Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01430


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Full Text
'
ANNO XXX. N. 182.
\

\
Por 3 mezes adantados 4,000.
Por 3 mozos vencidos 4,500.
**? .4-
>*
QUINTA FEIRA 10 DE AGOSTO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
Wlll'
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCARREGADOS DA SIMSCRIPCAO-.
Rocife, o proprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. JooPareira Manins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo doMen-
donca; Ptrahiba, o Sr. Gervazio Victor da Nalivi-
dadc; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 a 26 1/2 d. por 19
a Paris, 365 rs. por 1 f.
< Lisboa, IOS por 100.
< Rio de Janeiro, a 2 0/0 de rebate.
Acccs do banco 40 0/0 de premio.
i da companhia de Bcberibe ao par.
' da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES.
298000
Mocdas de 69400 velhas. . 165000
de 65400 novas. . 168000
de 4000...... 9000
Prala.Patacoes brasileiros..... 18940
Pesos columnarios..... 18940
18860
PARTIDA DOS CORRER.
Olinda, todos os das.
Carnar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Visto, Ex e Ouricury, a 13c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 5 horase 18 minutos da manha.
Segunda s 5 horas e 42 minutos da tarda.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas e quintas-feiras.
Relar.ao, torcas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas o sextas-feirass 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas c quintas s 10 horas.
1.* vara docivcl, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Agosto 1 Quarto crescentc s 8 horas, 9 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da larde.
i) 93 La nova as 3 horas a 42 minutos
48 segundos da tarde.
DIAs DA SEMANA.
' 7 Segunda. S. Caelano Theatino fundador.
8 Terca. S. Cyriaco diac. m.; S. Emiliano b.
9 nuaria. S. Komo soldado ; S. Secundiauo.
10 Quinta. S. Lourenco diac. m. ; S. Astheria.
11 Sexta. Ss. Tiburcio e Suzana ma.; S.Digna
12 Sabbado. S.Clara v. f. ; Ss. Aniceto e Fonliuo
13 Domingo. 10. Ss. Hypolitofc Cassiano mea.;
S.Xandida m.; S. Wigberto presb.

JUeii*
PARTE. OFFICIAL.
GOMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do comnude da aran de Pwaam-
buco na cidade do Rtcfc, em 9 da acost
de 1864.
IIK11 KM DO DIA N. 129.
O coronel commandanle das armas in crino, faz
publico para sciencia da guarnicito e neressarin ef-
leilo, que o governode S. M. o Imperador, foi ser-
vido por aviso do ministerio da guerra de 4 de ju-
Iho ultimo, conceder licenja para residir nesla pro-
vincia aoSr. eapilao reformado, Hauoel Joaquim
Madurrira, que un dia 7 do rorrente fez. sna apre-
sentar.io;e por oulro aviso de >> ilo ^-m,, .,,
mandar servir como addido no quinto batalhao de
infanlaria o Sr. alfares do dcimo da dita arma
I'r.nklin Antonio de Abren, que se aclia na corle.
O mesmo coagnel commanclante declara, que lioje
conlrahio Qq^HEujaraento nos termos do regula-
mento approvHo pelo decreto n. IMS'.I de H de de-
zembro do 1832. precedendo inspeejao de audc, o
soldado da companhia Gxa de cavallaria desta guar-
nicio Joao Baplisla Pereira, que) servir;', por mais
<> anuos, percebendo alem dos veiici.nentos que por
lei Ihe, cempelirem o premio de 4005 rs., pasos em
liarte iajuaes nos primeiros de/, mates do engaja-
mcolo, a6ndn este urna data de Ierra* de 22,500.
bracas gttadra das corno heexpresso na lei u. (H8 de
18 de agesto do referido anno de 1852.
No casa ile deserjo acorrer na perda da van-
la premio, c d'aquellas a que lem direilo pe-
lo art, da citada lei, seni considerado recrutadn,
e uo temnp do engajassento se de-contara o de pri-
*ao em vMh||idaaen tnica, avernando-so este des-
cmilo, e a a#H litagejis no respectivo titulo,
A4sisnada.-4aVHBbfum'r Tarares
Conforme.Candido LeMl Ferrcira, ajudanle de
ordena eiicarresado dudetalhe.
-----------"*"--------
TRIBUNAL DA RELACAO
SESSAO' EM 8 DE ACOST.
Residencia do Bxm. Sr'. conse.lheiro Azecedo.
As 10 horas da manhaa, achando-sc presentes os
senhores deserabargadores Villares, Bastos, Lean,
Souza, Rebello, Luna Freir, Telles, Pereira Mon-
teiru. Valle c Santiago, o Sr. presidente declara
abena n sessao na furnia da lei.
EXPEDIENTE.
Fez 1er em mesa um ofticio da presidencia commu-
nicando, queo Dr. Manocl Joaquim Carneiro da Cu-
nha prestara juramento como supplenle do juiz mu-
nicipal de Olinda, afim de entrar em ejercicio.
dem, communicando que linha linalisado o qua-
Iriennio de juiz municipal de Olinda, o hachare! Jos
Qiiiulino de Castro Leao uo dia i do inez prximo
lindo.
lulaamentos.
Appellaces eiveis.
Appellanle, Mannel Jos Kerreira Cusman; appellado
Deanc Voule & Companhia.Loufirniou-se a sen-
lenja apppllada.
Appellaute Joan llernardiun de Vasconcellos; appel-
lado o juizo dos feitos.Confinnou-se a senlcura.
Appellantes Thom Joaquim de Oliveira, And'r
Dia da Silva e ouiros.Reformou-sc a se atenea, jul-
gandu-se nullu o testamento.
Appellaute Antonio Ignacio do Reg Monleiro; ap-
pellado Jojlo Pinto de I.emos c outros,Julgaram-
se provados os arligos de habilitaran.
Appellantes AntonioTeixeira, Ihesoureiro do Senhor
doflomlim c oulros; appellado Filippe Santiago
dos Saulos. Confirman se a senlenra appcllada.
Agftnvoi de pelillo. "\.
.1 ji-aaulc Alauml Ai%^liurri.i"^ii^ai>amaiauda
I). Mafia Francisca djg AlmeidT.*egod-e pro-
vimeu'.o.
Aggravantc Jos Diasda Silva; aggravido Joaquim
da Silva Mourao.Negoii-sc proviraento.
Aggrayanle Estevao Jos Paes Brrelo ; aggravado
Antonio l'alao de Mendonca. Negou-se provi-
niento.
Appi'llaces crimes.
Appellanle o promotor publico; appellado Jos Car-
los Figueiredo.Julgu-se iraproceilente a appet-
laeao.
Appellaute o promotor publico; appellado llernardi-
un Marques dos Santos.Julgou-sc i n proceden te
a appellarau.
Appellanle o juizo; appellados Antonio Joaquina l.ei-
le Brasil e Benedicto Jos Ribeiro.Mandou-se a
novo jury,
Recitoes.
Paasou do Sr. desembargador Luna I'"reir ao Sr.
desemhargador Telles a scguinle appellarau em que
sao :
Recorrente Jos Thomaz dos Saulos; rjeorrido Luir
Antonio l'reilas.
Appellaces. iveis.
I'assaram do Sr. desembarcadar Villares ao Sr.
desembarga lor Bastos as seguirles appellaces em
que sao:
Appellanle Miguel MenJcsda Silva ; appellado Jos
Roberto de Moraesc Silva.
Appellaiite Francisco Alves da Trindade, sua mtilher
e oulro!; appellados D. I.ourenra Isa ael Xavier de
Miranda Hcnriqucs e outros.
Appellanle Antonio Comes Villar; appotladosa viu-
va e herdeiros de Jos Pires Ferrcira.
Appellanle Fredcrico Robiiliard ; appe lado Manoel
Lope da Silva.
l'assou do Sr. desembargadnr Souza aoSr. desem-
-ltlapdnr Iteltcllo a scguinle appcllaran em que sao :
AppelUnle Joaquim (jnuralves Baslo; ; appellado
Jos Pereira de (oes.
I'assaram do Sr. desembargador Tcll ao Sr. des-
embargador Pereira Monleiro as seguales appella-
roes em que sao :
Appellanle o juizo do commercio ; appe,bula D. Leo-
poldina da Costa Kruger e outros.
Appellanle o juizo do commcrcio; apiellado Kalk-
maii & Irmo.
l'assou do Sr. desembargador Pereiru Monteirn ao
Sr. desembargador Valle a seguinle'appella;ao em
que sao : '
Appellanle Estevao Cavalcanti de Albuquerque; ap-
pellado Salyro Pereira Lima e sua ir ulber.
Passou do Sr. desembargador Valle ao Sr. desem-
bargador Santiago a sesiiinteappellacao em quesao:
Appellaute Manoel Concalves dos Santos ; appella-
do Firmiauo Jos Rodrigues Fcrreira.
Passaram lo Sr. desembargador Santiago ao Sr.
desembargador Villares as seguintes appellaroes em
que sao :
Appellaules os herdeiros de Jos Mara de Jess Mu-
niz ; appellado o juizo da fazenda dcsta cidade.
Appellaute Joao Jos do Reg ; appellado Diogo
Baplisla Pernande*.
Appellanle Urbana da Silva Pereira de Lyra; ap-
pellado Joan da Molla Rodrigues Fundador c sua
mullicr.
Appellaces crimes.
Passaram do Sr. desembarsador Sou/.a ao Sr. des-
embargador Rebello as seguintes appcllacea em r^ue
sao:
Appellanle Jos Bernardo de Sena; appellado o juiz
de riireito.
Appellanle Virginio Marlins ; appellado o juiz de
direilo de Limoeiro.
Passou do Sr. desembargador Pereira Monleiro ao
Sr. desembargador Valle a seguiute appellaco em
que sao :
Appellanle o uizo ; appellado Vicente, escravo.
Passou do Sr. desembargador Valle aoSr. desem-
bargador Santiago a 'seguidle appellarau em que
sao :
Appellanle n juizo ex-ouicio ; appellado Antonio
Soares da Fonseca.
Passou do Sr desembargador Santiago ao Sr. des-
embargador Villares a seguiute appellaco em- que
sao:
Appellanle o juizo cx-offlcio ; appeHado Joaquim
Pessoa da Cruz.
Diligencias.
Appellaces eiveis.
Appellanle Jos Alexandre Bezerra Lins ; appcllada
I in Indina Mara da Conceirao eoutros.Lom vis-
ta au Dr. curador fferal.
Levanlou-se a sessao depois de racio-dia, sendo*
lida e approvada a acta do dia.
EXTERIOR.
CHRONICA DA QUINZENA.
Parla 30 da jaaho-
A Europa encaminlia-se agora para urna pacifi-
carao prxima Entra a questao do Oriente maia
simplesmcnto em urna pbase nova, depois das Irans-
fnrmaees e dos aspectos diversos que lem lomado ?
A Russia em presenra da Europa prompla para
combater, porvenlura resolve-se larde para as con-
cesscs, que reelamam os mais legtimos interesses
do Occidente, ou a retirada de suas tropas do Da-
nubio e dos prioripadus nao passa de urna evolurao
poltica ou estratgica, que encobre outros designios?
He esta a questao, que uestes ltimos das vcio es-
labcleccr-se, dispertando lodas as cnnjecliiras c lo-
dos os cunmentarios. Em verdade o fado caracte-
rstico do momento em que estamn., he" o moviracn-
lo de retirada da Russia. Aununciado, desmentido,
discutido por toda a parte, e debatan ile todos os
pontos de vista, esse movimenlo esl boje averigua-
do, e lorna-sc um dos elementos da siluarao actual,
que elle soirlie completamente dominar. A vista
disso lalvaz nio snja intil ol>scrvar em que condi-
ces acha osle acuntecimeulo asdilTcrentes pnteiicias
empenbadas, mi por enipenbarcm-sc na guerra, de-
vondo-se examinar ignalmenie a Renata! em pre-
sentada Turqua, e lodas as questyes nateidasdas
cunipliraces presentes.
Primeiro que ludo em um negncio entregue aos
azares da guerra nao lie digna de assignalamenlo a
honra que lem alcancado al boje o exercilo turco,
que ha sele mezes bate-sc com heroica intrepidez
nao spela independencia le seu paiz, mas lambem
pelo interesse da Europa, que firmou urna das ba-
ses da seguridade do continente, da integridade do
imperio ottomano ? Para nos ronveucermo*41isto,
basta trazermos lcmbranra os reccios, que excita-
va o simples peusamenlo de nm encontr onlrc os
dous exercitos, collocados em presenca um do ou-
lro '. Exagcrava-se a superioridade c o prestigio das
forras do czar, e quando ningucm duvidava do seu
successo, enconlraram-so os dous exercitos, alcan-
cando os Turcos nao su a vaiitagcm moral do direi-
lo, mas lambem a vanlagem material. Afora a pas-
sagem do Danubio, e a oceupacao da llobrutsrha
pelo exercilo russo, lodas as suas operaccs limta-
ram-sc ao assedio de Silislria, onde elle nao foi mnis
feliz, do que em Oltenitza, Ctale e Kalafal ; al o
foi milito menos : todos os seus ataques foram vic-
toriosamente repelllo-, lodos os seus Irabalhos de
assedio destrailles.
He verdade que o commandanlc turco de Silislria,
Mussa Pacha, foi morto, mas as perdas do exercilo
russo foram muito mais numerosas ; o proprio ma-
rechal Paskewitch tai feridn.e rctirou-se para Jassv;
o general Sthilders, commaudante dos Irabalhos de
engenharia, acaba de expirar em consequenca de
urna amputarao occasionada por um ferimento. O
general I.uders, c o principe CorJchakolT foram
jgualincni'e feridos, c poslos fora de combale. Os
mais dislinclos e mais bravos ofliciaes pagaram com
a honra do nagua o erro da poltica de seu amo.
He de alguns das o ultimo assallo dado Silislria,
oqiialnao fui mais prospero do que os ataques pre-
cedentes. Kepare-se bem que foi o excrcito ottoma-
no, entregue aos seus proprios recursos, quem su
Icnlou essas lulas, em que extenuaram-sc as forras
i
DOLS CASSEMOS INULIZF.S.
POR NATHAMKL.
Os helios* lias da infancia.
(('onlinuar o.)
As duas irmaes cresclam, e sua infancia passava-
se no seio de urna felicdade tilo tranquilla que I >r-
nava-sequasi montona; ellas nan sabiam oque
era um desgasto. Una vez Mnenle vio-se Mara
rom osollios vermelhos, foi no dia em que o joien
Ernesto Melry, companliciro de seus lolgucdos, seu
amigo de infancia parti para Paris. onde havia de
enlrar no collegio. Mana linda dea anuos, c elle
Ireze. Picando orphao, elle tiuba por nico pren-
le urna av, a qual roncebera o projeclo de cria-lo
em sua casa ; mas Ernesto era -obre maneira Ira-
vesso, era citado no lugar como o modelo dos vadios,
e linha cansado a paciencia e aflrontado a severi la-
de de tres prufessores. S una pe-soa possuia o
privilegile modelar esse caracler impetuoso c a-
br,in lar esse humor iudependenle ; era a linda Ma-
ra.
Na-bella-manillas do esto madama de Sascval
goslava de darcom as filhas longos passeios aosquaes
admiltia Ernesto. Iam visitar o paxilbAo que restava
ni pe un lugar em que se elevas i o bello caslcllo de
Tr.iiueaux vendido iiarinnalrnen e emt'3, e cuja pr-
priclaria desapossada, a velha rnnde-sii de Guilaul,
liabitava nma humilde casa de Cliateaiiueufseui ilu-
vida pelo seulimcnto que releve nossos primeiros
pas asporlas do Paraso perdido, an qual nao po-
diam soltar, mas contemplavam de kaige. Oulras
vezes cneaminhavam-se para nm dos rasaes laucados
nn mei da floresta de Chatcaueiif, i; almoravam
um copo de Icile puro que os habitanUs das (ida les
so .ndiam mis glogas, c pilo Irisucro anda quelite,
e qiiaude madama de Saisc\al jueria pagar reu-
deira,'edta pedia a Anua e a Alaria que lizes-em
cora s.-us lindos dedos para ella ou para seu recem-
na-riilinima peca de vestuario.
Nesses passeos quando Ernesto c Meara corriam
juntos pela verde relva di florista perseguindu as
ni bnlela, menos ligeiras que clles, ou colhendc as
llores silvestres para comporem cenias, parecimn
Paulo e Virginia adornado- de sua belleza, e de sua
innocencia. Mara era banda e bella como Virgi-
nia posto que menos melanclica ; purem Ernesto
era anda mais fogoso e arrebatado que Paulo. Ha-
via entre essas duas jovens atinas una deisas doces
sxinpathiasqup reuiootaiu aos primeiros anuos da
i
(! Vide Otario d. 181.
vida, e da qual ningucm pode dizer a oriaem ucm
os progresos.
Amarem-separccia-lhes urna cousa lio natural co-
mo vver, e eom elTeito baviain come;do quasi ao
mesmo lempo a vivere a amar-sc. Seus caracte-
res sem tercm semelhaura lnliam harmonas, e lal-
vez concordavam assiu porque nao se as-emelha-
vam ; pas experimentamos mais indulgencia pelos
defeitos de que Minos isenlos, mais admiraran pe-
las qualidades que nos faltara. Mara de olbos azucs,
cabellos lonros, genio alegre, e corarlo limido sen-
lia-se abrigada debaixo da protecca de Ernesto, de
lez morena, cabello castanbos, ardente al a colera,
corajoso at i teinerida.de ; o este senta mais o preco
de suas boas qualidades, c menos os inconvenientes
de seus defeitos junto de Mara.
Um amule,iinenlo linha aperlado mais o* lacos
dessa amisade uascenle. Nos invenios rigorosos'os
lobos apparcccm s vezes em grande numeru na flo-
resta de Chateauneuf, a qual une-se as florestas cir-
cumvizinhas anida numerosas nesses lugares, nos
quaescollorain, remontando a urna anliguidade lon-
giiiqua, otheatro selvagem dos misterios mais ler-
riveis do rullo druidico. Por una dessas bellas ge-
adas do inez do Janeiro que cobrem aterra de un
vestuario hraucu romo n das uuivas, eque parecem
laucar nm veo de renda sobre as aores, Auna, Ma-
ra e Ernesto liuliam ido passeiar com a camarista
de madama de Saiseval, e voltando urna avenida ri-
sonhns e alegres nuviram alguns passos dislanle, ru-
mor ntreos arbustos : era um lobo que sahiudo re-
pentinamente do bosque achou-se em Irenlcdos pas-
seiadures.
A camarilla aterrada fugio com toda a ligeireza
desuas panul. Auna paluda e cornos labios con-
Irahidossustcnlava Mara, a qual por um movimen-
to insiinrlivo havia-se laucado de juelhos dando
gritos dolorosos. Enlau Ernesto por urna resillaran
superior sua idade dirigo-se ao lobo armado de i'im
simples raiini de arvore, que encontrara a mo. O
ousado rapazinhu novlamail o perigo, sii uuvia
os gritos de sua querida Maria. So/inlio elle (cria
sem duvida experiineulado algiim temor ; mas a al-
tivez que sent um iiouiem iior poder proteger a
fraque/a de una pes-oa amada, dnminava Ihc nesse
momento a alma, e nao deixava lugar para o terror.
O lobo, encarando lrmemenle seu antagonista,
flcou um momenlu immovel. parecen hesitar, e de-
pois pelo inslinclo cominuiii a lodos os animaes de
se relirarem dimite do Ipimein quando nao eslao
exasperados pela fome, relirou-sc lenlamente, e|eu-
Iraniou-se no bosque.
Ii.ilii em dianle fui urna amisade de menino, que
re,m.o entre Ernesto e Maria. A raparigniulia cx-
pcrimeniava pelo seu protector um seuliinento de
admiraran, que o collocava em seu espirilo cima de
imln- n. homens. Todos gnstavamde faze-la contar
o acoulecimento d,i fluresla, e nunca a joven hislu-
riadora lermiuava sua afraCM sem erguer os olhos
cheios ile lagrimas para seu libertador, o qual e-
russas, e cahiram os melhorcs generaes do czar ; era
este o estado da guerra sobre este ponto.
A Franca e a Inglaterra marchavam em seu a-
poo. As duas potencias occdentaes ha muito lem-
po que mo se acliam mais nos protocolos, acham-se
empenbadas na accao, e se nao poderam anda dar
um golpe decisivo, acham-se ao menos no terreno
da guerra. Ellas oceupam o mar Negro, e o Bltico
com suas e-piadras, e bloqueam os portos russos ;
mas forras de Ierra estilo em moviracnto na Turqua.
Ao norte a esquadra franceza acaba de reunir-se
esquadra ingleza no Bltico, e o almirauto Naper
pode dspor boje de mais do cincuenta vasos de
guerra.
No Oriente acba-se urna porrao consideravel dos
exercilos alliados, reunida em Varna, onde esl a
pequea distancia de Schomla, quartel general tur-
co, de Silislria e do Danubio. V-se pois, que a-
proxiinain-se a Russia, e as potencias occidcnlaes,
nao sendo por isso impossvcl que a presenca das
tropas ango-francezas em Varna \ i esse ni em auxi-
lio dos sitiados de Silislria, exercendo algiima in-
llucncia sobre o movimento de retirada do exercilo
russo. A verdade he que nesse momento a Ingla-
terra e a Franca eslao em estado de laucar na ba-
lanc.-i o peso de sua espada, e dar qucsUlo una
sulucao promplae docisiva. Se cncoiitraram a Rus-
sia no Danubio, lulo de cnconlra-la sem duvida em
oulra parle ; as esqoadras combinadas do mar Ne-
gro pudem favorecer todos os movimcnlos de seus
exercitos.
lyn ipianin a Inglaterra e a Franca apareciamas-
sm no theatro da guerra, o que raziara as potencias
allemas '.' Sua poltica perda acor dubia, que ves-
lia e se dezenbava cada dia mais. Todos se lem-
bram dos diversos actos, que liveram lugar entre a
Austria e a Pronta para regular sua accao ; todos
sabem igualmente das difliculdades momentneas,
dispertadas na Allcmanha pelos estados secunda-
rios rcuuidos em Rainbers.
A conferencia de Bamberg emitlia militas preten-
ees e-lr.inbas como condic.lo de ana acquicsccnca
couvenc.lo austro-prussiana de 20 de abril, e
singular deltas, era seguramcnle que a inli
dirigida i Russia para que evacuasse os principifs.
fosse ronlrabalancada por una intimacdo semelhan-
.e dirigida s nutras potencial belligcranles, para
que se retirassem do thcalrn da guerra. Preste po-
rem desvancrara-se esses embararus interiores di-
ante da firmeza da Austria, eda Prussa. A 2 deju-
nho parlia para Sao Petcrsburgo a nota do gabinete
de Vienna, na qual se convidava o czar a evacuar os
principados. Esla nota divia ser apia la pelo gabi-
nete de Berlm, e os dous soberanos alloman-, de-
pois da entrevista do Tctscben, acrescentaram a es-
se aelo official de sua diplomacia um passo pessoal
junto do imperador Nicolao. A Austria nJo ficava
abi; a 14 de junho as-ignava com e divn urna
convenci especial, que evcntaalmcnle Ihe d au-
lorisacao para entrar nasprovinciasmoldo-valacliias.
A Austria comprnmelte-sc a elTectuar, at por meio
da forja, a evacuacao dos prineipadkM, no caso ile
que o nr rwai
feta. Alem disto a base essencial do tratado he a
da integridade do imperio ottomnno, consagrada por
todas as deliberarnos da conferencia de Vicua. A
Austria reuna > mesmo lempo as suas Torcas na
Transylvania. Assignada com a Turqua a conven-
cao de 11 de junho, posto o exercilo austraco cm
estado de obrar, restava somente que Sao Peters-
burgo rcspoiidessc nota do 2 de jiinlio. Foi neste
estado de cousas que apareceu a nova evolucao da
poltica do czar. O assedio de Silislria foi levanta-
do ; as posices do Danubio abandonadas, e o exer-
cilo russo recua de lodas as parles para a Moldavia,
seguudo dizeni, com o fim de re(irar-se para delraz
do Prulh. A siluarao parecia pos simpllrar-sc, c
complicar-sc ao mesmo lempo. Simplificare-hia.
porque achava-sc cumprida nma das cundieres
da paz ; complicar-sc-bia pondo outra vez a duvi-
da a poltica da Allemanba, segundo o sentido real
desta sbita evacuadlo dos principados.
Qual he o carcter deste movimento de retirada
da Russia"? A questao toda est hojeahi. O diam-
ntenlo feito ao exercilo russo seria um acto supre-
mo de deferencia para com a Austria ? Occultara
pelo contrario oulros designios 1 Por ventura he li-
ma combinac.io estratgica com o fim de fazer
frente com nina poderosa deflensiva a lodos os peri-
gosao mesmo lempo? He ccrlo que, se o impera-
dor Nicolao nao fosse levado pelo pensamento de
continuar a guerra, nao obrara de oulro modo,
porquanlo seria urna loucnra da sua parte cxpnr seu
excrcito a ser cercado por todas as forjas combina-
das ilas potencias medianeiras.
De nenhum modo pois a evacuacao dos principa-
dos he em si mesma um sgnal de paz. Com razao
por tanto resumamos os ejementosprincipacs, mos-
trando a Inglaterra ea Franja presentes no terreno
da guerra, a Austria dispondo o seu excrcito e deci-
dida a fazer prevalecer a sua ultima intimaran, a
Turqua sustentando victoriosamente a luta, e a
Russia obstinando-se at boje debalde cm um asse-
dio, que apenas conseguio fazer perecer seus soldados
querendo-se de que o perigo o linlia tornado homcm
um momento, dispuuha-se nesso lempo para folgar
a cabra-cesa.
Nunca a intimidado desses Iros meninos lato bem
unidos teria sido perturbada se madama de Saiseval
nao se tivesse ligado com o juiz de paz de Chateau-
neuf, o qual tiuba lambem urna luna. Agla nao
era linda, mas sua physiouomia era 13o viva e a in-
telligenra brilhava tao manir.lamente em sua
fronte, que previa-se que ella siberia s'upprr a in-
suflicicncadosdons exteriores. Infelizmente essa
inlelligencia perdia-se em um falso caininbo, eslava
empregada noservijo de um mo corarao. Desde a
tenra infancia Agla linha dado pravas de nma
perversidade de caracler, que a cesa franqueza de
seus pas animava confundindo-a com a Iravessura
natural aos meninos. I.ouvaila por um direilo, que
derla ser punido, sua vaidade que era grande cal-
lejou-a cm sen vicio favorito. Tao joven anda ella
havia comuiettido desses actos profundamente ne-
gros, que sao os crimes da infancia. Era o (error
dos criados da nU, a qual nao poda cunservar ne-
nhum mnilo lempo em seu servico ; porque as ma-
liciosas cavillares da lilha loruavam sua posirao
intuleravid.
Agla aos seis annus sabia arranjar urna historia,
dar um ar de vemsimilhanca mais'insigne falsida-
de, e organisar una perfidia ; seaiiia una nialigui-
dade comecada com urna obstinarlo, habilidade,
prudencia c audacia que teram admirado quera n.'m
i lele-la-e o triste uso que ella folia de tao boas qua-
lidades. Sua mainr alegria era fazer o mal. Tinha
provado os fructos amargos da malicia, c essa alma
lao joven apaixouando-se pelos prazeres crues aue
fazem derramar lagrimas, deleitava-sc em saborear
os negros venenos de urna accao mi com urna per-
versidade superior >ua idade.
Dcprezava Imliw os que arodcavam porque sen-
lia sua superioridade. Aos dez annus sua dbil
mao de menina diriga luda a familia. A mai a le-
mia por Connecer o ascciidenlc que ella exercia so-
bre o pai, e o pai sofiria regaiente sua influencia,
porque ella aflacava-lhe lodas as fraquezas, partici-
pava de Indos ns seus defeilns, c talvcz lambem
porque senta nella a presenra de um desses carac-
leres firmes e delcrminadus que inspiran um res-
peilo involuntario as naluiczas brandas e indeci-
sas.
Agla couhcceu Amia c Maria para odia-las. Nao
podia'perduar-lbes sua graca e sua belleza,"a bene-
volencia geral que as rudeava, seu mime citado com
elogio, a dansa de Maria mais ligeira, a voz de An-
ua mais harmonios,! e mais pura. Es-e ndio preco-
ce era hbil em desfarrar-se. Aglae envolvia-seso-
breludo de urna rara dissimularilo para com Auna,
rujo caracler seriu e firme tema, e obran mais a-
lii'ilamente contra Maria, cuja natureza viva, sen-
svel, e eslonvada eulregava-.se rom mais roiianca.
O que ella mais desejava era destruir a boa inleli-
geucia que reinava nessa pequea repblica de me-1
e perder seus melhores ofliciaes. A primeira im-
pres-a i que resulla deste facto, he que entregndo-
se necessidade da paz em taes cundiees, o gover-
no russo resignar-sc-hia maior derrua .moral que
possa Mffrer um estado de primeira ordem. O que
ha um anno elle podia fazer com honra icm nada
perder de sua posijao no mondo, o czarfo-lo-hia boje
com as armas humithadas debaixo do imperio de
urna inlimarao da Europa Compre dzer, que he
islo o quevicixa algum mysterio sobre o recente mo-
vimenlo do exercilo russo, sobre ludo quando nos
lembramos, que o anno panado no Mesmo dia' cm
que a Vosina-upplicava ao gabineMde S. l'elers-
burgo, qiio nao nvadisse os principnos. o -impera-
dor Nicolao dava aos seus soldados a ordem de pas-
saro Prnth. jgi*
Se a retirada actual nao passa deanaa-operacao
estratgica, capaz de garantir o exeroa russo e as-
segurar a e'licacia de sua accao utlat^ per? na do-
me com ludo que ella nao mudar cssencialmenle as
condicoes dosdiversos estados, quo lem tomado par-
le neste triste negocio, A questao psis, que poz as
armas as m.dos da Europa, subsistira loda nleira,
qualqucr que fosse o lado do Prulh, que oceupas-
sem as (ropas moscovitas. Se accilandu forra ilas
cousas, o gabinelc de S. Petersburgo, cm sua res-
posla nota de Vienna de 2 de junh, desse i eva-
cuacao dos principados o sentido de um acto do con-
sideraran para com as potencias allemas, a mudi-
ficajo da situajao seria evidente. 0 primeiro re-
sultado disto seria astabelec er a quesISo da paz.
Qualquer quo fosse a importancia de um faci
semelliaiilc, podc-se por ventura pensar que havia
de operar-se urna mndanca to profunda, como se
pensa as relajiies reciprocas dos quatro governos,
quo tomaram parle nos Irabalhos da conferencia de
Vicua '.'
He verdade que o systoma de conducta (lestes go-
vernos nao lem sido o mesmo na pratica ; a medida
de sua accao tem variado. A Inglaterra e a Franca
esblo em estado flagrante de bu-lili I, de com a Rus-
sia, a Austria e a Prussia eslao apenas em aliludo, e
tem reservado a iu Icpendencia de sui poltica ; mas
no estancia I, quer se trate da paz ou da guerra na
quesiao actual, nao ligam os mesmos interesses as
quatro potencias debaixo de um ponto de vista geral?
A communhao de suas intcnresc de seus pen-amen-
lus nao tem achado sua expressao nos actos reitirados
da conferencia de Vienna '! A Austria e a Prussia
nan assocaram-se i poltica da Franca e da Ingla-
terra ale a declararlo da guerra inclusive, c nao re-
conheccram a necesudade que lem a Europa de pro-
seguir urna pacificarn que r.ssegurasse a indepen-
dencia .lo Oriente ? O que lem podido inspirar at-
gumas duvidas, he nina passagem da communicacao
dirigida pelos gabinetes de Vienna e d Borlim aos
seus representantes junto di Hiela-de Francfort.
Nessa passagem se 10 que i actual iufcgrdade terri-
torial da Europa, isto lio, a da Russia eemo a da Tur-
qua, deveser mentida, dsu 'ese-cgjie que a Aus-
tria a Prussia notrem arrflJa o* en-amenlo de res-
tabelecer o estado das cou/sm dKtcs da guerra. A
qne*taoiiaBtasM; esb, auajBlajSes que deve-
rao existir de hojeem dtaie*rilrla Russia e aTur-
quia. no regulamcnto do estado do Oriente, as
condijes de urna paz protectora e forte, que possa
garantir o continente contra urna preponderancia,
que o levou tao altado em que nos adiamos. Foi
