Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01431


This item is only available as the following downloads:


Full Text

ANNO XXX. IN. 183.
*..
, Por 3 meses adiantado 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
\
, *

e
4

l

1 )
/
f
i '
SEXTA FEIRA II DE AGOSTO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DE PERNAMBUCO
ENCARREGAnOS DA SirRSCRIPCAO'-
i NIMOS-
Recifi), o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja- Sobre Londres 20 a 26 tfi d. por 1 neiro, oSr. Joao Pare-ira Mrns; Itahia, o Sr. F. a Paris, 305 rs. por 1 .
Duprail; Hacei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Victor da Nativi-1
Lisboa, 105 por 100.
< Rio de Janeiro,' a 15 0/0 de robalo.
Jada; Natal, oSr.JoaquimlgnacioPoreira; Araca-1 Acedes do banco 40 0/0 de premio.
ty.oSr. AnioniodaLemosBraga; Cear.oSr. Vic-I da companhia de Beberibe ao par.
loriano Augusto Borges; Maranho, a Sr. Joaquim da companhia de seguros ao par.
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos. I Disconto de lettras a 6e 8-.9/0.
METAES-
Ouro.Oncas bespanholas......
Moedas de 69400 velhas. .
de 69400 novas. .
de 49000. ,-*/.
Prata.Palaces brasileiros .... ,\
Pesos columna!ios
293000
165000
169000
99000
19940
19940
mexicanos. ....... 19860
PARTIDA DOS CORREROS-
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito o Garanlums nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex t Ouricury,a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMARDK1IOJE.
Primeira s6 horas e 6 mirtilos da manha.
Segunda s 6 horas e 30 minutos da tarda.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relacio, terr;as-ciras e sabbados.
Fazenda, tercas o sextas-feiras s 10 boras.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
KPIIEMERIDES.
Agosto 1 Quarto crescenlc s 8 horas, 9 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 12 minutos
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Caetano Theano fundador.
8 Terca. S. Cyriaco diac. m.; S. Emiliauo b.
9 Quarta. S. Komo spldado ; S. Secundiano.
10 Quinta. S. Loureneo diac. m. ; S. Astheria.
11 Sexta. Ss. Tiburcio e Suzana ni.; S Digna
12 Sabbado. S. Clara v. f. S. Aniceto e Fontino
13 Domingo. 10. Ss. Hypolito e Cassiano mm.;
S. Candida m.; S- Wigberio presb.
PARTE 0FF1C1AL._____
CODEMANDO DAS ARMAS.
QaarteJ ao conmuto da armas de Fern.im-
aea cldaae do Bcclfc, ora 10 de costo
ORDEM DO l>IA \. i:Mi.
O coronal coramandaule das armas interino de-
clara pir os fins convenientes, ,quc o governo de S.
M. o Imperador hunve por bein, por aviso do mi-
uralerio da gnerra de 15 de jolln ollimo, mandar
servir como addido no halalho 12 de infantera, o
Sr. lenle da 10 da mesma arma Jose Joaquim Nu-
nes, segundo coustou de ollicio da pn-sidencia dala-
do de hontem.
Araignado.Manoel Muniz lavare*.
Conforme.Candido Leal Ferreir.t, ajudanle de
ordena encarregado do delalhe.
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. OEPUTADOS.
Dia 16 de Junho.
A' hora do coslume, reunido numero sufliciente de
membros, ahre-sc a sessfio.
Lida e approvada a acta da antecedente, o 1.
secretario d conla do segoinle expediente :
Uina represenlacio dos habilanlos da cidade da
Campanil, provincia de Minas Geraes, pedindo a
crearao de urna nova provincia coinpreliendendo as
comarcas do Rio Verde, Sapucaliy, Tres-Pontas e o
municipio de Lavras. A' coiumissao de eslalis-
lica.
I.ra-se e sao approvadas varias redarres e os se-
gu nles pareceres :
Manoel Jos da Silva e ChristovAo Fuchs, prelen-
demque llies aceitero notas do exmelo Bancoc cet
dulas do governo que deiiaram de ciri lempo levar
ao respectivo troco.
Allegara : o primeiro, nfo ler litio ronheci-
mento do anoancio para a referida substituidlo ;
e o segundo, como etlrangeiru, ignorar as leis do
paiz.
A commissao enlcnde que laes rizes nao po-
dem fundamentara pretencSodossupplicantes, c por
isso he de parecer qoe te Ibes imlcfira sou requeri-
mento.
* Saladas coramissdes, 12 de junho de 1851.
Suca Ferraz.Taque.
O vigatio da fregttezia do Engenho Velho desla
corle, petlp a cunccssAo de duas loteras para obras
da matriz da mesma -fregueaia, e especialmente de
seu cemilerio.
Uurido o governo, nao foi este favuravel a esta
pretenda, vislo qne ua poca era que infornioo-se
tratava de levantar cemilerios olra-muros.
Depois dessa poca taes cemilerios se tem esta-
Iielecido, e esta razo rr-.oelle a prclenoAo do referi-
do visario, accresc n'uma frezuezia lio ri-
ca de enrulado ttf _, :qioso, au lie mistar re-
correr ao meirwlas (oleras, qne he reputado como
nm verdadeiro jogo.
A commissao de fazenda portanlo lie de parecer
que seja imleferido seu reqaerimenlo.
Saladas commissea, 12 de junho de 18ji.
Silea Ferraz.Taquet.
leudo considerado o projeclo que em dala de 3 de
junho do anno passado Tora oITcrecido a esta augusta
cmara pelos Srs. deputado* Pereira da Silva e Mi-
rauda, o qnal tem por fin prohibir a coucessao de
privilegios para a navegaco a vapor ras aguas da
habla do Rio de Janeiro, e provincia do mesmo no-
mo, logo que te extingan) os privilegios acluaes ; e
allendenda a commissao a que os privilegios em ma-
teria de industria, como he boje doulririn correnle,
sao em Ihese odiosos, injustos e prejudiciaes, e que
por tanto l podem ter lugar em casos mili especiaes,
como arndose trata de alguma empreza de rem-
olienda olilidade publica, que, exigindo o empregn
de avaltadoa capilaes, nao se pode contar, em seu
comeco com proveitos e lacros correspondentes, e
que mo so adiando a navegaco a vapor a que se re-
fere o projeclo nestas circunstancias, vislo que, co-
mo he publico, oblem lucros consideraveis aquclles
que empregam seus capilaes em lal navegaco, as-
siift que a continuarlo de taes privilegios caosaria
os males que prodaz o monopolio e falla de concur-
rencia : jolga a commissoo til c ventajoso o projec-
lo de que m trata, e hede parecer que elle entre em
discussao.
s Paco da cmara dos deputado. 14 de junho de
1854.Frederieo ie Almeidae Albuquerque.Sil-
va Ferraz.Viriato.
Sao julguios objecto de deliberaran e vito a im-
primir para entrar oaordem dos traba] lio i os seguin-
les projeclos :
A aseembla geral legislativa resol ve :
Art. I. Sao concedidas ao imperial hospital de
caridade da capital da provincia de Sania Calhari-
ua 3 loleriai, e urna para a obra do hospital da ci-
dade de Nossa Senbora da Orara, do rio de S. Fran-
cisco do Sul, as quaes serao eitrahidas na corle, coik
forme o plano das concedidas n santa casa da Mise-
ricordia.
v, u Art. 2.' O produelo de urna das tres loteras
concedidas o imperial hospital saftapplicadocon-
clusaoda obra do mesmo hospital, e o das oulras 2
ser eropregado em plices da divida publica, que
servirlo de fundo do eslabelecimenlo, pudendo a
respectiva adininilracao dispor nicamente dos ju-
ros das meiniin.
Arl. 3. Ficam revogadas asdisposi;esem cou-
trario.
Pa<;o da cmara dos depulados, 16 de junho de
WH.Joaquim Augutlo do Licramento.
k A awambla geral legislativa resolve:
Artigo nico. Sao concedidas em beneficio das
obras da iureja da Senbora das Merces, da cidade da
Parahiba do Norte, cinco loteras conforme o plano
das da sania casa ta Misericordia desla corte, onde
scrao eilraliidas ; sendo revocadas para esto fim as
leis e dispotiroes em contrario.
Pa^o da cmara dos depulados, 16 do junho de
1854.A.J.JIenriquei.
" A aasembla geral legislativa decreta :
Art. l. Sao concedidas seis lolcrias em benefi-
cio das villas martimas da provincia de S. Paulo,
para o eslabelecimenlo ou melboramenlo de bospi-
tacs de caridade, as quaes poderao ser eitiahidas na
o'ule e pelo plano das concedidas a sania casa daMi-
serieordia da mesma corle.
Arl. 12.'Ficam revogadas as leis era contra-
rio.
Paro da cmara, 16 de junho de l8Z\.Slceira
ila Molla.II. daCunha.
A asaemblca geraV legislativa resolve:
Art. 1. Ficam concedidas ao hospital da sania
casa da Misericordia da cidade de Porto-Alegre, ca-
pital da provincia de S. Pedro, 5 lolcrias <|de se ei-
liabirAo na corle, conforme o plano das concedidas
sania casa de Misericordia desta cidade do Rio de
Janeiro, sendo o producto das ditas lotera i applca-
doV coiitiniiao-io da coustruc;ao do edificio da santa
casa de Miseiiconlia da dita cidade do Porlo-
Alegre, afnn de servir do recolliim.Milo pira os ez-
pusin,
Art. 2. Firam revogadas asdisposicaev em ron-
I rario.
Paco di cmara dos depulados, 11, de junho de
t')1 .Tivptimi.Araiijo Brtuque.
n A assrmblca geral legislativa resolve :
a Art. I. Ficam concedidas ao hospital de Miseri-
cordia da ciliado do Rio,tirande, provincia de S.
Pedro, cinco loteras quesajextrahirao na corle, con-
forme o plano das concedidas santa casa da Mise-
ricordia desla cidade do Rio de Janeiro, sendo o
producto das ditas loteras applicado continuar fio
da obra do novo bospilal da referida cidade do Rio
Grande.
a Art. 2. Ficam revogadas as dUposirea em con-
trari.
a Paco da cmara dos depulados, 16 de junho de
18-H.Trarassns.Araujo Brinque.
a A asscmhlca geral legislativa resolve :
l Artigo nico. Ficam concedidas, para couclu.ao
dos obras da nova matriz da capital do Piauhy, duas
loteras que serao evlrabidas ua corle, conforme o
plano daquellas que forara concedidas a Misericor-
dia.
. Kevogam-se asdisposces am contrario.J. L.
da Citnlta haranaguJote Antonio Saraica.
Antonio de Souza Menes.
O Sr. Paula Candido fundamenta o segninle
projeclo quoa rcqiierimento seu be enviado ascom-
missesdc commercio, industria e artes, e de si u-
de publica.
ii A assemlila geral legislativa resolve :
t Arl. 1.(1 i-overqo be aoloritado a contratar a
execurao das obras mencionadas no arl. 2. da pre-
sente le. ron urna companhia organisada dehaiio
das condirors exaradas lio atl. 3.
ci 2. A companhia Dea obligada :
1. A desmoronar o atorro do Caslello e o de
Santo Antonio.
3 2. A construir nm
cxlremidide sul da praia i
pona do morro da Gloria,
de gnerra, e aeompanhai
ligue ao arsenal de marii
que, comecando na
Flamengo, se dirija a
jab ,-i pona do artenal
a direccao da praia, se
i ;:dev endo este caes ter
suHiciente largara para que, sem cstreUnr o transito,
seja cusa da companJrta^gnaruecido de duas alas
de arvores copa la. '
S 3. A abrir um canal qoe, parlindo do mar,
as iramediaees du largo do Paco, e seguiado pela
ra do Cae ou tomando nutra direccao que seco-
nbecer mais coiivenicntcaip ligue ao canal do Ater-
rado, na Cidade->'ova, lt>o niar* dalli pelo
daraby cima al s abas da serraba Tijuc,
"5 i. A levantar a planta do nivelameiilo
do Rio de Janeiro, indicando nella os pontos rulmi-
nahies dos quaes parlindo um declive am difieren-
tes planos que conslitua o pavimento da cidade: se
dirijam ao mar sem inlerrupcao do declive e sem
que jamis seja esle declive inferior a raztode 1 de
altura para 10 de comprimeiilo ; e bera assim a in-
dicar no mesmo iiivclamento aquclles balfjos cuja
nivela iuferiores ao* dos circunni/inlios, e uestes#fr-
cravadoa, s podem ua aclualidade ler WgWna flleUl-
anlc vallas.
5. A fundar nm eslnlielecimcnlo zoolgico e bo-
tnico contendo ao menos, as principar* especies de?
lambetn lembrado a medida de se reformar a escola
dividindo-se o que ha simplesmente scienlifico do
que he propriamenle pralico ou de applicarao.
O nobre depnlado fez urna censura ao honrado mi-
nistro pelas ideas que emillio acerca da fabrica de
Ypanema....
O Sr. Viriato: Nao f censura; discord da
sua opiniao.
O Sr. Mende* de .tlmeida: Fez urna censura
permita o nobre dcpulado que Ih'oiliea, porque,
disconcordando da opiniao do honrado ministro, de-
claran que a medida que propuoha, qne o seu pen-
samenlo era prejudicial ao paiz. Parece-me que
nao he isto um simples discordancia de opiniao.
Osse o illuslre deputado que o nobre ministro uno-
Ira desanimo quandu a conservaran de urna fabrica
de tanta importancia, de grande futuro para o paiz.
Eu julgo que o nobre deputado nao tem muila ra-
zao nesla parle-do seu discurso; se acaso livesse
prestado mais atlencao s eipressoes do relalorio do
nobre ministro no artiso cm questao,potara que as
palanas lili consignadas foram ditadas pelo hom sen-
so, pelo' desejn de conservar esse eslabelecimenlo
assegurando-Ihe o seo futuro. O nobre depnlado
disse qoe para conservar-se essa fabrica neressilava-
se primeiramente umafncil commuuicarao com o li-
toral ; em segundo lugar, de se diminuir os gastos da
I produceao; que conseguidos esles dous fins, po lia-se
conservar a fabrica em beneficio do paiz.
Ora, o que diz o nobre ministro no seu relalorio?
Bizquea abertura de urna fcil communiracao da
fabricaco de Ypanema com o litoral nao concoma
para qoe ella se pudesse conservar, porque augmen-
tara a, concorrencia eslrangeira, que actualmente
pao he grande pela difllculdade da transito que ha
pela communicacau que tem a provincia de S. Paulo
rom o litoral, um pnuco dislanle do local onde est
siluada a fabrica.
Ve ppis o nobre deputado que se essa fabrica tiver
urna communiracao pelo lado do sul, quo a appro-
zime do ocano, nao obter o resultado que tem em
visla, crear urna nova concurrencia mais forte e
mais importante, que de lodo destruiruou embara-
zar o seo progresso. -v
Quanlo a diminuicSo dos gastos da produceao nao
vi que o nobre depntado, apreseulando esta idea,
,'tembrasse tambera OMneios que concorressem para
fim, facilitaudHtaa aclualidade a conserva;ao
brica. fim verdade so se pudesse diminuir os
sas|ps da produceao, a fabrica conssuiria iiianter-
se c o aoveriro fallara o seu dever se se nao eslor-
nusae pof conservadla. -Mas o que nos di/, em seu
relalorio'o nobti njinistro a esle respeilo .' Dizque
a fabrica para se ailsorvar depende de mallas que
nao e\istem eot.au prnzimidade ou eslao mui reala-
fas, jan por oulr depende da existencia do rombus-
tivel, o qual tem deSapparccdo ; por consequencia
os gasto de ptodoccao em vez de lacis, como pro-
Mime o honrado menibro. seriara enormissimos pa-
ra a cmia|^cj(o de um lal eslabeleciineuto.
Quererj^p nobre deputado que se empregasse o
animaes c vegelaes indgenasdevidainenle classifi' carvaodepraestrangeiro, qut hojcesl carissimo
auo.. devendo ojardim couler arruaraento, pr, i~ iMliall oara f.zer ferro nm Vnau.ma Rl.
Cas, poros, esguichos, etc., destinados inslrorrio
a recreo da popularan, especialmente para a infan-
cia e a juvenlu le. -ila aterrado da casa de corrcccao ou onde melhor en-
tender u governo.l
" i, li. A ler um fundo de 10,000:0003, so se pu-
dendo considerar organisada e como lal contratar
com o goveruo depois de baver efectuado a primei-
ra entrada no valor de 1,000:0009:
Arl. 3. Fica para este fim concedido dita com-
paa :
1. A decima urbana desta cidade pelo prazo
que o guverno, previamente a qualqucr contrato, es-
labelecer.
2._ A possec dominio de lodos os terrenos que
resullarem dosdesmoronanienlos de atorros entre o
caes qne ella construir e os limites acluaes do solo
da cidade.
3. O dircito de dcsapropriarao em todos os
terrenos em qne tiver a companhia de ciccular as
obrigacOcs conlrabidas.
4. Todos os predios ou edificios nacionaesque
se acbarcm nos ditos terrera.
8 >. O dircito de urrreber um imposto (estipu-
lado no contrato de qualquer barco que navegar
pelo canal pralicado no rio Audarahy nicamente ;
e\ceplo os barcos em servico nacional, ou emprega-
dos no asseio e salubridadc, anda que perlencam a
parliculares. os quaes lerao livre e gratuito Iransilo
por estes e quaesquer oulros canaes que a companhia
eslabelecer, comanlo que esles barcos n3o emillam
ebeiro deiagradavel, ora cujo caso Ihe poder a coni-
pauhia recusar o transito.
o 6. Vender os terrenos que llie ficarem perlen-
cendoscm maisonusou licenra almdasiza c a con-
dirao da so se edificar seuuudo o modelo que o go-
verno indicar.
Art. 4. Revogam-se as leis em contrario.
l'aro da cmara dos depulados, em 16 de junho
de 1834.F. de Paula Candido.
Procede-se votar,ao do orramenlo de repai ticao
dos negocios eslrungeiros, coja discussAo ficon en-
cerrada na ullima sesslo; he approvado em lodos os
seus arligds.
Continua a discussao do orramenlo na parle rela-
tiva despeza do ministerio ,1a guerra.
O Sr. Viriato faz ahumas cousideracea sobre
o conselbo supremo militar, o qual diz que nao ol-
ferece garantas reacs aos miniares procesados cm
Coyaz c Mallo Crosso nos recursos que oecessaria-
nieulc lem de ser inlerposlos, anee ellcs sejam ab-
solvidos, quer condcmiiados.
O orador diz mais que, leudo passado na casa au-
torisaciio ao governo para a reforma das difierenlcs
academias do imperio, c tendo cssas reformas mar-
cado o augmento dos ordenados dos lentes dessas a-
cademas, nada entretanto se lem feilo acerca da
escola melilar, cujos lenlcs ensinam malcras dili-
ceis que eiigein longn e aturado esludo e mesmo
inlelligencias fora do commum.
O orador depois de fallar da fabrica de ferro de
S. JoUo de Ypanema, cuja decadencia diz ser devida
falla do meios de conducrao, a falla de estradas
convenientes para o transporte dos productos da mes-
ma, pede ao ministro tenba a bondade de informar-
Ihe se do goveruo parlio licenra para que um vapor
americano subisse as aguas do Paraguay e S. I.ou-
renco, c chegasse ale Albuquerque.
O Sr. Mende de Almeida:Sr. presidente, tra-
tarei; como membro da 3. roramis-Ao do ornamento,
de dar una resposla ao honrado depulado pela pro-
vincia do Matlo-Crossn, que cnectou o dbale do
ornamento da guerra. Deixando ao illuslre ministro
da guerra o cuidado de salsfazcr s persuul.i- c in-
forinacoes eligidas pelo honrado niemlnt, realrin-
gir-me-bei aos objeclos que me compre defender
como membro da commissao. O nobre depulado fez
algumas con.ideracOes a respeito dos vcneimenlos
dos lentes da escola militar, que julgon muilo dimi-
nuios,-solcilou do honrado miuislro a appovar,ao da
idea que emitlio alim deque os ordenados desss len-
tes fos.era angmenlados. J
Sa o honrado depulado, lao Ilustrado coavo he,
livesse demorado mais a sua alinelo sobre o artigo
escolas militares do relalorio do nobre ministro
da guerra, veria qne urna das lemhrancas consigna-
das pelo nobre ministro no dilo relalorio refera w
a esle ponto; ah declara S. K\. que n< ordenados
dos leales dea esrula sao diminuios, e recummendi
o sen melboramenlo, e hwnbra islo depois de ter
para fazer farro em Ypaueiua '.' Esla
fabrica actualmente d um teuue rendimenlo, pois
est calculada a sua renda para o presente exerci-
cio cm 12:0003, tendo rendido nos dous anteriores
7:000a, fazcudo urna despeza extraordinaria; o que
ralo seria se se empregasse o carvao do pedra pelo
prero porque se acha no mercado ? Como, pois,
conservar a fabrica de Ypanema, se Ihe falla o
mais importante produelo para ella poder mauter-
sc e prosperar ?
Ha poneos das declaran aqu um nobre deputado
por S. Paulo que se liuham descobcrlo minas de
carvao de pedra as visiuhanras dessa fabrica. Em
verdade, se for real essa descoberla, slou persua-
dido de que o nobre miuislro reformara a opiniao
que actualmente lem ; a fabrica se conservar, pois
eslo cerlo de que o governo imperial nao abando-
nar IAo importan te eslabelecimenlo, c para a des-
coberla c explorarlo de laes minas far todos oses-
forjos.
O nobre ministro portanlo ni i desanimou de con-
servar a fabrica de Ypanema, enuncien um fado
cuja existencia o nobre deputado nao pode contes-
tar, islo be, que a fabrica nao lem malas, ncm ou-
Iro combuslivel ; por ora anda nao sa conheceu a
realdade das minas que so diz cxislirem ; conse-
guiilemcnle nao lia meio de fabricar ferro que pos-
sa competir com o eslrangeira. Quando essa fabri-
ca nao der prejuizns, quando liver o preciso com-
buslivel, eslou persuadido que o governo ha de fa-
zer lodo o empciiho nao s para conserva-la, mas
para lhc dar lodo o impulso de que ella necessita.
Quanlo verba Obras mlilares o nobre dc-
pulado, emillindo a sua opiniao sobre o que diz em
seu relalorio o honrado ministro, faz-lbe urna per-
guula sobre o eslado de varias obras militares da
provincia de Mallo-Urosso, e censura-o por nao pres-
tar a devida alleurao a taes obras, pelo menos1 foi o
que pudo colligir das expresses do Ilustre mem-
bro, obras sem duvida da maior importancia, pois
que s3o forliliraroes de urna frooleira do imperio...
O Sr. Viriato : Nao fiz censura, somonte diri-
g urna pergunla.
O Sr. Mende de Almeida : Anda nesla parte
me parece que o honrado depulado nao noluu bem
as expressoes do relalorio, porqoe senao vera que o
nobre ministro da guerra moslrou que linlia
em muila considerarlo ralo so essas obras, mas lodas
asdo imperio. Diz S. Ex. Mala parle do seu relato-
rio. {U Por estas expressoes se v'que o nobre mi-
uislro nao esqueceu nenhunia obra importante, nc-
nbuina forlilicacao ; nao declara que se dever cui-
dar j de urnas c abandonar oulras, pede al que se
o corpo legislativo entendesseconveniente,augmen-
lasse essa verba, nfira de poder nao s reconstruir
os fortes existentes, mus construir oulros de que ha
a maor necessidade em pontos cuja importancia se
vai manifestando.
Parece-me que o nobre depulado nesla parle do
seu discurso al se acbou em conlradicc.lo, quando
fazendo esla censura ao nobre ministro, por nao ler
laucado suas vistas sobre os forlcs de Albuquerque,
Coimbra^ Miranda, disse que so acliavam abando-
nados, a ao mesmo lempo accresccntou que o aclual
presidente de Malto-GroaM lem tratado de conser-
var bem os mesmos forlcs...
O Sr. Viriato : Nao adiime que eslavam a-
abandonados ; eslava cm estad de duvida.
OSr. Mende de Almeida :Como poda estar
em duvida a respeito do abandono deslcs fortes,
quaudo sabe que a admioislrarao da provincia os
lem conservado bem ?...
O Sr. Viriato: A duvida cm referencia ao
governo geral ; be preciso discriminar as comas.
O Sr. Mende de Almeida : O nobre dcpulado
que sabe do bom eslado em que se acha o arsenal de
guerra de Mallo-Grosso, derla ver que se lem olha-
do com tanta atlencao para um eslabelerimeulo des-
la ordem nunca poderia esquecer os forles : esles ob-
jeclos lem -11111111.1 luarAn.
Disse lambein o nobre dcpulado que orna das tri-
bus da provincia do Mallu-Crosso que sempre se ha
conservado em paz comnosco lem sido agora maltra-
tada por ofliciacs nossos que commandam aquclles
fortes. Creio que o nobre deputado se refere tribu
dos Guaycuru's, mas creio que posso aflirmar ao no-
bre depulado que o aclual presidente de Mallo-
(rosso lem olhado rom muila allenr,1o,para esleoli-
jerlo; eslou prsuadidoque, zelos romo he, S. Exc.
nao delzaria de lomar lodas ai providencias para
que urna tribu que tem prestado tantos serviros lo
imperio ralo fosse maltratada. A respeilo das tri-
bus de Indios de Mallo-Grosso, sei que o actual pre-
sidente dessa provincia nao se lem descuidado de
promover a sua calcchesc, e de altrahi-las cvilsa-
can e paz por oulras ruanoias.
O Sr. Araujo Jacome :H< exacto; c com apro-
velamento.
O Sr. Viriato : Apoiadr.
O Sr. Mende de Almeida : Se o nobre depula-
do oSo ignora estes faelos, poique motivo vera dizer
cunara que havia ofiiciaes Iribus, sem declarar os seus tomes, c as providen-
cias que se lomaran) ?...
O Sr. Viriato : Islo he legredo meu.
O Sr. Afeude de Almeida : Tratou por ullimo
o nobre depulado de um objec-o da maior importan-
cia, e que me parece que nenlum cabimento lem na
discussao presente ; se o nobredepulado queria tra-
tar desla materia, deveria a mm ver apreseula-la c
discut-la quaudo aqu se achtu o Sr. ministro dos
negocioseslrangeiros; refiro-oe so fado da entrada
de um vapor de guerra americano nas aguas do Pa-
raguay, e queslAo da naveax-ao dos ros. Esla
questao (cm mais relacAo com repartirn do minis-
terio dos negocios rslrangeircs do que com a da
guerra...
O Sr. Viriato: Nao exile a sulidariedade do
ministerio 1
O Sr. Mende de Almeida Islo be oulra ques-
tao ; do que se trata agora heio orramenlo da guer-
ra, discussAo mui limitada, cuao da solidariedade
ministerial; o ministro que ss aprsenla nesla casa
para discutir um orramenlo lo leve ser dislrahido
para discutir ludo quanlo qialquer Sr. depulado
qoizer perguntar sobre maleras eslranbas sua rc-
parlito.
Sa o honrado deputado tinla cm visla tocar ueste
objecto, dexou passar urna exilente occasiao quan-
do aqu se apresenlou o iniuisro da competente rc-
partir.ao ; agora seria iuopporuno.
Entretanto direi por alio asuma cousa sobre esle
objecto, para mostrar que o honrado membro nao
foi folia na censura que fez io governo imperial.
O nobre deputado, lendo lidoo lelatorio do illuslre
Sr. miuislro. dos negocios cstnngeiro?, dever recor-
dr-e que o nosso governo, lepois que os ribeiri-
nhos do no Preto franquea ara a sua navegaco,
abri o porto de Albuquerqui ao commercio eslran-
geira, e assim poderia chegai a esse poni qualquer
vapor nao s americano, ms de oulra narao, sem
inconveniente para o imperio, nem prejuizo do com-
mercio brasilciro, logo queosEslados do Rio da Pra-
ta; e Paraguay, como j disse, permillssem ebegar
at l.
Nao sendo ohjeclo da pies ule discussao a questao
da navegaco dos rios, cscusv lomar mais lempo
cmara, fazendo reflcxes sobre esle objecto ; sua
bondade me permillir que declara que a censura
que o nobre depulado fez ai governo be injuslissi-
mn, porque o governo pelo l.cto de abrir o porlo de
Albuquerque prximo nosa fronteira com o Para-
guay ao commercio cslrangoro, nao se desviou da
doulrina que sempre lem guido a respeilo desle
objeclo ; isto lie, a respeilo d oavegarao dos rios.
I.ogo que os Estados que prssuem as boceas destes
rio, o Paraguay e o Prala, ,ermilliram a sua livre
navegaco aos eslrangeiros, o governo eslava no seu
direilo em permillir a abertura de um dos nossos
porlos uo Paraguay ao commercio eslrangeira, sem
prejuizo de suas opiuioes nena materia. Islo nao
contraria a navegarjo bra.ilela oo da bandeira bra-
silera dcnlro dos nossos limite, porque eslou cerlo
que o governo, pelo foclo de ibrir o porlo de Albu-
querque ao commercio eslrantoiro, nao permillio a
navegaco alera desse porlo, oide (eraos direilo ex-
clusivo de navegar, por sermis os nicos que domi-
nara as margena do Paraguay > seus aflluenlcs nos-
sos punios.
Nao leudo o nobre deputaib feilo mais oltserva-
roesa respeilo do orramenlo do permillido responder s perguntas que fez, pois
que islo compete ao nobre mimtro, lerminarci aqu
as consideraces que linha i fazer em defeza do
mesmo orramenlo.
Depois de fallarem os Srs. Rrandao e Taques, o
Sr. Bellcgardc (minitro da tuerra) exprime-se da
maneira seguinlc (al
Oprimeiro Sr. depulado qie occnpou a atlcnrao
da cmara, e a quera responleu o nobre depulado
pelo Maranhao, he aquem voi dar algumas cxplica-
Coes emhora j se Ihe livesse respondido. Primei-
ramente falln da dependenea que existe do tribu-
nal do supremo conselbo da irlo para os conselbos
militares das oulras provincias.
A lei prnvidenciou com airearan das juntas de
jostira distancia em que se acbam da corla as pro-
vincias onde existen) relaeoes, fazendo essas junlas
ao luncccs de tribnnaes penacs militares de segunda
iaslancia; porm em Mallo-Grosso nao foi possivei
fazer-sc o mesmo, porque al i nao havia o pessoal
necessario instruido em materias de jurisprudencia,
e se assenlou que era melhor i emorar a solurao final
do que prcjudica-la com quilquer decisao meos
josla. (Apoiadot.)
Fallou o nobre depulado acerca de fabrica d fer-
ro de S. Joo de Ypanema, enolou qoe cu no meu
relalorio apresenlava desanimo; ao contrario eu nel-
e aprsenlo grandes rsperanras de um bello futuro;
mas o que eu n.lo destsjo he que se niatc o seu futuro
a troco de um prsenle mesqiiubo, e para que nao
ar.Hilera isso he que eu desejeva que se suspendesse
o fabrico al que o planto dos bosques dsse m.nleii a
su Hiriente para isso.
Fallou o nobre depulado em rommunirai>-., e
sobre ellas eu nao quero repetir o que j disse no
meu relalorio ; e quanlo ao dizer-se que mais eco-
nmicamente se poda fazer o cosleio da fabrica, eu
nao vejo que isso possa ter lu;ar senao pelo fabrico
em grande escala.
Fallou tambera o nobre depulado sobre os forles
de Miranda e de Albuquerque ; quanlo ao lorio de
Miranda, esla cm concert, e consignou-sc a Mato
Grosso alm da quanlia que lhc eslava designada,
mais a de i:(MKrj para cs de Albuquerque, esl em ruinas, e em lugar de
concedo tolva seja melhor muda-lo para oulro lu-
gar, para decalo do que espero iuforniaces.
Quanlo ao forle de Coimbra,arha-sc reedificado e
he agora a chave da uavegarAo do rio Paraguay.
Observou o nobre depulado quo havia subido um
navio americano al o forte Albuquerque ; mas u
nobredepulado por Alaran.,Ao j Ihe responden que
se lendo abarlo a lodas as naces a navegado desse
rio at o mesmo ponto de Albuquerque, nao podia
ella ser negada aos navios dal'niao.
Disse onobre depulado qiie os Indios sao mal Ira-
lados nas visinhancas do forle de Miranda ; nao dcs-
coulicro que isso lem tido lugar algumas vezas, mas
nao se pode negar que, logo que laes actos sao co-
nhecidos, as autoridades prororam puni-los c dc-
miltir os iudividos que lal pralicam.
Ouvi una expressao que talvez escapasse ao nobre
depulado, mas que nao posso dallar passar em si-
lencio, he quo os indios prximos fronlaira de
Miranda erara iuimigosde nossos inimigosporaquel-
le lado. Ora, nos nao lemos inimigos por esse la-
do, todos sao nossos amigos, sao nossos visiuhos ; o
Brasil esl em paz com lodas as naces.
Nao enlrare uos delalhes dos principios de direi-
lo das genio em que entrn o nobre deputado pelo
Maranhao, porque me parece que nem veiu a pro-
posito em urna discussao do orramenlo do governo,
nem mesmo dos objeclos de que eslou enrarregada.
O nobre depulado poder achar esla materia assaz
desenvolvida no relalorio do Sr. ministro dos nego-
cios eslrangeiros, quo a esle respeilo he completo.
nada deixa a desojar.
O nobre deputado por Pcrnambuco fez algumas
consideraroes snb a insufliciencia do sold dos mili-
tares. Verdade seja que os mlilares nao sao talvez
pagos como deveriam ser atlcndendo-sc aos muilos
Irabalbos e prvares que esl.lo sujeitos ; porm
rumpre lambem allender a que nsrerursos do esla-
do nao nos pcrmillem melhorar muilo a ana po-
to ; lendo era visla, lauto quanlo be possivcl, es-
muito em ser Iransplanlado o da corle para o Norte.
ou ser eslabelecido oulro, porque esse mesmo .ob-
servatorio que temos nao esla anda montado nnpem
que deve slar, e se pudesse caber a impropriedade
das observaces no Rio de Janeiro, por ser aqu a
almnspbera menos lmpida do que em Pernamboco,
cu diria que os observatorios de Grcenwicb e de
Pars nAo eslao melhor collocados do que o nos-
so....
OSr. Taque:Elles muilo daram por possui-
icm o ponto de Olinda.
O Sr. Mnti'tro da Guerra:Creio com essas bre-
ves observaces ter respondido s principaes objec-
roes dos nobres depulados, e por isso conrluo ag a-
la circuinslancia, organsou-se um projeclo que bre- deceralo cmara a boudade que leveem ouvir-me'.
'ai O discurso do Sr. Brandaoj.i foi por nos pu-
blicado eui o n. desle Diario. Os BR.
vemente apparecera na cmara sobre as vanlagcns
que se podem fazer clnsse militar.
Fallou lambem o nobre depulado sobre a commis-
sao de promoroes, e parecen ver nesla commissao
muita gente e muila despeza. A promocAo dos ofli-
ciacs doexercilo be urna das cousas mais i rapar: an-
tes ao mesmo exercto ; trala-se dos dircilos dos of-
iiciaes, e quando se lem de fazer urna promnrao he
preciso allender que sao pessoas muilo respeilaveis,
muilo r mliece loras do pessoal do excrcilo, que de-
ven) formularas lisias ou rolaron donde o ministro
lem deescolher ou tem de designar, na ronformida-
de das leis. Nao acho pois que o numero de tres
ofiiciaes gencraes encarregados de reunir e exami-
nar os elementos neces-arios sobre lodo o pessoal do
exercto, de dar a sua opiniao a respeilo desse pes-
soal, seja numero excessvo. As quesles que nessa
commissao se ventilan) sao muilo importantes ; dis-
culem-se os inlcrcssc-, os dircilos relativos de uns
para oulros ofiiciaes. Ha alguns ofiiciaes encarre-
gados da escripturacilo respectiva, escriploracAo nao
pequea, porque lodos os assentamentos sobre os
serviros dos ofiiciaes sao confiados commissao j
desles lem ella um registro, donde seexlrahem as re-
lacftes daquelles que lem de ser conlempladns nas
promoroes.
J alguem observou ao nobre depulado quando
fallava das consullas do conselbo Supremo militar,
que nao sao ellas actos legislativos ; nao lem mais
valor que leniuin decreto do governo, s.lo parece-
res que o governo podo adoptar ou nAo, dentro dos
lmites de suas allrihnices. .
Perguntou-se lambem alguma cousa sobre o pas-
sado do arsenal de guerra da orle. Persuadia-me
que era sufilcienle o que sainamos a esle respeilo ;
mas aprescularci em puncas palavras o resultado do
exarne que all se fez. Desle exame le-ulla que
nAo se prava que alguem deliberadamente livesse
defraudado a fazenda publica no arsenal de guer-
ra ; lambem nao se prava que houvesse sublraccao
do objeclos perteiicentcs fazenda, porque nao exis-
tia inventario de-so objeclos; a escriptnrarao era
mal fcila ,c assim o inventario novo que se fez nao
poda dar pravas de que bouve malvcrsarao da par-
te dos empregados. Os empregados que linbam
contribuido para o muo eslado da escripturarao fo-
ram demillidos pelo governo, O almojarife adia-
se sem culpa, porque nao se prava que elle desviasse
cousa alguma da fazenda publica. Assim, pas o
guverno assenlou de araulelar o futuro, j que nao
podia fazer mais do que fez quanlo ao passado.
A respeilo do presidio de Fernando de Noronlia,
j o Sr. depulado pela Bahia leve a benevolencia de
mostrar que nao havia mais a esle respeilo senao
aquillo que ha nas oulras fortalezas onde ha ha-
bitantes civis: esles responden! no foro compe-
tente.
Quanlo as vanlagens que c poderiam lirar da a-
gricullura na mesma ilb, creiu que pouca ou ne-
iihuma seria administrada pelo governo. Por con-
sequencia nao me farei cargo voluntariamente de dar
ordens para isso, salvo sendo nbrigado a convtrlcr a
ilha de Fernando era coloniaagrcola....
O Sr. Augusto de Olheira: Mas os comman-
dantcs fazcm disto provcilo seu.
O.ir. Brandao: E fazem um bello ramo de
commercio.
O Sr. Ministro da Guerra: Mas se o governo
se meltcr nislo ha de perder.
O nobre depulado pela Bahia, fallando sobro a
commissao de rodilicacAodas leis militares, disse que
talvez fosse mais conveniente suspender o seu ser-
viso. A commissao a que se refere, quando enlrei
para o ministerio, linha Irabalbos bstanle adianla-
dos; seria em pura perda de serviros anteriores dis-
pensa-la agora.
Relativamente falla que o nobre dcpulado ola
da pulilic.icAo das provisOes do conselbo supremo
militar, direi que nAo linha couliccmenlo desla
falla, e providenciarci a respeilo.
Fallou o mesmo nobre depulado em duas commis-
ses urna terminada e oulra que comerou ha pouco
lempo. Quanlo primeira, anterior minha en-
trada para o ministerio, direi que esse ollicial foi
Europa encarregado de examinar alguma cousa so-
bre os melhoramentosdos meios de ataque; fez o seu
relalorio, que foi remelllo respectiva commissao,
sobre fogueles de guerra e oulros objeclos seme-
Ibanlcs, o que do sua ualureza nao he para se pu-
blicar. Quanlo commissao do Dr. Gomes de Sou-
za, sendo pessoa muito Ilustrada, e pcilindo licenra
com os seus simpHces vencimentos para ir Euro-
pa, julguei que era melhor accresccnlar-lhc mais
alguma cousa, eucarresando-o de examinar o svsle-
ma do ensillo das sciencias malhcmaticas physicas,
e sua applicarao aos dilTeren.es ramos da engenha-
ria. Erna pequea dilferenra de vencimentos sup-
puz que podia trazer grande vanlagcm ao paiz, en-
carregando-se nm hornera iulclligenlc dessa com-
missao. [Apoiados.]
Pelo que loca aos conselbos administrativos, eu
direi ao nobre deputado que elles lem apresenlado
bons resultados: verdade he que Irazem alguma des-
peza, mas a administraran he muilo melhor do que
a anliga dos conselbos administrativos dos cor-
pos.
Ponderan lambem o nobre depulado que a alguns
soldados se tem dado baixa, os quaes vio depois as-
sentar praja por oulros ou engajados: a isso eu res-
pondere que s se lem dado baixa quellcs qu tem
acabado o seo lempo; e a alguns tambera por oulros
motivos, mas be -menle quaudo se prora que essas
praras ou nao lem a saude necessaria para o servico
militar, ou provam isences legaes que ralo poderam
provar logo que foram rerrulados.
Nos hospitaes da Bahia e Pcrnambuco se conserva-
v am saldos de anuos anteriores que nao liuham sido
gastos; cu os man lei reculher ao lliesouro, porque
enlendi que era alli-u melhor lugar paraserem guar-
dados. {Apoiados.^
Tocn lambem o nobre deputado por Pernamboco
sobre urna proposta que existe desde o anno passado
para a crearao de um curso militar e de engolillara
em Pcrnambuco. Eu rrcio-qiie o quo levou o poder
legislativo a crear un curso militar no Rio Grande
do Sul foi a existencia all ipia-i sempre de seis a
olo mil liomeus de tropas, mas isso nao quer dizer
quo eu meopponho crcatao desse curso em Pcr-
nambuco, isso be somenle questao de opporlunidade
que nao creio ainda chegada para a i cal:- icao da
proposla de que fallo.
Um Sr. Deputado: Mas no Rio Grande do
Sul esses seis ou oilo mil bomens eslavam nas frou-
leiras. m
O .Sr. Miuislro da Guerra: E em Peruam-
buro as praeas que evislem eslao eaa desfaramen-
los....
Quanlo o ohservaiorio, nao vejo que elle aanhasse | o de deliberarlo.
(Muilo bem.
A discussao lica adiada pela hora.
Dcsigna-se a ordem do dia seguinle e levanla-se a
Marta.
Sao 2 horas e 3|4 da larde.
Oa 17.
A' hora do coslume reunido numero sufilcien-
le de membros, abre-se a sessao.
I.ida e approvada a arla da antecedente, o primer
ro secretario d conla do segoinle expediente :
Diversos ofiicios do ministro d guerra, dando as
informaroes por esta cmara exigidas acerca da pre-
tenrao de varios ofiiciaes do exercilo. A' commis-
sao de m ai i n ha e guerra, que fez as requisiedes.
Do miuislro da jusli^a, enviando o decrelo pelo
qual be aposentado o desembarga Jnr da relarAo do
Maranhao JoAo Candido de Dos e Silva com o or-
deuado animal de 1:0003. A' commissao de pen-
siles e ordenados.
Um requerimeulo da mesa adminislrativa da socie-
dade de beneficencia das Senbaras Sabarenscs, pe-
dindo que se Ihe conceda a parle da importancia dos
bens do vincnlo de Jagura, que licou perteucente
ao recolhimeiilo de Macaiibas, na provincia de Mi-
nas Geraes. A' commissao de jusliea civil.
De Carlos Jos da Silva, cscrivao de orphaos da
cidade do Sabara, pedindo urna medida que aug-
mente os vencimentos eslahelccidos pelo regiment
de 10 deoutubro de 1751. A' commissao de jusli-
ea civil e criminal.
Fica a cmara inlcirada iIh parlicipacao que faz
o Sr. Hippolilo Jos Soares de Souza de nao poder
comparecer sessao de boje, o fazer parle da com-
missao que lem de aprcsscnlar a S. M. o imperador
a resposla falla do llirono.
O presidente nomeia para subslilui-lo ao Sr. An-
gelo Custodio.
Sao juagados objecto de deliberarlo, e vao a im-
primir para entrar na ordem dos Irabalbos, os se-
grales pareceres :
a A commisso de penses e ordenados, tendo de-
vidamente cxaminado'o decrelo de de junho de
1854, pelo qual foi aposentado o desembargador
Fernando Pacheco Jordn com o ordenado animal
de 1:2003, e tomando era muila considerarSo os mo-
tivos allegados c sua respectiva prava, he de parecer
que seja approvada a aposenladoria, c por isso suh-
mclte approvarao desla augusta enmara a seguin-
lc resolurjo :
A assemhlea geral legislativa resolve :
Arl. I.o Fica approvada a aposeuladoria con-
cedida por decreto de S de junho de 1854 ao desem-
bargador da retaran do Maranhao Fernando Pache-
co Jordao, enm d ordenado animal de 1:2009.
Arl. 1. Ficam revogadas as disposires em con-
trario.
Paro da cmara dos depulados, em 16 de junho
de 1854. D. Franci/co Balthazar da Siheira.
Gomes Ribeiro. J.E. de S.S. Lobato.
A commissao de penses e ordenados, tendo de-
vidamenle examinado o decrelode 26 de maio de 1854
polo pial fui aposentado obacharel Cy rio Antonio
de Lomos, secretario do supremo tribunal de jusliea.
como ordenado annual de 1:6629200, e tendo na
maior consideraras) os muitos anoos que aquello
eropregado servio, os bons serviros que prestou ; e
rendo do loda juslira que nao fiquem sem recom-
pensa os bous serviros do eslado, quando por mo-
lestias nao podem continuar no exercicio dos seus
empregos ; he de parecer que seja approvada a apo-
senladoria, e para isto submelte approvarao desta
augusta cmara a seguiuteresolurao :
A as-cmbla geral legislativa resolve :
Arl. I. lira approvadaa aposeuladoria concedi-
da por decrelo de 26 de maio de 1854 ao bacharel
Cvrino Antonio de Lentos, secretario do supremo
tribunal de juslira, com o ordenado annual de rs.
1:6629200.
Arl. 2. Revogam-se as disposires em contra-
rio.
Paro da cmara dos depulados cm 16 de junho de
1854. D. Francisco Balthazar da Silceira.
Gomes Ribeiro. /. B. de S. S. Lobato.
i Francisco Jos de Mello, administrador da im-
perial rapella de Nossa Senbora da Assumprao, le-
vantada pelo meslre de campo Henrique Dias no
luzar da Estancia, (healra de urna victoria que o
mcsm*o mestre de campo alrancou contra os llullan-
dezes medanle o palrocinio da mesma Senbora.
que ao romper da balalha invocara, altelo o esla-
do de ruina era que se acha a mesma rapella, pede
a conccssAode urna lotera para seos reparos.
A cummissao, recnuheceiido a uceessidade de
pcrpeluar a memoria de laes aconterimentos, e que
essa rapella importa um verdadeiro monumento,
ralo s vorlo e rcconhecimenlo da necessidade do auxilio a
bem da folicdade dos estados, c que desde o reina-
do do Sr. 1>. Jo.n I Y. de saudosa memoria, a mes-
ma capella lem sido soccorrida pelo estado, com o
lira de ser conservada, e attendemlo finalmente que
o pedido versa sobre urna nica lotera, lie de pare-
cer que se adopte o seguinle projeclo de lei.'
A assemhlea geral legislativa resolve :
Artigo nico. O governo mandar exlrahir, a
beneficio da capella deNossa Senbora da Assumprao,
levantada pelo mestre de campo Henrique Dias uo
lugar da Estancia, provincia de Pernambuco, urna
loleria de plano igual ao que foi dado para as lote-
ras da santa casa da Misericordia desla corte, a qual
gozar das mesmns vautagens e iseucOes que a estas
lem sido concedidas. %
ii Sala das commissOes, em 12 de juuho do 1854,
SiUa Ferraz. B. A. de M. Taques, u
He approvado o seguinle parecer :
o Pedcm concessoes de loteras .*
o 1. A cmara municipal da villa da ConceicAo
do Serr, provincia de Minas Geraes, para os repa-
ros da matriz da respectiva freguezia.
i 2. A irmandade do Santissimo Sacramento da
villa de S. Miguel, da provincia de Sania Calhari-
na, para dilferentes despezas do cuito divino e obras
do cemilerio.
i 3. A cmara municipal da cidade da Estancia
e o parodio da freguezia da mesma cidade ( provin-
cia de Sergipc para obras da matriz respectiva, e
a i om.trucc.in de um cemilerio.
ii I. A irmandade do Santissimo Sacramento da
cidade de Sabara para abras da respectiva matriz.
i 5. Diversos habitantes da cidade de Lbaluba
para obras da matriz da freguezia da mesma ci-
dade.
A commissao, vista do grande numero de lo-
teras j concedido, hesita em iniciar medida a esle
respeilo, c por so he de parecer que os papis re-
lativos a esles pedidos fiquem sobre a mesa para se-
rem lomados em rousiderarao na discu-so dos pro-
jectosde lei sobre loteras que foram julgados objer-
4.-0009
23008
1.-600
3.-000S
2.-000
1:600*
1.-2009
1.-6008
1:200
Sala das commissoes, 12 de junho de 1854.
Silva Ferraz. Taquet.
Entrando em 2.a discnssSo o projeclo que lixa o.
numero dos empregados da caixa de araortisarao e
seus vencimentos, he appoiada a segoinle emenda
substitutiva olferecida pela commissao.
i A assemblea geral legislativa decreta :
feilo dora em dianle com o numero de empregados
constantes da tabella junla, os quaes perceberao os
vencimentos nella designados, licando a cargo do
respectivo contador a esoriplnraoSo do diario, livro-
meslre, caixa geral, e dos juros nao reclamados, e
do fiel cobrador a cobranza dos bilbeles da alfande-
ga, licando supprimido o lugar de cobrador. Urna
quarla parte destes vencimentos ser considerada
coran gratilicarao, a qoe s lera direilo o emprega-
do pelo ofieclivo exercicio.
ii Art. 2. O fiel cobrador ser oomeado pela jun-
ta e prestar fiansa ao lliesouro do mesmo modo que
os mais empregados della, e perreber o veucimeuto
marcado na referida tabella.
Art. 3. Os empregados da caixa de amorlisacao
enntinuarao a servir com as mesmas flaneas esiabe-
lecidas ua legislarlo em vigor, nao obstante o aug-
mento dos vencimentos qoe por esla lei Ibes lie con-
cedido.
o Arl. 4. Ficam sopprimidos na secrao de subs-
liluirao annexa caixa da amorlisacao, o lugar de
conferentc que esl vago, um dos dous de trocador
de olas, e bem assim uin dos doos de segundos es-
criplural ios.
As suppressOes porem feifas-em virludc da pre-
sente lei s terao lugar quando forem vagando, por
quaesquer motivos, os lugares sopprimidos, ouogo-
verno julgar convenieule dar excrciciu aos respecti-
vos empregados em lugares equivalente* de entras
repartirles.
o Arl. 5. Ficam revogadas as.leis e dispotiroes em
contrario.
Tabella.
1 Inspector.
1 Contador ( ficando-lhe o encargo de que
Irala o arl. 1.)
3 Escriplurarios ( a cada uin )
I Tbesoureiro ( sendo 2008 para quebras )
1 Corretor
2 Ajudantes do mesmo ( a cada um )
'1 Porleiro.
I Fiel cobrador.
I Selladvr.
Pacoda cmara dos depulados, 8 de junho de"
1854. Gomes Ribeiro. D. Francitco. t>
O Sr. Oliteira reqoer o adiamento, o qual sendo
apoiadu, he depois approvado tem dbale :
Continua a primeira discussio do projeclo n. 9 do
anno passado que concede lolerias municipatidade
da corle para auxiliar os Ibealros e promover os di-
verlimeotos pblicos do municipio.
O Sr. Ferraz combale o projecto, depois du que a
discnsso delle fica adiada pela hora.
Conlinua a discussao adiada do orramenlo da
guerra.
O Sr. Correa das Nece: Sr. presidente, uen-
hum acanhamenlo tenho por fallar em urna materia
alheiaao meu eslado [apoiadot) e a meus hbiles,
porque em verdade nao veuho ulTereeer ao nobre mi-
nistro o meio mais fcil de destruir a hunianidade,
urna arma mais propria para obler a victoria, um
syslema novo de tctica, n.lo venho mesmo Ira- ,
lar de reformas relativas s leis militares ( propria-
menle ditas1, veuho uuicamenle submetter a cou-
sideracAo de S. Exc. algumas obeervages que na
minha provincia tenho podido colher a respeilo de
negocios militares, para que se elle as julgar liguas
de sua allencao, Ihcs apliqne aquellas providencias
que entender con venientes; e como taes observares
sao da ordem daquellas que cabemna aleada da coni-
prehenrao de qualquer individuo, ainda dos n-jis
ineplos, inhabilitados para a arle da guerra, enlen-
do qne as posso fazer, lantn mais quanlo ellas tem
escapado aos professionaes, os quaes se tem nica-
mente elevado s alturas da arte, esquecendo mi-
nuciosidades equasi oibilidades, que s umeomo cu
as pode ir observando e colhendo.
Admira-me, senhores, que havendo na casa pro-
fessionaes, e mesmo alguns honorarios.......
O Sr. Taque:Apoiado.
O Sr. Correa das Kever........que se lem ap-
plicudo com toda a dedicacao a essas materias, e
que quasi eslranham que nos outros, nao curiosos ou
professionaes, ignoremos o qoe sejam sanadores
mineiros, pontoneiros, bombeiros el rctiqua (apia-
dos), nao lenham dado o deseuvolvimeiilo devido, c
que eu quizera, a essas minuciosidades, e me dei-
vassera na necessidade de oceupar boje a vossa at-
lencao para poder votar com consciencia sobre a ma-
teria actualmente em discussao.
O nobre depulado pela provincia de Pernambuco
que honlem ir.itou sobre negocios mlilares apresen-
lou, em minha opiniao, considerares mui dignas da
toda a atleocjo do nobre ministro, tendentes ao me-
lboramenlo dessa nobre e importante classe, qne at
boje lem coberlo de gloria o nosso imperio, e na qual
elle confia para ser conservada intacta a gloria al
boje conseguida, e mesmo augmentada [apoiadot) i
por isso nada direi a respeito dos pontos em que
elle torou.
Nole, senhores, que o nobre miuislro uo seu re-
lalorio, quando trata de nossas fortilicacoes, em pon-
cas palavras diz-nos que varias necesstara ser mu-
dadas, que oulras carecen) de ser reedificadas qua he
misler lambein edifcarem-se novas em lugares em
que boje tem penetrado a navegaco ; e observei
que o nobre ministro olo nos diz quaes esaaa diver-
sas fortificarles, on quaes aquellas que merecen) sua
especial atlencao ; e vendo eu que em minha pro-
vincia existe urna forlificaclo, al boje descuidada, e
por sem duvida digna de loda attenco, nao s da
casa como do nobre ministro (apoiadot), desejava
que o nobre ministro me dissesse se essa forlificaro
he urna das que merecen) ser destruidas ou reedifi-
cadas, porque sera doloroso qne essa bella e impor-
tante fortaleza, que esse monumento histrico da
gloria bra-ileira, onde mais de um hroe derramou
o seu saogoe para sustentar sua nacioualidade, onde
mais de uin denodado campalo mordeu a areia para
libertar o seu paiz, seja entregue ao devastador dedo
do lempo para ir arrancando urna a urna as suas po-
dras linfas do precioso sangue de seus denodados de- .
Tensores ; ser pungente que o descuido e o deleixo,
quasi sempre mais destruidores do que o rogar dos
seculos, conservem em desprezo essa importante
fortificarao, da qujil tanto necesitamos ;"eque tal-
vez daqui a meia duzia de annos exija para a soa
reedificaran urna enorme somma de coulos de reis.
Eu, Sr. presidente, comquanlo nao seja entendido
na arle das l'ortifiragcs, e por consequencia nAo pos-
sa ajuizar da importancia das fortalezas, e menos
conhecer pralicamenle se aquella fortaleza he ou
nao importante i defeza da barra da Parahiba du
Norte, com ludo, em atlencao s suas recorda<-oes
histricas, qoando menos, nao quizera que ella li-
casse no esquecimenlo era que lem eslado at hoje :
talvez por essa,especie de fatalidade que sempre
pesa aobre as provincias pequeas como a minha.
Eu nao exigirei da cmara, nao exigirei do nobre
ministro, que- seja reedificada inmediatamente essa
fortaleza, mas desejo pelo menos que quanlo an-
tes se fizesse um arrecife artificial, para que aa ,
aguas que lambem os alicerces da fortaleza, conti-
nuando em seu trabalho de destrnicao, Ihe nao rar-
reguem a arfas cm que se assenlam, iraicndo em


