Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01432


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Full Text

ANNO XXX. N. 184.
Por 3 mezes adjuntados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
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SABBADO 12 DE AGOSTO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
s
DIARIO DE PERNAMBCO
ENCARREGADOS DA SI'BSCRIPCAO'.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Martins; iBahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Paralaba, o Sr. Gervazio Vctor da Nalivi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Peieira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Hannho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 a 26 1/2 d. por 19
b Pars, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 15 0/0 de robaie.
Acooes do banco 40 0/0 de promio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leitras a 6 o 8 0/0.
METAES-
Ouro.Oncas hespanholas. 298000
Moedas de 69400 velhas. 165000
de 69400 novas. 168000
de 4000...... 9J00O
Prata.Palacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
b mexicanos........ 11*860
r \R i id\ Dos loitm.ios.
01 inda, todos os dias
Caruar, Bonito e G*anhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-VislaEx e uricury.a 13c 28.
Goianna o Parahiba, swundas o sextas-feiras.
Victoria e Natal, nasyintas-feiras.
PREAjiARnF.IIO.IF.
Primeira s (i horas eO-i minutos da manliaa.
Segunda s 7 horas 48 minutos da larda.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relarao, tcrcas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas o sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Agosto
PARTE OFFICIAL._____
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 8 de agosto.
' inicioAo E\m. presidente das Alagoas, remet-
(endo por copia duas guias dos objeclos e arligos de
fardamento que vio ser remedidos para aquella pro-
vincia coin destino ao respectivo hospital regiiucnl.il
e deposito de recrolas.
DitoA<> mesmo, dizendo que, pelo aviso que rc-
metle por copia expedido peln repartirlo da guerra
em i dejulho ultimo, ficar S. S. inteirado de que se
conceden uceara para vir residir testa provincia a
Manocl Joaquim Madeira, capitao reformado do
exercito.Communicou-se a thesourari de fazenda.
DitoAo mesmo, para mandar entregar a Apnl-
nario Pereira Baduem. um seu sobrinlio de nome
Angelo Custodio Rufino Pereira da Silv), que sendo
educando do collegio dos orphos foi mandado servir
na msica do dcimo batalh.o de infantaria.
DitoAo mesmo, transmiltindo por copia o aviso
do ministerio da guerra de 18 de julho ultimo, do
qual consta ter sido augmentado o crdito aberto para
as despezas daquellc ministerio nesta provincia no
exercicio de 1853 a 1851 com a quanlia de ris
113:8209(80, que ser distribuida pela maneira cons-
tante da tabella que tambem remelle j or copia.
Neste sentido oflicioa-ae a thesouraria do fazenda.
DitoAo commandante da estacan naval, remel-
lando por cyia o ollicio em que o inspector do arse-
nal de marinha d conta do resultado lo exame a
que se proceden no maslro grande do briaue de guer-
ra CaUiope.
DitoAo mesmo, enviando por copia o aviso cir-
cular do ministerio da marinha de !."> d( julho ulti-
mo, no qual se declara que por decreto de 13 de maio
desle anuo foi perdoado o crime de primeira c se-
guuda deserto s praeas de raarinhageni e'de pret
quetendo desertado da armada, do rorro de impe-
riaes marinlieiros e do balalhao naval se apresenta-
rem dentro do prazo de 3 mezes, rontades da data da
publicarlo do mesmo decreto em cada provincia, in-
cluiudo-se larabem neste indulto as que j estiverem
Mnlenciadas ou para o ser.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, para
que, a vista da nota que rcmette, se abram naquella
thesouraria os assenlamentos de praca do corneta
Joo de Dos, que se confratou para servir no terci-
ro balalhao de infantaria da guarda naitonal desle
municipio.Communicou-se ao respectivo comman-
dante superior.
DitoAo mesmo, transmitlindo as firmas originaos
dos assignatarios para as notas do aclual padriio que
ora circulan), approvados pelo governo em aviso de
24 de maio deste auno.Communicou-se ao inspec-
tor geral interino da caia de amorlisarao.
DitoAojuiz relator da junta de justica, transmit-
lindo para ser relatado, era sessaoda mesina junta, o
prncesso filo.' .10 soldado do nono hatalha de infan-
taria .lnai| n-4^1 n-r^V;iiIcpou-s< ao coronel coni-
jnandaute das armas interina.
DitoAo capillo do porlo, dizendo que pode adop-
tar a medida por Smc. proposta de mo saliir do por-
to desta cida Jr nenhum navio nacional sein ter a seu
bordo amarras e ferros de sobresaleole.
DiloAo director do arsenal de guerra, para man-
dar alistar na companhia de aprendizes daquellc ar-
senal, o menor. Joaquim. filho de I.uiza Maria da
Coueeirao, o qual dever ser apresentado ao juiz de
orphos desle termo, afim de ser lavrado o termo de
que traa o rcgulamento u. 113 de 3 de Janeiro de
1842. Ollicioii-sc neste sentido ao mencionado
juiz.
DitoAojuiz de direilo de Garanhuns, remellen-
do por copia o aviso da repartirn da justica de 22
de julho ultimo, requisitando copia do depoimenlo
das leslemunlias, interrogatorio feilo ao reo Antonio
Bento deOliveira emais peras essenciaes Jo proces-
so, oque ludodeve acompanhar aorequerimenloque
tambem remelle, no qual o sopradilo reo pede per-
dao da pena de 4 mezes de prisao a que foi condeui-
nado por sentenra desse juizo.
"Dito Ao promotor publico do Bonito, dizendo
que, com o parecer que remelle por copia do ronsV
lhelro presidente da retorno, responde ao olficin cm
que Smc. pergunta se devem ser ou u3o processados
no foro cuuiiuiim por crime de sedicao, ou se nova-
mente pelo juiz de direito por qualqucr crime dos de
responsabilnlade em que leiiham incorrido o ex pri-
raoiro suppleule do delegado daquclle lermo, Pedro
Ferreira I.eite, e o ex-subdelegado do districto do
Verde, Vicente Ferreira Padilha Calumbv, cm con-
seqiiencia dos acontecimentos havidus all na madru-
gada do dia 19 de junho do anno prximo passado.
DiloAo commandante superior da guarda nacio-
nal do municipio do Becife, recommeodando a expe-
dido de suas ordens para ser dispensado do servido
da mesma guarda nacional, o estudante Jlanoel da
Silva Rio* Jnior.
Dilo Ao inspector da Ihesnararia provincial,
transmiltindo afim de ser paga pela verba das c\ en-
tuses a conta na importancia de 1019210 rs., quedis-
pendeu Manocl Jos de Almeida Soares com os objec-
los qne foram fornecidos a commissao de hygiene
publicaCommunicou-se ao presidente c a mencio-
nada commissao.
HiloA' directora da companhia Pernainbacana,
remetiendo por copia o decreto n. 1413 de 15 deju-
lho ultimo, que approva os estatuios daquella com-
partida, eucorporada nesla provincia para o eslabele-
cimeulo de. vapore entre os portos dcsta cidade e os
de Macei ao sul e da cidade da Fortaleza ao norte.
DiloA* administroslo do patrimonio dos orphos,
devolveudo o requerimento documentado de Alexan-
drina Maria dos Anjos, afim de que expera as con-
veniente* ordens no sentido de serem admiltidas no
collegio das orplulas as menores Julia Amelia e Hcn-
riquela, lilhas da finada Anna Joaquina de Oli-
veira.
DiloA' mesma, dizendo que os dous educandos
que ltimamente sahiram do collegio dos orphos
vSo ter urna oceuparo honesta empregando-se na
msica do balalhao dcimo de infantaria ou na do
arsenal de guerra desta provincia, pelo que nao ficam
desamparados e assim dcixam vagas que podem ser
Suppridas por oulros que pela sua orphaudade c in-
digencia reclamein os soccorros daquclle pi estabe-
leciraenlo.
PortaraMandando admitlir ao serviro do ejer-
cito como voluntario por lempo de oilo anuos, o pai-
sano Joaquim Jos de Souza Lima, a quem se alio-
naran alera dos vencimenlos que por lei lhe coro-
pelirem o premio de 30119000 rs.Fizeram-sc as nc-
cessarias communicagSes. "
DitaDeclarando, ero addiUmenlo a porlaria de
4 de maio deste anno, pela qual foram nomeados os
substituios do juiz municipal do lermo do Bio For-
moso, que o nome do bacharel oomeadoem segundo
lugar he Francisco de Caldas Lios e nao Jos Luiz de
Caldas l.ins Jnior.
DitaO presidente da provincia, conforman lose
com a proposta do administrador do consulado pro-
vincial datada de 17 dejulho ultimo, resolve comear
e promover nos lugares do mesmo consulado abaixo
declarados os empregados seguinles :
Para chefe de seceo.
O escrivao Joo Ignacio do Bgo.
Para 1. escriplurario.
O 2.o dilo Francisco de Paula e Silva.
Para segundos escripUrrarios.
Os (ereciros ditos, Antonio Joaquim de Oliveira
Baduem.
Jos Cavalcanli de Albuqncrque.
I.uiz de Azevedo e Souza ;
aos quaes se passarao os competentes ttulos.
Oulrosim ordena, de conformidad!' com a referida
proposta, que os acluaes empregados do supradilo
consulado sejam distribuidos pelas respectivas secroes
da maneira seguinle :
Primeira secro.
Chefe,Theodoro Machado Freir I'ereira da Silva.
i. escriplurario, bacharel Francisco Ferreira Martins
Klheiro.
2. dilo, Antonio Joaquim deOliveira Baduem.
3. dilo, Antonio Rodrigues de Albuquerqne.
b Uljsses Cockles Cavalcanli de Mello".
Segunda scejo.
Chefe, Joao Ignacio do Bego. *
jt. escriplurario, Francisco de Paula e Silva. .-
"v.. dito, Jos Cavalcanli de Albuquerquc. \
1." dilo, Manoel Zeferino de Castro Pimenlcl.
Vicente Machado Freir I'ereira da Silva.^a
Terccra sero.lo.
Thesourero, Frapwisco os de Oliveira.
Fiel do dilo, Joaquim Jos de Oliveira Jnnior.
2." escriplurario, I.uiz de Azevedo e Souza.
Remetlcu-se copia da portara cima a Ihesooraria
provincial.
9
Olliciii Ao coronel commandante das armas,
dizendo que. pelo aviso que remelle por copia expe-
dido pelo ministerio da guerra de 15 de julho ulti-
mo, ficar S. S. cerlo deque se mandou sen ir como
addido no balalhao 12 de infamara, o lenle do
dcimo da mesma arma, Jos Joaquim Nune.*.Com-
municou-se a thesouraria de fazenda.
Dilo Ao ii'peclor da Ihesooraria de fazeuda,
transmiltindo por popia o aviso de 21 de julho ul-
timo, no qual o Exm. Sr. minislroda marinha ao
pasto que declara haver sido approvada a delibera-
cao que tomou a presidencia, de autorisar nao s as
despezas uccessarias com as praras para guaroecerem
a barca de escavacao construida nesla provincia, pa-
ra o serviro da do Maranhno, afim de poder ella se-
guir a seu deslino, mas tambera a continuaran das
que perlcnceui a verbaHospital no exefeicio de
1833 a 1854, por achar-sc esgotada a respectiva con-
signaran, communica ao mesmo lempo ler soljrilado
do ministerio da fazenda, a eipedic.ao das couvenicu-
les ordens, para que sejam suppridas asquanlias pre-
cisas para laes despezas, devendo aique se conlinua-
ram a fazer com a mencionada barca ale o diada sua
sabida serem levadas a verba Obras.Igual copia
remcllcu-se ao inspector do arsenal demarraba.
DiloAo mesmo, recommeodando a expedirlo de
suas ordens, para que vista da ola que remelle,
se abram naquella repartirlo os assenlamentos de
praca do lambor-mr, Jos Pedro da Silva, que se
conlralou para servir no balalhao de arlilharia da
guarda nacional. Communicou-se ao respectivo
commandante superior.
DiloAo mesmo, recommeodando a expedirn de
suas ordens, para que na alfandesa desla cidade, se-
ja despachada livre de direllos urna porrao de fios
que a administracao dos eslabelecimenlos de carida-
de mandou vir de Lisboa para o grande hospital de
caridade.Communicou-se a supradita adminislra-
cao.
DiloAo inspector do arsenal de marinha. para
qne, i vista das guias que remelle, mande Smc. for-
necer ao Dr. Joao Nepomuceno DiasFcrnandes, urna
caixa rompida para amputaces', umjogo de (alias
sortidas e seis agulhas para diversas costuras, visto
EPIIEMER1DES.
1 Quarto croscenle s 8 horas, 9 mi-
nuto c 48 segundos da tarde.
8 Luaclieiail hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
serem esles objeclos.precisos a bordo do brigue Cal-
tope.Communicou-se ao commandante da (tcito
naval.
DiloAo major de engenheiros encarregadn das
obras militares, approvando o contrato qne Smc. fez
com o meslre fefYeiro Jos Machado Botelho, para a
factura das grades das prises do quarlel das Cinco
Ponles, pela quantia de 230 rs.Communicou-se
thesouraria de fazenda.
DitoAo director das obras publicas, concedendo
a aulorisarjlo que pedio, para augmentar com mais
qoatro serventes o uumero de trabalhadores empre-
gados na conservarlo permanente da estradado sul.
Communicou-se thesouraria provincial
DiloAo mesmo, dizendo que pode Smc. receber
provisoriamente a obra do segundo lanro da ra-
mificarao da estrada do sul para a villa do Cabo, Pi-
cando, porcm, o respeclivo arrematante obrigado a
fazer os aperfeiroamenlosque faltara naquella obra.
Communicou-se thesouraria provincial.
DitoAo juiz municipal de Garanhuns, acensan-
do receido o officio em que Smc. parlicipou haver
noraeado interinamente o segundo escrivao de or-
phos daquellc termo, Luiz Francisco de Arroxel-
las (ialvao e Carapeba para servir no'lugarde label-
li.io do registro de hypolhecas que se acha vago, e
dizendo cm resposla, que cumpre que Smc. observe
oquedispe os arligos 11 e 12 do decreto n. 816 de
30 de agosto de 1851.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, in-
leirando-o de haver aulorisado ao director das obras
publicas, a comprar para a obra da casa de detencao,
20 duzias de laboas de assoalho de amarello a 669
rs. a duzia, 2 dilas de coslado tambera de amarello,
a 1209 rs., c 15 ditas de assoalho de louro meio re-
fugo a 209rs.Ofiiciou-se ueste sentido ao mencio-
nado director.
DiloAo mesmo, communicando que, tendo em
vista de sua informarao dada acerca do requerimen-
to de Belarmino Alves de Aroucha, arrematante do
imposto de 295u0 rs. por cabera de gado vaceum
que for consumido no municipio de Iguarass, lan-
rou em dito requerimento o despacho seguinle :
Em vista das informarfies pode o supplicanle cobrar
o imposto de que trata em lodo o territorio que antes
da publicacao da lei n. 316 de 12 de maio desle an-
no, pertencia ao municipio de Iguarass.
DiloAo inspector da alfandega, devolvendo os
dous requerimenlos, em que Jos I.uiz dos Sanios c
Francisco Cassiano Bispo mestres das barcacas Flor
do Mar e litpirilo Sanio, pedera pagamento do fre-
le a qucsejulgam com direilo por lercm conduzido
abordo das mesmas barraras diversos salvados do
briguc sardo Carolina, e declarando que, vista da
informacllo que remelle por copia do vice-consul da
Sardeulia.edecouformidade como parecer do procu-
rador fiscal da thesouraria de fazenda, do quai lara-
bem remelle copia, mande Smc. cfiecluar esse paga-
mento.
DitoAo coramatidante superior da guarda na.
cional do municipio do Recife, iii(eirandu-o de ha-
ver visla de sua informarao, deferido favoravel-
meole o requerimento etn'qaejoao Luiz da Silva
l.eiria, professor particular no lugar denominado
Barro freguezia dos Afogados pede dispensa do
servijo activo damesraa guarda nacional-
Illm. c Exm. Sr.Tenho a satisfacao de commu-
nicar V. Exc, para que se digne levar ao alio co-
nhecimeulodo governo imperial, que a patritica
associarao do commercio desla provincia compade-
cendo-se do oslado calamitoso que licaram reduzi-
dos os pobres habitantes das freguezias do Poro da
Panella e Vanea, em consequencia da grande cheia
do rio Capibaribe, abrir urna subscripro, que ale
esta dala, alm do que anda se espera, monta nove
conloscenloecincoenta eses mil ris(TS.9:lj69000),
que vao ser divididos por aquelles individuos que
perderam as suas casinhaS, e que boje se acham ex-
postos ao rigor do lempo.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de
Pcrnambuco 31 de julho de 1851.Illm. e Exm. Sr.
Luiz Pedreira do Coulo Ferraz, minislro e secretario
de eslado dos negocios do imperio. Jos Bento da
Cunha e Figueiredo.
"acial i
DAS DA SLMANa.
7 Segunda. S. Caettno Thoaiino fundador.
8 Terca. S. Cyriaco diac. m.; S. Emiliano b'
9 Uarla. S. Bomo soldado ; S. Secnodiano.
10 Quinta. S. Louren$o diac. m. ; S. Astheria.
11 Sexta. Ss. Tiburcio e Suzana mm.; S. Digna
12 Sabbado. S.Clara v. f. ;Ss,.Anicetoe Fontino
13 Domingo. 10. Ss. Hypolit e Cassiano mm.;
S. Candida m. ; S. Wigberto presb.
JMWJS CASAIENTOS INFELIZES.
POR NATHANIEL.
/
Os bello di da Infancia.
(Continuado.)
A conspirarlo que Agla toraava desde tanto lem-
po sorlia bom effeilo ao menos em parte. Se nao li-
nha podido deranir Ernesto e Mara, tinha-os se-
parado. Essa separarao nao se ehectnou sein lacri-
mas mutuas. Os ltimos dias que Ernesto passoiMia
pequea cidade foram tristes e silenciosos. A pobre
Maria qui/. tambera Irabalhar no enxoval do dester-
rado e cada vez que acahava de marcar una letlra
em urna das putas do roupa tranca, que lhe linham
sido cnnlMdas, nao poda deixar de pensar que se ap-
provnnava o instante cm que nffo vera mais ocom-
panhciro de siu infancia. -EnUo deixava cahir a
obra para enxugar frlivainenle urna lagrima, e ti-
cava ajguns inmuios em inaccao como se, parando
a agullia, podesse parar o lempo que corra.
> o dia marcado para a sua partida. Erni'slo foi
despedir-so de madama de Saiteval, e segundo o uso
adoptado em lal nccurrcucia, ella foz-lhe una falla
j. sobre a nceetoidade de Irabalhar para adquirir urna
posirao na socicdade, e pernunlou-lhe se oto senta
inclinaran para al juma prgfissto. Ernesto respon-

T
den com ar resoluto : Vmc. hem sabe qun quero
sor medico para curar Maria, se ella cahir alaura
da doeolo como esleve o anuo pastado. Con
entilo din anuo rales a menina livera una doenr,
l.lo perisosa, ^uu durante mallos dias os medien
Com
ca
Icse'tperaram de sua villa. Eniao Ernesto, iiue es-
'|uerendii-se de Indos os seas gostos e folguedos oas-
av libras iiteirns i cabeeora da docute, inimovel
p mudo como leinor do que b menor movimeulo
o n enu ruinni-augmenlassem os soll'rinenl.is d
sua chara Marn, repeli muilas vetes cora voz ciin-
ccnlrada, que hava de fazer-e medien quamlo fos-
se mais idoso. Madama de Saiseval, a qual linha-se
esi|iiecido desse grande projecto,' que cousiilerava
_______-^^^^^^^^^^__^.____
\ ide Diaiio-u. 182.
t ^ .
como fa/endo parle dos mil e um futuros que dou-
ram o horisonte varavel da infancia, nao pode dei-
xar de sorrir pelo lom serio de Ernesto ; mas Mara
agradeceu-lhe com um meigo olhar. Como reslava
ainda urna hora a passar anles da partida da dili-
gencia, que ha*ia de levar o Tuluro coilegial para
seus novos destinos, peruiitljo-se aos meninos que
fossem dar um passcio pelo jardm.
Anna com esse inslinclo do corarn, que he suhs-
liluido depois pelo conhecimenlo 'do mundo, afas-
lou-se aluuiis passos epoz-se a colher ores para dei-
xar Ernesto e Maria um poucb sus. Os dous meni-
nos raminliavam de milos dadas, de cabera baila S
a passo lento, sem se atrever ueiiliuin a romper o
silencio. Emlim Maria ergucu os olhos c avistando
os bulos do traje collegial, que Erueslu j lnha,
nao pdcconlcr as lagriinas. Ernesto hava j dcixa-
do de habitar os inesmos lugares que ello, lian era
mais seu amigu de infancia l.lo alegre, lao ousado,
i.io ligeiro. Elle Irazia a libre de sua prisao, e mal
poda ser reconliecido, lauto o tinha mudado esse
vestuario juslo, de cola em p com duas longas e
inflexiveis ordens de hnlcs semelhanles a oulros
tantos fen-ollios fechados sobre esse peto habituado
a respirar lvremente o ar dos campos Toda a vida
i ""''"S10 com suas mil servido?-, suas prescriproes
os os quarlos de hora, esa vida enradeada,
icularidades sao
rSp e os impulsos
pelo som da sneta,
vida de collegio, especie do purgatorio
colloeado entre o paraizo da infancia e o inferno da
vida social, esse lwociaio lao necessario, mas lao
Insle, onde o menino aprende a dominar os seuli-
menlos aosquaes abaiidonava-se pouco anles como
as aves do ceo S brisa qile a< c,rrega> 01|e ,.,
pessoa aprende a deixar por urna sala sombra e ne-
gra o rara de sol ao qual desabroxava-se pouco antes
eomo a or dos campo-, onde urna pessoa lorna-se
seuhor de suas ideas, as quaes iceilava pouco anles
como as enviava o Dos que da o alimento aos pas-
sariuhns e os pensaroentos aos meninos, loda essa
vida do caUegiu, onde aprende-se a ser home.m, islo
he, a sofflr, revela-se ronfusamente pobre Mari*.
Asim ella rhorava, e vnndo- chorar, Ernesto
que al enlo liuhaoccullado sua magoa com esse
pudor das tristezas vrs. que encontra-se mesmo na
infancia, sentin que fallava-lhe a furia, e misturou
na lagrimas com as da menina.
BISPADO DE PERNAMBCO.
Dom Joao da l'urificarao Margue Periigao, co-
neg regrante de .Santo Agostinho, por grata de
Dos eda Santa S .iposlolica, hispo de l'er'nam-
buco, do conielho de S. M, o Imperador, etc. etc.
A todos os DOMOS diocesanos paz e benrao em no-
me de Jess Chrislo.
Seria digna da maor censura, predilectos diocesa-
nos, a omissao do dever em que estamos cons-
tituidos de venerar, e exaltar o festivissmoi dia
15 de agosto, consagrado ao hrilhaule, e glorio-
so transito da purissma Vrgcm Maria, elevada do
desterro para a Patria em corpo, c alma por elleilos
d'uma incomparavl victoria. *
He verdade que j nos precedentes annos profe-
rimos publicamente nossos scntimcnlos sobre a inera-
hilidadc deste portentoso mjsterio. Como porm
sua exposrlo recree o espirito, e cause siugular pra-
zer em nossos coraroes, eis o motivo que nos excita
a dirgr-vos esta pastoral allocurao, conveucidos da
lerna aflerao, que Irihulacs a Maria Sanlssima col-
locada nesle diloso dia sobre lodos os coros anglicos.
Nao be concedido ao humano cnleiidimeulo pe-
netrar essencialmente as imperscrutaveis qualidades,
superabundantes prcrogativas, e inauditos privile-
gios, que ornara, e Ilustrara, a Raiulia dos Cos, so-
'<- toaos us quarlos e hora, essa vc
murada, essa vida chinen cujas partic
Prevista.. n,| H e,oee do corarao
loda es-a
Todava foi elle que enxugou primeiro os olhos,
e disse erguendo-os tambem sobre ella :
Vamos separar-nos, Maria! quem a proteger
agora quando voss for a floresta? quando desejar
um passarmho, quera ir procura-lo nos altos ramos
dos carvalhos '! E quando me aecusarem, quando
quizerem punir-me, quem elevar a voz para de-
fender-me, pois voss nao eslarti mais l, Mara !
Despedcm-me porque vinguei a mnrle .de sua rol-
nha. Sinlo muilo deixa-la ; mas Mo me arrependo
de ler morto aquello hnrrivel animal, que a fez
chorar lauto, e que devorara aquelle pobre passari-
nho, que lano a amava.
Erusloe Maria chorando havam dragado ao pro-
prio lugar dessasecna, que oceupra 1,1o largo es-
paco era sua vida de infancia. Ernesto mostrou
cora a man o lugar em que se pasara esse pequeo
drama, que terminava-se pela partida de quera del-
le fura o hroe.
Foi all i disse elle com umacccnlo enfraque-
cidoda colera que o animara, se fosse preciso re-
petir o que fiz, eu o tornara anda a fazer.
Os leilores acharto sera duvida que Ernesto era
um criminoso muito endurecido, pois no momento
de solTrer o castigo de sua falla eslava lao longe de
arrepender-se. Todava seu corarao uao era (ao
nao como parece, o visto que devemos dizer o hem
oo mal havemus de ver que o carcter do futuro
discpulo da L'uivcrsidade ollerecia algunshons ger-
mens, que entregues a essa grande cultivadora, que
toma de arrcndamenlo as intelligencias e os cora-
roes de lodosos meninos da Franja, produziro lal-
vez depois urna bella cara.
Elle lnha percorrdo com Maria lodas as roas do
jardm parando junto de cada arvore, assenlando-se
obre rada banco, c ler-sc-hia dilo que nao podan]
darum passo seniacharem una Icmbranra de sua vida
de infancia com seus annos lao risonhos e lao bellos,
nos quaes cada dia era urna alegra, cada momento
nm prazer. Nesse lugar em que lanas vezes linham
corrido, folgndo, riuo, sallado, tanto lempo vivido
juntos, essas horas alegres, estouvadas, sein desgos-
los, sera previdencia, elevavam-se ao mesmo lempo
torvelinhaudo romo um cnxame de abelhas, e ade-
javara em torno delles rorauJo-lhes a fronle com
suas a/as donradas.
Elles passeiavam assim em soa existencia passada,
e medida que se adianlavam deixando aps de si
lodas as moros infanlis, que dispertavaui drbaixo
berana de todo o orboie plenipolentemeole isenla
da sorte commom a toda a gerarao humana. Aquel-
las e estes seriara insupcientcs qualidade de Mai
do Hornera Dos, se humanamente podessem ser
coraprehendidos. Se porm pretendemos reflexio-
nar no raaravilhoso arcano de sua Assumprao, acre-
dilando ingenuamente que a divina plenipotencia
esgotOu ( permilla-se-i esla eipressao ) lodo seu
poder em fazer dar Ifz urna nica crealura pu-
rissma desde sua immaculada conceirao, fcilmen-
te nos convenceremos de que o objeclo de nossas
pias reflexes, he magnifico, sublime o Iransccndenle
a loda expressao, digna inqueslionavelmcnlc de nossa
cordeal reverencia, como nos diz o santo bispo Hs-
panla, egregio e eximio doutor da santa igreja,
quando nos assevera qoe, se todos os nossos mem-
bros se convertessem em linguas, jamis seriara suf-
licienles para proferir os elogios c louvores devidos
s virtudes, que a corredamplora do genero humano
praticou em supereminente grao da mais consumada
perfeiro.
Acredilamos a ascencao de Jess Chrislo como
um prodigio de sua omnipotencia". Creraos queeslc
Divino Salvador se clevou sobro todos s cos para
entrar era sua gloria, e aenlar-se direila de sen
eterno pai, cercado de millegies d'anjos que o ado-
ram e servem. Se porm cunsullarroos a f, que
professamos cerca desle admiravel mjslerio, ndi-
calivo da exlraordnaria victoria que o Bedemplor
do mundo reporlou da potencia larlaria, com facli-
dade compreheuderemos, que exislindo o infinita
poder nassacratissimas raaos de Jess Chrislo como
Dos, necessaria foi a manfestarao deste poder, para
nossa iustrucrao, e iutellgencia do premio destina-
do a seus fiis imitadores, nao sendo admissvel que
o rei da (loria dcixasse do regressar para sua pro-
pria habitarlo.
E permittira o Divino Filho de Maria que sua di-
gna mai fosse elevada ao cao em corpo e alma, posto
que invisivelmcule, sera pampa e magnificencia
devida imperalriz celeste t
Devera ser conservado no sepulcro at i geral
ressurreirao uro corpo, cm cujo castissimo seio foi
concebido o filho de Dos 1
Consenqiia opoder supremo que Maria Sanlissma,
predestinada anteriormente; ;i crearlo dos aovamos,
lermnasse sua mortal careira, sem o esplendor e
hrillianismo conveniente sua dignidade?
Primognito do Alliasimo, v devies ser coreada
daquella preeiniucute glorij, que vos foi assignalada
desde o principio, e antes dvs seculos !
Os apostlos, segundo a antiquissima Iradicao, a-
credlaram esta verdade, qando, visitando o scpol-
cro.emquc tmiiara depositodo o innocentssmo
corpo de Maria, nao o acharara, nem mais ouviram
o;mui sonoro e suavlssimo canto anglico, que rc-
soou uaquelle recinto pof tres dias, como cm outra
occasao annuuciamos, referfndo a historia deste raa-
ravilhoso acontecimciito.
Dilectos diocesanos, se por algnnsespacos de lem-
po, nos dedicarmos i pa recordacao do' aprasivel
misterio,-qoe proximamenle preletidenins solcmni-
sar com especial culto, qual devemos gravar cm
nossa roenle, nos ndubilavelmeute, nos regosjarc-
mos com a memoria da Unta soblimidade a que foi
elevada a Mai de Dos, eternamente inclinada a
proteger os que recorrem ao seu poderoso patrocinio,
e neste confiam, quando o nao desmerecam pula obs-
tinada reincidencia no exercicio das execraveis pai-
xops, que nos privara da proleccao, com que a Vir-
gem Sanlssima anhela agraciar-nos e felicitar-
nos.
Excitados e commovidos pelo excmplo.qae n igre-
ja universal nos fornece, prestand'o sua proleclora
c defensora os maiores cultos no jucundo dia de sua
maravilhosa Assumpcao, prolonguemos nossas refle-
xoes, contemplando, quanto uosseja possivel, o in-
comparavl gr.o de gloria, maisbrilhanle eresplan-
decenle, que a de todos os habitantes nacerle celes-
te, conferido a urna purissma crealura, que no espa-
to de 73 annos jamis foi assombrada de leve de-
feilo, ou imperfeiro.
E que raciocinio poderemos formarsobre o inson-
davel merilo, que devemos altribur a Maria, que
no instante de sua couceicao foi preservada da cul-
pa original, e por este insMilo privilegio, adornada
com a excellenle snperioridade de progredir no me-
rilo, e nao poder desmerecer em todos os momentos
de sua procrastinada existencia sobre Ierra 1 Nar-
re o silencio, o que a liugua nao pode expri-
mir.
E nao devera a Virgem Sanlssima ser recebida
por seu dlcelissimo filho com a maor demonslrarao
de infinito jubilo, proprio de um lal filho para com*
urna lal mai t Poderemos comprehender quaes
fossem os applausos com que l'o solera atado o Ir-
umpho da Imperalriz do eco o da Ierra ".'
A Divindade acollocou junio de seu (hrono, c lo-
dos os espirilos anglicos, e as demais bemavenlura-
dos|a veneram e recophecem por sua soberana, ad-
rairandoiua belleza e formosura.
Sendo do nossa iulenrao confirmar com o exemplo
a doutriua quo expendernos, formamos o projecto de
comparecer na igreja do recolhimenlode Nossa Sc-
nhora da Gloria no dia 15 docorrenle mez, para no
fim da mssa pontifical concedermos cm nomo do
santo padre, indulgencia plenaria a todos que, com
verdadeira contricrao, recorrerem ao sacramento da
Penitencia, receberam o da sacralissima Euchars-
(ia, e rogarem a Dos pelo feliz eslado de suasanti-
dade, c por nse pela santa igreja, disposirio neces-
saria para lucraren) esta indulgencia.