islo que arremessoua Europa na lerrivel necessida-
de do conflicto actual. T3o pouco esl na poltica da
Austria limitar-so a restabelccimento da situajao
anterior, quanto ella lem procurado indubitavclmen-
te fazer acabar o protectorado russo nos principados;
ella poz no numero das condijes da paz a liberda-
de das boceas do Danubio, a (iberdade do mar Negro.
He um interesse universal, pode-se dizer, mas lam-
bem he sobre ludo austraco. Se ha outros inte-
resses para satisfazer-se, principalmente dianle de
urna guerra romejada queja tem tido seus resul-
tados, a Austria nao procura evidentemente desco-
nheccr o seu poder. A mais singular de todas s
guerras fora aquella, em que nao houvesse nenhum
riico para aquello que a provocasse, e a mair estra-
nha de todas as pacificajes sera aquella que de-
xasse subsistir causas permanentes de novas crises.
Em lodo o caso, ha um duplo peusamenlo que (leve
ficarscinlo a regrade lodas as potencias : o de nao
proseguir nenhuma vanlagem mu exclusivamente
pessoal, e o de chegar a urna paz Mlida cercada de
todas as garantas.
Se lin lmenle o- ltimos m n intentos da Russia li-
vessem o sentido, que se Ihesd, a Austria poderia
talvez pcrgunlar anda a si mesma, se n,lo seria sim-
plesmenlc um meio de desarma-la, por agora, em-
barazar a Allemanba alirando-lhe nos bracos essa
lerrivel dfliculdade da paz as circumslancas ac-
tuaos, e conseguir desfazer essa formdavel liga for-
mada na Europa em nome do direilo c da seguran-
ja universal. A Austria esl muito empenhuda para
separarsua causa da da Inglaterra e da Franca, e
ella de nenhum modo se dissimuta, como se allirma,
sua resolurao nesle ponto.
Todas estas quesles, lodas estas eventualidades
apenas apercebidas, eram ltimamente o objeclo de
nios : esfriar a amisade das duas irmaas, e apaa-
las de Ernesto tal era o seu fim, e para contegui-lo
nao poupava mentiras, nem falsas confidencias, nem
perfidias. Foi nesse divcrlimcnto de vbora que se
eonsumiran seus primeiros anuos'.
Urna vez Agla esteve prestes a senJbem suecc-
dnla, e havia no meio de que ella servio-se um cal-
culo lao profundo e urna perversidade tao pouco
commum.que he diniciloompreheiider-se como seus
esbirros sahiram mallogrados.
Mara copiava para a feslada mai una paizagem
da rioresta, era opaviihao do caslcllo de Traineanx,
que cscapou da queda do resto do edificio derribado
revolucionariamente cm 93, e que era de ordinario o
alvo dos passeos de madama de Saiseval e de suas
hlhas. Havia dous mezes que ella trbalo.i\ a lodas
as manhaas em seu desenlio favorito, o no dia mar-
eado quando procuran na carleira seu preseole achou
nina pagina toda branca : mnpouco de milo de pao
bastara para apagar urna obra de dous mezes. j'auta
paciencia, lauto trabalho, lanos cuidados, ludo es-
lava perdido. Aos gritos de Maria as pessoas que ti-
nham viudo dar as boas Testas madama de Saise-
val acudiram, e Agla e Ernesto lambem. Entran-
do, esta, tninnu um hunetcque eslava subre a mesae
disse a Ernesto cum allectacao : Eis aqui seu bo-
nete de que voss esqueceu-se.
E-ta circumstaucia foi lomada como um raio de
luz. c lodas as vanea reuniram-se para arcusarem a
trnesto, o qual licou lano mais coufuso, quanto
menos aaperava essa arcusacao. O silencio do cs-
panlu passou por una conlis-.lo. Ernesto s se oc-
cupava com sua querida Maria. a qual ergua para
elle seus bellos olhos cheios de renreheusao; elle
ler-se-lua indignado contra as suspeitas dos oulros,
mas as de Mana rasgavam-lbe o rnrajao. S a ella
va no mein de ludes os que o rodciavam e linha lan-
as colisas a dzer Ihe que nenhama palana sabia-
Ihe da hueca, a tristeza, a iiidignajao e a cholera lu-
lavain em sua alma, elle rhnrava, irrilava-se, cui-
pallideria. gaguejava, romejava phrases que nao
poda acabar. Emliin deu um passo e estendeu a
mana Mana, a qual erando que elle cunfessava-se
culpado, epedia-lhe perdau. retiran a sua.
Erneato vultnu-se rcpeuliuamcnle : embora fosse
ao joven linha um corarao altivo. Parecia-lhe que
Maria devia adevnhar sua innocencia, mesmo
quando elle nao podia provn-la. Vollando-se. Er-
ncsln achou-se em frente de Aglae, e reparando na
expressao de alegra cruel que auimava-lhe as foi-
ces, exclamou como por inslinclo: Foi Agla
que apagn o desenlio de Maria, eque poz alli ineii
bonete. Su Mara vollou vivamente os oliios para n
semblante da rapariguinha afim de observar a ex-
pressao de maliguidade salisfeila que neTte reinava,
seus labios linos aperlados umconlra|o oulro, e seus
nlhos bullanle- ronin os de gavian quando fascina a
preza.
Agla foi severamente interrogada ; mas tinha
urna dscussan das mais animadas no parlamento in-
glez, sobre una interpcllajao de lord Lyndhursl,
que se faaKo orgao de cerlos receios relativos
poltica daftllemaiiba. Lord Lyndhursl dizia com
razao : a Se quizerdes restaelbecer o statu-quo,
quem vos responder pela unao das quatro poten-
cias, para que nao degenere outra vez cm perigo'!
Maseste receio nao era sem duvida justificado a res-
pailo da Austria, lim dos incidentes mais notaveis
daquella dscussan. be que lord Clarendon, ministro
dos negocios eslrangeiros, er muilo mais explcito
que lord Aberdeen sobre a ualureza da pacificajao,
que se deve conseguir, posto que o chafo do gabine-
te se jiilgassc obrigado, uestes ultimas das, a lomar
0 prelextodeum despacho escupi oulr'ora por el-
le arcspeilo do tratado de Andrinopla, para emen-
dar ou interprelar seu primeiro discusso. O tratado
de Andrinopla sabio muilo molestado desse dbale;
he para cr'r que a homogeiiidade do gabiuele de
Londres se ha de ulilisar do sacrificio. Nao he este
um novo sgnal dessa dupla tendencia, que lautas
vezes se lem mostrado nu ministerio inglez, e que
leria amearado sua existencia era oulras condijes"!
Seja como fr, ha muitas vezes nos grandes negocios
um momenlu em que se prnduz de repente urna cer-
ta confusau. He bstanle para se ficar na verdade,
para se dirigir cum scguraiija, voltar aos elementos
mesmo da situajao. Ora, qual he boje esa sita-
cao, debaixo do ponto de vista a que tem chegado a
crise oriental ? A Europa lem multiplicado duran-
te um auno osesforcus para ennservarjo da paz, nao
pediudo Russia nenhum sacrificio, nenhuma ab-
dicacao ; nada lem oblido, o fui obligado a por sua
esperanja, seus interesses mais essenciaes debaixo
da protecrao de suas armas ; ella lem empcnliadn
seus soldados, canegado suas finalices, cxposlo sua
industria s pcrlurbares iuevitaveis da guerra. To-
da a questao consiste agora em saber, se una, poten-
cia qualqucr pude pr urna nielado da Europa em
armas, sem que resulte dahi urna nova paz, que se-
ja um fieio e una garanta. Este negocio nao he
smenle da Franca eda Inglaterra, lambem o he da
Austria e da Prussia e de lodo o continente.
Na verdade, se ha urna potencia desinteresada
debaixo de um ponto de vista restricto, puramente
nacional, be a Franja. A Franja Uto linha o mes-
mo interesse que lem a Austria, o mesmo interesse
que (em a Inglaterra ; nada tem que gauhar com
a diminuirlo da influencia da Russia no Danubio,
a-sim romo com o enfraquecracnto da marmita mos-
covita. Seu fim he a preservarao do direilo da Eu-
ropa, da civilisacodo Occidente; seu movel est
ne grandes causas, posto que nem sempre seja verdade
que tenha absolutamente de pagar sua glura. A
fortuna quiz que esla lula lhc" sobreviesse as con-
dijes internas nteiramentc renovadas. Ha mais
de dous anuos j;i que esta mndanca se terri operado
Ito estado interno da Franja. V-se qu sera fura
de proposita cxaminar-lhc lodos os caracteres e to-
dos os resultados. Pdc-sc ver algnns desles resulla-
dosem um rotatorio recente dirigido ao imperador
pelo ministro do imperio, especie de testamento de
Mr. de Persigny nn momento de retirare do mi-
nisterio, que elle oceupava desdo 21 de Janeiro de
IN12. Mr. dcPersigny acaba com efleilo de deixar o
poder e jumamente Paris ; be este o maior aconte-
cimcnlo desles ltimos da. O ex-mnistro be suhs-
tiluido pelo presidente do corpo legislativo Mr.
Billault. Nao he islo evidentemente, como disse o
novo ministro, urna revolucao poltica. Eutretanto
qual he o rgimen, cm que as raudanjas senao ex-
plican! por, un motivo, c as influencias nao se p-
dem exercer '! A verdade he que Mr. de Persigny
nao he mais ministro boje. Elle nao se inculca, se-
gundo suas propras exprcsses, de um administra-
dor experimeutado ; confessa-se um homem dedica-
do ao imperador e ao seu peusamenlo desde muiros
anuos. He a titulo de homem de coiiliauja, confor-
me aindas suas palavras, que elle eslava cm 18.12
no posto principal da adminislrajao interna, para
communicara lodos os funecionarios o senlimentn
da forja da caqsa que tinha triumphado a 2 de de-
zeinbro e a fera seu futuro. O relator in que Mr.
Persigny publicava na vespera de sua retirada, he
o resumo desse trabalho de dous anuos. Estado da
imprensa, eleijes, reformas feitas na urganisarao
administrativa da Franja, situajao finanecira dos
itiuiiicipios, cidades opcraras,servijos lelegraphicos,
todos estes elementos, lodas estas quesles que sao
da allribuirao da adniiiii-lraco interna, o relalorio
passa era revista, e, como he de razao, o ministerio
de 2:1 de Janeiro, s lem para verificar fados inte-
raracnte satisfactorios.
He a rcspeilo da imprensa que Mr. de Pcrsignv
verifica parlicalarmenlc os melhorcs resultados do
decreto orgnico, a que ella est sujeita. Como elle
diz, nao hamais proce-so de imprensa, o rgimen
disciplinar he siilliciente, no que se deve concordar
como parecer do relalorio. Finalmente o ministro
se compra/, em reconhecer a moJeracao da impren-
sa, a dignidade da linguagem dos escrplores, os
sentimcnlos patriticos expressados as circuns-
tancias aeluaes. Poder-se-hia acrrcscenlar que em
resposlas promptas. A imprevidencia do innocente
e-l.t mais expnsia a jiistic.i humana do que a pru-
dencia de uro criminoso que esl acautelado. Ella
juslificou-seeom um lino perfeilo, nan perturboti-se
um momento, au irrilou-sc, disse o que coimuha
dzer, caln o que rnnvinha calar. Pastado* alguns
minutos, a aecusaean (outra Ernesto ia recomerr
mas Maria nppoz-sc dizeudo que se sua mai Ihe a-
ceilasse a nleucao tanto quanto o proprio presente,
|iedia-Ihe que le dignasscde esquecer-sede seu de-
signio e nao aecusasse a ningiiem ; pois sabia asara
quanto cradillicil descobrir umeulpado, e fcil sus-
peitar um innocente.
Desde esse dia Ernesto e Maria pensaram qde nao
havia aceito m de que Agla nao fosse capaz, an
passo que a pequea cidade repela os louvores de
Agla lito maliciosamente aeeoaada por Ernesto da
falla que elle mesmo linha romraeltido. A conduc-
ta da rapariga foi pusla na ordem do dia dos lares
domsticos, c as mus dcram por modelo aos seus li-
lltos o recalo c a brandura cum que ella linha se jus-
tificado.
Fui poucos mezes depois desse incidcnlcqueacon-
leceu a grande desgraca do pobre Ernesto, eque foi
resolvido seu desterro para Paris. Talvez muitas
pessoas acbarao que elle tiuba merecido MI sortc, e
que se essa medida era severa, era jusla. Isso de-
pende da maneira de encarar as cousas, e be pur is-
0 sem duvida que emquautu ludns coiidcmuaxam a
Ernesto, Alaria nao s o dcsculpava senao n amasa
aindamis. Tralava-sc de nada menusdo que um
assassiuio. Ora cis-aqui como, e a quem Ernesto ha-
via assassinado.
Entre todasjas suas qualidades aquella a que elle
dava mais preco, sem duvida porque tnha-lha grau-
seado mainr numera de reprehensucs, era a destre-
za verdaderamente singular rom que Irepava as
arvores mais elevadas. De l como do alio de sua
cidadella elle allronlava o professor, o qual fazendo
Irisltmento scnlinella em roda do tronco, via-se 0-
brigado a enlrar em ncgociajcs nura ubler a entrega
ila praea.
Ella ell'ecliiava-se sempre em detrimento de algu-
inas paginas do rudin enlo, de que ficava iscnla a
memoria da alia potencia que eontratava do ci-
mu da arvore cum a humilde potencia uun I a la ao
p delta.
Ouein diz trepador de arvores, diz desninhadur
de passarinhns; assiin era esse o diverlimenlu favo-
rlojje Ernesto. Em mua dessas exrurses aerias
elle tiMia tirado nm ninbu do rolas, do qual lizera
presente sua queridalMarw, c esta baviajcunsegiiidn
criar o passaruliu que jlascera de um daquelles
ovos.
A rolinha branca cjra sua favorita ; ella adejava
em torno de sua seubora, ora levemente pausada no
hombro, ora rojaiido-lhe os cabellos, reconheria-lhe
a voz, vinha ao sen encontr, e ia mesmo procurar
em sua bocea entreaberta pedaciuhos dos bulos que
ll:i etiMii '
qualquer outra situaran, e apoto emprestado pela
imprensa ao gnvernu por occasiao dos negocios es-
lrangeiros, nao tera sido menos cicaz.
Na parle mais iudependenle da poli tica, a admi-
nistra S*u publica, como Indos sabem, tem sido desde
muito lempo o objeclo de numerosas-reformas apre-
sentadas no relalorio de Mr. de Persigny. (Vssim be
que se realieuu a descentralsajan administrativa,
que na cssencia oulra cousa n be senao urna ex-
Icnsilo das allribuijcs dos prefcilos. I.ma das re-
formas mais uteis, relativamente aos funecionarios
administrativos, be a que permute ao goveruo ele-
var estes funecionarios a una ordem superior na
jerarchia sem os remover, em urna palavra, fazen-
do a promujao iudependenle da residencia. Com
efleilo, porque razao o administrador hbil, que se
tem distinguido por seu zelo, nao receben o premio
de seus serviros justamente no l-jgar, onde se tor-
nou til, e onde seu conhecimento de todos os in-
teresses locaes pode assegurar sua influencia, a e Al-
eara de sua acjo '! Nao ha certeza de que exista a
mesma vanlagem em urna reforma rcenle, qne
creou pafa os funecionarios civis, o que se .chama
um quadro de disponibldadc. A medida pode ser
protectora para os homens, para o estado, para o
governo, ella crea essa lenlaco sempre peri-
co* de por cm disponibldadc um funecona-
rio, que.nenhuma razio haveria para chamar-se
outra vez. A- mu laucas de direejao, circumslancas
excepcionacs, a necessidade de ter um lugar vaga,
pdem augmentar de um modo singular o quadro da
uao aclividade. Nao he no principio, mas uo lim,
que o perigo se manifesta. Se quzerem um exem-
plo, basta observar-se a Hcspanba, onde cslesjst-
ma he applicado em urna escala vasla he verdado,
c aquillo que chamamos elasses passivas, islo he.
os funecionarios disponiveis em graude parle, 'sao
um dos encargos mais pesados do orjmenlo do es-
lado. jUe^esle ura ubjecto digno da .-Henean do nos-
su ministro, Mr. Billault. As mudanjas do minis-
terio nem sempre sao urna revolujao, nem mesmo
lem sido jamis lanto quanto se diz, e desejariam
sobretodo as np|>osices ; mas em todos os regimens,
os mesmos principios pdem receber urna applica-
jao mais ou menos intelligenlc, mais ou menos
ampia, segundo os homens cncarregados de os in-
terpretar. Mr. Billault tem muita experiencia de
nossa historia politica para nao comprchender a
diversidade c a complexidade dos interesses, quc vi-
vera sempre cm um paiz como a Franja.
Ouando o curso singular das cousas quiz que a
nussa historia de cincoeula aonos j passados, lor-
nasse a conierar de algum modo passando pelas
mesmas phases para chegar aus mesmos resultados,
vin-se que muilos homens, que lnliam tido sna
parte naquclla primeira historia, ja lnliam desap-
parecido c que os oulras inarchavam para esse fim.
Por urna dcslas coincidencias cslranhas, o marechal
Soull morria no da 2 dedezembro de 1851. Parecia
que era chegada a hora para lodas essas rcvelajcs,
para todas essas pravas directas que, esclarecendo os
acuiitecimerftos passados tiram'por si mesmo urna
nova Torca dos acoulecimentos presentes. Dahi o
iulcresse particular desses puhlicarocs diversas, que
sesuccedem. lloje as Memorias do marechal Soull;
honlcm a Correspondencia do rei Jos, acabada
agora ; finalineule Historia da campanlia de 1,800
escripia peto duque de Valmey com os documentos
recolhidos na heranja de seu pai, o general Kcl-
lerman.
#
Todas eslas obras de um carcter diflerentc, po-
ltico ou milil.tr, refercm e pocm dianle dos olhos
urna poca nleira ; reproduzein a physiouomia vi-
va das cousas, explicara os fados, cnchem as [acu-
nas das narraccs ofliciaes, e marcam as balisas a-
travez de lodos esses periodos republicanos eimpe-
riaes. Com efleilo, o duque de Dalmacia, antes de
ser marechal do imperio, nao era o soldado da in-
famara real de 1791, o oilicial do exercilo do Rhe-
no, o general do exercilo do Mosa o do da Italia '!
He destes primeiros lempos que as Memorias do
marechal Soull fallam era primeiro lugar.
Muilas vezes se lem querido com razao dissipar
essas obscuridades, com cojo auxilio os snpbislas
lem procurado derramar o brilho da gforia sobre os
crimes gigantescos de 1793, fazendo, por assim di-. ser admocstado, se a paz for possivel. Jos parecia
zcr, da energa revolucionaria da conunisso de sal-
varao publica o movel das victorias de nossos exer-
citos. O marecli;,] Soull, sem pensar uisso talvez,
revela em suas Memorias o que ha a este rcspeilo.
No meio dasopcraces mais vigorosas e mais inlelli-
gcnles, a commissao de salvarao publica quebra a
espada victoriosa de linche. Como foi possivel a vic-
toria de Fleurus em 17951 Fui purque Jminian, ar-
riscando a rabera, recdsa obslinadameiile dividir
seu exercilo. Se elle livesse obedecido a urna ordem
de Saint Jusl a victoria teria sido sem duvida urna
derrota. Eis-aqui como lodos esses grandes polti-
cos revolucionarios ajudavam nossos soldados a ven-
cer. A verdade he que os cheles dos nossos exerci-
tos nao linham somenle de marchar contra o iiimi-
go, tinham dedebater-se contra a presumpeosa gno-
raucia de alguns tribunos, que julgavam ter tudo fei-
to, quando linham apoiado com urna araeaja de
Acontecen que um da de verHoos meninos dcram
11111 passeio mais longo que de cnstume, e vollaram
mili contentes fatigados. Mara cliamou sua roli-
nha querida; mas a rolinha nao veto. Procurou-e
pur luda a casa, subiu, deseen, lornoii a subir. Onde
morlc brdens muilas vezes contradictorias. Dando
as costas s facjes, fazendo de seus acoropamenlos
o refugio do patriotismo francez, he que nossos ex
ercitos arharam a coragem da victoria. As Memo-
rias do marechal Soult nao oflTerecem menos interes-
se, por pouco pessoacs que sejam, quando chegaui
a lempos menussombros, a segunda guerra da Italia,
defeza de Genova, e iimguem linha mais litlos
para contar esse heroico feito da armas, do qne o
intrpido lenle Massena d> exercilo da Liguria,
mas al Mem iras do marechal Soult se confunden]
aqni com as narraces do duqne de Valmy na cam-
panlia de Marengo. unem-se i Correspondencia do
rei Jote, com a qual lerao sem duvida de encontrar-
se cm um outro terreno, na Hespanha, porexera-
plo. O mrito deltas diversas obras he mostrar na
poca consular e imperial a origen) brilhanle. o
fim magnifico, antes da decadencia, qne as cartas
do imito do imperador acabam de piolar ao mesmo
lempo boje, noque ella lem de mala trgico. Desle
modo apparecem as duas facesuppattaa daquella rei-
nado gigantesco.
Nao lia contraste mais seductor, do que quando
se segu o interesse AeM^or?tipohdrncia dfrei
Jos, e se lem apanhado Todo della. Vede : a mo-
cidade parece derramar um lustre immortal nesses
romeros te urna grande fortuna, tudo be felicda-
de. ludo he propicio. Essa balalba mesma de Mo-
rengo, sobre a qual a narracao de Mr. de Valmy
darrama novas luzes, que he ella ? Pondo-sede
parle a poderosa concepjao do plano de campanlia,
a balalba a principio nada menos he que nm Iriuni-
pho. He mister que um dos generaes de Booaparle
cbcgiie a lempo, e liessaix chega para renovar o
combate. He necessario um arrojo para arrebatar-
se a vicloria ; Kellerman, obrando por s mesmo,
precipita-se sobre urna columna austraca, qne ella
rompe e desbarata. Desde entio. corneja a deseu-
volver-se|essc immenso peusamenlo de dominio uni-
versal, que ha muito lempo nao conheee obstculo.
O exercilos imperaes se derramara na Europa
al 1810, e vao de antzik i Sevilha.* Voltai ago-
ra a pagina e chegai aos ltimos \olumes da Corres-
pundeucia de Jos : o movimenlo de retirada come-
cu u ; esses exercilos conquistadores recuam um a pos
do outro, do norte para o meio dia. Napofeao an-
da tem na verdade geueracs fiis, porra deve mui-
las vezes censura-lose dispertar sna aclividade. Na
victorias mesmo ha alguma cousa de sombro, em
vez desse brilho maravilhuso' de Marengo. Nao ha
menos genio, ha menos mocidade c fortuna, e alm
disto o impossivel, que veto tornar indteis todos es-
tes prodigios. Em 1809 e 1810, NapoleSo diz : Mi-
nhas armas chegar.to al as columnas de Hercules,
meu poder nao encontrar limito na Hespanha
Elle agila em seu pensamento o desmembramento
da Pennsula. Em 1813 e 18U, elle escreve a seu
irmao : n Nao sois mais re de Hespanha. Nao que-
ro a Hespanha para mim, nem quero dispar della.
Nao quero invulver-me nos negocios desse paiz, se-
nao para vver em paz com elle, e (ornar meu exer-
ciloajanonivel. Esse homem, que entrou victo-
rioeaWm todas as capilar- da Europa, alguns annos
depois d precipitadamente ordens para cobrir a
frontera de seu imperio, e se v forjado a defen-
dere no proprio territorio da Franja invadida, co-
mo um leao a-sallado ecercado por todos os lados.
He esto o quadro dramtico doi fados, esclarecido
por urna mullidaq deftraporlaolcs pormenores. E
anda nessa uitima aanpanba de 18li, corneja ou-
lra vez esse drat*fe intimo, fcisoairciija correspon-
dencia entre o imperador areeu irmao oflerece lau-
tos vestigios. Nesse novo terreno, nao he mais ao
rei Jos, que pertence d'ahi em dianle cerla vanla-
gem moral, como quando elle dava conselhos de
modcracSu ao imperador na embriaguez de sen po-
der. Jo-e Ihe falla com calma, quaud pe meio dos
heroicos apurn da campanlia de Franja insta eem
seu irmao, que se prodigalisa uos campos de bala-
lba, para que renuncie a um carcter facticio, a
grandes esforjos diarios, para que faja succeder
o grande rei ao hornera extraordinario, quando pe-
de a .Vapule"' 1 que faja a paz a lodo cusi. O im-
perador Ihe responde pouco mais on menos : Nao
preciso de vossus sermes, nao tenho uecessidade de
crer que o reinado de Napolcao e de sua casa era
compalivel com todfls as condijes de paz, e era is-
to urna illusao. Que se deve concluir dessa oppo-
sijao de caracteres ? He que Napoleao era nma des-
sas nalurezas extraordinarias, destinadas a tentar o
impossivel, feitas para estar na altura de todas as
adversidades, mas que cm nenhum aso pudem cur-
var-se s condijes vulgares. Jos pelo contrario era
urna nalureza honesta, incapaz de ceder embria-
guez do poder e pouco folla por conseguale para
medir-e com essas vcissiludcs da fortuita, contra
as quaes seu irmao se debata*. Assim he que elle se
revela em mas cartas.
N3o be somenle debaixo deste poulode vista hist-
rico, que a Correspondencia do rei Jos, continuada
at 1810,oflerece um interesse real; tambera le pode
ver nella de alguma sorte o momento em que a pol-
tica de Napoleao corneja a dar a si mesmo ama iu-
(auno acontece sempre nessas circninstancia's, cada
um veio aprovcitar.0 crime do dia c excercer suas
vinganral particulares, tiro anligo empregado da
n-parlcm da mariidia, cujos oculos Erneito havia
-scntidido alguma- vezes, sconselhou a av que en-
es! a rolinha '.' quem vio a rolinha'.' quem achara mseaqucllegaruto s irhas, em qualdade degru-
- mete, contando j.i uos dedos e nos rins do pobre me-
nino todas as probabilidades de castigos que eese
conselho cbarilalivo Ihe dava'.
Urna velha que tinha a mana de contar eternas
historias sobre a infancia de Luiz XV a da qual Er-
nesto zumbara mais de urna vez, quando ella per-
guntava-lhese au lembrava-se de liros-Madame,
prnpoz seriamente r,i/.c-lo tambor das guardas fran-
ce/..is, ou corneta dos bu-sares de Chamburaftv Em
lim um notario muilo loquaz e de belfo espMkr, rc-
ccnlementc chegadu de Pars, eo qual Ernesto ti-
nha nina vez na cacada feilo cahiram um lago, to-
111011 a salisfacao de contar durantvdnas horas mor-
laes a historia do menino atiieniense que o arasopa-
go con.lcm.uou estpidamente .1 morte por tortura-
do os olhos de um pardal.
Depois de ter dissertadu doulae compendiosamen-
te, roucluiopropondo fazer esse palif.; que malaxa
os gatos, quo nao cuiihecera (iros-.Madame, e que
lanjava os notarios aos lagos, escrevenle em algum
caiiorio de Paris, o que cortamente era um sup-
plico como qualquer outro.
Durante e-as deliberajes, Maria tiidia estado mu i
triste e inquieta, e airm3acansolaudo-ahava-lhere-
pelido muitas vezes quenucomprehemliaquealgucm
podesse arnigir-se a tal poujo por um passannho.
Para dizer a verdade, Anua, embora eslivesse no
principodc seu dcimo lerceiro anno, nao era mais
menina. Continuamente na suriedade da ra, a
qual cumprazia-sc cm cullivar-lhe o cofajao e o es-
pirito por urna educaro prematura, ella tinha ti-
rado daleilura dos romances ideas q 10 fazam-lhe
appareccr no ponto de vista pueril 03 desgostos de
Mara. Como romejava a pensar nos bellos e alti-
vos semblantes dos jovens generaos do imperio, que
via appareccr incesantemente ua conversarlo da
mal, aqual maiilendo-lhe na alma um grande en-
Ibusiasmo pela gloria militar, julgava prepara-la
para seu destino, Ernesto perda pouco a pouco ues-
.'0. Nao era a seus olhos mais do quo
muitu estnuvado.que ella amava, uias
111 pouco quando di alto de seos
Ireze anuos obsaMx-a-lhe o vcsliiario em desordem,
os cabellos deatinhado-, a lez queimada pelo sol,
sen horror an cabido, e seu goslo decidido por todos os
lolguedos. TaVivia ella inlercedeu em seu favor, o
foi em allcnjln a seus rogos e aos de madama de
Saiseval, que a av limilou-se a melter rsselilho pro-
digu em um collcgio de Paris, em vez de segnir os
conselhos muito mais severos da yelli; do notario,
ou do antigo empreado da repartirlo da marinlia.
ella cumia.
rolinha? L'ns dizem que l'oi loriada, oulros que
tugio; mas Maria responde que sua rolinha amava-a
muilo e nao podia deix-la. Emlni Ernesto dirge-
se com ella para o jardim, e ah v um enorme galo
que dando costas ao -ni. e rom os olhos hrirtiantes
rumo carbnculos acabava um janlar, do qual era
mu fcil adeviubar quem linha feito os gastos; poi-
que as peunas brancas da victima estavam anda sus-
pensas e ensanguentadas na bocra do horrivel ani-
mal. A pobre Mara deu um grito doloroso, c co-
hrindo o rosto com as maos, para nao ver aquelle
triste espectculo, ueuMivre curso a seus solucos.
Sua rolinha querida, que todos os das to carrao-
sa e Ua ligeira acuda sna voz, nao exista mais, ti-
nha sido devorada viva De manhaa anda tao ale-
gre, lao linda c tao cociente, e na mesma larde
murta!
Essa Mea da pungen] rabila da vida morle nun-
ca liuha-sc apresenlado ao espirito de Maria debai-
xu de urna forma mais horrivel.
E ningucm ria-se dessas dures da infancia ; ellas
sao lao grandes e lao verdadeiras como as das oulras
idades, e o corajao que se desecca cum os anuos ao
soprn da desgrana, possue eolio urna sensibilidade
exquisita, que'tornara essas inagoasmais pungentes
e sua lembraura maisduradoura.
Interragai us vclhos aborda da sepultura; el les
esqucccrain os anuos intermediarios de sua langa
existencia; mas o lempo nao pode apagar-lhes da
memoria a viveza de seus prmeirus soflrimculus e
de seus primeiros prazeres.
Assim Mara au podia mais de dar, eslava sollo-
cada. Quanto a Ernesto, nao disse urna palavra,
nao (Icixoii escapar um suspira, nao derraman urna
lagrima; porra apenas lico ccrlo da sorle daajas-
rarinho, sallou o muro dn jardim de madama de
Saiseval junto da qual murava sua a\o e drsappare-
ceu. Fin momento depois ouvio-se no jardim aex-
plosao de um liru : o galo eslava morle.
Infelizmente elle eran lavnrilo da avo de Ernesto.
Apenas esta foi informada por Agla da morlc do
galo, deu grandes grifos. O pobre rapazinlio foi
posto fina da lei pelo pequea senado de vuvas que
reunia-M todas as lardes para jogara incvilavel par-
tida de buston ; elle fui interrogado, reprehendido,
calechis.ido. al inoe-ladn, e cuino e-rulae toda essa
bella exburlajao com cerlos movimenlos de hombros
que niniiiiK-i.lv ant mais aborrecimenlo que doclida-
de, foi por mainria dos votos derlarado inrorrigivel,
palito obstinado eliberlino relapso, evidentemente
destinado a malar sua familia de desgostos ; todo
isso por ter 1 cito morrer um galo dn urna indigestan
de chumbo, segundo o termo pouco acadmico de I
1 que elle se servia. I
sa comparajlo. >
um rapaziuno mu
que desilerfnava 111