PIMO DE PERMWBUCO, SEXTA FEJM II D AGOSTO DE 4.185

consequencia o eu desuioiouamenlo. Nenhum dos
navegantes que passam pela barra da pruviucia da
Parahiba .deixa de lastimar o disastroJO estado em
que ae acha aquella forlifirajao mal, senhores,
creace e cresco a pasaos gigantesca, e uin pequenp
arrecir all construido pode ohsl.ir a cases dainos
eraquanto o governo 080 se rcsolve a mandar reedi-
ficar a forlalea.
Piolai mais, senhores, que ea receio mesroo qas
o desmoronaraenlo dessa fortiflcajao o immenso
monte de peJras que a compota se precipite obre a
barra, e assim a vonha obtlruir, c fllcullaudo anda
mnis n pequeo commcrcio daqnel a provincia.
Vnliganvenle, senhores, aqolla fortaleza cruzara
seus fogoi com doos oulros fortes; um que ficava na
parte froaleira da entrada chimada de Sanio An-
tonio, eoulro situado na illia chamada hoje da Res-
tinga, e que se denominava forte de S. flentn ; e
se* ilous fortes acham-se hoje nivelados com a Ierra,
c apenas delies reslam pequeos vestigios, algumas
pee*enterradas Da rea.-
O forte da Restinga, que, como disse, e he Ira I i-
rao, se chamava de S. Benlo, den a denominado i
Iba am lempos remotos, denominarilo que foi apro-
veitada pelos benedictinos, os qnnei tirando lalvez
urna illario do nome desse forte entendern! que
a ilha era ana, e hoje ealo de posse della, chris-
mando-a ( O*.' Oh! /tito. ) Ewn ilha he bastante
importante, e eu desejava que o governo tratasse de
investigar os titulo* pelos quaes esses mongos a pos-
suem, e se realmente eilts impropriamente o fazcm,
triilassede reivindica-la, at porque nella se *n-
conlra o barro preciso e mais protimo para a reedi-
licacao da fortaleta. no caso de se entender que de-
ve (eutar-se reediOca-la.
A povoajao do Cabedello lambem he um le reno
perlencenle ao Estado, e as pessoas que nelle que-
reraedificar costomam pedir ticenja ao presidente
da provincia ; mas individuos que outr'ora obtive-
ram laes licenja* e permUsio para plantar enquei-
ros e oulras arvores de frnclo nesses terrenos, hoje
os chamara seus sitios e disputara a propriedade
dalles, e para melhor conseguirem seus lina at se
fez desapparecerda fortaleza o l.vroeraque cons-
lava a collocajAo dos marcos do terreno chamado
publico.
A plantado desses coqueiros em alguos lugares da
costa chamada a Ponta do Mallo, impede que da for-
lalea se avistem as embarcares que vem do Sul, de
sorle que ellas so sao vistas quando eslao j muilo
perlo dola. Enleodia pois que o nobre ministro da
guerra poderia tomar a esse respe: lo algumas provi-
dencias, alira de que nao continuase o planto des-
ses coqueiros, e que lambem se mandasse corlar os
que fossem necesarios para se de seuibarajar a visla
da forlalea, e finalmente para qu; nao eontinuasse
a usurpajao desses terrenos, lalve necessirios de-
fensa della.
Naquella fortaleza faltam alguns reparos de ar-
tilliaria, e j por veaes o actual commaudanle, ho-
rnero, zeloso e bulante digno, (em requisitado, lem
pedida uus seis ou oito reparos i Onofre para mon-
tar algumas petas, am de poder dir as salvas, com
a pequea goarnijao que all lem, ruasi toda com-
posta de guardas naconaes, nao sei se a falalidade
he ainda causa de naos* ler atlendido a Uo justa exi-
gencia.
Tambem, senhores, tenho observado que o forne-
cimenlo da plvora para aquella fortaleza he feilo
com muita parcimonia, de sor le que quando Ihe
chega a que lbe he remedida desla corte j se lem
consumido a que havia, j o giverno provincial
lem sido obrigado a comprar a particulares para o
consumo nao s do forte como ir il i lar da provin-
cia!
Segaindoo eiemplodo nobre depotado pela pro-
vincia de Pernambuco, que me precedeu, eu tam-
I bem quizera recommeudar coniderajao do nobre
ministro alguns militares que nu minha provincia
vi vem esquecidos e carregados do servidos, e servi-
ros importantes. ( Apoiadot.
Eu nao sei, senhores, o que faz essa commissao de
propostai, ou como melhor nomo tenha, e me pare-
ce que so se lembra daquelles militares que, ou tem
pessoas que os tornem lerabrados, ou que eslao em
suas grasas (apniados ) ; s dessa maneira be que
piidem esquocer-se tantos militar ;s qua tem presta-
do relevantes servidos, porque mu nao posso persua-
dir que um nobre ministro de proposito se esqueja
de taes individuos encanecidos no servido, de indivi-
duos que tem derramado mais de urna vez seu
sansue em servico do seu paix.
Enlre 01 militares esquecidos na minha provincia
cu cilareio nome do mejor Antonio de Deose Cosa,
homem que lem prestado relevantes servidos, bas-
tanlemenle honrado, de urna coi (anca inteira, ho-
mem verdadeirsmeule militar, e que ltimamente
na revolncao de Pernambuco foi mandado pelo pre-
sidente da provincia para (ioianua, assislir a todas
as acjoes que all se deram, j em Caluc, j na-
quella cidade, aonde foi feilo prisioneiro e leve de
acompanhar aos rebeldes a p, e com a sua roupa
aos hombros, por todo o interior da provincia al a
cidade de Arta, onda sendo quedes derrolados
pede fugir e vir inmediatamente spresenlar-sc ao
goveruo ; e enlretanlo, senhores, esse homem (em
sidoesqaecidoat hoje,enao se lie deu ao menos
urna condecorado.
Mome quero tornar fastidioso citando mais alguns
oulros nomesno mesmo caso; e o meu silencio nao
pode importar injuslija que Mus queira fa-zer, ou
desconheeinienlo dos servidos de oulros individuos
que eslao as mesmas circunstancias que esse ; mas
espere que o nobre ministro lera em lembranja os
mililares que tem sido esquecidos para procurar as
convenientes informajOes a resreito delies e Ihes
fazer a conveniente juslija.
Nos sabemos, Sr. presidente, que a coloniaajo
para o norte he nenhuma, e qua mesmo para l os
estrngeiros nao, costuuam couc rrer muilo, de for-
te que aquella bella porcao do nosso paiz esl qoasi
uuica e exclusivamente enlregm: aos naluraes, en-
lretanlo qae sobre o norle he que pesa mais exleo-
sivamenls o recrotamento (Apoiados.) Quando di-
minuem os bracos, quando o sul do imperio alirahe
o reslo da escravatura que temos no norte, e a al-
irahe com forja (al que nao ha vapor que nao Iraga
ceiu, cenlo e lanos, e mais escravus, quando a coj-
lonisacao irio nos favorece, e para all nao vai o es-
trangeiro, he que all se activa ti recrulamenlo, e se
nos tiraoi os bracos precisos psra a agricultura (A-
po\aiot.)
Eu quizera pois, senhores, que o nobre ministro
dense toda aUencao a esse impoilanteobjecto, que o
cousiderasae bem.qoe nolasse que a populajao daquel-
la parte do imperio diminuc, que se torna sensivel
a (alia debrajo, e que por tanto desse urna especie
de treguas, faxendo parar ao menos por alguns an-
uos esse tributo de sangue que pesa sobre o norle.
(Apoiadot.)
Eu enlendo tambem, Sr. presidente, qne se os
partkulares por ioteresso propio, e a bem da sua
honra e crdito, devem ser fiis cumpridores dos seus
contratos, o governo deve seguir esse evemplo de
mornlidade, deve ser o mais zeloso cumpridor de sua
palavra, deve conservar pura le qualquer nodoa a
sua repulajio, e em lira deve ser muilo e muilo ze-
loso no fiel cumprimento dos contratos que deva fa-
zer, e se he necessarin i!So, como se obriga a um
soldado queja (emeumprido o lempo do su coulra-
lo, nu o lempo de servico, quando recrulado, c se
abriga a servir por mais 6, 8, 10, 12 o mais an-
uos ? J (Apoiadot. 1
Eu recupheco que no he >ossivel dar-se imme-
diatamenle baixa a lodo aquelle que cumpre o seu
eoulralo. on o lempo do servico, mas o governo de-
ve dar lima repararan, ama satisfac.no ao individuo
que depois de enmprido seu cntralo ou obriga jao,
for coagido a servir ainda por algum lempo. (Apota-
dot.)
Esta qdestao em que acabo de locar ja foi bem
discutida por um nobre depulado pela provincia do
Ceara, e vi que es.es seus pemameolos nao foram
aceitos. que sua opiniao cabio ; mas eu insisto nella
protestando assim conlra eaa falta para com esses
imzeraveis que servem ao seu paiz.
Ullimamenle, senhores, foi ^rmillido o reerula-
menlo para os eorpos policiaes, eu que semprc
que se (rala de recrutamenlo muilo lc.o pela mi-
nha provincia e pelo non. 4, taptrio ;afoiaiol)
quasi que eslou prevendo que tem de ser recrula-
do* do norte os horneas que lera de virem servir nos
eorpos policiaes do sul.
O Sr. Pertira da Silva: -Cada um na sua pro-
viacia he que ha de servir.
O Sr. Correa dai Nev* : Aceito essa expra-
jao, porque em maleria de (al ordem (odas as expli-
cajoes sao poucas...
O ftr. Pertira da Siha : Nem mesmo se pode
dar outra interpretas*, ,loj s)a.
O Sr. Correa das Neztt: Pode-so, sim, por-
que nao ha eipliciro alguma na le a esse respai-
lo, e he a razio por que eu loqoei neste poni, vis-
to que desejo saber a opiniao da cmara e a do Sr.
ministro sobre elle.
Desejava lambem, senhor presidente, ouvir ao no-
bre ministro a respeilo de ama grande queslo que
pela vez primeira em qne Uve a honra de (ornar as-
senlo uesta casa notei que oecupava a alinelo pu-
blica, que oceupou por muilo lempo esla casa, urna
qucsiao que por assim dixer inlerersou a todo o paix,
e desejo ouvir ao nobre ministro, porque quero sa-
ber se quando eu o anuo passado preslei o meu voto
de confianza ao ministerio da guerra do enlo, o
preslei devidamente, ou se fui Iludido pelas razocs
que aqui se apresenlaram em favor do estado da-
quellc eslabelccimenlo: quero fallar, senhores, des-
sa grande quesiao do arsenal de guerra da corle.
Eu esperava, Sr. presidente, que o actual nobre
ministro da guerra no seu relaturio, quando tratas-
se dos arsenacs, nos apresentasse, nos dcscrevesse o
eslado em que achou aquelle arsenal.
O Sr. Pereira da Silva : Se elle era o direc-
tor.
O Sr. Correa das Seres: He essa mais urna
rarflo para melhor nos informar do eslado dellc.
Esperava pois, Sr. presidente, que o nobre minis-
tro dissipasse as duvidas de alguns, se aiudn exis-
lem, que asscnlasse e confirmasse as crenjas de ou-
lros que acreditara que (lli nada houve de extraor-
dinario, e em cujo numero eslou eu : quizera que
o nobre mini-tro nos esclarcese e ao piiz lodo.
Creio que o posso dixer, que o nobre ministro, suc-
cessor iinmedidto do ministerio durante o qual s fi-
zeram l,io graves aecusajoes, nos deveria dar urna
explicarao satisfactoria a respeito da injusta de
laes aceusajoes...
O Sr. Candido Borges : He materia queja
prescreveu.
O Sr. forrea das Seces : Nao admiti pres-
cripcao em taes materias.
O Sr. 'Candido Borges : Se lom duvidas, enlo
as proponha para sercm desvanecidas.
O Sr. Correa das Aeres : Nao as tenho; mas
desejava que se nos fallasse com toda a clareza...
Um Sr. Deputado ; O relalorio explica os fac-
tos que (iveram lugar nesse arsenal.
O Sr. Correa das Aeres : Parece-me que nao,
porque no tpico do relalorio do Sr. ministro,
quando elle traa da qiiestao, eoxergo algumas du-
vidas...
O Sr. Candido Borges : Elle al justifica ca-
balmente o seu autecessor as medidas que adoplou.
O Sr. Correa das Seres ( depois de ler um tre-
cho do relalorio da guerra ): Nao vejo que se jus-
tifique nada...
O Sr. Candido Borges : Oque mais quer?
O Sr. Correa das Seres :Alguma cousa mais;
e vislo que o nobre ministro da guerra rcconhcce
que houve dcleixo...
O Sr. Candido Borges : Na escripluraco.
O Sr. Correa das Seres : ... seria convenien-
te que uos dissesse qae dcleixos foram esses...
O Sr. Candido Borges: De escriplurarao.
O Sr. Correa das Setet : Pois bem ; o quacs
foram as medidas que lomou para que essas fallas
nao tornessem a apparecer ?...
O Sr. Pereira da Silva : Foram lomadas pe-
los seus antecessores.
O Sr. Correa das Sevts:Nao sei mesmo se
essas fallas appareceram por iguoraucia dos empe-
gados, ou por maosvslema de escripluraco...
O Sr. Pereira da Silva : Por urna das duas
cousas, mas em nenhum caso pela falta de probi-
dade.
O Sr. Candido Borges : Apoiado.
O Sr. Correa das Seres : Se nao houve im-
probidade, o que en acredito, eniao porque muilos
empregados nao vollaram para os seus lugares ?...
O Sr. Pereira da Silva : Por falta de capa-
cidade.
O Sr. Correa dos Sevet: Eu pero aos nobres
depulados qne se nao incommodem com as minhas
observacoes...
O Sr. Candido Borge: E nos Ihe p'edimos
que lambem nao se incommode com os nossos apar-
tes.
O Sr. Correa das Sevet: ... porque o meu
fim nao lie hoslilisar ao nobr* ministro da guerra, a
quem dou o meu vol dceoaflanr,*...
O Sr. Candido Borges : E elle Ihe faz jiislica.
O Sr. Correadas Seres:... mas desejo saber
se errei o anno passado quando dei o meu vol ao
ministro da guerra de enlao...
O Sr. Pereira da Silva e Candido Borges:
Nao, nao errou.
O Sr. Correa das Seves: Assim o suppunha ;
o muilo o eslimo.
Senhores, a respeilo de eslabelecimeutos.de seme-
lliante ordem e importancia, por meio dos quaes se
pode esperdicar grande parle das rendas do Estado,
he mister que procedamos com toda acautela, he
mislcr que iusliluamos um exame muilo minucioso
e particular. Julgo que sobre laes materias loda a
explicarao he pouca.
Tratando de arsenacs, (enho (ambem de fallar a
respeilo do fornecimenlo de fardameulos para a mi-
nha provincia. Este fardamenlo era em nutro lem-
po feito pela lliesouraria ; ella o punha em pra-
ca, concorriam artistas, faziam suas proposlas, e a
lliesouraria coulralava com alguns delies o farda-
menlo necessario. IVahi provinha numerosas vau-
lagens: t.<, o fardamenlo era mais barato ; 2.'
era mais bem liscalisado, e por consequencia de me-
lhor material; :t.', animava a industria da provin-
cia, dando trabalho a muilos'artistas pobres ; 4..
o fardamenlo era feilo visla dos soldados que o li-
nhamde vestir ; de maneira que, quando era promp-
lo eslava adaptado ao corpo do individuo que li-
uha de usar delle ; 5.", o fornecimenlo era feilo
em lempo. Ora, pelo systema da centralisac.10.
euleudeu-se que este faldamento s poderia ser bem
Teito e econmicamente 110 arsenal de guerra da
corle...
O .Sr. Ministro da Guerra : Em Pernambuco.
O Sr. Correa das Setet: Fra da provincia.
O Sr. Minitlro da Guerra: l.ogo nao beaia
cenlralisacao.
O Sr. Correa das Seves : Retirara a pjalavra
cenlralisacao,se o Sr. ministro a eulendc menos pro-
pri ; mas parece-me qne esse fardamenlo foi turno-
cido por algum lempo pelo arsenal de guerra da
corte.
Mas o que resltou do svslema ora seguido 1 Em
primeiro lugar os commaiidanles fazem us pedidos
de fardamenlo, e ja os soldados eslao despidos, e
depois de tres ou quatro repelieres de pedidos he
que chega um fardamenlo mal feilo, de fazenda mui-
lo ordinaria, e o que mais he, feilo sobre o largo,
de sorle que o pobre soldado nao pode usar dellc
sem mandar recortar e recompor cusa do seu ja
amesquinhado sold. Alera disso o soldado que
lem baixa e que lem de ajuslar a sua cunta de farda-
menlo quasi que o nao pode lazer, porque primei-
ro que venha a corte, que se verifiquem essas con-
las, que se mande ordem para pagar, consome-se um
lempo ISo grande que o pobre individuo desgosla-se
lano que por fim dcixa pro derelivlo esla cobranra.
Ainda confiado nos bons desejos do nobre minis-
tro, na sua vonlade de melhorar aclasse a que per-
(cnce, animo-me a pedir-Ihc algumas providencias
a respeilo dos fornecimenlos de ranchos e hospilacs
que se d3o as provincias. Parece-me que 1 respei-
lo dos hospilacs ja existe alguma cousa providencia-
do, mas a respeito dos ranchos tem havido exlraor-
dinario clamor da parle dos soldados. Sei que na
minha provincia, que apenas liana 90 e tantas pra-
casilc linha, um dos anligos rommandanles dizia
ao sargento: Vosse nao queira lucrar mais do que
eu ; ha de me dar das sobras do rancho 1005 rcis
raen,es..,.
O Sr. Presidente : O nobre deputado permit-
la-me que o interrumpa para convidar a deputaclo
que (em de levar a S. M. o Imperador a resposta
Talla do'lhrono a cumprir a sua missao. (Retira-te a
depulao
O Sr. Correa das Seves : Espero pois que o
nobre mini-tro lomara cm consideracao esses cele-
bres ranchos, que dar providencias adequadasa que
o sold do pobre soldado, ja Uomiseravel, nao seja
aindamis amesquiniado, a que sua surta nao seja
peiorada.
SSo eslas, Sr. presidente, as uliscrvacoes que li-
nha de faaer. Peco ao nobre mini-tro desculpa se
por ventura urna ou outra palavrs, lalvcz mal con-
siderada, (ai como que locar em alguma maleria que
nao devesse se-lo, ou que o nobre miuislro ja lives-
se explicado, masque eu nao tenha bem compreheu-
dido, e mesmo se lenlio pedido previdencias que ja
exislem. mas que eu ignoro ; podando porern a-s*-
gurar-lhc que sobre todos os pontos que loquei se
providencias exislem, ellas nao sao cumplidas,
i Muilo bem).
O Sr. Aprigio Guimares : Sr. presidente, a
demasiada timidez, com que me levanto sempre nesta
can sobe de poni quando o fajo para fallar em as-
samptos como este, em que as minhas inhabilila-
cOes sao dobradas; todava eu nao recuarei em apre-
sentar certas refleioes ao honrado Sr. ministro da
guerra, vislo como enlendo qae assim enmpro o
meu dever de representante do paiz.
Applaudo e applaudo muito, senhores, a idea, o
empenlio em qne se acha o Sr. ministro na rreacHo
de urna escola de applicajao das doulrinas militares
junto actual escola militar da curte. Era esla
urna lacuna que admira nao esteja de muilo lempo
precnchida.
Os mojos qae esludam apenas a Ihcoria saliera da
escola com lanos hbitos mililares, sahem com lan-
os habitse disciplina, que segundo os mestres da
guerra, valem mais no soldado queopropriovalor.co-
moaquelles que actualmente possuo.Porconsequen-
ria, digo eu que a escola de applicajaohe urna idea
de grande alcance para a classe militar, mesmo
porque, segundo dizia Napoleao.alheoria, a estrela
oxeselo de Iheoria uo campo da bilalha he sempre
um perigo. Por via de regra em todas as materias
e mili especialmente ncsla, a applicarao deve andaf
pare passo com a Iheoria. (Apoiados).
Deploro entretanto qoe, quando o Sr. ministro
falln a este respeilo, nada nos dissesse sobre as es-
colasque se inandara 111 crear nos difierenles eorpos
do exercilo ; escolas de inslrucjao primaria. Esta
medida foi aqui muilo debatida o auno passado.
Nao quero crer que o Sr. ministro da guerra enten-
da que o nosso exercilo, composlo dos elementos que
elle proprio confessa, e de que adianlcrallarei, possa
dispensar urna insliluijao desla ordem ; nao posso
arredilar que S. Exc. queira deixar de realisar a
idea do mais bello tlenlo militar dos lempos moder-
nos, de que cada regiment deve ter sua escola. onde
se ciisine nao s a applicacao das respectivas Iheo-
rias mililares, mas ainda lodas as arles, quer libe-
raes, qner mecnicas.
Tratando do conselho supremo militar, e a propo-
sito da organisajao de um cdigo penal militar, S.
Exc. disse-nos que, visto como o pessoal de nosso
exercilo he lal que necessila do severas e promplas
penas, que eslao em opposijao com as ideas correnles
aconfecro de um cdigo militar he cousa muilo
difcil. Concordo nesle poulo com o nobre ministro,
mas nao possa concordar com o que mais adianle elle
nos diz ; islo he, que nao obslanle estas considera-
jOes, elle faz coordenar um trabalho que oportuna-
mente nosser apresenlado, a respeilo do objecto
em queslo ; porquanlo, se em minhas aatta esli-
vesse fazer sobreslar nesse trabalho, eu cerlameulc
fa-lo-hia, pois enlendo que, qualquer que seja o c-
digo penal que se confeccione, urna vez que nao se
allerc a lei orgnica do nosso exercilo, qne faz com
que elle lenha um lal pessoal que necessila de
penas severas e promplas, em cohlradicjao com as
ideas correnles, esse cdigo nao podo servir de cousa
aiguma, ser al urna fatal inconveniencia.
Uuando, senhores, o exercilo da Franca era com-
poslo de hornees que sevendiam a mercadores com o
nome.de rccruladores ; quando o exercilo da Fran-
ja era sorteado as baixas classes do paiz; qnando
os pequeos Estados da Alleraanha forneciam solda-
dos a Franja, a poni de que nessa celebre batalha
(feMalignan, que 1 gnea chamou balalha de gi-
gantes, quasi que nao haviara senao Suissos contra
Suissos; nesse lempo podia-sc dizer que a Franja
uao linha um exercilo. S depoisda lei da conscrip-
jao, s depois da dalamcmoravel de 19 fructidor do
auno VI, foi que a Franja comejou a ler exercilo,
exerrilopor forma alguma compsravel aos anteriores
por forma alguma comparavel aos do- antigo r-
gimen.
Mas.se no nosso paiz a conscripjao nao pode ainda
ser cstabelccida, como o Sr. minislro ponderou e eu
concordo al cerlo ponto, nao poderemos ir corri-
gindo, roformando a base do nosso exercilo, a lei
orgnica do recrutamenlo, afim de que daqui a an-
uos o minislro da guerra do Brasil nio venha repelir
O pessoal de nosso exercilo he tal que exige penis
severas e promplas. E nao se Ihe pode applicar
um cdigo conforme as ideas dosceulo ? Eu enlen-
do que sim ; quizera que a allenjao do Sr. ministro
pesaste muito seriamente sobre este ponto, porque
sendo o nonio cardil do ho'sso exercilo, (00% a vez
que *m tal conformidad* nada se fizer, enlendo que
nada leremos feilo nem se poder fazer.
Verdade beque tratando de recrutamenlo e do en-
gajamenlo, S. Exc. nos diz que a larefa do goveruo
nasactuaescircumstancias lie ir regularisando, cor-
rigendo e activando estes dous melhndos existentes.
Eu vejo ncslas palavras o grande defeito de nosso
paiz... Sou muilo novo, talvez nao devesse atira,-
a barra lia adianle: mas irei dizendo o que pens,
porque aqui he esle o dever commuin.
O nosso svstema nesla, como em lodas as mate-
rias, he fazer medidas parciaes. Esle syslema de
medidas parciaes, em um paiz novo como o nosso, he
pessimo; pesa e pesar sobre nos, como essa falali-
dade que se conta de cerlos peregrinos da idade me-
dia davam douspassos para dianle e um para (ras.
Nao he, permilla-se-me o lermo, mal remendando o
que ha que nos avanraremos. E depois, quaes s8o
as grandes vaulagen que lem resollado dessa par-
cialidafle deisposijOcs t Eu exempliiicarei com"
dislribuijao do recrulamenlo pelas provinciasdoim-
porio, fcila por decrelo de li de dezembro, creio de
1852.
No mappa anuexo ao relalorio de S. Exc. o que
observo eu 1 (Allcnda-se que o recrulamedto se acha
distribuido, como lodos mis sabemos, pelas provin-
cias do imperio cm relajao su popularan/ Ora,
vejo nesse mappa, com reUcJo ao anuo prximo pas-
sado, que na corle do Rio de Janeiro houve 88 re-
cruladose32 engajados; na provincia 42 recrula-
dos e nenhum engajado ; 110 Ceara 102 recruladns...
O Sr. Santos e Almeida : E uo Maranhao *
O Sr. Aprigio Guimares : ... Maranhao 222.
Piauhy li, S. Paulo89, Pernambuco 67, oyaz 3,
c assim a respeito das demais...
CflMfl l'oz : E Minas quantos dea 7
O Sr. Aprigio Guimares 1 Setenta e vinco ; e
he a provincia que mais extensa rcprcsenlajao lem
ncsla casa [Reclamares dos depulados de Minas.)
O Sr. Paula Fonseca : Pero a palavra.
O Sr. Aprigio Guimares : O qae prova islo '!
Prova que esla medida parcial da dislribuijao do re-
crulamenlo nao foi observada, de nada servio...
Senhores, qnando rectamei nesla casa que o re-
crulamenlo fosse proporcional ;is populajes das pro-
vincias, quaesquer que fossem as circumslancias do
imperio, he porque vejo que mesmo em circums-
lancias ordinarias islo se d. Nao sou daquellesque
segucm a idea, que alias lenho vislo apoiar por al-
guem, que o recrulamenlo se nao deve fazer em re-
lajao a popularan, mas sim ao numero- dos vadios ;
as provincias em que vos dizeis que ha vadios, ha
sim 1nfeli7.es ; lia hornees que nao Irabalham porque
lhes falla al a ciliada, ha homens que nao plantara
diiplicadmenle para nao \crein a perda do Inicio
de seu suor !... E nos, em vez'de auxiliamos essas
provincias, em vez de pruporciuuarinns todos os
ineios para que a industria venha a florescer, para
qae esses brajosse empreguem, porque enlendo que
s nao Irabalha quem au arha Irabalho, que as-
sim he por via de regra c por forja da nalareza
humana ; em vez disto, dizeinos : Itecrule-se,por-
que nessas provinciaa ha muilos vadios.
Eu Uve de observar aos que assim me fallavam
que muilo se devia recrular aqui na corle, porque
nella nao me pareca pequeo o numero dos vadios;
e obtfve em respostaqoe assim era...
Entretanto, este relalorio ronlrarioa essa as-
sm oraran, esle relalorio influio-me denovo a con-
vicr.lo de que o norle do imperio contina a ser
o macno viveiro, o viveiro quasi exclusivo dos re-
crulas para o exercilo brasileiro (Apoiados.i
E mais ainda, senhores ; qual a razaoporqueo
crdito para o engajamento he tilo disproporcion.il -
mente dislribuio, ao poni de no Rio Grande do
Sul engajarem-sc 201 hbmens, cm Malto-Grosso 97,
em Minas 71, e em oulras proviucias I,2e3?
Alguma colisa pudera eu tambem dizer sobre as
proraojOes em nosso exercilo de Ierra ; mas nao
quero continuar a ocenpar 13o indevidamenlc a al-
ienlo da cmara.
Sao estas as nbservajocs que linha a fazer ao hon-
rado Sr. ministro da guerra.
Tendo fallado os Srs. Brusque e Paula Fouscca,
o Sr. Bellcgarde (minislro da querr) exprime-se
da maneira seguiule:
O Sr, Bellegarde (minislro da guerra): Em
resposta a algumas observarnos com que me honra-
rain os Srs. depulados pela Paralaba, Ceara, Minas
e Rio de Janeiro, que hoje tomaran parte nesta dis-
cussao, comejarei agradeeendo-lhes a bondade que
tiveram era me Ilustrar sobre alguns objeclos. Re-
firo-me mais especialmente exrellente deseripjao
lopographica do lugar de Cabedello que no* deu o
nobre deputado pela Parahiba, e s indicaj6es sci-
entificas que apresenlou o nobre deputado por Mi-
nas, s quaes lerei na maior allenjao que puder
quando se Iralar de levara effeilo os objeclos a que
se referirn!.
O primeiro nobre depulado que ralln boje per-
gunlou seo forte de Cabedello seria daquelles. que
se deviim mudar. As cipressoes que empregoei no
meu relalorio silo com referencia aos forles frontei-
ros, c nao se poderiam entender com a aoliga for-
taleza do Cabedello, cuja obra nao tem (ido anda-
mento pela peqiicnlie/ da verba que se volou para
esle ramo de servico ; purera attenderci como fr
possivel.
Na sessao de honlcm se disso algama cousa sobre
as injuslijas solTridas por um lenenle-coronel do
exercilo, c hoje por um major, fazendo-se a esle
respeito algumas quenas conlra a commissao de
promojes. A commssao de promojdes, senhores,
coordena o que acha as fes de ofcio, e nos livros
dos asscnlamenlos dai difiranles prajas, colloca os
ofllciacs na ordem qje llies compele conforme as
suas anliguidades em visla dos registros e uotas ofll-
cialmeute remullidas.las provincias e da corle, e a-
presenta a sua relajao ao governo. Relativamente
ao primeiro oflicial d que se traa, islo he, ao Sr.
lenle coronel Jos alaria Ildefonso, ha o seguiule:
Em virlude da lei, (H(ando-se dos offlciaes da' se-
gunda classe do eslulo-maior do exercilo, foi elle
classificado assim, cpela sua anliguidade acha-se
roborado em dcimo quarto lugar. Se ha injuslijas
feilas a ofticiaes antis desta qualilicajao ellas se
podem ventilar por meio de reqaerimentos apre-
sentados ao corpo leajslalivo, como fez este mesmo
Sr. (enenle-coronel, urque o governo nao os pode
contemplar pan acceiso antes dos mais anligos sem
urna medida legislativa que Ihe faculte violar a legis-
lajao exislenle. a qu.l manda promover nesla clas-
se por anliguidade.
Quanlo ao Sr. majr Antonio de Dos e Cosa, es-
t elle classificado na 17. lugar dos mijores da 2.*
classe, e a seu respeto dao-se as mesmas circums-
lancias. Se lem docunentos pelos quaes prove estar
mal collocado, apresmle-os a secretoria de eslado,
que lodos os das eslarecebendo requermenlns des-
la ordem, para se Ihi fazer a devida justija.
O mesmo nobre diputado pergnnlou se o recru-
tamenlo para os corpa policiaes feilo em ama pro-
vincia se devia enlenler que poderia ter lugar para
precncher ns eorpos policiaes das oulras. Nao me
parece que esla seja 1 inlclligencia da emenda que
se propoz lei de lixijao de forjas de trra.
O Sr. Pereira da Silva : Apoiado ; nao he.
O Sr. Ministro daGuerra : (.luaulo ao forne-
cimenlo dos fardameito*, he elle feilo segundo o
que dispe a lei. A le aboli os conselhos adminis-
trativos dos eorpos poique reconheceu-se que esle
fornecimenlo local ni era o mais conveniente, e
que em laes conselboi se linbam dado muilos abu-
sos ; cstabeleceu cniai estas reparlijoes de forneci-
meulos na corle, c na provincias da Baha, Per-
nambuco, Maranhao ( Para.
A experiencia qae eraos lido al agora nao tem
dado occasiao a reprevar-se esle arbitrio. Sabemos
mais dos abasos dos tirapos anteriores commetlidos
nos conselhos adminisralivosVIos eorpos, do quedos
inconvenientes desla lilima medida. Ora, se foi por
abusos praticados nos ornerimcnlos locaes que hou-
ve o acto legislativo 1 que me refer, parece que
nao devemos vollar atas sem que a experiencia con-
firme o ineficacia da lova medida, ou enlao nos in-
dique um lerceiro uni.
ihianto ao ajuste de:ontas de dividas de fardameu-
los dos soldados que tan baixa, e a demora qne ha
em laes ajustes, devo 1 i erque islo nao he devido a
impedimentos que lies faci as thesourarias ras-
pectivas : abis ha ahuma demora quando perten-
cem essas dividas a ciercieios lindo-, porque enlao
laes eonlas vem ao Ihoouro para serem examinadas,
para com loda a justics se poder depois proceder
conforme alcgislajaom vigor; se, porm, nao per-
lencem a exercicios finios, fazrm-se logo os paga-
muelos as thciouraria.Maior demora ainda houve
em oulro lempo, porqie euto era preciso qae a is-
sembla geral votasse un crdito especial para o pa-
gamento de taes divide ; IfOJe est sto providen-
ciado.
Relativamente s adminsrajes dos ranchos, po-
de ser que hajam algurs abusosa esle respeito ; fa-
zem-se pelo systema aitigo do fornecimenlo dos far-
damenlos, e se ha neto abusos, segue-se que, lor-
nando-se a fazer o faroecimeulo dos fardameulos
por esse syslema, a fisralisajao c servijo nao melho-
rarao 1 entretanto de dizer que quando chegam os
resultados das inspccies he que succeasivemenle se
vao dando providenciis cum referencia aos cornos
onde exislem taes abisos.
O nobre depulado icio Cear pergnnlou oque ha-
via sobre a existencia las escolas primarias nos dif-
ferenles eorpos. Tenho am rcgulamenlo a esle res-
peito ua secretarla que pretendo publicar em poucos
das, e entretanto ciao j algumas funecionando
com disposijes provisorias.
Fallou tambera o mbre depulado sobre o recru-
lamenlo. lamcnlou ^ue nao livessemos ainda o sys-
tema da conscripcao. Eu nao sera da opioio da
conscripjao, mas simdo alislamenlo; a conscripjao
pura seria demasiadamente pesada para um paiz
que nao tem uecessidule de grandes forjas nem de
por em pe de guerra un exercilo conlra a parle do
mundo onde esl sitalo. Creio mesmo qae o no-
bre depulado fallava s respeito do alistameoto c nao
propriamenle da coiscripjao. Quanlo ao alisla-
menlo eu assignalej ai suas difliculdades no relalo-
rio, e sao as que se deram por occasiao da execujao
da lei do censo. .Naosei sescria prudente luannos
com novas difliculdaces relativamente ao alislamen-
lo, quando nao acabamos ainda com aquellas que
nos provicram da lei cferida.
Foi a lei da necessilade que me levou a emillir a
proposijao qae se acia no mea relalorio e que ine-
receu o reparo do nuirc depulado. A leva e o en-
gajamento sao os meits por ora que temos a nossa
disposijo para formar o exercilo. He verdade que
o recrutamenlo nao h-' urna medida suITlcicnlc, sou
o primeiro a reconbete-lo, mas nos d alguma cOu-
sa, d-nos soldados qic, como confesso os nobres
depulados, lean feilo a gloria do paiz. Nao eslou
pula excellencia desla medida ; he a lei da necessida-
de que me obriga a di'.erquepororahc umdosmeios
de que podemos lanjtr mo.
Quando fallei do enligo penal disse que o pessoal
do nosso exercilo exigira castigos promplos e veros
que eslariam lalvez em opposijao com as ideas cor-
rentes 011 praconceiloa ; quiz fallar do castigo cor-
poral. Digo, nao soo opposto ao castigo corporal
applicado cenvenenltmentc, islo he, como em fami-
lia, como correejao, nao como ludibrio publico,
infamante, diante deguarnijes intuiros ou da po-
pulajao das cidades senao nos castigos que proce-
dem a expulsan do servijo.
Eslabecido assim esle castigo, poderia tambem
fazer-se exrcpjfies para aquellos que por sua con-
duela anterior se (ivessem feito r red ores del las. Po-
der-se-hiiii formar compauhias de disciplinas, onde
as penas corporaes devam (cr logar ; procedeudo-se
assim conlra aquellos que da excepjto nao se fize-
rem credores por urna continuajao de actos que os
torne incapszes de ser julgados por urna lei mais
conforme lei civil.
Evilando-se os castigos corporaes, rahe-se na nc-
cessidade das pristes tongas. Ora, estas prises tem
muilos inconvenientes; privara o soldado do servi-
jo, e a sociedade desses humen* por longo lempo.
O nobre depulado peto Rio Grande fez algumas
observarles sobre a falla de casas para morada dos
ofilciaet. De fado ha inconveniente nisto ; alguns
quarteis se podem fazer, e van se fazendo j com al-
gumas accommodajes para ofticiaes. lie a manei-
ra porque se pode (azer alguma cousa a este respei-
lo, porque se so for dar grnlilicajes para casa a lo-
dos os ofllciaes que a nao lem, nao duvido que seja
isso de conveniencia ; sendo a classe militar muilo
numerosa, esle melhorameuto nao esl em propor-
jao com os meio- da fazenda publica.
Quanlo nossa divisan estacionada em Montevi-
deo, devo dizer que os ofiiciaes della lem a graliil-
cajo de campanha, e liveram gralilicajao de
transporto em lodo o lempa da sua marcha; lem as
elapes quasi no dobro do que tem aktualmeule o
resto do exercilo. O goveruo lem feito o que (em
podido a favor desla divisao.
Observen o mesmo nobre depulado que lalvcz
fosse melhor eslabolecer as criajoes, por conla do
governo, dos cavallos para o exercito. Nio me fa-
rei cargo de propfiY lal iiniituija-i, haveudo tanto*.
e 13o repelidos exemplos de ser o governo infeliz
em semelhantes empresas.
A respeito da colonisajao militar no Alto-Uru-
guay, ella esl as ideas do governo. '
Lamento o nobre deputado a sorle do soldado que
nrf he boa. Em paiz algum do mundo ella he boa ;
a prova disto he qae nenhum exercilo permanente
forte se compe s de volunlartos, lodos se cmpe
pela maior parte de homens obrigados ou pela lei,
ou sorteados n orna, ou violentado* pela conscrip-
jao ; quasi todos clles eslao no servijo contra von-
lade. Nao farei a compararao enlre o nosso soldado,
e os de oulras najes, que talvez esta comparajao
fosse cm geral favoravel aos nossos, porque no esla-
do actual d-se au* nossos soldados o que se lhes po-
de dar.
Creio qne as princi paes observajScs dos nobres
depulados foram eslas sobre as quaes enlendo ler
dito quanlo basta para se jalear do meu modo de
pensar sobre os objeclos em que tocaram : nao lerei
pois mais de ocenpar a allenjao da cmara a este
respeilo, salvo se alguma nova idea se apresenlar.
OSr. Pereira da Silva (pela ordem;: A de-
putajo nomeada por esla augusto cmara para a-
presentar a S. M. o Imperador o voto de grajas foi
recebida no pajo da cidade com as formalidades do
estylo, e sendo apresealada a S. M., ea como ora-
dor della Uve de recitar o mesmo voto de grajas.
S. M. houve por bem respooder pela maneira se-
guinte:
' Agradece muito cmara dos Srs. depulados o
decididoapoio que promedie ao meu governo, que
assim melhor poder desenvolver a poltica que julgo
til ao paiz.
A resposta de S. M. he recebida com mnilo espe-
cial agrado. <
OSr. Angelo Custodio: Sr. presidente, altre-
vo-me a ocenpar por alguas instantes a tribuoa, a-
lim de chamar 1 allenjao do nobre minislro sobre a
necessidade de auzmenlar-sc a guarnijao da pro-
viucia do Para, e a da do Amazonas. Estas duas
provincias, pela fertilidad* de seu solo, pela riqueza
dos seus productos naluraes, pela amenidade de seu
clima, pelavanlagem, finalmente, de sua posijao,
lem uestes ltimos lempos desafiado a cubija do
eslrangeiro, e a cmara estar lembrada da lenlali-
va que ullimamenle alguns aventuraros qnizeram
fazer uas aguas do Amazonas, a despeito de todo* os
principios do direilo das gentes ; felizmente esse
projeclo atlenlalorio da dignidade c direilo do im-
perio foi millogrado por nao lerem os seos auto-
res encontrado apoio no Ilustrado goveroo do seu
paiz. A visla de urna (al oceurrencia, e que nos
poda Irazer serios embarajos, e graves complica-
res, eniendeu o governo que devia lomar algumas
medidas que garantissem para o futuro a nossa se-
guranja interna, eo nosso direilo.
Enlre as medidas que elle julgou conveniente, a-
doptar foi a de mandar reedificar as antigs fortale-
zas, e construir urna nova na villa de Obidos. Nao
sei a importancia qua o nobre ministro liga aos an-
ligos fortes situados abaixo des(a villa, enlendo pra
re 111 que o ponto mais azado para o iim*Hue Sfjeg
em visla lio soseramente o ponto que foi escolhido
para a nova forlificacao. Nao basta, porem, cons-
truir-e novas fortalezas, cumpre nao deixa-las des.
guaruecidas como lem eslado as antigs, ande o ser-
vijo he feito com muita dilliciildade' parTalla de
soldados: esla falla faz-se a cada momento sentir,
aug montando assim os embarajos qae de ordinario
estorvam a Wrbjda adminislrajao provincial. A
esle respeilo mvoA o Teslemunho dos nobres depu
ladosqnc adminislrVram.a provincia qae tenho a
honra de represento!-: eUcs melhor do qae ninguenJ
polerao informar casa se sao acertadas ou nao as
observajoes que lomo a liberdade de submelter ao
juizo esclarecido de S. Ex.
Os inconvenientes com que lula o presidente do
Para, lula tambem o presidenle do Amazonas. A
cmara sabe que a fruleira dessa provincia prolon-
ga-se cm urna extensa liaba, c confina com diversos
Estados. He pois conveniente nio deixar os forte
que giiarneecm essa linha nem no estado de ruina
em que exislem, nem 110 abandono em qne se a-
eham por falla da torca necesaria para faxer o ser-
vijo com aquella regularidade a vigilancia que re-
queren! o servijo publico e a peculiar posijao da-
quella provuuia.
O augmento de forja de linha traz enmsigo a idea
correlativa rhi necessidade de fazer-se quarteis aprovjn
priado para o alojamenlo dos soldaos. O que eiia/fli
le em minha provincia asscraelha-se mais a urna
"loria do que a um aquartelamenlo. Tem sido este
um objeclo constante da solicitude dos diversos pre-
sidentes de Para, e se nao me engao j foi remet-
ida para a secretaria da guerra urna planta feito
com lodos os csclarecimcnlos precisos, e com o rora-
pclenle orcamenlo. Nao sei o juizo que forma o no-
bre minislro acerca desse Irabalho, nem acerca da
conveniencia de ser elle levado a effeilo; para mim
porm he fra de din ida que o Para au pede ficar
por mais lempo privado de una obra dessa nalareza,
a menos que nao se lenha em visla augmentar a
sua guaruirao.
Se enlendo que no Para se deve fazer um quartel
que offereja aos nossos soldados as precisas com-
niodida.les, com mais forte razao reclamo o mesmo
melhoramonlo para a provincia do Amazonas, aonde
essa necessidade se faz mais poderosamente sentir,
em consequencia da oscassez de casas que possam
ser alagadas, e que se preslera coliveoieotemeulc ao
aquartelamenlo da Iropa.
Aqui lermino esto pequeo discurso, pedindo a
S. E\. que baja de tomar em sua dev da conside-
raran o reclamo que Ihe acabo de fazer.
Fallam anda os Srs, Lisboa Sorra, e Paula Cn-
delo, depois do que tica a discussao adiada pela hora,
c levanla-se a sessao depois de ler o presidente de-
signado a ordem do dia.
Dia 19.
Pelas onza horas e mcia feila a chamada, achara-
se apenas reunidos 47 depulados, pelo que o presi-
dente declara nao haver sessao.
PERNAMBUCO.
.. COIMUDESAOTOAimO'
Victoria 1. de agosto.
Tenho quasi ccrleza que esla Ihe vai cahir direilo
as nio-, porque o mensageiroque a leva he segu-
rissimo, segundo elle mesmo afllrma: eslou que se
Miguel Angelo, ou Raphacl c:\isiis-era, e quizessem
representar um bello quadroa deosafidelidade.outro
mode'o nao lomariam, se ouvissem o tal portador
fallar ; como, porm, elle he de sexo masculino, os
celebrrimos artistas nao leriam mais do que encai-
xar a sua cabera um lindo corno de donzella vestida
de bramo. Como ficaria bonito o eucaixe7 Urna
cabeja prela, cara bexigosa e fcia, bocea desdentada
em um corpo de moja esbelto e bem feito, ataviado
de candidas roupas, com elleto sera islo hediondo de
se ver. quasi se asseiuelharla esla figura ao monslro
de Horacio ; mas que quer Vmc, este quadro repre-
sentara a fldelidade, que agora me serve mui bem :
todosrcconheccriam nelle o fiel e muilo leal... es-
le, pois, hoque vai confiada a serle desta caria : Dos
a guie bom recato.
A maior novidade que lem absorvido a altenj3o
do publico desla cidade, he a respeilo do jury, o
qual, como j Ihe disse, abrin-se no dia 17 de julho,
e no dia 18 houve casa.
l-'oram apru-cnlailo" pelo.iniz municipal 27 pro-
cessos, sendo 96 desla freguezia e um smW da Es-
cada ; o que muilo admirei foi esle um da Escada !
Eiu alguns processos mandou o Dr. juiz de direilo
fazer cerlas diligeurias, todos os mais entraram m
jnlgamenlo. e cncerrou-se a sessao no da 28 : quan-
lo aos resultados, nada por ora Ihe posso dizer, por-
que anda eslou em diligencias para aflquiri-los.
Nao me valeu ter eu mandado em lodos os das cerlo
menino ao jury para tomar as competelenles olas,
parece-mu que lambem foi elle rogado e peilado,
porque nao mesalisfcz como eu quera, porm pro-
leslo-lhc que na minha primeira Ihe remullera ludo
lao analysado, quanlo esliver as minhas pequeuas
forjas. Temos panno para mangas, c ainda so-
bra.
Queio dizer-lhe sempre algumas eousas das que o
mao observador que mandei, vio no jury, e as vio,
porque lodos as uolaram. Quando o presidenle do
conselho eslava Icndo as re-prvlas aos quesilos pro-
postos pelo juiz de direilo no processo de Francisco
Calvalcanli de Albuqueque, o mesmo Dr.juiz de di-
reilo 1 inmediatamente appellou. F.sla circuosla ocia,
que nao escapou au meu desmazelado homem {o ob-
servador) c nema lodos foi absolutamente esquecda
pelo escrivo, que nenhuma monean fez della, mas o
juiz de direilo, que nao dcixa passar camaiao pela
malha, adverlo ao scrivao esla falla, e mandou pro-
ceder como be de le para sanar aquelle lapso da
pemia do escrivo. L'ns di/.em que o escrivo foi
peilado e oulros, qu* ceden aos encantadores pedi-
dos que leve. Ser bom, Sr. escriv.lo, emendar a
mo. quanitw quizer escrever, dar allenjao ao quese
passar, asseslar bem a sua luneta, ou deilaros seus
ociilo-. para uao cahir em semelhanles eugauos e pa-
ra nao lien- sujeilo aos juizos temerarios.
0 Dr. l'irelli merece sublimados encomios pele
modo porque se condoz no tribunal do jurv ; j pe-
la boa ordem do mesmo tribunal, j* pela iuabalaval
juslija de lodos os seus actos. Dees o conserve nes-
la comarca. lie erednr de lodo elogio o promotor
publico Dr. Queiroz, que brilhanlemenle fea as suas
arcusaciifs no jury : deu prova* de na alia capari-
dtdee inlelligencia, conrorrendo para qae a aejao
da juslija nao fosse Iludida: he pena que lano lem-
po lenha servido nesle empregn com lana exaclidio
e honra, sem j estar feito juiz de direilo.
Etou, Sr. correspondente, arranjando para a pri-
meira occasiao um quilule lito uberoso para os se-
nhores juizes de fado, qae por cerlo hao de lamber
de oslo os beiros, sao merecedores disso c por cer-
las cousinhas que logo Iba direi: cu bem os advert,
qae nao ceda empenhos para deixar de dizer a ver-
dade, esla occasiao ha de chegar.
Prepare se agora, Sr. correspondente, para ouvir
rallar de reir :.ela talvez seja urna quesiao enfa-
donlia para Vmc, mas para certa gente daqui, he
grande cousa, visto que entra nella o inleresse. Eu
escrevo-lhe guardando sempre as conveniencias e
relajftes do lugar.d onde Ihe don as noticias ; lenha,
pois, paciencia, ouja o que aqui he nolavel.
Os antagonistas mudanja da feira estoo arran-
jando om abaixo asignado loda pressa a vapor,
para servir de obstculo por fas on por nefas, a re-
presentaco que os negociantes e oulros daqui, diri-
giram ao Exm. Sr. conselhcro presidente da pro-
vincia, o qual sem demora mandou ouvir a illus-
trissma eao conspicuo Dr. juiz de direilo. Quero
dar-lhe as eiplicajes de problema dos magnates :
irra que magnates! Sabe Vmc. que a illuslrssima
ei caterl, vendo os negocios mal parados, islo he,
lendo lodos conseiencia de qne a feira ae deve mu-
dar, e que o lagar mato apto he o imligilado pelos
negociantes por causa das commodidades que ofTere-
ce, diipozeram-se os amigos meus a usar de urna es-
tralegia para ver se mallogram a prelenjao dos ho-
mens de negocio. Disseram os toes amigos, faja-se
urna segunda represenlacao para a feira ficar no
mesmo lugar, de no que der, e em ultimo caso nao
se pudendo islo conseguir, seja ella mudada para
oulro lugar, que nio o pretendido pelos negociantes,
porque desla forma nao levam o bocado a bocea.
Nesla conlradansa exislem oulros clcalos, que ain-
da rulo pude penetrar ; o que he cerlo he, qoe o ne-
gocio esl com maromba, est com bixos na capa-
dur... Sabe Vmc. qual he a causa de ludo islo t eu
Ihe digo : sao os estupendos rendimenlos dos ease-
bres collocados no paleo da feira. Qae desgraja !
Para qu* tanto e (ao desmarenda ainbiulo 11
Sr. relix, meu senhor, para que nao segorou bem
a sua estribara 7 Se o livesse feito, nio leriam fur-
tado o cavallo daquelle... daquelle homem... da-
quelle mesmo... o sen hospede... muilo bem, muilo
bem, Sr. Flix,lem sabidocumprir com o seu dever.
Ah 1 Sr. Flix !
Tem ido por aqui a industria em seu auge.Ja Ihe
fiz ver como se commellia o grande abuso de cobrar
diuheiro pelo chao no lugar da feira,sube agora, que
nisso se lem lucrado muito, pois era velho este cos-
lume. Eslou fazendo um calculo razoavel para Ihe
Ihe apresenlar, e enlao Vmc. ver que nao so lem
adquerido quaesquer 500 ou 800J rs. por anno, mas
sim contos de ris. Mais outra rcenle. Pea um
pobre homem o seu cavallo na campia emqaaulo
dura a feira, robra-se-lhe#0 rs., nao sei com que di-
reilo exigem isso.
Em um dia desles bMvo urna grande polmica
enlre am malulo, que Ho era lio lolo. e o cobra-
dor ; paga d'aqui, nao pag* d'alli, nao sei em que a
cousa icou.mas o caso p.que se senjelhaiile queslo
apparecesse no cnlremM do juiz de paz da roca,- que
tontos vezes vi representado nosthealros desse Re-
cife, sem Huyela* juiz da roja dacdiiria douloral-
menle que o cobrador fosse pago. Toram prohibidas
estos agencias pelo delegado.
Ha um in 1 da cmara desla cidade, segundo
o qual, o dono de qualquer cavallo paga 48000 ris
de mulla Unas as vezes que o seu animal se encen-
tra denlrodealguma roja,ou outraalMautajet, on-
de vai cauaar deslruiel. npssi tal por si mes-
mo impoe e recebe a Hila de 4 B cobra mais
20000 e tonlos ris nao sei de qoe. Seria hora que o
o Sr. fiscaL moslrasse o direilo qu* Ihe assisle. alim
de qoe tanla gente nioscagaste com urna cobranca
que Ihe parece ser demais. (Nio, meu senhor, nao
tenho nudo de surrasv
'Estando eu em unto ieslas uoilas por urna rara
ealanidade era ininlie poeta munaa quasichego .1
porto de noile, tho meus receio dos-pombo* sem
aza que aqui j 1 seusou-) Vi pasear urna uiullier, que
nelaffaUa, andar e rondo, pareoeu-me ja iddsa, e as-
sim era 1 ia pragoriandH^Knlre onlra*'coosas per-
cebi ella dizer Deasl* njude. peior digam de li,
ma peste le mato esuritogaa dainada.... Eu que as
vezes sou bastante ciifmo* inlerrompi, e. ellaatlen-
ciosaparou. Qoe Ihe Ikram, boa velha. Ihe per-
gnntoi. quelAoraivosase moslra ? Pois nao he assim,
meucapitao, deu-me a velha esla patenle) estes ho-
mens nao se querem importar cetn a vida da gen-
te 11 JNada echando a faaj-r pelo officio, audam
de rasa em casa rallando de quem delies 080 se lem-
bra, nem para... Mas, minha velha, Ihe redarg,
nem todos os homens sao ralladores, porque otnbeco
muilos de boa educajao e seutimcnlos.Nao digo
que nao os baja, mas ss Vmc. cunliecesse o de que eu
fallo, havia de ver qne elle he negro ma (oda a ex-
tensRo da palavra, e mil vezes mais negro de lingua:
Oh 1 que cara de judas! que sorrir lo traidor 1 he
impossivel olhar-se-lhe para a rara sem faxer-se del-
le idea bem m. Sei eu o que elle precisava. Na
verdade, Sr. correspondente, he muito triste, bai-
lo e infame, o cosame de fallar da vida privada de
homens pacficos c honro.los. Islo para se saber que
le pessimo costme, e qae pode ter consequeneias
analas, nao precisa-* que en o diga, os aconleei-
nenles assim leem mostrad*. Ci lemos muilos de*->.
artaia de enle, qng exerewu o lH>cio de enred*-
dores, intrigantes, infamadores, calumniadores, e
al pe juros. Em toda parle ha esta prega, mas
aqui ha como em nenhum lugar. Nao se devem
cerlos homens admirar, diz o principe Liehnowsky,
se sao tratados como Parias em muilos lugares,
quando chegam a observar al as vistas incuriosas,
e a espiar recnditos mislerios domsticos para d'a-
hi tiraran consequeneias a la /OCtdfIsrael.
Foram presos, Manoel Ubanio por furto de es-
cravos, e oensigne c famgeralo Manoel Juriti,cri-
minoso de morlc, e grande as operajoes de furto de
eavallos, e too grande que por esla hablidade foi
que se descobrie os seus jeitos. Esse liomcui mora-
va distante desta cidade ama legua, e grajas a acli-
vidade do nosso delegado, fez-se esla importante co-
Ihela. Por aqui jase dizque o delegado advioha,
malilla prender por furto de eavallos descobre ou-
lros crimes maiores.como aconleceu com c nosso Ju-
rili, que desta vez nao teveazas para eseapar-*e das
garras d polica desla trra, que nao dorme: esse
criminoso matou a seu soaro (sogro delle Juriti), e
acha-se processado na comarca do l.imoeiro ; foi o
que me consloo a respeilo desta crianciiiha, segundo
as pesquizas que taz. Constuu-me que os fugitivos
da fortaleza do Brum Borboleta e oulros, se achara
entre o Caboe a Escada, e que tem sido encontrados
de nole em varias partes, tendo os mesroosroubado
60^000 rs. a um serlinejo: a polica lem dado nimias
providencias, e Dos queira que se obtenha algum
resultado.
liouveram na feira de 21 de julho GO cabejasde
gado.
Os bois de 10 arrobas venderam-se de 20J a
2IS700, os de 12 ditas a 98*750.
Foram vendidos para essa Recito 30 e tantos bois
da 9 arrobas, que aqui se compraran! a 212)000 rs
Foi a matonea aqui de (10 cabreas, ticaram 76, 30
vollaram para o serbio, e os mais foram para o
sul.
Occuparam os curraos (no dia 28) 240 bois, os de
9 arrobas venderam-se a 239000 rs., e os de 11 ditas
a 288000.
Foram para esse Recito de 16 a 20 bois pelo mes-
mo prejo.
Os vveres de primeira necessidade nao abalxam
do prejo medio.
Aceito, Sr. correspondente, lembranjas do nosso
Chimbada o qual ainda lem honra uo cor-
ceo.
D saudades minhas ao melanclico amigo l de...
e lambem ao folsaso han... que a esta hora deve
estar ou muilo alegre ou muilo triste, sem meio
termo.
Recommende a cerlo amigo que nio se esqueja de
dar corda ao felogio tambor.
Saiide e dinheiro Ihe deseja,
O l'icloriense.
(Carla particular.)
------aaaoiai
bjmonia, encar-
necessaria so-
reato* da ra-
r nos pas as
desse direilo
ipelndo a di-
foslesquieu.
wolra qual-

