Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01435


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Full Text
NIIIIU AAA. II. IOf.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
yUllllH I UIIIH II UL HUUJ I U Uk iuw-t.
- <
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
w
DIARIO DE PERNAMBUGO
ENCARRILADOS DA SUBSCRIPOAO'.
Recite, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoaoPsreira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo doMcn-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, oSr.JoaquimlgnacioPereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lenjos Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Marauho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, oSr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 36 a 26 1/2 d. por 1$
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
a Rio de Janeiro, a 15 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leltras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Mocdas de 69400 velhas. 163000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 90fl0
Prala.Palaroes brasileiros..... 19040
Pesos columnarios..... 19040
b mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruan'i, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Lx e uricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRKAMAR DF. IIOJE.
Primeira s 10 horas e 54 minutos da manha.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da tarda.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas.e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Agosto 8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarlo minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da Urde.
31 Quarto crescente s 3 horas, 48 mi-
nuto e 48 segundos da manba.
DIAS DA SEMANA.
14 Segunda. Jejum (Vigilia) S. Eusebio presb.
15 Terca. >Jj5< Assumpeo da SS. Virgem.
16 Quarta. S. Roque f. ; S. Jacintho.
17 Quinta. S. Maraede m. ; S. Eutiquiano
18 Sexta. S. Clara do Monte Falco v.
19 Sabbado. S. Luiz b. f.; S. Thecla v. m.
20 Domingo. 11. S. Joaquim Pai da SS. Vir-
gem Mai de Dos ;S. Bernardo ab.dout. da I.
r
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1
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I '
AVISO.
O pagamento da ubscripcao deste Dia-
rio, a YjfOOO por rniartel, deve ser feito
adiantado enao pelo coirer delle, eo de
I S")II no Bm e nao no segiiinte trimes-
tre ; portanto, os Sr*. assignantes devein
attender ao e\po*to, para niio fazerem
o cobrador gastar tantas passadas por tao
pequena (planta.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO SA PROVINCIA.
Expediente do da 14 da fono.
Ofllcio Ao Exm. ilirector geral da inslrucc,ao
publica, recommendando que, desde ja. v tratando
de fazer urna exposicao circumslanciaria do estado
taquilla directora, a qual dever ser envi.nla se-
cretaria da presidencia at o dia 2 de Janeiro futuro
iinprelerivelmenle, afim de servir de base ao reta-
lorio que tem de ser apresenlado assembla legis-
lativa provincial na saa reuniito do 1 de marco vin-
douro.Nesle sentido otliciou-se a todas as mais
repartieres provinciaes.
rtito Ao coronel coromandanle das armas, com-
muuicando liaver concedido, mas registrada, a li-
cenca de dous mezes que pedio o soldado do 2o ba-
talllo de i ifanliiria, Antonio Joaquim de Miraml.i
llenriques, para ir comarca do Brejo agenciar os
documentos precisos para juslificar-sc cadete.
Dito Ao mesmo, concedendo a aulorisar~ pedio o commandante do forte de Gaibu, para man-
dar tapar as duas portas de que trata S. S. para se-
guranza do edificio que serve de aloja ment ao re-
ferido commandante.Communicou-se ao inspector
da ihesnuraria de fazenda. '
Dito Ao mesmo, recommemiando que mande
apresemar ao director do arsenal de guerra o menor
Rufino Francisco de Paula, de que traa o oflicio de
S. S., il -J'. dojultio ultimo, afim de ser elle alista-
do na companhia de aprendizes daquclle arsenal.
Bxpcdiram-se as convenientes ordens a respeilo.
Dito Ao inspector da thesourara de fazenda,
inleirando-n de liaver Concedido dous mezes de li-
cenca com ordeuado ao promotor publico da comar-
ca de Flores, Sergio Dinii de Moura e Mallos, para
vir a esta capital tratar de sUa saudcFizeram-se
as oulras communicacaes a respeilo.
Dito Ao presidente do conscllio adniinislrali-
vo, para promover a compra das blendas e maisob-
jectos mencionados na relacao que remelle, os quaes
Ao neceasarios ao arsenal de guerra, nao para
ciinipriinenlo dos ajnsos da repartirn da guerra, de
JO de junhii e O de julho deste anno, mas lamben)
para saltsfozer diversas requisiees. Nesle sentido
lizeram-se as convenientes coniinnuica-es.
Dito Ao director geral do monte >o dos servi-
dores do estado, trausmillin lo urna Icllra na impor-
tancia de 500)086 r. tacada a favor do Uiesourciro
daquelle estahe/ecimento, a qnal, segundo consta da
conla que rjale, fofjirrecadaila dos conlribuinlcs
do mcsnio iiswaejerimcfeto nesfa provincia, desde 2G
de junlij ultimo\t 7 ueste mez.Conmunicou-se
ao inspector da lliesonraria de fazenda.
Dito Ao director das obras publicas, inleiran-
do-o de liaver expedido ordem ao inspector da the-
sourara provincial para que, vista co competente
certificado, mande pagar ao arrematante da 2" parlo
doempedramento da estrada do norte i importancia
ja 1* prestado a que elle tem direilo.
Dilo Ao commandante superior da guarda na-
cional desla municipio, approvando o fardamculo
para os mu> ico- do batalho de arlilharia da mesma
guarda uacional.de conformidade com figuriuo que
Smc. remcUeu.
Dito A' cmara municipal do I.irioero, dizen-
do que, com a Copia que remulle rio parecer do
contador da lliesonraria provincial, responde ao ofli-
cio em que aquella cmara pede naga nenio do sin-
gad da cusa que serve de quarlel ao destacamento
all estacionado.
Portara Ao director do arsenal de guerra, pa-
ra mandar aprcroplar e reroetter ab chufe de indicia,
afim de seren enviados ao capilo delegado do ler-
na de Boa-Vista, 12 pares do algcmas coro os seus
compeleutes cadeados.Communicou-se ao referido
chefe.
Dita Ao senle da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar ao hachare! Juse l'creita da
Silva, que segu para o Para, as duas passagens de
estado, que estiverem vagas no vapor que se espera
do sul.
Dita Ao mesmo, recommendando a expedicao
de MH ordens, para quo no primeiro vapor que
chegar do sul, seja transportado ate o "ara dispo-
5*0 do E\m. presidente daquclla provincia, o arli-
ficc de fogo Manoel Panlateao da Cos'.a, bem como
a mulher deste.
pretextaiito nao poder ler noite, c dando assim
lugar a que o referido Payant pasasse ainda a noile
na prisSo ; enmpre-mc significar a V. S. que, em
visla das infurmacOes que a lal respeilo exigi, nao
pude'tirar outra conclnsao seno que mesmo noi-
le depois das 1) horas Iralou o subdelegado de dar
exeeucao ao que llie fora ordenado pelo chefe de po-
lica, nao leudo porm lugar a soltura immediata-
mente por ler sido a ordem expedida ao carcerciro da
caricia, napersuasaodcnellaachar-seopreso, quando
havia sido recolhirio ao quarlel rio corpo de polica,
d'onde na manha seguinle foi sem demora posto
em liberdade.
A verdade do que acabo de declarar a V. S. da-
me a salisfacao de Mo encontrar no proccdimenlo
rio subdelegado do Kecfe n menor sigual de oppres-
sao ao subdito inslez Mr. Henry l'ayaiil, nem de
menosprezo requisiro de V. S. a quem tenlio i
fortuna de renovar os meus protestos da mais per-
feila rniisiilerac.lo.
Deosgnardea V. S. Palacio Jo governo de Per-
namliiicu 5 de agosto de is",i.Jos Henlo da Cu-
nha e Figueirctlo.Sr. cousul de Inglaterra tiesta
provincia.
EXTERIOR.
Encontramos as cazetas vindas de New-York pelo
Franklin, urna proclamarlo rio presidente Pierce
contra as novas eipedices que se preparam, como
dizem, em nova Orlcans e New-Vork contra a illia
de Cuba. Se podessemos ter ptena confianza na
ariminislracao do presidentePierce.acceilariamosesta
proclamacao como urna prova sincera da boa von-
lade que o anima para manter a paz entre a Despa-
lilla c os Eslarios-Unirios. Infelizmente nao estamos
bem convencidos que o governo de Washington pro-
cure aproveilar-se dos embaracos em que a guerra
laacou a poltica europea. Suas exigencias a res-
peilo da quesillo rio flack IVurriar, a lingaagem
que leein osseusorgaos devem inspirar alguma ries-
cotifianca, e pode-ie lalvez suspeitar que esta de-
monslra^o he urna manobra, cujo fim lie seguir o
mais que for possiveko direilo das naques, ao passo
que de nutro lado se prepara au mesmo lempo para
enviar-se llespanlia urna missao com inslrucroes
muilo compromeltedoras para a paz, e cujo resul-
tado poderia dar um pretexto a novas e mais temi-
veisemprezas, contra as pos Novo Mundo.
Eis aqui o texto da proclamado.
Proclamaffio.
Vi.'o que-a informacao rccobtda de que muitos
ririadosdns Estarios-UnidoS, e oulros individuos alli
residenles eaUo oceuparios em organisar c esquipar
urna experiieno militar para a iuvasSe da ilti.i de
Cuba, e visto que a dila empreza he conlrara ao es-
pirito e as cslipulacOrs formaos dos Iralados entre
os Estados Unidos ca llespanha, derogatoria ao ca-
rador desla uacao e em violaran dos direilos evj-
ilenlcs. e das ohngaces de cidados fiis c palriV
Slicat ; e sendo o dever das autoridades constituidas
Estados-Unido*, ler e mauter a verifirar.lu "d
Illiu. Sr,Tenilo presente ola ein que V. S.
me reprsenla, que haveuilo o chefe de polica,
requisicao de V. S. ordenado a soltura de Mr. Hen-
i\ l'avant, secretario desse consulado, preso pelo
subdelegado do Recife qnandn o fora tambem nm
dos mai lijos do.brigue ingle/. /:'.f/irrss, uao cumplir
i ordem immcdialamentc o mesmo subdelegad^, sas solrerain consideravelmente
^^S aj.ritmt,j~ t, ...i...., ,. u lliniri' i f. i i i i' i, '_ i M .
H^iiidequcslao defiaze dcituerra, e n.loconsentirqJP ^
esla queslao possa ser coTtirititaH.i ",aluien', de-
baixo de algum pretexto qualquer que elle seja ; c
orno para este fim todas as emprezas particulares
de um carcter hostil, organisadas nos Estados-Uni-
dos contra qualquer potencia estraugeira, com a
qual ns Estados-Unidosestejam em paz, sao prohi-
bidas c declaradas por umaelo expresso do congresso,
umaollciisa : boje, em couseqnencia e em virtude
da auloridade de que eslouinvestido pela conslilui-
clio, e presidente dos Eslados-Unidos, enuncio esla
proclamaco alim-de advertir a todos, qne o gr'verno
geral reclama como um direilo e um dever d^r fazer
inlcrvir por honra de suas (ropas, o direilo de seus
cidadflos, a seguranca nacional e a conservadlo da
Iranquillidade em qualquer parle que ella seja ame-
arada ; e nao rieixani de perseguir com a cnergia
iiecessiria, lodos aquellos que esquecidos de sua re-
pnliu-lo e da de seu paz ousam deste modo riespre-
zar as leis rio paiz, e outras obrgaccs coudas nos
tratados. I-aro ver a lodos os hons ridadaos, que
previnam c cinharacem lodo movimento contrario
a f e s leis do paiz, ciicarreganrio especialmente os
differenlcs attorneys dos rtistrirtos, os colledores e
oulros oftiriacs dosEslarios-Unidot,civis e militares,
o* quaes lem um poder legal as Iscalidarics, que
facam uso dola, afim de manlcr a autoridade e
conservar a paz dos Estados-Unidos.
Dada por ininlia propria roilo e com o sello dos
Esladosl nidos, a 31 de maio do anno de Nosso Se-
nlioi de 1854, TK da independencia do-F,-lados-1"ni-
dos. PllCC.
Pelo presidente, /'. L. Maraj.
l.r-se no .Ve York Herald de 3 de junho o se-
gunde :
Urna lerrivel explosao leve lugar em Wilming-
lon (Delanarej a 31 de maio.
a Cinco barril rie plvora conduzidos em tres wa-
gons, inccildiaram-se s 10 horas c meia da manha
as ras da ciriade, e morreram 7 pessoas e l ca-
vallos, licanrin pessoas morlalmenle feridas.
O palacio do hispo, 6 casas particulares, e 6 cstri-
harias_imwH inleiimenle destruidas, c outras 75ca-
4
CASAREMOS
POR NATHANIKL.
II
Um sr nnde .icn Ice luir n i o .....iimn
peiiuriin cldndc.
(Conliniiarito.)
Ncssa fioca, o conde que al entilo Uvera apenas
relacocs falladas com madama de Saseval.cninepiu
a visita-la tnaii intima c cnidamente, madama de
Saiseval levav tambem muilas vezes no riomiuuo
as duas filhas ao easlello, cujo proprielario pareca
ler muito prazer em recebe-las.
Desde eiilflo a* cooverjacei que linham ala'cado
A ala com moderaco, porque ella era ueralmeule Ic-
inida, precipilaram-se iicssa nova estrada. Prie-se
erar ao principio que o conde de (,l indevcz tinha
vistas sobre Anua ou Mara; mas dppois <|c urna
Ioiiim coiivcrsacau de Aglac com as duas irmas, es-
palliou-ao o boato rie que era madama de Saiseval o
ubjcctn dasallencftes do telho par de Franca.
-V tempestada comecou entao a bramir cora lodo
o sen furor. O notario di/.in riiirio-sn que esperava
que o cabella nao Ihc recusara o conlralu. L'ma
mulher responda ern-nndo os beieus, quo eslava lon-
go de erer que um hoiuem lio rico e tilo bem nasci-
rio commellessc loucura de casar com os restos de
fonnosiira de uina pessoa que tinha Iras fllhas para
casar. Quindo madama de Saiseval enlrava no sa-
liio ein ju reunia^B a socieria.le todas as noites,
pergaauvnro-lhe com nOeciajao nolicias de Mr. de
jlainjevez. Vio-se nossa occasiAo mu cousa cxlra-
vaganle. Todas as mulheres al enU i Iiaviain les-
leiiiiiiiliadn minia svmpathia a madama de Saiseval,
e liiiham lameiilado muilas ve/.es a laoriicidiide rie
sua furliiiili; pnrin agora pareriam querer-the nal
pela febeidarie que julgavam prestes a neonteccr-lie.
Uso era setn riuvida pelo excesso de urna son.ihili-
darie que lumia nao adiar mais materia em que tn>
ercer-se, ou entao pendradas de lodon os incoo ve-
nientes e de lodos os enfados ligados vpulencia.de-
scjivini afaslar-llie da cabera com seim riscus e pe-
ricos o inilli.io de que a julgavam anicaruda.
llevamos ronfessar qne madama rie Saiseval mol-
vara, \.\\?7 pelo acolhimeiilo sollicilo que fazia ao
conde 4e Clandevez, os boa los que comeravam a ror-
rer. Alni disso havia nina pessoa que, i-nvolla as
Vide Di.iiio ii. 1RJ.
O abalo foi lao forte, que os habitantes da vizi-
nli.mca julgaram ser um terremoto.
A causa primaria do sioistro he iguorada c prova-
velmenle o sera sempre.
No mez de maio chegaram-nos de riiflerenlcs por-
los estrangeirns 16 vapores, 137 navios, 118 barcas,
IS3 hrigues, -96 escunas, e urna galeota, oque faz
um tolal de 581 navios, dos quaes"* 192 sao eslran-
geiros.
Segundo um rclalorio oflicial, a somma em espe-
cies arrecadada pelo Ihesouro em diversos lugares,
eleva-se a 2i> milhoes -2X0,000 dollars (153 milhocs
1X1,000 franco-.
As gazetasrio Mxico de 17 de maio, coofirmam a
enfraila do dictador em sua capital, de volla da
cainpaulia do Sul, assim como o annunciam pompo-
samente as mesmas gazetas.
Na sabida rio paquete, as Testas ordenadas pelo
governo conlinuavam ; celehrava-se deste modo a
pretendida victoria de Sania Auna. Porm poder-
se-hia dizer com mais fundamento sua fgida provi-
dencial,
Finalmente nada sabemos de positivo a respeito
rio resultado da campanha.
Os commandanles miniares dizem em suas pro-
clamaccs, que o presidente fez urna das mais bri-
Ihanles, marchando rie victoria em victoria, etc. As
gazetas sao obrigadas a cantar no mesmo tom, e as
correspondencias particulares sao interceptadas.
Dous sargentos da guarnirlo rio forle de San-Joo
riTIloa, que haviam tenlario* provocar um pronun
ciamtnto naqnella fortaleza, para facilitar a fgida
do general Avaloz, foram deseobcrlos. Um dclles
foi sentenciado a morle pelo conselho de guerra, e
espingardeado no dia 11. Conlinuava-sc no proces-
so contra os seus cmplices.
O Trail tV nion foi preso e condemnado a urna
mulla de (iini dollars, por ler dilo que os arcos de
Iriumpho erguidos para a grande entrada de Santa
Anna, nao cram bstanle altos- para o dcixar pas-
sarcom a cabera coroada de todos os louros das
vic l o ins, que elle a cala va de conseguir. A estrada
do Mxico para Vera Cruz, acaba rie dar chronica
dos grandes caminhos dous episodios trgicos. A
diligencia do Mxico para Vera-Cruz foi delida no
dia 3, enlrcAmozor, Acajetc. Alguns tiros l i vera m
lugar entre os viajantes e os salteadores ; o cochei-
ro foi gravemente ferido e suecumbio aos seus feri-
menlos.
Acharam-sc X balas na madeira ou nos cooros da
carruagem.
No dia seguinle a diligencia que de manha tinha
partido do Mxico, foi atacada em Tecamac por
urna tropa de cavalleiros. Os viajantes disposlos pa-
ra se defenderem, descarregam as armas contra os
aggressores.
O conde Csalo e seus compatriotas, oSr. Villa-
perlas, apearam-se para segurar melhor os Mus ti-
ros; entretanto, o cocheiro nnieriroulado chicoteou
os cavallos, c daitoq na estrada os dous bravos. '
OSr. Csalo, depois rie ler unirlo um dos ladrcs,
receben urna bala no meio do peilo e cabio morto
inmediatamente. .
O Sr. Valapertas pode alcancara carruageui sal-
amenlo. L'm dos viajantes levo um ferimenlo na
face. Aflirma-se que alcm rio morto, os salteadores
liveram alguns hnmens feridos. A escolla houve-se
cobanlemenle. A diligencia cunduzio para o Mxi-
co o corpo de Mr. Csalo, e seus fuemos liveram
lugar s t para s 5 horas. O conde Csalo era se-
nhor rie urna immensa fortuna, e um dos mais in-
trpidos lourislas da poca.
Elle viajara para diverlir-se e se distingua por
toda a parte pela simplicidade rie suas maneiras, e
pela sua inesgolavel cardade. Dizem qne elle dei-
xa iloacoes rousideraveis destinadas a estabeleci-
mentosde utilidade publica no Piemonte.
(Journal den Debat.)
apparencias ria indnereiiea, esprclava lorias as ac-
coes, lorias as palavras e ale os geslos rie madama
de Saiseval, revolva conlra ella torios os espirilos,
excitava as invejas, alieava os odios com nm poder
de intriga, ao qual so lallava um grande thealro pa-
ra produzir graves acoulecimenlos. Essa pessoa era
Aslac. Evislcm mais rio que se credesses genios obs-
curos, que encerrados pela Providencia nos limites
cslreilos do lar domestico, empregam em malquistar
duas pessoas lana habildade quanta seria misler
para dividir dous poros, e cujo engenho encarcera-
do us qualro ps quadrados do horisonle excila
lempestades em um copo de agua, c perturba o impe-
rio rio infinilamente pequeo.
No momento em que a espectalivu do impcrcepli-
ve! publico de Chaleauneuf era a maior, c c effervescencia dos espritus eslava em seu auge, sou-
be-se que o conde rie (ilandevez ia dar um desses
banquetes que reuniam ein longos nlervallos os ha-
bilanles rie Chaleauneuf, e os proprictarios dos cas-
tellnscircumvisinhos.
(I cabriold rie Arlhur Mobray parou urna noite a
porla da rasuha da viuva ; o conde linha-o cncar-
rezario do levar urna caria a madama de Saiseval.
Era um convite pero c simples'.' ou essa caria con-
tinlni urna noticia longo lempo esperada'.' (leerlo
he quo madama de Saiseval, a nica que poda re-
solver esla queslao, tmiriou rie cor ao ler o bilhclc,
s? nini ma das grandes emoces, quer sejam causadas
pela dor, qur pela alegra.
Emquanlo ella escrevia alzumas Iinhas para acei-
tar o convite do conde, Arlhur Iravou com Anna
urna das conver-acocs que lano agrariavam a moca ;
porqaanlo Mobrav, enilwraeslivesse na flor da idaric,
tinha viajado por quasi lorias ns partes da Europa.
A conversaran riurou ainda alguns niiniUos, riepois
elle samlnu as duas mulheres com graca e riespedio-
se ciprminilo-lhes qiiaulo prazer leria de tornar a
ve-las no rastelln, o qual em sua ausencia era um
verdadeiro deserlo.
Depois de sua partiria, madama de Saiseval lcvan-
lou-se para relrar-se ao quarlo ; mas conlra seu cos-
lunie foi obrigada a chamar duas vezes Auna para
abraca-la, dar-lite boa noile e recommendar-lhe seu
vestuario do da eguinle. A moca riebrurarta a ja-
nclla nflo tinha ouvido a m, seguia com a vista o
cabriolcl. cujas lanleriias acecsas'lirilliaudo as tre-
vas pareciam dous Toaos fatuos gemeos, que corriam
de frente na estrada da floresta.
III
Oo primeiro nniore.
O easlello da Saint Vinreiil era urna ulica abba-
rii.i que a revolurSo de 89 havia secularisario. ven-
deudo-a nacionalmenle. O edificio construido de
lijlo em e-dvlo grave e severo, oslenlava sua longa
fachada verindhe sobre um vaslo paleo, precedido
IBTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Da 27 de Junho.
A' hora do coslume reunido numero suflicieute de
membros, abre-se a sessao.
Liria e approvaria a acia da antecedente, o pri-
meiro secretario d conla do seguinle expedien-
te ;
Um olllcio do ministro da jdfUca, remetiendo o
requcrimenlo dos religiosos do comento de S. Anto-
nio da capital da provincia rio Maranhao, em que
pedem a concessao do duas loteras de 120:0003 cada
nina, exlrahirias na corte, para com o seu pruducto
reparronla iyreja do sen convento. A commissao
de fazenda.
(Illicios do 1. secretario do senado, enviando a re-
sol uco rio senado approvando a penso concedida a
U. Mara C-ncrosa I.oureiro, e communicando que
o senado adoptou e vai dirigir tnnecao imperial va-
rias resolucoes. Vai a imprimir a resolucao para
entrar na ordem dos trabalhos. n.
Acham-se sobre a mesa e vio a archivar-sc dous
evemplares das fallas dirigidas assemhla lcgisla-
liva da provincia das Alauoas pelo presidente ria
mesma provincia o l)r. Jus Antonio Saraiva, no
anuo de. 1853.
de algumas ras de verdes arvores. A' esquerda do
edificio, em alguma distancia, avislava-sc a aldcia
que pareca ler viudo abrigar-se sombra da cruz
que dominava anligamenle a abbadia ; pois em toda
a parte que apparecia a cruz entre no-so- pas, os hn-
mens couiprehcndiam esse sgnal e seuliam que ha-
via uella urna proler^o para a fraqueza, e urna es-
peraura para a riesgraca. l)o oulro lado da casa
umjardim, cuja smplicidarie monstica Irada me-
moria os antigs senborcs rio lugar, ol erer i a um pas-
leio assaz extenso. Sahiudo desse jardim cnlrava-
se em busques mui consideraves que compunham a
mor parle dos heos do conde c estavam unidos u
floresta.
O interior do edificio resenlia-sc do carcter rie
tristeza e de dignidade que Ihe havia dadu seu pri-
meiro deslino. Em suas longas salas forradas de ma-
deira, dir-se-hia que se respirava ainda um perfume
de rccolhiiiicnlo c de melancola; o silencio com
um dedo sobre os labios pareca estar assenlado no
l ii ni i ir ries-a rasa que habitara pouco antes, e quan-
do se enlrava india, um iuslnclo involuntario fazia
abaixar a voz, como se houvessc anda ah alguma
oracao devola que perturbar-se, alguma piedsa mc-
dilacao que nlerroniper-sc com palavras profanas.
Hi'li.iivo riessas abobadas (inhase exrcutado urna
historia rie virtudes obscuras, de beneficios ocultos,
de sacrificios generosos, hisluria que a rolo ria morle
fechara paraseniprc, c ria qual rcslavam apenas al-
guns quariros. lie um desses pensamcnlos tristes e
graves que nos impressionain visla dos velhos mo-
numenlos. Quantas vidas clles virain comerare aca-
bar, quautos desiiuos viram abrir-se e fechar-se!
t.inanias esperances pousarain um mumcnlo debaivo
de suas arcadas de pedra, como passaros ligeiros,
que passando param apenas debaixo do zimborio
verricjanle da arvore que niio bao de lomar a ver 1
O paleo de Sain! Vncent eslava j cheio rie car-
rqagens rie toda a especie : via-se ah n calera ele-
izante dos castellaos da visinhanra ao lado rio cabrio-
le! rio notario de campo c da vciieravcl sege de fa-
milia, na qual tresseraces, avs, pas e lillios colln-
caudo-se a vonlade tem i cruclriadc rie metlerem
um s cavallo de qualro seculos. Itcinava grande
inovimeclo no easlello, toda a gente rie libr eslava
ein p, e annunriavam-se continuamente novos per-
sonagens na sala de recepjo.
A numerosa companhia que a encina eslava divi-
dida em dillereules grupos, conversaees fras c sem
iuteresse rruzavam-se em lodos os sentidos, nao ha-
via ainda laco nesse todo, era urna inulliriao rie pe-
queas sociedades espalharias que asnardavam o mo-
mento de se assenlarem mesma mesa para se con-
funriirem, fallava-se por fallar, e a caria instante es-
se rumor de palavras deraha, languesria e pareca
preslesaexiinguir-se, depois lornava a elevar-sc co-
1 m requerimento ria cmara municipal da cidarie
do Rio Pardo, da provincia de'S. Pedro doRio tiran-
de do Sul, pedindo que os depulados provinciaes
sejam elidios por municipios, assim como sao por
provincias os depulados i assembla geral.A com-
missao de con-iiliiicao e poijeres.
L'm requcrimenlo de Antonio do Dos e Silva,
pedilo auinrisarao para malricular-se no I. auno
do curso pharmaceulco. A commissao de inslrnc-
cao publica. |
De alguns oflicaes reformados do exercto, pedin-
do urna jralil'u-ac.ln igual a 5. parle do sold que
actualmente percebemosda 1. classe.A commissao
rie marinha e guerra.
Uiversas repre-enturnes dos habilanlesdas fregue-
/.ias rios Tres CoracOes rio Rio Verde, S. Joaquim.
Sania Rila ria Boa-vista, Pouso Alegre, dos clei'.ores
da villa Chrislina, e da cmara municipal ria cidade
ria Campanha, pedindo a crearan de urna nova pro-
vincia ao sul da de Minas tieraes. A commissao rie
eslalislica.
Sao approvados os seguintes pareceies de commis-
ses.
A commissao de commercio, industria e arles, a
quem foi presente urna pelieSo dos directores da com-
panhia Fcrnambucana, incorporada para n navega-
cao a vapor entre os purlos de Pcrnambiico e de al-
gumas outras provincias do norte, na qual requeren!
os supplicenles ao poder legislativo algumae isen-
res e favores, precisa a mesma commissao para
poder dar seu parecer, de informaroes do governo a
respeito; porlanlo requer que se pecam an governo
taes informarles.
Sala das commissdes ria cmara dos depulados,
2(rie junlio rio 1851. Mmcida e Mbujttcrque.
Si lea Perras.
A commissao de riommcrcio, induslria c artes, a
quem foi prsenle urna pelillo da companhia Sul-
Amcricana de navegacao a vapor, na qual requer a
mesma companhia ao poder legislalivo algum i- isen-
coes e favores, precisa a commissao, alim de poder
dar o seu parecer, de ioformar^es do governo; por-
lanlo requer que se pecam ao governo laes infor-
maeoes.
Sala das commisscs da cmara dos depulados,
2(i de junho de 185i. Almeida e .tllmquerqut.
5ifca Ferraz. o
Procede-se i volarao do orramenlo da marinha,
cuja discuss.ui havia licario encerrada na ses-ao an-
tecedenle. Sao approvadas lodas as verbal do orra-
menlo com as emendas da commissao, c a que eleva
os ordenados e vencimentos do almoxarife e trivio
do arsenal de Pcrnambuco.
Entra ein segunda disrussao o seguinle projeclo
de resolucao vindo do senado, o qual he aliual ap-
provado por 39 votos contra 30.
Arl. 1. O governo he aulorisado para mandar
matricular no I. anuo rio curso jurdico de Olinda
ao esludanlc Jos Mara do Valle Jnior, dispen-
sando^) para isso dos exames e rhelorca e gcogra-
pliia, e para arimilli-lo a fazer o aclo desse anno se
ic mostrar eniao approvado nos referidos exames, e
se liver tido a 1'rcquencia das aulas que os estatutos
ejusem.
K Arl. 2. Ficam revogarias as dispoeices em con-
traro.
Paco do senado, em !) de junho rie 1X5i.Ma-
nat Ignacio Caralcanli de Laceria, prndente.
Jote da Silca Mafra, 1. secietario. Manoel dos
Sanios Martin* l'allagues, 2. secretario.
Enlram em discussao, depois de apoiarios os se-
guinlcs artigosaririilivos.
a O governo lie aulorisado a mandar que seja ad-
miltido a fazer aclo do 3. anno na academia de ()-
linda o eslurianteScbastiao liomes da Silva Belforl,
mostrando-se para isso habilitado, e sendo aprovado
a matricular no I. anno, de que he mu inte.San-
ios e -llmeida. >
E ao esludanle ouviute de medeciua Joaquim
Ribero dos Sanios, urna vez .que aprsenle cedida"
de exames preparatorios.Salva a redacto.
Cmara dos depulados, 27 de junho de 1X55.
Paula' Santos.
O governo he aulorisado a mandar admiltir a
exorne do I. anno da mesma escola de medecina do
Rio de Janeiro e a matricula do 2. anno da mesma
escola a Paulino Franklin do Amara!, na couformi-
riade do requerimento que aprcseulou.
Paco da cmara, 27 de junho rie 1851.S. R.
Arasijn Lima.
U governo lita aulorisado a mandar matricular
no 1. anuo pharmeceuticn desla corle a Antonio de
Dos e Silva, que tem os preparatorios precisos para
isso.
Paco da cmara dos depulados 27 de junho de
1X51.Pimenta Magalhae*
Falla contra, o Sr. Silveira da Molla, depois do
que he a discussao adiada pela hora.
Enlra no salan o presidente do conselho, ministro
da fazenda.
Enlra em discussao o artigo do orcamento rela-
tivo despezada reparlicao da fazenda.
O Sr. Ferra; levanla-sc, comprimenta ao Sr.
presidente rio conselho que Ihe corresponde, e e\-
prime-sc nos seguintes termos no mejo de profundo
silencio :
A cmara deve reconheccr quanlo he diflicil e
penosa minha aclual situarn. Diflicil, porque vja-
me na necessiriarie de entrar em combate com urr
homem... um homcm riistinrto e forle, nao s pe-i
los seus recursos ntellecluacs, mas principalmente
pela autoridade que goza no meu paiz ; penosa,
porque esse do que prende ao ministerio quasi'toda a
maioria desta cmara (a nlTeic,flo} lambein me prert-
dc a alsuns dos nohres ministros. Essa affeicao que
faz almiar os sentimenlos da maioria lambem me
dominou e prenden atao presente.
Mas... Quid faam vis ?
Senhores, a posico que eu tomo ncita casa lip
por ecrlo ria cor c do carcter daquclla que na ou-
tra cmara se Ihe quiz dar, nao be una nuvein ne-
gra que despoula no horizonte : nao ; aquellos que
pi iirui aiu no parlamento nina poscao franca, a po
sicao que a cousliluicao nos faculta c que he ria es-
sencia dosvslema rcprcsenlalivo, nunca pude ser
considerada como nuvem negra seno pur aquello
cujo minislerialismo nao pric deivar de ser repula-
do um syslema, de que o ministerio anda ein mo
caminho.
Nao son dos que negam nao e agua ao governo ;
nflo sou daquelles que hincarn se for de misler a
seus nie-quiilios inlcresscs lama sobre sua face ;
perteuce islo a urna escola a que nao perlcnco. Mi-
nha poaltfo nesta casa ha de ser aquella que he nor-
ma! no systema representativo : liei de procurar fa-
zer uh-ei'Micii's uesla cmara sobre a marcha da
administracao, lici rie procurar combalcr os pedi-
dos do ministerio com a Icahlulc que cumprc a
qualquer homem que (em um futuro no paiz.
Nao he lambem, Sr. presidente, esta posicao mo-
vida por esto pretexto de rivalidade que se Ihe quiz
allrihiiir no senado, porque essa rivalidade nao po-
de existir a meu respeito; seria muilo rcbaixar-me.
