Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01428


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXX. N. 180.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
----- HWWI -------
-*?>**
TERCA FEIRA 8 DE AGOSTO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
>
DIARIO DE PERNAMBUCO

ENCARREGAOOS DA SUtSCRIPIJAO*.
Recife, o proprieiario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo do Mon-
donga ; Parabiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pcreira; Araca-
ly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Ceara, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 ao pa;.
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibc ao pai.
i da companhia de seguros ao par.
Discerni de letiras a 6 e 8 0/0.
METAES- w
Ouro. Oncas hespanholas...... 295000
Moedas de 6400 vethas. 165000
de 69400 novas. 168000
de 4$000...... 9000
Prala.Palacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dios.
Caruar, Bonilo e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e (uricury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e NaUl, as quintas-feiras.
MEAMAR DE HOJE.
Primeira s 3 horase 42 minutos da tarda.
Segunda s 4 horas e 6 minitos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Rolai.au, terrjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
I." vara docivel, segundas e sextos ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIUES.
Agosto 1 Quarto crescenle s 8 horas, 9 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
8 Liiaclicia.il hora, 9 minutos e 43
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Caetano Theatino fundador.
8 Terca. S. Cyriaco diac. m.; S. Emiliano b.
9 Quarta. S. Romo soldado ; S. Secandiano.
10 Quinta. S. Lourenco diac. m. ; S. Astheria.
11 Sexta. Ss. Tiburcio e Suzana mm.; S. Digna
12 Sabbado. S. Clara v. f. ; Ss. Aniceto e Fontino
13 Domingo. 10. Ss. Hypolilo e Cassiano mm. ;
S. Candida m.; S. Wigberto presb.
N
AVISO.
Optfgainentodatubscripraodeste Dia-
rio aiJOOO rs. por quartel, (leve serfei-
i, to adiantado, e nao pelo correr delle; e o
i, de 4J500 rs. no lim, c nao no seguinte
trimestre; portanto os senbores assignan-
tes devem attender ao exposto, para nao
fazerem o cobrador gastar tantas passa-
das, para to pequea quantia.
PARTE OrCJAL
OOVERBftS PaOIIMCIA.
Expediento da da 4 4* aceite.
Ollicio.Ao coronel comraaiidante das armat,
transmilliudo para scu eonhecimento copia rio aviso
do ministerio d>-uerra de 17 de julho ultimo, no
quat de orden de S. M. o^Maud^r se manda dar

vji^ssajyi para o corpo
M. o^fceieVadir
io nd ^**S
uta ;
\
r
v
V
\
r
ao soldado do
;isi:o Joaquim
das Chagas Pimentel.
Dito.Ao mesrao, reni indo copia do aviso do
ministerio da guerra de 2 de julho ultimo, no qual
S. M. o imperador manda reeomraendar expresta-
mente a remessa no /rimeiro do Janeiro do inno
rximo viudoiirn, das relatorius que tem de servir
base confecrao do que se ha de presentar a as-
sembta geral legislativa, em conforto dado de orden*
j expedidas.Ofllciou-se no mesmo sentido ao di-
rector do arsenal de guerra ao conselho adminis-
trativo.
Dito.Ao mesmo. remetiendo copia do aviso da
Guerra de 17 de julho ultimo, exigiodo o ue declare
S. S. se foi remedido para esta provincia o caixAo
de que trata o citado aviso, conlendo livros e papis
das extinclas caitas militares dos corpo. cin guar-
nirlo no Rio Grande do Sul.
DitoAo mesmo, commnnicando ter deferido o
requsrimeulo do soldado Jos Antonio de Castro,
concedendo-lhe tres mezes de licenra registrad! para
r a eeanarca do I.imoeiro.
DitoAo mesrao, communicando qoe, por aviso
da guerra de 15 de julho ultimo, S. M. o imperador
houve por bem ooraear delegado do cirurgiao mor
do exercito nesla pruvineia, o 1" cirurgiao lente do
mesmo corpo Prxedes Gomes de Souza Pitanga.
_ DiloAo mesmo, communicando que, tendn falle-
cido o visconde de Goianna, houvesse S. S. de expe-
dir suas orden* para que the fossem feilas as honras
fnebres que, nos termos do arl. 1:1 do decreto do 1
de dezembro de 1822 lhe compelissem, como digni-
tario que era da imperial ordem do cruzeiro e gran-
de do imperio.
Dilo Ao inspector da tlicsouraria de fazenda,
transmilliudo copia do aviso do miuislcrio do impe-
rio de 30 de abril ultimo, do qual consta haver si-
do anteferido o requerimenlo do professor subsiilu-
t da cadeira de inglez e francez do cotlegio das ar-
tes da cidade de Olinda, Leonardo Augusto Fcrrei-
ra Lima, pedindo o pagamento por inteiro do orde-
nado que compele ao professor clleclivo da mesma
cadeira, desde a dala em qoe foi reputada vaga a
dita cadeira por excesso de licenra da parle do res-
pectivo professor.
Dilo Ao inspector do arsenal de marinlia, ac-
eaiando receido o ollicio de 2 do correte, em que
Smc. d parle de ler comprado 174 paos de cons-
truccSo e 147 liames, esles a 33000 rs. cada un, c
aquelles a (io'iiK) rs., e approvaudo essa compra.
Dito Ao inspector da thesouraria provincial,
ilev.dvcndo o certificado que veio .innexn an ollicio
de 2t de julho nltirao com que Smc. irapiignou o
-p*anjauu "^jcriarilf QKZlKt",- Vf** ,em direS
o-lfemalaW'fja obra ja csa~ira batoira^Aa ponte
dos Carvalhos. c dizeelo em respo(il^qoe, a Vista
de informaran do director das obras publicas, que
remelle por copia, mande Smc. ellectuar esse paga-
mento conforme se lhe tinha ordenado em '21 do
mesmo mez.
Dilo Ao mesmo, communicando que, a vista
da sua informadlo de 24 de julho ultimo, deferioo
requerimenlo do primeiro esciiplurarip da thesou-
raria provincial, Luiz de Pinho Borges, pela ma-
neira saguinle. Seja o supplicante aposentado nos
termo da le n. 276 de 7 de abril de 1851, ficando-
do-lhe porem salvo o riireilo de requerer assem-
bla provincial a dilTerenca do ordenado que se
i direilo pela lei n. 82 de 4 de maio de
i agenta da companhia das barcas de
dar passagem para a Parahiba,
Manoel Gomes de Souza.Fi-
Kaseommuncac,oes.
residente da provincia, alten deudo ao
iitoo o chefe de polica em ollicio de 6
>H8mo pastado, sob n. .i3i, resolve de-
tiitlir docargn de subdelegado da frcguezU, deTaca-
nl a' Francisco Cavalcanti de AlbuquerrfW.
BISfDO DE PERNAMBUCO.
Tendo nos determinado que no dia 10 do corrente
seja tributada ao Eterno bcm feitor a devida aceito
de gracas pelo beneficio recebido depois ilo dia 22
ue no os! acto as igrejas malrizes pelas 10 horas, para les-
temnnho de publica gratidao, que he misler mani-
festar i divina benignidade, que se dignou allender
com a malor clemencia s preces que a santa igreja
lhe dirigi durante sua amara tributaran.
Palacio da Soledade7 de agosto de 1854.
JoSo, bispo de Pernambuco.
cwataujiso'das armas.
Qaartal do eonamando da* armas de Pernam-
baco na cidade do Beelfe, em 7 de (oato
a lt&4.
ORDEM DO DIA N. 127.
O coronel commandanle das armas interino, de-
clara para conhecimenlo da guarnirlo e devido ef-
feito, que segundo conslou do aviso do ministerio
dot negocios da guerra de 22 de julho prximo Du-
do, S. M. o Imperador houve por bem, por decreto
de 12 do mesmo mez, conceder a demisso que pe-
dio do servico do escrcitn. o Sr. 2. lente do 4.
balalhao de arlilharia a p Jos Nuoes Marques.
Assignado.Manoel Muniz lavares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudaote de
ordeus encarroado do delalhe.
TRIBUNAL DA RELACAO
SESSAO' EM29 DE JULHO DE 1854.
P>etenr.\ado Exm. Sr. roar lhe iro .izexedo.
As 10 horas da manhaa, achando-sc presentes os
senhores desembargadores Villares, Baslos, Leso,
Soma, Hcbello, Telles, Pereira Monteiro, Valle
Santiago, faltando com causa o Sr. desembargador
Lana Freir, o Sr. presidente declara aberta a ses-
sao ni forma da lei.
EXPEDIKNTE.
Foi ido em mesa um oflicio da presidencia em
que coinmunicava ter entrado no cxcrcicio de juiz
de direilo da comarca do Kio-Formoso o bacliarel
Joao Paptisla iianoalvcs Campos ,i 8 do rorrele
mez.Foi respondido.
dem, communicando que o promotor publico da
comarca do Brejo, o bacharel Manoel de Albuquer-
que Macnado, entrara no gozo da licenra concedida
pela presidencia no dia 17 do correle.Foi oceu-
sado.
Julqamentoi.
Recursos crimes.
Recrreme o juito ex-officio; recorridos Francisco
de Souza Bomlim e Francisco Goncalves de A-
guiar.Negou-sc provimento ao recurso.
Recorrenle o juizo; recorrido Joio Henriqne de
Araujo.Julgou-se improcedente o recurso.
Processo de respjnsabilidade do juiz de direilo da
comarca deGaraiihuns.Mandou-se que o reo res-
pondesse no prazo de 15 dias.
Aggravos de pelijao.
Aggravanle Baltar & Oliveira ; agaravado Miguel
Joaquim da Cosa.Negou-*e provimento.
Aggravaole Joao Pinto de Lemos Jnior ; aggrava-
do Antonio Jos Duarte.Negou-se provimento.
Aggravante Jos da Cosa Dourado ; aggravado An-
touio Joaquim Vidal.Negou-ae provimento.
Appellaeocs crimes.
Appellanle Marcolino Ferreira da Silva ; appellado
o jnizo de direilo.Julgou-se improcedente a ap-
pella^ilo.
Appellanle o juiz de direito; appellado Jos dos
Santos Marques Reg.Mandou-se a novo jury.
Appellanle o juizo ; appellado Antonio Muniz.
Mandou-se novo jury.
Appellae,ses civeis.
Appellanle Joaquim Jos Correia ; appellado Fran-
cisco Borges Teixeira Cavalcanti.Reformou-se a
senttnca.
Diligencia/.
A|>l>e!laroes civeis.
Appellanle Severiana Francisca da Costa ; appella-
da I). Anua Mara Joscpha da Cosa Alves.Man-
dou-se pagar a dizima, ouvir-se a parle, e o cu-
rador geral.
Embargante Helena Mara dos Res e Silva; em-
bargada a fazenda geral.Com vista ao Sr. de-
sembargador procurador da coroa, soberana e fa-
zenda nacional.
Designaeoes.
Appellac,oes civeis.
Appi-liantes Aleiaudre Jos de Sanl'Auna e sua rou-
__l'l' lal^'l II'' Vicente Ferreira Leal c oulros.-
Appellautes I). Conslanlina Jacintha da Molla e ou-
Iros ; appellado Manuel Jos da Cosa.
Appellanle D. Marianua Dorolha Joaquina, tesla-
menteira do finado Jos Francisco Belcm ; appel-
lado Joao Jos de Moraes.
Appellanle Jos Luiz de Calilas Lins ; appellado,
Manoel Jos Goncalves Braga.
Appellanle Fraucisco Machado da Cunha Pedrosa ;
apellado Luiz Ferreira da Costa.
Appellanle Antonio Joaquim de Souza Ribeiro; ap-
pellada D. Thereza Goncalves de Jess Azevedo.
Appellaule Jos Francisco de Sampaio ; appellado
Antonio Lopes de Queiroz.
IteriBei.
Appellac,oes crimes.
Passou do Sr. desembargador Ledo ao Sr. desem-
bargador Souza a seguale appellarao'cm que sao :
Appellanle o juizo ; appellado Jos Jovita.
Passaram do Sr. desembargador Souza ao Sr. de-
sembargador Rebello as seguiutes appellares em
que sao:
Appellaule o promotor publico ; appellado Bernar-
dino Marques dos Saotos.
Appellanle Victorino Jos Gomes ; appellado o pro
motor publico.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr. de-
sembargador Pereira Monteiro as seguintes appella-
coes em que sao :
Appellanle o juiz de direilo ; appellado Vicenta, cs-
cravo.
Appellanle o Dr. julx de direilo ; appellado Belar-
mino Luiz Alves das Nevos.
Appellanle o promotor publico ; appellado Jos
Carlos de Fguciredo.
Passou do Sr. desembargador Pereira Mouleiro
ao Sr. desembargador Valle a seguinle appellarao
em que sAo :
Appellanle o juizo ; appellado Florencio Antonio
de Carvalho.
Passaram do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago as segoinles appcllaaroes em
que sao i
Appellanle Justino Ribeiro de Vasconcelloi; ap-
pellado o juizo ex-ofllcio.
FOLHETIH.
f