REPARTigAO DA POLICA'
Parle do dia 10 de agosto.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que,
das partos boje recbelas nesla reparljao,-consto le-
rem sido presos: a ordem do subde'egailo da fregue-
zia de Santo Antonio, os prctos escravus Ambrosio,
e Jorge, ambos por andarcm fgidos, e Theodoro de
Sania Rosa Machado, para remita ; e n ordem do
subdelegado da freguezia da Boa-Visla, Mara Mag-
dalena da Conceijao, sem declarajo do motivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretara da polica de
Pernambuco 10 de agosto de 1854.Illm. e Exm. Sr.
conselheiro Jos Benlo da Cunta e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.ui; Carlos de Paita Tei-
xeira, chele de policiada provincia.
atoes antigs, b*m como a de Lacedi,
reRavam aos magistrados a inspeejao
SST8 "C' Vmpor,"nle aaeaprl
?nrl^ .TT" P'ra "mpenli
reejao dos casamentas de seo* lilho. ,
A pradera, do. p.,. que, *3o
ira sempre nesle par.icuV .^to? -
na bondade da eseolh, doa flihos, palo desejo inna-
to de os ver prosperar como .TdigSo. soTeWore.;
- o respeilo e obediencia qoe osnSmo. filiaos, p
inTrfto? ." iflme,Ue "ven, I0* autor****--
TSi r ,W ,,0JLroo1,i,0 erTeuaran.
aos legisladores esclarecido* hrav2 ^ menor
inqaielajao no pas, quaoto ao u, do casemenl
dos lilhos, sem receio de qne d ah resultaase a me-
nor viola jao liberdade do coiilrshanalea.
Segunde as (eis romanas, qoe erJo sempre mode-
los de sabedoria e de razio, os casamento dos lilhos
familias nao erara vlidos sem o consenlimenlo pre-
vio dos pais. ou daquelles que os linham era seo pe- .
der: Sam hoc fteri deben et civUit et naturalis
ratio suadet, in tanlum vi juisum parentis prucc-
dere debeat ; dizem a* Inst. til. 10, de nup. in
pr. E mais longe no 12 : Si adversos ta qua di.vi-
mus, aliqui roiherint, ntc etr, nec vcor, ntc u-
Itie, nec malrimonium, nec dot iMelligilur. E
lal era o rigor da lei oeste ponto, qoe os grandes
privilegios concedidos pelos ianperadores aos solda-
dos nao os dispensavam todava de* regra : fiUtu
familias miles malrimonium tine potril vohutH-
le non eontrahil: |. 35, fl. de rit. nopl.
Na posso do mundo christao, o direilo romano
era nesla parte geralraente obstinado, ou r/produ-
zido nos difierenles cslados, aera que a igreia se le-
vanlasse para o impuguar. segralo o tesleraunho da
historia. Pelo contrario, a sua approvajlo era ma-
nifeala, como se deprehend* da segonda caria can-
nica de S. Basilio a Amphiloco, au. 42, onda esse
padre da igreja diz que os casamentes dos neravo*
c dos lilhos familias, conlrahidos sem o consentimen-
lo daquelles, em cujo poder se acham, dei sam de ser
casamento, ato qae inlervenha o seu consenlimenlo.-
tjua une us qui haben poleslatem fiunt matrimo-
nia sunt fornicaliones., fitent ergo patre re de-'
mino u qui conveniunt non sunt ab aecutatione li-
ben, doee conjugio domiui annuerinl; time tnim
firnntatem accipit conjugium. E qae Ul ere a ase
respeito adoiitrinada igreja, ainda mais o comprovs,
segundo observa Polhier, adecretal de Izidoro Mer-
cador, atribuida ao papa Evaristo, decretal qoe vem
reTenda no decrelo de Graciano ( can. alller, can.
JO. quel. >;, e na qual se chamara adulterio, con-
tubernio, slupra,etfornicationes, matrimonia faca
une consensu parentum.
Tal era o estado da legislarlo qnando o concilio
oe 1 rento, proseguindo no erapenho comecado pelo
de l.alraode reduzir os impedimento*dirllenles
do matrimonio,lalvez com o dnploflm de multi-
plicar o numpro dos consorcios togilimos, e de nao
prejudu.ar o respeilo devido dignidade do sacra-
mento com a manulenjao de innmeras causas de
nullidade, declarou validos os casamento dos fllhos-
ramilias felos sem o consenlimenlo de seus pais (1).
Nao podendo porem o Sanio Concilio desconhecer a
Jorja e ellicacia do 4.- preceilo divino, comido no
ltecaloao. e que no sentir de Floery (2), deve prin-
cipalmente receber applieaco no acto mais impr-
tante da vida do homem, declarou ao mesmo lempo
que a igreja de D*os sempre deleslou e prohibi laes
casamenlos : Sihilominus snela Dei BccUtia ea:
)uilissimis\cauns illa (matrimonia) semper detstala
est, al qiue prohibuit. Assim passou a falto do con-
senso paterno a ser considerada como nm simples
impedimento impediente na legislacSo da igreja
calholiea.
Sem embargo daqaella doolrim. e favorecido
petos mesmo* tormos em qae se cha concebid, o
celebre Polhier, jurisconsulloorthodoxo, pode sos-
(entor com razoes plausiveis que ella nao prevaleca
no caso em que urna le civil exigisse, para o casa-
mento dos filhos-farailias, o consenlimenlo paterno,
tob pena de nullidade, como em Franja acontec.
[). O que porem poda ato all ser duvidoso, reio
a ser geralmenle reconhecido e observado, quando ,1
tevolujao de 1789 mudou a autiga ordem de cousas
naquelle paiz. Para tornar o estodo inleiramenle
independente da igreja ; estabeleceu-s ama sepa-
rajao completo entre a lei civil a a lei religiosa: a
conslitulcao de 3Udeselembro de 1791 procla-
raou em principio que so se considerarla e casa-
mento como um contrata civil, embora fosse
permillido aos esposos fazerem abencear a sua uniao
segundo os rilos da religiao que professavam.
Fiel ao principio proclamado, e calculando bein
os males que podem provir sociedade dos casamen-
los conlrahidos por filhos oexpericntos e indocei*, o
cdigo civil francez secuto, ates arligos 148 e 182 a
anliga legislacao, fulminando com a nullidade o ca-
samento dos filhos incoares de 25 anuos e tilhas me-
nores de 21, celebrados sem o consenlimenlo dos
pais, ou aviis ele. (4); disposijo esta que se acha .
reprodnzida nos cdigos de diversos paizes lambem
calholicos, como os reinos da Baviera, e das Doas-
Sicilias. Ainda depois de completo a maieridade
relativa ao casamento, podem os pais oppor-*e ao
casamento dos filhos, *egoodo a lei franeeea. Se
o filho nao tem adquirido aquella inaioridade, ex-
plica Duranlon (5), a opmto dos \aseemlentes he
peremptoria ; ella nio ""1 ser nlivda.nen
na forma, nem quaulc*^, -^ ? W do cou-
sentimento exigido pefn a, p.r *HnhiVs do casa
menlo he incompalivel cm a obrigaclo de deduzir
os motivos da recusa em consentir ; por quanlo, de
duas (una : on os Irbunaes leriam o poder de or-
denar a eclebrajao, se os motivos nio lhes pareces-
sem fundados, e enlao seriara realmente elle que
consentiran] no casamento, ao passo qae a lei exige
o consenti menlo dos ascendemos; ou enlao, ns mo-
ma hypothese, seriam forjados a respetor a vonlade
daquelles, e assim ha vera mais do qne inalilidade
em-obriga-losa deduzir os motivos de opposijao :
havera graves inconvenientes. Mas quando o filho
tem adquirido a maiori lade requerida, a opposijao
dos ascendente obstar sim ao casamento, se os ac-
tos respetosos (prescriplos nos arligos 151 a 153 do
cdigo) nao tem sido praticados, ou se nao o foram
na forma e com as rondij.Se exigidas ; mas no caso
contrario, essa opposijao, posto que admilllda pela
In, e sem que hja mesmo necessidade de a moti-
var, lie uutorisada antes como urna advertencia si-
111 lar, do qae como um impedimento absoluto, a
Nio podero porem os paia abusar de um poder
lao grande e absoluto, como ihes deixa a lei frauce-
ja ? Nao reciei disto, nos diz o sabio Porlalit: (6)
Mo he esse poder esclarecido pela ternura 7 Tara-
se judiciosamenle observado que os pais amam mais
a seus filhos do que os filhos a seus pais. Em al-
guns homeu.4 a vexacioe a avarraa abusarlo taire
dos direilo* da auloridade paterna. Ma* por nm
pai oppressor, quantos lilhos ingratos ou rebeldes'
A natureza deu aos pais um (al dcscio de ver pros-
perar seus filhos, que esle apeoas o senlem por si
mesmos. A auloridade dos pais he motivada pela
ana ternura, pela sua experiencia, pela maturidad*
de sua razao e pela fraqueza da de sens filhos. Es-
sa auloridade he urna especie de magistratura,
qual importa, sobretodo nos estados lioret, daf~-^
urna certa extenrio. Sim, tem-e necessidade de
que os pais sejam verdadeiros magistrados, por (oda
a parle onde a manutonjao da liberdade peda qu*
os magistrados njo sejam senao pais.
Esqucceodo a verdade e o alcance deesas idea* sa-
lulares.os nossos legisladores mutilaram e eofrsqoece-
ram o poder paterno, e as funestos consequeneias
desse desvio cada vea mais se fazem sonlr. Recebido
pela lei de 3 denovembro de 1827, na scelo 24, cap.
1, Dereformalione Matrimonii, o Concilio deTren-
lotornou-se ledo estodo enlre osudadoabrasleiros:
os casamenlos dus filhos-farailias, conlrabidus sem o
consenlimenlo de seos pais, anda que Ilcitos, nao
podem ser atacados em sua validade. Por onlro la-
do, e segundo a legislajio civil, os filhos-fsmilas de
qualquer idade, e as (libas menores de 23 annos, ca-
recein sim do consenlimenlo de seus pais para casar,
sob pena smenle de desherdajao e privajo de ali-
mentos ; L. de 19 de jiinho e 29 de novembro de
1775, e Ass. de 29 de abril de 1772 (7); mas no caso
de denegjcao, ficam os pais obrigados a dar o* mo-
tivos da sua recusa, e o< juizes de orphaos, conhe-
ceudo delies, podem tuprir o consenlimenlo pater-
no, nao os adiando fundados, cabendo desla sua de~
ciso o recurso de agravo de pelijao para as relajoes
ou juizes de direilo; Re. n. 143 da 15 de marro
de 1842, art. 5, S.5, e 15 12, e citoda lei de 29 de
novembro de 1775.
Se esla legislajao he preferivel i franceza, geral-
menle reconbecid.i como o modelo uns ptrfeito en-
tre as nac'ies rvlisadas, digam-no os pai de fami-
lias honestos e sisudus, digam-no os homens esclare-
cidos e bem intencionados. Almeida e Sonza, juris-
consulto Ilustrado por urna tonga ortica, analsau-
do a lei ullimamenle citoda, ja no sen lempo se ex-
prima nos seguinles lermo* (8): Tenho ruto com
horror malogrados os justos lina desta lei (9) por
corregedores, e provedores das comarcas qae, uu
predominados de paixOes particulares, ou sem co-
DIARIO DE mmiiBico.
Os casamentos da moda.
Enlre lodos os actos que o homem pode pralicar,
enlre todos os empenhos que pode conlrahir, ne-
nhum ha por cerlo de mais alta importancia, nem
que exerja maior influencia sobre osen destino, bem
como sobre a sociedade, do que o casamento ;
e tal he a maguitude desle, que o publico nao pode
deixar de ser considerado como parle, em lodas as
quesles qu* lbe sao relativas.
Origem das familias, he ao mesmo lempo pelo ca-
samento que se fim laui e perpetuara os imperios :
eslado permanente e ua simples situajio, o zelo e
a solicitude dos legisladores tem-se dirigido priuci-
palmenle a preserva-lo da inconstancia dot desejos,
e a subltmhi-lo lirenra das paixies.
Enlretanlo, de todas as prccaujes lomadas para
se conseguir um (al lim, a que hoje deve fixar a nos-
sa aUrocao. he a uviguera do consenlimenlo pater-
no para as nupcias dos lilhos-familias.
Abr.uigendo inleresses de urna ordem elevada, fa-
zendo uascer diretos c obrigajoca, cujo efleilo deve
obrar incessaotemenle sobre a sorle daquelles que o
conirahuin, o casamento, ao passo que demanda um
disccroiinenlo mais esclarecido, urna razio mais ma-
dura, he infelizmente, por sua mesma natureza, o
acto mais sujeilo influencia das paixdes, que de
ordinario assallam a mocidade, e a cerrara de illu-
siies. E, sendo assim, o que cumpria ao poder pu-
blico, senao dar nm gua seguro, que dirigisse o
homem nesla conjuuclura a mais momentosa e so-
lemne de sea vida?
Em nenhuma parto, cora effeilo, foram os filhos,
era sua primeira idade, abandonados a si mesmos
qnaadose tratara de um casamento: algumas legis-
(1) Sess. 24, cap. 1. de Rep. Malr., in prr.
(2) Insl. an Dr. Eccl., par. 2.', cap. 5.
(3) Polhier, Contr. de Mar., pad. 4.a,cap. 1. eC.
2.a, art. t.0 concilio,diz tsse grande jurisconsulto,
como mui bem observen Boileau, em seu Trat. dos
impedimenlos do casamento, quiz somenle coudem-
nar o sentimento de alguns proleslanles, os quaes
preteuiliain que por direilo natural, o* pas linham
por si mesmos o poder de validar ou annullar o* ca-
samenlos de seus lilhos. conlrahidos sem sen consen-
limenlo, semqoefosse para issonecessarioque nm lei
positiva os declarassenullos. Mas oCouc. nodecidio
nem poda decidir que, no caso de urna lei civil, que
exigisse nos casamentos dos filhos-farailias o eonsen-
limenlo de seus pais, sob pena de nullidade, os ca-
samenlos driles, conlrahidos sem o consenlimenlo de
seus pai, nao deixariam de ser valiosos, etc.
(11 Nolc-se que a inaioridade de am e oolro sexo
em Franja, he fijada, como entre nos, em 21 anuos
completos, e hablilla o homem e a molher para lodos
os actos ordinario da vida civil, menos para o casa-
mento, art. 488 do Cod. Civ. V
(5) iurso de Dir. Civ. Fr.,'liv. 1 m. 5. cap. 2",
sec. 1".
(6) Disc. Pril. sobre o projeclo do Cod. Civ., e
" T V n?0llvo' doproj. de L. sobre o casamento.
(I) Amia assim, julgaram alguns remirla dever
limitar, a sen lalanle, a disposijo desta lei quanlo
ao lilho varao, que diz*m so inrorrer uaquellas pe-
nas, sendo menores de 25 annos. Borg. Carn. Dir.
Civ. Port., liv. lo, til. 11 5 kik n. 5, netato^ C.
da Rocha, 211 e 340 da 1- ed.Cor. Talle, Dig.
Porl., toro. 2, n. 346.
(8) Obr. Recip., par. 1, cap. 6. 96.
(9) Referii-se lambem a de G de mimbro de 1781.
que intonsa a Urraca ou suprimeolo de musen"
paterno para os espooaa dos lilhos-familias.
V
f
."V