Em vrludc da faculdade pontificia, outorgada a
todos o prelados para desla usaren) duas vezes no
anno, agraciaremos os assistentcs ao religioso aclo
com a beuro papal, devendo ser recebida como se
o Sanio Padre prsenle fosse.
Vrgem excelsa, e a mais especiosa entre loda a
crealura, dignai-vos aceitar os revcrenles cultos, c
respetosos obsequios, que vos tributamos no dia de
vean mais eaigaalado iriumpho, do qual resuliou
para a celeste Jcrosalem o cierno prazer de vossa de-
liciosa frniro.
Nenhum dia ha no circulo do anno lao proprio pa-
ra impetrar, e conseguir vossa propiciarlo, como a-
quelle cm que a Sanlssima Trindadc coroou vos-
sos singularsimos mcrilos.
Orai por lodos os que se acolhomsob vossa prolec-
c3o, c nesla confiam.
Dirig seu proccdmenlo, para que por vs livres
descus espriluaes inimigos, possam finalisar sua
existencia sem temor de perder aquella gloria, que
esperara alcancar por vossa piadosa inlervenrio.
lnleressai-vos, pissima Sen hora, na salvado
dos peccadores, de quem sois mai.
Sinlam elles a eflicacia de vossas supplicas em seu
favor, cerlos de que sem o vosso patrocinio, jamis
podem obler o premio eterno, pelos infinitos mri-
tos de vosso dileclissimo filho,
O' beatissima Mai de Jess Chrislo, livra-nos de
lodas as llnsoes, e aslulas soggesles, com que os
inimigos de nossa salvarlo iutcnlam a reprovaro
das almas na hora de seu transito para a elerni-
dade.
Palacio da Soledade, lOde agosto de 1854.Jeao,
bispo de Pcrnambuco.
COMISANDO DAS ARMAS.'
Quanel do commaado da* armas de Pcrnam-
buco Ba cidade do Recife, em 11 de afoato
da 1854.
OBDEMDODIAN. 131.
O coronel commandante das armas interino, faz
publico para scencia da guarnico, e devido elleito,
qne o governo de S. M. o imperador houve por bem
por aviso de 10 de maio nltmo, que o Sr. airares
Secundino Fclafiano de Mello c Silva, despachado
por decreto de 31 de marro desle auno para o 2"
balalhao de infantaria. continu a servir no corpopro-
visorioda guarnicao fu da provincia da parahiba,
onde se acha, o quo foi commuoicado em officio da
presidencia de honlem datado.
Assignado.Manoel Mun'iz 'acares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle :dc
ordens, enrarregado do delalhe.
INTERIOR.
descus passos, linham dragado ao lumiar da rasa,
do nutro lado da qual eslava o futuro, quando Er-
nesto vollando-se repentinamente, disse a Maria :
Maria. Icnho de pedir-lira urna cousa.
Mana crgueu para elle dous olhos grandes azues,
nos quaes era facit lnuma promessa.
He de subsliluir-mc junto do velho Miguel
conlinuou Ernesto, o anlgo guarda a quem eu ia
levar todos os mezes melado do dinheiro, que n>-
iiha ave me dava. Ningucra ania-o um casa porque
ro elleque cnsinou mo a aiirar. Voso ira, nao he
assim, Mara ? Elle he pobre, e depois de voss as
duas nicas pessuas que me amam aqui he Miguel
e seu cao.
Agradeeo-lhe ler pensado em mira, Ernesto,
hei de subslilui-lo junto de Miguel, c alTagarei por
voss o cao dalle, responden Irislemenle Mara.
Esle legado de urna boa aeco oflerecdo e aceito
foi a ultima palavra IrocaJa cutre os dous me-
ninos. Senlrar Ernesto onde est o seuhor
Ernesto 1 a diligencia est a parlir. Ouvc-su este
grito repetido de todas as parles. O rapaznho mal
tcm o lempo de dragar esbaforido e abracar a av, a
qual bcijando a fronle do viajaule poe por conla da
partida do neto una lagrima, que d lalvez me-
moria de seu gato lao cruel mente assassinado.
Eis na carruagem o joven esludante rapidamenlc
levado para a grande cidade que elle n.1o.conhecc, e
para um fiiluio que ignora. Va pobre menino pro-
mettido a l'niversidade, essa ama mercenaria que
da um scio banal a urna geraeSb ntera, e cojo leiic
equivoco lorna-se um sueco sa'lul.ir para uns c con-
ycrlc-se em veneno para outros va procurar a
inslrucrodo espirito separada da duraran da alma,
yai pedir a luz aos raios desse sol sera "calor va
jugar a candura de leus scntimeiitos, a dignidade de
leu caraeler, a frescura de tua innocencia, va far-
lar-te nessa fnnle onde o crime bebe tanto quanto o
engenho. Esquece-le de leus grandes bosques lao
bellos e lao verdes, das aves do co, de leus ami-
gos, da relva tan florida, do ariao puro, de leu ho-
risonte sem lmites. Tens Ireze annos eje a pagina
de la infancia volla-sr para sempre. O collegio he
a soriedade que romera rom o contrasto de seus ca-
acleres, a hila de seus inleresses, suas tempestades
seus odios, suas h] pocrisias. Coragem, menino, ama-
uha sers estudanle, isto he, homem
(Juandoa roruagem que levava Ernesto pavsou
diaulu da casinha, elle iiiclinou-se atravez da porli-
R10 DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. OEPUTADOS.
Dia 20 de junho.
A' hora do contorne reunido numero sufficien-
le de memhrus, abre-se a sessflo.
I.ida e approvada a acia da antecedente, o primei-
ro secretario d conta do seguinle expediente :
Lm oflicio do ministro da juslica, remetiendo as
tabellas dos emolumentos parochiaes das dioceses de
S. Paulo, Mariaona, Goyaz, Baha e Maranhao.A
commissao ecclesiastica.
Do mesmo minislro, enviando, como por esla c-
mara fra requisilada, a bulla pontificia pela qual
foi creado o bispado de S. Paulo.A" commissao ec-
clesiastica que fez a requisirao:
Do mesmo ministro, satisfazendo a varias exigen-
cias felas por esta cmara.A' commissao de jnslira
criminal.
Do minislro da guerra, remetiendo os.papcs rela-
tivos aos militares e paisanos que se distinguirn)
um defeza da ordem publica na provincia do Mara-
nhao, por occasao das rebellies que all tiveram
lugar nos auuos de 1832 e de 1839 a 18il.A' com-
missao de marinha e guerra.
Do minislro do imperio, remetiendo o oflicio do
vicc presidente da provincia de Minas Geraes, acom-
panhado da representaran documentada que a c-
mara municipal da cidade do Sabara dirige as-
semblea geral legislativa pedindo a confcccao de
urna lei que remova a parte dos fundos do vinculo
do Jagura destinada ao recolhimenlo de Macaubas
para a sociedade de beneficencia das Sras. Sabarcn-
ses, creada na mesma provincia.A' commissao de
juslica civil.
Do mesmo minislro, remetiendo lodos os papis
existentes na secretaria a seu cargo, concerncules
navegarao do rio Ilapicur, na provincia do Mara-
nhao, conforme rcquisilou esla cmara. A quem
fez a requisirao.
Do 1." secretorio do senado, enviando a proposi-
3o daquella cmara autorisando o governo a con-
ceder carta de naluralisarao de ctdadao brasileiro ao
Dr. Jos Francisco Sigaud; e communicando qne o
senado adoplou c va dirigir i sancraoimperial a re-
solujo qne augmenta Os vencimenlos dos corrcios
das sccrelariasde eslado.
Vai a imprimir a proposito, e fica a cmara in-
Icirada da segunda parte do ollicio.
Cm rcquerimenlo do (cnentc-coroncl Joao Gui-
lliermc de Bruce pedindo pagamento desodos atra-
sados.A' lerccira commissao de orramento.
De Manoel Agoslinho do Nascraenlo pedindo
urna disposirao legislativa pela qual seja declarado
comprehendido na disposirao da rcsolurao de 31 de
oulubro de 1831, e empregado da exmela reparli-
iihola, c vio Mana, a qual fcz-lhc um ullimo signal
deamisade. Depois a pobre menina cncerrou-se em
seu quarto para dar livre curso a seus solucos. Sua
educacao comerava, ella senta a desgraca. Um mez
anles o peiisameulo da raorle lao triste e lao sombro
linha-lhc entrado no espirito, agora ella conhecia a
amargura de una primeira despedida.
II
Um grande arontcriincnio cm una pe-
quea cidade.
Muilos anuoslinham-sc passado depois desseacou-
lecimeolo. O crime e o rrimiuoso eslavum esque-
cidos. Ernesto seguia os esludus era Pars, c o galo
incsmoque cmpalhado por urdem da senhora figura-
va um sen salao como um monumento do delicio,
linli i -ido laucado poi morle da velha no fundo de
umcellciro. Por nina triste vnlta das cousas desle
mundo a glora ddlc cabio de seu pedestal, o sua
apolheose nao leve maor durarao que as apotheo-
ses do Panthenn. Na verdade valia a pena ser gato!
Essa calaslrophe domestica fora seguida de outra
ralastrophe, cujas consequencias um lano mais gra-
ves linham sido sentidas al debata do humilde
lorio de madama de Saiseval : queremos fallar da
queda de Napoleao.
A viuva do coronel do imperio tinha nutrido sem-
c usperanra do vera munificencia imperial desccr
C,ao do commissiriado. A' commitsao de marinha
e guerra.
Dos guardas da alfandega de Pernamhuco, pedin-
do augmento de ordenado. A' commissao de pen-
ses e ordenados.
Do Dr. Alcxandre Jos de Mello Moraes, pedindo
que se mande imprimir pelo (hesouro o seu diccio-
nario em porluguez, de medicina, cirurgia, physica.
chimica e historia natural. A' commissao de ins-
trucrao publica.
I.eem-se e approvam-sc varias redaeces e os se-
guidles pareceres :
A commissao de esla lisura examinando a re-
presentarao da asscmbla provincial da provincia de
Sania Calharina, em que pede que o municipio de
Laces seja dcsannexado do bispado de S. Paulo e
encorporado ao do Bio de Janeiro, verificando que
esle pedido j se acha salisfeito pelo 1. do arl. 2.
da le n. 693 de 10 de agosto de 1853, e por isso he
de parecer que seja a dita representaran archivada.
Sala das commsses, "20 de junho de 185i. llibei-
ro da Luz. Brrelo l'edroso. Aptigio Gui-
maraei.
- A commissao de fazenda requer que se pe cao
cora urgencia ao governo, por intermedio da secre-
tarla de estado dos negocios da fazenda, lodos os do-
cumentos, pareceres e consullas relativas encorpo-
rarjlo dos proprios nucionaes dos bcus perlencentes
ao patrimonio das exmelas villas de Marejaua,
Arouches e Sourc, que exislirem na mesma secre-
taria.
Sala das commissocs, 90 de junho de 185i.
.Silca Fcrrai. Taques, a
A commissao de penses e ordenados, tendo
examinado o requerimento dos empregados na visi-
ta da polica do porlo desla capital, que pedem aug-
mento dos seus vencimenlos, e julgando que em
laes negocios deve-se pedir iuformarf.es ao governo,
he de parecer que se oflicie nesle seutido.
Paco da cmara dos depulados, 17 de junho de
185i. D. F. B, da Silceira. Gomes Ribeiro.
(c A commissao de penses c ordenados leudo de-
\ llmenle examinado o requerimento do cabido da
calhcdral e capella imperial^ que pede i esla au-
gusta cmara que seja considerado como congrua o
augmento que se lhe deu como gratificarlo ; e con-
siderando que he boje um principio mu geralmen-
le seguido entre nos o dividir os vencimenlos dos
empregados, fazendo urna parle efieclrva e perma-
nente, islo Ira, ordenado, e oulra parte gratificarao
pro labore. Ira de parecer que nao ha porlanlo que
deferir.
Paco da cmara dos deputados, 17 de junho de
185. D. F. B. da Silceira. Gomes fibciro. d
A irmandade de Nossa Senhora das Mcrccs da
cidade da Parahiha do Norlc pede cinco loteras pa-
ra reparo de seu templo.
Sujcito .1 liberaran da cmara se acha um
pmjcclo sobre esta materia ; a commissao de fazen-
da porlanlo enlende, 0 he de parecer que o incluso
requerimento deve ficar sobre a mesa para ser lo-
mado em considerarao na discnssSo do referido pro-
jecto.
Sala das commissScs, 19 de junho de 18i4.
Sica Perra:. Carneiro de Campos.
He approvado o seguiute parecer, ficando reser-
vado o artigo addilivo para ser tratado em occasao
opporluna.
A imperial irmandade da Santa Cruz dos Mili-
tares desti corto expoe, que desde longos annos tura
promovido e sustentado o santo culto do Signal da
Bcdemprao, como symbolo que acompanha o solda-
do brasileiro ; que com lodos os meios ao seu alcan-
ce promove o allivio i classe militar, amparando as
viuvas e filhos do oflicUI brasileiro ; e que nao'ha
enlre nos insliluicao pia que abrigue lanas fami-
lias ; que para occorrer a tudas as suas despezas de
cnllo e penses s viuvas e filhos dos militares he
que ella possue predios os quaes eslo sujeitos de-
cima dobrada, quando os da sania casa da Miseri-
cordia da corle nao pagam decima algoma; e assim
pede a mesma irmandade gozar do mesmo indulto,
o A commissao de fazenda, reconhecendo a vera-
cidade do allegado pela referida irmandade e os
mutos santos e apreciaveis beneficios qoe ella pres-
ta, he de parecer que se lira conceda o mesmo in-
dulto de quea sania casa da Misericordia gozaquan-
lo" decima de seus predios ; e para esle fim of-
ferece como artigo addilivo ao orramento, e para
ser discutido cm lugar competente o seguinle :
Arligo addilivo ao orcaraenlo. A irmandade
da Sania Cruz dos Militares gozar da mesma excep-
rao concedida santa casa da Misericordia desla
corle, quanto decima de seus predios.
Paco da cmara dos depulados, 19 de junho de
1854. C. Carneiro de Campos. Silca Ferraz.
S0 julgadas objeclo de deliberaran, e vao a im-
primir para entrar na ordem dos Irabalhos, as se-
guinles rcsolures :
a Foram remullidas commissao de fazenda di-
versas emendas offerecidas na discussao do projecto,
viudo do senado, n. 44 de 1853, que lendcm con-
cessao de loteras para diversos lugares e eslabele-
cimenlos, para aprescnlar em projectos disliiictos.
a AI-o ni.i- desla- emendas, como o n. 3, o lie re-
cula em favor dos hospitacs de caridade da Cacho-
eira e villa da Barra do Bio Grande, da provincia
da Baha, a da letra B em favor do hospital de San-
ta Isabel, fazem objeclo de projectos sujeitos a deli-
berarlo da cantara, e sobre ellas a commissao en-
lende que n,lo he mister novos projectos.
As demais, algumas sSo coudirionacs e ofTereci-
sobre suas lilhas. Esperava que Anna e Mara li-
vessem completado dozc anuos para manda-las ler-
minar sua educarn no collegio de madama Campan,
esse Saiul-Cvr mundano onde se creavam as mulhe-
i es para o bailo. Madama Campan era una amiga
de sua familia, e assim ella lhe leria confiado volun-
tariamente as filhas, su livesse podido faze-laseulrar
ao mesmo lempo no cslahelecimcnlo de Ecoucn, pois
nao queria separa-las. Mas coincidindo os desastres
das ullmas campanhas de Napoleao com a poca
em que Anna e Maria dragaran) a idade marcada,
os passos de madama de Saiseval foram mallogra-
dos, eas duas irma.i- tiveram a felcidade de evitar
essa purigosa'prnva. Depois o imperio cahindo l-
'ou a madama Campan a direccao de urna inslitui-
Cao pretenciosa e afferlada.que S'apolra.i.muito mo
entendedor de ludo o que dzia respeilo s mulheres,
lomara por urna dessai llores de perfumes suaves e
lirondos, cuja rai/ eniranba-e na Ierra, e que n.lo
era na realidadr mais do que urna rosa arliflcial lau-
cada sobre sua glora.
mundo imperial. Toda a magia dessa epopea mili-
tar que (aillo saiigiic havia.cuslado s veias da Fran-
ca, lanos sacrificios dignidade humana, cahia, e
via-sc dcsapparecer essa mullidao de glorias de pan-
nachos ondulantes, de dragonas bullanles, de ge-
neraes victoriosos e de elegantes ajudanlcs de cam-
po, p dourado que torvelinhava era torno do sol
das bal.ilbas. A essa sociedade bellicosa succedia ou-
lra sociedade de ndole mais calma e mais pacifica.
A aristocracia anliga reappareriaem Franca; porm
fraca, c con) feridas ainda sangrentas, o a aristocra-
cia do dinheiro preparava-se Burdamente para tomar
a supremaca que lira deixava a-queda da aristo-
cracia da catana, i qual os acnnleriinentos nao li-
nham dado o lempo de lornar-se urna aristocracia
de espada.
Foi era consequencia de-as grandes commor,es
que um general do imperio, que nunca residir em
suas Ierras, vio-sc obrigado pelo calaclysma impe-
rial que arriiinava-lhc a riqueza, a por a venda o
bello castellode Sainl-Vincenl situado duas leguas
distante de Chale.iuucuf. A noticia dessa venda foi
urna novidade para loda a vixinhanra. Sem duvida
o novo proprielario quem querque fosse, nao imita-
ra seu predecessor, c iria residir nessa bella Ierra.
Essas portas 13o longo lempo fechadas iam lornar-se
a abrir, esses paleos deserlos e tristes iam encher-te
c animar-se, cssas salas vastas e silenciosas que as
mais indicavam com o iludo aos meninos para inli-
mida-los, tanto terror religioso hava no edificio
abandonado essas salas, donde via-se de quando
cm (piando sabir algum pssaro siuislro por urna
janella sem \adraras recuberiam brevemente novos
hospedes.
Dorante o lempo que durou o lelao, foi esle o as-
sumplo nico de lodas as conversaees de Chaleau-
ncuf. Disculia-se a riqueza dos difierenles com-
pradores que e apreseulavain, as probabilidades de
cada um, as esperancas que podia fundar o paiz so-
bre seu carcter, sua opulencia oo sua lberalidade.
As mulheres esperavam um castellao apaixonado
pelos bailes e feslas, e sua imaginacao dansava ja na
sala grande ; os caladores que sao numerosos nesses
lugares abundantes de caca .vfznhos s florestas
de Chaleauneuf, de Senonches e de Dreux deae-
javam um proprielario tolerante e hospilalero, o
medico desejava ii ni doenle, os mercadores um re-
das smenle com o fim de embargar a^asaagem de
oulras, ou dependentes de certas circunstancias,
como a de o. 6, em favor do hospital de caridade de
Pernamhuco, e a de n. 2, era favor da matriz da
cidade Diamantina, no caso de ser a mesma matriz
elevada a S episcopal.
Sobre ellas hesilou a commissao em oflerecer pro-
jectos distinctos, nao obstante o que, attendeudo a
generalidade do requerimento de adiameoto appro-
vado, vin-se na necessidade de o fazer, e por laesra-
zOes oflerece deliberarlo da casa, em virlode
da commissao que receben, os seguinles projectos
de lei :
A a ssem ble a geral legislativa decreto ;
a Arligo nico. Ficam concedidas em favor do
hospital de caridade de Pernamhuco duas loteras
ignaes em plano s qoe foram concedidas santo
casa da Misericordia ueila corto.
19 de junho de 1854. SUta Ferros. Car-
neiro de Campos.
A assemblea geral legislativa decreto .
Arligo nico. O governo far exlrahir, no caso
da raaljiz da cidade Diamantina ser elevada a S e-
piscopal. duas loteras iguaes em plauo s concedi-
das santa casa da Misericordia desla corle, para o
reparos de que a mesma matriz precisa.
19 de junho de 1851.Silva Ferraz.Carnei-
ro de Campos, a
k A assemblea geral legislativa decreto ;
Arl. nico. O governo far correr, em benefi-
cio da matriz de Iraj duas loteras iguaes cm pla-
no s concedidas santa casa da Misericordia desla
corle.
19 de junho de 185*.Silva Ferros.Carnei-
ro de Campos, o
a Arl. nico. O governo mandar correr dnas lo-
teras cm beneficio das obras da inalriz da freguezia
de Lagoa de Bqdrigo de Freilas e da capella de Nos-
sa Senhora da Conceiclo, situada na mesma fregue-
zia.
19 de junho de 1854.5tlca Ferraz.Carnei-
ro de Campos.
A Ordem Terceira da Penitencia de S. Fraucis-
co, da cidade da Baha, pede a coucessao de duas
loteras annuaes por espaco de 6 anuos, pasa a con-
i-tosan do eslabeledmento po que emprehendera
para asylo de seus irmSos invlidos e educacao dos
filhos dsslcs.
Allega em favor de seu pedido a ulilidade da
insliluicao e o mo eslado de sua renda, em virlode
do incendio que soll'reram cinco de suas melhores'
propnedades.
a A commissao de fazenda reconhece a ulilidade
de semelhantes iustiluices de asylo e de educacao;
considera de grande proveito as coufrarias, quando
hem administradas e dirigidas, como sociedades de
soccorro mutuo, e faz votos para que debaixo de
melhores rearas ou bases, c de urna Ilustrada fisca-
lisacao, pruencliaiu sea verdadeiro fim. Conforme
estos principios he de parecer qoe se adopto o se-
guinle projecto de lei: *
A assemblea geral legislativa decreto :
ir Arl. nico. O governo fica aulorisado para
mandar exlrahir seis loteras iguaes em plano sque
foram concedidas sania casa da Misericordia desta
corte, a beneficio do asylo do invlidos e casa de e-
diicacao que estabelecer a ordem 3." da Penitencia
de S. Francisco da cidade da Babia no caso do pla-
no ou dos estatutos d toes eslabelecimenlos merece-
i cm sua approvacao.
Sala das commissoes, 17 de junho de 1854.
Silca Ferraz.Carneiro de Campos.
a A commissao de penses e ordenados, leudo de-
vidaraenle examinado o decreto de 25 de oulubro
prximo passado, pelo qual foi aposentado o des-
embargador Joao Capistrano Bebellu, presidente da
relarao do Maraoho, com o ordenado animal
de 3:000t>,e considerando quo digno servidor do es-
tado foi aquelle desembargador, qoe infelizmente
nao pode coutinuara prestar os seus bons serviros, co-
mo o fez em um espaco de quasi 30 annos: he de pa-
recer que seja approvada a aposentadoria, e para
isto submelle approvarao desta augusto cmara a
seguinle resolucao :
. A assemblea geral legislativa resolve :
Arl.-1. Fica approvada a aposentadoria conce-
dida por decreto de 25 de ontubro de 1853 ao des-
embargador Joao Capislrano Kebello, presidente da
pclacao do Maranlio, com o ordenado aunnal de
3.O00.
Arl. 2. Bevogam-se as disposcoes em con Ira-
rio.
Paro da cmara dos depulados em 17 de junho de
1854. D. F. B. da Silteira. /. B. de -V. S.
Lobato.
Continua a primeira discussao do projecto do Sr.
Jusliniano Jos da Bocha, que coocede loteras
cmara municipal da corle para auxiliar os thea-
tros.
Depois de fallaren) o mesmo Sr. Bocha e o minis-
lro do imperio, he o projecto regeitodo.
Continua, a discussao adiada do orcaraenlo da
guerra.
O Sr. .iguiar: Sr. presidente, o laclo de nao
haver eu pedido a palavra nos primeiros dous dias
em que se discuti o orcamenlo do ministerio da-
guerra bastante revela quenenhuma iulenrao hava
de minha parte de ingerir-me nesla discussao, e essa
mioha iulenrao anda mais se firmn depois que vi
inscriptos mu distinctos oradores, depois dos quaes
nao era dado lisoncear-mc poder accrcscentar. com
gees:
Cada da corra novo boato, todos rommuncavara
com a KesUurarao mu novo mundo succedia ao' suas descoberlas, suas ideas, suas suspeilas e sus'
receioi. Todo u paiz tinha febre. Nenboma car-
ruagem de posta podia atravessar a estrada sem en-
cerrar um comprador. O caslello de Sainl-Vincent
era aos olhos dos habitantes de Chaleauneuf o cen-
tro do mundo, porque era o centro de suas ideas, o
punto, para o qual deviam acudir lodosos viajantes,
porque era a capital de suas esperancas e de uas
illusoes.
Nessa poca o notario lornou-se nm poder, suas
palavras eram ouvidas como um orculo, porquau-
lo um notario de aldeia em vesperas de um leilao
he como um medico no momento de um contagio.
as cidades grandes, que sao o centro do negocios,
os maiores acontecimentos sao apenas notados, e s
as revoluroes fazem vollar a cabera ; mas approxi-
mando-se das circunferencia a importancia dos me-
nores fados augmento em razao directo da eilensao
do faio. Ha covis de frmica, onde a gota d'agua
cabida de urna rosa, que acaba de refrescar he nm
diluvio ;| ha lugares em Franca onde a queda do
maire vale a queda do imperador.
Madama de Saiseval que participava da preoecu-
paro geral lomara nimias vezes por alvo de seus
passeios com Anna e Mara o caslello de iainl-Yin-
cenl. Paruria-llie que adiantava assim o momento
em que aquelle edificio tonto tempo fechado,tornara
a abrr-se. Assenlada entre as duas filhas obre o
laboleiro de relva que conduia a porta de entrada,
ella deixava seus pensamenlos perderein-se em um
futuro.onde havia mais una prnhahilidade desde que
saba que o caslello ia passar a novas mSos. Que
estrauho cuello da imaginacao! Ese edificio dou-
rado pelos raios de suas esperancas paiecia-llra j
mais i'isnnho e mais bello, ao passo qne Anna e
Mara repeliam minias vezes que nao podiam vollar
a vsla para aquellas paredes sombras sem eiperi-
munlarem um aperto de corarn..
Emfim chegou o dia lano lempo esperado, e sou-
be-se que o comprador era o conde de Glandevez.
Depois vicram pooco a pouco as particularidades.
Elle era solteiro posto queja idoso. e reuna a urna
grande riqueza o titulo de par de Franca. Pertencia
por na-i iineulo anliga nobreza ; mas era contado
no nomero dos membros della, que separando-se do
corpo em 89, misluraram-se com as opinioes e aeon-
lurimentos, cojos ltimos abalos agilavam ainda o
pai/.
( Coiitinuar-se-lia.)
"'
si

\


DIARIO DE PERMMBUCO, SABBIOO 12 D'AGOSTO DE 1854.
I
y
successo um s peusamcnlo, ou ama s idea (nao
apoiado); eulrelaulo circumslancias vcies occor-
rem qnetem a terca de mudar a inlencao e o propo-
sito mellior calculado, e foi justamente nesta psito
que cu me achei ua ultima sessao, quando me. deli-
berei a pedir a palavra.
Devo anlcs deludo, Sr. presidente, declarar o
iobre ministro daguerra que uaolenriono impug-
nar urna s verba da proposta do enverno, que foi
redundan prqjeelo de le pela ronimissSo de orna-
mento; nao pretendo mesmo Tazar diminuir um s
real a essas quanliai queS. Es. cnteiideu serem ne-
cessarias ao bom desempenho do s;rvro; todava
rogo pirticolarmente a S. Es. que tenha a bondade
de alten Jer as breves observa c cer considerarlo da casa e a de S. Ex.
Sr. presidente, quando na ultima sessao um meo
nobre amigo e collega pela provincia doCear aven-
Jurou algumas reflexes acerca da maneira desigual
porque era feilo o recrutamenlo as diDerenles pro-
vincias dn imperio, pensamento este que fui lumi-
nosa e victoriosamente sustentado por um outro met
honrado collega pelo MaranhAo, o Ilustre Sr. 1." se-
cretario, meu nobre amigo a quem lano respeilo,
i'iiicndeu dever produiir algumas r.izes para atle-
nuar o justo effeito que haviam causado laes refle-
v'ies, e entre aquellas, disse, como bem informado,
que poda asseverar cmara que exstiam na pro-
vincia de Minas recrulas promptos que nao eram
Biandados buscar pelo governo, en1 reanlo que nos
nao queixava mas desle.....
O Sr. Paula Candido.Que nAo podiam vir por
. cansa da despeza. '
OSr' Aguiar: Esta asseverarAo feila l.lo sole-
nemeule movea-me a di/.cr, em aparte, que se o go-
verno proceda desla maneira, se era islo exacto,
entilo o governo Iluda a cmara. E com effeito
anda repito o que disse em aparta; se o governo
tendo recrulas promptos na provincia de Minas ou
em mitra qualqner provincia, os na u manda buscar,
porque nAo quer fazer despeza com este ramo de
servico, como disse o honrado Sr. 1. secretario, entilo
procede mal; porque o empeuho do obler urna eco-
noma que nao pode ser justificada, vem fazer com
que as oulras provincias paguem um tributo que de-
ve ser repartido por todas..:.
OSr. yasconcellos: Nao he esta a razAo por-
que de Minas nao vem recrulas.
OSr. Aguiar: Ea refiro-me raai allegada
pelo nolire 1. secretario. Nem posao crer lambem
que fallem ao governo os meos peciniarios precisos
para esle ramo do servico publico...
O Sr. Vasconcellor. Em Minas nunca fallou
dnheiro para islo.
O .Sr. Aguiar. ... porque se por ventura a quo-
la votada fosse insutliciente, sem dnvida o nobre mi-
nistro liiilu rigorosa obrigacode pedir no ornamen-
to que actualmente se discute urna consignarlo su-
perior aquella que j foi marcada aara o anno cor-
rcnle; mas, bem ao contrario disto, vejo da proposta
que a quantiade 300:0008 volada o anno passado he
sem alterarlo, a mesma que o nobte ministro pede
agora para o anno futuro. Em vista disto devo com
razao concluir que cssa quanlia he sufficicnlo para
o recrutamenlo em todo o imperio, e que portanto,
Dio se pode allegar comoraiflo de nao virein recrulas
de Minas a falla de dinheiro.....
O Sr. yasconcellos : Tem viudo recrulas de
Minas.
O Sr. Aguiar:Mesmo quando por acaso a ver-
ba designada para cssa despeza se houvesse escolado
por insiifticienle, lodos nos sabemos que o governo
est autorsado para decretar crditos aliro de suprir
as necesidades de qualqaer verba volada em lei que
nao baste para o servico que he applicada.
Senhores, j se v pos que nao ijrrei quando, em
aparte, disse que a proceder o govorno da maneira
porque nos havia asseverado o honrado Sr. 1. secre-
tario, illudia a cmara c nao cumpra a lei, entre-
tanto que nao me posso persuadir d > que urna seme-
lhanle razao tenha feilrf comqueos recrulas existen-
te- em Minas deixem de ser remettidos para esta
corte; e para completo desengao de lodos quizera
que oSr. ministro declaras-e se realmente he por
falla de meios que tem deixado de vir esses re-
crulas?...
O Sr. Ministro da Guerra: Nao he por essa
falta, nao, senhor.
O Sr. Aguiar. Bem: agora est palelee ve-
rificado que a falla de recrulas da provincia de Mi-
nas nu uascc da impossibilidade das despezas que
com clles sepossam fazer.
lie urna verdade, senhores, que urna lula se tem
mpenhado constantemente nesta casa, sempre que
se traa do recratamento, e da maneira porque elle
he distribuido e feilo as d Arenles provincias do
imperio.