Nao he tambem nasciria da mullirn de subir ao
ministerio": seria urna ambico nobre que muitos
al boje, nao obstante ludo o que l'a/ein,nao lera po-
dido conseguir. Nao, nao lenho ambico do minis-
terio ; tenlio ambico de servir ao meu paiz, por
humilde que seja a minha posirjo. Pretendo pois,
perdoe-roc a cmara, fazer algumas reflexes, tomar
alguns momentos rio seu precioso lempo.
Mas.... Sr. presidente, eu nao sci pdr onde deva
principiar. 'Depois de alguma pausa.' Devo dizer
que esle orcamento he urna ficrao, lie urna mvsli-
licaro '.' que o saldo que se nos quiz demonstrar no
relatorio da fazenda nao lie exacto '.' que para illu-
dir-se ao publico, para illuriir-se cmara se consi-
dera como renda elfecliva o empreslimo rio cofre
dosorphaos, os rieposilos c os riinheiros de ausen-
tes ? devo dizer que na demonstrarao que se apr-
senla de um anuo como saldo vem al como renda
contemplado um crdito concedido pelo corpo legis-
lativo ? devo dizer, repilo, que a lei do orramenlo
entre nos lie urna verdarieira ficcao ".' para que !
pois alguem se persuade que o nobre presidente rio
conselho, quando quizer fazer suas despe/.as, se em-
barazar com lei alguma, elle lao poderoso como he
no paiz, que lem lanos amigos, que lem lanos
recursos'.' Nao ; quando quizer fazer despezasexlra-
legacs, nada o lulhera, mandar para a polica rii-
nheiros, c ellas se taran...
Devo dizer que a reparlicao da fazenda esl em
um estado diguode loria a altencao, que ludo esla
em nina c uilu-o, que o nobre ministro nao cuida
nascousa- que est) a seu cargo, que nao lem nem
o lempo preciso para isso, que anda alan-fado com
outras cousas, nem poder com proveito do publico
faze-lo 'i
Devo dizer que lodos os regulameutos a respeilo
rios imposlos sao mais ou menos incompletos, e em
gcrar>etatorios, quo nao lia Irabalho algum sobre
ellcs, nem sobre qualquer oulro assumpto, e que
precisamos rie muito, deludo na repartirn da fa-
zenda, que de nada disso se cuida '.' Para que dizer
isso 0 nobre presidente do conselho me responde-
ra com as mesmas palavras que empregou nao ha
muito no senado : nao sao, nem nunca form de
minha predilecto eslas materias
Devo dizer... nao, senhores, lie preciso que apro-
veilcmos o lempo, lembs em nossa presenca um mi-
nistro que puncas vezes temos prsenle, um ministre
que symbolisa toda a poltica, ledo o ministerio... o
minislro dos, ministros ; lie preciso, porlanlo, que
ante o paiz o chamemos a coalas, para que elle pos-
sa justificar algumas de suas medidas alguns dos
seus actos, a sua propria posicao.
Senhores, passa como inconcusso o seguinle prin
cipio : actualmente a presidencia rio conselho he
urna realidade. Para bem me oceupar com o nobre
ministro na analvse de todas as consequencias que se
deduzem desse principio, he preciso encararmns a
posico do nobre presidente do conselho em rela-
cao ao chefe rio poder exectilivo, em relacao ao con-
selho de ministros, em relacao aos seus cullegas, que
investiguemos a propria posicao do nobre presidente
do conselho em relacao aos negocios rio ministerio da
fazenda, que S. Ex. dirige, c assim lambem seus
actos em relacao ao poder legislativo e em relacao a
essa sua poltica, lao louvada, ISO applauriida, que
eu nao posso considerar seno una poltica infantil,
cujo resultado ser una mexenofaria de homens e
de principios heterogneos, poltica que nao pode
fazer tem alsum ao paiz...
O Sr. Siqueira Qutiroz: Apoiado.
O Sr. Ferra: '. Principiara por encarar sse
exioma A presidencia rio conselho he boje urna
mo no comeen rio jogo a pella laucada com urna espe-
cie de negligencia, vai, vem, alravessa lentamente
os ares, c appurece a cada instante no linimento de
tirar no chao.
No meio desses preludios em que os espirilos com-
binam-sc, e'm que lodas as inlelligencias inlerro-
gam-se e responden! com notas separadas para sub-
rcm ao mesmo diapasao e Mo perlurbarem essecou-
certo intcllcclual que chama-se urna conversarlo,
subresahiam alguns semblantes.
Agit leudo clicgado cedo, eslavadianle de um la-
bolciro rie xadrez em face de Mr. de Glanrievcz, e
seu semblante pareca pensativo. Ella observava o
conde, o qual visivdmente impaciente linha contra
seu coslume commeltido duas fallas successivas :
seu adversarioacabava Je lomar-lhc urna torree um
cavallciro emquauto em vez de seguir o jogo, elle
vollava os olhos com ancidaric para o relogio. Era
ausencia de madama de Saiseval que riava-lhe cssas
dislrarcs'.' Era simplesmeole a hora do janlar que
aproximaurio-se, fazia-o receiar que essa ausencia
pcrlurbasse asimetra da mesa '! As pessoas que me-
lhor conheciain a Mr. de (ilandevez, dillieilmente o
leriain adcvinhadu.
i Emfim, por sua felcidade, por felicidade de lodos
antes de o ponleiro ler marcado cinco horas, enlrou
no paleo a carruagem cm que Mobrav linha ido bus-
car os Ircs convidados. Apenas o conde de Glande-
va avislou-a, levautoii-se pivcipiladamciilcfoi recc-
ber a mai c as filhas no poial, e deu o brajo i pri-
meira emquanlo Mobrav coiiduzia Anna e Mara.
Essa dislinccao particular nao deixoa de produzir al-
guma seusacao sobre a companhia j reunida no sa-
lao. As tres filhas rio inaire que julgavam ser bellas
porque erain altas e frescas,porqiieerain roraria*,de-
rlararam que nunca linham concebido a admirarlo
que certos homens professavam pelas filhas de ma-
dama rie Saiseval. A mulher do medico que appro-
xlmava-sc da iriade mariura, aceilou inleirameiile
essa opinioaccresccntando que cram raparigas rie
collcgio. que nada linham do rleserobaraco e corle-
zanla que dan graca urna mulher. Emfim o nota-
rio que requestavn o dote rie uina das moras alias e
coradas, nhservou que Anna sera lalvez soflrive! se
fosse Inora, e que quanlo a Maria, os cabellos ne-
gros Iheassentariam incomparavelmenlc melhor : ob-
servadlo sensata qne grangeou-lhe um sorrso da mai
de sus pretendida e desla um olbar quasi temo. S
Aela ralnu-se e continuuu observar.
Mas nem lodos os que se arhavam nesse sulo li-
nham filhas qu casar, nem amantes que procurar,
ou conservar, nem gracas um tanto maduras que os-
tentar. Assim quando as duas irmaes apparereram
brilhaiido rom uina mm id.nh- e urna belleza, que a
elegante smplicidarie de seu ve-tid braneo realcava
anda mais, houve um silencio de admirarlo em
realidade em relaqao ao primeiro ponto, em rela-
cao ao chefe do poder executivo.
Serrliores, nao he uina invenrao minha, nao; eu
lenho ouvido em loria a parle, c ria propria bocea
rios Sis. minislrus, que a presidencia do conselho
actualmente he urna realidade.
Senhores, eu en i en lo I que segunda a nossa cons-
lituico. que segundo a ndole do systema represen-
lalivo. he verdadeiro o seguinle principio : rio che-
fe rio poder executivo dimana sempre todo o-bem,
delle nao pode vir o mal. A nossa consliluicao, Sr.
presidente, rollaron o chefe do poder executivo, o
chefe do poder moderador, em una alia posicao.
suflicieute e idnea para bem desempenhar esta mis-
sao benfica,'e para a realisaco ricsle principio vi-
tal deu-lhc a inviolabilidade.
lie o juz compclenlc nas lulas que so podem
Iravar entre as cmaras c o miuislerio, e nas lulas
que se podem levantar no seio do mesmo ministerio.
Para o bnm desempenho desla alia missao he' misler
queesteja ao correte de Indos os negocios c dos mo-
tivos riessas lulas. Desle modo, pois, niio sigo a dou-
'riua de que o chefe do poder executivo nada pode c
rieve fazer, que nenhuma interferencia deve ter no
negocios do paiz, c ao contrario julgo constitucio-
nal sua nlervencao como juz e dentro dos limitis
que a constitucao e a ndole do syslema representa-
tivo Ihe bao trucado.
Dizem porm quena Inglaterra, a verdarieira fon-
te do systema representativo moderno, na Inglater-
ra o contrario se pratica cm referencia a esle prin-
cipio. Segundo o que hei lirio nao me parece islo
exaelo. Senhores, a mxima dos Inglezes nao vem
a ser aquella que se quer aqui adoptar ; a mxima
seguida por clles he lite king can do no terong
(o rei nao pode fazer mal', c nao a rie que o rd na-
da deve fazer. Se examinarmos os passos, a mar-
cha do governo ingle/, cm riiffereutcs pocas, acha-
remos pravas do que exponho.
Todosos negocios exteriores c interiores sao pre-
sentes ao chefe do poder executivo, do todas' as no-
tas diplomticas, rie todos os despachos dos minis-
'ros, de ludo se da immediataconla rainha : ella
tem conhecimcolo de ludo.
I.emhrarei, Sr. presidente, um excmplo em pro-
va do que acabo de dizer, dessa interferencia a que
alindo. Em 1807, querenrio o. ministerio inulcz
bulir no acto de 1793 sobre os catholicos, o rei, co-
mo principio do bem, nao quiz que se lomas-'- me-
dida alguma cm violacao a csseado, e dahi resul-
ten a rrise minislerial que cnlao se (leu. No parla-
mento inglez,esse celebre minislro, Canning,susten-
ten islo em um discurso, e essa inlcrvenco nao se
consideran eslranha, ou inconstitucional.
Quando o ministerio de lord Grey se rclirou, foi
no parlamento interrogado um dos seus membros
sobre esse aconlecimenlo, sobre os motivos da saa
retirada c probabilidade da nova orgauisaco ; esse
membro interrogado era lord Brougham, que res-
ponden sem hesitaco que se conhecesse a reorga-
nisacao do ministerio nicamente por suas con-
jecluras, o communicaria cmara ; mas que el-
le a conhecia par revdacao que Ihe havia feilo Sua
Mageslade, e que porlanlo so com cousenlimenlo do
rei he que poderia fazer commtinicacao a esle res-
peilo. D
Depois da retirada 'desse miuislerio lord Grey fez
as riedaraees que se Ihe pediram sobre os moti-
vos rie sua reliraria ; mas muito positivamente ad-
verlio que o faria depois de ler pedido e oblido li-
cenca do monarcha.
Esla he a pratica conslanlc da Graa-Brelanha.
Ainda nSo ha muilo que enlre as quesles havidas
enlre Palmerston e Russell o mesmo se deu, e das
eiplirares resultou o conhecimenlo de que ns des-
pachos sobre negocios exteriores eram prsenles a
raiuha anles de se lomar qualquer deliberacao ;
mai, senhores, nesse grande paiz classico dosvsle-
ma representativo dando-se lodos esses precedentes
nao se d aquelle que o nobre presidente do conse-
lho actualmente abri na outra cmara nao ha min-
io- dias.
N'o ollimo discurso impresso do nobre presidente
do conselho se cnconlra a relacao e atlirmaliva de
um fado, que be novo enlre nos, contraro ndole
do systema representativo, e de que uao pode haver
ejemplos na ordem normal de um pai/. resido por
esse systema. O nobre presidente do conselho dis-
se o seguinle : No paiz existe um imperador,
chefe do poder execulivo, que se oceupa dos ne-
K gocios, e que os dirine. Repare bem a cmara :
o que os dirige.
O Sr. Presidente do Conselho d um aparte' que
n.lo ouvimos.
O Sr. Ferraz: Nesse paiz, Sr. presidente, no
houve ainda minislro que assim procedesse, ainda
em dalas remlas nenhum se encontra. Sem buscar
oulros exemplos, riirei que durante a guerra da
independencia ria America, um ministro inglez, lord
Barringlou, apezar de nao concordar com a polti-
ca de guerra a que o rei era affeitoario, obedecen-
do miada i sua vonlade, nunca descobrio a cora,
nunca se aprcsenlou peranlc o parlamento riizenrio
que o monarcha he quem diriga os negocios, he
quem desejava a guerra, c que a essa poltica se
preslava por mera obediencia. Durante tres auno
constrangido a seguio, e nao obstante as reclama-
torno deltas. A belleza goza do mesmo privileein
queo engenho, a inveja que o ataca pelas cosas aio
se atreve a eucara-lo, lemeudo ser uhrisada a admi-
rar. Os ditos mordazes que preparavam as tres fi-
lhas do m nie morreram nos labios.a mulher rio me-
dico amarrolou o lenco com despeilo, e o notario de
bocea aberla nao poda mais desviar ns olhos daquel-
las riiiii- crealuras encantadoras, quando a inora
grande e corada lirou-o rie sua meditacao, pisando-
Ilie com furca sobre o p suh pretexto rie tomar-lhe
o braco para passar a sala rio janlar.
Acontece us janlares o mesmo que nas balalhas,
no primeiro momento nao se ve nem se ouve nada,
ha ronfu-o ; alli combalc-se, aqui come-sc. O cor-
po vence o espirito, o qnal su moslra-se depois quan-
do lem passario primeira nipeluosidade.
Mas quando Bonaparte comecava a ver claramen-
te em seu laboleiro de sadrez, quando o canhao li-
nha furado essas massas opacas cuja are umulacao in-
commodava-lhe a visla, e quando Rivarol linha vis-
lo desapparecerem as pyramidcs rio primeiro iervi
riehaixo dosassaitos euergicos dos apetites anda no-
vos, enIn era a vez do homem de enzenho, cnlao
comecava o reinado do homem de espirito.
Nunca Mobray linha sido mais briihanle que nes-
se dia. lie verdade que o acaso tinha collocado sua
inspirarn aolailodelle. Mr. de Glanrievcz havia
poslo sua i!irrita madama de Saiseval,e Mobray es-
lava enlre as duas irmaes. Elle possuja a arle diflicil
rie fallara lodosdirigindo-sc s a nina pessoa, a de
inlroduzir urna eonv.ersacao particular em urna con-
versarlo geral, c a de dar a entender por uina infle-
xn rie voz mulher a quem se diiigiain suas homc-
nagens, que lodo aquelle espirito .pie dispenriia era
por ella, que lodas aquellas palavras alegres que ca-
hiam-lhe dos labios eram inspiradas pela sua pre-
senca. que lodas aquellas leuiliranra- rie una vida j
iulcira poslo que ainda mui curia, lodas aquellas ri-
quezas de nina imagiuaco fecunda elle as depuoha
a sens ps.
Auna reconhecia a rada instante seus proprios
pensamenlos que Mobray havia sorprendido nas
convcrsaccsque a inliiiiidadc da vida campestre li-
nha muilas vezes occasiunado enlre ellcs.
O amor proprio de autor he um defeito, cujos ger-
mens enconlram-sc em todas as almas, e ouvindo
seus senlimenlos e suas ideas desenvolvidas com lan-
a -cara no meio de um murmurio lisongeiro, era
mui diflicil que a moca nao cxpcrimeulasse alguina
svmpathia e reconliecimenlo por aquelle que pro-
curava-lhe com nina delicadeza exquisita um Irium-
pho lano mai dore, porque era um segredo enlre
da e sen admirador.
Ora, he alguma cousa grave um serrado enlre um
homem de vinle eolo anuos e urna mura. Essas
iutelligeucias tacitas que seeilabclecem sem que uin-
coes que fazia, nunca expz a censura do publico a
pessoa do rei I
Enlre nos porm o contrario disso he que se v, o
nobre presidente na poca aclnal faz o contraro, e
riaqui se deduz que he verdarieira a proposijao que
boje a presidencia rio conselho he urna realidade en-
tre nos, porque elle salva a sua responsabilidade,
cullooando-ie no lugar do chefe do poder executi-
vo, e colloca a este, qoe he inviolavel, no de mi-
nislro respousatcl que dirige e manea por ti os ne-
gocios rio paiz ,
E poder di/er-se, Sr. preiidente, que essa pro-
posico que o nobre presidente do conselho sollou e
quer sustentar seja li.lha de suas conviertes"! U ho-
mem que he emiten (emente parlamentar, que sus-
tentava em pocas anteriores doutriqas oppostas, que
aecusava seus contrarios de procedimenlos igoaes,
poder sem fim e sem ra/.o sustentar um seme-
ntante principio ? Querer o nobre presidente
do conselho na posicao em que se acha fazer com
que a responsabilidade de seus actos recaiam sobre
a pessoa inviolavel sem adrar a um fim ? Parece-me
que nao; o lempo o mostrara.
Consideremos agora, senhores, a mxima em rela-
cao aos oulros Srs. ministros, em relacao ao cou-
selho de ministros. Tenho ouvido dizer, e prete-
me que os que o diziam linham a mais sincera con-
vieco, a a presidencia do conselho he boje urna
realidade ; i> ouvi dizer, e ningueni o pode contes-
tar, que o nobre presidente do conselho loso ao en-
trar no ministerio, em varios circuios ilcdarava que
precisava de lempo para poder cuidar de objectos a
cargo dos demais ministerios, e que islo o repela
sempre em toda a parle, e nem o nobre presidente
do conselho o poder contestar.
Ouvi dizer que nobre presidente do conselho li-
nha um oflicial de gabinete, proprio para os Iraba-
lho- de sua presidencia, e lambem nesta parle nao
posso ser contestado.
Tenho ouvido dizer, e he crenca geral, qm? nada
podem os Sis. ministros fazer.sem o placel do nobre
presideule do conselho..
Corre geralmenle que .diga o que quizer qualquer
doi nobres ministros, nada se fara sanio o que
nobre visconde disser. -Nlo ha possoa alguma que
nao procure aule o nobre presidente do conselho
como verdadeiro minislro, do qu os meus sobre*
amigos que o acompanham.
Eu considero essa pralica, essa marcha e esse pre-
cedente muilo funestos ao meu paiz....
O Sr. Siqutira Qutiroz : Apoiado.
O Sr. Ferraz : .... porque lira aos nobres mi-
nistros rompanheiros do Sr. presidente do rooie-
llio toda a rorca moral, redu-los ao estado de ver-
riadeiros cadveres, ou a meree-cargueiros de pas-
tas....
O Sr. Sabuco: Obrigado pl parle que me
loca.
O Sr. Ferraz: Nao digo que assim aconlcra
com o nobre minislro, digo sim, que de tal don-
trina ou pratica esta ser a legitima conseqoeucii.
Con vene -me, Sr. presidente, de que na realidade
essa pralica he verdadeira. desde o momento que
Uve nolieja rio seguinle fado : o Sr. minislro de
eslrangeiros dirigi a lodos os presidentes das pro-
vincias urna circular sobre as medidas que julgou
necesarias a bem da repressao do trafico, mas nao
te considerando com forras bastantes para fazer
com que esses presidentes seguissem risca suas or-
dens e Ihe obedecessem, por isso dirigio-se ao nobre
presidente do conselho, e expondo-lhe esse seu te-
mor Ihe requereu qoe iulerpuzesse sua autoridade
para com laes funecionarios, afim de que fossem
executadas as nslrucc.des e ordena que havia expe-
dido. O que revela, senhores, esse proeeriiroento '.'
Nlo ser urna verdadeira aberrarlo rioi principies
em que se basa o syslema representativo* Essa
pralica deve ser repellida, nlo s por ser conlrara
consliluicao. como porque poria embaracos mar-
cha de qualquer ministerio futuro, quando os seus
membros quizerem guardar as conveniencias de saa
posicao.
Considararei agbra, Sr. preiidente, a posicao do
nobre presidente do conselho em relacao aos negocios
de sua reparlicao.' No que vou dizer nlo fa$o mais
do que lansar mao das proprias confistes do nobre
presidente do conselho, feitai no seoare. S. Es. a
primeira vez que fallou na discussao da resposta
falla do [tirano com toda a siogeleza e franqueza que
lodos llre reconhecemos, confessou que nunca leve
nem predileccao pelas materias fioanceras e nego-
cios que correm pela reparlicao a seo cargo ; S. Ex.
foi mais alm : coosiderot os negocios sen cargo
em via regular, demandando apenas estados a pau-
la das alfandegas, que eslava a cargo de tres alias
capacidades, que deste modo Ihe dispeosavajn de
Irabalho.
No primeiro discurso proferido no senado, quando
se disculia a resposta falla do Ihrono, confessou o
pouco que cuida da reparlicao a seu cargo ; quao
pouco a conhece '
Respondendo as observarftes feitaa sobre seu re-
latorio, S. Ex. leve a bondade de escusar-se dcllas,
e de defender-se do modo seguinle: As censaras
que fa/.eis ao mea relatorio nlo provm de inim, mas
sim da razio de que essa relatorio foi revisto por ou-
tra pessoa.... i) Nio quiz tomar a si o louvor ou
^W
guem saiba ein que momento, porque e como, lem
muilas vezes mais influencia obre a vida do que se
leria podido erer ao principio. Urna moca nao pode
confundir mais o homem com que se entende lao
bem na classe das outras pessoas da sociedades he pa-
ra da um homem particular que tem alguma cousa
a dizcr-lhe, que os oulros nao Ihe dizem, que com-
preheurie-a, quando os oulros nao sabem compre-
hende-la. e s'e esse homem privilegiado tem qual da-
lles fdizes, exterior brilfiaute, um espirilo admira-
do, urna voz viva, um semblante cheio de presso,
urna nobre elegancia de maneiras, ella habilua-se a
demorar sobre elle os olhos e o pensamculr. Todos
os homem ao lado delle parecem-lhc frios.rommuns,
pequeninos, vulgares; elle lomase a seos olhos a
personificaeao das ideas sublimes do bello e do gran-
de, cujo Ivpo as mulheres lem mais do que nos no
corceo ; "porquanlo as muflieres sao muilas vezes
nobres e puras mesmo caldudo. O homem ama
militas vezes aquella que despreza ; mas a mulher
eslima sempre aquelle que ama, ou anles esse senli-
mcnlo rie estima, rie ariniirar.ii) e rie cnlhusiasmo, he
por si s lodo o seu amor.
Accresceutemosa islo, que Mobray linha julgado
bem Anna. nao dirigindo-lhe nenhum desses compri-
menlos inspidos que surlcm bomelTeilo entre as mu- c se'RU0 88 yj^aj ggm que sua physioomia rev-
i'____:__ i.'ii- lnL* lnmili ttoln l-iiii > i___1_ i'.,i__
de urna calamidade a oulra, e logo desde o principio
do janlar reina va a anarchia nos aci pipes. Eis emfim
o momento em que o desespero ganhou o conde de
(ilandevez ap poni de ler estado prestes a rebenlar.
Tinham-se retirado as sopas, e emvez dos erviyo* '
que elle esperava, os assados cometaram a desembo-
car Figurem os leilores petelo esperando Grou-
chy e vendo apparecer as columnas de Blucher no
fim da balalha de Waterloo.
Emfim o marlyrio do conde leve uro termo. O jan-
lar acabou-sc e o afflicto dono da casa poda dar al-
gum repens sua physioomia, sobre a qual li-
nham lutado penivelmente durante todo o jantar o
sorriso amavel que lenlou dirigir a sua vzinlia, e a
carao Ion ha de descontentamente que fazia aomordo-
mo. Os convidados levantaram-sc da mesa cada nm
com disposices differenles. Madama de Saiseval
pareca impaciente como se livessc alguma cousa
grave que dizer ou que saber ; Mara rindo moslra-
va o plano do janlar Anna, a qual pensativa e
prcoecupada abaixava seus grandes olhos negros co-
mo se quizesse lr em sen proprio coracao ; Mobray
observava-a as escondidas. Davia alsuns passos dis-
tante delles uina pessoa que durante o jantar guar-
dara um profundo silencio escotando o que se dizia.
Hieres ordinarias. Elle a tinha lomado pelo lado
docoracloeda inlelligencia : linha atontado seus
senlimenlos, desposado suas ideas, participadlo de
suas emores, exprimido suas sy mpalhias. Tinha
tratado com ella de alma a alma. Essa lisonja hon-
ra aquella, que he objeclo della, ao passo que as a-
dulagcs que procedem por niadrigaes sobre o brilho
rios olhos, sobre as rosas ria lez, sobre a cor dos ca-
bellos, devem nccessariamenle vir a parecer inspi-
das aquella cujo amor proprio perece rie asphyxia no
meio das nuvcus desse insenso vulsar. Emquauto
Amia embragava-se com cssas perigosas homena-
gens, Maria su cu ida va cm entregar-so alegra de
seu feliz carcter.
As eec asiBes nao Ihe fallavam : sem fallar dos nu-
merosos ridiculos assenlado* ao redor ria mesa, da
linha apandado um papel quo dava-lhe grandes dis-
Iraces. Era simplcsmcnle o plano cm miniatura rio
janlar riesenhailo pela mo do conde com urna exac-
tiriaogeometrica. Nunca a posicao de um ejercito
sobre um campo de balalha foi indicada com mais
preci-o. e s a lolgazona rapariga linha o sesredo
rio lerrivel piscar de olhos, c dos continuos movi-
meiilns de cabera do aflliclodono da casa.
De cerlo o genio de Valel linha apparecido nesse
da ao ronde de Glandevez, tendo em nina mo urna
espada nua, e com a oulra mostrando urna mesa va-1 ganhar.
sia. Para cumulo de deagraca o Valel do easlello es- I
lava rioeule, b linha sido substituido por um novico
pouco apto para aquelle grande lugar. Passava-se 1
lasseseu proprio peusamenlo. Aglao nada linha
perdido, nem palavras, nem geslos, nem mesmo et-
ses movimenlos impetcepliveis, que passam como
sombras fugitiva-. Muito afastada do cbndc de Glan-
devez e de madama de Saiseval para a converaaclo
dclles cbegar-lhe aos ouvidos, ella linha-os por assim
rtizer esculario com os olhos. Esia conversacao pa-
reca prenccupa-la no mais alto grao, c com ludo
sen semblante havi permanecido impawivel e
calmo.
Houve ums instante em qoe un relmpago de
paivu passoa-lhe pelo semblante, e foi quando Vol-
laudo-se ella vio os olhos de. Mr. Mobray encon-
Irarem osrie Anna. Sua physioomia lomou uina
pallide/ lvida ; niio era maisu m fri calculo que
eslava escripto sobre sua fronte. Depois ella cabio
cm urna mcriilaco profunda, e quero bouvesse pe-
netrado o iuterior dessa alma leria lalvez sorprendi-
do um grande combaleque ndla ie dava. No ins-
tante de que rallamos ella dirida os olhos, de Anua
para Mr.Mobrav'e de Mr. Mobray para ,o conde de
Glandvei. Como esle passando liarle della Ihe
pergnnlasse o objeclo das graves reflexes que ati-
aban orcupado duraule o janlar, rcSponfleu : Ar-
ranjo na cabeca-uma partida de xadrez, que quero
ConUmiav-st-ha.



:*50
V
respoosabilidadc dessa olira, procurou apadritiliar-sc
na revisan....
O Sr. Presidente do Conselho : Enxcrgo'J isso
no meu discurso?
O Sr. -'erra: : Ctrlo : corre rupresso.
E llavera alguem que desconheo.i c|oe o nobre pre-
sidente do conselho lie apenas ministro figurarle da
fazenda ? Por qiicm foi feilo o orcimenlo ? Quem
ignoia (>or quem so decididas todas as queslcsque
apparecom neste iniuislerio '.' Dizia Chateaubriand
queciii -orla poca, quaodo o cardeal de Kicliulieu
se dirigi a Ktiel, lodos pergiintavaiii una aos outros:
haver |iaz ? Haver guerra'.' Quem ser aludido'!
Igualmente agura entre nos quando alguem se diri-
ge* casado uobre presidente do conselho, todos pre-
sumen! que lie para lecciona-lo nss materias a sen
cargo, c isla, intu senhores, he un grande mal !
Senliores, todas estas censas que lenlid exposto
com leaIdadc, que teoho expolio fercadamente con-
'ra os iiiciisdesejos, ao passo que d.monslrnm que o
nobre presidente do conselho absorve a si todo o ma-
neio dos negocibs a cargo dos outros ministros, reve-
la lambem que nos negocios de sua i eparlicao S. Ex.
ujo be o verdadeiro ministro...
O Sr. .lu/uslo de Olkeira : On, iso he con-
tradictorio.
O Sr. 'resllenle do Conselho i a un aparte que
u3o podemos euvir.
O Sr. Ferraz : Scuhores, nao he urna illusao,
estas cousas que vos digo sSo coheeldas de amigos e
inimigos, ninguem as contesta, lodosas reconhecem
assim paranlo hoje era dia temos cm relaelo ao mi-
nislerio da fazenda aquillo que os Americanos In-
gieres chaniam kilchen cabinet, e nem nos deve isso
admirar alienta a propria conlissao do nobre minis-
tro, feita ante o senado, por forca dessa circumslan-
eia. S. E\c. assimo deve fuzer principalmente em
materia de tanta importancia, lito diflicil em toda a
parle, c especialmente entre nos, ende ludo est por
crear.
Chamarci agora, a alinelo da casa para outro
poni importante, pois que toca as suas allrihuces,
e Tere as suas prerogalivas. Ninguem ignora que a
nossa constituido determina que. em materias de
impostos deve ler a iniciativa a cmara dos Sr. de-
pulados, que os impostos nao podem ser cslabclcci-
dos e arrecadados senao com aulorisaoao do corpo
legislativo. Nos pazcs onde o syslema representa-
tivo funecona regularmente, as cmaras dos depula-
dos luroam tanto a peilo estas materias, sao 13o cio-
sas dessa prerogaliva, que nao consenlem que as c-
maras companheiras nem ao menos toquem do levo
em alguma cousa que possa contribuir para infrac-
>;ao desse principio. Quando em 1818 se tratou na
cmara dos lords da Inglaterra de revogar a parte da
lei que considerava adquiridos os direitos de cidado
na Escossia pelo facto da acqnisicAo e dominio de
urna acrao do Banco desse reino, quando cssa medi-
da proposta na cmara dos lords passou cmara dos
commuus, ella ahi foi plenamente rejeitada, porque
imporlava urna flagrante volarao de suas preroga-
livas, de sua Iniciativa em materia:: de financas, im-
postos e crdito.
Os goveroos absolutos na creacao de novos impos-
tos procuram mil rodeios, meios c modos de enco-
brir seu verdadeiro carcter ; dSo s fintas as mais
pesadas o vexalorias dilTerentcs nomos que adoceni
seu rigor e grvame ; e, como dizem os Ademaos,
procuram esse governos deste modo depennara ave
sein lhe causar muita dr para vitar o grito. No
nosso paiz nos lempos coloniaes os impostos recebiam
una forma que appareplava cerU espontaneidade,
assim aiuda devemo-nos lembrar dos impostos cha-
mados subsidios voluntarios, donativos voluntarios,
e outros de iguaes denominarles.
O nobre ministro visitn e esleve em Palermo. .
Niaguem ignora a influencia que exercem os monu-
mentos sobre a imaginadlo do hot em '. Que de ins-
fomecer, e nicamente procurrei agora ferir ao
presidente do conselho no proprio coracao, tralaudo
do sen svstcma de poltica, que me permita lite
dizer ser um sjstema abastardado, que nao lhe faz
honra, c nem lhe dar gloria.
O nobre ministro da marmita com a seriedade que
o caraelcrisa, com o ar de conviccao que nos lhe
couhecemos, houve de dizer cm urna das sesses
passadas que a poca actual nao era a poca das lu-
las polticas. Eu creio que o nobre ministro se equi-
voca, ou quer proscrever o elemento csscncial do
sxslema representativo.
Se o nobre ministro falla tlessas lulas encarniza-
das que linham por lim destruir a Iranquillidadc pu-
blica, a eonstitucao do imperio, dessa cm que se
arvorou a bandeirada consliluintc.... ninguem con-
testar que o principio do nobre ministro he o prin-
cipio eminentemente verdadeiro. Mas o meio de
fazer com que as facones propriamente ditas, que
nao sao verdadeiros partidos polticos, recuem, c
para sempro desapparceam, nao he csse que o no-
bre ministro aprsenla, vem a ser o respe i lo au-
(oridade, resultante de sua attitude, conforme pe-
den lodos os principios governamentaes, todos os
principios Se porm o nobre ministro referio-se a parlidos
polticos, s ideas polticas, creio que se engaa
completamente. He do espirito humano a hita das
ideas, he da essencia do governo representad vn a
tula de principios. No nosso paiz esta luta he an-
da mais necessaria ; cessando ella, a emulacan re-
sultante da existencia dos dous partidos desapparc-
cer ; a perfeicao desojada nao a obteremos ; ces-
sando ella, dejaremos de ler um partido que sirva
de fiscal a outro, que denuncie suas fallas, que o
contenha dentro dos limites do honesto e do jus-
to....
O Sr. Si.jueira Queiro::Apoiadissimo.
O Sr. Ferrar :Cessando ella em nosso paiz,
cm vez da luta de principios apparecer a lula mes-
quiiha das localidades, dos iulercsscs das localida-
des, dos inlcresses individuaos. Cessando ella, o
chefe do poder executivo nao poder ler essa li-
berdade de escolher humen- que dirijam os negocios
do paiz de um modo conveniente ao seu inleresse
e prosperidade. Cuidos pelo mesmo inleresse com-
inuiii. nao encontrar quem suhslilua os que nao
couvem conservar, e o sen embararo ser grande
quando. estes lhe queirm impor seu capricho,
queiram arrogar-se o poder absoluto...
O Sr. Sit/ueira Queiroz :Apoiado.
O Sr. Ferraz:Condcmuou o meu nobre collcga
pela provincia de Sergipe o passo daquelles que,
pertcncendo s ideas opposlas, aceilam empregos
do governo quando esles Ibes sao olferecidos. Se-
nliores, no partido que se chama liberal ha homciis
assim de muita talento como de nobreza de carc-
ter ; elles nao procuram, aceilam o que se Ihes
oflerece, o que se lhes leva cara ; elles o fazem
sem abandonar suas convieces, o fazem pelo priu-
cipio muilo comesinho cm poltica de que, aquellos
que se abastara do poder nao podem ler aspirarlo
de dirigir o paiz ; o fazem por um oulro principio
lambem contiendo, que todo o homeni poltico
deve-se conchegar ao poder o mais possivel para
dcslrui-lo, para quo possa dominar as posioes
ofliciaes, c dellas em lempo fazer triuniphar suas
ideas, suas antigs doutrinas c principios.
Qual, senliores, a sublimidade de poltica do
uobre presidente do conselho ? Uirigir-se a
um: Aqu leudes este bom pralo de lenli-
Ihas.Nao quero. Vollar de novo: Ora,
por quem he, receba. Eis a sublimidade dessa po-
ltica.
O Sr. Presidente do Conselho:Isto na sua ima-
ginacao.
O Sr. Ferraz:He urna verdade que est na
conscienria publica : todos a conhecem, neulium
mens se oceuparem de concert a consummar inof-
fcnsivamcn'te a parle que se lhes atlrime, no se
u devo concluir que suas opinies eslao concilladas,
n c que a complicidade de appetiles satisfeitos seja
um vinculo, urna unio do vonlatles passivas sem-
pre promptas a secundar a volitado do poder. A
a conciliacao (he preciso convin he nicamente a
obra do lempo. Esla moderado que apresentam,
assim reunidos pelo inleresse, he apenas a masca-
x ra que encobre implacaveis rancores e odios sob
esses meio-risos (!c ronciliaro.
Perinitla-me ainda a cmara que aprsente as pa-
lavrasdc um dus nostos grandes talentos, de um ho-
mem a quem vol de corceo |a maior afieiro, que
nao desejava por roaneira alguma ver-me desligado
delle ; fallo do nobre ministro da justira :
Eu cnlendo (dizia o grande orador da deputa-
rao pcrnambiicana, o grande orador dissideittc do
partido parlamentar) que he preciso fazer alguma
concesso no 'titulo que o progresso c a experien-
cia redamara, para que mesmo o orgulho e o anior-
proprio nao se eniharacein ante a idg da anoslasia,
para que a transformado seja explicada pelo novo
principio, pela modificac,ao das ideas. A concilia-
;o como cualirao e fusao dos partidos, para que se
confunilan os principios, para que se oblilerem as
lradi{es, he impralicavel, he mesmo perigosa.c por
lodos os principios inadmissvel ,'muilot apoiados ;)
porque destruidas as barreiras do antagonismo pol-
tico que as opinies so oppoem reciprocamente, pos-
tas em rominom as ideas conservadorase exageradas,
estas han de absorver aquellas ; as ideas exageradas
hlio de Iriumphar subte as ideas conservadoras; a<
ideas exagoradas tcm por si o enlhusisamo,as ideas
conservadoras smente a rcllexao ; o cnthusiasmn
he do maior numero, a reflexao he de poucos;
aquellas seduzem c coagem, eslas smenle conven-
cem.
a A historia nos diz que ncslas coaliroes a opi-
nia exagerada ganha mais do que a opinio con-
servadora.
Se pois he esla a opiniao do nobre ministro da jus-
lica, e elle he uina grande auloridade para mim,
como nao deve rcpcllir scmclhanlc polilica ? E
qual he o seu fim, mcus senliores 1 Eu euxergo um
grande fima satisfaca do espirito de clienlella,
o desmoronamcnlo de tudocm proveito de poucos,
era pi ou lo de um circulo...
E quem he, Sr. presidente, o chefe dessa escola e
desse circulo "! Nesse momento todos os olhares o
indicam, he o nobre presidente do conselho... lia
II annosachava-sc o partido da ordem na pujanza
de toda sua forc,a c glora... a um capricho foi sa-
crificado o seu deslino... a um capricho, digo? Sim,
a um capricho, senao inveja de um grande lalenlo,
de um homcm distinclo... Dahi todos os males que
soflremos por mutos annos...
as margens do l'rala tinhamos nleresscs impor-
tantes a amparar c a defender; era preciso all um
homem, um homem de nome ; elle para la foi....
Oribe foi derrotado, capilulou ; mas Oribe venceu
dente, que ufo lenha simplesmenle de responder a
argumcnlaces; lastimo quo o nobre depulado, lal-
vez pelo coolagio do exemplo, fe lanoassc as in-
vectivas quando ainda ha poucos dias me dizia por
escriplo que qualquer quct,fu!se a posico contra-
ria a mim que oceupasso napolilira faziasempre jus-
licaao meu mrito e puras nlcurScs. Lastimo que
o uobre depulado se esquecesse de tal sorle dcsla
sua promesia, que se lanrasse nesse terreno das in-
vectivas.
Vou vrseme he possivel reslabelecer os fados,
defender-me das arguicocs que sao feilas a mim era
particular, e administrarlo de que faro parle.
Priucipion o uobre depulado considerando o orc.a-
mcnlo como urna hurla; enlende que este orcamen-
to nada vale para a actual adminislraoao, er que
nellc so procura figurar saldos que nao existen),, c
que s incluem na receita os depsitos, os dinheiros
do cofre dos orphaos, c nutras verbas semeHianlcs*
Esla arguieao podero parecer destinada a fazer so-
bresalir tal qual mcrilo da parle do ministro da fa-
zenda, por ler adoptado as opinics do nobre de-
pulado. No urcamcnlo que aprsenlo oreo a receila
cm :!i,000 conlos, c declaro cxpressanienle no meu
rclatorio que nao cotilo os depsitos cm cuja verba
vera coinprebcndido o empreslimo de orphaos, A-
prcsenlando o balance de anuos anteriores, devia
declarar lodas as verbas com que se fizeram face
despeza desses annos, e eulao foram levados cm
conta todos esses depsitos. Kecordarci cmara
eslas palavras que as achara no meu rellorio, de
que parece ter-se esquecido o nobre depulado.
(i No resultado que tenho apresentado mello em
coula os depsitos; mas posto que elles tenham sido
semprc contemplados entre os recursos do Ihesouro,
lie forcoso reconhecer que no fazem parte da renda
do Estado. Se pois se eliminar da receila dos exer-
cicios a que me Icnho referido as sommas provenien-
tes dos ditos depsitos, Picar o saldo de 1852ISll
re,Iiii\do a pouco mais de 1,000 conlos-
Nao me cabe paranlo a censura fela. Espero
que o ornamento ser nao urna ficcjio, mas urna rea-
lidade para o ministerio a que presido. Paremos lo-
dos os esforcos para conforinarmo-uos com as previ-
ses deste orramenlo, mas nao llenaremos ile lanrar
man dos recursos que as leis lem posto as maos do
poder executivo para com ellos remediar as deficien-
cias c erros que possa ler o orramenlo. Espero po-
rm que lodas asvezes que usarmos desses recursos
estaremos completamente habilitados para justificar
nossa conducta peranlc o corpo legislativo, como he
no^o dever.
Deixandu o nobre depulado de considerar o orra-
menlo, passou a estigmatisar a polilica do ministe-
rio, a censurar-nos, c particularmente ao presidente
do conselho, considerando o seu procedimento em
rehiran i corea, cm retacan aos outros ministros,
em relarao aos deveres de seu cargo, e finalmente,
cm relarao ao corpo legislativo.
Em telaran coroa, pretende o nobre depulado
que o ministerio se sulstilue ao poderirresponsavel,
elle quer. Com a mesma verdade podia dizer o no-
bre depuladolinio se faz como quer o Sr. ministro
do imperio, ludo so faz como quero Sr. ministro da
juslioa, ludo se faz como quer o Sr. ministro dos ne-
gocios estrangeinis,c assim por diante, porque nao
tem hav ido scntlo una so vonlade. Examinrnosos
negocios cora reciproca benevolencia: e como esta-
mos accordes nos principios, fcil beque appareca
tambera oaccordo as uossas dnseos. Assim o que
o nobre depulado julga que se'devo dizer do presi-
dente do conselho, pode tambem dizer a respeito de
todos os outros ministros.
Mas be islo mesmo, Sr. presidente, o que com ef-
feilo deve desanimar os adversarios do ministerio,
he isto mesmo que deve fa/.er com que lenlem todo
o possivel, lancera mflo mesmo de calumnias ou de
invectivas para ver se cansezuem iotroduzir a siza-
nia entre nos, asdissensoesque lhes prometan) me-
Ihor resultado do que aquello que devem esperar,
leudo o ministciio apoin quer no senado, quer na
maior a desla cmara. [Muitos apoiados.)
Em retacan aos deveres de meu cargo pretende o
nobre depulado quo cu, que absorvo ludo dos outros
ministerios, que me oceupo de lodos os negocios
dellcs, abandono inteiramentc os negocios dafazen-
da, enlrcso-os a tres capacidades (nlo sei se dsse
com irona, ou se com o senlimcnlo intimo qu o
cram1. Accrcscenlou ainda o nobre depulado que
eu nao liiiii,i tr.il i lo de reformar regulamenlos em
que ha muitas disposiees vexalorias; que eu pro-
prio luili,i confessailo que nao tinna predilecrao pe-
las materias da repartirn da fazenda, conlissao que
nao era senao talvez o conhecimenlo da minha inca-
pacidade; de maneira que sou um ministro mera-
menlc figurante.... Scuhores, a faluidade nao conhe-
ce mcrilo na modestia.
O Sr. Ferraz:Como?
O Sr. 1'isconde de Paraiui levantando a voz e
com pausa):A faluidade nao conbece mrito na
modestia.
No senado, Sr. presiden!o, arguio-sc o meu rela-
torio ile mcsquiulio, de magro, de insignificante;
alguem-me disse que eu lizera mal em nao ler con-
sultado o Sr. cx-miuislrn da fazeuda, que linha os
necessarios conhecimentos para esclareccr-me. Eu
em respusta laslimci nao ler consultado i pessoa que
me ai guia para poder fazer o rellorio grande, sa-
tisfactorio, c disse que linha ouvido ao Sr. ex-mins-
Iro, o qual linha adiado bom c approvado o meu
rellorio....
O Sr. Ferraz: Approvado?
O Sr. 1'isconilc de Maraa:Sim, senhor ; pre-
tenda o nobre depulado que cu nao ouvisse aos mcus
amigos sobre alguns Irabalhos que tivesse de apre-
senlar ?...
O Sr. Ferraz :Nao digo isso, tomei apenasnota
da palavraapprovado.
O Sr. I isconde de Paraiui: Tomn nota da
palavra c tomou justamente.
O nobre depulado frequentes vezes me declaren
ninuucm ha que lhe possa prestar melhor auxilio
na reparlicaoda fazenda do que eu...
Sr. Ferraz: Eu?
O Sr. l'lsconde de Parami: Sim; muitas ve-
zes me disse : niiicuem ha que lhe possa prestar
melhor coadjuvacao na reparlicaoda razomla do que
eu : mas o Sr. ministro nao tem confianraemmim.
por incuria desse homem, dominou as assemblas, o I que o ministerio oceupa o logar da inviolabilidade,
pirasocs nao recebe o espirito hurr.ano ao contempla- d ulado a a p,,de desronheccr,' e o nobre mi-
IOS 1 lino ilpsoios n:lo uremia em nncan rni ir:ui it,-
los Que desojos nio acende em nosso coracao de
imitar os exemplos que elles recordara I...
O nobre presidente do conselho lancou nina ver-
dadeica coulribaic5o sobre os capitaes, exigiodoft*
por ciula acrao do Banco que se ilislribuisse na for-
ma dos eslalukss do Banco.
O Sr. Presidente do Conselho sorrisse.
O Sr..Ferraz : O nobre presidente do conselho
parece lomar como um titulo de gloria esse acto,
mas no eadinho da verdadeira anrh se, mesmo l na
sua cousciencia, elle reconhecer.i jue violou a cons-
lituirilo c usurpou urna altrihuicfu do poder legisla-
tivo.
O nobre presidente do conselho considerou como
donativo voluntario esse imposto, mas ao mesmo
lempo se esqueceu que suas inslriiccOcs tiravam-lhc
todo o carcter de espontaneidades visto quj cslabe-
leccram que quando nao honvesse quem oncorres-
se ile-.-e modo, nao se distribuisse acrao alguma, que
ellas vollasscm para o Banco, para este na forma
des se us estatuios depuis vcnde-l;s. O nobre presi-
dente do conselho, se cousderatsc bem para suas
prop as instrucoOes e para o que dispfie no 3.,
nao sustentara a existencia des espontaneidade.
. ft#J
Este paragraplio estabelece na verdade a preferen-
cia ; mas os seguales exclucm a concurrencia o a
idea de preferencia nelle eslabelecida, quando de-
ttrininam que por ninguem se dislribuain accocs
sem a pcrccpcao da quola marcada, c que o resto das
acc/ies, as que nao forem tomadas, volle ao Banco.
Nao para ahi, meus senliores, o procedimento do
nobre presidente do conselho ; elle nem quer que
mis tomemos conhecimenlo da existencia desse fun-
do, que o consideremos receila do estado, que lhe
demos applicacao '. Examina i al '.enlmente todas as
leis de orramenlo desde 1837 a 1851, e veris que
ellas Irazem, como paragrapho do artigo da receita,
a -ecuinie rubrica : o Dous gratuitos ; s em una
das modernas leis do ornamento escapou essa verba;
servio de pretexto o n3o haver (|uasi nunca receita
proveniente desla fonle ; roas, havendo, porque o
rubro presidente do conselho no orramenlo deste
anuo supprimio essa rubrica ? Nao foi por oulra
cousa senao para que nao tomassemos conhecimenlo
dessa medida, que elle julga de sua airada...
n Sr. Pereira da Silta : O anno passado fo
s'ipprmido de proposilo por mco de urna emenda
esse paragrapho, de que o nobre depulado falla.
( Ipoiado.)
O Sr. Ferraz : Foi porque nao liavam fundos
provenientes de dous gratuitos a compularcm-se.
Anda mais, Sr. presidente, quando esses dona
fossetn voluularios, o emprego de sua somma nao
poderia ser feito sem autorisacao do poder legislati-
vo, visto qoe o poder executivo nao pode lazcr des-
peza alguma sem autorisacao daquelle poder, e nes-
;a tisurpucao o nobre presidente do conselho se hou-
ve com infantil experiencia, porque em materia de
- impastes he regra que se devo lugir de os crear, de
nudo jue retarde o progresso dos capiles, os absor-
va, ouos destrua.
O nobre presidente do conselho destruid de um
momento para oulro um capital de tOO:000#. E cm
que poca ? Na cm que lauto o governo como a c-
mara roconhcccm que no paiz ha falla de capilacs,
un momento cm quo recorremos aos capiles eslran-
geirospara avivcnUrem nossa industria, que os al-
irahiniiis na ronslrujjao de estradas e oulros melluv-
ramenlos maleriaes.
O nobre presidente do conselho assim pralicou, se-
nliores, depois que os estatutos do Banco cslavam
approvados pelo governo, recor hecendo que a men-
le desses estatutos era que em qualquer hvpolhesc o
premio resalanle da venda das accocs, (,uando por
ventura isso aconlecessc, deveria reverter para a
sua reserva, recooherendo que o Banco Nacional era
um eslabflecimento de grande .importancia, que se
aelbiva sobrecarregado de pesados onus, que dovia
ser ajudado por todas as maneiras; quando reconhe-
cia quo essa medida abra e ewmplo da agiolagcm,
cujos males S. Exc. nao desconhece ; c, senhor-is, o
qie um particular nao he capuz de fazer, o nobre
presidente do cooselho fez depuis das insIrucrOes do
-overno que devara ser execnladas em relarao s
iusiriproesdo Bauo ; o nobre presidenle do conse-
lho lomou urna nova medida que nao era propria de
um negociante quanlo mais do governo, medida que
no ovmiucrcio importara una quebra de f .'
Assim o pratkou o nobre presidente, sacrifican-
do a legitimidade dos meos ao lim ; porque o re-
sultado reverta cm beneficie de ama necessidade
quo ninguem desconhece e qie era popular no mu-
. nteipio neutro... (Pausa.)
Senliores, o fardo dos annos, confrmela bella
xpressAo de um meu amigc depulado por Minas,
ii muilo me acabrunba, ja nao -ou asado para
csras lulas quo onl^ora aqu sustenlei, e por isso
ver-me-nei na necessidade de resumir-me o mais
possivel un que linha a dizer ; nao looare emmui-
ios ponlos qne a materia do orramenlo me poderia
nislr nao pode conleslar-mc face a face... {/lecla-
mardes.)
O Sr. Presidente do Connelho .Veremos.
O Sr. Ferraz (rom forra)Nao pode-m'a con-
testar face a face. .
Senliores, esla polilica lera milito de sublime,
mas eu creio que qualquer merrador de verdu-
ras faz o mesmo sem aspirar s honras de heroici-
dade.
A verdadeira polilica da conciliacao,aquella que
lodos consideran! romo necessaria, nao consiste no
emprego destes meios; consiste-no desassombro
daquelles qne nao se achara no peder, daquelles
que segueni principios oppostos aos^que dominara
no ministerio que dirige o paiz : consisten na se-
guranza do voto livre, por meo do qual os hnmens
c-forrados, os homens de lalenlo, podem pleitear
sua causa, vir ante o paiz, ante os poderes do es-
tado fazer Iriumphar suas ideas, seus principies
pela livre dscussao. Mas por mco de arara, de
um favor, sem garanta alguma, que assegure sua
existencia polilica, e d esperanza da rcalisacao
do suas ideas, destacar assim esses homens do seu
partido, creio que nada pdenlo conseguir, nao fa-
ifa mais que embalar a hypocrisia, e depois... nao
sei o que ser.
Esse partido que era opposlo ao nobre ministro,
lem principios, tem convicr/ies, tcm raizes no paiz.
Deste moda nada se pode obler, ao contrario se ex-
citar o desejo de permanecer na sua posirao, por-
que o raciocinio que occorre a todos he o seguinlc
fulano quo entre nos gozava de grande conceilo,
porque fifia BU temido do poder, inmediatamente
foi agraciados; logo mis temos muitaimporlancia ;
poderemos fazer por oulro meio aquillo que nao
temos podido obler al o presente.
E da parle opposla o que occorrera ? Quando
muilos vm as suas preleuooes desprezadas no topo
da escada dos ministros, c ao contrario os inmigos
contra os quaes cimbalera ni galardoados... o racio-
cinio he curio breve..,
Se o nobre ministro chamar a historia cm seu fa-
vor achara por ccrlo exemplos disto. A celebre du-
queza de Koban, fallando do lempo dcHcnriquc IV,
dizia que viam-se muilos cavalleiros que linham
piestado -ii viras por 25c 30 anuos, que linham der-
ramado seu sango* cm defeza do principe sem re-
compensa, entretanto que aquello- que tinham feilo
guerra ainda ha Ircs dias viam-se bem pagos...
Ha exemplos taes; devenios porm adoptar esle
mosystema ? devenios seguir esses mos exemplos
que a historia nos aprsenla ? He, senliores, levan-
lar, como eu disse da oulra vez, a moral do iulercs-
scs sobre os despojos da verdadeira moral, da moral
do dever.
He verdade que estamos costumados a ouvir a
cada passo pcrgunlar-sc : I-', tem um bello lugar,
tem sido considerado, que mais quer elle ? Se-
nliores, nunca a moral do inleresse foi capaz dessas
grandes accocs de dcvolamenlo de que a historia nos
aprsenla militares de exemplos ; a moral do inle-
resse repelle, proscreve pelo conlrario lodosos sent -
menlos generosos, sement cala no coracao do ho-
mem o vil, desprezivel calculo c paixao da conve-
niencia, a que ludo sacrifica.
E poderci eu crcr que o nobre ministro quera es-
la polilica sem algum fim secrelo ? Nao posso ; ella
be reprovada cm gcral por lodos. Permitla-mc a
cmara que (raga para aqui as palavras de um gran-
de escriplor, de um homem que sempre defcmlou
as ideas da verdadeira conciliacao llenrique l'on-
frde.) Eu lenho a memoria mu fraca, por issoper-
milla-ine o nobre minislro que lhe lcia um trecho
desse cscriptor. (ti.)
v Da |conciliac,3o dos cspirilOF, cnnduzidos pela
experiencia sobre um terreno neutro, ondeabju-
i> ram suas dissidencias e erros, a umaconfuslo iini-
versal, como se lem pralicado muilas vezes, ha
o urna diflerenra iao.grandc como a que existe en-
ii Ir o dia e a noile.
a Quando um verdadeiro pensamenlo de conrilia-
i-ao preside ao amorlecimenlo do espirito poltico,
n quando a moderarlo lem por movel a convirrao
adquirida dos erros do passado e a sinceridade da
vollii as ideas al entilo injustamente repelllas,
se pode aceitar esla niudanca cuino una feliz ga-
ii ranlia da pacicar5o geral dos espiitos.
OsSrs. Prannos. (Mariano e oulros :Apoia-
do.
O Sr. Ferraz (continuando a ler: )
ii Quando porm em vez distose nao v oulra cou-
(i sa mais que um mistura, e amalgama indigesto
a de homens que conservam principios oppostos, c
a persistem em suas antigs iheoras e principios,
i pois que pelo favor dos lugares ricamente dola-
dos, se arregimenlam sem estandarte commum,
a sem principios sobre que cstejam accordes, he pre-
I ciso diz-lo com toda a forca da verdade, que a
conciliacao em laes termos nao se basen sobre a
tendencia dos principios, mas sim e nicamente
sobre a coalicao de egosmo.Pelo fado destes ho-
poder ; dahi, como em I si i. datara todas as desgra-
nas, (odas as despezas, tudos os sacrificios porque te-
mos passado.
E actualmente, senhores, o que nos espera ? o que
espera a maioria desta cmara ? J nao sao neces-
sarios vossos esforros, osuslo da constiluinle desap-
pareceu, a vossa hora vai soarJarla est alea.
Os Srs. Carnciro do (lampe- e Lisboa Serra res-
pondern! ao precedente orador,depois do que lira a
dscussao adiada pela hora.
O presidente designa a hora do da e levanta a ses-
so.
28.
I.ida e approvada a acta da antecedente, o 1. se-
cretario d coula do seguinle excediente :
Oflcios do ministro da guerra, cuviaudo o reque-
rimcnlo do escrivao dasoflicinas do arsenal de guer-
ra da provincia de Malto-Grosso Flaininio dos San-
ios Velho, nedndo augmento de ordenado, c dando
informaroes por esla cmara exigidas rerca de va-
rios requcrimciilus. 'A commisso de mariuha e
guerra.
I"ni reqiiet inieiilo da directora das obras da ma-
triz da nova villa Chiislina, na provincia de Minas
Gcraes, pedindu o auxilio de duas loteras cxlrahi-
das ncsla corle para pagar o empreslimo contrahido
para a conclusao das obras da mesma matriz. A
ciiiiini-.'io de fazenda.
Kepresenlac,es dos habitantes das freguezias de S.
Anlodio de Jacotiuga e Sacra Familia, dos das villas
c das cmaras niuiiicipaes de Baepcndy, Boa Vista
dellajub e.Crhislua, da provincia de Minas,pedin-
do a creoslo de una nova provincia no.-ul da mes-
ma. A' commisso ds estalistica.
He approvado o seguinle parecer :
n Havendo esla augusta cmara jalgado nullas as
cleicoes a que se procedeu em novemhro do anno de
1852 na frecuezia de Mossor, prouincia dp Rio
Grande do Norte, entre outros fundamentos pela
incompetencia do juiz de paz que as presidia ; de-
terminou o governo imperial em dala de 8 de julho
do anno passado que se fizesse nova elcirao na mes-
ma parochia, o (pie leve lugar no dia l> de novem-
hro com oflicio do presidente da respectiva provincia de
1! de novembro e aviso da secretara de estado dos
que compele ao chefe do poder executivo, e que dei-
xa ao chefe do poder executivo os deteres do cargo
rcsponsavel que exercem os minislro-. Ora, em que
fundn o nobre depulado esla sua argurao 1 qual
he o aclo do iniuislerio que tenha sido apadrinhado
com a vontade da cora? Nada nos disse o nobre
depulado que podesse denunciar-nos como reos de
um scmelhante delicio (apoiados); apenas apontou
um discurso que eu fiz no senado, citando algumas
palavras delle.
Senhores, o ministerio conbece os deveres do
seu cargo (apoiados) ; lem a gloria de poder dizer
que todos os actos da sua administrarlo tem a aulo-
ridade da sua iniciativa (apoiados), que elle tem a
completa respousahilidade desses actos, ou sejam
administrativos, ou sejam polticos, ausejarn de uo-
mearao do dillercnles cidadaos para os empregos que
compele ao poder executivo prover. (Apoiados).
E oque disse eu nesse meu discurso que lendesse
a tirar esta respousahilidade do ministerio? Eu dis-
se que tinhamos um imperador que se oceupava dos
negocios, que os diriga. Na mesma Inglaterra, em
que nao ha constiluicao escripia, o nobre depulado
concorda em que all compele corda urna maior
parle na alta direccito dos negocios polticos do que
aquella que alguns menos versados nas pralicas in-
glesas pretendem compctir-Ihe. A corea nao entra
nos delalhes talvez dos negocios, mas tem sempre o
pensamenlo poltico, he esse pensamenlo poltico
que faz com que ella d a sua confian;,! a esto cu
quclle svslema poltico. (Muilos apoiados.)
Uesconhecendo-se eslas theorias, pretendeu-se no
senado quo o Brasil, onde ha urna conslluicao es-
cripia, era que positivamente se dizque o imperador
he o chefe do poder executivo, e que o exorce por
meio dos seus ministros, dava-se o caso de poder-sc
considerar o actual presidente do conselho como um
re de fado que se coutrapunha a um rei de direiln.
l'icintilen e mesmo em oulra occasiao que havia
dous Cesares, insinuandoe que havia a pretencao
no aclual presidenle do conselho de eqoiparai-sc a
Cesar. Moslrei a impossiblidade de se dar ama sc-
melhante oceurrencia nesie paiz, onde tiuhamos
urna conslluicao escripia, onde os negocios nao se
tralavam enlendendo-se com a corea somonte o Io
ministro, como se pretende que se Iralam ua Inda-
h
negocios do imperio d 3 de Janeiro do corrente
anno.
A commisso de constiluicao, leudo examinado
a referida acia e nao reconhecendo nas operaroes
elcitoracs a que ella se refere vicio ou defeilos que
as llevara invalidar, he de parecer que se approve i
elcirao da freguezia de Mossor da provincia do Rio
Grande do Norte.
ii Paro da cmara dos deputados, 27 de juuho de
1854. Francisco Diogo Pereira de l'ascoucellos.
Jeronymo Martiniano Fiyueira de Mello. /.
./. de Miranda.
He remeltida com urgencia commisso de cons-
tiluicao e poderes a seguinle indicaran :
Indico que se d assenlo nesla casa ao Sr. Edu-
ardo l'erreira l-"raura. que se aclia na corle, sup-
plenle pela provincia da Baha, em lugar do Sr.
depulado Ges c Vasconccllos. Taques.
Continua a dscussao dos arligos additivos oflere-
cidos na scss.iu anterior.
He lido c apoiado o seguinle requerimeuto do Sr.
Silvcifa da Molla :
Que sejam remedidos commisso do instruccao
publcaos arligos additivos, sem prejuizo do projec-
to principal.
O Sr. I'irialo faz algumas obscrvares conlra o
adiamanto.
He approvado um parecer da commisso de pode-
res, dando assenlo ao Sr. Eduardo l'erreira Franca
como supplenlc pela Baha ; na ausencia doSr. Za-
caras.
Tambem he approvada sem dbale a seguinte e-
menda ollerccida ao parerer:
Que seja lambem chamado um supplenlc pela
provincia da Babia na vasa que se d pela ausencia
do Sr. depulado cffcclivo Jos Augusto Chaves, se-
gundo a indicaran do Sr. Wanderlcv. F. Pe-
reira l'ascomellos. ./. A. de Miranda.
Achando-sc ua sala imincdiata o Sr. Eduardo l'er-
reira l'ranca. he nlrnduzido com as formalidades
do regiment, presta juramento e loma asseulo.
Continua a dscussao dos arligos additivos.
Depois de fallaren! os Srs. Paula Candido c Sil
reir da Molla, o primeiro defendendo, o segando
combatcti.lo os artigo*, a dscussao lira adiada pela
hora.
Coutiuua a dscussao do orcamenlo da despeza do
ministerio da fazenda. A cmara aprsenla um as-
pelo de -, i'inii! I.tde. Todas as cadeiras dos niem-
bros da casa eslao oceupadas, c he no meio do mais
profundo silencio quo o presidente da a palavra ao
presidenle do conselho.
O Sr. t'iscomle de Paran (presidente do conse-
lho c. ministro da fazenda): l.aslimo, Sr. presi-
denle, a, para mira, doloros oceurrencia de ler hoje
como adversario o honrado depulado que anda ha
punco a administraran conlava (orno um dos seus
mais solidos apoios lie rom coiislranuiuonlo que
Icnho de apanhar a luva que me adra; estimara
poder declinar o dever cm que me nrho pela posi-
rao em quo eslou collocado ; mas esla posirao me
obrga a aceita-la.
Conslransido me arho, Sr. presidente, porquanto
o uobre depulado alcm do crdito de h.ihilidade que
lem, leve parle nos ronselhos do tribunal do Ihesou-
ro. deve estar completamente instruido dos negocios
desta ropnrlirao, o por isso a sua opposir.lo nao pode
deixar de parecer, alem do couscicncosa, decisiva
conlra o ministerio....
O Sr. Ferraz:Pode estar cerl que ha a osle
respeito snlidariedailc de honra.
O Sr. I'iscmde de l'ur um : I .a-I uno. Sr, presi-
lerra, mas sim resolviam-se cm despacho a que as-
sisliam todos os ministros, aprcsenlando c propondo
cada um directamente corea os negocios de sua re-
parlicao.
Para provar que o imperador nao era um homem
ordinario, que eslava nas circunstancias de apreciar
todos os negocios, e a pusiriio c procediraeuto de
seus ministros, disse que elle se oceupava slcsses ne-
gocios, porque os faz rehilar, examiua-os e d-se ao
osludo dellcs ; dsSc que os diriga, porque enlendo
que compete ao chefe do poder executivo a alia di-
recro da polilica, c que elle a cxcrcc quando appru-
va as propostas e as proposic/ies de seus ministros
(apoiados,) c d-lhes assim prova da rontinuarao de
sua confianca, sem a qual lodos sabem que nao po-
de exislir um ministerio. (Apoiados.) Aquello de
que fa;o parlo de surte alguma qnereria manlcr-se
no poder se lhe fallasse essa confianca. {Apoiados.}
Fallci pois, senhores, dessa alta direcrao que com-
pete ao imperador na apreciacao dos negocios, di-
recrao que elle exerce qfiando approva as proposi-
coes que lhe sao submellidas pelos se-us mini-tros ;
approvacao que nao he dada sem exame porque,
como j,disse, o imperador nao gasla o seu lampo
cm diverlimcnlos, emprega a maior parle delle na
lcilura, na roadilaciio, e cm estudos profundos dos
negocios do Estado. (Muilos apoiados.)
I.'ma Voz : He isto reconhceidogcralmenle.
O Sr. I'isconde de Paran: Assim, Sr. presi-
denle, se he smente dessa alia direccao que eu fal-
lava para declinar omnipotencia que se dizia ler o
presidente do conselho, senao Uve outras vslas se-
nao mostrar que a coroa esta va cm estado de poder
apreciar a conduela dos seus ministros, prestar-lite
urna approvar.iu couscicncosa, porque os meus ad-
versarios querem emprestar-iiie inleuces que se
nao man fe-I.mi iicsc discurso, quando o todo delle
prova o contraro ? Sera duvida, senliores, he por-
que estao baldos de outros motivos. (Mullos apoia-
dos, muito bem.)
Em relarao aos outros ministros disse-seque o pre-
sidente do conselho he o minislro dos ministros ; he
quem faz ludo ; elle, a quem se nao d urna grande
capacidade, pode tudu absorver. Quaes sao as pro-
vas? Aprescnla-se como prova o dizer-se que o
Sr. ministro dos negocios estrangeiros. depois de
ler lomado dillerenles providencias a respeito da re-
pres-aoilo Irafiro, coinmuiiirou algumas dessas pro-
videncias ao prcsidcnl- do conselho, e esto lhe lem-
brou novas medidas. Sr. presidenle, lodos sabem,
todos conherera a alta posirao que oceupa o Sr. mi-
nistro dos negocios estrangeiros ; lodos conhecem a
sua experiencia e pralica dos negocios. O Sr. Um-
p de Abrcu nao precisava para execurao de suas
medidas doapoio do presidente do conselho ; o pre-
sidente do conselho reconheceu isso mesmo, cnlcn-
dondo-se com o seu collega, julgando que eram suf-
ficieiites todas as providencias dadas, que o mais que
podia ser lembrado seria por ventura escusado.
Senhores, incommoda aus mcus adversarios vera
intima uniao que existe cnlrc mim e os meus colle-
gas. (Apoiados.) Esta uniao nasre de (cr presidido a
organisarao dcsle ministerio a meditaro, de ser elle
composlo do homens que se estimara reciprocamen-
te (apoiados,) de ser composlo de homens que eslao
perfcilamente accordes em lodos os principios poli-
ticos (apoiados;] por isso o que se pode dizer do
presidente do conselho, pode-se dizer do Sr. minis-
tro da justira. pode-se dizerdo Sr.miuislro do impe-
rio, de todos os Srs. mini-tros em urna palavra.