S
K
s .
r


DIARIO OE PERMMBUCO, SEXT* FEIRA II AGOSTO D 1854.
v *

t
i
<
i
v
"herimenlo das razn poltica*, das legslarocs que
foram o modelo das nossas, do que sobre as das ou-
lras nsffles sereveram os doutns, lem denegado at
pretendida' lictnca onde a deciam conceder, e a
lem facultado ond* a deciam denegar ; i nette ca-
no rom deslustre dan familia, ocasionando entre
ellas odio* e disstnroes. e amando ao publico os
funestos iffeitos dos matrimonio! desig-iaes e in-
digno.
D-sgricdmeole uo Brasil, o mal nao lem feilo
tenia impeiorar, no sentido desfavoravel ao patrio
poder. Pela iioasa parte s temos cinto tom horror
o modo escandaloso poique os muso* jues e trbu-
naes, conciilcaudo as mais valiosas considerares
inoraes.concedem a esmo as prelmddas liceneas para
o casamento de fllhos e flllias familias menores, fi-
vorecendo assim uni&es repruvadas por toda* as
leis. Aqu, lie um lilhu que aluciado ambiciosa-
mente pelos pais da fulura esposa, afronta o desa-
grado e a Irtdignaco dos seus, e nos juies e tri-
bunaes enconlra o apoio necessario realisajo do
seu desgranado consorcio, ou mesmo aclia sacerdo-
te* protnptus a recbelo em matrimonio, sem o pre-
enchimeulo daquella vaa formalidade. Acola, he
a filba inexperta e Traca, que seduzida polas obses-
soes amatorias de um astucioso pretendcnte, aban-
dona furlvamerilea casa paterna, edc lugar segu-
ro espera a infallivel licenra dos tribunaes, para
unir-se nquelle que, palenleando a sua mira, ex-
presamente Ihe aconselliira a sublracco das joias
e dinheiro dos pais ; e o primeriado casamento anda
assim se reilisa. Mais alem linalmenle, he urna au-
tor id de policial, que.exnrbilando do circulo de suis
ittrbuicOes, manda agarrar o filho incauto e leviano,
umbevecido em ridiculo namoro, e s pe sua von-
tade prepotente, sem mais alguma furnulidade,"faz
celebrar o casamento cum aquella a quem quer pro-
teger, por um sacerdote ad hoc, j d'ante niao bem
disposto e iuduslriado. Ei- o estado a qae nos
achamos reduzidos Os factos desta ordem repe-
lem-sc todos os din, e nos su abstemos-nos de espe-
cificar ain I* os mais recentes porque n*So temos em
vista molestar a uinguem individualmente e 6 com-
batir os abusos em geral.
Deixando se impressionarexcessivamente pela me-
ra possibilidadodoscaprichosetyrannias d> poder pa-
trio, a facullando-aos fillios o recurso ao>. tribunaes
no caso de opposicao dos pais aos seas projeclarfos
casamentes, os nossos legisladores curaram om mal
pequeo e rarissimo com a applicicao de outro
inaior e n*u possivel, mas provavel, pois que nunca
os magistrados tent na boa escolha dos lilhos e no
sea prospero deslino o mesmo interesse que tem os
pais: consenlindorm todos og casos na 'al idade de
semelhan'es casamente*, abriram a por! aos mais
synicos e rcvoltanles abusos, fizerim com que a ex-
cepcao e convertesse em regra, como tem aconteci-
do, a o que mais he, deram lugar a desprezar-
se aquella mesmo recurso. Debalde deixaro aos
pais o arbitrio da desherdacao e privaro de alimen-
tos: he um paliativo ruja inexequibilidaile nos con-
vence de sna ineficacia ou antes futilidade. Para
quem conhee o coracAo humano, nada ha mais
natural do que o perdao dos pais : he urna cousa
mal provavel senao certa. Depois le pausa-
dos os primeiros assomos do amor offendido e
do poder ullrajado, quaulos pois llavera, que,
vendo irremediavel o mal do casamento con-
trahido, e chorando o infortunio actual ou eminent*
de seu filho, resistan) aos brados da natureza, e s
com as vistas no bem remolo, que a todos pode ri -
aullar doseu exemplo de severidade e in lexivel re-
glar, quaulo imitado por oulros, persislam em que-
rer augmentar a degracado mizero, ferindo-ouiais
i om aquella pena de desherdacao e priva ;.o de ali-
mentos t E como a experiencia nos dizque islo
quasi nunca sucede. ah tenms os fitlio* zumbando
impunemente das iras paiernas, conlrahiiido casa-
nienlos desgrana los ua-seguranca de qae urna prxi-
ma reconHliacAo com os pais ludo sanar. Debalde
anda o codito criminal, prevendo noart. 247, o cri-
me de receberem os ecclesasticos em malrimonio,
a contrllenles u.lu habilitado* na conformidade das
leis do imperio, em cojo numero esl Jo comprehendi-
dos os lilhos familias que nito provam o cnnseiiti-
raento dos pais, ou o supprimciito deste p:los juies,
fulminou aos mesmos ecclesiaslicos a pena de dous
nezes a um anno de priso e multa corres sndente
melado do lempo 10 Nem os sacerdotes (salvas as
honrosas xcepces quercm saber do codito, nein as
partes ofendidas inlcnlam as competentes acees
crimina): em urna palavra as leis cvis cecclesi-
.istiras nao pissam de letras moras.
Por este modo, legi-ladores, magistrados e vica-
rios, lodos lem concurrido coma sua machadinha
para golpear o palrio poder, o arrimo, o apoio da fa-
milia. Assim mutilado e enfraquecido esse grande
principio de ordem, e sem mais influencia sobre o
importante aclo que decide da sorle dos lilhos, pela
na ve^ tambera pais, tildo ha sido desordem e cou-
luso as familias: o rapto as tem desolado, os
"dios e malquerencias as lem dividido. Os- casamen-
Los, convertidos em objeclos da especolacao, deixa-
ram de ter por fundamento o amorsinceio, a dedi-
carlo drsinteressada dos e-posos, e s o lucro Ibes
tem servido de movel. .ivres do jugo [ alcruo, os
lilhos Mo corrido loncamente pira a desarara, para
o opprobrioe deshonra dos seus.
Ktilendiu-se que os pais eram seres destituidos da
uocilo de juslica e do^eulimenlo palerro ; vio-se
nelle anirr.jes fero^ que incessanlemeiile esprei-
tarn a sua progenie ra devora-la, e eililn inter-
voio a le p*Wpru''k-ln : a sociedade alou os pSi
k as mos av>sTScbarosl sem enlianhas, chamados
pais, com o lim de impedir o sucriliciu de sua Mino-
rente familia : os legisladores quizeram ser mais hu-
manos que a nalureza, e mais sabios que a Provi-
dencia. E nao viram esses legi nando assim a obra de Dos, violando o berct) do ho-
mem, o sanctuarindos codumes, nito podiam senilo
enfraqueccr o respeito da autoridade e o seutimen-
to da familia ? !
E liaver quem se admire asura de que a falla de
respeito h autoridade neja no Brasil orna das chagas
mais cancerosas e lamenlaveis 1 Quando a familia
sodre, pode-se dizer que a sociedade esl moribun-
da. 9o as virus les privadas, dizia o sabio ministril
do grande Napoteao (II) podem garantir as virtudes
publicas ; e lie pela pequea patria, a familia que
nos aireiroamos grande : sao os bons oais, os bons
maridos, os bous fiihos, que f.izem os bons cida-
dos. B
Conlinuremos na mesma materia, fazendn reca-
hir as nossas observaroes sobre oulros doos pontos,
quieta um pouco. Se o dialogo a tiros de espin-
garda se eslabelecesse enlro meu visinho e os sal-
teadores pela porlinhola ao p da qual esloo cotill-
eado, acbar-me-hia n'uma situadlo intermediaria
mui desagradavel. Primeiramenle Irato de acoco-
rar-me, n caso de sinislro, no fundo da carruagem
alim de deixar que a tempestade passasse-me pela
cabera; mas as pemas do meu visinho da frenle
tem proporeftes colossaes, e esla avenida me foi fe-
chada. Assim, o melhor he nao incommodar-me
com eventualidades futuras, e pensar cm oulra cou-
sa. Felizmente teuho na algibeira urna dissertacao
hespanhola subre a liugua Ihomi. Eolio raergu-
Ihei-me no estudo das curiosas confron(ac5es que o
autor estabeleceu entre esla lingua e a lingua chi-
nela : chamo em meu soccorro o que outr'ora en su-
be de chiiiez, e pela volla de Ires horas depois de
meio da diego a Puebla sem incommodo, leudo es-
capado nao s aos ladrdes, mas ao pensamenlo dos
ladres, grabas ao olhomi, receila que recommendo
mui particularmenlc a aquellos que se acharcm na
mesma situara".
Ao chegar a Puebla, lodos os viajantes se preci-
pitan) .i porfa no cscriploro do lelcgrapho elctrico
para uoticiarcm aos seus prenles e amigos, que nao
foram atacados. Assim, um meio de ccmmmiicarlo
cuja idea se liga naturalmente com o de urna civi-
lisarao aperfeiroada, tem aqu um emprego que se
refere a um rsladode civilisarao mu iinperfeila. Os
salteadores em permanencia sobre a grande estrada
e o lelegraplio elctrico, serviudo para dar noticias,
eis um contraste que piula cabalmenle o que se pe-
dera denominar a barbaria adiantaia da sociedade
mexicana.
Pnebla de los Alseles.
Jantamos em casa do amigo do doutor, que
sao Krancezes esiabeleridns nesla cida le. Ojanlar
foi nimio alegre; devo dizer que ancdotas sobre
as proezas do cxercilo mexicano concorreram muilo
para esla alegra. Aoouvi-las, ninguem duvidaria
3ue o dens da sorna (Ucxillijdeu o scu nome i ci-
ade do Mxico, e conseguiuleinenle ao povo mexi-
cano. Nao alian a aulenticidade deslas ancdotas
em que entra talvez alguma exagarafSo; em lodo o
caso, nada liram ao valor daqucllcs que as necasio-
naram. Os mais convivas conlicciam lambem o he-
rosmo dos juvens defensores Ue Chapoultepcc e a
niorte gloriosa do alfaiate Banderas, qual quero
render render segunda vez homenagem que llie he
devida. Ninguem sedeve precipitar nunca em jut-
gar levanameutc um povo e recusar-lhe sobre ludo
a possibilidade da coragem, esla qualidade l;lo com-
iiium aos homens; quando elles nao moslram-a, a
culpa he muas vezes daquelles que osgovernam ou
os dirisriii. liouveram soldados napolilanos que fu-
giam, dizendo aos ofllciaes que pretendiam dele-Ios :
Ala c'cil r.ancne! e os balalhes napolitanos se lor-
naram notaveis pela sua intrepidez na retirada da
Hussia.
O hroe de urna deslas ancdotas he o propro ge-
neral Sanl'Aiina. Dizia-se no juntar que, teudo
intimado na ultima guerra a um commandante in-
glo-ainerrcano a render-se, c leudo esle respondido
que o faria voluntariamente, senao fosse aquelle
posto que Ihe havia sido condado c que elle devia
defende-ln, Saula Anua secontentou com esta res-
posta c disse smenlo nu seu relatorio: intiraei ao
general inimigo que se reudesse [intimado nddila ;
o general recusou, e eu me relirei. Saiil'Auna
mostrou-se no coufliclo em presenta dos Fraticezes
em Vera Cruz, alii perdeu Iiourosameule urna per-
ua; enlrelanto fra mulhor que nao mandsssc enler-
rar esla perna com as hinraa militares. Conlava-se
lambem que um parlamenlar anglo-americauo, se-
guido de alguns homens, se lendo encontrado com
um corpo de Mexicanos, estes se pozeram a fagir ;
um dos fugitivoscahe, en commandanlcda peque-
ua Iropa auglo-americana Ihe diz com grandesaugue
fro: o Entrega esta cari ao leu commandacte, elle
corre mulo, e por isso nao esperamos apanhi-lo.ii
L'ma hora antes, eu havia do oulr exemplo de
sangue fro ilaraca anglo-saxonia manifestado n'uma
circumslaiicia mais lerrvel, no inrendio que acaba
de dcslrurr o navio a vapor .Imqzonas, e causoa a
morle de mais de cem pes'as. lim Iuglcz, ueste
momento em Puebla, nos contava como havia esra-
pado a esta lerrivtl cataslrephe : Eu eslava sol re i.
convez; vi que lanraxam ao mar urna embarcarao;
disse comigo: ni tcnlio eonfianra naquelle batel-
znho; sorubra, e com eeilo, sorobrou. Lanra-
rain segunda embarraran so uiar ; contemplei-a l-
lenlamente e disse: nao leho conlianca naquelle
balelzinho; socobrou como o primeiro. A lercei-
ra inspiroii-me' mais conlLmra. e einbarquei-me
nella ; mas surobrou como as unirs, e lodos que ah
se achavam se afogaran!, excepto eu. Agarrei-me a
um banco, e alinal cousegui trepar-me sobre o batel
que se havia virado; lornou-se a p-lo a nado, vin-
le oulros p issaseirus vieram reunir-se comigo, eso
nos nos salvamos. Para apreciar lano quaulo me-
rece esla presenca de espirito, cumprc que nos trans-
portemos pelo peiisamento a mn navio que arde
uole no mar por orna tempestade, islo he, no meio
da mais formidavel reuma o de perigos que se posta
imaginar.
A' noile passeiamns pelo mercado de Puebla, que
he permanente dianle da calhedral, e observamos
com enriosidade as figuras dos Indios acocorados a
lado das fogueiras que Ibes alumiam as caras amarel-
las e as cahelleiras pretas. j
28 do man;". s
Alcgro-me de (ornar a ver Puebla depois do M
nenhuma oulra communhao christaa, abre as lileiras
do seu clero a lodasas racas. Quiz mostrar que lam-
bem abria o paraizo a toda a familia humana, porque
ah collocoii elle santos chiuezes e sanios negros.
A ralbedr.d de Puebla he construida sobre o plano
das calhedracs hespauholas. O coro, separado do
santuario onde se enconlra o altar mor cercado de
um recinto, obstrue a nave. L'ma dfcposico seme-
Ihanle dammlica o effelo gcral n.s cathedraes. alias
tao admiraveis, de Toledo e de Sevilba. N'uma pa-
lavra. ludo he de grande magnificencia. O tabern-
culo he formado de urna s peca de tecali, especie de
alabastro mexicano. Marmorcs do paiz, de cores va-
riadas, decoram o altar; um bello cruclho de madei-
ra prela he. dzem-ncn, um prsenle de Carlos Quin-
to. A arle da escnlplura em madeira, que ha sido
elevada a um poulo Uo alto pelos llcspanhoes se re-
vela nesle lugar pormeias liguras cheias de expres-
sao e de vida. A cada objcclo que o guia nos fez ob-
servar, lem o cuidado de dizer : Muy dejo ( muilo
anligo!) Entretanto auas ludo me parece perlenrcr
ao seclo XVIII. Um Ch'lsto pinlado he prova-
velmenle da escola de Bolonha. Boas copias, em co-
bre, da Transfiguracio e da Communhao de S. Je-
runymo foram trazidas de Roma pelo ultimo hispo
de Puebla. O coro lem a dala de 1722 ; as incrus-
tarues de madeira que se r lia mam nu Italia tartie sao
de urna arle mui pura para esla poca. Creio en-
coulrar urna recordacao do gosto inoursco em urna
rapella cujos ornamentos imiltam as Icllras rabes.
Toda a genio sabe que na idade media mpiaram-se
ligninas vezes os entrelafainenlos graciosos desles
caracteres em que se viam smenle urna decoraran,
e que se leu na dalmtica de um hispo esla phrase
do Koran, repi adu/ida em luda a innocencia : s
Dos he Dos, e Mahomct he o cu prophela. n Ao
passoque vislavamosa calhedral, tim dominicano
subi i rad ei ra e pronunciou um sermao cujo tom ge-
ral era mu elevado. Moslrou em Pj lliagoras e em
Pialan os precursores do chrsliansmo. Disse que a
raridade era mais importante que a martillearan.
Esla predica inspirada pelo espirito do sceulo XIX,
posto que conforme ao espirito da igreja primitiva,
era de data dillerenle das douraduras da igreja.
A igreja dos carmelitas conten oito quadros que se
da como prodiiccao de Murllo. Tres de enlre elles
me parocem er copias da escola italiana. ntreos
oulros cinco, ha qualro que podem pertencer a Mu-
rllo ; mas um quadro vivo e mui hespanhol he oque
offerecia um canlq da igreja no qual se veslia a V'ir-
gem. Urna seora ornava-a para urna solemnidadc
religiosa exactamente cobo urna criada orna a ama.
1-ui verniilra ign-ja, d"fc he mais especialmente a
doslndius ; perlunce a um convento de franciscanos.
Sao por loda a parle a ordem popular que mais par-
licularmeule sv mpathisa com os miseraveis. A fa-
chada he robera de laminas de faianra on le estn Ira-
tados arabescos entre os quaes figuran) papagaios.
A igreja eslava cheia de ludios acocorados sobre o
pavimento. |,m pregador indio subi ao pulpito. O
sermao foi muilo diiTerente daquellc que cu liana
ou\ido pela manhfia na calhedral, e no qual Irala-
va-se de Pylhagorase de Plalllo, precursores .lo Chris-
lo : do.itas consideraees ao uso t\0 mundo e das ca-
hecas sceplicas de Puebla. O orador amarello que
acabo de ouvir nao era sabio. A piimcira palavra
do seu discurso foi demonio,...dabo; era provavcl-
mcnlc a mais propria para abalar osouvintes e des-
pertar-lhes a allenran.
Ao sahr-se desta igreja se enconlra a anlis.i Ala-
meda. Esle passeo esl boje abandonado pela nova
tamela, situada i exlremidade da cdade. He pe-
na, porque aqui exstem aores que n'uulras para-
geiis senao improvisara. A' esquerda, se descorti-
nan os mageslosos pincaros das moiilanhas, a Pedra-
Fumegaule e a Mnlher-Braoca. Prefiro dar a tra-
dcelo dos seus nomes mexicanos a dar os proprios
nomes, coja pronuncia lie qnasi mpossvel. Sobre
urna cnllina Tora da eidade est nina linda igreja de-
dicada Nossa Seiihora-rte-Uuadalupe.a Virgcm dos
Indios, que, como j disse, se (ornou a padroefra da
repblica mexicana.
Esle edificio, que lem a dala de 1812, moslra que
os Mexicanos dos nossos das eiilendem cabalmente
a decoracao exterior das igrejas. A fachada he for-
rada de laminas de faianra coloridas de encamado e
de verde ; do eleilo mais elegante e mais gracioso.
Columnas brancas e simples lem um capitel inico
que parece curoado por um veo. Urna linda balaus-
trada, campanario! elegantes, roroam agradavclmcit-
le o edificio ; sobre alguns medalhes estilo represen-
tallas diversas apparioDes de Nossa Seuhora de Gua-
dalupe, com as leudas que do ordinario Ihe acompa-
nhain a imasem : mulier amida sol, nina mulher
que liiiha o sol por vestido, non fer.il laliter omni
nationi, nao fez islo para loda a narao : phrase em
que a soberna hespanhola se mistura* i devorao O
clau'lroest meio demolido ; em loda a parle'se des-
cobren) vestigios de balas, sigues da guerra civil que
a cada passo irazcm memoria a condicao agitada
deste bollo e triste pa/. Da csplanada que esl col-
lorada dianle desta linda igreja, gozamos de urna vis-
la encantadora : os grandes volces com capuzes tic
nevo se elevavam ao horizonte; aos nossos ps se des-
enrolava a cdade de Puebla como horneada de igre-
jas ; aqu e all na eampiua solitaria desponlavam
torres e se arredoudavam cpulas ; o co, ao caliir
da noite lomou es leza c siiavidade nada poderla igualar. Turnamos a
apear-nus na eidade, nterrompendo rontinuamenlu
a nossa marcha suspensa a cada passo por esle en-
canto e procurando de balde deacobrir daqui a gran-
SiJ^^r;.; Pa"Pr'l S": ^^*l^ *"?."" Cho"". I- PM-endamo. visilar
LITTEBATliRA.
*
PASSEIO NA AMERICA.
Da aMaariae a Parla.
Parlida, Historias dos MdrOes.Puebla. Ancdo-
tas sobra a ultima guerra.Sangue-frio de nm
Iuglcz.Typos das diversas raras mexicanas.
Igrejas e conventos de Puebla.l'viambles de
Cholula.As Pyriimdes mexicanas e as Pvrami-
des doEgy plo.-l<) Poeta Hcreda.Fertilidade de
Mxico.Las Cumbres.Orizaba. liloinho.
Paysagem admiravel.A Terra-Quente.
27 de marco de 1852.
Decidimos que voltariamos do Mexic a Vcra-
l>at par orna estrada dillerenle daquella que segui-
mos, aovirmosde Vera-Cruz ao Mxico,pela es-
trada de Orizaba, ique he notavelmcule pitloresca.
Como depois de Puebla ja se nao encoulia diligen-
cia sobre esla liaba, viajaremos n'uma carruagem
alugada pira o nosso oso, o que nos perriitliri pa-
rarme* quando quimerinos. Felizmente podemos
faztr entrar oeste plano dous Frnncezes, tjue foram
urna excellenle acquisicio : um he o doulorljuupil-
lean, rnembru da Sociedade de medicina de Pars,
que velo ha deteseis annos ao Mxico para esludar
a febre amarella, que ahi fieoii depois. e exerceu
a sua arle com granito dstinecao; o oulrn he M.
EstevSo, mui honrado negociante de Bordeaux es-
Ubelccido uo Mxico desde o mesmo nun ere de an-
nos. O doutor (ioupilleau he prente de M. Villa-
aula. Semellianle parentesco Ihe grangeuu l'eltcida
de: traz do Mxico um espirito mulo nurdaz e do
melhor qailale. Os mcus dous novos compaulieros
^de viagem conhecem a fundo um paiz onde viveram
pr tanto lempo, e a sua conversarlo nS o pode dei-
\iT- de eniinar-me mnilas cousas: aSMn ludo pro-.
nclte-me que esU ultima parle di viasem sera le'
lustruoJJvae lio agradavel como as oulras.
I'arlnloj esla manba do Mexic i, pe san lo com
rerla satisfcelo que imus direilo i Paiis; o mais
lardar, la taremos dentro d seis semanas, porque
temos apeois duas mil leguas a fazer; anda deve-
nios parar na estrada em Puebla e em Orizaba, sem
conlarmos as demoras de Jamaica e de Saint-Tho-
maz. Os criados da eslalagem l'iveram o cuidado
de dizer-nos. na ocrasiao cm que nos sor.iran o ca-
f pela maulita, que nao podamos deixar de ser
roubados. que i semana passada a diligencia havia
sido atacada quasi helos os das, o que era verda-
deiro em parle; mas j nos vamos acoslu'naudo com
estes boatos e com estas exageraees. Apenas nos
mellemos ua diligencia, cada um se poz a contar
historias de ladroes, das quaes algumas sao bstanle
cmicas: nutro dia, foram mui delicado!., e al mui
humildes, pediodo quasi perdao ao* vi.jantes pela
grande liberalidade. aseverando que a inizeria obri-
ssva-os a exercer semeihaole profissao; deram-lhts
>ll piastras, e se retiraran) mui salisfeilts. Fallam
lambem em Yankees que mataran e roubaram os
ladres, islo he, tomaram-lhes o qne liaviam rou-
bado a oulros. Km Francez conseguio subirahr a
mala s pesqu\zas dos ladres e dislrahir-lhes a at-
lencao, ocrufiando-se de urna maneira diligente em
soccorrer as damas que desmaiavam, depois ajudan-
do um Im:le(, que havia conlrahido o coslume do
paiz, a tirar os botos de prata da sua pantalona me-
xicana. Quaodo elicgamds ao lugar msis perigoso, ao
famoso bosque dos pinlieiros, ajuvialidace se aplaca
un pouco.maiineonde K descortina amdescampai o
sobre a planicie. Na lUlia. he as garzanUs aper-
ladas que a gente corre o inaior rico de ser sor-
prendido pelos salteadores, porque sao salleadores a
pe; no Mxico, como os salteadores atdam a ea-
vallo, nao lia medo quando se nao ve um lugar aber-
tu por inda elles poviaxo lanear-se sobn! os pass-
seiros a galope e relirar-se da mesma mineira. Des-
l'arle lie que, viajando-se, aprem,e-se aconbecer os
usos e eosLumes dos differenles pi ize.
A meu lado, na carruagem. est M... dos Esla-
dos-Uuidns ; he o nico que est armi.lo. e deisa
rom cuid ido passar pela porliuliola cxirimiidido
de urna espingarda. Cqnfesso*qu.' esU visinhanra
apezar da inleressante conversaras de M.. me n-
lem o cundo mexicano. A populacho parece ter me
Ihor conservado a sua physioiiomia nativa : sao mais
sclvagens e menos Up*ot{l.) Creio estar em preseu-
ca das diversas naces que successivamenle povoi-
ram o Mxico. Uostn de percorrer as ras e as pra-
cas de Puebla, observar a rara ou anles as rajas in-
dgenas que as euchcni. Vejo lypos mui dilTereules.
Algumas vezes sou inipressiouado de urna seinelhan-
5a mui grande entre os que lenho dianle dos olhos,
eesle lypo extraordinario que aprcsentain os monu-
mentos de Paleuque. Nao me admiro disto depois
que encontrei oo historiador Clavigero, que os fulle-
cas, um desles povos que precederam no Mxico a
chega la dos Aztecas, se refugiaram no Yucatn ; o
que levara a crer que os curiosos monumento des-
te paiz sao monumentos lollecas. Algumas reliquias
dcsla nacHo deveriam lcar no Mxico, e talvez este-
ja eu contemplando nesle momento estas reliquias.
Oulros Indios tem um semblante bastante larlaro, e
islo mais confirmara a opiniao que J.i aos Mexica-
nos una origein asitica. Vejo desusar um corpo
de tropas que se dirige i igreja. Esles soldados sSo
abjeclos e tem o ar mui pouco guerreiro i o trajo
lem o mesmo carcter: uns Irazem chapeos prelos, e
os ootros chapos de palha. Como semelhanles tro-
pas ii5o liaviam ser batidas pelas milicias que eu va
as ras de New-York, que nao ollereciam um mo-
delo perfeito do garbo militar, mas que ao monos t-
ubam uniforme e inarcaavan com um passo firme e
resoluto, rorurdandu-me um pouco o porte mar-
cial da guarda molnl anles que fosas exercida ?
N'uma palavra, disseram-me que durante a gnerra
os Mexicanos leniam anda menos os rifles dos seus
adversarios, do que as suas proprias espingardas ven-
didas por Inglczcs, algumas vezes ate, diz-se, por
anglo-americanos, e que se Ihe arrebeulavam inces-
santemente eiilre as roaos. Acrescenlam que os In-
dios, que formara a mui grande inaioria da popula-
cao, eram mui favoraveis aos invasores. Nao se v
com elleitii porque razao^leriam elles sido mui de-
volados aos Hespanhes, que os Iralam muilo mal.
Esla desafeicao e a maneira porque o exercilo era
commandado, explican) as facis Iriumphos dos ven-
cedores. Estes ficavam algumas vezes espantados
dos seus proprios Iriumphos. Depois de ter trai(s-
poslo a posicio de Huei Vista, dizia o general Scoll:
Nao enneebo como deix.iram-nio. passar. Eu hou-
vera defendido esla posirao com 300 Mexicanos.
Pomos visitar alguna claustros como Icriamos fei-
lo na llespanha ou na Italia, e como eu nao poda
faze-lo nos Eslados-Uaidos. A cdade de Puebla
he a nica que se eleva sobre o solo de urna auliga
amanhaa.
'10 de marco.
Montamos a r-avalln pela mauha cedo, e romos a
Cholula ver as pyramdes. Alravcssa-sc urna pla-
nicie que, anda mais que os arredores do Mxico,
recorda a campanha de Boma, porque he semeada
de montculos, corlada por quebradas c terminada
da mesma sorle por nioiilauhas que olferccem cons-
lanlcmentc, a semellianca do horizonte romauo, du-
rante urna parle do anuo, o espectculo dos pillea-
ras nevados debaxo de um co meridional; mis,
apezar da minha admiraran para o horizonte de Ro-
ma, o que he a moiilanha de Albano junio do Po.
poralepel, cujo nome em verdade he menos liarmo-
nioso, mas cuja altura he dez vezes uiaior'.'
t) nosso guia era pouco intelligcule, c em vez de
rundu/.ir-nos grande pyramedc que lica porta da
cdade de Cliolula,laiicou-uosua|caii>pna,alravez das
Ierras cultivadas e dos campos de aloes, al o p de
urna eminencia que nos fez galg*r, depois do que
chegamos a entrada de una explorarao outr'ora
abandonada. Em snmma, nos concorrmos de al-
guma maneira para islo; o vocabulo hespanhol pi-
rmide, o vocabulo mexicano leocalli, eram igual-
mente desconhecidos ao gua que nos rondu/i i. e
uSo linhamos dado ao inunuiiientu azlcco o nico
nome sob que he conhecido no paiz, Cerro ,a inon-
lanhai designarao de que ho digno em coiisequencia
da sua grandeza. Como nao soubemos perguular o
(.erro, persuadiram-se que procuravamos urna mi-
na, pois que he esle o objecto ordinario da preocu-
pado dos cslrangeiros que vio ao Mxico. N'iiina
palavra, aiiida aqui um acaso funesto nos servio de
aem, porque o lugar aonde nos rondiiziram, e que
se chaina /.apotecas, mereca ser vslo, e talvez ahi
Icnhamos feilo urna especie de descoberla : ho urna
altura isolada c terminada por nimi piala-forma vi-
sivelmenle aplamada pela mao do horaem, e onde
reconhecemosos vestigios de um pavimento que de-
via ser o de um templo. Os templos enlre os ami-
gos Mexicanos se collocavam cm geral no vrtice de
urna elevacto nalural ou arlilical. Julgamos al
observar que a pequea monlanha aonde nos ron-
duzram poda ter ,ido grosseramenle formada co-
mo pyramide, e a modo que se liaviam aberlo de-
graos as suas encoslas. Como quer que seja, desle
poni se descorlinava adiniravelmente todo o paiz,
e nao levamos a mal ler-nos engaado, porque en-
tao gozamos de semelhaiitc esperliculo.
Enlrclauto era forcoso ver a verdadeira pvram-
de de Cholula, e para isso vollar a eidade. o vol-
cidade insisna; foi Matada em im'por Mi^d^^^'ff!^ magnilicos campos de aloes:
(10) Este crime acba-se na claase dus particu-
lares, e nao dos polciaes como por equivoco disse-
mos em nosso n. de 4 do correni.; c poi tanto A vis-
ta da pena nao cabe o procedimenlo Quicial da in -
liea. Anda msis esta .
II) Portali', ministro danulios
Dom Auinuiii de Mendoza, vce-rci do Mxico. Ha
liguas annos, os ejltrangeiros que ousavam enlrar
em Puebla, onde passeamns, boje Un tranquillos,
eram iccebidos ,i pedradas como em urna cdade fa-
ntica do Oriente. A velha llespanha parece ler-
xc refugiado aquL Puebla ho cheia de convenios e
de igrejas; he a ciidf niis monacal c mais clerical
do Mxico, c os conventos tem alguns frades. Esles
frates que nao pussuem a phvsionoinia tradicional
da llespanha da Europa, comp'letam-a na llespanha
mexicana. 0 convenio dos dominicanos lem um
bellissimo claustro. Entra-sc ahi depois de se lee
alravessado um veslibulo sobre cojos muros os sem-
blantes dos crucifkos eiiao crivados de balas, lesle-
munlia das guerras civil que forman) o estado ha-
ultuil do Mxico. No nlerior do clauslro, as pare-
des estao cuberas de pinturas que representam a
vida do sanio rondador da ordem. O primeiro desles
quadros, que he o melhor e que nao he da mesma
mao dos oulros. e mustra o joven S. Domingos ven-
de mo os seuslivros para dar o producto aos pobres,
he o Iriumplio do amor dos homens sobre o amor da
scicncia. Na escadaria que vii dar aos corredores
superiores, um fresco bastante singular representa S.
Domingos moribundo. A Virgen Maris lem duas
encadas por onde dcsccm anjos, dos quaes um usa o
trajo dos dominicanos. Em compensaran, um pou-
co mais longe. S. Domingos est representado com
azasd'anjo. as antigs pinturas, o Padre Eterno
esl algumas vezes com um braja sacerdotal; poda-
se identificar o anjo e o lia le, pois que se imlcntfi-
cava o padre e Dos. Em um dos quadros de que se
compie a historia deS. Domingos, ve-se o sanio res-
lituindo a vida a peregrinos ingjezesqne liaviam sido
precipitados no (jarona pelos Albigenses. Nao liego
o milagre, poslo que se trate do Harona.
A igreja dos dominicanos lie sem duvida urna igre-
ja hespanhola, com profusao de molduras e douradu-
ras. Duas capcllas, dasquaes una he a da Virgen),
ostentan) toda a prodigaldade do aoslo hespanhol
nesle genero c nesla mistura de csculplura donrada,
de haixos-relevos domados, de quadros moldura-
dos no ouro, que deslumhrara a vista por Inda a par-
e as igrejas da llespanha. A estatua da Virgem
he de una magnificencia que nunca vi igual em
parle aisuina. Esto, lugar lembra ao espectador que
elle esla no paiz das minas de prala. A Virgem es-
la collocada em um vaso desle melal qoc Irin varios
pes de circum'ercncia; esl.i vestida de ranha, e um
pequeo pagem Irajado de branco, de joelhos ao p
della, siislenla-lhc a cauda do maulo. S,lie se que
os pintores chrislaos tem procedido de diversas ma-
neira) e mnilas vezes lem empresa lu meios exlrava-
gantes para exprimir o my.lrrio da Trndade." E-i
cont aqui urna representaran desle mvstcrio que
n3o*he raro no Mxico; sao tres figuras s'emelhantcs;
urna tem urna cruz, lie o Filho; a ovlra um livro, he
o Espirito Sanio ; a lerceira nao lem nada, he o
Pai.
Observei lambem dominicanos indios esculpidos
no lelo. O raiholiri mo, mais vnlanlarlo do que
s\
paiz, porque lie com a seiva desta
pauta queise faz o pulque, licor fermentado, com
cujas delicias se embriaga o povo mexicano. Estes
enormes aloes, cujas Tullas, de seis ou de oilo pes,
sao duras, esperas, lustrosas, armadas de ponas, tem
esse ar de fcrocidade que Lineo no seu expressivo
lalim allnbue as plantas d'Africa: fricos planta-
ruin torca facies el atro.r. A architectura esl era
harmona com a vegelacao. l"ma igreja edificada
de pedra branca, e cujo zimborio c lorre se recorta
com o azul do eco, se pareca exaclainenfecoin urna
mesquila do Oriente com o seu minarete.
Alravessamos de novo Cholula, pequea' eidade
que ja foi grande. Esle fado he reronhecido pela
exleusao da praca, onde de quando cm quando se
moslram alguns Indios c algumas ludias acocorados
a sombra de um arco guarnecido de pannos,que col-
laean na direccao do sol. Desta vez tomos conduzi-
dbs ;is \ n d.nleiias pyramides, porque ha tres, como
em i'iizcfc. S urna he con-i.leravel. e com ludo a
altura esta longe de aproximar-so da pvramidc de
Chcops; a base he mais cxlensa : ollcrec um. com-
primeuto del,:i.V) pn; mas a altura nao passa
de 1,0 ps, pouco mais ou menos, a da pvramidede
Mvcerinns, ao passo que a grande pvramidc de Gr-
ieta lem mais de iO ps de elevacao. Os monu-
mentos cuja historia se ignora, dao lugar i (radicos
maravilhosas que s vezes se asseiiielham. A ima-
giuacao dos rabes cercou de prodigios o berro des-
conhecido dos pv ramides egvpcins; preudeu a" cons-
truccao deljas ao diluvio. O mesmo aconlcceu un
Mxico. Eis aqui o que se narrava no secuto XVI
acerca das pyramides de Cholula.
No lempo da ultima grande iiinuiidacao, o paiz
de Analmac era habitado por gigantes. Todos aquel-
les que nao perecern! nesle desastre foram conver-
tidos em peixes, excepto sele gigantes, que se refu-
giaram em cavernas quando as aguas comeraram a
aballar. L'm desles gigantes, chamado Xeliua.que
era archilcelo, erigi porto de Cholula, em memoria
da monlanha de Tlaloc, que havia servido de azilo a
elle c aos seus irman-, urna columna artificial de for-
ma pyramidal. Comoosdeoscs vissem rom ciumo
esle edificio, cujo vrtice devia tocar as nuvens,
irritados da audacia- de Xelhua, laucaran) fogos
celestes contra a pj ramide, donde resulloii que mili-
tos conslruclores pcrcccrara. eque a obra nao onde
ser concluula. Foi consagrada ao dos do ar Qual-
zalcoall. Da-se urna aualogia nolavel entre esla
narraca c a da edificacao iulerrompida da lorre de
Babel. O qne se segu nao be menos curioso e nos
ensina o que eram os fogos Celestes da Iradicao me-
xicana. No lempo de Corlez, anda se mostrava
urna pedra qua viera destruir a pvramidc. Era evi-
dentemente um aerolitho cabido apos de urna appa-
rico desles meteoros que acompanhnm era geral as
chuvas de pedra. OsChnlulans, nessa poca, dan-
savam cm torno desle aerolilho. entoando um can-
uco cujos dous primeiros versos eram n'uma lingua
dr-sconliocida.
(I aspecto da pyramide de Cholnla nao recorda
I de maneira alguma o .especio da grande pyrnmi'la
do Egypln. A grande pyramide do Egyplo he orna
mam de pedra que a gente galga por meio dos des-
uio: un iiii-nius dos seus ngulos. A grande pyrami-
de de Cholula he, como o seu nome indica", urna
collina no verlice da qual se pode chegar a cavallo
e al em carruagem. Nesle verleie, eleva-so urna
igreja no lugar em que outr'ora se elevava o templo
mexicano. Ninguem poderia crr qne lenha dianle
dos olhos a obra dos homens e nao a obra da nalu-
reza. Entretanto he fcil ver que esla monlanha he
pelo menos cm parle construid i de lijollos; fcil-
mente se desrobre as respectivas liadas sobro as suas
paredes. Esles lijollos foram cozidus ao sol. como os
vimos fabricar nos arredores. A quesillo consiste
em saber sa a alvcuaria forma o corpo do monu-
mento ou se apenas envolve, o que lie mais provavel,
a monlanha I ilhada-n i pvrami le. Biicnnlrou-se no
Mxico um gratule numero de oulras pyramdies
menos consideraveis. Quasi todas silo pv. ramudos d<
degros. As duas mais nolaveis sAoasdc S. .1 >,in de
1 calibraran, urna das quaes conservou um envol-
torio seiuelhaule ao que cobria a graude pyra-
mide de Pizeh. Em geral, as pvramidc* mexi-
canas sao cu ir lilailas, islo he, i* suas faces es-
lio voltadas para os qualro pontos cardeaes. O
mesmo acontece coma grande pyranidc do Egyplu.
Isto nao prora absolutamente que seja mister ex-
plicar a conslrucrso da urnas e dai oulras por um
alvo aslrouumico, porque urna intuirn religiosa ou
funrea pode ler motivado esta rel.cilu dos monu-
mentos com as dillereules parles io co. Quaulo a
pyramide de Cholula, o seu verlec leve a honra
de ser o observatorio de M. de II imbuid!. O cimas
de l'opocatepell e do Orizaba, que ie descobre da
plala-frma, servjram para ligar dous lugares afas-
ladosum do oulro na distancia de rczcnlos mil me-
tros pouco mais ou menos. Nao seencontram mni-