Quanlo a mim, eslou firmemei le persuadido de
que esta lula ha de continuar, ha de de di em da,
tornar se mais rendida, em quinto ugo se observar o.
justo principio de gualdade, porque a cada um dos
mcrqbros desla cmara, cujas provincias forero pre-
judicadas com a desgualdnde na dislribuicao corre o
dever imperioso de ercuer a sua voz, e de reclamar
liara que essa desigualdade dcsa iparerca. (Apoia-
ot
Por forea de urna .igual lula que aqu se deu ua
sess,1o de 1853, em que tive a houra de lomar parle
'o governo, conhecendo que as quenas de mutas
provincias eram fuudadas as mais solidas razes,
fez bailar o decreto de lt dezemhro do mesmo anno
e devo contestar que a base- desse decreto be de to-
da a juslica, dictada pela mais estricta mparcalida-
de e contra a qual nSo pode oppor a mais lgeira
censura, Apoiados.
Es-e decreto que acompanltarain as insttiirmes da
mesma data consagra o principio seguinte: o gover-
no fizar at o ultimo de dezembro o numero de
individuos que tver de sentar praca no exercilo du-
ranle o anno fnancero segunte, e dislribuio-lo-ha
pelo municipio da cortee pelas provincias, atemlen-
do a populacho livre, nacional, o s circu instancias
peculiares de cada urna....
O Sr. Rodrigue* Silva : Veja que so falla as
no decreto de 6 de abril de 1841 ; o que convem sa-
lier he se as oulras provincias ha essa materia em
ruaior abundancia do que na provincia de Minas
(apoadoi); entretanto que eu estou muito persuadi-
do deque Min >s, cm razan da populacao deve ter
mais materia recrulavel do que ai oulras provincias-
{Diverso.' apartes se dirigtm ao orador; o Sr.,
presidente reclama alternan.)
Mas, perguntava eu, em que fazem os nobres de-
pulados consistir a existencia de circumstancas pe-
culiares das localidades t Ser por ventura cm que
o carcter da popularao do Rio Grande do Sul seja
mais ardido, raais intrpido e mais guerreiro ?
Urna ro: : Nao he por isso.
O Sr. Aguiar: l'ode ser qqe seja esta a sua
I lrrumitancia peruliar, e se he, realmente eu dcplo-
eirriimstancas peculiares re caa urna ; nao lie s a
popularan absolutamente fallan Jo.
O Sr. Aguiar : Sim, senhor. Mas j se v que
0 decreto consagra em suas disposices um principio
que todos nos devemos respailar ; islo he, que o re-
crutamenlo se raja, tendo-se em coniideracAo duas
circumslaucias ( 1.*, a populacao livre e nacional de
cada provincia ; 2.a, as circumslnncias peculiares de
cailn urna dellas. Quando o recrutamenli se livcs-
sc de observar debaixo destas cendicoes, declaro que
au toril urna s palavra adir contra a execurjo
deite decreto.
Entretanto, senhores, o que unccede *! No tai bem:
dalii a mui poneos dias esse decreto e sua sa doulri-
na sao esqucidns e conculcados completamente pe-
la tabella de 7 de Janeiro de 1853 que acompauhou o
aviso da mesma dala '. (Apoiados.) Essa tabella, que
fez a dislribuicao do recrulame Uo, aniquilou o prin-
cipio caidial cm que se fundn o decreto, porque
niuguem dir que ella por alguna maneira houves-
se tido na menor considerado a proporcao da popu-
lacho livre o nacional de cada provincia para por el-
la calcular a dislribuicao do recrutamenlo. ( Apoia-
dos.)
Examinemos islo despaixonadameule. A provin-
cia do Rio Grande do Sul, que ninguein dir ter
tanta popularao livre nacional como a de Minas, que
he representada aqu por 6 depulados, entretanto
que esta he representada por 20, a provincia do Rio
Grande, digo, foi colisada em ,'OO recrulas, entreun-
to que Minas foi obligada a dar 'mi I !
O Sr. Pereira da Silva : He em atleucao is
circnmsUncias peculiares.
O Sr. Aguiar: Tcr-se-bia guardado nesla dis-
tribuidlo o principio da proporrao entre a popularao
livre nacional t...
O Sr. Pereira da Silva e ov.trot Srt. Depulados
Guardou-se.
OSr. Aguiar: Nao foi, perdoem-me os nobres
depulados; mesmo aqu em urna das sessoes passada
um honrado membro por Minas disse que a sua pro-
vincia eneerra mais de um milhao de habitables, c
ninguna dir que a provincia do Rio Grando do Sul
mua urna semelbatite populacho, e por isso he cla-
ro que a proporeSo nao foi olservada. Vamos ago-
ra s circunstancias pecoliaro. O que rhamam ou
o que qoerem os nobres depotados entender por cir-
cumstancas peculiares ?...
Urna voz : Forjas recrutaveis na provincia.
O Sr. Aguiar : Nao venham os nobres deputa-
dos com materias recrutaveis, como vierara na ulti-
ma sessao...
Urna voz : Nao se pode deixar de vir com islo.
O Sr. Aguiar : Nao, senhores, materia recru-
lavel ha em toda parle (apoiados); a materia recru-
lavel est definida por lei :- est as instrucroes de
10 de junbo .le iHi, na lei de29 de agosto d 1837,
ro aquellas provincias a cujos habitantes a natureza
concedeu um pouco mais de ousadia no caracler.
l.Vo apoiado.) Deploro, porque eslas filio a ser
condemnada, na dislribuicao desle tributo melin-
drossimo, a entrar com urna parle muito maior do
que as oulras...
ma voz : Este nao he o motivo.
O Sr. Aguiar : Ser porque existe urna grande I
parte do excrcilo na provincia do Rio Grande '.'
Tambem nao posso crer, porque seria urna injustica
mauifesla, que o simples fado de haver maior por-
c,lo do exercilo naquella provincia a obrigasse a
concorrer com maior numero de recrulas cm rela-
rao s suas irniaas. (Apoiados.) Confessemos porlauto
que em ludo islo ha, ulcm do inju-tica, deploravel
absurdo.
Mas deixemos o Rio Grande do Sul: digam-me
porm os honrados depulados que tanto me contes-
tan) em apartes, a provincia do Piauhy nao he urna
provincia l.lo pequea, e mesmo tilo esquecida ? nao
be urna provincia que apenas cunta duas cadeiras
nesta casa ? E como foi ella colisada cm 200 recru-
las.? entretanto que Minas, tendo cinco vezes mais
de popularn...
l'ma voz: Ponha dez vezes mais que n3o erra.
(Apoiados.)
O Sr. Aguiar : Pois bem, tendo Minas urna po-
pulado decupla daquella do Piauhy, d 460 recru-
las e o Piauhy 200 ? !...
l'ma ro::Cum efleilo, he grande desproporro.
O Sr. Aguiar : Pode-se dizer, em boa fe, que
baja igualdade proporcional nesla dislribuicao ? Ha
por ventura aqui a observancia desse principio jus-
to, desse principio quusi que religioso, consagrado
uo decreto? Por certo que nao. (Apoiados.)
Agora, senhores, alicndamos s circumstancas pe-
culiares destas duas provincias, mecamos as distan-
cias, esse iuexpugnavcl Achules com que os honra-
dos membros sempre defendem essa falta ou m
vontade com que a provincia de Minas cumpre seus
deveres a respeilo do recrutamenlo...
O Sr. l'asconccllos: Nao ha m ventado ne-
nhuma ; o nobre deputado est engaado.
O Sr. Aguiar ... direi, senhores, essa difficul-
dade. Nao se alllija lano o mcu nobre collega; atien-
da bem n que estou cumprindo um dever que julgo
indeclinavel, dever que corre a todos nos cujas pro-
vincias sao prejudicadas com a falla das oulras.
(Apoiados.)
Sr. Vasconrellos: E mis tambem contestan-
do, estamos defendendo o dircilo da provincia de
Minas.
O Sr. Aguiar : Nao duvido, nem a islo me op-
ponho ; sou o primeiro a confessar que os honrados
Miembros fazem muito bem, e exerrem um direilo
que Ibes (oca...
f.'ma voz\: Defendemos a causa da juslica.
O Sr. Aguiar : Nislo he que consiste a differen-
ta ; porque eu presumo lambem defender a causa
da j o- tica, em luna os nobres depulados julgucmfa-
zer-ldc a mesma defeza. Nem eu posso ser juiz dos
hoorados membros ; nem os nobres depulados po-
dem ser meus juizes ; o paiz que nos ouve e que nos
atiende tomar a si o encargo de nos julgar...
O Sr. t'asconcellos : Tambem appellamos para
0 paiz.
O Sr. Aguiar : Mas, dizia cu, quaes sao ascir-
cumstaucias peculiares que militam a respeilo da
da provincia de Minas que se nao vcrifiquem a res-
peilo da provincia do Piauhy? Ser por ventura a
distancia ? Se vamos por este lado, declaro que ditli-
cullosamente os meus nobres collegas ganbarao a
sua causa...
OSr. Paula Candido: A distancia por trra?..
O Sr. Aguiar : AlUrmam os honrados mem-
bros que o rocrla vindo de Minas importa em urna
quantia extraordinaria, porque lie obrigado a fazer
urna grande viagem por Ierra ; mas ainda pergunln-
rei: quanlo dista da comarca de Paranagu, no Pi-
auhy, cidade do MaranhAo ? Se bem cslnu in-
formado, um recrula mandadode Paranagu ilim de
embarcar no MaranhAo tem necessidade de pecorrer
por Ierra a distancia de 2.V) leguas ; e sendo assiin,
be possivel que a despeza que com elle faz o Eslado
seja menor do que a que se faz Com o que he re-
mullido da provincia de Minas ? Cerlimente que
nao,
Accrescenlcm ainda os honrados membros a cssa
despeza a que tem de cuslar um semeldanle recru-
la com o seu transporte do MaranhAo at esta corle;
sommem todas essas parcellas.e vejam se he possivel
que um individuo mandado de Minas fique aqui por
mais dinheiro que um recrula vindo do Piauhy !
(Apoiados.)
O Sr. Paula Candido : Pelo dobro. [Nao apoi-
dos; risadas.)
O Sr. Aguiar : NAo he possivel ; e nada ha
mais fcil do que contestar desta maneira...
O Sr. Paula Candido : Eu digo com docu-
mentes officiaes.
O Sr. Aguiar : Que documentos officiaes ?
Taes documentos podem ter algum valor aos olhos
do bom senso e em vista de pravas malcriaes ?
Pois o recrula do Piauhy nao principia a ter ven-
cimentos desde o dia cm que he preso al o dia em
que chega corle ? Nao vem esses recrulas acom-
panhadu de urna escolta ? Nao sao alcm disto obri-
gados a pagar urna passagem no vapor que os con-
doz ? Portanto, nao venham dizer-me que a sim-
1 pies viagem por Ierra de Minas a esta corte impor-
ta em mais do que as duas viagens por Ierra e mar
que devem fazer os recrulas do Piauhy... (Apoia-
dos.)
O Sr. Mondes de Almeida : O mais que pode
dispender cada um he 209.
Algn* Srs. Depulados : Nao ha tal.
O Sr. Aguiar : Mas, senhores, ainda nao ad-
miti que os honrados membros queiram rcduzir es-
ta grande necessidade do paiz a clculos simplesmen-
te arillimclicos, de maneira que a razAo Pique de
sua parte, no passo que nao contam nem querem
contar com a diflerenca dosincommodosque he obri-
gado a soflrer um homem desles na viagem do mar
que he toreado a fazer do MaranhAo al aqui,
Eu protesto que, se a esculla Ihe fosse permillida,
elle mil vezes preferira fazer quatro viagens a Mi-
nas di que urna nica embarcado para esta corte.
O Sr. Paula Candido : Oh !
O Sr. Aguiar : O nobre deputado dizoh '
porque nao sabe, nem tem \ i-lo a maneira por que
essesinrelizessAo para aqui conduzidos. (Apoiados.)
O honrado membro pe em duvida esta minha pro-
posieo, porque ainda nao levo o desprazer de em-
barcar como eu e outro.-, que vlemos do Norte em
um vapor acanbadocom Irezenlose tantos pnssagei-
ros, entre os quacs cento e lanos recrulas, mistura-
dos com escravos, uo tendo lugar onde sc,abriguem
das injurias do lempo, exposlos s choras, ao sol c
ao sereno, adquirindo por esla forma molestias de
que lo morrer muilos nos hc-pilae-l Mitil<> dos.J Entretanto lodos estes soflVimculos, todas es-
las penas, todus essas dores, nAo poderAo ser com-
putadas as circumslaucias peculiares daquella pro-
vincia !!!...
Vozts : Muilo bem, muilo bem.
O Sr. Aguiar: Eu nAo trarei para cxemplo o
que a respeilo de Pernambuco existe, porque, em-
lim, devem-me julgar suspeilo,c nos j estamos acos-
elle emana, visto como da maneira por que se ada
fere e fere raortalmenle a moitas provincias.
Passarei agora a examinar nlgujnas proposiccs
que foram emiltidas. O honrado membro pela pro-
vincia de Minas, que fallou primeiro na ultima ses-
sao, arredando-so da forca lgica que todos lhe co-
nhecemos, nao duvidou avanzar o seguinte : a Se
nos (emos a honra de representar urna provincia
que eneerra mais de um milhSo de habitantes, nao
he islo razAo para que essa provincia deva contri-
buir com maior numero de recrulas. Pois se o no-
bre depulado confessa que a sua provincia eneerra
mais de um rnilho de habitantes, que he a maior
do imperio, como pretende que, proporcionalmentc,
nao d ella maior numero de recrulas do que as ou-
lras que lhe sao inferiores em popularao '(Apoi-
ados.) .
Nao vio o nobre deputado que nao s esse prin-
cipio era insustenlavel,- mais ainda que elle se vai
quebrar diante da doulrina do decreto de que te-
nhu fcito menean ? (Apoiados.) Nao reparou em que
nesse decreto o pensamento dominante he que o re-
crutamenlo se faja cm proporcao da populacao li-
vre e nacional de cada provincia ? (Apoiados.) Com
efleito chega a parecer-me que o nobre deputado
no empeuho de procurar argumentos que a todo o
transe possam apadrinhar a sua causa, at esqueceu
o que lAo terminan teniente dispie a' legislado a esse
respeilo. (Apoiados.)
Ainda em falla de razs concludentes disse-nos o
honrado membro: Os nobres depulados lancem os o-
llios sobre as differcnlesprovinciasdoBrasil.evejamas
occuparOcs que nellas ha para o povo.c se convence-
rn de que na provincia de Minas Geraesha mais va-
ned ule de ocr uparoes do que em (odas as oulras.
Senhores, eu declaro formalmente que rejeito essa
propositan do nobre deputado (mtiitO.s apoiados),
porque n8o concedo que na provincia de Minas baja
mais meios em que os homens que querem traba-
Ihar se empreguem do que as oulras provincias do
imperio. (Repelidos apoiados.) Se as oulras pro-
vincias nao ha minas de ouro e de diamantes, ha
Ierras para se la\ rar.ba agricultura'que oceupe todos
os bracos. (Apoiados.) E por ventura pretender o
nobre deputado sustentar c convencer-nos de que
loda essa prodigiosa popularan da provincia de Mi-
nas se acba empregada e absorvida pelos Irabalhos
de suas minas melallicas? Consinfa que duvide e
mesmo o conteslc com as suas proprias palavras, pois
que foi o honrado membro quem aqui, na ultima
sessAo, nos disse que todas essas minas apenas oceu-
pam 2,000 individuos ; entretanto que sendo a po-
pularao da provincia de um milho e tanto de habi-
tantes, vem a (car ainda umita gente que nao pode
adiar occuparAo nessa especie de Irabalhos.... (Apoi-
ados. )
O Sr. l'asvoncellos d um aparlc que nao ou-
vimos:
O Sr. Aguiar: E, senhores, se em Minas ha
essas variadas oceupajes, nAo sabe lambem o hon-
rado membro que as provincias do norte ha a gran-
de e a pequea agricultura ? NAo sabem os senhores
que as provincias do no[le he aonde com preferen-
cia se cultiva o assucar, e he dolas que se cxporlam
esses millies de arrobas que sAo conduzidas para os
mercados europeos ? Nao sabem tambem os nobres
depulados que he no oorle onde se cultiva em mais
abundancia o algndao e o arroz ? Como presumir
que todas essas industrias, cultivadas em grande es-
cala, possam deixar bracos ociosos e nao olTereram
oernpaeo aos que querem Irabalbar ? (Apoiados
repelidos.)
Sr. presidenta, declaro que nao ado razo algma
nessa argumentarlo dos nobres depulados, porque se
os honrados membros enlendem que na provincia
de Minas ha muito cm que se empreguem os bracos,
sAo nimiamente injustos, e muito injustos, quando
alimentan! a crenca de que as oulras provincias
fallammisleres em qie os homens se empreguem.
(Muitos apoiados.)
lima yo: : Ningucm disse isso.
O Sr. Augusto de Oliceira i He urna lgica
conclusAu que se lira. (Apoiado.)
O Sr. Aguiar : Senhores, parece-me uecessa-
rio, e he lempo que se diga nesla casa para que se-
ja des llmenle apreciado o que ja so vai sentin'do
as provincias do norte. No Para ja he actualmen-
te lAo grande e Uto scnsivel a falla de Irabalhadores
e obreiros, lalvez em.grande parte devida ao recru-
tamenlo, que aquella provincia ja precisa de bra-
cos para a cultura de de seus campo e construc(3o
de suas obras. L'ma grande parle da populacho der-
rama-se pelas maltas para a colbeila da gomma cls-
tica, entretanto que as cidades e mais povoados Ti"
cam, para assim dizer, desprovidos de quem faca o
servido necessario (apoiado) ; de sorle que, agui-
Ihoado por esla penuria, o mui digno presidente da-
quella provincia jn|mandou pedir aos seus collegas
das provincias do Maranho, do Cear e de oulras,
que lhe mandassem Irabalhadores e obreiros, lendo
alem disto, mandado contratar na Europa indivi-
duos, assegurando-lhe um alio salario por dia, de
sorle quo um semelhante apuro claramenle|revela
que a popularan vai progressivamenle fallando
aquella provincia, e que a prudencia aconselha al-
gum afruuxamctito no recrutamenlo a que (em ella
estado constantemente sujeita.... (Apoiados.)
O Sr. l'asconccllos :E por isso vamos agora a-
pertar com a provincia de Minas.
O Sr. Aguiar : Meua senhores, eu nao digo e
nem quizera isso, nAo me emprestem intenroes que
eslao muilo longe de meu espirito ; o que quero he,
que, urna vez adoptada urna medida reguladora do
pesado trbulo de sangue, todas as provincias se su-
goilem a ella iapoiadosi; mas he isso o que en nao
vejo do relalorio do nobre ministro da guerra, por-
que se lauro os olhos sobre o que diz respeilo i pro-
vincia de Minas, observo que, lendo sido el-
la colisada cm 430 recrulas, apenas deu 64 H I
(Apoiados)
O Sr. l'asconcellos :E qual foi a provincia que
tem dado o numero em que foi colisada ?
O Sr. Aguiar : Mais de urna. (Apoia-
dos.)
Urna l'o: : Indique.
O Sr. Aguiar : A Babia foi colisada em 3O0 e
deu 303.
(Ha um aparte.)
O nobre depulado parece que nesse seu aparte se
refere i algucm, reservado ; se assim he, cu decla-
ro que nao me refiro a elle, nem quero delle tralar,
porque enlclido que materias de tal ordem nao de-
vem ser discutidas cm prejuizo lalvez da marcha go-
vernativa. O que posso asseverar he, que em visla do
mappa junto ao relalorio, o nobre presidente da
provincia da Babia cumprio fielmente o seu de-
ver....
O Sr. P'asccncellos : Vamos adianle.
OSr. Aguiar : Ah querem os nobres depula-
dos que eu va a Pernambuco....
OSr. t'asconcellos : NAo, nao quero.
Um Sr. Depulado : V, por exemplo, ao Rio de
Janeiro.
O Sr. Aguiar : Pois bem, irei provincia dn
Rio de Janeiro, e direi que sendo ella colisada em
330 recrulas, smenlc deu 302...
Urna yo:: E en 15o?
OSr. Aguiar : O que se segu dahi ? Segue-se
que o presidente do Rio de Janeiro nao fez o que
I lie cumpria, e por isso fica incluido na censura que
cabe aquellos que procederam da mesma forma.
Um Sr. Deputado : E nos o que queremos pro-
var he, que as provincias ainda n3oderam o nume-
ro de recrulas em que foram colisadas.
O Sr. Aguiar : Ora, meus senhores, urna con-
a he nao dar urna vez por acaso, e oulra cousa lie
nao dar aempre (apniadosi ; e para provar exhube-
rantemenle que a provincia de Minas nuuca deu u
numero de recrulas que devia, nada mais careen do
que ler os relatnos do ministerio da guerra.
O Sr. / asconcetlos : Mas agora he que se mar-
cou um numero filo.
O Sr. Aguiar : Ora se havendo um contin-
gente certo c determinado a provincia de Minas nao
turnados a fornecer grandes contingentes ao exer- <> salisfer, como poderia ler salisfeito esse encargo
rilo :apoiado> ; mas a respeilo das oulras provin- quando o numero ficava sua ditposirAo ? (Apoia-
cias menores, e d'onde os transportes corle sao de
mezes, nao posso admitlir, nao posso tolerar que se
Ihes tenha negado a justica a que tem direilo,onc-
rando-as de um peso que as sulToca e mala.
Assim, Sr. presidente, V. Esc. j v que o decre-
to de I i ile dezembro do 1832, emhora baseado nos
mais luminosos principios de justica distributiva, foi
nleiramenle postergado pela tabella de 7 de Janei-
ro de 1833, que fez t dislribuicao do recrutamenlo ;
e seja-me licito, aproveilar esla solemne occasiao para
chamar a alinelo do Sr. ministro da guerra sobre|a
desigualdade dessa tabella, rogando a S. Exc. que
Irale do rever esse Irabalhoe lhe adapte os princi-
pios justos e sanios proel amados no decreto de qne
do*.) Se bem me lembro, cm 1851 a provincia de Mi.
as apenas den 52 recrulas !...
O Sr. I'aseonrellos : Eu desejava que o nobre
depulado me diisesso como he que se faz o recruta-
menlo no Norte, porque me parece que nAo he feilo
de oulra maneira do que se faz em Minas.
O Sr. Aguiar: Eu, j ha muilo lempo, fui pre-
sidente de urna provincia e chefe de polica em ou-
lra, ludo islo jai est para mim esquecido, sendo esla
a razan porque nao lhe posso responder ; mas o que
assevern he, que em urnas provincias o recrutamen-
lo se faz efTertivo, apezarde todas as difllculdades,
ao passo qoe cm oulras julga se isto umquasi impos-
sivel, dando-me e-la dillorem a a entender que.seem
todas houvesse o firme proposito de se fazer cll'ec-
livo o recrulimenlo elle se faria.
O Sr. yasconcellos: E o que eu posso assegu-
rar ao nobre depotado he, que em Minas as autori-
dades fazem lodo o possivel....
O Sr. Aguiar : Disse o honrado membro a
quem me (enho referido que na provincia de Minas
existe um balalhAo, urna compinhia de pedestres e
uma oulra de cavallaria, etc., sendo esse balalhAo e
companhiascomplelos pelo recrutamenlo que nessa
provincia se faz.
Meus senhores, eu creio qoe esse batalhio, ou cor-
po fixo, de que o nobre depulado falla, rol creado
em 1848, e entretanto desde esse tempo al 1854 esse
batalhio ainda nao foi completo !...
OSr. l'asconcel'.os : Perde-me, est engaa-
do, pois esse balalhAo est completo.
O Sr. Aguiar : Quem disse que elle nao esla-
va completo foi o nobre deputado pela provincia de
Minas a que me tenho referido...
O Sr. z ascortcelfoj: Entilo elle estara mal in-
formado.
O Sr. Aguiar: Agora pergunto eu, as oulra
provincias nAo havcrAo tambem cornos, nAo lerao
ellas lambem La la Huir-, nao ha companhias (xas?
Ha bem poucos dias que se mandou nrganisar um
corpo na provincia da Parahiba, e ftrelanlo nao se
pede, nao se exige dessa provincia a sua quola de
recrulas para o exercilo? (Jpoiados.)
Quando na ullinra sessAu fallou o nobre depulado
a quem me refiro, disse que o recrutamenlo devia
ser feto em proporcao da maleria recrulavel, propo-
sCo que, conforme j fiz sentir casa, he nleira-
menle destituida de fundamento, porque encontra o
preceito do decreto de 14 de dezembro de 1852.
Senhores, todos sabem quaes sejam os individuos
que eslo sujeitns ao recrutamenlo; todos sabem que
nosAo os malfeitores e criminosos que devem ser
mandados para o exercilo, e todos conhecem que os
guardas nacionaes fra das isennie- marcadas por lei
sAo sujeilos ao recrutamenlo; admira portanto que
uma provincia 13o vasta e populosa como he a de
Minas, nao tenha muita maleria recrulavel, quando
eneerra em seu seio uma massa enorme de guardas
nacionaes. A querer por este lado regular, como
pretende o nobre depulado, a quola que honvesse
de dar a provincia de Minas em proporrao da male-
ria recrulavel, anda assim necessariamenle lhe ha-
via de caber maior numero de recrulas do que i ou-
lra qualquer provincia do imperio.
O meu nijbre amigo, que he primeiro secretario,
alfigo-sc muilo, c qualificou de oprobrio as reflexes
que aqoi se fizeram a respeilo de Minas em relacAo
ao recrutamenlo, mas o nobre depulado foi injusto
(apoiados) quando disse qne nos queramos laucar
uma especie de opprobrio sobre a sua provincia (a-
poiados); seuhotee, en nao desejo laucar sobre a
provincia de Minas a menor mancha (apoiados), de-
sejo a sua prosperdade, tanto quanlo desejo a pros-
peridade da provincia m que nasci, face volos pela
sua prosperdade porque ella lie parte Integrante do
imperio hrasileiro, e porque estou persuadido que
proporcao que lodos forem florescendo, a minha pro-
vincia lambem ha deacompanhar oprogresso; e pois
fique sabendo o meu nobre collega e amigo, que urna
verdade, embora enunciada sem atavies, no pode
ser um opprobrio (ha um aparte), c muilo principal-
mente quando ella Icnde a evitar o prejuizo de ler-
ceiro ; portanto, a necessidade em que me vejo col-
locado de di/.e-la deve fazer cessar o agastamenlo de
meu honrado amigo.
Senhores, nao trepidarei cm avnncar uma assereo,
em si toda justa e verdadeira: no Iralo da vida parti-
cular as preferencias sempre sAo odiosas....
(/ma Voz : E muilo odiosas.
O Sr. Aguiar: .... cada um de nos sent perfei-
lamente isso, e neste caso, perguutarei, essa prefe-
rencia nao ser ainda mais odiosa e aflictiva quando
recalar sobre os tributos?...
Um Sr. Deputado: E o nobre deputado quer
que a provincia de Minas seja entilo prejudicada?
O Sr. Aguiar: Oh! senhores, nao me facam
cssa injustica, e oque desejo he que ella, assim co-
mo participa de lodos os bens e gozos que desfruta-
mos no estado social, tambem por igual participe
de lodos os males e desvantagens. (Muitos apoiados.)
O que eu quero, senhores, he a igualdade (apoiados),
e he por isso que agora eslou oceupando esla tribu-
na ; be para que islo se obtenha que lembro quanlo
he odioso uo te di-tribuir rom igualdade por todas
as provincias- irmas esse tributo, u mais imporlante
que possa prestar um cidado ao paiz de que faz
parle...
O Sr. yasconcellos: O nobre depulado est en-
gaado pelos dados em qoe se basca.
O Sr. Aguiar : Nao, senhor, nao eslou enga-
ado, porque tenho os rnappas as maos; estou com
urna colleccAo de Icis junto a mim, tenho prsenle o
relalorio do Sr. ministro, c com lodos esses dados
posso com segurancia asseverar que a dislribuicao do
recrutamenlo nao foi justa, que a tabella de 7 de Ja-
neiro deve ser revista, e finalmente que essa dislri-
buicao assim mesmo imperteila nao foi satisfeili.
(.^potados.)
Senhores, em materia de tributos pecam-me quan-
las imposieiies pecuniarias quizerem, porque talvez
eu nAo diga como o vencido de Roma : a Dobrai as
estacos,o e provavelmenle de muilo boa vontade eu
preste o meu voto para que o povo que represento
nesta cmara se prive de mais de alguns reaes do
que ganha; mas, quando se trata do tributo de san-
gue, he preciso que cada um de nos seja muilo es-
crupuloso (apoiados); ao menos quanlo a mim, es-
tou na firme inlencao de ser muilo avaro na conces-
sAo desse imposto, e nao pretendo dar com o meu
voto seno o sangue que for absolutamente necessa-
rio para que" a nossa sociedade exista (apoiados), pois
nao quero que o povo que represento, algum dia me
peca conlas, e com justa razao, do uso que fiz dos
poderes que me conferio; nao quero que elle jamis
tenha o direilo de dizer-me: Vos vistes que eu sof-
fra urna injustica palpitante, e nao ergoeste a vossa
voz para clamar contra esse veame, < nutra esse im-
posto desigual. (Apoiado*.)
Sr. presidente, eu cunheco que esla discuss3o he
um pouco irritante, eu conhec,o que nAo se pode
conservar sempre muita calma quando se discute a
maneira por que entre mis se faz o recrutamenlo:
mas he uma necessidade indeclinavel de nossa parle
ir insislindn nessa questito, visto que senao fosse isso
nao leamos ainda hoje esse decreto (o orador bate
sobre um livro que est sobre a balustrada), nao
loria havido essi dislribuicao, embora leonina; e
portanto. para que cheguemos a esse p de igualda-
de que a justica ordena e a poltica aconselha, he
que vou aleando a voz nesse sentido, c declaro que
nunca deixarei de o fazer.
Sr. presidente, nao quero por mais tempo enfadar
a cmara, creio ler dito bastante para que o Sr. mi-
nistro da guerra fique certo que he necessario har-
monisar as exigencias que se faiem as provincias
com as necessidades dellas,e que lieindispensavel re-
ver a tabella de 7 de Janeiro de 1851, porque esla
tabella lera em si o cuuho da injustica relativa...
Nunca direi que quem a confccciouou o fizesse com
o proposito de prejudicar algumas provincias com
detrimento de oulras ; suppouho mesmo que a me-
llior fe presidio a esse Irabaldo, c a mais candida in-
lencao ; mas ella foi feila por um hornera que poda
enganar-se, e nao ter nesse momento compreheodi-
do bem (odas as circumslaucias que o deveriam de-
terminar a guardar nesse trabalho o desejado prin-
cipio de igualdade relativa. Portanto espero que
S. Exc, mesmo para evitar a repclicAo destas dis-
cusssSes, ha de rever cssa tabella e imprimir-lbe,
quanlo for possivel, o carcter de cuj falla ella se
resenle.
Sr. presidenta, deixo a tribuna persuadido de que
cm cousa alguran molestei aos meus honrados colle-
gas pela provincia de Minas Geraes, a quem respeilo
collecliva e individualmente as suas inlcnces.
O Sr. J. de Mendonca:Suas intencOessao mui-
to puras.
O Sr. Aguiar:Se alguraa proposito avancei
que Ibes pudesse locar mais de perlo, nao foi cerla-
mento com inlencao de olTenile-los. (Apoiados) Al-
lendam clles que he o resultado da obriiiaeAo em que
me ado enllocado de defender aos inleresses daquel-
les que me deram um assenlo nesla casa, porque ao
menos quero sabir daqui com aconscencia de po-
der dizer aos meus conslitunles, aquelles que me
autorisarm neste lugar: bradei contra a injusliri
que se vos faz; fiz a minha obrigaco, procure! de-
scmpunliar raeu dever, embora nao me quizessem
ouvir, embora nao quizessem dar remedio a vossos
males.
Algn* Srt. Depulados:Apoiado, muilo bem,
muito bem.
O Sr. Sera :Sr. presidente, o meu coracAo ba-
le com menor agitaran quando tenho de atacar os
inimigos do meu paiz, do que neste momento que
oceupo a tribuna.
Nao tendo o habito da palavra, nao acosldmado a
combales desla natureza, receioto de que me esca-
pe alguma expressao que possa ofrendar a suscepti-
bilidad* de alguem : entro como que acobardado
nesla discussAo.