{ Continuar-se-'ia.
.- ***i avaV
-


f
v

i


terprolajao inlciramtnle democrtica. Jos era sem
duvida de boa f, quando fizia fallir o liberalismo do
tyslema de leu irroao Napoleo rr.esmo clicgou a
ter illuses retrospectivas. Entretanto he este ara
ponto do vista, que se nao devo exagerar, sob pena
de ijuotar suas proprias ideas as Ideas do imperador.
O syslema do Napoleo resalle de seus aclos, de suas
pralicas de governo, de son propriaa palavras. A-
inda nos ltimos momento de seu reinado, no meio
das espantosas complicaron, de 1814, que escrevia
o imperador a seo irmao 11 respeito de alguma ten-
dencia para realzar a guarda nacional de Paria'.'
A guarda nacional de Paria fat parle do povo de
Franca, e em quanto eu viver serei o senhor por
toda a parle cm Franca. Vosso carcter e o mcu sao
oppostos. Vos gostaes do lisongear as pessoas e de
obedecer M suas ideas, eu goslo que me lisongeiem
e obedejam s minhas id s. Hoje, como cm Aus-
terlili, sou o senhor... Croio qun se faz urna difle-
reoca do lempo de Lufas elle, em que o povo era so-
berano, com este em quo o soberano sou eu. A
democracia 1 bem, poder-se-hia ilizer inlerprclando
o systema de Napoleo, mas com a condijo que el-
la falle e obre por roco d3 imperador, o que talvoz
nao he Uo completamente liberal, como pensava o
re Jos. Em summa, pode-se :rer que o impera-
dor, na intimidada da sua alma |>ensava pouco nes-
sepapelde um principe liberal, anda roesmo para
o (uluro ; elle era naturalmente dominador, muilo
conquistador, he sua grandeza e su?, fraqueza. Fra-
queza ou grandeza, he cem este Ululo que elle cu-
trou na historia, deixando aps si nao um syslema
para seguir-se, mas exeroplos para medilar-sc.
NSo acontece o mesmo com lodos 03 horoens ex-
traordinarios, qu tem apparecido.era seculos dille-
reoles e foram atormentados puf esta idea de dorai-
nacao, de mooarchia universal Todos ah tem
naufragado, NapoleAo em nosso-. dias como no so-
culo XVI Carlos-Quinto, que ho .neste momento, o
objecto de am dos mais notaveis cstudos histricos
de Mr. Mignet. Cous estraoba, que mostra'quan-
to a lu he lenta em apparecer ora certas pocas e
em cerlos horneas s pouco depois he que se con-
segua esclarecer completamente um dos episodios
miii curiosos da vida de Carlos-Quinto, saa retirada
para o rnosteiro de S. Juslo. Novos e preciosos docu-
mentos ja publicadosu anda inditos,tem podido ser
inlerrogados. Ueste numero he iim maouscriplo de
D. Thoma/. Gonzlez, qae passou dos archivos de
Simancas para os nossos. Urna outra rolaran ma-
misr.ripta de um monge germnico foi dcscoberla
haalguns anuos apena Mr. Gachard, archivista
geral da Blgica, publicas a ltimamente urna col-
lecjao dos despachos de Carhw-Qunle, c docu-
mentos relativos sua retirada e sua morle no
rnosteiro de S. Justo. Publicram-sc em Leipsic,
Vienoa, Madrid, correspondentes do mesmo prin-
cipe. Oeste modo, do p dos documentos sabe a
verdade para esse grande perwnagom do seculo
M, para esse imperador, que uutrio a ambjao
universal, para ir morrer em um convenio.
1 onilo em suas veias o sangue de quatro familias
ohe^oas, de AragSo, de Cabella, de Austria e de
Borgonha, re hereditario da Hespaoha, imperador
eleilo da Allemanha, snior de ama porjo da Ita-
lia c dos Paixes Baixos, tundo de la lar constante-
meute contra a Franca ou de re icllir os Turcos na
Hungra e quasi semprc feliz em mas emprezas, es-
tendendo seu dominio al j novo mando, que aca-
bava de ser descobcrlo, Carlos Quinto podia passar
na verdade pelo primeiro s dieran a da chrislandade.
Entretanto he uesse momento que, na pleniludc de
seu poiler, elle se despojava succ ssis menle de lo-
das as suas coroas para ir rclirar-sc e morrer logo
em um pequeo mosleiro da Estremadura, San Jus
lo. He esle ultimo periodo da viia de Carlos Quin-
to que Mr. Miguel narra, nao deixando de locar na-
turalmente nos fados mais sallie ales dessa grande
existencia. A narraran de Mr. Miguel, abundante e
chcti, he inslrucliva como a historia, interesante
como todo estudo, que sabe reproduzir todas as par-
ticularidades intimas de um deslino excepcional,
qae se acaba. O aulor conseguio tragar um retrato
chein de forja c de vida, c.ue se desprende do cen-
tro do seculo XV. Entretanto que se deve concluir
da historia desse imperador, que ia morrer em San
Justo? He que os grandes I ornen- cuslam muilo ca-
ro ao scupaiz. Carlos Quinto he na realidade o pri-
meiro autor da decadencia da Hi.'spanha; elle ser-
vio-se desse povo heroico, como de um inslrmeino
para o camprimento do scus designios de dominaran.
O movimento de civil saca hesp)nhola foi propia-
mente falseado naquelle niomenlo. Carlos Quinto
foi o inauguradordaquella poltica, que fez dizer es-
ta expresso singular e justa : A causa da Auslria
he um parenthese na historia da Hespanha. Se nos
pern.iliem continuar a ligun, dir nos apena- que o
parenthese foi um pouco longo, e vio-se por fim que
a Hespanha tinha perdido o lo dlseus destinos. He
este o resultado do falsa, impulso dado a um povo pe-
lo proprio genio. He a forte iosliurjao da historia,
que n estado separa, a poli ica re>:ebe, em rresenca
ilesas oulros eusinos da vida cont?mprane;.
No meio do movimento universil cm que sedeba-
tem tantas queslocs, lanos 11 le esses diversos, ha
dous paizes vizinhos, que sua Mtuacao colloca ao
abrigo das grandes lulas actuaos, e cuja vida nao tem
mensa episodios cm suas ecndijes normaos. Estes
dous paizes sao a Blgica e a llollinda, as quaes aca-
ban} de passar por urna prova cleiloral ao mesmo
lempo e no mesmodia. Era llrusellas como era Haya,
o governo se -cutio atacado pelo resultad do escru-
tinio, isto lie, a totalidade da volajao nao esleve ab-
solutamente em reanlo com a situaran aclual dos
dous gahinelcs; mas se dos dous lados, o resultado
foi o mesmo debaixo dcslc poni de visla, he por
urna razao inversa: he porque o partido liberal cm
Broxellas experimento!! urna derrua, e cm Haya as
elcires foram muilo favoraveis aos liberaos. A ani-
madlo excitada um momeulo pelo trabalho cleiloral
na Blgica nao lardoucm d ssipar-sc ; ella dcsappa-
reccu coma causa que a tinha provocado.
A sabir dessa agilajopassageira, que tinha pro-
duzidorealmente o ullimo oscrulinco'? A renovarlo
parcial da cmara dos representantes trazia a no-
mcajao de 54 deputados; S- foram reeleilos. Em
Bruxellas sohreludo, as animosidades locaes licaram
sem efleilo, e nao embaraiaram a recleijflo doSr.
Carlos de Brouckcre e de algui s de scus collegas.
Entre os representantes que nao vollam para a ca-
marade eis perlenciam ao partido liberal, quatro ao
Partiff calholico; entre os nosos deputados cada
opiniao conla pelo contrario cinco. A difiere 11 ra he
pequea, comoTee v; he apenas de um vol, que
se deslorou em prejuizo do partido liberal-e forma a
superioridad dos calholico*. O minislerc> nao se
agitnu menos, mais sem jbnjujda por causa das ten-
dencias manifesladas pelo corpo cleiloral do que em
rata do resultado real. Elle VIibcron e se poz
disposijao do re. A comequencia deste procedi-
raonlo foi o que devia ser : o mhslerio continua a
funeconar, o a poca ordinaria da convoc.iro das
cmaras nao sara anlecipada. Nao pofft ser de ou-
tro modo. O gahiucle aclaal de Biuxellas, posto
qae fome levado ao poder em nomo da opiniao libe-
ral, exprima com clleilo essa opiniao, no que ella
tinha de mais moderado, e linha por missao acalmar
as iirilajOes dos partidos por urna poltica de conci-
Unc/la. So era esla a' r: zao de sua cxallajn, es-
ta razto n3o poda dcixar de existir visla de um
resultado lao pouco decisivo, que nao faz seofio neu-
tralisar linda mais as opinioes sem muOar-lhc o
equilibrio esscncial.
Eiitrclanlo, debaixo dccerlo poni de vista, o ul-
limo escrutinio nao he sem gr.ividade, sem pen-
sar-se que desde 1847 o partido liberal na Blgica li--
nh eouslanlemenlo oblido urna maioria sufiiciente
Para llio assegurar a posse nao interrompida do po-
der, eislo he lano mais nulas el, quanto a exelusao
reenhio justamente sobre o Sr. Carlos de Bogicr, mi-
nistra do ultimo gabinete, um dos hornea* mais emi-
nentes do liberalismo belga. O Sr. Carlos Rogier
foi infeliz na Antuerpia, onde os cleilores da cidada
lhe ficaram fiis, mas leve coulrasi a massa .los elei-
. lores dos campos. O Sr. Rger e pa lalve/. hoje os
desvarios de urna polilka alguraai velesdetBMdo
oxelasiva, e assim ntcrpielado, a volar^^enle
dos eleilores belgas nao fez mais quo vir em apio
de um systoma conciliador e moderado; He%penas
para sentir que um dos homens mais piisideraveis
da Blgica se achc momentaneaiienle excluido do
parlamento.
A llollanda Itmbem se acluva, eomo dizlamos,
occapada com cleicoes, e esle u ovimculo cleiloral
tinha lugar no da seguinle ao do; debates legislati-
vos, que nao foram sem importancia. Na llollanda
como na Blgica, trla-se de saber, que partido pre-
dominar. Ser porventBia o p; rlido liberal, que
o Sr. Thosbecke j representen ao poder? Ser o
partido anli-revolucionario ou proleslanle, doqual
unidos eneres principis he o Sr. Groen van Prins.
DIARIO DE PEnMMICO, QUIITA FEIRA 10 D AGOSTO D 1854.
teres? Entre estas duas tendencias extremadas e op-
poslas, o gabinete aclual de Has a representa urna
especie de juslo meio. Eslas diflercnles mndancas
se mauifcslam naturalmente na discussao das ques-
lOcs, que a segunda cmara dos oslados geracs teve
de resolver anlcs de ser renovada pela cleieao.
Urna das mais geracs deslas qucsles referia-se i
assislcncia publica. He esla urna ordem de materias
delicadas, que j tem dado lugar a muilas combina-
edes e as opinioes mais divergentes; mas em deflini-
liva todas as divergencias versam sobre um ponto,
que he o principal cerlamenlc, e he o grao de ins-
peccao do estado sobre os eslabelccimcnlos de cari-
dade. Um primeiro projeclo apresenlado pelo mi-
nislerio Thorbecke, linha suscitado a mais viva op-
posigo da parle das communlies religiosas. O ga-
binete aclual (cm procurado urna especie de lerrao
medio. Como acoutece muilas vezes, esse termo
medio teve contra si as opinioes extremadas nos dous
sentidos diversos. O partido anli-revolucionario ar-
Buiao projeclo ministerial de nao ser masisque urna
ingerencia organisada do estado as obras da randa-
do. O partido liberal pelo contrario lhe censurava
o enervar o principio da vigilancia publica por meio
de eoii-i lerai;ors inuteis. Eslas duas opinioes op-
poslas eram exprimidas sobretodo pelos senhores
Groen van Prnstercs e Thorbecke. Urna lula das
mais animadas linha lugar a respeito do arligo da
lei, qae estipula a communicagao ao eslado dos re-
glamenos orgnicos e administrativos das institai-
ces de caridade. Comtudo a lei nao obstante tudo
isla era volada por 37 votos contra 28, e acaba.de ser
ltimamente approvada tamben*pela primeira ama-
ra. A qaeslao do entino nat) agiton discussoes me-
nos vivas.
Um incidente de nutra natureza e bstanle singu-
lar pof ti mesaes veio animar as ultimas sessoes da
segunda cmara. Trala\a-sc de urna interpellac.io do
Sr. Thorbecke, a respeito daapparicao de um navio
de guerra francez,"a Fatorile, no porlo de Helle-
voelsuis. O Sr. Thorbecke perganlava ao ministe-
rio, se era verdade que navios de guerra perlencen-
les as potencias cm guerra hoje com a Russia, tinharaj ma'nd"
por instruccoes rondarem os porlos da llollanda c
visilarem no alto mar os navios ncerlandczes. Ha-
ra evidentemente em ludo isto urna exagerarn sin-
gular. O sentido da resposla do ministro dos nego-
cios eslrangciros, o Sr. van Hall, he qae a Hollan-
da permanece cm urna estrela neulralidade, que o
governo de nenhum modo tem a intenrao de prohi-
bir a entrada de navios de guerra eslrangeiros nos
porlos neerlandezes, e quo nenhum fundamento ha.
nos receios inspirados pela apparic.ao do navio fran-
ecz, la tavorite. O Sr. van Hall, reconhecendo o
direilo de visita das potencias beligerantes em alio
mar, exprima finalmente a conviccao de que o
commcrcio hollandez se nao exporia a transportar
objectos de contrabando de guerra. Talvoz que nes-
se acoutecmento hoavesse alguma outra cousaque
n3o declararan!.
O governo rosso, ao que parece procura nego-
ciar um empreslimo as diversas pracas da Europa,
e dirigio-se particularmente a Amslerdam. Ora a
Franca e a Inglaterra nao podem cvidenlemenle
querer que o empreslimo russo seja negociado cm
Amslerdam, pela razao mui simples de rjjie a Hol-
landa he um eslado neutro, quo de nenhum modo
pode intervir para fornecer recursos a ama poten-
cia belligerante. Talvcz que se tenham dirigido a
Haya represcnlaces a esle respelo. Dahi proveio
urna cerla emoc.io, que pode manifeslar-sc por oc-
casio da preseuca da la Faiorite. Que resulla d'ahi
senao a simples necessidade, que lem a I lollanda do
permanecer na mais restricta ncatralidade?
Em summa o gabinete hollandez linha soflrido
mui felizmente a prova dcsles ltimos debales parla-
mentares, c pareca achar-sc ao abrigo de novas vi-
cissiludcs, quando seram as cleices de 30 de ju-
nho. O fado caracterstico deslas eleices, he o
nolavel successo do partido liberal, que augmentou
com 5 ou 6 votos. He verdade que esle sucesso foi
oblido a cusa do partido protestante; mas como es-
le ullimo partido votava muilas vezes com o minis-
terio, o resultado cleiloral nao deixa de ter seu lado
ameacador para o gabincle, que pode achar-se
morc de urna liga entre as diversas opposiccs da
fraccjlo calholica, dos liberaes e mesmo do partido
anti revolucionario ou protestante. Oulra parlicu-
laridadc que ha para assignalar-se nessas cleicOes,
he que o chefe do partido anti revolucionario, o Sr.
(roen van Prinslcrcs leve na llollanda a sorte que
o Sr. Carlos Rogier leve na Blgica: nao foi reelei-
lo, e precisamente naofragou em concurreucia com
o Sr. van Zeslen van Nyevcll, ex-roiuislro dos ne-
gocios eslrangeiros do gabinete Thorbecke. As ele-
i;0es, que acabam de ter lugar lis eram em resultado
no seu todo, a nomeacao de Irania e um depulados
minsleriacs, dezoilo liberaes exaltados ou parlida-
rios do Sr. Thorbecke, qualorze calholicns e cinco
apenas do partido anti revolucionario. Presente-
mente a situarn poltica da llollanda e do gabincle
de Haya mo he mudada sem dus ida; he na prxima
sessao, no mez de setembro, que os partidos se de-
senharao medindo suas Torcas, e que o ministerio
poder por sua vez ler uin conhecimento completo
da nova siluarAo, que as cleices lhe acabam de
fazer.
seus adversarios ? Em summa talvet nao seja im-
possivcl sabir desla confuso algum melhoramculo
para a Nova Granada.
Reme des Deux Moniet.)
INTERIOR.
RIO DE JAMSIRO.
SENADO
Sla 33 da Janho.
Pelas 10 horas c meia da manhaa reunido nume-
ro suflicienle de membros, abre-sc a sessao.
Lida e approvada a acta da antecedente, o 1."
secretario d conla do seguinle expediente :
Sao eleilos por sorle para a dcpulacan qae deve
receher o Sr. ministro da guerra, os Srs. Miranda
Ribciro, Fernandes Chaves e Mcndes dos Santos.
He lida c approvada a redaeco da resolueao do
senado, approvandoa penso concedida a 1). Mara
Generosa Loureiro.
ORDEM DO DA.
Primeira discussao do projeclo do senado aulori-
sandoo governo a alterara tabella que regula aquan-
lilaliva das esmolas das sepulturas.
O Sr. litconde de branles : Peco a pala-
Se quier-se observar ao vivo um exemplo de
anarchia poltica e social, basla ir-so America, i
essas infelizes repblicas, outr'ora hcspanholas. S
ha cscolhor enlrc os diversos paizes: por toda a par-
te ha um frmalo de revoluto ou de guerra civil;
mas a Nova-Granada offerece cerlamenlc cm um
crio especial o espectculo dessa anarchia, que an-
da urna vez mais acaba de apparecer em Bogot da
maneira a mais bizarra. t
A repblica granadina, como se ha de estar lem-
brado, esl entregue, ha mullos annos, ao dominio
do partidodemocraliro. Foi esle parlido, que lc-
vou ao poder o presidente actual, o general libando;
he acllequea Nova-Granada deve urna constituirn
ulira--liberal, a qual eslabelece o suffragio univer-
sal, sieila ao escrutinio todas as furiccoes publicas e
despoft pouco mais ou menos de loda a auloridade
o poder execulivo. Ora resullou desla siluacao duas
cousas, que os autores da conslituicao naopreviam.
De um lado, o suffragio lem favorecido de um
modo singular os conservadores, que lem sido elcitos
em grande numero governadores das provincias, se-
nadores, deputados; do outro lado, o general Oban-
do, desde que foi nomeado presidente, u.lo tem po-
dido submeltcr-sc senao com impaciencia urna
constituido, que ligava-lhe asmaos e lhe lima lo-
do o poder. A' medida que esla siluacao se desen"
olvia, o partido democrtico se dividi; urna frac-
cao cada vez mais se en lian bou na demagogia, no so-
cialismo : a oulra grupou-se em redor do presiden le
e lem favorecido nelle as ideias de dictadura. Es-
Ics pormenores sao necessarios para comprehender
a lenta! is ,i de revolurao, que acaba do ter lugar cm
Bogot. Com efleilo, que succedeo? Na desordem
de ideias, e de instiluices, que reina na Nova Gra-
nada, o mal tem augmentado, os partidos se bao ir-
ritado. Ha ponco lempo o cougresso discuta urna
lei, que linha por fin? reduzir u excrcilo a oilo ce-
ios homens. Os conservadores fazam entretanto
elevar a cifra a mil e duzcnlos; mas os partidarios
do presidenle nao e-las am menos exasperados por
esse golpe dado no exercilo. .Elles cscolhiam esla
occasiao para obrar, na esperanca do far.cr vollar
em seu proveto o descontentamento do exercilo. A
17 de abril, o general Jos Maria de Mello lomava
cm Bogla a iniciativa de um movimenlo revolucio-
nario, que proclamas a a dictatura do general I Ib.in-
do. Entretanto esle ultimo nao lardnu em ver, que
o movimenlo revolucionario licavasem echona mas-
sa da popularo, eentan o reprovava. O general
Mello, nao querendujejn duvida ler feilo urna re-
volurao intil, releve o vcneral Obando como pri-
sinnero, e toinou elle mesmo a direcrao do movi-
mento, dcclarando-sc chefe do supremo governo
proditorio. Immedialamenle pozmaos a obra;su-
primi a conslituicao democrtica, rcstabeleccu cm
9uas_disposiroes principies a de 1813, procurando
dar aos seus aclos rerlo carador conservador. O ge-
neral Mello estava senhor de Bogla, quando a re-
sistencia veio organisar-sc logo asoulras provincias.
Um dos vico-prodciiles da repblica, o general
Herrera, relirado na provincia de Carlliagcna, acci-
lou o poder execulivo. Em oulro poni, um ox-
prcsidcnle, o general Mosquera, que desde alguns
annos vivia nos Eslados-Enidos c que por acaso se
achava naquelle momelo cm Nova Granada, diri-
gi urna proclamarlo ao paiz. A bandeira que elle
arvora ho a do restabelccimcnlo cnnslilucional do
general Obando. Nao se lem certeza do successo da
lenlaliva feila pelo general Mello em Bogla ; mas
qual ser a siluacao do general Obaudo, apaniado
de alguma sorle em flagrante delicio de complicida-
decom a revnlucao de 17 de abril ereslabelecido por
O Sr. D. Manoel:He melhor sustcnla-lo na se-
gunda discussao.
O Sr. V'isconde de brante*:Pois, bem, falla-
rc na segunda discussao.
He o projeclo approvado em primeira discus-
sao.
Entra em 1." e 2. discussao a proposicao da c-
mara dos Srs. depulados fazendo extensiva a dispo-
sic.lo do 3. de arl. 1. da lei de 6 da setembro de
1832 s compauhias de que trata o art. 6. da lei de
24 de setembro de 1845.
O Sr. llollanda Caealcanli diz qae achando-se
redigida a proposicao da cmara dos Srs. depulados
de modo tal, que nao pode comprehender-se bem,
sem se consultaren! as leis a que se refere ; por isso
a mesa um requerimenlo de adiamento afim
de ser remetlida i commissao de fazenda.
Rcqueiroquc o projeclo v a commissao de fazen-
da.llollanda.
He apoiaJo o adiamento c entra em discus-
sao.
O Sr. Mendes dos Sanios diz que nao lhe pare-
ce necessario o adiamento, porque nao c traa de
mais do qne conceder s companhias quo se pro
prozerem a lavraros terrenos diamantinos as mes-
mas vanlagens que se lem concedido aos particu-
lares.
O Sr. llollanda Caealcanli diz que nao conside-
ra ascompanhias no mesmo caso do que os particu-
lares, porque ellas, quasi sempre anonymas nao tem
ama propriedade tilo real como os proprielarios ; no
ctanlo lem cm tanta ronsideracao as opinioes do
Sr. senador que o precedeu, que pede para retirar o
seu requerimenlo de adiamento.
O senado concede que se retire o requerimenlo.
He approvado o projeclo em primeira discus-
sao.
Achando-sc na sala immcdiala o Sr. ministro da
guerra, oSr. presidente ioterrompe a discussao, e
convida a dcpulacan sorteada para receher o Sr. mi-
nistro a introduzi-lo na sala, e entrando esle, toma
assenlo na mesa.
Contina a discasso de fiacao de forcas de
Ierra.
Art. 1., eom a emenda do Sr. D. Manoel.
O Sr. I'isconde de Paran taz ligeiras observa-
ces para demonstrar que a forra de 20,000 pracas
pedida pelo governo ha necessaria para occorrer a
lodasas necessidades do servico ; e que portaDlo a
emenda do Sr. senador pelo Rio Grande do Norte,
tendenle a reduzir a forja pedida pelo governo a
15,000 pracas, nao podo ser approvada.
Eolende que a nossa mnrinha pode prestar-nos um
valioso auxilio em qualquer emergencia ; mas en-
lende (ambem que nao deve exagcrar-se o auxilio
que ella pode prestar, s provincias do Para e Mallo
Grosso,porque comquanto no Para baja (odas as faci-
lidades na oavegacao, com tudo o pequeo numero
de vasos que temos nos nao permiti dislrahirmos
para o Para graode forja, porque ella hp precisa pa-
ra fazer os cruzeiros necessarios para reprimir o 1ra-
lico. Quanlo, porm, aos auxilios que a nossa ma-
nilla nos pode prestar cm Mallo Grosso, era neces-
sario nao s que o Paraguay estvesse abcrlo aos uos-
sos vapores, mas tambem que estes calassem apenas
6 palmos, e se os nrelendesseroos levar al Cuiab,
calassem apenas 3 palmos, porque o rio no tempo das
seceos nao lem cpacidade para nelle navegarem
navios de maior calado. Por eslas razes, repele, que
as 20 mil pracas sao necessarias.
Concorda que mais vale um exercilo pequeo e
disciplinado, do que um exercilo numeroso e sem
disciplina ; mas ola que entre nos, o fracciona-
mento das tropas cm pequeas parccllas, nao per-
mute que se rena um numero sufliciente de forjas
para mauobrarem e fazerem cxcrcicio cm um cam-
po, cm que, na falla, de campanhas reaes, se exer-
cilam as artificiaos, o que muilo conlribuo para a
disciplina dos exercilos daquellas najos que se ser-
vem dale meio; porque (> mezes de campanha dao
ao soldado mais disciplina do que seis anuos de guar-
nicao.
Sobre a impulacao que se fizera de facciosas s
opposijcs transadas, diz que essa opposijao razia
o mesmo que se faz hoje, porque em 1838a opposijao
pedia urna reducjio de 2 mil homens na forja pe-
dida pelo gbverno,e agora a opposijao nao se conten-
ta com 2, pede 5 mil de reduccao. Assim acha sem
forja nenhuma a insinuacao que o Sr. senador pelo
Rio Grande do .Norte fez a essa opposijao a que se
referi.
O Sr. D. Manoel: Veremos na resposla.
tJ Sr. I'isconde de Paran: Oque pode V.
Ex. responder ? o que eu disse a respeilo da op-
posijao a que se referi o Sr. seuador he incoutes-
tavel.
O Sr. D. Manoel: O que he inconlcslavel he
que eu pe jo a palas ra.
O Sr. I 'isconde de Paran : Nao dus ido, que
V, Ex. que tantas vezes costuma fallar, falle mais
urna vez, e pelo lempo que quizer.
O Sr. D. .Manoel : Pouca cousa ; um quarlo
de hora, dez minutos,
O Sr. I isconde de Paran ; Quanlas vezes
quizer; e pelo lempo que Ihoapprouver, e de cerlo
cu nao poAo deixar de dizer que he inconleslavel
que o Sr. seuador pedio a palavra (rj'o),
A respeilo de querer-se dizer que as tropas de
Bucnos-Ayres eslavam mal fardadas, dir que essas
tropas linham nao s hons fardamentos, mas ale al-
guns melhores do que as do imperio, pora a res-
peilo de disciplina, he que geralincnle fallando nao
era boa, exccpjao de algumas tropas da guarnijSo
de Palermo, c das Iropas da praja de Buenos-Ayres,
que nao s eslavam fardadas a franceza e complcla-
menlc armadas, como tambem linham muito boa
disciplina; e relativamente s (ropas de Oribe dir
que eslavam mui bem disciplinadas.
O Sr. Marque: de Caxias : Apoiado.
OSr. Vjscondede Paran:.... asna aduna-
ra de campanha e a infanlaria eram, nao dirci me-
lhores, mas nada inferiores snossas; e quanto
cavallaria, para compelimos com a do Eslado Ori-
ental, seria necessario Icrmos urna grande quanlida-
decavallos, o que nao nos he fcil como a elles,
e por isso he necossario para podermos emparc-
har com elles, tralarmos os nossos cavallos. euro-
pea e ferra-los
respeilo dos liajos de que usara as cavallarias
no Eslado Oriental, dir que ajan am tajo como
oulro qualquer, porque o escossez. o hngaro, o tur-
co ou o cossaco tem o seu trajo parlicular, dirfereiile
do francez ; c o que v he que a blusa de que osam
os soldados do Eslado Oriental, nao os inhibe de
qualquer moviincnlo, e clics sao 13o deslros na ca-
vallaria como os melhores cavalleiros europeos.
Sobre os lins que se lem em visla com o licencia-
mcnlo, dir que alo he para eslabelecer urna re-
serva, porque propriamcute dila, nunca a houvc cm
Portugal c no Brasil. Podcria lalvcz chamar-se re-
serva s antigs milicias que houveram em Portugal,
mas que hoje podem considerar-so substituidas pe-
los balallioes de V linha ou cornee movis em Por-
tugal, c pela guarda nacional no Brasil. Assim, o
(ira de licenciamcnlo he que, no caso que as forjas
se nao toriieni absolutamente necessarias, o governo
as dispeusc do servijo, o que so pode fazer dando
haixa aos recrulados e voluularios quclivercm aca-
bado o sen lempo de servijo,sem ser necessario dar
brenca alguma.
Eulcnde que nao pode adoptar-se entre nos a res-
peilo do rerriilamenlo a inscripjao qae se usa ero
Franca porqne quanto a franca seja um
paiz
verdaderamente militar, com ludo ainda as-
sim ha nella graode numero de refractarios,
que por vezes tem causado graves embarajos
ao governo. Assim julga, que o recrutamenlo (al
qual se faz enlre nos, he preferivel inscripjao
franceza, porque enlra nos recabe nicamente sobre
o radios, sobre aquelles homens qae nao lendo pro-
fissao nem modo de vida sao nuleis completamente
sociedade ; e lano o julga preferivel que o proprio
Sr. senador por Pernamburo nSo julguu convenien-
te, ou nada fez para altera-lo quando ministro e pre-
sidente do conselho.
O Sr. n i llanda CovaleaiUi:Esl V. Exc. en-
gaado. Nao era presidente do conselho.
OSr. visconde do Paran :Cuide qae V Exc.
o tinha sido, porque linha ido encarregado de or-
ganisar um ministerio.
O Sr. Hollando Caealcanli:Mas era lano co-
mo qualquer oulro membro.
O Sr. D. Manoel:Apoladissimo. Islo he irres-
pondivel.
O Sr. Viscond de Paran : Fosse V. Etc. o
qae fosse, he eerlo que nao allerou o actual lyate-
ma de recrutamenlo,
O Sr. Hollando Caealcanli:V. Exc. nao sabe
o que houve.
O Sr. Visconde de Paran : NSo le o que
houvc, mas o caso he qae V. Exc. lutoo com diffi-
caldades.
O Sr. llollanda Caralcanli: Muitas ; he ver-
dade.
a Agradece ao nobre senador pelo Ro Grande do
Sal as poucas palavras qae disse em seu abono con-
tra ataques repetidos que lhe tem sido dirigidos, pa-
lavras que sao uma jastificajo mais daquillo que
por vezes lem dito ao senado de que esses ataques
sao somonte lilhos de um grande odio, de um gran-
de raucor da parle de quem os dirige c com o I i ni
de intrigar a elle (orador) ou com seus collegas ou
com algaem mais.
O Sr. Hollando Caealcanli :O "regiment nao
permilte isso.
O Sr. D. Manoel Permilte ; espere pela res-
posla. i, .
O Sr. risetmie de Paran diz que se o nobre
senador lhe pode fazer eslas imputarnos a elle, mi-
nistro da corda; enlo tambem lhe he licito dizer
qae essas impalajOes sao somenle filhas do odio e
do rancor.
O Sr. llollanda Caealcanli: Ha muilo difle-
renja enlre um ministro da cora e um membro des-
la casa.
O Sr. ''isconde de Paran ^continuando), diz: se
houvessc dillercnca, Sr. presidenle, seria para per-
millir-sc ao minisiro da cora mais ampia defeza :
o ataque he dirigido ao ministro da cora, esse mi-
nistro tem direilo a defender-sc, c s nao lera se o
nobre senador que me deu o aparte, quizer dar mais
esse apoio ao ataque que oulro nobre senador me
Tez.
OSr. llollanda Caealcanli: He preciso ser
prudente para su-ton lar a ordem.
O Sr. I'isconde de Paran : E o nobre senador
deve ser presidenle da casa para regula-la: estes
apartes nao parecem convenientes.
O Sr. Presidenle: Os apartes nunca rae pare-
cem convenientes ; deslocam as discussoes e des-
viain o orador de seu proposito.
O Sr. Hollando Caealcanli: A's vezes con-