las vezes semelhautes pontos de sigiacs as medi-
das Irignomelricas.
N'umi palavra, salvo a forma, jugo que nao ha
analoga alguma a eslabelecer eilre as pyrami-
des do Egyplo c as pyramides mexicanas. As
primeiras tiuham nm alvo funreo, c as segun-
das um alvo leligoso. as prirmiras, se encon-
traram sarcophago9, o da graide pyramide de
liizeh osla a i ma no seu lugar.e a lerceira, a la-
boa dn alando do rei Mvcerinus con o nome desle
rci. O lestemunho de lierodolo mo poda recebar
urnacunfirmacao mais evidente, eniio he possivel
procurarnos nossos das oulro desino s pyrame-
des do Egyplo. Eram tmulo* Imnensos. Nada es-
lava mais no genio esypcio do qie elevar monu-
mentos gisanlcscos em honra dos mirlos. Os tmu-
los dos res cavados na moutiiiiha, junto de Tebas,
esles palacios subterrneos que coiicm varios anda-
res e una niuliiil.i') de carnarios, tajo monumcnlos
fnebres tao admiraveis como is i> ramide-. Em
luds as parasen- se accumulou embutir dos mor-
ios pedra, lijlo ou simplesmcule brea, segunda o
grao decivilisacao dos dilTercole p>vos. Ascollinas
artificiaos que anda subsisten) tas margens do
Troade, as planicies da Scandluvia on no valle
do Mississip, .foram erigidas com una inieurao fu-
nrea. Mais larde, urna ranha do Cairo coustruio
o primeiro mausoleo, sepultura gianlesca renova-
da pelos Romanos. Anda v-se boje em Roma
dous mausoleos : o de Augusto servs de arena, e o
de Adriano he nina fortaleza. Eifini, na mesma
cdade um particular obscuro, clianido Ceslius, da-
va ao seu (umulo a forma de urna ivrami le de cem
ps. Comoros. mausoleos, pvramiies, he o mesmo
pensamenlo, s a cxecur-ao li que aria sezundo a
nalureza dos inaleriaes de que se lispe. He sem-
pre una vasta missa elevada ucim do solo em me-
moria de um morlo. e nao vejo qu- oulra origen) se
possa altribuir ao monumento -imitar dos arredo-
res de Tours. que he conhecido d-baixo do nome
de Pile-Cmq Mar. Assim, as pv amides do Mxi-
co nao lem relacao alguma com "a pyramides fu-
nreas do.Egypto. As primeiras Inlinn no vrtice
um templo ao qual se subia poi degros; pens
que s se poda subir pelo immen*> pedestal, cons-
truido para elevar aos ares o luga: onde se execu-
lavam os sacrificios humanos, e lonar visivel a todo
o povo o lerrivepcspcclacul dessa iminnlariio reli-
giosa. O mesmo esforz gigauleso construa urna
monlanha no Egyplo para nvolve um sepulcro, c
no Mxico para sustentar um allai Paranlo, acon-
tece com is pyramdes o mesmo ue acontece com
os hieroglyphosao mesmo lempo io Egyplo e no
Mxico : eis o que impressiona a iiaginaclu e per-
mute eslabelecer urna relacito rute as duas civli-
saedes, talvez al indagar-Ibes uia origen cora-
mum ; mas, considerando a roua de mais perlo,
v-se que estes traeos de semclhano Silo apenas ap-
parenlcs, que onde se quera appnxmar he mislcr
distinguir, c que existe diversidad onde se julsava
que baria seraelhanra. Mnilas czes, quando s
comparara duas pocas, duas ciii*accs, chega-se
lio mesmo resultado : i semelhancjeslu na superfi-
cie, a dilfcrenc esl uo fundo.
Duas pequeas pv ramides que ambeni se v em
Cholula, urna conletn as ruinasde urna capella
christaa ; a oulra, cortada a piquele lodos os lados,
devia ser um ponto fortificado. Etas duas pyrami-
des sao apenas laupinieres: a mis alia nao tem a
audacia das massas grandiosas qe se elevara as
bordas do Nilo; mas do cimo v-s o mais magnifi-
co panorama de mnntanhas que lija nu universo:
a mulher branca, a pnlra fumegale, a Orizaba, eis
para o Mxico as verdadeirai, as icomparaveis pv-
.raniide*.
A grandeza desle espectculo ilifirou bellos ver-
sos a um poeta, a um verdadeir nocla, Ileredia.
Vou tentar Iraduzir alguns desles eftos de urna har-
mona magnifica e suave como o co que os vio uas-
cer. Despojar esla poesa do brilantismo da lingua
hespanhola, he despojar urna paigem tropical dos
esplendores do sol.
ir Era a hora do por do sol ; um brisa suave do^
brava as suas azas-cm silencio, eeu, eu souhavaj
deitado sobre a relva, entre a verura das arvores,
ao passo que o sol mergulliava scidisco por Irazda
Orizaba. A nev cierna, i mo lo ue derretida em
um mar de ouro, parcela tracar ei tsrno della um
arco immenso que subia at o zerth ; cusiereis um
sciutillanle prtico do co.... Depis esla magnifi-
cencia evaporou-se. A branca la) a estrella soli-
taria de Venus se moslravam no c. llora afortu-
nada do crepsculo mais linda qe a casia noite
ou o dia brilhanlc, quaulo s grata rainha alma !...
F.inlim cabio a noile ; o suave azudo co se foi ca-
da vez mais arroxando; as sombra mu ved iras das
nuvens serenas que voavam alrave.do esparo, eon-
duzidas polas azas da brisa, passaim sobre a"im-
mensa planicie; a lmpida nove daJrizaba relleclia
o esplendor da la, e no oriente, emo pontos dou-
rados, scinlillavara myradas de eslillas. Eu (esau-
do, fonte de luzes, com que se illuna o maulo da
noile, l esa poesa do firmamento
'( A' medida que a la se inrliiwa radiante para
o occidente, a sombra de Popocpell se estendia
de va sari nho; dissereis um fautism gigante. O ir-
co tenebroso chegou al a mira cobrio-me, c foi
sempre cresceinlo, ale que emlm ida a Ierra licou
envolvida na sua sombra. Volteios olhos para o
magesloso volcilo, que escondido deaivn de vapores
transparentes, deseuhava os seus iunensos contor-
nos do occidente sobre o co. Uiaale do Analmac,
como he possivel que o rpido v. das idades nao
imprima ruga alguma sobre a tu.fronte de nev"?
O tempo corre impetuoso, amouloado os anuos c os
seculus, como o vento do norte picipta dianle de
ri a mullidlo das ondas; viste borlilhar a leus ps
os povos c os reis que combatiam imo nos comba-
temos, c ilcnominavam eternas asiuas etaades, e
julgavam fatigar a trra com a sua loria! J U fo-
ram! nein se quer resta dellcs um recordarlo. E
l lambem sers cierno'.' Talvez lias um dia, ar-
rancado la base profun la ; a a grande ruina
(ornar melanclica a Analmac Nuria ; novas ge-
lares se levantsrao, c no seu cgulho negarao
quelenhas existido
O aulor desles versos Bascara ei Caracas; uma
rcMilucao o Irouxe menino ao Meico. Depois da
unirle do pai, foi vitar em Cuba, onc a familia pos-
tula ben*; oulra revolncao o cxpdio dahi. Via-
jou nos Estados-Unidos e vollou pai o Mxico, ou-
de morreu de idade de :I2 annos, naida le de Tolu-
ca. Ileredia tinlia unta alma rdalo c doliranle,
chci'^ de enlhiisiasmo para a libersde c de horror
para a oppressao: Iraduzio sucossiimeute em ver-
sos hespanhes Ossiau, Byron e eranger; maso
que especialmente o inspirava, eraa patria adopli-
vi donde fra exilado. E Toluca.que perlence
Terra Fria do Mxico, senlia-se deerrado era uma
regiao gclada ; diriga versos apaixoados sua que-
rida Cuba,' mi suspirada Cuba.... ajo sol elle ado-
rava.... yo le amo sol..., mas na q.il elle nao qui-
zera yiver cscrvisado. Dchaxodaco sem nuvens
da mnlm palria, nao pude consenl qne loda a na-
lureza fosse nobre e feliz, excepto o amem.
Tan) eram os sentimenlos e tal fu vida de Ilere-
dia. la 11 men. da* no Mxico, !r. Carpi, que
foi-lhe mulo areiroado, coulava-mque udo visitar
o tmulo do poeta, nao o havia encnlrado. Dsse-
ram-lhe-quc, depois de cinco annos.o terreno ti'nhii
sido vendiilo ; issim o propro lugada sepultura de
Ileredia ja he ignorado no Mcxict permita Dos
que as linhas que eu aqui Ihe cousgro comcccm o
sen rennme na Europa!
:ll Je marro.
Sahmos de Puebla s quatrn hois da mauha ;
linhamos unn carta do ministro d guerra para o
governador dito eidade, pedindo-le o obsequio de
dar-nos una escolta. A escolla fopromellida com
o manir empenho, mas nao appaneu, e partimos
sem ella s qualro horas da nianha.
Em Aczatzinro, encontramos unprnprielario do
paiz que in para o mesmo lado qu nos. Demos-
Ihe um lugar em a nossa carriiaseme nos aprovei-
lamos da sua escolla al S. Agostillo del Palmar,
onde Iciicioiimos dormir. Elle no falla na cultu-
ra das Ierras que alravessa a ealru. O paiz he
secco, a escassez de ros he o unir, inconveniente
do Mxico; mas esla Ierra vulranicain lano vigor,
que'em algumas paragensd Irigo sei eslrume c sem
alqueivc. D ainda melhor aonde ni ha irrigaeftes.
Todo o paiz he mui despovoado cm onsequenca da
guerra o ilo cholera, qu> tem sido lirivcl. Chega-
dos a S. Agoslinho del Palmar, pascamos larde
lefroule de Orizaba. Esla magnilu monlauha que
livemus cm perspecliva quasi duraie toda a nossa
v iagem no Mxico, e que j linhains avistado no
mar vinle qualro horas antes de fudearmos, he co-
mo um graude pharol nalural que >s olhos encon-
Irain sempre, que parece elevado b regiao dos as-
tros, e dominar, assim como elles, i scenas incons-
tantes da Ierra. Iloje desta aldeia.contemplada ao
por do sol, Orizaba era parlicularmnlc visivel. Ao
principio o cimo da monlanha foi mpallidecendo ;
dissereis um phanlasina branco qese ia dissolver
nos ares ; depois, no momento empie o sol ia des-
cerni para o horimnle, a nev do -lirio lomou umi
tinta cor de rosa. Somenle so vi o'sol naquelle
lugar. Pmii'i) e pnnrn a luz se d retirando dess
ultimo asilo, e a rabera gigantesca da monlanha
mergulliou-se na cerrarlo e na noile.
Uma ccremouia de um carcter grave e palhelico
uos esperava na eslalagem : trouxeram o Santissiino
Sacramento a om muribundo, debaixo de um cha
Sio de sol, ao rufo compassado dos lamber-. A
auiHu e os vi/.inhns eslavam de joelhos ao p da
porta. Do silencio recolhido da mullidao se onvi-
am sahir orajes murmuradas e suspiros. Nao li-
nhamos razan alguma para nao ajoelhai mus lambem
com estes prenles desolados ; por outro lado au
fra prudente recusar a islo. Nao ha mnitos anuos,
que uo Mxico mataram dous Inglezes que se obsli-
navam era licarde p e duas muas que se nao quo-
rum acommodar. ./ J. Ampre.
( fecue de* Deux Mondes.)
PIBLICAIAO A PEDIDO.
O que he o Indgena, a sna vida emlioianna. O
indgena he um moco de alguma iulelligencia, que
lendo oceupado alguns lugares lucrativos na socie-
dade, donde sem duvida alguma lirou a sua subsis-
tencia, levado entretanto, do asedume das paixes
polticas deixou-sc como oulros, Iludir, entrando
em uma revolucao, que leve mais de deaslrosa, que
de benfica ; cmhora as bellas theorias, e esforcos da
iulelligencia de alguus queiranto contrario.
Logo que lerminou aquelle acnnlecimento foi elle
amuysliado, mas j nao lnlia um meio honesto de
siiblslencia, vendo-se casado, e com lilhos : nesle
apuro consullou ao seu inlimo amigo o Exm. gene-
ral Abren e Lima, o qual, com a perspicacia de que
he dolado, acontelliou o que se enlregassc ao estu-
do da hoina'ipalhia, donde poJeriaviver ; e de feilo
concenlrando-se o Indgena, leve deapplcar loda a
sua Inlolligenria, paraumscmelhante estado, esem-
pre com o poderoso auxilio doseu prezado amigo,
que nunca se poupou em esclarccer-lhe a sciencia
com aquella habilidade. e desvelo, que Ihe sao ualu-
nes,couseguin colher algumas ideas ainda que va-
gas da sciencia de curar, e para logo muno-sc de
nma carlcira, e de algons escriptores, c foi para Pe-
dras de Fogo. onde abrii o sen consnllorio, porm
com lal infelicidade, que pouco ou nada fez, duran-
te alguns mezes que l esleVe.
Nesle estado enlendeu de regressir para o selo
de sna familia na cdade do Becife, mas passando
pela .de Goiauna, ahi se demurou por alguns das,
como que para descancar, c foi-se eslendendo lauto
a sua demora, que boje j fazem seis mezes, que elle
habita aquella cdade ; e qusl sera o motivo disto 1
Sem duvida algum lucro, que elle lem tirado de
sua profisslo, leudo sido muilo feliz com os curati-
vos qne ha feilo.
A sua vida durante aquelle lempo tem sido exem-
plar, sendo multo nolavel que elle lenha captado as
alinenos das pessoas mais pro minenles do lugar,
pelo que Ihe descubrimos muda sagacidade e mais
que ludo um extraordinario traquejo do mundo, de
lal surte que pouco se Ihe d de conversar com o
homem inielligenlc, no Ihe fallando todava com a
atteucao devida, elle sabe afagar a lo los com lana
habilidade quo seduz, lem podido refrer o seu ge-
nio assimado, de maneira que parece serum homem
de crescdadocildade, quando he um engao: oseu
estado linanceiro, o querer acrcdilar-sc o ronduzem
aquella metamorphose, porm o que nao padece
duvida he que seja um amigo sincero e seguro, uma
vez convencido das qualidades apreciaveis do seu
amigo.
Dolado de tao excellenles predicados o que mais
o ahrilhanla he a cardade, que com maos cheias
prndigalisa agente pobre da cdade de (ioianua, a
quem nao poupa desvellos e eiforcos, quando acom-
mettida de qualquerenfermidade, lendo-se tarobem
oncarregado de curar os pobres do hospital da sania
casa da Misericordia e os presos, por atleta do de-
legado de polica, assim como o destacamento, por
ordem do respectivo commandaulc, sem levar um
real por semelhanle Irabalho. Estamos convencidos
que a par da homrcopathia anda a cardade, porm
esla sobresalte lano no Indgena, que nenhuma ex-
pressao bem cabida encontramos, para leccr-lhe o
bem merecido elogio.
Nos que somos amigos sinceros do Indgena o
aconsclhamns que continu como at agora.
Eis cm puncas palavras o que hu o Indgena e sua
vida cm Uoianna.
COMMEBCIO.
DECLARACOES.
PIUCA DO RECIPE 10 DE ACOST AS 3
HORAS DA TARDE.
Collones ollic.iaes.
Cambio sobre Londres a 90 d|V. 98 Ir. d. con
prazo.
piUfsobre Paris 365 rs, por franco a t0 djv.
Dito sobre o Rio de Janeiroa I j d|v. 1 de rebate
Descomo de icllras de l c 2 mezes7 ao anno.
AI.FANDEC.A.
Rendimenlo do dia Ia9.....M4t8fBM
dem do dia 10......... 5:9399609
.7:3385i93
Detcarregam hoje II de agosto.
Brigue ingle/.Ilinmabacalh.
Brigue inglezTHiwti) taina)
Polaca hespanhola/'rimapipas de vinho.
Patacho brasilciroAlfredofumo e charutos.
Male brasilciroIncencicelgeueros do pai/.
Importacao .
Barca americana Sicon, viuda de Ballimorc, con-
signada a Dcane Voule & Companhia, manifestou o
seguinle:
2,599 barricas fariuha de trigo, 350 barrquinhas
banha ile porco, s meias caixas cha, 20 bams agua-
ra/, 11 einurullios cera em rama ; aos consignata-
rios.
Sumaca Horde Colinguiba, viuda de Cotingu-
ba, consignada a Schramm & Companhia, manifes-
tou o seguinle :
9H saceos assucar mascavado, 229 ditos dito bran-
co ; aos consignatarios.
Brigue iuglez b'mma, viudo de Terra Nova, con-
signado a James Crablreo Companhia, inanifes-
lou o seguinle :
2,010 barricas bacalhao ; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 9......7:6623781
Idoni do da 10........I:66l3O0f
9:333*785
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcudiinento do dia I a 9.....
dem do dia 10.........
3179233
223I2
3e9f55
Exportacio .
Ro lirande do Sul, escuna nacional Celosa, de
131 toneladas, conduzin o seguinle : 970 barricas
assucar.
dem, brigue nacional .lgrete, de 131 toneladas,
conduzio o seguinle : 76t barricas com 5,619 ar-
robas e 73 libras de assucar.
RECKBEORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da 10......IM#M0
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do da 1 a 9.....8:5093119
dem do dia 10........1:7899874
10:2989993
MOVIMENTO DO PORTO.
Sacio entrados no dia 10.
Aracaly13 dias. bale brasilero Incenclcel, de 37
louclidis, meslre Joaqum Jos Mariins, equpa-
gem 7, carga couros, carnauba e mais gneros ; a
Jos M inuel Marlius. Passageiros. Jos Francis-
co Braz, Chrislo Rodrigues dos Reis, o pralico
Jos Francisco de Oliveira, o manijo JoaoFerrei-
ra Piulo, o pralicanle F'rederico AITonso de Bar-
ros, naufragados da polaca brasilcira \. S. do
Canto.
Da commissaoBrigue escuna do guerra brasleiro
f^galidade, commaudante o rapilao-tencnle Pe-
dro Antonio de Lima Ferreira.
yaci salados no mesmo dia.
LiverpoolGalera iugleza Indian Queen, com a
mesma carga que tiuuxe. Suspuudeu do tiroci-
nio.
New-BedfordBarca americana Cay llead, com a
mesma carga que Irouxe. Suspondeu do lamei-
rao.
EDITAES]
.O Illm. Sr. inspector da thosouraria provin-
cial, em cunipriineiito da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 7 do correnlc, manda por a
concurso o lugar vago de segundo esrriplurann da
lerceira seccao da conladoria dcsla Ihesouraria, o
qual ter Jugar no dia 18 de setembro prximo fu-
lar, deveudoos prelendenlcs ser examinados na
grammalica nacional, escriplurarao por partidas
dobradas, arillimelica e suas applirarUos, cara espe-
cialdado a nvluran do moedas pesos e medidas, ao
calculo de descoulos e juros simples e composlos;
sendo preferidos os que liverem boa letra e soube-
rem linguaseslrangeiras.
Os prelendcntes deverto apresentar seus requeri-
mcnlos na mesma lliesouraria com certidao em que
proven) seren maiores de 20 annos.
E para que chegue ao conhecimeulo dos inleres-
sados se mandn alllxar o prsenle c publicar pelo
Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buro 9 de agosto de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O Dr. Francisco de Axis Oliveira Macicl, juiz mu-
nicipal da segunda vara crime desla cdade do
Becife por S. M. I. e C. etc.
I'acn saber aos que o presente edlal virem, que
no dia 12 desle carrete niez se hade arrema-
lar por arrendamenlo a quem mais der por nao
ler havido praca no da 5 do dito mez como fora
marcado, a casa lema sila na ra da Florentina,
avahada cm 5:7009000, pelas 4 horas da larde em
casa da residencia do mesmo juiz na ra do Rosario
estrella n. 31, a qual vai a praca por cxccucao
da cmara municipal desla eidade, contra Jos da
Rocha Paranhos e oulros.
E para que chegue a nolria de todos, maudci
passar editaos que serio aQixauos na praca do com-
racrcio, casa das audiencias c publicado ocios ior-
naes. '
Dado e pissadn nesla cdade do Recife aos 8 de
agosto de 18.51.Eu Manoel Jos da Molla, esrr-
vao a suhwrevi.
Francisca de Assi Oliielrn Macirl,
CORREIO.
O brigue Firma receba a mala para o Hio-Gran-
de do Sul amanhaa (12) ao meio da.
Astociarao commercial.
De eouformidade com o disposto nos estatutos que
regem esla a correnlc em assemblea geral, eleico de nova di-
recrao c sahiram eleilos os Illmi. senhores:
Prndenle.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Fice-presidente.
Joao Malheus.
Secretario.
Amonio Marques de Amorim.
Thesoureiro.
Pedro C. von Sohsten.
Directores.
Antonio Valentim da Silva Barroca.
Eduardo Fenlon.
Miguel Bryan.
Carlos Pniigdeslre.
Ernesto Schramm.
Sala da associacilo commercial de Pernambuco
aos 9 de agoslo de 1854. Antonio Marques de
Amorim, secretario.
Teudo o Exm. Sr. presidente da provincia, era
ollicio de 8 do crrenlo raez, approvado a medula
proposta a bem de raelhnrmenlescr garantida a pro-
priedade dos navios naciouaes, carga queosmesmos
iransnu I jiii, e as vidas das pessnis rompondo as res-
pectivas Iripularoes, de neiihuin sahr desle porto
sera ler a seu burdo amarras c ferros de sobresalen-
le, alim de lanrarem mao desles objeclos as sabi-
das dos pnrlos e as viagens. se por qaalquer emer-
gencia Ibes fallar osque liverem do sen censlanle uso;
manda o Illm. Sr. capillo do perlo la/.e-la constar
pelo prsenle para coiihecimunlo do commercio e
dos capillos dos ditos navios, preveniudo-os que pa-
ra a fiel exeenrao alosa dar a esles opasse pa-
ra a sabida sem esla capitana verificar que tem os
referidos objeclos de sobresal enle na mesma occa-
siao em que mandar fazer a visita para reconhecer-
se se levara carga no convez causando perigo.
Capilanin do porto de Pernambuco 10' de agosto
de 18i.0 secrelarin, Alexandre Rodrigue do
Anjos.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vtncia de Pernambuco se faz publico que, na dala
de boje assignou peranle o mesmo tribunal, o Sr.
Henriques Stepple, cdadao brasilero, domiciliado
nesla cdade, termo de fiel depositario dos gneros
que bou ver de receber e guardar no trapiche deno-
minadoFerreira.silo na ra de Apollo,bairro do
Recife, passando-lhe alvari de patente de trapiche-
ro do mencionado trapiche. Secretaria 10 de agoslo
de 1854. Joio Ignacio de Medeiros Reg. No
impedimento do secretario.
Conselho administrativo.
O conselho adminislrativo, em cumprimeolo do
artigo 22do regulameote de 14 de dezembrode 1852,
faz publico que foram iceilasas propu-las de Anto-
nio Ferreira da Cosa Braga, Antonio Pereira de
Oliveira Ramos. Francisco Maciel de Souz, Amo-
nio Rodrigues Pinto. Joaqum Jos Dias Pereira,
Antonio Eustaquio Ferreira Molla, MiliUo de Souza
Montenegro, Francisco Antonio Correia Cardozo,
Timm Mouscn&Vinassa*! Domingos Francisco Ra-
malho, para rornecerem: o primeiro, 50 grvalas de
sola de luslre a 360 rs., concertns de 18 barretinas
para tambores do segundo balalhao de infantina de
linha a 49000, ditos de 17 ditas para porta machados
do mesmo balalhao, e galvanisamenlo das chapas
das mesmas a 69500 ; o segn, lo, uma bandeira de
sed com as armas imperiaes piuladas para o segun-
do balalhao da guarda nacional por 989000,1 porte
forrado de velludo verde com 2 gales de ouro por
509000, I baste com esphera do lirada por 139000, 1
capa de oleado por 291X10, 1 dila de brm por 610,
colicortos de 889 barretinas para o segundo balalhao
de infamara de linha a I988O, 1 bandeira de seda
com as armas imperiaes piuladas para o balalhao de
arlilharia da guarda nacional, por 989000, 1 porte
forrado de velludo verde com 2 galOes de ouro por
50-5000, I haste com esphera donrada por 139000,
I capa de oleado por 29000, 1 dila do brm por 640;
o terceiro, 50 pares desapatos de sola e vira eitos na
Ierra, para recrulas do segundo balalhao de infama-
ra de linha a 19500 ; o quarlo 440 caadas de azeile
de carrapalo a 840 ; o quinto, 30 e ', ditas de dilo
da coco a 19400, 32 libras de lio de algodao a 550,
6 duzias de pavos a 110, 153 libras de velas de car-
nauba a 340 ; o sexto, 50 esleirs de palha de car-
nauba a 180 ; o selimo, 100 meios de sola curtida
a 29560 ; o oilavo, 16 arrobas de cobre velho a 360,
4 ditas de zinco em barra a 170 ; o nono, 375 va-
ras ilc brim branco liso para frdelas o calcas a 380,
250 ditas de algodaosnhu para camisas a 175 rs., 40
covados de hollanda de forro a 120 rs.; o dcimo, 50
holleos para recrulas do segundo balalhao de infin-
taria de linha j 19381) ; c avisa aos supradilos ven-
dedores, que devem reculher os referidos objeclos ao
arsenal de guerra no dia 12 do correle mez.
Secretaria do conselho administrativo para for-
necimento do arsenal de guerra, 0 de agoslo de 1854.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
pauiio4,diUsdlasde3dtos 3. ditas dilas de 5
dilos 4, Uilas dilas de 6 dilo) 2. A) pessoas que so
propozerem a fornecer lemelhanles genero) compa-
recam nesla secretaria no dia 12 do correte mezao
meio da com suas proponas cm cartas fechada) e as
compelenles amostra). Secrelaria da iospeceao do
anenal de manoha de Pernimbuco 9 de agoslo de
i54. O secretario,
Alexandre lloiriguet do Anjo.
O arsenal de marinha compra, em virlude da
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia, os ob-
jeclos srguintes para a capitana do porto das Ala-
goas:100 folhis de cobre com o peto de 6 libras
cada orna, 100 libras de prego) de dilo para ai mo-
mas folhis, 600 pregos de dilo de forro pequeo, 1
barril de pixe, 1 peca de biela. As pessoas que
quzerem vender estes objeclos, lio convidadas a
compareccrem nesla repanicao uo dia 12 do corren-
te pelas 12 horas da mauha. Secretaria da inspec-
U-au do arsenal de marinha de Pernambuco em de
|goslo de 1854. O secretario,
Alejandre Rodrigues dos Anjo.
Wm ?**
Companhia brasileira de patinetes de
vapor.
Iw ^'^f!^Sei vapor "B*r"W,
'/p"f -x\v^^&^ commandanle o pri-
''' i\-'^biaiA meirn lente Jos Hay
tj'.i^S^s^SSS^ inundo de Faria, espe-
~ft&Jfl!SBS2SS' ra-se dos portos do nor-
te 1 14 do corrente, e seguir para Macei, Baha c
Rio de Janeiro no diaseguinleda sua chegada: agen
ca na ra do Trapiche 11. 40, segundo andar.
Acha-sc nesla subdelegada um cavallo que foi
apprehendido com oulro furlado, cujo dono nao tem
appirecdo, e segundo cousta he furlado do lado do
norte. Subdelegacia da freguezi da Varzea 9 de
agoslo de 1834.O subdelegado,
. Francisco Joaqum Machado.
Chmma na Ordem Terceira do Carmo.
O Exm. e Rvm. Sr. bispo de Pernambuco, co-
nheceudo a excassez de meios da veneravel ordem
lerceira do Carino desla cdade, para levar a effeilo o
ardcnle anhelo de construir o seu hospital para ser-
vir de verdadero alverguc para seus irmaos desvali-
dos, se dguou por sua benevolencia, e a pedido do
prior, era uoraada actual mesa regedora, ministrar
aos liis o Sacramento do Chrisma, na igreja da
mesma ordem nos diasde domingo 13, 20 e 27 desle
mez pelas 10 horas da manla, e applicando as es-
molas da baca prol daquella ^>a obra. O irmao
prior, espera da rcligiosidade de seus irmaos tercei-
ro), e mesmo de lodosos liis amantes da mesma ve-
neravel ordem, que se hilo de preslar e coucorrer a
este aclo de nossa relgao; e do qual resulla graude
utilidad,- a mesma ordem, devido a uslnral munifi-
cencia de S. Exc. Rvm. a quem veueravel ordem
muilo se ufana de v-lo cncorporado no cathalogo
dos seus irmaos. Francisco Pinto da Cotia Li-
ma, prior.
CORREIO.
Pela a luiini.lracao do enrreio se faz publico que,
desta data em dianle. s se dar deslino aos jornaes
que forcm sellados cora sellos de 10 e 30 rs.de cor
azul, para o que desde j se acham a vend.
Recife 8 de agosto de 1854, O administrador,
Antonio Jos Gomes do Correio.
Antouio Joaquim de Oliveira lladuem, escri-
plurario da mesa do cuusulado provincial, fu scicn-
le aos proprietarios dos predios urbanos da fregueza
de Santo Antonio, que principia a fazer o lincaraen-
lo da decima da dita fregueza, que lem de ser co-
brada no anno finaneciro de 54 a 55, 00 dia 12 de
agoslo correnlc.
Aulonio Joaquim de Oliveira Baduem, escri-
plurario da mesa do consulado provincial, faz (cen-
le aos donos dos eslabelccimeulos da fregueza de
Sanio Antonio, que principia o fazer o lancamenlo
do imposto de 4 sobre os mesmos estabelecimentos,
no dia 12 de agoslo curente.
BANCO E PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direccao do
Banco de Pernambuco se az certo'aos se-
nhores accionistas, que se acha autorisado
o sen gerente para pagar o quarto divi-
dendo de 12x000 por accSo. Banco de
Pe namburo I. de agosto de 183 i Joao
Ignacio de Medeiros Bego, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos
Sis. accionistas do Banco de Peinambuco,
a realisaremdo 1. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 50 0|0 sobre o numero
das accoesque llies foram distribuidas, pa-
ra levar a efleito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil tontos de reis,
conforme a resoluro tomada pela assem-
blea geral dos accionistas de 2 de setem-
bro do anno prximo passado. Bancode
Pernambuco? de agoslo ele 1854.O se-
cretario do conselho de direccao,
J. I.deM. Reg,
O Illm. Sr. capliao do porto manda fazer
publico, para conhecimenlo dos Sr. capiles dos
navios eslrangeiros e naconacs. a disposico conlida
no arhgo 45 do regulamenlo de 28 de fe'vereiro do
corrente anno, para a pnticagem do porlo e barras
dcsla cdade, visto serem pelo mesmo artigo obriga-
dos ao seu fiel cumprimeiilo.
Arl. 45. Todo o commandaule, cipitao, ou meslre
das embarcaroes qne tencionarcm sahir e pedirem
pralico na forma do presejite rcgulaniento, dar par-
le io capuao do porlo, com declaratao por escripto,
do numero de pes d'agua em que se acha o navio, e
do da em que pretende sahir ; devendo essa decla-
rarlo depois de rubricada pelo mesmo capiUodo
porto nu seu ajudantc. ser apreseutada pelo caplio
lo navio ao pralico-mor, que marcara a hora da
partida. Capitana do porlo de rernambuco 7 de
agoslo de 1851.O secretario, Alexandre Rodrigue
dos Anjos.
O arsenal de marinha precisa comprar para
fornecimenlo do almoxarifado os gneros abaixo de-
clarados:oleo de lindara 20 arrobas, Unta branca
20 dita), dita prela 20 di'las, papel de peso 10 res-
mas, dilo almaco de linho 20 dilas, pennas d'aco 10
canas, dila laps I gruza. merlim e linha 10 arro-
bas, lijlos inglezes 100, linla de esrrever 30 garra-
fas, pinssiba 50 molhos, meios de sola 20, hronzes
de ferro -iirlidns 400, handeras imperiaes de dom
SOCIEDAEE DlUMiT.C., EIPKEZARIA.
PR1MEIHA RECITA l)A ASSIGNATURA.
Sabbado 12 de agosto de 1854.
Uepoi) da chegada do Eira. Sr. conselheiro pre-
sidente desta provincia, eslrear o espectculo orna
no\ a 011 veriura grande orcheslra ; e depois repre-
sentar-se-ha pela primeirn vez neile llieatro o novo
e apparatoso drama em 5 actos denominado :
A aieteao' da Carlea V laea*raar *' AUasMMka
ou
O BAXQLEIRO DE FRANCFORT.
Pertonagens io drama.
Carlos, rei de llespanha.....Bezirra
Isaac-Ben Samuel, banqueiro ... Rei*.
Eslher, sua filha........D. Orsal.
Margarida, sua ama......1). Amalia.
O conde Palatino do Rhsno, eloltor Senna.
O Margrave de Brindebourg, eleitor Mendes.
Manoel, Judeo........Costa.
O almirante Bonnivel,embaixadordo
rei de Franca.......Montcire.
O principe Rodolpho, filho do Pala-
','"<>...........Pereira.
O Barao Sleidam.......Alves.
O conde deChievres, ministro do rei
de Hespanha........Pinto.
O areebispo de Colonia, eleitor. "Rosendo.
O areebispo de Mocuneia eleitor. Sebistiao.
O rei de Bohemia, eleitor N. N.
O duqae frederico de Saie. eleitor N. K.
O areebispo de Treves, eleilor N. V.
Um capitn.........Santa Rom.
Lm genlilhoraem do Palatino Sebastiao.
Um criado......... N. ,
Um pagem qae falla.
Um soldado.
Convidados, mascarados, msica bellica, panens,
creados, soldados, etc.
A scena passa-se na Allemauhi na eidade livre de
Francfort.
O drama he eusaiado pelo actual ensaiador Joao
Anlouic da Costi, que promello fazer quinto Ihe se-
ja possivel para que seja satisfactoriamente desem-
penhado.
As scenas estao melhoradis e duas das salas goihi-
cas que apparece no drama he pintara nova do h-
bil pincel do Sr. Dornellas qu se acha conlratado
pela empreza.
Principiara as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Para pelo Marauhao, segu cem ratrila
bcevidade, por ler parte da carga prompla, o brigae
Hebe: para o reslo trata-se coro o consignatario
Manoel Alves Guerra Jnior, na roa do Trapiche
n. 14, ou com o capillo Andr Antonio da Fouce
ca, ua praja.
Para oCeara', Maranhao e Para' se-
gu com mnita brevidade, por ter parte
da carga prompta, o bem conhecido pa-
tacho Bom Jess, novo, forrado de cobre,
e de primeira marcha;-para o resto da
carga, trata-se. com o consignatarios No-
vaes & Companhia, na ra do Trapiche
n. 54, primeiro andar.
PARA OCEARA'.
Sabe ueslee dias o hiato f/oco Olinda, para o res-
tante di carga a tratar cora Tasso Irmaos.
AO PARA' PELO MARANHAO'
Segu com brevidade por ter grande
parte da carga, a bem construida escuna
Flora.. capitao J.-S. Moreira Rio, pa-
ra o resto da carga trata-e com 0$ con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia : na ra do Trapiche n. 16,
segundo andar.
Para o Rio de Janeiro vai sahir com
a maior brevidade possivel o patacho na-
cional Valente do qual he capitao
Francisco Nicolau de Araujo: para car-
ga, escrevosa fete e passageiros, trata-se
com o mesmo capitao, na praca do com-"
mercio, ou com Novaes Companhia, na
ra do Trapiche, primeiro andar.
Para a Baha segu em poneos das, por ter a
maior parle da carga prompta, a bem conhecida e
vol le ira sumaca I lorien rio": quem nella quizer carre-
jar, diriji-se sen consignatario Domingos Alves"
Milheus, na ra da Cruz n, 54.
Vende-ee a veleira garopeira Livracao, de
hile de 48toneladas, encavilhada e preparada de no-
vo : para ver no caes do Ramos, e para tratar com
Ilumneos Alvos Malheus, ua ra' da Croa arme-
ro 54.
Dinheiro arisco martimo.
I. H. van Wyngairden, capitao da barca holliu-
deza Rembrandt tan fhyn, registrada, segando sea
certificado na primeira divisan da primeira elisio do
l.loyd l'raucez Ferila, e sabida de Liverpool, cem
um valioso carregamento a bordo, destinado a Sy-
drev Ausiralia, ion lo arribado a esteporlo no cor-
so de -na viagem, precisa tomar a risco martimo so-
bre frete, casco e carga da dita barca, cerca de doos
a Iresconto de rs., para occorrer as duas despeus
nesle porlo. Mais ampias informaojjes podem ser
oblidas no consolado dos Paites-Baixos, onde as pro-
postas devem ter apresentadu em carta fechada, den-
iro do prazo de 8 da), contados da dala deste.
PARA O RIO UE JANEIRO.
Seguir viagem a velleira barca nacional Imptra-
Iriz, depois que largar o pralico qne conduz do As-
s, donde he esperada por esles dias, e como lenha
uma excellenle cmara, e oplimas commodidades
para passigeros e escravos frete, previne-se aos
preteudenles pira com antecedencia dirigrem-se a
ra da Ciz n. 28, cscriploro de Eduardo Fer-
reira Bailar.
Para a Parahiba segu al o dia 14 eliiale
Aragao ; para carga o passageiros, trala-se com Vi-
cente Ferreiri da Cosa.
PARA O ASSU'
o patacho Alfredo, vai seguir nesle dias; quem no
mesmo quuor carregar 011 ir de passagem rntenda-
) cu m o consigna la riu A. L. de Oliveira Azevedo :
ua ra do Quemado o. 9, ou cora o capitao a burdo.
LEILO'ES.
O agente Borja fari leilo por ordem dos credo-
res de Hilario Pereira da Silva, da loii de miudezas
desle, sila na ra do Qucmado 11. 47, consistiade
em miudezas, annacauda bija com lileiros e divida),
segunda-feira 14 do correle as 10 lloras em ponto
da mauha.
LEILAODE UMA CASA DE SOBRADO.
Quarta feira 16 do corrente, ao meio da em pon-
i uo armazem de M. Cirneirn, na ra do Trapiche
n. :|S, o agenta J. Roberts, lar leilao de uma casa
de sobrado de dous andares e sotao, sita ua ra di*
Cruzes n. 11, que ser entregue a quem maior of-
ferla offerecer.
AVISOS DIVERSOS.
Cassange.
Descja-sc obler um traductor dessa liugua, para
Iraduzir doos peridicos ; quem se adiar com capa-
eidade, apparefa comsua medidaou anauncie
para ser procurado.
Por lerem|os professftres do eollegio das arles
deixado de ensnur particularmenlc, uma pessoa ha-
bituada, e queja tem ensiuadu cm colleglos, d, pe-
los compendios do mesmo eollegio das mies, liro-
de geometra c phlosophia,' no primeiro andar do
sobrado 11. :)2, ra do Queimado.
Precisa-se alugar uma ama prela ou parda, pa-
ra casa de familia, que saiba cuzinlur : era Fora de
Portas, ra dos uararapee. casa da quina n. 30.
Malinas Jos Soarcs retira-se para fra da pro-
vincia.
-^ O primeiro numero do lirado sabio com mul-
los erros, poique as caixas quasi em bolo, nao pode
sabir melhor, porlanto rogamos ao Ilustrado publi-
co nos disculpe. Todos sabem e conhecem as nossas
incapacidades, porque sendo mis homens do povo
nao podemos ter a caparidade precisa, por isto, ludo '
quaoto contra nos diverem de)prezamos de bom
grado. O Brado sahir duas vezes por semana,sex-
tas e sahbados ; e o Periquito quando coovier c cou-
forme sua extracrau. Depoi.s de 25 nmeros o Brado
salara em formato de folha, porque as difllculdades
com que luamos assim exige por agora.
O redactorer.
Na ra Nova u. 51, ensina-sc geographia e rlie-
torica : os preteudenles podem dirgir-se a mencio-
nada casa, das 10 horas do dia em dianle.
Aluga-se 1 casinha do pateo do Carmo ao en-
lrar na roa das Trincheiras, muilo propria para
acuuaup por j o ter lulo muilos- annos : a fallar na
hiberna junio.
lat I
II J.


