Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01434


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Full Text
ANNO XXX. N. 186.
HP*yw-
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
'WWMl -----

OUARTA FEIRA 16 DE AGOSTO OE 1854,

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCAIlREGADOS DA SL'BSCRI PCAO'.
Rocife, o pz-oprietario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. JooPareira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad: Macei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vicier da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antoniode Leos Braga.; Ceari., o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; MaranKio, o Sr. Joaquim
5f. Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 a 26 1/2 d. por 1JH
Paris, 365 rs. por i f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 15 0/0 de rebate.
Acjocs do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAE.".
Ouro.Oncas hespanholas. .
Mocdas de 6400 volhas.
de 69400 novas.
i) de 49000. .
Praia.Palacoes brasileiros .
Pesos columnarios. .
mexicanos......
293000
168000
16000
99000
19940
19940
19860
PARTIDA DOS cominos.
Olinda, todos os dias.
Cartiar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e uricury.a 13c28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJR.
Primeira s 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s 10 horas e 3o minutos da larda.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relar.ao, tercas-feiras e,sabnados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
i.riioir.it inr.s.
Agosto 1 Quarto cresccnle s 8 horas, 9 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguantc aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
)> 23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
DAS-DA SEMAXA.
14 Segunda. Jejum (Vigilia) S. Eusebio presb.
15 Terca. >f?>$< Assumpco da SS. Virgem.
16 Quarta. S. Roque f. ; S. Jacintho.
17 Quinta. S. Mamede m. ; S. Eutiquiano
18 Sexta. S. Clara do Monte Falco v.
19 Sabbado. S. Luiz b. f.; S. Thecla v. m.
20 Domingo. 11. S. Joaquim Pai da SS. Vir-
gem Mai de Dos ;S. Bernardo ab. dout. da I.
AVISO.
O pagamentojkiubcr'iprao deste Dia-
rio, a 4S0OO pbtfctartel, deve ser feilo
adiautado eniio pwjtfcoi'iei dol', co de
4$500 no iun e naovBo seguinle trimes-
tre; portanto, os Srs. 'aasignantes devem
attender ao exposto, para nao fazerem
o cobrador gastar tantas pastadas por tao
pequenaquantia.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Exaedleate da la 10 de ateto.
OflicioAo juiz de direito da comarca de Santo
Anlan, Ira.-iiiittiiidu modellos de ron la* para a re-
mos do recrutas em satistarao a requisirao de S.
Ex.
DitoAo commandanle das armas interino, Irans-
meltindo copia do aviso do ministerio di guerra, de
10 de roaio ultimo, pelo qual liouve S. M.|o Impera-
dor mandar que o altores Sccundino Filafiano de
Mello Silva, despachado por decreto de 31 de
marro deste auno, para o 2. balalho de ntantara,
continu a servir no corpo provisorio d.i marinean
lixa da Paralaba onde se acha.Communicou-se a
respeito a Ihesouraria de tazciida.
DitoAo desembargador juiz relator da junta de
Justina, remetiendo o processo verbal feilo ao solda-
do da companhia de artfices Theotonio Jos de
Saeta Anna para ser relatado, depois de visto, em
scsio da junta da justija.
DitoAo inspector da tlicsouraria de fazenda,
coromanieando que visla de sua iuformseao.laiica-
rn no reqoerimento do Dr. Joo Francisco Uarle,
Maximiano Francisco Duarle, Miguel lleinau u-
arle que pedem licen'ja para transferir .i Deiphino
dos Anjos Pereira asparles que powuem no terre-
no de marnha n. 114, na ra da Guia, o despacho
do theor stgiiinte : Sim, pagando os suplicantes os
direilos narionaes, e apresenlando na Ihesouraria
de fazenda o titulo original passado ao padre Do-
mingos Germano Aflonso Rigueira.
DitoAo chefe de polica da provincia, commu-
niraudo que, tendo o commandanle da establo na-
val participado que Jos Antonio do Espirito Sanio,
que como rcenla foi remettido para bordo do bo-
gue Caliope, em 8 de fe\ ereirn, declarara ser escra-
vo do major Francisco do Reg, acaba de expedir
ordem a aquello commandanle para mandar por a
disposijio de S. S. dito reerula alim de) que sejam
feilas as necessarias averiguai.oes. Oflicioo-sc a
respeito ao meacionado cominun Jante da estadio
naval. <
DitoAo mesmo, rommunicando em resposla ao
scu officio, que nesta dala transmute a (liesouraria
provincial para ser paga, estando nos termos legaes,
a coula das d^pezas feilas com o sustento dos pre-
sos pobres df cadei, do termo do Brejc-, do 1." au
nllimo de libo lind |.
DitoM ^lilao emporio desla idaile. mandan-
do prem lmfrdade, vLslo ter presentado isenjao
legal, o reerula de marnha Joao Vicente da Silva.
DloAo director do arsenal de guerra, trans-
millindo por copia para ter execurao, rao s o avi-
so da repartirlo da guerra de 20 de junlio ultimo,
mas tamben a informarn dada pela reparljSo do
quartel mestre general acerca dos mappas, relajes.
e pedidos dos corpos companhias filas em guar-
nirlo nesta provincia, bem como das olas de que
Irala o-ctado aviso, avista das quacs tem lugar o
forneciment das pesas de Tardamente requisitadas
pelo major commandanle do balalbo n. 2 de io-
fanlaria, nos papis que devolve.
DitoAo mesmo, mandando alistar na companhia
de aprcudzes drsse arsenal, depois de lavrado o
termo de que Irala o artigo i do regnlamento n.
113, de 3 de Janeiro de 1812, o menor Tiburcio, que
llie sera apresentado por sua mai, Matildes Mara
da Conceijic'.Ofliciou-se ao juiz de orphaos para
mandar lavnr o termo da que se trata.
DitrjAo juiz dedireito da comarca do Rio For-
moao, respondendo com a copia do parecer do Exm.
couKllieiro presidente da rehira, ao olli -io de Smc,
de31 de maio prximo, sob n. 20, acerca da davida
*m que te liba o 3." juiz de paz d'aquella cidade, de
poder ou nao servir no corrate anno, visto ler ja
servirlo no primeiro anno o I ."juiz de paz Jos An-
tonio Lopes, e estar impedido o -2., o major Ma-
noel Henriques Wanderley.
DiloAw inspector da Ihesouraria provincial, pa-
ra que mande pagar ao arrematante du ti." tanjo da
estrada da Bscada, a importancia da 1. presta j,lo a
que tem direiro por haver feilo a 3.a paite das obras
do seu contrato.0(liciou-se a respeito ao director
das obras publicas.
DitoAo tommandanle dn corpo de polica, rom-
municando ler transmiltido llicsouraria provin-
cial para pagar,' estando nos termos legaes, a conla
que Smc. remelleu com o sen officio n. 318. da
despera l'eflu dorante o mez de julho pissado, com
o sustento de dous calcetas empregados no sen ico
da limpeza e asseio do quartel do mesmo corpo.
DiloAo commandanle do corpo de poli-
eja. Tenlio presente o oflicio de Vrac. de 20
do mez (Indo, no qual me declara que, leudo o
empregado da Ihesouraria da fazenda provincial eu-
carregado de passar moslra ao corpo sob seu com-
niando, exigido na moslra do mez de Janeiro, em
observancia de ordem que recebcu, do respectivo
inspector, que na do mez seguale esse :ummando e
todo os oflieiaes do corpo apresenlassiun suaa ca-
balgaduras, assim se cumpro, nSo obstante nao ser
isloeslylo, mas sin) urna innovaran, e em resposla
lenbo a dizer-lhe que muito louv oahaver-se Vmc.
prestado a ena requisicao, visto que cortvemser
prodigo ra racimar aos empregados de fazenda to-
dos osraeios necessariosde puderem elles fiscasar o<
dinheiros pblicos Dees guarde a Vmc. Palacio do
govemo de J'ernambuco, 10 de agosto de 185*.
Semelhaule commuuicajao ao corno de polica.
DitoAo commandanle superior da guarda ni-
cionat do municipio de Goianna, roncedendo quin-
ze dias de H:euca que pede para vir a esta capital,
l'ortariiAo senle da companhia das barcas de
vapor para mandar dar passagem para a corte, por
cuota do governo, noprimeiro vapor que ebegar do
norte, ao alteres Joao Brrelo Pesiaba.
11
Oflicio Ao Exm. vice-presidenle das Alaguar
remetiendo o conhecimento de varios objeclos que a
bordo (la bureara Procidencia foram remetlidos pa-
ra aquella provincia, com destino ao respectivo de-
posito de reerula e hospital regimeilal e rogando
a 9. B\c. a espedicSo de suas ordens, psra que Hi-
ja alli pago o frele da conducan de taes objectos.
Comniunicou-se ao inspeclor do arsenal de marinlu.
Dito Ao commandanle uaestarao natal, para
mandar por a disposicao do juiz municipal da pri-
meira vana delta cidade, os dous presos, que tend
e.umprido anas sentencas no pre,i,li0 de Fernando,
foram remcltidos para esta.capita a boidodobri-
gue-scuna L/ communicifies.
Dito Ao mesmo, recomnend indo (|ue mandi;
por em liberclade o reerula de marnha olo Vicen-
ta dj Silva, visto ler apresentado isencSo legal.
Kilo Ao mesmo, para designar un ollical di
armada, para fazer parte da commssio peranto i
qual tetaiie ser feitos os exames do* pial eos.Com-
luumeoa-sr no eapilflo do podo.
Dilo Ao juiz relator dajiUa de juslnja, com-
municando que, segundo parlicipou o commandan-
le do corpo de polica, foram postos em liberdade os
soldados daquelle corpo Joao Francisco da Silva e
Germano Pires Ferreira, julgados pela mesma junta
por crime de desercao, visto que se apresentaram vo-
luntariamente para gozarcm do indulto concedido
por decreto de 12 de abril deste anno.
Dilo Ao chefe de polica, inteirando-o de haver
transmiltido s Ihcsourarias geral e provincial, para
sercm pagas, estando nes termos legaes, as conlas
que S. me. reraetteu das despezas feilas com o sus-
tento dos presos pobres/Ba cadeia de Nazaretb, e
com luz para as prises da mesma cadeia e para o
quartel do destacamento daquello termo no mez de
julho ultimo.
DiloAo inspeclor do arsenal de marnha, re-
commendando a expedirlo de suas ordens, para que
na enfermara daquelle arsenal sejam recebidase con-
venientemente tratadas asuraras da escuna Lindoya
que precisaren de curativo, cerlo de que nesla dala
se olTtcia ao inspeclor da^besouraria de fazenda, pa-
ra que vista das competentes coalas,mande indem-
uisar a esse arsenal das despezas que honverem de
ser fetas com o Iralameuto de scmelhautes pravas.
Fizeram-se as necesarias communca^es a res-
peito.
Dito Ao director do arsenal de guerra, para
mandar fotneccr ao subdelegado da freguezia da Boa
Visla 20 espadas com seus competentes cintures, pa-
ra armar aos cidadaos que leem de ser empregados
no serva;-) das rondas nocturnas nos suburbios da-
quella freguezia. Communicoit-sc ao chefe de po-
lica.
Dito Ao director das obras publicas, dizendo
que nao julga conveniente dar-se agora comero aos
esludos das barras e ros desla provincia, alienta a
falla de dinheiro para esse lim, e de engeiiheiros que
cuidem dos reparos dos estragos occasionados pela
ultima cheia.
Dito Ao mesmo, declarando que pode S. me.
coutractar a factura das varandas de ferro precisas
para o corredor do servico interior do raio do norte
da casa dedelcncao.a razao def fin rs. a libra.Com-
muiiicoue i Ihesouraria provincial.
Dilo, Ao mesmo, approvmlo a compra que S.
me. mandn fazer por 20 da um par de cachorros
de ferro, para ser collorado na entrada da ponte da
Boa Visla, alim de se evitar que os carros algumas
vezes batam as pilastras da mesma ponte e as que-
brem. Communicou-sc a Ihesouraria provincial. 5>
Dito Ao jaiz municipal de Olinda, remetiendo
para que lome na devida considerarn, copia do of-
licio do Exm. bispn diocesano acerca da remoco do
deposito das imagens c sino pertencentes a igreja do
convento do Carino da-piel la cidade.
Dito Ao inspector da fnesourara provincial,
arcusando re -eludo o oflicio em que S. me. commu-
nicou que, indoa prara o jardim botnico, nao bou -
vequem lanr.asso alcm daquanlia de 2:000$. pagos
em prestaees annuaes de -1003, que ollereceu Ma-
nocl Peres Campcllo Jacoine da Gama, c declarando
em re-.pe>ia -iii- pode S.-mc. aceitar esse efftfre^-
f-*nento e cflecluara venda. ^^
"Dito Ao commandanle superior da miana naJ
ciunal dos municipios de Villa Bella, Ineazoira e
Tacarat, remetteadn por copia o aviso da reparli-
co da juslira d; 7 de majo ultimo, exigindo infor-
mar;fles acerca da turca que foi quallicada no muni-
cipio de Ingazeira, para o servico da reservada mes-
ma guarda nacional, alim de ser approvada aesta
parte, a proposta de 2"> de abril deste anno.
Dilo Ao commandanle do corpo de polica, di-
endo que, vista do artigo 111 do regulamento da-
quelle corpo c do que se le nos papis que devolve,
nao resla duvida que aos agentes policiaeytompele
conhecer do faelo criminoso acontecido na noitc do
da 31 de julho nllimo na villa de Cnruar, deven-
do o commandanle do respectivo destacamento por
os soldados Damio, Marlinano, Raymundo, Gui-
Ihermino Manuel Theotonio disposicao do sub-
delegado daquella freguezia, para responderem no
foro commum.
DiloA admini-lrarii do patrimonio dos orpb,1os,
inteirando-a de haver deferido o requerimenlo, em
que Mareos Evangelista Rbeiro pedia a admissAO
no collcgio dos orphaos, de um seu filbo de nome
Leandro.
Portara Mandando admiltir ao servico do cx-
ercilo como volunlario por lempo de seis anuos, o
paisano Galdino Alves de Araujo, abonandn-se-lhe
alm dos >encmenlos que por lei lbe competirem, o
premio de HOto. Fizeram-se as necessarias com-
mjinicares a respeito.
12
Oflicio. Aocoronel commandanle das armas in-
terino, recommendando a expedieo de suas ordens
para que em lodos os dias de espectculo no theatro
de S. Isabel, seja alli posta urna guarda de dez pra-
Ca de 1.'liaba a disposieiio do delegado dol.dis-
trclo deste termo, segundo requisita a chefe de poli-
ca da provincia. Communicou-se ao chefe de po-
lica.
Dito. Ao mesmo, para que expela suas ordens
fim de que um dos corpos de 1." liaba preste no
da 14 do corrate urna guarda de honra para acom-
panhar a procissSo da Senhora da Boa-Morle, que
tem de sabir do convento do Carmo.
Dilo. Ao inspeclor da Ihesouraria de fazenda.
Iransmtlindo, fim de ser satisfeita ao cidadao Del-
lino Gonealvcs Pereira l.ima, a cunta na importan-
cia de 5301630 ris, que se dispendeu com a com-
pra de f.iztndas para seren distribuidas pelas pessoas
indigentes dai freguezias da Vanea e Affogados,
que soflreram com a cheia de 23 de junho passado,
e rooiiniineudan lo a S. S. que remella urna conla
geral de todas as despezas feilas com os soccorros
pblicos. Commnicou-sc commissao de soccor-
ros nomeada para a fregue/.ia des Aflbgados.
Dito. A Mr. Sainlandis, aecusando a reeepc.lo
Ja ola em que S. S. participa haver sido nomea-
do gerente do consulado de Franca nesia provincia,
e respondeado ter expedido as precisas communi-
caraes s cstares competentes.
Dito. Ao vicc-consul interino da Russia, dizen-
do, em resposta ao seu oflicio de 7 do corrate, que
alientas as ra/es por S. S. expostas resolve prorogar
por dous mezes, a contar desla data, o prazo que Ihc
fiira concedido para a appresentaco do exequtur.
Dito. Ao presidente do conselho administrativo,
recommendando que com toda a brevidade trate de
promover a compra de scssenla peras de brm liso,
e 2.) colxOes de menor preco, para sercm envia-
dos para o hospital do presidio de Fernando na pri-
meira occasiSo. Cnmmunicuu-sc ao commandan-
le do presidio de Fernando.
Dito. Ao commandanle da estarilo naval, para
que faga desembarcar o reerula Manoel Jos do
iSascracnto que foi remettido pela capitana do porto
para um dos navios da estacan sob o commaudo de
S. S., visto ler apresentado isenrao legal.
Dito.-- Ao chefe de polica desla provincia, com-
municando que, nesla data transmute a Ihesouraria
provincial a conla que acompanhou ao oflicio de
S. S. sob n. (18, dos medicamentos foraecidos pa-
ra a enfermara dos presos pobres da cadeia desla
cidade, alim de que, e-lamlu ella nos termos legaes,'
seja paga a sua importancia ao pharmacaulico Bar;
Iholomeii Francisco de Souza. 1
Dilo. Ao inspeclor do arsenal de marnha, para
que mande examinar com urgencia a verga do Ira-
quele do hrgue-e.scuua Legalidad', e saiislanr as
guias e billioles que lbe furcia apresenladospara a
promptilicacao de algons |qucnos reparos de ques
precisa o referido brigue, conforme requisitou o
commandanle da estarlo naval em oflicio de 10 do
correute., Communicou-se ao commandanle da es-
lafaa naval.
Dito. Ao director do arsenal de guerra, para
que conceda licenca ao aprendiz menor do mesmo
arsenal llartholomeu Vcllcanno para tratar de sua
saude em casa de sOa familia.
Dito. Ao director das obras publicas, dizendo,
em resposla ao seu oflicio de 31 de junho passado,
que approva a deliberarlo tomada por Smc. de ajus-
far a compra de 120 a 190 lonelladas de pedras a
38 cada lonellada, a qual se faz precisa para os con-
certos dos pilares da ponte do Recito. Communi-
cou-se Ihesouraria provincial.
Dito. Ao mesmo, aecusando a rcccpcao do of-
ficio que Smc. dirigir em 10 do correte, e dizen-
do em resposla que em quanto nao forem reparados
os estragos causados pela cuchen le dos rios as es-
tradas e mas obras publicas, nao convem distralur os
engenheiros dessa rcparlijao para o centro da pro-
vincia, principalmente mo se estando certo dos
meios de que poder dispor o cofre provincial para
ronlinuacii das obras decretadas.
Dilo. Ao mesmo, communicandu que nesla data
se expede ordem i Ihesouraria provincial para que,
a visla do competente certificado, paguea Jos.Uon-
calves da Purciuncula a importancia da arremato-
cao das obras de pintura e alcalroamenlo das pontos
da estrada de Olinda, com cxdusfloda do Varadouro.
Dito. Ao mesmo, dizendo que mande lazcr a
ponte do caes do Capibaribe de que trata o officip
de Smc., sendo as despezas indemuisadas por quem
for douo do terreno de marnha por traz da casa do
aterro da Boa-visla n. 27.
Dito. Ao Exm. presidente da provincia das Ala-
goas, transmillindo S. Ex. o tormo de remessa dos
arlgos de fardameulo e de diversos objectos que na
barcara Procidincia foram enviados para aquella
provincia com deslino ao respectivo hospital regi-
menlal e deposito de recrulas.
Portara. Ao agente da companhia das barcas de
vapor, para que expera suas ordens para ser trans-
portado para a corle, |>or coula do governo, no va-
por que passar para o sul, o alienado l.uz de Fran-
ca e Souza, que tem de ser recolhido ao hospicio de
Pedro II, o qual lhe ser mandado apresentar pelo
Dr. chefe de polica. Communicou-se ao diere de
polica a respeito.
DitaNomeando interinamente, de contornada-
de com a requisicao do commandanlc'superior in-
terino da-G. N. e proposta dotenente coronel com-
mandanle do 3. batalhao, b major rctormado de
1." liaba do exereilo Antonio Jos de Olivcira Fra-
ffata para exercer as runccfles de major do dito b-
talbo, e ordenando que nesle sentido so expcc.am as
convenientes ordens.Ofliciuu-se ao commaudante
superior.
Illni. Sr.TeaJo presente a ola em que V. S.
me represeula, qic havciuio o chefe de polica,
requisito de V. S. ordenado a soltura de Mr. Uen-
r> Payan), secretario dease consu!a>, preso pelo
subdelegado do ItcciTe quaado o fora tambem um
dos marujos do brigue inglcz Express, nao cumprira
cs pretextaran uo poder ler a noile, c dando assim
lugar a que o referido Paxant passasse ainda a note
na prisao, cumpre-mc sguificar a V. S. que, em
visla das informasoes que a tal respeito exige, nao
pude tirar outra conclusao senao que mesmo noi-
le depois das J horas tratoo o subdelegado de dar
execucilo ao que lhe fora ordenado pelo chefe de po-
lica, nao lendo porm Ingar a soltura inmediata-
mente por ler sidoa ordem expedidaaocarcerciro da
cadeia, napersuasao de nellaachar-seo preso quaado
hara sido recolhido ao quartel do corpo de polica,
d'onde na manhaa scguinle toi sem demora posto
em liberdade.
A verdade do que acabo de declarar a V. S. da-
me a satisfazlo de nao encontrar no proccdimenlo
do subdelegado do Recito o menor signalde oppres-
sao ao subdito inglez Mr. Henry Payan), nem de
menosprezo requisicao de V. S. a quem leoho
fortuna de renovar os meos protestos da mais per-
feita consideracilo.
Dos guarde a V. S. Palacio do governo de Per-
nambuco 3 do agosto de tHH.Jos Bento da Cu-
nha e Figuetredo.Sr. cnsul de Inglaterra nesla
provincia.
INTERIOR.
.' RIO SE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. OEPUTADOS.
DU 32 de Junho.
A' hora do coslumc reunido numero suflicienle de
meinlaos, abre-se a sessSo.
LidaJ e approvada a acta da antecedente, o pri-
meiro secretario d,i conla do seguinle expedien-
te :
Diversas representacoes dos elcilores e habitantes
das freguezias do Ouro Fino, Aguas-virtuosas, S.
Caelauo da Vargem Grande, Carmo do Rio Claro,
Cabo Verde, S. Joaquim do municipio de Jacuhx,
Pouso Alto, Campanha, todos da provincia de Minas
Geraes, e da cmara municipal da villa de Saala Ma-
ra de Baepcndy, da mesma provincia, pedindo a
creaeo de urna nova provincia ao Sul da mesma.
A' commissao de estalislica.
Um requerimenlo do cabido da S do Para, pedin-
do augmento de ordenadosA' commissao de pen-
soes c ordenados.
Darmandadedo Scnhor Bom Jess dos Pacos da
Graea erecta uterinamente na igreja da Misericor-
dia na cidade de Olinda, provincia de Pcrnambuco,
pedindo a adminislrarao do convento dos Carmeli-
tas daquella cidade e o patrimonio e alfaias do mes-
mo convenio qae anda exislam.A' commissao cc-
clesiastca.
Da -ocie bale Dous le Julho da capital da provin-
cia da Baha, pedindo isenrilo do imposto das lote-
ras que lhe toram concedidas pela assemblca pro-
vincial.A' commissao de fazenda.
Da adminislrarao do hospital de caridade da ci-
dade do Recito, pedindo que se lhe dii para seu pa-
trimonio os bens que foram do extiacto encapella-
do do Eugenho Novo de Goianna, boje pertencente
fazenda nacional.A' commissao de fazenda.
Da irmandade do Sanlssimo Sacramento da fre-
guezia de Noasa Senhora dos Prazeres da cidade de
Macei, capital da provincia das Alagoas, pedindo
autorisaeao para possur bens de raz.A' commis-
sao de fazenda.
Hcjulgado objeeto de deliberarlo, e vai a impri-
mir para entrar na ordem dos Irabalhos, a scguinle
rcsolurao :
A commissao de pensoes e ordenados, lendo cora
lodo o cuidado examinado o decreto de 3 do corren-
le mez, que concedeu a D. Francisca Theodolinda
de Vaaconccllos Guncalves, \ iuva do tenenle-gene-
ral Lzaro Jos Guncalves, a pensAo animal de 003,
em remunerarao dos servidos por elle prestados por
mais de 3> annos, como consta da f de oflicio,
alm dos mais que prestou depois de reformado no
esparo de 21 anuos, e tendo na maior considerarlo
que um tao disuado servidor do estad deve sem-
pre merecer a attencao dos poderes nacionaes, que
spnipre lucran) em galardoar o iiion-cimento dos que
se esforcam em bem cumprir seus derveres; e alten-
dendo qne a v iuva e filhos de to digno general nao
i-iuitaiii com qualqni'r oulro patrimonio, be de pa-
recer que seja approvada a peinan, a para islo apre-
enla a seguinle resolucao:
n A assemblca geral legislativa resolve :
Arl. 1. Fica approvada a pensio animal de 8005
concedida por decreto de 3 de jnnho de IS.Vi a I).
Francisca Theodolinda de Vascencellos Gooralvcs,
v iuva do leiieotc-zeueral Lazar Jos Goncalves,
em remunerarao dos muilos e boa servidos por elle
prestados.
a Arl. 2. Revogam-se as displsces em contra-
rio.
o Paro da cmara dos depulada, 16 de junho de
I8.il.D. Francisco BaUliazar ia Silreira.Co-
mes Ribcira-J. E. de 2V. S. I/Auto. .
O Sr. Ferraz:A casa me feri honra de cncar-
regar-me do trabalho de tres conunissocs ; desejava
bem descmpenlia-las, mas nao posto, conheco que
ininhas forras u3o o permittem. Pedira pois c-
mara que me li/.esse a graca de dispensar ao menos
de duas commissoes, da de hypohecas, e da de fa-
zenda; ficarci cum^tommssao de, industria e com-
mercio...... F
Urna voz:Pera antes dispensa.*da commissao de
industria e commercio.
O Sr. Ferraz:Nao; da de hypohecas principal-
mente pero dispensa.
Consultada a cmara annue p pedido do nobre
deputado.
Continua a discusso do projecto n. 36 viudo do
senado, com a emenda do Sr. I.uiz Carlos.
Tendo fallado o Sr. Taques, a discusso fica adia-
da pela hora.
Continua a discusso do ornamento da guerra : O
Sr. Barbosa cede da palavra para votor-se. Julga-
se a materia suflicientcmente discutida, c postas a
votos successivamente os paragraphos do ornamento
sao todos approvados juntamente com as emendas
approvadas.
Entra em discusso o otramente da marnha.
Tendo fallado os Srs. Cruz Secco, Casado, Viria-
to, Carneirode Campos, Ferraz eMendos de Almei-
da, a discusso fica adiada pela hra.
Saoapoadasasseguintes emendas:
u Emenda ao 16 do arl. 5.:
Podendo o governo dispender o que for neces-
sario para a conslruccu de dous phares as ponas
do Cabo de S. Agoslinho e Olinda na provincia de
Pernambuco, e bem assim com a tollocarao de dous
phares fluctuaulcs as ponas dos baixos da Tijoca e
Braganra ua provincia do Para.S. a R.A. de O-
liceira. A. C. Sera.F. X. Paes Brrelo.
Brandao. .
Emenda ao S 22 do art. 5. :
e Em lugar de 210:000>, diga-ae 330:000, sendo
130:0005 desde j para o melhoramcuto do porto de
Pernambuco.A. de Oliceira.Pinto de Campos.
P. Baplitla. Iguiar. Figueira de Mello.
D. de Souza lAo.F. X. Paes Brrelo.A. C. de
S e Albuquerque. MendonrtC. B. Sera.
Barros Brrelo.Brandao. 1
Ao 11.Ficaodoclevadosavordenados c ven-
cimentos do almoxarito e cseriva.o do arsenal de
Pernambuco ao mesmo que perf^em os d^v Baha.
Brandao.P. Baplista.I), de Souza T.eiio.
Pinto de Campos.Costa Machado.A. C. Sera.
F.X. Paes Brrelo.Correa das veces.Agaiar.
Jaguartbc.Araujo Jorge.
A hora do costume, reunido numero suflicienle
de membros, abre-se a sessao.
I.ida e approvada a acta da antecedente, o 1. se-
cretario d conla do seguinle expediente :
Um oflicio do ministro do imperio, remetiendo urna
representacao da cmara municipal da villa do Rio
Pardo cerca da crcafao de urna nova provincia.
A commissao de estalislica.
Do ministro da ju-liea. enviando copia do decre-
to pelo qual he aposentado o juiz de direito Joaquim
Jos Pacheco, com as honras de desembargador da
relac.o da corle, com o ordenado annual de 9129.
A commissao de penses e ordenados.
Do presidente da provincia do Para, enviando ex-
emplares de actos legislativos promulgados pela as-
sembla da mesma provincia. A commissao de as-
scmblas provinciaes.
Um requerimenlo do secretario da escola de mede-
rina da Babia, pedindo que se atienda aos prejuizos
que elle soflre nos seus vencimentos como marca a
tabella. A cummisso a que se acha alTecto esle
negocio.
Dos empregados do corso jurdico de Olinda, pe-
dindo amnenla de seus ordenados. A coiniui-su
de penses e ordenados.
Diversas representarles dos habitantes das fregne-
sias de Santa Auna de Sapucahv, S. Jos c Dores
dos Alienas, Carmo da Escramussa, S. Francisco
de Pauta de Ouro Fiuoe de N. S. do Carmo todos da
provincia de Minas Geraes, e da cmara municipal
da cidade dcPouso Alegre da mesma provincia, pe-
dindo a crearlo de urna nova provincia. A comV
missao de eslutislica.
Hcjulgado ubjecto de deliberarn, evai a impri-
mir para entrar na ordem dos Irabalhos, a seguinle
resoluto:
a A commissao de pensos e ordenados, tomando
na devida consideradlo o decreto de 18 de Janeiro
ultimo, pelo qual toi aposentado Joaquim dos Reis
Pernos, sacristn da imperial capel la, com o ordena-
do annual de 00?; e alteudendo avanrada idade
c a ter o aposentado servido mais de 35 annos he de
parecer que seja approvada a aposenladoria, c para
isto suhnieite a appruv aeo desta augusta cmara a
seguinle resnlucn:
A asscmbla geral legislativa resolve:
Art. 1. Fica approvada a aposenladoria concedida
por decreto de 18 de Janeiro de I8.">i a Joaquim dos
Reis Peres, sacrista da imperial capella, com o or-
denado annual de 2005.
Arl. 2. Revogam-se as disposicocs em contrario.
Paro da cmara dos depulados, 22 de junho de
18i.D. F. B. da Silreira.Gomes Ribeiro.J.
E. de A'. S. Lobato.
1.6-sc e he remettida a commissao de constilnirao
e poderes a seguinle iudicacao:
a Indico que seja chamado o supplenle pela pro-
vincia da Babia, na falla do Sr. deputado Augusto
Chaves.'anderleg.
Contina a discusso do projeelo vindo do senado
que dispensa deexamc o cstudaulc Paula Pessoa.
O Sr. Bocha pronuncia um discurso depois do
que a discusso fica adiada pela hora.
Continua a discusso do orramento da marnha
rom as emendas apoiadas e mais a scguinle:
cr Ao S 9. do artigo 5.Contadorias.Em lugar
de 10:7005diga-se29:800-5.
w Ao 11 do arl. 3.Arsenaes.Em lugar de
796:1295130 diga-se712:12!)y,:lo.
Ao $ 16 do mesmo arl.Phares. Em lugar
del:3.>)5">80diga-se30*005.
Ao S 21 do mesmo art.Material.Em lu-^ar
1,122:6265370diga-se1,502:6265370.
<( Ao ^ 21 do mesmo art.Despezas extraordina-
rias e evenluaes.Em lugar de136:7565630di-
ga-se 181:73U963.
Supprima-se o 23 do artigo 5. Alendes de
Almeida.Jos Joaquim da Cunha.J. J. de L\-
ma e Silva Sobrinho.
O Sr. Paranhos (minislro da rnarinha pronun-
cia um discurso, o qual concluc da. mancha se-
guinle :
Ha ainda urna raz.lo que tem estaado ou ka de
estorvar as reformas de que carec- a adminislrarao
da marnha ; he a despeza que ellas exigen!. Quer
o son ico naval activo, quer o material da armada,
exiaem despezas consideraveis ; nao podemos as-
pirar a um progresso pflicaz na adminislrarao da
marnha sem dota-la de grandes recursos pecunia-
rios, porque o material he em si mesmo muito
dispendioso, e porque a sua promplficacao exige
um pessoal numeroso, adequado e instruido; ludo
isto se nao cunsegue senao costa de grandes sacri-
ficios.