Por OCTAVN FEUILIET.
SCEKA VII.
Francitco, Yconnet.
Yconnet :Santos do co roen amo deixa-meso-
sinhu comMerlin I (Observa a Francisco pelo canto
do olho.)
Francisco:Ah ah! rapaz!
Yconnet:Senhor...senhor... (.' parte] Elle vai
converter-me em alguma especie de animal.
Francisco :Approximate. ( Yvonnet se lhe ap-
proTima com pezar. Francisco encarado sorrindo,
e elle ri tolamenle de sua parte para aijradar-lhe.
O velho dd-lhe levemente com a nio na fare.J
Yconnet^ levando a mao face ):Bem! eis-me
enfeitirado nefla.fjce !
Francisco: Cjjnio te chamas
Yconnet:Vvnnnel, senhor, para o servir.
Francisco :Pos bem, meu pequeo Vvonnel....
Yvonne! (muilo perturbado):Elle sabe'meu uo-
me !...Esses entes sabem ludo 1
Francisco : (Jtieres dar-mc um prazer '.'
Yconnet :Creamente, senhor. [A' parte) Vai
pedir-me alguma eousa horrivcl, na qual roinlia alma
lomar parle.
Francisco,^ mostrando a mesa robera dos rcslos
do janlar) loma essa mesa c leva-a para o outro
lado. +
Yconnet:Sim, scuhnr. \.t parle.) He urna me-
sa mgica...cuidado {I'eya na meta com i'u/uietu-
!", Franrisai alff a porta grande do funda, Ycon-
net depe a uma/rn, e rolla.
Francitco :E agora, Vvonnel...
Yconnet:Senhor? i.f* vare; Ah cs agora o
feitieo!
Francisco (moslrando-lhe urna cadeira':Asscn-
la-le ah e descansa. (Yvonnet obedece com angustia.
Francisco encara-o gravemente, Yconnet lie fasci-
nado. Silencio. (Juadro.Depois a porta lateral
ak:e-sc, lleitor apparece precedendv com o caslical
na mao, e com r do mais profundo reipeito a Au-
rora de kerdic)
SCENA VIII.
Os precedentes, Aurora de Kerdir, lleitor.
Yvonnet levantando-;? jAh eis bumilhado o
I,*) Video Diariou. 177.
hornero lerrivel! (Chegando-se ao tisconde) Pos o
senhor enhio em lograrAo esta vez...Quando eu lhe
dizia...Sou ltaivo BrclAo...seo senhor soob'>e como
Merlin tralon mo...Ali que indigno velho T
Heilor (seccamente):Cala-te. (Toma seu capote
em um canto, e dirigindo-se gravemente a Aurora
de Kerdic, sauda-a profundamente, e faz o mesmo
a Francisco. Yconnet segue-o pasto apasso imitan-
do-lhe todos os movimenlos. Depois sahem ambos
pelo fundo, e Yvonnet segaindo o amo colta-sc am-
ia para tornar a saudar. Aurora e Francisco
olham-sc rindo.)
SCENA IX
Aurora de Kerdic, Francisco, depois o conde.
Aurora .junio da porlinlia do fundo e applicando
o ouvdo' :He elle ..Era lempo. (O conde coma
lanterna na ato e envolto no capote lodo molhado
pela mu entra pelo fundo direita.) Ah meu
l>eos! Coilado! O senhor parece urna cscala! (Aju-
da-o a tirar < capote.) Aquec,a-se logo !
O Conde:Aprc Carero disso mesmo. 'Encos-
tase a chamin, Dir-lhe-hci senhora. que deiiei scu
doeule prestes a adormecer ptimamente.
Aurora :Ah! lano inelhor! fico-lhcmuiloobri-
gada. Ha no senhor anda bnns seulimenlos.
Francisco /"melle Icuha no fogo, e dirige-se para
o fundo levando a lanterna c o capole, porm antes
de sahir volla-se e diz : ) Prudencia, meus filhos !
(salte)
SCENA X.
O Conde, Aurora de Kerdic.
O Conde:A senhora he guardada por um ver-
dadero dragSo.
Aurora ( rindo ):O servico delle, lauto a esse
respeilo como a lodos os mais, nao he penoso. Os
thesonros da miaba dad guardamse asimesmos.
O Conde :lsso prora que as pessoas de bom gos-
lo sao raras nesle paiz.
Aurora :Nao quera fazer-mc crcr que algocm
poderia enamorar-te de mim.
O Conde :Oh !.. A senhora deve ler sido muilo
linda !
Aurora lomando sua tapetara):Sim...no lem-
po em que Marina fiava. Nao se assenla '.' ( Assen-
ta-se.)
O Conde :Nao. suspira1 lie realmente impossi-
vcl que eu me eugaue por mais lempo sobre sua bos-
pilalidade... Pasta a mito pela fronte, a qual tem-
se tornado sombra, e dei.ra a clutmin.) Vamos !
Aurora (seguindo com um olhar c'ieio de angus-
tias lodos os movimenlos do conde):E...para onde
vai ?
O Conde :Nao sei...nao sei bem...Mas nao re-
cejo que leve do paiz que a senhora habita alguma
lemliranca dolorosa...no o rende...
Aurora (em voz baxa):Obrigada.
Appellanlcs Manoel Joaquim de Sant'Anna e oulros;
appellado o juizo.
Appellanle Jos Prospero Jehovat da Silva Crauat ;
appcllados a Justina e parle ausente Jos Francis-
co Soares.
Passaram do Sr. desembargador Santiago ao Sr.
desembargador Villares as seguales appellites em
que sao :
Appellanle o juio ; appellado Jos dos Santos Mar-
ques Reg.
Appellanle o juizo ; appellado Braz Lopes.
Appellaule Joao Vieira de Oliveira ; appellado o
juizo.
Appellaces cireis.
Passou do Sr. desembargador LcAo ao Sr. desem-
bargador Souza a seguinle appellacAo em que sao :
Appellanle Panlo Leitao Vercpia ; appellado o jaizo
dos feitos de Alagoas.
Passob do Sr. desembargador Souza ao Sr. de-
sembargador Rebello a seguinle appellarao m qoe
sao:
Apppellanle Jos Candido de Carvalho Medeiros ;
appellado Abilio Jos Ferreira da Cunha.
Passou dn Sr. desembargador Telles ao Sr. desem-
bargador Pereira Mouleiro a seguinle appellic.ao
em que sao \
Appellanlcs JoAo Rufino Ferreira e sua mulher ;
appellados Antonio Paulo do Monlc e sua mu-
lher.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Monteiro
ao Sr. desembargador Valle as seguinlcs appellaOes
em que so :
Appellanle Francisco Antonio de Carvalho Siquera;
appellado'Joaquim Duarle Pinto e Silva.
Appellanle Joao Jos do Reg appellado Diogo
Baplisla Fernandes.
Appellanle Antonio Teixeira, thesoureiro do Senhor
do Bomfira ; appellado Filippe#Sauliago dos Sao-
tos.
Passou doSr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago a seguinle appellarao em que
s3o :
Appellanle n juizo dos feilos da fazenda ; appella-
do Francisco Pereira da Silva Sanios.
Passou do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Villares a seguinle appellac,ao em que
sao:
Appellanlcs e appellados D. Mara Candida de Ma-
galhaes, Antonio Luiz Caldas e Antonio Pedro de
Meudonca Corte Real.
Passou do Sr. desembargador Santiago ao Sr. de-
sembargador Villares a seguinle appcllacao em qae
sao :
Appellanle a fazenda do Ceara ; appellado Jos An-
tonio Machado.
Levanlou-se a sessao as 2 horas da larde. "
SESSA" EM O 1 DE AGOSTO.
Presidio interinamente o Sr. desembargador
Villares.
Prsenles os Srs. desembargadores Baslos, Souza,
Rebello, Luna Freir, Telles, Pereira Mooleiro,
Valle e Santiago, laltaado o Exm. Sr. eomeMietiwl
presidente Azevedo, c o Sr. desembargador Ledo ;
o Sr. desembargador Villares loraou a presidencia
da mesa e abri a sessao.
Julgamentos.
Recurso crime.
Recorrenle Americo Janscn Telles da Silva Lobo;
recorrido o juizo.Confirmou-se a pronuncia.
Recorrenle o juizo; recorrido Thomaz Ribeiro de
Sonza.Confirmou-se. o despacho de que se re-
corren.
Appellaviks crimes.
Appellanle o juiz de direito; appellado Antonio Ma-
riano da Silva, e Floriano Antonio de Carvalho.
Mandou-se a novo jury.
Appellares civeis.
Appellanle D. Mara Francisca dos Prazeres Duraes
e Silva, Angelo Henriques da Silva e outros; ap-
pellado Gabriel Antonio.Confirmou-se a seo-
lenca.
Appellaule Francisco Machado da Cunha Pedrosa ;
appellado Luiz Ferreira da Costa.Despretaram-
se os embargos.
Designaeoes.
Appellares civeis.
Appellanle Vicente Jos de Brilo; appellado o jui-
zo dos feilos da fazenda.
A apellantes Amonio Joaquim Rodrigues c sua mu-
lher; appellado Theodoro Francisco de Paula.
Appellanle Joao Ozorio de Cislro Maciel Monteiro,
por seu curador; appellado Luiz Antonio Pe-
reira.
Appellanle Antonio da Cunha Soares Guimaraes;
appellado o solicitador dos residuos.
Appellaroet crimes.
Appellanle o Dr. Jos Prospero Jehovat da Silva
Caruata ; appellada a juslira e parle menle Jos
Francisco Soares.
Appellanle o juiz de direilo da comarca do Natal;
appellado Jos Jovita.
Appellanle o jaizo; appellado Antonio Francisco dos
Santos.
Appellanle o jaizo: appellado Manyo! Correia.
Itevisoes.
Appellares crimes.
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao Sr.
desembargador Luna Freir as seguintes appellaces
em que sao:
Appellanle o juizo ; appellado JosjBarbosa, conde-
cido por Tetea.
Appellanle Victorino Jos Gomes; appellada a jusli-
ra publica. /
Appellanle o promotor publico; appellado Bcruar-
iliuo Marques dos Saotos.
Passou do Sr. desembargador Luna Freir ao Sr.
desembargador Telles a segu ule appellarao em que
sao :
Appellanle o Dr. juiz de direita ex-oftlcio ; appel-
lado o prelo Jos, cscravo de Jfanoel Mendcs da
Silva.
I'assou doSr. desembargador Pereira Monteiro ao
Sr. desembargador Valle a seguiotc appellarao em
que sao:
Appellanle Jos Ferreira-de Moura; appellado Clau-
dino Correia de Mello.
Passou do Sr. desembargador Villc ao Sr. desem-
bargador Santiago a seguinle appellarao em que
sao:
Appellanle Joao Marinho de Mello, e Francisco
Alves Teixeira; appellado ojoizde direito do Rio
Formoso.
Appellares civeii.
Passaram do Sr. desembargado" Rebello ao Sr.
desembargador Luna Freir as segiinles appellares
emque sao :
Appellanle Manoel Pereira Magaiaes, por si e co-
mo tutor de seus filhos ; appelltdos Jos Rodri-
gues do Passo e sua mulher.
Appellanle Paulo Leilao Vercota, appellado o jai-
zo dos feitos de Alagoas.
Passou do Sr. desembargador, luna Freir ao Sr.
desembargador Telles a seguinle ippellarao em que
sao:
Appellanle Jos Candido de Carvilho Medeiros ; ap-
pellada D. Candida Agostioho ce Barros, e scu li-
Jho Jos Candido de Barros.
Passou do Sr. desembargador TtlIesaoSr^escm-
birgador Pereira Monteiro a sega nle appellarao em
que sao:
Appellanle e appellados os lierdc.ros de Francisco
Joaquim. Pereira de Carvalho, Jos Bernardo Me-
quilles, e oulros,
Passaram do Sr. descmbargadoi Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago as segnintet appellares em
que sao:
Appellanle Joao Jos do llego; appellado Diogo
Baplisla Fernandos.
Appellaule D. I.uiza Fraucsca de Paula Cavalcanti
de Albuquerque Lcenla ; arpellado Jos Aulo-
nio B
O Conde (vai lomar o chapeo e a bengala, e pas-
samlo junto do piano diz, aOeclando imlilTcrcura :
A senhora toca piano.
durara :Um punco.
O Conde (inclinando-se):Niogiiem he perfeilo.
fTr a casaca de cima de urna cadeira e chegando-
se a Aurora de Kerdic. a qual levantase e o enca-
ra com curiosidade, beija-lhe a mao. > Seja feliz :
ninguem o merece mais do que a senliora... ( Depois
de urna pausa de um silencio penicel.) Ser-me-ha
permillido encarrega-la de urna missao ?
Aurora :$im. De que".'
O Conde. (Toma urna penna sobre a mesinha, ar-
ranca urna folha da carleira e escreve algumas li-
nhas):Fui tcslemunha naquella 'houpaua de urna
cena, deque nao tinha idea... Urna familia pobre...
meninos...sein po, sem fogo...tiritando de fro e
chorando em roda do lelo miseravel de um mori-
bundo... Dcixo-lhes minha riqueza. Tome, vigi
nisso.
Aurora (dando um passo para elle e fallando
com una dignidade commuvda e simples ) : Quer
que esses meninos esqueram a mai... que lornem-se
eslrauhns a lodos os grandes deveres, a todas as
sanias verdades da vida... que acabein corno o se-
nhor vai acabar ?... Ah nao toque na niizeria
llelles, senhor, ella he inelhor ,1o que a sua !
O Conde (incerto ) : Senhora !...
Aurora: Perde-me, senhor, se lenho julgado
muilo lempo que era de sua parte o objeclo de urna
indiscreta zombaria... E agora mesmo... sim... ago-
ra mesmo... duvido... He verdade?... hecerlo?...
A vida de um borneas...a alma de um hoincm...
he sinceramenla aos ollios do senhor urna cousa IAo
pequea e lao frivola, que se encerr loda -m um
cainanm... e que nao Icnhn fni dah nem prazeres
que csperar.uem deveres queicumpiir' Esta patarra
dever... a propria decifrarao da existencia... esta
escripia smente em urna pagina da do senhor ?... J
fez a alguem o sacrificio de um de seus prazeres, de
um de seus gustos, de um de seus caprichos!
Ja sabio por alguem do circulo acaudado e fri de
seu frivolo egosmo >... Nao nunca por nin-
guem nem mesmo por sua tni!
O Conde : Seuhora !...
Aurora : O senhor nao podo viver... porque
nao ha mais sobre a Ierra iieuhuma mulher que o
senhor possa amar... Porm, diga-mc, nao ha mais
infclizes que o senhor possa soccorrer... lacrimas
que possa enchugar, ou que o possain abeneuar ? O
senhor pede vida delicias descohheridas... Ah !
assevero-lhe que ella guarda-lhe mutas... guarda-
dle, o senhor ji o presente, a doce magia do dever
cumprido... o encanto secreto dos serviros presta-
dos... n paz profunda da alma depois do dia bem
ocrupado... e o somno feliz que segu o sacrificio...
Experimenta estes prazeres, e se a vida lhe parecer
laslos, c outros.
EXTERIOR.
EUROPA. ,'
Suecia. L-se no Aftonhad ,de Stockolmo, o
tegainlc inlercssanle artigo :
"> eousequencia das contpltrasOe occayrdas
entro as potencias occidentaes e a\ Hussia, motiva-
das pela declaracao de guerra da Sublime Porta con-
tra a Russia: a Suecia e Noruega manifestaran! a sua
nculraldadc, no caso de umi guerra martima no
Bltico.
a Desde en Uo o estado de eousas mudou. A cor-
respondencia secreta entre o gabinetes da Russia e
dTnglalerra foi publicada. A ambico e rapia da
Hussia para com as narOcs vizinhas foi desmascara-
da. A guerra lornou-se urna luta da civilisacAo cou-
Ira a liar liar i dad o, da liberdade contra o despotismo.
Um coraro nobre pulsa do peil, e um pensamen-
lo profundo enebe a alma das potencias occidentaes.
Nos, os Suecos, no nosso remolo canto da Europa,
dcverrinos desembainliar a espada '1 A respbsla a es-
la pergenia podenco aquellos, que eslao frente dos
negocios, e cujas \ islas penelram o mais longinquo
horisonle poltico. Mas a nutra perguntapodere-
mos nos, desembanhando a espada, e entregues aos
nossos prnprios recursos, defender o s*o paiz ?
esla pergunla nao deve ser davidosa a algum sueco,
apezar da Tidningens ( orgao da aristocracia ) fallar
do golfo gelado de Aland.
Procuraremos demonstrar a forra militar, nao
dos reinos unidos da Suecia e Noruega, mas somon-
te da Suecia, e a possibilidade de nos apresenlarmos
no lado opposto do Bltico, e especial mente na eveu-
tualidade da marcha d'um excrcilo russo alravcz do
golfo gelado de Aland.
i Segundo o oreamento, o exercilo sueco em p
de guerra consiste em 85,000 homens d'infantaria,
5,5G4 de cavallaria, 4,416 de arlilharia total
91,980 homens juntando a islo a milicia de Gothland
8,000, e a reserva 13,000 taremos um exercilo de
116,000 homens, pouco mais ou menos. A primei-
ra liuha poder compor-se de tropas exerciladns, a
segunda de recratat.
a Reconhecemos que seria mister grande zelo e
aclividade para apromplar o material para urna for-
ra la o consideravel, e proporcionar navios para o
embarque das tropas. Mas nos aflirmamos que em
Ires mezes, islo he, no fin de julho a expedicao esta-
ra prompta. Ora, 60,000 homens cerlamcnte nao
seria ama forra sufliciente na Finlandia, porm se
ama forra auxiliar anglo-franceza se nos rcunisse, c
se nos facilitaren) os meios desuslentdhnos a guerra,
120,000 homens marchando contra S. Petersburgo
seria ama forra respeilavel, ou para dizer inelhor,
lerrivel agora que as forjas russas eslao dispersas na
Asia Menor, no Danubio, na fronlcira austraca, e
na Polonia. Alero disso sera muilo mais fcil des-
embarcaren) 6,000 inglezes e francezes n'um poni
ou n'uma ilha no golfo da Finlandia, combinarcm
all as tropas franeczas, inglezas, c suecas, e filial-
mente d'all seguraren! nma solida base d'nperar/ies
no continente, o mais que fosse possivcl a S. Pelers-
burgo, do que mandar urna forra maior para Cons-
lanlinopla a 18o grande distancia da Franra c d'In-
glalcrra.
He misler um numero de navios qae compor-
ten) 9,000 toneladas, para transportar as pro'visoes,
para 3 mezes, para 120,000 homens; a mesma qnan-
tidade he precisa para o transporte de 20,000 caval-
los total 18,000 toneladas urna insignificancia
para Ires potencias martimas.
a O abaslecimenlo do exercito poderia fazer-se
com 50 a 60 navios mercantes, sem tallarines as
provises que se poderiam obter na Russia.
" A marcha de pequeos destacamentos russos na
nossa retaguarda nao seria objeclo de receto n'um
paiz lal como a Finlandia. Napoleo nunca temen
um inimigo mais fraco na sua retaguarda : em Ma-
rengo mostrou como um paiz jnteiro se pode tomar
n'uma s marcha c n'uma s balalha.
Urna expedirao contra S. Pelersbargo atacara
os urgaos pelos quaes a Russia respira o ar da Eu-
ropa.
n Aida mesmo no caso d'um revez, nao ficaria-
mos arruinados.
n Supponhamos que uranios entregues a nos mes-
mo-. que o invern laura urna ponte sobre as uossas
cosas, que o exercito russo marcha alravcz dessa
ponle, c finalmente que s 20,000 homens vollam
dos que linham ido para a Finlandia ainda assim
nos resta um exercilo de 64,980 homens, alm da
milicia de Gothland, para defeza d'aquella ilha, a
reserva e as tropas norueguezas.
ii A Russia nAo pode emprehender um ataque
i-onlra a Suecia com menos de 80,000 homens, c
6,400 carros, cada um puvado a dous cavallos, para
o transporta de provises para um ni o/, alm do
trem il'artilharia, hospitaes, etc.
o Urna cxpedirAo russa contra a Suecia nao pode-
ria efiecluar-sc na costa da Finlandia, excepto no
principio de Janeiro efevereiro, quando o mar enlre
Aland, e Finlandia chamada Skifct e Alandshave
Quarkeu, iam cm pequeas columnas, c o destaca-
mento que chegou a L'ineia foi quasi lodo anoquil-
lado pelo Trio.
ii O mar esl gelado. durante um mez, c raras
vezes, dous ; passado esle lempo nao poderiam os
lluos obter um pao ou urna pcra do scu paiz. Po-
rm nao he sobre as dilliculdades inherentes a um
ataque contra a Suecia que nos devenios confiar,
mas sim na nossa coragem, na disciplina c valor das
nossas tropas uos rapiosos fornecimeutos de nossos
arseuaes, c especialmente no desenvolvimenlo do es-
pirito nacional, livre e independeute sem o qnal os
mais abundantes recursos malcriaes sao sempre dif-
luanles.
He provavel que o governo recebesse noticias im-
portantes da Ucspanha, e que o estado de incerteza
das nossas relares com esla potencia desse lugar a
esta medida.
Porto-Rico, d'onde se tirou urna parte da guarni-
co para reforrar a de Cuba, oflerece nesle moraeu-
lo um ponto favoravel para o desembarque das nos-
sas tropas.
Diz-se que a missao do general Barrundia, novo
minislro de Honduras e a sua encorporac-Ao confe-
derarlo dos Estados-Unidos.
O vapor Atlantic chegou a Liverpool com noticias
de New-York al 27 de maio, as quaes confirman! a
adopcao do tratad* de Nebraska.pclo senado.
No dia 26 leve lugar em Boston uro ah orlo, por
occasiao da prisAo d'um cscravo fugitivo ; foi misler
chamar a Iropa, e foi morlo um homem.
As noticias de Havana ulcanram al 22. Aiinun-
ciam que o capitn general havia dado algumas fu-
roes aos ofliciaes da esquadra frauecza.
O inovimento a favor da emanciparlo dfc^ oogros
causava inquielaces.
Aflirmava-sc que doos en^Rfts especiaes iam
partir para Madrid para regularen) a quesiao pen-
dente.
vasia e sem sabor, lance ao co como urna aecusa-
rAo scu cupo quebrado.... Perde-me anda.... ( A
voz se lhe altera cada vez mais.) Mas fallo-lhe co-
mo ter-lhe-hia fallado sua mai, se o senhor livesse
podido consolar' seu ultimo olhar... e receber scu
iillimobcijo!... .
" ('muir com a rabera inclinada, voz surda e
perturbada): Sim... ereio.... he possivel que eu
tenha entendido mal a vida... porem he tarde... o
mal esl muilo inveterado..... obrigado..... mas
adeos...
Aurora ', com urna especie de alegra febril) :
Sim... mas ao menos fara-mc ainda um serviro, Mr.
de Comminges.
O Conde : Com muilo gosto, senhora.
Aurora : Pegue-me na lia... quer '! ( O conde
faz um gesto polido, ella passa-lhe a meada de fio
pelas ntSos, e assenta-se. O conde ostentase na
horda de urna poltrona, e emquanto ella dohra a
lila, ouve se (ora no crimno a aria de urna batata.)
O Conde : Aquillo he urna aria bretona'.'
Aurora : Sim, he a aria da batata de Rogerio
Beaumaunir.
O Conde : lie linda, c traz-me memoria um
canto do Anvergnc... Aquella aria tem loltras'.'
Aurora : Sim, c al Irata-se de fadas uclla, o
senhor que as ama...
O Conde : A senhora me dara grande prazer
dignando-sc rcpeli-las,
Aurora : KnlAo seria para adormece-lo, por-
que o senhor esl quasi dormindo. ,
O Conde : Juro-lhe quo nao... he a fadga s-
menle.
Aurora : Pois nao !... E note de passagem que
una s larde consagrada complacencia e caridade,
resliliiio-lhc j o appclilc c o somno... continu e
ver... isso lhe desafogar o espirito... Vou ajuda-
lo. ( Aurora cania.)
BALITA.
S^ i
Oucm dormita"sombra amiga
Do carvalho secular-C
He o capilao Rogerio
(Jue veio all reponsar !
Emquanlo seus caes valcnles
No bosque cslAo a ladrar !
O Conde ( em meia voz ) : Continu por favor.
( Adormece pouco a pouco. Aurora continuando, (
II
Junto a urna Ionio, que em sonhos
Parece ouvir murmurar.
Lidas flores encantada-
Enlra a abrir, e a -lesfolliar !
Porm seus .les rootiaiiam
No escuro bosque a ladrar !
AMERICA.
. California. S. Francisco 15 de abril. A re-
voliic.jo as provincias do norte do Mxico progride.
As ultimas noticias recebidas pelo vapor Golden
Gale, refercm que o general Alvarez esta de posse
das tres passagens da monlanha que conduzem a
Acaputco, com urna forra consideravel, c esl resol-
vido a defender estas passageus a todo o cusi. No
caso de ser batido, poder rctirar-se para Acapulpa,
cujo castalio esl bem guarnecido o prvido de mu-
nijOcs.
Dz-se que Santa Anna esla frente do sen exer-
cilo a 150 milhas distante de .Vapuleo.
Corra que os estados de Chihuahua c Zacatecas se
haviam declarado contra Santa Anna.
As ultimas noticias acerca da expedirao de Wal-
ker contra a Baixa California, referem que elle ia
em completa retirada para Texa.
Toda a forja de VValkcr esl roduzida a urna lolal
de 70 homens, 50 ofliciaes e 20 homens. Os estra-
gos causados por estas malfeilores sao inauditos.
Deixaram os pobres habitantes da Baixa Califor-
nia n'um estado deplora)el de mi/.eria, sem Ibes dei-
xarem grao sufliciente para semearem. Perto da
nielado dos habitantes abandonaran! as suas casas e
foram para S. Diego cm busca de alimentos :
Todos os cavallos e gados foram roubados, c os que
escaparam dos llibusteiros, caliirain cm poder dos
Indios, a quem os da California nao podem rcpellir
em consequencia de haverem sido privados por Wal-
ker das suas armas.
A exlracrao das minas continua. Urna grande
quantidade de ouro ia ser embarcada em diversos
vapores. (Echo Popular.)
''an....
Lfr-se no .Vete-Vori Herald :
O minislro da mariohaacaba de publicar urna cir-
cular, pela qual prohibe a lodos os navios de guerra
dos Estados-Unidos, o sahirem dos porlos, devendo
esperar ordens ulteriores.
MXICO.
Acapulco 6 de maio.
O dictador Santa Anna retirou-se sem dar quasi
umliro. As suas operares militares limlaram-se a
urna tentativa decorrup^ao. Oflereceu ama quan-
tia de 100,000 pesos, o posto do general, e urna am-
nista ao coronel Conmutar!, que lhe envin a res-
posta seguinle :
n Dizai aodictadorque lodo oiro das Indias nao
poderia corromper Comonforl. As nossas peras es-
lao carrejadas e nossos soldados anciosos de comba-
lerem pelos seos lares e pela liberdade.
A retirada comer;ou na madrugada de 26 de abril.
Depois do meio dia as collinas estavam coberlas de
tropas d'Alvarez, que se lanraram sobre o inimigo
o dcrrolaram. Dos 5,000 homens nao restan) mais
do que uns rail soldados, com os quaes Santa Anna
conseguio chegar al Chilpancngo.
O corresponden le do Heraldo he de pinino que o
governo seguinle ser proclamado, logo que es res-
labeleraa ordem. Joao Baplisla Cevallos, presi-
denta: minislro da guerra Joao Soares Navarro ; ne-
gocios eslrangeiros Ignacio Cemoufort, fianras Mel-
chior Ocampo ; Joao Antonio de la Fuenl.
(dem.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
PARS.
39 de junho.
O horisonle poltico se vai entenebrecenrio cada
vez mais na Europa, e os olhos mais pendrantes ja
nao podem distinguir nada nelle. Uns crcem que
he una cerrarlo passageira, que o sol resplandecen-
1c da paz em breve dissipar ; oulros menos crdu-
los dzem que estas nuvcus oceultam as enlranhas
una lempeslade, que por ser mais vagarosa em ma-
nifestar se uem por isso dcixar de ser mais lerrivel.
Se o nossos exercitos de Ierra e de mar pouco se
agilam, em compensa^o nao cruzam os bracos. Ja
lhe lenho fallado varias vezes na siluarao indecisa
embaracada da Prussia e da Austria. Ha seis me-
zes loda a sent pergunta se estes dous estados pen-
dem para o lado da Russia ou para o lado da Fran-
ca e da Inglaterra, e ninguem pode responder a esta
pergunta que passou para o estado de enigma e de
logogripho. Iloje estas duas potencias, acabam de
pralicar um acto sempre em rclacao com o duplice
papel que lem representado al o presente, mas que
nem por isso deixa de complicar mui gravemente a
siluarao. Ha pouco lempo, enviaram ellas, como
creio ler-lhe dito na minha ultima carta, urna espe-
cie de iutimarao ao czar afrm de evacuar os princi-
pados, obrigaudo-se a scrvir-lhe de inlermediarios
uleis em Londres e em Paris para obler-lhe urna paz
honrosa. Pojs bem, ou por queo czar tenha aceita-
do estas enndicoes, ou por que os revezes experimen-
tados pelo seu exercilo uo Danubio o tenham obri-
gado a urna retirada, ou por que tenha mudado o
seu plauo de campanha (o motivo ainda nao he ro-
nherido oflcialmcnle) o que lie cerlo he que os Rus
sos levantaram o assedio de Silistri.i e evacuaran! os
principados. Entretanto ludo induz a crer que foi
de accordo com a Austria e a Prussia que a Russia
o| lernu esle nio\ i monto re I rogado da oulra banda
do l'rulh. Admillimos esta hypothese que he a mais
verosmil. Entilo, as potencias do norte \ao pedir
a reunan de nm congresso curopeu pera regular as
condiroes da paz : mas, por outro lado, assevera-se
que ha um tratado secreto enlre estas polcncias para
garantir Russia a inlegridadc do seu territorio.
Podero a Franca c a Inglaterra aceitar seme-
Ihanles bases de deliberarlo '.' Nao, a sua honra, os
seus inleresses o prohiben). Foraadiar a dilliculda-
de e nao resolve-ia. Compre que a Russia pague
as despezas de urna guerra que ella provocou, e d
ao mesmo lempo garantas maleraes contra a sua
nmbicao que anteara a Iranqullidade da Euro-
pa. Ser crvel que o orgulho do czar aceita se-
melhanlc humilia$io '.' Nao; elle recusar, e a Prus-
sia c a Austria dir3o que eslao desobrigadas para
( O Conde est adormecido: Aurora de Kerdic
levantase levemente e obserca-o inclinada sobre el-
le ; depoit prosegue em voz cada vez mais fraca.)
III
Enlo lhe diz urna fada,
De-ioz meiga e doce olhar:
('.apilan, eu dessas flores
Um diadema vou formar,
Emquanlo nos invios bosques
Teus caes esla a ladrar !
O Conde ( desperlaudo como sobresaltado ) :
Ah onde eslou cutan".1... ( Levantase pasmado. )
Sonlii'i... mas era a senhora mesmo, que eu via...
( Encara-a com sorpreza. Aurora de Kerdic parece
ter remorado, suas rugas se upagam, seas cabellos
estilo quasi pretos. ) lie cousa extraordinaria.
Aurora ( sorrindo ) : Que ha enlao'.'
O Conde: A seuhora nao lem Imais sesscnla
anuo. !
Aurora : Essa he boa o senhor me vi- alravcz
dos ltimos raios de seu sonhn...
O Conde : Pode ser... deve ser assim... e lo-
davia eu jurara que a senhora esl vinlc aunos mais
moca...
Aurora : Pos bem 1 que liavcria nisso de ma-
ravilhoso, Mr. de Commiuges t Os aunaos das fadas
nao eslao rlioios de semelhanles aventuras '.'... Li-
snngeio-me de que o senhor concebesse por mim
alguma alTeiro... Bem sabe que em lodos os lem-
pos lem bastado o amor intrpido de um joven ca-
valleiro para romper o encanto, que encobria a bel-
leza da faila debaixo das rugas da velha decrepi-
ta... Infelizmente o senhor apenas me tem aflei-
r,.1o... c foi por isso que nao remocci inteiramenle...
Um sentimental mais vivo produziria una melamor-
phose mais completa.
O Conde : Nao seja por isso... E demais esla
conlissao cslranha abraza-me os labios... Seja a se-
nhora quem fr, c ha instantes em que minha ca-
heca se perde sondando esse inyslero... seja a se-
nhora quem fr, nAo alrevo-mea dizer que amo-a...
Tenho profanado muilo esta palavra... mas nunca
mulher alguma iospirou-mc nada, que assemeliie-se
ao respeilo profundo... e apaixonadode que meen-
r.hcm sua presenra, sua linguagem e scu ulhar !....
Nao amo-a... elou pcrlo de adora-la... Sim... Por
esla nica larde de simplicidade, de calma e de
ventado, qae lhe devo... por esse doce enlerneci-
ini-nin i-un que refrescou-me os olhos... cu quizera
dedicar-lhe iuleiramenta minha alma recuperada....
quizera... se nAo fosse ainda egosmo.... encadear
para sempre minha vida a seu lado... nao.... a seus
ps !
Aurora | rom emoco e dignidade, enrarandn-o ):
Isso he verdade, Mr. de Commiuges ?
O Conde : Pela minha honra, ht verdade.
com a Franra o a Inglaterra, e se voltario franca-
mente para a Russia ou ao menos guardarlo ama
neulralidade armada. Alguns diplmalas julgam
que Napoleo satisfeilo de ter feilo aceitar a sua dy-
naslia, assignando tratados com as grandes potencias,
se mostrar hoje mais conciliador ; enlao a desaven-'
ea ser com aluglalerra.
t'.oraosfetfj^tla siluarao he grvida de diflicul-
lades a pB^os. Se as (ropas alnadas houveseem
anha^pi'alguma erando victoria em Ierra ou no
mar, isf'Ariakaiiuplificado a quesUo. Se o czar ce-
der forra, a franca e a Inglaterra he que lem o
direilo e o poder de exigir peuhores importantes
pira o fatarflf Mas as nossas esqoadras e as nossas
tropas apenas d3o passeios, fazem evolucoes milita-
res, e parecen) aguardar para obrar ama ordem que
nunra chega. Desde 11 de jnnho, a esquadra fran-
ceza se reuni com a esquadra ingleza no Bltico, e
ainda nao serealisoo feilo algum d'armas. No Ori-
ente, os Turcos al hoje, tem resistido sosiohos aos
Rassos: u assedio de Silislria he disto ama pruva
Iriumpliante, tres generaos russos foram morios no
ultimo ataque. Entretanto, o manchal Saint Ar-
naud vai passando magnificas revista, e as esqoadras
alijadas fazem evolucoes pacificas naa aguas do Mar
Negro. Sedaqui a doos mezes, se nao liouver dado
um grande golpe, a campanha esl perdida poresle
auno.
Como todos os homens que sobem ao throno de-
pois de revoluroes, de intrigas e de golpes de esta-
do, Napoleo III vai abandonando uns apos oulros
os seus amigos da vespera pelos amigos do dia se-
guinle. M. de Persigny que acompanhra este prin-
cipecrranlc no exilio, em Bolonha, em Strasbourg e
no Elyseo, que o acompanharia at o cadafatto aca-
ba de cahir das grabas imperiaes em cooseqoeucii
das suggestaes de M. M. Fould, Baroche e llillauld.
estes tres renegados que, a 2 leriam enviado Na-
poleo Cayenna como um bandido, se o triumpho
nao o tivcsse sagrado imperador. J por varias ve-
zes lhe hei assignalado os elemental de discordia
que exisliam as fulleras enlre os Bonaparlislas da
vespera e os Bonaparlislas do dia seguinle. Afinal,
estes acabam de ganhar a victoria. M. de Persigny
sempic leve ama dedicacio desinleressada, tem li-
mites, pela pessoa do imperador ; era o nico ho-
mem do governo que sempre impellio o imperador a
urna poltica francamente nacional, na queslSo do
Orienta ; foi lambem o nico homem qae nunca se
inane bou as immundicias fiuanceiras em qne se
chafurdam os seus collegas ; dahi um odio sardo,
encarnizado, que as grandes occasiOes se maoifesta
oo recriminares e at em injurias. M. de Persigny
e M. de Fould personilicavam os dous partidos ri-
vaes. As allrihuiroes quasi communsdes dous mi-
nistros davam lugar, todos os dias a conflictos que o
odio dos dous homens envenenavam ainda mais.
Era preciso necesariamente que um dos dons suc-
cumbisse. M. Fould soprava incessantemente no
espirito do imperador prfidas insinuaces sobre a
incapacidade administrativa de M. de Persigny : es-
tas insinuacOes acibarara por deitar os fruclos res-
pectivos, c Napoleo se decidi a desembarazar -se
do seu mais fiel servidor. Como sabe, a franqueza
nAo he o lado hrilhanle do imperador ; assim nao se
atreven a convidar M. de Persigny a dar a sua de-
misslo, mas smenle a pedir urna licencia de alguns
mezes para resta bel erer a sua sande en Traquee da
pelos rudos Irabalhosjda sua adminislracAo. M. de
Persigny que via o laco, respondejgf imperador que
ainda se sent rom bstanles fordjBpara servir por
muilo lempo a seu amo. Mas Napoleo que quer
absolutamente qae seu amigo esleja doenle, e que se
deve Iratar, escrev eu-lhe urna carta na qual diz-lhe
que sent vivamente que o estado de sande de M.
de Persigny o prive dos seus preciosos serviros, ele.
O mesmo numero do Moniteur que publica va esla
carta de agradec mentas, publicava ao mesmo lem-
po a nomeario de M. Billault como minislro do in-
terior. M. de Persigny indignado preparou-se im-
mediatamente fim de partir para a Soissa com sua
mulher. Antes de deixar Paris, foi visitar a M. de
Moni), e esles dous bonaparlislas da vespera se cou-
solaram reciprocamente. M. de Persigny bradou
roulraa iogratidao, disse que o imperador ia per-
deudo o seotimento poltico, e se entregava aos lo-
bos eervaes (he assim que se denominam os ban-
queiros) e que seria comido por elles, ele. etc. Na-
poleo perdeu o scu ultimo amigo, o nico qae an-
da ousava dizer-lhe a verdade : ei-lo abandonado
aos homens que veoderam Luiz Filippe c a rep-
blica, e que o vendero da mesma sorte, quando
chegar a sua hora.
Varias pessoas bem informadasasseveram-rae que
a desgrara de M. de Persigny lem um motivo de
urna natureza mais intima. Segundo estas ioforma-
coes, dizem qoe os dous amigos, como ordinaria-
mente acontece, se desavieram por causa de sas
mulheres. Desde muilo lempo reinava urna viva
anlpalhia entre Mad. de Persigny c a imperilriz.
Quando urna conversava acerca da oulra, nao pou-
pava palavras picantes. Dizia a imperatriz quo
Mad. de Persigny era urna gritelle que quera passar
por urna mulher distincla ; pela sua parle Mad. de
Persigny dizia que a imperatriz era nma Jirette
disfarrada em imperatrz.|
A semana passada, fim de dislrahir a imperatriz
Aurora: l'ois bem !.... (Encara-o comuma
serenidade risonha. ) Pos bem !... si uto que o eo-
canlo fatal rompeu-se dentro de mim... mas esque-
ci-me das palavras sacramentad que devem tornar
o milagre visivel para todos... Vou consultar meu
livrn... ( Sorri-lhe ainda e desapparece pela porta
lateral.)
SCENA XI.
O Conde (sosinho, depois ) Francisco.
O Conde (estupefacto1 : Oue mulher he essa ?
Meu cerebro esta perturbado... Tenho lido muilas
faili j.i...umitas euioeot's... eslou hallucinado... eslou
visionario... Eia, tentamos pensar um pouco de -ali-
gue fro.Ha nso alsum artificio... Mas nao tal
mulher nao pode ser nina aventurara... urna ulri-
ganlc... sso he mais absurdo de suppor-se do que
ludo o mais... de certo nAo ha ah milagre seno
em minha pobre cabeca... Esse pretendido remoca-
menln nAo he mais do que urna Ilusa., de meu som-
no...ella mesma assim m'o dizia... He simplesmenle
urna boa velha quevendo-me desgranado, condoeu-
se de mim, lenta curar-mc aflgando minha lou-
cura. (Francisco entra tendo o corpo firme e apru-
mado. M olhos vivos, a tez fresca, e os cabellos co-
mirando apias a pintar.)
Francisco (com voz varonil): Um sen criado,
senhor.
O Conde :Que he sso '.'... Quem es t
Francitco :Venlio dar meus agradecimeulos ao
senhor conde. Sou o*elbo.
Francisco :Eslava captivo debaixo do mesmo
encanto que minha ama, e fui desencantado ao mes-
mo lempo que ella. Tenho ainda cincoenta anuo-.;
mas quando o senhor conde liver casado com minha
ama, espero mo ler mais de Irinta.
O Conde :Ah !.....ude esluu cnlAo'.'Chega-sc
a Francisvo e encara-o.) He o mesmo semblante...
mas isso excede minha credulidade... Eia,meu ami-
go, zombas de mim, porm perdon-lc e faro mais,
ciiriquero-lc, se me explicares lem um minuto de
demora um enigma,no qual confesso que meu espiri-
ta se perde.
Francisco iO senhor esl bem iniciado nos cos-
fumes de nossa rara para cu ter nada que explicar-
Ihe. Sou um pobre cenio su bal Ionio encamado o o -
li'ora pelo poder" do Meidin ao lado da nobre fada,
mi uha ama. Esperavamos nesla floresta ha um se-
cuto inteiro a viuda de um joven cenlilhomem assaz
delicado para preferir as solidas qualidadej* da alma
s araras de urna formosura passageira.
F'oi "por isso que o acolhi ha pinico com urna ale-
gra mal dissimulada, presentiudo no senhor um li-
bertador, he por isso que venho Iribular-llie meu
rcronheriineolo leudo eomprehendido pela agrada-
vel mudaora que operava-se em minha pessoa, que
araras ao seuhor, o lempo esta completo.
O Conde :Nao leus mais nada quedizer-me ?
Francisco:Nada.
O Conde :Pois bem Merlin te acuda, porque,
pelo co, j perd a paciencia !... (Quer agarra-ln
pela gola.)
Francisco i'sasteodo-llie o braco com torca):
Silencio'.... Escuta !...
(A porta lateral brese, urna viva rlaridade en-
che a sala, o conde volla-se.)
SCENA \ 11
O* mismos, Aurora de Kerdic. Ella tem vinte
anuos, est vestida de bronco, e tem um diadema de
/lores stlvettrc*. Adianta-se lentamente com urna
varinha de fada na mao, e chegando alguns paitos
distante do conde deixa cahir a varinha.
Aurora (em lom de moca):Mr. de Comminges,
devo depr em sua presenra as insignias de um po-
der que nao existe mais, porque nao he mais urna
fada, ah he quasi urna supplicante quo lhe falla.
Sou. senhor, essa provinciana que urna amisade ao-
bremaneira indulgente havia julgado digna de ler o
seu nome. k
O Conde :Madamesello de Alhol !...
Aurora:Joanna de Alhol... Sim... O senhor me
achara bem ousada e apenas excusavel por ter-me
atrevido mesmo com a sancrao e complicidade de
um \tmio..t (Mostra Francisco.) por ter-me atrevi-
do a empregar mcios Ihealraes alim de obter ama
coiiverso que foi o voto... o pedido de ama mo-
ribunda...
O Conde :Minha mai !...
Aurora :Minha tarefa estara preenchida se eu
livesse-lhe provado que o senhor errou o caminho,
que ha urna vida mus digna de um homem, e da-
quclle que a d>, que ha fadas' mais reaes eraais en-
cantadoras que aquellas para as quaes sua imagina-
rlo o allralua... Sim, minha larefa estara preenchi-
da... {Com accento commovido e triste) e enseria
feliz... ainda quando esle momento e quem o prepa-
rou nao devessem ser para o senhor mais do que um
soiiho esquecido amanTiaa... um segredo qoe eu
.levaria sem roccio, senhor, confiado sualcaldadc.
O Conde (em extase:Por favor... nao termina
jamis esle sooho (Pega-lhe na mo e inclina-te
at ao chao.)
Aurora (abanando a cabeca:Nao he fada ain-
da que esta homenagem se dirige ?
O Conde:Nao... he ao anjo (Poea fronte so-
bre a mao da mora como para oceultar sua emo-
co.)
Aurora (a Francisco qae a interroga com os olhos:
Elle chora... esl salvo !



I
UM.
~a.
_...x


r
^-----------------
DIARIO DE PERMIBUCO, TERCA
i
que, segundo dizem anda mui melanclica, man-
dou-se buscar em S. Clou-J um mancebo dolado de
uro fluido magntico mar > ilboso, que faz andar as
mesas como um piao, e as faz (aliar como um or-
culo. *
A mperairiz pergunlou 11 mesa ie o imperador li
nha inimigos : a mesa reipouden : tiro.Onde es-
lo ?AquO imperador eslava cercado smenle
de pessoas da sua intimidado.Napoleao lambem fez
perguntasn mesaCronsladl ser incxpugnavel 1
NaoPorque lado dever ser allacada ? Por (no-
He cousa extraordinaria, disse o imperador, he pre-
cisamente o sentido do despacho que acabo de re-
mcller ao vico almirante Parseval-Deschenes.
A impfratriz acoitumada a un t existencia inde-
penden le. dizem queso nromnioJa muito com as
ea.li as douradaa da etiqueta, e muilas vezes deseja-
ra quebra-las. Constantemente cercada de damas
d'honor, de cavalleiros d'bonor, das as especies,' nao pode dur um passo sem arrasta-
losapossi. Antes do scu casamento, gostava mui-
lo de sabir a pe, pastearnos boulevards, visitar os
armazense as pasteleras, como praticam as damas
da alta sociedade de Pai 9. Assiip. diz ella algn
mas vezes ao sen Ilustre esposo : Napoleao, sala-
mos a p como bons burgoezes : desejo emporra-
Ihar na lama das ras de Paris meu vestido de
imperatriz. Mas Napoleao, ou por prudencia, ou
por orgulbo, nao posta desles passeios burguezes;
nao alravessa as ras da sua boa cidade de Paris se
nao em urna carroagem a seis cavallos, e escollado
por diante e por (raz, direila e a esquerda por
" guias e carabineros a cavallo, cora sabre ou pistola
empunhada.
Persigny dizia que a imperatriz era urna loureira
disfamada coi imperatriz.
Ogovernoacabade votar em favor da cidade du Ha-
vre, um vasto svslema de melhoramentei e de cn-
graodecimento em proporcao con a importancia
do primeiro porto mercantil da Franca. Ha nim-
ios anuo-, a cidade do Havre se abaftava por (raz
das fortificarnos que j nao eslavam em rea-
ido com as suas necesidades, com a sua stua-
jo c com a sua propria seguranza no caso de um
ataque por mar. Um decreto de 27 de maio passa-
do supprimio estas fortificajocs notis, e reuni em
urna s e gruido cidade as cidades do Havre, de In-
gouville e de Uraville. Os vastos terrenos prove-
nientes do nivelamcuto dos muros e dos fossos per-
mtlir.i ao Havre edificar mas, abrir prajas, plantar
0uuferariij,emfim formar um novo bairro.Ainda islo
nao he tudo, o porto ser molhorado e posto em es-
tado de rereber maiores navios. A barra que as
mares moras nao tinha a precisa profundidade, c
lornava a manobra difficil, vai ser cavada e alarga-
da pela demolilo do mollie actual e da torre de
Francisco I. O mu he sera collocado mais ao norle,
e aonde fossos lamacenlos dio m.scimenlo a febres
perniciosas vai cavar-se um novo porto que, esten-
dendo-ee entre a cidade e a praia, poder receber e
abrigar centenares do navios grandes. Alm disso,
a cidade do Havre ser afna! dolada com urna dock
que se Ihe prometteu ha de/, annns. Segundo a lei
que acaba de volar o corpo legislativo, o estado se
obriga a cavar a bacia e a construir os armazens da
dock.
Todos estes melhoramenlos daro um crescimen-
lo progressivo ao movimenlo da navegado do Ha-
vre. Com eficito, que grao de prosperidade nao
pretender esta cidade, quandn os navios, quaes-
quer que seja a sua grandeza, poderem entrar no
seu porto em qualquer mar, quando ahi poderem
cOectuar em urna semana um descarregamento que
actualmente eiige duas e as vezes mais ; quando em
lim, com o soccorro das doks poderem armazenar os
sus carregamentos sem a inlerveiieo da alfandega,
e desl'arte evitar despezas, demoras dispendiosas, os
roubos e a deterioraran que resullam enevilavelmen-
Ic da obrigajio de transportar as mercadorias para
armazens situados as mais das vezes mui distantes do
caes de desembarque ? !
Ha poueo lempo o bispo de Oxford, membro da
cmara dos lords, o barao de Rolbschild e M. M.i-
dicr Montjou, urna das principaes celebridades par-
lamentares do reinado de I.uiz Filippe conversavam
Juntos no gabinete de M. Tliiers. Como era natural,
a poltica foi Irazida a terreiro, e Napoleao III foi
tratado muicavalleirosamenlc pelo bispo de Oxford
que no scu orgulbo britnico nao pode aceitar que
a Inglaterra se tenha collocado a reboque da Fran-
ja na questao do Oriente, lisse parven, dizia elle,
para fazer fallar de si, veio perturbar a paz do mun-
do, e tancar a Europa nos inarulhos de urna guerra
de S> aunos. M. Madier Montjou replicou com ra-
zio que a Russia fura quem prov oc.ira esta guerra,
que Napoleao nao linha feito mais do que collocar-
se a frente de ama quesISo que interessava a toda
a Europa, que, desde o cornejo, elle havia dito ao
governo ingle :
Eu nao iou mais que um vt rme-inlio, mas te-
nho a honra de governar urna grande najao ; posso
reinar quioze das ou quinze anuos ; aceile-me tal
qualsou, e conversemos. O b.rao de Rotliscbild,
com essa prudencia que curacterisa a gente da sua
naco, se collocava sempre um pouco fora da ques-
tao pessoal ; mas era sem piedad para com os mi-
nistro! do imperador e especialmente para com M.
Bineau, ministro da fazeoda a que elle nunca per-
doar ter Udo a idea do mprestimo nacional. M.
Thiers deiiou que os seos hospedes disputassem por
muito lempo, cada um segundo as suaspsixes mes-
qninhas, acerca da poltica napolconina ; alinal, lo-
mou a palavra e disse: a Meus senderes, devemos
fazer juslija al aos nossos propiios ioimigos: pois
bem, sem embargo da pouca tyinpatliia que consa-
gro ao domem, vejo-meobrigado a declarar que, na
questio exterior, Napoleao III tem honrado a bau-
dera da Franja. Este transporte patritico c des-
iulerado de M. Thiers nao agradou ao bispo de Ox-
ford. Ao ver estes soberbas insulares, parece que a
gloria dea seus vizinhos he um roubo que se Ihes faz:
dissereis estes iovejoss que, segundo aexpressaode
um dos nossos poetas, emagrecem por cauta da gor-
dura doi oulros. A phrase de Al. Thiers nao cahio
nagua. M. Madier Montjou posto que OrleaOista
tem familiaridade com os Bonapariislas ; foi imme-
dialameole narrar esta conversario ao velho rei Je-
rnimo. Este pela sua parte se deu pressa em eom-
municar o occorrido ao sobrinho. O imperador res-
ponden : islo nao me espanta : se M. Thiers esti-
vesse no poder, leria obrado como eu. M. Madier
Monljon a quem o velho Jernimo deu esla respos-
ta, corren depressa casa de M. Thiers que a modo
que licou lisongeado com a approvajao imperial.
Mus Mad. Thiers presente i conversaco censurou
vivamente a M.Madier-Monljau em consequencia
da sua indiscrijio, eiprobiou-o por havereni compro-
metido a M. Thiers, fazoudo de urna conciliarao. Emlim, este incidente nao foi
adiante. M. Thiers que, pelas lendencias do seu es-
pirito e pelos seus estudos histricos devia ser o pri-
meiro a desejar urna reslaorajao aple mina lem
sido affastado da sua estrada natural pelo scu pasa-
do poltico e pelas suas sympathias pessoaes pan
com a familia de Orleans. Por outro laoo, elle tem
ideas firmes, costumes liberaes e parlamentares de-
masiado inveterados, por isso nSo se submettera aos
caprichos despticos de Napolefo III. Estes dous
homens nao podem camiohar juntos : o panado po-
ltico, de ambos os afasia para sempre um do outro.
Existe em Paris certa ciaste de mulheres que se
nao enconlrain em neuhuma outra capital do mundo
rivilisado : sao mulheres que lia vinto anuos se cha-
mavam filie entrelenues, e que boje se clumam
Loreltes. Em toda a parle o vicio se oceulta na
sombra e no misterio, em Pars elle se ostenta pu-
blicamente, com urna impudencia quas ingenua.
N'uma palavra, estas mulheres, sem que o saibam,
tem um alvo providencial: s3o ellas que sao encar-
regadas de fazer restituir sociedade o diuheiro
mais oa menos mal adquirido : com effelo, com diz
o proverbio, aquilloque odiabod o diado o tira.
Ellas sosinhas devorara os dous lerjos das riquezas
da capital. Entre 1,000 equipagens que rodam todas
as (ardes na estrada do Bou de Bulogne, pelo menos
balseis cenias que ibes perteucem. Tem a prima-
sia em ludo, fazendas mais maternas, movis mais
elegantes, joias mais ricas, objeclos d'arte mais ma-
ravillosos, O homens das fmanjas, da magistratu-
ra, do governo roubam as snas familias para salisfa-
zer os caprichos deltas creativas. Urna destas mu-
lheres, cuja repulaco comejou nos bailes pblicos,
c que depois toruou-se urna aclriz mui mediocre do
iheatro des Vari ilt, Celesle Mogador, depois de ter
vivido dorante dez anuos eala vida divertida e ex-
cntrica, acaba.de ter um lim trgico ; casou-se com
o conde de Chabriand, urna das suas numerosas vic-
timas. Depois da ceremonia, ella parti para a Ha-
vana com a sua aia, ama rapariga adoptada par
ella, seu cao, seu galo, dous papagaios e seu marido-.
Mas como a sede doouro e da celebridade sempre
ataca estas muflieres, Celeste Mogador, antes de re-
nuuciar o mundo, quiz vender por junio ao publico
aquilloque elle vendera-lhe at eolio a relalbo,
ou para fallar em melaphora, ella escreveu as suas
memorias. Digo, escreveu por mera civilidade, pois
sabt-se que nao he por estylo e pela orlographia
que estas senhoras coitumam brilhar ; mas afinal,
encontrn, um homem de letlras e um editor que
cspecularam com este genero do escndalo, e pu-
blicaram ob o titulo de Mes adieux au monde, as
memorias de Celeste Mogador. Este livro lem um
genero de mrito inconteslavel : he verdadeiro, mas
verdadeiro al o cynismo. Mogador tem grande
experiencia dos homens ; subi c deseen todos os
degrus da escala social, desde as aguas feriadas al
o palacio, desde Bridioli at o principe Napoleao.
Como ella conta fados reaes e n3o pbantasias, cha-
ma todos os seus amantes pelos seus nomes, e a mor
parte desles nomes sao mui condecidas na sociedade
parisiense. Assim pode-se fcilmente compreben-
der a seusajao produzida por estas memorias. Toda
a gente lem querido le-las, as Lorettt* por amor da
arle, as ootras mulheres por curiosMade. As pes-
soas honestas se aligiam com scmelhanle escndalo
e empresavam todos os seus esforcos para decidir o
governo a embargar esta publn.acao, mas era traba-
Ido perdido. Mas eis que madameselle Ozy, antiga
i-amarada de Mogador, Insignia da ordemdas Lorel-
tes sabe que o 6. volume no prclo he consagrado
em grande parle a celebrar os seus altos feltos.
Aterrorisada pela franca brutalidadc dos primeiros
volumes, madameselle Ozy receia que as revelajcs
de Mogador prejudiquem o scu comratrcio, esclaie-
cendo a sua rica freguezia acerca da sua maneira de
proceder ; entao renne ceo c trra, eaqoillo que se
havia recusado s pessoas honestas foi concedido a
urna... madameselle Uzy. Os 5 primeiros volumes
dns memorias de Mogador foram aprehendidos em
casa de lodos os livreiros e interdicta a publicado
do resto da obra.
Ja que o nome de madameselle Ozy acodio ao
bico da penna, devo dizer-lhe mais alguma cousa a
seo respeito. He orna moja mui formosa, tem nm
ar arrogante e provocador, mas aconselho que nin-
guemproenreasua intimidado, porqueella lem ababi-
lidadede tirar a ultimacamisa do corpo de um hornero,
Occupa, no Iheatro des Variets, o emprego de la-
caia ; ma o Iheatro serve-lhe apenas de cavallele
de chanclo, onde se moslra para atlrabir os ricos
papalvbs sua ata_*. Tem um espirito incontesla-
vel, he o espirito de negocio, lnventoo certo gene-
ro de operaran i que deve em grande parte a sua
fortuna : a usura applicada ao amor. Quando um
lillio familia tem necessidade de diuheiro, depois
das nformacoes colindas acerca da solvabilidade dos
paes, madameselle Ozy empresta 20,000 francos
por cxemplo, e o tolo passa-lhe um bilh'ele de 50 a
60,000 francos pagavel no dia cm que elle for her-
deiro. E estes 20,000 fr. sao emprestados para serem
consumidos por ella, o que faz que tudo seja pro-
veilo na sua industria. Em consequencia desta in-
lelligencia superior de negocio, madameselle Ozy ja
possuc actualmente 40,000 francos de renda. Quem
entra cm casa della, julga-se n'um moseo de qua-
dros ou em um armazem de curiosidades. No sa-
lan lem ella somenle em quadros c objectos.de 'arle
para mais de 200,000 francos, e nem nm prego Ihe
tem custado um real seu. Que aclividade 1 nao
desennra ero de dia nem de noile. Quando esl
urna hora sem oceupajilo, diz, como Tilo, que per-
dn o dia. Entretanlo,|como todas as pessoas da alta
sociedade, lem ella o seu dia de recepeo, no qual
as suas portas se abrem gratis a amigos distinctos
por nome, talento, posijao social, mas que sao de-
masiado pobres ou demasiado avarentos para pagar
us caros encantos da mais particular intimidado.
Passada esta hora, a porta de madamesella Ozy fc-
cba-se : ningacm pode la penetrar senao como J-
piter convertendo-se em chuva de ouro. Urna noi-
le. pela volla de urna hora da maullan, um mancebo
do numero dos seus amigos, o qual ella recebe so-
menle por causa do seu nome ( he filho de um dos
nossos maiores poetas), foi bater ; porta d'Ozy. De-
pois de dez minutos de espera um criado abre a por-
ta e pergunla, um pouco zangado : o que quer
Diga a Ozy que vendo cear com ella ; trago duas
garrafas de edampagne e um frango fri.Senhor,
replicou o criado, nao sao horas de se comer fran-
ges, sao horas em que se os depenam, e fecbou a
porta.
O mesmo thcatro des Vareles que tem a honra
de possuir madameselle Ozy tem igualmente por
pensionista madameselle Coostanra, celebre por sua
formosura e ainda mais pela sna estupidez. Napo-
leao antes do seu casamento leve um capricho por
ella. Os maiores- homens goslam das muflieres es-
tupidas ; islo us distrae. Ou porque madame-
selle Coiislanra livesse juntado de mais, ou porque
o pensamento de se adiar em urna convivencia lao
intima com um imperador Ihe livesse cansado urna
sbita revolujo, o que he ccrlo be que foi ella
obrigada, durante a noile, a deixar por duas ve-
zes diflerenles, o seo augusto coropanbeiro de cama.
No dia seguiule receben ella de Napoleao ama car-
ta conlendo um bildele de banco de 1,000 fr. c as
palavras seguintes: Minha rica, ao priuripio tive
a intcocao de mandar-le ouro, mas julgo que na po-
sico critica em que se acha, papel scr-lhe-ha mais
til. ,
Como sabe, o casamento do imperador durante
muitos mezes foi o texto de todas as conversajOes
intimas. No lar do Iheatro des l arteles fallava-sc
a este respeito, urna noile, diante de madameselle
Conslanca, que se admirava do imperador se ter
casado com urna simples condessa. Elle casou-se
com ella, disse madamasella Ozy, porque a condes-
sa soube rcsistir-lhe. Oh 1 se eu livesse comprc-
hendido islo bradoo ingenuamente madameselle
Conslanca.
Sabe o que he preciso fazer hoje para alguem tor-
nar-se senador '.' Eu lb'o direi.
Ha pouco lempo, era ainda M. de Sivry prefeito
nao sei de que departamento. Posto que casado,
leve a impudencia de menosprezar a moral e as con-
veniencias sociaes al o ponto de insinuar no pala-
cio da prefeitura sua amante, lambem casada.
No invern passado, o imperador enviara alguns
senadores em niissAo extraordinaria aos deparlamen-
tos. Apenas chegou o senador eucarregado de visi-
tar o departamento administrado por M. de Sivry,
o bispo e oulros personasen* graves foram queixar-
se altamente ao enviado do comportamento escan-
daloso do prefeilo. O senador reprehenden eom ve-
hemencia a M. de Sivry, c derlarou-lhe qoe julgava
do seu dever informar ao imperador acerca do oc-
corrido. M. de Sivry encollieu os hombros e con-
tinuou a viver como d'anles. Os inimisos do prefei-
lo iriumphavam e esperavam todos os das |a de-
missao. Atinal ella ebega, mas acompandada de
urna carta de Napoleao, annunciando aM.de Si-
vry -que, cm recompensa dos seus bons e leaes ser-
viros e do seu comportamento puro e sem mancha,
eslava nomeado senador.
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DQ DIARIO DE
PERNAMBUCO.
PARAIHBA.
Mamanguape 4 i agotto.
Naturalmente ja terau Vracs. notado o nosso re-
tardamento em escrevcr-lbes, mas acredito pamen-
te, que nos liao de ler felo I justija de al11 buir a
imped ios, que n3o eslavam cm uossas forras remo-
ver ; por ccrlo que assim foi : apartando-nos da-
quella severa hygcneque lomos por costume obser-
var, Tomos vctimas das penas que se acham comni-
nadas as transgressoes dos seus imprescr pliveis
preceilos: querendo aligerar o nosso encommodo,
recorremos a elctrica homeopalhia, cujos improvi-
sados eempricos llalmemanns, nao coohecendo os
diagnsticos das enfermidades, leriam-nos feito Irans
por os umbracs da ctcrnilnde, sopor ventura um
.digno descipolo de /lippocratcx nao lomnssc a scu
paternal cuidado o ajudar-nos a repellr este inimgo
\ alent, que descarrciiava sobre usjcom todas as fu-
rias de sua fatal destruirao, resliluindo-nos um dos
mais primorosos bens da existenciaa saude.
Se. al boje fomos devotos da mais estoica bygie-
ne, esle nosso cnlto ja vai eveedendo a fanatismo pe-
los resultados proficuos c maravillosos que cm der-
redor de nos temos observado de sua ingente accao.
J nao condemnamos inleirameulc como d'anles,
estes principios convertidos cm lei sobre a hygiene
pelo sabio legislador de Sparta; sobre este importan-
te ramo da medicina, que como nos diz a historia,
foi cultivado pelos povos anligos com real proveito,
a ponto de Mahomel poder Iransplantar, para o O-
rienle moderno as lei- que a respcjlo linha confec-
cionado para o Oriente amigo.
Hoje, que o progresso das sciencias modernas lem
permittido estudar a hygiene de urna maneira me-
nos emprica, hoje, que o progresso da chimica, dan-
do mais per foi los meios a a na I \ se, pode encaminhar
o observador a entrar nos arcanos desles melhora-
mcutos compaliveis com o progresso do scalo, bo-
je, dizeinos,desvariamos, que por amor a humanida-
de, se nprofundassem e diffondissem os conhecirnen*
los deste, lalvez primeiro ramo da medicina, e que
os profcssonaesfizessem arranjar ronvicefies de sua
trida observancia, como principio vital s indivi-
dualidades. Sao estes us nossos vol-, qoc de pas-
sasem, e a proposito o dizemos.
Consintam Vmcs. que antes de passarmos a oulras
materias, redamemos pelas incorrecroes de que veio
irada a escrptorajao da nossa ultima : nSo quere-
mos inculpai inleiramente aes seus compositores,
unas vezes talvez livesse. passado no correr da nossa
penna, oulras seria mi intelligencia da nossa difli-
cil lacbygraphia ; como quer que for, os pomos de
sobr'aviso, para que, como disse o seu inlcressanle e
distincto correspondente da corte, Vmea. nao se per-
suadan! que escrevemos portuguez de carallara.
Estamos em divida para com o noso Ilustre col-
lega o Mamanguapense sobre a questao do in-
ventario de Arassagi, questao que tem feito lana
balburdia nesle foro, e cuja discossao deviamos a-
guardar para outra occasiao, vislo que sendo preci-
so compulsar yutos existentes nos carlorios, nao nos
lem restado lempo para isto; mas como mesmo pre-
tendamos dividir a nossa exposrao em diversas cor-
respondencias, para que au tomando coro excesso
as columnas do Diario, se tornasse fastidise e in-
commoda, daremos agora cornejo, prevenindoque o
fazemos despidos de toda considerajao menos nobie,
e sem a menor mlencao de oflender a alguem, pelo
que retiraron- desde logo toda expressao, seguindo o
eslylo parlamentar, que por ventara a roa fe possa
desvirtuar com verosimilhanca.
Principiou o collega narrando o processo da par
tilha amigavel de urna maneira infiel, apresenlando
um corpo informe, sem a menor legalidaile : ms nu-
ca o collega o que consta dos autos que lemos pr-
senle. Os herdeiros dos fallecidos Jos Soares de
Mendonja e Josepha Francisce de Araujo, acordes
ro.iiniruin-se para o lim de parlilharem os benefda
beraoja, qae ja eslavam quasi que distribuidos en-
tre elle, e leudo mandado reconlieccr as firmas cl-
aradas no papel do convenio, requereram ao jniz,
que n'csse lempo era o Sr. Joo Valen lim. para sen-
tenciar aquellas partildas, cuja pe i cao leve o seguiu-
le despacho. O eserivao que peranle mim serve,
auloando e preparando volte para ser sentenciada '
Guarila 4 de junhode 1843. Peixotn de Vascon-
cellos : cumprido esle despacho, pago o seltoi
e satisfeitas as exigencias da lei, o juiz eniao em
exercicio o Sr. Reg Barros, lavra a scguinlc senten-
ca. Hei porjulgadas, fcitas firmes c valiosas as
prsenles partildas, para o que inlerponho o meu
decreto judicial. Mamanguapc 20 de selcm-
bro de 1854. Francisco do neg Barros ('acalcan-
ti: havendo sido publicada esta sentenja no mes-
mo dia na presenja de alguns herdeiros, como cer-
tifica oescrivao. D'aqui vo-se, que (al partilha nao
foi esse monslro que se inculca, nem 13o pouco be
de presumir que houvessem orphaos, pois que aquel-
lesjuizes por certo que nao a legalisariam, proce-
dendo no enlanlo como he de le: o processo assim
foi lodo regular. Decorridos nunca menos de seis
anuos urna das parles requeren inventario judicial
no que foi altendida, despeilo do que lira no tino
leiro:para nao nos alongar muito procedido o inven-
tario e sentenciado, asparles offendidas embarga-
ran! esla seulenja, cujos embargos sendo processados
foram sentenciados pelo Sr. Dr. Francisco Antonio
Jnior daseguinte forma :Vistos os autos, em-
bargos receblos, contrariedade a el les, razOes ju-
rdicas, documentos apensos, e comu mostra-sc por
parle dos embargantes, que a seulenja dada sobre a
partilha amigavel, legalmenle feta entre embar-
cantes e embargados passara em julgado, que aos
mesmos embargantes fora lolliida a fnculdade de dis-
cutir e sustentar os sfus direitos segundo Ibes facul-
ta a lei, eque a marcha que teve o presente pro-
cessode inventario fora irregular pela falta da pri-
moira cilajao, que devia ser previamente feita, jul-
go provados os embargos e declaro millo e de ne-
nhum efleito o mesmo processo de inventario al sua
Gnal sentenja.
Mando que se relaxe o sequcslro dos bens injuri-
dicamente inventariados. Paguem os embargados
as cusas em que os condemnoT
Villa de Mamauguape 8 de oulubro de 1851.
Francisco Antonio de Mmeida e Mbuguerque J-
nior.
Desla sentenja appellaram os embargados para a
relajio do distrido, o liveram, depois de ouvido o
curador geral do Recife o seguinte acordam.Acor-
dam em relajao, que coDfirmam a sentenja appel-
lada por alguns dos seas fundamentos o n mais dos
autos: os appellantes p aguem as cusas.Recife 16
de oulubro de 1852. .izevedo presidente, Basto*,
Leiio, Souza, tabello. Luna Freir.
Foi assim confirmada a seulenja do juiz, que se-
gundo disse o collega, sacrificando o seu dever a a-
misade os recebeu e os provou!! 1
Nestas circumstanciasnao estar a partilha amiga-
vel reconhecida legal? Por ventura o juiz da inferior
instancia ainda compele tomar conhecimenlo d'este
feito? Seriam regulares e jurdicas as sentenjas da-
das no novo processo intentado?
Conlinuaremos.
Ao lerminarmos o que levamos dlo, ocrorre-nos
as seguintes reflexes: oceupa-se privativamente
este foro de quesloes de ementarlos; sao ellas que
cream grossos aillos, e quasi que s d'cllas appella-
se para a relajao.'!
lie islo sem duvida digno de allenjao: presen-
temente Irala-se da que temos cxposlo; da do fal-
lecido Badaruco da do Salema; aluda ha bem pou-
co lempo veio tima da relajao, condecida pela da
Pioca: e qoal a causal d'i-lo ? No nosso humil-
de entender.be dev ido a mullidao de juizas que ofli-
cinm nos processos; cada un com a sua jurispruden-
cia, com sen modo de entender a lei, com a apreci-
aran de provassegundo as suas capacidades; e lam-
bem a esla complicada legislajao que nos rege, satu-
rada de revogajes quotidianas, fcitas a vapor pelos
s\-temas dos avisos, que se prestam a quanta con-
clus.m ;e quer tirar. Dcscjariamos que o poder pu-
blico altcndesse para islo, uniformisasse as rearas
civis, tornando mais seguros os direitos dos cidadaos,
e fechando de ama vez a porta aos abusos.
Consta-nos, que o governo geral designara a qoan-
lia de qualro con los de res para a factura da cadeia
d'esta villa: foi sem duvida este um acto de tanta
generoaidade, que nao podemos resistir ao desejo de
render aonobre ministro da juslica os nossos agrade-
cimientos por tamanho beneficio, c nao menos ao
nosso Ilustre representante, que nao rsquecendo-sc
de promover o bem da provincia, fez refluir o sen
vnlimento d'esta vez a prol do municipio de sua re-
sidencia.
Aeha-se decretada pelo cofre provincial lambem
a quantia de qualro coulos de rcis para a conslruc-
cau da cadeia, temos assim oito contos de res: agora
resta que o Exm. Sr. Dr. Flavio mande quanto antes
realisar o seu la/imenlo ; e estamos convencidos que
elle nao se demorar muito porque estando domina-
do do nobre sentimenlo de proporcionar ao seu mu-
nicipio lodos molhoramcnlos, he esle reclamado com
toda urgencia.
O invern lem ressado romo d'uma vez, depois
de ler feito grandes estragos, enriando, por assim
dizer c iuulilisando todas as plantas, a ponto de es-
larinos ameajados de urna Tome : as safras de assu-
car lomaram--o sobre maneira exiguas, pois,consta,
que s tarta solfrivcis os engenbos Boa-vista, Ilape-
crica, Carral de fora r Pindobal: e nos, que lambem
cultivamos o nosso lento de Ierra, estamos com
fumaras de ser esto anno juiz de direito na sua re-
alidade,sem ir pedir ao nobre ministro, sem respon-
sabilidade, e o que mais he, sem muilo trabalho.
Dos queirn nj.ular-nos, como bons diristaos, que
somos.
Tem semido o pelo do scu inleressantp Diario ano
diversas producres d'esta villa, quo se fomcmoi ou-
vidos, certameule que negaramos inleiramente o
nosso assenso as suas publirajocs a bem da paz,
honra c diguidade deste lagar: fallamos dos verda-
deros Jos das vestase oulros que Ins i mas co-
mo n,lo tennis ucnli'ima possibilidade em obstar a
estos desvius da boa i a/o. coutenlamo-nos em pro-
testar por seroclhantcs dcsvairamenlos, allianjando
que com ellos nao queremos a menor entrada) e es-
peramos que o nosso collega o Mamanuuapense nos
acompanbar n'cste proposito, zelando assim pelo
crdito das nossas correspondencias.
Nao nos he lirilo ir adiante pelu que rerebam
Vmcs. nossas despedidas. O Ordeiro.
PERMIBI'CO.

