Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01425


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Full Text
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c.
ANNO XXX. N. 177.
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Por 3 mezeu adiantados 4,000.
Por 3 mezea vencidos 4,500.
mmwt
SEXTA FEIRA 4 DE AGOSTO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE FERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA Sl'BSCRIPCAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. JooParcira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Ceari, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 ao par.
Pars, 365 rs. por 1 f.
c Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibc ao par.
da companhia de seguros ao par.
Diseonto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
299000
Moedas de 69400 tclhas. . 165OOO
de 69400 novas. . 16J000
de 4000...... 9000
Prata.Pataces brasileiros..... 19940
Pesos columnaros..... 19940
19860
PARTIDA DOS COi.HFJOS.
Olinda, lodos os dias.
Granara, Bonito e Garanhunsnos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-VisU, Ex e uricury, a 13 o 28,
Goianna e Parahiba, segundase sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas^eiras.
PRRAMAR DE 10J K.
Primeira 0 e 30 minutos da urde.
Segunda 0 e 54 minutos da nanha.
EXTERIOR
CORRESPONDENCIA DQ DIARIO
-^ PERNAMBUCO
DE
&
t
PARS
da j>lho.
FKANCA.Retirada de M. de Pertigny dominit-
terio do interior.
A noticia desle Tacto se espalhou pela publicajao
de urna carta dirigida ao joven ministro pelo impe-
rador, em data de 23 de junho de 1 Sil ; Sr. mi-
nistro! Sinto vivamprilo que a sua saude o obligue a
pedir demissAo, e linto igualmente que nAo houves-
se qerlBo aceitar a posijAo de ministro sera pasta,
po$ que esta ultima combinado ni o me teria pri-
TJftlo das luzes e dos consellioi leaes de nm homem,
uc ha Tinte annos me tem dado tantas provas de
icajAo.
, CnmotestemuDhoda minlia saturarlo, aomeio-o
grito crui da legiAo d'honra, e espero que a sua sau-
de mii tarde Ihe permiltir preslar-me novos ser-
vicos. A este respeito, peco a Dos que o tome em
aa tanta guarda. NapoleAo. Quizeram descobrir
nestaretirada de M. de l'eniny causas occoltns, co-
mo influencias femininas, ciumes u susceptihilida-
de de collegas, mas ai inlcrprelajcs que correram
tloperfeilamente inadraissivei. .
Seja qual for a realidade, o ministro, antes de
deixar o seo posto, fez ao imperador um rotatorio st-
ore a maneira por que elle desempenhoa a missAo
delicada e laboriosa que Ihe foi connada desde 23
dajrleiro de 1852: Collocado frente da adminis
trapo, tinha elle de reslabelocer a ordem, pacificar
ix espirilos, satisfacer os interese e melliorar por
/meio de sabias reformas. A este respeito, deu elle
urna ronta rigorosa, em um trabillio que he nm do-
cumento da maior importancia. Durante o curso
da aua administraran, a nova Ici eleitoral (oi posta
em vigor na noroeajAo dos raerubres do corpo legis-
lativo e na renovaran dos conselho* locaes: o gover-
no foi o proprio que dcsignou aos eleitores os lio-
mena que elle jolcava dever preferir, enllocando a
najAo em cirrumstancias de dar-llie ou recusar-lhe
na liberdade dos seus votos urna prova inconleslavel
da sua confanos, provocando desl'arteo assentimen-
lo da Franca e a manifestaran da soa opiniao. No
seu rotatorio, diz o ministro.que sern exigir sacrificio
algum ao pensamento, subtrahira o paiz a agitajAo,
fermenlajAo, desconfianjs por meio do exerci-
cio das novas teis da imprensa: nao he este o lugar de
examinar seo remedio que conjuren um grande pe-
rigo, nAo offendeu realmente do al .Mima sor te a li-
berdade das intclligencias, o desonvolvimenlo das
ideas grandes e fecundas, se a imprensa boje na sua
linguagem nao foi reduzida a mais do que i mode-
rado, prudencia e dcnidade. Reservamos pa-
ra mais tarde a discussao desla questAo. L'm ser-
vido eminentemente til e ihcontoslavel a todos os
respeito*. foi o regulamcnto sobre a remessa de fo-
lhctos para o interior: lia grande perigo em deixar
eliegar iiufislinclaiafcule as niagiu.voessimples r in-
genua das popufljes dos campos, lodosos livros,
todas as brocliuras, que contm soh formas de ro-
maneas, de almanaks ou de pamphletos, amcajas
aos principios religiosos e aos costumes pblicos ; o
perigo foi removido, e d'ora em vante a imprensa
do poro se lornou de moralisarao, c um cnsino
til; deixa de ser pessima lilleralura.c sob a acjSo do
governo, os editores comprchendem que nesta feliz
e recente transformajAo, existe o seu i ulerease e o
futuro da industria dos follielos. Quanlo reslau-
rajAo material e moral da ordem, a polica geral de
que depende a imprensa, foi adslricla lia um anno ao
ministerio do interior, depoisde ler sido moment-
neamente distrahida desta repartidlo.
Um dos mais importantes entre os acontecimentos
administrativo do ultimo periodo, he a serie das me-
didas importantes e das reformas admittidas para
ehegar-se a descenlralisajAo, c em primeiro lagar o
decreto de 25 d mar jo de 1852, concebido segundo
o pensamento fecundo,que se se pode governarde Ion-
ge, nao se administra bem se uao de nerlo, e que em
rnnseqocncia, tanto importa ccnlralisar a acjAo go-
vcrnamental e poltica do estado, qnanto he neces-
aario descentralisar a acjo puramente administra-
tiva. Be um grande pensamento ter. querido ao
mesmo lempo fazer que a mi de poder esteja pre-
sente em toda a parte, e dar as autoridades locaes
toda a sua iniciativa; a acjAo da administraran tor-
noii-so rpida, e assegara a todas na necessidades
prompla satisfago; actualmente os negocios depar-
lamealaes eeommunaesj nao necessitarlo da in-
tervenjao successiva do mure, do sub-prefeilo, do
prefeito, do ministro, do conselho do estado e do
proprio cliefe do governo, cada um lera a responsa-
bilidade dos seus actos; as autoridades locaes obriga-
das h tomar ama determinarlo esludam cuidadosa-
mente es negocios, sao reduzidas a contrahir hbitos
de aclividade e de decisAo, e esta solujao individoal
das grandesdifflculdades, esta iniciativa forrada, es-
te dcsenvotvimentn de arrio tm enda esphera, o ex-
ercicio habitual de grande autoridade, nao lem so-
mente por fim o rpido expediente dos negocios,
tem a vantagein de formar homrns de governo de
grande firmeza e de grande elevado de ideas. Pos-
ta que a adminislrajo superior ja nao desea mi-
nuciosa direcjAo de todos os negocios locaes, nem
por isso ficon reduzida, reservou para si ama supe-
rintendencia mais elevada. Orgiiisou-se urna ins-
perjAo geral das prefriluras, collncou-sc vasta sin-
dicancia administrativa as maos dos altos funecio-
narios,conaelbeiros de estado c senadores; por to-
da a parte se tem verificado o melhoramenlo real
operado na marcha dos serviros pblicos por meio do
decreto dedesccnlralisajAo.
Um decreto de 27 de marco deu i administrarlo
maior ostabelidade no respectivo pessoal, tornando o
accesto dos funecionarios independo uto da residen-
cia, assegnrando aos representantes da autoridade
nos departamentos urna siluajao om rclarAo com a
importancia das suas funches por meio de um trata-
> ment mais elevado.
O governo organisou a conversao das dividas dos
deparlamentos e das communa pur va de um em-
prestimo com longos prazos e por annuidades, o que
sabtrahe as communas mais liberadas necessidade
de reenmoltar integralmente em um dia marcado o
capital emprestado: desde utao s lem podido ne-
gociar alsuos emprestimos sem rae aliar de urna ma -
ncira pesada sobre as localidades, B so lom execulado
alsumas obras, caminhos abcrlos ou reparados,
igrejas, escolas e matrizes construidas ; Paris
pode fazer obras de afonuoseainenlo occasiona-
das pela conclusao do LouvreT varios boulecards,
mercados centraes. o Palacio da Industria, e trans-
formar o Bolt de oulogne em um parque maravi-
Ihoso; Marseille esta rcconslruindn a sua ealhedral,
l.yun eati'i fazendo ama ra monumental e edificios
importantes, assim como Toulon e o Havre.
Um inventario minucioso e completo dos archivos
dcparlamenlaes c conimun;cs, ao passo que esclare-
ce os tartos com urna luz viva, eleva gloria da
Franca um monumento histrico sem rival.
Os soccorros pblicos recabaran grandes mclho-
rameulos. Um arresto de 20 de abril de 1853 or-
ganisou felizmente o sen ico do tralamcnto dos
enfermos em suas proprias casas por mdicos asa-
lariados pelo estado; estabeleciinentosapropriados
para operario., habitaees cnmmolas e salubres tem
sido construidas em todas as grandes cidades, ba-
ldos e lavadnuros pblicos gratuitos ou por dimi-
nuto precu bao sido igualineule eslabeleeidos. Os
eslabclecimentos de repretaao lum sido objecto da
maior sollicitode, um rgimen disciplinar, casas de
educado correccional, e urna sociedade de prwtee-
rao aos individuos que acaham de cumprir senten-
ca tambero fnram organisados. O ervic/i teleara-
phico receben am desenvolvlmento eonsideravel,
liga hoja a Patis cenlo a cinco cidades franrezas,
pe a Franca em cnmiuunica^ao com a Inglaterra,
a Blgica, a Suism, a Baviera, o grao-ducado de
Bade, a Prnssia, a Austria, a Sardenha e a Hcspa-
nha. A telegraphia particular presta em todas as
parles ao commerrio o ao particulares os maiores
srrvicos; um impulso maior he proraeltido a este
precioso meio de roimiiumcac,an.
I 'i vera m lugar duas croaee importantes: as ina-
liluires de crdito territorial e a sociedade geral de
crdito movel, que preparam a compleia livranea
do solo e o desenvolvimento da agrievltura e do com-
mercio.
A propriedade territorial gravada de urna divida
hj polhecaria raai eonsideravel a mui pesada, podar
da ora em vante escapar ao servido da um juro j8 ;
a obrgac.ao de um reembolso total em dia fixo, sol
pena de desapropriacAo, poder de ora em vante
contrahir emprestimos que pagar por meio de an-
nuidades divididas rnt um longo periodo, que eora-
prehendero aomesmo lempo o juro a a amorlisa-
$io do capital, e nAp excedem a laxa de 5 % na de
6 V Titalos que ganham juros, sao entregues aos
em prestadores em troca dos seos avancoi. e a fcil
circuladlo detles litu'.oshe assegurada pelas garan-
tas que aprsenla aos capitalistas as condices que
sao suscitas todas as operafoes. O decreto de 28de
fevereiro de 1852 conten toda a economa desla ins-
tiluicio.
Talvez seja necessario eaussr-lhe algumas mudifl-
casOes ulcls : o lempo e a experiencia indiea-los-hAo.
O principal obstculo ao seu deaenvolvirocnlo he a
mudanca de eoslunsesha muitotempo eslabeleeidos,
mas nao resislIrAo contra vantagens lo importan-
tes,como a dimnuicAo de encargos que peaam so-
bre a prodcelo agrcola, a exIinctJo da divida hy-
pothecaria, a facilidade que o agricultor tem para
achar capilacs necessarios para aproTtilar-se do
progressos da sciencia, m fim a independencia e a
seguranza da propriedade mmovcl. N'uma pala-
vra, o decreto de 18 de novembro de 1852 ttt era
favor do eommercio e da industria o que odaereto de
28 de fevereiro tinha fcilo cm favor da agricultura :
Iralava-se de desenvolver o crdito fundado sobre os
valores movis; a sociedade creada pelo decreto,
entre nutras operamos, pode adquerir e vender ef-
feilos, emillir ate a concurrencia da somma dos va-
lores adqueridos das obrigaroes com longo prazo;
reunindo desl'arte entre suas maos com eondie,oe
vantajosas capitaes ennsideraveis, pode eommandilar
a industria, lomar parte as emprezas, aisociar-se
operagoes com longos prazos, c tornando a na arcan
tao variada como as necessidades do oeviio commer-
cal, dar o seu apoio a ludo quanlo traz o cuiibo da
fecunddade, concluir e tomar productivas por via
dos seus minemos recursos certas obras que defi-
nhariam ou abortaran! sem ella, e tornar-sc o au-
xiliar de lodos os pensamentos de uiilidadc geral,
de todos os eaforeea da industria, c do espirito de
iuvencAo. Eis quacs sao, segundo o relalorio de M.
de Persigny os mais nobres feilos da administracAo
no ullimo periodo que acabamos de atravessar.
11c M. Bitlaull, presidente do corpo legislativo
que succede ao conde de Persigny no poslo de mi-
nistro do interior.
O nticdio de Silistria foi levantado. Afotimen-
to de retirada dos fustoi. Operafoet da guerra do
Oriente.
. A defeza da prarn foi sustentada durante lodo o
lempo com o mais patritico herosmo. Depoia do
ataque de 29 de maio que eustou tantos homeos aos
Russos, elles jc retiraram para preparar um novo
assallo, a31 avancaram com forra considerareis na
mesma ordem que na anle vespera, a lula foi longa
e cruel, e rcpelliiTos de todas as parles, foram obri-
gados a retirar-so e noile enviaram um parlamen-
tar, pedindo autorisarao para conduzircm lvremen-
le os seus morios, o qae Ibes fui concedido. A 2 de
junho depois de terem lomado novas disposi;Oes,
deram um assalto ger?l o nltacaram os fortes, ao
passo que a frolilha bombardeara a cidade. O com-
bate foi dos mais cruentos, e sem resollado feliz, so-
damnificar as muralhas, as columnas russas estavam
preparadas para subir de assalto, a brecha devia ser
aberla, mas os Turcos attaaram-nos sobra tres la-
dos, leve lugar urna horrivel carnificina. Os Rus-
sos le retiraram em mednnha.dcsordem e gaslaram
dous dias em juntar os seus morios. Todos os Ira-
balhos do assedi foram destruidos ueste dia, duran-
te o qual o general Schilder recebeo Om ferimento
de qae morrea depoia, o principe Qorlschakoff rece-
ben urna contusAo mui grave, o general Ladera ficou
sem a mandbula.
A 15 a guarncAo inleira fez urna surtida sobreto-
dos ot pontos, e os Turcos continoando as anas van-
tagens passaram o Danubio, se apoeaaram da ilha
situada defronte, onde o inimigo havia execulado
Irabalhos de assedio, e donde Silistria fora bonbar-
deada. Os Rosaos fugiram sobre a margem esquer-
da do rio e foram ohrigadosa presenciar a destrui-
r o das suas bateras. Os Turcos eonduzram as suas
pe^as e eriglram bateras sobre a margem direita do
rio diaule da face septentrional da fortaleza, elles
foram coadjavados nesla eireomstancia por nm cor-
po que Omer Pacha enviara de Schumla em seu
aoccorro, e que j linha tomado parle no feito de 13.
Os Russos loriiaram a pastar o rio a leste ao oeste
de Silistria, destruindo as pontea,
Bis nm grande revea as ilhu.vs do ezar. As
soas tropas que se acbam m urna -iluar.io e n'um
desanimo deploraveis, soffreram perdas immensas
o numero so dos generaos morios ou feridos he me-
donbo. Todos haviam recebido ordem para tomar Si-
listria a lodo o cusi, elles obedcceram,sacriflcando-se
sobre a brecha; o proprio principe Paskewilsch,
arrancado ao sea retiro de Varsovia, proeuroo na
morle do soldado um fim glorioso da sua gloriosa
arreira, mais de vinta mil homens foram sacrifica-
dos ao capricho orgulhosodoamo, elles naufragarais
dianledns Turcos sosinhos, a lic.ao foi tao completa
quanlo era possivel, ninguera foi engaado e a or-
dem imperial, partida de S. Pelersburgo para o le-
vanlamento do assedio nao ebegou senAo depois que
este lvanlamento leve lugar de faeto em consequen-
eia da detmoralisar^o dos sitiantes. O imperador Ni-
colao tinha comprehendido cabalmente que se elle
eslava decidido pro e contra lodos a continuar
guerra, a posse de Silistria devia assegurar-lhe urna
longa base de operar.es obre o Danubio e grande
abundancia de provisoes, e que quando devess? con-
sentir em propostas de negociado, a tomada da for-
taleza Ihe permitli ra a presenta r-se conferencia com
as honras da gaerra, e a suavisar as condenes da
diplomacia occidental. Elle nAo s tentou intil-
mente a sorlc das armas, al chegou a propor a Mus-
sa Pacha 2,000,000 de rnblos em cambio de qual-
qoer medida que tivesse por alvo facilitar ao princi-
pe Paskewilsch a victoria, e anda soflreu a vergonha
de um novo rever.
Os oco armamento da fus/ia.
As operares da lula tem distado at hoje aos
Russos os seus generaos mais considerareis Os ge-
neraos I.uders, Karamsine, Orion", Paskiewilsch,
Schilder e iloi t-chakotr poslos fra da combala pala
canhAoon pela molestia, IhcfTflrTusiado um numero
cnormedos seus, eainda mais Ibes lem custado o seu
prestigio da forra militare de grande poder. O des-
pacho que annunciava a 2G de junho que o assedio
de Silistria fura levantado e que o exercilo russo
tornara a passar o Prnth, aerrescentava que o czar,
ao responder intimaran austraca declara va estar
prompto a evacuar os territorio turcos, em razo
da sua alia consideradlo aos Tolos da Austria; islo
era perfcitamenle inexacto, e a sua re.posla hoje
ennhecida do lodos, he que ella pretende sacrificar
al o seu ultimo rublo, ale o sen ullimo soldado.
Nao he conveniente que, seja qual for a linguagem
deste inimigo do repouso da Europa, as potencias
occidenlaes se illndam sobre as causas e as conse-
quancias das suas delerminaees soberanas. A pro-
pria evacuaran do< principados seria urna condes-
cendencia real para rom a diplomacia, que ja nao
poderia salisfazer os iolereaaes de lodos os que es-
l.lo comprometidos sobre oulros pontos mais delica-
dos c mais importantes; se devem exigir iodlspen-
savelmcnle verdadeiras garantas.
NAo eonrm que avista de urna declaradlo pes-
soal que Ihe seria feila, algama potencia ulgue po-
der separar-sc das oulras (res signatarias dos proto-
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquinlas-eiras.
Relaco, icr^as-ieiras c sabbados.
Fazenda, trras e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas o quintas s 10 horas.
1 .* vara do civel, segundas e sextas ao meio da.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EP1IEMER1DES.
Agosto 1 Quarto crcscenle s 8 horas, 9 mi-
nuto e 48 segundos da tarde,
a 8 Luadioiu.il hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde,
o 15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da larde.
DAS DA SEMANA.
31 Segunda. S. Ignacio deLoyollaundadordosJ.
1 Terca. S. As cadeias de S. Pedro Apostlo.
2 Quarta. N. S. dos Anjos; S. Eslevao p. m.
3 Quinta. Invencao do corpo de S. Estevo.
4 Sexta. S. Domingos de Gusmo fundador.
5 Sabbado. Nossa Senhora dasNeves.
6 Domingo. 9. Transfiguracao do Senbor no
Monte Thabor; S. Xisto p. m.
bre lodos os pontos para as tropas do czar, em con- [eolos de Vicua, sob pena de fallar a larefa que a
sequenca da activa intrepidez dos Turcos. Pela
volla de meio dia qaando a lula se tornava mais
cruel um eslilhaco de granada ferio Mussa Pacha
que cabio, convencido de que este novo ataque dos
Russos linda se malograra.
Com effeito, os defensores da prac,a' se appercebc-
ram em lempo da mina estabelecida sobre a pri-
meira batera de Arob-Tobia, e fizeram urna contra
mina que fez saltar a columna de ataque prompta a
passar pela brecha no caso de qae a mina produ-
zisse o seu eITcilo. Aproveilando-se da desordem
causada pela explosao, os Ottomanos fizeram urna
vigorosasorlida que occasionou o derrota geral do
inimigo e a relomada dos seus cntrincheiramenlos.
Os Turcos tem sentido vivamente a perda de Mus-
sa Pacha, c de passagem diremos urna patarra sobre
esle chele intrpido qce nao leve a felicdade de go-
zar do mais glorioso dos seas Ir i amplios; nasceu em
Salnica no anno de 1810 de urna familia de com-
uierciantcs, destinado cedo iureira militar, em
virtude do seu mrito e da sitia in-trurrao chegoa r-
pidamente ao grao de general de divisan, presidente
do conselho de arllharia. Untado de am carcter
marcial e de um exterior eavalleiroso, mostrara nos
seus aclos assim como nos seus discursos, urna reso-
lucao, urna energa que algumas vezea se elevava al
a exaltado, de urna probidade qae chegav% al 0
desprezo das riquezas, econmico e vigilanledos di-
nbeiros do estado, sempre se fazia observar por um
desinteresse alm de todo o elogio. Cm uniro Iraro
be sulliciente para fazer apreciar o seu carcter :
inslruido, cscrevendo al com facilidade, havia co-
mecado um cdigo militar, do qual am dos primei-
ros arligos era o seguinte : a Qualquer comman-
dante de praca ou de fortaleza que capitular an tes
de {0 dias com fossos aberlos, ser fuzilado
Mussa Pacha morreu sania e nobremente como vi-
vera; esle general experimentado e amii;o devotado
dos seus soldados deixa sem fortuna urna mulher e
scisfilbos menores, quo o suluio adopta, asseguran-
do-lbes urna pensao de 30,000 piastras, e em favor
dosquaes se abri urna subieripco era Constanti-
nopla.
Risaal Pacha succedeu a esle hernia defeasnr de
Silistria, he ooflicial general mais anligo com o grao
eonbcco soh o nomc de ferik dos pachas da gnar-
ncao, tomn o commando a 2 de junho c diriaio
com vigor igual dos trmmphos, lodos os ataques que
lveram lucar al odia 15, cm qne a sua nomeacao
foi confirmada por Omer Pacha.
A 5 de junho deu-scum assalto, os Russos foram
vigorosamente rcpelldos pelos sitiados, e soflreram
grandes perdas. Omer Pacha tinha enviado 15,000
homens de Schumla a Silistria, 10,1100 de cutre elles
se conservaran! escondidos em ccrla distancia, ao
pasto que osoutros 5,000 avancaram para allrahir os
Russos a si. Os 10,000 homens deveriam correr pa-
ra sorprender os Russos pela retaguarda, mas estes
ltimos n.lo i ihiram na lacn, satsfizeram-se cum as-
sallar a fortaleza, e foram repellidds como de ordi-
nario.
Salvo algumas siipposircs, as operarles tem sem-
pre continuado t foi l 13 e 15 de junbnque liveram
lugar os acontecimentos decisivos e supremos do as-
sedio: a 13 de junho trez mioas fizeram eiplosao sera
leatdade e os precedentes Ihe prescrevem. As qua-
tro grandes potencias estAo agora igualmente com-
promellidas na acr.io, e fra illusAo considerar os
dous grandes estados alternaos simplesmente como
medianeiros, se sobre proposices do ezar um con-
gresso eoropu se reuniste para resolver e regular
as questoes fundamenlaes suscitadas pelo conflicto
oriental. Os quatros signatarios dos protocolos da
conferencia de Vlenna dercrAo figurar nesse con-
gresso pelo mesmo titulo, nao baria entre a Fran-
ca, a Inglaterra, a Austria e a Presta nem media-
neiros nem belligerantes.
A retirada da Rassia nao passa de urna manobra
he apenas verdade qne o sea exercilo de invasAo
passou o Prnth. Todos os pasaos dados por elle al-
teslaram a sua impotencia real em presenca do pa-
triotismo sement dos Turcos, o revez de Ollenilza,
a retirada da pequea Valaehia depois do feilo de
Kalafat, os desbaratos da cidadela de Karakal e de
Tourne, emlim o assedio do Silistria, a defeza de
nina prara de quarla ordem por 12,000 soldados,
desaliando durante mais de tres meces o mais bello
exercilo, os maiores goneraes do czar, demonstra lil-
iles queja naoconvinha nutrir urna esperanza obs-
tinadamente certa detriumpho. e quo nao era pre-
ciso sem fazer am ullimo appello aos seus recursos
aguardar as provincias danubianas o dia cm que
os I-'ranrozes e os Inglezes de um lado, os Austria-
eos do outro, se precipitassem sobre es seus bala-
Ihoes dosmoralisados e Ihe inflingissem o castigo re-
servado s suas iniquas aggresses. Este conquista-
dor que se dizia invencivel leve medo, masclle an-
da nao disse ludo, e no seu orgulho mudo se esl
preparando para reeuar anda dianle do sea supre-
mo e ultimo desastre.
Dispdc-sc com toda a aclividade pata a lula gigan-
tesca que elle occasionou. Omovmenlo das suas tro-
pa abraca loda a vastidao do seu imperio.A propria Si
beria esl preparando tropas, ogrosso do exercilo dos
Cossacos havia sido chamado as armas, e a vanea a
marchas forradas para as fronleiras amcaradas. Este
cwrcilo se compor de Cossacos europeas, asiticos
caucasianos, e rcgimenlos do Baschkiros.Dizcme
que os cossacos europeus comprchendem os Pulks
do Don, os do Mar Negro, de Aslrakan, da peque-
a Russia, do Mar de AzofT, do Danubio, do Ural, de
Stawropol e de Meschiria, que formara um lolal de
60,000 cavallos, os Pulks de Aztmberg, da Sberia,
deTabalik, Tonsk. Tenisab, Irkuslsck, Sebakil,
Iakusk, da Tartaria, de Charakai, Tenginsk, sao
em numero de 10,000 cavallos; os Cossacos do Cau-
casoformam um effectiro de 10,000 cavallos, o con-
tingente dos Bischkcros he de 15,000 cavallos; a
C,a:eta do AforMnega al declarar que desde as
fronleiras d'Asia at as da Allemanha, I Russia se
a-s.'inelba a nm vasto acampamento de manobras,
que as reservas das provincias contraes sao enviadas
as extremidades, que o servido das pravas do inte-
rior ha sido confiado a balalhes de guarnirn e a
veteranos, que ti> se trata em loda a parle da passa-
gem de tropas e da remossa de ravaliara, que a cr-
ranle desla inunensa emigracao militar se dirige pa-
ra o sudutsle, para a fronleira austraca, que o pro-
prio imperador Nicolao esl cm caminho para o sul,
e que depoU de ler expedido as ordens mais termi-
nantes acerca da forlificacoesdeS. Patershurco e
de Varsovia, se dirige a KiewpaM onde havia cha-
mado o principe Paskiewtsch,edah para a Crimea
a fim de inspeccionar em petad aa fortalezas do Mar
Negro.
No norte do Imperio lodos concentra em S.
Pelersburgo: Alem das div8e<*i gnarda que fica-
ram parte nesta eapiial, parte M Galschina, Peler-
hoff, Strelna e Oraniembaum, cale em S. Pelers-
burgo a reserva da arllharia litira, os 3. e 4' ba-
talhocsde reserva, os 5. e 6." Htalhoes de depo-
sito do corpo de granadeiros, d. quaes duas divi-
aiies eslAo na Polonia. Na Polmlr. alem disso se a-
eba a maior parte do corpo do-.dfcde Scewcrs, urna
divsAo do aegundo corpo do cercilo activo, e nu-
merosas guarnirles.
Ot armamento da Austria.
Urna cousa que deve tranqoilisar relativamente a
solidar inda.le das grandes potencia uccidentaes he
que a Austria se vai comprometiendo na accAo pe-
lo movimenlo das suas tropas ehia. O conde deCorovini con urna primeira di-
visSo, seguido de urna segundi, recebeu ordem pa-
ra te preparar afimdc descer i Danubio al Giur-
gcwo, e de Giursewo mareharsobre linchare!.Mr.
de Bruck tere ordem para se ir immedialamenlc
cmcommunicacAocom a Porta afim de enlender-se
sobre as combinarles polticas c militace^que orca-
siona o movimenlo do exereitoauslrlacer o coronel
llalik parle para oquartel gemral de Omer Pacha
e tem ordem de communicar :om os commandan-
tes das tropas francezas e huleas e combinar as ope-
ra{des. Todas as forjas milil.res da Austria se es-
tAo organisando, O general di Hess foi nomeado
commandante em chefe dos 1 ? e i. exercitos, tr
sob suas ordens o archiduque Alberto, c o general
{onde Schlick ; a ravallaria etS collocada sob as or-
dens do general conde Clam. A forja total do ex-
cereilo activo ser levada immediatamente a 300,000
homens.
Assevcram que o Imperador Francisco Jos len-
ciona tomar o commando superar do exercilo activo
da Gallicia a da Hungra. Por outro lado o joven
imperador tem um novo motn de queixa contra o
czar ; parece cerlo que se esl anuido urna propa-
ganda revolucionaria as provincias italianas do im-
perio, e que este movimenlo subterrneo do partido
de que Mazzni he alma, he animado, fomentado, e
al pago, pela Russia ; urna cousa especialmente de
que se nAo podo d uvular, he que a poltica do impe-
rador Nicolao he approvada na Italia pelos jomact
que san mais notoriamente conhcidos como ns or-
g3os da demagogia, c que he sobre a revolaeao que
ronta e se apoia esse aulocrala.aiida agora o defen-
sor da ordem o da eslabilidade raonarchica. Ha
nesle facto para Austria o motivo das mais graves
prtoceopaces e tambera niolivosJegilimos para re-
sistir a essa ambicio que nao hapmsideracAo que a
embargue.-
Os Turcos que a invaslo ru/sa nAo encontrara
preparados, e qae por si sos IIib lem npposio una
lorio.:, o pnifioU.*- ? l.p.i..ue%vjwnj cm todo
0 irmiulo-adnsfrelo e sympalhia, jnlam aos seus
iriumphns todas as graudezas da generosidado. Tra-
tamcoin o maiorrespeilo a lodos os soldados russos
deixados nos hosplaes das proviucas danubianas,
dAo salvo-conduclos ao cirurgies que as suas func-
Ses ainda os retem, preslam honras militares a lo-
dos os inimigos que suecumbem.
O movimenlo de retirada das tropas russas nAo
tem occasionado mudanra alguraa as disposijes
tomadas pelos generaos daslropas corabnadas. 7,000
Inglezes partiram a 13 de junha de Scutari para
Varna onde j se acham reunidos 22,000 homens
docorpoexpedicionario. Adivisao do principe apo.
lean composta de 10,000 homens se eslava prepa-
rando para embarcar a 18, e as forjas anglo-france-
zas na Bulgaria deviam apreseutar um effeclivo de
38 a 10,000 mil homens.
O Bltico.yo se havia recebido noticia alguma
completa das paragens do Mar Bltico, depois das
que annunciaram que a esquadra franeeza se havia
reunido do almirante Napier, e que a frolilha do
contra-almirante Plumridge tinha rollado da sua
expedj.lo do golfo de Bothinia.
Despachos rcenles annunciam que o grosso das
frotas aladas, 40 velas, das quaes 16 ou 17 naos
tem tres cobertas, tinha sido avistado da extremi-
dade occidental da ilha onde est collocada a famo-
sa fortaleza russa. A esquadra se achara a 20 no
ancoradooro de Barosund, devia parlir a 21 para
Cronstadl, patsando perln de Helsingfors onde se
contavam 13 naos de linha rassas, afranjadas no
meio do porto. A bahia de Barosund comprehende
urna alteaste de quasi seis militas de comprimento
sobre 7 a 8 de largura ; a sua profandidade media
he de 17 bracas e o fuudo he muilo sadio ; o con-
torno hesemeadodc rochedos na flor d'agua de um
granito mui duro e pulido pelas vagas. Varios dcsles
rochedos formara ilholas bastante extensas onde se
cucontra urna vegetajAo mui triste: urna deslas ro-
chas possue um plwrol ao p do qual esli cons-
truidas algumas casas, os habitantes destes lugares
(em fgido, deixaudo descras as suas pobres caba-
nas de pescadores. Os dous almirantes dirigir,]m or-
dens s suas esquadras para que rccomraendassem
aos marinheiros que u casas dcsles habitantes c as
de todo lilloral sejam respeiladas : os Finan to/cs,
ao salieren! desla medida, lomada depois da cliega la
doa Franee/.cs, aa mnstr.ir.im tranquillos "e agrade-
cidos. Nesla bahia dava-se ara magnifico ponto de
vista, mais de 50 navios de guerra, ollerecendo de
urna exlreraidade a oulra do ancoradooro urna mas-
sa respeitavel de cascos c de maslros de todas as di-
menses, quasi 3,000 boceas do fogo defronlo das
linhas de baleras, cruaando-se, confuodindo-sc,
alinhando-se em lodos os sentidos.
Tudo pregnoslica operajes decisivas, e lakez a
esla hora um grande golpe lenliasido desfechado pe-
las frotas alliadas
Quanlo aos Russos, duas divises das suas frotas
se acbam no ancoradooro de Cronsladl, urna s divi-
sau esto perto de Sircaborg.ogolfo de Finlandia est
chciode pequeo navios de guerra, as forjas collo-
cadas sobre a costa meridional at Ballisch-Porl. e
sobre a cosa septentrional al Helsingfors, eslAo
promplas para marchar a primeira ordem.
llepanha.\s recentes noticias deMadrid s3o da
mais alta importancia, arrebenlou um movimenlo
cujo segredo ainda be desconhecido : urna forja
bastante eonsideravel de cavallaria, forjando parle
da Harinean da capital se insurgi a 27 de junho,
gritando viva a Rainba, abaixo os ministros. Os ge-
nraes Dulce. O'Donnel, Messinae Erhagoesc collo-
caram frente do movimenlo. A corle se achara
desde a vespera no Escorial, com o presdeme do
conselho, n ronde do S. Luisa o ministro da niar-
nba, o marque/, de Molins : immcdiatamentea ra-
nha por seu movmento espantaneo e por delihera-
jao do conselho dos ministros, decidi que se retira-
rla para a capital, e I sua volla cffecluada a 29 as 10
lioras e meia da noile foi um verdadeiro Iriumpho.
Osmnislros tem lomado as disposijoes enrgicas
requeridas pelas crcumslancas, proclamaran! a le
marcial na pennsula e as ilhs adjacentes, priva-
ran! dos empregos, ttulos c decurajoes aos generaos
Dnlee, O'Donnel, Ras de Olan e Merino, enva-
rain tropas para apanhar os insurgidos em ludas as
suas pusijes. Segnndo um despacho recente as
tropas da rainbam j liuliaalcanjadonroIriumphoaf-
signalado, e Madrid eslava tranquilla.
Commercio. Simpli/warSo dos troco internacio-
naes. Unidade de medida,
monetaria.
l'nidadede ataliarao
As verdades do senso commum silo sempre as ul-
timas qae se apoderan! dos espirilos. Pergantaj ao
primeiro que enconlrardci se ha nada mais absurdo
do que esla infinita variedade de medidas de com-
primento de peso, de capacidade de valores mone-
tarios de cambios, etc., entre povos que eslo em
continuas relajees de trocas de commercio, he in-
contestavtl que elle vos responde, que nao tendes
razAo ; nada favorece a fraude, nem offende a leal-
dade na rapidez dts transacjSes como esla desseme-
lhanja illoEcade signaes puramente convencionaes.
Fora infinitamente mais razoavel determinar am
modo nico de medidas, um padrlo nnico desvalo-
res monetarios, urna redacjAo uniforme das clausu-
las principaes dos contratos de compra e venda. D-
zem que o lempo he de dinheiro e cemludo esla
verdade ficon no estado de axioma. Em materia de
negocio c de banco ha os costumes da praja absolu-
tamente, assim como outr'ora em direito civil c pe-
nal haviam os costumes provinciaes, incxlricavel le-
cido que permitli i dar i juslija as mais ettranhas
interpretajes. Tudo isto se justifica e se sustenta
pelo uso ; dizem que a lgica se nao deve inlromet-
ler nisto. Entretanto, havera nada que tenha mais
necessidade delta do que os interetses He nelles
que o rigor se torna necessario. Todo aquello que
pode abrajar seguramente todas as eondijSes de
urna IransacjAo se nAo deve queixar do seu resulta-
do. Quanlo menos ambigndade ha nos termos da
troca, mais fcilmente he ella concluida, regulada,
renovada. E nAo sera esle o alvo da economa indus-
tiial t
O commercio he rulineiro : a sua prudencia com
razo pode ser laxada de iudecisAo e de teraidez. E
pode ser de oulra sorte qaando o Iv raimo das nego-
ciamos he Uto complicado ? O que resulla disto 1
He qne cm om homem emprehendedor se enconlra
mui fcilmente a substancia do um estornudo, e qae
tudo concorre para lar urna parle mais larga ao al-
eatorio que deveria ser tao exacto como a reara de
tres.
Hoje nos fallamos da unidade monetaria, da uni-
dade de medidas. Ninguem conlesta a urgencia dis-
to. Ser impussivel rcalisar a cousa, e a rutina ser
mais poderosa do que a vanlagem commum ? Evi-
dentemente bastar tenla-lo, para que o bom evito
seja seguro. Mas he forja comejar.
Alm disso', ha tantas preoecupajes 1 Dir al-
guem. Mas o melhor meio de sabir das complicarnos
nao ser simplificar os proproa termos das relnjocs?
Cortamente qp negociantes mais intelligenles sao a-
quelles que desenvclvem o campo das tbidas e
cream relajees cora o eslrangeru. Por ventura es-
ta escolha. pcrlenja a qae naj.lo perteocer, nao ap-
plaudr as mudan cas que Ihe proporcionar facilida-
des e novas seguranjas na troca ; todos os dias c cm
lodos os paizes os valores soffreni modificajoes;
ninguem reccia affroutaras nsanjas, destruiros cos-
tumes do commercio e da industria. A cada loa-
lante dao-so novas nqiiielacocs acerca das varia-
jes que os signaos de troca podam soffrer, Assim,
porque razAo quando so tratado dar urna garanta
universal ao que s lum urna sindcancia mais rus-
trirla, encontram-se absurdas resistencias?
Evidentemente eslabelcccr a questo he resrve-
la. Com eileito, pouco importa ao commercio que
(al padro seja preferido a tal outro, porque con-
venjes internacionaes asseguram-lhe a preponde-
rancia, e que a uniformidade se estabeHeja sobre
esle ponto. Se a sciencia reclamar em favor de tal
modo de medijAo c de pesar, a questAo ser promp-
tamenle resolvida; neste caso a simplicidade he a
Ici, e a adopjAo geral a vanlagcm. A divisAo cen-
tesimal he a que mais se presta ao calculo, be in-
conlestavelmenle a melhor. Que importa que lal
lugar a lenha visto adoptar antes do que tal oalro?
Dare-lia nada mais absurdo do que ver o signal
rarefazer-se do repente cm um paiz, fallar s neces-
sidades da circulajo porque elle nlTceco vantagem
na demonelisajao, e recobrar sbitamente como
mercadoria um valor de circumstancia em detrimen-
to do sea valor permanente c dos sen jos que pres-
tara por esle titul*
Dar-se-ha nada mais incommodo ao viajante e
ao negociante do que esta obrigajAo de troca, estas
perdas sem compensaran, estas difficnlddes de ava-
|iajAu e de aqurijAo directa que inlerrompem ou
aflroxam tantos negocios cuja rpida conclusao ar-
rastra tao felizes consequencias? Os costumes das
prajas quanlo a negociarlo dos eTeitos nao occasio-
narAo urna influencia incommoda sobre a circula-
jo, e porvcnlura se nao opporao ao tralamcnto di-
recto de urna mullidlo de operajes commerciacs?
Nao rollucar.io as negociajes a merc de algumas
grandes casas de banco que s mais das vezes abu-
sam dos seus privilegios de posijAo e de relajo?
Que campo ha a percorrer! Qaanta cousa ha a fa-
zer! Seo commercio quizesse...... Mas ello lia de
querer; o caminho he fcil; enlcndam-se os nego-
ciantes a fim que os trihunaes de commercio se apo-
derem desta questo da unidade de medida mate-
rial, c de unidade de avaharan monetaria. Estes
tribunaes vivamente estimulados e habilitados, chn-
marlo a solicitudc dos governos sobre esta impor-
tante questAo. NAo se deve prever nesle caso oppo-
sijlo algoma de partido, a medida seria umversal-
mente popular, a sciencia pronriamenle dila e a
sciencia econmica Ihe prestara o seu concurso.
Um congresso internacional reunido para este ob-
jecto seria poderosamente eoadjuvado pelo interesse
geral, e se dara uro passo immenso para esle alvo
Uo desejavel: dar paz novas garantas, creando-se
entre as ames novos meios de relames, condices
de troca mais razoaveis e mais justas.
A thelegraphia elctrica.
A telegraphia elctrica vai estender d'ora cm van-
te o lechn dos seos (ios sobre todo o mundo, e os
pontos mais longinquos e mais solados do globo vao
ser reunidos por este systema de communicajdes.
A importancia e o interesse desle agente nAoescapam
a ninguem: os seus beneficios sao apreciados em
todas as paragens, o seu emprego se propaga e se
multiplica, e mais algum lempo, e todos os negocios
-crin tratados por esta via.
A Inglaterra, os Estados-Unidos e a Franja foram
os prmeirns estados que se deram pressa cm por
cm pralicacsla maravilhosa invenro que propor-
ciona ao commercio facilidades at eolio desconhe-
cidas. O exemplo se propasou por loda a parle. A
Blgica que em virtude da sua posijAo lopographlra
serve de transito aos thelcgrapbos de grande parle
da Europa comprehendeu que era mais inlcressada
do que ninguem cm que ns Iransmissocs fossem nu-
merosas, dimuuc os seus prejos para p-los ao al-
cance dos particulares e dos commcrciantes de hu-
milde esphera. Na ses-ao da dieta germnica Ira-,
lou-sc de apresentar um projeelo de lei uniforme en-
tre os diversos estados para diminuirse igualmente
os dircilos c facililar-se as remessa-.
A liga telcgraphica fraiico-hespauhola destinada a
reunir (odas as cidades do Franja coa a Pennsula
brevemente ha de funrcionar. Na India a telegra-
phia se vai apnssandodo solo : dentro em pouco una
linha unir Calcula, sede do governo com Bombar,
porto de mar do imperio anglo-indin mais prximo
da Europa. Os postes destinados a sustentar os lins
sahein da Ierra romo por encanto; encontram-se
sobre a estrada das duas rapilaes combois de 90 I
40 carros carrezados de fios de ferro, emlim os en-
Irepidos einprehendodojes proseguem nos esludos
de urna telegraphia oceanea que unir os dous mun-
dos : he forja contar rom o Iriumpho de semelhanle
empreza, he forja ver nisto os progressos incalcala-
veis das communicajOes e a satisfarn da necessida-
de mais vivamente sentida lodos os dias de approxi-
raar entre si todas ascivilisajSes, todas as industrias
e de dotar os povos comfnaiores elementos de pros-
peridade.
A dispoiicao artstica do Palacio de Sydtnham em
Londre.
A obra de cryatal de sir J. Paxton, qae em 1851
conleve as snas gigantescas proporjoes a exposijo
induttrial, acaba de ser reconstruida no sitio mais
encantador, e recebeu n'uma collecjAo universal, os
modeUos das obras da omnipotencia divina e do Ira-
balho homano. O parque que serve de qadro a es-
le maravilhoso edificio he disposlo com urna arte ad-
miravel; e um godo digno da najo que lem os
jardins em to grande estima
Vamos fazer ctm os nossos leilores urna, rpida
excursAo. Quando se entra no edificio, edwnlra-
se um vasto corredor cujos quatro cantos eslo mar-
cados pelas estatuas de Duquesne, Robens, Roberl
Peel e Hercules Farnese, e por um grupo de obras
da esculptora, pertencentcs a antiguidade, Ingla-
terra, Italia e Franja. A' direita, vindo dos jar-
dins aprsenla-se a sala egypcia com as suas colum-
nas roberas de hieroglyphos, e de cores bullanles,
disposta de maneira tal qae d a idea de um tem-
plo da poca dos Ptolomeos, com urna parle do t-
mulo de Beni Hassan, aberlo no rochedo, sobre a
margem oriental do Nilo, um modelo rcduzido do
templo de Isa-nboiil na Nubia ; depois, a sala grega
com a sua forma architeclural mais pura, mais
scienlifica, mais ornada, com as obras primas dos
csculplores alhenienses, as frisas do Parthenou cum
grande modello do proprio Parthenou ; depois a sa-
la romana com paredes de murmure e de porphyro,
tal como devia ter o palacio de algum rico patri-
cio no mais bello lempo da cidado eterna ; depois a
sala mourisca, a Alhambra com paredes malisadas
de resplandecenles dourados. Do outro lado, depois
de urna avenida bordeda de Esphyoget, percor-
re-se a tala assyria de architectura gigantesca,
a sala bisantina com numerosos e ricos modetlos, as
salas da idade media, cheias de obras primas das ar-
les allemaes, inglezas, francezas e italianas, a sala
da renascenja com as obras de Ghiberli e LeAo Gou-
jnu, a sala italiana com as maravilhas da poca bri-
Ihanle de Raphael e de Miguel Anjo, Ireze salas des-
tinadas aos productos da industria, em cujos extre-
mos so v a magnifica casa de Pompeo a joia mais
admirada do palacio de cryslal. Mas o que encanta
cima de ludo neste magnifico musco, he a profuso
das riquezas vegelaes, sAo os rododendrons, os
azaes, as camelias, os aloes, as palmeiras, os
milhoras de (lores, os militares de arbustos que
adornam c perfumara a nave e os (res (ran-
septes disposlos no fundo dos jardins e Irepan-
do-se em torno das columnas. Eis a rida nomen-
clatura dos Ihcsouros naturaes e arlislicos que o pa-
lacio de Sydenbara ofierecc ao esludo dos espirilos
pensadores, e admiraran de lodos ; cada nina das
parto desto lodo immenso exigira a vida inteira de
um sabio.
Por erra-i m da sua jnaiignracao a 17 de junho,
deu-se urna fesla a (odos os ieprcjcnlanles das grau-
des ames europeas que foram o objecto da mais ci-
vil hospitalidade e dos mais disiinclos obsequios da
parle da flor da sociedade brilannica.
Um dos hroes desla fesla foi M. Scotl Russell,
cujas ollicinas foram vivamente admiradas, em con-
sequencia dos preparativos para a cooslrucrAo de
um navio de 22,000 toneladas, que a companhia da
navegajAo oriental se propoem laucar ao mar a 18
de maio, e que exceder em ecleridade e em econo-
ma de transporte, a todos os outros navios. G. \t.
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. OEPUTADOS.
Da 12 de Junho.
A'hora do costume, reunido numero suflicienlede
membros, abre-se a sessao.
I.ida c approvada a acta da antecedente, o l." se-
cretario d conta do seguinte expediente.
Um reqnerimenlo da cmara municipal da villa da
Barra do Rio Grande, pedindo urna consignarlo, por
meio de loteras, para ediiicaro de ama matriz.A'
commissAo de fazenda.
Urna representarlo da cmara municipal da villa
da Encruzlhada e da cidade do Rio Grande, provin-
cia de S. Pedro, acerca da conveniencia de serem os
dcpulados provinciaes cleitos por municipios. A'
commissao de constituicAo.
Dos moradores da villa de Kapuia da Faxina, con-
tra aannexajao do.respeclivo municipio provincia
do Paran.A' commissao de eslalislira.
Um requerimento dos ofliciaes reformados, residen-
tes em Santa Calbarina, pedindo que seus sidos se-
jam igualados aos dos ofliciaes reformados depois do
decreto do 1. de dezemhrro de 1841.A' commissao
de marinha e guerra.
|, Ua imperial irmandade da Santa Cruz dos Milita-
res, pedindo serem os seus predios alliviados do
pagamento de dcima. A' commissAo de fa-
zenda.
Do padre Jos Gnecco c do Hilarle Guilhctme
Correal de Mello, pedindo dispensa do lempo que fal-
la para naluralisarcm-se cdadaos brasileiros. A'
commissao de constituijAo c poderes.
De Mara Margarida Vicente Francisca de Salles
do PillarTavares, brasileira residente em porlugal,
pedindo que em yisla dos servijos prestados ao Bra-
sil por seu pai, se conceda um soccorro pecuniario
para se sustentar csua mli.A' commissao de pen-
s&es e ordenados.
De Joaquim Marlinsda Silva Pratesc JosManoel
Madeira, pedindo o lugar vago de correio desla c-
mara.A' mesa.
Fica a cmara inlcirada do incommodo de sadc
dos Srs. Francisco Soares BernardesdeGoveia e An-
tonio Pereira Brrelo Pedroso.
Futra em terceira discussao a resolujio que faz
extensivos aos ofliciaes da segunda elasse do exerci-
lo, quando em excrcicio, os vencimenlos dos da pri-
meira.
Sem debate he approvada e adoptada a resolu-
jAo.
Continua a primeira discussao da resolujao n. 106
de ISVJ, que aulnrisa o governo a pagar ao primeiro
lente da armada Anguslo Maxino KolAo de Almei-
da TorresAo os seus sidos atrasados.
A reqnerimenlo do Sr. Paula Candido lem a re-
solujao una s discussao.
O Sr. Gomes nibeiro requer a leilura do pa-
.reccr que precedeu a rcsolujAo e sendo satitfelto,
aprsenla varios araiiinentos contra esla e conclue
enviando meza um requerimento. pedindo que
volle a commissao de marinha e guerra para recon-
siderar a suamalcria.
O Sr. Aguitr combate o reqnerimenlo, mas a fi-
nal he elle approvado.
Continua a 2. discussao do orjanienlo do imperio
com as emenda- da commissAo.
O fr. Pedreira {ministro do imperio) responde i
censura feila por um dcpulado de S. Piulo ao go-
verno por ter elle roncedido no corrale exerricio
urna minio niingiiada quaulia para obras publicas
daquella provincia, depois do que, coulijiiia da ma-
neira sequiute.
Depois do nobre drpulado por S. Paula oceupou
a tribuna o honrado merabro pelo Cear. Esse no-
bre depulado chamou a atlenjSo do governo para o
esludo da causa* das seccas daquella provincia, e
meios de remedia-las, pedindo ao mesmo lempo qae
algumas providencias se dessem, visto qae.nAo Ihe
cnustava que ltimamente se houvessem tomado
medidas a este respeito.
Informarei ao nobre deputadodo qae tem oreorrido.
NAo s o meu antecessor dirigi um oficio ao ex-pre.
sidente do Cear recommendando-Uie que lanjasse
man de todas as providencias para proceder a esse
esludo, e autorisando-o para as respectivas daspezas
como tambem eu, entrando para o ministerio em
selembro do anoo pausado, por occasiAo de expedir
em novembro do mesmo anao nm aviso circular a
todos os presidentes sobre diverso pontos de serviro
publico no que dirig ao mesmo ex-presideote fit
objecto de um tpico especial, de urna recommeuda-
jAe muilo positiva, afim de qae informaste ao gover-
no nAo s do resultado qae quaesquer investigajes
tivessem produzido, romo, no caso de nAo se ler ain-
da feilo tal estudo, que dsse para realisa-lo as pro-
videncias necessarias, communicando ao governo a
seu resultado. Soube depois que esse objeclo nAo
tinha sido tomado era consideraran por falta de pes-
soas apropriadas para os exames precisos, tanto que
por falta de engenheiros habilitados linlia-se visto
obrigado o presidense da proviucia a mandar algu-
mas obras importantes, receiando que por mal diri-
gidas fossetn ellas feitas sem a conveniente solidez, o
que redundara em prejnizo dos cofres pblicos. Em
conseqaencia disto Iratei immediatamenle de provi-
denciar sobre semelhaule falla, solicitando o minis-
terio da guerra um eugenheiro para aquella proviu-
cia.
Entretantoregressouo engenheiro Halfeld da com-
missAo de que linha sido encarregado de exame e
explorajAo do rio de S. Francisco, e como do rea-
torio apresenlado por esse engenheiro eu colligisse
qne que grandes vanragens podiam provir, nAo s ao
Cear, como a oulras provincias, se se pudesse le-
var a effeito um canal que elle julgava moilo prati-
cavel, parlindo do rio de S. Francisco at o ponto
mais conveniente do rio Jaguarihe na provincia do
Cear, e vendo que urna das vantagens qae esse ca-
nal poda Irazer era a de atlenuar os males das sec-
cas, visto qae conservara naquella provincia grande
porjAo de aguas, em qualquer estarlo ( apoiados, )
julguei que nao devia desprezar semelhanle idea.
Em consequencia Iratei de organisar as instroejdes
que tem de levar urna commissAo de engenheiros
enrai regada de explorar a melhor direrjn desse ca-
nal, de fazer o nivelamento -do terreno, enllocar
meslras, e apresenlar*ao governo a planta e orja-
mento das obras.
Esla commissao nao parti j porque o governo -
espera a resposta de um cageoheiro inglez muilo
habilitado, a quem couvidou para fazer partedella.
Se esle engenheiro nao poder aceitar o convite,
ira, segundo espero, em seu lugar um eugenheiro al-
ternan, que me he muilo abonado por seus conheci-
mentos na materia, e qne j est prevenido. Alem
disto, o meu Ilustre collega o Sr. ministro da guerra
designar para a mesma commissao um desues enge-
nheiros mais habis.
llevo finalmente alarmar ao nobre deputado que,-
segando me consta, alguns exames e esludos qae se
eslo fazendo por parte dapresidencia da Parahiba do
Norle (ero sido, ou eslo ainda sendo pralicados em
terrenos da provincia do Cear.
O Sr. S e Albuguerque : He exacto.
OSr. Ministro do Imperio: J v pois o no-
bre depulado qna nao lem escapado, nem era possi-
vel que escapasse i particular solicitade do governo
este objecto, por certo o mais importante para a sua
provincia, como aquelle qne em relajAo a ella mais
deve merecer as atlenjdes da administrarlo su-
prema.
No dia seguinte, Sr. presidente, tomaran) parle
na discussao dous nobres depalados por Pernambn-
co. O primeiro que falln nesse dia, no por sem
duvida muilo louvavel empenho de demostrar a ne-
cessidade de dar impulso ao desenvolvimenlo da
nossa agricultura, coosiderando-a o principal ramo
da industria nacional, declaroa que esse ramo de in-
dustria permaneca em abandono. Do mesma pro-
posito falln tambem outro nobre depulado por Perr
nambuco..
Respondendo aos nobres depalados, abservarei
em primeiro lugar que se os nobres deputadoa en-
tendem por abandono e por falla de prolecjao do
governo a nAo intervenjAo directa desta a favor da
agricultura, ja por meio de auxilios pecuniarios coa-
cedidos aos lavradores que delles carecessem, ja por
meio da distribuirn gratuita de machinas a instru-
mentos aralorios, ou por outros semelhinles, nAo
posso deixar de confessar que os nobres depulados
tem razAo : com effeito, os poderes do estado nao
tem lanjado mSo desses meios. Mas direi tambem
que em meu entender hAo procedido bem nesta par-
te, porquanto a intervenjAo directa do governo,
alem de contraria aos principios da sciencia, seria
neste caso inefcaz, e accarrelaria mesmo bstanles
inconvenientes.
Seria, Sr. presidente, contraria aos principios da
sciencia, porque he para, mira Jora de duvida que
a protecjAo directa do governo em favor de ama in-
dustria, acanha-a em vez de desenvolve-la, e em re-
gra nao serve seno para tirar o incentivo da emula-
rlo e do proprio interesses, qae Lio convenientes
sao para enraiza-la promovendo sea desenvolvi-
menlo. He para raim fora de duvida qae a pros-
peridade de urna industria qae vive a expensas do
governo ou cusa do Ihesouro be ama prosperida-
de firlieia ; nAo passa da urna perfeita illusAo que
desapparece logo que cessam as musas que a man-
linham fora das leis econmicas. Fajo juslija aos
talentos e illustrajAo doa nobres deputados acredi-
tando que nao foi desses auxilios pecuniarios e di-
rectos que os nobres depulados fallaran). Assim o
revelam tambem os seus discursos, dos quaes vc-se
que os nobres deputados te referen) antes ao empre-
go de meios indirectos, e principalmente i ereajo
de escolas de agricultura, ao esludo professional des-
te ramo.
O Sr. Brandao : Apoiado.
O Sr. Ministro do Imperio : Tratare! pois, se-
nhores, da questo neste p, e direi ao nobre depu-
lado o como pens acerca da prolecjao que o gover-
no deve dar agricultura no estado do nosso paiz.
Quanto a mim. Sr. presindente, a abertura de no-
vos mercados, a expanso dos existentes por meio de
vias seguras c mais promplas de communica jao que
pnnhanreni contacto o interior com esses mercados,
centre nos especialmente a introdcelo na mais lar-
ga escala de colouos industriosos e morigerados, he
o que ha de concorrer para o desenvolvimento da
nossa industria agrcola (apoiado) ; porqoe ao,
como cu disse no meu relalorio, e ainda hoje repite,
os dous cardeaes elementos que a podem tornar
mais productiva. (Apoiado.)
Tal he ao menos o que lenho colhido da leitora de
algumas obras relativamente agricultura de diver-
sos paizes da Europa. Na Italia, por exemplo. os
nobres dcpulados saben) perfeilamenle que o desen-
volvimento da industria agrcola nAo foi devido
creajAo dessas escolas de agricultura, nao foram ellas
por cerlo qae a liraram do estado de enlangneri-
mento em que se achava. (potado.)
O Sr. Brandao : ExceprAo da regra.
O Sr. Ministro do Imperio : Foi o desenvol-
vimento que liveram as cidades commerejaes, que o
commerrio martimo nessa poca tornou importan-