Sr. presidente, he especialmente sobre a lenga-
lenga da maleria recrulavel que pretendo dizer duas
palavras. .
Pode-se inferir de provincia de Minas Geraes que e exercilo do Brasil
te compOe exclusivamente de reos de poHcia...
O Sr. Rodrigua Sdva :No, senhor.
O Sr. Sera Atienda o nobre depolado, eu
disse : pode-se inferir...
O Sr. Rodrigues Silva :Bem.
O Sr. Sera:Mas ea faco juslica aos bros do
nobre deputado, faro juslica a sua inlelligencia, de-
monstro porm esse dllema apresenlado por elle de
orna maneira differenle. He a missAo especial do
exercilo, e talvez a mais saliente de todas, a'que
tendea raauter a orden? publica, a que lende a sus-
tentar a monarchia c a integridade do imperio; islo
n3n pode ser desconhecido. (Apoiados.)
Para desempenho de lio sublime tarefa he indis-
pensavel, visto como temos sustentado esses princi-
pios por meio das armas, que o nosso exercilo se
compouha de homens que se batam. He as pro-
vincias de Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Ro Grande do Sul que existe um numero ennside-
ravel deBrasileiros habilitados por semelhante meio
para o bom e efiicaz desempenho do lAo uobre tare-
fa, ees a razo porque o nobre deputado por Mi-
nas Geraes disse que nessas provincias he que havia
bastante maleria recrutavel. (Muilo* apoiados, e
nao apoiados.)
O Sr. yasconcellos:Em Miuas cnlao nao ha
quem defenda a ordem publica e a integridade do
imperio?
O Sr. Sera :Senhores, os Bahianos, os Flumi-
nenses e os Ro Grandenses, nao fallo j dos filhos
da minha provincia...
O Sr. Jacintho de Mendonca:Pois be urna in-
juslca.~
O Sr. Pereira da Silva : Pode fallar.
O Sr. Sera :Os Bahianos, os Flumineures e os
Ros Grandenses...
O Sr. Pereira da Silva:E os Pernambucanos.
O Sr. Seara:A esles como aquelles Dos con-
ferio este doro...
O Sr. yasconcellos :Eotoos Minearos, torno
a perguntar, nao defendem a ordem publica e n in-
tegridade do imperio ?
O Sr. Gomes Ribeiro :Os senhores estao for-
mando castalios para depois combate-Ios.
O Sr. Jamen do Paro :Porque o nobre general
nao comprehende as provincias do Norte alm de
Pernambuco ?
O Sr. Seara: Os homens dessas provincias,em-
punhando as armas, batem-se infallivelmente.
O Sr. Belfort:0 Maranhenses tambem se
batea.
O Sr. i'iisconeellus (com forca) :Os Mineiros
tem defendido a ordem publica e a iolegridade do
imperio umitas vezes; se o nobre depulado quer fa-
zer alguma insinuarn menos honrosa a clles, eu re-
pillo o insulto.
Os Srs. Depulados de Mina* : Apoiado.
(Cru:am- diverso* aparte*.)
O Sr. Presidente :AlleoeSo! ordem !
O Sr. Sera ( com pausa ): Sr. presidente, nao
eslou acostumado a esla qualidade de liroteo ; to-
dava nao darei o dorso ( numerosos apoiados ); con-
t com a contnuarAo da benevolencia da cmara.
(Apoiados.)
( Proseguem-se os apartes.)
OSr. Prndenle : AUencao .'
Muitos Srs. Depulados: Oucam oueam !
Outro* Srs. Depulados : Falle! falte, vai mui-
lo bem.
O Sr. Rodrigues Silva : Falle, comanlo que
UAn seja njUSlO.
O Sr. Sera: He do meu carcter, mesmo es-
lou convencido que posso fallar sempre com a visei-
ra erguida, por isso sou sempre mui positivo.
Nao quereodo esgotar a bondade da cmara nao
continuo mais a fallar sobre este ponto.
Muito* Srs. Depulado* : Falle I falle I I
O Sr. Sera : Eu pansa aubmelter ao Ilustra-
do juizo do Sr. ministro da guerra algumas refle-
xes tendentes disciplina do exercilo, e o faco na
actualidade, porque o nobre ministro na qualidade
de general me merece especial acalamenlo ; ua qua-
lidade de general aute do que no posicAo que oceu-
pa de ministro.
O Sr. Rodrigues Silva : O Sr. ministro da
guerra merece-nos muita consideracao, quer como
ministro, quer como general. (ApoicCdot.)
O Sr. Siqueira Queiro: : He n'oulro sentido
que falla o orador.
O Sr. Aprigio Guimares : He uma phrase de
colleguismo c muito honrosa. Continu.
O Sr. Sera: Sr. presidente, parece que os no-
bres depulados que me dirigem apartes pretendem
perlurbar-me, abusando assim da minha fraqueza co-
mo orador ( nao apoiados ) ; sendo este o meio de
que lancam mAo para fazer-me recuar, devo fruslar-
lhes os seus intentas ; eu continuo pois. ( Apoiados.)
Se o nobre deputado que allerou o sentido das mi-
nbas palavras soubesse que enlrc os gencraes existe
uma verdadeira marinera, nao procurara censu-
rar a proposirao que emitti.
Senhores, quando um militar que nao he general,
mas de patente at coronel, acha-se na poscio do
ministro da guerra, nos oulros os generaes na sua
presenca lhe dzcmos: Comprimenlamos a V.
Exc. mas quando o ministro da guerra he gene-
ral, eniao lhe dizemos : Nos nosapresenlamos a V.
Exc. (Muilo bem Muilo bem!)
Quando eu disse que submetteria ao Ilustrado
juizo do nobre ministro da guerra algumas conside-
racOes anles como general do que como ministro,
foi uma deferencia de collega ( Apoiados. Muito
ben)
Senhores, a respeilo de ordem publica as nicas
nodoas que tem a minha farda sao encarnadas do
sangue que tenho derramado em pro da integridade
do imperio e da monarchia real e pcssoal. ( Apoia-
dos. ) Ningucm pode coulestar-me esta gloria. ( A-
poiaJos.)
Sr. presidente tenho observado que no exercilo,
alcm da falta de uniformidade que existe, a relaxa-
ran irm chegado no ponto de se ver officiaes, mes-
mo praca* de prcl, utarem era suas farda* de dis-
Unctivos que podem bem inculcar que s3o condeco-
racoes estrangeiras ; alguns generaes se lem cfor-
C*do pira reprimir esle abuso, mas ellcs reappare-
cem logo que esles generaos sao substituido* no com-
mando.
O excrcilo nao seguc a* instrueces mandadas ob-
servar ltimamente por um decreto ( refiro-me s
de infantera).
O antecessor de V. Exc, Sr. ministro, nao sei se
bem ou mal informado, se com razao ou sem ella,
mandou que a infantina fosse instruida as suas ma-
nobras e cxcrciciq de fogo pelo syslema de Zagalo ;
bastara que V. Exc, ou o seu antecessor, se lem-
brasse que esse svsteraa, nAo obstante ter sido apre-
senlado por um oflicial de alta patente de Portugal,
nem s nesse reino nao leve acolhimeuto, como nao
foi admilldo no exercilo dessa naca.
Abslenho-me por agora de aualvsar essas instrue-
ces. E em verdade ningucm devra desprezar o
que a respeilo mandou observar no exercilo porlu-
guez o marcchal Beresforl, pie ler indo o *}slcma de
Zagalo.
Reconhcci algumas irregularidades uas cifras do
orcameiiLo apresenlado por V. Exc. ; mas fiquie de
alguma maneira convencido de quo nao devia sobre
lodos fazer observares mediante os uselareciraentos
que me foram ministrados pelo honrado e intelli-
genle coulador da reparlicAo da guerra o Sr. Albu-
queique. ConsCL'uinlcmente cumprc-ine ponderar a
V. Exc. que a quanlia de 3O.~0O0Sque se acha con-
signada para as despezas eventuaes na verba sobo
o. 20, na parle que leude invernada do cavalhadas
na provincia do Rio Grande deS. Pedro do Sul, ue-
ri'-sila de alguma explicaran. Para cosleio dessas
invernadas pede V. Exc. 3.-408$, o para as despe-
za* evenluacs annexas exige o nobre ministro ris
30.0005.
So o Ilustre ministro pretende ipplicar esta quan-
lia para remonta da cavalhada, neste caso eu nAo
hesitarei em volar por esla/piaulia, mas he necessa-
ria uma evplicaco a este mesmo respeilo.
t miras irregularidades observei, por exemplo, a
de um major commnudando a companhia de invli-
dos desta curte ; isto de cerlo he contra a lei.
O Sr. Ministro da 'itrrru:Il.i engao no or-
namento, he commandanle do "asj lo de invlidos.
O Sr. Sera:Eu acredito que seja asylo de ini
validos, porque as companhias do Rio Grande do
Sol, Bahia e a de Sauta Camarina sao commanda-
das por capitaes, tendo alguns subalternos alem
desles.
Ao nobre ministro nSo posso prescindir de nolar
que te abone, alm dos vencimenlot de couimi-sao
activi, ao 8 cirurgiAo que serve de secretario do
corpo de laude a graliucacao de 159 mensaes, que
Corresponde s de major de um corpo do exercilo.
Entre lano que os *ecrelarios detses rorpos nao per-
cebem gratificacao igual, apenas a de 40O0 lambem
mensaes. Note tambem que j inspector do Rio
Grande do Sul tem s suas ordeiis um major, e que
a esle se abonam as gratiBcaroes e mais vaniagen*
desle posto. He contra a lei que os officiaes supe-
riores irvam as orden* dos generaes que exercem
fuuccoes que podem corresponder quando muilo
de commandanle das armas: a nica exceprAo por
forca de um decreto, he a do commando das armas
da corle, onde ha um oflicial superior, porquanto
esteaccumula s funeceade ajudante de ordens as
de encarregado do delalhe, que he um arremedo de
ajudante general.
Poderia proseguir ainda sobre esta mesma ma-
leria, mas eslou convencido de que o nobre ministro
lem a inlelligencia, a perspicacia e a imparcialidade
precisas para bem desempenhar as elevadas Tune-
ces a que asceudeu.
Naturalmente o nobre ministro lera a conviccSo de
que sou ministerial, o nem era possivel que deixas-
sc de ser na occasiao presente, quando, repito, vejo
testa da reparlicAo da guerra um general.
Sr. presidente, estou persuadido de que um no-
bre deputado pela provincia da Babia soltou pala-
vras n'uma das sesses prximamente passadas sem
que o raciocinio livesse lempo de ponderar-Ihe o
seu inconveniente,
Sou portante obrigado a dar, se bem que simples
cxplicac,oes a respeilo ; sem embargo nao devem
ellas importar restrictamente defeza de accusarOes
ou arguicoes banaes.
Sr. presidente, como deputado enlendo que nesta
cmara nao devem ter assento seno homens que es-
liverem puros.
OSr. Figueirade Mello:Sao muilo nobres esles
seus senlimentos.
O Sr. Sera:Trouxe a esla casa o nobre depu-
tado pela provincia da Bahia o resultado de uma ce-
lebre inspeceo passada sobre os hospitaes de Per-
nambuco e Bahia. Senhores, eu nao pretendo nes-
la conjunctura arrancar a mascara desse novo Sinom
que firmou os officios concernentes materia em
questao, e estou propenso a crer que elles tlveram
publicidade porque o Sr. ministro da guerra deu o
seu consentimenlo a isso
Desejnra que o nobre minislro, ou por um sigoal
ou vocalmente, livesse a bondade de declarar-me se
houve semelhante assentimenlo da sna parle.
O Sr. Ministro da Guerra: Foram publicadas
ua provincia antes de chegarem c.
O Sr. Sera:A primeira vez que ea os vi pu-
blicados foi no Correio Mercantil desta corte. Che-
gadas as cousas a esse ponte, seja-me licito aprovei-
lar este ensejo para dar afgomas explicaroes a este
respeilo.
Accusou o cirurgio mor de brigada graduado
Manoel Joaquim dn Reg Macedo ( creio que assim
he denominado) primeiramenle ao coronel Jos Vi-
cente de Amorim Bezerra de ter levado comaigo da
provincia de Pernambuco pira a da Bahia di aldos
do hospital regimenlal eslabelecido naquella pro-
vincia.
He islo, Sr. presidente, jma calumnia revollante
propria da pessoa, mas impropria da uraduarao que
tem. O coronel Bezerra leve ordem para seguir
inmediatamente da provincia de Pernambuco para
a da Baha com o balalhao n. 4 da arlilharia sob seu
commando, a cargo do qual eslava o mesmo hospi-
tal regimenlal, e como he curial Iransmillio com
todas a formalidades, a que eu assisti como com-
mandanle das armas eulao, ao lente coronel Joa-
quim Jos Luiz de Sauza, commandanle do 2 ba-
lidb.io da mesma arma, o saldo do respectivo co-
fre, em face dos competente livros de r'eceita e d
rie/.a, sendo a totalidade desse saldo figurada em
itjbos e outro- documentos provenientes de dividas
Tontr.ihi.las em lempos anteriores. (
J v o nobre ministro que na.havia congruencia
em que o coronel pornenhum pretexto, e nem era
de sua dignidade, levasse comsigo dinheiros que per-
tenriam a um eslabelecimenlo da provincia de Per-
nambuco.
Mas, Sr. presidente, como he que semelhanlc ac-
cusacan poda deixar de ser produzida, ou anles in-
vectivada por um individuo que, sendo encarregado
de inspeccionar os hospilaes do Rio Grande do Sul,
(achou aos seus collejas alli empregadosde delapida-
dores e malversores 1! 1.....
Entretanto esses homens perlcnceotes Igualmente
ao corpo de saude, conforme as ordens do governo,
respondern! I conselho de guerra, e ante os Iribu-
naes competentes se jutificaram completamente, e
como taes foram julgados ; mas o seu aecusador, de-
vendo responder a conselho de uuerra como compre-
hendido no artigo do regulamento, que diz :
a Todo o oflicial de qualquer graduacSoque seja,
que estando mclhor informado der aos seus superi-
ores, de bocea ou por escriplo alguma falsa informa-
cao sobre objeclo militar, ser expulso com infamia,
foi promovido eiatse de oflicial superior : inane
dictu !
Sr. presidente, importa por emquanto abster-me
de addira esla simples reflexao oulras de maior qui-
late. E alreveu-se este homem, Sr. presidente, a
aventar a idea de que o general Sera havia resvala-
do da inleireza.
Diz elle em um dos seus officios ao presidente da
provincia de Pernambuco: Nao compele, segun-
deo regulamento dos hospitaes regimentacs, aos
commandanles das armasordenar a compra deobjec-
tos para os hospilae* regimenlaes a expensas dos di-
nheiros existentes no respectivo cofre.
Senhores, aos cofres dos hospitaes regimenlaes sao
recolhidos os veocimentos dos soldados que para all
tem baixa ; com esses venciraeulos nSo s se faz a
despeza das dietas, mas lambem do objectos reco-
nhecdamente precisos. He esta a ledra do rcgola-
mento del" de feverciro.de 1832.
Eu me havia recolhido das mallas a cidade do
Recite havia poucos dias (isto foi em 1850), lendo
acabado a larefa de que fui incumbido, isto he, de
terminar a desordem que existia em Pernambuco ;
eslava encarregado do hospital o Sr. Dr. Alexandre
deSouza Pereira do Carmo, ed'entre oulras repre-
senlacdes que me fez no empenho de roalhorar a
sorte dos bravos que permaneciam em curativo no
hospital, foi a reconhecida necessidade de substituir
as vasilhas de cobre, algumas dellas sem serem csla-
nhadas, c oulras de ferro oxydado, em que se fazia a
comida dos enfermos ; e dirigindo-me pessoalmenl
ao hospital, veriliquei a verdade de *emelhanle re-
presenlacao. Cumprindo-me dar providencias, im-
med i ataiente inaruici que se eflectoasse a compra de
ulrasque melhor servissera para este fim ; e por
que, ou por descuido do agente ou do cscripturario,
esses objectos nao foram incluidos no livro da entra-
da, se bem que este livro he destinado exclusiva-
mente para carga dos ulensis ioncenlos pelo arse-
nal de guerra, lirou a UUfiae o referido cirurgiao-
mor de brigada de que, nAo constando desse livro
taes objectos, clles nAo liuham lido aquelle desliao.
parecendo tirar a consequencia de que eu ou o coro-
nel Antonio Mara de Souza liuhamus refeilo nossas
roznhas com taes objectos! !...
Senhores, s um palliaro como o Dr. Reg Mace-
do he que pode conceber uma tal idea. (Oh !)
Uma yo: :A palavra nao he propria.
O Sr. Sera :Ouvi um oh 1 quando fallei na
palavra palhaco...
O Sr, Presidente:Eu devoobstrvar ao nobre de-
notado que nao ado muilo parlamentar semelhante
expressao.
O .Sr. Sera :I,crabra-me que no parlameato
hcspanhof.tralando-sc da correspondencia havida en-
tre os governo* da Inglaterra e da Hespanha, por
occasiao dos ultimo* aconlecimentosda Franca, ob-
servndole que lord Palmerslon aconielhava ao go-
verno da Hespanha que livesse mais moderacAo,
pois que, diiia elle, a coroa da ranb* de Hespanha
era conservada pelos esforcos da Graa-Brelanha ;
um membro do senado hespanhol disse : S um
palhaco como Palmerslon poda aventurar tal pro-
posicao. Nao vi que por isso c*se senador hepa-
nhol fosse chamado a ordem, nem rdi/me a pala-
na....
O Sr. Presidente :Nao-duvido do qoe diz o no-
bre deputado, mas anda lhe observo que a palavra
n3o he parlamentar.
=
O Sr. Sera :Ora, parece-me que ha muita dis-
tancia entre lord Palmerslon e esse cirorgiao-mor
de brigada. DemaUj, en no estou muilo ao fado des-
fe Iraquejo parlamentar ; nao conhec bem quaes
ao a* palavra que ato admUida nesta casa ; te-
nho ouvido dizer aqu... lanos disprales. (Risadas
e apoiado*.) V. Exc. e os meus collegas sabem que
ha certas cousai que melhor he melle-las a ridiculo
do que refula-laa eom raciocinios. Eu poderia con-
tinuar nesta diseotsio, ma* Me parece que a can,a_
ra nao gosta delta... (Nao apoiados.)
Uma yo: :Pelo contrario, conUouc.
Oulra Fo: :Mal aalve as expretsoea um pouco
forte.
O .Sr. Wandtrly :Est no ten direilo.
O Sr. Sera :Bem, retirara! todas as expresases
que lenha sollado e que sejam oflemivas do parla-
mentarismo. (Risadas.) Declaro alto o bom som que
nAo me quero valer da tribuna .para me justificar ;
um homem na minha poffcSo, acostumado a comba-
tes leaes e de igual para igual, nao se servir da in-
violabildade do lugar; eu arrancarci opportona-
menlea mascar* a esse pcuiaV>r. Siuto bailan-
te na actualidade lera honra deperteneer $ parla-
mento do meu paiz, porque orna ve que os gene-
raes sao insultados he preciso qoe este* ponham a
prova a seus aecnsadore, at escarmeula-los.
Nao prosigo a esle reepeilo, porque tenho recete
de qoe o nobre ministro da guerra w escandalise...
O Sr. Ministro da Guerra:Nao, senhor.
O Sr. Sera : Entretanto ainda tocare! em nu-
tro faci, em oulra ireusaclo. Consiste ella em ter
mandado o general commandanle da* armas pagar
pelo cofre do batalhio ao referido Dr. Alexandre de
Souza Pereira do Carmo, encarregado do hospital,
a quantia de I50J pouco mais ou menos, provenien-
te dei 3 mezes em que a seu cargo leve o curativo
dos doentes.
Em 18*~ ( *ra entAo presidente da provincia o Sr.
Chichorro da Gama), embarcando repentinamente
i m dos batalhoes para a Bahia, acosa pan haram esse
balalhao o Sr. Dr. Moscn-o e oulros clrurgioe* aju-
dante* que estavam incumbidos do hospital regimen-
lal. Creio que a principal cousa para um doente he
o medico. Maudci chamar o Dr. Pereira do Carmo
para se incumbir interinamente do curativo dos do-
ente*, em virtude de ler consultado ao De. Gomes,
e ler-me elle dito aerorererido Dr. Pereira dn Car-
mo muito hbil.
Dando parle ao presidente da provincia desle meu
acto, pedinilo-lbe a sua approvaca, ou providencia
afim de que os soldados nao soBressem na sua sao-
de, o presidente deraorou-se e dias depois tive insi-
nuacao para nomear a outro, m> que respond que
nao era isto proprio do meu carcter. Pateados lem-
pos insist com o presidente por ama decisao ; res-
pondeu-me que linha submettido o oegocio consi-
deracao do goveroo. Com efleilo a decisao do gover-
no chegou e foi contraria a esse mea acto.
Dizia o ministro da guerra de enlAo que reprova-
va a uomeaco feita pelo general ; por quanlo, aos
commandanles das armas nao compela avahar dos
condecimenlps professionaes do* mdicos, ma* sim
aos presidentes das provincia. Ora, eu era uaquel-
le tempo a nica autoridade saqoareroa... Creta qae
hoje nao ha mais disto...
yozes : Nao, nao ; acabou-*e. (Hilaridade.)
O Sr. Aprigio Guimares: Islo tem muito al-
cance ; cada um faca seu exame de eonscieucia.
O Sr. Seara : O caso nao he para rir ; estou
dizendo verdades poras. Era eo naquella poca a
nica autoridade saquarema 4|ue sustentava essas
doulrinas de ordem, de monarchia constitucional a
de integridade do imperio. J oiga va e aiudajalgo,
boas essas doulrinas. (Apoiado*.)
O S*. Aprigio Guimares : Quem sabe 11...
O Sr. Seara : Pasaei pos pelo dissabor de ver
repruvado esse meu aclo pelo ministro de cotAo ; dis-
se-se : O general que iocumbio a esse doutor o
curativo de seus cama, adas que lhe pague... a
Uma yo: : Quem era o minislro f
O Sr. Sera : NSo me lembro.
E como nao sou homem rico, porque tenho *em-
pre vivido do meu sold, pezar de ler assisdo
independencia do Brasil e de ler sido testemonha de
uma excavac,An de dinheiro qoe houve Ba provin-
cia da Bahia, nao sendo dos que se aproveitaram da
occasiao para engordaren! a guedelha (apoiados),
nao poda pagar ao dontor da minha algiheira.
Consultando ao commandanle do balalhAo, foi el-
le de opinio que se pagasse com os dinheiros qoe
estavam nos cofres, e levou a efleilo esle pagamen-
to razio de 60s> por mez. Se eu toabesse qoe se
havia de analysar esse meu acto com tAo m f, eu,
cuja consciencia ainda de de ler consentido no pa-
gamento de uma quantia Uto peqoena para um me-
dico que lo bsm desempenhou os seus deveres, is-
lo he, 2$ por dia ; se eo soubesse, digo, que se ha-
via de ventilar este negocio, eu leria mandado pa-
gar muito mais, principalmente a um medico que,
incumbido da direcrAo de nm hospital, nao se ali-
menten com gneros dessa reparlirAoy e nonea man-
dou aviar as recei las de sua elhiie nal botica da na-
Oxal que eo podesse drffirTfLsfliia edus* a res-
Seito de alguem, qae actualmente est encarregado
o hospital de minha provincia 1 1..'
Sr. presidente, en estou cansado, nanea fallei
tanto diaiitc de iflo crescdo numero de notabilida-
des (riso) ; se os nobres depulados fossem soldados...
O Sr. Paula Candido : Ihso nAo (Rito.)
O Sr. Sera : ... eu lhes/lnria hoje ama gran-
de massada.
Vou* : Muito bem (O'orador he comprimen-
tado par torios sr$. depulados.)
He lida, apoiada e enlra em discussAo a seguinte
emenda ao 19 do art. 6. :
a Em lugar de 350:0001)000, diga-se 370HM0!)O0O,
endo 20:0003000 para principio de reparo da forta-
leza do Cabedello da provincia da Parahiba.
- H Paco da cmara dos depulados, 20 de junho de
1854.S. a R. Almeida e Albuquen/ue.Costa
Machado.Atsit Rocha. Corred da* Netet.Si
e Albuqucrquc.
OSr. Presidente: Peco aos senhores depata-
dos que dirijam sempre os sens discursos ao presi-
dente ou cmara em geral, como dispoe regi-
ment. Tem a palavra o Sr. Macario.
_ O Sr. Macario : Bem confiado na benevolen-
cia da casa, lomo a liberdade de reclamar soaat-
lencao. e a do nobre ministro da guerra para as re-
flexes que vou fazer sobre alguna ponto* da mate-
ria era discussAo, e que me parecendo de gravidade
afieetam mui particularmente a provincia, que te-
nha a honra de representar.
primeiro objeclo de que enlendo dever oceu-
par-mehe o recrutamenlo, porque me parece qae
corre-me o rigoroso dever de protestar -contra o mo-
do por que elle he feilo na minha provincia, e so-
bretudo contra a desproporro em que se ada o
numero de recrulas tirados do Cear em relaca* ao
numero que se apura em oulra-. (Apoiado*.)
Como Cearense, viste qoe nao me be dado mejho-
rar a sorle de meus comprovincianos, cumpre-meao
menos fazer repercussAo neste augusto recinto dos
gemidos de uma popularlo desolada, qual ja-
mis se concede tregoas nos sustos, nos terrores que
de tenga data Ihes ha causado essa barbara carada
de homens chamada recrutamenlo.
(Ha diversos aparte*.)
Sinlo, senhores, o maior embararo em oceopar-
ine desta materia. He ella 13o melindrosa, dira
mesmo tao singular que tem o poder da agitar urna
cmara unnime em principies, em crenca* polili-
ticas, de azedar a* discussoes, torna-las tumultua-
ras, exarcebar e dividir emlim o* amigos mais ets-
treilamente ligados Mas sou Cearenso aluigem-
meedoem-meno intimo d'alma os males da trra
qoe me vio nascer; c, pois, nao posso deixar de ten-
tar vencer minha repugnancia, envolvendo-me em
uma discussao Uo calorosaeagilada para bradar eon-
Ira o desfavor, mesmo dirte, injustica com que he
a provincia do Cear tratada no recrutamenlo pira
reclamar solemnemente a allenrAo do nobre minis-
tro da guerra sobre este ponto em relaca minhi
provincia.
(Trocam-se aparta.)
Sotes cloquentes se lem levantado nesla casa para
provar que a distriboteSBreita pela tabella de Ja-
neiro do anno passado em virtude de decreto de
dezembro de 18a2 he irregular e vexatoria para li-
mas provincias, emanante que favorece a oulras.
Apezar pos, de minha insufilcicncia, protesto lam-
bem em nome do Cear contra a tabella, que, de-
satlendendo as regras consagradas pelo decreto qne
a devia regular, e que tinham por Om salisfazer os
clamores das provincias maia sobrecarreaaila do pe-
sado imposto de soldados, estabelccendo a conve-
niente proporcao entre todas, foi injusta e par-v
cial.
(Trocam-te apartes.)
Senhores, e imposto de sangue he mui penoso pa-
ra que possa ser tolerada a menor desproporcAo en-
tre a contribuicao de uma provincia comparativa*^
mente i de outrns. E quando a desproporcao he
da natureza da que se nota r.a tabella a que alludo,
me parecequ* todos os clamores eproleslossao pou-
cos. Injustica* de seroelbanle ordem podem-se soN
frer, mas resignarse a ella he impossivel. (Su-
surro).
O Sr. Presidente .-AUencao T
O Sr. Macario :Sr, presidente, se lomarmos
por ponto de partida para o numero de recrulas que
deve dar o Cear a sua populacao creio que nin-
gucm licitara de convir comigo, que essa provincia
d numero superior ao que devia dar, c que con-
seguintemente solTre vexarc na dislribuicAo.Sc par-
tirme* ainda das circumslarcias peculiares, que sem
duvida deviam ser atlendidis ua dislribuicao, pnr
que convelido em que nao le a populacao a nica
base para a computado do numero de recrulas que
se devrm apurar em cada provincia, o Cear eslava
no caso de merecer o mesmo favor, por ser "ia
provincia aonde apenas ha i ou 5annos coinecou a .
agrirultura a sor uma industria, e a oocupar o pen-
samento, a artvidade pulili-a ; entretanto que a ex-
porlacAo do escravos tem avultado e crescid" co-i-
sidcravelmente desse lempo para c, o a deficiencia
de bracos para a lavoora vai-se tornando sobremo-
do sensivel, c desanimando aos que professam essa
industria. Com a abulicAe do trafico de Africanos,
que he alias uma das glorias da poltica dominante,
os escravos crioulos comeca ram a dar grande preco
as provincias do Sol, e de*de logo sua exportacan
lornou-se uma ventajosa epecularo, sendo que he
mesmo uma profissAo para mulla gonle as provin-
cia* do Norte, profisso heni roinosa sem duvida pa-
ra a prosperdade dessas provincia*, mas qne nflo be
licito impedir. O qne ruinpre pol* o enverno ti-
/
^

%
\


V*
DIARIO OE PERMMBUCO, SABBftDO 12 DE AGOSTO DE 1854.
5




*
I
W
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J
il
zer ni semelhanle conjuuclura ? Compensar as
provincias do Norle dessa penuria de bracos osera -
vos, que Ihe sao liradas pelo.' especuladores em be-
uefictodc algumas provincias do Su I. deixando-lhes
os br50S livresquepodem conlrlboir para o aug-
mento e eugran ieutnetiloda iuduslrii agrcola, Uto
alrazada aiuda nessas provincias, especial me n le no
Cear.
A agricullora, senliores, qna he swn duvida a fun-
is real do riqueza para o nosio paii;. merece (oda a
protccrlo e rrtmodos illos poderes do Estado. E
em miulia provincia e reclamo para todas devem ser lano mais serios e
sensiveis, por islo que horrorosas eccas e mil ou-
tras coulrariedades bao sempre impedidoo deseovol-
vimcnlo dnseos elementos ualuraes le prosperidade
eengraudemento. Alm de que, nao vejo futu-
ro para a criacao de .idos lio precaria e conlingen-
le. Cumpre pois estimular e.sa tendencia agrcola
Jne se vai desenvolvcndo do Cear, prodigalisando-
>e all.3110f.es favores. Acredito qu; o goveroo se
acha compenetrado deste pensameoln, {Apoiados.)
Sr. presidente, se todos convimos em que a agri-
cultura reclama os mais serios cuidados, se he um
fado iuoonleslavel e por lodos notado que a expor-
taran de escravos do Cear para o Sul he extraordi-
naria, e de ha 4 anuos a esla parle tem sido urna
especulado...
Urna '-"o; :Em lodo o Norte ha desses especula-
dores.
O Sr. Macario :Mas seja que esse commercio
se faja em mais exleosao na tuinh? proviucia. seja
porque mais nos aSertam e irapressionam > fados
de que somos teslemunlias, sej lemlini porque fr.he
fora de duvida que a falta de bracos all so vai tor-
nando muito nolavel; e me parece que o governo,
compenelraudo-se de que da agrien tur depende a
prosperidade do Cear, porque a cri*>dogado n,1o
offerece um futuro aquella provincia, deve animar
as boas disposicGes agrcolas que ella se vio fa/.endo
sentir. Longo porm dessa animadlo, longe de fa-
vores e protecc,ao, oolo que nem ui.'smo justica se
Ihe faz 1
O Cear tem .urna populara i de po'uco mais de
300,000 almas ; dessa popularlo ali;uma emigra pa-
ra as provincias de Piauhy e Maranlio, e a parle
escrava vai sendo transportada para o Sul. para aug-
mentar a popularlo das provincias clcsle lado do im-
perio c os recursos da sua lavoura. Entretanto o
Cear cunlribue com -250 recentas, e provincias que
tem mais de um milho de almas apenas dio '.Vi, e
menos, e islo mesmo s na tabella, porque ere.oque
ulo se (em disposicGes de realisar a cunlribiic.ao.
{Ha diversos apartes.)
O SrfDutra /tocha : Olhe que o Sr. Araujo
Lima o anuo pastado demonslrou o contrario, e dis-
se que o Cear tinha muita popular, io {miadas.)
O Sr. Macario : O nobre depulado refere-se
talvez a urna questo havida em una das sisses
pasudas...
O Sr. Araujo Lima o que demonslrou foi que o
Cear tiuha populacho sulucienle para poder ler ties-
ta asa oilo representantes...
O Sr. Araujo Lima : E deniais, nunca ne-
guei a emigrarn. {Cruzam-se aparta.)
O Sr. Macario: Se se invoca essaasscrgilo do
meu nobre amigo depulado pelo Cear, tambem eu
invocarei o que disse um uobre dep liado por Minas,
o qual nos declarou que a sua pro"incia tinha mais
de um milhao de habitantes; e pois se assim he,
est visto que ella deve dar maior pnrgao do impos-
to de_sangue, eooseganlemente he de primeira
intuirn que a dstribuieflo Teila illudio o pensa-
menlo do decreto. {Apoiados.
Emboca, Sr. presidente, nao podessem prevale-
cer as raides peculiares do Cear, robora a ex-
portadlo constante dos escravos, que d'alli sahem
em lodos os vapores, nao devesse ser atleudida o
compensada por bracos li\re-, ai ola assim o Cear
sollre injuslica no numero de recrulas que d, e pois
enlendo que he urgente que hajam reformas nesle
sentido, alim de que se nao levanl ;m nesle recinto
noyus clamores dos representantes das provincias
prejudicadas que venhain excitar o espirito de pro-
vincialismo e dividir aquelles que nor interesses su-
premos devem estar sempre uuidos, porque a unio
lie o primeiro pedestal de nossa grandeza. He pre-
ciso, digo, que o nobre ministro procure afaslar os
males que a distribuidlo actual do recrulamenlo faz
pesar sobre algumas provincias, e que procurando
obler dados eslalisticos, e inl'urinai Oes desapaixooa-
dai, eslabcjeca urna justa proporejio afira de preve-
nir por assim dizer o escaudalo de exacerbado de
nimos que boje bouve, e que prevejo se reproduz-
r, se o governo nao tomar, como conno, em seria
consideradlo esle nbjecto. (Apoiados.)
Direi arada duas palavras sobre o recrulamenlo,
porm somenle com rehiran a necessidade de refor-
mar o modo por que elle se faz.
Enlendo que serias reformas ei.ige essa materia.
Me parece qne o recrulamenlo deve envolver todas
as dajses, e nao ser exclusivo das classes mais des-
favorecidas, como entre nos, o que tem imprimido
um carcter do desar, lalvez de infamia, na condi-
S3o desoldado. Convida, pois, que o nobre minis-
tro propuze-se medidas neste intuito. Sem que se
vejam uis (lleiras do nosso exercila homens saludos
de lodas ** classes, nao s a coudicao do sollado se
conservar ,dbaixo_d influencia dos preconceilos
desfavorave^ que I aJIcrlau:. o que he doloroso pa-
ra bravea que sesj-cm de baluarte a ordem e se
guranr% p'i mIm i i para os fastos da nossa historia ; como tamben cor-
remos o riyo de ver germinaren! e tomarein pro-
porc/ies perigosas os chimes e despeitos dessas clas-
ses que nicas cootribuem para u cxercilo, e que
nesse exclusivismo se sentem sem commuuhao de
interesses com as outras, que se recusara a servir a
um fim commum.
Nao comparlilho, Sr. presidente, os receios do
nobre ministro sobre eooscriprao : recela S. Ex.
3ne com a consrriprao succeda o mesmo que succe-
cu com a lei do censo. Nao com larllho. repilo, o
receio do noOmninislro. O que no cumpre he fazer
leis approprtadas, e preparar a populacho para el-
las; e se o pobre ministro concoida que o recruta-
menlo he mio, se reconhece que elle he exclusivo
das classes nienos favorecidas, he necessario reme-
diar esse mal, he preciso fazer co-nprehender alo-
dos que lodas as classes devem coucorrer par o ser-
vido do exercjto, e conseguintemeite he preciso dis-
por a popu|arao para o arrolameni o ou mesrao para
acouscripgao, suppondo mesmo que desde agora
nao possfl haver acto legislativo neste sentido.
Passando deslas coosideraciies, ainda reclamo a
alinelo do nobre ministro sobre o modo por que se
pagam aos soldados a importanci i do farda mentos
vencidos. Tenho em meu poder um lisia do solda-
dos a quem se deve de fardamenlos a qoanlia de
520j. e que venderam as suas vidas pela quarta
parle, e mesmo pela quinta parle do valur dcllas,
porque enlendiam que serem credorea da uagAo as
suas circomstancias era nao possiir nada. Confio,
pois, que o nobre ministro, loma ido em eonsidera-
cao esto ponto iralara de nimplilicar o pror.esso do
ajuste destas contas, para que o soldado a quem se
deva qualquerquanlia no se persuada deque nao
possuu cousa alguma, e nAo di1 o escndalo, porque
realmente he od escndalo, de vender urna divida
de lilis pur-JOa. Digo escndalo porque islo desa-
credita o devedor.
O Sr. Ministro da Guerra : Permita o nobre
depulado que Ihe observe que eslas dividas necessi-
tam de verificacao, e leudo cabido em exercicio Pin-
d ha demora no pagamento. nanlo, porm, a di-
vida he do exercicio crrenle, nao ha demora algu-
ma. E se a falla de inteligencia desses soldados faz
com que el les vendam as suas dividas por quanlias
diminutas, quem lem culpa disso '.'
O Sr. Macario : Eu digo que, se continuar a
respeito dos soldados o proresso complicado que ac-
tualmente existe, se cllesesliveiem sujeilos aexer-
ciclos lindos, prescripces, ele, sem se allender a
miseria de sua coudicao e a impossibilidade que tem
de tralarem de liquidarnos, me parece que o gover-
no ver-ee-hn, sem o querer, constituido ni fondi-
cAo de legante dos que tem servido ao paiz, porque
nenbum soldado pode tratar da liquidacAe do que
se Ihe deve de fardamentu, pelas complicarnos do
respectivo processo, e eniao ve-; na necessidade de
vender a divida pela quinta pars do sea valor !
I'orlanlo, eulendo que o que cumpria era que o
governo, mandando examinar e fazer as contas do
que se deve a soldados, lutorisas-a; as thesourarias a
fazerem esses pagamentos, chamando por editan a
esses soldados para serem pagos ; islo por oaridade,
mesmo por humanidade, seas faJigas e serviros de
om sddado nao fnsscm ttulos bem valiosos a altcn-
res de ordem superior.
O Sr, Ministro da Guerra : Eu tenho canda-
do e humanidade, e mesmo espirito de camarada-
gem pelos soldado; permilta-ina na declaracAo.
O Si: Macarlo : Eu nao contesto ao nobre
ministros seusseulimejilus generosos de candado,
humanidade e camsradagrm pelos soldados, apenas,
en temiendo queans ouviilos daquclles que vivem na
cpula social nAo chegam sempre os gemidos dos
bravos quem nSo se paga o qi e se Ihes deve, jul-
Bnei dever fazer acerca deste obieclo algumas re-
flexi>s,
O Sr. Ministro da Guerra : A mirr. he que
chegam lodosm diase a todas as horas esses gemi-
dos, eeu hei de atlender a elles, fazendo a devida
justica.
. O Sr, Macario: Bcm ; nesle caso o nobre mi-
nistro convir em que compro o meu dever fallan-
do a este respeilo, e fleo tranquillo esperando ludo
a,* enlimenlos de humanidade e caridade de que
S. Ex. he dolado.
HrcUmarei ainda a alinelo do nobre ministro
pera a conclusan da obra do quarlel da capital da
minha provincia. He essa urna obra que me parece
que corre pela repartirn de S. Ex.
O Sr. Ministro da Guerra: Sim, senlior.
O Sr. Macario : Essa obra he urna das melho-
rea qne temos, mas acha-se em neio, e conviria quo
se cuucluisse para que se nSo d ssesso que lodos os
nossus edificios>Ao comecados, c principian! a arrui-
nar-se quando aioda nAo se acham concluidos.
Nao proponho urna verba especial para .1 concll-
ate, deesa obra, porque estaos cslylo que lenho
presenciado que so por indicac.au dos nobres minis-
tros, ou de accordo com as com missSes respectivas,
be que se apreseotam emendas e sSo approv adas.
O Sr. Jamen do Peco : He urna censura c-
mara dizer que ella s apprnvii oque 09 ministros
querera.
f) Sr. Macado: Nio he censura ; m;s nl nos
estvlos.
fie eu enlendesse conveniente apresentr al-
guma emenda, fa-lo-hia, rmbora a m sotte que pu-
deue ter ; porem decididamenle nAo quero trans-
gredir os eslyloe, que repulo rszoaveis, tanto mais
em urna cmara unnime, viste que com eBeilo o
governo as conunissM do ss mais compelenln
para a UieiaOo de medidas.
Oau-arerJo porem aeliia para qne apresrafe a e-
menda ; ehe que euloudo que as vozes solas nesle
recinto nAo sAo sons que mal erbuam nos ouvidos dos
ministros sem que Ibes loquem a memoria, e por-
lanlo o nobre ministro da guerra independenle de
verba especial, procurar salisfazer esta necessidade
da minha provincia.
Keclamarei anda a intcncao do nobre ministro
para a obra da fortaleza da minha provincia. Nio
somos um povo belicoso, nao temos aspimee* a con-
quistas, he verdade, mas enfeudo queja por urna es-
pecie de precaugo contra a ambicio eslrangeira, j
para conservar monumentos.ou para que uAo se ar-
ruinem as poucas obras que temos, conviria recons-
truir ou reparar a fortaleza do Cear, que se vai sen-
sivelmenle arruinando ; e assim, a par da perda de
urna fortaleza do que lalvez precisemos ainda para
a nosta defeza, sumir-sc-ha uina obra a que se ligam
Ira liccOes, e que lembra fados gloriosos.
Por eshi occa-ifio pedirci no nobre ministro que
faga recelher um grande numero de pecas de arti-
Iharia que exislcm despersas nessa fortaleza, e
que se esto arruinando com prejuizo dos cofres p-
blicos ; assim como que faga rccollicr oulras pegas
que exislem no Crato, e que tambem se irruinam.
Comquanlo importe isto em bem pequeua quanlia,
acbo que nAo coovem dar ao publico o espectculo
de disperdicios ou de menospreco por eslas cousas ;
islo faria pensar que o goveruo nao zeta convenien-
temente aquillo que se comprou com o suor do
povo-
Concluirei reclamando a allengAo do nobre minis-
tro para um objecto que cu eulendo de grande im-
purlaucia, e que nleressa a lodo o paiz.
Chamando um meu nobre collega e particular
amigo a atlengAo do nobre ministro do imperio pa-
ra os melhoramenlns reclamados pcloCeara, S. Exc.
" que te ra de mandar engenheirns examina-
disse
reinas posibilidades de um encanamenlo de aguas
do rio S. Francisco para aquella provincia.
E por na orcasiao direi que, confiando sincera-
mente, e nao poY condescendencia, que o nobre mi-
nistro do imperio nutre desejos de melhorar o esta-
do da minha proviucia, enlendo todava que o me-
Ihormenlo de que o nobre ministro quer dolar o
Cear nao he por cerlo aquello de que se devia oc-
cupar de preferencia.
Essemellioramenlo promette fructos Uo tardos,
que me faz dnauimar. Oxal porem que os frudos
sejam apenas tardios e nao unu cbimera, de que
cumpre arredar o espirito.
Alguns Srs. de/iulado* : Nao apoiado.
O Sr. Ministro do Imperio : Nao me referi ex-
clusivamente a esle melliuramcnlo.
O Sr. Mwtrio: Pero de-culpa pela inconve-
niente digre-sAo e declaro de coragAo que deposito
serias esperangas na aclividade e zlo do nobre mi-
nistro do imperio.
Manifestando miulias apprclienscs sobre a era-
preza desse canal, nSo Uve em visla censurar o pen-
samento do nobre ministro.
Confesso entretanto que gosto mais das medidas
que surtem efleilo immediato, sem que reprove as
gigantescas.
Mas, Sr. presidente, dizia eu que o Sr. ministro
do imperio promelten mandar fazer cxploracOcs pa-
ra a abertura desse canal, e fallou-nos em engenhei-
ros eslrangeiros, sem que o nomc de um Brasileiro
fosso lembrado para fazer essa cxploragAo. Nao di-
go que o eogajamento de engenheiros eslrangeiros
seja inconveniente, sci mesmo que precisamos de'
meslres eslrangeiros, e que os uossbs engenheiros
linda nAo sao aptos para emprezasdesla ordem.
Mas o que me parece he que a nossa escola mili-
lar al agora lem sido apenas urna iusttuigAo de lu-
lo, o que o verdadeiro ineio de lirar-lhe me carc-
ter serii mandar alguns dos uossos engenheiros s-
ludar na Enropa, e procurar a instrucgAo pratica
uesse laboratorio das artes.
listou persuadido que seria esla urna despeza bem
productiva, e que dara grande impulso ao nosso
engrandecimnto, se o governo lomando-o em con-
sidcragAo se cotlocassc cima de consideraroes de
amizade e patronato, como confio. E eu espero do
zelo e patriotismo do nobre ministro da guerra que
procurar tornar ulcis os nos,os engenheiros, pro-
porcionando-Ibes us mcios de fazerem-se homens
praticos e capazes dos altos myslerios a que os des-
linain seus estudos acadmicos.
Saraduvida uenhuma incomraodci a casa, e at
fui mais longe do que cumpria sC-lo em minha posi-
gAo de calouro ( permittt-se-me a expressAo acad-
mica ; iocommodei talvez mesmo ao nobre minis-
tro.....
O Sr. Ministro da Guerra : NAo, seuhor.
O SFjtMacarto : Mas em lodo o caso cumpri
o meu dever. f Muito bem. )
A discussAo fica adiada pela hora
Levanta-se sessAo s horas e 3 quarlos.
pouco lempo inulihsar o progresso do mesmo in-
cendio, resultando nicamente desle aconlecimcnlo
redui|,reJUUU arcferi(la faof'c, e pouco damno ao
Deossuardc a V. Exc. Secretaria da polica d
Pernambuco 11 de agosto de 185i.Illm. e Exm. Sr.
conscllieiro Jos liento da Cunha e Figueiredo, pre-
sidente da provinciaLui: Carlos de Paica Tei-
xeira, chele de polica da provincia.
CMARA MUNICIPAL. DO REGIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 2 DE
AGOSTO.
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribc.
Presentes os Srs. Vianna, Dr. S Pereira, Reg,
Mamede, Olivcira, Barata c Gameiro, abrio-se a ses-
so e foi lida e approvada a acia da antecedente'
Foi ldo o seguinlc
BXPBDIBNTE. _w
Um offlcio do Exm. presidenle da provinci>flft!-
zendo em respnsla ao Iota cunara de l- do que lin-
dou, que nAo coiiviiido parausar com as obras da
capella do ccinilcrio publico, autorisava a mesma
cmara a dispender com ellas a quanlia de 5:0009000
rs., da verba consignada para o maladouro publico.
Inleirada. ,
O Sr. presidente declarou que, logo que receben
este oflicio de S. Exc. expedio parlicipacoes para
contiiiuagAn das obras ao director das obras publi-
cas, administrador de cemilerio e procurador, dizen-
do ios dousprimeiros que.nao exislindo em dinheiro
a imporlancia mandada gaslar, e sim em lellrasque
se tem ainda de vencer 110 ultimo de selembro vin-
douro, nAo convinha fazer-se desde ja grandes des-
pezas com maleriaes e o mais preciso,.para que nao
aconlega, que se nao paguem as respectivas routas.
Oulrodo administrador da companhia de Beberi-
be, duendo que por Ihe haver o Exm. presidente da
provincia communicado a representaran que esla c-
mara ibe fizera acerca da conveniencia de ser levado
aos curraos da malanga um annel d'agua do eucana-
menlo para as rezes destinadas ao consumo diario
desla cidade, tinha nomeado urna comruisso dos
accionistas, Dr. Simplicio Antonio Mavgnier e Jos
Mamede Alves Fcrreira, para tratar de semelhanle
objecto, o que communicava camira para uomear
pessoa com quem se possa entender a mesma com-
missAo.Inleirada, e foram nomeados os Srs. S
Pereira e Olivcira, e mindou-se responder a admi-
nisiragao.
Oulro do engenbei.ni cordeador, remetiendo Fo or-
gamenlo da obra do caes para defeza do telbeiro das
Cinco Ponas, e de oulros predios do palrimouio
municipal all existentes, do fluxo o refluxo das ma-
res, no valor de 8509300 rs., dando a cmara os ma-
leriaes.Que se pozesse a obra em praga.
Oulro do fiscal de S. Jos, informando que, se-
gundo o cdital desla cmara de 8 de margo de 1 s i'J,
o lugar emqne pretende Manuel Jos Dantas acu-
lar urna machina de fabricar espirilos, est marcado
para esse fim : mas que parte desse terreno em que
se quer levantar o cslabelecimento se acha destinado
para serventa publica, e j A cmara expedio ordem
para sua desapropriacAo.Negnu-se a licenga.
Oulro do memo, tratando dos alagados exislen-
tes as mas da Concordia, Palma, Praia do Caldei-
reiro e Pocinho, dos qusesse diz que provem mal a
saude publica pelas suas cxhalaces nocivas : c di-
zendo que, apezar de ler recommendado aos pro-
prieturios dos terrenos sobre que ficam os alagados
Eara aterra-los, elles o nao lem querido fazer.
lanJou-sc responder ao fiscal que quanlo aos terre-
nos particulares proceda na forma das posturas, e
quanto aos pblicos aquelles que ficam as ras,
declare quaes elles sAo para se providenciar.
Outro do mesmo, rempllendo o mappa do gado
morto para consumo desla cidade na semana de :> i
a 30 do mez pasudo tW'i rezes).Que se archivaste.
Outro do juiz de paz do segundo dislnclo dos A ro-
gados, propondo o c ida lio Antonio Alves da Fonse-
ca Jnior, para o lugar de escrivao do mesmo juizo
por haver fallecido o que o exercia.Aprovou-se c
mandou-se passar titulo ao nomeado e responder ao
juiz.
A reqnerimenlo do Sr. Barata, resolveu a cmara
que se recommeudasse ans fucacs para que sempre
que se quitar construir tapetan sobre os edificios
existentes ou sobre os que sehouverem de construir,
fagam as partes apresenlar desenlio, quando preten-
dereni fazer a obra fora das regras das posturas, an-
da que seja paramelhor do que ellas eslabelecem.
Mandou-s-j ordem ao fiscal da Boa-Visla para nAo
consentir que David WilliamBowman enlloque guin-
daste na ra da Aurora,para o que obteve licenga do
governo da provincia, senAo defroole das ras que
dao sabida para aquella.
Despacharam-se as pcliges de Abilio Jos Tava-
res da Silva, de Antonio da Silva t'iusmao, de Anto-
nio de I.oco e Silbs, de Antonio Jos, de Antonio
Jos de Magalhac* Bastos, de Antonio Custodio da
Luz, de Bonifacio Maxiiniano de Mallos, de Domin-
gos Antonio Villaga, do hachare! Francisco d'Assis
de Oliveira Maciel, de Francisco Ribeiro de Brilo,
de Jos Joaquim da Silva Gomes, de Jos Gongal.
ves Torres, de J. J. Tasso Jnior, de Jos da Silva
Campos & C, de Jos Antonio de Souza Queiroz,
de JoscJacinlho Silveira, de .Manuel Jos Dantas,
de Manuel Antonio Torres, do visconde de Loures;
e levaulou-sc a sesso.
Eu M m.iel Ferreira Accioli, oflirial maior da se-
cretaria a escrevi no impedimento do secretario.
Barao de Capibaribe. presidenle.Mamede.Ga-
meiro.l'ianna.llego Albuquerque.Barata de
Almeida.Oliieira.S Pereira.
BEPABTIaO DA POLICA'
Parle do da II de agosto.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que,
das parles boje recehidas nesla reparligAo, consta Ic-
rem sido presos: a ordem do delegado supplenle do
primeiro dislnclo desle termo, Francisco Moreira
Das pan averiguarles policiaes, e a ordem do sub-
delegado da fregoezia da Boa-Visla, Jos Joaquim
A leira da Molti e Jos Joaquim de Sanl'Ann, ara-
bos por desordem.A ', boradepois de \ nole de
honlem, manifestndose um incendio as lojas de
um sobrado na ra ratreila do Rosario, onde exis-
te orna fabrica de charutos, comparec inmediata-
mente nnse lugar, onde tambem comparecern! o
delegado do primeiro dislnclo desle termo, os sub-
delegados, inspectores de quarleiro, o rommandiin-
te do rorpo de polica, offlciaes e forga disponivel,
e com o auxilio das bombas do mesmo rorpo, e das
dos arsenies.tr guerra e marinba, ronsegio-se era
Sis. Redaclores.-\So snu falalisla ; mas a mi-
nha increduhdade a respeilo de nossos melhora-
menlos na industria agrcola, e de instrumentos a-
grarios de que lano se resenlein as nossas provincias,
nao sera causa de que deixe em olvido alguns iud-
cosos arhgos, que de quando em quando vAo ap-
parecendo nos prlos do Brasil, por ilguns pl-
lantropicos Ilustres, que alguma cousa lem escriplo
c lembrado, principalraeiile dos dous luminosos
discursos dos Srs. depuladds Branda c S Albu-
qiierqiicem que fazera vero laslimoso itrazoque ha
mais de 350 anuos nos adiamos condemuados, sem
que ueubuma medida se leulia lomado da parle do
governo, e uenhuma voz se lenhn ouvido em ambas
as cmaras desle lio vasto, como Uo lauguido esta-
do, a favor da primeira Tonlc de sua riqueza. Srs.
Redactores, honra e louvorcs aos dous conspicuos
advogados da nossa defunla e esquecida agricultu-
ra: e vos, classe laboriosa, e desamparada, congra-
1 uhii-vos pela ncolha que fiz'esles desles dignos va-
rftes por encelarem a carreira das necessidailes mais
vilaes dnla provincia. Suas vozes nao tarto dita*
em deserto ; pois nAo fallarAo nobres companheirns
Jue os coadjuvem nos extremos a quo vamos locan-
0, sera bracos, sem industria, sem nenbum instru-
mento rura| que assim nu'-iiio vamos carregando
com o que jamis se pode tolerar.
NAo devendo, por agora, nada mais dizer, rogo
a Vracs. que nos prlos desle Diario Irinscrevam-
me estas qualro linbas, lao rudes, quanlo fiis, e
verdadeiros sao os meus respcilos agrailecidos aos
dous dstiuclos parlamentares Pcrnamhucanos, que
afaslando-se por alguns Instante* das queslOes do
lempo e do da, souberamapplica-los cora eloquen-
cii ao que mais cobreludo reclamam os seus mizeros
constitu ules.Um agrcola da comarca de Saza-
reth.
-mann
O LAZARETO EM LISBOA.
No querendo deixar dcscoiibecidos os fados pra-
licajios em um lazareto que ha em Lisboa, para que
nenhum dos meus patricios que para ah forcm pas-
seiarcaiam na mema citada em que cu cahi, liados
na f da bospilalidade que se espera de um povo
que se arroga os foros de civilisado, eu vou contar
mui succinlamenlc o que por all se passa, para des-
t'arte cada um se prevenir, caso a necessidade ou o
recrcio o obriguc a aportar aquellas plagas, e fazer
todo o possivel para nao arruinar sna saude, que de
proposito a.poe iesle risco urna celebre reparligAo
de saude. que nao tem oulro lini seuAu extorquir al-
guns rail res dos passageros como abaixo direi.
Quando se lem a iufelicidade de aportar a cidade
de Lisboa, aparece logo um cscaler, que se diz ser
da repartir.) da saude, c a gente que nelle vera pe-
der carta de saude, a qual recebida nada se decide,
sem que primeiro saibam quanlus passageiros vem
para aquello porto.
Se tiverem a infclicidade de ser muilns, be decli-
rado o vapor e passageiros em quarenlena, do que
multa serem os passageiros transportados a urna nii-
seravel torre chamada Vellia onde nao caberAo
mis do que 40 pessoas ao mais, e entretanto be all
posto o numero que vier de 100, 200, ele, etc., pou-
co Ihe importa que adoegam aquelles que para all
forem bons, como me acontecen, una vez que as van-
lageus sAo grandes para o circulo que dirige aquello
eslabelecimeulo, e a quem uao eonvm perder.
Para bem se comprebeuder o que techo dito, bas-
ta saber-se que aquella prso do lazareto ha um
regulamento fcilo pela junta da saude, e mandado
execular pelo governo, no qual se prescreve que lo-
do o desgragado que for torrado all eslar, ser
obrigsdo a pagar suas comedorias, c nao leudo di-
nheiro flear sua bagagem responsavel. .
Ha aquella repartirn, c o seu nome he um dos
que mais figuram, um Lopes empregado na secreta-
ria de policia de Porlugal, que he o nico com di-
reito de submiuislrar aos presus a comida; enlAo faz
o bem que pode a humanidade por 19U00 em moeda
forle por da, para cada pessoa, por ser o arrcmalan-
ledesso fornerimenlo; ese o infeliz que all cabe
nao lem dinheiro ou bagagem para deixar empenba-
da, morrer.i certamen le de fome. Para' que a espe-
cularan teiih.io resultada desejado, dizem que o pre-
sidente do consol bu de eaude, o Sr. Dr. Moacjio,
recebe do Lopes fornecedor generoso 100 rs. forles
por da, por ceda' pessoa, o que Ihe produzir a di-
minua quanlia de 20? todos os das se houvcrcm 200
passageiros.
Alm disto urna inju.tica manifesla, nina des-
igual, la.le flagrante se nota entre nos Brasileiros c os
mais eslrangeiros do norte da Europa, como por cx-
cmplo, da Inglaterra, onde di/.cm haver o cholera
mor bus, para estes sAo contados os oito das de qua-
renlena do da em que sabe o navio do porlo da In-
glaterra, e Irazcndo porlanlo mais de oito das nao
solTrcm quarenlena, o que nAn acontece com os va-
pores idos do Brasil, que, levem embora a viagem de
um anuo, sAo contados os oilo dias de quarenlena do
dia em que fundeam no Tejo.
Senliores redactores, cu nao quero commenlar os
fados, porm dizem os meninos do trem. que a ra-
zao be porque ha a presumpgAo do que quem vai do
Brasil leva algumas patacas no bolso, e he necesa-
rio dellas aquellos scnbnrcs, porque professam ideas
de communismo, (islo he para rereberem.) Parece-
meque bom seria quo o nosso ministro naquelle lu-
gar fosselembrado por quem direito livor.para fazer
alguma reclamarn em nosso favor.
NAo analvmi. conlo os fados como se passaram e
passam, pois nao pretendo chocar interesses, e me-
nos a nacionalidade daquelle paiz onde ha pessoas
Jignasde eslima, a quem tribu tu consideraroes e gra-
tidn pelo bom agazalho que dellcs recebi.
I.ango a luva em lal negocio para quem as raas
da decencia a quizer levantar, cnlAo lerei oecasio
de publicar mais fados por mim vistos, e qu e melhor
nriarecerao a questao.
Snu, senhores redactoresl'm viajante brasileiro.
Recife 10 de agosto de 1851.
1 caixo c 2 fardos durlos ; a Jos F. Sigmarin-
ga Fumaga.
!t barrica farinhade lapioca, 1 dita dita de man-
dioca, -1 saccas finjan, 2 ditas milito. 8 ditas caf em
casca, 1 Inilira dilo pilado ; a Jos Mondes de
Freilas.
Brigut inglcz Titania, vindo de Terra Nova,
consignado a James Crablree & Companhia, mani-
fcslou o seguinlc :
2:082 barricas bacalhjio : ans consignatarios.
Hiato nacional Incencicel, vindo do Aracaly,
consignado a Jos Manocl Martins, manifeslou o se-
grale :
1 caixAo espingardas, II') saceos cera de carnau-
ba ; a Antonio Joaquim Seve.
(I couros salgados ; a Antonio Jos da Ros.a.
2,000 cnuros de cabra curtidos. 4'J2 couros salga-
dos 60 caixocs velas compostas, 6 ditas dilas liqui-
das, 1 barrica cera de abclhas. o" caixes coturnos
blancos, 1 sino quebrado, 1 sacca cera de carnau-
ba, 1 barrica sebo ; a Caminba & Filbos.
1 fardo sapalos, 10 molhos couro de cabra, 1 sicca
cera de abelbas, I caixo velas; a Joaquim Francis-
co de Alem.
Hiato Audaz, vindo de S. Malhous, consignado a
R, Isarc \ Conipanlihi, maiiifcsloii o seguinlc:
2,600 alqueires de farinha ; aos cousignalarios.
CONSULADO UEKAL.
Rendimenlo do dia 1110.....9-.323#785
dem do dia 11........ 9378922
10:2Gla707
1MVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia I a 10..... 3691546
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS liE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 11......05&64
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 10.....1():298t993
dem d dia 11........1:2718729
11:5708722
MOVIMENTO DO PORTO.
PIBLICACOES 4 I'EDIDO.
O CRUZEIRO.
Ao meu respeiuuel mestre e amigo, o Illm. e
Rvm. Sr. Dr.Manoel Tbomaz de Oliveira.
Salve, sagrado Cruzeiro
Oh signal ila redempgao !
Lenho santo, a quem adora
A nossa f de chrislAo .'
Salve, patbulo de um Deus
Todo amor, todo perd >!
Foi ein (i, que o Rci dos homens,
Do mar, da Ierra e dos ecus,
Padecen morle aflrnnlusa
P'ra lavar peccados meus,
Salve, cruzeiro sagrado.
Que me recordas meu Dos,
Oh que grandeza infinita
D'essc Dos lodo hondade !
Soflrer, e morrer por nos,
E perdoar a maldade
Desses mesmos, que o mal,iran
Com lao fra atrocidude !
Salve, madeiro, que adora
O nosso oovo cscolliido !
Salve, oh cruzeiro, na frente
Do templo de Dos erguido !
Oh Sania Cruz, que das uom
Ao meu paiz lAo querido.
Olilldl 31 dcjnlhii Isv,. '
A. B. G. CO'ta.
---a um-
AOSJPANEVRISTAS DAS POSTES SUS-
\ PENSAS.
Na cidade de Lyaoe 29 dejiinhn nllimo.uma ines-
perada eheia do Kbeno fez desaliar a ponte suspensa,
ha pouc.i construida.conheeid 1 pelo nomedeponlc
Saint Clair, que servia de communicarao entre o
bairro desle nome, e a parle do norle dos Bro'leaux.
L'm moinbo que eslava na frenlc desla ponte, ioi
levado pela impeluosidade da correte do rio, e nAo
sendo o assoalho lao elevado que o deixassse passar
livremenle, o ledo do moinho cmharagkndn-se as
agulhas de suspensflo anaslou rnmsigo a ponte que
em um instante leve de mergulhar-se.
(Illuslralion.)
COMMERCOT"
-Vdi'i) entrado no dia II.
Baha6 dias, patacho brasileiro Flor do Sorte, de
130 toneladas, mestre Manoel Rodrigues, equipa-
geni 12, em lastro ; a Manoel do Nascmeuto Pe-
reira. Veio receber pralico e segu para o Ass.
Ficou de quarenlena por i dias.
Naci sahido no mesmo dia.
Cabo VerdeBarca ingleza Tuwn of Liverpool, ca-
pitao J. Prodilon, em lastro.
EDITAES. "
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da proviucia de 7 do corrcnle, manda por a1
concurso o lugar vago de segundo escripluraria da
lorceira secgAo da rontadoria desla Ihesouraria, o
qual lera lugar no dia 18 de selembro prximo fu-
turo, deyenduos pretcndenln ser examinados na
grammalica nacional, escripluragAo por partidas
dobradas, arilbmelica e suas appljcages, cam espe-
cialidade a redugao de moedas pesos e medidas, ao
calculo de desrontos e juros simples e compostos;
endo preferidos os queliverem boa lelra e soube-
rem linguaseslrangeiras.
