz n. 20, ai- W
mazem de L. Leconte Feron & 0
Companhia.
165000
163000
10-000
85000
75000
67XHXI
4t(KH)
61000
105O0O
Na rua do Vinario n. 10, primeiro andar, vcn-
de-se cera lauto em grumo, como cm vallas, cm cal-
xas, com muilo bom sorlimenlo c de stperior quali-
dade, chegada ^ de Lisboa na barca GralidSo, assim
como bolachin'ias cm Islas de 8 libras.e farello muito
uovocm saccas de mais de 3 arrobas.
10 Deposito de vinho de cham- $
@5 pagne Cbateau-Ay, primeiraqua- 9
M I da de, de propriedade do condi
*$ *? Mareul, rua da Cinjz do Re- gL
j- cifo n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende- $
(fi se a 56^1000 -s. cada caixa, acha- ^
^ se nicamente em casa de L. Le- :
f comte Feron & Companhia. N. B.
I Asea xas sao marcadas a fogo
(^ Conde deMarciiil e os rtulos
r$) das garrafas s'io azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Roberlores oscuros muilo grandes e encorpados,
ditos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de laa, a l?100 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadcia.
V endem-se relogjns de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praga da Independencia n. 18 e 20.
Seposito da fabrica ds Todos os Santo na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao Irangado d'aquella fabrica,
mu lo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmnt & Com-
panhia, na praga do Corpo Santn. 11, o scguinle:
vinho dcMarscillcem caixas de 8 a 6 duzias, liulias
em novellos ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ago de mila surtido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
icaspara piano, violto c flauta, como
scjam.quadrilbas, valsas, redowa, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Asencla.de Edwla M.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-se conslantemenlc bons sorli-
menlos de taixas de ferro coado e balido, lauto ra-
sa como fundas, mocudas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de lodos os lamanhos e modelos os mais modernos, ^
machina horisonlal para vapor com forra de
I cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslauhado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro a Suecia, e fo-,
I has de (landres ; ludo por barato prego. I
chocada recenlemene>*
lo, trapiche do Barbosa' n. 11.,
crioula, de 22 annos,
^*v< servico. e urna
fia rua Direila
'ssa %a Bos-
-o"Corpo Siu-
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu do engenho novo- denominado
(incordia, sito nn freguezia da Luz, no dia 6 do cor-
te mez, o prelo Jos, crioulo; por appellido Jos co-
zinbeiro, de idade 40 annos, pouco mais ou menos,
alio, ebeio do corpo, bem prelo, roslo grosseiro, pou-
ca barba, olhns um pouco pequeos, e alguma coo-
sa vermelhos, mose ps grossos, com om dos dedos
dos pes rendo e sem unha, os denles de cima lirados.
Esle escravo foi comprado nesla praga ao Sr. Knniao
Antonio da Silva Alcntara qoe tem armazem de as-
sucar no Recife; paga-se generosamente a quem o
apprehender, conduzindo-o ao lugar determinado.oa
rua Direila desla cidade, taberna n. 72.
Desappareceu no dia 16 de julbo, do engenho
Maragi, um escravo de nome Amaro, crioulo, de
idade 4a annos, j pinta, baixo, grosso, pouco ca-
bello, barbado, as veres lem barba por baixo do
queixn. lem pelo corpo muilas cicalriies de chicote,
os pes grossos que parece j ler algum principio de
arislim. lem uma orelha furada com brinco ou sem
elle ; levou camisa e ceroula de algodao Irangado,
e chapeo de palba quem o apprehender e condnzi-
1 ao mesmo engenho, ou no Kecife, roa do Vigario
o. 29, armazem, ser recompensado.
A20domezdejulho prximo passado desap-
pareceu uma escrava, de nagas Cibund, de none
Isabel, com os siguaes segninles ; corpo secco, allu-
lura regular, cara com marcas de hexigas, urna pe-
quea costura em uma das orelha ; levou saa de
algodao azul, panno da Cosa com bico pela beira,
anda com um laboleiro, tem sido encontrada pelas
estradas do Monleiro, Casa Forte, Aducios, becco
do Espiuheiro, caminho de Beberibe, l'assageui. Es-
trada Nova; e Soledade: quem a pegar, leve-a rua
eslreila do Rosario, sobrado n. 35, que ser recom-
pensado.
Conlinuam eslar fgidos os escravos src inte-
Miguel, crioulo, bastante preto, com rosto redondo,
nariz regular, borc grande e com falta de dous
remes na frente, beigos grossos, toeixo largo, sem
barba, pes e maos largas, pescogo curio e grosso. he
bstanle regrisla, foi canoeiro nos porlos da roa No-
va, c Recite; o outro Roberto, crioulo, alio, cheio
do corpo, roslo comprido, com marcas de bexigas,
muilo pouco barba ou" quasi neuhuma, olbos pe-
queos, nariz grande e chato, pe e mos grandes,
lem os demes limados e as pernas meias lorias, loi
lamhcm canoeiro, Irabalhador na estiva e calraeirn,
quem os pegar leve-os na Casa Forte sitio que foi do
Sr. D.Nello, quesera bem recompensado;0tambem
se protesta criminalmente contra quem os tiver e pe-
los dias de ser\ igos diarios a 1,600 rs.
No dia 11 de agoslo desappareceu da villa de
Barreiros uma escrava de nome yuiteria, com os
siguaes seguinles : crioula, corpo regular, re forra-
da. beigos grossos e doblados, a cabega batida de de-
Iraz para dianle, vestido de chita, ji esteve presa na
cadeia do Recifc com o nome de Hara da C.onceicao,
e por isso he bem conhecida dos capilaes de campo,
julga-se que viesse para esla pragl com om escravo
da familia do Sr. Dr. I.ourengo Avelino: roga-se as
auloridades e capilaes de campo a apprehengilo da
mesma. e entrega-la na rua do Burgos, nadara n.
31, que scro recompensados.
Ainda conlihua estar fgido o preto qoe, em 11
de Miembro prximo passado, foi do Monleiro a um
mandado no engenho Verlentc, acorppanliando urnas
vareas de mando do Sr. Jos Bernardino Pereira de
"rilo, que o alugou para o mesmo fim; o escravo be
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso c meio cor-
(-iiid.i. com a barriga grande, lem um sigual grande
de ferida na perna direila, cor prela, oldegas em-
pinadas para fra, pouca barba, lem o terceiro dedo
da mo direila encolhido, e falia-lhe o quarlo: le-
vou veslide calca azul de ruarle, camisa de algodao
tizo americano, porm levou oulras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo preto de seda novo, e usa
sempre de corris na cima: quem o pecar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu senhor Rumio Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pclniriuho arma-
zem de assucar n. c 7 de Romao&C, que ter re-
compensado.
Desappareceu nn dia 23 de jullio passado, de
bordo do brigue Santa Barbara Vencedora, o preto
marinbero, de nome.Luiz, o qual representa ter
30 annos de idade. cor fula, baixo, nariz chao. lem
algumas marcas de bexigas e pooca barba, e he na-
tural das Alagoas : roga-se, perianto, a todas as au-
toridades policiaes e capilaes de campo a sua appre-
hensao, c leva-lo fu da Cadcia dn Recife ti. 3.
escriplorio de Amorim Irmaos, que se gratificar
com OUJOOO.
Desappareceu no da 1. de agoslo o prelo Rav-
mundo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco ma'i
ou menos, natural do Ico, conhecido all por Hay-
mundo do Paula, muilo roitvivenle, locador doflau-
lim, cantador, quebrado de uma verilba, barba ser-
rada, beigos grossos, estatura regular, diz saber lr
e escrever, lem sido encontrado por vezes por delraz
la rua do Caldeireiro, juntamente com urna prela
sna concubina, que tem o appellido de Maria .cinco
reis ; porlanto roca-se as autoridades policiaes, ca-
pilaes de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
preliendam e \e\ em a rua DireiRi u. 76, que serao
generosamente gral lirados.
Pe-, Ty do m, V. a. Tarta.18W.
^
\
%


Full Text
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