DIARIO DE PERNAMBCO, SEXTA FEIRA II DE AGOSTO OE 1854
i
r
Francisco Lucas ferreirt., cum co-
cheira de carros fnebre. no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se dequal([uer
funeral, sendo padre3, msica, cera, nr-
macona groja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da camira, e ahi en-
contraro tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
Preca-se de urna aun de lcilc, queseja sada
e desembaracada: na ra da Cadeia Velha n. 24.
Antonia Francisco Lisboa vai no Kio de Jane-
.111 ; e deixa encarregadn de seus negocios u Sr. An-
lonio Marques de Amorim.
Oscredores de Hilario Pereira da Silva quei-
rara presentar seus crditos no prazo delresdias
em casa dos senhores Cals & Irmaos ou Feidel Pio-
lo & C. para serem verilicados.
A pessoa que e quier encarroar de lomar
roupa de 12 a 1* cstodanles para a mandar la\ar e
engommar responsabilisanriu-se por perdas: pude
procurar do collegio 5. Aflbnso, para Iralar.
LOTERA DO HOSPITAL PEDRO II.
Aos 10:0005, 4:000$ e 1:000.>,000.
O caulelista Salosliano de Aqiino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que as ro.as da mesma lole-
ria andam indubilavelmenle no iia 18 de agosto. Os
seus afortunados bilhetes e cautelas eslao cxposlos
venda as tojas seguiutes : ra di Cadeia do Recite
n. 31, de Domingos Teixeira Ba-tos, n. 45. de Jos
Fortnalo dos Santos Porlo ; na prac,a da Indepen-
dencia ns. 37 e 39, de Antonio Augusto dos Sarrios
Porlo ; ra do Queimado, loja de fa7.eudas de Jos
Joaquim Pereira de Mendonea ; -na do Livramen-
lo, botica de Francisco Antonio das Cbagas; ra
do Cabug, botica de More ira Fragoso; ra Nova
n. 16, loja de telendas de Jos Luiz Pereira & Filho;
ra do Queimado n. 44, loja de la/onda. ilc Ber-
nardina Jos Monleiro & Companhia ; e Da praca
da Boa-Visia, loja de cera de Pedro Ignacio Baptis-
la. Paga sob sua responsabilidade o* tres primeiros
premios grande? sem o descont de 8 do imposto
geral.
Bilheles 112(000 10:0003000
Meios .55000 5:000&000
Quarlos 270O 2:5005030
Decimos 1JS200 1:0005000
Vigsimos 600 5005O00
J. Chardon, bacharel em ludias letlras, Dr. em
direilo formado na universidade de Paris, ensina em
sua casa, ra das Flores n. 37, pr.meiro andar, a ler,
ejerever, Iraduzir e fallar correctamente a lingna
franceza, e tainbem d lindes particulares em cesas
de familia.
O abaixo issignado Antonio Gomes deMaccdo, faz
scientea lodosos liabilanlesda provincia ecomespe-
cialidadc aos da romaica do KioFormosoqueuinguem
contrate com Theodozio Francisco Diniz a compradla
escrava Anna,crioula.de trinla cinco annos de idade,
porque a mesma escrava se aclia vendida ao abaixo
Minado desde o dia deznilo do juuho do correte
auno.pelaquaolia de rs.6803000 como consta do papel
de venda passada pelo proprio punho do referido
Theodozio Francisco Diniz, naqu>;lle .dia 18 de ju-
nho passado, e do bilhete da meia siza que o abano
assigoado pagou na collecleria das rendas provinciaes
do municipio do Rio Formoso ero 14 de julhodo
crrante ;porquanto, tendoo ataixo assignado dado
a dito Theodozio Francisco Diuiza quanlia de qualro
ceios mil rs., com hypolhcca da escrava Anna pas-
sou-se a respectiva escriplura em 10 de dezembro de
1853 no carlorp do escrivao Cuimbra desla cidade
do Rio Forman) por lempo de oilo mezes, a qual foi
registrada sob n. 77 no livio respectivo do mesmoes-
crivao a folha nove verso em 15 daquclle mez de
dezembro do dito auno pelas nove horas da manhaa;
acconteceu que, o mesmo Theodozio Francisco Diniz,
# leudo comparecido na casa coiimercial do abaixo
assignado em 18 de junho prximo passado do cor-
rele anuo para Ihe vender delinilivamenle a esrava
Anna, que em 10 de dezembro do auno passado Ihe
narria hypolhecailo por lempo de 8 mezes pela re-
ferida quanlia de qualro ceios mil reis, conlralou o
abaixo assigoado com dilo Theodozio Francisco
liiin/. a compra da mesma escrava pela quanlia de
6805 rs., sendo obrgado o abaixo assignado a passar-
Ihe orecibo da hypotheca, e pagar-lhe mais a quan-
lia de 2809000 rs, que com os 100#000 que o dilo
Theodozio havia recetado pela hypotheca que fez ,10
abaixo assignado de. sua escrava Anna prefaz a
quanlia de 680 e ficando elle Iheodozioobrigado a
passar-1 he o papel de venda da mesma escrava. As-
siro pois, nao lendo o abaixo asignado saspeila de
un ffM ancin^iU. nican., ....... .. .!_ ..,.. ra.__
CONSULTORIO DOS POBRES
26 TJA DO COLLEGIO 1 ANDAH 25.
O Dr. I'. A. Fabo Moscozo d consultas humeopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
mandan ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflereee-se igualmente para pralicar qualquer operaran do cirursa. e acudir promptamenle a qual-
quer mulherque estoja mal de parle, e cujascircunistaurias nao permillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO 00 DR. F. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. ti. 11. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes enradeinados em dous :................. 80(000
Esta obra, a mais impoi lauto de lodas as que Iralam da homeopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerciii experimentar a i'ouli iua de Ilalincinanu, e por si proprios se convencerem da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de engenho e fazeiidciros que hMo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilcs de navio, que nao podem dcixar urna vez ou outra de ler precisan de
acudir a qualquer iucommodo scu ou de seus Iripolantes ; e inleressa a lodos os chufes de familia etie
por cirenmstancias, que neiu sempre podem ser preveuidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vadc-meciim do liomeepatha ou traducrao ilo Dr. Ilering, obra igualmenle ulil as pessoas que se
dedicara ao esludo da homeopalhia um" volunic grande.......... 85000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
pensivel as pessoas que querem ttar-se ao esludo de medicina........ -IjOOO
Urna carleira de 24 tubos grandes de tinissimo christalcomo manual dol)r. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele................ 4O3OOO
Dila de 36 com os mesmos livros. ................... 5(000
Dila de 48 com os ditos....................... SOJjOOO
Cada carleira he acompanhada de dous frasros de tinturasindispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 tubos enm ditos...................... 605000
Dita de 144 com dilos........................ 1008000
Estas o acompanhadas de 6 vlilros de tinturas i esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Ilering, lerao o abalimenlo de 105000 rs. em qualquer
das rarleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira...............
Ditas de 48 dilos......'.................... 165000
Tubos grandes avulsos....................... IJP000
Vidros de meia tinca de tintina.................... 25000
Sem vertladeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um puno seguro ua pralica da
homeopalhia, c o proprielario deslc cslahclccinienlo se lisongeia de tc-lo o mais bem montado possivel e
uinguem dimita boje da superioridatle dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crvslal de diversos tamaitos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevidade c por precos muilo rom-
modos.
Lotera do hospital Pedro II.
O caulelista Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilheles
inleiros, meios hilhelese raulelas da lotera cima,
se acham i venda pelos precos abaivo, na pr.ioa da
Independencia loja n. 4, do Sr. Fortunato, n. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. Faria Machado, e
na ra do Ijoeiinario n. 37 A, dos Srs. Souza t\
Freir, cuja lotera lomo andamento de suas rodas
no dia 18 tle agosto prximo futuro. 0 mesmo cau-
lelista se obriza a pagar por inleiro os premios de
10:0005000, de 1:0005000 e de 1:0005000, queos di-
tos seus bilheles inleiros e meios oblivercm, os quaes
vo rubricados cum scu mue.
Bilheles 119OOO
Meios bilheles 55500
Quarlos 2&70O
ilavos 15.500
Decimos le200
Vicsimos 600
AN'TIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia milito superior potassada Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por prero commodo.
JOIAS.
enlao depois de estar de posse do dinheiro e do re-
cibo, vendo qne na casa commtrcial do abaixo as-
signado estavam prsenles muilis pessoas que assis-
liram a compra da escrava Atina e nao podendo exi-
roir-se de passar o papel de ven Ja da dila escrava,
passou coin a maior un f o pap,;l de venda de sua
escrava Annh; e sendo este papel assignado pelas
leslrmunhas necessarias, relirou-se logo o dilo Theo-
dozio sem mais di/.er cousa alguma : no en tan lo. len-
do o papel de venda urna das (eslemunhas que o as-
sigoou suscitou-se entre os ques.: achavam aimla em
sua casa commercial a quesiao tle que o papel de
venda eslava illegal, dirigio-se o abaixo assignado a
varids advogados ila cidade, c es es Ihe disseramque
o papel ao eslava conforme, porque nao declarava
o nome do abaixo assignado a quem Theodozio Fran-
cisco Diniz vendeu a dila esenva, alm deoutras
condiroes mencionadas em dito papel de que o abai-
xo assignado nao trnlou, quandu comprou a referi-
da escrava ; pelo que, vendo a sua bda f e verdade
tllaqueada pela ma fe dolo com que proceden o dilo
Theodozio Francisco Diniz na veoda de sua escrava
Anna, uovameiilc o abaixo assig ado se dirig aquel-
la vendedor para que este lho pssse oulro papel, ao
que se (em recusado o mesmo sob o pretexto de nao
ter mais negocio algum com o a'jaixo assignado, ne-
gando al a sua propina firma que se acha recunheci-
da pelos labelliaes desla cidade e por ppssoas que
presenciaran! elle mesmo passar por seu proprio pu-
lido na casa commercial do abaixo assignado o papel
em quesillo e como seja semejante procedimenio
que leve o referido Theodozio Francisco Diniz in-
digno e infame do Imtiiem de honra, sendo alias cri-
minoso porque com semelhaule Iralicancia furlou do
abaixo assiguado 680JJ rs. parn cuja, prova lem elle
occuliado a escrava Anua eos poucos bens que lem,
progetando al mudar de residencia, protestou so-
lemnemeule a abaixo assignado contra o aladroado
procedimento do referido Theodozio Francisco Di-
niz perante o juizo municipal respectivo o qual pro-
testo foi lomado por termo pelo escrivao Cuimbra, c
intimado ao dito Theodozio ; por i-so scieulilica a
lodos para que uinguem se chame a igne rancia ; e
protesta pelo presente com o Ululo c documentos que
lem, haver a mesma escrava de qualquer pessoa em
cojo poder ella estiver.
Rio Formoso 18 de junho de 1834.Antonio Go-
me Marido.
Artistas.
Precisa-sc de ofliciaes ferreiros ile forja c laloeros
fundidores e de chapa : na fabrica de Andrade &
I.eal na roa Imperial n. 118 e 120, oti na ra Nova
n. 27.
Na roa da Cruz n. 60, precisn-se muilo fallar
com o Sr. Gregorio Jos dos Paisos, morador na ci-
dade de Olinda, e procurador da irmandade do Se-
nhor Bom Jess dos Mari; nos da mesma cidade.
A 45^000 e SOjTOOO.
Ricas pulceiras com retratos: no eslabelecimenloo
de Joaquim Jos Pacheco. Tambem ha ricas casso-
lelas a I29OOO com o relalo : no Aterro u. 4, ler-
ceiro andar.
Venesianas.
No alerro da Boa-Vista n. 55, ha um sorlimenl
de venesianas com litas verdes de linho e de laa, cora
caixa e sem ella, e tambem concertam-sa as niesmas.
GRAT1DAO-.
O ahaxo assignado, achando-se quite
para com todos os credorus de sua falen-
cia, tanto deste imperio, como de todas as
proras da Europa", com ((uem teve rela-
roes commerciaes, a' vista da sua legal fa-
lencia era face d/is graves perdas que sof-
freuem seus negocios, eventualidades es-
tas a que o negociante esta' sugeito. Vem
por meio deste jornal ogtdecer. a todos
os setiscredtires, a yenerosidade c philan-
tropia, qne com elle tiveram. gruca esta
que s Dos os pdt recompensar ; e co-
m) ten ha tomado contf.de seus livros e
mais papis, por deliberado commum de
cus credores, julga-se cot direito a fa/.er
a cobranca geral de seus devedores, ven-
der, etc. Espera, pore'm.queelli atten-
dtmdo ao gratule prazo de que tem goza-
do, sejam pontuaes em o fazer cmlxir-
sae.
Pernarahuco5 de agito de 1854.
FirmnoJose Flix da Rosa.
Os ahaxo assignadgs, donosda nova loja de ouri-
ves da ra do Cabug 11. II, confronte ao palco ta
matrizerua Nova, fazem publico que esiao complc-
tamenle sorlidos dos mais ricos e bellos goslos de lo-
rias as obras de ouro, ueresarias lano, para scuho-
ras, como para lioincns e meninas, e continan) os
precos sempre muilo em cotila ; os mesmns se obri-
gam porquaesquer obras queveuderem a passar urna
cotila com responsabilidade.especificandoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, ficando assim sujeilos
por qualquer duvida qoe apparecer.
Scrafim & Irmao.
MANOEI. AUGUSTO DE M ENE/ES COSTA,
professor ta arle rie msica, ollrrecc o scu prclimo
ao respeilavel publico para leccionar na mesma arle
vocal c instrumental, tanto em sua casa como em ca-
sas particulares: quera de seu presumo sequizer
utilisnr, dirija-se a ra to Aragiio n. 27.
Aos USOOO rs.
Precisare alugar urna pela boa veudedeira, nao
e procura ler habilidade : queni a liver dirija-se a
ra do Partir F'loriano n. 27.
Aluga-se o primeiro sitio de porlaode ferro do
lado direilo 'la estrada nova, o qual alm de boa
casa, lem escolenles baixas para capim, bastante
terreno para pasto, e algumns arvores de fructo :
quem o pretender porier examina-ln, e para tratar
do ajuste devera dirgir-se ao Chura Menino, na pri-
nn.'i 1 a casa do lado esquerdo, antes ta ponteziuha,
de manhaa al 8 heras, e de larde das 4 'em diantc.
Na noite d oilo para nove do correle mez de
agosto furiai mi do silio de Caelano C. da Costa Mor-
cira, na passagem ta Magdalena defronle da casa ae
Joo Ferrcra dos Sanios, alem de urna pore.o de ga-
liuhas e Ires per, urna baca grande de cobre es-
lanhada. que leva seguramente oilo canecos d'agua
e tem de peso Ires c meia a qualro arrobas, lem
duas argolas tos lados ; roga-sc a quem for ollereci-
ria que a apprelicuda.ou quemsoulierjaonde est,avi-
se no dito sitio, ou no Recire no escriploriu de Jos
Antonio Baslos, que se recompensar" geuerosarrfCii-
le, alem de nao se importar com quem fez semelhan-
te limitnea.
Quem liver tima canoa d'agua para alugar, an-
nuucie para ser procurado.
Aluga-se tima preta com ptimas habilidades :
a fallar na ra da Alegra n. 38, das duas as seis da
larde.
John Dorlin Sandlnnd, subdito britnico reli-
ra-sc para Inglaterra.
Prccsa-se de tima ama secca 'para lodo o ser-
viro : na ra do Vigario n. 13, 1.a andar.
PlH lia iu de um caixeirn portuguez de 12 a
ti aimos, cora pr^lca de taberna : na ra Nova
numero 55.
O abaixo assignado faz scicnle ao respeilavel
publico, que no dia 7 do corrente d~ -
croulinho forro, chamado Tertulia
libras tle sabao, cot) um limozitibo de riscaditihu
rxo j usado, da quina do becco do Veras al a ra
do AragAo : quera o adiar, leve-o casa terrea 11.
10, no becco de Joao Francisco.
Francisco l'ereira de Carcalho.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 16 ,11111o-,
com pralica de taberna : na ra de Apollo n. 19, se
dir quem precisa.
D-se riiuhciro a juros em pequeas quanlias,
sobre penhores de ouro e prata : na ra Velha
11.35. ,
AGUA DE MALABAR POR LASCOMBE.
No Bazar Pernambucauo se eiiconlra lao prodigio-
sa agua para ungiros cabellos, onde tambera por me-
nus de 10 francos se transforman! em louros, casla-
uhos c prelos, os cabellos que enlrarcm blan-
cos.
Precisa-se tic urna senhora sem pensAo tle fa-
Ihilia, e que tenha as qualidades nccessarias para
educar urna menina em um engetiliu tli-laiilc 13 le-
guas desla praca: quem pretender dirija-se a ra
das Cinco Puntas n. 82, ou annuucic.
Furtaram no dia 8 do corrente da
casada ra Direita n. 10, tres casticaesde
prata com boccal de metal para lanterna,
urna bandejinha com thesoura tambem
de prata, tudo obra do Porto : roga-se a
quem for olerecido baja deapprehender
e levar a casa de Joao Ignacio do llego,
que sera' generosamente recompensado.
Manuel Jos Gomes Braga embarca para o Rio
de Janeiro o seu escravo orinlo, de nome Jos.
I.ava-se e engomma-se cora loda 1 perfeicao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
AO PUBLICO.
O abaixo assignado declara ao prtblico, que dissol-
vco a suciedade que litiha cum o Sr. Manuel Pcixo-
(0 da Silva Jnior, na botica da roa do Rangel 11.8,
ficando o dilo Sr. l'eixolo rcsponsavel a esta praca
ao activo epassivo; declara mais, que se acha li-
quidado para com o procurador de sua confiada,
em Portugal, a Sra. D. Margarida Augusta da Sil-
va, e para que conste, faz o presente, que assigua.
Recire 10 tle agosto de 1851.
.Joaquim Rodrigues Pinto.
Auscnlou-se da casa do seu scnhnr o prelo Ma-
noel, crio 11 lo, ric idade25anuos, pouco mais ou me-
nos, com os signaes seguiutes : leven camisa ric ma-
dapolao e calta de riscario azul, he padeiro, tem urna
cicatriz de lalhu na testa, fie quebrado do ambas as
venillas, baixo, falla alravessado, leven um chapeo
de palfia sem abas : quem o pegar, leve-o .1 padaria
do paleo da Sania Cruz 11. 6, qne ser recompen-
sado.
-* Appareccti na casa do abaixo assignado, no dia
7 do corrcnle, a escrava parda, de nome Josepha,
que reprsenla ler 30 anuos de idade, pcdiudo'que o
mesmo a cuinprasse, e dizendo ser escrava do Sr.
Malinas F'erreira rie Mello, morador no Bonito, por
isso sendo que o mesmo Sr. aqueira vender ou della
lomar cunta, dirija-se ra da Cadeia du Recite 11.
38, qoe pasando as despetas da mesma se Ihe entre-
gar, firatlo certo de que nao se rcsponsabilisa por
foga 011 inurle.Tiburcio A. de Oliceira. >
Oflereee-se um mogo de 15 a 16 a unos, para
caixeiro de taberna, do que j lem pralica, sabe cs-
crever e contar, e tl fiador a soa conducta : a ira-
lar na ra da Senzala Velha n. 50, primeiro andar,
ou aiinuncic.
Roga-se aoSr. caulelista S. de Aqu no Forre i-
ra, qoe, oma vez que sedeliheroo > por mais algoos
lusles pagar os premios da lotera sem descont,
quando sao por S. S. rubricados, se iolercssc para
com oSr. thesooreiro das da provincia, lemhranrio-
Ihe a urgente necessidade de amas urnas maiores e
mais bunil-. nao s para se baralliarera bem os bi-
lheles e serem as orles mais divididas, mas mesmo
para despertar mais confianra e mais f, e espera
ser altendido.o amigo do cobre sem trambollto.
PIANOS.
Paln Nash C. acabara de receber de Londres
dous elegantes pianos, feitio vertical, de Jacaranda,
iguacs em qualidade e vozes aos dus bem c.onhecitl
autores Collar,! Collard, ra do Trapiche Nov
11. 10.
S88SfS @
S DENTISTA IRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larca Sjt
fg do llosario 11. 36, segundo andar, eoltica leu-
3$ les com gengivas artificiaos, c dentadura com- C
i pela, 011 parte della, com a pressao to ar. t{
3:; Tambem lem para vender agua ilentifrice do %
3 Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do $
v3 Rosario n. IMi secundo andar. iS
sjga#;eiss@
Manuel Antonio Teixeira vende o seu buhar c
lodos os seus pertcnces: a tratar na Liugoeta n. 2.
J. Jane dentista,
contina rezidir na roa Nova, primeiro andar n. 19.
|tMttWtl>M:M>tfM>tt
9 O Dr. Sabino Olegario Lodgero Pinito mu-
$~ dou-se para o palarele da ra de S. Francisco ($
M 'mundo novo) n. 68 A. X
loteras da provincia.
O tbesoureiro geral das loteiias avisa,
da primeira parte da segunda lotera a'
beneficio do hospital Pedro II., na the-
souraria das loteras, ra do Collegio 11.1 ,
na praca da Independencia n. 1, e na
loja do Sr. Arantes n. l, ra do Quei-
mado ns. 10 e 5), ra do Livramento n.
22, aterro da Roa-Vista n. 48, praca da
Roa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impreterivehnente nodia 18 de agosto, as
9 horas da manhaa ; e os bilhetes eslao a'
venda at o dia 17 as 0 horas da tarde.
Preco interos 10,f000
t meios o'OOO i
M
S Antonio Agripino Xavier tle Brilo, Dr. em
Si medicina fela laculdadc meriiea da Babia,re-
i:; side na ra Nova n. 67, primeiro andar, ou-
$ de pode ser procurado a qualquer hora para o
i-' exercicio de sua proiissao.
SSgS@S:Si3SK
ASSOCIACAO' COMMERCIAL DE PER-
NAHBUCO.
A commissao nomeada pelos senhores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esta associacao para os
prejudcados com a nnundacao de 22 de
junho, convida aos que mais soll'reram
com tao funesto acontecimento e ficaram
reduzidos a' indigencia, a apresenlaiem
seus requerimentos acompapliados de at-
testados circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia, para
serem attendidos. Deveudo taes requeri-
mentos serem entregues ao archivista da
associacao, no largo do Corno Santo, at
odia 15 de agosto prximo futuro A. V.
da Silva Barroca, secretario da rom mis-
sao.
D. W. Baynnu cirorgiao dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo ii, 12.
| EXPLENDIDOS RETRA- 1
W TOS ACRYSTALOTYPO, |
B ao respeilavel g TIRADOS UMCAMEME CUM A (Z
SSra j S CLARIDADE PRECISA. i
J. J. Pacheco, leudo resolvitln riemurar-se W
mais alguus dias uesla ridade, previne a lo-
das as pessoas que desejarem um perfeilo i,
i [trato, que riignem-se procura-lo no seu es- labelecimento, quer esleja o tlia claro ou >A
escuro. Os retratos saolixese inalleraveis tJ
com o lempo, o as cores sao as mais nalti-
raes que aqu se lera vislo. O respeilavel
publico continua a ser convidado a visitara
galera lodos os dias, tlesde as 8 horas da ma-
nhaa al as 9 da noile. No mesmo estahe-
lecimeulo encoulranlo os preteudcnles um
rico sortimento de quariros, caixas, alline-
les, cassole'.asc aneis. Aterro n. 1, terceiro
ailar.
w
i
i
i
I
i
i
I
8
Da-sc 700s000 rs. a juros com h\-
potheca em urna casa terrea, quesea em
boas ras desta cidade : quem pretender,
dirija-se a ra Nova, loja n. 5-i, que se di-
r' quem da'.
Aluga-se a casa tle um andar da ra ta Gallo,
por delraz da casa do Sr. Manoel Alves Guerra, na
ra da Aurora: a Iralar na ra do Trapiche n. 14
com Manoel Alves Guerra Jnior.
APROVEITEM A OCCASIAO,
Para liquidaciio decontas, a/.-se nego-
cio com urna loja com poneos fundos,
sila no alerro da Boa-Visla, e propria para qual-
quer estabclecimento, onde tambem para o mesmo
lira vende-se ou aluua-se urna arinacao por barats-
imo preco, aehaDdo-se esla collocad'.i era ulna boa
casa, a qual paga o diminuto aluguel de Iil-ikki rs.
mensaes : quem a preleoder drija-sc a mesma ra
taberna o. 42.
No aterro da Boa-Vista n. 55,
ha grande sorlimenlo de rodas de carro de madei-
ra de fura e do paiz.
Precisa-se alugar urna casa com commodos pa-
ra pequea familia, sendo na lloa-Vsla, as ras
do Aragao, Solcdade, ou Gloria ; ou mesmo no bair-
ro de Santo Antonio : quem liver para alugar diri-
ja-se ao 2." andar da casa ric i ailares ta ra do
Bru, pcrlencenteao Sr. Francisco Alves da Cu-
nha.
Na ra do Trapiche n, 17, recebem-se encom-
meudas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se mostrara ricos de-
senhos.
Ao connnereo.
O abaixo assignado. convencido do muilo que cou-
viria cslabelecer-sc em l'ertiainbuco umn aula em
que a mocidade, que se destina carreira do rom-
mercio, podesse pralicaineiile adquirir os conheci-
nientos neccssarios, para bem desempenhar as fnne-
ees de caixeiro em qualquer escriplorio nacional ou
estrangeiro, apezar de reronhecer as suas poucas
liabililaeoes para lira semelhanlc magislerio, vendo
eotn ludo, que outrus muilo mais habilitados se nao
tem ale aqu prupuslo a isso, vai elle, confiado ni-
camente na pralica que lem de alguus annos, abrir
para este litr. una aula, na qual se prope a ensiuar
a fallar eescrevera lngua inglezaea trncela, con-
labilidade e escripluracao commercial pnr partidas
dobradas. As licjOes tle cada oma das duas linsuas
serSo em das alternados, c para qne os alumnos
possam em breve falla-las, nao se Ibes consentir
que depois dos primeiros tres mezes de lidio lallem
na aula outra lingna, que nao seja a da clame res-
pectiva. A abertura lera lugar no dia 1. de de sclem-
bro, e as pessoas qoe a quizerem frequenlar sede-
ver.lo com antecedencia dirigir loja dos Srs. Gou-
veia & Leile, na ra do Queimado, amule podcrAo
tambero eider as mais informacies, que a respeiln
desejarem. Adverle-se que a matricula s estar
.iberia al o tim deste mez, e que depois desde dia
nao se podem a Imittir mais alumnos dorante este
auno.Jote da Maia.
Antonio Jos da Silva Guinares faz sciente aos
senhores negociantes do trapicho c uniros mais ere-
dores, qne lem justa c contratada a compra da tabrr-
oa sila na ma dos Mailvrios n. :i(, pcrlencenle ao
Sr. Jos Gomes F'erreira da Silva, c para que nao se
chamen) a ignorancia faz o prsenle annuiico.
Alugam-se os Ires andares do sobrado n. 30
da ra da Cadeia do Kcrife: a tratar na loja da
mesma.
Antonio Jos da Silva qoe foi caixeiro de
F'rancisco Dotclho de Andrade, em Sanio Amaro, de
boje em dianle minino o scu nome para Antonio Jo-
s da Silva Guimarcs.
Os abaixo signados avisam ao respeilavel pu-
blico, e com especialidade ao commercio, que ilissol-
veram aiiiigaveliuciite a suciedade que linliara ua
loja de miadeitM sita na ra Collegio n. 1, que
cyrava sb a firma social rie Lima .\ Guimaraes, fi-
cando o socio Guimaraes com o eslabelecimeulo com-
prehendeutln o activo c passivu, o ficando o socio
Lima desoncrad de loda a responsabilidade, passa-
ila, prsenle e futura, cuja dissolurao teve lugar em
o primeiro rie jillmdc 18.V. Recite primeiro ilc a-
gosto de 18."ii. Manoel Xavier Coma Lima.
Francisco toncihe Cuimarcs.
Temi no dia i to corrente deixado tle ser ad-
ministrador de alinda corheira de carros na ra de
San Francisco il 3 o Sr. Marianno dos Res Espin-
dola Jnior, declara o abaixo assignado, para co-
uhecimento rio inblieo, qte a casa nada rieve nesta
praca, nem foradella a pessoa alguma, de qualquer
compra ou Iratnacco fcil polo dilo Sr. Mariano;
e nem jornal de quera na dila casa servisse al o re-
ferido tlia.Joco Francisco do llego Maia.
Aluga-se jma prens no Forte to Mallos: a
Iralar < om I,ni/ lime Ferreira.nO Moudego.
Na ra Nova u. ">2 loja de Bonvenlura Jos de
Caslro, precisa-se tle um menino qoe seja brasileiro
uo purlimucz, bem ler e esrrcer c Irtiha alguma pralica de com-
mercio, c que ole d conhecimento de sua conduela.
l)-s diuieiro a premio sobre penhores tle ou-
ro, sendo em pequeas porces: quem precisar vi a
ra ta Trompen. 15, que achara com quem Iralar.
No dia do correle fugio um macaquinho
muilo mamo, efoi visto ser pegado por um mole-
que, e no meso momento apparecera um sujeilo
em mangas le misa e toinou to referido intrinque,
dizendo que cr seu : quem do mesmo souber ou
leva-I" ra da Trincheiras, sobrado n. 17, ser
recompensatlo.
A 20 to nvzde jolho prximo passado dcsap-
pareccu urna csirava, tle afio Calmuda, de nome
Isabel, com ossgnaes seguinles ; corpo secco.'allu-
lura regular, eaa com marcas de bexigas, urna pe-
quena costura in urna das orelhas ; Ievou saia de
algedao azul, pumo da Costa com bico pela beira,
anda cum um hbuleiro, lem sido encontrada pelas
estradas do M-nleiro, Casa Forte, Allliclos, becco
do Espinheiro,:ainitiliodeBeberibe, Passagem, Es-
trada .Nova, e ."uledade: quera a pegar, leve-a ti ra
eslreila to Kosto, sobrado n. T">, que sera recora-
pensatlo.
A pessoa que aiinunciou querer comprar um
eaix.ni 2ranric (ira deposilu de padaria, dirija-sc
ra Direita n. 9, que encontrara um dos mclhores
caixes para ese fim.
Desapparceu no dia 21 de jiilho de 18.">i um
escravo, ciioul, de nome Euzcbio, de idade 23 an-
uos, cor fula, t bonita figura, altura regular,clicio
do corpo, barbilo, cabellos no peilo, ps grandes:
quem o pegar,lirija-se ao silio Mirucira, em casa
de seu senbor iiaquira Jos dos Santos, que ser
bem recompeuado.
ATTENCAO".
Besapparecei da ra da'I'raia, do sobrado n. .">8,
um cabritilla le nome Hypolilo, tle idade pouco
mais ou niciio II annos, com os signaes seguinles:
cabera oval, olios pequenose ntuito vivos, ps gran-
des e feios, lewu camisa branca e ceroula. Ha no-
ticia que elle ma vadiamlo pelos Afogados com
nutro: pede-st as autoridades policiacs a captura
do dilocahrinhi. ou a outra qualquer pessoa do po-
vo, que ser gaerosamentc recompensada, levan-
do-o ao sobradi urinia.
O abaixo issiguadn,* pe presente convida a
todos os seus cedores, para que no dia 12 do cr-
rente comparecn em sua casa, na ra Imperial,
alim de ciaminrem o scu pequeo eslabelecimento
e fazerem com qoe as circunsliiriasdo leui|H> nao permillem que o
mesmu cunlinu con o mesmo negocio, lano por
nada a casa veiler, como o mo lempo, e como pe-
las divida quen mesmo abaixo assignado lera, as
quaes aprsenla. Rerifc 10 de agoslo de 1834.
Joaquim Jos de Mactdo.
Na ra Nva n. 12dir-se-ha quem dii 1O0SO00
a juros com peiiores.
IKMANUAiE DAS ALMAS DO REC1FE.
O juiz da n minia le tas almas, ercrla na matriz
de S. Fr. PeririGonralves do Recite, convida a lo-
dos os irmaos rimesma irmandaric, para compare-
rerein no tlia 1 do correle, pelas { horas da lar-
de, no ronnislon da mesma irmandade.
Ajada techan) por alugar os armazens, silos
na roa da Praiai. 32 c 34, pertencnlesa veneravel
ordem terceira e S. F'ranrisco tlcsla cidade; os pre-
lentlonles podet dirigirse ao abaixo assignado, em
poder tle quem e acham as chaves, par serem vis-
Ios, e ao Sr. miistro Caelano Pinto de Veras, pes-
soa competente para alima-lo.O secretario inte-
rino, ThonutS jic da Cesta e .S'ti.
Um humentsenlo de 1. c 2." linha, se ofTere-
ce para algotna lm uislr.icao, e para isso da lianca
idnea : quem aizer annti.ncie.
Ilieardo Aialin, tendo tle fazer urna viagem,
roga a qoalqueriessoa que se juluar sen cretlor,
apir.cute sUa cnla para ser paga, em casa da sua
morada, ra da .urora, junio a casa dos cxposlos.
Ouem precar tle um homein para feilor de
silio, dirija-se .ra do Sebo n.-37.
O baclirel Innoeencio Serfico de
Assis Carvallt, em enmprimento aos no-
vos estatutos da faculdade de direilo de
Olinda, declra quedeixa de ensinar par-
ticularmente
9 O Dr. .loa Honorio Bezerra tle Menezes, 5*
E formado em ledieina pela faculdade da Ba- C<
hia, contina no exercicio tle sua profissiio, na 0
9 ra Nova nJ'.I, segutido andar. &
mtmm9mmm99
Roga-sc ; I llm. tbesoureiro das loteras da
provincia, que ira bem do credilo das niesmas, o
qual S. S. vai Itanrio a altura que Ibes compela,
e para que ludov de accordo, se sirva mandar fa-
zer novas unase era ponto maior, para que na oc-
casiaodc mechetm-se os bilheles, licarem estes suf-
firienlemcnle bralhados, e momo porque ellas j
nao eslao m eado de supportar a conlianca dos
que dao o seu Mrezinho para o (al jogo como este
scu criado.O nptoradnr.
Precisa-seeum caixeiro que Icnha pralica de
taberna : na ru Direita dos Afogados n. 13.
Vende-se a taberna das Cinco Ponas n. 111,
com puucos fundos ou mesmo somenle a armaoao da
dita, a qual lem commodos para familia : a Iralarno
Passeio Publico n. 13.
Vende-se urna porcao de c ixilho, e grades de
portas e anellas, tudo de amarello e do melhnr gus-
to, de cuiiforiuidade com as po-.mas da cmara, e
bem assim algumaa perlas de louro de almofadas e
unirs ,le fixa para o interior de qualquer casa mu
bem feilas: defronle da cadeia loja de trastes do
Rezende n. 22.
Vende-se ou arrenda-se um bom silio lodo mu-
rado, rom oma oo duas casas muilo commodas, vi-
veiro, pomar novo e fraclifero ; grande parreiral e
carimba de boa asna, no principio da roa Direila
dos Afogados: a fallar com o leocnle-cnronel Fran-
cisco Luiz Macicl Vianna, primeiro sobrado junio a
ponte lo mesmo lagar.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Caricia do Rccifc n. 18, primeiro an-
dar, escriplorio de Ausnslo C. de Abren, ronli-
nn.im-se a vender a RJOOO o par ;preco liv.o) as ja
bem condecidas e afamadas tiavalbs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm tle duraren) exlraordia-
riamenle, nao se seniora no roslo na areno de cortar ;
venden)-se rom a rontlicao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 13 dias depois
da compra resliluiurio-ae o importe. a mesma ca-
sa ha ricas lesournhas para unhas, feilas pelo mes-
mo tal acaule.
BENGALAS BARATAS.
No bazar pernambucauo ven lem e pelo diminu-
to preco de 1j.
HE GRANDE NOVTDADE PELO PRECO.
Ohjeclos de Tanlazia muilo ricos, proprios para
ornamento de mesas e tambem almofadinhas de vel-
ludo para assenhoras pregaren) agulbas e alfiietes,
no bazar periiamhurann. ra Nova n. 33.
BAZAR PERNAMBLCANO.
Os rinos deste eslabelecimento avisam a rapaziada
que rhegocm tis camisas brancas com peilo de linho,
e moilo bem feilas (alerta '.) para a fesla qne est
pe rio.
PARA FA/.ER CAFE.
Ricas machinas brancas e domadas pelo dimitilo
prec,o ric 133. e uniforme de lia, alpaca e merino,
para creanoas tic Ires a quatro anuos no bazar per-
nambucauo n. 33, nao esquecenrio as argas e bra-
celetes de goslo moderno, e muilo bem gah anisa-
dos, sendo aquellas a 13 e esles a 3$.~i00.
DEPOSITO DE Oj>l. DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recite u. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, rccenlementc chezada.
BRIM BRANCOE DE COR.
Vende-se brira trancado de linho a 500 rs. a vara,
dilo escuro de quadros tambera de linho a 600 e720
rs.- na ra do Crespo n. 6.
Vende-se era conla urna hospedara em Mari-
rola cora rancho e bastante afrecuezada com os com-
modos seguinles: urna cocheira que acommodar 20
cavallos, 3 quarlos de aluguel, um rancho aborto,
urna venda e casa de morada, ludp pegado e bem
construido: quem a pretender dirija-se a ra do
Vigario ii. 1i Iralar rio ajuste.
AO MADAMISMO.
Na roa Nova n. 52 loja tic Boa ventura Jos de Cas-
lro Azevcdo vendem-sc lencinhos tle rclroz chega-
dos ltimamente ta cidade tle Lisboa, proprios para
os encantadores pescocos do madamismo, a 800 rs.
cada um.
Vcndcm-se os Ires volumes do Guarda-I.ivros,
moderno: na ra da Sania Cruz n. 86.
Na ra das Flores o. If7, primeiro andar, ven-
de-se corps de droil francais, ou collcccao completa
das leis, decretos, onlenacoes senatos-coDSullus, re-
golamenlos ele, publicados em Franca desde 1789
al agora.
Aterro da Boa-Vista n. 55.
Vende-se a parle de um sobrado de dous an-
dares, collorado em urna das mclhores roas dobair-
ro de Sanio Antonio, lugar por onde passam todas
as prociss es ta (Juaie-ina : quera a pretender diri-
ja-se a fresuezia da Boa-Vista ra do Sebo, casa n.
40, que alti se dir quem faz es-e negocio.
0
Aobarato.
Vende-se por menos de seu valor
g as fazendas existentes na loja de 4
q portas da ra do Queimado, nume-
m ro 10.
Vende-se a padaria da roa das Larangeiras.
bem como o deposito da ra Nova : Iralar na ra
das Larangeiras n. 18.
Vende-se um bonito rariiiihu de quatro rodas
para um e dous cavallos: para ver-se no Ierro da
Boa Vista cocheira do Miguel; e para Iralar no se-
gondo andar da casa n. 53 da ra da Cadeia do Re-
cite.
Aos f0:0001900, 4>:000000 e l:000f.
Na ra da Cadeia do Rc-
cife loja tle cambio n. 24. es-
lao exposlasa venda asmui
lo afortunadas cautelas da
lotera do hospital Pedro II,
do caulelista Antonio da
Silva Guimaraes, cujas ro-
das andan iuiprclrri.cimen-
te no dia 18 do corrente.
COMPRAS.
Compam-se patacoes brasileiros e
bespanlies :na ruada Cadeia do Recife,
loja decaml n. '1\.
Coiiipra-stiira parti de 15 a 17 anuos de ida-
de, que seja satn c inteligente ; a Iralar com Luiz
Gomes Ferrera no Moudego.
Compra-siun pequeo silio com boa casa de
vivenda, cbaosiroprios, murado c perlo do Recife:
he bstanle qiiecnha larangeiras, mangiieiras eja-
JUtiras: quem ver para vender, estando livrc e
esemharacadoaiiiioncic para ser procurado.
Cmprame Ha 10 niilhcirosde cachimbos de
barro : quem leraiinuncie para ser procurado.
Compra-sem bom estado tura ou duas bom-
bas para racima : quem as liver aniioocic.
BAO DE PEKXAMBUCO.
O Banco e Pernambuco compra let-
tras sobre olio de Janeiro.
Compra-s. un moleque de l a 1 ti anuos, que
seja boa figura,adioc proprio para o servico de urna
casa ric familia na ra da Cruz o. 15, escriplorio
de Viuva A moni A; I rm.'io.
Compa-se urna escrava de 20 a 2(i
annoS de idae, que Saiba coser e engom-
mar ; agrando nao se ollia a preco :
quem a tve podera' levara ra do Vi-
gario l. lO^cgundo andar, no escripto-
rio de Macbdo & Pinbero, para tratar.
Compra-s tima casa terrea, no bairro da Boa-
Visla : quem lier annunrie.
Compra-mu caix.lo grande para deposito tle
padaria : quentiver aiiiiuncie.
Compra-sum moleque ou mtilalinho'de 2 a 3
amniste idade quem liver aninincic.
VENDAS
Pl.BLKACAO' RELICIOSA.
Sabio luz o ovo Mez de Mara, adoplado pelos
rcvereiidissiiuosiadrescapuchinhos de N. S. da l'c-
nha desla cidadi augmenlado cora a novena ta Se-
nhura da Concieao, e da noticia histrica da mc-
rialha milasrusac doN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se unirameiu na livraria n. 6 c 8 da praca da
independencia, i 19000.
Vende-se ma escrava, criolita, moca, sem o
menor defeilo tira vicio, saliendo lavar, engommar
c rozinbar : aua do Crespo n. 16, luja.
Ao barato
A taberna da ua do Rangel. quina do becco do
Treni it. II, aeh-te sorliria tic lodos os gneros no-
vos etle boa qii.idaric, romo sejam: manleiga iu-
gleza i 100. W c 720 rs., cha a 1J00, l5'JIX) e
232IHI, paios duguicas muilo novas, por prero
commodo, dorc.e goiaba lino, eoulros muilos mais
gneros, que scveudcni baratos, assim os freguezes
levem dinheiro,
Vende-se ma ovclha parida, muilo mansa, e
com bom leile); las Cinco Puntas, a fallar com o Sr.
Domingos Couliho.
Vndese fumo em ollia, de varias
qualidades, tscolbidas c boas : a tratar
com Antonioli' Almeida domes ti Com-
panlia, na ru doTrapiclien. 10.
Jacaranla' de muilo boa nbalidade :
vendem Auliio de Almeida Comes vV
Companhia, na do Trapiche Novo n. lo,
segundo anda.
Vende-se um cabriole! novo, de
bora goslo.
Ai que Irio.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs.. dilos brancos a
IJgOOrs., dilos com pelo a mitaco dos de papa a
19400 rs.: na ra do Crespo loja n. (i.
Vcndem-se bichas superiores de llamburgo, em
primeira mao, o por preco commodo : no nrmazem
ta ra ta Crozn. .
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Venaem-se velss de cera de carnauba de 6,8 e 9
em s, da melbor qualidade que ha no mercado, fei-
las no Aracaty : na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro ailar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de rarnauba do Aracaty : na ra da
Cadeia do Recife o. 49, primeiro andar.
Ra do Crespo n. 25. &
Vendem-sc chitas francezas largas dt cores
escuras a 240 o covario, corles tle casemira tle
cores c padrfies modernos a 45500, dilos de &
casemira piola fina a 49500, panno prelo e 9
do coros a : 1-:n 1 o covado, corles de meia ca- *4
sentir a l."H>00, ditos tle brim de linho de co-
> eude-se urna mobilia de amarello quasi nova,
por seu dono relirar-sc para fra da provincia, por
preco commodo: a Iralar ua ra da Penfia, sobrado
". A 2, segundo andar, das noves horas aomeio-dia.
Vende-se um terreno na ma Imperial, com 220
palmos de frente, e grande eilensao de fundo, duas
moradas de casas terreas sitas na ra do Jardn) e
ra ric Sania Rita; e um bom sitio em Ierras pro-
prias no principio da estrada do Arraial: na ra Di-
reila 11. 40, segundo andar.
Vende-se a casa terrea de pedra c cal na ra
dos Coelhus 11. 9, prximamente edificada,dirijam-se
a ra da Rosario n. 48, padaria.
Caixas com vidros.
Vendem-se caixas com vidros de lodos os la-
manhos e preco commodo: na ra da Cadeia do Re-
cife loja n. 64.
Cobre de forro.
Vende-se enbre de forro de diversas grossuras e
preco commodo : na ra da Cadeia do Recife loja
o. 6t.
Vende-se superior farinba de man-
dioca de Santa Catbarir-a, em sacras por
preco muito commodo: a tratar no arma-
zem de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da Alfandega, ou com Novaes & C.
na ra do Trapichen. 5i, primeiro an-
dar.
Vendem-se queijos do cortan rnnilo frescacs
e pon na de fina : na ra da Couceicflo n. i.
Na ra das Flores n. 37, primeiro andar, ven-
de-se urna rica colleccao de vista de Paris.
Vende-se um prelo crioulo de 30 annos de ida-
de ponen mais ou menos, moilo forle, sem vicios nem
molestias : u. ra rio A mor m 11.25.
Vende-se farinlia de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor, ou a Iralar com Tasso Irmaos.
A boa pitada.
Rape de Lisbo%inuito fresco em boles de libra, se
vsnde na ra do Queimado n. 9 : loja de Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo.
A contento.
Navalhas de barba rio mais acreditado aulor John
Barbier, se vendem ua ruado Queimado o. 9 : loja
de Ah mi Luiz de Oliveira Azevedo.
Vendem-se 4 moloques rie bonilas ligara* : na
roa Direila 11. 3. .
AO BOM E BARATO.
A diubeiro a' vista.
Para se ullimar e liquidar conlas, vendem-se a
troco tle pouco dinheiro as seguinles fazendas, pro-
prias para homens: pannos fios prelos de cores fi-
jas a 33500 e 49OOO, dilos verde e cor de rap a 48,
corles tle casemiras de cores lisas e de quadros a 4 e
55OOI), casemirctas pretas e tle cores com msela, pro-
prias nara palitos, fazrnda muilo fin, a 800 rs. o
covado, alpaca jle corrio de cores moilo lindas para
palitos a 640 rs., merino preto superior, de lostrc. a
xfOOO, casemira preta fina e muilo superior a 23000
o covario, corles de eollele de gorgtirao de linho e
sctla tic quadros modernos a 1&600, brim trancado,
pardo, de linho, muilo lino a 640
Vende-ce junco e palhinha j preparada'para
empalhar cadeirai, sofis e marquezas, muilo em
cunta, assim como se empella loda a qualidade de
obras com inuila brevidade, e mais em conla do qoe
em outra qualquer parte: na ra da Cadeia de San-
io Antonio n. 20,
SALSA PARKILHA
nova e de superior qualidade, em rosol pequeos
vende-se na Iraveasa da Madre de Dos, armazem
'-"Vende-se 100 alqueires d. | de Lisboa : a
tratar na Iraveasa da Madre ric Dos, armazem n.12.
\ eude-se urna negra, trmul., cora um mulali-
nhu de 4 anuos, cotinlia, lava e engomma na roa
de S. Bom Jess das Oioulis n. 34.
Chapeos e esteiras. muito barato a
dinheiro.
Vendem-se esleirs em reales a 1481100, chapeo
rie palha nov os, o renlo a 128000, cera araarella, di-
ta rie'caruaba, courinhos miodoK, tola e 2 toalhas
rie laB)rinllio com bico, tudo paia liquidar conlas :
na ra da Cruz do Recife o. 33, eaa casa de S A-
raojo.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na roa do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se castas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
LKNCOS DE CAMBHAIA DE LINHO A 48300 A
UUZIA.
Na ra do Crespo 11. 5, esquina qoe volla para a
ra do Collegio, vendem-se leiir-o de cambraia de
linho Unos em caixinhas com lidas eslampas, pelo
barato prero da 48500 rs. a riuzia, para acabar urna
pequea porcao qne anda reala.
Vende-se um excellente carrtnho de 4 rodas,
raui bem constroido.eem bom estado ; est esposio
na ra do Aragao, casa do Sr. Nesmen. 6, onde po-
dem os pretendentet examioa-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senbor cima, ou na ra da Crnz no
Recife n. l'T. snna/.eni.
Vendem-te a 38 sacras grandes com arroz de
casca: no armazem defronle da porta da alfandega.
V ende-se a padaria ua ra do Pire o. 44 pro-
pna para principiante de poucos fundos : a tratar
uo armazem de carne, na ra da Prnia 11. 35.
> eiiricm-se relogms de ouro palete inglez, ja
bem conliecidos ueste mercado, liulia de algodo pa-
ra co.lura em novellos ecerritel, fio de liuho para
sapaleiro, papel fino para escrever pelos paquetes :
emeasa de Russell M.llors & Companhia, ra da
Cadeia do Recife n 'Mi.
Vende-se a loja de miudezas com poucos lau-
dos propria para qualquer principiante, nu alerro
da Boa-Visla u. 72 : a iralar na mesma roa u. 78.
Na ra do Collegio n. 1-j, segundo adar, se
dir quera veudc duas escravas mocas com habilida-
des e Ires Irados escravus para todo o servico
W Vendem-se corles de cale,, de^miradS
algodau, pelo baralo precede 1j(6C0 cada cor- #
le : na loja de 4 portas, na roa do Queimado m
n. 10. S
3
Vndese um terreno na ra da Praia, junio a
casa do Sr. Jos Hvgiuo d Mirauda, o qoal lem de
frenle pela ra da Praia 57 W palmos, ede fundo
.1/2, c tle freole pelo caes do Hamos lem 70 palmus ;
esla aterrado e proraplo para se edificar: quem o
pretender, procure a Bernardo Ailionio de Miranda,
ua ra do Turres.'
Jigs-js @a399 9lt4Jj)AA*
V eudeui-sc cliapeos francezes finos, da olli-
9 ma moda, a 65CJ cada om ; -na loja de 4 S
9 portas, ua roa do Qoeimado n. 10.
3? a 210 o covado, merino prelo com duas lar- @
9 guras a INinii o covado. chales de lila grandes "
W e de cores escuras a 800 rs., ditos encorpados
9 a 19280, esguiflo tle linho muilo fino a 18120
9 a vara, selim prelo moilo eocorpado e de so- 59
9 perior qoaliriatle a 28500, rambraias prelase ;'
9 de cores, goslus modernos, por preco coramo- 9
t do, chapeos do Cbili litios, e oulras mullas fa- $
S zenrias por prero moitu em conla. 9
QM99&!r99#&8&&9e9eli@&
Vcnde-sc o fohrado de Ires andares e sold da
ra do Queimado u. '2, o qn.il faz quina para a pra-
<;a da Iiidepeiidencia : a Iralar no pateo do Carino
por cima da botica, das 0 as 8 da manhaa, e das 4
as 6 da larde.
LIQl'IDACO' DE CONTAS.
Barato sim, liado nao.
Na roa do Qoeimado, loja n. 17, ao p da bolica,
vcndcm-se para liquidaciio, fazendas por barato pre-
co, como sejam : as modernas orleans de seda furia-
cores, com msela, propriaspara vestidos de senhora
e uicnina a 100rs. cada covado, sedas tle quadros
escoeczasa 13410 rs., grosdcnaples de seda lurla-co-
res a 18600 cada covado, e nutras fazendas por bara-
to preco, a dinheiro o visla.
Chapeos de sol muilo grandes, rom rabos de
caima e baleas, muilo fortes, de seda de todas as co-
res e qualidades, lisos c lavrados, proprios para a
chuva. por preco muilo commorfo ; na ra do Col-
legio ii. k.
Xa rila do Trapiche Novo n. 16,
vende-se :
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMACO azul ebranco, chama-
do .Miilim Superior, em resmas de 500
tollias, e outvas qualidade* mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESO muilo superior, proprio
para esciiptorio, e outras qualidade*
maisein conta.
PAPEL E CORES, em formato grande.
U.MA PEQUEA porcao de lonas boas-
TAPETES de superior qualidade recente-
mente chegados.
ALVAIADE DEZINCO, acompanbado do
competente seccante, muilo recom-
mendavel pela grande superiorklade del
tinta que produ/..
PRECOS DE FERRO em bom sortimento.
XII '.OXSl'LTOniO HOHEOPATHICO
1)0
DR. P.A. LOBO HOSCOSO.
Xeudera-se issrguinlcs obras tle homeopalhia em
francez :
Manual rin Dr. Jahr, 4 volumes Iihhhi
llapou,.historia da homeopalhia, -volumes 16^100
ll.iilliin,ni. tratado completo ttas molestias
dos meninos, I volunte 10-5000
A. Testa, malcra medica bom. *000
De l-'avole, rioulrina medica hom. T-i uhi
Clnica" de Slaoucli (OIH
Carling, verdade da homeopalhia 4SO0O
Jahr, tratado complelo das molestias ner-
vosas 6JOO0
Diccionario tle Njslen 10000
Vende-se chocolate francez de su-
perior (|iialidade: na ruada Cruz n. 2(i,
primeiro andar.
Na ra do Vinario n. 19, primeiro andar, ven-
rie-sc cera lano cm urunie, como em ) ella, em cai-
as, com muilo hom sorlimenlo c de srperior quali-
dade, chesatla tic Lisboa na barra Cralidao, assim
como bolacbinhas era latas de X lihras.e farello muilo
novo cm saccas de mais de 3 arrobas.
'3|l Deposito de vinho de cham-
| nagne Cliateau-Ay, primeira qua-
% lidade, de propriedade do condi
S de Mareuil, rita da Cruz do Re-
cil'e n. 20: este vinlio, o melhor
5/ de toda a champagne vende-
|A se a bsOOO n. cada caixa, acha-
- se nicamente emeasa de L. Le-
9 comte Feaon tS Companhia. N". B.
19 As caixas sao marcadas a fogo
^ Conde de Mareuil e os rtulos
[ das garrafas sao azues.
83S@:e: @8@ 9
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes e encorpados,
dilos brancos rom pello, mtijto grandes, imitando os
de laa. a 1*101): na roa do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
CEMENTO K(IMANO.
Vende-se no armazem n. 1.1 da roa da Croz un
Hcrile.