\
COMARCA D6 LINOEIRO.
6 de acost.
Ja Uve a honra de ver a minha primeira missiva
estampada no seu aprcciavel Diario, com oque fi-
quei muilo talisfeilo, por ver que Vmc. dignoa-se
acreditar-me no carcter de seu correspondente nos-
te comarca. O qae nSo me agradou muilo foram
algumas incorrecjoescom que sahio ella a luz, mas
nao tenho por isso motivos de queixa, porque sendo
a primeira vez que rabuco para o sen jornal, teem
aafcaja razao os seus romposjtorcs de nSo metieren)
ainda o dente na minha lellra, que s vezes he pre-
nso adevlnhar para .decilrar certas palavriolias, que
me cabem do bico da penna.
Estao por aqui a arier contra mim certossugeilos
pof causa do algumas reflexes que eu fiz na minha
anterior. E se nao fusse o parecer que me d o meu
amigo Figueiredo de continuar cora estas missivas
assegorando-me at que fajo muito bem em ir di-
zendo as verdades; eu por certo que desistira de
minha erapreza, porque nao me.sera liaongciro afron-
tar a colera de cerros amigos, que por d e aquella
palhayio pelle de qualquer sugeilo; principalmen-
te se elle he como eu, fill l d'outra banda. Ap-
plicam-lhe a dose como meio prompto para engor-
dar a gente, porque dizem aqu,' qae m.....
nao engorda sem ccete, Ea c por mim antes
quero ficar secco como um bacalho, do que usar de
semelhanle receila.
E agora me pergunlar Vmc. porque tanto se zan-
jar,im os referidos segeilos? Eu Ihe direi: aqui n es-
la Ierra cada um esla acoslumado a fazer o que quer,
e Ihe vem s venias,'.sem nunca ler encontrado al-
guem qoe se animasse a apreciar seus feilos, levan-
do-os ao vehculo da imprensa; e agora, pela ma-
neira porque encile: a minha hourosa larefa de es-
crevinhador de correspondencia-, adquiriram ellos
a certeza de que nao gozarao mais de semelhanle
indulto, visto como nao estou disposto a deixar pas-
sar comaro pela malha, andam por ahi a gritar :
grande desaforo, um eslrangciro escreveodo para o
Diario de i'ernambuco'.J'elo que vejo nao ha na-
da pcior do que eitranqeiro'. He boa! Nao coosinto
em tal, porque nao recouhejo que baja no Brasi|
ninguem mais bnsileiro do que eu. Por ventura
qualquer individuo pelo simples faci de ser brasi-
leiro nato, deve julgar-se mais amanle e dedicado
ao imperio de Saitd-Cruz, do que ontro que o for
adoptivamente? les non verba. Eu, por qae ape-
nas leudo aportad* a estas lindas plagas, gozado seu
ar puro e saudavd, banhado-me em snas cristalinas
fontes, me alimentado em lim com as assucaradas
bananas e oulras ratas que a natureza nao conceden
a oulras Ierras, pira logo reneguei a patria natal,
aquella encantadora trra das cerejas, 'e que produz
o soberbo liquido, que a padresra gente converle
em saugue de Christu Nosso Senhor, aceitando vo-
luntaria e cnlhasiislicamcnlc a nacionalidade brasi-
Icira, porque de bom grado dara parte de minha
existencia, serei renos braslcro do que aquelle que
aqu nasccu ? Oh I por S. Braz, que nunca consen-
lirc em que tal sediga. Por minha patente de ul-
feres, por minha espada enferrujada, juro que hei de
manter a todo ruso os meus foros de braslero.
Quando do alto Ja Serra da Passira, contemplo o
mundoaqac me cera, as florestas que Ihe bordam as
faldas, o eco limiido e sereno que se espreguja em
leilo azul ; eu reonhejo que nao posso c nem devo
deixar de ser liras leiro ; pelo que fallcm como qai-
zerem,que eu, en servico ao paiz que generosamen-
te me adqptou, unliiiunroi com as minhas toscas
missivas."
Mortus est pinlus in casca. Morreu o Ga-
briel, de cojo norae alguem se serva para escrever
correspondencias para a Vnio. Quem o substitui-
r agora na assignatnra das correspondencias ? Pa-
ra me livrar desses embarajos he que firmo com o
meu nome as minhas escripturas. Bem ou BMl que
eu diga, ha de ser com o alferes Joaqun por
baixo ; nao quero simularnos.
O dai.io prirciro supplente do delegado he
quem est ero exereco desse cargo, em consequen-
cia de impedim|ntot, nao sei se reaes ou nao, do Sr.
major Aguiar. 1
Ha aqu ama especie de menos proco pelos cargo'
pblicos, que niiguem imagina : elles s sao apre-
ciados quandoeajB4 de nomeajoes. Entao lodos
se aprescnlama lla-los, zaogando-se aquclles
qqe os nao alcanjam.'e relaxando-os os que os ob-
lem. A mana aqui be somonte ter um cargo poli-
cial, at mesmo urna lupplcnca, um posto na guar-
da nacional, felo o que, nada de cxercc-los. Hoje
temos um figurao na delegacia, outro na vara mu-
nicipal, e outro no commando do batalhao; e ama
nda quando procranos as autoridades da vespera,
s Ihe encontramos os rastos, porque j s3o outros
individuos que se acham em exercicio 1 Nem pelo
demo sao capazos as ijossas autoridades de esquentar
o assento salvo se os cargos dexam com que com-
prar os meloes. Oh entao monopolisam com o
exercicio, e fazcm delle um misterio, que nina cou-
sa be ver e outra he dizer.
Se esses meus sculiores nao se preslam a exercer os
cargos pblicos, para que os soliclam, para que os
accitam ? Os negocios pblicos sao brincos de
cria u ja ?
Temos lido ltimamente bons das de sol, qae
muito bem lem feito s lavouras.
Os vveres lem barateado consideravelmente, eom
especialidade a carne verde, que a temos, aqui mag-
nfica, e por baixo proco. Dos a conserve sempre
barata.
A febre amarclla he que nao est pira grajas
a para Malhadnha. Tinha feilo urna ausencia du-
rante o rigor das climas, mas agora volloa, e bem
desenvolvida.
Por arte de neceados, havia de vir essa senhora fe-
bre i nao sei d'onde, para nos atormentar e ceifar,
como que nao fosscni ainda bstanles os germeos de
deslruijao queja possuiamos AltasuntjuditiaDei.
Tambero encaxo mea latnorio, hein ? Quem esln-
dou, esludou, e quera nao, v aprender.
Muito teria que Ihe dizer aiuda, roas sendo ho-
je dia de fera, forja he concluir esla aqu, porque
tenho de ir, como he costume, para o balcao da loja
do nosso lente coronel, que me d dessas esfregus
em todos os stimos das, que milr'oia era do des-
canjo. Eu nao gosto muito da graja, e, alm de
andar o Burity por ahi a chamar-me do adulador, j
o amigo Figueiredo me aconselhou, qoe me deixasse
disso, porque quem quer caiveiros aos .-abijados pa-
ga, mas o que hei de dizer ? sou um pobre alferes, e
o logisla nao s he meu amigo do peilo, como lam-
bem he o commaodante c da Ierra. Manda quem
pode, e obebereleuem lem medo.
Adeosinbo. O alferes Joaquim.
( Carta particular.)
Hoje me parece (oremos om bello orno porque rfanticos sitios avistamos as casas de \lbanv c,
nuvem'n^l nD^dLDM f a yt """ U ""''" Y** pra ," Ah "esse momento, quando luuo
mTA''^^^!!"^^ !!?.a.J,.r..C.1,m?f '".'!"*!. imagnate du,
COMARCA DO BOMTO.
25 da Jmlho.
Ha bem pouco Ihe dirig noticias deste paiz,c por
isso alem de serem poucas, ou para raelhor dizer
nenhiimas, nao ha materia para a presente. O lem-
po me parece vai a enchugar, porque j dontem
mailamr pluvia nos nao vsiluu, e huje pelos visos
almosphericos creio haveremos um beautiful day.
O qae ha por c, meu charo, he muito e muilo do
Sr. Fri, e sendo esle como se diz, inimgo dos er-
vos, ha de ver nSo vou ns inelhores circumstancias
hygeuicas. J est concluido o processo da genleda
Onja, econtam que foi com vista ao procurador do
rei.
De Caruarn'fugiram dous presos, Anselmo Jos
da Cruz e nutro. Disscram que nn dia da chuvada
deram as gambias pela Irasera da cuja, e foram ler
aoassude, galgndo o qual passaram alm, lcando os
arclieiros n quem ; ve pois Vmc. que o Cruz & C.
[milenio lvre e do-emdarac idamente continuar sa
route. Naoqirero culpara pernal alguma e nem
roiiclua nada em desabono de ninguem all, porque
certas cousas se nao podem prever. O Dr. Bcnto para
r mandn pedir o ogarramenlo dos referidos. Dei-
xeroos seguir os egressos seu caminho, e passemos a
outra cousa. O jury est Irahnlhando naquella villa,
c j um levoo no cosladu a bagatella de 7 annos de
prisao para descont de seus peccados. Al esla data
anda nao chegou o oorreo que dahi parti no dia
15, j o passado veio mulu depois do lempo espe-
rado, daveiido sabido de l no primeiro, aqui apor-
tou a 10 ou 11, o que snto muilo porque quando se
demora o lal das malas, licu anciuso por novas de
baixo. Muilas veres lia eu as epstolas do sen cor-
respondente de S^Paulo, e dizia com meus botocs,
tii tulerit (raeros de seditione qmrrentes ? Isto
e, olhe que he massante esle meu Sr., pois naocs-
creve que nao falle ero rorreios !. Mas ji vou fi-
zn lo o mesmo, porque eslon cabindo na falla que
nolavn no collega paulisla, e agora he que vou ro-
uhecendo a razao que Ihe assistia. Ainda que nos
queixamos de cousas oppostas ; elle da presteza com
que saba a mala, e eu da morosidade com quo
chega.
31
Honlem o lempo nXo esteve dos melhores, porque
enfarruscou-se, e como que quera derramar sobre
nos muita da senhora la Pioggia, porem feli7men-
le apenas cahio ama nebrinasinha.
me a phrase do rollega de Ipojuca. Anda esta-
mos cm baixa-mar de mi viciados, cousa-alguma te-
rea eu a accresceutar-lhe senao houvesse para c
mandado o director e subdelegado da colonia de Pi-
menleirasdous philantropicoi, que as cem breas da
fama appregoam haveremreduzdoamoeda do impe-
rio um menino nascdo de Venlre lvre. Estamos
mais com esta iioo fazenda sob as vistas do Antonio
Gomes, principal caixeiro dessa casa ou armazem
de alcaides de dous ps.
Ha muilo tenho ouvido alguma queixasnha de
seus compositores pelo eslropiamenlo de um ou ou-
tro nome ; na impressao de minhas missivas lam-
bem hei notado alguns errinhos, o nunca Ihe dis-
se nada, porque hao sido de pouea monla; e por
conhecer que em todas as ediees mesmo as de
Bruxellas, que he autoridade na materia, elles ap-
pareccm, tanto iaa> quanto nao ignoro que minhas
cartas sao antes flgnas de serem decifradas, que li-
das, e domis, so nio fosse isso, teria perdido seu
lempo o iuventor das erratas, que por certo quebrou
a cabeja com tal descoberla. Porem n'uma das que
Vmc. publcou ullimamenle, vi engaos bem sen-
sives, como assemblca em lugar de adminstmdor
etc., ele, e por tanto por meu turno tambero vou
activar a allenjao de seos ditos compositores. Como
boje nesle novo c no velho mundo tudo de vapor, nao
he fura de proposito, ou antes nao dexa de ser, cu-
riosa a historia desse soberano motor, traduzia de
ra lvreco francez. Desculpe os erros, e aprecie
nicamente o assumplo, Vais ob a verba :
A toncaras da Saloman' da Caas.
As mais bellas invenjdes nao tem sido para seas
amores, senao urna constante origem de males, mi-
zerias e borriveia decepjdei. Salomao de Caux foi
um desses desgranados marlyres.
Elle havia descoberlo o vapor, que em nossos
das he a mais poderosa alavanca da properidade
dos dous mundos ; e Saloman de Caux morrea vic-
tima de seu calculo, carregado de ferros rm um
carcerc de doudos solfreudo as mais dolorosas tor-
turas. A narnoao de suas desgracas nos levar na-
turalmente inlcressanle historia das diversas pha-
ses porque passou a descoberta do vapor.
SalomSo de Caux, que tomn o nome do paiz de
Caux, donde era filho, veio em 1636 de sua trra na-
tal para a capital da Franja. Elle consignou em
um livro que mesmo imprimi, a descoberta dos
meios, e do emprego do vapor, e apesar da consci-
eneia que linha desse precioso adiado, nao pode
conseguir revela-lo ao publico, nao obstante os seus
maiores esforjos,
Homem nao conhecido, sem fortuna e sem pro-
lector nao adquiri um nome, e nem passou d ho-
mem do vulgo ; n8o leve discpulos, nem partida-
rios, e desesperado apresentoa urna memoria ao re,
qoe Ihe nao deu resposta alguma. Enlo quiz, para
assim dizer, exig-la tornando-so importuno, e re-
solved nao deixar mais o primeiro ministro o
cardeal de Richelicu, sem que esta o ouvisse, e
satisfizesse. A cada canto sabia elle ao encontr
do ministro, que nenhnmcavaco Ihe dava, a por is-
so nao Ihe foi possivel obter um s instante de au-
diencia. Em algumas occasioes foi al'expellido de
palacio pelos criados de Ricehleu ; o coutinaando
anda a apresentar-se eom admiravel perseveranca
ao cardeal o consideraram louco, e melleraro-n'o
cm Bicetre.
Tal foi a sorle do homem honesto, que dominado
por um pensamento de utilidade publica, e profun-
damente convencido da realidade de sua descoberta
nao linha outro lim que dolar a sua patria com urna
das marav ilda- da industria humana. A obra de Sa-
loman de Caux foi entretanto publicada cm Paris
no anno de l(i;lii : pessoa alguma Ihe deu importan-
cia, e neiibumsabio della falln, ella pois licou em
completo olvido : e longe de protegerem o admira-
vel autor de semelhanle livro, o aliraram deshuma-
namente para urna prisao de doudos, onde o fecha-
ran) sii em urna celulla, expostn ao trio, e humidade
de grossas paredes ; mal comido, mal vestido, casti-
gado quando se queixava da injustija, e melllo ero
ferros ao menor signal de querer evadir-se, emlim
s (o que he peior que tudo) s, com nm corajao
amante, longe de sna familia, de sua lerna mal, de
seu velbo pai, de sua prezada mulber o fillios, s
com um pensamento elevado, ardente e vivo no
meio de seus compatriotas, aos quaesnaolheera dado
ver, nem ouvir; s em urna palavra dianlede Dos
e dos homens : dianle de Dos que o creou para vi-
ver eom seus semelhantes, e dos homens a quero
ama. c a cuja lelicidade se ha devotado. Qual foi o
resultado da barbara reclusao de um homem lao
apaixonado, e que deveria dio seriamente revollar-
se do indigno tutaniento que Ihe davam ? Salcmao
de Caux offerecen no carcere urna das provas dessa
lula lerrivel entre a aclividade da imaginajo e o
repouso eisolamento forjado. Enloqiieceu qualro an-
nos depois. Nenhum prente o reclamou, porque
sua detenjao era ignorada.
Seu espirito se tinha como qne petrificado entre
os muros, onde seu corpo nao podio mais mover-se.
E nao somenle esse hornero foi abandonado e con-
demnado ero Franja raorte moral.sem que prenle
algum, amigo, ou mesmo urna alma compassiva o
viesse consolar; mas seu livro licou desconbecido ,
ponto de nao dar a saber a nenhum de seus patri
cios um invento, que devia ser lo ulil a prosperi-
dade dos povos". lu um Inglezque secompadeceu
do homem c admiran sua obra. O marquex de Wor-
ceslre lendo chs,uio em Franja leu casualmente o
livro de Saloman de Caux ; meditou-o epoz em pro-
va a descoberta qae elle anuunciava, tanto quanto
era possivel fazer em eosaios anda pouco conside-
ra ve i-; c sabendo que esse homem era olhado como
louco, e viva em Bicelre.l foi ve-lo, e examinan-
do-o attenciosamenle veio a conhecer com profunda
magoa que linha perdido a razao, e que suas ideas
haviam suecumbidosob os insultos dos tormeotos.da
solidan c do abandono. Lord Worceslre declarou
qae tal individuo longe de ser um louco, quando
compoz seu livro,era pelo contrario de talento trans-
cendente, e declarou altamente que se nascesse na
I nglaterra seu mrito seria nao s reconhecido co-
mo o encheriara de honras e riquezas. Saloman de
Caux morreu alienado e estupido ero poucos annos,
no quarlo, onde fora condemnailo ao silencio, ao
isolamenlo, ao abandono, e ao esquecimenlo. Eis a
primeira phase da descobcrla do vapor. A segunda
se mnslrou perto de 30 annos depois. O marquez
de Worceslre, que havia admirado o genio de Salo-
mao de Caux, passou 25 annos de sua vida a estu-
dar, a verificar suas averiguarocs e a calcular novos
processos. Elle aehou forja de observajdes os
meios que Saloman linba apontado para o emprego
do vapor, caja aejao applicou s machinas hydrau-
licas e cujos efleitos melhor calculon.
Depois de ter sabido o que era essa forja motriz,
elle a quiz palenttar aos homens em um livro que
tarmSem publicou em 1663com esle tituloas cem
in venenesque leve quasi a mesma sorle que o de
Saloman. Os ejemplares, afirman), foram destruidos
pelo cipilao Savary que pretenda ter echado elle
e somenle elle a forja da acjo do fogo para servir
de pressao.
0 marquez de Worceslre era um grande amador
de machinase invenjoes, nao s fez nma machina
de vapor e dcscreveu os elfeilos desse motor como
al acreditou haver descoberlo o moto continno.
A 3" phase he devida a um Francez.c infelizmente
ainda nao gloriosa para nossa patria. Foi um Fran-
cez nascido em Blois jhamado Papin, que em 1698
concehtu urna machina muilo engenhosa, ao modo
de urna caldeira, na qual foi o primeiro que combi-
nou a celeridade do vapor pelo fro. 'oreni esse
Francez eslava proscripto c na poca do Edicto de
Nanlcs, dcixou a Franja. Elle esteve algum lempo
na Allcmaiiha, e annos depois se refugiou na Ingla-
terra, quelite deu azilo, amigos e soccorro. Papin
eslava na persuasin que a descoberta do vapor era
dos Inglezes; por queSalomao de Caux foi sempre
ignorado; mas quando Papin voltou a Paris, onde
morreu (1709', a Inglaterra derdmi suas experiencias
que nao foram aproveitaveis porque nao liveram
iiiuii i applicajao. "
A 4a phase da descoberta do vapor perlence toda
iuteira aos Inglezes, foi o genio de um de seus mais
obscuros obren o-, boje lo celebre qoe realmente
cara -tensn o poder do vapor eregularisou seu em-
preo. Este homem se chama Wats.
Chcsamos finalmente ao eslabelecimento do pri-
meiro barro de vapor e o devemos ao americano
Fullon. Elle narra sua primeira experiencia pelo
modo seguinte:
Quando constru, diz elle, meu primeiro barco
de vapor, considerava o publico minha empreza por
dous modos com indeferenja, e com desprezo. 'to-
dos a olhavnm como obra de um visionario; meus
amigos sempre lions para contigo se conservavam
em una reserva de desesperar ; attendiam rom pa-
ciencia minhas cxplicajdcs, porem o silencio delles
indicava a mais completa incrcdiilidade. Como lo-
dos os dins visitavu o estalciro, n.i qual se eslava
trabalhaudo em meu barco, goslava cu de aproxi-
mar-mesem fazer-me conhecer dos grupos ociosos
de cslrangeiros, que alli se renniam, para ouvir-
lhes asqtieslcsquc suscilavam a respeito do lim da
embarcajao. Em geral ridicnlarisaram-n'a. Que boas
garsalhada*! c que bous ditos a minha rusta !
Qnantos tlenlos de perdase ganhos S fallavam
na louciira de Fullon. Nunca ouvi urna phrase,o me-
nor -igual de um voto em meu favor, on a manifes-
lajo de alguma esperanjn ; o mesmo silencio nao
era senflo una fra urbanidad.', que occiillava todas
as duvidas, e todas as censuras. Em lim, nasce o
dia da provanja, cnnvidei um grande numero le
amigos, para que viessom bordo le-temnnbar mi-
nha primeira experiencia. Alguns accitaram o con-
vite somenle por deferencia a mim, pois fcilmente
se notnva que lizeram com repugnancia, c rom re-
ceto de pjrlicipnremdc minhas alllicjes. At eu tive
minhas razcs para duvilnr de um resultado. A ma-
china era mal Calla, e cm parle obra de mocanis-
las para quem nina peuivcl conslrucjao era traba-
lho novo. Aproximon-sa a hora do por o navio em
movimenlo Meus amigos eslavam reunidos na co-
berta, (acltoraoe, tristes e abatidos. as suas lizio-
iioiuins s se liam desastres; e cu quasi que eomeja-
va I arrepender-mc de meus esforcos. O signal he
dad i, e o burro depois do andar nlguin lempo para,
sendo impossivel seguir. Entao ao primeiro movi-
nicnto de silencio, succedornm as murmurajos, os
cuchixos Sic. ir., oario-ee de (odas as parles eslas
palavraseu dem vos disso que assim succederi,
che-
udo
cinceladores nao se renda ainda evidencia do
tacto. Dimdavam, se a mesma experiencia se po-
derla repetir, e se ella chegasse a aproveilar, nao
pentavam que a industria das nares tirada della
graude utilidade. He esla a historia da primeira ex-
periencia do barco de vapor ; e os Salomos, os Pa-
pins, os Wats, eos Fullona oto sao hoje chamados
de loncos, e antes ao remirado a posleridade j es-
creveu seus nomes no livro dos grandes homens.__
Adeos. Au revoir.
(dem.)
nnmiMiios.
lie emprezn do um dolido; antes en c n.1o viesse
nesspentretanto sub, e falfoi aos expecladnrcs, Ibes
pedi lirassem lraiiqiillo,e niedessem mcia hora. Nao
evitaran! om < odor o pedido. Ex.-iminci o machinis-
mo, c vi que una unir cousa tinha embarajado a
marcha; urna peja mal ajustada, c que um instan-
te daslavo para endereita-la. O barco se poz em mo-
vimentn, e conlinuou sua derrota. Assim mesmo
ainda nao arredilavam, e reeeiavain rhegar evi-
denaia. Deixamos jNea-Vorek, o atraTO**ando ro-
le! aroriaelal a. 360, o a caloawaato da ci-
dade do Recife.
I.
Quandn rada dia de rigoroso invern nos loma
mais sensivel a necessidade de ser caljada qoe expe-
rimenta esta capital ; quando urna lei importante
acaba dt ser promulgada para satisfazer essa neces-
sidade ; a imprensa nao deve permanecer silendosa,
anles tem anhrigacao de commenlaras novas dispo-
sijcs legislativas, de dissipar os preconceitos popu-
lares, e de estimular a energa do governo, para
que urna lei de grande utilidade nao sirva nicamen-
te de engrossar a collecjo das nossas Ieis provin-
cies, j l,1o volumosa.
O caljamento de urna cidade lem sido sempre con-
siderado sob a dupla relajao do transito pubico e
da salubridade. Os historiadores referen que foram
par rular mente oscheros flidos das lamas revolvi-
das pelas carrojas, eutrada de Pars, que raoliva-
ram a primeira ordem dada por Filippe Augusto
em 1185 para o caljamento das principaes ras da
cidade.
O caljamento he alem disto exigido por todas as
considerajes de aceio, de aformoseamenlo de ama
cidade e de patriotismo mquicipal. Nao nos demo-
raremos em demonstrar a necessidade que sentimos
desse melhoramenlo. Ainda lemos presente a im-
pressao dcsagradavel que nos rausou ao desembar-
rarnos da Europa, o espectculo que nos otTereci-
am as ras desla cidade, coberlasdeareiae de lama:
a formosa princeza do Capbaribe pareca mirar ues-
te rio os seus ps descaljos e cheios de imroundi-
ciaes.
Nao podendo ser contestada a necessidade desse
melborameoto, restava saber cinta de quem elle
devia ser feito na cidade do Recife. Esta tem sido
pois a qneslio agitada, e que foi resolvida.qoanlo a
nos, de um modo justo o razoavel. Sobre ella dir
mos de passagem alguma palavras.
Urna cidade nao pode ser considerada como um
terreno, onde qualquer pessoa lem o direito de cons-
umir ao seu arbitrio, e inleiramente conforme as
soas combinajes individnaesas casas que Ihe pare-
cer, sem se importar senao coro o espajo que ellas
propriameole oceupam. lima cidade fhe um vasto
campo de edificarao que se acha sojeilo s regras,
aconselhadas pela boa razao e impostas pelos pode-
res competentes.
A mesma faculdade qoe ha para decretar por urna
simples postora, que as casas sejam de urna largara
determinada e que tenham passeios na frente, pos-
sue al a cmara municipal (quem o pode dnvidar '.'
para prescrever, que todas as casas tenham calcado
na frente o espajo que Ihe compete. O caljamento
pode ser tido como una condjo, ou um comple-
mento da edificarn. E que condijo mais impor-
tante e necessaria do que aquella que evila que as
casas de ma cidade se eslendam no meio de inmun-
das, inlransilaveis e perniciosas lagas ?
Ora, se he razoavel, romo acabamos de ver,- que
os proprietarios sejam obrigados a fazer o caljamen-
to das roas, vejamos como essa necessidade lem sido
provida n'esse paiz, que o mundo julga lao civi-
lisado, a Franja.
Em Franca, diz llorando as suas instituas
de direito administrativo francez, nao existe regula-
menlo geral a respeito do caljamento das cidades.
n Esla despeza, em certos lugares, eslava a cargo
das municipalidades, n'oulros, a cargo dos proprie-
tarios. Algumas vezes as municipalidades faziam a
despeza da .calcada do meio da ra, e os proprie-
tarios dos passeios margem da ra."Algumas ve-
zes caba aos proprietarios o primeiro caljamento,
e s municipalidades a conservarao.Estes osos lo-
mes leem sido conservados.
as cidades, cujos rendimenlos 0riH^ys-ngo
ebegam para'.eslabeleccr, restaurar ou conservar o
caljamento; os piefeilos podem aulorisar essa des-
peza, por couta dos proprietarios, segundo os naos
locaes. (t)
A respeito das regras especiaes pera a cidade de
Paris, vamos ainda transcrever algumas disposi-
jes.
O primeiro caljamento he feito casta dos pro-
prietarios dos terrenos e casas que limlam as ditas
mas. cada um no lugar que lhc compete, em razao
do comprimen lo da frente do sea predio. (2)
Os particulares sao obrigados a empregar o em-
prezario da conserv ajao do caljamento de Paris, tan-
to para o primeiro eslabelecimento, como para asre-
parajcs e concertosque, sendo de sua competencia,
estiveram a cargo d'ellrs. (3)
He prohibido lodos os proprietarios, archileclos
c pedreiios asseotar alguma soleira de porta mais
bnixo nem mais alto do que o nivel do cabimen-
to do caljamento das ras, sob pena de serem obli-
gados a reslabelecer a soleira.He igualmente pro-
hibido fazer levantar o caljamento da frente das ca-
sas mais alio do qae o enligo caljamento das ms
(4)
Julgamos que he quanto basta para mostrar que,
nossa monstruosa lei sobre o caljamento, as ideas
da nossa assemblca provincial, se nao sao de lodo
razoaveis, nao leem de certo a ousadia da origioali-
dade.
Vollaeem ainda materia. jff
PROVINCIA DO CEAR.V.
Missiiei do Rcm. Sr. padre Fr. Serafim da Ca-
rama, missionario apostlico capuchinho.
Com pozar nosso, temos demorado manifestar o
sentimenlo de gralidao que nos tem pendorado pe-
lo beneficio, e relvenle servijo prestado a esla fre-
guezia pelo Rvm. Sr. padre missionario, Fr. Sera-
fim da Calania ; mas vendo dos peridicos, que
todos Ihe tem dirigido seus votos de ngrndecimenlo ;
passariamos por dcscoubecidos o insratos, se nao
raanifestassemos lambem ao publico, os nossos sea-
limentos de gralidan.
Sim, conston nesta freguezia, qoe o Rvm. Sr.
Fr. Serafim so encaminhava para o centro desta
provincia pelo lado do Aracaty, fazendo daqaella
cidade o Iheatro de seos trabalho apostlicos ; nao
foi necessario mais para que o povo desla fregue-
zia manireslasse o mais pronunciado desejo de ou-
vir a santa palavra do Senhor annunciada por um
ministro lao recommeodavel ; este desejo lao sin-
cero foi observado pelo Rvm. parodio desla fregue-
zia, que nlrindo em seu corajao os mesmos sen l-
menlos, todava desauimnu um pouco por ver a que
ponto havia chegadoa cscaccz de vveres nesta villa,
prevenido quo una minian tao ronsderavel de po-
vo poderia Irazer a atajar penuria om taes circums-
tancias, porem refleclindo atteiilnmcnle sobre as
vantagens que rcsultariam aos seus freguezes, nao
poniendo de vsla a prolecjao que Dos sernpre pres-
ta as obras boas, e que aquello mesmo Senhor, que
havia saciado no dezerto as turbas que o seguiam
faminta-, se dignara de providenciar as necessida-
dcs de seus filhos, que suspiravam pelo alimento
niarnv illioso da divina palavra, tornou-se logo ani-
mado, e sem mais consultar a alguem, envin por
um propro cidade do Aracaty, onde se ochava o
Kvm. Sr. Fr. Serafim, a sua caria de convite, sg-
nificando-lhc o desejo que linha, e seus freguezes,
de que asna igreja matriz tamhem fosse Iheatro de
suas prcg.iooos. rngau In-lde que deelarasse o que
era necessario para o sou transporte para esla villa.
Nao foi preciso mais para inflammnr o zelo do bene-
mrito e carilalivo ministro do Senhor; a sua res-
|Kn.ta ao Kvm. parodio desta freguezia be um docu-
mento vivo da modestia, singeteza, e cundura de
sen bem formado coraran : depois de maiiifcstar-
Ihe a alegra que senta no Senhor pela boa dispo-
sijao c vnnlnJe do Rvm. vigaro, e seus freguezes ,
corliticou-lhes que annuia aus seus desejos, o que de
nada precisava para a sua viagem, c que lites lana
aviso do dia datan viuda, que sera logo quo fc-
edusse a missflo no Aracaty. O Rvm. vgario desta
.
(1) Aris du couseil SElat de :l16 mars 1807.
{i! Lettres patentes du 5 arril 1399, confirmis
le 2(1 janvier 140-2; ordon. de plice dt or. 1539,
art. -2; letlres-patenlis Ju 30 ilec. 1785, arl. 24.
(3) Ordon. du burean des finalices du 27 juin
1760, art. 1. et 5 ; lettres-patentes du 30 iec.
1785, art. 23.
(4) Ordon. da 1. aerN 1697; arret du contrit
lin 22 mai 1725.
reguezia nao deixou de amolelar qualquer occor-
reocia, mandou a dous de seus fregoezes de consi-
derajao ao encontr do Rvm. Sr. Fr. Serafim, o
assim se eumprio. Entretanto, ainda que incerlos
do dia de sua edecada, todos se dispunham para o
ir receber em camuho. Foi na manhaa do dia 21
de dezembro do anuo passado, o ja depois da missa,
quando o Rvm. vigaro receben um aviso por es-
criplo, ilecl.irando-llie que naquelle mesmo dia ao
anoitecer chegaria, Irazeodo as santas imagens do
Senhor Crucificado, o da Santissima Virgem. Foi
uolavel o empenbo com que se transmittio esta lo
agradavel utida 1 Na (arde desle dia memoravel,
arharam-se promplos os andores, contrarias, povo, e
o Rvm. Lino Deodalo Rodrigues de Carvalho, ao
lado do Rvm. vigaro, que se arhava paramentado
com capa d'asperges; sahiram em procisslo al boa
distancia desta villa, entoando o povo o o01 ci e
hymnos a Santissima Virgem Senhora do Rosario,
Orago desla freguezia; com pouca demora se ouvi-
ram iguacs canucos com que o povo que acumpa-
nhava o Rvm. Sr. padre missionario, louvava a
Santissima Virgem.
Foi para icnlr-se que a noile aproxmaado-se,
viesse desfigurar um pouco esse acto Chegoooaa
fim o Rvm. Sr. padre missionario Fr. Seraneo, a
p; saudou au Rvm. vigaro, e scu conpanheiro, o
Rvm. Lino Deodalo, o todos reunidos lizeram val-
lar para a matriz a preeiasao,- ao aproxmar-se, can-
laram a ladainha de N. Senhora, que termine* ao.
entrar na igreja, onde o Rvm. vigaro subindo ao
aliar fez a encerrajao, e coneluio o acto com a sal-
ve a Nossa Senhora, e orarao propria. Foi muito
viva a satisfajao que manifestaran! todos com a
chcnada do homem ido Dos, e lodos aguardavam
impacientes o da em que principasete a sua prega-
cao. Era muilo calmosa a estojan, o por isso tornou-
se urna necessidade publica fizer-se ama latoda,que
abrigasse dos ardores do sol ama porjao de terreno
capaz de aecommodar o povo, mxime, as mulhe-
res ; principiou ees obra, ob a direcjo do Sr.
sob delegado A n tonino A y res de Miranda Heoriques,
que voluntariamente quiz dirigir esse servico pres-
tado pelo povo, e fcilmente se coneluio de manei-
ra que no dia 24 se achava em estado do servir. No
dia 25 de dczembrojajajaal 5 horas da (arde foi o
Rvm. vigario &" le se achava o Rvjni^Sr^
padre missionaF- -ompanhou para a nuTriz
a dar principio a san nao, Foi digno de ouvir-
sc o modo porque o babn Iministro da palavra divi-
na soube prevenir os seos mvinles para poderem
tirar o frnclo desejado : eiplKou eom muita faeil-
dade e intelligencia o calhecismo, explanando eom
exeellenle melbodo diflerenles materias, mxime,
no qae respeito a recepjao do Sanio Sacramento da
penitencia, de sorle que nada deixou a desojar,
concluindo esses actos eom excedentes serrase, ca-
pazos da abalar as consciencias, e gerar as aunas o
arrependmento das culpas: durou por oito das
este sanio exercicio, eom muito .'rudo de seus Seis
ouvinles. Nao deixaremos em silencio a procisslo de
penitencia feita pelo mesmo Rvm. Sr. padre mis-
sionario, acompanhado dos reverendos vigario o pa-
dre Lino ; muito consideravel foi o numero de ho-
mens que compunha a procisslo, de sorle qne en-
ehiam qoasi toda a villa, muilos locados do temor
de Dos, dsciplinavam-se, outros rarresavam raa-
deros, entoandoSenhor Dos mizerirordia; entre-
tanto as muflieres em suas casas se oceuparam na
orajao. Moilo precioso foi o sermao em qoe S.
Rvm. Iratou sobre a caridade fraternal, o recone-
liajao dos inimigos, e cum moilo fracto. O ceo quiz
coroar de feliz successo o empenbo do seu ministro,
pois nao sendo esla fregnezia Uto viciada do intrigas,
todava nao foram poucas as reconciliajoes. Sobre
ludo foi pathelica a. despedida que S. Rvm. fez aos
seos filhos em Jess Christo ; depois de rogar ao Se-
nhor que fosse servido ronceder-lhes a sua santo
benjao, com o santo crurifixo na mo rogou ao re-
ligioso auditorio que Ihe perdoasse qualquer pala-
vra que Ihe (veste desagradado no uso da santoJi-
lierdade, que Ihe concede o seu santo ministerio.
Foi locante esto acto, muflas lagrimas cerravam
os olhos de (odas, e iodos banhados de doce eoneo-
lajao de espirito, rogavam mil bens ao homem de
Dos que lhes havia (razido das Uo felizea.
Por (ao releanles serviros prestados a esto fre-
guezia, mis habitantes da villa de S. Bernardo, a-
gradeermos ao Rvm. Sr. padre missionario Fr. Sera- /
ftn da Catania. ej*Mmo&^ag seyh^^' que nos con-:
ceda a, ditad? yermos em n$sea fregara*!* S. "rVvn.
no exercicio de sea apostlico ministerio.
Receba S. Rvm. este fraco lestemunho do grali-
dao do vigario e freguezes de S. Bernardo dea Ras-
sos.
Villa de S. Bernardo, 12 dejulhodoi854.
O vigario Joaquim Dominguet Carntiro.
necrologa .%,
A TiilIdiHNiana morlc do Exbb. VlacM
de de 4-oinunn. Merecida a aeaafllaka
lllni- sr. Ajres le Albtaqaenqac Ca-
ma, el minute da 3. aaao ota carao
jurdico lio OMiuh.
O problema da vida a raorte resolve em p.
(Exm. Marque: de Marica.)
Amigos I Qaando uro irmo soluja nos deve-
mos gemer!...
Fallo a essa plyade de jovens inspirados de cajz
mesmo senlimeulo animados de um mesmo H
sejo parlilhando o mesmo desuno. ^a?
Fallo meus traaos de ledras que hoje contrista-
dos ve em gemer. abracados i cre do aleude, onde
os filhos do nada se proslernam oflertoodo a do-
menagera do respeito o da saudade.
Oovia rl... O robre anligo estoln no eerrH da
monta nha. O curdeiro la vou suas imperfeijdes de
creatura nat aguas sanias do luslral do enterro, e of-
fereceu-se em -holocaoslo. O camioheiro da vida
sacudi a poeira de soas sandalias para eatrar homi-
lhado nos pacos do Senhor.
E porque ".'
He porque as imperfeijuos humanas naseeai do
envoltorio da carne. Desse envoltorio vem a* con-
lingencias da vida mundana e o homem, rol da
rreajao, arresta vagaroso seus passos pela Ierra,
Hiendo abrolhos, lamentando amores, at qoe un,
dia das bandas do cemiterio sopra o vento da mora
modulando endechas pela ramagem dos cvpreste.
He ama anomala ioexplicavel o amor da vida
o o temor da morlc.
A vida he um continuo solajar de dor.
Acoda passo rasgamos nossas plantos nosavpi-
nhaes que guarnecem a trilha da existencia, aBrc-
lanto sorrimos vida, e pranleamos a morle I ^Do-
linos da razie explicados pela descrenja!...
Conhecesles o colosso que lombou de seu pedestal
grantico t
Foi urna alma Inspirada no amor da patria, crea-
da ao som dos hymnos da liberdade, que se confun-
dalo com o ciclar da brisa, embalando as palmas
dos enqueiraes de seu berro. Mas boje ei-lo vos
o vedes inanimado e quedo.
Mas porque o lamentaos ?... Quando sua eoroa
do espiabas trocou-se em cora de lirios colhidos
junto ao throno de Dees?... '
Porque o lamentaos quando os anjos o receberara
a porta do Paraizoentoando In nios em honra
do justo ?...
-Mas para que fallar a intelligencia qaando he o
corajao que sangra ? Quando o praato goteia in-
voluntario das palpebras ?...
File era lio bom que nn cmalo das grandezas foi
pai dos desvalidos !_A v '.lo amigo ia eehoar em
sua alma. O grito da ^svenlura ia palpitar-llic
no pello.
boi um sustentculo da lei una columna da
monarchia um propugnado* dos direitos do povo.
Choremos a indigencia qne perdeu nm arrimo
seus filbos que pcr.leram um pai caroavelos aca-
dmicos que perderam um amigo o Brasil oue
perdeu um patrila 1
Choremos porem humildescontritos olhos dc-
missos sem blasphemar de Dos qoe a bocea '
amaldiroada se abrazara as chammas do remoiso !
rvavegnnlej inexpertos no sorvedooro da vida
sobra o saudano do modo balbucamos a derradeira
magua no derradeiro adeos al qoe nos ebegne a
hora destocar o husplaleiro purloradiaates de espe-
ranja ; que a duvida de o nada,^ nada he ama
dlasphemia conlra o Creador. ,
Seja feita a vonlade de Daos !!
P. J. de Mello Rodrigues da Costa.
Urna Uf rim* sobre os restos agn-taes do Exm.
Sr. Vconde do Goiaona.
Cui mdor et justitite sror
Incorrupta fiies, nudayue rerilas,
Quando ullum iitvenienl parem
(Horal.y-
Anciao venerando.
Os que boje derramara lasriMas sobre o leu alan-
do sao leus filhos: lu lhes apeotasle o caminho da
honr, elles te abenjoao; t Ibes despedajas-te os
grilhoes, elles le .imam; l lhes deste urna patria,
elles te idolatran)!
Ei-los, pois, cnberlos de luto, e com o corars re-
pastado de amargura, prostrallosanle o teu fretro!.,
recebe as ultimas homenegens que te compelem, a-
postnlo da virlude, os ltimos cultos que le perteu-
cem, genio da liberdade....
Noalvorecer da existencia desperlou-te o som l-
gubre das cadeas, que (cus pas rojavam, e o teu co-
rajao o repercudo bem fundo.... Obrigaram-le a
sorrr i tyranna, mas os leus labios nunca se des-
cerraram ; torjaram-le a ajoelhar ante o despotismo,
mas os leus joelhos nunca se vergaram !
Convinha extinguir a chamma que comecava a ar-
der-te no peilo, e em que devias um dia fundir as
algemas que manielavam tua patria.
O novo mundo otTererio-ro um reo puro, onde
/
/
/
a
i
*
\\
>

k Mi I
II


DIARIO DE PERNAMBUCO. TRQt FEIRA 8 O AGOSTO D 1854.
i *



'
.
aprendas ser livre, e o co do velho mondo talve
te eiisHasse a ser ocravo.
Arretalaram-l do lemplo da natursza, arrasta-
ram-le ao aliar da tyrannia, para alii inocular no
tea cora;5o virgem os dogmas do despotismo e o ve-
neno do capliveiro; mas, ezpeclador mudo dessas
aceas di abjeecSo e servilismo, t choraras a sorle
dos paro e, como a pomba voltou arca para an-
nanciar a sai entre Dos e os homens, t vollas-ie a
toa patria, para proclamar a guerra entre o* poros
e os lyranros.
No mcio dos ser vos tempre foste livre! os len<
senilmente* generosas jamis varillaran, a tn.i fe
j.imais e-ruoreceu, porque eras a palnieira das selvas
americanas, que ivias na Europa da seva e da vida
que bebers no solo da tua patria.
Loncos I quizenm inapirar-le amor pela servdo,
e tornaram mais lando n odio qae do bureo herdaras!
Sonhasle desde a Infancia com a liberdade, e Daos
realisou os teii sanhos.
Chegou a poei da nossa emancipaco!
Vias > um nidio onro e o poder, que a tyrannia
prudgalisa aosais ministros, edooulroas fadigas
e os rigores de olla lula Ulvez estril, porque era a
lula do escravo coitra o senhor.
O ten eoraco rao hesitan ; abracas-le a causa da
independencia, qut era a cansa de Deoi.
O leu futuro, os ensbens, o leusangne, emfim;a
tua vida, tpdo sacrilcas-le no aliar da patria 1
Dos seeondou u esforzlos soldudos da liber-
dade: alna voz ea.de oulros valentcs lidadores
surgi o imperio armrlcaoo!
Podas entilo descalcar a sombra dos louros que j
le engrinaldavam a Irinte ; mas nao bastava ter der-
ribado o solio da (yramia, era preciso anda levan-
tar o altar da liberdadt e estabelecer o seu culto.
Comsabedoria igual 10 visor, rom que Washing-
ton viurava os gospes n referver do combate, dieta-
va as Icis da sua repullica no remaueo da paz ; e
t com prudencia Igual ao enthusiasmo, com que
chamas-te os teas irmaot aos campos da honra, son-
besle acalmar e dirigir s espiritos ao engrandeci-
menlo da la patria.
Destro piloto, domas-te mil tempestades, evitas-te
mil naufragios e conduzis-t; a nao do estado a porto
seguro.
Dos to havia assignado u-n corso, astro da liber-
dade, e l o devias perfazer-..
Curvado ao peso dos anuo: e de una vida traba-
lliosa, reslava-te anda consunir os leu* ltimos das
em doulrinar os leus lhos, en commanicar-lhcs es-
se amor da patria, para a qinl exclusivamente vi-
veras.
Terminon-se o tea gyro! e morres-te no seio de
ama mocidade esperanzosa, qne receben no leu ul-
timo suspiro lodos os senlimeulos grandes, que se
aoinhavam no tea coracao magnnimo,
Deacanca, patriarcha da noasa independencia,
Iranqnillo na mansao do Eterno, pprqae vivos-lepara
a limnanidade 1.....
Oa leas lilhos nao serlo indignot da tua memoria :
elles saberao guardar u lliesjuro que Ihes con(ias-le,
e honrar o leu uome, que passara |>osteridade 13o
pnro e glorioso, como o escreves-te nas paginas da
nossa historia : o povo que l creaste, nao vola os
Arislidea ao ostracismo, nem precipita osManlios
da rocha Tarpea.
Aquellos ullios. onde brilhava, ha pouco, o fogo
da liberdade, eslAo agora embaciados pelo sopro da
morte 1 Aquelle peilo, onde pulsava un coraro
palriolico, esli hoje frioe inanimado.'
Altos designios da Providencia 1 A historia ier-
deu um hroe, o Brasil um pai, a liberdade urna co-
lumna, e o choro dos justos conloa mais urna pal-
ma 1..-..
Abre-te, lena, qne llie desle n berzo, para lhc
dares um Inmuta I....
Chorai, Brasileiros, o va rao integro, o cidadao be-
nemrito, o mensageiro do Ypiranga O seu nome
esl gravado em nossos cora(Oes; c a sua fama bri-
llia estampada uot seculos pela mao da iiumortali-
dade!
Olinda, 5 de agosta de 185*.
n. A. Valle de Ccrcalho.
piiblicacOes a pemdo.
n' morle rio lllni. c Exm. Sr. Vlaeonde
de Golnnna.
ty nos ira tita, ch' ti bella tn vis la '.
Com' perde agecolmenle >n n malino
Quel cAe'n molCanni a granpena t'acquista.
(Petrarca.)
Vous seul, mon Diou, connaissez
ceux qoi vous apparl;nuent.
Les litres el les dignils ne doivent
elre cumples pour riea; vous en se-
rez depooills devan J .'sus Chrisl.
(Mastillon.)
I.
Que dor, que golpe nos transmute a fama
Solicita em vulgar i ufan das novas?
Qae som lerrivel n'amplid.lo doi ares
Fnebre so a'.'
Que diz esse pozar, -essa tristeza
No semblante dos homens dehesada'.'
Que diz esse .silencio, que smente
i %ftnalo* i--ii.it l.u/i ?
Que eiprime esse ofTegar de alr idos peilos,
Dudo parece O corarao quebrar -je'.'
Porque tilo triste assim, heroico povo,
Pavido gemas'.'
Porque de sdb a forte artilherii
Sola o mar esse lgubre ululad >?
Porque, perdendo o vico, a natireta
Ttrica surge'.'....

Cma morle de mais'... > os gonzos rangem
As portas da medonha eternidaile,
Que o egregio vario trampee am raedo!.,.
A idea assusladora do sepulcro
Intimida o perverso, o impo, o Iredo,
O criminoso emfim, que alero da vida
V levanlar-sR o tribunal tremendo
Da jnslica de Dos 1...
O passs menta
Do liomem, qne compulsa a consciencia
P'ra ler o que he virlude, o qne lie ser liomem.
Seguindo risca osaiular dctame.
Que nesse livro o Creador sellara,
He o supremo bem, que o justo almeja,
Como urna aspiracao n flicidadc I...
Urna morle de mais.'.... A pouco e pouco
Vao da patria s columnas pereceado,
Como signaes de prxima ruina 1
0 astro do Brasil, toldando a face
Com nnvens de tristiza.
He augurio sinistro,
Que nos mostra o porvir bem tenebroso I
1 jn ecclipse total das nossas glorias
He lalvez o futuro ennegrecido
Que a sorle nos prcr ara I
Virlude, amor da patria, brios, honra,
Parece que lambem vilo encerrar-so
Na tanza dos hroes, que os poss liram !...
Urna murte de mais !... O Ilustre Gama,
Eteraplo de constancia e leal.lado
A' Ierra de seu bereo, he d'al n tmulo!..,.
Chora, Brasil, amorte de tea fillio,
Que presidindo ontr'ora aos leus destinos
Em leo seio morrea, honrado e pobre.'
Prantca, Pernambuco, a perda immensa
De qncm, dando-te glorias, s le pede
I ni pedazo de trra p'ra cubrir-te!
Kecorda-te, monarcha, um s momento
Dos feilot desse hroe, desee Fabricio,
Que esquecido de si, s se lembrava
De honrar leu solio, como poneos honram !
Ajoelha-le, povo, ole esta tumba.
Porque os restos mortaes que ella conserva
Sao do sabio varilo da Independencia!...
III.
E seo eorpo dos annos alqnebrado
Deixa o alade para entrar na trra;
E sua alma buscando a luz etherea
-Rpida va!
Dando ao co o que s ao co porlence,
O esp'rilodeu a quem Mi'o linlia dado: (*)
Guarda-lhe as cinzas, qui: no mundo liran,
l'erelro negro!
Aos seu* lilhos, patria, um notne honrado
Foi a soberha herar.ca, que IheV coube !
Estatua nao lera I... tenlia na campa
Dislico breve:
Aqni repoasa o cidadaa prest inte,
\ enerando anciao da Independ ncia!
A memoria do hroe em lodo o Umpo
Fulgida vive.'
agrario de Souza Mtnezes.
A' actatida msirte do Exm. r Viswoudc
de CotnaHut.
Dos elcilos de Dos tinhas impresta
Na vasta fronte a marca...
Dcscanca, lidador, asss lutaste I...
Ah dorme, patriarcha !
I'oi um hroe'.... mordei, impios, emlwra
. As liagoas penonlientaH !
Gniou-nos como um astro e como o cedro,
Contrastan mil tormentas !
Dea-nos lei, dea-nos palria, dea-nos lado
Agora no porvir...
Nao choris... queem mais pnro firm^meolo
Esse astro tai lazir i...
Nao choris... porque o cedro, a cuja sombra
A palria se acolhia,
Cabido com teus restos fertiliza
A trra, qut o uulria.
Nao choris... porque s da eternidade
E reponso profundo
Podeni refaze-lo das fadigas
De haver creado om mondo !
T. Gatean de Careallw.
O brasilico povo em (oda idade.
Teas feitiis cantar... (u nao morrestt;
Em nossos coraedes lu reviveste,
Eximio defensor da liberdade.
Para tange de nos das fagneiros...
Foi ingrata comnosco a dura sorle,
Koubou-oos o melhor dos Brasileiros.
Que diloso morrer diloso corle 1
O que pdem alcanzar homens guerreiros,
Tu podeste alcancar antes da morle.
A. L. M. R. Jnior.
--------~'StOIBI--------
Discurso proferido a' belra do taalo do Exm.
Sr. Viseondt de Golanna.
N.lo roce labios meus nem mais um riso,
Mea lernn coracAo rallai saudades.
Boccage.
L'm dos patriarchas da nossa independencia, que
mais se distingui cnlre os oulros, c lalvez o nico
que nos restava o Exm. Sr. visconde de Goianna, foi
hoje chamado por Dos eterna mansSo dos justos.
Expirou: e com elle lalvez expirasse a causa da
liberdade, porque elle era o ultimo dos seus esteios,
bem que fosse o mais forte, por isso que foi o derra-
deiro a cahir! O livro da morle iuscreveu o seu no-
me, que para semprc ficar immortalisado nas pagi-
nas da historia.
Sao raros os homens como elle c por isso a sua ex-
istencia foi enra ; porque elle era genio, e o genio
dura tanto como a flor. Nem lodos os homens poli-
lieos sao dotados, como elle o foi, de nm caraeler
inabalavel para alravcssar inclume por esparo de
tantas annos as pocas mais criticas, e vertiginosas,
que se podem imaginar.' Nem mesmo a homens
extraordinarios he dado o grangear ama repulacao
tao illibada, como a que grangeou este homem phe-
nomenal, e baixar i sepultura, deixando um nome
13o puro, e nma memoria Uto veneranda como a sua!
O homem que do fastigio das honras, e do poder
desee vida privada tao pobre como d'antes e lega
aos seo lilhos por lodn riqueza urna repulacao sem
nodoa, nm nome Ilustre, nao he por certa om ho-
mem vulgar.
Nao vos peco que pranleeis a sentida morle do ci-
dadao preclaro, que tanta falla faz ao Brasil, porque
as lagrimas seccam com a mesma facilidade com que
se vertem, mas peco-vos sim urna saudade, que se e-
tarnisc no fundo de vossos coraces; e faca lembra-
do degeracoes, ageraecs, ale a mais remota posteri-
dade, o nome de um homem que tanta pugnou pela
causa da liberdade de nossa idolatrada patria do nos-
so llurescenle Brasil.
A Ierra Ihe seja leve, c os Brasileiros semprc gra-
tos.Altino /.. de Moraes llego Jnior.
SOLETO.
A' aaiorie do Exm. Se. Vlaeonde
de olauon.
l'ara os reos le chamon a Diviudade,
costa os louros rnlher, que merecesle ;
Mas leu nome, que Unto engrandeces- le,
Monumento sera d'eternidadc.
COMMERCIO.
TRACA DO RECIPE 7 DE AGOSTO AS 3
HORAS DA TARDE.
Giiaces onlciaes.
Cambio sobre Londres a 60 d|v. 26 1|2. d. di-
nheiro.
Dita sobre diloa 60d|v. 26 l|i d. com prazo.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 3.....3i:644jS6.V.l
Idemdodia 7........2:2108609
9MSStBU
Detearregam hoje 8 de agosto.
Barca americanaSwonmercadorias.
Briyue lirasileiro--/-c/i: Deslinogneros do paiz.
Importacao.
Uiate nacional Aragao, viudo de Cotinguiba, con-
signado a Vicente Ferreira da Costa, manifeslou o
seguinte :
222 saceos e 2 feixes assucar branco, 116 ditas di-
to niascavado ; a Manoel Gonralves da Silva.
Brigue nacional feliz Destino, viudo do Rio de
Janeiro, consignado a Manoel Gmicalves da Silva,
manifeslou o seguinle:
1 caixo fazeudas, 6 barricas farinha, H ditas po-
tassa, 2 caixoes rap, 7 ditos chapeos, 300 saceos ca-
f, 42 talas fumo ; a ordem.
8 caixas papel ; a L. Leconta Feron & Compa-
nhia.
30 pipas va/i,i-, 230 vnlumes barricas- vazias ; a
ti. F. de Souza Carvalho.
'Patai
tacho licspunhol Prima, vindo de Barcelona,
consignado a Aranaga fc Urjan, manifeslou o se-
guinte :
33 pipas, 30 meias dilas, 50 barris de quinta vi-
nho linio, 50 barris dito branco, 615 i e-leas d'alhos,
50 barris azeite doce, 345 caixas e 120 meias dilas
passas, 125 ditas massas, 7 saceos ervadoce, 3 dilos
cominhoi, 6 barricas alpisla, 220 barris azeilonas,
31 caixas/chumbo de municao, ISO barras de chumt
bo; aos consignatarios.
CONSULADO UERAL.-
lendimenlo d dia 1 a 5.....4:0159221,
dem do dia 7........1:4919771
Em obras rodas de sicupira para carros, par 40aODO
cixos
Melaco.........,......caada
Milho...............alqueire
Pcdra de amolar............uma
filtrar............
rebolos...........
Ponas de boi. .
Piassaba ......
Sola ou vaqueta .
Sebo em rama .
Pellcs de raruciro
Salsa parrlha. .
Tapioca......
I'11 lias ile boi. .
Sabo .......
Esleirs de perperi
Vinagre pipa............. 30501)0
Cabezas de cachimbo de barro. millieiro 53000
. cenlo
molho
. meio
. $
. nina
.
11
. renllo
%
uina
syooo
I60
19600
9640
6JO00
9800
49OOO
9320
29IOO
69OOO
9180
189000
25.500
9210
9090
5160
MOVIMENTO DO PORTO.
Natos entrados no dia 7.
Colinguiba4 das, hiato brasilciro Aragao, de 31
toneladas mcslre Henriques de Souza Maflra,
equipasem 5, carga assucar ; a Vicente Ferrei-
ra da Cosa. Passageiro, Jos Antonio Ferreira
Hallo.
Baltimore43 dias, barca americana Swon, de 339
toneladas, capillo N. P. Huiln, equipagem 13,
carga 2,600 barricas com farinha de trigo e cha ;
a Deane Y'oule & Companhia. Vem com agua
aberta.
Terra Nova10 dias, brigue inglcz Emma, de 207
toneladas. capiUto Thomaz Ferres, equipagem II,
carga 2,040 barricas com bacalhn; a James Cra-
blree \ Companhia.
Porl-Filippe71 dias, galera insleza [lidian Queen,
de 1,010 toneladas, capitao C. Mili, equipagem
40, carga 1,1.1 c mais gneros ; ao capitao. Com
150 passageiros. Veio refrescar e segu para Li-
verpool.
.Varo sahidos no mesmo dia.
AlculiacaHiale brasileiro Comeirilo Feliz, mes-
tre Antonio Flix da Penna, em laslro. Passa-
geiro, Benedicta Jos de Sanl'Anna.
AracatyHiale brasileiro Duvidoso, meslre J0S0
Henriques de Almeida, carga varios gneros.
Passageiros, Francisco Jos Ferreira Lima e 1
criado, Joaquim Lopes Ravmundo Dobilhar, Ma-
noel Gonzalves Lima. Jos da Penha Prazeres e 3
criados, Vicente Ferreira Lima, Scbastiao Rodri-
gues Pinheiro c 1 criado.
DECLARADO ES.
5:5068991
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 5.....' 1539291
Exportacao .
Rio da Prala, brigue hespanhol Pepe, de 406 to-
neladas, conduzio o seguinte :1,573 barricas e 250
meias ditas com 13,527 arrobas de assucar, 130 pi-
pas agurdente.
.Sanies, brigue francez Pere lio, de 270 tonela-
das, conduzio o seguinte: 3,340 saceos com 16,717
arrobas de assucar, 1 barrica cobre.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 7......809J612
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudimento do dial a3.....5:4478109
dem do dia 7........1:023a805
6:4709914
PAUTA~
dos prerot correntes do assucar, algodao', e mais
gneros do paiz, que se despacluun na mesa do
consulado de Pernambuco na semana de 7
a Magosto de 1854.
Assucaremcaixasbranco 1.a qnalidadc
1 2.
> mase........
bar. esac. branco.......
mascavado.....
retinado...........
Algodo em pluma de 1. qualidade
a
2."
n n s 3." i)
ei carco..........
Espirita de agurdente.......caada
Agoardente radiaca........
* de canoa.......
reslilada........
Genebra..............
>...............botija
Licor.......'.........caada
.............garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire

caada
> em casca.
Azeile de mamona......,
mendoim e de coco.
i> de peixe.......
Cacan .............
Aves araras.........
papagaios.......
BlI>as................. Bscoitos...............
Caf bom..............
re-lolhn.....;.......
com casca............
moido.............. ,'
Carne secca ........
Cocos com casca.....
Charutos bons.......
n ordinarios. .
I regala c primor
Cera de carnauba .....
em veas.......
Cobre novo m5o d'obra. .
Couros de boi salgados.. .
espixados.....
2*700
29:KM)
19900
296OO
WKXI
3*200
(9100
59700
59300
11885
9800
9400
9520
9470
910
9220
9480
8220
49600
19600
9760
19440
19280
d> 50000
uma IO9000
um ItOOo
rento

verdes
de onea .........
i> de cabra cortidos. .
Doce de calda..........
goiaba.........
secco ...........
t jalea._...........
Estopa iiiirinii.il.........
i> eslraugeira, mo d'obra.
Espanadores grandes......
pequeos......
Farinha de maudiora......
n n milito........
aramia.......
Feijao..............
Fumo bom...........
ordinario.........
" em lo I ha bom.......
ordinario .
restolho.....
Ipecacuaulia..........
tiomma. .
Gensibre
'.') Caraots.
80
alqueire
. <>

