Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01429


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Full Text
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ANNO XXX. N. 181.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
IIINI
OUARTA FEIRA 9 DE AGOSTO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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7

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DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARRKGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Kecife, o proptiettrio M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoaoParoira Harns; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. Gervazio Victor da Nativi-
dade; Nalal.oSr.JoaquimlgnacioPereir; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Leroos Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Hamos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 a 26 1/2 d. por 19
Paris, 365 re. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
c Rio de Janeiro, a 2 0/0 de rebate.
Aceas do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao pa>.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hcspanholas...... 299000
Moedas de 6JM00 velhas. 168000
de 69400 novas. 16*000
de 4000...... 9000
Prata.Palacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
> mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 e 28,
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
I'lti:\maII DE 1IOJF.
Primeira s 4 horas e 30 minutos da tarda.
Segunda s 4 horas e 54 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo do orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
!. vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
EPI1EMERIDES.
Agosto 1 Quarto crescente s 8 horas, 9 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da Urde.
15 Quarto minguanle aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Caetano Theatino fundador.
8 Terca. S. Cyriaco diac m.; S. Emiliano b.
9 Quarta. S. Romo soldado ; S. Secandiano.
10 Quinta. S. Lourenco diac. m. ; S. Astheria.
11 Sexta. Ss. Tiburcio e Suzana ram.; S. Digna
12 Sabbado. S. Clara v. f. ; Ss. Aniceto e Fontino
13 Domingo. 10. Ss. Hypolito e Cassiano mm.;
S. Candida m.; S. Wigberto presb.
PAITE 0FFIC1AL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
TWfaatt do da 6 da acost.
omeloAo Exm. eonselheiro presidente da rela-
tao, inleirando-o de haver deferido juramento ao
Dr. Manuel Joaquim Carneiro di Cunlia, para na
qaalidade de 4." aupplentc do juiz municipal do ter-
mo le Olinda,enlrar oo exercicio da respectiva vara
visto ter concluido o seu qaadriennio o proprieta-
rio e nSo dtver o foro daquella cidade sofTrer com a
falla de julgamentof.Tambera se communicou i c-
mara municipal d'alli.
DitoAo coronel commandanle das arma, para
mandar extrahir do livro mestre de 1. batalhao de
infantaria, afim de ter traosmttida secreUria do
ministerio da guerra segundo foi exigido em aviso
que t-emetle por copia del'Jde julho ultimo, a fe de
offlr.io do alteres Joao Damasceno da Silva, que te-
ve pastegem para o 12. batalhao da mesma irma.
DitoAo mesmo, traiisiriltindo para seueonheci-
mento e execneo, copia do aviso da reparlico da
goerra de 22 de jullio gltimo, do qunl consta, que
por decreto de 12 do mesmo mez, se concedea a de-
missao que pedio do tervico militar o 2. lenle do
4.a batalhao de arlilliaria a p, Jos Nunes Marques.
Igual copia remelleu-se thesoararia le fa-
zenda.
DitoAo mesmo, remetiendo copia do a- iso da
reparlico da guerra de 13 de jullio ultimo, no qual
te determina qoe, dot toldos do capitao Joo Baplis-
ta de Sonta, e 4o lente Joto Antonio Ferreira A-
driao, se proceda a descont pela quinta parle para
pagamento da quanlia de 449 rs., que cada t ni del-
les deve das passageos de um criado e ama escrava
do primeiro, e de dout escravos do 2., osqiiaet fo-
ram transportados da corte para esta provincia no
vapor 5. Seba.lo, em abril de 1852.Neste sen-
tido offlciou-se Ihesouraria de fazeoda.
DiloAo mesmo, remetiendo cobertos com copia
do aviso do minislerio da guerra de22 de julho ul-
timo, o titulo de divida e man papis relativos ao
pagamento descus vencimentot, que sollieita o ex-
soldado do 4. balallio de arlilharia a p, Juliao An-
tonio Mara de Moura, afim de que sejam torneados
o esclarecimenlos exigidos pela contadoria geral da
goerra na informado que faz parte dos referidos
papis, que serio devolvidos.
DiloAo mesmo, enviando por copia o aviso do
minisleriuda guerra de 15 de julho ultimo, pelo
qual se recommenda que siga com guia de passagem
para o 13. batalhao de iofantaria, o soldado do 9.
da mesma arma, Jote Rodrigues Maciel.
DitoAo mesroo, devolvendo com despacho para
ser tatisfeito, o pedido em duplcala que S.S.. remet-
leu, e concedendo a autorisaro que pedio para
mandar alugar dout cavallos, alm de conlozrem
al Paje de Flores 4 caixoes com rardamento, per-
tMcanla as pragas alty destacadas.
DiloAo iiupectonda Ihesouraria de razenaa,
pata que, visDVdaenta que remelle, manda S. S.
entregar a David Wm. lo man, a quaota de 233S
rs.. em qoe imporlam um moinlio e urna prensa de
moer espremer mandioca, que fnr.im comprados
pela reparlico das obras publicas para a colonia mi-
litar de Pimenleiras.Commuoicou-se ao director
daquella repartirlo.
DitoAo mesmo, devolvendo o requerimenlodo
bacharel Jos Lourenco de Mcira e Vasc Micelios,
prufetsor da cadeira de grammalica latina de collegio
das arles em Olinda, fim de que S. S. proceda a
respailo como procedeu acerca da prclenca idnti-
ca do profetsor de philosophia do mesmo collegio.
DitoAo chefu de polica, dizeodo, em resposla
ao seu olHeio, que o jar) do termo de Cimbres tem
de reunirse em oulabro prximo vindour >.
DiloAo inspector do arsenal de marinba, aulo-
risaudo-oa mandar substituir por oulro, oearvo
que foi fornecido ao vapor Mag, visto ler-ie reco-
nhecido nao ter elle proprio para o mencionailo vapor.
DiloAo inspector da Ihesouraria pruvin :ial,par,i
qoe isla do competente certificado, mar.de Smc.
pagar ao arrematante dos concerlos da punte dos
Carvalhos, a importancia da 1' prestac.no a que elle
lem direito por haver feito dout tersos ifaquella
obra.Communicou-se ao director das obras pu-
blicas.
DitoAo mesmo, ioleirando-o de haver autoriza-
do ao director das obras publicas, a comprar pera
- as obras da casa de detengo : 200 caibros de qua-
reuta palmos a 19000 r. cada um, 150 duzias de
ripas de 15 palmos a 320 rs. a dozia, 800 pecas de
cordata 100 re. cada urna, edoze cales de oleo de
linhaca a29800rs. o galSo.Officiou-se neste senti-
do no mencionado director.
DitoAo mesmo, interando-o de haver o direc-
tor das obras publicas, competentemente autorisa-
do, convencionado com o propietario Jos Baptisla
Ribeiro de Farias, mediante ai coudirdes constantes
do oflicio que remelle por copia, a desapropraro
do muro e casas que be preciso terem demolidas,
afim de que possa ler lugar n projeclo de alioha-
mento que organisou o referido director para a es-
trada da ponte d'Ucha, e recommendando que Smc.
tendoem vista as menciona Jas condifGes, mande la-
vrar a competente cscriptora e entregar ao supra-
dilo proprielario a qoaulia de 4:0009000 rs. como
inilcmnisacao. Communicou-se ao precitado di-
rector.
DiloAo capitn commandanle do destacamento
volante do Rio Formoso, concedendo a liecnca que
pedio para>ir a esta capital, a qual nao dever ex-
ceder de oilo dias.Parlicipou-se ao coronel com-
mandanle das armas.
DiloAo director das obras publicas, approvando
a deliberaran |que Smc. tomou de cncarregar ao
mestre pedreiro Andr Wilmer, da direccSo Jos con-
cerlos que estilo sendo fetos na ponte do Recife,
mediante a paga de 49000 rs. diarios.Commu-
nicou-se Ihesouraria provincial.
DitoAo lenle coronel .Sebastian Copes Gui-
mares, dizendo ficar inteirado de haver Smc. entra-
do no exercicio do lugar de chele do estado maior
da guarda nacional do municipio do Recife, e assu-
mido as funcces de commandanle|superior da mes-
ma guarda nacional.Communicou-se Ihesouraria
de fazenda.
DitoAo mesmo, dizendo que, a vista do arl. 43
das instrucees n. 722 de 25 de oulubro de 1850,
compete ao coronel Domingos AOonso Nery Ferrei-
ra, presidir ao conselho de revista da guarda nacio-
nal 1I0 municipio do Recife, por ser oofflcial eflecli-
vo mais graduadoNeste sentido offlciou-se aos ou-
Iros membros do mesmo conselho.
DiloAo director do arsenal de guerra, para for-
necer por emprestimo ao capitao commandanle in-
terino do 1 batalhao de infantaria da guarda na-
cianat desle municipio, urna purc,ito de sola garro-J
teada ; visto nao existir presentemente dellano mer-
cado. Communicou-se ao respectivo commandanle
superior.
DitoA adminislracSo dos eslabelecimenlos de
caridade, communicando haver deferido o requeri-
menlo de Thora Vieira de Alcntara, sobre que
inforinou aquella admioislraco, e prevenindo-a de
que a exemplo do que se praticou o anno pastado,
compre que envi Ihesouraria provincial urna re-
lacao dos doles devidos s expostas casadas, afim de
ser sua imporlancia entregue ao thesoureiro da mes-
ma administraran.Olliciou-se a respeito a supra-
dila Ihesouraria.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
fazer apromptar com brevidade, afim de serem en-
viados para o Cear em cumprimento do aviso que
remede pur copia, da reparlico da guerra de 20 de
julho ultimo, os objeclot mencionados na relacao que
lumbem remelle por copia.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qoariel do commando daa armas da Pernam-
buco na cldada do Bacila, em 8 de agoito
dalSM.
ORDEM DO DIA N. 128.
O coronel commandanle da- armas interino, em
face das communirarcs recchidas da presidencia
desla provucia com a dala de honlera, declara para
tciencia da guarnirlo e necessario effeilo, que o go-
verno de S. M. o Imperador honve por bem,por avi-
so de 11 de julho ultimo, prorogarpor dous mezes a
liecnca com que se acha na corte o Sr. capillo do
quarto batalhao de arlilharia a p Joao Mana de Al-
meida Feij ; por aviso de 14 prorogar por igual
lempo a licenra do Sr. primeiro lente do mesmo
batalhao Jos Ignacio Coimbra; por aviso tambem
de 11, mandar addir ao batalhao do deposiloda corte
o Sr. alferes do dcimo de iofautaria Jos de Avila
Bitancourt Neiva: e finalmente por aviso de 21, lu-
do do sobredilo mez de julho,nomear major da praca
da fortaleza da Sania Cruz o Sr. major graduado des-
le batalhao Jote Pereira de Azevedo, que se acha
na corte.
O mesmo coronel commandanle das armas, d pu-
blicidade as teolencas de primeira e segunda ins-
tancias exaradas no cuuseiho de guerra que respon-
den o Sr. alteres do segundo batalhao de infantaria,
Manoel Baplista Ribeiro de Fara.accusado pelo cri-
me de deserrao em lempo de paz.
Senlenca do conselho de guerra.
Vendo-se nesla cidade do Recife o processo ver-
bal do reo, o alferes Manoel Baplista Ribeiro de Fa-
ria, auto de corpo de delicio, testemunhas sobre elle
perguutadas, interrogatorios feilos ao mesmo, sua
defe/.a, decidio-se uniformemente que o erime de
desercilo simples em lempo de paz, nao esl provado
nem elle delle convencido : por quanlo.do documen-
to de 0.10 moslra-sc que o reo aprcsenlou-se ao
commandanle das armas da corle antes do dia 18 de
fevereirn do correle anuo, e por conseguiule antes
de Ondosos 30 dias de que traa o edital de (Is. 19.
Ouanlo pnrm aos crimes de desobediencia e extra-
vos, nao lendo o conselho de investigarlo dado as-
senlo algum i respeito por nao Ihe ter sido
prsenles os respectivos documentos, enlcnde o con-
selho de goerra que nao pode dos ditos crimes tomar
conhecimento por falla daquella base que exige a
lei. Por tanto e mais dos autos absolve o reo do
erime de deserrao simples, e appella.
Sala das sessoes do conselho de guerra no qaarlel
do Hospicio aos 24 dejolho de 1854. Alexandre
Bernardino dot Reit e silva, auditor de goerra in-
terino. /mz Domingues de franjo, capitao presi-
dente.Joc} de Souza Teixeira, capitao inlerro-
ganleFlix Josi da Silva, capitao vogal.Ga-
briel de Souza Cede.,teneu(e vogal.Victor Gon-
(alces Torres, alferes vogal.Joao Bibiano de Cas-
tro, alferes vogal.
Sentenr.a da unta de jvtlira.
Confirman! a seutenca do conselho de guerra, que
absolver o alferes do-segundo batalhao de infanta-
ria, Manoel Baplista Ribeiro de Faria, do erime por
que fora acensado, a visla da prova dos autos, e de
sua defeza. Mandam por tanto se compra a mesma
tenlenca sendo admitlido ao servico o dilo alferes,
que se justificara e se mostrara innocente.
Recife em tessaoda junta de justicia 3 de agosto
de 1854.Figueiredo*Souza.Oliveira. Cha-
by.Burlamaque.Rebello.Monteiro.
Astignado.Manoel Muniz Jacars.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do detalhe.
TRIBUNAL DA RELACAO.
SESSAO' EM 5 DE ACOST.
Pmidtnciado Exm. Sr. eonselheiro Azevedo.
As 10 horas da manh.1,1, achando-se prsenles os
senhores desembargadores Villares, Bastos, Lean,
Souza, Rebollo. Luna Freir, Telles, Pereira Mon-
teiro, Valle e SanliagO, o Sr. presidente declara
aberta n sesso na forma da lei.
EXPEDIENTE.
Foi ido em mesa um oflicio da presidencia, com-
municando que o bacharel Jos Bandeira de Mello
lomara posse do lugar de juiz de direito de Gara-
nhuns no dia 27 de julho prximo pastado.Foi
aecusado o recebimcnlo.
Julqamentos.
Appellaroes crimes.
Appellanle Jote Prospero Jehovat da Silva Craual ;
appcllados a juslica e parte ausente Jos Francis-
co Soares.I-'oi absolvido, reformando-se a sen-
lenca.
Appellanle Victorino Jos Gomes ; appellado o jui-
zo.Confirmou-se a tenlenca.
Appellanle o juizo ; appellado Jos Jovila.Jul-
gou-se procedente para ser submetlida a novo
jury.
Appellanle o juiz de direito; appellado Antonio
Francisco dos Santos.Rercrteu-se o processo
para vir por traslado.
Appellanle ojuiz de direito ; appellado Manoel Cor-
roa de Souza.A' novo jury.
Appellaote o juiz de direito ; appellado Joao Tava-
I nozerra uc i'igueired,, t..^-- ..piov-e*
j-dentc a appellacao.
Aggravos de pelicAo.
Aggravante Almeida e Silva ; aggravado Manoel
Alves.Nao leve provimento.
Aggravante o Visconde de Loures; aggravailo Joao
Carneiro Rodrigues Campello.Nao te tomou co-
nhecimenlo do aggravo.
Appellaroes civeis.
Appellanle D. Marianna Dorolhe Joaquina, lesta-.
menteira do finado Jos Francisco Balem ; ap-
pellado Joao Jos de Moracs.Confirmou-se a
senlenca.
Appellanle Jos Luiz de Caldas l.ins ; appellado
Manoel Jos Goncalves Braga.Foram despreza-
dos ambos os embargos.
Appellaote Antonio da Cunta Soares Guimares ;
appellado o solicitador dos residuos.Confirmou-
se a tenlenca.
Appellanle Antonio Joaquim de Souza Rebcllo ;
appellada D. Thereza Gonc,akes de Azevedo.
Confirmou-se a senlenra. *
Appellanle Vicente Jos deBrito; appellado o juizo
dos feilos.Confirmou-se a seutenca.
Appellanle Joao Ozono de Caslro Maciel Monleiro;
appellado Loiz Antonio Pereira.Reformou-se a
senlenca.
Appellanle D. Constanlina Jaeintha da MoUa ; ap-
pelladus Manoel Jos da Cosa e outros.Despre-
zaram-se os embargos.
Appellanles Alexandre Jos de Sant'Anna e sua
mulher ; appellados Vicente Ferreira Leal e ou-
tros.Desprezaram-se os embargos.
Appellanle o juizo de ausentes desla cidade ; ap-
pellado Luiz Gonzaga Cafarena.Foi confirmada
a senlenca appellada ex-officio.
Appellanle Jos Francisco de Sampaio ; appellado
Antonio Lopes de Queiroz. Reformou-se em
parte a senlenra.
Appellanle Antonio Jos Rodrigues ; appellada D.
Mara da Peoha.Reformou-se a senlenra appel-
lada, jolgando-se procedcnle a aceto proposla.
IMS CISMEMOS NFEL1ZES.
POR KATHANIEL.
0s bello rilan da lu inri 1.
A' entrada do antigo paiz do Perclie e na exlre-
midade destas planicies de Bcauce ritonhat e bellas
quando etilo cobertas de espigas, tristes e sombras
como 11 mar, por urna uoile sem estrella quando des-
pojadas de tena adornos ettendem sua superficie ne-
gra e plana lit tt linhat mais longinquas do hori-
sontc, a aldeia de Chaleauneuf moslra-sc como urna
jaagada cncalharta no icio do Ocano. Essa povoa-
rao que foi outr'ora urna cidade, e urna ciJade que
occapou um lugar na historia, atscmelha-se a um
fldajgo decahido.aquem o lempo lirou al ot ulli-
mot vestigios de teu primeiro esplendor. Todava
biii situaro entre moilas florista, torna-lhe a resi-
dencia mais agradavel do que a das villas d Beauce;
I orque essa provincia menos piltoresea do que fr-
til parece com as pestoas de Iralo solido, nat quacs
II Providencia nao oroou com os dout do espirito as
qualidadet do eoracao.
Foi tem duvida ola circumstancia vanijo>a para
a anliga capital do Thimerais, que allrahio pelos pri-
meiros anno* desle aeculo i aldeia de Chaleauneuf
madama de Saiteval, que ficra vinva aos vinte c
cinco annos, cora duat filhat. Possuind) poucos
bens e muito orgulho, a joven mai havia-s retirado
das sociedades ; porquanto prefera uccullar sua obs-
curidade em ubi* aldeia a morar em urna cidade
grande, onde sua vontade leria mulo que toDrer.
A niprle preinalara de Mr. do Saiseval, que en-
celara a carreirn das armas cum muito brillio fecha-
va dianlc da mulher o pomposo futuro que sonh-ra
catando com elle. Dizer que ella nao amava o ma-
ndo tora sahir dos limites da verdade. Elle era de
sua nlade, reuma a um espirito agradavel um cora-
rlo que vaha mais, e tinha urna statura e feicoes
capazos de faznr andar a roda tt cahecat de vinle
annosaindaasmaistolidas. Ora, madama de Saiseval
tinlia na poca de teu casamento dozenovs annos, e
era citada anles como modelo de graca, que como
modelo de razio. Foi em una cunl -adanti que nas-
cea o amor dosse par gracioso, e cuno a linda So-
phia tinha sido creada com muilo mimo, e os pais
rada lhe recusavam, forcoso foi ensa-la com o seu
lansador, ao qual amava com laotn ardor, quanlo
'avia amado sua primeira boneca.
0 uniforme astentava taolo em Mr. de Saiseval !
Glle valtava tilo levemente 1 Era lao bello sobre
sen eavallo andaluto, o qual pareca ufano decarre-
-> -"inelhaiile escudeiro 1 Aleni disto embora fotse
muilo joven, o gentil ajudanle de rampo promellia
des.11 -se aos mais alloa graos do eiercito. Em toa
primeira campanha toman urna baatteira aos iaiuii-
gos, e na segunda merecer os elogios do general
em chefe dirigindo seu regimehlo, cujo coronel aca-
bava de ser morlo. Em poucos anuos era provavel
que livette om nome celebre, urna bella posirao,
urna gloria europea e urna grande riqueza ; porque
nesse lempo os campos de batalha eram urna eslrada
que conduzia a tudo, e os offlciaes do imperio acha-
vam na ponta da espada ducados, principados e al-
guns al coras.
Taeseram as ideas que obravamsobrea imagina;ao
de Sophm. Em lodos os seus soohos de moca, ella li-
nha composto para si urna exislencia|bri!hanie e feliz,
rodeada de lodos os gozos da riqueza e de toda*|ai sa-
litfaees da vaidade. Achava niflo a realidadedesse
sonlcn, e apoderava-se della. Ella amava,pois.a Mr.
de Saiseval, porque via nelle a hroe de seu roman-
ce predilecto, amava-o porque elle tinha todas as
quaiidades. porque eslava em todas as condices,
qoe pdem lisongear a vaidade de orna mulher,
amava-o porque suat companheiras olhavam-na
com inveja quando elle dava-lhe o braco, porque
elle moulava superiormente a eavallo e dansava ma-
ravilhotameule, porque algum da havia de ser ao
mesmo lempo rico c honrado, ou para fallar fran-
camente Sophi,i amava a si mesma na pessoa de seu
uoivo, sua ternura nao era mais do que ogoismo, e
seu amor, amor-propro : o que he infelizmente a
historia de muitos amores.
Todava para um casamento dchaivo do taes aus-
picios, esse casamento nao foi muilo infeliz. Sophia
achou por acaso em Mr. de Saiseval reunidas ao seu
agradavel exterior as quaiidades solidas em que ella
nem linda cuidado antes de sua uniao. Elle ama-
va tcrnameule a mulher, e attribuindo sua moci-
dade os deleito-, que lnao poda deixar de sentir
nclla, punha toda a sua cniilianca em seu amor e
no lempo. Assim o joven par pareca ler s urna
vonlade, e a menor uuvcm n3o elevou-se jamis
em sua uniao.
Engano-me: urna vez smenle, e no fim da vida
de Mr. de Saiseval, ello leva urna disputa asss viva
com n mullier, a qual quera absolutamente que mu-
dasse de regiment, deixasse os dragues e passasse
para ot hussares, porque, dizia ella, este uniforme
lhe assentana incomparavelmenle nielhor. Mr. de
Saiseval, que era muilo alTeicoado ao regiment de
que viera a ser coronel, retttio muito lempo : mas
emfim como amava a mulher,e ot arrufo* atornavam
menos linda, cedeu a este capricho. Etta condes-
cendencia foi a causa indirecta de sua morte ; por-
quanlo na baialha de Eylau n regiment dos hus-
sares foi varrido quasi inteiramente pela arlilharia
russa, e o coronel pereceu pelejando a visla do im-
perador.
A dr de madama de Saiteval foi viva e sincera.
Perdcndo o marido ella perda ludo: teu amor da
riqueza, seus projeclos, suat etperancas, cumpria
renunciar a ludo. O nico aconlecimenlo que nao
tinha previsto, vinha como um trovan disperta-la
no meio de suas illutoes.
Um dote punco consideravel, urna pen-iio mes-
Designacoes.
Appellaroes civeis.
Appellanle JoSo Bernardino de Vasconccllos ; ap-
pellado o juizo dos feilos da fazenda gertl.
Appellanle Manoel Jos Ferreira Gusmao ; appel-
lados Dcane Youle & Companhia.
ApppellanlesThom Joaquim de Oliveira e outros ;
appellados Joaquim Manoel da Silva e oulros.
Appellanle Antonio Teixeira, thesoureiro do Senhor
do Bomiiin ; appellado Filippe Santiago dos San-
tos.
Revites.
Appellaces crimes.
Passou do Sr. detembargador Villares ao Sr. de-
sembargador Bastos a seguinle appellacao em que
sao :
Appellanle o juiz de direito ; appellado Jos dos
Sanios Marques Reg.
Passaram do Sr. desembargador Baslot ao Sr. de-
serabargador Leao as seguintes appellac,dea em que
sao :
Appellanle Manoel Caetano Gomes ; appellado Joa-
quim Pereira do Espirito Santo.
Appellanle Alfonso de Albuquerque Mello ; appel-
lado o juizo. i
Passaram du Sr. desembargador Leao aoj Sr. de-
sembargador Souza as seguioles appellaroes em que
sao:
Appellanle Jos Bernardo de Sena ; appellado o
juizo.
Appellanle Manoel Joao'do Nascimenlo; appellado
o juizo.
Passou do Sr. desembargador Telles ao Sr. desem-
bargador Pereira Monleiro a seguinle appellacao
em quo sao :
Appellanle o juizo cx-officio ; appellado o prelo Jo-
s, escravo de Manoel Mendos da Silva.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Monleiro
ao Sr. desembargador Valle as seguintos appellacOcs
em que so :
Appellanle o juizo; appellado Antonio Joto Leile
Brasil.
Appellanle o juizo ; appellado Antonio Soares da
Fonscca.
Passou do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago a seguinle appellacao em que
sao :
Appellanle Joaquim Ferreira de Moura ; appella-
do Claudino Corroa de Mello.
Appellaces civeis.
Passou do Sr. desembargador Villares ao Sr. de-
sembargador Pastos a seguinle appellacao em que
sao :
Appellanle a fazenda ; appellados Jos Antonio Ma-
chado e oulros.
Passaram do Sr. desembargador Baslot ao Sr.
desembargador l.eao as seguintes appellaces cm
que sao:
Appellanle Joaquim da Silva Morao ; appellado
Vii---.- 4 ...-- n-_-_
Appellanle Luiz Lopes, de Oliveira ; appellado o
cnsul francez.
Passou do Sr. desembargador Leo ao Sr. desem-
bargador Souza a seguiute appellacao em que sao :
Appellanles Joaquim Goncalves Bastos e outros ;
appellado Jos Pereira de Goes.
Passaram do Sr. desembargador Rcbello ao Sr.
desembargador Luna F'reire as seguintes appellaces
em que sao:
Appellanle Jos Candido de Carvallio Medeiros ;
appellado Albino Jote Teixeira da Cunta.
Appellaotet Jos Joaquim de Carvalho e sua mu-
lher ; appellado Firmino Alves Pequeo.
Passaram do Sr. desembargador Luna Freir ao
Sr. desembargador Telles as segoiotes appellaces
em que sao:
Appellanle o juizo do commercio ; appellados .
Leopoldina d Costa Kroger e herdeiroa do fina-
do Antonio Jos Alves Lopes.
Appellanle o juizo do commercio ex-officlo ; appel-
lados Kalkman & Irmos.
Appellanle Jos Dias da Silva ; appellado Joaquim
da Silva Mourao.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr. de-
sembargador Pereira Monleiro as seguales appella-
cOcs em que sao :
Appellanles Thjm de Su Cavalcanli e outros ; ap-
pellados Jos Machado da Silva e outros.
Appellanle Anlero Mililao dos Guimiraes Milla;
appellados Joaquim Raphael de Mello e sua mu-
lher.
Appellanle Jos Candido de Carvall Medeiros;
appellados, D. Candida Agoslinha de Barros e teo
lilho Jos Candido de Barros.
Passou do Sr. desembargador Perora Monleiro
ao Sr. desembargador Valle a seguiut; appellacao
em qoe sao :
Appellanle Manoel Goncalves dos Santos; appel-
lado Firmiano Jos Rodrigues Ferrei-a.
Passou do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago a seguinte appellacao em que
sao:
Appellanle o juizo ; appellada a vuva de Manuel
Lopes Machado.
Passaram do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Villares as seguintes appellaces em
que sao :
Appellanle Frederico Roblliard ; appellado Ma-
noel Lopes da Silva.
Appellanle Francisco Antonio de Carvalho Siquei-
ra 5 appellado Joaquim Duarle Piulo e Silva.
Passaram do Sr. desembargador Santiago ao Sr.
desembargador Villares as seguintes appellaces em
que sao :
Appellanle Gabriel Sogret Raposo da Cmara como
administrador de sua mullier e (utor dos fillios
della; appellada D. Mara Carolina Ferreira de
Carvalho por si c outros.
Appellanles Francisco Alves da Trindade e oolros ;
appellados D. Lourenca Isabel Xavier de Miranda
e oulros.
Appellanle Jos Feliciano Porlclla; appellado o Dr.
Joaquim Ferreira Chaves.
Levantou-seasetsao ai 2 horas da larde.
EXTERIOR.
quinha que ohlcve por favor, porque o marido tinha
muitos poucos minos de servico para a viuva ter di-
reilos: eis o que lhe rcslava, a ella que linha for-
mado para ti urna vida lao bella e tfio brilhante, e
que em suat horat de medilacao construa para si
um futuro lao feliz.
Este golpe foi tanto mais terrivel quanlo menos
esperado. Caliir Uo repentinamente c de tao alto,
ver dcsabar em um momento urna riqueza em que
tanto se confiava. nao ter mais em perspectiva se-
no urna vida embuciada, montona, retirada e scni
prazer : isso era para perturbar urna razao mais
solida, que a da joven viuva.
Acerescia quo nessa poca de desordem e de pa-
xao em que_ nao havia certeza do dia seguinte, a
educaran de Sophia nao tinha sido cimentada com
os principios religiosos que consolam c sustentara,
quando chegam essas horas de desespero em que nao
arliamos, mais em torno de mis rou-olarao nem
apoio. Madama de Saiseval nunca tinha pralicado
o christianismo senao como hbitos renascentes da
sociedade em que viva. Tinha louvado como qual-
quer oulra n Genio do Chrittianismo, quando sabio
a luz, porque era de bom gosto obrar assim ; porm,.
linha o louvado muilo mais do que lido. Apenas ti-
nha pastado pela visla o episodio de tala, a qual
achava muito escrupulosa, e o de Rene com o qual
laria querido coutradansar, se o houvesse encontra-
do. Seus sentimentos eslavam na flor da alma, as-
sim como suas ideas na flor da intelligcncia, ella ti-
nha urna certa seceura de eoracao, que a 1 nrnava
pouco propria para comprehender a religiao. -O1
chrisliauitmo s consista para ella em urna horai
passada na igreja no domingo, na volla peridica das
mesinas ceremonias, s quaes assistia mecanicamen- -
te e sem comprehend-las, em um lindo livro dou
rudo graciosamente sustido por urna man alva <;
meio fechada, e de cujas paginas as palavras sagra
das voavam para vircm-se por sobre os labios da lei-
lora sem penetrar lhe jamis no corarlo, (lomo lau-
tas outras mullicio., madama de Saiseval encaixava
sem o,saber um materialismo completo de espirito e-
de sentimento as frmasdo calholicismo. Era um -
dessas lindas paguas de que esto cheiat as igreja-
das grandes cidades, c que clevam s vezes a visla,
ao co, mas para fazer admirar a cr dos olhos.
Na prospcridade a joven viuva tinha-se esqueciJo
da religiao, assim na adversidade nao achou asilo
nos sentimentos e as ideas que nao havia jamar
comprehendido, e vo-se sem torcas contra o deses-
pero.
L'ma dociica aguda levou-a is portas do Inmuto,
e quando levanlou-se do leito de dor, linha perdido
a belleza de que era tilo orgulhosa, seus cabellos ne-
gros cojat longat trancas davam-lhe tanla graca ao
lindo rosto, linham embranquecido sbitamente, e
dessa alma roda pela magoa desse eoracao, profun-
damente disgustoso, linha-se elevado nao sei iiue va-
por corrosivo que liana feito em poucos mezPM a obra
de tongos annos.