Eu folgo de ter em meo apoio a opiniao to 1-
lu-lra la do nobre deputado pela Baha :' sua voz
tem mula influencia nesla cmara c fura della,
para que nao dcslrua em grande parte as objeci-oes
daquelles que impugnam as medidas que exige
a repartirlo da marnha sanenle pelo lado da dcs-
peza que ellas occasiuuam, com argumentos de eco-
noma.
A marnha nao presta smente um servico mili-
tar ; quaudo assim tosse a cmara sabe que esle
nico servico he muito importante, mereca toda
a sua solcitudc, toda a sua generosdade. O ser-
vido da rnarinha aproveita a differcnles ramos da
publica adminstracao : os melhoramcntos dos por-
los c a sua polica, a repressao do trafico, a admi-
nstralo dos phares, todos estes serviros cslito a
cargo da rcparlic.ao da marnha ; a utilidade que
dellesrcsulla Bao aproveila simplcsmcnte i armada,
aproveita ao nos?o commercio, nossa navegado
mercante.
Mas ainda quando a adminislrarao da rnarinha
nao preslasso oulro serviro que o militar prnpria-
menle dito, ainda assim ella era credora de lodos
os desvellos dos poderes do oslado, porque nao he
preciso ver muito longo para couherer que a glo-
ria e engrandecimento do imperio esli em grande
parto ligados existencia e progresso da sua rnari-
nha de guerra.
Senhores, todos reconhecem que a marnha tem
semprc dado pram de seu espirito de ordem, e
de sua dedicarao a causa publica. (Apoiados.) Eu
nao pos*o deixar de commemorar com regosijo que
uo liouve ainda urna s occasiao em que a armada
brasilcira lenha desmentido esse espirito de or-
dem, e sua dedicar conservaro da ordem
e dasinslituicues do paiz. (Xumerosos apoiados.)
Senhores, isso est 110 carcter, 110 modo de ver
do oflici.il de marnha. Ncnhum oflicial de mar-
nha, quando isolado em sen navio, navegando pelas
solides do ocano, dcixar de ler no pavilhjo que
tem ir;adovalor e lealdade[muitos apoiados,)
neuhum delles pode deixar de sentir vivamente que
sua missao he toda de honra e de confianr-a. (Wmi-
tos apoiados.)
A historia nos confirma que a lcladadc he o
senlimento mais forte do oflicial de rnarinha. Na
guerra da independencia dos Estados-Unidos se
ohscrvoii que os Inglczcs americanos que se acba-
vam empreados no servico des navios de melro-
pole se eonservaram liis ao seu rci; do mesmo
modo que os Inglczcs euporos que serviam i
colonia esposaran! a causa desta. Esle laclo his-
trico he urna prava muito notavel de que a leal-
dade he osymbolo do oflicial de rnarinha. [Miiitos
apoiados.) ,
O Sr. Ferraz : O nobre deputado pelo Mara-
nhao, lomando as ligeiras observares que eu fiz so-
bre .1 malcra em discusso a ama parle que elle
qualiflcou contraria poltica do ministerio, fez-me
a honra de atlribiiir-me alguns pensamentos que
nao esliveram uo thema que lomei por base do mcu
discurso. Talvez, Sr. presidente, parlisse esle pas-
so do temor de censura dos actos do gabinete que o
nobre deputado loma lano a pcilo, e lano me pa-
rece que esla he a razao quinto o nobre deputado,
indo alm da meta que lhe compela, vio-sc na ne-
cessidade de ser boje combatido pelo propro nobre
ministro da marnha uaquillo mesmo que elle hon-
lem detondeu I
Nao desejo a/c lar discusses, desojo nicamente
Tazer observares, contestar aquillo que me parece
nao ser conveniente aos negocios do meu paiz. Es-
sa liberdade que he congenila ao lugar que oceupo
nao me pode ser disputada e allribuida a ma
parle....
O Sr. Mendes de Almeida : E nem se altri-
buio.
O Sr. Ferraz:Aaradeeo senhores ao minislro da
marnha o silencio que guardn sobre parte do meu
discurso, e nao lomarei[csse pro-e -lmenlo como om
indicio de premeditara, de nao se oceupar de ma-
lcras allanas ao seu ministerio ; nao tomarei como
um plano de desprezar miabas observacae-, c de
rugir discusso, nao obstante o Sr. ministro dos
negocios estrangeiros j cm outra occasiao nao se
dimiar responder algumas observares e mesmo
inlcrpellai.es que lhe fiz sobro negocios de nao pe-
quea importancia. Creio, ao contrario, que a ra-
zao que domina o procedimento do nobre minislro
da rnarinha ueste ponto he nao desejar elle que por
algum motivo nossas relaces se restoiem. Agrade-
ca-lbe sinceramente asua bou bale, e pode estar cer-
to que quaesquer que sejam as posres que oceupc-
Lmos diflcrenles urna da outra durante a* nossa vida
poltica, eu respeitarci essas relajos e farei semprc
juslira ao seu nobre carcter.
Peco tambem ao nobre minislro que faja com que
os seusalliailos eos seus amigos mais ntimos tcnbam
bastante prudencia, c que nao vao alm das con-
veniencias que o ministerio deve guardar nessa qua-
dra em que elle aspira a urna gloria, que nao sera
pequea, se fura possivel. O nobre deputado pelo
Maranhao tocou em tres objectos, sobre os quaesru
farei algumas observares, e pedir-lhe-hei qu quan-
do me combaler o Tara com a lealdade que todos
lhe reconhecem, que nao torca asexpresses daquel-
le a quem se dirigir c nem as tome na parle la m
como honlrn as lomou...
O Sr. Menes de Almeida : Est engaado.
O Sr. Ferraz : Eu disse, Sr. presidente, que
na poca da lula no Rio da Prla o ministro da ma-
rnha se linha muitasvezes embararado, e nSo lize-
ra seguir com a presteza preciza os navios de guer-
ra por talla de material. O nobre depulado iuver-
lendo a seu geilo essa nimba proposito, que alias
toi demonstrada por tactos, disse que nossa rnarinha
linha feilo relevantes serviros.
Senhores, qoem contesta os sorvros preslados, nao
s nessa como cm oulrasoccasiocs, pela marnha bra-
silea ".' 1 Apoiados.) Ninguem o faz c ninguem o po-
de fazer (apoiados~,; o que eu disse, o que fiz"scnsi-
vel toi que o material necessario e idneo para que
ella pudesse desempenbar a sua missao era mo e
mesquinho. Nao tallei pois nem do seu denodo,
nem do scu zelo, nem da sua de.liear.io ; ralles do
mo systema de administraran nesle ponto, o qual
por ccrlq he lito mo que se boje o governo quizer
lomar urna posirao oflensiva ou defensiva, ha de se
ver em serios apuros, porque nao lera o material
necessario para levar a elVcilo um tao grande fim.
Sobre esse ponto, Sr. presidente, eu pararei, por-
que me parece que be preciso guardar prudencia
cm certas revclarOcs.
O nobre deputado nao deu verdadeiro quilate de
sgnificacao a urna expressao qne honlcm cnunciei
nesla casa : cu disse que tazia os mais fcrveules
votos ao reo para que o narctico da com-iliaro nao
nos fizesse tanto mal como tem feilo o patronato.
Esta expressao, Sr. presidente, a ramara reconhece
que nao pode ser considerada pela manean porque
o uobre deputado a eonsiderou. O nobre deputa-
do, Iransviando-se iuleiramenle do justo fim qae
deva ter, lomando a lauca no meio de ;bumens
inotfensivos em favor do nobre ministro, disse que
eu combata o svstema de ronciliarao 1
Permilta-jne a cmara que eu repula com lodis
as forjas essa aecusarao gratuita do nobre deputa-
do, porque nao ha nenhum Brasileiro amante do
scu paiz, e que siga os verdadeiros principios da
sania religiao que professames, que nao deseje, nao
s que se eslabcleja a concordancia, nao em pala-
vras nas em tactos, mas ainda que todos os Brasi-
leiros accordem, se he possivel, sobre meios condu-
centes a um grande fim, tendentes quillo que lo-
dos.nos devemos aspirar,a ventora da nossa patria.
Mas parecc-me que o nobre deputado esl iscado
dessas ideas ruins avessas ao paiz, aves-as monar-
cbia, que sobre o que seja conciliacao vao lav raudo
no nosso paiz.
Senhores, traduz-sc, e tradoz-se mal, conciliajao
como cspecul.ic.ao ; traduz-sc, e traduz-se mal a pa-
lavra conciliacao, o svstema apregoado como neces-
sario por lodos os estadistas, e do qual o anno pas-
sado eu toi lambeta org.to nesta casa, por negocia-
rn. por satisfarn de interesses individuaes. Per-
mitta-me o nobre deputado que eu a isso nao cha-
me conciliacao, a cmara repelle tal idea (apoiados);
os partidos ambos, se He que elles ainda existem, a
repcllcm tambem. (Apoiados.)
A oncliajao da inaneira porque o nobre depu-
rado a eulende, quando hontem se referi a mim,
ailribuindo-lhe o emprego que oceupo, nao he mais
do que a moral desprezivel do nter esse substituida
santa moral do dever ; nao lie mais do que a ab-
negacao de lodos os senlimentos generosos que dao
alinaa: vida aos partidos polticos, e sem os quacs
estes dcsapparecem, e com elles a sociedade. (.-Ipoi-
ados.) Esse svsienu eu reprov ^exclama o orador
com vehemencia), porque lira a f dos amigos e nao
d caaiiiiiiea aos inimigos. (Muilos e repelidos apoi-
ados.) Esse systema eu repulo^ porque elle Irariaem
pouco lempo a ruina do svstema representativo, e
sirvo-me da phrase de Chateaubriand! porque, res-
Triando lodo o logo de dedicaco e devotameato,
ao erguer o eolio a hydra revolucionaria todos osv|
Brasileiros fechariam suas portas, e chegariam aja-
nclla para assistirem impassiveis aos funeraes da mo-
narcliia (Estrondosos apoiados partem de todos os
lados da cmara e cobrem a voz do orador.)
Nao tomarei nunca como conciliacao o complexo
desses actos c negociajoes, em virtude dos quaes o
governo se dirige a individuos dissidenles para lhes
offerecer os empregos pblicos ; nao, espere-sc que
esses Brasileiros os pecam, que se apresentem como
concurrentes, e ento, conforme sua capacidade, se
Ibes dem. Mas que se lhes v oflerecer esses empre-
gos, que^sejam rejeitadas as olleras, que novos offe-
recimentos|sc lhes tajam, novas recusas se dem, que
sejam prvidos os inimigos com preferencia dos
amigos, com prcterirao dio mcrlo, podo ser plano
de grande poltica... mas eu o nao posso admiltir
como proficuo ao meu paiz. (Apoiados.,1
O Sr. Mcndc$Styllmeda d um aparte.
OSr. Ferraz-'.'^Deveria por ventura conside-
rar, seeundo as ideas do nobre deputado, a conci-
liarao como verdadeira hrearcao, porque ella ira
substituir un cx|Lrcio da utordade aquellos ms-
alos que pretendam para por lodos os molos domi-
naren!...
O Sr. Mondes de Almeida : O nobre deputado
esl levantando rastellos para combaler.
O Sr. Ferraz: Sr. presidente, eu ira mais
adianto, mas eu nao combalo a poltica da concilia-
cao como deve ser entendida, combalo-a smenle
pela maneira porque o nobre deputado entende. O
nobre deputado disse qoc eu linha sido.um dos con-
cillados, e que o emprego qoe cu boje oceupo e que
lalvez daqu a dous minutos nao oceupe mais, eu de-
via ao principio de conciliacao...
O Sr. Menes de Almeida di um aparto do qual
s ouvimos a palavra patronato.
O Sr. Ferraz (com /orea' Bcpllo esta insi-
imacao, porque por palroua moca sub, c talvez
que o nobre deputado mais do que eu deva a elle a
sua posiejo...
O Sr. Mendos de Almeida : Esl engaado, o
que eu disse he que o governo nao era palrnnaleiro,
visto que havia ompregado o nobre deputado.
O Sr. Ferraz: Sr. presidente, c. lenho cons-
cienciado que sou, e o que son devo-o miaba pro-
vincia c nao ao patronato. (Apoiados.)
.Urna voz:Ea seu merecimenlo. (Apoiados.
7 rocam-se alguns apartes.)
O Sr. Ferraz : Senhores, quando o governo
me nomcou para essa commissao, o fez por conhe-
cer que eu a poderia bem desempenbar, passou-me
de um para oulro emprego, e nao o fez por motivos
de conciliacao. De miaba parle procuro desempe-
nbar bem os cargos que oceupo. NSo tomei como
favores de conciliacao o lugar que lenho oceupado.
A concitiajao, tal como o nobre deputado a compre-
hende, repilo, deve ser repcllida, e a cmara dos
Srs. depulados a proscreve pela manifestara que
acaba de fazer, como nociva aos interesses do paiz...
I'm Sr. Deputado : Mas o nobre deputado diz
que a conciliacao nao existo.
O Sr. Ferraz : ... porque essa conciliacao de
que talla nao he conciliacao, he negociada, he a
moral do dever substituida pela moral do interesse...
Contra ella me hci de oppur com todas as forjas, por-
que enlcndo qne assim nos iramos alluindo pouco a
pouco ludo quanlo ha de mas generoso no nosso
paiz. ,
Resalvada pois, Sr. presidente, a idea que defen-
do, resalvado o verdadeiro systema de conriliaco
tal como o calendo, e como deve ser pralicado ; as-
sentado, como se acha, que nem a cmara dos Srs.
depulados o nem a opiuiao publica pode adoptar o
s\ sleina de conciliacao no sentido que o nobre de-
putado pretenden, pcrmilla-se-me a expressao, lio
asqueroso, eu entrarc em oulros objectos que fize-
rara parlo da discusso.
O nobre ministro da marnha, com o talento que
lodos lhe reconhecemos, quiz eslabelecer como or-
Ihodoxo o principio de que todo o progresso deve
ser lento e reflctalo ; mas permitla-me o meu no-
bre amigo (perde-me dar esse titulo que semprc hei
de continuar a dar-lhe).
O Sr. Ministro da Marnha :' Faz-me muita
honra.
OSr. Ferraz: ... permilta-me que lhe ponde-
re que oseu principio he somente verdadeiro quan-
do applicado s reformas polticas ; mas elle nao pV
de ser sustentado, nem i vista dos excmplos da pro-
pria Inglaterra e nem du outro qualquer paiz, quan-
tfclo se trata de interesses malcraos. Ha urna nor-
ma seguida por lodos os estadistas em objectos de
interesses malcriaes, c he que os paizes novos de-
vem procurar o ponto de progresso em que se acham
os mais adiantados. O principio opposto, que o no-
bre ministro prorlamou como verdadeiro, traria co-
mo resultado irmos adoptar aquillo que por mi os
utros desprezam ; e em materia de guerra e de ma-
rnha importaran! nossa perpetua inferioridade e a
poaiffo mas infeliz que se pode imaginar.
Tanto, Sr. presidente, me acho convencido disto,
qQanlo vejo nesle momento o espectculo qoe a In-
glaterra aprsenlo sobre o Bltico e na margens
do Danubio, e se ella nao eslivesse preparada, se an-
dasse lenta, pausada e reflectidaroentc no progresso
da sua rnarinha de guerra, eu creio que ella nSo po-
llera deixar de apresenlar-se com desvantagem nos
combales que vai offerecer; por isso repulo o prin-
cipio do nobre ministro somente verdadeiro quando
applicado i poltica, e'n aos interesses maleriaes,
porque nesle; o progresso dev ser o mais rpido
que o lempo cas circunislaucias permitlirem; porque
leniidajiesies cass importa perda, inferioridade e
atrae.
Tambem, Sr. presidente, a lentidao traz mullos
males quando ella he applicada aos progresos da in-
dustria ; ala ainda os males so grandes. Nos ve-
mos que muitos dos nossos productos nos mercados
da Europa soflrem quebra de preco em vir(ude do
alrazo em que nos achamos ; alm disto o custo dos
transportes augmentando, o custo da produejao mais
sensivelmenle faz sentir seus mos efleitoe ; assim
creio que o principio do nobre minislro da rnarinha
s pode ser altendido porque elle o invoeou em de-
reza das administrajes passadas, defeza qoe deman-
ift a solidariedade de honra que um dos acluaes co-
bres ministros da cora em outra poca proclamou
como necessaria.
Pouco, Sr. presidente, poisteria dedizer, em res-
posta ao nobre ministro, se nao fura o discano do
nobre deputado a quem supplico, assim como a todos
os meus collegas, que em nossas discusses attoodam
bem aos meus argumentos e s miabas expresases,
porque eu nutro o maior desejo de qne o8e haja a
menor quebra, a menor dissideeeia enlre mim e os
meus amigos, porque, senhores, no futuro seria pa-
ra mim muito doloroso deixar de ler a qualquer do*
nuhrcs depulados por meo amigo e o ver aeanhado
em se unir a mim para um qualquer fim de publico
interesse.
Senhores, entre nos nao ha divergencias de prin-
cipios polticos, ha somente divergencia na intelli-
gencia e applicajao de cerlos principios. Pode haver
repravac de urna ou outra medida, mas isso nao
pode ser entendido pela maneira qne o nobre deno-
tado pelo Maranhao qocr.
Pararei aqu. Sr. presidente, fazendo ainda urna
nica reflexao : o partido que segu os principios
liberacs em todos os paizes tem dado provas de qae
elle nao desiste de suas preteujOes. Os partidos em
ultima analyse o qoe querom sSo as posijes, para
0 triiimph de seus principios, o partido liberal nao
pode nem arrenegar seii passado, nem abandonar
seu futuro.
Fallam ainda 01 Srs. Paranhos (ministro da nJari-
uh), Mendes de Almeida e Siqneira Queiroz.
O Sr. Augusto de Olivcira propoe o adiamento
da discusso, visto estar a hora muito adiantada, e
sendo elle apoiado, reconhece-se depois nao haver
| O presidente designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
25
A' hora da costme, reunido numero sufficienle
de membros^ abre-se a sessao.
Lida e approvada a acta da antecedente, o t" se-
cretario d conla do seguinte expediento.
Um oflicio do ministro do imperio, enviando o da
[lima, cmara municipal desla cidade com a repre-
senta jalo da mesma cmara e mais papis relativos ao
prujeclo de alargamento e abertura da ra do Cano
al o largo do P.150.A' commissao e commercio,
industria e artes.
Fica a camaranleirada da parlicpaj3o que faz o
Sr. deputado Jos-Correa da Silva Titira, de nao pos.
der comparecer sessao por incommodo de suade.
Um requerimenlo de Joao Baha da Fooseca, es-
crvao privativo do jury e execujes crimnaes do ter-
mo dePilanguy, provincia de Minas Geraes, peilin-
da.quese lhe marque ama gralilicajao annual em
remunerarao dos servijos que presta.A' commis-
sao de penses e ordenados.
De Jerooymo Jos Tavares, pedindo qae seja de-
cretado o pagamento do que lhe deve o thesouro pu-
blico, ton Jo j a commissao do fazenda apreseuladu
em 1818 um parecer favoravel suu prelengHuvc
Ao Sr. presidente.
Da mesa administrativa da veneravel ordem tor-
ceira de S. Francisco da cidade do Recito, pedindo
dispensa das leis de amortisajo para poder possur
bens de raiz at a quantia de 100:000$,A' comrais-
se de fazenda.
Diversas representa jes dos habitan les, eleitores e
autoridades das freguezias de S. Jlo Baplista do
Douradinho, Conceira do Rio Verde, Soledade de
Ilajub, Espirito Santo da Vargiuha, e do curato do
Bom Retiro de S. Roque e S.'Sebastio, todas da
provincia de Minas podindo a crearao de Orna nova
provincia aoSulda mesma.A' commissao de esla-
tisca.
Contina a discusso da resolujo vinda do sena-
do que dispensa de exames o estodante Paula Pes-
soa, com a emenda apoiada.
O Sr. Correa das A'ece sustenta a resolujJo.
Pedindo-se volos.o Sr.Silveirada Mollacede da pa-
lavra para votar-se.A emenda substitutiva he regei-
tada por graudo'maiora, sendo o projecto approva-
do por 37 volos contra 29.
O'Se. Ribeiro da Luz manda mesa o'seguinte
artigo additivo, o qual he tambem approvado em
escrutinio secreto por 33 votos contra 29 :
" O invern he antorisado para maodar matricu-
lar 00 1 auno da faculdade de medicina desta corte
o estudanle Manoel Ignacio Barbosa Lage. dispen-
saado-o para isso do exame de phitosopha, e para
admitli-ln a fazer acto desse anno, se se mostrar en-
lao approvado no referido exame, e se tiver tido a
frequencia das aulas que os estatutos exigem.
.0 Sr. Augusto de Oliveira retira, com- consenti-
mento da cmara, o seu requerimenlo de adiamento
apresentado na sessao de 23 do crreme.
Contina a discusso do orjamento da marnha,
com as emendas apoiadas, e mais a seguinle :
a Para melhorar o porto da capilaj do Cear,man-
cando para isso o governo um engcnhero habilita-
do, 50:0005.
Pajo da cmara dos deputado, 26 de junho de
1854.Jaguaribe.M. Fernandos V tetra.Ma-
chado.Aprigo (uimaraes.Silva Guintariics.
Theophilo.Araujo Lima.Figueira de Mello.
Bandeira de Mello.
O Sr. Augusto de O/ircira-'-proouncii Hm. discur-
so que ja publicamos em uutro numero, depois do
que vai mesa e entra em discusso a seguinle
emenda :
Com o melhoramenlo da barrado Ro Maman-
gnapc da provincia da_Parahiba :(i00!|000. Al-
meida e Albuquerque.Correa das Xeves. Aesis
Rocha.Henriques. Costa M.
Depois de faltar o Sr. Jaguaribe, o Sr. fParauhus ,
1 ministro da justija) respondendo ao Sr. Augusto de
Oliveira, exprime-se da maneira seguinle :
Sr. presidente, o empenho do uohro deputado por
Pernambuco he de certo muito louvavel, mas espe-
ro que o nobre deputado reconhecer que o cumpri-
mnlo do meu dever he tambem louvavel.
As vanlagens das obras que se esto execnlando
no porto de Pernambuco ninguem as pode cootes"
(ar ; u as reconheci muilo expressamento, quer no
meu rotatorio, quer no discurso que tive a honra
de pronunciar na sessao anterior. A questao versa
sobre a possibilidade de dar-se desde ja a estas obras
o impulso que 9 nobre deputado desoja que ellas
teuham e que o governo muilo eslimara qne pudes-
sem' ler.
O nobre deputado disse que esses raelhoramentos
do porto de Pernambuco esli muito esludados, sao
muito couhecidos, que nao oflerecem difllcnldades
a vencer. Destas palavras do nobre deputado a
podia deprehender que eu me opponho ao augmento
da consignajo, |>orque os melh oramentos do porto
de Pernambocoaindanaoesliosiifliciealemenle|eslu-
dados. Essas obras nao sao to tacis como parece-
cea ao nobre deputado ; s-io obras hydraulicas, de
cerlo as mais diflleeis. E elle mesmo o reconhereii
ao decurso de suas obsenujOajs, quando observou
^4


g

DIARIO OE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 16 D AGOSTO D 1854.
que conviria runtratar uin engenheiro eslrargeiro
para dirig-las, mandar vir operar .o* oilran eirus
para aq relies trabalho).
Mas i io he a diflreuldade d.is obris que me leva
a impnguar a contiguacilo ptoposla pelo horrado
inembro ; eu impugno, porque lenho de attender
is necesidades de oulras provincial nao menos im-
portante, [Ofoiaios nao menos unenles. E, nao
sendo poisitel satisfazer a toda*, como o uobre depu-
tado quer que sejam salisfeila-, as de porto de Per-
uambuco, o governo nao poda deixar de prescrjver-
sc a parcimonia. que o nobre dopulado censura e
censura com a melhor intensan....
O Sr Augusto de Oliveira : Lirmenlo.
O Sr. Ministroda Marinha : ... movido pelo
interesse. que llie merece e deve merecer-llie a pro-
vincia que dignamente reprsenla.
O ov;rno imperial lem prestad) aos melhora-
menlos do porto de Peruambuco a maior nltencao,
a maior lolicitude : islose v do meu relatorio.
I-o mandado um engenheiro, nm hbil engenhei-
ro, o Sr. Carlos Neate, para examinar as obras que
esUvam em execue,ao, o plan o delhs, e pro por as
alteraris que por ventura ju gasse convenientes.
No otramente vigente havia sii o* contemplada
essa despeza cora a quantia de 60:00(1. O governo
nao hesilou em lomar a respocsahilciadc de consig-
uar mais 30:0OUB, segando as ufoniiares do iwesi-
denle da pfrvincia, porque se tratava de obras que
nao podiamser suspensas em grande inconveniente,
sema perda das quantia* ja ncllas dispeiididas. Te-
mos pois que no. exercicio corrale ji se dispende
com esses obras a somma da 90:000$. No exercicio
futuro, que ha de comec.ar em jolln proxime, sao
ellas contempladas com a quenlia 'le 80:0009, e no
orrameulo que se discute lie o mesmo servido con-
templado com igual quantia.
A slicitude, portanlo, que estes melhoramenlos
Merecera do governo me pare:e que esta asaz roa-
nilesta. (Apoiadoi.) Parece-rtie lamben que nao ha
ni'iil un motivo de queixa da parle dos nobre-, de-
purados por Peruambuco, quanto i cousignaro
dessas obras, porque o governo a lem augmentado
tanto quanto permitiera as [oreas do thesouro e as
reclamarOet das demais provincias.
O nobre deputado disse que so a emenda nao pas-
sar o oto da cmara importar a negacao de
qualquer crdito suppleracnlar que por v cutir o
governo posta jolgar necessari. En creio que esla
proposito do honrado membro nao he verdadeira.
Se por ventura se reconhecer a necessidade inde-
cliuavel de um augmento de despea para niio se
perduren obras que lenliam sido romera.la-, por
isso que, como j disse, lrata-s: de Irabalhos liydrau-
licos, o ;overno pode abrir um crdito supplemen-
lar, sem que a rejeirao da emenda lhe impeca fa-
ze-lo.
O nobre deputado disse que ha desigualdade c
injualic para com a provincia que elle lao digna-
mentoreprsenla;que asneeessidad js de oulra tem
sido com prompliro, at com generosidade attendi-
das pelo corpo legislativo, enlretautc que aquella le
que so (rata, relativa a provincia de Pernambuco,
uao tem sido alteodida com a mesina promptidao,
com a niesina generosidade. Creio que o uobre de-
potado heinjosto para com o corpo legislativo nes-
le sen reparo, creio mesmo que isto lhe escap >u no
calor da discussJo.
Se o nobre deputado esludar as aecessidades das
demais provinciaique diiem respeilo ao ministerio
da marinha, lia de conhecer que provincias ha que
poderiam cum mais razao queixar-sc do que se quei-
xa o nobre deputado. (Apoiados.) O dique do Mara-
nhao he obra muito importante; a marinha de guer-
k
porte censuras aoseu pessoal, sobre o qual naocnun-
cieijuizo alguna. Creio que no que disse sobre esse
poni, nao he desaccordo que venha em dezar do
raen illuslrado antecessor, (potado.)
Os vencimenlos do encarregado do quarlel general
na s3o arbitrarios,sao os vencimenlos corresponden-
las i suas patentes...
O sr. Augusto de Oliveira : Eo fallei do secre-
tario.
O Sr. Ministro da Marinha : Os vencimenlos
do secretario do encarregado do quarlel general da
marinha, sao os vencimenlos marcados em virtude
de consultas c avisos do governo; elle* tem sido con-
siderados, como boje se abonam, nos ornamentos an-
teriores.
O Sr. Augusto de Oliceira : Mas eu julgo que
he um abuso.
O Sr. Ministro da Marinha : Se o chele lem
c deve ler vencimenlos de embarcado, ">eu secre-
tario e ajudanled'ordens deve igualmente Ic-los cor-
respondentes sua patente.
O cnnselho de adminislraco, que tem por fim as
compras de provises de bocea e fardamenlos, disse
o nobre deputado que nao est bem organisado. In-
clino-mc a crer, como o nobre depurado, que. ha vi-
cio na sua organisarlo, porque alguos daquellcs que
lem de fazer requisiro de gneros, cuja compra es-
te a cargo do conselbo, fazcm parte do mesmo con-
selho. Mas romo o governo esta aulnrisado para
reformar a conladoria geral c intendencias, ser cn-
(flooccasiao opportuna deexaminar-sc esse objectn,
de rctolver-se a extinecao ou reforma do conselbo de
adminislracao.
Quanto is maltas c corte- das madeiras proprias
para conslruccao naval, o nobre depulado deve ler
visto pelo meu relatorio, que he esse ura objecto que
merece toda a consderaeao do governo.
Sustentoaiuda que o que disse no meu relatorio,
que alci das trras eseu rcgulamcntocontornas me-
didas essenciacs sobre esse objeclo, c que apenas o
que resta he, de conformidade com estas disposirfies,
montar c regular a administradlo especial das mal-
las destinadas para a conslruccao naval.
Os juizes conservadores eslo creados pela lei das
trras, c a reprcss,lo dos abusos que se possam com-
melter, dcvatlando-se as matas do Estado, lanran-
do-lhes fogo, ou corlando as madeiras sem licenca
do governo, esta lamben! prevista pela lci e regula-
mcnlo respectivo. Cabe agora ao ministerio da ma-
rinha estabelecer a administrara? especial de que
falla a lei, e dar-lhc os neeessar-ios regulamenlos.
Mas para isso sao necessarios chames preliminares ;
he preciso saber quaes silo as matas que levein ser
reservadas para a conslrucc,lo naval, quaes aquellas
cuja guarda e uso devem ler preferencia, porque
provavelmenlc nao ser possivel, ao mesmo lempo,
attender a todas igualmente.
Sobre o conselhu naval me parece que disse qoan-
lo era necessario para dar a conhecer ao corpo le-
gislativo a ininha opiniao a respeilo desse importau-
tc assumpto.
O nobre depulado me empreslou, as uhservacScs
que fez sobre esse potito, urna palavra que nao se
acha em meu relatorio. O nobre deputado disse que
eu quera um consclho merameute causullivo c de
in-pecrfin, e que por conscguinle nao podia com-
prehender como um tal cdntclho poderia ler attri-
burct adminislralivas ; mas eu disse esencialmen-
te consultivo e de inspecciio, e nao meramente con-
sultivo e ae insperrao. Nao ha, pois, nenhuma in-
congruencia em que, sendo o conselbo principal-
mente consultivo e de inspeeciio, desempenhe algu-
mas funcedes adminislralivas, que pinlem ser in-
cumbidas a lodo o conselbo, ou a algum de scus
ra, a marinha mercante, o eommerrio da provincia | membros.
do Maranlfio devem Tirar della gtaude iniciesse ; Quanlo Iransferencia do balalhao naval para o
no entreunto o governo consigna tara esta obra quartel que se est conslruido na ra de Braganca,
apenas a quantia de 40:0003.
He vordade que o nobre depulado moslrou-se co-
dirci ao nnbrc deputado que o governo ainda nao
lem urna opiuiao definitiva ,i esse respeilo. A obra
herente querendo Umhem elevar a consgnac,!iodes- do quarlel eslava em tal gr.io de adiantamento, qui-
linuda para aquella obra; mas o noore depuU-lo nao
altendeu a que, se fosseraos a fazer a dislribuico da
recala do estado como elle quer que se faca, nao tic examinar por si mesmo a materia, entender que
teamos meios para sadsiazer a lodos os empenhos.
O nobre depulado nao attendeu a que as circuns-
tancias actuaes recommeodam a maior prudencia da
parle do governo na dislribuico dos inlieiroi p-
blicos. Keceiamos que a guerra da Europa posta m-
fluir sobre as nemas rendas e debaixo desle receio,
muito Candado, seria impru Icnr.i nao reslngir-
moso mais possivel as despezaS"publicas... {Apoia-
4os.) \
O Sr. Brandao:No enlanto js aposenlfdorias
approvam-se todos os dias aqui em grande escala.