Os preleudenles devoran apresentr seus requeri-
mentos na mesma Ihesouraria com cerlidAo em que
provem seren maiores de 20 annos.
E para quechegue ao coubecimeiilo dos iuteres-
sados se maudou aflixar o prsenle e publicar pelo
Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pemam-
buro 9 de agosto de 185.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, juiz mu-
nicipal da segunda vara Crime desla cidade do
Recife por S. M. 1. e C. ele'.
Fago saber aos que o presente cdital virem, que
no dia 12 desle correle mez se hade arrema-
tar por arrendamento a quem mais der por na
ler havido praga 00 dia 5 do dilo mez como fora
marcado, a casa terrea sita na ra da Florentina,
avahada em 5:7008000, pelas 4 horas da larde em
casa da residencia do mesmo juiz na ra do Rosario
estrella n. 31, a qual vai a praga por execugao
da cmara municipal desla cidade, contra Jos d
Rocha Paranhos e oulros.
E para que cheguu a noticia de todos, maudei
passar editacs qne sero aflixados na praga do com-
mercio, casa das audiencias e publicado" ocios jor-
naes.
Dado e passado nesla cidade do Recife aes 8 de
agosto de 1851.Eu Manoel Jos da Molla, escri-
vao a subscrevi.
Francisco de Assis Oliceira Maciel.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimares, juiz de
direilo da primeira vara do civel nesla cidade do
Recife, por S. M. I. e C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde ele.
Fago saber aos que o preseule edilal virem e dclle
noticia tiverem, que no dia 22 de selembro prximo
seguinle, se ha de arrematar por venda a quem
mais der em praga publica desle juizo, que lera lu-
gar na casa das audiencias depois de meio da cora
assistencia do Dr. promotor publico deste termo, a
propriedade denominada Pilanga, sila na freguezi
da villa de 1 guaras.u, pertcncenleao patrimonio das
recolhidas do convenio do Sanlissimo coragAo de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade lem urna le-
gua em quadro, cujas extremas pegam do marco do
engolillo Moujopc que Ioi anligamenle dos padres
da companhia de Josus, pela estrada adianteao lugar
que chamara Sapncaia da parle esquerda, e dahi
corlam buscando o sul e alravessam o no Iguaras-
s, l'iian'ga. al encher na legua,c dalli parlo bus-
cando o uasccnle al encher oulra legua, e dalli
buscando o norle donde priucipiou com oulra legua
que faz ludo urna legua em qoadro, com urna casa
devivenda pequeua de telha e laipa ha poaco aca-
bada, avallada por 5:0008000 rs., cuja arrematarlo
foi requerida pelas dilas recolhidas em virludeda
licenga que obliverara de S. M. o I, por aviso de
10 de noverahro de 1853, do Exm. ministro da jus-
liga.f ara o produelo da arrematarn, ser depositado
na Ihesouraria desla provincia ale ser ennvertido em
apolices da divida publica, sendo a siza paga a cusa
do arrematante.
E para que che-tic a noticia de lodos, mandei
passar editaes que sero publicados por 30 dias no
jornal de maior circular "id, e aflixados nos lugares
pblicos.
Dado c passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 de agoslo de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplista, escrivao uterino o escrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimaracs.
PRACA DO RECIFE 11 DE ACOST AS 3
HORAS DA TARDE.
Colages ofliciaes.
Descont de lellras de poneos dias6 ao annn.
Dilo de d>lai de 1 a 3 metes7 ao auno.
Cambio sobre o Rio de Janeiro a 15 diasa 3|1 de
rebate.
ALFANDEliA.
Rendimenlo do dia 1 a 10.....57:358(493
dem do dia 11........6:50i8t78
6i:062s97l
Descarregam hoje 12 de agosto.
Brigue inglczTitaniabacalhao.
Brigue francezMerlcmercaduras.
Patacho brasileiroAlfredofumo c charutos.
Importacao'.
Patacho nacional Al/redo, vindo da Babia, con-
signado a Antonio l.uiz de Olivcira, mauifeslou o
seguinle :
224volumes prego', 26 dilos espingardas c pedras
para navalhas, 33 dilos diversas inercadohas, 5 dilos
espingardas e pistolas, 5 dilos vidros, 10 ditos al-
vaiade, I dito liras de couro para chapeos, 2 dilos
Icngos para lbaro, 1 dilo parnaibas, 1 dilo radargo
de seda, 4 dilos espingardas e davinas, 1 sacca ga-
Iha. 178 fardos fumo, 238 saccas farinha de mandio-
ca, 200 dilas ca pilado. 16 caixes e 2,156 caixi-
nhas charutos. 1,000 molhos de piassaba, 100 fardoi
algodAo; a ordem.
4 saccas cola, 30 fardos fumo, 970 caixinbas e 13
caixoes charutos ; a Antonio de Almeida Gomes.
1 sacca trailla ; a Lima Jnior & Companhia.
1 caixo rom caixinhas de clcheles; a Vaz &
Leal.
30 arcas caf pilado ; a Seixas ,\ Azevedo.
50 caixinhas rharuios; .10 mestre.
Pernambuco 1. de agosto de 185i.Joao
Ignacio de Medeitos llego, secretario.
BANGO DE PERNAMBUCO.
,Oconselho de direcriio convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pe(natnbuco,
arealisaremdol. a 15 de outubro do cor-
ren te anno, mais 50 OrO sobre o numero
das accoesque lhes foram distribuidas, pa-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resoluijao tomada pela assem-
blea geral dos accionistas de 26 de selem-
bro do 'anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 1851.O se-
cretario do conselhode direccao,
J. I.deM. Reg,
O Illm. Sr. capitn do porlo manda fazer
publico, para couliecimento dos Srs. capites dos
navios eslrangeiros e nacionaes. a disposigao cuntida
no artigo 45 do regulamento de 28 de fevereiro do
rorrele anuo, para a pralicagem do porto e barras
desla cidade, visto serem pelo mesmo artigo obriga-
dos ao seu liel cumprimenlo.
Arl. 15. Todo o commandanle, cipilAo, ou mcslre
das embarcagOes que Icncionarcm sabir e pedircm
pralico na forma do preseule regulamento, dar par-
te ao ca otan do porto, cem declaragAo por escriplo,
du numero de pes d'agua em que se acha o navio, e
do dia em que pretende sabir ; deven.lo essa decla-
racAo depois de rubricada pelo mesmo capitaodo
porto ou seu ajudante, ser apreseulada pelo capitn
do navio ao pratico-mor, que marcar a hora da
partida. Capitana do porto de Peruamhuco 7 de
agoslo de 1851.O secretario, Alejandre Rodrigues
do* Anjos.
arsenal de ni.irinha precisa comprar para
fonieciraenlo do almoxaifadu os teneros abaixo de-
clarados: oleo de ti liara 20 arrobas, linta branca
20 ditas, dila prcla 20 ditas, papel de peso 10 res-
mas, dilo almago de linho 20 dilas, pennas d'ago 10
caixas, dila lapis 1 groza, merlim c linha 10 arro-
bas, lijlos inglezes 100, tinta de escrever 30 garra-
fas, piassaba 50 molhos, meios de sola 20, br0n7.es
de ferro surtidos 400, bandeiras imperiaes de dous
pannos 4, dilas dilas de 3 dilos 3. dilas dilas de 5
ditos 4, ditas dilas de 6 dilos 2. As pessoas que se
propozerem a fornecer semelhanles gneros compa-
regain nesla secretaria no dia 12 do corrcnle mezao
meio dia com suas propostas em carias fechadas e as
competentes amostras. Secretaria da inspecgAo do
arsenal de marinha de Pernambuco 9 de agoslo de
1854. O secretario,
Ale.mndre Rodrigues dos Anjos.
O arsenal de marinha compra, em virlude da
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia, os ob-
jectosseguintes para a capilaniadn porto das Ala-
goas:100 folhas de cobre com o peso de 6 libras
cada urna, 100 libras de pregos de dilo para as mes-
mas follias, 600 pregos de dilo de forro pequeo, 1
barril de pixe, 1 )i pega de baela. As pesjoas que
quizerem vender esles nbjectos, sAo cunvidadas a
comparecerem nesla reparligAo 110 dia 12 do corrcn-
le pelas 12 horas da mauliAa. Secrclaria da inspec-
gAo do arsenal de marinha de Pernambuco em 9 de
agoslo de 1854. O secretario,
Ale.randre Rodrigues dos Anjos.
O Illm. Sr. capilAo do porto,para nao allcgar-se
ignorancia das disposgOcs do arligo 56 do regula-
mento de 28 do fevereiro do correle anno, quando
esta reparligAo lenha de impor as penas nelle decla-
radas pela infraegao, manda transcreve-lo abaixo,
assim como o arligo 44 do dilo regulamento a que
elle se refere.
Arl. 56. O capilAo ou'meslrc, que pretender mu-
dar de ancoradouro, ou mesmo tiver para isso ordem
e o fizer sem a direcgjlo de um empregado da prali-
cagem, a nao ser a respectiva embarcaran das ex-
ceptuadas no arligo 44, ser multado pela mesma
forma em deza viule mil rcis, e responsavel pelos
dainos, que causar em lal orcasiao. E ainda que
liquem nicamente isenlos .la mulla os capites ou
meslres das pequeas embarcagoes costeiras que de-
maudarem al seis pee inglezes d'agua, todava se-
rlo responsaveis por quaesquer damuos que por essa
mudanga possam causar.
Arl. 44. Aexcepgo de canoas, lanchas decober-
ta, ealgum hiato, quecsteja a par dessasduas raseos
de ouiharcaccs,demandando at seis ps d'agua; nAii
se poder desamarrar, ou amarrar a qualro cabos
nos diflerenles ancora.huiros qualquer oulra embar-
caciio maior, sem estar a seu bordo um pralico, ou
pralicante.
Secretaria da capitana do porto de Pernambuco
11 de agosto de 1854. O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos
A administraran geral dos eslahelecimentos de
caridade. manda fazer publico a quem convier, que
no dia 17 do corren le na sala de suas sessies, con-
linua a praga das casas ns. 118 da ruadas Cinco
Ponas, ruada Roda 3 c 7, e ra Nova u. 43.
AilministragAo geral dos estabcleciineiilus de ca-
ridade 10 de agoslo de 1854.O escrivao, Antonio
Jos Goma do Correio.
DESLAHAGG'ES.
BISPADO DE PERNAMBUCO.
Brevemente se I1A0 de aflixar edilaes de concurso
s Ircguezias vagas desla dlcese. Recife lldea-
goslo de 1854.Padre Francisco Jos Tacares da
Gama.
-Tendo o Exm. Sr. presidente da provinria, em
nllicra de 8 do correntc mez, approvado a medida
proposta a bem de nielbormciilcser garantida a pro-
priedade dos navios nacionaes, carga que osmcsnios
iransportam, e as vidas das pessoas compondo as res-
pectivas Iripolaces, de nenhum sahir hesle porlo
sem ler a seu bordo amarras c ferros de sobresalen-
le, alini de laucaren] inao dcstes nbjectos as sabi-
das dos porlos e as viagens, se por qualquer emer-
gencia Ibes fallarosquctiveremdc sen censlanlcuso;
manda o Illm. Sr. capilAo do perlo faze-la constar
pelo presente para conhecmenlo do commercio e
dos capites dos ditos navios, preveniudo-os que pa-
ra a liel cxecngAo nao se dar a esles opasse pa-
ra a sabida sem esta capitana vcrilicar que tem os
referidosobjertos de sobresal ente na mesma ocen-
siSo em que mandar fazer a visita para reconbeccr-
se se levara carga no convez causando perfgo.
Capilauio do porlo de Pernambuco 10 de agoslo
de 1854.O secretario, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
Associarao commercial.
Do conformidadecom o disposto nos estatuios que
rcgein esla associarao, procedeu-se 110 dia 7 do
correte em assemblea geral, 1 elcicao de nova di-
recr.lo e sabiram eleitns oslllms. senliores:
Presidente.
Manoel Ignacio de Oliveira.
. Vice-pretUeate.
Je.Vi Malheus.
Secretario.
Antonio Marques de Amorim.
'/"Aesoureiro.
Pedro C. von Sohslcn.
Directores.
Antonio Valcnlim da Silva Barroca.
Eduardo F'enlon.
Miguel Brvan.
Carlos Poiugdestre.
Ernesto Schramm.
Sala da associagAo commercial de Pernambuco
aos 9 de agosto de 1854. Antonio Marques de
Amorim, secretario.
Companhia brasilcira de paquetes de
vapor.
O vapor Imperalriz,
commandanle o pri-
meiro lenle JuscRav
inundo de Faria, espe-
ra-se dos porlos do nor-
le 1 do corrcnle, e seguir para Macei. Rabia e
Rio de Janeiro no dia seguinle da sua rhegada: agen-
cia na rua do Trapiche 11. 40, segundo andar.
Acha-se nesla subdelegada um cavallo que foi
apprehendido com oulro furlado, cujodono nao tem
npparecido, e segundo consta he furlado do lado do
norle. Subdelegada da freguezia da Varzca 9 de
agoslo de 1851.O subdelegado,
Francisco Joaquim Machado.
CORREIO.
Pela administragao du correio se faz publico que,
desla data era (liante, s se dar destino aos jnrnacs
que forcm sellados com sellos de 10 e 30 rs.de cor
azul, para o que desde j se acham a vend.
Recife 8 de agoslo de 1N54, O administrador,
enlomo Jos Gomes do Correio.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direccao do
Banco de Pernambuco se faz certo aos se-
nliores accionistas, que se ada autorisado
o eu gerente para pagar o quarto divi-
dendo dr: 124000sfjor areno. Banco de
.'
SOGIEDAEE DRVHATICi E51PREZVRIA.
PRIMEIRA RECITA DA ASSIGNATURA.
Hoje 12 de agosto de 1854.
Depois da chegada do Exm. Sr. cousclheiro pre-
sidente desla provincia, eslrearu o espectculo urna
nova ouvcrlura grande orcheslra; seguir-se-ba
pelo Sr. Bezerra um MONOLOGO ao respcitavel
publico, c depois represenlar-sc-lia pela primeira
vez nesle theatro o novo e apparalosu drama em 5
actos denominado:
A eieieao' de Garlos V Imperador d'Allemanha
O BANQL'EIRO 1)E FRANCFORT. .
Personagens do drama.
Carlos, rei de liespanba.....Bezerra
Isaac-Ben Samuel, banqueiro Reis.
Eslher, sua fllia........1). Orsal.
Maruai ida, sua ama......D. Amalia.
O conde Palatino do Rheno, eloilnr Senna.
O Ma: grave, de Brandebourg, cleilor Mondes.
Manoel, Judeo........Cosa.
O almirante Bounivcl.embaixador do
rei de Franga.......Montciro.
O principe Kodolpho, fillio do Pala-
lino...........Pereira.
O Barao Sleidam.......Alves.
O conde deChievres, ministro do rei
de liespanba........Piulo.
O arcebispo de Colonia, eleilor. Rosendo.
O arcebispo de Moguncia eleilor. Sebasliao.
t) rei de Bohemia, eleilor N. N.
O duque Frederico de Saxe, eleilor N. N.
O arcebispo de Trevcs, eleilor N. N.
I'ni capitn......... Santa Rosa.
l'm geiiiilhoincui do Palatino Sebasliao.
Um criado..........N. N.
Un pagemque falla.
L'm soldado.
Convidados, mascarados, msica bellica, pagens,
creados, soldados, etc.
A serna passa-sc na Allemanha na cidade livre de
Francfort.
O drama he ensaiado pelo actual cnsaimlor Joao
Antonio da Cosa, que promcltc fazer quanto Ihe se-
ja possivel para que seja satisfactoriamente desem-
penbado,
A- sremis e-la.1 melhoradas e duas das salas golhi-
cas que apparece no drama he pintura nova do h-
bil pincel do Sr. I loe ella? que se acha" contratado
pela empreza.
Principiara as 8 horas.
a Iresccnlos de rs., para occorrer as duas despezas
nesle porlo. Mais ampias informarles podera ser
oblidas no consulado dosPaizes-Baixos, onde as pro-
postas devem ser apreseulada* em carta fechada, dea-
tro do prazo de 8 dias, contados da dala deste.
RIO DE JANEIRO.
O patacho nacional Valente segu
para o Rio de Janeiro at ao dia 19 do
corrente mez: para o resto da carga e es-
crt vos a frete para os quaes tem bons com-
modos, trata-se com o capitao Francisco
Nicolao de Araujo, na praca do Commer-
cio, ou com os consignatario* Novaes &
Companhia, na rua do Trapiche, n. 54,
primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Seguir viagem a velleira barca nacional Impera-
lriz, depois que largar o pralico que conduz do As-
s, donde he esperada por estes dias, e romo lenha
urna evadiente cmara, e oplima commodidades
para passageiros e escravos a frele, previne-se aos
preleudenles para com antecedencia dirigirem-se a
rua da Cruz n. 28, escriplorio de Eduardo Fer-
reira Bailar.
Para a Parahiba segu al o dia 14 o hiato
Aragiio ; para carga c passageiros, trala-se com Vi-
cenle Ierren c da Cosa.
PARA O ASSU'
o patacho Alfredo, vai seguir nesles dias; quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem entenda-
se com o consignatario A. L. de Oliveira Azevedo:
na rua do l.loeima lo n. 0, ou com o capitn a burdo.
LEILOE3
O agenle Borja far leilao por ordem dos credo-
res de Hilario Pereira da Silva, da loja de miudezas
desle, sila na rua do uueima l n. 47, consislindo
em miudezas, armaran.la loja com huiros e dividas,
segunda-feira 14 do corrente as 10 horas em ponto
da manhaa.
LEILAO' DE UMA CASA DE SOBRADO.
Uarla feira Ib do crrenle, ao meio dia em pon-
i nn armazem de M. Carneiro, na rua do Trapiche
n. 38, o agenle J. Roberls, far leilao de urna casa
de sobrado de dous andares e solao, sila na rua das
Cruzes n. II, quesera enlrcgu,c a quem maior of-
ferla offerecer.
Quarta feira lli do corrente as 10 e ,'j horas|da
manhaa. o agente Vctor fara leilo no seu armazem
rua da Cruz n. 25, de grande e variado sorlimento
de cliras de marriueria, novas e usadas, de difleren-
les qualidades, entre eslas: urna mesa elstica de
aniareilo, diversas qualidades de espirito, como licor
francez superior qualidade, cegnace absynlho, can-
dieiros para meio de sala. I,internas de pes de vidro
e casquiuho, cumpoteiras, diversas obras de ouro e
prala de lei etc., assim romo tambem ir na mesma
occasiao, urna raobilia nova de amarello. e oulros
nbjectos que eslarao patentes uo dia do leilao.
AVISOS DIVERSOS.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Para pelo Maranlio, segu com muita
brevidade, por ler paf le da carga prompla, o brigue
llebe: para o resto trata-se com o consignatario
Manoel Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 11, ou com o capitao Andr Antonio da Fonec-
ca, na praca.
Para oCeara", Maranlio ePara'se-
gu com muita brevidade, por ter parte
da carga prompta, o bem conhecido pa-
tacho Bom Jess, novo, forrado de cobre,
e de primeira marcha ; para o resto da
carga, trata-se com os consignatarios No-
vaes & Companhia, na rua do Trapiche
n. 54, primeiro andar.
PABA OCEARA'.
Sabe neslee dias o bpilc Noca Olindii, para o rs-
tanle di carga a tratar com Tasso Irinaos.
AO PARA' PELO MARANHAO'
Segu com brevidade por ter grande
parte da carga, a bem construida escuna
11 Flora. capitao J. S. Moreira Kios, pa-
ra o resto da carga trata-sc com os con-
sirjnatarios Antonio de Almeida Comes &
Companhia: na rua do Trapiche 11. 10,
segundo andar.
Para a Babia segne em pnucos dias, por ler a
maior parle da carga prompla, a bcm condecida e
velleira sumaca 7/ortenc/a':qiiem nella quizer carre-
gar, dirija-sea seu consignatario Domingos Alves
Malheus, na rua da Cruz n, 54.
Vende-se a velona garopeira Licraro, de
lole de 18toneladas, enravilhada c preparada de no-
vo : para ver no caes du Ramos, c para Iratar com
Domingos Alves Malheus, na rua da Cruz nume-
ros.
Dinheiro arisco martimo.
I. II. van Wyngaarden, capitao da barca hollin-
deza Rembrandt can / certificado na primeira divi-ao da primeira classe do
I.loyd francez l'erilas, e sabida de Liverpool, com
um valioso carregamenlo a bordo, destinado a Sy-
drey Australia,) tendo arribado a esle porto no cur-
so de sua viagem, precisa lomar a risso martimo so-
bre frele, casco e carga da dila barca, cerra de dous
Joao Ilenriques da Silva, morador na rua eslreita
do Rosario n......agradece ao Exm. Sr. comman-
danle das armas, Illm. Sr. commandanle de policia,
directores dos arsenaes de guerra e marinha e a seus
ofliciaes eempregados, e nao menas ao Illm. Sr. Dr.
chefe de policia, delegado c subdelegados, a aclivi-
dade, zelo cbom aceito com que na noile de 10do
corrente aecudiram e coa.Ijnvarara a apagar o in-
cendio que leve lugar depois de meia noile em seu
predio, aos quaes lodos nomeados e muilos oulros
Srs. ofliciaes miniares e de justira, que se nao decla-
ram por exlensu seus nomes por nao se saber, deve
nao eslar reduzido cinzas o dito predio, e agradece
semelliantemenlc a lodos os seus viziuhos os iole-
rcssanles servicos que tambem Ihe preslaram, dig-
111 lo-se carregarem agua, alm de oulros obse-
quios recebidos por essa orcasiao. Declara oulro
sim, que leudo deixado elle e sua familia a casa,
nada delta desappareceu, gracas a boa ndole dos
concurrentes, c acertadas medidas que pela policia
c autoridades foram tomadas.
Vai ser arrematado em hasta publica, no dia
lli do corrente, as horas e lugar do coslume, ocs-
cravo Jos, crioulo, pela quanlia de 5009000, para
pagamento da execucao de Francisco Jos Correia
Guimares, contra Jos Gabriel Pereira de Lira J-
nior, segunda vara, escrivao Santos.
Lecciona-se arilbmelica, algebra c geometra :
na rua das Cri-zes n. 2, primeiro andar. Adverle-se
que se .lacio as henos pelos autores que melhor con-
viereni aos alumnos.
Tendo-sedesciicaminhado do poder dos abaixo
assignadns, um val da quanlia de 5jite090 rs., passa-
do pelo Sr. Luiz Gomes Slvorio no dia 13 do mez
de jullio. ea vencer-se a 13 do corrente mez de a-
goslo, favor dos mesmus abaixo assignados : pre-
vine-se que s aos abaixo assignados pagar o Sr.
Silverio dilo val; (cando elle sem vigor algum, caso
elle apparee.i c em qualquer lempo. Cruz & Gomes.
Desappareceu desde o dia 29 do prximo pas-
sado julho o escravo Agapilo com os sigoaes seguio-
tes: bailo, grosso das pas, cor acabmlhada, cabel-
lo corlado, olhos agalados, pouca barba, peritas ar-
queadas, e lem uina dcatriz de golpe de machado
em um dos dedos grandes do p, he meio aloleima-
do, levou milpa de algndan suja e velha, calca e ca-
misa de mangas curtas, e quando anda estala as jun-
tas do p: rogi-se as auloridades policiaes ou aos
capilaesde campo, o apprchendam e levem a rua
do Rangel n. 21, que se gratificara. E como se julga
acoilado, proinetle-se usar com lodo o rigor da lei
contra a pessoa que o occulla, c assim haver todos
os dias de servicso. *
Aluga-se urna casa na rua do Sebo 11.27: a
tratar na rua do Queimado n. 10, segundo andar,
com Joao da Cunha Soares Guimares.
Precisa-sede ofliciaes de sapateiro: 110 aterro
da Ba-Visla loja n. 82.
Antonio de na^ao Aqgico, Miada 80 annos, prelo
forro, embarca pira o Rio de Janeiro.
Lava-se e engomma-se com perfeiciJo e por
cominodo preco: na rua da Ponte-Velha n. 31.
Ainda continua eslar fgido o prelo que, em 11
de selembro prximo passado, foi do Monteiro a um
mandado no eogenho Verlenle, acompanhando urnas
vareas de mando do Sr. Jos Bernardino Pereira de
Brilo, que o aluguu para o mesrao fim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, tem um signal grande
de ferida na perna dircila. cor preta, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, lem o terceiro dedo
da rniin direila encbralo, e falta-lbe o quarto: le-
vo 11 vestide caira azul do zuarlc, camisa de algodao
tizo americano, porm levou oulras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, c usa
sempre de correia na cinta : quem o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu senlior Romao Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pelourioho arma-
zem de assucar n. 5e 7 de Romao&C, quesera re-
compensado.
Acha-se desde honlem 1(1 do corrente, afiixado
o edilal que mandn passar o juizo da primeira va-
ra-do civel desla cidade, escrivao Baplista, para ser
ciledo Antonio de Hollauda Cavulcauli para todos
os lermos da penbora que so procedeu em um seu
escravo, para pagamento da execucao de Manoel
Jos Goncjlves.
Uoje sabe o n. 11 da peridico intituladoA
Bonina, que vende-so a 80 rs. avnlso e a 800 rs. por
trimestre: na rua Nova lojade Boavcntura Jos de
Castro Azevedo.
O abaixo lassignado, vem pelo prsenle de-
monstrar publicamente a sua gralidao pela 111a-
neira solicita e philanlropira porque se presta-
ran! diversas autoridades desla cidade e pessoas
particulares a extinguir o incendio que leve lugar
na noile de honlem na casa de sua residencia rua
eslreita de Rosario, e fallara i juslca se deixasse
de mencionar muito especialmente n'lllm. Sr. Dr.
Manocl Filippe da Fonseea. a cuja* providencias logo
em cumeco se deve em grande parte a prompta ex-
liuccao do fogo, e o Illm. Sr. lenle de marinha
Manuel Martins de Araujo Castro que, dirigiudo o
Irahalhii das bombas, milito concurren para a lola
exlincno do incendio. A minha gralidao a esles se-
nliores o lodos os que os coadiuvaram ser eterna.
Recite 11 de marco de 1851.-Joo Ilenriques da
Silca Jnior.
m GABINETE PORTLCUEZ DE 2
2 LEITLRA. B
>h A directora do gabinete por- S
'A tu5uez de leitura, tendo de- so- j
9 lemnisar o anniversario de sua J
'$>) abertura no dia 15 do corrente, w
'$ scientilica nao s aos Srs. accio- W
A) instas e subscriptores, como ao trespeitavel publico, que o estalle- *
lecimento se achara' aberto no ^a.
j, referido dia, desdeas 10 horas da XI
9 manhaa as 10 da noile, o qual po- w
P9 dera' ser 'requentado pelas pes- *&
S> soasqueseapresentarem.M. F. (B
'$) de Souza Barbosa, 2. secretario. Si
Prccisa-sc alugar um sobrado de um andar na
freguezia de Sanio Antonio : qiiem o liver annun-
cic 011 dirija-se i rua do Caldeirciro 11. 51, onde se
dir quem precisa. .
PROCISSAO DA SEMIORA DA BOA MORTE.
O padre prior e religiosos do convenio do Carmo
desla cidade, vidos de palenlear aos fiis, cm solem-
ne procisso veneranda imagem de Mara Sintissi-
ma no seu ulorioso passamenlo. protectora especial
de lodos os catbolicos, declarara ao respcitavel pu-
blico que levam a elTeilo esle ardenle anhelo, coad-
juvados da piedade chrislaa, no dia 1i do corrente,
pelas .1 horas da Urde, caja procissao sahindo da
igreja do convenio percorreri as ras de llortas,
Mari)rice, becco do Marisco, Terco, ruis Dircila,
I.ivramcnto, Pracinlia.Collegio.S. Francisco.Cruzes,
(Jueimado, larga do Rosario. Cabug, Nova, Flores
e Camboa do Carmo a recolher-se. Os mesmos re-
ligiosos esperam c convidam a lodos os seus irmSos
roufrades para o acompanhamento da mesma procis-
sao ; assim como pedee aos moradores das ras in-
dicadas, que se dignem nesse dia aprsenla-las com
aquella aceio devido a um acto da notsi santa re-
ligio.Fr. Antonio do Monte Carmcllo, prior.
A)uga-e um moleque fiel e esperto : na rua
Direila n. 21, segando andar.
Cidadaos do universo 'Nao liosileisum momen
lona escolha, nu de harbiramenl deixardes trium-
phar, engolphados na torpe vrlupluosidade das
corles, os horrorosos planos da lyrannia, ou pordes
peilos corrcnle, velando diae noile em defeza da
liberdidc, que talvez bem de chofre naufrague, es-
forrarulo-se inutilmenle por silvar-se dos medoohos
cacliopos do absolutismo I Vede que entre a anar-
rla e a liberdade ha apenas urna linha de separa-
?" imperccplivel ; os povos da Europa, d'Acia e
d frica lem sempre preferido viverem vida de op-
probio e servilismo; aioda nao deeifraram o enigma
de Uo verRonhosa escravidao I A misericordia de
ueos lie infinita ; mas tambem no pode ser inien-
sivel aos prfido ingratos, que in:essanleniente es-
carnecem das doulrinas de seu ccligo sacro-santo
Liberdade, igualdade e fralerindnd.
A guerra, ipezar de grandes oaTorfa* e aleivosos
Iranias da enroscada e denegrida diplomacia du cor-
les, ja exlende por toda parle eu medonho a san-
guneo manto; sao os raios da justica divina deste-
chados sobre os lyraonoa da humanidade.
Demonstrar evidentemente a origem dos malea e
alrazos de tantos milliOei de povoi, qne lo vil emi-
zeravelmente se proslram aos ps de seus tyrannos,
be a mais nobre e generosa mistto de genio tutelar
da liberdadeO Apostlo do Norte.
E vos, Ilustres cidadaos, aioda nao eivados na
pestilente atm'osphera, onde reinara monarchas,
subscrevei 2j por (rimeslre, pagoi adiaolados para
[azer face s despezu? que de continuo rae assaltam,
para a contuuaco do Apolllo do Norte, e entan
a humanidade cantar enthusiaimada bymoos li-
berdade, glorificando o vomo immaculado patriotis-
mo Ide declarar vossos nomes, a roa e o numero
da vusa casa nos lugares seguioles : No bairro de
S. Fr. Pedro Goncalve, rua da Cndeia, loja decam-
bio n. 21, do Sr. Joc CaeUno Vieira da Silva ; na
rua das Cruzes n. li, loja de calcado do Sr. Ansel-
mo Jos Duarle Sedrim ; na ruado Pilar n. 113,
no 2. andar casa do Sr. Vicente Alexindrino Fer-
reira de Souza ; uo bairro de Santo Antonio, roa
de Aguas-Verdei o. 48, 2. andar, Typographia
republicana federatica unicentl ; n. 46, no 2.
audar, casa do Sr. Joao Frederico de Abren Reg;
na rua Direila. loja n. 65 do senhor Benlo Anlunes
de Oliveira Liberal ; na roa do l.ivrameulo, n. 22,
casa do Sr. Francisco Antonio das Chagas; na rna
jlo Queimado, loja n. 27 dos Sn. Gouva & Leile ;
loja n. 29 do Sr. Jos Moreira Lupes ; no palee do
Cnllego n. 6, loja do Sr. J0S0 da Costa Doarado ;
111 rua eslreita do Rosario, botica o. 33 do Sr. An-
in 10 Jos da Conha ; no pateo do Tarjo, loja a.
19 do Sr. Domiugos de Azeredo Coulinho; na roa
Nova, loja n. 18 do Sr. Jos Francisco Carneiro ;
na rua do Sol, loja n. 17 do Sr. Santiago Jacob;
nn bairro da Boa-Visla, rua do Aterro, loja n. 60 do
Sr. Manoel Goncalve de Albuquerque Silva; na
praca da Boa-Visla, bolica 11.34 do Sr. Manoel E-
lias de Moura ; nosAfogadoi, cana do Sr. Joao Jo-
so de Albuquerque ; na cidade de Olioda, rua de
Malinas Ferreira, casa do Sr. acadmico Deolindo
alendes da Silva Moura ; na provincia da Parahi-
b?, tvpograpliia da Matraca ; na previocia de Ba-
bia, Ivpugraphia do Guayrarii; na provincia de
Sergipet tvpographia da Unido Liberal; no Rio de
Janeiro, typographie do Republieo.
O Redactor do Apostlo do Norle.
REMEDIO INCOMPARAEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de tudas as na(5es podem
lestemiinharns virtudes desle remedio incomparavei,
que e provar, em caso necessario, que, pelo uso
delleflzcram, lem seu corpoe membrosioleiramenle
.saos, depois de haver empregado inutilmenle oulros
trnlamentos. Cada pessoa poder-se-haconveocerdestas
curas rnarav-ilhosas pela leilura dos peridico* que lh'as
re a la 111 todos os dias ha muilos annus; e, a maior
parte dellas sao tao sorprendentes que admirara os
mdicos mais celebres. Quantas pessoas recubraram
com esle soberano remedio u uso de seus bracos e
Cfruas, depois de ter permanecido longo lempo nos
jspitaos, onde deviam solfrcr a amputado Dellas
ha umitas que havendn deixado esses isylos de pa-
deri ment, parase nao submelterem a essa operacao
dolorosa, foram curadas complelamente, mediaotc
o uso desse precioso remedio. Algumas das taes pes-
soas, na efusao de seu reconhecimento, ileclararam
esles resultados benficos dianle do lord corregedor,
e oulros magistrados, afim de mais anlenticarem
sua ailii maliva.
Niuguem desesperara do estado de sua saode se
livesse bstanle confianca para eusaiar esle remedio
constantemente, seguindo algum lempo o tralamen-
to qne necessilasse a natuifza do mal, cujo resulla-
ro seria provar inconteslavelmentc: Que lodo cura!
O ungento he til mal parlifularmente nos
seguales casos.-
matriz.
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordiduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmoe*.
Queimadelas.
Sarna,
Suporijoei pnlridas.
Tinha, em qualquer parte
que i*ja.
do ligado.
das articuladles.
Veas torcidas, ou sodadas
as peruas.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dures de cabega.
das costas.
dos membros.
Eurermidadesda culis em
geral.
Enfermidadcs do .mus.
Erupcfies escorbticas.
Fstulas uo abdomen.
Frialdade ou fall de ca- Tremor de ervos.
lor as extremidades. Ulceras na bocea.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
liillaraniaraii do ligado.
da bexiga.
Vende-se este ungento no eslabelecimento geral.
de Londres, 244, Slrand, e na loja de todos 01 boti-
carios, droguistas e outras pessoas enearregadas de
sua venda ein toda a America do Sul, Havana e
Hespauha.
Veudem-se a 800r catla bocetinha contera urna
iinstruccao em portoguez para explicar o moda de
fazer eso deste ungento.
O deposilo geral he em caa do Sr. Soum, pbar-
raaseurtco, na rua da Cruz, n. fi, em Pernambnco.
ANTIGIDADE E SUP.BRIORIDADE
DA
SALSA PARRILHA DE BRISTOL
obre
A SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dala do
de 1832, 9 lem constantemente manlido a sna re-
putado sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as preparacOe* de mrito podera
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, entre outras, as dos
Srs. A. R. D. Sands, de New-York, preparadores
e proprietarios da salsa parrilhi conhecida pelo no
rae de Sands.
Esles senlinres solieitaram a agencia de Salsa par-
rilha de Brislol, ecomo nao o podessem obter, fa-
bricaran! urna imitacao de Brisl j1.
Eis-aqu a caria que os"Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1812,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bufolo, 4c.
Nosso apreciavel senhor.
Em todo o anno passado tenias vendido quanti-
dades consideraveis do extracto de Salsa pardilla de
y me, e pelo que ouvimos dii.er de suas virtudes
aquelles que a tem usado, julgamos que a venda da
dila medicina se augmentar muilissimo. Se Vmc.
quizer fazer um convenio comnosco, eremos que
nos resultara muita vantagem, tanto a nos como a
Vmc. Temos muito prazer que Vmc. nos responda
sobre esle assumplo, e seV'mt.vier a esla cidade
daqui a um mez, ou cousa semelhanle, leriamos
muito prazer era o verem nossa bolica, rata de Fui-
lon, n.79.
Ficam as ordeos de Vmc. sen;, seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNDS.
CON'CLUSAO'.
1.c A antiguidade da salsa parrlha de Brislol lie
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
e que a de Sands s appareceti em 1842, poca na
Jual este droguista nao pode ot ler a agencia do Dr.
nstol.
2. A superioridade da salsii parrlha de Brislnl
he inconleslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna |iorco de outras pre-
pararOes, ella tem manlido a sua reputaran em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feilas com o uso da
salsa parrlha em todas as enfermidades originadas
pela impureza do sangue, eo bnm xito oblido es-
ta corte pelo Illm. Sr. Dr. Sizaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixolo em s ja rmica, e era sua
afamada rasa de saude a Gamboa, pelo Illm* Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exordio, e
por varios oulros mdicos, peimillem hoje de pro-
clamar altamente as virtudes elucazes da salsa para
rilha de Brislol vende-se a 5SOX) o vidro.
O deposilo desta salsa mudou-se para a botie-
frauceza da rua da Croz, em frente ao chafariz..
Por ordem da directora do ga-
* binete portuguez de leitura, avisa-
M se aos Srs. assodados. que nos d-
Q as 13 e li do correrte estara' fe-
chado o estabelecimento, e que no
dia 15 deixara' e haver expe-
diente.
__ Desappareceu no dia 8 di correle mez urna
escrava de nome Calharina, de naciio Angola, de
idade 25 annos, pouco mais ou menos, all, secca do
corpo, ps seceos, edr preta c bem fallante; levou
vestido de chita encarnada, saia de ganga azul j ve-
lha : roga-se a todas as autoridades policiaes, capi-
tes de campo e mais pessoas, que a apprelieudam o
levera-a a seu senhor l.uiz Pereira Raposo, morad.
na rna do Sebo n. 8, que se gratificar.
N


PASTILHAS DE SOULLIE
Vegetaes contra as lombrigas*.
Approvadas pola junta cenital di: higiene publi-
ca epreparadas por J. M. Soulli, pdarinacc utico,
membro ulular da academia imperial de medicina
e da tociedade de pharmacia do Rio de Janeiro.
O nico depotito verddeiro detsas paslillias lie
estabelecido pelo mesmo aulir na bolica do Sr. Jos
da Rocha l'ajauhos, ra Direila d. 88, emPernam-
bueo.
Denle milito lempo a arle medica eslava procu-
ra de um medicamento que i'osse (anmenle admi-
nistrado is enancas sujeitas is mole:tus verminosas,
molestias terriveisqueconduiem todM os das ao lu-
inulo um grande numero del las.
O goslo e cheiro dos authelminticos empregados
ale lioje eram oulros lauto obstculos i sua admi-
nistris; por isso eremos ter prestado um ande
servico a liumaoidad, e prncipalirenteaos pais de
familia, annugciando-llics um vermfugo, debaixo
da forma de paslilbas. um cheiro e Km~ sabor, que
pos.ua a actu a mais enrgica como antl.elmintico
\ermicido contra a lombrigas inlediuas. ^Lcmri-
gat, o.ryuras, etc., etc.)
A composico das pastilhas he puramente vegetal,
guando em 18*5 liiemos a (al prepiiraco, eslivemos
to certo da sua acejo vermicida que nao hesitamos
un instante era experimenta-la em uossos proprios
lillios antes de a fazer conhecer: o efleito foi es-
pantoso, e logo que os illoslres professores do Kio
de Janeiro e das mais provincias do imperio a co-
ulieceram, nao duvidaram eraprega-la em todas as
moleslins verminosas.
O efleito deslas paslilhas he lio certo que nao po-
de haver a menor duvida sobre a sua efficacia, como
conato das opinioes de muilos illuslres mdicos que
abano Iranscrevemos. Comtudo, como as enancas
eslao sujeitas a oulras molestias cujos symptomas sSo
quasi os mesmos das raoleslias verminosas, acouse-
Ihainos, nos casos graves, de consultor um homem
da arte antes de administrar as ditas paslilhas; nao
que ellas possam prodorir alsum nno eOeito, itorque
ua sua composicao Dada entra de r.oeivo; mas por-
que pensamos nos que naquelles casos graves nao
deve administrsr-se remedio algum cmquauto a mo-
lestia nao he perfeilamente diagnosticada.
A dose das paslilhas he a seguinte :
Duas a seis pastilhas erajejum, para as enancas
de 2a 6 anuos, augmentando a dose gradualmente
segundo a idade. Dedcz a dozc raslilhas paraos
adultos, eqmuzea viule para as pessoas de 30 an-
uos para cima.
Ke|)ete-sea mesma dose tresdiasa,no,enoquarlo
da pode-se dar nm purgante de oho de riciuo.
i\. B. Pde-se augmentara dese das paslilhas
sem receto de produzir irritacao alguma as viasdi-
gestivas, e s algamas vezes nao hi lombrigas ex-
pulsas, pode-se estar cerlo que todo e qualquer
symplonia de molestia verminosa tem desapparecido.
Seguem-se os altestados de dierenlcs mdicos.
O PEDRO V.
Peridico dos Portuyuezei em Pernambuco.
\ai publicar-se este peridico sob aquella denomi-
narlo Pedro V, o qual lera por sua principal missao
oceupar-se exclusivamente de ludo quanto Ihleresse
u bem estar, a seguranza individual e prosperidade
de sua uacionalidade ; oceupar-se-ha com afn na
gravissima questao do dia, islo he, os Pertuguezes e
ai naiiades consulares Moreira e Miguel Jote
-lices, al quejuslica Ihe seja feila pelo governo
do rei regente de Portugal; nao se entolterae mo-
do algum nat quesloet polticas do Brasil, nao de-
clinando todava de defender, guardadas (odas as
conveniencias que se deve cmgir um peridico es-
trangeiro, quando em seu compleja seja atacado o
brio e dignidade da uacao que perlcnce.
O Pedro V vai surgir sob taes coudices, que sen-
do como alias sao justas c saldas, aguarda com con-
liauca Ilimitada, queos Portugueses em geralIhe
outorguem seupras-mee que es Brasileiros em
sua longammidade approvem n pensamenlo palriolico
e civilisador que iuduzio esta acara i.
Portugoezes coadjuvai mais esta oova empreza,
digna por sem duvida dos brios de um povo 13o civi-
lisado, e que mais de urna vez tem mostrado face
do mundo, que sabe prezar o direilosde nacao livrc,
patrioea, e conservar Ilesos seu tara num'e e a sua
honra entre as mais nacoes do globo.
Publicar-se-ba duas"vezes por seriana. Prcco da
subscripto 38000 por trimestre, sem diffijrcuca de
porte para as folhas que forcm rcmeldas pelo cr-
relo. \ ende-se avulso cada numero 120 rs. as
lujas de Itvros da ra do Collegio ns. 9 e 20, e na run
do Crespo luja do Sr. Antonio Domingues Ferreira,
n.11, onde se recebem assignaluras, bem como
1uaes,lucr arligos que, de accordo com o prograruma
da follia, forera encaminhados respectiva redacrao
CUi carta techada, os quaos serilo inseridos gratis.'
Precisa-se de urna ama de leile, que seja sadia
e desemb.racada: na ra da Cadeia Velha n. 24.
Oscredores de Hilario Pereira da Silva quei-
ram apiesenlar seus crditos nopiazo de Ires dias
em casa dos senhores Cals & Irmaosou Feidel Pio-
lo & t.. para serem verificados.
LOTEHIA DO HOSPITAL PEDRO II.
Aos 10:0004-, #000.* e i-iOOO^OOO.
O rautelisla Salusliano de Aquino l-'erreira avisa
ao respeitavet pvblico, que as roilas da mesma lote-
ra andam indubitavelmeiite no dia 18 de agosto. Os
seus afortunados bilhetes e cautelas esiao expostos
venda as lojas segundes: ra da Cadeia do Recife
n. 31, de Domingos Teixeira Bastos n. 45. de Jos
Fortunato dos Santos Porto ; na prnca da Indepen-
dencia ns. 37 e 39, de Antonio Augusto dos Santos
1 orto ; ra do Queimado, loja de l'azeudas de Jos
Joaquim Pereira de Mendonca ; ra do Livranien-
to, bolica de Francisco Antonio das Chagas; ra
do Cahug, bolica de Moreira e Fragoso; ra Nova
n. 16, loja de fazendas de Jos Luiz Pereira & Filho
ra do Queimado n. 44, loja de fazendas de Ber
Vdino Jos Monteiro & Compan Jiia ; e na praca
da Boa-Vista, loja de cera de Pedro Ignacio Baptis-
ta. Paga sob sua responsabilidade os Ires prinieiros
premios grandes sem o descont de 8 do imoosto
geral. e
HW0O 10:0008000
5>00 5:0009000
*"00 2:500JJ
19200 1:0003000
600 5009000
J. Chardon, baclarel em bellas letlras, Dr. em
direilo formado na universidade de Paris, ensina em
sua casa, ra das Flores n. 37, primeiro andar, a ler
cscrever, Iraduzir e fallar correctamente a liugua
franrezii, e tambem d lices particulares em casas
de familia.
Artistas.
Precisa-se de oftlciaes erreiros de forja e laloeiros
uudidores e de chapa : na fabrica de Andrade &
Leal na roa Imperial u. 118 e 120, ou oa ra Nova
Na ra da Cruz n. 60, precisa-se muito fallar
com o Sr. Gregorio Jos dos Passos, morador na ei-
ilade de Oliuda, e procurador da irmaudade do Se-
nhor Bom Jess dos Mari) rio* da mesma cidade.
A 45^000 e 30^000.
Ricaspulceirascom retratos: uoeitabelecimentoo
de JoaiioimJoae Pacheco. Tambem. ha ricas casso-
lelas a 129000 com o retrato : uo Aterro n. 4 Ipp.
ceire andar. '
Venesiana.
No atecro da Boa-Visto n. 5, ha uro sorlimenlo
de venesianas com fitas verdes de lindo e de laa, com
caixa e sem ella, e tambem concertam-se as mesmas.
GRAT1DAO".
O abaixo aasignado, achando-se quite
para com todos os credores di; sua falen-
cia, tanto deste imperio, comode todas as
piaras da Europa, com quem teve rela-
coescommerciaes, a' vista da sua legal fa-
lencia era face dasgravesperdas que sof-
l'reuemseus negocios, eventualidades es-
tas a (jue o negociante esta' sugeito. Vem
pormeio deste jornal agradecer a todos
os seus credores, a generosidade e phil&n-
tropia, qne com elle tivram. graca esta
que s Dos os pode recompensar ; e co-
mo-ten ha tomado contadeseus livrose
mais iiapeis, por deliberaco wmmum de
seus credores, julga-se com direito a fazer
a cobranca geral de seus devedores, ven-
der, etc. Espera, porem,que elles atten-
dendo ao grande prazo de que tem goza-
do, sejam pontuaes em o fa/.er embor-
sar.
Pernambuco 5 de agosto de 1854. __
Eirmino Jote Flix da Rosa.
DIARIO DE PERNAMBCQ SABBAOO 12 OE AGOSTO OE 1854
Bilhetes
Meios
Quarlos
Decimos
Vigsimos
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COZiliEGIO 1 AHDAH 25.
O Dr. P. A. I.obo Mosco/o da consullas liomeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 iioras da
manhaa at meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
OITerece-se igualmente para praticar qualquer operaran de cirureia, e acudir promplamente a qual-
quer mullier que ealeja mal de parlo, e cujascircumstancias nao permillam pagar ao medico.
KO CONSULTORIO DO DR. P. L LOBO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Mauual completo do Dr. G. II. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous :................. 208000
Esta obra, a mais importante de todas as que Ira la ni da homcopalhia, interessa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a doulrina de Hahiicmann, e por si proprios se conveucerem da verdade da
mesma : mteressa a lodosos senhores de engenho c fazcudeiros que estao longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilcs de navio, que nao podem dcixar urna vez ouiouira de ter precisao de
acudir a qualquer lucommodo seu ou de seus Iripolanles ; e interessa a todos os cheles de familia cue
por circiimstancias, que ncm sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
O vade-mecum do homeopalha ou Iraducrilo do Dr. llering, obra igualmente ulil is pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
peusiivel as pessoas que querem dnr-sc ao esludo de medicina........
Urna carteira de 24 tubos grandes de finissimo christal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nano dos termos de medicina, etc., ele.......-........
Dila de 36 com os mesmos livros...........'.........
Dila de 48 com os dilos. ,...........
Cada carteira he acompanhada de dous Irascos de linlurasindispensavcis, a escolha. .
Dita de 00 tubos com ditos........... ..........
Dila de 144 com dilos...............".".".".'.!!!!
Eslas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas i esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o llering, lerao o abalimculo de 10JO00 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 83000
Ditas de 48 dilos......................... I03OIIO
Tubos grandes avulsos...................'.... IgOOO
Vidros de meia onga de tintura.................... 23000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratira da
homeopalhia, e o proprielario deste eslabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem motilado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na inv-inn ca-a lia sempre i venda grande numero de tubos de rrjslal de diversos lamanhos, e
aprompla-sc qualquer encommenda de medicamento-rom toda a brevidade c por preces muito com-
8J000
49000
4asooo
455000
505000
6u000
1003000
modos.
AO FUSUCO.
No armazem de fazende s bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sottimento
de fazendas, linas e grossas, por
juecos maisbaixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
! c5cs, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeledment
ahrio-e de combinaro com a
maior parte das casas cmmerciaes
inglezHS, rancezas, allemStj e suis-
sas.para vender fazendas mais em
coitti do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano dtyle iniportinte es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em pe-
ral, para que venbam (a' liem o*
I seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, di:
Antonio Luiz dos Santos di Rolim.
Lotera do bospital Pedro I i.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza Ju-
uior, avisa ao respeilavel publico que seus bilhetes
inleiros, meios liilhctese cautelas da (olera cima,
seacham venda pelos procos abaixo, na praca da
Independencia loja n. 4, do Sr. Fortnalo, n.'ia e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. paria Machado, e
na ra do Queimado n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja lotera lem o andamento de suas rodas
no dia 18 de acost prximo futuro. O mesmo cau-
lelisla se obliga a pagar por inlciro os premios de
10:000j los seus bilhetes iutcirnse meios obliverem, os quaes
vio rubricados com seu nome.
Bilhetes 113000
Meios bilhetes 53500
Quarlos 2o7O0
Oilavos 13500
Decimos / 1$200
Vigsimos (iOO
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia muito superior potassa da Rus-
ta e americana, ecal virgem, ebegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
JOIAS.
Osahaixo assignados, donosda nova loja de ouri-
ves da ra do Cabug n. 11, conrrnnleao palco da
malrizerua Nova. azem publico que eslaO comple-
tamente sorlidos dos mais ricos e bellos gostos de to-
das as obras de ouro, necessarias tanto para sende-
ras, como para lioincns e meninas, e coutinuam os
presos sempre inuilo em conla ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras quevenderem apassar urna
conla com respuiisabilidade,cspecrrandoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, tirando a-suu sujeitos
por qualquer duvidu que apparecer.
Serafim A Irmo.
MANOEI. AUGUSTO DE MENEZES COSTA,
professor da arle de msica, ollerece o seu presumo
ao respeilavel publico para leccin,u na mesma arle
vocal e instrumental, tanto em sua casa como em ca-
sas particulares quem de seu presumo sequizer
ulilisar, dirija-se ra do Aramio'n. 27.
>"a noite d oilo para nove do crrenle mez de
agosto furlaram do silio de Caelano C. da Costa Mor-
eira, ua passagem da Magdalena delronle da.casa ae
JoSo I en eir dos Sanios, alem de urna porca de ga-
linlias e Ires parte, urna baca grande de cobre es-
lanhada, que leva seguramente oilo canecos d'agua
e lem de peso tres c meia a qualro arrobas, lem
duas argolas dos lados ; rogase a quem for odercci-
da que a appreheuda,ou quemsouberaonde esl.avi-
se no dito sitio, ou no Herir no escriplorio de Jos
Antonio Bastos, que se recompensar generosamen-
te, alem de nao se importar com quem fez semclhan-
te mudanca.
John Dorlin Sandland, subdito britnico reli-
ra-se para Inglaterra.
Precisa-se de urna ama secca para lodo o ser-
vico : na ra do Vigario n. 13, 1. andar.
Precisa-se de um caixeiro porluguez de 12 a
14 aunos, com pratica de taberna : na ra Nova
numero 55. -
O abaixo assignado faz ciento ao respeilavel
publico, que uo dia 7 do rorrele desappareceu um
crioulinho forro, chamado Tertuliano, com 1,920 >,
libras de sabao, rom um limaoziubo de riscadinho
roxo j usado, da quina do becco do Veras al a ra
do Aragao : quem o adiar, leve-o casa terrea u.
10, no becco de Jo3o Francisco.
Francisco Vertir de Carcalho-
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 10 annos,
com pratica de taberna : ua ra de Apollo n. 19, se
dir quem precisa.
D-se dinheiro a juros em pequeas quantias,
sobre penbores de ouro e prato : na ra Velha
u. 35.
AGUA DE MALABAR POR LASCOMBE.
No Bazar Peruambucano se enconlra lo prodigio-
sa agua para ungiros cabellos, onde tambem por me-
nos de 10 francos se Iransformam em louros, casla-
uhoso prelos, os cabellos que enlrarem bran-
cos.
I.ava-se e eugomma-se com loda t perfeicao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado ii. 15.
AO PUBLICO.
O abaixo assignado declara ao publico, que dissol-
veu a sociedade que liuha com o Sr. Mauocl Pcixo-
o daSilva Jnior, na brica da ra do Kaugel n.8.
cando o dilo Sr. Peixoto responsavel a esla praca
ao aclivo epassivo; declara mais, que se acha li-
quidado para com o procurador de sua cundida,
em Portugal, a Sra. D. Margarida Augusto da Sil-
va, e para que consle, faz o presente, que assigna.
Recife 10 de agoslo de 1854.
Joaquim Rodrigues Pinto.
Appareceu na casa do abaixo assignado, uo dia
7 do correnle, a escrava parda, de nome Joseplia,
que represeula ter 30 annos de idade, pedindo que o
mesmo a comprasse, e dizendo ser escrava do Sr.
Malinas Ferreira de Mello, morador no Bonito, por
isso sendo que o mesmo Sr. aqueira vender ou della
lomar conla, dirija-se i ra da Cadeia du Recife u.
38, que pagando as despezas da mesma se Ide enlre-
PIANOS.
Paln Nasd C. acabam de rcccbcr de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacarando,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos bem condecid
autores Collard & Collard, ra do Trapicde Nov
n. 10.
DENTISTA FRANCEZ.
;:; Paulo Gaignoux, estadelecido na ra larga O
'/:; do Rosario n. 36, segundo andar, colloca len-
la tes com gengivas artiliciaes, e dentadura com-
@ pela, ou parte della, com a prcsso du ar.
@ Tamdem lem para vender agua den ti fr ir do
;, Dr. Pierrc, c p para denles. lina larga do
;. Rosario n. 36 segundo andar.
itlM>tM>it>tf
Um domem isenlo de 1. e 2.a linda, se oflere-
ce para alguma adminislracao, e para isso d llanca
idnea : quem quizer annuncie.
J. Jane dentista,
continua rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
f :) W>t)
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pind mu-
% dnu-se para o palacele da ra de S. Francisco
9 'mundo novo) n. l',S A. ft
loteras da provincia.
O tbesoureiro geral das lotei ias avisa,
que se acbam a venda os bilhetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
beneficio do bospital Pedro II., na tbe-
sotuaria das loteras, ra do Collegio n. 15,
na praca da Independencia n. 4, e na
loja do Sr. Arantes n. 13, ra do Qnei-
madons. 10 e "!), rita do Livratnento n.
22, aterro da Doa-Vista h. 48, praca da
Roa-Vista n. 7. Corre a mesma loteria
impreterivelmente no dia 18 de agosto, as
9 horas da manhaa ; e os bilhetes estao a'
venda at o dia 17 as 6 horas da tarde.
Preco inteiros 10$000
molos .">o'000
MMf8* S.
& Antonio Agripino Xavier de Brito, Dr. em j$
S medicina pela laculdade medica da Badia.re-
side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on-
@ de pode ser procurado a qualquer dora para o
** exercicio de sua prolissao.
gara, tiran,lo certo de que nao se responsabilisa por
fuga ou mortc.Tiburcio A. de Oticeira.
Onerccc-se um moco de 15 a 16 annos, para
caixeiro de taberna, do que j,i lem pratica, sabe es-
crever e contar, e da dador a sua conduela : a Ira-
lar na ra da Seala Velha u. 50, primeiro andar,
ou annuncie.
Roa-Vista n. 1G.
Pominaleau lem a honra de participar ao respei-
lavel publico, que acaba de receber pelo ultimo na-
vio viudo de Franca, um sorlimenlo de espingardas
deumededouscannos, mui leves e liunchadas de
primeira qualidade, polvarinhos, chumbeiras, espo-
letas da marca G, una rica guarnicao ou apparcldo
para carro, e lanleriias de metal chamado Melcdior,
varios galoes ricos para dilo. edicotes de balea, dilos
coberlos de tripa para bolear, Ireios, esporas, eslri-
bos, esponjas, escovas para lavar, cdicolindos soni-
dos, cabecadas de seda vegetal, e lamhem de couro
laqui, urna grande variedade de cachimbos, uns
larguilles para fumaren) 4 pessoas, oulros de espuma
ornar, de porcelana, demadeira etc.,fumo preparado
do melhor, lesouras para jardineiro, ditas para cos-
ureiras.de uuhas ele, e oulros instrumentos de den-
tista, lncelas, facas de mesa, trinchadores, navalhas
le barbear com cabo de tartaruga, de marfim e ou-
lros ; garante a boa qualidade de ludo quanlo esl
cima mencionado; escovas para denles e oohas,
penes para bigodes, de tartaruga, edaruteiras cm
aguthas de marear, caixinlias de niassa para preser-
var o acoda ferrugem.
Homoeopathia.
, CLNICA ESPECIAL DAS MO-
, .LESTIAS NERVOSAS.
) Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paralv-
8ia, defeitos da.falla, do ouvido e
1 dosolhos, melancola, cephulalgia
ou dores de cabera, enchaqueca,
dores e tudo mais que o povo co-
ndece pelo nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requerein militas ve-
les, alm dos medicamentos, o emprego de
oulros meios, que desperlem ou abaim a
seusibilidade. Estes meios possuo eu ago-
ra, e os pondo a disposieOo do publico.
Consultas lodos os dias (de graca para" os
pobres}, desde s 9 horas da manhaa. al
as duas da larde.
(l ^" ''sullas e visitas, quando nao poderem
22 ?"t*'l,< '""' nlim' serfto P"r Ul" medico
inlia maior ciiiiliauca : ra de S. Fran-
O
cisco (Mnndo-Novo, u, 68 \.-Dr. Sabino
Olegario l.udgero Pinho.
ASSOCIACAO' COMMERCIAL DE PER-
NAMRL'CO.
A commissao nomeada pelos senhores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esta associacao para os
prejudicadoscom a innundacao de 22 de
junho, convida aos que mais soll'reram
cora tao funesto acontecimento e licarara
reduzidos a' indigencia, a apresentarem
seus requermentOl acompaniados de at-
testddos circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia, para
serem attendidos. Devendo taes requeri-
mentos serem entregues ao archivista da
associacao, no largo do Corno Santo, at
o dia 15 de agosto prximo uturo A. V.
da Silva Rarroca, secretario da commis-
sao.
D. W. Baynnu cirursiao dentista americano
reside na ra do Trapicde Novo n, 12.
1 EXPLEHDIDOS RETRA-
I TOS ACRYSTALOTYPO,$
(A TIRADOS NICAMENTE COM A S
gh CLARIDADE PRECISA. Z
* J. J. Pacheco, lendo re-olvido demurar-sc j9
i) mais alguns dias nesta cidade, previne a lo-
g das as pessoas que desejarem um perfeilo 2,
W rclralo, que dignem-se procura-lo no sen es- w
6m ladelecimenlo, quer esleja o dia claro ou i/9t
g MMro. Os retratos sao lixese inalleraveis W
^f com o lempo, e as cores sao as mais nalu- @l
4 raes que aqu se lem visto. O respeilavel 2*
W publico continua a ser convidado a visitar a W
(g galera lodos os dias, desde as 8 doras da ma- M
S ndaa al as 9 da noile. No mesmo eslahc- S
W Iecimeulo enconlrarao os prclendcnles um W)
(A rico sorlimenlo de quadros, caixas, alune- ft
S les, cassoletsseaneis. Aterro n. 4, lerceiro J
Aluga-se a casa de um andar da ra da Silo,
por delrai da casa do Sr. Manuel Alves Guerra, na
ra da Aurora : a tratar na ra do Trapiche u. 14
Com Manuel Alvos Guerra Jnior.
APROVEITEM A OCCSIA'O.
Para liquidarao decontas, faz-se nego-
cio com urna loja coin pouco fundos,
sita no aterro da Boa-Vista, e propria para qual-
quer eslabelcctmenlo, onde tambem para o mesmo
lim \ende-seou aluga-sc urna armarao por baralis-
simo preco, achaudo-se esta collocad.i cm urna boa
casa, a qual paga o diminuto aluguel de 103000 rs.
meusaes : quem a pretender dirija-se a mesma ra
taberna n. 42.
No aterro da Roa-Vista u. 33,
ha grande sorlimenlo de rodas de carro de madei-
ra de fra e do paii.
Precisa-se alogar urna casa com commodos pa-
ra pequea familia, sendo na Boa-Vista, as ras
do Aragao, goledade, ou Gloria ; ou mesmo no bair-
to de Sanio Antonio : quem liver para alugar diri-
ja-se ao 2. andar da casa de 4 andares da ra do
Brum.pcrtencenteaoSr. Francisco Alves da Cu-
uha.
Na ra do Trapiche n. 17, recebeairse encom-
mendas para mandar vir de Lisboa;' rirjoi (umulos,
campas, etc : no mesmo lugar se motIrn, ricos de-
scnlios.
Ao commercto.
O abaixo assignado. convencido do muito que eon-
viria eslabelecer-se cm Pernambuco uina aula em
que a mocidade, que se desuna o earreira do com-
mcrcio, podesse pralicamenle adquirir os conbeci-
meiilos necessarios, para beindcsempenbar as funo
cocs de caixeiro em qualquer escriplorio nacional ou
cstrangeiro, aperar de reroiihecer as suas poucas
liabililacoes para um semclhantc magisterio, vendo
com ludo, que oulros muito mais habilitados se nao
lem alo aqu proposto a isso, vai elle, condado ni-
camente na pratica que lem de alguus annos, abrir
para e-le tur. urna aula, na qual ee'prope a ensinar
a fallar eescrevera linguu inglezaea franceia, con-
Uibilidade e escripluracao commercial por partidas
Sobradas. As licoes de cada urna das duas line.ua-
WrH em das alternados, c para qne os alumnos
possam cm breve falla-las, nao se Ihes consentir
que dc|Hiis dos primeiros tres meies de licao fallera
na aula oulra lingua. que nao seja a da elasse res-
Alugam-se os tres andares do sobrado n. 110
da. ra da Cadeia do llecifc: a tralar na loja da
mesma.
Alaga-se uina prensa nu Forle do Mallos: a
tratar cora Lniz Gomes Ferreira,no Mondcgo.
No dia 9 do correnle fugio um macaquinho
muito manso, e foi visto ser pegado por um mole-
que, e no mesmo momento apparecera um sujeito
em mangas de camisa e lomou do referido inoleque,
dizendo que era seu : quem do mesmo souder ou
leva-lo i ra das Trincneiras, sodrado n. 17, ser
recompensado.
A 20 do mez de jullio prximo passado desap-
pareceu una escrava, de uacao Calmuda, de nome
Isabel, com ossignaes seguimos ; rorpo secco, allu-
tura regular, cara com marcas de bexigas, urna pe-
quena costura em urna das oreldas ; levou saia de
algedao azul, panno da Cusa com bico pela beira,
anda com um laboleiro, lem sido encontrada pelas
estradas do Monteiro, Casa Forte, Alllictos, becco
do Espiidciro. caminliodeBeberide, Passagem, Es-
trada Nova, e Solcdade: quem a pegar, leve-a a ra
eslreila do Kosario, sobrado n. 35, que ser recom-
pensado.
A pessoa que annunciou querer comprar um
caixao grande para deposito de padaria, dirija-se
ra Direila n. 19, que encontrar um dos meldores
caixes para esse liiu.
Na ra Nova n. I2dir-se-ha quem d 1005000
a juros com penbores.
1KMANDADE DAS ALMAS DO RECIFE.
O juiz da irmandade das almas, erecta na matriz
de S. Fr. Pedro Goncahe- do Kecife, convida a lo-
dos os irmos da mesma irmaudade, para compare-
cerem no dia 12 do correte, pelas 4 horas da lar-
de, no consistorio da mesma irmandade.
Ainda se achara por alugar os armazens, silos
na ra da Praia n. 32 e 34, perlcncenles a veueravel
ordem terceira de S. Francisco dcsta cidade; os pre-
tcndenles podem dirigir-se ao abaixo assignado, em
poder de quem se aedam a chaves, para seren vis-
tos, e ao Sr. ministro Caelano Piulo de Veras, pes-
soa competente para aluga-los.O secretario iule-
nno, Thomaz Jote da Costa e S.
Kicardo Auslin, leudo de fazer urna viagem,
roga a qualquer pessoa que se julgar seu credor,
apreseule sua conto para ser paga, em casa da sua
morada, ra da Aurora, jnnto a casa .los etposlos.
Quem precisar de um hornera para feitor de
sitio, dirija-se a rui do Sebo n. 37.
O baebarel Innoceucio Sera (ico de
Assis Carvalho, em enmprimento aos no-
vos estatutos da aculdade de direito de
Olinda, declara quedeia de ensinar par-
ticularmente.
@#9dteaf @@k@ss
O Dr. Juao Honorio Bezerra de Menezes, ^
@ formado em medicina pela faeuldade da Ba-
dia, continua '110 exercicio de sua profissao, na <$
$ ra Nova n. 19, segundo andar. -,;
fMMKcac@ aK@a-?e
Por lerem os professores do collegio das arles
dcixado de ensinar particularmente, una pessoa da-
bilitada, c queja tem ensillado em collegios, d, pe-
los compendios do.mesmo collegio das artes, lices
de geometra e pbilosopdia, no primeiro andar' do
sobrado 11. 32, ra do Queimado.
Desappareceu no dia 10 do correnle mez um
mulalinho de nome Zacaras, de 12 a 13 aunos de
idade, pouco mais oa menos, com os signaes segura-
es : cabello baslaute corrido, acaboclado, lem uma
costura no rosto bastante grande proveniente de um
lalho que levou, tem o dedo da mao direita adujado,
e unas sarnas pelo corpo, levou camisa de chita ro-
a nova, c calca de riscado azul j velha : quem o
pegar, leve-o casa do seo senbor, na ra Direila
n. 106, taberna, que sera generosamente recompen-
sado.
O bacharcl A. R. de Torres Baudeira, proles-
sor adjunclo de rhclorica c geographin no lyceu des-
la provincia, propoe-se a dar licoes destas mesmas
disciplinas, e bem assira de pbilosopdia e francez
queradeseu pretlimo sequizer ulilisar, pode pro-
cura-lo na casa de sua residencia, na ra eslreila do
Rosario n. 41, segundo andar, das 3 U lloras al as
(i da larde.
Ollerccc-se um bom cozinlieiro para casa es-
Irangcira, que serve de criado e ropeiro : quem de
seu presumo se quizer ulilisar, dirija-se ao Forte do
Mallos em casa de Joaquim Duarle Piulo, que acha-
ra com quem tratar.
Vende-se um mulatinho de lan-
nos, ptimo bolieiro ebom sapateiro, de
boa conducta, sem vicio : na ra dos Qmir"
teis n. 2-.
Veudem-se casaes de gneos: nal ra Direita,
padaria 11. 10. se dir aonde.
Na ra Nova n. 52 loja de Boavanlura Jos de
Castro Azcvedo, vende-se excelleotes brreles de re-
ros para menino pelo diminuto preco de 240 rs.:
a elles anles que se arabem.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito lino, a lj>'800rs. a medida: no ar-
mazem de C. J. Astleyt C-, ra do Tra-
piche n. 3.
Vendem-se era casa de S. P. Jobns
ton & C, na rita de Senzalla Nova n. 42.
Linho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente' inglez.
Chicotes de carro.
Farello em sacras de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bromeados.
Despenceira de ferro galvanisado-
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
Vende-se uma escrava, crioula, moja, sem o
menor defcilo nem vicio, sabendo lavar, eogommar
c coxinhar : ua ra do Crespo n. 16, loja.
Ao barato
A taberna da ra do Rangcl, quina do becco do
Trem n. 11, acha-sc sorlida de todos os gneros no-
vse de boa qualidade, como sejam: manlriga in-
gleza a 400. 480 e 720 rs.. cd a 18500. 15900 e
2&200, paios e linguicas mullo ovas, por prero
commodo, doce de goiada lino, eoulros muitos ma'is
gneros, que se vendem baratos, assira os freguezes
levem dinheiro.
i Jacaranda' de muito boanbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Vende-se a taberna das Cinco Ponas n. 141,
com poucos fundos ou mesmo somenle a ar macan da
dila, a qual lem commodos para familia : a Iralarno
Passeio Publico n. 13.
Vende-se uma porrn de caixildos, e grades de
portas e janellas, ludo de amarello e do melhor gos-
to, de conformidade com as posturas da cmara, e
bem assim algumas portas de louro de almofadas e
oulras de lixa para o interior de qualquer casa mui
dem feitas: defroule du cadeia-loja de (rastes do
Kezeiulc n. 22.
Vende-se ou arrenda-se um dom sitio lodo mu-
rado, com uma ou duas casas muilo commodas, vi-
veiro, pomar novo e fructfero ; grande parren al e
cacimda de boa atzua. no principio da roa Direila
dos A lobados: a fallar com o Iciiente-cnronel Fran-
cisco Luiz Maciel Vianna, primeiro obrado junio a
ponle do mcVmo lugar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlcmeiile chegada.
BRIM 1IRANCO E DE COR.
Vende-se brim trancado de Indio a 500 rs. a vara,
dilo escuro de quadros tambem de linho a 600 e 720
rs.: na ra do Crespo n. 6.
Vendem-se os Ires volumes do Guarda-Livros,
moderno : na ra da Sania Cruz n. 86.
Na ra das Flores u. 37, primeiro andar, ven-
de-se carpa de droil francais, ou collecco cmprela
das leis, decretos, ordenacocs seoatos-consullus, re-
glamentos ele, publicados em Franca desde 1789
alo agora.
Aterro da Roa-Vista n. 55.
COMPRAS.
Comprase effeclivamenle bronze, lalo e co-
bre veldo : no deposito da fundicao d'Aurora, ua
ra do llrum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundicao era S. Amaro.
Compram-se patacoet brasileiros
bespanhes : na ra da Cadeia do Recife
loja de cambio n. 24.
Compra-sc um pardo do 15 a 17 anuos de ida-
de, que seja sadio e intclligenle ; a kalar com Luiz
Gomes Ferrcia, no Mondego.
Comprain-se 8 a 10 mildeirosde cachimbos de
barro: quem livr/r annuncie para ser procurado.
Comprase cm bom estado oir ou duas bom-
bas para cacimba : quem as liver annuncie.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco compra let-
tras sobre o Rio de Janeiro.
Compra-se um rooleque de 14 a 16 annos, que
seja boa figura, sadioe proprio para o servico de uma
casa de familia : na ra da Cruz n. 45, escriplorio
de Viuva Amorim & irnulo.
Compra-se uma casa terrea, no bairro da Boa-
Visla : quem liver annuncie.
Compra-se um caixao grande para deposito de
padaria : quem liver annuncie.
Compra-se um molequc ou mulalindo de 2 a 3
anuos de idade : quera liver annuncie. .
Compra-se para salisfazer uma encommenda,
uma linda e bem acabada toalha de cacund : quem
a liver e quizer vender annuncie, ou dirija-se ra
do Caldeiiciro n. 54.
Compra-sc uma escrava sadia, sem vicios, e
muito bem conduzida, que tculia alguraas habilida-
des, e especialmente as de engommar, lavar de sa-
bao e cozinhar mais que o ordinario de uma casa,
preferiudo-sc a que fr de muflo africana : na ra
do Caldcirciro n. 54, se dir quem precisa comprar.
Sapa tos. .
Compram-se sapa los de Indas as qualidades: no
aterro da Boa-Vista loja n. 82.
VENDAS
PURLICACAO* RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padrescapucdidos de N. S. da Pe-
nda desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nbora da Concejero, e da noticia bislorica da me-
dalba milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
iudependencia. 13000.
ARADOS DE EERRO.
Em casa de Rotlie & Bidoulac, ra
do Trapichen. 12, vendem-se arados de
ferro, por preco commodo, para fechar
con tas.
Ven Je-se fio de sapalciro, bom : em casa de S.
P. Johnslon & Companhia. ra da Seusala Novo
u. 42.
PIANOS.
Em casa de Rothe & Ridoulac, rita
do Trapichen. 12, e\istem para vender
2 ptimos pianos vertieses c 2 ditos bo-
risontats.
Vende-se umescravocrioulo de idade 22 anuos,
de bonita ligura, hbil para lodo servico c uflieial
de -a | .a leu o : na na Nova n. 9.
No aterro da Boa-Visto loja n.82, vende-se mui-
lo boas caixas de chai utos, c sapa tus de todas as qua-
lid ades, por barato preco.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de fazendas de 3 portas da
ra do Livramento.
Vendem-se lindas cassasde ramagense listasde co-
res lisas e gostos modernos a 360, 100, 150 e 500 rs.
a vara, chitas francezas muilo linas de cores fixas, a
230, 210, 280 e 320 rs. o covado, riscados franeczes
largos muito tinos e de cores lixas, a 210, 260 e 280
rs. o covado, caimsinhas de cambraia bordadas para
seuhora, a 28600, 23800 c 39200 rs., e outras militas
fazendas por meuos preco do que em oulra qualquer
parte.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da ra do Azeite de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Companhia, na ra do Trapiche, n. 54.
Vde-efumo emolha, de varias
qualidade, escolladas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra do Trapichen. 16.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, continua a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem em pedra : tudo por preco a
satisfacer aos seus antigos e novos tre-
gese*.
Cola da Rabia, de qualidade esco-
Ihida, e por preco commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Loura vidrada, recebida ha pouco
da Rabia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de H ol anda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
lguraa da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se superiot potassa nacional,
em barriquiihas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodre da Motta, na ra do
Azeite de Peixe, ou na rita do Trapiche n.
54, com Novaes t Companhia.
Vende-se uma ovelha parida, muito mansa, e
com bom leile]; as Ciuco Pontos, a fallar com o Sr.
Domingos Coulinho.
Vende-se a parte de um sobrado de dous an-
dares, collorado em uma das lucidores ras do bair-
ro de Santo Antonio, lugar por onde passam todas
as procisses da Quareraa : quem a pretender diri-
ja-se a freguezia da Boa-Vista ra do Sebo, casa n.
10, que ahi se dir quem faz esse negocio.
Ao barato. &
J Vende-se por menos de seu valor 9
g as fazendas existentes na loja de 4 ~
H portas da ra do Queimado, mime- S
% ro 10. S

Vende-se um cabriole! novo, de
bom goslo.
Ai que rio.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 13200 rs.. dilos brancos a
8200rs., ditos com pelo a imilac^o dos de papa a
13400 rs.: na ra do Crespo loja n. (i.
VELAS E CERA DE CARNAUBA.
v endem-se velas de cera.de carnauba de 6, 8 e 9
em da melhor qualidade que ha no mercado, fei-
las uo Aracal. : na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA. '
Vende-se cera de carnauba do Aracaly : na ra da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Rita do Crespo n. 23.
Vendem-se chitas francezas largas de cores
9 escuras a 210 o covado, cortes de casemira de
jj cores e padrees modernos a 4$5O0, dilos de
W casemira prela fina a 4500. panno preto e
sg de cores a 39000 o covado, corles de meia ca-
; senara a I.?00, ditos de drini de lindo deco-
res a 19000, riscado de lido de cores escuras
a 250 o covado, merino prelo com duas lar-
W guras a 19600 o covado. chales de ISa grande*
e de cores escuras a 800 rs., ditos encorpados
9 a 19280, esguiao de lindo muilo fino a 19120
9 a vara, selim prelo muilo encorpado e de su-
9 perior qualidade a 29500, cambraias prelase
9 de cores, goslos modernos, por preco commo-
do, chapeos do Cbili fios, e oulras muilas fa- 9
9 lendas por preco muilo cm conla.
*@@-& @e3@
Vende-se o sobrado de tres audares e solao da
ra do (jueimado n. 2, o qual faz quina para a pra-
ca da Independencia : a Iralar no pateo do Carino
por cima da bolica, das 6 as 8 da manhaa, e das 4
as 6 da tarde.
1 seja i___
pectiva. A abertura lera lugar no dia 1. de de selera-
bro, c as pessoas que a quizerem frequenlar se de-
verao com antecedencia dirigir loja dos Srs. C-ou-
vea & Leile, na ra do Queimado, aonde poderao
lambcm cbler as mais iu/ormacoes, que a respeilo
uesr-iarem. Adverle-se que a matricula sri estar
anorta ale o fim deslc mez, e que depois desse dia
nao se podem admillir mais alumnos durante este
anuo.Jote da Mua.
Na ra Nova u. 51, ensina-se geograpdia c rhe-
lorica : os pretendcnles podem dirigir-se a mencio-
nada ca-wi, dasJKI doras do diaem dianle.
Precisa-se alugar uma ama prela ou parda, pa-
ra cata de familia, que salda cozinhar : em Kora de
I orlas, ra do Cuararapes. casa da quina u. 30.
Malinas JosSoares relira-separa fura da pro-
vincia.
Farinha de S. Mathcus- &
I Veude-se superior farinha de mandioca jgj
muito nova chegada -de S. Maldeus e por fn
I preco commodo, a huido do dale Audaz sur- m
SS lo uo caes ilo Collegio, para porcOes no que j8
*/& se lar abate de preco: Irala-se no escripto- {^
^j rio da ruada Cruz n. !0 primeiro andar. tac
Vende-se nina don:! i aruiaio de amarello en-
yeruisada e envidra;ada, propria para qualquer lo-
ja e por preco muilo barato: a fallar na loja n. 1 do
alerro da Boa-Vista.
PARA OS SRS. MARCINEIROS.
A a 25 rs. a folha.
Superior lixa de lodas as urnssuras, chegada de
pruximo, a SS rs. a folda, tomando 50 tullas para
cima : na ra Nova, loja de ferranens n. 21 e 41.
CALCAIH) BARATO.
Sapaloes de couro de lu>lrc fraucezes para nn-
mem, pelo daralo prcco.a diulicro,de :19000 rs.: lia
loja ilo Arantes n. 13 e 15.
Rom e barato.
Cortes de edita de darra de cores lixas a
19600 cada corle: na na do Queimado n.
29, loja do sodrado amarello. que vulto para
o largo do Coltesio, Na mesma loja se en-
conlra um rompilo sorlimenlo de fizenda
de lodas as qualidades, e por preco que agra-
lara aos compradores,
\ ende-se um bonito cavalln de cabriole! e de
sella, grande e muilo gordo : na estribara da ra da
Florentina.
LIQUIDACAO' DE CONTAS.
Barato sim, liado nao. ,
Na ra do Queimado, loja n. 17, ao pe da botica,
vendem-se para liquidacao, fazendas por baralo pre-
co, como sejam : is modernas orleans de seda furia-
cores, com msela, proprias para vestidos de senhora
e meninas a 100 rs. rada covado, sedas de quadros
escocezasa 19110 rs., grosdenaples de seda lurto-co-
resa 18600 cada covado, c outras fazendas por bara-
to proco, a dinheiro i vista.
Chapeos de sol muilo grandes, com rabos de
caima c baleas, muilo fortes, de seda de todas as co-
res e qualidades, lisos e lavrados, proprios para a
eduva, por preco muilo commodo ; ua ra do Col-
legio n. 4.
Na ra do Trapiche Novo n. 16,
vende-se:
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMACO azul e branco, chama-
do Marlim Superior, em resmas de 500
tolhas, e outvas qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESOmuitosnperior, proprio
para escriptorio, e outras qualidades
maisemeonta.
PAPEL DE COKES, em formato grande.
UMA PEQUEA porcao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente chegaaos.
ALVAIADE DE ZINCO, acompanhado do
competente seccante, muito recom-
mendavelpela grande superioridade de
tinta que produz.
PREGOS DE FERRO em bom sortimento.
KO CONSULTORIO IIOIHKOP4TIIK O
1)0
DR. P.A.LOBO M0SC0S0.
V endem-se asseguinles obras de homeopalhia em
france/ :
Mangal do Dr. Jahr, volumes 169000
Rapou, historia da domeopaldia, 2 volumes 169(100
llarldmaii, tratado completo das molestias
dos ineiiino-, I Mihuiip 109000
A. Teste, materia medica liom. (000
De Payle, doulrina medica dom. 79000
Clnica de Slaoueli 69OOO
Carling, verdade da homeopalhia 49OOO
Jahr. tratado completo das molestias ner-
vosas 69000
Diccionario de Njsien Ifjyioo
Vende-se chocolate francez de su-
perior qualidade: na roa da Cruz n. 26,
primeiro anclar.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
dc-se cera lano em grumo, comoem vellas, cm cai-
xas, com muilo bom sorlimenlo c de -1 perior quali-
dade. chegada de l.isdoa na barca (ralido, assim
como hiilaehnilia- cm latas de S lihnis.e farello muito
novoem saccas de mais de :l arrobas.
W Deposito de vinho de cbam- 1$)
^ pagne Chatau-Ay, primeira qua- (g
(^ lidade, de propriedade do condi (A
^ de Mareuil, ra da Cruz do Re- S
- cife n. 20: este vinho, o melhor
Wf de toda a champagne vende-
^ se a otjJOOO rs. cada caixa, acha- 6&
- se nicamente em casa de L. Le- -
I crate FeroniSi Companhia. N. R. W
O As cu i.\as so marcadas a fogo w
$ Conde de Mareuil e os rtulos k
MJ das garrafas sao azues. M
sena ue quauros mooeri
Hrdo, de liuho, muito I
res modernos, finginde
goda fiara alsibeira,
1 .Ao fina a 192HO, meiu
Vende-se um terreno na ra Imperial, com 220
palmos de frente, e grande eslensao de fundo, duas
inoradas de casas terreas sitas na ra do Jardn) e
ra de Santa Rila; e um bom lio em Ierras pro-
prias 110 principio da estrada do Arraial: na ra Di-
reila n. 40, segundo andar.
Vende-se superior farinha de man-
dioca de Santa Catharina, em saccas por
preco muito commodo: a tratar noarma-
zem de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da Alfandega, ou com Novaes & C.
na ra do Trapichen. 34, primeiro an-
dar.
Veodem-se queijos do certao mnito frescaes
e peonas de ema : na ra da Coneoicao o. 4.
amadas Florean. 37, primeiro andar, >f
de-se uma rica colleccao de vislas de Paris.
Vende-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor, nu a Iralar com Tasso I maos.
Vendem-se 4 moloques de bonitas figuras : ua
ra Direila n. :i.t
AO ROM E RARATO.
A dinheiro a' vista.
Para se ultimar e liquidar cuntas, vendem-se
troco de pouco dinheiro as seguinles fazendas, pro-
prias para liomens: pannos fios prelos de cores fi-
tas a 39300 e 49OOO, ditoa verde e cor de rap a 4!
corles de casemiras de cores lisas e de quadros ale
S3000, casemiretas prelas e de cores com msela, pro-
prias para palitos, fazenda muito fina, a 800 rs. o
covado, alpaca decordao de cores muilo lindas para
palitos a 640 rs., merino prelo superior, de lustre, a
1)000, casemira preto fina e muilo superior a 29000
0 covado, cortes de rollete de gorgorito de lindo e
seda de quadros modernos a 19600, brim trancado,
rdo, de lido, muito lino a 640 a vara, ditos de
fiigindo casemira a 800 rs., lencos
de campo branco, fazenda
os dilo- para grvala a 19000,
edapeosde sold seda a 39500, ditos fraucezes finos
para choca a 69OOO, e muilo superiores a 69300 e
79000, e oulras fazendas por barato preco : na ra
do Queimado, foja n. 17. ao p da bolica.
CHAPEOS DE SOI. A 49800.
Na ra do Collegio n. 1, veudem-se chapeos de
sol de seda prctos e de cores, armarao de balea, ca-
bos finos, os quaes visla da qualidade ninguem dei-
xar de comprar, e nutras muitos qualidades, por
preco razoavel. *
Com pequeo toque de copim, vende-se panno
fino verde car de garrafa, de superior qualidade, e
prova de limao, a 39300 o covado : na ra do Cres-
po, loja.da esquina qne volla para a cadeia.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Companhia, ra da Cruz n. 15, vende-se muilo supe-
rior cera de carnauba do Aracaly e Ass, em porrSn
c a retalho ; e alm de se pesar na occasiao da entre-
ga se descontara uma libra de tara em cada sacro,
como hecoslumc.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a prevo commodo, cm casa de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia do Kecife n. 4.
1 Vende-se uma balanza romana com lodos os
seus perlcnces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n.4,
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior~farinha de mandioca .de Santa Catha-
rina : no armazem de Machado & Pinhei-
10, na ra do Amoiim n. 54.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
le escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra'do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Taixas para engenhos
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Bru, passan-
do o chafara continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro A
fundido e bando de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregaitt^e em carro
sem despeza ao comprador
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencaO* do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias tnglezas e hoUandezas, com gran-
de vantagem para o meihoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma porttiguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, aa ra da
Cruz, n. 4.
Vende-se junco e palhinha j preparada para
erapall.arc.de.ras, sof. e m.rque^^moiio em
conla, assim como se empilha toda a qualidade de
obre, com muila brevidade, e mais em conta do que
em oulra qualquer parle: na ra da Cadeia de Sau-
to Antonio n. 20,
SALSA PARRILHA
nova e de tqperior qualidade. em resol pequeos
vende-se na ttavesta da Madre e Dos, armazem
11. 12.
t Vende-se 100 alqueires da sal de Lisboa : a
ratar na travesaa da Madre de Unos, armazem 11.12.
Cassas francezas a 320 o covado..
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se caasas fraucezavde muito bom
goslo, a ,120 o covado.
LFKCOS DE CAMBBAIA DE LINHO A 4*500 A
DUZIA.
"a rua do Crespo n. 5, esquina qne volla para a
ra do Collegio, vendem-se lencos de cambrala de
Indio luios em caiiiiihaa com lindas estompas, pelo
baralo prec.o da 4*500 rs, a dotia, para acabar uma
pequea porcao qne ainda reala.
Vende-se um eicellenle rarrtnho de 4 rodas,
mui bem construido,cem bom eslado ; eal eipotlo
ua ra do Aragao, casa do Sr. Naune n. onde po-
dem os pretendentes eiamiua-lo, e Iralar do ajaste
com o mesmo senl.or cima, ou na ra da Cruz no
lenle n. 27, armazem.
Vendem-se a 3 saccas grandes com arrox de
casca: no armazem defroule da torta da alfandega.
Vendem-se relogios de ouro palenle inglez, ja
bem condecidos oeste mercado, linda de algodio pa-
ra costura em novellos ecarrilel, lio de lindo para
sapateiro, papel liuo para escrever pelos paquetes :
em casa de Kusseil Mellors & Qimpanhia, raa da
Cadeia do Recife n. 36.
Vende-se a loja de miudezas com poucos fun-
"j0! propria para qualquer principiante, no aterro
ua Boa-Visto u. 72: a tratar na mesma ra u. 78.
25 *** 9999999*99
9 endem-se cortes de cali;* de casemira de #
m algodao, pelo barato preco de 13600 cada cor- #
V le : ua loja de 4 portas, oa ra do Queimado
&.n,10.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo urandes p encorpados,
dilos brancos com pello, milito grandes, imitando os
de lila, a lj>i00 : na ra du Crespo, loja da esquina
que volla para .1 cadeia.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&
Vendem-se relogios deonro e prala, mais
baralo de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Depoaito da fabrica de Todo* o* Santo* na Baha.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber fcC., na ra
da Cruz 11. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
mniloproprioparasaccosdeassucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na pra^a do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, lindas
em novellos ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milab surtido, fcrroinglei.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
icas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowaa, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Aaenslade Edwla H,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companlua, acha-se conslantemenle bons sorll-
mentos de latas de ferro coado e balido, lauto ra-
sa como fondas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agua, ele., ditas para a nnar em raadei-
ra de lodos os lmannos e modelos osmais modernos,
machina horisontal para vapor com forra de
i cavallos, cocos, uassadeiras de ferro eslauliadu
para casa de purgar, por menos prec.0 que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suena, e fo-
1 has de uaiidres ; I udo por baralo preco.
Vende se um terreno na ra oa Praia, junio a
casa do Sr. Jos Hjgino de Miranda, o qual lem de
frente pela ra da Praia 57 )i palmos, e de funde
372, e ue rreule pelo caes do Hamos lem 70 palmos;
esta aterrado e prorapto para te edificar: quem o
pretender, procure a Bernardo Amonio de Miranda,
ua ra do Torres.
9 \ endem-se chapeos fraucezes finos, da all- m
9 ma moda, a 6a500 cada um ; na toja de 4 a
& portas, na raa do Queimado u. 10.-
&#@<>eiee
\ ende-se um esrravo de 24 a 25 annos, de na-
So, bem parecido, eproprio pare servico de campo
por ler disso uso : ua ra Imperial o. 79.
ges3ca
# Veudem-se cassas dt cores fins, e bonitos 9
S padroes a 500 rs. a vara : na loja de 4 portas, 9
@ ua ra do Queimado n. 10. 2
4Vvp 9(119999999
Veude-se um moleque, criuulo, de idade 18
anuos, muito bem parecido, bom bolieiro e copeiro:
quem o pretender, procure na ma da Gloria u. 70.
Veude-se um bonito eaeravo, crioulo, de 20
anuos, ptimo para pagem ou bolieiro : oa roa Ve-
lda n. 94.
BICHAS DE HAMBLRGO.
Vendem-se aos ceutos e a retalho as melhores bi-
cha que da no mercado, e tambem se alugaui por
piefo commodo : ua roja de barbeiro, no aterro da
Boa-Vista u. 51.
CALgADOS FRANCEZES.
I No aterro da Roa-Vista, -
i eca n. i-\
Jic chegado um oyo e compl
cados de todas as qualidades, tonto |
para senhora, borzeguins elsticos pirJL_
uhora, meninos e meninas, e os;bem condecidos
patos e bolius do Aracaly, Indo por prec,o cammo-
do, al'un de se apurar dinheiro.
ATTENCAO' AO BARATOl
Na ma do Livrameulo n. 14, vende-se. chita de ra-
magem para coberta a 160 rs. o covailo, e a pera
59500, ditas de cares a 140, rdxas core*) fitas a 16,
fazenda de algodao para roupa do esciwvo a 140 o
covado, algodao de listre a 160, cassas e cores Gxas
a 200 rs. o covado, ditas de babada apfht a peca,
e 280 a varar rucados francezes a iSTIcovado, sus-
pensorios de burracha a 80 rs, o par, 'selim preto e
cor de rosa a 400 rs. o covado, lafeln branco e roso
a 320 o covado, leucos encarnados para tabaco a
160, dilos de cassa e seda a 400 rs., camisas de meia
para meninos a 500 rs., fuslo branco de superior
qualidade a 500 rs. o cavado, chitas finas a 220, e
peras a 73600, niada polio luuo fino a 5JJ00 a poca,
dilo mais abaixo a 33800, dilo a 39000, cueiro de
barra era pecas de 40 a 240 cada nm, rscadinhos fi-
nos de cores lisas a 696OO a peca, e 180 o covado,
chapeos francezes a 59000, corles de coltete de gor-
gurao bordados a 96OO, ditos de carabraia e teda a
63OOO, dilos de seda a 89OOO, e outras muilas faien-
das, que se veudeni a troco de pouco dinheiro.
Vende-se ama cama de angico com armacao e
seu competente colchao, ludo em muito bom estado
e preco commodo : ua ra de Aguas-Verdes n. 14,
sobrado.
QL'EIJOSE PRESUNTOS.
Na ra da Cruz do Kecife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martin, se vende os mais supe-
riores queijos loudrinos, presunto para fiambre, l-
timamente chegados na barca inglesa l'alpa-
raiio.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de sauonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados era
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Moinhos de vento
eombombasderepuxopara regar herase balsa,
decapim, na fundieaode D. W. Ilowmau : na roa
do Brumns. 6, 8el0.
Padaria.
Veude-se ama padaria muiloafregutiada: a Iralar
com Tasso & Irmos.
Devoto Clnistao.
Sadio a luz a 2.a edicao do livrinho denominado
Devoto Chr islao, ma is correcto e aeresceutodo: vnde-
se uuicamenle na livraria a. 6 e 8 da praca d* la-
dependencia a 640 rs. cada esemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CAL E POTASSA.
Vende-se superior cal de Lisboa e potassa da Rus-
sia, r licuada recentemente : na praca do Corpo Sa""
to, trapiche do Barbosa n. 11.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio no dia 24 de abril um escravo de uarao
de nome Jos, he velho, pinta na barba e cabello, lem
falla de denles, cor prela, estalun regular, seco do
corpo, amlaxa \eiidendu lamneos em um laboleiro.
veio do Rio Formse, onde era condecido por Jos
Pagem, foi escravo do fallecido Cunda Machado :
quem o pegar dirija-se ra do Oueimado loja n. 61,
que ser generosamente recompensado.
Desappareceu no dia 23 de jullio passado. de
bordo do brigue Sania Barbara Vencedora, o preto
mariuheiro, de nome Lniz, o qual reprsenla ler
30 annos de idade, cor fula, baiio, nariz chala, lem
algumas marcas de bexigas e pouca barba, e lie na-
tural dos Alagoas : roga-se, porlanlo, a lodas as au-
toridades policiaes e capiUes de campo a sua appre-
licnsao, c leva-lo a ra da Cadeia do Recife o. 3,
escriptorio de Amorim lrmAos, que se gratificar
com 503000.
Desappareceu no dia 1. de agoslo o prelo Ray-
mundo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, condecido all por Ray-
nuudo do Paula, muilo couvivente, locador de fiau-
tim. cantador, quebrado de uma venida, barba ser-
rada, beiros grossos, estatura regular, diz saber lr
e escreer, lem sido encontrado por vezes por delraz
da ra do Caldeireiro, jimia mente com uma prela
sua concubina, que tem o appellido de Mara cinco
reis ; porlaulo roga-se as autoridades policiaes, ca-
pi I a es de campo e mais pessoas do povo, qoe o ap-
nredeudam e levem rua Direita n. 76, que serio
generosamente gratificados. .
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corra-
le annoo escravo Jos Cacange, de idade 40 aunos,
pouco mais ou menos, com falla de deotes na frente,
le-1 ionios crescidos. e ricatrize Boa nadegas ; grali-
IVca-sc generosamente a quem o levar ao aterro da
Boa-Vista n. 47, segundo andar.
SH
' K
K
A
m

Van.,- Ty da M. T,
Tarto. IgaU.'
-.


Full Text
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