Madama de Saiteval ficou desde eolio ciosla ao
triumpho insolente de suas rivaes e a alguma cousa
de mait insultante anda, piedade de tuat amigas.
Ella conheceu essas consolaces puumutet c essas
sympalhias crneis que augmelam aschigas do cora-
cao debaixo do pretexto de sonda-las D ram-lhc
conselhos bem generosos sobre a necessidade em que
ella se achava de conformarle com su; triste fortu-
na ; disseram-lhe que deva esquecer-eda vida que
tinha passado, pois oslempot eslavam nuito muda-
dos, e liveram o cuidado de recordar-llc quanlo sua
anlisa posirao era bullanle para que ccontraste lhe
lizc-se nielhor sentir quanlo sua nova fortuna era
tristee amarga. Todava houve urna lessas amigas
que levou a generosidade a ponto de popor-lhe en-
trar em sua casa para fazer-lhc rompaihia sob cou-
dicao de que se separara das doas fillis. Esta ac-
c>ao foi considerada sublime ; porm madama de
Saiseval que sabia que essa amiga era nulher de urn
homemcuja nio linha recusado nos das de sua mo-
cil] ade e de sua belleza, nao vio uetse ollerecimeiitu
sean urna vinsanca refinada vindadr amor proprio
de urna rival envergonhada de teriid> tomada ero
falla de mclhor,| e contente por lunflhar aquella
que lhe fura preferida.
A lrisle vuva aparlou-se, pois, (es lugares que li-
nham sido Ictlemunhas de sua bnv; felicidade, des-
pedio-se do suas cxcellentes amgis, as quaes nao
deixaram de contestar em segredo no dia seguinle ao
de sua partida, que a detgraca tnka-lhe irritado o
carcter, c que ella moslrava-sc puro digna da ami-
zade que lhe testemuhavam. tris dias depoit a
centura era mcnos|limida, e adninvam-se em alio
e bom soin da mullidan de deleites que linham desco-
berlo na pobre desterrada.
A desgrara lem islo de parlicuar d olhos de lyn-
ce aos que nos rodeiam para veten as sombras "de
nosso carcter, e feliz do proprit sd que nao (eme
um da de infortunio ; pois nesse lia seus ingratos
admiradores ajudados de mellioie lunetas, nao lhe
veriam mais senao as manchas. Estas crueldades
amigaveiscontra madama deSaissva., ultimas ps de
Ierra que lanc.amos sobre.aqucllis ^ie vamos sepul-
lar em uos-a indiOerenca alimciuvara a coversa-
c.io algum,,. nuiles. Oilo dias cepis nao se fal-
ln mais della ; tinham-na esoucido completa-
mente.
A casa a qnc a joven mai se retiara, era agrada-
vel, posto que mu modesta. Sitada nao longe da
bella floresta que eslende-se na xlemidade de Cha-
leauneuf, e serve como de parquet esta pequena
cidade, sCll aspecto tinha alguma usa de singular
que nao dcsagradava primeiravisla. Edificada
pouco a pouco sobre diversos plae sua architecturn
fecunda em extravagancias, refer; historia de sea
iirchilecto, o qual ao principio simios rendeiro, li-
nha posto sobre sua humilde casa Irrea um tocio de
colmo ; depois enriquecendo havi elevado an lado
de sua primeira cata oulra habitara, que oslcnlava
seu orgulhoso lelhado como ui homem de for-
tuna.
Madama de Saiseval ero seus nflenlos de alegra
A convenca'o entre a Austria e a
Porta-
S. M. o Imperador d'Austria, conhecendo que a
existencia do imperio ottomano, uos seus actuaes li-
mites, he necessaria para a nianulenc.o do equili-
brio entre os estados da Europa, e que cm particular
a evacuarau dos principados danubianos he urna das
condicoes da inlegridadedaqi'iclle imperio,estando
alm disso prompto para cooperar pelos meios sua
disposrao as medidas propriasa asseguraro objec-
lo do accordo eslabelecido entre os gabinetes e as
altas cortes representadas na conferencia de Vien-
na ; sua magestade o tullo, pela tua parle, lendo
aceitado este offererimento de operarn amigavel-
mente proposlo por sua magestade o imperador
d'Austria,julgou conveniente concluir urna con-
vencao, afim de regular o modo pelo qual a coopera-
Cao de que te traa deve ser effecluada. Nesle in-
tuito sua magestade imperial o sultao e sua mages-
tade o imperador d'Austria noraearam os seus pleni-
potenciarios, a saber, sua magestade imperial o sul-
lui, Muslapha Reschid Pacha, seu ministro dos ne-
gocios eslrangeiros, etc., e sua magestade o impera-
dor d'Austria,n baro Carlos de Bruck.seu internun-
cio e ministro plenipotenciario jonto a Sublime Por-
ta, etc., ot quaes, lendo trocadoos seus poderes, que
foram encontrados em boa e devida forma, concor-
daram nosartigosieguintes:
-.< 1. Sua magestade o imperador d'Austria se o-
briga a exgotar lodos os meios de negociacao e oulros
para oblcr a evacuarao dos principados danubianos
pelo exerclo estrangeiro que os oceupa, e al empre-
ar cm caso de necessidade, o numero de tropas ne-
cesarias para alcanrar este resultado.
a 9. P~-ooeer, exclusivamente nesle caso, ao
commandanle em chefe imperial (austraco) diri-
girs operac.es do teu exercilo. Enlrelanlo. este
ullimolera o coiaaou uc waiaT no lempo .icriuo,
ao commandaote em chefe do exercilo ollomano
acerca das suas operaees.
3. Sua magestade o imperador d'Austria se obri-
ga a restabeleeer, por accordo commum com o go-
verno ollomano nos principados, e lano quanlo for
possivel, o estado legal dos negocios, tal como resul-
ta dot privilegios defendidos pela Sublime Porta re-
lalivos administraran daquelles paizes. Todava as
autoridades iocaes dest'arte constituidas nao esten-
dero a sua accao a ponto de aspirar exercer superin-
tendencia sobre o exerclo imperial.
4. Alera disso a corte Imperial d'Austria se obri-
ga a nao enlrar com a corle da Russia efn projecto al-
gum de ajuste,que nao lenha por ponto principal os
direilos soberanos de sua magestade imperial o sul-
tao e aintegridade do seu imperio.
5. Assim que o objcclo da presento convenro
for alciincado pela conclusao de um tratado de paz
entre a Sublime Porta e a corto da Russia, sua ma-
gestade o imperador d'Austria tratar de retirar as
suas torcas do territorio dos principados dentro do
prazomais enro possivel. Os promenores conecr-
nentes retirada das (ropas austracas formaran o ob-
jecto de um especial ajuste com a Sublime
Porla.
a 6. O governo de sua magestade espera que as
autoridades dos paizes temporariamente oceupados
pelas tropas imperiaes proporcionaro toda coadju-
varo c facilidade, tanto a respeito da sua marcha,
dos seus quarleis c dos seus acampamentos, como a
respeito dos seus meios de subsistencia e do sustento
dos seus cavallos, e a respeito das suas communica-
Coet. O governo austraco espera que todas a exi-
gencias seru attendidasrelativamente s requisices
do servico que forem fetas peloscommandantes aus-
tracos, quer ao governo ottomano pelo internuncio
em Constantinopta, quer directamente s autorida-
des Iocaes, salvo quando motivos de grande impor-
lancia lornarem impossiveis a respectiva execucao.
Fica entendido que ot commandanles do exercilo
imperial manieran a mais estrela disciplina entre as
suas tmpas, e respeitaran, e ordenaran que se res-
peito a propriedade, as leis, a religiao e os usos do
paiz.
7. A presente convencao ser ratificada e a ra-
tificaran trocada em Vicua no esparo de qualro se-
manas inmediatamente, se for possivel, depois da
data das assignatura*. Em f do que os respectivos
plenipotenciarios assignaram este documento, e im-
primiram os sellos respectivos.
ir Dada em duplcala, em Bayadjikrui, al4deju-
nho de 1854.
iBiom-
O TRATADO AUSTRACO E PRUSSIANO.
O seguinte he urna tradcelo do artigo addicional
ao tratado entre a Austria e a Prussia, datado em
20 de abril de 18") i___
i< Segando s condic&es do arligo II do tratado
concluido boje entre sua magestade imperial o im-
perador da Austria e tua magetlade el-rei da Prus-
sia para o estabelecimenlo de urna allianca offensiva
e defensiva, a mait intima intelligencia acerca da
evcnlualdade quando um movimento aclivode urna
das altas partes contratantes prescrever oulra a
ohrigacao de mulua proleccao ;do territorio de am-
bas, consisti em formar o assumplo do especial
acord que deve ser considerado como urna parte in-
tegral do tratado.
a Suas magestades nunca se esqueceram da consi-
derado da que a indefinita conlinuacao da oceupa-
cao dos territorios do baixo Danubio, sob a sobera-
na da Porta Oltomana, pelas imperiaes tropas rus-
tas, poria em pergo os interesses polticos, moraes e
maleriacs de toda a confederaco germnica, dos
seus proprios estados, e mais anda proporrao que
a Russia for exlendendo as suas operares militares
sobre o territorio torco.
As corles d'Austria e da Prussia se nncm no de-
seju de evitar qualquer parlicipacao na guerra qoe
arrcbenlou entre a Russia de um lado, e Turqua,
a Franca e a Graa-Brelanha do oulro, e ao mesmo
lempo contribuir para a restaurado da paz geral.
As duas cortes mais especialmente consideram que
as declaraces ltimamente fetas em Berlim pela
corle de S. Petersburgo sao um elemento importan-
te de pacilicacao, o leriam de lamentar se acaso se
nao verificasse a influencia pratica deslas declara-
Cues. Segundo eslas declaraces. a Russia parece
considerar o motivo original do ocrupacao dos prin-
cipados como removido pelasconccsses actualmente
fetas aos subditos christaos da Portavp que oflerece
esperanra de realisaco. Por tanto, as duas cortes
esperam que a resposla que se aguarda do gabinete
da Russia-s proposicoes prussianas transmillidas a 8
Ibes uilerera a garanta necessaria para urna inme-
diata retirada das tropas russas. Na hypolhese de
que esta esperanca seja Ilusoria, os plenipotenciarios
Humeados, pela parle de sua magestade o imperador
d'Austria, Freiherr baro d'Hess e o conde Thun, c
pela |iarle de sua magestade el-rei da Prussia, o
barao Manteuffcl, eitabeleceram o acord mais cir-
cunstanciado acercarla eventualidade alludida ao
hoje :
a Arligo nico.
a O imperial governo austraco, pela tua parle,
tambem dirigir una communicaeo a imperial
corte russa, com o flm deobter do imperador da
Russia as ordens necestariat para que se suspenda
immediatamenle qualquer marcha ulterior dot mus
exercilos tebre o territorio turco, e te exijam de tua
magestade imperial tuffieientet garantas para a
prom pa evacuae o dos principados danubianos; e
0 governo prussiano,da maneira mais emphalica, de
novo apoia eslas communicares com referencia t
suas proposlas ja enviadas S. Petersburgo. Se a
resposla da corle russa a estes actos dos gabinetes de
Vienna e de Berlimo qoe he contrario etpecla-
1 iva,nao for de nalureza tal que Ibes d plena sa-
lisfacao acerca dos dout pontos cima mencionados,
as medidas que forem tomadas por urna das parles
contraanles para sua consecucao, segundo os ter-
mos do artigo II da allianca oRensiva e defensiva
assignada hoje, serao no sentido de que qualquer
ataque hostil sobre o lerritorio de urna das partes
contratantes ser rcpellido com todas as torcas mi-
litares disposieo da oulra.
a Mas um mutuo movimento ofTensivo he estipu-
lado smenle no caso da encorporaco dos principa-
dos, ou no caso de um ataque na passagam dos Bal-
kans pela Russia.
A prsenle'convencao ser submeltida ralifi-
raco dos altos soberanos simultneamente com 0
tratado cima mencionado.
Dado em Berlim, a 20 de abril de 1854.
aHess.
a't'hun.
aManleulfel.it
(Tlie European Times.)
eoslava de repetir que lameotava muito que a mor-
te houvesse ohrigado o archileclo a parar ah. Por-
que, dizia ella, um anno depois viria a ardosia, e es-
se bomhomcm lendo comecado por Brimboriou leria
acabado por Versalhes.i) Um pequeo pateo com
om desses pocos de manvella usados cm Beauce, on-
de a agua he tao rara que faz-se mislcr imitar o fata-
lismo turco que contempla ns incendios de bracos
cruzados e dcixa-os accommodar-se com a chova ;
um banco de relva assorabrado por um caslanheiro
magnifico, um jardira de ineia geira plantado de ar-
vores fructferas e encerrando no meio urnalagoa pro-
funda rodeada de bellas tilias, e para a qnal desca-
se por uns dez degros, mas onde s havia agua nos
dias do invern,ao longodos muros taladas carrega-
das de fruidos, na exlremidade um pequeo bosqtte
e um kosque separado do pomar por grades de ma-
dera pelas quaes trepavam verdeselhas. Taes eram
os accessoros da habitaran em que madama de Sai-
seval deva esqueccr seus hbitos deluxo, e seus so-
ohos de grandeza.
Os priineims annos que ella passou nesses lugares
foram tristes e longos. As chagas de sua vaidade
eram anda lao rcenles, e a lembranca dos dias de
prosperidade lao presente 1 Alm de que ella eslava
nessas disposices de espirito, em que procuramos a
solidan, e gostamos de cevar nossa magoa, em que
adiamos nao sei que satisfarn cm exagera-la,, em
que empregamos amor proprio emdizer-nos e jul-
gar-nns a mais desdtosa de todas as crealuras, em
que agastamo-nos com os que emprchendem conso-
lar-nos e diminuir nossa dor, como com quem nos
roubasse urna parle de nosso patrimonio. Com ef-
feilo com o lempo a desgraca lorna-se um oflicio co-
mo ludo o mais. Aferrumo-nos nossa posirao de
pessoa infeliz, porque estamos habituados a ella, e o
habito he cousa lao poderosa sobre nossa nalureza
que a amolda a Indas situaces o faz queache urna de-
licia secreta at na dor.
Em teus anuos de solidan madama de Saiseval oc-
cupou-se nicamente da oducaco das lilhas. Anua
e Mara eram as duas meninas mais lindas de toda a
vi/.inbii nra. Anua, um tanto seria para a sua idade,
linha umadessaslphysinnomias profundaserefleclidas
que tanto agradam em urna poca da vida, na qoal de
ordinario sacha-se alegra, estouvamente e irrellc-
v.o i. Seus grandes olhos negros inlimidavam quasi
aquelles em que ella os litava, tanla razao precoce e
intelligencia exprimiam. Todos os teus gestos, todos
os seus movimenlos eram cheiosde urna nobreza in-
fantil, havia certa gravidade em seut brinqnedos, c
a mai dizia que nunca linha visto folgar mais mclau-
colicamenlecom boneca.
Mara era o contraste vivo de sua irmaa primog-
nita. Uis'inha, leviana, negligente e caprichosa como
as gazellas, e eslouvada ella ia, vinha, e corra, sem
parar um moraeulo os pes sobre a relva, nem o
espirito sobre urna idea. Por muito lempo ella ao
conheceu dous sentimentos serios, sua a lie rao pela
ini. e seu amor pela rmSa. S Anna poda obter
algoma altenco desse carcter eslouvado e dessa
suate*
LIVERPOOL.
9 de Jalbo.
Dzem que a 29 de junho a frota combinada, sob
at ordens de sir Charles Napier, eslava fra de
Croustadt, e se aguardava um ataque geral oo dia
seguinle. Se esta noticia se verificar, lalvez posta-
mos tabe-la anlet que esto artigo teja publicado.
Como quer que seja, estamos bem informados
que o governo medita algum golpe serio ; o hu-
mor do gabinete rusto, he cabalmente eslabeleci-
do nat ntimares austracas. Neste ioloito, em vea
de retirar parte da nossa esquadra do Bltico o da-
qoe de Newcasllc julgou prudente reforca-la com
efiieacia. Seis ou oito naos de linha, com urna for-
ra adequada de fragatas e de pequeos vapores de-
vem ser inmediatamente preparados como reserva
do esquadrao da cosa de Inglaterra. O primeiro
servico das naos ser transportar om grande corpo
de tropas francezas de Cherboarg ao Bltico, preci-
samente pela maneira delicada que sugerimos ate-
mana patsada.
Reclama-se com urgencia urna forja terrestre no
Bltico, e temos dito freqoenlemenle que om con-
sideravel corpo de tropas devia ler acompanhado a
expedicao. Alm da torca naval addicional, dous re-
giment* de cavallaria, inclusive os Scots Greys,
e cinco regimenlos de infantaria, com um batalhao
completo da brigada de atiradoret tiveram ordem
para embarcar inmediatamente para o Oriente, e
vapores de primeira classe devem coodozi-Ios quan-
lo antes ao seu destino. Dentro em pouco o exerci-
lo anglo-francez no Oriento montar a 150,000 ho-
mens, a flor dos exercilos iuglez e francez. Ot Tur-
cos tem pelo menos 130,000 bous toldados na linha
do Danubio, sommando tudo, inclusive at torcas
austracas 600,000 homens. Se tambem acresceu-
tarmos o exercitofprussiano, que indubilavelmento
ha de ser chamado no momento em que os Austria-
eos enlrarem em lula com o inhnigo, haver mais
de um milhao de homent para combater com o
Russos, nao metiendo em canta os exercilos que et-
iao na Asia e as esquadras navaes do Mar Negro
e do Bltico.
O attedio de Silislria foi levantado a 26 de junho.
Segundo o admiravel summario dos successos do at-
sedio at 10 de junho, dado pelo correspondente
do Times, um valenle oficial encerrado na fortale-
za, he fra de toda a duvida que a praca foi accoro-
mellida por 100,000 homent, os quaes devem ler
sido decimados pela arlHharia destructiva da guar-
nirlo. Nao duvidamos que 10,000 Russos tenham
perecido, mas quando ot sitiadores ouviram dizer
que os jaquetas vermelhas avancavaro, levantaram
o assedio e se reliraram. E na verdade, os sitiado-
res e todas as torcas rutea, te tem retirado para as
linhat fortes qoe oceupam toda a exteno longitu-
dinal da Moldavia, o qoe a separam da Val-
lachia. Em vez de alravessarem o Prnth na Bessa-
rabia, os Russos eslAo com effeito reunindo oiuUs
forras na Moldavia, e dest'arte a noticia do czar ler
alravessado o Prulh, em consecuencia de alia con-
siderarlo para com a Austria, he urna chimera.
Segundo o procedimeolo das tropas rostas, pares
ce que ellas leucionain parar as fronlciras, posto
que diflcilmente acreditemos que o czar arrisque
urna baialha regalar naquelle terreno. .
_.? 9flT''B"'" < i""* niiiin , conceilo nao professional, parece antes ler por objec-
lo dar urna demonslrac3o em soccorro de um ulti-
mo esforc diplomtico, do que affronlar em urna
posicao favoravel as torcas combioadas da Austria,
Turqua, Franja e Inglaterra. O general Niepokoit-
chylski succedeu ao general Luders no commando
do."." corpo do exercilo russo, que, conforme todas '
as noticias, voltou para Pioiesli e Kimpiua, eviden-
temente retirando-se para Moldavia. Assim todas as
torcas russas esiao collocadas ao longo das fronlei-
ras occidentaes da Moldavia, desde o ponto de Che-
rnovilz al Foschianv. f ncontestavelmente esta po-
sicao foi tomada com o ioloito de coadjuvar os es-
forcos do principe Gorlschakon" ( o diplmala,1, que
chegou em Vienna com a resposla final do czar.
No momento em qne estamos escrevendo, ainda
nao se sabe que resposla ser esta, mas ditseram-
nos que o principe he o portador de orna carta aulo-
graplia do czar ao imperador d'Austria. Ainda nao
sabemos qual he o conteudo desla carta, mas espa-
lhou-se o boato de que o czar assegura que retiran-
do-se da Valachia,|e deixaudo livres as passagens do
Danubio, satisfar plenamente s razoaveis exigen-
cias da Austria. Se for verdade que o czar ainda se
abraca com a occupacSo da Moldavia como urna
garaotia necessaria du um tratado futuro de paz, he
claro que elle pretende Iravar goerra com a Aus-
tria, e com toda a Europa, poa que a evacuacao da
Moldavia he de maior importancia para a Austria
do que a evacuacao da Valacbia. Preferimos espe-
rar um ou dous dias para asteverar olucialmente
qual he na realidade a resposla do czar.
Agora que o barao Mev endorf foi substituido pelo
principe Gorlschakoff em Vienna, parare inevitavel
um franco rompiraenlo entre a Austria e a Russia.
O baro Hess, que loma o commando das tropas
austracas, j parti de Vienna para o campo, ehoje
nao duvidamos que urna vasta torca austraca tenha
entrado na Valachia pelo lado do Danubio, ao pas-
cabeca louca. Posto que a irmaa tivesse apenas dous
annos mais que ella. Mara linha-lhe certo respeito,
cria em sua superioridade, tinha o instincto de sua
intelligencia precoce. Anna era a confidente de suas
travessuras, e sua protectora jonto da mili ; porque
madama de Saiseval mottrava urna preferencia ma-
nifesla pela filha primognita. Com ludo nao havia
rime enlre as duas irmas. Mara amava tanto
Anna, que achava muito natural que esta fosse um
tanto mait amada que ella. Alm disso a nalureza
linha derramado seus dont com tanla igualdade
sobre essas duas liadas meniuas que ellas nada linham
que invejar entra ai. Se Mara dansava com mais
ligeireza, Anna annunciava mais disposiro para a
msica, e se Auna era mais formosa, Mana era, mais
linda.
A medida que as filhas sahiam da infancia, ma-
dama de Saiseval senta que haviam anda la ros que
podiam prende-la vida. Sua vaidade de mii linha
deque eslar salisfeita ; ella gozava das gracas nas-
centes de suas filhas, e quando as conduzia pela uno
para o laboleiro de relva em que lodos os domingos
o povo dansava ao som de urna rabeca de harmona
equvoca, ficava orgulhosa vendo at mais olharcm
para as duas meninas com inveja, sim, quasi lao or-
gulhosa como no lempo em que joven, be'la e ad-
mirada embriagava-se com as homenageiis da mul-
lidao, e com a humithaeao de suas rivaes cm um
baile de que era a rainha.
Entao tornando a eomecar sobre a cabeca das duat
filhas o< sonhos que lhe linham surlido lao mo ellei-
lo, consolava-se de suas dures compondo-lhet um
destino brilhanle, reviva ncllas, mirava-se em sua
belleza, em tua mocidade. e dizia com sigo qoe
ludo nao eslava ainda perdido, que se tinha sido mu-
lher infeliz, seria mai ditosa.
Nesses momentos de alegra ella aperlava as filhas
sobre o cnrac.io com maior effuso que de ordinario,
e (cr-lhes-hia agradecido o serem tao lindas. Com
(aulas gracas e lao hrilhanles quaiidades era impot-
sivel que alguns bellos casamenlos mo aguardassem
ambas : Auna sobretudo, que aprovetava lano a
educacao maisexplendida do que solida que a mai
lhe dava, Anna que promellia ser algum dia ama
dessas formosuras deslumhradoratqueainguem pode
ver com indiflerenca, algum grande personagem a
faria subir desposando-a, unir posirao digna della,
encontrara um desses militares valerosos o felizes,
que enriquecidos pela victoria voltavam para a
Franca trazando um bello nome e magnifu.a opulen-
cia; com que o imperador te comprazia de recom-
pensar os serviros de seus companheirot de armas.
Madama de Saiseval que lia romances com as fi-
lhas duranle lodo o lempo quo n3o empregava em
rompor este oulro romance de seu futuro, a torca de
entreler-se oessasWas, vcio a loma-las por preseo-
tmentos. Alero disso como todas as pestoas de
imaginaran viva, ella era um tanto supersticiosa, e
um incidente mu leve na apparencia contrilmio
na mantel asaltas espera mas cpis concebera pelo
uluro de sua filha primognito.
Est tinha de idade apenas dez anuos, a a irma
oilo, quando um bando desses ciganos qoe preten-
den! descender dos Mouros expellidos de Ilrspanha,
alravessou a provincia que habilava essa pequea
familia. He grande novidade am urna aldea a che-
gada desses homens de lez alaranjada, de aspecto
estranho e de vestuarios eslravagantes que parecam
condemnados desde a lomada de Granada-a-Hella,
vida errante e ao desterro eterno a que um deSreto
divino condemnou os Judeos. Todo o povo foi ver
seu acampamento entrada da floresta perlo de
urna vasla casa de campo denominada no lugar a
Crande Nu, e por essa curiosidade de futuro que
atormenta os espiritos, nao houve mi que nao qni-
zesse trocar algumas moedas pela salfacao de ouvir
predizer urna alia fortuna para teus lilho. Ora como
os ciganos eram muito pobres, e nao linham oulra
moeda com que obtivessem os vveres da que care-
ciara senao predceles e promessas, nao foram ava-
rentos e pagaram suas despezas com horscopos fa-
voraveis, especie de leltra de cambio que o futuro
nem sempre aceita.
Madama de Saiseval nao foi a ultima que levou
suas duas filhas s tondas desses vagabundos. Ella
permillo que a principal adevinha do bando, hor-
rivel furia de cabellos desgrenhadot e olhos pene-
trantes, cujas nios amarellas e rugosas assemelha-
vam-se mais as garras de Satanaz do que a nios hu-
manas, esludaste as linhas do deslino sobre a mJo
alva c rosada de Anna, a qual eslava daule della
como um bello aiijo em face da um horrendo demo-
nio. Quanlo Mara, apeoat avistara a feiliceira,
fugra aterrada e ligeira como urna corsa, e volltra
coi rendo para casa, donde n3o quiz sahir senao de-
pois que lhe asseveraram que o bando tinha-se re-
lirado.
A velha cigana e-l ulou a mo de Anna. depois fi-
lando seus olhos -ri oli II,udes sobre o delicioso sem-
blante da menina, exprimi na vista o odio e a in-
veja que a velhce c a feialdade lem muitas vezes a
mocidade e a formosura, e disse : minlia bella ao-
nhorinha, ha sobre sua mao duas linhas que se com-
hatem, o s no fim de dous annos poderet ver qual
das duas prevalecer.
O que posso dizer-lhe agora he, que urna conduz a
ama alia fortana, e a oulra ao hospital: escolha !
Pronunciando esse orculo a cigana tem duvida
quera tmente ter o prazer de aterrar a mai e a
linda menina, ganhando ao mesmo lempo a peca de
vinle sidos que via brilhar-lhe entre os dedos. Com
ludo havia alguma cousa de solemne em sua voz
quebrada, e a pezar dot andrajos de que eslava co-
berla, pareca lo respeitosa que (er-se-hia dito que
ceda a urna illuminarJo repentina, e que dispunha
do futuro. Madama de Saiseval s vendo um lado
possivel na predcelo, o que annunciava urna alta
fortuna sua filha, agradeceu feiliceira, deu-lhe o
duplo ilo que luha-lhe destinado, e voltou para casa
mais convencida que nunca, de que todas as saas s-
pei ancas je realisariaui algum dia.
( Continuarse-lia. )
'** v ^aflaMaMa


%
DIARIO OE PERMMBUCO, QUARTA FEIRA 9 D AGOSTO DE 1854.
o que as forras anglo-francczas e turcas alravessa- roe de responsahilidade proferidosnesses aunas pelos
rao o rio pela parle rilis baixa. Ai tropas russas
lia Valachii sao descriptas como eslando inteira-
incnle interceptadas, c o mui oonhecido escriplor
do Medical Journal em Vicnua, posto que nitotrja
uloridado mui aulhenlira, diz, ao userever a sua
cariada despedida ao ai aroparwnto runo, o nm
mo espirito apOMOii-se do dossc oxercilo, toda
tu ftida dotnotto generis rao (oran* tatuada
pelas baila turca.
Se o czar der lisonger.i uuc;Io sua alma de
quo a Inglaterra e a Franja, ou memo Austria,
se contentam com ama fingida evacuarlo da Valo-
cliia, conservando* Moldavia, h claro que a sua
razSo est alterada. Presentemente nao ha nada que
impeca os Inglezes, que to mondando as boceas
do Dnister, de desembarcir abi um exercio, e del-
ta arte coltocar o exercito na Moldavia entre do us
fogos, e completamente coi lar a retirada do exerci-
to no ulirudska.
Estamos totalmente ser/ nolic as dos movimenlos
do exercilo anglo-francez nu inabio. Os boalos
que correm quasi que nao s3o dignos de oiencfio.
Nada lera sido pralicado pela (rota, L'ma divido
da esquadra russa, aegundo dizem, sabio de Sebas-
topol,e fuera rogo sobre Ira fragatas que esi avaro vi-
giando o porto. O Furiotit soilreu algn damno.
O inimigo cin breve voltou para a porlo. Nao
acreditamos no ataque projeclado sobre Aapa, lia
rousas mais importantes que oslan mais prximas.
Precisamos que as boceas do Danubio sejam aber"
tas primeiro que ludo. Os Francezes enviam i
toda a pressa reforro que se dirigem direcla-
rnenle i Varna sem puar em Constanlinopla-
A divisAo do general Bosque! chegara em Andria-
noplee parti para Schumla, dahi iudubtsvelmenle
um movimento combinado das tropas turcas com
os alijados em Varna sera executado com directo
ao Danubio. Admira-nos nicamenteque nao te-
nhamos algumas noticias mais circumstanciadasdo
que agora se.est pralicar do. raes eslo todos em seas pistos o, indubitnvelraente
d.ir.io a ordem para marclar no momento era que
os Austracos se moverem abaixo do Danubio. As
noticias da fronteira asitica nao sao mui satisfacto-
rias. Parece que ha urna ausencia total de previ-
sao nos Imovimenlos ,m Miare, tentados. Alguns
competentes ofliciaes inglezes e francezes devem ser
maudados ao lugar.
Tamben) nao temos noticias deSir C. Napier. Bo-
marsond, umcastello forlenas ilhas Aland, fui prs-
peramente bombardeado por duas fragatas, mas an-
da nao ouvimos fallar de occnpacAo algnma da ilha.
Be mui dcsrjavel que um forle corpo de tropas clie-
guc no Bltico sem demora. O czar esta empregan-
dn lodos os esforcos- paraganhar lempo.
Urna insurreicAo seria arrebenlou na Ilespanha.
O general O'Donnell sahic de Madrid i frente de
dous regimenlos insurgentes a 'J8 de junho, e toda a
Hespanha foi declarada em estado de sitio. A rai-
nha enlrou na capital por Atocha, e foi bem recebi-
da. Como algumas fon;as da guanite/ta ficassem
fiis sua causa, por mui tos dias recelamos urna
guerra civil. As ultimas nolkias annunciam que
no dia 30 do mez passado um reconlro sngrenlo te-
Te logar entre as tropas da rain ia, e os insnrgenles
soDreram grandes estragos. Os ltimos despachos
telegraphicos de maneira algma dao a crer que a
insurreirSo esteja concluida, pois que o governo es-
perava retorcos de Sariguea e de Valladolid, que
podiam unir-s aos insnrscnt contra. A terrivel depravarlo da corle hespanhola
contribuio em muilo para este movimento insurrec-
cionarlo, mas sospoilamos que o general Narvaez
esta involvido na questo. Nesta conjunctara, urna
convulsiona mai patria indica que as colonias cslfio
amcaradas, e as correntes da lula parecem dirigir-se
com grande abundancia.
{dem.)
A profunda tranquillilade, quaoEgypto goza ha
muilo lempo, acaba de ser perturbada momentnea-
mente por urna lula sanguinolenta, que le\e lagar
dos prime iros diat do muz, na fronteira do dcserlo
prximo de Alexandria, entre duas tribus de Bedui-
nos, os Beni-AI ie os Beni-IIassan. Eis-aqui o que as
cartas que recebemos de Alexandria com data de 18
de junho, nos dizem a esto respeito :
Os Beni-Hsssan desceran) do Fayoum em nume-
ro de ti a,7,U00 homens e accommetlerain de sor-
fra das poscdes,que oceuparo de auliga tala no fim
do deserto, que extrema com c destricto de Alexan-
dria, e para onde os aggressons desejarnm repel-
li-los. A cohioa excitada entre a maior parle das
tribus do Alto-Egypto pela siluaco relalivamenle
raui|o prospera, que a vizinha uca da maior cidade
commerciante de Egypto crea para os Bcni-Ali, pa-
reca al cerlo ponto ser a causa real diquelle ata-
que. Com effeito os Beoi-Ali liram bstanles van-
lagens de suas relac^es diarias com a popularan in-
dgena e europea de Alexandria; ellos Ihe forne-
cem urna grande parte do gado, que consom, dos
animaos de carga, e realisam lucros, que augmen-
tan) cadanno, e os prendem irresislivelmenle ao
solo, que ellesse tem acoslum.ido a considerar, eomo
sua propriedade. Alem disto, resullou desse estado
de cousas laes retaces de amizade e de boa iolelli-
geucia entre os Beni-Ali e os Alexandrnos, que a
vi/inhanra dos primeiros conititue urna verdadeira
garanta de seguranca do lado do deserto, que nAo
ha sortedebons officios, que id les nao presterc aos
europeus. Mas a repulsao que o vice rei experi-
menta da cidade de Alexandria, invadida pelos in-
fiei, cuja prosperdade progrde constantemente e
parece zombar dos embancas de toda a especie, que
lhessuscita o mao querer daquclle principe, esta re-
pulsao lera reagido, como se afilrma, contra os Be-
ni-Ali, e Abbas Pacha v, ha muilo lempo com um
olho invejoso suas retaces cordeaes com os habitan-
tes de Alexandria, Foresta razAo pode-se crer, e
esta he a opiniao peral,que o governo egypcianonAo
heinleiramenle estranho a aggressao dos Bcni-11 as-
san, que nao lerism onsado tentara empreza, se nao
se livessem assegurado antecipadamente das disposi-
coes favoraveis do vicc-rei. Dizem al |que Ibes
nao fallaran) excitarOes, e que al se lhes for-
neceu secretamente municie de guerra. Seja co-
mo for, os Beni-Ali fizeram urna vigorosa resisten-
cia : combates encarnizados foram peleijados ate
junto de Barol, pequea po roarao composta de ha-
bilacoes de estio ullimamenti! conslniidas por euro"
peas, e distando cerca de 4 Udmetros de Alexan-
dria, na estrada desla cidade para Rosetta.
A popolaco agitoii-ne com este oslad j de cousas,
que se nao tinha msis renovado desde a adminis-
trarn inteligente de Mahonet Ali, e o governo
principio, espectador impasHvtl, vendo a lula pro-
longar-se nao obstante as suas previsoes, entendeu
porfmqae devia iolnrvir. Enviou liara aquellas
paragens alguns corpo; de albanezcs irregulares, os
quaes sob pretexto de separaros combe lentes, espo-
saran a causa dos Beni-Hassin e enlregaram-se pi-
Ihagem, segando o se cosame ; porem paguram
caro, niuilos delles ficaram no campo da balalha.
Tinha-se fallado na expedic.o de 3,000 homens de
tropas regulares, mas parece que sua presenta se
loruoa intil por causa da vanlagem que (icaria de-
liniliviimente aos liei i-Ali. Seas iniaaigos seriam
obligados a retirar-se.eoshefes das tribus foram
mandados para o Cairo. ,
Tem chegado ao Ecypto urna qaanlidade prodi-
giosa de peregrinos algernos, marroquinose lunscn-
ses ; a cidade de Alexandria se acha literalmente
apinhada de povo. He um laclo que cada auno seu
numero cresce, grabas facilidade e a rapidez das
cnmmuiiicacOes entre a cos; da Barbaria eo Egypto.
Os habitantes do littoral septentrional da frica em
pouco lempo tarto abandonado completamente as
tengase pergosas jornadas taitas pelas caravanas do
interior. Pode-se j calcular em 4 ou 5,000 o nu-
mero dos peregrinos barberescos, que atravessam
animalmente o Egypto de Alexandria a Suez para
irem a Mecca, e vollarem pilo mesmo caminho.
( Jornal des Dtbatt. )
juizes de dircito.Fica o senado inteirado.
Sao elcitos por sorle para a doputacAo que tem de
receber o Sr. ministro da guerra, os Srs. Tosta, Ver-
gueiru e Lopes Gama.
Fica o senado inteirado da participarn de iucom-
modo de saude do Sr. senador Araujo Vianua.
Sao lidos os seguinles pareceres:
1. Foi presente a commissao de legislado o re-
querimento do provedor e mesa da irmandade do
Santissimo dai freguezia da Candelaria desla corte,
como administradores dos bens do hospital da ca-
ridade, e dos administradores do hospital dos lazaros
noqualpcdemdispensa as leisd'ainorlisaiopara po-
derem conservar por mais de anno, e dia ou alienar
a casa deixada em uso fructo Antonio Ferreirt da
Rocha, com a clausula de passar porseu fallecimen-
to para as referidas duas irmandides, sem que estes
podessem vende-la em lempo algnm. Foi tambem
presente mesma commissAo oulro requerimento so-
bre o mesmo objecto, da viuva e filhos do dito nso-
fruclurario Rocha, noqnal allegara a inconveniencia
daquelle pedido por se adiar tal negocio pendente
do poder judiciario, perante o qual trstam de mos-
trara nullidade do referido legado, leudo j havido
um parecer da respectiva commissao desla augusta
cmara por ella approvado, e neste mesmo sentido.
Parece a commissao que se nAo deve tomar em con-
siderado a materia destes requerimentos, silvo para
se'indefenr a ambas as pretendes, visto que qual-
quer deferimento pode ir allernr direitos, que devem
ser apreciados e decididos pelo poder judiciario, laes
quaes subsislem e sem innovacao que possam affec-
la-los retroactivamente.
Pato do senado em 20 de jnnho de 1854.La-
pes Cama.Mendetdo Santo.Cimenta Bueno.
2." Foi presente commissao de legislarlo o pro-
jeclo de Ici ofTerecido pelo fallecido Sr. senador Maia,
cm 18 de junho de 1845, sobre o dizimo da chancel-
lara, restringindn-se s is execurOesou proredmon-
to execulivo, e elevando esle imposto a 10 \ em vez
deV Parecen commissao que se Ihe nao d an-
damento, antes se archive; visto que a lei de 30 de
novembro de 1841, regulamento de 9 de abril de
1842, 22 de oulubro de 1842, decreto do 13 de mar-
co de 1844, 1 de junho de 1845, que desenvolvern)
as disposicoes da lei de 31 de oulubro de 1835, arl.
98, S 2, e da lei de 22 de oulubro de 1836, arl. 14,
21, tero providenciado sobre esta materia por modo
conveniente, c que por ora ao menos nAo demanda
innovacao.
Paco do senado em 20 de junho de 1854.Lo-
pes Gama.Mendes doiSantot.Pimenta Bueno.
3. Foi presente s commissocs reunidas da le-
gislacao e fizenda a represenlacao da assemblca pro-
vincial legislativa de Minas Ueraes, pedindo o paga-
mento de dividas existentes em 1850, provenientes
de pacificajio da provincia em 1842; parece com-
missoes que se remella ao governo, para que conhe-
cida a ju-lii.a da representacao, o liquidado o debi-
to, solicite o respectivo crdito.
Paco do senado em 20 de junho de 1854.Lo-
pe Gama.Mende dos Santos.Pimenta Bueno.
J. F. l'ianna.Rodrigues Torre.Vitconde de
brante, a
4.o Foram presentes is commisses reunidas de
lcgslac.o c asseroblas provinciaes tres representa-
c,es da assemblca legislativa da provincia de Minas
Ueraes, pedindo a creacao de urna relacao naquella
provincia. Reconhecem as commisses a juslica des-
te pedido em vista do art. 153 da coDslituico do im-
perio, mas como a necessidade de semclhanle provi-
dencia he sentida por mais de urna provincia, c para
ser atlendida he preciso que se reveja, e altere pre-
viamente o modo de proceder as, relac,es, cumpre,
que se guarde o lempo medidasopportunas, que as
commisses confiam nao se demore muilo indo assim
deferidas as ditas represenlacOes
Paco do senado em 20 de junho de 1854.Lo-
pe Cama.Mende do Santo,Pimenta Bueno.
Miranda Ribeiro.Fernandes Chaces. Souza
Ramo, com reslrcc,es.i>
5.o Foi presente a enmmissao de legislacAo a re
presentado da cmara municipal de Guaralingnel
de 11 de agosto de 1846, pedindo a revisAo da lei de
3 de dezembro de 1841, e que se decrete a incompa-
libilidade entre os magistrados e as funches legisla-
Uvas ; e he de parecer a mesma commissao que se
archive a dita representado, visto ter a assembla
geral legislativa feilojas modilicac,oes que tem jul-
gado conveniente acerca da adminislracAo da Justina,
que se achara enlre pendentes e continuar oppor-
Iniiamente na larda de nperfeicoarosdiversos ramos
da legislarlo.
b Paso do senado em 20 de jnnho de 1854.Lo-
pes Gama.Mendedos Santos.Pimenta Bueno.
6.o A commissao de legislacAo vio a represen-
tacao da assembla provincial de Minas, sobre os
acontecimentos que Itveram lugar na villa do Arax
em julho de 1840, queixando-se de nao ler o gover-
no provincial de enlAo protegido devidamenle as au-
toridades do lugar no desempenho de suas funeces
relativas aos mesmos acontecimentos, e de haver
feilo algumas nomeacOes inconvenientes; e he de
parecer a commissao que se archive a dita repre-
sentacao nao s por nao haver necessidade de medi-
da alguma legislativa, como por que havendo decor-
rido cerca de 13 anuos, e nao subsistndo mais como
autoridades as que entao serviam, seria fora de tem-
jio dar-se andamento este assamplo.
Paco do senado, em 20 de juuho de 1854./.o-
pe_ Gama.Mende dos Santos.Pimenta Bueno.
_ 7." Fui presente s commissoes reunidas de le-
pal do Mariana na provincia de Minas (jeraes de
de sau(le,es(ado-maor de primeirae segunda classes,
engenheiros e eslado-maior general.
2.o De vinle mil pracas de pret de linha era
circunstancias ordinarias, comprehendidos os cor-
pos de gnamcAo as provincias, em que for neces-
saria esta especie de forca ; podendo ser licenciadas
cinco mil, na corformidade das disposicoes do artigo
lerceiro do decreto numero quinhentos e sessenta e
ojio, de vinte e qualro de julho de mil oitocentos e
cincuenta ; e de vinto e seis mil pravas em circums-
lancias extraordinarias.
3.o De mil e quarenta prac de pret em aom-
panhias de pedestres.
Arl. 2.o As toreas fizadas ao artigo precdeme
complctar-se-hAo pelo engajainenlo voluntario, e, na
insurticiencia desle meio, pelo reerotamento feilo
em conformidade da caria de lei de vinte c nove d
agosto de mil oilocenlos e trila e sele elevada a
seiscenlos mil ris a quantia que exime o recrulado
do servio.
o Os qne se alislarcm vnlunlaramcnlc servirlo
por seis .Minos, e os reculados nove anuos, q, vo.
Unitarios percebero urna gratificacJo, qne nao ex-
ceda quantia de qu.itrcenlos muris, e,concluido
seu lempo de servijo, terao urna data de trras de
vinle e duas mil e quinhentns bracas qaadradas.
O contingente necessario para completar as di-
tas forjas, ser distribuido em circunstancias ordi-
narias pela capital do imperio e provincias.
Ait. 3.o O governo fica autorisado para destacar
at qualro mil pracas da guarda nacional, em cir-
cunstancias extraordinarias.
Arl. 4.o O governo fica desde ji autorisado a
crear um batalhAo de engenheiros com a forca de
qnalrocenlas pracas de pret, e a incluir nesta orga-
ui-arsln os individuos do corpo estrangeiro de pon-
toneros que julaar convenientes.
i Palacio do Rio de Janeiro, em 10 de maio de
185i.Pedro de Alcntara Bellegarde.
Encerrada a discussao, tendo sahido o Sr. minis-
tro para se votar, he a proposla approvada com as
emendas para passar seguoda discussao.
Tendo novamente ingressoo Sr. ministro, enlra
em segunda discussao o artigo I." da sobredita pro-
posta.
Depois de orarem os Srs. D. Manoel, Hollanda
Cavalcaut e Bellegarde (ministro da guerra,) a dis-
cussao fica adiada por nao haver casa.
O presidente destgna a ordem do dia, e levanta a
sessao.
Dia 22.
Pelas dez horas e mcia, reunido numero sufiicien-
le de membros, abre-se a sessao.
Lidae approvada a acta da antecedente, o primei-
ro secretario d conta do seguinlo expediente :
Um officio do l.o secretario da cmara dos Srs. de-
putados acompanhando a seguinte
PROPOSICAO.
A assembla geral legislativa reeolve:
der carta de na(uralisac,ao de cidadio brasileiroa
Manoel Francisco Hibeiro de Abreu, natural de Por-
tugal ; Carlos Pelrasi, natural do Gto Ducado de
Meklemburg Strclitz ; Manoel Dias Moreira, natu-
ral de Portugal; Jo3o (iIvun, natural de Inglater-
ra ; Manoel Alves Caslello, natural de Porlngal;
Julio Cezar Andreina, natural de Italia.
o Art. 2. Ficam revogadas as disposicoes em con-
Irario.
Paco da cmara dos depulados, 2t de junho de
1854. l'isconde de Baependy, presidente.Fran-
cisco de Paula Candido, l.o secretario. Antonio
Jos Machado, 3. secretario.
Vai a imprimir.
Outro do presidente da provincia do Para, remet-
tendo dous exemplares dos actos legislativos da res-
pectiva assembla, promulgados Dojanno passado.
A' commissao de assembleas provinciaes.
Sao eleitos por sortc para a deputacAo que tem de
receber o Sr. ministro da guerra. |os Srs. marque/, de
Valonea. Paula l'essoa o visconde de Olinda.
Passando-se a ordem do dia, sao approvadas sem
debate, em 3.a discussao para screm enviadas sanc-
C3o imperial, as proposic&es da cmara dos Srs. de-
pulados, approvando as. peuses concedidas a 1).
Rila de Cassia da Conceican, a D. Umbelina Leal
Ferreira Monteiro ea Jos Rodrigues dos Sanies Ne-
ves; e para ser remedido cmara dos Srs. depu-
lados, indo primeirainenle commissao de redac-
cao, a resol uco do senado approvando a pensAo con-
cedida a 1). Mara Generosa l.oureiro.
Achando-se na sala imraediata o Sr. ministro da
guerra,he introduzido com as formalidades do slylo,
e toma assenlo na mesa.
Continua a 2. discussao, adiada pela hora, na ul-
tima sessAo, do artigo 1. dalproposta do governo, fi-
zando as torcas de Ierra para o anno fraanceiro de
1855 a 1856.
Fallara os Srs. Fernandos Chaves, Hollanda Ca-
valcanti e D. Manoel, depois do qne a discussao
fica adiada pela hora.
O presidente designa a ordem do dia, c levanta a
sessAo.
PERN4HBUC0.
INTERIOR.
RIO DE J/LNEIRO.
SENADO.
Ola 21 d > |h.
A's onze horas menos cinco minutos, reunido nu-
mero suflicieolc de rr embre s, abre-se a sessao.
Lilla e approvada a acta da antecedente, o 1 se-
cretario da conta do seguinte expediente :
l'm officio do Sr. ministro da iuslira, remetiendo
os mappasdemnstrateos; lo de lodos os iolgamcn
los proferidos pelo tribunal do jan em cada ama
das provincias do imperio, desde 1848 al 1852 2o
de todos os julgamentos de crines policiaea, e' de
infraecesde postaras em cada um desAnos cima
mencionados ; e 3" de lodosos julgamentos por cri-
20 de fevereiro de 1845, na qual pede que se revo-
guem l.o a lei de 12 de maio de 1840, que inlerprc-
lou o acto addicional ; >. a lei de 3 de dezembro
de 1841 ; :l." a ultima lei de imposlos que parece
ser a de orcamenlo de 1844 ; e so de parecer as
duas commissoes que se archive esta representacao ;
por quanto alm das alleraccs j leitas em relacao
a duas dessas leis, e das que o corpo legislativo pos-
sa opporlunamente considerar, nAo especifica a dita
cmara os inconvenientes que era geral arge e ncm
mostra que sejam fundadas suas ramenos".
Paco do senado, em 20 de jnnho de 1854. Lo-
pes Cama.Mende dos Santos. Pimenta Bueno.
J. F. l'ianna.Rodrigues Torres. V. de Abran-
tes.
8.o a Foi prsenle s commissoes reunidas de le-
gislacAo e fazenda,a representacao da cmara muni-
cipal da cidade Deamantina, na provincia de Minas
i eraos, em que pede certas dalas de Ierras de mini-
raes, para patrimonio, ou renda da casa de cardade
da mesma cidade.
i Parece s commissoes que se archive, visto
achar-sc esle pedido prejudicado pela lei das Ierras
n. 601 de 18 de selembro de 1850.
Paco do senado, 20 de junho de 1854. Lo-
pe Cama.Mende dos Santo. Pimenta Bueno.
J. F. Vianna. Rodrigue Torre. V. de
branles.
9.o Foi prsenle s commissoes reunidas de le-
gislacAo c assembleas proviuciaes, a representacAo de
assemblca legislativa da provincia de Goyaz, em que
pede primeiro que sejam declarados bens provinciaes
os terrenos devolutos naquella provincia ; segundo
qne quando assim se nao resolva, seja o governo da
dita provincia autorisado para conceder sesmarias cm
ordem a poderem obter o titulo legal tanto os que
cslAo de posse de laes terrenos, como os que para o
futuro os perlcnderem, visto achar-se suspensa a
concessao de sesmarias desde 1823.
Parece s commisses que tal representacAo se-
ja archivada, por quanto a Ici das Ierras n. 601 de
18 de selembro de 1850 prejndica o primeiro pedi-
do, e providencia, como convinlia. quanto ao se-
gundo,
a Paco do senado, em 20 de junho de 1854.Lo-
pes Gama.Mendes do Santo.Pimenta Bueno.
Souza Ramo. Miranda Ribeiro. Fernandet
Chace.
10. Foi presente s commissoes reunidas de le-
gslncao e assembleas provinciaes, a rcprescnlacAo
da assembla provincial de Minas Geraes, de 1 de
abril de 1841, pedindo que se firme a competencia
do poder geral, ou provincial sobre as nomcai-es.
ou remoces dos juizes de direilo. e sAo as commis-
soes de parecer que seja archivada a dita represen-
tacao, vislo que essa competencia est j firmada pe-
lo arl. 202 3 da constitnicSo, e leis de 12 de maio
de 1HI0, arta. 2.o e 3., de 3 de dezembro de 1841,
arl. 24, c resolucao n. 559, de 28 de juuho de 1850;
nao havendo portanlo necessidade de medida algu-
ma legislativa a (al respeito.
Paco do senado, em 20 de junho de 1854. Lo-
pe Gama.Mende do Santo.Pimenta Bueno.
Souza Ramos. Miranda Ribeiro. Fernandes
Chave.
Ficam sobre a mesa os 4 primeiros pareceres, e os
oulros sao approvados.
Sendo introdozido o 8r. ministro da guerra com
as formalidades do estyio, toma assento na mesa : e
entra em primelra discussao a proposla do governo,
com emendas da cmara dos Srs. deputados, Cuando
as Jorcas de Ierra yiara o anuo financeiro de 1855 a
1856.
A commissAo de marinha e guerra, a quem foi
prsenle as emendas da cmara dos Srs. deputados
proposta do governo, que (iva as torcas de (erra
para o anno financeiro de 1855 a 1856 ; he de pare-
cer que entrera em discussao, reservando-se para fa-
zerem as suas reflexoes vista das informacoes ver-
baes que der oExm. Sr. miuislro respectivo.
de Caxiat. Hollanda Cavalcanti. M. F. de S.
e Mello.
Emendas feitas c approvadas pela cmara dos
deputados proposla do poder execulivo, que (xa
as torcas de Ierra para o anno fioauceirode 1855 a
1856.
Accrescenle-se no lugar competente :
a A assemblca geral legislativa decreta :
n Art. 5.o (additivo.) Fica o governo aolorisado a
conceder s provincias o numero conveniente de re-
crotaspara preenchimento dos coi pos de polica,
nao sendo esle meio excluido pelas respectivas leis
provinciaes que regularen! a organisajao de laes
eorpos.
Arl. 6.o (additivo.) Ficam^revogadas as disposi-
coes cm contrario.
de 1851. l'isconde de Baependy, presidente.__
Francisco de Paula Candido, 1. secretario.__An-
tonio Jote Machado, 3. secretario.
Augustos e dignissimos Srs. representantes da
narito :
Salisfazcndo o preceitoda lei, venho, de ordem
de S. M. o Imperador, spresentar-vos a seguinte.
Proposta.
a Art. l.o As toreas de Ierra para o anno finan-
ceiro de 185.5 a 1856, constaran :
I.0 Dos ofliciaes dos eorpos movis eda guar-
nilo, dos quadrns da reparlicao ecclesiaslica, corpo
REPARTICfAO DA POUCIA-
Parte do dia 7 de agosto.
Illm. o Exm. Sr.Participo a v. E.-> ,lue> das
poiie honiera e hoje rccehidas ncsla reparucao,
consta teremsido presos: a minha ordem, um indi-
VTo..., unjo nome se i_..u..,, por .estar espancaudo a
urna prela, o qual na occasio da prisAo resisti,
laucando mo de um facAo; ordem do juiz de di-
reito da primen.i vara, (regorio da Costa Monlei-
ro, p ir nao ter cumprido com o dever de Gal depo-
sitario; ordem do Dr. delegado do primeiro dis-
triclo deste termo, Antonio Tavares Cordeiru, por
ser desertor da escuna /.indo i a ; i ordem do sub-
delegado da freguezia de S. Fre Pedro Goncalves,
Manoel Carneirode Araujo, o menor Izidoro, ambos
para averiguaces policiaes; ordem do subdelegado
da freguezia de Santo Antonio, o pardo Luiz, es-
cravo de Jos de Oliveira, por briga, o o preto
Agostinho. a requerimento do senhor; ordem do
subdelegado da freguezia de S. Jos, os pretos Fran-
cisco, cscravo de Joo da Molla Bolelho, e Maria,
escrava de Francisco do Nascimento, para correccao;
e ordem do subdelegado da freguezia da Boa-Vis-
ta, o pardo Luiz Carlos da Silva, e o preto Uamio,
escravo de D.Therezade Souza LeAo, ambos por de-
sorden).
Por officio de 2 do corrente, communicou-me o
delegado do termo del guarass, que no dia 24 de
julho lindo, em lagar prximo aquella villa, tora
encontrad n denlrodo mallo um cadver que,pelo seu
estado de pulrefaco apenas se pode conhecer que
era de uro homem hranco, com estatura regular, e
cabellos castanhos, e que junto a elle tora achado
um rosario, com um envoltorio pendente dentro do
qual existia urna oraeo escripia em meio quarlo de
papel firmada, com o nome de JoAo Alves Ferreira,
qne sesuppocsero desse infeliz.
O mesmo delegado affirma que o subdelegado res-
peclivo proceder como foi possivel, ao competente
auto de vistoria e eslava Iratanto de averiguar
nos termos da lei, se um tal faci tora ou nAo o re-
sultado de am assassinato como parece.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 7 de agosto de 1854.Illm. e Exm. Sr.
conselheirn Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paiva Tei-
xeira, chefede polica da provincia.
WIMIMICADO.
ter a existencia deslas inslituicSes pelo que ella
tenham, ou potsam ter de immoraes ; todava a
arenca em que estou d que ella sao inutei, e im-
prestaceis. .'..
Ora, asseverar que os religiosos sao inuleis, e im-
prestaveis, he dar urna idea mizeravelde si, islo he,
o autor dessa correspondencia confessar qne nao tem
compulsado e lido urna s folh da historia ; he
mostrar que ha sempre vivido segregado dos homens,
e habitando florestas, por islo qoe nao lem presen-
ciado, ou ao menos por tradicAo sabido os honrosos
toilos, pralicados petas corporales religiosas.
Se porem de ludo lem seiencia, e neg, ento per-
mitta-nos dizer-lhe que deve ser marcado com o fer-
rete de calumniador, e o homem calumniador, se-
gando um bello e justceiro escriplor, qaando espa-
Iha noticias com o fim de conspurcar reputarlo
alheia, pouco ou nada difers de um monslro aceso
em ira. Deixeraos de prembulo, e entremos na
queslo, demonstrando ao Sr. correspondente que
as ordens religiosas foram sempre, e ainda sao uleis,
e presta veis humanidade, a igreja e ao estado.
He incootroverso, e geralmente sabido qac o
claustro he asylo seguro da pesso desvalida, ou para
aquello que anhelando seguir o estado ecclesiaslico,
acha-se privado de oulros meios.
Os religiosos, filtras peta maior parle de familias
pouco afortunadas, acham no claustro os | recur-
sos que lhes nao oderecia casa paterna : os luga-
res mooachaes sao para elles, o que as commendas
sao para a nobreza ; e dcsta sorle he qoe as rendas
monsticas se constituem todas em prol das classes;da
sociedade, e formam um patrimonio commum. Livre
de necessidade propria, cada religiososollicila do pre-
lado soccorros para sua familia indigente. Se por ven-
tura enferma alguem da familia do (religioso ; seus
companheirossollicitosem prodigalisar os soccorros
espirituaes, sao inseparaveis do seu Icilo, at que el-
le entrega o seu espirito su Creador. Para a igreja
do seu cenobio, por elles he conduzido o fretro,ahi
celebram-se as exequias do coslume, e sepultara cm
sensjazigos; ludo em summa desempenham com a
maior candado, sem que o ebefe dessa familia gaste
um real com o que concerne a igreja, communidade
etc. A mesma phlanlropia se exercita com aquel-
lo- bemleilores e confrades das ordens. Ainda mais:
Se nm moribundo no leilo verdadeiro das dores,
pede o religioso para prestar-lhe o consol da igreja,
este ministro do Senhor, deixa o descanso nocturno,
chega ao lugar onde s ouve ais, lagrimas, c gemi-
dos; com toda a compaixo confessa, absolve-o dos
bentos, recita propras e (iocessantes oraro-, vi-
gilante sentinella, com a eraz n'uma mao, e n'oatra
o livro, faz caridosamente que o moribundo se pre-
pare para dar o ultimo hocejo, e v religiosamente
apresenlar-se ao Dos das misericordias.
He Da portara dos comentos qne os mendigos
balem, ejamais ouvem urna negativa do necessario
para o seu alimento. Em toda parte onde houve e
ha religiosos, foram sempre elles os prolectores na-
turaes dos pobres. Cobbelt, autor protestante, mas
mparcial e amanta da verdade, na na historia da
reforma protestante diz o seguinte : Os dono da
trra m Inglaterra sempre sustentaram os seus
vasalo e dependentes ; porm depois que o chris
tianimo, cuja base lie a caridad, te ettabeleceu,
o cuidado do pobre ficou depositado nasmotdo
clero.
Esle mesmo protestante prova com documentos
irrefragaveis qne, da suppressAo das ordens regula-
res em Inglaterra, nasccu o horror pobreza, qne
logo infestan aquelle reino : leia-se a obra intitula-
da Ordens Religiosas em Portugal, por Pedro Di-
niz, publicada no anno de 1853.
He no recinto do claustro, qoe acham franca hos-
pitalidade o simples viandante, c aquellos que pelo
dever de amisade e gralido, laes eslabelecimentos
procoram.
Em taitas as provincias do imperio, nos claustros
benediclino, carmelita, franciscano c mercenario
je acham sacerdotes secutares e pessoas desta ou da-
quella cundirn, todos abrigados benignamente sob
seus lelos, e alguns as expensas dos mesmos ceno-
bios !
Alm disto, qoanlos jovens sao educados e saliera
destes recintos proraptos para se matricularen! em
qualquer academia, sem qoe durante esse tempo
disocild*0*""* -)...* I i Onanlns moamns des-
ses mancebos residen no claustro em todo o lempo
de seus estudos acadmicos, at o dia do seu bacha-
trelarflenlo'!
Poderamos citar o nome daquelles que algnres
na corle e nesta provincia participaran) deesa mu-
nificencia claustral, sem a qual quic nao estaara
hoje no nniero dos graduados ; porm o silencio s
vezes ennnncia mais do que a genuina expressAo.
Foi sempre reconhecida por todos os calholicos e
at pelos mesmos heterodoxos, a piedade dos religio-
sos exercitada para com a humanidade os quaes
nao tribuan! sympalhias a taes corporales ; mas s
em abono da verdade nao o lem podido negar. En-
tre estes temos o tcslemnnho de Uaf. de La Beau-
melle, autor da obra intituladaO Imperio do Bra-
sil nos diz uestes termos : Com quanta utilidade
nao s propria mas tambem do estado dos par-
ticulares, nao empregam os religiosos o /rucio da
tua economa: applicando que poupam cul-
tura da Ierra ?
No lempo da calamidade publica he que os reli-
giosos desempenham sobremodo os recursos da sua
cardade, na justa proporcao dos seus bens. Tenha-
se em consideracAo os relevantes serviros que as or-
dens religiosas prestaran) em Portugal no memora-
vol lerremtto de Lisboa no anno de 1755, e o qoe
fizeram no lempo da invasao dos Francezes e da
guerra da restauraran.
Se no Brasil ellas nao tem oulro tanto obrado,
he porque nio lem havido sucressos que esijam
iguaes esfo-ros c sacrificios ; todava no anno de
1692, grassiodo na cidade do Rio de Janeiro ama
terrivel epilemia, os religiosos carmelitas nessa oc-
casio deran urna prova exhuberante da sua acriso-
lada caridale : a loda a parte elles acudiam com
soccorros esoirituaes aos moribundos, c alimentos aos
enfermos; ivultadas esmolas o.remedios ministra-
vam pelas ras da cidade ; recolhiara os cadveres
que por ali enconlravam, para lhes darem sepul-
tura nos seis cemilerios. Tanta cardade evangli-
ca, tantos setos de humanidade prestaran) aqnelles
religiosos ru merecern) receber do piedoso mo-
narrli.i Pedo II, urna carta regia com data de 10
de fcvereiw de 1693, que assim diz : fc'u i-ret
eos enri amito taudar. O goternador dessa
capitana, Antonio Paes de Sandi me fez pre-
tente que tas doraras [que o anno passado af-
fligiram tatto aos moradores desta [cidade e ao
seus escrava, dereis vos, com votso subditos tan-
to exemplo le amor do prximo, assim no eipiri-
tual como to temporal, que me pareceu pouco nao
t lotivar-va etle zelo, que mottraitet no trrico
de Dos e mu ; mas tambem agradecer-vo-lo, co-
mo por etlao faco, encommendando-vot prosigis
neste tito soilo e tao loucacel procedimento, para
que me replam muilas vezes as occasiSe de vos
significar oneu agradecimento.