alqueire
. 9
alqueire
>9I20
79680
53000
39600
33400
69400
:l9800
28560
19200
9600
29200
"9000
99OOO
9160
31*5
9200
9090
153000
8190
8280
9160
400
320
19280
I9OOO
29000
I3OOO
29060
29OOO
59500
39200
79000
39000
83000
4*000
39OOO
329000
:iSO00
19500
CORREIO GERAL.
Cartas seguras existentes na administrarlo do
correio paraos ara.: Andr Antonio da ron-ero, An-
tonio Alves de .- 111/a Carvalho, Antonio Francisco
Lisboa, Antonio Joaquim de Mello, Francisco Celes-
lino Ramos, Francisco de Paula Silveira Lobo, Gas-
par Meuezes Vasconcellos de Drummoud, Graciliano
Octavio Cruz Marlins, Joaquim Francisco d'AIem,
Joaquim Manoel Carneiroda Cunha, Joo l.uiz Fer-
reira Ribeiro, Lino Jos de Gislro Araojo, Luiz An-
tonio Favilla, Mara da Gloria de Souza l-'alcao, Mar-
celino Dornellas, Manoel da Conceicao Pereira Cas-
tro, Manoel Flix da Silva.
Coiiscllio administrativo.
O conselho apmioi sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguales :
Para o 2. balalhao de intentara de linha.
Livro meslre inpresso com 200 folhas de papel
imperial para registro das pracas adidas 1, dilos im-
pressos com 200 folhas de papel imperial para regis-
tro gcral das forzas eireclivas e aggregadas ascompa-
nhiasS, dilos impresso< com 200folhdsde papel im-
perial para registro das pracas adidas s companhias
8, concerta de 389 barretinas para soldados, dita de
18 ditas para tambores, ditos de 17 ditas para porte
machados,
Recrutas em deposita no mesmo balalhao.
Bonetes 50, grvalas de sola de lustre 50, brim
branco liso para frdelas c calzas, varas 375, algo-
daoziuho para camisas, varas 250, tapates, pares 50,
manas de 1,1a 50, esleirs 50, liollanda de forro, co-
vados40, bolees pretosdeosso, grozas 25, dilos bran-
cas de dilo, dita 12.
2. balalhao de infantarin da guarda nacional.
Baudeira imperial de seda I, liaste para a dita I,
porta para a mesma 1, capa de oleado 1, dila de
brim 1.
Balalhao de artilharia da guarda nacional.
Baudeira imperial de seda I, liaste para a dila 1,
porte para a inesinat, capa de oleado 1, dita de
brim I.
Fornecimento de luzes as eslares militares.
Azeite de carrapalo, caadas 1 0, dilo de coco, ca-
adas 30 Ij, pavios, duzias 6, velas de carnauba,
libras 153, lio de algodao, libras 32.
1'rovi nieiiio dos ar mazeos do arsenal de guerra o
oflicinas de 4. > classe.
Cobre velho, arrobas 16, ziuco em barra, arrobas
4, pedra pomc, libras 16.
Oflicinas de 5.' classe,
Sula curtida, meios 100 : quem os quizer vender,
aprsente as suas proposlas em cartas fechadas, na
seorelaria do conselho, as 10 horas do dia 9 do cor-
rele mez. Secretaria do conselho administrativo
para foruecinieiilo do arsenal de guerra 3 de agosto
de 1854.Jos de rilo Inglez, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e se-
cretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direccao do
Banco de Pernambuco se faz certo aos se-
nliores accionistas, que se ada autorisado
o seu gerente para pagar o quarto divi-
dendo de 120000 por accao. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 1854.Joao
Ignacio de Medeiros Bego, secretario.
O conselho de administrazao naval contrata por
compra para os navios armados, e mais cslabeleci-
meittos do arsenal o seguinte: arroz branco do Ma-
ranhao 73 arrobas ; agurdenle de 20 graos 542 me-
didas ; assucar branco 50arrobas ; dita refinado 4ar-
robas ; azeite doce de Lisboa 56 medidas ; bacalho
48 arrobas ; caf em grao 29 arrobas ; carne secca 58
arrobas ; farinha 193 alqueiresnovos ; feijo inulati-
nho 35 alqueires dilo ; loucinho 25 arrobas ; vinagre
99 medidas ; azeile de carrapalo 42 medidas ; slea-
rinas em velas c carnauba dila : bem como contrata-
se o fornecimcnlo de pao, bolacha e carne verde at
o lim de selembro vindouro : os interessadosem dilos
fornecimentos sao convidados para comparecerem as
12 horas do dia 10 do correle com suas propostas e
amostras, na sala de suas sesses. .
Sala do conselho de administraran naval em Per-
nambuco 3 de agosta de 1854.O secretario, Chris-
toeao Santiago de Oliceira.
Ojuizdo direilo da segunda vara criminal,
faz publico que as audiencias do seu juizo sero
d'ora em dianle uas quinlas-feiras de lodas as se-
manas, s 10 horas da inanlula, e quando for dia
santo de guarda, ou feriado no dia seguinte as mei-
mas horas.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcrao convida aos
Sis. accionistas do Banco'de Pernambuco,
a realisaremdo 1. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais oO 0|0 sobre o numero
das ac96esque Ibes t'oram distribuidas, pa-
ra levar a elleito o complemento do capi-
tal do banco, dedous mil contos de res,
conforme a resol ucao tomada pela assem-
blea geral dos accionistas de 2G de setem-
bro do anno prximo passado,. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 185 i.O se-
cretario do conselho de direccao,
J. l.deM. Bego,
O Illm. Sr. Icapilao do porto manda azer
publico, para conhecimento dos Srs. capiles dos
navios eslrangeiros e nacionaes. a disposizo couda
no arligo 45 do rcgulamenlo de 28 de feverciro do
correule anno, para a praticagem do porto e barras
desla cidade, vista serem pelo mesmo arligo obrga-
dos ao seu fiel cumprimento.
Arl. 45. Todo o commaiidante, capilao, ou meslre
das embarcazoes que tenrionarcm sabir e pedircm
pratico na forma do prsenle regulamenln, dar par-
le ao capitao do porto, com declararan por escriplo,
do nomero de pea d'agua em que se acha o navio, e
do da em que pretende sabir ; devendo essa decla-
racao depois de rubricada pelo mesmo capitao do
porto ou seu ajudaule. ser apreseutada pelo capitao
do navio ao pralico-uior, que marcara a hora da
partida. Capitana do porto de Pernambuco 7 de
agosto de 1854.O secretario, Alexandre Rodrigues
dos Anjos.
------------,...............^ I0JUU
Lenha de aellas grandes........cenlo- 29560
" pequeas. -....... 19000
toros............ 109000
Pranrliasde amarello de2 costados. urna 129000
looro.......... B 7ft000
Costado d<< amarello de 35 a 40 p. de
c e 2 #a 3 del.'......
de dito usuaes........
Costad i 11 lio de dilo.......'.'.'.
Soalho de dito.......'.".".'.!
Forro de dilo..........." \
Oslado de louro...........
Cbsladinho de dita..........
Soalho de dilo............
Forro de dilo.............
cedro. i....... .
Toros de tatajuba.......
Varas de
parrara. -
aguilliadas
qoiris, .
quintal
. duzia
209000
IO3OOO
8*000
69000
.33.500
65000
532OO
39200
9000
39OOO
19280
18280
19600
8960
SOCIEDAEE DR1MAT.G.1 EMPREZ.ll.IA.
Ao publico.
Os arlislas dramticos existentes nesla cidade, re-
conliecendo as vanlagens que podem resultar ao pu-
blico e a arta sceuica de urna associazao dos mes-
mos arlislas, e desejosos de elevar o thealro nacional
nesla provincia ao gremio do prinieiro do imperio,
prometiendo para isso empregar lodos os seus esfor-
cos alim de que a companhia seja augmentada com
alguna arlislas de mrito que a completen), sobre lu-
do uma primeira dama, acabam de tomar asi a cm-
preza do thealro de Sania Isabel duranle o anno sce-
nico que vai correr, por contrato celebrado com o
governo da provincia.
O programroa da Socedade Dramtica Empre/a-
ria, sera sempre empregar todos os meios a seu al-
cance para satisfazer a expectativa do publico, ro-
gulaudo as representarles que devem dar-se, e esco-
lhendo para ellas dramas novos e de espectculo,
dramas de familia, nielo-dramas, comedias, operas
cmicas ou serias, condecidas por vaudevilles, e
tarcas.
A Socedade Dramtica Emprezaria, julga poder
garantir .10 respeilevel publico a escolha das pecas
que devem ir a scena, por isso que melhor que nin-
guem ella deve saber as qu e podem agradar, pro-
metiendo ao mesmo lempo decorar essas peca- com
aceas e vestuarios novos quando a aeco histrica
assim o exigir.
A sociedade precisando recorrer generosidade
do publico para ohlcr urna assignalura qu Ihe au-
xilie as enormes despezasque lem de fazer nocorren-
Ic anno the.ilral, convida a lodos os Ilustres senho-
res amadores e prolectores da scena para coadjuva-
rem a empreza social com as suas assignaturas de-
baixo do plano seguinle :
PLANO DE ASSIGNATURA.
l. A empreza obriga-se a annunciar no principio
de cada mez, as pecas novas que lem de dar aos Srs.
assignantes.
2.0 Nenhum Sr. assignaule be obrigado a mais de
4 recitas em cada mez; havendo porem algum ex-
peclaculo extraordinario tem direilo ao seu cama-
role ou cadeira, avisando o camaroteiro com ante-
cedencia, e pagando' em separado da assignalura.
3. A empreza obriga-se a dar aos Srs. asignan-
tes qoatro pefM novas em cada mez, a saber: duas
p0cas grandes de 3 a 5 actas, c 2 pequeas do 1 a 2
actas, com msica ou sem ella.
4." As assignaturas s podem receber-se por 24
recitas, e por 12, com o kbalimanlo de 12 por
cenlo.
5." O pagamento da assignalura lie feilo adianta-
lado, de 6 em 6 recuas.
N. B. Cada camarote tem direilo a 6 entradas.
A assignalura acha-sc aberta no escriptorio do
Iheatro das 10 horas da manhSa al as 3 da larde.
lsto supposto a Sociedade Dramtica Emprezaria
lem a salisacao de annunciar desde ji as primeiras
pezas que vo entrar em eusaios e que serSo repre-
sentadas successivamenle.
Primeira.
Aeleicao de Carlos I' imperador da Allemanha
OBANQEIRODE FRANCFORT,
drama de espectculo em 5 actas.
Segunda.
O LAIRD DIIMBEKY,
melo-drama cm 5 actos. Com esla peza estreou-se
em Lisboa o Iheatro nacional de D. Mara II.
Terceira.
O CHAPEO DE PALHINI1A DA ITALIA,
inleressanle comedia em 5 actos de um genero aiuda
nao representado ueste thealro.
Quarla.
O NAUFRAGIO DA FRAGATA MEDliZA.
drama histrico em 5 actos que] obleve applausos
nos lliealrosdo Franca, Portugal.) e Rio de Janeiro.
(Este drama adverte-se que vai scena no dia 7 de
selembro.)
Alm destas pecas a empreza vai ensatar peque-
as comedias ou tarcas, enlre ellas nm inlerassante
vaudeville cumposicao original que se intitula
OS B1LUETES UE LOTERA,
ornado de bella msica, lambem original.
A sociedade Dramtica Emprezaria, contando
desde j ser coadjnvada cm seus esforcos pela gene-
rosa proteccio do Ilustrado publico desla cidade,
vai eucelar seus Irabalhos no presenta mez com o
sesiiinle espectculo.
l'RIMEIRA RECITA DA SOCIEDADE DRAMA-
TICA EMPREZARIA.
Sabbado 12 de agosto de 1854.
Depois da chegada do Exm. Sr. ronsclheiro pre-
sidente desla provincia, eslrear o especlaculo uma
nova ouverlura ti grande orcheslra ; c depois repre-
senlar-se-ha pela primeira vez neslc thealro o novo
e apparatoso drama em 5 actos denominado :
A eleicao' de Carlos V Imperador d Allemanha
ou
O BANQUEIRO DE FRANCFORT.
Prrsonagem do drama.
Carlos, rei de liespanha ..... Bezerra
Isaac-Ben Samuel, banqueiro Res.
Eslhcr, sua lilha. .......I). Orsal.
Margarida, sua ama ....... I). Amalia.
O conde Palatino do Rheno, eloilor Senna.
O Maruravc de Brandebourg, cleilor Mendes.
Manoel, Judco........Costa.
O almirante Bonnivet, embaixador do
rei ile Franca.......Monlciro.
O principe Rodolpho, filho do Pala-
lino...........Pereir;.
O Bario SJeidam.......Alves.
O conde de Chicvres, ministro do rei
de liespanha........Piulo.
O arcebispo de Colonia, eleilor. Rosendo.
O arcebispo de Moguncia eleilor. SebtstiSo.
O rei de Bohemia, cleilor N. N.
O duque Frederico de Saxe, eleilor N. N.
O arcebispo de Treves, eleilor N. N.
Um capitao......... Sania Rosa.
lim genlilhomcm do Palatino Sebasliiio.
L'm criado..........N. N.
Um pasem que falla.
Un soldado.
Convidados, malcarados, msica bellica,' pagens,
creados, soldados, etc.
A scena passa-se na Allemauha na cidade livre de
Francfort. )
O drama he ensatado pelo actual cnsaiador Joo
Anlonic da Costt, que promellc fazer quanto lhc se-
ja possivel para que seja satisfactoriamente desem-
penhado.
As scenas eslilo melhoradas e uma das salas golbi-
cas que apparecc no drama he pintura nova do h-
bil pincel do Sr. Dornellas que se acha contratado
pela empreza.
_ Peta que diz respeite aos vestuarios do drama, es-
to-se aprompiando rigorosamente segundo os ligu-
rinos da poca, e a empreza confia em qne por este
modo nao desmerecer do agrado publico, pois que
lem-se proposlo nao s a renovar ludo que esleja
maltratado, como a fazer de novo o que for sendo
necessario para que as pezas se represenlem com a
decencia adequada a um Iheatro de primeira ordem.
A illuminacAo da casa acha-se lambem melhorada
assim como muilos oulros ramos do servizo e a So-
ciedade Dramtica Emprezaria continuar a empre-
gar lodos os meios a seu alcance do melhoramenlos,
para que com juslica obtenha desle publico Ilustra-
do essa proleccao que em lodas as pocas o caracte-
risa como um povo generoso.
Ovala que conduzida pela man generosa e prolec-
lora do publico, a frgil empreza dos adores possa
cumprir a sua nobre missAo, para bom xito da qua|
mullo concorrero as boas dispusieres em que todos
os arlislas se encontram de agradar aos Srs. especta-
dores, os quaossem duvida romar.lo os Irabalhos e
fadigas da Sociedade Dramtica Emprezaria, concor-
rendo ordinariamente as represenlacoes que se de-
rem e assignando para isso um camarote ou cadeira
no thealro.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Para pelo Maranlio, segu com muila
hrevidade, por ter parlo da carga prompta, o brigue
Hebe : para o resto Irata-se com o consignatario
Manoel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
u. 14, ou com o capitao Andr Antonio da Fonce-
ca, lia prara.
Esl por'.estes das chegar de Lisboa o brigue
porluguez Laia !., navio novo e de primeira mar-
cha, regressar breve, c lem parte do carregamcnlo
piiimpto. por isso se previne a quem liver de carre-
jar, baja de ir aprontando o que houver de carre-
-ar. c mesmo 01 passageiros que se quizerem apro-
veilar do bom navio e pequea demora aqui, para o
que se podem dirigir aos seus consignatarios Fran-
cisco Scveriano Rabello & Filho.
ParaoCeara', Maranhao e Para'se-
gu com muita brevdade, por ter parte
da carga prompta, o berc coubecido pa>
taclio Bom Jess, novo, forrado de cobre,
e de primeira marcha; para o resto da
carga, trata-te com os consignatarios !S'o-
vaes & Companhia, na ra do Trapiche
n. \, primeiro andar.
PARA O CEARA'.
Sabe neslee dias o hiale Soeo Olinda, para o res-
tante da carga a tratar com Tasso Irmaos.
AO PARA' PELO MARANHAO'
Segu com brevidade por ter grande
parte da carga, a l>ein construida escuna
Flora.. capitao J. S. Moreira Rios, pa-
ra o resto da carga trata-te com os con-
signatarios Antonio de Almeida domes &
Companhia : na ra do Trapiche n. 16,
segundo andar.
Para o Rio de Janeiro vai sabir com
a matar brevidade possivel o patacho na-
cional Valente do (|ual he capitao
Francisco Nicolau de Araujo : para car-
ga, escrzvos a fretee passageiros, trata-sc
com o mesmo capitao, na praca do com-
mercio, ou com Novacs & Companhia, na
ra do Trapiche, primeiro andar.
Para a Baha segu om poucos dias, por ler a
matar parle da carga prompta, a bem ronhecida e
velleira sumaca Hortencid: quem nella quizer carre-
jar, dirija-sea seu cnnsignalario Domingos Alves
Malhcus, na ra da Cruz o, 54.
Vende-se a veleira garopeira fjerarito, de
lote de 4Hloncladas, encavilhada e preparada de no-
vo : para ver no caes do Ramos, c para tratar com
Domingos Alves Mnlheus, na ra da Cruz nume-
ro 54.
Dinheiro arisco martimo.
I. II. van YVv ngaarden, capitao da barca liollan-
deza llembrandt van Rhyn, registrada, segundo sen
certificado na primeira dvisflo da primeira classe do
l.lojd trance/. I'erilas, e sabida da Liverpool, com
um valioso carregamenlo a bordo, desuado a Si -
drey (Australia,) Icndo arribado a este porta no cur-
so de sua viagem, precisa lomar a risco martimo so-
bre frele, cseo e carga da dila barca, cerca de dous
a lres cantos de rs., para occorrer as duas despezas
neslc porlo. Mais ampias informazoes~~pdem ser
oblidas no consulado dosPaizes-Baixos, onde as pro-
poslas devam ser a presentadas cm carta fechada, den-
tro do prazo de 8 dias, contados da dala desle.
les qualidades, um rico camao com tabulas e copos
de mai lim. licor francez de superior qualidade, cha-
rutos da Bahia, 50 esguiclios, esleirs de palha de
carnauba, chapeos de dila, 12 arrobas de junco, di-
versas obras de prala de lei, e oulros objeclos que
eslarao moslra no dia do leilao.
D. W. lia y non, lendo de relirar-se para os Es-
tados-Unidos, fara leilao por iHervenc,"io do geme
Oliveira, de toda a mobia de sua casa, consistindo
em sof, consolos, cadeiras, trems, cadeira* de ba-
taneo, mesas de meio de sata, para jogo, janlar e
oulros mistares, cortinados para janellas de talla,
aparadores, espedios, loucadore, commodas, estan-
tes para livros, porr.io destes, e outras, lanternas
com mangas, globos para meio de sala, quadros di-
versos, trem de coziuba, vasos para flores, louza
para mesa e sobremesa, apparelhos para cha e caf,
machinas para caf, garrafas, copos, compoteiras de
chryslal, garfos e facas, colheres, esleirs de talas,
galheleiros c muilos oulros arligos, entre estes, esta-
jos proprio- para dentistas, denles artificiaos etc. ;
assim como se vender na mesma orcasiao um rico
apparelho de prala para chi, caslicaes com espevila-
dores e bandejas dos mesmos de prala, salvas, ele. :
quinla-feira, 9 do crrente, as 10 horas da mantilla,
no (erceiro andar da casa onde se acha o consulado
britnico, ra do Trapiche Novo.
QUINTA FEIRA 10 E SEXTA FEI-
RA II D CBRENTE
O agenta Borja far leilao em seu armazem, ra
do Collegio n. 14, consistindo em obras de raarcinc-
ria deduorcntcs qualidades, obras de ouro e prala,
relogios, vidrose crylaes para servizo de mesa, va-
rios ulencis para casa, e outros varios objeclos
que eslarao no mesmo armazem no dia do leilao, os
quaes se entrenaran pelo maor preeo que for olle-
rocido, conforme os leiles antecedentes.
AVISOS DIVERSOS.
LEILOES
Quarla-feira. 9 do correle, as 10 ; horas da
manhSa. o agente Vctor far leilao no seo armazem,
ra da Cruz n. 25, de grande e variado sortimenln
de obras de marrineria, novas e usadas, de difleren-
O PEDRO V.
Peridico dos Portvyuezes em Pernambuco.
Vai publicar-se este peridico sob aquella denomi-
narn Pedro I', o qual lera por sua principal missHo
oceupar-se exclusivamente de ludo quanto inlcrossc
0 bem estar, a seguranza individuo! e prosperidade
de sua naconalidade ; oceupar-se-ha com afn na
gravissima questao do da, islo he, os Porluguezes e
as entidades consulares Moreira e Miguel Jos
i irii. ai,, quejustiea llie taja taita pelo governo
do re regenta de Portugal; iwo se envolver de mo-
do algum nas questoes policas do Brasil, nao de-
clinando todava de defender, guardadas lodas as
conveniencias que se deve cingr um peridico es-
trangero. quando em seu completo seja atacado o
bro e dignidade da nacao que perlence.
O Pedro V vai surgir sob lacs condizoes, que sen-
do como alias sao justas e santas, aguarda com con-
fianza Ilimitada, queos Porluzuezes em geralIhe
outorgnem seupras-mee que os Brasileiros cm
sua longanimidadeapprovem o pensamento palriolico
c civilisador que induzio esta ciearo.
Porluguezes I coadjnvai mais esta nova empreza,
digna por sem duvida dos brios de um povo 13o civ-
lisado, e qne mais de uma vez lem mostrado face
do mundo, que sabe prezar os direilos de nazflo livre,
patritica, e conservar Ilesos seu bom nome e a saa
honra entre as mais naces do globo.
Publicar-se-ha duas vezes por semana. Prcro da
subscripcao 33O0O por Irimeslre, sem dinerenc de
porte para as folhas que forem remedidas pelo cor-
reio. Vende-se avulso cada numero 120 rs. nas
tajas de livros da rna do Collegio ns. 9 e 20, e na ra
do Crespo toja do Sr. Anlonio Dominzues Ferreira,
n. II, onde se rceelicm assignaturas, bem como
quaesquer arligos que, de accordo com o programma
da folha, forem cncamiuiados respectiva redarco
cm caria fechada, os quaes serau inseridos gralis.
Fnrlaram do silio de Joao Carrnll na Ponte
de Uchoa, no dia II do correnle, alcana livros cscrip-
los em inglez, a saber: a obraem dous vnlumes de-
nominada Prate, um volme de S.ir Edward sea-
wards narrativo, e um solme do Bride of l.am-
mermoor: quem os apprclicnder pde-os levar ao
mesmo silio ou na ra da Cruz n. 42, que ser re-
compensado.
Desappareceu no dia 2-1 de jullio passado, de
bordo do brigue Sania Barbara Vencedora, o prelo
marinheiro, de nome i/iiiz, o qual representa ter
10 annos de idade, cor futa, baizo, nariz chata, lem
algumas marcas de bexigas e pooca barba, e be na-
tural das Alagoas : roga-se, porlanlo, a todas as au-
toridades policaes e capiles de campo a sua appre-
luMi-no. e leva-lo ra da Cadea do Recite u. 3,
escriptorio de Amorim limaos, que se gratificar
com .509000.
PASTILHAS DE SOULLIE-
Vegetaes contra as lombrigas.
Approvadas pela junta central de hygieqc publi-
ca c preparadas por i. M. Soulli, pliarmaceulico,
membro Ulular da academia imperial de medicina
e da sociedade de pharmacia do Rio de Janeiro.
O nico deposito verdadeiro dessas paslilhas he
estabelecido peta mesmo aulor na bolica do Sr. Jos
da Rocha Paranhos, ra Direita n. 88, em Pernam-
buco.
Desde rauilo lempo a arte medica eslava procu-
ra de um medicamento que fosse fcilmente admi-
nistrado s crianzas sujeitas s molestias verminosas,
molestias terriveisque couduzeni todos os das ao lo-
mlo nm grande numero dellas.
Ogosloe clieiro dos anthelminlicos empregados
al boje eram oulros lanos obstculos sua admi-
nistrazSo; por isso eremos ter prestado um grande
servizo humanidade, e principalmente aos pais de
familia, annunciando-lhes um vermifuso, debaino
da forma de paslilhas. tem cheiro e tem sabor, que
possue a aceito a mais enrgica como anlheliniolico
vermicido coutra a lombrigas intestinas. {Lombri-
gas, oxyuras, etc., etc.)
A romposicao das paslilhas he puramente vegetal.
Quando em 1845 lizemos a tal prepararan, estivemos
tao certa da sua celo vermicida que nao hesitamos
um instante cm experimntala em nossos proprios
lilhos antes dea fazer couliecer: o elteto foi es-
pantoso, e logo que os Ilustres professores do Ro
de Janeiro e das mais provincias do imperio a co-
nheceram, nao duvidaram cmprega-la era lodas as
ni.deslias verminosas.
O eflilo deslas paslilhas he lo certa que nao po-
de haver a menor duvida sobre a sua elncacia, como
consta das opniocs de muilos Ilustres mdicos que
abaixo Iranscrevemos. Cointudo, como as crianzas
eslao sujeitas a oulras molestias cujos symplomas sao
quasi o meamos das molestias verminosas, aconse-
jamos, nos casos graves, de consultar um homem
da arte antes de administrar as ditas paslilhas ; nao
que ellas possara produzir algum moefleilo, porque
na sua composizap nada enlra de nocivo ; mas por-
que pensamos mis que naquelles casos graves nao
deve administrar-seremedio algum emquaulo a mo-
lestia nao he perfeitamente diagnosticada.
A dose das paslilhas he a seguinle:
Duas a seis paslilhas emjejum, para as crianzas
de 2a 6 annos, augmentando a dose gradualmente
segundo a idade. Dedcza dozc paslilhas paraos
adultos, eqninzoa Tinte para as pessoas de 30 an-
uos para cima.
Repcte-se a mesma dose (res dias a fio, e no quarto
dia podc-sc dar nm purgante do oleo de ricino.
A'. B. Pde-se augmentar a dose das paslilhas
sem reccio de produzir irrilazao alguma nasviasdi-
gcslivas, e se algumas vezes nao ha lombrigas ex-
pulsas, pode-se estar certo que lodo e qualquer
s> ni ploma de moleslia verminosa tem desapparecido.
Seguem-so os allestados de dltarenles mdicos.
Aluga-se uma prela lavadeira, engommadeira e
cozinheira: a tratar na ra dasCruzes u. :t.
A pessoa que se quizer eucarregar de lomar
roupa de 12 n 14 csluilanles para a mandar lavar e
engommar responsabilisando-se por perdas : pode
procurar no collegio S. Alfonso, para Iralar.
Os rredores de Caelano lavares Correia do
Monte, queram aprc-enlar as suas coutas no es-
criplorio de Joaquim Filippc da Costa.
APROVEITEM A OCCASIAO.
Para liquidacao decontas, az-se nego-
cio com tuna loja com poneos fundos,
sita no aterro da Boa-Vista, e propria para qual-
quer eslahclccimenlo, onde lambem para o mesmo
lira vende-se ou aluga-sc uma armarao por baralis-
simo preco, achando- casa, a qual paga o diminuta alugucl de 10000 rs.
mensaes i quem a pretender dirija-se a mesma ra
taberna n. 42.
No da l(i do correnle junho de 1854, rcuba-
ram da ra do Pires da casa n. 23, uma rasinhade
amarello com 3 palmos e mcio de comprido, e 2 di-
los de largura, denlroda dita uma cuisinba dres com palmo e meio de comprido, e 1 dilo de lar-
gura com es objeclos seguinles : 1 duzia de colheres
novas de sopa,'I dila de garfos coma marca F por
delraz dos cabos, uma colher grande de tirar sopa,
1 dila de tirar arroz, um relhcrzinha de lirar assu-
car, 1 dita de espumar, 1 dila de cha, 6 pares de
Ih ellas grandes antigs, uma pnrro de prala de es-
padini antij.i, II cabos de facas de prala lavrados,
mais 1 dilo de uommos, qualro tacas de cabos de pra-
la com folhas largas, e cabos pesados bordados, um
par de brincos de pedra compridos com caixa, um
reoste de caita de prala, um pcnle de larlarusade
meia la, grande rendado de una imagen de Santo
Anlonio, com altura de um palmo com o seu meni-
no Dos, e resplandor e cruz de prala, II facas deca-
bo de osso novas, e 4 garfos, 2 vestidos de cambraia,
um adamascado, e nutro de ponto de cadeia de co-
res, uma camisa de cassa lisa aherla de renda e ma-
tantes por baixo do bco, om marac de prala com 4
cascaves cm haivo, e 3dilos em cima e maisalsuns
objeclos que nao sao lembrados : roga-se a qualquer
pessoa da pulira, ou aqualquer Sr. ourives quem
forem offerecidos ditos objeclos, queirain tomar e le-
var na mesma casa onde foram ro'ubados, que ser
recompensado com 259 rt.
Quem quizer comprar uma mnbilia de jacaran-
do, sendo um par de consolos com pedra marmore,
um sof, c nma duzia de cadeiras, c uma mesi de
amarello'jiara jantar, sendo por preco commodo :d-
rija-se ra dos Quarleis n. 21,
Prfcisa-scalug3r uma casa com commodos pa-
ra pequea familia, sendo na Boa-Vista, nas ras
do Aragao, Soledade, ou Gloria ; ou mesmo no bur-
ro de Sanio Anlonio : quem liver para alagar diri-
ja-so ao 2. andar da casa de 4 andares da ra do
Brum, pertencenleao Sr. Francisco Alves da Cu-
nha.
Precisa-sede umcaiiero para lomar corra de
nma taberna por bataneo, ganhando nielade dos lu-
cros que houver ; e dando fiador sua conduela, ou
entrando com algum dinheiro: a Iralar na ra Direi-
ta n. 26, padaria.
Francisco Jos Monlciro Braga : relira-se para
o Con,
PIBLICAfiAO DO INSTITUTO H0N(E0P\TH1C0 DO BRASIL
THESOURO HOMQEOPATHICO
OU
VADE-MECM DO HOIOPATHA.
Melhodo conciso, claro, c teguro de curar homoxipaUieamente (odas at molestias, qne aJuigun a
especie humana, e particularmente aquella que reinara no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra imporlanlissima he hoje reconhecida como a primeira e melhor de lodas que Iralam daap-
plicacao da homceopalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao podem dar um
passo seguro sem pnssui-la e consulla-la.
Os pais de familias, os senhores de engenhn, sacerdotes, viajantes, capitites do navios, tertanejts, ele.,
ele, devem le-la a mao para occorrer promptameule a qualquer caso de moleslia.
llojt volumes em brochura, por.......... 10SOO0
Eneadernados ......... .... 110000
Vende-se nicamente em casa do anlor, rna de S. Francisco (Mondo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMtEOPATHICA
.Ninguem poder ser feliz na cora das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, oa de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homceopalhia no norte, e inmediatamente iuteretsado
em seus benficos successos, lem o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immediata inspeczao, lodosos medicamenlos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pbarmaceotico
c professor em homrropalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, qne o tem eieculado com lodo o zeta, lealda-
de e tlediracoo que se pode desejar.
A efficacia destes medicamentos lie alleslada por todos que os tem experimentado; elles nao preci-
san! de maior recommendazao; basta saberse a fuile donde sahiram para te nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Lina carleira de 120 medicamentos da alta e basa diluirlo em glbulos
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e de
caita de 12 vidros de tinturas iidispensaveis.......
Dita de % medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de Iiniuras \
Dila de 60 principaes medicamenlos recommendados especialmente na obra, e com
uma caxa de 6 vidros de tinturas, e com a dila obra (tubos grandes.).
_. *, (tubos menores).
Dita de 48 ditas, ditos, com a obra ('tubos grandes)........
. i (lobos menores).
Dila de 36 dilos acompanhada de 4 vidros de Unturas, com a obra (lubos grandes) .
" (lubos menores .
Dila de 30 dilos, e 3 vidros de tintura*, rain a obra (tubos grandes) ....
i (lubos menores)
Dita de 21 ditas dilos, com a obra, (lubos grandes).......
^ a (lobos menores).
Tubos avulsos standes.............
Caita vidro de Untura.
recom-
uraa
100000
909000
608000
45|fo0
508000
358000
408000
308000
358000
268000
308000
208000
18000
500
28000
Vendem-se alem disso carleiras avulsas desdo o preco de 88000 rs. al de 4008000 rs., Conforme o
aero e tamanho dos tubos, a riqueza das caixas e dynamisaedes dos medicamentos.
Avia m-se quaesquer encommendas de medicamentos com a matar promptidao, e por precos conrno-
dssmos.
Vende-se o tratado de FEBRE AMAKELI.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 21000
Na mesma bolica se vende a obra do Dr. (i. II Jahr Iraduzido em jiorlugucz e acom-
modada a,inlcllEenco do povo........... 68000
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P. S. extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO HOMOEOPATHICO, tete a honda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Alces da Siloa Santos, estabelecido na tilla de Barreiros.
Tive a>salisfaro de receber o Thesouro homvopathico, precioso fruclo do Irabalho de V. S.,e Iba
affirmo que de Iotas as obras que lenholido, he esta sem conlradzao a melhor lano pela clareza, com
que se acha escripia, como pela precisan com que indica os medicamentos, que se devem empregar
qualidades estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
llieonca e pralica, ect., ecl., etc.
FNDIiO' E MAIS OFFICIHAS
NA
RA IMPERIAL N. 118 E 120, E DEPOSITO NA RA NOVA N. S7.
Respetosamente avisam ao publico, e particularmente aot senhores d engeiiho e destiladores, ele,
que este eslabelecimenlo se acha completamente montado com ai proporces necessarias para desem|>e-
nliar qualquer machina, ou obra conccrnenle ao mesmo. Os mesmos chamam a altenzb para at se-
guinles obras, as quaes construidas em sua fabrica enmpetem com as fabricadas na Europa, na qualidade
e mao d'obra, e por menos prezo, a saber :
MACHINAS de cobre continuas de destilar, pelo melhodo do aulor francez Derosne, as melliores rMebiuas
que para este lim al hoje lem apparecido.
ALAMBIQUES de cobre de lodas as dimensCes.
TODOS OS CORRES necessarios para o fabrico de assucar.
I AIXIIS de cobre para relinacao.
TAIXAS de dilo para engenh.
DITAS de dilo movis para dilo.
BOMBAS de cobre de- picote, de repudio, de roda C de pndolas.
ESCRIVANlNHASdelaiaodosmelhoresmodcllos.
II! 1 AS de dito galvanisadas.
SINOS de lodos os lamanhos.
08 APRECIAVEIS FOf.O'ES de ferro econmicos.
BURRAS de ferro as mais bem construida-, >
CARROS de dilo de mo. '
POUTO'ES de ferro.
VARANDAS de dilo. *
(RADIAMENTOSdedilo. i
TAIXAS de dilo.
I.ALDEIRASdcdilo.
BANHEIROS de zinco e do folha para banhode choque.
Em 7 dt> correnle mez, chegon a.t este porte a nram-se prelos como o bano, e assim se tem con-
aricana Secan, cora agua abcrla em gran- | servado at hoje como vede!; de hora-em vanti
parai que nao encontrareis em Pars, canecas bran-
cas por mais usados que sejam us dono*. Serc ago-
ra Florimond'? He verdade, e folgo de t encon-
trar 13o mojo, como se coiitasses apenas 27annos de
idade. Islo concluido, tracaram os brazos, e exla-
tiados de prazer marcharam recordando o pas-
sado.
AGUA HE MALABAR POR I.ASCOMBE.
No Bazar Pernambucano se enconlra lo prodigio-
sa agna para Ungiros cabellos, onde lambem por me-
nos de 10 francos se transformara em Lauros, catla-
nbos e pretos, os cabellos qne enlrarem bran-
co-.
de quanlidade, vinda de Baltimore para o Rio de
Janeiro tocando nesle mesmo porto, e por augmen-
tar cada vez mais, pondo assim em risco o seu car-
regamenlo, e mesmo o casco,foi posta pela oapitania
do porto cm tusar conveniente e seguro.
Luiz Sanas, tendo de entregar a sita loja eom
os pe teneos de sua oflicina, no aterro da Boa-Vista
am seus credores L. Leconte Feron & C, estes con-
virlara a quem se jatear credor do dito Sanas, hajam
de apresenlar suas contas no prazo de3 dias. para
serem allendidos, e se effccluar a entrega da dila
loja.
OSr. Chr islo vao de Santiago do Nascimenlo nao
pode relirar-se dsta provincia, sem que ajuste con-
tas eom Francisca Alejandrina das Chagas Bezerra.
Prccisa-se de urna ama que saiba cozinhar,
faca lodo mais servizo de uma casa : u largo do
TerftMi. 27,2. andar.
_ Joo Ferreira da Costa, lendo no Diario n.
173 do 31 de julho um aunuiicio.c nao entendehdo-
se com o mesmo e sm com oulro de igual nome, do
hoje em dianle, para.que nao baja engano, se assg-
nara por Joo Ferreira da Costa Xeves.
As pessoas que liverem conlas com o logre
americano Hay City, queram a presenta-las al o
dia 10 do correnle, na ra do Trapiche o, 8, na casa
dos consignatarios Henrj Forster & Compa-
nhia.
Roga-se ao Sr. Antonio Ludgero da Silva Cos-
ta, o favor de apparecer na bolica do Berlolhomeu
F. de Souza.
GRAT1DAO'.
O abai\o assignado, achando-se quite
para com todos os credores de sua falen-
cia, tanto desle imperio, como de lodas as
pracas da Europa, com quem teve rea-
nles commerciaes, a' vista da sua legal fa-
lencia cm face das graves perdas que sof-
freuemseus negocios, eventualidades es-
tas a que o negociante esta' sugeito. Vem
por meio deste jornal agradecer a lodos
os seus credores, a ffenerosidade e pliilan-
tropia, qne com elle tiveram, graca esta
que s Dos os pode recompensar : e co-
mo tenha tomado contadeseus livros e
mais papis, por deliberaco commiun de
seus credores, julga-se com direilo a fazer
a cobranra geral de seus devedores, ven-
der, etc. Espera, porem,que elles atten-
dendo ao grande prazo de que tem goza-
do, lejana pontOMN em o fazer embor-
sar.
Pernambuco5 de agosto de 1854.
Firmino Jos' Flix da Rosa.
Prodigio d'agua de Malabar.
N'uma bella tardeiln vern, ilepnis que o sol linha
afrochado a intensdade de sen ardor, passeiava pe-
la rna de S. Diniz era Pars, um bonito rapaz de raa-
geslosn porte e physioiiomia leal, c encontrando um
dos seus milteos amigos dirije-separa cllce llicdiz:
Bou jour Mr., commenl vous porlez vous'.' Uuem
sois vos, Ihe diz o ouiro, nilo lenho a houradevos cu-
li heccr Que? Nao me conheceis '! .Nao,senhor Eu
sou Florimoud Vos Florimond ? Sim, o vosso
anligo amteoNao pode ser ; en liveum amigo que
lia mais le oito anuos nao se noticias delle.que lam-
bem se rhamava Florimond, porcmemscus cabellos
ja se dvisava abundinles los dt prala, o nas suas
barbas podiam onlar-se quanlos cabellos pretos res-
lavam ; porem vs com vossos cabellos e barbas ne-
gras, nao podis ser o meu amigo Florimond. Oh!
sim, sou cu mesmo, e os meus cabellos hoje negros,
sao sem duvida quem me terna desconhecido a vos-
sos olhos, nao he verdade Eu vos digo: os meos
cabellos demasiadamente embranqueridos, me lor-
navam dieta de desgoslos, e muitas vezes origina-
vam-me grandes niales ; um da pas-ando pelas por-
tas da galera de Mr. Lascembo, vi que muita gente
penleava all seus cabellos, allcnlei e divisei umase-
nhora que linha metade dos cabellos encarnados, e
oulro tanta prelo. One '. Ser possivel que eu aqui
possa mudar a cor branca dos meus cabellos para
prelo ? He verdade, me diz Mr. Laseombe, entrai
que pelo diminuto preco de 10 francos, tirareis com
vossos cabellos nesros. Oh maravilha do mundo,
assombro dos chimicos, aqui tendes meus cabellos e
baiha-, transformai-os para negros, que alm dos 10
francos qne peds, ronlai mais com minha gratulan.
O caso he, que apenes col re na tal casa, comeraraui
meus cabellos a tomar uma cor don rada, e logo de-
pois de liuinidicjdos con i tintura l.asroinhe, (or-
PIL1MS IIOLLOWAY.
Este ineslimavel especifico, eomposto inteiramen-
(e de henas medicinaos, nilo conten mercurio, nem
outra ateunia substancia deleeterea. Benigno mais
lenra infancia, e ; rompleicao mait delicada, he
teiialmenle prompto e seguro para desarraigar o
mal na compleicao mais robusta; be ioleiramente
ii nocen le cm suas operacOes e effeilot; poit busca
remove as doenras de qualquer especie e grao, por
mais antigs e lenazet que sejam.
Entre milhares de pessoas coradas cora este re me-
dio, muilas queja eslavam s portas da morle, per-
severando em seu uso, tonseguiram recobrar a ta-
de e forras, depois de haver tentado, intilmente,
todos os oulros remedios.
As mais afuirtas nao devem enlregar-se deses-
pcraciio : facam um competente ensaio dos eflicazes
fercilos desla assorabrosa medicina, e pretles recu-
peraro o benclicio da sade.
Nao se perca lempo em lomar esse rmedio para
qualquer das senuintes enlrmidades:
SVSTEMA MEDICO
HOLLOVVAV.
Arcidenlcs epileplicos.
A lporras.
Anipolas.
Arcias (mal d').
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Debildade ou eilenua-
co.
Debildade ou falta de
terzas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garaanla.
de barriga.
(i nos rns.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ligado.
venreas.
En\aqueca.
Ilervsipela.
l-'ebres biliosas.
inlermillenles.
de toda especie.
ola.
Hemorrlioidas.
Hjdropisia.
Iciericia.-
Indigestees.
Iiitlaiiiinacies.
Irregularidades da mens-
Iruarao.
Lombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslrueriio de venlre.
Phlliisica ou consumpcio
fluimonar.
Ilelencao d'ourina.
Hheumalismo.
Svmplomas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
Ulcera*.
Venreo (mal.
Veudem-se estas ptelas no eslabetecimentej^geral
de Londres, n. 21-1, Strand, e na loja de todos os
boticarios, droguistas c oulras pessoas encarregadas
de sua venda era toda a America do Sul, llavaua e
liespanha.
Vende-se asbocelinhas a 800 ris. Cada uma del-
tas contm uma instruccao em porteguez para ex-
plicar o modo de te usar deslas pillas.
O deposita geral he em casado Sr. Soum. pliar-
maceulico, na ra da Cruz n. 22, em Pernambuco.
TAIXAS DEFERHO.
Na fundicao' d'Aurora cm Santo
Amaro, e lambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, c defron
te do Arsenal de Marinha ha' semprc
um grande sortimento de taiebas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grande, pequeas,
razas, e funda ; e em ambos os logare
e\item quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' o mais commodos.
Quem precisar de uma ama seca para casa do
familia pode procurar -
11.2,
no becco do Rosario