..**
' m
1 ym -'*
DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 4 DE AGOSTO D 1854.
)

tes. O augmento 4a popularan dessas cidades e sua
aba-tanca exigiram imperiosamente raaior somina
de materias alimenticias c de producios ruraes. A
nccessidadc de Irazer esses producios ao mercado c
oulras circunstancias fizeram com que se ahrissem
novas vias do communicacao, e se melhorassem as
existentes, que punliam os campos em contacto com
os -idmos centros dos mercados.
As povoaces ruraes quieram diiputar entre si a
preferencia nos fornecimcnlos ; e cnUTo atagrirul-
tura leve nessa emolaeu mais um incentivo, aper-
feicou-se e progredio.
Quasi que as meamas causas, e nao s escolas de
agricultura, ntlrihuo eu de accordo com escriplnrcs
nolaveis o progrcsio deste ramo nos Paizes-Baxos,
na llollanda.e na Inglaterra.
Na Prussia a agricultura come ;ou a ter desenvol-
v miento pelas medidas tomadas depois do edicto real
que decrelou que 01 lavradores ou paizanos que li-
uli.ini o dominio til ficassem rom a plena proprie-
dade das Ierras desde que cedessxn aos respectivos
senhores a terca parle das que i.ivessem adquirido
por titulo hereditario, e da metale das que possuis-
sein por titulo vitalicio ou por arrendamenl o. a lon-
gos prazos.
Estas medidas consiscain em Om complexo de
meios indirectos muito applicaveis ao nosso paiz.Ues
como a abertura de novas oslradas.de canaes.de irri-
gaoAo,eo maior descnvolviincalodado as insliluices
de crdito, que forueceram capilacs-a juro mdico ;
concorrendo tambem para tal resultado aorganisaeio
do Zollvercin. Em Franja, diz o Sr. Passy no seu
inleressanle artigo sobre a agricultura ;o estado des-
te ramo em uns lugares he ti dilfercnle do de ou-
Irosque parece pertencer i idades diversas da civi-
lisacio do paiz. Entretanto a Franja possueinstitu-
tos agronmicos e escolas de agricultura que ate cor-
lo ponto deviam habilitar seus habitantes para se
entregaren) agricultura, senio com igual proveilo
ao meaos por mautira qu se nao conservassem a
tamanha distancia, se o entino proressiooal ."osse, na
express&o do honrado membro por Peruambuco, o
priini'iro ou antes O elemento essencial para o de-
senve.lv melo e jirosperidade da agricultura.
Esludem-se, porm, as causas que all concorrem
para, o estado Lio diverso c tilo desigual de uns la-
gares comparados com uniros do mesmo paiz, e ob-
servar-se-ha que ellas provm, na upiniio de dille-
rentes escriplores, das circumslancias locaes. Assim
v-so que as provincias onde, pela maior facilida-
dc dos transportes, se lem concentrado a industria
manufacturara, as que cxislerii na prosimidade
de melhores e mais vastos mercados, a agricultura
tem estado aempre em urna siluacio florescentes, e
vai progredimlo, ao passo que em nutras, sobre as
quaes nao acluain estes grandes elementos, a agri-
cultura tem licado quasi como se achava na media
idade, tirando o lavrador do solo que cultiva menos
lalvez da terca parte do que produzem as Ierras
dos departamentos do Norte, e dos que marginara o
Kheno.
Nao espero, vista disto, que sejam as escolas
de agricultura capazes de realisar entre nos os pa-
triticos desejos dos nobres deputados, eonseguindo
o ilesenvoh i ment desle ramo da industria nacional,
e antes entendo que o maior servico que o governo
pode prestar agricultura he, na ordem material, a
abertura e o aperleicoamenlo das vias de communi-
cacao apoiados, promover aprnximacao das nos-
sas povoaces do interior aos centros dos mercados
(apoiados), e bem assim a navega.ao dos nossos ros
'apiados', e facilitar a introdcelo de colonos,
como meio de dar bracos a agricultura ; e na ordem
moral, empregar as medidas tendentes a manler a
seguranza individual e de propriedade (apoiadoi),
e a conseguir o mclhoramcnto dos. nossos cnslumes.
(Apoiados.)
O Sr. Brando:Nada disso exclue a edacacao
profesional.
O Sr. Ministro do Imperio:Disse porem o no-
lire depulado por Pcrnambuco que 11A0 comparli-
Ihava a opiniaocnnunciadacm mea rclatorio, quan-
do considerei as vias de co.....luukacAo c a colonisa-
cAo entre nos comoqsdous principaes elementos do
deseuvolv iineulo da agricultura.
O Sr. Brando:Considero as vias de communi-
cacao como consequencia necesaria do aperfeicoa-
mento da intelligencia.
) Sr. Ministro do Imperio:Pois bem. Rcs-
peilo iimilo os talentos e a illuslr.irao do nobre de-
pulado, e por isso sinlo permanecer anda em dcsac-
cordo nesla parte do seu modo de pensar.
Parece-mc, porm (perde-me c nobre depulado),
que a rizan estado meu lado. Pira convencer-rne
disto, basta-me figurar as seguintcs hj polheses.
Estnbelecam-se no Brasil desde ja, mo direi sim-
plices escolas agrcolas, mas curios cmplelos de es-
tados proprios desle rimo em cada orna das provin-
cial do imperio ; supponhamos que o goveroo ron-
segue que os nossos lavradores acredite,u na eflica-
ria desses cursos, que venham ou raandem seus ti-
lhos malrieular-se as respectivas aulas, e que de-
pois vollera para as suas fazendas, ricos de illuslra-
eao as materias que aprendern) ; supponhamos
anda que o governo mauda vir instrumentos e ma-
chinas aperfeic,oadas c as faz distribuir gratuitamen-
te por esses lavradores ; pergtmto, antes de ludo,
por onde deverSo ir esses instrumentos e machinas
para os nossos serles, se o governo nao liver tido o
cuidado de preparar as estradas ou de abrir novas
vias do communicacao e transporte ?
Mas supponha o nobre deputado qua esses instru-
mentos e machinas chegam ao sen destino, suppo-
nha anda que os lavradores ja habilitados Ibes dio
a devida applicacao e conseguem apresenlar os pro-
ducios no maior gru de perfeican ; pergunto, por
onde esses productos hSo de vir ter aos mercados ?
(potados.) Pelas estradas existentes, por raminhos
intransilaveis ?! E oeste caso, com que proveito '.'
Esses productos chegariam ao mercado com muita
demora, haviam de serexposlos ;'. vendaje deterio-
rados pelosmeios pessimos e actuaes de transportes;
haviam de pagar o alto preco que ora cusa a soa
conduelo, e o lavrador vera perdido muilas vezes
lodo o sea lempo, c inulilisados todos os seus sa-
crificios, despezas e cuidados.
O Sr. Braniao:Eu disse que os esludos pro fes-
sionaes eram principal elemento.
O Sr. Ministro d> Imperio:Agora figure o no-
bre depulado a hypolcsc inversa, islo he, no sentido
da opiuiao que raanifestei no meu relatorio. Con-
siga o governo fazer novas e excel lentes estradas em
lugar de crear escolas agrcolas, trate de aperfeiroar
as nossas vias de communicacio, consigna promo-
ver a navegado do nossos rios e a abertura de ca-
naes para facilitar o transporte dos gneros aos mer-
cados por melhores caminhos, con rapidez e por
frotes mais baratos ; consiga admitir a crrante de
omigracio de homens ulcis e dados a trabalhos agr-
colas, creio e posso afianzar ao nobre deputado, sera
lucilo de errar, que estes elementos auxiliado* por
mitras meios indirectos que aconselha a experiencia
de oalros paizes, e que em grande parle o governo
nunca dcixou de empregar, hilo de produzir, a bem
do progresso da nussa agricultura, resultados muito
mais promplos, muito mais avantajados [apoiados'.,
do qua a creadlo das escolas agrcolas.
O Sr. Brando : E eu eiilcudo que as vias de
i nmiiiiinicaejii lian de ser as consequencias da illus-
tracao de nossos lavradores.
O Sr. Ministro do Imperio:He por isso que cu
anda contino a pensar que a abertura e o aperfei-
cuamenlo das vias de corLiounicacAo c a colouisa-
cao o os dous principaes elementos de que essen-
eialraenle depende o descnvolvimculo de nossa agri-
cultura.
Pronunciando-me porm as-im, Sr. presidente,
nio ponsem os nobres deputado- que cu condemn
ni Untar o auxilio da inslrucrao especial. Longo
de mim essa idea. Nao serei eu por ccrlo quem
nesle seculo regeite pjra sempre este meio. Vejo
que em Franca e na Allemanha lem-se creado ins-
litutos c escolas agronmicas, e que idea vai sendo
adoptada por oulros paizes; o que digo he que sem
consesuirmosodoseuvolvimenlodaquelles dous gran-
des elementos, parece-mc que serio perdidos os sa-
crificios que o estado fizer com os cursos de casino
ueste ramo.
A qucsiao he pois de opportunidade (apoiados),
e entre a nccessidadc de convergir todas as forras de
que o governo puder dispoi para dar impulso a lacs
ele lenlos, c a de crear o* cursos professionacs, (irn-
os nol.res depuladus desejam, eu prefiro tratar se-
riamente de salisfazcra primeira, O mais vira de-
pois, a seu li'inpii, e tnlau proficuamente, porque
enl.io o csliidn profcssonal sera um excedente auxi-
liar para aperfeicoar a industria detenvolvda.j
engrandecida, porque j teri encontrado racior c
mais fcil sabida para os seus productoa (apoiados),
e por Dma crrenle de emigracao j enramiuhada
para o paiz. Nestas cljcumslancias as assembljs
provinciaes, que sao as mais prnprias para isso, ja
menos sobrecarregndas as provincias com as despezas
que sobre ellas pesao actualmente para promover a
abertura c mclhoramenlo de suas estradas, darao
mais este .auxilio ao dcsenvolvimenlo da aggrcultu-
ra, e podero crear nao somonte esses cursos tacon-
eos, mas tambem os meios de realisar o cnsino pra-
lico. (Apoiadoi.)
He entilo de esperar que o esladode adianlamanlo
do paiz desenvolva- enlrc nos o saudavel espirito de
associacilo, que lomem a si a creado dessas esco-
las, como acontece em alguns estados da Allema-
nha.
O nobre deputado sabeperfeilamenlc, porque he
muito Ilustrado iieslas materias, que ni Allema-
nha ha institutos, escolas agrcolas, mas que sao
montadas, costeadas esustentada* por sociedades par-
ticulares.
O Sr. Brando : Tambem ha muilas crea-
das c sustentadas pelo governo na Austria e na Kus-
sia. ,
O Sr. Ministro do Imperio : Rcfiro-me espe-
cialmente i Prussia, onde taes sociedades agrcolas
exitlem nrganisadas em mulos pontos e protegidas
especialmente por um consetho, ou junta central de-
nominadade Economa Rural.
E, senhores, como seria desde j dada no nosso
|taiz essa inslruceao profcssonal t Seria por um cur-
so completo, abrangeudo todas as materias que
fossera noces-arias'.' Mas urna insliluicao desta ordem
pouco ou quasi nenhum resultado poderia Irazer, e
rom razio foi combatida pelo honrado membro de
Pernambuco que fallan em segando lugar. Com
efl'eilo, senhores, em urna fio vasta regiAo iiilcira-
menle agrcola, como he o Brasil, crear una acade-
mia central de agricultura de mu pouco servira, e
para prova-lo bastara as razes produzdas pelo no-
bre depulado a quem aliado. Anda mesmo que se
Ihe ageregasse urna fazenda normal, quasi uada
supponho que se lucrara. Variara lano as pro-
vincias do Brasil as estaces e os climas; variam tan-
to as qualidadesdas (erras e os gneros de cultura
s vezes na mesma provincia, que os conhecimentos
praticos aprendidos nesse ponto central quasi que
nenhuma applicarao vanlajosa poderam ter em ou-
lros.
Scria>dada essa inslruceao em escolas soladas de
agricultura propriamente dita;, como parecen que-
rer o nobre depulado por Pernambuco que falln
em segundo lugar ? Este meio seria ainda mais
ineficaz, como muito bem liavia j notado o oulro
nobre deputado pela mesma provincia. Eu nao
posso comprehender a utilidade dessas cadeiras so-
ladas de agricultura, porque nao considero ( e nis-
lo VOU de accordo rnm aiilnridades que respeilo I
agriculPfei como urna scicncia propriamente dita,
c indepcmlcnle; considero-a antes urna profissSo
industrial, que pede auxilio botnica, i chimica,
phvsica, a geometra, a mecnica, etc., etc. Do-
mis, senhores, cssas escolas assim constituidas iso-
ladamenlesao condemnadas por muitos escriplores
dislinctos.
O instituto agronmico de Verstiles n3o passava,
bem como oulras escolas lcaos da Franca, na opi-
uiao do Sr. Cocquelin, de insliluicao de apparalo e
o-tenlacao. que tendiam mais a formar homens Ihe-
oricos do que agricultores.
No nosso proprio paiz a experiencia as tem con-
demnado.
O nobre depulado sabe que ensaios desse genero
tem sido feilos em algumas provincias onde foram
creadas por Icis das respectivas assembleas ; e qoal
o resollado I Dentro em pouco creio que quasi to-
das essas escolas foram abandonadas.
O Sr. Brando : Pelas difficuldades com que
se lula.
O Sr. Ministro do Imperio : Por nao serem
frequentadas.
O Sr. Brando: Nao he s por isso.
O Sr. Ministro do Imperio: A provincia do
Rio de Janeiro entrn nesse numero, creando a sua
asscmblea urna cadena de agricultura, que annexou
a um dos lycus da provincia. Instituido o lyceu
em um dos poolos mais importantes da provin-
cia.....
O Sr. Octariano: Em Campos.
O Sr. Ministro do Imperio : .....tanto porque
esse poni he habitado por grandes c ricos senhores
de cngeuho, como porque he daquelles onde ha mais
alguroa illustracao, e onde grandes fazendeiros, ho-
mens inulo ricos, destinan! seus (lllios, que man-
dan) formar as academias do imperio e da Europa,
nao para a carreira dos emprezos pblicos, mas pa-
ra ganharem cerlo grao de illustracao. assumindo de-
pois a direcrilo de suas fazendas. Mesmo all o que
acontecen '.'
Essa cadura de agricultura assim collocada em
um ponto que pareca o mais approvado por todas
as cundinos para que a respectiva aula fosse mnto
frequentada, supponho que nunca chegou a ter um
s alumno, at que o presidente da provincia, com-
petentemente autorisado, vendo que ella nao dava
o menor fruclo, leve de subsltui-la por urna cadei-
ra de diversa materia, creio que historia e geogra-
phia.
O Sr. Bramido: Vamos mal se os agricultores
n,lo querem aprender a sciencia agrcola.
OSr. Ministro do Imperio: Seria porem mi-
nistrado o cnsino profcssonal que os nobres deputa-
dos desejam em cursos completos enllocados em to-
das, ou em muita das provincias do imperio '! Mas
cursos desta ordem exigiriam, cada um delles, oito
ou nove cadeiras.
O Sr. Sde Albuqucrque : Mais.
O Sr. Ministro do Imperio : Diz bem o nobre
depulado;exigiram pelo monos K on 9 cadeiras, que
deviam ser professadas por horneas muito habilita-
dos em grandes e importantes ramos dos conheci-
mentos humanos.
Exigiram grandes edilicioscom gabinetes proprios,
salas para machinas, para modelos, ele, alem dos
terrenos oecessarios para planto e horlos de agricul-
tura.
Ora, os nobres deputados comprehendem bem o
quaulo seria difiicil, seuAo impossivel, a creado de
laes eslabelecimentos em i,in larga escala, e s assim
poderiam prestara utilidade desojada, porque, alem
do grande embaraco da falta de pessoal para tan c-
levado numero de cadeiras, Icriam deabsorver urna
parle mais considcravcl da renda do estado, e essa
renda, segundo a minha humilde opiuiao, mais til
c mais immediatamenle deve ser empregada prefe-
rencia na abertura e melhoramento das vias de coui-
miincacao, nos meios de promover colouisnro, c
em desenvolver oulros grandes elementos civilisa-
dores que lauto urgem de todos os ngulos do im-
perio.
Senhores, o nosso paiz he ainda muilo novo, c
nao podemos nciu (levemos a um lempo exigir ludo
de seus cofres, nem do sea governo. Muilo lea-
se frito j, muilo porem rcsla ainda por fazer-se, o
todas as colisas lem sua opporlunidade. Agora en-
cararei a proteccAo do governo e dos poderes do
oslado por oulro lado. Refiro-me aos meios indi-
rectos; e a esle respeilo pedirei aos nobres depu-
tados licencia para dizcr-lhes que se, fallando em
inleiro abandono, ou total esquecmento em que
julgam ter jazido at agora a agricultura, alliidiram
ao emprego de meios indirectos, liflo de convencer-
se que foram injustos. Hasta para isso que com-
pulscn os colatorios dos meus dignos antecessores.
Nelles v o,!! que nHo houvc um s ministro do im-
perio que lulo attciidcssc seriamente para esle ob-
jeclo, entrando nesse numero, e muito especialmen-
te, n meu ultimo antecessor. (Apoiados.'} Todos
ellcs mandaram constantemente vir sementes novas,
plaas, modelos de machinas, mandaram Iraduzir
obras e dislribui-las. Urna commis;3o foi nio ha
muito mandada aos Eslados-L'oidos c a oulros pai-
zes esludar os mclhorameulos iulroduzidos na cul-
tura da caima c no fabrico do assucar, c j aprc-
scnlou o priineiro rclatorio de seus trabalhos. I.cm-
bro-me que leudo nm dos ministros a quera me re-
fer mandado distribuir scmcnlcs de algodao her-
bceo, e lendo iuformaces de que elle prosperara
em alsumas provincias, mas que nao podia ser bem
aproveitado por nao servircm para islo as macliinH
coiiliecidas, mandn buscar as que sao proprias pa-
ra ca qualidade de algodao, afim de remelle-las
para cssas provincias.
Futre os elementos niais iuiportanles para prote-
ger a agricultura lomhrou o nobre deputado a con-
veniencia de se d.ireni premios aos lavradores ; mas
o nobre depulado deve saber que taes premios lom
ido por vezes concedidos, c que o goveroo nunca os
recusou a quem os solirilou c eslava as circums-
lancias de oble-los.
Mo ha muilo lempo concedeu o governo um
premio dedez cotilos de ris a um nosso agricultor
pela v iiigar-aoai. de uro processo por elle empre-
gado para o aperfeicoameuto do cha prelo. Alem
disto, o anuo pasudo vqjpu, o corpo legislativo urna
resoluto concedendo morloria, e fazendo favores
a um senlmr de engenho da provincia da Baha, e
recordo-me bem, .que entre as razos procedentes
que se apre-cntaram uara legitimar estes favores,
prevalcceu a ra' daj grandes despezas e sacrifi-
cios feilos com a introdcelo de machinas e de cer-
los m\ onlos proprios para o mclhoramenlo do fa-
brico do assucar. Repilo, emlim, que o governo
nunca recusou, nem recusar esses premios a quem
se apresenlar as circumslancias de oble-los. Creio,
Sr. presidente, que teuho dilo quaulo he bastante
para responder aos nobres deputados, e ao mesmo
lempo que manifest os meus pcnsamenlos acerca
dos auxilios que o governo lem por om dever rigo-
roso de dar nossa agricultura.
Tendo respondido a varios oulros deputados so-
bre dilTcrciites assumptos, o orador concluc assim o
seu discurso :
Parcce-me. Sr. presidenle, que tenho respondido
aos nobres depulado- que fallaram sobre a materia
que se discute, senao cabalmente, ao menos como
me foi possivel.
O Sr. Pinto de Campos e oulros Srs. Deputa-
dos : Fallou muito bem.
O Sr. Ministro do Imperio: Vou pois con-
cluir. Nao o farei porm sem applaudir a larga e
vasta discussao que os uobres deputados promove-
ram no ornamento do ministerio do imperio, e sem
agradeccr-lhcs as alinenos e delicadeza com que du-
rante ella trataran) o ministro dessa repartido, a
quem fallarh tlenlos (nao apniadoi), a quem falla a
necessaria illustracao muiros nao apoiados), mas a
quem sobrara dsejos, bem como ao gabinete a que
se honra de pertencer, de ser til ao. seu paiz, e de
corresponder dignamente i ronfianca dos nobres de-
putados. (Numerosos apoiados.)
I'ozes : Muilo bem, muilo bem. (Muitos depu-
tados dirigem-se ao orador eo comprimenlam.)
Cedcm da palavra para, te volar os Srs. Sobral,
Pereira da Silva, D. Francisco e Mendes de Al-
meida.
Nao havendo mais quem peca a palavra, julga-se
a materia discutida e he approvada a proposla do
governo com as emendas da commissao.
Entra em discussao o scguinle :
a A asscmblea geral legislativa resolve :
Artigo anico. D. Joaquina Mara da Encarna-
cao lemdircito a continuar a perceber o meio sold
que Ihe fora concedido por fallccmento de seu pr-
meiro marido ; revogadas as disposi;6cs em con-
trario.
Paco da cmara dos deputados, 17 de julho de
18.12. A. Sunes de Aguiar. J. J. de Oliveira
/. J. de Lima' e Silca Sobrinho.
O Sr. Ferraz combate a resolucAo por julga-la
contraria a Ici e al funcsla para os cofres do Es-
tado.
Verificando-se nao liaver casa, declara-sc encer-
rada a discussao e procede-sc chamada.
O presidenle designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
17 de julho.
Por decreto de 12 de julho correnlc, foi rnmmu-
lada em gales perpetuas a pena de morle imposta
ao reo Antonio, escravo, por senlcnea do juiz de
direilo subtitulo da comarca de MissOes, da proviu-
cia de S. Pedro do llio Grande do Sul.
Por decretos de 14 do mesms raez foram reforma-
dos na forma da lei:
O lenente-coroncl do 4 balalhn da guarda nacio-
nal da capital da provincia de Pernambuco, Ber-
nardo Antonio de .Miranda.
O leuenle-coronel do 4o batalhao da guarda nacio-
nal do municipio do Cabo, da mesma provibeia,
Agostinho Bezerra da Silva Cavalcanli.
(I coronel da extincla 1* legiao da guarda nacio-
nal do municipio de Santo Attlao, da mesma provin-
cia. Tiburtiuo Piulo de Almeida.
O tenente-coronel do 1 batalhao de guarda na-
cional da capital da Parahyba, Jos "Francisco de
Moura.
O coronel da extincla legiao da guarda nacional
do municipio da Oliveira, da provincia de Minas
Gcraes, Antonio Alves de Moura.
O coronel da extincla legiao de guarda nacional
do municipio da Formiga,da mesma provincia, Ma-
nocl Justino da Silva.
Por decretos de lodo mesmo mez :
Foram apresentados as rreguezias
De nossaSenhora da Conceicao.de villa de Silves,
do bspado do Para, o padre Daniel Pedro Marques
de Oliveira.
De Nossa Senhora da Abbadia do Curralinho, do
bispado de Goyaz, o padre Joaquim Ildefonso de
Almeida.
De Nussa Scnliora do Soccorro da CotlMC-t-lM-i di>
arcehispado da Baha, o padre Elisiario Vicira Mu-
id/. Tellcs.
Teve merc da serventia vitalicia dos oftlcios de
tabellio de olas e de escrvao do cvcl e crime
da capital do Piauhy, lien-ulano de Souza Mon-
lero.
Foram nomeados:
Capullo secretario ger.il do minando superior da
guarda nacional do municipio de Ilabayana, da
provincia de Sergipc, Antonio Peicira da Silva
Metra.
Majores ajudanles d'ordens do rommando superior
da guarda nacional dos municipios de Jacarahy, J.
Jos, Sania Isabel e Mogy das Cruzcs, da provincia
de S. Paulo, Joaquim Antonio de Paula Machado e
Fabiano Martin- de Squcira.
Capitao -corolario geral do mesmo commando,
Francisco l.eilc Machado.
Capitao quartel-mcstrc dlo dilo, Salvador de Oli-
veira Prelo.
Majores ajudanles d'ordens do commando superior
dr guarda nacional dos municipios de Taubalc, Pin-
damonhangaba, S. I.uiz c I'ImIuIm, da mesma pro-
vincia, Joaquim Antonio de Mello, e Benedicto Mar-
condes liomcm de Mello.
Capitao secretario geral do mesmo commando,
BenloMonleiro de Godoy.
CaplAo quai tol-inestre dilo dito, Domingos Mar-
condes lioniem de Mello.
Capitn cirurgiao-mr dilo dito, Dr. Antonio Pe-
droTeixeira.
Majores ajudanles d'ordens do commando supe-
rior da guarda uacional do manicipio da Parahybu-
na, da mesma provincia, Francisco Ferreira de
Moura c Joaquim de Souza Mello.
Capitn secretario ceral do mesmo commando,
Francisco das Chagas Pereira.
CapilSo quarlcl-meslre dito dilo, Antonio Pereira
de Castro.
Capitn cirurgi3o-mr dilo dilo, Antonio Jos de
Souza l.obo.
Foram reformados na furnia da lei:
O capitao do cxlinclo 1 balalliSo de cacadores da
guarda nacional do municipio da capital la provin-
cia da Baha, Jos Pedro de Souza Paraso, no poslo
de Major.
O tenente-coronel do 2" batalhao de guarda na-
ciunaldo municipio de Maragogipe, da dita provin-
cia Gustavo Adolfo da Costa e Almeida.
O tenente-coronel do > batalhlo da guaada na-
cional da capital de Pernambuco, Manuel Jos da
Cosa.
19
Por immedialas e imperiacs resolucoes de 12 do
correle, tomadas sobre consnllas do cnselho supre-
mo militar, foi transferido par o cslailo-maior da
2. classe, nos termos do art. 2(> do rcgulameolo
approvado pelo decrelou. /i2dc3l de marro de 18l
o capitao do 2." regiment de ravallana ligeira Die-
go Pinto llomem ; c reformados, por se acbaitm
incapa/.es de lodo uservico, o capllao do t.regimen-
lo da mesma arma Antonio Candido Orlz, e o alte-
res do corpo de guami^ao de Minas, Augusto Cezar
Huario Nuues.
__22__
Por decretos de 15 do corrale foram transferidos
para o corpo do estado maior de 2a classe, nos ter-
mos do art. 20 do rcgalamenlo approvado pelo de-
creto D. 772 de 31 domaren de 1851, ficaodo ac-
gregadosemquauto nao houver vagas, o lente co-
ronel commandanle do corpo de guarnicAo fixode
S. Paulo,Pacifico Antonio Xavier de Barros, e o al-
ele- do 2o regiment de (-avallara ligeira Antonio
Florindo Rodrigues Vasconcellos.
Por decreto da mesma data lie,ira ni perlenceudo
2 classe do exercito o capitao Diogo Pinto llomem
e o alteres Jacinlho Candido da Silva, que por in-
mediatas c mpori.ios resolorcs de 8 c 12 do cor-
renlc foram transferidos para o corpo docstado-
maiorde 2a classe.
Por decreto de 12 do corrente se concedeu ao 2
lenle do i" balalbAo de arlilharia a pe, Jos Nu-
nc< Marques, a deinisso que pedio do servico do
cxercilo.
23
I.e-se no Constitucional:
DESCOBRIMENTOS MINERALGICOS EM
IGL'APEEXIRIRICA. '
a Urna pessna de muila consideraran residente em
Isuapi, nos acaba de participar que vaoscr remedi-
das para o Rio de Janeiro, para scrcm examinadas
na fabricada Pona da Areia, amostras das minas de
ferro e de carvo de podra cxisl'enles tas proximi-
dades do rio Juqui. De amostras aulcriormentc re-
mellidasse deduzio que o productos dessas minas
sao de ba q.Miniado ; va i-so agora fazer em maior
escala urna ex|icriencia decisiva.
Tambem se acaba de descobrir no municipio de
Xirrica linos marmrea lira neos e com veias a-
zues.
Chamamos a allenrSo do governo para o desco-
briinonlo deslas riquezas de lauta importancia para
aquellos municipios, para a provincia, c al para
lodo o imperio.
A assembla provincial habililou o governo com
urna quola avallada para proceder explorando des-
sas riquezas mineralgicas. Estamos certos que a
actual adniinistracAo, illuslrada e activa como he,
au esquecera esle imporlanlissimo servido quedella
a provincia reclama, e que incumbir essas evoluci-
ones a (essoas inleiranu-nle h.ibilladas com os pre-
cisos cenliecimenlos professionaes.
(Revista Commemal.)
24
Por decretoi di 18 de julho corrente foram re-
movidos ;
O juiz de dirrlh Louron^o Jos da Silva Santi-
ago para a coraaro. das Alagoas, na provincia do
mesmo nome. f
O juiz de dirciloMalhcui Casado de Araujo Lima
Amaud, da roinara das Alagoas para a da capital
da dita provincia, pr haver pedido.
O juiz de dircilt Jos Tavares Bastos, da comarca
deMaceiparaa dacapitalda provincia de S. Paulo,
por o liaver pedido
Ojuizmunicpale de orphoa Alexandre Rodri-
guesda Silva Chavs. do termo de Pirahy, na pro-
vincia do Rio de Jneiro, para oda Laguna, na de
Sania Calharina, p.r o haver pedido.
O bacharcl Jeroiymo Macario Figueira de Mello
para o tusar de jiiz municipal e de orphaos do
termo de Pirahy.
25
ESTRADA DO COMMERCIO.
Emquanlu os esputos se embebem na esperanea
de grandes melhoranentos materiaes, e j veem ra-
lisados as suas aspiaces Irilhos de ferro unindo
os municipios prodiclores do interior a este grande
mercado, cnnliiiaaanesniaaati'.a fatalidade a pesar
obre as poucas e runs estradas qoe temos e que o
deleixo vai em damn do paiz, e al com abuso da
f publica, deixamo completamente arruinar-se.
Fallamos cspecalmmte da estrada condecida com o
nome de Estrada di Commercio que liga a esle
mercado os importaites municipios de Iguassu',Vas-
sooras, Valenca, Panhyba do Sul, e a provincia de
Minas. Ha nessa elrada frequenladissima urna
barreira onde paga aporlagem de 80 rs. cada ca-
vallo ou bosta qoe pir e||a pnssa ; essa reoda, aug-
mentada pela laxa inposta a cada cabera de gado
vaceum, c todo os inimaea que por essa estrada
transilam, he avullaussima.
O fim das barreira1, a promes-a feila ans eonlri-
buintcs ao estabelecelas, he cobrar urna laxa appli-
cavel ao concert, conservacAo e ao melhoramen-
to da estrada. Ora e o producto de laxa que se
arreeada na Estrada.lo Ldmmercio fosse applicado i
sua conservado c nclhoramenlo, estara ella Iran-
silavel. He poremappticado, e ahi ett o abuso da
f publica de que atma fallamos, a oulros misteres,
e o resultado he aclar-se no mais lastimoso oslado,
especialmente na sera de Sania Auna, e as imme-
diacOcs do rio do nesino nome. Todas as ponles e
ponlilhes, excepeto nicamente do desse rio, es-
lAu arruinados, c j mesmo rom os lastrosdesfeilos.
Venliam as rluiva-, c a eslacAo deltas est prxima
c nAo llavera posshilidade de atravessar sem os
muiros perigos essa mporlanlissima cslrada.
Nao ha muilo hoive ordem da presidencia acti-
vando os poucas trabjlhadores que all se acham;.
mas o que valem ordms 1 Sao folhas de papel per-
didas.
Consla que doas popostas, urna do Sr. bario do
Paty, oulra do Sr. Ir. Saldauha Marinho foram ap-
prcsenladas presdeicia, afim de lomar-se conla
dos reparos e da conervafo da estrada. A decisio
dessas propostas, o /.do e a severidade da adminis-
iraeao acerca do cunprmenlo das cundirnos por
ellas impostas, cis osmeios que ainda agora, embora
j tarde v sendo, polcra inspirar alguma confianza
aos que pievcm con auguslia os estragos que as
aguas taran em urna '-irada j lio arruinada.
MRAS-GERAES.
Extracto do relatora do Sr. Francisco Diogo Pe-
reira de l'asconclos ao Sr. Jos Lopes da Silra
t'ianna,no acto dtpassar-lhea administracoin-
terina da provincii de Minas Ueraes.
Obras publicas.
lislradi do Parahybuna.
O director presideite da companhia Uniao e In-
dustria cora os engciheiros que na Europa engajou
para o servico damcima companhiarlemjdado co-
mero aos Irabalhos ireliminares para o eslabcleci-
mcnlo doscarros.caruagens c oulros meios de trans-
porte, segundo o emirato respectivo. Alguns em-
barazos porm tem encontrado para a prompla rea-
li-ao.io dessa imporlanle empreza, e como para re-
move-los reclame cono necessaria alguma modifica-
cAo no mencionado contrato, est peudente de de-
liberado da assemlia legislativa provincial a re-
prcsenlaco que Ihe foi dirigida pe lindo essa modi-
licaoao.
O mesmo director apresentou-me um projecto de
regulamenlo para a polica da estrada na parle en-
tregue a companhia, ledindo auloii-aciln para pi-lo
em prtlica, ainda qie provisoriamente. Nos pon-
eos dias que lem decorrido da data em que me foi
aprcsenlado esse projecto nao me tem sido possivel
rev-lo para poder dir a autorisario pedida, e que
julgo convenicnle ; submello-o pois apreciado de
V. Exc. para que baja de loma-lo na cousderai;Ao
que Ihe merecer.
Estrada entre Barbaceia e Ouro Braneo.
Convencido como eslou da conveniencia de conti-
nuar-sc com a aberlura da cslrada normal entre es-
tes dous pontos, alan de que com a brevidade possi-
vel possAo os transportes de gneros e passageiro* fa-
zer-se em carros.,-- fc, nlerruprAu.desde o ponto em
que a coi upa nliia Uno e Industria comecaresse ser-
io ule esla capital,kceitel a ollera que me fez o res-
pectivo director dakrestar um de seas engenheiros
para proceder ao Jinhamenlo e nivelamento desta
parle de cslrada, dlvcndo ser ajudadn por dous dos
eiiKcnhciros dn provincia, e promelte-me elle fazer
aviso cin lempo oppfrluoo para que daqui sigam os
en-ieniioirns a cumcrn o tiatwinHig de BarDacena
ao Ouro Uranco. ^^*^liaat^*>w"
Estrada do Falcao ao Ouro Br+nco.
Eslo em andamento os trabalhos, fazendo-se por
administrarAo, sob a inspecrio do engeoheiro B. de
Sperling, as da sec;0es5-". e 6'., e por arremala-
Ao conferida aoscidados Antonio da Costa Carva-
Iho e Jo-e da Costa Carvalho, as das outras quatro.
Os Irabalhos da arrematacAo estarn coucluidos ale o
Io de maio do anno prximo futuro, e os da admi-
nislracjlo confio que o sero em 6 mezei.
No intuito de reronher a possibilidade de adiar-
se um meihor e mais commodo alinhamento para a
estrada que d ponte do Saramenha se dirige a esta
capital, enrarrcgiioi os necessarios exames ao enge-
ulieiro 1 lonrique Dummil, joven brasileiro ha pou-
oo ebegado de Pars, onde fez os esludos da enge-
nharia, c que me offereccra os seus aervijos, mau-
llando para esse fim prestar-lhc o auxilio de alguna
forrados a gales para abertura de picadas e oulros
trabalhos iodispensaveis.
Diversas picadas em direccao ao Cuieth.
He com satislacAo que annuncio a V. Exc. o re-
gresso do cidadAj Francisco de Paula Faria, de quem
Iralei no meu relatorio a assemblca legislativa pro-
vincial fallando das diversas tentativas feilas para
abrir communicac/es directas e facis com a pro-
vincia do Espirito Santo. Este intrpido explora-
dor das nossas matas, apezar dos muitos incommo-
dos c fadigas por que passou, e de ser quasi exclusi-
vamente auxiliado pelos Indios da aldea do Tcvo,
consegnio a abertura de urna nova picada transita-
vel, 'desde o Cuieth al o Sacramento Grande, em
trinta das; e fazeodo voltar dalli parle da sua co-
mitiva com as necessarias iustruccoes para mclliorar
a mesma picada, aqui se me apresenlou para dar
fessoalmente conla do resultado, trazendo alguns
ndios, aos quae-', como de costme mandei dar
vestuario e alguus objeclos, com o que se moslraram
salisfcilos. Ao mesmo Faria mandei pagar as des-
pezas que fez, e bem assim remunerar com umagra-
tilioacao pecuniaria em altcncao nao smenle aos
riscos que correo, mas tambem boa vonladecom
que se prestou a fazer esle servico importante.
V. Exc. achara na secretaria, alera de um pequeo
mappa qus mandei organisnr, conlcodo em Cores di-
versas as differeiites dirececs que tem sido indica-
das: para a abertura de estradas em rumo ao Cuie-
th, os rclaloros do dito Faria, du padre Villela e
de oulros, nos quaes se acham sufflcicnles csclareci-
meolos a respeilo de cada ama das mcuciooadas di-
rececs,
Em cumprimento do aviso do ministerio do impe-
rio datado de 12 de novembro prximo passado, pelo
qual se ordenou a asta presideucia que, por uui dos
mais habis engenheiros da provincia, maudasse de-
marcar exactumente a lalitude e longilude da po-
voaeao do Cuieth, afim de servir de csclarecimentn
para a mclhor direccao da estrada que, por conta da
provincia do Espirito Sanio, se esla conslruiudo da
cdade da Victoria para o porto do Souza no Rio
Doce, encarreKuei dessa commissao o engenheiro
J. de B. du Vernay, inciimbndo-o ao mesmo lem-
po do exaine de todas as picado- a que me teuho re-
ferido, afim de que, com perfeito couhecimento de
causa, se possa adoptar a que mais vanlagcns olfe-
recer.
Estrada do Serr.
Continuam anda cm, conslruccao algnmas das
secones desta cslrada, havendo cu concedido a al-
guns dos emprezarinsasprorogacoesdeprazo que me
lem requerido, em allenrAo aos motivos allegados.
Alem das secc.Oes que achc arrematadas, nenhuma
mais contralei, parecendo-me cooveoieulc sobres-
lar nesses trabalhos, al que se offerec,a uccasiao de
proceder novoalinhamenlo geral da estrada, pou-
paudo assim despe/.as que mais lrdese lornarAo em
pura perda, alenla a m direccao da cslrada actual,
que, na opiniAo de pessoas entendidas, couvin dos-
prezar em grande parle.
Estrada de Marianna a S. SebastiSo.
Atlendcudo a diversas represontaees que dirigi
presidencia o emprezario desla estrada e da Ponte
Grande sobre o RiboirAo do Carne, pedindo a res-
cisAo do contrato respectivo : lendo cm considera-
coo projecto que apresenlou n engenheiro B.du Ver
na), de urna ponte no lugar por pre$o muito me-
nor do que o contratado ; e desojando finalmen-
te por termo a esla queslao que de dia em dia se tur-
nava mais difiicil de resolver pelo nmonloado de re-
qucrimculos. iuformaces e oulras pecas muilas ve-
zes contradictorias cm suas couclnsos, resolv res-
cindir odilocoulratn, mandando pagar ao emprezario
aparte da estrada eITcctivmenle concluidac devida-
nma ponte sobre o rio Maciel, devendo observar as
inslruoces que Ihe dei para celebrar o contrato
com quem melhores condices olferecer, e ficando
ste dependente de approvacAo da presidencia.
anaaiBf
mente examinada, pelo proco contratado, caque co-
mceara-na dirccc,l(i da Cachoeira, em Treale da ci-
dade de Marianna, pela avalaoAoqucfez o j men-
cionado engenheiro.
Estrada da Caehoeira do Campo para o Cluueiro.
Tomando cm cons'nleraco oque a respeilo desla
estrada me representou n juiz de paz do dislricto da
Cachoeira, aulorisei-o a mandar fazer os indispen-
saveis coiiccrlns al a quanlia de MHOQO em que
foram calculados, devendo apresenlar ferias das des-
pezas para (cr lugar o pagamento.
Estrada tic Caltus-Alla-i de Soruega.
.\eli;t--e llovainciltc aiiiuiin'iada a arrenialaeao da
conscrvacAo desla cslrada, o marcado para aquel-
la acto odia 8 de maio corrente.
Estrada da'Itaceraca.
Em 31 de marco prximo passado, e em vista da
representaejo da cmara municipal de l.luelii/. au-
torisei-a a por em hasta publica a arremalaca dos
concert desta estrada, bem como a conslruccao de
S. PAULO.
1< da Julho.
Ojatia est alea do Sr. Ferraz veio aqui fazer o
circulo publico andar roda.
Os coryphcos da opposicao, que, lio euleuder de
alguns, vai pouco a pouco calando na elernidade,
ao ler o seu Jornal de 31), o em que o Sr. Ferraz
desdohrou a sua estrategia parlamentar, remoque
se forlalcccram : vio tomando nova vida, qual en-
fermo ao esgotar o vaso de medicamenlo cm que
lem f.
No pensar de alguns d'entre ellos a situyfo mos-
trava os o/Ao ridrados e os estrondosos apoiados
ao orador servirn) de instrumento para tomara
pulso ao gabineic. Oulros, que com menos se con-
tentara, limitar,un--!' a pensar que apenas urna mo-
dificarAo viria abalar a situacao.
Os amigos do zoverne, entre este dous grupos,
lavavam como Plalos as mAos ; venha por ahi o
vendaval que ver, diziam, feicao luzia nao galga
aescailaria, nem do pinculo ministerial, ao menos
lao cedo; por seu turno demnostrar ao povo que
a presidencia do cnselho he una realidade, e
al mesmo o Sr. Ferraz nao pronunciar o necer de
Burke.
Os prelendenles, entre todos estes dscipnlos da
astrologia, eram os que mais sofTriam ; nBo seria de
misler a ruina da siluacao, baslava a queda de um
dos ministros com quem ji se livessem apegado para
irem por esses ares lodas as esperanras. Novo Ira-
balho, e que Irabalho, para anaariar a proteccAo do
ministro novo, que, coro, us efleilos da traii-i'jao de
simples cidadAo para ministro da croa, se tomara
ioaccessivel aos plehos pedintcs. Na verdade, des-
tes tenho pena; um pretendente na corte he ni
verdadeiro leproso de que todos se arreceiam, pois
que a todos quer enlreter com a rclac.ao de seus ne-
gocios ; n alvo corto he o deputado que por seu tur-
no vai massar o ministro, que lempo nio tem nem
para tomar o banho.
A final, dtois de muito pensar e discorrer, de
muil tellura do Jornal, depois dos discursos dos
SraXisboa Serra, visconde do Paran, Carneiro de
Campos c Pereira d Silva, ficou este estreito mun-
do poltico bem persuadido de que nnutr.m negra
foi fiijHodo piloto, que os mares dao superficie plana
para suIcNa^ibalel da conciliacao.
Eis o |-ir *ft,ga^ ] prh roda polilica c de S.
Paulo, que, sejn (tito de passagem, gasta os dias
as regras da hermenutica para ttxar o que l vai
pelo Ro de Janeiro. S eom forja lubilina po-
deriamos nos os malulos, inlromellidos saer a qaan-
las andamos cm materia ministerial.
A esse estado nos ennduziram as cartas do Rio de
Janeiro, que se encarregam de dar-nos militares de
versos, a que, nos os desconfiados, vamos dando
quarcnlcna, pelo seguro.
Quero agora conduzi-ln ao palacio do Sr. Sa-
vaiva. i adevinho que Ihe alimentar* a'cariosi-
dade, muilo natural uestes lempos de versatilidade,
de saber como lem .ido recebidos os primeiros pas-
sos da adminislraco, que feicao lem ; em summa
como vai o Sr. Saraiva.
Pelos caos da secretara do governo, por on--|
de posso mohecer o que vai de novo nesle ponto,
apenas tem transpirado a grande tendencia que
anima a presidencia no prozresso material da pro-
vincia.
O Sr. Saraiva nao podia aporlar em meihor mon-
cao do que a corrente, quando os contratos mais
importantes e transmdenles devein ser celebrados.
O contrato que tem por objecto a grande ponte
de Jararehv, j enlabolado pelo Sr. Jusioo, foi feilo
com Marcollino Gerard, as melhores rondir,Oes
publicas. He esla urna das primordiaes obras da
provincia, pois, sabe Vmc, d passagem para esse
corlejo de cidades e villas ao norte da provincia
at os dominios du Rio de Janeiro. Segunde o
plano, que live necasiao de examinar, vai-se fazer
pousar sobre o largo rio Parahyba urna obra mages-
losa e duradoura. A pssoa do contraanle deia
entrever ama gnranlia de prompla exequibilidade,
pois que he o Sr. Marcellino Gerard quem prorap-
tifica a nao menos apparalosa ponte dos Pinheiros,
que vai em largo adiantamento. Em compensajo
da presteza e solidez com que esle emprezario rea-
lisa estas r entras obras, incumbido pelo governo,
nos Ihe desojamos um resaltado mais feliz do que
o da obra dos Pinheiros, cujos lucros uAo que
ro para mim.
Foi igualmente celebrado o contrato da illumi-
naeao da capital, com melhores vantagens publi-
cas, pois o actual contraante ofTereceu condieos
mais favoraves. Resta que as multas policiaes nao
declarem que andamos uo limbo, como frequentes
vezes acontece.
Quanlo s estradas de carro, materia espinhosa
na aclualidade, sinlo uAo poder annunciar-lhe que
j est encorpnrada a companhia. Parece que a
presidencia, considerando-a de lalo alcance para a
provincia inteira, esluda a queslio. S se falla na
fusAo de influencias para se collocarem lesla da
empreza. Talvcz esle expediente aplane as difli-
coldades; ambas as parlas iiilcressadas nao tero
a queiiar-se, uenhuma ter a receiar a opposicao
da nutra. Traa-feo do bem geral, os inleresscs mes-
qoinlios, egostas, nio tem que representar nesla
quesiau. l'.ir.-.-...^ ,-, que esla medida cnncilinloria
sorlr, mimonte agora cm que ludo ae explica pe-
la conciliacao.
Vollemos casa presidencial.
O Sr. Saraiva por ora vai muilo bem considera-
do, e queixa nenhuma tem soado. Tenho notado,
e quero que Vmc. uolc tambem, aioda nAo appa-
receu urna corte especial, urna roda, liguiuha ou
cauda que cerca os saldes da gnvernanca, como
ctimmumcnle acontece. O Sr. Saraiva d arcesso
a lodos que cmandam o palacio para negocio pu-
blico ; nio ha bandeira de preferencia para uns
certos, oem os negocios se resolvem pelos conselhos
de outreru. Emquanlo caminharem assim as cou-
sas, e os homens e os negocios forem julgados, pelo
que sao, sera a iulervenv.1o c juizo de oulrcm que
se enlloque atraz da cortina, as cousas publicas irio
bem.
As informa^os sAo condices de que nio pode
abslrahir um presidenle que d os primeiros passos
na provincia que nAo conhece ; mas a cega couliaa-
^ nos informanle-. que muilas vezes moldara a
palavra pelo interesse ou paixao, he um esclito em
que o governo fatalmMte esbarra.
Sem que esplaue ^B> sobre esle ponto permita
que Ihe diga que ahTaqui a presidencia nao en-
conlra desalfcctos. He verdade que o lado presi-
dencial he o mais atlractivo para muila gente que
rabisca ; mas vou-lhe a-sev erando que serei o pr-
meiro a denunciar-lhe os desvos do governo, quau-
do a npiniau publica reclamar; he essa a minha
obrigario. t)s correspondentes sao as scntinellas
pei.lid.is que bem prcslam ao oteresse publico-
A cadeia da capital prosegu- na sua larefa de
provocar a attencAo do povo. Ainda ha pouco era
um estratagema de fuga curiosa, urna manobra dra-
mtica que rivalisava com um dos lances das Pi-
tillas ih Diabo, fazendo recitar de espauto o es-
pectador, islo he, a senlinella, que a sen salvo so-
nbav a com seus amores ; agora urna sccha trgica
no interior do edificio.
Ao amanhecer de bou lem fazia-sc almpezada
prisan de detenrSo, e n'um ngulo do edificio en-
cuulrou-sc um cadver.
Eram de um preso que, havia poucos dias, htilia
sido levado para ahi. Ao examiuar-se o cadver
reconhcccu-se que fora estaqueado.
O crime foi rommeltido no mesmo recinto em
que respravam quarcnla e tatitos criminosos, c ne-
nhum desses Minrenles dizia sobre o fado. Pa-
rece que o crime foi commettido com precaucio,
nao se ouvio soquer um gemido do assassinado : tai-
vez, se lizesse uso da niordaca que impeli o grito
produzido pelo golpe. Conjecliiram alguns que o
criminoso esperou o dormir do desgranado para dcs-
ferhar agolpe.
No recinto da pri-ao apenas se cncontrou a bai-
nha de urna pequea faca.
A polica procede em miudas indagac,cs. DiEm-
me, naoccasiAo em que escrevo, que j assmam
indicios de quem seja o criminoso ; o que parece
ser exaclo he que o crime foi operado para haver_
5(13 que u assassinado poucos dias antes linlia rece-'
bido, pois que essa quaulia nAo foi encontrada cnlrc
os objeclos do morto.
As consderares que infunde a narracio deste
fado fiqurm para os que tratarem do nosso syste-
ma de prises.
Tratase da eslalislica da provincia : veremos
se desla feila cabe ao actual presidenle a felicidadc
deconsegiii-la.
O bri-ador Machado de Oliveira acaba de ser
enearregado dessa larefa pelo Sr. Saraiva, que Ihe
marcou ordenado ou gralicacao de 1:0005, daudo-
!he um amanuense com 2009
He provavel que algum fruclo se tire da nomea-
cAo : o moneado lem profundos conhecimeatos ; he
homciu serio, c uAo quercr, por cerlo, converler o
encargo em sinecura.
Alguns neophylos da conciliario fran/iram a tes-
ta com esta aomea^Ao ; o hrigadeiro he proeminen-
cia do oulro lado ; devia esla naca tocar a algum da
grei. Mas boje o cordAo sauilario est quebrado, e
ainda que o Sr. F'erraz nio a eulcnda, por aqui se
ir e-ludan,lo.
O caso he, meu charo seuhor, que na aclualidade
ludo se explica pelo charao da conciliarAo: ao mes-
nos he urna Iheoria. benita, insinuante mesmo, mas
lera o defeilo de nao ser comprehciidida pelo povo
que confunde o cllelo coni a causa quando se faz
cargo de cxplica-la.
As calcadas, as famosas calcadas que fazem a
miaba molino, o a do Rio de Janeiro lambem, as ce-
lebradas calcadas, victima das maldiccs dos viajores
que vem visitar i Ierra do Vpiranga. parece que
vio ler meihor sorle. Ainda bem O qoe Ihe pos-
varam-sede lula, resollando a mortc de um dos sol-
dados. Conseguio ainda evadir-se.
Urna pessoa que, ao passar, cnconlrou o cadver
na estrada, referio-nos este acontecimeiito.
Vio-se reproduzndo estes fados, sendo a causa
principal a falla de forja de linha que aqui senti-
mos. O ervi| desta ordem he feilo por policiaes
e guardas nacionaes, que muilas vezes por negligen-
cia dao motivo a semelhantes incidentes.
Vi no seu Jornal um analhema eunlra os cor-
respondentes que aqui muilas vezes excedem as me-
sadas que sao autorsados a dar aos estudgules. Sem
que me propouha a sanecionar os abusos que alsu-
mas vezes se dio, devo dizer-lhe que ahi na corle
nao ha idea exacta da alta extraordinaria^ que tem
solfrido os presos nesla icapilal desde 1852. Hojje
passa mal o estudanle que niod para a bolsa diana
1500. Para o orientar sobre o verdadeiro estado das
cousas aqui copio urna tabella comparaliva dos pre-
sos correales do mercado da capital, para que m
veja como se tem tornado custosa a subsistencia no
S. Paulo de 1851.
Tabella dot procos corrate* do mercado da
capital de S. Paulo.
Preces
Por Em 1852. m 1854.
Gneros
Arroz.....
Assucar branco. .
Aves.....
Ilanlia ( unto de
porco). .
Carne verde. .
F'eijio. '. .
Farinlia de trigo. .
Dita de mandioca .
Dita de milho. .
Lenha.....
Manteiga da trra.
Milho.....
Ovos.....
Polvilho. .
Qucijo.....
Sal......
Toucinho. .
Vinho de Lisboa. .
Oulros objeclos.
Itotipa : lavagem e
engommado .
Camisas.....
Calca.....
Collel......
Casaca, etc. .
Casas terreas, pe-
queas
Alqueirc
Arroba
Urna
Arroba
p
Alqueirc
Arroba
Alquoir

Canad
Libra
Alqueirc
Duzia
Alqueire
Um
Alqueire
Arroba
Garrafa
Duzia
Feilio

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25fl0
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13'.I20
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15*J20
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800
9800
9120
30200
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9180
19000
99000
29000
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69000
39200
9640
129800
30200
59000
69000
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30200
19280
39200
9360
83C00
19600
30200
109210
9640
3880
39000
39000
2O5O00
109000 2.50000
Aluguel
Se assim he, j Vmc. recouhece que a mesada or-
dinaria, que he 509, traz dieta c dieta rigorosa.
Aproveitarei a premissa para abonar os pre-
carios empregados da theseararia geral desla pro-
vincia.
Deixe-me parar aqui. Segundo o louvavel es-
Iv lo. ahi vem se agrupando os vapores no porto de
Santos. ( Carta particular. I
(Jornal do Comereio.)
- ioie>----------
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Rio 25 de jalho.
Amice ISalutem plurimum etc. Conciliario e
progresso, mclhorameulos materiaes, facilidade de fa-
zer multo em pouco lempo, e filialmente commodt-
dade de conseguir qtlanlo Ihe convem com pouco di-
oheiro, asss Ihe desejo por muitos anuos.
Mea todo corpreo nao vai como desejo, segando
observo de certos movimenlos, que os mdicos cha-
mariam symptomtu do primeiro nome brbaro, que
Ihe occorresse memoria, e que eu modestamente
appellidarei incommodos ; com ludo se a forca da
vontade pode alguma eousa nesla traca organisaco
denominada corpo, como quer provar o autor do Ju-
deo Errante no seu Rodin, eertamenteqoe os laes mo-
vimenlos anormaes cessario muito breve, e se me
reslabclecer a econemia animal.
O calor lem estado crescldo nestesdias, o que Indi-
ca fro muilo breve; e os bailes leem-se seguido
u'uma serie continuada, de sorte que ha urna semana
que s oiioii fallar nelles. O sali do Paraizo lem-se
visto n'um lurbilhio, e muito breve pedir reforma,
porque nao he pos-ivel que alure por mais lempo os
redemoinhos das walsas e schotises. Se o calor con-
tinuar o furor dansante ter de ceder a forca raaior.
Nesla epstola quero corlar o curso de minhas ob-
servar;es,porque vi em um dos ltimos ns. do Diario
que me remelleu.duas monstruosas epstolas minhas,
que consciencioaamenle Ih'o confesso, fizeram-me
medo ; e muilo maior deveriam ler feilo aos seus
compositores e assignantes; a estes pela rcspeitabilis-
sima massada, e quelles pelo Irabalho de inventar
palavras em substituicao s que nio po lem digirir.
A conciliacao continua ovante, e os que embica-
ran) com a palavra parece, que vanc aclimatando.
As mais imporlanles descobertas assuslam em princi-
pio aos homens rolineiros ; mas com pouco lempo
ellas couquislam as boas gracas e dcvolamcolo da-
quelles, que mais contrarios Ibes foram. Nesse caso
est a conciliario, que subsliluo a lolerancia com in-
disivel melhoramento ; c a respeilo assim se expressa
um espertoJ que he moda conciliar-se, concill-
mosnos aoles que ella pase
Ct-ssou felizmente a suiciili-mania, e quer um eo-
len lid 1. que foi com a noticia dada pelo Mercantil,
que tanto sabe, de um cAo da Terra Nova, que zan-
gado coro o amo por dar al moco aos amigos sem pre-
venl-lo, se .iiinra ile urna janella. Nio foi n moda,
porque esla era lir na cabera, ou navalha na gar-
ganta. Como os ra pazos do b'om tom gostam de ma-
caquear as modas, previna os de la, que a nao adop-
tem, porque c alaron pouco. Antes dividan) o ca-
bello no alio da cabera, formem urnas especies de
marrafds ou sluarls, lomem casacas capote, ral-
eas camelio, col lotos jacar, do que tentar a son-
da da profundidad!- do caoal respiratorio, ou conhe-
cer a espessura do crneo.
A salubridade vai sem novidade, quero dizer. nAo
aprsenla crescimcnlo, e nem tambera diminuirn.
Morre-se naturalmente.
Na Sv hera continua coruscante o Exm. I). Ma-
noel ; eas ultimas cuntas foram, e bem aperladas,
com o Exm. Jobim.nAo esqtieccndo urna ou oulra vez
os Exms. ministros.
O Exm. Jotm nao goslou muilo qne elle o tomas-
se a sua conta ; mas que remedio Ou dente ou
queixo, purque o (al Exm. nAo he dos que deixam di-
vida sem pagamento, aparte sera resposla;
O Exm. Vergueiro lambem, quando Ihe permit-
tem seus incommodos, filhos da temperatura alluoos-
pherica,arruma suas cuidadas no governo; mas creio
que trabalha para os oulros, porque est muilo ve-
II10
Tambem era mio_
O ver-sc um irmo
Com oulro brigando
Por causa de pAo.
Por conciliacao
O sexo querido
Traz branco jaque
E escuro vestido.
A mofa vestida
Com tal di-lincc.io.
He moca da quadra
Da conciliario.
A moda consiste
Em certa mistura
Da cor mais. aberta
Com a cor maii escura.
1 xt. 1
SERGIPE DE EI.REI.
18 de jalho.
Agricultura. Em maio Ihe escrevi fazendo ver
que o invern ia boin, e que a safra promedia algu-
ma" cousa; pois, meu amigo, agora parece-me o con-
trario a vista das poucas chovas dos ltimos de maio
e dos principios de junho': mas se o verio for tem-
perado, como as vezes succede enlre nos, as canoas
ainda leera lempo para vegetar. Dizem que apesar
dequalquer eoniraiempo a ribeira do Jupareluba
ter boa safra, principalmente os engenhos da mar-
gen) do rio. Sio sem duvida alguma santos terreno*.
para tal callara, o regular-de cada larefa de caima
he dar 40 e 50 pies de assucar ; e he por islo que
cada dia van tomando mais importancia do que os
terrenos da velha Cotingutba. Dlzem que as trras
por c j eslAo mu causadas, e como prova do u
brolarera muilo mal-me-quer, e que alm dislo es-
to muilo estragadas pelo gramat marsambari. Eu
felizmente nunca deixei que medratsein em meu
engenho lao ruins capia. Eu nio creio em can-
sona de bom massapc, o que creio he que temos
grande necessidade de nova sement, pois a nossa
canna j esl muilo reproduzida, e supponho que o
mesmo que se d no reino animal se da no vegetal.
Eu tenho continuado cm plantacvoes de eaf e fu-
mo, porque cada dia vou poniendo bracos, e vou as-
sim quasi que obrigado a procurar esle recurso. Hli-
je temos esperanza apenas de colonos, e eslou duvi-
se quererlo entregar a tabulado do fa-
nle sendo elle lao iro-
perfilo enlre nos.' ruin 11 "TiTWIHi ta luT"1 vos I
lu irs desapparecer de enlre nos! e o qoe lamento
mais he que a la queda contribuir muilo eortlr'a o
mea paiz: mas nao lalvez as -Vozes dos BrancJes,
dos S c Albuqucrque tenham algum echo, lalvez
estes sons fortes accardem a quem te pode salvar. ,
Dos o (jueira !.... .
Asscmblea. Terminarara-se os Irabalhos legis-
lativos no dia 20 do passado junho; e houve encer-
ramcnlo solemne pelo presidente da provincia, coja
falla ahi vai para ser tambem publicada. Eu pro-
curarei em resumo dar urna idea desses Irabalhos,
n3o metiendo em conta o que j Ihe' hei referido.'
A decima urbana que era cobrarla lao smenle das
casas alugadas, cuu extensiva s habitadas pelo pre-
prio dono, exceptuando porm aquellas que **
inensalmcnle menos de I9 as cidades e 29 as villas
etc., ficando assim favorecidos os pobres. Cometa!
medida nio entrar pequea quanlia para os cffres
provinciaes.
Creou-sc o imposto de 400 rs. sobre a eipoAaeao
de cada cabeca de gado mino. Allendendn-se a gran-
de exporiarao deste genero para provincia d* Ba-
ha 'se cohhccer o fundamento da disposican. 'Tem
em seu favor a mesma razan do imposto que hso-
bre a exporiarao do gado vaceum. Eu espero ocaja-
siio de dizer o rendiraeulo que deia.
Ilediizio-se oforc^i policial i 200 pracas, gandan-.
do a provincia com tal reduccio nio menos de un*
8:0009. V
A laxa dos alambiques perlencia a receila muid- \
Eal, mas observava-se que por compadrssco era co-
rada pessimamenle, passou por islo para a receita
provincial, sendo comtndo applicado o seu resaltada
em obras dos respectivos municipios.
Ficou o governo autorisado a destacar tres lentes
do lyreu, e nomear mais um, afim de ficarem dous
na cidade de Carangeiras e oulros tantos na Estan-
cia, ensinando cada um delles duas materias cora
800o de ordenado e 4009 de gralificacao. As mate-
rias sio philpsophia, gengraphia, geometra e tran-
ce/, afora o latimque j d'anles se ensinava. Se al-
gum emprezario de collegio apparecer em qualquer
dessas cidades, e mais a capital, esses lentes serao
dados gratuitamente como subvenro para lecciona-
rem ao intrnalo, ficando com ludo o mesmo emprer
zario a dar tambem gratuitamente aos externos,
al.'ni dos ditos eosinos. mais o de msica e dansa.
Segundo me asseveram j ha nlguem que se prepare
para formar contracto com o governo. Dos per-
milla que lal medida produza hura eQeilo.
O projecto do Dr. Garcez sobre o meio dizimo do
assucar ficou dormindn em alguma pasta, mas por-
que ltimamente assenlaram os nobres em antes au-
torisar o governo para emprehender a colooisacao do
modo mais favoravcl a lavoura, do que deixar pasear
essa roduccao. Pouco mais ou menos adoptaran) a
opiuiao que eu lancei na de 24 de maio.
Passou a suliv curan a comoanhia de reboque. Es-
la freguezia a Missio de Japa'ratuba. AiicmenUrani-
sc alguns ordenados de professores de primeiras le-
Iras, e crearam-se novas cadeiras. Nesle poni mar-
cha cada vez meihor minba nfovliicia. Pelo relato-
rio do ministro dn imperio ha de -ter visto que esta
provincia lendo 5i aulas de ei.smo primario, tem
2,606 alumnos, e que no entretanto su provincia
grande e de maio civilisarao como he, s tem 81 au-
las frequentada por 3,238 alummos; ha porlanlo a
unir dit1ercnca.de 632 alumnos: nio he grande
vantagem 1
Eu tenho alguma cousa dilo sobre esle ussuraplo
em minhas passadas, deixo porlanlo de mais dizer ;
demais nAo sou parlamentar, lalvez me lenha esca-
pado algumas cousas, e por fim Ihe digo que foram
para a sanccAo quarenla e tantos projeetos. E co-
mo me ia esquecendo inclua ahi mais um que au-
torisa ao goveroo dispender cincocnla conlos de
ris em obras.

\

para sobrar.-ir urna pasta, em poca em que s
teem mrito as anligualhas arlisticas.
O Exm. Monte/una esgolou as tricas, e lem es-
lado silencioso, diz o fepublico. como que indeciso
enlre a pasla da fazenda e o Ululo de visconde de
Mnnlezuma.
A angosta aeha-se toda atarefada com as reformas,
e nio sei como dar conta da empreza. He um fu-
ror reformador, que assombra. este que vai grassan-
do. Ilofuriiia-se a reforma do cdigo do processo ;
reforma-se a regra para as Hornearnos das becas ; re-
forma-se o julgamenlo commercial ; reforma-se o
sv-iema hypolhecario ; reforma-seo processo para as
desaprepriaces dos predios da ra do Canup ; refor-
ma-se a mesma ra ; reforma-se, reforma-se...ludo
qoanlo cabe na aleada dos reformadores.
Nio pense que sou contra as reformas; nio, seuhor;
eu sou da poca, progressista dos quatro costados, de-
sejoso de melhorar quanto ha de m.io, quizera mes-
mo poder reformar esle mci lodo corpreo, subsli-
tuindo algumas pecas ; mas pens que as reformas
vio a vapor, e lenho meu judeo de que, em alguns
casos a emenda licr peior do que o soneto.
Alguns dos dignissimos 0A0 sao refortuislas, o que- communicar
rcm por embargos; mas creio que serio desprezados
in limine.
Calorosas discussfies teem havido, mxime quando,
per accdens. se falla na reforma das facilidades elec-
livas, as incompatibilidades indirectas da magistra-
tura. Que (ufAose levanta !
Nio aeho com que compare a tal lempcslade. Os
niagislrados esquecem-se de suas airosas fcecaa, sa-
. X*"Tftwa serio, <-,-qm o nobre enlhusiasmo que quiz
moderar o Exm. tJl.-vCandtdo, suftoram as vozes
do pobre orador, qiie^uau^Hrsemelhanle heresia
jurdica.
U disiiissimoFitiza combteoslo e atiMhcmatisindo
a lal heresia, sustenlou que potaSnesma razio, por-
que o sapateiro deve fazer sapalos \o alfaiale casa-
cas, devem os magistrados fazer as leis. Acho jnslo
que cada nm fabrique os instrumentos do seu oflirio,
porque sabe dar-Ibes o cooveuienle geilo.
J v que eu nao vou para as lacs incompatibilida-
des, principalmente se passar a reforma, cora a qual
os juizes de direilo podem processar a qualquer ani-
mal de dous pos sem penas.
Nao quero desagradar aos homens, que com nm
edital tem o mesmo poder do anjo anniincador do
dia de juizo, islo he, reunir, sob pena, e por em cor-
reicio ludo quanto lem alma.
Muito leremos para ver se apparecer o lal projec-
to, pomo de discordia, c eu eolio dir-lhe-hei o que
occorrer.
Quanto ao mais a augusta vai bem. Esquecia-me
dizer-lhe, que o digulssimo Ferraz iucrepou refor-
ma do processo commercial de inconstitucional; mas
o Exm. da Justina suslenlou que lal 11A0 havia, e a
prnpusilo conlou a historia de 1110 menino medroso,
qoe guardava um rebauho, o qoal lautos relales fal-
sos deu de lobos, atacando seus rarueiros, que filial-
mente n'um bello dia foi papado pelo lobo, apezar
de seus grifos, era que niuguem maiscria. ijui po-
test capere capiat. y
O dignissimo Ferraz. paraphraseou a hisloria ou rec-
lilicou-a, como elle disse, dizoitdo que n menino era
dorminhncn, c India um villano, que durante o sta-
no furtava urna ovolba gorda, e quando o menino so-
bresanado acordava gritando lobos, o capole corra c
ia dizer aos que o mi vi unnAo he nadao menino
he medroso : al que n'um dia veio o lobo, c 11A0
Companhia de reboque e canal do l'omouga.
Eu j Ihe parlicipei que houve no dia 31 de maio a
magna reuniio na capital para a formacAo da compa-
nhia de reboque, j Ihe fiz ver a belleza do baile do
primeiro de junho. A ludo assisti e serei um accio-
nista se o governo geral approvar o contrato que
fizeraos com o Barbosa. Na minha do principio de
junho conlei-lhe muila cousa a respailo, e at Ihe dei
una idea da base do contrato.
A obra do Pomonga continua em progresso, e jai
navegam canoas pelo canal. Pelo qoe li no ja cita-
do relatorio do imperio, o cid a ao Antonio Jos da
Silva Travas-os fez prsenle ao gneermoCt umapro-
postapara estabelecer a nacegaru regular por bar-
coi, desde a barra do rio Pomonga at o ponto da
Boa Sorle no .aparataba, pedindo o privilegio ex-
clasico por 60 anuos, e eoncessio para cobrar urna
taxa razoavel sobre todos ot productos que seus
barcos conduzirem. O privilegio ainda nio foi con-
cedido, porque foram pedidas iuformaces ao-ate-
sideule. Eu fallo com franqueza, enlendo que este
privilegio vem ferir de morle aos melhores princi-
pios da economa. Pois o gevernn que abra o canal,
o governo far;a armazem na barra do Pomonga, tra-
piches, estradas, etc., como, segundo me informan),
exigen peticionario, e fique a publica concurrencia
obstada pelo monopolio concedido a um homem que
nenhum encargo leve? !
Se lal realisar-so, o eo verti conhceer queem la-
gar de favorecer a ribeira do Japaratuba, tez om
mal, e quando nio islo, Irabalhou de balde. DeV
mais eu entendo que nio cabe ao governo geral dar
este privilegio. O Pomarga he um canal qoe faz
dous ros que nascem e morrena na
provincia, e asssim parece que o privilegio deve ser
tratado peranle a assembla provincial pelo menos
sobre islo ha duvidas resolver primeiro. Eu con-
fio qoe o Sr. l'rav asso-, cheio de patriotismo como
he, nao levar avante sua preteno io ; saiba que es-
las o inslemenos -,io feilas por un seu amigo, e que,
nAo he i-ola.In em assim pensar, mas he acompanha-
do pela grande maioria da provincia. Ea nio vultu-
rn mais a este a Sr. Travassos o alludir as vozes francas dos seus
amigos. E bom ser assim, porque ao menos nio se-
rei ubrigado a atormentar sempre os ouvidos do go-
verno.
Processo do Dr. Lailisln.QueTempo ha que foi^
assassinado esse infeliz Dr eso agora foi que ae-
cordou a jnslica Esl no Rosarinlio o Dr. chele
de polica tratando desle processo. Quaes serlo os
culpados he rom aucia o que se espera saber.J
alguem a-overa que serio pronunciado, altos perso-
uageus. Eu s pero a Dos, que a juslica soja feiut
de modo que o innocente nio soflra, e o culpado s
fique com os seus remorsos. Veremos logo o resul-
tado de lodo.
adiando ovclhas ramea o menino. Alalias as hiato-
so dizer he que o novo calca incalo de nossas "ra | ras sio muito possiveis ; mas eu nio dou muita f
scr.itim phenoineoolao>lmravclcouioa dcscobcrlas senio a primeira, porque foi conlada polo minislro da
da plvora, 011 do itovb mundo.
Todava he prudente nAo largar os fugeles antes
da fesla, liuiilo-me 'a esperar, c communicar-lhe
que neslo ramo de administrarlo espera-sc asora
alguma cousa, pois que o engenheiro Jos Porfirio
de Lima oflrercu considerncAo do g .verno um
projecto do calcamento. qne j o Sr. Saraiva remel-
teu cmara municipal para informar.
Ainda nina de-ordera de presos.
Yiuha da l.iinoira una escolla coudiiziudo alguns
criminosos para a cadeia da capital. Fizeram pou-
so 11a cslrada de Jundiahy, na paragem dos Abreus,
e noile, quando j lodos estavam a bom dormir-
em um mesmo recinto, um dos presos apoderou-se
das armas dos soldados e fugio.
Em pouco lempo foi-lhe a escolla uo encalca, In-
justicia, o qual deve ler communicaees ofliciaes de
ludo quanlo se passa.
Nao quero perder o Imperador, que segu para
essa, e por isso, e lainbcn porque nio eslou boje mui-
lo pachorrento, faro ponto aqui. Au revoir.
P. S. En souvcnir d'amitii' maudu-lhe estas qua-
driuhas da Marmota, salvo erro.
A todos se traa
Deconciliar ;
E ho iiiau andar sempre
A gente a brigar.
O Conciliador
Tambem nAo deseja
Fazer transarlo.
Que bem Ihe naseja.
<^
Poltica. Vai ludo cm calmaranio ha tempes-
tado conlra os I.tizias, e ucm bonanca em favor dos
Saquaremas. O Sr. Bario do Maroim deixourecom-
mcudado a seus amigos da assemhla.que preslasscm
lodo o apuio a adminislraco, assim se fez c se conti-
nuar a fazer. Alguem lalvez para intrigar como
para mellcr pedra cm sapalos, espalda que o baro
trabalha pela demissio do Barbosa, eu nao creio em
lal ,1 vista de suas ultimas carias dirigidas a seus mais
intimosamigos. J ha quem diga, qug temos de
entrar em ferias, porque o Sr. de Paran em breve
abdicar o poder. Eu 11A0 lemo a reaccAo, por ver
que opposicao foi desarmada pela poltica do ac-
tual gabinele.salvo se nao qoizer corresponder a lan-
a generosidade ; mas cu nAo me persuado que
queira chamar mus sobre si esse discredilo. A' vista
do mar de leitc que sulcamos se teme criseV Ve-
remos.
i
Os juizesmunieipaese de orph'ios. Essa rla-se
de genle que lano esperara doSr. Nabuco, eslao
agora um pouco Irslos rom elle, porque em seu rc-
latorio nao falln cm augmcnlar-lhe o ordenado.
Cm mea sobriaho mediase: ih>, meu lio, ogoverao
nao allende senio para os de rora de condao, e para
mis nem un olhar de compaixio nio sabe o gover-
no que com lio mesquinho ordenado nao podo um
juiz- sustentar sua alta p(,sico, nAo pode satisfazer
as necessidades de ama familiade mulher c lilhos *
Eu me compadec do rapaz, e Ihe disse que deixasse
a lal carreira e viesse lacrar no meu engenho, mas
me disse que ainda ronlinuava o sacrificio pela espe-
ranza de apanhar a lal rarin\a de condau.
Os taes individuos ficaram moilo obrgados ao Ne-
hiase Duarle do MaranhAo, mas dizem que elles nao
deviam ficar salisfeilos com a emenda da commisiAo*
do respectivo orcarocnlo. Eu de tacto quizera que
os juizes fossem mais bem pagos para ler maior ra-,
zAo de reclamar conlra as injaslic,as.
Xoticias diversa*. O commendador Sebasliao
Gaspar de Almeida Boto, foi pronunciado como
cmplice do crime de furto de escravos, pelo l>r.
Babia juiz municipal e delegado de Ilabaiana ; islo
i
su


?
\


\
*

T
*>**
wi:
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA4 DE AGOSTO DE 1854.
lem cansado alguma sensac,ao na provincia, por- para sua nova inspectora ; o que lem cansado bas-
tante raiva certa pessoa cujo nome me nio quiz
iizer ; cootou-me tambem que ja hava tomado pos-
e e achava-se era ejercicio do lugar de procurador
fiscal o Dr. Salvador Correa de Si e Benavides a
quem fez 04 maiores encomios, dizeado ser moco
limito inlelligenle e de manoteas mu urbanas ;
quanlo ao nosso amigo thesoureiro, disse-me elle,
que Ulvez por velho he incorrgivel ; estou quasi
applicando-llie aquel!* di teda que Vmc. uiuilo bem
sabe.
O \ilderico da tbesouraria provincial veio hon-
tem dizer-me qae o Dr. Uchoa ja linha tomado posse
da inspectora desde o il.i -Js ; mo*lrava-se o Xil-
derico muito zangado com urna correspondencia pu-
blicada no Echo, e ninguem Ihe tirava da cabera que
era aquillo producto da penna de um scu collega.
O Ignacio da Alfandega inrormou-me que o Sr. do
Espirito Santo arripiou a carreira, e emendou lti-
mamente a milo. SI ni, Sr. escrivao, agora sim,
cont com a benevolencia dos meus charos patricios:
estamos certos que o Sr. he homein probo, inlelli-
genle e "le muito bons desojo-, c se continuar a por-
lar-secom a urbanidads e commedimenlo com que
vai, ha de achar apoio e conseguir muito ; bem sa-
bemos que a sua repartidlo carece de inuitas refor-
mas ; porem estas nao se fazem ex abrupto, e vir-
go /errea.cxigem antes de ludo muito geilo: estamos
na poca em que governa o mundo a diplomacia ;
ja la se foi o tempo cm que a espada de Alexandre
corlava os nosgordiose em qoe Cesar alravessandu o
Kobicon dizia jacta est alea 1 Por fallar-lhe em
Cesar, Jlubicon etc. lembre-meda opposicao Fer-
raz na cmara qualriennal : Oh I coilado tive
realmente d do bomem ao verlo desapontamento (ou
como por e dizemoso carao) c a derrota completa
que levou e o bom do Moulezuma nao desnorleou
que os meamos nimigo* do Sr. Bolo julgam-no inca-
paz de commelter lo mesquinho crime. Foi nesle
processo pronnnciado alin de outro o Molla,
hornera, contra quem existe a indignadlo publica ;
ge lie veril iclf o que se diz dclle faz d, por ser um
moco bel-, educado, de boa familia c rico.
Dizem que o presidentetomou a pronuncia do Bo-
to como meiu perturbador de sua poltica concilia-
dora.
O presidente foi pastar o S. JoAo na Estancia, e
me dizem que la conlrnlou com alguus negociantes a
factura de um caes no porto daquella cidade, onde
os meamos uegociantes se obrigam a construir
varias casas para cslabelecimenlo do coinraer-
cio.
Foi dominlo de delegadode Ilabaiana o Dr. Ba-
ha, e nomeado em sen lugar o lenle Carvalho,
He a maneira de Pernambuco.
Suicidou-se em Itaporanga u Dr. cm medicina Do-
mingo* A Ivs, por infelicidade emscus amores. foi
de veneno de qne se servio.
O conego vigario geral deixou a sua morada da
Colinguiba e foi a* estabelecer cm suas fazendas do
SimSo-Dias, onde pretende passar em silencio os
scus ltimos dias atestado absolutameute de poltica.
Perdeu com islo muilo o partido doSr. Boto, e o fu-
luro o demonstrar melhor. Eu louvo muilo esse
passo dado pelo vigario geral. Fora da lama polti-
ca, o publico ver* enUo a pureza de sua peona.
Marren no da Tdcjulho o capilAo Braz Bernar-
dino de S Souto-Maiormojo rico e de 23 annos de
Idadeoi victima ua febre amarella, que vai reap-
pareeendo.
Dizem qne inaogoroa-te na Estancia urna casa
roaconlca do rito escossez. Tem me da-Jo voolade
de receber a luz depois de velho',he bom nao ser
K relimo, nem chuver oode se rhega; mas dizem que
e contra a rcligiao de Jess ? Eu poderei sahir
depois de entrar ? Se fosse irmo poderia-me dizer
alguma eousa.
Agora ja eserevo esta por intermedio do vapor
f'linjuibu,primeiro da cpmpanhia do Pedroso, que
lem de fazer a navegado costeira de Carvellas al
Macei.
J vou extenso, aqui paro.
O Cotingtiibeiro.
FALLA.
Com qae o Exm. presdante da provincia Sr.
Ignacio Jsaqaim Barbn, encerrou a 'lira
ble* legislativa provluclal.
Sr*. membros da astembla legislativa provincial.
Esli fiados o* dom mezesque o acto addicional
constituido poltica do imperio tem marcado para
os vossos irabalhos. Mas nesle curto periodo dotas-
tes a provincia de tantas e lAo importantes leis para
o sen futuro eugraodeciineuto que eu dar-me-hia
presea em agradecer-vos em nome da proviucia como
seu administrador, se ne receiasse deslomar as posi-
tes dirigiodo-me vps em nome della.
Fermilti. todava, que para espansAo do meu co-
rceo tomando urna posico no meio dt vos.econfuii-
dindo-me rom vosco at porque se nao hooveo con-
curso da iutelligencia e esforcos de minha parte pa-
ra esse fim, huuve pelo menos o da boa ,, tontada
edesejos, eu trace em ligeira reseoha os vossos mar
importantes Irabalhos.
A provincia careca absolutamente de intrnalos
de nstrucrAo secundaria. A falla delles iam scus
lilhos buscar essa instruirn com grandes sacrificios
e despezas em ourras provincia-. Provistes a essa
grande e por ventura primeira necessidade animando
o estabelecimente de collegios semi-ofliciaes em
doos grandes reiros de populacho, as cidades da
Eslancia e Larangeiras.
A lavoura perda parte de seus productos lodos os
anuos com os naufragios das embarcarse- as bar-
ras da provincia. rommercio hilan com esse
risco pouco poda prosperar. Era pois de indiclina-
vel necessidade curar eflicazmente do estado das bar-
ras. V tornaste* possvel o servido do reboque
vapor, qoe man poda aprovelar-lhes, coidjuvando-
o com urna regular subveurAo dos cofres provinci-
aes.
0 bracos vJo rareando cada vez mais para a nos-
sa lavoura. Nio poda pois escapar i vussa patrio-
lica solicitade a conveniencia de habilitar o governo
com meio* de prover i essa grande necessidade. Ef-
ectivamente assim o lizcsles com urna saba e pru-
dente aulorisacAo.
Para levardes eOeito esta*, oulros muilos lieoe-
lieios. que seria longo ennnmerar, cortaste por des-
peza* inules na importancia de mais de 16:(XK>?> rs.
Por esle modo couseguintes dotar a proviucia de no-
vose uleis ser vicos sem Ihe augmentardesa despeza.
Ecouomisasles portanlo, porm de urna maneira ra-
cional, como coovinha aos mteresses da provincia.
Por outro lado, revistes a rcceila, e sem gravar os
vossos constituintes com uovos imposlos, a aogmen-
lasles tal ve/, de mais de 15:001)5 rs. com as acerta-
rlas providencias, que vos approuve lomar, sobre a
laxa dos alambiques, das lapagens, da decima urba-
na, e liualuieule sobre a exportatao dos gneros pa-
ra fora da provincia.
Se tantos e (Ao importantes servidos, que acabis
de legar a provincia que vos vio nascer. oAo allra-
birem sobre as voseas cabecas as benfAos de lodos os
vossos comprovincianos, coolai ao menos com o
meu profundo rcconhecimenlu pela adliesflo e con-
liaura, que roe prestaste*.
Est i en cerrada a s**so,
Sergipe 20 de junte! de \k>',.
Ignavia Joaguim Barlma.
MACEIO.
2 de agosto.
Encelo esta pedindo-lhe perdao pela grave omis-
s'im que commelti deixaodo de narrar-lhe o debut
do lindo e acero Colinguiba". Era urna bella e
agradavel larde a de 14 do inez passado, pois rcu-
nindo todas as bellezas e esplendores das do vero
nflo tinha o ardente calor proprio daquella abraza-
dora eslaco : o invern havia feito um armisticio,
Eolo tinha ordenado ao furibundo austro que se re-
colhesse ao seu carcerc, e Phebo depois de ostentar
todooseu brilhanlismo i* ja despojando-se de seus
coruscantes raios para enlregar-se nos brarosrla bella
Amphilrile.em risco de excitar oszclosdo coso Nep-
luno: nohorisoute pelo lado do S. O. lobrigava se
um ponlinho negro coroado de urna lenne grinalda
de fumo; pouco a pouco foi o ponlinho crescendo
e bem depressa era visivel e patente um lgeiro e
f.imoso vapor. Mas porque nao traz elle sigoal '.'
Ter-se-hia o commandaiile esquecdo de aorar a
bandeirola ? Nao, he que este he um novo peregrino
qae oosado vem pela primeira vez arrostrar a furia
de noasos mares, a protervia do portentoso .S. Fran-
citco, era o Colinguiba que vinha annunciar que a
empreza dos paquetes de vapor ao sul e norte da
Baha havia dado cometo a seuslrabalhos, adoptan-
do o sonoro e psjrioeo dislioefivo de companAia
Sania Crur..
O S*. Manoel de Vaseoneellns Jnior, digno
agente de referida companhia nesla cidade, leve
a bondade de informal-nos que- a companhia he
composla de 3 vapores : o suprameiiciona-do Colin-
guiba, Santa Cruz e Conceirio que o* dous pri-
meiros eram construidos segundo o syslema mais
moderno, tendo o poni dividido em 4 estancias un-
peoetraveis enlre si, de maneira, que se por qual-
qaer synistro abrir agua era alguma della- Uranio as
oulras intactas ; havendo abordo para prompto e
rpido esgolo das agua* todas as machinas pruprias.
aperfeicoadas pela mecnica modernamente. O
vapor tem comroodos para 58 passageiros. Pessoas
que visitaram o Colinguiba aliancain-nos que est
elle apparclhado com muito asseio e mobiliado mes-
mo con luso, sendo os leitos dos beliches de palhi-
nlia teeida ; e ossophas declina alcochoada, o pa-
vimento da parte de r forrado de um bello encera-
do a na popa urna pequea cantara bem conforla-
Despeza idem.
9:4.179530
Saldo.
Em olas. ,
)- letras. ,
159000
397:8833561
397:8989561
397:89895GI
O Ihcsoureim,
Thomaz Joti da Silca tuimao' Jnior.
O escrivo da receila e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Demonstrarn do saldo existente na caixa especial
do caitamente das ras desla cidade em 31 de
julho de 1854.
Saldo cm 30 de judIio
prozimo passado. 18:9899860
Beccila uo ron ente mez. 49960
------------------- 18:9959820
Despeza idem .... 600.9000
Saldo.........18:3919820
Em cobre...... 1099820
a olas......18:2859000
------------------- 18:3919820
zimo passado.....
Receila do correte mez.
Despeza idem.
11:43H73I
5669280
12:0069011
3:0009000
Saldf
Cobre....... 1039011
Notas........ 8:9039000
9:0069011
0:006*011
O thesoareiro,
Thomaz Jos da Silva Gusmao Jnior.
O eseriv.lo da reaeila e despeza,
Autonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
O thesoureiro,
Thomaz Jos da Silca Cusmao Jnior.
O escrivo da receila e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Demonstraran do saldo existente na caixa especial
da c.ni-ii iicc.'iu da ponte do Recite em 31 de ju-
lho de 1854,
Saldo em30 de juoho pro-
completamente o D. Manoel com aquella historia
das lcticas, enredos l rica* e alicantinas'! '. mirabi-
le diclu! o grande e enrase npposicionista nao leve
remedio senAo arrear bandeira, declarando que nao
era para baler-se com urna nao daquelle calibre: o
presidente doconselho deve estar muito ancho com
a nuinfc.larlo pira nao dizer uvaro Deixemos
porem negocios da corle que nao sao de oossa con la
e vollemos ao nosso pequeo ubi.
Ilavia-lhc eu dilo em minlia ultima epstola que
eslavamos ameacados de urna endiente de diverti-
uienlos, visto como tinha aqui chc&ado um Mon-
seur, Dom, Signor, Ilerr ou Misler James ; ja es-
Ion informado que he um simples Dom, islo he,
llespanhnl que prometlia fazer mil diabruras, en-
cantamentos, sortilegios e teilicarias. Virgem Ma
de Dos, bradei logo, onde e-lana este homem, se
fosse viva a dcfunia inquisieao, pela milsima parte
do que elle Uo lampeiramente declara foram o^uei-
m nlns miniares de pessoas, entre ellas o desdiloso
Antonio Jos! Este nomem eslar brincando ? Mas
o negocio nao era carnada, em a imite de 22 l fui
com os meus dez tosloes, bem disposlo a fazer o m-
gico comer candeas de sebo, un-me com os dous
filhos do Passos, que eu sabia screm bnns compa-
nheiros para urna assuada ; porem logo no cometo
eorlaraio-me as azas, islo he, quando eslavamos no
melhor do barulho, teve o bom Numa ordem de pri-
sao. O espectculo eslava aomiociado para as 8 ho-
ras ; segundo o infallivel cartaz logo qoe os pro-
fessores da orcheslra ( os msicos da companhia de
polica) livessem xecuiado urna ouverlura, princi-
piara o diverliineulo ; porem qual Os bons profes-
sores da orcheslra soprararri duas ou tres vezes sem
que o bruto do panno a nada se movesse ; deram 9
horas, e nada de diabruras e encantamentos ; seriam
bem 10 horas quando appareceu o D. James, e orna
represeolaole do sexo amavcl, cujo sonoro nome era
Rosa Amalia, a qual (fiqoe enlre nos) era a perfei-
ta aulilhese da flor de que tomn o nome. A pri-
meira e a segunda parle foram verdadeiras diabru-
ras do tal D. James, qoe, alem de ludo, tem a voz
mais antipathica do mundo, e he soberanamente
desengranado, ludo quanlo fez ja tinha aqui sido
mni bem executado por outros mgicos mais destros
que elle. Perauadia-se o oosso homem que a pla-
tea era composta de palhacus, por isso dispensou-se
desse valioso traste, querendo por forra que os es-
pectadores, como bons Cyreneos, o coadjuvassem
as Irampolinas.; Ir- pessoas sempre se prestaram
a ir servir de comparsas, vendo porm que o que o
mgico quera era um palhaco, nnguem, por fim,
quiz mais acudir i seos frequcoles reclamos de
-i- renga ea um caballero: muila graca achei
h'ihii meu compadre, que Ihe relorquio :Se quer
palhaco lraga-o de casa A terceira parte cousla-
va de equilibrios feilos pela Sr." Rosa Amalia, a
quarla e ultima era aonuociada como grande dansa
stirienne, executada por toda a companhia : lendo
grande desejo de ver (oda a companhia do homem,
esperei com toda a pachorra pelo dansado final.
Oh! que farquilha, Sr. correspondente, toda a com-
panhia era o grande mgico e a constante Rosa A -
malia Seriam 3 horas da manhaa quando termi-
nou o espectculo de diabruras, encantamentos e
mgicas, viin para casa bem niobio, dizendo co-
migo : bem razAo lem o homem em appellblar por
aquello modo o seu espectculo ; pois endiabrado
eslava eu pela massada que tinha sofirido ; mgico
era elle que com seus insulsos sortilegios pode fazer
pillar o nosso riinheiro para suas algiheiras ; encan-
tado licou o respeitavel publico pelas polillas manei-
ra* do (al ilespanholilpJ l'ale.
PERNAMBUCO.
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REPARTiqAO DA POLICA
Parte do dia 3 de agoste.
Illin. e Exm. Sr.Participo a Y. Exc. que, das
partes hoje recebidas nesla repartirAo, consta terem
sido presos: a ordem do subdelegado da freguezia de
S. Fr. Pedro Goncalves, os marujos inglczes, Willi-
am Tsadtom, John Hadeod, C. Uargrad, E. Bero-
lon, II. Davecef, John Rid I, Done* M. Clanhen,
James l(n ld\, AlexanJrr Wallad, Williain Cormey,
lodos a rcquisicAo do respeclivo cnsul; e i do sub-
delegado da freguezia da Boa-vista, o pardo Joao es-
cravo de Francisco Cabra! e Mello, por andar fgido.
Dos guarde a V. Exc. Secrelaria da polica de
Pernambuco 3 de agoste de 1854.Illra. e Exm. Sr.
conselheiro Jos liento da Cunha e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Lu: Cario* de Paita Tei-
xeira, chefede polica da provincia.
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COMARCA DE PAO D'ALHO.
2 de acost.
Muilo bem vamos nos comcraodo este mez, em
qnanto que o senbor julho nao nos deixou saudades
alaumas, c ate lindou sem urna dessas occurccncias
que o podessein caraclcrisar.
Mas esle em que estamos nao, este he um mez de
grandes esperanzas, apezar dos vaticinios e prognos-
ticossinistros que lodos os anuos Ihe atrbucm bru-
xas e feiliceiros, e apesar tambem dos terriveis pre-
concetos, que nutrem a seu respelo crdulos e in-
crdulos.
Eu nao sou d'aquellcs, que repugne, e. g. empre-
hender urna jornada em agoste, ou contrahere nup-
lias (do que Dos me livre) mas quando seja neces-
sario eu eslarei promplo a BM adiaros meus nego-
cios mais transcendentes para outro mez que n3o este,
anda mesmo ve-pera de S. I! irlbolomeu, que dizem
eslar o diabo sollo, e aqui he costme f.i/.ercm-su
cruzes em todas as portas.
Soit q'il toil nous aurons des mereeillcs, n
dizia urna franceza que ha poucos dias passou nesla
villa ven leudo (es hij'mter et aulriese* chotes de
Bordeauxequc por seus ares e meoeios mais pare-
ca una patricia d'alem-mar, do que lilha dessa
Ierra classca dos Girondinos, onde se nao falha a
memoria fabricara um pessmo vinagre, que os ele-
gantes lomam pelo melhor dos vinhns.
Eslava a scismar ocstas e outras e frioleiras, que
todava nAo dispensei de escrever, ja que sigo nesla
parle a rutina do padre Macedo; e eis sean quando
miro o cstrondo de urna facanha Iso pouco vulgar, e
que esla villa acaba de leslemunhar, pelo que lira
iiii-nnte-iavelmenle connliec lo o Monte Cizeros pelo
melhor liere da companha do Uruguay. NAo seja
islo ex'seraco, porque o valenle soldado do exerci-
lo hrasileiro lia pouco convertido'um pacifico opera-
rio, nao destlenle jamis o valor comprovado nos
campos de Mavorte,nem o espirito suerreiro quando
he provocado por esses avenlurcirns que gaslam o
lempo cm desordena e rixas inherentes a um carc-
ter turbulento. Vamos historia.
Passava o Monte Cazeros urna parle da noile an-
tecedente em urna caza com varios amigos conver-
sando orejadamente, e cs qnc entrando de sbito
um cabo de policia (sem ser do destacamento acom-
panhado de .> paizano* dirigiram-sc ao Monte Cize-
vel para'senhoras : o vapor he bastante comprdo e ros- e cometaram a corre-te; c posto qae nao achas-
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Mor le.
Tentativa de morte.
Fcrimcntos.
Solturas de presos.
Tomadas de presos.
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Damno.
Furtos.
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eslreito, e i primeira vista parece nao poder acom-
inodar lAo grande numero de passageiros c muila
carga ; porem est todo lAo Iwm disposto, que carga
e passaeiros ficam bem accondcioadns.
A o sahir da barra do rio S. Francisco sollrcu o an-
da/ aveutureiro algurn ilamno, sendo pelas ondas
despedacado um camarote de proa. Sentimos no fun-
do d'alma que tao bello transporte nAo perlencesse
.a empreza do N. : pois l nao loria elle de arrastrar
3 perigosissimas barras.
O v*te presidente da provincia prosegue em sua
marcha administrativa cora applauso de arabos os
lados polticos. Tomando por norte a imparcalida-
de e surdo ns vozes do palronalo>gnia-se pela jo-iira
e conveniencia publica n*s oomcacOcs que faz ; fiel
delegado e sectario por com irr.io da sabia poltica
lo gabinete imperial lem-se esforcado para por era
pratica nesla provincia osxslema de coiicilicAo, pro-
curando o mrito onde quer que elle exista, sem ai-
tender a cor poltica dos individuos; o incremente
que vao lendo as obras publicas demonstra a sol-i-
lude que Ihe merece este ramo de serviro publico ;
n lisongero estado em que continua a seguraura in-
dividual provo, que nao se tem elle descuidado de
Irabalhar com efiieacia e energa na difcil trete
qae Ihe foi legada pelo seu mui digno antecessor ;
-cria porem eu injusto se nAo consiguasse aqu a va-
liosa coadjuvacAo que tem elle encontrado da parte
do integerriino chele de policia Dr. Manoel Jos da
Silva Neiva. que longe de desmentir o lisongeiro con-
cito que dclle hsN'iamos formado, continua a de-
monstrar mifi bojis desejos, prestando eflicaz apoio
presidencia no empcnlio da rcpressAo do crime e ga-
ranta da vida e propriedade do cidadao.
lmlou-ine n Mello Vasconcellos que dorante o
mez prximo findo linuva dous assassinatos c um
ferimeotn grave : o primeiro foi a 3 em Frexeiras
di-I rielo dea cnlade : 2 indios innAos mataran)
un mi lio 'Indi, ; osegundo i 20 no Curra! Falso no
Peuedo, ujm msrido matnu a sua chara consorte ; o
fcrimenlo. grave foi urna Tacada que noda 15 de-
ram cm ujm tal Siricoria no engeiiho Giirgauccma.
Cartas rtarliculares asseguram queja se acha no-
meado prr'idcnle desta provincia o Exm. Sr. Dr.
Antonio Qoelho de S c Albuquerquc ; os muilos
.., 1 i~.... nn..:.i. i_-_^_____^ :n__i..j. n^_
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Arma' defezns.
Por renda de um es-
craco /tinado.
Idem de pessoas livres.
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Ir (oj az e o MaranhAo, aMiria da aula de com-
merco da corte, e aulorisarao ao governo para re-
formar as secretarias de esladb do imperio de jus-
lica.
Varios despachos (iveram ipitft'ptU secrelaria de
estado ltimamente referida^- laaasacharao os lei-
tores em oolro lugar.
Na Rabia era seotida a caresta da familia, lendo
esse genero ltimamente subido de preto.
Por rommunicacAo dirigida secrelaria da policia,
cnnslava (er-se descoberlo na villa de Barcellos urna
mina de carvSo de pedra.
Tinha sido preso na villa do Conde, e achava-se
na capital, Jeronymo Bspo dos Sanios, criminoso
em Sergipe, por haver tentado contra a vida de
seu pai, ferindn-o gravemente com facidas.
IJS-se no Jornal da Bahia de 27 do passado:
No jornal de hontem demos a noticia dse ha-
ver envenenado orna moca ; temos depois informa-
dos por pessoa da familia da mesma.do seguinte :
si Ella fallecen no dia 24 do corrcnle as 2 horas
da larde : chamava-se Celsa de Andrade Gomes, e
era lilha do capilAo Manoel Fraucisco Gomes ; linha
apenas 17 aunos, que devia completar no dia 28 dn
correnle. Nao manifestara cm lempo algum, nem
mesmo no dia do seu fallecimento, signal de desgos-
to, e antes pelo contrario, tinha estado bem alegre
nos ltimos dias, parlilhandn dos prazeres que leve a
familia pelo baptisado de um sobrinho da finada.
Estando oo lempo de perigo para as donzellas, foi
abrir urna gaveta do toilette, e desapercebidamente
sorveo a columna de cheiro que exhalavam alguns
frasquinhos e pomadas. Dahi Ihe proveio descon-
cert no cerebro, e oo porque (ivesse sede, ou por
outro qualqoer motivo, lancou mAo de um frasco cm
que havia solmio misturado com resalgar, e, dentro
em meia hora succombio.
J nao existe Antonio JosGuimaraes, que br-
baramente havia assassinado a seo rmao Jos Anlo-
nio Gumaraes, commantonlc superior da guarda
nacional da comarca do Urub." Sendo perseguido
pela juslija foi encontrado na villa do Arrayas da
provincia de Goyaz, e resislindo com o lemivel peito
largo que sempre o acompanhava, condecido por__
Sania Barbara nrdem de prisAo que Ibes fra inti-
mada, morreram ambos.
Em Alagoas conlinuava a febre amarella a fazer
victimas, tendo ainda ha pouco fallecido em Porto
Calvo um individuo, de vomites prelos.
Foi nomeado inspector da-thesouraria provincial o
Dr. Ignacio Jos de Mendonta Uchoa.
J se achava em exercicio de procurador fiscal da
Ihesouraria geral da mesma provincia, o Dr. Salva-
dor Correa de S e Benevides.
BQ
C*ej
m
!
eu sobrestado em sua realisaclo em contequencia de
urna carta, em que o pai encarregava a um amigo
de oppor-*e ao mesmo casamento, julguei-rae de-
pois Habilitado a casa-lo em virludo de orna outra
carta em 7 de julho. reconhecida pelo tahellio
Francisco Baplisla de Alinela, na qnal e pai desse
acadmico puoha a arbitrio dclle o fazer ou nao di-
lo casamente, com a nica declararan de qoe, se
o li/.e-e, incorrera 'em scu desagrado. Alm da
primeira caria, cm virlude da qual mbrestei no ca-
samento, nada mais me foi apresentado por parle
do pai, nem do Rvm. Sr. Dr. vigario geral, nem de
S. Ex. Rvm. O acadmico joslificou peante o
Rvm. Sr. Dr. vigario geral ler vindo do lugar do
seu natural solleiro, livre e desempeddo, e moslrou-
se lo bem habilitado, quanlo ao* banhos do scu
domicilio Parece-me que a primeira censura nao
procede, assim como a segunda ; porque o casamen-
te do protstente leve lugar na forma das leis ec-
clesiaslicas; depois de to las as diligencias, qu o
direilo prescrevr, hotjveS. Ex. Rvm. por bem dis-
pensar no impedimerto de disparidade de culto por
seu despacho de 20 de julho, sendo que ahi me or-
deuou que assislissc a esse matrimonio extra ec-
eleiiam, o qual seria celebrado por palacras de
presente, sem heneaos, nem outra alguma ceremo-
nia ecclesiaslica cim as tetlemunha* exigidas pe-
lo Concilio Tridentino. Que S. Ex. Rvm. eslava
autersado a conceder lal dispensa, v-se do Breve
de 23 annos, a que pndpr recorrer o Sr. escriplor
do Retrospeclo. Que a forma do casamente nao de-
via ser outra, confieren o mesmo senlior, consal-
lando os 11\ ros, e pessoas entendidas na materia.
Soppondo ler-me defendido, agradero muilo a Vmcs.
o lerem-me permitilo dcduzir a minha dtela no
sen conceiluado Diario.
Seu muilo respeitador e aliento criado. Recite
1." de agoste de 1854.
O vigario, Manoel Joaguim Xavier Sobreira
COMMERCIO.
TRACA DO RBCIFE3 DE AGOSTO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotatCes offlciaes.
Descont de ledras a vencer no fim do mez6 % ao
anno.
Dito de d'las de 2a 5 mezes7 ^ ao anno.
Dito de ditas de 8 mezes8 '-. ao anno.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do da i a 2.....14:1349.540
dem do dia 3 .".......7:0339454
2.C5

Q P^
r*

Por entregar 1 aesar-
tor a criminosos.
Indagara ~ poljcjaes.
Corrccruo.
Mocimentos de Serr
Negra.
Antearas.
Desertores.
2. o.
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As existencias eslAo reduzida acerca de 35,000
saccas aos precns seguinte* :
Lavado.
Superior .
1.* boa. .
1.a regular
2. boa. .
2.* ordinaria.
Nominal.
49300 a 49400
39900 a 49000
39600 a 39700
39300 a 39400
:>000 a 320
4:1679994
SOMMA.
Para o erercilo.
Para a marinha.
B C CC B B B B

i
SOMMA.
o^ciS!i,inxo!ac-.s;
3
TOTALIDADE.
5
o
3.

*
i
1
o
o
"i
I
sem arma prenderam-oo ordem do delegado, e
quando insisliam para conduzi-lo, eis que o lime
declara alio e hom som que eslava preso sim, mas
que o cabo encarreza-io de prende-te de nome Joa-
quim Antonio Pacheco eslivesse Imabeni preso or-
dem do Exm. presidente d^a provincia, pelo fado de
ser desertor do exercjto c criminoso de morte em S.
I.inireiico.e mais urna tentativa de homicidio em om
individuo dessa praca.
Eis-aqui o que se chama sagila in sagitanlem, ir
buscar lia e sahir tosquiado, e d'aqui succedeu
que o tal Pacheco se oppuzesse ordem e todos os
cireumslaulesse b-vanla-sem contra elle, e o enndo-
zissem presenta do delegado qoe soltou o Monte
Cazeros, pelas razoes que enlao expendeu arrompa -
nhadas de sua merecida condecoratao, e mandou
psir no chilindr com a melhor seguranza o lal dito
rabo de polica.
J vejo que he bem ulil o tal humera de Monte
Cazeros, e Deoso conserve aqui onde pdc elle prs-
ter policia assicualados servitos.
Temos os vveres bastante caros, e a ultima fcira
deu i.u iiiii.i um pre;o exorbitante. O mais para
logo. Jos do ligyplo.
(Carla particular).
TIIESOURARIA DA IA/.ENDA PROVINCIAL.
DemonstratAo do saldo existente na caixa do exerci-
cio de 1853 a 18.54 em 31 de julho de 1854.
Saldo cm 30 de junlio
prximo passado. 214:7139712
Receila no corrente mez. 50:7709016
265:4839728
80:6039400
Despeza idem
Saldo.
Era cobre,
i) nulas.
619328
181:8199000
184-^803328
181:8809328
O llicsoineirii.
Tiloma; Jos iln Silva Gtttmao' Jiuiior.
O cscrxo da receila e despeza,
Antonio Carduzo de Queiroz Fonseca.
DemonstratAo do saldo existente na caixa do exerci-
cio de 1854 a 1855 cm 31 julho de 1854.
34:5169396
elogios qu'< tennis onvido tecer a esse Ilustrado Per
iiaiobucorfazem-nos esperar delle oplima administra- Rereila no correnle mez .
rao : he jlrovavcl porem que so veulia lomar elb; as Despeza idem.
redeu de (sen novo governo depois do eocerrameu-
lo das camnt.is. Saldo.
O estado hygienico desla cidade v.ii muilo melhor Em cobre,
ltimamente,' desapareceram os caso- fatac deleble i> notes,
amarella, ea popularan ja est dcsaxorabrada : al-
guma* febles que apparecemsAo prepria* ila prsen-
le eslae.lo ; &0 nos-as velhas e coiislanliis amigas
que nos mole- am. mas cuslam a matar ; escusado
lie dizer-lhe que o Porto c o Bahia audam murchos.
O grande iiiodo de expor-me a Inanidad, tem-me
privado de ir fazer miuhas cuslui la.las vizilas s
i eparttes publicas ; porem alg ins en. pregados
raeus amigo-, lem viudo vizilar-uie, a por olles vim
ao coohecimeolo de algumas novidades : disse-me o
Rodrigues di Ihesouraria de fazendaque o Arnisaul
vSo di demonslriicos de ler muila |f essa ntn seguir
29:2579481
912
.5:288.5000
5:2885912
5:2883912
"^-v____^ O tlicsooreiro,
^*~-~Thom i > cscrivao da receila e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Demonstrarte do saldo existente na caixa de depo-
sites em 31 de julho de 1854.
Saldo em 30. de junhn
prximo passado. 81:2689311
Receila no coTrente mez. 326:0679800
-------------------- 407:3305111
DIARIO DE PERMITO.
Em nosso Retrospeclo semanal, publicado na su4
gunda feira, tocamos em urna materia, que pela sua
importancia c gravidade pf^feu-nos exigir maior
desenvolvimento do que n'.-isJaWte lugar Ihe poda-
mos dar; c, com ellcilo, depois da narrarlo dos fac-
as, resolvemos elaborar, com algom vagar, um ar-
tigo cm que fizesaemos sobresahir convenientemente
a oITcnsa. que solVre a religiAo, os perigos que corre
o estado com a repeticAo dos abusos e escndalos que
frequenlemente se praticam, com essas iinies que
denominamos cazamenlos da moda. Entretanto, a
correspondencia do Sr. vigario da Boa-Vista, que
hoje inserimos em outra parte, obriga-nos a voltar
ao assumplo, e a responder a S. S. com o que nos
occorre.
Qucixa-se o Sr. vigario de Ihe havernjos feito dnas
censuras, e como era do seo dever exhibe a defeza
que pode. Cumprc-nos porem, antes de irmos mais
adiaute, observar a S. Rvm. que, se houvesse ldo as
nossas poucas linhas com a necessaria calma, e sem
dar ouv i los a suggcslcs, teria recouherido que, re-
ferindo o cazamenlo do filho familia, menor, sem o
ronsenlimento de seu pai, nos cm verdade censura-
mos o parodio que o tez, e continuamos ainda a
esligmalisar semelhanlc procedimenlo ; mas ex-
pondo o faci do cazamenlo do protstente com a
exposta, suspendemos o nosso juizo a respelo, pela
razo de nAo acredtennos que elle se eflectuasse
sem mais nem menos, e tal como uo-lo referirara.
Ila por lauto nina censura, e nao dnas.
Aceitamos a defeza, ou antes a roclilicacAo do
facto, feita pelo Sr. vigario quauto ao cazamenlo do
alternan, pois que, segundo se depreheude das nos-
sas palax ras, Minen te nos pareceu eslranho que a
elle se procedesse sem a devida liecnca do impedi-
mentocullus tlisparitas ; ccomoS. Rvm. assevera
te-la receblo, referndo-sc aos proprios termos do
despacho do ordinario, nao insistiremos a esse res-
pcto. Tao bem quanlo a forma por que foi celebrado
esse cazamenlo, nada temos a oppor, e nem cousa
alguma dissemos contra ella, por que, em abono da
verdade, nAo somos tao alheio materia, quanlo
peusa o Sr. vigario, quando nos aconsclha a consul-
ta doslivrose pfMoa* entendidas. NAo, Sr. vigario;
a profissAo que esercemos, e a cirriinislaucia de nos
havermos preparado regularmente para o estado cc-
clesiaslico (de passagem seja dito) habilitara-nos a
dizer alguma cousa sobre os cazamenlos, sem o au-
xilio de cyrineos ou pessoas entendidas.
Defeiidendo-se quanlo ao cazamenlo lo menor,
diz o Sr. vigario que, havendo sobr'estado cm sua
rralisar.io, em consequeucia de urna caria cm que
o pai do mesmo menor encarregaca u um amigo de
oppor-se a elle, julgou-se depois habilitado a ca-
za-lo em vrtudede oulra caria em que o dilo pai
deixava ao arbitrio do sen filho fazer ou nao o ca-
zamenlo, com a unir declararan de que, se o lizes-
se, incorrera em scu desagrado. Eis-aqui urna de-
feza que melhor se poderia chamar accusacAo E
ennfessaraos que, exhbindo-a, o Sr. vigario deu-
nos mais nina prova da conlnuacao d'esse estado a-
uormal cm que nos parece ter ldo o nosso Relros-
pectu, e de maneira qoe Ihe nAo permillio ver todas
as palavras escripias, para depois nos vr imputar a
ignorancia do poder dos bispos na dispensa dos ca-
zamenlos mixtos, quando mis, fallando uo che fe da
igreja, accrescenlamos ou os ordinarios com de-
legario '.
Ainda mesmo que a ultima rarta a que se refere
o Sr. vigario, fosse concebida nos termos que incul-
ca, nada Ihe poderia approveilar no caso verlente. As
leis ecclesiasliras c civis exigem, como S. Rvm. deve
saber, um verdadero cousentimeoto, eeste -rnenle
se pode considerar lal, ou quaudo por palavras, e
mesmo outros signaes nao equvocos, representati-
vos de palavras, claramente se man testa a voolade
de que a cousa se faca {consentimeiilo expresso); ou
pnlao quando se praticam fados, que nao admittem
outra explicaran razoavcl, seno vontade de con-
sentir em um acto, ou aceitar urna obrigacilo (con-
senliinenlo tcito.) (i! Ora, haver nada d'isto na
caria que habilitou o Sr. vigario a cazar o menor t
Evidentemente nao. Pelo contraro a recusa do pai
he bem saliente, pois que elle falla de seu desa-
grado.
Eis-aqui porem os verdadeiros termos em qoe es-
se pai cscrcxcii ao seu filho : Ve bem o que fazes.
Se te razares com a lilha d'esse homem, no deve
contar amigo para cousa alguma. Tenhc perdi-
do qualro filhos, constderarei que perd cinco, e
Iralarei nicamente dos quatro que me restarem,
se Dcos nAo m'os quizer arrancar.S3o os termos
d'essa caria a que se soccorreo o Sr. vigario, jul-
'.ni.lo adiar n'elles desculpa E a vista disso, ser
preciso dizer mais alguma cousa sobre este ponte*
Dar-sc-ha por ventura recusa mais formal'.' Nao ,
Sr. vigario ; V. Rvm., com pezar o dizemos, com-
inctteu una falla, c mais do que urna falta, com-
mellcu um crime, e crime policial, em que cabe o
procedimenlo da juslica ex-of/icio : V. Rvm. en-
correu, ipso faclu, pena fulminada pela constilui-
cao do arcebispado, no liv. 1., til. 65, n. 275, c
tambem as do art. 247 do cdigo criminal, pois o
contrllenle nao eslava habilitado na forma das
leis, en impedimento, por falta do consenlimenlo
paterno, Ihe foi |iosto pelos procuradores do menor,
sem que A'. S. procedesse a respelo d'clle como de-
termina aquella con-litnirao no lugar citado.
Nao procuraremos agora dar maior terca s nos-
sas rcdcxOos, corrnboraodo-as com outros argumen-
tes : nao queremos fazer o papel de aecusadnr ;
mas o nosso carcter de ttrriptur publico, sempre
zelos'i na manulenrAo dos bons cesliiuies e publica
moralidade, nos impoe a obrigacao de expor ao pu-
blico os abusos e escndalos com que diariamente
se enfraquece ou perturba a familia, minando-se ao
mesmo tempo a sociedade petes seis fundamentes.
Vollaremos ao assumpto.
Cliegoo hontem dos portes do sul o vapor Impera-
dor, ti a/en lo nos jornaes do Rio de Janeiro al
25 do passado, da Bahia al 31, e de Macei
al 30.
Nada de novo ha occorrido na corte, que lenha
grande importancia, c as noticias vindas sao geral-
mcnlc destituidas de inlcresse.
t'.onslahos que o Exm. Sr. Dr. Pedro Francisco
de Paula Cavalcanii ,le Albuqucrque, arha-se no-
meado director da facnldade do direilo dcOlinda.
Foram publicados decretes, dando nova organisa-
cao guarda nacional dd Garanliuns nesla provincia,
c deCaelil na Babia.
OsSrs. Drs. Josino do Nasrimcnto Silva e Anto-
nio Nicolao Toleulino, foram agraciados com a car-
la de conselho.
Tinhaiu passado na cmara temporaria, em lercei-
ra discussAo, o orcamonlo geral do imperio e projec-
lo da reforma dos trbonacs de i'oinmcrcio ; em se-
gunda, o projerlo de reforma indiciara.
No dia 25apresenlou o Exm. Sr. ministro da jusli-
ca na mea* cmara uin projeelo de reforma hypo-
thecaria, o qual a pedido seu foi remet ido a com-
missao respectiva.
A cmara vitalicia oceupaxa-se com a discussAo
dos artigos addilivos.que o auno passado foram des-
ligados da le do orcaincnte, c bem assim com a dos
projectossobre naliiralisacHo de colonos, limites en-
______CORRESPOMNCIVS.
Srs. Redactores. A honra c os interesas na-
cionaes sao para aquclles qoe amam verdadera-
mente a sua patria, o objeclo da mais viva paivao ;
he por isso que, redondo mis ao impulso do nosso
cornfAo, escrevemos estas linhas mal tratadas sim,
porem que sedoixAo lr sem exageraran las hyper-
boles ; e que, sendo dictadas pela sinceridad-, appa-
rcqem tambem sem os atavos das figuras, adornos c
pinturas da rhetorica, que alropcllam a franqueza
do coracao e desnaturan! o* mais ingeriros enli-
mentos, como sempre se fazer o trabalho acopado
da'rlc.
A ulil inslilnieao dos jui/.es de. paz, creada em
127.5 por Eduardo I rei de Inglaterra, jamis, Srs.
redactores, proiluziria seus salutares elidios, se as
respectivas varas nao estivessem sempre as mSos
de cidadao.. benemritos ; nesta crenra temos nos
desde muilo lempo procurado observar o exercicio
da jursdicAo'dos nossos juizes de paz desla cidade,
e sem termos nada que censurar oeohum, temos
todav ia de, muilo particularmente, tecer merecidos
elogios ao lllm. Sr. lente coronel JoAo Valenlim
Vilella, dignissimojuiz de paz da freguezia de S.
Antonio, que diversas econsecutivas vezes lemcxer-
cdo esse cargo com o mais dcsinleressado patrio-
tismo.
O lllm. Sr. lenle coronel Vilella, bem comprc-
hendendo em sua esclarecida intelligencia o man la-
mento constitucional de nAo se principiar proces-
so algum sem se ler previamente intentado o meio
da rcconciliarAo escuta com profunda alientan as
razes das partes, examina minuciosamente as petas
que Ihe sAo apresentadas, e, depois com aquella ci-
vilidadee cavalleirosas maneiras que lodos Ihe reco-
uheccm, procura eompor as mesmas partes, trazen-
do-as um accordo rasoavcl, e assim innmeras ve-
zo* tem elle conseguido no seu juizo evitar penden-
cias litigiosas sobre grandes sommas, que. a ennti-
nuarcm, desaratariain muitas familia, acenderiam
muilos oilios e quira produzissem mullas vingancas.
(I patriotismo do diguissimn juiz de paz se manifes-
ta ainda mais radiante quando, nSo menos activo e
empenhado, acaba com as pequea* quesles. que
cabem denlro de sua altada, agitadas por algumas
dessas perdas que nAo dao muito apret Iranqu-
lidade do espirito ; e para islo conseguir, em mili-
tas orrasiiies lem com o scu dinheiro pago um dos
contendores a quanlia sobre que versa a queslao, e
ao nutro Ihe releva as cusas, e dcste modo previne
que as autoriddes poltciaes abram o cdigo crimi-
nal para processarem mais um miseravel. Eis, Sr.
redactores, a palriolira conducta d'um cidadao que
lem prestado relevantes servitos humanidade e
sociedade (sempre que exerce o honroso e im-
porlanlissimo cargo de juiz de paz Continu o
lllm. Sr. lente coronel Joao Valenlim Vilella a
pralicar actos de lAo subido mrito, que, alm de
oceupar sempre lugar disliucto enlre seus concilla-
dnos, um dia vira cm que S. S. recebera a recom-
pensa de lanas servitos.
Digncm-se, Srs. redactores, querer dar publicida-
de a eslas linhas de seu constante leitor.
O Jusliceiro.

Deiearregam hoje 4 de agosto.
Patacho hespanholFgaropipas com vinho.
Brigue brasileiroPaquete de Pernarntueo-aljliver-
sos gneros.
Palacho brasileiroRom Jesso reste.
Barca brasileiraAdelinaternilla de Irigo.
Importacao .
Barca nacional Mathilde. viuda do Rio Grande dn
Sol, consignada a Manoel Alves Guerra Jnior, ma-
nifelou o seguinte:
10,994arrobas de carne, 161 ditas sebo em rama,
30 cooros seceos, 128 arrobas de graixa ; aos consig-
natarios.
Barca nacional Adelina, xinda de Montevideo,
consignada a Amorim Irmao-, mauifestou o se-
guinte:
466 barricas farnha de trigo; aos memos.
Brigue nacional Bom Jess, vindo do Rio de Ja-
neiro, consignado a Novaes & Companhia, maoifes-
'.on o seguinte :
58 pipas vasias, 635 saccas farnha, 8 volumes mer-
eadonas, 6 meios de sola, 60 saccas caf ; a ordem.
6 caixolesxarope, 36caitas vinho; a M. A. Guer-
ra Jnior. '
Vapor inglez Great IVctlcm, vindo de Soulham-
plon, manifeslou o seguinte :
1 caixa joias ; a T. Mousen & Vinassa.
1 lila relogios ; a Schapheilln & Compauhia.
1 dita joias; a J. P. Adour & Companhia.
1 lila dilas ; a F. J. Germann.
1 dita ditas, e 1 crobrulho peridicos ; a Souvage
& Companhia.
1 caixa joias, e 2embrulbos amostras ; a J. Keller
& Companhia.
I caita joias, e 1 embrulho amostras ; a L. Lecon-
te Fcron & Companhia.
1 caixa amostras; a L. Schuler jj Companhia.
2 ditas ditas; a R. Lasserre.
1 dita ditas; a E. Burle.
1 dita dita* ; a A. Nelllc.
1 dita dita?, 1 dita e 1 embrulho miudezas ; n L.
A. de Siqueira.
1 embrulho amostras ; a Paln Nash & Compa-
nhia.
6 caixas bichas; a J. Tegelmicr.
1 embrulho amostras ; a Russcll Mcllors & Com-
panhia.
1 dito papis; a Schramm Whalely & Companhia.
1 caixa peridicos ; n J. J. Monteiro.
2 ditas ditos; a A. M. Soares.
1 dita ditos: a A. I*. Youle.
1 embrulho ; a William Soulhnlr.
Queche hespanhol Fgaro, viudo de Barcellnna,
consignado a Aranaga Bryan & Companhia, mani-
feslou o seguinte :
73 barris azeile doce, 119 vipas, 14 meias dilas c
16 barris vinho, 15 fardos rabo* ; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 2.....2:0339323
dem do dia 3...... 7289751
Loica para os Estados-Unidos 4I00 a 49200, di-
tes para a Euroiia 39700 a 4I00.
Assucar.O branco do norte vendeu-se a 29800 e
39, pirro que eslabeleecu urna baixa de 300 rs. em
arroba..
Fretes?Tornaram-se mais firmes is cotaepes se-
guinte* :
Antuerpia50|.
Canal55 a 60|.
Estados-Unidos65 a 90 cents.
Ilamburgo50 a 55|.
Mediterrneo50 a 55|.
' (Jornal do Commercio.)
< i
PARTE COMMERCIAL.
Portugal.
Lisboa 27 de junho.
Embarques.
Rio de Janeiro.No. feto:.12 pipa, 10 cascos,
31 barris com 121 almudes de vinho.
Rio de Janeiro.Na Empreza*55 pipas, 88 an-
corelas com 1,210 almudes.
Rio de Janeiro.No Boa F,13 pipas, 20 barris,
30 aurrelas com 600 almudes de vinho.
Bahia.No Ocano.33 pipas de vinho om 990
almudes.
Manifeslos.
Pernambuco. Brigue porluguez .s'. Manoel I,
com 523 con ros, 2 barricas de assucar, 2 dilas de ca-
f, 3 volme* de miodezas, Picando em frauquiaeom
o reste da carga que, leva parao Porte.
Pernambuco. Brigue porluguez Bom Succesto,
com 841 saceos e 3 volumes com assucar, 2,092 coo-
ros de boi, 11 ditos de.cabra, 178 saceos de milito,
282 vaziI lias com niel, 60 saccas com algodao, 5 vo-
lme* de semeotes, 2 praoehoes, 48 sipos, 1 barrica
de caf, 3 barr* de doce.
CotacOes de varios gneros.
Alvaiade fdespachadn) arroba n. 19910 a 2*000
ris.
Caparosa (despachado) qoiotal rs. 19280.
- Eoxofre (despachado) arroba rs. 19100.
- Farnha de pao do Brasil (despachado) arroba ri.
700,
Ail (despachado) librari. 19100.
Cevadinha (despachado) arroba n. 29400.
Erva doce (despachado) arroba rs. 29800 a 39200 '
ris.
Sal de chumbo (despachado) libra rs. 120. %
Prora do Porto.
Me tees.
Batecasnespanholas a prala 960980.
Dite* brasileira* a prata 940980.
Dilas mexicanas a prata 915920.
Manifest*.
Para.Brigne brasileiro CrVi Para, 9,570 saccas
de arroz. 110 ditas de algodao, 211 pineiros d'ouru-
c, 31 conrns, 30 latas de oleo, 79 teixes de salsa, 6
barril1 e 3 telas de raelaco, 1 barril de .-gurdenle, 1
caixo de pedras, 2 cunhetes com cobre velho, 2 bar-
rica* de assucar, 6 paneiras de farnha, 1 embrulho
de prala, 1 caixao de doce.
Rio Graode do Sul.Barca Laiza, 12,873 couros,
40.238 chifres, 4,300 canellas, 18,560 pedras avulsas,
5 saccas, 2 fardos e 36 barricas de assocar.
Maranhao..Vora Aurora, 1,103 saccas de algo-
dao, 69 dilas de arroz, 107 cooros, 55 paneiro* de
gomma, 12 volumes diversos.
Rio de Janeiro.Barca Silencio, 8 duzias de ean-
toeiras de oleo, 29 caixas, 501 saccas, 146 barricas e
31 caiioles de assucar, caf, doce e arroz, 2,130 cou-
ros.
Vizeu 17 de juoho.
Cotaces de alguns genero*.
Trigo tremer 620, dilo gallego 660, milho groaso
380, cenleio 120, cevada 200. fejio branco 48, di-
lo vermellio 480, dilo frade 300, batatas 180, grlode
bico 660, vinho abunde I9OIO, azeile 59500, queijo
superior arroba 39200, dito inferior 29240, manteiga
nacional 19120. arroz 19550, presente 39200, lioho
49400, la 49800, laranja cento 300, laboado dozia
600.
Figueira I8dc junho.
Cotaco de alguns gneros.
Trigo mourolSO, milho branco 430, dite amarello
400, feijao vermelho 480, dite branco 480, dite fraile
320, caajada 200, vinho para queima por pipa 179100,
dilo para consumo por airando 900. agurdenle de 9
a til [2 graos por pipa 1619000. dita da beber por
almude 29800, azeile por alqoeire 29700, sardinha
da branca por milheiro 600.
(O Fiziense Jornal.)
(I) C. da Rocha, Dir. Cv. Por!., 95. OCod.
Civ. Fr. he lAo explcito e escrupuloso, que s se sa-
tisfaz rom limarlo aulhciilico para prova do con-
senso paterno, on coma presenca. dos pas ao ca-
zamenlo. Arls. 73 e 76.
Sr*. Redactores. As victimas tambera gritara, e
nao he seuao por este motivo que hoje me aprsen-
lo ao publico no intuito de fazer chegar al os ouvi-
dos do Exm. presidente da provincia a expositAo
das minhas qocixas. e as de toda a minha familia
contra o Sr. lenle-coronel Manoel Thomaz Rodri-
gues ('.ampollo, delegado de polica do termo de I-
gnarass, que pretende, prevalecendo-se da sua au-
loridade, e abusando della violentar-nos de modo a
preparar a usurparan da nossa propriedade, enge-
nte) Cumbo de Cima, que infelizmente confina com
o eiigonbo Cumbc de Baiso, propriedade daquelle
scnhnr.
NAo he prclencao nossa fazer rellacod'umaqucs-
l.lo de direilo, sim simplesmenle em termos breves
narrar o que a mim e a nimba familia tem succedi-
do, depois que aquelle senhor quiz lograr o intento
de aproprar-se do nosso engenho. Prisocs.de mo-
radores nossos, .linearas a ellcs e sos nossos lavra-
dores, caso em nosso favor deponham cm jnizo, e
l.niibriii intimidarnos a iiiiui e a meu mano, Jos
Filippc de Mello, ludo lera sido empregadn pelo
mencionado delegado com vistas de sutTocar o nosso
direilo, empregando o terror. Quero e devo assim
explicar a conduela do Sr. delegado para comnosen,
porque ordinariamente quaudo 11A0 arrancado pela
eslimuiaro de inleres-es particulares seus, quando
nao movido pete seu individualismo he a sua aulo-
ridade desconherida, c al mesmo vilipendiada por
todos aquellos qne chegam a gozar os foros de tris-
te cclehruladr, hajara vista os Gomes e Botes, que
nunca foram por elle incommndadus.
Mui simples he a queslAn que se lem susdtado
enlre nossa familia e o Sr. delegado ; foi o engenho
Cumbc de Cima comprado cm mezes do anno de
1810. nesse tempo era proprietario do engenho
Cumbc de Baixu o Sr. coronel Manoel Thomaz Ro-
drigues Campello, nunca antes que fosse delegado,
011 para fallar claro, se disso poderoso com o favor
do governo, enja privaura alardea, nos incommo-
dou acerca de limites, e non 13o pouco fez as re-
clamates, que hoje engendran, ao anle possuidor
da mesma propriedade, o capilao Jos Vicira da Cu-
nha ; este mesmo vreo sempre em paz, nao s com
o dilo Sr. delegado, enlao simples malulo, como
tambem' com o ante possoidor do mesmo engenho
Cumbe de Baixo, o Sr. capitn Jos Venceslao Af-
fonso Rigucira Pcreira de Bastes. Assim viveu
tambem coirwiosco o mesmo Sr. lpenla coronel de-
legado al que medrou cm tercas, adquiri pujan-
ta governaliva : enlAo foram esquecdo* ofpcios de
amisade por nos prestados ; Iratoii-sc-uos por sobre
os hombros, como se foramos senos do gleba do
engenho Cumbe de Baixo, c lodos estes meios fo-
ram empregados com o filo de aterrar. Succedeu,
porm, que apezar de todos estes meios permanece-
mos firmes, c o seremos sempre no sentimente de
nossa dignidade, embora porteamos em risco a nos-
sa fortuna ; e como conhecemos que o Sr. delegado
vira a esla, Taremos abandono do nos'o direilo, por
que he impossivel a su-lenlaeto de um pleito judi-
cial no foro ile Ignaras-u, leudo por contendor o de-
gado do mesmo termo ; nao qoeremos com islo fa-
zer injuria ao juiz municipal, que presumimos sa-
liera ser juiz, mas he que lodos os oulros meios de
defeza nos ser'o (olhidos, porque nao desojamos ter
a sirle de enlrarmos amarrados por dentro das ras
desla cidade, por liavcrnios resistido s prepoten-
cias do Sr. coronel delegado Manoel Thomaz Ro-
drigues Campello. Fazemos appcllo para mclhnres
lempos, e para enlAo lambem cniprazamos ao fer.
coronel delegado. NAo importan) amearas estes
nossas palavias.sigiiificariam apenasconcelho de pru-
dencia que um homem circumspeclo e honeste acei-
tara, uo inoveiido perseguic-es, nem lio pouco
fazendo InUmidae-Oe* aquclles com os quaes lilgas-
sc judicialmente. Est dilo por boje.
f.'rftano Jos de Mello.
Srs. Redactores. Tendo o Sr. escriplor do Re-
trospeclo dirigido-me duas censuras, a primeira pe-
lo cazamenlo |dc um acadmico, nao obstante a falta
de as-culiinenio de seu pai, c a segunda por ter eo
razado um protestante corn nina catholica, quando
islo s poda ler lugar precedeudo dispensa do Sau-
(issimo Padre, e tendo em muito apret o scu con-
reiln.ido:/Ji'irio, vou em suas mesmas paginas de-
duzir a minha defeza. para a qual nao sero preci-
sas mnilas palavras, viste que nao commelti falla
alguma, quer a respelo do primeiro, quer do segun-
do casamento. Quanlo ao do acadmico, havendo
2:7529077
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a.2..... 1169736
dem do dia 3........ 119887
1289623
Exportacao'.
Parahiba, hiate nacional Tres Irmao*, de 31 lo-
neladas. conduzio o seguinte :339 volumes gene-
ros eslrangciros, 98 dilos dilo* narionaes.
RECKBEUOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 3......7649880
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 2
dem do dia 3 .
2:1779779
1:1859320
3:3635099
RIO DE JANEIRO.
23 dejalho.
PRACA, 22 DE JULHO, A'S 5 HORAS DA
TARDE.
CotacOes ofiiciaes.
Apolices de 6 <>, : 108',.
AccesBanco Nacional : 1179 a 1189.
Banco Rural ex-ilividendo : 1059.
Banco do Brasil celho: 270900!)de premio.
Alem de algumas (ransacees no mercado de ac-
edes efectuaran) se vendas de caf de pouca
monta.
Os fundos brasileiro* ficaram cm Londres 110 dia9
de junho a 99 l|4. Os consols. ficaram sem allera-
cAo de 91 3|8 a 91 112. No mesmo dia cotavamse us
fundos francezes de 3 % a 70 fr. 90, e os de 4 112 a
97 fr. 25 ceuls. Pete ultimo paquete vieram cola-
dos aquelles a 70 fr. 70 e estes a 96 francos.
Temos noticias commcrciaes da Ncw-Vork al 3
dejunho.
O mercado de caf eslava muilo frouxo, e os pre-
r is h.-uxaran 1|2 a 3|i cents em libra.
A carga do Agites foi vendida em leilao ao termo
medio de 9 40|O0 cents, cujo prero eslabeleecu
urna baixa de 1|2 cents sobre o termo medio alcan-
cado 110 leilao anterior. O mercado de New-Orlean
licou frouxo no dia 24 de maio a 10 cents pete caf
bom.
Existencias cm todasos mercados da UniAo, 130,000
siccas.
MOVIMENTO DO MERCADO
Desde o dia 13 al 21 de julho.
Importarao.
Com carga para este porto culraram 12 embarca
toes, sendo I de Copenhague com laboado, 3 dos Es-
tados-Unidos, e I de Valparaizo com farnha, 2 de
Ilamburgo e 2 de Liverpool com varios gneros, I
dp New-Port com carvAo, 2 de Lisboa com vinho e
azeile.
AzeileDo de I.i-boa houve vendas de 2099000 a
.'1009. ficand o mercado frouxo, 52 barris de Geno-
va, venderam-'e a 29100.
BacalhoDous lotes pequeos da Noruega, vin -
dos de ilamburgo, realisaram 139*
Carvo.Nada feito. A carga que ciilrou veio por
encnmmenda.
Cerveja.Da de Londres houve vendas importan-
tes de 49IOO a 19700.
De Ilamburgo entraran! 400 barricas.
bandn.Entraram 100 saceos que foram vendi-
dos a .39-500 a dinheiro.
Farnha.Nada feilo. Existencias em primeira
mo cerca de 18,700 barricas.
Ferro da Suecia.1,400 barricas entradas por ca-
bntagem foram vendidas a preco que regulou por
109600.
Gencbra.1,700 aarrafc* vindos da Ilamburgo
realisaram-se de 49500 a 19600, exceptuando 100
garrames que xicram por encnmmenda.
Manteiga.Entraram 150 barriada insleza, e 161
da franceza. A nuir parle desla veio por encom-
menda ; um lote de 30 barris, vindo do Havre, al-
cautou 530 rs.
Os 150 barr'sda iugleza que vieram por cabote-
gem realisaram 500 rs. As existencias .interiore-io-
ram vendidas a prefos que nio transpiraran), mas
que se diz serem inferior**a 700 rs.
Massas.Yrn,lera 111 se de 59600 a 6-9600 segun-
do a qualidade.
Presuntos.Dous teles da marca ancora realisa-
ram o preco anlerinr de 510 rs., e 500 americanos,
foram vendidos a 280 rs.
laboado do Bltico.A carga que cnlreu de Co-
penhague realisou 189.
VinhoDe Lisboa culraram 560 pipa*. O mer-
cado afrouxou mais alguma cousa, colando-se aspri-
meiras marcas do tinte de 265 a 235.
Exportacao.
Caf.O mercado esteve animado'a preeos mai*
firmes. As vendas montaran) a cerca de 38.000 sac-
cas idas quaes 25.000 para os Estados-Unidos), sen-
do pois cerca de 109,000 saccas desde o.* do cor-
renle.
Entradas de narra fora 25,267 saccas, e desde o
principio do mez, 58,339.
Despacharam-se 56,113 siccas; desde o 1. do
corrente 121,946,
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 3.
Rio de Janeiro e porios intermedios8 diase 12 llo-
ras, e do ollimo porto 13 hora*, vapor brasileiro
Imperador, r 0111 manila irte o primeirn-lenente l'or-
m'ao. Passageiros para este proviucia. desem-
bargndor Joaquim Teixeira de Abren Lima e 1
escravo, Jos Ezequiel Comes da Silva, padre
Manuel Jhs dos Santos Villano, Viceote Ferretea
dos Santo* Caramba, Manoel Mara Mergo, An-
tonio da Silva Ferretea Tigre, Frederiee Luiz
Schwind, Jos Antonio de Almeida Gumaraes,
Bernardo Jos de Mnura Gumaraes, Manoel Ar-
clianjo de Mello. Luiz Correia de Moraes Jnior,
Francisco de Uliveira Guimaraes, JoAo Vasco Ca-
hr.il. 1 escravo, 3 tiratas de policia, 1 ex-prata de
marinha, 3 ex-dilas do exercilo, 1 sargento e 9
praca-. Seguem para o norte, coronel graduado
Ignacio Correia de Vasconcellos, alteres Franklin
Antonio de Abroo, lente Albino Adolpho Bar-
bosa, Vicente Navarro de Andrade, l." cadete
Antonio Raymundo Ferretea Rubim, e 32 praras.
Rio Grande do Sul27dias. brigue brasileiro Ca-
macuam, de 185 toneladas, capilAo Joaquim Mon-
teiro de Meirelles, equipagem 12, carga 10,164
arrobas de carne secra ; a Amorim Irmios.
Rio de Janeiro17das, polaca brasileira Cndor,
de 188 toneladas, capilao Jos Antonio Necolich,
equipagem 12. carga farioha de maodioce ; a No-
vaes & Companhia.
dem18 dias, barca brasileira Mendonca II, de
347 toneladas, capilao Eliseude Araujo Franca,
equipagem 15. em lastro ; a ordem.
Taluie52 dia*, crvela americana Saraoga, com-
mandaole Walker. Veio refrescar e segu para
Boston.
Sacio* tahidot no metmo dia.
Rio da PralaSumaca hespauhola Guadelupe, ca-
pilao Joao Fontanlls, carga assocar, vinho e
agurdenle.
ParahibaHiate brasileiro Tret IrmSot, mcslre
Bernardino Jos Bandeira, carga bacalho e mais
gneros. Passageiros, Manoel de Almeida Bas-
tos, Jos Antonio Lopes de Alboquerqoe Jnior,
Caelano do Reg Tosca no, Antonia Miria da Con-
reir"10 e 1 filho menor, Francisco Antonio Boffa
de Caslro.
MaceiBrigue de guerra ioglez Exprs*, comman-
daote Boys. ,
EDITAES."
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria proviu-
cia!, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do corrente, manda fazer
publico, que 110 dias 8, 9 e 10 de agosto prximo
vindouro, se ha de arrematar perante a jupia da fa-
zenda da mesma ihesouraria, a quem mais der, o
sitio do jardim botnico da cidade deOlioda, servin-
do de base a arremataran o oll'erecimcnlo de 2:0009,
feito pelo licitante Manoel Peres Campello Jacome
da Gama.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo,
romparrram na sala dassessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pete roci dia.
E para constarle mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de julho de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da Aanunciaeao.
Nos dias 7, 8 e 9 do crrente estar em praca oo
paco da cmara municipal desla cidade a obra de um
caes de 250 palmos de co'mprimeolo, as Cinco-Pon-
tas, ao sul do anligo bebe-I uno, dando a cmara os
maleriaes precisos. Os prclendenles podem compa-
recer nos mencionados dias no paco da cmara mu-
nicipal para o dilo fim.
Paco da cmara municipal do Recite em sessAo
de 2 de agoste de 1854.BarAo de Capibaribe, pre-
sidente.No impedimento do secretario, o ollicial
maior Manoel Ferreira Accioli.
DECLARARES.
CORREIO GERAL.
As malas que deve conduzir o vapor Imperadora
para os portes do norte, principiam-sc a fechar hoje
(4) a 1 hora ila tarde, e depois dessa hora at o mo-
mento de lacrar, recebem-se correspondencias com o
porte duplo : os jornaes deverau achar-se no crrete
3 horas antes.
Conselho administrativo.
O conselho apminislralivo, cm virlude de aulori-
-acao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar o* objeclo* seguinles :
Para o 2. balalhao de infantera de linha.
Livro meslre impresso com 200 folhas de papel
imperial para registro das piaras adidas 1, ditos im-
pressos com 200 follia* de papel imperial para regis-
tro geral das forjas effectivas o aggregadas as compa-
nhias s. ditos mpresso* com 200 folhas de papel im-
perial para registro das praras adidas s companhias
8, concert de 389 barretinas para soldados, dte de
18 ditas para tambores, ditos de 17 ditas para porte
machados,
Recrutas em deposite no mesmo balalhao.
Bonetes 50, grvalas" de sola de luslre 50, brim
branco liso para frdela*' c caltas, varas 375, algo-
daozinho para camisas, varas 250, snalos, pares 50,
manas de laa 50, esleirs 50, hollanda de forro, ca-
vados 40, hotoes prelos de osso, grozas 25, ditos bran-
cos de dite, dita 12.
2. balalhao de infantera da guarda nacional.
Bandeira imperial de seda 1, baste para a dita 1,
porte para a mesma 1, capa de oleado 1, dita de
brim 1.
Balalhao de arlilharia da guarda nacional.
Bandeira imperial de seda 1, haste para a dila I,
porte para a mesmi I, capa de oleado 1. dita de
brim 1.
Forneemenlo deluzea as estates militares.
Azeite de carrapalo, caadas 440, dite de coco, ca-
adas 30 1|2, pavios, dozlas 6, velas de carnauba,
libras 153, fio de algodao, libras 32.
1

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DIARIO OE PERMISO). SEXTA FEIRA 4 OE AGOSTO DE 1854

^/i\
I,'p 'Vimcnlu dos armazens du artenal de guerra e i
lumias de I." elusse.
Cobre velho, arroba 16. zinco em barra, arroba
i, pedra pomc, libras 16.
Oflicinas do 5.a clnsse,
Sola curtida, meios 100 : quem os quizer vender,
aprsenle as suaa propostas cm carias fechadas, na
soorelara du consellio, as 10 lionu do dia 9 do cor-
renle mez. Secretara do cunsellio administrativo
para lomccimenlo do arsenal de suerra 3 de agosto
\.JtMeBrto Ingle:, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e se-
cretario.
Pela subdelegara da freguezia dos Afosados
se fiz publico, que se acham depositadas duas burras,
urna rodada e a outra caslanha, que foram pegadas
honlem sem conductores : quem se julgar com di-
reilo, comparece, que provando lcgalmenlc lhese-
rao entregue. Afogados 3 do agosto de 1854.
Pereira Lima.
Conselho administrativo,
O consellio administrativo, cm virlude da aulori-
ac,iio do h\m. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos srguintes :
rara o dcimobatalho de infanlariadeliuha.
Panno verde para sobrecnsacas e calcas, covados
1,00 ; bollanda de forro, ditos 1,197 ; brim branco
de liuliopara frdelas e miras, varas 1,497 ; eslei-
rs, 184 ; algodaosinho pan camisas, varas 583 ; bo-
tes deosso trancos, grojas 25 ; ditos de dilo pre-'
los, ditas 36 ; pares de sapatos, 200 ; carias de a, b,
c, 20 ; traslados de linhas, -20 ; ditos de bastardo,
dllos de bastardioho, 10 ; dilos de cursivo, 10;
laboadas, 20; pedras de lousa, 10.
Meio balalhSo da provincia da Parahiba.
Copo de vidro, 1; pralo de lousa. 1 ; bracos de
ferro para balanzas com 35 polcgadas de compri-
mento, 4 ;
Provimenlo dos arronzeos do arsenal de guerra.
Caitas com vidros, 2.
Ofiicinas de primeira e segunda elasse.
Costados de pao d'oleo, 6.
Quem os qoizer vender, aprsenle as suas propos-
las em cartas fechadas, na secretaria do conselho as
10 horas do dia 5 de agosto prximo vindouro.
Secretaria do conselho administrativo para fornc-
cimento do arsenal de gnerra 22 de jalho de 1854.
Jar de Brito fnglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
ADMINISTRACAO' DO PATRIMONIO DOS
ORPHAOS.
Perante a administrara do patrimonio dos or-
phaos se hilo de arrematar a quem mais der, c pelo
lempo que decorrer do dia da arrematara ale o fim
ilc junhn de 1855, as rendas da casa n. 13 da praca.
da Boa-Visli; as pessoas que se propozerem a dita
arremalacao, poderao comparecer com seus fiado-
res, na casa da sessAo da mesma administrar, no
dia 4 do futuro mez, as 12 horas da manhaa. Secre-
taria da administrar.! do patrimonio dos orphios 31
de julho de 1854.O secretario,
Antonio Jote de Oliceira.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direficao do
Banco de Pernambuco se faz oerto a'os se-
nhores accionistas, que se aclia autorisado
o sen gerente para pagar o quarto divi-
dendo de 12^000 por accSo. Banco de
Pernambuco I. de agosto de 1851.Joao
Ignacio de Medeiros Reg, secretario.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COX.X.XSGIO 1 AHDAft 25.
O l)r. P. A. Lobo Moscuzo di consultas homeopatliiras lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manlin aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualqurr hora do dia ou aoile.
(tlleim'i-sc igualmente para praticar qualquer operariio do rirurgia. e acudir promplaIenle a qual-
quer niulherque estoja mal de parlo, e cujascircuinslanrias nao permiltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO 1)1) Hit. 1\ A. LOBO HOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE :
Manual completo do Dr. G. II. Jahr, Iraduziiloem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro ^^
voluntes encadernudos em dous :................. 20&O00
Esla obra, a mais importante de todas as que lala m da homeopatliia, interessa a torios os Mdicos que
quizerem experimentar a <*oulrina de Hahncmann, e por si proprios se convencerem di verdade da
mesma : interessa a lodosos seuliorcs de engenho c fazeudeiros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a todososYapites de navio, qne nao podem deixar urna vez ou outra de ler preci-'o de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus (ripolanles ; e inleressa a todos os chefes de familia ru
por circunstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa delta.
O vade-mecum do homcopalha ou tradcelo do Dr. Hering, obra igualmente til s pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volme grande......... 83OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pliarmacia, etc., etc.: obra indis
- Api usa v el as pessoas que qnerem dar-se ao esludo de medicina........ 18000
l'nttcar icira de 24 tubos grandes de flnissimo christal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
-jiari dos lemos de medicina, etc., ele.......-........ OOfX
Dita* de 36 cornos mesmos livros.................... 453O00
Dita de 48 com os dilos. ,.....'............. 509000
Cada carleira be acompinhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dita de 60 tubos com dilos...................... 609000
Dita de 144 com ditos........................ lOOsOOO
Estas sao ncompanhadat de 6 vidros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, tero o abalimeuto de 10)000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira...............
Ditas de 48 ditos ......."................. MQg
Tubos grandes avulsos........................
Vidros de roeia onca de Untura ....,............... 2JJ000
Sem verdadeiros e bem preparados mediramenlos nao se pode dar om passo seguro na pralica da
homeopalhia, c o proprielano deste eslabelccimenlo se lisongeia de le-Io o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridad dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha empre venda grande numero de tubos de crystal de diversos lamanhos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por presos muilo cora-
modos.
AVISOS MARTIMOS
Para o Para pelo Maranlio, segu com muila
brevidade, por ler parlo da carga prompta, o brigue
Hebe: para o resto trala-se com o consignatario
Manuel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14, ou com o capilio Andr Aulonio da Foncc-
ca, na praca.
Para o Assu' e portos inlermcdios, segu em
poucos dias a lancha A'ora Hfperanra : para carga
c passageiros trala-se na ra da Cadeia do Recife,
leja 11. 50,
_ Para a Bahia segu a veleira sumaca liorten-
cia ; para o resto da carga, Irala-se com seu consig-
natario Domingos Alves Matheus, na ra da Cruz
n. 54.
Para o Aracaly. no dia 5 de agoslo segu im-
prclerivelmenle p hiale Dutdoto por ler sua carga
toda prompta : para passageiros, Irala-se com o mes-
tro do mesmo, ou com Joaquim Lopes R., do bilhar.
no heces da Cacimba no Recife n. 11, priraeiro an-
dar. '
PARA O CEAR.V.
Sahe neslee dias o hiale iVoi-o Otinda, para o rs-
tame da carga a Iralar com Tasso lima-.
Para o Rio Grande do Sul vai sa-
bir na presente semana o brigue nacio-
nal Firma, do qual be capitao Manoel
de Freitas Vctor ; pode receber alguma
carga miuda, escravos a frete e passagei-
ros, para os quaes tem bons commodos,
trata-se com os consignatarios Novacs &
Companhia, na ra do Trapiche n. o\:
primeiro andar.
Para oCeara", Mranhiio ePara' se-
gu com muita brevidade, por ter parte
da carga prompta, o ben: conbecido pa-
tacho Bom Jess, novo, forrado de cobre,
e de primeira marcha; para o resto da
carga, trata-se com os consignatarios No-
vaes & Companhia, na ra do Trapiche
n. 34, primeiro andar.
Esla por estes diaschegar o brigue porluguez
ufa 2., navio novo e de primeira marcha, regre-
sar breve, c tem parle do canegamcnlo promplo,
por isso se previne a quem liver de rarregar, haja de
ir aprontando o que houver do carregar, e mesmo
01 passageiros que se quizerem aproveilar do bom
navio e pequea demora aqui, para o que se podem
dirigir aos seus consignatarios, francisco Scveriano
Rabello & Filho.
AO PARA' PELO MARANHAO'
Segu com brevidade por ter grande
parte da carga, a lx;m construida escuna
Flora.. capitao J. S. Moreira Rios, pa-
ra o resto da carga trata-te com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia : na uta do Trapiche n. 16,
segundo andar.
Para o Rio de Janeiro vai saliir com
a maior* brevidade possivel o patacho na-
cional Valente do |ual he capitao
Francisco Nicolau de Araujo : para car-
ga* escrzvosa frete e passageiros, trata-se
com o mesmo capitao, na praca do com-
mercio, ou com Novaes i Companhia, na
na do Trapiche, primeiro andar.
LEILO'ESl
Lotera do hospital Pedro If.
O caulelista Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avia ao respeilavel publico que seus bilhetes
inleiros, meios biHiciese cautelas da lotera cima,
se acham ;i venda pelos presos abaixo, na prnea di
Independencia laja n. 4, do Sr. Fortunato, n. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. Faria Machado, e
na ra do Queimado n. 37 A, dos Sra. Souza Si
Freir, cuja latera lem o andamento de suas rodas
no dia 18 (le agoslo prximo futuro. O mesmo cau-
lelista se obrigi a pagar por inleiro os premios de
10:0009000, de 4:0008000 e de 1:0005000. queos di-
tos seus bilheles inleiros e meios obliverem, os quaes
vio rubricados com seu uome.
Bilheles II9OOO
Meios bilheles 5.-.VHI
Quarlos 29700
Oilavns 19500
Decimos IjfiOO
Vigsimos 600
Nao lia melhores no mercado.
No anligo depsilo das bichas de Ilamburgo, na
ra estrella do Rosario n. 11, he cliegado novo sorli-
mento de bichas de Ilamburgo, que se vende por
atacado, aos rentos e meios ceios e a rclalho, e tam-
ben) se alugam por menos prec,o do que em oulra
qualquer parte.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
ta e americana, ecal virgem, ebegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
OAS.
Os abaixo assignados, donosda nova loja de oori-
ves da ra do Cabiig n. 11, confronte ao palco da
malrize ra Nova, fazem publico que eslao comple-
tamente sorullos dos mais ricos cuellos gostos de to-
das as obras de ouro, necessarias tanto para seuho-
ras, como para homens e meninas, e coulinu.im os
precos sempre muilo cm conla ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras quevenderem a passar urna
conla com responsabiriade,especificando a qualidade
do ouro de 14 011 18 quilates, licandu assim sujeitos
por qualquer duvida que apparecer.
Sera fim & Irmao.
MANOEL AUGUSTO DE MENE/.ES COSTA,
pro[e--r da arle ile msica, offerece o seu presumo
ao respeilavel publico para lecrionar na mesma arlo
vocal e instrumental, lano em sua casa como cm ca-
sas particulares: quem de seu presumo se quizer
111 ili-ar, dirija-M ra do Arano n. 27.
Pre\iue-sc as pe.is que arrematarem os bens
do finado Joao rie Allemao Cisneiro, que vao pra-
e.a pelo juizo de orphos do termo de Oliuria, que par-
le das trras denominadas llebcribe de baixo, se
acham aforadas ern foro perpetuo pelo mesmo tina-
do Joo de Allemao Cisneiro a Franciscc Jos de
Paula Carneiro, Francisco de Paula Fernandes Mo-
reira, Francisco Manoel de Freilas e Jos Pedro
Chaves.
Di-se dinheiro a juros com penliores de ouro :
na ra eslreila do Rosario tu 7.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que cozinho o diario e faca o mais servico in-
terno : na ra do Queimado, lja de ourives 11. 26.
Joao da Costa Palma faz publico,
que a Sra. Vicencia Ferreira Cardoso nao
pode vender a casa da ra do Padre Flo-
rano n. 56, porque a respeito desta casa
pende pleito entre ambos, e ja' o annun-
ciante tem obtdo varas sentcncas a seu
favor.
D. W. Baynon cirurgi5o dentista americano
reside na ra do Trapiche Noy n, 12.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da extracro dos premios da 10.
lotera concedida para melhorarrento
do estado sanitario da capital e mais po-
voacoes do imperio; extrahidaem 19
de julho de 185*.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilia vertical, de Jacaranda,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Noy
n. 10.
ee@sss @@ s
DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, eslabelecido na rna larca
;-5 do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
les com gengivagartifciaes, c dentadura com- 99
f pela, ou parte della, com a presso rio ar. 5Jt
J:; Tambem tem para vender agua deulifrice do @
;j Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga rio
$ Rosario n. 36 segundo andar. Ti
Manoel Antonio Teileira vende o seu bilhar c
lodos os seus pertences: a tratar na l.ingoeta n. 2.
Lava-se e engomma-se coia loda 1 perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro ando' n. 19.
1C)*(fti9lSS:@@S'%$;%($:
H O Dr. Sabino Olegario Lurigero Pinho mu- 9
^ douse para o palacete da ra de S. Francisco 9
9 'mundo novo) o. 68 A.
9 \mm&
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thecoureiro geral das lotetias avisa,
que se acham a venda os bilhetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
beneficio do hospital Pedro II., na the-
souraria das loteras, ra do Collegio n.15,
na praca da Independencia n. 4, e na
loja do Sr. Arantes n. 15, ra do Qnei-
madons. 10 e 59, ra do Livramento 11.
22, aterro da Boa-Vista n. 18, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impretervelmcnte nodia 18 de agosto, as
9 horas da manhaa ; e os bilhetes estao a'
venda at o dia 17 as 6 horas da tarde.
Preco nteros 10$000
meios 56'000
8i*se@@:a9@@a
R Antonio Aprigino Xavier de Brito, Dr. em jg
ti medicina pela laculdaric medica da Baha, re- >
59 side na ra Nova n. 67, primeiro andar, 011- 3
9 de pode ser procurado a qualquer hora para o (
9 exerciciode sua prolissao. ^a)
@8&S&*:$S@@@S
ASSOCIACAO' COMMERCIAL DE PER-
NAMBUCO.
A commisso nomeada pelos senhores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esta associacao para os
prejudicados com a innundacao de 22 de
junlio, convida aos cpie mais sollreram
com tao funesto acontecimento e licaratc
reduzdos a' indigencia, a apresentarem
seus requerimentos acomparhados de at-
testados circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia, para
seren attendidos. Devendo taes requeri-
mentos seren entregues ao archivista da
associacao, no largo do Corno Santo, ate
o dia 15 de agosto prximo futuro A. V.
da Silva Barroca, secretari'o da commis-
so.
Aluga-se urna preta perfcila engommadeira e
rozinheira : na ra do Queimado n. 44.
Da-se 700t)00 rs. a juros com liy-
potheca em urna casa terrea, que seja un
boas ritas desta cidade : quem pretender,
drija-se a ra Nova, loja n. 34, que se di-
r' quem da'.
Deseja-*e fallar ao Sr. Antonio Franeisro rie
Miranda, que mora em Sanl'Anna : na taberna da
ra Nova n. 50.
SITIO PARA LAVRADOR.
No engenho Piulisla, distante desta cida.lc 3 le-
guas, exislem 2 sitios para lavrador, um denomina-
do Corla Largo, que da 1,000 piles, e outro Esliva
para 500 dilos, ambos de boa prodocrao, casa de vi-
venda e senzala : a Iralar no mesmo eniienlio, ou na
ra estrella dn Rosario n. 10, sobrado; declarndo-
se que anda he lempo de plantar este auno.
Aluga-se um escravo de boa conduela, bom
cozinheiro, podendo-te garantir o bom dcscmpenlio
de suas func^Oes : na roa da Praia, armazem que
tem um boi pintarlo.
Bcnlo Jos Rodrigues declara, que por haver
oulro de igual nome, se chamar Bcnlo Jos A) rosas.
PEDRINHO OU O AMOR FRATERNAL.
Com este.titulo chegou ltimamente da cidade do
Porto, reino de Portugal, esla iiiteressante obra, j>ro-
dnrc.ao da dUtincta portugueza autora do Manoelzi-
nho da nnssa aldeia e de oulras muitas obras, que
animada do benigno acolhimenlo que lem recelado
do publico juvenil, animou-sc a apparecer de novo
em sccna.dando ao prelo oulro npusclozinho intitu-
ladoPedrinho 011 o amor fraternalcontendo ex-
cellenles hisloriap para distraees das horas vagas,
conlos para menino, poesas etc. etc., os quaes ofle-
rece s illuslrissims mais de familia, de quem espe-
ra todo acolhimenlo, pois he o que ambiciona de suas
humildes ladinas; e acham-se venda na ra Nova
n. 52, loja de lloavenlura Jos de Castro Azevedo, a
240 cada e templar em brochura, e um pequeo nu-
mero da iiilereasMIe historia do Manoelziuho da
nossa aldeia, a 160 rs.
Urna pessoa que sabe cscripturar livros por
parllas dobradas,do queja lem bstanle pratica, se
offerece para fazer a escripia de qualquer estabele-
cimenlo commercial; quem rie seu presumo se qui-
zer utilisar, il'n ja-se ra do Caldcirciro, sobrado
*.
Guillierme da Costa Correia Leite,
tendo de retttir-se por estes dias para o
Rio de Janeiro, julga nada dever nesta
praca, senoentanto algucm se julgar seu
credor, pode apresentur 11 sua conta na
rita do Collegio n. 21, segundo andar, das
9 horas da manhaa ate as 5 da tarde. O
mesmo declam que deixa nesta provincia
por seu bastante procurador ao Sr. An-
tonio Jse Rodrigues de Souza Jnior.
Vende-se a reinacao da ra da
Concordia n. %, com os competentes uten-
sis, completamente montada, e um es-
cravo excedente refinador, reunindo mais
urna machina para fazer carvao animal.
O dono desse estabeleciment tendo de ir
residir por algum tem no no interior da
provincia, para tratar de sua saude, por
este e nao por algum outro motivo, quer
vende-lo : quem pretender dirija-se a
mesma Vefinacao.
Fazendas baratas, ra Nova, loja n. 16.
Vende-se chitas finas de cores fiia 120, 140,
160, 180 e 200 rs. o covarlo, ditas de barra com pe-
queo toque de mofo a 160 rs. o covado, dilas finas
para robera a 200 rs. o covado, cassas francezas de
bonitos padres a 400 rs. a vara, camhraias abortas
cor de rosa c azul a 29500 a pora, vestidos brancos
com barra de cor a 29500, ditos de 1 a 3 babados a
49OO0 e i.-.VHi. ditos de cambraia de seda a 103000,
dilos de sedaescoseza rie 2e4 bahados a 159400, laas
efeossezas de bonitos padres a 720 rs. o covado, ris-
cados francezes a 240 ra. o covado, chales de cam-
braia a 19440, dilos de 19a e seda a 29000 e 29500,
romeiras de cambraia bordada a 29500, canolinhos
e camisas de fil e cambraia bordada a 59000, capo-
tinlios de seda preta e de cores a 29O00, meias Anas
para aenhoras a 39200 a duzia, lencos para meninoa
n 100 rs. dilos grandes de seda para sen horas a 2?000
selim de cores a 800 rs. o covado, vestidos de risca-
dos para meninas de 3 annos a 29000, e outras mu-
las fazendas que se vendem baratas, com dinheiro i
vista, e para commodidade das pessoas que nao po-
dem sahir de dia, a loja estar aberta al as 9 huras
da noile.
Grande sortimento de palitos francezes.
Vendem-se palitos franec/.es de brim de linho e
brelanha a 39500 e 49000, ditos de alpaca prctos e
de core a 83OOO, dilos de panno fino, prctos e de
cores a 1 lis. I89 e 209000, tudo da ultima moda e
bem acabados, na ra Nova, loja de fazendas n. 16,
de Jos Luiz Pereira & Filho.
Guillierme da Costa Correia Leite
retra-se para o Rio de Janeiro, eleva em
sua companhia o seu escravo Joao, pardo,
menor.
A pessoa qoe se offerece, com pralica de taber-
na, no Diario de 30 do passado, pode dingir-se *
ra da Senzala Nora n. 1, que se dir quem precisa,
ou annuncic.
Compra-sc electivamente bronze, lataoe co-a
bre voltio : no deposito da fundido d'Aurora, na
ra do llruni. logo na entrada n. 28, e na mesma
fundir em S. Amaro.
Quem aunnariou querer comprar um missal
Romanoe urna estante, dirija-se a casa do sacrisiao
da ordem 3a de S. Francisco.
O Sr. fiscal da freguezia da S de Olinda, pelo
amor de Dos, lancea sua vista sobro o despejo que
se faz atraz do Amparo, a qualquer hora do dia, e
do 111.10 rheiro que existe.
Na ruada Aurora, em casa do-Sr. Jo3o Pinto
de Lcmos Jnior, te precisa le urna ama deleite.
Offerece-sc urna senhora para Iralar de doenles
e I aiiiliein para quem quizer que se faca sua comida
e zelar sua rnupa. com todo asscio : no becco do Pa-
dre sobrado que na toja tem quitanda.
Prccisa-se atusar urna preta ou prclo captivo,
para o servico externo de urna casa de familia: na
ua Nova loja 11. 8.
Joaquim L. Monleiro da Franca, precisa fallar
com a Sr." I). Tbexdora Mara do Nascimenlo, nu
com pessoa sua at o dia 5 do corrcnle, sobre nego-
cio de inleresse momento-.
Lino Jos de Castro Araujo lem dissolvido
sua casa de inmiiiissa nesta cidade do Recife, c se
aclia actualmente de residencia no seu cimenho Agua
Comprida termo rie Camaragibe provincia de Ala-
goas. ,
Aluga-fcfWi siti com boa casa c
excellentes cqmmodos, sendo duas salas
grandes, qudtio quartos, um gabinete
e oozinha puxpda fora. e um terraco para
recreio, estrimuia e cocheira para carro,
11a Passiitjem,"primeiro sitio ao passar da
ponte grande ao Indo direito : quem o
pretender dirija-se a ra largado Rosario
n. 59, primeiro andar.
Joao 1 i o o ral ves Ferreira, faz publico com par-
liciilaridadc ao corpo do commerco,que vendeu a sua
loja de miudezas sita na ra da Cadeia do Recite n.
14, ao Sr. Manoel Jos de Almeida uues-
O procurador actual da irmandade de S. Pe-
dro riesla cidarie do Recife, faz publico para que
chegue aoconliecimenlo de quem ronvier, que no
corrente aun qne ruinera ao 1 da julho at o ulti-
mo de junho futuro, he procurador dos foros o Rvd.
Antonio de Oliveira Aniones, e do patrimonio o
Rvd. Amonio Manoel da Assumprao. Assim tam-
bem couvida aos foreiros da ra de Santa Thereza
Iravessa do Lobato, Pocinho, e Palma, a que venham
pagar o que estao devendo.O vigario, y enuncio
Henriques de llezende.
Ra do Crespo n. 25.
Vendem-se chitas francezas largas de cores g
J escuras a 240 o corado, cortes de casemira de j
rores e padres modernos a 49500, dilos de
& casemira preta fina a 49500, panno prelo e
de cores a 39000 o covado, crica de meia ca- W
8 semira a I96OO, ditos de brim de linho deco-
9 res a I96OO, riscado de linho de cores escuras '*
a 240 o covado, merino prelo com duas lar-
tj guras a I96OO o covado, chale* de laa grandes
; e de cores escuras a 800 rs., ditos encorpados O
.1 19280, esquio rie linho muito fino a 19120 9
$ avara, selim, prelo muito encorpado e de su- #
K perior qualidade a 29500, rambraias pretas
0 de cores, goslos modernos, por preco commo- 9
9 do, chapeos do Chili finos, e outras mullas fa- 9
Q zendas por preco muito em conta.
i EXPLEHDIDOS RETRA- i
1 TOS A CRTSTALOTTPO, |
^j TIRADOS NICAMENTE COM A A
S CLARIDADE PRECISA. S
AO MODERNISMO.
Cada corte lfOOO reis.
Chegaram pelo ultimo paquete, e vendem-se na
loja n. 17 da ra do Queimado, os mais modernos
cortes de vestido de seda ealgodao, intitulados Man-
darme Escocez, fazenda de fantazia, de mtiilo brilho
e goslo. pelo barato preco de 139000 cada corte.
Vende-se ou permula-se um silio no lugar da
I hura, denominado Esliva de cima, com casa de vi
venda, boas Ierras para plantacao, e niara,rcen-
las liraeas de mal i a,e porto para embarque: a tratar
no paleo da Matriz de Santo Antonio n. 8.
Vende-se urna e-crava mora sem vicios, que
se garante, engomma perfeitamenle, com mais pren-
das que se dirrua ruin pr.iilnr,aim romo o mal i vn da
venda, para ver e tratar, na ra da l'uiao junto a
lypographia do mesmo nome, casa de ircsjancllas e
urna porta, que achara com quem tratar lodos os
dias das i horas da tarde em diante.
Panno proprio para escravos.
Vende-se o bem conhecdo c muito superior pauno
de algodao da Ierra : na loja dos qualro cantos da
ra do Queimado n. 20.
Vende-se herva-malte de primeira qualidade,
sal do Ass e pedras de amolar, em pequeas e gran-
des porees, por preco commodo : na ra da Praia
n. 37.
Aos 10:000$'000rs.
No aterro da Boa-Vista, casa da Fama n. 58, e na
ra da Cadeia, loja de cambio de F. Antonio Viei-
ra, e-1,1 exposlos venda as cautelas da lotera do
hospital Pedro II, cujas rodas anda 111 imprelerivel-
mente no dia 18 de agoslo do correnle anuo.
Bilheles inleiros IO9OOO
Meios 59000
Quarlos 29700
Decimos 19200
Vigsimos 600
LIQUIDACAO' DE CONTAS.
Barato sim. hado nao.
Na ra do Queimado, loja 11. 17, ao p da botica,
vendem-se para liquidacao, fazendas por barato pre-
co, como sejam : os modernas nrleans de seda furia-
cores, eipm meseta, propriaspara vestidos de senhora
e meninas a 400 rs. cada covado, sedas de quadros
escocezasa 19440 rs., grosricnaples de seda furia-co-
res a I96OO cada covado, e oulras fazendas por bara-
to prec.o; a dinheiro a vista.
Chapeos de sol muilo grandes, com rabos de
ranna c baleas, muilo fortes, de seda de todas as co-
res e qualidades, lisos e lavrados, proprios para a
chnva, por prego muilo commodo ; na ra do Col-
legio n. 4.
Na ra do Trapiche Novo 11. 16,
vende-se:
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMACO azul e branco, chama-
do Marfim Superior, em resmas de 500
tullas, e outvas qualidades mais ba-
ratas.
Vende-se a taberna sita no Mangninho n. 39,
ou mesmo s a armara : quem a pretender dirja-
se a ra da Cadeia de Santo Antonio n. 20.
AO BOM E BARATO.
A dinheiro a' vista.
Para se ultimar e liquidar con las, vendem-se a
Iroco (tepourJa dinheiro as seguinle* fazendas, pro-
priaspara horneas: pannos finos preto de cores fi-
xas a 39500 e 4J000, ditos verde e cor de rap a 49,
cortes de casimiras de cores lisas e de quadros a 4 e
59OOO, casemirelas prelas e de cores com meseta, pro-
prias para palitos, fazenda rpuilo fina, a 800 rs. o
covado, alpaca de curda de cores muilo lindas para
palitos a 61O rs., merino prlo superior, de lustre, a
29000, casemira prela fina e muilo superior a 2JO00
o covado, cortes de rllele de gorgurfo de linho e
seda de quadros modernos a 19600, brim trancad,
pardo, de linho, muilo fino a 640 avara, ditos de
cores modernos, fingindo casemira a 800 rs., lene.
de seda para nlgibeira, de campo branco, fazenda
muilo fina a I928O, meios dilos para grvala a 19000,
chapeos de sold seda a 59500, dilos francezes finos
para raheca a 69000, c muito superiores a 69500 e
79OOO, e oulras fazendas por barato prero : na ra
do Queimado, loja n. 17, ao p da botica.
Vende-se a casa terrea de pedra e cal edifica-
da modernamente na ra dos Coelhos da Boa-Visla
n. 9, para pagamento do qne deve a mesma : quem
pretender dirija-se a ra do Rosario larga, paita-
ra 11. 48.
CHAPEOS DE SOL K 49800.
Na ra do Collegio n. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda prelos e de cores, armacao de balea, ca-
bos finos, os quaea avista da qualidade ninguem dei-
xar de comprar, e outras muitas qualidades, por
