Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01426


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Full Text
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. ANNO XXX. N. 178.
Por 3 mezes adiantados 4.000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
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SABBADO 5 DE AGOSTO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARRILADOS DA SUBSCRITO*'' CAMBIOS-
Recife, o preprietario M. F. de Fari.i; Rio de Ja- Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 ao BU,
neiro, oSr. Joo Pereira Mariins; Baha, o Sr. F. Pars, 365 n. por 1 f.
Duprad; Macei, o Sr.Joaquim Bernardo doMen- Lisboa, 105 por 100.
doea; Paralaba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi- Rio de Janeiro, a 2 0/0 de rebate
dade; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira; Arara- Aeros do banco 40 0/0 de premio.
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Osar, o Sr. Vir- da companbia de Bcberibe ao par.
loriano Augusto Borges;Maranho, o Sr.Joaquim da companhia de seguros ao par.
M. Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos | Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES*
Ouro. Onras hespanholas...... 298000
Moedas de 68400 relhas. 165000
de 69400 oras. 168000
do 48000...... 98000
Prata.Pataces brasileiros..... 18940
Pjsos columnarios..... 18940
mexicano........ 18S60
PARTIDA DOS CORRER.
Olinda, todos os das.
Caruari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eTJnrieury, a 13c 28.
Goianna e Parahiba, segundw.'Sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
mF.AMARDEIlOJE.
Primeira 1 horae \S minuto da Urdo.
Segunda 1 horae 42 minuHda manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comraercio, segundas e quintas-feiras.
Rclacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas-feiras s 10 horas.
Juizo do orphaos, segundas o quintas s 10 horas.
1.* vara do cvel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do cvel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Agosto 1 Quarto cresecnte s 8 horas, 9 mi-
nuto e 48 segundos da tarde,
n 8 Liiiii-licia.il hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 routos
48 segundos da tarde.
------------------------------------------------------------------- "
DAS da semana.
131 Segunda. S. Ignacio deLoyollaundadordos J.
1 Terca. S. As cadeias de S. Pedro Apostlo.
2 Quarta. N. S. dos Anjos ; S. Eslevo p. m.
3 Quinta. Invencao do corpo de S. Eslevo.
4 Sexta. S. Domingos de Gusm^Hondador.
5 Sabbado. ossa Senliora dasNeves.
6 Domingo. 9. Transfiguracao do Senbor no
Monte Thabor ; S. Xislo p. m.
PARTE OFFICIAL.
(
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 26 de Julho.
OfucioAoExm. bispo diocesano. As inlon-
eflesdo cliefe ir polica, quando me pede, que en
solicite de V. Esc. Kvm.a a grar,a de permitlir, qoe
ca recebida por algum lempo no recolhimenlo da
Glora, un> mulher honesta e casada com Sebastian
Francia Belm, mol digna de aeolhiraento de V.
Ec. Bini-' Havendo sospeilas ou denuncian, de
que esse iudividuo tentara eonlra a vida de sua mu-
lher, Tora esta depositada em Olinda cm orna casa
particular, de donde juina o ehefe de polica conve-
niente rcmovc-la para lugar, onde ella se achc mais
desembaracada de sugesloes, e possa ficar em mai-
Iranquillidade para ser inquerida com proveito.
Creio, pois, que vista do expendido, estar V. Eic.
Rvm. habilitado i obrar como entender era sua sa-
bedorin, llcando assim respondido o oflicio de V.
Exc. Rvm.* de 22 do corrente.
DitoA'associaco commercial.Muilo antes de
receber o oflirio de Ve. Ss. datado de 2* do corrente,
j havia eu dado as necessarias ordens, para que fosse
reparada a ponte do Recita, do modo que %casso res-
labelecrdo o antigo transito, contando mu positiva-
mente, com as neetssidadesda prxima futura safra:
e eses reparos j se estilo execulando. Pelo que
tera a assoeiacao de reconhecer que elee nao sito
mais charos do|que ao governo os inleresses legilimos
do eommercio.
-31.-
Ofllcio Ao Exm. bispo diocesano. Accuso re-
cebido o offlcio em que V. Exc Rvm. me pede pro-
videncias acerca da representado feila pelo reve-
rendo arcediano da S de Olinda, no sentido de ser
obstada pretendo do reverendo vigirio da Vanea
na trasladaran de algumas imagens e do sino grande
da igreja do convento do Carmo daquella cidade pa-
ra a matriz da Vanea. Em resposla cumpre-me
dizer a V. Exc. Rvm., que pouco antes de receber
o supracitado oflicio, acabnva o vigario de me parti-
cipar que havia oblido do joiz municipal do termo
de Olinda un despacho de remoran do deposito da-
quellas imagens, e do sino para o cu poder em be-
neficio da sua matriz, altalo o esta lo de total aban-
dono, em que se achavam. Observci-lhc entao, que
julgava impraticavel e mesmo inconveniente a re-
moran do sino, que de certo ficaria muilo mal col-
locado na pequea torpe da matriz da Vanea, e a-
senlou do abrir mao delle. Receliido, porm, oof-
ficio de V. Exc. Kvm., e mandando cu inmediata-
mente chamar o vinario, dei-lhe de parecer, que so-
breestivesse em sua pretendi al segunda ordem.
Se nao foi m.i a inlencao do vigario, neai reprova-
da a dorevereudissimo rcediago, he sem duvida ne
nhuma digno de lamentar o estado de ruina, cm
que se acha a igreja do convenio do Carmo, ea qua-
si profanaban, cm que estao as mascas: e he sobre
esteassumplo que chamo a alien de V. Exc. Rvm.
para que se digno pnover, romo julgar em sua sabo-
doria, de modo, que sem prejuizo do culto, sejam
salisfeilosos bous desejos do vinario da Vanea, e a
devocao do reverendo arcediano c dos outros ecelc-
siaslicos, em cujo uome elle talla.
DitoAo Exm. presidente do Maranhao, rogan-
do a expedido de suas ordens, para que sejam res-
tituidos ao arsenal de marinha desta provincia, dons
(amarntes de vento e algumas espas, que sob a clau-
sula de voltarem foram emprestados a barca de esca-
vano aqu eonslruida para o servico daquella provin-
cia, visto ji ter ella chocado a seu destino. Com-
manicou-se ao inspector do mencionado arsenal.
DitoAo commandaute das armas, para mandar
por em liberdade o recrula Francisco Jos da Silva
Campos.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, dc-
volvendo o requerimento em que Jos Joaquim de
Maraes Sarment pede por aforamenlo nm terreno
de marinha que lira contiguo- a casa onde actualmen-
te fuuccioua a repartirn da polica, afim de que S.
S. proceda a respeito de conforniidade com a sua in-
formadlo.
DitoAo mesmo, Iransmittindo para os convenien-
tes eximes, copia da acia da se-a > do conselho ad-
ministrativo, datada de 24 do corrente.
DitoAo mesmo, dizendo ficar inleirado do con-
tsudn de sua informaca, dada terca do requeri-
mento em que Manuel Ignacio de Olivcira queixa-se
da demora que tem havido em dar aquella thesoura-
ria o titulo que se mandar, nao s do terreno de ma-
rinha em que esl edificado o trapiche da eompa-
nhia,mas lamliem doallagado que fixaannexoaomen-
cionado lerreuo, e recommendando que vista do
parecer que remelle por copia da procurador da co-
rda, soberana e fazenda nacional, mande S. S. passar
. o Ululo de que se Irala, conforme ji Ihe foi orde-
nado.
DiloAo chtfe de polica, inleraudo-o de haver
transmittidn thesouraria provine al para screm pa-
gas, estando nos termos legaes, as cuntas e recibos que
Srac. remellen das despezas feitas com o aluguel da
casa qne serve de quartel a guarda da Capunga, c com
ofornerimenlo de luz para a mearos guarda, e bem
a isim com o sustento dos presos pobres da cadeia de
S. Antao.
DiloAo jui/. de direto da prineira vara, inlci-
rando-o de haver o deserabargador presidente do tri-
liimal do eommercio participado, que expedir as
contenientes ordens aos empregadosda secretaria do
mesmo tribunal Maximiano Franchico Duarte, Dina-
merlco Augusto do Rejo Rangel e Antonio Correa
Mai a para comparecerem peraule f.quclle juizo, afim
de ileporem no processo de responsabilidade nslau-
rad 3 contra o amanuense Gustavo Adolpho Ramos
Fer reir, deixaudodc o fazer aooflcal escriturario
Ji j Facundo da Silva GuimarRes por se adiar de li-
ceo ;a, e Joao Ignacio de Mcdciros Reg por nao
ser empregadn no sopradilo tribunal, e sim um dos
mei libros de que o mesmo se compoe.
l'tlloAo juizde direito da comarca do Pao-d'-
Alh o, approva:ido a deliberacao que Smc tomou de
con vidar o promotor publico da mesma comarca.Joa-
quim Eduardo Pina e o respectivo juiz municipal
Hei nclerio Jos Vellozo da Silveira, para tomarcm
par e na eommissilo que foi incumbida a Smc. de ad-
mit istrar a obra dos concertos da cadeia daquella
villa t'.*igniiiiiroii-c ao inspertor da thesouraria
prov ni al e ao director das obras publicas.
Di loAo capito do porto, remetiendo por copia o
avio de 19 de junho ultimo, qual va annexo um
reque rmenlo de Joao Francisco Pardelhas, para que
Smc. I endo cm vista o que exige o Exm. Sr. ministro
da mai 'inlta em dilo aviso, enve com brevidade a se-
crelarnrda presidencia a proposta para precnchimen-
to do t'iar de ajudanle do pfutico mor da cosa c
porto de sla provincia.
Hilo -Ao inspiviiir do arsenal le marinha, para
mandar ?Hilistt/.cr as suias e hilhetcs que Ihc furcm
aprsenla *oi para a promplificarlio dos reparos de
que p!cc- a 6,brigue Cttttiopc, cnliado oo porto-des-
ta cidade i to dia 9 do corrente.Communicou-sc ao
coinmanda ule da eslacao na m\.
DitoA > juiz municipal do letmo de Iguarass.
diiciilo i| te a lei provincia: n. :'. i de 12 de maio
prximo pa ssado deve ser ccei-uta la lal qual Ihe foi
-illirialinenl ercmettida, poislie o que consta fielmen-
te do ongin. ll vindo da asscmlila provincial, peranle
a qual |K>de r representar quem f- inleressailo.
DiloAo Dr. Joao Ferreira da Silva, inleirando-o
de haver des ignado a Smc. e aos Drt. Joao Joi Pinto
e Alexandre deSouza Pereira do Carmo.para nos ler-
mosdalei pr viucialu.27 le7de abril delel,i;xa-
minarem o estado de ande do I cscriplurari da
thesouraria provincial Luizde Pinho Borges, deven-
do Smc. enlender-se a re cos nomeados. No mesmo sentido officiou-se a
estes.
DitoAo director do arsenal de guerra, para fazer
fornerer ao major commandante interino do bata-
Ihio de artilharia da guarda nacional do municipio
do Recife, osohjcclos constantes da relaejio que re-
melle por copia.Coinmunieon-se ao respectivo eom-
mamlanle superior.
Dilo A' cmara municipal do Recife, dizendo
que, nao conviudo parausar com as obras da capella
do cemilerio publico, a aulorisa a dispender com se-
melhantes obras a quanlia de 5:0008 fs., rela verba
consignada para o matadouro publico. Commani-
cou-se ao director das obras publicas. -
DitoA' cmara municipal de Goianna.Acento
receido o oflicio de 16 de junho ultimo sob n. 3, no
qual Stncs. se queixam de haver o capataz da povoa-
{o de Ponta de Podras inteiramenle obstado a exc-
cucao do art. 15 das posturas dessa cmara, sob o
pretexto de ter instriicces do capitn deporto desta
cidade; em resposla leoho a dizer-lhcs que, ouvindo
a este declarou-me elle que, sendo vedado pelo'-Srl.
13 do regulamento das capitanas de 19 de maio de
1816 o 'alimento de obras no litoral. do porto e ros
navegaveis sem licen$a da cmara municipal, e sem
que depois de fetos ns devidos exames seja declara-
do pela capitana que nao prejudicam o born estado
do porto ou ros, recommendra aos capatazes o ve-
larem no cumpriraento de semelbanle disposic.lo. o
que trao obstante passava a advertir ao daquella po-
voarSo para a respeito proceder com prudencia, com-
muncamlo o que for occorrendo.
PorlariaDemillindo.de conformidade com a pro-
posl do chefe de polica, a Jos Ignacio Pereira da
Roclta, do lugar de subdelegado da freguezia do
Poco da Panella. Cemmunicou-sc ao mencionado
chefe.
DitaAo commandante da corveta a hlice Mage,
para transportar a seu bordo para a corle, ao alumno
da escola de machinistas, Ernesto Coelho Cintra.
Io de agosto.
OflicioAo coronel commandante das armas, para
mandar avisar tres officiaessuperiores para servirem
de vogacs na junta de juslsca, tuja reuniSo dever
ter lugar no dia 3 do correle as 10 horas da manhaa
no palacio da presidencia.Fizeram-se a respeito as
necessarias communicacoes.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, de-
volvcndo o requerimeuto em qoe Jo3o Alhanazo Das
pede por aforamenlo o terreno de marinha denomi-
nad Becco do Valladares em Fora de Portas, afim
de queS. S. vista de sua informaran mande passar
o competente titulo.
DiloAo commandante da eslacao naval, dizendo
que nenluima duvida se offerece a que o addido da
thesouraria tic' fazenda ChrisloX'ao Santiano de Oli-
vcira, contparera nassesses do conselho administra-
tivo de marinha para exercer as funeges de seu se-
cretario, deveudo porm communienr-seao inspector
daquella lliesouraria para sua indiligencia os dias
m tiver do fuo ionir o mwiqiotv'dn cooselho.
DiloAn presidente do conselho administrativo,
recomroendamlo que promova n3o s a compra das
f.i/enda- e mais ohjcclos mencionados na rela^ao que
remelle, os quacs ao precisos ao arsenal de guerra
para salisfazcr diversas rcquisicGes, fornecer de lu-
zcs as estaCties militares c occorrer aos Irahallms das
(dlicun- do mesmo arsenal, mas lamliem contrate
concert das barretinas perlcnccnles ao segundo ba-
l.illi mi de Infinitara, indicadas nasupradita rolaran.
Fizeram-se a rcpeilo as necessarias communi-
ca^Oes.
DitoAo juiz relator da junta de justica, Irans-
mittindo para ser relatado em sessSo da mesma jun-
ta, o processo verbal frito ao soldado do segundo ba-
talllo de infanlaria, Joao Lucio da Silva.Commu-
nicou-sc ao commandanle das armas.
DiloAo chefe de polica, inlerando-o de haver
(rahsmllido ao inspector da thesouraria provincial,
para serom pasos eslanao nos termos legaes, o recibo
e cotila que Smc. remeltou do aluguel da casa que
serve de caileia no termo da Boa-Vista, e da despeza
feila com o sustento dos presos pobres da mencionada
cadeia.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, com-
municando haver o Exm. prcsidenle das Alagoas
participado, que j dra as necessarias ordens para
que sean ponlia impedimento ao cortee conducho
das madeiras de que Irata o ofiicio de Smc. de M de
abril (leste anno, convindo porm que o empreiteiro
Antonio Dias da Silva Canltal declare o lugar onde
tem do elTectuar o mencionado corte.
DitoAo mesmo, para contratar com o mostr de
alguma barrara que ler de sabir para as Alagoas,
a condueco de varios objectos que se achato promp-
los no arsenal de guerra com destino aB deposito de
remitas e hospilal rcgmenlal daquella provincia, os
quaes Ihe setan mandados aprcsenlar pelo director do
mencionado arsenal.Communicou-se a esle.
DiloAo commandante da corveta a hlice Mag,
dizendo que pode Smc. seguir para a corte com a cor-
veta a seu mando no dia 3 do corrente.OfficioQ-se
a rcspeilo ao commandante da cstacflo naval.
DiloAo commandanle do presidio de Fernando,
dizendo que,para se poder resolver a respeito do ofli-
cio cm que Smc. expoz o mo estado em que se acha
o interior da igreja daquellc presidio, e bem assim
as respectivas imagens, faz-se preciso que Smc. re-
meta o orcamctilo da despeza a fazer-se com a refe-
rida igreja.
DiloAo inspector da thesouraria provincial, re-
metiendo para seu conhecmento, copia do contrato
celebrado com os actores dramticos que prelcndem
tomar a s a empreza do Iheatro de Sania Isabel.
Inual copia retnetteu-se a directora do mesmo
theatro.
DiloAo director da colonia militar de Pimentci-
ras.Recrcssando para cssa colonia o ajudante Joao
Marinho f'.avaloanli de Albuquerque, acompanhado
do ensenheirn civil Danjoy, que vai proceder a de-
marcaran da mesma colonia, como em outro officio
ji Ihe communiquei, e asscnlar urna machina de
moer mandioca, tenho a dizer-lhc que fiquei inleira-
do do que me commiinicnu Vine, a respeito do estado
desse eslabclecimcnlo, tanto a respeito das coustruc-
cfics como do pessoal e respectiva cscripluraro, e
espero do seu zelo que esforrar-sc-ha por dar incro-
mcnlo e fazer ludo ah- prosperar, exceulando e fa-
zendo execular as ordens desta presidencia e dispo-
sires do regulamento, de modo que cada emptegado
cumpra fielmente seu* deveres c soja mantdo na cs-
phora de suas atiribuiroes.
DiloAo commandante superior da guarda nacio-
nal do municipio do Kn fe, recommendando a expe-
dirlo de suas ordens, para que sejam dispensados do
serviro artivo da mesma guarda nacional, Patricio
Jos da Silva Saraiva, Honorio Fiel do Nascimenlo
Feiloza, Francisco da Silva Saraiva e Francolino Xa-
vier da Fuusora, em ipianlo estivercm ocrupaudo o
cargo de inspector de qiiartcirao.Commuuicou-sc
ao chefe do polica.
DiloAo mesmo, iuloirando-o de haver expedido
ordem mo s ao inspector da thesouraria de fazen-
da para mandar entregar ao capitao commandante
interino do primero batalhao de infanlaria da guar-
da nacional dosle municipio, a quanlia de 3:000) rt.
por conla do corrame preciso para as pravas de prcl
do mesmo halalhao, mas lamliem an director do ar-
senal de guerra para fornecer por empreslimo 50
granadeiras, 13 courac,aj e igual numero de macha-
dos e os de mais petrechos inherentes as mencionadas
prajas.Deram-se as ordens de qne se trata.
Dilo4' administraran do o1 ahelee i metilo de ca-
ridade, dizendo que sempre que forem mandados
pela polica para o grande hospital de caridade,men-
digos encontrados inteiramenle desamparados e em
estado moribundo, be conveniente que sejam all
recolhidos, ifim de nao fallecerem pelas mas : e nes-
se caso remeta a conla da despeza que se fuer afim
de ser satlsfeita pela verbaevenluaes.Neata sen-
tido officiou-se ao chefe de polica.
PortaraMandando admiltir o paisano Jos I--ini-
cio 11 urdes de Barros ao serviro do exercito como vo-
luntario por lempo de seis annns, percebenda alm
dos vencitnenlos que por lei Ihe eompetirem o pre-
mio de 3008000 rs.Fiterm-te a respeito as neces-
sarias communica^Oes.
DitaAo agente da companhia das barcas de va-
por, para mandar transportar para o Cear a disposi-
i;;lo do Bxm. presidente daquella provincia, no vapor
que se espera do sul.oSobjeclosquo se achampromp-
los no arsenal de guerra com destino ao hospital r
gimenlal da mesma provincia.Communicou-se no
director do mencionado arsenal.
3. SeccSo.Rio de Janeiro. Ministerio dos nego-
cios do imperio em 24 de julho de 1854.Illm. c
Bao. Sr.Levet A augusta presenca de S. SI. o
Imperador, os officios que V. Exc. me dirigi, data-
dos de 23 e 27 de junho prximo linio, sob ns. 54 e
55, e do I. do corrente sob o. 57, com os papis que
os acompanharam, relatando os males produzidos pe-
lo Iranshordamenlo do rio Capiharibc, e as acerta-
das providencias por V. Exc. dadas cm tao lamenla-
vcl occarreocia. E o mesmo Augusto Senbor de lu-
do inleirado. houve por bem nao so approvar elou-
var adelilicrarao.que V.Exc, tomou, demandarsoc-
correr as familias pobres, que habtam os povoados
margem do dilo rio, eque ficaram rcduzidas ao ulti-
mo grao de mzeria, como lambem ordenar V.
Exc, que indique quaes as obras geraes e provin-
caes mais importantes, c que devem ser feitas com
maior urgencia para se repararen! os estragos mais
uolaveis causados pela innuudacfio, afim de que o
governo imperial possa aprccia-los eotivenenlemene
le,.a prestar essa provincia os auxilios de que po-
der dispor. O que communico a V. Exc, para seu
conhecmento e prompla execucao, recommendando
esle objecto a sua especial atlencao.
Dos guarde a Exc.Luiz Pedreira do Coulo
Ferraz.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco. Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco 3 de agostode 1854.Figueiredo.
N. 58Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios
dar marinha em 21 de julho de 1854.Illm e Exm.
Sr.Rcspondendo aos officios ns. 49 c 50, datados
de 9 do mez prximo pretrito, em que V. Exc. me
participa haver autorisado, sob sua responsabilidade,
nao s as despezas necessarias com as pracas para
guarnecerem a barca de esrvacao construida nessa
provincia, c destinada ao serviro da do Maranhao,
afra de poder a mesma barca scauir para all cotn
brevidade, como se dctermiuou por aviso n. 39, de
18de maio ultimo, mas tambem a rontinuarao das
que pertencem a verbahospitalno>ercicio de
1853 a 1854, por atliar-se esgotada a respectiva con-
signacao ; tenho de declarar n V. Exc., que ficaap-
prowdo o seu procedimento. e que ora soticilo ao
ministerio dos negocios da fazenda, a expedico de
ordens para que sejam suppridas as quanlias preci-
sas para taes despezas; devendo as que se continua-
ren! a fazer com a mencionada barca al o dia da
sua sabida, ser levadas a verbaobras, da qual se
lem lirado a maior parte das que j foram feitas com
semelbanle embarcac 1 n,
Dos guarde a V. Exc.Jos Mariaa Silta Pa-
ranhos.Sr. presidente da provincia de Pernambu-
co. Cumpra-se.Palacio do governo de Pernambu-
co 3 de agosto de 1854.Figueiredo.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas de Pernam-
buco na cidade do Bectre, em 4 da agosto
de 1SS.
ORDEM DO DIA N. 126.
O coronel commandanle das armas interino, em
face da eommuncacao que em officio datado de 22
de julho ullir.o Ihe foi feila pelo quartel general da
corle, faz ccrlo para os flus necessarios, que por avi-
so da secretaria de eslado dos negocios da guerra de
18 do mesmo mez, se prorogou por tres mezes a I i-
cenca com que se acha na corle o Sr. capilao do no-
no hala Iban de infanlaria, JosTeixeira Campos, em
consequeucia de molestia comprovada em inspeceo
de ssile.
Assignadn.Manotl Muniz Tarare.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do deta[be.
EXTERIOR.
EUROPA.
Blgica.Bruxcllas 3 dejunho.O coronel Pian-
ciani drigo-nos de Jersey' a carta segunte i
Acabo de 1er no Leader um arlgo que tem por
tituloQuando se decer haslear o estandarte tri-
color na Italia.Eis aqu em resumo o que diz o
dilo artigo :
O reino de Sardenha representa o futuro d'Ilalia,
mas este reino nao pode, por si s, segurar esle fn-
(uro ; para ser bem sitecedido, he mlsler que seja
apoiado pelas grandes potencias do occidente, contra
a Austria e a Russia, mas a Franca c a Inglaterra
nao podem apoa-lo contra a Austria, em quanlo
estas duas potencias tivercm a esperanca de fazerem
da Austria urna alliada. Porlanlo ou a Ausrria se
declarar a favor da Russia, c cniao os Italianos p-
denlo levantar o seu estandarte, ou ella se pronun-
ciar pelas potencias occidentaes, e neste caso os Ita-
lianos devem esperar o fim da guerra ; pois que en-
tao a Austria ser obrigada a reconhecer a naciona-
lidade italiana, esc ella se recusar a isso, ser per-
millido ao Italianos o levantarcm-se, com a cundi-
cao de que o movimento ser a pro de todas as
elasses, rcunindo-se a monarrhia de Sardenha. En-
tretanto, conclue o artigo, o maior, o mais nobre,
o mais verdadeiro patriotismo para os Italianos,
ser o Se niio fazerem nada.
Que dizeis'a este specimen annlo sardo com que
nos mimoseam ".' Pela minha parle nao posso dei-
xar de I lies responder: O autor do artigo da-nos um
conselho, c faz-nos promessas, responderei um e
s outras.
O conselho rcdtrz-se a islo : esperar para reivindi-
car os nownni dircilos pelo beneplcito da Franja e
da luglalerra, ter paciencia, soflrer a corda e a tor-
tura, cnao fazer nada ; e c bama-sea isto o patrio-
tismo que anuarda o momento propicio!
Mas, propicio a quera '.' pergnntarei eu. Propi-
cio ao povo ou aos governo* |clo que respeila
aos novemos, iso tifio nos inlercssa ; para o povo,
creio que na Italia assaz se tem enforcado e espin-
gardeado, e he rhesado o momento de por um ter-
mo a ludo isso. He muilo fcil scrdoiitrinariu, e
pregar a paciencia sentado tranquillamcnle ao fogao
ouatraz do balcao da loja. Mas eu quizcraavcr-vos,
seuhores diplmalas da revoliieau, entre a vara do
aauazil eo ferro do algnz como os Italianos, para sa-
ber se seriis tao sotlrcilorcs. Vos njo sabis, vos
que esrreveis lio bellos artigue, que na Italia os
cunselhos de guerra e o Sanio Olltcio rorrem pate-
Ihas ? Vos n.io sabis que conlaoios por caberas de tara.
marlyres as horas do nosso soffriaaento e que cada
urna dclas horas he um remorsO para nos1? Os In-
glczes pregam-nos a paciencia, Itera-nos que nao
fajamos nada; mas os paritanoi''e Cromwell, eram
cites assaz pacientes qoaudo os- cavalleiros do re
se enlretinham a aculila-los e aeima-lus T E en-
lio o povo inglez nao fazia Mida? Consulle-se
Whilehal, ever-se-ha que flteraa alguma cousa.
Para que vos agitis ? pergoalBs tos. He (porque
oar falla aos nossos pulmOes, dabaiio dos ps da I y-
rnnia, he porque o ferro em Vraza do despotismo
escalda nossos pes ; por que lentos fomo, sim, fome
de pao e de sciencia ; e dao-Me a mzeria e a igno-
rancia. Agtamo-nos porque o aossos braros amor-
tecidos nao podem sustentar erfrais lempo qs gri-
Ihoes.
Perguntai ao homem asphxfMe pelo fogo, por-
que salla pela janella sem calcular a sua altura ? E
com ludo mullas vezes se salva.As potencias do
occidente dizem-nosque aguardemos, e qu tenha-
ino- paciencia.
Diz-se que o momento nao b* propicio ; mas en
tenho sempre observado noslrihanaes que o momen-
to em que cerlos associados altcrram culre si, he
quando a justica os fert com mais certeza. E por-
que nao acontecer o mosmo no nosso caso, agora
que os governos estilo discordes? Porque os nao
punir a justica dos povos? Parm basta, pelo que
toca ao conselho; vejamos as premessas.
Que nos prometi este artiga? A nacoualidadc
debaxo da monarchia sarda I', Mas, perguulo eu,
qtiem deu ao autor do artigo o direito de crer que o
voto dos Italianos seja urna nacoualidadc d'csla na-
(ureza, e alem disso como poda*elle julgar possivel
urna tal nacionalidade?
Falla-so d'um movimento geial a favor de todas
as elasses; mas os que seguem a partido da monar-
chia sarda nao sao lodas as elasses. Sao individuos
que pcrlcncem a urna s. Um movimento a pro do
direito de lodas as elasses deve ser um movimento da
democracia, que as rene todas.
E se a democracia quer, por este movimento, ga-
rantiros inleresses de todas as elasses, lio mister que
o movimento seja social, pois,qne o socialismo tem
por objecto collorar lodos os inleresses debaixo do
nivel da justica. Porlanlo he urna repblica de-
mocrtica e social a que deve aspirar o movimento
italiano. E he essa que devemns esperar de lord Al-
berdeen e de l.uiz Napolcao ? Bem longe disso, o ar-
tigo conclue com urna laenarrhia sarda.
Ser possivel que o reino sardo rena a Italia ?
Poilera aunincntar-se o reino da Sardenha cusa
da Austria: mas o papa ser elle expulso de Roma.'
Depois dos rsimvos que se fizeram para o rcslahele
cer, he niislcr convir que isso nao lie provavel. E
que se far.'i do reino de aples'.' Supponhamos que
be expulso Fernando, de certo njo ser para oaiiuc-
xar n Sardenha.
Existe urna vernontee scini imperial cojos direitos
convm respeitar, dando-lhe a] .cora de aples.
E a Iuslalcrra anuotria, com tanto que se Ihe desse
a Sicilin.
Eis qui, pois, a nacionali>laj|c italiana que nos
fd/em esperar ; um reino rilo, p pape, cm Roma,
M iictt em N-polesrl os l^sRe ^rnr-Steilin. Nao
fallo da cninijioacn, quo ji foi discutida, de trans-
ferir para Veneza o rei dos Belgas, passarei em si-
lencio os principados, ducados, c at mesmo o de
Monaco ; parece-me que o que tenho dito basta para
prov ar que he impossivet que a nacionalidade italia-
na se conslilua d'esta maneira.
Promettem-nos a nacionalidade em nomc dos ga-
binetes de Franca c d'Inglalerra. Poderemos nos
mular com as suas promessas? Pelo que respeila
sua sympalhia. temos sobejos pcohores para saber-
mosaquem nos devemns aler. Vejamos os inle-
resses.
Suslenlo quo o imperioho a conquista. Sus-
tento-o mais consciosamenle anda, depois que I.uz
Napoleao disse que era a paz, porque o habilo pol-
tico de... Ora para um,conquistador vale mais ter
por visinhos estados fracos do que estados fortes, es-
lados agitados do que estados compactos em vollado
seu governo. Deve preferir a qualquer outra Italia
a de Spielberg edo Santo Oflicio.
Passemos a Inglaterra. Esta naco commercial
lem as paixes do escriplorio, nao leem outras. O
que Ihe importa he o seu eommercio, e o inmigo
que ella teme he a concorrencia. Como cada nego-
ciante, ella nao leme a concurrencia dos pequeos,
porquo lem a certeza de os supplanlar ; mas os gran-
des a assuslam. Ella solTre de mao grado a da
Franca ; combatendo com ella a da Russia, nao que-
rer crear oulra, fazendo da Italia urna nacflo forie
c nnida. Quando na Franca, o principio da solidarc-
dade dos povos houvcr substituido os homeus das
Tuilhetias: quando na Inglaterra a communidade
de ntere' substituir o monopolio do eommercio,
os dous paizes ter3o nleresse em defender todas as
nacionalidades, lanto a italiana, como as outras:
mas nunca antes desse dia. Por agora, a sua larefa
reduz-sc a defender a mui problemtica naciona-
lidade torca, combatendo a mais segura dos gregos.
As potencias do occidente fazem-nos esperar a
nossa nacionalidade no caso de triumpharem da Rus-
sia. Se se quizer esqecer ludo oque tenho dito al
agora, talvez que se possa imaginar que isso loria
lugar no caso que a Austriasc declare contra ellas.
Mas, no caso contrario, se a Austria abracar a al-
lianca da Franca c da Inglaterra, querer-se-ha fa-
zer-nos acreditar que, por prorain de seus servicos e
da sua allianca, Ihe ser lirado o seu reino da Ita-
lia ? O leader pode dize-lo, mas eslou certo quo
as notas dos gabinetes de S. James edas TuiIberias
di/.em outra consa. Pelo contrario estou cerlo que
para allrahir a Austria a urna allianca, se Ihe ga-
rante, em nome das grandes potencias, o direito de
reinar para sempregladio et farcasobre todos os
seus fiis subditos, italianos, manyaros, croalos e
polacos' E cssas promessas sao as nicas que cum-
prcm os nossos paternacs governos.
Mas, cm fim, ha duas alternativas nesla guerra, e
se as polcnrias occidcnlaes forem batidas pela Rus-
sia, que iran lencao, j por haverem feito causa commum com
ellas ? No primero caso tcrSo deixado escapar
urna occasiao de fazerem valer os seus dircilos ; c
no segundo nao loran sabidoaproveitar-se da occa-
siao, e trahiudo os seus inleresses, loria ni (rbido o
seu dever.
Quer n'nm como n'oulro caso achar-se-biam 13o
infclizcs como o sio actualmente, e mais infelizcs
ainda, pois que estilo puros agora, e nao leriam a
vergonha no rosto e oromorso no coracao.
Sim, o remorso, pois que estas promessas, cuja
ineficacia tenho demonstrado, nu-am faze-las a mis
Italianos, por gnlardaOdo abandono da causa dos po-
vos opprimidos, que sao nossos iriuans, c para que
nos reunamos debaixo da haudeira dos oppressores.
A Italia nao quer independencia sem nacionali-
dade ; as grandes potencias nao querem neiu poilotn
dar-illas. A Italia tnlo quer nacionalidade scni li-
berdade ; as grandes potencias nao vcem ncm po-
dem ver senSo mnnarchias.
A Italia nao quer noin pode ter liberdade sem so-
lidariedade, ca Russiaeseus inimigosrepresentan! o
principio contrario.
A Italia nao podia ser livre no meio da Europa
agrilhoada, ella lem muila intclligencia para acre-
dita-lo, e milita grandeza d'alma para qncre-lo. A
sua causa be a causa da b um anidado, e a sua haudei-
ra a da repblica universal da qual nao
Diz-se : a Franca e a Inglaterra fazem a guerra
pelas nacionalidades ; o mesmo se dizia em 1814, e
em vez de conslituirem nacAes, deram-nos congres-
ao de Vienna e de Santa-Alianca. F'iai-vos pois as
srias promessas c no seu amor s nacionalidades Ah!
(endes urna amostra disso, na que est occorrendo
na Grecia.
Mas, j qoe se querem nacionalidades, deixai pois
levantar a Italia, a Hungra e a Polonia. Porque
nao ? Porque, dizeis vos, isso unira a Austria com
a Russia. Mas en la i nao he pelas nacionalidades
preoecupada e atienta, de iienhum modo nimina e
anda menos disposta a laucar mao da occasiao de
crear novas combinarnos ; aora he o s\sienta lodo
inleiro da pollicaeuropa, quese Iransforma aos nos-
sos olhos. Quando o imperador Nicolao invada ha
um anuo o territorio ollomano c fazia marchar suas
tropas para o Danubio, a Turqua nao tinlia exercito
para Ihe oppor, as potencias occidcnlaes dctnham
sua esquadras e seus soldados para melhor deixar i
diplomacia loda a sua cffiracia; actualmente a Tur-
qua lem um exercito valenlc acampado no Danu-
bio ; nossas naos estao nos mares Bltico e Negro;
nossos soldados marcham no caminho de Andrinopla
ou de Varna.
Conliecemos mulos homens na Europa e mesmo
que fazeis a guerra ? He, por vossos inlerescs ex-
clusivos contra a Russia que a faze; porque prefers I em I- rauco talvez, que nao percebem ainda duas cou-
. estado, que he a ncgacSo amis fj uma he que o occidente, ligado s_ popularices
a allianrii de um estado, que he a negacio
completa do principio das nacionalidades, a tro- na-
ces que poderiam resorgir das suas ruinas,
Eis ah a cotilradiccae em que se cabe. E sabis
porque ? Porque a crise actual n5o he uma ques-
tao de nacionalidade, mas sim de unidade. A Eu-
ropa (ende a unir-so, preludiando assim a iiniao ge-
ral da especio humana. A imprema, o vapor, a
eleclricidade, Icem-lhe applanado a estrada, e o des-
potismo c a lilrcrdadc precipil'am-se nella ao mesmo
lempo.
Vos, potencias do occidente, n3o sois o despotis-
mo ncm a liberdade, e he por isso que o exilado de
Santa Helena diza que, ao cabo de meio seclo,
a Europa seria republicana ou cossaca. N'esla gran-
de qucsiao, que se agita, as potencias do occidente
nao sao mais que accidentes, julsam fazer posi-
ces c n.lo offereccm genio occasiOes. Nao podem
crear a unidade europea ; ellas dcsapparecerao na
que crear a liberdade pela solidariedade dos povos
ou o despotismo pelas bayonetas do czar.
Uma monarchia universal, he menos absurda
agora do que no lempo de Gregorio Vil, Carlos V,
Luiz XIV, e ainda mesmo de Napoleao. Se ella
nao he possivel, segundo a minha opinan, se n'esta
lula a liberdade conla de triuinphar, he porque ao
lado dos obstculos malcraos, que se oppfle uni-
dade, lia obstculos raoraes, c esses sao a liberdade.
O livre exame pelo que respeita s barreiras re-
ligiosas que divdem a humnnidade, a soberana
do povo para os poltico', a idea social para os eco-
nomistas ; eis-ah as armas com que desafio o pro-
pro czar a servir-sc d'ellas.
Mas para que se inlroracltcm as potencias occi-
dcnlaes em dar-nos conselhos ? Que leem ellas de
commum comnosco? Sob pena de sercm ennolidas
pelo uar, oque Ibes cqmpre fazer he dele-lo na
estrada da unidade europea. A sua missao provi-
dencial e lgica he essa. Mas pelo que loca a to-
mar-lhe. a dianlcira, isso pertence-nos, pois que
ellas nao leem as forras sufficientcs.
Se os Italianos sensurgircm. e esteuderem a mao
nos Hngaros ; se os Hngaros se levantarem, c es-
lenderem a mao aos Gregos ; se os Gregos a esten-
derem aos Valachios ; e que os Valachos a eslcn-
dam aos Polacos, e estes aos Croalos; quando todos
estes povos nao liverem seniio uma s bandeira, a
da repblica universal, que raro as potencias do
occi lente '.' l)ei\ar-nos-h.lo ellas obrar, continuan-
do a bator-se contra Russia? laso mesmo he o
que desojamos, pois que esdu uma das suas bata-
Ibas aera, para nos uma victoria; e proslrado um
dos dous adversarios, nos nos adiaramos fortes con-
tra o inimigo cuca querido pelos combates. Pelo
contrario, se as potencias nos combalerem, isso va-
lere sempre mais do que combaler por ellas, islo
he contra nos. Ao menos seremos lgicos: a uni-
dade do TTespolismo contra a da liberdede, eis-ah
os dons campos. Os povos terflo occasiao de laucar
mao das armas, c entao campre-lhes saber fazer uso
d'ellas. Porem araulclai-vos, potencias do occi-
dente ; para nos combaler he mister pr-vos de
accord com a Russia, c para isso he preciso acei-
tar a unidade do despotismo. render-Ihe vassalagem
e tributo, o que he perigoso para o futuro e mesmo
para o presente.
Com'.udo nao vos tenho fallado senao de nmaala
do exercito revolucionario. Ella nao he nica. A
Allemanha treme j de se ver merc dos eahineles
de Vienna c de Berlim, curvados diante de S. Peters-
burgo. Que a Franca e a Inglaterra lenlem fazer
outro tanto 1 John Bull j nao esta tao contente com
o seu governo, e pedera muilo bem recusar-se
vassalagem russa; e a Franca nao folgaria menos
com isso, pois que se peja do papel que Ihe fazem
representar, c aspira a reconquistar o seu lugar
frente do protrresso.
A Hcspanha que sabe o que snnnifica balcr-so
pelas nacionalidades reaes, s espera na repblica.
Mais lonne, alm do Ocano, ha um mundo todo re-
publicano, exercito de observarn e retaguarda, que
uo interesse unitario de que fallo, poderia, n'um dia
dado, entrar em linha para determinar a victoria. E
l, alca/, do czar, ha tambem alnomas dezcuas de
milhes d'homens que se cbamam a Russia revolu-
cionaria, e que lalvcz estejam destinados a darcm o
golpe de misericordia. Eis ah as Torcas que a soli-
dariedade dos povos rene de baxo da sua bandeira,
forras que, se as potencias do occidente nao pndm
combaler por si sos, unidas mesmo a Russia nao po-
deriam vencer.
Mas para que eslas forjas se rcunam, para que a
unidade desptica nao se torne um fado consumma-
do compre que os povos laticem mao de sua obra;
he mister que a bandeira da repblica universal se
levaulc em alguma parle, c creio que nao poderia
assas acccllerar o momento de a arvorar. Se os lia
batios podem levanla-la, que o facam apezar da op-
niao do Ijsader; isso valora cerlamenle muilo mais
do que esperar a sua salvarlo das potencias occi-
dcnlaes; cssa bandeira vale infinitamente mais que
a da casa de Cansnan, bandeira que a IrnicSo arras-
lou na lama de Milla c de Novara, que se ahaixou
diante da Austria quando ella bombardeava Atirona
e Veneza. c que bonljardeou Genova por sua propria
conla.
L-so ainda no Mitigo: Os embaracos da Austria
senlo a opportunda de dos Italianos He pois para
suscilar-lhc embarazos que vea Ihe peds a sua alli-
anra? Nos diremo i antes, e Os embaracos dos res
sao a npporlunidade Jos povos. Approvcilemo-nos
d'esta opporltiniJail e, pois que elles no-la dan, c so-
bre ludo eslejamos persuadidos que elles nunca se
darHO entre si lant. mbararos, como os que nos
podemos dar-lhcs.
Accila a minha saudaco fraternal. Jersey 30
de maio.. Pian afana. (La Sation belge.)
( Echo Popular.)
----------
franreza
GHRONI QA DA QUTNZENA.
Par U 14 de Junho.
O que acontece ; i qucsiao, que aila boje a Eu-
ropa, surcede a tod as os grandes nenocios, que se
agnravam a medie la que se prolonnam, e cujas con-
sequenrias acabam inevilavelnieulP reagndo sobro
todas as condcocs da poltica. Quanlo mais nu-
merosas e considera veis sao os inleresses que riles
abrangem, lano i nata decisivas Silo estas consc-
quonoias; c no di; i cm que altavoz de todas estas
marchas untadas po r nenociaees o proloeoloa imi-
tis, se observar o p tinto, de queso parti, e aqnollc
em qne se lem cht nado, ver-se-ha que se est (li-
anle do una sluac; io inleiramenle nova. Um sim-
ples volver d'olhots obre esla nova siluarao faz ver
o caminho. (|ue se I em feilo.
Ha quinzo mezes quando o czar enviava a Cons-
lantinopla um mini slro portador de uma inlimacao
altiva, era islo um a co de intimidacao, que nao a-
feclava ainda seno um pimo especial lias relacoes
entre a Russia ea Sublime Porta; hoja trata-sedo
todo das relacos do s dous estados, da preponderan-
cia da llus, ano Or icnle, c nao de uma inlerprela-
Ir.i.i dos Iralados na is ou menos ampia.
Tratase da existe nria desses tratados. I) procedi-
meulo da Russia ac! ia\ a do principio uma Europa
cliristSas do Uricnle por tantas recordacoes de anli-
ga proleccao e lanas considerarnos moraes se tetilla
apoderado de repente tle um nobre alTeclo pelo po-
der mussulmano; a outra cousa he quajaja Frailea,
unitjdo suas forcas navaes as d Inglaterra, v des-
truir nica marinha, que reunida sua, possa
equilibrar o poder martimo inglez.
Nao sJo estes fados naluraes? Nao se explica o pri-
meirn pela imperiosa necestidadede nao deixar o m lo-
rcssechrisloscnrdeprclexloa uma preponderancia
anirac.i Inra parao occideole?Quanto ao resultado que
se qur dar a allianca da Franca e da Inglaterra, as
dispusicoesdcsinleressadas, conciliadoras, manifesta-
das pelos dous novemos, as conccsses mesmo do
gabinete inglez sobre o direito dos neutros, ntt fazom
conhecer porventura o sen limen to que levnn as po-
tencias occidentaes a enllocar uma questao de civi-
Iisaco cima de suas rivalidades evenluaes? O que
ha pelo contrario de notavel, e o que d a esta crise
um carcter particular, he o espirito que tem pre-
sidido nos conselhos do continente, e que, com o
auxilio de mutuas concesses, conseguio prender a
liga de todas as forras eurppas cm um pensamenlo
de resistencia s invases da Russia. He esla, se
assim se pode dizer, a moralidade, que resulla de
lodas as phses porque lem passado os negocios do
Oriente. A Turqua, a primeira que entrou em
lula por sua propria defeza, foi logo seguida de 1 n-
glalerra c da Franca, as quaes scrao logo por sua
vez seguidas indubilavelmentc da Allemanha. Es-
sa palavra mysteriosa e definitiva que a Austria ain-
da nao pronunciou, he verddc, escapa mais -que
nunca de toda sua poltica. Assim se sruparam
lodos os inleresses, todas as forcas. que tem tido
seu lugar e felo sen papel na quesillo oriental.
Ora, no momenlo em que podem de um dia para
oulro ter lugar acontecimenlos decisivos, observe-
mos ainda esla grande crise em seus elementos prin-
cipis, nos diversos Ihcalrosda guerra, as ultimas
deliberaces da Allemanha c nesse triste episodio
da Grecia, que veio ohrcar as potencias occidenlaes
a salvarem por meio de uma intervencao o reino
hellcnicn de um desastre maior.
Se lia um fado que possa Brotar a vonlade firme
da Inglaterra de proseguir a lilla com vigor, he a
resolucao que acaba tic lomar o calete de Lon-
dres, creando um ministerio especial la guerra, o
qual nao exislia al aqui. Alm dislo lodos saben)
em quanlos pontos est travada estatua; ella scem-
penha no Norte o no Orieutc, e se eslende mesmo
al r,a Asia.
No mar Bltico, a esquadra commandada pelo al-
mirante Napier nao emprehcndeti ainda operaran
decisiva. O feilo d'armas mais nolavel he um aclo
>lc audacia do dous navios innlezes que se arriscaran]
a ir desmontar alsomas bateras russas. Depois
do ataque do forte de Matine ainda nao houve ou-
lro; e talvez a opiuiao publica sinla alguma impa-
ciencia de ver a'guerra tomar um carcter mais de-
cidido, lie que a apiniato publica nao raciocina
sempre sobre as diiliculdadcs de atacar a esquadra
russa, que nao salte de seus portee, ou de atacar es-
ses mesmos porlos, prvidos de immensos meiosde
defeza.
As esquadras do mar-Nenro tem podido letilar al-
gumas operarnos Triis ellicazes. Depois de ter olTe-
recido intilmente combale esquadra russa encer-
rada em Sebastopol, vollaram-se para as praiasda
Cirtagria. Os principaes eslabelecimentiis russos
naquellas costas foram evacuados, principalmente
osdeSoukoum-Kal e Rcdoule-Kal, que acabam de
ser oceupados por tropas turcas. Se peusar-se em
que Schamyl, obrando de concert com as forra al-
ijadas, se dispe a atacar os Russos, he fcil com-
prehender a quanlos perigos se acha exposla esla
obra de conquista lo laboriosamente feita pela Rus-
sia. O abandono de nlgunsde seus cslabeleeimen-
tos da costa he umrevez para as suas armas e-para
seu ascendente naquelles paizes. Porm he evi-
dente que o maior interesse da guerra se concentra
boje no Danubio, onde os exercitos da Russia e da
Turqua se acham na presenca um do oulro, e onde
nao podem deixar de chegar brevementeos da Ingla-
terra e da Franca. I" ni conselho de cuerra reuna ulli-
mamente o marcchal Saint-Arnaud, ..lord Ragln e
Omcr-Pacha. All foram determinadas sem duvi-
da asoperaees militares, que vao ser exerutadas.
Seja o que for, o que ha para notar, he a firme e vi-
gorosa allilude do exercito lurco, al aqui entregue
a si mesmo em sua lula contra todas as forras do
czar. Ha sete mezes que elle se lem sustentado sem
enflaquecer, obiendo pelo contrario vanlagens quer
em Ollenilza, quer cmsu.i defeza de Kalafal. An-
da nesle momento elle acaba de repellir victoriosa-
mente muilos ataques dirigidos contra Silistria. eo
exercito russo, que sitia aquella praca, tem solTrido
perdas bem consideraves. Pode-se dizer que Omer-
l'ach lem dirigido esta campanha com tanta habili-
dade militar como sagacidade polica, ganhandn
lempo para deixar desenvolver os acontecimentns,
metiendo respeito aos Russos, formando seu exerci-
to c acoslumando-o guerra, revelando seu espiri-
to por algunssuccessos, sem empenhar balalha deci-
siva. Iloje a lula vai lomar sem duvida um novo
carcter. O exercilo russa esperar as poslcoes,
que oceupa na margem direila do Danubio, a pre-
senca das forcas combinadas da Franca e da Ingla-
terra ? O seu plano de operaces parece desde j
mudado. Por uma extremidade de sua linha, elle
oceupa ainda o Danubio e sitia Silislia ; pela oulra
exlende-se Jassy.ondc o marechal Paskewitsch tem
eslabelecido seu quartel general. Pode-se ver nis-
lo um movimento de retirada para o Pruth, porm
he muilo mais provavel que esla evolucjo. nascir-
cumslancias actnaes, nao lenha oulro fim, senao
aproximar o exercito russo da Bukovina c da Tran-
sylvania, afim de fazer fronte Auslria, de modo
que o movimento cxeruiado pelo marechal Paske-
witsch nao seria mais, que um.dos sigoaes tas novas
complicacoes creadas pela poltica mais dicidda da
Allemanha, um syslema adoptado na previso de
hostilidades eminentes com a Austria.
Com clleito ah est a questao, que pode aggra-
var de um modo singular a siluarao do exercilo rus-
so nos principados, acabando de assegurar Euro-
pa a ultima garanta de sua defeza. Ora esla questao
ser porventura duvdosa ? Todos conhecem os lac-
ios, pelos quaes a poltica allcmaa se tem manifes-
tado desde algum lempo. O tratado auslro-prussia-
no iniervoio logo. A Auslria dirigi uma ola au
gabinete de Sao Petcrsburgo reclamando a eyacua-
cao dos principados. A resposla do czar vai fixar
evidentemente a natureza das relacoes, que bao de
existir entre os dous imperadores. Pode-se crer que
o gabinete de Vienna nao se Ilude muilo sobre o
sentido desta resposla. e por Ihe restar poucas dovi-
das, he que elle multiplica ltimamente seus exer-
citos. A Austria se acha de fado em eslado de obrar
no momento, cm que os exercilos da Franca c da
Inglaterra aparecerem no Danubio. O imperador
Francisco Jos e o rei da Prttssia quizeram dar sem
duvida sua allianra um carcter mais pessoal pela
cnlrevisla recente, que lveram emTctschen na Bo-
hemia. O encontr dos dous soberanos nao linha
provavclmenlc outro fim senao concerlarem-sc no
momenlo em que vao ser obrigados a lomar uma re-
solucao. A rcspeilo do pensamenlo das duas prin-
cipaes potencias allemas sobre as bases da paz defi-
nitiva com a Russia, pode-se cnconlra-lo talvez na
roiiiiniinicacau, que ollas lizeram aos seus represen-
tantes junto da Dieta de Francfort. A Auslria c a
I'russia cslabelcccm nesse documento uma das condi-
efles da paz : a garanta da liberdade das relacoes
coinnierciaos com o Oriente pelo Danubio. Nin-
euem dcsconhere com clteilo que, depois de alguns
anuos, as rcslrires de toda a sorle com que a Rus-
sia embaraeava a navegaeao do baixo Danubio, tor-
navam O eommercio quasi impossivel. A garanta da
lihenlade das commuiiicaces por esse grande rio,
he justamente o que a Austria e a Prussia prorla-
uiain como um dos prinieiros inlerc-ses da Allema-
nha, Deve-se pois concluir dahi, que sua politica
nao se limita mais ao rcslabclcciinenlo do eslado
de cousas antes da guerra.
V-sclpois por quantos pontos as potencias alle-
mas Se aproximara da Inglaterra c da Franca. As-
segurando, como estas, a independencia do imperio
ottomaiio, ellas querem bascar urna paz na garanta
dos inleiesses europeos. Por ventura he a isto, que
os partidarios da allianca russa cbamam ainda uma
poltica desgranada, una polica que entrega a Al -
lemanita Franca ? Os inleresses allemaes sao mui-
lo dislinrlos dos nteressfs franeczes na grande ques-
tao, que se discate, escrevia-nos ltimamente um
homem poltico di oulra margem do Renho ; temos
mais" que receiar da preponderancia francesa do
que da preponderancia russa. Para a Austria espe-
cialmente, a quesiao se reduzia a pergunlara si mes-
ma, sa a Turqua poda ser salva, c nao podendo ser
que davia fazer para assegurar para s a parle, que
Ihe locasse na herancji daquellc imperio. A respos-
ta nao era dnvidosa. Com o apoo da I'russia, de
concert com a Russia he smente que a Auslria po-
dia assegurar para si uma parte legitima. Ella o
nao quiz. O sentimento, ao qual obedece unindo-
se liga contra a Russia, he nicamente o medo da
Franca e da revoluco.
Muito ha que dizer sobre eslas apreeiacGes, como
se v; primeiramente o honrado personagem nos pa-
rece enganar-se de um modo singular a respeito da
possibil idade de um accordo en Ir a Russia e a Aus-
tria sobre a partlha da Turqua, cuja heranea nao
est alias declarada. A questao pelo contrario he
saber, como este accordo poderia ser eslabelecido.
sendo opposlos os inleresses dos dous imperios. Por
e-la ra/o a iulegridade do imperio ollomano lem
sido sempre um dos principios da'politice austraca.
O que sobretodo nos parece justo, he o que se
diz da Auslria e da Franca ; todava, que pede a
Franca Allemanha ? Nao pede oulra cousa, sifnao
que defeqda um interesse vital para ella ; pede-lhe
que lenha uma poltica allemaa e nao uma politica
russa. O interesse da Allemanha, e lambem do
nosso paiz, esl em nao ser ella nem russa oem fran-
reza. He um erro crer que a Franca ambicione do-
minutalm do Rheno : ella nao pode desjar outra
r nusa, scefio vera Allemanha ndependcnle e forte.
Nao s a Franca ncnlium interesse lem em 'querer
absorver a Allemanha, como nao esl em sua poli-
tica procurar destruir a Russia. O que ella hoja
combate denodadamente, nao he a influencia legiti-
ma do imperio russo, he orna ambicio desmesurada,
uma tendencia invasora.
Quando o chefe do estado em Franca dizia ha
pouros mezes, que o lempo das conquistas linha
passado, dizia a palavra da situadlo. Mas se o lem-
po das conquistas est passado para a Franca, tam-
bem o esl para a Russia. Se existe na Europa una
ambicaiique possa ser uma ameaca para a indepen-
dencia moral dos povos, para a seguranza do cotTti-
nente, para a intenridade da civilisacao occidental,
essa ambicao deve esperar encontrar uma liga for-
mula vcl. Entrar a Allemanha nes'a liga, na he de*
nenhum modo subordinr-se Franca, he combaler
livremente e com toda a independencia pelo interes-
se alloman, eao mesmo lempo pelo interesse euro-
peu.
Emhora o patriotismo russo procure desnaturar o
carcter desta situacao, que propende para destruir
todas as neutralidades, afim de fazer passar atante
da Russia a Europa unida cm um campo, isso nada
pode mudar ; e se nao ha mais terrenos neutros,
como se queixa o homem nolavel de Sao Petcrsbur-
go, quem tem concorrido mais para esse transe ?
Esse mesmo homem nao. nos diz ainda hoje em sua
ultima cmnniunicacau : ... Nao ha mais neu-
tros entre elles e nos. A separadlo esl feita. e ella
se ir aggravando todos os dias. .. A balalha est
Iravada qual ser o seu resultado ? He o segredo
do futuro. Seja o que for, terminada a lula cm
dez, vinlc ou cincoenta anuos, nao he mais coma
Russia, repito, que se orcupar no occidente ; he
com alguma cousa formidavel e definita, que ainda
nao tem nomc na historia, mas que j existe e cresce
vista de olhos em todas as consciencias contempor-
nea-, amigas ou inimigas, pouco importa.
Considere-se a exageradlo evidente de taes pala-
vras : nao ha no fundo dcslc pensamenlo o que pode
Por crin vezes as armas as maos da Allemanha, e
justificar absolutamente polica seguida pela
Austria ?
Tal he boje o estado da Allemanha. Enlre a dc-
libcrarSoe aceroso ha uma palavra a pronunciar,
e esla palavra he a. resposla do czar a ultima nota
austraca, que vai dizc-la. A medida que a silua-
rao se desenlia mais claramente na Europa, ella se
dcsemharaea de alnutis dos elerocntoa, que finharn
vindo complica-la no Oriente. A Grecia arrdou de
suas illuses vista de um corpo de oceupacao an-
nlo-francez ; o rei Olhon ce-leu necessidade ; de-
clarou-sc prnmplo para sustentar a neutralidde do
reino hellenico ; unmcu um novo ministerio, em
qne entram o velho almirante Canaris e o Sr.
Maurocordalos ; chama os funrcionarios, que li-
nham ido arremessar-se as insurreices da Thessi-
lia edo Epiro.
Em todos os aclos.em lodas as palavras do soberano
hellenico, como do seus novos ministros, distinge-
se um iniii do triste resignacao. Se ha alguma cou-
sa estrantia, se essa especie de exaltaran enferma,
qual pareca ceder o rei Olhon, quando os miuis-
Iros da Franca e da Inglaterra procuravam dete-lo
nodeclive fatal, em que elle se precpitava. Nao ha
scena mais curiosa do que aquella que Mr. Wyse,
representante inglez, refere em um de seus despa-
chos. O ministro da Franca, Mr. Forlh-Rouen e
Mr. Wyse passaram qualro horas a esgofar todos os
meios deconviccao. O ministro inglez refere que
o rei dissera, que linha a missao de Dos de prote-
ger a rara grega contra a oppressao dos Mussulma-
uos, por todos os meios de que dispunha ; e que
considera va todo o conselho relativo ao perigo, com
que era araeaoado, como um atletitado conlra a sua
dignidade e independencia.
A rainha eslava mais arrebatada ainda, a se entre-
gava s mais vilenlas invectivas menor suspeila
millida sobre a nacionalidade do movimento grego.
Se o rei pareca hesitar um momenlo, a rainha esla-
va ao seu lado e o reanimava com a sua eloquencia
e com sua influencia i-pesistivel. O resultado foi a
oceupacao da Grecia, e ao menos por agora o aban-
dono desta triste poltica, que nao tiuha outro fim
senao uma diversao favoravel Russia.
lia outro faci doloroso, que os despachos ltima-
mente publicados na|lnglaterra acerca da questao da
Grecia, provam tristemente ; he que as insurreices
das prov i nrias turcas deram lugar a scenasde verda-
dera barbaria, a violencias inauditas exercidas con-
lra populacoes muilas vezes noffeusvas. A Franca
e a Inglaterra, oceupando a Grecia e conduzindo-a
para uma estrela ueulradade, devem a si mesmas
hoje mais que nunca, proteger essas infelizes popu-
lacoes ckristas. entregues ao fanatismo hirco, op-
primidas pelos sublevados. He de seu interesse co-
mo de sua fclu-iilade, traballiarem enrgica e cffi-
cazmenle no melhoramenlo real das condicOes, ns
quaes estao sbjcilos os christaos orentaes. Se desla
lula deve sorlir uma victoria sobre a preponderan-,
cia russa no Oriente, he mister que resulte lambem
um beneficio para a civilisacao, a garanta mais com-
pleta de lodos os direitos das populacOes christaas.
He esle o duplo fim, a que a Franja e a Inglaterra
nao podem deixar de proseguir, c que finalmente
se acha inscripto nos protocolos da poltica europea.
Por agora a oceupacao da Grecia est restringida ao
Pirco, oude se acham dous mil homens apoiados
por uma forja naval. Islo he bastante com as no-
vas dsposices manifestadas pelo governo grego.
Serao duradouras estas disposijes ? He oulra
questao, c as potencias occidentaes nao se illudem
sem duvida sobre a necessidade de enlrelcr os agi-
tadores gregos no senlimento de sua fraqueza. Desle
modo as forcas inimigas aproxitnando-se cada da
mais nos diversos Ihealros da guerra, a liga enropea
atando-se cada vez mais, a Allemanha prompta para
obrar, a Grecia pacificada, sao estes por hoje os tra-
eos principaes, que marcam o ponto em que se acha
a questao do Oriente.
Ao passoque se mani testa por toda a Europa esla
crise da politica universal, que he uma provapara os
velhos syslemas de allianca, assim como para lodos
os inleresses, Franca pcrpianece tranquilla em sua
vida interna. Os acnleciracnlos abundara pouco :
quasi que u1o ha incidentes c ainda menos lulas de
opiniao. O corpo legislativo terminuu a sesso, que
ha tres mezes comecava pela voladlo do empreslinio
de 'J50 milhes, e acaba de encerrar-se pela votaran
do butlget.
Quaes foram nesse intervallo os trabadlos do corpo
legislativo ? Um rclatorio recente de seu presidente
o diz. Duzentas e dezenove Icis foram votadas.
Duzenlasedezeuove leis reunidas aos nossos cdigos!
Fora muilo se armaior parle dellas nao fossem ni-
camente de inleresses locaes. Entretanto ha cerlo
numero dellas, que se refercm s quesles as mais
graves, c regulara inleresses getacs. Em primeiro
lugar esl a lei sobre a instrueco publica, a qual
lem por fim. como sabe-so, substituir as oilenla e
seis academias creadas pela lei de 1850, pordezesets
novas academias, focos mais concentrados da acrao
inlellcclual, O direito da propriedade liUeraria foi
lambem consagrado oulra vez e ampliado. Em oulra
ordem de ideas, o corpo legislativo sanecionou por
uma lei a abolicao da mofle civil, e volou um pro-
jecto sobro a execucao da pena de trbateos Toreados
substituido o svslema das colonias penitenciarias
ao rgimen das gales supprimidas. A agricultura
tem sua parte no conlingcnle legislativo.
A estes diversos Irabalhos vera junlar-se todas as
leis de financas. Discusscs numerosas e instructi-
va provaram cerlamenle que o saber c as luzes
nao fallam ao corpo legislativo como n3o faltaram
as assemblas precedentes da Franca, Mr. Billault
acrescenta a certeza da efTicaeia completa do direito
actual de inspeceo e de correccao. Ninguem mais
que elle lem razao de saber todas aicondices neces-
sarias para a eflicacia da accao legislativa. Parece-

*
X
III


*
r-
*
DIARIO OE KRIMBUCO, SABBADO 5 DE AGOSTO DE 1854.
it
pos que, hoje he que esla arr,o se pode ejercer u-
tilmenle Das Tanlas. Nao ha lugar para as pnixes
nos debates dos alsarismos, c pode haver uliliilade
para o paiz, a vista do augmento Je encargos que
urna tonga c laboriosa guerra ha de impor necessa-
riamente. O corpo legislativo votou unnimemen-
te o orcamento ; depoi* desapparectiu modestnmen-
te, como liuha comecado e como linha vivido, par-
ticipando punco das paltes externas e niu lhei ofie-
recendo pur toa vez nenhum alimento.
Tambem sem motim e de urna maneira trislc-
menle dormitiva acaba de desaparecer desta socic-
dade Trncela, a que hoiiraram, dona homens emi-
nentes por diversos (lulos : u almirante Baudin e
Mr. Vivien, guerreiro valente, nal treza encrgicn,
cheio de iosliuctos patriticos e feiln para o mando,
-o almirante Baudin se linha Ilustrado por alguus
dos feilos d'armas mais uolaveis da nossa poca, so-
brcludo pela tomada de S. Jlo d'l'loa. Elle ainda
fez mais cm IMS: na desorden inmensa da poca
havia salvado de lodos os contagios a esquadra do
Mediterrneo, animahdo-acom seu jspirilo.
Entregue a li mesmo diante de aples, no mais
intrincado dasrevoluces italianas linha sabido
distinguir com urna sagacidade rara 09 verdadeiros
ioleresses da Franca, e nao os linha deixado com-
pronieller. ainda mesmo pelos agentes ofliciaes re-
publicanos, os quaesimaginavam lalves aervir-se de
sua esquadra para proclamarem a repblica no
reino das Bas Sicilia*. Ainda ha pouco das, o
almirante Baudin acaba va de receber a primeira
dignidadedo exordio naval, o grau de almiranle.
que elle uo pode ostentar se nao diaate desse inex-
oravel anmico, a morlc.
Nao Coi nestas aceas de atierra que figuran Mr.
Vivien. Actor da vida poltica, ministro, cooselhciro
de estado, administrador, por toda a parte linha
dcixado ver um carcter experimentado, e um es-
pirito cheio de firme lealdade. Elle se tinha adiado
as mais altas posicoes, o sempre sahio dcllas rom
esse lustre de urna probidade intacta, e de una fde-
lidade simples s suas opiniocs. Retirado ha dous
minos ila vida poltica e do loda a fuocr,8o activa,
so liana refugiado nos trabalhos utois, nos quaes se
exercia sua inteligencia seria e praMra,
Esse espirito 13o hbil em esludar as qiieslcs ad-
minislralivas sabia ler em caso de necessidade loda
a flexibilidade de urna observarlo penetrante e en-
genliosa. Temo* a prova disto nos vivos esbozos dos
costumes polticos, que tem aparecido aqui mesmo
sem que a modestia do autor c'onsentisse a princi-
pio em assignalos com ara nome. Mr. Vivicu per-
tencia a tima aerarn, peranto a qunl se abra um
immenso horisontc, e qoe marr.hav.i com esto im-
pulso, que communica urna ardente convieco po-
ltica, sem saber anda o que podia occullar-se por
detrs desle horisonte, sem pergunlar se podia aca-
bar esse rgimen qne linba suas preferencias.
Se ha um resultado doloroso o triste das rcvolu-
J
especie de ncutralidade, qne elle tem conservado
entre as opiniOes opposta?. O cabinele de Bruxel-
las forma va-sc sobretodo para tirar a Blgica de urna
situado internacional diflicil ; o que elle conseguio,
levando a bom resultado as eomplicoces commer-
ciaes, que exisliam pelo tratado concluido ltima-
mente em I-'ranea. Entre os dous governos de Bru-
xellas e de Pars hotive coocillacOes, qne todos no-
laram, e as circunstancias cm que se acha actual-
mente a Europa, o Sr. II. de Brouckese, chele do
ministerio, lem podido cararterisar a situaco livre
e simples da Itclcica. Esta situaran he aquella
mesiiia qne a lei de sua existencia lite impo ; urna
siluaraa de ueulralidade permanente, liuida Aus-.
tria pelo recente casamento do herdeiro doihrono
rom urna arcltiduqaeza, nnida Inglaterra por to-
los os inlere proximnda da Franca, com a qual lem mitilos pon-
tos do contacto, independenle |>ara lodos os estados,
a Blgica no mcio dn9 conflictos da Europa, lem a
fortuna de poder continuar em paz o curso de seos
trabalhos interno* e applcar sem perigo suas livres
insliliiires. A crise eleiltiral em laes condic/ies he
a pratica regular dessas inesmas insliluicOes. '
A Dinamarca acha-se, lia jruiito lempo, empenha-
da em urna cri*e, cuja saluda he anda um proble-
ma, c tem um duplo carcter. Apparenlemenle he
urna lula Inda interna entre a poltica constitucio-
nal liberal e a poltica absolutista. Quanlo ao es-
scncial, vem uuir-se a esla nutra questao, que nao
he menos grave ; trala-se de saber-so de que lado a
poltica dinamarqueza se inclinar debaixo do pon-
to de vsla externo: Soffrer ella a influencia da
Russia 'l approiimir-se-ha das potencias occiden-
taes? Todos sabem em que se resume esla lula e
quaes sao os seus elementos. De um lado, o paiz
todo se tem pronunciado com urna vivacidade e
urna unanimidade singulares pela conservaran da
consliluicao de 5 de junho de 1K9, ou pelo menos,
para fallar com mais oxactidao, pelo principio de
urna nova consliluicao permiltida pelas cmaras ;
do ontro lado, o ministerio so nao quer nem con-
servar a anliga cnnslitiiieSo. nem deixar discutir
as bases da que elle medita. Entregue s suas pro-
prias rort;a<, mal sustentado pelo re, o gabinete de
Compenhague so tem um apoio natural nesla cir-
cumslancia, o da Russia, que proseguc a dupla van-
tagem tucional, e deler a Dinamarca na marcha de urna
poltica mais abcrlamenie favoravel as potencias in-
ciden tac?. O ministerio OErsted, vencido pelas cir-
cumslancias dcsappareceti um momento, depoisse
recompoz, e se achou naturalmente dianto das mes-
mas difficuldades da mesma opposi^ao : he o carc-
ter exlremOkdesta situadlo, que fazia acreditar lti-
mamente o boato de um golpe de estado. Nao era
um golpe de estado vibrado contra a consliluicao,
era antes um eosaio dirigido contra a maior parte
das a cela* do paiz, por occasio de urna festa, que
COes que abalara peridicamente um pait, he que 1Idevia ser celebrada a 5 de junho pelo anniversario
ellas exlinguem essa chamma, essas convrrc.Oes que
sSo a mola omnipotente das almas ; perturban!
umitas noques, elancam a incerteza em inuilos es-
piritos pelo espectculo de todos o successcee de
todas as oesgracas. I'or fim uese ivolve-se eertb
sceplicsmo, que faz que se curve a todas as condi-
ce. O que se adorava, desprsza-se; o que se re-
pudiava, esta a ponto de ser adorado. As cousas de
que se liuha mais orgulho c oulr'ora tillo, quas que
se nao tleseja ver mais vestigios dcllas, como se
aquillo que ainda existe deltas, fosse urna exproba-
(1o viva. Quando urna revoluciona he passada,
despertando esse amor do repouso que nunca he
mais terrivet, senSo quando renasce, aparece logo
tima necessidade universal de alirar ao mar ludo que
se pode ; depois procurar os criminosos ilesas tem-
pestades que se tem atravessado ; procurara-nos
por toda a parte, excepto cm si mesmo,bem enten-
dido.
Ueste modo a imprensa vio que linha de espiar
muilos peccados, nao s quelles que tinha commet-
. lido, seno lambem os dos oulros. Um dos espiri-
tos mais engeohosos de hoje, Mr. Sant-Marc Girar-
din, o observava ootro da com um delicado bom
seuso. Elle defenda a imprensa contra um imnres-
so, que stispeilava, de caso pensado lalvez, ser de o-
rigem allemaa ; elle a defendin eonlr 1 a Allemahha
voltando-se para o lado da Fr inca o dizendo-lhe :
He a vsque cu fallo minha irmaa... Nao certa-
mente, nilu he a liberdade da impreusa, que mata os
aovemos e a soriedade ; a impreusa em vSo se en-
cheria de tempestades revolucionarias. Se ella nao
respondesse alguma cousa no paiz, licaria sem echo
e morreria no abandono ; a impreusa nao tena mul-
liplicado as publicarnos immoraes, as ficofles corrup-
toras, se em vez do um golo depravado de leluras
irritantes, ella tivesse adiado nasociedadea dfScipli-
na de um gosto severo e de om instincto moral vi-
goroso. Mas ao optimismo do paiz, que arremessa
tudo sobre a imprensa, nJo se deve tambem respon-
der com outro genero de optimismo, que cm nome
da imprensa arremessasso ludo sobro o paiz.
lia em Franca sobretudo um ponto, cm que sema-
nifesla a respous.ibilidade da gazela e doescriplor ;
he aqnelle em que acaba o que se podera chamar a
expressito de urna opiniao geral, e onde comecaessa
aeco inlelleclual, esse poselytismo,que lem caracle-
risado sempre a impreusa fian-e/a. O que quere-
mosdizer he, que ajmprensa nao creaos elemen-
tos revolucionarias em um paiz, onde elles nao exis-
tirem, mas pode communicar-llies um crescimento
sinislro, e aqui apparecea quesUo da responsabili-
datle.
Mr. (jrardin trata de outro ponto, respondendo
sempre ao publicista llemo, nu s objecroes, que
elle tem ouvido maisdeuma vez sem passar o Ithc-
no. I'or ventura imprensa lem por cffeito atacar
o irahallio lillerario, pulverisar o esperilo humano,
irapetliudo as obras por muito lempo madurecittas '!
He esla urna grande que*Uu tue, como se v, loca
na essencia mesmo da nossa poca !
O perigo nao consiste em fazer da imprensa um
instrumento de accaoJilteraria, elle osla" na confu-
san que se eslabelece cutre as necessidades desse im-
proviso permanente c as condices miis particular-
mente proprias para a litleratuia ; elle esl sobrelu-
do nos habilos singulares, qne esta ennfusao deseu-
volve. Escrevcm-se artigos, com que se fazem li-
vros. l)e qoe secompoem esses artigos e esses li-
vros 1 Pela maior parte sao criticas de oulras 0-
bras j nflo heimpossivelquetcnhamos em pouco lem-
po urna litteratura, que offere^a o soberano nteres-
seda urna collecco de artigos sobre oulros artigos.
N3o he todo ainda, e o menos he* que a imprensa
uo lenha rigores para essa litleratura. Forma-se en-
tilo, permtla-sc-nos a expresao, urna sorle de ga-
ranta mutua ; exalla-sc rccipi-ocameute, trala-se de
grandes engenhos e marcha-sc para a academia. Se
por acuso houver algum espirito moroso inclinado a
exprimir simplesmente algumas reservas, dir-se-llic-
lio que nao he de sua poca, que em um secuto de
caminhos de ferro, a lilteralura nao deve demorar-
se em langas eraprezas. Nao ctrlamciilc, nBo he ne-
cessario para se elevar s mais serias condic/ies da ar-
le, cncher as paginas de um in folio n passar quinze
annos em meditar urna obra. He milito refleclir. O
certOhe que em urna celleccfni de fragmentos, de
miscelneas, de artigos,poU' importa o nome,
devo haver una arle de composiro. sem a qual ha
someute urna reuniao incohere ile de cousas sem la
eo.sem unidade.
Se volt irmos agira a poltica, no meio das mu-
danzas foilas depois de alguna anuo-. quaes sao os
paizes na Europa, onde as reaces se lenham fcilo
sentir meos, ou eram menos possives ? Sao aquel-
los que em 1848 nao cederam a urna verligem de
repblica, resislindo ao cxemplo dado pela Franja,
nao tendo sabido da ordem, nao liveram devollar pa-
ra ella ; nlo leudo dexado de ser conservadores, nao
liveram de abdicar o espirito liberal, que auimava
suas instiluieOcs ; flearam o que cram, ao passo que
ao redor delles ludo modava, ea Bilgica se achou
repentinamente um dos estados mait- antigos do con-
tinente. O povo belga achou em suas proprias ins-
lilucOessua salvaguarda e a garanta de um notavel
trabalho de engrandecimeulo.
Com effcilo desde alguns annos, lodos os esforcos
'da Blgica se tem vollado para os progressos reaes c
effeclivos; as agilac/ies, jogo ratoraldas instituirles
as mais ampias, all sao de un dia, e dependem de
circumstaociaseicepcionaes, como hoje por occasiSo
da renovacao da cmara dos rupresenlanles.
Agora ueste momento termina a crisc deitoral.
que a Blgica acaba de .-itr.ivi-sar. Iodos cunhecem
as divisoes bem decidid.s dos partidos beliias. O
partido liberal e o catliolico se tem achado um em
presenta do outro em Bruiellai, como na Antuerpia
c em I.lge. Se as fraccocs exclusivas dos partidos
oslan contenles com a escolha de seus candidatos,
tambem se vio manifeslar-se em muilos pontos as
listas eleitoraes urna tendencia paraa conciliario pe-
la conservaQio. e lalvez que as listas mixtas fossem
no easencial as que respondan! melhor opiuiao ge-
ral. Em Bruxellas he onde o combate eleitoral he
mais vivo. All como por tota a parle, ha o anta-
gonismo dos partidos polticos; mas desta vez a ve-
hemencia da lula crcscc com urna circumslancia
inteirnmente particular, todalocal.Ua poucos das
ainda a cmara dos representantes devia discutir
urna lei que tinha por fim annexar os atrabaldes de
Broxellas t cidade. como he hava fi(o com o bair-
ro Leopoldo. Esta lei tinha infelizmente em re-
sultado provocar as maiores repulsas nos arrahaldes
que gozam da vanlaaennle sua situaco sem supor-
tas os encargas. O instincto das libertades munici-
paesfoi hbilmente exciladoe finalmente a lei da
aunesacio foi repellida pela cmara depois de urna
discusao, naqualos representantes de Bruxellas e
dos arrahaldes so acharan) naturalmente divididos.
Sobrevindo as eleiroes nesteestado de irrlacn ainda
nial acalmado, a escolha dos candidatos se rcsenlio
bastante delta. Nao houve somonte as lisias dos li-
beran e dos calliolcos, las dos arrabaldes e da cidade de Bruxellas. Os ar-
rabaldes repclliram a candidatura dos represenlanles
que vtilaram a annexacao especialmente tlosSrs Car-
los de Bronokcze, burgomeslrc de Briixellas, Thiefrv
Auspach acedando tmenle os nome. dos Srs. Ver-
haegen, Orls, que repelliram a lei.e creando novas
candidaturas anli-urbanas. Bruxellas da sua parte
couservou os nomos, quesoffreram tima tal c\rlu-.lo.
e no meio desle confliclo surgi nina candidatura
bstanle imprevista, do Sr. Julio Bartels, cujas
opiniocs passavam oatr'ora como republicanos, c
que por me singular coincidencia se achou contem-
plaoVao mesmo lempo na lilla do partido calholi-
co e na dos arrabaldes. Que resallar dahi ?ou an-
tes, que ja sahio do e-crutioio? Loco so saliera. Em
lodo o caso, he nina lula de um carcter evidente-
mente mais local que poltico, O resultado nao. po-
de influir na silaacao geral dn Blgica, nem mesmo
na silaacao parlicolardo gabiiele de Broiellas.
O actual ministerio belga, quandi se formava ha
dous annos, nao tirava sua origem tle nenhum par-
tido exclusivo ; tinha antes (,ur missAo moderar as
irritarnos dos partidos internos, fazendn prevalecer
ama poltica de concillacao. lie islo qxte explica a

da promulgaran da consliluieau.
Esla fessa um momento prohibida, acabou por
ler lugar perto de Compenhague, ella foi celebra-
da 110 meio de um concurso immenso d povo sem
perturbarn c sem desordem. O proprio re foi con-
vidado para assistir a ella, mas recusou a compare-
cer. Por mais significativa que seja esla manifes-
taran, hem por islo as difficuldades se tornara me-
nores, e a Dinamarca fica dividida a Incerta.
Tudo esl, como raziamos ver ha pouco, na exe-
cueo to Ilelslal, ou na applicarao de urna inesma
consliluicao a indas as parles da monarchia dina-
marqueza. He possivcl exceularse o Helstat pro-
clamado na publicaran real de 2i de Janeiro de 1852?
Se he possivcl, porque recusa o ministerio fazer co-
nhecer, quaes sito em sua opiniao as bases da cons-
liluicao commum ? Porque persute em dar ao Sles-
vig de um lado, eaoHolslein, do outro, constilncoes
particulares, antes de se por de accordo com os prin-
cipios da constituirn cominum. conformes prescrip-
eesda lei fundamental? Do syslema seguido ale aqui
pelo ministerio nao se pido concluir ontra cousa se-
nao, ou que elle quer fazer oulorgar esla constilai-
r.iu pelo re, como se tem dito, ou que ellcjulga
conveniente reunir debaixo de urna lei commum um
estado composto de um reino constitucional e de
tres ducados,Slesvig, Hoslein e Sanembourg, su-
jeilos ao governo absoluto. A forma da oulorga
real para o HeMal seria urna violacSo formal da
consliluicao de 1849, c a queslaoest em saber, se o
re Frederico VII, que se tem mostrado zeloso de
seu juramento, consentira nessa violacao. Se o
ministerio considera boje como impossivel urna
consliluicao commum, em razao dos elementos tilo
diversos, que compcm a monarchia dinamarqueza,
deve renunciar o llelilal ; finalmente para acabar
com os embaraces interno, da Dinamarca he que as
cmaras dinamarquezas, sob a pressao das circums-
lancias geraes, se resignavam a aceitar essa combi-
nacao, que data de 1818; o nao era sem pezar,
porque ellas viam com islo o Holstein, cuja influ-
encia inleiramente allemaa lemiam vir a ser parle
integrante da monarchia, e o Slesvig, cuja aunexa-
eao pura e simples o paiz todo desejava, enllocado
pelo contrario defronle do reino da Dinamarca na
ine*ma situaran que o Holstein, abrigado a aceitar,
como este ultimo, estados provinciaes e um governo
absoluto. Por mais repugnancia que as cmaras di-
namarquezas tivcssem a essa combinarlo, o correc-
tivo eslava pelo menos em tima consliluicao com-
iiinm, que viesse reunir as diversas partes da mo-
narchia. So esta consliluicao nao for dada, nenhum
laco prende mais os Slesvig, qne fica com o llols-
lein na rbita da Allemanha. Presentindo este pe-
rigos he que as cmaras dinamarquezas tem Iravado
urna lula contra o ministerio, inlimando-o a cum-
prir a promessa de 28 de Janeiro de 185-2, islo he,
propor u-ua deliberarn um projecto de constitui-
cjtu commum, ou fazer eleger para discutir esse pro-
jecto, urna cmara coral de represenlanles das dif-
ferenles parles da monarchia.
O ministerio respondeu por urna dupla dissolucAo
das cmaras, por um projecto de reforma da consli-
luieii dinamarqueza de 1819, pela publicacao da
consliluicao particular do Slesvig e pela preparac1o
da de Holstein. A divisao da monarchia se achara fei-
la desle modo, e se ella nilo liver esse taco geral de
urna constituirn commum.a nacionalidade dinamar-
queza esla acommeltida, o reino de Dinamarca nao
he mais que urna provincia scandinava de urna mo-
narchia, da qual as oulras duaa partes sao allemaa*.
He justamente aqni que se pode exercer de um
modo favoravel Dinamarca a influencia das poten-
cian occidentaes. A Franca e a Inglaterra sao iule-
ressados em que a Dinamarca, que gnarda o Sunda,
conserve tima inlegridade poltica independenle e
forte ; ellas sao interesadas em que as insliluicOes
liberaos,receblas ha seis annos com reconhecimento
pela naeo dinamarqueza, e das quaes ella nao abu-
sa de nenhum modo, formara no norte da Euro-
pa, contra as invasoes da llussia urna barreira mo-
ral mais forte ainda que a independencia poltica.
Ja que o Helstat encoulra tantos obstculos inter-
nos e externos, porque a Franja ea Inglaterra nao
auxiliam a Dinamarca em suprimi-lo t Se he ver-
dade, como he Tora do duvida, qne os eslados secun-
darios ofierecem por suas synrpalhias secretas s po-
tencias occidentaes um concurso precioso na lula
conlra a Bussia, porque no se prolejc ludo que po-
de fortificar a Dinamarca, assezurando-lhe a posse
definitiva do Slesvig, ficando o Holstein como deve
segundo o dircilo publico de 1815, um estado allo-
man regido por eslados provinciaes consullativos '!
He verdade que a Prussia pode oflerecer algum obs-
tculo ; ninguem desconhece que a Allemanhaa ten-
depara invadir hoje o Slesvig, amanhaa a Jullan-
dia ; mas quem nao v lambem que todo o enfra-
querimento da nacionalidade dinamarqueza, (oda
brecha nessa fortaleza da Scandinavia, he urna sa-
bida c um Iriumpho para a poltica russa? No
momento em que a Europa nnesuas forras para li-
mitar as invasoes da Bussia no Oriente, nao se pode
esquecer os pontos, por onde cita se inclina apesar
sobre a Europa do norte, sobre a .\llcinaulia e por
conseguate sobre todo o occidente.
Do onlro lodo do Atlntico, ha outra ordem de
problemas, que agta-se no momento, cm que a Eu-
ropa est em armas para sustentar seu velho e va-
cilante equilibrio. Salanos Eslados-Unidos ama
queslAo, capaz de apaixooar os espirito?, e que se
refere aos nteresses mais poderosos, he certamente
a da pseravidao. Ha muito lempo que essa queslSo
he o grande elemento de discordia entre os estados
do norte e do sul. Muitas vezo* ella tem estado a
ponto de arrastar urna verdadeira dissolurn da
Ciiiao, e se ella nao leve esse resultado cm 1850,
foi lalvez devido nicamente ao patriotismo de Mr.
Clay, que fez triumphar cniao seu famoso compro-
nnssn, sorle tle concordata entre os partidos.
ltimamente a qucsiao da escravidao se eslabe-
ceu de novo por occasio da organisacSo do territo-
rio de Nebraska ; rcsullou dahi urna lula animada,
tendo finalmente o bil de Nebraska approvado lan-
a na cmara dos representantes como no senado.
Ora o bil lem una importancia fcil de compre-
hender ; tira do congresso a qucsiao da escravidao ;
cabe aos territorios decidir soberanamente sobre o
que lites dizcm respeito, quando sao admillidos na
Cniao. ID islo justamente o que nao queria o par-
tido abolicionista; elle queria conservar ao congres-
so o direilo de pronunriar-se sobre este ponto, con-
siderando a e*crav idao|como urna dessas qucsloes ge-
raes, que e*lo cima da soberana individual dos
dous eslados.
O bil de Nebraska acaba pois de marrar ama
nova phrase, he a derrota dos free soilert e o tri-
urnplio do partido democrtico, ou antes he ainda
tima victima dos estados do sul sobre os eslados do
norte. Comludo ninguem se deve Iludir, o bil
de Nebraska seria una verdadeira revolaran, se a
qucto da escravidao se achassedefinitivamente re-
solvida para o futuro ; mas he evidente que ha de
apparecer a mesma diulculdade, e urna nova subi-
rn pode, vr deslruir a solticao actual. O partido
abolicionista nao ficar sem duvida inactivo debai-
xo tic soa derrota. Seja como for, ha urna cousa
notavel ; he o partido dcmocralico^que trumpha
boje nos Estados-Unidos.
Todos conhecem as tendencias desle partido. Seu
itlcal he a soberana individual. Tudo que pode
ser lirado ao partido federal, elle o faz para dolar
com islo o poder particular do estado ; ludo que po-
de tirar ao proprio eslado, efle lira para dar ao po-
der do municipio, e despoja a esle o mais que pode
em proveitodo individuo. Heuma succcslilo de tles-
mcmbramcnlos da autoridade feilos cm vanlagem
da soberana individual. E onde vai ter csladoutri-
na da liberdade individual '.' Na conservaco da
escravidao como Iriumpho da propria liberdade !
No mcio de lodos os progressos dos stados-U nidos
e do poder incontcslavcl desla civ ilsaro, n8o se
pode desconhecer, que elle deixa ver una singular
mistura de barbaria e violenrla. O direilo inter-
nacional nao he sempre respcilado. He justamente
o que acaba de ter lugar na California, em Sao
Francisco, onde o cnsul de Franca, Mr. Dillon, foi
cm um negocityim que eslava envolvido o cnsul
mexicano.
Ora a recusa de Mr. Dillon fundava-se 00 lexto
formal de um tratado. He verdade qne o tribunal
do dislriclo soltou por fim o cnsul da Franca ; mas
isto he um acto de violencia, pelo qual o govetno
francez pulir provVelmente urna repararlo, lalvez
o governo de Washington conceda por si mesmo essa
i rpar.ir.ui antes de qualquer pedido formal a este
respeito. ( /tecue s>s DeuSMonitt.)
CORRESPONDENCIAS SO DIARIO DE
FERNAMBUCO.
PARS.
6 de Julho.
Revista musical.A noiva do diabo, opera cmica
de Vctor Ma-e.Cruvelli, repelico de Roberto
o diabo.
Ao levantar a cortina unfjoven armeiro e sna ir-
maa, desperlam os cebos da manhaa, un com a
bulha dos seus marlellos, a ontra com as shas can-
inos graciosas: Audeol esl melanclico, s traba-
dla para espancar os seus incommodos, porque Ca-
Iharina a quem ama, se casa no mesmo dia com Pis-
tola um rico burguez do lugar. Gilelte esl alegre
porque o marqticz de Langeais fnz-lhe crer na ain-
ccridade do seu amor. Chega um prenle, inten-
dente do secretario do cerdea I legado, Messire Mat-
llieo, que recebe as confidencias de cada um em tro-
ca das suas promessas de proteccao. Entretanto, o
feliz' Pisloia chega lodo desfigurado e com urna pa-
lidez extraordinaria, vem contar a Mallheo que Ca-
(harina lo formusa, tao prudente, lio distincla, foi
prometida pelo pai, um impio, ao proprio satanaz,
que vio o diabo em pessoa prohibir-lhe que se
casassecom a prometida, acompanhnndo as suas re-
commeiulaces cora repetidas pancadas e com lerr-
veis amenas. Mallheo nao psrece muito disposlo a
acreditar nesla intervenco do inferno, tranquillisa
Pisloia e o decide a rasar-so: o prest i tu se ptie a
caniinlio, Calharina com o sea veo e com as soas
flores de laranja, mas eis que o nuivo apparece com
os albos espantados e as feicOes decomposlas, e re-
pelle a donzclla, pronunciando ora tilo suDocado
pelo susto.
Esle escndalo irritan muito a Calharina, o pai
toruou-se menos altivo, atiende as proposiees de
Audeol, os dous mancebos vBo ser felizo*. Mas eis
que pela sua parle Oilette mai triste, exigi ao mar-
quez de Langeais que a fizesse marqueza, segundo a
promessa que Ihe havia fello, e o prfido xombou
della com os seus companheiros de liberllnagein; el-
la se cotilla a Mallheo qued-llie um papel marcado
com o sello da inquisicao. Entretanto o casamenlo
de Audeol e de Calharina se realisa no mcio do ter-
ror de lodos, vollam da igreja, Andeol cnconlra urna
caria quo parece vir do inferno e que diz-lhe que
se elle reclamar os seus direilo* de marido ser mor-
to, Calharina receben urna carta scmclltanlc, e Gi-
lelte tambera a sua. Alguem ainda se dirige a Mal-
lheo que d urna pistola para malar ao diabo, se vier
cumprir as suas amencas. Iiillelcar111ada.de pisto-
la expellio os dous noivos para fura da casa maldita
e se fecha sosiuha: arrbenla a Icmpcslade e na
obscuridad!-, a jaoella se abre, Solana/, penetra e
er que a moc^a he Calharina abandonada por seu
mando, appruxima-se e pronuncia algumas pala-
vras. Guele remullen a voz que Ihe dirigi aa lan-
icios, hrada armando a pistola : Bclira-le, Salanaz,
senSo aliro-le; o marquez, pois he elle, quer fagir c
nao enconlra sahida < o tiro parle. Ao eslrepito da
detonaran, corre toda a eldeia, e o libertino s lem
lempo para assignar a promessa de casamento que
a mora apreseuta-lhe. A msica se distingue pelas
mesmas qualidades que tornaram 13o brilhante o
Iriumpho de Galaica e as Vouias de Jeannette. me-
lodas encantadoras, tnuita grar,a e simplicidade,
motivos espirituosamente dialogados, rimauces de
urna disliuco exquisita, urna orchestra rica de feli-
zes apparalos.
Mademescllc Cruvelli lem continuado as suas es-
Iress, depois de Valentina nos Huguenols, depois
da Vestal, represenloa Alicc de Roberto o Dial :
ella he desles arlislas singulares que n,1o recordara
tradicen alguma, que nao imilain a ninguem, que
poileui ilesviar-.se, masque nunca sesugeilam a urna
iinilaeo servil, que se pode censurar algumas ve-
zes de Iranspor o alvo, mas que inspiram um in-
leresse sympalhico a quem os v 13o valcntes e in-
trpidos exploradores. Madnmeselle Cruvelli he de
urna natureza emprehendedora, mas laboriosa c
pertinaz, nao d smenlo aos seus papis as horas
de trabalho c os eusaios, mas nos momentos de des-
canco, as suas conversarnos, nos seus passeios,
tlizem que lem instantes de abstrarrao, que reve-
lara urna preoccupaco tenaz e con-tanle. Esta
coulinua tensan de espirito, esta fixid.ide de ideas
cancentradas sobre um nico uhjcrtn, ainda quan-
do esles esforcos nao fossem acompanhados de fruc-
los nos efleitos novos c poderosos, que ella procura
e ronsegue, se revelariam sufllcientcmente por esse
olhar profundo, por esse ar extraordinario e deli-
rante e por essa etpressao selvagctn que loda a gen-
tc tem observado na joven artisla.
Madcmcselle Cruvelli lem admiravelmenle com-
prehendido que a belleza c a poesia do papel de
Alice, urna das mais encantadoras e das mais bellas
obras primas de Meycrbecr, he o contraste hbil-
mente desempenhado, o duplico aspecto da mesma
persouagcm, ao passar da condico mais humilde
mais nohro e elevada missao, da mesma perso-
nagem, ingenua menina 110 principio, anjo inspi-
rado no fim. No primeira acto foi seductora de
ingenuidade, de candara c de lernnra, no segundo
esleve rica de arara e de abandono, mas desde o
Icrceiro, espavorida, convulsa aos grilos dos demo-
nios invisiveis, petrificada vista de Herir,un, es-
leve bella c dramtica alcm da plenilude do voca-
bulo, estere sublime de piedade e de dor, fulmi-
nante de energa. Nunca o ultimo (rio produzio
maior efleito, a adrairavel artisla cantn e reprc-
senlou a sua parle com urna perfeicao inimitavel.
Era mister v-la arrastar-sc sobre osjoelhos, tomar
a voz, o gesto e o acento da mai do homem que ella
deve salvar, fascina-lo com um olhar imperioso,
terno, supplicando na chamma soprada alravez das
lagrimas, agitar as curdas mais sensiveis da alma e
triumphar de Roberto.
Esta leprosenlaco da primeira obra prima de
Mejerbeer leve para a Opera o brilhanlismo de ama
primeira representaran.
G. M.
INTERIOR.
preso por ler recusado comparecer como leslemanh I da cidade do Maranhao.
RIO DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. OEPUTADOS.
Da 13 de junho.
A'hora do costume, reunido numero sufllcicntede
membros, abre-se a sos-o. Depois de lida e appro
vada a acia da antecedente, o 1. secretario d mu-
ta do seguintc expediente :
Um 1 llico do ministro da usura, enviando os
mappas da divisao ccclesiaslica. demonstrando os ca-
bidos, vigararias geraes e particulares, parodies col-
lados e cncommendados cralos, arciprestados, e vi-
gararias forneas ou da vara, que cxislem no arce-
hispado da Bahia, e nos bispados do Rio de Janeiro'
Para, Maranhao, Pernamboco, S. Pedro do Rio
Grande do Sul c S. Paulo, nao estanta comprehen-
ditlos os do bispado deGoyaz eCuiab, por se nao
terem recebido cm lempo as informaedesque se exi-
giram.A' commissao ecclesiastica.
Um requerimenlo da irraandade do glorioso S.
Joao Baplisla, padroeiro da freguezia de Itaborahj,
na villa do mesmo nome, provincia do Rio de Janei-
ro, pedindoautoiisaco para possuir bens de raz
al a qaantia de 20:0008000.A' commissao de fa-
zenda.
De Aagusto da Silva Pinto, peuindo o lagar vago
do correio desla cmara.A' mesa.
Fica a cmara inteirada do incommodode satidedo
Sr. deputado Joao Wlkcns de Mallos.
I.em-se e approvam-se varias redamos e os se-
guintes pareceres :
O alferes Francisco Joaquina de Souza Botelho,
pede que Ihe seja contada a sua anliguidade desde o
dia 13 de abril da 18H, em que foi nomeado alfer es
de commissao, a excmplo doquesepraticoa com ou-
lros que Ja se acham elevados a lenles.
vista dos documentos com que o supplicante instruio
o seu requerimenlo, haiga* altendivel a sua preten-
cau, considerando comludo que ao governo compete
o seu deferimento, he de parecer que se remella o
requerimenlo ao governo para d Bferi-lo como enten-
der tle IIsi ira.
tt Paco da cmara dos depula los, em 13 de Junhe
de 1851./. C. .Seui-a. /. a. de Miranda.
ti A roiiriii-.,u de polica pro pOe para o lugar va-
go tle correio da secretaria tlesli 1 augusta cmara a
Joaqnm Marlns da Silva Prabss, queja serve in-
terinamente o dito lugar c lem mostrado a precisa
aplido.
a Pae,o da cmara dos depula dos, 12 de junho de
I8.il.I'isconde Ce Baepcndy. Francisco de Pau-
la Candido..intonio Jone Marhado.n
X requerimenlo do Sr. Fcrra.t o Sr. presidente
noma o Sr. Taques para servir 1 la commissao de fa-
zenda durante o impedimento .!> Sr. Hihoiro.
He julgado objeclo de delibera cao e vai a impri-
mir para entrar na ordem tos -abalhos o seguale
parecer :
o Pedem perdao do rommisso em qne eslao incur-
sos, por violacao das Icis da am orlisarao cm conse-
quenca e ao mesmo lempo dispensa da< mesmas lcis para
continuaren] a possui-los :
a 1. A ir man la lo de Nossa S'; nimia do Rosario da
villa de Sania l,uzia, da provini lia de Goyaz.
11 2. A cmara muuicipal da villa l-num-a da Im-
peratriz, da provincia de Goyaz, cm favor ta capel-
la Je Nossa Seuhora da Co aceic,ao da mesma
villa.
a 3. A irmamiado de Nossa S tabora da Coiiceiru
a 4. A irmandade do Sanllssimo Sacramento da
freguezia da Ilaborahy, dt provincia do Rio de Ja-
neiro.
a 5. A irmandade de Nossa Ssnhora da ConceicSo
de Nilherohy.
6. A irmandade da misericordia de Jacarehy na
provincia da 8. Paulo (a respailo nicamente do ter-
reno em que est edificado am hospital de cari-
dada.)
Pedem igualmente dispensa das leis da amorli-
sacao para adquirirem bens de raiz :
1. A Irmandade deNossa Senhora do Rosario da
villa de Sania Lnzia, da provincia de Goyaz, al o
valor de 10:0009.
n i. A irmandade de Nossa Senhora da Conrei-
{3o, da cidade do Maranhao, al a quanlia de
20:000.
a 3. A irmandade da SS. Sacramento da freguezia
de Itaborahy, na provincia do Rio tle Janeiro, al o
valor de 8:0009.
4. A ordem lerceira de Nossa Senhora do Car-
ino de Santos, na provincia de S. Paulo, at a som-
ma de 40:0009.
a 5. A irmandade de Nossa Senhora da Conceicao
de Nilherohy, at a importancia de 60:0009.
a 6. A irmandade da misericordia de Jacarehy,
na provincia de S. Panlo, at a qnantia de res
50.000.
7. A cmara municipal da villa de Limeira, na
provincia de S. Panlo, em favor da matriz da fre-
guezia na mesma villa, al o valor de 20:0000.
A Ord., liv. a., tit, 18, prohibe qne as corpora-
les de mo mora posaam adquirir por litlo one-
roso bens de rlii, t eoncedendo qne os podessern ha-
ver por titulo gratuito impoz a condico de soa ven-
da dentro de um auno e dia, depois de soa acqui-
sico, salvo dispensa ou licenca de poder compe-
tente.
A violacao tiesta lei dea origem a differenles
perdes gera.es ou especiis) de commisso em que se
achavam incursai as differenles corporales de mo
mora.
it O ultimo perdao geral foi dado pelo alvar de
16 de setembro de 1817.
o Nao obstante islo, actualmente muitas corpora-
c5es de mo-nmi la lean adquirido por differenles li-
tlos onerosos e gratuitos bens de raiz, e conservam
em sua posse, e sem dispensa ou licenca do poder
competente.
a Algamas ha qna augmcnlam o uumero e valor
dos bens de raiz qoe possuem por meio de novas edi-
ficarnos oa reconsIruccOcs, e oulras que os adquircm
a titulo oneroso sem opposico das autoridades com-
petentes, e s vezescom seu asscntimenlo.
o De ordinario o patrimonio de taes corporarOei
consistente cm bens de raiz he mal administrado e
aproveit.ido, c seas lacros se convertem em benefi-
cio de alguns individuos que se apoderara da admi-
nislraco de taes beas. '
r A (israIi?arao de emprego das riquezas e bens de
taes corporales, 011 nao he feita de om modo con-
veniente e proveitoso ao publico e ao fim das insli-
luicOes religiosas, ou o he de ama maneira fraca e
perfunetnria.
o Daqui resulta a dssiparo em umitas casis, on
a perda de interesses qnasi no geral, o por urna Iris-
te aberrarn de lodas as ideas religiosas, muilas ve -
zes o producto das calas, a renda dos bens doados
para obras pias, o thesouro dos pobres, na phrase
de S. Tertuliano, sao absorvidos pela luxo de pompo-
sas festas era qun prima a vaidadesobre a hamilda-
de, a devnro e oulras virtudes chrisUas.
o Ha urna necessidade imperiosa de por cobro aos
males que nesle ponto se senlem.
" A lei de 18 de selembro da 1K.i, arl. 44, lau-
cn as bases de um systema de reforma neste senti-
do, excitando pela reducejlo ou melade do imposto
da siza a venda dos bens de raiz perlencentes a cor-
J poracOes de mao-morla, cajo producto fosse conver
lido cm apulices da divida publica,
tt Esta le ha prodnzido algum beneficio,
s Varias corporacttses de mao-morla lem-se npro-
veilailn desle favor, e, rom arando proveilo de sua
administrarlo, convertido parte de seus bens de
raiz em apoliecs da' divida publica, preferindo desle
modo a urna renda incerta, c muitas vezes precaria
e diflicil robran-a. utra certa, segura e de fcil ar-
recadaeao,
mnen de lodos os niales que se experimentan!. Da
parte dos poderes pniiliGg do Estado corre a obri-
aacao de tomar as necessatias medidas nao s para
que o deslino dasdoa^esfeilas a taes corporajoes se
tome effectivo, mis ainda para que laes instituimos
sejam proveitosas ao publico sem detrimento das ren-
das publicas, e finalmente que as leis de amorliacao
cuja ulilidade he reconhecida, nSo sejam assim tao
s escancaras violadas.
Parece commissao : 1, que se deve facilitar
a acquisicio, por qualqner litlo, do terreno ou
edificios noces-arios para eslabelecimento ou edi-
ficaran de Inispilaes e oulros objectos pos ; 2, que
se deve fazer edecliva a ord. liv. 2, tit. 18, 1,
deveodo as corporacOes converlerem em apolices da
divida publica, denlro eerlo prazo, os valores
consistentes em bens de raiz; 3 que devem ser
obrigadas taes corporacOes a alienar os bens de
raiz que possuem com dispensa das leis de amor-
tisarao, cojo reiitlinienlo niio exceder de 6 por
cento, assim como quaesquer predios em ruina
ou qoe precisem de rcconslrucco oa grandes
colicortos, cujas despezas absorvam o respeclivo
reinlimenlo corrcspondenle|a mais de dous annos.oon-
verlendo seo produelo em apolices da divida publica;
Io, qoe se fara extensiva a disposirflo do alvar de
16 de selembro de 1817 a todos os bens de raiz at
boje possuidos por quaesquer corporacOes de mo mor-
a no caso de dentro de um corlo prazo allena-los,
convertendo o sea produelo em apolices da divida
publica ; 5", a decima de mo morta seja extensiva
a quaesquer corporacOes religiosas, e que depois de
am auno contado desta data seja elevada a 20 por
cento; 6, que sejam dispensados da referida deci-
ma e no municipio da corte igualmente de decima
urbana os edificios oceupados por enfermaras ou
hospilaes c oulros estabelectmenlos pios.
ti E neste sentido lem a honra de submetter de-
liberarlo da cmara o seguinle projecto:
quaesquer corporales de mo mora liccnfa para a
arquisiro, por qual quer titulo de terreno para ed-
Ikaro de igrejas, candas, cemileros extramuros,
hospilaes, casas de educacao e de asylo e quaesquer
oulros eslabelerimentos pios.
a Arl! 2. Os bens de raiz, qne na forma da ord.
liv. 2 lt. 18 lo'forem adquiridos pelas corpora-
ces de mSo morta, sern dentro do prazo de seis
mezes, contados da data da sua entrega, alheados, e
o seu producto convertido em apolices da divida pu-
blica, sob as penas da mesma ordenacao.
Arl. 3. A disposicio do alv. de 16 de setem-
bra de 1817 fica exleasiva aos bens de raiz possui-
dos al a dala da presente lei pelas corporacOes de
mo mora, no caso de dentro de seis mezes os alie-
na re ni c converlerem sea producto em apolices da
divida publica.
tt Art. 4." As corporacOes de mao mora scro
obrigadas a vender os bens de raiz qoo actualmente
possuem, ou possoircm por dispensa da lei da amor-
lizacao, cujo rendimcnlo annual nao exceder a 6
por cento do seu valor, ou que estando em estado
de ruina a despeza do seo concert exceder ao du-
plo do rendimento provavel de dous annos, devendo
igualmente o producto da sua venda ser convertido
em apolices da divida publica.
Art. 5. Ficam iscnlos do imposto da decima ur-
bana no municipio da curte, da segunda decima em
lodo o imperio, os edificios perlencentes a corpora-
cOes de mao morta que cstiverem elTectivamente oc-
eupados 011 applicados ao uso de enfermaras, hospi-
laes e de oulras funccOts p ias.
Arl. 6." A segunda decima dos predios perlen-
centes corpnracao de mo morta ser arrecadatla
na razao de 20 por cento da data desla lei cm dan-
te, e fica extensiva a quaesquer corporacOes de mao
morta, c assim aos predios urbanos, como aos rsti-
cos c quaesquer bens de raiz, comanlo que estejam
alugados, arrendados on aforados.
Arl. 7." Ficam isenlos do imposto la siza as
vendas de beits de raii actualmente possuidos por
corporacOes de mo morta que denlro de um anno
contado da data da prsenle lei forem effecluados.
a Arl. 8. A dlsposirao do art. 7 fica extensiva
nos escravos uue nSo fi/.crem parte tic engenhos de
assucar que pVssuirein as referidas corporacOes
Art. II." tii prazo? dos artigos 2 e 3 poderu
ser pelo governo prorogados al um anno.
Art. 10; Os bens das ordens religiosas de capel-
las, cotilrnrias e oulras corporacOes de mo morta
que por commisso ou como vagos, na forma da legis-
lado em vigor, se devolveren! ao estado, serao ar-
rematados, e do sen produelo, depois de convertido
em apolices da divida publica, melade ser applcar
do ao patrimonio de estabelecimenlos de caridade
do lugar ou provincia onde estiverein situados os
meamos bens, c a outra melade para patrimonio do
hospicio de Pedro II.
* Art. II. O governo fica aulorisado a crear no
municipio da corle autoridades administrativas que
fiscalizem a administrarlo e economa dos bens das
capellas, hospilaes e fabricas das igrejas, contrarias
das igrejas, contrarias, Irmandades e quaesquer oa-
tras CorporacOes de mao mora, cassando a seu res-
peito a jiirisdicrno que actualmente lem u provedor
dos residuos, o ao mesmo lempo para ettabelecer re-
aras que melhorem a administrarlo e economa das
mesmas corporales, assifn na corte, como nos difle-
renlcs pontos do imperio.
a Art. 12. Ficam revogadas as tlisposices em
contrario.
o Sala das commissOcs, 12 de julho de 1854.
filfa Fcrraz.S. A. de M. Taque. i>
Prorede-se n volacao do projecto n. 71 de 1852,
caja tliscusso ficou encerrada na seuSo anterior.
O projeclo declara que D. Marta Joaquina da En-
carnar.io lem direilo a recebar o meio sold do seu
marido. He rejeitado.
Entra em primeira discusto o projecto que fixa
em 1:4009 o ordenado annual do official-maior da
secretaria de polica.
O Sr. Augusto de Oliceira raquero adiamanto
do mesmo para que volle a commissao afim de ser
novamente considerado.
Esle requerimenlo he apoiado e depois de breve
dlscuss&o approvado.
Entra am discussao o orcamento da despeza da
repartirlo da juslica.
Tendo orado os Srs. Nebias, Virilo, Nabuco (mi-
nistro da josiica ) e Pinto de Campos, cujo discurso
j publicamos, encerra-se a discussao, mas verifican-
do-se nao haver numero para votar-se, levanla-se
a sessao.
Foram offereeidas as segulntes emendas, as quaes
depois de apoiadas enlraram em discussao juntamen-
te com o projecto.
e Ao S 4 addite-seelevados desde j a 6009 os
ordenados dos juizes municipaes ou da orphaos qne
os liverem menores.E augmenle-te i verba a quan-
lia de 10:0009. '
Ao 8 addlle-see estabeleclmenlo de Ule-
graphos elctricos.E angmente-se verba a quan-
ia de 15:0009.
a Ao 9 addite-seIgualados os vencimentos dos
conegos das calhedraes aos dos das calhedraes do
Maranhao o S. Paulo.E augmente-se verba a
quanlia de 5:3509.
a Ao 10 addite-seIgualados os venemcnlos
dos lentes do seminario do Maranhao e do grande
seminario da Bahia aos dos lentes dos de Pernambo-
co e do Para.E angmente-se verba a qaaotia
de 8:1009.. A. de M. Taques.Fatuto A. de
Aguiar. t
14
A' hora do coslumc, reunido numero sufcien-
te de membros, abre-sc a sessao.
Sendo lida e approvada a acta da antecedente, o
lo secretario d conta to segointe expediente :
Tres ofllcios do minislro da juslica, enviando o re-
querimenlo em que o Rvm. bispo de Pernambuco
pede, para o collegio do sexo feminino eslabelecido
naquella provincia, sob o litlo de Collegio de Nossa
Senhora do Bom Conselho, a faculdade de possuir em
bens movis e de raiz at a quanlia de 20:0009 ;
os decretos pelos quaes sao aposentados o bacharel
Cyrino Antonio de I.emos, no lugar de secratartbMo
supremo tribunal do juslica, com o ordenado an-
nual de 1:662. e o desembargador da relacao do
Maranhao, Fernande Pacheco Jordn, com o ordena
do annual de 1:200.Ho remetlido o primeiro a
commissao de fazenda, e os dous ultimo de pensOes
e ordenados.
Um requerimenlo do commissario geral da Terra
Sania pedindo que se declare qae o art. 45 da lei de
18 de selembro de 1854 comprehenda a resliluiclo
dos rendimenlus havidos e que se liquidaren], desde
a poca em que a casa pa dos orphaos da cidade da
Bahia tomou conta dos bens sequeslrados aos esmo-
leres da Terra Santa por ordem do governo at a-
quella em que os enlregou.A's comraisses reuni-
das de fazenda e slica civil.
Sao julgadas objectos de deliberacao, e vo a im-
primir para entrar na ordem dos trabalhos, as se-
guintes reseluees:
a A' commissao de pensOes e ordenados, em vala
das razos exaradas no prembulo do decreto de 20
de maio ultimo, pelo qual foi concedida a penso an-
nual da 1209 a Francisco Matheus da Silva, guarda
nacional do esquadrao de cavallaria da capital da
provincia de Minas Geraes, razOes que se acham
comprovadas pelos documentos annexos copia do
citad decreto, julga que a mencionada penso esl
inconleslavelmeute no caso de merecer a approvaco
do corpo legislativo, e para esse fim propOe que ss
adopte a resnlucao seguinle:
o A assembla geral legislativa resolve :
ti Artigo nico. Fica approvada a penslo annual
de 1209 concedida por decreto de 20 de maio do
arralo anno a Francisco Mathensda Silva, guarda
nacional do esquadrao de cavallaria da capital da
provincia de Minas Geraes.
< Paco da cmara dos depulados 14 de junho de
1854.J. E. de N. S. Lobato.D. F. B. da Sil-
veira.Gomes fibeiro.
A commissao de pensOes e ordenados, lendo at-
lenlamente examinado os documentos annexos
copia do decreto de 31 de maio ultimo, pelo qual
foi concedida a penso annual de 6009 a D. Mara
do Carmo de Sonza Mello, viova do coronel Joao
Francisco de Mello, julga qae a referida penso est
no caso do merecer a approvaco do corpo legislati-
vo, e por isso propOe que para tal fim se adopte a
resdnco seguinle :
a A assembla geral legislativa resolve :
de 6OO9 concedida por decreto de 31 de maio do
correte anno, a D. Mara do Carmo de Souza e
Mello, em rcmuneracao.dos servicos prestados pelo
sen fallecido marido, o coronel Joao Francisco de
Mello.
' Pajo da cmara dos depalados 14 de junho de
1854.J. B. de A'. S. Lobato. Gomes Ribeiro.
D. F. B. da Silceira.
A irmandade da santa casa da Misericordia da
cidade de Sorocaba pede urna lotera em beneficio
do hospital a seu cargo.
tabelecimenlos se deve todo o soccorro possivel, e
porque o peditlo verse sobre urna nica lotera, he
de parecer que se adopte a seguinle resolucao :
tt A assembla geral legislativa resolve :
it Artigo nico. O governo mandar extrahir em
favor do hospital da sania casa da Misericordia da
cidade de Sorocaba urna lotera igual em plano s
que foram concedidas santa casa da Misericordia
desta curte.
o Sala dascommisses 11 de junho de 1854.Sil-
va Ftrraz.Taques.
Sao. approvadns os seguintes pareceres:
A commissao tle juslica criminal, examinando o
projecto-do Sr. Nabuco de Araujo a respeito de al-
gumas alterarles s leis do processo criminal, he de
parecer que o mesmo projeclo deve ser discutida por
canter reformas uleis, reservando-sea proposirSo de
emendas no correr tas discussOes.
tt Paco da cmara dos depulados 14 de junho de
1854./.. .*. Barbosa.B. A. de M. Taques.
Jos Antonio de Magalhaet Castro.
tt A assembla provincial de Minas Geraes repr-
senla a necessidade de melhorar-se o oosso systema
de pesos e medidas, e de es(aheleccr-se um patlro
que regule cm lodo o imperio.
a A commissao tle fazenJa ha de parecer que a
inclusa representadlo fique sobre a mesa, para ser
tomada em considerarlo na segunda discussao de um
projeclo que existe a tal respeito sujeito dciibe-
rae "o da cmara.
- Sala das commissOes 12 de junho de 185-4.
.S'ifrfl Ferraz.B. A. de M. Taques. i>
Pede a priora da congregaran das irmis do Co-
rarao de Maria a conresso do qualro loteras para o
reparo do convenio da liba dos Fradcs, que oc-
cupani.
tt Arommissao de fazenda, para poder dar o seu
parecer, precisa que o governo informe sobre os sc-
guintes pontos, qu por esle reqner :
tt 1 Se o convento a que a supplicante se refere
he propria nacional.
o 2. No raso da aflirmaliva, em quanlo monta a
despeza provavel to sea concert.
tt Sala das commissOes, 12 de junho de 1854.
Sirea Ferraz. B. 4. de M. Toques.
a Para que possa a commissao de fazenda dar seu
parecer sobre as inclusas representaces da assem-
bla provincial de Santa Catliarina, que peda que
os foros dos terrenos de marinhas situados na mes-
ma provincia facam parle da renda das cmaras mu-
nicipaes a cojo dlilrlcto pertencessem, precisa e re-
quer que se peca ao governo informa^Oes sobre os
segrales pontos
1. Em quanlo monta a renda annual prove-
niente de foros de terrenos de marinhas situados na
provincia de Santa Calharina.
2. Se conven) a concluio pedida pela referida
assembla provincial.
Sala das commissOes, 12 de jnnlio de 1854.
Silva Ferraz. Taquee.
tt A assembla provincial de Sania Calharina pe-
de a mneossn de 4 loteras, cxlrahidas nesta corle,
afim de que com o seu producto possa fazer face s
despezas que demandam os reparos e ronslrurco
das malrizes da mesma provincia.
a A commissao de fazenda enlendo c he de pare-
cer que nao convem augmenlar-se o numero das lo-
teras concedidas, e que a assembla provincial de
Santa Calharina, dentro da rbita de suas altrbui-
cOes, pode promover a acquiscdto de fundos para o
referido fim sem recorrer ao expedanle proposto.
a Sala das commissOes, 12 de jnnho de 1854.
Silva Ferraz. Taques, n
Para qae a commissao de fazenda possa'formar
algum trabalho sobre a ordem do processo das exe-
cuees da fazenda c melhoramenlo da arrecsdacSo
da divida da nacao, requer que se pernm ao gover-
no quaesquer relatnos ou representaces que exs-
lam sobre o objeclo indicada.
a Sala das commissOes, 12 tle junho de 1854.
Silva Ferraz. B. A. de ti. Taques.
Sao lidos os seguales pareceres e ficam adiados
por lerem pedido a palavra sobre o 1. o Sr. Paula
Candido, e sobre o 2. o Sr. Pereira da Silva.
Para as despezas do calamento das roas desta
corte pede a respectiva cmara municipal a conces-
tSo de 40 loteras.
A commissao de fazenda entend; e he de pare-
cer, visla de muilas razOes que sobre esla materia
naturalmente occorrem, e em virtude de oulras me-
didas que sobre este assumplo se tem tomado, qae
se ndeflra o incluso requerimenlo.
ti Sala das commissOes, 12 de junho de 1854.
Silva Ferros. Taques. "
a As irmandades do Santissimo Sacramento das
freguezais de Santa Anna e-de S. Jos desla corle
pedem a eoncessao de loteras para as obras de suas
respectivas malrizes.
< A commissao de fazenda, atlendendo hem para
grande numero de loteras J concedidas, para a
condico das referidas freguezias, tao ricas de cari-
dada e zelo religioso, a ponto de, rnenle pelo con-
curso dos fiis, nellas celebra rem-se festas com gran-
de pompa e esplendor, he de parecer qne se ndefi-
ram seus requerimentos.
tt Sala das commissOes, 12 de junho de 1851.
5fra Ferros. Taques.
Sao approvadas em primeira discassao as resolu-
rOes qae concedan :
2 loteras s casas de caridade de Coab ',
4 provincia de Goyaz para varas malrizes ;
4 as casas de caridade do Maranhao ;
2 santa casa da villa de Valenra ;
2 ao hospital de Jacarehy em S. Paulo ;
1 ao hospital da cidade de Larangeirasem Sergipe;
4 ao hospital de caridade do Cear ;
..4 ao hospital de caridade do Ouro Prelo;
. 1 ao hospital de S. Pedro da villa da Barra na
Bahia ;
6 aos lazaros da S. Paulo.
Entra em 1.a discussao o seguinle projecto :
a A assembla geral legislativa resolve :
c Arl. 1. A cmara municipal do municipio neo-
tro fica autorisada a fazer correr todos os annos seis
loteras pelo plano das actualmente adoptadas.
tt Art. 2. Os impostos e o beneficio dessas lote-
ras pcrleucero exclusivamente cmara munici-
pal.
a Art. 3. A' cmara municipal compete exclusi-
vamente tudo quanlo diz respeilo a Iheatros c diver-
limenlos pblicos da cidade, podendo auxiliados e
promov-los denlro das forras da consignado esla-
belerida nesla lei.
a Paco da cmara dos depulados, em 27 de maio
de 1853. Justiniano Jos da Rocha.
O Sr. Augusto de Oliveira combate o projecto, e
entre outrasrazees diz que se passar o precedente
de qae as municipalidades devem ler loteras assim
como os estabelecimenlos da caridade.nflo sabe onde
iremos parar, pois se a cmara municipal da corta
nao se acha em circumslancias favoraveis, em ped-
rs ainda se acham as das provincias.
O Sr. Justiniano Rocha sustenta o projeclo, fi-
cando a discassao adiada pela hora.
Entra cm discassao o orcamento da repartirn dos
negocios estrangeiros.
Ora o Sr. Jacintho de Mcndnnca e depois delle o
Sr. Braodo, o qual prononcia o segointe discurso.
Bem sei, Sr. presidente, que as conveniencias pu-
blicas e a prudencia exigem que em materias que
dizem respeito as relaeOes exteriores se guarde toda
cautela, loda reserva, loda circumspeccao, mas sei
tambem que esse expediente nao ser dos mclhores
quando se tratar de assamptos da poltica externa
que exijam esclarecimentos e concurso da opiniao
publica, para secundar e fortalecer aeco do go-
verno.
Neslas circumslancias, digo eu, o silencio do cor-
po legislativo seria am mal, porque dara a enten-
der que, 00 elle nao prestava a sua adheso pol-
tica do governo, ou olhava com indifferenca para os
negocios exteriores.
Se consultamos o que se passa na Inglaterra, ve-
remos confirmado oque en acabo de expender ; all
muilas discussOes tongas e calorosas, muilos debales
importantes lem havdo em diversas pocas a respei-
to das relaeOes externas do paiz. ltimamente a
grande quesln do Oriente nao deixou de prestar-se
a nma larga e animada discussao no parlamento bri-
tnico, c slo na mesma occVao em que a solicitado
do gabinete inglez appcllava para a silenciosa aclivi-
dade das chancellaras.
Os Srs. lords Palmerston, Cuiden e muilos oulros
oradores distinclos alrnram suas vozes em sentidos
diversos sobre aquella quesiao, e fizeram revelar,Oes
qu al essa dala os governos adiados tnham enten-
dido conveniente nao deverem fazer.
Assim, pois, nao me seja levado a mal que ea fa-
ca algamas ligeiras observacOes a respeito da nossa
poltica externa, particularmente com dous povos
da America Meridional : quero fallar das repblicas
do Uruguay e do Paraguay
Sapposto que eu nao repute nteiramente acertada
a marcha que tem seguido o gabinete acerca dos ne-
gocios do Uruguay, e qae nutra bem serias descon-
fianzas deque ella venha a ser causa de gravescom-
plicac/ics no futuro, todava me abslcrei por ora de
ataca-la, para nao accrescenlar os embaraces que
supponhoj exislrem, esperando comludo, como
espero, qne o governo comprehender bem os seas
deveres, e conseqaentemente procurar modificar a
silaacao e remover com lempo lulo quanto com-
prometter possa a honra e paz do imperio, entretan-
to dirci alguma cousa que roe parece nao dever cal-
lar para servir-lha de lembranca auxiliar as medi-
das que ulteriormente houver de tomar.
O honrado minstro sabe que a revolurao princi-
piada em julho na repblica do Uruguay e ultima-
da em selembro do auno passado foi um successo
que leve, causas conhecidas e at apuntadas c discu-
tidas antes do acontecimenlo a qne deram origem,
urna deslas causas, e sem duvida a principal, (oi a
tentativa feita polo Sr. Gir para acabar .com a liber-
dade de impreusa tle que gnzavam os Oricnlaes, c
assignalo este Tarto porque he sabido que logo que
elle se deu, a irritaran ganhou todos os espirilos, e a
revolla apparecea. Ora, se observarmos os passos
que vai dando o governo arlual da repblica, co-
nheceremos que elle parece eslar disposlo a ir mar-
chando pela mesma senda (rilhada pelo Sr. Gir ;
compre portante que o governo imperial tenha to-
da cautela para evitar de prestar apoio tyrannia
em detrimento da liberdade do Oricnlaes, para evi-
tar mesmo nm confliclo com a naeo inleira em hy-
potliese scmclhanlc do Sr. Gir. Sei bem que o
presidente decahitlo liuha inhbaos de oulra ordem,
e por diversas causas, mas sei lambem que se elle
nao leulasse conlra o baluarte das libcnladcs publi-
cas (a imprensa), o seu governo iria vivendo ; por
ronseguinle o exemplo de sua queda, a causa priu-
clpal della nao devem ser esqtiecidas pelo gabinete,
que realisou uaquellc paiz a inlcrveoco armada em
poca no mea entender evidentemente inconveni-
ente.
As noticias vindas do Uraguay dizem que a Sr.
Venancio Flores propoi aocongresso legislativo um
projeclo para coarelar, ou aoles acabar com a liber.
dade de impreusa, o accretcenlam qae islo tem pro-
dnzido urna grande excita cao ; e,pois, julgo conveni-
ente, julgo mesmo de urgencia, que o governo pres-
te seus boni conselhos aqnelle leuhor para que se
incline a melhor caminho, para que nao opprima os
seus cnucitladaos fiado as armas a proteccao do
Brasil, c islo tanto mais me parece Indispensavel,
quauto recciu muito que de improviso nos vejamos
na situaco dolorosa de representar no Uruguay um
papel pouco digno de nossa lealdade e da poltica
justa de que nao nos devenios afaslar.
He umu verdade alicatada pela historia de lodos
os lempos quo as iiitorvencOes armadas sempre an-
dar acompanhadas de odiosidades e profundos rao-
cores, e que nunca o povo que recebe urna forra
estrangeira no seu territorio comojinterventora, deixa
de consagrar-lhe urna decidida averso.
Ora, se isto he exacto, se em differenles pocas
e paizes differenles as inlervencOss armadas tem
lido sempre contra si a prevenco e odio nacional;
so na maior ia dos casos ella tam provocado reaeces
espantosas, nao haver quom dtixe de pensar comi-
go que o governo do Brasil devo obrar prudente-
mente, para que esses deploravais resultados nao
apparecam contra a inlarvenctt que elle lalve
inopportunamentc, julguu dever realisar no Uru-
guay ; e o melhor meio qae eu descubro para ob-
ler-se aquella- flm ha servir o mesmo governo do
conciliador, a nao da auxiliar do Sr. Florea, se elle
por ventura quizar plantar o despotismo no seu
paiz. Pergunlo eu : sa acontecer qae a (orea bra-
silcira, hoje estacionada em Montevideo, venha a
tornar-se objeclo do odio daquella narao, o qoe
Dos nao permuta, se sueceder qua nao obstante a
sua perseoca all se levante nm grupo assax pode-
roso, c composlo da maioria da nacSo, pora de-
bellar ao Sr. Flores, o que dever fazer o nosso
governo .* Qae attitude deveri lomar aquella tor-
ca ?
Urna voz:Deve apoiar o governo legal.
O Sr. BrandOo :A este aparte respondo que
nem sempre he possivel apoiar-se o governo legal.
Se a narso em peso lhc nega o seu apoio ; se elle
nao enconlra noseio do paiz,nma garanta de exis-
tencia, como he qoe a forra interventora o ha de
sustentar1! O gabinete actual sabe bem disto : sus-
tentou elle por ventura o Sr. Gir ? E esse seuhor
nao era o presidente legal do Uruguay T "
Eu faco estas observares, porque considero que
a intervenco foi extempornea, porque julgo que To-
ra melhor adoptar ama posicao armada expectante,
porque finalmente nao desejo ver o meo paiz en-
volvido e* lulas ruinosas, e que podem corapro-
metler a sua dlgnidade. Passarel aos negocios do
Paraguay.
Um fado, senhores, mullo grave t digno de to-
da nossa attencao se passou na repblica do Para-
guay, fallo da insollla expulslo do nosso encarre-
gado de negocios ordenada pelo presidente da-
quella repblica; parece-me sar o primeiro caso
desta ordem que se tem dado na nossa poltica ex-
terna.
f/m Sr. Deputado:Houve o do Sr. Drammond
no negocio dos chooreps.
Ouro Sr. Deputado:Em Buenos-yres com o
Sr. Ponas Ribeiro:
O Sr. Brandao:Respondendo aos apartes, di-
rei qae o faci qae se deu edm o Sr. Leal no Pa-
raguay me parece achar-se revestido de circuins-
tancias mais aggravantes, e ler nm alcance muito
mais serio do que aquelles dous, e por isso se me
permitlir que eu faca a respeito delle ligeiras con-1
sideracOes.
Enlendo que a poltica seguida pelo nosso gover-
no em suas relaeOes com o do Paraguay tem sido
fundada nos principios de juslica e de reconhecida
lealdade; por conseguinte nao posso deixar de qua-
lificar como .-atentatorio de nossa djgnidade o pro-
cedmenlo que leve o presidente Lpez com o nos-
so agente diplomtico, fazendo-o sabir do territorio
da repblica sem causa conhecida, e conlra as regras
do direilo das gentes, e pratica recebida entre as
nacOes cultas.
Assim pois he de meu dever declarar ao nobra
ministro dos negocios estrangeiros que elle nao
cumprir com os seus deveres sa nao empregar
todos os meios que as circumslancias xigirem pa-
ra chamar a razao o Sr. Lpez, que parece ler-sa
esquecido do quanto tle ve iimrieiicia a boa* offi-
cios do Brasil.
E tanto mais me persuado que he urgente na
descansar sobre esla materia e desenvolver a mai
enrgica actividade, quanto roe musa que o Sr.
Lpez nao nutre htenme-; pacificas a nosso respei-
to, e trata de preparar-se seriamente, fazendo gran-
des compras de armas, e procurando adquirir va-
pores para serem montados em p de guerra, sendo
que de um mesmo habitante do Paraguay obtive eu
a informaran de que prximamente receben elle da
Europa 18,000 armas. Pode ser que baja uisto
exageractlo, mas o que he corlo he que naquelle
paiz se preparam armamentos superiores as suas ne-
cessidades internas.
1'nrlanto repito que o gabinete deve estar vigi-
lante, deve -procurar informar-se de tudo isto,
lambem do fim verdadeira da viagem qua esla fa-
zendo na Europa o pino do mesmo Sr. Lpez,
general em chefa do exercilo da repblica, porque
segundo igualmente fui informado, elle nao paree*
bom.
Todas estas cousas, a alem dellas as reluctancias
do presidente do Paraguay em concluir comnosro
um tratado de limites sob bases justas e razoaveis,
suas pretenc,es exageradas, a maneira porque des-
pedio o nosso agente diplomtico, e finalmente o
modo imperioso porque declaran qoe nao abrira
seus rios uavegacao do Brasil emqnanlo aqnelle
tratado de limites nao fosse ajustado segando 4 sua
vontade, levam-me a crer que negocio deve ser
seriamente considerado, e que ao governo compre
nao descansar emquanto nao obtiver urna solacio
digna da honra da |naco. Confio que o honrad
minislro lambem o entender assim.
Enlrarei agora em outra ordem de considerarles.
O Brasil, cujos cofres lem sido como que esgolados
em proveilo das repblicas do Frata, e com grarvis-
simo detrimento de sua lavoura edas diversas indos-*
Iras, que definham, fez em 1851 um empreslinw'
ao general l rquiza de400,000 pataedes, nlocontan-
do com oulras soinmas considera veis que foram
parar ao poder do dito general, cslipolando-se era
um tratado que nessa occasio foi celebrado com o
mesmo general, que esla divida e seus juros seria ia
pagos, ou pela repblica de Buenos-Ayres ou pt Ma
de Corrientes, se me nao emgano.
Ora, depois daquella dala at boje diversas Ira tis-
formates lem occorrido na confederagao Arge oli-
na, sendo urna dellas achar-se Baenos-Ayres fora
da commuohao. e do alcance da autoridade de Ur-
quiza que preside hoje a confederarlo ; desejr 1 ea
pois saber, quizera mesmo que o honrado mi stro
me disscs'C o que lem occorrido a respeilo daq nel-
les quatrocenlos mil pataroes; queui assumh) a res-
ponsabidade, quem he o garante ?
Fajo esta pergnnta porque devo saber o des1 Uno
que tem os dinheiros pblicos, que nada menoi 1 re-
presen lam do que os sacrificios de milhares de c ida-
dios qae pagam impostes velatorios. Espero 1 (or-
lante que o uobie minislro me satisfar, ja que
o seu antecessor o nao fez na sessao do auno pas-
sado.
Tambera desejava que S. Exc. m< dissoBe se 1 en-
lende que a obrigac,ao que o govurno assumi o de
pagar ao Sr. rnmmcu dador I renco, boje bar o de
Maua, a quanlia de 84,000 patacOcs quo- o"m asmo
senhor emprestara ao governo de Montevid o, sa
acha fundada cm algum acto legislativo, e far o es-
ta pergunta pilo motivo que vou declarar.
O Sr. baro de Mau fez aqnelle emprestim o sem
intervenido nem garanlia do aoverno do I .rasil ;
esle continan c contiunaa dar ao governo d> a Uru-
guay o subsidio que o poder legislativo coi acedera
na sessao do anno fmdo ; c no enlanlo respe eosabili-
sa-se ao dito Sr. Iiar&o de Mau pelo pa- jmenlo
de cmpreslimo que havia felo, de maneira que dei-
xa a suppor que esle empenho esl fora do subsidio,
e rnn-tiluc urna snmma distincta; se assim The o ao-
verno o nao podia fazer, porque est 1 Anigado a
nao ullrapassar os limites da lei que c oncedeu o
mesmo subsidio ; c porque quero lera mi 11! ia cons-
ciencia sempre tranquilla, quando se trata r desla e de
outras semelhaules, peto ao nobre minit ilro que me
explique e declare os fundamentos e UM ,es que hou-
veram para aquella transformarlo, e se a disposcilo,
da lei foi altendida.
Sr. presidente, nao concluir! o meu discarsosem
chamar a alicario do nobre minislro, sem invocar
a sua solicilude a respeilo de um impor' lanle assump-
lo que se acha mencionado no seu re inlorio ; fallo
desee iniquo ftifl Aberdeen publicado va Invlateira
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DIARIO DE PEMARBUCO, SKBBADO S DE AGOSTO D 1854.
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em 184,iio qual le acha consagrado como dircilo
o abuso da torga. ( Apoiados. )
Vejo no rrI,ilorio de S. Exc. indicadi) mu fado
que me contrista, e que deve migoar a todo Brasi-
lero ; he o que leve lugar entre o brigue ngle
Bnnetta e o hiale nacional Lagunense. ( Apoiados)
O commandande daquelle brigue leve n.1o si a nu-
sadia de insultara no do busca no liiate de que so trata, como pralicou o
arrojo de abrir papis officiaes que eslavam sellados
com as armas do imperio I I
O Sr. Corrria das Seres: Foi ver se dentro
delles eDcontrava alguns Africanos.
O Sr. Brando: lim tal proccdinitnto insul-
tante e indigno como be, nao honra a nogao que o
autorisa, e deve dispertar o soffre toda a energa e actividade, para consegu
que elle nlo seja repelido ; eu pois coran Brasileiro
justamente indignado por scmelhanlo violeucia pra-
licada contra i dignidade do meu paiz, pego ao no-
bre ministro que se esforc para obter do governo
inglez arevogacSo do Sflde 185. que nes expe a
taes ultrajes, e creia V. Exc. que com isto faro o
olis importante servigo .i nag.lo a que pertence.
O Sr. Correia das Nev*: Vonladc lera o Sr.
ministro.
O Sr. Brando: Concluo aqu, Sr. presidente,
ai ligeiras obsorvagoes que linha a fazer, dizendo ao
honrado ministro que adopte urna polilici pruden-
te i juila, porera enrgica e vigorosa em relajo ao
Paraguay, que nao trepide diante dos embaragos
que o presidente daquclla repblica pretenda oppdr,
c que tcuh.i ,1 certeza de que se desgragadamente
ehegar o casus belli, S. Exc. se achara apoiado pe -
la torga e energt da nag3o, que nao recuar em
presenga de sacrificio algum para defender n sua
honra, os seu direitos, e a inlegridade do territorio
que lht pertence.
O Sr. Limpo de Abren (ministro do% negocios
estrangeiros) respondo aos oradores que o precede-
rn) e expriroe-se da maneira seguinte':
Sr. Limpo de Abreu ( ministro dos negoci-
ios estrangeiros): Principiare i por ler a honra
.de responder ao nobredepurado que acaba de oceu-
par tribuna, e antes de dar algumas cxplicigies
sobre o discurso que elle acaba da proferir nao posso
deixar de agradecer-lhe a maneira porque Iratoa dos
grave* objeclos que acaba (fe tornar em considera rilo.
Sentindo que o nobre debolado niio pense exacta-
mente como o governrj**cerca da intervenco do
Brasil nos negocios jl Repblica Oriental do Uru-
guay, nao pono deixar de recoohecer ao memo lem-
po que 1* observagoes qoe o nobre deputado fez nao
poderadeixar de contribuir para darapoio a poltica
que m tcm seguido.
nobre deputado disse que jolgava que a inler-
encSo nlo devia efTectuar-se na nrcasilo cm que
resolvida coovindo que o governo esperasse mais al-
gum lempo para enlno lomar urna resoluto a csc
respeilo, e ver se a iutervengao era ou no aconse-
Ihada pelos Interesses do paiz. Divirjo desta opi-
niao do nobre depulado. O governo deeidio-sr- a
inlervir quando esta medida nao podia ser prneras-
linsda sem que os interesses e conveniencias do paiz
;o"ressem grave detrimento. ( Apoiadot. ) O nobre
deputado ha de recordar-se que a revoluto que Irou-
xe o abandono da lutoridade do Sr. Gir leve lagar
em 25 de setembro do anno prximo pausado, e que
o governo do Brasil nao inlerveio senao em princi-
pios de Janeiro do presente anno. Alm disto, in-
lerveio depois que reconheceu que o governo provi-
sorio era respeitado e obedecido em loda a repbli-
ca, tendo o paiz lodo a elle adherido. O governo
imperial inlerveio, em lira, porque, embora se ds-
sem estas circunstancias, todava appareciam symp-
tomas de divlsUo que faziam receiar novas desordens
e perlubaries no Estado Oriental. E pois o receiode
qoe novas desordens apparecesscm na repblica do
Uruguay, e a certeza que havia de que o governo
provisorio era j obedecido, indicaran! ao ovenio
ilo Brasil que era chegado o lempo de inlervir.
Peco agora ao nobre deputado por Pernomhuro,
ti.
;
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :...,
pela forma que o nobre depulado julga convlr; mas
tambem que o caracler pessoal daquelle ministro
dn todas as garantas de qoe elle seguir urna linha
de conduca tal qual o nobre deputado deseja.
O Sr. F. Octatano : Apoiado.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros...
c que he em verdade a que mo parece raais con-
forme com os interesses c diguidade do Brasil.
O Sr. Brando : Apoiado. He isso o que eu
quero.
O Sr. Ministro dos Segocios Estrangeiros:...
O governo nao tem outro fnn, ni intervengan que
foi solicitada, senao pacificar o Estado Oriental, c
concorrrr lano quanlo Ibc he possivcl para que all
se estabelegam habilos conslitucionucs, c governo
se possa consolidar.
Ora, eu cnlendo, como entende o nobre depulado
pela provincia de Pernambuco, que os meios mais
eflicazes para se conseguir este lim serao sem duvi-
da.aquellcs que assentarem no resuello dos princi-
pios e nocumprimonlo das leis, c nao cm medidas
extraordinarias e violentas ; eslas iriam de encon-
tr aos fins que o governo imperial se prope.
Fallou o nobre deputado acerca do empreslimo
feilo pela casa do Sr. Guiraaraes ao governo do Es-
tado Oriental, ecuja responsabilidade o governo dn
Brasil tomou ltimamente a seu cargo. Ilirei ao
nobre deputado que este empreslimo foi feilo ao go-
verno do Estado Oriental anula no lempo em que
era presidente o Sr. Gir. O ministro do Brasil que
entao se achava acreditado junto quclle governo
inlerveio neste empreslimo : se por ventura elle no
livesse interposto a sua auloridade e os sens bons of-
licios, para que esse empreslimo fosse feilo, cerla-
menlc a casa do Sr. Guimaraes nao o lejia forneci-
do ao governo do Estado Oriental do Uruguay. He
cerlo que o ministro do Brasil nao eslava cipressa-
menle autorisado para o acto quepralirou ; m.-'sr'?-
pois que elle pralicou este acto o governo nao odes-
approvou, ante spelo contrario rcconhcceo que cen-
correndo o empreslimo para dar a Torga administragao
doSr. Gir, e evitar talveznma revoluto queja en-
tao ameagava o paiz, tinlia feilo bora servigo. Sen-
do islo assim, creio que o nobre depolado pola pro-
vincia de Pernambuco ha de reconhecer que, se nao
havia por parle do governo Imperial urna obrigagao
restricta de lomar a si a responsabilidade desse em-
preslimo, todava me parece que nao pode descon-
vir em que a hoora do governo eslava al cerlo pon-
to comprometlida. {Apoiado.)
O nobre depulado pergunlou anda se acaso a
quanlia dcsle empreslimo eslava incluida no subsi-
dio que o governo do Brasil foi aulorisado pelas c-.j
maras para fornecer ao governo da Repblica Orien-
tal do Uruguay, ou se era um empreslimo a parte,
ealm da quanlia volada pela assembla geral. D-
rei ao nobre depntado pela provincia de Pernambu-
co que esle empreslimo est Incluido na quanlia do
subsidio que foi concedido pela asiemblca geral,. .O
nobre deputado sabe que durante os mezes de Janei-
ro, fevereiro e margo nao te forneceu ao goven-o
oriental senao a mensalidade de 30,000 patacoes.
Perianto, uestes 3 mezes fieou sobrando a quanlia
de 90,000 patacoes : temos, pois, estes 90,000 pata-
cues para satisfazer aos 84,000 correspondentes ao
empreslimo feito pela casa da Sr. Gaimaraes ; e
alm disto, ainda nos sobraran! 6,000 patacoes se
acaso o juro desle empreslimo nJo zesse com que a
quanlia do empreslimo na occasi.lo em que tiver de
ser paga exceda nm pouco a 90,000 patacoes; mu
este excesso, declaro ao nobre depulado qoe se nao
ficar incluido no somma votada pela assembla
ral, ha de ser deduzido da mcusaiidade que livelr-
mos de fornecer ao governo do Estado Oriental
ultimo mez.
O Sr. Brando :E elle j pede o augmento d-
30,000 patacoes ; o governo do Brasil nao decidi1
ainda. r^T----------
O Sr. Ministro dot Negocios Estrangeiros :J
se conceden esse augmento, mas de abril por dan
quem pega a palavra, o presidente vai por a votos,
quando verifica-e nao baver casa.
Fica encerrada a discutido e levanta-so a sessdo.
-i'imiin
CORRESPONDENCIA BQ DIARIO DE
. ,%: por tanto sempre ficam os 90,000 patacoes d/s
aquem Iculioa honra de responder, que haia de al- ... I /
ni e/es de Janeiro, fevereiro e margo. Nao sei se ,'me
L
tendera que esla fnlcrvengao nao foi imposta re-
publica do Uruguay, ella foi solicitada pelo governo
Jg^republica. Esta circumstanria eslabelege na
rM;ll|laopiniao urna graude differenra entre a inler-
vengao""0 exercemos no EsladnOrienl ^"
inlerveJfcf^^ue TeTn^WIrrWrrrorauas. 't
He verdade, senhores, que o governo'
decarou na circular de 19 de Janeiro do correlo
anno que poderiascr obrigado n inUrvirnaqucllc Es-
lado, ainda mesmo contra vonladc do governo res-
pectivo, e islo teria lugar se por ve'itura a seguranga
immediata do imperio e a defeza de seos interesses
essenciaes o compellissem a tomar urna lal posigdo;
mas felismen i- oo se deu a hypolhese jue se havia
figurado na circular de que acabo de fall ir. Ogover-
no do Brasil inlerveio, he verdade, nos negocios do
Uruguay, mas interveio porque a sua inhrvengSo foi
solicitada pelo governo da repblica, que acabava
de ser reconhecido pelo governo imperial.
Concordo com o nobre deputado por Pernambuco,
a'quem respondo, em qne o governo do Brasil deve
ter lodo o cuidado e vigilancia a m do conservar
poro o principio interventor, arredondo dcllc loda
a SHspeila de parlicipagao em qualqaer medida vio-
lenta ou extraordinaria qne o governo da repblica
posea julgar indispensavel.
Por esla occasiSo o nobre depolado por Pernam-
bnco referi urna medida restrictiva daliberdade da
imprensa que foi adoptada ltimamente naquelle
paiz.
Permita o nobre deputadoque eu Ihe declare des-
de j qae a nossa legagao nenhuma parle leve na
proposigdo desta medida.....
O Sr. Brando:Eslou bem O Sr. Ministro dos Negocios Kstrar,geiros:He
verdade qae os adversarios da interven, ao quizeram
fater reeahir na legagao do Brasil a suspeita de qne
ella hara acooselhado a medida; porm digo ao no-
deputado qoe hoje nao ha lalvez ninenem naquelle
pii que ignore a nossa legagao fui intoiramente es-
Iranha a semelhinle medida.
Tem apparecido differenles declarages neste sen-
tido, e urna circular ltimamente expedida pelo Sr.
^Agatinos, ministro dos negocios nstrangeiros, na oc-
casiAo ele mandar executar a lei, diz expressamentc
qine he pcrmillida toda e qailquerdisciissdo razoavel
acerca o'a iotervengao do Brasil.
O uol ir depulado comprehender perfeilamete o
alcance desla declararlo. Ella prov;. tanto qnan-
tohepoiivel que a nossa intervengan nao qaer de
maneira alguma excluir o exan! e aoalise dos seus
actos.
O nobie depulado disse que havia loda a analo-
ga entre a medida que acaba de ser lomada pelo
governo to Sr. Flores e a que tomira o Sr. Gir
pouco antis dTsl deposigJo, quando proenrou, por
meio de um decreto, reprimir a librdade daim-
prcasa. I'ego Ikenga ao nobre deputado para ob-
servar-lhc que nao ha scmelhanga algama entre
urna e oulra medida, nem na forma nem na mate-
ria ; porque nao se pode sostenter que a medida que
foi approva da ltimamente no Estado Oriental mo
passatse pe o processo prescrplo pela eonslituigdo.
O nobre Reputado sabe muito bem que a medida
de quo se tala foi approvada pelas rimaras e sanc-
cionada pel > poder competente ; entretanto que a
medida loire ida pelo Sr. tur na poca a que o no-
hro deputado se referi foi urna medula Ilegal, para
a qual o Sr. Gir nao erlava autorisado, e que s
as cmaras legislativas podiam decretar. Ndo ha
tambem seme Ihanga as disposigOes que contera ca-
da uma'daJuas medidas.
Acredito Uimbem que nao foi esla a causa que
Irouxe os aeon tecimentos rcvoUcionarios que tve-
ram lagar riac.iuelle paiz cm setembro do auno pas-
sado.
O Sr. Brando : Precipiluu-os.
O Sr. Mim'ttro dos Negoc'os Estrangeiros :
l.enibre-te Biein o nobre deputado pela provincia de
Pernambaca] 1"* e,'a medida se tomou quando a ef-
fcrvaUMieiol Muanosges ronlra a ad-
minitrarQ fio Sr- '",'r" (inliam quasi chegado a um
estadaqac fiuU ao governo do Sr. liir desesperar
da conservar0 da seguranga publica e da sua pro-
pria conserva |S> tem recurso i medidas extraordi-
narias, No i asi) presente nio se deiam as memas
circumibincia > > a medida solicitada las cmaras le-
gislativas pcl a a-dminislragao do Sr. Flores he devi-
da a cansas n mito diversas.
Sem emba SO i lo que acabo Je dizer, lenho maila
ssalisfago cm asseverar ao nobre depulado, nflo s
que as inslrui enes que tem sido dadas ao nosso en-
viado extraer din ario e min stro rlenipoleiiciario
junto ao govertno da Repblica Oriental do Uruguay
lhe prescreveiVi dever aconielhar quclle gover-
no... L
O Sr. Bramiao-: Apoiad<). He isso o que en
quero.
Bx comprehender. /
O Sr. Brando :Sim scnbor, perfeilamenU*.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros : O
nobre depulado chamoei a altengdo do governojpara
urna medida que na sua opiniao, e na de tniUfv. of-
MM|Mh 'ftnm scm^irrila_ps.,direilos da nossa su|f]erania e
independencia ; lal lies? oipriffX8ri\uc sujeita
visita dos cruzadores britnicos os navios brasileirs.
Drei ao nobre deputado que o governo nao se es-
quece de empregar os meios que julga mais proprios
para se obter a revogago dosta medida ; continua,"!
a emprega-los com a mesma perseveranga com que
lem feito lodos os seus antecessores. A revogagSo
desle bil depende de um ajuste e convengao preli-
minar que lem de celebrar-se cora o governo da Gra
Bretanha. Tem occorrido algumas duvdas, e por
isso o nosso ministro nSo tem ainda conseguido vir
a nm accordo com o governo de S. M, Britnica;
espero, porcm, que este accordo se obter, c que o
bil seja revogado, principalmente sendo notorio e
reconhecido qae o governo do Brasil tem conseguido
extinguir o trafico que al ha pouco lempo se fez no
litoral do imperio.
Por esta occasiao fallou o nobre depulado em um
fado occorrido com urna das nossas embarcagOes de
cnmmercio, c de que se faz mengAo no relatorio da,
reparligao dos negocios estrangeiros. Esta embar-
cagao a que o nobre depulado se referi foi visitada
por um cruzador britnico, e o commandanle desle
vaso de guerra abri um offlcio que se achava fe-
chado c sellado com as armas do imperio.
O Sr. Brando:Com elleilo, u,1o so di act de
maior violencia I
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :No-
te, porm, o nobre depulado que os documentos que
se achara juntos ao relatorio com referencia a este
frelo mostram que o ministro de S. M. Britnica
deu as necessarias explicagSes, e declaran que se
haviam expedido ordens aos cruzadores a lim de que
semelliante facto nao se repelissc. Parece-me. par-
anlo, qoe o governo do Brasil devia, vista destas
explicagdes, dar-se por salisfeito, assim como nesla
parle deve dar-se o nobre deputado.
O Sr. Brando :Apontei o faci apenas.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :Te-
nho prazer em eommunicar cmara que depois
desle faci nc me consta que se desse outro seme-
Ihante, nem mesmo tem vindo ao conhecimento do
governo que alguma visita tenha sido feila no alto
marem embarcagOes brasilciras> He isto devido
sem dm ida ronv ierAo em que cslt o governo de
S. M. Britnica de que o governo do Brasil nao tem
poupado medidas, ainda as mais enrgicas, para evi-
tar qe continu u trafico de escravos as costas do
Brasil.
O nobre depntado oceupou-se do estado das nos-
sas relagAes com a repblica di Paraguay, c pedio
ao governo que applicasse toda a sua altengao para
esle objecto. J tive a honra de dizer urna vez nes-
la augusta cmara, e hoje o repito pela segunda vez,
que o governo do Brasil, entre os objectos que lem
mais era cunsiderago, conta este como um delles,
e espera qne a dcsagradavel oceurrencia que se den
entre o nosso encarregado de negocios e o governo
daquella repblica tenha nma solugAo satisfactorio,
posto que pacifica. Entendo que nao seri necessa-
rio recorrer a meios que nao sejam pacficos. Eslou
porm certo de qae se, por crcumslancias imprevis-
tas, pudesse dar-se em alguma occasiao o casus bel-
li, lodas as vezes que a razAo e a jusliga estivessem
da parte do governo do Brasil, poderia elle sem da-
vida alguma contar com o apoio unnime desla c-
mara (muitos apoiados), que tanto se distingue pe-
los seus principios e pelo amor que consazra honra
e dignidade do paiz. (I'icos signan de adheso.)
O uobre depulado pela provincia do Rio Grande
do Sul que oceupou a tribuna cm primeiro lugar,
terminou o sen luminoso discurso com um pedido
que fez ao eoverno. O nobre depulado entende
que para promover os interesses dos subditos bra-
sileirs residentes na Repblica Oriental do Uru-
guay convem muilo agencias consulares em lodos ou
pelo menos em alguns dos departamentos daquelle
Estado. Concordo nleiramente com o nobre depu-
tado nesta medida que elle lembra, e lenho a salis-
fagao de dzer-lhe quej a esle respeilo lenho ofli-
ciado ao cnsul que foi ltimamente nomeado para
Montevideo. Espero as informages que dalli me
bao de vir. Alm dislo, lomando em con*ideragao
as observagoes que acabo de ouvir ao nobre deputa-
do, procurarei, independentcmente destas informa-
ges, enteuder-me com o enviado extraordinario e
ministro plenipotenciario do Estado Oriental do
Uruguay nesta corle, e verei se quanto antes posso
satisfazer ao pedido do nobre deputado.
l'o:(.i:-Sliiilo bem .' muito bem!
Falla depois o Sr. Ferraz, e na haveudo mais
PERNAMBUCO.
PARAHIBA.
31 de julho.
Estoa, por assim dizer, esgotado de materia para
escrevcr-lhc. Os acoiileeiinentos da semana que
deixo pela retaguarda, foram lao mesquinlios c inti-
guiAcanles que quasi n,1o merecem as honras da men-
go.
Alcm mesmo d'e-io escolo de que lhe fallo,tenho
ainda mais um molivo que rao faz manejar esla com
esforgo sobre humano. He elle o maldito spleen
que com loda a sus preponderancia quer dominar
sem appellagao. nem aggiavoa roinha pobre indivi-
dualiuade, aperar dos obstculos que embalde lhe
procuro oppor. Quando succede estar assim amea-
gado, rtisia-iiie a combinar duas ideas, e a reunir
palavras que rheguem para organsar qualquer pe-
riodo por muilo estril e insulso que seja. Aceres-
ce que he nestas crisol geralmente que mais me al-
tormenta o meu systcma nervoso.
Ja mo lembrci locar na machina elctrica do
jezuita Alexaudrc, que pelo engnome nao perca, a
ver se recupero a eucrgia e visor de que lauto ne-
cessilo, mas vem-mc memoria o que succedeu a
um infeliz vclho da minli.i idade, que leve o mesmo
repente, e reccio que a curiosidade me custe t Ao ca-
ro, como a elle lhe custou. Por em quanlo nao me
acho muilo aparelhado para arrestar com a sever-
dade do Cdigo Divino, e nao desojo por propria
vonlade, abreviar a minba estada u'estc mundo,
apezar de sua ruindade,romo alauos dizem.
Nao goslei do resultado da lal curiosidade, elin
muito lempo eslon na defensiva contra esse* charla-
tdes que con lodo o desfagamento nos apparccem,
querendo mpigir-nos quanto Ihes vem cabega,as
vezes em grave detrimento da humauidade, seguros
em noisa credulidade por desgraga sempre cres-
cente.
Pela parte que me tora,don umita altengao ao an-
ligo adagio, que dizquem v as barbas do tisinho
a arder, piie as suas de molho.He isto, pouco
mais ou menos, o que eu coslumo fa/er em taes ca-
sos, c nao me lenho dado muilo mal com a rc-
ceila.
Finalmente deixamlo de parle os mens solTrimen-
!o. e respectivos commentarios, c agradecendo-lhe
os volos que faz para meu allivio, poisjjuc reconhe-
go o quanlo he compassivo o seo coragao, comega-
rei di/.cndo-llie que a noticia de que a Rus uraa boa es/rega das potencias occidentaes, causou
grande satisfagan aos individuos aqu residentes, que
adhirem a esta poltica. Nao houve fego de vistas
por deficiencia de fognelciros na Ierra, apenas al-
guns fMrtidislas mais enthusiasmados sollaram boa
porgdo-de traques, no que eu os acompanhei cm
grande escala. O cmbandciramcnlo nao leve lu-
gar, como-consta que ahi so fez, em consequencia de
nao haveresp oauaViras na cidade, e sem duvida li-
car para occasiao cm que apparega a nova de que a
ltussia desappareceu do mappa das nagoes. c para
isso ja os influentes vao-se munindo dos competentes
pavillies. Em quanlo aos nossos russos, esses, coi-
lados estao de orelha cabida, e nem querem ouvir
fallar na guerra; entretanto, o intimo d'alma espe-
ran que a sua predilecta so desafronle com honra,
e dignidade, devolvendo victoriosamente as c-inho-
l'nadas que tcm chuchado das laes nages rnircmcli-
das.
A esperanga he bem snffrivel alimento, e d'clla vi-
ve maila genle boa. Dos os ajude, que al ver nao
he larde.
Passou cm 26 do correle mez, o vapor do norte
para o sul, sem nos Irazer novidades de considera-
go.Destas mesmas nao llic fago mensa por que
sei quedellas ser bem informado pelas carias de
scriis correspondentes, que se esmeram em ludo con-
larJlhe com minuciosidade. De passagem, dirlhe-
Iicjf qne elle pregou-nos um bnin logro, pois espera-
va/mos a seu bordo o novo inspector para a lliesou-
rfiria geral, ruja chegada nao se rcalisou com bcra
r meu, e pego a Dos que S. S. na se demore,
;e seja recto baslanlc, e capaz de operar alguma
odificago nos hbitos d'essa entidade que n'aqucl-
reparligAo guarda os cobres, afim de termos a
uem reclamar contra as humorisaciies que acomet-
lem aquello individuo, lalvez por phases de la, em
grande prejuizo das parles, c sem o menor proveilo
para a fazenda. S. S. suppe que o dinheiro pu-
blico lhe pertence, enao o larga das unhassem min-
ia dependencia, sempre com mao modo, e de pala-
vreado spero. Islo he pessimo costume em empre-
gados do estado, que devem pelo contrario sera nor-
ma da mo ler.icao, da boa educagao, e mesmo Icr
bastante discernimento para desculpar certas imper-
tinencias que socm apparecer em o descmpenlio de
suas funegofs. He muila entoldado castar um pobre
diabo das Metras para rereber qualquer mesquinha
quanlia, e ouvir ainda por cima o que Mafoirrar disse
do toucioho 1
Ningnem ha que nao tremo quando lem de ar-
rostar com os furores de S. S.,e boje rcpula-se como
um grande sacrificio Icr de receber dinheiro d'aquella
reparligdo, por causa do que cima digo. Temos
conviego de que o novo chefe altender nossas jus-
tas rectamages, e nos dar o reincdio que se faz
misler.
Informa-me o Mcreles, que o capitn Farias que
tem de substituir no Piancn o delesado /ormddo.qae
l;i esl de encommeiida, deve scuuir eu destino nos
primeiros das do mez futuro.Consla-me que S. S.
conduz sob suas ordens algumas pragas de linha, que
serao addicionadas ao destacamento all existente o
qual tem de apninr a sua auloridade, de harmonio
com as inslrucges quo sem duvida deve levar do
nosso governo.
Aquelle officialhe pessoo muilo inlelligente, como
j tive occasiao de dizcr-lhc, c odaptoda bastan-
te para o bora desempenho da raisso que. lhe est.i
confiada.
O Exm. Sr. Dr. Flavio deveapplaudir-sc pela boa
escolha que fez, a qual bem revela o seu elevado li-
noadminislrativo, ja demonstrado em varas occa-
sioes, e espero que aquelle oflirial corresponda ex-
beramente conlianga que n'clle depostou S. Exc,
e que faga arredar esse phantasma bronco, que pa-
rece assombrar o Pianc. Fago porlanto, votos, pa-
ra que o Sr. capiao Farias seja bem succedido na
mencionada coniraissao, e receber os nossos embo-
ras.
A tranqullidade publica continua sem altengao.
e a seguranga individual garantida. Os thugqs vM
sendo acossados emSViasrorrcdias, e apenas us lodres
de cavallos seguera na sua louvavel oceupagao illu-
diinlo as vigilancias da polica.
A nossa salubridade presentemente lem melhor
apparencia, e os siuciros dos igrejas vAo dcscangando
os resmelengos balalos.A febre ainarella mesmo
qne se linha declarado no qusrlel de primeiro linha
desla capital deu iregoas soldadesca. A epidemia
que mais grassa agora na populago he o defluxo.que
tem posto todos fanhosos e rouquenhos, que he um
Dos nos acuda.
As no ruenle com a cslagdo invernosa, que todava segu
mais temperada. O mercado nao est atrasado, e na
cadeia trabalha-se com f.
Em quanlo ao Iheatro, esse persistir por muilo
lempo no seu rfnfafJMO, se nao surgir olgum genio
poderoso qucllie d impulse, o que muilo desejarci.
Por fallar em thealro, rommuniro-lhe que a so-
cedade particular Apullo-Parahibarm, est cn-
soiando para levar a scena na sua caporira em mea-
dos do futuro mez o drama, que lem por ttuloI'ti-
le de Torrente, com a farga o Estapa [urdi. Es-
leve cm llovida se ira ou nao scena este espect-
culo por causa de certas exquislices que a aspiran-
te a cmica, D. Maria da Gloria, fez apparecer, e al
disse-me o Mereles. que a sociedade nao estove pa-
ra atura-la, e, por isso, despedio-a.
Entretanto como he necessario viver, e ella n3o
lem o privilegio de se alimentar de vento, como o
ramaleao, abaixou a prda, melteu erapenhos e foi
novamenle admittida a representar, sob as condi-
coes que a sociedade lhe quiz impor. Sao assim as
mizerias do mundo. O verdadeiro he que sean an-
da lAo depressa, alguem eslava preparado para ir a
Pernambuco contratar una oulra dama para a so-
ciedade. e a lia Maria nao havia de gostar muilo da
graga, porque ficaria sem meios de confiar dinhei-
ro, por culpa de seu genio, e, por tanto, ni: de
pirlo. Os laes caguinchas sao das arabias, poze-
ram a princeza em apuros ; mas agora consla-me
qae est macia que he um velludo.
Leudo os seus ltimos ns. do Diarios com atlcngao
quecostumu,obscrvei urna correspondencia dcsto ca-
pital, emque o seu autor tratando do negocio Mou-
tmlio, di/ que a commissAo liquidadora rcrusou-se,
ou mostrou-se pouco satisfeita com a alforria de
urna preta do fallecido, e, commentando o corres-
pondente o fado, occrescento que os membros do
mesmo commissAo, pelo simples facto de serem por-
luguezes, foram pouco humanos com o sua polncio,
alludindo ser a dita preta da Costa d'Africo, e me-
nos cora os lilfios, que sendo na-c ulos no Brasil de
pais portuguezes, sao cidad.ios luzos. Naocompre-
liendo i allusAo do seu correspondente neste negocio,
e por isso, restabclecendo o fado, dir-lhe-hei que
nao he exacta a asserga de que a commissao nao
quiz prestar o seu assenlmenlo pora a lberdade da
supradila escrava, sendo ao conlrarioellu quasi un-
nime \ respeilo, seaumlo me informara.
Sobre a naliiralidadc da preta com relagAo quel-
Ics individuos, s descubro um molivo frivolo para
ridicularisar quem quer que seja, com o qual pego
venia paro nAn estar de harmonio, e em quanlo i
n.ioiooalidadr dos lilfios dola, tamhcm nAo concor-
do, porque o coiistituieAo do imperio he bem claro
sobre esle objecto, c diz que todos nascidos no Bra-
sil SAO cidodAos loa-iloii as, por lauto nAo ailmilto
qoe os lilfios dos estrangeiros nascidos no Brasil nAo
gozcm d'aquellc direilo, salvo se os pais residen] cm
servgo de sua nagAo, cm cujo caso podera oplar pe-
la naturalidadc.
NAo creio que o collega ignore esta doutrino Ido
comesinha, por isso dcxo de m.issa-lo com mois ex-
Elicages, tachando s de muito infeliz a sua lein-
ranga.
Anle-houleni comegarom no igrejo matriz as no-
venas da nossa padroeira, a Senhora Virccm das He-
vea, com bastante decencia. Veremos se o lempo per-
millo, que a fesla se faga sem algum diluvio, que
prive o bello sexo de comparecer eni todos os artos.
Se as uovenas e a festa corresponderem so afn,
cora que os devotos ou carolas se aprescnlaram ae-
dir subscripgdes, deverdo ser mui solemnes, pois
o.'oi houve papalvo alcum, que nao fosse considera-
do ao mesmo lempo esludante, empregado publico,
guardo nacional, ou militar, negociante, artista,
medico ou boticario para c.iliir rom os seus cobres,
sendo al ellevados a calhegorio de mogos, como
cisco, nem usar de cousa que se assernelhe vesti-
do ou saia.
Dizcm que a novena das mogas que he a ultima,
e as tres precedentes dos esludantes, dos militares,
e dos caixeiros serao as melhorcs como de costume;
mas parece que o espirito religioso se acha este an-
uo um pouco amoitecido, por quanlo consta que
recusaram eucarregir-se da solemnidade de tres nen-
ies algumas das rlasses da nossa sociedade, entre as
quacs se coilla a dos mdicos e boticarios, lalvez re-
celosos de que, aquella Nossa Senhora. assim feste-
jada, ouvindo nossas preces queira alToslor de nos as
famosas sementeiras de Ido boa saffra para ellos,
como a febre amarella, typho, ele. etc., dando-nos
cm troco o agradavel gelo por gostosos sorvetes, c
oulros nevados refrescos. Sobre o mais que diz res-
peilo fe-langa reservo-me para depois dar-lbe no-
ticias, lameniando por isso nao ler a hbil pennu de
seu correspondente da corte.
Saude, patacos, e felicidades livre de noileiros de
novenas, e ludo qunnloa isso se assemelhc lhe de-
sejo, ele.
PERNAMBUCO.
CMARA MNI IPAL. DO RECIFE
Presidencia do Sr. bardo de Capibarlbe.
SESSAO EXTROKDINABIA DE 26 DE JULHO
DE 1854.
Prsenles os Srs. Reg c Albuquerqae, Vianna,
Dr'. S Pereira, Reg, fcrala e Gameiro, abrio-se a
-e-a,), e foi lida e approvada a acta da antece-
dente.
Fui lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflicio do procurador, pergnnlando so devia
continuar a dispender com a obra da capella do ce-
mitcrio, nao obstante se acharem esgotados lodos os
crditos para a mesma obra volados.Resolveu-se so-
brestar na oxecugaoda obra, at que S. Exc. o Sr.
presidente da provincia respondesse ao oflicio que e
cmara lhe dirigi em 12 do correhte sobre este ob-
jeclo.Neste sentido mandou-se ofilciar S. Exc. e
participar ao director das obras publicas.ao procura-
dor e administrador do cemiterio.
Oulro do fiscal do Kecife, informando que Jos
Aoliinos GuimorAcs, pode continurr com o sua edi-
ficagao oo ra do Brum. por estar de erinformidade
ro.ni as posturas, pagando smente o imposto muni-
cipal.Concedeu-se a licenga.
Oulro do engenheiro cordeador, dizendo ler exa-
minado o estrago causado pelas mares no estacada que
defenda o telhciro das Cinco Pontos, e a dcslruigo
do porte do pare le do sul do mesmo tclheiro, e
o liar convcnienla que so c.ins'rna com toda a bre-
vidade, afim de se alallior o progresso do mal, um
caes de 200 230 palmos de eilensAo, em urna di-
recgdo obliqua oo deslorcimenlo da parede desaba-
da ; conslrucgao que nao exceder de 2509 rs., em-
pregando-se nella os materioesquea cmara tem no
telhciro junto ao maladouro.Mal,loo-e quo o en-
genheiro li/osse o orgamento da obra para ser arre-
matada.
Oulro do mesmo, dizendo ler mandado executar
os reparos mais iodispensaveis do emparamento do
atorro da Boa-Vista, itlspendendo com ellos o quan-
lia de 468800, mais Ja oreada,* qual pedia-lhc man-
dasse a cmara pagar. Mandou-sc pagar.
Oulro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa do
gado inorlopara consumo desta cidade na semana de
17 23 do coi ronlo ( 630 rezes.) Que se archi-
vosse.
Oulro do mesmo, remetiendo dous termos ; nm
do came feilo por peritos na casa arruinado da ru
dos pescadores n. 7, e oulro do demoligdo da mes-
ma ; c podio,lo o pagamento da quantio de 35)280
rs. despendida cora a referido demoligo, inclusive a
despez dos peritos.Mandou-se archivar os termos
e porgara despez.
Outro do vigario de S. Jos, remettendo o mappa
daspessoas baplisadas naquella fretuezio, durante o
primeiro semestre desle anno (130.;Qae se orchi-
vasse.
Oulro do vigario do Pogo, remetiendo tambem o
mappa dos boplisodos daquella freguezia, duraute o
mesmo lempo (:)7).O mcsini destino.
Outro do fiscal do Pogo, expondo de novo o mo
estado em q'ue se acham as estrodas daquella fregu*
lia, a ponto de se nao poder transitar por ellas, i
Que o fiscal mandasse fazer os reparos indisperisa-
veis.
Oulro do mesmo, indicando o lucar denominado
Catanda situadn'nos fundos do sitio dos herdei-
ros de Antonio da Silva, como mais propro para ma-
l.olmo daquclla freguezia, por licar retirado do po-
yoado o ser lavado pelos mares grandes ; mais que
julgava ser preciso desopropriar-se parte do terreno
elle annexo. pertencente aos mesmos herdeiros.
Que o fiscal se entendesse com os propriclarios do
terreno, afim de ver se elles anniicm que se faga
Ni a niolanga do codo, independeute de indcmn'i-
sagao, ou quan lo nao, csoolliesse oulro lugar, que
nao fique muito (listante do povoado.
Oulro do fiscal do Varzca, infonnondo que pela
enchenle do Copibarihe foram levadas 21 casos ds-
quella freguezia, ficando 59 arruinadas, suscepliveis
de reparos.
Pcrgunlava o fiscal se par,-. recdjjicagAo desses pre-
dios arruinados so fozia preciso I, renga. Quoiilu a
primeira .parle, inleirndaj e qilanto a segunda,
mandou-se responder quesiin^-J
Oulro do fiscal do Murib'eca. Hizendo que para
poder cumprir a ordem desla samara de 22 de feve-
reiro desle anno, convinha quesedesignasse o espago
que deve mediar d'uma a oulra ar'vore, que lem de
ser plantada as estradas. Mandou-se responder
que se enleiiilesse com o engenheiro cordeador, que
lem ordem para designar o i niervo I lo.
Oulro de Manuel Joaquim dos Passos, juiz de paz
do correle anno. do Cralo da Boa-Viagcm, dizen-
do que por ser oflicial do sexto balalhdo da guarda
nacional, e estar em servigo, passra a jurisdicgdooo
juiz do quarto anno. por se ler mudado do lugar o do
lerceiro.Inteirada.
Foi approvado um parecer da commissao de poli-
ca, liando por examinadas, o n caso de serem ap-
provadas as conlas da receila e despeza municipal
dos mezes de abril junho dcsle anno.
O vereador S Pereira fez o segainle requerimen-
lo que foi approvado.
Rcqueiro quese exija do cordeador desla muni-
cipalidade.a descripgdo dos pontos de nivel amento os
mais fixospossivcs, d'ondc partirn 'os mais nivela-
menlos, e fique dita discripgdo depositada oo archivo
desta municipalidade paro seu conhecimento, esco-
Ihendo para ditos pontos os lugares mais puhlicos,
para que chegue ao conhecimento de todos: islo des-
de que liouver d'ora em dianle de darquaesquer cor-
deogdes.
Pago da cmara municipal do Recife 26 de julho
de 1854.S Pereira.
Despochorom-se as pctiges de Antonio Oules, de
D. Anno Joonnode Mello, de Antonio Jos de M.i-
golhaes Bastos, de Adelo Jos de Mondonga, de
Alcxandre da Silva Fragoso, de Bellormino Alves de
Are-cha, de Custodio Manoel Gongatves, de Henri-
que Elireck, de Joo Baplisla dos Sanios, de Jos
Mario Pamplona, de Jacob Joaquim da Silva, de Jus-
iino Pereira de Farias (2),de Jos Hygino de Miran-
da, de Jos Lucio Lio* ;2). de D. Joanna Manoella
do Noscimenlo, de Mario Candida da Cunha, de Ma-
noel I.ni/. Gongalves.de Manuel Jos Dantas, de Ma-
noel EmigJin de Medeiros, de Manoel Francisco
Alves,de Manoel Gongalves Pereira Lima, de Pedro
Francisco da Cosa, de Pedro Ferreira lironda.>. de
Romana Isabel Maria da Conceigdo, de Silvana Ma-
ra l'ernandes Eiras, clevanlnu-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, official-inaior da se-
cretaria a cscrev no impedimento do secretaria.
Baro ile Capibaribe, presidente l'ianna Ma-
medeflcgo OliceiraS Pereira Gameiro
Barata de Almeida.
lio a jiislifi-ar-se, pode assim escapar aos golpes
Iraicoeiros dos seas encarnigados inimiios !
Els-aqui o documento a que se alludo :
Senhor: Diz Joaquim Baptista Morera, cn-
sul em Pernambuco, por seu baslanlc procurador o
ndvogado nesla cidade o Dr. Paulo Midosi Jnior,
que para bem de sua jusliga precisa que vos gesladc lhe permuta proceder a exame, na presen-
go de dous labUliAe- pblicos, das duas rrpresenta-
ges contra o referido cnsul, uraa dirigida a vossa
magcslade, de Pernambuco, e oulra de Lisboa, por
Francisco Fernandes Thomaz, e Francisco Jos de
Magalhdcs Bastos, o que existem na secretara de
estado dos necocios estranguirosassimP. a vossa
magestade baja por bem dcferir-lhc romo requer. e
ordenar se lile passe cerlidoo do referido requeri-
do exame.E. R. M___O advogado, Paulo Midosi
Jnior.Despacho.Como pede.Paco, cm 8 de
junho de 1854./'lirondo d'Alhouguia
fim virlude do despacho proferido na petigdo re-
tro, se passou a seguale certidao. Anno do nosci-
menlo de Nosso Jsenhor Jess Chrislo de mil oitn
ceios e cncoenta e qualro, aos 17 das do mez de
junho, nesla secretara de estado dos negocios estran-
geiros, estando presentes o consclheiro secretario
feral o official morar da mesm.i secretorio de estado
imilio Achules Monlcvcrde, o Dr. Paulo Midosi
Jnior, advogado nos auditorios desta corle, e pro-
curador bastante de Joaquim Baplisla M .reir, cn-
sul de Portugal cm Pernambuco ; e oulro sim os
peritos Antonio Simdo de Noronha, e Joao Bap-
lisla Ferreira,tabelliaes pblicos nesla corle.a lim de
se proceder ao exame requerido pelo dito advogado
Paulo Midosi Jnior, cm virlude dj despacho de 8
de junho de 1854, exarado na mesma peligo, cujo
theor lie o que procede, etc. Finda a Icilura, logo
nesle acto foi apresenlado pelo advogado sobredilo
do requerente o seguinlc requerimenlo acompa-
nhado dos respectivos qucsilos, que em seguida vao
transcriptos Requeiro, como objecto perliminar,
que se submelta ao juizo dos peritos o seguinte :
Se (odas as folhas com as assignoturas annexas ao
requerimenlo do 8 de Janeiro ultimo, contra o cn-
sul Joaquim Baplisla Moreira, esldo ou nao rlieias.
e se ha espago para mais assiguaturas ; por quanlo
asseverando o labelliSo Costa Moiiteiru, em nm do-
cumento junto sobredi la represcolngao de 15 de
maio de 1854, com referencia a oulra j cilada
de 8 de Janeiro, que linha feilo o reconhecimento
de modo que ndo cram adrassves mais assiguatu-
ras, he indispensavel conhecer a verdade, ou falsi-
dade desla assergao.
E proposloo quesito aos peritos, na conformida-
de do requerimenlo suppra, c tomadas as devidas
routellas legaes, comegou o exame por este primei-
ro ponto, o qual foi resolvido da maneira seguinte :
Que nem ludas as folhas eslovam cheas, porque lo-
go na primeira pagina em que comegom as assigna-
luros c no verso desta, scobservam esporos que ad-
niittem oulras muitos assignaluras, e essas lacinias,
em maior ou menor numero se veem as folhas nu-
meradas de 1 o 18, principalmente as de 4 verso,
5, 6,7,9,10,11 e 12.
_ Progrediudo o exame, foram ainda proposlos os
cinro qucsilos que seguem, como additomenlo to
j referido, formulados lodos elles pelo advogado
do requerente, cujas resposlos os acompanham. sen-
do os peritos unnimes em dar o seu voto pela forma
qiiei.se especifica.
Segundo quesito.Se todas as folhas esto nume-
radas c rubricadas pelo lahclliao de Pernambuco,
Francisco de Sales do Coso Monlciro :Resposta
Nao: porque a folha era que termina o requeri-
menlo ou representagdo, e comegam as assignalu-
ras, nao lem rubrica alguma. parecendo ficar essas
assiguaturas fura do reconhecimento.
'Jcaixotcs ; a Antonio de M. Gomes Ferreira.
1 fialu'i ; a Joaquim Arrcuio S. da Silva.
1 caixote ; a Joo Falque.
1 embrulbo; a Ignacio Jos dos Santos & Com-
ponlii.i.
1 caixa ; ao Visconde 1 dita ; a Gustavo Jos do Reg.
1 embrulho ; a L. da Silva Azevedo.
2 ditos; a O. da Silva Franga.
1 dito : a J. II. Denotar. '
1 dito ; a Jo.lo Valcntim Vilella.
I encapado ; a Royiniindo Nonato da Silva.
1 dito ; ao Dr. Antonio Tellea da Silva Lobo.
1 caixote ; a Ignacio Francisco dos Santos.
1 dito ; ao Dr. Manoel Filippeda Fomeca.
Patacho nacional tlenle, vindo do Rio de Janei-
ro, m.inifeslou o seguinte :
100 vtiluincs borricas vasias, 14 pipas ditas, 282
sacras caf, 331 rolos fumo,' 100 sarcas farinho de
mandioca, 20 latas cha, 2 caixes chapeos ; a ordem
CONSULADO GERAL.
Reniliinenlo do dia 1 a 3
dem do dia 4
2:7629077
822J575
13:5811652
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 3..... 1285623
dem do dia 4........ 3;261
131J887
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 4......649928
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 3.....3:363{099
dem do dia 4........1:0389057
4:1019156
MOVIMENTO DO PORTO.
Natos entrados no dia 4.
Rio de Janeiro10 dias. brigue hrasileiro Fortuna
do Norte, de 190 toneladas, capitn Gongalo Paes
de Azevedo, equipagem 12, em lastro : a Jos
Candido de Barros. Passageiros, Antonio Joa-
quim de Alem, Jos 1.ni/. Duarte de Azevedo.
Macci24 horas, barca ingleza Conntess of 7.e-
ll iml, de 326 toneladas, capito John llanihal,
equipagem 15, carga assucar e algodao ; a Ri-
chard- Royle. Ficou de quarentena por 6 das.
Suspeii leu da quarentena e seguio para Liver-
pool.
Montevideo24 das, brigue hrasileiro Lysia, de
170 toneladas, i-apilao Bento Gongalves Amaro,
eqnipagera 12, em lastro; a Novara & Compa-
nhia.
Nato sahido no mesmo dia.
o dia 7 do corrente para se levar a efleito
o que all se determina, e pede aos Srs.
socios ell'ectivos nao deixem de compare-
cer as 11 lioras daquelle dia na sala de
suas sessfJes, o q.ie lie indispensavel para
a marcha regular da mesma aociacao.
Sala da associacao comrriercial de Per-
nambuco aos de agosto de 185*.An-
tonio Marones de Amorim, secretario.
O juiz de d'ucito da segund vara criminal faz
publico, que as audiencias do seu jaizo serdo d'ora
em dianle as qaarlas-feiras de Indas as semanas, as
10 horas da manfiaa, equando frfdla sanio de guar-
da ou feriado, nojdia seguinte as mesmas horas.
zoo. Passageiros desla provinci
Jos Pinheirn Tupinambo, .loan Baplisla Muller,
Kugenin Tissel, Jacob Gaensley, Maria Carlota da
Silva e 2 (llhos menores, Dr. Jos Carlos da Costa
Ribeiro e 3 cx-pragas.
EDITAES.
HEPARTiqAO DA POLICA'
Parte do dio 4 de agosto.
Illm. cExm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
partes hoje recebidas nesta rep.irlicAo, consta terem
sido presos: a ordem do juiz municipal da primeira
varo, Joaquim Mon.icl de Corvalbo, por se adiar
sentenciado ; c a ordem do subdelegado da fregue-
zia de S. .1 a-o,M........I Franciscojhi Silva, por furto ;
c a preta escravu Joanna, por fenmenlos.
Uros guarde a V. Exc*. Secretaria da polica de
Pernambuco 4 de agosto de 1851.Illm.e Exm. Sr.
conselheirn Jos lenlo da Cunha t Figueircdo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paita Tei-
xeira, chefede polica da provincia.
DIARIO DE PERMBIM
Fallecen honlem, era ama idadeavangada.oExm.
Sr. visconde de Goianna, dignatario da imperial or-
dem do Cruzeiro, e director da academia jurdico de
Olindo, hoje foculdode de direilo. S. Exc. era um
desses vares distinctos e benemritos que trahalha-
ram em prol da independencia, c dos quaes j (Ao
pones nos reslam: oceupou elevados cargos neste
paiz, inclusive o de ministro de estado, e sempre se
distingui pela sua illuslrago c inteireza, assim co-
mo pelo mais acrisolado amor a nossa narionalidade.
Urna coincidencia notovel acompaiihou esse Iriste
mecesso : o Exm. visconde dcixou de existir no mes-
mo dia cm que o vapor Imperador Irouxe a uoineo-
gAo do novo funecionario, que o deve substituir na
directorio da faculdadc do dircilo de Onda, sem
que soubesse de sua demissAo.
Tcrceiioquesito. Se as folhas rubricadas pelo
tobclliAo Monlciro se encontram nutras rubricas?
RespostaSim ; porque a folhas tres, qualro, e se-
te se acham essas folhas tambera rubricadas com o
appellidoCordeiro.
Quarto quesito.Se o papel de todas as assigna-
luras lie da mesma qualdade o formato daquelle em
que foi escripia a rcpresenlagao, c se ha indicios de
fal-iliracao J RespostaNSo he: as folhas de pa-
pel i2iiacss.ni nove, islo he, as sete que a mesma
represcnlagao romprebende, al em que eslou as
primeiros assignaluras, que se devem reputar nao
recouhecidas pela falla da rubrica do labelliao, j
notada : a folha era que esta o reconhecimeiito, e
umo outro quo se lhe seguc cm bronco. Cumpre
notar que no Tira do folha stimo, nao numerada, o
l ibelli.oi foi comegor o reconhecimento pela pala-
vra Rccoiihegoque ahi principiou, para o ir a-
cabar too longe como foi no folln inmediato que
tem o numeragAo desoito ; dizemos ta longe, se a-
caso rosa nao era a mois prxima, antes da intro-
ducn de nocas folhas, o que parece considerando a
qualiilado do papel. Todas as folhas intermedias,
que so chara numeradas c rubricadas. sAo pois de
diverso papel, e, ao que parece uA inlroauzidas
paro se oltribiiirem os assignaluras rcpresenlagao;
e isio ollirmamos, j porque o papel nAo he igual
cm 'pialla lo, taminlio e cor ; jo porque muitas fa-
llas, como o papelera mais elrelo foram accres-
ccnladas pegandnse-lhes com niassa liras do papel
paro as poder cozer .j finalmente porque n'oulras
se vem furos que provom o evidencia que essas fo-
lhas fiteram parte, ou estireram unidas a oulros
prncessos, e nos assiguaturas que nellcs se encon-
tram, n.io app i! con umo ordem recular, estando em
urnas as assignaluras rollocadas cm duas colliimnas, e
cm oulras em umo s.
Quinto quesitoSe he pralica quando se recouhe-
cc iini avultado numero de sicnacs. dizer-se ou nao
qoantos estes sao 1 Respe-da lie prntca cons-
tantemente seguida, dizer-se o numero das assigna-
turos quese reconheccm para evitar a ntroducgAo
clandestina d'oulras, e a responsabilidade que disso
se seguirla ao labelliao, mrmente quando se d a
cirrumslanciode serem lautasmil cenlo c qliron-
lae em folhas destocadas, como as que se acham
as folhas annexas n representaran.
Sexto quesitoSoba as assignaluras annexas
representagAo algumas que sejam repelidos ; e quin-
tas feitas a rogo'!Resposta Em quaulo primei-
ra parle dcsic quesito, nAo Ihes lio possivel, n'um
curio espago de lempo, fazer um exorne que os possa
habilita! a dar, com promplidAo, urna solugAo ca-
bal, como cumprir ; comludo n'um rpido exame
encontrara repelido, por ser feila pelo mesmo po-
lillo, a assicnalura de Joaquim Correia de Rezen-
de Reg.Em quanto segunda parle acham vinle
assignaluras feitas a rogo, sem que disso se faga
mengAo no reconhecimento.
E por esla forma, ciando concluido o dito exame.
se Iavrou a presente acta, que depois de lida, vai
as.un ida por todos quantos nella se mencionam ; e
eu Francisco de Paula Mello, chefe da reparligao
competente a-escrevi e asslgnei. Emilio Achules
MonleverdeAntonio .Simio de Noronha. Joo
Baptista Ferreira Paulo Midozi JniorFran-
cisco de Paula Mello.a
Al aqu o documento, cujo nulbenl iridode nin-
guem ousar contestar, e por ello tica demonstrado
que nenhuma f meicce semelhanlc representara >.
na qual a illegalidodesahe por todos os poros de lo
podre e mal alinhavado base de aecusagao ; e cm
que o liomcm de f publica, o tobclliAo de Pernam-
buco, Francisco de Salles da Costa Monlciro, cor-
re parclhas as folsiflcogSes, com os quo arranja-
ram as ossicnaluias ; provando-se : .
1." Que he falso o alleslado do labelliao quando
diz, que na representagao nao cram admissiveis
mais assignaluras, pois moslrou-sc no exame, que
nao s<> havia lacunas, como lambem paginas em
branco !
2.o Porque ha folhas cm que falla rubrica.
3. Porque algumas folhas- lem duas rubricas,
umo de Monlciro, mitra de Cordeiro, o que indica
terem servido para dous lins diversos.
4. Porque o papel nao he lodo, nem do mesmo
formato, nem da mesma qualidade. lendo-sc intro-
duzido na representagAo folhas mais curtas c mais
eslreilas, que para terem a largura do papel foram
pregadas com liras de mam, alim de se poderem
cozer; aprcsenlando muitas dellas furos de agulha
cm lugares diversos do cozido, que procam a evi-
dencia (segundo os peritos), que essas folhas fize-
ram parte, ou esliverom unidas a oulros proc.essos,
nao Icndo as assiguaturas ordem rcculor pois al-
gumas sao collocadas em duascollumnas, oulras cm
urna.
.i." Porque, n,lo he crivcl que o labelliao reco-
ahecesse 1,110 firmas feitas na sua presenga, e tan-
to nAo he assim, que elle proprio mui adrede occul-
tou o numero ini.il destas, quando alias devia de-
clara-lo, para evlar a irilroducgAo de assignoturas
clansdeslinas, mormeute sendo eslas lanos, e em
folhas destacodas.
V, ii.' final.....ulePorque lio uoracs repelidos, e
o labelliao noc fez mengAo de assicnrluras fcilas a
rogo, segundo lhe cumpria, e era do seu dever.
Eis mais quede sohejo para lomar nulla, c irrita
semelhaule representagAo despida das solemnidades
legaes. ( O portugue:.)
O Illm. Sr. inspector da thesoumria provin-
cial, em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do corrente, mauda fazer
publico, que nos dias 8, 9 e 10 de agosto prximo
viodouro, se ha de arrematar peranle a junta da fa-
zenda da mesma thesouraria, a quem mais der, o
sitio do jardim botnico da cidade de Olinda, servin-
do de base a arrematagao o offerecimento de 2:0008,
feito pelo licitaute Manoel Peres Compeli Jacome
da Gama.
As pessoas que se propozerem a esta arrrmolagao,
comparegam na sala das sessoes da mesma junta nos
dios cima declarados, pelo meio dia.
E para constarse mondn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam
buco 20 de julho de 1854aO secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaro.
Nos dias 7, 8 e 9 do corrente eslora cm progo no
pago da cmaro mnnicipol desla cidade a obra de um
caes de 2'i0 palmos de comprimenlo, as Cinco-Pon-
tos, oo sul do antigo hebedouro, dando a cmara os
maleriacs precisos. Os prelendentes po lem compa-
recer nos mencionados dias no pago da cmara mu-
nicipal para o dito fim.
Pago da cmara municipal do Recife em sessao
de 2 de agosto de 18>i.Bario de Capibaribe, pre-
sidente.No impedimento do secretario, o oflicial
maior Manoel Ferreira Accioli.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, joiz
municipal da segunda vara desta cidade do Recife
porS. M. I. cC, ele.
Fago saber aos que o prsenle edilal virem, qoe
no dia 5 de-agosto prximo futuro, se ha de arrema-
tar por venda a quem mais der, depois da audiencia
deste juzo, e na parla da caso da residencia do mes-
mo, no ra cstreita lo Rosario n. 31, umo casa ter-
rea com sotan, e sete meias aguas no quintal ns. 5 e
7 da ru da Florentina avahada em 5:7009000, pe-
uhorada por execugao da cmara municipal desla ci-
dade, a Jos do Rocha Paranhos e Jos Dias Gui-
morocs e oulros.
E pora que chegue a nolicia de lodos, mandei pos-
sor edilaes que sern publicados polos jomos e afii-
xodns na proga do commercio e rasa das audiencias.
Dado e possa.lo nesta eidade do Recife aos 14 de ju-
lho de 1854. Francisco de Assis Oliceira Maciel.
DECLARADO ES.
SOCIEDEE DRAMTICA EPREZARIA.
Ao publico.
Os arlislas dramticos existentes nesta cidade, re-
conhecendo as vanlagens quo poden resultar ao ptv-
hlico e a arle scenica de urna associagio dos mei- '
mos ar I islas, e desejosos de elevar o theatr nacional
nesla provincia ao gremio do primeiro do imperio,
prometiendo para isso empregar lodos os seus eafor-
gos afim de que a companhia seja augmentada com
alguns artistas de mrito que a completen!, sobre lu-
do urna primeira dama, aeaham de lomar asi a em-
preza do thealro de Santa Isabel dorante o anno sce-
nico que vai correr, por contrato celebrado com o
governo da provincii.
O programma da Sociedade Dramtica Empreza-
ria, ser sempre empregar todos os meios a sea al-
cance para satisfazer a expectativa do publico, re-
gulando as represenlagSes qae devem dar-se, e esco-
lliendo para ellas dramas novos e de expectaculo,
dramas de familia, meto-dramas, comadlas, operas
cmicas ou serias, mohecidas por vtudevilles, e
fargas.
A Sociedade Dramtica Emprezaria, julga poder
garantir ao respeilevel publico a escolha das pegas
que devem ir scena, por isso que melhor que nln-
guem ella deve saber as qu c podeni agradar, pro-
metiendo ao mesmo lempo decorar essas pegas com
aceas e vestuarios novos quando a acgo histrica
assim o exigir.
A sociedade precisando recorrer generosidade
do publico poro obler urna assignatura que lhe au-
Par e porlos intermediosVapor hrasileiro Impe-
rador, commandanle o primtiro-lenente Torre- Illle "* enormes desperasque lem de fazer nocorren-
provinca, Dr. Antonio ,e Vn9 "'eotral, convido a todos os Ilustres senho-
resamtdores e protectores da scena par coadjnva-
rerrf a empreza social com as suas assignaluras de-
baxo do plano seguinte :
PLANO DE ASSIGNATCRA.
1. A empreza obrign-se a annunciar no principio
de cada mez, as pegas novas que lem de dar aosSrs.
assgnantes.
2. Nenlium Sr. assignanle he obrigado a mais de
4 recitas em cada mez; havendo porem algum ex-
pectaculo extraordinario lem dircilo ao seu cama-
role ou cadeira, avisando o camaroieiro com ante-
cedencia, e pagando em separado da assignatura.
3. A empreza obriga-se a dar aos Srs. assignan-
les qualro pegas novas em cada mez, a saber: duas
pegas grandes de 3 a 5 aclos, e 2 pequeas ele 1 a 2
actos, com msica oo sem ella.
4." As assignaluras s podem receber-se por 24
recitas, e por 12, com o sbaliminlo de 12 por
cento.
5. O pagamento da assignalnra he feito adlanta-
lado, de 6 em 6 recitas.
N. B. Cada camarote lem direilo a.8 entradas.
A assignatura acha-se aberta no eseriplorio do
Iheatro das lOhoras da manhaa al as 3'da larda..
Isto supposto a Sociedade Dramtica Emprezaria
tem a satisfagAo de annunciar desde j'. as primevas
pegas que vio entrar em eusaios e qae serio repre-
sentadas successivamente.
Primeira.
A eleico de Carlos I' imperador da Allemanha
ou
- OBANQEIRODE FRANCFORT,
drama de espectculo em 5 actos.
Segunda.
O I.AIRD DUMBEKY,
mel.i- ira mi em 5 aclos. Com esla pega eslrenu-sc
em Lisboa o Iheatro nocional de D. Maria II.
Terceira.
O CHAPEO DE PAI.H1NHA DA ITALIA,
interessanle comedia em 5 ocios de um genero ainda
nAo representado nesle Iheatro.
Qoarla.
O NAUFRAGIO DA FRAGATA MEDUZA,
drama histrico em 5 actos que obleve applausos
nos (healros de Franga, Portugal, e Rio de Janeiro.
;Este drama adverle-so que vai sceua no dia 7 de
setembro.)
Alm destas pegas a empreza vai ensaiar peque-
as comedias ou fargas, entre ellas um inlerassante
vaudeville composigao original que se intitulo
S B1LHETES DE LOTERA,
ornado de bello musica, tambem original.
A sociedade Dramtica Emprezaria, contando
desde j.-i ser coadjuvada em seos esforgos pela gene-
rosa proleccao do Ilustrado public desta cidade,
vai encelar seus trabalhus oo presente met com o
secuinle espectculo.
PRIMEIRA RECITA DA SOCIEDADE DRAM-
TICA EMPREZARIA.
Sabbado 12 de agosto de 1854.
Depois da chegada do Exm. Sr. consclheiro pre-
sidente desla provincia, airear o espectculo orna
nova ouvertura i grande orcheslra ; e depois repre-
sentar-se-ha pela primeira vez nesle Iheatro o novo
e apparatoso drama em 5 actos denominado :
A eleleao' de Garlos V Imperador d'Allemasdaa
ou
O BANQL'EIRO DE FRANCFORT.
Persoitagens do drama.
Carlos, rei de Hespanha.....Bezerra
COMMERCIO.
PULICAfAO A PEDIDO.
me acouleceu, apezar de nao ser leigo de S. Fran-
Sr. Redactor.No momento em que pelo Diario
do COMrno, segundo a indragao do digno par o
Sr. visconde de Castro, se vai dar publcidade aos
documentos justificados do cnsul de Pernambuco
Joaquim Baplisla Moreira, importa iguolmculc pu-
bliear, o que he essa famosa repmeolagJto, que
tanto amiidii e leleiima lem feilo, e que fui pelos
dous coininissaiios Francisco Fernandes Thomaz e
Francisco Jos de Magalhes Bastos, apresentado ao
governo de sua magestade, como liase do corpo de
delicio para a mi proxada aecusagao.
O documento que vai cm sccuiniento musir pela
sua oiillienlicidade. o groo de crdito que a repre-
sentagAo deve merecer, servir ao mesmo lempo de
cselorecimcnto para os representantes ra nogAo, e
para o publico era geral poder formar juizo seguro
sobre esle ossuraplo, em que lano nlercssa a hon-
ra c crdito de um fiiucciouoriu publico distinelo e
probo, contra quem se urdi o mois negra cabala,
c que gragas prudencia do cuvuruu que o admit-
PRACA DO RECIFE 4 DK AGOSTO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colages nlliciaes.
Cambio sobre Londresa 60d[V. 26 1(2. d. dinhei-
rn visla.
Descont de ledras de 2 mezes8 X oo anno.
Al.FANDEC.A.
Rendimenlo do dia 1 a 3.....21:1670097
dem do dia 4........9:6649727
30:83272i
Descarregam hoje 5 de agosto.
Patacho brasilciro'alenregneros do paiz.
Brigue hrasileiroPagele de Pernambucofari-
nho de trigo.
Polaco hespanholoAlbertinavinho.
Polaca brasileiraCndorfumo.
Importacao'.
Vapor nacional Imperador, vindo dos portos do
Sul, manifcstoii o seguinte :
1 caixa ; a Timm Mousen \ Vinassa.
1 dita ; o Antonio Lopes Pereira de Mello & Com-
panhia.
1 dita ; a Morin Bonnrl.
2 paroles ; a Novaes & I'assos.
1 caixote ; o Leconte Feron & Companhia.
1 dito; a Antonio Pereira de Oliveira Romos.
I barrica ; ao Exm. presidente da provincia.
1 caixote ; a Antonio Fernandes da Silva.
1 dito ; ao Dr. JoAo Jos Damosin.
2 latas ; o Bernardo Antonio de Miranda.
2 barricas ; a Jos Maria.de Souza Velho.
1 caixole ; aogabiuele portuguez.
1 caixa e 1 pacole ; a Joao Piolo de Lentos & Fi-
Iho.
1 pacole ; a Feidel Pinto & Companhia.
Consellio administrativo.
O conselho aprainislrativo, em virlude de aulori-
sagao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguiutes :
Para o 2. batalhao de infantino de linh'a.
Livro meslre impresso com 200 folhas de popel
imperial para registradas pragas adidas I, ditos m-
pressos com 200 folhas de papel imperial para regis-
tro geral das torgas effectivas e segregadas as compa-
nfias 8, dilos impressos com 200 folhas de papel im-
perial para registro das pragas adidas s companhias
8, concert de 389 barretinas para soldados, dito de
18 ditas para tambores, ditos de 17 ditas para porte
machados,
Recrulas em deposito no mesmo batalhao.
Bonetes 50, grvalas do sola de lustre 50, brim
branco liso para frdela* e caigas, varas 375, algo-
daozinho para camisas, varas 250, sapatos, pares 50,
manas de loa 50, esleirs 50, hollanda de forro, co-
va los i 11, botoes pretos de ruso, grozas 25, ditos bron-
co- de dito, di la 12.
2. batalhao de infanlaria da guarda nacional.
lio mo ira imperial de seda 1, hasle para a dila 1,
porte para a mesma 1, copa de oleado 1, dita de
brim 1.
Batalhao de ar I illm no da guarda nacional.
B.indcira imperial de seda I, hasle para a dila 1,
Eorle para a mesma 1, capa de oleado I, dila de
rm I.
Fornecimenlo de luzes as eslagoes militares.
Azeile de carrapalo, caadas 440, dito de coco, ci-
liadas 30 I|2, pavios, duzlas 6, velas de carnauba,
libras 153, lio de algodao, libras 32.
Provimcnto dos armazens do arsenal de guerra c
oflicinas de 4.a classe.
Cobre velho, arrobas 16, zinco em borra, trrobas
4, pedra pomo, libras 16.
Oflicinas de 5.a classe,
Sola curtida, meios 100 : quera os quizer vender,
aprsenle as suas proposlas em carias fechadas, na
seorelaria do conselho, as 10 horas do dia 9 do cor-
rente mez. Secretaria do conselho admiuitralivo
para fornecimenlo do arsenal de guerra 3 de agosto
de 1854.Jos de Brito Inglez, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e se-
cretario.
Pela subdelegara da freguezia dos Alegados
se faz publico, que se acham depositadas duas burras,
umo rodada c a oulra casloulia, que foram pegadas
hontcni sem conductores : quem se julgar com di-
rcilo, comparego. que provando legalmenle lhe se-
rio entregue. Afogados 3 de agosto de 1854.
Pereira Lima.
BANGO. DE PERNAMBUCO.
Por ordenado conselho de direceo to
Banco de Pernambuco se faz certo aos se-
nhores accionistas, que se acha autorisado
o seu gerente para pagar o quarto divi-
dendo de 12#000 por accao. Banco de
Pernambuco I. de agosto de i 85 \ Joo
Ignacio de Medeiros Reg, secretario.
De ordem do Illm. Sr. capitn do porto foz-sc
publico paro conhecimento do commercio e dos ca-
piiaes dos navios mercantes, que desde hoje acha-se
em execugao o regulamento de 28 de fevereiro do
corrente anno, para a pralicagem. tanto das barras t
porlos desta cidade, como da cosi, desde as Can-
delas at Pao Amarcllo, nao coulinuaHdfl'na pro-
flfaffo de pralicos, por declararem nao-dlcs convir. os
seguinles senhores: Bernardo Jos" Lopes, Jos Es-
levflo de Oliveira, Joao Marques Correia, Antonio
Hcnriques Mafia, Manoel da Silva Nevos, Manoel
Estanislao do Costa. ManoeFranrisco dos Res, Do-
mingos 11 onrnpio Mofare Jos Fernandes da Silva
Maula, este em consequencia de sua avangada idade
e molestias que soflre\
Capitana do porl de Pernambuco 4 de agosto de
IS'ii. O secretario, Alejandre Rodrigues dos
Anjos.
Tribunal do commercio.
Pela secrclo.ria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco se faz publico, que se matri-
cularon! no mesmo tribunal ullimomenlc, a firmo
SOdal hrasileiro dos Srs. Thomaz de Aqumo Fonseca
i.v, l-'illin, domiciliada nesta prago cora casa de com-
mercio de nrosso trato ; o Sr. Manoel Antonio da
Rocha lunior, cidado portuguez, domiciliado na
cidade da Fortaleza, capital do Ceora, com casa de
commercio de grosso trato c a rctolho ; o Sr. Edwin
Rnberls, cidadao inglez na qualidade do corretur ge-
ral desla praga, na vaga do ex-corrclor Miguel Car-
nciro. Secretorio i de ogoslo de iH-H.Joolgita-
cio de Medeiros Reg, secretario interino.
ASSOCIACAO" COMMF.RCIAL.
Nao se tendo reunido no dia do cor-
rente, nutn'erosiilliciente de socios para se
cumprir o que determinam os arti. 20 e
21 docap. 3l do estatutos que regem es-
ta associacao, a direccao de novo marcou
l
Isaac-Um Samuel, bonqueiio Reis.
Esther, sna fillia........D. Orsit.
Margarida, sua ama......D. Amalia.
O conde Palatino do Rlieno, eloitor Senna.
t) Margravo de Brandcbdurg, eleilor Mendes.
Manoel. Judeo........Cosa.
O almirante Bonnivet, embaixador do
rei de Franga........Monteiro.
O principe Rodolpho, filtra do Pala-
tino...........Pereira.
O Barao Sleidam.......Alves.
O conde de Chievres, ministro do rei
de Hespanha........pinto.
O arcebispo de Colonia, eleilor. Rosendo.
O arcebispo de Moguncia eleilor. Sebastiao.
O rei de Bohemia, eleilor N. .
O duque Frederico de Saxe. eleilor N. N.
0 arcebispo de Treves, cleitor N. N.
1 ni .-opilan.........Santa, Rom.
lint genlilhomem do Palatino Sebastiao.
Um criado..........N. N.
lu pagem que falla.
I'ni soldado.
Convidados, ma-c.irodos, msica bellico, pageos,
creados, soldados, ele.
A scena passa-se no Allemauha na cidade livre de
Francfort.
O drama he ensaiodo pelo aclual ensaiador Joao
Antonio da Costi, quo promelte fazer quinto lhe se-
ja possivel para que seja satisfactoriamente desem-
penhado.
As scenas eslo melhoradas e ama das salas gollii-
cas que apparece no drama he pintura nova do h-
bil pincel do Sr. Dornellas que se acha contratado
pela empreza.
Pelo que diz respeile aos vestuarios do drama, es-
lo-se opronipiando rigorosamente segundo os figu-
ruos da poca, e a empreza confia em que por esle
modo nao desmerecen do agrado publico, pois que
(em-se proposto nao s a renovar lodo qae esteja
maltratado, corno a fazer de novo o que for sendo
necessario para que as pegas se .-representen! com a
decencia adequada o um Ibeatr de primeira ordem.
A illuminagao da casa aefio-se tambem melhorada
ssim como muitos oulros ramos do servigo e a So-
ciedade Dramtico Empreufia continuar a empre-
gar lodos os meios a seu /Trance de melhoramentos,
para que com jusliga obtenha deste publico Ilustra-
do essa proterco que em todas as pocas o caracte-
rrsa como um povo generoso.
Oxal que rendu/ida pelo man generosa e protec-
tora do publico, a frgil empreza dos actores possa
cumprir a suo nobre missao. para bom xito da qua|
muilo conrorrero as boas disposgoes era qae lodos
os artistas se encontram de agradar aos Srs. especta-
dores, os quaus sem duvida cornarao os Irabalhos
fadigas do Sociedade Dramtica Emprezaria, concor-
reildo ordinariamente as reprcsentagOes que se do-
rom e ossignando para isso um camarote ou cadeira
no thealro.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Paro pelo Maranhao, segu com muila
brevidade, por ter parle da carga prompla, o brigue
llebe : paro o resto Irala-sc com o consignatario
Miioel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14, ou com o capito Andr Antonio da Fonce-
ca, na praga.
Para o Assif e porlos intermedios, segoe em
poucos dias a lancha Noca Esperaicu : para carga
c passageiros trata-se no ra da Cadeia do Recife,
ejo n. 50,
Poro a Idilio segu a veleira sumaca Uorlen-
ria ; paro o resto da carga, Irota-se com seu consig-
natario Domingos Alves Matheus, na ra da Cruz
n. 51.
Para o Aracaly. no dia 5 de agosto segu im-
prelerivelmente o hale Duridoso por ler sua Sjrga
toda prompla : para passageiros, trata-se com omes-
Iredo mesmo, ou cora Joaquim Lope R., do bilhar.
no becco da Cacimba no Recife n. 11, primeiro an-
dar.
Esl por estes dias chegar de Liiboa o brigue
portuguez Laia. 2., navio novo e de primeira mar-
cha, recressar breve, c tem parlo do carregamento
promplo, por isso se previne a quem tiver de carre-
gar, haja de ir aprontando o que hoaver de ca re-
car, e inesino os passageiros qae se qaizerem apro-
v oitar do bom navio e pequea demora aqu, para o
que se podem dirigir aos seus consignatarios Fran-
cisco ScYcriano Rabello & Filho.






r

DIARIO OE PERMIBCO. SABBADO 5 DE AGOSTO DE 1854
RfanmfaSo e Para' se-
;ue com milita brevidade, por ter parle
rga prompta, o berc coiilieeklo pa-
Para oCeara
gue con
aacarg
tacho Bom Jess, novo, forrado de cobre,
e de primeira marcha ; para o resto da
carga, trata-se cora os consignatarios No-
vara Sr Companhia, na ra do Trapiche
n. > i. primeiro andar.
PARA O CEARA'.
Salle nesteedlaso Male Sorn Otinda, para o rs-
tame da carga a Iralar cot Tasso Ir man..
AO PAKA' PELO MARANHAO'
Seguecom brevidade por ter grande
parte da carga, a bem construida escuna
Flora capitao J. S. Moreira KiafuBa-
fa o resto da, carga trata-te com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia : na ra do Trapichen, 16,
segundo andar.
Para o Rio de Janeiro vai saliir com
a maior brevidade possivel o patacho na-
cional Vafete do (pial he capitao
Francisco Nicolau de Araujo : para car-
ga, eserrvosa fete : passageiros, trata-ce
com o mesmo capitao, na praca do com-
mercio, ou com Novara & Companhia, na
ra do Trapiche, primeiro andar.
LE LO'ES.
O capitn J. II. Van Wyngaarden, da barca
hollnudeza Rembrandt l'an flhyn, arribada a esle
porto na sua rcenle viajen) procedente de Liver-
pool com deslino a Sidney, fars leilao por inlerven-
flo do senle Olivcira, por aulorisaco e em pre-
tenca do Sr. cnsul dos l'aizcs lian, e por conla e
risco de quero perlencer, de, >!> difTerenles marcas,
20 liarris de alcatrao da Sueci i, e 30 ditos de piche
ou vernii : sabbado 5 do crrenle, ao meio dia em
ponto, no largo da porla da Alfandega.
AVISOS DIVERSOS.
O abaiio assignadu moralor na cidade do l'e-
uedo, faz scieule para que iiiugucm conlrale nego-
cio alguna com Zeferino Jusdo< Sanios sen devedor,
pocl que tendo depositario da quantia de 768187
no dia 25 dejunho prximo pausado rugio.'para l'er-
nambuco, e levaudo em sua compartida una moleca
crinla de 10 a II anuos, afim de nao pagar a impor-
tancia de queesl obrigado a dar conla. fieiicdo5
de julbode 1851.Cancel An'oniu Tarares, fJH
Hornee opathia. 4)
CLNICA ESPECIAL DAS MO- (&
LESTIAS NERVOSAS. S
Histeria, epilepsia ou gota co- S
ral, rheumatismo, gota, paraly- 9
sia, defeitos da falla, do ouvido e w
doso'.hos, melancolia, cephalalgia ($
ou dores de cabeca, enchaqueca, (5)
dores e tudo mais que o povo co- (Af
nhece pelo nome genrico de ner- (A)
voso. B
As molestias ervoss requerem muilas ve- Jr
es, alm dos medicamentos, o emprego de <)
oulrus meios, que d esperten) ou abatam a K
seusibilidade. Estet. meics possuo en ago- Wt
ra, e os ponbo a disposirA) do publico. (@k
Consultas todos os dias (i'e grar-a para os /J
pobres), desde s 9 horas da manbaa, ale W)
as duas da larde. j*
As consultase visitas, quando nao poderem 1
ser feitas por mim, o serAo por um medico ^y
de minha maior cnnlianca: ra de S. Fran- a>#|
cisco (Mnndo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino J[
Olegario .udgero Pinhv. >SK
CONSULTORIO DOS POBRES
26 BTJA HO GOZ.I.BGIO 1 ABTBAB; 25.
O l)r. 1'. A. lobo Moscozo d conaullas homcopalhicas lodo os das aos pobres, desde 9 horas da
manhlf al o meio dia, e em rasos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
Oflerecc-se igualmente para praticar qualquer operara.) do rirureia. e acudir promptamenle a qual-
qucr mulliri que esleja mal de parle, e rujas circumslanriat n!lo permillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual completo do Ur. G. II. Jalir, Iraduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous:................. 2OJO00
Esta obra, a mais importante de toda* as que Iratam da liomeopalhia, inleressn a lodos os mdicos nue
quizerem experimentar a 'uuliina de llahueniann, e por si proprios se convenceren! da verdnde'da
incsina : interessa a lodosos senliores de engenho e fazcudciroi que eslAo longe dos recursos dos mdi-
cos : interesa a lodosos capilcs de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de ter precisao de
acudir a qualquer incommodo scu ou de seus Iripolanles ; e interessa a todos os cheles de familia ru
por circiiinslaiicias, que ncm sempre poilem ser prevenidas, ato obligados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopajha ou Iraducco do l)r. llering, obra igualmente til as pessoas que se
dediram ao esludo da liomeopalhia um volumc grande ,...... 83OOO
0 diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis
pensavel s pessoas que queicm dar-fe ao csludo de medicina........ 4&000
Urna carleira de 2-4 tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele................ 40JO0O
1 lila de 36 com os mesmos livros.................... 459000
Dilade 48 com os ditos. ,................... 5O&000
lEada carleira he acompanhada de dous frascos de tinturasindispensaveis, a escolha. .
Dita de 60 tubos enm ditos...................... GO9O1IO
Dita de 144 com ditos........................ 1003000
Estas silo acompanhadas de 6 vidros de tinturas i escoiba.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o llering, lera o o abalimenlo de 102000 rs. em qualquer
las carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... HO00
Ditas de 48 ditos......................... 169000
Tubos grandes avulsus....................... 19000
Vidros de meia onca de tintura........v,........... 20000
Sem verdadeiros e hem preparados medicamentos nao Fe pode dar um paso seguro na pralica da
liomeopalhia, e o propriclario dcsle estabelecimento se lisongeia de Ic-ln o mais bem montado possivel e
uinguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na me-iua casa ha sempre i venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lmannos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevidade e por presos muilo com-
modos.
C. STARK & C.
respeitnsamentc annunciam que 110 seu extenso es
labelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeico e promptidao.toda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e qoi; pai maior coinmodo de
seus numerosos freguezes e do [ nblico em geral, lein
aberlo em um dos grandes arrr azens do Sr. Mcsqui-
la na ra do Brum, atiaz do arsenal de marinba
DEl'OSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelicimenlo.
All acharo os compridores um completo sorli-
menlo de moendas de cuma, corn todos os mcllio-
ramentos(alsuns delles rovos eorigiuaes) de que a
experiencia de muitos annos tcm mostrado a mee
sidade. Machinas taias dclodo tamaidto, tanto balidas como fundidas,
carros de mo editos pala coiu.uzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, preusas para di-
to, fornos de ferro balido para farinlia, arados de
ierro da mais approvada conslrucc^o, fundos para
alambiques, crivos e'portas para fornalkas, e urna
iuliiiidadc de obras de ferro, que seria enfadonlm
enumerar. No mesmo deposito eiisle una pessoa
inlelligenle e habilitada para receber todas as cn-
commendas, ele, etc., que os annunciantes contan-
do com a capacidade de si as oflicinas e machiuismo,
e pericia de seus ofticiacs, se ciimpromellm a fazer
executar, rom a maior presteza, perfeicac, e exacta
eonformidade com os modelos, ou desenhs, e iuslrnc-
o que lhe forem Tornee das.'
TAIXAS DE FERRO.
Na Cundir o* dAuora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e deCron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
u m grande sortimento de taiclias tanto
de fabrica nacional como ratrangeira,
batidas, fundidas, grandes, petiuenas,
razas, e fundas ; e em ambos 05 logares
e.\8tem quindastra, para carregar ca-
noas, ou carros livres de draj)eza. O
prec/y sao' os mais. commodos.
BSBIBBBffleiK SBK9 IWTBimi
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
preeps mais baixos do que em 011-
tra qualquer parte, tanto em por-
qus, como a retIho, aClianr^indo-
se aos compradares um s pr
para todos : raxj estabelecimeD
ahrio-se de cembinacao com J
niaior parte das casascommeiciaes
mgl^zs, francezas, alletnaas e suis-
sas.parav vender fazendas mais em
conta doqlte se tem vendido, epor
isto oflerecendr elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importanlc es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico ern pg.
ral, para que venhatn (a' bem Jos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armaztm da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos A Rolim.
I iiiiiiii.........IHIIIHIH.Ill
SANTA RITA DE CASSIA.
>o da 6 do corrcnlc solemuisa a venciavel ir-
mandade da gloriosa Santa Hila de Casia o anniver-
sanodasua excela mal iarcln com vespera, fesla e
ie-Peum, sendo pregadnr do E vangellio o lllm. pre-
gador da imperial capella padr.3 Juno Capislrano de
Memlonca, e do Te-Henm o reverendoarnielila Fr.
Manuel de Santa Clara dos An.os, ^Trillo principio a
fesla as 10 horas em ponto. 1 1 <
Alugaseuma ccriva fiel, que entende de co-
ziulia e de engommado ; na ra da Penha n. 5, se-
gundo andar, ao podo br.gadeiro Joaquim Bernardo.
Lotera do hospital Pedro II.
O cautclisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilheles
inleiros, meios bilhelese cautelas da lotera cima,
se acharo venda pelos precos abaixo, na praca da
Independencia loja n. 4, do Sr. Fortuuato, n. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. Faria Hachado, e
na ra do nueiinadu n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja lotera tem o andamento de suas rodas
110 dia 18 ile agosto prximo futuro. O mesmo cau-
telisla se obriga a pagar por inleiro os premios de
10:0003000, de 'i:O3000 e de 1:000000, queos di-
tos seus blheles inteirnse meios oblivercm, os quaca
vAo rubricados com seu nome.
Bilheles 119000
Meios bilheles 59500
Quarlos 2j700
Oilavos 1;.VK)
Decimos IfSOO
Vigsimos 600
Nao ba melhorra no mercado.
No anligo depsito das bichas de llamburgo, na
ra estreila do Rosario n. 11, he chegado novo sorti-
mento de bichas de Hamburgo, que se vende por
atacado, aos ceios e meios ceios e a relalho, e tam-
bem se alugam por menos prero do que em oulra
qualquer parle.
ANTItO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
lia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por prero commodo.
JOLM.
Os abaixo assignados, douosda nojS loja de ouri-
ves darua do Cabug n. 11, confrnleao paleo da
malrizerua Nova, fazem publico que eslflo comple-
tamente vori uliK dos mais ricos c bellos goslos de to-
das as obras de ouro, neressarias tanto para senho-
ras, como para liomcns c meninas, e continuam os
precos sempre muilo em conla ; os mesmos se obri-
gam porquaenquer obras que ven.le em a passar urna
conla com lespunsahilidade.cspecificandoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, licaudo assim sujeilos
por qualqucr duvida que apparecer.
Serafim & Irman.
. MANOEL AUGUSTO DE MENE/.ES COSTA,
professor da arle ile msica, oerece o seu presumo
ao respeilavel publico para leccionar na rne-ma arle
vocal e inslrumeiilal, tanto em sua raacomo em ca-
sas particulares: quem de sen presumo sequizer
ulilisar, dirija-se ;i ra do Aragao n. 27.
D-se dinliciro a juros com penhores de ouro :
na ra eslreila do Rosario n. 7.
Joo da Costa Palma faz publico,
que a Sra. Vicencia Ferreira Cardoso nao
pode vender a casa darua do Padre Flo-
riano n. 56, porque a respeito desta cas;
pende pleito entre ambos, e ja' o annun-
ciante tem obtido varias sentencas a sen
favor.
D. W, Bnynou cirurgiao dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo 11, 12.
Aos lisOOO rs.
Precisa-se atusar urna prela boa vendedeira, nao
e procura ter habilidade : quem a liver dirija-se a
ra do Pardre Flnriano n. 27.
Precisa-e de um moleque que seja fiel e que
esempenhe o serviro de urna casa eslrangeira : na
ra Nova 11.41, 1. andar.
Alhga-se o sobrado da ruafda UiiiAo-: a Ira-
lar na ra do Trapiche 11. 14.
lim, cantador, quebrado de umi verilha, barba ser-
rada, beicos grossos, es| tura regular, diz saber lr
e escrever, lem sido encoulrado
por vezes por dclraz
da ra do Caldcireiro, juntainenle com una nreti
sua coucubina.que lem o appellido de Mara cinco
res; porlaulo rosa-sc s auloridades policiaes ca-
piji|s de campo e mais pessoas do povo, que o 111-
|*Mndam c levem i na llircila n. 76, que serL
generoaamenle gralificad:is.
Ao Sr. Fortunato vendedor de hilhetcs de lo-
tera, pede-seque tenha.i bondade de annunciaros
maiores premios que Smc. vendeu da dcima lote- '"'^ l)ara -''apeos e enfeiles. plumas pa ra loueailo
r 1 : di I* til im k .-.i__ /. a ....... _______a. r /..
Sullragio pela alma de Joao Vi-
cente Martins.
Segunda feira 7 do correnle faz um mez, que
foi sepultado no Rio de Janeiro, o Ilustre ho-
meopalha Joflo Vicente Martins. Oe inmensos
servicos prestados humauidade por esse me-
dico phlaulropo exigem da piedade chrslfla
urna orao pelo descanso eterno de sua alma.'
Rogo pois a lodos os mdicos homeopalhas,
professores em hmeopalhia, e a todas as pes-
soas piedosas, que se digDem de assislir a um
aclo religioso que se ha de celebrar por sua
lenrao im supradito dia 7 do correnle, pelas
7 horas da mauhAa, no convenio do Carmo.
Ur. Sabino Olegario .udgero Piano.
De-apparcceu 110 dia sexla feira, 28 do corren-
le i larde, da rasa n. 10 da ra do Mondego, urna
carauna bastante mana; pede-se a pessoa que a ti-
ver arhado, o favor de enlrcga-la na dita casa que
se pagar a despeza c o desarranjo.
lima pessoa que sabe escripturar livros por
partidas dobradas, do queja tcm baslanle pralica, se
ollercce para azer a escripia de qualqucr eslabele-
ciinenln commercial ; quem de seu presumo se qui-
zer utilisar, dirija-se ra do Caldeireiro, sobrado
o. 2.
Guilherme da Costa Gorreia Leite,
tendo de retirar-se por estes dias para o
Rio de Janeiro, julga nada dever nesta
praca, senoentanto alguem se julgar seu
credor, pode aprraentar a sua conta na
ra do Collegio n. 21, segundo andar, das
9 horas da manlnia ate as 3 da tarde. O
mramo declara que deixa nesta provincia
por seu bastante procurador ao Sr. An-
tonio Jos Rodrigues de Souza Jnior.
Guilherme da Costa' Correia Leite
retira-se para o Rio de Janeiro, eleva em
sua companhia osen escravo Joao, pardo,
menor.
Quem annnnciou querer comprar um missal
Romano e urna estante, dirija-se a casa do sacristflo
da ordem 3* de S. Francisco.
O Sr. fiscal da freguezia da S de Olinda, pelo
amor de Dos, lancea sua vista sobre o despejo que
se faz atraz do Amparo, a qualquer hora do dia, e
do mao cheiro que existe.
Na ruada Aurora, em casa do Sr. JoAo Pinto
de Lcmos Jnior, se precisa de urna ama de leile.
()fferecc-se urna senhora para halar de dociilcs
e (amliem para quem quizer que se faca sua comida
e zelar sua ruupa, com todo asscio : no'bccco do Pa-
dre sobrado que na loja lem quitanda.
Aluga-sc um sitio com boa casa e
excellentes comfoiodos, sendo duas salas
grandes, quatro qrnrtos, um gabinete
e cozinha puxada fora.N: um terraco para
recreio, estribaiia e cocheira para carro,
na Passagem, primeiro sitio ao passar da
ponte grande ao lado dnvito : quem o
pretender dirija-se a ra larga do Rosario
n. 50, primeiro andar. v
Madama Millochenu Rucssaid, modista
frauceza, aterro da Boa-Vist! n. I.
Tcm 1 honra de aviar as suas (regaCias, que a
sua loja acha-se provida de modas novaf, recebidas
pelos ullnnos navios: chapeos de seda n palha, ra-
polinhos de bicco, manteleles de seda, inania de
blonde e capellas para imitas, enfeiles para cabera,
ricos chales de retroz bordado, roneir^s rollari-
nhoi de dito, camisinhas de fil hordadi c de cassa
lina cbm bordado de ponto inslcz, manguitos, flores
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacarando,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
ss @@@@ sssi
& DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga C-$
9 9 les com gengivas artificiaos, e dentadura com- J
$ pela, ou parle della, com a pressao do ar. @
C-: Tambem tcm para vender agua denlifrice do Jif
3 Dr. Pierre, e p para ilentes. lina larga do j;
9 Rosario n. 36 segundo andar. 9
i>>y at N
Manoel Anlonio Tcixcira vende o sen bilhar c
todos os seus pcrlences: a Iralar na l.iugoela n. 2.
Lava-se e engomma-se com toda a pcreicflo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
t O Dr. Sabino Olegario .udgero Pinlio mu- y
9 dou-se para o palacete da ra de S. Francisco K
fl 'mundo novo) n. 68 A. ar
\9& Me@KS-S338a
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thesoureiro geral das loteiias avisa,
que se achama venda os hithetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
benelicio do hospital Pedro II., na the-
souraria das loteras, ra do Collegio n. 15,
na praca da Independencia n. i, e na
loja do Sr. Arantes n. 15, ra do Qnei-t
madons. 10 e 59, ra do Livramcnto n.
22, aterro da Boa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a tnesma lotera
impreterivelmente nodia 1S de agosto, as
9 horas da inanhaa ; e os bilhetes ratao a'
venda ateo dia 17 as G horas da tarde.
Preco inteiros lOfOOOt
meios SsOOO
Roga-se ao Sr. Fortnalo Pereira da Fnnseca
Bastos, n favor de lomar nota da numeracao dos bi-
lheles do Rio de Janeiro, para mclhor saber os pre-
mios que em sui loja silo vendidos.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Acaba de ser vendida nesta provincia
a sorte de 20:000^000 em meio bilhete.
As boas nortes continuam como se v, a
serem avoraveis para esta provincia, mau
grado a pequea porcao de bilhetes que
hoj se vende. Estilo a venda os bilhetes
da loteria 19 dotheatro deNictherov, que
deve correr a (i ou 7 do crtente.
(0 abaixo as-limado, capilAu da barra ingleza
Gorernor, declara que nflo se responsabiliza por
qualquer conla que a sua Iripnlncao faca em Ierra.
Georgr Uuley.
Pergunla-se ao Sr. S. B., delegado do 1. dis-
triclo da freguezia de JaboalAo, qnal a razan que le-
ve de, as 10 horas da noile do dia 31 do prximo
passado mez, por a povoacflo da me.ma freguezia
em completo alarma, reuninde nflo s a pnlicia, co-
mo os guardas iiarionae, sendo chamados pelo pro-
prio capilflo da primeira ronipanhia (filho do dito
Sr. S. B., delegado) armando c municiando estes
individuos, e postando em roda do scu engenho esta
forca, em differenlcs piquetes, al o dia 1. do cor-
rente as 7 horas do dia ? Isto desoja saber
Cmgaarda abelhudo.
Aluga-sc o primeiro filio de porlflo de ferro do
lado direilo -la e-Irada nova, o qual alm de boa
casa, tem cxccllenles bailas para capim, bastante
terreno para pasto, e algumas arvnres de fruclo :
quem o prcteuder poder examina-lo, e para tratar
do ajuste devera dirigir-se ao Chora Menino, na pri-
meira casa do lado esquardo, anles da pontezinha,
de inanhaa al 8 hers, e de larde das 4 em diante.
Roga-sc a quem refolhepaiem sua casa um sof
do uso anligo, tendo o aa*enlo de palhinha nova, as
caberas ecocosf lamben de palhinha velha, o quei-
ra denunciar na na das Cruzes n. 16, sobrado de
um andar, de d'onde foifarlado na manbaa de 4 do
correnle agosto : o ladrSo he condecido, a polica o
procura, c o denunciante ser recompensado.
Joflo (innealxes Fcrreir, faz publico com par-
lieiilaridade ao corpo docommcrcio,que vendeu a sua
loja de mi me/.ii sita na roa da Cadeia do Recite n.
14, ao Sr. Manuel Jos de Almeida ones-
COMPRAS.
Comprase um diccionario latino que esteja em
bom estado : na ra llircila n. 91, primeiro andar,
na quina do be eco do Serigado.
Compiam-se pataees brasileiros e
hespanhes : na ra da Cadeia do Recife,
loja de cambio n. 24.
Compra-se urna esetava de 20a 26
annos de idade, que saiba coser c engom-
mar ; agradando nao se ollia a preco :
quem a tiver podera' levar a rita do Vi-
gario n. 19, segundo andar, no cscripto-
rio de Machado & Pinheiro, para tratar.
Compra-sena taberna do pateo do Carmo, qui-
na da ra de lionas n. 2, vidros de bocea larga e
usados.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de l':rnnmbuco compra titiras do Rio de
Janeiro.
Compra-se 8 a 10 milbeiros de cachimbos de
barro : quem tiver annuncie para ser procurado.
Compram-se escravos de ambos os
sexos, e pagam-se bem, assim como tam-
bem recebera-se para se vender de com-
missao : na ra Direita n. 7>.
ria do Eslido Sanitario.
Joao da Costa Palma declara, que a
casa que a Sra. Vicencia Cardoso nao po-
de vender temon. ,>5, e he na ra do Pa-
dre Floriano.
e cTinpos, cpelas de plumas para Ipiles, grande
sommenio de biros de blonde, de lita, de transas e
franja para vestidos, de luco de linjio, lil. larla-
lanaecanibriia, lencos de mo, louceis de Ifla, ro-
meirasde bico, cordesde seda, fita/ de liuho e de
Igodao linas, retroz, baleias para vecitido e lovas de
pellica e de retroz.
Mi^:,
J4) Antonio Aprigino Xavier de llrilo, Dr. em &
S medicina pela laculdade medica da liabia.re- J
side na ra Nova n. 67, prtmeiro andar, on- @
9 de pode ser procurado a qualquer hora para o $$
^ exercicio de sua profisflo. &t
# :
ASSOCIACAO' COMMERCIAL DE PER-
NAMBUCO.
A commisso nomeada pelos senliores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esla associaco para os
prejudicados com a innundacao de 22 de
junbo, convida aos epte mais solfreram
com tao funesto acontecimento e licaram
reduzidos a' indigencia, a apresenlarcm
seus requerimentos acompanhados de at-
testados circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia, para
serem attendidos. -Devendo taes requer"
mentos serem entregues ao archivista da
associaco, no largo do Corpo Santo, at
o dia 15 de agosto prximo futuro A. V.
da Silva Barroca, secretario da commis-
so.
I EXPLENDIDOS RETRA- 1
1 TOS A CRYSTALOTYPO, 1
S TIRADOS NICAMENTE COM A S
A CLARIDADE PRECISA. S
T! J. J. Pacheco, tendo resolvido demorar-se 9
\/) mais alguna dias nesla cidade, previne a tn- (S)
( das as pessoas que desejarem um perfeilo ij>
W9 retralo, quedignem-scprocura-loiioseu es- ^7
/A labelecimento, quer esleja n dia claro ou 6
JS escuro. Os retratos sflo lixese inalleraveis W
'9 enm o lempo, e as cores sao as mais natu- En
m raes que aqui se (em visto. O respeilavel S
*^ publico continua a ser convidado a visitar a j9
<,) galera lodos os dias, desde as 8 horas da ma- (j#,
fffc "l,5l alc i,s ,J lla noile. No mesmo eslahe-
fe) leeiinenlii cnconlrarflo os prebndenles um 'Wi
(A rico sorlimenlo de quadros, caixas, alfine- $i
5f les, cassolelaseaneis. A Ierro 11. 4, Icrcciro J
A directora do collegio da Conceic,ao participa
a quem ciiuvicr, que|o collegiose ada'aberlo, e re-
cebe as educandas que preleriitem all ser educadas.
A taberna do palco do Carmo, quina da ra
de Ilortas n. 2, contina a estar sorlida de lodos os
seeros novos e de boa qualidade : manleiga ingle-
za c franceza a 400 c 800 rs., loucinho de Sanios a
80, dito ile Lisboa a :ifi0, banha a 520, pastas a 360.
bolacbinha a 300 rs., dita a Napoleo a 400 rs., ale-
tria a 31X1 rs., cravo a 00 rs., louro a 400 rs. chou-
rieas a 4O0 rs., f.irinl ,1 deIrigo a 150rs., cha a loOOO,
I99OO e 25210, gomma de aramia a 160, csoelmace-
leaSOOrs. a libra, azeile doce a 600 rs., vinho a
400 e 480 a garrafa, arroz branco a 110, feijo nrelo
e mulalinho a 400 rs.. arroz de casca a Ifit) a cuia,
rap a 19000 o bote, lijlos de limpar Tacas a 140,
tambem se faz a 80 e 40 rs., queijos a I9I40 e 1*>20,
peneiras de rame a 7 e 83000, ceblas a l?100 ocen-
to. aliios a 110 rs., graixa a 100 rs. a lata, papel de
peso e machina a 2j800 a resma, genebra de Ilollan-
da a 4GO.
Aluga-sc urna prela perfcila ensommadeira e
cozinhoira : na ra do (.lueuna lo 11. 4-1.
Da-se 70.S000 rs. a juros com hy-
potheca em urna casa terrea, que teja em
boas ritas desta cidade : quem pretender,
dirija-se a ra Nova, loja n. 54, que se di-
r' quem da'.
I)eseja-se fallar ao Sr. Anlonio Francisco de
Miranda, que mora em Saul'Anna : na laberna da
ra Nova 11. 50.

SITIO PAKA LAVRADOR.
No engenho Paulisla, distante dcsla cidade 3 le-
guas, Mea 2 sitios para lavrador, um denomina-
do Corla Largo, que da 1,000 pes, c outro Estiva
para 500 ditos, ambts de boa prnduceflo, rasa de vi-
venda c Mzala : a balar no mesmo engenho, 011 na
ra estreila do Rosario 11. 10, sobrado; declarndo-
se que ainda he lempo de plantar este auno.
Aluga-sc um escravo de boa conduela, bom
cozinhcjro, podcnilo-sc garantir,o bom de-enipenho
de suas funceocs : na ra da Praia, armazem que
tcm um Ion piulado.
lenlo Jos Rodrigues declara, que por haver
outro de igual nome, se chamar Rento Jos Av rosas.
PEDRINHO 00 O AMOR FRATERNAL.
Com este titulo rhegoii ulliiiiamenle da cidade do
Porto, reino de Portugal, esla iiiteressanle obra, pro-
ducido da dislincla porlugueza aulora do Manoelzi-
ulio da nossa aldeia e de oulras muilas obras, que
animada do benigno acolhimeiiln que lem recebido
do publico juvenil, animou-o a apparecer de novo
em trena,dando ao prelo oulro opuselozinlm intitu-
ladoPedrinho ou o amor fraternalconlcndo ex-
cedentes historias pura dislraees das horas vagas,
conlospara menino, poesas etc. ele, osquaes ofle-
rece s illuslrissimas milis de familia, de quem espe-
ra lodo acnlbimento, pos he o que ambiciona de suas
humildes fadigas; c acham-se venda na ra Nova
11. 52. loja de Koave'ituta Jos de Castro Azevedo,a
210 cida eiemplarem brochara, e um pequeo nu-
mero da Inleressante historia do Manoelzinho da
nossa aldeia, a 100 rs.
VELAS DE CERA l)E CARNARA.
Vendem-se velas de rcra de carnauba de 6,8 c 9
em da mclhor qualidade que lia no mercado, fei-
las 110 Ararat > : na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeir andar.
Panno fino preto a 2{(i00.
Vcndc-se paoiio fino prelo superior, pelo barato
prero de 23600 o cuvado : na ra Nova luja 11. 16.
de Jos Luiz Pereira & Filho.
CERA DE CARNAUBA.
Vendc-seccra de carnauba do Aracaty : na ra da
Cadeia do Recife n. 19, primeiro andar.
Vende-te a refinacBo da ra da
Concordia n. i, com os competentes uten-
$i, completamente montada, e um es-
cravo exccllente refinador, reunindo mais
urna machrna para fazer carvao animal.
O dono desse estabelecimento tendo de ir
residir por algum tempo no interior da
provincia, para tratar de sua saude, por
este e nao por algum outro motivo, quer
vende-lo : quem pretender dirija-se a
mesma reinacao.
Fazendas baratas, ra Nova, loja n. 16.
Vende-se chitas finas de cores Usa, a 120, 140,
160, 180 c OO'rs. o covado, ditas de barra com pe-
queo loque de mofo a 160'rs. o covado, ditas finas
para coberla a 200 rs. o covado, castas francezas de
bonitos padres a 400rs. a vara, cambraias abortas
cor de rosa e azul a 2$500 a peta, vestidos brancos
com barra de cor a 2^500, ditos de 1 a 3 babados a
48000 e 4.5.VX). ditos de cambraia de seda a 10*000,
ditos de sedaescosicza de 2 e4 babados a15$400, Iflas
escossezas de bonitos padres a 720 rs. o covado, Tit-
eados francezes a 240 rs. o covado, chales de cam-
braia a 19440, diloi de Ifla e seda a 2000 e 2">00,
romeiras de cambraia bordada a 29500, capolinlios
e camisas de fil e cambraia bordada a 59000, capo-
linhot de teda prela e de core! a 129000, meiat finas
para senhorns a 38200 a duzia, lencos para meninos
a 100 rs. di los grandes de seda para senhorns a'29000
selim de cores a 800 rs. o covado, vestidos de finca-
dos para meninas de 3 annot a 29000, e oulras mui-
las fazendas que se venden) baratas, com rlinheiro
vista, e para commodiriade das pessoas qne nao po-
den) sabir de dia, a loja estar aberta al at 9 lluras
da noile.
Grande sortimento de palitos francezes.
Vendem-se palitos francezes de brim de linho e
bretanha a 3800 e 49000, dito de alpaca prelos e
de cores a KsiMO, dilos de panno fino, pretot e de
cores a 169,189 c 2O9OOO, ludo da ultima moda e
bem acabados, na ra Nova, loja de fazendas a. 1C>,
de Jos Luiz Pereira & Filho.
(:sgsssa$s58si@st
Rita do Crespo n. 25.
Vendem-se chitas francezas largas cores &
escuras a 210 o covado, corles de easernira de g
cores e padrOes modernos a 49500, dilol de <
easernira preta fina a 49300, panno prelo e
de cores a 39OOO o covado, corles de meia ca- g
.' semira a l-bim. dilos de brim de lirBc de co- 9
res a 19t>O0, riscado de liuho de cores escuras
a 240o covado, merino prelo com duas '"-'J
guras a I96OO0 covado. chales de lila grandes m
e de rores escuras a 800 rs., dilos encorpados w
a 19280, esguiao de linho muilo fino a 19120 &
a vara, setim prcto muilo encorpado e de su- 81
perior qualidade a 29500, cambraias prelas e S
de cores, goslos modernos, por pre^o commo-
do, chapeos do Chili finos, e oulras muitat fa-
zendas por preco muilo em conta.
VENDAS
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres rapiichinhos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conccicflo, e da no'liria histrica da mc-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-sc uiiicamenlc na livraria n. 6 c 8 da prac,a da
independencia, a 1()00.
Vcndc-se urna negra de bonita figura, que sabe
vender na ra. cozinha, cose, fazlabyriotho, lava e
entornilla: na ra do Sebo n. 23.
Vendem-se coberlorcs escaro, pelo barat
preco de 700 rs., romo bem outros de superior qua-
lidade a 1C200 cada um : na loja de 4 portas n. 3,
ao lado do arco de Santo Antonio.
Vende-se afina eacra va crioala, moca, de bonita
figura, com urna cria de um anuo, perita engom-
madeira, cozinha, lava c coso, he de ptima con-
duela, nflotem vicio nem achaque, o que se afianza
ao comprador : a ra de Hurlas n. 60.
No becco di (junjilves, junto ao armazem do
Sr. Araujo, venoc-se um lindo cavaUo a(azao,novo e
de bons andares*^
Ai que rio.
Vende-se superiores robcrlores de tpele, de di-
versas cores, grande* a 19200 rs., ditos brancos a
200rs., dilos com pelo a imilacflo dos de papa a
19100 rs.: na ra do Crespo loja n. 6.
SYSTF.MA MEDICO
I10LLOWAY.
PILIUS IIOLLOWAY.
Esle ncslimavet especifico, composto inteiramen-
le de nerval medicinacs, Hfln cuiitm mercurio, nem
oulra alcuma substancia delcclcrea. Benigno i mait
lenra infancia, e a compleirao mais delicada, he
igualmente prompto e teguru para desarraigar o
nial na complei<;flo mais robusta; he inteiramcnle
iiinoreiile em tuas operaeoei c cffcilos pois butea e
remore as doenrat de qualquer especie e gro, por
mais antigs e lenazes que sejam.
^Entre milhares de pessoas curadas com este reme-
dio, muilas queja eslavam s portas da morle, per-
severando cm seu uso, conseguirn! recobrar a sa-
de e Ion as. depois de haver tentado intilmente,
lodos os outros remedios.
As mais aluictas nflo devein enlregar-se deses-
perac*o: facam um competente ensaio dos efficazes
cITcilos dcsla assombrosa medicina, e prcsles rcru-
peraro o beneficio da laude.
Nao se perca lempo em tomar ene rtnedio para
qualqucr das seguinlcs enfermidades:
Accidentes epilpticos.
A Iporcas.
Ampolas.
Areias (mal d').
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
ebiljdade ou cilenua-
?ao.
Debilidadc ou falla de
lineas para qualqucr
cousa.
Desinteria.
t)or de garganta.
(i de barriga.
o nos rins.
Dureza no \entre.
Enfermidades no ligado.
venreas.
Enxaquera.
Herysi|iela. ~^^~'
Pebre biliosas.
a inle niilli'iiles.
de loda especio.
Cota.
Ileiuorrliiiiiliis.
Ilydropisia.
Ictericia.
Iiuligesloes.
Inllammncoes.
Irregularidades da mens-
truaeao.
Lombrigas dct loda espe-
cie.
Mal-de-peilra.
Manchas na culis.
Ohslruceao de vcnlre.
l'bihi-ica ouconsump^.to
pulmonar.
Relcncjio d'nurina.
Rbeumalismo.
S\ mplomas segandario.
Temores.
Tiro iloloroso.
IJIecras.
Venreo (maP.
QVendem-se estas pillas no estabelecimento geral
de Londres, 11. 2HTSlrand, e na loja de lodos o
boticarios, droguistas e oulras pessoas encarresadas
de sua venda cm loda a America do Sul, Havana e
Hcspanlu.
Vende-se as bocetinlias a 800 rcis. Cada urna del-
las conten urna inslruceflo em portuguez para ex-
plicar o modo dse usar deslas pillas.
O deposito geral lie em casa do Sr. Soum, phar-
maceulico, na tua da Cruz n.22, cm Pernambiico.
Vende-se urna bonila vacca ingleza damelhor
rara que ha (Dyrethire) c j aclimalisada: a Iralar
com o fcitor da capella ingleza, na ra Formosa.
Vende-se a armaro da loja da ra Dircila 11.
11, com o Iraspasso das chaves da mesma, a qual he
prnpria para qualquer cslabehcimcnlo, c esl collo-
eada no mellior lugar dcsla ra : a Iralar na ra do
Livramcntii n. 29.
Vende-se urna exccllente capa de panno fino,
forrada de escoecz. e com carranca de prala: na rua
do (Jueiinailo, viudo do Rosario, segunda loja n. 18.
Vende-se urna csrrava de bonita figura, de ida-
de 25 anuos, propria para lodo o servieo domestico
de urna casa : quem a pretender, dirija-se i rua d
Cadeia do Recife n. 5i.
Vciideui-se 2 vareas tourinas e 1 novilho da
mesma rara pura, assim como algumas taceos da
Ierra: para ver, na estrada nova, primeiro sitio de
porlflo de Tetro, epara Halar, noUioia Menino, pri-
meira casa do lado muerdo, antes da pontcziulia.
CEMENTO ROMANO.
Vendc-se 110 armazem n. 13 darua da Cruz 110
Reeife.
Vendem-se bichas superiores de llamburgo, cm
primeira mao, c por preeo roniiiioiln : no armazem
da ruada Cruzn. 4.
Vende-se forinha de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor*, mi a Iralar rom Tasso frmflos.
NAVAI.IIAS A CONTENTO E TESO!.HAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto i',, de Abreu, ronli-
uuam-se a vender a X^KH) o par (preco fixo) as ja
bem ronheridas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil faliriraule que foi premiado na exposirflo
de Londres, as quaes alm de doraren! extraordina-
riamente, nflo sesentem noroslo na aceito de corlar ;
vcudem-se com a condieao de, nflo agradando, po-
derem os compradores dvolve-las al 15 dias depois
ila compra restituindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fak rkaate,
AO MODERNISMO.
Cada corte lo.sOOO reis.
Cbegaram pelo ultimo paquete, e vendem-s
loja n. 17 da rua do Queimado, os mais mode
corles de vestido de seda c algodflo, intitulados Ma
liarme Etcocez, fazenda de fanlazia, de milito bril
c goslo, pelo barato prero de 159000 cada corle.
Panno proprio para escravos.
Vende-se o bem couheciilo c muilo superior pan
de algodflo da Ierra : na loja dos qualro cantos
rua do Queimado 11.20.
Vende-te lien a-mallo de primeira qualidade,
sal do Ai-ne podras .le amolar, cm pequease Rran-
det i'orcoe-, pur preco commodo : na rua da Praia
n. 37.
Aos 10:000$000 rs.
No alerro da Boa-Vitla, casa da Fama 11. 48, e na
rua da Cadeia. loja de cambio de F. Anlonio Viei-
ra, cslflu cxposlos venda as cautelas da loteria do
hospital Pedro II, cujas rodas andam impreterivel-
mente nodia 18 de agosto do correnleanno.
Bilhelet inleiros IO9OOO
Meios 59000
Quarlos 29700
Decimos I92OO
Vigsimos G00
LIQUIDACAO' DE COMAS.
Barato sim, liado nao.
Na rua do Uycimado, loja n. 17, ao p da bolica,
vendem-se para liquidaran, fazendas por barato pre-
co, como sejam : as modernas orleans de seda furia-
cores, com meseta, propriaspara vestidos .le senhora
c meninas a 100 rs. cada covado, sedas de quadros
escoce/as a 19110 rs., grosdenaples de seda lurla-co-
res a 19000 cada covado, e oulras fazendas por bara-
to preco, a diuheiro a visla.
Chapeos de sol muilo grandes, com cabos de
canoa c baleas, mnito fortes, de seda de todas as co-
res e qualidades, lisos e lavrados, proprios para
chuva, por preco muilo commodo ; na rua do Col-
legio n. 4.
Na rua do Trapiche Novo n. 16,
vende-se:
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno
'PAPEL ALMACO azul e branco, chama-
do Marlim Superior, em resmas de 500
tolhas, e outvas qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESO muito snperior, proprio
para escriptorio, e outras qualidades
maisem conta.
PAPEL DE CORES, em formato grande.
UMA PEQUEA porcao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente chegados.
ALVAIADE DEZINCO, acompanhado do
competente seccante, muito recom-
mcndavelpela grande superioridade de
tinta que prodiiz.
PREGOS DE FERRO em bom sortimento.
Vende-se urna bulica em urna das principaes
ras da cidade da Paralaba, a dinheiro ou a prazo,
com garaolia, por seu dono ter de relirar-se daquel-
la cidade : a fallar nesla cidade com Barlholomeu
Francisco de Souza, rua larga do Rosario n. 36,1
ou na Parahiha com Fructuoso Pereira Freir.
NO < U\SI 1 i OHIO HOIHEOP VXlili o
1)0
DR.P.A.LOIIOMOSCOSO.
Vendem-se asseguinles obras de liomeopalhia ero
francez
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
' ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos r1- ferro de --Tior qualidade.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito lino, a l.s'800 rs. a medida: no ar-
mazem de C. J. AstleyA C, rua do Tra-
piche n. 5.
AO BOM E BARATO.
A dinheiro a' vista.
Para te ullimar e liquidar contal, vendem-se 1
troco de pouco dinheiro at tcgiiinles fazendas, pro-
prias para homens: pannos finos prelos de cores fi-
zas a 38-500 e 49000, diloa verde e cor de rap a 49,
corles de casimiras de rores lisas de quadros a-4 e
59000, catemirelas prelas e de cores rom mtela, pro-
priat para palitos, fazenda muito fina, a 800 n. o
covado, alpaca decnrdao de cores muilo lindas para
rialilsa li'io rs., merino preto superior, de lustre, a
9000, easernira prela fina c muilo superior a 29000
o covado, corles de rllele de gorgurflo de linho e
seda de quadros modernos a 19600, brim trancado,
pardo, de linho, muilo fino a 610 a vara, ditos de
cores modernos, fiigindo easernira a 800 rs., lencos
de seda para algibeira, de campo branco, fazenda
muilo fina a 19280, meios dilot para grvala a 19000,
chapeos de sol de seda a 59500, ditos francezes finot
para cabeca a 69000, e muito superiores a 69.OO e
79OOO, e oulrat fazendas por barato preco : na rua
do Queimado, loja n. 17, ao p da bolica.
CHAPEOS DE SOL A 49800.
Na rua do Collegio n. 4, vendem-w chapeos de
tol de seda prelos c de cores, armaeflo de balea, ra-
bos finos, os quaes vista da qualidade ninguem dei-
xar.i de comprar, e outras muilas qualidades, por
preco razoavel.
Vende-te a posse de um grande terreno no
C!deireiro. qoc faz frente para a casa do fallecido
Francisco Jacinlho, com 1,010 palmos da frenle, por-
que vea desde a estrada do Monleiro at quasi ao
110, .1 e-tremar com a travesa do Dr. Alcanforado,
terreno muilo bom, que esla grande cheia nao o
alagou, do lado da sombra e muilo fresco, proprio e
bom para se edificar bons predios de campo ; ven-
de-te todo por junto on dividido em 4 porcoes de
250 palmus de frenle com todo o fundo que lem, a
dividir pelos fondos com o silio que foi do Sampaio:
quem o quizer procure ao inajor Antonio da Silva
Gusmo, em sua casa na rua Imperial, lodos oa diat
iileis al at 9 horas da manhfla, e nos domingos lodo
o dia, ou lodos os diai dat 9 horai em diante. no ten
armazem da illuminacilo, rua ou hecco do Carioca.
Vendem-se as mait novas e melhores seroenlet
dehorllice vindat ltimamente de Portugal,pela ga-
lera Gralidao, bem como millio muilo novo em tac-
caa : na rua da Cadeia do Kecife n. 56, loja de fer-
gent de Francisco Cottodio de Sampaio.
Com pequeo loque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de limflo, 1 39500 o covado : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volta para a cadeia.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigoes Andrade &
Companhia, roa da. Cruz n. 15, vende-se mnito tupe-
jera de carnauba do Aracaty e Ass, em porr.lo
. ola Iho ; e alm de te pesar na occasiflo da ntre-
se descontara orna libra de tara em cada sacco,
10 he cosime.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a prero commodo, em cata de Barroca
PARAAFESTA.
Sellins inglezes para homem e senhora
Vendem-te sellins inglezes de pa-
tente, com lodos os perlences. da me-
llior qualidade que lem viudo a esle
mercado, lisos e de burranne, por
preco mnito commodo : em casa de
. Adamson I lo ic & Companhia, ma
do Trapiche n. 42.
/ Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
A BOA PITADA.
Rap de Lisboa o mellior e mais fresco que lem
pimo a esle mercado ; vendc-se na rua do Quinina-
o n. 9, loja de Antonio I.uiz de Oliveira Azevedo.
JOHN BARPER. (
VenJe-se fio de apaleiro, bom : em cata de S.
P. Johnsion & Companhia, rua da Sensala Novo
n.42.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Linho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente ingle/..
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.
Fornos de farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro-
Chapeos e esleirs muito barato a
dinlieiro.
Vendem-se etteirat em renlot a 149000, chpeos
de palha novos, o cento a 129000, cera amarella, di-
la de carnauba, courinhos miudos, tola e i toalhas
de labvrintho com bico, ludu para liquidar contal :
na rua da Cruz do Recife n. 33, em caa de S A-
raujo.
VELAS DE CARNAUBA.
Vendem-se muito superiores velas de cera 3c car-
nauba, chegadat recenlemente do Aracalv, por me-
nos do que em nutra qualquer parle: na "roa da Ca-
deia do Recife n. 34. primeiro andar.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
e.m barril de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da rua do Azeite de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Companhia, na rua do Trapiche, n. 51.
CHARUTOS DA BAHA.
Acha-se ei pollos ao balea o da loja de Boaventura
Jos de Catiro Azevedo, na roa Nova n. 52, urna
grande porlflo de charutos da Baha, que para sa
acabar com elle* etl-se vcndendo pelo diminuto
preco de 640 a caita, e ainda erisle urna pequea
l'nreao dos de S. feliz, que foram annunciados, pelo
preco de 19000, e a boa qualidade j esl sabida pe-
la maior parle dos leus amantes.
Cassa francezas a- 320 o covado. _
Na rua do Crespo, loja da esquina qoc vira para .'
Cadeia, vendem-to caasar francezas de muilo bem
goslo, a 3z0 o covado.
# <*$**<'
Cairo e cabriolet.
Vcndt-se um carro d 4 rodas com 4 asteo-
9 tos, e ora cabriolet, ambos ero pouco dio, e 0
at cavallot para ambot: ara roa Nova, cocheira tt
9 de Adolphe Bourgeoir. A

. Cemento Romano
vende-te na ruada Cruz arroazetn d. 13.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nai co-
lonias inglezas e hollandezas, cotn gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metlsodo de emprc-
ga-lo no idioma prtguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
LFNCOS DE CAMBRAIA DE LINUOIa 49500 A
DUZIA.
Na rua do Crespo o. 5, esquina que vollapara a
rua do Collegio, vendem-te lenc,ot de cambraia de
linho finot em eaitinhai com lindas estampas, pelo
barato prero de 45.1OO rs. a outia, para acabar orna
pequea porcao qne ainda resta.
Jacaranda' de muito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Cola da Babia, de qualidade esco-
lhida, e por preco commodo r^a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-




^J
panlua.
Louca vid rada, recebida ba poco
da Bahia, com bom sortimento : vende-
* W na rua do Trapiche n. M, segundo
andar.
mais acreditadas navalhs do celebre auto*.. -- benebra verdadeira de Hoilanda.
11 irritar > tniu ani **- '1WUUV ... ...-!.. .._^ _
169000
169000
109000
89000
73000
69OO
49000
69OOO
109000
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes
Itapuu, historiada liomeopalhia, 2volumes
ll.11 'Muan, tratado completo das moleslias
dos meninos, 1 volme
A. Tesle, materia medica hom.
De Fayolc, doulrina medica hom.
Clnica do Slaoucli
Qirliiis, verdade da liomeopalhia
Jahr, tratado completo dat moletlias ner-
vosa!
Diccionario de Njsten
Vende-se chocolate francez de su-
perior qualidade: na ruada Cruz 11. 26,
primeiro andar.
Vendem-se chapeos do Chyle
finos, dilos de fcllro para se-
nhora c homem, brancos, rotos',
rastanhos e prelos, dilos de palhinha franceza do
mellior goslo que he possivel, dilos francezes de
formas modernas : na praca da Independencia, loia
a. 19 e 21.
Na rua do Vinario n. l'.l, primeiro andar, vcn-
dc-se cera lauto cm grume, comocm \ellas cm cai-
xas, com muito bom sorlimenlo e de superior quali-
dade, cheuada de Lisboa na barca Gralidao, assim
como bolaeliinhas cm latas de 8 libras,e farello muilo
novo em s arcas de mais de 3 arrobas.
JL
ja Deposito de vinho de cham-
|$) pagne Chateau-Ay, primeira f|ua-
0 I idade, de propriedade do condi
Js de Marcuil, rua da Cruz do Re-
" Cine n. 20: este vinho, o mellior
O de toda a champagne vendo
ft te a O.S'OOO rs. cada caixa, acha-
- se nicamente emeasa de L. Le-
i cointe Feron & Companhia. N. B.
fP As caixas sao marcadas a fogo
(3) Conde de Marcuil e os rtulos
(&k das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes c encorpados,
dilos branros rom pello, muilo grandes, imitando os
de Ifla, a I9SOO : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
GUERRA 1)0 ORIENTE.
irlas do Ihealro da raerla aelual entre a Russia,
urquia e as naeoes alliadas, as quaes se demons-
tram os losares de diversas balalhas. posiees dos e\-
ereitos e c-qiiadias helliseraulcs nos Nares Nero,
rRaltiru, c retratos de diversas personagens proemi-
nente- da guerra, tudo checado no ultimo navio de
Franca, obra bem feila e por preeo commodo : na
ua do Collegie. loja de encailernoc.io d. 8.
Barber, se vendem por 39000 rs. cada urna :
u 1 do Queimado 11. 9, loja de Anloaio Luiz da
reir Azevedo.
A 19000 o corle
m do,aLmilao iiiiilan.JoTMieinira : vende-so na
Queimado u. 9, loja de Anlonio Luiz de Oli-
levedo. -""
- ___ATTENCiCrr'
Oh bello Mea v.inde comprar,
LSa de mui lindas cores,
Para bordar.
Na loja de 4 portas da roa do Calinga' n. 1 B, clie-
gou ltimamente um completo sorlimenlo de 1.1a
para bordar, boa qualidade, cujas cores seria enfan-
donlio enumerar, basta afirmar que nao faltar cor
alguma, para habis mans por em pralica qualquer
desenlio por didicil que teja imitar em combinacao
de cores.
Sao lindas l.lo lindat
Quem at tern ?
Ai cores variegadas,
Quem nao comprara ?
Vende-se um preto, crioulo, de 28 annot de
idade, proprio para engenho ou sitio, e por preco
muilo barato : no Hospicio, silio da Sra. Viuva Cu-
nta.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior farinha de mandioca de Santa Catha-
rina: no armazem de Machado & Pinhei-
ro, na rua doAmoiim n. 54.
Vende-te urna pnrr.'io de pesen usados de 2 ar-
robas a 4 libras, por prec,o commodo : na rua do
Vigario n. .
Vende-se om cabrioiet com sua compelenlo
coberla e arreios, tudo quasi novo ; assim como 2
ravallos do mesmo j ensinadose mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao pe do arsenal de marinha, e
para Iralar, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 3*, pri-
meiro andar.
POTASSA BRASJLEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senliores de engenho os
seus bons elle i tos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
.^
&
Vendem-se relogios de ooro e prala, ma5
barato de que cm qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
aVpoaiio da f.bric de Todo* oa Haotoi um Bahim-
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C., na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
mui lo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preeo commodo.
Vendem-se em rasa de Me. CalmonI & Com-
panhia, na pra^a do Corpo Santn. U, o seguinle:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarrelcis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milab sorlido, ferro i nglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tcm para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Ajtntlade Edwln Maw,
Ma rua de Apollo n. 6, armazem de Mr. CalmonI
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para a rniar em madei-
ra de lodos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forja de
4 cavados, cocos, passadeiras de ferro eslauhado
para casa de purgar, por menos prec,o que os de co-
bre, esco vena para navios, ferro da Suecia, v fo-
l has de flaudres ; ludo por barato preco.
,
em frasqueras, chegada este mez, sendo-
alguma da mais superior que se fqjflj.
"ls reino ; vende-se na rua d^ Tra_
undo andaj
de-se fumo m olhnTn vanas
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida. Gomes & Com-
panhia, na rua do Trapichen. 16.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodr da Motta, na rua do
Azeite de Peixe, ou na rua do Trapiche n.
54, com Novaes & Companhia.
Vende-te um excellenle carrinho de 4 rodas,
mu bem conttroido.eem bom estado ; esl exposlo
na rua doArasao, casa do Sr. Nesmen. 6, onde po-
dem os prelendenles examina-lo, e Iralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Croz uo
Recire n. 27, armazem.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro' andar, (em pa-
ra venderse chapeos de caslor brancppor commodo
prero,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commo'dos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregara-sa em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe secco de varias quididades e
muito bom : na rua da Croz n. 15. legando andar;
assim como bolins de couro pelo diminuto preto de
29jO0 o par. ^
Vende-se urna laberna na Lingoeta'n. 3 : a
tratar no Terco, taberna n. 141.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recite no armazem n 62. de
Antonio francisco Marlins, se vende os mait aope-
riorct queijos londrinos, presuntos para lia more, l-
timamente chegados na barca inglesa 'a/pa-
ratio. ^
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de alinele, de Dten-
le inglezes, da mellior qualidade e fabr icados em
Londres, por pre;o commodo.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro aindar, tem
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Moinhos de vento
'ombombatde reputo para regar brlate baixal
decapim.nafundicadeD. W. Bowm as : na ra
doBrumns. 6, 8el0.
Padaria.
Vende-te urna padaria muilo afresoel.ada: a Iralar
com Tatso & Irmos. ,
Devoto Clitistao.
Sahio a luz a 2. edicao do livrinho lenominido
Devoto Chrisiao.maii correle e acreK nlado: vnde-
se uniramenle na livraria n. Ce 8 di, praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas",
broncas e decores de um s panno, m uilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CAL E POTASSA.
\ ende-sc superior cal de Lisboa c (polassa da Rus-
ta, chollada rcrenlemcnte : na praca do Corpo San-
io, trapicho do Barbosa n. II.
Vcnde-c .1 propriedade que foi (,0 fallecido Piu-
lo, entre a Erabcribeira e a Boa-Vi; .sem, com pti-
mas varzeas para capim, tanto de i overuo como de
vcrSo, c tambem pdese criar vacca s por cr batan-
te Brande : quem a pretender pode eilcnder-te com
osr. Joaquim de Almeida Pinto, 1 laj sua botica na
rua dos (Juarleis. 7
Vende-se ura rosario grande ilje ooro de Ici :
na rua Je Collegio n. 13, segundo ;aiJdar.
"7 ,Ven'lese olco para resolver | lafiidulat: na rua
do sebo, casa n. 13.
ESCRAVOS FUCilDOS.
Ucsappareceu no da 15 de Janeiro do corren
le annu o escravo Jos Cacangc, 1 de idade 40 annos,
poucu mais ou menos, com falla t le denles na frente,
testculos crescidos, e cicalrizes 1 ias nadegas ; grali-
hca-se generosamenle a qurm o levar ao alerro da
Boa-Vista n. 4", segundo andar..
Per. T 4. Nt. T. 4 r.rU.1U4.


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