Vende-se un escravo de 24 a 25 almos, de na-
c.ao, bem parecido, e proprio para serviso de campo
por ler di.sd*uso : ua roa Imperial n. 7.
Vende-se a caa terrea da roa da Mangneira
n. 32 : a tratar ua mesma.
S-*<3*@35&* SS999999m9
9 v eodem-se cassas de corea.lisas, e bom'los M
9 padrees a 500 rs.-a vara : na loja de 4 porta* a
^ ua ra do Queimado n. 10.
-*.f#*K *&G9999m
Veode-se om moleque, crioulo, de idade 18
anuos, muilo bem parecido, boni bolieirp e copeiro :
quem o pretender, procure na roa da Gloria o. 70."
. Veodc-se ubi bonito escrayo, crenlo, de 20
annos, opiimo para pagem oo bolieiro : na roa Ve-
lha u. 94.
BICHAS DE HAMBLKGO.
\ endem-se aos ceios e a relalho as melhores bi-
chas que ha no mercado, e Umbem se alugam por
pieco commodo : ua loja de barbeiro, no aleiro da
Boa-Visla u. 51.
CALQADOS FRANCEZES.
Xo aterro da Boa-Vista, defronte da bo-
neca n. 14,
he chegado um novo e completo sorlimenlo de cal-
cados de lodas as qualidades, tanto para humeru como
para senhora, borzeguins elsticos paia homem e se-
nhora, meninos e meninas, e os bem conhecidos sa-
p.-itoes e bolins do Aracaty, lodo por preso commo-
do, alini de se apurar dinheiro.
Vende-se um escravo, crioulo, de idade 18 an-,
nos, pouco mais ou menos : os preteudcnles podem
na ciWlieira de Joa-
a vara, dilos de
a 13600, riscario .le liuho de cores escuras a'"Fores modernos, finaindo casemira aiHOO rs., lencos,
le seda para alstbeira, decampo branco, tazenda' dirigirse a roa de Sanio Ain!
uuito lina a \JyJS0. meios dilos para cravata a IjWOO.l 1u'm Barboza de Moura.
hapoos rte siil tle setla a .500, dilo francezes lino* ATTEAtAO' Ali' vlH-V
para cabeca a 63000, e muilo superiores a (-.VN) e j ^" rua ao Livramento n. VT, venfiMBchiU de ra-
78000, e oulras fazentlas por barato [ireeo : na rua
do Qucimatlo, luja n. 17. ao p da bolic*.
CHAPEOS DE SOI. A 43860.
Na rua do Collegio n. i, vendem-se chapeos de
sol tle seda prelos e tle cores, armaoao de balea, ca-
bos linos, os quaes avista da qualidade uinguem dei-
var.i de comprar, e oulras muilas qualidades, por
prero razoavel.
Com pequeo toque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de limito, a 33500 o covado : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volla para a cadeia.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Bodrigoes Andrade &
Companhia, roa da Cruz n. 15, vende-se muilo supe-
rior cera tle carnauba do Aracaly e Ass, em porcao
e a relalho ; c alm tic se pesar na occasiao da enlre-
aa se descontar urna libra de tara era cada sacco,
como he costme.
Relogios inglezes de patente.
Vendcin-sc a preco commodo, em casa .le Barroca
ti Castro, na rua da Cadeia do Bccife u. 4.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
seus pertcnces, em bom uso c de 2,000 libras : quera
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
FARIXHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior larinha de mandioca tle Santa Catha-
rina : no armazem de Machado & Pinhei-
ro, na rua do Amoiim n. 54.
DEPOSITO DE PANNO DE ALCODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de esclavos : no escriptorio de Novaes tSt
Companhia, rua do Trapiche n. 34, pri-
meiro andar.

POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se ads senhores de engenho o$
seus bons olalos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
inagein pora coberla a 160 ra. o covado, e a pera
53500, ditas de cares a 140, rosas cores lisas a 16,
fazenda de ilgodaO para roupa de escravns a 140o
covado, algodao de lislra a 160, cassas de cores filas
a 200 rs. o covado, ditas de babado a 29000 a pera,
e 280 a vara, rucados francezes a 160 o covado, sus-
pensorios de burracha a 80 rs. o par, selim preto e
Ir de rota a 400 rs. o covado, trela branco e rox
a 320 o covado, lencos encarnados para labac* a
160, dilos de cassa e seda a 41 J ra., camisas de meia <
para meninos a 500 rs., fuslo branco de superior
qualidade a 500 rs. o covado, chitas finas a 220, e
pecas a 79600, madapolao muilo lino a 59000 a peca,
dilo mais abaixo a 33800, dilo a 39000, cueiros de
barra era peras de 40 a 240 cada um, rscadinbos li-
no de cores lisas a 696OO a peca, e 180 o covado,
chapeos francezes a 53000, cortes de rollete de gor-
gorao bordados a 19600, dilos de cambraia e soda a ''
63UOO, dilos de seda a 8. JOU, e oulras umitas faien-
rias, que se vendem a truco de pouco dinheiro. ,
A i $000 rs.
Corles de calca de brim de algodio, imitando ca-
semira, pelo baralo prec.ii de I; : na rna do Oucima-
do n. II, loja de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Vende-se ama cama de angico com arniacio o
seu competente colcbao, tudo em muilo bom estado
e preco commodo : na rua de Aguas-X'erdes n. 14,
sobrado.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recife do armazem o. 62. de
Antonio Francisco Marlius, se vende os mais sope- ,
ores queijos londrinos, presuulos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raso.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-^ w
zem de Henrique Gibuon :
vendera-se relogios de ouro de sabonete, de''palen-
le mglczes, da melhor qoalidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a soperior flanella para forro de sellius rhe-
aad rccenlenienle da America.
Moinhos de vento
eombombasderepnxopara regar hortas e baia,
1111. na rundicaode I). XV. Bowman : na rua
o l 1 mu ns. (i, Se 10.
Pudaria.
&
X*endem-se reloaios de ouro e praia, mais
baralo tle que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Deposito da fabrica de Totiui. oa Santoa na Baha.
\ende-se,em casa deN. O. Bieber &C., na rua
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muiloproprioparasarcosdeassucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
X'endem-seem casa de Me. Calmonl t Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. II, o segoinle:
vinho dcMarseillecm caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreteis,'breu em barricas muilo
grandes, ac de mila surtido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabclecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os I miaulos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Aiccclad. Edwi Ka*.
Na rua tle Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
\ Companhia, acha-se cooslaolemeole bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e batido, lauto ra-
sa como fundas, moendas inetras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar era madei-
ra de lodosos tainanhose modelos os mais modernos,
machina horisnnlal para vapor rom fqrca de
t ravallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhadn
para casa de pursar, por menos preco que m de co-
bre, esco veos para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; ludo por baralo prec,o.
X'ende-se urna padaria moilo afregoezada: a Iralar
cora Tasso & Irmaos.
Devoto Clitistao- ,
Sabio a luz a 2.a eriioao do livrinho denominado.'
evolo (.1 ir i- l,lo, mais correcto e acresceulado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca di In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar. /
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s panno, moilo standes e
de hom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CAL E POTASSA.
Vende-se superior cal de Lisboa e polassa da Bos-
sia, chozada recentemente : na praca do Corpo San-
io, trapiche do Barbosa n. II.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio no tlia 24 de abril um escravo de najo
tle nome Jos, he tellio, pinta na barba e cabello, tem
falla de denles, cor preta, estatura regular, seco do
corpo. antlava veudendo lanunro em um laboleiro,
vriudo Bio Formoso, onde en tonhecido por Jos
Pagem, foi escravo do fallecido Coiiha Machado :
quem o pegar ri 11 i ja-so i rua dp Oueimatlo loja n. 61,
que sera generosamente recompensado.
Ucsappareceu no da 23 de julho passado. de
bordo do brigue oSanla Barbara \ eucedora, o pelo
111.11 mlieiro, de nome Luiz, o qual reprsenla ler
30 annos de idade. cor fula, baixo, nariz chato, lem
abiiinas marcas de bexigas e ponca barba, e he na-
lural das Alagoas : roga-se, porlanlo, a lodas as au-
toridades polciaes e capilAes de campo a sua appre-
heusao, e lvalo a roa da Cadeia do Recife o. 3.
escriplorio de Amorim Irmaos, que se gratificar
com 509000.
Desappareccti no dia 1. de agosto o prelo Ray-
muntlo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, conhrcido all por Ray-
intindo do Paula, muilo couvivente, locador de flau-
lim. cantador, quebrado de una vetulia, barba ser-
rada, beioos grossos, estatura regular, diz saber ler
e escrever, tem sido encontrado por vezea por delraz
da rua de 'Calricirciro, jimia mente com una preta
soa concabina, qoe tem o appel lirio de Mara cinco
reis ; porlanlo roga-se as aolondades policiacs, ca-
pilAes de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
prebendam e levem roa Direila n. 76, qoe sern
generosamente gratificados.
Desappareceufno dia 15 tle Janeiro do corre-
le atino o escravo Jos Cacaogc, tle idade 40 anuos,
pooco mais ou menos, com falla de denles na frenle,
testculos crescidoe, e cicatrizo na nadegas-; grali-
lira- Boa-Visla n. 17, segundo andar.
Por-.- T, u **. r. Tarta, UH.

II


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E6BZ9TGV5_G8K3DW INGEST_TIME 2013-03-25T13:12:14Z PACKAGE AA00011611_01431
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES