Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01427


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Full Text
f

ANNO XXX. N. 179.
-*
Por
Por
3 mezes adiantados 4,000.
3 mezes vencidos 4,500.
--------1 IIHIII- -------
SEGUNDA FE1RA 7"deTGOSTO dT 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
i
*
DIARIO DE FERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SIBSCRIPGAO*.
Kecife, o proprietario M. F. de Faria; Rio dit Ja-
neiro, oSr. JooPreira Marti ns; llala, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dad; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pareira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Ctari, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 ao par-
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 0/0 de rebat.
Acjes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibc ao pan.
k da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro.Unjas hespanbolas. ..... 299000
Moedas de 6*400 velhas. 1650O0
de 65400 novas. 169000
de 4O00...... 99000
Prata.Pataces brasileiros ..... 19940
Pesos columnatios..... 19940
mexicanos....... 19860
PARTIDA DOSOORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhins nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExjeOuricury,a 13e28.
Goianna e Parahiba, segunlas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, na quinis-feiras. (
PREAMARKHOJE.
Primeira s 2 horas e 54 noulos da tarda.
Segunda s 3 horas e 18 i'mutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relar.no, icrcas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Agosto 1 Quarto crescenle s 8 horas, 9 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
8 Luachtal hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da larde.
DAS da semana,
7 Segunda. S- Caetano Theatino fundador.
8 Terca. S. Cyriaco diac. m.; S. Emiliano b.
9 (Juarta. S. Komo soldado ; S. Secundiano.
10 Quinta. S. Lourenco di8c. ro. ; S. Astheria.
11 Sexta. Ss. Tiburcio e Suzana mm.; S. Digna
12 Sabbado. S. Clara v. f. ; Ss.Aniceto* Fontino
13 Domingo. 10. Ss. Hypolito e Cassiano mm.;
S. Candida m.; S- Wigberto presb.
PARTE OFHCIAL.
7
i
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r

>
j
GOVERNO DA PROViriCIA.
Capedlante da da 3 da agoto.
OflicioAo commandante 'ia.' ariues.inlerino, in-
leirando-o de haver transmitlido a thesouraria de
fazenda para jereni pagos de eonform dade rom a
suainformirao, os documentos que S. S. remeten
vela a despezada 1369800ts. feila pelos alfares
JtquMB Cavalcanti de Albuqnerqoe Bello e tiui-
llierme Marques de Sonza.
DitoAo roesmo, recommendando i expedirn de
soas arden: ao commaodaate do qu.irl i batalhao de
arillharli a p, para mandar a presentar amanhSa s
10 horas do dia, na casa d sesiioes de tribunal do
jury do termo de Olinda orna Torca sediciente, ifim
de manter a boa ordein que deve reinar naquelle
tribunal.Communicou-se ayuijc direito da pri-
meira vara crime desta ci*^
DitoAo mesmo, para por em liberdade
o roer uta Brnardino de ..., visto t)r a presentado
isenjio legal. .
DitoAo juiz relator da junla de juslija, trans-
miniado para seren relatados t m sessao da mesma
junta, os procesas feilos aos so.dados loio de Al-
meida Le te, Jos Al ves dos Santos, Ignacio Mariano
e Antonio Marques do Espirito Santo, este da com-
panhia fha de afrailara, e aquellos do quarto bata-
lhiode arlilliariaap e segando de infautaria.Cum-
rminicon-se ao coronel command inte das armas in-
terino.
DitoAo capito do porto, dizendo que pode adop-
tar a medida por Srac. proposla de serem ca-
minadas as pessoas que aspirarero servir comoprnti-
cos da costa. afim de se acaulellar que nao sirva laes
lugares qatai nao tiver o necesario mrito.
DitoAcmcsmo,consfeiiliodo nao squeJosFaus-
tiuo Porlo, entre iudependente da apresentajao do
sea diploma no exercicio do lug.ir par que fora no-
meado da pralco-mr do porto desta cidade, mas
tambem que as embarcares dos praticos sejam em-
prendas on servijo de pratirasem, at que o gorer-
V no imperial providencie acerca da factura ou com-
pra das que deve ter a mesma praticagem, conforme
Sinc. requisitoo.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, re-
commendandn a expedirlo do suas ordeus, para (|oe
o commandanlckdo patache Pirtipama. receba a sen
bordo e condaza para o presidile Femando, a mu-
fliere tres lilhos menores do sentenciado Antonio
Benlo da Cuulia, que seguio para a'lino briguc
escuna Ltgalidade.
Dito Ao mesmo, communirando haver o Exm.
presdeme da Parahiba, participado que sendo-lhc
difflcit ordenar a rer.essa para aqu da boia do por-
, to desta .idade que se acha em poder do inspector de
^\ -quarleirSo da praia do (iuagin'i, alienta a falla de
l pessoas oaquelle lugar a quem elle se possa dirigir
a respeito, dra as convenientes irdens, para que a
iiiencinnada boia seja entregue a pessoa que para
jjso se mostrar aulorisada porSnic., vislo achar este
meid Birr*l9eiTeBlUlf/dUl.""^^/* "*
DitoAo mesmo, dizeudoque pode Smc. dar pos-
se a Jos daSitva Neves, no lugar de patrao-mr do
porto desta cidade, para o qual fora nomeado por
decreto de 3 de junho deste anno, vislo ter elle vol-
tado da commisso em que se acliavi.
DitoAo director do arsenal ile guerra, para que,
lepois de lavrado o termo de que trata o artigo 4 do
resulamenlo de 3 de Janeiro de 18V2, mande Smc.
alistar na companhia de aprendizes daquelle arsenal,
a os mellares Porfirio e Antonio Sidostiano, a que se
refere a soa informarlo.Ofllcioa-se ao juiz de or-
phlos desle termo para lavrar o supradito termo.
DitaAo mesmo, para mandar fomecer ao major
coromaiidanlc interino do balalhtio de a i Diaria da
guarda nacional do municipio do Kecife, os objec-
tos constantes da relacAu que remelle por copia.
Communicou-se ao respectivo commandante supe-
rior.
Dito Ao director das obras publicas, ronce-
deudo a aulorisaro que Smc. pedio para dis-
peadera quanlia de 803000 rs., pouco inais ou me-
na* com alguna reparos de que precisa a ponle da
Bea-Vist.Communicou-se a lliesour, ria provin-
cial.
Dito Ao commandante sopsrior interino, da
guarda nacional do municipio do Kecife, recommen-
dandoa e-;ptdic5ode suas urdens para que nos do-
miugos e dias santos seja a guar ljao desta praca
auxiliada pela mesma guarda nacional do roellior
modo que for possivel, devendo ee servido ser fci-
to alternadamcule alim de que se nao torne velato-
rio e gravoso.Communicou-se ao coronel comman-
dante desarmas.
DitoAo mesmo, dizendo que esperava que o to-
ncte coronel Sebaslio Lopes Guimara, preslasse
juramento como chefe de estado-maior, para eolio
mandar que Smc. Ihe passasie o commando superior
da guarda nacional deste municipio, o que agora se
faz.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, pa-
que vista do pedido que remelle, mande Smc. en-
tregar ao Ihesoureiro pagador da repartido das obras
publicas, a quautia de 15:1579000 rs., para occorrer
ai despezas das obras por adminislraco a cargo da-
quella repartirlo no correle inez. Communicou-
so ao director das obras publicas.
DitoAo mesmo, recommendando que vista do
competente certificado, mande Smc. pagar ao arre-
matante das obras do 19 lauro da estrada do Pao
d'Alho. a importancia da lerceira prestarlo do seu
contrato. Communicou-se ao director das obras
publicas.
Dito A' cmara municipal do Cabo.Kespon-
dendo ao ofllcio que Vmcs. rae enviaran) em dala de
17 de junho ultimo, Icnho a dizer-lhes que em face
da informarlo prestada pelo engenheiro Henrique
Augusto Milet, sao infundada jas reciamaeOes dessa
cmara acercada execucaodo 5.0lancodaran>ificacao
di estrada do sul que passa por esea villa ; visto co-
mo ainda se nao lizeram escavacues algumas segun-
do consta da plaa e perfil do lauro, e bera assim se
pode prescindir das vallas ou regos, para o caeoa-
menlo das aguas pinviaes, os quaes podero ser
substituidos por camos de lijlo ou calcadas de po-
dra.
PortaraMomeando de conforraidade com a pro-
posta do chefe de polica, a Francisco de Barros do
Nascimenio, para o cargo de lerceiro supplente do
subdelegado da fraguezia da Fazenda Grande.
Communicou-se ao referido chefe.
DilaMandando alistar a Francisco Miguel Almi-
nlio, no servico do exercito como voluntario por
lempo de seis aono's, abonando-se-Ihe alera dos ven-
cimentos que por le lhe compelirem, o premio de
30090110 rs.Fizcram-se as necessaras commuoica-
r.Oes.

OfficioAo Exm. bispo diocesano, commnnican-
do que segundo constou do aviso da reparlico da
justara de 8 de julho ultimo, solicitara-so do ministe-
rio da fazenda a expediento das convenientes ordens,
afim de que na thesouraria de fazenda desta provin-
cia, seja posta a disposielo deS. Exc. Rvm. a quau-
tia de 9:0009000 rs. para continuarlo das obras do
seminario episcopal de Olinda.Igual communica-
c.lo se fez i referida thesouraria.
DitoAo Exm. Dr. Pedro Fraucisco de Paula Ca-
valcanti de Albuquerque, conmunicando que por
decreto de 22 de julho ullimo, segundo cooslon de
participarlo da secretaria do ministerio do imperio,
fora S. Exc. nomeado director da faculdade de direi-
lo da cidade de Olinda, e remetiendo copia da ola
dos direilos e emolumentos que S. Exc. tem de pa-
gar para a oblenrao do seu titulo.Nesle sentido of-
ficiou-se a Ihesouraria de fazenda.
I 'i loA o commandante das armas, transmilliodo
copia do oflicio do Exm. presidente do Cear.'i, com-
wi^udo haver annijidirtTO iTuTo q>5e"iii fiier
mmmuuao naver huijhw H |IHIW qeTni lizera o
soldado ilojjojw-baiallino de infantaria. Jos Camilo
Pcssoa, que se acha com licenca naquella provincia,
d'alli tirar at passar o vapor que se espera do
norte.
DitoAo mesmo, remetiendo para terem o con-
veniente deslino as notas que enviou o Exm. minis-
tro da guerra com aviso de 18 de julho ultimo,
conlendo as alleraeoes que liveram nos mezas de
maio e junho desle anno, os capilaes Miguel Jero-
u; ino de Novaes, francisco Antonio de Carvalho,
Antonio Caetano Travassose o lente Manoel Por-
firio de Caslro e Araujo, que se acham addidos a di-
versos corpos estacionados na Hio Graude do
Sol.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
Iransmiltindo para os convenientes exames, copia da
acia do ronselho administrativo datada de 26 de ju-
lho ultimo.
DitoAo mesmo, communicando haver o hacha-
re I Jos Quinlino de Caslro e Araujo, juiz munici-
pal do termo deOliuda, participado que lendo se fin-
dado o seu quatrienio no dia 31 de julho ultimo,
pass ira a vara ao respectivo primeiro supplente o
Dr. Nuno Arque de Avelina Annes de Brilo liudez.
Igual coimuunicacjlo se fez ao conselheiro presiden-
te da relaro.
DitoAo juiz relator da junla de jwti{d, Irans-
milliudo para serem relatados em sesso da mesma
junla os processos feilos ao soldados do oitavo bala-
lliilo de infantaria Joaquim Estanislao Ferreira, An-
tonio Jos Thcodoro e Antonio Venancio da Rocha.
Participou-se ao Exm. presidente das Alagoas.
DitoAn chefe de polica, recommendando a ex-
pedirn de suas ordens, para que seja enviado para
a villa de Pesqueira. por alguma forra que para all
tenha de irou pastar, o criminoso Jos Joaquim de
Santa Auna, que se acha remlhido na cadeia desta
cidade, o qual foi requisilado pelo juiz de direito
daquella comarca, para responder respectivo ju-
ry.Communicou-se ao referido juiz.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha, para
que a raestranca daquelle arsenal, proceda a urna
ve-loria no mastro grande do briguc de guerra Cal-
liope.Commuuicou-se ao commandante da eslacao
naval.
DiloAo director da colonia de Pimenleiras, de-
clarando haver o coronei commandante das armas,
participado, que na relacao das pracas que se olfere-
ceram para servir naquella colonia, fora por ensao
incluido o nome do soldado do nono batalh.lo de in-
fantaria, Vicente Ferreira da Costa.
Dilo-Ao inspector da thesouraria provincial, re-
metiendo, para que naquella Ihesouraria, seja cele-
brado o competente contrato, copia do oflicio em
que o director das obras publieascommunicou haver
impreilado com Joaquim Augusto Ferreira Jacobina,
a facluap dos concertosde que precisan) o segundo e
lerceiro leos da estrada do Norte, e bem assim de
urna bomba, cujo orcameno tambem remelle por
copia, a qual faz-se all precisa.Commuuicou-se ao
referido director.
Dilo.Ao commandante do corpo de polica, re-
Lpommendando a expedico de suas ordens para que
a guarda da cadeia desla cidade seja d'ora era dian-
te dada romo era rstame por aquello corno, que tica
dispensado de dar a do arsenal de guerra.Commu-
nicou-se ao coronel commandaule das armas.
Dilo.Ao mesmo, dizendo que segundo decla-
rouo director do arsenal de guerra, nAo se tem po-
dido apromplar os pedidos de que Smc. trata em
coiiscqiienria da afluencia de muito trabalho, mas
que ha dado suas ordens para que sejam elles salis-
feilosquanlo antes, podeudo Smc. mandar buscar
as vinle armas que reslam pois j se acham concer-
tadas.
Dilo.Ao mesmo, recommendando a expedicSo
de suas ordens para que o deslacamento da cidade
da Victoria nao s seja substituido.mas tambem au-
gmentado com mais alguraas praras como for possi-
vel, visto assim convir ao servico publico segundo
declaren o chefe de polica. Commnnicou-se a
esle.
Dilo.Ao commandante do deslacamento velante
da comarca da Boa-Vista, recommendando que re-
meta ao chefe de polica com toda a seguranza e
brevidade, caso nao o tenha ai mi a fcilo o preso Jos
Caroeiro Nogueira de Aodrade criminoso de morle
na provincia do Cear o qual acha-se recolhido a
cadeia do Ouricury.
Portara.Ao agente da companhia das barcas de
vapor, recommendando a expedicAo de suas ordens
a fin de ser transportado para o Para, no vapor que
se espera do Sul o 2. cirnrgiao alferes do corpo de
saude do exercilo, Dr. Antonio Jos Pinheiro Tu-
pinambo. Fxpediram-sc a respeito as necessaras
rommiinicares.
Dita.Mandando admittir o paisano Manoel Cae-
l.ino Demetrio, ao servico do exercilo' como volunta-
rio por lempo'de seis aunos, percebendo alera dos
veocimenlo? que ptr le lhe compelirem o premio
de 3009 is.Fizerara-sc neste sentido as necessaras
rommnnii aroes.
FOLHETIM.
a
Por OCTAVIO FEUILLET.
*f
SCENA IV.
O mttmos, Francitco. ( Elle serve a meza du-
rante o jaular sahudo de vez em quando, e mu-
dando os pralos, etc.
Aurora : Asseule-se ; o sen'ior ganhou bem o
seu jantar.
O Conde (assentando-se) :APirmo-lhe que sin-
to-me com um principio de appele, o que nao me
acoutecia desde lempo mnicinori.il.
Aurora : O senhor nao lem talvez Irahalhado
lamis assim'! nrct-u. ceremonias de meta.)
O Conde, (coja alegra persiste): A senhora
pronunciou, ha pooco, a palavra de cururiosidade :
drsciilpe a miuha. He um milasre espantoso adiar
nesla Thebaida selvagem una pessoa que parece lao
bem feila para apreciar todas as delicias da vida ci-
\ i lvida (i,ic/Kando-se), e para acrescentar-lhe...
[Aurora inclina-if.) A senhora nao vive seniprc
> nesla sohdjo'.'
Aurora : Eslou nesla casa ha po icos mezes.
desde que perd urna pessoa que me era mu chara ;
poreui viudo para aqoi nao fiz mais do que mudar
de rcliro... Tenho vivido quasi sempre louge da so-
ciedade... L'nipouco de pastel queule, Mr. de Con-
miuges
O Conde : S Hito pouco, por favor.
Aurora : Maa*o senhor conde fallava em mila-
sre... nAo ha milasre mais inaudito, do que encon-
trar em ama lerra-feira... dia de represcolacao no
Ibeatro italiano... as neves desle deserto brcl.1)...
nm mancebo ue parece to bem feito para gozar
das mais exquiilas delicadezas da exislenra pari-
siense ( saudando), e para realca-las rom sua pessoa.
O Conde (dando um suspiro depois de tcr*sc in-
rlin.ido : Oh senhora. vejo que devo conlar-
llie innha historia... he a nica explicaran honrada
que posso dar-lhc de miuha conduela... e todava
ru-la-me meilo rrpellir rom lana press o sor'nso
que seuliff xobro os labios pela primeira vez ha an-
uos... iF.nrhr'mttn-a.) Nao sci-porque singular po-
der a senhora m'o fe,z recobrar. Para diter-llie lu-
do em orna 'paBvra, sou om lioniem desgranado-,
.senhora.
lurnru on lom de compaixao levemente irni-
ca' : De veras'! Sirva-se desla narseja, senhor
conde, 'liuilindo marioiamenle.) A narseja be u-
nia ave Irsle...
O Conde : Nao mais do que eu, aflianco-lhe.
Sini, sou desgrarado, e eis-aqui porque : Entrando
innilo joven no bulicio da vida |i.iri-ion-}... Ili-i-
'a.) Senhora, seus ouvidos nao e-lo talvez acostu-
niadns a tan frivolas narrarOes.
Aurora: Oh tenho dade para onvr Indo...
I lema, rreio que posso desde o principio presumir
() Video Diarion. i76.~~
INTERIOR.
a natureza de suas confidencias, e poupar-lhe os ca-
ptulos mais espinhosos... Depois de ter procurado
de sal lo em salo, talvez de camarn) em camarn,
e quen) sabe mesmo se de bastidor em bastidor...
lodos os encantos que pode conceber nesle mundo
um mancebo rico... bem apessoado, o senhor a -
borreceu-se de urna existencia, alias mui'.o oceupa-
da, e vai fazer-se carluxo. lie isso ?
O Conde (admirado): A senhora adevinhou...
Siro, he isso pouco mais ou menos, salvo o desenla-
ce! porque meu aborrecimenlo e raeu enfado che-
garam a poni tal que a porla de um claustro nao
me parecera urna barreira sufliciente eutre a vida e
mim.
Aurora ( com simplicidad!' : Ah I nesse caso
he um bom suicidio que o Sr. medita ?... Mais esta
azinha, Mr. de Cnmminges '.'
O Conde : Eslou confuso, senhora... Tenho
comido como um canbal... Sim, senhora, pretendo
dcixar a vida: nao fajo ostentarn ncm mysterio
disso... Desde muilo lempo eu tenda para es tremidade quando ha dezoito mezes um remorso
pungente vcio dohrar-mc o peso, e-precipitar sem
duvida miuha rrsolorao.
Aurora L*m remorso, senhor?
O Conde : Um remorso que ao menos escapa-
r de sua amigavel irona... [Cct.vi de comer.) tm
quanlo eu passava em Paris a especie de existen-
cia... que a senhora acaba de esborar... minha mai,
mulher digna de ser conhecida da senhora, minha
mai morava no Auvergue em nosso velbo caslello
de familia... Eu amava-a, posto tenha a amargura
de pensar que ella pode duvidar disso... Sim, apezar
das appareneias, e no meio das dis les que devoravam-me a vida eu amava-a com pic-
dosa ternura... Uebaldc suppliquei-lhc durante dez
aunos que fosse inorar comigo...
Aurora : E porque o senhor nao ia reunir-se
a ella >
O Conde : Nao achei em meu vil coraran for-
ra para romper o laro dos hbitos parisienses que
encadeavaiii-me de lodas as parles... Minha mai dig-
nou-se inuilas vetea le alravcssar a Franja para
abracar seo lilho insraln...; mas uestes ltimos an-
uos a vellee e a cnfcnnldade nbam-na privado
dessa consolaran... Ella chamava-me para juuto de
s com nst;iiicia... De cerlo, eu (cria ido..,; mas
iniiilia |iobre uiii allrahindo-me com urna m.lo, re-
pellia-nie rom a oulra sem o saber... Deseja casar-
me com nao sc que mora de provincia... Suas car-
las esto cheias desse projeclo que me conslernava
profundamente.
Aurora : Isso li fcil de conceber-se.
O Conde:Minha mai parecia-me lao loara-
mente enamorada de sua esculla e de sua cbimera,
qoc en n.1 ousava cnviar-llic urna recusa positi-
va... Tao pouco podia decidir-me a leva-la pessoal-
meiile, uem lomar a vela para aniquilar desde a
primeira palavra suas mais charas esperanras... He-
sitava assim de dia em dia... [A ro; ae f/e atiera.)
liesilei ilemasiadameule... Pcrdi-a... ( Lecanta-xe
mordenio os labio/, e d algiint pantos pela tala.
Tornando a assenlar-te atesis de um sileiu-i,,.
Desciilpe-me. ( Em lom indiferente.) A senhora
bem enmprehende que laes rircumslanrias nao eram
propras para reronriliar-me rom a vida.
Aurora : Perdoe-me, comprehendo mal... Nao
sei que por ter fallado a um dever, liqne alguem
RIO BE JANEIRO,
SENADO.
Da 14 de Junho.
As 10 horas e meia da mauha, achando-se reu-
nido numero sufliciente de membros abre-se a
sessao.
I.ida e approvada a acia da anteceden le, o 1.
secretario da i unta do sesuinle expediente :
He remettido i coramissao de consliluicao um re-
querimenlo de Emilia Eulalia Nervi, pediudo ds-
pensa de lapso de lempo ulim dc.se poder naluralsar
cidadaa brasileira.
Sao eleilos por sorle para a depulajao que tem de
receher o Sr. niinislro da marinha, os Srs. Jobim,
Miranda Ribeiro e Souza e Mello.
Passaudo-se a ordem do dia, sao approvadas sem
debate, em 1. e 2. discussSo, para passar 3., a
proposirao da cmara dos deputados approvando a
aposentadoria concedida ao juiz de direito Alexan-
dre Joaquim de Siqueira; em 3.', para ser enviada
i sanecao imperial, a proposijao da mesma cmara
augmentando o ordenado dos crrelos das secretarias
de estado ; e em 2. discussao, para passar 3.', a
resolurao do senado, approvando a penso concedi-
da a D. Mara Generosa I.oureiro.
Achando-se na antecmara o Sr. ministro da ma-
rinha, he inlroduzido cora as formalidades do esty-
lo, e toma assenlo na mesa.
Entrando em l.'discnssfc he approvada aem de-
bale, para passar a 2.', a proposta do governo, e
emendas da cmara dos 9rs "deputados fizando ns
forcas navaes para o ann financero de 1855 a
1856.
Scgue-se a 2. discussao lo seguinte art. 1." da
proposta: ,
Art. 1. A forja navahpara o anno financero
de mil oitocentose cincoene cinco a miloilocen-
tos e cincoenta e seis consta^ :
" 5 I." Has ofliriae- da anuda?^tdemais clas-
ses, que for preciso embarca^ conforme as lolarcs
dos navios, c eslado-maior fikdivisoes uavaes.
praras de inariuhagem fediprel'^s corpos de ma-
rinha, embarcadas em navw armados c Iransporles;
c de cinco mil, ein circumjancias extraordinarias.
Tomam parte na discuss) os Srs. Tosa, l'.ira-
nhos (ministro da marinha'! D. Manoel, o 1., im-
pugnando o artigo, os dousiltimos defendendo-o.
Julgada discutida a mtela, retra-se o ministro,
mas verilicando-se nao havr casa, fica a volaro a.
diada.
O presidente designa a oiem do dia, e levanta a
sessao.
Da 6.
A's 10 horas c meia danaoliaa, achando-se reu-
nido numero sufliciente le membros abre-se a
sessao. g)
I.ida c approvada a aclada antecedente, o 1. se-
cretario d conta de seguile ixpedieole :
Um oflicio do I." secreaio da cmara dos Srs.
deputados, participando lavrcni sidosaiicciouadas
as resoluroes que dispensan is leis de amortisar.io
para poderem possuir bens d raz a Sania Casa da
Misericordia de Paranagua a ordem lerceira do
Carmo da cidade de Santos, i hospital de caridade
da cidade de Barbacena, a mandado do Sanlissimn
Sacramento da capclla curadide S. Jos do Turvo,
e a irmandade de Nossa Seiiora da Conceirao de
Vassouras.Fica o senado iletrado.
Hoiis olliiios do mesmo, acmpanhando as seguin-
tcs proposiedes :
A assembla geral lesi-lalin resol ve :
Art. 1. A uisp isirao do|;. do art. I.daleide
6 deselembrode 1851 fica'etensiva ascompauhias
de que trata o art. 6. da leide 2* de seleinbro de
1815.
ArL 2." F'icam revogadas uaesquer leis e dispo-
siroes em contrario.
Paco da cmara dos deputdos em II de junho de
IS.M.-fr-F^.arfe de Haepeny, presidente.Fran-
cisco de itmln Candido, Io secrclario.Antonio
Jos Machado, 3.a serrelario
A assembla geral legslativ resolve :
Art. l.Aos ollciaes de2." classe do exercilo c
da armada, compelen) os memos veueimeiilos que
aos da 1. classe, quando enpregados em servico
proprio desla ultima.
Art 2. Sao devidos os nspeclfvos veucimcnlos
pelo lempo de serv prestad, na conformhladc do
artigo antecedente ao capito \Jb-gilio losara da
Silva, e a todos os militares o> tenu e mar, que es-
liverem em idnticas circumsancal.
Art. 3." F'icam revosadaan alsposiroes em con-
trario.
Pajo da cmara dos deplados, em 1 i de junho
de I85i. Visconde de Bapendy presidente.
Francitco de Paula Candi 1. secretario.An-
tonio Jos Machado, 3. seretaro.
Van a imprimir.
Sao eleilos por sorle para i depulajao que tem de
receber o Sr. miuislro da mriuha, os Srs. Meudes
dos Santos, Paula Pessoa e lmandes Chaves.
He ldae approvada a reacrAo da resolurao do
senado, que aulorsa o goveno a conceder caria de
naluralisarao de cidadao braileiro ao Dr. Jos Fran-
cisco Sigaud.
Sao lidos os segunles pareeres :
1." q O Eim. bispo dioceano de S. Paulo pede no
requerimeuto incluso a conessao de cinco loteras
para coadjuvar a obra do seninario episcopal que al I i
se esl eonslruindo, e para uslificar sata pretenrao
allega a insuflicicuca dos re-ursos que lem para le.
var aocabo o edificio, c para formar o patrimonio de
que carece o mesmo semioirio, recursos que con-
sisten) nos dous volunUriosfcilos pelos fiis a pedi-
do do representanle, e que ipenas monlam por ora
em cerca de Ireze ronlos deres, e pouco mais po.
derao produzir.
A commisso de fazcnia encarregada de exa-
minar a materia do sobredio requerimenlo, alten-
dendo qne o corpo lcgislalivc j decrelou a quanlia
de oito conlos de reis para cutdjuvar a conslruceao
de um seminario na provincii de S. Paulo (art. 3.,
88., da lei de 17 de setcmlro de IS ,1 n. 628; en-
'ende que deve ser lomada en considerarn o pedido
do mesmo Exm. bispo; mas para dar seu parecer
dispensado de lodos os outros. ( Sorrindo.) Mas..
emlim'.'
O Conde : Emlim.,. meu desalent augmen-
tou. Achei-me como sellado em um enfado de chom-
bo, sem ler mais um desejo, urna esperanja, um sor-
riso, e vetido passar as mais vivas seduejoes de mi-
nha mocidade com urna neglicencia glacial. Alle-
rou-se-mc a saude, perd o appetilc e o somno...
Eu recciava que a loucura eslivesse no fim dessa
morte acordada... Em urna palavra, depois de algu-
mas lulas iuteriores, lomei o partido, de ora em di-
anle immutavel, de quebrar meu copo vasio, e de
morrer iuleiramciite.
Aurora : De cerlo isso est em suas mine i
mas nao seiemvirlude de que fantasa o senhor esco-
Iheu a Bretanha para thealro desse aconlecimento
Iragico ?
O Conde : Perde-me, vou tratar disso... A
phanlasia nao leve ahi, parte nenhoma. (Francisco
depe sobre axmesinha perto da chamim urna ban-
deja com chacenat, e sahe.)
Aurora (levantando-se) : He servido tomar ca-
f, senhor conde:'
.O Conde : De boa voolade, seuhora... [Chega-
te ao fogo. ) Fazem boje tres mezes e um dia que
reun alguns cantaradas cm urna sala de hospedara
para dar-lhes um jaular de de-pedida, o que nao
Ibes encobri. Elles tentaran) combalcr meu desig-
nio com diversos argumentos mais ou menos espe-
ciosos... Mas vou inicia-la, senhora, cm Conversa
roes de rapa/es !
Aurora : yiierrrnpTjrta ?
O Conde: Que disseram-me, queres morrer
Tua mao, leus labios, leo rorar.lo estao enervados
pela velhiee t Nao ha mais flores... nao ha mais
mulheres sobre a Ierra Nao, Ibes respond, nada
ha mais para mim... Nao vejo mais nrm mesmo
conecbo debaixo do sol urna flor qoc possa attrabii-
me a mao... um amor que possa tenlar-mc o co-
raran. Flores e mulheres nao lem mais para mim
senao um mesmo perfume, tornado banal e fastidio-
so a forja de uniformdade... Todas parecem-me
Uto seraehanles entra si que confundo-as de ora cm
diante em una rommun indiflereiija... Em urna
palavra... nao ha mais que urna mulher sobro a Ier-
ra... enao amo-a.
Aurora: ludo isso he muito gracioso para
nos...
O Conde: Note bem que eu nao linha anda a
honra de conhece-la... Emlim, acrescentei, adi-
me nesle estado, meus amigos ; he claro que nao
posso mais'vivcr.
Aurora : Cun elTeilo he claro, visto que a vi-
da nao lem evidentemente outro lim senao eolber as
flores e amar as mulheres... Um pouco de assucar,
Mr. de Comminges...'.' E ao cabo de ludo isso o se-
nhor nao malou-se decididamente'!
O Conde (exclamando vivamente com muta se-
riedade ) : _Perde-rae fiquei inhabalavel em
minha resolurao, e le-la-hia execulado desde o dia
seguinte, se essa tarde nao hornease tido ronseqoen-
rias inteiramenle imprevista-...
Aurora: Ah !
O Conde: Nessa suprema expansao de despe-
didas eu linha-me atrevido a confiar a meus amigos
sobre o meio de levar a effeilo a coadjavajao que el-
le sollicita, precisa que o governo informe se esla ja
comerada a obra do seminario episcopal na provin-
cia de S. Paulo, quanlo se tem com ella dispendido,
e quanlo poder custar, e se oulro sim foi ja dispen-
dida a referida quanlia de olo conlos de reis; e
requer por tanto que se pejam as dilas informarOrs.
Pajo do senado, em 10 de junho de 185i.J.
F. Vianna.Rodriguet Torres, V. de branle*.
2.' A commisso de marinha e guerra tendo
examinado o requerimenlo do 1. lenle Aires
Antonio de Moraes Ancora, em o qual pede qne seja
o governo autorisado a transferio-lo do 4. batalhao
de artilharia a p para o corpo de estado maior da
l. classe do exercilo ; nao pode dar o seu parecer
sem que seja ouvido o governo; por isso pede que o
mencionado requerimenlo, e mais papis sejam re-
mettidos ao respectivo ministro, afim de que infor-
me a tal respeito.
Paro do senado 10 junho de 1851. M. de
Ceuriat.ti. F. de Souza e Mello. '
3. u A commisso de fazenda he de parecer que
sejam archivados os segunles papis, por nada mais
haver que deliberar acerca da materia driles.
1." Urna represenlajao da assembla provincial
do Maranhao, de 11 de agoslo de 1818. na qual pe-
de que seja coucedida a mesma provincia a proprie-
dade do predio nacional em que se acha collocado o
eslabelecimenlo dos educandos artfices ; porque essa
prc'tcnjo foi ja deferida pela disposijo do art. 41,
da lei de 28 de oulubro de 1848, n. 514.
{< 2. Dila (Vi assembla provincial de Pernambu-
co, de 19 de agoslo do mesmo anno, pedindo nm
auxilio pelos cofres geracs, por isso que a lei cima
referida, mi ; :i:l do art. 7.u, decrelou om empres-
tmo mesma provincia da quanlia de 300 conloa de
reis.
3." Dila da sociedade emprezaria do thealro de
S. Pedro de Alcntara, pedindo ser indeuusada do
produelo das loteras concedidas ao mesmo thealro,
que liveram oulro desuno, porque a materia desla
represenlaj.ao foi j altendida pela lei de 3 de sc-
lerabro do anuo passado, n. 707.
4. Um requerimenlo de Manoel Pinto Torres
Neves, e Joao Rodrigues de Faria, membros da
commisso liquidadora da extincta empreza do mes-
mo thealro, e sobre o mesmo objecto.
5. Um dito de l'lonndo Joaquim da Silva, pe-
dindo asubvenrao deum cont de reis, para auxi-
liar o-espectculos dados no thealro de S.-Francisco
pela companhia de que elle era emprezaria, porque,
nao exislindo j a mesma companhia, cessou a razan
do pedido leilo pelo referido empresario.
Paco do senado, cm 10 de junho de 1854.
Rodrigues Torret.I iseonde de branles.J. F.
I ianna.n
4. Manoel Rodrigues Borges, pede no reque-
rimenlo incluso que o corpo legislativo habilite o
governo para pagar ao supplicanle a quanlia de dez
(unios de reis, que lhe foram concedidos pelo decre-
to de 28 de fevereiro de 1852, n. 921 como premio
liara vulgarisar os processos de preparar cha pekoc
um pensamento extravasan!; qne atorinu.iit.iva-me
as ve/es o espirito, o que avisnliava-se da denun-
cia... Com efleilo eu pensav) muitas vezes que de-
sejara vver no lempodessasfelizes superslijcs que
pe milliaiu aos horneas a rsieranra de un amor so-
brenatural... no lempo das teosas e das nymphas...
los genios e das fadas. ( F.x*lta-te.) Eu -eolia que
eulao me tea afleijoado i aisleocia pela ai denle
mlnr i de um desses encoilro- misteriosos... de
umdesses enconlros que ddiitaram alternativamen-
te sjovens leilores da Fbula, e os jovens rajado-
res das lesendas... Sim... s ama fada teria sido ca-
paz de fazer-me ainda esperir, amar e vver Sen-
ta que meu coraran tarto d: amor terrestre podia
reanimar-so e palpitar ainda debaixo de um desses
odiares estraiihos e sobrehumanos ao rojar desses
vestidos de vapor, ao contado dessas mos immor-
taes.
Aurora: Que loucura !
O Conde framente : J Iho disse. Na ma-
uha sesuinle quando acabava de escrever ininhas
ultimas disposicao, um desconhecidoenlregou em
minha casa este bilhele perfumado, {lirado peito
umbilhete, o qual d a Aurora de h'erdic. Fran-
cisco volta e escuta.)
Aurora Vejamos (U) Mortal, julgas-te lau-
co entre os sabios, e es um sabio enlre os loucos.
Enlrea Ierra eo eco ha urna regiao media povoada
de entes superiores ao honiem, c inferiores a divin-
dade. Sou um desses entes. SonUinia fada. Tuasse-
cretas homenagens entei uccerain-me. Meu destino
chama-me longe daqui; mas de hoje a Ires mezes no
principio do crepsculo, acha-te snzinho, se tens co-
racero ua antiga floresta de Brocelvaiide junto da
fonte de Merlin. |. eslarei. Terminada a leilura
Anroia de Kcrdic sorri, Francisco d umarisadi-
nha tingulnr, o conde ot encara. Aurora torna:"}
Mas era isso urna mvslilicarAo manfesta (Fran-
cisco retira-te)
O Conde :Nao davidei disso mais do que a se-
nhora, e todava... tal foi a curiosa fraqueza de
meu espiriloquc esperei, caqui eslou.
Aurora:Eo senhor veio soznho a esse encon-
tr temivel 7
O Conde : Era esse o meu dessnio ; mas um
amisto, o nico conlidenle leste mysterio, o viscon-
de lleilor de Manlcou, homem ile m cabera e de
exrcllenlc corarao, quiz arompanhar-me al a en-
trada do bosque. li'Miiai-, ello lem a seu serv
un rapaz lilho desle lugar, o qual devia scr> ir-nos
de guia e de interprete, c nao fez mais do que im-
pucientar-me pelo sen medo supersticioso. Deixei-
os no iiii-ii carro ; mas determinado como eslava a
nao sabir em nenhuin caso dessa floresta, fiz o vis-
conde prometter retirar- depois de urna hora de
esperar. Supponho pois que j estar longc... A-
gora a senhora me perdoar a importuna rao ridicu-
la de que a fiz victima '.'
Aurora :Enlo eu linha adviuhado !... o se-
nhor lomou-me por urna fada... mas emlim porque
n.lo ? A historia nos dizque as fadas goslavam de
lomar em seus encnolros amorosos urna idade e um
trage pnueo vanlajoso... O senhor deve agradecer-
me ler-lbe ao menos poupado os andrajos...
O conde : A senhora vai rr-se... mas na ver-
dada desde que eslou aqu, sua pessoa, soa lingua-
gem, ian nerfeitamenie inesperadas no fundo dos
ou prelo deponas brancas, se n3o superior ao rae-
nos de qual idade igual ao da China.
A commisso de fazenda, atteudeudo disposi-
jo do mesmo decreto ou legislajao em que elle se
funda, he de parecer que seja deferida a perlenjao
do supplicanle cora a sesuinle resolurao.
A assembla geral legislativa resolve:
Art. O'O governo fica autorisado para dispen-
der nos termos do decreto de 28 de fevereiro n. 921
dez contos de res concedidos pelo mesmo decreto a
Manoel Rodrigues Borges, como premio pela valga-
risarao dos processos que descubri para o fabrico do
cha pekoe ou prelo de ponas brancas,
a Art. 2." Esta despeza ser paga pelos muios vo-
lados na lei do orjamento do exercicio em que ella
se eflecluar.
Art. 3. Ficam revogadas as dsposijoes em
contrario.
Paco do senado, em 12 de junho de 1853.
J: F. I'iannn.Rodrigues Torres. y.de Abran-
tes.
Sao approvados os Ires primeiros pareceres, e o
quarlo vai a imprimir.
X'ern mesa o seguale requerimenlo:
Scudo-me necessario saber, a bem do servjo
publico, por que razan tendo o Sr. brigadeiro Pi-
menlcl, quando presidenle c commandante das ar-
mas de Matto-Grosso, recebido parlicipajao do nos-
so cucarregado de negocios no Paraguay de que
urna grande forra vinha desse paiz atacar-nos, par-
ticipajac que recebeu achando-se ( como o mesmo
Sr. brigadeiro diz cm urna correspondeucia inserta
no Diario do Rio de 15 do rorrele ) defroute do
forle Olympo, j de volta do dito lugar do Pao de
Assucar, posijOes para oceupajao daquelle ponto, e
para nossa defeza, porque razao, digo, visto nao ler
querido acceder ao pedido que na mesma occasao
lhe fazia o nosso enearregado de negocios, deweli-
rar a nossa forja, o que, no dizer do Sr. brigadeiro,
seria ama cobarda, nao retroceden rio abaxo ao
dilo ponto, do qual eslava ainda perlo, afim de
dar melhores providencias para a sua defeza ; e bem
longe disso, foi continuando a sua retirada para a
capital, distante mais de 200 leguas, deixando ape-
nas no referido Pao de Assucar om alferes com 20
ou 30.Brasileiros ; porquauto nao he admissvel que
elle assim procedesse, como diz, porque nao pensou
que os Parasuayos eslivessem tao atrazados em rivi-
iisajao que nos vessem atacar, resultando desle nao
pensei do Sr. brigadeiro o aosvesTaitivimente ataca-
do aquello ponto, morreado 2dos nossos saldados, e
retirando-se o resto a salvamento, quando por mal
municados j nao tinham om carluxo ; precisando
igualmente, para minha defeza contra a injusta ag-
gressao do Sr. brigadeiro, de informarics oflkiaes a
esle respeite, requeiro que se peja ao governo noti-
cias circumslanciadas sobre estes acoutecimeulos, ou
a visla do conselho de guerra a que devia, ca que
consta ler mandado proceder por occasao destes fac-
los, ou insliluindo novas iovcsligajSes, informa
mais, se esliverasen alcance, como sonbe o Sr. prtP
sidenle do Paraguay que o Pao de Assucar ia ser oc-
cupado por nos, para levantar logo a forja com que
nos veio atacar ; c so no comprmenlo da ordem do
Sr. Pntenle! propoz-se aexecutar e que estara se-
pultado batid cinco ou seis annos nos papis da se-
cretaria, elle se houve com a prudencia que o caso
exiga, sem fa'zer oslenlajo de forjas, sem revelar o
seu fim, e sem blasonar valentas, afim de nao dis-
pertar a animosidade que contra nos disperlou-se
no Paraguay.
a Paro do senado, 16 de junho de 1854. Jote
Martin Ja Cruz Jobim.
O Sr. Jobim faz algamas observajoes, motivando
o requerimenlo que mandou mesa.
O presidente declara que o requerimenlo do no-
bre membro fica reservado para oulra occasiao, vis-
lo ser j dada a hora destinada para se enlrar na
ordem do dia.
He inlroduzido com as formalidades do eslylo o
ministro da marinha, o qual toma assenlo na mesa.
Passando-se a ordem do dia, continua a 2.a dis-
cussao da proposla da cmara dos depulados, fi-
zando a forja naval para o anno financero de 55
a 56.
Art. 2. O governo continua autorisado para com-
pletar o corpo de raperiaes marinheiros, o batalhao
naval e a companhia de imperiaes marinheiros da
provincia de Malto-Grosso, conforme os respeclivos
regulamentos.
Depois de fallaren) os Srs. Monlezuma, Paranhos
('ministro da justiea) e I). Manoel, julga-se discuti-
da a materia.
O Presidente : Entra em discussao ao arl. 3."
O Sr. D. Manoel (pela ordem!: Nao se vola o
art. 2.:
O Presidenle: Depois de discutida toda a pro-
posla he qne se ha de proceder volajao.
bosques,corlas particularidades singulares de sua ca-
sa, emlim nao sei que prestigio inexplicavel. deque
inesinloromo envidio em soa preseuja.tudo isto tem
me fcilo pergunlar vinle vezes se nao eslou no do-
minio da legenda, ou ao menos da \ sao.
Aurora (com um sorrso equivoco :De veras?
(Francisco entra.)
SCENA V.
Ot mesmos, Francitco.
Francisco :Vieram loda a pressa chamar a se-
nhora da parle do pobre hado, aquello velho lenhei-
ro que a senhora fui visitar esla mauli.ia... Elle est
bem mal.
Aurora : Como, liem mal V
Francisco:Repelio-lhe o tremor, cestforade
si, segundo diz suri lilha Mara.
Aurora :Oh! eu esperava esseaccesso : vou cor-
la-lo.
O Conde,: Que a senhora cntende de medi-
cina?
Aurora : Por ventura as fadas nao foram em
lodosos lempos versadas no coiihecimeulo dos sim-
ples? Ouvc-mc, Francisco, vou dar-le urna pojaocom
n-triii roes por escripto... Vai leva-la.
Francisco:Oh meu Dos a senhora quer eu-
lao que cu seja enterrado amanha ? Eu nao dara
qoinze paseos fra sem ser derribado pela saYaiva, ou
levado pela lempestade... Esnule o rumor da nev,
do vento, e do Irovao ao mesmu lempo... Parece urna
revolujao da nalureza.
Aurora (lendo ido jauella) :De cerlo o lempo
nao pareee-me bello.JKeos razao, meu amigo...nao
cunvra que saias... em la idade isso nao sera|pru-
jienle... (Reflecte) Eu podia enviara velha Martn ;
mas ella he muilo lula... Ire eu mesma, sem cere-
monia... Mr. de Comminges se dignar dcseulpar-inc,
nao heassinr? [Tira dalgaceta urna garra finita e um
papel.)
O Conde : Mas, senhora, nao posso fazcr-lhe
esse pequeo servijo ?
Aurora :O seuhor Grande Dos (Francisco
sahe.)
O Conde : Juro-lhc que a senhora me far nm
venladciro servijo, dando-me urna orcasiao de ser-
Ihe agradavel... pois saecumbio debaixo do peso de
meu reconheeimcnlu... He muilo dillicll adminis-
trar essa pueao ?
Aurora :11 senhor insiste seriamente .'
O Conde:Asscvero-lhe que sim.
Aurora (depois de alguma besilajaoi :Pois bem!
sim nada lie mais fcil. Eis-aqui a pojao (D-llie
a garrafmha e o papel) e eis-aqui a inaneira deser-
>ir-se dalla. Infelizmente neuhuiii desses pobres
sahe ler. O senhor Ibes explicar o que devem Nfa-
zcr. Francisco ir conduzi-lo al a'porlinha de meu
jardn), c .o senhor achara la urna vereda que o le-
var directamente choupana do enfermo : he um
lenheiro chamado Kado... Bem sabe que nao ha fa-
da sem lenheiro... Francisco :... Onde esl elle?
Francisco (vollando com urna lanlerna acersa, e
um grande capote) :Tomo slo, senhor, do'contra-
rio nao chegar la vivo...
O Conde :Obrigado, meu a miso, ruina a lan-
lerna. e cobre-te com o capole. A parte, rendo-se
no espelho :) Eslou bem aviado... asseme-lho-me a
Diogenes Eia parlamos 1
Aurora :O senhor voltar ?
O Sr. D. Manoel: l'arece-me que nao lem si-
do este o cosame.
I'ozes : Tem sido sempre.
O Sr. D. Manoel: Como anda lenho.de fallar
sobre a materia, desejava saber se o senado appro-
va ou nao os artigos que j lem sido discutidos.
O Presidenle: Segundo os estylos da casa, s se
procede volajao da materia depois de discutidos
lodos os arligos, e islo para evitar que esteja a en-
trar e a sahir o Sr.. miuislro, o que nao passa de um
expediente de simples economa.
O Sr. D. Manoel: Como sao estes os estylos
da casa, e como pouco mais ou menos j se sabe qual
ser a volajao do senado, nada mais direi a esle
respeilo. ,
O Presidenle: Esl pois em discussao o art. 3.
Tem a palavra o Sr. D. Manoel.
O Sr. D. Manoel: Sr. presidente, he esle o ar-
tigo em cuja discussao compromelli-me principal-
mente a tomar parte.
Nao he difliculloso decretar urna forja, porque
sendo o governo obrigado pela consUluijao a pres-
tar lodas as ioforruajoes assembla geral, a assem-
bla, vista deltas, ou decreta a forja pedida, ou a
augmenta ou dimnue.
Mas, Sr. presidente, he diflir.il atinar com os ver-
daderos meios de fzer etlecliva essa forja; e para
prova dessa difllculdade, sem recorrer s nares es-
Irangeirae, basla a leilura dos relalorios de lodos os
ministros da marinha nesla parle, basta a discussao
que em ambas as cmaras lera liavido acerca desses
meos, basla cmfim allenlar-se para o resultado de
todos os esforjos que o goveroo e o corpo legislativo
tem feilo para completar a forja decretada.
Quacs sao esses meos, Sr. presidente ? Os meios
estao marcados no arl. 4. da lei de 21 de agosto de
IK.il*: o contrato.a premio e o recrutamenlo,
O contrato a premio seria urna fecidade se elle
produzisse lodos os resallados qoe desejamos. Nada
mais bello para o paiz do qoe ver a armada brasilei-
ra composla s de voluntarios; embora o paiz alguna
sacrificios fizesse para assegurar o presente e o futu-
ro destes seus dislinctos filhos que com tanta dedi-
carlo se offerecessem para um servijo arduo e pe-
noso. Mas tem este meio prodozido grtale* resulta-
dos? Nao de certo.
Senhores, todos os relalorios lem affirmado, e o
nobre ministro da marinha o conlirniou com o map-
pa que esl aniiexo ao sen relatorio, qoe poneos sin
os resultados dos contratos a premio, poneos Brasi-
leiros temos adquirido por meio desses contratos ; e,
se por ventara esse fosse o nico meio de que o go-
verno podesse lao jar mo para completa ,a forja
decretada, he fra de duvida que nao lariamos gen-
te nem para tripolar talvez a vigsima parle dos
nossos navios de guerra.
Portadlo he forjoso recorrer ao recrotamenlo.
res, nao foi de balde que um lluilre
cmara dos senhores deputados ciiaraon
o i su envalento hirada humana. Cerlamente qne,
come' elle lem sido feilo de muitos lempos a esta
parle, he nma verdadeira cacada. O recrutamealo
he hoje o meio mais seguro de qoe Ama auloridade
se serve para vngar-se de qualquer pessoa a qaem
he desairela.
Qoem, Sr. presidente, estando na administrajio,
nao leve occasiao de reconhecer e palpar os incon-
venientes do recrutamenlo1 Quem se nSo arriptou
com os immensos abasos qae se pralicam na execu-
jo das ordens do governo a esse respeito ? En pe-
dera fallar com tres annos e alguns mezes que Uve
de pratica de chefe de polica e seis annos de presi-
dente.
Mas, senhores, ponhamos islo de parte; o recru-
tamenlo he sem duvida alguma um meio violento
qae a necessidade nos obriga a empregar, porque
sem elle nao poderiamos obler a forja sufliciente
para tripolar os nossos navios de guerra; e havemos
de presislir ueste meio. que'por si mesmo nao he
sufliciente para poder-se obter o fim desojado ? Nao
havemos de cogitar em alsum outro meio de preen-
cher a forja decretada sem o recrularaento ? Ha de
ser sempre o recrutamenlo considerado como quast
o nico meio de havea gente para a armada ?
Senhores, na Franca o rccramenlo he um meio
subsidiario, e he um meio subsidiario porque a Fran-
ja lem a sua inscripjao martima. O anno passado
aronguei-me um pouco a este respeilo, porque me-
ditei nos resultados que a Franja no espejo de qua-
si dous seculos lem rolhido da inscripjao martima;
li alguns autores que delta tratam ex-professo- dei-
me ao trabalho de consultar os dbales de ambas as
cmaras frahcezas, e minha couviejio- foi que na
Franja graqe maioria de capacidades entender,
que a iuscripjao martima he um meio que devia ser
conservado como o mais proficuo e o menos iniquo
de obter gente para a armada.
gctitrorcs, -Um ui. n/*|n.lllr dula imlui^St II
Francisco :Essa he boa ento nao deve resli-
lur-noso capole e a lanlerna?
O Conde :Sim, cerlamente.., vollarei parades-
pedir-me. (Sahe com Francisco pela porlinha que
abre-te etquerda do bofete.)
SCENA VI
Aurora de Kcrdic (sozinha um instante, depois Uei-
tor de Mauleon, \Yconnet, Francisco.
Aurora pensaliva) :Rcceio que era preciso ser
mais que urna fada... era preciso ser mesmo em) ao-
jo do Senhor para retirar um homem de 15o profun-
do abjsrao... (Ouce-se bater violentamente a porta
da casa) Uue rumor heaquelle? (As pancadas se
repelen,: He em minha porla ? Quem pode vir es-
las horas ? (Entreabre a porta grande do fundo
applica o outido : outem-te vozet.) jO vsconde de
Mauleon !... Ah 1 o amigo deque elle me fallava...
Faze enlrar, Marlha. (Toma urna obra de lapera-
ria e attcnla-se. Entra Heitor seguido de Yconnel;
Heitorestem trage de carada, e tem duas pilllas
rece intimidado ; ambos lancam um olhar curioso
em torno da sata. Aurora de Kerdic lendo-se le-
tanlado parareceber a lleilor, fica empee conti-
nua a trabalhar em tua tapetara fallando ao
mesmo lempo.)
lleilor :Senhora eslou um lanto envergonhado
de ler forjado sua porla: mas um dever imperioso
obrigou-me a isso. Sou... '
Aurora :O viscoude Heitor de Mauleon .'
Kronnei (cada vez mais perturbado, e. puchando-
llie pela manga) :Ella sabe seu nome. senhor !
lleilor :Sim, senhora, chamo-mc lleilor, e le-
nho adesgraja, pejo lhe que perdoe-me isso, de Ira-
zer memoria pelos lmlos peiores de seu carcter
meu Ilustre e turbulento hainonxsmo.
- Aurora (gravemente):O filhode Priamo? Man-
cebo um lano assomado; mas todava excel-
leate.
lleilor :-r.\ senhora o conheccii ? talvez ?
Aurora:Talvez. .
Heitor :Nesse caso pode-se apostar que nao ig-
nora o senerode inleressc que me Iraz aqu.
Aurora :Com efleilo he bem possivel.
lleilor :Seja como for, vou diarr-llie.
VroMne (em voz baixa) : He intil, se-
nhor.
//7or :Cala-le.
Yvonne!:C.reia-ine, o senhor nao conseguir na-
da. Sou Baixo-Brciao de nascimenlo, e conhero bem
todas cssas historias... Kaciocinemos mu pouco. por
favor... Nao sou fallo de inslrucjao, tal qual o se-
nhor me v, c se nao fosse a leilura c cscriplura, em
que cu nao pude jamis morder...
lleilor :Animal I
} vonnel:Seriamente, senhor, em consciencia
tenho observado urna cousa mui mporlanle (Pu-
cha-o parte) Senhor, ha duas especies de phenome-
nos na natureza. os que sao naturaes, e os qoe nao
sao naturaes (Impaciencia de Heitor.) Pois bem, se-
nhor, ludo o que vemos esla noile nao he natural.
Esla floresta sombra, esla horrivel lempestade, esta
casa solada... esla mulher mageslosa que trabalha
Iranqnillamenle em tapejaria... Oh veja comoseus
olhos brilham. senhor !... Na idade della he isso na-
lural ?... Donde concloo...
Heitor :$* acrescenlares mais urna palavra, hei
circamslancia que deve ser altendida. Naquelle pas
onde ludo he inslavel, onde mesmo aa formulas po-
lticas pouco doram, a inscripjao martima tem atra-
vessado quasi duzentos annos no meio das devasli-
jesde todo o genero porque tem pastado a Franja
desde os lius do secuto passado. Logo a inscripjao
maritima tem a sea favor a pratica de quasi 200 an-
nos, pratica que he digna de notar-te por ser em om
paiz em que na verdade a mabilidade parece qae he
caracterstica de seus liabilnTS. j
Jtm)
O anno passado oflereci humildemente conside-
raco do senado e do Sr. ex-tainislro da marinha as
minhas ideas a esle respeilo; mas o nobre ex-minis-
Iro da marinha fez pouco caso, e al eonteslou que
em Franja a maioria das capacidades professionaes
jalgasse esse meio mais conveniente apresentando
om oo oulro escriplor que combale a inscripjao ma-
ritima. Emlim, deu pouca atlcnjao a essa.medida
que oflereci, assim como deu pouca altenjao a lude
quanlo a opposljo enlo apresentou relativamente
proposla da fixajao de forjas de mar, e justamente
foi a discussao em que a opposijo mais se exfrjou
por mostrar que cmparelfiava com a maioria no de-
sejo ardenlc de elevar a marinha de guerra ao estado
a que deve chegar, no desejo rdante de investigar
os meios de completar a forja com o menor veame,
com o menor detrimento possivel do cidado brasi-
leiro. Eo, senhores, talvez um pooco apaixonado
pelo que linha lido a respeilo da iuscripjao mariti-
ma, pergunlei se esta inslituico nao poderia ser
adoptada no nosso paiz com as competentes modifi-
ca joes.
Sem duvida, senhores, que a inscripjao maritima
nao he medida para j ; he medida que, como em
Franja, ha de produzir seus fructos lenta e pansa-
de lanjar-te pela jauella, e isso ser um phenomeno
natural. Desculpe-me, senhora, conliouo. Cm ami-
go, o melhorde meus amigos..,
Aurora :O senhor Henrique de Comminges ?
Heitor:Sim, seuhora (Nesse cmenos Fraiunsco
entra sem rumor pela portin'ta do fundo e t col-
locar-se discretamente ao lado de Yvonne!.)
Yvonnet (vendo-o'i:Senhor... senhor... veja es-
le..- se.no he o velho Merlin em pessoa, quero
roorrflt!... Cres-me senbor.teu Baixo-BrelaO de
Uafcflmlo. dou-Die minha palavra de honra... Re-
parerenlior, que elle lem todos os denles... em
sua idade isso nao he.....
lleilor: Cala-le, palife! Vai-to se tens
mtdo !
Aurora :Trauquillisa-le, raen amigo, nao vs
que leu amo Irazum arseual inteiro a cinta ?... E a
esse respeilo, Mr. de Mauleon diane-se desculpar
urna provinciana pouco informada do bom uso ; mas
he esse o vestuario adoptado em Paris para tomar
de assallo os carnarios e os corajes?... Isso he com-
modo... simplifica o procedimento...
Francisco (com sua voz decrepita) :Ah 1 ah I sao
maneiras cavalleirosas .s'oee um pouco teena, e
Heilor'encara-o com sorpreza.)
Yconnel:Elles zombam das armas de fogo, se-
nhor... J disse-lheque os conhero... nasci no paiz
dos feiliceiros edas fadas.
Frrnclsco (no fundo com voz varonil dobrandoum
goardanapo) :Ests nelle.
Heitor (voltando-se vivamente): Quem falln ?
(Aurora trabalha tranquillamente.)
Yconnel :Senhor, retircrao-nos, senao minha
calleja vai eslourar.
Heitor (aqoecendo-se):Estpido pollro Nao
enculirei a pilula seuhora, de pueris peloticas. Nao
vullare sem ter tornado a ver sao e salvo nm amigo
que me he charo... Sei que elle entrn nesla casa
lia mus de urna hora...
Aurora :E elle encarregou-o de vir reclama-lo?
Se achou aqu a personagem misteriosa que espera-
va encontrar, pensa o senhor que lhe agradecer per-
turbado cm seus amores ?
lleilor : A personagem mysteriosa ?... Ah .' se-
nhora, advrto-lhc que nao creio as fadas, era as
simas, nem as mesas dansantes. Aqu nao ha fa-
das, ha urna intriga, talvez perigusa, cujo segredo hei
de saber....
Aurora :Mr. de Mauleon, nao er as fadas ?...
Se todava eu lhe desse a prova irrecusavel de que '
est em presenja de um desses entes superiores
humanidade, que dira o senhor ?
Yvonne!:Veja, senhor, crer-me-ha agora ?Ella
mesmo confessa que he fada !
lleilor (i-epellindo-o) :Eu dira, senhora,dir
Oh I he impossivel!
Aurora :Dous passos distante daqui
prova. Poupo-a a esse rapaz qae nao resislii
ma urna vela) Siga-me, se se atreve a isso.
Yconnel (agtrrando-se ao amo):Nao va, senhor"
pela sua vida ueste mundo, e pela sua salvajao no
oulro, nao v I
Heitor (depois de um memento de hesilaco re-
peinado vivamente a Vvonnel) :Eu a sigo 1 (Au-
rora de Kerdic sahe pela porla lateral, e lleilor
segue-a.) .
I Contititutr-te-ha. I
MM

-


'*- J* f"
je. **
DIARIO DE PERNAMBUCO, SGUNDA FEIRI 7 O AGOSTO O 1854.
damenle. Sem duvida que a is scripcao martima i lidos para a corle, sto he,|o lerera de separar-se de
l

do principio havia de assuslar o paiz, assim como as-
uU o paiz qualquer innovando, issim como assus
'ou u 1'ranc.a qaando ella fui promulgada pela orde-
nanza de 1689, se bem me rerorclo, ordenanza que
depois fui emendada pelas de 177s e 1784, e emfim
consagrada pela lei de 3 brumare anno 4. E o ca-
so lia que tem atravessadn, como disse, at pocas
mais tempestuosas da franca, e luje he o meio mais
proveitoso, mais eflicaz, menos di Irimcnloso de que
aquella nacao lauca mo para tripolar seus navios
de guerra.
He verdade, senhores, que all, como o senado sa-
be, a inscripro martima li: revestida de taes garau,
lias que o inscripto que una va he chamado para o
semen tem cerlo o scu presente e futuro, tem certo
. o presente e o futuro de sja familia ; porque o no-
bre ministro sabe pereilamente que essa lei que ha
pouco citei concede muitas vaulageus em compensa-
ran das obrigaees que impoe, como, por excmplo-
penses em proporco do lempo de servieo, soccor-
rose.peuses s vuvas e orphaos, soccorros aos fi-
Ihos menores de 10 anuos dos marinheiros em activi-
dade nos navios do estado, etc., etc.
E como ser possivel, senhores que possamos ob-
ter gente sutlieiente para tripolar no-sos navios de
cuerra sem coaejao! Resti poisexaminar qual des-
ses meios coercitivos he o menos detrimeutoso ; a
Franca culendeque a inscripro martima. '
Senhores, a platica da Inglaterra talvez nao pos-
sa ser admillida entre uos, porque all ha urna gran-
de propenso para a vida do mar; propenso que
seguramente se nao eucontra us. Brasileiros.
One. inconveniente ba p< i- que principiemos a en-
seiar o meio usado em Franca com tao bons resulta-
dos? Senhores, he ama idea que apenas avent ;
nao he possivel que eu leve miulia ousadia a ponto
de allirmar ao senado que tal medida he a mais pro-
vellosa ; nAo, senhores, ofl'erecp-a humildemente
Ilustrada considerac,ao do senado, e desejava oovir
a opiniao de todos os meus collegas, mormeute dos
que lom estado testa da repartirlo da marinha.
He provavel, se'V.lo he certo, que o Sr. miaistro da
marinha lenha ja meditado nella, pois pelo seu re-
lalurio musir que muito se tem dado ao esludo das
cousas da sua repartido.
Senhores, o meu nobre tsmigo Ilustrado senador
pela provincia da Baha, disse ha pouco que os Bra-
sileiros tem aptidfio para ludo, e que por consequen-
ca nao era a repugnancia ;i vida do mar que os afu-
gentava de se alistareni na armada. Cohcoi
a opioiao do nobre senador, isto he, que V
leiros em geral (em aptidio para ludo ; o talento
dos Brasileiros he reconhecido ; naquillo i que se
querem applicar tornam-se em punco tempo disimi-
les. Mas ser muito exarto o que nos disse o nobre
senador, isto he, que no paiz nao ha nenhuma re-
pugnancia para a vida do mar '.' Quando fallo em
vida do mar, enlenda-se sempre para servir na ar-
mada brasleira.
Senhores, creso que no uosso paiz nem ha inuila
tendencia para ser soldado nem para ser marinheiro.
E nao admire i*to, porque uns paiz como este, abeo-
coado pela Providencia, que d tanto com liso pouco
trabadlo', nao pdedeixar de favorecer um pouco a
inercia e affastar o Brasileiro dos serviros arduose
penosos.
Mas, se ha essa repagnauco, lie necessaria vnce-
la, ou ao menos combal-la por quasquer meios que
pareci proveilosos. Esses meios, senhores, sao as-
segurar um prsenle e um futuro nao s aos mari-
nheiros como us suas familias.
Nesta parle divirjo um pouco da opiniao do nobre
ministro da marinha. Senhores, se lioje encontra-
mos repugnancia para a vida do mar, se nos he dif-
ficil obter pessoasque queiram servir na nossa ar-
mada com a lei que existe com o prazo que est
marcado, creio que, se adoplarmos a medida propos-
ta pelo nobre ministro em seu relatorio, se elevar-
mos o tempo de servieo a (I anuos, encontraremos
anda maiores diOiculdades.
Pode ser que para o luturo possamos admitlir
nesia parte o que segu a Inglaterra, dando ao ma-
rinheiro nao s a pensao como o sold, urna vez
que tetina servido por 20 annos ; mas actualmente
parece-me que a idea do nobre lunislro augmen-
tar as difiiculdades na acquisicao de individuos pa-
ra a armada; e perianto. Sr. presidente, nessa par
te nao posso por ora dar o meu v oto idea do nobre
ministro, #jnp. mriren a approxac3 ,1 oulra c-
mara.
Disposlo a oirerecer todas as vanlagens que o paiz
comporta quelles que se quizerem dedicar, vida
do mar, receio que com a medida que j foi appro-
vada na cmara dos Srs. depulados, |em vez de b-
lennos raaior numero de individuos para a armada,
varaos oppor obstculos aquisieao delles. Toda-
va uuvrei o aobre ministro, e a vista das razes
que apreseular, Inlvezme conveura de que estou em
erro.
E toquei j oslo porque V. Exc. sabe, Sr. presi-
dente, que os artigos 3 e 4 tem connevao intima e
immediata, podem formar nm so artigo, porque am-
bos tem por fni estabeleccr os meios de preencher
a forra decretada.
O Sr. Cotta Ferreira d um iparle.
O Sr. D. Manoel : Sem duvida he diflicil ;
mas, senhores, o estadista, o legislador nao recua
ante as difiiculdades ; trabalha por supera-las. Mas
creio que ainda nao chegimos ao ponto de conside-
rar invenciveis as difiiculdades.
Esta discussao devia ser mais luminosa e larga ;
nella deviam lomar parte lodos os que tem pensado
sobre as coasas do paiz. S. Exc. mesmo nos convida
em seu relatorio para esta discussao ; elle emitlio
suas ideas c disse : He necesawio que lodos cstu-
demos, meditemos nos meios de preencher a forra.
Eu desejava que principalmente lodos esses senho-
res que se tem achado Insta da repartirlo da mari-
nha, que tem esludado, aprofuudado esta materia,
loraassem parte uesla discussao, emitlissem suas opi-
nies cerca de 13o importante objeclo, e habililas-
sem o senado para fazer o que fosse mais ulil e pro-
veitoso to paiz.
Senhores, nao he de certo conveniente applicar a
"suso o que existe nos paizes eslrangeiros ; mas lam-
liem nao se deve despresar o que el les fazem ; c a
habilidade est em esludar as suas insliluices e p-
plica-las devidamenlc ao nosso paiz ; porque em
verdade, se examinarme; a uossa legislarlo, vere-
mos que he filha da franceza, da ingleza, purlugue-
za, etc. ; sem duvida que nao inventamos, applica-
mos. He verdade que s vezes nao somos felizes
com a applicacao, e por isso reformamos T)p anno
segoiote o que fizemos no antecedente. &*e t o
Brasil que assim procede 1 Nao, por certo Iharoes
muito mais adiantadas faiem o mesmo.
Ha um objeclo em que o nobre ministro da mari-
nha tocoa em seu velatorio, c que j tem sido trata-
do em oulros, e at tem sido discutido uas duas c-
maras ; este objeclo he a necessidade de crear-se
em argomas provincias companhias de apreodizes
menores.
Senhores, ama das gTandes diOiculdades que eu-
contra o recrolamento he sem duvida nenhuma a
certeza ou quasi certeza de que o individuo, recruta-
do nao volla Uo cedo, ou nunca voltar sua pro-
vincia, de que para sempre abandonar seu lar, os
qaelhederam o ser, os amigos, emfim ludo o que
tem de mais caro. E, senhores, esta consideraran
nao he de pouca monta a respeito dos aprendizes
menores : he doro, doloroso abandonar cm teura
infancia aquclles com quem vivemos durante 10,
12, 14 anuos, quelles que nos deram o ser, que nos
l educram, que fizeram por nos ludo quanto um pai
|M)de fazer por um filho. Ora, esla considerarlo
faz com que muilos pais nao queiram entregar cus
filhos para no Rio de Janeiro enlrarem no arsenal
de marinha, or/de alias tem boa educaran, onde se
tornam uleis patria e adquirem meios de subsis-
tencia.
Portanlo, senhores, a idea consignada no relatorio
do nobre ministro, e que j foi approvada pela c-
mara dos Srs. deputadns, he sensata c digna de ser
adoptada ; porque assim lalvez os pais cora mais fa-
cilidade dm scus fiihos, visto que em al su mas ho-
ras ou em alguns dias podero ir v-los nos lugares
em que se estiverem habilitand) para serem uteis a
, si e a sociedade.
Essa medida que o nobre miaistro lemhrou, c que
i foi lembrada em outrns relatorio aiuda ha pon-
to das foi tambem sustentada pelo nobre scoador
l ela provincia de Pcrnasabuco, em que por ven*
tem estado a testada repartir, n da marinha. He
umi medida que adopto de lodo o coraran, e.desejo
que lenha os melhores esulladoi. Me parece que
com mais facilidadc peder o governo crear nessas
provincias companhias de aprendizes menores, visto
que cessa a razo principal que fazia com que os pais
se isegassem a dar saos ti dios alim de serem re me I-
pessoas que lhes sao tao charas.
Senhores nao neg ao governo a aiitonsarao para
augmentar o premio aos que se quizerem contratar
para o servido da armada. Jo o anno passado dei
urna scmelhanle autoriacao.
O Prndente : Esla discussao nao tem aqu ca-
bimento, e s pode ser admissivel nos artigos additi-
vos. Inlroduzi-la neste lugar seria anticipar a dis-
cussao para reproduzi-la depois.
O Sr. D. Manoel: V. Exc. bem v que os
arls. 3. e-4". sao tao connexos que podiam formar
um so ;, ambos trataos do mesmo objeclo, meios de
preencher a forra.
O Prndente : Bom ser que o honrado mem-
bro espere que fe dist-ula o arl. 4.
0 Sr. D. Manoel : V. Exc. tem razao. Por
cousequeucia licarci aqui, e dare occasiao a que o
Sr. ministro da marinha possa expender sua opiniao
acerca de materia tao importante, inscripro mari-
lima.
Senhores, ia-me escapando urna reflexao que vem
a proposito, uobre ministro disse no seu relato-
rio, e disse urna verdade reconhecida por lodos:
" A marinha juen ante est por ora tao acanhada
que nao pode ser ora viveiro para a marinha de
guerra. Maso nobre ministro nao contestn nem
poda contestar urna oulra verdade, e he que a ma
rinNfcmer'caiile deve ser um viveiro para a marinha
de suerra. Me parece que esla opiniao he sustenta-
da por homens eminentes na materia, e por isso se
v que a Franca, a Inglaterra, etc. dao grande fo-
mento pesca para assim crearem urna numerosa
marinha mercante, e nesta marinha podercm muilas
vezes, mrmenle em circunstancias extraordinarias,
achar os marinheiros de que csrccem para tripula-
ren) os seus navios de guerra. Eu desojara pois
que o governo fomentsssc quanto fosse possivel a
pesca, o que lalvez nao seja diflicil as provincias
do Norte.
Agora me necorre oulra considerarao, senhores.
O hornean que, por exemplo, na provincia de Mi-
nas anda todos os dias a cavallo nao pode servir pa-
ra a marinha ; o horocm que anda n'uma jaugada
constantemente no mar, arroslando tempestades,
nao pude servir para o exercilo.
O nobre ministro consultando generaes dislinclos
da nossa armada, ouvindo as oppinides delles, disse
no seu relatorio o que eu disse o anno passado, que
he necessariu procurar homens para a armada em
o com leerlas provincias martimas. He esta justamente a
Brasi- imnha idea ; para a armada habitantes das provin-
cias martimas, para o exercilo habitantes das pro-
vincias contraes.
Assim, Sr. presideule, com mais facilidade se ob-
tem um marinheiro, se o torna apto e perito no seu
mister, porque j he grande vanlagem o habito da
vida do mar. U senado sabe que urna das difiicul-
dades com que se lula he o enjo dos habitantes das
provincias contraes ; ao passo que os ds provincias
marilima (em tal ou qual principio de habililacao.o
qual desenvolvido pode em pouco lempo torna-Ios
marinheiros peritos e promplos para os misteres a
que sao destinados.
Senhores, vi com przer que o nobre ministro da
marinha, se bem me record, ou algunsdos Srs. mi-
nistros, respondendo na cmara dos Srs. deputados
a um dos Ilustres membros de urna das provincias
do Norte que tinha pintado com cores vivas e carre-
gadas a maneira por que os recrulas eram transpor-
tados para a corte, deelarasse : << Vou lomar provi-
dencias para acbar esses males que foram referidos
e que sao verdadeiros ; d'ora em dianlc os recrulas
lera o acconimodares nos navios, roupa para mudar,
etc.
Senhores, nada mais doloroso para um coraran
brasileiro do que ver um sen patricio, que he obri-
gado a servir o paiz no exercilo ou na armada, ser
transportado como om condemnado a gales, exposlo
chuva, ao sol e sem ter roupa para mudar, no ca-
so de ficar molhada a que traz no corpo. Ainda
bem que o nobre ministro lem dado as providencias
necessarias, e espero que continuar a d-las, para
nao se repelircm taes scenas, que nao podem deixar
de magoar profundamente coracoes brasileiros, e de
dar urna triste idea de ns uo estrangero.
Termino aqui Sr. presidente.
O Sr. Paranho* ( ministro da marinha ): O
nobre senador que acaba de fallar inlerpellou-me so-
bre a opiniao .que emltllo relativamente au svslema
de inscripro marilima seguido em Franca,meio que
sendo seguido, S. Exc. cnlende que ha de dar-nos
abundancia de marinheiros.
Como era de esperar, o nobre senador reconheceu
logo em sua sabesloria que o systema franco/, mes-
mo quando admissivel em principio, nao pode ser
Irausplantado desde ) para o nosso paiz, porque
elle lem por base a existencia de ama popularlo
marilima capaz de servir marinha mercante e ao
mesmo lempo marinha de guerra ; e, sendo as
nossascircunstancias muito diversas, sendo reco-
nhecido que a nossa populacho marilima he misil o
escassa, evidente he que nao podemos adoptar o
systema da inscripcao marilima, ainda quando ella
fosse julgada a mais conveniente em principio ;
questao esla sobre a qual peco licenca ao nobre se-
nador para nao emittir um juizo definitivo, porque,
como S. Exc. reconheceu, se ha escriptores que sus-
tentan) esse svslema, ha lambem escriptores de no-
ta que o combatem, ecom razes muito poderosas.
Chamarei a attencao do nobre senador para a
obra do general Du Bourg. Ahi se apresentam ra-
zes e fados muito dignos da considerarao do nobre
senador contra o systema francez. O general Du
Bourg diz que esse systema lem sempre o marinhei-
ro .mercante incerlo sobre o seu presente, porque
est sempre sujeitoao servieo de guerra, esla obri-
gacao oacompanha por toda parle.
Se consulto os excmplos de oulras n,senes, vejo
que os Eslados-Unidos nao lem adoptado a inscrip-
cjlo marilima ; porque os Estados-Unidos eulendem
que convem nao por o menor vexamc, mas ao con-
trario dar a manir liberdade possivel mirinlia mer-
cante. Assim, a passo que algumas nacOes da Eu-
ropa exigem certas babiliUtcoes para os capiles dos
navios mercantes, os Estados-Unidos nenhuma habi-
lilacao exigem para os dos seus navios.
Na Inglaterra lambem este systema nao esta adop-
tado, e seus escriptores upresenlam contra elle con-
sideracGesde muito pesu.
Vejo que a Hollando, que lem urna popular jo ma-
rtima crescida,|que j foi urna grande potencia ma-
rtima, tambem nao adopta o systema da inscripro.
Ha nesse paiz a inscripro martima, mas o servieo
militar he voluntario. Existe esse systema na Di-
namarca ; mas a lei smenle obriza os inscriptos a
srrvireiss dous annos, prazo tao pequeo que nao
pode ser um grande vexame para ama populacilo
marilima como be a desla nacao.
Eu,portanlo, mesmo considerando n systema fran-
cez em principio, nao posso responder ao uobre se-
nador com urna opiniao definitiva a respeito delle, c
islo pelas razes que acabo de expender.
Olanlo a sua applicarao, parece.que o nobre se-
nador he o primeiro a reconhecer que as nossas cir-
cnmslancias actuaes a excluein ; e se o nobre sena-
dor deseja que desde j se dm alguns passos para
esse fin, chamo a sua attencao para o estabeleci-
niLMilo das capitanas dos portos, para o arrolamenlo
da nossa popularan marilima, oude se pode enxer-
gar o pensamento do nobre scoador; inslilurao
essa por meio da qual mais larde se poderia adoptar
o systema da conscripcao marilima, se o corpo le-
gislativo o reconhecesse em sua sabedoria como
conveniente e opportuno.
O nobre ministro passa depois a responder ao pre-
cedente orador que impugnara a medida que esten-
de o prazo do servieo dos imperiaes marinheiros a
20 annos e declara que ella n3o he esleusiva aos vo-
luntarios, mas limitada smenle aos serrulado..
O Sr. D. Manoel replica no mesmo sentido de
seu primeiro dscurlo, depois do que fica a discussao
adiada pela hort lendo pedido a palavra o Sr. Cosa
Ferreira.
O presidente designa a orden do dia c levanta a
sessao.
17 -
A's 10 horas enicia da manhaa, achando-se reu-
nido numero sullicienle de membros, abre-sc a
sessao.
Lida e approvada a acia da antecedente, o 1 se-
cretario d caula do seguinlc expediente :
Um oflicio do ministro da guerra, remetiendo as
informaees que Ihe foram pedidas cm 23 de maio
ultimo, sobre o rcquerimenlo do guarda marinha
Amonio da Costa Barios Velloso, pedindo passagem
para o corpo de engenheiros. A' quem fez a requi-
sicSo.
Oulro do Sr. senador Sonza e Mello, participando
uao Ibe ser possivel comparecer sessao de hoje, e
provavelmente a algumas das seguintes. Fica o se-
nado inteirado.
Sao cleilns por oi le para a depulaco que deve
receber o Sr. ministro da marinha, os senhores
Rodrigues Torres, Uliveira Coulinho, e Coala Fer-
reira.
He lidoo rcquerimenlo do Sr. Jnbim apresentado
na sessao anterior.
U presidente declara que tendo dito cm urna das
sesses antecedentes que todo e qualquer requeri-
mento que viesse mesa seria por elle considerado
romo indicaran, e isln porque o regiment s ad-
mita e reconhece qualro especies de proposiees,
que sao : projeclos de ei, emendas, pareceres de
commisses e indicaees; est agora resolvido a fa-
zer tima eveeprao ao principio que estabeleceu e he
quando os requerimenlos se lnilarem como o do
honrado membro pela provincia do Espirito Santo,
a pedir informarnos, por me parecer quo em tal
caso se deve proceder ad instar do que se prelica
rom os pareceres de commisses em que s se pe-
Jen) informaees; pois assim como estes eulram lo-
go em discussao, assim tambem .levem en trar os
requerimenlos que nao liverem ontro fim.
Apoiado o requerimento, entra em discussao.
O Sr. I.impn de bren (miuislro dos negocien es-
lrangeiros ) requer que o reqnerimenlo seja remet-
tido a comnsis-ao de marinha e guerra para interpor
o seu parecer.
Apoiado o requerimento do nobre ministro, entra
em discussao, edepois de fallar sobre elle o Sr. Mon-
(ezuma, heapprovado.
Passando-se ordem do dia, o presidente sub-
mette votaran os artigoi Io e 2" da proposta do go-
verno fixaido as foreas navaes para o anno financei-
ro de 55 36 e sao ambos approvados.
Sendo introduzido o ministro da marinha com as
formalidades do eslylo, toma asseoto na mesa ; con-
tina a segunda discussao adiada pela hora na ulti-
ma sessao do arl. 3 da proposta.
fallaos os Srs. Osla Ferreira e miaistro da ma-
rinha, depois do que sendo julgada discutida, a ma-
teria, he o artigo posto a votos e approvado.
O presidente couvida a depalarao encarregada de
apreseular a S. M. o Imperador o voto de grabas do
senado a desempenhar sua nsissao, e sahiudo ella,
declara nao ha ver casa, depois do que designa a
ordem do dia e levanta a sessao.
19
A's 10 e meia horas da manhaa, reunido nume-
ro sullicienle de membros, abre-se a sessao.
Lida e approvada a acta da antecedente, o pri-
meiro secretario deonta do seguinle expediente.
Dous oflicios do primeiro secretario da cmara dos
Srs. deputados, acompauhando as seguintes pro-
posicOes :
1." A assembla geral legislativa decreto :
a Arl. 1." Sero processudus, ainda que ausentes
do imperio, e julgados logo que (orem preseules,ou
por lercm regresado espontneamente, ou por ex-
tradirao, ou oulro qualquer modo, postas a disposi-
eao do governo imperial, oscidadaos brasileiros que
em paiz estrangero perpetrarem crimes :
Contra a independencia, integridade e digni-
dad da narao (til. I, cap. 1 do cod. criminal. )
Contra a conjliluieao do imperio e forma do go-
verno (til. 1, cap. 2 do cod. criminal.)
Contra o chele do governo ful. 1*, cap. S do
cod. criminal.)
' Moeda falsa,
a Falsidade.
ii Insurreic.au de escravos.
Art. 2.a A disposirao do artigo antecedente he
applicavel aos eslrangeiros que existimo no imperio
e bou verem perpetrado fora delle qualquer dos refe-
ridos crimes.
<( Art. 3 Serto tambem processados o julgados
qaando ao imperio vallaren) os Brasileiros que em
paiz eslrangeiro perpclrarem contra Brasileiros qual-
quer dos crimes particulares previsto pelo cdigo
criminal, havendo queixa do ofTeudido, ascenden-
tes, descendentes, conjuges, seuhures, tutores, cura-
dores, e do promotor publico sendo o olTendido pes-
soa miseravel.
a Art. 4. Em todo caso as penas impostas serao
as das leis criminaes do imperio.
a Art. 5. Do mesmo modo sera punido qualquer
dos referidos crimes commeltidos por Brasileiro con-
tra eslrangeiro, quando haja reciprocidade, poden-
do nesle caso ser dada a queixa pelo respectivo
cnsul.
a Arl. 6. Fica o governo atiturisado a.dar regu-
lamento para execueo desla lei; e bem assim a es-
tabelecera competencia dos tribunaes do imperio e
forma preparatoria do processo.
Io Para excrurOu das sentencias civeis dos Iri-
b uaes eslrangeiros.
2 Para o julgamenlo c punirn dos crimes
commeltidos a bordo dos navios brasileiros no alio
mar, ou nos portos cslraugeiros, oude i'or adroiltido
este direilo.
a 3 Para o julgamenlo e puuirao dos crimes
perpetrados a bordo dos uavios eslrangeiros particu-
lares contra pessoas nao pertenceulcs liipolacoo,
no caso de infraccao da polica do porto,ou requsi-
r.io da respectiva autoridade eslrangeira.
i Art. 7. As disposires desla lei nao restringen)
as arenes civeis provenientes do daino resaltante
de qualquer delicio commellido em paiz eslrangeiro
por qualquer individuo nacional ou eslrangeiro resi-
dente no imperio.
b Art. 8. Nao lera lugar o procedimento e jul-
gamenlo determinado pela presente lei contra os in-
dividuos que houvcrcm sido julgados no paiz onde
for commmetido o crime.
b Arl. 9." Ficam revogadas as leis c disposires
em contrario.
Paro da cmara dos 1854. Msconde de Baependy, presidente.Fran-
cisco de Paula Candido, primeiro secretario.An-
tonio Jos Machado, lerceiro secretario.
2.a b A assembla geral legislativa re-olve :
" Art. nico. Fica approvada a penso annaal de
8003000 rs.,conccdida por decreto de 7 de dezembro
de islli, a D. Rila Bernardina de Alenla, viuva
do almirante Jos Mara de Almeida ; revogadas as
disposires em contrario.
b Paco da cmara dos depulados, em 17 de ju-
nho de 1854. l'ixconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeirosccretario.
Antonio Jos Machado, tereciro secretario.
3. b A assembla geral legislativa resolve :
b Arl. nico. Fica approvada a pens.to animal de
800SOOO rs., concedida por decreto de 19 de maio de
1854, a D. Francisca de A-i/. Menezes de Macedo,
viuva de Joaquim Teixeira de Macedo, em remune-
raran dos servidos por este prestados ; revogadas as
disposires cm contrario.
Paro da cmara dos deputados cm 17 de junho
de 1S51. l'iscmde de Uaepejidy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Francisco Xacier Paes Brrelo, segundo secreta,
rio.
4.* a A assembla geral legislativa, resolve :
a Arl. nico. Fica approvada a pensao annual de
G0(JO rs., concedida por decreto de 19 do maio de
1854 D. Emilia Candida Yianna Bastos, viuva do
coronel Antonio Rodrigues de Araujo Bastos, cm
attencao aos relevantes servicos que preslou ; revo-
gadas para este fim as disposires em contrario.
b l'aroda cmara dos deputados em 17 de junho
de 1854. l'isconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Can&do, primeiro secretario.
Francisco Aader Paes Barreta, segundo secre-
tario.
Vio a imprimir.
Um oflicio do vice-presidente da provincia de Mi-
nas Geraes, remetiendo excmplares dos relalorios
aprsentelos a assembla legislativa da mesma pro-
vincia na abertura da sua sessao do anno passado,
e do correle, e bem assim do que apresenlou por
occasiao de passar a admiuislrarao da provincia ao
actual presidente.A' secretaria.
Saocleilos por sorle para a ilepular.lo que tem de
reeeceber o Sr. ministro da mariulia, o Sr. marque/.
de Caxias, oucalves Martins, c Tosa.
O Sr. Visconde de branles participa, que a de-
pulaco encarregada de apreseular a S. M. o Impe-
rador o voto de grabas approvado pelo senado, dc-
sempenhara suamissao, e que o mesmo Augusto Se-
nhor se dignou dar a seguinte respostn :
Agradcco muilo ao senado o decidido apoio
que promette ao meu governo, que assim meihof
podcr.i desenvolver a poltica, que julgo ulil ao
paiz.
He recebda a resposla de S. M. o Imperador,
com muito especial agrado. ,
O Sr. fisconde de branles manda mesa o se-
guinlc projeclo :
A assembla geral legislativa resolve :
a Arl. I. O goveno fica aotorisado :
1 Para alterara Ubella que regula o quan-
tilalivo das esmolas di* sepulturas, e o preep dos
caixes, vehculos de onlucc.ao de cadveres e ser-
vico dos enterras, estabefecida em conformidade do
S 2 do artigo 1 do deven n. 583 de 5 da se'.embrn
de 1850, relativo aos cemterioi pblicos da cidade
do Rio de Janeiro, nao olstante achar-se incomple-
to o decenio marcado.
b 2o Para relevara anta Casada Misericordia,
quem fui commellda ifundarao e admiuislrarao
dos ditos cemilerios, do ;neargo de mauler e cou-
servar, em lempos ordiirrios, as tres enfermaras de
que Irata o 3 do ciUdtarUco 1, at que etleja
paga a divida contrahidipe^mesma adminislracao,
e seja a sua receila bstale para satisfago do dito
encargo.
a Art. 2.o Ficam rengadas as disposires em
contrario.
Paro do seuado, 1 de junho de 1854.Vit-
conde de branles, lumdei iot SantosyAraujo
Ribeiro.Marques deValenca.Castiano Sp*ri-
jiao de Mello .i/altos.-Miranda Ribeiro. n
Vai a imprimir.
Passando-se ordem o dia.sSo appravadas sem de-
bale, em primeira e sesuda discussao, as proposi-
efies da cmara dos Srsdepalados, approvando as
penses concedidas, um D. Germana Joaquina de
Castro Mascareuhas, e a suas quatro filhai, e a ou-
lra a D. Matilde Dcllin de Castro.
He approvada em preira discussao a proposieao
da cmara dos Srs. depiados, concedendo ao mon-
te pi geral dos servidora do estado, o uso-frucio do
proprio nacional, silo n Irnvessa das Bellas-Artes ;
e entra logo em segun\discussao.
Discutida a materia, te approvada a proposieao
para passar a lerceira ocussao.
Sendo mLjfl 'ido osr. ministro da marinha com
as formalidif do eslo, toma assento na mesa ; e
entra em segunda disussan o art. 4 uddilivo das
emendas da cmara do Srs. depulados proposta
do governo, fixaodo as ercas navaes para o auno fi-
nanceiro de 1855 a 18S.
Fallam os Srs Tosta,Paranhos (ministro da mari-
nha) e Montezuma, depis do que a discussao fica
adiada pela hora.
Retirado o miaistro, presidente designa a ordem
do dia, e levanta a sesso.
-20
A's 10 c meia horas d manhaa, reunindo numero
sullicienle de membrosabre-se a sessao.
Lida e approvada a ala da antecedente, o 1 se-
cretario d conla do segnte expediente :
Um requerimento de Eduardo Luiz Crescendo
Valdelaro, pedindo que eja o goveruo [aotorisado a
mandar admitti-Io a fizr exame das materias do 2"
anno do curso judirici le S. Paulo, que tem fre-
queutado como ouvinb, lepois de se mostrar appro-
vado no I" anno.A'commissio de inlrucr,ao pu-
blica.
Sao eleilos por sort para a depulaco que lem de
receber o Sr. ministril la marinha. os Srs. Miranda
Ribeiro, marquez de lanhaera e Vergueiro.
L-se, e vai a impriiir, o seguinle parecer :
a O estudanlc Franiscu de Salles Pereira Pache-
co obleve o anno passdo, para se poder matricular
no 1 auno da escola d medicina desta corle, dis-
pensa do exame de aritmtica e geometra com a
coslumada clausula d nao ser admiltido a fazer
acto daquelle anno sei fazer primeramente este
exame. Elle frequenlu com assiduidade e louva-
vcl enmportameolo as aulas do mencionado anto
como prova com attestdos de seus lentes; mas indo
fazer o exame de georelria foi nclle mal succedido.
Esla i-ircu insta ocia onoveu partir para a cidade
da Babia em cuja escia medica se submetleu a no-
vo exame, ecousegnioser approvado; porm apre-
sentarido-sc na escolalesla corle munido daquclla
approvacao para ser amittido a fazer aclodoseu 1.
anno lhe foi isso remado pelo director da escola.
He nestas circumstantas que elle recorre ao corpo
legislativo para obter .admissao que lhe foi negada
e poder fazer j o seuado alim de proseguir em
seus estudos.
A commissao de astrucrao publica, que exami-
111111 o requerimento ealteslados apresentados pelo
supplicante, enlende eie a sua pretencao pode ser
favoravelmeuteUeferia, visto que he sem restricrao
alguma que o a*. 69 los estatutos de nossas esco-
las de medicina' malla considerar como boas ero
urna escola as approvrdes de exames preparatorios
alcanzados na outia. He verdade que o artigo 67,
queautorisaos direclres a permiltirem novos exa-
mes aos estudiles rorovados esses preparatorios,
recommenda que tae exames se nao faca sem um
inlercallo ratoacel; oas nesse artigo nao se Irata
sessao dos novos exanes que se. fazem na mesma
escola c bem se pudiaentender como nao sendo ap-
plicavel aos feilos en dillerente escola ou acade-
mia ; mas mesmo quasdo assim se nao enlenda, a
commissao acha-se inkrmada de que entre os dous
examesde geomelria rae fez o supplicante raedioa
o espaeo do mez e meo, e nao enxerga razes fortes
para se convencer de me a expressao no inter-
v al lo razoavel do al. 67, exclua aquelle esparo
no exame de que se lata. Por (auto ella he de pa-
recer que o senado aiprove o seguinle projeclo de
resoluto,
a A assembla gera legislativa resolve:
das pracas do corpo de imperiaes marinheiros, que,
ou forera recrulados, ou passarem das companhias
de aprendizes para o dito corpo, concedendo :
1. Aos que liverem 10 annos de servijo, alem
do suido correspondente sisas respectivas clas-
ses, urna gratificaban igual terca parle do mesmo
sold.
2. Aos que tiverera 16 annoi de servido, urna
gratificarlo igual a melado do respectivo sold.
a 3. Aos que liverem 20 anuos de servieo, a re-
forma cum o sold por inleiro ; podendo entretanto
o governon, antes de lindo este lempo, nos prasos
que determinar era regulamenio, licenciar quelles
que o merecerem por seu comportameiito, com a
condiraoile se empregarem a bordo dos navios mer-
cantes nacionaes.
Falla o Sr. Montezuma.
Julgada discutida a materia, sao igualmente jul-
gados discutidos os ootros artigos das emendas e da
proposta.
Rctirando-se o Sr. ministro da marinha, sao ap-
pruvados os arts. 4. e 5. addilivos das emeudas, e o
4. da proposla que passa a ser 6.
Continua a2.a discussao,adiada hoje, do arl. 1. da
proposta relativa capella de Sanio Antonio dos Po-
bres.
O Sr. D. Manoel continua a combater oart. I. da
resolur,ao.
O Sr. Mello Mallos requer que o projeclo volte
novamente as commisses, o que he approvado.
Entra em 1.< discussao a proposieao da cmara
dosSr. depuladoajs autorisando o governo a conceder
privilegio a particulares, ou companhias, que em-
prehenderem a navegacao por vapor as aguas do
rio Parnahiba.
Vera mesa o seguinle requerimento :
a Requeiro que o presente projeclo seja remelli-
do nobre commissao de commercio, industriae ar-
te. D. M. A. Maicareuhas.
He apoiado e retirado a pedido do seu autor.
Discutida a materia he approvada a proposieao
para passar 2.a, na qual entra logo e he approvado
para passar a 3,
O presidente designa a ordem do dia, e levanta a
sessao.
experimentei um nao sei que... que deu-me visos
de um orgulhosinho, por ver as minhas jallas gara-
tujas raetamorphoseailas em lettras redondas. A
honra do seu acnlhimento, e a promplido com que
dignou-se publica-la, provou-me sobre-maneira
a apreciadlo que soe dar correspondencia de um
amiso velho, com quem se apraz enlreler alguns
momentos as duras saudades de umalonga ausencia.
Nao posso deixar de lhe ser summa e eternamente
reconhecido, e coslumo s-lo, mormenle para cora
quelles que, almdo favor outorgado, lestemunham-
me dedicaran, benevolencia e alieoco. Nao he ba-
sofia Nado naquella dilosa poca em que o cabello
da barba do homem equivala um penhor de ines-
limavel preco, aborrecn a lisonja. econjuro a men-
tira, ilcsconhceo o egosmo, nao fallo, nem me afas-
lo de minhas firmes convicci5es._ odeio a adulado,
sou em resumo, como te usa dizer, da tempera an-
liza : so dizem os meus labios o que sent o meu
enracao, he minha lei, p3o, po; queijo, queijo.
Ora muilo bem, est dito por una e por todas as
vezes ; suii sen clmelo velho
Desconfiado(propriedadeprivalivade cafcaclo) des-
confiado, digo de meus proprios merecimenlos, da-
vdoso da aceilacao de minha primeira missiva, fi-
quei scismando, varillando se deveria ou nao re-
diar a immediata. Porem isento deste estado de
incerteza que me persegua como um duende, e pe-
sava-me com um lerrivel e hediondo pesade-lo de
olhos de fogo, e carapufa vcrmelha ( de que muitas
vezes me fallaVa minha av loria), livre destes dcs-
acocezos, prosigo na minha encelada empreza, e
com a v iseira callada, a lauca em riste, com elmo e
egide de mui fino ac, qual um outro campean de
Dulcinea, servindo-roe do escudeiro Sancho Pauca
n meu Faustino, na lira me aprsenlo prompto e
leslo.
Na anterior comprometli-meem fallar-lhe do meu
fiscal, e talvez Vmc. nao haja cessa lo de pensar
quem, e o que ser esse qudam, para me eu oc-
cupar delle tao particularmente, emquanlo que um
fiscal no mato, hecousa que pnuco dista da nihil-
dade Alto l Fique saliendo que o meu nio ha
de ser tao pequeo e insignificante com poder ter
engendrado de si para si. O Sr. Oveira ( ui que
PFM\MBIM
a Art. Ij O goveno he aulorisado a mandar ad-
o eslu
raillir j o estudante Francisco de Salles Pereira Pa-
checo para fazer acto lo 1. anuo ua escola de me-
dicina desla corte, onsiderando-se como valida a
approvacao que alcarrou na escola da Baha em o
exame de arithmelica: geometra.
b Art. 2. F'icam re-ogadas as disposires em con-
trario.
a Pajo do senado en 14 de junho de 1854.Jos
de Araujo Ribeiro.lapl Uta de Oliceira.
Passando-se orden do dia, sao approvada sem
debate, em 1.a c 2.a liscus-o, para passar 3.a a
proposieao da cmara dos Srs. deputados, autorisan-
do o governo a manda* pagar ao baro de Ilapicu-
reimirirn.e ao oonselleiro AntonioMassoel de Mello,
as gratilicaecs que selhes deverem do tempo em
que foram directoresia fabrica de ferro de S. .loio
de Ypanema ; e cm 3j discussao, para serem envia-
das sanrr.so imperial as proposiroes da mesma c-
mara approvando as aposeuladorias concedidas an
desembargador Gabriel Mendes dos Santos, e ao
juiz de direilo Alexaulre Joaquim de Siqucira.
Entra em t.adiscusiao a proposieao da sobredi la
cmara, filando os lnites das provincias de Goyaz
e do Maranhao.
O Sr. D. Manoel requer qoe'a projeclo seja re-
metlido commissao de estatistica, o que he appro-
vado.
He approvada sem debate em 1.a discussao para
passar 2.a, a resolucao da commissao de InsIruceAo
publica, autorisando o governo a mandar matricu-
lar no I.0 anno do corso jurdico de Olinda a Ben-
janin F'ranklin de Oliveira e Mello, e a F'rancis-
Severino Cavalcauli de Souza Le3o.
Continua a 2.a discussao adiada era 11 do me z
passado, do arl. I.o da propusirao das cmaras dos se-
nhores deputados, erigindo em matriz a capella de
Saulo Antonio dos Pobres, conjunclaraente com o
parecer e emendas das commisses de constituido
c de negocios ecclesastcos.
O Sr. Montezuma requer o adiamento desta dis-
cussao alim de proseguir a 2." discussao da fixacao
de foreas navaes, mas este requerimento sendo sub-
nellido utarao he regeilado.
O Sr. D. Manoel combado a resolucao, mas
tendo chegado o ministro da marinha, inlerrem-
pe o seu discurso. O ministro he nlrodnzido na
sala loma assenlo na mesa, depois do que passa-se
contiuuaeao da BxaeJ* da forra de mar.
a Art. 4. (addilivo). Fica o governo desde j au-
lorisado:
a 8 I.o A reorgauisatao do corpo ecclesiaslico da
armada.
b S "--0 A crear al tres companhias de aprendi-
zes marinheiros, as provincias em que o julgar
conveniente.
a Si 3.o A regnlar as habtlilaees dos pilotos dos
navios de guerra, assim como dos navios mercantes
nacionaes.
5 i.0 A elevar a 2>-> por anno os premios con-
cedidos aos marinheiros avulsos, e a 15J aos gru-
mtes, engajados voluntariamente, podendo oulro sim
augmenlar-lhes os sidos, dando 205 mensacs aos
marinheiros da classe superior, 183 aos primeiro
153 aos segundos, e IOS aos grumetes.
5. A elevar de 603 a 1008 o premio do en-
gajameulo para os aprendizes e os imperiaes mari-
nheiros ; e bem assim o premio de engajamento pa-
ra o batalhao naval, equiparanJo-o ao concedido aos
engajamenlos do exercilo.
o S 6. A prorogar al 20 anno o tempo da servieo
RECIFE 5 DE AGOSTO.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL
Tivemos noticias da Europa pelo vapor inglez
Greal H'eslern, entrado em nosso porto no dia 2
docnrrenle. O velho mundo, revollo e agitado, pa-
rece preludiar para a renovaran das scenas de 1848,
que eos definitiva s aprovelaram lalvez ao impe-
rador actual da l'ranra. A guerra do Orieote acha-
se quas no mesmo p, apezar das decantadas faca-
nlias dos Musolmauos, e do procedimento da Aus-
tria, que se moslra esquecida de ura passado de
hnnlem. s Hespanhocs, que nao fazem timbre de
ser soregados, j puzeram a sua bernarda era cam-
po, e os ministros de S. M. Calholica.cnnlra ns quaes
apparentementc pelo menos hedirizido o movimen-
to, arli sio-sr- algum tanto alarefados.
Tambera Portugal leve seu raotim, levantado pe-
los habitantes do Porto, que acossados pela fome
pediam pao. Em summa, as pequeas nacionalida-
des, desde muilo comprimidas, espreitam inquietas
a occasiao cm que a guerra dos touros lhes ha de
ser favorsvel, o que de cerlo he preferivcl sorle
que tiveram as raas inermes e imprevideutes, da f-
bula. De toda esla raedonha ehullirao ninguera sa-
be o que ha de sabir e s o tempo pode mostrar.
As noticias que recebemos da corle pelo vapor
imperador, chegado no dia 3, foram destituidas de
ioteresse. A cmara qualrieunal prosegua no la-
borioso parto das reformas inceladas com o fim de
melhorar n nossa legislaran. Alguns despachos fo-
ram expedidos pelo ministerio da justica, e o do
imperio deu-nos a Hornearan do novo director da
faculdade de direilo de Olinda. o Exm. Sr. Dr. Pe-
dro francisco de Paula Cavalcauli de Albuquerque.
Quanto a mudanza da faculdade para esta cidade,
ainda nada veio, segundo nos consta, de positivo.
O Revm. Sr. Dr. Antonio Jos Coelho.que exercia
interinamente aquelle cargo, em consequencia de
molestia do fallecido Visconde de Goianna, passou
no dia 4 a direreao do estahelecimento as ni.los do
Sr. Dr. Chag.is, e dizem-nos que se acha enfermo.
Deste modo ficar o servieo da mesma facuidad? ain-
da mais prejudicado pela falla de lentes, e lalvez
que mais nma cadeirn venha a parar.
Os restos morlaes do Exm. visconde de Goianna,
foram depositados na igreja matriz da Boa-Vista,
onde receberam os ltimos saiTrazios e honras Cu-
s si bres, e dahi levados ao cemiteriojne Santo Ama-
ro, em enterro solemne. Toda a citTporacao acad-
mica concorreu a esse acto, em que alguns estudan-
les recitaran! discursos em honra e illogio do Ilus-
tre ti nado, sendo o forelro roodu/.id ao jazizo pelos
discpulos dos dilfercntes annos alternadamente.
Tendo a crvela americana SttUUoga, surta no la-
meirao salvado ao commandanle da estacan, naval
brasleira com 13 tiros, succedeu queoimmediato'da-
Berliogt, ouvindo smenle 11, cnrre-po.sdesi com
este mesmo ao comprmeme; raas tendo o com-
mandanle da Sarataga reclamado, na forma de di-
quela marilima, os oulros 2, mandan lo para esse
lim um ollicial a bordo da Bertioga, e chegando ao
mesmo tempo o Sr. chufe da e-tac.io, que ouvio os
13 tiros, foi a reclamadlo salisfeila por sua ordem,
completanto-se a salva com os dous tiros que falla-
va m ; depois do que foi o commandanle americano
reeibedo em visita pelo dilo chele, e assim terminou
o pequeo conflicto que se ia originando por ura
equivoco na cosita dos tiros, cousa que embora de
corlezia, torna-se rauilu seria nos dominios de Nep-
luno.
Alera do exposlo nada mais offerecen a semana de
notavcl. O mercado desla cidade contina pouco
satisfactorio, pela caresta dos gneros de primeira
necessidade, exceptuada a carne. As chuvas tem
feilo alguma pausa, masa atmosphera aimfci nio sol-
fien grande alterarlo quanto ao fro sentido lti-
mamente.
Entraran) 25 embarcares e sahiram 16.
Rendeu a alfaudeza 42~:20l$iG3 rs.
Fallecern! 38 pessoas : sendo II homens, 12 ma-
nieres e 6 prvulos livre; 2 homens, 3 mulheres e
4 prvulos escravos.
o homem j l se lembrou de Carlos Magno com
seus doze pares! ) com o devido respeito ; se lhe
merece pelo seu titulo desfavoravel coureilo, acres-
cento que he juiz de paz, e... nao sei mais o que das
Suardas ; pelo que o juizo, que inconsideradamente
uver formado seu respeito, inicreva no catalogo
de suas culpas para expo-fo seu conffeswr.
OutiH) pensamento provavelmente lhe vai occor-
rer, visto que o primeiro sahio llie gorado, que he
por-me entre o Scy lia o Charybides da lgica: ou
apparecer um encomio, ou alguma critica, saly-
ra, etc.
De novo enganou-se redondamente. Nem preten-
do cleva-lo aos cornos da la, para nao quebrar os
os narizes ( que os tero formidaveis ) la pelo este-
lfero firmamento, e mesmo porque !
Aliares opulencia nao consagro :
E s honras sobranceiro, e s arandelas.
Nao cortejo o poder, nem lsongeio.
Nem tao pouco voulancar-lhe improperiosguod
Deutavertat !; porquanto nao he o despeito, o
odio, a viuzanca quem me dicta as expresses que
aqui deposito ; nao: sou alias seu afeicoado, e
Amigo son fiel de meu amigo.
Mas nao pudendo soflrer cora bom estomago a fa-
tuidade, seja qualquer que for seu alimento; echan-
do repreheiisiveis e intoleraveis os disparales e des-
acertos do meu homem, procuro ver se pondo-lhe
ante os olhos o fiel quadro com as cores mais vivas
e inileleveis de suas loucuras, proezas e mazelas.
consigo que elle tome degrado ou sem elle, a lieao,
aviso, ou como lhe aprouver, que desta feita vou
dar-Ule:
Alm disso, o que a lado emfim me obriga,
Ho nao poder mentir no quedisser,
Porque de feitos taes, por mais que diga,
Mais me ha de ficar inda por dizer :
Mas porque oslo a ordem leve o siga,
Segundo o que desejam de saber,
Primeiro tratarei do olioal,
Depois seguidamente do. fecal.
O Sr. Oliveira, homem destituido inteiramente,
do seino cosnrrrum. e pauprrimo de instruccao, a
ponto de nao saber dar um despacho, e ainda mes-
mo .ceA.' dolor! de assignar o seu nome, um per-
feito autumato, que s gira forca de eslranho dedo
he de ha muito o fiscal desla villa : e por certo ja-
mis nunca pense, que a ignorancia supina e crassa
fosse tan proterva e tao presumida. Longe, bem
longe de seguir os dctame* da sa razo, c cumprir
perm toriamenle os deveres inherentes seu cargo,
trrsvariae erra pelas solapadas veredas do seu mnu
inslincto, e calca grosseiramenle o llover e a lei. Ja
disse quesou seu amigo, e chama-lo-hia bom moro
se elle, reconhecendo a sua palpavel inaplidio ou
nullidade, e veodo-se no espelho de sua conscien-
cia fse he que a lem; tal qual he, se recolhesse ao
silencio, ao esqueciraenlo de que a natureza s lhe
dera a gozar.... se, em lugar de ufanar-se com as
honras de que se julga revestido, e aalhardo se ne-
gasse occupacJo dos empregos, cojos complemen-
tos ficam muilo quem de suas forjas e capacidade.
0 Sr. Oliveira. aqu- lie que devera exigir c em-
penhar-se na punirn dos crimes, he o mesmo que
altivo se aprsenla cm seu prol, dandn-lhes azosrom
Ealronalo indevido e escandaloso. Exempli gratia.
forca-se mnibus ciribuS para que alguem case
com l,pfT pTslitnle. p'vqiir cti busca a sUjOalasi'
dei, e, em quanto se me nao provar o contrario,
duvidarei que n Sr. Perczrinu.moco lao bem quisto,
respeilador .Us leis, d guarida a taes rariiiora. Tre-
m pela sua seguran? quando esta noticia deram-
me, poisapezar des o conhecer tradiccionalnienle,
lenho-l he as minhas sympathias. O Sr. P"ff">o
quica esteja embahido pelas labias desees lillios de
Salanaz ; porm tao alilado e expeliente como he,
deve ter em consideracio a cobra da fbula, que
nao impedio-lhe a piedade de impreznar a virulenta
baba no seio, que a aqueci ; deve igualmenle lem-
brar-se que esse mesmo Borbolrta, sendo protegido
do Sr. A meneo, a este mesmo ensaiou-se para dar a
recompensa, que usara dar as vboras s maos que
as affagsm.
Por dizer-se que essa alcateia de Borbolela et re-
ligua vomitante atierra frequenlava as noitesesla
villa, em ama o Sr. Rocha fe/, postar urna armadillia
para ver se pilhava os taes metros; mas ou pela
pouca energa, experiencia, ordem,cautela...'daquel-
le, ou porque o diabochisse as tripas destes, nada
se censegtiio; e esl-me parecendo que os passaro
preferem la libert embora altribulada, vivereiu
engaiolados. Nesle momento aflirma-se-me que j
bmeram azns, e foram poisar bem long. As almas
dos Cabelleiras tem um rosario.
Em dias das semanus anleriores.no engenho Viola
um curioso quiz ver a cor, e quanlidadede banhas
que um oulro guardava na p do buso, epregotj-lhe
urna formidavel tacada, deixando-lhe as cujas pen-
duradas a maneira de amostras na lujas, e vandal
para altrahirem osfreguezes. Safa 1 v dar no.boi,
?ue temo couro grossiil O delinquen le poz-se ao
resco, e ignoro as providencias da senliora D. Po-
lia para empolgar semelhante anatmico ; raas nao
se deve desesperar, pois ella c'lem dado immensas
pravas de sua acliyidade e energa, e se proseguir
na marcha encelada, brevemente veremos diminui-
do sensivelmente o algarisrov dos assassiuos e la-
dros.
O Xarela, que lhe disse residir no engeuho su-
pra, sendo visitado por olheiros, ou pelo mesmo sub-
delegado, que nao deixa taes meninos pisaren) em
ramos verdes, fez-se de bordo, sollou as escotas,
prospero galerno eufunou-lhe as velas, e foi dar fun-
do, segundo se me informas era porto seguro; esca-
po dos cachopos, e baixos da polica, ovilla nos ma-
res lio na n (osos de Arar iba.
No dia 20 de jolho passado foi agarrado ua villa
um tal Justino, supponho que para algumas averi-
guaces, ignoro o resultado.
No dia 211 um cabra ferreiro por rime Joflo dos
Santos, estando embriagado, eapancou ataseeira a
desapiedadamente um rapazinlio seu aprendiz ; foi
ininedialaineule preso, mas logrn evadir-se. E
como quem tem padrinho-'uo morre paglo. j'pas-
sea impvido com lodos os sacramentos. Perdo a
profandade.
O tal rapaziiulMBj|^rfurma-se-me,qOe nao he
muilo boa peca^ ^^roubara e .vender por
aqui mesmo urna c Iprala; mas ainda n5o sei
3uera foi o paciente u iseira accjro, e o agente
a segunda. Cautela com tal enanca.
Ora, isi-iue esqjecendn de\f,i)imJrJem cerlo me-
co, que he meu condecido. O Caldas, a quem j
ouvi chamar carrasco da humanidade (eonsta-me)
estando com urna escrava idosa enferma, dera-lhe
urna surra, e no,dia subsequeule em lugar de osera-
va linha urna defunta, e om tal estado fui troca-la
En duas zallinha; he o suprasummomdasafadeza I
edimos providencias a aaloridade competente alim
de prohibir este homem vender medicamentos, do
que uao leudo o mnimo conhecimunto, lambem uao
pode fazer o legitimo uso e applicacao.
Os cabreslos atTeridos deram-nos tregoas por esses
dias.
A nio ser a vlsnhancae freqaencia dos nocti-va-
gos cima referidos, goza-se em quanto ao mais, do
Irauquillidade, a seguranza individual vai como po-
de avaliar da minha exposiran. Porm muilo pre-
ciso se uos faz um destacamento.
. As chavas lem cessado, e aos das pluviosa hlo
succedido oulros em que sempre apparece falcaran-
le o luminoso Phebo. A carne verde sabbado pas-
sado deu a dez e oito palacas a arroba, c mallo boa;
a farinha exl at8 e32 palacas o alqueire; o feijio
a 64, e o milito a 16 e 20; mas o que faz subir
preco farinha sao os atalhadores.
Por ora he o que me occorre, pois o F'auslino que
promelteu fornecer noticia* capa/es de enclier om
missal, poz-se na moila e deixou-me lular sosinho
com as mdagaees; fiquei sempre com umairasinha,
mas mesmo assim nao ha negocio para elle.
Qoando escrever ao seu correspondente Macciucu-
se, faca favor de azradecer-lhc a^jeua caridosa phi-
lanlropia, por haver aunnnriado a feliz descoberta
do anti-rlieu iiMlismal; a pedir-lhe que d um beta
aperlado abraco de reconhecimento ao seu majar
pela sua invencao. J despachei um paquete ter-
restre a vapor, e aguardo pela (al frasolhsda;
Saude, a gordura e livre dos sustos dos ces dara-
nados lhe appntere. O velho aldeao.
.(dem)
REPARTIR AO SA POLICA-
Parte do dia 5 d agosto.
Illin. e Eim. Sr.Participo a V. Exc. que, das'
parles hoje recebidas nesta reparlirao, consta lerevn /
sido presos: a ordem do subdelegado da frezuezia
de S. Fre Pedro Gonealves, o portaguaz J0S0 Fer.
reir de Souza Vascoocellos, por se achar proiiuq.
COMARCA DE PAJEL*.
Villa Bell 1S de jalbo.
Nenhuma noticia importante lenlio aiuda a eom-
muuicar-lhe desla vez, a nao serem os boatos assus-
ladores.quepor aquivagavam a respeilodas rigorosas
e extraordinarias cheias, hav idas uessa capital e uas
comarcas visinnas, cujos estragos pozeram em cons-
lernacan a mnila gente; porque dizia-se que asa-
guas levaran!as poniesda Boa-visla e Cachang, que
as canoas giraran) pelo interior das ras dos diversos
bairos dessu cidade, que a chcia levara huma ra in-
leira uo baro do liento, e toda urna ra na cidade
da Victoria, c que d'euvulla com esses aconlecimeu-
tos se hav mu perdido innmeras vidas e fortunas.
Estas noticias exageradas nao podiam deixar de aftli-
zir lauto aos que lera inmediatos interesses nesses
luzares, como mesmo a lodos os que considerara os
Pcrnambucauos como urna grande familia espalhada
em toda a superficie desta uobre provincia.
A chegada do enrreio e a leilura dos jornaes, pos-
to que em parte coufirmassem a lerrivel calaslrophe
necasionada pelas excessivas chuvas, vicram com la-
do serenar os espritus inquietos peiaexageracao dos
contos de boiadeiros, cujas noticias faziamquase erer
que essa bella cidade havia sido abysmada por um
lerrivel catadvsina.
F'elismente nos por c eslivemos, gracas a Pro-
videncia, livrcs desses deslemperos. Poslo que
ua Serra Grande do Baixa-verdc houvcram no mez
de junlio 20 dias quasi seguidos de chuvas, com ludo
por serora linas nao causaram oulros estragos, alera
da ruina de varas casas eenlorpecimenlo ti'algumas
lavouras. Para as partes de Tacaratu' e Malla lam-
ben!, a mutla chuva tem apodrecido os legumes. .
Toda esla comarca se acha iuteiraraeule tranquilla
O delegado de polica o Sr. Portella parlio em um
dos prximos passados dias com urna torca para o
Icrmo de Ingazcira, segando dizem, a cumprir or-
den, que lhe foram transinitlidas pelo Exra. presi-
deule da provincia; leudo antes de partir mandado
reforjar o destacamento que havia collocado no ter-
mo de lacaralu', para onde fora mudado, da fregue-
zia de Flores, o alteres Capistrano, o qual consta ter
percorrido ueste ultimo icrmo varios lugares incul-
cados como asylo de criminosos, poslo que sem re-
sultado favoravel al o presente.
Os viveras eatfo por preco muito commudo, in-
clusive a propria farinha, que lem dado 2s> a quarla.
o nico ahinclo que entre nos he sempre caro he a
carne,porque nunca vende-se por menos fnem lam-
bem por mais! de 10 palacas. Todos os gneros ali-
menticios eslao sujeilus a alca c baixa, conforme o
lempo e as circumslancias: a carne he o nico ali-
mento, cujo preco he laxado por hum costme que
ja vai lomando o carcter de perpetuidade.
Admira que no Rccife se possa comprar carne por
prc$o mais cmodo do que em Pajeo' I Felizmeule a
temos este anno tao boa e gorila como ha annos nao
temos exemplo; de mudo que se as parques dos nos-
sos gados foram pessimas por causa da lerrivel secca
do anno passado. temos em compeusacac gados lao
gordos que pronicttem, na venda grandes lucros ao
creador, alm da esperanza, que o alimenta, da des-
forra no futuro auno de 18V>.
I Carta particular. )
esaWNasi
COMAKCA DESAMO AMA'O.
Escada 2 de acost.
Tenho dado inccssanle trato imaginacjlo, teuho
quebrado a cabera alim de espiolliar, de deparar
alguns termos que salisfatoriameute exprmara a
minha gralidao para com Vmc. ; e, apezar de Irc-
zculas voltas que hei dado hola, sou forrado a es-
tacar qucm dos meus desejos e esforeos ; pois es-
tou bcni persuadido que as palavras que aqui vou
alinhavando, nao dao -ullicienle- e expressivos sig-
naes do que sinto pas'ar-se r dentro deste peilo,
onde d rebates um coraran que sinceramente o es-
lima.
Havendo encontrado esa o seu Diario de 35 de
julho p. p, a epstola que lhe dirigi rom dala de 19
osa proti'ccao, e vire-versa protege a fu.lo para nao
casar com unta jov en. de coja honra "se Goufessa de-
vedor, ajunlandoo seu proprio depoimento recheado
de embsi-tes, injurias e* infamias. Um homem he
citado para pagar perante o Sr. Oliveira uina divi-
da seu credor, e depois de haverem os papis se-
guido os tramites da lei, este juiz sem juizo lomou
sob sua tutela (ou ltela'! o magauo do devedur, di-
zendo-se hypolecario dos bem deste, e o pobre fi-
cou com os beicos com que mamou. EnUo, mon
ami, he pouta ou cabera "!
Oh! Sr. Oliveira, feche os olhos para no ver as
asperezas destas verdades que'tenho seja man I-
nico para a sua susceplibilidadc, c releve a pouca
delicadeza com que, como bom medico a fortiori,
lhe faro ruminnr o aulidolo de sua monomana.
Se o meu consclho lhe amarga, atienda que he um
conselho de amigo. Apezar de sua obstinada re-
pugnancia; dei a minha palavra, c ahi vou dizer al-
gumas das do fiscal. Safa! que o homem he um
compendio em que ha maleira para fazer disseriar o
proprio Cami-ao Chego ao ponto, el summasequar
fattigia rerum.
Aulorisado para alindar as mas e licencear para
a construscao das casas na villa, elle se tem afanado
e consentido a que estas se edifiquen) lorio e a di-
reilo; e quando em algumas parles at se dernolem,
se disso resulla o aformoseamento, eoramedidade,
augmento ou ulilidade das -mesmas ras, o fiscal,
surdo e ceg, que nao para o sea inleresse, permute
e levanta-as elle proprio, onde sempre fora beco,
obstando o transito publico, privando os comraodos
que enl.'io haviam, de sorle que canrnfando-se da
matriz al o largo da reir onde faz esquina, dahi
dobrando ao Compra Fiado, e daqui proximidade
do rio que forma tres ngulos de um quadrado, nao
ha um beco, um logarzinlio por onde a gente pobre
possa ir ao rio, sem que seja vista de-quasi todos
quelles habitantes. Chamar-me-hao exagerado, ou
acrrimo defensor de becus. considerando que o fisf.
cal disto neuhum inleresse tira. Eu responder-lhe-
hei ao ouvido, e das licencas e encordoamenlos nao
lhe resulla dalivo de proveito! El cmara t
I Bii i.stsUail1: Myd.f da l,-n-.i-/,.. .,, >..,.,
Antonio, o
A cmara ? islo he outro caso
o meu fiscal
he encyclopedico em jurisdar,es. Licencia, en-
cordoa, mulla, e pechincha por sua conla e
risco, e bem v que elle nflo he tao asno, que pe-
gue a cabra para oulros mamarem. A urna destas
loucuras e mui saliente oppoz-se o inspector, pois
urna casa edificada no Compra Fiado vedava a conti
1111.10110 e alinhamento de oulra roa, que deve ser
precisamente mui bella pela vantazem da localidade;
por quanto, sendo a villa enllocada sobre montes, he
convenienle aproveitarem-se os cali-ros adjuntos, li-
nhas, ou direceeei mais aptas c suflicientes para o
seu progresso material, e querer cora nina s casa es-
torvar a conlinuaco de urna ra, he sem duvida um
acto de louca impostara. Mas o fiscal tomou o ne-
gocio peilo, e a casa continua sob sua responsabi-
lidad!'. As mullas sao arbitradas a su bel-prazer,
cobrando-as em conti nenie sem intervenc-lo da III m.,
quer versera sobre vveres, merendonas, qur sobre
algum defeito que com olhos veszos envergara n'uma
ciasuha. Consla-me que multara a ura homem,que
venda na fcira carne secca e I inzuirs, sem sua ob-
via licenca, conlentando-sc com algumas das ditas
por salisfaco de seus di re los. Que raizeria I Os
pesse medidas parecen)que foram feitos de mate-
rias con I ralis, rio js que vao sensivelmente encolhen-
do, e o fiscal? niclis.' nem palavinn. Em chuveudo
as nossas ras ficam iniransi lavis era razao dos la-
maraes, que se formaos.a mor parle motivada pelos
proprietarios, que no meio das roas he que cavam
o barro para taparen) as suas casas; eo fiscal? calin-
da! Convem nada vernos oulros, pois que elle mes-
mo commette tal destempero, cohoneslando-o com o
invelanienlo !... Que palacoada! Ora, Sr. li- al,
cuntenha-se, nao abuse de nossa bomble. Olhe
para o que for tendente a soa obrigacao, faca de-
sembarazar as ras, que coiistantenieulc eslao en-
lulhadasde madeiras, abaixe esse seu leveilo oren-
Iho. Releve a aasteridndeda lico. perdoc a limi-
tando, e nao ser cousa capaz.* Coitado! Dos se
amcrcie delle!
Mizerias saoda frazil nalnreza
Todos somos morlaes, anjos nao somos:
Eu sou homem lambem, defeilos tenho.
E o cavallo por dar um canee, nao se lhe deve
corlar a perna.
Acuardamos a nossa futura cmara, esperaneosos
ile que nos ha de alliviar deste mal, que lao iinlevi-
damentc toleramos: he um dos nosos mais srden-
les volosa exlincrao do presento fiscal, a limpeza
ilas ras, e o franen transito dos becos, sobrevir
couscqiienlemenlc.
Vamos azora algumas noticias mais frescas.
J c temoso nosso colleclor das rendas geraes,
de sorle nuel por rima chaira a oovidade, c es-
t a ehegar a cada listante o scu competente escri-
v,1o, c dizem-me que ambos sao exccllenlcs mocos;
e eu estou ancioso por ver enlrarem em excrccio
Indas as molas deste m.icini-mo deiiomi 11,rio villa.
Resain os ns. do sen Diario, que j foram juramen-
tados osjuizes niunieipaes e delegado supplcntes, lo-
mara o meu para c : desojo ver ludo em boa ordem.
Os nossos subdelegados prosezuem na sua nunca
desmentida aclividade, poslu que sempre lem havi-
do alzuma differenra na primeira subdelegada do
Sr. coronel Uenrique, por elle eslar auseute, e o Sr.
Rocha I.ns primeiro supplente era exercicio nao
me parecer dotado d'aquella energa, que he mis-
ter ao funecionarin de sua estofa.
f.oiista-nie que o maldito Borbolela, e seus cm-
plices aeh.im homsiadns aqui Itera pertn, Puvi-
f
I
J*
V
I
r
parmjran-otion IJias FrxzS por ser
desertor ; a do subdelegado da frezuezia du S. Jos,
o pardo Jos Justino Evan elisia sem declararan do
motivo ; e a do subdelegado da freguezia da Boa-
Visla, as prelas escravas Joaquina e Mara Tran-
quilina do Rosario, ambas por brca.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica da
Pcrnambuco de agosto de 1834.Illm. e Exea. Sr.
conselheirn Jos liento da Cunta e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paita Tei-
reira. chefede polica da provincia.
REI.ACAO' nos HAPTISfOS DESTA FRE-
GL'EZIA DE SANTO ANTONIO DO RECIFE
DESTE MEZ DE Jfl.HO DE 1854.
Julho 2.I.aiiriuda, branca, naKida a 17 de maio
do correle anno.
dem. Antonio, bramo, oateido a 7 de abril do
correnle anno.
dem 3. Jomina, branca, nascjda a 6 de novem-
bro do anuo prximo passado.
dem. Juliana, prela escrava, uascida a 24 de ju-
nho do correnle anno.
dem. Fabio, pardo escravo, nascidoa 28 de ao-
vembro do anno prximo pass ido.
dem. Josepha, branca, aascid a 22 de noveni-
bro de 1830.
dem. llcnniia. branca, nascida a 10ale maio da
1814.
dem 13. Pedro, prelo escravo, nascido a 13 de
maio do correnle auno,
dem 14. Joto, brsnco, nascido a 24 de julho de
1832.
dem 15. Alexandre, branco, nascido a 11 de
maio do correnle auno,
dem 16. dalna, parda, nascida a 8 de jalfio do
anuo prximo passado.
dem. Antera, preto escravo, nascido a 3 do Ja-
neiro do crranle anno.
dem. Alfredo, branco, nascido a 30 de Janeiro
do anno prximo passado.
dem 18. Francisca, parda, Sanios leos, nascida
no primeiro de Janeiro do anuo prximo passado.
dem 21. Cela no. branco, nascidoa 3 de abril do
correnle anno.
dem 22. Izidoro, branco, nascido a 28 de abril
de 1842.
dem. Mara, branca, uascida a 8 do fevereiro do
anno prximo passado.
dem 25. Agostinho, prelo escravo, com qaatro
mezes de idade.
dem. Joo, branco, nascido a 21 de uovembro
do anno prximo passado.
dem 26. Cetario, pardo, nascido a 25 de feverei-
ro do correle anno. t
dem. Joaquina, branca, Sanios leos, nascida a
20 de selemhro de 1818.
dem 29. Mara, branca, nascida a 10 de seten-
bro de 1849.
dem 30. Joo, branco, com dous aunss de idade.
dem. Jeronymo, prelo, sub coniccione, com
cinco annos do idade.
dem. Vicente, preto escravo, uascido a 15 de
maio do correnle sumo.
dem. Mequelina, parda, nascida a 19 de junho
do correnle anuo,
dem. Mara, branca, nascida a 10 de junho do
correnle anno.
dem. Mara, branca, com tres mezes de idade.
dem. l.uiza, parda, com dous anuos de idade.
dem.Clara, parda, nascida a 8 de agosto de 1847.
dem. Joo, pardo, nascido a 16 de maio do cor-
rente anno.
dem 31. Thomaz, pardo escravo, com oilo mezes
de idade.
Ao lodo 32.
Freguezia de Santo Autonio do Recifo 31 de ju-
Iho de 1851. O vigario, Venancio Henriques de
Resenie.
------- 'iDfiaj-
I
REI.ACAO' DOS BITOS DA FREGUEZIA DE
SANIO ANTONIO DO RECIFE EM1) MEZ DE
JULHO DE 1854. .'
Julho 1. Manoel,- rrioulo escr o, idade dous an-
annos: de convulses.
dem. Joaquim Jos dos Santos, branco, sollciro,
idade 28 annos: phlysico. Pebre.
dem 2. Paloiira, branca, idade.dous anuos: de
tonvulsirs. |]
dem 4. Francisco Jos de Lima, 'pardo, snlleiro,
idade 12 anuos: de iuflaramac,es. Sem Sacra-
mentos.
dem 5. Agosluha, crioula escrava, idade 30 an-
uos: phlysica.
dem 6. Manoel Francisco Barbosa, pardo, sol-
leiro, dade 30 anuos: de pleuriz. Sem Sacramen-
tos, pobre.
dem. rsula Mara do Carino, parda, viuva, ida-
. de 48anuos: de molestia interior. Com lodosos
Sacramentos.
dem 9. Sebastiao, crioulo iuzenuo, idade seis me-
zes : de espasmo.
dem 11. Joo Elvino Pereira da Silveira, bran-
co, solleiro, idade 24 aunos: phlysico. Kecebeu a
Sania Uucao.
dem 14. Abrahara, Africano escravo, idade 30
e tantos annos: de delisao na espinha dorsal, o
dem.' Raymundo, Aricauo escravo, idade 24
anuos: de molcslia interior. Sera Sacramentos-
dem. Josepha, crioula escrava, idade 23 annos :
de molestias chrnnicas.
dem. Anna Joaquina de Oliveira, parda, viuva,
idade & annos annos: de molestia interior, Com
todos.os sacramentos
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DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 7 DE AGOSTO DE 1854.
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1
lem. Ireueo Suares Madeira, brinco, solteiro,
idade 26 annos : ilp inll jimn.i ;ie-.
dem 15.Maria, parda ugenua, idi.de Ires inczes:
de mal do* denles.
dem Jos Gumes l'ortella, pardo viuvo, idade
73 annos; de urna constiparlo. Coiu todos os Sa-
rramculos, pobre.
dem tli.Bernardina Marques dos Santos, branco,
solteiro, idade 45 anuos : de consli aajo.
dem 17. Emilia Carolina Agr, branca, solleira,
idade 15 annos: de molestia de peito. Com lodos
os Sacramentos.
dem 18. Benedila Mara do Rosario, parda inge-
nua, solleira, irailc 22 aunos : de febres. Rece-
beu a Santa Unjao.
dem 20. Anlouio, Africano escravo, idade cin
coeuta o tantos anuos: de um aneurisma. Rc-
cebeu a Santa linean.
dem. Maria, parda, dado cinco mezes: de mal
dos denles, (jratis.
dem 20. Joao, pardo, com oito dias: de espasmo.
dem SI. Filomena, crioula ingenua, idade 17
mezes: de mal dos denles.
dem. Maria, parda csrrava, fom sois dias : de es-
pasmo.
dem. Ilenedito, Africano escravo, idade 40 an-
uos: de molestia interior.
dem 22.Maria, parda ingenua, idade 18 raezes.
dem 23.Cimillo, pardo ingenuo, idade oove dias:
de espasmo. Pobre.
dem.Joo Nunes dos Sanios, pardo ingenuo, sol-
leiro, idade 12 annos: de l'ol re-,
dem 24. Joo, pardo escravo, idade dous annos :
de inllammai;.io.
dem 25. Maria, crioula escrava, rom dous dias:
de espasmo.
dem. Epiphanio Jos da Rocha, pardo, solteiro,
idade 16 anuos : de molestia interior.
Idtm 26.Maria, parda ingenua, rom ama hora de
nascida. Pobre.
dem. Manoel, pardo escravo, recemnascido.
dem 28. Agosliiihn, crioulo escravo, com tres
mezes: de convulsOes.
dem. JosCorreia de Mello, pardo, solteiro, ida-
de 38 anuo*: de apopleja. Preso da cadea. pobre.
dem 29. Rosa, crioula escrava, idade 40 aui.os:
de apoplevia.
dem.Emilia, branca, idade3 mezes: de espasmo.
dem. Caetana, Africana escrava, idade oitenta e
alguns annos : dedyarrliea
dem 30. Firmina Thereza Drumoir., branca, ca-
sada, idade 1.1 aunas : de molestia do peito. Re-
ceben a Santa Uncao. '
dem. Joao de FreiUs Ribeiro, branco, solleiro,
idade 19 annos: phtysico. Com lodos os Sacra-
mentos.
dem 31. Maria Joanna, India, casada, idade 22
annos: de fehres. Pobre.
dem. -- Lniz Pereira Vianna, lu, solleiro, ida-
de de 18 annos: phtysico.
dem. Benedicto Jos de Lima, crioulo, casado,
idade 35 annos : de inflamn) irao. Com lodosos
Sacramentos.
Ao toda 43.
SaBlo Antonio l. de agosto do 1851.O vigario,
Venancio llenriques ** Resende.
s
i
i
CARTA V DO AMIGO JULIO AO AMIGO
JULIANO.
SUMMARI.Os Japonezes e os Americano'-.
A expedicao do Commoioro Perry.Chegado
bakia de Yedo.Primeiras negociatdet. Vm
ba.iquele americano no Jap-i.Industria Japo-
niza.lisiado inlelleclual dos Japonezes.Pre-
sentes que leoaram os Americano::.Impressao
cantada pelo telegrapho eleclrie i eaminho de
ferro.A obra de Mr. Mac Sarlave.
Recite 4 de agosto de 1851.
Amigo Juliano.Lindos fados mais interessanles
da historia contempornea he sem davda a exped-
po que o sovernu dos Eslados-L'odos envin ao
imperio Japonez. A atlenjao do iiiuu lo civilsadm
ainda que bastante occnpaila com a guerra do Orien-
te, com ludo aguarda com impaciencia o resultado
dona coatenda em.que, de um lado figura um povo
roytlerioso, que sem merecer o uomn de brbaro,
com lodo conserva-se segregado do resto do mundo
ha scalos, e do otitro lado vc-se um outro povo
nascido hontem. composto de elementos hclerngc-
iieo, mas qne j4 ameaoa conquistar com a espada ou
comprar com os seos dolan tolo o territorio da
America. Do mesmo (nodo que os Romanos tinham
a convicc.lo da eterniditlo de Rona, assim como os
Rossos, embrutecidos pelo despoismo, lem o senli-
nienlo de urna musan predestinada, ot Americanos
do norte lem o senlimento fatdico da ma grandeza
Fatura, e esse povo, ou para melhor dizer, csse vast
formigueiro de homens, onde se acham confundidas
'. odas as ragas, todas as religes e todas as don trinas,
#ao recua dinate de iieiihun obstculo, e procura
eiiiJ'.JIlJlilJAflI lUrB f ciist(WJ)^fnai**Uolarido
as mais sagradas leis do direito internacional. ViSV
que nao existe na poltica dos Estados-Unidos.Es-
se povo pois foi leular o que a Inglaterra, a Rus-
sia e a Fiaiij.a anda nao obtiveram, e o que somen-
te a Hoilanda alcanjou mu limiladamenle, isto lie
abrir relajees com o Japao. u,
He geralmente sabido que a es tira americana
do comajn lo do Commodoro Peri li -gou ao Ja-
pao durante o anuo passado, e leudo r>:ilo saber s
autoridades o fimdasua viagem, o governo japonez
Ihe nolificon qae voltasse alanos mezes depos para
receber a rcsposla sua meusagero. Em conse-
quencia desle ajaste, a esquadra parlie para a Chi-
na a vollou ao Jap9a no principio do rorrcnle
anuo. A fragata a vapor Susquchanna chegada a
Hong-Kong em 2 de abril da passado lrou\e noti-
cias at o da 24 d marco, coiitendo muitas cir-
cunstancias interessanles sobre a maneira como a
esquadra americana foi recebla na baha de Yedo,
onde chegou no dia 12 de fevere.ro em forja dequa-
1ro fragatas. Ires corvetas e dous transportes. Ape-
lar de que quando saino o Susqr.ehanna nada anda
ealivesse "concluido delirflrrlm :nle, ludavia todo
fazia acreditar que o Commodoro Perry obteria. em
breve um tratado concedendo aos Ame-canos a en-
trada de mutos portoi do Japao com o direito de
nellescommerciar, e am lugar di; depoiiito de car-
vio de pedra para fornecimento dos seus vapores.
O Commodoro insista em que os beneficios desse
tratado foasem commuu* a todos os esirangeiros,
mas parece que os Japonezes recusaran eslender os
privilegios a outro qualqucr pavilbao alm do dos
Estados-Unidos.
A esquadra chegou bahia de Yedo no dia 12 de
fevereico, e no dia 13, o Commodoro receben urna
mensagem que Ihe annunciava a viuda prorima dos
altos dignatarios encarresados de Ir, tir cmn elle.
Ao mesmo lempo as autoridades japn :zes procura-
rara obler do Commodoro que ancorasse a esquadra
n'oulro lugar, pos ellas achavam qiic os navios se
tinham adianldo muilo na bahia e estavam mu
prximos da capital do imperio. As riegociajcs a
esse respailo duraram dez das, e lerminaram-se
por um movimento da esquadra americana, que foi
ancorar definitivamente em Yokohama, a dez mi-
litas de distancia de Vedo. Em todas estas relajees,
os Japonezes uao moslraram a perfidia e arrogan-
cia que geralmente selhes allrbuc, mas marra de
tanta urbanidade e cortea para com os estrangei-
ros, como os man- consumados diplmalas europeus
moslram uus aos oulros.
O preparativos para t entrevista nao se comple-
laram antes do dia 8 d marjal, e nesle iutervallo
leveram lagar alguns fe jos entre os oflieiaes ame-
ricanos e os fcinccionafio- japonezes.
No dia 1 de miren houve um jaular a bordo do
Susquehanna, dado pelo commaudantea Vzaiman,
governador de l.'raga e aos rtlc aes da sita comitiva.
<>s Japonezes moslraram-a' mui salisfelos e sabo-
i rearara os manjarese licores com o aotite de gas-
Ironomos. Elles nunca tinham comido peni, e pe
dram licenea para levarei pan ierra porgues dcsla
e d'nuli as iguarias para mosiran-in ao stu amigos,
o que fizeram, embrulliando'lud> em urnas folhas de
papel, quedhesservem de rencio, d'algibeira. Imi-
tando os seus heBrfedes, tiles usaram dos garlos e
facas com destreza e perseverar ca, e cavaziando os
copos com promptidao, rettihuirain lodos os toasts
com bastante satacida le. l'or ejemplo, o capitao
Uuehanan fez a feguintc sauoe : A' boa intclliseu-
a que agora existe entre nev e os nosios amigos Ja-
ponezes, a qual esperamos que prevaleja eutre os
dous paizes. 0 governador tarima* promptamen-
te responde com agradecnentos e exprimndo o
desejo deque os naturaes dos u>us paites em breve
poderiam visitar-se muuaineui'. Um oflicial pro-
pi/ saude ilo imperador e ao mu longo c feliz rei-
nado, ic e inmediatamente o gmirnador, elidiendo
elle mesmo. todos os copos, bclnu saude do pre-
sidente dos Estados-Unidos e na fall administra-
rlo, n Outro oflicial propoz urna aude ao govei-
n.i l'ir \ / um iu : n este enrou, mis com admiravel
presenja de espirito, propoz ou!*. saude ao Com-
modoro Vcny c a lodos os oflieiaes i, (ssjtfadrii. n
l'udo isto se passou por mcio d is nlerprclcs o os
gritos de hurrali! narran .' com que os Americanos
acompanhavam os rocu pareceram divertir milito
os Japonezes, que os imilavam gritando lambem
rom grande salisfacao. Um jjven ofilcial cantoo
urna aria em ingler., e elles respanderam rom alguns
versos ii'uiua cantiga japoneza, que parecen tilo ds-
sonantcaos Americanos que um delles a cumparou
ao rugido de um leiio e ende/tuxado.
Finalmente no da 8 de mareta tve lugar a pri-
tueira entrevista rom os comraissarios mperiars, cm
nina magnifica sala preparada expresamente para
esse uta, e situada a 500 jardas de distancia da praa
e ao alcance das bateras da esquadra. Todasas parti-
cularidades do ceremonial seguido nessa conferencia,
as demonstrares de civilidade, as saudaeoes sem
lim, o clu, os refrescos, ludo he semelhaute ao que
se passa na China em guaes circu instancias, e por-
lanto he intil referi-las. O que deve notar-sc, he
a admirara i dos Americanos presentes, i vista da
belleza e perfeijao de lodos osproduclos dajadga.
tra indgena que appareceram a seus ulhos, a ele-
gancia das esleirs brancas que lapetavain o chao, a
magnificencia dos brazeiros de cobre que gnarne-
ciam a sala, a profusilo de lapccarias de seda en-
carnada e a qualidade das corea e vemizas que oma-
V.H11 os movis e as paredes, represenlando passaros
e flores. Tudo o que viram os oflieiaes americanos
os coiiveuccu dasuperiordade da industria japone-
za subre a dos Chins, superoridade que esles lti-
mos coufcssam francamente. Varios oniciaes fize-
ram digressoes em Ierra, ao q.ie os Japonezes nao pu-
zeram obstculo, e um delles chegou al bein perlo
de Yedo, a capital do imperio, que os naturaes con-
sideran) como a terceira ciclado do mundo; elles vol-
taram persuadido! de que a agricultura do paz, e
especialmente a horticultura esti muilo maisadian-
lada no Japao que na China, e que M a classe agr-
cola he mais abastada, mais bera vestida e mas acea-
da que uo celeste imperio.
Quando o a Susquehanna parti, j.i liavia se-
tenta c um dias que os Americanos estavam na ba-
ha de Yedo, e ludo o qna tinham olxcrvado tenda
a provar que estavam traan la com o povo mais in-
teligente o mais cultivado da Asia. Eutre os ofii-
caes que lhes forana enviados achavam-se muitos
quesabiam ter, escrever e fallar o Inglcz e o Hol-
lando, lia dous serillos que elles fecharam os seus
portos aos pavlhoes europeus e desde enlo inler-
romperam lo las as relarocs com os povos de ori-
gen) europea, excepto cora os Hollandezes, que en-
van) regularmente I >n. navios por auno a Nauga-
saki, comtudo he admiravel como os Japonezes eslao
informados de ludo quanto se passa no universo. Os
ilollaudezes Ibes foruccem regularmente jornacs,
revistas, livros etc. e os quaessao_eslu lados cm urna
especie de escola do linguas, creada especialmente
para esse lim. c por meio da qual o governo he ins-
truido do lodos os grandes factos da historia con-
tempornea, nuando o almirante Cecille, frente
de urna esquadra franceza, foi visitar o porto de
Naugasaki era 1845, causn bastante admiracao ver
chegar interpretes a bordo da fragata almirante
que comquauto nao soubcssem pronunciar o flan-
ee/, eomludo o liam o comprehendiam com fcili-
dade, e que, com ma aclividade extraordinaria
principiaran) a copiar ludo o que eslava escriplo ou
mpresso as bateras: regulamenlos, ordeus do dia,
e at o rol da equpagem. Portanlo as liuguas in-
gleza, franceza, hollandcza, esera duvidaa allemaa,
saoconliecidas entre os Japonezes, e elles deram ao
Commodoro Perry umi prova do interesse com que
seguemos dcscoberlas e Irabalhos scienlificos dos es-
irangeiros. Um dos negociadores do tratado Ihe
pergunlou o que elle pensava a respelo do navio
calrico de M. Ericsson, e provou-lhe pelas auas
pergunlas que linh i ideas heui exactas sobre o
syslema. Esles couhecimeutns pareiem estar bas-
laute e-p tilia I os e o segunle fado o prova. Tendo
raorrido umdos soldados de maruha da fragala Ma-
cedenian, os Americanos pedram licenea para o en-
lerrarem em Ierra segundo o rilo chrislo. Os Ja-
ponezes consentirn!, con) a nica con lirn que se
abrira o fretro, para elles meamos certificaren) e
marte: eomludo houve urna grande disputa, quan-
do depois de enterrado o definid), se cullocou sobro
o Inmolo urna pedra onde estavam gravados o non,
idade e qualidades do fallecido. Um dos Japone-
zes que eslavam presentes i ceremonia leu iiuine-
diatanicnlc na inscripjao, que o reorlo tinha nascido
ha Irlanda, e foi preciso dar explcaees s autori-
dades, que sabiam muilo bcra que a Irlanda he
urna dependencia da Inglaterra e nao dos Estados-
Cuidos, e que qoeriam verificar rezulariiieule a ua-
cionalidade do individuo que era enterrado uo seu
paz. w
i.Hiaii'o dias depos da enlrevisla.o Cummodoro a-
presenliiii~ait-fl|fcrlas que tinha trazdo expjssamen-
le da America. Os presentes para rtTBpcrador con-
sistam, entre nutra cousas, em um eaminho de
ferro com locomotivaum telegrapho cleclrico
um bote salva-vidasurna typographiagravuras
representando ludios americanosnuppag dos dif-
fercnles estados da Americainstrumentos agra-
rios, com todos os melhoramentos moderno-espin-
gardaia espadas c pistolasvinlio de Champague, 1-
ip "res ele. etc. Como era imlural que o imperador
fose casado,os Americanos linham levado os seguin-
les prsenles para a imperalrizum vestido de vel-
ludo c outro de seda furia-cores.um manto ma-
gnifico urna caixa de costura douradaum oeulo
de ver ao longeum bello aparelho de porcelana
um fogao de salacaxas conlcndo vnhos finos, per-
fumarias e sabonetes c uniros muilos objeelos. Aos
grandes dignitarios foram offerecidos livros, armas,
fazendas, mappas, relogios, vinhos e liquorcs, que
elles apreciaran) muilo,cm quanto aos relogios, os
Americanos qiicriam mandar um cngenhcro a tr-
ra para os por em andamento, mas os Japonezes dis-
serain que nao era necessario, pois tinham relojoe-
ros em Vedo que sabUm Irabalhar perfelamenle.
Mas o que causou mas interesse entre os natu-
raes, foi o telegrapho cleclrico e o eaminho de ferro,
que parece ter prnduzido nina impressao profun-
da uestes homens inlelligentes. Em quanto ao te-
legrapho, nlhando para esses mostradores, onde os
sgnaesestavam escrptos em caracteres japonezes, e
nos quaes elles viam reproduzr-se com una mara-
vilhosa rapidez a resposta a todas as pergunlas que
queram fazer, elles nao podiam duvidar do poder da
inveucn, masao mesmo lempo nao parecan) acre-
ditar que issofosse'uvnaobra de magia, como certa-
mente o leriam imaginado lodos os oulros Asiticos.
Os irilhos do eaminho de ferro linham smenle Ire-
zentas jardas de comprimenlo, mas como eram de
forma circular, fizeram-se algauuseiperiencias. De-
pois dalocomoliva.com um n'angon,tcr dado varias
volts de cnsaio, codVidaram-sc os expecladores,
cheios de pasmo,a fazerem elles mesmosa experiencia
desle novo modo de locomoe,lo. Deve dizer-seque
elles hesitaran) ao principio,pois tinham visto correr
a locomotiva com a tcrrivel vclocdade de (0 mlhas
por hora ; mas parada o primeiro receio todos que-
ran) obter um lugar no ll'agon.
Portanlo quando parti o ct Sasquelumna cada
dia havia novosobjeelos de admiracao reciproca pa-
ra as duasnajes, que Ibes forneeia occasiOcs dse
verem e acrescciilarem alguina cousa nstruccao
urna da outra, e as negnciaces conlinuavam com
lanl harmona, que o Commodoro, certo do hom
exilo das mesmas, j tinha enviado o vapor a .S'ara-
'o./'i .i a Panam para Iransmillir estas noticias ao
governo dos Estados-Unidos.
Bala expedirn, qna certaincnle produzir benefi-
cios incalen lavis ao eommercio dos Estados-Unidos,
com ludo Irar grandes resollados e nos far conhe-
cer perfelamenle essa civilisacao japoneza Uo origi-
nal. Todava esse povo he mais conhecido do que
geralmente, se pens c lio. um cero commum dizer-sc
que nao ixlwmos nada oO quaei nada sobre o Japao
e os Japonezes. Mr. Charles Mac Farlane publicou
em 1852 urna nleressanle obra yapan hislorical &
geographical), em que reuni todos os conhecimen-
los que leiuoa sobre esse paz, e que te acham disse-
minados eminnumeraveis obras,'escripias emlatm,
porluguez, hespanhol, ilalano, francez, hollandez,
allemoe inglez, variando em dula desta 1500 at
1850.
A' vista de lanas informacea, observ o mesmo
escriptor, que se pode dizer, que sabeoaos mais a
respeito dos Japonozcs boje, de que saiiiainos dos
Turcos ha cem anuos.
Adeos.
Oamigo JiMfi.
rt.nedactor;*.UDiiooiea Diario de/ hontem
deparc com urna correspoudeuca da previnea de
sergipe, assignada por um Coiinguibeire, c nella vi
a desagradave^ noticia de achar-se pr anunciado co-
P.'- "-omplce o ,-nme He io de ea/raven o Exm.
Sr. comn.cndador Sebasl.lo Gaspar ifAlmei la Rol-
lo. Vm duvida para quera com elle nao lixer rela-
res c nao conhecer a seu modo honroso de proce-
der, deixara de merecer a consideac.io de que l>e
credor; poreni estando eu bem cerlo das bellas qua-
lidades, que o ornara, eprrvendo o jnizodesfavora-
vel qne eonlra elle Ido de formar, nao posao de ma-
neira alguma deftar de recorrer n impieosa, para
por esle meio melhor manifestar ao publico, o que
sei em seu abono.
O Exm. c-oinmendador Rollo lem oceupado sem-
prc na provincia do Sergipe os principaes cargos,
como o do presidente ele. com honra, just a, c
probdade que nnguem podora conleslar; porm na-
quella provincia que o vio nascer, e por cujo pro-
gresso lem elle tanto pugnado, he nella me lem sido guerreado, nao deixando eomludo os seus
InimigOS, romo disse o correspondente Colinguibe-
ro, de o reconhererem incapaz de commelter tal
erime. Purera a ra/o he obvia ; lem elle a alnra
de serchefe de um dos partidos polticos daquclla
provincia, que sem atlenclciem ao mrito, nem a
circumstancia alguma o pcrsegucm.o que cada vez mas
o torna disno de estima publica. IJuando a iuno-
rencia he condemnada.e que chcua a patcnlear a in-
justa mputarao que Ihe fazem, o sen Irumpho he
desmesurado; nesle caso pois est o Exm. Sr. Rotto,
aspirando a oecasiSo cm que lem dedesmascarar a
qiicn (lo afnlainentc o quer calumniar, que forado
dnvida ser para elle c para seus amigos mis um pa-
drao de gloria. Eis o toa 1 miento da persecuicilo
fela na provincia de Sergipe ao Exm. Sr. Rollo,
homcm de nina repulajAo llibada, somante porque
nada agrada ao rredo polilico hoje reinante uaquel-
la provincia, com especialidade as autoridades
lcaos; assim pois esperamos que para o publico,
que nao cala bem sciciile dos fados praticados na-
quclle tusar, o Exm. Sr. Rotlo continu a merecer-
llie a consideradlo ganhada e nao desmentida, e es-
peramostambem mo lardar muilo o momento, cm
que seja o publico sabedor da injusliea que presen-
temente Ihe fazem.
Oueiram paranlo. Senhores Redactores, inserir
no seu conceiluado jornal estas liulias qae assaz o-
brgario aoseu asssuanlc e constante leilor. 0 ini-
migo da calumnia.
Recife 5 do agosto do 185i.
i'iIIIICACOKS A PEDIDO.
O cnsul de Peroambuco e a eari(-raeao'.
J nao he myslerio a origem do empenho que
mostram alguns infiuenlcs da silaajao em calumniar
o cnsul porluguez cm Pernarabuco.
As rcpugnaules falsidades, refutadas nos jornacs
de Lisboa, lornam a apparecer as folhas da Porto ;
e_ no Braz Ti'ana de 21 do passado multa um nion-
to de inepcias arcusaloras, nao s contra os acios
deJoaquira Baptista Moreira como cnsul, mas al
contra o seu proceder como memoro de um ga-
binete de leilura eslabelecido em Pernambueo.
A muita gente parecer trabalho intil a resposta
ao que se le na indicada folha ; roas a credulidade
de alguns, e a malicia de oulros que argumentara
com o silencio dos amigos da verdade sempre que
falla ou se demora a impugnaeao s dialribesdos tra-
ficantes de heranras, obrgam-nos ainda a vollar ao
as.umglo.
O communicado emqueslfln comer por declarar
que o patacho Arroqnnic larsou do "porto de Per-
nambueo porque o cnsul muilo bem quiz, sem dar
as providencias que tinha a dar. Nao se digna di-
zer-nos quaes eram essas providencias; nem admit-
a que o fado do desembarque de mais da quarla
parle dos colonos, o exame dos rtanlimcnlose a vis-
toria a que se procedeu a bordo, erara as medidas
que o cnsul po lia adoptar. Ignora nu finge ignorar
que o cnsul nao poda deler o navio; e que essa de-
leneao e o desembarque de todos os colonos aggrava-
na consideravelmenle os seus niales pela falta de ar-
raujo para elles, e pela deficiencia de mcios pecu-
niarios para sustenta-los.
Nao repara quecolligindo-sc dopois da sabida do
Arrogante seis cotilos de res para seren distribuidos
em Portugal com o lim de se fazer perder o empreso
aumhomeinhoiicslo.nao houve quera oflerecesse cin-
co reis para minorar a penuria dos colonos durante
a sua demora no porto; eque esta falta de abeja de-
nuncia que a philanlropia nao he mais do que urna
diaphana mascara que pfic os iumigos do actual
cnsul na dea de occullarem a verdadeira causa do
odio que Ihe professam.
Observa mais que os labcrncros, padcirns, cai-
xeiros, e mas turba ignorante e descomedida' que
se ahalanc ui a fazer assuadas em p.iz eslraulio pro-
curen a prolocc.n do cnsul nglez, e perguula tr-
umphantemente se esto fuucconario os atienden ou
nao, se prestou ou nao o seuxalimenlo para coin o
presidente da provincia a favor do pedido dos por-
luguezes, ja desatendidos pelo seu cnsul.
Antes de proseguir, noie-se que o pedido eram
os alaridos i porta do cnsul para que prcudesse o
capitao do Arrogante, embargasse o navio, elizesse
desembarcar os passageiros.' Estas exigencias pro-
vam, em nosso de-douro, a eredulidade dos grita-
dores, e a sua ignorancia da nalureza das futieces
consulares.
Da resposta que o presidente da provincia de Per-
nambueo deu a perguula a elle feita por loaquim
Baplisla Moreira demonslra-se quo o cnsul inglcz
escrevera ao referido presidente urna caria particu-
lar sobre as oceurrencias do palscho Arrogante, na
qual expunha que tcndo-lhe rcpresenlado alguns
portuguezes contra o respectivo cnsul por nao al-
lender suas prclencoes, solicitando a prolecco do
cnsul brilaunico, osle, apezar de reronhecer asna
incompetencia, escrevia a carta ao presidente s-
iiieiile para ver-se lvre de algumas duzias de im-
portunos. t
Ora na orcasao cm que a caria foi dirigida ao
presidente j o Arrogante se Hulia) feto de vela; e
por conseguale adecannlaproleceao do presidente,
e do cnsul inglez redux-sa uuicaiuenle a esquiva-
rcm-se s iiiscnsalas rerlamaces de urna poreao do
desorientados.
Em breve o Diario do Ooceruo publicar os do-
cumentos comprovalivos do que avanzamos, assim
como a refutar o dclalhada ao que sobre hranca
asseveram cis que nao se pcjarain de solicitar do
actual ministro do reino carias para que o cnsul
entregara a Feruaudes Thomaz a pingue heranja de
M. R. Cosa, que c diz ler sido comprada por urna
bagatella. O articulista do fraz Tisana lambem
loca n'esla tecla, aceusando cnsul, n3o de falta
de zelo, mas sim de negligencia rom que (cm mina-
do eonla do que pertence aos Portuguezes falleci-
dos. Esta negligencia eonlrapusta a falta de zelo,
que -Miau admito- no cnsul, he deliciosa, e demons-
tra estrondosamentc a capaeidade do commuui-
cante.
Islo porm nao he ludo, c so o publico quer rir,
lome o encargo de ler as tremendas accusajes so-
bre o gabinete de leilura, cujo director parece ser o
nosso cnsul.
O censor injuria Joaquina Baplisla Moreira: 1.
por nao ser seu o pensante uto de crear esse gabine-
te, mas sm de Joao Vrenle Marlins. Esle crime
merece gales, mas he iufdiziiieiite o mais insignifi-
cante. 2." por presentar, bem contra seu goslo,
lodos os jornacs polticos de Portugal. Aqu a pe-
na do lnipat sera pequea. 3. por ser ello cn-
sul e o vive-eonsul, dos socios mais dispensaveis que
a socedade lem. 4. pela negligencia na escolha
dos correspondentes que mandara os jornaes. 5."
sobretudo por ler fallado i se Esta mizeri esta imbecilidade (firmalia cerba do
articulista ) uo mereccui smenle a demssao do
cargo de cnsul. A forca seria castigo suave para a
falta sessao do dia 7 I
Se vos admiraes ah ral mais. Quando se Ira leu
das exequias por occasiao do fallecimeiiio do S. M.
a Rainlu disseram os Iraficanles de heraneas que o
cnsul desacreditado c perdido obstara a que cssas
exequias se Hieran em Peruiimbueo, sa perlendes-
sc inlroinellcr-se em semelhaute aclo. Pois bem :
hoje he Joaquina Baplisla Moreira aecusado do ne-
gro alleulado de cabalar para liurar n'cssa demons-
traran.
Nlo deve esquecer que anda ha pouco observava
un peridico da capital ( dos que mais se distingui-
rn) na guerra ao cnsul ) que csse individuo devia
ser bem miseravel, vtslo que nao aehava um s ho-
mem capaz, que assignasse um papel em sen favor.
Como porm Joaqun) Baplisla Moreira achou os
principaes negociantes que se apressarana em pas-
sar-lhe o mais honroso allestado, eis o que ohjerta o
zote siiialario do artigo quem he que respeita um
cnsul que anda por esta cidade { Pernarabuco ) a
rogar humildemente que assignem um papel a seu
/acor depois do que se tem aqu passado '.' Preso
por ler c,lo, e preso por nao ler cao, tal he o sjsle-
iiii desta boa sent.
Accresrcntc-se a islo, os documentos publicados
acerca dos dona emisarios Fernandos Thomaz e Ma-
gathses Baslos, intitulados neuocianlcs sem o sercm;
achando-se um fallido e ato rehabilitado, dizeodo-
se porluguez e sendo brasilciro. Huiro pronuncia-
do na pnmeara'tentativa de as'assinalo eonlra li-
di, o o primeiro implicado em proceso por trafico
de cscravatura. Eis oa Aristides que pugnan) pela
moralidadc.
A reprcsenlacao das inil assianaluias, examinada
por dous dos mas habis c probos ulielliaes de Lis-
boa, ro declarada viciada, ralsifleada, adulterada e
indigna da menor f pelos fundamento! por elles
exarados. Se o governo nao Halar de fazer appli-
car aos portadores a pena dos que mculeina cl-re,
esperamos que o cnsul nao deiie da querelar dcs-
ses individuos alim do apur ir o negocio na polica
correccional.
Nao concluiremos sem alludir A celebre nmco
aprcsenlada na cmara dos dcpulados em sessao de
2t> to passado para obstar emigrarao, nao sii por-
que versa sobre assumpto connexo coin aquello que
temos hratado, romo porqoe abona a seiencia e os
recursos d'aquellc que a re ligio ; scienria e recur-
sos de que alias havia dado exuberantes provas
quando se discul(0 a le da alleracao da mo.la no
mema cmara.
Pr.ipe o abalisado orador : 1." allraltir ao rouli-
nenle, s Ibas, c mesmo as provincias africanas a
populaeilo superabundante. O modus operandi li-
rn no liuleiro ; mas nada importa. A difilcnldadc
consiste em querer deveras allraltir a popularao su-
perabundante. Lugo que se queira, lemo-a toda
circunscripta aos nossos dominios.
2. Perseguir pelos tneios lesaes os allicladores e
corredores de colonos. 3. Estabdecer regalamen-
los que fru-lreiii as rarrejaces de emigrados. 1."
Eslahelercr contra os infractores tos regulamenlos
penas adequatlas aos seus muilos Crimea,
Estas Ires disposcocs faram niorrerdc inveja l.y-
curgo c Soln se anda vvossem. Os ineios legues
e as pena", que existen ha lautos auno, em nada
leem obstado a que cada um use do direito de mu-
dar de domicilio quando lite approuvcr. yue recru-
descencia de rustaos ou que clVicoia de proresso
imaginaria o Pranklin tos nossos dias para obrigar
os seus compatriolas a nao ir i America em deman-
da da fortuna, que bem ou nal, persisten) em que-
rer all buscar?
Nnguem ignora que o mismo Ilustre depulado
ha poucos dias levantot grande arruido na cmara
exigindo a demssao do cnsul de l'etnambiico, sem
se fazer cahedal da publcaeo dos documentos que
destruem as calumniosas aecusajees dos emissarios
dessa cidade ; e que uo eicesso do seu enlhusia bradon que Joaijuim Baplisla craemfim um homem
decorajo defamo, vislo que nao se compungi com
a seena db Arrogante. Quera talvez que o cnsul
peeasse nos colonos ao eolio, levando-os para casa
c Ibes desse
Comer, beber, vestir, sem ter dlnheiro.
Agora, por um daquelles rasgos de coherencia fa-
miliares ao nobre depulado propOc em quinto lu-
gar que o nosso corpo consular no Brasil nao d aju-
tta, prolecc io ou favor ao trafico dos colonos. As-
sim o cousul de Pernabnco que devia ser demiltido
por ter coracao de/unto na occasiao da rhegada do
Arrogante, he cundemnado a egual castigo se d'a-
qui em diante mostrar corarllo vicaz e philanlro-
pico em preseuca das futuras carregajOes de colo-
no. ,
A sexta disposicao excedc'ludo'em orisinalidade.
He a segunle. bler do governo brasilciro a rc-
provacao e eoarcao dos contrarios sobro servijos de
emigrados, de que possa resultar olfensa liberda-
dc, honra edigndade dos mesmos emigrados.
Esle cnlono ale obler do governo brasileiro a re-
VOgaeJJo da le de II de onlubro de 1837, que o au-
tor da mocan provelmeule nunca leu, faz rir as pe-
dras.
Os contratos de servijo regulados pela referida
lei sao revestidas de garautias reciprocas para o co-
lono e para o locador, scmclhauea da louislacao
dos Estados-Unidos ed'oulrns paizes.Oqueresponde-
ra o governo do Brasil ao Ilustre autor da proposta
se o encarregassem de pedir a revogacao da lei ? Que
er falsa a allegacao de oflensa i Itberdadc, honra e
disndade dos emigrados : e que era altamente cari-
cato exigir Porlugual a sua revogacao quando a
Iiiaa-llrelanlia, Allenianlia, Franja e Suissa, para
rujos emigrados ella lambem vigora, nunca se lem-
braram de reclamar eonlra as suas disposijoes.
Depois do que expendemos parece-nos que o paiz
avaliaca exactamente a causa das diatribes contra o
cnsul de Pernarabuco, e a eflicacia dos remedios
suggeridos para obslar emigrajao.
Entretanto por isso mesmo que n'um e n'ontro
assumplo se ejemplifican) cabalmeute a illuslrajilu
e os escrpulos de consciencia dos regeaeradores,
nao hesitamos era vaticinar que mais larde ou mais
cedo a perleueao dos inimigos de Joaquini Baplisla
Moreira ha de ser salisfeita. Dizena quo o proprio
Scipiao Africano, o bemfeilor dos prelos de Angola,
se digna de tomar sub sua proleceao a vindicta dos
signatarios da represenlarSo le Pernambueo. O
cnsul sera demiltido, porque da regeneraran oulra
cousa nao linha a esperar ; mas a -na honra, sua
ampiar gerencia, c as mseraves intrigas; dos seus
inimigoshao de sempre licar, ainda para as maisa-
cauhadas iutelligeucias, lo patentes como -a luz do
sol ao meio da.
(imarenia e A, )
AIN Da O SR. GENERA I. SEA'RA.
Sr. Redactor. Em urna das prximas sessocs
passadas da cmara qualrieiinal, o nobre parlamen-
tar por Pernarabuco, o Sr. general Sera, tratando
de insullar-nos fez duas insinuajOcs que por honra
la verdade nao podemos dcxar passar desaperce-
bidas.
A primeiradiz respeilo ao coronel Antonio Maria
de Souza, hoje fallecido, que o Sr. depulado Seara
quer fazer crer increpado por mis como inspector do
hospital de Pernarabuco. Proleslaioos contra tal in-
sinuacao, e declaramos que nada encontramos, e
menosav.meamos eonlra a honra desse autiao ser-
vidor do Eslado.
A segunda insinuaran "do Sr. depulado Sera he
laucada por sua propril conta ao actual direclor do
hospital militar de Pernambueo, o Sr. Dr. Pilanga :
he filo iiteiligcnte, honrado e zeloso pelo serviro
oSr. Dr. Pilanga ; lio lao conhecido felizmente por
todas as pessoas cora quem lem serv lo, que temos
gloria em dzcr quo muto honra ao coTpo a que
pertence.
Sirva-sc, Sr. Redactor, de dar pulilicidade a oslas
Imlias, que lem por lim uncamenlc eslabelecer a
verdade.
Dr. Manoel do Iftcgo Macedo.
Rio de Janeiro, 2 de junho do 1854.
(Jornal do Commercio.)
O cnsul, o vice-consul, e a resposta destes ao go-
verno porluguez.
Tenho nicus cnjs ; cahiram j mais de 80Janei-
ro! i-ui cima deslo espinhaco, Icnho loto alsumas de-
fezas, nu resposlas queixas, mas anula nao li uina
defeza c nem mesmo papel, queme atarantara tan-
to, como a rcsposia do cnsul Joaquim Baplisla Mo-
reira a representaran levada pelos portuguezes a
presenea do governo do Lisboa,resposla que appare-
ecu impretsa nos Diario* daquella cidade !
t,i nudo o governo porluguez neressilasse de pro-
va para desonerar os dous emprogados acensados pe-
los porluguezes em Pernambueo, elle linhacssa pro-
va na mesina sua rcsposla. que mandada autuar, nc-
nhuin julgadtir deixaria de a jalear procedente para
que ublivesseni, pelg menos, urna aposeutdnra no
real hospital de S. Jos em Lisboa i!
Nem nos increpo algucm de exagerado, quo nao
somos, ouca-nos, e enUn nos julrtue so ha rigor
quando queremos cura, com preferencia, ao cas-
ligo '
Accusaram os Porluguezes aoc&isul e vice-con-
sul, de nao ler.-m cumpridn om , nao desempenlinrem com diznidadt o lugar, e mes-
mo de abusaren) das suas alTWnijocs ; refcrrain
fa;los por elles pralicados em apoio do quanto Ibes
imputaram, pruvarara a sua acru mentos ; e i deslruirem lo grave accu senlam osacrusados um rosario de graciosas atiesta-
roes de pessoas que com quanto as respeilemns, nu
podemos deixar de n-aar-lhes forra destruir a ac-
cusajo e os documento- que i inslruem?
Quera disse qne o cnsul nao era calliolico roma-
no, que nao se confessava, que nilo la a missa, e
mesmo ao mez Mariano ; para que elle fosse inrom-
inodar ao nosso hispo diocesano para dellc obler
urna attestacao ueste sentido, c leva-la ao governo
Quererla por ventura o cnsul, qne lirado do consu-
lado, se Ihe desse alguma ahbadia, ou cura tle almas
cm Portugal, para de aiileiuao raoslrar-se habili-
tado ?
Quem houve, que na represenlaco aecnsasse o
cnsul de mao esludanle quando frcquenlouocurso;
que dissesse uo fora appaova ames, para prespegar elle logo dou salleslados.e urna
ceridao com o lira de provar o que se Ihe nao em-
pulava ? E quem frequenta os estados, quem lio
approvado em seus exames, nao pode ser mo cm-
presadu ? Onde aprendera o cnsul Tbaica, nico
allestado que nao quiz offereeer ao publico, onde
aprendera logira pergunlamos, quem foi o seu mes-
tre I E ainda ha quem se opponha a ressarreijao do
PALMATORIA'!
O nobre cnsul quiz sera duv ida descartar-sn de
quanlospapeluxos linha adquirido para documeiilar
a sua liiouralia, e aprovcilou a occasiao de os por
era-letra redonda a cusa do governo, anles que a
traja Ihe meltcsse o denle '. Nem outra causa se po-
de astignar ao furor de que sem dnvida, eslava pos-
suido quando a lorio cadircilo se quiz justificar
com documentos que nata linham e nada viuliamao
caso, de que era aecusado !
Pois alirma-se e prova-se, que o cnsul e vice-
cnsul erara pessimosempregados.ecsseaprcsenlam
duendo e mostrando, que elles foram enrarregados
do consolado da confederaeo Argentina, da Rsala.
do consulado daqu, e tl'alli '! E a que vira isso 1
Quera Ibes pergunlou quanlosaamos tinham 1
O aecusado he doulur, frequentou, foi approvado
como dizem os Ires documento', e defende-sc a si,e
ao seu chanccller pela maneira que o fez. Fallam-lhe
cm albos, e vem com bugalhos t He increpado tle
mo fuucconario, e defende-sc dizendo, que fre-
qiieulou o curso .'Defeza assim s potlcria ser fela,
e forgigada pelo sollcilador do consulado Joaquim
do Albuquerque e Mello, a quem se Ihe melteu em
caheja ser grande pelas armas e polas letras. Dos
nao permuta lite d pura tretas.
------"inmni
Tributo de sanil.de, a reconbecinaento.
Ilonleiii pelas as 4 horas da larde foram feilasrom
(oda a decencia na igreja do S. Sacramento da fro-
zuetiada Boa \ isla os ltimos sulTraglos resiosos a
alma do Exm. Sr. Vscondo tle lioiaiiua. IValii se-
guo o ferelropara o cemiicrio publico sendo o cai-
xilo carrcgatlo a mos pelos lentes e alamnns da fa-
eultlade de direilo, que quiseram prestar ao seu di-
rector que linha sido este derradeiro ollieo de ami-
ziide, esta ultima homenagotn, dando assim ao Ilus-
tre tinado as suas despedida* da trra lodos os
siguaes de considorajto, e adeijio d'alma.
Ao funeral as-islio grande copia de amigos de lo-
dos a-, coudieeocs e cores polilieas sobresahindo o
enrpo tle faeolilatle de direito, que lentes e alumnos
quasi que sen) except\to todos concorreram. Assis-
lio lambem a toda a ceremonia fnebre o Exm. prc-
sideute da provincia. Foi digno de reparo serio, que
quando c-loilanles de lodas as provincias, amigo, tle
lodas classes, funecionarios pblicos de todasJerar-
chias, adhereules a todas as cores polilieas era que
se divide o nos.o imperio se congregaran) para ul-
fragar, e dar um adeos ao ntanisirado inlelligenle, e
probidoso, ao varto forte, e patrila, ao pa exlremo-
s>, ao amizo ardenlc e sincero licasse pelos mein-
bros da relaeo esquecitla a memoria do auligo rc-
gedor di juslica. Era um tributo que uto ti in favor
que Ihe renda essa eorporacAo, c desse dever lmen-
te se moslrou lemhrado o Sr. desembaraador l-'irmi-
no Pereira Moniero.
Nocerailerio al onde a p seguio a mor parle dos
assislenles. ah rerilaratn alguns e-tudanles allocu-
ees anlogas ao caso, e era mais de urna dellas ha-
via aquella unoo de senlimento quo smnenle almas
novas saltera sentir, c imaginajesbrilhaulcs dcscrc-
ver em vista de um vulto innanima lo, e venerando
siniholizando o patriotismo, a inteligencia e hon-
radez. Fiuou-sc un dos palriarcha* da ntxM inde-
peinlciicia, inorreu j sol o peto de so janeiros,
mas leve o prazer tic v-la rrescer. e pular, resislin-
doao vctidal tas tempesta les polilieas cm que sem-
pre figurn com honra. Minien esse varao pobre de
metes, mas rico tle reminiscencias gloriosas, legando
a sua desconsolada viuva, c enumeros lilhos nao ri-
quezas, que as nao linha elle, nao buscou nunca
juntar, nao saliendo mesmo guardar as bordadas,
mas mu um Ihesourode recordacoes patriticas, que
Valen mais que os ttulos ccoudecorarcsqiie linha,
valera mais porque nao foram esquecidas, e era o
sent nunca pelo nosso adorado Monarrha que de sua
familia se lem lemhrado, e pelo povo em cuja me-
moria elle vivera sempre venerado.
Urna lagrima sobre a campa do vlsconde de
Golanni. :>
Ante i imagem da mortc a lisonja se cala, nao he
sobre urna rampa que ella costuma nslentar-se '?
Pernamhucaiios Um de vossos irmlos desceu a
seu ultimo jazigo a raorte fez desappareccr d'enlre
nos um nncio respeitavel, um cidadao prestante?
Sabis de quem fallo ? j vos oujo pronunciar seu
nomeO Visroude de Goianna
Mas quem foi'esse homem 1 quem foi oulros
mas conhedores da historia, componham sua bio-
graphia ; eu sement vos direi :
Esse homem foium Peruamhucann Ilustre, rheio
de saber e de virtudes, entusiasta de gloria amou co-
mo verdadeiro patrila o seu paz, servio esse dolo
com fervor, seus esforros cooperaran! para sua inde-
pendenciami um de seos Patriarchas !
Esse homem, fui um mini-tro honradofoi o tni-
co, que n'uina poca de turbulencia e ingralido nao
aecusou aquelle que era seu Imperador !...
Esse homem, foium magistrado honrado que ja-
mis pesou na balan ja da juslica u ouro dado por
urna seutenra iuiqua !...
Esse homem... basla Serta necessario dizer-vos
ludo ?... Nao Vos todos conheceis suas aejocs,
v< lodos reconheceis suas virtudes !
Inda que a velhicc Uvera posto em sua fronte o
seu diadema de prala, uopdeabafar em seu peilo
a ardenlc chama da liberdade. Oh de que cntliu-
siasmose nao possuia s aonuvir o nos'o sacro hx ni-
o de iidepeodencia ? cniao, desse peilo tmara
vozes cnthusiaslas, lornava-se o campean de 22pe-
la patria o aucio se lornava mancebo !
Cidadao prestante, servio sempre a sen paiz !
Sabio, era amigo daquelles que se dedicavam as
lettras !
Pai, desvelava-se por seus lilhos!
K-puso. j.nnais esqueceu os seus deveres !
Pcrnambticauos I honrai sua memoria. O povo
que esquece seus grandes homens nao merece pos-
sui-los ; o povo que nSo aalardoa a honesldade, e o
mrito, nao merece encomios !
Pernambucanos nao basta regar coin sangue a
arvure da liberdade, he preciso honrar lambem a
memoria daquellesqnea cita ti ver,un por norte. O
visroude de Ooianua foi um destes.
NSo esquejaes seu nomeurna lagrima a sua me-
moria !
f. C.
DECLAKACO'ES.
COMMERCIO.
ALEANDEUA.
Rendimenlo do dia 1 a 4. .
dem do dia 5......
30:8326724
3:8118935
34:6448659
Importacao .
Prigne nacional Camacuam. vindo do Rio Gran-
de do Sul, consignado a Araorim Irruios, manifestou
o segunle :
I0,l(i4arrobas de carue, 403 dlas de seboem ra-
ma. 410 ditas tltto em paes. 483 dlas graixa era be-
xigas ; aos mesmos consignatario*.
Polaca nacional Cndor, viuda do Rio de Janei-
ro, ronsignada a Novaes tS Companha, manifestou o
seauinlc:
100 rolos fumo, 6,374 alqueres farinha de man-
dioca ; aos mesmos consignatarios.
Brgtic nacional Fortuna do Norte, vindo do Ro
do Janeiro, consignado a Jos Candido de Barros,
manifcslnu o segunle i \
89 cascos pipas vastas, 2 caixoles vinho; a ordem.
CONSULADO liERAL.
Reiidiiiisiilu do dia 1 a 4.....3:5815652
dem do dia 5 ,..... 430*568
4:01,58220
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do da I a 4..... 1319887
dem do dia 5........ 23JI07
1553294
Exportacao*.
Aracaly, hiate Ducidoso, tle 43 toneladas, condu-
zto o segunle :865 vulumes gneros esirangeiros,
8 ditos dilos nacionacs.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS UE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da 5......815S2I6
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlo do da I a 1.....4:10181.56
dem do dia 5........1-.045J953
3.4478109
PRACA DO RECIFE 5 DE AGOSTO, AS 3 HORaS
DA TARDE.
Hechla semanal.
Cambios-----------Sm-ou se a 26 >(. 26 %, e mui
pouco a 26 3|4, havendo poucos
saccatlores aos ltimos.
Algodao----------Entraran) 184 saccas e vendcrani-
sc de 63IOO a HaM por arroba.
Assucar------------A entrada est redutida a algum
embarcado, e as vendas, nica-
mente para os portos do sul; nao
si> pelo prejo como pela falla de
navios ; e se a entrada avallar sof-
frer grande baixa.
Couros--------- Sao menos procurados 11 180 rs.
por libra.
Agurdenle Vcndeu-se do 9O5 958 por pipa.
ll.o. libio---------Relalhou-se de Vi a 129 por bar-
rica, e existeiu em ser de 1,500 a
1,800 quiulaes; tem esperanjas
tic subir, |rorquanlo corre noticia
que a safra he pequeua: e se ebe-
gasse algum carregamenlo de qua-
lidade superior, eremos obleria
149000 por barrica.
Carne secca O mercado fui supprido com dous
carregamcnlos coin os quaes o de-
posilojesl elevado a 35,000 arro-
bas, lea loe vendido de 38600 a
92OO ta do Ro Grande, e de
:l36lX> a 399OO da tle Montevideo.
Farinha de trigo- Entraran) 500 barricas do Ro de
Janeiro e 465 de Montevideo, sen-
do esles vendidos a 255 por barri-
ca. Tocou no porto um carrega-
menlo de Trieste com 1533 barri-
cas que seguio para a Baha. Rcla-
, lhou-se de 268 a 288, e ficaram
em ser 3,800 barricas.
Desconlo Os particulares rebalcram Iclras
de 6 a 8 por cento ao anno, e o
branco de 8 a 9. Ha abundancia
de tlinlteiro, c projecla-se um no-
vo banco no Rio de Janeiro com
o fundo de dez milconlos, o que
se se realsar sera um grande bem
para o paiz; porque conservar
o juro em un preru razoavel.
Frotes-----------Nada se tem feito.
Ficaram 110 porto 49 embarearocs, sendo: 3 ame-
ricanas. I argentina, 34 brasileiras, 2 francezas, 3
hespanhnlas, 1 hollandcza, 4 inglezas o 1 norue-
guense.
MOVIMENTO DO PORTO.
.Varo entrado no dia 5.
Rio tle Janeiro9 tlias, briguc brasilciro Feliz Des-
tino, de 207 toneladas, ca pilan Belmiro Baplisla
de Souza, equpagem II. carga rafe e vasilhames;
a Manoel Goncalvcs da Silva. Passageiros, o ca-
pitao Manuel Joaquim Maduren.1 e D. Maria Eu-
genia de Godoy.
Sacio sabido no mesmo dia.
BostonCrvela americana tiaraloga. suspenden
do I inienii.
.Varo entrados "no dia 6.
Maranhaoti dias e l|2, vapor americano Surprise,
de -450 toneladas, capillo E. Wakeman, equpa-
gem 22, em lastro ; a Henry Forsler ex Compa-
nha. Veo receber carvao e segu para Califor-
nia.
Barcellona e Malea58 das, o do ultimo porto 41,
sumaca hespanhola Prima, de 98 toneladas, capi-
tao Salvador Millcl, equpagem II, carga xiulio,
azeile o mas gneros ; a Aranaga & Brvan.
Asslirigue braaiteiro /.gsia, cm lastro. Suspcn-
tlcil do l.imeira 1.
Ncw-BedfordBarca americana Sea Floicer, com
a mesma carga que Irouxc. Suspcndeu do la-
mcirSo.
EDITAES.
O llltn. Sr. inspeclor da Ihesonraria provin-
sial, cm cumprimenltr ta ordem to Exm. Sr. pre-
denle da provincia tle 18 do crranle, iniuida fazer
publico, que nos das 8, 9 c II) de agosto prximo
vindouro, se ha de arrematar peranlc a junta da ta-
zn,la da mesma lliesourarla, a quera mais der, o
sitio do jardn) botnico da cidade deOliuda, servan-
do ele base .1 arremalajilo o onVrecimenlo do 2:0008,
I feilo pelo licitante Manoel Peres Canipcllo Jaromc
I da Gama.
As pessoas que se propozerem a esta arremalajao,
cotnparecam na sala dasscsses da mesma juula nos
dias cima declarados, pelo meio tlia.
E para constarse maudou allixar o presento o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesonraria provincial do Peniifin
buco 20 de jtilho de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da Annuncianlo.
Nos tlias 7, 8 e 9 to correnlo estar cm praca no
paco da cmara municipal desta cidade a obrado uin
1 enes de 2511 palmos de comprimenlo, tus Cuco-I'on-
1 las, aosul do enligo bebeduaro, dando a cmara os
I maleriacs precisos. Os pretendentes po lem compa-
recer nos mencionados dias nu paco da cmara mu-
nicipal para o tillo lim.
Paco da cmara municipal do Recife em leaffle
tle 2 tle agosto tle I85.RarAo deCapibaribe, pre-
stlentc.No impedraenlo to secrelaro, o oflicial
inaior Manoel Ferreira Accioli.
0 Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juz de
direilo ta primen a vara to commerrio uesla cida-
de do Recife de Pernambueo, por S. M. I. e C. o
Senltor D. Pedro II, que Dos guarde.
Faro saber que por esle juizo se ha de arremalar
por venda era praja publica, que lera lugar na casa
das audiencias dele juizo no dia 18 do eotreule niez
a I llorada larde, tira carro de 2 rodas, novo, ava-
llado por 1009000 rs., ponliorado a Miguel Souger
por exerujao tle Mando II. Wial.
E para quechegue a noticia de lodos, niandei pas-
sar o presente eil i la 1. que ser publicado pela impren-
sa ,e dous do mesmo (heorque serlo alllxados na pra-
ja do commercio c na casa das audiencias!
Dado e passado nesla cidade do Recite de Pernam-
bueo aos 5 de agosto de 1851. Eu, Manoel Joaquim
Baplisla, e-.rriv.ui interino oesrrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimariie:
CORREIO GERAL.
Carlas seguras existentes na admnislraj"'o do
crrelo paraos ara.: Andr Antonio da F'onseca, An-
tonio Alves de Souza Carvalho, Antonio Francisco
Lisboa, Antonio Joaquim de Mello, Francisco Celes-
lino Ramos, F'rancisco de Paula Silveira Lobo, Gas-
par Menezes Vasconcelos de Drummond, Graciliano
Octavio Cruz Marlins, Joaquim Francisco d'AIem,
Joaquim Manoel Car.....10 da Cuiiha, Joo Ijiiz Fer-
reira Ribeiro, Lino Jos de Castro Araujo, l.uiz An-
louio Favilla, Mara da Gloria tle Souza airan, Mar-
celino Doruellas, Manoel da ConceirAo Pereira Cas-
tro, Manoel Flix da Silva. _
Consellio adininislrativo.
O consellio apminislralivo, em virlutle de aulori-
sajo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeelos seguinles :
Para o 2. balalhao de iiifanlaria de linha.
Livro meslre impressa com 200 folhas de papel
imperial para registro das prajas adidas 1, dlos iiu-
preosos com 200 folhas de papel imperial para regis-
Irogeral das forjas elTeclivas e aegregadas as compa-
nhias 8, dlos impressus cor 200 fullus de papel im-
perial para registro das praeas adidas as companhias
8, concert de 389 barretinas para soldados, dito de
18 ditas para tambores, dilos de 17 ditas para porte
machados,
Recrulas em deposito no mesmo batalho.
Bonetes 50, grvalas tle sola de lustre 50, brim
branco liso para frdelas o caljas, varas 373, algo-
d.lo/iitlio para camisas, varas 250, sapalos, pares50,
maulas de 13a 50, esleirs 50, hoilanda de terne, co-
vados40. botoespretosduoiso, grozas 25, dlosTlrau-
cos de dito, dita 12.
2. balalhao de infanlaria da guarda nacional.
Raudeira imperial de seda 1, liaste para a dita 1,
porte para a mesma 1, capa de oleado 1, dila de
brim 1.
Balalhao de artilhara da guarda nacional.
Bandeira imperial de seda 1, haste para a dila 1,
porte para a mesma 1, capa de oleado 1, dita de
brim 1.
Fornerimento de luzes as eslajoes militares.
Azeile de carrapato, caadas 440, dito de coco: ca-
adas 30 1|2, navios, duzias 6, velas de carnauba,
libras 153, fio de algodao, libras 32.
Provimcnto dos armazens do arsenal de guerra e
o l; i cia? de 4. classe.
Cobre velho, arrobas 16, zinco em barra, arrobas
4, pedra pumo, libras 16.
(lllieinas de 5.* classe,
Sola curtida, meos 100 : quem os qdizer vender,
aprsenle as suas propostas em cartas fechadas, na
seoretaria do conselho, as 10 hora do dia 9 do cor-
rente mez. Secretaria to conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 3 de agosto
de 1854.Jos de Brilo Inglez, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e se-
cretario.
Pela subdelegada, da fregoetia dos Afogados
se faz publico, que se achara depositadas duas burras,
urna rodada e a oulra caslanlia, que foram pegadas
hontem sem conductores: quem se julgar com di-
reito, comparec, que provaudo legalmenle Ihe se-
rao entregue. Aogados 3 de agosto de 1854.
Pereira Lima.
. BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direccao do
Banco de Pernambueo se faz certo aos se-
nhores accionistas, que seaclta autorisado
o seu gerente para pagar o quarto divi-
dendo de I23OOO por accao. Banco de
Pernambueo 1. de agosto de 1851- Joao
Ignacio de Medeiros llego, secretario.
ASSOCIACAO' COMMEUCIAL. *
Nao se tendo reunido no dia 5 do cor-
rente,, numero sulliciente de socios para se
cumprir o que determinam os arte. 20 e
21 do cap. 5. dos estatutos que regem es-
t-i associaco, a direccao de novo mareen
odia 7 do corren te para se levar a elleito
oque all se determina, e pede aos Sr.
socios ell'ectivos nao deixem de compare-
cer as 11 horas daquelle dia na sala de
suas sessoes, o que he iiidispensavel para
a marcha regular da mesijia associarao.
Sala da associarao commercial de Per-
nambueo aos i de agosto de 1854.An-
tonio Marques de Amoritn, Secretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo cm c.imprmenlo do ail.
22 do regulamenlo de 14 de dezemhro de 1852. faz
publico quo foram aceitas as propo-tasdeTimm Mou-
sen & Vraqssa, Antonio Eustaquio Cerqueira Moila,
F'ranrisco Mcicl de Souza e Kich Rovle, para forne-
cercm. o 1 1,197 rovados de hoilanda de forro a rs.
120, 1.407 varas de btim branco liso para frdelas c
calces a 380 rs., 583 ditas de aleodaozinho para ca-
misas a 175 rs.; o 2 184 esleirs a 180 rs. ; o 3 200
pares de sapalos de sola e vira, fritos na Ierra a rs.
19300 ; o 4" 850 rovados de panno verde, para so-
brerasacasdo derimo balalh.lo de infanlaria de linha
a 23500 rs. ; c avisa aos snpradilos vendedores que
tlevem rrcollior ao arsenal de guerra os referidos ob-
jeelos no tlia 8 do corren te mez.
Secretaria do conselho administrativa para forne-
cimento do arsenal de RueTra5 de asoslo de 1851.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, voaal e secre-
laro.
O arsenal demarinha precisa comprar para for-
nerimenlo do almoxarifado os seeros abaixo decla-
rados : oleo de linnaca 20 arrobas, tinta branca 20
ditas, dila preta 20 dlas, papel de peso 10 resmas,
dilo almajo de linho 20 dlas. pennas d'ajo 10 ra-
tas, dilas laps I grosa, mcrlim c linha 10 arrobas,
lijlos inglczcs 100, tinta tic escrever 30 garrafas,
pia-saba .50 mn-h-is. meios tle sola 20, bronzes de fer-
ro sonidos 400, bandeiras imperiaes de dous pannos
4, dilas de 3 dilos 3, dilas de 5 ditos 4, ditas de 6
dilos 2.
As pessoas que sa propozerem a fomecer sementan-
tes seeros, cnmparejam nesla secretaria no da 12
do corrente mez ao mco-dia, com suas proposbis em
carias fechadas e as competentes amostras.
Secretaria da iuspecjao do arsenal de marinha de
Pernambueo 5 de agosto de 1854.O secretario, Ale-
xandre Rodrigues dos Anjos.
O conselho de adminislraro naval contraa por
compra para os navios armados, e mais estabeleci-
menlos do arsenal o segunle: arroz branco do Ma-
ranhao 73 arrobas ; agurdenle de 20 graos 512 me-
didas; assucar hranro 50 arrobas ; dilo retinado 4ar-
robas ; azeile doce de Lisboa 56 medidas ; bacalho
48 arrobas ; caf em grao 29 arrobas ; rarne secca 58
arrobas ; farinha 193 alqueres novos ; feijo mulali-
nho 55 alqueres dilo ; tourinho 25 arrobas ; vinagre
99 medidas ; azeile de carrapato 42 medidas ; stea-
rinas em velas c carnauba dila : bem como contrata-
se o fornecimento de pao, bolacha e rarne verde al
o lim de selemhro vindouro : os interessados em ditos
forueciineiilos sao convidados para cumparecerem as
12 horas do da 10 do correnle com suas propostas e
amostras, na sala de suas sesses.
Sala do conselho de administrarlo naval em Per-
nambueo 3 de asoslo de 1854.O secretario, Chris-
lovao Santiago de Oliveira.
SOCIEDAEE DRAMTICA EMPREZARIA.
Ao publico.
Os arlislas dramticos cxisleules nesla cidade, re-
conhecenilo as vanlagens que podem resultar ao pu-
blico e a arte sceniea de una associarao dos mes-
mos arlislas, c desejosos de elevar o Iheatro nacional
nesla provincia ao sremio do primeiro do imperio,
prometiendo para isso empregar todos os seusesfor-
jos alim de que a companha seja augmentada cora
alguns arlislas tle merilo que a romplelem, sobre lu-
do urna piimeira dama, acahaiu tic tomar asi a em-
preza do Iheatro de Sania Isabel durante o auno sce-
nieo que vai correr, por conlralo celebrado com o
governo da provincia.
O programma da Socedade Dramtica Emprea-
ra, sera sempre empregar lodos os meios a seu al-
cance para sattsfazer a expectativa do publico, re-
gulando as roprcsenlajoes qoe devem dar-sc, e esco-
llicudo para ellas dramas novos c tle expectaculo,
dramas de familia, melo-dramas. comedias, operas
cmicas ou serias, envilecidas por vaudevilles, e
farjas.
A Socedade Dramtica Emprezaria, julsa poder
garantir no retpeilevel publico a escolha das pecas
que devem ir -cena, por isso que melhor que nin-
guem ella tlcve saber as qu o potlem agradar, pro-
metiendo ao mesmo lempo decorar cssas pejas com
cenas' e vestuarios novos quando a aeco histrica
assim o exigir.
A socedade precisando recorrer a gcuerosidade
to publico para obler urna assigtialura que Ihe au-
xilie as enormes despezasque lem tle fazer no corren-
te anuo thr.ilral, convida a lodos es Ilustres senho-
res alinderes e protectores da srena para coadjuva-
rem a empreta social com as suas assigoaturas dc-
baixo ilo plano sesuinle :
PLANO PE ASSH.NATTRA.
1." A empreza obrtga-se a annuiiciar no principio
de cada mez, as pejas uovas que lem de dar aosSrs.
assgnantes.
2. Nenluim Sr. assignaule he obrigado a mais de
4 recitasen) cada mez; havendo porem algum es-
pectculo extraordinario lem direilo ao seu cama-
role oa cadeira, avisando o camaroleiro coin ante-
cedencia, c pagando era separado da assiguatura.
3. A empreza obriaa-sc a dar .aos Srs. assiguan-
les quatrn peras novas em cada mez, a saber: duas
pejas grandes de 3 a 5 aclos, c 2 pequeas de t a 2
arlos, com msica ou sem ella.
4. As assignaturas s podem rcreher-se por 24
reritas, e por 12, com o t,balimanlo de 12 por
cento.
3. O pagamento da assiguatura he feilo adianla-
lado, de 6 em 6 recitas.
N. Q. Cada camarote tem direilo a < entradas.
A assignalnra acha-se aberla no escriplorio do
Iheatro das 10 horas da manilla al as 3 da ttrde.
Isto supposlo a Socedade Dramtica Emprezaria
tem a salisfajao de annuucar desde j as primeiras
nejas que vo entrar em eusaiose, que serao repre-
sentadas successivamente.
Primeira.
A eleiro de Carlos V imperador da Allemanha
ou
OBANQEIROUE FRANCFORT,
drama de espectculo em 5 aclos.
Segunda.
O LAIRU DL'MBEKY,
nielo-trama em 5 aclos. Com esla peja estreoo-sc
em Lisboa o Iheatro nacional de l). Maria II.
Terceira.
O CHAPEO DE PALHINHA DA ITALIA,
inleressanle comedia em 5 aclos de um genero ainda
nao rcpresenlado ueste thealro.
Quarla.
. t>NAUFRAGIO DA FRAGATA MEDL7.A,
drama histrico em 5 aclos que obleve applausos
nos thealros de Franca, Portugal, e Rio de Janeiro.
(Este drama adverle-se que vai sceua no dia 7 de
selembro.)
A lem deslas pejas a empreza vai ensatar peque-
as comedias ou farjas, entre cllas.um inlerassante
vaudeville romposijao original que se intitulo
OS BILHETES DE LOTERA,
ornado de bella msica, lambem orisnal.
A socedade Dramtica Emprezaria, contando
desde j.i ser coa I uvada em seus esforros pela gene-
rosa proleceao do Ilustrado publiro desla cidade,
vai encelar seus trabalhos no prsenle rae com o
sesuinle espectculo.
PRIMEIRA RECITA DA SOCEDADE DRAMA-
TICA EMPREZARIA.
Sabbado 12 de agosto de 1854.
Depois da rhegada do Exm. Sr. conselheiro pre-
sidente desta provincia, estreara o espectculo urna
nova ou ver i ura grande orchestra ; e depos rrpre-
senlar-se-ha pela primeira vez nesle Iheatro o novo
e apparatoso drama em 5 actos denominado :
A eleicao' de Cario* V Imperador V A llamean*
ou
O BANQl'EIRO DE FRANCFORT.
Pertonagens do drama.
Carlos, rei de Hespaulta.....Bezerra
Isaac-Ben Samuel, banqueiro Rea.
Esther, sua lidia........D. Orsat.
Margarda, sua ama......D. Amalia.
O ronde Palatino do Rheoo, eloilor Senna.
O Marera ve de Brindebourg, eleitor Mendos.
Manoel, Judeo........Costa.
O almirante Bonuivel, embaitador do
rei de Franja ....... Monleire.
O principe Rodolpho, filho do Pala-
'ino...........Pereira.
O Barao Sleidam....., Alves.
O conde de Chievres, ministro do rei
de Despalilla........I'inlo.
O arcebispo de Colonia, eleilor. Rosendo.
O rcebjspo de Mocunria eleilor. Sebastiao.
O rei de Bohemia, eleilor N. N.
O duque Frederico de Sato, eleitor N. N.
0 arcebispo de Treves, eleitor N. JV.
1 ni capitao.........Santa Rota.
Umgeulilhomem do Palatino Sebastiao.
Lm criado.........'. N. N.
lira pagem que falla.
Um soldado.
Convidados, mascarados, msica bellica, pagens,
creados, soldados, etc.
A scena passa-se na Alleraauhi na cidade livre de
Francfort.
O drama he eusaiado pelo actual ensaiador JoSo
Anlonic da Costa, qne promelle fater quanto Ihe se-
ja possvel para que seja satisfactoriamente desem-
penhada.
As scenas eslao melhoradas e urna das salas golhi-
ras que apparece no drama he pintura nova do h-
bil pincel do Sr. Dornellas que se acha contratado
pela empreza.
_ Pelo que diz respele aos vestuarios do drama, es-
lo-se aprom piando rigorosamente segundo oa lig-
rteos da poca, e empreza confia em que por este
modo n3o desmerecer do agrado publico, pois que
tem-se proposto nao s a aenovir ludo que esteja
maltratado, como a fazer de novo o que for sendo
necessario para que as pejas se representen) com a
decencia adequada a um lltealro de primeira ordem.
A illiiminaeao da casa acha-se tarr.hem melhorada
ssim como muilos oulros ramos do servir e a So-
cedade Dramtica Emprezaria continuar a apre-
sar todos os meos a seu alcance de melhoramenles,
para que com juslica obtenha deste publiro Ilustra-
do essa proleceao que cm todas as pocas o caracte-
rsa como um povo generoso.
O.xal que conduzida pela man generosa e protec-
tora do publico, a frgil empreza dos actores possa
cumprir a sua nobre mi--.o, para bom etilo da qaai
muilo cuncorrero as boas disposijoes em que todos
os arlislas se cnconlram de agradar aos Srs. especta-
dores, os quaos sem dnvida coroar.lo os Irabalhos e
fadigas da Socedade Dramtica Emprezaria', concur-
rendo ordinariamente as represenlaj&es que se de-
rem o assiguando para isso um camarote ou cadeira
no thealro.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Para pelo Maranhao, segne com muita
brevidade, por ter parle da carga prompla, o brigue
llebe: para o resto Irata-se com o consignatario
Manoel Alves (iuerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14, ou com o capilo Andr Antonio da l'once-
ca, na praja.
Para o Assu' e portos intermedios, segne era
poucos das a lancha Nova Bsperanca : para carga
e passaseros traa-se na ra da Caileia do Recife,
leja n. 50,
Esta por'estes das a eheaar djH.isboa o brigue
purltigucz Lilia 2., navio otad*eWprimeira mar-
cha, regressar breve, c lerrf partajlo carregamenlo
prompio, por isso se previne a quera liver de rarre-
gar, baja de ir aprontando o que houver de carre-
s.ir. e mesmo os passageiros que se quizerrin apro-
veilar do bom navio e pequea demora aqni, para o
que se podem dirigir fcos seus consignatario* Fran-
cisco Severiano Rabello & Filho.
Para o Ceara', Maranhao e Para'se-
gu com muita brevidade, por ter parte
da carga prompta, o bem conhecido pa-
tacho Bom Jess, novo, forrado de cobre,
e de primeira marcha; para o resto da
carga, trata-se com os consignatarios No-
vaes & Companha, na ra do Trapiche
n. 3i, primeiro andar.
PARAOCEARA'. -
Sahe ueslee das o hiate Soco linda, para o ret-
anle da carga a tratar com Tasso InuAos.
AO PARA' PELO MAUANHAO'
S^guecom brevidade por ter grande
parte dacar"ga, a bem construida escuna
Flora.. capitao J. S. Moreira Rio, pa-
ra o resto da carga trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companbia : na ra do Trapichen. 46,
segundo andar.
Para o Rio de Janeiro vai sahir com.
a maior bre idade possivel o patacho na-
cional Valente do qual he capitao
Francisco Nicolau de Araujo : para car-
ga, escrevosa frete e passageiros, trata-se
com o mesmo capitao, na praca do com-
mercio, ou com Novaes & Companha, na
rua do Trapiche, primeiro andar.
------------------------------------------------
LEILO'ES.
-
Quinta-feira. 9 do rorrenle, as 10 >,' horas da
manha. o agente Vctor far leilao no sea armazem,
rua da Cruz n. 25, de grande e variado sorlimeulo
de obras de mardneria, uovas e usadas de dlleren-
tes qualidades, um rico game com tabulas e copos
de mai lim. licor francez tic superior qualidade, cha-
rutos da Babia, 50 esguichos, esleirs de palha de
carnauba, chapeos de dila, 12 arrobas de junco, di-
versas obras de prala de lei, e oulros objeelos que
eatarao musir no tlia do leilao.
I). W. I!.iv nuil, leudo de rclir.it -se para os Es-
tados-Luidos, fara leilao por inloi venci do agente
Oliveira, de loda a mobilia de sua casa, eonsistindo
cm sof, eonsolos, eadeiras. Iremos, cadena..- de ba-
laneo, mesas de meio de sala, para jogo, janlar e
oulros misteres. cortinados para jancllas de salla,
aparadores, espelhos, loucadores, contmudas, estan-
tes para livros, porjao desle, e oulras, linternas
com mansas, globos para meio de sala, quadros di-
versos, Irem de coziuha, vasos para flores, louja
para mesa e sobremesa, apparelhos para che caf,
machinas para rafe, carrafas, copos, compoleras de
chryslal, sarfos c facas, colhcrcs, esleirs de salas,
salheteirns c muilos oulros arligos, cutre estes, esta-
jos proprios para dentistas, denles artificiaos etc. ;
assim como so vender na mesma occasiao um rico
apparelho de prala para cha, caslijaes com espevila-
tlores e bandejas dos mesmos de prala, salvas, ele. :
quinta-feira, :> do correnle, as 10 horas da manhaa.
nolerreiro andar da casa onde se acha o consulado
britnico, rua do Trapiche Novo.
AVISOS DIVERSOS^
Oabaiio assignado morador na cidade do Pe-
uedo, faz seieule para que ninsiiem rontrale nego-
cio algum rom /eferinn Jos dos Sanios seu deve.lor,
por qne sendo depositario da qnanlia de 6769IS7
nu dia 25 tle jtinho prximo passado fugio para Per-
narabuco, e levando ora sua companha urna moleca
crioula de 10 a II annos, alim de nao pagar a impor-
tancia de que est ohrisatlo a dar cunta. I'eneduj
de puli di- 1854.Manoel Antonio J'acares.
J. Chanten, bacharel em bellas lettras, Dr. am
direilo formado na uuiversidade de Pars, ensina em
sua rasa, rua das Flores n. 37, primeiro andar, a ler,
escrever, Iraduzir c fallar rorrectamente a lingua
franceza, e lambem d lijes particulares em cesas
de familia.
Aluga-se a sala do primeiro andar do sobrado
n. 17 daru da Cruz, com commodos para escriplo-
rio : a fallar no armazem n. 25, na mesma rua.
Aluea-se o segundo andar da casa da rua da
Cruz n. 51, mnlo proprio para escriplorio ou mora-
da de rapaz solleiro : quemp pretender, dirija-seo
mesma, no terceiro andar.
I




*< Uc,
-------------I lili .1.11*..
DIARIO DE PERMMBCO, SEGUNDA FEIRA 7 DE AGOSTO DE 1854
O abaixo assignado Antonio ionios de Macedn, faz
scicnlea lodosos liahil.inle-.l i provincia econiespe-
cialidadeaos da comarca do Kin Formoso que nnmicn
ouutrale com Theodozio Francisco Uiniz a comprada
escrava Anna.crioiila.dr (rinla cinco anuos de idade,
porque a mesma "escrava se icha vendida ao abaixo
assignado desde o dia leznilc de junlio do 'torrente
auno,pela quanlia de rs.BSOjOtOcomoconsla rio papel
de venda passada pelo piopro punho do referido
Iheodozio Francisco Uiniz. naquelle dia 18 de ju-
nho passido, e do bilhele la rr.eia -i/a que o abano
itMgnadopafoa ba tollectora das rendas provinciaes
do municipio do Kio Formoso em 11 de jullio do
trrenle ; porqnanlo, tendoo nhaiio as-ignado dado
a dito Theodozio Francisco Diluza qiianlia de qiialro
ceios mil rs., com hypolheca da escrava Anua pas-
sou-se a respectiva escriplora em 10 do riczembro 18o3 iiocarlorio rio cscrv Coimbra desla cidade
do Kio honroso por lempo de oilo mezes. a qual foi
registrada sob M 77 no livro respectivo do mesnio es-
crivao a follia uove verso ehi 15 daquelle mcz de
dzeiubro do dito auno pelas nove lloras da manhaa;
ucrouteccu que, o mesmo Theodozio Francisco Uiniz,
leudo comparecido na casa -omiuercial lo abaizo
assiguado em 1S de jutilio prjimo pasudo do cr-
reme anuo para IheVender definitivamente a carava
Auna, que em lUdcdrzemhro do auno passario Ihe
havia hjpolhecado por lempo de 8 mezes pela re-
ferida quanlia de quatro ceios mil reis. conlralou o
abaizo assigoado com o dito Tbeodozio Francisco
Uiniz a compra da mesma escrava pela quanlia de
680S r., sendo obrisado o abaizo as-ignado a passar-
Ihe o recibo da bypollieca, e pagar-lhe niais a quan-
lia de 2805OU rs, que com os 41)08000 que o dilo
Tlteodozio bavia recebido pela bypollieca que fez ao
abitas assignado de sua escrava Auna prefaz a
quanlia de 6808 e Picando elle Theodozio ohrigado a
pasear-Ule o papel de venda da mesilla escrava. As-
sim pnis, nao leudo o abaixo assignado suspeita de
que fosse engaado, passou com a maior boa fojo re-
cibo da hypolheca que entreaoi com os 2808 que pa-
gua o mencionado Theodozio Francisco Uiniz, esle
enlAodepois de estar de posse do ditilieiro e do re-
cibo, vendo qne na caa 'cuminercia! do abano as-
signado esUvam prsenles militas pnnay 1 assis-
tiram a compra da esclava Auna e rilo podando o\i-
mir-se de passar o papel de venda da Olla'escrava,
passou com a maior ni;' fe o papel de venda de sua
escrava Anna ; e sendo esle pape! assignado pelas
lesleniunhas uecessarias, relirou-se logo o dilo Tbeo-
dozio in niai- dizer cousa al nina : no etitanlo, leu-
do o papel de venda urna das lesicmoalias que o as-
signou suscilou-se enlro os que se acbavam ainda em
Ma casa cummercial a questio de que o papel de
venda eslava Ilegal, dirisio-fe oabaixo as-isnado a
varios advogados da cidade, o esles Ihe dissera ni que
o papel nao eslava conforme, porque nao rieclarava
o nome do abaizo assignado a quem Theodozio Fran-
cisco Uinizvendeu a dila escrava, alm de oulras
condices menciunadas em dito papel de que o abai-
zo assignado nao lale u, quaudo tomprou a referi-
da escrava ; pelo que, vendo a sua boa f e verdade
Maqueada pela ron feo didocomque procedeu a dilo
Theodozio Francisco Din7. m. venda de sua escrava
Anna, novamente o abaizo a signado se dirig aquel-
le vendedor para que esle Ihe passe oulro papel, ao
que se tero recusado o mesmo sb o pcelexlo de nao
ler mais negocio algum com o abaixo assignado, ne-
gando al a sua propria firma que se acha recunlieci-
da pelos labellies desla cidade e por pessoas que
presenciaran! elle mesmo passar por seu proprio pu-
nho na casa commerci.il do abaizo assignado o papel
em quesillo e como seja serielliante proced memo
Jue leve o referido Theodozio Francisco Uiniz in-
riio e infame do homem de honra, sendo alias cri-
minoso porque com senielhanlc Iraficancia l'urlou do
abaizo assignado 680 rs. para cuja prova lem elle
oceultado a escrava Anna coi poucosbeus que tem,
irogetando al mudar de residencia, prolestoit so-
Emnemenle o abaizo assignado contra o ladreado
procedimento do referido Theodozio Francisco Ui-
niz peranle o juizo mauicpa. respectivo o qual pro-
leslo foi lomado por lermo pelo escrivao Coimbra, c
intimado an dito Theodozio ; por isso .-cientfica a
lodos para que oinguem se olame a ignorancia ; e
prolesla pelo prsenle rom o Ululo c documentos que
lem, baver a mesma escrava de qualqucr pessoa em
cojo poder ella eslver.
Kio Formoso ISdejjuho de 1854.hioiio Go-
met Marido.
Aluga-se ama casa terrea com soiao, salas,
quartos, cozinha fra, cacimba, quarlos para escra-
vos, equintal murado, sila n'a Passagem da Magda-
lena, junto a ponte pequea, onde morou o finado
Joaquim Jos Ferreira : quem pretende-la, dirija-se
ao-paleo do Carino, loja de (rtarugueiro n. 2.
Ao commerrio.
O abaixo assignado, convencido do muilo que con-
viria eslabeleccr-se cir l'ernambuco urna aula em
que a mocidade, que se deslina i carreira do com-
niercio, podesse pratic.imenle adquirir os conheci-
menlos neressarios, para bemdesempenhar as fuuc-
coesdeejuxeiro em qu Iqucr escriplorio nacional ou
eslrangefro, apezar do reconhecer as suas poucas
liabililaces para nm semellianle magisterio, vendo
com ludo, que oulrostnuito inals habilitados se nao
tenr al aqui proposlo .i isso, vai elle, confiado ni-
camente na pralica que (em de alguus aunos, abrir
para este lin. urna aula, na qual se propoe a bnsiuar
a fallar cesen-vera liuua io^lezaea franceza\ con-
tabilidade e escrpluratilo comiuercial por partidas
dobradas. As lices de cada urna das duas liuguas
serio em dias alternados, e para qna os alumnos
possam em breve falla-las, nao se Ihes consentir
que depois dos primeiros Iros mezes de lito tallero
na aula oulra lingua, que uao seja a da classe res-
pectiva. A abertura lera lugar uo dia I. de selem-
bro, e as pessoas que a quizei em frequenlar se de-
verao com antecedencia dirigir loja dos Srs. Guu-
veia & Leile, na ra do Queimado, aonde poderao
Siubem obler as mais Uiformaces, que a respeilo
esejarem. ^verle-se que a matricula s estar
aberla al o Ueste nez, c que depois desse dia
nao se poriemaRrniltii mus alumnos durante c-te
auno.Jote da Mata.
l'recisa-se denma ama para rasa de pouca fa-
milia :_ a pessoa que quizer, dirija-se ao alerro da
'Rua-Vista loja deounves n. 73, que achara com
quem Ira lar.
J. S. Morena Rios, capitao da escu-
na nacional Flora que esta' annun-
ciada, e seguir' com muita brevidade ao
Para' pelo Maranliao, agradece mui cor-
dialmente a quemquer que, conhecendo
melhor que elle suas tenroes, teve a bou-
dade de eucarregar-se da gratuita tarefa
de propalar j>elos carregadores, que elle
nitosegua mais aos seus anuunciados des-
tinos. Ao mesmo temiio, pore'm, e sem-
pre em signal de gratido, deseja poupar
a essa pessoa seu intil traballio, e declara
que, segundo as crdensque tem, e que
comocostuma cumprira', lia de seguir ao
Para', onde ja'he esperado.
Para quem fr seu dono.
No dia 5 do correnle as 2 lloras da larde, enlrou
pela porta a denlro um moleq'iecriuulo de nome Be-
nediclo, e diz ser escravo du Sr. Francisco Jos Jai-
ir* Calvan, morador em Tabalinga : perianto quem
a elle sejuluar com direilo venha-o buscar, (cando
cerlo.que apezar de o ler em seeuranca, todava nao
me responssbiliso por fuga que elle possa fazer. ltua
Nova n. Ii3. Jntunio II. (Juintciro.
O ANTIARROGANTE.
Salira' lioje 1 de agosto ; publica as no-
ticia que recebemos de. Lisboa a respeito
do consulado de Pernambuco e seusem-
pregados: vende-sena livraria da esquina
da ra do Collegio n. 20.
Fugio no da 24 de abril um escravo de nnc,ao
de nome Jos, be velho, jiinla na barba e cabello, (em
falla de denles, cor preta, eslalura regular, seco do
corpo. andava vendendo lamancos em um laboleiro,
eio do Rio Formoso, onde era conberido por Jos
agem, foi escravo do fallecido Cunta Machado :
quemo pegardiiija-sc.-i ra do Queimado loja n. <;f,
quesera generosa nien I o recompensado.
. Furlaram do silio de Joflo Carroll, na Ponle de
L'cha no dia 3 do torrente, alguna livros esctiplos
em inglez, a saber; a obra em 2 volu'mesdenomina-
da Prate, 1 volume d. .Sr lidward SeawarJt nar-
rmtice c 1 volume do Bride of Lammermoor : quem
os apprehender pde-os levar ao mesmo silio, ou na
ra da Cruz n. 2, que ser recompensado.
O abaixo assignado declara que comprou um
nieio bilhele n. 21G3 da 19. loleria ordinaria conce-
dida para indemnisarAn dos adanlamenlos feilos ao
emprezario do Ihcalro de Niclherev, por ordem do Sr.
Manuel Dias Fernandes.
Ftrmino Morera da Costa.
Precisa-se de uu.a ama para casa de pouca fa-
milia e para o servico de sala : no aterro da Boa-Vis-
la n. 39, segundo andar.
Artistas.
Precsa-sc de nfliriaes ferreiros de forja e la(oeiros
fundidores e de chapa : na fabrica de Andradc &
Leal na ra Imperial n. 118 120, uu na ra Nova
n. 27.
Precisa-se alugar um prelo para cozinhar e fa-
zer lodo o servico de casa de homem sollciro : na ra
da Cadeia do Hecife n. 47.
Aluga-se orna escrava para lodo servido de urna
casa : quem precisar dirija-se a ra da Praia.defrou-
le da ribeira n. 1.
Previne-se ao Sr. Joflo da Souza e a quem mais
mleremar possa, que a casa du ra da Guia n. 47,
atha-se hypnlhecada no abaixi assignado.
Miguel Fernandez FAra*.
Na ra da Cruz n. (0, precisa-se muito Tallar
com o hr. Gregorio Jos,. ,los l'assos, morador na ci-
dade de Uliiiria, c procurador da rmamlade do Sc-
nhor Bom Jess dosMrriyru da mcsmi cidade.
O joiz de direilo da sesunda vara criminal faz
publico, que as audiencias le seu juizo sero d'ora
eio dianle as quintas- crasde lodas as semanas as
10 horas da manhaa, e quanrio for dia santo de guar-
- da ou feriado, no dia eguinle as mesuias horas.
A /<5^000 e 50#000.
Ricas puleeiras com retratos : no eslubeletimeiilo
de Joaquim Jos Pacheco. Tambero ha ricas tasso-
lelasa 128000 tom o retrato : no Alerro n. \, ler-
ceiro andar.
Venesinas.
No alerro da Boa-VUla n. .'m. ha um sc.rlimenlo
de venesianas com fitas verdes delinhoc de la, com
caixa e sera ella, e ttabem concertam-so as raesroas.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 HITA DO GOZ.X.BOIO 1 ANDAR 25a
U 1 >. P. A. Lobo Moscozo di consulla homeopalhicas lodos os dios aos pobres, desde 9 horas da
manha aleo meio dia, e em casos exIraordinariSs a qualqucr hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operaco de cirurgia. e acudir proinplimente a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, c rujascircunislaiuias u3o permillam pagar ao medico.
NO C0l\SLLT0RIU 1)0 DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE: ,
Manual completo do Hr. G. II. Jahr, Iraduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, quatro
Volumes encadernados em dous :................. 205000
Esla obra, a mais mporlanle de todas as que Iratam da liomeopalbia, nleressa a Indos os mdicos que
quizercm experimentar a i'oulrina de llabuciiianu, e por si proprivs se conveiirtrtm da verdade da
mesma: inleressa a lodosos senlinres rie engenho e faze.idciios que eslo longe rios recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos rapilcs rie navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de ler precisao rie
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Inpolanles ; e inleressa a lodos os chefes de familia cue
por circoiitslaucias, que nrm sempre podem ser prevenidas, sAoobrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-nieciim do homoopalha ou Iradurcao do Dr. llerine, obra igualmenle ulil s pessoas queje
dedicain ao esludo da liomeopalbia um volume grande ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pbarmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel s pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
Urna carleira de 24 lubos grandes de finissimo christal coni o manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos lemos de medicina, ele, ele................
Pita de ''!< rom os mesmos livros....................
Dila de 48 com os ditos. ..,..................
Cada carleira he acompanhada de dous frascus de tinturasindispensaveis, a escolba. .
Dila de (10 tubos com dilos.....................
Dila de 144 com ditos...............T........
Eslas sAo acompanhadas de 6 vldros de tintina- esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o llerine, lerao o abatimenlo de 10J)000 rs. em qualquer
das ra leiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 lubos pequeos para alglbeira............... 85000
Dilas de 48 dilos................^........ 169000
Tubos grandes avulsos....................... 19000
Vidros de mea unta de tintura.................... 2Q000
Sem verdadeiros e bem preparados meditamenlns nao se pode dar um passo seguro na prara da
liomeopalbia, e o proprelario desle eslabclecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
uiriguem rinvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
fia mesma casa ha sempre venda grande numero de lobos de cryslal de diversos lmannos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medcamenlo com toda a brevidade e por precos muilu com-
modos.
88000
49000
409000
JOOO
5O9OOO
609000
1009000
Rga-se ao Sr. Fortunato Pereira da Fonieca
Bastos, o favor d| lomar nota da numeraran dos Iri-
deles do Rio de Janeiro, para melhor saber os pre-
mios que em sua loja sao vendidos..
LOTERIA DORIO DE JANEIRO.
Acaba de ser vendida nesta provincia
a orte de 20:000^000 em meio billiete.
As boas sortes continuam como se v, a
serem iavoraveis para esta provincia, mau
grado a pequea porrao de bilhetes que
hoje se vende. Eto a venda os bilhetes
da lotera 19 do theatt o de Nictlieroy, que
deve correr a C 6u 1 do corrente.
O abaixo assignado. capilo da barca inglcza
Goternor, declwa que no se responsabilisa por
qualquer emita que a sua tripolaco faca em trra.
George Batey.
Aluga-se o primen silio de porlaode ierro do
lado direilo da eslrada nova, o qual alm de boa
casa, tem ezcellenles baixas para capim, baslanle
terreno para pasto, e alaumas arvores de fruclo :
quem "o pretender portera examina-hi, e para Iratar
do ajuste devera riirisir-se ao Chora .Menino, na pr-
meira casa do lado esquerdo, anles da ponlezinha,
de inanhila al 8 Iteras, c de tarde mt 4 em diante.
Roga-se a quem recolheu emna casa um sof
do uso antigo, tendn oassento de palhinha uova, as
calieras e encost lamheni de palhinha vclha, o que.i-
ra denunciar na ra das Cruzcs n. 16, sobrado de
um andar, de d'onrie foi furlariu na manhaa de 4 do
corrente agoslo : o ladnio be conhecido, a polica o
procura, e o denunciante ser recompensado.
JoAo Goncalves Ferreira, faz publico com par-
(icnlaridade ao rorpo do comniercio.que vendeu a sua
loja de miudezas sila na ra da Cadeia do Hecife n.
14, ao Sr. Manoel Jos de Almeida ,\unes-
Loteria do hospital Pedro II.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa# ao rtspeilavel publico que seus bilhetes
inteiros, meios hlbelcse cautelas da loleria cima,
seacham venda pelos piceos abaixo, na prar-a da
Independencia loja n. 4, do Sr. Fortnalo, n. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. Faria Machado, e
na ra do Queimado n. 37 A, dos Srs. Souza &
l-'reirCjjijsi lotera lem o andamento de suas rodas
no diajB de asusto prximo futuro. ( mesmo cau-
IcIislaFfce ohrma a pagar por inlelro os premios de
10:0005000, dMB09000 e de 1:0009000, quens di-
tos seus liilhcles meiros e meios oblivercro, os quaes
v ,lo rubricados tom sea nume.
Bilhetes II9OOO
Meios bilhetes 59500
Quarlos 25700
ilavs I95OO
Decimos 14000
Vigsimos 600*
ATIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por preep commodo.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacarando,
iguaes em quahdade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collaid, ra do Trapiche Nov
n. 10. t
DENTISTA FRANCEZ. @
9 Paulo Gaignoux, estabelecirio na ra larga
^ do Rosario 11. 36, segundo andar, colloca den- $
9 lescom gengvas arliliciacs, e dentadura com-
9 pela, ou parle della, com a presso rio ar. C-i'
Tambem lem para vender agua denlifricedo &
f Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do ?;
;* Rosario n. 36 segundo andar. ;
Sf MX-St raSt 59
Os abaixo assgnados, donosda nova loja de ouri-
ves da ra do Calinga o. 11, confronte ao paleo da
malrizeroa Nova, fazem publico que eslo comple-
lanirnlc sorullos dos mais ricos e bellos goslos de lo-
das as obras de ouro, ucees-aria, tanto para senho-
ras, como para liomcns e meninas, e coulinuam os
preros sempre muilo em conla ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras que venderem a passar urna
conla com respuiisabilidade.especificandoa qualiriade
do uuro de 14- 011 18 quilates, licandu assim sujeitos
por qualquer duvida que apparecer.
Seraftm & frmao.
MANOEfylU'GL'STO DE MENEZESCOSTA,
professor da arle de musir, ofl'ercce o seu presumo
ao respeilavcl publicq para leccionar na mesma arle
vocal e iiislruuienlal, tanto em sua casa como em ca-
sas particulareJ: quem de seu presumo se quizer
uliliscir, dirija-se ra do Arago 11. 27.
1). W. Ravnon cirursiao dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Aos lisOOO rs.
Precsa-sc alugar urna prela boa venderlcra, nao
e procura ler habilidade : quem a liver dirija-sea
ra do Pardre Floriano n. 27.
Precisa-se de um moleque que seja fiel e que
esempenhe o servido de urna casa eslrangeira : na
ra No va n. 41, 1. andar.
Aluga-se o sobrado da rua(da UniSo : a Ira-
lar na ra do Trapirbe n. 14.
Manoel Antonio Tcixeira vende o sen buhar c
todos os seos pertences: a Iratar na l.ingoeta 11. 2.
l.ava-se o engomma-se com loda a perfeico e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
gt$g:SS#@a@
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero P111I10 mu- (|
$f dnu-se para o palacete da ra de S. Francisco ff
tj) 'mundo novo) 11. 68 A. jt
9 V 3SSSJJ)
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro geral das loteiias avisa,
que se acjiain a venda os bilhetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
benelicio do hospital Pedro II., na the-
sourarla das loteras, ra do Collegio 11.15,
na praca da Independencia 11. \, e na
loja do Sr. Arantes n. l, ra do Qnei-
madons. 10 e 59, ra do Livramento n.
2'2, aterro da Boa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impreterivelmente nodia 18 de agosto, as
9 horas da manluia ; eos bilhetes estao a'
venda at o dia 17 as (i horas da tarde.
Preco inteiros 10$Q00
meios 5J000
SS:S@@@
Antonio Aprigino Xavier de Brlo, Dr. em .*:;
medicina pela laculdade medicada Baha,re-
side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- ir?
9 de pode ser procurado a qualquer hora para o
exerciciode sua prolissao.
LOTERA DO HOSPITAL PEDRO II.
Aos 10:000a, 4:000s e 1:000(000.
O cainelista Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que as rodas da mesma lole-
ria anriam induhilavelmenle no dia 18 de agoslo. Os
seus afortunados liilheles e cautelas eslo ex'poslos a
venda as lujas seguiules : ra da Cadeia do Recite
n. 31, de Domingos Teixeira Bastos, n. i.'i. rie Jos
Forlunalo dos Sanios Porlo ; na praca da Indepen-
dencia ns. 37 e 39. de Antonio Augusto dos Santos
Porto; ra do Qoeimado, loja de fazenrias de Jos
Joaquim Pereira de Mendonca : rua do l.ivramen-
lo. botica de Francisco Anlonio das Chagas ; rua
do Cabug, bolica de Morera e Frasoso; rua Nova
n. 16, loja de fazendas de Jos l.uiz Pereira & Filho;
rua do Queimado o. 44, loja de fazendas' de Ber-
nardiuo Jos Monleiro & Compauhia ; e na praca
da Boa-Visla, loja de cera de Pedro Ignacio Baptis-
la. Paga sob sua responsabilidade os Ires primeiros
premios grandes sem o descont de 8 ", do imposto
geral.
Bilheles IlflOO 10:0009000
Meios 5*500 5:0009000
Quarlos 3*700 2^009090
Decimos 19200 1:00090011
Vigsimos 600 OOgOOO
No aterro da Boa-Vista
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Venilem-se velas de cera de carnauba de 6,8 e 9
em S, da melhor qualidade que ha no mercado, fei-
tas no Aracal; : na rua da Cadeia du Recife n. 49,
primeir andar.
Panno lino preto a 2.SC00.
Vende-s% panno' lino preto superior, pelo barato
preto de 29600 o covado : na rua Nova loja u. 16.
de Jos l.uiz Pereira o\ Filho.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-secera de carnauba do Aracaly : na rua da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Vende-sc a rennacSo da rua da
Concordia n- 4, com os competentes titen-
ss, completamente montada, e um es-
cravo excellente reinador, reunindo mais
urna machina para fazer carvao animal.
O dono desse(fcil>eleciment tendo de ir
esidirpor algum tempo no interior da
provincia, para tratar de sua saude, por
este e nao por algum outro motivo, quer
vende-lo : quem pretender dirija-se a
mesma relinacao.
Fazendas baratas, rua Nova, loja n. 16.
Vende-se chilas finas de cores (iva-, a 120, 140,
160, 180 e 200 rs. o covado, di las de barra com pe-
queo loque de mofo a 160 rs. o covado, dilas fina-
para cubera a 200 rs. o covado, cansas francezas de
bonitos padrees a 400 rs. a vara, cambraias abertas
cor de roja c azul a 29500 a peca, vestidos brancos
com barra de cor a 29500, dilos de 1 a 3 babadosa
4*000 e 45500. dilos de cambraia de seda a 109000,
ditos de seda escosseza de 2 e4 babados a 159400, las
e-cossezas de bonitos padres a 720 rs. o covado, ris-
tados francezes a -JAO rs. o covado, rhales de cam-
braia a 1*440, ditos de Ida e seda a 29000 e 29500,
romeiras de cambraia bordada a 2*500, capolinhos
e camisas de fil e cambraia bordada a 5*000, capo-
linhos de seda prela e de cores a 129000, meias finas
para senhoras a 39200 a duzia, lencos para meninos
a 100rs. dilos grandes de seda para senhoras a 29000
setim de tures a 800 rs. o tovado. ves i idos de risca-
dos para meninas de 3 annos a 2*000, e nutras mui-
las fazendas que se vendem baratas, com dinheiro i
vista, e para commoddade das pessoas que nao po-
dem sabir de dia, a loja estar aberla al as 9 horas
da noile.
Grande sortimento de palitos francezes.
Vendem-se palilos francezes de brim de linho e
bretanba a 35500 e 4*000, ditos de alpaca prelos e
de cores a 89OOO, ditos de panno fino, prelos e de
cores a 19, 189 c 20*000, Indo da ullima moda e
bem acabados, na rua Nova, loja de fazendas n. 16,
de Jos l.uiz Pereira & Filho.
i

Sull'ragio pela alma de Jo^o Vi-
cente Martins.
Segunda feira 7 do correnle faz um mez, que
foi sepultado no Rio de Janeiro, o Ilustre lio
meopalba Joao Vicente Martins. Us inmensos
serviros prestados humanidade por esse me-
dico philanlropo exigem da piedade chrisla
urna oraro pelo descanco cierno de sua alma.
Rogo pois a lodos os mdicos homeopathas,
professores em liomeopalbia, e a todas as pes-
soas piedosas, que se dignem de assislir a um
acto religioso que se ha de celebrar por sua
leiico in> supradilo da 7 do correnle, pelas
7 horas da manhaa, no convenio do Carino.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito.
Dei-apparcceii uo dia sexta feira, 28 do corren-
te tarde, da casa n. 109 da ruado Mondego, urna
carauna bstanle mansa; pede-so a pessoa que a li-
ver adiado, o favor de enlreg-la na dila tasa que
se pagar a despeza e o desarranjo.
Urna pessoa que sabe cscriplurar livros por
partidas dobradas, do queja tem baslanle pralica, se
olferece para fazer a escripia de qualqucr eslabelc-
cimenlu commercial ; quem rie seu presumo se qui-
zer utilisar, dirija-se rua do Caldeireiro, sobrado
n.2.
Na ruada Aurora, em casa do Sr. Joao Pinto
de Lemos Jnior, se precisa de urna ama de leite.
Aluga-se urna escrava fiel, que enlende de co-
zinha e de eiigommado ; na rua da Pciiba n. 5, se-
gundo andar, ao pedo brigadeiro Joaquim Bernardo.
Ao Sr. Forlunalo vendedor de bilheles de lo-
leria, pede-se que (eubaa bondade de annunciirros
maiores premios que Smc. vendeu da dcima lole-
ria do Estado Sanilario.
Aluga-se um sitio com l>oa cafa e
excellentes commodos, sendo duas salas
grandes, quatro quartos, 1113 gabinete
e cozinha pu\ada fora. e um terraco para
recreio, estribaia e cocheira para carro
na Passagem, primeiro sitio ao passar da
ponte grande ao lado direito : quem o
pretender dirija-se a rua larga do Rosario
n. 50, primeiro andar.
ASSOCIACAO' COMMERCIAL DE PER-
NAMBUCO.
A commisso nomeada pelos senhores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esla associacao para os
prejudicados com a innundacao de 22 de
jiinlii). convida aos que mais soll'reram
com to funesto acontecimento e licaram
reduzidos a' indigencia, a apresentarem
seus requerimentos acompanliados de at-
testados circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia,-para
serem attendidos. Devendo taes requeri-
mentos serem entregues ao archivista da
associacao, no largo do Corpo Santo, at
o dia 15 de agosto prximo futuro A. V.
da Silva Barroca, secretario da commis-
sao.
I EXPLEHDIDOS RETR1- i
I TOS ACRYSTALOTYPO, |
fik TIRADOS NICAMENTE COM A S
'%, CLABIDADE PRECISA. S
S? J. J. Pacheco, lendo resolvido demorar-se *^
T; mais alguns dias nesla ridade, previne a lo- {&,
At Ha-! JC li, '--,,. ,, 11,, ,l|i.ai iran 1,1,, nm-l-ll. 7.
n. 00,
lia grande sortimento de rodas de carro de madei-
ra de fra e do paiz.
Na rua do Pires n. 18,
borda-se de Troco em velludo, e em oulra qualquer
fazeuda, rlleles, Dneles, capolinhos de senhora,
chariileiras. loutas de enanca-, lilas para cinto e to-
da obra que se oflerecer.
As pessias que liverem fios c pannos velhos,
que queiram vender para o hospital de caridade,
proturem no mesmo o regente, que os compra.
-se 1:0009000 a premio sobre penhores ou
bas firmas: na rua Direila, sobrado u. 32.
O regente e mais festeiros de N. S.
dos Pra/.ere dos Guararapes, annunciam
ao publico, que nao se tendo podido fazer
as testas no dia 2 de julho por causa do
invern, tero lugar a l do corrente em
diante.
GratidSo.
O abaixo assignadj, acbando-se hoie quite para
com lodos os credores da sua falencia,' lauto desle
imperio como de lodas as piara- da Europa com que
leve relares rommerciaes, visla da sua legal falen-
cia em face das graves pedas que snflreu em seus
negocios, eventualidades estas a que o negociante
esl'sujeilo, vem por meio desle jornal agradecer a
lodos os seus credores a generosidade e pliiUnlropia
que com elle liveram, grata esla que s DeAos po-
dar 1 ecomi en-ar ; e como leirini tomado Anta de
seus livros e mais papis por .lelilieacao commum
de seus tredores, julga-se com direilo a fazer a co-
branca geral de seus devdore/, vendas ele. Espera,
pnrm, que e'les atlendemlo ao grande prazo de que
lem gozado sejara pouluaes em o fazer embolsar.
Pernambuco ge ueoslo de 1854.
T Firmino Jo*c Flix da /oajg.
Aluga-se jima preta para servico de caat, eo-
zinha c engomroB : q<;iii n pretender, dirija-ee
prat,-- da Independencia, loja n. .

CQMPRAS.
i
i
i
i
Francisco Lucas Ferreira, com 00-
cheii'a de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macBona igieja ou em i-asa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
Boa-Vistan. 16.
l'ommaleau lem a honra de participar ao respei-
lavel publico, que acaba le receber pelo ultimo na-
vio vndo de 1"ranea, um sorliuieiito rieespincardas
deumede dnusrannus, mui leves e (runrbadas, de
primeira qualidade, polvarinlios, r.hiiinhcira, espo-
letas da marta para carro, e laulcruas de metal chamado Melcbior,
varios cales ricos para dilo. chicles de balea, dilos
roberlos de Iripa para hulear, (reos, esporas, estri-
bos, esponjas, estovas para lavar, chirntinhos soru-
llos, cabecadas de seria veaelal, e lanibem de couro
daqui, urna grande variedade de cachimbos, uns
narsuills para fumarem i pessoas, oulros de espuma
domar, de porcelana, demadeira ele,fumo preparado
d'melhor, tesouras para jardueiro., dilas para cos-
(ureira-, de unhas ele. e oulros instrumentos de den-
lisla, lncelas, facas de mesa, trinchadores, navalbas
de barbear rom cabo de larlaiuga, de marfim e ou-
lros ; garante a boa qualidade de ludo quanlu esl
cima mencionado; estovas para denles e unhas.
Denles para bigodes, de tartaruga, charuleiras com
a uu I lias de marear, caixinhas de KM para preser-
var o acoda ferrugem.
das as pessoas que desejarem um perfeilo
retrato, que riignem-se prutura-lo no seu es-
tabelccimento, quer esleja o dia claro ou
etctiro. Os retrato- ale lixese inalteraveis
com o tempo, e as cores sao as mais nalu-
racs que aqui se lem visto. O respcitavel
publico continua a ser convidado a visitar a -
galera lodos os das, desde as'8 horas da ma- jj;
nha al as 9 da noile. No mesmo atiabe- {k.
li rmenlo cnconlrarao os preleiidcules um 'vi
rico -linimento de quadros, caixas, alline- Qj
les, cassolelase aneis. Alerro n. 't, lerccro S!
$) andar.
A directora do collegio da Conceicao participa
a quem convicr, quejo rollegiose acha iberio, e re-
cebe as edutandas que pretenden! all ser educadas.
A taberna do paleo do Carino, quina da rua
de llorlas n. 2, continua a eslar sorlida de lodos os
neneros novos e de boa qualidade : metileiza ingle-
za c franceza a 1O0 e 800 rs., toiicinho de Sanios a
280, dilo de Lisboa a :iai, banda a 520, passas a 360,
bolachinha a 300 rs., dita a Napolco a 100 rs., ale'
Ira a 300 rs., cravo a COO is., louro a 100 rs. chou-
rieas a 100 rs., farinhadclrigo a lOrs., cb a I9OOO,
I99OO e 29210, gomma de aramia a 160, espelmace-
le a 800 rs. a libra, azeile dote a 600 rs., vinho a
500 e 180 a carrafa, arroz branto a 110, fcijo relo
c mulatinho a 100 rs., arroz, rie casca a l(0 a cuia,
rap a IjOOO o lile, lijlos rie limpar facas a 140,
lambem se faz 180 e 10 rs., queijos a IjyllO e 1S520,
penerasde rame a 7 c8.-?000, ceblas a l?i100 ten-
lo, alhos a 119 rs., craixa a 100 rs. a lala, papel d
peso e machina a 2f800 a resina, genebra de llollan-
da a O.
Da-se TOOsOOO rs. a juros com hy-
potheca ein una caa terrea, que seja em
boas ras dcsta cidade : quem pretender,
dirija-se a rua Nova, loja n. i, que sedi-
ra' quem da".
PEDRIMIO 01 O AMOR FRATERNAL.
Com esle litlo tliegou iiltimamenJe da cidade rio
Porlo, reino de Portugal, esla inleressanle obra, pro-
riucco da disliocla porlognea aulora do Manoel/.i-
nho da nossa ibleia e de oulras muilas obras, que
animada do beniuno acolliimenlo que Irin retebido
do publico juvenil, auimuu-sc a apparecer de novo
en scena,dando ao preln oulro opiisidoznbo indita
ladoPcdriuho ou o amor fralcrnalronleiirio ex-
cellcnles bisloras para ilislracoes rias horas vasas,
conios para menino, poesas ele. ele, os quaes ofTe-
rece s illuslrissiniis milis rie familia, de quem espe-
ra todo acolliimenlo, pois he o que ambiciona di- suas
humildes Migas; c acbain-se venda na rna Nova
n. .">2, loja de Boavenlura Jos de Caslrn A/evcdo.a
210 Jada ejemplar em brochara, c um pequeo nu-
mero da inleressanle histeria do Manoelziuho da
uo--,i alucia, a 160 rs.
.Madama Millochcau Bucssaid, modista
franceza,-aterro da Boa-Vistan. I.
Tem a honra de avisar as suas freguezas, que a
sua loja acha-se provida de modas novas, rerchidas
pelos ltimos navios : chapos de seda e pallia, ca-
polinhos de hicco, mantelete- de seda, inania- de
Monde e capellas para noivas, enfciles para cabera,
ricos chales de rclroz bordado, romeiras e eollari-
nliii.-- de dilo, camisinhas de fil bordado e de rassa
lina com bordado de poni inglez, manguitos, flores
linas para chapeos e eiifcilcs. plumas para Inorados
e chapeos, rpelas rie plumas para bailes, grande
-' 1 unienio de liiros de Monde, de filas, de Iransas e
Gompram-se pataooes brasileros e
hespanhes : na ruada Cadeia do Recife,
luja de cambio n. 24.
Compra-se urna escrava de 20a 26
annos de idade, que saiba coser eengom-
mar ; agradando nao se olh a preco
quem a tiver podera' .levar a rua do Vi-
gario n. 19, segundo andar, 110 escripto-
rio de Machado & Pinheiro, para tratar.
Compra-se na taberna do pateo do Carmo, qui-
na da rua de Horlas n. 2, vidros de bocea larga e
usados.
BANCO 0E PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco compra ledras sobre o
Kio de Jaueiro.
Compra-se 8 a 10 mlheiros de cachimbos de
barro : quaui liver annuncie para ser prorurado.
Compram-se escravos de ambos os
sexos, e pagam-se bem, assim como tam-
bem recebem-se para se vender de com-
missao : na rua Direita 11. 5.
Comproii-se por conla|do l)r. Joaquim Jorge dos
Sanios o bilhele 11.975 da primeira parle da segunda
loleria do hospital Pedro II. ,
VENDAS.
PUBL1CAQAO' RELIGIOSA.
Saino i luz o novo Mez de Mara, adnplado pelos
reverendissimos padrescapurhiuhos de N. S. da Pe-
nda desla tidade, augmentado tom a novena da Se-
nhora da l.nnceieao, o da noticia lu-loi iea da me-
dalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : v en-
de e unicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1S000.
Ai que fri.
Vende-sc superiores cobertores de tpele, de di-
versas cores, grandes a 15200 rs., ditos brancos a
13200 rs., dilos com pelo a imilaro dos de papa a
IJllOO rs.: na rua do Crespo loja u. 6.
Ycndem-se bichas superiores de llamburgo, em
primeira mo, e por preco commodo : uu urinazem
da rua da Cruz o. 4.
Pianos.
Os amadores da msica achain continuadamente
em casa de lirunn Praeger & Compauhia, rua da Cruz
n. 10, um grande sortimento de pianos fortes e fortes
pianos.de dillerentes modellos, boa conslructauebel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; assim co-
mo loda a qualidade de inslriimcntos para msica.
Na nova loja n.'2 alraz da matriz, vcodeni-sc
rasatas de panno de cores com boles dourados a
IOcHKIO, sobrecasacas de panno de cores a 12>OO
colleles de fiislo branco 20000.
Calcado barato.
Sapalos de lustre para homem a 39000, ditos de
marruquim para senhora a 800 rs., dilos de duraque
preto para riita a IJOOO, los de dilo de cores para
meninas a M) rs., dilos de marroquim para homem
a 13000: na rua Nova 11. 2.
Loja n. 2 da rua Nova.
Vendem se corles de casemiras para calcas a
38500, ditos de ditas finas para ditas, a inmiii. dilos
de fuslfio piulados para colleles a 25000.
Vendcm-sc filas para carias de hachareis : na
loja n.2 da rua Nova.
Na rua das Mures 11. 37, primeiro andar, ven-
de-se coros de droil fraileis, ou tolleccao complela
das leis, decretos, ordenaces senalus-cousullus, re-
gulamcnlos ele, publicados em Franca desde 1789
al agora.
Aterrada Boa-Vista 11. .
3$ Ba do Crespo n. 23.
Vendem-se rhilas francezas larcas da cores
escuras a 240 o covado, corles de casemira de
cores c padrees modernos a 49500, dilos de
casemira prela fina a 49500, panno preto e
de cores a 3K0OO o covado, corles de meia ca-
5 semira a 19600, dilos de brim de linho de co-
res a I36OO, riscado rie liuho de cores escuras *
':', a 210o covado, merino pelo com duas lar- 9
9 guras a I36OO0 covado. chales de Ida grandes
* e de cores escuras a 800 rs., ditos encornados,
a 19280, esguiAo de linho muilo fino a 19120
;:;- a vara, setim preto muilo eucorpado e de su- #
; perior qualidade a 29500, cambraias prelas e tt
9 de (ores, goslos modernos, por preco coramo-
t do, thapeos do Chili linos, e oulras muilas fa-
33 zendas por preto muilu em conta. $
> ee@@@
AO MODERNISMO.
Cada corte lJjOOO reis.
Chesaram pelo ullmo paquete, e vendem-se na
loja 11. 17 da rua do Queimado, os mais modernos
corles de vestido de seria calgodao, intitulados Man-
darino Escore/, fa/euda de fanlazia, de milito brilho
e goslo. pelo barato preco de 159000 cada corle.
Panno proprio para escravos-
Vende-se o bem conhecido e muilo superior panno
dealgodo da Ierra : na loja dos quatro cantos da
rua do Queimado n. 20. .
Vende-se berva-malte de primeira qualidade,
sal 'do Ass e pedras de amolar, em pequeas e gran-
des porees, por preco commodo : na rua da Praia
Aos 10:000^000 .
No alerro da Boa-Visla, casa da Fama n. 48, e na
rua da Cadeia, luja1 de cambio de F. Antonio V.iei-
ra, estao eiposlos venda as cautelas .da loleria do
hospital Pedro II, cujas rodas andam impreterivel-
mente no dia 18 de agosto do correnle auno.
Bilhetes inteiros IO9OOO
Meios 59OOO
Quarlos 29700
Decimos 19200
Vigsimos 600
LIQyiDAQAO' DE CONTAS.
Barato sim, liado nao.
Na rua do Queimado, luja n. 17, ao p da bolica,
vendem-se para liquidaran, fazendas por baralo pre-
co. tomo sejam : as modernas orleans de seda furia-
cores, com msela, propriaspara vestidos de senhora
e lucilinas a 400rs. cada covado, sedas de qoadros
e-roce/asa 19140 rs., grosdenaples de seda furia-co-
res a I96OO cada covado, e oulras fazendas por bara-
lo preco, a dinheirn 1 vista.
Chapeos de sol muilo grandes, com cabos de
caima e baleas, muilo fortes, de seda de todas as co-
res e qualidades, lisos e lavrados, proprio para a
chuva, por preco muilo commodo ; na rua do Col-
legio n. 4.
Na rua do Trapiche Novo n. 16,
vende-se:
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMACO azul e branco, chama-
do Marlim Superior, em resmas de 500
tolhas, e outvas qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESO muito snperior, proprio
para escriptorio, e nutras qualidades
mais em conta.
PAPEL DE CORES, em formato grande.
UMA PEQUEA porcao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente che-gados.
ALVAIADE DE ZINCO, acompanhado do
competente seccante, muito recom-
mendavel pela grande superioridade de
tinta que produz.
PREGOS DE FERRO em bom sortimento.
Vende-se urna bolica em urna das principaes
ras da cidade da Paralaba, a dinheiro ou a prazo,
com garanta, por seu dono ler de relirar-sedaquel-
la cidade ua fallar nesla cidade com Bartholomeu
Francisco de Souza, rua lama do Rosario n. 36,1
ou na l'.naliilia com Fructuoso Pereira Freir.
NO ( o\ i 1.1 ohio iiiiiii oi>v ruii o
00
DR.P.A.LOBO M0SC0S0.
Vendem-se assegoinlcs obras de liomeopalbia em
france/. :
Manual do Ur. Jahr, 4 volumes
Kapou, historia da liomeopalbia, 2 volumes
llarlbiuaii. trola lo complelo das molestias
dos meninos, I'volume
A. Tesis, malcra medita bom.
lie l-'ayolc, doutrina medica bom.
Clinira de Slaoucli .
Carling, verdade da liomeopalbia
Jahr, tratado tomplelo das moleslias ner-
vosas
Diccionario de >"vslen
Vende-se chocolate francez de su-
perior qualidade: na ruada Cruz n. 26,
primeiro andar.
NO ARMAZEM DE C. J. ASTLEY
EC0MPAKI1IA, QL4 DO TR4riCUE P 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de landres.
Estn lio em verguinha.
Cobre de 24 a 28.
Azcite.de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de Ifla para forro de salas.
Formas de folha de ferro, pintadas, paia
fabrica de assucar.
Ac de Milao sortido.
Lazarinase clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Rnmde vela da Russia.
Graxa ingleza de verzni para arreos.
Arreos para um e dous cavallos, guarne-
cidos deprata e de lato.
Chicotes e lampeoes para carro e cabriolet.
Cabecadas para montara, para senhora-
Esporas de aro plateadas.
Chumbo em len^ol.
Vende-se urna negra de bonita figura, que sabe
vender na rua, cozinha, cose, fazlabvriotho, lava e
engomma: na rua do Sebo n. 23.
Vendem-se tolierlores esenros, pelo baralo
preto de 700 rs., tomo bem oulros de superior qua-
lidade a l200 cada um : na loja de 4 perlas n. 3,
ao lado do arco de Sanio Anlonio.
Vende-se urna escravacrioula, mora, de bonita
figura, com urna cria de um anno, perita engom-
madeira, cozinha, lava e cose, be de oplima con-
duela, no lem vicio ncm achaque, o que se afiaoca
ao comprador : na rua de Horlas n. tul.
No hecco do (mural ves, junto ao armazem do
Sr. Araujo, vende-se um lindo cavallo aIzito,30vo e
de bous andares.
Vende-se una bonita vacca ingleza da melhor
rata que ha (Dyreshire) e ji acllmalisada : a Iratar
cum o fcitor da capella ingleza, na roa Formosa.
AO BOM E BARATO.
A dinheiro a' vista.
Para se ullimar e liquidar cotilas, vendem-se a
Iroco de pouco dinheiro as seguinles fazendas, pro-
praspara liomcns: pannos finos prelos de cores li-
zas a 3boO e 49000, ditos verde e cor de rap a 49,
corles de casemiras de cores lisas de qoadros ale
59000, casemirelas prelas e de cores com msela, pro-
prias para palitos, fazeuda muilo fina, a 800 rs. o
covado, alpaca de cordfto de cores mnilo lindas para
palitos a tilo rs., merino preto superior, de lustre, a
-goOO. casemira prela fina e muilo superior a 2900o
o covado, corles de collete de gorgurao de linho e
seda ile quadroi modernos a 19600, brim trancado,
pardo, de linho, muilo fino a 640 a vara, dilos de
cores modernos, fingindo casemira a 800 rs., lencos
de seda para alaibeira, de campo branco, fazeuda
muilo fina a 19280, meios dilos para grvala a 19000,
chapeos de sold seda a 59500, ditos francezes finos
para cabera a 69000, e muito superiores a 69500 e
79000, e onlras fazendas por barato preco : na rua
do Qaeimado, loja 11. 17, ao p da bolica.
CHAPEOS DE SOL A 49800.
Na rna do Collegio n. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda prelos e de cores, armacao de balea, ca-
bos finos, os quaes visla da qualidade ninsuem dei-
zara de comprar, e onlras muilas qualidades, por I'
Vende-se farinlia de mandioca : a bordo da po-
laca Cundo, ou a Iratar com Tasso IrmSos.
Vende-se a armacio da loja da rua Direila u.
11, como traspasso das chai es da mesma, a qual he
propria para qualquer eslabelecimeuto, e ettt collo-
cada no melhor logar desla rua : a Iratar na rua do
l.ivramenlo n. 29.
Vende-se urna eicelleute capa de panno tino,
forrada de escoce, e com carranca de prala: na rua
do Queimado, vindo do Rosario, aegonda loja n. 18.
Vende-se urna escrava de bonvIaBgura, de ida-
de "> annos, propria para Iodo o servico domestico
de urna casa : quem a preleuder, dirija-* rua da
Cadeia do Hecife n. 54.
Chapeos e esteiras muito barato a
dinheiro.
Vendem-se esleirs em rentos a 149000, chapeos
de palba novos, o ceulo a 129000, cera amarella, di-
la de carnauba, courinhos raiodos, ola e i loalhas
de labvrindi com luco, Indo para liquidar conla :
na ruada Cruz do Recife u. 33, em casa de S A-
raujo.
VELAS DE CARNAUBA.
Vendem-se muito superiores velas de cera de car-
nauba, chegadas recenlemenle do Aracaly, por roe-
nos dn que em oulra qualquer parte: na rua da Ca-
deia do Recife n. 34, primeiro andar.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barrs de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da rua do Azeite de Peixe,.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Conwanhia, na rua do Trapiche, n- 34.
CHARUTOS DA BAHA. '
A cha-re eiposlos ao baleao da loja de Boavenlura
Jos de Castro Azevedo. na rna Nova n. 52, urna
grande pnreflo de charutos da Babia, que para se
acabar com el les esl-se vendendo pelo diminuto
preto de 640 a calza, e ainda existe urna pequea
porcao dos de S. Feliz, que foram annuneiados, felo
preco de I9OOO. ea boa qualidade jaesttaabidajve-
la maior parle dos seos amantes.'
Cassas francezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, laja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se castas francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado,
*, |^M ?
CaTro e cabriolet.
** Veude-se um carro de 4 rodas com 4 ataco- ?
% tos, e um cabriolet, ambos em pouco nao, e V
ti cavallos para ambos : na rna Nova, coclieira #
9 de Adolphe Bouigeoia.
fS(ttiiKlctt
AOS SENplES DE ENGENHO.
O arcano l invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado na$ co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem parao'melhoramento o
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na' rua da
Cruz, n. 4.
/
LFNCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A 4S500 A
DUZIA.
Na rna do Crespo n. 5, esquina qne volt para a
rua do Collegio, vendem-se lenco* de cambraia de
linho finos em caiiinhas com lindas eslampas, pelo
barato preco de 49500 rs. a duzia, para acabar urna
pequea porcao que anda reda.
Jacaranda' de muito boa nbat
Vendem-se as mais novas e melhores sement t vendem Antonio de Almeida Goajlu &
de horlalice vindas nllimamente de Portugal,pela ga- 'Companhia, rua do Trapiche Novon. ifj,
lera lratidan. hem como inilho mnilo novo em sac- r
r
Vcndc-se um tabriolct novo, de
bom goslo.
Vcnde-sc urna prela do naro Scm habilidades,
porm moca, hem pos-anle e sadia, por preco com-
modo : na rua Augusla, rasa defmnic da d 11. 18.
Na rua das Flores n. 37, primeiro audar, ven-
de-se urna rica rolleccilo de vistas de Pars.
Vendem-se camisas brancas de linho para homem,
ditas de cores linas para dito, tollariiihns broncos
para camisas, peitos para alierluias de dilas, grava-
tas de cassa brancas boidadas de linha : na rua Nova
n. 1. .
Vendem-se ostros volumes do (iuarda-l.ivros,
moderno : na rua da Sania Cruz n. 86.
Vcndc-se urna casa lerrca, na rua do Noauei-
ra, por commodo preco : a tratar na rua da Floren-
lina n. 8.
AttencSo, por barato.
Ha para se vender nina varea ingleza muilo co-
nhecda por bonita, j acclimalisada, da melhor ra-
air.1 lar rom o fcilnr da ca-
lera Gralidao, bem como milho muito novoem aac
cas : na rua da Cadeia do Recife n. 56, loja de fer-
gen de Francisco Custodio de Sampiio.
Com pequeo loque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de limao, a 39500 o covado : na rua do Cres-
po, luja da esquina que volla para a cadeia.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Companhia, rua da Cruz n. 15, vende-se muitoftipe-
rior cera de carnauba do Aracaly e Ass, em porr;lo
e a relalho; e alm de se pesar na occasio da entre-
ga se descontara urna libra de tara em cada sacco,
como he cosame.
llelogios inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
& Castro, na rua da Cadeia do Recife n. 4.
PARA A FESTA.
Sellins inglezes para homem e senhora
Vendem-se sellins inglezes de p-
tenle, coro lodos os pertences, da me-
lhor qualidade que lem vindo a este
mercado, lisos'-e de burranoe, por
preto muilo commodo : em casa de'l
Adamson Ilonie & Companhia, rua
do Trapiche n. 42.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
sim pertences, em bom uso e de J.OOOnbjejs : ,.
a V'elehici^^ifrttMp&AaCrjii^tfajztmu, 4,
Oh bello sezo vinde comprar,
Lila de mui lindas core,
Para bordar.
Naloja^tf'i portas da roa do Cabus n. 1 B. che^
gou ltimamente umajBnplelo sorlimenlo de I a a
para bordar, boa qualidade, cujas cores sera enfan-
donho enumerar, basta afirmar que nao fallar cor
alguma, para habis m3os por em pratica rujalquer
desenlio por dilliciI que seja imitar em coruliuarao
de core.
Sao lindas Uo linda
Quera as lera ?
As cores variegadas,
Ouem nao comprar.'
FAKINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior arinha de mandioca de Santa Cal ha-
rina : no armazem de Machado & Pinhei-
ro, na rua do Amoiim n. 54.
Vende-se urna portan de pesos usados de 2 ar-
robas a 4 libras, por preto commodo : na rua do
Vigario n. 5.
Vende-se um prelo crioulo de idade de 25 an-
nos, bonita figura, proprio para o servico de campo :
ua rua Direita n. 76, venda.
Vende-se riscado monslros largos de lindos pa-
drn, proprio para vestidos de senhora a 280 rs. o
covado: na rua do Queimado loja n. 43.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodo
dest fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio d Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 34, pri-
meiro andar.
1HS000
163O00
1OSO00
85O00
73000
65000
49OOO
69000
IO9OOO
JL
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eireitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
ta que hadvreshir
franjas para Vestidos, de biro de linho, fil, larla- i pella nuleza no mesnio lunar,
lana e rambraig, lencos de mo,. loucas de 1,1a, ro- FEIJAO' Ml'LATIMIO.
meirasde bico, cordoesde seda, filas de linho e de
aluodao finas, relroz, baleias para vestido e lavas de
pellica e de relroz.
Vendem-se -arca- com feijo nula linho muilo no-
vo : no taes da Alfandegn, armazem defronle da
estadinha.
Vendem-sc thapeos do Chyle
finos, ditos de retiro para se-
nhora e homem, brancos, rozos,
raslanhos e prelus, dilos de palhinha franceza do
melhor goslo que he possivel, dilos Ir,uire/e- de
formas modernas : na praca da Independencia, loja
n. I!)e21.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grume, tomo era vellas, em cai-
xas, com muilo bom sorlimenlo e de stperior quali-
dade, chesada de Lisboa na barca Gralidao, assim
como bolachinha em latas de 8 litaras,! farello muilo
novoem saccas de mais de :l arrobas.
Deposito de vinho de cham- f$
($ pague Chateau-Av, primeiraqua-
|A I idade, de propriedade do condi Sk
S de Mareuil, rua da Cruz do Re- a*
2 cil'e n. 20: este vinho, o melhor J
(} de toda a champagne vende- Q
ft se a S'OOO rs. cada caixa, acha- ^
se nicamente em casa de L. Le-
comtc Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a logo
^5) Conde de Mareuil e os rtulos
ft) das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
ColM-rlorcs csruros muilo grandes c enrorpados,
dilos brancos cora pello, muilo grandes, imitando os
de lila, a lytOO na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para 1 cadeia.
Vendem-se 2 vacca lournas e 1 novilho da
mesma mea pura, nssm como aleuraas vareas da
Ierra : para ver, na estrada nova, primeiro silio de
piulan de ferro, e para tratar, no Chora Menino, pri-
meira rasa do lado esquerdo. antes da ponlezinha.
. CEMENTO ROMANO.
Veude-se no armazem n. 13 da rua da Cruz no
Radie.
&
Vendem-serelogios deooro e prala, mais
baralo de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Drpoii to da Fahr i ca de Todo o Santo na Babia.
Vende-se, em tasa de N. O. Rieber &C, na rua
da Cruz n. 4, alsodaS Irantado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preto commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na prata do Corpo Santn.11, o seguinte:
vinho deMarscilleem caizas de 3 a 6 duzias, linha
em novellos ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de mab sortido. ferro inglez.
da
AGENCIA
Da Fundicr.o' Low-Moor. Rna
Senzala nova n. 42.
Neste estjibelecimento continua a ha-
ver um cr/mpleto sortimento de moen-
das e meias mocadas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taxas de Ierro batido
e coado. de todos os tamauhos, para
dito, -i
segundo andar.
Cola da Baha, de cpialidadeesco-
llada, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Lo tica vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de II olan da,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma du mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-e na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se fumo em folha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
Lpanhia, na rua do Trapichen. 16.
Vende-se superiot potassa nacional,
em barriquinhaSj^flpr preco mnito coi
. iodg: a trataF'no armazem n. _
di-3o Alberto Sodre da Motta, na rua do
Azeite de Peixe, ou na rua do Trapiche n.
lo\, com Novaes di Companhia.
Vende-se uro exceltnte carrlnho de 4 rodas,
mui bem construido, eem bom eslado ; esla etpwlo
na rua do Araaa i \sa do Sr. Nesme n. 6, onda po-
dem os prcteiuf qu,eiamiiia-lo, e Iralar do afalc
com o mesmo a*^ cima, ou na rua d Craz ao
Hecife n. 27, armdanu.
Na rua du Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
prero,
Vendem-se prego americ
barrs, proprios para barricas
car, e avaiade dezinco, tuperc
dade, por precos commodos ; j
Trapiche Novo n. 16.
Taas para engentaos.
Na fundicao' de ierro ^je D. W.
Bowmann, na rua' do Brwm, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com prompdao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe ecco de varias qualidades e
muilo bom : na rua da Cruz n. 15. segundo andar;
assim como bolina de couro pelo diminuto preco de
2500 o par. ,
Ql'EIJOSE PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recife no armazem 11. 62. de
Anlonio Franriseo Martin, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, nl-
limamente chegado na barca inglesa Fulpa-
raito.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arna-
zem de' Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de pate-
le inglezes, da melhor qualidade e fabricado can
Londres, por preto commodu.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar horlas e balia,
decapan, na fundicao de D. W. flowman : na roa
doBrumn. 6,8el0.
Padaria.
Vende-se urna padaria muilo atreguexada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
DevotoCliristao.
Sahio a luz a 2.* edicS" o lvrinho denominado
Devoto Chrisian.mais corr loe acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria 1 6 e S da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada exmplar.
Redes acolclioadas,
brancas e de cores de um t panno, muilo grandes e
de bom goslo : venden ^se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla paraba.cadeia.
CVL E POTASSA.
Vende-sc superior tal de Lisboa e polassa da Ruj- *
sia, chesada reeujf mente : na praca do Corpo Sau-
__|-to* lrapiclu>>hl Maf n. II.
>"ende-e a propriedade que foi do fallecido Pin-
to, cnlre a Emberibeira e a lloa-Viageni, com pti-
mas varzens para capim, tanto de invejno como de
verti, e lambem pdese criar ve>cr_a'por er bstan-
le grande : quem a pretender pode enlender-se rom
o Sr. Joaquim de Almeida Pinlo, na sua bolica na
rua dos Quarlei.
Vende-se uro rosario grande 1 de ouro de lei ;
na rua-do Collegio n. 13, segundo andar.
I
X
"Ss
.
4

N rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violan e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes,1 modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Ro de Janeiro.
< jemela de Edwln Maw.
Na ru,aVe Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
A Compaiim(j acha-se constantemente bons sorti-
meulos (le laixn 'jto *na4~*ai'.id>i, Vo-to_ra-|
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a rmar em madei-
ra de lodososlamanbosemodelos osmaismodernos,
marhina horisonlal para vapor tom forta de
4 cavallos. tfitos, passadeiras de ferro eslanhado
Eara rasa de purgar, por meuos preco que os de co-
re, esto vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de (landres ; tudo por baralo preto.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareccu n? dia 1. de agoslo o prelo Raj-
muitdo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou meuos, natural rio Ico, conhecido all por Rai-
mundo du Paula, mailoeonvivenle, locador de llau-
lim. canlador, quebrado de urna verilha, barba ser-
rada, beicos grosso, eslalura regular, diz saber ler
c escrever, lem aido enconlrado por veies por delraz
da rua do Caldeireiro, jimia mente com urna prela
sua touciihina, qiie lera o appellido le'Maria cinco
reis ; porlanlo rota-se as autoridades policiaes, ca-
pil*es de campo e mai pessoas do povo, que o ap-
prehendam e leveni i rna llireila u. 76, que sern
generosamente (.ratificados.
'laajinji i'rru no dia 15 de Janeiro do rorre-
le anno o esfVvo Jos Ca^ange, de idade 40 annos,
pouco mais ou menos, com falla de denles na frertle,
testculos crosridos, e ricalr17.es as nadeaas ; grali-
fica-se generosamente a quem o levar ao alerro da
Boa-Vista n. 47, segundo andar.

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Pan, lli. UT li TurU.lUi.
fel


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