ven) muilo desvia-los do mo caminho que querem
seguir.
O Sr. I 'isconde de Paran: Qual he o mo ca-
minho que eu sigo, defendendo-me de arguijes
que me foram Vil k.
O Si: Presidenle : Eu enlendo que o Sr. mi-
nislro lem eslado milo na ordem, mas a palavra
intriga nao he muilo parlamentar.
O Sr. D. Manoel : Apoiadu, est muilo na or-
dem, nao tomo a mal.
O Sr. Hsconde de Paran : O que eu vejo he
que o nobre senador a que me lenho referido, pre-
tende instigar o hrio dos raeus collegas, fazer com
que elles se julgucm menoscabados, ou pelo menos
se nao he islo, fazer com que o publico fique na cr cu-
ca de que as esusas podem-se (cr passado do modo
como que elle diz, e eolio ia veem os uobres senado-
res que os meas roprioa collegas desojando que eu
mesmo reslabclejav venda de das coasas como se
passa em conselhd^porqiie isso lendo a demonstrar
qual a posicilo q- ^ elle* lera e aquella em que
estou. '
Sr. presidente, me parece qae n3o haver ueste
paiz, a nao ser pessoa demasiadamente preoccapada
das paixes, do odio, do rancor e da vinganja, qae
possa suppor que no nosso paiz cxistajra de fado e
rci de direilo ; he neceasario, para suppor isso, des-
conhcccr completamente o paiz, desconhecer a mar-
cha dos negocios e o modo por que elles se Iratam.
O Imperador he o chefe do poder execulivo ; o
presidenle do conselho nao poderia ser legal se ab-
sorvesse as importantes atlrbuijes que competen.
ao chefe do poder execulivo e ao poder moderador;
os negocios Iralam-se da maneira por qae todos os
homens polticos, que lera servido nos ministerios,
os trataran! ; nao fui eu o primeiro ministro da co-
ra que estabeleceu estas pralicas ora existentes ;
acompanhei-as, gui-as, porque as achei de confor-
midade com o preceito constitucional ; no Brasil mi-
nistro algum, qualquer que seja a sua posijao, qual-
quer que seja a sua influencia, nao podia destruir o
preceito constitucional, que eslabelece qae o Impe-
rador he o diefe do poder execulivo.
Continua relatando a maneira por qae os negocios
sito tratados cm conselho, declarando que os minis-
tros ainda que sencidos em suas opinioes no con-
selho, se aprcseiitan cm despacho peranle a coroa,
e sendo estes negocios snbmellidos a sua alta consi-
deraejo, he olla quem decide c nunca o presidenle
do conselho ; por coosequencia os ministros ainda
mesmo vencidos e em uuidado podem, e realmente
praticam muilas vezes, levar discussao aquelles
negocios em que elles podem eslar divergentes de
eos clicas.
Que o presidente do conselho nao se commuuica
exclusivamente com o monarcha, que lodos os mem-
bros o fazcm, qae por coiisequencia nenhuma appli-
cajao pode ter ao Brasil, o que o nobre senador dis-
se acerca do primeiro minisiro de Inglaterra.
Observa que se am minisiro appreseolando suas
opinioes em conselho ellas nao fossem aceitas pela
maioria de scus collegas, nem pela coroa, esse mi-
nistro nao devia continuar mais no ministerio ; mas
que felizmente lem reinado enlrc o presidente do
conselho e seus collcgas a maior harmona possivcl.
ola que a fisealisajao que lhe competa como pre-
sidenle do conselho nos aclos de scus collegas para
rcconheccr ae o programma pelo ministerio adop-
tado he ou rio giimpr/do, elle nao tem tido preci-
sao de exercc-U unas vezes o lem feilo ; e nes-
sas occasioes as explcajoes dadas o lem satisfeilo
completamente.
Declara qne nao se julga superior a seus collegas
em cousa alguma ; que se alguma iufluencia goza
enlre elles he proveniente da eslima que lhe consa-
gran cj Iheconsagravam, anles deserem ministros.
Que pelo que loca ao Sr. minisiro da guerra,
elle (orador) se lera ronduzido dentro dos limites de
um collcga respeitoso c amigo.
Explica o fado de alguma recommendajao de
nomeacao de cerlos olliciaes, e diz que nisso nao
fez mais do qne aquillo que oulro qualquer ccslu-
ma fazer para com o seu amigo.
Finalmente diz que e*Pera qae o ministerio con-
tinu unido, e largar o poder unido, e que apesar
das impulajts que lhe lem sido feiias, conla com
o apoio das maiorias das cmaras, e se persuade que
esse apoio he franco, sincero c independenle, e pe-
de que quando o senado em sua maioria julgue que
a poltica seguida pelo governo he menos con veni-
ente ao paiz o declare por meio de volajSo, para
que elle abandone o poder e v gozar do doscanco
que anhela, dcixaudo de sufl'rcr impulajes como
as que lhe tem sido feiias.
Concluc que a forja pedida para o auno de 1855
185G poder lalvez nao ser necessaria em sua lo-
lalidade se as guesles do Paraguas, terminaren), se
fbc possivcl retirar a forja da Repblica do Uru-
guay ; mas que ncslc caso na lei exisle o arligo que
aulorisa ogoverno a licenciar parle dessa fdrja, c
que desse expediente laujar mao, se o eslado do
paiz o peinitlir. porm que nao o far se circuras-
laucias se derem que o u3o consintam ; e assim es-
pera que o senado por uma volacao sincera c cous-
cicnciosa vol a forja que o governo pedio.
O Sr. Costa t'erreita diz que quando lem de fal-
lar cm negocios militares cahc-lho a alma aos ps,
que tem medo de locar em objectos bellicos porque
receia que a bomba Ike rehn te as raaos.
Faz muilas cousklerace* tendeles a provar os
iconyenienles iln rerrulamenln, e mirando na
apreciacio da poltica externa em relajSo s rep-
blicas visinhai, faz ver que uma poltica Ilustrada,
enrgica e perseverante Irar consigo a desneces-
sidade de uma forja maior.
O Sr. Hollando Cavdlcanti senle que o Sr.
Sr. minisiro da guerra nao tenha respondido s ob-
servaces que fez cm relajao ao recrutamenlo, e
que ousa al acoberlar-se eom a cora, prelendeudo
lalvcz rebaixa-la.
I O Sr. Presidenle : Devo lembrar ao Sr. sena-
dor qae o ponto he asss delicado.
O Sr. D. Manoel: He mesmo por elle ser de-
I lcado qae eu fallo, Dos me livre que eu Ocasse si-
lencalo depois do discurso do Sr. prndenle do con-
que o Sr. presidenle do conselho com o qae arre' selho, que ousou servir-sc para respooder-me de
laes cxpreuoes ; porque se se Iralasse s de intrigas
para com os Srs. ministros, elle (orador) desprezava
completamente as palavras do Sr. presidenle do con-
selho ; mas fallando-se de inlrigas com mais algaem
nao posso flcar silencioso.
Assim diz que, ou o Sr. minisiro ignorou comple-
tamente a forja das palavras que proferio, ou eva-
Ihe a crr que a sua perversidade he fra do com-
inuii) : nao er porm nesla segunda, e far a S- Ex.
anles ignorante do que perverso.
O Sr. Visconde de Paran :Pejo a V. Exc. qae
faja entrar na ordem o Sr. senador.
O Sr. Presidenle: O honrado membro j disse
que nao admillia a perversidade, e por isso esl na
ordem.
O Sr. D. Manoel nao admiti a palavra perversi-
dade porque sabia sua significajao ; mas que igno-
rara o Sr. presidenle do conselho a significara da
palavra intriga, qae qner dizer enredo oceulto ; e
qae se poderia empregar, se elle (orador) andasse
por casa dos Srs. ministros contando ditos dos ou-
lros Srs. ministros; mas qae aquillo que diz he com
oda a fraoqueza no parlamento, dando lugar a que
se lhe responda ; v porm qae o Sr. presideate do
conselho empregra esse termo de mais alguem, nao
diz para insulta -lo, porque sabe qae elle (orador)-
esl acostumado a sofTrer, mas para rebaixar a corat
porque...
O Sr. Presidente:Nao me parece prudente que
o honrado membro di essa inlelligencia as palavras
do Sr. presidente do coaselhu.
O Sr. D. Manoel:Perd-me V. Ex.; eu doo-
Ihe a interpreta jao que me indica a minlia ron vie-
ran ; mas se o Sr. presidente do comelho retirar as
suas exprcssOes, eu retiro tambem eslas palavras.
O Sr. Presidente : Pois por que o Sr. presi-
dente do conselho se servio das palavras e mais al-
guem, ha de se entender por forja a cora? Islo pa-
rece-me impoltico e pouco prudente.
O Sr. D. Manoel: Eu quero defender-me, e
por isso quero mostrar que o S.r. presidenle do con-
selho com as suas alluscs iraraioenlemeote impru-
denles, trouxc cora para a discussao. (Smsurro.)
O Sr, Presidente: Attenjao.
O /Sr. Visconde de Paran: Eslou com a pala-
vra para me explicar.
O Sr. D. Manoel: Eu cedo, se o Sr. presi-
denle do conselho quizer explicar-e.
O Sr. Visconde de Paran: Nao quero di-
logos..
O Sr. D. Manoel:Quando o Sr. minisiro fal-
lou de alguem, en podia pedir tima explicajao a esle
respeito.
O Sr. Visconde de'Paran: En podia pedir
muitas explcajoes.
O Sr. D. Manoel: Eu dava-as, porque nunca
as neguei.
Por veras vezes, accrescenta o orador, j o lem
chamado de s iolenlo, e talvez imprudente, porm
intrigante, s o Sr. presidente do conselho, tal he a
sua raiva e furor contra elle, raiva e furor que des-
preza e de qne se n e escarnece. (Simmwto pro-
longado.) '
Ve que o Sr. presidente do conselho o que quer he
fazer-lhe perder o conceito de que goza, masassego-
ra-lhe qne se Ilude, porque o que o ha de recora-
raendar ha de ser o seu comporlamenlo, e nao as
palavras do Sr. presidente do conselho.
Nunca disse qae era um grande magistrado, como
asseverra o Sr. presidente do conselho; porque se
tal fizera seria nao s inepto, mas mentecapto; disse
porm qae em probidade lem muitosiguaes, mas ne-
nhum superior; que islo tem dito, c repele.
Observa que o Sr. presidente do conselho descu-
brir a cora cora suas palavras, que levara a saa
audacia ao ponto de pretender rebaixar a corda....
O Sr. Presidente: Eu j disse, quo quando
essa expresso a que o nobre senador aliado foi^em-
pregada, cu disse que ella nao roe pareca parla-
mentar, c o Sr. presidente do conselho nao a repe-
li mais.
OSr. p. Manoel ( continuando ) : O discurso
aqu est : cu heide defender-me, a aecusajao he
muilo grave...
Un Sr. Senador : 'He uma expresso que es-
capou.
O Sr. D. Manoel: Nao a relirou, nao a relira,
c vem al servir-se de um pretexto, e he de que nao
quer fallar para nao haver dilogos ; e por conse-
guale eu continuo a dizer que levou a audacia
muito longe, principalmente no alio ponto em que
esl collocado.
Maslemhre-se o nobre presidente do conselho qae
a divisa de Danlon era a audacia, audacia e semprc
audacia, mas Danlou foi guilhotina apezar da sua
audacia.
O Sr. Presidente : Eu nao sei que alcance po-
dem ler as expresses do honrado membro ; mas se
quer fazer applicajo dellas alguem, esl Tora da
ordem. '
O Sr. D. Manoel: Eu nao fajo applicajao, eu
nao quero malar a ninguem, eu nao quero malar a
um pai de familia que faz muila falla, nao quero
malar um cidadao til; mas quero mostrara V. Exc.
e ao senado os perigos da audacia.
O Sr. Presidenle : Mas se quer fazer appli-
cajao, isso he realmente fora da ordem, aqu nao
ha Danlons.
O Sr. D.Manoel: V. Exc, bem me conhecc ;
cu nao quero que morra ninguem, a morte que eu
desejo he esla, he o combale no parlamento, mais
nada qae islo ; o qae fajo he baler de lingua, Tiro
com a lingua e solTro com a lingua, mas nao dese-
jo malar ninguem.
Digo, pois, que Danlon dizia que para se engran-
decer era nccessaiio audacia, e o desgrajado, depois
de ler ensanguenlado a sua patria eom militares o
milhares de victimas, tambem morreo no mesmo
lugar e no mesmo supplicio em que fez penar lan-
os milhares de scus compatriotas: he esle o perigo
da audacia.
Mas, Sr. presidente, um monarchisla que cm toda
a sua vida tem dado as mais vehementes demonstra-
ces do sen respeito e amor ao monarcha ; um mo-
narchisla que nunca entrn cm conjurajoes nem na
menor desordem, nem cm resolueao alguma; mas
ora monarchisla que nesla tribuoa lem a coragem
de exprimir suas opinioes com franqueza, nao po-
de ser ac i na lo de querer levar a intriga ante o thro-
no ; um monarchisla que demais a mais lem a for,
tuna de conhocer o monarcha qae por felicidado
preside aos destinos do Brasil, pela honra subida
que lem de eslar na sua proseara semanas inleiras :
poisum homem neslascircumslauciaspodc Icmbrar-
se por um momento de intrigar os minitlros da co-
roa, os homens que compoe o conselho da coroa
com a mesma coroa ?
Sr. presidente, -e tal acontecesse, como poderia
eu usar do mcu direilo como representante da na-
ja ?como poderia censurar os aclos do uobre presi-
denle do conselho? como poderia iiidirar-lhe o ca-
minho que deve seguir ? como poderia mostrar seus
erros e al scus crimes ?
Sr. presidente, seo principio do nobre presidenle
do conselho passasse ninguem mais linha o direilo
de fazer a menor refljalo sobre um scraelhanlc go-
verno, ninguem mais podia fallar, porque les anlar-
sc-hia o Sr. presidente do conselho c dria: o que
vos queris sei cu ; he inlrgar-me com os meus col-
legas e com mais alguem.
Sr. presidente, quando um homem lao allnenle
collocado se pronuncia desla maneira, moslra que
nao he digno do poslo que oceupa.
Sr. presideate, a fortuna que lem favorecido cons-
tantemente ao Sr. presidente do conselho o cega ;
homem semprc acostumado piospcridade, porque
pode di/.er-se que ha imiilos anuos sem inlerrupjan
lhe sorri, suppc que a carreira da fortuna sempre
hade continuar, c por isso misa dizer no parlamento
a um senador do imperio, que elle o pretende intri-
gar com seus collcgas e con mais alguem ; ousa.Sr.
presidenle, querer conlestar-me o direilo que me
assisle de accusa-lo, ccnsura-lo, combale-lo.moslrar-
Ihe os seus crimes, os seus erros.
E nao se lembra o nobre presidenle do conselho
das palavras de um sabio, quando follando desses ho-
mens a quem a fortuna os eleva eminencia, e a
quem ella surri sem inlerrupjao, accrescenta, mas
a fortuna que os eleva a essa eminencia he para que
a queda seja mais desastrosa. Tenha portanto cau-
tela, pense bem no .eu procedimenlo, veja que isso
a palavra ao seu collcga.
Insiste na sua opiniao de que na provincia d,*)
Matto Grosso, a forja de 2,000 horneas seria dispen-
sada, se o servijo all fosse feilo por meio da m?r-
nha; e accrescenta que se alguma najao do mundo
navega as aguas do Paraguay, o Brasil deve go-
zar do mesmo direilo.
ola que se nao dio as difTiculdadcs quesesup-
pocm para a navegajflo a vapor naquellat paragens,
porquanlo ocombuslivel com facilidade all se pode
oblcr.
Continua a sustentar a necessidade de separar as
guardas.da polica da forja do exercilo, pela razao
de que o exercilo nao poder ter disciplina empre-
gando-o ueste ramodc servijo.
Responde aos argumentos produzdos pelo Sr. pre-
sidenle do cousclho, e accrescenta que S. Ex. com-
meltera uma falla grave quando impulou a um se-
nador ms intenjocs as opinioes que erante, e
augmentara a gravidade dessa falla quando trouxe
a coroa para a discussao, ou quando pretendeu co-
brir-se com o niapto da coroa para desviar a res-
ponsabilidade de sobre si.
O orador entra em miadas considerarles a tal res-
peito, reforjando seus argumentos a este respeilo
com o que tem succedido no paiz, e com que sas-
tenloa que maiorias facciosas lem havido, mas nun-
ca minoras.
Prometlc no arligo competente discutir o que diz
respeito ao recratamento, e concluc
Dada a hora tica adiada a discussao.
Relira-se o Sr. ministro, e o Sr. presidente d
para ordem do da a raesrqa de hoje.
I.evanta-se a sessao s 2 horas da larde.
DfaM.
Pelasdez horas e meia, reunido numero sufiicien-
te de membros, abre-se a sessao.
Lida e approvada a acta da antecedente, o primei-
ro secretario d conla do seguinle expediente :
Um oflicio do minisiro do imperio, remetiendo
um dos aulographos sanecionados da resolujao que
eleva os ordenados dos correios das secretarias de es-
lado. Fica o senado ioteirado, e manda-sc com-
municar cmara dos Srs. deputados.
Oulro do 1. secretario da mesma cmara, acora-
panhando a seguinle proposijao :
a A asscmblea geral legislativa resolve:
o Arl. nico. Fica o governo autorsado a conce-
der caria de naluralisajAo de cidado brasileiro ao
subdito Franco/. Lourenjo Marecbal ; revogadas pa-
ra esle fim as disposijOes em contrario.
ii Pajo da cmara dos deputados, 23 de junho de
185i. I'isconde de llaependy, presidenle. Fran-
cisco de Paula Candido, 1. secretario. Fran-
cisco Xavier Paes Brrelo 2. secretario.
Vai a imprimir, nao o estando.
Um requerimenlo de Chrisliano Mauricio Stokler
de Lima, pedindo qae por um acto legislativo se
lhe conceda fazer acto das materias do l. e 2. au-
no do curso jurdico de S. Paulo. A' commissao
de iiisipirco publica.
Sao eleilos por sorle para a depalajao que tem de
reaaber o Sr. mioistro da gucrra,|os Srs. Souza Ramos
Tosa c D. Manoel.
O Sr. llollanda requer que seja dada para ordem
do da a resolueao que augmenta o ordenado do
j miau le do escrisao da alfaudega, e o presidenta diz
que lomar isso em considerajo.
Passando-se a ordem do dia, continua a 2.' dis-
csusao do projeclo de lixajao de forjas de Ierra.
O Sr. D. Manoel depois de varas obaervajoes con-
tinua da maneira seguate:
Nao suppunha o Sr. presidente do conselho 13o
adianlado nao s em negocios militares, mas tambem
em finanjas ; mas nao se admira disso, porque s
vezes essas sciencias engarafadas (riso ), esses ho-
mens que nunca abrirn a bocea sobre um objecto,
deixam s vezes ver grandes cousas' que ninguem
suppunha.
Tratando das opposijes, diz que na segu os
principios que certas opposijes estabelrreruin de
negaren ao governo ludo ; de nao lhe darcm nem
pao nem agua.
Nunca seguir essa senda, porque quer dar aee
governns o que Ihcs for necessario para bem gover-
nar, lodas as vezes que elle se couvencer de que o
que pede he juslo e pecessario ; e quando falla das
opposirCes, est claro que se refere aquelles de seus
membros que emitliram estas opinioes na outra e
uesta cmara.
Anda sobro opposijoes dir quo o actual senador
ministro dos negocios eslrangeiros poder informar
o senado se a opposijao ao primeiro regente do aclo
addicioual era ou nao facciosa ; e se o actual Sr.
presidenle do conselho, que enlo erachefe dessa op-
posijao na cmara dos Srs. depulados, quiz ou nao,
nao s derribar o governo, islo he o ministerio,
mas tambem o regente de cnlao.
Senle profundamente que o Sr. presidenle do con-
selho nao viesse assislir resposla que elle lhe pro-
metiera do seu lagar na sessao de sexta feira ; roas
dir Sempre que quando o Sr. presidente disse que
elle (orador) quera intriga-lo com os seas collegas
c mais alguem, ou ignorou completamente a forja
das expresses de que so servio, ou deu prosas de
ama perversidade fora do commum; nao est po-
rm resolvido a adoptar a segunda hypolhcse ; se
porcm o Sr. presidenle do comelho o continuar a a-
lacar por aquella maneira, elle lem o direilo de di-
zcr-lhc que nao he o odio, o rancor, a inveja ou a
raiva que o inovein a fallar na casa contra elle, por-
que tem uma alma nobre, dir-lhe-ha: nao eos tatito
odio nem rancor, lenho por tos o mais soberano
desprezo.
Ainda v o predominio e a vaidade as palavras
do Sr. presidenle do conselho, quando disse no se-
nado que lem maiorias dedicadas, e que longe de
perder, tem adquirido mais alguns aficionados sua
poltica.
"Ve que felizmente ale a Providencia qaiz favore-
cer o paiz nao lhe dando nenhum desses homens
que por sua sabedoria e con) as suas doulrinas ar-
raslam os poses, impondo-lhes assim um jugo ver-
gouhoso, como fizeram Chateaubriand, Guizot, Ito-
bespierre, Thiers c oulros ; os quaes com a palavra
irnposeram umjugo Franja ; jugo porem que nao
durou muito. Ora, se esses horneas de muito mais
sciencia, em posico mais elevada, c com muilo
mais moraliddc do que o Sr. presidente do conse-
lho mo conseguirn impor Franja por muilo lem-
po esse jugo, como quer o Sr. presidenle do con-
selho impor ao paiz o seu jugo, a sua vontade,
sendo alias em tudo inferior a esses grandes ora-
dores ?
O Sr. Prndente: Advirlo o Sr. senador que
nao he parlamenlar dlzer-se, que linham mais mora-
liddc do que o Sr. presidente do conselho. I'are-
ce-mc um ataque muito directo.
O Si: D. Manoel: Falla da moraliddc polti-
ca e nao partiuilar do Sr. presidente do conselho c
por isso nao acha que seja menos parlamentar a sua
expresso. Jinlra o Sr. presidente do conselho.)
V com salisfajHo qoe um discurso proferido na
cmara dos Srs. deputados por um dos scus maiores
talentos, cm que se esligmalisava a poltica do go-
verno, foi recebido com applausos pela mesraa c-
mara, o que 0 leva a crcr que o parlido parlamentar
ainda que com oulro nomc ha de apparecer, e se
elle apparcreu no lempo da adninislrajao do Sr.
Torres que goza mais iiifluencin no parlido e no paiz
do que o Sr. presidenle do conselho, nao v o moti-
vo porque nao appareja durante a adminislrajao do
Sr. presidente do conselho, que nao lem nem no
parlido nem no paiz r. influencia do seu antecessor.
Nota que o Sr. presidente do conselho nao he ca-
paz para ser minisiro, porque talla sempre cora pre-
ciplacao, d semprc largas ao seu genio, e quer co-
mo ministro, como orador, como diplmala, ou co-
mo membro do conselho de estado lie sempre o ho-
mem precipitado; nao petua, e leva ludo de chfre;
o que na verdade he asss prejudicial para um. mi-
nistro que precisa de ser prudente como o Sr. minis-
tro dos negocios eslrangeiros, que ouve os ataques
mais directos, e quando Ibes responde falla semprc
sen preciptarao, com prudencia, e guardando sera-
pro as conveniencias ; porque nunca disse a qual-
quer sen opposieionisla que elle opposicionisla argu-
nicnlava cora o odio ou com o rancor ; cmquanto
que o Sr. presidenle do conselho contina cora os
modos quo lem com ipiasi lodo o mundo, porque de-
licado/;), S. Exc. nao abe o que be ; e vai lao longe
nao interrompa a serie de saa prosperidade e que
nao achc no fim um paradeiio lerrivel.
J V. Exc. v que seoo houvesse este trecho do
di-corso do honrado minisiro, eu poderia dispensar-
me de lhe responder, mas esle trecho he de uma tal
importancia e transcendencia qae exiga que nao s
lhe respondesse, mas al que me demoraste um pou-
co na resposla ; e nesla resposla, Sr. presidenle, era
difllcil limitar-me a defensiva, havia portanto ir
aggressao ; e como, Sr. presidenle, eo nao estou dis-
poslo a curvar-meaoSr. presidente do conselho, pelo
contrario eslou disposlo a coinbale-lo lodos os das,
em todas as occasioes, sem me importar com os re-
sultados do combale ; tegue-se que en nao intrigo,
porque nao digo cm particular a meus collegas isto,
digo aqui em publico para que me oucam, para que
me respondan, porque o meu lim he quebrar esse
colosso.
Nao sei se poderei quebrar esse jugo, sei que he
do meu dever empregar todos os esfor jos para o con-
eguir, acontec! o que acontecer ; e o paiz am dia,
*eoo j, rns far jnslja, digo mais, me totora al-
guns elogios por ter eu sido um dos qne tem (cola-
do amular coulra esse colosso do dia, que suppue
que nos lodos havemos nos curvar as suas ordena,
obedecer a seas acenos como fazem os Turcos a ara
desaes pachas que lbe mandara o cordo porque elle*
nao cumprem, na saa opioiio, eom o sea dever.
Sr. presidenle, nao eslon ditposto a curvar-me an-
te um homem que eu reput" tao bom como eu, nao
eslou disposto a isso; hei de responder ao que aqui
se roe disser seja dito por qatm lr, embora oceupe
o alto cargo de ministro de estado e presideate docou-
clho ; eslou disposlo aasKrificar-me.inclasitlmea-
le a minha saude, para derribar esse colosso de ps
de barro, e se o nao poder conseguir, Sr. presideate.
direi, como outr'ora diste esse grande generalu
garde meurt, mais ne te rend pas-^-, morro no meu
posto, mas nao me rendo, nao o abandono ; e nao se
persuadan esses dominadores ou esse dominador que
a corrupjo he que os ha de salvar, nao ha por meio
da corrupjaO que elle ha de ser salto, peto coojrario
a corrupcao he como o veneno que se inlroduz oas
visceras do corpo humano, e que paracendo tratar a
calma, produz a morte : a corrqMjKpyada a Uo
grande escala pelo miuitlerio, ou paaa melhor dizer
pelo Sr. presidente do conselli, ha de alienar-lhe
uma grande parte dlseus amigos, e a prora he oque
se passou na sessao de sexla-fera na cmara da Srs.
deputados; V.Exc. une, e nao ha quem o ignore-,
que o nome do Sr. presidntado conselho lieaarefe-
rido entre os seu amigos com wdignajJlo, eealrio*
seus adversarios com deaprezo.
Na sessao de sexta-feira, na cmara dos Sret depa-
tados, ponderando um orador os horrores da corrup-
cao empregada pelo ministerio e priocipabiienlepelo
Sr. presidente do conselho, o discurso qne piotava
esses horrores merecen applausos geraes, apoiados
eslrondosos dos mais ntimos amigos do Sf. presiden-
te do conselho; a tandeara, portanto, est arrorada:
vamos a ver o que ella produz.
E nao era para admirar, Sr. pre
opposijao se fonnasse na cmara
que uma cmara composta de mojos ehetos de vida,
de tlenlos e de aspirajOes, nao podia ronseulfr na
marcha tortuosa que leva o ministerio, e repito, a
prova he esse discurso proferido na sessao de eRR-
feira por uma das prirneiras capacidades. <0hmlU ca-
sa sem quesfao nenhuma, cpacidade qle saSo qoo
he estudar, e tomara, Sr. presidenle, j ve-fa eom o
Sr. minisiro da fazenda na discussao do sea orja-
menlo em que me parece que lhe lia de dar boas
lijoes.
Sr. presidenle, a minha opposijao j esl comeja-
da, e eslou persuadido que debaixo de felzes auspi-
cios, lenho por fim quebrar um jngo, destruir um co-
losso improvisado que todos os Brasilciros desejam
ver quebrado e destruido.
O Sr. Visconde de Paran:S ic os Brasileiros
sao o seohor.
O Sr. D. Manoel:Somos lodos, com algunasex-
cepres quo ainda (em medo, aoda ha quem tcaha
medo, e he por isso que cu pretendo quebrar asse
prestigio, e eu ou hei de vencer ou ficar vencido. B
nao se admire alguem de qae eu assim me exprima ;
o Sr. presidente do conselho disse que o* meus actos
eram lilhos do rancor, dp odioso eu devo responder a
esta insinuacao.
O Sr. Montezuma : Eu alendo qoe nisto nao
lia ajjrqije nenhum.
Otyr,4.fr*mwel: sjf nobre soaadv eniaodc
muita cousa. Sr. presidenle, repito, hei de que-
brar este prestigio que existe, Uto he, eu hei de ven-
cer ou ficar vencido; mas fique cerlo o nobre pre-
sidente do conselho que eo nao deixo o mea poslo,
que o heide combater, porque o julgoum homem pe-
rigoto, c mais perigoso ili se a sorle lbe* conti-
nuar a sorrir Uto prospera ; e fao-o convencido de
que presto um servijo ao paiz. e por isso nao recuo
era caso nenhum.
Sr. presidenle, eo disse ha pouco que o nobre pre-
sidente do conselho devia imitar o procedimenlo do
Sr. mioistro dos negocios eslrangeiros : eo nao estou
em boas relajos com S. Exc, mas nao posso deixar
de rcconheccr que S. Exc. compreheude a posiro
que occopa, porque nos seos discursos coaeerva
sempre a calma, o sangue fro qae convm ao mi-
nisiro da cpra ; c he por isso qne eu combaleodo-o
na poltica por elle seguida as relajjet exlernas,
sempre prodorei medir as minhas cxpressBfca,.{ o
mesmo pratiquei com o Sr. ministro da marinha'com
quem nao lenho relajos algomas, que nao me tira
o chapeo nem eu a elle, c com o Sr. ministro da
guerra, mas islo porque esles senhores as discas-
sOes trataran de responder com a decencia devida ao
cargo que oceupam. Mas poderei cu responder de
igual forma a quem me trata da' maneira ponfo* me
tralou o Sr. presidente do conselho? Nao he pos-
sivel.
Sr. presidente, tinto-mc summamenle fatigado,
termino aqu, e vollarci discussao se o,
cessario.
O Sr. Ministre da [Guerra contina a sustentar
o art. 1 da proposla em discussao, fazendo- ver que
a emenda que prope a reduejao na forra pedida lie
inadmissivcl ; porquanlo propondo ella que a Torea
seja de 15,000, e suppondo-se que 3,000 sao recru-
tas, restam 12,000 : e conservando a emenda o no-
mero de26,000 pracas para crcumstaucias extraor-
dinarias, a Iransijao de oaaa forja para outra heim-
possivel, porque sempre se lem considerado um
recruta para cada dous oa tres soldados aguerridos;
mas as circumtlanciat da emenda succeder haver
am recruta para menos de um soldado, o que por
certo nao convm.
Tassa a responder s observa jos do Sr. llollanda
Cavalcanti acerca do que este senhor disse qoanto
4 subttituijBo da forja de trra pela forja de mari-
nha as provincias de Matlo-Grosso, Pai e Amazo-
nas ; fazendo ver que ainda dada essa substituir.!, a
forra de trra qae calculoa he udispensavel.
E finalmente responde tambem s observa roes do
Sr. Pedro Chaves.
O Sr. Montezuma fin um longo discurso, sos-
tena a forja pedida pelo governo, defende o Sr.
presidente do conselho das nrgiiijes feiias pelo Sr.
D. Manoel e responde ao discurso por este senhor
proferido.
O Sr. Visconde de Paran cede da palavra.
O Sr. D. Manoel iosiste as deas e responde s
observacoes eilas pelo Sr. Montezuma, prometiendo
continuar em oulra sessao.
Tendo dado a hora, fica a discussao adiada.
O Sr. presidente d para ordem do di a a mesma de
hoje, c levan la a sessao-s 2 :lp horas.


