Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01433


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Full Text
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ANNO XXX. N. 185.
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Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes venados 4,500.
SEGUNDA FEIRA 14 DE AGOSTO DE 1854.
.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
i IMMII ___
DI ARIO DE PERNAMBCO
ENCARREGADOS DA SLBSCBIPCAO-
Rocifu, o proprielario M. F. de Farii; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoioPsreiraMariins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaqttim Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr- Gemzio Victor da Nativi-
dade; Natal, oSr. JoaquimlgnacioPereira; Araca-
ty, o Sr- Antonio de Lemos Braga; Oari, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Pari, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 a 26 1/2 d. por 19
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 15 0/0 de rebate.
Acodes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e'8 0/0.
METAES-
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de G 100 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 4000...... 99000
Prata.Palacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19S60
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ourieury, a 13c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
. PREAMAR DE IIOJE.
Pnmeira as 8 horase 30 minutos da manhaa.
Segunda as 8 horas e 54 minutos-da tarda.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Rolaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Agosto 1 Quarto crescenle s 8 horas, 9 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PRO Vil JCIA.
BH OBI ciAo commandanle das armas, remetiendo
copia do aviso da reparticao da guerra de 13 deju-
|ho ultimo, communicando haver-se niqoella da-
la ceheedido passagem para a companhia de artfices
desti provincia, a Tertuliano de Almeida I.ins, solda-
do do l>,ililli,ii> do deposito da corte.
Dito Ao inesmo, commuoicandi que segundo
constou do aviso por copia incluso da repartido do
imperio de 14 do mez ultimo, se mandara addir o
batalho do deposito da corle, o alteres do dcimo de
infanlaria Jos d'Avila Bilancourt Niva.Commu-
nicou-se thesouraria de fazenda.
DiloAo mesmo, devolvendo jugados pela junta
dejusUca, 19 processos das preces mencionadas na
inclusa relarao, alim de que fa{a execular asscnlen-
ea proferidas pela mesma junta.
Reiarao das pravas a que refere o officio supra.
. 2. balalhan de infantina.
Alferes, Ma'noel Baptisla Kibeiro de Farla.
Soldado, Francisco Ramos.
Jos Scverino Martins.
Jlo Lucio da Silva.
Manoel Gaadencio.
Antoi.io Jos Thomaz.
Jos Francisco Antonio Pereira.
10.' hatalhio de infantera.
2. sargento, Jos da Costa Pinto Bandeira.
Soldado, Jos Tlinm.
Manoel Flix de Almeida.
Jos do Carmo Baptisla de Mesquita.
Antonio Gomes de Lcenla.
9. balalhlo de infanlaria.
Soldado, Manoel Rodrigues da Silva.
Amaro Ferr ira.
Manoel Antonio da Costa.
Jacinlbo dos Paseos Guedes.
Corneta, Joaquim Pereira da Cunha.
4. balalhan de artilKaria a p.
Soldado, Cyriaco de Sant'Anna.
Jos Joaquim Vicente.
DitoAo motnio, transroitlindo por copia n aviso
dareparlicao da guerra detldejullio oltimo, do
qual consta ler-se prorogadu por mais dous mezes, a
licenca com que se acha na corte o capilao do quarlo
batalhffo de arlilharia a p, Joao Maris de Almeida
Feij.Communicou-se lliesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, transmif lindo .copia do aviso do
ministerio da guerra de 14 de julho ultimo, partici-
pando haver-se naquella dala prorogado por mais
dous mezes a licenca com que se ach na corle o pri-
meiro lencole do quarto batalho de arlilharia a pe,
Jos Ignacio Coimbra.Communicou-se thesoura-
ria de fazenda.
DitoAo mesmo, dizendo que segundo constou de
aviso do ministerio da guerra de 5 de jolho ultimo,
se conceden quako mzs de Hccnca de favor ao al-
teres do segu'do bata bao de infanlaria, Henn'que
Tiberio I.ol>i#<%as(raatipara ir a provincia de San-
ia Cilharna.
DitoAo mesmo, recommendando a expedirn de
suas ordeos, para que sejam addidos a companhia de
artfices, nos termos do arl. 10 do rcgulamento n.
113 de 3 de Janeiro de 1842, os nove aprendizes do
arsenal de guerra mencionados na re irlo por copia
" junta, os qoaes foram clarificados mancebos, segun-
do communicou o director do mesmo arscjial cm of-
ficio de 5 do corrente.Communicou-se ao director
do arsenal de guerra.
DitoAo mesmo, enviando por copia o aviso do
ministerio di guerra de 21 de julho ultimo, do qual
consta que o major graduado 3o dcimo batalho de
infanlaria Jos Pereira de Azevedo, que se acha na
corte, fra nomeado major da praca da fortaleza de
Santa-Cruz. Communicou-se thesouraria de fa-
zenda.
DitoAo mesmo, communicando ler cm vista das
informacoes da thesouraria de fazendn e procurador
fiscal respectivo, indeferido o requeriinento que de-
volve, do alferes Augusto Carlos de Siqtaeira Chave,
em que pede tres mezes de sold adiantados para un-
form|Mr-se.
DiloAo mamo, communicando pura que o faja
constar ao teen te-coronel graduado de estado-maior
da segauda elasse, Joaqnim Caetano do Souza Cous-
seiro, <*c segundo .constou de aviso da repartir da
guerra de 17 de julho ultimo, foi indeferidoo reque-
rimenlo do mesmo, pedindo ser promovido i eflecti-
vidade do mencionado posto. .
Dito AO mesmo, enviando por copia o aviso do
ministerio da guerra de 22 de julho nltimo, commu-
nicando que na mesma dala se mando j servir como
addido no quinto batalho de infanlaria, o alferes do
dcimo da mesma arma, Franklin Antonio de Abreu,
que se acha na corte.Communicou-se thesouraria
de fazenda.
DiloAo mesmo, dizendo que em vista de sua in-
formaco de 4 do corrente, sob n. 739, indeferio o
reqoeriment que devolve do primeiro cadete do no-
no batalho de infanlaria, Thiago Olympio de Paola
Mereira, pedindo tres mezes de licenca registrada
para ir i provincia do Rio Grande do Norte.
DitoA' thesquraria de fazenda, communicando
que o Dr. Filippe Jinsen de Castro e Albuquerque
participara haver no dia 5 do corrente assumido as
funcres de director interino da faculdade de direito
de Olinda, na qualidade de lente mais antigo ero
exercicio.
DiloA' mesma, remetiendo copia do aviso da re-
partirn da jo-lira de 24 do mez ullimo, declarando
que o decreto de 21 de novembro do anno lindo, que
deu nova organisaro an seminario de Olinda, nao
comprchende aos Drs. Joaquim Francisco de Faria
e Manoel Thomaz de Oliveira, c ao padre Manoe'
Jos da Trindade, anligos lentes, e nem prejudica os
direilos por clles adquiridos em v ir lude dos seus Ij-
lulos vitalicios. Communicou-se ao Exm. prelado
diocesano.
DitoAo chele de polica, dizendo em resposla ao
seu officio de 4 do correle, que acaba de Iransmillir
i thesouraria provincial para ser paga, a conta que
acompanhou ao cilado ofcio, caso j se nao l en lia
effccluado o pagamento da que veio aunexa a oulro
officio n. 183 de 9 de marco desle anno.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, recom-
mendando, de conformidade com o que requisitou o
Exm. vice-presidenlc da proviucia das Alagoas em
officio do Io do ronenle, que mande comprar com a
maior brevidade possivcl os objeclos constables da
nota junta por copia, alim de seren remedidos para
all acompauhados da competente conta.
DiloAo presidente do conselho administrativo,
recommendando que mande preparar com a maior
urgencia possivel, e por quem mais barato fizeras
barretinas do segundo batalho de infanlaria.
D.ito-7-An inspector da thesouraria provincial, Irans-
miltindn por copia o orramenlo que approvou, dos
reparos dos estragos causados pela chcia no aterro dos
Afosados, c declarando que esla obra esta sendo exe-
cutada sob a adminislraclo da directora das obras
publicas.Communicou-se esta.
DiloAo mesmo, para que vista do competente
cerlificado, mande pagar ao arremalanle do quinto
lanco Ja ramificacao da estrada do sul para a villa do
Cabo, a importancia da segunda prest.nao, que
elle lem direito. Communicou-se ao director das
obras publicas.
DiloAo mesmo, recommendando que vista do
orramenlo que remelle por copia, empreile Smc.
com o arrematante da segunda parle do scguudo Un-
co da estrada de Olinda, a execacAo dos reparos ur-
gentes a fazerem-se na bomba do Pisa.Intcirot-sc
ao director das obras publicas.
DiloAo mesmo, para mandar pagar a Joao Por-
firio de Senna Sampaio, e n.lo a Porfirio de Sen na
Sampain, a conta que foi remedida aquella Ifrtsou-
rarta rn1t#rl:i rr.m nUi-in .lo Pl.r. J. -ni:~:.. u
. DAS DA SEMANA.
14 Segunda. Jejum (Vigilia) S. Eusebio. presb.
15 Terca. >a>jf Assumpco di SS. Virgem.
16 QuarU. S. Roqae f. ; S. Jacintho.
17 Quinta. S. Mamede m. ; S. Eutiquiano
18 Sexta. S. Clara do Monte Falco v.
19 Sabhado. S. Luiz b. f.; S. Thecla v. m.
2P Domingo. 11. S. Joaquim Pai da SS. Vir-
gem Mi de Dos ;S. Bernardo ib.out. da I*
aria colierla com officio do chefe de polica ol%.
540, relativa a despeza feila com o sustento dos presos
pobres da cadeia de Caruari.
DiloAo mesmo, recommendando que com a m-
xima possivcl brevidade,contrate com a companhia de
Beberibe u estabclecimeulo de um canno ramal, que
pormcindaiimajacacira, doa asna que fornecesa-
"fia ao ervico da casa de delenco, para onde lem
de ser removidos os presos da aclual cadeia desta ci-
i'adc. Communicou-se ao director das obras
hJicas. x
Dito.Ao mesmo.Em vista do que Vmc. inTor*
mou cerca da proposta que por copia me remeltcu.
do proprielario da lypugraphia do Diario, Manoel
Figueira de Faria para impressao dos trabalhos e
expediento das repartiroes provinciaes, tenho a di-
zer-lhe que pode eflccluar o contrato com o mesmo
Figueira mediante as condicesaprcsentadas na re-
ferida proposta, devendo mencionar-se na lerceira
condico que a indemnisnr^o de que nella se trata
nao ter lugar quando o accrescimo ou o excesso de
cincoenla linhas nao se repetir por mais de dez dias
em cada mez.
Dito.Ao coronel Domingos Alfonso Ner/ Fcr-
reira.Cerlodc haver Vmc. passadoocommando su-
perior da guarda nacional ao lenle coronel chefe
do eslado-maior, eumpre-mc manifestar Vmc. o
jieu reconbecimeulo pela maneira semprc digna, e
semprc patritica, com que me ha coadjuvado na
penosa larefa da organisacao da guarda nacional da
capital, que felizmente vai apresentando urna face
mais animadora, e espero que Vmc. continu no seu
anligo posto a prestar i sua provincia os bons ser-
vidos, que nunca se recusou.
Dito.Ao conimandanle do corno de polica, de-
volvendo, para serrn executadas as sen leu cas nclles
proferidas pela junta de justica, os processos felos
aos soldados daquelle corpo, Joao Francisco da Silva
e Gervazio Pires Ferreira.
-------iaiam-------
Rclaco dos criminosos que leem sido npturados
pelo destacamento volante desde 24 de marro at o
ultimo de junlio do correle anno, com especificarao
de seus crimes.
10 Jos Marcos da Cunha.Por crime de morlc,
evadio-se.
11 Escravo Nazianzeno.dem: foi desprononciado
peto juiz municipal em 13 dejunhu.
12 Dilo, Jos.Por crime de mortc. f
13 Escravo Manoel.dem.
14 Antonio Francisco. dem, e remedido para'a
Babia onde he criminoso.
15 Escravo Maximianno.Processado por resisten-
cia c uso de armas offensivas.
16 Manoel Malaquias da Silva.dem, por tentati-
va de mortc.
I" Antonio Dias da Silva.dem, por torio.
18 Antonio Fernaudes dos Santos.dem.
19 <.>unliun da Silva Porto.dem.
20 Jos Joaquim Francisco.Desertor do 2" bata-
lho de infanlaria.
21 Antonio Marlins da Silva. Por passar ledra
falsa.
Quarlcl do commando do destacamento volante da
comarca da Boa-Visla, e delegara de termo do mes-
mo nome 1 de julho de 1851.Manoel de Cam-
pos Ceile Penteado, capilao commandanle e dele-
gado do termo.
terio no terreno que para esse fin comprou. Fica
o senado ioleirado.
Relacjlo das pessoas presas ncsla comarca desde
5 de julho do correle anno.
Jos Correia, Joaquim Antouiodc Aratijo, e Jos
Francisco.Foram presos na fregoezia do Buique,
e processados por deixarem fugir o roo pronuncia-
do emtcrime de morle Joao dos Santos, que esla-
va sob sua guarda.
Justino escravo.Foi remedido a seu senhor mora-
dor na provincia das Alagoas, preso na freguezia
do Buique.
Antonio Flix da Silva.Suspeito de desertor, pre-
so na freguezia do Buique.
Joao Vicente de Aranjo.Preso no Buique por to-
mada de presos, acha-se processado.
Luiz Carlos Bezerra Cavalcanti.dem, indiciado
ern furto de escravos, est sendo processado.
Joao Lopes.dem, para a-crigu'arOes policiaes.
Antonio de Moraes.dem, indiciado em crime de
morte, esl sendo processado.
Francisco Anin da Silva.dem, reo pronuncia-
do em crime de morle.
Antonio Leoncio Professor.dem, desertor do se-
gundo batalho de fuzileiros, he o proprio qne as-
sassinou a um dos soldados que o foi prender.
Joo Nones.dem, preso com faca de ponta c cla-
vinole, esl sendo processado.
Ignacio Jos Barbosa. dem, indiciado em crime
de mortc.
Jos Ilypolito Marte, por antonomasia Jos cabo-
clo.Preso no dislricto de Papacara, reo pronun-
ciado Cm crime de morte no lermojda Assemblca,
provincia das Alagoas, indiciado em oulro crime
de morte na mesma provincia e ueste termo onde
esl sendo processado, assim como pelo uso de
um esloque com que foi preso,
pu-ll Manocl Antonio dos Santos.Preso pelo subdelcga-
1 do de Papacaca por ferimenlo que fez em Francia:
i* co de Paula, prestou llanca.
Antonio Va'z da Costa.Presa por desobediencia em
Garanhuns.
Joo Evaugelisla de Mendonra. Preso pelo com-
mandanle do destacamento de Papacara, indicia-
do em crime de morte ncsla freguezia, c esl sen-
do processado.
Jeronymo Paes Brrelo Cavalcanti.dem, preso
por rdea minha por indiciado em crime de mor-
te, consta tambem estar processado -ern Sergipe-
por furto de eterno, no dislricto de Gamoaba.
Francisco Antonio Callado.dem, indiciado na
morle feila em Manocl de tal, no Brejo da Mua-
la, dislricto de Camr.
Bernardo de Mello Albuquerque*-Preso pelo sub-
delegado de Correnles em seu dislricto, o qual
participando tcr-Ihe dado Banca, naojdeelarou a
culpa.
Miguel dos Anjos de Jcss.-^Preso no dislricto de
Garanhuns, indiciado em crima de morle.
Delegada de Garanhuns uo Buique, 5 de agosto
de 1851.Carlos de Moraes Camisao, capilao e
delegado.
N. B. Alcm deslas prisOes onlras mais se lem fei-
(o em diversos lugares.
O major Porlella, commandanle do deslacamenl
de Flores, lem continuado a percorrer aquella co-
marca, e indo ao termo de Ingazeira conseguio cap-
turar cinco criminosos.
No seguinte numero daremos noticia do resultadi
du jury em Bonito c Victoria.
DOIS C4S.4MEM0S IMELIZES.
POR NATHANIEL.
a po-
li
toagrande acontecmriit em ni
quetan cldade.
(Continuaran.)
O primeiro anno passou-sesem que Mr. Glande-
vez appareresse em Saint Vincenl. E le linda en-
tregue o edificio aos obreiros e a reslauracao do cas-
lello caininhava mais lentamente do que a maaiiia-
r.io dos habitantes de Chalcauneuf.
1 coronel Luiz de Carvalho Brandao.Por crime
de morle e processado por esto juizo em 12 de
junho.
2 Francisco das Chagas de Jess.dem.
3 Theodoro Kibeiro.dem.
4 Bcnedilo Jos da Silva.dem.
5 Manoel Martina do Reg.dem.
6 Manocl Antonio de Araujo.dem.
7 Belarmino Jos.dem.
8 Antonio Flix Quixabeira.dem.
9 Jos Marlins do Brilo.Por crime de morle c re-
medido ao delegado do Joazeiro na provincia da
Baha, onde commclleu o crime.
INTERIOR.
Esse anno que eqoivaleu a dous para mr parle
i vidasdecorreu todava como leoslos annos
dessa1
e no meado marco do auno de grara de'1817 novo
proprielario foi ealabeleoer-sc em seus domi-
Se a choealhice quizeeu (taruma capital, escollic-
na urna pequea cidade.
A cliegadj docmidcdetla*levez, fci pois o sig-
nal de um armamento geral nfjpino da loquacida-
de. guindo um homem riroe linda nilo preso pe-
los laros do casamento sobrevem. be um alimento de
mais para as conversacoes, c ha 13o piucos objec-
losMe conversarao em urna provincia !
Alero diMO. todo o homem que nao he easado.'lie
um marido possivel ; como nao porlence a nenhu-
ma pesaoa do bello sexo em parlicular, pertence no
soio lodo em geral. He um patrimonio ainda nilo
repartido que cada familia atlribue mais ou menos a
si i seu n...ue ejilra as vigilias da. viuvuse nos pro-
jeelos das Mia. Sbete o numero dos casaca que
possue, cakula-se de quanlasgeiras de bnsquelie s>-
nhor, adevinha-sc que rendas podo ler sobre o E-
lado.
Apeuas apparece, toda a palavra he ouu penran-
la, iodo o ol'.iar um inlerrogalorio. Smideslino" he
um desses terrenos vagos sobre o qual lodasas espe-
rancas vo procurar um raio de sil.
O conde di Glanderez nao eslava eslbeleeido hg
um mez em sua nova propriedade, e havia apenas
feilo em Cliateauneaf as priuieiras visiias visi-
nhanra, pj ,,-u nome tiuha sido nisluradoem mul-
las ronvnsacoes. e sua riqueza tinha enlradu m
minios calrulos.
Vide Diaria u. 183.
Pnmeira que as oulras, Agla concebeu um pen-
samento que havia de tira-la dessa vida de provin-
cia, na qual hcIi.iv a que o ar e a luz faltavam-lhe ao
mesmo lempo. Ella discutir com sigo mesma as
vaniagens e inconvenientes de seu projecto, e termi-
nara concluindu que s o casamento em que pensa-
va, abnndo-lhc aporta da alia sociedade, podia trans-
porta-la para um thealro digno de sua inteligencia.
Aalao tinha urna alma ambiciosa em um corpo de
moca, quena a todo o costo sahir das condirOes do
infenciridadc cm que se achava presa. Todas as ou-
lras condires eram secundarias a seus olhos. Como
seria de oulra maneira Ima mulher que quer ebe-
gar, s lem essa estrada abcrla dianle de si. O
casamento he um incidente na vida'do homem, mas
he a vida inleira da mulher. Pelo casamento o ho-
mem volla vida domestica c inlerior, mas he s
pelo casamento que a mulher pode entrar na vida
exterior c publica.
Agla dando graras ao acaso que dcparava-lhces-
sa bella occasiao, promedeu asi mesma nao deixa-la
escapar, e Terciando encontrar um obstculo a seus
provectos, cm casa de madama de Saiscval, quiz son-
dar a esse respeiloAnna e Mara.
I ni dia que assenladi entre as duis irmas, ella
acahava de passar em revista as amigas que tiuham-
sc casado rrcenlcrnenlc, deixou cahir negligente-
mente o nome de Mr. de Glande ve/.. O mesmo gri-
to parti a um lempo daquellas duas boceas fres-
ca, e esse grito nao era favoravel ao velho par de
tranca.
He o mais vulaar dos homens, disse Anna cr-
guendo para Agia seus olhos negros.
lie um secuto, accrescenloo Maria.
He urna posir.ao, lornou em voz baila Agla
om um iioMineiiio imperceplivel de alegra.
Dcvemos ennfessar que aoutro respeilo,. novo cas-
tellao nao era um par'ido muilo vanlajoso. Elle li-
nha doidade cincoenla e cinco anuos, e nao haviare-
cebido cm part.llia da natureza um desses caracteres
fclizc-s que dao segunda mocidade a alguus homens
privilegiados, rudo nelle parecia lalhado em ngu-
los agudos, tanto o moral como o physico. Profes-
sjndo cm polilicaasopiiiOesmaislibeVaesgoveriiava
sua casa com um despotismo completo : rallava como
tribuno, obrava como visir. Todas suas accoe lan-
o as mais importantes, como as mais ligeiraa s an-
nuuciavam um movel, o egosmo ; mas um egosmo
ingenuo al an ridiculo, patento, al ao desraro. As-
sim sua mesa era servida com delicadeza ; mas seus
vinhos nao eram stippnrtiveis, e quando eus amigos
inlimos la/iaui-llie essa ohservacao, respondia com
um natural perfeiio : He porque nao bebo.
RIO DE JANEIRO.
SENADO-
Di* 27 de junho.
Pelas 10 horas c meia, reunido numero sufiicien-
le de Miembros, abre-sc a se-sao.
Lida e approvada a acia da anteccdenle, o 1. se-
cretario d conta do seguinle expediente :
Um officio do primeiro secretario da cmara dos
Srs. depulados, participando haver sanecionada a re-
solurao que aulorisa o governo a indemnisar a con-
frara de >'ossa Senbora da Conceirao dos prejuizos
que houver soffrido por se nao verificar o seu cemi-
Quando por acaso a conversarao caba sobre o ca-
samento, elle confessava que cm sua mocidade nao
havia cuidado nisso, porque o celibato Ihe parecia
um eslado agradavel e accrescenlava: Mas pacien-
cia, vou envelhecendo, e sempre Uve a idea de rei-
rar-me ao casamento como a.um convenio, lendo o
cuidado de escolher urna linda abbadessa.
Ser mlslerdzcrmos que Mr. de Glandevcz era
espirito forte c que a respeilo da philosophia e da
religlo seguia os pensamcnlos de Vollaire.ou ao me-
lles de Condorcel ? Sua conversarao era mesclada de
todas as impiedades de sua bibliolheca. Um de seus
mamres recreins era perseguir com suas gracolas vol-
lairianas o cura da aldeia visnha de seu caslello, e
como esto depois de ler supporlado algum tempo es-
ses assaltos com urna paciencia-evanglica, absteve-
se de icapparccer em urna casa dnde a dignidade de
seu carcter podia ser compromcilida, Mr. de
Glandevez proclamou-o jesuila, e disse a quem qui-
zesse ouvir. que nunca tinha encontrado um fan-
tico (So inlolerahle como o cura de Saint Vin-
cenl.
Sceplico cm rcligao, o castellao era cynico cm
mural. Madama de Saiseval via-se militas vezes o-
brigada a impor silencio a esse atrevido narrador.
Empregava na conversarao urna liberlinagcm de pa-
la i i'.i-.que com a idade sem duvida tiuha substituido
a liherliuagcm de sua conduela : tristo consolarlo
desses dissolutos jubilados que gaguejam anecdo'las
iniscraveis, e ulgam remojar sua,caducidade pela
licenra de sus ditos.
r>o meio de lodos esses defcilos, o conde de Glan-
devez tinha urna qualidade de que se uTanava extre-
mamente : era a exactldlo, mas urna exactidao leva-
da ale ao fanatismo. Especie de homem relo gio,
todas as suas acraes eram marcadas com urna regu-
laridad! incrivel, sua vida gyrava como o ponleiro
cm (orno do moslradur, parando macliinilmente as
mesmas estaces. Pde-se dizer que escrevia sua
existencia em partida dobrada para estar bem cor-
to de nao apartar-sc em nada daregra que se tinha
Iraradu.
Todos os annos no mesmo mez, no mesm dia, e na
mesma hora parlia para Pars, todos os annos no
mesmo mez, no mesmo dia, e na mesma hora, volla -
va para suas Ierras, e nunca adverta previamente os
criados, os quaes deviam lembrar-se que no dia 5
de marco s cinco horas da larde, o janlar devia es-
lar sobre a mesa ; porque s cinco horas e ciuco m-
nuliis, a carruageni de posla do auio entrarla inva-
riavelmi-nle no paleo de honri. Mr. de Glaiidcve/.
levav a 1,1o alto gro o espirito deexiclidao e de re-
gularidade, que esleve una vez arrufado duranla
Oulro da cmara municipal da cidade do Paraca-
t, enviando as represenlaroes das eamaras munici-
paes das villas do Calalao, e Formoza da Imperalriz,
da provincia de Goyaz, pedindo a eriacao de urna
nova provincia composta de fraece* das provincias
de Goyaz, e de Minas Geraes, 4' commisslo do
estalislica.
Sao eleilos por sorlc para a depqcjto que lem de
receber o Sr. ministro da guerra, ft Sr-. marquez
de Valenra, Kodrigues Torres e Tosa.
L-se c vai a imprimir o te%nible projerlo :
n A asscmbla geral IcgislatvairoDlve :
cidos as diversas colonias do impUrio, ainda nao
reconhecidos, Brasileiros scrao harrldos como laes.
assignando peante a respectiva cmara, ou juizo de
paz, termo de declararan de ser isso aua vontade, e
de fixar sen demirilio no imperio. Declararao lam-
bem qual sua antiga palria ; seus principios religio-
sos, eslado c numero de filhos.
declararfles, lavrado b termo, dar delle copia au-
llicnlica s parles; e os presidentes das provincias
vista della concederSo os respectivos litlos de na-
turalisarao gratuilamentc, recebido primeiro o jura-
mento de fidelidade ronsliluicao e mais leis do
imperio.
Arl. 3. Em relapso aos colonos que vcrem
para o imperio da dala desla resolocao em dianle, ob-
servar-se-ha a disposirao do arl. 17 da Iei n. G01
de 18 de setembro de 1850, e arl. 3. do decreto n.
712 de Kide setembro de 1853 : todava o governo
he aulorisado a conceder titulo de naturalisarjo aos
colonos que mandar vir cusa do eslado logo qne
jubue conveniente.
Arl. 4.o Os pais, tutores, ou curadores de me-
nores nasridos fra do imperio de colonos antes da
naturalisarao de seos pais, pdenlo fazer por elle i
declararao de que (rata o arl. |>, o obler o respec-
tivo Ululo salvo aos menores o direito de mudar de
narionalidadc qnando maiores.
o Arl. 5. A disposir.lo desla lei, applcavel s-
menle aos colonos, nao deroga as demais dlsposires
da lei de 23 de oulubro de 1832.
Paro do senado, em 27 de junho de 1854. P-
ntenla Bueno.lopet Gama.Mendes dos Santos.n
Passando-sc ordem do dia, s3o approvadas sem
debate, cm 2. discustao para passar 3." a proposi-
c3o da cmara dos Srs. depulados, fazendo extensiva
s companhias de que Irala o artigo 6. da lei de 21
de setembro de 1815 a disposcaodo g 3 do artigo !.
da lei de de setembro de 1852 ; e em 3." discussan
para sercm enviadas sancrao imperial, asproposi-
tes da mesma cmara approvando as pensCes ronce
didas a D. Germana Joaquina do Castro Maacarenhas
e suas qualro filhas : e a I). Malhilde Dclfina de
Castro : e a que aulorisa o governo a mandar pagar
ao general Francisco Jos de Souza Soares de An-
drea, os vencimentos que Ihe competiam como com-
mandanle do exercilo da provincia de S. Pedro do
Rio Grande do Sul.
Sendo inlroduzido o ministro da guerra continua
a 2. discussao adiada pela hora na ultima sesso, do
arligo 1." daproposla do governo, filando as forras
de Ierra para o anno financeiro de 1855 a 18"i6 :
conjunclamcnle com a emenda do Sr. D. Manoel,
apoiada cm 21 do prsenle mez.
Fallam os Srs._ Vergueiro, Monlezuma, D. Ma-
noel c visconde de branles, depois do que fira a
discissao adiada pela hora.
O Presidente designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
Dia 28.
Pelas 10 horas c meia, reunido numero suflicicn-
1c de membros, abre-se a sesso.
Lfda e approvada a acia da antecedente, ha o sc-
gninlc expediente :
Sao elclos por sorle para a depularao que lem de
receber o Sr. minislro da guerra, os Srs. marquez
de Itanhacm, Vivciros e Tosa.
Vai meza a seguinle indicaran .-
Proponho que seja reformado o arl. 77 do nosso
regiment relativamente a ser convertida a 2. dis-
cussao dos projeclos cm commissao geral ; para que
ssc possa fallaras mesmas vezes que as oulras
discussOes Monlezuma.
He apoiada e remillida commissao da mesa.
Passaudo-sc ordem do dia, entra em 2. discus-
sao o.projecto de resolucao do senadoautorisando o
governo a alterar a tabella que regula o quanlitati-
vodas esmolas das' sepulturas.
Orava o Sr. Visconde de branles, quando che-
gando e ministro da guerra, o presidente convida o
nohre senador a inlerromper o seu discurso para
passar-se a discussao da fixacao de torcas de Ierra.
Entrando na sala o ministro e lomando assenlo na
mesa, continua com effeilo a 2. discussao adiada do
1. arl. daproposla do governo conjunctamenle com
a emenda do Sr. D. Manoel.
Depois de fallarem os Srs. Limpo de Abreu ( mi-
nislro dos negocios eslrangiros), Vergueiro e D.
Manocl, a discussao fica ainda acijada pela hora.
O presidente designa a ordem do dia c levanto a
sesao.
Dia 30.
Pelas 10 hora a meia reunido numero sufficien-
Ic de membros, o presidente declara abcrla a sessao.
Lida e approvada a acta da antecedente, o primei-
ro secretorio d conla do seguinle expediente :
Um ofiicio do minislro da guerra, dando s infor-
marles que Ihe foram pedidas sobre o reqnerimen-
lo do I. lenle do 1. batalho de arlilharia a pe,
Ayres Antonio de Moraes Ancora, emque pede ser
transferido para o corpo do eslado maior de 1 elasse
do exercilo.A qpem fez a requisirao.
Um reqnerimento de Francisco Infante Viera,
pedindo que por um acto legislativo se Ihe conceda
fazer acto dns materias' dol. e 2. anno do cunto
jurdico de S. Paulo. A commissao de inslrurrao
pdica.
Sao eleilos por sortc para a depiilaro que deve
recelieroSr. ministro d* guerra, os Srs. visconde
de Monl'Alegre, Gonralvcs Marlins, e Tosa.
I.eram-se os seguinles pareceres :
O e.ldante Eduardo Luiz Crescendo Valdcla-
ro frequcnlou o nno passado na academia jurdica
de S. Paulo as aulas do 1. anno, e cujo examc foi
mal succedido; pela qual razao se lornou a matricu-
lar nesse mesmo anno, frequentando ao- mesmo
tempo como ouvinle as aulas do 2. e he neslas cir-
cunstancias que recorre assembla geral para que
a sua frequencia desle ullimo anno Ihe seja recebida
e elle aulorisado fazer o acto respectivo, depois de
approvado as materias do 1. anno.
i A commissao de instrucrito publica, a quem foi
remedido o lequerimento do supplicanle, entende
que asna prelcnco pode ser favoravelmenlc defe-
rida, c por isso lem a honra de offerecer a approva-
j.lo do senado o seguinla projecto de resoluran:
A asscmbla geral legislativa resolve:
Arl. 1. O governo he aulorisado a mandar que
o estudntc Eduardo Luiz Crescendo Valdetaro, que
frequcnla actualmente como ouvinle do 2. anno do
curso jurdico de S. Paulo, seja admillido a fazer
acto desse auno, logo que se mostr approvado as
materias do anno antecedente.
Arl. 2. Ficam revogadas as disposirijes em contra-
rio.
o Pico do senado, aos 28 de junho de 18>i.Jos
de- Araujo fibeiro,Jos Marlins da Cruz Jobin.
Foi presente as commisOcs reunidas de legis-
larlo e marinha a representarao da cmara munici-
ripal da villa do Curvcllo, de 12 de julho de 1837,
cm que pede que se modifique o arl. 11 de agosto
de 1831, para o efleilo de poderem servir conjunta-
mente os careos da guarda nacional as autoridades
judiciarias, que lem direito de requsitar a forra pu-
blica.
Enleudem as commissrs que seja archvlda !al
representarao sem nenhumdeferimenlo, j porque a
lei de 19 desolembro de 1850, que. subsliluio a de
18 de agosto do 1831, nao julgou necessaria a modi-
ficarlo pedida, j porque he de crer-sc que actual-
mente nao se fac.a. mais senlir naqncllc municipio
scmclhanle necessidade, que ainda quando vigorasse
nao fra bstanle para justificar essa especialidade.
Paco do senado, cm 28 de juuho de 1854.
menta /eno.' M. de Caaias. Mendes dos
Santos.
A ai a imprimir o primeiro parecer, e o segundo
he approvado.
Passando-sc a ordem do dia sao approvadas sem
debato, em 3. discussao,, para sercm enviadas sane-
cao imperial, as proposr,es da cmara dos Srs. de-
pulados, urna, autorisando o governo a mandar pa-
gar ao bar.lo da Ilapicurumerim e ao conselheiro An-
tonio Manoel de Mello as gratificaees que deixaram
de receber quando directores da fabrica de ferro de
S. Joao de Ipancma; e oulra autorisando o governo
a conceder previlegio a particulares, ou a companhi-
as que emprehenderem a navegaran por vapor as
aguas do rio Parnahiha: e em 2. discussao para
passar 3. a resolurao do senado, autorisando o go-
verno a mandar matricular no 1. anno do curso ju-
rdico de Olinda, a Benjamim Franklin de Oliveira
e Mello e a Francisco Severino Cavalcanti de La-
cerda.
Sendo inlrodozindo o Sr. minislro da guerra, com
as formalidades do eslylo, loma assenlo na mesa; e
enlra em 2. discussao o arl. 2. da proposla do go-
verno lixaiido as forras de trra para o anno finan-
ceiro de 1855 a 1856.
O Sr. lint lauda Cacaleanli: pronuncia nm dis-
curso, cujos princpacs paragraphos sitos seguinles:
Sr. presidente, a forma de recrulamenlo que tem
havido no Brasil desde a sua independencia, dislre
e ilude o grande pensamento ainda nao realisado
no meu paiz, fallo da inde|iendcncia do Brasil. Os
Brasileiros, a muilos respeilos, ainda sao colonos da
anliga metropole, c sobre o recrulamenlo estilo em
peor posirau do que eslavam nesse tempo de colo-
nia; porque ao menos nesse lempo, os nascidos na
metrpoli', os nascidos em Portugal c suas posses-
scs vinham parlilhar com nosco esse pesado onus,
csc pesado imposto; mas boje, Sr. presidente, he
sobre nos que exclusivamente carrega esse imposto,
em beneficio principalmente desses nossos anligos
metropolitas ou senhores.
Ha tambem urna dilferenja acerca dos volunta-
rios, c he aquella que' diz respeilo aos voluntarios,
que amesquinhados do meos, mas nao de scnlimen-
los nobres, se aprcsenlam para servir o seu paiz c
allronlar todos os perigos pela sua defesa : he um
pouco diiTcrcnle o oflicial amesquinhado de fortuna,
e que nao lem de futuro senao o arduo servro de
soldado, e o camprimcnlo de lodos os deveres im-
perto do quinze dias com madama de Saiseval. por-
que ella deixara de ira um janlar, para ficar junio
de urna de suas filhas que tora atacada de urna sbi-
ta indisposicjlo.
A todas asrazoesque Ihe davam, elle respondia
que nao se devia perlurhar assim a simelria de urna
mesa lirandu-llie Ires convidados, e que madama do
Saiseval lena podido muilo bem ir com a filha que
eslava com saudade, c deixaraoulra cm casa ; por-
que, accrescenlava a os doenlcs querem Iranqullida-
de c sohdao.
Esscs ridiculos formavam o que se loria podido
rhamar a superficie da phvsionomia do conde de
l.landevez ; era cs c aus olhos da mor parle de seus observadores que
julgam pelas apparencias, elle passava por um ho-
mem bom, cujas manciras moviam o riso, mas cujo
genio era rrajico e benvolo. Observadores mala al-
elos, examinando-llie de mais perto o caracicr, es-
ludando obrilho que animava ainda seus olhos fero-
zcs quando algumas paixOes vilenlas o agilavam, o
leriam julgado lalvez mais severamente. Ha ao la-
no dabondade verdadeira urna bondade falsa, e esla
lie admiravel para engaar. A's vezes he grande
vanlagem ler defeilos qne mascarcm os vicios, e foi
assim qne vimos Luiz XI evitar cm parle as maldi-
roesdescu secuto, e engaar al a posteridade, cor-
rendo seus ridiculos, bem como urna cortina, sobre
suas airo/es crueldades. Temperando o extravagan-
te, o odioso.o asco que exeila essa caricatura do cri-
me termiua-se por um sorriso.
Quem houvesse observado mais allcnlamontc o
coude de Glandevez loria lalvez experimentado um
senilmente semelhante. Esse involucro de hbitos
melhodicos, de mesquinlias bagalellas, de lyiannias
minuciosas que Hasciam todas do egosmo po lia oc-
cullar um corarlo fri; um espirito Icimoso em seus
designios, e que driga-se a seus fins, por lodos os
caminhos, sem hesitaren! esmagar os obstculos que
cncontrava. Por Iraz da comedia desses ridculos de-
feilos podia representar-so um desses dramas que
sahem das paixes mais fortes de nossa natureza.
Aquel le que era lido por bom homem na pequea
cidade de Chateauneuf havia passado sera naufragio
as pocas difliceis da revolu^.lu c do imperio, e con-
servado durante a reslauracao sua po-ir.io e sua ri-
queza. Era um desses personagens habis, queaju-
dados de um admiravel nlphalo poltico, entera vir
de lonae as elavacoes e as quedas. O conde de Glan-
devez tinha pralicado em ua tonga vida todas as de-
dirares lodos os eulhusiasraos. Quando prepa-
rava-sc algum aronlecimenlo grave ello desappare-
cia na vespera, e permaneria invisivel no dia da cri-
se, invariavclmenlc relido por umadoenca peridi-
ca, que impedia-lhe lomar parte em lodos os desen-
laces que se succederam cm sen'lempo.
Em desforra era o homem de lodos os diasseguin-
tes. Convencional uo dia seguinte ao de 13 de vin-
demario, direclnriano no dia seguinlo ao de 18 de
fruclidor, bonaparlista no dia seguinle ao de 18 de
brumaro, ellelevou seu voto ao senado para a que-
da do lyranno no dia seguinle ao cm que soiibe que
o grande homem da vespera fra abandonado pelo
imperador Alcxandre.
Nos cem dias elle dirigio-se para Gan I; mas sen-
do atacado de clorura na fronleira, aguantou ah a
balalha de Watorloo. Como era perigoso ler urna
opiniao em um momento em que Napolco podia
tornar a levaularse ou cahir para sempre, o conde
de Glandevez esleve de febre. Bluchcr chegou e fez
pender a batanea conlra o imperador ; entao Mr. de
Glandevez fui lomar no servro de Luiz XVIII a ul-
tima dse de quinaquina em Bruxcllas. Mosquera
sabe onde e no servirn de quem elle a leria lomado,
se em lugar de Bluchcr que era esperado pelo duque
de Wellington.o general Goucby tivesse desemboca-
do na planicie"! Mr. deTallevrand dizia a respeilo
dessa febre ufficlal, que alacava seu collega no sena-
do na vespera de todas as calaslrophes: Esse pali-
to faz sempre com sua quinaquina liharoes a Jpiter
vencedor.
Podia-se pois crer que o que o vulgo tomava por
bondade no conde de Glandevez, nao era oulra cou-
sa senao o cynismo de urna ndole egoislica, que nao
senta a necessidade de encobrr seus defeilos ou lal-
vez a pervcrsidatle dessa ndole media, sua expres-
sao pelas circunstancias ordinarias ou extraordina-
rias em que se achava, e esses defeilos que moviam o
riso na vida vulgar nao eram mais do que a mciiini-
ce de seus vicios.
Agla emprehoiidendo com a inexperiencia de sua
idade lulnr com tal adversario, nem tinha apreciado
a cvlcnrao da tarefa que-f impunha, nem sondado
em todas as suas profundezas esse corarlo, em cojos
escarnidlos s pcnclrou pouco a pouco. Todava ella
parecen ao principio ler adquendo grande ascen-
dente sobre Mr. le Glandevez, e a maledicencia re-
parava quequasi lodosos dias a carruagem do conde
li.ir.ua a porta da casa do juiz de paz de Chateau-
ncuf.
Depois da chegada do nobre castellao, os goslos da
mofa linha-se tornado singularmente serios, e seus
diverlinieiitns baviam tomado o cunho de urna gra-.
vidule pouco cnmranm sua idade. Mr. de Glan-
devez era apaixonado pelo xadrez, Agla quiz apren-
der essejogo, e nelle desenvolva lodos us rerursos de
seu carcter cheio de dissimularlo e de asteria. Ha-'
postes pela disciplina Ha grande dffercnra entre
estes individuos, outros, que por ventura ricos de
bens de fortuna olham a carreira militar como um
meio de vida e como urna esperlaliva dos altes em-
pregos, nao tanto pel bravura c pela disciplina, co-
mo petos seus meos pecuniarios e pela inslruccSo,
porque o senado sabe a quem me retiro, he aos ricos
que tem padrinho, assenlam prara de cadetes, vo
fazer a sua carreira na academia, depois tem acce-
sos e aspirara aos grandes empregos. Assim, o vo-
luntario, que n.lo tem essas vaniagens e que vai s
pelo amor da patria, faz alguma differenra desle
oulro que acabei de referir ; mas vamos, nao faliga-
rei a casa, nao trarei discussao a histeria dos
Persas, dos Gregos, ou dos Romanos para contar a
historia* do alislamenlu dos excrcilos, nem o modo
de os disciplinar ; nao trarei Henrique VII nem o
tempo dos l-'elippcs cm Portugal; mas o que he vor-
dade he que os principios por que hoje se regem as
sociedades civilisadas nao sao os principios do feuda-
lismo, pois o feudalismo tinha como principio que a
torca do braco he que tinha o direito.
Perdoai-rae, Srs. romanistas mas sabe Dos o que
viudos fazer ao meu paiz com as doultinas do direi-
to romano.
Se Guilherme, o conquistador, se apoderava das
prnpi edades, e as distribua pelos seus valenles,
obrigando-os a apparecer com os seos vassals sem-
pre que elle preczasse para as suas balalhas; e
mesmo cm Portugal, a historia das conquislas em
que os vassalloj haviam de apparecer com a soa gen-
te em lacsc laes balalhas; esses principios eram da-
quelle lempo; mas a civlisaraoje progresso da so-
ciedade bauiram-os, c boje os principios que domi-
nam sao oulros.
Hoje reconhece-se, Sr. presidente que o primeiro
anel da cadeia da sociedade he o dircilo de pro-
priedade; e se esse he o primeiro anel da cadeia da
sociedade, os direilos indviduaes nao Ihe sao cm
nada inferiores. As sociedades civilisadas hojo re-
gem-se debaixo dos principios do respeilo aow di-
reilos de propriedade e aos direilos individan.
Hoje naopodem (erlugar os principios feudacs para
organisacao dos exercilos; he necessirio que todos
conrorram para o servro do estado, e que ninguem
seja dispensado de contribuir na proporc,3o de seus
deveres.
Sao estes os principaes fundamentos da conslitoi-
r.lo q ne he bascada nos principios de respeilo aos di-
reilos indviduaes o aos de propriedade; e, se se
quizer allendcr a esses direilos indviduaes, como he
que se pode dizer que fuo e fu8o porque sao pro-
prelarios, fuao porque esl bem graduado na so-
ciedade, seja exonerado, seja dispensado do servirn
militar, e fulo que he pobre qne nao tem esse di-
reito de propriedade, os seus direilos individua se-
jam distribuidos e aiiniqulados!' Pois porque um
he proprielario, he mais do que o oulro individoo
que o nao he ? Nao, Sr. prcsidcnle, es^a doulrina
lem feilo muilo mal sociedade, c quem sabe quan-
lo ella ameara o futuro. .
Tenho aqui a consliluirao, e em resposla ao Sr.
presidente do conselho lerci um dos seus arligos que
diz: Todo o cidadao he obrigadn a pegar em armas,
ele.
Mas, Sr. presidente, nao est de acord com a
ronsiiiiirao porque ella diz foo o cidado e S.
Exc. diz sao exceptuados fuao c fuao. Pois quando
a consliluirao diz lodos, podemos exceptuar algucm ?
Que maneira he essa de entender a conslitucao *? A
consliloicao diz; tojos, nos dzemos: todos ou
pobres, os ricos nao.
Qual he a maneira de se tornar ellecliva a dispo-
sirao da constituirao; como he que lodos nao de con-
tribuir, bao de pagar o imposto necessario para o
servido do exercilo?
He fazendo excepres'! O meio he contribuir cada
um na forma dos seus haveres pelo modo prescriplo,
na constituirao; essa contribuirlo deve ser o premio
com que se contrate o cidadao nacional ou mssmo o
estrangeiro que queira enlrar noserviro do exercilo;
c acaso peder ser esse contrete ilesa iroso a alguem".'
Por Ventura o oflicial que recebe esse dinheiro, nao
recebe ra salario do seu trabalhu''
O Sr D. Manoel: Apoiado, he comn qualquer
oulro emprego.
O Sr. II. Cacaleanli: Nao he este o nico
meio de tornar effecliva a execurao da consliluirao?
Nao he o nico meio de remover todos os horrores e
odiosidades que se veem praticar, inclusivamente a
propra conscripro? Como pois se poder applicar
a ln pudiese quefigurou o Sr. minislro da guerra de
que nao achava este meio mais decoroso ?
Sr. presidente, as sciencias em geral encadeam-se
de urna maneira tal que n,lo se pode fallar "de um
ramo que um oulro nao venlia a acompanha-lo; e te
as sciencias he assim, muilo mais he uaorganisario
de um exercilo.
Senhorcs, quando se Irala da organisaro de um
exercilo n,lo se deve s ter em vista o meio de ler
soldados, mas lambem o meio de crear oflicaes que
na minha opiniao he muilo diverso do meio de ler
soldados. O viveiro ou ncleo dos offlciaeshe lam-
bem o vveiro ou ncleo dos soldados e he por isso
que ha cs*a palavra cadetes, que nao sao os filhos
dos nobres, nem dos altos funcionarios, mas sim os
esl luanles, pertenram a quem pertencerem, que lem
cerlas hahilarScs exigidas pela le e quo por isso
sao randdalos i ofliciacs.
va algnma cousa de verdadeiramenle dramtico em
seguir cssas partidas. Eram sorprezas sem numero,
engaadoras seducees e' lasos, de lentas perfidias,
no lira das quaes o mate ehegava cruel, inexoravel,
de urna maneira repentina e imprevista. Ella em-
pregava a alma no jogo, e o conde que era um joga-
dor muilo hbil concebera pela discipula um senli-
mentn de admiraran, que nao podia occullar; pois
na discipula senlia o meslre. Disse-lhe urna vez que
se Lacios, do qual fra amigo quando moco, a tives-
se visto diante de um laboleiro de xadrez, le-la-hia
amado.
Pouco a pouco urna inlimidade eslranhavcl entre
duas pessoas de idade too difireme achava-se esla-
hclecida cnlre Agla ejlr. de Glandevez. Esscs dous
caradores linham harmonas secretas, e pareciam
commuuicarcm-se como os edificios, que separados
na superficie da (erra rcunem-se embaixo por mys-
leriosos subterrneos. Agla deven aocondeocc-
nhecimenlo de um mundo que cao linda visto, mas
qoc linba adeviuhado em parle. A conversarao do
castellao e os livros de sua bibliolheca digna era ludo
da regencia, acabaram de perverler aquel le joven co-
raco. A familia de Agla habituada a approvar
reuamcnle sua conduela, nao se oppunha de manei-
ra ateiima a essas retornes perigosas. O juiz de paz
convencido da superiorida dava que tedas as visitas do conde terminassem em
um casamento.
Esse boato comerava a correr pela cidade, quando
repentinamente as visitas do conde de Glandevez
pararam, depois tornar.un a comerar ao cabo de um
mez, mas para s se rcuovarcm cora tongos inlcr-
vallos.
Qual era a causa desse resfriamenlo? que tempes-
tado inlerior linba precedido a css rompiuiento ?
Ninaiicm o pude dizer. Suppoz-se nos primeiros
momentos quo Arlhur Mobray, mancebo cheio de
iraca e cavallciru completo que resida enlo nocas-
ledo de Saint Vincent, e no qual a malignidade pu-
blica achava um srande ar de familia com o castel-
lao, podia ser a causa dessa peripecia. Desde que
as assiduidades de Mr. de Glandevez foram noladas,
Arlhur moslrara-se muilo sollicilo para com Agla,
a qual nao parecer insensivel s suas alinenos, por-
que cmlim apezar da profundeza de suas combina-
res e da madureza de seus calculo', era mulher.
Mas essas supposicoes, qualquer que fosse seu
grao de verosimilhanca, calmara diante do sangue
fri da mora, a qual suslenlou os odiares com urna
Iranquildade que desconcerlon as saspelas. Quan-
do a virara reapparerer no rastello de Saint Vincent
um tanto mais paluda que de ordinario, porm se-
nbora de si; quando a viram fallar eom o sorriso nos
Eu lenho medo de provocar susceptibilidades com
ste dcscjQ,de circumscrever a materia da discussao,
e entrar no desenvolvimen te dos meios necessarios
para a nriiauisarao do exercilo, e sobretodo pa-
ra constituir a offlrialidade ; tenho medo de en-
lrar nisso, e lalvez me restrinja so ao recrula-
menlo.
No meu modo"de entender, a organisacao do ex-
ercilo entre nos tem sido abandonada, pois cooteu-
larao-nos lodos os annos com a formalidade da fi-
xacao de torras, puc no lem exemplo em parte al-
gnma, com isso c qualro razdes que aqui se apre-
sentem damos por concluida a nossa tarefa acerca
da organisaro do exercilo, e vamos andando, an-
dando para prannos, nao sei por ora aonde ; mas
dada mesmo a hypolhese de que a escola do sol-
dado nAo seja a mesma do oflicial, ou que o uuclea
dos homens que tem de servir como soldados, nao
seja o mesmo daquelles que tem de servir na nfti-
rialidade, (eu nao quero com islo dizer que o sol-
dado quese distinguir, que seja credor de urna pa- '
lente della seja repellido), mas ereio que lenho de-
monstrado que as obsrvateos feilas pelo Sr. minis-
lro da guerra nao dislroem os meus argumentos.
Nao, ellas nao provam, nao lem applicacao para a
nossa poca, assim como lambem os 49 por rento
que eslo alistados nao provam progresso no engaji-
menlo do exercilo, linda mesmo com a hj polhese
qne figurou de que alguus julgam que o soldado alis-
tado he mui digno de servir no exercilo, como vo-
luntario do que como contratado.
Agora, permitla-me o senado que responda ao
Sr. presidente do conselho, enjo discurso tenho Bre-
scle e diz assim (l }.
Ora, Sr. presidente, o Sr.. presidente do conselho
ou sulislica ou nao me quer comprehender; ou
eniao torce as minhas pinioes.; pois S. Etc. diz
que nenhun individuo ainda deixou de contralar-se
por falla de dinheiro, mas que dinheiro? Todos os
ministros al boje se lem limitado ao dinheiro mar-
cado na lei, q nenlium abri um crdito franco pa-
ra o engajamento ; a por coosequencia as palanas
do Sr. presidente do cooselho nao deslroem a minha
opiniao franca, de que eslou prompto votar por
lodoe qualquer imposto que o govenio julgar con-
veniente par adquirir gente para o exercilo ; eu
quero conceder ao governo umi aulorisarSo ampia
para que abra um crdito pitra haver o recrulamen-
lo voluntario, mas quero tambem que se nao usem
das coaceoes indirectas que estilo em vigor.
Vejara as minhas demagogias, vejam o meu
meio de querer dizer quo fajo opposirao ao go-
verno.'
Senhorcs, se algum dia eu for ministro, o que D-
os nao permita, da-me a mira o que vos dou v.
Supponhoque nao he possivel argumentar com mais,
lealdade.
Continua o Sr. presidente do conselho o seu dis- ,
curso assim ( le. )
. Eu j disse poucas palavras a este respeilo, mas
V. Exc. Sr. presidente, me permiltir que eu pira
fixar as ideas, leia o arl. 115 da consliluirao, que
diz : (i Todos os brasileiros sao obrigados a pegar
em armas para sustentar a independencia e ingrida-
de do imperio, etc n
-Ainda que a constituirn nem dissesse islo, islo
devia pralicar-se, porque nao sendo assim, nao ha
nacionalidade ; porque nao ha narjo em qne islo
n.lo seja um principio fundamenl.il da sua existen-
cia ; e eu vou mais looge ; Dos me livre de que en
fuste goveruador commandanle de urna praca adia-
da ; porque nao era os nacionaes que haviam de pe-
gar em armas, os eslrangiros lambem e haviam de
formar primeira linba ; porque se hei de morree -
eu morra meu pai que he mais velho ( riao ), e de-
pois conversaramos eom os eslrangiros e Ihe da-
ramos salisfaees s suas notas diplomticas.
O senado deve lembrar-se do distiucto general Flo-
rencio Jos Correia de Mello, que supponho foi no
Rio de Janeiro, commandanle das armas.
O Sn Malta: NaBihia.
O Sr. H. Cacaleanli: Aehava-te Floren-
cio na ilha da Madeira quando os Inglezes leula-
ram loma-la. Florencio fez o seu plano de defeza,
que no sei se chegou a publicar-se, mis o certo lie
que o plano existe, e os primeiros aliradores erim
eslrangiros; e na retaguarda as tropas nacionaes
para lhes fazer frente se elles se virassem. ( fltso.)
O caso he que a praca nao foi atacada e assim o pla-
no nao foi avante.
O art. 173 da consliluie.io diz n Ninguem ser
isemplo de contribuir para as despezas do esladoeni
proporrao dos seus haveres. Agora pergunto eu:
E se o servico do exercilo he urna despeca do es-
lado, como he que se pode isemplar dessa despeza
os ricos ?
O Sr. Dantas d um aparte.
USr.H. Cavalcanti: Elles nao eonlribuem
para o exercilo, e por isso eslo isemplos.
Sr. presidente, aleja ae inventou um termo, e lie
tributo de sangue, onde est na coosliluicSo* eme
tributo de sangue ? Quem vem bolir no meu san-
goc ? Ha de ter paciencia aquelle que o fizer, por-
que eu se o fizer maudo-o primeiro para o oulro
mundo. ( Riso.) Eu nao condece nenhum tributo
de singue.
O Sr. D. Manoel: He urna expressHo usada
pelo general Fois.
O Sr. H. Cacaleanli ( com forca ): E que
labios ao conde deGlandeveze a Mr. Mobray, todos
julgarara que tinham-sc engaado, e renunciaram
decifrar esse enigma tornado irapenelravel.
Duas ou tres mulheres pensaram todava reparar
qoc, quando Agla nao* cria ser vigiada, seus olhos
Sissando de Mr. de Glandevez a Mr. Mobray e de
Ir. Mobrav a Mr. de Glandevez, lomavam urna ex-
pressao estranha. A's vezes quando ella lanceya a
vista sobre Arlhur, um relmpago parecia illuminar-
Ihe o semblante, ordinariamente fro e sereno; mas
esse relmpago era Uo rpido que nao se podia dis-
tinguir se exprima amor ou odio, e lalvez essas duas
paixes se batessem em sua phvsionomia como em
seu corarlo. Ella conlinha-sc mclhor com o conde.
Suas conversacoes haviam-se tornado especies de par-
tidas do xadrex, onde cada combteme empregava
muita circumspeccao. Entre essas tres pessoas, ler-
se-bia dilo mudas vezes que havia um segredo. Se
assim era, todas tres pareciam combinadas para nao
revela-lo; mas nolava-se esla difieren ;a que Agla e
o conde pareciam lembrar-se delle sem fallarem a es-
se respeilo, ao passo que Arlhur parecia observar o
silencio do esquecimenlo.
Elle teslemunhava a Agla essa indfferenca pro-
funda que s se pode sentir pelas pessoas, as quas
nunca se deu alinelo. Essa indiffereiica nem tiuha
mesmo a cor de faluidade, na qual i maledicencia
v ordinariama/ile urna lembranca. Gousa extraor-
dinaria a assiduidade de Arlhur havii cmecado no
momento em que a do conde nao eri um m'ysterio
para ninguem, e apenas se tinha tide lempo de no-
la-las ; porque Ires semanas depois. "leudo cenado re-
penliuamciiU! a inlimidade que tinlia-oe tabelecido
entre a familia do juiz de paz e Mr. de Glandevez,
Arlhur recobrara sua atlitude friae recatada.
Todava urna noite escapou ao conde de Glande-
vez urna palavra que leria podido di r que pensar.
Agla eslava assentada a urna mesa de wisl, jugando
com Mr. de Glandevez e Arlhur.
Cuidado! disse-lhe o conde sorrindo, nao sem
alguma irona, depois de ter ganho a primeira mo,
bem sabe que com nosco a'senhora coi turna ser'ba-
(ida.
Um tremor imperceplivel passou pula fronte de
Agla, a qual respondeu todava com voz calma:
O Sr.conde bem sabe que lenho lempre a mao
feliz para as desforras; aguardemos a desforra para
julgar da partida.
Sem duvida. era mui ordinaria e natural essa tro-
ca de palavras que podiara ler sido Ira/idos pelo jo-
co ; porm islo tinha sido dilo com un lom de voz
particular, e ler-se-hia podido rrer que havia algu-
ma allusjo de zombaria nesse aviso do' conde de
Glandevez. (.CoHliniiar-se-Aa.)
-4*^- ----*.L.
m!


DIARIO DE PERNAmBUCO, SEGUNDA FEIRA 14 DE AGOSTO D 1854.

me importa a mimo general Fois ou nutro qualquer
revolucionario fraiicex'.'
O Sr. I). Manoel: Nuoca toi icvoluconirio.
O Sr. H. Cavalcauti: Mesmo que o nao (os-
le, nlo me importacom usa opinioes. S qaem
nan he orador lie que nio aprecia um aparte, pot que
a mim, longo de me perlurbat aguc,n-ra as ideas.
( Ate
O Sr. Presidente; Os apartes nao slo permil-
lidos, porque inlerrompern os oradores e pcrluibam
a discusiSo.
O Sr. II. Catalcani: Uto nao he inlerrrom-
per he conciliar e discussao ; e eu peco i V. Eic.
<|uc so roa deseja faier algum Invor, lie que quap-
do eu hilar, V. Eic. de'ixe darcm-me apartes.
O Si-. Pr$id4Hlt : Nlo posso consentir por-
que o regiment nio os permitte.
O Sr. H. Canalcanti Seoliores, vejo que en-
tended que he necessrio propagar as sciencas. que
he necessrio que os sicos appliqueni os seos capi-
taes i rducaclo de seus filhos ; que he necessrio
promover os casamentos para que o llrasil tenha po-
pulado ; dizeis que taes e tae! industrias precisam
de ser protegidas, o por Uso sejam ismlas do servi-
militar; mas permilti-me que vos diga que os
membros d casa, ou quaesquer individuos que as-
sim pensara, na minha opiniao, sao muito mos eco-
nomistas.
Pois por ventura no Brasil o que mais convert
propagar lie as lel(ras '.'
Nao se julgue que ea blasfemo contra as leltras
mas digo que o que superabunda no meu paiz sao
as lettras ; e oulras cousas faltam. Temos muilos
doutorcf, mas a nossa lavoura nao lem preteocao al-
guma, he a mais perseguida para o recrulamento ; a
nossa industria fabril, commercial ou agrcola he por
assim dizer perseguida c vao arrauc tr-se-lhes aquel-
les individuos que a ellas se dedicara para servircm
como voluntarios, de modo que esses homens nao
lem a liberdade de dediear-se quillo que convem ao
scu ikiz. Apoiados.)
O Sr. Dantas : He verdade.
O Sr. U. Cavalcanli: E o que he islo"? Ha
a ptoieccSo aos eslrangeiros ; e o sonliraenlo de co-
lonia que anda nos domina.
O Sr. Danta/: Nao querera uc commerci um
Brasileiro, porque be guarda nacional. *
O Sr. H. Cavalcanli : Eu tenho insta casa um
projeclo a este respeito, mas os meus projeclos vao
comniisslo para l ficarcm para sempre, ou sao
repellados.
Eu carabero Brasileiro que mandam os seus filbos
naturalisar-se eslrangerus, e se eu disser que clles
tero razio bao de dizer-me que eu nao leulio scrfli-
monlos de oacionalidade ; mas se vos espesinhaes a
naco e protegis s os estrangeirot, por esta forma
de recrulamento ; ahi est eiplicado o faci. Co-
mo he que osBrasileiros ho de delicar-se indus-
tria, como be que elles bao de estabelccer fabricas,
orno bao de promover o trabalbo, se apenas Ibes
descoma adolescencia sao logo agarrados, e se nao
so agarrados he necessrio ir procurar a proleccjio
de algum homem influente, e dcgiadar-se em lodo
o sentido ?
E eslou eu dizendo alguma cousa que nao seja
exactq ? stou fallando por ventura fura do mcu
paiz ? Estarc aoarebisando '.' quero negar (orea ao
governo ? Eu quero dar-lbe cidadaos capazes de
bem servir o paiz, e que conhejam a posicao em
que se acham ; nao Ih'os quero dar forjados uem
inimigos.
Ora. sobre a contribuicao, eu j disse, quercm seis
vnicos por cada individuo, mas, mesino sendo mais
' que se pagasse, nao era um favor que fasieis aos
vossos concidadaoa '.' NSo Ibes daveis os meios de
vida ? Nao era um talher que apresentaveis ao po-
bre no vosso banquete? E se he muito, vos ricos,por-
que nao ides servir".'
At um Sr. senador por Minas nos disse aqu que
nt >ua provincia os homens eram morigerados, que
se casavam c eram milito trabalbadores ; mas des-
gracadamenle pessoas nao menos r.'speilaveis do que
o Sr. senador dizemque em Hias ha muilos vadios,
e quera os faz he o recrutamcoln que he a escola
A assembla gcral legislativa resolve :
Arl. 1. Fica approvada a aposenladoria con-
cedida por decreto de 5de juulio de IsVi a Juan
Candido de Dos e Silva, desembargador da relacu
rio Maranhao, com o ordenado annual de 1:0009,
a Arl. 2. Kevogam-sa as disposiefles em contra-
rio.
o Vaco da cmara dos deputadus, 20 de junho de
185*. D. F. llalthazar da Silveira. J. 8. de
N. Saylo Lobato.
Entra em 1.' discussao a resolucao que aotorisa o
governo a conceder carta de naluraliacao ao subdi-
to francez Loureitco Marccbal. t
A requerimento do Sr. KodriguesHorla lem es-
ta resolucao urna discussao, na qual be appro-
vada.
Entra em 2." discussao o seguinte projecto de re-
solucao. viudo do senado :
b Art. l.o O governo he aulorisado para mandar
matricular no primeiro anuo do curso jurdico de
S. Paulo a Thomaz Antonio de Paula Pessoa, nao
obstante a falta de exame da lingua ingiera, e ad-
lalulos ciigem, e eulrelanlo os professores das res-
pectivas aulas ncm sempre comparecem a esses exa-
mes: oulras vezes o director do curso jurdico nao
gasta na presidencia dos exames o lempo necessrio,
e dahi resulta que alguns estudantes deixam de fa-
zer os seus exames, apesar de habilitados pelos seus
professores. Appello para os njeus liebres cullegns
de Peruambaco, appello para os lentes que aqu lem
assenfo, como o Sr. Paula Baptista, e dios que di-
gan) se he ou nao verdade o que acabo de dize...
O Si: Gomes Ribeiro : Em S. Paulo be a mes-
ma jpusa.
Sr. Silceira da Motta: Nao lia tal, est
perfcilamenle engaado.
O Si: Figueira de Mello : O nobro dcpulado
pareco que quer negar o facto s porque no curso
jurdico de S. Paulo nao tcm elle apparecido...
O Sr. Sayao Lobato : O maior empenho que
lem um candidato malricular-se no curso jurdico
de S. Paulo he o obler a admissco a exames pre-
paratorios.
O Sr. Figueira de Mello': Ora, ah tem o no-
mitli-lo a fazer acto do dilo auno, depois de baver I bre dcpulado confirmado o' que eu dizia ; mas lie
feilo aquello exame, e lendo tido como ouvinle a
frequencia que os estatutos exigem para os alumnos
matriculados.
O Sr. Belforl (pela ordem) pede que o projeclo
tenha urna s discussao.
A cmara approva esle requerimento.
O Sr. Silveira da Molla combale o projeclo, o Sr.
Luiz Carlos vota tambem contra a doulrlna do pro-
jeclo, mas querendo salvar as odiosidades offerece a
seguinle emenda; a qual be apoiada:
a As facilidades de direilo e de medicina ficam
autorisadas a conceder dispensas de exames prepa-
ratorios aos candidatos que o requererem, marcan-
do o lempo denlro do qual devam os mesmos can-
didalos salsfazer os referidos exames antes de rindo
o primeiro anuo lectivo.
Paro da cmara, 21 de junho de lsVi. S. a R.
ni; Carlos.
O Sr. Lisboa Serra combale o projeclo depois do
que o Sr. Figueira de Mello exprime-sc da'manei-
ra seguinle :
Tem-so levantado una tal celcuma contra a re-
soluc.lo qute se discute, que primeira vista parece
ler-se approvado no senado um grandissimo absur-
do, um insulto s leis, urna cousa intciramenlc pre-
judicial ao estado Ora, e,u nao vejo na resoluto
semelbaiites caracteres ; antes me jiarece que urna
corporacao lao respeilavcl, Uo dislincla como he o
boje cosime deprimir o curso jurdico de Olinda, c
elevar-se o de S. Paulo al as nuvens. (Iteclama-
coe*. )
Senbores, em ambos os cu rsos se pralicam as
mesmas cousas, Trajanos intra muros peccatur el
extra, tanto no curso de S. Paulo como no de Olin-
da socommellem infracc'ies das leis, e se encon-
tram obstculos para os exames preparatorios ( 0-
poiados ); por conseguinte, Sr. presidente, eu nao
vejo motivo para que em urna questo tao pequea,
para queem urna qucsiao de fritan capellis, se le-
vante lana eloquencia, tanto mais quanlo o sena-
do, procedendo conforme os principios de jusca e
equidade, mandn examinar no primeiro anno jur-
dico o estudanle de que se trata ; o que nao he um
excmplo raro nesta casa. Tenho dito, c vol pela re-
soluto.
O Sr. Paula Baptista faz algumas reflexOes con-
tra a resolucao.
A discussao fica adiada pela hora.
Continuarlo da discussao do ornamento da guerra.
O Io Secretario faz a leilura de um officio do mi-
nistro da guerra, communicandn que por ler de as-
sislir boje no senado lei de lixacao das forjas de
Ierra nao podo comparecer na cmara lemporaria'pa-
ra a discussao do orramento.
O Sr. Miranda : Sr. presidente, visto quo nao
se acha presente o nobre ministro da guerra, sendo
senado, onde esla resolucao passou sem a menor dis- I esta urna das razfies que me levaram a ceder a pa-
cussao, sem o menor cmhararo, nao havia de appro-
var absurdos, insultos lei. cousas inleiramente pre-
judciaes naci. Assim, por honra do senado nao
posso deixar de tomar, lano quanlo em mim cabe,
a defeza do aclo que elle approvoo e que se disca-
le actualmente.
Tem-se allegado que a resoluto diz respeilo s-
mente a interesses particulares ; que us somente
devenios fazer leis que promovara a utilidade publi-
ca, ou que nesta se fundn, e pergunla-se cnllibsi-
aslicamenlc qual a utilidade publica que se dcsco-
bre no projeclo ? Sr. presidente, admiro que osno-
bres depulados que assim se exprimem deslo modo,
quando todos os das estamos approvando resolu-
ccs a respeito de certas c determinadas pessoas :
quajdo temos mesmo approvado rcsoluces de idn-
tica nalurcza aquella que sa discute ".' Parece-meis-
lo extraordinario O que sao cssas rcsoluces sobre
pensiles, sobre aposenladorias, sobre privilegios con-
cedidos a esle ou quelle individuo senao resolu-
rfies particulares ?
Cumprc porm observar que, embora eslas rcso-
luces digam respeilo a urna ou oulra pessoa, era
por isso seguo-sc que nao se fundem era utilidade
pnblica, como ordena a ronslituicao do imperio, e
referindo-me cspccialmenle resolucao de que nos
oceupamos, parece que lambem ella tende a esse
fm, porque favorecendo a urna pessoa que se appli-
ca s letras, de cerlo modo favorece ao bem publi-
co, que smenle pode lucrar com o apoio dado aos
homens estudiosos c applicados.
Allegou-se igualmente que a reso lacao era con-
dos vadios c dos revolucionarios, camo j milito bem traria aos estatuios dos cursos jurdicos que se v3o
disse t Sr. senador pelo Ro Grande do Norte (o Sr.
1). Manoel ) quando tocou nesta materia.
Eu o primeiro que digo que a [rovincia du Minas
nao est moito habilitada para ar bomens para o
exer: lo. nao s porque lie u na provincia mu lo cen-
tral e quasi loda agrcola, porque a miucrarao be
hojeem muito pequea escala, como porque o
transporte dos rccrulas do interior para a corle, ou
para o ponto em que vao fazer parle doexercito he
maito dispendioso em consequen:ia da grande dis-
tancie, e mesmo pela aversiio que tem os mineiros i
vida militar, ou de soldados; e por isso cu digo,
senbores, recrute-se xiem l'crnambuco ( riso) com-
anlo porem que seja por contrato, e que esse seja
a vonlade dos meus comprovincianos.
Mas, Srs.. nao ser urna immoialidade o 'aclo de
hatee em Minas esses casamenlos s para se' nao ser
soldado? Naoscrao prejudiciaes esses calamentos
sem conviccao ? E, Srs., a csse casamenlos se fa-
zem por causa do recrulamento, eu entendo que be
neceaario exlinguir-se o rccrntainciito para nao ha-
ver es*es casamenlos, que s.'lo cssi immoralidadc ; c
eu naoacho queo homem casado seja mais morali-
sado que o solteiro.
Entendo, Srs., que a constituido nao pode ser
interpretada como quer o ir. presidente do conselho.
lie orna blasfemia, he urna injuria que se lite faz.
Mas, continua o Sr. pesdente do conselho o seu
discurso do seguinle modo. ( le,)
'F.u, senhores, nao quero a conscripcao, porque
ella )a"o pode trazer igaaldade, porque todos nos, se-
gando a nossa educa rao, temos njssas dispoces pa-
la liies e (aea misteres; nio pude ser igualmente
disliibjjlida'a violencia, ou a obrigajao ce tal ou
tal iiervro para todos os domen;, porque lal ha que
reputara a sua entrada r.o exercilo como a maior
das calamidades, ; e lal outro urna fortuna, ou
lima felicidade ; e sendo assim como he que esles
dous individuos podero pensar la mesma maueira ?
Vai a mesa e he lida a seguinte emenda :
Sahslitua-se o art. 2. pelos seaiiinles: .
Artigo. A leva do recrulamento para o exercilo :
serfeil por contrato com indirduos para esse fm
habilitados. Esse* [contratos serao por qualquer
lempo, nao excedendo a seis airaos. As gratfica-
oes, ou preco do contrato serlo em muela corren-
te ; e pagas depois de feito o sor vico semestral, ou
aonualraenle; esta disposico porem nio impede
que no aclo do contradi se adante um, ou dous
anrios da quanlia estipulfda, una vez que a praea
cor traanle d fiador idneo a esse avanco. Os es-
lrangeiros que conhecer;m a lingua do [ai/, pode-
ijto ser admillidos a conlralar seus servijos no exer-
C.tl).
Artigo. As acluaes pravas de pret, que ;endo com-
pletadoo seu lempo de servoo, nao ti-erem, por
qualquer motivo, consegaido suas baixas, serao re-
c-iropeiwados cora a quanlia correspondente a com
mil res, por cada anno que-, o.ccder ao lempo em
que deveriam ter sido rebaixadas. Hollando Ca-
talcanH.
Falla o Sr. 1). Manoel depois do que a discussao
tica anda adiada pela hora.
O presidente designa a ordMndo dia n.levanta
sesso.
CMARA DOS SRS. OEPUTADOS.
Da 21 de Jiiaho.
A' hora do cosame, reunido numero suflicicnlc
de membros, abre-se a sessoo.
' Lida e approvada a neta da anlecedenle, o. se-
cretario d conta do seguinle espediente :
Um olrieio do vice-presideotc da provincia de
Minas Ocratt, enviando etemplares dos rclalorios
npresentados na abertura da sesslo ordinaria da bs-
sembla provincial nos annos de 18X1 e 1854,
bera atstra o qu apresentou ;)or occaslo do passar
a tdminislracao desla provincia ao presidente da
mesma Fraucsco Diogo Peicira de Yasconccllos,
no dia22 de oulubro do amo prximo passado.
A- commissSo de assemblns nrovinciiies.
L-se, he jalgado objecto .le delibenjao e vai a
imprimir para entrar aa ordrjm dos trabamos, o se-
guinle projeclo:
A commissao de pcnsBes e ordenados, tomando
um loda a consderacao o decreto de 5 do correte,
pelo qual foi aposentado com o ordenado annual de
1:0009 o desembargador di relacSo db Maranhlo
.loa Candido de Dos e Silva, em altencao aos seas
moflea serviros e sua avanrada dade, e conside-
rando quanlo convem nlo deixar sem recompensa
alguma os que se derlicam ao publico servico, ha de
parecer que seja approvada a aposenladoria, e pa-
ra islo snbmelle approvcjio desl augusta cmara
a seguinte resolucao :
por emexecurao. Mas cu pergunlarci: liouve es-
l.ilulos ou lei alguma que dispensassem eraoutros
lempos scmelliantes exames, quando se n.lo podiam
fazer em occasiao propria t De cerlo que nao ; mas
a assembla geral, por principio de equidade, em
altencao a ponderosos motivos que lbc foram pr-
senles, concedeu estas dispensas nos estatuios ; s ve-
zes porque os csludanlcs ebegavam larde acade-
mia, c s vezes porque os professores dos prepara-
torios nao tiuham lempo para examinar, unten Ion-
do assim de juslca que os estudantes nao perdes-
sem os seus esludos quando, por circumslancas in-
dependentes de sua vonlade, circumslancas contra
as quaes lularam, nao podiam fazer todos os seus
exames preparatorios, apesar de eslarcm ncllcs ha-
bilitados, ou dcixavam de malricular-se como que-
riam.
Em vista destas consideraces, parece-me que a
resolucao que se discute nao introduz ncnbumi no-
vidade, nem tao pouco deslroc os estatutos dos cur-
sos jurdicos. A aulordadc incumbida de sua exc-
curao continua como dantcs ; mas isso nao obsta que
o poder leaslativo, por principios de equidade, por
molvos ponderosos, por circumslancas especiaes,
fac,a urna excepto na lei, e lirc-lbe assim toda a
sua dureza.
Senhores, a queslao que se discute be 13o simples',
lem sido lanas vezes Irazida i esta casa, que de cer-
lo nao mereca da parle dos nobres depulados o dis-
pendio de tanta eloquencia para combale-la, prin-
cipalmente lendo ella passado no senado sem a me-
nor olijecrao, e refleclindo-sc que nelle tem assento
dous membros do gabinete; porquanlo, se a reso-
lucao apresentasse as tristes consecuencias que os
nobres depulados della lem querido deduzir, c que
cu nao posso descobrir, impossivel 'era que esses se-
nhores .nao se oppuzesscra sua approvacao, ou que
outros estadistas nao a impugnassem.
Sr. presidente, parece-mc que o pretcndcnlc a
quem se refere a resoluto tem lodo o direilo a ser
allcndido ; segundo me consta, esse moc,o tendo-sc
apresentado no curso jurdico de S. Paulo para fa-
zer os seus exames preparatorios, nao pude fazer o
de inglez por inconvenientes dcsaudc. Eu nao te-
nho presente o parecer que a nobre commissao de
instruccao publica do senado dea a seu respeilo ;
mas, segundo a minha lembranca, era esse o moti-
vo em que elle se fundara para fundamentar a sua
prelenrao. Ora, se este motivo existe, porque ra-
zao nao havemos de altende-lo '.' porque razao, se-
gurado a letra dos estatuios de um modo rigoroso,
havemos de obrigar a este esludanlc a'estar mais
um anno sem se applicar ?
Disse-sc igualmente que, lendo a lei exigido o in-
gle* como indispensavel preparatorio, para que os
estudantes se malriculassem no 1. anno jurdico,
era prejudicial que elle fosse dispensado a respeito
desle pretndeme. Mas oude be que a resolucao do
senado dispensa seracl liante prepara lorio ? Pelo con-
trario, a resolucao diz muito expressamenteque o
governo llca aulorisado para mandar matricular a
esle esludanlc no 1. anno do curso jurdico, fa-
zendo antes exame do inglez ; por consequencia fica
elle preparado como exigem os estatutos, faz lodos
os exames que lbc fallavam, c que deixou de fazer
por circumstaucias muilo ponderosa.
O Sr. Silceira da Molla : E porque nao se
permilte a todos 1
OSr. Figueira de Mello: Porque era lodos
eslao nasmesmas circunstancias ; a maior parlados
estudantes fazcm os seus exames preparatorios quan-
do ebegam a couseguirem matricularse, e por ven-
tura acha o nobreilcpuladn que um estudanle deve
perder o sen primeiro anno s porque os professo-
res nao comparecern! aos exames no dia em que
sua presenca era reclamada ?
O Sr. Silveira da Motta:Uto n3o acontece.
O Sr. Figueira d; Mello : Acontece muitas
vezes, he a pura verdade quanto ao curso juricodc
Olinda.

O Sr. Silceira da Molla: E em S. Paulo nao
faz exame quem nao quer.
(//a Ottfror apartes.)
O Sr. Figueira de Mello : Senhores, cu dc-
sejo ser ouvido ; o nobre dcpulado falln com lan-
o enlbasiasmo, c ea Ihc preste! tanta altencao, que
parece-me ter direilo a que o nobre depulado me
dexe lambem dizer alguma cousa em favor desle
prclendcnle que fo atacado, por assim dizer, di-
reita e esquerda, por lodosos lados,' e com enlhu-
siasmo lal, qOe em verdade se alguma coragera eu
nao livcsse ficaria nleiramenle suecumbido.
Senbores, no curso jurdico de Olinda acontece
muilas vezes que os esludaoles se aprcsenlam para
fazer todos os exames dos preparatorios que os es-
lavra para se votar, reservando alguma cousa que
tinlia a dizer para i terceira discussao, ouso a pre-
sentar um requcrimenlo de adamenlo da materia
al que na casa possa comparecer o respectivo mi-
nistro.
Senbores, he pralica, e pralica conforme o regi-
ment, da qual se nao pode prescindir, que os res-
pectivos ministros assislam as segundas dscusses
dos orcamenlos na parle que Ibes diz respeilo, c cu
nao vejo razao para que hoje se cxccplue nessa
ptalica dispensando-se a presenca do nobre ministro
da guerra, o qaal acaba de participar que, lendo
de assislir hoje no seuado discussao das forras de
Ierra, nao pode vir a esta casa assislir do. orja-
raenlo.
Sr. presidente, eu live a honra de mandar mesa
urna emenda pedindo que a verba destinada para
obras publicas fosse ampliada afim dse poder cons-
truir um qUartel para o corpo de cavallaria desla
corle, e bem v V. Exc. que semelbanle materia
nao pode ser volada sem que primeiro se ouc,a o ne-
bro ministro da guerra, para que saibaraos se elle
convem ou nao na emenda. Alm dessa considera-
cao, Sr. presidente, tarabem declaro que lenho de
offerecer urna aulorisacao ao nobre ministro da
guerra, para quo possa elle reformar os processos
acluafmenic em vigor nos tribunaes militares, da
mesma mancira porque se llie quer dar aulorisacao
em oulra emenda a reformar a secretaria do conse-
lho supremo militar, autori-aco essa que elle acei-
ta. Bem v, pois, V. Exc. que as materias a que me
tenho referido sao assumplos importantes que nao
pdem dispensar a audiencia do Sr. ministro, e por
isso requeiro o adiamenlo da discussao al que o
mesmo esteja prsenle.
Vai i mesa, be lido, apoia.lo e entra em discussao
o requerimento do Sr. Miranda.
O Sr. Sabuco ( ministro da justicia) : Nao vejo
razao para o adiamenlo proposto : a discussao est
chegada ao seu termo : sobre todas as questes re-
lativas ao orcamenlo j se exiplicou o nobre minis-
tro da guerra; sua presenca aqui parece desneces-
saria, e nao he senao formalidade; depois que o
nobre raimslro da guerra fallou, os discursos que se
llie seguiram tem versado smenle sobre a dislri-
baicaode rccrulas; esla distribuicao he negocio ad-
ministrativo, o nobre ministro da guerra lomar as
observarles dos nobres depulados em toda a consi-
deraban ; seja como fr, a queslao be cabivcl no or-
camcrtto da marmita c anda na terceira discussao
dourc.amento de que se trata, sendo que nenhuma
emenda ha a este respeilo, e nem os nobres depula-
dos que tcm fallado inoslraram inlenrao de formu-
lar ou reduzir a emenda as ideas que enunciaran!:
se porm alguma medida querem propor sobre a
distribuido dos recrutas, ella he cabivel quando se
abrir a discussao sobre os artigas addilivos.
Qccorre anda que eslao presentes os nobres mem-
bros da commissao de marinba e guerra, que pdem
salisfazcr a qualquer queslao que sobrevenha.
Me parece tambem que o nobre depulado que
propoz o adiamenlo procedera convenientemente
dizendo quaes eram as duvidas que linbade sujetar
an nobre ministro da guerra, porque lalvez mesmo
os oulros membros do gabinete que se achara pre-
sentes podessem responder ao nobre depulado;
adiar esla discussao j lao exhausta smenle por
causa da queslao do recrulamento, me parece incon-
veniente.
Em todo o caso se a discussao mostrar a necessi-
dade da presenca do nobre ministro da guerra, ou
se a cmara enlendc que ainda he preciso que elle
compareca, eu nao me opponho ao adiamenlo.
OSr. Miranda :. Se requer, Sr. presidente, o
adiamenlo da discussao ale o comparecimento do uo-
bre ministro da guerra, foi porque linba concordado
em ceder a palavra, com tanlo que se volasse, e sob
condico do que os mais oradores lambem a cede-
ran!. Desde que um dellcs nao si submcltuu a essa
condico, entend que era de minha obrgaeo eu-
Irar na discussao, nao porque me parecesse que m-
nbas rellcxcs poderam aproveilar alguma cousa ao
servido publico, pois tenho consciencia de mim, c
sci quanto valho, mas sini porque me acbava com-
promclldo a apresentar algumas emendas.
Ora, lendo-se retirado o Sr. ministro por suppr
que nao baveria mais discussao, e sucredendo justa-
mente o contrario, julguei acedado requerer o adia-
menlo, e entend que assim proceda de conformi-
dade com as conveniencias ministeriaes, naoconcor-
rendo para que se discutase urna materia lo impor-
tante sem estar presente o Sr. ministro, o qual, como
ja disse, nao compareceu porque julgou que a dis-
cussao a ser terminada, c o orcamento votado, se-
gundo a combinacao feila, com a qual me con-
fu 111 o i.
O nobro ministro da jusca com um sgnal aflir-
malivo me acaba de confirmar nessa crenca, c pois
desde que isso se ver ilicou, desde quo se vio que a
discussao a continuar, parece que era mais regular
de nossa parle nao discutir em sua ausencia, c creio
que se a cmara se dignaste de me acoinpanhar no
meu pcnsamenlo, dara una verdadera prova de at-
leucao. de deferencia para com o Sr. ministro.
Anda ha pooco, quando sustentei o mcu rcqacri-
raento, disse positivamente que acabava de mandar
urna emenda mesa ampliando a verba de obras pu-
blicas para|que se podesse edificar na curie um quar-
tel para cavallaria...
OnobreSr. ministro da jnslca nos diz que essa
materia pode ser debatida na terceira discussao ; mas
eu lomo a liberdade de ponderar-lhe que na terceira
discussao nao devo eslar presente o Sr. ministro da
guerra, nao he costume ennvidarcm-sc os ministros
para assislir a terceira discussao das prnposlas....
O Si: Paula Candido : Nem se pude propr
augmento de despeza.
O Sr. Miranda : Eu 14 ira ter. Acabo de dar
una razao para mostrar que a impugnarao do nobre
miuislro da jusca me parece um pouco fura das rc-
gras do cstylo. A segunda razio be que na terceira
discussao do orramento nao se pode offerecer emen-
das que augmeutem a despeza. Por consequencia s
nesta discussao he que se poda tratar de um e outro
assumplo, e porlanlo a presenca do nobre ministro
nao poda deixar de ser necessaria.
Alm dessa emenda, lenho de offerecer urna nu-
tra, pela qual se autoriza o governo a reformar o
processos em pralica hoje nos couselhos de guerra e
to conselho supremo militar. Ora, a nobre commis-
sao de "remenlo ou qualquer dos Srs. ministros en-
tendem que eslao no caso de me dar ama resposla
satisfactoria, declarando se aceitara ou rejeilam a
aulorisacao que pretendo que se d ao governo? Se
o nobre ministro da jusca entendeque pude aceitar
ou repellir esla aulorisacao, anda llie direi que o
mea pcnsamenlo quando propoz o adiamenlo nao
pode deixar de ir adante, porquanto procedem e vi-
gorara as duas primeiras razos, islo he ; primeira,
que o augmento de despezas nao pode ser proposto
em terceira discussao ; segunda, que nao he do re-
giment uem dos cstylos que se coovidem os mi-
nistros para assislirem s tereciras dscusses.
Creio que lenho respondido ao nobre ministro da
jusca. Concluirei dizeiido-lbc que para mim be
adinrenle que passe ou nao o adiamenlo ; nao li-
ve em vista um pensamenlo hoslil a quem quer qire
seja. Direi o que me convier na terceira discussao
oujquando me parecer ; se minhas ideas nao podc-
i em mais ser adoptadas, ou discutidas, por nao ser
propria a occasiao, a responsabildadc nao recahir
sobre mim. #
OSr. Sabuco (ministro da jusca:insiste no que
disse e acrescenle :Jalgo queo argoadilivo de-
ve serjdscutidoem occasiao competente. A necessi-
dade do adiamenlo, direi aiuda urna vez, deve re-
sultar da discussao, se pela discussao se mostrar que
os ministros presentes ou a commissao de marraba e
guerra nao podem responder satisfatoriamenle aos
discursos dos nobres depulados eu accedo ao adia-
menlo. Por ora, pelo que lenho ouvido, me parece
que nao be possivcl adoplar-se o adiamenlo, porque
a discussao lem chegadoao sea termo, 4 das tem si-
do dispendidos ntlla, e nao se pude presumir que
venba algiima cousa de novo ; se vier, e para res-
ponder nao se acbarem habilitados os ministros pre-
sentes, adhiro ao adiamenlo.
Depois de fallarem os Sr. Sayao Lobato, Virioto
c Ferraz, o Sr. Nabuco (ministro da jusca) expri-
me-te da maueira segainte :
O Sr. Sabuco (ministro da juslira) : Lcvan-
to-rae simple-mente para justificar o procedimenlo
do nobre ministro da guerra, que sem duvida he
mal interpretado sendo considerado como menos-
cabo feito cmara.
Se eu presumisse qoc a queslao poderia ser con-
siderada debaixo destas vistas odiosas, eu teria ap-
provado immediatamcnlc o adiamenlo para dar urna
salisfaciio cmara ; longe e bem longe esteve do
pensamento do Sr. ministro da guerra esse menos-
cabo qae se Ihc allribue, e que nao he mesmo vero-
smil, havendo como ha a maior harmona entre a
cmara e o ministro. (Apoiados). Se por ventura a
cmara nao conslituisse um s pensamento poltico,
poderia ainda ser admissivel a interpretado do no-
bre depulado ; mas sendo tao manifesta a harmona
que ha entre o ministerio .e a cmara dos Srs. depula-
dos, como dizer-se que esle acto innocente do Sr.
ministro da guerra foi um menoscabo cmara'.'
i.lne razao haveria para proco ler-se assim para com
os amigos ?
Mas disse o nobre depulado : n Deu-sc preferen-
ao Senado'.' Explca-se bem a razao da preferencia.
A discussao nesta casa eslava j bastante adanlada,
eslava cxbausla, o ministro da guerra j se tinha ex-
plicado a respeilo de lodos os pontos....
O Sr. Ferraz : Nao he razao.
O .Sr. Ministro da Juslira : ... a discussao do
senado comecava agora. Eis a razao de preferencia
que delcrntinou o procedimenlo do Sr. miuislro da
guerra. Quem nao suppunha hontem a discussao
terminada 1 Quem nao considera o orramento j
bstanle discutido por qualro dias, e nao versando
a discussao ha dous dias senao sobre a dslribuirao
de recrutas'?
Ainda mais, senhores, solidario como h n minis-
terio, nao he necessaria absolutamente a presenca
do ministro tal quando eslao prsenles dous minis-
tros que podem responder as quesles occorrentes.
O Sr. Ferraz: Logo, nlo veuhao os ministros.
O Sr. Ministros da Juslira : Nao he conclu-
denlc a consequencia que o nobre depulado tira do
que digo. O ministro da guerra be o mais proprio,
o mais habilitado para responder sobre as questes
relativas i sua reparlicao, eulrelanlo os outros mi-
nistros podem responder a essas quesles se as acci-
tao, e se cstao para ellas preparados; assim, se pelas
quesles que se suscitarem os ministros presentes en-
lenderem que he precisa a presenta do Sr. ministro
da guerra, e nao esliverem habilitados para salisfa-
zercm cmara, ser entao cabivcl o adiamenlo.
Alm disto cstao presentes os nobres membros da
commissao de marinba e guerra que j se cntend-
ram com o Sr. ministro da guerra, e que pndem dar
explicacet satisfactorias. Eiitrelaulo, repito, uc-
nhum menoscabo o ministro da guerra teve em vis-
ta fazer a esta aagusla cmara. A discussao havi-
da nao exiga a sua presenca ; nlo era preciso sua
presenca para essa discussao sobre as provincias que
devem dar maior numero de recrutas, que os nao
tcm querido dar etc....
O Sr. Ferraz : Nao deve chamar a discus-
sao para ah, porque pde-sc encaminhar para ou-
tro lado.
O Sr. Ministro da Justica : A concluslo he
que pina discussao nesle terreno j devia ler ter-
minado.
O Sr. Sera : Sob pretexto de ser ouvido o
Sr. ministro da guerra a respeilo de duas emendas
remelllas mesa, offercecu o roeu Ilustre amigo e
collega da commissao de marinba e guerra um re-
querimento de adiamenlo da discussao.
Sr. presidente, admira-mc ver o meu nobre col-
lega ofTercccr semelbanle requcrimenlo, quando
ha pouco hava dilo que a discussao tinha tocado o
seu termo, que por isso al ceder da palavra....
O Sr. Miranda: Com a condico de se "volar.
O Sr. Sera: Sr. presidente, lia das que a
commissao de marinba e guerra, de accordo com a
le orcamento, confercncioii rom o nobre miuislro da
guerra, e creio que o nobre depulado autor do adia-
menlo era prsenle nessa occasiao....
O Sr. Miranda : Nao, senbor.
O. Sr. Sera : .... e as materias aos arli-
gos addilivos foram submeldas .contjderaeao do
nobre ministro, e S. Ex. explcitamente nos deca,
rou que accilava as aulorisacOes que ellas llie coofe-
riam....
O Sr. Miranda: Eniao nao se acbava nessas
emendas a disposiVaode que fallei, porque ella an-
da esl aqu na minha algibeira.
O Sr. Sera : Muil embora ; e senbores, es-
lou convencido que nenbum miuislro recusar arbi-
trio de dinheiro. (Apotados.)
Vm Sr, Depulado: O contrario seria' sappr
mal de si.
O Sr. Sera : E pcrgunlo o qae mportam es-
las duas emendas de que o nobre dcpulado falla I
Una he tendente reforma de certas reparres
que eslao debaixo de sua adminislrarao, e a oulra
trata da edificaran de um quarlel paran regimeulo de
cavallaria da corte, o que be reconbecdamenle ne-
cessrio, c porlanlo eu pens com o nobre ministro
da juslira que podemos muito bem dispensar a pre-
senca de S. Ex. o Sr. ministro da uuerra nesle re-
cinto para se tratar disso, c ainda mesmo que oulras
quesles apparccessem julgo muilo suflicenles os
dous Ilustrados membros do gabinete que se acham
prsenles para respondercra, ou subsliluircm a fal-
la do Sr. miuislro da guerra (apoiados)+e lauto mais
quanto me record que em 1S:l(, sendo o Sr. Limpo
de Abreu ministro da jusca, elle s foi -uilicienie
para defender lodos os aclos do ministerio de que
razia parte. (Apoiados.)
Eslou convencido, senhores que o aclo pralicado
pelo nobre miuislro da guerra de acudir ao reclamo
do senado para assislir ali discussao da lixaefio de
forjas de Ierra nao importa cmara dos Srs. depu-
lados um signal de desallcnrao, porque quando ou-
lras consideraces nao mililassem baslava a uuica
circumslancia de trajar elle urna farda de aeneral,
para cine, conscio de sua posicao, nao deixasse um s
momento de respeitar ao corpo legislativo ; c, scnbo-
s, a censura feila pelo nobre depulado pela pro-
vincia da Babia he muilo mal cabida ; tolere o mcu
nobro collcga que cu llie faca essa rellexao. Voto
contra o adiamenlo.
/ ozes: Muilo bem! muito bem !
Depois de orarcm os Srs. Silveira da Molla o Fir-
mino. tcm a palavra o Sr. Mendcs de Almeida o qual
pronuncia o seguinle discurso:
Sr. presidente, solicitei de novo a palavra nesla
discussao para dar urna resposla ao nobre dcpulado
por Pcrnambuco que hontem combateu o orcamen-
to da guerra.
O Sr. i guiar : Nao he cumia.
OSr. Memlesde Almeida : Refiro-mea outro.
O Sr. Sera : A mim ?
O Sr. Mendes -de Almeida : Sim, senhor. O
nobre depulado apresculou-sc combalendo difieren-
tes verbas do orcamento da guerra...
O Sr. .Seara : Neg.
O Sr. Mendet-de Almeida : ... e fez a este res-
peito alguns reparos que nao me pareeem muito
justos, o que demonstraron dando an mesmo lempo
sobre o objecto alguns esclarecimenlos casa.
O nobre depulado oppz-se em primeiro logar i
verbaevenluaes...
O Sr. Seara: Nlo me oppuz, smenle pedi
explicaces a respeilo dessa verba.
O Sr. Mendes de Almeida : Declarou que essa
verba tinha sido elevada de 8 a 30:0008, porque se
destinava i consarvato da cavalbada no Rio Gran-
de do Sul, o que llie nao pareca couvenienle, por
julcar excessiva a despeza com lal conservacao....
OSr, Seara : Aocosteio das invernadas.
OSr. Mendes de Almeida:Bem, ao cosleio
das invernadas.
O Sr. Seara : Faz muila differenra.
O Sr. Mendes de Almeida: Se o nobre dcpu-
lado livesse examinado melhor, ou com mais altea-
rlo esla verba...
O Sr. Seara : Obrigado.
O Sr. Mendes de Almeida: ... ler-se-hia cscu-
sado de fazer o reparo que fez, porque no ornamento
na verbaevenluaesnao se d 30:0003 s para o
cosleio das inverna las, mas em ceral para muilas
oulras despezas qae ,-" classificadas debaixo da ex-
pressoevenluaes.
Um outro reparo que fez o nobre depulado foi a
respeilo da verbainvlidos.Disse o nobre depu-
lado que cnconlrava nessa verba urna quola que
llie pareca illegal, porquanlo se dava urna gratifi-
cacao a um major que commanda a cumpanhia de
invlidos.
O Sr. Seara : Apoiado.
OSr. Mendci de Almeida : Gratificarlo a que
esse major nao tinha direilo porque ella be s con-
cedida aos rommandanles le corpas. Tambem nes-
se reparo nlo foi muito feliz o nobre depulado, sem
duvida porque presin pouca altencao no exame
dessa verba, scuSo veria que pelo arl. ."> do decreto
n. 214 de 30 de novembro de 1811 esse major nao be
propriamenle commnndanle da companbia, mas sim
chefe do asylo de invlidos, e he por essa causa que
percebe a ara lili cacao que mereceu o seu reparo.
O Sr. Seara : No orcamento da guerra sin es-
cri po : fiara o commandanlc da companbia de in-
vlidos.
O Sr. Mendes de Almeida: Rcnne esse official
os dous commandos da companbia e de todo o asylo.
O Sr. Sera : Um majar nao pode romman-
dar companbia.
O Sr. Mendes de Almeida: Mereceu ainda repa-
ro do nobre dcpulado a verbacorpo dcsaude.
O Sr. Seara : Ccrtamenle.
O Sr. Mendes de Almeida : Disse o nobre de-
pulado que enconlrava nessa verba urna quola que
Ibe pareca illegal, islo be, concedia-se una grati-
ficac.au ao secretario do corpo desande a que elle nao
tinha direilo, porque os secretarios miniares de ou-
lras repartieses nao yenciam graliucaro seme-
cipio lio justo como sensato, pablicnu o governo o
regulamento n. 1089 de 14 de dezembro de 1850.
Nesse regulamento c logo no arl. 1. se declarou o
seguinte:
a O governo fixar at o ultimo de dezembro o
numero de individuos que livorem de assenlar praca
no exercilo dorante o anno finauceiro seguinte,-e
distribui-lo-ha pelo municipio da corle e provincias,
allendendo ,i popularlo livre e nacional e mais cir-
cumslancas peculiares de cada ama.
Em virtude desla disposiclo, expodio o ministerio
da-guerra o aviso n. 6 de 7 de Janeiro de 1&i3, fa-
l*ndo a distribuido dos rccrulas do seguinle modo :
corle 100, Rio do Janeiro 250, S. Paulo 250, Santa
Catbarina 50, Kio Grande do Sul 500, Espirito San-
to 40, Baha 300, Sergipe 180, Alagoas 200, Per-
nambuco 300, Rio Grande do Norte 120. Parahiba
200, Cear 250, Piauhy 200, Maranhao 900. Par
80, Amazonas 40, Minas 450, Goyaz 80, Malto-
Grosso 240.
Pelo qne tenho expendido comprebende mu bem
acamara que o principio de que o recrulamento
nao dever ser feito no imperio semlo tendo-se em
vi-la a populaco livre de cada provincia, dando
maior numero de recrutas a que tiver maior popu-
laran dcsta especie, so acha definitivamente firmado
entre nos ; c continuar a s-lo porque he um prin-
cipio verdadeiro e jusssimo.
Entretanto bem que o reaulanienlo nao seja a fiel
ovpress.io do espirito de loda a legislarlo que citei,
pois pcrmille o abandonar-se alguma vez o princi-
pio estabelccido, com ludo me parece que essa ex-
cepclo be sensata, o que podem baver circunstan-
cias em que esla se realise sem se prestar a abusos.
Outro tanto nlo posso dizer a respeito da dislribui-
co feila no aviso de 7 de Janeiro de 1853 ; as in-
justicas ahi sao palpaveis, e urna das provincias que
mais solTrcu com semelbanle dislribuicao Mi que
lenho a honra de representar, cuja populacho li-
vre lie avaliada em metade do tolal dos seus habi-
tantes, computado em 300,000, c em rclacjlo leve
um contingente maior que Pcrnamboco, Bahia, Rio
de Janeiro, Minas, S. Paulo, etc.
Sr. presidente, nao dcsconheeo, como j declarei,
que na dislribuicao do recrutamenln pelas provin-
cias se dever contemplar, alm da sua populaco
livre, as cirenmstancias peculiares, mas nlo como as
defini o honrado depulado por Minas que acaboa
de fallar.
Entendo, creio que lia com elTeito circumslancias
peculiares que devem ser lomadas em consideradlo
quando se lenha de fazer a dislribuicao dos rccrulas
pelas provincias. Por exemplo. seria circumslan-
cia peculiar a despeza extraordinaria que o Eslado
fizesse era apurar recrutas se fosse difficolloso ou
qoasi impossivel por esle molivo obler de qualquer
provincia do imperio os recrutas que ella fosse obri-
gada a dar. Oulra circumslancia seria se em algu-
ma das provincias a tnlalidadc ou a grande maioria
de seus habitanlcs seguisse a reliaiao dos Quakers,
seila que recusa snjeitar-se a esle onu<, quaesquer
qae possaru ser as consequencias ; devia-se entao
respeitar um principio mais importante, que he o
da liberdade da consciencia. Oulra circumslancia
seria se por ventura na provincia de Minas, por ex-
emplo, grassasse por toda ella o mal que infelizmen-
te ataca a sua populadlo em alguns de seus di.tridos,
a molestia dos papos, que torna o homem defeituo-
sos; ou qualquer outro mal que tornasse o ho-
mem anao ou corcovado, etc. Esles Tactos, c ou-
lros semelhanles, be que seriam as circumslancias
peculiares que poderam tornar necessaria urna mo-
dificado no principio da populacho para a distribui-
rlo do recrulamento.
Eu nao fago acrusaces a esla ou aquella provin-
ia que se tenha frtado ao dever de prestar o con-
lingenle de tal e lao pesado imposto ; o que digo he
queo principio da populadlo da dislribuicao dos re-
recrutas deve ser observado rigorosamente em todas,
porque he urna necessidade imperiosa do paiz o ter
exercilo. Nao se trata aqui de um gozo, mas de
um onus a que todos os Brasileiros sao obrigados, de
que lodas as provincLs nao se podem dispensar sem
que urnas liquem mais prejud cadas.
A circumslancia de maior despeza que tem sido
chamada discussao por alguns Ilustres depulados
de Minas nao he urna razio que possa admitlir-se, e
menos deseulpar a falta que se nota no complemen-
to do contingente qae foi distribuido a esla provin-
cia, porquanlo nao ha exarlidao, Por maior qoe
seja a distancia dos dislrictos de Minas, eslou con-
vencido que a despeza .com o transporte de um ro-
er uta nlo he lio grande nem lao excessiva como a
que se faz com o transporte das proviocias mar-
timas.
Tomemos, por exemplo, um ponto da provincia
de Minas, a cidade de Paracal, que he um dos
centros de populaco mais importante da provincia
de Minas, e um dos mais distantes, nao s da sua
capital, como desla corte. Paracal dista do Ooro-
Prelo 140 leguas, e do Ouro-Vrelo a esta corle coti-
la m-se 83 ; ahi etilo pois 223 leguas ; mas eu da-
ra maior numero de leguas, 300 se quizssem. Para
o trausporle de um recruia nao se despeode por da
mais de urna elape, que hoje em razo do preco
avullado dos gneros de primeira necessidade nesla
corte, que he onde as elapes slo mais caras, onda
por 250 rs. ; mas eu elevaria esla quola a 300 rs.
O itinerario que dever fazer este recrata, loman-
do o termo medio das marchas que cosloma fazer a
nao exceder de qualro le-oas por dia.
litante.
O Sr. Sera : Nao sci se disseillegal,dis-
se excessiva.
O Sr.Mendes de Almeida : Ainda nesta parte
o nobre depulado nao leve razio. Se examinasse o
regulamento de22 de fevereiro de 1851 teria a jusli-
licaeao desla verba ; pelo arl. 25 des-e regulamento
o secretario do corpo de saudc fie considerado como
em commissao activa, c por essa causa he que se
Ibe concedeu a gratificagao.
O Sr. Sera : Alm de todos os venc minios
de commissao activa tem mais essa gralificaco de"
15.
O Sr. Mendes de Almeida : Se acaso o nobre
depulado livesse refleclido sobre a disposico do re-
gulamento, e, alm disto, nolasse a approvacln que
sempre esla verba lem merecido do corpo legislati-
vo, nlo ilevena eslranliar a sua conlemplaco as
tabellas do orcamento.
O Sr. Seara: Tem passado desapercebida.
OSr. Mendes de Almeida: Nao pusso acoro-
panhar o nobre dcpulado em muilas outrasconside-
races que fez a respeito de um exame a que se pro-
reden em Pcrnambuco nos hospitaes militares des-
sa provincia, porque semelbanle materia me parece
eslrauba i discussao do orcamento da guerra ; he
um objecto sobre que'poderia mais fcilmente rns-
ponder o nobre ministro da guerra se acaso cstivesse
prsenle, porque conten factos de que a commissio
nao tem nem poda ter exaclo conhccimeiilo.
Parece-me mesmo que nao be urna queslao ainda
muito liquida para se tratar j nesta casa ; creio que
depende lalvez de mais acurado exame, edo proces-
so dos empregadus .que foram considerados menos
zelosos no rumprimenlo de seus deveres. Eslou
persuadido que nao haveria nenhuma utilidade em
tratar-se no parlamento de tal objecto neslas cir-
cumslancias, seria de alguma sorle prevenir o jui-
zo da; pessoas que livessem de lomar conhecimeulo
ei .,,,.., i tropa, nao exceder de qualro leguas
Sr. presidente, ja que tomei a palavra sobre esla Uemos porUullo que um recrul, aser uansporlal
materia, julgo conveniente dizer alguma cousa aJ(|o (||. Batacalu a ^U curie gastara cincoenla e cirl
respeilo de urna queslao que lem oceupado desde jj C das'[c sua despeza nao poderia imporlar c penltima sesslo a allencao da casa :reliro-me ao ^ de ltia50 5cndo y e ^jqq ,,_
.tiiiMtIn Civil ila t I n ii m a rnrla nlirii'B/ln :i 1 n .
rccrulamcnlo. Sou de algama sorle obrigado a lo-
car nesla queslao, porque he precisamente a provin-
cia que reprsenlo a que mais lem solTrido com a in-
fmce.lodo principio de igualdade na dislribuicao do
recrulamento.
Sr. presidente, desde o lempos coloniaes que na
dislribuicao do recrulamento se atlendeu sempre a
popularan dos dislriclos, e proporconalmente a ella
ero cosados.Os regulamentos de 1703c 176i a res-
peilo do recrulamento, e que vigoravam nao s em
Portugal como no Brasil, consignayam o principio
de quo a dislribbr.lo do recrulamento se fizesse em
alien ao a populaco de cada dislriclo, parochia, ou
comarca. As cmaras, os capilaes mores de orde-
nanzas c|posleriormenle os magistrados, a quera a
le imcumba da priso e apuramenlo dos recrulas,
nhain por deverib nao afaslarem-se desse princi-
pio.
Posleriormenle em 1801 seguio-sc n dislribuicao
dos recrulas urna nova base que equivala e iirlpor-
tava o mesmo quo a primeira. Por um alvarn des-
se anno, creio que de d7 de agosto, resolveu-se que
para o exercilo de Portugal a dislribuicao dos re-
crutas se fizesse, nao em relacao populaco. mais
ao numero de fogos de cada dislriclo, e assim se re-
crutasse por cada cem fogos i individuos, lisias re-
aras porm que serviam para o rccrulamcnlo em
Portugal de ordinario nao 11 tilia ni toda a o venirlo un
Brasil pelo arbitrio que tomavam os capilaes gene-
raes na dislribuicao que fazm do mesmo recrula-
mento : longe da melropole. a sua votitade era lei.
Era 1822 foram promulgadas as inslrucres que
ainda regem esla malcra, porm que nada dizem
quanlo dislribuicao do recrulamento. Mas cm
1830 se reeonhecu esta necessidade, o principio da
popularan como base da dislribuicao do recrulamen-
to foi proclamado, e assim na lei de 21 de novembro
desse anno foi elle consagrado, por quanlo leo no
segundo periodo do art. 0. dessa lei o seguinle :
provincias do imperio, em proporclo dos seus habi-
tantes livre*,' e lendo-se altencao ao numero de re-
crutas que livercm dado em annos prximos passa-
dos.i guardadas as leis ora existentes quanlo ao mo-
do ile recrular. i>
Em 1832 o mesmo principio fo ainda consigna-
rio no decreto de 9 dejulho ; ah s( diz no art. 2.
que os recrulas serao repartidos por lodas as provin-
cias do imperio cm razio de sua populaco. Tam-
bem encontr na collcccm das uossas leis a tabella
que em 21 do mesmo mez publicou o governo para
o recrulamento de 1,500 prajas, e anda nessa ta-
bella foi reconbecido o principio de que as provin-
cias que tinbam maior populacho deveriam dar
maior contingente, pois que para o recrotamento
destas 1,500 pracas o Para contri linio com 45 pravas,
Piauhy com 15, Maranhao com 60, o Cerar com
120, a Parahiba com 75, o Rio Grande do Norte
com 15, Pcrnambuco com 195, Alagoas 75, Sergipe
com 30, Baha com 195, Espirito Sanio com 15,
Rio de Janeiro com 120, Minas com 300. S. Paulo
com 135, Sania Calhariua com 15. Rio Grande do
Sul com 4, Govaz com 30, e Mallo Grosso com
15.
Em 1835, pela le n. JldeOde outubro. mandou-
se fazr o recrulamenlo no imperio conforme as ius-
IruccOes de iOdejunlm de 1822, aulorisaudo-se ao go-
verno para nesle sentido fazer um resulamenlo, que
vcio a ser o decreto de 2 de novembro de 1835. Por
essa occasiao fez-sc urna nova tabella de dislribuicao
de recrulameulo pelas provincias, e nessa tabella
allcndendo-se ao principio de populaco. Assim pa-
ra o recrulamemlo de 4,010 pravas reciamadasjiarao
exercilo, as provincias foram colisadas da maneira
secuinle: Para 120M|araiihlo 160, Piaubv 80,Cear
326, Rio Grande do Norte 40, Parahiba 200, Pcr-
uamburo 520, Alagos 200, Sergipe 80, Babia 520,
Espirilo Santo 40, Rio de Janeiro 320, S. Paulo
360, Sania Catbarina 10, S. Pedro 120, Minas 800,
Govaz 80, e Mallo Grosso 40.
Pela lei n. 45 de 29 de agoslo de 1837 esla legis-
larlo nao foi revogada, conlinuou a vigorar pelo
msmo principio porque linba vigorado a tabella de
2 de novembro de 1835. Mas dessa poca cm dian-
le fo-sc pondo em duvida, ou anles esquecendo es-
ta reara, nlo cotilimiaram a apparecer mais as ta-
bellas da dislribuicao dos recrulas conforme o prin-
cipio da popolaclo, al que foi elle de novo resla-
belccido em 1848. A lei n. 498*de 27 de jullto des-
s anno assim se exprime no arl. 6.
O rccrulamcnlo preciso para cuinplelarem-sc as
forras de Ierra em circumslancias ordinarias ser
dislribuido pelas provincias segundo a populac,fio li-
vre de cada urna, c cm circumslancas extraordina-
rias se far indslinclamenle. Em quanto nao esli-
vur felo o arrolamcnlo da populaco tomara o go-
verno por base da dislribuicao o uumero de depula-
dos que der rada provincia, n
Nao leudo sido esle principio observado al 1852,
cm consequencia das lulas que o suverno leve de
sustentar denlro c tora do imperio foi elle novamen-
lo consignado na lei de forras de trras desse anno
sob o n. 618 de 18 de agoslo. Ahi se diz no art. 2. :
o contingente necessrio para completar as ditas
Torgas ser dislribuido em circumstaucias ordinarias
pela capital do imperio e provincias, n
Esla mesma disposico fez parle do art. 2. da
lei n. 715 de 19 de seterabro do anno passado, que
fixa as Torcas de Ierra, c acha-se reproducida na
proposla do governo desle anno, sobre o objecto em
queslao.
Par a boa fxecarao desle pensamento, desteprin-
do 300....
Urna Voz : E o lempo cm que elle deve eslar
em Paracal cornos oulros?
O Sr. Mendes de Almeida : Nao levo em li-
nha de conla o fardamento do rccrula, porque islo
acontece em todas as piovincias ; nlo contemplo a
forra que o cooduz e guarda e meaos qualquer de-
mora que possa ter nos depsitos, porque lambem
esles fados verilieam-se coni os recrulas das outras
provincias, e para o calculo pode-se prescindir des-
tas circumslancias ; quero s contar a maior despe-
za com o transporte. Temos, pois, que a despeza
com o transporte de um rccrula de um dos pontos
mais tongiquos de Minas a esla corle nao excede de
168500, ou 22500 tomando por base a mais elevada
elape. *
Vejamos agora quanlo gasla um recruta da mi-
nha provincia para ser transportado a esta corle.
Tomemos lambem um dos pontos mais distantes
da sua capital, a villa do Riacbo, aior exemplo. Do
Riachao ao primeiro ponto de embarque, a cidade
de Cavias, contaremos 100 leguas ; ato ahi nlo se
gastar mais que 83 com p transporte do rccrula ;
de Cavias capital do Maranhao, embarcando em
um vapor, onde a viaeem he mais breve, gastar es-
te recruta 26J. Porlanlo temos 343, que com 409
que despende o recruta do Maranhlo para esla cor-
le, nos vapores, da companhia, sommam 748, 1ae
he quanto custa um recruta para Iransportar-se do
ponto mois longinquo do Maranhlo para aqui, quan-
do as despezas com os de Minas apenas sobem a
169500 suppondo vir do poni mais distante...
Urna Voz : Ser exacto o calculo ?
O Sr. Mendes de Almeida : Esle calculo pode
o nobre deputado fazer se quizer verificar a evadi-
dlo ; n,lo_eiilr,i netle mais que elape, que he o sol-
do que ve'nce o recruta, porque as despezas com a
escolta qae o cooduz e as dos depsitos fazem-se
tanto com os da provincia de Minas como com os de
oulra qualquer, quer o trajelo se faca por trra,
qaer por agua.
Portauto, a razao que se d nesla casa de que nao
vem recrutas de Minas nem das provincias ceutraes
por causa da esessiva despeza, he fulilissima, be ale
irrisoria. Se ha provincia que possa dar recrulas
baratos, be por certo Minas, depois da do Rio de
Janeiro.
Deu-se lambem como razo que em Minas nao ha
lana materia recrulavel como as outras povincias.
Definio-sc materia recrulavel os vadios c reos de
policia. Senhores, todos neis nesla casa compreben-
ilemos e -aballemos muilo bem que para Minas nao
foi melhor gente colonisa-la do que para qualquer
oulra provincia du imperio...
Urna Voz : Nem ninizuem disse isso.
O Sr. Mendes de Almeida: Mas digo-o eu, por
que tenho de enlrar no exame desla proposito.
A populaco do Brasil, senhores, se compe de
indios e colonos que nos vem de Purlugal c de ne-
gocios da Cosa da frica, e dos descendentes pa-
ros e mislarados destas ragas.
As leis que a lem regido, a reliaiao, os coslumes
e os hbitos sao os mcsinos cm toda a parle do im-
perio, sao os mesmos, sustento, porque as difieren-
cas que se nolam sao pouco pensiveis. Se he exac-
to o que acabo de declarar, cu nao sei como jusfi-
car-se o a.serlo de que Minas tcm' menos materia
recrulavel do que as oulras provincias, c qae o Ma-
ranhao, provincia aercola c criadora, que (cm urna
popularlo de300.000almas da qaal a melade bees-
crasa, lleva dar 300 recrutas, islo be, mais que a
provincia de Minas Geracs que tcm um 1,200:000
habitantes, e diminuta populacau escrava. E ainda
mais, note a cmara como he que essa provincia lia
de se furlar ao dever de prestar o contingente devi-
do cm retarlo i sua popularlo rcclamarCiet) para
Sue oulras menos populosas e com idnticas necessi-
ades sejam sobrecarregadas rnenle desse onus...
O Sr. Pauta Candido:Quando o nobre dcpu-
lado for presidcitc de Minas ha de dar grande nu-
mero de rccrulas.
O Sr. Mendes de Almeida :Senhores, a pro-
vincia de Minas contera cm seu scio tres industrias,
quo slo a agricultura, a niinerac.lo e a creacao ; esl
por isso mais habilitada para ler maior porclo de
malcra recrulavel do que qualquer oulra. (Recla-
maees.)
Darei a razao do meu dilo.
Rcconhccp que na industria agrcola se cnconlra
de ordinario menos malcra recrulavel, porm ns
oulras duas succcdc o inverso, sohreludo na indus-
tria mineira. Nos lugares aonde se exploram as
minas, especialmente lavagens de ouro e diaman-
tes, he fado reconbecido cm lodas as partes do
mundo, he onde apparece maior numero de vadios
que procurara viver do asar, c be exactamente nes-
ses lugares aonde o governo poderia apurar grande
copia de recrutas, at mesmo jara formar um novo
exercilo se quizesse.
{Trocam-se muilos apartes.)
O Sr. Presidente :Altencao.
O Sr. Mendes d Almeida':Tambem ni indus-
tria da criaclo ha muilos vadios. porque essa in-
dustria, como cnlre nos exisle, he muilo fcil, c
satisfaz a muila gente preguicosa qoe se dedica
a ella no nosso paiz. Ora, se a provincia de Minas
nao tem ontras industrias alm das mencionadas,
a agrcola, a criadora e a mineira, e na mesma ai-
luaclo que as oulras provincias, he claro que nlo
pode com fundamento sustentar que lem menos
materia recrulavel. E fazendo o parallelo desla
provincia rom as ontras que sio esencialmente
agnculloras ou agriculloras e criadoras, veremos
que a provincia de Minas dever conler muito man,
materia recrulavel do que qualqoer oulra proviu-
cia do norte do Brasil, notadas como is mais abuu-
danles desse producto...
Um Sr. Depulado .Mas lambca l na provin-
cias criadoras.
O Sr. Menies de Almeida.E qoem o conles-
la 7 A provincia que he mais criadora rio qoe agri-
cultura tem mais vadios do que aquella que exclusi-
v ament se eroprega na agricultura ; porm a abun-
dancia da materia recrulavel sobrepuja quando a
maior industria he a mineira....
f/n Sr. De/rntado .^-0 nobre depulado confunde
a minerarao rom os sitcadores.
O Sr. Meudet de Almeida :\ylmt 0 n0Dre e.
putado por Minas que me preceden, que a tabella
dos recrulas apresentada pelo nobre ministro no
scu relalorio nlo he exacta, porque elle sabe, por
ser chefe de polica dessa provincia, que 80 recru-
las que existem nos depsitos de Minas nao vecm
all coolemplados, porque a tabella s alcanca o
mez de dezembro do anno gassado ; mas anda as- ..
sim com esses 80 recrulas nlo su preeuche o con-
tingente do Minas exigido pelo aviso, que he sobre-
modo diminuto.
i'm Sr. Depulado :E o numero do reunas que
eslo as cadeias ?
O Sr. Mendes de Almeida :Alleguem o nobres
depulados o que quzcrcm, esto no sea direilo ;
mas o cerlo be qae de 185 para ci, segando as
tabellas dos relatnos que lenho consultado, pro-
vincia de Minas nunca den os recrutas que devia
dar, eslo sempre esperanza o momento de par-
tir dos depsitos e cadeias, pqrm nanea che-
gam....
O Mesmo Sr. Deputado :Mas he que he
a primeira vez que se faz a dislribuicao pela popu-
larlo.
O Sr. Mendes de Almeida Esl engaado o
nobre deputado; sem o ministerio ter, o regulsmen-
lo de 14 de dezembro de 1852 sempre procurou
fazer ama dislribuicao regular do recrulamenlo
por lodas as provincias, o que era muito natural c
conforme a lei n. 498 de 27 de jnlho de 1848 que
j cilei ; e eit porque apresentarum-se tabellas de
recrutas aparados nos relatorios d'j 1850 at o pre-
sente.
Disse o nobre deputado a quem respondo que
havia difliculdades pralicas em apurar e conduzir
rccrulas de Minas para aqui, e entre outras decla-
rou-nos que aquella provincia nlo tero forc para
satisfazer a este servico ; entretanto, pelos clculos
que nos apresentou o mesmo nobre dcpulado, v-e
que a provincia de Minas tem 870 pracas. Bem
vejo que nio he grande forca para policiar pro-
vincia to extensa ; mas por ventura estarlo as ou-
lras provincias melhor nquinhoadas 1 Nlo, senho-
res; eu observo que em todas ha queixusde que
as autoridades pliciics nao podem cumprir salis-
faloriamente as suas obrigacOes, Unto ncshe ponto
como em oulros, porque Ibes falla o conlingente
necessrio de forra publica. Estott convencido de
que, se a provincia de Minas quizesse benvola-
mente satisfazer ao precclo legal, conforme as
toreas da sua popularao, para se completar o nosso
pequeo exercilo, parece-me que ncm serla preci-
so recrular-se em mais alguma parte do imperio..
As oulras como" o Maranhlo, descancarian um
pooco.
{Trocam-se varios apartes.)
Eu nao quzera que a provincia de Minas desse
mais recrulas rio que as suas nulas on do que
aquelle contingente que Ihc foi marcado por lei,
nem posso nem devo exigir seitio o que he justo;
desejo apenas que all se cumpram as obrigaces
impostas pela lei. vindo os recrulas cajo nn-
mero o governo flxou as tabellas de dislribui-
cao.
O Sr. Paula Candido:O nobre depulado o
que deve fazer be censurar ao Sr. ministro do
imperio por conservar em Minas presidentes to
ruins que nio camprem com as suas obrigaces.
Vozes :Oh! ol '. isso nio.
O Sr. Paula Candido .Nlo pede ser oulra
cousa.
O Sr. Presidente :Aliene/lo.
O Sr. Mendes de Almeida :Nao vejo, Sr. pre-
sidente, quaes sejio os embarazos qoe justifiquen!
a nio evecuco da lei do recrulamenlo na provincia
de Minas : anda nlo vi demonstrada cera solidos
fundamentes a iinpracaoidadc desea execoclo;
e sendo as leis que regem essa provincia sem ne-
nhuma diuerenca as mesmas, e sendo o systema do
recrulamenlo all o mesmo seguido as outras pro-
vincias, nao sei porque nao se torna realisavel all
o recrulamenlo, no entanlo que se torna dema-
siado efeclivo as oulras provincias. (Muitos apar-
tes.)
Para se fazer o exame do numero de rccrulas qae
d o lilloral comparalivamenlc com os do interior
nio temos dados sufficientes, ao menos nos docu-
mentos fiirnecirios pelo governo....
Vozes :Bem, bem.
O Sr. Mendes de Almeida :O que sei e nao
desconheco he que nos grandes centros de po-
pulaco he aonde se enconlra mais malcra recru-
lavel, mas esses grandes centros slo poneos no
-| Brasil.
(Cond'iiuam o apartes.)
Nlo reconbecendo porta^p, como cu ia dizendo,
cssas difliculdades pralicas dte enfliyratem a exe-
cucio da lei do rerrulnmcnljem^ijas. nloachan-
recrutas, nao havendo, all menos materia recrula-
vel do que em oulras provincias, eu, torno a re-
petir, nlo vejo motivos valiosos para essa provincia
nao satisfazer o fraco contingente que o governo
Ibe marrn....
O Sr. Paula Candido:A unica causa lie o de-
leixo.
O Sr. Mendes de Almeida:Senhores, eslou
persuadido que a razao por que na provincia de
Minas o recrulamento nlo he ama realidade, he
porque se tem dado demasiada importancia a esses
fundamentos futilissimos, passando como axioma
o que he um erro; e ha de se ver que nessa queslao
aconlecer o mesmo que se dava com a do Irafego
de Africanos ; nao era possivel acabar-se com elle,
dizia-se com certa conviccao, mas afiual quando o
governo quiz faze-lo cessar desappareceu tao infame
commerci.
O Sr. Paula Candido:Ea, se fosse o nobre
ministro do imperio, nomeava o nobre depulado
presidente da provincia-de Minas para acabar cem
essa quesllo e tornar clTeclivo all o recrutameolo.
(Riso.)
O Sr. Mendes de Almeida:Nio considerarei,
Sr. presidente, nem conlemplarei como circums-
lancia peculiar provincia de Minas aquella a que
hontem parecen alludir o nolre deputado por Per-
nambuco definindo o que era materia recrulavel.
Disse o mesmo nobre depulado que as provincias
aonde havia maior numero de bravos eram as que
davam mais recrutas para o exercilo, porque -
nham abundancia de materia recrulavel, e citoo
as que considerava como taca. Nlo serve para
mim semelbanle razio, porque eu creio qae a res-
peilo de bravura nenhuma provincia he superior
a oulra, c be ama razio demasiado injuriosa a urna
provincia lao imprtanle como Minas, e para as
outras que lambem foram exceptuadas.
Senhores, pela minha parte declaro que quando
reclamo a execucio do regulamento de 14 de de-
zembro de 1852. nlo he porque pretenda que a mi-
nha provincia nio d recrulas, ella qae sempre
esleve prmpta a salisfazcr esse onus, ella que tem
sido na execaclo de to pezado imposto sobre rao-
do viclimada, porquanlo ao passo que oulras pro-
vincias se recusara a dar soldados para o exercilo,
o Maranhao nio s da o seu conlingente, porm
vai muito alm, pelas exigencias de governo, por
isso que concorre para preeneber o vocuo qae as
oulras fazem apparecer ; faso esla reclamaeio, Sr.
presidente, porque eu eslou convencido que dever
ser fatal prosperidade de minha provlacia esse
extraordinario numero de bracos qne aunualmente
sao arrancados sua lavoura, e ao commerci in-
terno ; as populares vvem em continao susto, e
ludo se rcenle desle eslado de cousas que nlo pou-
co lem concorrido para a decadencia em que vai
o Maranhao. Entendo, Sr. presidente, qae a mis-
slo dessa provincia nao he so mandar soldados para
o exercilo, e que assim como tem esse dever a
cumprir conjuclamenlc com as oulras, tambem
dever gozar de algumas vantagens desenlien ;
com in Jo que se diininua o pesado rouugeule em
que foi colisada, em vista da sua prsenle situacln,
porquanto, lem ella dado no esparo de 14 annos
urna somma enorme de.re rutas superior de
oulra qualquer provincia, somma enorme em rola-
rlo sua populacho e niui prejudicial vida de
sua principal industria, a agricultura, assim como
ao commerci navegac^o interna. O Maranhlo,
Sr. presidente, he esscncialmcnte agricultor, a in-
dustria criadora he Traca, o gado que all sustenta
a popularan he exportado pela maior parte do Piau-
hy, e sendo portauto urna provincia agrcola, aade
conseguintemenle menos msteria recrulavel existe
e contingente de 300 recrutas he para as suas forras
superior, e deve ser diminuido.

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Como he. possivel, senlio.-es. que sendo o Mara-
nhao urna provincia agricolf, seja obrinada a pres-
tar um contingente de 800 pracas, igual ao que dio '
as provincias de Pernambacn e da Baha, superior
da do Rio do Janeiro, e ]woco ahaixo da de Mi-
nas Geraes ? Nao m parece isto nem justo ncm
razoavel, e menos benvolo.
Os grandes centros da populaco pos'uem as Ires
priucipacs provincia. A capital de Pcrnambuco
he tres vezes maior 'rjue a du Maranhao, a Bahia lio
qualro vezes mais, e a corle einco ou seis vezes
mais; se o Rio de Janeiro deve dar 300 rccrulas, -|
Maranhao nlo poderia prestar mais -do quo 50;
acbo pois muilo injusta esla dislribuicao. N3o he,
como j disse, porque a provincia do Maranhlo
queira prestar-se ao mus do recrulamento, essa
bella e ioleressaute provincia lem mostrado cm
todos os lempos a maior obediencia aos poderes do
estado, c nlo rede em qticste de brio e honra,
militares em devoclo pela causa do paiz, a ncnlio-
ma provincia do imperio ; os seus fados ihi eslo
para altestar o que nessa provincia se lem fe'10 t
desde que comecon a ser. pqvoada. A casa loda
sabe que na lula em que se aehou o Brasil com
llollaudezes, no seculo XVII a provincia do Mara-
nhlo ronsesiiio lberlar-se do seu jug *em apoio
da rali palria, e sem mismo o das suas trinaas,
nicamente pelo heroico esforco de seus liamian-
les. Dorante o governo colonial preslou importan-
tes contingentes para a ranquista de layena, a
mesmo para as lufas do Rio da Prala. Alguns
cornos de 1." nha all orgaoisados que passaram -
Europa, mereceram elogios pela sua disciplina e
bravura. ,
Na Inta da independencia, na guerra da Ciipla-
ua, nos rao\menla revolucionarios queaJIi lera


i


*
havdo em 182*, 1832 e 1!>, nos do Para e Per-
namhuco, os soldados maranhense lem apparecldo
com malla ilittinccjo. Anda ltimamente na guer-
ra do Rio di PraU coube-lhei a uloria de parti-
lhar os perigot 8 Iriumphos do ejercito braaileiro
no* campos de Morn e Monle-Cascros, como po-
dem atlestar os documenlos offieaitt da poca, c
o* bravos f outras provipciat que all se acha-
ran.
Nao fie porlanlo por esta cansa que reclamo con-
tra o contingente em que foi cotitda minlia pro-
vincia ; enleodn por ludo quinto lenho ponderado
que nio se deve sobrecarrega-ta com um peso su-
perior os suas forjas, que lendo dado mais solda-
dos do que oulras provincias no epc> do 14 annos,
desde 1840 al hoje, deve de alguma sorle a scu
respeilo ser minorada esla iiaposicilo, e merecer
mais contemplado da parte do nobre ministro da
guerra.
" Sr. Siqueira Queiroz:Relativamente Scrgi-
pe deu mais.
O Sr. Vendes de Almeida:Nao me recordando
do outras proposites que porvenlura tenham sido
proferidas im casa, e a que deva dar resposta, quer
relativamente ao orcamento, quer a respeilo do
recriilamonlo, ponhoaqui termo ao meu discurso.
A discuasao fica adiada pela hora e levantaes a-
sessao.
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 14 D AGOSTO DE 1854.
PERMMBICO.
I

N
1
>
4 >
i

:
i
RECITE 12 DE AGOSTO.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
A semana que acaba de lindar, pouco offerecea de
nulavcl; e por isso, baldos de materia, nao podere-
mos satsfazer hoje plenamente a curiosidade dos
Jeitores.
Pela meia noile do dia 10, raanife.lou-se um in-
cendio as lojas de um sobrado da ra eslreila do Ro-
sario, onde existe urna fabrica de charutos, e o re-
bales dos sinos pozeram logo em comrlelo alvorolo o
bairro de S. Antonio. Soccorrida promplamcnte pe-
la visiiihanca e pela polica, a casa pouco soflTren,
sendo o fugo apagado, sem que livesss lempo de fa-
zer franjes estragos; todava, a perd foi consideravel, pelaquaotidade de rumo que arden.
O extraordinario concurso de povo que affluio ao
lugar do incendio, occasionou, ja depois de tuilo aca-
bado, nm conflicto entre o respecliv j subdelegado
o cammandanle e pracas do corpo de polica, con-
flicto que poda ler serias consequenrins. Para olislar
a passagem do povo e a invaso da casa, deu aquella
autoridad3 urna ordem aus soldados |>or intermedio
do commaudanle; e na amencia desto, reconhecendo
a necessidade de relaia-la, oppuzeram-se a is'.o os
soldados, segundo a sua disciplina. Entretanto, an-
da depois de appareccr o commandanle, conlinuou,
segundo nos dizem, a opposioan, desl'arte originou-
se o conflicto entre a policia e a tropa, no qual tomou
parle o povo. Ouviram-sc alguus gritos sediciosos
e anarchicos, pareca prestes empenlur-se a lula
quando sobreveio o Sr. chefe do policia, que ludo
conseguio acalmar. Alm de algumas quedas e pi-
saduras, resultados necessarios dos grandes turnados
nada mais liouve a lamcntar-se, a nao ser o disturbio
emsi mesmo.
O dia 11 do eorrentc, anniversario da acadomia
jurdica de Olinda, foi festejado pelos estudantcs da
mesma. com o eothusiasmo do coslumc. Houve fo-
. go de vista, a noile, em a ra de S. Benlo, onde lam-
bem locara urna banda de msica militar; e ree.ita-
ram-se diversas composicoes poticas anoalogas ao
dia festivo.
Hoje (t2), pela volta do meio dia pouco mais ou
menos, foi preso na ponte do Recife, no meio do
grande ajontamenlo de povo, um individuo que fu-
gia a cavallo, sendo perseguido por oulro. DUcm
str un sogro que, no domingo passado, trvera urna
forte rita com o enro, e nessa occasiao o ferira com
urna Tacada no braco, detapparecendo logo'depois.
Por caria recebida da comarca da Roa-Vista, com
dala de 11 de junho prximo passado,consta-nos que
a mesma comarca se acha) em socego, mas que a
proleccao de certas autoridades aos criminosos lem
chegadoao ponto de passciarem juntes pelos luga-
res mais pblicos, resultando desle procedimenlo a
maior dcsmoralisacaO possivel. A penuria dos ge-
nero alimenticios ainda nao havia all cessado, com
o que mais soflriam os habitantes do lugar.
Nesla r.dade, lem a atmnsphera apreseuladoiilli-
maruenle sensjjrcis variac.5es, e ja a'guns andaros
principiam a ^icommodat a populara >. Os defljxos
' trefe'
rf.fcr
das cmaras de sa'ngue.
Entra rain durante asoman; 20 embarcaces e
sahiram 13.
Rendcu a alfandega 36,449:514 rs.
Fallereram 37 pessoas : sendo 8 homens, 8 mu-
llieres e 11 prvulos livres ; 2 homens, 4 mulhercs e
4 prvulos escravos.
e as losses va -se lonjndo permanei tes, e por cer-
los presagios irfece d%r-se receiar o apparecimonto
KKPARTIQAO DA POLICA'
Parte do dia 12 de agoto.
Illm. o Eim. Sr.Participb a V. Exc. que,
das parle;, hoje receidas nesla repartilo, consta le-
rem.ido presos: a ordem do subdelegado da frezue-
ziada Boa-Vista, os desertores do exercito .los
Henriques, Jos Antonio de 'Oliveira, e Jo8o dos
Sautos Vieira, e o prelo Manoel, cscravo de Fran-
cisco de Castro, por andar fgido.
Dosguarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pernamhuco 12 deagolode 18l.Illm.e Exm.Sr.
conaelheirn Jos Rento da Cunta e Fizueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos di; Paiva Tei-
xeira, chefe de policia da provincia.
DmfM^mXAIBlM.
v
Tradozimpr do italiano o artigo seg lale, que nos
foi rerarffido pelo nosso Ilustre! compatriota, o Sr.
J^B; Slruz. lie o extracto d(> um rclatorio sobre
e>eniiio publico na Allemanha, feito pelos Srs. Dr.
I.uiz Parola e pelo professor Vicente Botta, distinc-
tos depuUdo i assemblca do Piemonte, impresso
em Turin em 1852, 3 vol.
Deaejararaos sempre ler occasiao de fallar em
lodos os nossos funecionarios publicos com o mesmo
grao desynjnathia, que nos inspira a nao vulgar de-
dicacao do Sr. Struz i ierra que ado ilou como pa-
tria. Enlretanlo, publicando este trabalho sobre o
ensillo puilico de m dos paizes mais illuslrados do
raudo, fazemos mais um servido ao publico, e ao
metmo lempo rendemos urna homeongem de sincera
gratidao particular estima a um dis incto funecio-
nario que lio bem dignifica a classe que perlence.
Do entino publico na Germania.
ir Krtud do Dr. 1.. Parola e da professor V.
Rolla, njtrora deputados i cmara subalpina.
a A scieocia da educarlo li: parle essencialissi-
a da r hilosopliia moral e pclitjca : funda-se na
nalureza do homem e da sociedade, e Ihes modera e
dirige o esenvolvimento por meio de leis de pro-
gre6to indefinido, de ordem e de perl'eico. Assim,
na sua luincpcao, ou antes no seu principio, he
scitneia nica e universal, nflo pode seguir con o
pensamento asdivisftesaciinhadus, i que a condem-
nava o mundo, o inconstante e parcial ioteresse dos
liomens. A scienria nao conhe-^ estndos de parles
nem calculo prestabelecidos : anima a d forma i
vida contemplativa e operativa da huraamdade,
possue centenares de experiencias de todos os povos,
de toilos toma os elemenl. capaes di produzir vir-
tudes e commodo., em sua pralica applicac,ao, e os
considera como inventos ou como seis proprios re-
sultados. As ambites e rivalidades' que fazeni as
oacoespelejar, a vaidade de origem e de eslirpt, as
glorias Iradiccionaes, embora esteris quando re-
montam a um passado qoe s existe na dominio da
liUluria, desapparecem ante a ua llvie contempla-
ao. Procede somante por roeio de raciocinios c
principios -, sri cuida da rerdale e da ulilidade ; s
se bases cmdados cerlos e positivos.
Por tanto procedo como prudentciantorda peda-
goga, oqual, no acto de comerar o edificio da pe-
dagoga civil crava os olhos da meute no ideal, que
forma acerca da scienria e igualmente acerca da arte
educativa: mas nao menospreza discer daquella
altura, para examinar as instituirSex praticas, que
estao em voga, onde quer que srjame florearan!.
As naSes nao sao maisqae variedade especifica do
genero humano ; mas caniintum ligadas por polen-
cas es.imci.es e commun,; de;)endeiii das memas
lcis e couvergem para o me,mo fim. lisludar o iJflf
envolvimento dessas dimirentci potencias, explica-
Us com referencia ao aWo da liumanidade, enthe-
sourar as disciplina, que applicadas oulras naS0es
Uveram rr clleilo asupiirioridadedella., fin.lnieo-
le examinar as nleis'experiennasdo paizes mais
cultos, no com estullo plagio ou corr^ teriI iniU-
c;ao, mas com ohom sonsodequem atiende as diver-
sas acluaioes dos principios theoricos afimde colher
o. melhoies fruclos, sao os verdadeiios meios que
condazem ao progretso moral da educacSo publica.
Ors, ou se atienda a abiindanciadesjslemas.ou
a bondadode insliluirOes oua solide;; dos estudos,
que paiz haver na Europ mais florjsccuie do que
a (jermania '.' Qual he mais Ilustre singularmente
do que a Prussia, onde, era virtude de soat'os admi-
nistradora e do cidadot generosos, as ordeus
edaradora. se ampliaram a ponto de merecer os ap-
plaasos e a admirarao de qoasi lodos os pedagogos
publios ? Com toda a razao serve de modelo s na-
Oes Ilustres acerca da reforma do cosino, provida
de um ihesouro de leis escolsticas, que aleulam o
orgulho daquclle civilissimo povo, estreilamente li-
gado i nossa patria por dores e esperancas guaes,
nao menos que por commum deslino.
Descrevendo o que nos foi permillido retractar
do mesmo lugar, os regulamentos da nstruccSo pu-
blica daquella nobre e poderosa nac,ao, patria de
Frederco Grande e de Kanl, Ierra do engenho pra-
lico, assim como do genio especulativo, esperamos
auxiliar a obra da reedificarlo civil do nosso estado,
cujo fundamento quem iguora ser una judiciosa re-
forma dos esludos publicos? He a primeira das
nossas necesidades, assim como he o principal e su-
premo dos nossos deveres. He por ella someule que
se pode conservar c pacificamente desenvolver o
principio da liberdade que as insliluiroes patrias
consagrara. Della deve emanar a palavca que rege-
nera, a forja que sustenta, a diguidade e esplendor
nacional. O governo de um povo livre, que tver
consciencia dos seus direitos, s por meiodainslruc-
jo he que pode radicar as suas baxes. A igualdpde
ea eleicao, polos do rgimen constitucional, s pela-
insiruejao he que se podem inocular no exercicio da
vida publica. E, a nao ser das escolas publicas,
de que parle viro os Iluminados eleilores, os
sabios legisladores, os juizes ntegros, os cidadosde-
dicados ao amor da patria. Onde, se nao as esco-
las publicas, prepararemos o espirito da geraco que
vem surgindo, alin de que, com valor e prudencia,
complete a empreza da redemp;ao italiana, que a
nos infelices falhara, antes por fatal ignorancia
do qoe por culpa nossa i A nao ser no templo da
sabedoria civil, cm que devemos confiar a guarda da
juvenlude, o sagrado fogo do futuro, onde iremos
buscar nimos promptos para o sacrificio, de forte e
generosa vonlade, as perdidas inspiracoes ? n
a Nao ha muito lempo, um douto italiano, Ra-
phacl Lambruschini, publicara estas judiciusas re-
neiocs. Tres anuos, que por inauditas mudancas
valem umseculo, nos lem dado dolorosas, mas posi-
tivas iicocs : a primeira das quaes he, que o funda-
damente da ordem etcil deve ser a ordem moral, e o
da ordem moral a educarao; esia educarlo que
Ilustra e equilibra o espirito sem embarzalo ou
perverte-lo ; essa educacSo qua liga a vida espiri-
tual vida especulativa, a vida da cidade vida da
familia ... ter desprezado esta educarlo pelo pas-
sado foi estulticie e foi causa de que hoje solTramos
merecidamente odamno.e o castigo. Nao commet-
lamos nova falla e nova extulticie, perseverando
nesla deploravel iucuria. Esrorcemo-nos todos por
esta obra de restaurarlo social.
O Ilustre escriptor, o primeiro dos nossos edu-
cadores italianos, foi tarabem o primeiro em os nos-
sos dias que poz maos na chaga que aftlige a Italia e
com razo pronuociou, que repulava mal advenido
quem conslituisse em lvre e civil associacao aquello
povo, que nao tivesse feito da reforma da educarlo
publica o seu principal estudo : porque a educarlo
he o futuro, he a base sobre qub se sustenta ni as ou-
tras|nslituices da sociedade, e da qual recebem
forja c poder.
Legisladores c govemautes! Nao se deve retar-
dar mais para nos urna reforma, cuja necessidade he
sentida ha lano tempo. Salvo se queris que a con-
quista do seculo seja posta em perigo; quo a liber-
dade ceda de novo a sua aiigusla sede ao velho des-
potismo; que a fe, jurada no sangue e no martyrio
dos nossos pas, se muta mor phoscie em remoreoe re-
provaco; que o governo se anniquile por impoten-
cia ; que a forja material se lorne instrumento de
deslruijao; e que as necessidade. se convertam em
armas de violencia. Legisladores e governantcs!
Dosviaia mo do edificio que eslaes construindo u
esquccesles-vos dos seus alicerces. A liberdade he
um templo elevado sobre a areia, se nao for estabe-
Iccidacm umsystemade inslrucjao publica, capaz
de tornar um povo prudente e virtuoso. Os erros
e defeilos das nossas escolas, fructo e heranja do
passado servilismo, estao ainda, em grande parte,
por observar e corrgir: fora vergonlia se durassen!
jepor mais tempo em detrimento c escandalosa palrii
Infelizmente temos de recorda-los na *analy^P
comparativa do nosso s\stcma com os sistemas das
naroes eslrangeiras. Possa o rubor que nos sobe s
Taces em presenra das mizerias i que fomos reduzi-
dos, excitar nubres designios em vs, que dirigs o
governo da causa publica. Apenas podemos pa-
tenlear os males e propor os remedios, quo cm nos-
so entender repulamos mais apropriados. Longa fa-
diga, assim como tempo e voutads, dispendemos na
invettigarao dos melhorcs melhodos.hoje florescentes
c parece que podemos preferir os da Prussia, que,
segundo a opino publica, lem atlingido ao'irima-
do. Fazemos aqu ^ sua exposijao, talvez- breve,
ltenla a magoiludc da materia, mas indubilavcl-
mente cuidadosa e fiel. A consciencia do bem pu-
blico, o desejo de prestar algum servijo nossa pa-
tria foi somente o que suggerio estas paginas: por
isso os nossos coocidadaoi se dcsignarao le-ias com
indulgencia, attendendo pelo menos ao pensamenlo
e as inlenjocs.
Formamos a parte descriptiva do nosso trabalho
vista de documentos ofllciaes, que nos foram minis-
trados psla munificencia dos respectivos governos, e
.dos aponlamenlos que raziamos as visilas aos prin-
cipaes institutos, es escolas mais celebres, nao so-
mente da Prussia, mas tambem de algumas outras
entre os doutos governos da Allemanha. Assim, fa-
zendo principal argumento dos nossos ccriptos o
svstcma prussiauo, exporemos em Ionio delle a.
mais importantes noces acerca d'Austria c Saxonia,
e demos obfa o titulo gcral de estudo.', que com-
prehende a inslrucjao da Germania. Com effeilo,
se nao extendemos as nossas refleies a todas as pro-
vincias lodescas,.com ludo lia nellas o quanlo he ne-
cessario, para se conhecer cm que rclajes est o
ensino desde os mais perfeitos al os menos erudito,
paizes de toda a confederado.
A' parle dcscripfiva 'ou documental juntamos a
parte crilica e philosophica, por que nospareceu que
de outro modo, o nosso trabalho peccaria por aridez,
se nao fosse reputado privado de solurao e de fim.
Cerlamente o estudo de nevos projectos, quaes quer
que sejam, he sempre acompanhado da discussao ;
a rcalidade da idea; a verdade histrica da reflexao;
0 exame dojnizo. E quando nao ha esla harmo-
na, o vro deixa de ter inleresie, direcrao,progrcs-
so: he um esqueleto sem alma e sem forra; he um
acervo de nojes a que falta o nexo e a vida do pen-
samento. Este melliodo, se era necessario a cada
urna das partes da obra, mftilo mai. era a explicarlo
dos syslemas relativos instruejao primaria.
Quercndo evitar este defeilo, tivemos lodo o cui-
dado para nao cahir n'outro mais grave, o de subs-
tituir a opiniao publica pela individual, e preoecu-
j>ar a qoestao com considerares demasiadamente
absolutas. Applicados ao esludo da. disciplinas hu-
manas, sem prelenjao de juizes, procuramos formu-
lar as nossas opinies, como mclhor nos permillia o
engenho, c quanlo consenta a nalureza do cscripto.
Mas procuramos sempre deduzi-los do raciocinio e
dasprovasde fado; alegrndolos, quando poda-
mos, o que nao he raro, corrobora-las com a autori-
dade da homens doutos e insignes, que nao diver-
gan) das nossas concluses. Por esles meios cm-
preliendemos as arduas controversia acerca do ensi-
no livre; da instruejao ohrigaloria gratuita; da na-
lureza e ex ten rao dus programmas; da racionalida-
de e eflicacia dos roelhodos; do preco relativo dos
estudos classicos, lechnicos e scientlicos; e cm geral
do acord enlrc a in.trucjao e dos seus institutos.
Sem acreditarmos tc-las desenvolvido, temos a con-
vicio de bate-bu ron lu/.idn plena lucidez, ex-
1 un id as razes que favoreccm e impugnan! os seus
diflerentes principios, com incansavel cuidado, com
severa imparcialdade e perseverante coragem. Po-
de ser que tenliamo. errado alguma vez por fraque-
za de enteniimento; mas por espirito de servilismo
onde intolerancia, nnoca! Temos para nos que o
governo e a najao a quem offerecemos o Iruclo das
nossas fadigasacerca deste relalorio, nos hao de fa-
zer julira I Os tres livros em que dividimos a obra,
seguem a usada claMificaco da inslrncro publica.
Comprehende o primeiro a inslrucnu, primaria; o
segundo a secundaria, ou, como chamara os tudes-
cos, gymnaslica e real; e o terceiro a unversilara.
Para mclhor inlelligencia da organisajao dos estu-
do, expendemos anles algumas noticias geraes acer-
ca da administraro geral do ensino publico: final-
mente damos um elenclio dos documenlos, que, viu-
dos de longinquas religlties, nos he grato Iransraittir
ao ministerio.
Possam as nossas fadiga.s e o. lao variados sacri-
ficios, que encontramos, aprovei lar n patria, a quem
amamos com amor de filhos ; i generosa juvenlude
italiana, a quem est confiada a esperanza do futu-
ro; alim de que a nossa publicac/io corresponda de
algum modo ao auxilio quo n governo nos prestou,
por meio de fervorosas recommendacOes e aulorisa-
dos offir.ios, aplainando o caminhn is nossas difiieeis
investigajoes; e arara urbanidade com que com
que nos assisliram illuslres personagens, que, por ze-
loe sabedoria, sao o ornamento de sua Ierra natal.
Ufauamo-no. em tributar publicamente os nossos
sinceros agradecimcnlos a estas personagens, dar-
Ihcs um leslemunho do nosso perpetuo reconheci-
menlo.
ndice.
ii Prospecto de adminislrarao cendal
dos esludos,..........pg. 13.
I.IVRO PRIMEIRO.
Instrucrao primaria.
Prussia.
Cap. I Obscrvares preliminares. pg. 25.
II Principios histricos e fundamen-
tos das escolas prussianas. ; pg. 28.
III Efcitos da instrucrao popular na
Germania e confronlarr.es com a nossa. pg. 33.
IV Inslrucco ohrigaloria e gratuita. pg. 38.
V Regulamento das escolas elementa-
res c burgoc/.as, publicas e particulares, pg. 59.
VI Programma e melhodo de ensino
as escolas elementares. .>'. pg. 7J.
VII Escola Dorothea superior; es-
cola burgueza do Seminario de Berlim. pg. 93.
VIII Conlinuarao........pg. 113.
IX Educajao dos mestres.....pg. 121.
X Regulamento dos seminario-. pg. 142.
XI Seminarios cvico, de Wcisscofls,
de Berlim, de Sicilia de I.a-li lia, de
Mjt ...........pg. 18.
XII Provimcnto dos mestres, seus di-
reitos c deveres.........pg. 169.
XIII Instrucrao do sexo reminino ." pg. 181.
XIV Escola superior feminina de Frie-
drichsladt...........n. istj.
XV Escola normal feminina de Friedri-
clistadt............pg. 197.
XVI Eslalistca das escolas elementares
e hurguezas..........pg. 208.
Saxonia.
Cap. I I.eis c regimenlos escolaslicos pg. 213.
II Regulamento das escolas elementares, pg. 216.
III Seminario para a educarao dos
mestres. ,....." pg. 22l>.
IV Instrucrao feminina......pg. 223.
V Sumario do novo projecto de Kachly
para as escolas elementares de Saxonia. pg. 239.
Austria.
Cap. 1 Origem, progresso c uatureza
dos regulamentos........pg. 250.
II Organisajao da auloridade escolsti-
ca ............. pg. 255.
III Ordem dasescolas,programmas e re-
gulamentos........... pg. 202.
IV Educarao dos mestres.....pg. 267.
V Eslalistica.........pg. 270.
Conclusa i......... pg. 271.
Continua a conclusao do primeiro lvro.
Appendice..........pg. 294.
1.IVRO SEGUNDO.
lnsirurrjo Secundaria.
Prussia.
Cap. I. Observaccspreliminarcs, pg. 307.
II Admiuislracao da. escolas secunda- .
ras.............pg. 322.
III Ordem das escolas secundarias. pg. 332.
IV Programma do ensino gj mnaslico. pg. 342.
V Melhodo do ensino gvmnaslico pg. 352.
VI Exames le corridas &'r.....pg. 405.
VII Gymnaso de Joaquim de rforla,
de Frederico Guilhermo, Franccz, Real. pg. 430.
Conlinuajao do cap. supra. pg. 433.
VIII Educarao dos mestres, seos esta-
dos, exames e direilos...... pg. 462.
IX Escola, reae, escola real c escola
commercial de Rerlini.......pg. 501.
V Eslalistica da inslruccjlo secundaria, pg. 533.
Saxonia.
Cap. nico. Gyminario em gcral. No-
ces sobre o gymnasio de Tonsmaso cm
l.cipsic, sobre o instituto de Bochman em
Dresde, e sobre a escola de Grinma. pg. 552.
Austria.
Cap. I Ordem da inslrucco secunda-
ria .............pg. 584.
II Programma, methodo e mestres pg. 593.
III Novo projecto dos gymnasius. pg. OW,
Cootinuacao.
IV Novo projecto de escolas ler.hnicas. pg. 662.
V Eslalistica da instrucrao secundaria, pg. 677.
Conclusao.......... pg. 698.
I.IVRO TERCEIRO.
In-Ii urrao superior.
Capt. I Ordem administrativa e jurdi-
ca da uuiversidade prussiana.....pg. 710.
II Das faculdades c das lices acadmi-
cas em geral..........pg. 726.
III Das faculdades e do seu ensino cm
particular...........pg. 760.
IV Matricula, inscripr.loedisciplina dos
cstudanlcs............pn. soy,
V Eslalislicas das universidades todes-
cas ; uojes sobre as de Saxonia e d'Aus-
t.............pg. 850.
VI Atte.lados, exames e graos. pg. 833.
VII Agraria, Academia deMoglin,Ac-
cademiadeEldcna, Inslilulo Hohculieiro. ps. 880.
VIII Florestal, Inslilulo de Neusladl,
Eberswalde na PrussiaAcademia ileTha-
ranol na SaxoniaNores sobre as esco-
las llorestaes de outros estados lodesros. pi. 903.
IX VeterinariaInstituto de Berlim
Escola de Dresde.........pg. 919.
X MinasEscolas das minas de Frei-
borg ua Saxonia.........pg. 939.
XI ArlesEscolas das Artes em Ber-
ln ............pg. 913.
M AdmiuislracaoAcademia Tcresi-
nade Vieiina..........p". 959.
JIII Escolas superiores mili laresAca-
demia dus engenheiros em ViennaAca-
demia militar de Neusladl do Vienna. pg. 964.
XIV Escola polytchnica de Vienna. pg. 968.
Conclusao..........pg. 991.
Appendice.Documento acerca do esta-
do escolstico da Germauia.....pg. 1001.
I"dice...........pg. 1021.
A esle importante escripto arcresccnla o nos'o il-
lustrado e prestimoso diplmala as seguntes rc-
flexoes:
Cumprc notar que, depois dcsta publicarlo, o sys-
tema de salarios dos professores ha recebido alguns
melhoramentos : v. g. quasi mil dos mestresesco-
las das aldeias tem lido em seus ordenados o aug-
menlo de 40 at 60 dollars por anno ; e a muitos,
por cnsinarem a crearlo do bicho da seda e o planto
de amorciras, se ha garantido notavel augmento.
Na Allemanha em geral j se seguem os principios
de educarao, publicados iiltimamcnte pelo lord
Ashburton, calorosamente apoiados por lord John
Russel e pelo Times de se ensinarem Inmbem
cousas pralicas common thingt nasescolks ele-
mentares e outras; porque, se com cfleMo he inne-
gavel que a educacao essencial por cxcellencia he a
religiosa, alias sempre mais efUcazmeule inoculada
pelas maesquando s3o convenientemente educados
do que pelo clero, todava he claro que ella s por si
nao he sufllcienle, visto que s o estado das cousas
da vida of common things pode produzir homens
como Arkright, Hargrcavcs, Bolln, Wall, Folln,
que nos deram oscaminhosde ferro, os vapores, os
fios elctricos etc. etc.
O arcebispo de Udin, n a I.ombarda, acaba de
crear no seminario ecclesiastico da sua diocese, urna
cadeira de sciencias agrcolas cm que os joven cl-
rigos se habiltela a dar proficuos consellios gen-
te do campo, e a instruir a mocidade nos primeiros
elementos de agricultura. O parodio de Monajo
estabeleceu urna escola para aos domingos envinar
arithmelica, merhanica, historia natural e desenlio.
O procedimenlo desles pastores he por cerlo mais ra-
zoavcl, c at mais chrisiao do que a vozeria dos ar-
cebispos deMilaoe dcSl. lago contra os hereges !
Quando na Iba da Sardcnha com hispes, scnilo ar-
cebispos, e urna mullido de ecclcsiasticosc monges
de um c outro sexo, existe a provincia de Nuoro,
onde nao ha cm toda a sua exlen.ao um s individuo
do sexo (eminino que saiba escrever, nem ao me-
nos ler.
COMUNICADO.
Em consequenria de ler turnado posse do poslo de
chele do estado maior da guarda nacional do muui-
cipm do Rccifc o Sr. tcncnlc coronel Sebastian Lo-
pes Guimaraes, oSr.coronel Domingos Alfonso Nery
Fcrreira passou-lhe, em cumprimcntodalci o exer-
cicio interino do cumulando superior da mesma
guarda nacional qiieassuiiiira, desde que fallecen o
nunca assas chorado coronel Francisco Jacinllio l'e-
rerra, que leos leulia em gloria.
O modo como se portou o Sr. Nery Fcrreira no
desempenlio de scinelhantu commisso, apenas- ser-
vio para alteslar que qualquer que seja a posicu cm
que o colloquem, ve lo-hao sempre esmerando-se
liara desempenhar religiosamente ns seu. deveres
sem que revele por um sseto, haver solTrido a m-
nima alterajao esse dom natural, graja ao qual
sabe S. -S. casar a severidade com a brandura, de
maneira a conquistar a amisade de seus subordina-
dos sem nadaderahir do respeilo que deve inspirar-
Ibes para ser prumptamentc obedecido cada vez que
tenha de expedir-Ibes ordens, edcexigir-lhes mesmo
algans sacrificios em bem do publico servijo.
He, pois, cercado de prestigio anda mior do que
aquello de que jn gozava, que o Sr. Nery Ferreira
vai reassumir ao command do primeiro batalhao de
nfanlara da mencionada mana nacional; e Icmos
f que tambem entre os ofliriae. e pracas desle ba-
lalhao como boiu pai, teda de exrellenles filhos,
lograr eleva-lo ao grao le propendade a que j.i
houvera sem duvida allingndo se desde a sua orga-
nisarao at hoje, jamis lire baixo das vista immediatas de S. S., e nao houves-
se de re-iMilir-si! por con.egiiinle dos effcilos de
urna superintendencia provisoria, que gerara des-
gostos e prevenjcs, que a demorarem por mais
tempo, fariam cum que o corpo de guardas naconaes
da freguezia de Sanio Antonio do Recifo deelinasse
da 1 rpul irao de que sempre gozou, e isto devido
somente aos caprichos de um commandanlc interino
que a mau melhodo reuna proverbial falta de de-
licadeza, o pouco a pouco ra levando o iudeferen-
lIMBO e a desanimarao aos corajes de seus rompa-
nheiros esubordinados ; desanimaran o indeferen-
lismo que arredilamos cessarao desde que, como es-
peramos, oSr. Nery Fcrreira vier por.-se a frente
dasfileiras que anciosas o aguardara pira Ibe darem
repelidas provas de acrisolada dedicajo.
( O apreciador do mrito. )
l'eritas vinciit.
A joia mais preciosa do ho-
mem de bem he a reputaras.
(W. a. de I-co.)
Srs. Redactores.Mci para onze anuos hao dc-
corrido em que o Exm. Sr. commcodador Sehasliao
1,a-par do Almeida Bulto solTreu um monstruoso
proresso por una calumnia que os seus inimigos Ihe
imputaram, como o mandante do assassinatn do Dr.
Manoel Joaquim Fernandcs de Barro.. O Exm!
Sr. Bollo solrcu com resignaran este golpe inespe-
rado, e mai. tcrrivel que dar se pode na vida do
homem de bem. Porm o que havia de fazer?
l'.onfiar-se na juslira, pois que era innorenle. E
que aconteceu ao depois T Foi que a verdade vencen
I calumnia, c assim havia de acontecer por que um
corarao puro, e nobre como he do Exm. Sr. Bolla
era indigno de pralicar actos taes. Elle perdera a
sua i-cpiitnro! Nao, pelo contrario passando elle
por estes dissaliores, leve de ver ao depois augmeu-
lar-sc o numero do.scus amigos, c reslahclecer para
com o publico que nao conhecia de perlo, a sua illi-
bada repularao ; pois he o que sempre acoulece aos
innocentes. E como ficaram os seus inimigos quan-
do souberam, que a innocencia \cnceu. e que a ca-
lumnia fora desmascarada? Desesperaram-sc. O ho-
mem que goza de renome em sua provincia e que
he chefe de um dos partidos, e este o maior da pro-
vincia eltsugeiloa um sopro envenenado da faccao
contraria, a qual sempre pretende manchar a repu-
larao desle chefe. Nao suppoz o Exm. Sr. Bollo
passar oulra vez por outro aolpe tcrrivel quando
querendo descanear deslas fadigas, quando tranquil-
lo cmsuacasa reappareccu oulrojaujo mo.fulmiiioii-
Ihe qulra calumnia, c processam-no como ladran de
escravos. Foi tal a emorao,Srs. Rcdactores.quccau-
sou-mc 1 leilura desla palavras do Colinguibeiro
que ao depois collegi della que muito mesquinhas
s.1o algumas deslas pessoas que represenlam esta fac-
jfiu contraria. Vos n.lo podicis ver que esta calum-
nia levantada contra o Exm. Sr. Bollo era muito
palpavel' Mas, dirn clles. assim se faz preciso para
desacrcdilarmos'a esle homem, pois que elle est go-
zando e continua a gozar de urna grande reputaran
na provincia, c para bem dAcr em lodo seu paiz
como chefe de um dos partidos, c nos que nao (emos
repularao e que nada somos, por isto nada temos a
perder. Mesquinha he a provincia e o paiz que
prodtizem filhos deste calibre. A maoria dos Per-
nambucanus j conhece o Exm. Sr. Bollo, e al-
gn, que o nao conheciam de hoje em diante lirarao
conliecendo que este homem goza de urna grande re-
putarlo na provincia que o vio nasccr, e se elle tem
soflViilo (odas eslas calumnias, he porque esta he
quasi sempre a sorle do homem poltico, e lambem
vi devoris verane, lanto islo foi urna calumnia
imputada ao Exm. Sr. Rollo que, pelas mesma. ex-
presles da correspondencia do Colinguibeiro islo se
eollige, pela emojao que causn esla noticia cm al-
gans corajes eenerosos dos seus antagonistas, e tam-
bem quando elle dsse que o prndenle dissera que
esle processo contra o Exm. Sr. Bollo nao era senSo
para perturbar a boa ordem de sua administraro.
Esle homem que lem sido pan bem dizer o pai da
sua provincia.que quitado presidente tanto concorreu
paraoseu mclfior.imenlo,inuito tem sullrido. Porm
esles insultos nao fazeni perder a sua reputaran por
que par'.em sempre decorajes mesquinhos. O Exm.
Sr. Bollo lem sido presidente por diversas vezes, e
tambem depatado geral, e provincial, e gozando des-
la grande nomeada na sociedade r/So havia de rebai-
\ar-se para pralicar actos que n.lo se coadunara com
o seu estado social. Nao fallo nos seus possuidos por
que ns veze mis vemos homens ricaros, e pralicarcm
acrces indignas, o que nao acontece com elle, pelo
contrario tem sido o pai da pobreza. Porlanlo, Se-
nliorcs Redactores, dijacm-sejinserir mais estas li-
abas a favor do Exm. Sr. Sehasliao Gaspar de Al-
meida Bollo no seu conceiluado jornal, para que
aquellas pessoas que nao o conheciam,quein fazen-
do de linjeem diante um juizo favoravel a elle, c
repu lem como cmliusteiros c mesquinhos a esles seus
inimigos.pelo que Ihe licar muito obrigado. O co-
nhecedor da ralumnia.
Srs. redactores.Nao leudo eu noticia das dis-
cu-.eCs da cmara do. Srs. depulado., senao pelo
set inlcressaiilc jornal, acabo de ver licite o discur-
so do Sr. general Scara, ju.lficando-se cunlra o
meu amigo o Sr. Dr. Manoel do Reg Maccdo.
E como me dissessem que havia urna resposta desle
no Jornal do Commcirio, procurei-o, e com elteito
com ella deparei, a qual, sem duvida, me pareceu
ser a mais adequada que poda dar o dito meu ami-
go ; e cntao julao de juslija que o publico de c
tambem della tenha conliecimento, bem como o le-
ve do discurso que a occasionou ; discurso que a
meu ver prava exuberantemente que o seu autor,ru-
ino parlamentar, he quem he perodo palhaco, e
nao o Dr. Reg Macedo, em sua nobre profisso ;
c que mu bem cabida foi a historia do orador hes-
paiihol, porque o tal discursu nao passou de urna
verdadeira e ridicula hcspanholada.
Rogo-lhes, pois, Srs. redactores, a insersao deslas
linhas e da dita correspondencia, com o que muilo
c muito obrinarao ao.Intipapelilo.
O SR. GENERAL SE.\RA.
O Sr. general Sera considerando-'c increpado
por nos, como inspector do hospital mililar da pro-
vincia de Pernamhuco, de ter quando commandan-
lc das armas dessa provincia lanjado mao em seu
provcilo dos diilteiros daquclle hospital ; de haver
falseado os livros desse e-laheleriment, alm de ou-
lras cousas nao menos graves, desprezou o nico
tribunal competente para purificar a honra de um
militar que a pieza e sabe prc/.a-la, desprezou a im-
prenta, roparlirao assaz importante a quem Ihe co-
nhece o prestigio, para prevalccer-sc de inmunida-
des romo depulado, e de nossa posijo no exerco
para doeslar-uos com insultos, dcixando todava li-
tadas as increpaees que diz. lite iizemos, e envol-
vendo-fe 13otmenle a querer defender-te do que
dizia respeilo s panfilas, e ao indevido pagamento
a 11 m medico.
A resposta mais satisfactoria e conveniente que
tullamos a dar ao Sr. depulado SCra era a publica-
cao do nosso relalorio e seu. competentes documen-
tos, mas temos a cumplir deverc. de subordinadlo
militar, e S. Ex. o Sr. cnnselheiro minislro da guer-
ra nao nos conscnlc eiivolverino-nos cm scmelhante
polmica.
Oblenha pois o Sr. depulado Sera a revogarao
dessa ordem que sabemos cumprir c muilo respei-
(amos, c desde j no. comproinetlemo. a provar sa-
tisfactoriamente todos os fados que avancmos no
exercicio de nossa ooinaiissSo a Pernamhuco. En-
Irelaulo appcllamns desde j para a maior parle dos
Srs. deptilados por cssa provincia, e respeitosamen-
le os emprazamos a que em roncicncia nos contra-
rem. O silencio desses nobre. depulados durante o
marcial discurso do Sr. Sera falla muilo.
Dr. Manoel do llego Macedo.
Rio de Janeiro, 21 de junho de 1851.
iBLICACOES a pedido.
'. SONETO.
Ao Illm. Sr. coronel Domingos Affonso Nery
Fcrreira, thesourelro da theionrarla geral da
provincia de Fernambuoo.
Qual a lirlllianle luz do claro din
One se derrama na azulada esphera.
Nao podem reputar snnlio.oii quimera,
Aquellos que a razo no mundo guia ;
Assim leus dotes de immortal valia,
E a sJa virtude que em tua alma impera
Para se conhecer, nao se pondera,
Como o sol, como os astros, so annuncia.
Esle desastre agOrl acontecido
Foi gloria para t. nao foi desdourn,
Mas avullou leu mrito subido ;
Elle ao mundo moslrou em Icltras de ouro
Que de um grande paiz esclarecido, m
N80.es o thesoureiro, es o Thesouro. *
Recife 10 de agosto de 1851.
O apreciador do mrito.
Antonio Joaquim Ferreira'de CantUtt, cscrirao
de appHIarcs do superior tribunal da reliirao de
Pernambuen, por S. M. I. e C, o Sr. Dom Pe-
dro II, que Deosguarde, etc.
Certifico que revendo os autos deque traa a peti-
cAo retro, dclles consta ser a sentenca c accordam
pCdido por cerlidao do theor sesninte :
Scntenra.
Os embargos recebido. folbasjulgo a final pra-
va los; por quanlo, sendo umdos rcquisilos da arr,1o
ileren.bal intentada pelo, embargados contra o em-
bargante, que seja liquido o que se demanda pela
cscriptnra, admillindo-se essa va sttmmaria e exe-
culiva por instrumento Ilquido somcnle no. casos
em que se pode propor libcllo geral e proferir-se
sentenca iucerta e liquidavel, na sua cxecitrao dacs-
eriplura a folha. mostrase que o embargante e .ua
mulher obrigaram-so a pagar aos embargados e aos
outros credores hypothecarios na razo de 10 por
cenlo ananaes de seus ercdilos leudo principio o
pagamcnla depois de salisfeila e paga a quadlia
de 22:4109000 rs., a Jos dos Santos Nev, e
dedutida. as despezas at entilo feilas com o
coslcio do engenho hypulhecado, 1 sustentarlo da
familia c fabrica dos hypolhccanles c dos juros que
c pagtrem da quanlia' de 22:5903000 r.., das lel-
Iras constantes da anterior escriplura de hypolheca
com a clausula expressa de ficarcm o embarcante e
sua mulher sugcitns 11 falla de pasamento dos ditos
10 por cenlo, durante 2 annos consecutivos con-
dirao imposta as primeira*. esrriplnra. e relativa
a entrega de seu. nene at efltrln arremalacao, li-
cando em vigor todas a. oulras eondirocs anteriores
o que todo impedindn que se prolira na especie ver-
lente sentenca, po.lo que inccrla e liquidavel na
execuro, por tornar a escriplura a folhas a obriga-
cao cil'eciiva do embargante dependente de circums-
tancias designadas n'outras escriplura. que nao fo-
ram produzidas e de fado nao provade no iugresso
da presente accao, julgo os embargados carecedores
da acc*) intentada contra o embargante c condemno
os embargados as cusas, ficando-thes salvo o dirci-
lo de haverem o pagamento do que Ihes dever o
embargante pelos meios competentes.
Cabo || de no\embrode 1853.Jos de Maraes
Gomes Ferreira.
Accordam em rclacao.Qae confirmam a sellen-
ca appellada, vistosos autos e disposires de direilo
com que se conformara, e cottdomnam o appellante
as cusas.
Recife ISdejulho de 1854,Azercda; presiden-
te.Pereira Monteiro,' vencido.Filiares.Bas-
tos, vencido.Falle.Santiago.
Nada mais se continua em dita sentenca e accor-
dam, que se pedem'pnr cerlidao c ao. respectivos au-
tos me reporto. EsU a prsenle sem rousaque duvi-
da faja por mim conferida e conscrlada, subscripta e
assgnada n'esla cidade do Recife aos 27 do mez de
jiilbo de is'ii.Subscrevi e as.ignci em f de ver-
dade.Antonio Joaquim ferreira de Carcalho,
COMMERCIO.
PRAVA DO JUJCI FE 12 DE AGOSTO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarles aluciaos.
Cambio sobre Londresa 26 1|2. d. 90 d|v. a prazo.
D1I0 sobre diloa 26 7|8 00. lellra.de fra.
Descont de lellrasde 2 mezes6 )i ", ao anuo.
Acscs do Banco de Pernamhuco25 de premio
ALFANDEGA.
Rendimcnlo do dia 1 a 11.....6:062j971
dem do dia 12........7:0319229
71:091-5200
Descarregam hoje 14 de agosto.
Brigue inglczTitaniabacalho.
Brigue nglezEmmaidem.
Brigue fraucezMerlemercaduras.
Patacho brasiloro Alfredofumo e charutos.
Importacao'.
Brisue francez Merle. vindo do Havre, consigna-
du a J. R. Lasserre & C, manifoslou o seguinte :
14 caixas lecidos dealgodao, 1 dita sedas, 1 dita
filas de dila ; a J. Keller &C.
1 caixa folhas de palha, 150 barr, e 150 meios
dilo. mtnteiga, 1 caixa sedas, 4 ditas couros : a N.
O. BicbertSi Companliia.
2 barricas queijos ; a F. Coulon.
t cala com 1 piano ; a F. G. de Oliveira.
17 caxa. chapeos parahomcm, perfumara, m-
sica,-chrstacs, chapos para senhora, objectos de
bronze e roupa feila ; a J. C. Rbe.
2 caixas tecido. de laa e seda, 1 dila chapeos pa-
ra senhora, 1 dita bonetes de aluodao, 1 dita cha-
peo, para homem, 1 dila pellcs de carnciro, 1 dita
sedas, 2 ditas chapeos de sol de algodao, 1 dila cou-
ros, 1 dila bijooleria ; a Souvage & C.
4 caixas lecidos de algodao, 3 ditas dilo. de dito
e seda, 6 ditas cuidara. 4 dilas obra, de metal de
compositao ; a Timm Mousen & Vinassa.
2 uarris e 23 caixas vinho linio, 1 caixa lecidos
de algodao ; a C. J. Aslley & C.
1 caixa papel de cores, "75 dilas chumbo cm folha
1 dita azeite; doce ; a Meurou & C.
1 caixa panos, 1,dita,chapeos de sol de algodao,
10 barra e 50 meios dito, manleiga, 1 caxa filas de
teda ; a V. I.asne.
1 caixa modas; a Buessard Millochau.
2 dilas chapeos para homem e ditos de sol ; a J.
Carneiro.
3 dilas tecido. de algodao, 3 ditas ditos de seda
40 barris e GO meios ditos manteica, 6 caixas lecidos
de algodao ; a Bruun Praeger C.
40 gigos champagne, 25 barris o 25 meios dilos
manleiga ; a H. Gibson.
1 caixa tecido. de seda, 2 dilas chapeos para se-
nhora, 1 dita sedas; a J. Gacnsly.
5 caixas chapeos c papel pintado ; a Cliristiani.
40 barris e 40 meios ditos manleiga ; a D. A.
Maihens.
40 caixas vinho, 12 dilas champagn, 6 dilas li-
cores, 1 barril agurdenle, 3 barricas queijos; a
ortlem.
1 barril vinho tinto; a Johnston Pater & C.
50 barris e 25 meios ditos manleiga ; a Tasso &
Irmilo.
100 barris e 100 meios dilos manleiga ; a Olivei-
ra Irmos.
3 caixas lecidos de algodao, 1 dila ditos de Ua e
alzodao, 2 dilas lencos de dilo ; a Schafleitlin & C.
60 barris e 40 meios ditos manleiga ; a Cals Ir-
raaos.
I caixa chapeos ; 1 dila chapeo, de senhora, 1
fardo couros, i caixa modas, 1 dila pannos, I dita
filas de seda ; a E. Burle.
1 caixa lecidos de algodao ; a L. Schuler & C.
4 caixa. lintas, papel, perfumara e drogas ; a
B. F. de Sousa.
1 caixas panos ; a Vignel an.
50 barris e 50 meios dito, manleiga, 200 gigos
cerveja, 20 caixas queijos ; a J. R. Lasserre & C.
1 caixa com um quadro, 1 dila objeclos de tvpo-
graphia ; a Gadaull.
1 caixa livros, 1 dita candiciros de cobre; 2 ditas
ca-ir,ics e vidros, c dila estojos imitadlo de bron-
ze ; a A. Robert & C.
1 caixa perfumara ; ao Dr. Aquino.
2 caixas lecidos da algodao, 1 dila luvas. 1 dila
chapeos de sol de seda ; a L. A. de Siqueira.
2 gigos champagne ; a Machado 4 Pinheiro.
t caixa papel ; a M. J. Alves.
4 caixas bonetes de algodao, 1 barril e 4 caixas
merciearia, 1 caxa obrcias, 3 ditas cerveja c vidros;
a eidel Pinlo & C.
12 caixas espingardas; a Breulcr a Brandis & C.
40 barris e40 meios tutos mauteiga ; a Rosas Bra-
ga & C.
14 caixa. obras de llandres, calcado, requife., tr-
epe., sapalos de panno, chapeos pa'ra tmmein, pelles,
couros, instrumentos de msica, lecidos de seda c li-
nho, 1 dila calcado e quinquilharia ; a i. P. Adour
& Companhia.
1 caixa seda., 1 dila dita em obras, 1 dita encera-
do, 1 dila chapeos de sol de algodao, 2 dilas calcado,
2 dilas obras etas, 2 tulas instrumentos de msica,
1 dita brinquedos, oculo., merciaria, objectos de rc-
lojoeiro e pellcs le marroquira, 3 caixas porcelana,
I dila vidros, 1 dita pelles de carneiro, 1 dila cha-
peos de sol de panno ; a E. Didicr.
5 caixts calrado, 6 ditas vidros, 3 dilas casliraes de
composicao, 8 dilas papel, 2 barr, ronservas/s cai-
xas chapeos, 1 dila bonetes, 1 dita chapeos, livros e
penna-, 2 dilas livros, 1 dila candiciros e vidros, 1
dita flores artificiaos, 7dilos louca, 1 barril, 1 caixa
huno, as,peales e perfumara, 1 dita bolocs, requife,
1 dila requifes ;a L. I,emule Feron & C.
CONSULADO GERAL.
Rcndimenlo do dia 1 a 11.....10:2613707
dem do dia 12........ 3139625
10:5759132
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 1 a 11..... 3699.545
dem do dia 12........ 8S916
3789161
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 12"......1:1243073
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 11.....11:5709722
dem do dia 12........470j:i89
12:011|ltl
PRAGA DO RECIFE 12 DE AGOSTO, AS 3
HORAS DA TARDE.
Iterisla semanal.
Cambios- Fizcram-sc nimias saque, sobre
Inglaterra a 26 <{ e 26 S d. por
19, e tamhem se negociaram algu-
mas letras sircadas em oulras pra-
cas a 26 7|8 d. por 19, e sobre o
Rio de Janeiro a 15 por % de r-
bale.
A.sucar- O mercado lem continuado frnuxo
c apenas vendeu-se algum branco
sem escolha a 19800 e o raaseava-
do a 19100; porm os vendedores
esblo renitentes nos procos da. ul-
timas vendas, mas os compradores
soquerem por preco mais liai-
xot. 'A entrada foi mclhor que a
das ultimas semanas, por ler-se
augmentado com algara da Cotin-
guiba (Sergip.)
Algodao-----------Enlrnnra 445 saccas, e esperase
que v em prosresso por ler me-
Ihorado o lempo, c os comprado-
re aguardam-sc para a baxa que
esperam haver. Vondeu-se o es-
collado de 69200 a (9300, e o re-
gular de 69 a 69IOO por arroba.
Couros------------Vcnderam-se a 80 rs. por libra.
Bacalho--------- C.hcgaram dous carregamento
com 4,060 barricas, dos quac. um
foi vendido acerca de 139600, c o
outro se esl rclalhando por conla
do importador .1 119500 por bar-
rica ; dizem-nos que sao esles o.
ltimos da safra actual que vem a
este porto, o que a realisar-se,
lem de subir de prero, tanto mais
quo consta seren superiores aos
nosso. os precos das outras pracas
qne o con.omcm. Ficaram hoje
em drqiosiio 4,500 barricas.
Carne secca Nao leve1 alterarlo de preco, e o
deposito anda por 23,000 arrobas
do Rio Grande dosul, o 5,000 de
Buenos Ayrcs.
Farinha de trigo- Exislem no mercado 2,800 barri-
cas, nao mencionando 2,600 che-
gadas de Richmnnil no navio Su-
zan, que por trazer grande ava-
ria vai ser vendida em leilao no
dia I li do mrenle mez. Relalhnu-
se de 279 a 28a a de Genova, Phi-
ladelphia e Richmoud, e a 259500
a da llalli more.
Vinhos"- Vcnde-se um pequeo carrega-
mentode Barcelona a 1719000 por
pipa.
AecSea to Banco- Veaderam'*.e a 25 por* de premio.
Daesconto- Rcbateram-se letras de 6 a 9 por
cenlo de pfemio.
Frelcs Do algodao para Liverpool a ,'j d.
por libra, com 5 por Emano-
car nada houve.
Ficaram no porto 53 embarcacOes : sendo, 3 ame-
ricanas, 1 argeolina, 33 bra.ileira, 3 fraocezas, 4
hespanholas, 1 hollandeza, 5 inglezas, e 1 norue-
guense.
MOVIMENTO DO PORTO.
-Vacio entrado no dia 12.
Rio de Janeiro13 dia, brigue hespanhol Ciro, de
234 toneladas, capilo Silveslre Eslap, equipa-
gem 14, em laslro ; a Aranaga & Bryao.
-Vacio sabido no mesmo dia.
Rio Grande do SulBrigue brasileiro Algrete, ca-
piblo Manuel Pereira Jardim, carga astucar. Pas-
sageiros, Americo Ferreira da Silva e Mara An-
tonia Rrinquinha.
Naci entrado no dia 13.
Lisboa28 dias, brigue porluguez Laia II, de 207
toneladas, capitao Caetano da Costa Mactins, cqui-
pagam 13, carga vinho e mais gneros ; a Fran-
cisco Sevcriano Rabello & Films.
Paralaba11 dias, hiale brasileiro Conceiriio de
Maa, mestre Francisco Jos Valenlim,' carga
toros de mangue ; a Paulo Jos Raplisla.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cuiuprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 7 do eorrentc, manda por a
concurso o lugar vago de segundo escriplurario da
terceira seeran da cuita.loria tiesta Ihesouraria, o
qual lera lugar uu dia 18 de sclcmbro prximo fu-
turo, dev en.lo os pretendemos ser examinados na
grammaiiea nacional, cscripluracao por partidas
dobradas, arithmelica e suas applicarcs, cam espe-
cialidade a redoran do mu.las pesos e medidas, ao
calculo de desceios e juros simple e coroposlos;
endo preferidos os que. liverem boa lelra e son he-
rrn linguas eslrangeiras.
O. pretndanles deverao apresenlar seus requer-
meatos na mesma Ihesouraria com cerlidao em que
provea serem maioresde20annos.
E para quechegue ao cojibeciinealo dos inleres-
satlos se mandou afiliar o prsenle c publicar pelo
Diario. .
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buro 9 de agoslo de 18.51.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O Dr. Custodio Maaoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel nesta cidade do
, Recife, por S. M. I. c C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde etc.
Fac-o saber aos que o presente edilal virem e delle
noticia liverem, que no di,\ 22 de selembro prximo
seguinte, se ha de arrematar por venda a quem
mais dercm praca publica desle juizo, que lera lu-
gar na casa das audiencias depois de meio dia com
assislencia do Dr. promotor publico desle lermo, a
propriedade denominada Pilanga, sita na freguezia
da villa de Igaarass, perlcncente ao patrimonio tas
reca balas do convento do Sanlssimo coraeao de Je-
ss da mesma villa, 'a qual propriedade tem urna le-
gua cm qdadro, cujas Cilrcmas pesara do marco do
engeuho Monjope que loi antigamente do. padres
da companhia de Jess, pela airada'adianleao lugar
que chamam Sapticaia da parle esquerda, e dahi
car la 111 buscando o sul e aira ves-am o rio Iguaras-
s, Pilanga, al encher urna legua,c llalli parte bus-
cando o nasecnte al encher oulra legua, e dalli
buscando o norle donde principian com oulra legua
que faz ludo urna legua em-quadro, com urna casa
de viven.la peqaeua de telha e laipa lia pouco aca-
bada, avaliada por 5:0009000 rs., cuja arrematarlo
foi requerida pelas dilas recolhidas em virtude ta
licenca que obliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Eim. ministro da jos-
tica, para o producto ta arrematadlo ser depositado
na Ihesouraria fiesta provincia ale ser convertido em
apolices dadivida publica, sendo a siza paga a cusa
do arrematante.
E para que chegue a noticia de todos, inandei
passar editaes queserao publicados por 30 dias no
jornal de maior circularan, e all vados nos lugares
publico.
Dado c passado nesla cidade do Recife. de Per-
namhuco aos 9 de agoslo do 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baptisla, csciivao uterino o escrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimaraes.
DECLARACOES.
Teudo o Exm. Sr. presidente da provincia, em
ullicio de 8do enrenle mez, approvado a medida
proposta a bem tic melbarmente ser tiaranlitia a pro-
priedade dos navios naconaes, carg qae osmesmos
iransportam, c as vidas das pessoasenmpondoats res-
pectivas Iripolares, de nenhuin sahir desle porto
sem lera scu bordo amarras c ferros de sabrosa len-
te, afim de lancarem mao desles objectos as sabi-
da, dos portos e as viageus, se-por qualquer emer-
gencia Ihes fallar esqu! livorcinde sen censlantc uso;
manda o Illm. Sr. capilo do perto fazo-la constar
pelo prsenle para conliecimento do commercio e
dos capitaes dos dilos navio, prevenindo-os que pa-
ra a fiel exeenrao nao se dar a estes opasse pa-
ra a sabida sem esla capitana verificar qae tem os
referidos objectos de sobresal cnle na mesma occa-
siao em que mandar fazer a visita para reconhecer-
se se levara carga no convez causando perigo.
Capilanio do porlo de Pernamhuco 10 de agosto
de 1851.O secretario, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
O vapor Imperatriz,
commandanle o pri-
meiro lenle Jos Ray
mundo de Faria. espe-
rae dos portos do nor-
te .i 14 do corrente, c seguir para Macei, Baha e
Rio de Janeiro no dia seguinte da sua chegada: agen-
cia na ra do Trapiche 11. 40, segundo andar.
CORREIO.
Pela adminislracan do correio se faz publico que,
desta dala em tibate, s se dar deslino aos jomaos
que fnrem sellados com sellos de 10 o 30 rs. de cor
azul, para o que desde j se acham a venda.
Recife 8 de agoslo de 1854, O administrador,
Antonio Jos Gomes do Correio.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do consellio de directo do
Banco de Pernambco se faz certo aos se-
nliores accionistas, que e acha autorisado
o seu gerente para pagar o quarto divi-
dendo de 12S000 por acrao. Banco de
Pernambco 1. de agosto de 185*.Joao
Ignacio deMedeinosRego, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pernambco,
a realisarem do 1. a 15 de outubro do cor-
reate anno, mais 30 OO sobre o numero
das accoesque Ihes foram distribuidas, pa-
ra levar a elleito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
blea geral dos accionistas de 2G de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambco 7 de agosto de 185i.O se-
cretario do conselho de direccao,
J. I. de*M. Reg,
O Illm. Sr. capitao do" por I o, para nao allegar-sc
ignorancia das disposicOcs do artigo 56 do regula-
mento de 28 de fevereiro do corrale anno, quando
esla repartirlo lenha de impor as penas nelle decla-
radas pela infracrao, manila transcreve-Io abaiio;
a.sim como o artigo 44 do dilo regulamento a que
elle se refere.
Arl. 56. O capitao ou'meslre, que pretender mu-
dar de ancoradouro, ou mesmo tiver para isso ordem
c o fizer sem a direccao de um empregado da prali-
cagein, a nao ser a respectiva embarcaran das ex-
ceptuada, no artigo 11, ser multado pela mesma
forma era dez a vinte mil reis, e responsavel pelos
dainos, que causar cm tal occasiao. E ainda qae
liquem nicamente i sen tos da mulla os capitaes na
mestres tas pequeas embarcaces costeiras que de-
mandaren! at seis pes inglczcs d'agua, todava se-
rn re-pon-amm- por quaesquer dainos que por essa
mtidjnra possam causar.
Arl. 41. A excepeo de canoas, lanchas decober-
la, e algum liatc, que esteja a par dessa duas clastes
de embarcar oes,demandando al seis pes d'agua; nao
se po lera desamarrar, 011 amarrar a qualru cabos
nos differentes ancora.huiros qualquer oulra embar-
raro maior, sem estar a seu bordo um pratico, ou
pralica 11 te.
Secrelaria da capitana do porto de Pernambco
11 de agosto de 1851. O secretario,
Alexandre Rodrigues dos An/os
A a iniini-lraran geral do estabelecimentos de
caridade, manda fazer publico a quem convier, que
(ni din 17 do corrente na sala de suas sessoes, con-
tinua a praca da casas ns. 118 da ra das Cinco
Ponas, ra ta Roda 3 c 7, e ra Nova n. 43.
A ministraran geral dos estabelecimentos de ca-
ridade 10 de agosto de 1854.O escrivSo, Antonio
Jos Gomes do Correio.
SOCIEDADE DfimTIC. EHPREZARIA.
RECITA UVRE DA ASS1GSATURA.
Segunda-feira 14 de agosto.
Depois da e\ecucaa de urna escoltada overtara,
representar-se-ha pela primeira vez neste theatro
a nova e muito engracada comedia em 1 aclo do Re-
portarloCmicoDramtico do lltealro porluguez
doGymnasiro, a qoaljtem por titule.
APORTA DA RA.
Personagens. Actores.
Tiburcio....... Os Srs. Mendes.
Silveira 1...... b Senna.
Silveira 2....... > Santa Rota.
Silveira 3....... Pereira.
Metlre Joto tapateiro de es-
ada........ a Cotia.
I). Mara daSilveira. At Seas. D. Amalia.
Urna Senhora...... n D. Ortal.
lima cruda de D. Marianna D. Ann.
A cena passa-te em Lisboa na .poca ac-
tual.
Represenlar-se-ha pela tegnnda vei o eicellenle
e apparaloso drama em 5 aclot
A elelfM- Garlea V Imperad, r d All.ma.ha
OU
O HANQUEIRO DE FRANCFORT
com lodo o apparalo quo erige.
Ordem do espectculo : l.o 0 drama, e depois a
comedia era i acto, com a qual lindar o espect-
culo.
Principiara as 8 horas.
A sociedade contina a receber asignaturas para
cadeiras, e os poneos camarotes que reatara.
Os tenhores assignanles qae quizerem ot teas ca-
marotes e cadeiras para esta recita, lenbhm a honda-
da mandar participar no eteriptorio do theatro at
s 11 horas da manhaa do diado espectculo.
AVISOS MARTIMOS
Para o Para pelo Maranhao, siegue com raaita
brevidade, por ler parlo da carga prompta, o brigue
Hebe: para o resto trala-se com o consignatario
Manoel Alves Guerra Jnior, na rna do Trapiche
n. 14, ou com o capilo Andr Antonio da Fonce-
ca, na praca.
PARA O CEARA'.
Sahe neslee dias o hiale Noto Olinda, para o ret-
ante da carga a Iralar com Tasto Irmao.
AO PABA' PELO MARANHAO'
Segu com brevidade por ter grande
parte da carga, a bem construida escuna
Flora,, capitao J. S.'Moreira Ri, pa-
ra o resto da carga trata-e com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia : na ra do Trapiche n. 1G,
segundo andar.
Dinheiro arisco martimo.
I. li. van Wyngaarden, capiUo da barca hollan-
deza Rembrandt tan Rhun, registrada, segando sea
certificado na primeira divisan da primeira ciaste do
Uoyd francez l'eritas, e sabida de Liverpool, com
um valioso carregamenlo a bordo, destinado a Sy-
drey (Australia,) lendo arribado a esle porto no cur-
so de tua viagem, precita lomar a risco martimo so-
bre frele, caico e carga da dita barca, cerca de dous
a lrescmito.de rs., para ocorrer a. duas despezas
neslo porto. Mais ampias informaroes podem ter
oblidas no consulado dos Paizes-Baixos, onde as pro-
postas devem ser apresenladtt em carta fechada, den-
tro do prazo de 8 dias, contados da data detle.
RIO DE JANEIRO.
O patacho nacional Valente segu
para o Rio de Janeiro at ao dia 19 do
corrente mez: para o resto da carga e es-
cre vos a fretepara os quaes tem bons com-.
modos, trata-se com o capitao Francisco
Nicolao de Araujo, na praca do Commer-
cio, ou com os consignatarios Novaes &
Companhia, na ra do Trapicne, n. 54,
primeiro andar.
PARA OIRIO DE JANEIRO. I
Seguir viagem a veileira barca nacional Impera-
triz, depois que largar o pratico que conduz do Aa-
s, donde he esperada norestes dias, e como tenha
urna cediente cmara, e ptimas commgdidades
para passageiros e escravos frele, previn-se ao
pretende ules para com antecedencia dirigirem-te a
ra da Cruz n. 28, eteriptorio de Eduardo Fer-
reira Rallar.
PARA O ASSO'
o patacho Alfredo, vai seguir netles dias; quera no
mesmo quizer carrcear ou ir de panagem eutenda-
s com o consignatario A. L. de Oliveira Azevedo :
na ra do Queimado n. 9, ou com o capitao a borde.
PARA O RIO DE JANEIRO-
Espera-se do Ass o brigue escuna na-
cional Mara, que com urna pequea
demora devera' seguir paraoseu destino:
quem no mesmo quizer embarcar escra-
vos ou ir de passagem, entenda-se com
os consignatarios Machado & Pinheiro, na
ra do Vigarion. 19, segundp andar.
Companhia de Liverpool.
Espera-se do sul no
dia 16 a vapor Hahia-
na, commandanle D.
Green, o qual depois da
demora do costume se-
guir para Liverpool, locando nos portos de S. Vi-
cente, Madeira e Lisboa : agencia em cata de Dta-
ne Voule 1 Companhia, ra da Cadeia Velha n. 53.
LEELO'ES.-
O agente Rorja fart leilao por ordem doscredo-
res de Hilario Pereira da Silva, da lina de miudezas
desle, tila na ra do Queimado n. 47, conaislindo
em miudezas armacSoda loja com liteiros e dividas,
segunda-feira 14 do crranle aa 10 horas em poni
da manilla. '
LEILAO' DE LMA CASA DE SOBRADO.
Quarla feira 16 do corrente, ao ratio diaem pon-
to no armazem de M. Cariteirn, na roa do -Trapiche
n. 38, o agente J. Roberts, far leiliio de ama casa
de sobrado de dous andares e 10U0,' tila na roa das
Cruzes n. 11, que ser entregue a quem maior of-
ferla ofierecer.
Quarta feira 1G do corrente at 10 e X hora.'da
mauhaa, o agente Vctor Tara brillo no mu armazem
ra da Cruz n. 23, de grande e variado sorfimenlo
de obras do marcineria, novas e asadas, de difieren-
tes quididades, entre esta: urna mesa elstica de
amareilo, diversas qualidades de espirito, como licor
francez superior qualidade, cognac ti absynlho, can-
dieiros para meio de sala, lanlernas de pes de vidro
e casqninho, compoteiras, diversas obras de ouro e
prala de lei etc., asaim como lambem ir na mesma
occasiao, ama mobilia nova de amareilo. e ontros
objeclus que eslarao patentes no dia do leilSo.
Deane Youlc A Companhia fnro leilao por
inlervencao do agente Oliveira, e por conla risco
dequem perlencer, de cerca de 1,^00 barricas de
farinha do Irgo, marca H AXALL a variadas,! bordo
da barca americana Stcon, na sua recente viagem de
Boston para esle porlo : quinta-feira,r7 do corrente,
as 10 horas da manhia, no seu armazem do becco do
Goncalves, no Recife.
Ra do Collegio n. 14.'
Qaiola-feira, 1" do corrente; a. 10 horat da ma-,
ah'a. o agente Rorja, no sen armazem, faro leilao
de diversos movis, como bem : obrrs de marcine-
ria de ditlerentes qualidades, diversos pianos ingle-
zes, obras de ouro e prala, relogio. para algibeira,
parede e cima de mesa, com corda para 15 e mais
dias, candiciros de diflerenles modelos, lanlernas,
candelabro etc., vidros e louca. para tervicn de me-
sa, rica 1 aiviabas para guardar joias.e outros mudos
objectos moderaos e de bom goslo, qae serio vendi-
dos em leilao sem limite algum.
AVISOS DIVERSOS.
Hoje pelo juizo de paz do primeiro di.triclo da
freguezia de Santo Antonio, depois da audiencia, as
2 horas da (arde, por ler lindo os diat da lei, se ha
de arrematar um cavallo caslanho ruzilho, cora o fer-
ro AS V, por esecucao de Joaquim Paz Pereira da
Silva, contra Jos Mara des Santos : quem preten-
der nelle tancar, pode comparecer as horas cima
indicadas qoe se recebero seus lances.
Pessoa alguma nao poder rehaler ama letlr
de Antonio de Azevedo Ramo, qne se aduna mao
de Claudiano Luiz de Franca,sem que primeira meti-
lo nao se entenda cora sua mulher Bernarda Hara
do Carmo, na ra de Santa Rila n. 76.
Declara-se a quem convier, que conti-
() imam a ser as audiencias do juizo de paz
i'jtv do 1. di-lrictoila freguezia de Sanio Anlo-
*v nio do Recife nos mesmo dias,Ierras e sei-
^ las-fcira. de toda, as semanas, as 2 horas
da larde, na sala publica do palacio do Col-
legio ; mas que sendo alzan desse das
{Ak sanios ou feriados, as referidas audiencias
? serao not dias antecedentes as mesmas
Aasenlou-se da casa do abaiso astignado, no
dia 11 do crrenle, pelas 7 horas da noile, o seu es-
cravo de nome Renediclo, de na?ao Bonguella, com
nssigoaes seguinte : alto,.tecco do corpoj falla bai-
lo, elera a sobrancelha do olho direilo cahida so-
bra o metmo olho, que no olhar frange a pelre por
cima do olho : quera o pegar pode levar ao arma-
zem de couros, na ra do Eneanlamiolo n. 3, de
Bernardina de Sena 1 Silva.
1 iirloa-se do segundo andar do sobrado da roa
da Cadeia Velha n. 58, um, relogio de ouro patenle
inglez, fabrica descoberta, mostrador de onru, de
los: Eglise hondn n. 6341 : quem o descubrir ten*
generosameule gratificado, levaudo-o ao sobredilo
sobrado.
Desappareceu um escravo de nome Joao, de
meia idade, bario, grosso, pos chalo., camisa de lis-
Ira de algodao azul e calca amarella de brim desbo-
lada : pede-se as autoridades policiaes, capitaes de
campo, ou qualquer pessoa qoe o pecar, de o trazer
ra Nova n. 37, qae ser generosamente recom-
pensado.
Quem quizer comprar duas carcocas, urna no-
va oulra meia usada, dirija-se a ra fiova o. 37, qoe
achara rom quem tratar.
Bota-se par qualquer obra ou aterro, canoas
de aria por preco muilo commodo : Iralar no ar-
mazem de maleriaes. no porto do Poucinho, junio a
taberna, indo para a cadeia nova.
Precisa-te de ama ama de leile qae seja lim-
pa: no aterro da Boa-Vi.la 11.6, se dir q aera quer.