O Sr. Ministrada Marinha :O nobre depola-
do falla em aposcnUdorias; em um dos discursos que
prenuncie! na ultima sesso live de fazer algumas
observarnos sobre este ponto limilo-me por tanto
agora a observar ao honrado menilro que a sua cen-
sura seria bem cabida, quando se tralou do orra-
mento da justirja, porque eniao haveria toda a op-
porlunidade para qoe a censura foise respondida, e
cabalmente respondida pelo meu robre amigo c col-
lega o Sr. ministro da juslics. (Apados.)
O nobre dopolado me rccommendou qoc nao
adoptasse sem escrpulo, e sem milito examc, as al-
terarles propostas pelo engenheiro Carlos Neate no
plano dos mcllioramentos do porto de Peruambuco,
por isso que esse plano foi organisi-do por um enge-
nheiro muito abalisado o Sr. Vauhier.
O Sr. Augusto de Oliveira:O plano nao foi or-
ganisado pelo Sr. Vauhier, ello lmente cncreveu
urna memoria.
O Sr. Ministro da Marinlta :O engenheiro
Vauthier indicou o plano que derois foi confeccio-
nado >or urna commissao composta de nm engenhei-
ro e de dota ofliciaes de marinhn. As obras que
couatitaera o plano adoptado foran indicadas e dis-
cutidas na memoria do Sr. Vauhier, e portanlo uno
hivia inexaclido da minha parleemder qoe o pla-
no que se est execulando ha o do engenheiro Vtn-
thier.
A l: urnas das alleracoes proposs pelo engerlieiro
Carlos'Neale me pareccm do umi vantauem incon-
lestavel, e,tem j por si a experiencia do capilSo do
porto e do engenheiro que dirige aquellas obras, os
quaes concordaran! com o Sr. NiaU na parte a qne
me rofiro. As alteraron approvidas pelo governo
sao as que vorsam sobre os meios pralicos de execu-
cao, o que forara logo aceitas pelo capilao do porto
c pelo engenheiro que dirige essc lianallios.
Quanto, porm, is alleracoes nais importantes, o
governo ainda as nao approvou, bre ellas u capilao do porto, o engenheiro e o presi-
denta da provincia ; depon- dessfs informa;Oes e de
um maduro estudo sobre ellas, he qoe o governo ha
de resolver. Algumas dos alleracoes dizem respeilo
a obras que pao se tem de exeailar desdi! j ; por
cxcmplo, a desobslruccdo da barra do BicSo, lie um
desses melhoramenlos qoe so poderiam ser levados i
etreilbdaquia algum lempr.e depois-de "onclaidos
oulros j encetadoj. O Sr. Neatu propoe que nao
se adoPU essa parle do plano em execccSo, e que,
em vez de desobstruir, se feche aquella barra depois,
de apreciado pela experiencia o cBeilo das obras in-
teriores e do nuilnoramenlo da birra grande.
i) mesmo nobre dapoUdo a qnem lenho respondi-
do, tez varias observae,es sobre aadminisliacao da
marinha em gcral ; asseguro ao nobre depulado que
tomarei as suas observaces na cansideracilo que el-
las merecen!.
Nao me he possivel acompanluir o honrado mem-
bro no desenvolvimenlo das suas ideas sobre os dlf-
lerentes assamptos de que se oceupou ; procurn-
rarei smenle dar-lbe as infonnaertes que de mim
exigi.
O Sr. Augusto de Oliceira :Pedi, nao exigi :
bem v que ka differenca.
O Sr. Ministro da Marinha O utir depu-
do calende que o roen relatorio faz um conrasle per-
feilo com o do meu antecessor ; me parece, po-
rm, que o nobre deputado est engaado. (Apoia-
ilos.l
O Sr. Aprigio : Apoiado Muito bem I
O Sr. Ministro da Marinha ; No meu relato-
no live occasio de referir-me s actas do meu ante-
cessor, louvando-me nelles e louvando-os.
O Sr. Aprigio : Meilobem.
O Sr. Ministrada Marinha : Nao qoer mo
di: que eu esteja em ludo e por indo de accordo
rom o menaulecessor, nem isso se pode pretender-
{./pinados.)
Pile me record nesle :nomeii.n do que disse o meu
lllu-ilrado antecessor sobre a secretaria de esUdo dos
negocios da marinha.
Al observar-oes qne flz a esse resuello, n refercm
io nodo porque se execntam os Irabalhos de?sa re-
parlicao,;', falla dedivisa-juesses Irabalhot;, por nao
nao era possivel sobrestar nclla. Se o governo, de-
pois de ouvir a opiniao dos homens profetsionacs, e
nao dever fazer a transferencia do balalhao naval
para um aquartelamenlo em Ierra, e que pode por
Mitin meio vencer a ilifliculdade em que se achou
o meu antecessor, da falla de local na fortaleza de
Villegaignon para aquarlclamcnlo dos dous corpos
de marinha ; se o goyerno assim o julgar, nao fara
a transferencia. Nesla occasiao niio posso dizer ao
nobre deputado qual ser a decisao do governo.
O meu antecessor mandando construir esse quar-
tel da ra de Braganra, eslou convencido de que
nao procedeusem inlormaresde pessoas compelen-
es ; creio que lhe foi representada como medida
conveniente e urgente a transferencia do balalhao
naval da fortaleza de Villegaignon, por estar o res-
pectivo qnartel arruinado, e n3o haver alia esparo
sul'iicienle para aquarlelamonto dos dous corpos,
islo he, desse c do corpo de imperiaes manhciros.
Nao lime, portanlo, a esse respeilo, e nem podia
haver da parte do meu antecessor, leviandade uu al-
gum motivo meuos licito...
O Sr. .tprigio : intuito bem J se v que nao
foi capricho do seu IkWecessor. ^
O .Sr. Augusto de Oliveira di um aparte.
O Sr. Ministro da Marinha : Sinlo, Sr. pre-
sidente, nao poder prestar o meu uolo a lodas as
emendas qne consignan) quanlias para o mclhora-
menlo dos portas de algumas provincias. J disse i
cmara os motivos imperiosos que linha para nao
acoiiipanhar os nobres depulados autores dessas
emendas; esses motivos se resumem em nao ser pus-
si\cl salisfazer todas as necessidades ao mesmo
lempo ( apoiados), e, alm disso, em que as cir-
cumslancias acluaes rcejamam loila a prudencia na
dislribuico dos dinheiros pblicos, porque, como
j ubservei e lie reconhecido, os succcsos da Eu-
ropa pdem influir sensivelmenle sobre as nossas
rendas.
Quanlo emenda que aulorisa o governo a man-
dar fazer exames de mclhoramenlo no parlo do
Ccar...
O Sr. Jaguaribc : Marca quantia para cometo
dos melhoramenlos que forem precisos.
O Sr. Ministro da Marinlia : Nesle caso a
emenda nao he desnecessaria, como cu ia dizer, mas
nao deve ser approvada, nao so pelas razOes que
militan! a respeito das oulras, mas lambem porque
nao se deve decretar quantia para obras de que
nao ha plano nem ornamento, dados esles indispen-
sareis.
Aceito a emenda que eleva os vencimenlos do al-
moxarife c do escrivao do arsenal de Peruambu-
co, igualando aos vencimenlos dos niesmos empre-
gos no arsenal de marinha da Babia.
yozet : Muito bem muito bem !
A discossao tica encerrada por nao haver casa para
sq voUr.
I.evanta-se a sess'.o is 2 horas e meia.
O Estandarte, em coalraposirao dos luminosos
arligos do Constitucional, que analysa o relatorio
de S. Etc., lem demonstrado quanto a ignorancia,
o obscurantismo, e a m fe da grey estrellada,
sao impotentes anle o colosso que debaldc cites
alacam. Sao os meios da mentira, que sempre for-
mou o fundo escuro em que asscnla a verdade.
Segundo me contaran! boje, aquella folha foi cha-
mada respousubilidade pelo Sr. Francisco B. de
Souza, por motivos de calumnia ou injuria. Esse
moro, que he o subdelegado da freguezia de Nossa
Senhora da Concejero, perlencente a urna das
principnes familias desta cidade, e dolado de todas
as quididades que lornam o homem rerommenda-
vel como um bom cidadao, n.lo podia deixar por
ceo de merecer as dentadas daquella gente, que
em sen phrenesi nada popa, nada respeila, que
Icnha qualquer vislumbre de inerecimeuto. O Sr.
Brandad em meu conceilo, devera apenas dar em
resposta i aquella gente, a nica que Ibes be ca-
bidao desprezo.
A polica acaba de ler alguma certeza a respeito
de quem soja o aulor daquella morto do porluguez
Lagos, cojo cadver appareceu na praia do Caj,
sem se saber qual liaba sido com seguranra a cau-
sa de semclhaule allcnlado. Em urna das miuhas
ulliinas lhe narrei essa oceurrencia. Nao quero
antepor juizo algum ; apenas dirci o que rae disse-
ram, isto he, que victima fura obra d um dos
scus mais ntimos amigos, c por motivos do quer
que seja, que diz respeilo aos amores communs de
urna amasia.
O Timn apresentou lia dias os lis. G 10 do sen
jornal. Esses nmeros aprccnlam una boa serie
de aponlamclos, que muito devem servir para
quando .se tratar da nossa historia patria. O seu
autor, com o tlenlo que lodos lhe conhecemos,
em cslylo de ama pureza quasi classica, aprsen-
la reflexocs suas de muila lucduz, coulestando
ali.is com bous fundamentos, errtos pontos inte-
rcssanles do nosso pastado. Alguns documentos
nlcrcssanlcs brilham na obra do Sr. Lisboa; c
eslou que pessoa alguma amiga das lcltras nao dei-
xar de se inleressar batanle pela leilura de ISo
boas paginas, c de animar as producres de se-
mcllianle Halaren, que, como sabe, sao entre mis
mui raras.
Esqucccii-me dizcr-lhe em lugar competente, que
em urna das pastadas noiles o Sr. Jos. Antonio
Fernandos ao retirar-te da thcatro para sua
casa as ouzc meia da noile, no canto da loja do
Sr. Paula J. da Costa, recebcu, laucado por um
prelo, um fundo de garrafa que bstanle o nal*
Iratou. O oflendido nao conbeccu o seu aggrcstor,
mas a polica caminlia em suas averi gureos.
Algumas pequeas ralonires lera apparecido pela
cidade ; he urna especie dessa industria, que nao
ha muito lavrou lambem poralii, c contra a qual
tanto bradou Vmc. em o Kcslrospecto Semanal de
seu Diario.
Agarre-sc um ou dous dos laes induslriosos, que
ludo cessan.
Aqui concluo, porque de nada mais me lembro
que baja- succedido durante a minha ultima mis-
siva.
PIAL'IIV.
Therezina 16 de julho.
Depois de tan longo e involuntario silencio de mi-
nha parle, cu lenho a honra de comprimcnlar aos
Redactores do Diario de Pernambuco, e a'.todos os
meus leilores, dizendo-lbes que ainda rslou vivo,
c que quem he vivo sempre apparece. Nao lhes dou
a razao de meu silencio porque he lempo perdido :
s,ilisi|ram-se com a convicrao de que conlino a es-
crever-lhes minhat enfadonhas missivas, polo qoe
me congratulo com Vnics. c dou-lbcs os parabens.
Com quanlo nao lhes deva ser muilo sensivcl a au-
sencia de inhibas cartas, com todo creio que nao
quererao dispensa-las. Nao se pesem de nao ler
sabido novas desle bello lorrilo, que me vio nascer,
lia mais de um niez ; porque, durante esto lempo,
nada occorreu digno de maior nol^. A insipidez, que
he o estado normal dcsla cidade, vai agora desappa-
reccuiln... Porm continua ra ella, logo que a depu-
(ariio provincial (fallo da deputacao dos municipios)
for abandonando esla cidade cm procura de seus
municipios: ento, adeos bailes, adeos diverli-
menlos.
A astembla-ptovincial abrio-se no l.do corre-
le com todas as formalidades do eslylo. Formou-se
a tropa de primeira liuha, foi dita a mista do Espi-
rito Sanio ,'que nao sei se os illuslrissimos ouviriam
com a devda conlcc,ao) toda a popularao mais gra-
da concorreu ao paco da assemhlca, S. Ex., o Sr.
Dr. Pereira da Carvallio enlonou-se no incommoda-
livo farda verde, recilou um exrcllente discurso,
cm quo com loda a lucidez den parte das oceurren-
cias, e das necessidades publicas, e sem que fosse
dispensada a menor etiqueta fcou installada a repre-
sentando nacional. Sinlo nao poder arompanhar
esla com a falla da abertura da assmbla ; Picar
porm para oulra occasiao, para quando impressa,
poder eu conseguir ura exemplar.Como as impres-
ses silo aqui mui demoradas, verci se pelo fuluro
corrcio lbe posso dar alguns extractos.
Ja boje sao 16 de julho, e se me pergonlarem o
que lem feito os escolliidos da provincia, uao lhes sa-
ben! dizer. Vo fuoccionando com Unta modestia,
Nao Irabalhando to em silencio, que ollios profanos
naoi podein devassar osegredo da abelba, Ainda nao
fui as galleras assislir s sesses ; porm auirmam-
me que, por ora, o projecto mais saliente he o da
crearn de mait urna cadeira do sexo fominino nes-
ta cidade, projeclo apresenlado pelo director do Jy-
ccu. Dizem-me que esse projeclo pastara; nao o du-
vido:pirm afllrmo-lhesubpalavra decalholico,que
se fora presidente nao o tanrcionaria, ouem phrasc
mais genuina, nn lbe dara o meu voto : porque o
tal projeclo pecca por lodos os preccilos de lgica
e de ccouoma, c por nao estar em'nada de harmo-
na com as necessidades do servico publico. Para
que mais urna cadeira do sexo feminino, se a que ji
lemos nos basta '.' A actual professora dcsla cidade,
que de Oeiras foi para aqui removida, lie bastante
no meio balalhao o mtjor Joaquim Domingues do
Coulo, hapouco passado para o quinto de fozileiros
do Maranhao. Deds permita que venha o Coulo:
porque o meio balillio marcha embem miio estado.
O nosso meio balalhao est lao fraccionado, que 11
ofliciaes se acham ausentes, apezar das repelidas^ins-
lancias que me consta ler feito a presidencia, para
conseguir que eisa ofliciali Jade se recolha ao bala-
lhao; nada mais inconveniente do que estas conti-
nuadas passagens de ofliciaes de uns para oulros cor-
pos, o que ili'-ni de Irazcr grandes despezas para o
thesouro, be lambem origera da indisciplina dosmes-
mos corpos, e dii lugar como est aqui tuccedendo,
;i que um alferes lenha i seu cargo o commaodo de
quatro cotnpanhias. Nnguem qur servir no Piau-
hy, os ofliciaes para aqui nomeados, nunca c che-
-a:n.... Este estado de cousas nao deve continuar.
Ou o Piaby tem um meio balalhao ou nao o lem ;
te lem deve e-lar completo seu quadro bem do ser-
vico publico, se nao tem. chame-se a esse punhado
de homens um destacamento de primeira linha, por-
que realmente nao passa disto.... Como lhe escrevo
muilo a pressa por via da]sahida precipitada do cor-
rcio, pcrmilta-mo que passe i Iralar ji de oulros ob-
jeclos.
Quasi pela meia noile do dia 10 do passado evadi-
ram-se da casa, que serve de radeia nesla cidade, os
criminosos Jos l.uiz Fcrrera Nuncs e os prelos llo-
berto e Zacheo, sendo aquella criminoso de unirte na
i! ibi,i, c os ltimos aecutados do mesmo crime no
Marauliu. Nao chegou'a evadir-se Francisco Pi-
nheiro de Mello, criminoso de morle no Cear, por
ler fracturado urna perna no acto de precipitar-se do
telhado. Por virlude|desle faci foi dimiltdo o car-
cereiro, que cm abono da veruade parece ser bom
sujeilo, porm muito pacato para excrcer at l'iinccoes
de carcereiro. Nao me consta que em lodo o mez
dejunho houvesse um nico assassinalo em toda a
provincia. Effectuaram-se algumas prises.
Fni remellido para Principe Imperial, pelas auto-
ridades do Ip, Hnralo l-"erreira de Souza, pronun-
ciado cm Peracnruca, como incurso no artigo 192.
Foi preso no lermo de Oeiras e recolhido cadeia
Braz Candido Bispn, incurso no artigo 208. Pelo
delegado de polica de Peracnruca foi preso Manoel
Nogueira Campos, e ramellidivpara a Granja, pro-
vincia do Cear, onde Je criminoso de morle. Foi
capturado cm Campo Maior um individuo que se
suppc ser Jos Ferreira Vanna, autor da morle de
Jos Baptisla Calaeo c Francisco Rodrigues de Oli-
veira. Foi pronunciado em Jcrumcnha, como aulor
da morle de l.uiz de Chrislo e Silva, de que j lhe
fallei, Antonio Martin-, cuja captura ainda nao po-
de ser eflccluada.
Do quadro cstatistico da edificarao dcsla cidade,
confeccionado em 14 de maio pelo encarregado do
balisamcnto Jos Ricardo d Souza' Neves, se v que
actualmente existum nesta cidade 79 casas de telha
ji concluidas, 89 em conslruccao, 32 meias-agoae
concluidas e habitadas, e 29 em conslruccao, ao lo-
do 230 moradas de telha. Durante o Jmez prximo
passado foram comecadas mais de 7 casas de telha e
urna meia agua. Sendo mais minucioso acerca da
eslalislica desta cidade, devo accresceolar que lem
ella 5. casas de negocio, 2 boticas, 2 padaas. 2 le-
jas ile marcinero, 5 de alfaiale,2 de sapateiro, 2 de
selleiro, 2 de feneiro, o 2 de funeiro; ntoindura-
do asoflicinat da casa dos educandos artfices.
O ullimn quadro da ettalislca criminal offerece o
-egiinlc aspecto:Foram processados 96 indivL
dos; retponderam ao jury 118, destes 61 foram ac-
cusados de homicidio, e 28 de femenlos. Foram
condemnadot a morle 9, a gales perpetuas 7, a pri-
so com Irabalho 10, a prisito simples 1], furam ab-
solvidot por decisiodo jury 77!! Este resultado nao
lie bem satisfactorio.
as estatislicas los hospilacs se l o seguinte :
Enlrarara para hospital de candado desta cidade
de 13 de feverciro a 13 de maio 36 individuos, sahi-
ram curados 18, morreram 3. As molestias predo-
minantes f iroin >\ pliilis, febre intermitiente, e phty-
sca. Na enlennaria de Oeiras do Io de julho* do
anuo prximo pistado a 7 de maio do correle auno,
enlraram i2 doentes, morreram 7, e sahiram cura-
dos 28. Foram all predominantes as seguintes mo-
lestias: sypbilis, e febre inlermillcnlo.
O Dr. Antonio Manoel de Medciros, nos offereccu
os seguintes dados esUlislicos de seu hospital regi-
nienlal.
No pmeiro semestre do correle anno, i contar
do 1 de Janeiro a 30'de junho enlraram para o hos-
pital regiincnlal do meio balalhao 120 doenles; sa-
hiram curados III, morreram 5, evadiram-se 3, sa-
bio um invalido, e ficaram existindo 12.
As molestias predominantes foram : sypbilis
constitucional, febre intermitiente, splenite chroni-
ca. Os 5 que falleceram foram da phlysica, e febre
typhoide, enfermidade esla que ullimamenle se tem
desenvolvido nesla cidade, como me asscgurou o
mesmo Dr. Mcdeiros.
Voo concluir esla fallando-Ihe do raovimenlo das
aulas le nstruccjlo primaria e secundaria.' Desde
que para esta cidade foi transferida a sede'da capital,
que a inttrucrao secundaria se tem conservado em
perfeito estado de desorganisaco e marcha com a
maior irrcgularidade. Este auno apenas se matri-
cularan! 20 alumnos as diversas cadeiras quecom-
poem esse ramo da inslrucjao publica. Frequen-
lam asescolas primarias do sexo masculino 462 me-
ninos c as lo sexo feminino 161 alumnos. Nao vai
incluida nessas cifras a populacao das escolas do se-
xo masculino de Oeiras, Jaicoz, S. Rav inundo No-
nato, Piros, Valenca, Therezina, e Correnle, por
nao lercm ainda remellido os respectivos professores
seus mappas, c assim tambem a professora de
Oeiras.
Faro aqui poni porque oulros deveres me cha-
mam. Muila saude e felicidade lhe desejo.
ieiaian
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal 11 de agosto.
As cousas se vJo complicando, relativamente aos
decantados mano finas, pois ha dous mczei para ca
DE
vlo-sc reprodiizindo nesla provincia, fados bem bor-
intelligeute, desempenha satisfactoriamente seos de- Torosos; no entanloquc a polica nao lem declinado
CORRESPONDENCIA DQ DIARIO
PERNAMBUCO.
MARANHA'O
5 de agosto.
Eslamos, segundo o louvavcl coslumc, cm ver-
dadeira mar le lama i respeilo de noticias. Em
lodo o caso, antes assim do que 1er de namir-lhc
alguns desses horrorosos fados, que de vez cm
quando rcgislram algumas das muiUs correspon-
dencias, que enriqueccm as paginas do seu cxccl-
I cu lo jornal.
A nossa assemhla provincial cneorrou-rsc no
dia 23 do prximo passado mez, recebendo sem du-
vida alguma as heneaos de seus cninmenles pe;
maneira com qde soube ella attender is necessi-
dades mais urgentes da provincia. Tudo o que
diz respeito sorte futura dos empregados pro-
vincial, o que se refere ao bem eslar da provin-
cia lano no moral, como no material, como a agri-
cultura, a coloiiisa<.ao, as estradas, liveram mais
ou menos suas providencias, das quaes se deve
esperar os mclhores resultados possiveis, princi-
palmente se na administrarn houvcrem lao bem
intencionados individuos, como o iclual presiilente.
Smente agora he que foi publicado o relato-
rio com que S. Exc. abri a assemblea. Vmc,
que por sem duvida o transcrever em seu Dlhrio,
ler occasiao de recoubecer, que es-a peca ofticial
he urna das melhores que tem sahido do gabinete
da nossa adminislrarao provincial.
Ahi acha-se claro e sabiamente dhrposto ludo o
que diz respeilo ao oslado da provincia; lodas as
medidas lembradas a seu beneficio denolam urna
illustrarao e talentos nao communs. A parle, que
Irata da cultura. rolnnisar"iu. aldeamentos de in-
dios, canaes e os, c as que se referem ao lhe
souro provincial, evidencian! da parle do digno
lar c- seu pessoal dividido em !eerSo. Mas issonao presidente os conheeimenlos profundos, que possue
"irip 'a censuras aochefe da reiiarlicSo, i,w naoim-1 do eslado da nossa provincia
veres: su:i aula nao he frcquenlada por mais de 10
alumnat, c pois, ainda pergunlo, para qiie mais essa
cadeira ? Porque au bao de attender antes is villas
de Jaicoz e Valenca, que nao possuem ainda cadeiras
de meninas, sendo villas 15o importantes l Se ha
sen timen lo' de amor e de interesse pela sorte de mi
abas jovent patricias, entao por que se esforr.am
para revogar a lei, que creou um es'tabelccimenfo
de educandas '.' A educaro Iliteraria de nossas me-
ninas abastadas ji est garantida, conseguinlemenle
devemos cuidar dessas que vivem em complete aban-
dono, c sem urna esperanra no fuluro, se a provin-
cia nao pode supporlar at despezas de um eslabele-
cimenlo de educandas, enlo os illuslrissimos que
sejam rnii-'i-queiilcs...
Fallar-lhe-hei mais largamente dos Irabalhos da
assemhla provincial, logo que ella Icnha mais al-
auns dias de vida ; por ora, nao lem feito cosa al-
gqraa. Os projeclos (dizem; eslao ainda as com-
missocs, mas nao. lbe sei dizer de que natureza se-
jam.
Desejo que os illuslrissimos nao se t-squeram da
subvltrg i rompanliia que emprehender a nave-
garu do Parnahilia. Este projeclo ilcvia ser um dos
primeiros, porm anda naoouvi fallar nelle.
At noticias que da corte nos vieram pelo corrcio
passado foram rerebidas com gcral agrado. O Exm.
ministro lo imperio nao se esqueccu de fallar cm
sen relaloo na quctlao do nosso vilal interesse.
Teremos navegarao a vapor Todos os espirites se
vao deixando dominar por esse bello pensamenlo.
O projeclo da^iiavegacao do Parnahiba, do depulado
Paranagu, passou em lerceira discussao na cmara
temporaria, c subi ao senado, onde de cerlo passa-
r.i inclume. Da ciirtc me allirniuii um amigo que
o Exm. ministro do imperio mandar muilo breve
um vapor explorar o rio al esla cidade, c que ahi
e na corle muilot capitalistas eslo disposlos a em-
prehender a navegaran. O dia em que pela primei-
ra vez abicar um vapor ao porte da Therezina, ha
de ser um dia de fesia, de inmenso rcgozijo, nm
dia de desengao para os apologista do S. Thom.
Fazamanha um -nez que chegon esla cidade,
depois te tenga demora, o Dr. chefe de polica,
Francisco Rodrigues Sclte, entrando logo no exer-
cicio das fanceesdeseu cargo, t) Dr. Ignacio Car-
los Freir de Carvalhn, ditlinclo magisira lo, que es-
lava no exercicio interino da polica, seguio daqui
no dia 28 do passado para tomar conla de s ua ro-
marca de Campo Maior, onilc chegou no dia 30. Foi
removido para a Parahiba o segundo cirurgio do
meio balalhao desta provincia, Dr. Antonio Manoel
deMedeiros. moco de excellentes quididades. Vem
substitu-lo o Dr. Simphronio Olympio Alves Coelho.
Tambem por aqui se falla qne vira (Je noy servir
dizer-lhc alguma cousa acerca do barbudo padre Ca-
vaco, e anlcs-disso permilU Vmc. qne proteste con-
tra seus compositores por terem no postescptum
da minha ultima composlo o que eu n.lo escrevi;
v. g. faltou por /allou, mui por meu, e oulras cou-
sas que alteraram completamente o meu pensamen-
lo; tso seja dilo de passagem, porque eu nao quero
queelles liquein mal comigo, e at lhes dou alguma
desculpa, por que conheco que as vezes minhas eps-
tolas muito Irabalho lhes devem dar a Iraduzr.
leudo pois cu lhe dado conla crcumslanciada e
exacta dos Irabalhos do jury daquella villa.delles te-
ro visto, e o publico, que o Dr. Kabello foi all um
enlravc poderoso contra a proleccjio que se quera a
ludo Irause prestar aos homens mais criminosos da
provincia, que foram responder; sabe lambem que
o advogado desset homens era o Amaro Bezcrra, e
qoe par isso nao podia o Dr. Rabello deixar de car
hir no desagrado do advogado, e quir,a do reverendo
padre ('ataco, eis pois a razao |de loda a grilaque
contra o Dr. erguem os prejudicados; sao clamores
de reos convicios contra um juiz iotegro, e al mes-
mo concedo que severo; mas isto naoincommoda ao
Dr. muila honra, pelo contrario lhe faz, porque
qualquer pessoa que liver um pofico de senso, co-
nhecer a razio do despeito naquclla celebrrima
caria, a que pens,-que o Dr. 'nao deve dar a menor
consideraran, principalmente por ser obra de quem
he lao conhecido denos, e ainda mait doslogislasda
ruadoOuvidor, por quem naocessam de>pergunlar.
Eu c.i em meu pensar sempre justifico ao juiz que
ludo emprega para a puiiirao do crime, porque un-
iendo que Taz um servico assignalado ao paiz; e pelo
contrario calendo que perde muito e muito no con-
ceilo publico, quem pega da penna para justificar pe-
ranle o publico assassinos convictos, como Jos dot
Sanios Marques Reg! E o que quer ser quem assim
procede'.' O que he, e nada mais! lloulcm devia
ler lugar a segunda i.-unan do jury nesta t-idade,
porm nao hjuve numero legal, e ficou transferida
para boje; o que occorrer lhe conlarei.
A lllni'. c dignissiina continua com morosidade
em seus Irabalhcs, dando de quando em vez suas
cabulas. Cansaran j o subvenitc ao parecer que con-
ceda 2.0005 a companbia de vapores dessa provin-
cia, e cuten do, que ti v erara razao para assim o fazer;
primeiro porque niio be essa pequea quantia um
iuovcI sufficieute para resolver a companbia a fazer
aqui entrar seus vapores, e a provincia, he indubila-
vel que-sem|graudc sacrificio, mo poderia dar maior;
depois lia ainda um oulra argumento poderoso con ira
as vanlagcns la companbia, e vem a ser que a pro-
vincia s devia concorrer com essa subven rao
em vida das vanlagcns, que o eommerrio, e agricul-
tura deviam tirar da entrada aqui dos vapores para o
transporte dos gneros; porm en pens, que essa
vanlagcm nao existe tal como se suppoe, e parla-
mos para provar isso de um principio, e beque ten-
do os vapores na voltado norte de tocar noCear, An-
ear, Asm, e aqui j devem desses porto trazer lana
carga, quepouca pudcnlo recebar aqui; isso no caso de
seremos vapores depoucasloneladas;esendo grandes,
c com maior capacidade, lambem nao nosaproveilam,
porque nln podcr.lo entrama barra sem grande risco,
e a companbia se n.lo sujeitaria a isso: portante creio
que os dignistimos obraram em regra, esse he o meu
pensar, queja o posso eraitlir sem que alguem me
acense de ler concorrido para a resol ur3o d'assembla.
Vamos por Ires dias sahir dessa malvada insipidez,
que nos abafa; umasociedade de empregados pbli-
cos resolvcu festejar o dia 8 de selembro com 3
reprenlacoe- dramticas, que serilo nos dias 1,4, e
7, creio que Icrei sempre ura cantinho no S. Carlos
Nalalense, e lhe direi o que por li vir.
Tudo mait continua sem alteracio. E sla ji vai
nm pouco longa.
Saude, etreliqua lhe desejo.
ot-
ile sua aclividade, c muilos tem sido os criminosos
capturados; quizera pois que osentendidosme expli-
ca-sem a causa diste ,
Principiarei por dizcr-lhe que o delegado de Goi-
anninlia tendo ido prender a Pedro dos Prazeres.c-
minoso daquclle lermo, partiram da Iropa alguns
Uros, resultando driles a morle d'um rapaz lilho do
mesmo Pedro, e o le imenlo de nutro, e o qne mais
he para sentir, mo leve lugar a pris.lo do Pedro,
porque nao eslava em casa; dizem que a Iropa a I ra-
ra em virludc da resistencia que partir de dentro da
casa; mas o que !ie iuconlcslavel, he que nao consta
houvesse ninguem terido nos da tropa; como pois
foi esto resistencia nao sei: euembirro mu i lo rom estes
passuporles para a clcrnidadc sob lal pretexto, c
compunge-me muito, e muito quando a forca pu-
blica, o guarda e garante da lei, te v mesnada de
sangue do cdadloa quem imcumbe acatar e defen-
der; he isto um grande passo de immoralidade, c por
isso digno do mais escrupuloso exame c punirilo, no
caso de rulpabilidade. Confio muilo no Dr. chefe
de polica, e por io espero que elle elucidar esse
fado: ba pouco livemos um igual cm Exiremos, e
S. S. deu as mais enrgicas providencias.
Tambem temos a lastimar a fuga de 3 criminosos,
da cadeia da cidade da Impcratri/.; por esta occasi-
ao, homens mal intencionados, que nunca f.illam,
propalaram que. o commandante do destacamento
daquella villa de acord com o delegado, prendera a
um irmao d'um dos presos, e que o espaocara para
descobrir o asilo los fugitivos; porm carias uuna-
mente viudas d'alli afirman! a falsidade desses boa-
tos; tendo porm certo que algumas prisoes se fize-
rara para descubrir alguma cousa, porm esses nies-
mos qae foram presos, logo depois foram pestes cm
liberdadc: como quer que seja cstao mais aqucllcs
lobos no paste !
Ha poueos dias aqui chegou o subdelegado de
Paos dos Ferros espavorido por um Uro, que as sete
para oto horas da note lhe desfcharam ao {entrar
cm sua cas dentro da villa Bem se v que
o subdelegado nao tem compromissos com os
magnates do lugar, e por isso fogo nelle !
Apr, que j vai sendo cusloso ser-sc aulori-
dade policial, c creio quo em breve ser urna
grande dificuldade encontrar-so, principalmente
em ccrlos lugares, pessoa- idneas para laes luga-
res, a nao haver medidas mui enrgicas.
Felicilo-o pela aequiscao do seu novo corres-
pondente de (joanninha, e a mim lambem, porque
vai o iin-ii trabalho ser inais aliviado; por quanlo as
minhas epstolas entrar de menos a (bruir da-
quella villa, o que nao he pouco, pois que o amigo
Palangana nem sempre me escreve.
Tocando em Goianninha n.lo me posso Curiar a
Qoianainha 22 da Julho.
Logo depoit que lhe escrevi em dala de 17 do cr-
reme, live de tero Liberal Pernambucanon. 523; e
porque o seu correspondente cm sua caria dirigida
ao Illm. e Exm. Sr. ministro da juslira, para enne-
grecer a conducta do Sr. Dr. Fraucsc Jos Rabello,
juiz dedrcilo interino desta comarca, deu costes i
verdade, n3o que'ro que passe desapercibida essa car-
la sem narrar-lhc o que ha de real, nao lano por
amor do Sr. Dr. Rabello ( que alias be digno da mais
subida rnusideracao sean pelo respeito que trbu-
lo verdade.
Ifispenso-mc de menciunar-lbe o numero dos reos
que respondenam nesse tribunal : islo pouco impor-
ta ; acumpanharei ao celebrrimo padre Cavaco na
sua cxposicao; o nada por agora direi acerca da car-
la, que o referido Cacaco diz ler dirigido acerca do
faranbudo Joao Nuoes Tavares, que por j7i poder dar
ao dizimo mais de um assassinalo inclosive o do in-
feliz ex-presidente dcsla provincia o Dr. Ribeiro,
lana ron-iderac.io tem merecido, e ir merecendo no
pensar da gente da 6ou ordem !
No julgamenlo desle reo Joao Nunes, esgotou-sc i
urna com ai rceusaroes e impedimentos dos jurados,
o que deu lugar a um protesto irrisorio da parle do
Dr. Amaro Caroeiro Bezerra Cavalcanli, advogado
do reo : foi justamente nesle caso que o Sr. Dr. Ka-
beliu, seguiudo as lillcraes disposiijOes da lei, diferio
o julgamenlo para a oulra sess.lo. O que haver
aqui de injusto ou menos indicioso? O Dr. Amaro
lanta conviccao leve do seu erro e impericia que re-
couheceu a juslira com que procedeu o juiz de di-
reilo ; c sem perda de lempo procurou a inlervencjlo
do major Manoel Bezcrra e Dr. A ni re de Albuquer-
que para a retirada do celebre protesto : e o que fez
o juiz de direi lo'.' Sem offender a sua honeslidade di-
go, que rcpcllio com honra etse engodo ou laco, que
a sua Justina e intelligencia lhe arma va o advogado
do reo.
Sem duvida lera lido a apologa, que o padre Ca-
vaco fez ao innocenlissimo Jos dos Santos Marques
na sua j citada caria: em reforro de provas daquella
lao decantada innocencia saiba o mea amigo, que
esse Marques he o assassino do infeliz major Vanna,
de Campia Grande, requisilado pela polica da Pa-
rahibu a desta provincia ; acrescendo mais um ramo
de innocencia ser o assassino de JoiloPolvcarpu, en-
carregado pelo chefe de polica o Sr. Dr". Ilcrculano
na captura daquelle Santos Marques. Tilo recouhe-
cida innocencia na verdade pedia qne se elaborasse
um Mijume de encomios ; faltou ao padre Cavaco di-
zer que enlravaro na composirao daquella innocencia
es qiialrocenlot bagos, com que se ia pondo ao fresco
o referido Sanios. Se cu livesse a fortuna de avis-
tar-me com esse panegirista, dir-lhc-hiameu re-
verendo, oulro rumo : iioianninha nao eslii no cato
de cngolir podras por sopa ; lodos ronhecem pelo de-
do o gigante : islo seria batante para impor-lhe
silencio, porque o lal padre Cavaco bem paraphra-
scado ano pastara de um Irapareiro retinado. Se
minio, be jurando as palavras do meu rain,irada
Praganna, que como lapidario condecen diamante.
Demos mait um passo: diz o lal Cavaco que o Sr. Dr.
Rabello commelteu injustica appellaudo da absolvi-
ro que o jury deu ao assassino Santos Marques.
Valha-mc Deot Nao se pode ser juiz com laes raor-
doiuo- : senoappellasse, resenta se a sociedade de
tan escandalosa absolvilo, appellandn como fez,
aqui d'el-rei ( grite o reverendo Cavaro ) contra o
juiz de direito Dar-se-ha um caso mait original'!
Ora, o reverendo Cavaco procurou adobar o seu
doesto dizcudoqtie ludo se devia esperar de um juiz
caixcro Descubri o novo Pilagorasa hypolhenusa
do nosso lempo E que lhe parece a detcobcrla'.'
Digna de seu aulor O Cavaco para afflrmar urna
mentira sorcorreu-se de sua imaginaban ; eu para es-
magar esta falsidade busco o teslemunho dos habi-
tante- da Paralaba, que conhercm pcrfeilamenle o
Sr. Dr. Rabello. O cerlo he que por mais estupido o
humoral qac fosse o juiz. fcaria sendo no conceilo
do padre Cavaco o maisnlclligcntc. o mais probo, o
redo juiz, se fizesse atvonladcs do Dr. Amaro! E-la-
rri engaado '! Tomo nota do ponto cm que deixo
este trecho de minha carta ; voo Iralar de oulros ob-
jeclos, para que scmlo liga qqe cicrcvo menos por
amor da verdade do que por elogiar o Sr. Dr. Ra-
bello : de oulra vez direi mais alguma epusnha.
Muilas increparnos se lem feito por aqui ao Sr.
chefe de polica, por ler ordenado a conservarn de
Francisco Rodrigues fo beijii) na pritao. Oxal que
todot o* rhefes de policia assim obrassem E porque
lalvez lhe chegiicm aos ouv idos tees incrcpariles, au-
lecipo-ine em dizer-lhc que nao obstante o jury des-
la villa livesse jateado aquelle Francisco Rodrigues
innocente nos assassinatos dos soldados, que aqui
guardavam a cadeia ; ainda seuo lirou o procetsu
pela lirada los presos e resistencia, que nossa occa-
siao se einpregnua l.ouvorct sejam dados ao chefe de
policia na applicarao de lilo sabia providencia : Deot
quena que o juiz encarregado desle processo corres-
ponda s vistes do chefe na punirn dos delinquon-
les, quesalisfeilos com sassassinalosquc comnietle-
ram. cstao promplos i perpetrarlo de iguaes de-
udos.
A proposito, lembrou-mo agora rommunicar-lhc
que o coadjutor desta freguezia tcm-sc viste em pa-
pos de arauba : o Benjamim, filhn do fallecido Smo-
netlc, jura zur/.ir o coadjutor. Ettc, pelas publicas
amearas lem lido justos recelos ; e para sua garanta
cominunicou o sen perigo au commandante do desta-
camento, qne fez se rondaste a villa de noile, astim
como ord.-non quo um soldado residiste juuto do
coadjutor. Com esla providencia amainaram as
un-.ira-, c era pretumivel que dcsapparecessem os
recrios ; mas infelizmente ueste cmenos chegou do
scriao o delegadode polica Villar, e com sua conhe-
cida energa vedou a rotula nocturna las palrulhas.
e obrigouia que o soldado mudasse de residencia !
Cm lemclhante proccdimenlo deixa revelar alguma
m Miniad-. O chefe de polica j foi instruido de
tudo, e cu c com os meus holoes digo que elle nao
deixar correr o menor pengo a existencia do padre.
O delegado tem eslado astombrado, e cada dia sahem
oflieios para a capital, creio que para desfazcrqual-
quer imprctso menos favoravel i seu respeilo. O
cerlo he que o coadjutor vai rapando suslos da
marra gratule, e os parnrbianot eslo sendo priva-
dos da adminislrarao do patio espiritual, viste romo
o padre nao pode dar-se como devia, ao cumplimen-
to de laes devores.
Adeos, o mais para oolra vez : a mala esl a fe-
rbar-te c n.lo devu perder este occasiao de allirmar-
Ihc, alm do que levo dito, que sousen amigo eob-
gado. A'.
6 de agosto.
Nao julgue, meu amigo, importuna a frequencia,
com que lhe dirijo minhas cartas, ha oecasi&es em
que n3o roe posso desobgar lessa larefa : o que
vou narrar-lhe provar a razao cm que me fundo.
No dia 29 do passado sahio o delegado de policia Jo-
s da Cosa Villar acompanliado do destacamento e
mait alguns guantes, que fez notificar : nao se sabia
que destino tomou, e esperav-se o resultado dessa
diliqenciaiiuiuisitorial, que por nem duvida serte
coroada de algum fado cstrondoso. ti successo cor-
respondeu especteliva ; porque no seguinte dia
aqui chegou a Iropa Irazendo uin menino assassina-
do, tendo deixado nutro m portas da morle U dele-
gado, pele que se di v i-a va. deixa va escapar cm seu
roste muito desassocego, apesar do esforz, que em-
pregava em occulla-lo. Nesta occasiao foi preso um
pobre guarda, que acumpanhnu a diligencia, e sua
culpabtlidadc fui ler declaradoque ntose titilia
dado resistencia na casa, que o delegado pz em cer-
co. Alguns amigos do delegado tem procurado
justificar o assassinalo a titulo de resistencia ; ou-
lro- porm dizem o contrario, ailirmamlo que sendo
a Iropa numerosa, nao podia um on dons homens
resistirem a ella, sem que apparecesse alguma offen-
sa na mesma tropa, ou pelo menos, sem que esla
seguisse o aggressor ; o que nao se deu. Seja o que
lor, islo nao corre por minha conla : apenas lico
lastimando a sorte dos iufclizes meninos, e pedndo
a Dos que se amercie desle termo, para que nao se
reprodaiava Ue* diligencias. O delegado fez expe-
dir officios ao chefe de polica ; e he bem presumi-
vel que buscasse desfazer qualquer impressau menos
favoravel, que lal noticia occasionaria ; mas esla
medida nada aproveitar ; porque u chefe de pnlicia
desta provincia he magistrado de maocheia ; sua in-
telligencia e energiao lem collocadocima de quaes-
quer consideraces. que procuren! dcsva-lo das suas
obrigaces: um fado idntico em Exlrcmoz fez a
prova desle meu conceilo a respeilo do chefe. Ne-
cessariatnente se ha delirar u processo, ese he ver-
dade que o delegado Villar mandou fazer fogo na
-uppu-icao de que havaria resistencia desde
j considero perdido o delegado.
Por tima carta, que recebi da capitel, bem sema-
nife-i.i a impresso dolorosa, que a noticia desle
assassinalo uccasionou ao presidente desla provincia:
bem sabe o meu amigo que com tilo favoraveis dis-
posires destes duas primarias autoridades a verdade
lia de apparecer. O que for occorrendo, irei nar-
rando, porque fados desta ordem pedem urna escru-
pulosa analyse.
Casualmente li o Liberal Pcmambucano (enjo nu-
mero nesle momento cscapa-me da lembranca) que
traz no frontispicio de sua primeira columna um
manifest, ou proteste, ou cousa acabada em esto
assignado por seis deputadot contra o procedlmenlo
da maioria da assemhla desla provincia na exclu-
t3o do Dr.-Amaro Carneiro Bezerra Cavalcanli.
Nada dia, se a queslo affeclasse oulro collegio ;
masaffectendoao desta freguezia, he brinde forzoso,
devo inslrui-lo do qoe he de real. Dizem os dignis-
simos que boitveram duas aclat, urna mencionando
as uceurrencias da mesa interina, eoulra oque se
deu na recepeao e apuraran dos votos para deputa-
dos provinciaes, sendo da ultima, que se extrado
a autentica, que foi presente mesma ustcmbla.
Esla alicantina o rhoramigas nao pode aprovei-
tar aos dignissimos, porque se he verdade que hou-
ve tima mesa interiua, que ella foi presidida pelo
juiz de paz, que hnuve a eclebraco do aclo reli-
gioso ; e que a eleirao se proceden no dia 29 de dc-
zembro, e nao no dia 30; cumpria aos tres pares de
depulados juntar ao seu protesto urna cerlidao
dessa primeira acta,que cu repulo como o santelmo
do que se contero ero dito protesto. Mas por-
que razao nao procuraram ot cujos documentar o
seu aranzel'! Quem lhes vedou esse direito ? Nin-
guem ; porque, a dar-se algum obstculo, elles le-
ara o cuidado de o manifestar, para o publico
reconhecesse a injuslira. que sobre si pesava : a es-
te respeilo nem tugiram nem mugirm ; e so qni-
seram appellidar-se victimas do despotismo num-
rico I Si eu fura algum dot depulado- da maio-
ria, conlra os quaes os seis despejaram o sacco de
suas calumnias, cu offereceria ao publico a cerlidao
da acia ; e della se vena que eslao assignados como
membros da mesa do collegio os vigaos Jos de Mal-
tos Silva,e Jos Gabriel Pinheiro.qiiefiguram lambem
,no protesto; como porm nada lenho no lote,
cinjo-mo nicamente a communicar-lhe que da
eleirao (lo collegio desU frezuezia s se fez urna neta;
si nella nao se fez menra.> da existencia da mesa in-
terina, sua presidencia, acto religioso ele, isto pro-
va ineptidao dos msanos, que, gracas sejam dadas
a sua sabedoria, nSo sahem redigir urna acia!
Agora me pergunter Vmc.: com que cara fica-
tAo os laes assignantes do fam-o proteste ,
quando sahir impressa a acia, e a competente cerli-
dao de s constar do livro urna, e nao duas ? Res-
ponder-lhe-hci: rom a mesma, com que aflinnaram
urna falsidade.
- ,'Por aqnl passou um dos sulistas, que foi meu hos-
pede ; e porque confieren qne n.lo lenho tendencias
tilicas, fallou-me com atetima franqueza, deca-
nlo que o Bonifacio est inlcirainenlo deso-
llado; porque, a!ardeand%porinle o coverno da|j
provincia de ama nutaliilidade, que disputiba dos
votos da lodosos collegios, vio provada no rccinloda
atsemhla a sua nitllidadc. I .o se baja Dos com o
sen mundo! Deixando por agora os negocios pol-
ticos vou fazcr-lbe uina consulta; lenha comigo
mais alguma paciencia : he o cato :
O escrivao Praganna nao se descuida de angmen-
lar os seus pres em detrimento das partet: o Dr.
Joao Paulo de Miranda, quando aqui esleve cm
licuando a restituirlo do excesso dot tacs proes a
3uem foram lesivamente extorquidot. Al a dala
esla nao conste que lal restituirlo se fizesse : per-
gunlo agora: oeste e scmelhantes casos o que de-
ver obrar o promotor publico desla comarca "'
Depois \p sua resposta explicarei a razio de minha
pergunla. tjose boa saude. e crea que he. Seu
amigo etc. K
PARAHIBA.
7 de agosto. _
Principio sem mais prembulos, ou cousa que
com isso se parera, dizeiidn-lhe que s a necestda-
de forcada em que me vejo de cscrever-lhc tosas as
segundas-feiras da semana, me abrigara a pegar na
penna boje para dirigir-lhe a cotlumada mis-iva,
visto permanecer com a rabera anda por lal modo
agglomerada (nao sei se o termo be proprio de res-
Ios da fetlanca da nossa padrocira a Virgein Senhora
dat Neves, que nao sei se poderci produtir cousa
que teja capaz de etlainpar-se as inmensas colum-
nas de seu grande Diario.
Todava, cerlo da habilidadc de seus compositores,
ques,lo muilo aptos para Iransformarera o pessimo
em toflrvel e vicc-verta, como a propria experien-
cia me lem demonstrado, vou mait alentado, apezar
do atropello de ideas que me fervem na mente, ra-
biscar estes garatujas, espernzalo que mo tralarao
com a benevolencia costumada.
Eslou i n le ramele con vencido que recoramendam
do-roe tao expressamente i sua valiosa proteccao, nSo
saldr a cousa t.lo m como quero presumir, e me
alegrare! se virque nao perd o meu lempo com*a
minha submissa solicitaran.
iloje, em verdade, nao he a falla de assumpto que
me faz varillar, lie si m ler a cachola petada, por me
haver deilado em detnazia tarde, (couseqnencia do
final da funrrjlo a que assisli a p firme, contra as
regras invaaveis que roe lenho imposte, pois sou
rigorista as minhas horas de dormir habiluaes),
sem dessa forma pr/tler bem calcular, se cumprei
os meus deveres a seu contenta..
O caso he que fallci-lhc em agglomerarao e atro-
pello le ideas na caheca, e parece-me estar vendo o
sen riso sardnico em que vislumbra o pensamenlo
de que lalvez nos pi/uinir/ues que lionrei com a mi-
nha sexaoenaria presenta, sahisse fra do serio e
lomaste alguma cabelleira, (sem ser a natural) car-
raspana ou /arduo, que me pozesse com a muta es-
tragada ou embutida.
(.mi-a nenhuma disso, pelas, meu amigo, o molivo
ticco he o Icscoslumc de dormir fra das minhas
horas tttuacs, como j lhe disse, de envidia com a
occessidade de fazer-lhc menean de actos brilhantes
por maneira1' edificantes, relalvos i feslividade da
nossa pailroeirn a Senhora Virgem das Ncves, sem
at minhas fuc I lude- futu eionarem com a rcgulari-
dade que seria para desojar.
Entretanto como eslou apadrinhado com os seus
compositores, mello mos a obra, saia o que sahir,
emboca lenha le ouvir algumas rabecadas que me
queiram adianlar conla do recado.
Fizeram-se lodas as novenas da nnssa padrocira, e
Itonlem a sua testa com bstanle pompa, sendo
aquellas mais ou menos blhautcs em couseqnencia
da maior ou menor quota oblda pelos respectivos
noileiros. Conludo ala te poder dizer que em to-
das deixou de reinar a maior decencia, e que em
geral os noileiros aellas encarregado- nao so esme-
raram em bem soleinni-.ir a sua noile, pelo contrario
at as classes mais fallas de meios fizeram ludo
quanlo era postivel desejar-se com relarao a seus
recursos pecuniarios,exrepto aquellas que enge tara m
a*noile, conforme lhe disse ua minha anterior com
cuja solemnidade carregon o jniz, sem por isso ellas
fazercm difterenca;de festejo, cumprinilo-mc duer-
nas antecedentes. O grande arco cruzeiro armado
com loda a riqueza, elegancia, merece especial
menino. Fiquei muilo salisfeilo em examina-lo,
porque forlaleci-me nu pensamenlo te que vamos
acompauhaudo no progresso as de mais provincias
desle lerrterio immenso, qae faz encher de orgulho
quem leve a Xeliciil.de de ver nelle a luz do dia.
A musita da reala, novenas, Te-Deum, ele, este-
ve qoasi sempre boa.devidoao gunio infatigaveldo
nosso padre- Eduardo, e em quanto s alvoradas al-
gumas esltveram mu bem arranjinas, sendo a ulli-
ma dellaa a mais linda, nao s pelo bem enfeilado
carro de Inompho que apresemou, em que flucto a-
vam as bandetras de quatro das principaes nxces
diristaas, como pelo grande numero de meninas to-
das igualmente vestidas de branco com urna fila cor
de rosa a tira-colo, sendo acompanhada por bastan-
tes pessoat de primeira ordem desla capital e por
um grande concurso de povo.
Pregaram-se diflereutes sermes e entre elles al-
guns liuiiveratn medianamente bons, exceptuando
urna oulra engasgadetla; mas o derradeiro que foi
pronunciado pelo nosso reverendo vgao, alm de
bem elaborado leve vanlagem da eicellenle expo-
sjao, sendo por isso mui bem acolhido. O mesmo
nao surcedeu ao pregador da fette. que infelizmente
nao possue este esseucial predicado, na verdade bem
apreeiavel pelo que fez fiasco com bastante sent-
mente de muila gente compadecida,em cojo numero
entra este seu criado. '
A procisso esleye muito soflrivel e em boa or-
dem, sendo acompanhada pelo Exm. vicepresiden-
te, lenenle-coronel e ofliciaes do meio balalhao, por
Ires officiaes da nova guarda nacional, j fardados
segundo o novo figuno, que nao deixa da ser bo-
nito, pelas contrarias das diflercnles irmandades.
entre as quaes sobretahio por seu -asseio, regulan-
dade c pessoal a de Nossa Senhora das Merces, e fi-
nalmente por um grande concarso de povo, guarda
de honra, msica marcial quedesejava fosse compe-
tentemente fardada, etc., etc.
Pelas II horas da ooito pncipioii queimar-se
o fogo de vistas, encommendado pelos noileiros das
seiihoras a uro fogueteiro desla cidade, o qual sera
apresentar cousa que causaste espante, todava de-
sempenhuu o melhor que pode a sua incumbencia, e
sera conveniente que para oulra occasiao mandas- '
sem busca-lo nessa ou em oolra qualquer parle on-
de elle bem se fabrique, porque lalvez com alguma
pequea despeza ficassemos mais bem servidos.
Neslat ulmas qualro noiles soUaram-se differen-
tes machinas ou batees acrios, tubendo aos esludan-
te a primazia ueste particular peltt quanlidade, pois
consta-me que na sua noile e idvorada clevarara
mais de dez. S a paciencia daquella gente dara
para semelhante aborrecido trabalho. Na note das
Seuhoras elevou-.se um bato de cores mui bem aca-
bado, leudo de um lado a imagem da Virgen) tao
festejada, e do oulro duas alegoras representando o
Brasil e Portugal sustentando a coroa da indepen-
dencia do imperio, e entre urna e oulra canta o se-
guinte versinho, que apezar de muilos empurres,
pude copiar no meu canbenho :
Eleva-te balao fulgurante,
Da pura Nev i manso,
Das bellas Parahibaoas
Communica a devocao.
Em lodos esles actos reinou o maior socego, ex-
celo urna ou oulra assuada a cerlos desfrulaveis que
era (odas as partes superabundan!.
A policia nao leve pois que incomraodar-se para a
manulenco da ordem, que parecan lodos unni-
mes em matiler.
Ilouveram algumas esquisilces Iluminadas fra
da igreja, que eu desejaria testero oraillidas como
na noile dos militares um ca-tello sem ameias, cuja
pintara eslava petsima, e'uma pyramide quo por
certo nao ere das do Egyplo, e na dos estudaotes
um cliafariz que deixou i juizo a arder ao inventor
da lal obra, Coulinha qualro bicas movidas por ora
pequeo Blhiope escondido na base, qne qnando
cansavadeixava de fazer seringar as ditas, o que fa-
zia um elleito desagradavel.
Ti vemos um magnifico lempo e famoso lnar qne
deixou concorrer a lodos os actos sem o menor cons-
trangimento o nosso madamismo que seja dito de
passagem, aprcsenlou-se luzido, e mnilos loiletes
houveratu dignos de serem referidos, comtudo deixo
de meuciona-los para nao massa-lo. e mesmo porque
influenciado pela dcscripro podenn exceder-me na
minuciusidade, o nao lenho muilo prazer de ser tacha-
do de pouco conveniente, como succedeu a um meu
collega que cabio ne-sa esparrella.
A esla hora que lhe escrevo, a chora cahe bstan-
la forte, o que me faz crer um milagro da nossa
chara Padroeira, que via ser ja precisa esla protec-
cao do eo para a nossa lavnura, visto que os agri-
cultores, nunca saciaveis, ja se eslavam quefxando
do bello sol que livemos. Entretente elles nao cal-
cularam que a Senhora Virgem das-Neves s sotpeii-
deu as chuvas para rcccbcr benigna at devocoes des-
le povo, que reverentemente a adora, e que logo
inmediatamente salisfartk os seus desejos, como de
facto succedeu.
Passando a oulros objeelos coromunico-Ihe que
corre como certo ter o bacharel Maximianno Lopes
Machado soffrido no Brejoda Arria nm tiro de ba-
camarle, do qual est bem perigoso, desfechado por
um cabra, gente de mediana estatura, que evadio-se
logo depois de pralioado o. crime. As autoridades
daquelle termo f.rzem todas Jiligonfljjs para cap-
tura-lo, e estuu convencido q>^ u cohj guiro. -Di-'
zem-me que o rapto le urna anrlherev fm e oolras
delicadezas desla natureza se os injy^is daquelle
mentado. Entretanto nada lia te positivo que se
diga i respeito, e aguardo As informacoes daquelle
lugar para mlhot orienU-lu.
Finalmente seguio para o Pacc hoje de madru-
gada o Sr. capilao Furias, com 6 ou 8 praras de li-
nha, que vai, segundo lhe disse, cororoandar as tor-
cas destacadas e lalvez assuinir a subdelegacia. Pi-
ra a cidade de Areia seguram lambem urnas 16
correrilo, conten(oii-te em deixar provimenlos or- 'praca- afim de substtuircm o destacamento de guar-
- das nacionaes que l existe, qne ser dispensado
teste servico, seguindo igualmente para a villa de
Souza um alferes com cerca de 12 praca na mesma
loteada*.
Noticiam-me que tendo sabido desta ultima villa
urna pequea torca para prender um criminoso,
matera urna pessoa da comitiva desle, que resistin-
do pri-iu. conseguir evadir-se.
J v que em qoanlo i seguranra individual nao
vamos muilo satisfactoriamente.
Sobre a tranqnillidade publica nada ha a nolar:
continuarnos em perfeila paz.
Os ofliciaes do nosso meio balalhao proviseo-pa-
recem geralmente in-lisposlos eom o sea comman-
dante, c quasi todos so empenham por deixarem o
corpo, ainda que sjam destacados para o interior da
rovincia, de que em geral tem pouco conheeimeolo.
gnoro de quem vem o mal, se do commandante, sedo
olficiaes; mas si rera esl fama, aquelle nao Um o
raer eci ment que se lhe suppunha.
O nosso mercado do gneros para exportarlo Ocou
animado depois da teicocia das noticias do paquete
ltimamente ehegado da Europa.
O prei-o do algodao na inspeeciio subi logo, a as
cotares permanecem firmes de B-TiOO a 69300 rs.
As entradas leste genero sio agora mais avulta-
das, e espera-se que augmenten) i medida que o in-
vern for cedendo o campo i eslarao calmosa.
Os couros seguem firmes de 49700 a 49800, po-
rm nao sao procurados.
Despacharam-se depois da minha penltima mis-
siva os seguintes navios carregadot com gneros da
nossa prodcelo,
Em 27 do pastado para Birceltena a polaca hetpa-
nhola Lince, com 330 saccas d'algodao e 100 couro
seceos salgados.
Em 2 do correte para o mesmo porte o hiato bes-
panbol Cecilio, manifestando 130saccas d'algodao,
e 325 conros seceos salgados.
Estes gneros, secundo as inlormaret qne oblive
foram vendidos: o algodao a 7^200 por arroba, e
os couros a 59100 rs., idem, ambos poslos a bordo
como de cosame.
Entrn em 27 do pastado, procedente de Bareel-
lona em direilura a polaca-golela Estrella carrega-
da de vinhot, mattat, a/.cile, sabio, chumbo, ce-
bollas, ele, ele, que cflccluou logo i venda de sua
carga a precos que poderiam ser melhores, se nao
houvesse quem inpedissc a concurrencia de oulros
compradores, fazendo assim com que o capillo per-
desse nao poneos ceios de mil rit. alem le pagar
- puxada commissao. Foi muito calva seme-
lhante traficaneia, porem ja est contaminada com
lodos os fl, e rr, c quem chuchou esla gritando por
mais.
Saude, patecos e militares de felicidades lhe dese-
o, ele.
PERNAMBUCO.
COMARCA DO BREJ9.
5 da agoato.
Nao permuta Dos que me veja Uto pobre de di-
iihuiro como ando de noticias para Vmc. cis a ra-
zao, porque nao lhe escrevo a miedo. Vai osla,
que passo i organisar, e que nenlium oulro mrito
tem tenao certificar a Vmc aae ainda respiro ;
itlo he, que o m deque Tonco simia nao deu que
fazer ao badallo da igreja de S. Jos por meo res-
peilo.
Depois do lano adevinhar e errar, os meas pa-
tricios por lira assenlar.ini que o seu correspondente
do Brejo he o Joiio Jos I elho. al eu lenho con-
firmado esla V''" coro 'n,ere,se de nao ser des-
coberto. Nao houve por aqui animal de dousps
-------- _!______. *...!. II '|(V lltA.lO lll IllUIIInl ^1 ^ :___lf_"
lhe que os logistesnvergonhados delerem recuzado i em penna'. que nlo livcste as honras da indgi-
a sua noile abriram urna subscriprao por inllueucia tarifa,,
do corredor da prara, e comeguiram sempre fazer
Te-Deum cm aerlo
cantar no fim da novena um
de gr u;a-.
Todava sem desmerecer brilhaulismo das nove-
la?ao.
No dia 17 do passado parti daqui par* a capi-
tel o Dr. Machado, promotor publico dcste co-
marca, o flcou substlluindo-o o Dr. Ilirrano.
Ji nos fSYurcceu com a sua ausencia, o nunca
as de que tralo, seja-me licite tazc, particular asaz louvado e decantado celebrrimo e etc. ele,
mencAo das qualro ullinns, islo he, da dos commer-
rianles c caixeiros, dados militares,da dos estudan-
les, e finalmente da das seuhoras, as quaes sem con-
IcstarAo foram mais frstejadas.que todas at oulras.
Esta ultima (das senhoras) qne leve lugar na
noite do dia da testa principalmente primou
em lodo, e ot noileiros devem regosijar-sc por
terem desempenhado l.lo satisfactoriamente o encar-
go de suas contliluinles, e astim darem-se por bem
pagos do insano trabalho que liveram. na certeza de
que mais de urna linda boera Ihet leem lecido ot me-
recidos elogios, de qoe na verdade.se fizeram dignos
credores. As referidas qualro uoites foram, pois,
is mait bem preeenebidas. prosrcssivamenle con-
cv-rridas. nada se nolou que fallaste para o teu bri-
lb*nlismo, relativamente i ditliruldade que aiuda
ci|te nesla nossa letra, para a acquisicao de cerlos
cojet-lot, que se fazem esseticiaes.
A \tereja etteve sempre decente e bem cheia de
ltea, florera mais entenada na derradeira noile que
alcres........ de fumacente memoria ; Dos o leve
cm paz e a salvamento ; S. Agoslinho lhe d jnizo.
e .Nossa Senhor^ o livre das niiis liuguat; que por
fatalirtadeclte por loda parte tem a habilidadc de
encontrar. Cheopu o Sr. Joaquim Antonio de Mo-
raes, que nos parece boa pestoa ; continu Sr.
Moraes como comecou, que ter os notsos enco-
mios; a verdade e a justica guiam nossa penna.
>i ha das bem triste o Sr. Dr. Santos, c cmo
lambem sou pai, nao posso deixar de coular o mo-
livo de sen senlimenlo', e que servir para dar i
conhecer ao publico o procedimcnlo de alguns es-
peculadores. Eis o caso :
Tinha o Dr. Santos confiado a educacJo de um
seu .lilho menor ao Sr. Jos l.ourcnco Metra, cora
collegio na cidnde de Oliuda, edescanrava na phi-
lantropia do homem que se comprometteu a subs-
lilui-lp na qualidade de pai; o Dr. Meira desnien-
lio este ronreilo, deixando tnorrer em abandono
aquelle-menino. Este adoecendo gravemente, es-
/
.
*- ^
i ,
-



\
DIARIO OE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA IG D AGOSTO DE 1854.
leve privado dos recursos que nin
desde 4 ile juuho, at 2 de julho,
1
? V
'

/
i nmguem so neja,
_ Iho, at qu o Sr.
lie/. Tellcs, como bom amigo, mandou conduiir a
crianea paia a sua casa, quando o nv I j lorabava
do peder da medicina. O Sr. Mein: tem a alma
//7o dura, he tao ceg por seus inleresses, he lio
fallo de caridade, que deixou de meicamentar a
um seu pendonista gracemente enfermo pelo tongo
esporo de 28 dt'aj. Este facto veio abrir-me os
olnos; jamis mandarei filho meo para csses col-
legios ; pois nao sei doscrjrninar dos btus, aqaelles
horneas, que tem as entranhas do Sr. Jos Lou-
renco Miara.
Em das do mez passado, no lugar Poro-fundo
imiravam um to, e um sobrinho, viudos da comar-
ca de S. Aniso, na mesma casa ; eis que amunhece
o lio assassinado pelo sobrinho, segundo se suppde,
fundado em boas raiSes. O morlo chamava-sc
Franciaco Goncalves, eoassassino Ha noel do Nas-
cimento ; tqurlle est no co, e este no paro dot
innocentes. Tal aconlecimento j foi proces-
sado.
Por aqu anda um Sr. Andr de tal da Palmcira
dos Indios, tan inysleriuso em seu destino, como o
Juico Errante de Eugene Sue: dizem que preten-
de seguir pan o Eslreito de Bering con direcran
S. Pclerstiui-go.
No dia 30 do pausado mez, arribou ii esla villa o
Sr. Joao Themoleo de Andrade com um joven seu
protegido, o urna rapariga raptada por este ultimo ;
vieram ad eonjugandum, com* diz o Justo, mas
mea amigo, apnareceu lama no biseco ; o moco era
menor, e o pal nao eslava pelo nrranju. A cater-
va resressot para a soa capital empulliada pelo
indefirido do nosso vigario, que lambem lie visi-
tador. J por causa de urna Helena las naces
jogaram os sopapos ; Dees queira pois que por cau-
sa desta o Sr. Themoleo e o pai da referida nao et-
corvem as lazarinas. *
llereb carta de meu sobrinho de I'esqueira, e
vai am extracto, o que elle me communicou :
A poli ii-a all marcha satisfatoriamente. Nao me
consta que desde que ha o cdigo penal do Brasil
se lenha pro essado o crime de adulterio ; pois, meu
amigo, lvenos agora este caso virgen; e eis a
farra :
Um Tafvl de nome Vicente Avelinc, a despeilo
dos deveres ao thoro nupcial, manlinha relacAcs
illicitaa com urna rapariga denominada Pinanga,
lillia de um tal Jacob, que all mora ; e este amor
era Irada/ido em carlinhas, reciprocamente dadas
e recebidas. A mulher do Vicente j nao eslranha
o manejo, sorprehendeu aquellas notas diploma-
ticas, e conservoo-as como corpo de delicio do
marido. Einquanto os tratados continaavam, a
molhcr de Avelioo engulia o sen desgosto, afolan-
do em lagrimas o seu beni entendido ciume ; fal-'
tava-lhe porm a coragem precisa para sahir da-
qaella neutralidade. Finalmente deu-se um facto
que devii trazer um ultimtum a esle estado de
cousas; ei-lo:
Avelina linha um lilho-fainda infanta) hatido de
ua legitima molher, e que \ vendo entre os bra-
cos de sua mili, suavisava-lhe as magias do cora-
Cita. Uin dia com o plano de dar mai* um mar-
Uno no coracSo de ana esposa, tcente .tcelino
arrebalou o filhinho dos braco- de sua nfti, e rom-
pando a escuridao de urna noile de invern, e a
distancia de dea leguas foi guarda-lo i ni Tacarle.
A mulher a Ilirta, a mai privada de sen filho, corre
delirante e desgrenhada a casa do delegado, e nar-
ra-lhe o aconlecimento, mostrando o molivo de tal
procedimento ; as cartas amorosas de Pinanga ins-
Irurm osommario, e ei-los :
A filha de Jacob e Vicente Avelina processsados
pelo crime do adulterio, que ja ia sendo lettra
mora na nossa. legislarlo. Fiquem saliendo os
adalleros, que ha leis que puiicm esle delicio, que
tao seriamente .affecta os lac<>s das sociedades hu-
manas. Vale.
{Carla particular.)
BEFARTI^AO DA POLICA
Parte do dia I de agosto.
lllin.e Etm. Sr.Participo a V. Esc. que, das
parles hooleme hoje recebidasnesta rcparlir;ao,coin-
ta leremsjdo presos:aordem do delegaddo primei-
ro dislric lo deste termo, Manoel Joaquim de Vas-
eoncellos, por crime de tentativa de mortaje i or-
dem do subdelegado da fregoezia de Sarita Antonio
os escravos Atcxandre e Manoel, este por briga e
aquelle a requer menta do seohor.
Dos guarde a V. Esc. Secretaria da polica de
Pernambuco 1* de agosto de 1851.film, e Exm.Sr.
consetheiro JosBeato da Cunha e Figu:redo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de l'aiva Tei-
xeira, che fe de polica da provincia.
BALANCO DA RECBITA E DESPEZA DOS ES-
TABELEOIMENTOS DE CAKIDADE, VERI-
FICADO IN O MEZ DEJI'LIIODE I85i.
Por saldo em 30 de jnlho a saber:
Lelras.......1:0749945
Recibos por adiamntenlos 2:97236*8
Notas e cobre. .... 5:025>684
Rccebido da cmara municipal, impor-
tancia do lelaroeulo dos Africanos li-
vres, Saube Jacqijes......
r da i I ministrarlo, por
ndine^o los predio*. .
\Ia mrVuta, idem idem .
9:0735277
Do snlicila
O coronel Francisco Alvaro Orliz, governador
geral do litoral de l.oreln, que cin marro partir de
Nauta para yurimaguas no vapor Tirado, havia
concluido felizmente a sua viagem de explorarlo em
8 das, navegando 46" leguas no Maranou, e 10 no
lluali.ua, sem enconlrar obstculo algum.
Tendo o governo imperial dado ordem para fa-
zerem-se diversas obras de forlicacSo na villa do
Obidos, em cujas immediacoes tambem se dever.i
fundar urna colonia militar, j all seachavam o ca-
pitiio de mar o guerra, Pedro da Cunha, c major
Marcos Pereira de Sales, encarregados da direccao
desses Irahalhos.
Tioha chegado a Belem, na larde de 30 do pas-
sadoo Dr. Francisco de Assis B:zerra do Menezes,
depois de haver concluido a missao que Iho fora
cncarregada pelo preri leule da provincia, lendo dei-
xado era socego a comarca de Macap c outros pon-
tos que perrorreu.
Os habitantes de Sobral, no Cear, anda eram
flagelados pela febre amarella, Macando desta hor-
rivcl mulcslia, segundo diz o Cearcnse, 3 e i pes-
so i- por dia.
Em seu n. de 28 do pjssado, refere aquella ga-
zela oseguinic facto, idntico 10 que se den na villa
de (oianinli i do Rio tirando do Noria :
Assassinato policial.Mai* um crime desla or-
dem, ooilavo de.">2 para en, acaba de commeller-sc.
Um palrullta man la.11 nao sabemos sj pelochcfede
polica, ou pelo delegado de Siup prender um cri-
rauoso, matouo individuo i quem a prender, e di-
sem que oulro firra gravemente ferido. O pretexto
foi resistencia, entretanto dizem que o morlo ( em
quemnemao menos fe/.-sc corpo de delictol recebe-
ra una bala que citlrou no p e sabio a cima do
jnelho, prova deque ia correndo quando lhe alira-
ram. A resistencia aqu he correr. Entretanto ah
andam bem frescos, e ufanos o soldados e cabo,
que fiseram a heroica diligencia. Chamamos a al-
inelo das autoridades rapanora*, principalmente da
do Sr. chefe de polica para este escndalo.*
Quanto ao Maranho e Rio Grande do Norle, re-
mellemos os leilores para as carias dos nossos cor-
respondentes uessas does provincias, nao nos habili-
tando as respectivas gazetas a accrcscentar-lhes mais
cousa alguma.
COJIMIMCADO.
cunta Ir
Do procuro
Veritas magis elucc! i/uo KtpHu ai manum '
cnit.
Sneca de J. /.. 2. cap. 19.
Ao lermos c analjsarmos o arligo impresso no
importante jornal denominadoDireilo, de 13 de
julho prximo passado, de baixo do litulo Juris-
prudenciaem referencia a urna carta enderezada
no Diario de Pernambuco pelo Sr. bacharel Joa-
quim Jos Nuues da Cuulia Machado, ao Sr. bacha-
rel Viriato Aurelio da Cunha Gouveia, reronhece-
mos e proclamamos, por mais urna vez, a inconlcs-
tiilnlidadc da senteura do judicios.i Sneca: a ver-
dade tanto mais sealcanca, quanto mais se tritura !
Nao nos maravilhou a olliciosidade de semelhante
artigo, assiguado peloI-'. em nina polmica par-
ticular, que podera e devia ser sustentada pela pes-
soa a quem locava ; porque fclizmeiile sabamos
a prion, que o nobre c illustrado redactor desse
jornal era o advogado do Sr. bacharel Vrato no
pleito lulcllar, objeclo da caria, peranle o superior
tribunal da rclacSo do dislricto; e, pois,j havamos
prognoslicado essa inlerposirao pessoal, csse desvio,
alias bem reparavel, do bacharel provocador; o que,
porem, nos maravilhou foi que s una das cinco
questes oflerecidas e desenvolvidas na referida
caria merecerse a honrosa mpngnacSo de tilo hbil
ptnna, quando as qualro deiaadas em olvido ( sem
duvida por iiiconlrariavcis; sao de maior ou pelq
menos igual relevancia jurdica para decisao do plei-
to e oulro sir, lamculamos do fundo d'alma que
os ere.lilos.de umjornallio prc publico, que devera ler sempre por si o criterio da
imparcialidade em seusjuizos. se baralcem na sus-
tcnlacao das causas confiadas banca do seu redac-
tor ; porque um tal proceder dever sempre ser en-
carado sob o prisma da parcalidadc, e ir mirrando,
senao aniquilando, a existencia de tao grandioso
inananci.il de civilisarao.
A rcsposla negativa" doF., ou do jornalDi-
mito limilou se a questao segunle: A exceprao
do S o. da onl. do I. 4. (. 104 a respeilo dos Dr.,
comprebende os hachareis formados por exame em
e silciros'.'
Antes, e depois da explcalo grammaUcal e philo-
sophica que nos fez oI'. da excepeo controver-
tida para limita-la aos Drs., admira-s'e que a res-
mea l>eilu j.jpaoj hajam erguido discussoos, o ecUheleee que, seilo
lA.irnn ioella uma ,e' de "-'""Pao. uma Ici >le carcter i; -o-
-ii'"-.''j l",,ITO' ".tu po.lo comprehender senao a "arlo ,.-
iaM>iia|[eeptaada, adeveser lomada e enleudiila em terjroi
9:9093181
Despcn.
Pago aos empreados dos estabeleci-
menlos de caridade, seus ordenados
de abril a junho........
Ao regente do grande hospital, impor-
tancia da despeza de junho. .
Ao dito dos lazaros, idem, idem .
Ao dito da casa dos expostos, idem .
Ao solicitador da administrarlo por
despezas judiciaes.......
A l.ourenro Jusliniano da Rocha Fer-
reira, importe de angue-sagas, forne-
cidas de abril a junho......
A Domingos Matheos por 90 alqueircs
de farinba..........
A Patricio Jos de Souza, pela impor-
tancia da msica que acompanhou a
hdainha no da do anniversario da
rasa dos expostos .......
A Manoel Figueiroa de Faria, por im-
pressoes ..........
A Pedro Alfonso Rigueira, por cnca-
deroar dous livrosile tales. .
A Xisto Vieira Coelho, por 25 coberto-
res de algodao........
A adminillrarin do patrimonio dos or-
phloi, imrorlancia do foro da casa n.
'2 da ra dos Pescadores ....
A SebastiSo Marques do Nascimenlo,
por um balui de folha......
Com-a obra co hospital Pedro II, como
consta do livro respectivo.....
1:4C7J>>00
5178080
3463120
423*420
59-3408
801500
4959000
123000
120O0
83000
173000
2418
93000
1:8723300
Por saldo em caita a saber ;
Letras........
Recibos por adiamntenlo.
1:071395.
3:4729403
53619776
4:5473408
9:909-3184
Adminislrirao geral dos estabelecimeulos de ca-
ridade 10 de agosto de 1854.
O escrivSo,
Antonio Jos Gomes do Correio.
O Ihcsoureiro,
,/oj Pires Ferreirt.
MAPPA do movimento dos eslalteleci-
inentos de caridade no mea de
julho de 1854.
URANDE HOSPITAL.
ExWiam.........
Eulraram .........
I Curado......
Melhorados.....
'tiio curados.....
Morrcram -^"a* ^* lloras de entrada
(Depois desla poca. .
Exislem....., .
41
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HOSPITAL DOS LAZAROS.
xisliam.....
Eulraram.....
Curados .
Moldurados .
N; ocurados .
Morrcram.....
Exislem.....
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CASA DOS EXPOSTOS.
Seros.
Existan. .
Eulraram .
Sahirain .
Morreram '?f,s2.i '""'asdaeiitrda!
I epoia desla poca .
Exislem. .... r
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13
281
Adniiuislracao geral dos estabelecimeulos de ca-
ridade 10 do agosto de 1854.
O cscrivo
Antonio Jos Gomes do Correio.
DE PERMBIC0.
Antchon ;ern a tarde entrn dos porlos du Norle o
apor Imperatrii, Irazeodo-nos joioaes co Amazo-
nas al 24 de junho, do l'iauhy al; (i de julho, do
Par ale o l.o do corrente, do Maranho al 4, e do
ca at 8.
Toda. M,M provincia conlinnara a gozar Iran-
qolidade.
mulo restrictos com repulsa de argumentos do mais
para o menos.
Nao poder porm, oF. leixar de reconherer,
que desde que a razio radical do preccilode uma Ici
ahrange, por sua nalureza, objectos diversos, he elle
susceptiveldcmaisoumenosamplilude por vrludcdo
principiodeana!o!;iaeccinseguinlemenledediscusscs
applieatvas. E una Mira rousa podera siirceder.
quando em seu proprio arrazoado fornece materia
sobrja para apadrnhar, e mesmo justificar o as to de seu reparo, parque ao pusso que qualilica o
da ord. de meramcnlc prohbilivo. busca a sua
razan no principio do privilegio ou nobreza inteira-
menle reuunciavcl, sem advenir que a <>rm ucsla
parle, c por forja da clausula addicionalanda que
queiramdesviou se do Direilo Rom.; o que eremos
envolver palmar antinomia, ou anles um verdadei-
rosimul esse el non esse : as prohibirnos leg-
es se nao podem modificar na pralica, e 'menos re-
nunciar, e os privilegios, sendo em regra reounca-
veis, e o seu exercieio adliblum, como esse que t-
idiam os Drs. por I). Rom., nao podem ser oriu-cm
e nem causa justificativa daquellas.
He irrerragavel que o carcter de uma le se dc-
duz principalmente do Din de sua adopto, ou pro-
mulgacao, e se o lira do $ 5. da ord. em questao
he indisput iv,-luiente a cuarda c prolerrao da or-
phandade, segue-se, que nao he elle somenle pro-
hibitivo, mas tambem proteclivo, que tem um
carcter duplo e por consegu nle ampliavel aos
casos idnticos, c reclamados pela effectividade
da mesma prolccrao, mxime lendo-se em vis-
ta a preciosidade dos privilegios conferidos a me-
uoridade : porlanlo lhe nao he applicavel a dis-
Imerao feita, a regraunius inelusio, alterius ex-
clusioc nem a interpretarlo restrictiva de que
traa Crrela Tell., nterp. das leis. S$ 22 e 2:).
Entrando oF. n'appreciaeao do sentido gram-
matical da ord. e S queslionado, e para poder im-
pugnar o argumento de analoga dcduiido do 42
da ord. do 1. 1 l; 66, presume deparar neslas ords.
principio de opposicao entre Drs. feitos por exame
entestado gerale hachareis tambera feitospor
exame em estudo geral; bem como considera ex-
quisita e sophistica a spposcao de que bouvessem
em Portugal, ao lempo da compilaban das urda., ha-
chareis formados em estados especiaes. remellendo
o autor da caria para lelura de uerrcro Tr. 3.1.2.
cap. 2, ns. 20 al 93, onde esle escriplor traa de
Drs. honorarios.
Nao ignora oF., pois que he jurisconsulto
de ola, que dnas leis s se podem denominar de
opposlas quando as suas disposic,es sno'repugnau-
les, islo he, quando a razan do prceeilo de uma con-
trasta com a ralada preceit da oulra ; por quanto
o sorn das palavras nada significa por si em juris-
prudencia, como mui bem declamo o Ass. ja cit. de
10 dejuoho do 18l~,e o rerontmenda a hermenutica
jurdica: nao ignora igualmente, que as leis, cujas
ra/.es justificativas teein uma fonle commum e
idntica, se dzem anlogas, c, segundo as regras do
parallelismo, os principios da hermenutica, e o al-
varade 4 de julho de 1768, a menos clara e expres-
siva deve receber luz da que for mais clara e ex-
pressa.
Ora, sendo forcosu e indeclinavcl o acrcite dcsles
principios.pnr serem elles inennrussos c correnles, e
sendo inqiiestionavel que a inhahilidade fulminada
pelo J ,V da ord. contra os Doulores na clausula
anda que queiram,que nao contera o direilo ro-
mano, nao tem sua origem no principio de privile-
gio ou nobreza e nem Uto poned na limita la idea do
professorato, como adiantc provaremos, mas sim un
jnslo recoio procedente da Influencia e podero, que
Ibes confere o conhecimeuto das leis, e na utlidade
publica de nao serem inlermnipidos em sem esta-
dos, oreupaers e deveres lillerarios finrv. Proc.
Orph. nol. 249,) razes estas communsaos hachareis
formados por exame em esludo geral, segue-se que
as dispnsces das duas ord., longe de cncerrarem
ideas opposlas, encerrara ideas anlogas, e que con-
'fronladase entendidas ent boa hermenutica, dao o
resultado da escusa nacessaria di Drs. e hachareis
em leis, caones, Iheolgia ou medicina do mauus
lulellar ; sendo uns e ootros feilos porexame em
esludo geral, como silo us hachareis brasileros.
O F., ou jornalDirei'foleria sem duvida re-
conheciilo a veracidade da doutrina expendida na
xarla, a que ofliciosaincnlc responden e poupado-sc
a infructfera e enfadonha numeraeao dos privile-
gise nobreza dos Drs. se houvcsse do l.ob'io, Seg.
Linh.t. 3. cap. 7 e nol. 153, e consultado os Ares-
tos rcloridosPegas, lom. 9a ord. do 1. 2 t. 33 na
""o. n. 281 e 282, Silv, a ord. do I. 3 t. 29 em pr. a
ni-, c-Moraes de Execol. I. 4 cap. 8 n. 13,-lodos
aponlidos pelo mesmo l.obao ; porque elles mnslram
ler-se assenlado, que os privilegios conferidos aos
urs., cavalleiro, lid.lgos, Uispos, abbades benlos, e
desembargadores peia, 0rds. do I. 3 t. 59, S 15, c t.
29 pr.eram cxleusivo aos hachareis formados e suas
mnlheres, emhora nao relatados as mesmas ords.
Ora, anda quandn influisse na questao verlcnlc o
principio nobiliario, o que alias contestamos, nin-
guem podera sustentar em boa fe, que nao sejam
iden lieos e por conseguinte lambem ampliaveis aos
hachareis formadospor exame em estado geral,__e
ate por maioria de razo, os privilegios menciona-
dos as ords. do I. 4 I. 104 g 5, t. 33 pr. g 2, p nu-
tras semelhantes.
Mostrando o I'., ou jornalOireifotanto aferr
a pal.ivraDr.de que usaaord.,aindacom manifis
ta v u I uerarao dajmente mo lempo de exquisita e snphislica urna dislinec.lo
lirada do rigor das palavras do 42 da ord. do I.
I lit.66-feitos por exame em estudo geraldando pre-
ferencia a que eslabelece a opinio de um escriplor :
he islo admiravol Mafalm de nao lerganho Icr-
reno com a transcripijao das expressesde duerreiro,
porque sobre ellas se roferirem uuicamenle aos Drs.
e auxiliaren! a doulrina de que a repulsa daquella
primeira ord. se nao deve entender com os hachareis
feilos por exame em esludo geral, e sim com os de
interior calhegona, accresce que nao deslroem o co-
nhccimenlo tradicional de que em Portugal so con-
feran cartas de fot-malura em estados especiaes ;
como v. g- era philosophia, bellas arles e em deter-
minados ramos da scicncia do direilo, da Iheolgia,
medicina etc.Alm dislo, se o F. jura as pa-
lavras de Guerrero, crendo ser ello grande aulori-
dade em jurisprudencia, nos o advertimos de que
vai a mao caminho e recusamos a esse escriplor a
mesma r ; porque elle nunca mcrcccu outro cr-
dito enlrc os jurisconsultos,seus contemporneos e os
mais modcinos.qucnao fossa o de umcopista mo,e
sem critica, dos cscriplos alheios.Lea o juizo que
d'ellc faz o erudito e analylco l.obao as suas acc.
sum. 1.2. dissert. 7, arl. 3 g 15, pag. 164.
A prova de qne F. se seulio ferido pelos raios
da doulrina que impugna, esl em que para des-
truir a harmonia a analoga dos SS das duas ords.
confrontadas, lancou-se forjadamente no privilegio
romanesco, c n'uma limitaran arbitraria c inaplica-
veltlas oceupaeoese deveres lillerarios dos Drs. qual
a ideado proessoralo;cuju paralogismo leria por
rerlo evitado se houvessc lido igualmcnle com rc-
flexao Burgos Carneiro, d. civ., I. 3, I. 28. g 245
ns. I al 4 ; g 246 n. 19, e nol. ; e g 247 ns. 6 a 7,
c nol.
Desde que o legislador porluguez no g 5 da ord.,
converleu pela clausulaanda que queiramem
incapacidade jurdica a escusa voluntara que por
Dir. Rom. compela aos galgos de iinhagcm.ou ca-
valleros e aos Drs. em leis,caones, Iheolgia e me-
dicina para nao excrecrem o raunus lulellar, ficou
fora da mais diminua conleslarao, que a philosophia
dessa incapacidade se uo pode e nem deve bus-
car un direilo regeitado. nao s porque deixou esle
de ser fonle da nova disposiran como tambem por-
que o contrario involvcrn o mesmo legislador no ab-
surdo de ler por um privilegio renunciavcl c con-
tingente, creado um impedimento permanente e
necessario. intelligencia esta vedada pelas regras da
interpretarlo legal.O Dir.Rom.s deve ser procura-
do como fonle explicativa do direilo patrio nos casos
em que esle se conforma com as suas disposices.E
lauto as mais orphanalogislas buscam as razes da escusa ne-
eessnria dos Drs. creada pela ord. era conlraposieao
do Dir. Rom., em loles tambera permanentes e .io
renuncia veis:so justo reccio procedente la in-
fluencia e poderio inherentes ao coahecimculo das
leis e as oceupac-je, e deveres lillerarios;e nem se
nos poder citar nm jurista, um interprete, ao menos
dos conhocidos que venha em apoio-de argumenta-
ran contraria.
Da mais,nem porque a nobreza era por ir.Rom.
lima causa de escusa da tulella se pode dahi concluir
com segumnea, que fora ella por aquelle direilo
a ra/Jo delciminaliva dessa escusa dos Drs.. lidal-
gos e cavalleiros, e nao o justo reccio da influencia
e podero de uns c outros.A fraqueza c talvez in-
concludenciadcsemelhanlc argumento he da pri-
meira inluiro.
Com quanto o professorato se possa comprehen-
der as oceuparocs e deveres lillerarios dos Drs., to-
dava nao Torina o lodo, o complexo dessas oceupa-
Cese deveres; mas apenas conslitue uma pequea
parlo d'clles e nem por Dir. Kom. a escusa volunta-
ria da tulella, procedente do professorato, era uma
distinecao qualificaliva e exclusiva do Drs., por islo
que tambAn era concedida aos professores de gram-
matica, rethorica, philosophia e geralmenle a todos
os professores de arles liberaos, cujo privilegio o uso
geral cxlendcu aos de qualquer faculdade de scien-
cias, ainda eslraordinarios c al aos mestres de pri-
meiras ledras, como atiesta B. Carneiro cit. g 247,
ns. 6 e 7.
Porlanlo, sendo a escusa i olieron le ao professo-
rato um contraste da inherente ao grao de Dr. por
ser esla necossaria c aquella voluntaria ; e sendo ex-
tensiva al a professores de nenhum.gro acadmi-
co, nilo pod elle ser invocado como molivo de pri-
vilegio para firmar dislinccOcs entre os Drs. o ha-
chareis.
Assiin, Meando patente que o professorato c a no-
breza nao sao as razes da escusa neressaria dos Drs.
do miitius lulellar: mas que ellas sao as indicadas por
Caryalho, proc. orph. nol. cit. Rea tambem evidente
por identidade de motivos a comprcheusao dos ha-
chareis brasileiros.
Nao lendo esta controversia sido empenhada com
o F., ou jornalDireilo,lhe damos esta rcsposla
apenas como (esteinunlio de consideraran ; pelo qno
desculpar os nossos deleito* allcndeudo que se in-
terpoz voluntariamente, que seyleu provocarSo e
que eomhalemos rom armas inferioressini:"oF.,
alm de ser dolado dd talento nio vulgar, a possoir
vaslos c variados couherimenlos, he advogado de
uma cidade grande, populosa e Ilustrada, e por con-
seguinle est afl'ciln as discusses jurdicas e ao jor-
nalismo ; iiis, pelo contrario, somos pygmcus no
mundo intclleclual e advogado de uma pequrnn al-
dcla, onde mais se vegetado que se vive, temos ni-
camente por nos o bom desejo de nao tragar arsni-
co em pillas douradas e assucaradas;ser, pois, esla
roica raspada que daremos, salvo se vicrem lam-
bem a dscussao as qualro quesles que por calculo
ficaram encapotadas ou no linleiro. U.
GORBESPOMWEMVS.
Sr. liedaflore<.X> abaixo assignados tendo
servido com o Illm^Sr. Dr. Jos Quialino de Castro
Leo, durante o seu qualricnio de joil mon'ieipal e
de orphans do termo de Olinda, fallaramos a um
dos nossos mais sagrados deveres se nio prorurase-
mos por esle jornal dar um testemunho de grati.lao
eamizadeao mesmo Illm. Sr. pelas maneras urba-
nas com que sempre nos recebeu quer em sua casa,
quer as occasioes mais publicas de sua vida de ma-
gistrado. O Illm. Sr. Dr. Qaiulino de alma e vida
ao foro de Olinda, fez uslica a Indos, e a proporran
que exercia as funecoes du seu nobre cargo angaria-
va sympalhias c crcava adheses bem pronunciadas.
Como magistrado linha vouladc propria nao se en-
trcliiiha com os enredos da poltica, foi austero na
repressaa dos crimes c na ponirao dos culpados. A
cidade de Olinda ah esl para nulhenlicar sem fei-
los e bem dizer seu nome. Receba pois o Illm. Sr.
Dr. nuinlinii esla prova de amizade e de admiraran
as snas brilhanlcs qualidades e creio que jamis'era
Olinda ser esquecido o seu nome, e as saudades
que nos dcixa. Pela publiearao deslas puncas lianas
licamos gratos ao proprielario dol Diario.
Cidade de Olinda 4 de ngosto do 1851.Francis-
co das Chat/as Cacalcanti Pessna.Filippe do
bastimento de Faria.Domingos Soriano Fernn
des SoaresLeonardo Augusta Ferreia Lima.
Manoel Sanes de Mello.Manoel Pereira Bran-
da.Jase Antonio Serpa, esl milito conforme
rom a doulrina da exposirao por ser inteirainenle
verdadeira.Eduardo Soares de Albergara.An-
tonio Bernardo Ferreira. Bernardo Cezar de
Mello.Faustino Monteiro.Francisco Caetano
vacharel Manoel Ferreira ila Silca.Joo Pinto
da Cunlta.Francisco de Sales Alces Machi.
Miguel Venceslao.Jos Bomualdo da Silca Gus-
mao.
Srs. redactor,'*.Ha seis mezes que sofl'ria con-
sidcravclmenlc de urna carie no osso chantado ma-
xilar inferior, aconipanhada esla de fstulas, occa-
sionado ludo por un denle cariado, e pela existen-
cia de um vicio interno, denominado syphilis. De-
pois de ser tratado por varios facultativos sem al-
gum proveilo, j sem esperancas resnlvi chantar o
Illm. Sr. Dr. Carolino Francisco de Lima Sanios,
cuja reputarlo me fez recobrar parle da esperaura
perdida, antes mesmo de ser por ello vislo e Iral-
do. Viudo o Sr. Dr. Carolino julgou-mc em uin
estado muilo grave, parque no sen antea ler, uma
forle inilamm ira-.> exista em lodo o lado direilo da
face, eslendendo-sc mesmo alm da rcgjao auricu-
lar ; o que alm de dcsligurar-mc rousdcravelmen-
le cansavn-me acerbas dores e ameacava-me at a
vida. Lina lstala que exista enlo na base do dito
osso maxilar inferior, c que muilo su pura va antes,
deixava de o fazer em conscqucnca da forte in-
flammarao que ludo havia invadida.
Por mei o do um estilete, introduzido pelo orificio
externo da fstula, o Sr. Dr. Carolino pode reco-
nhecer o estrago das parle osseas e varios cantes
em sentidos diversos. O denle que a ludo linha da-
do lugar achava-se enterrado no estrago, e uin
cltcirn dcsagradavel se escapava da bocea ; mas nao
poden.la n Sr. Dr. Carolino examinar conveniente-
mente o interior da bocea por causa da inchacao que
a impeda de abrir, e que me nao deixavaco-
mer, resnlveu-se o dilatar o orificio cxlerno da
lstala, ede tanta a dilalou quanto foi pnssivel, ede
cuja dilalarao resullon a sabida de grande porro
de sangue. eum allivin ronsidcravel suecedeu." O
Sr. Dr. Carolino que nao se linha descuidado de
combaler a inflammaeao por ineio de bisas, papas
craollicnles c gargarejos, ele., ecnnlieceudo, como
disse, que a cattM principal da molestia era o j
fallado vicio interno, poz-me logo era uso dos mais
fortes e apropriados incios anlisyphililicos.
Nesle tralamcnlo estive mais de un mez sem que
houvcsse lugar para a neeessaria exlracrao do den-
te. Logo, porm, que ella foi possivrl, o Sr. Dr.
Carolino fez cxlrahir o denle, c com os meios pro-
prioi, consegu mclhoras tao manifestaa que ntejal-
guei curado, quando o Sr. Dr. me fez conheccr que
nao estando a causa principal ainda combatida, nao
me podia julgar escapo. Com clfeilo mais tarde for-
ma-se um grande c novo tumor as viznhnnras do
oovido ; novas hixas foram emprezadas, novas ca-
laplasmas e novos nteos antiphlogsticos ; mas o ta|
mor vnd sempre a furo den lugar a uma uova
lstala. Nieto o Sr. Dr. Carolino vo-sc obrigado a
mudar do Iralamcnto interno, sulislituindo o uso
dos mercuriaes pelo sodureto de potasioem sdsa.
Com este Iratamento uural comernu a ceder, conl-
nuando pnrnra supurado abuiiilanlc das fstulas,
o ino cheiro, etc., etc. Sendo-mc en Lio possivel
abrir um laclo a bocea, pode o Sr. Dr. couhecer que
uma grande parle de osso do queixo se achava com-
pletamente cariado. Era preciso uma operaran para
exlrahi-lo, vislo que a sua presenra era nociva. De
fado esta operario foi por elle fei'la com a possivel
pericia, e o osso estragado foi eliminado, lendo mjis
de pollegada e meia.
De enl.ln para Cii Indo mudou consideravelmenle :
o mi halilo ces da intumescencia desappareceu, a cicnlrisacao leve
lugar as feridas lano internas romo externas,; e
finalmente eston alvo, apezar da persistencia do
mal Salvo, e" restituido vida que estive quasi
a perder I
Porlanlo, o Sr.' Dr. Carolino foi ao mesmo lempo
medico hbil e philantropico, e a narrara j suscinla
desla cura pira mim e para todos espantosa, a tao
I el uniente operada por S. S., he por si niesma uin
encomio. Mas, como o dever de quem se v fallo
de meios he ser reconhecido, e manifestar a sua gra-
lidao pelos meios mais expressivos, recorro, Srs. re-
dactores, ao seu bem conceiluado Diario, para por
raeio dellc mostrar ao publico, que adrado pela ino-
le-lia n'um leilo de dor, conseguin a frcadesua phi-
lanlropia e de seus cuidados o Sr. Dr. Carolino, ar-
rancar mais uma victimaasgarras-da morte I Por
uin lal servico, scr-Ibe-hei eternamente agradecido.
Ouciram. Srs. redactores, publicar esle padrSo de
gloria scientifica para o Sr. Dr. Carolino, que lhe
serei por isso muilo obrigado.
Recifo 15 de agoslo de 1851.
Antonio Jos Pereira.
Srs. Redactores. Sou filho da viuva Vasconcel-
os e promov as, assiguaturas para o requermentn
felo pelos credores do casal de minlta mai ao juz
de orphaos, para liquidar'.a da rasa, e do qual-fal-
la o Sr. Manoel Antonio de Jess, na sua correspon-
dencia transcripta no seu jornal de 10 do crreme,
a vista do que sou obrigado a dizer alguma cousa.
para qne o publico ntelhor confiera a qualidade da
prolecrao jesutica. Sera analisarja honra que leve o
Sr. Manoel Aiilnnio, de ser nontcado, na falla de
liomcns, admuislradordo casal pelo juizde orphaos,
ilirei somenle. que nao foi approvado pela maioria
ilos credores, o que prova esse requerimeuto cm que
mais dequinze, al mesmo alguns, que por compla-
cencia o linham approvado, assignaram, nao mal
informados, como elle o diz, ao contrario bem infor-
mados dellc e do suas nlcnces. Quanlo a veraci-
dade da venda dos sobrados, nao me mellerci nella,
he questao que e-t.i pendente dos (ribnnaes e que
alem disto nvolvc tereciros, o que.eu niio quero fa-
zer era ntinha diseussao, mas conlarei alguma cousa
que diz respeilo, e que ouvi da propria bocea do
Sr. Manoel Antonio, n'uma conferencia que com
elle live ha puuco mais ou menos dez mezes.quando
o procurei da parte do Sr. Biher, para acabar com
una injusta demanda, que em nome daquelle se-
nhor, elle promova contra mnha pobre mai, na
qual nao s lhe fez derramar bastantes lagrimas,
como lhe arrancou o pao da boceo, pois vivendo do
que lhe dava meu mano mais velho, do que eu lhe
mandava e do rcndiniciilo d'uma casa pcrlcncenlc
a meo, manos mcuores, que com ella moravam, nao
podia sem sacrificios pagar a juslra to cara em nos-
so paiz. Disse-mc o Sr. Manoel Antonio que quiz
comprar as casas, que ollereceu mais cem mil reis so-
bre o maior brero que appareca, e que entretanto
foram vendidas a oulro, sem lercm allcncao alguma
com elle, que era um credor do casal e linha o seu
dinheiro empatado a tanto lempo ; alem de que ha-
via dito ao Sr. Avlaque nao fizeseaquclla|compra,
pois ininlia mai nao eslava aulorisada para vender,
c que bao obstante elle a fizera, pois asora quera
mosirar-lhe para o que prcslava;que eu poda ficar
descantado que nada succederia a minlta mai, que
elle nada quera do que eslava em poder della,
nem mesmn os livros e mais papis, pois nao quera
ser recebedor de dividas perdidas, porem)siut annul-
lar a venda feila, e por islo nao podia acabar a ques-
13o que com ella linha, vislo ser u camiuko a seguir.
Agora he misler dizer porque molivo niio se vende-
ramas casas aoSr. Manoel Antonio que efloreca
mais cem mil res, c ei-lo, comprava liado, e diva
lellras porscismezes ; nio se qnzeram as lellas do
Sr. Manoel Antonio, pois queria-se dinheiro para li-
quidar o casal* e os sobrados foram vendidos ao Sr.
Avila. Eis o molivo de odio do Sr. Manoel Anto-
nio Avista do que tenho dlo, a se v qual o seu
dcsaponlamenlo quando soube que os credores cs-
tavam resolvidos, dividindn-se o dinheiro existente,
a fazerem-nos o beneficio de paisar quilarao de seus
crditos, conlcntando-se cora o que bes locasse, e
por couseguutc liquidar a niassa, o que nao convem
ao Sr. Manoel Amonio, pois lhe lira o poder antes
de ver o bom ou o mo xito do seu capricho, e ri-
lo laucando ra.lo da hypocresia,6ngindo-sc possuido
do memo sentimenlo de pbilanlropia afim de embar-
gar a e-mola que nos dao, e isto sob a falsa appar-
cucia de nos querer dar mais, un coulo de reis
talvez quo caridoso homem qne he o Sr. Mano-
el Antonio !! e quer ser arredilado, elle, que nao
sendo credor do rasal.comprou ha dons annns ponco
mais ou menos, uma divida que foi do Sr. Schramm
de 1:5009000 por 1509000, segundo dizem, s com o
fnn.... qual seria elle ?... para beneficiar minlta
mai passando-lherecibo'!..Crcio que "nao,mas lalvez,
para enconlra-la por inlera na compra das casas,
que pretenda fazer, pois para Ih'a as vender mnha
m;li eslava aulorisada, e a compra por mais cem mil
reis nao conlinlia le.saoenorme... que nnoccnlc ho-
iiiom que he o Sr. Manoel Antonio '. E lio se-
melhante individuo o que em publica ousa lachar os
oulros de espertes'! que se diz protector de mnha
mi, o nico qge nao perde naita na quilarao, que
lodos desejam passar-lhc, e be o nico que se oppe
a ella*! a esle beneficio que desejam fazer-nos,quc
mesmo ja Miara feiht, sem 13o caridoso bentfei-
lor ?... o publico qne o decida.
Agora, Sr. Manoel Antonio, quanto as indirectas
que alira a meus manos e a mim, tenho somenle a
di/.er-lhe, que a ningucm desarradila n que diz um
Manoel Antonio, que se he de Jesns. nao parece.
Jos de I aseoncellos.
PUBLICADO 4 PEDIDO.
Exm. Sr.Antonio Fablo de Mendonr.i precisa
por cerlidao o acrordao proferido nos nulos de ap-
(lellarao em que litiga com Johnslnu Palcr & C.a, e
lambem a scnlenra da primeira iaslauca. Pede a
V. Exc. assm lhe delira. E. R. Me.
Passe. Recite 25 de julho de 1851.Azevcda.
Anlonio Joaquim-Ferreira de Carcalho, escricao
de appellacoes do superior tribunal da relaeo de
Pernambuco, por S. M. I. e (.'., o Sr. D. Pe-
dro //., que'Dos guarde ele.
Certifico, que revendo os autos de que Irala a pe-
lieilo retro, driles consta ser a senlenca c accordao
pedidos pur cerlidao, do l licor segu ule'.
Scnlenra.
Os embargos recebidos folhas, julgo aflnal pro-
vadns; porquanlo sendo um dos requisitos da arr.io
dcreudial intentada peloi embargados contra o em-
bargante, que seja liquido o que se demanda pela
escriptura, admitliudo-se essa via suininaria e exc-
cutiva por instrumente illiquido somenle nos casos
cm que se pode propor libcllo geral e proferirse
senlenca inccrla c liquidavel na sua execuran: da
escriptura folhas moslra-se que o embargante c
sua mulher obrigaram-se a pagaraos embargados e
aos oulros credores hypolheearios na razan de dez
por '\ annuaes de seus crditos, leudo principio o
paaamenloeiepois de sali-l'eiia e paga a quaulia de
22:4109000 rs., a Jos dos Sanios Nares, c dcduzidas
as despezas al cnlao feitas com o costeio do enge-
ulio hvpolhccado, a sastenlara da familia e fabrica
dos hypolhecanles, e dos juros que se pagarcm da
quantia de 22:590]}00 r. das, lellras constantes da
anterior escriptura de hypolhecacom a clausula ex-
pTessa de ficarem o einbarganle e sua mulher, su-
jeilos na falla de pagamento dos ditos dez por du-
rante dous annos consecutivos, a condicjlo imposta
as primeiras escripluras e relativa a enlrega de
seus baa at cffectiva a nem ilae io. Meando em vi-
gbr (odas as oulras condires anteriores o que tudo
iinpcdindo que se prolira na especie verlente sen-
lenca, posto que inccrla c liquidavel na eiccurao
por tornar a escriptura a folhas a ohrigacao eflecti-
va do einbarganle dependente de circumstancias
designadas n'oulras escripluras que nao foram pro-
da/i bis."c de facto nao provado no ingresso da pr-
senle aceo, julgo os embargados carecedoies da
arrio mienta la con Ira o embargante, c condemno os
embargados as cusas, ficando-lhes salvo o direilo
de haverem o pagamento do quelites devero einbar-
ganle pclns meios competentes.Cabo II de novem-
bro de 1853.Jos de Maraes liomes Ferreira.
Arcordao em relacao, que conlirmam a scnlenra
appellada, vistos os aulos c dispnsces de direilo
roiri ipie se conformam, e condemuam o appellautc
as cusas.
Recite 18 de julho de 1835.Azcvedo presidente,
Pereira Monlero vencido, Villares, Baslos vencido,
Valle, Santiago.Nada mais se.conlinha em lila
senlenca eacrord.Vi que se pedem por cerlidao, c
aos respectivos aulos me reporto. Esl a presente,
sem cousa que duvida fara, por mim conferida e
concertada, subscripta e assignada nesta cidade do
Reefe aos 27 do mez de julho de 1851.Subscrevi
e as.ignei, cm fde verdade, Antonio Joaquim Fer-
reira de Carcalho.
COMMERCIO.
PUACA DO RECIFE 14 DE ACOST AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotac,6cs olliciaes.
Cambio sobre Londresa 60d|V. 36 1|2. d.
Descont le lellras de :) mezes7 e 8" ao anuo.
Dilo de ditas de 30 dasIi ao auno.
ALFANDEtiA.
Rendmcnlo do dia i a 12.....71:0919200
dem do dia 14........6:707$99i
77:802I94
Detcarregam hoje 1(1 de agosto.
ftrigue porluguezLaia //diverso gneros.
Ilri^ue fiancezMerlcmercaderas.
Patacho brasilciroAlfredodem.
CONSULADO (ERAL.
Rcndiincntn do dia I a 12.....10:5758332
dem do dia 14........1:4248752
DIVERSAS PROVINCIAS.
Itendimenlo do dia I a 12 .
dem do da 14 ....... ,
12:000^)81
37S96I
128287
5069748
RECEIIEDORIA DE RENDAS INTERNAS liE-
RAES DE PEUNAMRUCO.
Rendmcnlo do dia II......3981666
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do da 1 a 12.....12:0llj!(||
dem do dia 14........1:4659369
13:5069180
PALTA
dos precns torrentes do astucar, algodao', e mais
gneros do paiz, que se despacluun na mesa do
consulado de Pernambuco na semana de 14
a Vi agosto de 1851.
Assucai-eiiiraixashranrn |. qualidade ir 29700
a >. n 29300
n
a
>

- o mase........
bar. csac. hranro.......
o a mascavado.....
refinado ...........
Algodao era pluma de I.-1 qualidade
n o 2.
b n 3." o
em carro..........
Espirita de agurdente.......caada
Agurdenle ranura........ n
B de ra.na....... B
b restilada.....
Genebra...........
B .....J.....
Licor............
B............... pai i cii.1
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire
b era casca.........
Azcilc de mamona.......
b b nicndoim e de coco.
b de pcixe.......
. boliia
i ranada
garrafa
caada

a
B

ccnlo
8
B
Cacan
Aves araras..........
b papa .mos.......
Bolachas .............
Bisroilos............
Caf hom......'.....
b reslolho..........
b cora casca.........,
b inoido...........,
Carne secca..........,
Cocos com casca........
Charutos bous..........
b ordinarios.......
b regala e primor .
Cera de carnauba........
cm velas..........
Cobre novo mu d'obra.....
Couros de boi salgados......
espixados........
b verdes ..........
b de onca.........
b b de cabra corlidos. .
Doce de calda.........,
goiaba.........
b secco.........
b jalea............
Estopa nacional.........
b eslrangeira, mo d'obra.
Espanadores grandes......
pequeos......
Farinba de mandioca......
" b milito........
b aratuta .......
Keijiio..............
Fumo bom...........
ordinario .........
em folha bom.......
b b b ordinario ....
a a reslolho.....
I per.iruunha..........
domina.............
(jengibre............
Lenha de achas grandes.....
b pequeas......
b loros ............
Pranchasdc amarcllo de 2 costados. .
b u louro ..........
Costado de marcllo de 35 a 40 p. de
r. e 2 '.. a :l de I.......
de dilo ii-ii,es........
Cosladinbo de dilo. '........
Soalho de dlo. .'........
Forro de dito.............
Costado de louro...........
Cosladiuho de dito..........
Soalho de dito ; 1........
Forro de dilo.............
a cedro. .
Toros de latajuba. .
Varas de parreira. .
b s aguilhadas.........
n b quiris............
Em obras rodas de sicupira para carros, par
b b eixos B B B B
Mclaro.
19640
29500
13800
:is200
G9I00
59700
59300
18-VJ.'
9800
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9-520
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9220
9480
9220
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l|600
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19280
19280
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a 7968O
B 59OOO
a 396OO
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19200
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9160
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9090
159000
9180
9280
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9100
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I9OOO
29000
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29560
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Pcdra de amolar.........
a filtrar.........
b relilos........
Ponas de boi..........
Piassaba.............
Sola ou vaqueta.........
Sebo cm rama.........
Pclles de rarnero .......
Salsa parrilha..........
Tapioca.............
Dabas de boi..........
Sabio..............
Esleirs de perperi.......
Vinagre pipa..........
Caberas de cachimbo de barro.
209000
IO9OOO
83OO
69000
39500
69OOO
59200
39200
28200
39000
19280
19280
19600
9960
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I69OOO
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9610
69000
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9OOO
9320
25100
69OOO
9180
189000
29.500
9210
. 9090
. una 9160
. B .'IO9UOO
milbeii" 59OOO
, ranada
alqueire
. uma
. renta
molbo
. meio
.
. nina
.
B
. ceulto
MOVIMENTO DO PORTO.
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
li;a, para o producto da arreinalactlo ser depositado
na Ihesouraria desla provincia al ser convertido cm
a plices da divida publica, scudoa siza paga a cusa
do arrematante.
E para qne chegoe a noticia de lodos, mandei
pa>sar editaes que serao publicados por 30 das no
jornal de maior circularlo, e afinados nos lugares
pblicos.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 dq agoslo de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baptista, escrivSo interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimaraes.
-Vacio* entrados no dia 14.
Genova c Malaga72 dias. e da ultimo porta 40, po-
laca sarda Mara, de 152 toneladas, raplo Mi-
guel ladero, cquipagcni 14, carga viudo e mais
gneros;* ordem. Conduzuma companhia lrica
composta de 19 petsoan. Veio a esle porto refres-
car c segu para a Babia seu deslino.
Para e porlos intermedios12 lias c 18 horas, va-
por brasleiro lmperatriz, coiiimandaulc o l". l-
ente Jos Raymundo do Parias. Passageiros pa-
ra esla provincia, Jos Mendcs da Cruz Guimaraes
o sua familia. Nenlel Norslon A. Araripe, Manuel
Jos Pacheco c 1 escravo. Jos Mondes, sua sc-
nbora, 2 lilbos, 1 escrava e o pardo Francisco. An-
tonio Jos de Squeira e 1 escravo, Eduardo Fran-
cisco da Silva, Melquades da Costa Barros, padre
Antonio Alvcs de Caraiba, Jos Carlos Figucra
Saboia, Domingos Carlos Saboia e 1 escravo, Je-
ronxmo Figueira de Mello, Guilherme Augusto R.
Selle. Placido Caelano Bargas, Bernarda Fernan-
des \ launa e 1 escravo. Bernardo de Siquera Cas-
tro, Jos Antonio Baptista, Jos Pereira, Jeronx-
mo Emiliano, Evaristo Sabino de Olivera, Jos
Joaquim Peixoto de Miranda, Manoel da Cosa
Lima, Manoel Gomes da Cruz, Amonio Jacinlho
de Aragan, sua senhora, 1 filho e 1 escravo, Ama-
ro Gomes Torres, Manoel Jos Rodrigues Lima,
Benlo Alves de Merclles. J0S0 Tavares Ferreira,
Manoel Marques Cimacho, Jos JcronxmoAra-
nha, placido Ferreira da Sd\a. .Manoel" Peres de
Almcida, Dr. Ilenrigue Keumiro, Jos Antonio
Pereira Vinagre, Jos de Azevedo Meira, Fabricio
Gomes Pedresa, sua senhora, 2 lidias e I escrava,
Dr. Joaquim Antonio Alves Ribeiro, 1 escrava a
entregar, Anloiiio Jos de Siqueira, e 4 deserta-
res. Scguem para o sul, Albino Pinheiro de Si-
queira. Rosa Maria de S. Flix, Segismundo Ce-
sar e Maura, Frankliu Mendcs Vianna e 1 escra-
vo. Dr. Francisco Vieira da Costa. 1 filha e I es-
crava, o 2. cadete Florencio Rodrigues da Cosa.
Mans Porl, 38 recrulas para o excrcilo e marinha,
2pracas para imperiaes marinliciros, 4 dilas de
prol, e44 escravos a entregar.
Sacio sabido no mesmo dia.
CaliforniaHiate americano Bay Cety, capitn I.
II. Wardle, carga o machinismo para vapor.
.YobP* entrados no dia 15.
Liverpool51 dias, briguc iuglez ^nn Poner, de
259 toneladas, capiUlo William Me. Bride, cqui-
pagem II, carga plvora, fazendase mais gneros;'
a Deanc \oulc & Companhia.
Lisboa32 dias, galera portngueza Margarida, de
280 toneladas, capilao Joo Ignacio de Menezes,
equipagem 20, carga vinho e mais gneros ; a
Ainnrim Irmloa, Passageiros, Jos Vicente Ca-
ala c sua mulher, Antonio Maria Rodrigues Ted-
ies, D. Maria do Carmo, Augusta Jos Fragoso,
Vicente Ferreira Guimaraes Peixoto, Manoel
Loprenco.
Rio Grande do Sul25 dias, brigue brasilciro ./mo.
de 190 loTicladas, capilao Joo Jos da Silveira,
equipagem 13, carga 9,812 arrobas de carne sec-
ca e 96 ile graxa ; a Amorim Irmaos. Passagci-
ro, Fclizardo Aulonio Jos esoa familia.
.Vacio sabido no mesmo dia.
Rio de Janeiro e porlos intermediosVapor hrasi-
leiro lmperatriz, commandante o 1. lente Fa-
rias. Coiiduz desla provincia 18 passageiros.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia d 7 do corrente, manda por a
concurso o lugar vago de segundo" csrriptararin da
lerceira senjao da coutadoria desla Ihesouraria, o
qual lera lugar no dia 18 de selcrabro proiimo fu-
turo, devendo os pn tendele- ser examinados na
grammatica nacional, rscripluraralo por part bi-
dohradas, arilhmclica e.suasapplica^es, rain espe-
cialidade a reducto de moedas pesos e medidas, ao
calculo de descontos c juros simples e composlos;
endo preferidos os queliverem boa letra e soube-
rent linguascslrangeiras.
Os prelendenlcsdcvcrao aprescnlar seus requeri-
mentos na mesma Ihesouraria com cerlidao em que
proven serem matares de 20 annos.
E para quecbegue ao conhecimeulo dos interes-
sados se mandou afiixar o prsenle e publicar pelo
Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buro 9 de agoslo de 1851.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juizde
direilo da primeira vara do rivel nesta cidade do
Recife, por S. M. I. c C, o Sr. D. Pedro II que
lieos guarde ele.
Fac,o saber aos que o presente edilal virem e delle
noticia liverem, que no dia 22 de sclcntbro prximo
seguinle, se ha de arrematar por venda a quem
mais dei em prara publica deslc juizo, quo lera lu-
gar na casa das audiencias depois de meio dia com
assislcncia do Dr. promotor publico deslc lertno, a
propredade denominada Pitanga, sita na freguezia
da villa de Iguarass. perlencenleao patrimonio das
reculhidas do convenio do Sanlissmocoracao de Je-
ss da mesma villa, a qual propredade lera nina le-
gua em quadro, cujas exlrcmas pegam do marco do
engenho Monjopc que foi anligamenlc dos padres
da companhia de Jess, pela eslrada adianieao lugar
que chamam Saplicaia da parle esquerda, e dahi
cortam buscando o sul e alravessam o no Iguaras-
s, Pilanga, al eocher uma legua, c llalli parle bus-
cando o nasceule al encher onlra legua, e dalli
buscando o norle donde priucipiou com oulra legua
que faz ludo uma legua em quadro, cora uma casa
de vivenda pequea de telha e laipa ha pouco aca-
bada, avallada por 5:0009000 rs.. cuja arremalaeSo
foi requerida |>elas dilas recolhidas ent virlude da
li.-rnr.i que nliiixer.1111 de S, M. o I, por aviso de
DECLAItACOES.
BANCO DE (PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direcrao d6
Banco de Pernambuco se faz certo aos se-
nhores accionistas, <|ue se acha autorisado
o sen gerente para pagar o quarto divi-
dendo de 12$U00 por acco. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 1854. Joao
Ignacio de Medeiros Reg, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.'
Oconselho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Peinambuco,
arealisaremdol. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 30 0|0 sobre o numero
das accesque Ibes foram distribuidas, pa-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil con tos de reis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
ble'a geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 185*.O se-
cretario do conselbode direccao,
J. I. de*M. Reg,
A administracau'geral dos eslabelerimentas de
caridade. manda fazer publico a quem convier, que
no dia 17 do corrente na sala de suas sessoes, con-
tinua a praca das casas ns. 118 da ra das Cinco
Ponas, ra da Roda 3 c 7, c ra Nova n. W.
Administrarao geral dos esuthelecimenlos de ca-
ridade 10 de agoslo de 1851.O escrivo, Antonio
Jos Gomes do Correio.
CHRISMA NA ORDEM TKRCEIRA DO CARMO.
O Exm. e Rvm. Sr. Jispo de Pernambuco, conhe-
cendo a cscacez de meios da veneravel ordem ler-
ceira do Carmo desla cidade, para levar a effeilo o
arde ule anhelo de construir o seu hospital para ser-
vir de verdadeiro alvergue para seus irmaos desva-
lidos, se dignan por sua benevolencia, e a pedido do
prior, em uome da actual mesa regedora, ministrar
ae-s fiis o Sacramento do Chrisma, na igreja da mes-
ma ordem, nos dias de domingo 20 e 27 desle mez,
pelas 10 horas da manilla, e applicaudo as esmolas
da baca i prol daquclht pia obra. O rmao prior,
espera da rcligiosidade de seus irmaos (erceiros, o
mesmo de lodos os fiis amantes da mesma venera-
vclordcm, que se bao de prestar e roncen rer a esle
acta da nossa religto e do qual resulla grande uli-
11 lude a mesma ordem, devido a natural munificen-
cia de S.'Exc. Rvma., a quem a veneravel ordem
muilo se ufana de ve-lo encorpnrado no cathalago
dos seus irmaos.Francisco Pinto Ua Cosa Lima,
prior."
Conselbo administrativo.
O conselbo administrativo, em virlude do aotori-
sajao da presidencia da provincia, tem de comprar
os objectos seguinles:
Paraol.balalhao de taranlaria de linha.
Panno verde para sobrecasacas e calcas, covados
152, boloes blancos de osso, grosas 25, dilos prelos
do dilo, ditas 36, carias de a b c 20, traslados de li-
ndas 20, dilos de bastardo 20, ditos de baslardinho
10, dilos de cursivo 10, laboadas 20, pedras de lou-
ro 10. '
Prnvimcnlo dos armazens do arsenal de guerra.
Caixas com vidros 2.
Officinas da M a 2.a classes.
Costados de pao d'oleo 6.
Hila- da i.' classe.
Pcdra pomes.libras 16.
Meio balalhao da provincia da Parabiba.
Copo de vidro 1, prato de louc 1, bracos de ferro
para balanrascom 35 pollegadas de cumprimenlo .
Ke,-rulas em deposita no 2. balalhao de iufan-
laria de linha.
Boles prelos de osso, grosas 25, ditas brancos de
dito, ditas 12, mantas de lila 50 : quem quizer ven-
der estes objectos, apresante as suas proposlas em
caria fechada, na secretaria do conselbo, as 10 horas
do dia 21 do correle mez. Secretaria do conselho
administrativo para fornecimento do arsenal de guer-
ra H lie agosta de 1851.Jos de. Brito Ingle:, co-
roucl presidente.' Bernardo Pereira do Catm
Jnior, vogal c secretario.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Para pelo Maranho, segu com muila
brovidade, por ter parle da carga prompla, o brigue
llebe : para o resta Irata-se com o consignatario
Manoel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 11, ou cora o capilao Andr Antonio da Fonce-
ca, na prara.
PARA O CEAR.V.
Sabe neslee dias o hialc Aforo Olinda, para o res-
tante da carga a tratar com Tas Irmaos.
AO PARA' PELO MARANHO'
Segu com brevidade por ter grande
parte da carga, a bem construida escuna
Flora,, i. capilao J. S. Moreira Rios, pa-
ra o resto da carga trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia: na ra do Trapiche n. 16,
segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
O patacho nacional Valente segu
para o Rio de Janeiro at ao dia 1!) do
crtente mez: para o resto da carga e es-
ci'E vos a fretepara os quaes tem bons corrt-
modos, trata-se com o captyo*Francisco
Nicolao de Araujo, na praca do Cpmmer-
cio, ou com os consignatarios Novaes &
Companhia, na ra do Trapiche, n. 3i,
primeiro andar.
PARA 0|RIO DE JANEIRO. '
Seguir viagem a velleira barca nacional lmpera-
triz, depois que largar o pralico que conduz do As-
s, donde he esperada por esles dias, e como tenha
uma evadiente cmara, e ptimas commodiiladca
para passigeiros e escravos a Ii ele, previne-se aos
preteudenles para com antecedencia dirigirem-se a
ra da Cruz n. 28, cscriptorio de Eduardo Fer-
reira Hallar.
PARA 0|ASSC
o patacho Alfredo, vai seguir nesles'dias; quem no
mesmo qurzercarregar 011 ir de passagem.eiilenda-
se 1 -um o ron-ign.il.nio A. L. de Olivera Azcvedo:
na ra do Queimado n. 0, ou com o capilao a bordo.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Ass o brigue escuna na-
cional Maria, que com urna pequea
demora devera' seguir para o seu destino:
quera no mesmo quizer embarcar escra-
vos o u ir de passagem, entenda-se com
os consignatarios Machado & Pinheiro, 11.1
rua do Vigario n. 19, segundo andar.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
xCvf iptj85SPespera-sedo sol o vapor
^ ^H."^*\fcrDj-. Great iVeitern, com-
^~i'*'-^'.:t:-^cli^EMd^ mandsnte Revis, oqual
'''''- vFr^yarrNi'rr> depois da demora do
coilume seguir para a Europa : para passageiros,
Irata-se com os agentes Adamson 1 lo ic & Compa-
nhia.
Companhia de Liverpool.
CtCfc^H^fc Espera-se do sul no
V^l\ -JkK* BBPdia 16 o vapor Dahia-
/s tri.~^-7i\fittl&, "''" co,"mandanle D.
'''',^^St>,'^^BK^ Creen, o qual depois da
-> *,* ^>SS!SSSy demora do costume se-
guir para Liverpool, tocando nos porlos de S. Vi-
cente, Madeira c Lisboa : agencia cm casa de lleu-
lle Voulc & Companhia, ra da Cadeia Velha n. 52.
LEILO'ES.
LEtLAO" DE UMA CASA DE SOBRADO.
t.iu.iii.i feira 16 do correnlc, ao meio dia era pon-
to no armazem de M. Carneiro, na roa do Trapiche
n. 38, o asente J. Roherls, fara lelo de orna casa
de sobrado de dous andares e sotan, sila na ra das
Cruzes n. II, que ser enlrCKue a quem maior of-
ferla o >ecer.
t.'uai ;.i feira 16 do correnlc as 10 e 'i horas'da
manliaa, o asente Vctor fara leilo no seu armazem
ra da Cruz n. 25, de grande e variado sorlimcnto
de obras de marriueria, novas e nsidas, de d dieren -
les qualidades, cutre estas: uma mesa clstica de
amareilo, diversas qualidades do espirita, como licor
francez superior qualidade, cognac e absynlho, can-
dieiros para meio de sala, laulernas de pos de vidro
e casquinho, compolciras, diversas obras de ouro c
prata de lei ele, assim como lambem ir na mesma
occasiao, uma raoblia nova do amarello. e oulros
objectos que cslal.io paleles 110 dia do Iciiao.
He.ine Youle c\ Cumpa.diia .nao leilo por
inlervencao do agente Olivera, e por coula e risco
de quera pcrleucer, de cerca de 1,200 barricas de
farinba de Iriso, marca IIA\ AI.I. avadadas.a bordo
da barca americana Sieon, na sua rcenle viaaera de
Bostn para esle porto :quiula-feira,l7 do corrente,
as 10 horas da manhaa, no seu armazont do becco do
Coiicalxes, no Recife.
Ra do Collegio n. I \.
ijijinla-feira, 17 do crranle, as 10 horas da ma-
nhaa", o asente Borja, no sen armazem, far leilo
de diversos movis, romo bem : obras de mareioe-
ria de diile ente- qualidades, diversos pianos inale-
zes, obras de ouro e prala, relogios para algiheira,
parede e cima de mesa, com corda para 15 e mais
dias, caudciros de difiranles mojlelos, lanlernas,
candelabros ele, vidros e tantas para servico de-me-
sa, ricas caixinhas para guardar joias.e ootros muilos
objeclos modernos e de bom goslo, que serjo vendi-
dos em leilo sem limite algum. *
AVISOS DIVERSOS!
Agencia de passaportes, ttulos de re-
sidencia e olhas corridas.
Claudino do Reg Lima, despachanle pela repr-
talo de polica, despacha passaportes para dentro e
tara do imperio, titulo de residencies e folhas corri-
da : na ra da Praia n. 43 primeiro andar.
O abaixo assignado, pergunta ao Sr.
M A. F. porque razao nao paga as pes-
soas seus credores desta praca que lhe
venderam azendas para os engentaos, e
at dinheiro de emprestimo para paga-
mento de ordehs do mato, st6 ha miuto
tempo, e que at hoje de pagamento ni-
cles, se S. S. perdeu tudo quanto possuia
e at mesmo fortuna que nao era sua, os
seus credores uo podem responder por
suas asneiras e coragem, e nem tilo pouco
esto]dispostosa serem pai de S.S., portan-
tosera' bom que quanto antes trate de pa-
gar o que deve na praca, e nao queira s
fazer boa cara para com os matutinhos
que apezar da franqueza que no seu an-
nuncip de 14 do corrente mostra aos mes-
mos matutinhos, elles estarao deollio aber-
to.Joao Jos Ferreira da Silva.
ATTENQAO.
theat.ro de apollo.
DOMINGO 20 DE AGOSTO DE 1854.
Grande ass alto de armas dirigido pelo
PROFESSOR LOUREnp.
O Sr. I.ourenco profesior de armas da escola fran-
ecza, mestre de florete, espada e heala, ten a hon-
ra de participar ao respeilavel publico que no do-
mingo -20 de agoslo de 1854, m 10 horas da manhaa
no sabio do Ihealro de Apollo lera lugar um grande
ssalto de armas.
Convida pois aos amadores destes jogos, aos Srs.
ofliciaes lano da guaruicao, como da.guarda nacio-
nal e a todo o publico em geral, para bonra-lo com
sua presenra.
Depois da abertura do assallo, o Sr. professor Lon-
renco achar-se-ha prompto para manejar com qual-
quer pessoa uma das armas cima mencionadas.
O preco da culrada he IJOOris.
Os bilhetes serao vendidos no dia do assallo na
porta do theatro.
Lotera do Hospital Pedro II.
Sexta-feira 18 do corrente mez, andam impreleri-
velmenle as rodas desla lotera, os bilhetes e cnte-
las de Satasliano de Aquino Ferreira eslo expostos
a yenda ate s 10 horas do referido dia na roa Nova
loja n. 16 de Jos Lnit Pereira & Filho, aonde se
venden a sorlo de 10:0009000 res da lotera da ma-
Iriz da Boa-Vista: paga-se logo que sahir a lista ge-
ral todos 01 premios sem descont algum:
Preces.Inleiros. 119000 10:OTOOOO
Meios. 58300 5:0009009
Quarlos. 29700 2:5009000
Decimos. I9200 1:000(000
Vigsimos. 600 5009000
O abaixo assignado, tendo de fazer umafviagem
ao Rio de Janeiro deixa na gesUo de sua cata com-
morcial ucsla prara ao seu socio socio o Sr. Manoel
Jos Gomes Lima, e na falta deste, como seus pro-
curadores, cm primeiro lugar ao Sr. Manoel Ignacio
de Olivera, iiem segundo ao Sr. Eduardo H. Wvalt.
Recife 15 de agoslo de 1854.Manoel Francisco
da Silca Novaes.
Joaquim Rodrigues Piolo, rettra-se para fora
da provincia.
Aluga-se uma boa escrava a qual cozinha, lava
e compra: na ra da Peoha n. 5 segundo andar, ao
p do brigadeiro Joaquim Bernardo.
Precisa-se de uma ama de leile ada e de boa
conduta: no largo do Corpo Santo n. 13, casa do co-
ronel Mamede.
D-sc 8OO9OOO reis lodo ou em parle a juros,
com penhoresde ouro ou prala: na ra estrela do
Rosario 11. 7.
Precisa-se de uma ama para casa de pouea f-
mula, que saiba cozinltar e cogomraar. tudo com
per(eirao e d fiador a sua conduela: na roa das
Cruzes n. 20, loja.
O abaixo assignado, lendo de fazer uma viagem
ao Rio de Jjneiro, e nao podendo pela brevidade de
sua partida despedir-se prssoatmenle de seus. ami-
gos, o faz por meio do presente offererendo-lhes Da-
quella cidade o sen limitado presumo.Recife 15
de agosto do 1854. Manoel Francisco da Silva
Novaes.
Arrcnda-se um sitio cm Bebcrihe de baixo, com
bastantes frucleiras, proporces para criar vaccas de
leile, baila para capim. mala para tirar lenha ecasa
de vivenda: a tratar no mesmo lugar primeiro sitio
direita ao entrar no becco do fundi.
Mara Francisca do Espirito Sanio, relira-se
para tara da provincia e sua familia.
Offerece-se uma ama para casa de homem sol-
teiro, parda, do meia idade, muilo capas para todo
o servico de casa, sabe bem coziuhar, eogommar e
fazer todo o servico, de -aleos sabir a ra: quem
quizer dirija-se a S. Jos na ra do Peixe u. 35.
O abaixo assignado, bacharel em direilo em
lellras e em ciencias matheroaticas pela universida-
de du Franca, academia de Pars, competentemente
habilitado para ensinar o francez e geometra, ofle-
recc o seu presinti para qualquer uma das duas
sciencias, a quem convier, 00 primeiro andar do so-
brado n. 44, alraz da matriz da Boa-Visla.
l.'mbelino Ferreira Callo.
Precisa-se de um feitor porluguez que eotenda .
de pbmiarSo de capim : na ra da Cadeia do Recife
11. 4U, piimeiro andar.
Aluga-se a casinba do paleo do Carmo, ao en-
trar na ra das Trincheiras, muilo propria para
arougue, por ja o ler lido muitos annos : a fallar na
taberna junio.
Aluga-se ama casa terrea na Soleade, defron-
te do quartel, com armaclo que servio para fabrica
de charutos : quem a pretender para o mesmo fim,
ou mesmo para morada, cnlenda-e com J080 Leile
Pitta t trtigucira. na ra da Cruz do Recife n. 14 ; e
na u-sina casa, ou na taberna de Sr. Bernardina,
para se poder ver-
A sumaca nacional Hnrlencia, que segne para
a Babia, contrata marinheiroa nicionaes.
Aussnlou-seda casa nova, na estrada que vai
da Soledade al o Manguiubo, uma muala de nome .
Claudina, de idade 1S anuos, pouco maisou menos,
lem os olhos alguma coosa vesgns, lem sardas na ca-
ra, e bastante geba ; nSo se pode dizer cora que tra-
je anda por ler levado comsigo um bahnzinho anta-
relio ; desconlia-se que foi seduzida por um soldado
da Soledade por se ler achado varias vexes a conver-
sar com ella : quem a pegar, leve-a ao sobredito si-
lio, que era bem recompensado.
Precisa-se de uma escrava para ama de uma
casa de ponca familia, que saiba aoxiohar o diario
de uma casa e lavar: a Iratar no paleo do Carmo
n. 8.
O'bacharel Joo Vicente da Silva Costa, pro-
fessor substituto das cadeiras de philosophia e geo-
metra do collegio das artes, faz publico, que em
observancia dos estatutos da faculdade de direita,
deixa de leccionar particularmente as materias da
sua prnlissan.
:a8oSBOeO8i:a0B0KK
O bacharel formado em malhemalicas, Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, avisa aos
senhores que lhe fallaram para ensinar ari-
Ihmelica, algebra e geometra, e aos que
tambem se quzerem applicar a essas discipli-
na, que no dia i. desetembro prximo vm-
douro dar principio as suas liedes, na q
Nova, sobrado n. 56, das 4 as 5 y horas 1
larde.
Desappareceu no dia 16 de julho, do engenho
Marag, um escravo de nome Amaro, cnoulo, de
idade 15 annos, j pinta, .baixo, grosso, pouco ca-
bello, barbado, as Yezes lem barba por baixo do
queixo, tem pelo corpo mitilas cicalrizct de chicote,
os ps grossos que parece j ler algum principio de
aristim, lem uma orelha tarada rom brinco ou sem
elle ; levou camisa e ceroula de algodao trancado,
e chapeo de palha :^quem o appreheuder c conduzi-
lo ao mesmo engenfto, ou no Recife, roa do Vigario
n. 29. armazem, sera recompensado.
Aluga-se um escravo muilo fiel e que j tem
pralica de servico interno e externo de casa : a-tra-
tar na ra do vigario u. 29, ou ra do Collegio
n.16.
OOercco-se uma ama poriugueza para casa de
um homem solteiro 011 de ponca familia, sabe en-
gommar e fazer o mais servico : quem precisar, di-
rija-se Boa-Vista, roa da Conccico n. 52.
No dia 19 do crranle, na porta da residencia
do Sr. Dr. juiz municipal da segnnda vira desla ci-
dade, he a ultima praca em que lem de serem arre-
matados os 60 e tantos escravos piuhorados a Luiz
Pires Ferreira, por execurao que lhe roovem Anlo-
uo Pires Ferreira e oulros.
Ataga-se o secundo andar do sobrado da roa
do Rmigel n. 11 : a tratar na loja do mesmo so-
brado.
Como dizem alguns senhores joriscousultos.que
os herdeiros morios, por lei n3o herdm, por eon-
sequencia seus descendentes, rogo a ditos lllms. Srs.
iligam pelo Diario o que dizem as leis a respeilo, do
que fazam maior obsequio o supplicante.
O Pernambucano.
Perdeu-s6 no dia 13 do correuto, na Boa-Visla,
desde a ra Velha, paleo da Santa Cruz, al a ra
do Pires, uma medalha de prata com coroa e fita
verde, dislincco de campanlta do Estado Oriental
do Uruguav ; a pessoa que a achou e quizer resti-
tuir, pode "dirigr-so a ra Bella n. 61, <|ue ser re-
compensado.
Perden-se no Ihealro de sabbado orna crranle
fina de relogio : quem .a achou e quizer restitai-la,
dirija-sen ruada Cadeia-, loja n. 10, que se gratifi-
cara.

'
I


D. Mara Francisca do Alnirida, viuva de Jos
Francisco da Silva, declara que Ihe coaita, que ha
urna pessoa nesla cidade que propala que lem um pa-
pel da anuunciante, no qual ola se obliga a dar-lhe
I:000&t)(i0 por anuo, o que be menlia, porque a u-
nunciaole uo passou tal papel, nao o oandou pas-
tar, nem o assiguou ; e declara mais, que at esta
data 11A0 fez testamento nem cni nota uem cerrado.
Recife 1-2 de agento do 1854.
O abano assignado faz publico ao$
senhoies de engenho, lavradores, ouou-
tras quaesquer pessoas do matto, que po-
dem vir [ou mandar receber qualquer
saldo que porventura tenham em seu po-
der. Recife IV de agosto de i 85*.__Ma-
noel Alvos Ferreir.
O proprietario da refinacao do paleo do Hospi-
lal parlicipa au rcspeiUvel publico, que na mesma
vende as.ucar de lodas as qualidades, refinado,
bronco e mascavado, caf moido e eiu caroco, ludo
por prero commodo.
loteras da provincia.
Othesoureiro geral das loteras avisa,
que se acham a venda os bilhetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
beneficio do hospital Pedro 11., natlie-
souraria das loteras, ra doCollegion. 15,
na praca da Independencia n. 4, e na
loja do Sr. Arantes n. 13, ra do Qnei-
madons. 10 e 59, ra do Livramento n.
22, aterro da Boa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impreterivelmentenodia 18 de agosto, as
9 horas da manhaa ; e os bilhetes estao a'
venda at o da 17 as 6 horas da tarde.
Precio inteiros 10$000
meios 5$000
Lava-se e engomma-se com perfeirSo e por
commodo prero: na ra da Ponte-Vellia'n. 31.
Acha-se desde bontero 10 do eorrente, afflxado
o edital quo m.qdou passar o juixo da primeira va-
ra do civet desta cidade, escrivo Baplista, para ser
citado Anlonio de Hollanja Cavalcanli para lodos
os Icrmos ila perora que te proceden em um sen
escravo, para pagamento da execuro de Manuel
Jos Coucalves.
l'recisa-se alugar um sobrado de um andar na
freguer.ia de Santo Antonio : quem o liver annun-
cie on dirija-se ra do Caldcireiro n. 34, onde se
dir quem precisa.
CARROCASE MATERIAES.
No porto do Ponciulio, armacem tom frente de
madeira, junio a taberna, indo para n cadeia nova,
alugam-se carrosas para ludo que se lizcr mister, e
vende-ae por muilo mdico preco, poslo as obras,
sejam ellas onde fr, lijlo grosso e de Indas as qua-
lidades,'aria, barro, e o mais que a tal respeilo se
lizer preelso.
Des&ppareceu do engenlio nove denominado
Concordia, sito na fregneiia da Luz, nodia 6 do cor-
le roer, o preto Jos, crioolo, por appolldo Jos co-
ztnheiro, de idade 40 annos, potreo mais ou menos,
alto, chelo docorpo, bem preto, rosto crosseiro, pou-
ca barba, olhns om pouco pequeos, e alguma cou-
sa vermellios, mose pea grossos, com um dos dedos
dospes fendoesem ooba, os denles de cima lirados.
Este escravo foi comprado nesla praca ao Sr. Romao
Anlonio da Silva Alcntara que lem armazem de as-
sucar no Recife; paga-se generosamente a quem o
apprehender, conduzindo-oao lugar delermiuado.ou
a roa Direita desta cidade. taberna n.72.
Quem quizer comprar urna esclava que cnli-
tilla o ordinario de urna casa, lava, entornilla sofln-
vclmenlc o nao lem vicios, dirija-se i casa amarella,
detronle da matriz da Boa-Vista, lerceiro audar, que
achara com quem tratar.
Desiippareceo no dia 8 de maio prximo pasan-
do, do engenho Cabelleira, urna escrava de nome
Joaeplia, com .os aignaes se'auintes': parda escura,
altara regular, um tanto encorpada, cara feiosa, os
denles da I rcnle limados, venias chalas, os ps algum
lanto torios paro denlro, be muilo regrisla, ulhos
meios morios, e reprsenla ler 30 anuos de idade,
pouco mais ou menos, eugomma e cozinha solTrivel-
meule ; o abaixo assigoado promell recompensar
generosamente a quem Ihe Irouxer a dita escrava,
ou a quera noticia certa Ihe derdella.
Mathias Fcrreira de Mello.
1 rccisa-se alugar um raoleque que seja limpo
e fiel, para servir em casa de um liomem solleixo : a
fallar no armazem do Sr. Miguel Caiueiro. na ra
do Trapiche u. 38.
Precija-se alugar um bomcozinheiro para Urna
easaeslraogeiradc pouca familia, lambem urna pre-
la para servieo da casa, prefere-se eseravos: na ra
da Senzal. Vclha n. 60, na esquina do becco do Ca-
pim. -x_^-'
Precisa-se fallar com a Sra. D. Anna Izidora
iie faula o Silva, que morou em trras do engenho
Balando, a negocio de seu muilo inleresse : na ra
da Trata n. 53, estabelecimenlo.
O PEDRO V.
Peridico dot Portuyuezes em Pernambuco.
Pul'licar-se le peridico sob aquella denomi-
nado Pedro I o qual lera por sua principal missao
oceupar-se exclusivamente de ludo quanto inleresse
o nem eslar, a seguranza individual u prosperidade
de sua nacionalidade ; occopar-se-ha com afn na
gravusima queslSo do dia, isto he, os Portugueses e
as entidades consulares Moreira e Miguel Jos
Altes, ilc quejuslica Ihe seja feit.i pelo governo
do re rcenle de Portugal; no se entotter de mo-
do algn nos questoes polilicas do Urasil, nao de-
clinando todava de defender, guardadas lodas as
conveniencias a que te deve cmgir um peridico es-
(raogciro. quando era seu complexo seja atacado o
Drio e digmdade da nacao i que perlence.
O Pedio V vai surgir sob taes conelices, que sen-
do como alias sao joslas e santas, aguarda com con-
fianra llinulada, queosPorlugucze em geralIhe
outorgtiem seupras-me-e qUl:us Brasileiros em
sua loiigammidade approvem o pensarr.enlo patritico
c civihsadur que luduzio eslu crcatao.
Porluguezes coadjuvai mais esla nova empreza,
digna por sem duvida dos brios de uro povo ISo civi-
lisado, o qne mais de urna vez lem Mostrado face
do mondo, que sabe prezar os direilos de nacao livrc,
patriulica, e conservar Ilesos seu bon Dom e a sua
honra .etlicas mais nacOes do globo.
Public*r-se-lia duaa vezes por semina. Preco da
subscripc/lo 3000 por trimestre, seni duTerenej de
porte para as folhas que forem remeltidas pelo cr-
relo. \ ende-se avulso cada numera 120 rs. as
lojas de livrosda ra do Collegio ns.lt c 20, e na ra
do Crespo loja do Sr. Anlonio Dnmiiigu.es Ferreira,
n. 11, onde se recebem assignaturns, bem como
quaeaquer arligos que, de accordo com o programma
ua toiiia, forem cncaminbados respectiva redacrio
em caria Techada, os quaes serao inseridos gras.
1 az-se comida para fora com lodo o aceio, c
pelo preco mais commodo possivel: na ra doAmo-
nm, loja n. 29.
LOTERA DO HOSPITAL PEDRO II
Aos 10:0005, 4:000* e 1:000000.
1*0(fll"i' Sa'"slino de Aquinc Ferreira avisa
ao respe.lavel publico, que a. rodas Ha mesma lole-
na anelam indub.lavelmetilc no dia 18 de agosto. Os
seus afortunados bilhetes e cautelas osiao porto,
n"*"'ll8"'tM: ruadaC.deia do Rccie
n. .1. de Domingo, leixeira Bastos, n. 45. de Jos
SSSE3?Saloapr'.;na p"a--epT
Pnr^ ,.;. ae??>^0 Antonio Augusto dos Sanios
Porto; run do Quintado, loja de fizeudasdo Jusc
Joaqun. Pereira Te Mendonca roa do LlvrameT
U, botica d l-rancisco Antonio das Cl.agas; rUa
^ fi .'^,Hb,"Ca MJr?ra c Fraus i r" Nova
ii. Ib, leja de fazendas de Jos Luiz Pereira & Ftlho-
ruado Queimado n W, loja de fa^ndas de u
i ard.no Jos Montero & Companhia ; c na praca
da Bua-\ i, loja de cera de Pedro Uado BapUs!
la. Paga jobsua responsabilidade o tres primeiros
premios grandes sem o descont de 8 \ d imposto
HJWOO 10:0005000
S>> 5:0(H)30OJ
^"00 2:000305')
O^OO i:00OS00i)
5008000
.. Clwrilon, bacharcl em bellas lellras, Dr. em
d.reilo h.rmado*Tta onWersidadc de Paris, ensina en.
sua casa, roa das Flores n. 37, primeiro andar, a le
escrever, Iraduztr e Tallar coi reclmenle a lingo,
francesa, e lambem d Ucees parliculares era cesas
de ramilla.
A 45^000 e dO^OOO.
Ricas puleeirascoin relratos: no esUbelecimeuloo
de JMq^mJos Pacheco. Tambera ha ricas casso-
Iclas a 121000 com o relralu : no A'.erro u. 4 ler-
ceiro andar. '
GRATIDAO.
O abaixo assignado, aclindo-se quite
para com todos os credores de stia falen-
cia, tanto deste impepio. como de todas as
piaras da Europa, com quent teve rel'-
("escommerciaes, a' vista da sua legal lk-
lencia era face das graves perdas que sof-
ireuemteus negocios, eventualidades es-
tas a que o negociante esta' sugeito. Vem
pormeio deste jornal agradecer a todos
os wus credores, a nenerosidade e philan-
tropia, que com elle veram. graca esta
t(ue so Dos os pode recom* uar ; e co-
mo teDlia tomado contadeseus ivrbse
inuis papis, por deliberacao commun. d
seus credores, julga-se com direito a fazer
a cobranca geral de seus devedores, ven-
der, etr. Espera, poretn.queelles atlen-
dendo do grande prazo de que tem goza-
do, sejam pontuaes em o faer em'bor-
sar.
PeHiumhuco-S da agosto de 8i.
luiuiuoJose Flix da Bou.
a i7m a NoiVa 12dir-se-"a quim d'1009000
juros com penhores.
DIARIO DE PERHAMBCO, QUARTA FEIRA 16 OE AGOSTO DE 1854
PIBLICAAO DO INSTITUTO IIOMIIOPATHICO DO BRASIL
THESOURO HOMGEOPATHICO
ou
YADE-MECUM DO H0M(E0PATHA.
Methodo conciso, claro, e seguro de curar liomccopalhicamenle lodas as molestias, que allliscm a
especie humana, c particularmente aquellas que remata no Brasil.
m3 pelo
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra imporlanlissima he hoje reconhecida como a primeira c mclltor de lodas que Iralam da p-
pltcacao da homa-opalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmenlc, nlo pdem dar um
passo seguro sem possui-la e consulla-la.
Os pas de familias, os senhores de engenho, sacerdotes,, viajantes, capilaes de navios, scrlanejos, ele,
etc., devem le-la a mo para occorrer promptamenlc a qualqucr caso de molestia.
Dous voluntes cua brochura, por.......... 10S000
iiaooo
Encadernados ,
Vendc-sc unicamenle em casa do aulor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 08 A.
BOTICA CENTRAL HOJVICEOPATHICA
\inguem poiler ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, onde
noa qualtdade. I>or isso, e como propagador da luniiiFopalhi.no norte, c immedialamenle inleressado
em seus benclicos successos, lem o aulor do THESOURO IIOMOEOPATHICO maudado preparar, sob
sua irnmeiliata inspecrao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmaecutico
c proressor em honniopalhia, Dr. F. de V. Pires Ramos, que o tem cseculado com lodo o zelo, lealda-
de e dedicaciloquc se pode desejar.
A. eflicacia deslcs medicamentos he alicatada por lodos que os tem experimentado; ellos nao preci-
sara de maior recoiumendac.ao; basta saberse a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus opli-
mos resulladas.
Urna carleira de 120 medicamentos da alia e baixa diluirlo em glbulos recom-
mendadosno 1HESOURO IIOMOEOPATHICO, acompahada da obra, c do urna
cana de 12 vidrus de tinturas indispensaveis........
ila de OH medicamentos acompahada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dita de 60 principan medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de Unturas, e com a dita obra (tubos grandes.).
.... ... n (tubos menores).
una de ib dilos, dilos, com a obra (tubos grandes'........
" (lobos menores).
Hila de 36 dilos acompahada de i vidros ele tinturas, com a obra (tubos grandes) .
tOOfOOO
'J0.M00
Dila de 30 dilos, e 3 vidros de tinturas, com a obra
1) B
Dila de 21 dilos dilos, com a obra, (lubos grandes).
'.
Tubos avulsos grandes......
e< pequeos.....
Cada \idro de Untura.
60(000
I6|000
.iOSOOO
359000
409000
(lubos menores;. 303A0O
(lubos grandes) 359000
(lubos menores) 269000
303000
(tubos menores). 203000
....... 13000
....... 3500
........ 25(100
veniieiu-scalemdissocarlciras avulsas desde o preco de 85000 rs. al de IOO5OOO rs., conforme o
numero e lamanho elos lubos, a riqueza das caixas e dvnamisacOesdos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encomnicndas de medicamentos com" maior promptidao, e por procos commo-
QISSI inos*
Vende-sc o tralado de FEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. I de C. Carreira, por. 2SO00
Ha mesmabotica se vende a obrado Dr. G. H Jahr traduzido em portugus e acom-
modada ajnlclljgencio do povo. 6S000
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P- S. Extracto de urna carta, que ao autor do TBBSOVRO IIOMCEOPATMCO, teve a honda-
ae ae irtgir o Sr. etrurgiao Ignacio Alces da Silva Santos, establecido na villa de Darreiros.
livca salislirao de reccher o Thesouro homtropathico, precioso fruclo do Irabalho de V. S.,clhe
allirmo que de lodas as obras quctei.holido, he esla sem conlradicao a melhor lano pela clareza, com
queseacha escripia, como pela preciso com que indica os medicamcnlos, que se devem einpregar ;
qualidades eslas de muila imporlaucia, principalmenle para as pessoas que desconhcccm a medicina
theonca e pralica, ecl.. ect.,etc. 11
Bilhetes
Meids
Ouarlos
Tlecimos
Arigesimos
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BIJA 3O COIaXEGIO 1 AHTBAR 25-
. i V Woscnzo u consultas hoineopalhicas iodos os diss aos pobres, desde 9 horas da
manliaa aleo meio da, e em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou avila.
n.,o, .n0*-80 l8ualm'!nle para pralicar qualquer operacan de cirurgia, e acudir promptamenlc a qual-
quer mullier que esleja mal de parto, c cujas circunstancias nao permillam pagar ao medico
M CONSULTORIO' HO DR. P. A. LOBO HOSCZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Ma"vninm^'pfu-"..^^!0- L'1*' ******* em PTluguei pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous:..... H ^iOSOOO
qoize^enr"orret.a3oulri?vadde0'l" ^ f ^S, '2! "^^ "- vicios, ,
mesma : ia& ^TSZZ df eaS"V^d*oTSl l.^do^u^'^n^dl* a1"'1" SS *!+&* q5e ^ a,gUmaS ^^
por^msU,,cias,quenemm,reVdL^Sd^;^^
' VHt.TmC"^l.'0mCC',,,all,a 00 "."d0sa> lo Dr. llering, obra igualmcnlc
OedICDl O Cslllllrt fin linniOMnsll. -i ..n. ..1.,^, ..____|_
405000
455000
.--,------ .;""""*" "<' '"!. ura iguaimenic ulil as pessoas que se
dedicam ao estudo da Itomeopalhia um volme graude .
O diccionario dos lemos de medicina, ciiurgia, anatoma, pharmacia, 'ele'., ele: o.ra"ind'is-
pensavel ;is pes?oas que querem elar-se ao estudo de medicina .
nST* ," lub?B ""l"1?5 de fini3sim0 christalcom manual do Dr. Jahr e' o diccin
nano dos lermos de medicina, ele, ele........
Dila de 36 com os mesn.os livros......... .......
Dila de 48 rom os dilos. "..... '.....
DHa^C,rbeo,racohmadCUosl.,in!'ad.a f" r:aS"S.de '"l^^ 'a escoiha! '.
Dila de 144 com dilos...........'.".*...........
Eslas sao acompanhadas de 6 vidros de linlras iesolba...........
das rtePhSTciqn,." rnl'SdaV"" qU"rCm ***** ^ abalimeu, de ,?000 tt' em ^<
Dl.ral7eS4led1osUbOS.Pe.qU!n0.5P!ra.al?b!ra............... *
Tubos grandcsavulsos ......'.'...'''''........ 'SnSn
Vidros de meia onca de Untara......' ..... ...... 2JJ!
hnmlt!m.i<'.r'la'ler0S bc.m ,,rcJparad0* memcnio"naose p'od dar um pss seguro'na prara
nincuem 'mtufZSSSEZ fi c,s,abCleC,ne"10 ? lis0"e,a de ,C-I mais bem mon.adopossive
ninguem duvida boje da superiondade dos seus medicamentos.
,mDtan?enmS,hrr.TrnT'V.Cnda gra."de numero dc **> -"e diversos lamanl.os, c
imuia-se qualquer eneommenda do. mrdirinunininniiui. i___i.i.___________
Furlaram no dia 5 do corrertte, da casa e|e
Francisco Anlonio Xavier, morador na Camben do
Carmo, urna carleira com 22.3000 e oilo lellras acei-
tas por D. Urcelina A. C. da Silva Araujo, a pagar
aos Srs. Moreira & Duarlc. sendo sele de OeOOO
cada urna, passadasem 31 dcjulho prximo pastado
a 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 roezes. c a ultima de 70*000 a
lOmezes, vendo agua, n qual sendo presa nao confessou, c
por isso foi sella : porlanlo previne-so que iguaes
lellras j (oram aceilas e entregues aos dilos senho-
res, Picando as nutras sem validade.
No dia 18, peanle o Illin. Sr. Dr. juiz de di-
reilo docivel d. primeira vara, depois de ana audien-
cia, lem de ser arrematados varios movis pcrlen-
ccnles a Carlos Gilain, por execurflo que Ihe move
1). Maanita da UonceigUo Pereira.
A pessoa que encomiar um calirinba dc nome
Agostinho, de idade 12 anuos, botn cabello, rosto
comprido, lieiros grossos, olhos grandes, cora calca
de riscado azul c camisa branca, annuncie.
O abaixo assignado declara, que com a -n.
chegada aqu, lem feilo cessar de boje em diantc os
podeics de qualquc piocuracSo bastante que tenha
pastado para servir cm sua ausencia, e previne a lo-
dos os seus ioquilinos c mais pessoas com quem te-
nha Iransacrocs, qne nao pagucni nem Iralem com
pessoa alguna, que nao >cja o proprio abaixo assig-
nado.Cuilhcrme Augusto Rodrigues Selle.
Ol que pcchinclia.
Quem fr apaiionado de ler seu casal de gneos,
ou mesmo ele saber o goslo que elles lenham, nao en-
contra occasiao mais opporluua : quinla-feira, 17 do
corenle, das 9 para as 10 horas da manhaa, na ra
do Sol, cocheira n. 29 A, se hao de arrematar 6 ca-
saos por lodo o pret;, e srtelo de conimissao do cor-
relor, ainda mais esta vanlagcm.
Pessoa alguma nao poilcr rebater urna lellra
de Antonio de Azevedo Ramos, que se acba na m3o
de Claudiano l.uizde Franca,em que primeiramen-
le nao se emenda cora sua mullier Rernarda Maria
do Carmo, na ra dc Sania Rila n. 76.
3|@@& S@ tttM
Dcclara-se a quem convicr, que conli- J
iiu.iin a ser as audiencias do juizo de paz B
do 1. dislrirlo da freguezia dc Sanio Anlo- '-^
Vende-se um bonitocavallo de cabriolel e de
sella, grande e muilo gordo : na estribara da ra da
Florentina.
Farinha de S. Malheus.
Vende-se snperior farinha de mandioca
muilo nova rltcgad. de S. Matheus e por
pree;o commodo, a bordo do hiale Audaz sur-
to no caes do Collegio, para porr,&es no que
se faro abale de prec.o: Irala-sc uo escriplo-
rio da ra da Cruz n. 40 primeiro andar.
i
nio do Recife nos mesmos dias.tercas e sei-
laa-feiras de lodas as semanas, as 2 horas
da larde, na sal. publica do palacio do Col-
legio ; mas que acudo alguus desses dias
sanios ou feriaejos, as referidas audiencias
serio nos dias anlecedeules as mermas
horas.
Furtou-sc do segundo andar do sobrado da ra
da Cadeia Velha n. 52, um relogio ele ouro patenle
ingle/., fabrica dcscohuala mostrador de ouro, de
los: Eglisc London nfCSH : quem o descubrir sera
generosamente gratificado, lcvnudo-o ao sobredito
sobrado.
Bo(a-se para qualqucr obra ou alerro, canoas
de arOa por preco muilo commodo : a Iralar no ar-
mazem de materiaes, no.porto do Pouciuhn, junio a
taberna, indo para a cadeia nova.
Precisa-se de urna ama de leilc que seja'lim-
pa: no alerro da Boa-Vista n. 60. se dir quem quer.
COMPRAS.
Compratn-se patacOes brasileiros e
hespanlies: na ra da Cadeia do Recife,
loja de cambio n. 24.
Ctimpram-sc 8 a 10 inilhciros de cachimbos dc
barro : quem liver annuncie para ser procurado.
BANCO DE PERNAMBICO.
O Banco de Pernambuco compra let-
tras sobre o Rio de Janeiro.
Compra-sc um moleqne dc 14 a 16 annos, que
seja boa figura, sadioe proprio para o serviro de urna
casa de familia : na ra da Cruz n. 45, escriptorio
de Viuva Amorim & IrmAo.
Compra-sc para satisfazer urna eneommenda,
urna linda c bem acabada Inalha de cacundC : quem
a liver e quizer vender atintiucie, ou dirija-se ra
do Caldeireiro n. 54.
Cnmpra-sc urna escrava sadia, sem vicios, c
uiln hem conduzida, que Icnha algumas hab
" des, e especialmente as de engommar, lavar de sa-
p bao e coziuhar mais que o ordinario dc urna casa,
Sapatos
MQOO Cnmpram-sc sapnlos dc lodas as qualidades: no
alerro da Boa-Visla loja n. 82.
40l)0
Compra-se urna escrava crinla ou parta, de
idade de 12 a 20 annos, com habilidades ou sem el-
las, recolhlda ; paga-se bem : iva ra Nova n. 34.
*o-juw Compra-se orna escrava de20 a 25 anuos, que
5000 seja sadia, e que naiba eozinhar, engommar e coser :
quem liver pode dirigir-se a ra Nova n. 19, segn
6O9OOO do andar
IOO5OOO
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de fazendas de 5 portas da
ra do Livramento.
Vendem-se lindas cassasde ramageuse lisasele co-
res fixas c goslos modernos a 360, 400, 450 e 500 rs.
a vara, chitas franrezas muilo linas dc cores fixas, a
230, 240, 280 e 320 rs. o covado, riscados franeczes
largos muilo finos c de cores fixas, a 210, 260 c 280
rs. o covado, cainisinhas de cambraia bordadas para
senhora, a 25600, 29800 c 39200 rs., e ontras muilas
fazendas por menos preco do que cm oulra qualquer
parle.
ARADOS DE EERRO.
Emana de Rotfaedt Bidoulac, rita
do Trapiche. 12, vendem-se arados de
ierro, por preco commodo, para fechar
contas.
PIANOS.
Em casa de Hotlie & Bidoulac, rita
do Trapichen. 12, e^istem para vender
2 ptimos pianos verticaes e 2 ditos ho-
risontaes.
Vende-se um escravo crioulo de idade 22 annos.
de bonita (gura, hbil para todo servijo e oflicial
de sapaleirn: na ra Nova n. 9.
No alerro da Boa-Visla loja n. 82, vende-se mui-
lo boas caixas de charutos, c sapatos de lodas as qua-
iel ades, por barato preco.
Cassas franeczas a ."520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas franeczas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglesas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramcnto do
atracar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companlya, na ra da
Cruz, n. 4.
Tai xas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. "\V.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preqo commodo e com promptidao'
|*enibarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se 11 m mulatinho de 18 an-
nos, ptimo bolieiro ebom sapateiro, de
boa conducta, sem vicio : na ra dos Quar-
teis n. 24."
Vendem-sc canee dc gneos: na ra Direila,
padana 11. 41), se dir aonde.
Na ra Nova 11.52 loja de Boavenlura Jos de
Caslro Azevedo, vende-se exccllculcs brreles de re-
Iroz para menino pelo dimiuuto prec.o de 240 rs.:
a elles tules, que se acabem.
Jacaranda' de muito boanbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes S;
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 10,
segundo andar.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife u. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, rccenlemeule chegada.
BRIM BRANCO E DE COR. *
Vende-sc brira trancado de linlto a .500 rs. a vara,
dilo escuro de quadros lambem delinho 600 e720
rs.: na ra do Crespo n. 6.
Aterro da Boa-Vista n. 53.
VENDAS
Loteria do hospital Pedro II.
O cautelista Anlonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilhcles
menos, meios bilhetese cautelas da loleria cima,
se acham i vend. pelos presos abaixo, na praca da
Independencia loja n. 4, do Sr. Fortunato, u. 13 e
lo, do Sr. Aranles, 11. 40, do Sr. Faria Machado, e
na ra do Quei^o n. 37 A, dos Srs. Souza A
I'reir, cuja luteuajpkTnn andamento de suas rodas
110 dia 18 de agosto prximo futuro. O mesmo cau-
lelisla se obliga a pagar por inteiro os premios de
10:0005000. de 4:0008000 e de 1:0008000, queos di-
tos seus.bilheles inteirose meios obliverem, oa quaes
v3o rubricados com seu nome.
Bilhetes 118000
Meios bilhetes 55500
Qaarlos 2700
Oilavns fysoO
Decimos I'2iki -
Vigsimo* 600
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n- 13, ha muito superior potassa da Hue-
lla e americana, e cal virgem, chegada ha
pouco, tudo por preco commodo.
Os abaixo assignados, donos da nova loja dc ouri-
ves da ra do Calinga n. 11, confrnnlcao palco da
malrizerua Nova, fazcm publico que eslao comple-
tamente sorlidos dos mais ricis c bellos goslos de to-
das as obras dc ouro, necessarias lano para senho-
ras, como para homens c meninas, e continuara os
precos sempre muilo cm conla ; os mesmos se obli-
gara porquaesquer obras quevenderem a passar tima
conla com responsabilidade.especificandoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, Picando assim sujeilos
por qualquer duvida que apparecer.
>.. .-. Serafm & Irmao.
MA.NOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA,
professor da arle de msica, oflerfte o seu presumo
ao respeilavel publico para leccionar na mesma arte
vocal e instrumental, timlo em sua casa como em ca-
as parliculares: quem de seu presumo aequizer
utilunr, dirqa-ee a roa do Arago 11. 27.
' Na noite de oilo para nove to crrenle mez de
agosto furlaiam do sitio de Caelano C. da Cosa Mor-
eira, 11a passagem da Magdalena dctrnule da casa ae
Joao ^crrelra dos Sanios, alem de urna porrao de ga-
inli.se Ires pers, urna bacia grande de cobre es-
laithada, que leva seguramente oilo canecos d'agu.
e tem de peso tres e meia a qualro arrobas, lem
duasargolas dos lados; roga-sca quem foroflercci-
oa que a apprehcnda,ou quemsouberaonde eslii,avi-
se no dito sitio, ou no Recife 110 escriplorio. de Jos
Anlonio Bastos, que se recompensara generosamen-
te, alein de nao se imporlar com quem Tez semclhan-
le mudanca.
Da-se dinheiro juros era pequeas quantias,
sobre penhores de ouro e piala : na ra Velha
Da J->.
,rl^ I'avarse e e'igomina-se com loda 1 perfeiejo e
brado'n?l5arg de S' lM' "a loJa ""
Aintla se acham por alugar os armazens, sitos
naroadaPraia n 32 c 34, nerlcncenles a vcneravel
e-rdem lerceira de S. Francisco desla cidade; os pre-
tendenies podem dirigir-se ao abaixo assiunado, cm
poder de quem se acham as chaves, para seren vis-
tos, e ao Sr. ministro Caelano Pinto de Veras, pes-
soa compelente para aluga-los.O secretario inlc-
nno, Thomaz Jos da Cosa e S.
O Dr. Joao Honorio Bczeira de MenezesT&
9 formado em medicina pela faculdade da Ba- @
f lua.coiilinua no exercicio dc sua profisso. na -5
9 ra nova n. 19, segundo andar. S
t99999999 *tgg@
1 O bacharel A. K. de Torres Bandcira, profes-
sor adjuurlo de rhelorica c geographia no lyceu des-
la provincia, propoe-so a dar lines deslas mesmas
disciplinas, e bem assim dc philosophia e francez
qnemdeseu preUimo se quizer ulilisar, pode pre
cura-lo na casa de sua residencia, na ra eslreila do
Rosario n. 41, segundo andar, das 3 ), horas al as
6 da larde.
Vai ser arrematado cm hasla publica, no dia
16 do eorrente, n,is horas e lugar do coslume, o es-
cravo Jos, crioulo. pela quania do 500000, para
pagamento da execueflo tic Francisco Jos Correia
lluimaies. conlr. Jos Gabriel Pereira dc Lira J-
nior, segunda vara, esrrivao Sanios.
Leccioua-se .rilbmclica, algebra e geometra:
na ruadasl'.ttwi's n. 2, piimeiro andar. Adverle-se
que se darn as lices pelos autores que inelliorron-
vierem ana alumnos.
i T.?re.'sa"se ue o'lieiacs de sapaleiro: 110 alerro
da JJoa-Visla loja 11. 82.
" PIANOS.
Paln Nash & C. araham de receber dc Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conheeid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
8>tS5B 5?SS-SS es
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, eslabelecido na roa larca M
do Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den-
lescomgengivasarliliciaes, e denladura com-
pela, ou parle delta, com a presso do ar. @
Tambem lem para vender agua deulifrice do
Di. Fierre, e p para denles. Rna larga do
Rosario n. 36 segundo andar. m
^@
Um homem sent de 1. e 2. linba, se oITcrc-
ce para alguma adminislracao, e para isso di fianca
idnea : quera quizer annuncie.'
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar 11.19.
e:*
9 U Ur. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
dou-se paVa o palacete da ra de S. Francisco
'mundo novo) n. 68 A. w
VS@@@gS@
@ :9^
Si Aulonio Agnpino Xavier dc Brilo, Dr. em
medicina pela laculdadc medica da Babia,re-
stde na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- de pode ser procurado a qualquer horaparao
exercicio de sua prossao.
SS-SSSS*!:^^
8 EIPLENDIDOS RETRA- i
m
I
I TOS A CRYSTALTYPO, S
S TIRADOS NICAMENTE COM A '
Z, CLARIDADE JRECIS4.
,JL J- J. Pacheco, lendo resolvido demnrar-sc
(j?) mais alguns dias nesla cidade, previne a lo-
das as pessoas que desejarem um perfeilo ,,
relralo, quedignem-seprocura-lonoseii es- W
labelecimenlo, quer esleja n dia claro 011 escuro. Osrctralos sao lixcse inalteraveis W
{j)) rom o lempo, c as cores sao as mais nalu- (Si
iv es g publico continua a ser convidado a Sitar a W
f^ galera lodos os dias, desde as 8 horas dama- (!*
a. nha. ale as 9 da noilc. No mesmo eslahe- f
*V lecimenlo enconlrar.lo os prelendcntes um W
^ rico soilimento de quadros, caixas, alfine- (r
@les, cassolctascais. Alerro n. 4, lerceiro 7?
andar. fcSJ
Aluga-se a casa de um andar da ra da Unio,
por delraz da casa do Sr. Manocl Alves (uerra, na
ra n Aurora : a Iralar na rita do Trapiche u. 14
com Manoel Alves Guerra Jnior.
No'aterro da Boa-Vista 11. 33,
iia grande sorlimenlo do rodas de carro de madei-
ra dc fura e do pniz.
Na ra do Trapiche 11, 17, recebem-sc encom-
meudas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos
campas, ele : no mesmo lugar se mostrara ricos de-
senlio*.
Ao connnercio.
O abaixo assignado. convencido do muito que con-
vtna cslabclecr-se em Pernambuco um. aula ctu
que a tnocidade, que se desuna i carreira do roni-
inercio, pndesse praticanienlc adquirir os conheci-
ptetilos necessarios, para bem desempenhar as func-
ces de caixeiro em qualquer escriplorio nacional ou
csiraugciro, aperar de reconhecer as suas iioucas
habtlilacoes para um semllianle magisterio, vendo
cora ludo, que oulrns muilo mais habilitados se nao
tem ale aqui proposlo a isso, vai elle, condado uni-
camenle na pralica que lem de alguns annos, abrir
para esle rrs urna aula, ua qual se propoe a entinar
a rallar e escrever a lingua iuclczaea franceja, con-
lahilidade o escnpluracfio commeicial por parlidas
dohradas. As lic.oes de cada nma das duas liagnai
serao em das allernados, e para qne os alumnos
possam em breve ralla-las, nao se llies consenlirii
que dcpoisdos primeiros Ires mezes de licito fallem
na aula oulra lingua, que nao seja a ta elasse res-
pectiva. A aberlura lera lugar no dial, de dcsclem-
nro.eas pesoas que a quizerem frequenlar sede-
verao cora antecedencia dirigir loja dos Srs. Guti-
vea fS I.eile, 11a ra do Queimado, aonde pdenlo
l.itnliem obler as mais informares, que a reueilo
desejarem. Adverle-se que a matricula s estar
alie-rla alo o lnn deste mez, o que depois desse tlia
nao se podem adtnillir mais alumnos duranle esle
anuo.Jos da Maia.
Anlonio de nacao Angico, idade 80 annos, prclo
forro, embarca para o Rio de Janeiro.
PURLICACAO" RELIGIOSA.
Sahio i luz n novo Mez de Maria, adoptado pelos
rcvcrendissimtis padres capuchinhos dc N. S. da Pc-
nha tiesta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora ca Concedan, c da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-sc nicamente na livraria 11. 6 e 8 da prar,a da
- na ..
independencia, a 15000.
aprompU-H qualquer eneommenda dc medicamenlos com loda a brevidade c por precos muilo com- ~> e?de-se uma bom'a S^ dc aniarelI en-
modos. '--"'"- Ilur prejos minio tom- vernisadu e envidrajada, propria para qualqucr Ic-
----------------------------------:______________________.________ ja e por prec,o muilo barato: a fallar na loja n. 1 do
--.^- ......k...,
ja e por pree;o muilo har
alerro da Ba-Visla.
PARA OS SRS. MARCINEIROS.
A a 25 ti. arfolha.
Superior lila de lodas as grossuras, chegada de
prximo, a 25 rs. a folha, lomando. 50 folhas p.ira
cima : na ra Nova, loja dc ferragens n. 24 e 41.
PROTECCAO' AO POVO.
320 rs..
Gissa franceza para veslido .com delicadas cores c
lixas, ctigracatlos desenhos c muilo bous pannos, por
320 rs. o covado, dinheiro vista, nao deixar de
agradar aos bons pas de familia, que com economa
desejam o aceio : na ra to Crespo, loja n. 12, d(
Jos da Silva Campos No armazem dc Jos Joaqtiim Pereira dc Mel-
lo, no caes da ilfandega, ha para vender muilo su-
|>erior farinha de mandioca lavada, para mesa, cm
sacros de alqueirecaculado ; a Iralar no escriplorio
de Domingos Alves Malheus.
VENEZIANAS.
No aterro da Roa-Vistan. 55,
ha um sorlimenln de venezianas conf filas veriles
de linlto e dc laa, com caixa e sem ella, e lambem
concerlam-se as mesmas.
Vendcm-ae 2 eseravos de- nar.lo, sendo 1 da
Cosa, de uma conduela pouco vulgar, boa figura 1
sadio, sem a menor falla. Esles eseravos sao vend-
dos pela grande prerisao do seu elono querer com
prar um predio : na ra da Scnzala Vclha 11.70
segundo ou lerceiro andar.
Vende-se uma escrava rrioula ele bouita dgu-
r.i, cora uma cria muala de idade de 1 atino, pcrila
engnmmadeira e cozinheira, lava c cose, sem vicio
nem achaques o que se aulanra ao comprador:* na
ra ile Horlas 11. 60.
Vendc-se uma mulalinlta com 12 annos de ida-
de: na rua larga do Rosario 11. 14.
Ventle-se uma prelacom bastantes babilidade'
engniiima, cose qualqucr rnslura, enra vestido?, fa
labyrtnlho, cosinha, lava e sabe Iralar de enancas:
quem a pretender dirjase a ruado Hospicio casa
lerrca confronte ao sitio da viuva *Cunha.
Dinheiro a'vista.
Vendem-sc as fazendas sccninles, por baralos pre-
cos.
Chitas franeczas largas, o covado
Hilas decoberla. dilo
Dilas de dilas dilo
Riscades clmelos para veslido, o covado
U. para veslielos, dilo
Alpaca esroceza, dito
Corles dc chila franceza larga com 13 cova-
dos a
Ditos de dila cor lixa com mofo a
Meias para senhora, o par
.Dilas para dita mais finas, dilo
Burzcguius para senhora
Romeiras dc fil para senhora
Lencos dc retroz tle lodas as cores
Dilos dc torra!
Toucados para senhora, ullima moda
Cortes de veslido de cassa frauceza
Ditos de dilo tle dila
Ditos ele cambraia tle salpiros
Cassas francezas tle cores lixas, a vara
Dilas de cores escuras, dila
Corles dc camhraia com 8 varas
Dilos de seda de quadros
Dilos de dila lavrados
Chales de relruz tle 4 ponas
Grande sorlimenlo de mauleleles a pro-
cos de losnoo, 125000e
e nulras muilas fazendas que se venden, muilo em
conla, na loja da eslreila, tic Cregorio tv; Silveira,
rua do Queimado n.7.
MMMC&@@s
35 vendem-se corles de cairas dc casemira tle
. algodao, pelo barato precede 1N>00 cada ctir-
le: na loja de 4 porlas, na rua do Queimado Z
n. 10. s
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Corapanliia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Na rua da Cndcia do Herir n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio dc Auctislo C. de Abreu, conti-
nuam-se a vender a 8R000 o par (pre;o dxo) as ja
bem condecidas c afamadas navallnis debarbn, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alm le diirarera exlraordia-
riamente, nflosesenlem no rnslo na accao de corlar ;
vendem-se com a condic.lu de. ii.1o acradando, po-
ilercm os rompradorca tlevolve-las al 15 dias depois
da compra resliloindo-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas lesouiinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fal 'canta.
Ven.lc-se fio de sapaleiro, bom : em cas. deS.
P. Johnslon & Companhia, rua da Seusala Novo
11,42,
220
180
200
'160
600
500
28600
15<>00
240
320
3*200
45-500
SOO
15100
55000
23000
25-500
3200
600
480
38000
155000
201000
208000
149000
Vende-sc um cabriole! uovo, de
bom goslo.
Ai que trio.
Vende-so superiores cobertores de (apele, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs., dilos hraocos a
I92OOrs., dilos com pelo a imiluQAo dos de papa a
18100 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera dc carnauba de 6, 8 c 9
em da melhor qualidaelc que ha 110 mercado, fei-
las 110 Aracaly : na rua da Cadeia do Recife 11. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vendc-se cera dc carnauba do Araraly : na rua da
Cadeia do Recife u. 49, primeiro andar.

Rua do Crespo n. 23.
Vendem-sc dulas franrezas largas de cores 9
escuras a 240 o covado, corles de casemira de
cores e padioes modernos a 48500, dilos de
w casemira prcla lina a 48500, panno prelo e
9 tic cores 1 38000 o covado, corles de meia ca-
semira a I56OO, tlitosdebrim de linho deco-
res a 15600, riscado de liuho de cores escuras
JjS a 210 o covado, merino prelo com duas lar-
guras a 15600 o covado, chales de la. grandes
w c dc cores escuras a 800 rs., dilos encorpados
a 15280, esguiao de linho muilo fino a 18120
a vara, selim prclo muilo eucorpado e dc su-
9 per 101 qualidade a 28500, cambraias prelas e .
8 de cores, goslos modernos, por prero commo-
9 do, chapeos do Chili finos, e nutras muilas fa-
/.endas por prec,o muito em conla.
LENCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A 4500 A
DUZIA.
Na ru do Crespo n. 5, esquina quervolt. para .
rua do Collegio, vendem-se lencos de cambraia de
linho linos cm caixiuhaa com lindas eslampas, pelo
barato prceo da 48500 rs. a duzi, par. acabar uma
pequea porrao qne ainda reala.
SALSA PARRILHA
nova e de superior qualidade, em rosel pequeos
vende-se aa travesa da Madre de Dos, armazem
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da rua do Azeite de Peixe n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Companhia, na rua do Trapiche, n. 34.
Vende-se fumo em folha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na rua do Trapichen. 16.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, continua a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem em pedra : tudo por preco a
satisfazer aos seus antigos e novos Ire-
guezes.
Cola da Babia, de qualidade esco-
lhida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapiche n. 6, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Lottca vidrada, recebida ba pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muilo com-
modo : a tratar no armazem n. 14deCan-
dido Alberto Sodr da Motta, na rua do
Azeite de Peixe, 011 na rua do Trapiche n.
34, com Novaes & Companhia.
Vendc-se uma ovelha parida, muilo mansa, e
com bom Icile ; as Cinco Ponas, a fallar com oSr.
Domingos Coulinho.
Vende-sc a parle de um sobrado dc dous an-
dares, enllocado em uma das mclhores ras dobair-
ro de Sanio Anlouio, luaar por onde passam todas
as prncisses da Quarcsma : quem a pretender diri-
ja-se a freguezia da Boa-Vista rua do Sebo, casa n.
40, que ahi se dir quem fazesse negocio.
@@@
Ao barato.
Vende-se pormenos de seu valor
g as fazendas, existentes na loja de 4
g portas da rua do Queimado, mime- S
ro 10.
Chapeos de sol muilo grandes, com cabos de
raima e baleas, muilo fortes, de seda de todas as co-
res e qualidades, lisos e lavrados, proprios para a
chuva, por preco muilo commodo ; na rua do Col-
legio n. 4.
Na rua do Trapiche Novo 11. 16,
vende-se:
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMACO azul e branco, chama-
do Marlim Superior, em resmas de 500
tolias, e outvas qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESOmuitosnperior, proprio
para escriptorio, e outras qualidades
maisem conta.
PAPEL DE CORES, em formato grande.
UMA PEQUEA porcSo de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente ebegados.
ALVAIADE DE ZINCO, acompanhado do
competente seccante, muito recom-
mendavel pela grarffle superiorkladede
tinta que produz.
PREGOS DE EERRO em bom sortimento.
NO COKSILTORIO HO.WKOPATIIICO
1)0
DR.P.A.LOBO N0SC0S0.
\endcin-sc asscguinlcs obras de homeopalhia cm
francez :
Vende-se um terreno a ruTmperial,~com
palmos de frente, e grande eileusao de fundo, duas
moradas de casas terreas,silas na rua do Jardim e
rua de Sania Rila; e um bom ailio em Ierras pro-
prias 110 principio da estrada do Arraial: na rua Di-
reila n. 40, segundo andar.
Vende-se superior farinha de man-
dioca de Santa Catbarina, em saccas por
preco muito commodo: a tratar no arma-
zem dejse Joaquim Pereira de Mello, no
caes da Alfandega, ou com Novaes & C.
na rua do Trapichen. 3i-, primeiro an-
dar.
Vcnd-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca nCoudor, 011 a tratar com Tasso Irtnaos.
Vendem-se 4 moloques de bonilas figuras: na
rua Direila n. 3.
Vendem-se 2 pianos fortes de arma-
rio, novos, muito elegantes, e de muito
boas vozes, e 1 machina ingleza lithogra-
phica com todos os preparos necessarios,
e 5 pedras de sobresalientes : na rua do
Tvapiche Novo n. 5.
Vendem-se 6 rootecotes de bonitas figuras, e
njiiln mocos: na rua Direita n. 3.
.f Vendem-ae cepos para acouguc : nos Afoga-
f j|p. rua do Quiabo n. 7f.
> Vendem-se cxeellenles ps e morgulhosdc par-
reira moscatel, e bem assim pes dc roseiras de ilille-
renlrs quajidades, ludo acondicionado em caixoes
promptus i plantar : na rua da Cadeia do Recife
n. 7,
CHAPEOS DE SOL A 4-5800.
Na rua do Collegio n. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda pretos e de cores, armario de balea, ca-
bos finos, os quaes avista da qualidade ninguem dei-
xar dc comprar, e oulras muilas qualidades, por
preco razoavel.
SACCAS COM MILHO.
Na rua do Vigario o. 33, em casa dc Joao Fer-
nandos Baplisla, vendem-se saccas cora milho
2jOO\s.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a pre$o commodo, em casa de Barroca
(i Castro, n. rua da Cadeia do Recife n. 4.
Vendc-se uma balan;, romana com lodo os
seus perlences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior farinha de mandioca de Santa Cat ha-
rina : no armazem de Machado & Pinhei-
ro, na rua doAmoiim n. 54.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodo
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de eseravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar. '
PARAAFESTA.
ScUins inglezes, para homem c senhora
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, com todos o* perlence. d. me-
lhor qoalidade que lem viudo a esla
mercado, titos e de barranoe, por
pree,o muito commodo : em cas. de
Adamsou Honie & toropanhia, roa
do Trapiche n. 42.
Vendem-se ero/casa de S. P. John
ton & C, na roa de Senzalla Nova n. 42.
Linho do Porto Superior cngarralado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patent inglez.
Chicotes de carra.
Farello em saccas de 3 arrollas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candjeiros bronzeados.
Despeneeira de ferro galvaniado-
FeTo galvanisado em folha para forro-
Cobre de forro.
. _*****'
Bom e barato.
Cortes de chita de berra de core fu
19600 cada corto: na la do Queimado n.
29, loja do sobrado amarello, qne volt, para
o largo do Collegio. Na mesma loja se en-
conlra um completo sortimento de fazendas
de lodas as qualidades, epor prego qoe agr- i
dar aos compradores.
CALCADO BARATO.
Sapatoes de couro de lustre francezee 'para ho-
mem, pelo barato preco,a dinheiro,de 3)000 rs.: na
loja do Aranles n. 13 e 15. .
Farinha de mandioca.-
Vende-se a mais superior farinha de mandioca,
cm saccas grandes : na Ir.vessa d. Honre de Dea.,
armazem n. 3 e 5, ou na rua do Queimado u. 9, loja
de Anlonio Loiz de Oliveir. Azevedo.
Vende-se 100 alqueires de sal de Lisboa : a
Iralar na travesa da Madre de Dos, armazem n.12.
Vende-se um excellente carrlnho dc 4 roda,
mui bem construido,eem bom estado ; est eiposlo
na rua do Aragao, cas. do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e tratar do .juste
com o mesmo senhor cima, on na rua d. Cruz ao
Kecife n. 27, armazem.
Vendem-se a ',19 saccas grandes com arroz de
casca: no armazem defronte da porta d. alf.ndga.
3*a3S8
79 Vendem-se cassas de corea fixas, e bonitos 9
9 padres 500 rs. a vara : na loja ele 4 portas, 9
9 na rua do Queimado n. 10.
Vende-se um bonito escravo, crioolo, de 20
anuos, ptimo para pagem ou bolieiro : na rea Ve-
lha n. 94.
BICHAS DE 1IAMBLRGO.
Vendem-se aos ecutos e a relalbo as melhores bi-
chas que ha no mercado, e lambem se alugam por
privo commodo : ua loja de barbeiro, no alerro da
Boa-Visla u. 51.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Boa-Vista, defronte da no-
neca n. 14,
he chegado um novo e completo sorlimenlo de cal-
cados de lodas as qualidades, taulo para hornera como
para senhora, borzeguins elsticos pata liomem e se-
nhora, meninos e meninas, e os bem coDbecidoa n-
paloes e bolins do Aracaly, Indo por pree/ commo-
do, afim dc ae apurar dinbeiro.
aa!U4a is99999m9
9 Vendem-se chapeos franeczes lino, di olli- 9
9 ma moda, a 69500 cada um ; n. loja de 4 9
9 porlas, na rua do Queimado n. 10. 9
9to9tmmm99& Vende-se uma cama de angico com nraiaco e
seo competeule colchao, ludo em muilo bom estado
e preco commodo : na rua de Aguas-Verdes n. 14,
obrado.
QUEMSE PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recita no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martina, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presunloa par. fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza f'alpa-
raito.
Na rua da Cadeia do Recife n. 0, arma-
zem de Henriqtre Gibsoa :
vendem-se relogios de ouro de saboneta, de paten-
le inglezes, da melhor qaalid.de e fabricados em
Londres, por preso commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem r
vend. a superior flanella par. forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Moinhos de vento
'omhombasderepuxopara regar borlas e baixa
decapim, nafundicafide D. W. Bov.man : na ru.
do Brum ns. 6,8 e 10. "S
Padaria/
Vende-se uma padaria miHtb.frt^ t 'da : tratar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a 2.a edicto do livrinho denominado
Devoto Christ3o,mais correlo e acreacentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da pr.c,a di In-
dependencia a 640 rs. cada exeroplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de m s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na ru. do Crespo, loja d.
esquina que volta para cadeia.
Vende-se uma escrava, erioula, de 22 annos,
de bonita figura, hbil par. lodo o servieo, e una
linda negrinha de 7 anuos de idade : na ru. Direila
n. 83, se dir quem vende.
Vende-se carne do serbio muilo gorda : n* ta-
berna da rua Nova n. 55.
CAL E POTASSA.
Vende-se superior el de Lisboa e potassa d. Rns-
sia, chegada recenlemenle : o. prac,a do Corpo San-
io, trapiche do Barbosa n. 11.
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes
Rapou, historia da Itomeopalhia, 2 volumes
llatllitnan. tratado completo das molestias
dos meninos, I volume
A. Teste, malcra medica hora.
Dc l-'ayolc, doutrina' medica bom.
Clnica de Slaoueli
Carling, verdade da homeopalhia
Jahr, tratado completo das molestias, ner-
vosas
Diccionario de Nysleu
IfiOOO
163000
105000
9000
"9000
69OOO
49000
69000
IO9OOO
Na rua do Vigario n. 10, primeiro andar, ven-
de-sc cera lano cm grume, comoem vellas, cm cai-
xas, enm muilo bom sorlimenlo e de superior quali-
dade, chegada ele Lisboa na haroa Cratidao, assim
como bolachinhas cm latas de 8 I i liras, e farello muilo
novo em saccas dc mais de 3 arrobas.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 36S000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L- Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafal sao azues.
AOS SENHORES DE ENCENHO.
Cobertores escuro, muiln grandes e encorpados,
ditos brancas com pellu, muilo grandes, imitando os
de Ma. a I9IOO : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tadas : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&
Vendem-se relogios de ouro e prata, mai
barato de que- em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Bepoiito da fabrica de Todo* oa Bantos na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquel la fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
eravos, por preco commodo.
Vendem-se cm casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na pra^a do Corpo Santn. 11, o segoinle:
vinho dcMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ccarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e toado, de todos os tamaubos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Afeada da Edwln Miw.
Na rua dc Apollo n..6, armazem de Me. Calmont
\ Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos ele taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes.agoa, etc., ditas para a miar em madei-
ra de Indos os lmannos e modelos osmais modernos,
machina horisonlal para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras -de ferro eslanhado
para rasa de purgar, por menos proco que os de co-
b'e, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
I has de fl.iiidres ; tudo por barato prero.
Vendem-se catrpeas navas, forles e bem cons-
truidas, lano para boi ro mo paia cavallo, rarrosde
man, e lambem um garrote tle raen inglez., por pro-
co moilo commodo : na poulc de l'choa, sitio de
Joto firroll.

ESCRAVOS FGIDOS.
Desapparecen no di. 8 do eorrente mez ama
cscr.v. de nome Calharina, de nacflo Angola; de
idade 5 anuos, pouco maisou menoa, alia, saeea do
corpo, ps seceos, coi prela e bem fallante; levou
vestido de chila encarnad., saia de ganga azul j ve-
lha : roga-se a lodas as autoridades polici.es, capi-
l.les de campo e mais pessoas, que a appreheudam e
levem-a a seu senhor Luiz Pereira Raposo, morador
o. rua do Sebo n. 8, que se gratificar.
A 20 do mez de julho prximo passado desap-
Sieccu urna escrava, de n.c.3o (".abunda, de nome
tbcl, com os sign.es seguales ; corpo secco, alio*
lora regular, car. com marcas de hexigas, uma pe-
quena costura em um. das orelhas ; levou Saia de
algodao azul, panno da Costa com bico pela heira,
anda com um laboleiro, tem sido encontrad, petas
estradas do Monleiro, Cas. Forle; Aflictos, becco
do Espinheiro.caminhodeBeberibe, Passgein, Es-
Irada .Nova, e Soledade: quero a pegar, leve-, ni.
eslreila do Rosario, sobrado n. V>, que ser. recom-
pensado.
Desapparecen um escravo de nom Joao, de
meia idade, baixo, grossn, pea chatos, camisa de lia-
Ira de algodo azul e calc.a amarella de brint desbo-
lada : pede-se as autoridades policiaes, capules de
campo, ou qualquer pessoa qoe o-pegar, de o Inzer
i rua Nova n. 37, que ser. generosamente recom-
pensado.
Desapparecen dc*-.le o di. 2!) do prxima pas
sadu julho o escravo Agapilo com os aigo.es segoin-
les: baixo, gro* das pas, cor acabralh.d., cabel-
lo corlado, olhos agitados, pouca barba, peinas ar-
queadas, e lem nma cicatriz de golpe de machado
em um dos dedos grneles do pe, he meio aloleima-
do, levou roupa dealgodo soja e velha, caifa e ca-
misa de mangas curias, e quando anda estala as jun-
lastlnp: roga-se as uloridades policiaes ou aos
rapilcsdc campo, o apprehendam e levem aru.
do ltai.grI n. 21, que segralificara. E como se jttlga
acoilado, promette-se usar com lodo o rigor da lei
coulra a pessoa que o occulla, e assim haver lodos
os dias tle servieo.
Ainda continua estar fgido o preto que, em 11
de setembro prximo passado. foi do Monleiro a um
mandado no engenho Verlente, acompanhandournas
vareas de mando doSr. Jos Beruardino fereir. de
Brilo, que o alugon para o mesmo fim; o escravo ho
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meia cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perita direila. cor prela, n.dcgas em-
pinadas para fr., pouca barba, tem o lerceiro dedo
da mo direila encomelo, e falla-lhe o qu.rlo: le-
vou veslidecalca azul de ruarle, tamisa de algodao
lizo americano, porm levoo outnts roopas mais fi-
nas, hem como um chapeo preto de seda novo, e us.
sempre de correia na cinta : quem o pega_rleve~o n.
rua do Vigario n. 27 o seo senhor -Borneo Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pelourinho arma-
zem de assucar n. c 7 de Romao eS C, que ser re-
compensado.
Desappareceu no dia 23 de julho p.ssado, de
bordo do brigue Santa Barbara Vencedora, o prelo
marinheiro, de nome Luiz, o qual reprsenla lr
30 anuos de idade, cor fula, baixo, nariz chito, lem
algumas mares de hexigas e pone, barba, e he na-
lural das Alago.s : roga-se. porlanlo, a lodas as au-
toridades policiaes e capilaes de cumpo a so. appre-
hcnsAo, c leva-lo rua da Cdei. do Recife n. 3.
rscrplorio de Amorim Irmaos, que se gratificar
com 5OJOO0.
Desappareceu no dia 1. de agosto o prelo Ray-
miindo, crioulo, com 2 annos de idade, pouco maia
ou menos, natural do Icei, condecido alli por Raj-
mundo do Paula, muilo convivcnle, locadoi de flau-
tim, canlailoi, quebiado de uma veiilha. barba ser-
rada, beieus grossos, estatura regular, diz saber ler
e escrever, lem sidoenconlrado por'vezes por detraz
ta ru. do Catdeireiro, juntamente coni uma preta
sua concubina, que tem o appellido de Mana cinco
res aportan.o roga-se as uloridades policiaes, ca-
pilaes de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
prehendam e levem a ro Direila n. 76, que serao
generosamente gratificados.
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M. T. aa aTarta.-XSU.
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