O presidenle do conselho, disse o nobre depulado,
diga-se oque sequizer, laz ludo, ludo se faz como
Senhores, o Ihesouro est organisado com urna
divisao de trabadlos; quatro directores ha uaquella
repartii.ao por quem se dividem os negocios dola ;
esses dircloees estao encarregadus de dar pareceres
sobre esses negocios; o ministro da fazenda actual
(pode dizc-lo o nobre depulado que com elle Iraba-
Ihouj nao se julgou nunca caplivado ao voto de ne-
ulium; aprecia os dillerenles pareceres que se lhe a-
preseulam, e decide-se por aquel le que reconhecc
como o mais acertado, como fi lim da experiencia dos
negncius, da idoneidade, habilidade e competencia
para decisao desses mesmos negocios.
Muilos pareceres que foram approvadus pelo ac-
lual ministro foram do nobre depulado. Pretende-
ra elle quando me oflerecia o seu apoio; a sua coad-
juvacao, que cu nao pudesse ouvir ninsuem mais
sobre os negocios da fazenda? que eu nao pudesse
mostrar aos meus amigos os mcus Irabalhos c saber
qual o juizo que formavam a respeito delle ?
O nobre depulado leve aquellas habilitadles aca-
dmicas que eu tive ; esleve empregado ua magis-
tratura ; em 1848 foi empregado |na allandega, e
pii-ioriormeni para o Ihesouro ; hoje acha-se com-
pletamente habilitado nos negocios da fazenda, est
mesmo cm eslado de formar nesla casa urna segunda
chancellara em que se dispense os diplomas de ca-
paridade l'nianceira. Eu nao live a felicidade de ad-
mltir o meu diploma nesla chancellara. Mas per-
gunlo : O que deu ao nobre depulado cssa insiruc-
eau que lem ? A sua applicacao, a sua pralica e os
seus e-ludo--. Porque, pois, nao permute que um
parlamentar que lem 12 aun. s de servico na cmara
dos deputados, e cerca de 12 anuos no senado, que
lem entrado nas discusses dos ornamentos, que tern-
se visto na necessidade de defender a mor parte dos
ministerios de que foi adiado, porque nao permiti,
digo, que esse parlamentar tendo sido chamado pa-
ra dirigir esses negocios de fazenda, se tenha oceu-
pado dellcs, mais particularmente lhes d a sita al-
ienlo, e possa e lenha adquirido as precisas habi-
lilarcs ? (Apoiados.) Serci lao i me que nao possa
conipreheiider, apreciar esses negocios para medio-
cremente decidir sobre elles? (Muito bem.)
Senhores, he talvez erro que os homens polticos
nao se faram pregoeiro do sen proprio mrito. (A-
poiados.j Assim nos vemos que se acredita naquel-
les que se apresoam como grandes capacidades ;
o modesto que diz : o Eu nao Icnho grande predji
leer por laes materias, lie logo classificado como
ama incapacidade.
Mas, senhores, quaes foram os aclosda adminis-
traca da fazenda nesse curio periodo em que lem
sido dirigida pelo actual presideule do conselho, que
revelasse essa falla de conliecimcuto dos negocios
ou da materia ?
Ein abril do crranle anno, senliores. venciam-s
os empreslimos de 1821 e 1825 ; eram 3,200,000
libras esterlinas que precisavamos para cumprir as
nossas nhrigacocs. O estado da Europa, as rircums-
tancias dos mercados europeo- eram as peiores pos-
siveis para- se conlrahir um empreslimo ; o minislro
da fazenda, se nao fui inteligente na dirocr.io das
ncgociac,ocs, foi asss feliz para que podesse satis-
facer aos oradores do Estada sem grandes encargos
para o Brasil. [Apoiados'
E seja-me permiltido dizer que ha regulamenlos
acerca dos impostos que reconheeo deverem ser re-
tocados, em quo rccuiihero haverem di-po-iees ve-
xalorias ; mas no curto espaco quo me acho na ad-
minislraoao ja larda ao nobre depulado que o pre-
sidente do conselho salisfaca a todas essas exigen-
cias ? Espero, senhores, que nao serei profuso, por-
que eu julgo que nesta materia he essencalissima
a conservar lo, i-io he, com laclo o com muila pru-
dencia he que nclla se deve entrar; com essas con-
dices n "o duvidarei fazc-lo.
J allcndi, j fiz alguns retoques no regulamcnlo
da alfandega.
He verdade, senhores, quo nao fui auxiliado nes-
la occasiao pelo nobre depulado, nao recorr mesmo
a um longo trabadlo feilo pelo nobre depulado ; con-
sullei as necessidades da pi ac, ouvi os qucxumes
que se faziam, e procurci allcnde-los (taquillo em
que me pareceram fundados erazoaves, e em que as
facilidades no ooniinercio nao podiam prejudicar a
boa arrecadarao.
Pela pralica que leve o nobre depulado, poderia
tambem dizer que elle enxergava todos esses
deleites no regulamcnlo, e nao procurou remeda-
los no seu projedo de reforma. Se me tivesse efli-
cazmcule auxiliado, poderia talvez remediar mais
depressa esses males que elle enxergou, e que ea
lalvei nao visse ao mesmo poutode vista.
Nab esqueceu ao nobre depulado fallar no meu
gabinete, que elle appellidou gabinete de cozi-
nha. -r-
Selihores, he um grande crime que um minislro
de estado lenha um nflicial de gabinete, que com
elle trabadle, e este grande crime deve ser anresen-
(ado ante o publico, tachaiido-o de gabinele de cozi-
nha :
Senhores, lodos os ministros lem lido ofliciaes de
gabinele (apiados e nao vejo que algurm os desig-
nas-e pola maneira porque fez o uobre depulado, que
eslava inclinado a invectivas. Pois esse gabinele,
senhores, tem me servido pdra aquellas ordens que
su secretas, ou reservadas. Esse gabinete lambem
me lem servido para algumas vezes que me parecen!
haver especuladores, que negociara com os actos da
administraran, e que querem com prevenrao parti-
cipar para as provincias, as deciscs que lem de
ser expedidas pelo ministerio da fazeuda, expedir
por elle essas ordens, c guardar em casa as respecti-
vas minuta", ernvia-las para o Ihesouro smenle de-
pois que partera os vapores que as conduzem.
Passo a responder s arguires do nobre depu-
lado rcica ile inhiba conduela para cora o cor-
po legislativo. Pretende o nobre depulado que
usurpei as attribuires do poder lesisllivo na
medida que tora, i a respeito das allribuirocs das
dislribuires das aeros do II,uno ; cstabeleci
nma finta e delladispuz a meu arbitrio, sublrahin-
do-a ao conhenincnlo do corpo legislativo, pois que
n.lo a inclu no orramenlo dcbaixo do titulo de dous
gratuitos, lie porque oslive cm Palermo, encanta-
do pelos seus inonumcnlos,quc adquir esta inclina-
cao para o arbitrio !
He necos-ario, senhores, que entremos no exame
dcada nina tiestas srguiejOea, Nao conlava que o
da justira, a pcnhurar-lhc os ben*. a leva-Ios a praca
antes do qu pagar : mas o representante do povo
que concurre a ei dislrihiiic.'iii com alan, que al
nao salisfeilo de ser assignaulc com o seu nome
procura mais individuos que concorram a oflertar a
i oiiiriiiicao voluntaria para dio caber um maior
numero de accoe-. poder de surte alguma preten-
der que es'a medida deve ser considerada como um
imposto que se lancou e se eslnrquio do povo com
usurpado do poder legislativo ? Nao, nao he possi-
vel ( apoiados ) ; o nobre depulado nao considerou
como tal esla medida, porque senao o seu nome nao
poda figurar de molo algum enlre os contribuinles
para a dislribuicao de taes ac(oe ( Muilo bem. ) O
nobre depulado lanra mi desta mpoularao lojc
que motivos inteiramenle eslrauhos conduela,' ao
procedimento e a marcha do ministerio, com o qual
elle esleve conforme at aqui, o fizeram lanrar-se
na opposicao, e eutao baldo de oulras razes quo
podeera desconceptuar a marcha do ministerio, foi
resuscitar essa medida j cubera de cabellos bran-
co. ( Muilo bem.)
Nao he possivel, senhores, que deputados e sena-
dores que nao preferem sem duvida a moral do inle-
resse i moral do dever, quizessein apruveilar os lu-
cros que podiam haver da dislribuicao de taes ac-
es pagando esso premio, para depois dizeram que
csse premio era um imposto laucado sobre o povo.
Nao, senhores, elles nao eonsidararam isto como im-
posto, mas sim como urna subscripto voluntaria. O
governo linha o dirclo de distribuir as 30,000 ac-
ortes ; ao governo perteocia regular a maneira por-
que deviam ser distribuidas. O meu antecessor
mandn receber -uli.cnpeo, -cm promeller s pes-
soas qiicsubscrevessem que lhes distribuirla accTes.
He verdade que nas instrucees reservadas que pos-
teriormente lenho expedido, havia mandado com-
prehende-las como assignantcs, excluindo certas ca-
tegoras.
Cm concurso inesperado apparaceu a pretender
essas acones ; nao eram s accionistas serios, senho-
res, nao eram s capilalisbis que quizessem lirar
urna renda dos seus capilacs collocaudo-os no Banco;
erara especuladores que assalariavam a muiUs pes-
soas sem capilacs para it em subscrever laes accoe-,
com o fim de I harem o lucro que ellas ja aprsenla-
vara, o lucro vanlajoso. Pois bem, senhores, a admi-
nistrarlo podia, se fosse corrompida e se quizesse
corromper, ler procurado distribuir essas acedes pe-
los amigos, pelos pirantes, pelos afilhados; podia en-
riquece-los. (Apoiados.} Mas a admiuistracao julgou
que Tazia um aclo meritorio, quando, em vez de dar
semediane passo, convidavaaqnellcs que lvessem
o desejo de ser preferidos a subscrevercm para obras
publicas de inleresse transcendente, para esta cida-
de. (Apoiados.)
O Sr. Searai com forja ) : Muilo bem, mui-
lo bem.
O Sr. Fisconde de Paran : O Banco linha o
seu assenlo no Rio de Janeiro ; he lastimoso o esla-
do cm que estao as calcadas desla cidale (apoiados) ;
o publico do Rio de Janeiro devia aproveilar deste
agio qoe essas acedes j linham,a^io a que ninguem
linli,i direilo, porque nao pertencia a ninguem, era
do publico, erado paiz : pois bem, o governo jul-
gou que devia dar-lhc esta applicacao. ( Apoia-
dos. )
Mas quiz o governo sublrahir sta medida ao ro-
nhecimcnlodo oorpo legislativo ? Nao est ella con-
signada no rellorio extensamente com as razes em
que se fuodou ? Nao foi pois submellida a apprecia-
codo corpo legislativo ? O que pretenda o nobre
depulado ? Sem duvida a paxilo o hallucinou ; pre-
leudeu queeu consignasse no orramenlo de IS55 a
1856 a entrada de um deposito que se verificou no
anno de 1853 para 1851! Tenha o nobre depulado
paciencia, espere o bala uro do Ihesouro em que lulo
de constar a receita e a despeza do anno de 1853
para 1851, espera, que snb o titulo dedeposilos
ha de achar os (00:0005 provenientes da distribui-
(3o dessas ace,oes. Mas pretender qne urna entrada
verificada no aono de 1853 para 1854 viesse no or-
camenlo para 1855 a 1856, realmente da parte de
um nobre depulado tai entendido he urna muito in-
feliz arguieao! < Apoiados.)
Seriara os monumentos de Palermo q.ie me ins-
piraran) o peusameulo de aproveilar um agio que
a ninguem pertencia para Ibes dar aquello desuno ?
Senhores, o Brasileiro que vai s repblicas do Pra-
la, ganha com o que all v, estima pelo sea paiz,
pelas suas inslituiroes ( apoiados I ; faz sem duvida
votos e esforcos para a manler, nada tem all a
aprender. E pelo que me loca, se all aprendesse al-
guma cousa, nao seria cortamente a vpplicar a obras
de inleresse c ulilidade publica o diuheiru do povo,
porque Palermo se he monumento, era um monu-
mento nicamente destinado i habitaran e recreio
de um tyrauno ( apoiados ), e aquello quo por lon-
go lempo o habitou nunca cuidou dos interesses do
povo, das obras de ulilidade publica, de obras da
nalureza diquellas a que pretendemos occorrer
com essa medida. ( Muilo bem )
Vou, senhores, abordar a parte do discurso do no-
bre depulado em que elle argoio a poltica do mi-
nisterio ; vou xiocar no lopico em que elle fallando
da conciliario a laxou de abastardada.
Seulrores, o nobre depulado, que procura ornar a
sua memoria com algumas cilarOes iuleresianlcs, pa-
rece que quiz, usando dessa expreslo, c citando um
trexo de Fonfrdc, fazer sobresahir o progrmala do
idual ministerio : e foi sem duvida por essa razao
;ue o nobre depulado disse que a conciliacao nao
odia ler em vista a deslruirao dos partidos, qut
partidos eram da essencia dos governos represa)^
livos, c que essas lulas, que esses debates se lori
'am necessarios paraba melhor direcrao dos iiegotu..-
publicos.
Senhores, a doulrina que adoplei, e quede accor-
do com os mcus collegas lem sido seguida, no pro-
gramma que enuncei no senado, he c*sa mesma que
o nobre depulado susleuta e apoia em Fronfrde.
Nesse programmadcclarci muilo expressameolc que
considerava como nma utopa qualquer conciliacao
que selenlasse com o fim de procurar unir os par-
lidos, concilia-los c dar-Ibes urna miniado de
pensamenlo que nao puderia exislir sem com-
pressan. Disse porm que havia urna certa con-
ciliacao, urna ccrla maneira de encarar a polilica no
estado aclual, que poderia de alguma sorle apre-
senirVtim bom resultado, que poderia dar ao minis-
terio nm apoio mais ampio de alguns individuos
que at entao linham estado em desaccordo com o
partido da ordem; e como procedeu o ministerio
para verificar essa especie de conciliarao ? No seu
programma elle deciarou que seus actos loriara a-
qucllo carcter de moderarao conccroenle com as
opinies que segua, e que a sua polilica seria de
conservarao e progresso, progresso material e moral,
c que procurara reali-ar todas aquellas reformas
judiciarias que fossem compaliveis comas inslitui-
Ces monarchicas c ronslilucionacs, e compaliveis
com a estabilidade da ordem e seguranra publica.
Disse que procurara estudar a le de eleires, e que
oppurlunainenl. lepoisdes-e e-ludo e de um acurado
came e com a adhesao do paiz, procurara fazer as
reformas que lendesscm anaperfeicoamenlo dessa lei,
cora o qual podesse appareccr a iuteira liberdade do
voto.... >
O Sr. Ferraz : Peco a palavra.
O Sr. I'isconde de Paran : Enlendo, Sr. pre-
sidente, que essa liberdade se conseguir loda a vez
que se puzer as autoridades publicas na impossibli-
dade de recorrerem a forra e fronde para l'.izorem
calar as maiorias que contra ella* se pronunciaren).
Disse que aceilava todas as adheses, mas que as nao
rneudigava. Tratando da nomeac^o dos empregos
publicas, declare com franqueza que nao Horneara
para os cargos de conlianra senao aquelles que adop-
lassem os principios do governo. [Apoiados.)
Dei, senliores, ura crande passo, c esse passo era o
promellimento que faz i a de nao odiar os anteceden-
tes desses ou daquelles, visto que, senhores, os lera-
pos linham mudado, e essas lulas eucartiiradas do
espirito de partido pareca lerem ceada, e o par-
tido que se conservava em opposir.lo parecia j nao
querer lanrar man da revella para conquistar o po-
der. Nessas circumslancias, que papel Tazia o par-
tido da ordem, que por sua nalureza, que por suas
ideas deve ser moderado apoiados^, se em I4es cir-
cumslancias pretendes*!! manlcr-se c conservar-se
revestido de irreconciliavcis odios conlra os seus
antisos adversario, desconlicceudo o estado do paiz,
e exigindo da admiuistracao que se arredasse da-
quelles mesmos que adoplassem o seu proaramma, e
um espirito mcsqunho de partido e de persesuirao?
(Muilos apoiados.) Senhores. os que quizessem que
o partido da ordem cainitihasse por taes vas, o per-
deran) irrcmissvclmenlc. Muilos apoiados.)
Como ia ili/.endo, Sr. presdciile, assegurci ao
pai/.,por isso mo quera sorprender a pessoa alguma,
assegurei ao paiz que o ministerio para lodos os
cargos de influencia polilica procurara chamar a
todos aquellos que ailoplassem o pensamenlo do go-
verno, declarando coiiiludo quo nao olharia senao
para a conformidade presento, sem examinar a posi-
rao c opiniao anterior do cid,clan que hnuvcssc de
chamar para taes cargos. Fui ainda um pouro adi-
anto ; disse que quando se tr.ilusse de uomcaresde
Tratemos agora de algumas nomeaces em que o
nobre depulado parece querer que lenha havido in-
lelligenria entre o nomeado o o ministerio. Decla-
ro, Sr. presidente, que nao estou informado dessas
nomeaces a que o nobre depulado parece referirle.
Devo, porem, dizer que enlre os cargos que nao
sao de nciihiima sorle de influencia polilica est sem
duvida o proiessorado, e se esse nao se pode consi-
derar como nao lendo influencia polilica, ento, se-
nhores, nao ha neulium cargo em taes circuraslan-
cas. Pois bem, ha cerlo qne se consullou a am
cidadao se elle desejava oceupar o lugar de lente ou
de sunstilMla de urna academia; he cerlo lambem
que esse eidadSo deciarou que acaitava esta nomea-
c.lo, e he mu provavel que ella se faca.
O Sr. F. Oclaciano :E i he muilo honroso.
O Sr. I'isconde de Paran :Mas, tendn, por
se fazer essa nomcacao pode-se inferir que houve
urna Iransa-cao poltica on corruofao? Nao se-
nhores, o governo pcrmjBtce no tea posto ; para se-
melhaules cargos n8o a Hendemos senae so mrito, e
o lente nomeado pode continuar nos seut principios
politices, nenhuma Iransaccao existe, nao exigimos
e nem pedimos que os lonles que lemos nomeado
aloptem nossos principios polticos. (Apoiados.
Muito bem.)
(lorio-mc, Sr. presidente, da poltica que lenho
seguido, gloro-me da lidelidade com que tenho
guardado o programma que enuncie! no senado, o
solfrerci com rcsigoa{o todas as invectivas com
que os meus adversarios quizerem procurar-me dcs-
conceituar c ucsconceiluar a poltica que adoplei ;
acelarei mesmo, recebu u epilhelo que se nos d de
mercaderes de verdura, embora a expressao nao me
paraca parlamentar, embora paraca ler sido apa-
ninla nos mercados... .Mas em lim, Sr. presidenle,
ella foi dila pelo uobre depulado que apoiava ainda
ha pouco a polilica que seguimos, pelo nobre depu-
lado que n.lo ha muito lempo nos aeompanhava e
nos defenda nesla casa, razao por que se julgou que
ello nao era o mais competente para revolver fados
andaos, para os ir inquerir...
O Sr. Ferrflz:Nunca defend os actos da aclnal
administraran.
O Sr. I'isconde de Paran:Nao era preciso ao
nobre depulado recorrer s invectivas, recorrer- a
esse diccionario de palavras menos proprias...
O Sr. Ferraz :De que o nobre ministro usa
bastante. (Signaes de desapprocacaa.)
O Sr. i'isconde de Paran:Muito obrigado,
mas creio qae est, engaado...
O Sr. Ferraz :Creio que at he o meslre disso.
O Sr. Fitconde de Paran :Creio que nao...
Eslou porm resignado a ouvir lanto quanlo o re-
giment da casa o permillir, e o Sr. presidenle jol-
gar que nao excede aos usos parlamentares..
O Sr. Ferraz^:Ha muilos meios de se dizer
bastantes cousas, e eu aprend agora.
O Sr. Virconde de Paran :Parece-mc que o
nobre depulado quera que eu respondesse s suas
invectivas batendo nos peilose dizendo Pasnitel me
peccali...
O Sr. Ferraz :Nao ; nao pretenda.
O Sr. I'isconde de Paran:Nao tenho feilo
mais ilo que acompaohar as observaroes do nobre
depulado, respeitando sempre...
O Sr. Ferraz :Nao respeilon-..
OSr. I'isconde de Paran:Sinto que o seo me-
lindre se pudesse achar ofTendido com o pouco que
lenho dito ; mas creio que fiquei muilo a quem das
invectivas que o uobre depulado me dirigi, (.trul-
los apoiados.) Eu nao fui u aggressor, fui o aggre-
diilo [muilos apoiados), e defendo-me de nm ho-
mem que ha poucos dias disse queem qualquer po-
sicilo em que cstivssemos collorados faria .sempre
justira ao meu mrito e puras intenres.e que pare-
ce esquecido dessa promesa. (Muilo bem.)
Quiz o nobre depulado terminar o seu discurso de-
clarando cmara que a sua ullma hora linha soa-
do, e para dar forca a esse sea discurso lembrau que
em lKii cu linha estado no poder, e qne aodetcer
ddlc tinha-se organisado o ministerio* do qual rasul-
lou a dissolucao da cmara.
Lembrou que eu fra empregado na mi-sao qne
em 1851 foi enviada ao Rio da Prata; que Oribe fi-
cou como que triumphante, e que dessa oceurrencia
resultavam lodos os males, o triste estado emque hoje
eaclia aquella repblica.
Sr. presidente, quando sahi do ministerio em 1811
a coroa chamou para organisar o novo ministerio urna
pessoa qae linha sempre estado aos mesmos princi-
pios da administrar ao que terminava ;e nao peden-
do ou nao querendo organisar cssa pessoa' o novo mi-
nisterio, a corea ainda chamou oulra pessoa qae es-
lava nas mesuras circumslancias.
Essa mitra pessoa organisea o ministerio, o qual
nao merecen apoio da cmara que ento exista. Nao
sei se a conduela da cmara foi que arrojou o mi-
nisterio oos caminhos em que elle se precipitou, ou
se foi o propiio iniuislerio que por sus ideas diri-
gi o negocios de maneira a realisar a dissolucao;
seja o qual for, o que mo julgo de ulilidade alguma
he que se faca alluslo a urna poUca retrospectiva.
Admira, porem, que se d s eaksas que, occorre-
ra m para a dissolucao desse ministerio a mesquinh
interpretarse que o nobre depulado pretende.. Para
aqui sobre esse poni, porque nao julgo acertado re-
volver as cintas dos morios. ,
Pelo que toca minha missoao Rio da Prata,de-
vo deelarar cmara que o principal fim dessa mis-
sao era fazor-so urna convenci cm o governador
de Enlre-Rios, afim de que esse gobernador pudesse
levar a guerra raargem dilata doVcjo da Prata e
fazer desapparerer o govenlo do Kador Rosas ;
essa pirlo da minha mi.i. ,j concbj. 'a e termina-
da cora feliz exilo, e da iBinlia_pi?e eslava o vol-
lar corle nesse momento.
Mas por zelo de sorvico tambem qniz tratar da a-
ceiiaro e roronlicrimenlo dos tratados de 12 de ou-
lubro de 185f, e nao quiz ausentar-rae antes do Rio
da Prata. Tambem me glorio de haver conseguido
isso. (Apoiados.)
Pelo que toca ao fado dos partidarios de Oribe le-
rem triumphaduo conseguido obter maioria nos elei-
ees que so fizeram, devo informar i camera que
Jim mo cheguei a Montevideo no ultimo dia do mez
e oulubro de 1851 ji eslava feilo o accordo enlre o
general Urquiza, Oribe e suas tropas, e o governo
da praca de Montevideo ; desse accordo datado de 9
de oulubro, resullou o procedimento do governo
oriental, e suas cousequencias.
llevo declarar cmara o ao nobre depulado que
j achei publicado o decreto do governo que mar-
cava o dia para as eleiees no 1." de dezembro ; de-
claro ao nobre depulado c cmara que o minislro
que enUIo diriga os negocios, o Sr. Herrera, quando
se lhe fazia alguma observac3o solidez dos laros que
uniam os colorados aos oribislas, exprima o receio
deque aquelles perdessem as eleir&es nos departa-
menlos entregues direcrao de blancos, o qae des-
truira igualdade de forc* entre ambos os partidos,
agualdado que os obrigaria a colligarcm-se, c a man-
ler os principios em que te baseou o accordo, esse
ministro responda : cu cotillero meu paiz. n
Devo declarar cmara e ao nobre depulado que
lodas essas oceurrencias que lem apparecido na re-
publica do Prata nao teriam provavclmenle existido
se o general Garzn nao houvcsse fallecido, porque
elle-era o lo que unia um partido ao outro, e ro-
mo elle rnorreu a concordia ilesanparecea ( Apoia-
dos. )
Mas, senhores, o ministro do Brasil nao linha cssa
mi-sao: a sua missao era somente prestar ao general
Urquiza os auxilios necessarios para derribar a Ro-
sas; essa missao foi exerulada e o resallado todos mis
sabemos quanlo nos foi grato. ( Apoiados Se per-
manec no Kio da l'rala "al ratiflfacjlo dos Irala-
dos foi nicamente por zelo ib servijo. ( Apoiados.)
Termino, senhres, declarando que espero que a
cmara nao lera a sorle que lhe augura o nobre de-
pulado ; espero que ella nao ser arrasfada para o
terreno das paixcs para onde achamam, para esse
nico terreno que poderia comprometfer oAo a sua
existencia, mas a sua gloria.
I'ozes : Mullo bem .' Muilo bem Excedente-
mente !
O Sr. Ferraz responde ao Sr. visconde de Para-
mi, depois do que lira a discos-no adiada pela hora.
O presidente designa a ordem do dia e levanta a
seaeia,
HEPAHTIt?AO DA FOUCIIA-
Parte do dia 16 de agosto.
Illm.e Eim. Sr.-Participo a V. Exc. que, das
parles nonleme hoje recbelas uesta rcparticao.cons-
la torera sido presos: a minha ordem. Damin Jos
l'.aeiuno, por ser desertor do quarlojbal.ilhio de ar-
lilharia; ordem do sululelegado^l rregaezia de
S. Frei Pedro Goncalvcs, o pard/JTourenro CaJisto
de Souza, por embriaguez, o p4fc l.oure'nro Jos
do Bago, por crime de furto, e fKmarujos america-
nos R. Rhuldo, Wm. Baxlj. James Nasman, ti.
('hosnan. T. Suon, John Brown. Wm. (.roii, lodos
a requisigo do respectivo cnsul; ordem do sub-
delegado da freguetia de Sardo Antonio, l.oiz AhIo-
nio AlvosTcxeira, sem declaradlo do motivo; or-
' lli>a-Visl,n os
. Ilorlencio Ma -
passo con-1,,lias' Para vcr'guac,(es peliciacs; a ordem do sub-
erapregos que nao fossem de inllucncia poltica, a
adminislrarao procurara o mrito onde quer que i c'em1 *'" subdelegado da freguezia da II
elle exislisse. (Apoiados. Tenho a satisfarn de de- R*08.*.0^0 Al,tonio Baplist;, c Joo H
clarar na casa que ainda nao dei ura
Irario s ideas qne einill, o que cm lodos os meus delegado da rregueaa dos Alegados, o preto Ante-
ados me teuho conformado cora o prouramma que ",0 da Silva, para correrrao.- c ordem do subdele-
de accordo com os mcus collcas havia enunciado. gado da freguezia da Munbeca, o prelo Cvpriajio
gao ; porque sendo um dos primeiros
ministrarao, nao era de
deixasse de ser feita quanlo se discuti a falla do
Ihrono Destacase. Se esse acto linha as fcicfies, o
carcter de arbitrio, se fui ceinsummado com usur-
parlo do poder legislativo, nao comprehendo como
um depulado hlo i'onscieiiiin-ii nao principias-e por
me retirar o seu apoio nesla casa, c a nao fizesse
mesmo desde a pora cm que essa medida foi publi-
cailac execulada. Nao esperava, senhores, esla ar-
girn da parle do nobre depulado. Eu consideros
representante- do povo, deputados e senadores, co-
mo os homens mais eminentes do paiz, romo aquel-
les que nao lleven) de sorle al.una dar o exemplo
de eminencia as inedinas arbitrarias, s medidas
despticas, c por isso pens que lodo o depulado e
senador que reronhoresseque a medida de dar pre-
ferencia para a di-liihuiran das aeros aquellos dos
prelciiilcnlos que lizessem asubscriprao e doarao de
10 por cont do valor das acries paja screin appli-
cadas as calcadas do Rio de Janeiro, por nenhuma
forma poderiam dar o seu asseulimenlo a esla me-
dida, eoucorrendo para a sua execurao, subscreven-
do e lomando ueciies para si.
Senhores, o que faziam o Inglezes e lodos os teus
homens entnenlos que so puzerara 4 Ipsta do povo
para contrariaren! as prelen^es do poder de laucar
impostos indevidos? Faziam liga entre si, nao paga.
i.iiit esse* mposloo, brgavamo poder tancar m,lo
l'ma nunioac.io, senhores, parece ler servido de
"'-ha
'" os polticos da ministerio que sempre se manlive-
nobre depulado me fizesse urna scmelhante argui- ; |,ase para e prelcilucr sublevar as paixes dos ami-
'" gos polticos de minislcrio que sempre se manlive-
rrer que a censura delle ran) no partido da ordem ;se alaum enlre elle ha
que seja exaltado! conlra a actual adminislrarao.
Siislenlo. porm, que cssa nomearao era nada se at-
las! a ilo prosramnia do governo adoptado, e que esUi
de inlcira conformidade rom elle, porque o cario
para que fui nomeado csse cidadao nao he daquel-
les de iullueiicia polilica. lano assim que a admi-
nislrarao precedente sempre fez nomeaces de ci-
dadaos em iguaes circum-tancias paca< os empregos
de fazenda. Muilos apoiados., Mandando de ba-
rato que csse carao para que nnniecl esse cidadao
soja de influencia poltica, eu declaro que considero
que o nomeado se acha de conformidade com a ad-
ministrarlo ; c lulo he de hoje, senhores, que isso
acontece. Desde o lempo do Sr. Torres que csse
cidado se ada vollado para o governo ; elle no
lempo do Sr. Torres cm relarao ao Banco defendeu
lodas as ideas desse senhor, e "as defendeu com sabe-
doria, e para prova do que digo alti tendea os jor-
naes desla corle. Acrcdilai, senhores, que se o Sr.
Torres houvesse lido opporlunidadc o leria aprovei-
lado, ou para esse ou para oulro emprego. E por-
que a minha administraran, cm vista do programma
por ella adoptadoeemlaesrirrumslancias. nio apro-
veitaria os talentos desse cidadao? [Apoiados.} Pa-
rece-me debalde,scnhores,qucse tenia levantar coulra
a admnis|racao paixes que nao n de-la poca.
[Apoiqdos.)
>>
/
Antonio Diniz, para corrrocSo.
Communicou-me o commandaule do corpo de po-
lica, em sua participarao diaria de hoje qae, pela
palmilla que rondou o dislriclo da Soledade, lhe f-
ra participado que (endo-die sido entregue pelo ins-
pector de quarteirao d'aqucllii dislriclo nm preso
para ser ronduzido a presenca do respectivo subde-
legado, fra em caniiiitio-ferMo o cemmandanlc da
palmilla com urna faoada pelo dito preso, que por
esto modo conscauio evadir-se sem que jamis fosee
possivel caplura*lo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da poliria de
Pcriiamhuco Ifi de agosto de 1851 .I lim. e Exm. Sr.
conselheirn JosBeuto da Cunda c Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paira 'Tei-
xcira, ehefe de polica da provincia.
COMMIMCAOO.
AOS APOLOGISTAS DAS PO.NTES DE FEBBO.
Reconstrucrao da ponte d'Aucrlilz em Paris.
Rellorio para o imperador.
Senhor.
A ponle d'Auslerlilz, eohre aqu.il cu chamo a at-
tencao de \.M. he urna das pri menas obras de
ulilidade publica, cuja execurao marcou no lempo
do Consulado, a volla da conlianra e do espirito do
empreza.
A lei ile 15 demarro de 1801 aulorison a factu-
ra de Iros nrinles, cobrndole nella- pedagio una
-.
-


*'
do Jardim das Plantes para o arsenal, outra das
ilhas da Cit para S. l.uiz, e oulra do l.ouvre para
o Instituto.
A primnira dcstas pon tes, que alaiius aunos de-
poi devia ler n nome d'Austerlilz, foi projeclailaa
principio de madeira, porm o govorno reconlieceu
logo que esta forma de comidieran n.to era diana
ila capital, eqoe seria urna ponte provisoria. Cm
decreto dos Contules de 4 do thcrmidor anno X de-
cidlo que a nova ponte seria formada de cinco ar-
cos de ferro Tundido sobre pilares de pedra, tal co-
mo hoje existe.
Desde aquella poca que os engenheiros antorcs
do projecto riisaeram que, para una cidade como a
de Paris, urna ponte toda de podra seria prefcrivel
tanto no que diz respailo solide?-, como ao aspec-
to monumental, su pelo lado da economa foi prefc-
rivel o systcma mi\to de pedra e ferro fundido.
A ponte d'Austerlitz foi concluida em ISOti, mas
logo que foi entregue ao transito publico, se reco-
nhcccu o inconveniente do urna tal forma de cons-
traccao ; numero-as fracturas se deram as pecas ile
ferro fundillo, e manlevo-se a ligacilo dellas por
nieio de diversos svstomas de amarrarOes que se li-
zeram de ferro batido.
Desde IH13 que o mal cresceu ion espanloso
progresso. A suppressao do pedagio, i prohibirn
do transito pela ponte suspensa de Bercy, de carros
limito pesados, a proximidade das ettaoes dos ca-
minhos dejerro d'Orleans e de LvAo, finalmente o
grande augmento que se tem dado de transporte de
materiaes para as novas conslruccoes Je Paris tem
eito crescer repentinamente e n'uma escala consi-
deravel o transito pela ponte d'Austerlitz, e feito
apparecer novas causas de ruina. Neslas circum-
slanciis o prereito de policia deu em 27 de maio
de 1853 sobre indicarlo dos engenheiros, um regu-
lamenlo que traz muitas restrieces ao transito da
ponte.
Visitando eu no fimde novembro passado a pou-
lo Napoleo construida em Bercy para o caminlm
de Ierro de circuito, e os trabalhos de navegaran na
passasem desta -idade de Paris, a mu,lia alleucilo
se dirigi com particularidade para o estado da pon-
te d'Auslerlitz. Eu conheci o grande inconvenien-
te que estas medidas de seguranza publica (razem
Eara o transito. Urna conimissao lirada dos mem-
ros do conselho geral de ponlcs e calcadas foi por
miro eiic.-irrcgaila de examinar minuciosamente o
estado de todas as partes da ponte, c de propor as
medidas que ella rcconlieccsse seren precisas.
Esta commissao em um relalorio, cujas concluses
foraiu approvadas pelo conselho geral de potiles e
i-aliadas, diz que as fracturas em pecas de ferro fun-
dido nao sao menos de 2,500, que us arcos actuaos
nao se podem reparar seuao de nina maneira pre-
caria e insnlTicienlc a npresenlar (oda i certeza na
seguranza publica, e que nao se devia demorar em
os substituir por arcos de alvenaria.
Ella propoz em consequeucia disto qu>! se evigis-
so dos engeubeiros um projecto para a rcconslruc-
cJJo des e Notre Dame.
I endo-me parecido bem motivadas estas conclu-
sdes. officiei em 12 de Janeiro ultimo ao Sr. pre-
feito do Sena para mandar organisar pelos enge-
nheiros um projecto segundo o systema i idicado pe-
lo conselho de pontes c calcadas, e pedir lamhem a
i-ommisso municipal a cooperarlo da cidade de
Paris nesla-despoza.
O prereito do Sena me Iransmitlio ->m -22 desle
roer otraballioorganisado pelos engenheiros, segun-
do mlnhas ii strurcOes, e juotou o aviso da commis-
sao municipal.
Os eneenheiros esludaram comparativamente as
diversas larguras que se podem dar aos novos arcos.
A largura arlual da_ ponte he de 12 ra, 50 eviden-
temente inuito insufliciente ao transito presente.
O prefohp do Sena de accordo com os engenhei-
ros, e a commissao municipal propoz alarga-la tanto
quanto permitlisscm os pilares, isto he, dar-se urna
largura de 17 metros entre as faces.
Talvez seja possivel nosse mesmo systcma, por
nieio de dispo'coes que sero convenientemente
estiidadas, de elevar at 18 metros a largura franca
da passagem, que seria entao superior de 2 metros a
aquella da ponte Real. ,'
Os engenheiros avaliam-a em 1,135,C00 francos,
que Ticura reduzida a 975,000 francos pela dedueco
do abate de 1; que darao os emprezatios, e pelo
producto da venda do ferro fundido. A contmraaii
municipal decidi fazer metadeda despera por con-
la da cidade de Paris. t '
ti conselho eeral do pontes e calcadas conhecen-
do a urgencia desla obra, den em sesso de 2i do
correte uro voto favoravel i combinacSta cima in-
Eu sou, seiihor, do mesmo parecer, o ten lio a
honra de propor a V. M. de adoptar esta combina-
cao, ella lera em resultado dotar a capital de urna
obra durare! e inteiramente em rolaran com as ne-
cessidades do transito publico, e conforma alcm dis-
so com as ideas dos primeiros autores ca ponte de
Auslerlitz.
Se,V. M. se dignar approvar esta minha propos-
la. os trabalhos poderao sor inmediatamente prin-
cipiados e continuados com grande aclividade.
romar-se-haoi4Clas as medidas para que Um pas-
sadico de 10 m \ de largura seja exptsto ao pu-
blico tres ro** pois da intcrrupraai do transito
na ponte. e S todas as obras sejam concluid
das em sciaK, -..-''\^
Eu sou el''. mtfJjTslro secretario da estado da
rcparlico d'auricultura, coinmercio, trabalhos pu-
blicos. P. Mgne. Approvado SapoeSo.
(Jornal dos trabalhos publico.)

PMLICACOES a eedido.
fotta o recitada no dia 11 de agosto da 1854, e
offereclJa os meus collegai Iraaa'oo
de trabalhos.
Antes de altiva fronte erguer contente,
De joelhos, Brasil:
Mais urna estrella brilha reluzciite
No co de puro ail!
De joelhos, irmflos, nos o exemplo
Ao mundo, que nos v:
He deverdos ministros do seu templo
Obrando impar a f.
Urna nova esmeralda bella, e pura
Na c'roa j brilhante:
E na fronte, onde o raio j fulgura,
Um raio rutilante 1
Mais urna pedra preciosa, e rara,
Sobre o Ihrono engastada :
Oual urna locha luiniar avara
A ledra, que he la v rada '
Sobre o manto de purp'ra um astro mais,
Uue tanto nos seduz :
Das nodoas reas de mil leinporaes
O Itera sua luz!
Brasil e povo, curva a fronte pura
Diante do leu rci:
Que um povo livre venerar s jura
Santo templo da lci!
Ministros, defender jurai a Arca
\o Sunnno Sacerdote :
Da religin do povo he o rci patiinrcha,
Em suas mAos se vote! ()
II.
Que feta de gloria.' nlo rufam tambores,
N;lo Iroa horroroso famoso caiihilo :
No co he a gloria ; e o co nao exulta,
Se exulta o relampo, so estala o Irovao !
Sao Testas de trevas, Iriumphosde crimes,
As que s nunca medonho estampido:
As luzes, que cuiam, he o echo, queouvio-se,
Ensina o camiiihnsmcnte o gemido!
O co quando ri-se, malisam-lhe o manto,
Encanto de aromas, matiz de fulgores ;
Sao laes nossas festas, s ellas sAo puras,
Bauhadasde lotes, baiihadas de flores!
Em riso, e nao dores a gloria seassenla,
Nao queima mais victima a chamma do co!
He astro que fugedcnuvem pesada,
>iq quer entre as luzes o negro deum veo l
III.
A sricncia he urna estrella,
Que allumia o pcusamcnlo,
Assim como um astro bello
Allumia o firmamento.
Se para o sabio urna estrella
He segredo do Senhor :
A sciencia tem segredos
Occullos ao nosso ardor !
A estrella he beHa, c pura
Como lindo diamante,
A sciencia he maga, offusca,
Como rub radiante !
A estrella he una locha
No altar da Divudade :
A sciencia he um luzeiro
No templo da hiimanidadc !
Assim como o co se ufana
Com a sua clara estrella ;
Seja p'ra nos a sciencia
Nosso amor, a nossa bella !
E se o co leudo infinita-,
Ama tanto a sua flor,
Que no dia do seu Aojo
Pede aos homens mats amor.
Para nos eterno o dia,
Que surgi entre bonanca.
Que nos deu a nossa estrella,
Flor mimosa d'cspcrauca !
IV.
Miradas de luzes gloria aos jovetis,
Que accendein o seu templo ;
Chammas nos olhos, chainmas dentro d'alma,
Dos jovenssois o exemplo !
Mas as flores, irmaos, as nossas flores,
Nem urna sobre o altar!
Corramos a cother, que o co nao diga,
.Nao sabes adorar!
Jovens, parai, que soimss flor nos mismos,
Frescos bnloes de existencia :
llores da patria; a densa nos cultiva,
Verdes llores da sciencia !
Subamos ao altar, como grinaldas,
Atados pelo amor:
Folga a sciencia ao ver que lilhos seus
Se aliracam com ardor 1
Croas vrgem pudibunda e casia, '
Te que de amores trema
Croas tamtiem virosas, bem brjllianlcs --ai
Ao sol sen diadema a r
CONSULADO i.KltAl..
RenJimentn do dia 1 a li.....I2:OOOS08
dem do dia 1K........ 81!>}l'j:l
CORRESPONDE^OVS.
Oliuda.
A..V. *
*M^-
OTKAFICANTEDEDEFUNTOSNAPARAUI'BA.
Sr'. fedactorei.Leudo por acaso o Argos, esse
jornal que aqu se publica por especie de capricho,
deparamos em suas insufstiscolumuascom hojelose
mal alinbavailos arligos, escriptos nesta cidade, co-
mo viudos do Jliaclio de /'orcos.composlos pelo safa-
ilo traficante de iefunlos, essa escoria de Portugal
de Braga aojie, que aqu vive por mal de nussos
peccados ; o qual de caso pensado e rixa vclha, mo-
vido pela nesra invejaque o corroe,tem querido de-
liaixo do mais vil incgnito, pr em duvida a nalu-
laliiladc de um nosso comprovinciano fillio da pro-
vincia de S. Vedro do Sul, que aqu presentemente
se ada residindo, e aliado em urna das nossas prin-
cipaes familias, fazendo entender aos incautos que
elle he seu patricio, lendo por lim com essas preme-
ditadas invectivas, fazer que elle regeile a nomoacao
quo recebeu do governo imperial, para -o lugar de
capilao secretario geral do commando superior da
guarda nacional desla capital.
O uosso comprovinciano apezar de ler em seu po-
der documentos, que aos mais avisados, provam sem
replica a s m naturalidade, todava para expel ir to-
da e qualquer suspeita que podesse restar, mandou
sua provincia buscar a respectiva cerlidsio de oas-
i enlo, documento nico, c o mais importante pa-
ra demonstrar a verdade em laes casos, leudo entre-
tanto pedido ao publico que suspendesse o seu Juizo
at que cbegassc a dita certidao.
Sem a menor generosidade e anlcvendn j.i a sua
derrota, nao quiz o nojento traficante de de fuios
esperar o resultado da referida certidao para conti-
nuar as suas aitdice.s, e anda em um dos derra-
deiros nmeros do Argos lornuu a carga deprimindo
o nosso amigo sem conscicncia, fazendo no meio de
seu pesttento aranzet, a maior ifijustiru e a mais
atrevida aasercJo que he possivcl ao rcspeitavel cle-
ro brasileiro, suppondo-o capaz de vender ccrliiIOes
daquelta ordem'.!! lie ate onde podo chegar a
impudencia e ousadia de lo abjecto esti angeiro !!
Em nome po*. desse mesmo clero que tan lil-
tnenle menoscaba repcllimos, tan desprczivel quao
infamante insinuacao, infmente e despre/.ivel, tan-
to quanto he impura a fonle d'onde parti, e, mo
grado nosso, laucamos em face desse prfido eslran-
geiro a ingratidao com que trata a classe mais con-
siderada e digna do respito da nossa sociedade, jul-
gaudo-a eivailit dos vicios que fazem o complexo de
seu degradante todo.
Admiramos como esse perverso traficante de de-
funtos se lembrnu de irrogar semelhante injuria ao
nosso clero, semaltcncao alguma a um Bvd. viga-
rio, qne he seu correligionario e amigo, (tim; por
i/ue o tal traficante he partidista por miseria do
lado que o aealhe, e involre-se na nosia poltica
interna) o quid deve por tanto tomar-lhe contas de
scmelhante elogio, visto qoe elle nao fez excepeo
de S. Kvm.'q ie est nas mesmistimat circumslan-
cias dosoulros parochos.
Pretendamos nao envolver-nos nesta qucsblo de
naturalidade do nosso comprovinciano,porque sabe-
mos que para tal arguicao cite nao uece sores. e deve vota-la ao maior desprezo, nicamente
publicando a sua certidao j que promclleii fze-lo,
quaDdn ella Ihe chegar do sul, porm rcvollandonos
sobre-maneira a asserqo de que (raamos nao pode-
mos conlcr um brado rtc indguacao contra esse pe%-
simo c malvado carcter que morde traicoeiramente
os bracos quo o affagam, sem attencao nem respeito
ao que de mais recommendavel existe enlue os hb-
inen?.
Paramos aqui,esperando qne esta reprimenda Ihe
aproveile, sean voltaremos.de novo a materia com
mais algumas verdades, verdades nuas e cruas que
por certo nao Ihe afrailaran muito.
Parahitia 21 dejullii) dC 1S">.
O Zngaro.
iIIIISMI-
Srt. redactores.Hou,tem pelas 5 horas da larde
fnndcou dentro do nosso porlo, o vapor Imperatri; ;
e chegandii contra o coslume. a essa hora, sendo alm
disso boje dia santo. Indos esperavam quo o digno
agente da companhia marcara o dia lt> de manhaa
para a sabida iln mesmo vapor, porm S. S. sem al-
lendcr aos pedidos dos passageiros, que nao eslavam
prevenidos para 13o apressada sahda, aoommercia
que precisava lempo para escrever em cumprimen-
(o de algumas ordens recebidas do Norte, c final-
mente aos nteresses da companhia, qucalguns pas-
sageiros perdevi, nSoquiz de forma algumialtender
aos rogos de pwsoas alias de cor.sideraco, u resolveu
que o vapor sahisse hoje as 4 horas Ja lanbs, Tanta
aclividade, tn% iuleresse pela companhia, deve ser
pelo, cnmmercio dosta praja apreciado, e dados os
uarabens a directora do Rio de Janeiro pela feliz
"omeajao de tiioliabil moco ; puff, paB, puff! I!
Kecifei;,deaiiol.
O rabeen le comarca.
VERSOS RECITADOS EM 0LKD.4
NO DIA 11 DE ACOST.
Ao Illm, e Exm. Sr. desembargador Loaren;o
Jos Ribeiro, fundador da academia de
Ollnda.
Jaziaem trevas a scienria cnvolta
Para o lilhos da trra do Cruzeiro,
Quando fe-la em Marim sursir famosa
A voz Ilustre do immorlal Ribeiro. _
Sustentculos do throuo de D. Pedro,'
Hroes que em nos as scienciasde Pallas instruidos,
, O explcndor de Olinda proclamis .'
Eu le saudo de prazer banhado,
Dia onze de agosto .inri-fulgente !
Foste o pat lux para as sciencias
.Fosle para o progresso um passo ingenie.
4. B. G. Costa.
Saadafao' ao 11 de agosto.
Ersuendn altivo a eunobreeida fronte,
(I Brasil hoje nsleuta-sc orgulhoso
Por li, onze de agosto, sempre ledo
Scmpre bello, brilhante e inagestoso!
Qual oulro sol mais puro emais fulgente
Com as sciencias vicste ahrilhanlar
A Ierra de Cabral, que euvolla em trevas
Fazia a mocidade a abandonar ;
Pois o amor da iuslruorao existe u'alma,
Companheiro do amor da liberdade,
Esse (hesouro santo que doou-nos
Por mis intessada a Divindade.
Festcjai, mocidade Brasileira,
Filbos de Pallas, festeja! com gast,
Tomados de prazer, de enlbusiasmo
Este dia immorlal onze de ag isto.
F. J. F. G.
12:819-5277
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dial a U..... 506978
dem do da 16........ 28J25
535#00
Exportacao'.
Bucnos-Avres com escala por Montevideo, polaca
hespanhola Prompla, de 260 toneladas, ronduzio o
seguinle : 50 caitas 50 duzias de aarrafas de vi-
nho, 10 balas papel bratico, 14 saceos grao de bico,
1,260 barricas e 100 roeias ditas com 10,213 arrobas
e 16 libras de assucar.
New-Vork, Male americano Hay Cetij, de 4-10 to-
neladas, ronduzio o seguiute : 1 machinismo pa-
ra vapor.
Buenos-A\res por Montevideo, escuna norueguen-
so tl'eranda, de 210 toneladas, couduziu o seguinle:
1,360 barricas com 10,147 arrobas e 35 libras de as-
suca r.
ItECEBEDOUIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 16......524o"l:i
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 14.....13:506SiH0
dem do da 16........904(731
11.1118211
MOVIMENTO DO PORTO.
Vacio entrados no dia 16.
Bahia8 das, sumaca brasileira /osario de Mura.
de 81 toneladas, mestre Jos Simes dos Reis,
equipgem 8, carra caf, cacao e familia de man-
dioca ; a Novaos & Companhia. Passageiro, Fa-
ifa Jos de Souza. Fieou de quarentena por 1
das.
Lisboa39 das, patacho portuguez /.usitano, de
152 toneladas, capitn Jos Joaquim Percira, cqui-
paaem 12, carga sal, ceblas, btalas e cal ; a
Jos Teixeira Bastos. Veio a este porlo largar
parle da carga ; o seu destino be para o Rio Gran-
de do Sul.
Barccllona e Malagalidias, e.lo ultimo porlo 31,
sumaca hespanhola Romano, ds 90 toneladas, ca-
pitn Tiloma/. Olivor, equipgem 9, carga vinho e
mais gneros ; a Mauoel Joaquim Ramos e Silva.
Macei16 huras, galera ingleza Hosamond, de 365
toneladas, capilao Uethng, equipgem 18. carga
assucar c algodao; a Joliuston Paler & Compa-
nhia. Veio receber ordons e seguio para Liver-
pool.
HrDITAES.
COMMEKCIO.
ALFANDECA.
Rendimenlo do dia 1 a 11.....77:8021)191
dem do dia 16........ 9:1-279198
86:9295392
Detcarregam hoje 17 de agosto.
Brigue luglez.timplvora c amostras.
Brigue pnrtuauezUiin 1/diversas mercadorias.
Patacho brasileiroaIfredomercadorias.
Importacao'.
Brgue parlaran /.aia //, viudo de Lisboa, con-
si&nadoa F'rancisco Severiano Rabello & Filho, raa-
nileslou o seguinle :
140 pipas e 200 harris vuho tinto ; a Tliomaz de
Aquino Fonscca & Filho.
1 caixinlia umaiinagcm, 1 caixa garras de leo de
marmorc, I dita pennasde metal, 6 ditas, 7 fardos
c 5 barricas drogas a Antonio Luiz de Olivcira
Azevedo.
7 caias drogas ; a Joaquim Marlinho da Cruz
Corris.
1 dila um gral de pedra, 2 dilas mann ; a B. I",
de Souza.
3 harris, 5 caixas e 1 fardo drogas; a Jos A levan-
dre Ribeiro.
5 pipas e 1 meia dita azeile doce-, a Jos dos San-
ios Percira Jardim.
1 caixa cochina de linho : a Domingos Alvcs Ma-
(heus.
5 harris chourijas, 15 ditos tournho ; a Domin-
gos Rodrigues de Andradc.
27 harris azeile doce, 26 pipas c 20 harris vina-
gre, 17 ditos louciuho, 200 canastrw batatas. 2,000
moilius ceblas, 51 caixas cera em velas ; a Francis-
co Severiano II. & Filho.
I caixa marmelaela ; a Domingos Jos Ferreira
Guimarae*.
50 harris cal ; a David Ferreira Ballhar.
50 ditos dito ; a Carvalho & frmao.
8 ditos presuntos, 12 ditos toucinho ; a Miguel
Jos Alves. .
1 caixole chapeos de pello de coelbo ; a A. C. de
Abren.
218 molhos de ceblas, 1 barril vinho ; a ordem.
Patacho nacional flor do Sorte, viudo da Bahia,
consignado a Manocl do Nascimento Percira, inani-
feslou o seguinle:
172 molhos de piassaba, 340 caixas charutos; a
ordem.
Lancha Coaceteao de Marta, viuda da Parahiha.
consignada a Paulo Jos de Souza, mauifestou o se-
guinle :
1 caita japonas de panno grosso. 3 dilas paos de
rolha para cisco ; a Francisco Radich.
2 caixas linhas e chapeos de baeta, 1 dita raiude-
zas ; a Vaz Leal.
5 harria azeile de carrapalo; a Jos da Silva Mon-
donga Vianna.
() Ao retrato
va-se.
do Imperador, ante o qual recila-
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provin-
cial, em cumprimeuto da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia da 7 do correute, manda por a
concurso o lugar vago de segundo cscriplurarin da
terceira seccao da contadoria desla thesouraria, o
i,o,il lera lugar no dia 18 de selcmbro prximo fu-
turo, devendo os prelcndeutes ser exainiuados na
grammatica nacional, cscriplurarao por partidas
(labradas, arilhmelica csuasapplica.coes, cam espe-
cialidadc a reducto de inoedas pesos e medidas, ao
calculo de descoutos e juros simples e compostos;
endo preferidos os qucliverein boa lclra e soube-
rem linguas eslsangeiras.
Os preleudentes deverao apresentar seus requeri-
menlos na mesma thesouraria com certidao em que
provem seren maiores de 20 anuos.
E para quechogue ao conliecimciilo dos inlercs-
sados se mandou ailixar o presente e publicar pelo
Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buro 9 de agoslo de 1851.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Dr. Custodio Manuel da Silva Guimaraes, juiz de
direito da primeira vara do rivel nesta cidade do
Recite, por S. SI. I. e C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde etc.
Faco saber aos que o presente edtal vircm c delle
noticia liverem, que no dia 22 de sctenilini prximo
seguinle, se ha de arrematar por venda a queni
mais der em praca publica oeste juizo. que lera lu-
gar na casa das audiencias depuis de meio dia com
assistencia do Dr. promotor publico desle termo, a
propriedade denominada Pilauga, sita na freguezia
da villa de Iguarassi, pertcnceuleao patrimonio das
rccolhidas do convenio do Sautissimo'coracao de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade tem Bina le-
gua em quadro, cujas extremas pegam do marco do
engenho Monjopc que foi ulicamente dos padres
da companhia de Jesos, pcla'eslrada adianteao lugar
que chamam Saplicaia da parle esquerda, e dahi
corlara buscaudoo sul e alravessam o rio Iguaras-
sii, Pilanca, al encheriima legua, c llalli parlo bus-
cando o nasecnte at cneber oulra legua, c dalli
buscando o norle donde principiou com outra leuua
que faz ludo urna legua em quadro, com urna casa
devivenda pequea de telba e laipa ha pouca aca-
bada, avahada por 5:0003000 rs., cuja arremataran
foi requerida pelas ditas recolbidas em virlude da
licenca que ohtiveram de S. M. o I, por avijo de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
lira, para o producto da arieinaUlco ser depositado
na thesouraria desta provincia j*'ser convertido em
apolices da divida publica, sendo a biza paga a cusa
do arrematante.
E para que cheguc a noticia de lodos, mandei
passar cdilaes que serao publicados por 30 diasno
jornal de maior circulacao, e aflixados nos lugares
pblicos.
Dado c pa-sado nesla cidade do ReciTe de Pcr-
nambuco aos 9 de agoslo de 1851.Eu Manuel Joa-
quim Baplista, cscrivao interino o escrevi.
Custodio Manocl da S/lia Guimaraes.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
manda fazer publico, para conbccimenlo dos cou-
Iribuinlesahaixo declarados, do imposto da dcima
do municipio de Olinda perlenecutc aos exercicios
de 1836 a 1852, que tendo-se concluido a liquida-
gao da divida activa deste imposto, devem compare-
cer na mesma thesouraria dentro de 30 das conta-
dos do dia da publicar-o deste cdilal, para se Ibes
dar a nula do seu debilo, aliin de que o paguem na
collccloria daquelle municipio,' ficando na iutel-
gencia de que, iludo o dito prazo, sero exceulados.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernain-
buco 9 de agoslo de 1851.
O secretario, Antonio FeTcira de Annunciacao.
Antonio Machado 58>276, Antonio Viclor de
Mello e oulros 5:^981, Antonio Joaquim de Almei-
da Guedes Alcanforado 139113, berdeiro de Anto-
nio Jos do Espirito Santo Barala 2969932, Antonio
de Padua Moura Bomba 7.59189, Antonio Luiz Pe-
rcira Bastos 1-5ii9, Antonio Filippe Nery de Carva-
lho 39339, herdeiros de Antonio de Lima Feij
449496, Antonio Luiz da Silva Montoiro I53,H105,
Antonio Joaquim Ferreira Cuimaraes 379080, An-
tonio de Sa l.eitao .559620, capilao Antonio Manocl
de Moraes Mesquita Pimental 4ljl 15 Antonio Le-
andro da Silva 659815, Antonio Francisco Cama
79416, Antonio Jos de Paula '269889, Antonio
Jos Roberto 589520, herdeiros de Antonio Jos de
Souza Teixeira 1419222. Antonio Jos Pereira...
1158875, Antonio Jos Pinto 1299880, Antonio da
Silva 49149, Antonio Luiz ('umr(alvc Ferreira..
559620. Antonio Pedro de Alcntara 1779995, An-
tonio Ferreira da Cosa 739235, Antonio Simoes
29-9290, Antonio Ferreira Baccllar 9292i, Antonio
Joaquim Flix 299290, Antonio Pinhciro dos Santos
449334, Antonio da Silva 1699212, Antonio Caela-
no Vieira 179732, viu-va de Antonio Fcrrifji Vel-
loso Duarle 117-9208, viuva de Antonio Pereira
359155, Antonio Feliciano Comes 269511, viuva de
Antonio Januario 30-9822, Antonio Joaquim do Sou-
za Ribeiro 1299240, Antonio Francisco llorzes
2:19500, Antonio dos Santos 291187, Antonio da Cu-
nha 19783, herdeiros de Agoslinho da Silva Nevos
M7&B40, Alejandre Jos Martina 299290, Apolina-
rio Pereira ilailucm 12&233, Alcxandrino Ignacio
429213, Anastacio Francisco Cabral 119124, Anto-
nia Joaquina da Fooeeca Lclis 959765, Antonia da
Cruz 189717. Antonia Quitea 35-9270, Anlonia Jo-
sefa de Sant'Auna 2.5.9009, Anlonio Muniz Pessoa
4-5149; Antonia Joaquina de Jess 9->568, Anlonia
Maria da Conceirao 3I94S0, Anlonia Florencia..
U9OI6, Antonia Joaquina de Sant'Anna 99398,
Antonia Joaquina Ferreira dos Santos359877, An-
ua Thereza 269566, Anua Joaquina 20-9111, Anua
Joaquina do Nascimento 359316, Anua Joaquina
Ferreira 259191, Auna Thereza do Sacramento...
1069728. Anua Lsabcl da Visitarn 24-9508, Anua
Maria 18-9681, Anua Joaquina da Conceir-ao 19619,
Auna Francisca Accioli Luis 169350, Auna Rila do
Sacramento 2l09655,Anna Josela Delfina',(los Sanios
8-5313. Anua Maria de Jess 659771, Anua Joaqui-
na de Sania Auna 13-\>l8.Anna Rolina I8>8i2, Au-
na Francisca do Sari,amento 69913, Anglica Maria
da Conceicao 599680. Anglica Maria 6-9S8.5, Ang-
lica Maria Custodia 139338, Anglica Maria da Con-
ceicao 55739. Anglica Maria de Josus 395-357. her-
deiros de Angela Maria da Luz 31337, Anglica
Thereza de Jess 19449, Archanja Maria do Sacra,
menln 309, Arclianja Mara lt>l)2(i, Bernardo Joa-
quim de Azevedo 1429596, Bernardo Jos de Ave-
lina I995.55, Bernardo de Almeida Ferreira 1319610,
lenle Bernardo de Sena Dias 729936, herdeiros
de BenloJosc Fernandas Barros 939256, liento dos
Santos Ramos 2^221, Beulo Concalves Muniz..,.
119919, liento Antonio Dominsue:: :W.90liO, vinva
do Dr. Benlo Joaquim de Miranda lleuriques......
B29826, Bazilio Conralves Torrean 779418, Itraz
Razilio de Lrinos 229218, viuva de Barthnloineu
Francisco do Souza 619275. Benedicto do Espirito
Sanio 21-5227, irmandade de S. Bencdiclo 419127,
irmandade do Bom Jess do Boin-lim 319116, Bri-
sida Maria 29221, Bernarda Francisca (las Chalas
12290-38. Bernarda Maria dos Prazeres 1039293,
Carlos Jos d? Carvalho 9-5916. convenio do Carino
de Olinda 859860, Dr.'Casemro de Sena Madureira
139905. Constancio da Silva Ncves 39559, herdeiros
de Constancio da Silva Neves 99002,Cmcinato|An
nio Lopes Maviguior 1659161,eomiterioinglez 729900,
Candido Jos de Salles 619.890, Candido Jos da Sil-
va 4179898, Cosme DamiJo da Silva 1109592, Dr.
Clemente Jos Ferreira da Costa 189510, Caelano
do Carino Leal 89935, Caelano Alves de Souza Ma-
Iheiros 76-9521, viuva de Caelano de Miranda Castro
89343, Ciraco Correa 26-5551, Candida- Maria do
Amparo 709662, Cl.ua Maria da Conceicao 1-59052,
Caelana Josefa de Mello 15698:18, cmara municipal
do Olioda 2079632, f.ypriano Pereira Piulo 229218,
Domingos Anlunes dos Rols 279903, Domingos
Ferreira 519929, Delfina Maria de Jess 2v.22, Da-
miana Maria da Conceicao 149561, Dcllina- Josefa
16979O. Jos Una
969599, Jos .Mal
ci 369466, nerd
68671. herdeiros de Eslev.lo de Almeida 6*671,Eme-
rencia da Trindade 2923, Emerenria Maria J01-
qnina do Amparo 6-5671, K/equiel Franco de Si
159521, coronel Francisco Cazado Lima 199218,
Chanta Dr. Francisco Antonio de Olivcira Ko/c-
lis 8O97IO, herdeiros de Francisco de Almeida.....
379734, Francisco Jos do Salles 29221,' F'rancisco
Vives dos Santos 29221. herdeiros de Francisco de
Almeida 639609," Francisco da Silva Tavares........
229116, lenento-coronel Francisco Manuel Carnciro
da Cunha 171.9928, Francisco Candido das Cha-
cas 69406, Francisco do Reg Barros 2109721,
Francisco Vicente do Sacramento........... 179519,
Francisco Antonio de Carvalho Siqueira 469080;
Francisco Ferreira de Mello 1059750, Francisco de
Paula Lopes 439672, padre Francisco Xavier de Li-
ra 149195, coronel Francisco Joaquim Pereira Lobo
1859672, Francisco Manuel Simio da Costa 509297,
Francisco Marianno Faustino Ribeiro Lima 889O8O,
herdeiros de Francisco Cirios Teixeira 77.9738,
Francisco de Paula 389931, Francisco das Chagas
268699, Francisca; Jorae, de Souza 588585, herdeiros
de Francisco Antonio Ramos 738704, Francisco do
Rogo Barros 269600, Francisco Ignacio Dias da Sil-
va 12:19058, Francisco da Silva 1835117, herdeiros
de Francisco Carlos Teixeira 116-9575, F'rancisco
Joaquim da Costa 1459149, Francisco de Paula Bur-
ile* 309127, padre Dr. Francisco Muniz Tavares
379080, Francisco Antonio Bornes 99961, herdeiros
do Francisco Bernardo da Cunha Pereira 79416,
Francisco Jos do Nascimento 299522, herdeiros dn
rommaiidante superior Francisco Jaciullio Pereira
203,9020, Francisco Jos de Moraes 219829, Francisco
Flix da Costa 19112, Francisco Serfico de Assis
Carvalho 40sUi6, Francisco Antonio Pereira da Sil-
va 55-9620, vigario Francisco Luiz de Carvalho
869373, coneso Filippe Nery de Faria 839207, F*i-
lippe Nascimenlu de Faria 1829:137, herdeiros de
Filippe Nery Ribeiro 69673, Filippe Mena Calado
da Fonseea -2029620, Fidclix Jos de Figueiredo
IS9590, Feliciano Comes do* Santos 17-9732, Flix
Lopes 39-587, viuva de Flix Mari ni 10 Falcao 199833.