DIARIO DE PERMIBCO. SEGUNDA FEIRA 14 DE AGOSTO DE 1854


O secretario da irmandade de Nossa
Senhora do Terco, em nome da mesa con-
vida a todos os irmaos, para no da 1 i do
corrate, pelas 2 Jioras da tarde, compa-
cecerem na respectiva igreja, alim de en-
cor|K>rados, acompanhareDi a proeissao
de Nossa Senhora da Boa Morte, que tem
de saliir do convento do Carmo.
CARROCASE MTltlAES.
No porta do I'onciuho, armatem com frente le
uiadeira, junto a taberna, indo para a cadeia nova
alugam-soearrocas para ludo que se fizer misler o
vendo-te por muilo mdico preco, poslo as obras
sejam ellas onde fr, lijlo grosso e de todas as qua-
lidades, ara, barro, e o mais que a tal respeilo se
hzer preciso.
loga-re ao Sr. A. H. W. allemao, morador u>
ruado Sol, quevenha fallar na ra do Trapichen.
4, prineiro andar, a negocio que me. u3o ignora.
t id das passados (vemos o nraier de ver om
scena um de nossos velhos cmicos, o Sr. Aulonio
Lopes. Itibeiro, por occasiao de um beneficio que
lhe ro concedido em allencao a sen m.io estado de
(maneas, c em considera rao ao talento, que em todo
o lempo inspira interesse. Com quanlo o Sr. Ribei-
ro nao reapparecesse no palco como actor, leve de
recitar um monologo em reconhecimento e gralido
a todos qnantos nesse dia concorreram para obra
tao meritoria. Foi quanto baslou para que conlie-
cessemns que o Sr. Ribeiro em nada tiavia decahido
do alio aprero que de seu merecimenlo artstico
semprc fer o povo pernarabucano. As palmas nu-
merosas e lirados de enlhusinsmo |ue coroarain sua
recitacao, provam oque vimos de dizer. E em ver-
dade o que haver a diier da vou clara, souora e
vbrame de nosso patricio 1 o que se poder notar
m sen accionado cheio de grac.a e naturalidade'.'
Prasa sos cos que delle se lembren na organisacao
dessa nova companhia, e que o Sc.Ribero, aceitan-
do oella um lugar, nos d o prazer de admirar por
muitas vezes seu (alent e mrito.
Desappareceu do engenho rovo denominado
Concordia, sito na freguezia da Lu, no dia 6 do cor-
ta mu, o preto Jos, trioulo, por appellido Jos co-
zmheim.de idade 40 annos, pouco mas ou menos,
alio, cheio do corpo, bem prelo, rosto grosseiro, pou-
ca barba, olhns um pouco pequeos, e alguma cou-
sa vermelhos, mose pos grossos, com un dos dedos
dos pos feridnesem unlia, os denles de cima tirados.
Esto eseravo foi comprado nesta praca ao Sr. Romilo
Anloiiioda Silva Alcntara que tem armazem de as-
suca r no Recite; paga-sc generosamente a quem o
appretaender, conduziudo-o ao lugai delerminado.ou
a ra Direita desla cidade, taberna o. 72.
Quem quizer comprar urna escrava que cozi-
nha o ordinario de urna casa, lava, engomma solfri-
velmente e nao tem vicios, dirija-se casa amarella,
defroala da matriz da Boa-Vista, lerceiro andar, que
achara com quem tratar.
Desappareceu no dia de maio prximo passa-
do, do engenho Cabelleira, urna escrava de nome
Joseplii, com os signaea seuninles : parda escura,
altura regular, um tanto encorpada, cara feiosa, os
dentesda frente limados, venias chalas, os ps algum
tanto lorio* paro dentro, he muito regrista, olhos
meioi morios, e representa ter 30 anuos de idade,
pouco inais ou menos, engomma e cozinha soflrivel-
meule ; o abaixo assigoado promedie recompensar
generosamente a qocm lhe trouxer a dila escrava,
ou a quem noticia certa lhe derdelli.
Malhias Ferreira de Mello.
Precisare alugar um moleque que seja limpo
e fiel, para servir em casa de um homem solleiro : a
fallar no armazem do Sr. Miguel Carneiro. na ra
do Trapiche n. 38.
rreqaa-se alugar'um bom cozinheiro para Dma
casa ns rangeira de pouca familia, tarabem una pre-
la para servico da casa, prefere-se escravos : na ra
da Sen:tala Vclha n. 60, na esquina do becco do Ca-
pim.
Precisa-se fallar com a Sra. D. Anna Izidora
de Paula e Silva, que morou em trras do engenho
Ralaoc.), a negocio de seu muilo uleresSe : na ra
da Praia n. 53, esUbelccimenlo.
O bacharel Leonardo Aoguslo Ferreira Lima
faz publico, que em observancia ai novos estatutos
da faculdade de direito deOlnda, detou do leccio-
nar paiticularmeote desde o dia 4 do correntc.
O PEDRO V.
Peridico ot Porttiyuezet em Pernambuco.
v ai publicar-se este peridico sob aquella denomi-
narlo Pedro ', o qual lera por sua principal missao
occupar-e exclusivamente de ludo tjuanlo inleresse
o bem estar, a seguranra individual e prosperidade
de sua uaciunalidade ; oceupar-se-ha com afn na
gravissima quesiao do dia, isto he, c Portuguezes e
as entidades consulares Moreira e Miguel Jos
Alces, al quejuslir.ii lhe seja feita pelo governo
do rci regente de Portugal; iiuo se mtotcera .-le mo-
do algum nos guesloes polilicas do Brasil, nao de-
clinando todava de defender, guardadas todas as
conveniencias > que se deve cinsir um peridico es-
Irangeiro, quando em seu complejo seja atacado o
bro e dignidade da narao i que pertence.
O Pedro V vai surgirswb Ues condicaes, que sen-
do como alias sao justas e santas, aguarda com con-
fianza Ilimitada, queo Portugueses em geral__lhe
oulorgiiem seupras-me-e queis Brasileifos em
sua Kn -animuladc approvem o pensinieulo patritico
c civilisador que induzioesla creado.
Portuguezes coadjovai mais esla nova empreza,
digna por sem dovida dos bros de um povo tao civ-
lisado, e que mais de urna vez tem mostrado face
do mundo, que sabe prezar os dircitos de najo livrc,
patritica, c conservar Ilesos seu bom nomc o a sua
honra entre as mais miros do globo.
Puhlicar-se-ha duas vezes por semana. Preco da
subscripcao 33000 por trimestre, sem differeiic/a de
porle para as folhas que forem remeltidas pelo cr-
relo. \ ende-se avulso cada numero 120 rs. as
lojas do livros da ra do Collegiu ns. 9 e 20, e na roa
do Crespo loja do Sr. Antonio Don.ingues Ferreira,
n. 11, onde se recebem assignaluras, bem como
quaesquer artigos que, de acrordp com o programma
da folha, forem encaminhados a respectiva redacroo
em caria fechada, os quaes s:rao inseridos gratis. *
Precisa-se de urna ami. de leile, que seja sadia
e dcsembiracada: na ra da Cadeia Vclha n. 24.
Oicredores de Hilario Pereia da Silva quei-
ram apiesenUr seus credilos no piazo de Iros das
em casa dos senhores Cals & Irmaosou Feidei Pin-
to C. para lorem verificados.
LOTERA DO HOSPITAL PEDRO II.
Aos 10:000S, 4:000S e 1:000.s000.
O rautelista Salustiano de Aquiuo Ferreira avisa
ao respcitavel publico, que as rodas da mesma lole-
ria andam indubilavelmenle no dia 18 de agoto. Os
seus afi>rlunados bilheles e cautela! esto expostos a
venda nas lojas segundes : na da Cadeia do Recite
n. 31, de Domingos Teixeira Bastos, n. 45, ele Jos
Fortunilo dos Sanios porto ; na praca da Indepen-
dencia ns. 37 e39, de Antonio Augusto dos Santos
Porto ; ra do Qneimado, loja de fazendas de Jos
Joaqiiim Pereira de Mendom.a ; ru.i do I.vr en-
lo, botica de Francisco Anonio das Chagas; ra
do Lbuga, botica de Moreira e Fragoso ; ra Nova
n. 16, loja de fazendas de Jos Luiz Pereira & Fillio;
ra do Queimado n. 44, loja de fazeiidiu de Ber-
nardino Jos Monteiro & Comparhia ; e na praca
da Boa-ViU, loja de cera de Pedro Ignacio Baptis-
ta. Paga sob sua resnonsabilidaile os tres primeiros
premios grandes sem o descont de 8 \ do iroposlo
geral.
Bilheles H9OOO 10:0003000
Meios 5500 5:0003000
Quartos 29700 2:50030*0
lJecimos 15200 l:00000
\1ges1mos 600 5003000
J- ChardoD, bacharel embcllsi lettras, Dr. em
direito femado na universidade deParis, ensina cm
sua casa, ra das Flores n. 37, primeiro andar, a ler,
escrever, Iraduzir c fallar currediimenle a lingua
franceza, e lambem d ligoe* particulares em cesas
de familia.
Artistas.
Precisa-se de oflkiaes ferreiros do forja e laloeiros
fundidores e de chapa : na fabrica de ndenle A
Leal ia ra Imperial n. 118 e 120 ou na ra Nova
n. 37.
A 45^000 e 5ti>#000.
Ricas pulceiras com retratos: no eslabeleci nenloo
ds Joaquim Jos Pacheco. Timben lia ricas casso-
lelas ,119000 com o relralo : no Aterro u. 4, ter-
.ceiro andar.
GRAT1DAO.
O abaixo assignado, acliando-se quite
para cora todos os credores le sua falen-
cia, tanto deste imperio, como de todas as
pracas da Europa, cora quem teve rela-
C/ie commerciaes, a' vista di sua legal fa-
lencia era face das graves perdas que sof-
freuem seus negocios, eventualidades es-
tas a que o negociante esta' sugeito. Vem
ponneio deste jornal agradecer a todos
os seus credores, a generosidade e pbilan-
tropia, qne com elle tiveram. graca esta
que s Dos 0$ pode recompensar ; e co-
mo tenlia tomado contade seus livros e
mais papis, por delibcracao commum de
seus credores, julga-se#:om direito a fazer
a cobranra geral de setis devedores, ven-
der, etc. Es|>era, porem, que elles i ttcn-
dendo ao grande prazo de que tem goza-
do, sejam jwntuaes em o lazer embor-
sar.
Pernambuco 5 de agosto de 1854.
Fu-mino Jos Flix da Rosa.
Na ra Nova n. 12dr--ha quem d 1003000
a juros com penhores. ~v~-
Na ra das Crnzes n. 10, taberna do Campos,
ha percao de bichas hamburgue/.as das melhores que
ba no mercado, que se vende empocOcs e a retal!
e ta!E>brm|se alusam.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 mSA. no GOX.X.BGIO 1 ASffS^R 25.
0_ Dr. P. A. Lobo Moscozo d consullas liomeopathicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo meio dia, c em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
Oflcrece-f.e igualmente para pralicar qualquer operarao de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
qucr inullier (|nc esteja mal de parto, c cujascircumstam-ias So permillam pagar ao medico.
M COSSliLTOBIO i DR. P. A. LOBO I0SG0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. II. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volmes encailernados em dous :................. 203000
Esla obra, a mais importante de todas as qoe tratam da liomcopalhia, interessa a lodos os mdicos que
qnizerem experimentar a doutrina de Ilahneinann, c por si proprios se convenerrem da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho c fazcodeiros que eslo longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capiles de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de 1er precisio de
acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripolanles ; e interessa a lodos os chefes de familia ene
por circumslancias, que ncm sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa dola.
O vade-mecum do homeopalhn on Iradnrrao do Dr. Ilering, obra igualmente til as pessoas que se
deilicam ao estudo da homeopalhia um tojurne grande.......... 83000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis
pensavel ;is pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina....... 43000
Urna carleira de 24 tubos grandes de (nissimo i-lirisi.il com o manual do Dr. Jahr c o diccio-
nario dos lermos de medicina, etc., ele...........'..... 103000
Dila de 36 com os mesmos livros................... 45*000
Dita de 48 com os ditos. ,.................. 503000
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a cscolha. .
Dita de 60 tubos com ditos...................... 603000
Dita de 144 com ditos........................ 1003000
Estas s3o acompanliadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o Ilering, lerao o abalimcnlo de 10JO00 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira .'............. 8JO00
Dilas de 48 ditos.......................... 163000
Tubos grandes avulsos.....'.................. 13000
Vidros de roeia 0115a de Untura.................... 29OOO
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar nm passo seguro na pralira da
homeopalhia, e o proprielario deste estabelecimenlo se lisongeia de tc-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crjslal de diversos tamanhos, e
aprompta-se qualquer cncommenda de medicamentos com toda a brevidade e por preros muilo rom-
modos. .
que
Lotera do hospital .Pedro II.
O can le lisia A u Linio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilheles
inteiros, meios bilheles e cautelas da lotera cima,
se acliam venda pelos precos abaiio, na praca da
Independencia loja u. 4, do Sr. Fortunato, n." 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr.Faria Machado, e
na ra do Oueimado n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, coja lotera lem o andamento de suas rodas
no dia 18 de agosto protimo futuro. O mesmo cau-
tella se obnga a pagar por inteiro os premios de
10:0003000, de 4:0003000 e de 1:0003000, queos di-
tos seus bilheles inteiros e meios obtiverem, os quaes
v3o rubricados com seu nome.
Bilheles II3OOO
Meios bilheles 53500
Ouarlos 2700
Oilavos I95OO
Decimos IfttO
Vigsimos 600
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potssada Rus-
gia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
JOIA.
Osabaiso assgnados, donosda nova loja de oori-
ves da ra do Cabug n. 11, coiifronleao pateo da
malrizerua Nova, fazcm publico que eslo comple-
tamente sorlidos dos mais ricos e bellos goslos de to-
das as obras de ouro, necessarias tanto para senhn-
ras, como para homens e meninas, e coulinuam os
precos sempre muito cm conla : os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras quevenderem a passar urna
conta com responsabilidade.especilicaiidoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, licaudo assim sujeilos
por qualqucr duvida que apparecer.
Serapm & Irmao.'
MANOELAL'GUSTODE MENEZESCOSTA,
professor da arle de musir, olferece o seu presumo
ao respeilavel pnblico para leccionar na mesma arte
vocal e instrumental, tanto em sua casa como em ca-
sas particulares: quem de sen presumo se quizer
ulilisar, dirija-se ra do Arasao u. 27.
Na noite de oilo para nove do corren le mez de
agostAfurlaram do silio de Caelano C. da Cosa Mor-
eira, na passagem da Magdalena defronte da casa ae
Joao Ferreira dos Santos, alem de urna porc.au de ga-
linhas e Ires peris, urna baca grande de cobre es-
lanlia-la, que leva seguramente oto canecos d'agua
c tem de peso Ires e meia a qualro arrobas, tem
duas argolas dos lados; roga-scaquem foroHercci-
da que a apprehcnda.ou quemsooberaonde est,avi-
se no dito sitio, ou no Recite no escriplorio de Jos
Antonio Baslos, que se recompensar generosamen-
te, alem de nao se importar com quem fez semelhan-
le mudanca.
Precisa-se de um eaixeiro porluguez de 12 a
14 annos, com pralica de taberua: ua ra Nova
numero 55.
D-se dinheiro a juros cm pequeas quantias,
sobre penhores de ouro e prala : na ra Velha
u. 35. "
Lava-sc e engomma-se com (oda a perfeijSo c
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja d'o so-
brado n. 15.
A pessoa que annunciou querer comprar um
caiao grande, para deposilo de padaria, dirija-se
ra Direita n. 19, que encontrar um dos melhores
caii espara esse lim.
Aiuda se acliam por alugar os armazens, silos
na ra da Praia n. 32 c 34, perlencenles a veneravel
ordem terceira de S. Francisco desla cidade; os pre-
tendenles podem dirigir-se ao abaiso assignado, em
poder de quem se acliam as chaves, para serem vis-
tos, e ao Sr. ministro Caelano Piolo de Veras, pes-
soa competente para sluga-los.O secretario ute-
rino, Thomaz Jos da Costa e S.
Ricardo Austin, tendo de fazer urna viagem,
roga a qualqucr pessoa que se julgar seu credor,
aprsente sua conla para ser paga, en>casadasua
morada, ra da Aurora, junio a casa dos expostos.
Quem precisar de um homem para feilor de
sillo, dirija-se a ra do Sebo u. 37.
g0 *@e |MMMMN
9 U Ur. Joao Honorio llezerra de Menezes, 9
formado em mediciua pela faculdade da Ba- -jf
J{ lua, conlina no exercicio de sua profisso, ua @
9 ra Nova u. 19, segundo andar. S
@@@ tmnn{
Por terem os profesores do collego das arles
deixado de ensnar particularmente, urna pessoa ha-
bilitada, c queja tem cus nado em collegios, d, pe-
los compendios do mesmo collego das irles, lires
de geometra c philosophia, no primero audar do
sobrado u. 32, ra do Oueimado.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira, proles-
sor adjuncto de rhclorica c geographia no lyceu des-
la proviuea, propoe-se a dar licoes deslas mesmas
disciplinas, e bem assim de philosophia e francez :
quem de seu presumo se quizer ulilisar, pode pro-
cura-lo ua casa de sua residencia, na ra eslreila do
Rosario n. 41, segundo andar, das 3 v, horas al as
6 da larde.
Vai ser arrematado cm hasta publica, no dia
16 docorrcnle, nas horas e lugar do costume, oes-
cravoJosc, crioulo, pela quanlia de 5003000, para
pagamento da execucao de Francisco Jos Correia
Guimaraes, contra Jos Gabriel Pereira de Lira Ju-
uior, segunda vara, escrivlo Santos.
l.ecciona-se arilbmclica, algebra e geometra
na ra das Cruzes n. 2, primeiro andar. Adverle-se
que se darao as lices pelos autores que raelhor cou-
vierem aoi alumnos.
Precisa-sede oniciaes de sapaleiro: no aterro
da Boa-VsUi loja r.. 82.
Antonio de nac.au Angico, id.ade 80 annos, prelo
forro, embarca para o Rio de Janeiro.
Lava-sc e engomma-so com perreico e por
commodo preco: na ra da Ponle-Vellu n. 31.
Acha-se desde honlem 10 docorreule, aflixado
o edital que mandn passar o juizo da primeira va-
ra do ci>el desla cidade, escrivo liaplisla, para ser
citado Antonio de Molan !a Cavalcauti para todos
os termos da penhora que se procedeu em um seu
cscravo, para |taganiento da execucao de Manuel
Jos Gour,afves.
m GABINETE PKTLGLEZ DE (^
8 LEITLRA. S
a, A directora do gabinete por- f
g tuguez de leitura, tendo de so- W
W lemnisar o anniversario de sua W
W abertura no dia 15 do corrente, ^
W scientilica nao s aos Srs. accio-
^jb nistas e subscriptores, como ao (>
SL respeitavel publico, (me o estalle- S
Z lecimento se achara aberto no 5
g referido dia, desdeas 10 horas da"j
5 manhaa as 10 da noite, o qual po- w
W clera' ser frequentado pelas pes-
9 soasqueseapresentarem.M. F.
^ de Souza Barbosa, 2. secretario.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar na
freguezia de Santo Antonio : quem o tiver annun-
cie ou dirija-se ra do Caldeireiro n. 54, onde se
dir quem precisa
MOENDAS SUPERIORES.
Na 1'undicSo de C. Slarr A Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de (erro, de um*|
modello e construccao muito superiores
Por ordem da directora do ga-
TS binete portuguez de leitura, avisa-
i se aos Srk. associados, que nos di-
I as 15 e H do corrente estara' fe-
chado o estabelcrimento, e que no
dia 1." deixara' de haver e\|e-
diente.
PIANOS.
Patn Nash & C. acaham de receher de Londres
dous elcganles pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
e@@ssssS8^
& DENTISTA FRANCEZ.
' Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga
@ do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
3 les com gengivas arlificiaes, c dentadura com-
pleta, ou parle della, com a presso do ar.
Tambem tem para vender agua dentiTrice do
Jjt Dr. Pierrc, c p para denles. Rna larga do @
~; Rosario n. 36 segundo andar. @
i
Um homem isenlo de 1.a e 2.a linha, se ouere-
ee para alguma admiiiislracao, c para isso d 1'ianc.a
idnea : quem quizer annuncie.
J. Jane dentista,
conlina rendir na ra Nova, primero andar n.19.
O abaixo assignado faz publico aos
senhores de engenho, lavradores, ou ou-
tras quaesquer pessoas do matto, que po-
dem vir [ou mandar receber qualquer
saldo que porventura tenham em seu po-
der. Recite 14 de agosto de 183i.Ma-
nad Alves Ferreira.
O proprielario da rcfinacjlo do pateo do Hospi-
tal participa ao respeilavel publico, que na mesma
vende assucar de todas as qualidade, refinado,
bronco c mascavado, caf moido e em carneo, tudo
por prero commodo.
Furlaram no dia 5 00 correle, da casa de
Francisco Antonio Xavier, morador na Camhon do
Carmo, urna carleira com 229000 e oito lellras acei-
tas por D. Urceloa A. C. da Silva Aranjo. a pagar
aos Srs. Moreira & Dunrle. sendo sele de 503000
cada urna, passadasem 31 dejulhn prximo pastado
a'3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 mezes. c ullma de 708000 a
10 mezes, cujo roubo foi fcilo por urna preta que
vendo agua, a qual sendo presa nao roufessou, c
por isso foi -olla : portauto previne-se que iguaes
lellras j Inram aceitas e entregues aos ditos senho-
res, ficando as oulras sem validado.
Convida-se a todos os irmHos da rmandade de
S. Jos da Agonia, erecta no convento do Carmo,
para que comparecan hoje as 3 horas da larde, alim
de acompanhar a procissan de N. S. da Boa Morle,
que lem de sahir do mesmo convento, para a qual
foi a irmandade convidada.O secretario interino,
Jos Joaquim de Cima Bairilo.
I). Maria Francisca de Almeida. viuva de Jos
Francisco da Silva, declara que lhe ronsla, que ha
orna pessoa nesla cidade que propala que lem um pa-
pel da annunciaiite, no qoal esla se ohriga a dar-lhe
1:0003000 por anne, o que he mentira, porque a an-
nuncianle nao passou tal papel, n.lo o mandn pas-
sar, nem o assigooa ; e declara mais, que al esla
dala nao fez testamento nem cm nota nem cerrado.
Recife 12 de agoslo de 1854.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco @
'mundo novo) o. 68 A. ($
9VSSSSS@
LOTERAS DA PROVINCIA.
Othesoureiro geral das loteras avisa,
(lite se acliam a venda os bilhetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
benelicio do hospital Pedro II., na the-
souraria das loteras, ra do Collegio n. 15,
na praca da Independencia n. -i, e na
loja do Sr. Arantes n. lorua do Qnei-
mado ns. 10 e 59, ra do Livramento n.
22, aterro da Boa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma loteria
impretervelmente no dia 18 de agosto, as
9 horas da manhaa ; e os bilhetes estao a'
venda ate o dia 17 as G horas da tarde.
Preco inteiros 10$000
meios 5&'000
Antonio Agripino Xavier de Brio, Dr. em
53 medicina pela laculdade medica da Rabia,re-
@ sido na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- gg
de pode ser procurado a qualquer hora para o
exercicio de sua profissSo. a&
S38:@
ASSOCIAGAO' COMMERCIAL DE PER-
NAMBUCO.
A commissao nomeada pelos senhores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esta associacao para os
prejudicadoscom a innundacao de 22 de
junho, convida aos que mais soH'reram
com tao funesto acontecimiento e licaram
rediizidos a' indigencia, a apresentarem
seus requerimentos aeompanhados de at-
testados circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia, para
serem attendidos. Devcndo taes requeri-
mentos serem entregues ao archivista da
associacao, no largo do Corpo Santo, ate
odia 15 de agosto prximo futuro A. V.
da Silva Barroca, secretario da commis-
sao.
D. W. Ba\non cirursiao dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n. 12.
8 EXPLENDIDOS RETRA-
I TOS A CRYSTALOTYPO, 2
2 TIRADOS NICAMENTE COM A S
^v CLARIDADE PRECISA. S
r2 J. J. Pacheco, tendo resolvido demorar-se w
^) mais algons das nesla cidade, previne a lo- i,
SL das as pessoas que desejarem um perfeiln S
'?9 retrato, que dignem-se procura-lo no seu es- "0
/A labelecimeuto, quer esleja o dia claro ou t2 escuro. Os retratos rao fuese inalleraveis W
') com o tempo, e as cores sao as mais nalu- &j
A raes que aqu se lem visto. O respcitavel S
W publico continua a ser convidado a visitar a w
<^ galera lodos os das, desde as 8 horas da ma- (#
/jj. nliSa al as 9 da noile. No mesmo estabe- 1
yn lecimenlo enconlrarao os prelendciitcs um w!
!Aj rico sortimenlo de quadros, caixas, alline- J)
J: tes, cassoletaseaneis. Alcrro n. i, lerceiro Z
Aluga-se a casa de um andar da ra da UniSo,
por delraz da casa do Sr. Manoel AI ves Guerra, na
ra da Aurora: a tratar na ra do Trapiche h. li
com Manoel A Ivs Guerra Jnior.
APROVE1TEM A OCCASIAO.
Para liqnidacao decontas, fa/.-se nego-
cio com urna loja com poneos fundos,
sita no aterro da Boa-Vista, e propria para qual-
quer estabelecimenlo, onde tambem para o mesmo
lim vende-se ou aluga-se urna armacao por baralis-
simo preco, achando-se esla colla-cada cm urna boa
casa, a qual paga o diminuto aluguel de 109000 rs.
mensaes : quem a pretender dirija-se a msma ra
taberna n. 42.
No aterro da Boa-Vista n. 55,
ha grande sortimenlo de rodas do carro dc'madei-
ra de fora e do paiz.
Malhias Jos Soarcs dira-se para fra da pro-
vincia.
. Na ra do Trapiche n. 17, recehem-se encom-
mendis para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se mostrara ricos de-
senhos.
Ao coinmercio.
O abaixo assignado. convencido do muito que con-
vida cstabcleccr-se cm Pernambuco urna aula em
que a mocidade, que se destina i carrera do com-
mercio, podesse pralicamenlc adquirir os conheci-
mentes necessarios, para bem desempenhar as func-
ces de eaixeiro em qualquer escriplorio naciunal ou
eslrangeiro, aperar de reconhecer as suas poucas
habililacoes para um scnielhanlc magslerio, vendo
com ludo, que oulros muilo mais habilitados se nao
tem ale aqu proposlo a isso, vai elle, condado ni-
camente na pralica que tem de alguns annos, abrir
para este lim urna aula, ua qual se prope a ensinar
a rallar e escrever a lingua ingina* a franceza, con-
labilidade e escripturarac roinmercial por partidas
dobradas. As lices de serao cm dias allernados, c para qne os alumnos
possam em breve falla-las, nao se Ibes consentir
que depois dos primeiros tres mezes de licao fallem
na aula oulra lingua, que nao seja a da elasse res-
pectiva. A abertura lera lugar no dia 1. de de sclem-
bro, c as pessoas que a quizerem frcquenlar se ll-
venlo com antecedencia dirigir i loja dos Srs. Gou-
veia & Leile, na ra do Qoeimado, aonde poderao
lambem cbter as mais infoimarAcs, qoe a respeito
desejarem. Adverle-se que a 'matricula -s eslar
aborta alo n fim deste mez, e que depois desso dia
nao se podem admitlir mais alumnos durante este
anno../oi da Main.
Na roa Nova u. 51, cnsina-se geograpitia e rhe-
lorica : os prelendcules podem dirigirse a mencio-
nada casa, das10 horas do diaem dianle.
Aluga-se urna prensa no Forte do Mal los:
tratar com Luiz Gomes Ferreira,no Mondcgo.
No dia 9 do corrente fugio um macaquinho
raulu manso, e foi visto ser pegado por um mole-
que, e no mesmo momelo apparecera un sujeilo
em mangas de camisa e lomou do referido moleque,
dzendo que era seu : quem do mesmo souber mi
leva-lo ra das Trincheiras, sobrado n. 17, ser
recompensado.
M> CONSULTORIO
DO DR. CAS ANO VA,
RA DAS CRUZES N. 28,
acha-se venda om grande snrlimenlo de
carleiras de lodos os tamanhos, por precos
muito em conla.
Emenlos de homeopalhia, 1 vols. 6JO00
,'i onca de Untura a escolha igoOO
Tubos avulsos a escolha a 500 e 300
O prior da ordem 3.-' do Carmo convida a to-
dos os reos charissimos irmaos romparecerem na
igreja da mesma ordem, boje 11 do corrente, com
seus hbitos, as 3 horas da tarde, afirn de acompa-
nharem a prociaso da Scnhora sahe do convento do Carmo, por convite feilo a esta
ordem pelo reverendo padre prior do convenio.
COMPRAS.
Compram-se pataees brasileiros e
hespanhes : na ra da Cadeia do Recife,
loja de cambio n. 24.
Compram-se 8 a 10 milheirosde cachimbos de
barro : quem tiver annuncie para ser procurado.
Compra-se em bom estado uira ou duas bom-
bas para cacimba : quem as tiver annuncie.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco compra let-
tras sobre o Rio de Janeiro.
Compra-se um moleque de 1i-a 16 anuos, que
seja boa ligura, sadioe propro para o servico de urna
casa de familia : na ra da Cruz n. 45, escriplorio
de Viuva Amorm & Irmao.
Compra-se para satisfazer urna encommenda,
tima linda c bem acabada loalha de cacund-: quem
a tiver e quizer vender annuucie, ou dirija-se ra
do Caldeireiro n. 54.
Compra-se om escrava sadia, sem vicios, c
muilo bem conduzida, que lenha algumas habilida-
des, e especialmente as de en&ommar, lavar de sa-
bao e cozinhar mas que o ordinario de urna casa,
preferiudo-se a que fr de narao africana : na ra
do Caldeireiro o. 51, se dir quem precisa comprar.
, Sapa tos.
Compram-se rpalos de todas as qualidades: no
aterro da Boa-Vista loja n. 82.
Compra-se urna escrava crioula ou parda, de
idade de 12 a 20 annos, com habilidades ou sem el-
las, recolhlda ; paga-se bem : na ra Nova n. 31.
VENDAS.
T,
Vende-se um bonito ravallo de cabriolel e de
sella, grande e muilo gordo : na estribara da ra da
Florentina.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nlia desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhor da Conceicao, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, edeN. S. do Rom Conselho : ven-
dc-se nicamente na livraria n. 6 c, 8 da praga da
independencia, a llgOOO.
Veude-sc urna bonita armaco de amarello en-
y.ernisada e envidrarada, propria para qualquer fo-
ja e por ptvro muito barato: a fallar na loja n. 1 do
aterro da Roa-Visla.
PARA OS SRS. MARCINEIROS.
A a 25 rs- a folha.
Superior lixa de lodas :* grossuras, chegada de
prximo, a 25 rs. a folha, tomando 50 folhas para
cima : na ra Nova, loja de ferrasens n. 24 e 41.
CALCA0 BARATO.
SapalAcs de couro de lustre francezes para ho-
mem. pelo barato prero.a dinlieirn.de 39000 rs.: na
loja do Arantes n. 13 e 15.
Bom e barato.
Cortes de chita de barra de cores linas a
18000 rada corte : na lua do Oueimado n.
cj 29, loja do sobrado amarello. que volla para *
*J o larso do Collegio. Na rnesma loja se en- |
g contra um completo sortimenlo de fazendas
IX de todas as qualidades, e por preco que agra-
S dar aos compradores.
nmmmme^mmmmmimim...
Vende-se urna bonita escrava, crioula, de meia
idade.sem defeilo, cozinha bem e vende ua ra : na
ra da Praia n. 43, primero andar.
Vende-se nm piano por preco mdico: na ra
Direita n. 32.
Farinha de mandioca.
Vende-se a mais superior farinha de mandioca,
cm saccas grandes: na travessa da Madre de Dos,
armazem n. 3 e 5, ou na ra do Qneimado n. 9, loja
de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Dinheiro a'vista.
Vcndem-sc as fazendas-seguinlcs, por baratos pre-
cos.
Chitas fr.incezas largas, o covado 220
Dlasdecoberla, dito 180
Ditas de dilas dilo 200
Riscades rabudos para vestido, o covado 160
l.aa para vestidos, dito 600
Alpaca cscoceza, dito 500
Cortes de chita franceza larga com 13 cova-
tos a 2600
TMlos de dita cor fixa com m-'.fo a 18600
Meias para scnhora, o par 240
Dilas para dila mais finas, dilo 320
Borzeguins para scnhora 39200
Romeiras de fil para scnhora 48500
Lencos de relroz de todas as cores 800
Ditos de lorcal 18100
Toucados para scnhori, ultima moda 58000
Corles de vestido de c. n franceza 28000
Ditos de dito de dila 28500
Ditos de cambraia de salpico* .'18200
Cassas francezas de cores fitas, a vara 600
Dilas de cores escuras, dila 480
Cortes de cambraia com 8 varas 35000
Ditos &c seda de quadros 15*000
Ditos de dila lavrados JOJOOO
Chales de retroz dp 4 ponas 208000
Grande sorlimculo de manteletes a pre-
cos de 1 08000, 12&000 e AJ000
e oulras mulas fazendas que se vendem moito em
conla, na loja da estrella, de Gregorio & Silvcira,
ra doQucimado n.7.
NO ARMAZEM DE CJ.ASTLEY
EC0MPAMI1A, OLA DO TRAPICHE N 3,
lia para vender o seguirte :
Cal branca franceza.
folha de flandres.
Estanto em verguinba.
Cobre de 2* a 28.
Azcitefle Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de Ifla para forro de salas.
formas de folha de ierro, pintadas, pal
fabrica de assucar.
Ac de Milo sorlido.
Lazarinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez. s
Brimde vela da Russia.
Graxa ingle/a deverzni para arreios.
Arreiospara um e douscavallos, guarne-
cidos de prata e de latao.
Chicotes e lampeOes para carro ccabriolct.
Cabecadas para montara, para scnhora.
Esporas de aro prateadas.
Chumbo em lencol.
NAVAMIAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cndcia do Recife n.48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abren, conl-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco fixo) as ja
bem condecidas e afamadas navalhas de barba, feilas
pelo hbil fabricanle que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de duraron* etlraordina-
riamenle, n.losesenlem no roslo na acr.ln de corlar ;
veudem-se com a condicao de, nao asradandn, po-
.lerem os rou.pradorcs da compra restluiudo-se u imporle. Na mesma ra-
sa ha ricastesourinhus para mil.j-, feilas pelo me,-
mofak'iranle.
Farinha de S. Matlieus.
Vende-so superior farinha de mandioca
.muito nova clicgada de S. Malhcus e por
'preco commodo, a bordo do hiate Audaz sur-
to no caes do Collegio, para porcOes np que
se far.i abale de preco: trala-sc no escrplo- i
rio da ra da Cruz n. 40 primeiro andar.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de fazendas de ." portas da
ra do Livramento.
Vcndem-se lindas cassasde ramagensc lislasdc co-
res fixas e goslos modernos 360, 400, 450 e 500 rs.
a vara, chitas francezas muilo linas de cores fixas, a
230, 240, 280 e 320rs. o covado, rispados francezes
largos muilo fuos e de cores fixas, a 210, 260 e 280
rs. o covado, camisinhas de cambraia bordadas para
senhora, a 28600, 28800 e 38200 rs., e outras mulas
fazendas por menos prero do que em oulra qualquer
parle.
ARADOS DE EERUO.
Em casa de Rothe & Bidoulac, ra
do Trapichen. 12, vendem-se arados de
ferro, porprec/j commodo, para fechar
con tas.
PIANOS.
Em casa de Rothe & Bidoulac, ra
do Trapichen. 12, e\istem para vender
2 ptimos pianos verticaes e 2 ditos ho-
risontaes.
Vende-se umescravo crioulo de idade 22 annos.
de bonita ligura, hbil para lodo servico e oflicial
de sapaleiro: na ra Nova n. 9.
No aterro da Boa-Vista loja a.82, vende-se mui-
to boas caixas de charutos, c sapatos de lodas as qua-
id ades, por barato pi ero.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua hayer um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou Carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se um mulatinho de 18 an-
nos, ptimo bolieiro ebom sapateiro, de
boa conducta, sem vicio: na ra dos Quar-
teis n. 24.
Vendem-se casaes de ganaos: na ra Direita,
padaria n. 40, se dir aonde.
Na ra Nova n. 52 loja de Boavenlura Jos de
Castro Azevedo, veude-se exccllenles barretes de re-
troz para menino pelo diminuto preco de 240 rs.:
a elles antes que se acabem.
Jacaranda' de muito boanbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
segundoandar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, rccentcmenle chegada.
BRIM RRANCO E DE COR.
Vende-se brim trancado de lnho a 500 rs. a vara,
dilo escuro de quadros lambem de lnho a 600 e 720
rs.: na ra do Crespo n. 6.
Aterro da Boa-Vista n. 55.
LFNCOS DE CAMBRAIA DE LINUO A 1850U A
DUZIA.
Na ra do Crespo n. 5. esquina qne/volla para a
ra do Collegio, vendem-se leera de cambraia de
Imlio linu-em ramullas com lindas estampas, pelo
barato pre^o de 48500 rs. a duiia, para acabar urna
pequea purgao qne anda resta.
SALSA PARRILMA
nova e de superior qualidade, em rosol pequeos
veiide-se na travessa da Madre de Dos, armazem
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da rita do Azeite de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Companhia, na na do Trapiche, n. 54.
Vende-se fumo emolha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra do Trapichen. 16.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, continua a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russia e da Amefica, e
cal virgem em pedra : tudo por preco a
satisfazer aos seus antigos e novos re-
guezes.
Cola da Baha, de qualidade esco-
ida, e por preco commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 16, segundoandar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de IIol.inda,
em frasqueiras, chegada este, mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodr da Motta, na ra do
Azeite de Peixe, ou na rita do Trapiche n.
54, com Novaes & Companhia.
Vende-se urna ovelha parida, muilo mansa, e
com bom leile ; nas Cinco Ponas, a fallar com o Sr.
Domingos Coulinho.
Vende-se a parle de um sobrado de dous an-
dares, collocado em urna das melhores ras do bair-
ro de Sanio Antonio, lugar por onde passam lodas
as prociss'ies da Quarerma : quem a pretender diri-
ja-se a freguezia da Boa-Vista ra do Sobo, casa n.
40, que ahi se dir quem faz esse negocio.
Vende-se um cabriolel novo, de
bom gosto.
Ai que trio.
Vende-se superiores cobertores de tpele, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs.. ditos brancos a
nSOO rs., ditos com pelo a imitarlo dos de papa a
18100 rs.: na ra do Crespo loja n. 6.
VELAS DECEBA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6,8 c 9
em ,., da melbor qualidade que ha no mercado, fei-
las no Aracaty : na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba do Aracaty : na ra da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Ra do Crespo n. 25.
Vendem-se chitas francezas largas de cores j3
g escuras a 210 o covado, corles de casemira de
W cores c padres modernos a 48500, dilos de
g casemira prcla fina a 48300, panno preto e V
J de cores a 38000 o covado, cortes de meia ca- W
semira a 18000, dilos de brim de lnho deco- 9
9 res a 18000, riscado de Hubo de cores escuras
i? a 210 o covado, merino preto com duas lar-
P guras a I8COO0 covado, chales de la grandes 0
S e de cores escuras a 800 rs., dilos encorpados #
a 18280, esguao de linho muito fino a 18120 9
a vara, selm preto muito encorpado e de su- 9
perior qualidade a 28500, cambraias prclas e
de cores, goslos modernos, por preco commo- #
do, chapeos do Chili linos, e oulras mulas fa- 9
9 zendas por preco muitu em conla.
@#iS( @@@
Chapeos de sol muito grandes, com cabos de
canoa c baleas, mnilo fortes, de seda de todas as co-
res e qualidades, lisos e lavrados, proprios para a
cbnva, per prero muilo commodo ; ua ra do Col-
legio n. 4.
.Na rita do Trapiche Novo n. 16,
vende-se:
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMACO azul e branco, chama-
do Marim Superior, em resmas de 500
tolhas, e outvas qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESOmuitosnperior, proprio
para escriptorio, e outras qualidades
mais em conta.
PAPEL DE CORES, em formato grande.
MA PEQUEA porcSo de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente chegados.
ALVAIADE DE ZINCO, acompanhado do
competente seccante, muito recom-
mendavelpela grande superioridade de
tinta que produz.
PREGOS DE FERRO cm bom sortimento.
NO COXSlXTOItlO IIO.IIEOPA IIIII O
DO
DR.P.A.LOBO M0SCOS0.
\cndcm-sc asseguintcs obras de homeopalhia cm
francez:
Manual ilo |ir. Jahr, 4 volumrs 168000
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumrs 168000
llarlhmau, tratado completo das molestias
dos meninos, 1 volume 10-5O00
A. Teste, materia medica hom. 83OOO
De Fayolc, doutrina medica hom. "8000
Clnica de Staoucli 68000
Carling, verdade da homeopalhia 48000
Jahr, tratado completo das moleslias ner-
vosas jjoOO
Diccionario de Nyslen 108000
Na ra do Vigario n. 19, ptimeiro andar, ven-
Ic-se cera lauto em granad como em vellas, em cai-
xas, com muito bom sortimenlo c de seperior quali-
dade, chesada de Lisboa na barca GratidSo, assim
como liolarliinlias cm latas de 8 libras,e furello muilo
iiovdem saccas de mais de 3 arrobas.
W Deposito de vinho de cham- <$)
*$) p.igne Chatcau-Ay, primeira q\ia- ^
fjJ lidade, de propriedade do condi aV*
2 de Marettil, ra da Cruz do Re- M
^ cife n. 20: este vinho, o mclhor
W de toda a champagne vende- fr
( se a 56$000 rs. ida caixa, acha- A
2 8e nicamente cm casa de L. Le-
I comteFeron& Companhia. N. B.
9 As caixas sao marcadas a fogo *&
^ Conde de Marcuil e os rtulos 0
g) das garrafas sao azues. t$
AOS SENHORES DE ENCENHO.
Coladores oscuros muito grandes e encorpados,
dilos brancos ruin pello, muilo erandes. imitando os
de lia. a IsSOtt : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
II,