preco razoavel.
Vende-se a posse de um grande terreno no
Caldeireiro, que faz frente para a casa do fallecido
Francisco Jacintho, com 1,010 palmos da frente, por-
que vem desde a estrada do Monleiro al quasi ao
rio, a estremar rom a Iravessa do Dr. Alcanforado,
terreno muilo bom, que esla grande cheia nao o
alagou, do lado da sombra e muilo fresco, proprio e
bom para se edificar bous predios de campo ; ven-
de-se lodo por junio ou dividido em 4 perenes de
250 palmos de frente com lodo o fundo que lem, a
dividir pelos-fondos com o silio que foi do Sampaio:
quem o quizer procure ao major Antonio da Silva
Gusmio, em sua casa na ra Imperial, lodos os dias
uleis al as 9 horas da manhaa, e nos domingos todo
o dia, ou todos os dias das 9 horas em diante, no aeu
armazem da illumiunrAn, ra ou becco do Carioca.
Vendem-se as mais novas e melhores semenles
de hortalce viadas ltimamente de Porlugal.pela ga-
lora Gratidao, bem como milho muilo novo em sac-
cas : na ra da Cadeia do Reciten. 56, loja de fer-
gens de Francisco Coslodio de Sampaio.
Com pequeo loque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de limSo, a 39500 o covado : na rna do Cres-
po, loja da esquina qoe volta para a cadeia.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Companhia, roa da Cruz n. 15, vende-se muilo supe-
rior cera de carnauba do Aracaly e Ass, em porcAn
e a relalho ; e alm de se pesar na occasiSo da entre-
ga se descontar ama libra de tara em cada sacco,'
como he costme.
Cl
tpeos
Relogios nglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, cm casa de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia do Recife n. 4.
PARA A FESTA.
Sellins i nglezes para liomem e senhora
Madama Millocheau Buessatd, modista (PAPEL DE PESO muito snperetvpropro
franceza, aterro da Boa-Vista n. 1. T para escriptorio, e outras qualidades
James Crablree venrSo do agente Oliveira, e por conla e risco de
quem perlencsr, de 2 fardos de lio de vela, inleira-
mente variados, a bordo do navio inglez PhHt, na
sua rcenle viagem de Liverpool a esle porlo : sex-
2-feira 4 do correnle, s 10 horas da manhaa, no
u armazem ra da Cruz.
O capitao J. II. Van Wyngaardcn, da barca
hollandeza Rembramlt l'an lihyn, arribada a este
porlo na sua rcenle viagem procedente de Liver-
pool om deslino a Sidnev, far leilo por iulerven-
jio do agente Oliveira, por atitorisa$Io e em pre-
sent de Sr. cnsul dos Piizes Baixos, e por cania e
risco de quem perlencer, de, sb diflerentes marcas,
20 barris de alratr.o _ ou vernit : satinado 5 do correle, ao meio dia cm
nonio, no largo da porta da Alfandega.
AVISOS DrVERSOL
Alhga-se o sobrado da raa(du UniSo : a Ira-
lar na ra rin Trapiche n. 14.
Suirragio pela alma de Joao Vi-
cente Martins-
Scgunda feira 7 do correnle faz um mez, que
foi sepultado 00 Rio de Janeiro, o lluatre ho-
mcopalha Joao Vicente Mailins. Os irnmensos
serviros prestados humauidade por esse me-
dico philantropo exigem d. piedade chrisiaa
urna orara pelo descanso cierno de sia alma.
Roso pois a lodos os mdicos homeopathas,
profesores em homeopalhi.i, e a todas as pes-
soas piedosas, que se dignen de assistir a um
acto religioso que se ha de celebrar por sua
enrao no supradilo dia 7 to correnle, pelas
i horas da manhaa, na convento do Carmo.
P Dr. Sabino Olejarin l.udqero Pinho.
Hoje pelo juizo de paz do primeiro districto da
freguezia de Santo Antonio, depois da audiencia, as
2 horas da tarde, por ler findo os dias da lei, se ha
de arrematarumcavallocaslanlio ruzlgo.como ferro
A V, por ejeeucSo de Joacum Paz Pereira da
Silva, contra Joso Mara dos Santos; quem perlen-
dcrnellelancar, pode comparecer as horas cima
indicadas que se rcechera seus lances.
-Desaparecen aotUaieila feira. 28 do corren-
le 11 tarde, da casa 109 da roa do Mondego, urna
carauna bastante man.a; pede-sc .1 pessoa que 1 li-
ver achado, o favor de enlresa-la na dita caa ouc
se pagarn despeza e o desarr.injo.
NAVALIIAS A CONTENI E TESOL'RAS.
Na ra da Cadeia do Recife 11. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de A luslo C. de Ahreu, conli-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalbas de'barbn, reilas
pelo hbil rubricante qoe foi premiado na expsito
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamenle, naosesentem no ros1 o na accac. de cortar ;
vendem-se eom a cndilo de, nao agradando, po-
rierem os compradores devolve-las al 15 dias depois
da compra resliluindo-te o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feitas nelo mes-
mo f ai-icante.
1 N. 21-W. . . 20:0001
1 125. . . 0:0001
i 4579. 4:000s
1 5059. 2:000$
6 > 170, 288, 770 ,
2324 , 4685 , 5100. 1:000
10 703, 1037 , 1107 ,
1854, 2714 , 2768 ,
5611 , 4057 , 4811 ,
5177. 400.S
20 871 , 990, 1062,
1155, 1295 , 1515 ,
1802 , 2148, 2426 ,
2588 , 3060 , 5129 ,
3455 , 5712, 5851 ,
4041 , 4525 , 4728,
5011 , 5412. 200.S
GO 102, 182,221, 254,
505 , 765 , 863 ,
1031, 1049 , 1165 ,
1220 , 1350 , 1465 ,
1318, 1534 , 1559 ,
1033, 1782, 1799 ,
1833 , 2050 , 2084 ,
2171 , 2295 , 2557 ,
2575 , 2609, 2840 ,
2842, 5005 , 5026 ,
3046 , 5071 , 5255 ,
3317, 3411 , 5458 ,
5472 , 5551 , 5620 ,
5087 , 5700 , 5942 ,
4185 , 4450 , 4517 ,
4605 , 4885 , 4894 ,
4007 5007 , 5022,
5209 5219 , 5275,
5349 , 5451 , 5551 ,
5507 , 5915. . . 100.,
100 de. . 40,,
1800 de. . . . .... 20.S
i
i
i
i
J. J. Pacheco, tendo resolvido demorar-sc w
fnais alguns dias ncsla cidade, previne a lo- tfl
das as pessoas que desejarem um perfeilo />
retrato, que dignem-se procura-lo no seu es- 'Sr
labelccimenlo, quer estoja o dia claro ou f&t
escuro. Os.relralos sao fixese i nal lera veis JJ*
com o lempo, e as cores sao as mais natu- {pp
raes que aqui se tem visto. O respeilavel *
publico continua a ser convidado a visitar a w
aleria lodos os dias, desde as 8 horas da ma- [Si
iha at as 9 da noile. No mesmo estabe- K
1P) Iccimenlo encontrara os prclendcnles um 'r/
i' rico sortimento de quadros, caixas, alune- (4}
@v les, cassolelase aneis. Aterro 11. 4, lercciro
andar. ($
A directora rio collegio da Conccic,,1u participa
a quem convier, que o collegio se acha aberlo, e re-
cebe as cdiieandiis que prelenriem all ser educadas.
A taberna do palco do Carmo, quina da ra
de Moras n. 2, contina a estar sorlida de todos os
gneros novos e de boa qualidade : manteiga ingle-
za c franceza a 400 e 800 rs., toucinho de Santos a
280, dilo de Lisboa a 360, banha a 520, passas a 3G0,
holachinha a 300 rs., dita a Napoleao a 400 rs., ale-
Ira a 300 rs., cravo a 600 rs., louro a 400 rs. chou-
ricas a 400 rs., familia de trigo a 150 rs., cha a 10000,
1^00 e 29210, nomina de aramia a IfiO, espelmacc-
le a 800 rs. a libra, azeite doce a 600 rs., vinho a
400 c 480 a garrafa, arroz branco a 140, fcijao preto
c mulatinho a 400 rs., arroz rie casca a ir.n a cuia,
rape a IJOOO o bote, lijlos rie limpar facas a 140,
tamhem se faz 11 80 e 40 rs., queijos a I >'i 1(1 e 1&520,
peneirasde rame a 7 e 89000, ceblas a IslOO ocen-
tn. albos a 110 rs., graixa a 100 rs. a lata, papel d
peso e machina a 2&800 a resma, genebra de 1 lu lau-
da a lilii.
Da-se dinheiro a juros sobre penlio-
res de ouro 011 prata, em pequeas pan-
tas : na ra Vellia n. 55.
Tem a honra de avisar as suas (reguezas, que a
sna loja acha-se provida de modas novas, recebidas
pelos ltimos navios: chapeos de seda e palha, ca-
poliuhos de bicco, manteletes de seda, mantas de
Monde c capcllas para noivas, enfci'.es para rabera,
ricos chales de retroz bordado, romeiras collari-
nhos de dilo, camisiohas de fil bordado e de ca--
fina com bordado de ponto inglez, manguitos, flores
finas para chapos e enfeilcs. plumas para loucados
e chapeos, cpelas de plumas para bailes, grande
sorlimenio de lucos de Monde, de filas, de transas e
franjas para vestidos, de bico de linho, fil, lurla-
tana e cambraia, lencos de mo, loucas de Ua, ro-
meiras de bico, conloes de seda, filas de linho e de
algodao finas, retroz, baleias para vestido e luvas de
pellica c de relroz.
COMPRAS.
Compra-se nm missal romano com oslante ou
sem ella : na ra da Senzala Nova n. 30.
Compra-se um diccionario latino que estoja cm
bom estado : na ra Direila 11. 91, primeiro andar,
na quina do becco do Serigario.
Compram-se patacocs hrasleiros e
hespanlies : na rita da Cadeia do Recife,
loja de cambio n. 24.
Compra-se urna escrava de 20 a 26
annos de idade, que saiba coser eengom-
mar ; agradando nao se ollia a preco :
ptem a tiver podera' levar a ra do Vi-
gario n. 19, segiuiiln andar, no escripto-
rio de Machado & Pinlieiro, para tratar.
Compra-sena taberna rio pateo do Carmo, qui-
na da rna de lionas n. 2, dros de bocea larga e
usados.
Compra-se 8 a 10 milheiros de cachimbos de
barro : quem liver annnncie para ser procurado.
Compram-se escravos de ambos os
sexos, e pagam-se bem, assm como tam-
bem recebem-se para se vender de com-
misso : na ra Dit'eita n. 3.
NO CONSULTORIO
DO DR. CASANOVA.
RA DAS CRL7.ES If. 28,
acha-se venda um grande sortimento de !
carteiras de lodos os lamanhos, por precos
muilo em conla.
Emeulos de homeopalhia, Ivols. 69000:
J tica de tintura a escolha I.3OOO
Tubos avulsos a escalda a 500 c 3011
2000 premios.
Sabio nesta provincia a sorte de 20
contos no meio bilbete 11. 2119, o porta-
dor pode vir receber o competente pre-
mio.
Acham-se a' venda os novos bilhetes e
meios orignaos da lotera 19. do theatro
de Nictherohy.
No dia 4 do correnle, a 1 hora da larde, lem
de ser arrematados por ser a ullma|praca, a irma-
r.io e mais objeclos Constante do escripia que existe
cm Brito do porteiro rio auditorio, existente no ar-
mazem da ra do Vicario, ludo penhorado pela ad-
ministracSu do patrimonio dos orphaos a seu rieve-
dor C.lnidin Jos deSiqucira,juizo da primeira va-
ra, escrivao Cunha.
Aos 148000 rs.
Precisa-se alujar urna preta boa veudedeira, nao
se procura ler habilidade : quem a liver dirija-sea
ra do Pardre Floriano n. 27.
Precisa-se de um moleque que seja fiel e que
desempenhe n servico de urna caa eslrangein: na
ra Nova o. 41,1. andar.
VENDAS
mais em conta.
PAPEL DE CORES, em formato grande.
UMA PEQUEA porrao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente chegados.
ALVAIADE DE ZINCO, acompaado do
competente seccante, muito recom-
mendavel pela grande superiordade de
tinta que produz.
PREGOS DE FERRO em bom sortimento.
Vende-se urna botica cm urna das principaes
ras da cidade da Parahiba, a dinheiro ou a prazo,
com garanta, por seu dono ter de rclirar-se daquel-
la cidade : a fallar nesta cidade com Barlholomeu
Francisco de Souza,. ra larca do ltosario n. 36,
ou na Parahiba com Fructuoso Pereira Freir.
Vende-se a casa da ra da Gloria o. 69 : na
mesma ra n. 82 achara com quem tratar.
NO COKSIXTORIO HOMEOPATHICO
DO
nit. r. v. loro hoscoso.
\ eiulem--e asscguinlcs obras de homeopalhia em
fraucez :
Manual do Dr. Ja'ir, 4 volumes
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlliman, tratado rompilo das molestias
dos meninos, 1 volume
A. Teste, malcra medica liom.
De Fayole, doutrina medica hom.
Clnica de Slaoueli
Carling, verdade da homeopalhia
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas
Diccionario rie Nv sien
Vende-se chocolate francez de su-
perior pialidadc: na ruada Cruz 11. 26,
primeiro andar.
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, com lodos os pertences, da me-1
Ihor qualidade qoe lem vindo a esle
mercado, lisos e de burranne, por
prero muilo commodo : em casa de
Adamson Howie & Companhia, ra
do Trapiche n. 42.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rna da Crnz, armazem a. 4.
A BOA PITADA.
Rap de Lisboa o melhor e mais fresco que lem
vindo a esle mercado ; vende-se ni ra do Queima-
do n. 9, loja de Antonio Lniz de Oliveira Azevedo.
JOHN BARRER.
As mais acreditadas navalhas do celebre aulor
John Barber, se vendem por 39000 rs. cada urna:
na ra do Queimado n. 9, loja de Aulonio Luiz de
Oliveira Azevedo.
A I9OOO o corle
debrim rjealgodaoimitando casemira: vende-se na
ra do Queimado n. 9, loja de Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo.
ATTENCAO', ATTENCAO'
aos alfineles de peilo para senhora, muilo bem gal-
vanisados a imitaco de ouro, e porque preco '.' de
320 cada um, he cuusa admiravel: cheguem fregue-
zas ao Bazar Pernambucauo, ra Nova n. 33,
BAZAR PERNAMBUCANO.
O dono riesle eslabrlecimento avisam a rapazia-
da acadmica, que nao deixem de vir comprar pares
de luvas de pellica do muilo acreditado Juviii, a
190U0 cada par.
ATTENCAO'.
.Oh bello sexo vinde comprar,
Laa de mui lindas cores,
Para bordar.
Na loja de 4 portas da roa do Cabug n. 1 B, che-
gou ltimamente um completo sorlimenio de laa
para bordar, boa qualidade, cujas cores seria enfan-
donho enumerar, basta afirmar que nao fallar cr
alguma, para habis nios por em pralica qualquer
desenlio por diflicil que seja imitar em eom binara
de cores.
Sao lindas tao lindas
Quem as lera '.'
As cores varugadas,
Quem nao comprar ?
Vende-se um preto, crioulo, de 28 annos de
idade, proprio para engenho ou silio, e por prero
muilo barato : no Hospicio, sitio da Sra. Viuva Cu-
nha. .
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saocas grandes rom supe-
rior iarinha de mandioca de Santa Catha-
r i mi: no armazem de Machado & Pinhei-
ro, na ra doAmoiim n. 54.
Vende-se urna porcSo de pesos usados de 2 ar-
robas 4 libras, por prero commodo : na ra do
Vigario n. 5.
Vende-se nm cabrioiel com sua competente
robera e arreios, ludo qoasi novo ; assim como 2
cavados do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
ua cocheira do Pedro ao p do arsenal de marnha, e
para Iralar, na ra do Trapiche Novo o. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novacs &
Companhia, rjB, do Trapiche n- 34, pri-
meiro andar. .
e esteiras muito barato a
dinheiro-
Vendem-se esteiras em ceios a 14J0OO, ejwpeo*
de palha novos, o eenlo a 129000, cera amarejla, Ol-
la de carnauba, courinhos miados, sola e 2 loalhas
de labjrinlho com bico, Indo para liquidar conla :
na ra da Cruz do Becfe n. 33, em casa de Sa A-
raujo.
Vendem-se 3 lindas escravas de 18 a 25 annos,
2 perfeilas engommadeiras e cozinheiras, e de excel-
lenle conducta, pela qual se responsabilisa o vende-
dor, urna dolas lera urna cria mulalinha de 7 me-
zcs: quem as pretender, dirija-se ao Hospicio, casa
que foi do liara de Ilamarar.
VELAS DE CARNAUBA.
Vendem-se muilo superiores velas de cera de car-
nauba, rbesadas rerentemeule do Aracaly, por mo-
nos dn que cm outra qualquer parle : na ra da Ca-
deia do Recife n. 34. primeiro andar.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da ra do Azeite de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
i Companhia, na ra do Trapiche, n. 54.
CHARUTOS DA BAHA.
Acha-ie exposlos ao balcfio da loja de Boavenlura
Jos de Castro Azevedo, na roa Nova n. 52, ama
grande porrao de eharntos da Bahia, que para *
acabar eom elles esi-se veadendo pelo diminuto
preco de 640 a caixa, e anda existe urna pequea
porfo dos de S. Flix, que foram annuneiaaos, pelo
preso de I9OOO, e a boa qualidade j est sabida pe-
ia maior parle dos siis amantes. '
Cassas francezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, 320 o covado.
Carro e abrtolet.
Vende-se um carro de 4 roda com 4 asstn-
9 los, e um cabrioiel, ambos em pouco aso, e tjjt
9 cavados para ambos : na ra Nova, cocheira 0
9 de Adolphe Bourgeois. K
*#
Cemento Romano
vende-se na ra da Cruz armazem n. 13.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, em prega do as -
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-e a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia,!na ruada
Cruz, n. 4.
LFNCOf DE CAMBRAIA DE LINHO A 49500 A
DUZIA.
Na roa do Crespo n. 5, esquina qoe volla para a
ra do Collegio, vendem-se lencos de cambraia de
linho finos cm ra i xinhas eom lindas eslampas, pelo
barato prec,o da 49500 rs. a duzia, para acabar urna
pequea porcilo qne anda reala.
Jacaranda' de muito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Cola da Baha, de qualidade esco-
Ihida, e por pre;o commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 16, segundo;andar,
com Antonio de Almeida Gomes 4 Com-
panhia.
I.oura vdrada, recebida lia pouco
da Bahia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, tendo
alguma d-j mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se fumo em iolha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra do Trapichen. 16.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodre da Motta, na ra d
Azeite de Peixe, ou na ra do Trapiche n.
34, com Novaes Si Companhia.
Vende-se um exccllcnle-carrinho de rodas,
mui bem construido,eem bom estado ; est exposlu
na ra do A rasa, casa do Sr. Nesme n. 6, ende po-
dem os prclendcnles examina-I, e Iralar do ajuste
cora o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba, em caixas
pequeas e grandes, de mnilo boa qualidade, feilas
no Aracaly : na roa da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro an dar. r
IfiOOO
165000
OSOOO
89000
73000
69OOO
49OUO
09000
IO9OOO
JL
Boa-Vista 11. 16.
Pommalcau lem a honra de participar ao respei-
lavel publico, que ataba rie receber pelo ultimo na-
vio viudo de Franca, um sorlimenio de espingardas
de ume de dous camos, mui lvese Iriiucliadas, de
primeira qualidade, polvarinhos, rhumheiras, espo-
letas ila marca J, urna rica guarnicAo ou apparclho
para carro, e lanlernas de metal chamado Melchinr,
varios (aloes ricos para dilo. cbjcoles de balea, dilos
cobertos de Ir-'pa para bolear, licios, espora, estri-
bos, esponjas, escovas para lavar, chicolinhos sorli-
dos, cabezadas de seda veselal, c lambcm de couro
riaqui, urna grande variedade de cachimbos, mis
narguillspara fumaren! 4 pessoas, outras rieespuma
domar, de porcelana, demadeira etc..fumopreparado
do melhor, lesouras para jardineiro, ditas para cos-
lureiras,de unhas elc.e outros instrumentos rie den-
tista, lancetas, facas de mesa, trinchadores, navalhas
de barbear com cabo de tartaruga, de marlim e ou-
tros ; garante a boa qualidade de tudo quantu est
cima mencionado; escovas para denles e unhas,
penlcs para bigodes, de tartaruga, charuleiras com
asnillas de marear, raixiuhas de mnssa para preser-
var o acoda ferrugem.
Na na das Cruzes o. 40, laherua du Campos,
ha porrao de bichas haiuburguezas das melhores que
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoplado pelos
reverendissimos padresrapuchinlios de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cricN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se uiiicapieule na livrara n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I9OOO.
Panno lino preto a 2,^600.
Vcnric-se piinnn fino prelo superior, pelo barato
proco rie 2?i00 o covado : na ra Nova loja n. 1G.
de Jos l.uiz Pereira & Filho.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba rio Aracaly : na ra da
Cadeia rio Recife n. 4, primeiro andar.
VELAS l)E CERA l)E CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera rie carnauba de fi, 8 e 9
em fi, da melhor qualidnric que ha no mercado, fei-
las no Aracaly : na ra ria Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
Vende-se urna negra de bonita figura, que sabe
vender na ra, rozinha, cose, fazlahvrintho, lava e
engomma: na ra dn Sebo n. 2.').
Vendem-se cobertores esenros, pelo barato
preco de 700 rs., coma bem oulros le superior qua-
liriaile a 1C200 caria 11111 : na leja rie i porlas 11. :l,
ao lati rio arco de Santo Aulonio.
Vende-se nina escravarrionla, mora, de honila
figura, com urna cria de um 1111110, perita engom-
madeira, cozinha, lava c cose, he de ptima con-
ducta, nao lem vicio nem achaque, o que se afianca
ao comprador : na ra de Dorias n. (10.
No becco do llonclvcs, junto ao armazem do
Sr. Araujo, vende-se um lindo cnvalloala/..io,:iovo e
de bons andares.
Ai |ite irio.
Vende-se superiores coherlores de lapele, de di-
versas cores, grandes a 15200 rs., ditos brancos a
Vendem-se chapeos do Chyle
finos, dilos de fellro para se-
nhora e homem, hranros, rxos,
castauhos e prelos, ditos de palhinha franceza do
melhor goslo que he possivel, dilos francezes de
formas modernas : na piara da Independencia, loja
11. 19 e 21.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano cm grumo, como cm vellas, em cai-
xs, com muito bom sorlimenio c de stperior quali-
dade, chesiidi de Lisboa na barca Gratidao, assm
como bolachinhas cm lalas de 8 lihrns.e farello muito
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lxxmte Feron &
Companhia.
&
Vendem-se relogios deonro e prala, mais
barato de que em qualquer oulra parte
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Bepoiito da fabrica de Todos oe Sonto* na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & ('... na ra
da Cruz n. 4, algodad I raneado d'aquella fabrica,
mnilo proprio para sceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11, o seguinle:
vinho deMarscilleeni caixas de 3 a 6 dnzias, linhas
em novellos e cairelis, bren em barricas muilo
grandes, aro de mi la sortido, ferro inglez.
ha no mercado, que se vende emporcos e a relalho, 1d200rs., dilos com pelo a imitara dos de popa a
e lambcm se alugam. I ls-ioo rs.: na ra do Crespo loja n. ti.
M
Deposito Je vinho de cham-
tagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
le toda a champagne vende-
se a 6.S000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
1 das garrafas sao azttes.
AOS SENHORES DE ENUENHO.
Cobertores csr.uros muilo crandes c encorpados,
ditos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
ile lila, a 13100 : na ra rin Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
GUERRA DO ORIENTE.
Carlas do Iheatro da suerra actual entre a R ussia,
a Turqua e as nacoes adiadas, as quaes se demons-
tra m os lugares de diversas balalhas, posiebes dos ex-
en dn- e esquadras bellieeranles nos Nares Negro,
1 llalli, e retratos de diversas personaaens prucroi-
nenles da guerra, ludo cliegado no ultimo navio de
Frailea, obra bem feita e por prer commodo : na
na do Collegio, iojadeencadernac,ao n. 8.
AGENCIA
Da Fondicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas do vapor, e tai vis de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rita do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quatlrilhas, valsas, redowas, scho-
licki-s, modinhas tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro. '
Agencia o Edwlo Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Mr. Calmonl
fi Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras IdJSisrie ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a iC em madei-
Vcude-se nma padaria muiloafregntuda: 1 Iradr
com Tasso & Irmaos.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.a edirao do Hvrinho denominado-
Devoto Chrstao.mais correctoeacrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de hom goslo : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina qne volla para a cadeia.
CA. E POTASSA.
\ ende-se superior cal de Lisboa e polassa da Rns-
sia, chocada retentementc : na prac,a,lu to, trapiche do Barbosa n. 11. .,
ESCRAVOS FGIDOS.
1
\
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-sc chapeos de castor brancopnr commodo
preco,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, c alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por presos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Taixas para engaitos.
Na fundicao' de ferro de D. W.*
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o chafara continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe seceo de varias qualidades e
muilo bom : na ruada Crozn. 15. segnndo andar;
assim como bolins de couro pelo diminuto preco de
28 300 o par.
Vende-se urna laberna na I.ingoela n. 3 : a
tratar no Ierro, taberna n. 111.
01 El JOS E PRESUNTOS.
Na ra da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martin?, se vende os mais supe-
riores queijos loodrnos, presuntos para fiambre, ul-
limameote chegados na barca ingleza f'alpa-
raito.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrque Gibson :
vendem-se relogios de oro de sabonete, de pala-
le inglezes, da melhor qualidade e fabricado* em
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro de sellins ane-
gada recenlemente da America.
Moinhos de vento
om bmbasele reputo para regar horlas e baixal
decapim, na fundicao de D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6, 8e 10.
Padaria.

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t\
Dcsapparcceu no dia 11 rie Janeiro a preta Ma-
na, de najao Congo, baixa, cheia do corP", peilos
pequeos, urna marca no roslo do lado difeilo, urna
Icllra E ou F no peilo esquerdo, urna mi* no bra-
co direito, a junto do pe esquerdo virad* Para de"-
Iro, os denles aherlns na frente, idade 10UI" mills
ou menos 30 anuos : quem a pegar leve-* '' rua 1
Caldeireiro ii. 86, qoe lera JO5OOO rs. de rf"neS*0'
Ausenlou-sc da casa do Sr. Sebasli*0 Anlouio
do Reg Barros, em agosto de 1851, em ecasiao qne
se achava morando no aterro da Boa-VisIsS scu os-
rravo, pardo, de nome Viccnle, de allucj" regular,
qoe reprsenla ter 30 annos de idade, prca barba,
hiins denles, olhos na flor do roslo, corp* e pernas
bem feilas, tendo nos cotovellos dos brilC0 lous lo-
binbos ; jwrppoe-se eslar acornado em u*a casa nes-
ta ciil.ido, e seu senhor protesta desde j* por perdas,
dainos, dias de servico, ele. ele.; as-i como gra-
tifica a quem o apprehender.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do rorre-
le annoo escravo Jos (.acanse, de idsde 40 annos,
pouco mais ou menos, com falla de dei le- na trente,
ra de lodos os lamanhos e modelos oslmais modernos, e^ulo. crescidos. e cicatrizes as undenas ; grati-
111.11 liin.i horisontal para vapor rm forra de |
4 cavallos, cocos, passadeiras
, fica-se Eenerosamenle a quem u levar ao aterra da
de ierro stauhado | Boi.vSia 47, segundo andar,
para casa de purgar, por menos preto que os de co- i
ore, e-r \eiis oara navios, ferro da Suecia. e
ore, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
I has de (landres ; tudo por barato prjeco. '
Per*.- T e M. r, a. T.ru.-IM.


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