Flix Muniz da Casta 268693, Faustino de Carvalho
639185, Francisco das Chagas Aranjo 258-5915, Fran-
cisca Benedicta 1015117, Francisca Xavier de Al-
meida Mello 138318, Francisca Ferreira da Silva
31-9682, Francisca Xavier 499018, D. Francisca Bar-
boza 2329999. I). Francisca Joaquina Rosa 6-9776-.
nerdeiros de Francisca Maria Diniz 1169221, Fran-
cisca de Paula da Paiv.au 98337. I). Francisca Anto-
nia de Jess Siqueira 13-538, D. Francisca Escols-
tica Josepha da Costa 1189606, Francisca Rusa 249675,
Francisca Joaquina de Lima 858'J8, Francisca Maria
de atacado 189540, Feliciana Torres Ribeiro 499960,
Feliciana Maria Vieira 19738, Feliciana dos San-
tos 31-9585, D. Florinda Coclho da Silva 14391-50,
Florencia Maria da Conceicao 79229, Florencia Ma-
ri j_ dos Virgens 39585, herdeiros de Filippa Joaquina
do'Sacramenlo 1059191, Florencia Maria da Concei-
cao 1990.50, herdeiros de Gaspar Jos dos Rcis
705511, Concalo Jos da Silva 789833, Caldino Jos de
Farias 219094, Greitorio da Costa Mouteiro 449334,
Gabriel da Silvana 199828, llenrique Jorge 2859563,
D. Henriquela Stcpple IO9IO6, herdeiros de Igna-
cio Loyolla Callado da Fonseea 249I80, Ignacio An-
lonio Borges 919720, Ignacio Ribeiro 339999, Dr.
lanacio Nery daF'onsecac oulros 211-5012, lunario
Francisco dos Santos 1209273, Ignacio Adriano
Monlelro439437, herdeirosule Ignacio Maria Muniz
de Mello 99916, Iguaria Fiancisca Xavier 119297,
herdeiros de Ignacia Maria da Conceicao 379080,
Ignacia Maria da Conceicao 99398, Isabel Mara dos
Prazeres 89816, Isabel Mara da Conceiclto -29221,
I). Isabel Rosa Carnciro Monlciro 285-5973, Isabel
Maria da Conceicao 11-9611, Isabel Maria de Jess
52-9977, Irmandade das almas da matriz deS. Pedro
Martv r 883080, Irmandade do Sr. Bom Jess da
Graca da igreja do Amparo 56--SI6, Irmandade de
N. S. '!< uadalfcp 88-9368, Irmandade de Jess
Maria Jos 7-578, Iruian ladede N. S. do Rosario
2449390, Irmandade do Saulissimo Sacramento de
S. Podro Alai tv r 2325-54.5, Irmandade dn Saulissimo
Sacramento do Poco 459336, Jos Marliniano Caval-
canli de Albuquerque 669744, Jos Marcelino da
Silva Brasa 539395, Jos Antonio Lopes 150-5619,
Jos da Silva Coimbra 189067, herdeiros do tciienlc-
coronel Jos da Cunha Moreira Alves 88-5992, Jos
Pereira de Carvalho 239360, Jos Ribeiro Simoes
jo 398211, Jos da Silva Braga
1 de Farias 599817, Jos Floren-
tros de Jos Esleves Percira da
Silva89343, .lu'de Mello Cazar do Andradc......'..
599680, herdeiros de Joflo Carlos Mariuho Palharos
139905, heruciros de Jos Francisco da Cosa........
679642, Jos Maria da Trindade 583596, viuva de
Jos do Araorim Lima 583586, Jos de Chr*pim de
Assumpcto 89349, Jueu de Carvalho 149594. Jos
Luiz de Souza 3.59270, Jos Pereira 19123, Jos Joa-
quim de S. Anua 89929, viuva de Jos Pereira de
Alendonca 27-614, Jos Joaquim de S. Auna.........
399O23, herdeiros do Jos Nunes Vianna 899165,
Jos Joaquim de Lima 25-9029, Jos Rodrigues Lima
3I.-9U!, Jos Joaqun: BczciraCavalcanli ljliO......
Josdo RegoCouio 61-5275, Jos de Azevedo Souza
229248, Jos da Costa Dourado 669774, coronel Jo-
s Peros Campcllo 889580, Jos Antonio 585585, Jo-
s Caelano de Albuquerque 37,3762. Jos de Farias
209226, Jos Clemente dos Sanios 269600, Jos Joa-
quim do Reg Barros 139348, Jos Joaquim Jnior
619645, Jos Joaquim do Coulo 79116, Jo* Gomes
Pereira I69686, Jos Candido Gomes dos Sanios.....
129978. Jos Casado Feio 99966, Jos da Silva
Ferreira 39-3786, Jos Narciso dos Alijos 339156,
Jos da Costa Pinto II9II8, Jos Joaquim do Nas-
cimento 319695. Jos Candido de Carvalho Me-
deiros I399O5, Jos Pedro Ribeiro.............1-59583
Jos Ignacio Percira da Rucha 509061, Jos Juliao
de Aranjo 179798,Jos Alexanibedc AraujoS09l6l,
Jos iygino de Miranda 328-3181, Jos Lina Pcs-
sua 129-5308, Jos Dionisio Barros 739528, viuva de
Jos Maiimiano dos Santos 299810, herdeiros de
Jos Francisco d : Espirito Sanio 629545.los Anto-
nio Marques 1.59573, Jos Soaresda Silva 83899, Jo-
s Mariano dos Santos 'i-5782, Jos Dionizio da Silva
55~620. Jos Gomes da Silva Portella3719428, Jos
Rodricues do Passo 3975966, Jos Lopes Rosa
229090, viuva de Jos Francisco do Reno Rangel
593112, viuva de Jos da Costa Rabello Reao Mou-
teiro I79733, Jos Benlo da Costa 1969887,her.leros
do Dr. Jos Eustaquio Gomes I69686, herdeiros de
Joaquim Bernardo 23221, Joaquim Jos da Silva
Santiago 39559, Joaquim Ribeiro Barros 59693._ Jo-
aquim Ferreira de Jess 109123, Joaquim da Silva
lavares 1.59811, herdeiros de Joaquim Jernimo
Serpa 1369519, herdeiros do lente coronel Joa-
quim Jos Bandeira 523189, Joaquim dos Saulos A-
zevcJo 619S90, Joaquim Manuel Mciidcs da Cunha
Azevedo 989051, herdeiros de Joaquim Fernandos
Portella 679129, Joaquim Jos Bozcrra 209226, Jo-
aquim Clemente dos Santos 479586, capilao Joa-
quim Carueiro Machado Ros 559-5631, Joaquim Ju-
so Goucalves dos Santos Siqueira 13-9338, Joaquim
lioncalvcs Bastos 235-9156, Joaquim Ncpomoceno
Barroso 279SI0, Joaquim dos Santos Ncves 179668,
Joaquim Jos de Lima, 199892, herdeiros de Joa-
quim FernandesGama 1339524- Joaquim Salgado
Castro, 79007. Joaquim Jos dos Santo* t~9i 2.
herdeiros de Joaquim Candido Gomes, 595258, her-
deiros de Joo Mara Sevc 2168918, herdeiros de
J0A0 Carnciro da Cunha 46-5720. viuva de Joo Pa-
checo Vieira 1519869, Joan Ribeiro Guimaraes
178668, Joo de Brito Correia 259155, Joao Paulo
dos Santos 89030, Dr. Joao Francisco Coelho Bi-
taucourt 2579952, Joao Pinto dos Santos 89S99, Joao
FilguCiras Curado Jnior 29224, Joao Jos da Ru-
i-lia 375368, irmandade de S. Joao Baplista 35835,
Joao da Cunha Magalhaes 19381, Joo Evangelista
do Nascimento K29261, Joao Ncpomoceno Ferreira
de Mello 1759582, Joao Mauoel Mendes e outros
59-3985, viuva de Joao Dutra 169901, lierdeiros de
Joao Paulo Moreira Tc-nporaJ 699525, J0S0 dos
Sanios Porlo 1913206, viuva de Joao de Oliveirt c
Silva -63(-7, Joao Calix 1689891), Joao Ignacio Ro-
drigues Cosa 999535. JooCandido Gomes do* San-
tos 1299998, Joao da Silva Sanio<8.330, Joto Va-
lentina Vilella 201-9501, viuva de J0Q0 de Carvalho
9-9988, padre Joao Jos Lope* Ribeiro 1839260, nia-
jor Joaquim Elias de Moura 59562, viuva de Joito
do Reao Barros Mello 2069I9, lenle Joao Ri-
beiro Pessoa de Lcenla 629121, Joao Nicaco dos
Aojos 17-9687, Joo do llego FalrO 27158.55. Joao
Valle 73-5890, Jome Antonio de Almeida 1.55759,
Jaiuiario Antonio da Costa 79848, Jacinllio da Silva
29>2i, Jacinllio Feriio 83751, Justino Antonio
Baplista239175, Julin da Aranjo 29221, herdeiros
de JosephaSenhoiinha Lopes Gama 2113238, Jose-
pha Maria do Espirito Santo 253029, Joaquim Pe-
reira Lima .585772, Joaquina Mana da Conceicao
359311. herdeirosde Joaquina Marcelina Li\ r.iuiei-
lO 369385, Joaquina Thereza de Jess 1-3112, Joa-
quina da Cruz 139348, Joaquina Francisca 299564'
Joaquina Maria da Conceirao 339019, Joaquina F'i-
lippa de S.Tiaso 26-9899, Joaquina Maria de Santa
Auna 285693, Joaquina Maria dos Santos 49583,
Manocl Antonio Ribeiro 613029, capilao Manocl
Fernandes da Cruz 889961, herdeiros de Mauoel
Josda Cmara 133905, Manuel Marlius Raposo.....
19.-731, Manuel de Jess 179733, Mauoel Marlius
da Costa 1133214, Manoel Coelho Cintra 1118210,
Manocl Francisco da Silva 209911, Manoel Flovo
Marques e outros 19119, Manoel Antonio Siqueira
138318, padre Manoel Themoleo 1958291, Mauoel
Garca 219766, Manoel Jos Bezerra 318075, Manoel
A ni.ni ni Ribeiro 89899, Manocl Rodrigues do Passo
1129817, Manoel Francisco 119622, Manoel Paos
Bezerra 689333, ManoelAntoniu Figueiredo55962(1,
Manuel da Costa Monteiro 1789321. Manoel Ferreira
de Olivcira 1333103, Manoel Jos de Sant'Anna.....
718798, MiRiicl Ferreira de Mello 379019, herdeiros
do vigario Miguel Joaquim Barboza 1258159, Mi-
guel Archanjo Figueiredo 1769681), Miguel Arrhan-
jo Fernandos Via,ina4l87l5, viuva de Miguel Fran-
cisco Gomes 2893100, herdeiros do vigario Maxi-
miano Percira Torres 1159011, herdeiros do padre
-Marlinho Caelano Pegado 157-3302, Mari-olmo Al-
ves Vilella 919335, D. Maria da Paixo Mallos.......
2569620, Maria do Pillar 14:19397, Maria Manoela
das Dores 13-3318. D. Maria Eufrozina Lopes209021,
Maria Jos Dullra 5-5562, Maria do Carmo 713922,
I). Maria da Conceicao Carvalho Reg 149683, I).
Maria llosa d'Assumpgo 16-5350, Maria Pereira....
29221, Maria Filippa do Espirito Santo 39-3213, Ma-
ra Joaquina do Nascimenio 5|562, Maria Pereira
Dullra 449II I, Maria Isabel do Espirito Santo.......
288293, Maria Senborinha Bandeira 23221, Mara
Fianciscado Sacramento 5:19218, Maria Francisca
do Patrocinio 125253, Maria Joaquina Martn Ri-
beiro 553183, I). Maria Joaquina Thereza 889080,
Maria do Carmo Nobre 25-9703, Alaria da Conceicao
49449, Maria Monlcira 293290. Manada PurifieaQo
Americo da Cama 919666, Maria Izabel 149161,
Maria Marcolinaxlo Espirito Santo 289890, D. Ma-
ria Candida de Miranda e oulra 129-3537. D. .Mara
Rosa Ferreira 19390. I). Maria de Jess Marinho....
19112, Maria Macara da Cosa 2-5221, Maria Anto-
nia de Jess Siqueira 139338, herdeiros de Mariana
Thereza 195892prerderos de Mariana Joaquina Po-
cidoniade Jcgtf:8y:)43, D. Marcelina Carolina de
Almeida (iidos735159, D. Marcelina Anglica de
Castro Agolar 22!$8I4, Marcelina Maria da Con-
ceicao 229116, Hargarida do Espirito Santo 179635,
Nicolao Pires 149350, Nono Maria de Seixas.........
1:1719742, Patrimonio dos Orphaos 695255, Pedro
Jos 333752, Pedro Goucalves de Sant'Anna 15-5572
Pedro de Alcntara 175637, Pedro Viclor Bolenlron
1795190, herdeiros de Pedro Mariano 69673, her-
deiros de Pedro Dias dos Sanios 28-9713. Pedro An-
tonio de Siqueira 139318, Pedro Jos 14-5182, Paulo
Jos Comes 9-5270, Paulino Alaoslo da Silva lava-
res 1755660, Patricio Jos Borges 193892. Patricia
do Carino 49449, Ruliuo Gomes 149234, Raimundo
Pinlo Ribeiro 685578, berdeira de Ricarda Maria
Mafgarida 559714. Rosa Maria de Jess 589390,
Rila Romana dos Prazeres 405760, Rita Maria da
Soledade 319075. Rila Maria da Conceicao 129987,
Silvestre Barboza 779189. SeverinoFerreira 113979,
Severino Cavalcanli de Miranda 419050, Salvador
de Souza Braga 839430, Sebastiana de Sampaio......
85899, Senhorioha Francisca da Silva 29224, Tlio-
maz Joaquim Coelho 39337, Tliomaz da Cunha Li-
ma Canluana 239353, Thereza de Jess Maria........
249507, Thereza de Jess Maria -29221. Thereza de
Jess 179733. Thereza de Jess Carnciro Souza
Lelo 37-5080, Thereza Maria do Jess 299661, The-
reza Florinda 85865, Thereza de Jess 39-5786. The-
reza Gertrudes Paz de Lima 838938, Thomazia de
Aquino 2-5192, L'mbelina Eustaquio Mello Albu-
querque 20-122, Arenle Barbosa 509651, herdeiros
de Vicente Pereira do Rosario 589586, Vicente Joa-
quim da Costa 128629, Vicente Jos Pinlo 29224,
padre Vicente Ferreira do llego 219691, Vicente
Tiburcio de Carvalho Ferreira c outros 29217, \'a-
Icnlim Silvestre dos Prazeres 26-9430, Viceocia Ger-
mana do Espirito Santo 11,9080, Victoriano do (".ar-
mo 729828. Valentina Alaria da Conceicao 309403,
Aenanca Joaquina da ('.osla 35966.
DEGLARACO'ES.
Para o Para.pelo Maraohao, segu com muita
hrevidade, por ler parte da carga prompla, o brigue
Hebe: para o resto trala-se com o consignatario
Manoel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
11. 14, ou com o capilao Andr Antonio da F'once-
ca, na praca.
AO PARA" PELO MARANHAO'
Seyuecom brevidade por ter grande
parte da carga, a bem construida escuna
Flora. capilao J. S. Moreira Rio, pa-
ra o resto da carga trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia: na ra do Trapiche n. l(i,
segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
O patacho nacional Valente egue
para o Rio de Janeiro ate' ao dia 19 do
corrente mez: para o resto da carga es-
ci'E vos a fretepara os quaes tem bons com-
modos, trata-se com o capitao Francisco
Nicolao de Araujo, na prora do Commer-
cio, ou cotn os consignatarios Novaes t
Companhia, na rita do Trapiche, 11. 34,
primeiro andar.
PARA 0|RIO DE JANEIRO.
Seguir viagem a velleira barra nacional ,/mpera-
triz, depois que larear o pralico que couduz do As-
s, donde he esperada por estes dias, e como tenha
urna eicellenlc cmara, e ptimas commodidades
para passigeiros e escravos 11 frete, previne-se aos
preleudentes para com antecedencia dirigirem-se a
ra da Ciuz u. 28, cscriplorio de Eduardo Fer-
reira Bailar.
PARA ORIO DE JANEIRO.
Espera-se do Ass o brigue escuna na-
cional Hara, que com tima pequea
demora devera' seguir para o seu destino:
queni 110 mesmo quizer embarcar escra-
vos ou ir de passagem, entenda-se com
os consignatarios Machado & Pinhciro, na
ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Real companhia du paquetes inglezes a
vapor.
t, y&*'-23Ss) ^" '"a '-' 'estc mez
s'P'l X-^.^^|y espera-se do sol o vapor
^*V^'"'v\lbrerr' I-real ll'eslern, com-
-^testSm&l^ mandante Bevis, o qual
'-"vteS^S"*' depois da demora do
costume seguir para a Europa : para passageiros,
Irata-secom osageules Adamson Hovvie & Compa-
nhia.
Joanua (iermana 1099605, Joanna Marques 179732,
Joanna Regs 209023, Joauui Baplista Soares 69674]
Joanna Francisca do Sacramento 209837, Joanna
Francisca do Carmo 619329, Julia Bhinnna da Fon-
sera 21-9917, Julia Rosa de Almeida Pinlo 9449,
l.uiz RodriRdes Selle269697, herdeiros do |)r. i.hjz
Paulino Cavalcanli Vellez 199734, l.uiz Antonio de
Siqueira 11-5121. l.uiz Concalves da Silva j.'|.9(95
l.uiz Candido Ferseira Comes 199893, l.uiz Jo- de
Siqueira 359667, l.uiz Antonio Verissinij 89326,
herdeiros de l.uiz de Helio do Albuquerque Pita
629572, l.uiz Comes Ferreira 279810, l.uiz Jos de
Sampaio2309853, Laiz Pereira de Mello 405937,
padre Leonardo Joao drogo 619265, l.ourcnf o" Co-
mes da Cruz 199893, Leonardo .lose Alachado 89OI3.
I.uiza Leocadia da Conceicao 4390C2, Luiza Anlo,
nia de Castro 18--S23, Lu/a Antonia do Siqueira
202-3995, Luiza Alaria dos Prazeres 1(15X48, I.uiza
Maria de Frcilas 37.9OSO, herdeiros de Luiza Pereira
139834, I.uiza Rila de Barros 309403, Leonera*
Alaria do !.vramalo 319682, Leandro Candi la
Rigneira29301, herdeiros do lente coronel Ala-
noel Ignacio de Carvalho Mendonca459237, berdei-
rosdii capito Manoel de Azevedo" do O' 1129805
Mauoel Ferreira Lima 1599111, Manoel Tliomaz
TaboaUo 52f662,Manoel Jonqoim da Paivo 519703
Manoel Joaquim Barbosa 309916, Alanoel .Marlius
de Carvalho 169686, herdeirosde Manoel Jos (lo-
mes 39-976, herdeirosde Manocl do Carmo 29-5711,
Alanoel Joaquim da Silva 1.1.-7I. Manoel Torreada
Silva I.59573. V.deManoel Joo de Miranda 199843,
Manoel Barboza 289313, .Manocl Pereira das Ncves
109627, Manoel Pinlo dos Santos 1119146, Manoel
Figueiroa de Faria IS25317, Manoel da Silva Nci-
va 117|321, Manoel Simoes 109661, Manoel de Je-
ss Concalves 569135, Dr. Manuel Cucdes Alcan-
forado 8.928. Manoel Pereira 219220, viuva de
Manoel Joaquim llcnriques I9668, .Manuel Concal-
ves Pereira 119121, Manoel Faustino Iones 225283,
Manoel Antonio Carnciro d'Oliveira 289973, her-
deiros (|e Alanoel l.agoa III9I27. Mauoel Caelano
de Moma I23*>8, .Manuel Jos Vieira 1069335,
R.VNCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direcrao do
Banco de Pernambuco se faz certo aos sc-
nhores accionistas, que se acha autorisado
o seu gerente [tara pagar o quarto divi-
dendo de lsuOO por aecuo. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 18") i.Joao
Ignacio de Medciros llego, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcrao convida aos
Sr*. accionistas do Banco de Peinambuco,
arealisaremdo 1. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais .10 0|0 sobre 0 numero
das accoesque Ihes foraui distribuidas, pa-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, dedous mil contos de reis,
I conforme a resolurao tomada pela assem-
blea geral dos accionistas de 2G de setem-
bro do anuo provimo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto dcl8l.O se-
cretario do conselho de direcrao,
J. I.deM. llego,
lCURISMA NA ORDEM FUCEIRA DO CARMO.
O Eim. e Kvm. Sr. hispo de Pernambuco, conhe-
cendo a cscacez de meios da veneravel ordem 1er-
ceira do Carmo desta cidade, para levar a efleilo o
ardente anhelo de construir o seu huspital para ser-
vir de verdadeiro alversue para seus rmeos desva-
lidos, so dignoii por sua benevolencia, e a pedido do
prior, em nomc da actual mesa regedora, ministrar
aos fiis o Sacramento do Cbrisma, na igreja da mes-
ma ordem. nos dias de domingo 20 c 27 desle mez,
pelas' 10 horas da manlhi, c applicaudo as esmolas
da hacia i prol daqoclla pia obra. O irmao prior,
espera da rcligiosidadc do seus irmaos lerceiros, c
mesmo de lodos os liis amantes da mesma venera-
vel ordem, que se bao de prestar e concorrer a este
acto da nossa religiao e do qual resulta grande uli-
lidadea mesma ordem, devido a natural munificen-
cia de S. Exc. Rv mu., a quem a veneravel ordem
milito se ul'ana de ve-ln cncorporado no cathalago
dos seus irmao*.Francisco Pinto da Cosa Lima,
prior.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude de aulori-
saco da presidencia da provincia, tem de comprar
os ohjcclos seguintes:
. Para o 1. balalhflo de intentara da.linha.
Panno verde para sobrecasacas e calca, covados
152, bulOes brancos de osso, arosas 25, ditos prelos
de dito, ditas 36, cartas de ilic 20,* traslados de li-
nhas 20, ditos de bastardo 20, ditos de bastardadlo
10, dilos de cursivo 10, tabeadas 20, pedras de lou-
ro 10. *
Prnvimenlo dos armazens do arsenal de guerra.
Caixas com vidros 2.
onieinas de 1.a e 2.a classes.
Coslados de pao d'olco 6.
Dilas da i.' classe.
Podra pomes.libras 16.
Meio balalhao da provincia da Parahiha.
Copo de vidro I, prato de loue.i I, bracos de ferro
para bataneas com 35 pollcgadas de comprimenlo 1.
Recrutas em deposito no 2." balalhao de infan-
lari de HnK7%
Boles prelos de osso. roSas 25, dilos brancos de
dito, ditas 12, mantas de lila 50 : quem quizer ven-
der otes objeelus, aprsenle as suas propostas em
carta fechada, na secretaria do conselho, as 10 horas
do da 21 do correle mez. Secretaria da conselho
administrativo para fornecimento do arsenal de guer-
ra 14 de agoslo de 1854.Jos de Brito litglez, co-
ronel presidente. Bernardo Pereira do Carmo
Jnior, vogal e secrclario.
A admitiistracao;geral dos cstabelccimenlos de
caridade. manda fazer publico a quem convier, que
no dia 17 do concille na sala de suas esses, con-
tinua a praca'das casas ns. 118 da ra das Cinco
Ponas, ra da Roda 3 c 7, e ra Nova 11. 13.
Administrar,! geral dos estabclrrjmcntos de ca-
ridade 10 de agoslo de 1851.O escrivao, Antonio
Jos Gomes do Corrcio.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude de aulori-
sacito do Exm. Sr. presidenta da provincia, tem de
comprar os nhjecio* seguintes :
Para o 2" e 91 balalhoes de infanlaria e companhia
de artfices.
Bonetes para o 2" balalhao de infanlaria 495, gr-
valas de sola de lustre 526, panno azul eiilre-liuo,
covados 1,813, bollanda de forro, covados 1,145, pan-
no pelo, covados 3"i8. chouricas de laa branca, pa-
res 195, briu branco liso, varas 1,816, alsodaozinho,
varas :,(i09. esleirs 1,500, sapalos, pares 1,015,
mantas de lila 539, capoles do panno alvado Vi",
easefllira encarnada, covados 13, dita azul clara, co-
vadus22, colchclrs prelos, pares 9"i, bolocs bran-
! eos de osso, gratas 111, dilos prelos do dUp, grozas
i 208, dilos grandes convexos de metal amareJJjj'com
n. 2 6,930, ditos pequeos com o mesmo 11. 2 1^50.
Meio balalhao da provincia do Cear>.
Coaros de lustre25, sola curtida, meios 200, brim
para embornaes, varas 293.
Cuaidas da guarnieo.
Caivetes para peonas i, losouras para papel 2,
eopos de vidro bandejas para us meamos 3, man-
gas de vidro 1, raslie es de lalao 2.
Provimcnlodos armazens do arsenal de guerra.
Rrim da Russia para moxillas, varas 1,000. camur-
ea amarella. pell.-s 6, lila amarcll.i de retro/para
guarnic.io de forro de mesa, varas 15.
Quem qui/cr vender estes objeclo<, aprsenle as
suas nroposlM em cartas fechadas, na secretaria do
conselho as 10 horas do dia 23 do correle mez.
Secretaria do conselho administrativo liara forne-
emenlo do arsenal de guerra l( de agostode 1851.
Jos de Brito Ingle-., coronel presidente.Bernar-
do Percira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
AVISOS MARTIMOS
SOCIEDADE DRAMTICA EHPREZARIA.
2. RECITA DA ASSINATL'RA.
Sabbado 19 de agosto de 1854.
Depois da cxecucAo de urna hrilhanlc ouvertura,
grande orcheslra,,lera principie a representaran da
nova c engraeadissima comedia em 5 actos, Iraduzida
do original francez, e que tem por titulo
DM CHAPEO DEj'AI.HINHA D'ITALIA
ou
Um noivo em apuros.
Personaijcns. Actores.
I adinard, capitalista .... O Sr. Monlciro.
.Nonaucourl, hortclo. ... Cosa.
Visencl, surdo...... Reis.
Robn, snbrnho de Nonaucourl 1, Mendes.
EmilioTavernier, tenenle n Bezerra.
licaupcrthnis...... Scnna.
Achules de Rosnlba .... a Pereira.
Helena, lillu de Xonanrourt As Sras. D. Amalia.
A baroneza de Champignv. D. Orsal.
Auna, mulher de Hci-.uperlhnv i 1. Anua.
Clara, modista.....". 1). Florinda.
Virginia, criada......> |). Jesuina.
Tardiveau, guarda livros O Sr. Santa Rosa.
Flix, criado ...... Rosendo.
Um cabo de esquadra ... Pinlo.
Um criado da barozena. Scbasiiao.
Convidados de ambos os selos, soldados, etc.
Terminar o divcrlimenlo com a bellissima farra
em I aclo, c que lautos applausos tem merecido
A ROSCA.
Principiar as 8 horas.
GABINETE PORTLGUEZ DE JLEITURA.
Por ordem da directora avisa-se ao res-
peitavel publico, que o gabinete continua
hoje a estar patente a quem o quizer vi-
sitar, desde as 4 horas da tarde at as 10.
M. F. de Souea Barbosa, 2. secretario.
Aliuta-se urna grande casa para se passar a fes-
la, sita na povaacito do Monteiro, u qnal tem duas
arailes sala, 4 quarlos, cuziiiha fura, eslribaria para
dous cavallos, quarto para escravos. cacimba, dona
quinUes murados com portao com sabida para o rio :
quem o pretender dirija-se a Boa-Visla, travessa do
V eras n. 15.
uilherme Auguslo Rodrigues Selle previne
1 'Ua ecom *specialidado aos senhorescompra-
dores de escravos, que nao comprem nem facara Iran-
sac{i)o alguma com dous escravos do annuncianlede
nomos Claudio e Joanna, ambos pardos e casados,
Cilios foram vendidos illegalmenle em sua ausencia,
pelo que pende liligio sobre essa venda que o annon-
ciante lem direito c pretende aunullar.
Precisa-se alugar um sobrado no bairro de S.
Antonio, que seja de um andar ou segundo, e sea
aluguel n3o exceda de 1600() rs mensaes : quem o
tivere quizer alugar, dirija-se a esla typographia,
que achara com quem ^lar.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOVVAY.
t
PLELAS hollowav.
Esle ineslimavel especifico, cranoslo inleirameu-
le de hervas medicinaos, nao contem mercurio, nem
outra alguma substancia deleclerea. Benigno i mais
tenra infancia, e compleicao mais delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar o
mal na complejo mais robusta; he inteiramente
innocente em suas operarles e eieitos; pois busca o
reniove as doeneas de qualquer -especie e grao, por
mais antigs e lenazes que sejam.
Entre milhares de pessoascuradas com cele reme-
dio, muitas que j eslavara s portas da morle, per-
severando ui seu oso, consegniram recobrar a sa-
de e forras, depois de haver leutado intilmente,
todos os oulros remedios.
As mais afflictaa nao devem entregar-se deses-
perarse, : fajam um competente enaaio dos elcazes
eOcilos desta assombrosa medicina, e prestes recu-
peraro o beneficio da aadr.
Nao e perca lempo em tomar esse rmedio para
qualquer das seguintes enfennidades:
Accidentes epilpticos.
AIporcas.
Am polas.
Arpias (mal d').
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou eilenai-
ro.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
00 usa.
Desinleria.-
Dor de garganta.
a de barriga.
(( nos ros.
Dureza no ventre.
Eu tenuidades no ligado.
. venreas.
En\aqueca. 1
ilerysipela.
Pebres biliosas.
intermitientes.
11 de toda especie.
Gota.
licmorrhoidas.
llvdropisia.
Ictericia.
IndigestOes.
InHamftiacMCs.
Irregularidades da mens-
traacAo.
Lombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslrucciio de venlrc.
-Phlbisica ou consumpejo
pulmonar.
Relenclo d'niirina.
Rheumalismo,
Symptomas, segundino.
Temores.
Tico doloroso.
Ulcera*.
Venreo (mal).
Vendem-se eslas pilulas 110 eslabetecimento geral
de Londres, 11. -211, Slrand, e na toja de todos os
boticarios, droguistas e mitras pessoas encarregadas
de sua venda em toda a America do Sul, Havana e
llespanlia.
' Vende-se as bocelinha* a 800 res. Cada orna del-
tas coulm urna instrueco em porluguez para es-
plicar o modo de se usar deslas pillas.
O deposito geral he em casado Sr. Soum. phar-'
maceuco, na ra da Cruz 11. >. em Pernambuco.
UBILO'ES.
Deane otile & Companhia farao leilo por
iiiiei veneno do asente Olivcira, e por conta e risco
de quem perteucer, de cerca de 1.200 barricas de
fariuba de triso, marca HAXAI.I. ava iadas.a bordo
da barca americana Sican, na sua recente viagem de
Uallimorc para esle porto: quinla-fcira, 17 do correu-
te, as 10 horas da inanlia, no seu armazem do becco
do Gonr-alves, no Rccife.
Ra do Collegio n. 14.
Quinla-fera, 17 do correle, as 10 horas da ma-
nha, o agente Borja. no seu armazem, far leilo
de diversos movis, como bem : obras de marrine-
ria de diflerenles qualidades, diversos pianos ingle-
zes, obras de otiro c prala, relogins para algibeira,
parede e cima de mesa, com corda para 15 e mais
dias, candieiros de diflerenles modelos, lanternas,
candelabros etc., vidros e lourus para ervicn de me-
sa, ricas caixinhas para guardar joias.e oulros muilos
objeclos modernos e de bom gosto, que serio vendi-
dos em leilo sem limile alguin.
i
i
i
Dcclara-sc a quem convier, que conli-
nuam a ser as audiencias du juizo de paz-
do 1. di-triilo da freguezia de Sanio Amo-
nio do Recite nos mesinos dias.tercas e sei-
tas-feiras de loda as semanas, as 2 horas
da tarde, na sala publica do palacio do Col-
legio ; mas que sendo alguns desses dias
santos ou feriados, as referidas audiencias
serio nos dias' antecedentes as mesmas
horas.
PARA O CEA RA'.
Sahe nestee dias o hiale Afora Olinda, para o res-
tante da carga a tratar com Tasso Irmilos.
PARA O ASSC'
o paladn Alfredo, vai seguir uestes ,lia-; quem un
mesmo qoizer carregar 011 ir do passasem enlcnda-
se com o consignatario A. I., d Olivcira Azevedo:
na ra do Ouoiina lo n. !, ou rom o capitn a bordo.
AVISOS DIVERSOS.
Pede-sc ao Sr. administrador do
correio nao dei\e sahir vaso aljjum para
os porlos d9 litloral sem que leve mala,
tendo feito os avisos em tempo para se po-
der annutieiar, como sao obrigados pelo
regu lamento.
Agencia de passaportei, titulos de re-
sidencia e follias corridas.
Glaudino do Reso Lima, despachante pela rcpar-
licao de policia, despacha passaporles para dentro e
fura do imperio, titulo de residencias e folhas corri-
da: M ra da Praia n. l:i primeiro andar.
O abatvo assignado, pergunta ao Sr.
M A. F. porque razo nao paga as pes-
soas setts credores desta praca epte Ihe
venderam la/.endas para os engenhos, e
ate dinheiro de emprestimo para paga-
mento de ordens do mntq* isto lia muito
lempo, e que ate boje de pagamento ni-
cles, se S. S. perdeutudo quanto possuia
e at mesmo fortuna que nao era sua, os
seus credores nao podem responder por
suas asneiras e coragem, e nem tito pouco
estao'dispostosa serenpai de S.S., portan-
tosera' bom pie quanto antes trate de pa-
gar o me deve na praca, e nao queira s
fazer boa cara para com os matutmhos
(pie apezar da franqueza que no seu an-
nmicio de I '1 do corrente mostra aos mes-
mos matutinlios, ellesestarSodeollioaber-
to.Joao Jos Ferreira da Silva.
Aluga-se a casinba do pateo do Carmo, ao en-
trar na ra das Trincheiras, mnilo propria para
acouguc, por ja o ler lido muos anuos : a fallar na
Liberna junto.
Fuitaram um assucar,erode prata,
liso, obra autiga ecom bastante uso : ro-
ga-se a quem lr ollrecido. queira ap-
preltende-lo e traze-lo a esta typograpliia,
que sera' bem recompensado]
Jo.lo Msuel llarhosa Pinho, tendo solfrido
tim rouho em vanas pecas de obras de ouro e de le-
tras de pequeas qumlias na povoicao de Panellas
de .Miranda, cm casa de Jos Bernardo Cabial,
ral Miente aludos os seus llovedores dn malo que,
caso appareea alsuraa pessoa cobrando a importancia
ds lofaredilas letras ronbadaa ou de rada urna dellas,
as facam couduzir a presenca da auloridade policial
corno suspeitos, para que averisoado o caso sejam
presos c dev idamente prncessados, fazendo especial
favor do communirar ao anuuiiciaiitc para poder
procurar o seu direito.
Conliiiiiam estar lucidos ns escravos seguintes:
Misucl, crinlo, bastante pelo, comrosto redondo,
nariz regular, hoce erando o rom falta de dous
denles na frcnl", beicos grossos, qtteixo largo, sem
barbaa pes o iniios largas, pescoro curio e srosso, he
bstanle regrista, foi canoeiro nos porlos da ra No-
va, e Recite; o outro Roberto, crioulo, alto, cheio
do corpo, rosto comprido, com marcas de bciigas,
muitu pouco barba 011 quasi iienhuma, olhos pe-
queuos, nariz grande e chalo, ps e mos grandes,
tem os denles limadosc as perna* meias lorias, foi
lamhciu canoeiro, Irabalhador na estiva e calraeiro,
quem os pegar leve-os na Casa Forte sitio que foi do
Sr. I). Nello. quesera bem recompensado;e lamhem
se protesta criminalmente contra quem os iiver e pe-
los dias deserviros diarios a 1.600 rs.
LOTERA DO HOSPITAL PEDRO II.
As pessoas que apartaran! bilhetes desta nterin na
roa Nova n. 16, lojada Jos l.uiz Pereira & Filho,
queirmn vir buscar hojr al as 1 horas da tarde, do
contrario sero vendidos,
Furtou-se do segund o andar do sobrado da ra
da Cadeia Velha n. 52, um relngio de ouro patale
inglez, fabrica descoberta, mostrador de ouru, de
los: Eglise Londoo n. 6341 : quem o descubrir era
generosamente gratificado, levuudo-o ,10 sobrdalo
sobrado.
Bota-se para qualquer o"bra ou aterro, canoas
de ara por preco muilo commodo : a tratar no ar-
mazem de materiaes, 110 porto do Poucinbo, junio a
taberna, indo para a cadeia nova.
Precisa-ae de urna ama de leilc que seja lim-
pa: no aterro da Boa-Vista n. 60, se diri queratuer.
l'recisa-se de um caiieiro de menor idade para
fura da cidade, o que quizer ir, dirija-se ra do
Sebo 11. 33, ou ra taberna n. 32, no aterro da Boa-
Visla : quem liver algumas dividas em Po-d'Alho, -
ou Nazarelh e queira mandar cobrar, dirija-se a
mesma taberna, que achara com quem tratar.
- Um moro bastante habilitado se ofierece para
ensinarem qualquer engenho primeiras letlras, I ran-
ee/, etc., o qual lem pralira de ensinar, e da fiador a
sua conduela e saber: na ra de Apollo n. 19 se
dir.
Guilbcrme da Costa Correia I.eite, n3o poden-
do despedir-se pessoalmenle de todas aquellas pes-
soas a quem deve gralidgo e amzade, aproveita esle
meio para Ihes pedir desculpa e offereccr-lhes o seu
pequeo presumo na praca do Rio de Janeiro.
No da 11 de agoslo detappareceo da villa de
llarreiros urna escrava de nome Quileria, com os
sigtiaes seguintes : crioula, corpo regular, reforra-
da, beicos grossos e dohrados, a cabera batida de de-
Ir. iz para dianle, vestido de chita, j esteve presa na
cadeia do Recite com o nome de Mara da Conceicao,
e por isso he bem condecida dos capitSes de campo,
julga-seque viesse para esta praca cora um escravo'
da familia do Sr. Dr. Loureuro Avellno : roga-se is
autoridades e capilaea de campo a apprehencjfo da
mesma, e entrega-I na ra do Burgos, padaria u.
31, que serio recompensados.
Ollerece-se um moco porluguez para Irabalha-
dor de renacdo, padaria ou oulra qualquer oceu-
parao : quem o pretender, dirija-se i relinario da
ra da Senzala Nova o. 4.'
Antonio Jos de Barros Braga, subdito porlu-
guez, relira-se para o Para.
Quem Sver contas contra a barca hollandeza
Rembremdt van /luja, arribada nesto porlo, queira
apresenla-las em casa dos consignatarios, no Trapi-
che Novo n. 16, al o dia 2t do correnle
James^Crabtree & Companhia fa-
zent sciente ao publico, que a bem conhe-
cida graxa ingleza n. 97" se vende no
seu armazem, ra da Cruz n. 42, em bar-
ricas de 15 duzias de potes, e a preco de
0$000 cada barrica. O publico he con-
vidado a prestar toda a sua attencao para
o papel que cada pote desta graxa traz, o
qual mostra o nome do seu verdadeiro au-
torDay *Sc Martin n. 97Holbon Lon-
don, alim de nao confundiivm-na com
outra graxa do mesmo numero, e que
tem sido importada ltimamente, mas
que no entretanto nohedaquelie autor.
LA VAI O SEGUNDO DESENGAO AOS
INCRDULOS.
Amanliaasexta-feira, 18 deagosto, an-
da indubitavelmente a lotera do hospital
Pedro II no consistorio da greja da Con-
eeicuo 'dos Militares : os meios bilhetes e
cautelas estQo evpostos a venda ateas 10
horas da manhaa do referido dia 18, e sao
pagos lodosos premios as lejas do cos li-
me, 110 dia 19 de agoslo, logo que sahir a
lista geral. Pernambuco 17 de agosto de
185 i-.Ocautelista,
Salustiano de Aquino Ferreira.
O abaivo assignado, declara a quem possa inte"-
ressar, que enroprou a (aherna de Apipucos, de Joo
Francisco de Souza, c quem se julsar credor da
mesma aprsente suas cenias na ra do Collegio n.
13, primeiro andar, ou cm Apipucos na mesma, at
o dia 25 do corrente, lindo esle prazo 11A0 se attende-
r a rcrlamacao alsuma.
Joaquim Fcireiada Silva Jnior.
Prcrisa-se de um caiveiro porluguez ou bra-
sileiro, de idade 11 a 15 anuos, que de fiador a ana
romlucta, c que tenha alguma pralira do taberna :
na ra Nova n. 50.
Na ra Nova n. 6, precisa-sc fallar com o Sr.
AnIonio Joaquim de Oliveira. a negocio de seu iu-
leresse, antes de fazer sua viagem ao sul da pru-
viucia.
Oflerecc-se um caseiro de Ib a 17 anuos, para
taberna, o qual lem muita pratica: a Iralarno ater-
rada Roa-vista, taberna do Sr. Maia.
' O Sr. Antonio Francisco (lama, credor do Sr.
Jos de Barros Wanderlev, propietario do engenho
Sacco de Ipojuca, queira, a bem de seus inleresscf,
ir ao escriplorio do Sr. eommcndador Manoel Con-
ralvcs da Silva, fallar com Jos Joaquim de Miranda,
levando o documento que lem do mesmo Sr. Barros.
Aluga-so urna pela que venda na ra, e quer
seu senhor se responsabilisp pela mesma: no paleo
do Car mu, sobrado novo que bola a frente para a ru
de Hurtas n. 2, egundo andar.
'/


...



ATTENCA.
THEATRO OE APOLLO.
DOMINGO 90,DB AGOSTO OE 1834.
Grande assalto de armas dirigido pelo
PRflFESSOR LftURHP-
O Sr. I.ourenco professor de armas di escola (ran-
een, mesero de llrele, espada e bengala, icm a hon-
ra de participar ao respeitavel publico que do do-
mingo 20 de agosto de 18.H, s 10 horas da manliaa
no salflo do thealro do Apollo lera lugar un grande
assalto de armas.
Convida poisaos amadores dcsles jo^os, aos Srs.
orliciaes lano da gtiaruicau, romo da guarda nado-
nal e a lodo o publico em geral, para lionra-lo cobi
sua presenta.
Depois da ahertura do assalto, o Sr. profesor I.ou-
renco achar-se-ha proroplo para manejar com qual-
quer peaaM una das armas cima merciouadas.
O proco da cnlrada he I300 ris.
Os bilheles serAoveudidos no dia lo assalto na
orla lo Ihealro.
0bacharel formado em inalliemalicasVfier-
nardo Pereira do Carino Jnior, avisa aos
senliores que lhe fallaram para eusinar ari-
thmelica,' algebra e geometra, e aos que
tambero se quizerem applicara estn discipli-
nas, que no dia 1. de selemhro prximo vin-
ilouru dar principio as suas lices, na ra
Nova, sobrado n. 56, das 4 as W horas da
_J larde.
Precisa-se de um feilor porluguez que cnlenda
de plaalo de capim : 11a ra da Cadeia do Kecife
n. 49, primeiro andan
A sumaca nacional Hortencia, que segue para
a Baha, contraa marinheiros uacionacs.
Precsa-se de urna cscrava para ama de urna
casa de pouca familia, que saiha cozinhar o diario
de urna casa e lavar: a Iralar 110 pateo do Carmo
n. 8.
Ollerece-se urna ama para casa de homem sol-
leiro, parda, de meia idade, muilo capaz para lodo
<> servico de casa, sabe bem coziohar, engommar c
fazer indo o servico, do menos sahir a ra: quem
quuer dinja-se a S. Jos na ra do Peixe n. 33.
O abaixo atsignado, bacharel emdireilo coi
letlras e em ciencias malhemalicas pe'.a universda-
de de Franca, academia de Pars, competentemente
habilitado para eusinar o francez e geometra, oilc-
rece o seu presumo pira qualqucr urna das duas
sciencas, a quem convier, no primeiro andar do so-
brado n. 4-1, alraz da matriz da Boa-A isla.
Umbclino Ferreira Catiio.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que sai ha cozinhar e engommar. ludo com
perfeicao c d fiador a sua conduela: na ra das
Cruzes n. 20, loja.
Arreoda-se um sitio em Beberihe de baivo, com
bastantes Irucleiras, proporees para triar vaccas de
leile. baix.-t para capim. mala para tirar lenha ecasa
de viveuda: a tratar no mesmo lugar primeiro sitio
a direila ao entrar no neceo do fundilo.
Mara Francisca do Espirito Sanio,' retra-se
para lora da provincia e sua familia.
Joaquim Rodrigues Pinto, relira-se para fora
da proviucia.
Precisa-se de ama ama de leile sadia e de boa
condula: no largo do Corpo Sanio 11. 13, casa do co-
ronel Mainede.
Da-se SOugOOOris lodo ou em palle a juros,
com penhoresdo ouroou prala: na- 111a eslrcila do
Rosario n. 7.
D. Mara Francisca de Almeida, vuva de Jos
francisco da Silva, declara que lhe consta, que ha
urna pessoa nesta cidade qu propala que lem nm pa-
pel da annunciaiile, no qual esta se ohriga a dar-I lie
l:000gO00 por auno, o que he mentira, porque a an-
iiuncianle nao passou tal papel, nao o mandn pas-
sar, nem o assignou ; c declara mais, que al esta
dala nao fez testamento nem em nota nem cerrado.
Kecife 12 de agosto de 1854. Est reconhecido.
O abaixo assignado faz publico aos
senliores de engerho, limadores, ou ou-
lras quaesquerpefcsoas do raatto, que po-
dem vir ou mandar receber qualquer
saldo que porveiiuiru tenham em seu po-
der. Recit 14 de agosto de 1854.Ma-
noel Alves Ferreira.
LOTERAS da provincia.
O tltesoureiro geral dasloteiias avisa,
que se acham a venda os bilhetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
benelicio do hospital Pedro II., na the-
sotiiaria das loteras, ra do Coliegio n. 15,
na praca da Independencia n. 4, ena
loja do Sr. Arantes n. 13, ra do Qnei-
rnadons. 10 e 59, ra do Livramento 11.
22, aterro da Boa-Vista n. 48, praca da
boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impreterivelmentenodia 18 de agosto, as
l horas da maliaa ; e os bilhetes estflo a'
venda a t o dia 17 as G horas da tarde.
Preeo inteiros lOsOOO
meios .'1.5(100
Precsa-se alugar um sobrado de nm andar na
freg^ania de Santo Antonio : quem o liver annun-
i-ie ou dirija-se i ra do CaldeireirO n. 54, onde se
dir quem precisa.
CARROCASE MATERIAES.
No porto do Ponciiiho, armazem com frenle de
madeira. junio a taberna, indo para a cadeia nova,
alugam-sc carreras para ludo que se fizer misler, e
vende-se por muilo mdico preeo, posto as obras,
sejam ellas onde fdr, lijlo grosso e d; lodas as qua-
lnlados, arta, barro, c o maja que a lal respeito se
lizer preciso.
No da 18, peranle o lllm. Sr. Dr. juiz de di-
reilo docivel da primeira vara, depois de sua audien-
cia, lem de ser arrematados varios movis perlen-
ceutes a Carlos Gilain, por exeruciio que lhe move
D. Marianna da Conccicao Pcrera.
Precisa-se alugar un moleque qne seja limpo
e riel, para servir em casa de um homem sollciro : a
fallar no armazem. do Sr. Miguel Carneiro. na ra
do Trapiche 11. 38. *
Precisn-se alugar um bom coziiiheirn para Orna
casa estraugeira de pouca familia, tambem urna pre-
ta para servico da casa, prefere-se cscravos : na ra
da Senzala Velha n. 60, na esquina do becco do Ca-
. pim.
Precisa-se rallar com a Sra. D. Anna Izidora
de Paula e Silva, que morqu em lenas do engenho
Balanco, a negocio de seu muilo iuleresse : na ra
da Praia n. 53, eslabelecimento.
O PEDRO V.
Peridico dos Partityuezei em Pernambuco.
Vai [iiihlicar-se este peridico soh aquella denomi-
naran Pedro K, o qual lera por sua principal uiissao
oceupar-sc exclusivamente de ludo quanto iuleresse
o bem eslar, a seguranca individual e prosperidade
de sua nacionalidade ; oceupar-.e- com afn na
gravissirua quesldo do dia, isto he, o Portugueses e
tu entidades contutores Morda e Miguel Jos
-ilres, al quejustica lhe seja feila pelo govemo
do re regente de Portugal; nao se intolver de mo-
do algum nas guesles polticas do Brasil, nao de-
clinando todava de defender, guardadas todas as
conveniencias qne se deve cingir um peridico es-
Irangeiro. quando em seu complexo neja atacado o
bro e tlignidade da nacao que perlence.
O Pedro y vai surgir sob.taes coi dices, qucen-
lo como alias sao justas e sanias, aguarda cem con-
fianra illimilada, queos Porluguezes em gerallhe
outorguem seupras-mee que os Brasileos em
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RITA DO COZaXBCrIO 2 AHTBAH 25.
O-Dr. P. A. I,(dio Moscozo d consullas homeopalhicas lodos os di,.- aos pobres, desde 0 horas da
manilla ateo meio dia, o em casos extraordinario a qualqucr hora do dia ou nole.
Ofierece-se igualmente para pralicar qualquer operado de cirurgia. e acudir promplainenle a qual-
quer inulher que estoja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permitan! pagar ao medico.
NO COlULTOttlO D DR. P. A. LOBO MIMO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual completo do Dr. 0. 11. Jahr, Iraduzidoem porluguez |>elo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernudos em dous :................. "2Uy)<)0
Esta obra, a.mais importante de lodas as que Iralam da homeopathia, inlcressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a rfoolrina de llahnemann, c por si proprios se convciircrem da verdade da
mesma : i ni ena a lodosos senliores de engenho c fa/eudciros que eslo lonae dos recursos dos mdi-
cos : inlercssa a lodosos capilcs de navio, que nao podem dcxar urna vez ou oulra de ler precisio de
acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripolanles ; e inlcressa a lodos os chefes de familia ene
por circnmslancias, que nem sempre podem ser prcveuidas, so obligados a prestar soccorros a qualquer
pessoa del la.
O vade-mecum do homeopnllia ou Iraduccao do Dr. Ilering, obra igualmenlc ulil s pessoas que se
deilicam ao esludo da homeopathia um volme grande.......... tfeOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
peusavel s pessoas que querem dar-te ao esludo de medicina........ i->000
Urna carleira de 4 tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos le mus de medicina, ele, ele................ 405000
Dila de 30 com os mesmos livros.................... 455000
Dila dc.48coin os ditos......... :............ 505000
Cada car i ena he aronipanhada de dous frascos de unturas indispensaveis, a cscolha. .
Dila de 00 tubos com ditos...................... 608000
Dita do 144 com ditos........................ 10(18000
Estas sAo acompanhadas de (i vldros de tinturas a e-col ha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, lerO o abatnenlo de 108000 rs. cm qualquer
das rarlciras cima mencionadas.
Carleiras de 4 tubos pequeos para algibeira............... 88000
Hilas de 48 ditos......................... 169000
Tubos grandes avulsos....................... 18000
Vidros de meia onca de tintura.................... 2tfOOQ
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na praliea da
homeopathia, e o proprielai io deslc eslahclcriinenlo se lisongeia de le-lo o mais beni montado possivel e
niiigiiem doviila hoje da siiperioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre veuda grande numero de lubos de cnstal de diversos tamaitos, c
aprompla-se qualquer cncoinnienda de mcdirameulos com toda a brevdade c por prceos muito rom-
modos.
-i-
A pessoa que encontrar um cabritilla de nome
Agoslinho, de idade 12 anuos, bom cabello, roslo
coniprido, heicos grossos, olhos grandes, com calca
de nscado azul e camisa branca, annuneie.
O abaixo a-sumado declara, que com a sua
cheuada acjui, lem feilo cessar de hoje em diante os
poderes de qualquer procurarlo bstanle que lenha
passado para servir cm sua ausencia, e previne a lo-
dos os seus ioquilinos c mais pessoas com quem le-
nha tran-aceoos. qne nao paguem nem Iralem com
pessoa aluiima que nlo seja o proprio abaixo assig-
nado.Cuitherme lugutlo Rodrigues Selle.
Ol que pecliinclia.
Quem fr apaixonado de ler sen casal de aanc,n,
ou mesmo de saber o gosto que elles tenham. nao en-
conlra occasiSo mais opportona : quint.-feira, 17 do
correle, das II para as 10 horas da nianliaa, no na
do Sol. coeheir.i n. !) A, se bao de arrematar 6 ca-
saca por lodo o preeo, e sendo de commissAo do cor-
retor, anda maisesla vanlagem.
Quem auniiiieiou no Pimo de sexla-feira. II
do rorrele, precior de um traductor da linguaCas-
sange. pode procurar em um dos sitios pantanosos,
em frenle da cidade de Oliuda, onde mora a Mara
fada, que ella lhe indicara a pessoa qu maneja se-
melliaute idioma.
Na roa do Queimado, loja de miudc?as n. 33,
precisa-se fallar rom o Sr. Manoel GoDCaIve*'Agr.
Precisa-se de um forueiro. dos que tenham pra-
liea : na padaria da ra do Colovello u. 29.
Precisa-te de urna ama para o servido de una
casa : na ra da Aurora n. 30
Heanlo l-'ernandes Vianna comprou um b-
lliele de n. 1928 da t.c parle da 2. lotci ia a beneli-
cio do hospital Pedro II, por cania do lllm. Sr. co-
nego Joaquim Gonsalves de Azevedo, da provincia
do Alto Ama/.onas.
Antonio Jos Alves da Cruz, subdito porluguez,
relira-separa o Rio de Janeiro.
Candido (ioncalves da Rocha, Dr. em medici-
na pela imperial academia da Babia, actualmente
residente em seu ensenho Sipo, na fagonia de Una,
comarca do Kio-I'ormoso. faz publico, que se acfaa
alli cm elleclivo c\etcirio de sua prulissJo ; peloque
oerece seus prestimos mdicos a quem driles se
quitar ulilisar, dando consultas gratis aos pobres a
qualquer hora do dia, em casa de sua residencia.
ARADOS DE FKRKO.
Na fnndirao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro aclia-se para vender ara-
dos r1" ferro de -s>rior qunlidade.
Veude-se um braco de batanea crande por pre-
co commodo : no palco do Terco sobrado de un an-
dar n. 36.
D f\UfiO\\ &
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Kecife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemeulc chegada.
Cassas l'rancezas a 520 o covado.
Na ra dn Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
gosto, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Tai xas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Bpum, passan-
do
Lotera do hospital Pedro II. I PIANOS.
O caulelisla Antonio Jo- Rodrigues de Souza Ju- Paton Iiash & C. acabam de receber de Londres
nior, avisa ao respeitavel publico que seus bilheles d01" elegantes pianos, felio vertical de jacarando,
inleiros, meios bilhetes e cautelas da lotera cima,' 'SUi,cs e"' Hualidade e vozes aos dos bem ronl.cci.l
ja aiilore l.oll.ird i\ Collard, ra do trapiche >ov
se acham veuda pelos presos abaixo, na praca d
Independencia loju n. do Sr. Forluiiato, n. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 10, do Sr. I-ana Machado, e
na ra do uueimado n. 37 A, dos Srs. Souza (Si
b'reire, cuja loleria lem o andamento de suas rodas
no dia 18 de agosto prximo futuro. O mesmo cau-
lelisla se obnga a paear por inleim os premios de
10:0008000, de 4:00(18000 e de 1.00O8O00, qiieos di-
tos seus bilhetes inteiros e meios obtivercm, os quaes
vSo rubricados com seu nome.
Bilhetes llsiioo
Meios billicles SJ5O0
(loarlos 29700
Oilavos 18500
Decimos li'Kl
Visesimos (KM)
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco, tudo por pceo commodo.
i
Os abaixo assignados, donosda nova loja de ouri-
ves da ra do ('.alucia n. II. coufronleao palco da
malrizcrua Nova, fazeui pulijico que eslto*comple-
tamente sortidos dos masiTs cbellos goslos do lo-
das as obras de ouro, neressarias tanto para seuho-
ras, como para homens e meninas, e coutinunm os
presos sempre muilo em conla ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras que veiiderem apassar una
conla com rcspoiisahilidadccspeciticandoa qualidade
do ouro de 11 ou 18 quilates, tirando a-sim sujeilos
por qualquer duvida que apparecer.
Serafim & Irmiio.
MANOEL AUGUSTO DE MENE/ES COSA,
professor da ailc de msica, olercrc u seu presumo
ao respeitavel publico para leccionar na mesma arte
(rvocal e instrumental, tanlo em sua casa como em ca-
sas particulares : quem de sen presumo sequizer
ulilisar, dirija-se a ra do Aragao u. 27.
Na noile de oito para nove do corrcnle mez de
asusto furlaraui do sitio de Caelauo C. da Cosa Mor-
cira, na passagem da Magdalena dcfronlc da casa ac
J oao Ferreira dos Sanios, alem de urna poreAo de ga-
linhas e tres perii-, urna hacia grande de cobre es-
tanhada, que leva segurainenlc oito canecos d'agua
e lem de peso tres c meia a qualro arrobas, lem
duas argolas dos lados ; roga-sc a quem for oOereci-
da que a appreheuda,ou quemsouberaoude esl,avi-
se no dito sitio, ou no Recife no escriplorio de Jos
Antonio Itaslos, que se recompensara generosamen-
te, alem de nao se importar com quem fez scmrihau-
le mudanca.
D-se dinheiro a juros em pequeas quanlias,
sobre penhores de ouro e prata : na ra Velha
u. 30.
I.ava-se e engomma-se com loda a perfec,io c
aceio: no largo da nocir de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Anda se acham por alugar os armazens, silos
na ra da Praa n. 32 c 34, perlencenlesa veneiavel
ordem lerceira de S. Francisco desla cidade; os pre-
tendentes podem diririr-se ao abaixo assiguado, em
poder de quem se acham as chaves, para seren vis-
tos, e ao Sr. mioislro Caelauo Pinto de Veras, pes-
soa competente para alusa-los.O secretario iule-
rino, Thomaz Jos da Costa e S.
Ti O Dr. Joao Honorio He/erra de Menezes, Si
formado em medicina pela faculdade da Ba-
hia, cuiilina no exerricin de sua profisso, na ',.',
ra Nova n. 19, segundo andar. ^
? ?;ss
O bacharel A. R. de Torres Bandeira, profes-
sor adjunclo de rhelorica c geographn no lyceu des-
la provincia, propoe-se a dar licdes, deslas mesmas
disciplinas, e bem assim de philosophia e franco/. :
quemdescu preitimo sequizer ulilisar, pode pro-
rura-lo na casa de sua residencia, na ra estreita do
Rosario u. 41, segundo andar, das 3 '-. horas al as
(i da tarde.
n. 10.
@@@sj:* a@s
@ DENTISTA FKANCEZ.
,':J Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larca ;::
^ do Kosario n. 36, secundo andar, collera den- Jj
vjj les com gengivasarliliciaes, e dentadura com- (&
pela, ou parle della, com a prescito do ar. gjt
@ Tambem lem para vender agua denlifricc do @
;:; Dr. Pierre, c p para denles. Una larga to i
^ Kosario n. 36 segundo andar. @
3tt Um homem isenlo de 1." e 8.' lioha, se oere-
ce para alguma admmislracAo, c para isso d tiauea
idnea : quem quizer annuneie.
J. Jane dentista,
contina rezidir na na Nova, primeiro andar n. 19.
e@@:
O Dr. Sabino Olegario Lutlgero Pitillo mu- .-j"
fi tloti-se para o palaccle da ra de S. Francisco y
^ 'mundo novo) n. 68 A. O
$* VS @S@
sgs9gsj e@;;a:3 s& s@
.i; Antonio Agripino Xavier de Brilo, Dr. em 3$
' medicina pela laculdadc medica da Baha,re- -g
;:; side na ra Nova n. 07, primeiro andar, ou- J*
Ti de pode ser procurado a qualquer hora para o @
exerciciode sua prossilo. Q
1 EXPLEBDIDOS RETEA-
U TOS ACRYSTALOTYPO, |
:\ TIRADOS NICAMENTE CM A ^
g CLARIDADE PRECISA.
m
COMPRAS.
Compram-se os tu. do Diario n. I SO,
181,182 e 183 do cerrarte mez : na li-
vraria da piara da Iiidepeiidencian. (5e8.
Compram-se patacoet hrasileiros e
hespanhes : na ruada Cadeia do Recife,
luja decainhio n. 2t.
Compram-sc8a 1(1 niilheirosde cachimbos de
barro : quem livor aiiutincie para ser procurado.
Conipra-se um moleque de 14 a 10 anuos, que
soja boa finura, sadioe proprio para o servico de ulna
casa de familia : na rna da Cruz n. 45, escriplorio
de Viuva Amnrim c\- lrm.1o.
Compra-te orna escrava crinula ou parta, tle
idade de 12 a 20 anuos, com habilidades ou sem el-
las, rrcollilda ; paza-se bem : na ra Nova n. 34.
Compra-sc nm escravo, parti ou prelo, anda
moco, que seja holiriro. e com preferencia se lam-
ban for sapaleiro, sem vicios e molestias, c que se
venda por alguma oulra rirrtinslanca : quem o li-
ver, dirija-se rna lama to Rosario, loja demude-
zas n. 20. que achara com quem (rnlar.
VENDAS
i
i
i
J. J. Pacheco, leudo resollido deniorar-se w
mais algutts das nesla cdatle, previne a lo- 'v'
tas as pessoas que desejareni um perfeilo g
retralo, que dignemse prorura-lo no seu es- vr)
tabelccimento, quer esleja n dia claro ou
escuro. Os retratos sao lixese inalleraveis
com o lempo, e as cores sao as mais ualu-
raes que aqui se lem vslo. O respeitavel
publico continua a ser convidado a visitar a
i
galena lodos os das, desde as 8 horas da ma- -.
nia at as 9 da noile. No mesmo estaa- ,,*
lecimento enconlraro os prcteutlenles um 4f
rico sorlimenlo tic quadros, caixas, altine- (T.
les, cassoleUsc aneis. Aterro n. 4, lerceiro rl
Aiuga-se a casa de um andar da rna da Luan,
por delraz da ca9a do Sr. Manoel Alves Guerra, na
ra da Aurora : a tratar na rna do Trapiche n. ti
com Mauoel Alves(juerra Jnior.
No aterro da Roa-Vista n. 65,
ha grande sorlimenlo do rodas de carro de madei-
ra de fura c to paiz.
Na ra do Trapiche n, 17, recebem-se cncom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se mostram ricos tle-
scuhos.
Ao conimercio.
O abaixo assignado, convencido do muilo que con-
vino cslabeicccr-se em Pernambuco urna aula cm
que a mocidade, que se desuna ;i carreira do com-
mercio, podesse praticamenle adquirir os cunheci
mcnlos necessarios, para bemdesempenhar as func
ccs de caixeiro em qualquer escriplorio nacional ou
cslrangciro, apezar de reconhecer as suas poucas
habiltacocs para um scmelhanlc magisterio, vendo
rom tutlo, que oulros muilo mais habilitados se nao
lem al aqui proposlo a isso, vai elle, confiado ni-
camente na pratica que lem de alguus anuos, abrir
para este tim urna aula, na qual se propoe a eusinar
a fallar ecscrevera linsua uglezaea frauceza, con-
labilidade e escripluraeao coinmerrial por partidas
dobradas. As lices de cada unta das duas liuguas
serAo em das alternado-, c para qne os alumnos
possain cm breve falla-las, mo se Ibes consentir
que tlcpois dos prmeros tres mezes t|p lieilo fallctn
na aula oulra lingua, que nao seja a da elasse res-
pectiva. A abertura lera lusar no dia 1. de de selem-
hro, e as pessoas que a quizerem frequentar se ll-
venlo com antecedencia dirigir loja dos Srs. tiou-
vcia tS Leile, na ra do Queimado, aomle pdenlo
tambem cblcr as mais infnrmaeocs, que a respeilo
desojaren!. Adverte-se que a matricula sti oslar
.iberia at o lim dcsle mez, e que tlcpois desse dia
nflo se podem admiltir mais alumnos durante esle
anuo.Jos da Maia.
Perdeu-sc no dia 13 do corrcnle, na Boa-Vista,
desde a ra Velha, pateo da Sania Cruz, al a ra
do Pires, urna medalhn tle prata com coroa c fita
verde, disliuceo de campaulia do Estado Oriental
do Uragua) ; a pessoa que a achou e quizer resli-
luir, pude dirigir-se a ra Bella n. 01, que ser re-
compensado.
Perden-so no Ihealro de sabbatlo una enrenle
fina tle relogio : quem a achou e quizer rcslitui-la,
a rica guarnidlo ou app'arc'lho Idirija-sc ruada Cadeia, loja n. 40, que se gralili-
is de melal chamado Melchior,"caril-
Aluga-se um escravo muilo fiel e que j lem
praliea de servico interno e externo de casa
NO CONSULTORIO
DO DR. CAS\NOVA
ROA DAS CRI7.ES N. 28,
acha-se venda um grande sorlimenlo de
carleiras de lodos os tamaitos, por prceos
muilo em conta.
Ementes de homeopalhia, 4 vols. i.nxio
'. onca de Untura a esculla IsOtXI
Tubos avulsos a escolha a 500 c 300
Roa-Vista n. 1 ti.
Pommateau lem a honra tic participar ao respei-
tavel publico, que acaba tle receber pelo ultimo na-
vio viudo de fiiio.a. um sorlimenlo de espingardas
de ume d dous camos, mu lvese Irinichadas tle
primeira qualidade, polvarinhos, chumbeira?, espo-
letas ta marca G, unta
para carro, e lantcrnas
varios galoes ricos para dilo. chicotes de balea, lilas
caberlos de Iripa para bolear, Ireios, esporas, estri-
bos, esponjas, esrovas para lavar, chicoliuhos sorli-
dos, cabeeatlas de seda > e_-.-.,iI,
. e lambem tle couro
sna longanimidadcapprovem o pensamenlo patritico j narguillcs para fumarcni4pesscas, oulros de espuma
domar, de porcelana, demaxleira etc.,fumo preparado
domelbor. tesouras para jartlineiro, ditas para lui eir-, tle imitas ele.,e oulros inslrumeiilosdc den-
tista, lanceta, facas de mesa, trinchadora, na \ albas
de barbear com cabo de larlaroga, do marfim e ou-
lros ; garaulc a boa qualidade tle tutlo quanlo est
cima mencionado; escovat para denles e unhas,
pcnles para bigodes, tle tartaruga, cliarnleiras com
agulhas de marear, caixinhas de masta para preser-
var o ac ta ferrugcin.
Na rita tas Crozes n. 40, Liberna to Campes,
ha porc.no de bichas hamburguezastlas melborcs que
ha no mercado, que se vende em porcocs e a relalho,
e lambemjse atusara.
c civilisador que induzioesla creara >.
Portugoezes coadjnvai mais esla nova empreza,
digna por sem duvida dn- lirios de um povo 13o civi-
lisado, e qne mais de nma vez lem mostrado face
to mundo, que sabe prezar os direilisde nacao iivrc,
palriotcit, c conservar Ilesos seu bim nom'c c a sua
honra entre as mais nacocs to globc.
l'iiblicar-se-ha duas vezes por -e nana. Prwo da
subseripcab 3jjiO(JO por Iriraeslre, s.;m differeica tle
porte para as folhas que forcm remeltidas pelo cr-
relo. Vende-se avulso cada numero 120 rs. as
lojas dehvrosda ra doCollegio ns.9 c 20, e na ra
do Crespo loja do Sr. Antonio Domingues Ferreira,
n. 11, onde se recebem assignaluras, bem como
quaesqner arligos que, de accordo com o programma
da lolha, forem cncamtnhados respcclv^ redaceo
cui caria fechada, os quaes senlo inseridos gratis. *
Faz-se comida para fota com lodo o aceio, c
pelo preso mais comn do possivel: na ra do Amo-
iim, loja n. 29.
LOTERA DO HOSPITAL PEDRO II.
Aos 10:000$, i:000.S e 1:000.;000.
O caulelisla Salusliano de quiuu Ferreira avisa
ao respcilavel publico, que as rodal da mesma lolc-
na andam indubilavelmenlc no da 18 de agosto. Os
seus afortunados bilitelea e cautela i eslao cxposlos
venda nas lujas seguirtcs : ra ti l^adeia do Recife
ii. 31, de Domingos Teixeiiti Basto*, n. 45, de Jos
torltmalo dos San|os Porto ; ua praca da Indepen-
dencia ns. 37 e 39, de Antonio Augusto dos Santos ;
I orlo ; ru do Queimado, loja de .'azentlas de Jos
Joaquim Pereira tle lletulonta ; roa do Livranien-
lo, bolica de Franrisro Anionio das Cbagas ; ra
do Ubuga, botica de Moreira e Fragoso; ra Nova
n. 1b, loja de azeudas de Jos Luiz Perer & Filho;
ra do Queimado n. 4/. loja de fizendas de Ber-
itardino Jos Mouleiro 4 Companha ; c ni pra;a
ta Boa-\uU, loja tle cera de Pedro Ignacio aptis-
ta. Paga sobsua responsabilidade os tres primeiro
premio, grandes sem o descont ce 8 do imposto
Bilhetes 11>3000 10:000X100
Msios 59.-.00 5:0008(100
Quarlns 25,700 2:o00500
Dee.in,. ll|JX)0 l:(XKI>OlKI
\ igesimos 600 500&IKI0
, : Charrion, bacharel cm bellas Icllras, Dr. em
direilo rormado na nuiversdatle tle Pars, ensina em
sua casa, ra das! loresn. 37. primeiro andar, a ler,
.-crever, Iraduzr c Tallar reclmenle a liMu
Jranceza e lambem d licOcs particulares em casa-
tle t.titt lia.
. ~J?J*--.W ^''"-se-ha Iban da 1008000
a juros com penhores.
Francisco Lucas Ferrara, com co-
cJieira de carros fiinebres no pateo do
Hospital 11. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona ifjieja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e alai en-
eontrarao tudo com aceio, segundo dis-
pOe o rcgulamento do cemiterio.
O bacharel Joao Vicenle da Silva Cosa, pro-
fessor substituto das catlciras de philosophia e aeo-
nielria do rollegio das arles, faz publico, que em
observancia tos estatuios da faculdade tle dircito,
deixa de leccionar particularmente as materias da
sua profissflo.
a 1ra-
lar na ra do Vigario 11. 29, ou ra do Collcsio
n. 10. I
Aluga-sc urna casa terrea na Soledade, tlcfron-
le do guarlc!, rom armadlo que servio para fabrica
de charutos : quem a pretender para o mesmo lim,
011 mesmo para morada, ciitentla-c com Joilo Leile
Pilla Ortigueira, na ra ta Cruz do Recife n. 12 ; e
na iresnia casa, ou na Liberna do Sr. licruardino,
para se poder ver.
Ollerece-se urna ama porlugucza para casa tle
nm homem solleiro ou tle |xuica familia, sabe en-
gommar e fazer o mais ttervieo : quem precisar, di-
rija-se Boa-Vista, ra daGoneeicao n. 52.
No dia 19 dn corrcnle, na polla da residencia
to Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara delta ci-
dade, he a ultima praca em qne tein de serem arre-
matados os 60 e tantos esrravos penhorados a Luiz
Pires F'crrcira, por execucAo que lite movem Anto-
nio Pires Ferreira c oulros.
Aluga-se o sezundo andar do sobrado da roa
to Rangcl n. 11 : a Iralar na'loja do mesmo so-
hratlo.
AO PUBLICO. 1
No armazem de fazendas bara- Vi
tas, ra do Coliegio n. 2,
vcnrle-sc um completo sortimento j
de lazendas, linas e grossas, por ^
piceos mais baixos do qoe emou- S
tra qualquer parte, tanto em por- m
cues, como aretalho, afnancando
se aos compradores 11111 s preeo
para todos : este estabeleciment
alirio-se de coinbinaco com a
maior parte das casas coinmerciaes
inglezas, Irancezas, allemaas e suis-
sas.para vender lazendas mais em
conta do que se tein vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
fcigens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos-os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a" bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Coliegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios ti Rolim.
PLRLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Mana, adnplatlo pelos
reverendissimos padres capurhinhos de N. S. da Pe-
nda tiesta citladc. augmentado com a novena da Se-
nliora da ConccicAn, e da noticia histrica da me-
tlalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : ven-
tle-se tinn menle na livraria 11. 6 e 8'da praca da
independencia, a 1SO00.
Muito barato a dinheiro a vista.
Chapeos francezes para homem a 65600, alpaca
un -ciada propria para palitos com una \ara de lar-
gura, o covado IKK) rs. ; corles tle casemiras finas a
5S50O ; tlildstle dlas de core escuras a lo500 ; se-
(im prelo maeo o covado :imkjo ; dito de dilo su-
perior a 5s600 ; corles de brini parti de puro linho
a I95OO: casinctajloila de Ba com mofo, o covatlo
a 500 rs. ; castores mesclados o covado a 280 ; briin
de linho de Cuadros o covatlo 260; lencos lodos de
seda a laiOO c a 1S600: vende-sc na loja de Cre-
goiio & Silveira, ra do Queimado n. 7, defronle
do becco do Pcixc-frilo.
PICHINCHA.
\ endcni-se 12 pares de meias de algodo cruas
mnil boa fazemla por J>. grvalas pretas de molla
a 1d280, sem molla a Is.cortes de cuteles de gurgu-
raotlc sctla a I58O e 29 dilos de fuslo luos a
laOOO : vende-se na luja tic Gregorio ci Silveira,
ra do Queimado n. 7, defronle do becco do Peixe-
frilo.
Pentes de tartaruga.
Vende-so na loja de Gregorio ,\ Silveira. ra do
Queimado n. 7 defronle do becco do Peixe-frilo.
Pcnles tic tartaruga para senhora a proco tle 45} e
->5 ; chapeos de seda e tle crep para senhora leudo
algum defeilo pelo llralo preeo de -Vj e 6f> ; luvas
de pellica lisas a 500Jrs. o par,|diUa enfeiladas a
800 rs, o par ; lencos tlccamhraia|brancos de marca
grande a 320 cada um.
CHITAS 1RANCKZAS.
Vende-so na loja de (iregorio <$ Silveira, ra do
Queimado n. 7 dvfonte to becco do Pcixe-frito, du-
las francezas tas mais finas que ha no mercado, ten-
do na ealampa duas, Ires e quatru cores, o covado
a 280; mantas pretas de seda para senhora a 7?, tu-
las de linho borda las de seda por 81 e 10) ; lencos
do cassa fi'.inceza com cercadura de cores a 200, dilos
de dila mais linos a 280 rs.
-Sedas.
9 Vendem-se sedas lisas furta-cores, de gosto W
9 o mais delicado que lem viudo a esta praca, @
pelo Itaialissimo pre^o de 18280 rs. o cova- vi
do : ua rna to Queimado, loja do sobrado
T-6 amarello u. 29, de Jos Moreira Lopes.
** fmt #i
A jjOOO rs. a peca.
Pct;a de chita de coberlaa 55000, e covado a 160,
ditas de cores a 160 o covatlo, c peca 55OOO, mada-
poln :l>)000, 3500 e :i?800, e muito lino 59000 a
peca, lencos encarnados para tabaco a 160, dilos de
cassa c seda a 400, suspensorios de burraxa a 80
o par, algodo de lista a 160 o covado, picle para
roupa de esrravos a 1W o covatlo. chapeos de pello
francezes a 52000, chitas linas ti 7-SiOO, e a 220 o co-
vado, chitas pretas para lulo a 1.- 10 a peca, e 160
o covado, cassa para baados a 2^000 a peja c a
280 a vara, rocieos de barra a 240, baclilha branca
a.320 o Covado, fuslilo hranro para rollete a 500 o
covatlo. selim prelo ecor de rosa a 400 o covado,
camhraias de cores fixas a 200. casemra tle
duas larguras a 1,600 o covado, e nutras fa-
zendas que se d.1o a troco de pouco dinheiro, como
collelcs de gorgorito a l^tKX). corles de seda a 89OOO
dilos de eamhraia e seda a 69HOO, meias cruas para
homem .1 260 o par e2"\S0a duzia, riscado francez
a 140 o covado.
Vendem e as parles que locarain ao Sr. Belar-
mnod'Arruda Cmara, 110 engenho Massauass, por
morle de sen sogro c sogra, c igualmente as de seus
lilhos. Esle engenho he un dos melliores da provin-
cia, pois he o bem coiihccido Massauass, he muilo
bom d'agua e lem excellentes obras. O molivo da
venda que he parlicillar se dir ao comprador. Tam-
bem se vende um co'frede ferro, novo, cun Ires I a ai
Saeta*, urna mesa tle j.tnlar de inuguo eoni molas,
ptitleiiilo accoinmoilar 36 pessoas, urna halanca gran-
de d ferro enm 36 arroba de peso, propria para ar-
mazem tic as-n--.tr OU couros, urna on.;a mui linda
propria para prsenle. A Iralar sobre estes diflren-
(es arligos cm casa de Manoel Elias de Mouva, na
praca da Boa Villa, botica n. 21.
Vende-se nm sobrado de umau lar, silo i.a ra
do S. Goncalo 11. 27. chito* proprios, prximamente
reedificado, com os oloes tic- paredes dobradas, na
fenle um andar e pela parle de detrs dous, com um
pequeno lerrac'j e bom quintal lodo murado coni ca-
sa no mesmo, ecujo leudimeuto he de 30S0U rs.
mensacs : a Iralar na rui larga da Rosario n.48, se-
gundo andar.
Ventle-se a armaco tle nina tabertia e seus
perlcnces. por prcro commodo, c muito propria para
aluuin principiante pelas vanlageus que offerece, o
local he na cidade de Olin.la, roa do Balde, por tlc-
liaixo do sobrado que l'oi do fallecido Joaquim da
Litigela, eahi achara rom quem Iralar.
Na ra da Cadeia to Recife 11. 60, vendem-se os
seguinlesvii,ho-, ns mais superiores que tcm viudo a
este mercado.
Porlo,
Bucellas.
\erez cor de ouro,
Hilo escuro,
Madeira,
em caixinhas tle urna duzia de sarrafas^O i vista da
qualidade por preeo muito enreon+a-T^^
. AttenoSo.
No alono da Boa-Visla 11. 78. ha para vender cou-
ro de lustre francez limito superior, pelo diminuto
preeo de 2)1560 rs. a pclle, bezerro fraucez a S906O
rs., dito a 38^00 rs., penles linos para atar rabellosa
6S0 rs.. presos francezes a 320 rs. a libra.
/
C. STARR & C.
respcilosamenle annunriam que no seu extenso es
labelecimenln cm Sanio Amaro, rcnlinua a fabricar
com a maior perfeicao c promptido.loda a qualidade
de machinismo para o uso da acricullura, avega-
ro e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberto em um tos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta na ra do Brum, alraz do arsenal de marmita
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelccimenlu.
Alli aeharo os compradores um completo sorli-
menlo de moeudas de caima, com lodos os melho-
ramenlos(alguna tlelles novos coriginaes) de quea
experiencia de uiuilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor debaixae alia pressao,
taixas de lodo tamauho, lauto batidas romo fundidas,
carros de mao e dilos para runduzir formas de assu-
car, machinas para muer mandioca, prensas para di-
lo, Tornos de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslrucro, fundos para
alambiques, crivos e portas para lornalkas, e urna
iuliuidade de obras de ferro, que seria eiitadouho
enumerar. No mesmo deposito existe una pessoa
iulelligenlc e habilitada para receber todas as eu-
commendas, etc., etc., que os aiinunciantes contan-
do coma capucidade de suas ollcinas e machinismo,
e pericia de seus olliciaes, se compiomellcm a fazer
cxeciil.n, com a maior presteza, peifeit;o, e exacta
eonlormidittle com osmodelostou deseuhs, e iustrnc-
ocs que lite foicni fornecidas.
Veude-se urna bonita armaco de amarello en-
veruisada e envidraeada, propria para qualquer lo-
ja e por preeo muilo baralo: a fallar ua loja n. 1 do
aterro da Boa-Vista.
PROTECCAO- AO POVO.
.20 rs.
Cassa frauceza para vestido com delicadas cores c
lixas, engrasados desenhos o muito bous pannos, por
320 rs. o covado, dinheiro vista, nao deixar de
agradar aos bous paistle familia, que com economa,
desejam o aceic: na ra do Crespo, loja n. 12, de
Jos da Silva Campos & Companha.
No armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, no caes da alfandega, ha para vender muilo su-
perior farinha de mandioca lavada, para musa, tm
saceos tic alqueirectculado ; a tratar no escriplorio
de Domingos Alves Matheus.
VENEZIANAS.
No aterro da Roa-Vistan. 55,
ha ilm sorlimenlo tle venezianas com lilas verdes
de linho e de laa, com caxa e sem eila, e lambem
coucerlam-se as mesmas.
_ Vendem-se 2 esrravos de nacao, sendo 1 da
Cosa, de urna conducid pouco vulgar, boa figura e
sadio, sem a menor falla. Estes escravos sao vendi-
dos pela grande preejso do seu dono querer com-
prar um predio : na rna da Senzala Velha a.70,
segundo ou lerceiro andar.
Vende-se nina escrava motila de bonita figu-
ra, com una cria muala de idade de 1 auno, perita
engominadeira e coziuheira, lava e cose, sem vicio
nem achaques o que se afliabca ao comprador: ua
ra de Heras n. 60.
Vende-sc urna mulalinha com 12 anuos de ida-
de: na ra larga do Rosario n. 14.
Vendc-se urna prelacom bastantes habilidades,
engomma. cose qualquer costura, corla vestidos, faz
lahvrinlho, cosinha, lava e sabe Iralar de enancas: \
quem a pretender dinja-sc a roa do Hospicio casa
terrea confronte ao sitio da viuva Cuuha.
.Dinheiro avista.
Vendem-se as fazeudas seguiules, por baratos pre-
sos.
Chitas francezas largas, o covado 220
Ditas dccohcrla, dilo 180
Dlas de ditas dito 200
Riscatles cahoclos para vestido, o covado 160
l.a para vestidos, dito 600
Alpaca cscoccza, dito 500
Cortes de chita frauceza larga com 13 cova-
do a 2600
Dilos de dila cor fixa com mofo a 15600
Meias para senhora, o par 240
Dilas para dila mais linas, dito 320
llorzevuins para senhora 3fM
Romeiras de fil para senhora 43.500
l.eucos de relroz de todas as cores 800
Dilos de loreal 1-ilKl
Toncados para senhora. ullima moda .5900(1
Corles de vestido dotaasa frauceza 23000
Dilos do dito de dita' -.>>00
Dilos tle cambraia do salpicos :l>200
Cassas francezas de cores fixas, a vara 600
Hilas de cores escuras, dila 480
Corles de cambraia com 8 varas 38000
Ditos de seda de quadros 158000
Dilos de dila lavrados 209000
Chales de relroz de 1 ponas 21)8000
Grande sortimeulo de manteletes a pre-
cosde 109000, 125OOO e
o cliaianr. continua haver un
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preeo commodo e com proinptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado nas co-
lonias inglesas e hollande/.as, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Beber & Companha, na ruada
Cruz, n. 4.
Vende-se fumo em folha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida (lomes & Com-
panhia, na ra do Trapiche 11. 16.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, continua a ter as legitimas qualida-
de* de potassa da Russiaeda America, e
cal virgen! em pedia : tudo por preeo
satisfacer aos seus antigos e novos fre-
guezes.
Cola da Rabia, de qualidade esco-
lliida, e por preeo commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 1C, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Lour vidrada, recebida ha pouco
da Rabia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche 11. 16, segundo andar.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preeo muito com-
modo : a tratar no armazem 11. 14 de Can-
dido Alberto Sodr da Motta, na ra do
Azeite de Peixe, ou na ra do Trapiche n.
34, com Novaes Companhia.
f
s
Ao baralo.
Vende-se por menos de seu valor
as fazendas existentes na loja de 4.
portas da ra do Queimado, nume-
ro 10.
po-
Vendem-se rasaes de gneos : na ra Direita,
padaria 11. lo, se dir aonde.
1.5000
e oulras muilas fazendas qne se vendem muito em
conta, na loja da estrella, de Gregorio & Silveira,
ra do Queimado 11.7.
BRIM BRANCO E DE COR.
Vende-se hrim trancado de linho a 500 rs. a vara,
dilo escuro de quadros lambem de linho a 600 e 720
rs.- na ra da Crespo n. 6.
Aterro da Roa-Vista n. 53.
~jrt Vende-se. um cabriolcl novo, de
>i-^sfc55 bom gosto. *
Ai que fri.
Vende-se suneriores coberlores de tapete, de di-
versas cores, grandea a 18200 rs.. ditos brancos a
I92OOrs., ditos com pelo a iniilaeAo dos de papa a
18100 rs.: na ra to Crespo loja n. 6.
VELAS 1 CERA DE CARNAUBA.
Vennrnie velas de cera de carnauba de 6,8 c 9
em i, da nielhor qualidade que ha no mercado, fei-
las no Ai-acal, : ua ra da Cadeia do Recife 11. 19,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba do Aracaty : na ra da
Cadeia do Kecife n. 19, primeiro andar.
@@ as** @ga@@s
Rna do Crespo n. 23.
Vendem-se chitas francezas largas de cores
escuras a 210 o covatlo, corles de casemira de
cores c padres modernos a 19500, dilos de S
k casemira pela lina a 19500, panno prelo c
<9 do cores a 39OOO o covado, corles de meia ra- W
39 semira a I96OO, dilos de hrim de linho deco-
rcs'a 19600, riscado de Hubo de cores escuras
?? a240o covatlo, merino prelo com duas lar-
guras a 1;600 u covado. chales de lila grandes
M e di cores escuras a 800 rs.. ditos encorpados
a lo2SO, esauiao tle linho muilo lino a 18120
9 a vara, selim preto muilo encorpado ede su-
8 periur qoalidade a 29500, camhraias pretas e
@ de cores, goslos modernos, por preeo commo-
S* do, ebapeoa do Chli linos, e imitas minias fa- 3
zendas por preeo muilo em conla. ft
Chapeos de sol mnilo grandes, com cabos de
canna e baleas, muilo fortes, de seda de lodas as co-
res e qualidades, lisos e lavrados, proprios para a
chova, por preeo muilo commodo-; m ra do Col-
iegio n. 4.
Vende-se superior farinha de man-
dioca de Santa Catharina, em sacras por
preeo muito commodo: a tratar no arma-
zem de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da Alfandega, ou com Novaes & C.
amado Trapichen. 34, primeiro an-
dar.
Vendc-se farinha de mandioca : a bordo d
laca Coiidorn, ou a Iralar com Tasso I nnaos.
Vendem-se 2 pianos fortes de arma-
rio, novos, muito elegantes e de muito
boas vozes, e 1 machina ingleza lithogra-
phica com todos os preparos necessarios,
el pedras de sobresalientes : na ra do
i Vapiche Novo 11. 3:
v~; Venilem-se fi molecotes de bonitas figuras, e
"""" mirn'-----'-> Direila 11. 3.
Vendem-se cepos para acoaguc : nos Afoga-
dos, ra do Ornaba n. 76.
Vendem-se exrellenles pes e mergulhosde par-
reira moscalel, ebein assim ps de roseiras de dille-
rentes qualidades. ludo acondicionado em caiies
promplus plantar : na ra da Cadeia do Recife
n. 7.
CHAPEOS DE SOL A *9800.
Na ra do Coliegio 11. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda pretos e de corea, armacAo de balea, ca-
bos finos, os quaea iv isla da qualidade ninguem dei-
xar de comprar, e oulras muilas qualidades, por
preeoLrazoavel.
SACCAS COM .MILI111.
Na ra do Vigario n. 33, em casa de JottiS Fer-
nandos Baptisla, vendem-se saccas cora millio a
255OO rs.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a prcc commodo, em casa de Barroca
i Castro, na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Vende-se urna halanca romana com lodos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras": quem
a pretender, dirija-se a ru da Cruz, armazem o. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior farinha de mandioca de Santa Catha-
rina : no armazem de Machado & Piuhei-
ro, narua doAmoiim n. 54.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FARRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
yende-se o superior panno de algodo
desta fabrica, proprio para sceos e roupa
de esclavos : no escriptorio de Novaes Companhia, ra do Trapiche n. 5V, pri-
meiro andar.
|S Na loja tle qualro portal ua roa do (Jitciina-
53; do n. 10, ha um completo sorlimenlo do cr-
% les tle casemiras de carea padrOeS modernos,
te e pelo baralo prero de I9NOO rs.
Negro pera.
Vende-se um bom negro hbil para to-
do o serveo, sendo moco eollicial de sa-
pateiro : na ra do Vigario em casa dos
Sis. Franca & Companhia.
Vende-sc um carro em muilo bom es-
lado, sendo ile i rodas, com os compe-
letites arrcios, tle boas molas Dgtain :
quem o pretender dirija-se a Boa-Visla
travessa to Veras 11. 15. Adverlc-se que se vende
por conmnelo preeo.
Ventle-se um escravo tle naeftn com 23 anuos
tle idade. padeiro, e coziuha o diario de urna casa :
ua ra ta Sen/ala Nova 11. 30, padaria.
Vendem-se t|ueijos to setllo do Srid. muilo
freseaes : na na da t^oneeieao n. 1.
I'EI.I.US DE (il ARAS.
Vendem-se pellos de guar.ts, sendo em porc,ao :
na ra .Nova n. i i.
xo coxMxroBio 110111 or vmii <
1)0
DR. r. A. LOBO HOSCOSO.
\cntlcin-sc asseguinlcs obras de homeopalhia em
francez :
Manual do Dr. Jahr, i volumes 16)000
Kapou, historia ta homeopalhia, 2 volumes l(i-tiil
llarlliman. Iralado complclo das molestias
dos meninos, 1 volme 10-OOO
A. Teste, materia medica bom. 89000
De Fayole, doolrin.i medica hom. 75000
Clnica" de Slaoueli 05000
CarOag, verdade da homeopathia 4SOO0
Jahr, Hala lo completo das molestias ner-
vosas (5000
Diccionario ilc Nj sien IO5OOO
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
tlo-se cera lano em grome, como em vallas, em cai-
tas, com muilo bom sorlimenlo o de seperior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca (lrat149o, assim
como bolachiuhas em latas tleS libras,e farello muito
I novo em saccas tle mais tle 3 arrobas.
;*;,,*
de
Deposito
() pague Cliateati-Ay, pri
^ [idade, de propriedade
vinho de cham-
imeint ciua-
propr
.^s. le Muretiil, ra da Cruz do Re-
" cife n. 20: este vinho, o .melhor
W de toda a champagne vende-
Al se a 56#000 rs, cada caixa, acha-
" se nicamente emeasa de L. Le-
w comte Feron & Companhia. N. R.
W Ascaixas sao marcadas a fojio
f$) Conde deMarciiil e
Bk das garrafas sao azues.
os rtulos
AOS SENIIOUES DE ENENHO.
(Cobertores escuro* muilo grandes e encorpados,
dilos limteos com pello, milito -1 andes, imitando os
Farinha de S. Matheus.
Vende-se superior farinha de mandioca
muilo nova cnegada de S. Matheus e por
preeo commodo bordo dohi.te Audaz sur- ,
r" h i" S"egi0- Para PrO "O que
e rara aba ede preeo: trala-se no escriplo-
no da roa da Cruz n. *) priInBjro and,r.p
LENCOS DE CAMBRAIA de LIN^a^WA
Narua do Crespo n. 5. esquina qncvolla para a
ra do Coliegio, vendem-se lencos de cambraia de
liiilm linos om caixinhas com lindas estampa; pelo
barato preeo ri* 4j00 H. a duzia, para acabar urna
pequea poroso qne anda reala.
SA I.SA 1'ARHM.IIA
nova e de superior qualidade, em rosol pequeos
vende-se na travessa da Madre de Dos, armazem
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superipr vinho do Porto
em harris de qnaito, quinto, e oitavo, no
armazem da ra do Azeite de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
*; Hom e barato.
JK Corles de chila de barra de cores fuas a
#& 15000 cada corte: na la do Queimado n.
jo. 2, loja do sobrado amarello. que vulla para
| o lar;o do Coliegio. Na roesma loja se en-
I* contra om compelo sortimento de fazendas
*j de todas as qualidades, epor preeo qoe agra-
*t dar aos compradores.
rarnha de mandioca.
Vende-se a mais superior farinha de mandioca,
em saccas graudes : na travessa da Madre de Dos,
armazem n. 3 e ou na ra do Queimado 11. 9, loja
de Antonio Lua de Oliveira Azevedo.
\ eode-aa 100 alqucire de sal de Lisboa : a
Iralar 11a travessa da Madre de Dos, armazem n.12.
vende-se um excellentc carrtnho ale rodas,
mu bem consiruido.eem bom estado ; est eiposto
na ra do Aragao, casa do Sr. Nesmen. 6, onde po-
dem os pretentlenlea eiamina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz do
Recife n. 27. armazem.
Vendem-se a 39 saccas grandes com arroz de
casca: no armazem defronle da porla da alfandega.
Vende-se um bonito escravo, crioulo, de 20
anuos, ptimo para pagem ou bolieiro : na roa Ve-
lha 11. 04.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Roa-Vista, defronte da bo-
neca n. 14,
he chrgado um uovo e completo sortimento de cal-
cados de lodas as qualidades, lauto para homem como
para senhora, borzeguins clsticos para homem e se-
nhora, meninos e meninas, e os bem condecidos a-
patfies ehotius do Aracaly, ludo por precia cammo-
do, alim de se apurar dinheiro.
Vende-se urna cama de angico com armaco e
seu competente colchan, tudo era muilo bom estado
e prejo commodo : na ra de Aguas-Verdes u. 14,
sobrado.
QEI JOS E PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Franrisco Marlius, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, ul-
timemeute chegados na barca inglesa tmlwa-
raito.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma:
zem de Henrique Gibsori :
vendem-se relogios de ouro de saboneta, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preeo commodo.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
sada recntenteme da America.
Moinhos de vento
"ombombasde repuio para regar borlase baixa,
deeapim, nafundieade D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se ama padaria muilo afregneada: a tratar
com Tasso & limaos.
Devoto Christao-
Sahio a luz a 2." cdiclo do livrinho denominado-
Devoto Chrislao.mais correcto e acrescentado: vende-
se uuicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mnilo grandes e
de bom posto : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia., ^
Vende-so urna escrava, cr *uje22aunos,
de bonita figura, hbil para loy Ko, e urna
linda itcgriiiha de 7 anuos de A ra Direila
n. 83, se dir quem veder-^^ ^
Vende-se carne do serla o mullo gorda : na ta-
berna da ra Nova 11. 53.
CAL E POTASSA.
Vende-se superior cal de Lisboa e potassa da Ros-
sia, ebeaada recenlemenle : na praca do Corpo San-
io, trapiche do Barbosa n. 11.
55 POTASSA RRASILEIRA. <$)
(A bricada no Rio de Janeiro, che- ^
(Vav gada recentemente, recommen- />*
*. da-se aos senliores de engenho os X>
l seus bons eli'etos ja' experimen- W
J tados: na ra da Cruz n. 20, ai- w
9 mazem de L. Leconte Feron & W
(fp) Companha. (jfy
Vendem-se relogios de ouro e prata, mai
barato de que em qualqucr oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Jfepoaito da fabricar de Tod.ia oa Santoa na Sabia.
Vende-se, emeasa deN. O. llieber &C., narua
da Cruz n. 4, algodo trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preeo corrmiodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. ll,o segninlc:
vinho deMarscilIccmcaixasde 3 a 6duzias, linhas
em novcllos ecarreleis, breu em barricas muito
grandes, ac de milab sorlido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Lw-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moeudas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaarilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
A cu ca de Edwln Kaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
Si Companhia, acha-se constantemente bous sort-
menlos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sronlo fundas, moeudas nclitas todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para a miar em madei-
ra de lodosos tamauhos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forja de
4 cavallos, crieos, passadeiras de ferro estanhado
para rasa de purgar, por menos preeo que os de ro-
d Ua, a 1-100 : :;'.i ra do Crespo, loja da esquina I bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e f-
qae volla para a cadeia. I litis tle flandres ; ludo por baralo prero.

r
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu do engenho novo deuominado
Concordia, sito na freguexia da Luz. no dia 6 do cor-
te mez, o preto Jos, crioulo, por appellido Jos co-
ziiiheiro. de idade 40 annos, pouco maia 011 menos,
alto, cheio do corpo, bem prelo. rosto grosseiro, pou-
ca barba, olhtis um pouco pequeos, e alguma coo-
sa vermelhos, mise ps grossos, com um dos dedos
dos ps forillo e sem uiiha, os denles de cima tirados.
Esle escravo foi comprado nesla prajaaao Sr. Romo
Antonio da Silva Alcntara que lem armazem deas-
surar no Recife; paga-so generosamente a quem o
apprchender, condiizimlo-o ao lugar delerminado,ou
ra Direita desla cidade, taberna n. 72.
Desappareceu no dia 10 de julho,.do engenho
Mai-agi. nm escravo de nome Amaro, cnoulo, de
idade i") annos, j pinta, baivo, grosso, pouco ca-
bello, barbado, as vezes lem barba por baivo do
queiin. tem pelo corpo muilas cicatrizes de .chicle,
o* ps grossos qoe parece j ler algum principio de
arislim, lem urna orelha turada cum brinco ou sem
elle ; lev ou ramisa e ceroula de algodo (cantado,
c chapeo de pal ha : quem apprehehder e conduzi-
lo ao mesmo engenho, ou no Recife, roa do Vigario
11. 29. armazem, ser recompensado.
A -') ilonieztlejulho prximo pnssado desap-
pareceu urna escrava, de nacao Gibunds, de nome
isabel, com os biguaes seguales ; corpo secco, allu-
tura regular, cara com morcas de .tevisas, urna pe-
quena costura cm urna das orellt ts ; levou saia de
algcdo azul, panno da Costa com bico pela beira,
anda rom 11 m laholriru, lem sido encontrada pelas
estradas do .Mouleiro, Casa Forte, AHlictos. becco
do Espjnheiro, caminho de Beberihe, Passagem, Es-
trada Nova, e Soledade: quem a pegar, leve-a a ra
eslreila do Rosario, sobrado n. 33, que ser recom-
pensado.
Desappareceu um escravo de nome Joao, de
meia idade, hato, grosso, p. dalos, camisa de lis-
Ira de algodn azul e calca amarella de hrim desbo-
liolii : pede-se as autoridades polieiaes, capilares de
campo, ou qualquer pessoa que o pegar, de o trazer
i ra Nova 11. 37, que ser generosamente recom-
pensado.
Desappareceu desde o dia 29 do prximo pas.
sado julho o escravo Agapilo com os aignaes segoin-
tes: baixo, grosso das pas, cor aiabralhaUa, cabel-
lo corlado, olhos agalados, pouca barba, pernas ar-
queadas, c tem tuna cicatriz tic golpe de machado
em um dos dedos grandes di pe, he mcio aloleima-
do, levou roupa de algodo suja c velha, calca e ca-
misa de mangas curias, e quando anda estala aa jun-
tas do pe: rosa-seas autoridades policiaca 00 aos
rapitesde campo, o appreheudam e levem a ra
do Rangel n. 21, que se gratificara. E como se julga
aceitado, promelte-se usar com todo o rigor da lei
contra a pessoa que o occulta. c assim haver todos
os dias de serv ico.
Anda continua estar fgido o prelo que, em 11
de selcinbro prximo pnssado, foi do Monleir'o a um
mandado no cngenlw Verlente, acompanhando urnas
vaccas de mando do Sr. Jos Beruardino Pereira de
llrilo, que o alugou para o mesmo fim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga arando, tem um signal grande
de frula na perna direita. cor prela, nadegas em-
pinadas para fora, pouca barba, Um o lerceiro dedo
da mao direita encolhdo, e falla-lhe oquarto: le-
vou vealide calca azul de zuarlc, camisa, de algodAo
lizo americano, porm levou oulras roupas mais fi-
nas, bem romo um chapeo preto de seda novo, e usa
sempre de concia na cinta : qoeni o pegar leve-o na
ra do Vigario n. 27 .1 seu senhor Romo Autonio
da Silva Alcntara, ou no larao do l'elourinhoarma-
zem de assucar n. 'e 7 de Itomao&C., que aera re-
compensado.
Desappareceu no dia 23 de julho passado, -le
bordo do briguc Santa Barbara > enecdora, o preto
marinheiro. de nome Luiz, o qual reprsenla ler
:M> anuos de idade, cor fula, baixo, nariz chalo, lem
algumas marcas de beiigas c pouca barba, e he na-
tural das Alagoas : roga-se, porlanlo, a lodas as au-
loritlatlespoliciaes e rapiUesde campo a sua apnre-
hensno, c leva- o a ra da Cadeia do Recife n. 3,
ascriploric..de Amorirn Irmaos, que se gralicara
com ojOOO.
Desappareceu no dia |. de agosloo prelo Rav-
niundo, crioulo, com 25 anuos de idade, pouco mais
ou nidios, natural do Ico, coincido alli por Rav-
mtiiido do 1 aula, muilo coiivivcnlc, tocador de Itau-
tim. cantador, qoebrado de urna verilha, barba ser-
rada, beiros grossos, estatura regular, diz saber l-r
e escrever, lem sido encontrado por vezes por delraz
ta ra do Caldeireiio, juntamente com urna prela
sna concubina, que ten: o appellidua.de Mara cinco
res; porlanlo rnua-ne as autoridades policiaes, ca-
pilfles de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
preheudam e levem rna Direita n. 76, que seio
veuerosameiile gratificados.
Par,- TT 4. M. F. alai r.rla18M.
r
f


Full Text
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