Ao barato.
Vende-se por menos de seu Valor
as fazendas existentes na loja de 4 J
portas da ra do Queimado, nume-
rolO.
Vende-se um terreno na roa Imperial, com 220
palmos defrenle, e grande citensao de fundo, duas
moradas de casas terreas sitas ua ra do Jardim e
ra de Santa Rila ;. c um bom sitio em trras pro-
prias no principio da estrada do Arraial: na ra Di-
reita n. 40, segundo andar.
Vende*seiperior farinha de man-
dioca de Santa (Jatharira, em saccas por
preco muito commodo: a tratar no arma-
zem de Jos Joatfuim Pereira de Mello, o
caes da Alfandega, ou com Novaes & C.
na ra do Trapiche n. 5 i, primeiro an-
dar.
' Vende-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor, ou a tratar com Tasso Irmaos.
Vendem-se 4 mloques de bonitas figuras : na
ra Direita n. 3.
Vendem-se pianos fortes de arma-
rio, novos, muito elegantes e de muito
boas vozes, e I .machina ingleza lithogra-
pliica com todos os preparos necessarios,
e o pedras de sobresalientes : na ra do
Trapiche Novo n. 5.
'^- Vendem-se 6 molecoles de bonitas figuras, e
muilo moco: na ra Direita n. 3.
1 Vendem-se cepos para ac.ougue : nos Afoga-
Ubs, rnaritoOuabn n. 76.
1^ Vcncleni-se evrelleiites posc meraulhosde par-*i
reir moscatel, e bem assim pes de roseiras de clie-
renles qualidades, ludo acondicionado em caises
promptos .i plantar : na ra da Cadeia do Recife
n. 7.
CHAPEOS DE SOL A 48800.
Na ra do Collegio n. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda prelos e de cores, armaran de balea, ca-
bos finos, os quaes ivisla da qualidade niugoem dei-
xara de comprar, e outras muitas qualidades, por
preru razoavel.
Com pequeo loque de copim, vende-se panno
lino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prava de limao, a 3&500 o covado : na roa do Cres-
po, loj da esquina qoe volta paVa a cadeia.
\Relogios inglezes de patente.
Vendem-sc a pree.o commodo, em casa de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia do Recife n. i.
Vende-se urna balanca romana com lodos o
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem u. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior farinha de mandioca" de Santa Cat I ia-
riiio : no armazem de Machado & Pinbei-
ro, na ra doAmoiim n. 51.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de lgodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vende-se 100 alqueires de sal de Lisboa : a
tratar na travessa da Madre de Dos, armazem n.12.
Vende-e, um excellente carrlnho de 4 rodas,
mu bem construido,eem bom estado ; esl eipotlu
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prelendentes examina-lo, e Iratar do ajuste
com o mesmo senhor eima, ou na ra da Crui no
Recife n. 27, armazem.
Vendem-se a 3&'iaecas grandes com ama de
carca: no armazem defronte da wrla da alfandega.
Vendem-se relogk de ouro patente inglex, ja
bem condecidos oesle mercado, liona de algndao pa-
ra costura em oovello e carritei, fio do linho para
sapaleiro, papel fino para escrever pelos paquete :
emeasa de Russell Ikllors j Comoanhia, roa da
Cadeia do Recife n. 36V
#
Vendem-se cortes de calca de casemira de 9
9 algodo, pelo baralo preso de 19600 rada cor- 9
9 le : na loja de 4 portas, na roa do Oueimado t
9 o. io. *
*e *
Vende-se um terreno na ra da Praia, junio a
casa do Sr. Jos Bvgino de Miranda, o qual lem de
frente pela run d Praia 57 ,' palmo, e de fundo
372, e de frente pelo caes do Hamos tem 70 palmos;
esta aterrado e prompio para se edificar: quem o
pretender, procure a Bernardo Antonio de Miranda,
na ra do Torres.
$
MJl v eudem-se chapeos francezes fino*, da elli- 9
9 ma moda, a 6500 cada um ; na loja de? 4 9
& portas, na ra do Queimado n. 10. B

Vende-se um eseravo de 24 a 25 annos, de na-
rao, bem parecido, e proprio para servico de campo
por ter disse uso : na ra Imperial n. 79. *
*atannM
Veudem-se cassas le core fixas, bonitos 9
padres a 500 rs. a ara : ua loja de 4 portar, J
na ra do Queimado a. 10. M
*^* *, $9.
Vende-se um bonito eseravo, crioulo, de 20
anuos, ptimo para pagem ou bolieiro : aa ra Ve-
lha n. 94.
BICHAS DE HAMBURGO.
Vendem-se aos ceios e a relalho as melhores bi-
chas que ha no mercado, e lambem se alugam por
piero commodo : ua loja de barbeiro, no aterre da
Boa-V ista a. 51.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Boa-Vista, defronte da bo-
neca n. 14,
he chrgado om novo e completo sortimenlo de cat-
eados de lodas as qualidades, tanto para homem cerno
para senhora, borzeguins elsticos para homem e se-
nhora, meninos e meninas, e os, bem conbecidos sa-
pa loes e botins do Aracaty, ludo por preco commo-
do, afirn de se apurar dinheiro.
ATTENCAO' AO BARATO.
Na roa do Livramculo n. 14. vende-se chita de ra-
magem para cubera a 160 rs. o covado, e a pera
58500, dilas de cares a 140, rdxas cores fitas a 160,
fazeudade algodao para roupa de escravos a 140*
covrdo, algodao de lislra a 160, cassas decores fixas
a 200 rs. o covado, ditas de babado a 2&000 a peca,
e 280 avara, nscados francezes a 160 o covado, sus-
pensorios de borracha a 80 rs. o par, setim prelo e
cor de rosa a 400 rs. o covado, ltela branca e rdxo
a 320 o covado, leos encarnados para tabaco a
KiO, dilos de cassa e seda a 400 rs., camisas de meia
para meninos 1500 rs., fusilo branco de seperior
qualidade a 500 rs. o covado, chitas finas a 220, e
peras a 78600, madapolao muilo fino a 58000 apera,
dito mais abaixo a 38800, dilo a 38000, cueiros de
barra em pecas de 40 a 240 cada om, riscadinhos fi-
nos de cores litas a 68600 i peca, e 180 o covado,
chapeos francezes a 58000, corles de collele de ger-
gurao bordados a 18600, ditos de cambraia e seda a
68000, dilos de seda a 88000, e oulras mulas (alen-
da-, que se vendem a troco de pouco dinheiro.
Vende-se orna cama de angico com armacao e
seu competente colcldo, tudo em muilo bom estado
e preso commodo : na ra de Aguas-Verdes a. 14,
sobrado.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na ra da Cruz do Recife no armazem n. 62. do
Anlonio Francisco Marlinr, se vende os mais supe-
riores qutijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raso.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro* de sabonete, de paten-
te inglezes, da melbor qualidade e fabricados em
Londres, por pre^o commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior (lanella para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Moinhots de vento
'ombombasde reposo para regar norias e baixa,
decapim, na fundisade 1). W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se
com Tasso
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio deJaneiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&
Vendem-se relogios de ouro e prala, mai
baralo de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Seorito da labrloa de Todos os Santos na Baha.
A ende-sc, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. 'Cal moni & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinlc:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, lindas
em nmellos ecarreteis, breo em barricas muito
grandes, ac de milaA sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.

Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sitas para piano, violo e flauta, como
lejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Agenciada Edwia Miw,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
A Companhia, acha-se constantemente borts sorl-
mentos de taitas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, a-oa, etc., ditas para a miar em madei-
ra de lodos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal. para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; todo por baralo prero.
Vendem-se crnicas novas, fortes e bem cons-
truidas, lano para l>oi romo para cavado, carros de
mSo, e tambem um garrote de rac.-i ingle/.*, por pre-
S muilo commodo : na ponte de fchoa, sitio de
Joao Carrol I. .
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 8 do carrele mez orna
escrava de nome Calharina, de ncelo Angola, de
idade -Jj annos, pouco'maisou menos, alia, secta do
corpo, ps seceos, ciir preta e bem fallante; levou
vestido de chita encarnada, saia de ganga azul j ve-
lha : roga-se a todas as autoridades policiaes, capi-
les de campo e mais pessoas, que a apprehendatn e
levem-a a seu senhor Luiz Pereira Raposo, morador
na roa do Sebo n. 8, qoe se gratificara.
A 20 do mez de jolho prximo pastado desap-
Fareceu urna escrava, de nacao Cabuud, de nonac
bel, com os signaes seguinles ; corpo secco, altu-
tura regolar, cara com marcas de heiigat, orna pe-
quena costura em orna das orellias ; levou saia de
algodo azul, panno da Costa com bico pela bejra,
anda rom um taboleiro, (em sido encontrada relas
estradas do Monteiro, Casa Forte, Alllictos, neceo
do Espinheiro, caminho de Beberibe, Passagem, Es-
Irada .Nova, e Soledade: quem a pegar; leve-a ra
eslreila do Rosario, sobrado n. 35, qoe ser recom-
pensado.
Desappareceu uo dia 10 dq corrate mez om
mulaliuho denome Zacaras, de 12 a 13 annos de
idade, pouco mais ou menos, com os signaes seguin-
les : cabello bstanla corrido, acaboetado, (em urna
coslura no rosto bastante grande proveniente de um
lalho que levou, tem o dedo da mSo direita aleijado,
c urnas sarnas pelo corpo, levou camisa de chita r-
xa nova, c calca de riscado azul j velha : quem o
pegar, leve-o i casa do seo senhor, na ra Direita
n. 106, taberna, que ser generosamente recompen-
sado.
Desappareceu desde o dia 29 do prxima po-
sado julho o eseravo Agapilo com os signaes sega i ti-
tes: liaixo, grossu das par, cor acabralhada, cabel-
lo corlado, olhoMgalados, pouca barba, pernas ar-
queadas, e lem urna cicatriz de golpe de*machado
em om dos dedos grandes do pe, he meio aloleima-
do, le ou roupa de algodao suja e velha, calca e ca-
misa de mangas curtas, e quando anda eslala. as in-
lasdopc: roga-se as autoridades policiaca oo aos
capilesde campo, o appreheodam e levem a ra
do Hangel n. 21, que ae gratificara. E como se juica
adulado, prometle-ie usar com todo o rigor dalei
contra a pessoa que o oceulta, e assjm haver lodos
os dias de servico.
Anda continua estar fogido o preto qoe, em 11
de aelembro prximo passado, foi do Monleiro a um
mandado no engenno Vertenle, acompanhando urnas
vaccas de mando do Sr. Jos Bernard ino Pereira de
linio, que o alugou para o mesmo fim; o eseravo he
de nomc Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
runda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perua direita, cor preta, nadegas em-
pinadas para Oir, pouca barba, tem o lerceiro dedo
da mo diicila encolhido, e falta-lhe o quarto: le-
vou veslide calca azul de toarle, camisa de algodo
lizo americano, porem levou oulras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo preto de seda novo, e usa
semprc de correia na cinta: qoem o pegar leve-o na
ra do Vigario n. 27 a seu senhor Romo Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pcloarinho arma-
zem de assucar n. e 7 de Komao i C, que ter re-
compensado.
Desappareceu no dia 23 de jnlho pastado, de
bordo do hrigue Sania Barbara Vencedora, o preto
marinheiro. de nome Luiz, o qual reprsenla l*r
30 annos de idade, cor fula, baito, nariz chato, lem
algumas marcas de bexigas e pooca barba, e he na-
tural das Alagoas : roga-se, portsnlo, a lodas as au-
toridades policiaes e capitites de campo a sua ippre-
henaAo, e leva-lo ra da Cadeia do Recife n. 3,
escriptorio de Amorim Irmaos, que se gratificar
com OJOOO.
Desappareceu no dia 1. de agosto o prelo Ray-
mundo, crioulo, com" 25 annos de idade, pouco mai
ou menos, natural do Ic.-conhecido alli par Rai-
mundo do Paula, muilo couviveole, tocador dcllau-
lim, cantador, quebrado do urna venina, barba ser-
rada, beicos grossos, eslalura regular, diz saber ler
c escrever, lem sido encontrado por vetes por delraz
da ra do Caldeireiro, junta mente com urna preta
sua concubina, que tem o appellido de Maria cinco
reis ; porlanto roea-se as autoridades policiaes, ca-
pujes decampo e mais pessoas do nevo, que o np- .
prebenda 111 e levem 11 ra Direil.i 11. "6, que serio
generosamente gralilirados.
<
A
i


b orna padaria muito afregoezada: a tratara,
_ & Irmaos. s
Devoto CbJstao,^
Sanio a lu* rdirJdo,:vrior>jJ*lomBldo
Devoto Clirisl,lo,mais correcto cactaaWnlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom gesto : vendem-se na roa do Crespo, loja da
esquina que volta para 1 cadeia.
Vende-se urna escrava, crionla, de 22 annos,
de lionila figura, hbil para lodo o servico, e ma
linda necrinha de 7 annos de idade : ua ra Direita
n. 83, se dir quem vende.
Vende-se carne do serlio muilo gorda : ni ta-
berna da ra Nova 11. 55.*
CAL E POTASSA.
Vende-se superior cal de Lisboa e potassa da Rus-
sia, chegada recenlemenle : na praca do Corpo San-
io, trapiche do Barbosa o. 11.

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