Poder* haer prova mais coucludente de -presta-
bilidade? b8>.
Esta mcsmi laridade, ainda que nao com tanto
ardimenlo, vims exercitada nesta provincia quando
ella foi acomrrdtida da epidemia das tabres, que
violentamente eifavam urna porrAo de seus habi-
tantes. NAo enpara oalpcndre dos convenios, que
corriam os fiis redindo sacerdotes para confessar e
absolver muilo; los infelizes; visto como o numero
delles era tan reculo que o parorho por si s nao
poda salisfazer s exigencias de lodos?
Quantas vez >s religiosos fruindo j o descanso
nocturno, han pressurosos para ministrar esse
consolo espiritiale permanecan] junto ao leilo do
moribundo at que exhalasse o ultimo suspiro? Nos
e muilos dos ns< raos podemos aflirmar, que
po vezes nos himos nessas tristes emergencias;
suportaudo coi ps;nac,lo e paciencia, compaliveis
com o nosso m oisterio, o alilo pestfero, e o horror
dessas scenas qiiv.com ingenuidade diremos) ainda
hojcsangra-nos)coracao de recordarme*, mas que
lodos bem leslevnharaml... e a vista disto haver
quem negar post a importancia destes servicos?!
respondan) ao renos aqnelles que Dos permiltio
sobrevivessem lio imminente cataslrophet!!
Em summa, 05 campos, nascidades, quem mais
se presta do qui elles, em prol do prximo c da re-
ligiao?!
I.cvain a mor evanglica no recinto das fami-
lias, no centro s povoAC,es mais longinquas. St
alguem nutre a'uma duvida em materia de f, ou
escrpulo cm rrral, logo se dirije a um claustro, e
ahi acha quem >m docilidade o illnslro-, se alguem
um amigo qne Ihe mostra o verdadeiro caminho que
deve trilhar.
Se os religiosos tanto se bao prestapo i humanida-
de, nao menos o tem feilo na cuitara da vinha do
Senhor. Mostremos a veracidade.
O doulo escriplor dos noasos dias, o conselbeiro
Bastos na sua obraos dous artistas, Albano e Vir-
gna tratando dos religiosos assim se exprime.Dos
ermos dos claustros preparado pela oracao e pelo
estudo sahiam estes homens admiraveis aque hoje $$
nao comprehendem depois dos apolllos o mai se-
loso, e ot maii incautareis propagadora da ver-
dadeira religiSo, e da verdadeira civiliacao eram
elle.
Na verdade, o servico do pulpito e do confesio-
nario; a assistencia a cibeeeira do moribundo; a
frequencia do coro dia c noile, a solemnidade dos
officios, a magnificencia do culto, o exercicio da ca-
rdade, os jejuns, as disciplinas, o silencio, sao as
pralicas e funeces a qoe ie entregara incessanle-
menle os religiosos.
Recorrendo sempre a piedade christa, aprsen-
la m feslividade dos seus patrarchas com aquella
magnificencia possivel. Em qualquer dia que o
chrisiao conhece a sua conscieocia gravada,se dirige
a igreja de um convento e acha de promplo um mi-
nistro que no tribunal da penitencia Ihe d o reme-
dio que necessila. S he chegado o tempo quares-
mal onde afflue roullitude de fiis seoAo nesses
sancluarios para cumprirem o preceito da santa
igreja? He ncsle mesmo tempo que os religiosos
com afinco apreseulam osea zelo do callo divino;
da tribuna sagrada derramara com foavidade, puras
doutrinas, dnconselhos salutares qne a muilos tem
sido proficuos, e islo nao s praticam dos seus mos-
teros como ainda em oulras igrejas, onde alcam a
voz e explican) os dogmas da religAo e simultnea-
mente como se deve amar Dos e ao prximo.
He as igrejas dos conventos que se coramemoram
os actas da paixAo do Redemplor ; sao os religiosos
que exercilam todas estas ceremonias, e que durante
esses dias passam em continuas privaroes, peniten-
cias e labores, sem oulro inleresse mais do que fazer
resplandecer o culto da religiao catholica, e apresen-
lar aos fiis estas santas reconlarOes.
He as igrejas do convento qne se dirigem pre-
ces e orarnos ao Omnipotente quando o povo se v
investido de pesie, on qualquer outra ealastrophe,
em summa no claustro quolidianamenle se roga pe-
la igreja, pelo llirono, pelo povo, pela conversan dos
hereges e pagaos; recila-se odcoro no fim do officio
divino as precesDomine, salrum fac imperatorem
Salvos fac serco titoe lermina-se com a ora-
CoInefabilem nobi. Domine.
Quantos serviros nao preslam a religiao estes va-
rees apostlicas tora do claustro? Quem como elles
(diz o erudito Bastos na obra citada) sem inleresse
algum humano, enlrcga-se a inconstancia dos
ventos e dos mares, percorre desertas, solides e
povoados de toras e de monslros, espondo-se a tome,
a sede, e as perseguirnos, ao martv rio para levar a
f, a oivilisarao as mais inhspitas regies do globo?
Qoanlos servaos nao lem apresentado e ainda ho-
je a prese niara as cal hedieses e mesmo as conquis-
tas'? Leam-se as antigs chronicas, os annaes da
propagarn da f, as historias geraes das misses ca-
tholicas; vejam-se os pios feilos destes albletas da
religiao, publicados em mnilos ornaesorlhodoxos;
os martyrios que lem soffrdo tantos missioDarios e
ainda bem recentes na China e Japio, e diga-se
ainda que os religiosos sao inuleis e imprestaveis !
Injustica clamorosa!
Os mesmos protestantes os reconhecem, como bem
o doutor Roberlson, ministro protestante; eis o qne
diz sobre a materia de que se trata:O que tenho
dito do zelo dot missionario pela defeza da f e
proteccao do rebanho confiado a teus cuidado, os
aprsenla sob um aspecto digno das suas funecoe;
foram ministros da paz para 01 Indios, e buscavam
sempre arrancar a rara de ferro da nulo* dot teus
oppressore: A* < ua poderosa intervencao que os
Americanos devem todos os regulamenlot que ten-
dern a tuacitar o rigor de sua sorle.
Por essas regies ridas e iuhospitas, os jesutas
com o seu breviario pendraran) at onde os guerrei-
ros uo podiaui levar a espada; em quanlo o solda-
do conquista va trra para o rei, o religioso conquis-
ta va os nimos para o roooarclia e Dar o co.
fcsles que nrm.,_ ..alidada destes tactos pe
corram esses sertes estaris, essas florestas desee
onde tem chegado a palavra evanglica levada
los missiouarios capuchinhos e brasileiros, e entao
digam coiiscicnciosamente a quem se deve essas igre-
jas, casas de oracao, hospicios eoulras obras de gran-
de valor? por ventura nao foi pela efficacia d pa-
lavra de Dos enunciada pelos seus ministros?
Poderamos roborar esta nossa assercao com inn-
meras ci taces, se nio temeramos por mais lempo
abusar da paciencia de quem nos t, e por islo aqu
pausamos, repclindo apenas o sublime pensamento
do Sr. hispo Cenculo, consagrado as suas memo-
rias histricas do pulpito.He cousa comante, que
depoit deste secuto (W. e nos teguintet, comeca-
rma as ordens mendicantes a dar a igreja pregado
re do zelo apostlico. As muilas convertoes de
idolatras e de chriftaos que riviam esquecidos de
si, foram promovidas pelos trabalhos, persuasoes,
e bont conselhos e exemplo daquella familia. Bit
desempenho qualifica de tanta a tua initituieio.
Referir em summa os progresis da graca pelas di-
ligencias daquelle ministros, he fadiga maior que
a minha intenco neste escripia.Vide a obra cita-
da de Pedro Diniz, sobre os religiosos.
Dcsminta o Sr. correspondente de S. Paulo a fiel
expressao da verdade proferida por este sabio pre-
lado. (Continuaremo),
Fr. 1/10 do Monti Carmelo.
AS ORDENS RELIGIOSAS, E O CORRESPON-
DENTE DO JORNAL DO COMMERCIO.
Ainda que a verdade converta-se em
motivo de escndalo, nasra o escnda-
lo e diga-se a verdade.
S. Agostinho.
He fora de duvida que qualquer individuo ligan-
do-se a algnma assnciacao tenha inauferivel direilo
de defcnde-la quando por ventura alguem de natu-
reza ephemern, declarando-se gralnilo antagonista.
queira derramar sobre ella as fezes de sua natural
maledicencia, lornando-a desla arte odiosa para com
o publico.
Convicto desta verdade, nao me he licito deixar
de alear minha dbil voz para fallar por meio da
imprensa, e unir-me a opiniao de um filho do pa-
irarcha S. Benlo, o Rvm. padre Fr. Francisco de
Santa Mai auna Uarle.
Esle religioso, que dolado de talentos, eqoalida-
des apreciaveis nao lem sido sobre maneira feliz no
estado que abracen, e ISo louvavelmenta defende,
achando-so presentemente segregado do claustro por
motivos ponderosos, Me pode lodavia ver passar in-
clume as accu'ares feitas pelo Sr. correspondente
de S. Paulo, sobre as ordens religiosas, o qual inse-
rto essas invectivas na sua missivade 20 de marro
prximo passado, omlcrerada ao Jornal do Cpm-
mercio.
Como deceddo propngnador dos direitos da clas-
se a que perlence, osle religioso mostrou ardenle
zelo quando no seu comraunicado inserto no Diario
do 13 do passado julho, conftou e dcslruio com
dareza esse |chnveiro de baldees doeslos que
tem descommanalmenle onsou aquelle correspon-
dente tancar sobre lAo santas inslituicSes.
Eu tendo convlecjlo de ser um dos mais humildes
(ilhos do Carmello, e por eonsegintc pouco habilita-
do para tomar parle nesta queslAo ; comludo, o espi-
rito de classe, que, como diz Montaigne, enerva to-
das as juncturas dos membros de urna corporacao,
he s quem me impelle a responder essas graves, e
ferinas impataroes do citado correspondente.
Deixando de fallar de oulros lopicos que exhuberan-
lemenle ja foram pulversados,lomarei para alvodesto I pelos seus delins precipitase em algum abysmo,
defeza o trecho daquella missiva.Ao r'*o comba- i no clauslro encetra um director, um conselheiro,
CORRESPONDENCIA.
Sr. Redactare : Ha poneos dias me informa-
ran) que o seu correspondente noticioso da provin-
cia de Sergipe havia referido qne o commendador
.Sebastian Gaspar de Almeida Boto, fora pronunciado
por um juiz municipal, pelo crime de furtos de cs-
cravos.
Doeu-mc tanto esta noticia, qne essa dor unida
intima afflccAo e profunda magoa em que ja me
achava pelo estado moribundo de minha sempre
prezada mai, prxima a exhalar o ultimo suspiro,
me alordoaram por tal furnia os sentidos, qoebran-
do-me as torcas, que nao tive animo nem resolucao
para procurar o Diario, e ler essa correspondencia,
onde se menciona lio indigna pronuncia.
Hoje porm que o lempo me tranquillisou am
pouco, a que a pequea melhora da chara enferma,
a cujo leilo prestava assistencia permanente, e nao
poda abandonar per horas, me deu alguma folga,
pude ler olWnrio e saber do tacto.
Felizmente o proprio noliciador he o primeiro a
contestar a veracidade da imptitarao, e a afflrmar
que em Sergipe ninguem acredita qtie o commen-
dador Boto fosse capez de pralicar aceito 13o repro-
vada. De fado, Srs. Redactores, as bellas qualida-
des do Sr. Bolo, sua rcpularo illihada, a inlelligen-
cia que possue, c suas virtudes, o collocam em urna
posirao sobranecira para desprezar os boles de tao
negra calumnia. Por oulro la lo, o Sr. Bulo se ada
abastado e sempre o foi, tendo-se casado a seguDda
vez com a filha do hrigadeiro Domingos Dias Coelho
e Mello, um dos mais ricos proprietarios da provin-
cia, seuo lalvez o primeiro debaixo desle ponto de
vista. Alm disto, tara sido na provincia urna im-
portancia publica e social de bastante influencia, e
merecimentn, que Ihe adquirram a nomcatao de
presidenta de provincia, a oleiran de deputado pro-
vincial e geral, c sempre foi c he considerado che-
fe de um dos partidos polticos que all discutem
promovem os inlercsses do paiz.
Ora, o cidadfio benemrito qne goza de laes pre-
dicados, c se acha nessa situarn vantajosa, nao po-
de cm hypothesD alguma pralicar o tacto que mo-
livou aquella pronuncia, sem duvida algnma injusta
e iniqna, c devida aos mesquinhos inlercsses de in-
trigas lucios, ou vinganca torpe e pequenina.
Era do men dever, Srs. Redactores, dar um tes-
lemnnho publico esolemne .corno o faro), do pti-
mo conceilo que me merece e em que tedie a pes-
soa do Sr. commendador Boto, fim de que eJle sei-
ba, que se em Sergipe ninguem o jolga culpado em
relacSo a materia de pronuncia, como ronfessou o
seu correspondente de Cotioguiba, tambem aqu os
seus amigos e conhecidos, com a noticia do tacto,
nao diminuiro nm pice na estima e consideraran
qne Ihe votaro.
Arrojado j urna vez pelo meu deslino s plagas
de Sergipe, eu tive a felicidade de conhecer pessoal-
menle ao Sr. Boto, e de ser honrado com a sua ami
sade, (Ao intima, la > dedicada quanlo a allV-ico de
um pai. Viv algum lempo rom elle, e posso aflir-
mar de seiencia propria, que he om perfeito eaval-
leiro, mui distinclo por varios litlos e excellentes
qualidades. Conheco tambem de perto os odios e pai-
xes polticas daquella loealidade.proprias das provin-
cias pequeas, conheco de quanto sAo elles capazes.
Em regra os homens mais benemritos sao os que
mais sorTrem em sua patria.
Ji ha muito tempo, dizii Filalo Elisio Pare-
ce que lem sido sempre eondao da palria ter sido
mais prezada pelos grandes homens que dclla foram
desterrados e perseguidos, que amada pelos que ella
honrou, e muilas vezes sem mais mereclmento que
a escolha da cega fortuna.
Descanee portento, o mea amigo, na pureza de
suaconseiencia, e acolha benignamente esta minha
manlfeslacao, fraco signa! da viva iembranra em
que tenho os seus obzequios e beneficios recebidos,
bem como de sincera e perdaravel gratidao que a
elles devo. Desculpe-me se offendi a sua modestia,
tinha obrigacAo de evitar que seu nome Ilustre e hon-
roso ficasse embaciado cora a noticia aqu publi-
cada.
Se um ou oulro inimigo o pode fazer passar por
semelhantes desgoslos, a matara dos homens de
bem Ihe fazem juslica, e reconhecem sua beneme-
rencia.
Dignem-se, Srs. Redactores, publicar esta carta
que muilo grato lhes ficara o De Ymc. assig-
nanle e amigo. O padre Francisco Rochael Pe-
reira Brito de Medeiros.
Recita 8 de agosto de 1854.
PUBLICACOES a pedido.
ORACAO
recitada no da 7 de agosto da 1854 pelo
Dr. Sabino Olegario Lodtjero Plnho,
depota das exequias que miado fuer
no convenio do Carino do Recite, por
motivo da morte de Joao' Vicente
Slartlns.
Ji nao he um sooho ; he urna cruel realida-
de a morte de Joao Vicente Martina I
Quem dira que na primavera da vida, aquel-
le corpo vigoroso seria abandonado por um es-
pirito sublime, qne preenchia na trra urna
miss,l 11 superior I...
Ja nao existe o homem que mais lidou na
Ierra da, Sania Cruz em favor de ideas genero-
sas, hoje sanecionadas, pelo progresso, pela ci-
VllisarAo I
A historia imparcial registrar sea nome com
honrosa me uco as paginas, em que hoaver
de narrar os acontecimenlos humanitarios do
secuto XIX.
As intrigas, injurias e calumnias, erneis ar-
mas com que seus adversarios em vida o eom-
baliam, abateram-sc, qoebraram-se perante
um cadver 1 Agora cumpre fazer juslica s
suas acones, c render um tributo de gratidao a
sua memoria pelos beneficios que fez huma-
nidade.
O Brasil nao esquecer jamis o filho adop-
tivo, que tanto se empeuhnu em propagar urna
nova medicina, que he hoje a'medicina do llo-
v, e nm poderoso meio de praticar-se a car-
dade christa. O desenvolvimenlo, e popula-
ridade da homccopalhia seria s por si sufflci-
enle para que a geracAopresente oreeommen-
dasse respetosamente a' postordade ; mas sea
nome esta ligado a oulros tactos nAo menos
dignos de reconhecimento. A iusliluicao das
irmaai da cardade. essa divina insliluicao que
tantos bens tem derramado sobre a Ierra, nio
lera sido ainda admittida no Brasil, se elle
nao livesse empregado lodos os esforcos para
conseguir esse fim, j demonslrande sua utili-
dade c importancia por meio da imprensa, e j
se empeuhando com as pessoas gradas do paiz,
e com os seus amigos para ajuda-lo em losan-
la empreza. Seus esforcos foram coroados dos
mais bellos resultados ; e as pro v inri as de Mi-
nas, do Rio de Janeiro, e da Baha j desfruc-
tam os desvelos dessas mulheres anglicas, de
quem o respeilavel hispo D. Thomaz de Noro-
nha dizia que, quando ella quizeisem beijar-
Ihe o annel, elle se abaixaria humildemente
para beijar-lhe os pt '. A poderosa voz do
Ilustre humanitario achou echo na heroica pro-
vincia de Pernambuco, cuja assembla acaba
de decretar a vinda dessas santas lilhas de S.
Vicente de Paulo ; e he de crer que brevemen-
te venbaiD ellas pralicar enlre dos as bellas
virtudes, que fazem o caracterstico de suains-
liluicAo.
As casas de sylo para a infancia desvalida
foram tambem objecto de sua particular pre-
dilecfAo ; e a inslrurr,.ao publica tanto Ihe me-
recen, queat nos ltimos instantes de sua vi-
da corrlgio as ultimas provss deom tratado de
leitura repentina que mandara imprimir para
fo.-M; l-jr a in,.......^in lll- .1.,^!^ I.IHlTBnU, O
gabinete porluguez de leitura de Pcrnambuca
dve-lhe sua existencia ; a nao ser elle, tarde
os Portuguezes, que vivem entre nos, goza-
ran) as vantagens de tao til estabelecimento,
que lhes facilita instruccAo e recreio.
Alguns acoutecimentosda vida descrevem
I melhor o homem do que as mais tongas dis-
(i serlac/ies de seus panegyrslas. Passando
II JoAo Vicente Marlins, na ultima viagem qoe
a fez Portugal, por urna estrada do Porto,
o vio orna enanca coberta de andrajos, e co-
mendo as immundicias da ra, tiritando de
ii fro e sofrega de tome, pedindo esmola aos
caminhaoles. Nao pode contar as lagrimas:
perguntou-lhe se tinha pai, e drrigindo-se ao
a desgracado camponio que Ihe fora indicado,
a pedio-lhe o filho, levou-o para o Rio de Ja-
e neiro, mandou-o educar, e hoje esse menl-
no chora a perda de seu generoso protec-
lor. b
a Em mais de um collegio educava por tua
a coala meninos pobres. Pagou a viagem de
it mullos, qoe de Portugal vieram o Brasil
procurar os meios de subsistencia, qne na
a o seu auxilio aos desvalidos que o procura-
ir vam ; e por isso velhos e mocos acompanha-
t despojos morada dos morios, s
A sua vida tai um complexo de virtudes, qoe
fazem esqueeer alguns leves defeitos (quem
nao os lem ? 1) devidos ao seu temperamento;
e a sua morte foi a de um verdadeiro chrs-
13o,
Depositemos, senhores, urna lagrima sobre a
fra iapide que cobre seos restos mortaes; e
elevemosjat o ALTISSIMO nossas oraches pe-
lo descanco eterno de sna alma.______________
Recebi do Illm. Sr. Ihesoureiro da administra-
rn geral de cardade, seis lencoes que deram de es-
mola para o hospital de caridade. Boa Vista 5 de
agosto de 1851. Antonio Germano Cavalcanti de
Albuquerque, tenente-coronel regente.
L-se nos jornaesfrancezes, le Temp, eiUPa-
trie. Em o dia 8 de abril prximo passado, o Sr.
Julio de Pianelli foi admillido em andiencia particu-
lar por S. M. o Imperador .Vapulean III, que o re-
ceben com inulta affabilidade. O mesmo acaba de
ser nomeado cnsul de Franca cm Trieste, ama das
prncipaes pracas de commercio de Italia, Vid. o
Conttitutionnel n. 175.
AGRICULTURA.
TABACO.
A planta vulgar (abaco(nicu/t'(tna)heconhecidacm
40 diversas especies indgenas na America, Asia e A-
frica. Progrede em terreno gordo e hmido, assim
comoem terreno magro, porem adubado, necessila
de muito calor, e por isso he principalmente culti-
vado as zonas quentes, O coslume chinez, co-
nhecido desde a mais remota antiguidade, e lam-
ben) encontrado na America no lempo da sua deseo-
berta, de se empregar as plantas narcticas para
tomar, foi introdozido no principio do 16. secuta
enlre os Europeus e entre todas as naces que com
elles se achavam eni contarlo. Junlou-se depois ao
sen uso o rap, assim como o de mascar, e o empre-
go que esta planta foi (endo na medicina, de ma-
neira que ganhou de dia em dia maior cx(ens3o.
O sueco das folhas e ramos desta planta lem o
poder de acalmm os ervos, de agita-los ligeramen-
te, e por isso de alegrar e refrescar o corpo humano
O seu ctTeilo calmante apparecc principalmente
quando se fuma com vagar j o cffeilo excitante,
qaando he lomado em excesso como rap.
Alem disto, tem o tabaco um efleilo particular so-
bre a digettao, lossc c somno. 0 fumante scnle
particularmente necessidade deste gozo quando a-
corda do somno, depois do alimento, depois de forte
abitarn nervosa ou espiritual para acalmnr-se, e
tornar-so do novo ao seu estado primitivo c livra-Io
do sonsacos ilesa grada veis.
Para excitar e conservar a allcnro fugitiva e a
activdade d'alma, he mais prcferivel urna boa pila-
da de tabaco : entretanto que para alguns o fumar
produz o mesmo eITcito.
Com quanto nao defendamos o excesso do uso
tanto do rap como do fumo; nao deixamos de re-
conhecer que*o seu neo regrado nao s produz gozo,
como al he necessario como meio de prodzir esse
socego il'alina.essa interrompida alinelo e aolivida-
de necessarias a ronservajo da frescura da memo-
ria.
Principalmente nos coslumes modernos, nos quaes
se inlruduzirain tantas eausasque tendera a excitar o
systema ncrvoso.o tabaco parece achar cada vez mai-
or emprego eomo meio indispcnsavel de acalmar os
ervos, e rehabilitar o'espirto vital para as fancroes
normaes.
,;
f

\
/
Tambera llevemos notar que o pobre depois de
cansado trabalho, procure activar suas torcas exhau-
'idas, erestaurar-se por meio de urna fumaca, que
Ihe d mullo mais atento, e cojo excesso he xatnott/
nocivo do qne o aso de bebidas espirituosas. 1
O valor das tolhas de tabaco regula-se pe'o gn.'
em que ellas operara agradavel e benfico sobre o
syslem nervoso, ligando a estes effeito. um* cheiro
perfumado eum aspecto agradavel. D-*e muito
valor del.cadeza do aroma, qoe em certas plantas
narcticas pode-e tornar nocivo e at venenoso. So-
nienle quando o fyslema nervoso esta pertaiUmente
desenvolvido, o use do tabaco ped.M tornar mais
ou menos agradavel, mais ou menos salolar na in-
fancia porem ou no sexo femiuino elle se torna i ntei-
ra mente nocivo ; e isto he (auto mais provado, quau
lo o mais ligeiro incommodo nosso nos priva de fu-
mar, e podemos lomar como barmetro da taude o
momento em qoe comees, a apelecer-oos o cha-
ruto ; porque he isto urna prova do grao de sensibi-
lidade em que so acha o nosso systema nervoso ;
esle prazer diminue sensivcltnente i medida que
a nossa idade vai avancindo, e os velhos prelerero
sempre os tomos menos forle*.
Na grande diversidade de goslos he mnilo difficil
form.ir-sc urna absoluta escata de valor ; entretan-
to todas as opinies parecem combinar que os taba-
cos di India occidental, principalmente os da Hava-
na e Coba, reunem em si as prncipaes qualidades
de hora tabaco.'Por detras da cidade da Havana es-
tendem-se seus terrenos da provincia de igual nome,
em cojos grandes valles se achara as plancfies do
tabaco; as prncipaes deltas ( Vegas ) actiam-se a
beira-rio, que nos mezes de verao innuodam estes
terrenos petas continuas chavas.
No mez de selembro comees: .'o lempo seece, es
canteiros de plantacSo (semilleiros) mata altos, re-
cebem entao as sementes, e as plantas delles colhi-
dos liram-se no mez de outnbro para M Irarjsptantar
as Ierras baixas.
De Janeiro al marco dtega o tabaco 10 seo estado
de madureza e de poder ser cortado. O logar mai
afamado da callara do tabaco he o baixio chamado
Vuelta de Abazo he de pequea ex teocio,
exporta mui pouca qnantidade de verdadeiras folhas
prodozidas naquelle logar.
As folhas de Havana e de Vuelta appirecem no
commercio geralmente em pequeos feixes amar-
rados as extremidades, chimadas melotten ',
as de Coba lem feixes maiores ; as folhas dos pri-
meiros lugares sao geralmente mais finas e mata le-
ves, os da segunda mais pesadas e mais narcticas.
As qualidades empregadas para o eoclrimento dos
charutos lem agora em llamburgo, Londres e Bre-
men o precio de pouco mais ou menos 10 18 Szil-
ber grotchen (500 1 ig rs.); as tomas que servem
para capas 30 a 35, e as mais escolhlda* 70 a SO a
libra. Para ter toda a certeza da legitimidade do
tabaco os compradores empregam toda a cautela.
Se bem que dos tomos orenlaes mnilo poaco ap-
parecc no commerdo, oio podemos cumiado deixar
de por em segundo lugar os tabacos de Manilha :
elles lem urna vista avellodada e ama cor ehueata,
e vendem-se em Amslerdam, em grandes quinli da-
dos, pelo preep de 15 sor. (750 rs.) a libra. Tam-
bem ua America do Sul, (nrmente Cotambte, Va-
rinas e Suganna produzem fumos que principalmen-
te na Allemanba sao muito estimados, muito pro-
curados, e cuja produccao nestes nltimos annos lem
ganbo grande extensAo. Varinis em folhas e ro-
los paga-se comprando carregamentos inteiros em
llamburgo de 12a 19 igr. a libra. A maior parte
do tomo que se gasta na Europa, e que aprsenla
mais variedades, he certamen le o produzido na Ame-
rica do Norte. O Quenhaguy e Verginia. paga-se
em Bremen e Hambnrgo em barris 3a 10 gr. O Ma-
riland, Ohyo e Bay lalvez nm igr. mais.
Mais baifos preros no entonto obtem geralmente
al tabacos europeos, dos qoaes mrmente os Hnga-
ros, Allemaes e Paizes-Baixos vem ao commercio.
Os tabacos da Pfalz do Baixo Rheno e Paizes-Baixos
eostumam-se vender de 10 .1 20 thalers (15 a 309 rs.)
o quintal. Oj da Schwedt Vienraden de 7 a 10 tha-
lers ; os de Ohlo, Slcllin e Franca 6 a 8 thalers.
Os precos coslumam a mudar nesles productos
pela grande variedade de suas qualidades e colhei-
tas, e tambem petas grandes espeeularoes que com
ellesse fazem, assim como pelos efleitos dos direilo
que tem de pasar, demaneir^jna \sm havido riera- ,
pos qne o sea prtco lem dulinaid^ e augmentado
s vezes de 100 por cento/^ 1
A calcular pela qnantidade dos tomos importados
na Europa, devem seguir-se os prncipaes pontos de (A
produccao donde sao exportados na forma seguinte :
Era primeiro lugw.Americi do Norte, donde vera
annoalmente 116 milhes de libras de fumo.
Europa, produc-
b a> a
B .
1 (1
B
Pelo emprego que deste tomo se fazem sao diffe-
rencidas suas qualidades : urna qualidade he empre- 1
gada na fabricacao do rap e tomo de matear ; ou-
tra para o fumo em foto, ama le reo ira para o tomo
de cachimbo, ontra para tripas e cobertas de cha- *
rulos.
Para a fabricacao do rap e tomo de mascar exi-
ge-seuma folha gorda, pesada, que seja bastante
oleosa e se distinga por ama cor escura semelhinte a *
alcalro ; a parliculardade de ten cheiro, qoe deve
parecer-se muito com o da ameixa, designa evldeu- ,
lemenle o sen grao de bondade e de valor. As me-
Ihores qualidades deste genero vem de Quentuky e
Virginia ; porm tambem a Hollanda produz, mor-
inenle em annos seceos quando a planta nao est ,'
muilo espigada, tolhas desla qualidade, que os Hol- \
landezes intitulan) fumo pesado para difiereucar do |
tomo leve, geralmente empregado na fabricacao de *h,
charutos. O Baixo Rheno Pfalx tambem dao su-
periores productos, que, quando os fumos Norte-A-
mericanos sobem mnilo em preco, sao com estes
misturados e empregados na fabricacao dos raps os
mais finos. Na Inglaterra, onde agora em come- ? |
quencia do grande progresso em que se acha o uso
de fumar, o rap parece querer ceder o campo, gos-
ta-se mais de um rap fraco tal e qual os tomos de
Qaentuky e Virginia o presenta, e a qualidade
mais fina e mais estimada tabrca-se das tolhas hol-
landczas chamadas gordal. Urna folha quasi igual
como a da Hollanda colhe-se no Baixo Rheno -nai
immediaccs de llunrick, e poderia fcilmente
achar nceilacSo no mercado ingles, se se observar
na sua cultura, preparacaa e formen taejo todo o cui-
dado necessario. (
Para a fabrcaelo do tomo de mascar emprega-se
na America sempre Virginias Quentuky, naAlle-
manlia tambem as plantas de Pfalz. As folhas des.
linadas para a fabricacao de rap e tomo de mascar
devem se pesadas o gordas, para poderem receber
as diversas preparasOes, as quaes sao empregados
muilos saes, e principalmente poderem-se conservar
em um estado hmido sem crearem moto.
Como ha muila variedade nos annos productivos,
o fabricante inlelligenle dever-se-ha muir com bas-
tantes provses para, no caso do anno ser menos
productivo, nao alterar o aeu fabrico, porque a mu-
denca de goslos inveterados nao he tao fcil como se
presume. O fumo destinado para o rap apparece
geralmente no commercio amarrado em forma de
nabos ; methodo esle empregado para evitar a fer-
mentacAo do producto e evaporarlo do sea aroma
especifico.
C.onlrario.ao tabaco destinado 10 rap, deve-seem-
pregar para o destinado ao fumo de cachimbo urna
folha branda, porm que nio arda com muila faci-
lidade. A brandura he necessaria, porque do ca-
chimbo arde maior qaamtidade do que nos charo los
de orna vez,porem o fumo dentro do cachimbo quei-
ma com mais difliculdade; estas duas ciroumstaneias
conlribuem para concentrar mais o calor e descocar
a garganta, emqaanlo que os charutos augmentan)
mais a aetividade desle orgam; no entanto tambera
nAo lie bom que o fumo seja brando de mais, porque
isto o faz arder muilo ligeiro, produz portento muilo
catar e loroa-se assim nocivo saude. A forma do
(abaco depende da natureza da folha; tolhas bran-
dal corlam-se mais grossas.o quanlo mais forle, mais
finas; os fumos que podem dar um charolo regiear
j nao servem para o tomo de cachimbos.
Na Allemanba c Hollanda. qne he .1 palria dos
cachimbos, escolhem-se para o fumo de cachimbos
os de qualidcdc muito leve, que antes da fabricSoji
se acham por assim dizer amortecidos, isto lie, que
tenham perdido um eerlo cheire e gosto excitante
proprio dos tomos fortes. Para este fim sao mnilo
propros os de Varillas, Porto-Rico e Marland.
Em geral prefere-se no norte da Alternancia os tomos
leves, e no sul os tomos fortes. Na Inglaterra gas-
la-so para a fabricacao do tomo.de cachimbo mor-
/
to animal. 142
America do Sul. 2*
Indias Occidenl. 15
Oriente. 8
<




DIARIO DE PERNAMBUCO, QUflRTA FElRfl 9 D AGOSTO DE 1851
>
i
>
1 *
t \

mente as < |ua!iilades menos forte de Qoenluky e
Virginia ; por causa dos grandes direitos procuram-
se sempre aquelles fumo* quo arden vagarosamente
e talisfazt-m mais o fumante; na Allemanda empre-
gam-ae enlas qualidades junto os fumos de Ohvo e
Bay para a fabricarlo da inferior qualidade, que a
classe pobre mais gasta, e da qual elige que o faino
dore bastante no cachimbo. Estas qualidades podc-
riam, cm os direitos Je ."> >.. por cento do importa-
ran, igualar aosf-umos regulares do Pfjllz, e assim
tornar im possivel a ua concurrencia. Aprcparacao por
moio de cortos rfiolhos, aoligamcnle segredo de das
fabricas, est inleiranunta abandonada naAllema-
nlia; porque sa ublivcram m dlinra* resultados pela
mistura com diversas plantas. Maior importancia
do que (odos os fabrico* de tabacos tem sem duvida
a fabricarlo di>charolo, nao tmenle altendendo ao
capital como Mimbcm aos bracos nelle empresados.
A fabricaco fabricante Scliotltnanu a Hainbiirgo e de la a Bre-
men, cujas cidades conservam a primaria desta fa-
briearao. De ha vinle cinco annos ponco mais on
menos he que ella se estendeu por todas as mais ci-
dades d'Allemanha c ja se conhece a influencia que
esta industria exerce obre o prero do* fumos. A
mesma Pfallz, que nao pode vender o scu fumo por
de 2 >( sibergroschen a libra, vende-o por ),' a 5
se as folhas pdem ser empregadas na fabrcac.ao de
charutos. Tambem como genero do industria mere-
ce a fabricaco de charutos toda a atiendo. L'm
offlcial que com dons ajudaole fabrica mil charutos
por dia, recebe por Uso 1 23 l'ialler, ficando-lhe de
lucro liquido 1 Ihuller.
Todo o empenho do agrnomo deve tender ao fim
de produzir folhas grandes, fortese bem delicadas;
e islo consegue-se melhor, plantando tm um terreno
baslaute fofo e bem adubado, nao deixando nunca
faltar humidade para que a planta se desenvolv com
promptidao. lia urna difleronca entre o fumo desti-
nado para cachimbo, e aquelle destinado para a
fabricac,3o dechanitos. A virlnde do primeiro con-
siste em que as suas folhas sejam moles e avelluda-
das, era qnanlo que as do fumo empregado para a
segunda axige-se mas lisura e algum tanto aspereza
para que os charutos nSo se lomera duros c impossi-
veis de c fumar. Entre as tripas escolhem-se as
folhas mais largas para servircir, de primeiras capas
aos charutos: depois he este enrolado na capa supe-
rior que s por si custa tanto como todo o reslo do
charuto, contendo este em pesj 3 ou i vezes tanto
como a capa.
O preco da manipulado pode ser calculado con-
forme o seguinle: para apromptar 500 libras de fnmo
he preciso 5 (rabalhadores em un dia de sen ico que
ganham 1 2|.1 thal. Com a mac'iina dos operarios
cortarao nodia800a 1000 libras. Olorrador pode em
um dia torrar 1,600 libras; 2 operarios c 2 serventes
Ao necessarios para empacotilhar 800 libras por
dia em pacoles de i dellibra. O valor de 500 li-
bras de fumo fino monta a 200 thal. Para transfor-
mar 500 libras de folhas de fumo em charutos, ex-
ge-se no enlanto 140 operarios, e estes de um salario
nao menor de sibergroschen por dia pelo milheiro
de charutos mais ordinarios ; o ha qualidades de
charutos pelas quaes na Ioglaterra j se paga 15
schling o*> cinco thaller de nio de obra, e nem na
America do norte, nem na Havana recebem os ope-
rarios precos inferiores, chegando assim o valor do
tabaco fabricado a 330 e500 thaller a libra.
Tem-sc calculado que, em consequencia da l-
cer.c.a dada aos habitantes de Ilerlim, de poderem
famar as ras, se gasltm diariamente 50,000 cha-
rulos mais, oo o que quer dizer o mesmo sobre 4
pessoas um charuto ; ha piranlo um augmento de
salario de 25,000 thaller por auno, e he de notar
que o machinisrao empregado nessa fabricado
consta de urna faca e urna taboa : de mane ira que
ote importante ramo de industria exige um Iraba-
llio puramente braral, que nao pode ser substituido
por meio de machinismo. Quo importante para o
commercio e navegaban o tabaco he, mostra clara-
mente a cidade de Bremeu com seus mercados de
fumo; a sua principal importacao he fumo, e o prin-
cipal ramo de sua industria he a fabricaco de cha-
rutos.
O fumo de Havana e de Han lha a Havana nao
so produz os melhores fumo*, como tambem os mais
finos e mais MM charutos. Minos nossuidores de
ptantardes sSo a .mesmo lempo fabricante* nutro*
fabricautt^con^tam as co licita* dos lavrailoresda
provincia, assim como das outras parles da cosa de
leste e oeste de Cuba, misturando uns com oulros.
O enrollar dos charutos he gcralmente feito por ne-
gros e mulatos, homeus e inulher Havana oceupam-se outros tantos brancos, ou nas-
cidos la mesmo on >indos da lie-panha e das Ilhas
Canarias.
Entre os expositores da grande exposicSo ele Lon-
dres distinguio-se a fabrica de Hija de Callanas >
Cabezel. Carvajal he o regente o marido da lillia
de Cabauas. A maior parle dos charuto* que
a fabrica produz, isto he, as meluores qualidades,
consiste em duas : primeira e segunda qualidade
vio para Inglaterra e Russia per conta propria,
onde por causa dos grandes direitos de importacao
<]nc na Inglaterra se paga 35 por cento por mil cha-
rutos de Regala.
As colheitas do tabaco san variaveis conforme as
eslacoes ecircomslancias ; a de 1K:I foi abundante
e de excelleule qualidade, e lio abundante que foi
necessario dar menos atteucao sua fabricaco para
previnir a queima das folhas e o prejuizo de grande
parte do producto.
A Hija de Cabanas y Cabayal.
a melhor qualidade dos Cabauos sao feralmente en-
coramendados annos adiantados, e por alto preco.
Ponco deste tabaco se exporta para i Allemanha,
mas he excellente tanto arespeilo dt qualidade, co-
mo pela elegancia do trabalho, principalmente os
chamados Imponaos c Regala.
Diversas casas em Londres negociam em grande
escala com este ramo de industria de Havana.
Os charutos de Manilha tem para suas tripas fo-
lhas eompridas, e sao enroladas diflVrentemenle que
os da Havana : a capa superior he coberta com o
sueco de urna planta gumosa, que tambem tem cf-
feilo narctico ; sao enrolados em maior compri-
menio e depois corlados ; a sua forma difiere dos
ofltros charutos, e parecem-se com canudos que v9o
pouee e ponco engrossando.
Na grande exposicao de Londres viraos expostas
pela Sociedade Econmica de Manilha, varias qua-
lidades de fumo qne he trabalhado as fabricas
reaes e em outras fabricas de Manilha ; assim como
militas amostras de charutos daquellas fabricas.
[Auxiliador).
YARIEDMS.
r
0
lira jornal dos Estados-I'nidos, o Correio, Iraz
urna noticia, que nao deixa ser de certo modo ori-
ginal.
Ha poucas semanas leve lugar em Bytown urna
exposicao de creancas ainda em cueiros. Foram
conferidos do premios de 60 doilars cada um a
dous meninos, um de 16 c outro de 18 MUS. De-
pois de distribuidos os premios, o presidente do ju-
ry qualificador pronuncioo um discurso, no qual de-
monslrou as muitas vanlagens desta.nova in-tilnicao.
Por tal modo, exclamo elle, nos negaremos a
regenerara especie humana, do mesmo modo que os
numerosos concorsos estabetecidos em Inglaierra
teem regenerado a raca cavalar. Mil o presidente
terminou o seu discurso, a mai de um dos premia-
dos, toda orsulhosa pela victoria que seu filho tinha
ihancndo, e enlhostasniada com oqne acabava de
ouvir, ergueo-se, e disse ao joiz que se no anuo
seguinle os premios fossem ainda de 60 doilars, a-
presenlaria no concurso oatro rapaz mais rubicundo
mais porluxo c mais esperto, que o que acabava
de ser premiado-. Tres salvas de palmas responde-
rn! a esta promessa ingenua e patritica.
Noticia* lliftrae*. |)o Echo de I'alia : Re-
cebemos algumas cartas do Mxico acerca dos tri-
umphos das duas companhias lyricas que hoje se a-
rham na capital dos Monlezumas. D aremos al(;uns
extracto* d'ellas !
A companhia Salvi e Sleffnone fez a sua eslrea
no Iheatro do Oriente em 17 de abril. A o|iera
annunciada ao publico era / Piiriani, mas foi mis-
ter mudar-se pelo motivo da indispasicao mnilo se-
ria do celebre basso Ignacio Harim. por fim re-
presentou-se o D. Pa>quale, ijue sei-vio de eslrea
lo bem condecido buflb cantarle Rorere. Eslc ar-
ista, inleiramenle novo para o nosso publico, foi
'-m recibido, agradou, e leve applausos. O mes-
o acontereu Sra. Steffuonc, bem pie nao fosse
aropriada para o papel de Norma ; mas aqui, ro-
a em todos os paizes hespanhoes, as mulheres sa-
ben fazer-se applaudir. Por islo nao quero censu-
ra a vo o merecimenlo artstico desta gentil
prima-dona. Salvi, como Ernesto, obteve um suc-
cesso o mais lisoogeiro na aria Tornami a diz
che m ami; os applaasos rompern! por toda a par-
te, e foi chamado muitas vezes ao proscenio. Siuto
nao poder dizer 0 mesmo do barilono Benivcnlaoo.
Nao soube conceber o caracler de Malatesta, direi
era seu louvor que na parle cantante foi menos exa-
gerado do que cosluma, e islo he muilo. A orches-
tra, dirigida pelo Sr. Nicolao, deu provas da capa-
cidade do regente. O thealro do Oriente, oceupado
por esta companhia, he nao smentc pequeo, mas
tambem o mais vulgar ; servia aoligamcnle para o
combate dos gallos, e os eMxicauos Iho chamam a
capoeira.
A Sr". Sontas e toda a sua numerosa compa-
nhia chegou finalmente aos nonos muros. A chega-
da d'esla celebre cantora foi um dia de jubilo para
os ridadaos do Mxico. I'm estranseiro que igno-
rasse esta occorrcncia, julgaria que o povo relebrava
urna fasta nacional! Mr. KcnneMasson cx-redactor
d'uma fulha nimiamante democrtica, lavia chegado
pouens das antes e soube preparar os animse a im-
prensa a favor dos Ilustres viajantes. Finalmente,
acredita-lo-heis vos? Urna depulacao d'homens dis-
linclos parlio ao enconlro da rainha do canto a Sr".
Henriquela Sonlag, a oficrrer-lhe, nao as chaves da
cidade, mas sini a hospilalidade dos Mexicanos. Com
effeilo ao escureccr do dia 12 de abril o grande cor-
tejo fez a soa gloriosa entrada no Mxico. S. M. a
rainha Soolag, sentada n'um elegante calcche pu-
xado por seis cavallos brancos, era escoltada por
urna turba de dilettantis.
Os ajudantesde campo thcalral Masson e Barili,
montavam duas formosas muas de rara andaluza,
S. M. Uenriqueta Sonlag I a lendo tomado posse da
sua elegante pousada, diguou-se dar audiencia a
urna depulacao allemaa, presidida pelo Sr. LeITman.
Todos fallara da amabldade d'esta celebre cantora.
Por fim chegou a retaguarda do exordio capitanea-
da pela sympathica princeza Claudina Fiorenlini.
O professor Bo'.lesini cavalgava ao lado da sereia de
Sevilha (assim chamam S. A. Claudina) como pri-
meiro ajudantc de campo. No dia seguinle todas
as folhas da capital publicavam a biographia da Fio-
renlini. A eslrea da Sonlag foi urna ovaejo geral!
Represenlou na Somnmbula, e que triumpho! que
aplausos! Pozzolini agradou muito; C. Badiali he
considerado como um astro canoro, c espero que to-
dos os artistas d"esta companhia asradarao e volta-
ram aos seus paizes com os bolsos ebeios.
[Echo Popular.)
"-.-a^ienij
RESUMO HISTRICO DA INDUSTRIA IN-
GLE/.A.
A grandeza industrial e commercial da Inglater-
ra comecou a desenvolver-se nos gados e no fabrico
da l.ia* I Quando os anseticos cheearam aquello
paz, a cultura do terreno era insignificante, e o ne-
gocio dos gados de pouca importancia.
As pastageus no invern fallavam ; lomando-sc
necessario matar nooutonn um grande numero de
animaos domsticos. Como em lodos os paizes in-
cultos, taes como outr'ora a Allemanha, c ainda hoje
as solidoes da America, todos se alimentavam de
carne de porco. He fcil conceber arazao disto.
Os porco* exigiam pouco cuidado, por que busca-
vam por si mesmo o sustento, que se enconlrava
com abundancia as florestas e nos campos nao cul-
tivados. Baslava conservar durante o invern um
pequeo numero de femeas nos campos, para na pri-
mavera seguinle encontrar rebanhos consideraveis.
Maso commercio estranseiro deu em resultado
limitar a creacAo dos porcos, desenvolver a dos car-
neiros, e mclhorar em geral a cultura do solo e a
educacao dos gados.
Na historia de Inglaterra, de Hume, encontram-
sc dados muito interessantes sobre a agricultura in-
leza no comeco do seclo XIV. Em 1327, Lord
Spencer conlavaja em 63 herdades, 28 mil carnei-
ros, mil bois, 1200 vaccas, 560 cavallos e 2 mil por-
cos, quer dizer que correspondan) a cada herdade
450 carneiros, 55 cabecas de gado vaceum, 9 caval-
los, e 32 porcos.
Devemos notar a proporc,an favoravei que o nume-
ro dos carneiros aprsenla naquella poca compara-
tivamente is outras especies de animaos. O grande
interesse que a aristocracia insiera tirava do deseu-
volvimenlo dos carneiros, Ihc promova o gosto pe-
la industria e pelos melhoramcntosasnelas em urna
epor, cnique na maior parte dos paizes do conti-
nente, a nobreza nao conliecia o melhor emprego
das suas prnpriedades, considerando como glorioso
a deslruirao das cidades e do seu commercio por lo-
dos os actos de hostilidades.
Os rebanhos de carneiros tornaram-se entao nu-
merosos, como recculementc se tem visto (na Hun-
gra ; e em muitas propiedades se ronlavam 10, ale
21 mil cabecas. Em um tal estado de colisas, ( fa-
brico ilas Mas, quu j.i no prccciienles reinados, ii-
nha lomado um nolavcl 'progresso, nao pode dcixar
de chegar rpidamente ao maior gr.io de prosperi-
rrade debaixo da influencia das medidas tomadas pe-
la rainha Isabel.
A prohibicAo da sahida das laas e as reslricr oes de
commercio dcsla especie sobre as cosas, com'o fim
de impedir a cxporlaoao, eram medidas vexatorias
e injustas ; mas nao deixavnm de contribuir para o
anmenlo da industria ingleza, e decadencia da in-
dustria flamenga.
Em urna memoria, pela qual os anseticos recla-
maran! da dieta germnica medidas restrictivas, foi
calculada a exporlario dosjpannos de Inglaterra, em
200.mil pecas, ej no reinado de Jaime I, o valor
dos direitos inglezcs de exportarn havia chegado
cifra enorme de dous milhes de libras esterlinas,
emquanlo qoe em 1551 a das laas exportadas nao
cbesara a mais de 270 mil libras e a dos outros ar-
tigo* a 16,400. Al ao reinado do principe que aca-
bamos de mencionar, a maior parte dos pannos
eram enviados para a Blgica, afim de serem tintos
e preparados; mas gr?ras s medidas de proleccao e
de melhoramenlo adoptadas por Jaime I e por
Carlos I, o preparo aperfeicoou-se de tal manen a
em Inglaierra, que a importacao dos pannos finos
cessoo quasi inleiramenle e nao exportava seuao
panuos linios c preparados.
Para dar ama idea exacla c completa deslcs re-
sultados da poltica commercial ingleza, deve notar-
se que antes do grande desenvolvimento que toma-
ra m ncslcs ltimos lempos as industrias do linho, do
alsndao, da seda e do ferro, o fabrico dos pannos
nflerecia o mais importante meio de permutarlo da
Europa do norte com o Levante e Indias Orientar*.
Pode por este faci julgar-seque, desde os lempos
de Jaime I, os artigos de laas regulavam por nove
decimos na exportacJo ingleza reunida.
Esta industria forneria Inglaterra os meios de
supplantar os anseticos nos mercados de Suecia, da
Noruega e da Dinamarca, e de attrahir a si a maior
parte do commercio do Levante c das duas India*.
Foi Inglaterra qoe desenvolveu a explorarlo do car-
\,l" de podra; delta sabio urna consideravelcabolagem
euma pesca activa, estasduas bases de poder marti-
mo, que tornaran) possivel o acto de uavegacAo e
fundaran) a supremaca naval ingleza. A par dclla
elevaram-se lodos os oulros ramos de fabricaran, co-
mo em volla deum troncocommum, cfoi dcsla ma-
neira que leve principio a grandeza industrial, com-
mercial e martima de Inglaterra.
Apezar dislo nenhum dos outros ramos de indas-
tria era desprezado. J no reinado da rainha Isabel
a importacao dos melar*, dos conros em obra, e orna
infinidade de oulros arligos fabricados havia sido
prohibida, ao raesmo lempo que a emigragaoo dos
minelros e ferreiros allemaes tinha sido animada.
Anteriormente aquella poca, compravam-se navios
anseticos ou se faziam construir nos portos da Bl-
gica ; a rainha Isabel, com o auxilio das reslricccjes
c mellioramenlos, introduzio no paiz a arte de cons-
Inicrao. As madeiras necessarias para este fim ira-
portavam-sedos Estados do Nordeste, oque aogmen-
lou enormemente as remessas de Inglaterra para
aquelles paizes. DosHollandezcs linhara aprendido
a pesca dos arenques, dos Basques a pesca da balcia,
e haviam-sc estimulado uns c outros por meio de pre-
mios. Jaime I leve particularmente a peilo o de-
senvolvimento da conslruccAo naval, e das pescaras.
Ainda que nos possam parecer ridiculas as infaliga-
veis exhortares para comer peixe que este rci diri-
ga aos seus subditos, devemos fazer-lhe justica,
porque, obrando assim, tinha largas vistas sobre o
futuro do povo iuglez. A emizracao dos fabrican-
te* da Blgica c de Franca, brisada por Filppe II
e Luiz XIV, foi de grande vanlagem para a habili-
dade industrial e para o capital manafacturciro de
Inglaterra. Devc-lhc as suas fabricas de tecidns de
ISas finas ; seus progressos em chapellarias, em vi-
dros, em papel, relogios, na industria do linho e na
da seda, e urna parle das suas oflicinas metalrgi-
cas ; todos estes ramos de trabalho soube aquelle
paiz fazer florcscer promplamente por meio das pro-
hibirles e dos subidos direilos.
Esla ilha levou a lodos os paizes do continente as
suas arles particulares, e as aclimatou em si ao
abrigo do seu systema de alfandeas. Foi necessa-
rio que Vencza, entre outras industria* de luxo,
Ihe cedesse a doscrystaes e a Persia a das lapecerias.
Urna vez de posse de nma industria, empregava
por largos annos a sua solicludc. da mesma ma-
neira que urna arvorc nova carece de apoio e de
cuidado. He torca de I rabal lio, de direcciio e eco-
noma que una industria se torna vautajosa com
o lempo, e que um paiz sufficicntemenlc adianlado
na sua agricultura e na sua civilisacao geral, pode
presentar novas fabricas, convenientemente prote-
gidas ; e ainda que os seus productos sejam impr-
tenos, anda que sejam dispendiosos no comejo, po-
den) com o auxilio da experiencia e da concurren-
cia.interior, igualar em todos os pontos, as fabricas
antigs cstrangwras. He alm disso necessario vi-
giar sem cessar para que todas as geraroes prosigam
a obra do progresso indnslrial lomanoVa o estado
em que a aerar precedente a deixoo ; a historia
da industria ingleza he urna prova palpavel deste
systema.-
No reinado de George I os homens de eslado de
Icglalerra, eram com cmdadolinatrnidos nos funda-
mentos do eugrandecimento do paiz. o ministros
deste rei Ihe flzeram pronunciar estas patavraa
quando abri o parlamento em 1721 : He eviden-
te que cousa alcuma conlribuc tanto para o desen-
volyimenlo da prosperidade publica, como a expor-
laco dos objectos manufacturado*, e a importaran
das materias em bruto. Tal era a poltica cummcr-
cial de Inglaterra ; (al havia sido antecedentemente
a de Venera. Ainda hoje existe naquelle paiz o
mesmo syslema que no lempo da rainha Isabel. Os
fruidos que este principio tem presentado, sao v-
siveis a lodos. ( Moniteur de intrets matriel)
(/. do Commercio de Lisboa.)
COMMERCIO.
PIUCA DO RECIPE 8 DE ACOST AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacGes olhciacs.
Cambio sobre Londres a (10 div. 26 1|2. d.
Dilo sobre ditoa 60div. 26 d. com'nrazo.
ALFANDEliA.
Rendimenlo do dia 1 a 7.....36:855)268
dem do dia 8........11:506)988
48:3623256
Deicarregam hije 0 de agosto.
Brigue inglezlimmabacalho.
Brigue inglezTitaniaidem.
Polaca hespanliolaPrimadiversos gneros.
Barca americanaSwonfarinha e cha.
Brguc bra-ilriio/./;.- nctinomen adorias.
Importacao'.
Hiale Parahibano, vindo do Ass, consignado a
Caetano Cyriaco da Cosa Moreira, manifcslou o se-
guinle :
131 alqucires de sal ; aomcsino consignatario.
30 couros salgados, i barr* cera de carnauba ; a
Francisco Gomes da Silva Saraiva.
CONSULADO OERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 7.....5:506g!)9l
dem do dia 8........ 639)318
6:1165309
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia t a 7..... 1558291
dem do dia 8........ 95)901
251)195
Exportacao'.
California, vapor americano Surprise, de 502 to-
neladas, coiiduzio o seguinle :30 toneladas de car-
vSo de pedra.
Ass, lancha nacional Nova /itperanra, de 39
toneladas, conduzio o segninte : 66 volumes fa-
zendas e diversas mercadorias, 80 volumes diversos
gneros do paiz.
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 8......1:023)518
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia.1 a 7.....6:170)91}
dem do dia 8........762)031
7:2321918
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio* entrados no dia 8.
Ararat> e Ass16 dias do ullimo porto, hiatehra-
sileiro Parahibano, de 37 toneladas, meslrc Jos
Joaquim Duarlc, cquipagem 6. carga sal e palha ;
a Caetano Cxriaco da Costa Moreira.
Terra Nova37 das, brigue inglez Titania, de 220
toneladas, capilao Ilenry Pearse, equipagem 12,
carga 2,022 barricas com bacalho ; a James Cra-
Iree & Companhia.
Baha5 das, patacho brasleiro Alfredo, de 200
toneladas, meslre Mauoel Gomes de Oliveira,
equipagem 11, carga farinha de mandioca, lahaco
e mais gneros ; a Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo. Passaseiros, Candido Jos de Goes e Jos
Fiel.
Coln su i ba3 dias, sumaca brasileira tlor de Co-
tinguiba, da 116 toneladas, meslrc Antonio Fran-
ciscodos Santos, equipagem 12, rarsa assucar ; a
Schramm Whately. Passagciros, ManoclJosdo
Nascimento, Jos Mauricio Bitancourt de Lcenla
c sua familia.
Rio de Janeiro27 das, brigue francez Dardanel-
Icf, de 150 toneladas, capilao Manant, equipagem
10. em lastro; a Schramm Whately & Compa-
nhia.
Tabiti60 dias, barca americana Gaij llead, de
i( I toneladas, capitn \V. Davs, equipagem 1 i,
carga azete de peixe ; ao capilao. Veio refres-
care segu para New-Bcdford.
S. Malhens pela Babia10 dias, e do ullimo porto
4, hale brasleiro Audaz, de 105 toneladas, mes-
lre ManocIJosc de Andrade, equipagem 10, car-
ga farinha de mandioca ; a ordem. Ficou de
qnaren tena por 6 das.
Havre17 das, brigue francez Merle, de 139 tone-
ladas, capilao Leprince, equipagem Id carga
manteiga, vinhoe mais gcaaeros; a J. R. Lasserre
& Companhia. Passagciros, Frederick Robil-
liard, Bcrzere, EduardoGadault.
Nados sahidos no mesmo dia.
Ro de JaneiroCrvela a vapor beasilera Magc,
commandaute o capitao-tenente l.ouren;o da Sil-
va Araujo Amazonas. Passaseiros desta provin-
cia, o imperial marinheiro Mauoel Francisco dos
Santos, Joan Couy, 7 recrutas, Dr. Joaquim da
Silva Aranjor \in a/inas. Dr. Caetano A. dcSou-
za Filgucira, Dr. Francisco Gomes Velloso ite
Albuquerquc I.ins, Julio Cesar Velloso, Goncalo
Francisco Tarares, Manuel Domingos Jauuario,
Jo.lo Goncalvcs de Miranda Kcllcr.
Nanles-Brigue francez Pere Rio, capilao Rio, car-
ga assucar.
EDITAES.
O Dr. Custodio Manoc|da Silva Guimaraes, juiz de
direito da primeira vara civele do commercio des-
ta cidade do Recife por S. M. I. e C, etc., etc.
Fajo saber aos que o prsenle edilal virem, que
Franca & Irmaos me fizeram a pelcao do llicor se-
guinle:
Dizem Franca & Irmaos que seu devedor Antonio
Vicente de Azevedo dos mandara entregar as chaves
de urna taberna que tinha no pateo do Terco 2, e
ausenlou-sc desta cidade, c como os supplicanlcs
embora sejam os maiorescredores delle, noquercm
comludo tomar sobre si qualqucr rrsponsabilidade,
que porvenlura possa apparecer sobre dita taberna ;
por isso requerem a V. S. que mande passar man-
dado para serem depositadas no deposito geral ditas
chaves, passando depois editaes para serem citados
tanto o supplicado, como os credores delle, afim de
ficarcm entendidos.
Pede ao Illm. Sr. Dr. jiiiz do civcl c do commer-
cio assim Ibes delira.fe. R. Me.Miguel Jos de
Almcida Pernambuco, procurador.
Distribuida como requerem.Recife 26 de julho
de 1851.Silva Guimaraes.Ili-lrilmicao.A. Mo-
la.Oliveira.
E mais se nao conlinha em dita pelicao e despa-
cho em virtude do qual o c.-crix lo passoo o mandado
do Iheor seguinle.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direito da primeira vara civcl c do coimncrcio
dcsla cidade do Recite por S. M. I. e C.ctc.
Mando ao depositario geral Manoel Gonr.alves
Ven eir e Silva receba em scu deposito as chaves
da taberna declarada na pelcao relro, sendo ludo
de conforniidade com a mesma pelicao:Compra.
Recife 27 de julho de 1854.Eu, Manoel Jos da
Molla, e-criv.i,i subscrevi.Silva Guimaraes.
Nada mais se conlinha em dito mandado, c cm vir-
tude do meu despacho o cscrivao que este suhscre-
vou maodou passar editaes pelos quaes e seu Iheor
se chame e cita ao dilo Azevedo e aos credores des-
te para que fiqnem scenles do ditodespacho, e para
que chegue a noticia dos mesmos mando que se afii-
xem nos lugares do costante, designados no cod. do
commercio e pela imprensa publicados.
Dado e pssado ne-la cidade do Recife de Per-
nambuco. ao 5 dias do me/, de asoslo do anuo de
1854.Eu Manoel Jos da Mola, escrivo n subs-
crevi.Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
DECLARACOES.
Clu'isma na Ordem Terccira do Catino.
O Exm. e Rvm. Sr. bispo de Pernambuco, co-
nhecendo a excassez de meios da vcneravel ordem
terceira do Carmo desla cidade, para levar a efieito o
ardente anhelo de construir o seu hospital para ser-
vir de verdadeiro alverguc para seus irmaos desvali-
dos, sedignou por sua benevolencia, e a pedido do
prior, ero nome da aclual mesa regedora, ministrar
aos fiis o Sacramento do Chrisma, na igreja da
mesma ordem nos dias de domingo 13, 20 e 27 deste
mez pelas 10 horas da manlia, applicando as es-
molas da hacia prol daquella po-obra. O irmo
prior, espera da rcligiosidade de seus ^rjnjlos lercei-
ros, c mesmo de lodos os liis amantes da mesma ve-
neravel ordem, que se bao de prestar e concorrer a
esle acto de nossa religao; e do qual resulta grande
utlidade a mesma ordem, devido a natnral munifi-
cencia de S. Exc. Rvm. a quem i venc a\el ordem
muilo se ufana de vo-lo cncorparado no catbalogo
dos seus irmaos. Francisco Pinto da Costa Li-
ma, prior.
CORREIO.
Pela administraran do correio se faz publico que,
desta data em dianle. s se dar destino aos jomaos
que fnrem sellados com sellos de 10 e 30 rs. de cor
azul, para o que desde j se arham a venda.
Recife 8 de agosto de 1854, O administrador,
Antonio Jos Gomes do Correio.
Antonio Joaquim de Oliveira Raducm. cscri-
pturario da mesa do cousulado provincial, faz sciCn-
le aos proprietarios dos predios urbanos da freguezia
de Santo Antonio, que principia a fazer o lancamcn-
to da decima da dita fresuc/aa, que tem de ser co-
brada no anno naneciro de 54 a 55, no dia 12 de
agosto enrrente.
Antonio Joaquim de Oliveira Baduem, escri-
plurario da mesa do consulado provincial, faz scicn-
le aos donos dos eslabelccimenlos da freguezia de
Santo Antonio, que principia o fazer o lanrnmento
do imposto de 4 sobre os mesmos eslabelecimentos,
no da 12 de agosto correle.
Conselho administrativo.
O conselho apminislrativo, cm virtude de aulori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguinles :
Para o 2. balalhao de intentara de linha.
Livro meslrc impresso com 200 roldas de papel
imperial para registro das pravas adidas 1, dilos im-
pressos rom 200 folhas de papel imperial para regis-
tro geral .las forras effeclivas e segregadas as compa-
nhias 8, dilos impresso* com 200 Mlias de papel im-
perial para registro das iracas adidas as companhias
8, concert de 389 barretinas >ara soldados, dito de
18dlas para tambores, dilos de 17 ditas para porte
machados,
Recrutas em deposito no mesmo hatalho.
Bonetes 50, grvalas de sola de lustro 50, briin
blanco liso para frdelas c calcas, varas 375, algo-
daozinho para camisas, varas 250, sapalos, pares 50,
manas de laa 50, esleirs 50, hollanda de forro, co-
vados 10, bolee* prclosdeofso, grozas 25, dilos bran-
cos de dito, dita 12.
2. butalhao de inhalarla da guarda nacional.
Baudeira imperial de seda 1, hasle para a dita 1,
|ior(e para a mesma I, capa de oleado I, dila de
In i ni I.
Balalhao de arlilliaria da guarda nacional.
lian lena imperial de seda I, basto para a dila 1,
C)rte para a mesma 1, capa de oleado 1, dita de
i un 1.
Fornecimonlo de laica as estarnos militares.
Azcile de carrapato, caadas 140, dilo de coro, ca-
adas 30 12, pavios, duzias 6, velas de carnauba,
libras 153, lo de'aleadlo, libras 32.
Provimcnlo dos armazens do arsenal de guerra e
oilicnia* de i. classe.
Cobre velho, arrobas 16, ziuco em barra, arrobas
i, podra pomc, libras 16.
Oflicinas de 5." classe,
Sula curtida, meios 100 : quem os quizer vender,
aprsente as suas propostas em carias fechadas, na
seorelaria do conselho, as 10 horas do dia 9 do cor-
rente mez. Secretaria do ronselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 3 de agosto
de 1854.Jos de Brito Inglez, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direcrao do
Banco de Pernambuco se faz certo aos se-
nliores accionistas, que se aclia autorisado
o seu gerente para papar o quarto divi-
dendo de 12f000 por acrao. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 1851.Joao
Ignacio de Mudeiros Kego, secretario.
O conselho de adminislrajao naval contraa por
compra para os navios armados, e mais cstabeleci-
meiilos do arsenal o seguinle : arroz bronco do Ma-
ranli.lo 73 arrobas ; agurdenle de 20 graos 512 me-
didas; assucar brauco 50arrobas ; dito refinado ar-
robas ; azeile doce de Lisboa 56 medidas ; bacalho
48 arrobas ; caf em grao 29 arrobas ; carne secca 58
arrobas ; farinha 193 alqucires novos ; feijao raulati-
nho 55 alqueires dilo ; toucinho 25 arrobas ; vinagre
99 medidas ; azeite de carrapato 42 medidas ; stea-
rina* em velas e carnauba dila : bem como contrata-
se o fornecimento de pao, bolacha e carne verde at
o fim de suloinliro vindouro: os ioleressados em ditos
fornecimenlos sao convidados para comparecerem as
12 lloras do dia 10 do correle com suas propostas e
amos; ras. na sala Je suas sesscs.
Sala do conselho de adminislracjio naval em Per-
nambuco 3 de agosto de 1854.O secretario, Chris-
lovao Santiago de OHveira.
O juiz de direito da segunda vara criminal,
faz publico que as audiencias do seu juzo serio
d'ora em dianle as quinlas-feiras de todas as se-
manas, s 10 horas da manhaa, e quando for dia
santo de guarda, ou feriado no dia seguinle asmes-
mas horas.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcrao convida aos
Sr. accionistas do Banco de Petnambuco,
arealisaremdol. a 15 de outubro do cr-
tente anno, mais 30 0|0 sobre o numero
das accoesque Ibes foram distribuidas, pa-
ra levar a eleito o complemento fio capi-
tal do banco, de dous mil contos de rei,
conforme a resolucao tomada pela assem-
ble'a geral dos accionistas de 2G de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto del85i.0 se-
cretario do conseibo de direcrao,
J. I.de'M. Reg,
O Illm. Sr. capit.in do porto manda fazer
publico, para conhecimento dos Srs. capitaes dos
navios osirangeiros e naconaes. a disposico conlida
no artigo 45 do regulamonto de 28 de fevereiro do
correlo anno, para a pralicagem do porto e barras
desta cidade, visto serem pelo mesmo artigo obriga-
dos ao seu fiel cumprimcnlo.
Arl. 15. Todo o commaudante, capilao, oumestre
das embarcacoes que tcncionarem sabir e pedirem
pratico na forma do presente rcgulamenln, dar par-
le ao capitn do porto, com declarado por escripto,
do numero de pes dViaua em que se acha o navio, e
do da em que prr Inde sabir ; devendo essa decla-
racao depois de ru icada pelo mesmo capilao do
porto ou seu ajuda-..V. ser apreseutada pelo capilao
do navio ao pratico-mor, que marcara a hora da
partida. Capitana do porto de Pernambuco 7 de
agosto de 1854.O secretario, Alexandre Rodrigues
dos Anios.
SOCIEDAEE DRAMTICA EMPREZARIA.
Ao publico.
Os artistas dramticos existentes nesta cidade, rc-
coiihecendo as vanlagens que podem resultar ao pu-
blico c a arte scenica de urna associacao dos mes-
mos artistas, e desejosos de elevar o tbeatro nacional
uesla proviocia ao gremio do primeiro do imperio,
prometiendo para isso empregar lodos os seus esfor-
cos afim de que a companhia seja augmentada com
nlguns artistas de mrito que a completen), sobre lu-
do urna primeira dama, acabam de lomar asi a em-
prezado tbeatro de Santa Isabel durante o anno sce-
uico que va correr, por contrato celebrado com o
governo da provincia.
O programma da Sociedade Dramtica Eraprcza-
ria, ser sempre empregar todos os meios a seu al-
cance para salisfazcr a expectativa do publico, re-
ulando as rcprcseiuacoes que ilevem dar-se, eesco-
liendo para ellas dramas novos c de expeclacalo,
dramas de familia, melo-dr.una-, comedias, operas
cmicas ou serias, coohecidas por vaudevilles, e
farsas.
A Sociedade Dramtica Emprczaria, jolga poder
garantir ao respeitevcl publico a escolha das pecas
que devem ir scena, por isso que melhor que nin-
guem ella deve saber as qu c podem agradar, pro-
metiendo ao mesmo lempo decorar essas pecas com
scenas e vesluarios novos quando a acrao histrica
assim o exigir.
A sociedade precisando recorrer generosidade
do publico para obter urna assignalura que Ihe au-
xilie as enormes despezasque lem le fazer nocorren-
le anno Llie.ilraI, convidan lodos os Ilustres senbo-
res amadores e protectores da scena par coadjuva-
rem a empreza social com as suas assignaluras de-
baixo lo plano seguinle:
PLANO DE ASSICNATURA.
1." A empreza obriga-se a annunciarno principio
de cada mez, as pee.as novas que lem de dar aosSrs.
assignantes.
2. Nenhum Sr. assignanlc he obrigado a mais de
4 rerilas em cada mez; bavendo paren algum ex-
peclaculo extraordinario tem direito ao scu cama-
role ou cadeira, avisando o camaroleiro com ante-
cedencia, e pagando em separado da assignatura.
3." A empreza ubriga-sc a dar aos Srs. assignan-
tes qualrn peca* novas cm cada mez, a saber: doas
pecas grandes de 3 a 5 actos, e 2 pequeas de 1 a 2
actos, com msica ou sem ella.
4. As assignaluras s podem receher-se por 24
reeilas, e por 12, com o batinianln de 12 por
cento.
5. O pagaracuto da assignatura he feito adianta-
tado, de 6 em 6 recitas.
N. B. Cada camarote lem direi (o a ti entradas.
A assignatura acha-sc aborta no escriplorio do
tbeatro das 10 horas da manhaa ale as 3 da larde.
Islo supposto a Sociedade Dramtica Emprezaria
tem a salisfaejlo de aununcar desde j as primeiras
pecas que vao entrar em cusaios e que serSo repre-
sentadas successivamente.
Primeira.
A tltirao de Carlos V imperador da Allemanha
ou
OBANQEIRO l)E FRANCFORT,
drama de espectculo em 5 artos.
Segunda.
O I..VIRD DUMBEKY,
mel-drama em 5 actos. Com esla peca estrcou-se
em Lisboa rrlhealro nacioualde D. Mara II.
Terceira.
O CHAPEO DE PALUIMIA DA ITALIA,
intcrcssanle comeda em 5 actos de um genero ainda
nao representado ueste thealro.
xjuarta.
O NAUFRAGIO DA FRAGATA MEDUSA.
drama histrico cm 5 actos que obteve applausos
nos llicatros de Franca, Portugal, c Rio de Janeiro.
(Este drama adverte-se que vai scena no dia 7 de
setemhro.)
Alcm dcsla* pecas a empreza vai cnsaiar peque-
as comedias ou farras, entre ellas um inlerassaute
vaudevillc comiosicao original que se intitula
OS BILHETES DE LOTERA,
ornado de bella msica, tambem orisinal.
A sociedade Dramtica F.uipre/aria, contando
desile j ser cnadjuvada cm scu.s esforros pela acne-
rosa proiccrao do Ilustrado publico desla cidade,
vai encelar seus trabalho* no presente mez com o
seauinti! espectculo.
PRIMEIRA RECUA DA SOCIEDADE DRAMA-
TICA EMPREZARIA.
Sabbado 12 de agosto de 1854.
Depois da chegada do V.\m. Sr. consclheiro pre-
sidente desta provincia, e*,reara o espectculo una
nova ouverlura grande orchestra ; e depois repre-
sentar-sc-ha pela primeira vez ueste Iheatro o novo
e apparal i*o drama cm 5 actos denominado :
A elri^o' da Carlos V Imperador d'Allemanha
O BANQUEaO DE FRANCFORT.
Personagens do drama.
Carlos, rci de llospanha..... He/erra
Isaar-Ben Samuel, banqiiciio Kes.
Esihcr, sua lha......... |). Or*al.
Margarida, sua ama......D.Amalia.
O conde Palatino do Itbeno, cloilor Srnna.
OlMareravo de Brandebourg, elcilor Mendos.
Manuel, Judco........Costa.
O almirante Bonnivel, einbaixador do
rci de Franja.......Monteiro.
O prncipe Hodolpho, filho do Pala-
lino...........Pereira.
O liaran Sleidam.......Alves.
O conde dcChievrcs, ministro do rei
de lle-panh i........Piulo.
O arcebispo de Colonia, elcilor. Rosendo.
O arcebispo de Mosunria elcilor. Scbastiao.
O rci de Bohemia, cleitor N. N.
O duque Frcdcrico de Saxc. elcilor N. N.
O arcebispo de Troves, elcilor N. N.
Un captai..........Sania Rosa.
Umgcnlilliomcm do Palatino Sobasliao.
Um criado..........ti. N.
Um pasem que falla.
Um soldado.
Convidados, mascarados, msica bellica, pagens,
creados, soldados, ele.
A scena passa-e na Allemanha na cidade lvre de
Francfort.
O drama he ensatado pelo aclual cnsaador Joao
Antonio da Costa, que promctlc fazer quanto Ihc se-
ja possivel para que seja satisfactoriamente desem-
penbado.
As scenas estao melhoradas e urna das salas gotbi-
cas que apparece no drama he pintura nova do h-
bil pincel do Sr. Dornellas que se acha contratado
pela empreza.
_ Pelo que diz respeile aos vestuarios do drama, es-
tao-se apromplando rigorosamente seguudo os figu-
rinos da poca, e a empreza confia em que por esle
modo nao desmerecer do agrado publico, pois que
lem-so proposlo nao s a renovar ludo que e-leja
maltratado, como a fazer de novo o que for sendo
necessario para que as pecas se representem com a
decencia adequada a um thealro de primeira ordem.
A illuminaeau da casa acha-se lambein melhorada
assim como muilo* oulros ramos do servigo e a So-
ciedade Dramtica Emprezaria continuar a empre-
gar lodos os meios a seu alcance de melhoramenloa,
para que com justica obteiiha deste publico Ilustra-
do essa proteo cao que cm todas as pocas o caracte-
rsa como um povo generoso.
Oxal que conduzida pela man generosa e protec-
tora do publico, a frgil empreza dos adores possa
cumprira sua nobre missao, para bom xito daqua
muito concorrer jo as boas disposiroes em que todos
os artistas se encontrara de agradar aos Srs. especia-
dores, os quaossem duvida eormnio os trabadlos e
fadigas da Sociedade Dramtica Emprezaria, concor-
rendo ordinariamente as represenlacOes queso do-
rom e assiguando para isso um camarote ou cadeira
no Iheatro.
(6 ni E if E? API o 3
c COM M n 1 ' J V, i t
^siJTrrTsi e(C s l E
FNDICAO' E MAIS OFFICINAS
NA
RA IMPERIAL N 118 E 120. E DEPOSITO NA RA NOVA N. 27.
Respeitosamente avisam ao publico, e particularmente aos aenhores de enganlio e dsliladorea, ele,
qoe esle estabelecimento se acha completamente montado com as proporcOes necessarias pira deserape-
nbar qualquer machina, ou obra eoncernente ao mesmo. Os mesmos chamam a altenrao para as sea-
guiules obras, as quaes construidas cm sua fabrica competen] com as fabricadas na Europa, na qualidade
c mao d'obra, e por menos preco, a saber :
MACHINAS de cobre conlinoas de destilar, pelo methodo do autor francez Derosne, as melhores machinas
que para esle fim ale hoje lem apparecido.
ALAMBIQUES de cobre de todas as dimensGes.
TODOS OS CORRES necessarios para o fabrico de assucar.
TAIXOS de cobre para refinacao.
TAIXAS de dito para engenh.
DITAS de dilo movis para dilo.
BOMBAS de cobre de picle, de repudio, de roda e de pndolas.
EM.RIi VANINHAS de lalao dos melhores modelloa.
DITAS de dilo galvanisadas.
SINOS de lodos os tamanhos.
OS APRECIAVEIS FOGO'ES de ferro econmicos.
BURRAS de ferro as mais bem construidas,
CARROS de dilo de mao.
PORTO'ES de ferro.
VARANDASdedilo.
GRADIAMENTOSdedito.
TAIXAS de dilo.
LALDEIRASdedilo.
BANHEIROS de zinco e de folha para banhode choque.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Para pelo Marauhao, segu com mmia
hrevidade, por ter parte da carga prompta, o brigue
flebe: para o reato Irala-se com o consignatario
Manoel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14, ou com o capillo Andr Antonio da Fonce-
ca, na praca.
Esl porjesles dias chegar de Lisboa o brigue
porluguez Laia 2., navio novo e de primeira mar-
cha, regressar breve, c tem parte do carregamcnlo
promplo, por isso se previne a quem livor de carre-
gar, baja de ir aprontando o que houver de carre-
gar, e mesmo os passageiros que se quizerem apro-
x miar do bom navio e pequea demora aqui, para o
que se podem dirigir aos seus consignatarios Fran-
cisco Scveriano Rabello & Filho.
Para oCeara*, Alaranho e Para' se-
gu com muita brevidade, por ter parte
da carga prompta, o berc conhecido pa-
tacho Bom Jeaus, novo, forrado de cobre,
e de primeira marcha; para o resto da
carga, trata-se com os consignatarios No-
vaes & Companhia, na ra do Trapiche
n. 5i, primeiro andar.
PARA OCEARA'.
Sabe oestes dias o hiale Moni (Hinda, para o res-
tanto da carga a tralar com Tasto Irmaos.
AO PARA' PELO MARANHAO'
Seguecom brevidade por ter grande
parte da carga, a bem construida escuna
Flora.. capitao J. S. Moreira Rios, pa-
ra o reato da carga trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almcida Gomes &
Companhia : na ra do Trapiche n. 10,
segundo andar.
Para o Rio de Janeiro vai sa'hir com
a maior brevidade possivel o patacho na-
cional Valcnte do qual he capitao
Francisco Nicolau de Araujo : para car-
ga, escrcvosa frete c passageiros, trata-se
com o mesmo capitao, na piara do com-
mercio, ou com Novaes iV Companhia, na
ra do Trapiche, primeiro andar.
Para a Balia segu em poucos dias, por ter a-
mainr parle da carga prompta, a bem conhecida e
velleira sumaca Hortenctd-.quem nella quizer carre-
jar, dirija-*ea seu consignatario Domiugos Alves
Mallieus, na ra da Cruz n, 54.
Vende-se a veleira garopeira l.ivrhrao, de
lote de 48 toneladas, enrax i Miada e preparada de no-
vo : para ver uocaes do Ramos, e para tratar com
Domingos Alves Mallieus, ua ra da Cruz nume-
ro 54.
Dinheiro arisco martimo.
I. II. van Wyngaarden, capitao ilabarca hollan-
deza Rcmbrandt van Rhyn, registrada, segando seu
certificado ua primeira divisAo da primeira classe do
Llojd francez t'eritas, e sabida de Liverpool, com
um valioso carregamcnlo a bordo, desuado a Sy-
drex Australia, lendo arribado a eslcporlo no cur-
so de sua viagem, precisa lomar a risco martimo so-
bre frele, casco e carga da dila barca, cerca de dons
a trescentosde rs., para occorrer as duas despezas
nesle porto. Mais ampias informarOcs podem ser
oblidas no consulado dos Paizes-Baixos, onde asjpro-
poslas devem ser apresenladas em caria fechada, den-
tro do prazo de 8 dias, contados da data deste.
LEILOES
Quarta-feira. 9 do correte, as 10 ^ horas da
manlna. o agente Vctor far leilao uo seu arrnazem,
ra ila Cruz n. 25, de grande e variado sorlimento
de obras de marcineria, novas e usadas, de difieren-
es qualidades, um rico gamao com tabulas e copos
de marlim, licor francez de superior qualidade, cha-
rutos da Bahia, 50 esguichos, esleirs de palha de
carnauba, chapeos de dila. 12 arrobas de junco, di-
versas obras de prala de le, e outros objectos que
estarn moslra no dia do leilao.
D. W. lia x non. lendo de retirar-se para os Es-
tados-Unidos, fara leilao por inloixenrao do agente
Oliveira, de toda a mobilia de sua casa, rousislindo
em sof, consolos, cadeiras, Iremos, cadeira de ba-
lando, mesas de meio de sala, para jogo, janlar e
oulros misleres, cortinados para janellas de salla,
aparadores, espclhos, toucadores, cbmmodas, estan-
tes para livros, parean destes, e outras, lanlernas
com mangas, globos para meio de sala, qoadros di-
versos, trem de cozinha, vasos para flores, loura
para mesa e sobremesa, apparclhos para cha e cafe,
machinas para caf, garrafas, copos, compoleiras de
chryslal, garfos e facas, eolheres, esleirs de salas,
galheleiros c muitos oulros artigos, entre estes, cslo-
jos proprios para dentistas, denles artificiaos etc. ;
assim como se vender na mesma occasian um rico
apparelho do prata para cha, caslicaes com espevila-
dores e bandejas dos mesmos de prata, salvas, ele.:
quinla-feira, 10 do corren le, as 10 horas da manhaa,
no lerceiro andar da casa onde e acha o consulado
britnico, ra do Trapiche Novo.
QUINTA FElRfl 10 E SEXTA FEI-
RA 11 DO CORRERTE
O agente Borja far leilao cm sen armazn), roa
do Collecio n. 14, consislindo em obras de marcine-
ria relogios, vidrose crvlaes para senijode mesa, va-
rios ulenris para casa, e oulros varios objeclos
que estarte no mesmo armazem no da do leilao, es
quaes se ciilrcgaro pelo maior preco que for ofle-
recido, conforme osleilcs antecedentes.
t) agente Borja far leilao por ordem dos credo-
res de Hilario Pereira da Silva, da loja de miudezas
deste, sita na roa do Oucimado n. 4", consislindo
em miudezas, armacaoda loja com fileiros e dividas,
segunda-feira^ 14 do correle as 10 horas em poni
da manhaa.
AVISOS DIVERSOS.
Fugiram de bordo do patacho na-
cional Valente no domingo 6 do
coirente, o preto de nome Antonio, na-
ro Morambique, representa ter 40 annos
de idade, alto, com uuia papeira debai\o
da barba, anda apressado, levou vestido
caira e cemita azul; e outro por nome
Caim, criotilo preto bem retinto, alto,
beiros grandes, tem ar espantado quando
falla, levando vestido calca e camisa azul,
aquelle pertcnce a liento Jos de Araujo,
este a Antonio Pereira da Costa : quem os
pegar pode fa/e-los conduzir a casa de
Novaes iV Companhia, na rita do Trapiche
n. ."H, que se recompensara' bem.
Sabira luz quarla-feira, {I de agosto, o pri-
meiro numero do Brailo do Povo, e quinla-feira o
Periquito, c tanto um como outro acbam-se venda:
no Recife, ra da Cruz, loja de calcados n. 44 ; ra
Nova, loja de selleiro do Sr. Jos Francisco Carnri-
ro ; ra do Sol, loja do Sr. Jacob ; roa Direita n. 7,
escriplorio da lyoograpUaBrado do PovoA ra-
zao de sabir con) data transada he por nao lermos
lirado a lirenoa. por so nos dizer que qualqucr dia
era so chegar a cmara c assignar um lenno ; poriu
assim nao succedeu. O segundo numero do lirado
subir -jbliaJo iiifajlivcliiieule.
O PEDKO V.
Peridico dos Portuyuezet em Pernambuco.
Vai publicar-se esle peridico sob aquella denomi-
narlo Pedro f, o qual lera por sua principal missao
oceupar-se exclusivamente de ludo quanto interesse
o bem estar, a seguranca individual e prosperidade
de sua nacionalidade ; oceupar-se-ha com afn na
gravissima quesiao do dia, islo he, os Portuguezes e
as entidades consulares Moreira e Miguel Jos
Alvts, al quejuslica Ihe seja feita pelo governo
do rei regente de Portugal; ro se envolver de mo-
do algum as queslts polticas do Brasil, nao de-
clinando todava de defender, guardadas todas as
conveniencias que se deve cingir um peridico es-
trangeiro, miando em sen complexo seja atacado o
bro e dgnidade da narao que perlence.
O Pedro V vai surgir sob lacs condiroes, que sen-
do como alias sao justas c sanias, aguarda rom con-
fianea ilimitada, queos Portuguezes em geralIhe
oulorguem seupras-me e que os Brasileiroa cm
sua loiiganimdade apprnvem o pensameulo patritico
c civilisadur que induzio esta crcacao.
Porluguczes coadjuvai mais esta nova empreza,
digna por sem dnvida dos bros de um povo Ua civi-
lsado, c que mais de urna vez lom mostrado face
do mundo, que sabe prozar os direitos de nacao livre,
Ealriulica, e conservar illesos seu bom nome e a sua
onra enlreas mnisiiaoocs do globo.
Publicar-se-ba duas'vezes por semana. Preco da
subscripto 39000 por trimestre, sem dilTercnca de
porte para as folhas que foi em remellidas pelo cor-
reio. Vcndc-se avulso cada numero 120 rs. oas
tojas de livros da ra do Collegio ns. 9 e 20, e na ra
do Crespo loja do Sr. Antonio Domingues le reir,
n. II, onde se recebem assignaluras, bem como
quaesquer artigos qoe. de acrordo com o programma
da folha, forem cncaminhados respectiva redaccao
em carta fechada, os quaes scrilo inseridos gratis."
Furlaram do sitio de Joao Carroll na Ponte
de Uchna, no dia 3 do rente, alguns livros escrip-
los em inglez, a saber: a obracm dous volumes de-
nominada Prate, um volume de Sir Edward sea-
xvards narrativo, e nm volume do Bride of Lara-
mermoor: qucui os apprchcnder pde-os levar ao
mesmo sitio ou na roa da Cruz n. 42, qoe ser re-
compensado.
PASTILHAS DE SOULLIE
Vegetaes contra as lombrigas.
Approvadas pela junta central de hygiene publi-
ca o preparada* por J. II. Soulli, pharmacculico,
membro titular da academia imperial de medicina
e da sociedade de pharmacia do Kio de Janeiro.
O nico deposito verdadeiro dessas laslilhas he
eslabelecdo pelo raesmo aulor na botica do Sr. Jos
da Bocha Paranhos, ra Direita n. 88, em Pernam-
buco.
Desde muilo tempo a arte medica eslava procu-
ra de um medicamento que fosse fcilmente admi-
nistrado s enancas sujeitas s molestias verminosas,
molestias lerriveisqueronduzem todos os dias ao t-
mulo um grande numero dellas.
Ogosloe cheiro dos anlhelminlicos empregados
al boje eram oulros tantos obstculos sua admi-
nistracto; por isso eremos ler prestado um grande
servico humanidade, e principalmente aos pas de
familia, annunriando-lhcs um vermifuuo, debaixo
da forma de pastilbas. aera cheiro e sem sabor, que
pos-ue a areflo a mais enrgica como anthelmintico
vermicido contra as lombrigas intestinas. {Lombri-
gas, oxijuras, etc., etc.)
A composico das paslilhas he puramente vegetal.
nuamo em 181. (zemos a tal prepararan, eslivemos
tao cerlo da sua accao vermicida que nao hesitamos
um instante cm experimenta-la em uossos proprios
liMos antes de a fazer corrheeer: o effeilo foi es-
pantoso, c logo que os illuslres professores do Rio
de Janeiro e das mais provincias do imperio a co-
nheccram, nao duvida'ram eraprega-la em todas as
molestias verminosas.
O effeilo deslas paslilhas he lo cerlo que nao po-
de havor a menor duvida sobre a sua efficacia, como
consla das opiniocs de muitos illuslres mdicos que
abaixo iranscrevemos. Comludo, como as criancas
estao sujeitas a outras molestias cujos sxmplomas sSo
quasi os mesmos das molestias verminosas, aconse-
jamos, nos casos graves, de consultar um homem
da arte antes de administrar as dilas paslilhas ; nao
que ellas possam produzir alcum m.n oll'eto, porque
na sua composico nada entra de nocivo ; mas por-
que pensamos nos que naquelle* casos graves nao
deve adminislrar-se remedio algum emquanlo a mo-
lestia nao he por fritamente diagnosticada.
A dose das p.i-tilha* he a seguinle :
Duas a seis paslilhas era jejum, para as criancas
de 2 a 6 anuos, augmentando a dose gradualmente
segundo a idade. De dez a dozc paslilhas para os
adultos, e qninzea vinle para as pessoas de 30 an-
nos para cima.
Repete-sc a mesma dase tres das a fio, e no quarlo
dia podc-se dar um purgante de oleo de ricino.
rV. B. Pde-se augmentar a dose das paslilhas
sem reccio de produzir irritaran alguuia as viasdi-
gestivas, e se algnmas vezes nao lia lombrigas ex-
pulsas, podo-se estar cerlo que lodo e qualquer
symptoma de molestia verminosa tem dcsapparecido.
Segucm-se os atlestados de difierenles mdicos.
A pessoa que se quizer encarregar de tomar
roupa de 12 a 14-estudanles para a mandar laxar c
enguimnar responSabilisando-se por perdas: pode
procurar no collegio S. Aflonso, para tratar.
Os credores de Caetano Tavares Correia do
Monte, queiram apresenlar as suas cuntas no es-
criplorio de Joaquim Filippe da Cosa.
Prodigio d'agua de Malabar.
N'uma bella lardede vero, depois que o sol linha
atrochado a intensidade de seu ardor, passeiava pe-
la ra de S. Diniz em Pars, um bouilo rapaz de ma-
gestoso porte e physionomia leal, e encontrando um
dos seus anligos amigos dirije-separa ellee Ihcdiz:
Bou jour Mr., commenl vous portez vous Quem
sois vos, Ihe diz o oulro, nao lenho a honra de vos co-
nhecer yue? Nao me'conheeeis'.' Nao.senhor! Eu
sou Florimond Vos Floriruoud ? Sim, o vosso
anligo amigoNao pode ser ; eu liveum amigo que
ha mais deoilo anuos nao sci noticias delle,que tam-
bem se chamava Florimoud. pormemscus cabellos
ja se divsava abundantes to. de prata, c lias suas
barbas podan) conlar-se quanlos cabellos prctos res-
tavam; porcm vos com vossos cabellos e barbas ne-
gras, nao podis ser o meu amigo Florimond. Oh!
sim, sou eu mesmo, e os meus cabellos boje negros,
sao sem duvida quem me torna dcsconhecido a vos-
sos albos, nao be verdade 1 Eu vos deo : os meus
cabellos demasiadamente embranquecidos, me lor-
navam cheio de desgoslos, e multas vezes orgina-
x ,iin-me grandes malos ; um da passando pelas por-
tas da galera de Mr. Lasoonibe, vi que muita geulc
pcnlcava all seus cabellos, allcnlei e ilivsui uina se-
nhora que linha motado dos cabellos encarnados, c
oulro tanto preto. Que Ser possivel que eu aqui
possa mudar a cor branca dos meus cabellas para
prclo '! He verdade, me diz Mr. I.ascombe, cntrai
que polo diminuto proco de 10 francos, lirarcs com
vossos cabellos nearos. Oh maravilha do mundo,
assombro doscliimicos, aqui leudos meus cabellos c
barbas, Iransformai-os tara negros, que alm dos 10
francos que peds, conla mais com innlia gratidao.
O caso he, que apenas cnlioi na lal casa, comecaram
meus cabellos a lomar urna cor I mi i la, c logo de-
pois de humidicdos com a untura Lascombe, lor-
nararo-se prctos coinno bano, c assim se tem con-
servado al boje eomu valos; do hora cm vanle. re-
parai que nao encontrareis cm Pars, raberas bran-
cas por mais usados que sejam os donos. Screi afla-
ta Florimond ".' Me verdade, c folgo de le encon-
trar lio moto, como se contassrs apena* 27 anuos de
idade. Islo concluido, Irararam os bracos, c cxla-
siados de prazer marcharain rccnrdaudo o pas-
sado.
ACIA DE MALABAR POR I.ASCOMBE.
No Bazar Peruambucano se onenntra tan prodigio-
sa agua para ungiros cabellos, onde tambem por me-
nos de 10 francos se transforman) cm lauros, casta-
nhos e pretos, os cabellos quo entraren) bran-
cos.
A sociedade Pernambucana continua suprin-
do sufcicnlcmente esta cidade de carne gorda da
primeira qualidade, ao preco de 23560 cada arroba.
D-se dinheiro a juros em pequeas quanlia*.
sobre penhnrcs de miro e piala : na rna Velha
a. 35,
Ao commercio.
O abaixo assgnado, convencido do muito que con-
viria estabeleccr-sc em Pernambuco ama aula em
que a mocidade, que se deslina earreira do com-
mercio, podesse pralicamenle adquirir os coohec-
menins necessarios, para bemdesempenhar as fnne-
roos de caixeiro em qualqner escriplorio nacional on
eslrangeiro, apezar de recooheeer as suas poucas
habilitar/Oes para um seraelhante magisterio, vendo
com ludo, que oulros muito mais habilitados se nao
lem at aqui proposlo a isso, vai elle, confiado ni-
camente na pratira que tem de alguns annos, abrir
para este fim urna aula, na qual se propde a ensinar
a fallar eescrevera Fragua inglezae a franceza, con-
tablidade e escripluracao commercial por partidas
dobradas. As licoes de cada nma das duas linguas
senlo em dias alternados, e para qne os alumno*
possam em breve falla-las, nao se Ihes consentir
que depois dos primeiros Ircs raezes de liedlo fallem
na aula mi ira lingna, que nao seja a da classe res-
Eectiva. A abertura ter logar no dia 1. de de setem-
ro, e as pessoas que a quizerem frequonlar se ll-
venlo cora antecedencia dirigir loja dos Srs. Goti-
veia & Leite, na roa do Queimado, aonde podero
tambem obter as mais informaefies, que a respeito
desejarem. Adverte-se que a matricula s estar
aborta al o fim deste mez, c qoe depois desee dia
nao se podem admitlir mais alumnos dorante esle
anuo. /.>., da Maia.
O regente e mais festeiros de N. S.
dos Prazeres do Guararapes, annunciam
ao publico, que nao se tendo podido fazer
as festas no dia 2 de julho por causa do
invern, tent lugar a li) do corrente em
diante.
Os credores de Hilario Pereira da Silva quei-
ram apresenlar seus crditos no prazo de Ires dias
em casa dos senhores Cals & Irmaos ou Feidel Piu-
lo & C. para serem verificados.
Furtaram no dia 8 do corrente da
casada ra Direita n. 16, tres casticaesde
prata com boccal de metal para lanterna,
urna bandejinha com tbesoura tambem
de prata, tudo obra do Porto : roga-se a
quem for olTerecido baja de apprehender
e levar a casa de Joao Ignacio do Reg,
que sera* generosamente recompensado.
Jo3o Jos de Souza, subdito porluguez, retira-
se para o Grao Para.
Manoel Jos Gomes Braga embarca para o Rio
de Jar.eiro o seu escravo crioulo, de nome Jos.
Prccsa-se de urna ama de lete. que seja sadia
e dosenili iracada: na ra da Cadeia Velha n. 21.
Precsa-se de urna senhora sem pen-o de fa-
milia, e que lenha as qualidades necessarias para
educar urna menina em um eugenho dislanle 13 le-
guas desla praca: quem pretender dirija-se a ra
das Cinco Ponas n. 82, ou auuuncie.
Antonio Francisco Lisboa vai ao Rio de Jaoei-
jn ; e deixa encarroado de seus negocios o Sr. An-
tonio Marques de Araorim.
D-se dinheiro a premio sobre penhores do ou-
ro, sendo em pequeas porces: quem precisar va a
ra da Trerape n. 15, que aehar com qaero IraUr.
Na taberna nova do caes do Ramos continua o
dx crlimento do jogo da bolla e xanquilho, e outro*
que nao sao prohibidos, lodos os domiugos e dias
santos, e os concurrentes tem caf de larde gratis;
tambem se recolhe todo o genero de estiva com ga-
ranta e precos commodos; a tratar no mesmo lodos
os dias.
Alnga-se urna prensa no Forte do Mallos: a
tratar com Luiz Gomes Ferreira.no Mondego.
Na ra Nova n. 52 loja de Boavenlora Jos de
Castro, precisa-se de um menino queseja brasleiro
ou porluguez, de idade de 12 a 14 anuos, que saiba
bem ler e osero ver e ten lia alguma pralica de com-
mercio, e qoe este d eonhecimenlo de sua conducta.
Precisa-sc de oca caixeiro qoe lenha pralica
de taberna: ua ra do Mondego casa u. 1(3.
L. Lecout Feron & C declarara ficar de ne-
nhum efieito a entrega da loja e mais pertenece da
oflicina de Luiz Sanas, porquanto oque existe apenas
che-ara para pagamento do alucuel da dila loja, que
se acha em alrazo.
O commaudante do brigue de goerra Calliope,
precisa de um criado bem morigerado, e que lenha
embarcado, percebendo de ordenado por bordo 10$
e 59 mensalmente pagos pelo commandanle: quem
lho convier dirija-se a bordo.
Tendo no dia 1 do correle deixado de ser ad-
ministrador de miuha cocheira de carros na ra de
San Francisco n. 5 o Sr. Marinno dos Res Espin-
dola Jnior, declara o abai xo assgnado. para eo-
nhecimenlo do publico, que a casa nada deve nesta
pia_ i. era fura dclla a pessoa alguma, de qualqoer
compra ou (ransaccao feita pelo dito Sr. Mariano;
e nem jornal de quem na dita casa servisse al o re-
ferido dia.yoiio Francisco do Reg Maia.
GRATIFICACAO' DE 0000.
Desappnrereu no da 15 de julho prximo passado
o preto crioulo por nome Ezequiel. de 30 a 40 annos
de idade, pernaa bastante arqueadas, no andar abre
bstanle os dedos dos ps, tem falla de dentes, he
bastante humilde e manso em suas fallas, julg.-i-se
ter ido era companhia do preto Miguel criouto, per-
lenceule a Illm." Sr.a Viuva Lasserre, por terem am-
bos dcsapparecido no mesmo dia, bem como ha toda
prnbahilidade de ter seguido em direccSo a villa de
Sobral, d'onde veio para esla praca e por mandado
do Sr. Francisco Fernandos da Costa a entregar ao
Sr. Joo Jos de Carvalho Moraes.o qual|vendeo-o ao
abaixo assicnadu : rosa-se, pois, a todas as autorida-
des policiaes a captura do mesmo, gratificando-se
com a quanlia cima, podendo ser entregue na Gran-
ja ao Illm. Sr. Jos Antonio de Barros, na cidade de
Sobral ao Illm. Sr. Jos Saboia, nu Cear ao Illm.
Sr. Antonio de Oliveira Horce*.
Jos Per da Cruz.
Os abaixo aasiguadosavisam ao respeitavel pu-
blicte com espeoialidade ao commercio, que dissul-
veram aingavelmenle a sociedade que linham na
loja de miudezas sita na ra do Collegio a. 1, que
2\ rava sh a firma social de Lima & Guimaraes, Pi-
cando o socio Guimaraes com o estabelecimento com-
prelieiidcndo o activo e passivo, e (cando o socio
Lima desoncrado de toda a rcsponsabilidade, passa-
da, presente e futura, cuja dissolucao leve lugar em
o primeiro de julho de 1851. Recife primeiro de a-
soslo de 1854. Manuel .Xavier Correia Lima.
Francisco Gonralves Guimaraes.
Antonio Jos da Silva Guimaraes faz scienlc aos
senhores neaocianlcs do trapiche o outros seus cre-
dores, qne tem justa e contratada a compra da taber-
na sita na ra dos Marlyrio* n. 36, perlenconle ao
Sr. Jos Gomes Ferreira "da Silva, c para que nao se
chamem ignorancia faz o presente aimuncio.
MECHANISMO PARA ENGE-
NH.
!U FIXDIC40 DE FERRO DO EMMIEIRO
DAVID W. MWiAJi, NV IDA DO Mi!,
PASSA\D0 GIIAFARIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguintcs ob-
jeclos de meobanismos proprios para cugenhos, a sa-
ber : moendas e meias niocndas da mais moderna
conslrucrao ; taixas de ferro fundido c balido, de
superior qualidade, c de lodos os tamanhos; rodas
dentadas para agua ou auiuiaes. de todas as propor-
cfies ; crivos c boceas do fomalba c registras de bnci-
ro, aguilhes.hrnnzes parafusos c cavilboes, molnhos
de mandioca, etc. ele.
A SESMA FIADICAO"
se execulain todas as encoinmendas com a soperiori-
dade ja conhecida, e com a devida presteza e rommo-
d idade m preco.
Alugam-se os Ires andares do sobrado n. 30
da ra da Cadeia do Recife : a tratar na loja da
mema.
Antonio Jos da Silva quo foi caixeiro de
Francisco Bnlelhn de Andrade, em Sanio Ainaio, de
hoje em dianle mudou o seu nome pura Antonio Jo-
s da Sida Guuares.
*
*

miitii Ann


DIARIO DE KRMMCO. QUIRTA FEIRI 9 DE AGOSTO DE 1854

LOTERA 1)0 HOSPITAL PEDRO II.
Aos 10:000$, 4:000$ c l-.OOOsOOO.
O caulelisla Salustiano de Aquino lerrcira avisa
ao respeilavel publico, que as rodas da mesma lote-
ra andam indubilavelmeule no da 18 ele agoslo. Os
scus afurluiiados bilhetet e cautelas lito exposlos
venda lias laja* seguiules: ra da Cadeia do Recife
n. :il, de Domingos Tcixeira Basto, n 45, de Jos
Fortunato dos Santos l'urio ; na praca da Indepen-
dencia ns. 37 e 39, de Antonio Augusto dos Sanios
l'orlo ; rna do Queimado, toja de fazendas de Jos
Joaquim Pereira de Menciones ; ra do Livramcn-
lo, bolici de Fraucisco Antonio das Cliagas; ra
do Cabug, botica de Moreira e Fragoso; ra Nova
n. 16, loja de fazendas de Jos Luiz Pereira & Fillio;
ra do Queiroado n. 44, loja de fazendas de Ber-
nardioo Jos Monteiro j Coropanliia ; e na praca
da Boa-Villa, loja de eera de Pedro Ignacio Baps-
la. Paga sob sua respousabilidade os i res primeiros
premios grandes sem o descont de 8 % do imposto
geral.
Bilheles ljOOO 1(1:0003000
Meios 59500 5:0005000
Quarlos 28700 2:500900
Decimos 1J200 1:0008000
Vigsimos 600 5009000
J. Chardon, bacharcl em bellas lcllras, Dr. eni
direilo formado na universidade de Paris, ensina em
sua casa, ra das Flores n. 37, primeiro andar, a 1er, '>
escrever, traduzir e fallar correctamente a lingua
franceza, e tambem da lines particulares em cesas
de familia.
Aluga-se o secundo andar da casa da ra da
Cruz d. 51, muilo proprio para escriptorio ou mora-
da de rapaz solleiro : quem o pretender, dirija-se
mesma, ao terceiro andar.
As pessoas que liverem Tos e |iaunos velhos,
que queiram vender para o hospital de caridade,
procurein no mesmo o regente, que os compra.
O abaiio assignado Aoloniu Gomes de Macedo, faz
scieule a lodosos habilantesda provincia e com espe-
cialidadc aos da comarca do Ro tormosoqueninguem
contrate com Theodozio Francisco Diniz a compra da
escrava Auna,crioula,de trinla cinco anuos de idade,
porque a mesma escrava se ai ha vendida ao abaixo
assignado desde o dia dezoito de juuho do correute
auno.pelaquantia de rs.6S05O00 como .-onsla do papel
de venda passada pelo pioprio punho do referido
Theodozio Francisco Uiniz, naquelle /lia 18 de ju-
nta passado, e do bilhete da meia siza que o abano
assignado pageu na collectoria das rendas provinciacs
do municipio do Rio Forrnoso em 14 de julhodo
corrento ; porquanlo, tendoo abaixo assiguado dado
a dito Theodozio Francisco Dioiza quintia de qualro
ceios mil rs., com hypotheca da escrava Anna paa-
sou-se a respectiva escriplura em 10 de dezembro de
1853 no carlorio do cscrivn Coimbra desla cidade
do Rio Formse por lempo de oilo mezes, a qual foi
registrada sob n. 77 no livrorespectivo do mesmo es-
crivao a folha nove verso em 15 daquelle mez de
dezembro do dito anno pelas nove horas da manhaa;
acconlcceu que, o mesmo Theodozio Francisco Diniz,
leudo comparecido na casa commercial do abaixo
assignado em 18 de junho prximo passado do cor-
renle anuo para lhe vender definitiva nenie a esrava
Auna, que em lOde dezembro do anno passado lhe
liavia liv poiuecado por lempo de 8 mezes pela re-
ferida quaotia de qualro.ceios mil res, Coolralou o
abaixo assignado com o dito Theodozio Francisco
Diniz a compra da mesma escrava pela quantia de
6809 rs., sendo obligado o abaixo assignado a passar-
Ihe o recibo da hypotheca, e pagar-lh; mais a quan-
lia de 2809000 rs, que com os 4009(4)0 que o dito
Theodozio bavia recebido pela hypotheca que fez ao
abaixo assignado de sua escrava Anna prefaz a
quanlia de 6809 e ficando elle Theodozio obrigado a
passar-lhe o papel de venda da mesma escrava. As-
>im pois, do leudo o abaixo assignado saspeila de
que fosse engaado, passou com a maior boa f|o re-
cibo da hypotheca que entresou com os 2809 que pa-
noli ao mencionado Theodozio Francisco Diniz. este
entilo depois de estar de posse do di iheiro e do re-
cibe, vendo qne na casa comniercial do abaixo as-
signado esttvam presentes muilas pessoas que assis-
tiram a compra da escrava Auna e i lo podendo exi-
mir-se de passar o papel de venda da dita escrava,
passou corn a maior na f o papel d i escrava Anna ; e sendo esle papel assignado pelas
testemunhas necessarias, retirou-se logo o dito Theo-
dozio sem mais dizer cousa alguma : no entanto, leu-
do o papel de venda urna das leslem inhas que o as-
signou suscilou-se entre os que se acliavam anda em
sua casa commercial a queslan de que o papel de
venda eslava illegal, dirigio-su o abaixo assignado a
varios advogados da cidade, e estes lhe disseramque
o papel nao eslava conforme, porque nao declarave
o uome do abaixo assignado a quem Theodozio Fran-
cisco Dinizveudeu a dila escrava, alm deoutras
condiroes mencionadas em dilo papel de que o abai-
xo assiguado nao tratou, quaudo comprou a referi-
da escrava ; pelo que, vendo a sua lia f e verdade
i!laqucada pela ma f e dolocomque proceden o dilo
Theodozio Francisco Diniz na venda de sna escrava
Anua, novamente o abaixo assignado se dirig aquel-
la vendedor para que esle lhe passe oulro papel, ao
que se tem recusado o mesmo sob o pretexto de nao
ler mais negocio algum com o abaixo assignado, ne-
gando al a sua propra firma que se acha reconheci-
da pelos labelliaes desla cidade e por pessoas que
presenciaram elle mesmo passar por seu proprio pu-
nho na casa commercial do abaixo nssigoado o papel
em que-la i e como seja semclhante procedimenio
3ue leve o referido Theodozio Fra icisco Diniz in-
gno e infame do homem de honra, sendo alias cri- I
minoso porque com senaela-.nte Ira icancia furlou do j
abaixo assignado 6809 rs. para cuja prova tem elle |
oceultado a escrava Anna eos poneos bens que tem,
progetando al mudar de residencia, protesto so-
lemnemente o abaixo assignado contra o aladroado
procedimsnto do referido Tlieodoi.io Francisco Di-
niz perante o juizo municipal respetivo o qual pro-
testo foi lomado por termo pelo esrflvao Coimbra, e
intimado ao dilo Theodozio ; por jala scienlilica a
lodos para que ningnem se chVroVl ignorancia ; e
protesta pelo prsenlo com o titulo e documentos que
' lein, haver a mesma escrava de qualquer pessoa em
cujo poder ella esliver.
Rio Forrnoso 18 de junho de 1854.Antonio Go-
me Mario.
Para quem fr seu dono.
Nu dia 5 do crvenle as 2 horas da larde, enlrou
pela porta a dentro um moleque emulo de uome Be-
nedicto, e diz ser escravo doSr. Francisco Jos Jai-
. me i alvan, morador em Tabalinga : prtame quem
a elle se julgar coro direilo venha-o buscar, ficando
cerlo que apezar de o ler em seguianca, todava nao
me responsabiliso por fuga que elle possa fazer. Ra
Nova n. 63. Antonio .'i. Quintan.
O abaixo assignado declara que comprou um
meio bilhete n. 2163 da 19. lolerii ordinaria conce-
dida para indemnisacAo dos adianlameiilos feilos ao
emprezario do Iheatro doN irlliero;, por ordern doSr.
Manoel Das Fernandes.
Firmino Monira da Cotia.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia e para o servico de sala: no aterro da Boa-Vis-
la n. 39, segundo andar.
Artistas.
Precsa-se de offiuaes ferreiros de forja e laloeiros
fundidores e de chapa : ra fabrica de Andradc &
I.eal na ra Imperial u. 118 e 120, ou na ra Nova
n. 27.
Precisa-se alugar um prelo para cozinhar e a-
zer todo o ser vico de casa de homem solleiro : na ra
, da Cadea do Recife n. 47.
Aluga-se orna escrava para lodo servico de urna
casa : quero precisar dirija-se a na da Praia.dcfron-
te da ribeira n. 1.
Na ra da Cruz n. 60, prcrisa-sc muilo fallar
com o Sr. Gregorio Jos dos Passos, morador na ci-
dade de Olinda, e procurador da irmandade do Se-
nhor lloni Jesns dos Martyrios di mesma idade.
O juiz de direilo da segunda vara cri mina I Taz
publico, que as audiencias de ssu juizo serao'ora
rio dianle as qunias-feuvs de tudas as semauas as
10 horas da manhaa, e quaudo fr dia sauto de guar-
da ou feriado, no dia seguinle as mesmas horas.
A 45.?OOO e 50.VOOO
Ricas pulceiras com retratos: no eslabelecimeuloo
de Joaquim Jos Pacheco. Tambem ha ricas casso-
letasa iirtouo com o retrato : no Aterro n. 4, ter-
ceiro andar.
Venes i a nai.
No alerro da Boa-Vida rf. 55, ha um norliment
de venesianas com lilas verdes d' linho e dj laa.com
caixa e sem ella, e tambem concertain-sc as mesmas.
GRATIDAO".
O abaixo assignado, achando-se quite
para com todos os credores de sua falen-
cia, tanto deste imperio, como de todas as
piaras da Europa, com quem teve rela-
ci'iescommerciaes, a' vistida sua legal fa-
lencia em face das graves perdas que sof-
freucmseus negocios, eventualidades es-
tas a que o negociante esta' sugeito. Vem
por meio deste jornal agradecer a todos
os seus credores, a generosidade e philan-
tropia, qne com elle tiveram. grai-a esta
que s Dos os pode recompensar ; e co-
mo tenlia tomado conta de seus ivros e
ralis papis, por deliberado commum de
seus credores, julga-se coia direito a fazer
a cobranca geral de seus devedores, ven-
der, etc. Espera, porcm.queelles atten-
dendo ao grande prazo de que tem goza-
do, sejum pontuaes em o fazer embor-
sar.
Pernamh.uco 5 de agosto de 1834. __
Firmino Jos Flix da Rosa.
Quem precisar de urna acia sera para casa de
familia pode procuriir no becco do Rosario
n.2. .
Luiz Sanas, lendo de nt-egar a sua loja com
os perlences de sua ofticna, nu aterro da Boa-Vista
aos scus credores L. Leonlc Feron & C, estes con-
vidan! a quem se jnlgar credor do dilo Sanas, liajam
de apreseular suas conUs no prazo de 3 das, para
seren allendidos, e se el'fecluar a entrega da dita
loja.
Precisa-se de urna ama que saba cozinhar. e
faca todo mais servico de urna casi: do largo do
Terco u. 27,2. andar.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 WOJBL DO GOI.USGXO 1 ANDAS 25. ,
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopalhicas todos os das aos pobres, desde a horas da
manhaa al o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operado de cirorgia. e acudir promptamente a qual-
qaer mulherque esteja mal de parlo, c cujascircumstanrias nao permiltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. L LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo doJDr. G. H. Jahr, traduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro qhwi
volnmes encader nados em dous :................. JljtHX)
Esla obra, a mais importante de todas as que Iratam da homcopalhia, inleressa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a 'oulrina de Ilahnemanu, e por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senbores de engenho c fazeudciros que eslo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capiles de navio, que nao podemdcixar urna vez ou oulra de ler preciwo de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripolantes ; e inleressa a lodos os chefes de familia c,ue
por circnnislancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do bomcopnlha ou tradcelo do Dr. Hering, obra igualmente til s pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volumc grande........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pliarinacia, etc., etc.: obra indis
pensavel is pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina......
Urna carleira de 24 lubos graudesde finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele................
Dila de 36 com os mesmos ivros....................
Dila de 48 com os dilos. ..,.....*.............
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dita de 60 tubos com ditos......................
Dila de 144 com ditos........................
Estas sAo acompanhadas de 6 vldros de Unturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Hering, terSo o abalmcnto de OJOOO rs. era qualquer
Na ra do Trapiche n, 17, recebem-se encoro-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se niostram ricos de-
senlio*.
Deseja-se fallar ao Sr. Joito Vieira Cabral, de
Macci, na ruada Cadeia do Reciteu. >6, loja de
ferragens.
COMPRAS.
8?000
4000
40000
45*000
503000
60000
toojooo
Compram-se patacoes brasileiros e
bespanbes : na ra da Cadeia do Recife,
loja de cambio n. 2V.
Compra-sc um pardo de 15 a 17 anhos de ida-
de, que seja sadio e inlelligenle ; a lra(ar_com Luiz
('ornes Ferreira, no Mondego.
Compra-se um pequeo sitio com boa casa de
vivencia, chaos proprios, murado e perto do Recife:
he bastante que lenha laraugeiras, mangueiras e ja-
queiras: quero liver para vender, estando livre e
desembarcenlo, aiuiuncie para ser procurado.
Compra-se urna escrava de 20 a 26
annosde idade, que saiba coser e engom-
mar ; agradando nao se ollia a preco :
<|iiem a tiver podera' levar a ra do Vi-
gario n. 19, segundo andar, no escripto-
rio de Machado & Pinheiro, para trata,-.
Compram-se escravos de ambos os
sexos, e pagam-se bem, assim como tam-
bem recebem-se para se vender de com-
missao : na ra Direita n. .
Vendem-se pipas, quarlolas, o barris vazios :
no alerro da Boa-Vista numero i /, fabrica de cha-
rutos.
Vcndem-se os tres volumes do (juarda-Livros,
moderno: na ra da Santa Cruz n. 86.
Vende-sc urna casa terrea, na ra do Noguei-
ra, por commodo prec,o : a tratar na ra da Floren-
tina n. 8.
Vendem-se fitas pira carias de hachareis : na
loja n. 2 da ra Nova.
Na ra das Flores n. 37, primeiro andar, ven-
de-se corps de clroit Trancis, ou colleccao completa
das leis, decretos, ordenacoes senalus-coiisultus, re-
gulamenlos ele, publicados em Franca desde 1789
al agora.
Aterro da Boa-Vista n'. 55.
ZfCy Vende-sc
--^-aB 1)11111 gosto.
um ral.rilel novo, de
8*000
1G3O00
19000
29000
das cadenas cima mencionadas.
Carteiras de 24 lubos pequeos para algibeira
Dilas de 48 ditos.............
Tubos grandes avlsos..........
Yidros de meia enes de tintura.......
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos
homeopalhia, e o proprielario dcsle cstabclecimeiilo se
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lmannos, c
aprompla-se qualquer encommenda de medicameulos com toda a brevidade c por precus muito com-
modos.
nao se pode dar um passo seguro na pratica da
lisongeia de tc-lo o mais bem montado possivel e
VENDAS
Lotera do hospital Pedro II.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilheles .^ qui,dade e vozes aos dos bem conbec
inte.ros,me.osb.li,etese caulelas da lolena cima, ag,llocreseCoSar^ & Collard, ra do Trapiche N
se acham a venda pelos precos abano, na prara da ^J, "" *"" r
Independencia loja n. 4, doSr. Fortunato, u. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. Faria Machado, e
na ra do Queimado n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja loleria temo andamento de suas rodas
no dia 18 de agosto prximo futuro, t) mesmo cau-
lelisla se obriga a pasar por inlciro os premios de
10:0009000, de i:KKteO00 e de 1:0009000. queos di-
tos seus bilheles inlcirose meios obliverem, os quaes
vio rubricados com seu nome.
Bilheles II9OOO
Meios bilheles 5*500
uarlos ito'OO
Oilavos 1*500
Decimos 16200
Vigsimos 600
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior polassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por precto commodo.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
condecid
ov
n. 10."'
53 DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoui, elabelecido na ra larga
do Rosario 11. 36, segnndo andar, colloca den- @
@ tes com gengivas arliticiaes, e dentadura com- <&
iif pela, ou parte della,. com a pressao do ar. 5;C
,% Tambera tem para vender agua denlifrice do Q
^f Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do
>,$ Rosario n. 36 segando andar.
8este@es*
Manoel Antonio Teixeira vende o sen bilbar c
lodos os scus perlences: a tratar na Lingoela n. 2.
Lava-se e engomnia-se com toda a pcrfeic,lo c
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maris, adoptado pelos
reverendissimos padrescapiichinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade. augmentado com a novena da Se-
nbora da Conceic.3o, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na lvraria n. 6 c 8 da praja da
independencia, a 19000.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para, vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos d ferro de -'rior qualidade.
REMEDIO INCOMPARAEL.
m\\%.
Os abaixo assignados, douos da nova loja de ouri-
ves da ra do Calman 11. 11. confronte ao pateo da
matrizerua Nova, fazem publico que eslflo comple-
tamente sorlidos dos mais ricos e bellos goslos de lo-
das as obras de ouro, necessarias lano para senho
ras, como para liomcns c meninas, e coulinuam os
precos sempre muilo em con la ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras quevenderem a passar urna
conla com respousabilidadcespecificandoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, ficando assim sujeilos
por qualquer duvida que apparecer.
Serafim &. Irmao.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA,
professor dt arle de msica, olferecc o seu prestimo
ao respeilavel publico para leccionar na mesma arte
vocal e instrumental, tanto em sua casa como em ca-
sas particulares: quem de seu presumo se quizer
ulilisar, drija-se ra do Arago n. 27.
D. W. Baynon cirursiao denlista americano
reside na ra do Trapiche Novo 11, 12.
Aos lisOOO rs.
Precisa-se alugar urna pela boa vendedeira, nilo
e procura ler habilidade : quem a lvcr dirija-se a
ra do Pardre Floriano n. 27.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : a pessoa que quizer, dirija-se ao alerro da
Boa-Visla loja de ourives n. 73, que achara com
quem tratar.
Aluga-se o primeiro sitio de porlaode ferro do
lado direito la estrada ora, o qual alm de boa
casa, tem escolenle bailas para capim, bastante
terreno para paslo, e algumas arvores de fruclo :
quem o pretender podeni eiamiua-lu, e para tratar
do ajuste devera dirigir-se ao Chora Menino, na pri-
meira casa do lado esquerdo, antes da nunlesinha,
de manhaa al 8 heras, e de larde das 4 cm diante.
No aterro da Boa-Vista n. 55,
ha grande sortimento de rodas de carro de madei-
ra de fura e do paiz.
Na ra do Pires n. 18,
borda-se defrocoem velludo, e cm outra qualquer
fazenda, colletes, bonetes, capotinhos de senhora,
charuteiras, loucas de enanca, filas para cinlo e to-
da obra que se offerecer.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
9 dou-se para o palacete da ra de S. Fraucisco O
O 'mundo novo) n. 68 A. O
s* y*aisss
loteras da provincia.
O thesoureiro geral das loteiias avisa,
que se acham a venda o* billetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
beneficio do hospital Pedro II., na the-
souraria das loteras, ra do Collegio n.15,
na prara da Independencia n. 4, e na
loja doSr. Arantes n. 15, ra do Quei-
mado ns. 10 e 59, ra do Livramento n.
22, aterro da Boa-Vista n. 48, piara da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impreterivelmente no dia 18 de agosto, as
0 horas da manha ; e Os bilhetes estiio a'
venda ate o dia 17 as G horas da tarde.
Preco inteiros OJOOO
meios 5j000
8@@g @@
i Antouio Aprigino Xavier de Brito, Dr. em
medicina pela laculdade medica da Babia, re- 9
&> side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- t
de pode ser procurado a qualquer hora para o
IMIEWO IIOLLOWAY.
Militares de individuos de lodas as naroes podem
tcslemiiuharasvirtudes deslc remedio incomparavel,
que e provar, em caso necessario, que, pelo uso
dellellzeram, lein seucorpocmcmbrosinleiramenle
saos, depois de haver empregado inulilmeuteoulros
tratanicnlos.Cada pessoa poder-se-baconvencerdessas
curas maravilhosas pelaleilura dos peridicos que lh'as
relatara todos os das ha muitos anuos; e, a maior
parle dellas san 13o sorprendentes que admiram os
mdicos mais clebres. Quintas pessoas recubraram
com esle soberano remedio o uso de seus bracos e
pernas, depois de ler permanecido lougu lempo nos
hospitaes, onde deviam solfrcr a amputaran < Dellas
ha muilas que havendo deivado esses asjloLde pa-
ilccimento, para se nao submellercm a cssa operadlo
dolorosa, foram curadas completamente, mediante
o uso desse precioso remedio. Algumas das taes pes-
soas, na efusao de seu reconhecimenlo, declararan!
esles resultados benficos dianle do lord corregedor,
c oulros magistrados, alira de mais aulenlirarem
sua aflirmativa.
Ninguem desesperara do estado de sna saude se
lvesse bstanle conlianra para ensaiar esle remedio
constantemente, seguiudo algum lempo o Iratamen-
to que ncccssilassc a natureza do mal, cujo resulla-
ru seria provar incoulestavelmcnle : Que tudo cura!
O ungento he til malt particularmente nos
seguintet ca os.\
matriz.
Na nova loja n. 2 atraz da matriz, vendem-sc
casacas-de panno de cores com boles dourados a
109000, sobrecasacas de panno de cores a 129000
clleles de fuslSo branco 23OOO.
Calcado barato.
Sapalos de lustre para homem a 3*000, ditos de
marroquim para senhora a 800 rs., dilos de duraque
preto para dila a 19000, dilos de dilo de cores para
meninas a 500 rs., dilos de marroquim para homem
a I9OOO : na ra Nova n. 2.
Loja n. 2 da ra Nova.
Vendem-se cortes de casemiras para calcas a
3*500, ditos de dilas finas para dilas, a 6*000, dilos
de fusiao pintados para colletes a 2*000.
Ai que rio.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs., ditos brancos a
I92OO rs., dilos com pelo a imilarao dos de papa a
1*100 rs.: na ra do Crespo toja n. 6.
Vendem-se bichas soperiores de Hamburgo, em
primeira mo, e por preco commodo : no trmazem
da ra da Cruz n. 4.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6,8 e 9
em da melhor qualidade que ha no mercado, fei-1
tas no Aracaty : na ra da Cadeia do Recife 11. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba do Ararais : na ra da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Vende-se a relinarao da ra da
Concordia n. 4, com os competentes uten-
sis, completamente montada, e um es-
cravo excellente refinador, reunindo mais
urna machina para fazer carvao animal.
O dono desse estabelecimento tendo de ir
residir por algum tempo no interior da
provincia, para tratar de sua saude, por
este e nao por algum outro motivo, quer
vende-la : quem pretender dirija-se a
mesma renacao.
@93@
Ra do Crespo n. 25.
9 Vendem-se chitas francezas largas de cores
escuras a 240 o covado, cortes de casemira de g
cores e padroes modernos a 4*500, ditos de I
casemira preta fina a 4*500, panno prelo e
de cores a 39000 o covado, corles de meia ca- **
semira a 19600, ditos de brim de linho deco-
res a 1*600, riscado de liuho de cores escuras W
a 210 o covado, merino prelo com duas lar- 3
guras a 1*600 o covado. chales de 13a grandes a
A e de cores escuras a 800 rs., ditos encorpados 53
9 a 1*280, esguiao de linho muilo fino a 1*120 9
a vara, selim preto muilo encorpado e de su- <&
perior qualidade a 29500, carabraias prelas e @
9 de cores, goslos moderuos, por preco commo-
f5 do, chapeos do Chili finos, e oulras muilas fa- f
zendas por preco muilo cm conta.
czercicio do sua profiss3o.
:alastB%
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de rabera.
das cosas.
dos membros.
Le .
Maies das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmes.
40 PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n.2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahricse de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprielario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos*os
seus patricios, e a publico em ge-
ral, para que ven ha 111 (a' bem dos
. seus interesses*) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de .
Antonio Luiz dosSantos&Rolim.
Quem quizer comprar urna mobilia de jcaran-
sendo um par de cngolos com pedra marmore,
ASSOCIACAO' COMMERCIAL DE PER-
NAMBUCO.
A commissao nomeada pelos senbores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por^cste associaro para os
prejudcados com a inuundacao de 22 de
junho, convida aos que mais solireram
com to funesto acontecimento e ficaram
reduzidos a' indigencia, a apresentarem
seus requerimentos acompanhados de at-
testados circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia, para
seren attendidos. Devendo taes requeri-
mentos serem entregues ao archivista da
associacao, no largo do Corpo Santo, at
odia 15 de agosto prximo luturo A. V.
da Silva Barroca, secretario da commis-
sao.
Enormidades da culis cm Queimadelas.
Sarna.
Strparaees ptridas.
India, em qualquer parle
que seja.
Tremor de ervos.
L'leers na bocea.
----do fizado.
das artic.ulac.6es.
Veas torcidas, ou nodadas
uas pernas.

di
um sof, e urna duzia de* radeiras. c urna mesa de
amarello para janlar, sendo por preco commodo : d-
rija-se ra dos Quarleis n. 2i,
Precisa-se alugar urna casa com commodos pa-
ra pequea familia, sendo na Boa-Vista, as ras
do Arago, Soledade, ou Glora; ou mesmo no bair-
ro'de Sanio Antonio : quem liver para alugar diri-
ja-se ao 2. andar da casa de 4 andares da ra do
Bru, pcrlencenleaoSr. Francisco Alves da Cu-
nta.
Precisa-sede umeaueirn para tomar conla de
urna taberna por balando, caubando meladedos lu-
cros que houver ; c dando fiador sua conduela, ou
mirando com algum dinheiro : a Iralar na ra Direi-
ta n. 26, pallara.
No dia 16 do corrcnlc junho de 1854. reata-
ran da ra do Pires da casan. 23, urna ramulla de
amarello com 3 palmos e meio de comprido, e 2 di-
tos de largura, denlroda dila urnacamnha ue Ffan-
dres com palmo e meio de comprido, e 1 dilo de lar-
gura com os objeelos seguidles : 1 duzia de colhcres
novas desopa, 1 dila de garios coma marca F por
detraz dos cabos, urna colber grande de tirar sopa,
1 dila de tirar arroz, urna celhcrzinha de tirar assu-
car, 1 dila de espumar, 1 dila de cha, 6 pares de
fuellas grandes antigs, urna porro de prala de es-
padn) anlga, 6 cabos de facas de prala lavrados,
mais 1 dilo de nminos, qualro facas de cabos de pra-
la com folhas largas, e cabos pesados bordados, um
par de brincos de pedra compridos com caita, um
relogiode caia de prala, um penle de tarlarugade
meia la, fraude rendado de urna imagemde Santo
Antonio, com altura de um palmo com o seu meni-
no Dos, e respla.idor e cruz de piala. 3 facas dera-
bo de osso novas, e 4 garfos, 2 vestidos de cambraia,
um adamascado, e oulro de poni de cadeia de co-
res, urna camisa de cassa lisa aberla de renda e ma-
la mes por bailo do bico, um marac de prala cpm 4
casca veis cm baixo, c 3 dilos em cima e maisalguns
objeelos que nao sao lemhrados: roga-se a qualquer
pessoa da polica, ou a qualquer Sr. ourives quem
forera offerecidos dilos objeelos, queiram lomar e le-
var na mesma casa onde foram multados, que ser
recompensado eom 25*1?.
APROVEITEM A OCCASIA'O.
Para liqudacao de conta, faz-se nego-
cio com nina loja com poucos fundos,
sila no alerro da Boa-Vista, e propra para qual-
quer estabelecimento, onde lambem para o mesmo
um vende-se'nu aluga-se urna arraaco por baratis-
simo preco, achando-se esta collorada cm una boa
casa, a qual paga o diminuto aluguel de 10*000 rs.
meusaes : quem a pretender dirija-se a mesmu na
taberna n. 42.
Aloga-se' urna preta lavadeira, engomraadeira c
cuziiiheira: a Iralar na ra das Cruzes u. 3.
i EXPLENDIDOS RETRA-
S TOS ACRYSTALOTYPO,
,) TIRADOS NICAMENTE COM A ($.
CLARIDADE PRECISA. %i
*7 J. J. Pacheco, lendo resolvido demorar-se W
^ mais alguns das ucsla cidade, previne a lo- (
(&. das as pessoas que desejarem nm perfeito
w retrato, que dignem-se procura-lo no sen es-
fj4| (abelecimenlo, quer esteja o dia Ciaro ou
2? escuro. Os retratos tito fuese iualleraveis
'$ rom o tempo, e as cores sao as mais n.iiu- (gTj
/A raes que aqui se lem visln. O respeilavel //*
> publico continua a ser convidado a visilar a >Jj
fe saleria lodos os das, desde as 8 horas da ma- (&
2a\ nba al as 9 da noile. No mesmo eslahe- ,al
W leeimenlo enconlrarao os prelendcntes um &''
(\ rico sortimento de quadros, caixas, alline- (A,
z tes, cassoletase aneis. Aterro 11. 4, lerceiro Z
'fft andar. tp^
A directora do collegio da Conreirao participa
a quem convier, que o collegiose acha aberto, e re-
cebe as educandas que pretenden) all ser educadas.
Da-se 700S000 rs. a juros com hy-
Eotheca em urna casa terrea, que seja em
oas ras desta cidade : tpiem pretender,
dirija-se a ra Nova, loja n. 34, que sedi-
ra' quem da'.
geral.
Enlermidadcs do raaMy
EruprOes escorbulicai.
Fstulas 110 abdomeu.'
Frialdadeou falla de ca-
lor oas extremidades.
Frieiras.
^Gengivas escaldadas.
Inchacs.
lnllanunacao do fizado.
da bexiga.
Vende-sc esle ungento no estabelecimento geral
de Londres, 244, Strand, e na loja de todos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas cncarrenadas de
sua venda em toda a America do Sul, Uavana e
liespanha.
Veudem-se a 800ris cada bocelnha conlem urna
inslnn rao cm porluguez para explicar o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
maceuco, na rna da Cruz, n. 22, em Pernambuco.
Vende-se un terreno na ra Imperial, com 220
palmos de frcnlc, e grande cxlensao de fundo, duas
moradas de casas terreas sitas na ra do Jardim -c
ra de-Sania Rita; im bom sitio em Ierras pro-
prias no principio da estrada do Arraial: na ra Di-
reita n. 40, segundo andar.
__ Vende-senma mobilia de amarello quasi nova,
por seu dono retirar-se para fura da provincia, por
preco commodo: a tratar na ra da Penha, sobrado
n. 2, segundo andar, das noves horas ao meio-dia.
Aos"lO:OO,sOO 4:00s00 e i:000s.
O Dr. Sabino Ulegano Ludgero Pinho agra-
I decc rordialuiente a lodas as pessoas, que se
Idignaram de assistir no dia 7 do crrenle aos
I aclos religiosos que mandara fazer em tunean
Ido finado Joao Vicente Martin-. Agradece
igualmente aos que, por motivo da chuva, che-
[garam depois do aclo ; e muilo parlcular-
I mente aos que tiveram a siiinma bondade de
visita-lo por essa occasio, nao deixando de re-
Iconhecer que lanas finezas dependeram mais da
j benevolencia de quem as pralicou, do que dos
i mcrecimenlos de quem os receben.
Na ra da Cadeia do Re-
cife loja de cambio n. 24, es-
tilo exposlasa venda as mui-
lo afortunadas cautelas da
lotera do hospital Pedro II,
do caulelisla Antonio da
Silva liuimarles, cujas ro-
das amblo imprctervelmeu-
le no dia 18 do correte.
Madama Millocheau Buessard, modista
franceza, aterro da Boa-Vistan, i.
Tem a honra de avisar as suas freguezas, que a
sua loja acha-se provida de modas novas, recebidas
pelos ltimos navios: chapeos de seda e palha, ca-
polinbos de bicco, manteletes de seda, mantas de
Idon.le e capellas para noivas, enfeiles para cabera,
ricos chales de relroz bordado, romeiras e collnri-
nlios de dilo, camisinhas de fil bordado e de cassa
fina com bordado de ponto inglez, manguilos, flores
finas para chapeos c enfeiles. plumas para loucados
e chapeos, cpelas de plumas para bailes, grande
sorlimenio de bicos de blondo, de filas, de transas e
franjas para vestidos, de bico de linho, fil, larla-
lanae cambraia, lencos de mo, loucas de bla.ro-
meirasde bico, eordoesde seda, filas de linho e de
algodAo finas, rclroz, baleias para vestido e luyas de
pellica e de relroz.
Joo Ferreira da Casia, lendo no Diario n.
173 de 31 de julho um anuuncio.c nilo enlendendo-
se com o mesmo c sim com oulro de igual nome, de
hoje em dianle, para que naohajacngaiiQ, se assig-
nar por Joo Ferreira da Costa Nevcs.
As pessoas que liverem conlas com o logre
americano Bay City, queiram apresenta-lasal o
dia 10 do correute, na ra do Trapiche n. 8, na casa
dos consignatarios llenrv F'orster & Compa-
nhia.
Roga-se ao Sr. Antonio Ludgero da Silva Cos-
ta, o favor de apparecer na botica de Bertolhnmeu
1'. de Souza.
OSr. ChrislovSo de Sanl'agodo Nascimcnlo nao
pode relirar-se desla provincia, sem que ajuste con-
las com Francisca Alexanririna'das Chagas Rezerra.
Francisco Jos Monteiro Braga : retira-se para
o Ceara.
Aluga-se a rasa de um andar da ra da I'uno,
por detraz da rasa do Sr. Manoel Alves Goerra, na
ra da Aurora: a tralar na ra do Trapiche o. 14
com Manoel Alves Guerra Jnior,
Vendc-se urna muala de 18 a 20 anuos, que
corla e faz veslidoos e camisas de homem, a-
marra cabello e faz varias quulidades de doces, bo-
los, podios e bolinhos, engomma bem c cozinlia de
toda a qualidade, mirra, borda, faz labvrulhoe ou-
lras muilas habilidades: no aterro da Boa Visla ca-
sa n. 62.
Vende-se um bonito cariinho de qualro rodas
para um e dous cavallos: para ver-se no Ierro da
Boa Vista cocheira do Mi-url; e para tralar no se-
gundo andar da casa 11. 53 da ra da Cadeia do Re-
cife.
AO MADAMISMO.
Na ra Nova 11.52 loja de Uoavenlura Jos de Ca-
iro Azcvedo vcudem-se lenciubos de retroz chega-
dos ltimamente da cidade de Lisboa, proprios para
os encantadores pesclos do madamsino, a 800 rs.
cada um.
Vendc-se a padaria da rna das Larangeiras,
bem como o deposito da ra Nova : a Iralar na ra
das Laransciras n. 18.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do ftecife 11. 5 ha para vender
barris com cal de L-boa, rccenlcmenle chegadu.
BRIM BRANCO E DE COR.
Vende-se brim trancado de linho a 500 rs. a vara,
dilo escuro de quadros lambem de linho a 600 e 720
rs.: na ra do Crespo n< C.
Veude-se ero conta urna hospedara ero Mari-
cola com rancho e bastante afreguezada com os com-
modos seguales: urna cocheira que acommodar 20
cavallos, 3 quarlos de aluguel, um rancho aborto,
urna venda e casa de Morada, ludo pesado e bem
construido: quem a pretender dirija-se a ra do
Vigario n. 14 Iralar do sjusle.
HE GRANDE NOVIDADE PELO PRECO.
Objacloi de fantazia mullo ricos, proprios para
ornamento de mesas e tambem alinofadinhasdc vel-
ludo para assenhoras pregarem agulbas e alfiueles,
no bazar pernamburano, ra Nova 11. 33.
BAZAR PER>AMBl'CA.NO.
Os donos desle eslabelecimenlo avisara a rapaziada
que chegucm s camisas brancas com peilo de liuho,
e muilo bem fcitas (alerta!) para a fesla que esl
perlo.
PARA FAZER CAF.
Ricas machinas brancas e douradas pelo diminuid
preco de 133, e uniforme de Isa, alpaca e merino,
para creanras de Ires qualro annos no bazar per-
namhiicano n. 33,' nao esquecendo as argas e bra-
celetes de gosto moderno, t muilo bem galvanisa-
dos, sendo aquellas a id e estes a 39500.
BENGALAS BARATAS.
No bazar pernarabucano vendem se pelo diminu-
to preco de tj>.
A boa pitada.
Rape de Lisboa muilo fresco ero boles de libra, se
v-nde na ra do Oueimado 11. !l : lojd de Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo.
A contento.
Navalhas de barba do mais|ari editado autor John
Barbier, se vendem na ra do Oueimado n, 9 : loja
de Antonio Luiz de Oliveira Azcvedo.
A ltOOOrs.
Cortes de ralea de brim de algodo, imitando ca-
semira, pelo barato prero de 19 : na ra do Queima-
do n. 9, loja de Autonio Luiz |d Oliveira Azevedo.
AO MODERNISMO.
Cada corte lgOOO reis.
Chegaram pelo ultimo paquete, e vendem-se na
loja n. 17 da ra do Queimado, os mais modernos
cortes de vestido de seda c algodfto, intitullos Man-
darme Escocez, fazenda de fanlazia, de nmito brilho
e goslo, pelo barato prec,o de 15$000 cada corte.
Panno proprio para escravos.
Vende-se o bem conhecido e muilo superior panno
de alsodao da Ierra : na loja dos quatro cantos da
ra do Queimado 11.20.
Vende-se herva-malle de primeira qualidade,
sal do Assepedrasde amolar, cm pequeas e grau-
des porces, por preco commodo : na ra da l'raia
n.37.
Aos 10:000$000 n.
No alerro da Boa-Visla, casa da Fama 11. 48, e na
ra da Cadeia, loja de cambio de F. Antouio Viei-
ra, oslan expostos venda as caulelas da loleria do
hospital Pedro II, cujas rodas andam imprelerival-
meule no dia 18 de agosto do correnteanno.
Bilheles inleiros IOS000
Meios 58000
Quarlos 29700
Decimos 19200
Vigsimos 600
LIQUDACAO' DE CONTAS.
Barato sim, liado nao.
Na ra do Queimado, loja n. 17, ao p da botica,
vendem-se para liquidaran, fazendas por barato pre-
to, como sejam : as modernas orleans de seda furia-
cores, com msela, propriaspara vestidos de senhora
c meninas a 400 rs. cada covado, sedas de quadros
escocezas a 19140 rs., grosdenaples de seda lurta-co-
resa 19600 cada covado, e oulras fazendas por bara-
to preco, a dinheiro n visla.
Chapeos de sol muito grandes, com cabos de
ranna e baleas, muilo fortes, de seda de lodas as co-
res e qualidades, lisos e lavrados, proprios para a
chova, por preco muito commotju ; na ra do Col-
legio n. 4.
Na ra do Trapiche Novo n. 16,
vende-se:
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMACO azul e branco, chama-
do Marlim Superior, em resmas de 500
toldas, e outvas qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESO muito snperior, proprio
para escriptorio, e outras qualidades
maisem conta.
PAPEL DE CORES, em formato grande.
UMA PEQUEA porcao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente ebegados.
ALVAIADE DE ZINCO, acompanhado do
competente seccante, muito*recom-
mendavel pela grande superioridade de
tinta que produz.
PREGOS DE FERRO em bom sortimento.
Vende-sc urna bulica cm urna das principaes
ras da cidade da Paralaba, a dinheiro ou a prazo,
com garanta, por seu dono ler de relirar-se daquel-
la cidade : a fallar nesla cidade com Barlholomeu
Francisco de Souza, ra larga do Rosario n. 36,|
ou na l'aioiulia cora Fructuoso Pereira Freir.
NO CONSULTORIO 11(111 LO I' VIIII< O
DO
DR.P.A.LOBO M0SC0S0.
Vendem-sc asscgunles obras de homeopalhia em
francez:
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes Ift^XX)
ltapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I69OOO
llai lliinon, tralado completo das molestias
dos meninos, 1 volme \ 10-^000
A. Teste, materia medica bom. 8000
De Fayolc, doulrina medica bom. "9000
Clnica de Slaoueli 69000
Carling, verdade da homeopalhia 48000
Jahr, iratado completo das molestias ner-
vosas 63000
Diccionario de Nyslen 109000
Vendc-se chocolate francez de su-
perior qualid./de: na ra da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano cm grume, como em vellas, em cai-
sas, coni muilo bom sorlimenio c de stperior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca ratidao, assim
como bolacliinhas cm latas de 8 lihras.e farcllo muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, cscrplorio de Augusto C. de Abren, conli-
nuam-se a vender a 89000.0*par (preso fizo) as ja
bem conheridas e afamadas navalhas de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposico
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nlosesenlem no rosto na accAo de cortar ;
vendem-sa cora a condico de, nao agradando, po-
derem os compradores devolvc-las at 15 dias depois
da compra ra>liluindo- sa ha ricas leourinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fat -icanle.
Vende-se a taberna fila no becco do Peixe
Frito n. .">, bem afreguezada, tanto para Ierra, como
para o matto : a tratar ni mesma.
Caixas com vdros.
Vendem-se caixas com vidros de todos os ta-
maitos e prec,o commodo: na ra da Cadeia do Re-
cife loja n. 64.
Cobre de forro.
Vende-sc cobre de forro de diversas grossuras e
preco commodo : na ra da Cadeia do Recife loja
n. 64.
Vende-se superior arinba de man-
dioca de Santa Catharipa, em saccas por
preco muito commodo: a tratar no arma-
zem de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da Alfandega.'ou com Novaes & C.
na ra do Trapichen. 34, primeiro an-
dar.
Vendem-se queijos do cerlao mnilo frescaesj
e pennas de ema : na ra da Conreirao n. i.
Na ra das F'loresn. 37, primeiro andar, ven-
de-se urna rica colleccSo de vistas de Pars.
Vendem-se camisas brancas de linho para homem,
dilas de cores linas para dito, collarnhos brancos
para camisas, peilos para aberturas de dilas, grava-
tas de cassa brancas bordadas de linha : na rna Nova
n.2.
Attencao, por barato.
Ha para se vender urna vacca ngleza moito co-
nhecida por bonita, j acclimalisada, da melhor ra-
ta que hadvreshire: atratar com o feilor da ca-
pella ingleza no mesmo lusar.
FEIJAO' MULATINHO.
Vendem-sc saccas com feijao mulatinho muito no-
vo : no caes da Alfande'ga, armazem defronte da
escadinha.
Vende-se um preto crioulo de 30 annos de ida-
de pouco mais ou menos, muilo forte, sem vicios nem
molestias : na ra do Amorm n. 23.
Vende-se urna preta muito boa lavadeira, en-
gnmiTiadcira e sollri vel coinheirza : na roa do Cres-
po loja da esquina que volta para a Cadeia.
No, armazem de materiaes de Jos Pinlo de
MagalhSes, silo na ra da Concordia, ultima rasa ao
lado do nascenle, em cuja frente o oitao tem tabolcta,
vende-sc muilo bom lijlo de alvenara grossa, dilo
batida, ladrilho quadrado e comprido, tapamcnlo, te-
na, lijlos para fogSo, cal branca e prela, arria,
barro, ele, por precos commodos, em grandes e pe-
quenas porcoes e manda-se bolar as obras : no mes-
mo alugam-se carrosas para conduran de quaesquer
objeelos para dentro e fora da cidade.
Vende-se familia de mandioca : a bordo dn| po-
laca Cndor, ou a tralar com Tasso I raos.
Vende-se urna bonita vacca ingleza da melhor
raca que ha (Dyreshire) e j aclimatisada: a tratar
com o feitor da capella ingleza, na ra Formse.
AO BOM E BARATO.
A dinheiro a' vista.
Para se ultimar e liquidar conlas, vendem-se a
troco de pouco dinheiro as seguintes fazendas, pro-
priaspara homens: pannos finos prelos de cores fi-
xas a 39300 e 49OOO, dilos verde e cor de rap a 4,
corles de casemiras de cores lisas e de quadros a 4 e
39OOO, casemirelas pretas e de cores com msela, pro-
prias para palitos, fazenda muilo fina, a 800 rs. o
covado, alpaca de cordao de cores mnilo lindas para
palitos a 610 rs., merino preto snperior, de lustre, a
29OOO, casemira prela fina e muilo superior a 2J000
o covado, corles de cllete de gorgurao de linho e
seda de quadros modernos a 19600, brim trancado,
pardo, de liuho, muilo fino a 640 a vara, dilos de
cores modernos, fingiudo casemira a 800 rs., lencos
de seda para alnibeira, de campo branco, fazenda
muito lina a 19280, meios dilos para grvala a 19000,
chapeos de sol de seda a 39300, ditos francezea finos
para caliera a 69OOO, e muilo superiores a 69300 e
79OOO, e outras fazendas por barato preco : na ra
do Queimado, luja n. 17. ao p da botica.
CHAPEOS DE SOL A 49800.
Na ra do Collegio 11. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda prelos e de cores, armacao de balea, ca-
bos finos, os quaes visla da qualidade niiizuem dei-
xar de comprar, e oulras muilas qualidades, por
preco razoavel.
Com pequeo toque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de auperior qualidade, e
prova de limao, a 39300 o covado : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volta para a cadeia.
1 Aos fabricantes de velas.
fio armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
(" Inpanliia, roa da Cruz n. 15, vende-se muilo supe-
rt cera de carnauba do ^racaty e Asadr, ehi porp"
e a relalho ; e alm de se pesar na occasiao da entre-
ga se descoular urna libra de tara em cada laceo,
como he cosame.
Vende-se a casa terrea da pedra e al na roa
dosCoelhosn. 9, prximamente edificada ,dirijam-e
a ra da Rosario n. 48, padaria.
Pianos.
Os amadores da msica acham conlini ladamenle
em casa deBrunuPraeger&Conipanhia.rviadaCniz
n. 10, um grande sorlimenio de pianos forte e fortes
pianos.de differentes modellos, boa construe 5*0 a bel-
las vozes, que vendem por mdico* precos; assimeo-
mo toda a qualidade de insbrnmen los para msica.
Chapeos e eateiras muito barato a
dinheiro.
Vendem-se esleirs em reios a U9000, chapeos
de palha novos, o ceulo a 12J000, c era amarella, di-
ta de cari.aoba, courtnhos miados, sola e 2 toalhas
de labvrimho com bico, Huta para liquidar conlas :
na ra da Cruz do Recife n. 33, ea ca*qai.8 A-
^VINHO DO PORTO MUI-fO FINO.
Vende-se superior vinhio do Porto
em barris de quarto, quinto, e oita'O, no
armazem da ra do Azeite de Peixe, n.
14, oua tratar no esdrptorc de Novae
& Companhia, na ra do Trapiche, n. 54.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de mutlo bom
goslo, a 320 o covado.
Carro e cabrioiet.
TT Vende-se um carro de 4 rodas com 4 assen-
I 9 tos, e um cabrioiet, ambos em pouco oso, a
3t cavallos para ambos : na ra Nova, cocheira fl
% de Adolphe Rourgeois.
**
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nal co-
lonias ingleza* e hoUandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em ca*a de
N. O. Bieber & Gompanhia, na ra da
Cruz, n. 4.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a prero commodo, em casa de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia do Recife n. 4.
PARAAFESTA.
Sellins inglezes para homem e senhora
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, com todos os perlences, da me-
lhor qualidade que tem viudo a esle
mercado, lisos e de burranne, por
preco muito commodo : em casa de
Adamson lloxvie & Companhia, rna
do Trapiche n. 42.
Vcnde-se urna batanea romana com todos os
scus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : qnem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior arinba de mandioca de Santa Catlia-
rina : no armazem de Machado & Pinhei-:
ro, na ra do Amoiim n. 54.
Vende-se um preto crioulo de idade de 25 an-
nos, bonila figura, proprio para o servico de campo :
na ra Direila n. 76, venda.
Vende-se riscados monslros largos de lindos pa-
droes, proprios para vestidos de senhora a 280 rs. o
covado: na ra do Queimado loja 11. 43.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodo
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
LFNCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A 4#500 A
J)UZIA.
Na ra do Crespo n. 3, esquina que volta para a
ra do Collegio, vendem-se lencos de cambraia de
linho finos ero caixinhas com lindas eslampas, pelo
barato prtro da 49300 rs. a duzia, para acabar urna
pequea porcAo qne anda reata.
Jacaranda' de muito boanhalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Cola da Bahia, de qualidade esco-
lhida, e por prero commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 16, segundo andar,-
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia. 1
Louea vidrada, recebida ha pouco
da Baha, com bom sortimento : vnde-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se fumo em folha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra do Trapichen. 16.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muilo com-
modo : a tratamo armazem n. 14 de Can-
dido Alberto"Sodre da Motta, na ra do
Azeite de Peixe, ou na roa do Trapiche n.
34, com Novaes Companhia.
Veude-se um excellente carrlnho de 4 rodas,
mal bem construido,eem bom astado ; est eiposlo
na ra do Arago, casa do Sr. Nesrue n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e tralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ma da Cruz uo
Recife n. 37, armazem.
Vendem-se a 39 saccas grandes com arroz de
casca: no armazem defronte da porta da alfandega.
Vendem-se nove pipas eom tonel de 120 caa-
das, ferradas, tudo promplo para h*uar azeite ou me!:
adiante da fabrica de vinagre n. $,. >
Vcarfe-fle a padaria na ro.. Pires ln. 44 pco-
pria para principiante de pvucorfaad^ar: a tratar
no armazem de carne, na ra da l'raia o. 35.
Vende-se urna casa terrea sita na roa da Ri-
beira da Roa Visla em chaos proprios, quintal mura-
do, cacimba independente, oiloes dobrados: a tratar
na ra da Matriz do mesmo bairro, n. SO.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
k
Vendem-se relogios de ouro e prata, ma
barato de que em qualquer oulra parles
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Deposito de vinho de cham-
rtagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, rita da Cruz do Re-
cife 11. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a Cs'OOO rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
1 das garrafas sao azues.
Dtpoiito da fabriea de Todos oa Sanio, na Babia.
Vende-se,emeasa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-sc em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho de Mafseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos e carreteis, breu em barricas muilo
grandes, aro de milab sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e a'vaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16. .
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan- '
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a. 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prero commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-e em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe receo da varias qualidades e
muito bom : na ra da Cruz n. 15, segundo andar;
assim como botina de couro pelo diminuto preco de
28500 o par.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recife no armazem a. 62. de
Antonio Francisco Marlins. se vende os mais sope-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raso.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em '
Londres, por preco commodu.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar horlas e baixa,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na ra
do Brum us. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se ama padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso Si Irmos.
Devoto Chtistao.x
Sahio a luz 2.a edic.no do livrinho denominado
Devoto ChrisISo,mais correcto e acrescenlado: venda-
se nicamente na lvraria a. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolcho a das,
brancas e de cores de um s panno, muilo grande e
de bom gosto : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que valla para a cadeia.
CAL E POTASSA.
Vende-sc superior cal de Lisboa e polassa da Rus-
sia, cheaaila recentemente : oa praca da Corpo San-
to, trapiche do Barbosa o. 11.
ESCRAVOS FGIDOS.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes e eucorpados,
ditos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de lila, a Ir-itM : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
Vendem-se 2 vaccas lourinas e 1 novilho da
mesma raca pura, assim como algumas vareas da
Ierra : para ver, na estrada nova, primeiro sitio de
portan ile ferro, e para Iralar, no Chora Menino, pri-
meira rasa do lado esquerdo, antes da poiilezinha.
CEMENTO ROMANO.
Vendc-se no armazem n. 13 da ra da Cruz no
Rrcife.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, comoj
sejam, quaarilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Aaeacla de fistola BKa.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-se conslanlemenle.bons sorti-
roentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra auimaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de todos os lmannos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com torca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslaiihado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para uavios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landre: ; tudo por barato preco.
Fogio no dia 24 da abril um escravo de nacao
de nome Jos, he velho, pinta na barba e cabello, tem
falta de denles, cor prela, estatura regular, seco do
corpo, andava venciendo (amaneo* em um labnleiro.
veiodo Rm Forrnoso, onde en ceohecido por Jos
Pagem, foi escravo do fallecido Cunha Machado :
quem o pegar dirija-se a ra do Queimado loja n. 61,
que sera generosamente recompensado.
Desappareceu no dia 23 de jnlho passado, de
bordo do brigue Santa Barbara Vencedora, o prelo
marinheiro, de nome Luiz, o qual reprsenla ler
30 annos de idade. cor fula, baixo, nariz chalo, lem
algumas marcas de bexgas c pouca barb, e he na-
tural das Alagoas : roga-se, portanto, a lodas as au-
toridades policiaca e capitaes de campo a sua appre-
hensao, c leva-lo ra da Cadeia do Recife n. 3,
escriptorio de Amorim Irmaos, que se gratificar
com 505000. ... _
Desappareceu no da 1. de agosto o prelo Ray-
mundo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou meuos, natural do Ico, corhecido alli por Ray-
mundo do Paula, muilo convivenlc, tocador deflau-
lim, cantador, quebrado de urna verilha, barba ser-,
rada, beicos grossos, estatura regular, diz saber le*
e escrever, tem sido encontrado por vezes por detra-
da ra do Caldeireiro, juntamente com urna prel
sua coucubina, que tem o appellido de Mana cia
reis ; portanto rosa-se as autoridades policiaes, a-
piaes de campo e mais pessoas do po\o, que o f-
prehendam e leven rna Direila n. /6, que seao
generosamente gratificados.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do cren-
le anno o escravo Jos Cacange, de idade 40 amos,
1, com falla de denles na rrtile,
e cicatrize oas nadegas ; jrali-
e levar ao alero da
pouco mais ou meuos,
testculos crescidos,
lica-sc generosamente a quem o
Boa-Vista n. 47, segundo andar.
1
I, <
*
Farm. T 4a
ar,
ea TarlallU.
f !


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