Discurso do Sr. depurado Paula Bap
tista, proferido na sessao' de 20 de
junho na cmara dos Sis. deputa-
dos.
O Sr. Paula aptisla: Sr. presidente, voo sab-
mcller ao jui/.o da cmara, c en breves palavras, a
miuha opiniao sobre este projeclo.
Se as cautas desen passar por dous graos de juris-
dicao. para que os julgadns expriman) mais eflicaz e
mocilmente a serdade e a juslira. convm mo es-
quecer que a primeira instancia he a qoe ollcrere
mais vaslo campo para a apresenlajao, discasso, exa-
me e verificajlo das prelcnjoes opposlas, ou do ob-
jeclocm litigio.
Ora. quando de muilas parles apparerem qneixas
bem fundadas conlra a na organisajo judiciaria pa-
ra a primeira instancia das causas commerriaes, co-
mo abandonarmos esse ponto para traannos
slidamente de reformas para a segunda instan-
cia
Senhores, eo nao sei que mo fado he esse que nos
persegue nessas reformas incompletas, e quasi sem-
pre mauladas. Dessa sorte as observajoes pralicas
ficam tambem incompletas, as experiencias nao sao
seguras, e a necessidade de reformarse vai roprodu-
zindo sem limites.
Logo que se publicou o cdigo do commercio, at-
ientas as complicajes e difilculdades desla materia,
o governojdevra ler cuidado de crear espe<-ialdade.

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O DE PERNAMBUCO, QUINTA FE1RI 10 DE IfiOSTO DE 1854.
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Se para os l'eilns da faunda, nao obstanteo adminis-
trativo contencioso ser alii limitado e o simples ad-
ministrativo ser quasi nida, se crearam jnizes espe-
ciaet, porque razio tambera se na crearam juizes
perpetuos especiaes para as causas commerciaes "! Se
esses juizes cxislissem, e se para esses laqares tives-
sem sido Momeados magistrados Ilustrados c esperi-
mentados no serviro, obrigados a estudaressas novas
leis e apreciar os embararos de sua execorao, esses
magistrados poderiara oITcrcccr elementos mui iui-
|iortanies de informares praticas para o aperfeira-
raeuto desias mesmas' leis. Entretanto leudo sido
conferida .1 .illriljuii;ao de iustruir e julgar cssai cau-
sasa juizes novos, sem tirocinioc sem experiencia,
por esse modo se tero comprometlido os dircilos das
parles, e se mo dislingiieui bem os defeitos da lei
dos defeitos do ejecutor. (Apoiados.)
Na instancia superior nem sempre he pcrmiltido
alamar os meios de defeza e os meios de iiistrucr,,1o ;
isso pertence mnis particularmente prinicira ins-
tancia, e por isso pens eu que a retorna devora
principiar por ahi, ou cnlao deveri ser rompida e
abrauger ambas as instancias, lauto mais quanto os
liomeus pralicos nesses negocios, esli luye mais des-
contentes com a primeira instancia do que com ase-
guuda, e isso mesmo eu disse no anno passado nesla
cusa com algum desenvulvimenlo.
Senhores! nos nao temos aioda os hab los desses
negocios, e por isso aiuda desconhecemos, ou pelo
menos avahamos em pouco certas necesidades. Li-
mitados, na tciencia do processo, a formas u a rotiuas
loogas, mais proprias para perpetuaras demandas do
que para favorecer as prelencoes e os direitos dos
litigantes, e garantirem o acert das decisoes, nos
vemos que o regulamtnto de 1850, dado para as
cansas commerciaes, e que alias foi bem elaborado
(e eu sou seu defeusor), he mais proprio para as cau-
sas civis do que para as causas commerciaes, que por
sua natureza sao expeditas e breve. Era muitos
pontos e lugares esse regulamcnto enclie lacunas das
lea do processo civil, cm oulros pontos as explica e
as torna susceptiveis de urna execucao mais razoavel
c positiva, e mesmo assim, continuara ainda entre o
processo civil e o commercial, em primeira instan-
cia, divergencias confusa e informes ; poique en-
tende-se que a rotina, boa ou m, vale mais que lu-
do. No entaDlo, repito, esse regulamento, alias tao
bem confeccionado a cerlos respeilos, se resente da
falla de carta brevidade que he indispensavel para
as causas commerciaes.
E, senhores, o uobre ministro da juslica que he
mc-trenessas materias [apoiadoii),ha de recouhecer a
neces*idade de (Jio deixar a primeira insta acia des-
sas causas, quer em relaco i organisacAo j uliciaria,
3uerem relaetaao seu processo, no mesmo estado
e imperfeicao em que ora se acha.
Sendo essa aoiinha opiniao, nao deixo todava de
recouhecer que a reforma, tal qual se acha escripia
no projeclo, limitada scgutrfra imianria, contm
vantagens dignas de se adoplarem. O tribunal do
romraercio, sendo composto de joi/-es lelracios e per-
petuo, e de humeas pralieoc pmfessionacs, deve-
r raoair em si urna grande somma de luz;s para os
{ulgamnlo's das causas : o commercio tem seus esly-
n proprios, tem suas diftiruldades inherentes a cer-
tos negocios, cuja solurao se nao encontra as leis ;
tem suas especialidades, cuja apreciaran justa s pu-
de ser feila por eoromerciantesde pralicae experien-
cias.
Quantoaos argumentos contra a coajatituciooalida-
de do projeclo, confesso que nao os aceito.
Senhores, urna constiluicao nao faz mais do que
laucar as bases para um bom edificio. Na parte rela-
tiva ao poder judiciario todas as verdades que ella
cootro- san para que se chegue ao lim de ama boa
admiuislraco de Justina ; he assim que ella recoohe-
ce a ueeeuidade de juizes especiaes para certas cau-
sas especiaes, c ereio que lodo sabera que as causas
commerciaes sao geralmcule cousderadas como sui
generis ; suas materias envolver interesse* de cer-
ta ordem, que exigen (ambem medidas dceerta or-
dem, que se nao coufundem com as causas o com o
processo coramum. i Apoiados.)
AssimjPorlanto, apezar de reconhecer a estreite-
za da reforma, come o pouco, que ella conlm, me
parece olil 'e vanlnjosn, vol a favor do pro-
jeclo.
PERMMBUCO.
COMARCA DO CABO.
Ipojnca 23 de jalho.
Pelosignal da Sania Cruz, livre-nos Deo-, Nosso
Senhor, de lautos mentirososAmeu.
Protesto.
Saiba Vmc. e lodos quanlos lereru este publico
instrumento de ininha propria lavra, c fe de quera
quizer,que eu, humilde correspondente de Ipojuca.
estando em mansa e pacifica posse de minlia peuna,
ppele tiuteiro, apprcceram com ascncliurradas da
cheia urna caterva de almuercees de pelas, que a
sangue fri me irapingiram monstruosos carapeles,
sendo tres os priocipaes:o desmonoramenlo da
dittillarao do enqenlio Guerra, a morle de um filho
menor do Sr. Antonio Germano, proprietario do
llotario, e a destruiro da capella de Sorucg< ; e
como nao sejam cxaelasestas noticias, passo a recii-
lica-las como me compre, protestando altamente
contra as pragas das mentiras, oflicio muilo leve dos
vadios e mandries.
Ven rajiio ,li-liiU.;.n*io lluo[(a. (lUfiJ^ et so-
siolla como urna salada, fecundando cela vez mais
a carteira de seu dono.
Nem morreo o fiUio menor do Sr. Antonia Ger-
mano, que la est espertinho como um gamo, e nmi-
gainho da gente.
Nem finalmente licou destruida a capella de No-
ruega, que tambera l etbi firme e rmigestosa como
o Vaticano.
Comeffeito! muilo padece um vclho,e aaohede
mo, qoe sempre vivo conjurando os deose do pa-
ganismo contra cssa chusma de esc.orregvdarcs da
verdade, que tanto damno liSo causado a pura ver-
dade. Nao se agaslem com o velhinho ; quem se
julgnr prejudicado com as noticias que dei, e nem
me oflendem se patentearem a inexaclidao d'cllas,
pois eu provini logo,que nao alinnrava a sua ve-
racidade. Todos bem sabem, que as grandes cala-
midades as noticias cruzara-sc.apoiadas quasi sempre
com o dizem infallivel, e o dever do cscriptor he
procurar indagar a sua veracidade ou pelo menos
confiarno lestcmunlio de quera as d,ou transmute.
Foi o que eu liz ; lano mais quanloa cauta se ap-
presentava tao medonlia, que se era quasi, a forra
de evidencia, arrastado a crer uo quemis de ex-
traordinario se contasse. E nao haveodo sobre este
objecto mais o que mencionar, e nem me constan-
do quem mais reclamaste, viro folha.
Navego, mcu charo, em perfeita calmari; noticio-
sa : ludo he estril o montono.
As Mesmas caras, cariabas c Caulas.
As rnesmas corlezias, bravatas casneiras.
Os mesmos casos, cousinhns e quebradeias.
ludo be o mesmo, a eicepcao dos mentirosos, que
cada da loman novas proporcije.
Se pela madrugada disperto, o mesmo checheo
na mesma arvore com a mesma Unguagera. Se
a noite procuro urna dislracao.o mesmo sapo da ves-
pera, implicante e massativo, no mesrao charco.com
o mesmo pachorrelo foi-nao-foi. Se busco oo
v sinho passtr algumas horas de variedale, qual !
Ilepois das banalidades comprimentacs. salla-me
elle muilo ancho (como se contasse urna guinde cau-
sa) com as enclioadas do san pedrez, as trocas c bra-
jaMAoj.rocas.leires, garrotes, coraos.limpaseoulras
palavras referidas no sempre antigo mclhodo dos
camponezcs.Por isso eu lite disse que navegava em
perfeita raimara noticiosa.e nao Ihe raenli. Quan-
do oas cidade c villas os seus correspondentes as
venes lulam com urna ajajavra se quer, pjra darem
principio as suas missivas, por falta de noticias.quan-
lo mais eu, qoc nem vivo em cidade e nem villa, e
u3o Icnho senao fallazes agentes... ol! n.' o. fallazes
nao, nem todos; pois se pela cheia fosse o meu Ca-
zaza-sargen'ii quem me desse as noticias, ellas nao
por urna nojenla aarridice, ou escandalosa volnp-
luosidadc querem, calcando o que ha de mais sa-
grado, levar palma ao mais eslravagaute e de-
prado rapazola. Nao sou desses vellios, sabei, ho-
mciu, se ainda nlo me conlieceis, quo oceupam ho-
ras esquecidas cm um cspelho penleaudo os cabello
de cor cinzeula, que pingam banha d'urso, que li-
gara a cintura como urna menina de collegio, que
inalmcnlc exercitam-se em casa como hao de entrar
em uina sala, e, nao se lembram, que estao re-
presentando em urna comedia, o ridiculo papel de
um dandi/ repulsivo ; nao se lembram, que eslao
serviudo de escarnen ao bello sexo, que encara um
velho casqtiiiho, como um asqueroso heslriao!.. Uo-
mem, en lamento dentro d'alma que cscs mens-
compaulieiros nao se compenetren realmente do
que sAo, c do que devciu representar entre os mo-
cos. Elles se persuadem, que qualqucr mocinha,
que he candidala ao liymenco( a nao ser d'aquellas
que nao casam romocarrapalo. pornilo saberem qual
he o masculino ) olha com ollios de amor para um
velho, embora esleja elle lodo perfumado, aperlado,
e apaixouado "! Loncos que sao S servem dediver-
lirem as saudades de alguma emperradinha.
O sentencioso Barbosa iria adianle com o seu ait-
tem genuit, se j enfadado, nao o inlerrompesse,
desviando cuidadosamente a nossa conversarlo para
um oulro terreno.
Deixemos, compadre, esses velho pretencio-
so ; elles serao vingados pelas conlradic;oes amar-
gursdas, que a cada momento soffrem do bello sexo,
e conversemos sobre o objecto, que aiuda boje lem
lugar em nosso pensamento, conversemos sobre a
cheia; o que me diz della'.' Ha quem dina, (eu
aproximei-me ao ouvido do compadre! que ella foi
motivada pela ausencia de alguns dias santos 1 que
acha, compadro ? l'rejuizos...
Sim, homem bradou o Barbosa com cmpha-
se ; sim !... prejuizos catcuio! estupidez des-
respcilo is delcrminacoesdo throno !... l'ois ha quem
cm tal se persuada '.' Mas nao he o pobre povo cul-
pado... Temos a lei do capliceiro que tambem foi
iuoculada as massas !... |>crvcrsidade !... E de
que serviam esses dias sanios para esses, que agora
os reclamara, quando elles nao cram santificados, c
pelo contrario, consagrados ao baiantto; viola,
embriaguez, e aos disturbios '.' Em verdade cu vos
digo, que estamos em um secuto, em que ludo ve-
mos, e nada podemos dizer; itus guarde silencio
quem nao liver era si o menor inslinclo de liumani-
dade, e temor de Dos. Eu hei de fallar, hci de
censurar, embora me apedrejem... A velhice me
d direito, nao a ser grosseiro, mas a reprovar lou-
curas, c a lamentar imbeeillidades... O velho Bar-
bosa n3o respirava, nao cnspia, e nem enroquecia.
Hepois de una pequea pausa cuntinuoumais calmo.
As ehuvas copiosas, que innundaram t Ierra
ltimamente depois que a geracSo de Selli se raul-
liplicou, e aparenlou corp a de Caim, mostraram,
homem, a qitauto pode o mo exemplo, a m con-
duela, e a perniciosa mentira...
Sim, atalhei eu, a mentira, que he presente-
mente um do casos de monomana.
... sim, sim, continuou elle satisfeito, he um
dos casos de monomana, e eu vos explico melhor.
O sugelo, que quer ferrar de outro um a somma, de
caso pensado em nao lite pagar, o que lite offerece
logo he a garanta de uro juro excessivo : este men-
te. Outros, que como eu pobres, ou antes mizera-
veis alardeam de rico nos circuios, contara gene-
rosidades suas, insultan a pobreza... estes tambem
menlem. Aquelles quando querem presar um ca-
nudo (perdai o lermo) a um malulo na troca, ou
venda de um sendeiro, dizem do pobre animalejo o
que nao diriam de si, eo paciente esta magro como
urna sazella, e anda perfeilamente de menoi a na-
da. Esteslambcm menlera. Emliin,credo, que amen-
lira reina em casa, na ra, nos passeos, no campo,
na mesa, na choca, no palacio, e no templo ....
oh sim, homem, no templo, porque l mente o fiel,
que ouve a missa, ou o sermao sem Ihe prestar at-
icncao : mente o padre, que celebra a missa, ou
prega o sermao sem a iuteucao devida ; mente o sa-
cristn quando quer pilhar mato do que marca a ta-
bella ; mente o ccreeiro, e tambem mente o arma-
dor, e sineiro quando quer extorquir mais do que se
llicdevc... emliin, amunlira vive ligada ao dinheiro.
Em lempo ncnhuin, como no actual o povo foi tao
inexacto nos curapriracutos de seus deveres religio-
sos para com Dcos, c a santa igreja, nossa mai, que
nos legitiman pelo santo sacramento do baplismo,
e nos ensina o verdadeiro caminh das virludes.
Basta islo para merecermos um castigo exemplar
ab alto, donde lambem dimanara o beneficios,
quando marchamos caminho da juslica, da honra, e
da oaridnde. A palavra de Dos he irrevogavcl, e
ai daqtlcllv que della se apartar. S a lembranca
de comparecer no grande vallcdc Josaphat nodia do
julgaraento final, me faz Tirar, lano quanto posso,
ajustado com os preceilos divinos. Nao podis me-
ditar donde vieram as ultimas climas, que tantos
estragos causaram ? Pois a mcu ver ellas nao forana
provenientes de um oslado allnuosplierico irregular,
e sim de um castigo de Dos, porque o numero dos
fiis que segu o preceilos do evangelho he mui li-
mitado. A!i! c querem fa/.ec crer, que ellas nasce-
ram de una oulra causa tao remota !.. pretextos,
homem, pretexlos frivolos, de que se servem os im-
pos, os perversos, os pregucosos c os vadios para
auilarcio esa voz interior, que constantemente lhes
brada fazei penitencia! para darem larga s
lilasplicmias, is perversidades, is impudicicia, is
rt'laxaces, i preguica.c ociosidade !...
O velho, meu charo, pareca inspirado} cu nao o
inlerrompi, c proseguio com o mesmo calor. Se
vos lembrar, hornera, a nossa mocidade, e os coslu-
mes n5o eram assim. Se no mcu lempo apparcc.csse
um diluvio, igual ao que acabamos de experimentar
nao appareccria < um obzo judco Samuel, ou a ve-
ra efiie de um Jaqoes Kcrrand mandando nessa
critica, e affliclva conjuuclura um sen emissario e
parceiro quota litis, para perseguir judicialmente a
um sen laborioso, c probo devedor, o qnal tem pas-
sado os mrlliorcs anno de sua vida a trabalhar muilo
e muilo para pagar-llic juros accumnlados, e usuras
perfeita; ou alias, fartar-lhe a urdida cobca do
ouro. Sim, homem, nao appareceriam desses lobo
humanos quaudo o povo chorasse lagiima de san-
gue. So meu lempo, repito, e nem me lenhais por
semitista, os dias consagrados a Dos eram emprea-
dos nica, e exclusivamente a assislir-se aosullicios
divinos, oracio, e ao recolhmento; mas boje vive-
mos a moderna, salvo honrosas excepces. pois ainda
ha muitas familia de sculiinenlos religiosos, que
conservam a Iradicao de seus autepassados ( Dos
que as assisla.l As primeira liccs da mocidade rc-
suniam-se em 1er, escrever, fazer rendas, escondes,
lahvrinlhos rezar, cantar bemdtio, calcular a his-
toria sagrada, c calhecismo,- mas nunca aprovei que
se maudasse ensinar a ler, c a escrever meninas,
porque entenda, que era ensiiir-lhes pela nio o
caminho dos namoricos; hoja norcm para a mocida-
de ser bem educada he mster aprender-sc a ler e
escrever, fallar o tenhor france:, dansarquadrilhas,
polkas, maaurkas, valsas pulada; tocar o piano, e o
violan, saber entrar com xisle em um salao, saber
dar o brac,o a um marmaujo, que nanea se vio. nem
se coiilicceu ; emlim saber-se macaquear. Ah! que
no meu lempo mal se sabia dansar o miucle,c locar
lanfonas, e ainda assim quem era? A filtrado Sr.
capitn general, a do Sr. ouvidor, a do Sr. licenci-
ado, e a irmaa do padre cura... ma saban) rezar,
homem, sabia ni entramas igrejas 1 Nao quero dizer
percebei-me, que sejam prohibidos os diverlimen-
tos modernos em sociedades honestas, mas elles nSn
devera fazer esquecer os nossos deveres para com
havia sido despachado para urna das comarcas das
Alagoa o bacharel formado, Sr. Quinliuo Jos de
Miranda. Este moco que at boje lem vivido cs-
qaecido do banquete publico lie dotado de urna in-
telligencia pouco vulgar, mas sen genio naturalmen-
te modesto, sua vida recolhida e afastada do pleilo
poltico da provincia, o tem feito adquerir de lodos,
que o conhecem minias sympalhias, e um interesse
bem pronunciado pelo seu vane esse. O Exro. mi-
nistro da juslica, como que tem na cabeca e no co-
rarao o catalogo das intelligencias do paz para Ihe
ir progressi sanente dando aquella importancia que
ellas exigem, e a magistratura requer. afim de que
cla ptissa talvez n.lo muilo longe merecer o grao de
consideracao que Ihe principiou a dar o ei-ministro
da justica, o milito illuslrado Sr. Eusebio. Podes-
se-se cassar a nomc.icOes da certas caceiras, que ig-
noram se existe Pndelas, Pascoal J. de M. (Jc. en-
filo o nosso foro nao se resentira de lanas pata-
diadas!
A teme bale-nos a pnrla:afarinha que ainda ha dias
eslava a 120a cuia pela muila abundancia que bou-
ve aa feira da E-cada, agora est a 320 e digo-lhe
que duplicar logo que principien as moagens dos
engenho. Ainda humilde e respeitosamente lem-
bro a S. Exc. o Sr. presidente a pontes do Trapi-
che e do Mamullan. A factura dellas, perninneiiles
ou provisoria,cin arremacao ou pelo governo, he de
urna utilidade incalculavel ao mzero agricultores,
que lerao de pagar baleas, barreiras e imposto. ,
Nada mais resta-mc por boje, senao pcdir-lhe que
me mande noticias dos nossos amigos Pcixoto e Ra-
bello, pois desde que o priraeiro se violivre das gar-
ras da menina do rbula, c o seanndo do leis em
bii/nr nunca mais os vi e nem delles tive noticias.
Nao ter eu a dita de elles lerem este trecho que Ibes
diz i espidi, porque eu sei que elles se recordariam
do velhinho.
Adeos, div irla-so e cont sempre comiso. W.
{Carta particular.)
------ "UHOHII" ------
REPARTIGAO DA tOLICIA'
Parte do da 9 de agosto.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que,
das parles boje recebidas nesta reparlicao, consta
ler sido preso: a minba ordem, o preto africano
Joao, que se diz ser escravo de Manoel Ignacio de
Oliveira, para nvorBnaces policiaes.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pcrnambuco U do ago conselhern Jos liento da Cunta e Pigucircdo, pre-
sidente da provincia.I,uiz Carlos de I'aiva Tei-
xeira, chele de policia da provincia.
E este ereio foi com tal halanco de cabeca, que
quasi o vejo esparralhado ao res do chao.
Desterre, Ihe disse, fazenilo soberanos esfor-
ros, para nao dar urna gargalhada, esta austeridade
e sceplicixmo ; aindalcmos pojucano patriotas.que
anliclam o mais possivel a prosperidade de sua Ier-
ra, e cuvidarao ludo para cunseguirem fim Uo no-
bre.
O \elho den urna risadioha sardnica, sorveu urna
L >a pitada com eslrepilo, bateu com a cabeca, e
p. usadaincnlo fez-rae com o indico signal de
nf. o.
l'.ra noile. c n.lo me convinha mai posar polo
vcllp;eu liulia-me demasiadamente dislrahido;
despudi-me, c cavalgueio meu jumento, que a pas-
so loflln tronxe-me casa.
Aclici um portador com urna caria de um amigo
de Seriiiliaein. que me rclalava, se bem que tarde,
mas com veracidade, alguns pormenores da cheia
por aquella rreguczia e seu termo.
Sci, que nunca Ihe enfado quando Ihe dou noti-
cias, e assim Icnha mais um pouco tre paciencia.
Nuuca he tarde, quando se vai saber de cousas que
se ignorava. Ei-la:
ir Para narrar desgracas, estou persuadido nao ser
a preciso prembulo. Tendo aqu chuvido por es-
paco de quasi quarenta dias consecutivos, eachan-
do-se o rio Serinhaem quasi ao nivel com a relva
i dos campos, cliuvcu mais sem cesar seis dias, a
a ponto de, no sexto (2 de junbo) ace.umular-se,
como, que de improviso urna massa d'agua lio es-
i panloia, e de tanta vclocidade, que levou adian-
ii te de sua correle todas as casa, que se achavam
construida perto de suas margens, e com a mes-
n ma rapidez subiram as aguas em poucos minutos
a mais de dez palmos de sen lcilo excepcional. Os
a canavlaes e rucados do engenhos ficaram scpulla-
dos por essa enorme quanlidade d'agua ; aqucl-
le, que dos cumesdos montes tveram lempo de
observar, nuil un, que se nao distinguiam, senao
u Ibas dessiiniuadas em um vasto ocano. Aboia-
ram sob a velocidade com que corra o rio, e par-
tiram com a mesma velocidade diversos cadave-
res de homens e mulheres de diversas cores. Des-
n moronaram-se parle mais ou menos dos edificios
rsticos do engenhos deste termo. Os moradores
e suas familias abandonaran as casas; correram
a para as igrejas, onde o clirist.lo acha conforto em
sua propria adversidade ; prnslrados e com nra-
efics pedirm misericurdia*a Dcos, que sumina-
(i Menle piedoso se dignou atlcnder ao verdadeiro
a arrcpeudiinenlo de tantos coracOes contrelos. lm-
a mediatamente deixaram decresccr as aguas, e urna
o hora depois principiarana declinar. Deixo de nar-
a.ra-lhe as desgracas, os desmonoramentos, perda
i' das safras j criadas de quasi todos os engenhos da
comarca do Kio Formoso, por nao poder ser exac-
to historiador (odrou com mais prudencia do que
en, que fui atraz dos almocrcees de petas) dessas
a mesmas desgraca,c s terebegado ao meu conbe-
cimento por noticias de caminho, que muitas ve-
zes ou quasi sempre sao adulteradas. Sei, porcm,
com certeza, por ter com meu olhos, que os cn-
genho do Sr. coronel Menezes muito soffreram.
O Anjo ficou sera a ponte do rio Serinhaem ; per-
deu Ires canoas abenas, que com a irapetuosida-
n de da cheia, desgarraram-se da amarrarlo ; ca-
K hio a frente c coziuba da casa de vivnda, morre-
a de dez mil covas de rocas. Sobre as caimas ainda
o nao se pode bem calcular o prejuizn. Trapi-
cheperdeu vinle mil covas de rocas de mai de
auno lodos os aterrse pontes, lambem sobre
caima- nada se pode ainda avaliar. Agua
Kria perdeu o acude, do/.e mil covas de rocas e de
ir caimas para mais de quinlicnlos p.les : a casa de
purgar ficou era um estado dcploravel, e bem co-
mo a casa da moenda. Em Jacir ilesmoronoo-
se inleraniente a casa do cncaixamento, a da
moenda, ficou igualmente destruida ; perdeu lo-
te das as cannas do partido do Debado, que nao mou-
ta cm menos de oilocenlos paes. Foram este os
( prejuizos qne solTreu aquelle propriclario, que me
parece montar a mais de vinle conlo.
Meditando um poueo aiuda, avista se lao fatal,
quao inesperada dcsgracu o coracSo se coulrisla, do
agricultor honcslo, que Irabalha* para satisfazer os
enipeiibos, a que se tem comprometlido, e como se-
r possivel, a vista de lao enormes prejuizos satisfa-
zc-los '! Observe vmc, que lodos os contratos es-
tao armados da ratoeira, que fallando o devedor ao
pagamento de una das prcslaces, ficam tudas ven-
cidas, e accumuladas do juro convencional, essa ma-
china infernal, inventada para dar o ultimo garrolo
na pobre, misera, c mesquinha agricultura do
Brasil, e islo quando o credor j tem receido
metade, ou quasi melade do contrato, c inexo-
ravel, chama o receblo a conta do juro convencio-
nal, e con lodo iraperio diz, que a sua victima nao
lera crdito, que tem faltado ao seu compromiso, e
que ludo quanto ha entregado s satisfaz niela le ou
menos d'amctadc do juro, assim nada ha satisfeito,
deve o duplo, e, ser fine remitione cxeculado O
goveruo, como protector nato da industria, deve era-
pregar todos os seus cuidados oo na creacaode ban-
CONSULADO UEKAL.
Rendimento do da 1 a 8.....ii:l ii,M0!)
Idem do da 9........I :Ml,-i7.i
7:6628784
DIVERSAS PROVINCIAS.-'
Rendimento do dial a8..... 2I0I95
dem do dia 9........ 90fO38
3471233
IlECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 9.......t;;.i_"l
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlo do dia 1 a 8.....7:232j918
dem do dia 9........1:2769171
8:0095119
MOVIMENTO DO PORTO.
Marios sahidos no dia 9.
California pelo Rio de JaneiroVapor americano
Surprise, capitao E. Wakcmau, em lastro. Con-
du/ Ernesto Coellio Cintra para o Rio de Janeiro.
AssLancha brasileira Soca Esperanra, meslrc
Bernab Jos deSanf Auna, carga varios genero.
Passageiros, Manoel Jos da Silva Grillo, Carlos
Antonio de Araujo, R. Nunes da Costa.
Barcellona pela ParahibaBrigue escuna lies panbnl
Figaio, capitn Pedro Manan, em lastro.
Rio da PralaBrigue hespanhol Pepe, capitn lzi-
dio Bertrn, carga assucar.
Rio Glande do SulEscuna brasileira Zelosa, capi-
13o Joaquina Antonio de Parias e Silva, carga as-
sacar. Condaz T escravo cora passaporle.
DECLARACOES.
O arcebispo de Colonia, eleilor. Rosendo.
O arcebispo de Moguncia eleilor. Sebasiiao.
O re de Bohemia, eleilor N. N.
O duque Frederico de Saxe, eleilor N. N.
O arcebispo de Treves, eleilor N. N.
Um capitao.........Santa Rosa.
Um geulilhomem do Palatino Sebasiiao.
Um criado..........N. N.
L'm pagem que falla.
Um soldado.
Convidados, mascarados, msica bellica, pagens,
creados, soldados, ele.
A scena passa-se na Allemnulu na cidade livre de
Fraucforl.
O drama he ensaiado pelo actual cnsaiador Joo
Aulouic da Costa, quo promeltc fazer quanto I be so-
ja possivel para que seja satisfactoriamente desem-
penhado.
As -cenas estao melhoradas e duas das salas golhi-
cas que apparece no drama he pintura nova do h-
bil pincel do Sr. Dornellas que se acha contratado
pela empreza.
Principiara as 8 horas.
AVISOS martimos.
I
O bacharel Innocencio SeraGco de
Assis Carvalho, em enmprimento aos no-
vos estatutos da faculdade de direito de
Olinda, declara que deixa de ensinar par-
ticularmente.
O Dr. Joao Honorio llezerra de Menezes, $a)
formado em medicina pela faculdade da Ba-
9 hia, contina no exercicio de sua proisso, na K
ra Nova n. 19, segundo andar.
CORRESPONDENCIA.
.Sr.. Redactores.Tive a honra do ser nomeado
pelo juizo de orplulos e approvado pela maioria dos
credures do casal do lioado Joaquini Antonio, l'er-
reira de Vnscom ellos para ailmiuislrador do restan-
te da massadcsle, afim de lomar contas viuva do
mesmo e ex-adniinstradora do seu casal, por ter-se
elle negado a presta-las a requerimento de N. O.
Bicber c oulros; uo por ser isso das iotenccs de--
sa senhora que be bem condecida pela sua probida-
de.mas sim por ser dominada por outrem que lem
desfructado o produlo que pode colher do rcma-
ncscenle daquclla massa nerlencente aos seus ere-
dores.
Conslou-me. porcm, que os agenlcs da mesma se-
nhors procuravain vender ocultamente o resto dos
bens, sitos ua estrada da Magdalena, como de faci
dizem que foram vendidos ao Sr. Manoel Ignacio de
Avila por dous coutos e quatro ceios mil rcis; ven-
da essa que muilo honra ao seus agento-, visto es-
larem rendeudo qualrocentos e tantos mil res por
auno, c deque lavrou-se escriptura cm (lis de uo-
vembro de 1853, quando os labelliaes ja tiuham sido
intimados em outuhro anterior por despacho do jui-
zo competente para no a passarem, o que ludo
consta dos anlos de inventario daquelle casal; venda
cssa milla por sua natureza, lano por ser Mlafcon-
tra urna ordem superior, como por involver lesao
enorme, e por conseguinte gravo prejoizo dos direi-
to nacionaes e particulares de seus credores. por ha-
ver quem dsse qualro conlos de rcis, e indo a praca
lalvcz mais de .">, ltenlo o lucrativo rendimento e
boa localidad; dos predios vendidos, que sao don
sobrados deium andar, estando um delles promplo e
acabado com um grande soto corrido que forma ou-
lro andar, fazendo frente para a tr.ivcssa dos Reme-
dios, com 80 palmo de lundo e 292 de terreno pela
mesma Iravessa, com li palmo de frenle para a es-
trada principal da Magdalena, eslaudo oceupada a
loja por una taberna o u sobrado por nina lamilla,
c oulro sobrado annexo cora os mesmos palmos de
frenle c fundo Iravcjado e coberto, c mais dous
terrenos com alicerce para dous predios, com os
mesmos fundos, e trezentos e lautos palmos de ter-
reno dcvololocom fundos iguaes aos do sobrado da
esquina, confrontando cora o sitio do Sr. Jos Pe-
rcira daCuuha.
Sao estes os predio que se alienaran! contra os
despachado juizo de orph.los, e nao obstante nm
Dos, e a santa igreja. sem os quacs nao itaver ci-
vi!iacao boa, sociedade regular, c nem felicidade
perfeita : negis por v entura, que no nosso lempo a
gente era mais devota'.'
Oiiando se pcrlcndia construir um engenho novo,
o primeiro cuidado era construir a capella, antes de
qualqucr oulro edificio, hoje oh! meu Dos! boje as
canellas foram dispensadas, foram banidas.... que
gente, meu Dos! !
Eslava ouvindo urna raissao, e nao querendo mais
atura-la perguulei extemporneamente ao Barbosa,
se resentiran de inexactidocs;o cerlolie.que quando bem Porposd" para interrump- o:
he elle, que me d urna nova, he sempre firmada -.E, 1ue '"? ? compadre, do :
com o cunhu ila pureza. Bom homem dcncia da nossa boa Ipojuca?
i aira/, i, c deca-
. pureza
lia longos anuos, que nao via um mcu compadre,
o velho Barbosa : sube, que elle morava para as
bandas dos (aipis, e fui um dia dcstes ter-me com
elle. Admirei o tino, c experiencia desse velho, a
quem sobra conhocimenlo perfeito dos lio Bens, c das
consas.
Quero dar a Vmc. o conhccimcnto do qne trata-
mos, ou melhor, quero fazer-lhe o esboco da nossa
conversaban, porque della pode-se collier algum
proveito.
Abracamo-nos com transportes, c foi tima scena
joco-seria, ver dou vclhos em rauluo amplevo, am-
bos chorando deprnzer. tremendo ambos, e rendeu-
do-sc finezas! Achci-o demasiado velho, e aca-
lirunhado pelas molestia-, mas o que a nalureza ha-
.ia-lhc negado no corpo, aagmenlou-lhe na inlelli-
gencia. Eu, a vi-la delle, era um jovenzioho sa-
lbardo, mas os maldito pe* de gainha desacredi-
lam-me o rosto, prncipalmenlc quaudo para alTeclar
visor, e mocidade quero dar alguma estrepitosa gar-
ialbada, ou fazer algum momiiho gracioso. A nos-
conversacao foi animada e variada, e confesso-
Ihc. qne passei bem boas horas distrahdo, sem me
lembrar, que havia um mundo, onde se ve tantas
rin/"iia> sejido eu o mais carregado dellas. Que-
rendo iiiiiil.ii .1 a-siimpio, e fazer cahir a nossa con-
versacao sobre o fraco dos velbos dissc-lbe rom tal
nu qual acanhamento ? Os velbos lem repentes in-
suppor lavis.
No pensei, compadre, cucontra-lo assim....
meio... sim, senhor... nao pensei...
Meio como, liouicm ?...
Releva notar, que ao mcu compadre Barbosa o
Iratamenlo mais corlez para todos, sem euepeo, he
u de homem.
Assim meio... usado... nao muilo menino...
Dizci logo, homem, -velho muilo velho !...
Eu vi lampejar os olhos nevoados do rreu compa-
dre.
Sim, compadre, velho, mas nem por isso... c
i liga-me, nao viva assim a modo... uno z ligado com
asua... oa que loucura minba como seo compadre
se afflgisse com a velhice!... cu tambem sou velho.
e... nao gnstu, que me fallera em vclhiocs, ou me
pcrgunlem pela idade...
Nao... senhor... me respondeu elle pausada e
medilativ ament.
Nao me pode torturar urna idade, que me tem
feito adquirir no livro do mundo lices proveitosas,
que levarei ao inmolo gravadas no corarlo.
Nao sou, romo pensa, homem, desses vellios, que
se irrilnni, quaudo Ibes chamam celhos. Przo mui-
lo (Dos louvado! ) a minha velhice por ter ella ge-
ramente respeitada. 0> velbos, que se njuriam de
serem velbos, sao aquelles, cuja irritacao de ervo,
orcasioaada por urna inoridaile desregrida ns faz n
ludibrio, e / mib.ii i.i di' seu seiuelbanli-., quando
Ah !... merespondeu elle dando un longo sus-
piro. Tciiho no coracao um cenlro de dor profunda
quaudo olho para o negro cadver da bella Ipojuca.
Kossut nao sent com mais veras a perda da Polonia
do que eu a mizeria de Ipojuca. Nesle lempo ditoso,
quando ella sempre risonha, e encantadora, princi-
palmente depois da aurora, c|liando os pnniciros raios
do sol de um bello dia da primavera, vinbam reflelir
sobre seus campos esmaltadas de mil flores eslava no
verdor de seus anuos... eslava linda, e eu.. oh! eu a-
raava a Ierra que me vionascer!... eu amava aquel-
le monte com sua casas com suas arvores, com sna
relva, com suas flores, e com seu rio!... ludo era ri-
soulio a niim, e a ella.....Mli passei os bellos ilias de
minha infancia, all conheci a mulher, que amei, c
despose....alli finalmente liuaram-se as nimba- mais
charas, c doces esperancas: mulher a filhos alli mor-
reram.....\ falalidadc, ou antes o deleixo dos ho-
mens redu/irain a trra da minha defuncta cm urna
desprezvel mendiga, cubera de andrajos imniundos.
Ella finonse sem morrer, ella inorreii sem expirar!
Ipojuca, homem nao hade ser mais nada.' eu tenho
sautades della, cu por ella derramo minbas lagrimas
bem boas!.... ah!....
Eo velhn chorou ; solucou como urna crianca.
Seu pcilo arquejava de dor, c eu tambera senti-me
commovido, e conlieccudo-me essenc,ialmcule cho-
rno iralei de anima-lo.
Por Deo, compadre, Toasfl faz-meja chorar...
conole-sc, e ouca-me... compadre, compadri-
ulio !
O Barbosa eslava rom uma cara de fazer rir as po-
dras : Vine, poder ajuizar, vendo um velho dol'c-
ee, assim a modo de caria geographica, com a
venias inmundas de caco, com um denle s, a laia
ile scnliiiella perdida na maralba 'le umfosso, ccho-
rando oh que caricalo jocoso Se ou lambem
nao fosse velho, e nao livesse adianle de mim um
tal cspelho. sem duvda que eboraria, mas receei
que elle disparasse a rir, e ronlive-nie; c demai eu
tambera quera rir-rne ; emfmi, meu charo, vi-mc
cm aperlos, entra n piantn c o riso, e para sahir-
me de (al coliso, disse-lbe com voz de quem c/lora
naohora.
Consolc-sc, mcu couinadrinlio. que seprojec-
la para a nossa Ipojuca niclliorainuulos hydrauliros,
as Miradasie aviiunham, c lambem tcnla-sc na fac-
tura ilas puntes, e enlao.... (ah meu eompadrinhn,
nao chore mais '., i euto.... Ipojuca ficar romo
dantcs.
O velho den um gemido sepulcral, limpou os
olhos como lenco de tabaco, que acabou deo mas-
carar, esfregou as nios, e com a cabeca igual a de
uma figura de fago, dissr-me issenluosamenle.
Um !.... melho.... ra... men.... to.... hv....
drau....li...ro....um '.....slra....da....rKiii..,.lts,..,
n....a.... ci rri ei....o !
desla malta.i,ola provincia.
As escolas pralicas do ensino agrcola nuito ser-
vem, mas nao para j, que se rcclamn promplo re-
cursos a acudir os agonisantcs agric<orcs.
A Iranquillidado publica, o aseguranea iudi\i--
dual estao inalteravei.
Os serenos levaularam sen acampamento para
mais longe com a captura, c processo de seu chele
o Contente.
A policia continua cm espectaliva, e sempre com o
pe no estribo.
A saude publica lio que padece soUrivclmente.
Tem reinado com resultados funestos, urna tosse,
condecida cm medicina por cnquelwhe, molestia
propria nos meninos, c que se aprsenla com sj mp-
loina de calarrho pulmonar, c de larynge, o qual
persiste uma quiuzcna oa mais seguida de lo:se con-
vulsiva, etc.
Felizmente dizem, que uos vclhos ella nao ataca.
( J se pode ser velho ua criseda co'/iefiicAe.)
Adeos. Al mais ver.
23
Agora mesmo (i horas da tarde ) conversei rom
pessoa de criterio, eque mo moslrou uma carta lo
proprietario do Guerra, em qiiccnlre outras cousas,
tratava do seu engenho. Nclla conlirma-se a rec-
lilicac.i.i, que fiz sobre a falsa noticia, de haver-sc
destruido a di-lillaeao. O que abateu foi uma pa-
re le, a qual se adra j construida, bem como aco-
berla do engenho. l'oi lambem quando sube que
aquello proprietario tratava de mudar o marhinis-
mo do sen engenho, que era do animaes, para va-
por, e pretende trabalhar com o carvilo de pedra.
Sendo que leve a ell'eilo com feliz resultado a moa-
gem, c que possa por nos andaimes os quatro mil
p,les, que eslao no campo, o Sr. Gamillo Pires tem
vencido uma grande difiiculdade, e dado um passo
gigantesco no cauiiiho da felicidade. Os anjos Ihe
digan amen e a lodos aquelles senhores pro-
pnelarsos, que perderem o amor ao diuheiro para
lerem diuheiro.
Sube igualmente, que o engenho Salgado nao
perdeu um s hezerre. J faz alguma difl'ereuca,
para cincoenta bois, que me afrmaram sob patarra
de honra haver perdido com a cheia.
Tiye occasio de ler em um opsculo publicado
pelo Ilustrado bacharel Drummond, a exposicao dos
sen icos por elle prestadus durante a sua intci nu-
da le na procuradura fiscal c dos fcilos da fazeuda
desla provincia, e perguulei a mui mesmo : qual
deve ser o premio em nosso paz da honra, servicos
patria c juslica ? E como minha alma se calassc
eu tambem fiz o mesmo.....
Se eu nao lesse um cominunicado no seu Diario,
ilo padre l'r. Duarte, sobre a suppressao dos beo-
das corporacoes religiosas, que se lenta, e que foi
aplaudida pelo correspondente do Jornal do Com-
mercio, nao arredilara que se prclcndcssc uma tal
violacao do direito de propriedade, e quer me pare-
cer que o Exm. Nahucn nao quercr de mola pro-
prio meter nios em nina tal obra, salvo se elle as-
sim julgar de necessiUu/U vital ao bem publico.
Eu mo me devo inlromelter tiestas questoe que as
repulo dalla transcendencia, masperguutar-lhe-bci
sempre: O direito que tem os religiosos sobre
seus patrimonios, ser o mesmo que tem um capi-
tao de ario sobre o caso que cemmanda, o qual
pode a todo lempo ser esbuthado lo caminando, ou
pelo proprietario, ou pelo governo! Se os direitos
sao iguaes, enfilobocea que tal disscslc?
J Uve occasio de dizer a Vmc. que a minlra po-
ltica n.lo he contempornea das que se balen nu
paiz ; mas as ve/e-o homem vc-se impellido a fazer
o que nao teuc.ionou nunca, pelo que de extraordi-
nario apparece. I.i o numero 524 de 12 docorreule
do Liberal (papel', e nao pos zer, que o actual redactor desse peridico he emi-
nentemente hbil, edoutrinario, c quasi qucojulgn
o nico quo no senlidndessa poltica Ira escripto com
mais franqueza e Icaldade. esse numero em ques-
I tao elle faz um convite solemne a todos osllrasileiros
para Ihe ajudarcm, ou cousa seniclhante, na recnus-
trucilo do parlido liberal : adrede poreni, censura
os que, seus alliado, iloserlaram para a leiras da
poltica dominante. Ora, parecendo-mc este con-
vite um convite de eoneiliaelo, para della resudar a
forra de couvieces, a reconslruccao do partido deca-
bido, i que no entender do hbil escriplor tem rom-
metlido errosgravissimos, porque censura entilo al-
guns dos seus alliados lerem corrido ao cbainamento
do Sr. de Paran, que lalvez i quem sabe '! ) trole
de reconstruir apartido saquarema ? Approvaria o
Liberal que algum orgam do oulro parlido cslig-
malisasse aquelles seus coi religionarios, que lambem
acudissem aoconvilc do Ilustrado contemporneo?
Enlcndo que, quando se lem numeros sinceras,
lano se vive no paiz real, como no pui; of/icial.
A quid le-, que o Ilustrado ronleinpuraiieo agui-
Iboou, por Ihe parecer no tereui a precisa resigna-
ran para soffrerem o ottracitmo no pai: real lalvez
que estivessern torturando suas conscieucias, adhe-
rimlo a principios, que nao nain seus : e-peravan
uma conciliacao, olla chegou c ellos partirn; nada
mais natural ; c comocslivesscm ligado no paiz of-
fieiat, foram segundo seus inerilos premiados, islo
he, empregados : nada mais justo. Oulro sim ; so
0 partidoguahirii perdeu no visionde de Olinda o
seu c.befo ou antes este perdeu a sua influencia, com
sccncilo do Sr. de Paran, quo recelo tem o illus-
lrado contemporneo.que as aspirarte* dos l'er-
immbuciinos nao sejam mais nobres do que essa de
triumphar de mciaduzia de humis, que se cha-
mam llegas larras Caralcantis "....
A minha inlelligencia lalvez nao podetse locar no
aleo desse final do artigo de fundo do Liberal, e por
isto d Vmc. o diln por nao dilo. A Deo. Saude
gordura o formosura, que dinheiro para quem ja
o lem lie pndrnra. Sobe com a leilur.i do /)(irro,que
liz haver
n recebo
do Sr. Bieber, de quem ecobeu uro fica que occul-
ta, nao por malicia senao purquedeom elle foi c mais
algiicm Iludir a viuva ex-admir istia boa, para que
assignasse a escriptura de venda 'dizendo que j li-
nha deixado o preco da venda niLapSo do Sr. ie-
A pobre senhora qH H^nnilo se nao govema
por si, n.lo hesilou en^rero que Ihe dsseram os
inleressados nessa cslrategi, ~ e assignou a escriptura
a 29 de novembro de 1832, dia era que foi deposita-
da a referida cjuaiitia, nao obstante ja esta lavrada a
escriptura havia 7 ou 8 dias, quando havendo noticia
della fez-se embargar aquelles bens a requerimento
do mesmo Sr. Bieber c de outros credores, duus dias
antes do deposito o de assignada a mesma escrip-
tura.
A' vista de lana esperteza.... pralicada pelos
agenles da venda desses bens, o que me cumpria fa-
zer na qualidadc de adminisUadnr da massa e eu-
carregado pela maioria dos credores'! Era sem du-
vda sustar o progresso do plano.
Mandei a casa da Sra. viuva Vasconcellos sa-
ber, se quera fazer entrega dos documentos res-
tantes dos livros, e dos setecenlos e tantos mil
rcis, que coufessra haver receblo da Sra. viu-
va Las-erre, (piando e-la lhc entregou a administra-
ran. Rospondeu aquella senhora que j mo poda
fazc-lo, talvez pelo predominio de algum dos seus
agenles 1
E pois como administrador nomeado sabendo
das rircumstaucas dessa senhora e qne nada mais
exislia Maquillo que. havia sido liquidado al aquel-
la data, nao iusisli mais na dita exigencia. Tralei
somenle de promover o sequestro j requerido nos
bens que restavam a vista e face de lodos, para fa-
ze-los levar praca o vende-tos pelo seu juslo valor
em favor de quem direito tiver. E estando prestes
a seren a valia lo- de novo, segundo o seu estado, lo-
calidade c reudiraenlo e a iiera praca, eis que
chega miuha noticia uma petico assignada por al-
guns dos fondores credores, sendo parte dos que ha
vain approvado a minha oomcarao, talvez por mal
informados como ha de presumir, reqnerendo ao Sr.
juiz do orphaos que mande proceder a inicio da
quanlia deposilada, confirmando assim a dolosa
venda, c cedendo em favor da viuva Vasconcellos o
excesso daquclla massa, quando ella de nada se lu-
crou, nada mais lem a lucrar, e requerendo clleso
dividendo daquclla ridicula quanlia para si, nada
mais lem a viuva a receber.
Porcm se os senhores credores signalarios da pe-
lillo a lizcram por espirito do beneficencia c que-
rem exercer mais esse acto de philanlropia para
com aquella infeliz viuva, para o qual tamben de-
sojo cooperar, c sem davina concorrerao mas al-
guns credores que nao assignaram a pelican, talvez
por duvidarem se era nesse sentido, relirem-na,
deixem ir os bens praca para se apurar o seu jus-
to valor por haver quem do mais fil) ou 70 por ItXI
sobre o prcro porque foram alienados rom manifcsla
violacilo da lei, que declara millo lodo o contrato
de venda por menos de metade do verdadeiro valor,
segundo a geral e conimiim estimneao.
Enfilo depois de liquida los esses bens restantes,
faca-so o dividendo do 10 por 100 com que o mes-
mus sentn o. dizem que se dao por pago e salisfei-
tos. Tambem seremos i-aiiiniULian essa quota, eu
e nlgunsoutros credores que conven nesse accordo,
Eulao ceda-seem favor dessa senhora o excedente
do produelo liquido daquelle predios, o qual talvez
nao imporle menos de ura cont de ris livrc de dos-
pezas, alera do mais j cedido por sua natureza.
Qoelram pois, seulrares redactores, ter a hndalo
ile dar cabida a esta ingenua declararao erasen apre-
ciavcl Diario para que chegue ao ronheciracnlo dos
senhores credores signatario da pelicao, c delibercm
o quo jolgarem era suas benficas inlencoes; cerlos
'le que nielharproscgiureinadcfczade nosso direitos
omqiianlo nao delorminarcm o routraro: no que
limito ohi ignr.io \ mes. ao seu constante leilor,
Manoel Antonio de Jess.
Clirisma na Ordem Terceira do Carmo.
O Exm. e Rvm. Sr. bispo de Pernambuco, co-
nhecendo a excussez de meio da vcucravel ordem
terceira do Carmo desta Cidade, para levar a efleilo o
ardente anhelo de construir o seu hospital para ser-
vir do verdadeiro alyerguc para seas irraaos desvali-
dos, -e dignou por sua benevolencia, e a pedido do
pror, em nome da actual mesa regedora, ministrar
aos liis o Sacramento do Chrsina, na igreja da
mesma orden nos dias de domingo 13, 20 e 27 deste
mez pelas 10 horas da manlia, e applicando as es-
molas da hacia prol daquella pia obra. O irmau
prior, espera da religosidade de seus irmSos lercei-
ros, c mesmu de lodos os fiis amables da mesma ve-
ncravel ordem, que se bao de prestar e concorrer a
este acto d nossa religlo; e do qual resulta grande
utilidade a mesma ordem, devido a natural munifi-
cencia de S. Exc. Rvm. a quera veneravel ordem
muito se ufana de ve-lo encorporado no calhalogo
do seus irmaos. Francisco Pinto da Coila Li-
ma, prior.
CORREIO.
Pela administracao do correio se faz publico que,
desfii data cm diente, s se dar desliuu aos jornacs
que forera sellados com sellos de 10 e 30 rs. de cor
azul, para o que desde j se achara a venda.
Recife 8 do agosto de 185i, O administrador,
Antonio Jos Gomes do Correio.
Antonio Joaquim de Oliveira Baduem, cscr-
plurario da mesa do cuusulad provincial, faz scien-
le aos propretarios dos predio urbanos da freguezia
do Santo Antonio, que principia a fazer o lanc.niien-
lo da decima da dila freguezia, que lem de ser co-
brada no anno liuanceiro de ~> a 55, no dia 12 de
agosto correnlc.
Antonio Joaquim de Oliveira Baduem, escri-
pturario da mesa do consulado provincial, taz cen-
lo a >s dimos dos eslabelccimenlos da freguezia de
Santo Antonio, quo principia o fazer o lancameulo
do imposto de 4 sobre os m,e-raos eslabelecimentos,
no dia 12 de agosto crrente.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do consellio de direcoao do
Banco de Pernambuco se faz certa) aos se-
nliotes accionistas, que se acha autorisado
o seu {rente para parrar o quarto divi-
dendo de 12.S000 por accao. Banco de
Percambuco 1. de agosto de 1854 Joao
Ignacio de Medeiros Reg, secretario.
O conselhode administracao naval contrata por
compra para os navios armados, e mais estabelcci-
menlos do arsenal oseguinte: arroz branco do Ma-
ranhao 73 arrobas ; agurdente de 20 graos 512 me-
didas; assucar hraiico O arrobas ; dito refinado i ar-
robas ; azeite doce de Lisboa 5K medidas ; bacalho
18 arrobas ; caf em grao 2'.) arrobas ; carne secca 58
arrobas; rariuha 193 alqueires novos ; feijao imilaii-
nho 53 alqueires dilo ; lunch,lio -25 arrobas ; vinagre
99 medidas ; azeite de carrapalo 42 medidas ; stea-
rinas em velas e carnauba dita : bem como contrata-
se o forneciinenlode pilo, bolacha e carne verde at
o lim de Miembro vindouro:os inleressados em ditos
foriicciinentos sao convidados para cumparecerem as
12 huras do dia 10 do correule com suas proposlas c
amostra, na sala de suas sesses.
Sala do conselho do admiuistrato naval em Pcr-
nambuco 3 de agosto do 185i.O secretario, Chris-
lociio Santiago de Oliveira.
O juiz de direito da secunda vara criminal,
faz publico que t audiencias do seu juizo sero
d'ora em diante iras quinlas-feiras de todas as se-
manas, s 10 lloras da maobaa, e quando for dia
santo de guarda, uu feriado no dia seguinle as mes-
mas horas.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Oconsellio de direccao convida aos
Sis. accionistas do Banco de Pemambuco,
arealisaremdol. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 30 OjO sobre o numero
das acoiesque Ibes foram distribuidas, pa-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contal de res,
conforme a resolucao tomada pela assem-
blea geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do anno prximo pausado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 1851.O se-
cretario do conselhode direccao,
J. I. deM. Reg,
O Illm. Sr. capitao do porto manda fazer
publico, para conheciinenlo dos Sra. capiles dos
navios eslrangeiros c nacionaes. a disposiro couda
no arligo 45 do regulamento de 28 de feveroiro do
correte anuo, para a pnticagem do porto o barras
desla cidado, visto seren pelo mesmo arligo obriga-
dos ao sen fielcumpriiiienlo.
Arl. 45. Todo o commandante, capillo, oumeslre
das emba incoes qUe lencionareni sahir C pedirem
pralico na forma do prsenle rcsulamento, dar par-
te ao capitao do porlo, com declaradlo por escriplo,
do numero de pos d'agua em que se arha o navio, e
do dia em que pretende sabir ; devendo essa decla-
rarao depois de rubricada pelo mesmo capitao do
porto ou seu ajudante. ser apresenjada pelo capilo
do navio ao pralico-mor, que marcara a horn da
parlida. Capitana do porlo de Pcrnaniburo 7 de
agosto de 1851.O secretario, Alejandre Rodrigues
dos Anios.
O arsenal de marinha precisa comprar para
forneciuienlo do almoxarifado os gneros ahaixo de-
clarados:oleo de linbaca 20 arrobas, tinta branca
20 dita-, dila prcia 20 ditas, papel de peso 10 res-
mas, dito almaco de ludio 0 ditas, peonas d'aco 10
eaias, dita lapis I groza, merlim o linlia 10 'arro-
bas, lijlos ingle/es 100, Unta de escrever 30 garra-
fas, piassaba 50 mullios, meios tic sola 20, brouzes
de ferro surtidos 100, bandeiras imperiaes de dou
paunos 4, dila ditas de 3 dito 3. ditas ditas de 5
ditos i, ditas di las do 6 ditos 2. As pessoat que se
prnpo/.erem a fornecer semelhantcs gneros enmpa-
recam nesla secretaria no dia 12 do coi rente mez ao
meio dia com suas proposlas em carias fechadas e as
compelentcs amostras. Secretaria da inspcccilo do
arsenal de marinha de l'ernambucu'.) de agoslo do
1851. O secretario,
llcrandre Rodrigues dos Anjos.
O arsenal de iiiariiilra compra, em virlude da
ordem do Ezm. Sr. presidente da provincia, os ob-
jectossegundes para a capitana do porto das Ala-
goa-:100 folha- de cobre com o poso de ( libras
cada uma, 1011 libras de pregos de dilo para as mes-
ma folha, 600 preuos de dito de forro pequeo, I
barril de pic, I peca de baela. As pessuas que
qiiizereu vender eslos nbjectos, sao convidadas a
conipareccreni nesla repartirlo no dia 12 do correa-
te pelas 12 horas da mauhaa. Secretaria da inspec-
r3o do arsenal de marinha do Pcrnambuco em 9 do
agosto de 1851. O secretario,
Ale.randrc Rodrigues dos Anjos.
Para o Para pelo Maranhao, segu com muita
brevidade, por ter paulo da carga prompla, o brigue
Hebe : para o. resto trala-sc com o consignatario
Manoel Alves Uuerra Jnior, na roa do Trapiche
n. 14, ou com o capitn Andr Antonio da l'oncc-
ca, na praca.
Esl por'.esles diai chegar de Lisboa o brigue
porluguez Laia 2., navio novo e de primeira mar-
cha, regressar breve, *c tem parte do c arroga monto
promplo, por isso se previne a quem liver de carre-
gar, baja de ir aprontando o que houver de carre-
gar, c mesrao os passageiros que se quizerem apro-
veitar do bom navio o pequea demora aqnl, para o
que se podem dirigir aos seus consignatarios Fran-
cisco Scveriaoo Kabello & Filho.
Para oGeara't Maranhao e Para' se-
gu com muita brevidade, por ter parte
da carga prompta, o berc conhecido pa-
tacho Bom Jess, novo, forrado de cobre,
e de primeira marcha; para o resto da
carga, trata-se com os consignatarios No-
vaes & Gnu,]lanliia, na ra do Trapiche
n. 34, primeiro andar.
PARAOCEAR'.
Sahe nestee dias o hule Soco Olinda, para o res-
tante da carga a tratar com Tasso Irmaos.
AO PARA" PELO MARANHAO'
Segu com brevidade por ter grande
parte da carga, a bem construida escuna
Flora, capitao J. S. Moreira Rios, pa-
ra o resto da carga trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia : na ra do Trapiche n. 1C,
segundo andar.
Para o Rio de Janeiro vai sabir com
a manir brevidade possivel o patacho na-
cional Valente do qual he capitao
Francisco Nicolau de Araujo : para car-
ga, escrevosa frete e passageiros, trata-se
com o mesmo capitao, na praca do com-
mercio, ou com Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche, primeiro andar.
Para a Baha segu em poucos dias, por ter a
mainr parle da carga prompla, a bem conhecida e
velleira sumaca Uortenda1:quem nella quizer carre-
gar, dirija-sen seu consignatario Domingos Alves
Malheuswna ra da Cruz n, 51.
Vende-fe a veleira garopeira. Licraciio, de
lote de 48 toneladas, encavilhada e preparada de no-
vo : para ver no caes do Ramos, c para tratar rom
Domingos Alves Mathcus, ua ra da Craz nume-
ro 54.
Dinheiro arisco martimo.
, I. H. van Wyngaarden. capitao da barca hoilan-
deza Rembrandt tan Rhijn, registrada, segando seu
certificado na primeira divisan da primeira classe do
l.loyd francez Veritas, e sabida de Liverpool, com
um valioso carregamento a bordo, destinado a Sy-
drey (Australia.) tendo arribado a este porto no cur-
so de sua viagem, precisa tomar a risco, martimo so-
bre frele, casco e carga da dita barra, cerca de dous
a Ircscuiilos de rs., para occorrer a duas despezas
neslc porlo. Mais ampias *informacoos podem ser
oblidas no consulado dosPaizes-feauos, onde as pro-
postas devem ser aprescnladas era caria fechada, den-
tro do prazo de 8 dia, contados da data dcsle.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Seguir viagem a "velleira barca nacional mpera-
triz, depois que largar o pratico que coudnz do As-
s, donde be esperada por esles dia, e como lenha
uma mediente cmara, e uplimas commodidades
para passageiros c cscravos a frete, previne-te aos
pretcndenles para com antecedencia dirigrem-se a
ra da Cruz n. 28, escriplorio do Eduardu Fer-
rara Bailar.
Para a Parahiba segu al o dia 14 o ltate
Aragilo ; para carga c passageiros, trata-se com Vi-
cente I erren c da Costa.
PllBLIC.4t.V0 A PEDIDO._____
GABINETE DO IMPERADOR.
Palacio ila- l'uilerias 5 de junlio de 1834.
Senhor. O imperador recebeu o hvmno ea
marcha patritica de vossa romposirao, que Ihe cn-
viaslcs pela m.los do Sr. de Pianelli, rousul geral
de Franca no Brasil: S. M. me cncarrega de vos
agradecer osla homenagem.
Rccebci, Se. asesor anca dcineus dislinclos scnli-
meuios e consideradlo. O segundo chafe do gabi-
nete do imperador, A. de Dalmas. Sr. Manuel
Auguslo de Menezes Costa, chelo da musir militar
do nono balalblo do iiifanlaria de Periinmhucn.
LEILOES
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE DE .fT.OSTO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cnlares olliracs.
Cambio sobre Londres a 60 dpr. 26 1)2. d. di-
nheiro i vista.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 8.....48:3629253
dem ilo dia U ........:i:23663l
5:til988f
Descarregam hoje 10 de agosto.
Brigue inglcz/Vmniabacalho.
llrigue ingle/Titaniadem.
Polaca lie-paiilml.iPrimadiversos genero.
Barca americana.svoitfarnha e rh.
Palarho hrasilero Alfredofumo e charutos,
SOCIEDAEE DRVHVTIf.V I1NEZAIIA.
PRIMEIRA RECUA DA ASSIUNATURA.
Sabbado 12 de agosto de 1854.
l>epois da chegada do Exm. Sr. rousclbeiro pre-
sidente desla provincia, eslreara o espectculo una
nova ouvertura grande orchestra ; e depois repre-
scnlar-sc-lia pela primeira vez neslc Ihealro o novo
e apparaloso drama em 5 arlos denominado :
A elelcao' de Carlos V Imperador d'Allcmanha
, ou
i) BANQUEIRO DE FRANCFORT.
Pcrsonagcns do drama.
Carlos, rci de llospanha
Isaac-Beu Samuel, banqiteiru .
Eslbcr, sua lilha........
Margaridn, sua ama......
O ronde Palatino dn Rheno, eloilor .
t) Mnrgrav' do Braudehourg, eleilor
Manuel, Judco.'.......
O almirante Bonnvcl,embaixadnr do
re de Franra.......
O principe Roilolpho, filho do Pala-
lino...........
O I!.uo Sleidnm.......
0 conde de Chievres, ministro do rei
de lle-qi.iiih.i, ,,,.,,,
lio/erra
Rcis.
I). Oraat.
II. Amalia.
Senn,i.
Mondes.
Costa.
Montciro.
Pereira.
Alves.
Piulo, ,
D. W. Il,n mu, tendo de relirar-se para os Es-
lados-Unido, far leilao por interveuc.lo do agento
Oliveira, ilc toda a mobilia do sua casa, consilindo
em sof, consolos, cadeiras, Iremos, cadeiras de ha-
lanco, mesas de meio de sala, para jogo, janlar e
oulros misteres, cortinados para janellas de salla,
aparadores, espelhos, toucadores, commodas, estan-
tes para livros, porreo deste, e outras, lanlernas
com mangas, globos para meio do sala, quadros di-
versos, irem de coziuha, vasos para flores, louca
para mesa e sobremesa, apparelhos para che caf,
machinas para cafe, garrafa, copo, compoteiras de
chrystal, garios e facas, eolheres, esleirs de sala,
galheteiros c muitos oulros artigos, entre estes, oslo-
jos proprios para dentistas, denles arlilciacs etc. ;
assim como se vender na mesma occasio um rico
apparelho de prala para cha, caslicaes com espevila-
dores e bandejas dos mesmos de prala, salvas, ele:
quinla-feira, 10 do crrente, as 10 horas da manhs,
no terceiro andar da casa onde se acha o consulado
britnico, ra do Trapiche Novo.
QUINTA FEIRA 10 E SEXTA FEI-
RA 11 00 CBRENTE
O agente Borja far leilao em seu armazem. ra
do Cullegin n. 14, cnusislindd em obras de marcine-
ria de dill'ercutcs qualidade, obras de ouro c prala,
relogios, vidrose crvlaes para serviro de mesa, va-
rios utends para casa, e outros varios objectos
que eslarao no mesmo armazem no dia do leilao, os
quaes se entregaran pelo maior prero que for olle-
recidn, cunforme os leiles antecedentes.
O aneulc Borja far leilao por ordem dos credo-
res do Hilario Pereira da Silva, da loja de miudezas
deste, sita na ra do Qucimado n. 17, consistindo
en mudeza, arniaraoda loja com luciros e divida,
segunda-feira 14 docorreule as 10 horas em poni
da manlia.
LEILAO'DE UMA CASA DE SOBRADO.
Quarla feira I ti do correnle, ao meio diaem pon-
to no armazem de M. Carnern, na ra do Trapiche
n. 3S, o agente J. Roherls, fara leilao de uma casa
de sobrado de dous andares e soUo, sita na ra das
Craza) B. 11, que sera entregue a quem maior of-
ferla offerecer.
AVISOS blVERSOS.
, -... -...-.. ,^Ti..
PERGUNTA QL'E RAO OFFENDE.
Pode um arrcmataiilc do pedasio da estrada co-
brar o valor da passagem, nao oUcreccndo a mesma
estrada Iranzilo 1 Se nao pode, coinu estou per-
suailidu, lera excepcn a de Diinda ou do Norte, a
qual apezar de arrumbada c&ige-sc o imporle da
passagem '.' Islo deseja saber o
Que pagou opedagio.
VA' MAIS,
Pedc-se ao Sr. solicitador Joaquim, capitao da
Guarda nacional, que por vida sua nao se aprsente
na parada do dia 7 do prximo setembro na quali-
dadc de capitn sem que primeiramente salisfaca
curiosidnde publica, moslrando-sc cidadao hrasi-
lero, mi nalur.dis,oto, pois a rapaziaila Ihe pora nes-
se dia o olho ; e nao parece bom apresenlar-se sen-
do GRAI.lt A cora penuas de PAN AO. Islo Ihe pe-
de, e rosa um Carne secca.
Na noile de oilo para nove do correnle mez do
agosto fnrlaram ilo silio de CMilano C. da Cosa Mor-
eira, na passagem da Magdalena dcfrnule da casa ae
Joilo Fcrrcira dos Santos, alera de uma poroto de'ga-
linhas e Ires peras, uma hacia grande de cobre cs-
lanbada, que leva seguramente oilo canecos d'agua
e tem de peso tres o ineia a qualro arrobas, lem
duas argolas dos lados ;'roga-sea quem faroflcrcci-
da que a apprelionda.ou quemsniihor|aoude esl.avi-
se no dilo sitio, ou no Recife no cscriploriu dejse
Antonio Bastos, que se recompensar generosameii-
lo, alcui de nao se importar corr quem fez sementan-
te muilanca. *
Ouom livor urna canoa d'agua para alugar, an-
nuncie para ser procurado.
Aluga-so nina prela com .ptima Intimidades :
a fallar na ra da Alegra u. 38, das duas as seis da
lardo.
John Dorlin Sandl.ind, subdito britnico reti-
ra-sc para Inglaterra.
Precsase do una ama secca para todo o ser-
vico : na ra t\o Vicario n. 13, 1. andar.
Precisa-so de ura cahoiro porluguez de,12 a
11 annos; con pratica de taberna: na ra'Nova
numero 55.
Declara-se em lempo, que o chamado feito ao
Sr. Joo Vasco Cabra!, pelo Diario de honlem, foi
nicamente para levar seus livros para Macei.
t) analto assignado faz oriente ao rcspoilavel
publico, que no dia 7 do crrenlo dosapparecen um
o iinilinhn forro, chamado Tertuliano, com 1,920 ij
libras ile sabio, com um (inioziuho de riscadinlio
n'no ja usado, ila quina do becco do Veras al a ra
do Arag.lo : quem o adiar, leve-o rasa lerrea n.
10, no berco de Joao Francisco.
Francisco Vereira de Cartalho.
Precisa-so de um caiseiro de 12 a Vi annos,
rom pralira do taberna : na ra de Apollo n. 19, se
dir quem precisa.
Alngain-se o sobrados n. 1 e 3, na ra dos
Copiares: as Cinco Ponas, a fallar rom o Sr. Do-
mingos Coulinttu,
Sr-. Redactores. 0 abano assignado, padre
Manoel Cosme Bezerra, roga a Vmcs. o favor de in-
serir no seu Diario o seguute, para que o respeita-
vel publico e a Ilustre* autoridades fiquem saben-
do, que este an nuncio c ludo quanto for, que uma
prela do genlio de Angola e suas qualro lilha, que
se acham em casa do Sr. Manoel Francisco de Bar-
ros, residente na freguezia de S. Lourenro da Mal-
la, perlencem ao aununciante, e que eo dei a mi-
aba filha Mara Rosa Sesoslra de Barros, casada
com Manoel Francisco de Barros, para que a dila
osera va por nome Josephaatervisse por lodo o lem-
po que me conviesse, e eu por este principio tenho
lodo o direito de haver o que ne meu, e nem o dito
Manoel Francisco de Barros a pode vender, isso lo-
ca ao promotor, por nao Ihe ler dado papel para a
peder dispor como sua, e menos a minba lilha o po-
de fazer tanto nadita escrava Josepba como em suas
lilh.is : islo cerlo me assigno com as testemunhas
abaixo assignadas. Gaipi 28 de julho de 1854.
O padre Manoel Coime Bezerra.
Roga-se ao Illm. thesooreiro das loteras da
provincia, que para bem do crdito das mesmas, o
qnal S. S. vai levando a altura que lhes compela,
e para que tudo v de accordo, se sirva mandar fa-
zer novas urnas e em ponto maior, para qne na oc-
casio de meeherem-se os bi I heles, icarcm esles suf-
ficientemente baralbadns, c mesmo porque ellas j
nao estao em elado de sapportar a cooQanca dos
que dao o seu robre/.iulio para o tal jogo como este
seu criado.OJmplorador.
Roga-se aoSr. caulelisla S. de Aqoinn Ferrei-
ra, que, uma vez que sedeliberou por mais alguns
tusioes pagar os premios da lotera sem desenlo,
qoando sao por S. S. rubricados, se interesse para
com o Sr. thesourero das da provincia, lembrando-
lhe a urgente uecessidade de uma urna maiores e
mais bonitas, nao s para se baralharem bem os bi-
Iheles e serem as soi tes mais divididas, mas mesmo
para despertar mais conflanca e mais f, e espera
sor atlendidn.O amigo do cobre sem trambotlto.
O Sr. F.stevao Lopes Castello Branco, de Ma-
ranhao. esludanle em Olinda. tem uma carta em
casa de M. D. Rodrigues, ra do Trapiche n. 26.
Precisa-sede nm caiieiroque lenha pratica de
taberna : na ra Direita dos Afogados o. 13.
Auseotou-se da casa do seu senhor o preto Ma-
noel, crionio, de idade 25 annos, pocu mais ou me-
nos, com os signaes seguales : levou' camisa de ma-
dapoln e calca de riscado azal.hepadeiro, tem ama
cicatriz de lalbo na testa, lie quebrado de ambas as
verilhas, baixo, falla atravesado, levou um chapeo
de palha sem abas : quem o pegar, leve-o a nadara
do pateo da Santa Cruz n. 6, qne ser recompen-
sado.
Offercce-sc um mojo de 15 a 16 annos, para
caixeiro de taberna, do que ja tem pratica, sabe es-
crever e contar, e d fiador a sua conducta : a tra-
tar na ra da Senzala Velha n. 50, primeiro andar,
ou annuncie.
AO PUBLICO.
O abais.o assignado declara ao publico, que dissol-
vou a sociedade que linba com o Sr. Manoel Peiio-
lo da Silva Jnior, na botica da ra do Bangel n. 8.
brando o dito Sr. Pcixoto responsavel a esta praca
ao activo e passivo; declara mais, que se tena li-
quidado para com o procurador do sua cunhada,
em Portugal, a Sra. 1). Margarida Augusta da Sil-
va, e para que conste, faz o presente, que assigna.
Recife 10 de agosto de 1854.
Joaquim Rodrigues Pinto.
Appareceu na casa do abano assignado, no dia
7 do correle, a escrava parda, de nome Josepha,
que representa ter 30 annos de idade, pedindo que o
mesmo a compras, e dizendo ser escrava do Sr.
Mathias Ferreira de Mello, morador no Bonito, per
isso sendo que n mesmo Sr. aqueira vender ou della
lomar conta, dirja-se ra da Cadeia do Recife n.
38, que pagando as despezas da ir.esma se Ihe entre-
gara, lirando certo de que nao se respousabilisa por
fuga ou morle.Tiburcio A. de Oliceira.
O PEDRO V. .
Peridico dot Portuyuezes em Pernambuco.
Vai publicar-se este peridico sob aquella denomi-
narlo Pedro '', o qual lera por sua principal missfo
oceupar-se exclusivamente d tudo quanto interesse
o bera eslar, a segunanca individual e prosperidade
de sua nacionalidade ; oceupar-se-ha con afn ua
gravissima queslao do dia, islo he, os Portugueses e
us entidades consulares Moreira e Miguel Jos
Altes, al quo justica Ihe seja feila pelo governo
do rei regente de Portugal; nao se envolver de mo-
do algum nat questoes polticas do Brasil, nao de-
rlinaiulo todava de defender, guardadas todas as
conveniencias que se deve cingir um peridico es-
trangeiro, quando em seu complexo seja atacado o
bro c dignidade da naro que pertence.
O Pedro I' vai surgir sob laes condiees, qne sen-
do como alias sao justas o santas, aguarda com con-
liaiiejfltlimilada, queos Portuguezes em geralIhe
nutorguem seupras-mee que os Brasleiros em
sua longanimidad!! approvem o pensamenlo patritico
c civilsador que induzioesla crcacao.
Portuguezes coadjuvti mais esta nova empreza,
digna por sem duvida dos bros de um povo Uo civi-
lisado, e que mais de uma vez lem mostrado face'
do mnndo, que sabe prezar os dircilos de nacSo livre,
patritica, e conservar (ilesos seu bom nome e a sua
honra enlre as mais aeCos do globo.
l'ublicar-se-lia duas vezes por semana. Preco da
subscripto tet'OOVspor trimestre, sem dilTerenca de
porle para as folhas que forero remettidas pelo cor-
reio. Vende-se avulso cadmnamero a 120 rs. as
lojas de livros da ra do Collegio ns. 9 e 20, e na ra
do Crespo loja do Sr. Anlonio Domingues Ferreira,
n. II, oude se recebem assignaturas, bem como
quaesquer artigos que, de accordo com o programma
da folha, forem enraminhados respectiva redacrao
em carta fechada, os quaes serao inseridos gratis.
Ao commerfio.
O abaixo assignado, convencido do muito qoe con-
viria cslabelcccr-se cm Pernambuco um i aula ein
que a mocidade, que se deslina carreira do com-
mercio, podesse praticamenle adquirir os coolieci-
menlo necessarios, para bem desempenhar as fune-
rales decaixeiru era qualqucr escriplorio nacional oa
eslr.nigeii o, apezar de recouhecer as snas poucas
hahilitnocs para um scmcllianlo magisterio, vendo
com ludo, que outros muilo mais habilitados se nao
tem at aqui proposlo a isso, vai elle, confiado ni-
camente na pratica que lenr de alguns annos, abrir
para este lim' uma aula, na qual se propde a ensinar
a fallar e escrever a lingua iuglezaea franccia, con-
labilidade e escriplurarao commercial -por partidas
deliradas. As lircs de cada uma das duas linguas
serao em dias alternados, c para qne os alumnos
possam em breve falla-las, nao se lhes consentir
quo depois dos priraciros Ires mezes de lican fallera
na aula outra lingua, que nao seja a da classe res-
pectiva. A abertura ter lugar no dial, de de setem-
bro, c as pessoas qae a quizerem frequentar se de-
vci."oa com antecedencia dirigir loja dos Srs. Gou-
veia & Leile, na ra do Queimado, aoode poderao
tambora eider as mais informarnos, qoe a respeilo
desojaren. Adverte-se que a matricula s estar
aborta at o Gm dcsle mez, c que depois desse dia
n.lo se podem admiltir mais alumnos durante este
anno.Jote da Maia.
Madama Millocheau Btiessavd, modista
franceza, aterro da Boa-Vista n. 1.
Tem a honra de avisar as suas freguezas, que a
sua loja acha-sc provida de modas novas, reeebidas
pelos ltimos navios: chapos de sedae palha, ca-
polinhos de hicco, manteletes de seda, mantas de
blonde e capellas para noivas, enfeitc para cabeca,
ricos chales de retro/, bordado, roneiras e collari-
nhos de dito, camisinhas de Tilo bordado e de cassa
lina com bordado de ponto inglez, manguitos, flores
finas para chapos e onfeftes. plumas para loucados
c chapos, capollas de plumas para bailes, grande
sortimenio de bicos de blonde, de filas de transas e
franjas para vestidos, de Meo de linho, fil, tarla-
Una e cambraia, lenros.de mo, toucas ile lila, ro-
meiras de bico, cordes di seda, fitas de linho e do.
ilaodilo linas, relroz, baleias para vcsljdo e lovas de
pellica c ilaaretroz.
Joo Ferreira da Ccsla.lendo no Diario n.
173 de 31 de julho un aun inicio,e nao cntendendo-
se com o mesmo o sim com oulro de igual aomc, de
hoje em diante. para que nao baja engao, se assig-
nar por Joo Ferreira da Cosa Neves.
As pessoas qoe livereiu contas com o lugre
americano Ra/ City, queiram apresenta-la aleo
ilia 10 do correnle, na ra do Trapiche n. 8, na casa
dos consignatarios llcnrv Forslcr iS; Compa-
nhia.
TRIBUTO DE CRATIDAO1.
Pinhorado pelos grandes e immensos favores, qae
hci recehido ilo Illm. Sr. Cuilhcrme da Costa
Correio Leile. o tendo este distinrlo cavalheiro de se
relirar para i Rio de Janeiro, aprosso-me em tes-
Icmunhar-llic perante o publico toda a miuha grati-
dao; protestan lo-lbe com todas as forras da minha
alma, que eslarao sempre prezentes a minha memo-
ria os beneficios que se dignou de fazer-me ; e que
sore iucansavel em dirigir ao Todo Poderoso, fervo-
rosos votos pela conservaro de sua preciosa ex'-'
toncia, aguardando o dia en que Ihe possa prorar a
ronsideraciio e o respeilo, que Ihe trbulo. Recife,
10 de agosto de 1851.S. J. de M.
__Prccisa-se de uma ama de leile, quo seja sadia
c desembaracada: na ra da Cadeia Velha n. 2*.
Antonio Francisco Lisboa vai ao Rio do Janei-
ao ; e deixa encarregadn de seus negocios o Sr. An-
lonio Marques de Amonio.
Os credores de Hilario Pereira da Silva quei-
ram apresenlar seus crdito no prazo de tres dias
em casa dos senhores Cals & Irmaos ou Fedel Pin-
to & C. pasa ercm verificados.
Furtajam no dia S do corrente da
casada rtia Direita n. 10, ti-es castitjaesde
prata com bocea 1 de metal para lanterna,
uma bandejinlia com tltesoura tambem
de prata, tudo obra do Porto: roga-se a
quem for olerecido hajadeapprehender
e levar a casa de Joao Ignacio do Reg,
que sera* generoaamente recompensado.
__ Manoel Jos Gomes Brasa embarra para o Rio
ile Janeiro o seu scrayo crioulo, de. nome Jos,



/


MI ITII AHA



-- -^-'u ..

-----------------------------------------
A pessoa que se quizer cncarrcgar de lom.-ir
roupa de 12 a 14 esludantes para a mandar lavar e
eugoramtr responsahilisando-se p..r pcrdas: pode
procrame collegio S. AtTons, para tratar.
(g| Homctopathia. (j*.
t clnica especial das mo- *
i* LESTIAS NERVOSAS.
^a Hysteria, epilepsia ou gota co- 1
X ra'> rheumatisuio, gota, paialv- w
W sia, defeitos da falla, do ouvido'e $
<$ dosolhos, melaticolia, cephalalgia (#
t9 ou dores de cabera, ep.chaquec'a, (A
$ dores e tudo mais que o povo co- 2
(<$ uhece pelo nome genrico de ncr- (
&voso" s
. As molestias ervosis requeren) mnilas ve- W
%>/ es, alera dos medicamentos, o empreco de (A
>*. oulrus meius, <|ue lesperlem ou abalara a Sk
*1 sensibilidade. Esles meioi possuo en age- *#9
O ra, e o? ponho a disposiciln do publico.' (A)
l^fc Consullas lodos os as (de (rara para os S.
v pobres), desde as !1 horas da ronha.i, ale 8
(^ as duas da larde. (A
l* Aseonsultasc visitas, quandono poderem J?-'
V' ser Teilas por mim, o serao por um medico (S)
(A de minha maior rnnfianra: ra de S. Fran- *
.,i "" 'Mnodo-NoM,. n. 68 A.-/;,-, sabino g
OlegarW Ckdgero Pinho. &)
DIARIO DE PERJUMBCO, QUINTA FElfil 10 DE AGOSTO 0E 1854
Buhles
Meios
(uarlos
Decimos
Vigsimos
LOTERA DO HOSPITAL PEDRO II.
AosT0:000,s\ 4:000* e i :000.y000.
O caulelisla Salosliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que M ,,,la3 da mes.ua hZ
na audam indubilavelroeole no dia 18 de asoslo. Os
seos afortunados bilbeles e cautelas estao exposlos
venda as lujas seguinles : ra da >Sadeia do Kecife
i!. Jt.de Domingos leixeira Bastos, n. 43, de Jos
hortunalo dos Sanios Porto ; ha praca da Indepen-
dencia ns. 37 e 39, de Antonio Auguslo dos Sanio,
I orlo ; ra do Queimado, loja de fazendas de loa
Joaquim Pereira de Mei.Jonca; ra do LivramS-
lo, botica de Franmeo Antonio das Chagas ; ra
do t.abuga, botica de Moreira ,; Fragoso ra Nova
n. 16. loia de fazendas de Jos luii Perci'ra & Fill.o-
ruado afiStfSZ i "e,ro &,cj;nPa"l,ia; -na p"ca
la Boa-Vista, loja de cera de Pedro Ignacio Baptia-
ta. Paga sobras responsabilidade os tres primeiros
premios grandes sea o descont de 8 do imposto
geral. r~
WW) 10:0005000
^M' 6:0005000
P"W 2:500slL50
gM 1:0005000
600 5005000
J. Chardon, bacharel em bellas lctlras, l)r em
direilo formado na universidad.: de Paris. ensina em
sus casa, ra das Flores n. 37, primeiro andar, a ler
escrever, Iraduzir e fallar correclamenle a lincua
francesa, e tambero da lices particulares em casas
de ramilla.
O abao assiguado Antonio (ornes de Macedo, Uz
ente a lodosos babitantesda provincia ecomespe-
cialidade aos da comarca do Rio rormosoqueiiingucm
contrate com Theodozio Fraoeisco Diniz a compra da
escrava Anna.cnoula.de trinta cinco annos de idade
porque a mesma escrava se a, ha vendida ao abaiv
assignado desde o da lezoilo de juuho do correte
anno.pcla quaulia de rs.6803000 comoconsla do papel
de venda pasuda pelo proprio punho do referido
I licodozo Francisco Diniz, naquclle dia 18 de u-
i.ho pasudo, c do bilhele da meia siza" que o abaixo
assiguado pagou na collecloria das rendas provinciacs
do municipio do Rio Formoso em 14 dejulhodo
correle ; porquanto, tendoo f balso assignado dado
a dito Theodozio Francisco Diniza quanlia de qualro
ceios mil rs., com hypolheca da escrava Ann'i pas-
sou-se a respectiva cscriplura em II) de dezembro de
18o3 no earlono do escrivao Coimhra desla cidade
do Kio Formoso por lempo de oilo mezes, a qual foi
registrada sob n. 77 no livro respectivo do mesuro es-
crivao a folha nove verso em 15 daquelle mez de
dezembro do dito anno pelas nove horas da manha-
accontcceu que. omesmo Tbeodozio Francisco Diniz
leudo comparecido na casa commercial do ahaixo
assignado em 18 de junho proiimo passado do cr-
reme anno para Ihe vender definilivamenle a esrava
Amia, que em 10 de dezembro do anno passado Ihe
liavia hypolbecado por lempo de 8 mezes pela re-
ferida quaulia de quatro cenlos mil res, conlratou o
abano assignado com o dito Tbeodozio Francisco
Diniz a compra da mesma escrava pela quaulia de
i05 rs. sendo brisado oabaiso assignado a passar-
u Hr^iaJ'-V|,0lheCi'- e Par-'''e mais a quan-
lia de 2805000 rs, que com os iOOjOOO que o dito
Iheodozo baria rerebido pela hypolheca que fez ao
abano assignado de sua escrava Anua prefaz a
qiiantia de bKOa e ficando elle Theodozioobrisado a
passar-lhe o papel de venda da mesma escrava. \s-
sim pois, nao leudo o ahaixo signado ospeila de
que fosse engaado, passou com a maior boa flo re-
cibo da hypolheca que entregou com os -Mt) que pa-
gou ao mencionado Tbeodozio Francisco Diniz, este
cntao depois de estar de posse lo diuheiro a do re-
cibo, vendoqne na casa commercial do ahaixo as-
signado eslavam presentes muilas pessoas que assis-
luam a compra da escrava Anua e nao podeudo exi-
mir-se de passar o papel de ve ida da dila escrava,
passou com a maior m f o pasel de venda de 'sua
escrava Amia ; e sendo esle p.ipel assignado pelas
lestemunhas necessarias, retirou-se logo o dito TJieo-
dozio sem mais dizer cousa alguma : no enlanto, len-
doo papel de venda urna das 1/slcmunhas que o as-
sigoou suscitou-se entre os qjAie achavam aiuda em
sua casa commercial a queseo" de que o papel de
venda eslava illegal,alirigio-5e rtbaixo assignado a
vanos advogados da idade, e esles Ihe disseramque
o papel nao eslava cemforme, porque nao declarav
o uome do abaixo assiguado a quem Tbeodozio Fran-
cisco iaiavcudeu a dila escava, alm deoutras
toudicOes mencionadas em dito papel de quo o abai-
xo assiguadoaao Iraloit, quaniro comprou a referi-
dn escravapelo que, vendo a sua boa f e verdade
illaqueadapela in^Tce dolocoiDquo procedeu o dito
Theodozio Francisco Diniz na venda de sua escrava
Anna novamenle o abaixo assignado se dirig aquel-
le vendedor para que este Ihe passe oulro papel, ao
que se lem recuudo o mesmo sob o pretexto de nao
ler mais negocio algum com o haixo assignado, ne-
gando al a suapropria firma qje seacha reconheci-
da pelos tabelliaes desla cidada e por pessoas qu
presenciaram elle mesmo passar por seu proprio pu-
nho na casa commercial do abaixo assignado o papel
emqoestaoe como seja scmclhanle procedimeuio
3ue leve o referido Tbeodozio Francisco Diniz in-
igno e infame do homeni de honra, sendo alias cri-
minoso porque com semelhanle tralicancia furlou do
abano assignado 6809 rs. para cuja prava Icin elle
occullado a. escrava Amia eos foucosbens que lem,
progelando al mudar de residencia, prolestou so-
lemnemente o abaixo assignado contra o aladroado
procedimento do referido Tbeodozio Francisco Di-
niz peranle o juizo municipal respectivo o qual prcv
lesto foi tomado por termo pelo escrivao Coimhra, c
intimado ao dito Theodozio ; por isso scieulilica a
todos para que ninguem se chame a ignorancia ; e
protesta pelo presente com o titulo c documentos que
lem.Jiaver a mesma escrava de qualquer pessoa em
cujo poder ella estiver.
Rio Formoso 18 de juulio de 1854.Antonio Go-
tue$ Maeedo.
^^ Artistas.
Precisa-sc de oflieiacs ferreiros de forja c latoeiros
fundidores e de chapa: na fabrica de Andrade &
Leal na roa Imperial u. 118 e 120, ou ua ra Nova
n. 27.
Na ra da Cruz n. 60, preclsa-sc muilo fallar
com nSr. Gregorio Jos dos Passos, morador na ci-
dade de Oliuda, e procurador ta irmandade do Se-
nlmr Bom Jess dos Marlyrios da mesma cidade.
A AS$000 .50^000.
Ricas pulceiras com relratos: no eslabelecimenloo
de Joaqumi Jote Paclieco."Taibein ha ricas casso-
lelasa 125000 carn retalo : no Aterro u. 4, ler-
ceiro audar. I
venesianns.
No aterro da Boa-Vista n. 55, ha um scrtinxent
de venesianas.com filas v-rdesdo liuho e de laa, com
cana e sera-ella, eUmb^em con:crtam-|e as raesmas
(ftATIDAO. %.
0 abaixo assignado, a:liando-se
para com todos os etedores de sua i'ai
cia, tanto deste imperio, como de lodr
pvaras da Buropa, rom quein teve rt
eiieacommAxiaes, a' vista da sita legal
leticia em face, das graves pcrdas (pi ;
reuem seus negocios, eventualidades
tas a rpie o negociante esta' sugeito. V
pormeio deste jornal agradecer a to
osseuscredores, a generosidade e plil
tropia, qne com elle tiveram. grac
pie s Dos os pode recompensar '; c
mo tenha tomado conta de seus livr
man papis, por deliberacaocommiim
seus credores, jutga-sc com direiMTa f
a cobranra geral de seus devedores,
der etc. ES|>eia, porc'm.fiueelles a
dendo ao grande p.azo de (pie tem
do, sejam pontuaes cm o la/.er c
sar.
a le
'el
tod
lu-
-
as
la-
la.
sof-
es-
em
Ibs
lan-
esta
co-
ose
de
uer
ven-
n-
i/.a-
r-
tte
goz
mbo
_ Pernamliuco de agosto de 18 .
Firmino Jos Flix da Rosa.
Rosa
Quem precisar de urna ama seca pira ra
familia pode procurar no becco do
Luiz Sanas, tendo de entregar a mu loia
os perlences de sua ofBcina, no aterro da FJoa-
aos seus credore. I.. Leconlc Feron cv C, estes
vidam a quem se julgar credor .lo dito Sanas, I
de aprcsenlar suas contas uopcazo de3 lias,
seren altendidos, e se effecli* a enlrcg i
Precisa-se da urna ama que sail.a cozii
T?ra,in0^ai>,o8erV!0 dei mcasa:n '
terco n. 27, andar.
sa de
irio
da
com
Aisla
eon-
liajam
para
dila
har, e
do
largo
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA HO COLLEGIO 1 ABTDA.R 25.
O Dr. P. A. l.obo Moscozo da consnllas houieopalhicas todo os dias aos pobres, desde 9 horas da
mantisa aleo meio dia, e cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou uoile.
Onerece-se igualmente para pralicar qualquer opefafiio de ciroraia, c acudir promplamenle a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, e cujas circumstanrias nSo perniillam pagar ao medico
SO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. 0. II. Jahr, traduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
voliimes eucadernados em dous :................ iUHH
Esta obra, a mais imprtame de todas as que tralam da homcopalliia, iiilcres'sa a lodos os mdicos que
quizerem esperimcular a loutrma de Ilalinciiiann, c por si proprios se convciiccrem da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de enguio e fazeudeiros que eslSo lonae dos recursos dos medi-
do
....... i.ucessa iiiososseniiorcsucengennoe lazeudciros que eslao lonae dos recursos dos med
eos : inleressa a lodosos capilaes de navio, que uo poden dcixar urna vez ou oulra de ler preciso .
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolanles -r e inleressa a todos os chefes de familia ci
por circiiiiislancias, que nun sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualq
pessoa delta.
O vade-mecum do liomeopalha ou Iriduccao do Dr. Ilcring, obra igualmcnlc ulil s pessoas que se
dedican) ao esludo da homeopalhia um volunte grande.......... 8?000
t) diccionario dos termos de medicina, cirargia, anatoma, pharmacia, ele, etc.: obra indis-
peusavel as pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina.........
Ima cartena de SI lubos grandes de finissimo rhristal com o manual do Dr. Jahr c o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele..............
Dila de 3t com os mesmos livros..........
Dila de 48 com os ditos. ,....."".*.".!
,> CJ,ad?r!cira lle acnmpanhada de dous frascos de 'unturas i'ndispnsaveki, a e'scoiha*. '.
Utla de tiO tubos com ditos...........
Dita de 144 com ditos.........
Eslas silo acompauhadas de fi vldros de Unturas escollia." ......#'
i -pes'"'as.queJm 'uei''''e Jahr quizerem o Hering, lerao o abalimcnto de lOJOOOrs. em qualquer
iras iicimalliBcloiiadas. H
quenos para algibeira............... 8JO00
....................... 1(>(I00
, ....................... 10OO
d| Indura.................... 05000,
* bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratira da'
oprietario deste eslabelecimento se lisongeia de tc-Io o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superinridade dos seus medicamentos.
fia mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crvslal de diversos lamanlios, e
aprompla-se qualquer eiicommenda de medicamentos com loda a brevidde e por presos muilo rora-
45000
40*000
459000
509000
608000
1009000
Carteiras de 24 tu
Ditas de 48 diloa
Tubos grandes a
Vidros de meia
Sem verda
lioraeopathia, e
modos.
Loteado hospital Pedro itf
O caulelisla ABIonio Jos Rodrigues de*)uza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilheles
inteiros, meios bilbeles e cautelas da lotera cima,
se achara venda pelos precos ahaixo, na praca da
Independencia loia n. 4, do Sr. Fortunato, n." 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. Faria Machado, e
na ra do Queiraado 11. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja loleria Icin o andamento de suas rodas
no dia 18 de agosto proiimo futuro. O mesmo cau-
lelisla se oliriga a pagar por inteiro os prepiios de
10:0009000, de 4:0005000 e de 1:0008000, queos di-
tos seus bilbeles inteirose meios obtiverem, os quaes
vao rubricados com seu uome.
Bilheles 118000
Meios bilheles 38500
Ruarlos 0,700
Oilavos 18500
Decimos ltOt)
Visesimos 600
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 13, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, e cal virgem, chegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
JOIAS.
Osabaiio assignados, donosda nova loja de oori-
ves da ra do Calinga n. 11, confronte ao palco da
malrizerua Nova, fazem publico que eslao comple-
tamente sorlidos dos mais ricos e bellos goslos de to-
das as obras de ouro, necessarias tanlo para senho-
ras, como para honicns e meninas, e couliniiam os
presos sempre muilo em conla ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras que venderem a passar urna
conla com responsabilidade.especificandoa qualidade
do ouro de I i 011 18 quilates, (cando assim siijeitos
por qualquer du>ida que apparecer.
Serafim & Irmao.
1UNL AUGUSTO DE ME.NEZESCOSTa!
professor da arte de msica, nflerece o seu presumo
ao respeilavel publico para leccionar na mesma arle
vocal e iusInimiMriBl, tanto cm sua casa como cm ca-
sas particulares: quem de reu presumo sequizer
ulilisur, dirija-te a ra do Arago n. 27.
Aos 1 i.s rs.
Prccisa-sc tingar urna prela boa vendedeira, nilo
e procura ter bahilidadc : quem a livor diriia-se a
ra do Pardre I-loria no n. 27.
Precisa-sc de una ama para casa de pouca fa-
milia : a pessoa que quizer, dirija-sc ao alerro da
Hoa-\isla loja de ouri-,es 11. 73, que achara com
quem Iralar.
Aluga-se o primeiro sitio de porlao de ferro do
lado direito da cslrada nova, o qual aln de boa
casa, tem cxccllcntes haixas para capim, bastante
terreno para paslo, e algumas arvores de fructo :
quem o pretender poder., eiamina-lo, e para Iratffr
do ajuste devera dirigir-se ao Chura Menino, na pri-
meira casa do lado, esquerdo, antes da pontetinha,
de manhiin al 8 heras, c de larde das 4 cm dianle.
No dia 16 do correnle junho de 1854, reuba-
ram da ra do Pires da casa n. 23, urna caixinhade
amarello com 3 palmos e meio de comprido, e 2 di-
tos de largura, denlroda dita urna camnhn ue Ffan-
dres com palmo e meio de comprido, e 1 dito de lar-
gura com os objectos sesuintes : 1 dalia de colheres
novas de sopa, 1 dila de garras com a marca >' por
delraz dos cabos, urna eolher grande de tirar sopa,
1 dita de lirar arroz, urna celhcrzinha de tirar assu-
car, 1 dila de espumar, 1 dita de cha, 6 pares de
fivellas grandes anligas, una porco de prata de es-
padn) anliga, 6 cabos de facas de prala lavrados,
mais 1 dilo de sommos, qualro facas de cabos de pra-
la com folhas largas, e cabos pesados bordados, um
par de brincos de pedra compridos com caixa, um
relogiodc caixa de prata, um pente de tartaruga de
meia la, grande rendado de urna imasemde Santo
Antonio, com altura de um palmo com o seu meni-
no Dos, e resplandor e cruz de prala, 3 facas de ca-
bo de osso novas, c 4 garfos, 2 vestidos de cambraia,
um adamascado, e oulro de ponto de eadeia de co-
res, urna camisa de cassa lisa aberta de renda e roa-
lames por baixo do bico, um maraca de prala com 4
cascaveis cm'baixo, c 3 ditos cm cima e maisalguns
objectos que nao sao lembrados : roga-ae a qualquer
pessoa da pulicia, ou aqualquer Sr.'ourives quem
forcm offerecidos ditosohjeclos, queiram lomar c le-
var na mesma casa onde forain roubados, que ser
recompensado com 25j rs.
PASTILHAS DE SOULLIE.
Vegctaes contra as lombrigas.
Approvadas pela junta reulral de hygiene publi-
ca c preparadas por J. M. Soulli, pliarmaceulico,
luembro ulular da academia imperial de medicina
e da sociedade de pharmacia do lliodc Jaueiro.
PIANOS.
Paln Nash i C. acabam de receber de Londres
dous elegautes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos liem conherid
autores Colfard iX Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
@e@S@@Si:;@ @e
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larca
do Kosario 11. 36, seenudo andar, enlloca den-
tes com gengivas arliliciaes, e dentadura com-
pela, ou parle della, com a presto do ar.
Tanibem lem para vender agua denlifrice do 1
$| llr. Picrre, c p para denles. Kna larga do
Kosario n. 36 segundo andar.
Manoel Anldnin Teixcira vende o sen hilhar c
todos os seus pcrlcuces: a tratar na l.ingoeta 11. 2.
Lava-se e engomnia-se com loda a perfeicao c
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
J. Jane dentista,
contina rczidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
R@aE@5:-r:3e;s
O Dr. Sabino Olegario I.udseri) Pinho mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
'mundo novo) n. 68A. '
VVS3R
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro geral das loteiis avisa,
([lie se acham a vendaos hilhetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
beiieiicio do hospital Pedro II., na the-
sottraria das loteras, ra do Collegio n.15,
na praca da Independencia 11. 4, e na
loja do Sr. Arantes n. 13, ra do Qriei-
madons. 10 e o), ra do Livraniento n.
22, aterro da Boa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impreterivelmente no dia 18 dea>osto, as
!) horas da manhaa ; e os hilhetes estao a'
venda ateo dia 17 as 0 horas da tarde.
Preco inteiros 10.sOOO
>S@a S@:SS .-?g@
Antonio Agripino Xavier de llrilo, Dr. em 55
medicina pela laculdade medica da Babia, re-
side na ra Nova 11. 67, primeiro andar, 011- $$
de pode ser procurado a qualquer hora para o $)
cxrrcicio de sua prolissao.
:et
ASSOCIACAO' COMMERCIAL DEPER-
NAMBLCO.
A commissao nomeada pelos senhores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esta associarao para os
prejudicadoscom a innundacao de 22 de
junho, convida aos epie mais sollreram
com tao funesto acontecimento e licaram
redu/.idos a' indigencia, a apresentarem
seus reqoerimeotot acompanhados de at-
testados circunstanciados de pessoas res-
pcitaveis do lugar de sua residencia, para
serem attendidos. Devendo taes requer'
mentos seren entregues" ao archivista da
associarao, no largo do Cotpo Santo, at
odia 15 de agosto prximo futuro A. V.
da Silva Barroca, secretario da commis-
sao.
I). \V. Baynon cirursio dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo 11. 12.
EXPLENDIDOS RETRA- 8
U uuico deposito verdadeiro dessas pastilhas be
estabelecido j'elo mesmo autor n'a botica do Sr. Jos
da Mocha Prannos, ra Direita u. 88, em Pernam-
buco.
Desde muito lempo a arte medica eslava procu-
ra de um medicamento que fosse fcilmente admi-
nistrado as crianzas sujeitas as molestias verminosas,
molestias terriveisquecouduzem lodos os dias ao t-
mulo um grande numero, dellas.
Ogosto e cheiro dos anlhclminlicos empregados
al boje crum oulros tantos obstculos sua admi-
nislra?ao; por i.so eremos ter prestado um grande
servico humauidade, e principalmente aos pas de
familia, aniiunciaiidn-lhcs um vermfugo, debaixo
da forma de pastilhas. sem cheiro e sem sabor, que
possue a accao a mais enrgica como anthelminlico
vermicido contra as lombrigas intestinas. {Lombri-
gas, ojryuras, ele, etc.)
A coniposico das pastilhas he puramente vegetal.
i.luando cm 1815 (izemos a lal preparacao, eslivemos
tilo i crio da sua accao vermicida que nao hesitamos
um instante cm expcrimenta-la em nossos proprios
lilhos aules dea lazer conhecer: o cITcilo foi cs-
pautuso, u logo que os Ilustres professores do Kio
de Janeiro e das mais provincias do imperio a co-
uheceram, nao duvidaVam cmprcga-la cm todas as
molestias verminosas.
O cOeito deslas pastilhas he lao cerlo que rolo po-
de haver a menor duvida sobre a sua elllcacia, como
consla das opinies de muitos Ilustres mdicos que
abaixo transcrevemos. Comtudo, como as enancas
estao sujeilas a oulras molestias cujos svmptomas sao
quasi os mesmos das molestias verminosas, aconse-
Ihanios, nos casos graves, de consultar mu homem
da arle antes de administrar as ditas pastilhas;,u3o
que ellas possam produzir algum moelleito, porque
na sua couiposicAo nada entra de nocivo; roas por-
que pensamos mis que naquelles casos graves nao
deve adniinistrar-se remedio algum cmquaulo a mo-
lestia nao he perreitameute diagnosticada.
A dosc ilas pastilhas he a seguinlc :
Duas a seis pastilhas emjejiim, para as chancas
de 2a?6 anuos, augmentando a dose gradualmente
segundo a idade. Dsdcza dozc pastilhas paraos
adultos, eqninzea viole para as pes-ous de 30 an-
uos parH cima.
Kepete-sc a mesma dose tres dias a lio.c no quaito
dia pode-se darnm purgante ilo oleo de ricino.
rV. 0. Pode-te augmentara dose das pastilhas
seroreceio ue produzir inilacao alguma nasviasdi-
geslivas, e se algumas vezes nao ha lombrigas ex-
pulsas, pode-se estar cerlo que lodo e qualquer
svmoloma de molestia vcniinosalem desapparecido.
Seguem-se os altestados de dillerenlcs mdicos.
Os (redores de Caelano 'lavares Correia do
Monte, queiram aprcsenlar as suas contas no cs-
criptorio de Joaquim Fili|ipe da Cosa.
D.i-so dinheirn a juros em pequeas quanlias,
sobre peuhores de ouro e prala na ra Vclha
AGUA DE MALABAR POR I.ASCOMBE.
No Bazar Pernamhurauo se encoulra lao proiligio-
saagua para Ungiros caliellos, umle taiiibem por me-
llos de lOfraucos se Irausforniaiii ero lomos, casta-
nhos e prelos, os cabellos que entraran hran-
cos.
Precisa-se de una senhora sem penada de fa-
milia, e que tenha as quididades necessarias para
educar una menina em um eugenho dislaule 13 le-
guas desla praca: quem pretender dirija-se a ra
das Cinco Ponas u. 82, ou annuuric.
2 TOS A CRTSTALOTYPO, I
8 TIRADOS NICAMENTE COM A 5
CLARIDADE PRECISA. H
J. J. Pacheco, leudo resolvidn demnrar-sc w
'^) mais alguna dias ncsla cidade, previne a to- { "
fc das as pessoas que desejarem um perfeilo ,
*v retrato, quedigiiem-sc procura-lo no seu es- V,
\ labelecimento, quer esleja o dia claro ou (.
A esc'"'- "sretratos sao lixese inallcraveis W
'^ com o lempo, e as cores sito as mais nato- (3)
'^ rae* 1ue a JS publico continua a ser convidado a visitara Hr/
B Balera lodos os dias, desde as 8 horas da ma- !?
' "l,ii.a al ils !l "oilc No mesmo eslahe- Z
'#? lecimenlo enconlrarao os prclendcnles um &)
ifj rico sortimento de quadros, caixas, alliuc- ( *
les, cassoleltsc aneis. Alerro n. >t, lerceiro
andar. |
a-se 700.S000 rs. a juros com hy-
potlieca em urna casa terrea, que seja em
boas ritas desta cidade : quem pretender,
dirija-se a ra Nova, loja n. 7,, ,|e se di-
r' quem da'.
OSr. Chrislovao de Santiago do Nascimculo nao
pode relirar-se desla provincia, sem que ajusM coa-
las com Francisca Alexandrina das Chagas Bczcrra.
Francisco Jos Monleiro Braga : retira-se liara
o Ceara.
Aluga-sc a casa de um andar da ra da Uniao,
por delraz da casa do Sr. Manoel Alves Guerra, na
ra da Aurora: a tratar na ra do Trapiche n. 14
com Manoel Alves Guerra Jnior.
APROVEITEM A OCCASIA'O.
Para lirpiidarao de contas, faz-se nego-
cio com urna loja com poneos- fundos,
sila no alerro da Boa-Visla, e propria para qual-
quer eslabelecimento, onde tambero para o mesmo
lim vende-se ou aluga-se urna arinacau por baralis-
simo pre(0, achando-se esta collocada cid una boa
casa, a qual pasa o diminuto aluguel de 109000 rs.
meusacs : quem a pretender dirija-so a mesma ra
taberna u. \.
Aluga-se urna prela lavadeira, ensoromadeira c
cozinheira: a tratar na ra las Cruzcs n. :).
No aterro da Boa-Vista u. 55,
ha grande sorlimenlo do rodas de carro de madu-
ra de fra e do paiz.
yuero quizer comprar dina mobilia de Jacaran-
da, sendo um par de contlos com pedia marmoie,
um sof, e nina duzia do cadeiras, c una mesa de
amarello para janlar, wndopor preco commodo :di-
rija-s* ra dos Qiiar eis u. 2i,
Precisa-te tingar urna casa coro commodos pa-
ra pequena familia, sendo na Boa-Villa, as ras
do Arago, Soledad?, ou Gloria ; ou mcsiiio no bair-
ro de Santo Antonio : quem tiver para alugar diri-
ja-se ao 2." andar da casa le i andares ca ra do
Bruiii, pertencentcao Sr. Francisco Alves da Cu-
nda.
Na ra do Trapiche i). 17, rccebeni-sc enrom-
mcndts para mandar vir de Lisboa, ricos lumulus,
campas, ele : .no mesmo lugar se iiioslram ricos de-
si'iihos.
| ^0 CONSULTORIO |
DO DR. CASANOVA.
^ KL'A DAS CRUZES N. 2S. J^
i-j. acha-se a venda um grande sorlimenlo de &!
B caiieiras de lodos os tamanhos, por piceos ^
muilo em emita. ^
Eini'ulosdehomeopalliia, 4 volt. (i-OOll g
', onca de linlu a a escollia I-SUM ^f
lubos awiNos a escollia a .">00 o .'UHl sl
Antonio Jos da Silva Guimarea faz scientc aos
senhores ncsocianlcs do trapiche e oulros mais ere-
dores, qne tem justa e contratada a compra da laber-
ua tita ama dos Marlyrios n. 30, per lncenle ao
Sr. Jos Gomes Ferreira da Silva, e para quo nao se
chamem ignorancia faz o prsenle annuncio.
Alngam-se os Ires andares do sobrado n. 30
da ra da Cadeia do Kecife: a iralar na loja da
mesma.
Antonio Jos da Silva que foi caixeiro de
Francisco Bolelho de Andrade. ern Santo Amaro, de
boje em diante mudou o sen nome para Antonio Jo-
s da Silva Guimaret. .
. Os ahaixo anignados avisam ao respeilavel pu-
blico, e com espccialhladc aocommcrcio, que dittol-
veram amigavelroenle a sociedade que liiiham na
loja de miudezas sila na ra ilo Collegio n. 1, qoc
gvrava ion afirma social de Lima & Guimaraes, fi-
caudo o socio Guimaraes com o eslabelecimento com-
prehendendo o activo e passivo, c licaudo o socio
Lima desonerado de loda a responsabflidade, passa-
da, presente e futura, cuja dissolucAo leve lugar em
o primeiro de julho de 1851. Itecife primeiro de a-
gosto de 1834. Manoel Xacler Correia Lima.
Francisco Goncahe Guimarac*.
jgTendo no dia t do correnle deixado de ser ad-
orador de miuha cocheira le carros na ra de
ranciseo n. o Sr. Marianno dos Rcis Espin-
unior declara o abaixo assignado, para co-
mento do publico, que a casa nada deve ncsla
ptaja, nein fra della a pessoa alguma, de qualquer
compra ou Iransaccao fcila pelo dito Sr. Mariano;
e nern jornal de quem na dila casa servisse al o re-
ferido dia../,7 Francisco do /lego Maia.
Aluga-se urna prensa no Forte do Mallos: a
Iralar com Luiz Gomes Ferreira.no Mondego.
Na ra Nova u. .2 loja de Boaveulura Jos le
Castro, precisa-se de um menino que seja brasileiro
ou porluguez, le idade de 12 a 11 anuos, que saiba
bem cr e escrever e tenha alguma pralica de com-
mercio, e qne este d conhecimeiito de sua conduela.
Prccisa-se d(j um caixeiro que tenha pralica
de taberna: na ra do Mondeao casa n. 143.
I.. I.econl Feron Si C. declaran) ficar de nc-
nhun cfl'cilo a enlrcga da loja e mais perlences da
ufhcina de Luiz Sanas, porquanto oque existe apenas
r.hceara para pagamento do alusuel da alia loja, que
se ach cm alrato.
I)a-se dinheiro a premio sobre peuhores de ou-
ro, scndo'em pequeas porcocs: quem precisar v a
ra da Trampa u. lSi que achara com quero tratar.
Na taberna nova lo caes do^ Ramos continua o
divertimento do joso la bolla e xanquilho, e oulros
que nao sao prohibidos, lodos os domingos e dias
santos, e os concurrentes tem caf de tarde gratis;
tamhcm se recolhe lodo o genero de estiva com ea-
raulia c presos corainodas; a Iralar no mesmo todos
os dias.
COMPRAS.
Compram-se patacOe* brasileiros e
hespanhes : na ruada Cadeia do Recite,
loja de cambio n. 2 i-.
Compra-sc uro panlo de 15 a 17 anuos de ida-
de, que seja sadio c intelligcnle ; a Iralar com Luiz
Gomes re reir, no Mondego.
Cnmpra-se um peqoeno silio com boa casa de
vivenda, chaos proprios, murado o perlo do Kecife:
he bstanle que tenha larangeirat, roaiigueiras eja-
queiras: quem liver para vender, eslaudo liv're e
ilesenibaracado, annuucie para ser procurado.
Compra-se tuna escrava de 20 a 2G
annos de idade, que saiba coser e engom-
mar ; agradando nao se ollia a preco :
quem a tiver podera' levar a ra do Vi-
garto n. 19, segundo andar, no escripto-
no de Macliado & Pinlieiro, para tratar.
Compra-se una casa terrea, no bairro da Boa-
\ isla : quem liver aiiiiuncie.
Compra-se um callao grande para deposito de
padaria : quem liver aniiuncie.
Compra-se um moleque ou miilalinho de 2 a 3
annos de idaile : quem liver aiiiiuiicic.
VENDAS
PLBLICACAO' RELIGIOSA.
Saino a luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
rcverendissimos padres capiichinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Couceijao, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho veu-
dc-sc nicamente na linaria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a IjjOOO. "
- Vende-se a taberna das Cinco Ponas n. 141
com poucosfundot ou mesmo tmenle a armacaoda
dita, i qoal lem commodos para familia : a tratar un
Passeio Publico n. 13.
Vende-se urna porfi de caixiihos, e grades de
portas e janellas, Uido de amarello e do inelhor gos-
o.rfltrcoiirormidaae coro as posturas da.camara, e
bem asara algumi purlas de lomo h- almol'adas e
oulras Je iixa para o interior ,le qualquer casa mu
bem felas: ilefronte dtr Kezendc n. 22. ,
Vende-se ou Wrraa-yse umbom sitio todo mu-
rado, com urna o Anas caas muilo cororBodas, vi-
veiro, pomar ni 1 erructif!ni; sranue parreiral e
cacimba de boa! ,*-a ,, ,wiclpio da ra Uireila
dos Argados: a. lallar fenenle-coronel Fran-
cisco Luiz Slaciel Aiaih-j-meiro sobrado junio a
ponlc do mesmo lugar.
Ao barajo.
Vende-se pormeilos de seu valor
as l'awaidas existentes na loja de 4
@ portas da ru do Quetmado, mime- i
i ro 10. !*
NPMt 3
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na ra de Apollo, rmazem de Leal
Res, continua a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem era pedra : tudo por preco a
satislazeraos seus antigos e novo* fre-
gueses.
PALITOS FIUCEZES.
\endera-se palitos franeczes de brim de linho e
I>rclanhaa33J00,e.i3rs.,dlos de alpaca prelos e
de cores, a 8 rs., dilos de panno lino prelo e de co-
res a Ib?, 18?, e 20o rs., ludo ,1a ultima moda : na
ra Nova loja n. 16, de Joso Luiz Pereira & Fi-
CHITAS ECASSAS BARATAS.
\endem-sc chitas linas de cores lixas, padrees
claros e escures, a 120, 110, l(H),il80, 200 rs! cassas
rrancezas de bonitos nadrCet, a 401) rs. a vara, cor-
les do lila a 15800. 2J, e 2&-.00 rs., dao-se amostras
de ludo com peuhores: na ra Nova loja 11. 1, de
Jos Luiz Pereira J F1II10.
Venilo-se um relogio de ouro palcnlc suisso :
ua ra Nova 11. ll.
Vende-se a parle de um sobrado de dous an-
dares, collocado em urna das mclhores mas do bair-
ro de Santo Antonio, lugar por onde passara todas
as procissoesda Quarctma : quero a pretender diri-
ja-se a frcguciia da Boa-Vista ra do Sebo, casa n.
10, que ah se dir quem fazesse negocio.
SALSA PAKKII.I1A
nova e de superior qualidade, cm rolos pequeos;
vende-se na travessa da Madre de Dos, armazcm
Veude-se 100 alqueires de sal de Lisboa : a
tratar na travessa da Ma.lredc lieos, armazcm n.12.
\ ei.de-se urna negra, crioula, com um mulali-
ntio1 de i annos, cozinha, lava c engomma : na ra
ae s. Bom Jess das Cnoulas n. 3i.
Ao barato
A laberna da ra do Rangel, quina do becco do
lrein 11. II, acha-se sortida de loilos os teneros no-
vse de boa qualidade, como sejam: manleiga iu-
g^* a *)" W0 e 720 rs., cha a IjOO, I500 e
-^aKi, pan e liugun;as muilo novas, por prero
commodo, doce de goiaba fiuo, e oulros muilos ma'is
gneros, que se jfld.cm baratos, assim os fresuezes
levem iliiihciro. ^^
Vende-se juc0 c palhinlia j preparada para
cinpalliar cadeiras, softs c maiquczas, muilo em
< ma, assim como se empalha loda a qualidade le
obras com minia brevidde, e mais em conla do que
em oulra qualquer parle: na ra da Cadeia de San-
io Antonio n. 20,
Vende-se o sobrado de tres andares e solao da
ra do (Jucimado 11. 2, o pial faz quina para a-pra-
ca la Independencia : a Iralar no paleo do Carmo
por cuna da botica, das ti as 8 da inanliaa, c das
as 6 da larde.
Vendeni-se i moloques de bonitas figuras : na
ra Direita 11. 3.
\ ende-se urna nvelha parida, muilo mansa, e
com bom IcileJ; as Cinco Ponas, a fallar com oSr.
Domingos Culinho.
A boa pitada,
i'.apde Lisboa muilo fresco em botes de libra, se
ysnde narua loijueimado 11.!): loja de Antonio
Luiz de Oiiveira Azevcdo.
A contento.
Navallias de barba lo mais aciedilado autor John
llarbicr, se veudem na.ruado Hueimado 11. '.) : hija
de Amonio Luiz dcOIHcira Azevedo.
A IsOOOrs.
Corles de calca de brim de algodSo, imitando ca-
semira. pelo barato proco le 1-5 : na ra lo yucima-
do n. '.I, loja lo Antonio Luiz de Oiiveira Azevedo.
Na ra las Crozes n. 40, taberna do Campos,
ha parejo de bichas liamburguezat las melliores que
ha 110 mercado, que se vende eniporcoes e a rctatho,
e (ambein se alugam.
TAKAS D FERRO.
Na fundicao' d'Auora etn -Sanio
Amaro, e tambera no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e del'ron
te do Arsenal de Marrana lia' sempre
um grande sortimento .de taichat tanto
de lubrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existera quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
BENGALAS BAKATAS.
No bazar pernainburanu veudem se pelo diminu-'
lo preco de 18.
HE CHANDE NOVIDAUE PELO PRECO.
Ohjeclos de fantazia mnilo ricos, proprios para
ornamento do mesas e lambem almofadinhas do vel-'
ludo para assenhoras pregaren) agiilhase allineles.
no bazar pernamhurano, ra Nova n. 33.
BAZAR PERNAMBL'CANO. ^ ?s
Os donos deste eslabelecimento avisam a rapazia a
que chegueni as camisas brancas com peilo de lili! o,
e muilo bem feilas (alerla I) para a Tcsla que < sta
pertu. <
PARA FAZER CAF. i
Ricas machinas brancas e douradas pelo diminuln
preco de l:i-*, eunirorme de la, alpaca e rnSrin,
para cremeas do Ires a qualro anuos no bazar |ier-
narobucano n. 33, nao esquecendo as argolas etifa-
celetes de gosto moderno, e muilo bem galvanitav
dos, seiulo aquellas a 1-j esles a 39500.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Kecife n. .50 ha para vender
barns com ral le Lisboa, recenlcmenle chegada.
BRIM BRANCO E DE COR.
Vende-se brim trancado de linho a 500 rs. a vara,
dito escuro de quadros lambem de linho a 600 e 720
rs.: M ra do Crespo n. 6.
Vende-se em conla urna hospedarla cm Mari-
cola com rancho c bastante afreguezada coro os com-
modos seguinles: urna cocheira que acommodar 20
cavallos, 3 quartos de aluguel, um rancho abcrlo,
urna venda e casa de morada, ludo pegado e bem
construido: quem a pretender dirija-se a ra do
vigario n. U Iralar do ajuste.
AO MADAMISMO.
Na ra Nova 11.52 loja de Boavenlura Jos de Cas-
tro Azeveilo vendem-se lencinhos de relz chega-
dos ltimamente da cidade de Lisboa, proprios para
os encantadores pescocos do madamismo, a 800 rs.
cada um.
Vendem-sc pipas, quarlolas, e barris vazios :
no aterro da Boa-Vista numero 77, fabrica de cha-
rutos.
Vcndem-so os tres voluroes do (iuarda-Livros,
moderno : na ra la Sania Cruz n. 86.
Na roa das Flores n. 37, primeiro audar, ven-
de-se corps de droil trancis, ou coUec^ao completa
das leis, decretos, ordenares senatus-coiisultus. re-
gulamcntos etc., publicados em Franca desde 1789
ale agora.
Aterro da Boa-Vista n. 55.
Vende-se a padaria da ra das I.aranaeiras,
bem como o deposito la ra Nova : a tratar na ra
das Larangeiras n. 18.
Vende-se um bonito raninho de qualro rodas
Eira um o dous cavallos: para ver-se no Ierro da
oa Vista rorheira lo Miguel; c para Iralar no se-
gundo andar da casa 11. 5:1 da ra da Cadeia do Re-
cife.
Aos 10:0005000, i:000.s000 e 1:0001.
Na ruada Cadeia do Ke-
cife loja de cambio n. 4, es-
lao exposlas a venda as mui-
to afortunadas cautelas la
loleria do hospital Peilro II,
do caulelisla Antonio da
Silva (uimares, rujas ro-
das andao imprelerivelmen-
le no dia 18 do correule.
Ra do Crespo n. 25. @
Vendem-se chitas francesas largas de cores W
Vfende-se um cabriolct novo, de
bom gosto.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs.. ditos brancas a
I92OOrs., dilos rom pelo a imilacAo dos de papa a
1900 rs.: na roa do Crespo loja n. G.
Vendem-se bichas superiores de Ilamburgo, ero
primeira mao, e por preco commodo : no armazem
da ra da Cruz n. h.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
V enaem-se velas de cera de carnauba de 6,8 e 9
em t, da melhor qualidailc que ha no mercado, fal-
las no Aracaly : na ra da Cadeia do Recifo n. 49,
primeiro andar.
CERA UE CARNAUBA.
\cndc-seccra de carnauba do Aracaly : na ra da
Cadeia lo Kecife n. i!l, primeiro audar.
Vende-se a re/inacao da ra da
Concordia n. V, com os competentes uten-
sis, completamente montada, e nm es-
cravoescalente refinador, remirado mais
urna machina para lazer carvao anima
O dono desse cstabelecimento tendo de ir
residir por algum tempono interior da
provincia, para tratar de sua saude, por
este e nao por algum outro motivo, quer
vende-lo : (|uem pretender dirija-se a
mesma relinarao.
V
i
escuras a 210 o covado, cortes de casemira de
w cores e padrees modernos a 19500, ditos de
casemira preta lina a I50OO, panno preto e
-5 le cores a 390OO o covado. cortes de meia ca-
W seroira a 1^000, dilos de brim de linho de co- #
$3j res a I9GOO, risrado de liuho de cores escuras
Pv a 210 o covado, merino preto com duas lar- Si
guras a I9GOO0 covado. chales de laa grandes ti
3*6 c le cores escuras a 800 rs., dilos encorpados t
f$ a 19280, esguiao de linho muito fino a 19120 9
a vara, setim preto muilo eucorpado e de su-
3 perior qualidade a 29500, cambraias pretas e
de cores, goslos modernos, por preso commo- tft
t do, chapeos do Chili linos, e oulras muilas fa- $
9 zeMas por preco muito em conta. *&
? AO MODERNISMO.
Cada corte 15/jOOO reis.
Chegaram pelo ultimo paquete, e vendem-se na
l cortes de vestido de sedacalgodao, iutiluludos Man-
darine Escocez, fazenda de fanlazia, de mtiito lirilho
c goslo. pelo barato prcro de 159000 cada corle.
Panno proprio para esclavos.
Vende-se o bem condecido e muilo superior panno
de alsoda.i da trra : na loja dos qualro cantos da
ra do (Jueimado 11.20.
LIQU1PACAO' DE CONTAS.
Barato sim, liado nao.
Na ra do Queimado, loja n. 17, ao p da botica,
veudem-sc para liquidacao, fazendas por barato pre-
<;o, como sejam : as modernas orleans de seda furia-
cores, coro resela, propriaspara vestidos de senhora
e meninas a 100 rs. cada covado, sixlas de quadros
escocezasa 19ii0rs., grosdenaplcs de seda furia-co-
rla a I9GOO cada covado, c oulras fazendas por bara-
to preco, a dinheiro a visla.
Chapeos de sel muilo grandes, com cabos de
canna e baleas, muito fortes, de seda do todas as co-
res e qualidados, lisos e lavrados, proprios para a
clima, por preco muilo commodo ; na ra do Col-
legio 11. 4.
Na ra do Trapiche Novo n. 10,
vende-se:
PAPEL PAPA IMPRIMIR, formato gran-
de c peqaeno.
PAPEL ALMACO azul e branco, chama-
do Marlim Superior, em resmas de 500
tolhas, e outvas finalidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESO muito superior, proprio
para escriptorio, e outras qualidades
maisem conta.
PAPEL DE CORES, em formato grande.
DMA PEQUEA porcao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente chegados.
ALVAIADE DE ZINCO, acompanhado do
competente seccante, muito recom-
mendavcl pela grande superioridade de
tinta que produz.
PRECOS DE FERRO cm bom sortimento.
Vende-se urna botica ero urna das principaes
nas da cidade da Paralaba, a dinheiro ou a prazo,
com -araulia, por sen dono ter de relirar-se daquel-
la cidade : a fallar nesla cidade com Barlholomeu
l-'rancisco de Souza, na laraa lo Kosario n. 36,|
ou na Paiahiha coro l'riicluoso Pereira Freir.
NO CONSULTORIO ItOtlIOI' V THH O
1)0
DR. P. A. LOBO HOSCOSO.
Acndem-sc asseu-uintes obras de homeopalhia em
francez :
Manual lo i)r. Jahr, i volonirs 1(12000
Hapou, historia da homeopalhia, voluntes I69OOO
llarlhiiian, tralailo completo das molestias
dos meninos, 1 volume IiHxki
A. Teste, materia medica honi. 83000
De Fajle, doulrina medica hom. 75000
Clnica de Staoucli 68000
Carling, verdade da humeopalhia 43000
Jahr, Iratado completo das molestias ner-
vosas ejfloo
Diccionario de Nyslen 10*000
Vende-se chocolate francez de su-
perior qualidade: na ra da Cruz n. 20,
primeiro andar.
Na ra lo Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano cm griinie, como cm vellas, cm cai-
xas, com muilo bom sorlimenloc de superior quali-
laile, chegada de Lisboa na barca Gratidao, assim
como bolachinhas cm latas de S lihras.e farello muilo
novoem sacras de mais de :t arrobas.
^p Deposito de vinlio de cliam- 10)
pague Cliateau-Ay, primeiraqua- ti
idade, de propriedade do condi tft
S (]< Uareuil, ra da Cruz do Re- **
" cife n. 20: este vinlio, o melhor
<(9 de toda a champagne vende- 6
A se a no.s'OOO rs. cada caixa, acha- *
se nicamente cm casa de*L. Le- ^
cotnte Feron & Companbia. N. B. v>
Q As caixas sao marcadas a fogo $
^) Conde de Marcuil e os rtulos A
J^ das garrafas sao azues. &
a@d:S: @@@
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertoret eseurot muilo urandrs c encorpados.
dilos hrancos com pello, mnilo crandi's, imitando os
de 1,1a. .1 IMOO : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
CEMENTO ROMANO.
Veude-se no anuazcni 11. 13 da ra la Cruz no
Kecife.
..71* c,1lde"sc uma "'ohilia de amarello quasi nova,
pr seu dono retirar-se para fra da provincia, por
urcro commodo: a Iralar na ra da Penha, sobrado
11. a -, segundo andar, das noves horas ao meio-dia.
n,l7n?,e'SC1Um lerre"" a n" '"Penal, CM
m ul, a e"'e' '. 8r"nde e,le,,sao ,,e fo. la,
m I |CiBS''"'"!SIas ,,i,rua aoJardime
SL U 5'15 e Dm bom ''' e, 'ras pro-
rdS *'^l"ada Mlrada d0 Arraial: a i i-
rcila 11. 40, segundo andar.
a.,7rIfh"le"Se.1acaSalerrea,lePtdraecal na roa
dosCocIhosn. 9, provimamente edificada, dirijam-se
a ra da Kosario n. 48, padaria. >u'"J>>m e
Vende-se a taberna sit, no becco do Peta
hrilo 11. 5, bem arreguezada, Unto para terra, como
para o mallo : a tratar ua mesma.
Caivas com vidros.
Vendem-se caixas com vidros de lodos os ta-
manhos e preco commodo : na ra da Cadeia do Ke-
cife loja n. t.
Cobre de forro.
Vende-se cobre de forro de diversas grossuras e
preyo commodo : na roa da Cadeia do Kecife loja
n. 64.
Vende-se superior farinhade man-
dioca de Santa Catliarina, em saccas por
preco muito commodo: a tratar no arma-
zem de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da Alfandega, ou com Novaes na ra do Trapichen. 34, primeiro an-
dar.
Vendem-se queijos do cerlo mnilo frescacs
e peonas de croa : na ra da Conreican n. 4.
Na ra das Flores n. 37, priroeiro indar, ven-
de-se uma rica colleccSo de vistas de Paris.
Attencao,' por barato.
Ha para se vender uma varea ingleza muilo co-
nhecida por bonita, j acclimalisada, da melhor ra-
a que hadyrethire: alratar com o fcitor da ca-
I'cll.i ingleza no mesmo logar.
Vende-se um preto crinulo de 30 annos de ida-
de pouco maisou menos, muito forte, sem vicios nem
molestias : na ra doAmorim n.2j.
Veude-se uma prela muito boa lavadeira, en-
gomrr.adcira e snllrivel roinheirza : na roa do Cres-
po loja da esquina que volla para a Cadeia.
No armazem de materiaes de Jos Pinto de
Magalhaes, sitonarua da Concordia, ultima casa ao
aV" nascen,e' em cuJa frente o oilao tem talioleta,
vende-te muilo bom lijlo de alvenaria grossa, dito
balida, ladrilho quadrado e comprido, tapamento, te-
Iha, lijlos para Togao, cal branca e prea, areia,
barro, ele, por precos commodos, em grandes c pe-
quenas porroes e roanda-sc botar as obras: no mes-
mo alugam-se carrosas para conducao de quaesquer
objectos para dentro e Torada cidade.
Vende-se farinht de mandioca : a bordo dalpo-
laca Cndor, 011 a tratar coro Tasso tunaos.
Vende-se urna bonita vacca ingleza da melhor
rara que ha (D5 reshire) e ja aclimatisada : a Iralar
cora o fcitor da capella ingleza, na ra Formosa.
AO BOM E BARATO.
A dinheiro a' vista.
Para se ultimar e liquidar conlas, vendem-se a
troco de pouco diuheiro as seguinles fazendas, pro-
pris para bonicos: pannos finos prelos le cores li-
sas a 3300 e 450OO, dilos verde e cir de rap a 4,
corles de castmiras de cores lisas e de quadros ale
59000, csenmelas pretas c de cores cora msela, pro-
prias para palitos, fazenda muito fina, a 800 rs. o
covado, alpaca decordo de core muilo lindas para
Ijalilsa 640 rs., merino preto superior, de luslre, a
28000, casemira prela lina c muilo*superior a -25000
o covado, cortes de collete- de-gnrgurao de linho e
seda de quadros modernos a 19600, brim trancado,
pardo, de linho, muito fino a 640 a vara, ditos de
cores moilernos. lingiudo casemira a 800 rs., loncos
de seda para alaibeira, de campo branco, fazenda
muito fina a 1C280, meios dilos para grvala a 13000,
chapeos de sol de seda a AjOp, ditos francezes finos
KSL?"68" 6S000, e """'" superiores a fi500 e
/HJOO, e outras fazendas por barato preco : na ra
do Queimado, loja n. 17. ao pe da botica.
CHAPEOS DE SOI. A 49800.
Na ra do Collegio n. 4, yendem-s chapeos de
sol le seda ptelos e de cores, armacSo de balea, ca-
bos finos, os quaes vista da qualidade ninguem dei-
xara de comprar, e oulras muilas qualidades, \-r
prer;o razoavel.
Com pequeo toqoe de copim, vende-se panno
fino verde cor de carrafa, de superior qualidade, e
prova de limSo, a 39OO o cova.lo : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volla para a cadeia.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Podrigues Andrade &
f .om |.anhia, ra da Cruz n. 15, vende-se muilo supe-
rior cera de carnauba do Aracaly e Ass, em porcao
c a relalbo ; c alm de se pesar na occasiao da enlre-
ca sc ilesconlar uma libra de tara em cada tacco,
como lie costume.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-sc a pree,o commodo, em casa de Barroca
5; (.astro, na ra da Cadeia do Kecife n. 4.
Vende-se uma balaura romana com todos os
seus perlences. em bom uso e de -2,000 libras : quem
a preleuder, dirija-se a ra da Cruz, armazem u.4.
FARINJIA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior arinha de mandioca de Santa Catlia-
rina: no armazem de Machado A Pinhei-
10, na rita do Amoiim n. 54.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de esclavos : no escriptorio de Novaes &
Companbia, ra do Trapiche n. 34, pri-
meiro andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companbia.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Linho do Porto superior engarrafado.
Sc!luis inglezes.
Relogios de ouro patente ingle/..
Chicotes de carro.
Farello em sari-a? de o arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros c candieiros bronzeados.
Despencera de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de fono.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito lino, a l.s'800 rs. a medida: no ar-
mazem de C J. Astley & C, ra dTra-
piche n. 3.
Chapeos e esteiras muito barato a
dinheiro.
Vendem-se esteiras em cenlos a 149000, chapeos
de palio, novos, o cento a 12&000, cera amarella, di-
la de carnauba, cournhos miudos, sola e 2 loalhas
de labvrinlho com bico, ludo para liquidar contal :
na ra da Cruz do Kecife n. 33, em casa de S A-
raujo.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barris de quarto, (punto, e oitavo, no
armazem da ra do Azeite de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Companbia, na ra do Trapiche, n. 34.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina qne vira para a
Cadeia. vendem-se castas francezas de muilo bom
goslo, a 3-20 o covado.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Beilin, mpregado as co-
lonias mglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda^eni-latajJIe 0
libias, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma porturjuez, em casa de
N. O. Bteber <5t Companhia, na ruada
Cruz, n. 4.
LFNC0S UE CAMBBAIA DE LI.NHO A J500 A
a ra do Crespo if. 5, esquina qne vollaatta a
ra do Collegio, vendem-,* lenco, de camSde
inhofiuosemcaixinhas com lindas estampa, aelo
barato preso da 43500 rs. a dozia, para acaba? uma
pequena porreo qne anda resta. '
Jacaranda' demuito boanbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhiii ra do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Cola da Babia, de qualidade esco-
lluda. e por preco comra ra do Trapiche n.
com Antonio de Al
panliia.
Louca virlrada, r
da Bahia, com bom sortimento :' vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadera de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior rpte se faz ha-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se fumo em folha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra do Trapichen. 16.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodre da Motta, na ra do
Azeite de Peixe, ou na'rua do Trapiche n.
34, com Novaes t Companhia.
Veude-se um encllenle carrtaho de'4 rodas,
mui bem construido, eem bom estado ent eipotlu
na ra doArato, casado JJMUini. djt onde po-
den) os prclendcnles eftmnB com o mesmo senbor .-cimiBHia ra da Cruz no
Kecife n. 27. armazem.
Vcndem-se a 3$ saccas grandes com arroi de
MJMjjjajrjuazeni defroje 'ajuuUsU*fi>Bd*(U.
vende-se a padaria .j ra do Pires n. 44 pro-
pria para principiante de poneos fondos : a tratar
no armazem de carne, na ra da Praia n. 35.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprio# parafcbarricas de assu-
:ar, e alvaiade dez'ij|cd, superior quali-

I
i
i
i
&L
Vendem-se relogios de oaro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parles
na praca da Independencia n. 18 e -20.
Bcpoiilo da tabrisa da Todo, 01 Sanloi na Babia.
\ ende-se, em casa de N. O. Bieber SC, na ra
da Cruz n. 4, alaoda trancado d'aquella fabrica,
muilopropr.nparasaccosdeassucar e roupa de es-
cravos, por pre;o commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl S Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. II, o seguinle:
vinho deMarseillecni caixas de 3 a 6 duzias, linhas
cm novellos ecarreteis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milaO sortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de uioen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai xas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. '
Na ra do Vigario 11. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilbas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinlias tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Agenciada Edwla Kaw.
Na ra de A polln, (i, armazem de Me. Calmonl
i\- Companhia, acha-ce conslanteinente bons sorti-
mentos le taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moemlas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, lilas para a rniar em madei-
ra le Indos os laiiianhos enldelos os mais moilernos,
machina horisonlal para vapor com forca de
H cavallos, c'>ros, passadeiras le ferro esliihado
para casa le purgar, por menos prero que os de co-
bre, eseo vens para navios, ferro da Suecia, e'fo-
lhas ile ilandiua; ludo por barato prec,o.
lOS.j.
ro de D. W.
1 Brum, passan-
ESCRAVOS FGIDOS.
l-'ugio no dia 24 de abril um escravo de ntrao
de nome Josc, he vclho, pinta na barba c cabello, tem
falta le lentes, cr preta, estatura regular, seco do
corpo, amlava vendendo tamanros em um taboleiro,
veiodo Kio Formoso, onde era tonhecido por Jos
I'agem, foi escravo do fallecido Cunha Machado :
quero o pegar dirija-sc i ra do Queimado loja n. 61,
que sera generosamente recompensado.
Dcsappareccu no dia 23 de julho p-ssado. de
bordo do briguo nSanla Barbara Vcuce Jora, o prelo
inariiilieiro, de nome l.uiz, o qual representa ter
III) anuos de idade, c"ir fula, baixo, nariz chalo, lem
algumas marcas de bexigas e pouca barbt, e he na-
tural das Alagoas : roga-se, portauto, a todas as au-
loridailespnliriaes c rapil.les de ctmpo a sua appre-
hcntSo, c leva-lo ra la Cadeia do Kecife o. 3,
escriptorio le Amorim Irroaos, que se grauTirar
coro 301000.
Detapptreeen no dia i. le agosto o preto Rav-
muudo, crioulo.eom 2 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do lu, condecido all por Ra\-
mundo do Paula, muilo convivenlc, locador de llaii-
lim, cantador, quebrado de uma verilha, barba ser-
rada, beicos grossos, estatura regular, diz Saber ler
e escrever, lem sido encontrado por vezes por detraz
da ra lo Caldcireiro, juntamente com uma preta
sua coucubina, que tero o appellido de Maria cinco
reis; porlanlo roua-se as autoridades policiaes, ca-
piae- de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
prehendam e levem i ra Direita u. 70, que scro
generosamente gratificados.
Dcsappareceu no dia IS de Janeiro do corren-
le anno o escravo Jos Cacange, de idade 10 anuos
ponen mais ou menos, com falla de denles na frente*
lesliculos crescidos, e cicalrizcs as nadegas ; grali-
fica-se seuerosamenle a quero o levar ao alerro da
lloa-\ isla n. 17, segundo andar.
'?
ade, or precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. iC*"
Taixas. p
Na fundicao'
Bowmann, na ra
do o chafariz continua' haver ~
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com prmptidao' :
embarca m-se ou carregaai-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe teceo de varias qualidades e
muilo bom : na ruada Crnz 11.15. segundo andar;
assim como bolius de couro pelo dimiuutjireco de
29500 o par.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na ra da Cruz do Kecife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Marlins, se vende os mais "supe-
riores queijos londrinus, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na uaica inglesa f'alpa-
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por prego commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recntenteme da America.
Moinhos de Vento
'ombombasderepnxopara regar horlas e baixa,
decapim.nafundisadeD. W. Bowman : na ra
doBrumns. 6, 8el0. ^
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afregueztda: a Iralar
com Tasso & Irmaos.
, Devoto Chiistao-
Sabio a luz a 2. edico do livrinho denominado-
Devoto Chrisiao.raais correcto e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada exeroplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mnilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CAL E POTASSA.
\ ende-se superior ral de Lisboa c potassa da Rus-
sia, chozada reccnlemenlc : na praca do Corpo Sau-
lo, trapiche do Barbosa n. 11.


,1

Para.- T, a. JK. T. a r.ru.-IBM.
ki ITII A rx>\


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