DIARIO DE PERIMBCO, TERQA FEIRA 8 DE AGOSTO DE 1854
LOTERA DO HOSPITAL PEDRO II.
Aos 10:000*. 1:000$ e 1OOOxOOO.
O cautella Salusliano de Aquiuo Kerreira avisa
ao respeitavel publico, que as rodas da mesnia lole-
ria andam indubilavolmenlc no dia 18 de aizoslo. Os
seos afortunados billielos e cautelas estilo e*posto9
venda ims lojas secutles : ra da Cadeia do Recife
n. 31, de Domingos Teixeira Bastos, n. 4.">, de Jus
Fortnalo dos Sanios Porto ; ni placa da Indepen-
dencia ns. 37 e 39, de Antn iaJ.u(uisto dos Sitilos
Porto ; ra do Queimado, loja da fazendas de Jos
Joaquim Pereira de Mendoiica ; ra do Livramen-
lo, botica de Francisco Antonio das Chavas; ra
do Obug, bolic* de Morena e Fraguan ; ra Nova
n. 16, loja de fazendas de Jos Loiz Pereira & Fillio:
ra do Queimado n. 4*, loja de fazendas de Ber-
nardino Jos Monteiro & Cnmpanliia ; e na praca
da Boa-Vista, loja de cera de Pedro lunario Baptis-
la. Pan sob sua responsabilidade os tres primeiros
premios grandes sera o descont de 8 % do imposto
geral.
Bilhetes UsOOO 10:0001000
Meios 500 5:0009000
Quartos 2J700 2:5005090
liecimos 13,200 1:0003000
Vigsimos 600 5009000
O abaixo assignado morador na cidade do Pe-
uodo, faz seiente para que ninguem contrate nego-
cio alguna com Zeferino Jos dos Santos seu devedor,
por que stndo depositario da quanlia de 676S187
no dia 25 de juntio prximo passado fugio|para Per-
nambuco, e levando em su companhia urna moleca
crioula de 10 a 11 anuos, ztim de n.lo pagar a impor-
tancia de que est obrigado a dar ronla. Penedoj
de julhode 1854.Manoel Antonio Talares.
J. Chardon, bacharcl em bellas lellras, l)r. em
dircito formado na universidade dt Paris, ensina em
>ua casa, roa das Flores n. 37, priireiro andar, a 1er,
escrever, traduzir o fallar curreclaroenle a liugua
fraureza, e lambem de familia.
^ Aluga-se o segundo andar da casa da ra da
Cruz n. 51, muilo proprio para escriplorio ou mora-
da de rapaz solleiro : quera o pretender, dirija-se
incsma, do terceiro andar.
As pessoas que liverem fios e pannos velbos,
que queiram vender para o hospital de caridade,
procurem no mesmo o regente, que os compra.
O abaixo assignado Anioniu Gomes de Macedo, faz
seiente a todos os Iiabitanlesda provincia ecomespe-
cialidade aos da comarca do Rio Formoso que ninguem
contrate com Theodozio Francisco Diniz a compra da
cscrava Anna.rrioula,de trila cinco annos de idade,
porque a mesma escrava se acha vendida ao abai\o
assignado desde o dia dezoilo de junho do correnle
auno,pela quaotia de rs.680j000 como consta do papel
de venda passada pelo proprio punho do rererido
Theodozio Francisco Diniz, naquelle'dia 18 de ju-
nho passado, e do bilhete da meit riza que o abano
assignadopagou na collectoria das rendas provinciaes
do municipio do Rio Formoso em 14 de julho do
correnle ; porquanto, tendn abaiio assignado dado
a dilu Theodozio Francisco Diniza quanlia de quatro
centos mil re., com hypolheca da escrava Anua pas-
sou-se a respectiva escriplora em 10 de dezembro 1853 no earlorio do escrivo Cun lira desta cidade
do Rio Formoso por lempo de oito mezes, a qual foi
registrada sob n. 77 no livro respectivo do mesmo es-
crivao folha nove verso em l daquelle mez de
dezembro do dito anno pelas nove horas da manhaa;
acconleceu que, o mesmo Theodozio Francisco Diniz,
leudo comparecido na casa comn ercial do abaixo
assignado em 18 de junho prximo passado do cr-
reme anno para Ihe vender definitivamente a esrava
Anna, que era 10 de dezembro do auno passado Ihe
havia hypolbecado por lempo de 8 mezes pela re-
ferida quanlia de quatro ceios mil reis, conlralou o
abaixo assignado com o dito Theodozio Francisco
Diniz a compra da mesma escrav.i pela quanlia de
6805 rs., sendo obrigado oabaixo asignado a passar-
Ihe o recibo da hypolheca, e pacar Ihe mais a quan-
lia de 2805000 rs, que com os 4005000 que o dito
Theodozio havia recebido pela hypotheca que fez ao
abaixo assignado de sua escrava Auna prefaz a
quanlia de 680 e ficaudo elle Theodozio obrigado a
pass; r-lhe o papel de venda da mesma escrava. As-
im pois, nao lendo o abaixo assignado sospeila de
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BBA BO GOX.X.EGIO 1 AHBA& 25.
O Ur. P. A. l.obo Moscnzo d consullas homeopathiras todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo nieio dia, e em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operacao do cirurgia, e acudir promplamcnle a qual-
quer inulberque eslea mal de parlo, e cujas circunbtaueias nao pennitlam rasar ao medico.
NO CONSULTORIO DO UR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUIRTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzido era porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
voluntes encadernados em dous :................. 20&000
Esta obra, a raais importa ule de lodas as que Iratam da homcopalhia, interessa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a doulrina de Hahiiemann, e por si proprios se convencerem da verdade da
mesma: interessa a todos os senhores de engenho c fazeiidciros que eslOo lunge dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capules de navio, que nao podern deixar urna vez ou oulra de 1er precisao de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripolanles ; e inleressa a todos os chefes de familia ru
por circumslaucias, que era sempre podera ser prevenidas, sao obrigadus a prestar soccorros a qualqucr
pessoa della.
O vado-mecum do homeopatha ou iraduceao do Dr. Hering, obra igualmente til as pessoas que se
dedicara ao estudo da homeopalhia um" volume grande.......... 85000
O diccionario dos (erraos de medicina, cirurgia, anatomia, pharmacia, ele, ele.: obra indis
pensavel is pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina........ 45000
Urna carteira de 24 tubos gratules de finissimo clirislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................ 405000
Dila de 36 com os mesmos livros.................... 455000
Dita de 48 com os ditos. ,.................. 505000
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de unturas indispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 tubos com ditos.........'............. 60)000
Dita de 144 com ditos........................ 1005000
Estas sao acompanhsdas de 6 vldros de tinturas esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, lerao o abalimcnlo de iOjfOOO rs. em qualquer
das carleiras cima mencionada*.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 85000
Ditas de 48 ditos......................... 165000
Tubos grandes avulsus....................... 19000
Vidros de meia onca de Untura.................... 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratirn da
homcopalhie, e o proprietario riesle cslabclecimcnlo se lisongeia de te-lo o raais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crystal de diversos tamaitos, e
aprompta-sc qualquer cucommenda de medicamentos com toda a brevidade c por presos muito com-
niodos.
Aluga-se a sala do primeiro andar do sobrado
n. 17 da ra da Cruz, com commodos para escriplo-
rio : a fallar uo armazcm u. 25,na mesma ra.
O regente e mu i lesteiros deN. S.
dos Prazeres dos Guararapes, annunciam
ao publico, que nao se tendo podido fazer
as festas no dia 2 de julho por causa do
invern, terao lugar a 1." do corrente em
diante.
Aluga-se urna prela para servico de casa, co-
zinlia e cngomina : quera a pretender, dirija-se i
prae i da Inde|iendenci>, loja n. 5.
i O abaixo assiguado, capilAo da barca inglcza
Goternor, derlara que nilo se rosponsahilisa por
qualquer conla que a sua tripnlar.lo faca em Ierra.
George Ilaley.
COMPRAS.
Vendem-se os tres voluntes do Guarda-1,i\ ros
moderno: na ra da Sania Cruz n. 86.
Vende-te urna casa terrea, na roa do Noguei-
ra, por commodo preco : a tratar na rua da Floren-
tina n. 8.
Vendcm-sc fitas par carias de hachareis : na
loja n. 2 da ra Nova.
Na roa das Flores n. 37, primeiro andar, ven-
de-se corps de droit Trancis, ou colleccSo completa
das lcis, decretos, ordenarles senalus-consullus, re-
glamentos etc., publicados em Franca desde 1789
al agora.
Aterro da Boa-Vista n. 53.
Compram-se pataches brasileiros e
liespanhes: na ruada Cadeia do Recife,
loja de cambio n. 2-i.
Compra-se urna escrava de 20 a 2G
annos de idade, que saiba coser c entorn-
illar ; agradando nao se olha a preco :
quem a ti ver podera' levar a ra do Vi-
gario n. 19, segundo andar, no escriplo-
rio de Machado & Pinlieiro, para tratar.
Compra-sena taberna do palco do Carmo, qui-
na da ra de lionas n. 2, vidros de bocea larga e
usados.
BANCO DE PEBNAMBDCO.
O Banco de Pernambuco compra lellras sobre o
Rio de Janeiro.
Compra-se 8 a 10 milheiros de c.chimbos de
barro : quera livet aiinuucie para ser procurado.
Compiam-se esclavos de ambos os
sexos, e pagam-se bem, assim como tam-
bem recebem-se para se vender de com-
missao : na ra Direita n. o.
enlao depois de eslar de posse do linheiro e do re-
cibo, vendo qne na casa commercial do abaixo as-
signado estavam presentes muilas pessoas que assi.
liram a compra da escrava Anna c nSo podendo exi-
mir-se de passaro papel de venda da dita cscrava,
passou cora a maior mu f o papel de venda de sua
escrava Anna ; e sendo este pape I assignado pelas
testemunhas necessarias, retirou-se logo o tillo Theo-
dozio sem mais dizer cousa alguma : no eulanto, len-
do o papel de venda urna das leste munhas que o as-
siguou suscitou-se eutre os quese iichavam ainda em
sua casa commercial a queslao de que o papel de
venda eslava Ilegal, diriaio-se o abaixo assisnado a
varios advogados da cidade, e estes Ihe disseramque
o papel nao eslava conforme, porque nao declarava
o uome do abaixo assignado a quem Theodozio Fran-
cisco Diniz venden a dila escrava, alm deoulras
(ondieftes mencionadas em cito papel de que o abai-
xo assignado n3o tralou, quaudo omprou a referi-
da escrava ; pelo que, vendo a sua boa f e verdade
illaqneada pela roa f e dolo com que proceden o dilo
Theodozio Francisco Diniz na venda de sua escrava
Auna, uovamenle o abaixo assignado se dirigiaquel-
le vendedor para que este Ihe passi: oulro papel, ao
que se tem recusado o mesmo sob o pretexto de nao
ler niais negocio algum com o abaixo assignado, ne-
gando al a sua propria firma que se acha recouheci-
da pelos labelliaes desla cidade e por pessoas que
presenciaran! elle mesmo psssar por seu proprio pu-
uho ua casa commercial do abaixo assignado o papel
em questao e como seja semclliaule procedimeuto
que leve o referido Theodozio Francisco Dioiz in-
digno c infame do bomem de honri, sendo alias cri-
minoso porque.com semelhanlc Irr ficancia furtou do
abaixo assignado 6805 rs. para cuja prova tem elle
occollado a escrava Anna eos [ionios bens que lem,
prugelando at mudar de residencia, proteslou so-
lemnemente o abaixo assignado contra o aladroado
proccdimanlo do referido Theodotio Francisco Di-
iiz peranle o juizo municipal respectivo o qual pro-
testo foi tomado por lermo pelo escrivao Coimbra, e
intimado ao dito Theodozio ; por isso scieuliiica a
lodos para que ninguem se chamu a ignorancia ; e
protesta pelo presente com o titulo e documentos que
tero, ha ver a mesma escrava de qualquer pessoa em
cujo poder ella estiver.
Rio Formoso 18 de junho de 1854.Antonio Go-
me Marido.
Ao couimercio.
O abaixo assignado, convencido do muilo que con-
viria estabclccer-te em Pernambuco urna aula era
que a raocidade, que se deslina' carrn a do com-
raercio, podesse praticameolc adquirir os conheci-
raentos uecessarios, para bemdesempenhar as fuuc-
cues de caixeiro em qualquer escriplorio nacional ou
cslraogeiro, apezar de reomhecer as suas piraras
habilitaedes para um wmelhante magisterio, vendo
rom tudo, que oulrus muilo mais habilitados se nao
lem al aqu proposlo a isso, vai e le, confiado ni-
camente na pratica que lem de aljuiis annos, abrir
para esle fim urna aula, ua qual sd propoe a eusinar
a rallar e escrever a lihgua iuglczaea franceza, cou-
(abilidade e escriplurac/io commercial por partidas
dobradas. As liges de cada urna das duas linguas
serio era dias alternados, c para qne os alumnos
rioasam cm breve falla-las, nAo se ibes consentir
qne depois dos primeiros tres mczss de licao fallen)
na aula oulra liugua, que nAo seja a da classe res-
^pectiva. A abertura lera lugar no dia 1. de selcm-
bro. e as pessoas que a quizerem' frcquehtar se de-
verao com anlecedehcia dirigir ;i loja dos Srs. Gou-
veiaSi Lene, na ra do Qoeimado, aonde poderSo
lambem obler as mais informa^, que a respeilo
desejarem. Adverte-se que a matricula s estar
ahert al n tira deste mez, c que depois desse dia
nao se podem admittir mais alumnos dorante este
anuo.Jote da Mua.
Para quem fr seu dono.
No dia 5 do correnle as i! horas da larde, entrn
pela porta a dentro um ruolcquccr oulo de nome Be-
nedicto, e diz ser escravo duSr. Francisco Jos Jai-
me Galvao, morador emTalialiugii : portanlo quem
a ellesejulgarcom direito venha-o buscar, ficando
cerl que apezar de o ler em seguranca, todava nao
ineiespoiisabiliso por fuga que elle possa fazer. Ra
Nova ji. 63. Antonio B. Qainteiro.
Fogio no dia 24 de abril um escravo de nacao
ile nome Jos, he velho, piola na barba e cabello, lem
falta de deules, cor prela, latina regular, seco do
carpo, andava vendendo lamancos em um laboleiro,
v co do Rio Formoso, onde era onhecido por Jo-
I agem, foi escravo do fallecido Cunba Machado :
quemo pegar dirija-se rui, do Qucimado loja n. 61,
que sera generosamente recompensado.
O abaixo assiguado ieclara que comprou um
meio bilhete n. 2163 da 19. lotera orduara conce-
dida para indtmnisarao dos adianlamentus feilos ao
emprezano do Ihealro de Niclherev, por ordem do Sr.
Manoel Das remandes.
Firmino Moreira da Costa.
Preeisa-se de urna ama pan casa de pouca fa-
milia e<>ara o servico de sala : no aterro da Uoa-Vis-
la n. 39, segundo andar.
Artistas.
Precsale de ofllciaea fereiros de forja e laloeiros
ruinlidores e de chapa : na fabrica de Andrade &
Leal na ra Imperial n. 1,8 e 120, ou na ra Nova
n. Z.
l'recisa-se alugar um prelo para cozinhar e fa-
zer lodo o servico de casa de homim solleiro : na ra
da Cadeia do Recife n. 47.
-- Aluga se urna escrava para Indo servico de urna
11 asa : quem precisar dirija-se a ra da Praia,dcrron-
tc da ribeira n.l.
Na ru da Cruz o. 60, prcria-M muilo fallar
I0",' l\br.\^or>o Jos do. Passos, morador na ci-
dade de Olinda, e procurador da irmandadi: do Sc-
nhor llora Jess dos Mari)nos da mesma cidade.
O juz de dircito da segunda vara criminal Taz
publico, que as audiencias do seu juzoserflo d'ora
era dianle as quintas-feirasde todas as semanas as
iii oras da manhaa, e quaado fr dia santo de guar-
na ou renado, no dia segoinle asmesraas horas.
A-45#000 e 50#000.
Ricas pulcoiras com retrato: no eslabelecimeulo
de Joaquim Jos Pacheco. Tamb-sm lia ricas casso-
lelas a 12*000 oni o retrato : no Aterro n. 4, ler-
ceiro andar.
Veneslanas.
No aterro da Boa-Vi.la a. 55, ha um sorlimento
de vetiesianas cora fitas verdes de linbo e de laa, com
cana e sem ella, e id mbem concei tam- as mesroas.
Lotera do hospital Pedro II.
O cautelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa, ao respeitavel publico que seus bilhetes
ntfiros, meios hilhelese cautelas da lotera cima,
se acham venda pelos precos abaixo, na pra^a da
Independencia loja n. 4, do Sr. Fortunato, n. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. Varia Machado, e
na ra do Queimado n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja loleria tem o andamento de suas rodas
uo dia 18 de agosloprximo futuro, t) mesmo cau-
telisla se olinga a paaar por inleirn os premios de
10:0005000, de 4:00lfc000 e de 1:001)5000, queos di-
tos seus bilhetes inleirose meios obliverem, os quaes
vao rubricados com sea nome. *
Bilhces 11-l mu
Meios hilheles 55500
Quarlos 2s7(K)
Uilavos i^.'niii
Decimos 16200
Vigsimos 600
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. lo, lia muito superior potassa da Rus-
si e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
JOIAS.
Os abaixo assignados, donosda nova loja de o uli-
ves da ra do Caluma u. II, confronte ao paleo da
matrizerua Nova, fazcm publico que eslao comple-
tamente sorlidos dos mais ricos e bellos goslos de to-
das as obras de ouro, necessarias tanto para centra-
ras, como para homens c meninas, e coutinuam os
precos sempre muilo em conla ; os mesmos se obri-
2.1111 porquaesquer obras que venderem a passar urna
conla cora responsabilidade,especificamloa qualidade
do ouro de 14 ou 18 qutalas, Picando assim sujeitos
por qualquer duvida que apparecer.
Serafim $ Irmao.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA,
professor da arle de msica, ofierece u seu presumo
ao respeitavel publico para leccionar na mesma arle
vocal e instrumental, tanto em sua casa como cm ca-
sas particular: quem de seu presumo sequizer
utilsiir, diija-se ra do Arago n. 27.
D. \V. Baynnn ciruraiao dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Aos U.S'000 i-s-
Precisa-sc atusar urna prela boa vendedeira, nao
e procura ler habilidade : quera a liver dirija-se a
ra do Pardre Floriano n. 27.
Aluga-se o sobrado da rna|da Iniao : a Ira-
lar na ra do Trapiche n. 14.
Precisa-sc de urna ama para casa de pouca fa-
milia : a pessoa que quizer, dirija-sc ao aterro da
Boa-Vista loja de ourives n. 73, que achara com
quem tratar.
PIANOS.
Paln Nash & C. acaham de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, dejacaraud,
igoaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
fttttitt s@ es
i DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga $$
T do Rosario n. 36, segnudo andar, colloca den-
S tes com gengivas arlificiacs, e dentadura cora- @
pela, ou parle della, com a.presso do ar. @
@ T.imbem tem para vender agua denlifrice do @
y Dr. Picrre, c p para denles. Una larga do -K
$ Rosario n. 36 seguudo andar. 0
3S5fi fS@$
Manoel Antonio Teixeira vende o sen buhar e
todos os seus pertences: a tratar na Lingoela n. 2.
I.av a-se e engomma-se com toda a perfeicJlo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado ii. 15.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
fifi'*f 9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- g{
^ dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
0 'mondo novo! n. 68 A. ff
V @S3g
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thesoureiro geral daslotetias avisa,
(pie se acham a venda os bilhetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
beneficio do hospital Pedro II., na the-
sottraria das loteras, ra do Collegio n.15,
na praca da Independencia n. 4,'ena
loja do Sr. Arantesn. lo, ra do Qnei-
madons. 10 e 59, ra do Livramento n.
22, atetTO da Boa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impreterivelmente nodia 18 de agosto, as
9 horas da manhaa ; e os bilhetes estao a'
venda ate o dia 17 as G horas da tarde.
Preco nteiros 10}f000
meios 5s000
<3@ee S-ss:^^
3S Antonio Aprigino Xavier de Brilo, Dr. em jj
@ medicina pela laculdadc medica da Babia,re- <
:; side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- @
@ de pode ser procurado a qualquer hora para o $$
exercico de sua prolssao.
3
VENDAS
^T Ven _": i tiBUiom goslo.
Vcnde-seuma preta de nacao sem habilidades,
porm moca, bem possantc e sadia, por proco com-
modo na ra Augusta, casa dcfronie da de n. 18.
Na nova loja' n. 2 alraz da malriz, vendem-sc
casacas de panno do cores com boldes dourados a
105000, sobrecasacas de panno de cores a ISfOQO
colleles de fuslao branco 25000.
Calcado barato.
Sapalos de lustre para bomem a 35000, ditos de
marroquim para senhora a 800 rs., ditos de duraque
prelo para dila a 15000, ditos de dilo de cores para
meninas a 500 rs., ditos de marroquim para bomem
a 15000 na ra Nova n. 2.
Loja n. 2 da rita Nova.
Vendem-se corles de casemiras para calcas a
35500, ditos de dilas finas para ditas, a 65000,'dilos
de fusiao pintados para colleles a 25000.
i que fri.
Vende-sc superiores cobertor de tapete, de di-
versas cores, grandes a 15200 rs., ditos branco- a
I.-Jhi i-., ditos com pelo a imilacjlo dos de papa a
i-,'un m na -., .i rvaann i..;.. ., ,:
i\0 CONSULTORIO
DO DR. CAS&NOVA,
RA DAS CltUZES N. 28,
acha-se a venda um grande sorlimento de
carleiras de todos os tamaitos, por precos
muito em conla.
Filenlo- de homeopalhia, 4 \os. 65000
'1' onca de tintura a escolha I5OOO
Tubos avulsos a escolha a 500 c 300
Na ra das Crnzes n. 40, taberna do Campos,
lia porcao de bichas hamburguezas das melhores que
ha no mercado, que se vende em porcoes e a relallio,
e tambem se alugam.

Homoopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
tia, def'eitos da falla, do ouvido e
dosolhos, melancolia, cephalalgia
'^ ou dores de cabeca, enchaqueca,
B dores e tudo mais (pie o povo co-
lt nhece pelo nome genrico dener-
ASSOCIACAO' COMMERCIAL DE PER-
NAMBUCO.
A commissao nomeada pelos senbores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por prejudicadoscom a innundacao de 22 de
junho, convida aos que mais soll'reram
com tao funesto acontecimento e ficaram
redttzidos a' indigencia, a apresentarem
seus requerimentos acompanhados de at-
testados circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia, pata
seren attendidos. Devendo taes requeri-
mentos seren entregues ao archivista da
associacao, no largo do Corpo Santo, at
odia 15 de agosto prximo futuro A., V.
da Silva Barroca, secretario da commis-
sao.
i
i
i
voso.
As molestias nervosas requerem muilas ve- ^2
zes, alcm dos medicamenlos, o emprego de \ff
oulros meios, que ilespertem ou abalam a (.
sensibilidade. Estes meios possuo eu aso- *jv
ra, e os ponho a disposicao do publico. ;
Consultas lodos os dias de grara para os ^
pobres), desde is 9 horas da manhaa, ate ?"
as duas da larde. (j
As consultase visitas, quando nao poderem '
ser feilas por mim, o serao por um oiedico
de minha maior confianca: rua de S. Fran-
cisco (Mnndo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino
Olegario I.ttdgero l'inho.
Francisco Lucas Ferreira, com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital 11. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona igieja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamnto do cemiterio.
Aluga-se o primeiro sitio de poriao de ferro do
lado direilo 'la eslrada nova, o qual alm de boa
casa, lem exccllcnles baixas para capim, bstanle
terreno para pasto, e algumas arvores de fructo :
quem o pretender peder exainina-lo. e para tratar
do ajusle devera dirigir-se ao Chura Menino, na pri-
meira casa do lado esquerdo, antes da ponlezinha,
de manhaa at 8 luirs, e de larde das i cm dianle.
- Boca-se .1 quem rccolheu em sua rasa um sof
do uso antigo. leudo o assento de palhinba nova, as
caberas e encost tambera de palhinba velba, o quei-
ra denunciar na rua das Cruzes n. 16, sobrado de
um andar, de d'onde foi furlado na manhaa de 4 do
corrente agoslo : o ladran he condecido, a polica o
procura, e o denunciante ser recompensado.
No aterro da Boa-Vista 11. ">,
ha grande sorlimento de rodas de carro de madei-
ra de fura e do paiz.
Na rua do Pires 11. 18,
Iwrda-sc de froroem velludo, e em oulra qualquer
fazenda, rlleles, bonetes, capolinhns de senhora,
eliaruleias, 1 miras de enancas, filas para cinlo e to-
da obra que se ollererer.
Dn-se 1:0005000 a premio sobre penhores ou
boas firmas: ua rua Direita, sobrado n. 32.
I EXPLENDIDOS RETRA- 1
i TOS A GRTSTALOTTPO, %
$) TIRADOS NICAMENTE COM A (X
ji CLARIDADE PRECISA.
,*5 J. J. Pacheco, tendo re-olvido demorar-sc ^
'F) mais alguns dias nesla cidade, previne a to- '%
das as pessoas que desejarem um perfeito 2*
retrato, que dignem-se procura-lo no seu es- *9
Wk tahelccimcolo, quer esleja o dia claro ou 7 escuro. Os retratos s.1o lixese inalteraveis T?
pp. com o lempo, e as cores sao as mais nalu- ffff
@raes que aqui se lera visto. O respeitavel A*
publico continua a ser convidado a visitar a w
I0f galera lodos os dias, desde as 8 horas da ma-
S nhaa ale as 9 da noite. No mesmo estabe- (jL
W lecmenlo encontraran os prcteodcnles um W<
(A rico sorlimento de quadros, caixas, allne- fj?i
2 le*, cassoletaseaneis. Aterro n. 4, terceiro Sf
WCblitliltilM
A directora do collegio da Conceirao parlicipa
a quem convier, que |o collegiose acha iiberlo, e re-
cebe as educandas que prelendem alli ser educadas.
A taberna do pateo do Carmo, quina da rua
de Hurlas n. 2, contina a estar sortida de lodos os
gneros novos e de boa qualidade : manleiga ingle-
za e franceza a 400 e 800 rs., toucinho de Sanios a
280, dilo de Lisboa a 360, banba a 520, passas a 360,
bolacbinha a 300 rs., dita a Napoleao a 400 rs., ale-
tra a 300 rs., cravo a 600 rs., louro a 400 rs. cboo-
ricas a 400 rs., farinha de trigo a 150 rs., cha a 15600,
15900 c 29210, gomma deararula a 160, esDclinacc-
le a 800 rs. a libra, azcle doce a 600 rs., vinho a
100 c 180 a garrafa, arroz branco a 440, fcijao nrelo
e mulaliuho a 400 rs., arroz de casca a 160 a cuia,
rap a IjjOOO o bote, lijlos de limpar facas a 140,
lambem se faz i 80 e 40 rs., queijos a I5UO e 15520,
peneiras de rame a 7 e 85000, ceblas a 1^100 ocen-
to. alhos a 110 rs., craixa a 100 rs. a lala, papel d
peso e machina a 25800 a resma, genebra de I lu lau-
da a 460.
Da-se 700.S000 rs. a juros com hy-
potheca em urna casa terrea, que seja em
boas ras desta cidade : quem pretender,
dirija-se a rua Nova, loja n. 7>\, que se di-
r' quem da'.
PEDRINHO OU O AMOR FRATERNAL.
Cora esle litlo chegou ltimamente da cidade do
Porto, reino de Portugal, esta inleressanle obra, pro-
duccao da distincla portugueza autora do Manoelzi-
nbo da nossa aldeia e de nutras muilas obras, que
animada do benigno acnlhimenlo que lem recebido
do publico juvenil, aninou-sc a apparecer de novo
cm siena,dando ao prelo oulro opusclozinho inlilu-
ladoPedrinho ou o amor fraternalcontendo ex-
cellenles historias para ilistraries das horas vaga
eolitos para menino, poesas etc. etc., osquaes ofie-
rece s illustrissimas m.1ia de familia, de quem espe-
ra todo acnlhimenlo, pois he o que ambiciona de suas
humildes fadigas; c acbam-se venda na rua Nova
n. 52, loja de Boavenlura Josc de Catiro Azevcdo, a
240 cada exemplarem brochnra, e um pequeo nu-
mero da inleressanle historia do Manoelzinho da
nossa aldeia, a 160 rs.
Madama' Millocheau Buessaid, modista
franceza, aterro da Boa-Vista n.l.
Tem a honra de avisar as suas freguezas, que a
sua loja acha-se provida de modas novas, recebidas
pelos ltimos navios: chapeos de seda e palha, ca-
pnlinhos de bicco, manteletes de seda, maulas de
blonde e capellas para noivas, enfeites para cabera,
ricos chales de retroz bordado, m -nenas e collari-
nhoj de dilo, camisinhas de fil bordado c de cassa
fina com bordado de ponto inglcz, manguitos, flores
linas para chapeos e enfeiles. plumas para toucados
e chapeos, cpelas de plomas para bailes, grande
soi liinenio de hicos de blonde^de filas, de transas e
franjas para vestidos, de bien >te linhn, fil, larla-
lana e rambraia, lencos de mo, louraa de la.iu-
menas de bico, eordCes de seda, filas de liuho e de
ilgodao finas, relroz, haleias para veslido e luvas de
pellica e de relroz.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padrescapucliinhos de N. S. da Pc-
nlia desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicgo, e da noticia histrica da me-
dalla milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se unicainenlc na livraria 11. 6 e 8 da praca da
independencia, a 15000.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Aucnslo C. de Abren, conli-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na expsito
de Londres, as quaes alcm de durarem extraordina-
riamente, nao se -entera no rosto na aerlo de cortar ;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, po-
Jerem os compradores devolve-las al 15 dias depois
da compra restituiiido-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas lesoiirnhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fatrcanle.
Vendem-se queijos do cortan mnito frescacs
e pennas de enia : na rua da Conrci;ao n. 4.
Vende-sc urna negra crioula bem moca, sem
achaques e vicios, lava, engomraa o cozinha o dia-
rio de nma casa: quem a pretender dirija-se a rua
da Praia de Sania Rita n. 42, que se dir o motivo
porquec veude e as qualidades da dita.
Vende-sesuperior farinha de man-
dioca de Santa Cathrir-a, em saccas por
preco muito commodo: a tratar no arma-
zem de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da Alfandega, ou com Novaes & C.
na rua do Trapichen, o, primeiro an-
dar.
Caixas com vidros.
Vendem-se caixas com vidros de lodos os la1-
manhos e preco commodo : na rua da Cadeia do Re-
cife loja 11. 64.
Cobre de forro.
Vende-sc cobre de forro de diversas grossuras e
preco commodo : na rua da Cadeia do Recife loja
n. 64. '
Vende-se a casa lerrca de pedra e cal na rua
dos Coelhos n. 9, proximamenle edificada,dirijam-se
a rua da Rosario n. 48, padaru.
Vfrade-sc urna casa Icirea na rua da Manguei-
ra n. 32, e na mesma casa mora sua dona.
Vende-se a tabern.i sita no neceo do Pexe
Frito n. 5, beir. afreguezada, tanto para trra, como
para o millo : a Iratar na mesma.
Vende-sc um lomo de roda com seus 'perten-
ces, na raa estreilado Rosario n. 10. Na mcsmalo-
ja veude-sc um balcao de amarello em bom estado :
tratar na mesma loja.
Vendc-sc urna prela crioula, com habilidades :
na rua do Pilar n. 127.
Sapatos do burracha.
Eslo expostos a venda na loja do Arantes, praca
da Independencia n. 13 e 15, os sapalos de burra-
cha americanos e rrancezes, a preco de 48000 : na
mesma loja se vende oulros inuitos calcados para lo-
roen*, seuhoras e crianzas.
Vendem-se pipas, quarlolas, e harris vazios :
no aterro da Boa-Vista numero 77, fabrica de cha-
rutos.
Vende-se um prelo crioulo de 30 annos de ida-
de pouco maisou menos, muito lorie,sem vicios ncm
molestias: na rua do Amnrini 11.25.
Vende-se urna preta muito boa lavadeira, en-
goimr,adeira e sofirivelcoiuhr-irza : na rua do Cres-
po loja da esquina que volla para a Cadeia.
No armazcm de materiaes de Jos Piolo de
Magalhaes. -iiuna rua da Concordia, ultima casa ao
lado do mucenle, era cuja frente o oitao tem tabulla,
vende-se ttiuilo bom lijlo de alvenaria grossa, dilo
batida, ladi ilho quadrado e coraprido, tapamenlo, le-
Iha, lijlos para fogao, cal branca c preta, areia,
barro, etc., por precos commodos, em grandes e pe-
quenas pnreocs e manda-so bolar as obras : no mes-
mo aliisam-su crnicas para cominean de quaesquer
objeclos para dcnlro e Torada cidade.
Ilion rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
Vcndcm-se bichas superiores de Ilamburgo, em
primeira mao, c por preco commodo : no nrmazem
da roa da Cruz n. 4.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 e 9
em ft, da melhor qualidade que ha no mercado, fei-
las no Aracatv- : na rua da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
V ende-se cera decarnaubado Aracaly : na rua da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar!
Vende-se a refinacao da rua da
Concordia n. 4, com os competentes uten-
sis, completamente montada, e um es-
cravo excellente refinador, reunindo mais
urna machina para fazer carvao animal.
O dono desse estabe.lecimento tendo de ir
residir por algum tempo no interior da
provincia, para tratar de sua mide, por
este e nao por algumout.ro motivo, quer
vende-lo : quem pretender dirija-se a
mesma refinacao.
Ven.le-se fio de sapaleiro, bom : em casa deS.
P. Johnslon Si Compaubia, rua da Sen-ala Novo
u. 42.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito lino, a 1^800 rs. a medida: no ar-
mazem de C. J. Astley & C, rua do Tra-
piche n. 3.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Linbo do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogio de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farllo em saccas de 5 arrobas.
Eornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
IEGHANISHO PARA ENGE-
NHO.
IU I Mili \0 DE FERRO DO KM.F.MIEIRO
DAVID YV. BOWIAN, NA RliA DO Bill,
l'.SSvMH CHAFARIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguintes ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; laixas de ferro fundido batido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos; rodas
dentadas para agua ou animaes, de toda* as propor-
c.ocs ; crivos e boceas de foroalha e registros de boe-
ro, aauilhes,bromes parafosos e cavilhoes, moinlios
de mandioca, etc. etc.
Una do Crespo n. 23.
Vendem-se chitas francezas largas.d cores '
2 escuras a 2i0 o covado, cortes de casemira de '
9 cores c padrfies modernos a 45500, ditos de '
B casemira preta fina a 45500, panno preto e '
w de cores a 35000 o covado, corles de meia ca- (
semira a 1-3600, dlosde brim de linbo deco- (
9 res a 19600, riscado de liuho de cores escuras
a 2il)o covado, merino preto com duas lar- '
guras a I56OO o covado, chales de laa grandes
8 e de cores escuras a 800 rs., ditos encornados
a 15280, esguiao de linho muito fino a 19120
a vara, seliin preto muilo encorpado e de su-
perior qualidade a 25500, cambraias pretas e
@ de cores, goslos modernos, por prec,o commo-
do, chapeos do Chil finos, e oulras muilas fa-
zendas por preco muito em conla.
D AURORA, i
C. STARR&C.
respeilosamenle anuunciam que no seu extenso es
labelecmenlo era Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeiro c proraptidao.toda a qualidade
de machinisino para o uso da agricultura, navega-
jo c manufactura, c que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
abcrlo em um dos grandes arraazeus do Sr. Mosqui-
ta na rua do 151 um, atraz do arsenal de marinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas 110 dilo seu eslabeleciinenlu.
Alli adiarn os compradores um completo sorti-
inonio de moendas de caima, com todos os raclho-
ramenlos (alguns aleles novos originacs) de que a
experiencia de inuilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de haixa e alia pressao,
laixas de todo lamaiiho, lauto batidas como fundidas,
carros de mao e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
lo, fornos de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslruccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para frnalkas, e urna
infundado de obras de ferro, que seria enfadonhn
enumerar. No mesmo dc|iosilo existe urna pessoa
inlejligcnlc c habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annuncianlcs conlau-
do com a capacidade de suas oflicinas e machinsmo,
e pericia de seus olliciacs, se compromctlcm a fazer
\erulur. com a maior presteza, perfeiro, e exacta
imiiIoi mi-jaile cora os modelos,ou dcscnis, e inslrnc-
nes que Ihe forem fornecidas.
Boa-Vista n. 16.
Pommaleau tem a honra de participar ao respei-
tavel publico, que acaba de receber pelo ultimo na-
vio viudo de Franca, um sorlimcnlo de espingardas
de um e de dous camos, muilc\ese liuitchadas, |de
primeira qualidade, polvariuhos, chuiuhciras, espo-
letas da marca ti, una rica guarnitito uu apparclbo
para carro, e lanternas de metal rhamado Melcbior,
varios atoes ricos para dilo. chicles de balea, dilos
coberln- ile tripa para bolear, Ireios. espora, cslri-
bos, esponjas, escovas1 para lavar, rhicolinhos sorli-
dos, cabecadas de seda vegetal, e lambem de emito
daqui, urna grande variedade de cachimbos, uns
narguills para fumarem 4 pessoas, oulros de espuma
domar, de porcelana, demadeira ele,fumo preparado
dojmelhor. tesouras para jardineiro, ditas para cos-
lureiras,de nnhas elc.,e oulros instrumentos de ten-
lista, lancetas, facas de mesa, trinchadores, navalhs
de barbear rom cabo de larlaruga, de marfim e ou-
lros ; garante a boa qualidade de ludoquantn esl
cima mencionado; escovas para denles e unhas,
peine- para bigodesj de larlaruga, charuleiras com
agulhas de marear, caixinhas de massa para preser-
var o ac da ferrugem.
Na rua da! Flores n. 37, primeiro andar, \en-
de-se urna rica collec^o de vistas de Paris.
Vendem-se camisas brancas de linho para humera,
dilas (le cores finas para dito, collarinhos branros
para camisas, peitos para aberturas de dilas, zrava-
tas de cassa brancas bordadas de linha : na rua Nova
n.'2.
Attencao, por barato. .
Ha para se vender una vacca ingleza muilo co-
nhecida por bonita, j acclimalisada, da melhor ra-
ra que halUrcshire: atratar com o feilur da ca-
[icll.i ingleza no mesmo lucir.
FEIJAO' Mn.ATINHO.
Vendra-se saccas cora reijn mulalinho muilo no-
vo : no raes da Alfaudega, armazem defronle da
escadinha.
AO MODERNISMO.
Cada corte l#000 reis.
Cliegaram pelo ultimo paquete, e vendem-se na
loja n. 17 da rua do Queimado, os mais modernos
corles de veslido de seda e algodao, intitulados Man-
darine Escoccz, fazenda de fanlazia, de rotulo brilho
e goslo. pelo barato preco de 159000 cada corte.
Patino proprio para esclavos.
Vende-se o bem condecido c mnito superior panno
de algodao da Ierra : na loja dos qualro cantos da
rua do Oucimado 11. 20.
Vende-se herva-malle de primeira qualidade,
sal do Assepedrasde amolar, cm pequeas e Bran-
des porres, por preco commodo : na rua da Praia
n. 37.
Aos 10:0008000 rs.
No aterro da Boa-Visla, casa da Fama 11. 48, e na
rua da Cadeia, loja de cambio de F. Antonio Viei-
ra, eslu exposlos venda as cautelas da loleria dn
hospital Pedro II, cujas rodas andam impreterivel-
mente no dia 18 de agosto do correnle anno.
Bilhetes inleiros 109000
Meios 55060
Ouartos 29700
Decimos 15200
Vigsimos 600
LIQL1DACAO' DE CONTAS.
Barato sim, fiado nao.
Na rua do Oueiraado, loja n. 17, ao pe di botica,
vendem-sc para liquidacn, fazendas por barato pre-
co, como sejam : as modernas orleans de seda furia-
cores, com msela, propriaspara vestidos de senhora
c meninas a 400rs. cada covado, sedas de quadros
escocezasa 15440 rs., grosdenaples de seda lurta-co-
resa fgODO cada covado, c oulras fazendas por bara-
to preco, a dinheirn n vista.
Chapeos de sol muito grandes, com cabos de
i-anua e baleas, muilo fortes, de seda de todas as co-
res e qualidades, lisos e lavrados, proprios para a
chuva, por prero muilo commodo ; na rua do Col-
legio n. 4.
Na rua do Trapiche Novo n. 16,
vende-se:
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMACO aujil e branco, chama-
do Marfim Superior, em resmas de 500
tolhas, c outvas qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESO muito superior, proprio
para escriptorio, e mitras qualidades
maisem conta.
PAPEL DE CORES, em formato grande.
UMA PEQUEA porcao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente chegados.
ALVAIADE DE ZINCO. acompanbado do
competente seccante, muito recom-
meudavel pela grande superioridade de
tinta que produz.
PREGOS DE FERRO em bom sortimento-
Vende-se urna botica cm urna das prncipaes
ras da cidade da Paralaba, a dinheiro ou a prazo,
com garanta, por seu dono ter de retirar-sedaquel-
la cidade : a fallar nesla cidade com Barlholomeu
Francisco de Souza, rua lama do Rosario n. 36,i
ou na l'aialulia com Fructuoso Pereira Freir.
NO i 0\M M OR O HOMEOr ATHICO
00
, DB.P.A. LOBO HOSCOSO.
\ cndcin-sc asseguinles obras de homeopalhia em
francez :
-Manual do Dr. Jahr, 4 volume- I65OOO
Hapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I65OOO
llarlhman, Iralado coraplelo das molestias
dos meninos, I volume IO5OOO
A. Teste, materia medica hora. 89OOO
De Kayole, doutrina medica liom. 75000
Clinica de Slaoucli 69000
Carling, verdade da homeopalhia 49OOO
Jahr, tratado complelo das molestias ner-
vosas 65000
Diccionario de Nyslen 105000
Vende-se chocolate francez de su-
perior qualidade: na rua da Cruz n. 2(i,
primeiro andar.
Na rua do Vicario 11. 10, primeiro andar, ven-
de-se cera lano cm grume, como em \ olla-, em cai-
xas, com muito bom sorlimcnlo c de skperior quali-
dade, rhegada de Lisboa ua barca Gratidtio, assim
como bolachinlias cm latas de 8 lihras.e farello muilo
novoem saccas de raais de 3 arrobas.
V MESMA Fl MMtW
se execulam todas as encommendas com a superiori-
dade ja conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em preco. a
No bci 1-0 do tiunralves, junto ao armazcm do
Sr. Araujo, vende-sc um lindo cavallo ala/.Ao,:io\o e
de bons andares.
Vende-se urna bonita vacca ingleza da melhor
raca qoe ha (Dyreshire) e j aclimatisada: a Iratar
com o feilor da capella ingleza, na rua Formosa.
AO BOM E BARATO.
A dinheiro a' vista.
Para se ultimar e liquidar contas, vendem-se a
troco "de pouco dinheiro as seguintes fazendas, pro-
prias para homens: pannos finos prelos de cores fi-
las a 35500 e 49000, ditos verde e cor de rap a 49,
cortes de casimiras de cores lisas e de qoadros a 4 e
55OOO, caserai retas pretas e de cores com msela, pro-
priaa para palitos, fazenda muito fina, a 800 rs. o
covado, alpaca de cordao de cores muito lindas para
nalilsa 640 rs., merino preto superior, de lustre, a
5000, casemira prela fina e muilo superior a 25000
o covado, cortes de collete de gorgorito de linho e
seda de quadros modernos a I96OO, brim trancado,
pardo, de liuho, muilo lino a 640 a vara, dilos de
cores modernos, fingindo casemira a 800 rs., lencos
de seda para alcibeira, de campo branco, fazenda
muito fina a 19280, meios dilos para grvala a 19000,
chapeos de sold seda a 59500, ditos rrancezes finos
para caneca a 69000, c muito superiores a 69500 e
7S000, e oulras fazendas por barato preco :" na rua
do Queimado, loja n. 17. ao p da botica.
CHAPEOS DE SOL A 49800.
Na roa do Collecio 11. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda prelos e de cores, armario de balea, ca-
bos finos, os quaes avista da qualidade ninsuem dei-
xar de comprar, e nutras muilas qualidades, por
preco razoavel.
Vendem-se as mais novas e melhores semenles
de.bortalice viudas ltimamente de Portugal,pela ga-
lera Gratidtio, bem como milho moito novo em sac-
ras : na roa da Cadeia do Recife n. 56, loja de fer-
gens.de Francisco Costodio de Sampaio.
Com pequeo toque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de liman, a 39500 o covado : na roa do Cres-
po, loja da esquina qoe volta para a cadeia.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Compaiihia, rua da Cruz n. 15, vende-se muito supe-
rior cera de carnauba do Aracaly e Ass, cm porcao
c a retalbo; e alm de se pesar na occasiao da enlre-
ga se descontara urna libra de tara em cada sacco,
como he costume.
. ~ Vende-ie farinha de mandioca : a borda da-po-
laca Condora, ou a tratar com Tasso Irmao*.
vende-se a armacio da loja da rua 1'ireiU n.
I^C,m '"'P3980 las chaves da mama, 1 qual he
KE! Stggj*" eUbeIecimenlo, e ola eollo-
, Vende-se orna exceUenle capa de pana fino-
forrada de escocez, ecom carranca de prito: na roa
do Queimado. viudo do Kowlo, sesuda loja n. 18.
Vende-se urna e*rava de bonita lisura, de ida-
de 2o aunos, propria patato*. sCtvi{(, domestico
de urna casa : quem a pr.Unvler, dirija-so i roa da
Cadeia do Recife n. 04.
Chapeos e tetras muito barato a
dinheiro.
Vendem-se esleirs em reatos 1 UjXJOO, chapeos
de palha novos, o cenlo a 129000, cera asaartlla, di-
ta de carnauba, courtnhos miodus sola t j>.la'lhas
de lab\ rinllio com bico, tudo pan liquidar cenias :
na rua da Crui do Recife n. 33, un casa d* S A-
raujo.
VELAS DE CARNAUBA.
Vendem-se muilo superiores vdasde cera de car-
nauba, chegadas reeenlemenle doAracaty, pr me-
nos do que cm ootra qualquer parle : na rea da Ca-
deia do Recife n. 34, primeiro aidar.
VINHO DO PORTO JfUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em Larris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da rua do A'.eite de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Nova
& Companhia, na rua do Trapiche, n. 34.
CHARUTOS DA BAHA.
Acha-se expostos ao bale da loja de Boavenlura
Jos de Castro Azevedo, ui rua Nova n. 54, urna
grande porcao de charuto da Babia, que para se
acabar com elles esl-se vendendo pelo diminulo
preco de 640 a ceixa, e anda existe una pequea
porco dos de S. Flix, qe foram annunciadoe, pelo
preco de I9OOO, e a boa qualidade ja est sabida pe-
la maior parle dos seus rmanles.
Cassas francezas a 320 O covado.
Na rua do Crespo, leja da esquina qne vira para a
Cadeia, vendem-se cateas francezas de muito bom
gosto, a 320 o covado.'
Carro e cabriolet.
Vende-se um tarro de 4 rodas com 4 aseen-
0 tos, e um cabriolet, ambos em pouco oso, e 9
cavaHos para ambos : na rua Nova, cocheira #
9 'le Adolphc Bongeoii. a
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano .da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado na* co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
Ubras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugus, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz, n. 4.
LFNCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A *500 A
DCZIA.
Na rua do Crespo n.' 5. esquina qoe volla para a
rua do Collegio, vendem-se lencos de eaanbrata de
linlin finos em caixinhas com lindas estampas, pelo
barato preco da 49500 rs. a duzia, para acabar na
pequea porcao qoe ainda reala.
Jacaranda' de muito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n.T6
segundo andar.
Cola da Baha, de qualidade esco-
Ibida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes-A Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Baha, com bom sortimento : vende-
>
.


Relogios inglezes de patente.
Vendem-sc a preco commodo, cm casa de Barroca
& Castro, na rua da Cadeia do Recife n. 4.
PARA A FESTA.
Sellins inglezes para bomem e senhora
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, com todos os pertences. da me-
lhor qualidade que lem viudo ste
mercado, lisos e de hurranne, por
preco multo commodo : em casa de
Adamson Uie & Companhia, rua
do Trapiche n. 42.
Vende-se urna balance romana com lodos os
seus pertences. em bom uso e de 2,000 libras: quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. *.
ATTENCAO'.
Oh bello sexo viude comprar,
Lila de mui lindas cores,
Para bordar.
Na loja de 4 portas da roa do Calmea n. 1 1!, che-
gou ltimamente um completo sortimento de Ua
para bordar, boa qualidade, cujas cores seria enfan-
donho enumerar, basta afirmar que nao fallar cor
alguma, para habis maos por em pratica qualquer
desenlio por di (Viril que seja imitar em combinacAo
de cvres.
Sao lindas Uo lindas
Quem as lera '.'
As cores variegadas,
Qoem nao comprar ?
"FARINHA BE MANDIOCA-
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior larinlia de mandioca de Santa Catha-
rina : no armazem de Machado & Pinhej-
ro, na rua do Amoim n. 54. -
Vende-se um preto crioulo de idade de 25 an-
nos, bonita figura, proprio para o servico de campo :
na rua Direita n. 76, venda.
Vende-se riacadoa monslros largos de lindes pa-
drees, proprios para vestidos de senhora a 280 rs. o
covado: na rua jo Queimado luja n. 43.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de esciavos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 34; pri-
meiro andar.
0 POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
;ada recentemente, recommen-
a-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
/
Deposito de vinho de cham- $
tagne Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi Sk
de Marcul, rua da Cruz do Re- *
cife n. 20: este vinho, o melhor
P de, toda a champagne vende- O
c a SOOO rs. cada caixa, acha- f}
se nicamente -em casa de L. Le- j
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sfio marcadas a fogo
Conde de Marcuil e os rtulos
das garrafas sao a/.ties.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes e encorpadoa,
dilos brancos com pello, muito grandes, imitando os
de Ida, a 19100 : na rua dn Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vendem-se 2 vaccas tourinas e 1 novilho da
mesma rara pura, assim como algumas vaccas da
Ierra : para ver, na estrada nova, primeiro sitio de
porlilo de ferro, e para tratar, no Chora Menino, pri-
meira rasa 1I0 lado esquerdo. antes ila ponlezinha.
CEMENTO RUMANO.
\ ,-u.li'---,. no armazem 11. 1.1 da rua da Cruz no
Recife.
tk
Vendem-se relogios de ouro e praia, mais
barato de que em qualquer oulra parte
na praca da Independencia n. 18 e 20.
ateposito da fabrica de Todo* o* Santoa na Sabia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber c\ (",.'. na rua
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11, o seguate:
vinho deMarscilleem caixas de 3 a 6duzias, lindas
em novellos e cairelis, breu em barricas muito
grandes, ac de mila sonido, ferroinglez.

AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
I ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e laixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigrio n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violaoe flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tckes, modinhas tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Agenciad. Enwlai Kaw.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taizas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de todos os tamanhose modelos os mais modernos,
machina horsonlal para vapor com Torea de
4 cavallos, coros, passadeiras de ferro esUnhado
Cara eaa de purgar, por meos preco queuede co-
re, esco vena para uavios, ferro da Sueria, e fa-
llas de flandres ; tudo por barato preco.
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mrfz, sendo
alguma d:i mais superior que se -faz na-
qttelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vnde-se fumo em folha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com- '
panha, na rua do Trapichen. 16.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquirilias, por precounuilo com-
modo : a tratar no armazem*. 14 de Can-
dido Alberto Sodr da Motta, na rua do
Azeite de ,Peixe, ou na rua do Trapiche n.
54, com Novaes & Companhia.
Vende-se um excellente carrtnho de 4 rodas,
mui bem construido, eem bom estado ; estar posto
na rua do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
den os pretendeotes eiamiua-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no
Kerife n. 27, armazem.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de caslor braueopnr commodo
preco,
Vendem-se pregos americanos, em. >
barris, proprios para barricas de' assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do ,
Trapiche Novo n. 16.
Taixas para engenhos. '
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cbafariE continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5La 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por 1
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cano
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe seceo de varias qualidades e
mullo bom : na rua da Cruz n. 15. segundo andar;
assim como botina de conro pelo diminuto preco de
29500 o par.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na rus da Cruz do Recife no armazem o. 62. de t.
Antonio Francisco Marlins,'se vende os mais sope- "
rieres queijos loqdrinos, presuntos para hambre, ul-
limamciile chegados na barca ingleza t'aJpa-
raito.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preeo commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a "*
venda a superior flanella pan forro de sellins che-
gada reeenlemenle da America. I
Moinfcos de vento
'ombombasderepuiopara regar herase haixa,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : ua rua
do Brum ns. 6.8 e 10. \
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afreguezada: Iratar 4
com Tasao & Irmios.
Devoto ChristSo.
Sahio a los a 2. edicao do livrinho denominado- *
Devoto Christo.mais correcto e aerescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac da In-
dependencia a 640 rs. cada ezeraplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de corea de um so panno, moito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina qoe volta para a cadeia.
CAL E POTASSA.
\ ende-se superior cal de Lisboa e potassa da Rns-
sia, enerada recentemente : na praca do Corpo San-
io, trapiche do Barbosa d. II.
Vende-se a propriedade que foi do fallecido Pin- v
lo, enlre a Emberiheira e a Boa-Viagem, com pti-
mas varteas para capim, tanto de invern cerno de
verlo, c lambem pode-se criar vaccas por ser bastan-
te grande : quem a pretender pode euleuder-se com
o Sr. Joaquim de Almeida Pinto, na sua botica na
rua dos Qoarteis.
Vende-se um rosario grande de ouro de lei ;
na rua do Collegio n. 13, segundo andar.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 1. de agosto o prelo Rav-
mundo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco ma'is
ou menos, natural do Ico, cou herido alli per Raj-
mnndo do Paula, muito couvivente, locador de flau-
lini, cantador, quebrado de urna verilh, barba ser-
rada, lieicos iirussos, estatura regular, dia saber ler
e escrever, tem sido encontrado por vezes por detraz
da rua do Caldeireiro, juntamente com urna prela
sua concubina,que tem o appcllido de Maria cinco
reis ; portanlo roga-se as autoridades policiaca, ca-
pilaes de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
prchendam e levem a rua Direita n, 76, que sero
generosamente gratificados.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corren-
le anno o escravo Jos Cacanse, de idade 40 annos,
ponco mais ou menos, rom falla de deoles na frente,
testculos crescidos, e cicalrizes as nadegas ; graii-
fiea-se generosamente a quem o levar ao aterro da
Boa-Vista o. 47, segundo andar.
Para.- IT M. F. FiurU.-ltM.
f


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EF7KQAE03_N80S26 INGEST_TIME 2013-03-25T14:05:59Z PACKAGE AA00011611_01428
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES