Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01424


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Full Text
V
v

ANNO XXX. N. 176.
I
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U>

a
*
I
V
f
Por 3 niezes adiantados 4,000.
Por 3 niezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 3 DE AGOSTO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
mam
DIARIO DE PERNAMBUGO
i;.\i:arREGADOS DA m usi :iup<:\o\
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. JooPsrcira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaqu i m Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. Gervazio Victor da Nativi-
dade; Natal, oSr.JoaquimIgnacioPereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Osar, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 ao par.
< Paris, 365 rs. por 1 f.
c Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 0/0 do rebate.
Accoes do banco 40 0/0 do premio.
da companhia de Beberibe ao par.
<< da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro.Unjas hespanholas. a 299000
Mocdas de GS-iOO vclhas. 169000
de 69400 oras. 16*000
do 4&000...... 9000
Prata.Palaccs brasileiros ..... i J940
Pesos columnarios..... 1*940
> mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS 10RREI0S.
Olinda, lodos os dias.
Caruari, Bonito e Garanhus nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Exi Ouricury, a 13e 28,
Goianna e Parahiba, segunds o soxtas-feiras.
Victoria e Natal, as quinli-feiras.
PREAMARKIIOJE.
Primeira s 11 horas e iSminutos da manha.
Segunda s 12 horas e ninulos da tarda.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquinlas-ciras.
Rularn, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, torras e sextas-foiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas c quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas a sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Agosto 1 Quarto crescenlc s 8 horas, 9 mi-
nuto c 48 segundos da tarde,
o 8 La chela l hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
o 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas c 42 minutos
48 segundos da tarde.
DIAS DA'SEMANA.
131 Segunda. S. Ignacio deLoyollafundadordos J.
1 Terca. S. As cadeias de S. Pedro Apostlo.
2 Quarta. N. S. dos Anjos ; S. Eslevo p. m.
3 Quinta. Invenco do corpo de S. Estevao.
4 Sexta. S. Domingos de Gusmo fundador.
5 Sabbado. Nossa Senhora dasNeves.
6 Domingo. 9. Transfiguracao do Senhor no
Monte Tbabor; S. Xisto p. m.
PARTE OFIiClAL.
GOVERNO DA PB OVXNGIA.
Expedante do di 29 de Julho.
OfficioAo Kxra. director geral di inslrucjao pu-
blica, autorisando-o a mandar proceder compia
dos movis precitos para a aula de primeiras lettras
da regnezia de Agua Preta, constantes da relacSo
que S. Exc. remettea.
DitoAocommaudante dasarmas interino, aecu-
sando recebdo o ofHeio cora que S. S. remetleo a re-
lajo das pravas que exponlaneamcnle se ollerece-
ram para servir como colonos em Pimentciras ; e
declarando cm resposta que deve S. S. dar as neces-
sirias providencias, para que ellarsigam quanto an-
tes para aquella colonia. Fizeram-se as necessarias
communicacOes a respoito. *
Dito Ao mesmo, reenmmundando que remella
com brevidade, afim de ser traismitlida ao conscllio
supremo militar, urna ceidlo dos astenlamealos de
praca do alferrs do dcimo balalhao de iafantaria,
Tito Livio di Silva.
DitoAo mesmo, Iransmittiudo por copia, o-aviso
do ministerio da guerra de 10 de junho ultimo, no
qual se determina que siga a reiinir-se ao oilavo ba-
lalhao a que pertence o alteres Estevao Jos da Paz
Brrelo, que se ocha addidosem ordem daquelle mi-
nwlerio ao nono balalhao da mesma arma.Cwiiina-
nicou-se i Ihesouraria de fazenda.
Dilo\o mesmo, remetiendo copia do aviso do 10
do correute, no qual se declara haver-se concedido
passagem para o nono balalhao de infamara, a Gal-
dino Alendes de Aragao, segundo sargento do oilavo
da mesma arma.
DitoAo inspector da Ihesouraria do fazenda, de-
volvendo osrequerimealos em que Joaquim Antonio
Rodrigues e Jos Antonio de Araujo, pedem que se
lliea mande passar os competentes ttulos das porjoes
de terreno de marinha, que compraran o primeiro,
a D. Joinna Mara das Neves Teixeira, e o segundo,
a D. Jeronyrua de Aauiar de Albuquerque Res, e
recommenuando queS. S. proceda a respeilo de con-
formidyia com a sua informajao de liootem, com
refewficia a que loi ministrada pelo segundo tenen-
tt/nlonio Egidio da Silva, e que remelle por co-
DiloAo mesmo, ioleirando-o de baver em vista
de sua informajao, deferido favarawlmente o reque-
rimenlo em que Domingos Jos Pereira da Cola
pede lieenja para comprar pela quantia de :200cO00
rs., 57 palmos de terreno de marinha que possue D.
Joanoa Mara dasNeves Teiteiraem h ora de Tor-
tol. i
DiloAo mesmo, devolvendo coberlo com copia
da informarlo do segundo lente Antonio Esidio
da gilva, o requerimento em que Domingos Jos Pe-
reira da Costa, pede quescllie pnsse titulo de 57 pal-
mo* de terreno de marinlia que eompreu a D. Joan-
na Maria das Neves Teixeira, fim de que S. S. pro-
ceda a respeilo de conformidade com a sua informa-
ran de '.!7 do eorrente.
Dito Ao chele de polica, devolvendo os docu-
mentos relativos despeza feita com o pagamento do
aluguel da casa que serve de quartel ao destaca-
mento de Pedras de Fogo, e com o fornecimenlo le
luz par o mesmo quartel, fim de que seja salisfeita
a exigencia constante do parecer da conladoria da
Ihesouraria de fazenda, laucado no verso do cfficio
eomqueSmc. remellen os mencionados documen-
tos.
Di(0 Ao director do arsenal de guerra, para
mandar foinecer aos Africanos livres existentes no
hospital regimenlal, as roopas que llies forem neces-
sarias para continuar no Irahalho em que se acliam
tmoresados, auresetitando a competente conta para
ser aalrsteita'. Comiunicou-sc au curador dos
mesmos Africanos.
DitoAo eommandanle do presidio de Fernando,
pprovaodo a deliberajao que Smr. lomou de man-
dar fnrnecer os medicamentos e para tralamaiilo das pessoas indigentes que adocce-
rem naquellc presidio.Coinniumcou-se a thesoura-
lia de fazenda.
' GOMMANDO DAS ARMAS.
Qurtol do commando das armas da Pernam-
b.co na eldade do Recite, en 2 *e aSo.io
a 1854.
ORDEM DO DIA N. 125.
O coronel eommandanle das armas interino, de-
clara que nesta data, precedendo inspecjao de sau-
de. eonlrahio novo engajamenlo nos Icrmos do rc-
nulamento approvado pelo decreto n. 1088 de 11 de
dezembrode 1852, oturriel dacompanua de arlitices
Antonino do Sacramento, o qual servir por mais 6
annos percebendu alm dos vencimentos que por le
Ihe compelirem. o premio de 103000 rs.. pasos em
partes iguaes nos primeiros 10 mezes do engajamen-
to, e Tindo este urna data de Ierras de vinlc duas
mil e quinhentas bracas quadradas, d conformida-
de com a le n. 648 de 18 de agosto rio referido an-
no de 1852. Dezerlando, incorrera no perdimento
das vantasens do premio, e daquetlas a que lera di-
reito pelo art. da citada lei, ser considerado re-
erutado. e no lempo do engajamenlo t* descontara o
de prisao em virtodc de sentenca, averbando-se este
descont, e a perda das vanlagens no respectivo ti-
tulo, como est determinado.
O mesrao coronel julga consequenle dar sciencia
aos Srs. rommandantes de corpos existentes nesia
guarnicito, do contedo do aviso que segu traos-
crlplo. .
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da
guerra em 1 de julho de 1854.
Illm. o Exm. Sr.Sua MaRestade o Imperador
ho'ive por bem mandar declarar, por sua immediata
c imperial resoluto de 22 do mez passado, tomada
obre consulla do conselho supremo militar de jus-
iiea, na qual o mesmo augusto senhor, conformou-
' se com o parecer dos conselheiros de guerra, Fran-
cisco de Paula e Vaseoncellos, Joao Paulo dos San-
ios Brrelo, do juiz relator Antonio Rodrigues Fer-
nandos llraga, e do ministro adjuneto Antonio Si-
mos da Silva, que os ofllciaes do corpo de saude
do exercito estn tamilmente habilitados para serem
nomeados membros dos conselhos de invesliKacao e
de guerra, mormenle nos casos em que tenham de
ser julaado ofllciaes do dilo corpo. O que commu-
nieo V. E%c. para seu conhecimenlo e ezecutao.
Dos guarde a V. Exc.Manoel Felizardo de
Souza e Mello.Sr. Aolro Jos Ferreira de Brito.
Assignado.Manoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
Aconteclmentos do Porto.
Segundo participacoes do Porto aquella cldado es-
lava em socego. Parece com ludo quo em alguna
censelhos repercutir o echo dos tumultos sera grave
consequen cia.
As variante* sao pnorat. Copiamos o quo diz o
Saonal de 11 de julho por ser o que conta oe acn-
lecimenlos com mais individua';lo. Diz elle :
O dia de noitraa.
a Fallnva-se ha muitos dias n'nin levaotamento
do povo por rauta da subida extraordinaria do prego
do pao; as autoridades foram advertidas do sussurro
e do descontentamenlo que lavrava, mas nenhumas
providencias lomaram: imbeceis quasi sempre, dei-
xam para o dia scguinle o que podiam c deviam ta-
zar na vespera. Nao se lembrivam, nao queriam
entender que esse subir incessante do prejo dos g-
neros de primeira necessidade, a que o povo nao po-
da chegar, havia de forzosamente produzir urna ez-
plosao, ses cora remedios heroicos e prumptos, a nao
atalhasscm. Dormiram o somno da estupidez e da
odiflerenca, e.a explosao leve lugar I
Nosabbado o milho chegoa a 700 ris o alqaeire
e a farinha do mesmo a 800! A este preco nao po-
den) os pobres chegar, mormenle qnando ludo o mais
est caiissimo.
Desde que o preco do milho passoO de 480 ris
(faria o governo tomar medidas para que nao pas-
sasse dalli para cima; fhesse o que todos os governos
leem ftito, jn que Dos Ihe nao deu intelligencla pa-
ra coneeber cousa al juma: abrase os porlos aos cc-
reaes estrangeiros, e veria como os rooBopolisade-
res corriam logo ao mercado com o milho que leem
as tullas das provincias. Nao o fez quando o de-
va fazer, ha de faze-lo agora que Ihe nao resta ou-
1ro meio, e depois de ver a sua autoridade abatida e
desprezada, e a anarchia a reinar I
O novo vendo que o governo nao data providen-
cias, resolvcu-se elle a toma-las por si; foramwio-
ienlas porque se atlenlsu contra a propredade, maf
anda seria, muito mais se nao fora a ndole extrema-
mente bondosa deste nosso povo que.mcsmo no meio
da ilesesrwrarilo da Tome, e da urna attltudo amea-
radora que a-so mi, nao se lhc ouvio oulro grito
mais do que milho barato', milho a cruzado! farinha
a pinto !
Seriam cousa de onze horas da manhaa quando
principiaran! a pparecer aqui e all grupos de ope-
rarios que engrnssavam progresivamente, al que atl
final se dirigiram ao general, a qacro pediram pro-
videncias. S. Exc, depois de llic's dzer que nao
era elle quera compela d-las, aconselhoi-os a
que fossem moderados, prudentes, e que de modo
algum soltassem gritos que podessem alterar a ordem
publica.
Os grupos seguirn*, depois pela ra das Flores, c
all se apHleraram de tres carros de farinha aue ian>
para Avales. Nao valorara os proteslos da padei-
ra a quem perlcnciamde que a linha comprado, a
que era para cuzer; os carreteiros abandonaram os
carros, c estes foram pelo povo conduzidos para o
mercado da farinha.
Eram duas horaspouco mais ou menos, e os gru-
pos tiiiham engrossado a ponto, que talvez cicedcs-
sem a duas mil pessoss as que andavam cm pro-
i-i-slo. e que pediam em alias vozespuo barato I
Esta massa de povo dirigio-se para a ribeira; que-
riam abordar um vapor nglez que all eslava anco-
rado, mas houve quem os persuadsse de que all nao
havia um quarlilho sequer de milhoo que era ver-
dade. Dirigiram-se depois paradous hialesdas ilhas,
que estavam a descarregar milho, e que o povo ma-
ginou que rarregavam. As saecas que estavam as
barcas vcram para Ierra, e cousa de 15 carros fo-
ram conduzidos para o quartel do Carmo. Atroz
deste comboy vinham a cavallo os Srs. Viconde da
Trndade, presidente da cmara, lfaraa de Palme, o
governador civil interino e eommandanle da guarda
municipal, seguidos de 4O0 operarios armados de fu-
eros, achas e paus, dando vivas s autoridades que
Ibes promeltiam pao barito.
As autoridades demoraram-se por algum lempo
nos parjos do conselho, c o povo seguio a correr pela
ra da Fabrica para o quarlel do Carmo, onde deu
vivas guarda municipal, e depois seguio para o
quartel de infautaria n. 6, onde fez igual manifesta-
ran.
Por rolla das 5 horas chegaram as autoridades a
prac,a do Carmo. O Sr. Barao de Palme falln ao
povo; asegurou-lbe que se haviam tomado provi-
dencias para que boje se Ihe vendesse o milho a 480
res, e depois pergunteu: Querem mais algnma
cousa t Nao, nao, fui o grito quasi unnime.En-
tao, senhores, vo todos muito socegadus para suas
casas. Mas a recommendacao do general nao foi se-
guida < risca. Coustou logo que o povo eslava a ar-
romliar a golpes de machado os armazens dos Srs.
Van-Zelrs, na praia de Villa Nova de Gaya, que es-
lao cheios de trigo hespanhol para embarque, per-
lencenle ;ios Srs. Casaes & C. As autoridades man-
daram logo para all urna forca de cavallaria da mu
ncipal; mas quando 1 chegou, ja rinham 16 carros
de trigo para a cidade, osquaes o povo conduzia em
FOLHETIH.
Iriumpho, e a carallaria os acompanhou para o Car-
mo, afim d'cnSo se extraviarem.
Em quanto esse moviraento se operara, cm Villa
Nova partiram destacamentos de povo para as estra-
das de Braga eGuiraares, edas dormidas que ha fora
das barreiras trouxeram cousa de 15 carros.
Eis-aqui em puncas patarras as oceurrencias,
que nSopodemos deixar de chamar lamentareis.
Ilojc ao mercado nao veio, por assim dizermos,
'cusa alguma.
As autoridade, depois de lomaram eonla dos Srt-
pojot de hontem, e de tomarem nota das pessoas a
quem perleoeiam, mandaran] vender por conta do
municipio.
O milho a 480, eenteio 480, farinha milha 600, foi -
jao 600, batata mida 160, diU grauda 200.
Hoje, o povo na praca do Carmo he immenso; mas
est aoeegado. Giram atli patralhas de infanlaria e
ravallaria. J
Para hoje, paralos oa tres dias, estas providen-
cias *8q siifileienles; mas pode o municipio con ti o li-
ar com esta despea 1 AcredKaraos que nao.
Os labradores nao voem ao mercado; o receio de
scenas como as de hontem aflTugenta-os, e o mal em
vez de desapparecer, augmentar. Prohibir a ex-
portarlo, alem de ser um absurdo, he medida desne-
eessaria,porque os eercaes em Franca e na Inglalerra-
em preseuea das exeellcnles eolheitas, tcem bai-
lado consideravelmente. Sabe-so que ha mais
quairo mezes se ulo exporta milho pela barra d
Parto.
O remedio udco, he que j aponamosdar en-
trada livre aos coreaos estrangeiros, com reslricses
somonte em quanto ao lempo.
P. S. Agora mesmo soubemos que o milho qne ha
no mercado nao chega para o povo.que quer comprar
pelos procos eslabelecidos. Pediram-se providencias
ao governador civil.
Do Diario do Governo Iranscrcvemos o sc-
guinle :
c Illm. e Exm. Sr.1. Em o meu offieio n.
84. que tive a hony de dirigir a V. Exe. pelo bar-
co de vapor Duque de Saldanha, partieipei a V.
Exe. que, no dia 26 de junho prximo passado, pe-
la* nove horas da manhaa, el-rci e o Sr. infante D.
Luiz, linham sabido do Londres, drigndo-e
grande cidade industrial de Birmingham. Depois
de haverem visitado esta cidade, conslou-iue que
linfiam os augustos viajantes visitado, entre outras,
as Importantes cidades de Manehester e Liverpool,
, finalmente. Bonger, donde vollaram a Londres
m 30 do mez prximo passado.
2. Tcudo tido aviso pelo telegrapbo, que S.
M. e A. deviam rhegar a Londres em 30 do passa-
do, s onze horas e meia da noile, foi, como me
cumpria, com os empregados dcsla legarlo esperar
os rcaes viajantes, que se dignaram tratar-mc com
a sua nunca desmentida benignidade.
S. No dia scguinle levo lugar no Pac.0 o ja;itar
de despedida a cl-re, e ao Se. infante, para o
qual foram convidadas poucas pessoas por ser ilo-
-mingo. '
S. M. a rainha dlgnou-se exprimir-mc o senti-
mcnlo que Ihe causara a prozima partida de seos
augustos sobrinhos, fazendo-lhcs os maiores, mas os
mais bem merecidos elogios. S. M. Brilannica eslava
lao penetrada do que me dizia, que Ihe nao foi
possivel impedir que os olhos lesteiiiunawssein os
scus sentimentos.
4. No dia 3 do correnlc, pelas tres horas da tar-
de, dignaram-se cl-rci, e o senhor infante, vir a es-
ta legaran, aonde se demoraram urna hora; e sa-
bendo disto alguns dos portuguezes residentes em
Londres, logo aqui eoncorreram, para terem a hon-
ra de se despedirero do seu soberano, e do Sr. in-
fante.
5." Desta legacao, pois, partiram el-rei, c o Sr.
infante, para o arsenal de Woolwich, arompanha-
dos por todas as pessoas do seu squito, por lord
De Tablcy, general Wylde, por mim, pelo conselhci-
ro secretario desta legarlo, o coramendador Luiz
Augusto Pinto de Soveral, D. Augusto de Mendon-
ca, conde de Villa Real, visconde de Alte, ocon-
sclheiro Marcal Jos Ribciro, Francisco Ignacio
Yan-Zeller, cnsul geral. Tambem vieram a esta
easa da legacao, e acompanharam el-rei a Wool-
wich, o ministro do Brasil, e o visconde de S.
Amaro.
fi." Um barco de vapor de guerra brasileiro, que
arabava de ser construido em Londres, receben or-
dem do ministro do Brasil para acompanhar el-rei
al Ostende. Escnsado he observar a V. Exc, que
quando el-rei embarcoO em Woolwich, Ihe foram
feilas todas as hanras militares, que Ihe eram devi
das. En, e os dous empregados nesta I caaes o, que
jn nomeei, acompanhamos el-rei al Graressend,
e all, depois de havermos tomado as ordens de S
M. e de S. A. R., nos retiramos para Ierra.
7. O Minadlo firou Tundeado em Sheerneas,
at as tres horas da manhaa do dia 4, que levantou
ferro, segurado a sua viagem para Oslendc, aonde
os augustos viajantes chegaram s seis horas da
tarde, e a Bruxellas as dez da noile. Daqui por dian-
te as noticias relativas viagem de el-tei, e do Sr.
infante. scrSo Iransmillidas a V. Exc. pelo minis-
tro de S. M. no corte de Bruxellas.
8." Lord de Tabley, e o general Wyld, acompa-

Por OCTAVIO FETJILLET.
. VtZn'ONAGXKS rauroiFAXS.
O conde Uenrigue de Comiiingei Irinla e dous
annos.
O visconde lleitor de Mauleon Irin.a annos.
Aurora de Kerdic scsenla annos, cabellos quasi
brancos e polvilhados, traje de sua idade; mas
com muito esmero.
Personasen* neeundiirinA.
Francisco criado de Aurora, oclogeuaro, ;ippa-
rencias de rieerepitudc, cabellos e sobrancellias
hrai|cas. Est vestido de calcocs, mcias prelas e
sapatos tumjivela.
Kcontief criado do visconde, Vslido de libr.
A scena passa-se nos nossos dias m It retan ha, na
exlremidade da floresta de Brccclyande.
( Essa floresta he celebre as antigs legendas bre-
tonas, mostra-se anda nella a fonte do encantador
Merlin.) ,
EM CASA DE AURORA DE KERDIC.
Urna sala de campo adornada cora simplicidade,
/ urna chamnc csqoerila e janellas, no fundo um
grande bufete de madeira esculpid i. A' esquerda
do bufele a porta do entrada, que he partida, e
,i direila urna porta menor. Porta lateral d-
reita. no meio urna mesa, urna mesinha e um
piano.
SCENA I.
A noile se apprnrma. Um caslical de dous bracos
aceso sobre a chamin. Ao subir o panno, Fran-
cisco acende oulro caslical colloeailo sobre a me-
sa.O conde de Cominings cuta palo fondo
esquerda, enlra de repente muilo paludo, e per-
corre a sala rpidamente com a vista. Depois ven-
do Francisco :
O Conde: Ah eis em fim um semblante!
(Encara Francisco, o qual meio inclinado oliter-
ea-o de tua parte com curiosidade. O conde du-
rante toda esta scena, e durante metade da se-
ijainte canserta urna fronte pensativa e impatsi-
re, e niio sorri jamis. [A' parte. Que vclhiiilm
singular 1 (Alto. Perde-me, senhor ; posso perun-
tar-lhe se he o proprielario deda cnsiuha '
Francisco (resmungamlo ; voz lenta e quebrada :
nliaram constantemente elrei, e o Sr. infante,
desde a sua rhegada a SouYmptou, at ao sen em-
barque em Woolwich, e ejmpriram" da maneira a
mais respeitosa e delirad a honrosa commis-
sOo, que llies havia sido cortada pela fu augusta
soberana.
9. O chefa de esquidra barao de Lazarim, de-
sempenhou a sua honroia e importante commissao
com a liahilidade e digiiiule, da que tem dado so-
bejas proras em sua longa urrcira.
Oscommandanles c oflUadade, tanto do Afi'n-
dello, como do vapor D\qic it Saldanha, sao
merecedores da particular alinelo dogwcroe le
S. M., pela decencia datua:onducta, lano em Sou-
Ihampton, como depois em travestend e Woolwich,
que llies altrahio os louvore do todos os que neste
paiz eom ellos liveram relates. Posso, com mnita
satisfarn dizer a V. Etc. que fizeram honra
nossa marinha, por cuja reslaracjio eu faro arden-
tes volosr
Dos guarde a V. Exe. .ondres 6 de julho de
1854.Illm. e Exm. Sr. isconde d'Alhoguia.
Conde de Lavradio.
uiaim'
LEGACA'O DE S. M.FIDELISSIMA NA
BELGHA.
Illm. Exm. Sr.Apceasomc a informar a V.
C.asinba '.... Urna haliilarao com pateo ejardim,
pasto para duas vaccas, padaria, pombal, coelheira
e oulras dependencias fidalgaes. Casnha I Pelo
que parece o senhor mora no palacio das Tulhcrias 1
O Conde : NSo pretend oflende-ln ; he o se-
nhor o proprielario deste pequeo easlello ?
Francisco : Proprielario!... Nao, inhor, nao
sou proprielario, sou criado... sou criado para ser-
vi-lo... bem entendido, se nao incommodnr-me mili-
to, porque eslon na idade de nao incommodar-me
por mnguem, senhor, excepto por minha ama.
O Conde : Isso he muilo justo, meu amigo.
E sua ama he provavelmenle a mulher cubera com
um veo, que entrou agora nesta casa. Eu desejava
npresentar-lhe minhas escusas ; receio te-la assus-
lado. O acaso me fez encontra-la ao anoilecer na
floresta viziiiha, na floresta de Brncelyande, peno
da famosa fonte das Fadas... de Merlin. nao sei
como achamam...
Francisco (lornando-se aflavel) : A fonte de
Merlin... do encantador Merlin... Mo lugar para
-os enconlros, rapaz. Ah ah I ah! (Iti como telho.)
xO Conde ( parle : Que vclhinho singular!
(Alto.) Suppondo-a perdida quiz oflerecer-lhe meui
servcos...
Francisco : Ah I ah 1 rapaz... Ah 1 senhor !
O Conde: Supponho qne ella leve medo, e es-
se enrano cniuluzio-nos al aqui, ella fugindo, cu
seauindo-a... julga que consentir em receber mi-
nhas explicaQes i
Francisco ( mu gracioso) : Pens que sim, ra-
paz, e lisongcio-me disso. Ah ah I (Ili-se enca-
randn-o com ar He intelligencia, e dirige-se para
a portalatcral.)
O Conde \ parte',:Este vclhinho zumba de mim?
(Alto.) Diga-me, amigo, como se chama sua ama '.'
Francisco: Chama-se Aurora de Kerdic, po-
rni he mais conhecida no paz pela Fada de Broce-
lyande.
' O Conde : A fada .'... (A' parte.) Que cousa
extravagante. (Alto.) A fada!... E ella he furmosa
,em duvida nossa qu.ilidade?
Francisco : Oh muito formosa, senhor, ao
menos a meus olhos.
O Conde : He mora '!
Francisco : Sim, senhor, he moca, ao menos
relativamente.
O Conde : Relativamente... a que '!
Francisco : Relativamente a inin.
O Conde : Mas lens ao menos cem annos?
Francisco : Setenta c nove somcnle, senhor ;
hci de inlera-los no da de Natal.
O Conde : E la ama quaiilos tem ?
Francisco : Ha de completar cincocula c nove,
senhor, no lempo das rosas.
O Conde (vivamente, mas com gravidade); la
intil ineoramoda-la, meu amigo. Rcflcctindo
bem, acho que nao deixou de sofler muito peta mi-
nha importuuac,3o. (A' parte deseando um pouco
o seenario,) Foi urna mystifica;ao, os um capricho
do acaso que conduzio-me a presenta deslc velho
idiota, e de urna velha solleira meio louca provavel-
menle t... Com ludo I... Nao tnmarci o enfado de
penetrar esse mystero... O certo he qne levarei
mais longe o peso de nma existencia odiosa... Ha
tres mezes que ella's eslava presa por um fio, a
coriosidade... Ei-ln quebrado... est ludo perdido.
(A Francisco dando-Ihe dinheiro.) Meu amigo, lo-
ma islo, toma e adeos. (D um posso para sahir e
colta-se.) Dize-me... ( A" parte.) Sim, a idea agra-
da-rae (Alto.) Essa fonte de Merlin he profunda 1
Francisco (com os olhos baichus ): Bastante pa-
ra um cao affogar-se nella.
O Cende ( filando sobre elle um olhar ltenlo):
Que queres dizer?
Francisco (sua voz de velho loma um acento de
firmeza neste fim de scena ) : Que um christao
que se afoga nao val mais do que um cao.
O Conde (violentamente j : Como sabes que
quero afogar-me 1 Ests poslado... eslas pago para
me dizeres isso I...
Francisco : O senhor falla com sigo mesmo em
voz alta, nao he preciso ser feitieciro para adevi-
nhar-lhe os projertos... Ah 1 senhor, he bem eerlc
o qne dizcm : cada lempo lem seus coslumes... Seu
avn o seu pa morreram em um campo de batalha
pela patria, e o senhor vai afogar-se em um charco
por seu gosto... Eis o que chamam progresso...
ah I ah !
O Conde (amea;ando) -: Velho mizeravel.
Francisco : Sim, son um velho mizeravel...
um velho mizeravel que leve em sua longa earrei-
ra mais de urna bella occasiao de maldizer a existen-
cia c laucar seus despojos mortaes na estrada ; mas
que nunca pensou nis*o, senhor; porque se fallou-
Iheo pao algumas vezes, jamis faltou-lhe o animo.
O Conde : Palife !... Quem es".' Quem te pa-
eou para me fallares assira"! Porm s apenas um
agente subalterno no enredo que me envolvc... nao
me queixarei de li... chegarei nos machinadnres
dcsla comedia ultrajante... elles sabcnlo que pode
cu-lar caro rir minha cusa... Onde est tua
ama?... Agora quero v-la !...
Francisco: Ei-la, rapaz. [Abrc-se aporta la-
teral, e apparece Aurora de Kerdic.)
SCENA II.
Os memos e Aurora de Kerdic, ella para apenas
entra.
(i Conde (repentinamente : Ah! pois bem I...
Senhora... (Da violentamente dous passos epara
de repente como impressionadopela iistinceiotdig-
Ec, que S. M. el-i
'. Luiz, chegaram a
horas da larde,
lo, que baria
horas da madrugada d
S A.R. oSr. infante
butem 4 de julho, s
lo do vapor de guerra
ide de Sheernss s tres
smc dia.
Ao entrar o Miniello- no nolhe de Oslende, fui
logo a bordo, acompanbado di par do reino, ron-
do de Rcndufle, do addido aessa legacao, Jacomc
de Bruges, do cnsul geral dePortugal na Blgica,
bario de Terwanhne e do vict-eonsul em Oslende,
e lodos ti vemos a honra de trijar a mo a S. M. e
a S. A. R'., quo se dignaran receber-nos com a
maior affabildade e benerolemia.
Cumpri depois odever ricpresentar a S. M. o
lente geral Dupont, ajudanl; d'ordens, o coronel
conde Vanderburch c o. capilto Prise, ajodantes de
campo de S M. el-rei dos Belos, que este soberano
incumbi da missao de saudarem S. M. F., ficando
de servico junto S. R. pessja.
O encarregado de negocioi do Brasil nesta orle,
Pedro Carvalho de .Muraos,, assim como o cnsul
geral e vice-consul do mesmo paiz residentes na
Blgica, apresentaram aos niguslos viajantes o tr-
bulo de sen respeilo c horaenagem. O mesmo pra-
ticou o governador da FUndres occidental, barao
de Vrere, anligo ministro i.i Blgica na corle de
Lisboa, e todas as nuloridades superiores da mesma
provincia.
Eram sele horas da tarxe quando cl-rci c o Sr.
infante dcseoibarcaram do Atindcllo e cntraram as
carruagens rcaes que os couduz'iram ao Irem espe-
cial do eaminho de ferro, que festava promplo pa-
ra transportar S. M. e S. A. RJkBla capital.
Em Bruges, Grande Maliarf, as autoridades ri-
vis e militaros achavain-w reun/das na passagem do
infante. Estes augustos-si-nhuYes chegaram a esta
curte as dez horas e meia da neile. SS. AA. Itlt.
o duque de Brabante e o conde de Flandres, assim
como as principaes autoridades da capital, acha-
vam-se no desembarradouro do caminhn de ferro
espera dos principes portuguezes, e depois de le-
rem cordeal e aflecluosamente acolhido os seus au-
gustos primos, e lerem-lhe apresenlada os allos
funecionarios que se achavam presentes, couduzi-
ram S. M. e o Sr, infante ao paco de Bruxellas,
aonde S. M. belga havia mandado preparar apo-
sentos para a residencia dos seus reaes hospe-
des.
Ao rhegar el-rei de Portugal ao palacio, deseen
el-rei Leopoldo ao vestbulo, e abracando seus au-
gustos sobrinhos' os conduzio aonde se achava a du-
queza de Brabante e a princeza Carlota.
S. M. F. e S. A. R. gozam da mais perfeila
saude, e nem levemente se acham incommodados
das fadigas da viagem.
Com este envo a V. Exc. cartas de S. M. e do
Sr. infante para S. M. o regente; e rogo a V. Exc.
o favor de leva-las ao seu alto destino.
Dos guarde "a V. ExcBruxellas 5 de julho de
1854.llm. e Exm. Sr. visconde de Alhoguia.
Visconde de Seisal.
(Pcroluco de Setembro.)
COBBaGSPONSENCIAS DO DIAB10 DS
PERNAMBUGO.
Bambnrf 4 e jnlho.
Na nossa ultima caria fallamos da envialura de
nma nota austraca ao imperador da Russia, exigindo
a prompta evacuado dos principados do Danubio.
Juntamente com essa nota parti urna carta confiden-
cial dirigida ao czar, explicando os molivos da dita
exigencia, repclindo-a com grande Urgencia e ener-
ga. Apezar de serem expedidas essas duas notas de
Vicua j em comeco do mez de junho, al hoje ain
da nao chegou a resposta exigida da Russiaurna
tardanza que ji por si nao deixa esperar a approra-
rao da notificacao austraca.
Entretanto he verdade qne leve .lagar um nm vi-
ntenio retrogrado do exercito russo nos principados
danubianos, e segundo nm despacho lelegraphico que
Ha algum lempo recebeu o Moniteur de Pars do
Iheatro da guerra, se dizia qne essa retirada tinha
por fim a evacuadlo dos principados danubianos, e se
estenderia al o Prnth, que como se sabe forma a
fronteira da Russia.
O Moniteur, porm, desde enlo rectifieou essa no-
ticia, e (odas as nutras noticias novamente ehegadas
ronfirmam, que o movimenlo retrogrado, encelado
pelo exercilo russo do Danubio de neuhum modo he
urna resposta nota austraca, mas sim antes pelo
contrario tem o carcter de urna demonstrado contra
a Austria. Tambem se moslra agora, que o movi-
raento das tropas ruisas que tao visivelmente salle a
luz, j tinha sido preparado ha bastante lempo, da-
tando propriamente desde o primeiro momento do
priire.liincnto enrgico da Austria, ao mesmo lempo
que, e isso al os ltimos dias, sempre pasaam novos
balalhoes russo* sobre o Prulh para a Moldavia, pro-
va bastante, que em lugar da se tratar de urna eva-
cuaban dos principadosdanubianos, se tratava de urna
nova concentradlo e em medida reforjada, dentro
dos mesmos. A isto se acrescenta no presente mo-
mento que os Russos soOreram sensiveis derrotas pe-
rante Silislria.
Todos os seus assailos para tomar essa fortaleza,
nao s foram repel idos pelos Turcos sitiados, como
tambem olios lem sido muilo iufelizes as sabidas por
esles feilas. A's primeiras derrotas de Kalafat se as-
socam agora tambem as mais graves peranle Silis-
lria, e a glora das armas russas nao pode apresentar
urna nica verdadeira victoria para justficar-se em
frente dos Turcos,que tanto.dsprezavam. Retroce-
der debnixo de laes circumslancias, seria abandonar
o campo da balalha, do modo mais humillante, seria
ceder a prelenco da posic.io al hoje sustentada de
urna grande potencia, nao s aos olhos da opinio
publica da Europa, como tambem dos povosda Asia.
Mesmo no caso mais infeliz, urna derrota da Rus-
sia por um exercilo austraco e pelas potencias occi-
dentaes, nao lem o carcter humillante dss derro-
tas que al agora soflreram pelos Turcos. To ira-
cas que sejam as esperanzas, de urna guerra contra a
Europa unida, pira a Russia, ella afinal.de conlas,
nao poder perder muito mais por urna (al guerra do
queja perdeu; de mais a mais como a guerra com
Napolen moslrou para lodos os lempos que a Russia
nSo pode ser atacada no seu interior. Nada, por isso
he mais justificado do que a conyiecao que sempre ga-
nha mais terreno, de que por ora n3o se deve pensar
em paz, e que agora he que comer a verdadeira di-
recelo europea do combate oriental, apezar de todas
as tentativas de paz feitas pela diplomacia alloma.
Por essa uirecejo, porm, fica inteiramenle muda-
do o modo da decisao da quesiao oriental, e se ate
agora as duas grandes potencias allcmes s represen-
taran) um papel secundario ao lado da Inglaterra e
da Franja, agora a Austria vai por-se testa e tor-
uar-se o poder que domina a situaran, lima espan-
tosa mudanra dos negocios I Ainda se ada cm viva
lemhranca de lodos o periodo da revolucao da Hun-
gra, quando o Ihrono imperial anacarado por lodos
os lddos, interior c exlariormcutc, r- vio obrigadn a
hram do despacho do principe de Paskiewicz, cntao
eommandanle ein chefe do corpo auxiliador russo na
Hungra, esse despacho tao humilianle para a Aus-
Iria que elle dirigi ao seu imperador acerca da ca-
pitularlo de Vilagos, cm que dizia Toda a llun-
gria scacha>aos pes de cossa magestade imperial,
c hoje, apeuas decorrido um lustro, a mesma Austria
qual um servidor do czar se atreven offerecer-lhe
urna lio grave humillar lo, se acha em frente da Rus-
sia batida e vencida na qualidade de cabeja da Eu-
ropa alliada. E nao basta isto.
Em quanto que as tropas a Russia anda ocenpam
a.maior parte dos principados danubianos, Austria
j se apoderou da heranca do protectorado russo
n*dade que rtrnlam as fcices e o porte da velha;
inclinase saudando.)
Aurora : Francisco, que quer o senhor ?
Francisco : Quer afogar-se.
Aurora (em tom natural o digno : En'.ao que
he isto ? ( O conde a encara alternativamente com
urna mistura a'e embaraco e de sorpreza suspeilo-
sa.) Senhor, ein'rando em minha casa eu esperava
estar ao abrigo de urna perseguirlo... verdadera-
mente inexplicavel. De balde record minhas lem-
brancas, nflo o c onhejo. Que quer comgo ?
O conde : S 'nhora, nao posso coneeber... He
impnssivel...(Co/i tinua a encara-la.)
Aurora : Sei i exterior, senhor, parece annnn
ciar um homem d e espirito ao e todava...
O Conde (com ; nolidez):Minha conduela he tao
louca quanto incte, -61116,1130 he assim ? Mas crea cm
minha palavra, se nhora, as circumslancias singula-
res em que me ach o juslificam o que Ihe parece mais
incxcusavel cm re eu procedmenlo. Alm dislo
bastoo-me ver-lhe o semblante um s momento para
cerlificar-me de qu e urna pcssoa,como a senhora
nao toma jamis pa rtr em um enredo, e para sentir
amargamente a indi scrijftoobstinada, que commolli
ha pouco,
Aurora (sorrindo levemente) : Comcfleilo creio
que baslou-lhc ver c meu semillante para ter um sin-
cero pezar de sua i lerseguijao. Militas mulheres,
mesmo ile minha id ide, senhor, lhc perdoarinm tai-
vez mais diflcilmcnt e sua conlrijao presente do que
sua offensa de ainda agora...
Eu porm, gracas ; i Dos, perdoo-lhe de boa von-
lade urna coulra...
hora injuria-me seriamente, se
t,i galanlarla banal de um
, como tenlio a honra de di-
ircunistancias verdadeiramen-
nessespaizes Aqui segu a explicarlo disso.
Em 14 de junho foi concluido em Constanlinopla
um tratado entre o enviado austraco, Barao de
Bruck, a o mini-tro dos negocios estrangeiros da Tur-
qua, Muslapha Reschid Pacha, cujas principaes dis-
posijessao asscguinles :
1. A Austria se obriga a empregar todos os mcios,
lano por negociajes diplomticas como em caso de
necessidade pela forja das armas, para fazer os Rus-
sos evacuaros principados danubianos.
2. A Porta Oltomana permillir para esse fim a
entrada das tropas austracas uos principados danu-
bianos.
Determina-se mais que depois de aleanjado o fim
da entrada das tropas da Austria nos principados,
ellas devem ser retiradas iramedialamenle;aomcsmo
lempo he certo, que a Austria alm desse tratado, e
de accordo com a diplomacia das potencias occiden-
lacs aceitn o rcgulamento da posirao dos principa-
dos danubianos, o que exclue a influencia que a Rus-
sia exercia al agora sobre o governo dos mesmos,
seguudo a convenrao, entrando agora a Austria no seu
lugar. A vantagem que disso nasce para a Austria,
vanlagem que Ihe assegura a sua mais importante via
de transito, o Danubio, he to grande, como a perda
que a Russia deve sentir vivamente, tanto mais de-
vendo ver disposijes tomadas sobre o que j se
tinha apropriado. Segundo as ultimas noticias ehe-
gadas de Vienna, o exercito austraco que se acha
perlodcOrsowa, commandado pelo general Coroiiini,
receben a ordem de entrar na Walachia, c a cada
momento se espera aqui a participaran lelegraphica
de haver sido cumprida essa ordem. k
Na Prussia nao leve ainda lugar a moftt/Ofo do
exercilo, apezar de lanos boatos que a esse respei-
lo corriam. O ministerio das finanjas, aiivjt mu-
ir o estado dos meios necessurios para todas as
eventualidades, se decidi a realisar*a primeira
metade do emprestimo de 30 milhes de Ihalers, vo-
lado pelas cmaras para negocios da guerra, reser-
vndole para o mez ds novembro a rcalisacao da
oulra metade. Ao resto a administrajao militar prus-
sana se acha regulada de maneira para poder apre-
senlar os seus exercitos dentro em 8 das, se preciso
for, na forja de 400,000 horneo-, completamente ar-
mados, e se se considera os embaraces que a mobili-
sajo da l.andwebr causa a todos os ramos de produc-
j5o, he bem justificada a determinaran de nao exe-
cular essa medida um minuto antes que seja necessa-
ria. Somcnle a resposta da Russia a nolilTcajSo da
Austria poder.i decidir a respeibj dessa necessidade.
Se ella for negativa, chegou o momento que chama
a Prussia s armas, seguudo o seu tratado de allian-
ca com a Austria. Porm mesmo assim a Prussia to-
mar o lugar de urna reserva, ou mais ainda as suas
(ropas ao principio s sern destinadas para co
brir as fronleiras da Austria contra urna invis3o even-
tual do exercito russo. Ao resto fcilmente se com-
prchender, que em cortos circuios prussianos se ni ha
com corlo ciume sobre a posijao imponente da
Austria neste momeulo, e que o partido russo que
all ainda lem a palavra, trata do explorar do melhor
modo esse ciume para os scus inlcresses. Porm a
grande maioria bem percebe, que a extensao da
influencia da Austria ao longo do Danubio, assim
como em geral na Turqua, deve sobremodo tornar-
se vanUijos'a para loda a Allemanha. Do oDIro lado
o partido um Unto especficamente prassiano, talvez
com razio, pensa que ao passo que a poltica da
Austria toma urna direcjo oriental, tanlo mais di-
minuir a influencia da sua poltica do lado occiden-
tal sobre a Prussia, e esta desse modo ganhar maior
terreno na Allemanha.
Entretanto a resistencia dos estados intermediarios
da Allemanha contra as inlenjes das grandes po-
tencias, como foi decidido na conferencia em Bam-
herg, se reduzio a nada, mais antes do que se poda
ter esperado. Parlurienl montes, nascitur ridiculos
mus I A maior parle desses estados j nolificarara a
sua decisao de .deixar cahir as condijes de que ti-
n, ain feito dependente em Bamberg a sua adhesao
ao tratado offensivo e defensivo auslro-prussiano,
estando promptos para adherircm sem rundirn al-
guma. Apezar dos seus bons desejos para a Russia,
elles tanlo menos poderam resistir opioiao publica
da Allemanha, quanto mais a posijao imponente dos
Russos ia perdendo o seu esplendor nos campos de
balalha no Danubio ; i Russia victoriosa talvez te-
ram licado fiis por mais lempo, porm va victis !
Porm nao smenle com os homens de estado, mas
tambem com os luuncns das bolsas allcmes a Russia
de hoje perdeu o seo anligo crdito. Um novo em-
prestimo do Sgaaiaa* da Riir-*tt ""'i*"*"**" ""T?"""^
-. .," ca~. -- iiieslilz UnmwiDi nao
foi completamente realisado na Allemanha. segundo
se diz, uo mesmo lempo que as coiulijes para os
compradores eram muilo mais fav ora veis do que as
do emprestimo prnssiano, o qual se cflccluou n'um
momento, apezar dos grandes esfurros felos pela po-
tencia pecuniaria Rollrschild, para faze-lo malograr.
O governo prussiauo regeitou os offerccimcnlos des-
sa potencia acerca do emprestimo, c isso foi o moti-
vo da ira da mesma. Ainda diremos nesta occasiao
que em breve tambem rhegar ao mercado um novo
emprestimo da Austria. Os planos respectivos j
foram sanecionados pelo imperador. O importe do
emprestimo foi fuado em 350 milhoes de florins. Os
juros serao de 5-20 c em prata, e o prejo de emissio
de 95. O emprestimo poder ser. estendido al 500
milhes. O fim do mesmo he o rcslabelecimcnlo do
valor da prata por meio de amortisajao do papel moe-
da ale o seu primitivo importe de 80 milhes, assim
como em segundo lugar para cobrir o dficit even-
tual no budjet do eslado nos prximos annos.
iriam de sua parle. Se o re da Prussia aceeilcu esla
ultima proposta, dirigio-se a Teschen no dia 9 deste
mez, e ahi depois de muilas felicitajdes, a importan-
te questo da guerra e da paz foi ventilada e resol-
vida. Os dous monarchas tnhm em sua compa-
nhia os diplmalas, que eoncorreram para a redaejao -
do tratado auslro-prussiano: nao s a remeasa do
ultimtum austraco foi approvada, como tambem
decidio-se que os dous soberanos tentariam pessoal-
menle um ullimo pssso, e enviariam de commum
nma carta ao czar supplicando-o que suhscreveew as
condijes da nota austraca. Essa carta deve ter
partido no dia 11 ou 12 deste mez, e o imano do
presidente do conselho da Prussia, o senhor logar
lente coronel deMauteuflet foi encarregado de le-
va-la ao imperador Nicolao. Espera-se a resposta
deste soberano para o fim do mez. Segando o que
referen!, a carta escripia em Teschen he mais enr-
gica doque a nota austraca, posto que seja mu cor-
dial, e mu aflectuosa na forma. Nao pde-se mais
ao czar qne marque elle mesmo o prazo, no qual
quer retirar suas tropas dos principados, declara-se-
Ihe simple-monte, que deve relira-las sem demora
para salisfazer a unnime vonlade da Europa. Ha
mni pouca razio para esperar-sa que o czar conceda
o que Ihe pedem. *t
O imperador da Austria o re da Prussia oceu-
param-se em Teschen de oulro negocio que ioteressa
vivamente questao do Oriente. J> dlsse-lhe que
os representantes das potencias secundarias da Al-
lemanha por instigaran de Saxe c da Baviera ti-
nham-se reunido em Bamberg par,, deliberaren! so-
bre o tratado auslro-prussiano, e haviam decidido
que se insislisse com as duas cortes para que esse
tratado fosee submellido ao exameeao veto da Dieta
de Francfort representante da confederajao germ-
nica. Era isso urna manobra da Russia, muilo influ-
ente em Munich e em Dresde, eqoe tenda a para-
usar a aeran da Prussia da Austria; mas eslas nao
hesilaram um instante em repellir peremptoriainen-
te as pretenjes da convenrao de Bamberg. Em
sua entrevista de Teschen os dous monarchas deter-
minaran! o sentido e os termos de urna circular, que
arabam de dirigir a todos os estados que compem
a confederajao.
Essa circular cipc que conlrahndo ama allianca
ai duas grandes potencias obraran) com a plenitude
de seus direilos. e que nao lem de pedir a sanejao
de ningaem. A Dieta de Franscfort nao tem pois na-
da que ver no tratado auslro-jirussiano, e esse tra-
tado nao Ihe ser submellido ; mas a Prussia e a
Austria em sua qualidade de chefes da confederajao
allemaa orcuparam-se grandemente no confuto eu-
ropeo com as exigencias do i ulerease allemao, e ve-
riam com satisfarn os estados confederados darem
individualmente sua adheso convenjao por ellas
concluida. Se llies faltar essa adhesao. ellas o sen-
lirao vivamente; mas passarao alm. Tal he o sen-
tido da circular das duas corles; he polida, mas firme,
e passa por certo que ser perfeilamente acolbida
pelos governos, aos quaes he dirigida.
A Russia ver perdidas suas intrigas, e as commen-
das c condecorajes que distribuio pelos diplmalas
dos estados secundarios.
Porm, eis aqui um novo faci que nos annoncia
o telegrapho, e que prova al que poni a Au-tria
est decidida a chegar, Dizem qot naquelle mesmo
instante foi assignado um tratado entre essa poten-
cia e a Porta, afim de auiorisar-se a entrada de um
exercito austraco ua Moldavia e na Valachia, isto
he sobre o proprlo territorio oceupado pelos Russos.
Esta noticia que parece aulheutica, porque o gover-
no acaba de publica-la em seu jornal Ricial, mu-
dara completamente o eslado das cosjaas : o exer-
cito russo que tem j tanto Irahalho cm susteotar-se
contra as tropas turcas smenle, teria de Inlar ao
*WWWim o'^r^sirU^^^^
PARS.
20 da judio.
Eu dlsse-lhe que a Austria havia enviado corle de
S. Pclersburgo urna nota intimando, que evacuasse os
principados-ohpena derompimentoede guerra entre
as duas corles. Este passo enrgico deve apressar a
solujao da questao do Oriente ; porque a resposta da
Russia, que uao pude tardar, decidir da conducta
que iIout.i -ouiiir a corle de Vicua,; mas em conse-
quencia desse acto significativo tem-se perguntado,
se a.Austria nao ser abandonada pela Prussia sobre
o terreno em que se colloca : o rei Frederico Gui-
lhcrme tinha mostrado al agora tanta hesilajao, e
mesmo tanla parcialidadc pelo czar sen runfiado,
que receiava-se vivamente em Paris e em Londres
que elle Icntasse embarajar o imperador da Austria
no partido que lomou de forrar a Russia a abando-
nar suas prcleneoes, on a entrar em lula com toda
a Europa. Esla apprehensao est hoje quasi dissi-
pada : nm fado rcenle deu quasi a Certeza de que
a Russia canlinuar a fazer caosa commum com a
corte de Vienna. Eis o que se passou : o impera-
dor Francisco Jos, querendo apresentar a nova Em-
peratriz aos seus vassallos da Bohemia, foi a Praga,
onde foram recelados cora o maior enlhusiasmo.
Dahi achando-se perto da fronteira da Prussia es-
creveu ao rei Frederico Cailherme, sea to, para
a mili iiriar-llu; quo ira ve-lo em Berlim com sua es-
posa, se o rei nao preferisse vir visila-lo no easlello
de Teschen, para onde o imperador e a imperatrz
O Conde : A sen
julga que esleve expoa
fatuo... Vejo-me feilo
zer-lhe, ocscamcudcc
le extraordinarias, e...
Aurora : Basta, t -enbor, cada um tem sena ne-
gocios. Emfim seja qut il for o molivo, o senhor deu
urna carreira forjada ; quer descansar?
O Conde : Oh n ao quero de maneira alguna
incommoda-la mais.
Aurora : Osenfic
contrario. Depois que
gosla de ver de perto o
r nao me inrommoda... p.?lo
esla Iranquillisnda, i gente
ohjeelos de seu terror, c coii-
fesso que o senhor me ( iz muilo medo nesse bosqoi.
Fique pois... salvse papis foram trocados, ese
fr eu agora que...
O Conde (cero um gesl
ao menos que rae apret
lamiente. Chamo-ras i
minges.
Aurora : Pois assen
o polido) : Pcrmilla-me
ente senhura mais regu-
ronde lienrique de Com-
lo-se, Mr. de Comminacs.
(Moslra-the urna po\lro. na junto da chamin, e aJ'
sentase a seu lado. Francisco depois da entrada
da urna segu a conversacao com interesse e sorrin-
do, e conserva essa geral em altitude e essa pA/si"o-
nomia durante toda a peca; porm cada vez que
seus serciecs sao reclamados, sabe de seu exlase, e
tornase sombro.) Mas nao lemos fogo, Francisco.,
faz mailofrio aqui, meu amigo, ouves ?
Francisco (pensativo) : Faz muito fri... (Che-
ga-se chamin e debrucase penivelmente para a-
ticar o fogo.) Que dirn a senhora quando liver mi-
nha idade ?... Ah se a senhora fosse obligada a
acender o fogo para 09 outros nao teria tanto
fri.
Aurora (com brandura).: Oh I cala-le (Ao con-
de.) O senhor n3o he deste paiz ?
O Conde : Nao, senhora, babitoem Paris. Nun-
ca tinha vindo a Brclanha.
Francisco (ajoelhado dianle do fogo) : Lenha
verde, essa he boa... Eu bem tinha dilo que ella
nao estara secca pelo invern... mas quem he se-
nhor lem sempre razao, e depois lem muilo
fro...
Aurora (Iranquillamenle): Ternas-te terrivcl,
Francisco (Ao Conde.) Pejo-lhc pentto por elle,
Mr. de Comminges, he um velho servo. (Francisco.)
Eia, relira-lc... Vou acender o fogo... he preciso
ter paciencia. (Lecanta-sr.i
O Conde (levantndose com ar ainda pensati-
vo) : Permita que poupe-lhc esse cuidado, se-
nhora.
Aurora : Nao... osenhor nao est habituado a
essas particularidades domesticas,..
O Conde : Por favor, nao se incommodc... (A-
joelha gravemente e tica o logo.)
Aurora (asscnlada): Edite o senhor nunca li-
nha vindo no meu paiz ?
Vslo que desejava visitar a lirelanha, permitla-me
que diga-lhe que escolheu ma cstajao ; porque a
lirelanha no meio do invern offcrccc poucos re-
creios aos janotas.
O Conde (ainda ajoelhado): Oh! senhora, n.lo
sou anota, nao escothi eslaeo,c nao tinha nenhum
desojo de visitar a Brclanha... A senhora tem fol-
ies f... Muito heni.... perdoe-mc. Nao... circums-
lanciai mysteriosas o algum lauto ridiculas dclenni-
baram-me a esla viagem, na qual eu eslava lano
mais longe de pensar pnrque meditava urna muito
mais seria... c mais ranginqxW,
Aurora (com simplicidade) : Ao Novo Mundo?
O Conde loviananionie. e tornando a sentar-se :
Sim, a um mundo inteiramenle novo... (Mudan-
do de ton*. Mas estou envergonhado de fallar-lhe
tanlo lempo sobre oque me diz respeilo... A senho-
ra habita um paiz de aspecto potico... Tive a hon-
ra de oui onlra-la. se nao me engao, era um lugar
toruado popular por antigs legendas... Essa flores-
eraeinanic"^.:'n2SS'?-5^r":'i .luvidoso ; por
so os Russos que devem ler suspeitado o que a
rontecer, acabara de lomar urna deterrainajao sig-
nificativa. Um iiinvimenlaWetrogrado foi prescripto
a lodos os corpos'do exercito de invasao : o quartel
general vai ser transportado de Bucharesl que est
poucas legu^ distante do Danubio para Jassy, que
est apenas um dia de marcha distante da fronteira
ru-sa. O cerco de Silislria ainda nao foi abandona-
do completamente ; mas nao parece que deva ser
continuado, tao frtil tem sido em desastres para os
generaes e soldados do czar. A aiiilude torna-se
defensiva, a Pequea Valachia foi evacuada, a Gran-
de Valachia se desguarnece cada dia de tropas, e
urna grande concentraran de forjas opera-se neste
momento sobre os contras da Gallicia e da Bako-
wina, donde hao de desembocar os regiment aus-
tracos.
Acabo de fallar-lhe da Silislria : o senhor nao po-
de crer que admiraran excita de todas as parles a
heroica defeza dos Turcos. Nao ha nenh'uma tenta-
tiva dos sitiantes que nao se lenha ate agora conver-
tido em confusao c vergonha das armas do czar..
Cinco ou seis assailos foram tentados e nenhum lan-
jo de muralha foi lomado. Os Russos hao tido per-
das enormes, avalia-seo numero dos morios em 7 ou
s mil sem fallar dos que suecumbem as doenjas des-
te clima febril.
Muitos generaes (em sido feridos pelas balas tur-
cas, o principe Paskiewitch recebenuma forleconlu-
sao. o general (iorlschakoff esl fwvlo, o general
Srhilders foi feridoem urna pcrnafjj)ser necessario
amputa-la, o general l.uders quebmu a queixada.
O Mitin do primeiro ajudante de campo do impera-
dor, do maior senhor da Russia o coronel conde Or-
ion* foi erido mortalmente. Como o senhor pode
pensar, lodos esses desastres experimentados pelos
seus chefes tem racrgulhado os soldados russos no
mais profundo deslenlo. Os sitiados pelo contrario
estao cheios de ardor e de esperaoja. Todava tcm-
Ihe cuslado caro seu feliz saccesso : o heroico gover-
nador de Silislria, Mussa-Pach foi ferido uo peito
por urna explosao de obs, e, roorreu inmediata-
mente ; mas Omer Pacha, eommandanle em chefe
das forjas tarcas conseguio fazer entrar na cidadel-
la um corpo de 3,000 homeus com armas, viveres e
munijes, e a salvarn da praca esl segura, por-
quanlo se os Russos persistirem em sitiala o exerci-
lo anglo-franccz poder brevemente vir apoiar os
Turcos e dar urna balalha decisiva ; roas, repito,
nao creio que os Russos aceilem o combale, es-
pero aniiiinriar Ihe em poucos das que evacuarao
completamente a margem direila do Danubio.
Bem como dsse-lhe precedentemente elles aban-
donaram j todas as suas posijes na Pequea Va-
lachia : seu movimenlo de retirada foi mesmo de-
terminado por urna derrota assignalada. Como os
la de Brocclyande... essa. fonte de Merlin represen-
laram oulr'ora grande papel cm sua mylholoiia na-
cional.
Aurora (sorrindo, e levemente irnica : he ene
sen assenlo ordinario) : Com effeilo, senhor, isso
nos d mesmo urna vizinhauea iucommoda. Eu e
meu velho Francisco nao podemos demorar-nos nos
arredores sem uos expormos a estranhas mortfica-
oes... A superstjao do lugar ajudada pelo creps-
culo nos da urna cor maravilhosa que affugenla ge-
ralmeulc os caminhanles... He verdade (Saudando)
que s vezes os altrahe, o que forma urna agradavcl
compensajao.
O Conde (cncarando-a firmemente : A senhora
conhece miuha aventura ?
Aurora : Nao conhejo sua aventura, senhor, c
acresecnto que nao lenho desejo mu partirular de
conhece-la ; mas he evidente, embora me ruste con-
ciliar esta idea com a saa razo de que o senhor me
parece dotado, he evidente que o senhor jiilgou se-
guir era minha pessoa nao sai que apparjao so-
brenatural... una fada sem duvida... Ah I porque
nao era mais que urna llusau ? O senhor nao o sen-
t mais amargamente do que eu... As fadas remo-
jam-se.
O Conde (sorrindo) : Senhora. n.lo lenho o cos-
tume, nem estou cm siluajao de dizer finezas inspi-
das ; assim pode julgar-me sincero qoando declaro-
Ibe que quanto mais a vejo e a oujo...
Francisco (adianlando-se) : Ojautar da' senho-
ra esla promplo. ...
Aurora : Ah .' Francisco, isso nao he bom. Es
indiscreto para com o senhor conde, e cruel para
comigo... Na minha Idade umeomprimento perdido
nao se torna a adiar...
O Conde (lendo-se levantado; : Mil perdfles...
reliro-me... (/lindse) Mas a senhora nada perde
ni'sso... Eu quera dizer que a senhora forra-me a
reconhecer ama verdade de que linha duvidado at
agora... que ha para certas mulheres urna mocidade
cierna que chama-se a grara... (Sauda-a)
Aurora (rindo): Tem fome, senhor conde?
U Conde : Eu, senhora? Ah nunca lenho
fome.
Aurora: Tanlo melhor. Niio hesito mais pro-
por-lhe participar de umjanlar do anarhorcta. P6e
dous lalberes, Francisco. [Francisco eom um guar-
danapo sobre o braco estende urna esleir sobre a
mesa do meio da sala. Parece tatitfeUo de que on-
ce, e enchugando um prato assenta-se em urna ca-
deira, esegu a conversacao applaudindo com a ca-
bera. -
O Conde : Na verdade, senhora, nao sei como
Ihe agradejaum arolhiineolo to obsequioso e 13o
pouco merecido.
Aurora; Pois nao ma agradeja. Demais con-
fesso-Ihe qife entra um grao de curiosidade em mi-
nha pulido/... Iinln. Francisco ests dormindo, meu
amigo ?
Francisco (levanla-sc com ar pensativo, e vai res-
mungando bascar pralos e copos em um bfele) :
Ah meu Dos... lie triste na minha idade b3o po-
der gozar um minuto de repouzo... (O conde depite
em um canto o chapeo, a bengala, e a casaca como
!ucm pie-te a commodo... Francisco apoiando WS-
asas maossobrea mesa, continua :) Deve-se con-
cordar que os ricos sao felizes !
Aurora: Que quem dizer ? explica-te.
Francisco : A senhora esquece-se de que nao
eslou na primavera da vida. Nao se deve exigir de
um octogenario a forja do um mariula e a viveza de
um pagem.
Aurora : Tens razao, vailc. Dexa-me acabar
aqui tua (arefa, e vai ver se ludo est promplo l
em baixo. Vai de vagar.
Francisco : Sim, senhora, fique sem cuidado.
( Anlos de sabir, volla-se, e accresceula : ) Sejam
prudentes, meus filhos (sahe).
SCENA III.
Aurora de Kerdic, e o conde (ambos rindo).
Aurora : Sou urna velha feliz, como o senhor
v : lenho cerlamenle aos olhos um cspelho que lei-
ma cm restiluir-mc os quinze annos... Mas perdn-
me se oliendo a delicadeza de seus coslumes. se qui-
zermos jantar he preciso que eu acabe de por esta
mesa... (Vai ao bofete).
O Conde : Digne-se ao menos de aceitar meus
serviros.
Aurora (com alegra) : De boa vonlade.... pois
bem, conduza islo. (Da-lhe pralos, cryslaes etc.)
O Conde (indo c \indo do bofete para mesa ale-
gremente : Mas de que Ihe serve eulao esse cria-
do velho ?
Aurora: O senhor bem v que elle nao me
serve.
O Conde (continuando cm sua occupajSo): Sem
duvida ; mas para que o conserva ? porque emfim
elle oceupa o mesmo lugar que um bom.
Aurora : Asseguro-lhc que oceupa al mais ;
porm conservo-o, senhor, primeiranienle porque
se elle me sene mal, servio bem a meu pa, e cm
segundo lugar para ver respirar cm miuha casa cer-
tas virtudes christaas que estao prestes a dormitar,
como a paciencia e a humildade.
O Conde: Oh nada mais lenho que dizer-Jlie.
Aurora : Assim o creio. (Examina a mesa).
O senhor fez islo muito bem... Fico-lhe agradecida.
(O conde arruma caderas nos dous lados da mesa,
Francisco volla Irazendo diversos pralos sobre urna
**** -conlinar-se-ha).
,


DIARIO DE PER NAM BUCO, til NT A FEIRA 3 DE AGOSTO DE 1854.
Turcos avanjavam medula qoe os Russos recua-
vara, estes acharam-se junto ilo riacho do Aluta
perto de Slaliua, e no momenlo de alravcssa-to a
31 do mez pastado tbraui vivamente atacados por
um destacamento oltomino, que matou-llics 600
homens c tomon-lhes qualro canlioes. O que he
noUvel nesle feito de amias e o que prova a extre-
ma bravura doaTurcos he que e los nao tinham ar-
Iilli.n1a, c loiaaraiu os canhOes russos boiuneta.
As urgas anglo-francezas acatiam seu movimento
de concenlragnO Varna. Muitas conferencias hou-
veram j enlrc o marcchal Saint Arnaud, o sene-
ral inglez e mer-Pacha. Urna eiccllenlo medida
lu j lomada : a cavallaria irregular do eicrcitool-
lomano, iropa valerosa, mas indisciplinada Coi di-
vidida cm dous corpos, dos quaes um ser col Inca-
do debaixo das ordens do general fraucez YusulI, e
a oulra debaixo das ordena de um coronel inglez,
que servio muilo lempo na India. YusulI que es-
lava empregado no servigo do I'iey de Alger quan-
dn !;, i'iii'i- ii'xsa conquista da frica, desde essa po-
ca tem combalido debaixo de nassas bandeiras, cora
iimi., bravura, c urna dedicarlo que llie mereccram a
iusiano honra de mililar em nusso ejercito e de
chegar ao grao de general. Ninguem pode inelhor
d que elle submeller as tropas irregulares turcas
disciplina, e de tirar bom partido de urna milicia,
que Iciii sido al agora o f agcllo do exercilo turco.
Ao mesmo lempo que peleja-sc no Danubio ha
sobre a fronteira asitica da Turqua combaten, que
mo tem tido al boje resultado nenhum decisivo ;
porque o exercilo turco da Asia nao he bem organi-
sado, ncm bem commandailo ; mas pode acontecer
que os negocios tomem brevemente dcsle lado inc-
Ibor geito. A Circassia que conliua com as posses-
sics otlomanas nunca foi completamente submeltida
pela Russia, e ah ha um chele formdavcl, Scha-
mv I, ao mesmo lempo guerreiro e pruphola, o qual
sustenta ha 1 "i anuos iiiiu guerra encamisada con-
tra o exercilo russo. Desde algum lempo a Porta
entrou em relajes directas com Schamyl, e pa-
gou-lhe armas e munigoes : a Franga c a Inglaterra
de sua parle tem enviado ao chele circassiano ha-
bis ofhciaes, e promellido a mais cuica/ asistencia.
J pela oceupacao do mar-Negro corlamos ao exerci-
lo russo do Caucaso quasi lodos o* meios de forneci-
raento de vveres. Lma ovada: commaudada por
Sir Edmund I.yoni e com aosta de alguns navios a
vapor expellio os Russos Je seus eslabelecimenlos
marilimos sobre a costa meridional, e enlregou essas
piaras fortes aos Turcos, e aos snlJados de Schamvl.
Assim apoiado o chefe Circassiano pode tentar urna
grande arcan, e falla-se nesle momento de um ata-
que ntir-.segundo dizem.elleest para dirigir fren-
te de -25 mil humen* contra Tifus capital da Georgia.
Se for bem succedido ser um feito enorme porque
aniquilado o exercito russo da Asia, as tropas de
Schamyl poderlo re lir-se s nossas para alacar Se-
bastopol por Ierra.i. [as da,quo nao sao irrealsa-
veis. oceupam aqu muilo o publico.
A Trola do mar Ballico nao tem tentado nada de
importante at hoje. O almirante Napier espera
ainda a esquadra francesa, quo est em caminho
para ir reunirse a elle. lima divisao iogtcza com-
manilada pelo contra almirante Planridge percorre
o golfo de Bolhnie, onde deslroe lodos os esiabele-
eimenlos militares da Russia.
Em Constanlinopla houve uos primeiros dias desle
ni urna revolugao de gabin ele,cujas causas nao sao
perfeilamenteconhecidas. O grao visir Muslapha-
Pacha foi demitlido e substituido pelo ministro da
marinha Hehcmel Kupresle Pacha. Attribuia-se essa
deraissao influencia de Reschd Pacha; nas alguns
dias depois souberaos.que esse estadista dislincto dei-
xavalainhem suas funegoes, e era substituido provi-
soriamente por Chekil-Effendi. Ha talvez em to-
das essas mudancas alguma fantasa de serralho ;
mas em somma as relagoes com as potencias euro-
peas permanecen) as mesmas,e assevera-se que Res-
chd allviadu tmente das particularidades da admi-
nislrar.lo continuar a oceupar-sc cornos negocios
importantes.
A chaga do governo oltomano he a penuria de sua
fa/.euda. por isso apezar dos preconceilos religiosos
que se lhe oppoem, elle esl decidido a tentar um
empreslimo qa Inglaterra e na Franca., c desta vez
nao confa a di recelo desse negocio a uui Pacha,
sempre maisou menos inapto em materia de fazen-
da. Dous ricos negociantes de Constanlinopla, os
senhores Black e Durand, um inulcz outro francez
foram encarregados de irem a Pars e a Londres
para Iratarem de um empreslimo com os banquei-
ros. Suppoe-sc que esse negocio sendo hbilmente
dirigido ha de ter bom xito.
Us emprestimos estao na ordem do dia, a Prussia
oceupa-se com a realisacao do sen, c poz ja melade
na laxa de 9.1 a 4 lr2. A Austria cuida lambem nos
meios de adquirir dinheiro mediante um empresli-
mo de 500 ni i limes de fraDcos, quesera brevemente
conlrahido.
Na Inglaterra o nico fado importante da quin-
/i'iia he a crearan Je um ministerio da guerra.Al
o presente os negocios da guerra nao formavam urna
reparlcaoespecial, e enlravam na* altrihuigcs do
ministro das colonias. Decidi--, emrazaodas cir-
cumslancias qu* se dividiriam as fungues. O duque
de Ncwcaslle foi nomeado ministro da guerra, e ce-
deu as colonias a Sir Gesrges Grey, esejava-se ge-
ralmenlc que a pasta da guerra fosse dada a lord
Palmerstou, slo he ao hornera mais enrgico do ga-
binete.
-mimmi?lil.?* }05sg "yy^-jaii- las
da no golfnde Bolhnia, soffreu um ligeiro revez. O
almirante enviou um destacamento de 150 homens
de desembarque para um poni chamado Gamba-
Kaberly afim de apoderaren!-se das propriedadesdo
imperador da Russia que all exisliam. A cidade
pareca pouco mais ou menos deserta, mas achava-
se escondido nos bosques circum > i/.inhos um regi-
ment inleiro, o qual apenas desembarcaran) os In-
glezes, fzeram sobre elles tao vivo fogo que mala-
r.iiu alguns homens, aquelles ganliaram immodiala-
menlc soas embarcagoes, incessanlemeule persegui-
dos pelo inmico : qucbroti-sc nina chalupa, lican-
do prisioneira.uma quarenlena de homens. Sao es-
tes os azares da guerra, mas o aconlecimenlo em si
mesmo nao offerece importancia alguma.
O que he grave e o que promellc-nos emoges
prximas, he que a esquadra franceza reunio-ie fi-
nalmente esquadra ingleza no din 13 de junho,
eompondo-sc nesso momenlo a esquadra combinada
ile 50 vasos armados, es quacs conlam 2,726 ca-
lillos e 29,150 homens de equipagem. Vao come-
car as grandes operacocs. O telegraphn a n un na-
nos ja que a 30 de junho o almirante Napier c o al-
mirante Parseval-Descbenes (inhamchegado aCrons-
ladl esperando-so no dia seguinle um ataque geral
das obras avangadas dessa grande praga que apenas
dista algumas leguas de S. Pctersburgn. Urna gran-
de divisao commaudada pelo almirante Corry, licou
dianledo pnrlo de llelsinsfors, afim de impedir a
sabida da divisan russa que se acha all, ou para of-
ferecer-lhe balalha no caso de que se aventuren ga-
libar o mar.
Este negocio hede amuele momento c 1.1o convenci-
do cst o almirante Napier dos perigus que oQercce,
que nao cousenlio em arriscar o ataque cm quanto
o almirautadu inglez nao organisa-se immediala-
mcnle urna grande esquadra de reserva, para que
nao firassem indefezas as cosas de Inglaterra, caso
acoulece-se alguma desgraga sua frola. Foi toma-
da a medida que o almirante reelamava, e urna es-
quadra que ser posta s ordens do almirante Ber-
cklcy organisa-se a toda pressa com o nomc de es-
quadra da Mancha. Pelo que nos diz respeilo apres-
tamos o armamento de 14 vasos consderaveis que
ho de formar urna reserva respeitavel. Alera dissu
vai embarcar-se em vasos inglezes um eorpo de 6
mil soldados franre/e-, que ho de ir eugrossar as
tropas de desembarque, as quacs sao pouco numero-
sas no frota do Ballico.
Nos ltimos dias do mez dejuuho o parlamento
inalez oceupou-se com a questao do momento, por
occasiao de urna interpellagao de lord Lyndhurtt. O
desenvolvimenlo que Vmc. coiluma dar em sua ex-
cellenle aa/.eta a lodos os prnmenore* do nosso ne-
gocio, dispensa-rae de insistir obre esla sessao que
sem duvida Vmc. reproduzir por inleiro. Limit-
me pois a dzer que as explicajes dadas por lord
Abcrdeem parecern) geralmenle insufeentes, por
quanto nao indicavam bem que a Inglaterra eslava
liriiiL'intnle decidida a nao depr as armas em quan-
to nao oblivesse garantas que assegurassem o futuro
contra as prelenges da amhirao moscovita. Assim
manifeilou-sede todas as parles um movimenlo de
opiniao hostil ao primero ministro, o qual foi lo
grande que lord Aberdeen julgou necessario alguns
das depois rerlificar e completar sen primero dis-
curso. Debaixo do pretexto de ter deixado na secre-
tara da cmara um despacho escriplo por elle em
1829, no qual o tratado de Andrinople era severa-
mente julgado, declarou expresamente, que era de
hoje em dianle impossivel Inglaterra o contentar-
se com o jou quo anle bellum.
A opinau parecen salisfazer-se com as cxplicag5cs
do primero ministro : lamenla-se cm Londres com-
tudo que devendo nomear o mini-tro da guerra, nao
leuha o gabinete feito escolha de lord Palmerslon,
que por sua indomila energa e consumada habi-
lidade parece melhor que qualquer outro homem da
Minaran. A necessjade de guardar ala'uma defe-
rencia para com Austria,he que pode somenle expli-
car e justificar ale cerlo ponto o nao ter-se Lineado
mu desse i Ilustre homem de estado. Lord Palmers-
lon leve com o governo de Vienna algumas dispulas,
por occasiAo do allentado commellido contra o ge-
neral lia) au e das ovages feilas Kossulh, pelo
que o gabinete austraco hava provavelmente de ver
com unos albos toda medida que o compellissc aol-
locar-se em relagoes mais directas com o anliao che-
fe do Foreign-Office.
Em Franga urna pequea revolugao ministerial
acaba por um momenlo de fazer diversao as preocu-
pagocs da guerra. O ministro do interior, o conde
de Persigny, apresentou ao imperador su1- demisslo.
M. de Persigny he o amigo amigo e companheiro de
exilio e de prisAo de Luz Napoleo, e foi como con-
fidente do pensamento intimo do principe que elle
foi escnlhido para dirigir a poltica interior do novo
governo. Elle desempenhou as sus funcres por
dous annos e meio; mas hoje que as paixes estao
calmas c o imperio consolidado, precisa-se para o in-
terior de um administrador hbil, de um trabalha-
dor infatigavel, e M. de Persigny nSo tem mais do
que dedicagao. No consclho eslava cm guerra per-
petua com os scus cnlleaas,especialmente com o mi-
nistro de estado M. Fould que nesle momento goza
de grande crdito junio do imperador. Taes sao as
causas que lurnaram necessaria a sua demi-o, a que
elle nao resigoou-sc fcilmente; chegando al em
sen despuli, aceitar o titulo de ministro sem pasta;
no nesmo dia em que foi substituido, parti para a
Suissa com sua mullier. M. Billault seu successor
lis.
das chinas para a prxima cotlieila Je crcaos, l'al-
la-se de algumas niudangas no ministerio ; mas na,-
da esl ainda decid Jo a esse respeilo. o norte
liouvcran grandes rccruthinenlos,.e um campo de
100 mil homens organisa-se em Saint Omer: sup-
pe-seque esle exercilo poderia se fosse preciso for-
necer a frola do Ballico urna lorga mageslosa de
desembarque.
7 da juiho -
Na hora em que lhe escrevo, espera-se aqui com
impaciencia que o telegrapho de Vienna faca-nos
conhecero sentido da resposla dada pelo imperador
Nicolao ullima nota do governo austraco : esta
resposla nao pode lardar, e sem duvida cheaar al
o lim da semana : espero porlanlo que anlcs de fe-
char esta carta, possa cominunica-la a Vmc. Todos
quenra saber qual ser a resposla da Russia, nSo
porque se espere que seja salisfatiiria, e de modo que
pn p.nc urna solurao pacifica da questao : sbese
pe feitamenle o contraro, porquanlo o czar ja e\-
plioou-se coiifidencialmenli; de modo que deixa ver
, que esta mais do que nunca resolvido a levar as cou-
sas aos ltimos extrema.. Se deseja-sc ardcnlemen-
te que cliegue a resposla, lie para acabar de urna
vez para sempre com a diplomar a. passand j-se para
o- I n os de ranbao em toda a Itiiha, porque i Austria
entrara cuUio immcdialam :ule em campanha.
Ha ja oik. dias que as falsas noticias se succedem,
cm lugar desta resposla, e se Vmc. recebero Mor-
niug Chronicle, podera ler, cm um de seus ltimos
nmeros, quo. ociar responden que nao pociia acce-
der aos pedidos da Auslri, e que antes de ceder,
sacrificara o ultimo soldar o e o ultimo escodo. 11c
muilo possivel, c muilo provavcl que sej.i esla a
linzuagemdo czar, mas > corespoivieute do Chro-
nicle anlicipou os acontecimentos,porque certamen-
te nao hava ainda chegadn respaila alguma, quando
elle escrevia.
Nesle entretanto a Austria prepara-so ; enva d-
renlos mil homens as suas fronleiras, e a vanguarda
desle exercito s espera na sigualde Vienna para
entrar na Yaiachia, debaiio do commando do gene-
ral Caronini. O commando em chefe de todas as fur-
cas austracas foi confiado ao m ircchal de Hesi, o
mesmo que negociou as condii;es da convengo
auslro-prussana. Segundo dizem, be o melhor oU-
cial general da Austria, abaixo do marechal Radcs-
ki, a quein a avancada idade torna improprio para
as fadigas de ama campanha. O exercito acha-se
ilivi liilacm dooscorpos, um que acha se alojado cm
Transylvania, cstii sob as ordens do archiduque Al-
berto, que tem comsigo o general Leinngen ; o ou-
tro, reunido na Gallicia, he commandado pelo aene-
al Schlick. O exercito lustriaco he magnifico e
el icio de ardor. As gizctas de Vieuna publicaran) j
urna ordem do dia do marechal Hess, a qual annun-
ca cm termos enrgicos a iroxiraa entrada do exer-
cito cm campanha.
A questao esl pois em s.ber se haver muflirlo
cutre as tropas russas c as (ropas austracas, as pla-
nicies da Yaiachia. Ale estes ullmos dias, hava
sobre esle ponto algumasduvidas, porque espalha-se
0 ruido de que os Kussos evacuavam as provincias
danubianas, relirando-se para o culrolado < o Prutb,
slo he, para sen proprio territorio. Presentemente
porm esclareceram-seos factos: he verdade que os
Russos fazem um movimenlo relrogado, mas he es-
tralegia, que tem nicamente por fin concentrar
suas forcas para fazer fren* aos Austracos, e mes-
mo para ameagjr a frontina ai siriaca; assim he
cerlo que o a&edio de Sil siria foi levantado, e que
1 Jli de junho, os ullmos corpos do exercilo sitiador
larnarain a passar O ll.inul 10 ; he tambera cerlo que
as tropas quy ocenpavam a Dobruscha, rcliraram-sc
para a Bessarabia e Valacbia ; l<>das essaslrupat po-
xm rcunem-sc na parle oriental da Valacia c da
Moldavia, e umacampamcnlocorsideravel acaba de
cr formado em Ployesls, pcrlo da fronteira da
Transylvania eslabeleceram-se poslos avanrados de
l.n-.aros ao alcance da fu/lara do territorio
austraco. Todas as passaaens por; onde devem pe-
netrar as tropas do marcchal Hesi es(3o cuidadosa-
mente guardadas, havendo todo lugar para crer-se
quo a entrada dos Auslriacos as provincias moldo-
valachias ser talvez o sigi.al de urna balalha deci-
siva.
Alm disso, o movimenlo do exercilo austrncoef-
fcjlua-sc em perfeila harmona com a Porta e 9eus
alhados. Na mnha ulljma caria fallei-llie de um
tratado concluido enlrc o Suliao e o imperador Fran-
cisco Josc. Esse tratado acaba de ser publicado, e
estipula que a Austria fica r.ulorisada a oceupar os
principados afim de eslabelecer nuiles a auloridade
do sultao. Esla claro que ella deve empregar a far-
ra, se os Russos se lhe oppozerem. O marcchal Hess
como mililar consumado, qaiz que seus esforros se
conibinassem com a acgSo das tropas lurras' e do
exercito alliado, para o que mandou um d scus of-
fieiaei ao quarlel general de Omer-Pach, ifim de
entender-se rom o general Inrro, o lord Ragln e o
marechal Saint Arnan I. Podo-e pois contar que
hAo de ser (ornadas (odas as medid s para que os Ras-
sos solTram urna completa derrota.
Al noticias das duas frotas nSo offereremainda um
inleresesdccivo. A frota do Mw Negro tem per-
manecido no ancoradouro, ondo lem-se occupndo
em transportar de Constanlinopla para Varna as ul-
timas Jivi6es ilo exercilo alliado. Julga-se que ella
dever muito breve temar urna grande fortuna em
Sebastopol. A frola do Ballico bombardeou um es-
tabelecimenln russo, na exlremidnde do golfo de
Pinlandia, Bomar-Sund, desmonlaudn as baleras
russas. A drvisa'a do almirante Plomridge, deslaca-
cam.^;-fi1eniHros',^U^!lirf}!S}ro rt? -".%,
chamado a exeiccr asaltas funeces de presidente do
corno legislativo. He um homem muilo inlelligea-
Ic, muilo apio para os negocios, de formas incanla-
doras e que ha de desempenhar cabalmente o cargo
a que he chamado.
J lhe fallei dos cmprcslimosde que carece a guer-
ra. A Russia que causa luja- estas perlurbages Ii -
iiain eiras nSo esUi em eslado de subtrahir-se essa
necessidade, pelo que procura lamben) contralor
emprestimos. Urna casa de banco de S. Pelerbnrgo,
Slieglls& Companliia, encarregou-se de procurar
para o governo russo urna somma de 60 milhes de
rublos (perto de 200 miltioes de francos.)
Porcm o dinheiro nao se acha fcilmente na Rus-
sia, sendo os banqueiros do czar obrigados por isso
a dirigirem-se a seus corrcspondcnles,alm de procu-
rarem subscriptores para o emprestimo. A case Ho-
pa de Amslerdam e a casa Mendclshon de Berlim
consenliram em proteger esle negocio, o qual com
ludo nao ser coroado de feliz xito, em quanto for
gcral a reprovagao que tem contra si a poltica russa.
Us agentes de cambio de Berln) recusaran) negociar
esle valor c em Amslerdam recusara quotisa-lo.
Crcio por tanto que a tentativa do czar nao lera exi-
lo algum : elle lera a dupla morlificacao de ver fa-
lhar o seu negocio, passaudo pelo dssabor de ver
um negocio anlogo do sulto seu inimiao coroado
de feliz resultado- Com eficilo ninguem duvida que
M. M. Blach e Durand, dos quacs lhe fallci em Bi-
aba precedente carla.e que acabam de chegar Lon-
dres arhom facilidadc em conlrahir o empreslimo de
100 mi limes de francos em lime do sulfilo. He ver-
dade que o empreslimo ser garantido pela Franca
c Inglaterra.
Nesle momento a Hcspanha he o thealro de urna
nova e grave perturbaran. Pela im-nhila de 29 de
junho, dia immediato aquello em que a rainha aci-
bava de dcixar sua capital para ir habitar a Granja,
quasi lodos os rcgimcnlos de cavallaria de Madrid,
debaixo do pretexto Je urna revista, foram reunidos
pelo general Dulce, director geral da cavallaria.
vindo rcunir-se essas tropas um batalhaode infan-
laria commandado pelo coronel Echague. Dentro
em pouco chcaarain os generaes O Donnell, Ros de
Olano e Messna que pozeram-se a frente do movi-
mento gritando cica o rainha, e morram os minis-
tros. Os rebeldes esperaram algumas horas julgando
que o resto da guarnigo adherisse ao movimento; a
sua expectativa foi porm mallograda. A cidade fi-
cou tranquilla eellcsdrigiram-se para Alcal, se-
gundndzem, com o fimdo irem raplar a rainha. A
maior parle dos ministros eslavam junto dellarpre-
venidosatoda pressa pozeram-seimmediatamcnte em
caminho coma rainha, quechcaou felizmente Ma-
drid. A p .pillarla e ^uarnirao que ella passou em
revista acolbcram-a muilo bem. No da 30 as Iro-
pas fiis sahiram da cidade para atacaros insurgidos.
Um bollelim publicado pela gazcla de Madrid
aiinuucia que estes foram desbaratado-,; parece po-
rm que a rebeliao nao esla comprimda.porque um
despacho (clegraphico de 5 do correnle annuncia-
nos que as (ropas reaes lhe vao sempre no encalco.
He urna penosa complicago para llcspanha.
P. S. Nao ha nada de novo do Bltico. L'm des-
pacho (elearapliiro chegado boje, annuncia que o
principe GarlchakolTcliegou em Vienna do dia 5 pe-
la tarde, como portador da resposla do imperador
Nicolao. Dizem que esla resposla nao he satisfac-
toria.
Bollelim da bolsa.Os 4 '.' por ccnlo franco/es
subirain a 09-50 cen, daaceram a 96-50 cen., fra-
ram a 98. Os3 % subiram a 74-95cent.; desceram
a 10; beararoa 73-15 cen. Os consolidados in-
glezes subiram a 94-3|8 desceram a 90 ,f.
PARS.
7 de juiho.
Em virlude da Iclegraphia elctrica c da febre de
jogo que agua os altos bares da Bolsa, cbeg.im lo-
dos os das em Pars, segundo as necessidades da cs-
peculacao, despachos conlradilorios que dcsmenlcm
a larde as noticias da maahla. Porlanlo, como
nenhuma luz olicial anda nao veio esclarecer a s-
luacao, os espirilos camnham sempre s apalpadel-
las, no meio dessa incerteza que communiquei-lhe
cn> minha ullima caria.
Ha poneos dias, annunciava um despacho que,
em virlude de um tratado celebrado enlrc a porta
ca An-ina, um corpo de exercilo auslriaro enlrra
nos principados que os Rossos acabavam de abando-
nar. Eulhc a u un u, i T.i que os Russos haviam pas-
sado para oulra banda do l'rulb, entrelanlo he cer-
lo que com encilodeixaram a Valacbia ; mas D>0 a
Moldavia. Esle movimenlo he puramenlc estrat-
gico e naolfoi cflccluado para salisfazer inlima-
cao da Austria, iois que a resposla ofllcial au ufif-
matttm iiislriacoainda nao chegou de S. Pelcrsbur-
go ; o que deixa o campo livre aos fabricantes de
nolicias. Dizem uns que o czar respondeu : An-
tes de ceder, sacrlicarei, se for necessario, o meu
ultimo homem c o meu ultimo rublo. Dizem ou-
trosque a resposla he evasiva, o que se parece mais
com o carcter bv pocrila do imperador Nicolao.
N'nma palavra o gabinete auslriaco, apezar da sua
reserva habitual, parece que hoje lem adoplado um
romportamcnlo mais decidido para rom a Russia.
O seu tratado com a Porta, os seus armamentos con-
sderaveis. a roncenlrago das suas (ropas na fron-
teira da Turqua, ludo d luaar a crer que ella es-
ta em vesperas de entrar na polilica de acrao. O
soluto movimento estratgico dos Russos, 'que ao
principio se havia tomado por umeomero de retira-
da, presentemente parece diriaido contra a Auslria.
Em substancia esla potencia comprehende cabal-
mente os seus verdadiiros inleresscs, e por isso se
ha de enllocar do lado da Franca e da Inglaterra,
quando houver esgolado ludo* os meios de concili-
,'u;.ln. Com cuello, o enarainlecimenlo da Russia
do lado do Oriento he o anniquilamenlo da Austria.
A Russia, senhora das boceas do Danubio, acaba-se
o cnmmercio da Auslria, e ella flca reduzida ao es-
tado de potencia de segunda ordem. O principe de
Mellernich que, apezar da sua grande idade ainda
he a mais forte cabera allemia. (em sem duvida
comprchendidoa gravidade desta situaran. Assim,
procura organisar contra o czar a liga que oulr'ora
elle organisra contra Napoleo I. E, com elTeito,
he iucnuleslavel que o perigo fie muilo maior para
a Europa em 1854 do que em 1812. A ambiguo de
Napoleo era inlciramcnlc pessoal e pertcncia ni-
camente a um homem; a ambiguo do czar he dvnas-
lica e hereditaria : liga-se de pai a lilho rom nina fi-
delidadc religiosa.
Era lim. seja qual for o partido que a Austria to-
me na questao do Oriente, fique cerlo qoe a Franga
e a Inglaterra nao recuarao. A Inglaterra nunca
permitiir que a Russia ou oulra qualquer potencia
se apoderem do imperio dos mares. Assim ella deu
aos seus almirantes umt senha breve, mas sisuifica-
tiva : tomar ludo; incendiar lado, destruir lado.
Assim quea marinha russa for aniquilllada, a Ingla-
terra se reuplar satisfeita para com o czar.
nanlo a Napoleo III, esle nao pode recitar, sem
perder-se. A guerra, o una guerra nacional como
esla, he a nica cousa que o pode sustentar no lltro-
no. Porlanlo, os atliadm vivem da melhor manei-
ra possivel,continan) osarmamenlos eas conslruc-
ges de navios com urna actividade que deve inquie-
tar o czar. O governo inglez acaba de ordenar a
formarao de urna nova esquadra da Mancha, e sei
de fonle lmpida que Napoleo est organisando, nes-
le momento, um corpo de exercilo do 25,000 ho-
mens destinado para o Ballico. Estas medidas pa-
recen) indicar que os governos alliados conlam com
o concuo activo da Suena.
As ultimas noticias do Bltico annunciam que,a 24
de junho, as esquadra- alliadas haviam ancorado
na ilha de Seskaer, a dez leguas de Cronstadt, dis-
pnndo-se para reennhecer esta fortaleza. A 20 e a
26, Bomarsund foi de novo bombardeado por 4 na-
vios inglezes. As bateras e as fortificacOes ficaram
destruidas em parte.
As noticias do Oriente sao destituidas de interesse.
Apenas, segundo um despacho de Vienna, o exer-
cito russo d'Asia fdra dispersado, e Selim Pacha,
frente de 34,000 homens lomara 13 pegas de arti-
Ih.iria, varias bandeiras e tres acampamentos.
Depois de alguns dias (odas as atlenges se volla-
ram para o lado da Hespanha, onde lem lugar gra-
ves aconlecimenlos. As tendencias absolutistas do
governo comecam a dar fruclo. A 27 de junho, era
urna insurreigao militar, boje talvez he urna revolu-
gao. Eisaqui, segundo urna correspondencia de Ma-
drid, como os factos se passaram.
Pela manhaa de 27 de junho, a rainha, segundo
o seu coslume nesla quadra, parlio para o Escurial.
Depois de alguns dias, dizem'que o general O' on-
uel, um dos generaes exilados, ha cousa de cinco
mezes, eslava occullo em .Madrid, e a&uardava-se
alguma manifeslagao. Com elTeito, o general Dolce,
immedialamente partida da rainha, reuni a ca-
vallaria da guarnigo de Madrid, cuja maior parle
arrastou a nm pronunciamenlo contra os homens e
a poltica actual do governo. Avalis-sc em 6,000
homens, sendo 2,000 de cavallaria, o numero dos
soldados da guarnigo de Madrid, que enlraram no
movimenlo. Dizem que um capillo que quiz resis-
lir fora ferido por um lr'o de pistola, que lhe dispa-
rou o lenle de sua companhia. Os oulros regi-
mentos, sem que se reunissem acs revoltosos, pren-
dern) alguns dos ieus ofciaes e os reliveram- nos
respectivos quarteis. Depois, os insurgidos deixa-
ram Madrid, e se concentraran) cm Ires parles : Al-
cala, Torrcjon a Canillejaa, pouco distante da capi-
tal. Madrid foi posta inmediatamente sob o domi-
nio da lei marcial, e incontinente parliram correos
para o Escurial, A rainha voltou a 28, pela volla
da meia noile ; na manhaa do dia seguinle, ella pas-
sou no Prado revista guarnigo, que recebeu-a
com um silencio glacial. A 30, as tropas disponi-
yeis sahiram de Madrid pela porta de Alcal, para
rem ao encontr dos insurgidos. Batcram-se desde
3 horas al meia noitc : nao se sabe com certeza a
quem coubc a vantagem. O governo diz que os re-
beldes foram completamente desbaralados, mas cor-
respondencias particulares aflirrtum o contrario.
As tropas da rainha enlraram as 9 horas da uoile, e
nSo sahiram mais. Porcm dizem que em Vallado-
lid a aiiarnieao se pronuncian e marcha sobre Ma-
drid para se reunir aus insurgidos. Dizem o mes-
mo a respeilo de Saragoga onde o sangue j havia
corrido. Dizem lambem que Valenga, Andalusia c
Navarra se pronunciaran) igualmente. Seria pouco
mais ou menos loda a Hespanha, maso governo, co-
mo se deve pensar, desmentc lodos estes boatos, c
diz pelo contraro que todas as noticias das provin-
cias sao mu satisfactorias. Mas um fado mu sig-
nificativo para nos, he que as cartas e os jumaos de
Madrid nao chegaram honlem a Pars... He cerlo
que para os homens pensadores, o que se passa
hoje ua Hesoanha he mui grave. Velhos generaes,
como O' Donnel, Dolce e oulros nao se collocaram
do lado Je urna insurreigao, sem que houvcsscm
previsto as conswuencias. A opiniao ecral he cm
&y.or?.lleU?i!cs_lem muibi.prjjbabilidade de tri-
luada, a sua corailiva'li desprezada, e o prestigio
que ccrcava a antiga monarrhia hcspatthola, esvac-
cido. Todos csiao anciosos de saber o papel que
Narvaez representar, no meio deste movimenlo re-
volucionario. Algumas pessoas que o conheccram
inlimamcnle, durante sua residencia cm Pars, que
no conceito delle, o Ihrono de Isabel eslava em
rapen de cahr, sem esperanra de nunca mais le-
vanlar-se. Dar-se-ha caso que Narvaez se queira
agarrar a ruinas? Nao lie provavel. ar-se-ha
que Napnlco III, que arrastou a rainha para esla
acnos de priso. Comse vi, a probidade publica
lie urna cousa moi el alca e qoe se presta as exi-
gencias do lempo. tete chamavt concosaao no
lempo de Luiz Fillippt te chama intelligencia dos
negocios no lempo de npoleao III. Decididamen-
te nislo ha progresso.
A sociedade do rredi territorial que, desda mili-
to lempo ia decahindo tire asmaos dos seus funda-
dores, vai tornar-te uminsliluic.lo do estado, sob a
vigilancia do ministro u flnangas. Este projeclo
j lilil stiilo apresentadmo consclho de estado, que
a regeilara; desta vez emperador ordenou que fos-
se examinado de novo volado, o que leve lugar
antes de honlem, apezaide urna opposicao mui ve-
hemente: varios membn se absliveram. O crdi-
to territorial ser orgando sobre as mesmas bises
que e banco de Franga ter um director com o or-
denado de 40,000 fr, dous vice-diroctores com
20,000 cada um. O bar de Franca nao empresta
dinheiro se nao sobre eOilos de commercio, ou so-
bre valores induslriaes;o banco territorial empres-
tara sobre valores immceis. taes como casas, trras,
etc. He urna medida d'all polilica. Com elTeito,
o governo, em um dia ado, por intermedio do em-
preslimo nacional e do lanco territorial, ter cm
suas roaos toda a forlunanovcl e immovel da Fran-
ca.
Os Ihealros snhvencioidos, chamados Iheatros im-
periaes, lacs como o Opea, o Opera-comiqne, o Ihe-
alro francez e o Odeonsempre lem feito parte do
ministerio de eslado; osoulros Ihealros ficaram a
cargo do ministerio do (criar. M. Fould que, se-
segundo parece, lomou mi goslo mui vivo por esla
parle da sua adminisirtau. se a prove lo u da des-
graga de M. de Persigo; atravessar todos os Ihea-
lros de Taris. Todas asetrizes lem nelle nm pro-
leclor devolado, te nSo nteressado; mas os actores
sao um pouco despreuds. Dizem que Mad. Fould
repara a injusliga de sei marido para com os acto-
res. Se ses senhores < estas senhoras nao to fe-
lizes, ninguem por isto pder acensar M. e Mad.
Fould.
A princeza de Beaufrem>nt> cojo desapparecimen-
to eu amiunciei-lhc ha un mez, foi afina! encon-
trada em um bairro isolal da cidade de Rouen, em
companhia da ama que to era urna mullier lau pe-
rigosa como se quera bu* crer. Foi depois de urna
scena em que o marido i espancara, quea princeza
de Beaufremonl se tvrdira. Esla scena fez sobre
olla tal mpressao que > -epntam quasi louca. Re-
cosou enrgicamente vetar para o domicilio conju-
gal, e inderessou ao Iriunel respectivo um reque-
rimenlo, pedindo seprelo de corpo e de bens.
L'ma mullier, ainda loga ecujas maneirasnao an-
nunciam urna esendeira achou processos mui enge-
nhosos para o rpido esno da equilagilo e da ins-
truccao simultanea dos homens e dos cavallos, en -
pregados no servigo rrlilar. Esla mullier oblevc
um verdadeiro Iriumpb, sob esta rolaran, ni Prus-
sia, na Auslria c espeialmenlc na Russia, o czar
fez-ibe presente de ui magnifico braralete. Mas
como he franceza de naAo e de enragao, voltou para
patria, no momento da ierra. Soldados e cavallos
foram poslos sua disiosieao. apesar da hesitara,i
mui nalural que a eslraiheza da proposigao devia
fazer tiasrcr; eulrelarb as experiencias que se fa-
zem, sob a vigilancia le um oflicial, tem tido um
perfelo resultado.
Ullimameole o corp de.arlilharia em Tulon, e*>
perimentou novos fogetesa eongreve, com ohozde
alcance de 6,300 meios. Assevera-se que a expe-
riencia foi mui salisfabria. Esta inveurao ser mui
ubi para bombardear en distancia os portas russos
do Mar Negro e do Batico. Qumlo maiores forem
os meios de destruir,, mais curia ser a duraran
da guerra: ser um J s beneficios do progresso das
scieocias.
rilinas noticias.
O Monitcur publiciesla manhaa o despacho se-
guinle :
Madrid 5 de juiho.
i A Iranqullidadc i3o tem deixado de reiuar em
Madrid.
Os insurgidos desanimados continan) a relirar-sc
diaute das tropas reaesque os perseguem.
Eis a ullima nolica de Hespanha que lem sido
publicada esla manhaa:e parte de urna fonte um pouco
-u-peila. Tudo indu.ia crer que as cousas ainda
nAo estao concluidas, eo governo francez sabe oulras
nolicias que nao julaa conveniente publicar.
eslrada fatal, procure iulervir '.' Grave questao, tor-
nada anda mais grave pela sluagao geral da Eu-
ropa.
Ha dous mezes affliclas por causa de chvas qua-
si continuas, c apezar do peso almosphcrico anda
se nao havia declarado tempestada alguma. Alinal,
quinla fera 30 de junho, loda essa electricidade ha
lano lempo comida desabrocho!! sobre Pars com
urna violencia medonlia. Durante mais de qualro
horas, a chava caba em torrentes, acompanhada de
relmpagos e de continuos trovos. Calorara co-
riseos doze vezes, c lieram varias viclmas. Dous
infe 1 i/.es carroceiros que conduzamcarrogas dearcia
derroule da grade dojardm das plaas foram fulrai
nados no momenlo cm que elles se refugia vam de-
baixo de urna das arvores que orlam o caes. m
dclles morreu repctilinamcnle ; o oulro, envolvido
pela electricidade. fora atacado no hombro esquer-
do e cabio immovel. Em Berry, nm negociante
de vinlio foi morlo iulcrssido. O esmoller do ho-
tel Dieu, quea tempcsladc sorprender no meio dos
Campns Kh-e.'s, se abrigara debaixo de um olmo. O
proprielario de um caf vizinho, assuslado pelo pe-
rigo que corra aquello ecdesiaslico, convidara-o
para que se refugasse no sea eslabelecimenlo. A-
penas linha elle posto o pe no liminar da porta,
quando o raio cabio sobre a arvore que elle acaba-
la de deixar, quebrou-lhe os galhos e arrancn a
a casca al allura de seismelros.Na ra das Lavadei-
ras, cabio um raio sobre um fino pelo de gaz que des
appareceu, nm instanle, cm um circulo luminoso ;
dah quando o meteoro se dissipou e que se julgava
q o lampean eslivess'e csmigalhado.elle reappareceu
intacto, mas o bico de gaz havia sido acendido pe-
lo (luido elctrico que havia desmontado a tarraza
de fechar. Explca-se a pcrlurbagao atmospherica
quesoflremosha mais de dous mezes; pela apparigao
de um novo cometa, que um astrnomo descohrio
0 mez passado: he o leneiro depois de um anno.
fcslas continuas e sbilas alternativas de chuva e
de sol, de calor e de fro tem urna influencia perni-
ciosa sobre a saudc publica. O cholera parece se
ler aclimado cnlre nos, reassumio depois de algum
lempo um novo vigor ; mas, como medida de pru-
dencia, o governo prohibi que os jomaos oceupas-
sem o publico ron) islo ; porque o medo do mal he
muilas vezes peior do que o proprio mal. Entre-
lanlo, o algarismo dos morios, em Paris, durante
alguns dias, he calculado em 200, e o termo medio,
em lempos ordinarios chega apenas a 60. Em alguns
departamentos, cm Ande e Haute-Marne particu-
larmente, a epidemia se lem desenvolvido com la-
manha violencia que como os mdicos Jo paiz j nao
sflosuflicienles.foi mistermanda-Ios buscar em Pars.
Hoje parece que o cholera enlrou n'um periodo
decrescenle : ataca especialmente nos lugares onde
ha agglomcrages de individuos, como as prisoes,
nos quarteis. Dizem que este movimenlo beque
relorda a formarao dos acampamentos no melo-
da.
Sem embargo das prcoccnpa'gSet da anr-rrn, se
esl trabalh.indo com actividade na cxpnsigao uni-
versal Je 1855. A vasta construegao do palacio d
Industria em breve estar acabada: a commisssao
encarivgada de examinar os productos franeczes foi
iiomeada. e dentro em punco rumorara a funecionar.
1 udo se esla preparando para esta grande hilalha
pac tea dos pora. Paris se est enfeilando para
receber dignamente os scus hospedes. Todos os
bairros demolidos devem oslar reconstruidos para o
I." de mato de 1855. O Lonvrec todos os monumen-
tos pblicos que esto em concert scrao analmen-
te concluidos. Pretenden) dar ao mundo una idea
verdaderamente grandiosa da caplal da Franga.
Cre-se que durante o lempo da exposigao, haver
cm Pars um movimenlo de 400,000 estranaciros.
Dizem que a realeza linanccira ta'rasa Rothsliild
nao permille que Mr. Fould tlurma. Todos os pro-
ecios, lodos os soiihcs desle ministro ten,lem a rou-
bar-lbe o sceplro do banco supremo, e se a fortuna
continuar, he cerlo que em breva elle sera para es-
ta rasa um rival perizoso. A sua posicio oflicial que
o inicia em lodos os segredos de eslado, peimilli-lhe
especular na bolsa com certeza c adquirir para si ou
paraos seus socios as concessoes industriaos que de-
dendcmda assianaluradoimperador.Pormaisde urna
vez lem elle lirado a Mr. de Rolhshild alguns nego-
cios mu vanlajosos. Tn lasas emprezas importantes
que se formara sao obranlasa passar por baixo das
forcas caudinas de Mr. Fould. Ulliniainente se or-
aanisou urna socieilade para explorar um peque-
o ramo do caminho de ferro, com o caplal de 12
mhoos. Como os empresarios nao poderam obler
as concessao imperial,se dirigirn! a M. Fould, que
pedio 3 millioes de commissao. Kccuaram pente,
sciiiellianlc exigencia,mas a concessao anda nao ap-
pareceu. Toda a genlcse lembra do escndalo que-
nas ullmos annos do reinado de Luiz Flippe pro-
duzio no publico um proressuem que se provou que
Mr. Tesle, ento ministradas obras publicas, havia
concorrido para que se desse urna concessao de mi-
nas, medanle urnas luvas de 100,000 francos. O
infeliz ministro foi dimiltido, e condemnado a tres
PORTO
10 de juiho.
A insipidez apoderou-se desla trra, onde nada ha
que aguce o apetite da cirosidade publica, isto he,
no que loca polilica irlerna. O Sr. Povo diver-
le-sc com arraiaes e funegoes, e os politicadores,
abandonan) a questao Mmenc-, que perdea d'im-
porlanca com as nolicias do Oriente e com a revo-
lugao de Madrid. Na filia pois de nolicias apetito-
sas da alta poltica, qoe vai andando de gatinhas,
encherci o espago com comas de que a diplomacia
se nao oceupa, mas' que ncm por sso sao insignifi-
cantes. Os amadoras da pingunha estao em clicas.
A molestia das vintias manfesla-sc vdolenta e com
cara de destruir tmo. e calculo-se que a novidade
est perdida, sem \sporanra de que ninguem a
dando pretexto para- o monopolio, lem feito aug-
mentar consideravelmente o prego da carne e milhn,
c o Sr. povo. quo nao l pela carlilha dos economis-
tas da ledra redonda, mas sim se governa pelo Iher-
momelro da bolsa, lem manifestado agilacao, c al
j em alguns pontos se tem reunido grupos, tentan-
do urna sublevarlo popular jara eslorvar a exporta-
rao. As autoridades lem lomado amas providen-
cias e exigido oulras do governo ; e segundo se diz
vai permillr-se a livre mporlagao de 600 mil al-
queires pela barra do Porto, e 120 mil pela de Vian-
na. Ha quem duvide da efficacia do remedio por
isso que nao he indicado visla do diagnostico do
mal, que cada um explica segundo o seu bestunto;
e como diz o proverbio cada cabera cada senten-
ra. E por fim he cousa muito trivial o trompho
da asneira. .
A Sania Braga, sem prejuizo do seu tradccional
carolismo, vai fazendo suas concesses ao progresso
das cousas profanas, e parece que D. Civilisago vai
all arrbitando o seu nariz. A municipalidade bra-
cbarense pedio aulorsagao para construir um thea-
lro, que nao padece duvida que ser concedida,
visla do rotatorio, que o ministro do reino apresen-
tou as corles da sua repartirlo.
Emquanlo a hospedaras, o qoe os janolas cha-
mam hotels, deu Braga um grande pulo na corda
bamba do progresso progressivo, depois do cstabelc-
cirnenlo das diligencias, entre esti cidade e aquella,
que diariamente vao e vem cheias de passageiros
machos e femeas, sem perigo da moral idade. Na
falla de oulros amutementt temos aqu um doma-
dor de serpele*, que no thealro de Sania Calluri-
na, eslabeleceu urna productiva pesca de patacos,
fizeudo exposigao de serpeles domesticadas, que
fazem soas habilidades. J as serpeles figurara em
um palco scenico 1
Fallo das verdadeiras serpenles, parque aclrizes
serpeles, ou por oulra, rmilheres horrendas, j all
se leem visto muitas.
As noticias do Oriente que sao hoje o principal
alimento da curiosdade publica, resenlem-se do es-
pirito caruador de D. Ihelegrapha, que diz e desdiz
com a maior sem ceremonia ; com lodo parece, que
a evaeuarao das principadas pelos russos, ocruparau
das sobredilos pelos Austracos, levantamenlo do
cerco de Silistria, oude os generaes Russos foram tao
pouco felizes, sao nolicias confirmadas. Pelo que
rcspcila nova phase'cm que enlra a questao, na-
da se pode avanrar com cara de probabilidade.
Segundo c o meu bestunto, parece-me que a cousa
est no ponto melindroso : e o querer levantar a
fralda ao futuro, he o caso de se dizar aqtti tor-
ce a porca o rabo !
A revolugao militar qoe leve lugar nos arrabal-
des de Madrid na madrugada de 28 do passado, he
a grande qneslao das pasmalorias.
J as mi olas anteriores missivas eu disse que cm
Hespanha eslava no choco um succe? so importante,
nao me enganei no proguoslico ; le/ila da revolugao
estao generaes uflueules ; porcm o movimenlo nao
lomou logo o vulto que era de esperar. He por cm
quanto ara misterio o papel que a raiuha Chrislina
representa neslo novo drama, do qmal a primeira sce-
na j foi Iragica. Unnve combale c por consegu li-
le sangue. Como a Hespanha for toda posla cm es-
lado de sitio nao se poblicam senao o* jornacs do go-
verno, que piulara a revolugao serr. meios de poder
salvar-se, e limitada a >ua forja .a ires reaimenlos
de cavallaria e um batalhao d'iiifa otara. Ora esla
insignificancia parece nao eslar -d'accordo com as
medidas do governo, que fazem suppor que elle se
propoc lular com um grande perigo. A mesma
ambigudade das noticias oflicaes d margem a jui-
zos de que sao menos verdadetra* Os generaes re-
voltados publicaran! um manfe slo, em que dizem
quea seu fim be reslabclcrcr o rt gimen constitucio-
nal, que o governo Sarlorius anu lara, ese propitnha
dcslruir de tudo. Ha quem entei ida que a revolugao
lem mais alcance, e isso mesmo se depreliendc das
pecas ofticiacs do governo, em quo oppellando esle
para a lealdade bespanhola, diz que o llirono d'Isabel
II. esl ameagado.
Na seguinle poderei adiaular mai.
do lugar no reino visinho ; at pessoas mais bem in-
formadas, us jornaes que melhor es correspoudencias
lem, nao allirmam nada com certeza ; as ptrtecipa-
gdes lelegraphicas de urna estago contradizera-te
com as de oulra ; c as illagcs que se liram, ditos
vagos mais ou menos verosimeit; d causa a islo a
ponca aplidao do representante portoguez na corle de
Madrid, que nao he ninguem menos que o Sr.
conde de Azinhaga, irinao do nobre duque de S a I -
danha, homem apenas suporlavel n'uma companhia
familiar, e de maneira ncnhumi capa/, de se apre-
sen lar em publico para dirigir as relagoes de um paiz
em corle estrngeira ; e que paiz I e que corte 1
Portugal e a corle da nobre Hespanha. O duque
nao andou bem cm mandar para l o tenhor seu ir-
ni,lo ; desse-lhe urna falia muilo embora, mas nao
comproraelesse a sua pelria com aquella nullidade.
A Hespanha mais alilada as suas relagoes diploma-
lcaa escolhou para a representar na corle de Lis-
boa um dos seus homem mais dislioctosAlcal C-a-
leanoque nao he nenhum diplomalico da primei-
ra forga, mas que lem a vantagem de ser homem de
recenhecida c copiosa inslrucc.lo, intelligencia muilo
cima do roinmum : he o traductor hespanhol de
Thiers. Para se representar um paiz nao basla ler
avs filustres, o espirito humano ainda que esteja
muilo atrasado, ainda qoe n5o esleja senhor de to-
das as tuas forjas, dispersas, soladas, mal empre-
gadas e mal aproveiladas, assim mesmo j conse-
guio aquella couhecimentode que urna casia, urna
raga, urna familia leuha por margado ou guarde
por beranca es dous do espirito, e al as perfeigoes
do corpo que o divino poeta dislribuc na sui infini-
ta sabedorii como lhe apraz. A aristocracia tras
com sigo a idea de historia ; he urna bella cousa
quando se lem nm passado glorioso, mas isso s nao,
vale, nem basta ; a democracia encerra a idea do de-
senvolvimenlo e porvir ; a Providencia serve-se de
ambas pira os Gnt da creajao ; hbil e profundo po-
ltico sera aquelle que i segundar nos seot designios
impenelraveis ; mas que deixa ver aos s cus eleilos
rrebalaudo-os com a luz celestial da inspiragao, ar-
raslando-os com as profundas convicgOes ; determi-
nando os seus imprescrulaveis myslerios lias delibe-
raroes irresisliveis; e o homem,o poeta do lempo cc-
dendo, vencido na lula inevilavel Ja cousas da vi-
la, Iraca quasi sempre inrolaitlammenle a parle
que lhe esl marcada no poema eterna! da creajao
onde canta o divino poeta perenemente por sua eter-
na fclicidade.
Deixando este arrazoado com que nos tamos esque-
cendo do Ibcma principal da nossa corresponden-
cia, c onde nos levavan os mil dirigidos passos
qoe fazem dar aos negocios deste paiz, observare-
mos com toda nalaralidade e bom humor, que a ma
estrella dos seus negocios interiores he ainda a mes-
ma que alumia com luz sinislraos seus negocios ex-
lerioros e diplomtico!; e personagem de mais su-
bida intelligencia, carcter e destino de mais alia
projeeeio deman lam o decoro e dignidade da nacao
porlugueza na corte de Madrid, nao s pelos ante-
cedentes das duas nacaos, parentesco, e aflinidade
que maniera cnlre si a commuuidade de inleresses
que se vai desenvolvendo : mas lambem a nova es-
perenga que vem alvorecendona pennsula da unio
por fuzSo ou confederajo dos dous povos qne j
formaram urna s nacao.c que circumslancias muilo
especiaos afastaram e dividirn), e para cuja uniilo e
tal vez idenlificajo convergen) agora muitos carac-
teres dstinctos. A Iberia he um* pensamcnlo que
vii creando corpo, com probabilidade de se fazer
homem; aqueslo ilinal ha de ser de lempo. Tan-
to islo he verdade, que quando rebentou a insurrei-
gao em (Madrid, houve cabeja iflo esquenladaem
Lisboa que propalou como cerlo, que os revoltosos
davam vivas Iberia e D. Pedro V. Todo islo a
nosso ver ainda esl verdejolgando porm incontes-
lavel o futuro immenso que proviria a pennsula se
lal idea fosse avante; se tal projeclo urna ve aven-
lado, fosse discutido maduramente, ponderado em
lodos os seas alvilres, encarado por todos os lados,
considerado em todas as dfliculdades que necessa-
riamcnlc ha de apresonfar ; p'remunindo e obviando
os estorvos, as eventualidades que bao de surgir >
concluindo por desvanecer toda e qualquer suspei-
ta de conquistados e conqu*ladores,2oda e qualquer
prevencao que lira a susceplibilidade, alias muilo
justa e bem entendida do povo Ilustre que alravcs-
----. .. >,h, Am lt... I---------.~ ,- '-----" -
gusta afflicgao o sea aniqailamenlo. Urna dat boas
lembra ligas que poderiam ter as almas generosas, os
espirilos Ilustrado- da pennsula,pois nao he s Portu-
gal que lucrava no-la uniao-.a Hespanha nao tira me-
nos vantagem neste cmpenbo, era vulgarisar a litle-
ratura bespanhola em Portugal, c a porlugueza cm
Hespanha,os Bovemos de ambas as naroes andariam
bem avisados se abrissem cadeiras especiaos para esse
fim, onde se fzessem corsos com toda a extensao e
profunde/a que materia est pedindo, o da bespa-
nhola em Lisboa, o da porlugueza em Madrid. Esta
medida se fosse lomada pelos respectivos governos,
n5o presupunha nos mesmo- o fervor do Iberismo,
mas um alio lim poltico ; aconlega o que a con-
(ecer, ja ninguem duvida que com o volver dos lem-
pos a pennsula hispnica v !comungando e parle-
cipando dos mesmos inleresses, consubslanciando-se
as mesmas aspirarOes,identificando-se em comnium
deslin ; as questes de navegar.lo do Douroe.il-
fandegas da raia, ah eslo para comprovar as nossas
assercoes; a mesma desgraga que as tem fulminado,
c que faz as duas nagoes trocarem entre si signaes
desv mpalhia.he um motivo de mais c bem forte para
que se conhegam e enlendam reciprocamente ; e
que melhor meio havera do qne esle, o de avalia-
rem-se ambas em espirito. Quando Portugal anda-
va na sua azafama de guerrear Caslella, e Caslella
com elle, nao havia ninguem de boa crearao que nao
fallas-e ambas as linguas.e al ai escrevesse correc-
tamente : quanto melhor nao seria agora esse bom
coslume, agora que j nao ha Caslella, c que todos
os que nasceram na pennsula, moslram vonlade de
er amigos, e viver em paz; lucrando muito com
esse desejo t
A favor dos que nao goslara.e porconsegoinle nao
querem a unio, ou para melhor dizer a idenlifica-
jo da naciunalidade ibrica, milita um bom arau-
menlo, que laojadu de repente parece de muito fun-
damento ; ser possivel, dizem elles, fundir nesse
decantado porvir ibrico a pequea najan que des
memorada das suas vaslas e ricas posseatoes oceupa
tao diminuta porjao na pennsula hispnica, e que
no seo arrojo durante muilos secutas adquiri urna
naciunalidade lo vigorosa e fecunda, a ponto de
crear o polir ama lingua do seu mesquinho dialecto,
com as oulras da mesma regiao o tinham, e que ain-
da hoje o fallam ; e de alguns delles al ha bonitas
coasas escripias ; mas que nao liveram o singular
destino do nosso porluguez, que chegou a dar es-
criplorus de alio renome, c tao alio que estao entre
e a par dos primeiros do mundo ; o povo que leve
lAo largas aspitajdes, tao grandes consas commelleu,
de cerlo nao se havia de sujeilar a esle amalgama
em que via perdido para sempre o seu brioso des-
den) com que ficou da gloriosa revolla ; todas estas
observages aponamos ja, quando lemhramos as
inevitaveis dfliculdades que surgiriam nesle movi-
mento peninsular que mudara de face os negocios
do occidente europeu. Passos de algom peso lem tido
lugar com esse intuito ; a publicaran Jo opsculo
[ja Iberiaqae foi traduzido em porluguez por um
apaixonado desle' pensameulo, he prova do que di-
zemos; o escriplo alindlo nao he tragado com as vis-
las grandiosas e fecundas que o assumplo reclama,
mas pude mui bem ser poderoso incentivo e disper-
lador para outros que provavelmente bao de appare-
cer ; em Madrid publica-se urna folha peridica in-
titulada /ji Iberiacom o achaque do Iberismo.
Seja romo for, a Iransformago iberio, he alvilrc
c consoladora esperangn de parte da mrocidade das
Despalillas, be lembranga da nova gerf gao que ve
no deseuvolmciiti) dola, a salvagao da patria
hespanhola exhausta de cangasso.ncm esperem nada
da geragao velha ; alguma boa vontade haver,
mas he impotente ; alguns meios excellenles para
preparar a geragao vindoura, ja os aponamos. Pa-
rece incrvel e todava he verdade, havendo na Pe-
nnsula cscriplores dstinctos c abalisados, homens
eminentes, nao ha um estadista, um poltico que lal
nomc inercca pelo alcance das vistas c grandeza dos
meios, e ,i fccuiididade dos resultados, que lenha o
conhccimeiilo de poca, dasituacao, das necessida-
des e tendencias do seu paiz, dos meios de que dis-
pe. e laclo do que convem fazer, forte vonlade pa-
ra o emprebender e exceular.
Em Portugal he o rclaxamenlo que reina, cm Hes-
panha governa-se com o terror e violencia ; fracos
e Irisles esleiospara assegurar a paz o [irospcridade
LISBOA.
13d*juIho.
Prometemos dar-lhc milicias de gnaisviillo sobre
os negocios pblicos de Hespantia, assim o fai emos publica,e para acabar o quadrolajunte-se. a descrenga
logoquesfilesvanega o nevoeiro que se tem con-
densado sobre os successos que. ultimameule (en. i li-
e apalbia geral. Tudo quanto temos dilo foi sug-
geridu pela recente insurreijae que rebeulou. as
immediagOes de Madrid como ja lhe participamos ;
a revolla nao prosperou; pois que em seguida a
nm combale que houve em Vcalvaro no dia 30,
aonde o successo nao foi favoravel s armas doi re-
beldes, em cojas torgas falhava a arlilharia, e o ter-
reno da acgSo nao te preslava^as manobras de caval-
laria em que sobresahiam as forjas dos revoltosos;
as forcas do governo vollaran) para Madrid sem des-
allojar o inimigo das suai" posijes, arrojando a
fanfarronada do costme, m rebeldes dirigiram-se
ontao pira Araojuez, aonde acamparan) por alguns
dias, e foram depois para Ocan e Tembleque segun-
do reforem as parlicipagocs. He possivel ou antes
cerlo que se malogre a tentativa revolucionaria. Os
caracteres nolaveis do movimento s3o os generaes D.
Domingos Dulce aponlado como patrila sincero e
dedicado a causa liberal; D. Leopoldo O'Donell, ge-
neral dislincto de cavallaria, he chefe do movimenlo;
Roslle Olano lambem general, Teles Messina, e
Echague. ambos generaes. Convidamos a Vmc,
para ler o numero H do Progretso que narra cir-
curaslanciadamente loda a marcha da revolla, feila
por pessoa competente, e que assislio, e foi teslc-
munha oceular de lodos aquellos successos, que le-
gando as nossas informages nao he ninguem me-
nos que o Sr. D. Andr Borrego, carcter bem co-
nhecido na historia comlcmporanea do seu paiz, ac-
tualmente deputado, preso por ordem do ministerio,
sollo pouco depois, e deportado para o eslraugeiro ;
chegou Lisboa donde lenciona partir para Ingla-
terra. Como esta correspondencia foi com o fim
principal de por Vmc. ao correte com os suc-
cessos de Hespanha, locando nos pontos que mais
inters-ara am curioso eslraugeiro ; ha de se recor-
dar agora, e nos o recordamos com salisfarao, qne
nSo trouxemos por simples intento de encher papel
algumas lembrangas e apantanemos sobre as rela-
goes do Brasil com os estados vi/inhos da America
Hespanhola ; o felo da nacionalidade ibrica que
vai desponlando, qde afina! ha de se consummar,
dando novo curso genio hispnico, dando um no-
vo impulso as suas colonias, ha de necessariamen-
le mudar s relagoes com o Brasil, convem porlanlo
que este esteja preparado para qualquer eventuali-
dade, os estadistas desse paiz nao devem ser do es-
tofo dos que dizem : nao caidei ; mis dos qae se
previ ncm hoje para o que ha de acontecer amanhSa;sa
a pennsula se confederar era urna so nagio,vaslo e po-
deroso incremento ha de tomar ; as suas ricas pos-
sesses, as portaguezas.por exemplo bao de sahir do
estado lastimoso em que se icham ; e o Brasil como
he escusado dizer, mni altas relagoes e estrellas con-
veniencias tem de cultivar com a pennsula. Ja
vai tomando poderoso infloxo e ascendente o impe-
rio sobre as repblicas vizinhas ; por conseguinte
manifestando-se a necessidade de as estudar, conhe-
cer as suas tendencias, qual o futuro qae as aguar-
da, e os meios de dirigir e augmentar' a influencia
que lhe convem manter naquellas regies, o mais
proficuo he incontettavelmente o conhecimenlo da
sua lingua, historia, e lilieralura, e esses estados
nascenlcs que pricipiam agora no desenvolvimenlo
das saas forcas, todas essas necessidades que convem
esludar, tem de te recorrer as fontes primitivas e
reaes que sao as da mai patria ; o Brasil que nao de-
ve por interesse proprio deixar de estender e alar-
gar o seu podero ao sul da America, de tal manei-
ra, que nenhum aconlecimenlo por diminuto e li-
geiro que seja, lenha lagar sem ser consultada a
vontade do Brasil, nao poder tao cedo impar com
o asfJeclo eslrondoso da forga ; mas pode mui bem
consegui-lo por negociadores habeit; estes arranja-
los-ha se tiver a finura de fazer das lcgajoes, vivei-
ros e mananceaes onde te criem bons diplmalas ;
procurando com cnidado e discrijao para isso, s
intelligencias legitimas e mojos esperar.rosos. A
diplomacia nao consiste em fazer intrigas mizera-
veis, empregando embustes e aleivozia, inspirndo-
se do genio da calumnia e da menliri ; se esses
meios ja surtirara effeilo, passou de moda ou aules
estao desacreditados; o hbil diplmala dirige os
negocios para seu m, combinando os successos,
servindo-se das circumslancias, aproveilando as
conjuncturas, encarainbando-as para o desenlace
que lem em mira ; para isso deve ter em sabido
grao a prenda quasi sempre inslincliva de conhecer
os homens, os caracteres quequer por em aejao pa-
ra manobrar com elles, cerlo Nprumo dos movi-
......o.,- do rorar.in humano, sabendo-se servir delle
na conjunejo favoravel. Sao dons especiaes, qua-
lidades qne nascem com o individuo, e que a pra-
tica dos negocios pule, dandn-lhe a ultima de in.lo;
tornando-a impenctrivel, e sempro penetrante. Con-
tinuando e suppondo ao mesmo lempo qoe se rea-
lisasse a confederajo ibrica, he fora de duvida que
lornando-se poderosa c forte a unan peninsular,
neccssariime nte, porque he condijao inevilavel da
forja, havia de inquietar aquellos que chamam seus
antigos colonos, o parentesco e afinidad?, a conli-
nua emigragao, os inleresses e ligigues commerciaes
ludo dar lugar a choques e susceptibilidades; haja
vista o que ji em ponto pequeo lem havido em An-
gola entre Portugal e Brasil. Convera porlanlo ao
Brasil eslar premunido para lular com vantagem
no caso de qualquer successo que se diga transcen-
dente. Vem a pello dar-lhe s noticias do ultimo
correio ; como ja lhe dssemos, os revoltosos tin-
nham seguido caminho de Tembleque, dizem agora
que retrocedern!, e que -lo accossados por urna di-
visao commandatla pelo conde de Vista-hermosa.
O ministro da guerra Blasec Horneando quera o
sabstllaa foi-se.pr a testa dn divisao que persegue
os revoltosos, esles parece que ltimamente, divid-
ram-se em 3 columnas aproximando-se de Portu-
gal por Ciudad-Real e Valle do Guadiana. As car-
las particulares, dizem que tem adquirido forra,' e
contradizem as participarnos oflicaes, algumas refe-
rem que se Ihes juntaram mais dous regimenlos, e
que rebeutara urna insurreigao socialista em Va-
lenga.
Nada se pode alarmar cora certeza, senSo o desfe-
cho final ; se a revolla tomar incremento como j
querem alguns, aflirmando que se lhe tem reunido
gente do povo, e qae ha elfervesccncia em Madrid; e
se os conselheiros da cora nao prooederem com loda
prudencia e moderajao, recelamos que se compli-
quen! os negocios da Hespanha a tal ponto qne se
torne urna quesian dynaslca. Enfilo Dos dir on-
de ir parar. E as prcvises que lhe lemos annuu-
ciado mais cedo (cr.lo lugar.
Vamos as novidades de Portugal, poucas ha de
momenlo, experimen(aram-sc 3 kilmetros do cami-
ulto de ferro, houve papar.ja pela novidade ; a ca-
resta dos crcaos no Porlo inquielou a povoagao, e
deu cuidado aogoveruador civil daquella cidade; fe-
lizmente ofiiciou para Lisboa como convinha, e lo-
marar-se as medidas convenicnles. Assim enten-
demos nos que lio governar provcuindo e nao exci-
tando.
O jornalA Sacio cada vez he mais patriota c
menos ibrico ; nao loma nada da eonfcrajo iberi-
na; a exportarao de Irigo contina em Lisboa, e a
de gado no Porto do mesmo modo. Pozcram em-
bargos aos Irabalhos da cmara municipal para dis-
liihiiicjo das bicas do chafariz do largo das duas
grojas. Por isso he do suppor que nao rccomcccm
l.lo cedo ; quesliuncula que cabe no foro, be alma
quo cabe no inferno ; nao sabemos se por ah acon-
tecer.! outro tanto.
A fiacao Iranscreveu urna caria do um jornal do
Porlo, que escreve no sentido do seu partido, na qual
referan) de Pars que o imperador Luiz Napoleo,
negara-se a recebera visita de D. Pcdru V que o li-
nha mandadu prevenir pelo sea respectivo enviado
na corle de Franca ; o imperador, segundo referia a
caria, responder nu enviado porluguez (Paiva) que
eslimava mullo a \ isila du joven monarcha, mas que
a nao receberia senao em selembro. O depulado
Sanios Monleiro, empregado naalfandega -munici-
pal, inlcrpellou o ministro competente, que hcoSr.
Gcrvis por alcunhn o visrondo d'Alhoguia ; agora
o veris ; que cloqueada esle viscondelio homem
de muila sabedoria ; declarou por lira de tontas,
que o imperador dos Francezcs eslava prompto a re-
ceber a visita do joven monarcha, mas que espaga-
ra para aquelle mez, porque enfilo lerian lugar M
manobras do campo de Saint Omer, c o moco re
occasio para ver aquellos movimenlos militares ; nao
sabemos quem falla verdade, se a Sarao de papel,
se o ministro visconde ; o que he cerlo he, cada um
dclles ver com o seu nenia, nem sabemos filo pouco
qual dos dous estar sujo.
O Mendes Leal nao foi bem sucreddo na sua
cumpo-ir.ln dramtica Lisboa noite no dia 13,
fazlcngao de levar a scena em D. Mara II o sen dra-
ma Os Homcnsde Marraore. Lisboa vai-se tor-
nando deserta, corre tudo para o campo; Cintra, o
foi ino-iiuio retiro, vai-se alulhando de genio. O
medico do partido daquella villa, Bernardino Egido
da Silveira e Casiru, esta montando um eslabeleci-
menlo hydrosudopatico, que lem servido muilo bem
para refrescar os visilantes daquella linda paiza-
gem.
Prop6e-sc nma empreza a publicar a collecjao
completa dos inedilos do padre Jos Agoslinho de
Macedo ; esle homem junio com Bocage e Francisco
Manoel do Nascimenln, Felv nlo Elytio) sao tres
grandes vultos das letlras portuguaMi no prroeiro
quartel da nossa ora ; sem o genio do primero nem
a correceo do segundo, sobreleva-o a ambos pela
varedade da injtrucjao, mais copiosa, e diga-se mais
profunda que a dos oulros dous que nomeamns ; pos-
sua mais urna veia cmica muito feliz, quando elle
linha forga para se desembaragar das peias da iua
m tducagao, e dos seus hbitos torpes e repugnan-
tes ; he um dos poucos homens que escreveu e ditso
alguma cousa de geilo sobre philosophia, sciencia de
que na pennsula, pouco ou nada ha ; nos teas va-
riados escriplos, bons, excellenles, toscos e at once-
nos, em prota e verso, pois o lerrivel padre escrevia
de ambos os modos, ha muila cousa boa ede pro-
veilo ; mesmo na lascivia, sendo bem peoeirada e
escolhida, havia de cahr ouro e muila pedra precio-
sa ; a nosso ver, anda nao houve poslcridade para
esle escriptor, coja morte deveria estriar o odio do
seus inimigos, que alias elle nio poupava nos seot
sarcasmos vilenlos c envenenados. Parce sepultit :
Aquelle tmalo merece ama lapida tildada por ar-
tista hbil, e moldurada por mso de meslre. Vai
lambem nisso a honra da patria ; o partido legili-
misla prestava nisso um bom servigo ; pois o Ilustre
sacerdote, foi um defensor estrenuo da a pareiali-
dade e do augusto prncipe proscripto, caja canta
o jornal a Sario, que he seu orgo reeonheeio, to-
ma tanto a peilo ; e nos a lomamos; poia resuci-
taran- c admiramos a dedicagao desgraja, e a cora
geni em defender urna causa, que o celebre escriptor
de que fallamos, chegou a sacrificar-se por ella ; pois
as vezes a defenda com quebra da propria digni-
dade.
'
16 de Jlate.
At qne finalmente j andamos por caminho de
ferro em Portugal! Fez-se a primeira corrida no
dia 8 do correte, para experiencia e amostra. Fo-
ram para ella convidados, o mioisterio, os jornalis-
las, os accionistas da companhia e muilas outras pes-
soas. A't 9 horas da manhaa reunidos lodos em Sa-
cavem, ponto da partida do comboi, hcurv, um gran-
de almojo dado pela companhia, depois do qual
parlio a locomotiva denominada Cumies, dalli at
ao logar da Mssaroca. Fizeram-se Ires carreras.
O espago decorrido foi de amas Ires mima*. Nao
se poda dar a mxima velocidade por ser espejo li-
mitado, mas chegou-se a andar com a velocidade de
seis leguas por hora. Os passageiros ira nos veh-
culos que servem para carregar Ierra, limpos, ala-
petados, e atravessadot por pranchoes. A primeira
corrida foi logo vietoriada com vivas; levantoo-os
o honrado marquezde Ficalho, o repelic-os na se-
gunda Mr. Schaw, principal empreileirodo caminho
de ferro. Depois desla experiencia, os ministros,
os directores da companhia, os membros dd conselho
dat obras publicas, os fiscacs do caminho de ferro, o
engenheiro Valentn) e muitas oulras pessoas foram
al Villa-Franca ver os trabadlos da linha, e deler>-^^
minar por onde o caminho devia atravessar aqaella
povoagao. Os Irabalhos lodos esli muito adianla-
dos, e tanto qoe at ontubro estar prompto o trogo
de Sacavem a Villa-Franca. Acabada esla inspec-
jJo, o empreiteiro Schaw offereceu a todos um Unto
janlar, onde houve discursos e brindes tocantes a
lal feslividade.
O janUr comerou s 7 e terminou as 9 da noile,
recolhendo-se lodos a Lisboa n'nm vapor que o* Mi-
nistros tinham mandado ir Villa-Franca.
Bom foi tomarmos-lhe o goslo, parque agora nao
s ha menos incrdulos, mas lambem haver mais
influentes, islo lie, concurrentes para semelhanles
emprezas. E lano assim qae j ha duas qne se dis-
putan) o caminho de ferro para Cintra. Croa he
franceza, companhia arranjada cm Pars, por Mr.
Lucotte (o que todava nlo he de bom agouro) com
fortes capitalistas, e um ptimo engenheiro, oulra
porlugueza, organisada pelos Srs. Ferreiras Pintos
e outros machuchos. A primeira empreza faz o ca-
minho at Cintra sem premio algum, comanlo que
lhe cedam a margem do Tejo desde o lerreiro de
Pago al Alcntara para edifica/ armazens, doras
e outios c-lahelecloieiiio- anlogos, c bem asHin -
um caes de Lisboa al Belm, onde deve co-
megar a linha de ferro al Cintra. Tem havido
soas duvidas por parte da cmara municipal a res-
peito da cessao das margens, e lie por isto que se
nao lem aprescnlado j em corles o projeclo para a
concessao desle novo caminho.
S. M. e sea augusto irmao tem feilo ptimamen-
te a sua viagem. De Inglaterra quzeram ira Fran-
ga, mas o imperador prevenio-os de que seria melhor
na volla de Allemanha virem a Paris, para presen-
ciar as grandes manobras miniares que all bao de
ler lugar em selembro, e lal vez lambem porque ain-
do reina all a cholera morbus, e por isso o im-
perador foi mais cedo para S. Cloud. Desta cir-
cumstancia lirn argumento am jornal realista para
assoalhar que o imperador nao quizera receber
nosso monarcha, o que foi refutado em cortes pelo,
ministro dos negocios estraiigeiros, dando a expli-
carlo que acabo de indicar. Em eonsequencia dis-
to, os reaes viajantes sahiram de Inglaterra para a
Blgica, onde ebegaram bem, segundo as ultimas
noticias que nos trouxe o Mohiteur Btlge, chegado
honlem, e qae diz o seguinle:
i Braxellas 6 de juiho.S. M. o Sr. D. Pedra
V. rei de Portugal, chegou a Braxellas lerja-feira
s 10 e meia horas da uoile. Urna mullidao com-
pacta se linha ajuutado, desde as 6 horas da tarde,
as visiuhanjas da eslajao do norte, e estendia dea-
de all pelos boulevards, c pela roa real. Dons es-
quadroes do regiment de guias, dous batalhsea de
caradores carabineros e urna numerosa guarda gen-
darmerie faziam a guarda de honra junto de Agare.
o Emquanlo que S. M. era esperado, o ministro
dos negocios estrangeiros e o conde Marnie chega-
ram pelo caminho de ferro, masreliraram-se, ao ver
que el-rei nao chegava.
a Masa mullidlo nao tedesanmou. e chegada "<
do Irem, as ras eslavara apinhadas da gente.
r, Suas altezas reaes, o duque de Brabante, o con-
de de Flandres, foram receber o joven rei a eslajao
do caminho de ferro. O cortejo dirgio-se immedia-
tamente para o palacio. El-re 1). Pedro V. viaja
com o titulo de conde Gumaracs, e vem acompa-
nhado de seu irmao o duque do Porto.
o Os augustos viajantes deiiaram antes de honlem
pela manhaa as costas de Inglaterra. S. M. Fide-
lissiraa, depois de passar 10 ou l_! das na Blgica,
deve ir a Cobonrgo, a Berlim, a Vienna, e depois a
Paris, dah embarcar provavelmente ora Brest para
vollar aos seus estados.
S. M., quando chegou a Braxellas, traza a farda
do seu poslo no exercilo porluguez. Dorante a sua
residencia nesla corle, oceupar os quartos, que lhe
forem preparados no pago.
Honlem de manhaa, el-rei D. Pedro V, recebcu
a visita do conde de Flandres, depois appareceu al-
gum lempo janella do pago.
a A prae*. em frenlc da janella do palacio eslava
descra, mas n'um oslante foi lal a mullidao que S.
M. vio-se obrigado a deixar a janella.
h Esla larde, as 7 horas, ha um grande janlar no
pago, b
As corles apezar de lerem sido adiadas at '20 do
correnle, ainda nao podem concluir os Irabalhos in-
dispensaves, laes como o orjamenlo e o cajniaho de
ferro para Cintra, isto principalmcnlerrartamarailos
pares pelo que -orlo anda adiadas al 10 de agosto I
Nao lem havido discussn ncm interpellagao uolavcl.
A mogao a presentada pelo depulado Jos Eslevo,
sobre a emigragao para o Brasil ainda nao foi dada
para ordem do da. O ministerio nao sabe resolver-se
nesle triste negocio. Que lastima! Ximencs re-
quereu cflectvamenlc o conselho de guerra, csco-
lliendo para seu defensor o bem conhecido advogado
realista Piulo Coelbo, caja defeza ouv dizer que
ser gratificada com cem mnedas. Assim mesmo
mnitos nao a quereriam tomar. El-rei D. Fernando
passa bem, e cada vez se loma mais popular, an-
dando muilas vezes a ppelos passciospblicos. Nao
ira esle anno para Cintra antes de se fechafem as
cortes.
O duque de Saltlanha ainda nao esl reslabelecido
mas lem-se dado bem em Cintra.
A academia real das scicncas cclchrou no da 5 a
sua primeira sessao publica, depois de restaurada. '
Celebrou-sc na sala nova da escola polytecbnica,
que se e-la levantando sobre as ruinas do anligo edi-
ficio queiniadn do collegio dos nobres. Presidio S.
M. o regente, e hoave grande concurrencia de con-
vidados, enlre estes algumas senhoras. Apenas hou-
ve um breve discurso orado pelo vice-presidenle, o


\
.

.^^


DIARIO DE PERNAMBUCO, QUINTA FEIRA 3 DE AGOSTO DE 1854.
:

1
arrebispo de Milylene, (ndo o mais f< i leilura, a
primcira feila pelo secretario da classe luterana, J-
J. da Cotia de Macelo, o relatorio da su a clame, e a
segunda o das sciencias pelo Dr. Figueirido e Silva.
Deviam ler-se as memorias aprescnladas por varios
(ocios, mas por brevidade somenle se leu urna de ca-
da classe, que foram a do Dr. Jos M. (rande sobre
a molestia das vinhas, e a do depulado J. Tavares de
Macalo sobre a introdcelo da huango ra cm Por-
tugal. No fim dislrbuiram-se impressos os dous
relatorios, e annunciou-sc que eslava piompto para
se publicar o primeiro volume das memorias.
Diz-se agora, e aleja se publicou que o molivo da
ida do redactor do Arauto, a Londres, fdra o ter el-
le eblido o titulo de barao de MagalhSes para um
aeu amigo all eslabelcridu, rom a clausula de elle
Ihe dar um magnifico prelo e lypo para o jornal mi-
nisterial. Se he assim, temos renovados os negocio*
de commendas por raleches e scmelhantas, que Un-
ta estrepito fizeram no lempo dos Cabraes. Diz-se
mais que o novo hamo ujo s dera o prelo, mas que
arruinara ama noiva rica para o redactor Antonio
Aegosto Teiieira de Vasconccllos, e que volla casa-
do de Londres.
Este he que entende bem o programrna da rege-
neracio.
Jos EtlavAo entregou no dia 6 no paco, a El-rei
regente, Bina roensagem de psames que llie dirigi-
rn) os Portugueses do Rio de Janeiro, pela infaus-
ta morte do S. M. a rainlia, com o que o principe se
mostrea reconhecidn.
O cruzeiro inglez aprisionnu a sumaca Trindade,
que sahio de Angola cora escravos; causou isto
maior escndalo, porque este navio he de guerra.
A. Hercalano est anda no, Porto, laminando
os carinos paraa eoileccSo histrica que deve pu-
blicar a academia das sciencias. Tem sido muilo fes-
tejado como merece, pelo seu carcter e pelo seu
saber.
Caslilho fez urna representado a amba- as cmaras
para que e^tecrelassc offlcialmenle o seu melhodo
de leitura, visto se nao ter apresenlado al agora nu-
tro melhor do que osea, j tito abandnalo pela pra-
tica; as cmaras porm, devolver m o negocio ao
governo, que he o mesmo que deila-lo i o fundo de
um poco.
Publicou-se j no Diaria, na parte reservada pa-
ra a aessao da cmara dos pares, a defeza do cnsul
portuguez nessa cidade, o Sr. J. It. Moreira, e tam-
bera algnma do s.chanceller. He muilo grande,
de enfadonha leilura, porque parece urna biogra-
phia, com muitos alteslndos e eertidoes desde os seus
estados al" agora, consa intil para responder sac-
eusacoes que se lhe raziara as represenlacoes e pe-
los jarates. Todos espervam, depois de Uo longa
dentera, que a respoata fosse outra coosa. O auto
de investgaeiu feilo as assignatnras he um docu-
mentocontra os empregadot do consulado, porque
por elle reconhecem os proprios acensados, que to-
dos aquelles portuguezes, que dizem conliecer, e
que sAonus sete centos, protestan) contra laes au-
toridades, qnando a sea favor s apresonlam n'um
alicatado que vem junto defeza, um vinte e sele
Portuguezes, segundo o computo feilo specificadn-
meote n'uma carta dos eraissarios de Pernambuco
que aqu estilo, publicada nos joruaes, que nao foi
contestada, bem como o nao tem sido mitras publi-
carles qae estes pacientes mas activos procuradores
tem feilo ltimamente nos joruaes.
.**

lado por Dulce, por ter elle Concha patente supe-
rior.
PERNAMBIICO.
REPARTI9AO DA POLICA'
Parte do dia 2 de agosto.
Illm. e Em. Sr.Participo a V. Exe. que, das
parles boje recebidas nesla repartidlo, consta Icrem
sido presos: a nrdem do subdelegarlo da freguezia de
S. Antonio, Pedro de tal. por ebrio; ordem do
subdelegado da freguezia de S. Jos, a parda Ger-
mana, e a prcla Francisca, ambas por furto, e o
prelo escravo Barthotomcu, para averiguac/ic* poli-
ciaes; c a ordem do subdelegado da freguezia da Boa
Vista, os portuguezes Jos Marcell.no, e Jacintho
Farreara, por suspeilos de screm desertores da ar-
mada.
Dos guarde a V. Etc. Secretaria da polica de
Pernambuco 2 de agosto de 1851.Illm. e Eira. Sr.
eonsclheiro JosBeulo da Cunba e Figuciredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paita Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.
DIARIO DE PERNAMBICO.
O vapor Great Western, entrado hontem de Sou-
lliamplon, via Lisboa, Madeira, Tenerife e S. Vi-
cenle, trouxe-nos as cartas de trassos correspondentes
de Hamburgo, Pars, Lisboa e Porto, que deixamos
transcriptas em outro lugar, e tamben) varias gize-
la inglezas, francezas e portuguezas, alcanzando as
primeiras a 9 de julho prximo passado, as segun-
das a 8, e as ultimas a 15.
Bem que uenhum fado importante lenha escapa-
do aos ditos nossos correspondentes, todava accres-
ceuUremos mais n seguinte as noticias que por elles
nos foram trausmllidas:
Ncnhuraa accao importante linha lido ainda lugar
nem no mar Bltico nem no Negro ; apenas nojpri-
meiro bombardearan) os alijados pela segunda vez
um pequeo forte rosso. Cronsladt e Sebastopol, ha
Unto lempo ameacados anda nada soffreram, o que
moslra evidentemente que u3o he lio fcil como se
dz aUca-los e deslrui-los.
Apezar de lodos os preparativos bellicos qtie ain-
da se fazem em Franca e Inglaterra, parece que o
czar nao teme qae seus estados sejam mais invadidos
este anno, o retirada de sitas tropas dos principados
nao foi occasiouada, como publicaran) os peridicos
ioglezes e francezes, por nenhum receta nem por ne-
nhuma grandeperdaque soffresse, mas smente por
mudenca por elle feila no plano de campa-
nil,1.
0 rimes transcreve do Frankfurter Port Zel-
lung o seguinte communlcado de Posen, datado de
29 de jonho, o qual, diz elle, he eteripto evidente-
mente com pleno conhecimento de causa t
1 O imperador Nicolao nao accedeu t intimarlo
auslro-prussiana ; pelo contrario, deu ordens para
que a maor parle do exercilo do norte partisse ao
mesmo lempo em marchas Toreadas para o theatro
da guerra no sul. Se os Russos retiram suas tropa*
dos principados, nao he isso urna razio para esperar-
se omi prompU paz ; pelo contrario, a Russia pare-
ce dispostaa arcar cum lodos os seas inimgos,smcn-
le seu plano de opracOes foi mudado.
a Os peridicos polacos, os quaes como se- sabe,
escrevem debaixo de mais alta inspirarlo, meoie-
Peleriburgo apresenlou Austria, sob a forma de
eomniuniraeies confidenciaes, propostas que pode-
riara servir de base a um aecordo, e que constitui-
ra 111 ao mesmo tempo a resposla definitiva da Rus-
sia.
n Ouantn a este ullimo poni, a Austria em ludo
consequentc com a atttude que tomara declarou,
que antes de poder aceitar quaesquer cundirnos ou ,
de sustenta-las em presenca das oulras potencias, bc
I be ilevia dar urna resposla precisa i i ni 1 mar,,o que
havia feilo; e que o aecordo propuslo nao pollera
ser lomado em considerarlo em quanto a Kussia se
nao declarasse determinada a evacuar os principados
n'um prazo fizo, e se lomaem medidas positivas
para levar-se i execucAo a sua promessa.
a Independenle desla queslao sujeita, ser nioi
ulil a nova rcuniao da conferencia para de parte a
parle se ausentaren, as opiuios e obter-se urna con-
cordancia previa acerca ra admtalo na genaralida-
de das [impostas conlidencacs que acabamos de
mencionar, e quanto a conhecer-se se ellas podero
servir de base a urna romposicAo, se etilo ou nao
conformes aos principios precedentemente eslabele-
cidos, e sobre oulros pontos anlogos.
He totalmente destituido de fundamento o ru-
mor que se espalbou de desinlelligeucia entre a
Prussia e a Austria : as duas potencias cstao deper-
feito aecordo tanto sobre o objeclo que tem em vis-
ta como sobre os mcios de alcanzado.
l.i'-sc no Morniny-l/crald da 4 :
Pediram-sc a nossa marinha qualro naus de li-
nha, alguns barcos de vapor e navios de transporta
para transportar urna divisao franceza de 6:000 ho-
inens destinada ao Ballico. Duas das naus de liuha
estao j promptas; a Algiers e a llannibai, ambas
de 91 pecas ede hlice, que com a Sainl-l'icent de
101 e a Royal-lt'illiam de 120 se dirigir Soa Clter-
bourg ou esperaran as Dunas as tropas francezas,
e recbenlo a bordo os nossos valentes alliados pa-
ra o trrico no Bltico. N5o se sabe se ficaram
nesle mar depois de lercm effectuado o transporte da
divisao franceza. Esta determinaran de enviar tro-
pas para aqueJIe deslino denota um movmento hos-
til impurtanle; trata-se semduvida de algnma gran-
de cntrepreza, de tomar poste de algnma poscAo
militar conquistada ao inimigo.
Em Danlzick c Hamburgo a opiniilo geral he
que sir Charles Naper qner tentar alguma coma
conlra Cronsladt; eat se marcava a dala da ten-
tativa para 29 de jonho. Pretende-se qae sir Ch.
Naper recebera ordem superior de nao te aventurar
a graves riscos. Pelo contrario jalgamos qae lem
carta branca para tratar as esqitadras e forttficaeoes
russas, ai eidades e as propriedades da mesma nacio
como entender mais conveniente e ventajoso para
a honra do seu paiz e da tua soberana. Por isso
contamos com a noticia de algnm feilo de armas
glorioso e digno da immensa forca naval e dos e-
normes recursos de que dispe.
O contra-almirante Corry com urna divisao das
esquadas est encarregado de vigiar Helsingfors.
A ilba de Alande ser lomada e oceupada provavel-
menlc pela expedirlo 011 esquadr aovolantcque ficoa
as ordens do capitn Hall do leda desde que o con-
tra-almirante Plumridg se reuni ao almirante Na-
per.
Os cinco mil homent de tropa destinados para o
Mar Negro nao a guardarlo mmto tempo o embar-
que. Dois dos maiores vapores de hlice se prepa-
ram para tansporta-los. A Crimea vae ser theatro
de operaees de grande monta,
o A chegada do almirante
te para o su em consequencta das ultimas ordens a> lIr.s *- ^. a,ir(..elllrl.
1
Aqu tambem se fez um exarae de tibelliaes na
tecrelaria dos negocios estrangeiros,sobr3 as astigna-
luras da representarlo que veio de Fernambuco,
no qual os Ubellies notam aluminas indcenos, por
onde se v que realmente o labelliao de Pcrnam-
buco nao observou is solemnidades do slylo, para
* fim de tirar lodas as suspeilas que agora recahem
sobre esta papel ; mas a verdade he que a identtda-
de dos signatarios recoiihccida pelo cnsul no docu-
mento n. 1 da sua resposla, publicada no Diario,
vale mais que as illaees liradas pelos tabelliaes de
Lisboa. E Umbem porque as retraanles sao apenas
tres, o que em Uo grande numero, ponen influe ; e
ama d'ellas.adeSebasliao Arruda,foi aqu reclamada
peraule um labelliao, declarando este qae a fi/.era no
consabido, estando preso .1 ordem do Sr. cnsul 1
Esle protesto e o roquerimeato com qae elle foi
apresenlado na secretara, publicou-se na Recolu-
580 de Selembro, c fez ejdevdo efleilo, porqne de-
monslrou que e consut he viugativo c a ser para
com os que assignaram contra elle, dineito que se
nao deve tolher a ninguem. Da ludo isto o que se
concloe imparctalmenle, he que I urna amtipalhia
irreconciliavel entre o cnsul, o chancellar e a maio-
ria dos Portuguezes, e que mesmo por bro d'aqucl-
les funeconarios, Uo injuriados pela imprCnsa d'a-
qui e de l, nao devem continuar a excrcer nessa
Ierra as fuocces, consulares. Sei que o governo
actualmente est convencido disto, c o lem dilo a
pessoas que o iostam pela rosoluco desle negocio;
mas est indeciso sobre o deslino que Ihes ha de dar.
A principio Iralou de submetler lodos os papis ao
parecer do procurador geral da corea, mas lem so-
breestado nesle expedienta. Entretamo os com-.
missarios que aqu eslao, insistem pela resoluto de-
finitiva, e eom rato, porque ha seis mezes que se
traa deste objeclo, sobre que tanto se tem escriplo,
fallado e discutido, que ja enfastia, e he vergouhoso
que o ministro se nao saiba delerminar em neg-
godo j Uo claro.
Tenho-me alargado mais nesla ques ,1o, porque
vejo que os nossos compatriotas osUo muilo empe-
nhados n'clla, que ts cartas e jomaos de Pernambu-
co aSo faltam d'oolra musa, e eiolini porque aqui
todas as pessoas imparciaet e sensatas enleodem que
he tempo de fazef cessar semelhunlcs scenas, estra-
nhando que o governo nao tenba j retirado laes au-
toridades, e Umbem admirando-se todos de que es-
tes cavallciros leimem em querer conservar-sc
em lagares queja nao podem uxercer sem cunli-
noos detgostos e conflictos.
O mal das viohas vai apparecendo, mas nao lo
: geral como o anno panado. A eiporUco devinhos
e de cereaesdos nossos portos tem sido grandsima.
A do milho pela barra do Porto foi Ul, no principio
destemez, que houvc um alboroto pop lar para im-
pedir o embarque d'elle, porque ia encarecendo
muilo, de sorle que o governo leve de dar ordem
para obstar a sabida, remedio esto que lem sido de-
sapprovado, porque he contrario liberdade que
cada um Um de vender o que he seu. Parece po-
rem que se adoptan o expediente regular, de permit-
lir a entrada a certas porches dos mesmos cereaes
ettrangeiros, em quanlo durar alia do preco feila
pelos monopolistas.
Ouvimos agora que o ministro Jervis Uvera urna
resposla, parece que verbal, do procurador geral da
coros, a respeito do negocio do cnsul, e he que se
se Ihe quer instaurar proce-so, elle responder so-
bre esse ponto, mas para o caso de deimssao elle nao
opinava sobre isso, por incompelentc. A vsU do
que o ministro vai decidir este negocio. E para o
abreviar, disseram o procuradores que d'ah vie-
ran) os Srs. F. Thomaz c Magalhaes Baslos, esla
inanbaa, a Jos Eslevam c conde de Mello, que
iam levar 10 ministro um memorial contando
apreciadlo da resposla dada pelo cnsul,* juntamen-
te nova instancia para que definitivamente os dcs-
1 paclte ; v que lodos os das o ho de procurar al
que elle Ihe delire. Jos Eslevam approvou o ex-
pediente c assegurou-lhcs que se nao liaviam de re-
tirar sem bom despacho.
Publicou-se aqui transcripta dos joruaes de Per-
nambaco, noticia d que o cnsul e chanceller l-
nliam sido obrigados a demitlr-sc da directora do
gabinete portuguez de leilura, era conwqucncia da
desaffeicae que os socios Ihe linham. A nova di-
rec5o tiaha lido a bisarria de nomear socios hono-
rarios os deputados, que mais haviam apoado as
qncixis dos subditos portug11e7.es, aeco que foi aqui
muilo festejada. Todas estas pequeas cousas, cons-
pirara para que todos desejemos ver j restabelecdo
o aecordo e lioa amisade entre os nossos patricios
que alii vivem.
Acaba de fallecer de urna congcslao cerebral, o
vedor da casa real I). Maoocl de PorlugaL
P. S. As noticias de Hcspauha continuam a oc-
upar a alinelo geral.
Diz-se que os sublevados que se diri: iram para a
Andaluzia lem encontrado syrupathias, e que se
Ihes nnirant dons 011 tresregimentos. Em Valonea
havia grande agtacilo, e ipatar Jas providencias e-
nergcas das aalordadcs, receavi-se nm pronuncia-
menlo. Hoje corre o boato de que as tropas do go-
verno que iam no alcance dos rebeldes foram por
elles batidas.
O general Concha (marqnez do Douro) qae esleve
aqu escouilido alguns das, consegu sahir para
Inglalerra, donde talvez a esta horas lenha tahido
para alguns dos portos do Medillerra ico para se
pfir a frente de revoltosos, o que nao lhe ser dispu-
imperador. Janea ama clara luz sobre os designios da
Kussia. Ella nao teme mais esle anno o desembar-
que das tropas anglo-francezas as provincias do
Ballico, pois he evidente agora que o ezercito fran-
cezemS. Omer nao pode reunir-se senao em agos-
to, e que por conseguinteseu desembarque em (jolh-
laud ou as cosas do Bltico nao pode ter lugar an-
te' de outubro, o que seria muilo tarde para come-
car nma campaoha norte, tanto mais que em novem-
bro o mar gela na costa, e os portos licam em estado
de nao se poder approxirnar deltas.
A Kussia, porta ntn, pode agora retirar suas for-
casdas provincias blticas e da Lilhuania, e lancaii-
do-as 00 theatro meridional da guerra, concentra-
las na Podolia e sobre o Zbruez lendo a frente vol-
tada para a Austria eTurqua. He claro, pois, que
o imperador nao pensa em abrir mao de seus planos
conlra a Turqua ; pelo contrario est fazendo todos
os esforcos para transferir a guerra conlra os-aUiados
dosullo para o theatro meridional,oquallht h"i
lo mais favoravel, tanto poltica como estratgica-
mente,
(i .Nestes nllimns das lodo o segundo eorpo de
exercilo de infanlaria, o qoal eslava estacionado a
meio eaminbo dosdous Ihealros de guerra, sule nor-
dras para se apresentarem em frente de Sebastopol
com tarcas superiores as do inimigo, e para eipedi-
rem urna forle divisao s costai da Circassia. He
mui salisfalorio da tropa e marinhagem.
Correspondencias de Danlzik dizem qae uno se-
ria diflicil desembnrear um exerciio a cinco militas
ao uorle de Cronsladt c a quiuze militas deS. Pelers-
burgu.
Nos primeiros das dejunho haveria em Schumla
um grande conselho de guerra, a que assisliriam
Omer-Pach, o marechal Saint Arnaud, lord Ragln
e llalli-Pacha ; no qual se devia concertar definiti-
vamente o plano das operaees offensivas.As car-
tasde Schumla, do dia Is dizem que MuslPapacha,
que commanda o corpo de exercilo de observado de
Basardschick, marchou no dia 18, por Slandschick,
para as muralhas de Trajano.
Oulros corpos devem segui-lo. Parece certa que
a nova linha de operaees de Omer-Pch ir pela
Dobrudscha para Silislra. Chcgaram a Widdin
reos, que lendo sido felos prisioneiros pe-
los RassoSy-iograram fugir. Queixam-se de mos
Iralamentos que lhe tem sido felos.
" O governador na Bosnia, Churchid-pach, re-
cebpftaiios poderes de Constan ti nopla a respeito do
fronteira da Moldavia e sobre o /liruez.
lambema gora para|alli duas divisOesdo corpo de gra-
nadtiros e urna porreta do primeiro corpo de exer-
cilo de infanlaria ; lem do segando corpo de exer-
cilo de ctvallaria que move-te do interior da Rassia
para o mesmo theatro.
Deste modo quasi lodo o eorpo activo de exerci-
lo'de imperio russo esl concentrado na fronteira
meridional; pois de 6 corpos de exercilo de infan-
tara e 3 de cavallaria,*quo conslituem o chamado
exercilo, 5 corpos de exercilos de iiifantaria e activo
1 de cavallaria, acharase jno Iheatro meridional da
guerra ; alcm de-tes ha urna porcan do corp*o de gra-
naderos e numerosos destacamentos de cavallaria
irregular, Cossacos. As nicas tropas que iicaram
no norte sao os gnardas do carpo finlaudez, urna por-
ejao de granadeiros, e o primeiro corpo do exer-
cilo.
Marchando para o sul, as (ropas dirigiram-se,
parte via Varsnvia e Lahlin, parle pela Lilhuania e
Volhynia, ellas concentram-se sobre o Zhruez e na
visinhanca de Kamlniec-RodoIsk-i em um silio qae
he extremamente favoravel para lodas as operarocs
estratgicas. O exerciio concentrado nesle sitio
turma a reserva geral, a qual disposta em urna liuha
semi-circular, pode ser enviada em todas as direc-
coes por estradas commodas a soccorrerem qualquer
exercilo no sul; ella cobre ao mesmo tempo as com-
municaces c a base das operacoes dos tres exercilos
contri a Austria. Finalmente, as tropas estaciona-
das sobre o Zbruez podem fcilmente ser converti-
das cm um'exercilo activo contra a Austria: ellas
desmuraran) sobre Zamo-k e Kaminiec c se apossa-
riam de boas linhas de operacao, urna ao longo do
valle do Dnister e a do San cubrira a (iallicia e a
Polonia ; a mitra inclinando-se para Cia amcaea-
ria a Hungra e obrigariaqualquer exercilo na Tran-
silvania a mudar de frente. O thealro meridional
da guerra he milito mais favoravel a Russia do que
o do norte. Todo o paiz, desde o Volga e p do
Caucaso al o Diniesler, he urna planicie immensa
onde a cavallaria, no que o exercilo russo be mais
que forle, pode obrar maiseflicazmeule do que a in-
fanlaria. Alcm de seus qualro corpos de exercilo de
cavallaria, a Kussia possue 60,000 liumensde caval-
laria irregular.
Escrevem de Leipsirk ao Monileur :
0 imperador da Russia julgou dever manifestar
o seu rccoiihecmfiito s cortes allemaas que tiveram
Carie na confcrenoia de Bamberg. 'O coronel Isa-
offchegoua Dresda encarregado de entregar ao
rei de Saionia urna carta autographa do czar, e de-
ve ir desempenhar para com os oulros soberanos a
mesma missao. Porm, os confederados de Bam-
berg, moslram-s poucu lisongeados com esle acto ;
porqne descortinan) nelle a inlencao de os compro-
meter com a Pmssia e a Austria. A Saxonia. que
era a que entrara mais cum a Baviera na coalisSo de
Bamberg, provou logo pelo fri acolhimento feilo ao
coronel Isakoff que o governo russo nao poda con-
tar com a clesiinio da Allemanha. i>
De llerlim. em data de 2 de julho, dizem Ga-
zetla de Cat*el:
Parlicpam-nos deS. Petersburgo qae a resposla
da Kussia intimaran austraca ser urna recusa re-
vestida de formas iiiuiln moderadas. A Kussia nao
su quer que ss, potencias occidentaes saiain do thea-
lro da guerra^o mesmo tempo que ella se relirar,
mas, demais disso, pretende conservar a linha de
Sereth. No que resneita quesles reluiosas, a
Kussia declara que nao lhe he possivel fa/.er eonces-
socs algumas, Dz-se que tal lie o resumo da res-
posla de que ser portador o general Beiikeudoru"
para a corte de llerlim.
No \orelista de Hamburgo le-se o segoinle :
n Ignoramos qnaes sejam as propostas que o con-
de de Gortschakof deve levar a Vicnna, mas he in-
dnbitavel que a resposla da Kussia intimacn da
Austria j chogou ao Danubio, e que depois foi re-
meltida a.nota prussiana do da 12, que apoa a da
Austria. O imperador Nicolao, tange de consentir
na evaeuaco dos principados, declara que reputar
a Decapado daquellas potencias um rasus belli, e
quer, alm disso, comp preliminar de qualquer ne-
sociacao, qne as provincias deem penhores de segu-
ranza, em vez de ser elle quera as offereea.
11 He provavel, como se diz, que o principe de
fiorlscliakoff eslabclcca o seu quartcl general em
Galatz, lomando all urna forle posicao defensiva.
Tambem se diz que as Iropas reconcentradas na
Moldavia, Padnlia, c Volliinia lomara.1 a oflensiva
conlra a Auslria, logo que aquella queira por em
evenir ln a convenrAo celebrada no dia I i em Cons-
lanlinopla. Succcda o que succeder, a Auslria esl
preparada para ludo, e v nesla cmivcnrao um dos
meios mais seguros para reslabelcccr a paz 110 Orien-
to, e na Europa.
Escrevem de Vienua cm 30 de junho ao Moni-
leur do Wurlcmbcrg :
A ronvenco entre a Austria c a Porta relativa
oceupacao dos principados foi ratifcela pelas
duas potencias. A ratiliracio do gabnde austra-
co leve lugar hontem 29 de junho. Um corrco
d'cmhaixada lurco Irouxe esle documenta no da 27
e no mesmo o secretario da legaro turca, Snlimao-
bey, eulregou-o ao ministro dos negocios eslrangei-
ros, acliando-seiidisposloo'cembaixador Arf-Effcn-
di. O cunselheiro de legaco Sefer-hcy, addido
cmbaixada da Turqua, foi encarregado de urna
missao a Pars e partir breve para esla cidade.
Le se na Gazeta de Spener, de Berlim, de :t de
julho :
Confirma-se que os emhaixadorcs das quatro
arailes potencias se rennir.lo iiovaniciilc em con-
ferencia cm Vitnna, afim de lomaren) conheeimen-
lo. primeiro que ludo, da convenci da Auslria cum
a Porta e declara-la conforme aos prolocolos ante-
riores. A conferencia, alm alara, lem de oceupar-
se de outro objeclo mais importante ; isto he. com-
binar o modo porque se pdenlo firmar os princi-
pios estabeleeidos (icio protocolo de Vienua de 9
d'abril a ponto de servrem de base a futuros pre-
liminares da paz.
Com efleilo, nos termos desle protocolo deve re-
solver-te se taes ou laes ajustes proposlos por qual-
quer das parles sSo ou nao conformes aos principios
daquelle protocolo. Sabemos que o gabinete de S.
Montenegro.e dosMontenegrinos.Se estes praticarem
&-F&f*!*f^J^1^*3*51 hoslihdade. entrar in.medialame.ile um
6 exercilo lurco no paiz. A aprccic,3o do eatu* be(li
Uta arbitrio ejuizo do Pacha. Ha grande indispo-
sie.in contra a Russia nos conventos dos principados,
por causa dos obstculos oye elles tem posta s com-
iiiiiniraros cum o [lalriarrha de Conslantinopla.
L-te n'uma caria de Vienna de 3 do cr-
renle :
O exercilo austraco do mando do ganeral Coro-
nini entrn na yalachia. Desle modo esl levanta-
do o veo que al agora occultava a poltica do go-
verno austraco. A situacjlo he clara".
Escrevem de Berlim a 4 de jalho a Independence
belge o seguinte :
Os tpicos do despacho austraco de 3 de jonho, os
quaes contem o convite feilo .1 Russia para evacuar
os principados, sau concebidos uestes termos :
nO imperador da Hus-i.i, passaudo em sua sabedo-
ria todas estas considerarcs, apreciar o valor que
o imperador nosso augusta soberano, deve dar que
os exercilos russos nao lev em mais longe suas opera-
coes nos paizes alm do Danubio, e a obter da sua
parte indicarnos positivas sobre a poca precisa em
que se pora um termo nccupac,ao dos principados,
e esperamos que essa poca nao ser muilo remla.
Nao dnvidamos que o imperador Nicolao queira a
paz; por couseguiule elle abracar os meios de fa-
zcr terminar um estado de cousas, que tende lodos
os dias a lornar-se urna fonlc inexgolavel de calami-
dades para a Austria e para a Allemanha. Elle nao
ha de querer por urna dm aran indeterminada desla
oceupapo, 011 sujeilando-a a condicajes, cuja reali-
sacao fosse independenle de nossa vonlade. impor ao
imperador F'rancisco Jos o dever imperioso de re-
correr aos mcios de proteger os interesses, que a si-
tuar.lo actual compromelte Uo gravemente.
Aceitai, Sr. conde (EstorbaA, embaixadorda Am-
ia em Sao-Pelcrsburgo), &c, 4c
tria
A nota prussiana, destinada a apoiar eta tentativa
dirigida igualmente aa representante prussiano cm
Sao-Petersburgo, termina assm :
a O rei confia que o imperador liara a queslao
pendente para um terreno, que oflereca pontos de
ptrlida pralcos, afim de ebegar-se a urna solurao sa-
tisfactoria, abreviando e circumscrevendo de ambas
as partes a arcan da guerra.
Nosso augusta soberano confia pois que a prsenle
nota encontrar junio de S. M. o imperador da Rus-
sia um acolhimento conforme com os sentimentos
que a dictaran), e que a resposla qae nos e o gabine-
te de Vienna esperamos com o alio interesse, que
exige sua importancia, seja tal que possa livrar o rei
das dolorosas necesidades, que lhe imporiam seus
deveres e seus empenhos.
Nn .'iiurmil da Dbalt l-se o segoinle:
Eis-aqui o resumo das noticias, que recebemos de
Madrid esla inanhaa ; ellas Irazem t data de 2 de
julho.
N3o he o general I.ara, que commandava o peque-
o exercilo, que o governo da rainha Isabel fez
marchar contra os insurgidos Jtrigidos pelo general
O'Donnel, foi o general Blaser, ministro da guerra,
que quiz dirigir pessoalmcntc aquella operacao. Em
summa, os resultados do combale de 30 de junho co-
uiecam a fazer-se sentir. He certa que o exercilo
depois daquelle combale muslra-se melhor ; quaudo
o general Blaser sabio de Madrid, suas tropas pare-
can) varillantes, sua dedcaeao era iluvido-a. e foi
justamente por isto, que o ministro da guerra se col-
locou i sua frenle. Desde o mineen da insurreirao,
o governo se bavjja rer libra do. de que a euaruicjlo de
Madrid linha sido o objeclo de 11111 Irabalho minu-
cioso e incessanle. enjo objeclo era excitar sen re-
senlimciito, nao s contra o ministerio senao Umbem
conlra a rainha, e lalvez contra o principio monar-
chieo. Havia pois justos receios, que cstao hoje
completamente dissipados. O combale do da 30 fui
bom para a causa do governo ; todava he verdade
que o general Blaser, depois do combate vollou para
Madrid com suas tropas, eque o general O'Donnel
pode enlrar em seu acampamento de Vicalbaro,
donde continua a percorrer o campo em redor de
Madrid, procurando reconcentrar seu exercilo. Talvez
cause admiraran, nao ter Picado o general Blaser na
campo de batalha para comecar ostra vez no dia se-
guinte e proseguir em seu Iriumpho; mas o general
preferio um oulro svslema : chaman) para Madrid
retarros, quedevein chegar prximamente e de todos
es lados ; todava elle esl cm vigilancia, e mallogra
as tentativas dos insurgidos, edcixa os soldados c of-
ficiacs, que acompanharam o general O'Donnel. en-
Ircgarera-se as reflcxes, que deve nalnralmentc ins-
pirar-lhesasliai-'o, em que se acham, e cujos pc-
rigos crescem, por isso que elles n3o lem feilo ne-
nhum progresso al aqui.
nOulra eonsideracao delcrminoii a conduela do ge-
neral Blaser : a rainha ordenen que se evitaste a
lodo o cusi o dcrramamcnlo de sanguc ; ella con-
senlio com profundo pozar no combate de 30, por-
que aquella operacao linha sido declarada nevila-
vel e necessaria mais debaixo do poni de visla po-
ltico, do que millar. Cilam-sc as palavras que
a rainha profer a esle rcspeiio, e com as quaes a
populacao de Madrid se moslrou profundamente
commovida e rcconhecula. n Os meus anlcpasutdos
sempre pouparara o sanguc de seus vassallos dea-
ratrados, arriscandn a sua cora c algumas vezes a
sua vida, u
O coronel (lango, do regiment de Paraate, fei-
lo prisioncro no cmbale de Vicalbaro, foi imme-
diatamcnle julgado econdemnado pena de morte ;
porm nao ser exceulado ; a rainha so oppoc a is-
to : ella quer que se lhe conceda a vida, e que a
pena de morle seja cummutada 11.1 de exilio perpe-
tuo. O coronel ser provavclmente de|iorlado para
as Ibas Mariana ou para oulra possessJo longn-
qua.
A rainha dislrbiiin rccnni[ipnsas pelos Corpus,
qite marcharam contra us insurgentes. O conde de
Visla-llerinosa, que commandava a infanlaria, foi
nnmeado tcncnle-gcncral; o general I.ara oblcve a
urao-rrii/ de San-Hermenegildo ; o general Campa-
nao a de Carlos III, e o general Quesada a de Isa-
bel a Calholca. O* brigadeiros Zaxas, Valero, San-
tiago, Herrera, foram nomeados marechaes de cam-
po. O general Arlox foi nomeado direclor geral da
cavalUria, em subsliluic,ao ao general Dulce,
oulras grabas para os oficaes e inferiores.
aNossos correspondentes insistem muilo sobre a 1
rcuniSo das foreas, que o governo chamou a Ma-
drid e espera, para fazer conlra os insurgentes nma
demonstrarlo bastante poderosa, afim de que nao
tenteii. urna resistencia intil, e se dispersem tem
um novo combale. Porm muilas pessoas em Madrid
pensara qae se poderia obler este resultado sera em-
pregar-se Uo grandes meios ; estas pessoas que nao
lem reclmenle urna grande opinio das tarcas da
nsurreicao, prucuram oulras cautas para essa reu-
nilo extraordinaria de baionetase de canhOes. l)i-
zem-nos que se comeca a enterver em um futuro,
qae nao est tange, medidas, em que se pensava ha
mais de sois raezes, e que as circumslanciai actuaos
favorecen).
l.-se na correspondencia ordinaria de Madrid de
3 dejulho:
\ perda dos rdbeldes no combate, que leve lugar,
e depois do qual elles se dispersaran, em completa
derrota na dirocelo de Alcal, fui considerabilissi-
ma. O campo de batalha eslava alastrada de mor-
ios, de armas c de feridos. Fez-se um grande nu-
mero de prisioneiros, o entre elles dous coronis,
que serao provavelmenle espingardeados. O con-
selho de guerra esl em permanencia.
i'A desercao esl as fileiras dos rebeldes vencidos;
a cada instanle ofiiciaes e soldados arraslados mo-
mentneamente por seus chefes superiores, vem fa-
zer sua siibmis.ao. O capito, quarlel-mcstre do
regiment de cavallaria de Santiago, fez sua sub-
mi-sao trazcmlo comsigo a caixa do regiment.
a SuppOe-se nos rebeldes a inlencao de penetrar na
Extremadura pela provincia da Mancha, donde Ihes
ser mais fcil ganhar a fronleira de Portugal. Ins-
iruccOn e despachos lelegraphicos foram enviados
fronleira, para interceptar a passagem da columna
rebelde.
Madrid esl perfectamente calma. Tomaram-se
algumas precaucOes para a conservacao da ordem,
que nao foi perturbada era ora s instante. Cttega-
ram ao governo parlicipacOes as mais satisfacto-
rias sobre a disposico dos espiritos. Por toda a
parta a auloridade local respo&de pela manatenco
da Iranquillidade.
nTinlia corrido na capital o boato de que os rebel-
des linham o projeclo de aproximaren)-se a noito de
Madrid, e dar o signal de urna sublvame, rom urna
descarga de niosquelatia. A auloridade linha lo-
mado medidas extraordinarias de precaurJo, e a
maior vigilancia nao dcixou de ser exercida" 1 noite.
Os rebeldes nao fizeram nenhum movmento. A
guarnir.) foi reforcada com dous regimentos, um
de cavallaria e oulro de infanlaria, os quaes chcga-
ram de Valladolid a marcha forrada.
< Tinha-se fallado de urna teotaliva, queos rebel-
des dev iam fazer do lado de Toledo, afim do pro-
curaren) amistar para a revolla dou batallle de
infanlaria. Elles esUo muito desatmados para
tenlarcm isso.
a Parece que os rebeldes esUo con:enlrados em
Aranjuez, com seus postas avancados em Cien Po-
zuelos. Saheudo que tropas fiis eran enviadas pe-
lo governo na direcao de Aranjnez, elles corlaran) o
eaininbode ferro em diversos lugares e al arran-
caram os carris no esparo de meia legua. He
um acta pouco rofleclido de sua parle; privam-se
de um meio expedita de transporte. O governo
fazj Irabalhar na reparacao do cmiaho de ferro..
depois da manba, os postas avancados das tropas
reaes poderao ser levados al Valdemsro.
ladolid lomem algura descanso. Amathaa urna co-
lumna respcilavel se pora em morrimento para aca-
bar a dispenso dos rebrilles.
A auloridade dcscobrio aqui um deposito de ar-
mas e apprehendeu setenta o qualro espingardas e
dous saceos de municiio. Osdous individuos, que se
achavam na casa suspeila, cm qae estava esse de-
posita, tarara presos. O Sr. Borregos que eslava
com os rebeldes em Aranjuez, foi preso hontem
noite, quando cnlrava em Madrid, c esl disposi-
co da auloridade.
Ogovernocom uma.salio.loria e una previdencia,
que lhe fazem honra, fez publicar na Gazetle, que
daria Irabalho a todos os operarios que o pedis-
scm. i) .
A Gazelle e o Heraldo de 2 de julho d.lo as se-
guinles noticias do combata do dia I.
A mais pe r feila trauquilidade reina hoje em Madrid.
A senha e lodas as precauees que as autoridades lin-
ham julgado convenientes tomar na >e-pera, foram
suspendidas pela manilla. (I servir da prara [o i red li-
rado .1 guardas ordinarias, eveeptn a collocacode al-
gumas sentinellas a vaneadas para observaren) o cam-
po. No interior a dill'erenra que se ola, he cir-
cuanlo das ras um pouco diminuida, conforme
com o convite feilo pelo governador civil aos ha-
bilanles, para que ficassein tranquillos em suas ca-
sas. Um certa numero de curiosos eslacionavam
lodavia na ra de Aleada, vidos por ver ludo que
cnlrava de extraordinario pela porta deste nome,
porm nao liouve nada de extraordinario nesle pou-
lo nem em oulro qualquer da capital.
o Ao meio-dia, un mullidao de pessoas foram vi-
-ilar a planicie de Vallaca, onde se' linha dado o
combate de 30 dejunho, c ainda o acharan) coberlo
de cava I lo morios c deslroeos de toda a especie.
ir 58 feridos, pertencendo a maiqr parle aos re-
beldes foram transportados paralo hospital. Os
prisioneiros ubi sao tratados com 4odas as atlen-
res, que distinguen! aquello eslaf olecimenta mo-
delo. 1 ,
A sala dos ofiiciaes, na qual se acham reunidos o
coronel do regiment de Farnesio D. Antonio Ma-
ra Ganigo, levemente ferido na coxa por urna ex-
plusao de granada, o commaitdanle II. Fernando
Pierranl, e outro oflicial do regiment de Farnezio,
he guardada por urna setilinella. Permillio-se a
um oflicial, lio gravemente ferido qae se er ser
obrigado a fazer amputaran, que fosse tratado por
sua familia.
Um dos toldados feridos morreo hontem. Em
summa, a auloridade superior militar, conforme s
11str11re1.es generosas e clementes da rainha, tem
permiltido as pessoas, qne o tem querido, a facul-
dade de ver e curar os feridos. O coronel tianrigo
foi runseguinlcniciite, visilado de dia por muitos a-
raigos e companheiros de arma-.
"Entre os feridos das (ropas de S. M. o que est
mais gravemente he um joven lente do regiment
de iufaiilaria de Valonea, chamado I). Baldomcro
Caldern, natural de Aramia do Duero, fillio de
um v cilio coronel dos lanceiros da guarda. Esle
bravo recebeuurna baila no peito, cima dos pul-
nies. Dizem que se lhe fez a exlrarao no dia .'10
noite e com successo, de sorle que espera-ie salvar-
Ihe a vida.
Ha 30 ofiiciaes feridos no regiment deengenhei-
ros, mas felizmente nenhum esl de modo que d
serios receios.
Na miiha. do 1 de julho, depoi* de tarem f-
gido de seas corpos, vieran) apresentar-se cm Ma-
drid, um capililo c oulros dousofliciacs subalternos
do regiment de cavallaria de Sautiago. O primei-
ro Irouxe consigo o dinheiro, que eslava em seu
poder na qualidade de capiUo quarlel meslre, e
que somma, segundo dizem, a quaiilia do 20,000
reales.
Temos pouca cerleza a respeilo domovimento dos
rebeldes. O que parece induhitavel he que, desde
0 amanhecer do dia 1 de julho, se derramaram
desde Torregon ale Aranjuez, oceupaudo successiva-
mcnlc as povoaccs c aldeias de lelafe, de Villa-
verde e de Legan, onde eslavam ainda na ina-
nhaa do dia 2. Elles crUram o camiuho de ferro
perlo de Pinto, assim como n tclcgrapho elctrico,
de modo que estes duas serviros esUo interrumpi-
dos.
Dizem que os rebeldes esUo todos desmoralisados.
Seu csmorccimenlo he extremo, c elles lem perdido
toda a esperanca ; obrigam as nopulares, por on-
de passain, a furnecer-lhes sem pagamento as ra-
ee, deque precisara,'de modo que os habitantes do
campo os olham como Um flagcllo, de que desoja 111
ardculcmenlc vcrein-se livres.
,1 Durante o combate chegaram a Madrid cinco ofii-
ciaes c viule soldados, os quaes, dizem elles. vem
cnllocar-se debaixo das handeiras, que elles linham
abandonado conlra a sua vonlade.
No dia 1 as (i horas da larde todo o corpo diplo-
mtico cslrangciro, residente na capital aprescnluu-
sc n palacio para fcliciUr S. M. .1 r-milia IsaheJ peto
Iriumpho, que ella acaba de obter sobre os inimigo
do ibi,mu.
Este procedimcnln faz muila honra ao corpo di-
plomtico, que sabe laobem representar era nossa
corle as reanles amigavcis.quc unen 1 a Hcspauha s
oulras grandes nacie.
Eis-aqui alprnelaniaraoalliva.la em lodos os pon-
Ios da capital no dia i noite.
HABITANTES DE MADRID,
Os rebeldes, que receberam hontem urna licao tao
sanguinolenta de desengao no campo de batalha de
Vicalvaro, continuam a relirar-se desconcertados,
sem plano nem projeclo. fixos. Elles lem abandona-
do completamente Alcal dd llenares. Todos os
pontn, que occuparain hontem nos arrabaldes desla
capital, se acham igualmente livres.
Cortaran) esta manh.ia o camiuho de ferro de
Aranjuez e seu lelcgrapho ; fizeram alio cm Valde-
mnru ; vivem cm continuos alarmas, e sua tropa
caneada de fadiga, oceupa-se smenle cm reconhe-
eimontos, recciaitdo conslanlemenle ser perscgitiila.
N.ln sao estes os unicos symplomas de triste posi-
cao, a que estn redolidos; a maior parle dos solda-
dos o dos .,ilieiaes de todas as patentes que, sorpren-
dido) pelas ordens do cx-direclor da cavallaria, par-
tirn! pensando obedecer discipliua mililar, dio-
te pro-s! cm volt ir oulra vez para as handeiras de
S. M. c da patria, que a perfidia c a ignorancia p-
denla fazer, que elles as abandoiiasscm algumas
horas.
llnjc apresentaram-sc um rnmmandante e um l-
enle de Santiago ; depois o capito 1p1.11 lel-mes-
Ire du mesmo corpo veio tra/er fielmente os diuhei-
ros confiados i sua honra, e que elle derramou nos
cofres do estado. Oulro oflicial subalterno e um cer-
ta numero de soldados chegaram ainda depois deltas.
Todos podeni perdua rainha por um erro, que seus
coraees c sua razilo rcppruvam.
Houlcm cles bravos o liis inililares recusaran)
lomar parle cm um nmbate, que n.ln pu,lia 111 11 ei -
xar de considerar cuino um 11 une, uma traie"m ;
elles aflirmam ipie todos os scuscamaradas do mes-
mo regiment cstao animados dos mesmos desejos, o
v.1o seguir suecessivamento seu nohre exemplo.
Todas ^ provincias continuara a gozar da mais
porfila Iranquillidade e permitiera que o governo
disponba ilas forras, que coinpoe suas guartiiccs.
Todas as autoridades rivis c militares garanten) an-
ticipadamente a li-aldade eo espirito pacifico de lo-
das as populaces de seus dislrictus respectivos.
Taes sao as nicas noticias positivas do dia. Jolgo
do mcu dever levar ao vosso conheciraento, para
1 acaulelar-vos contra lodas as invenrSes e falsos
Ha I boatos, que se comprazem em derramar amoliua-
dores, que, sem considerarem s penas a que se
expoem, nSo deixam de os semear, prora de sua
fraque e de suas ms patines.
Se a situacjlo de Madrid e de seus arrabaldes fosse
oulra, crede que votsas autoridades, que n36 con-
sentirn) jamis queso vos engae, nao a or.eultari-
am de nenhum modo, porque a causa do throno e da
immet)sa maioria dos Hespanhcs nao precisa da
mentira e da dissimalacjlo para Irinmphar das armas
desleaes.
Madrid 1 de julho de I s i.
O conde de Quinto
O ministro da guerra fez a seguinte contmunica-
ejlo ao capiUo general da Nova Castella :
Tcndo participado rainha o que os regimentos
de infaularia do Cuenca, Valcnra e Reina Goberna-
dora, a terceira ballena de arlhariaMnonUda e o
regiment de cavallaria, fizeram no glorioso combale
de hontem, S. M. de comformidade com o artigo
38 do regulamenlo da ordem de S. Fernando, se
digna conceder-lhes a distiucelo de Irazcr em suas
handeiras e estandartes os cordes da ordem, que S.
M. quer culturar nellascom suas proprias imius.
Madrid I de julho de 184.
Blaser:
Nos oulros paizes nada de importancia havia oc-
corrido.
Nos Estados-Unidos deo-sc ltimamente no con-
gresso um facto vergonhoso. Eis aqui o que a este
respeilo se l no Monileur:
L-se no Courrier dos ltatt-Unis de 22 de ju-
nho :
O recinto da cmara dos representantes em Was-
hinlon foi quarta-feira o theatro de uma denlas
scenas de escndalo e de violencia brutal, que
parecem admitilas nos costuraos parlamentares des
Estados-Unidos.
Na se.san de segunda-feira, Mr. Cuitan, repre-
sentante whig do Tennesse, linha dado sobre sua
conduela na discussao do bil de Nebraska, expli-
carles, que pretenda seren pessoaes, mas que nao
eram de fado, senao um pretexto para os ataques
os mais vivos contra seu collega demcrata, Mr.
Churrhwell. Esle nao tinha relevado nenhuma das
accusarOes formadas contra elle; mas na abertura
da sessao de antes de hontem, ella declarou que
Mr. Cuitan linha juntado 11 publicacao do seu dis-
curso no Globe uma imputacio, que nao linha
ousado formular abertamenle na vespera. Esta
i 1.1 piitac.ii). que oulra nao era so na o a de abolieinismo,
foi tratada em termos claros por Mr. Churchwell cd-
mo uma mentira.
A' esta palavra Mr. Cuitan saltou li llera! mea le
de sen lugar, alravessou as mesas de dous ou Ires
deseus,collegas, e se arremessa contra o seu aniver-
sario, apostrophando-o com epithelos os mais vi-
lenlos. Apenas os seus collegas tiveram tempo de
se collocarem entre ctles ; Mr. Churchwell j li-
nha lirado da algibeira uma pistola e a tinha en-
gatillado. Conseguio-sc finalmente restabelecer a
ordem, sem que houvcsse conflicto pessoal, porem
fal la-so de um duelo cnlrc osdous representan les do
Tennesse.
Na abertura da sessao de hontem. os dous hroes
deste fatal incidente, apresentaram suas desculpas
cmara. Ao mesmo lempo, Mr. Brooks (da Ca-
rolina do sul annuuciou que elle propunh 1 pedir
a evpul-jii de ludo o memhro, que se apresenlasse
ainda no recinto das delibcracAes com armas occul-
tas. He este talvez o nico meio efficaz de por. fim
a esles escndalos.
Em Londres os consolidados fiearam de 93 a
93 t|8; os fundos hrasilciros a 100; 01 russos de
98 ',' a 99 4 ; os hollandezes a 90 <4 ; os belgas,
de 90 a 91 ; na liespanhoes, de 37 a 37 5|8.
GOMMERCIO.
Suaes 350 do Brasil 185348,464 dos quaes 619 do
rasil.
Cu 11 rus.As vendas foram limitadas 1,300 seceos
e 3,000 salgados do Rio da Prala, foram rcalisados
a procos firmes. (Exlrahido de carias particulares.)
Durante o mez de junho o mercado foi bstanle
animado, e leria sido ainda mais, se uma parle
dos da existencia limitada, j nao livesse sido reti-
radu do marcado; o couro* ligeiros continuam a
" alrahir a altouran. Os pegados como os do loaros
a cuntiuuim a tirar sem pedtdo, com ludo a procos
a firmes, o, do Kio tirando, salgados ligeirot fal-
l 1.un. seecus faltam igualmente. Os de Pernambu-
co e Batiia seceos e salgados faliam, e seriam pro-
curados. O lutal das vendas 110 mez de junho sao
a de 37,129 couros, dos quaes 21.833 teccos, 11,143
salgados do Rio da Prata ; 1,000 do Rio Grande,
Mi.) i>
Existencia no 1 de julho 34,357 seceos, 18,157
salgados, do Itio da Prata, 7.050 do Rio de Jaueiro
e Rio Grande, salgados 5.360 pellos de cavalloajun-
ios, 64,924 peras contra 87,586 pecas no anno [Mi-
sado na mesma poca.
Chifres de boi.Venderm-e em junho 60,000;
do Kio da Prala e 12,000 do Kio Grande.
Existencia em o1 de julho 3t>,000 do Rio da Prala
32|36 kil.
Havre 8 de julho.
Caf Depois d* nossa ultima revista, os pre-
cos se sustentara com firmeza; a parte 200 -te-
cas de Ceylam 197 saccas Porto Cabello (de 65 a 72 e
50) e 118 saccas do Cabo-Verde (a 62 e. 50) ludo que
se tero tratado sao us dequalidades do Brasil ; vendo-
rara-se 1422 saccas do Rio de Janeiro nao lavadas de
8a 61 e 1,303 saccas levadas aos precos firmes de
69ToO.
Existencia no 1. dojnlho 2,688,227 k. lquidos,
representados principalmente por 16,208 se., 19,834,
Rio de Janeiro 2,660 Laguayra de Porta Cabello,
2,577 Java, 131, Babia, &.
CourosMui calmo, comtudo tendencia a ani-
mnr-se.
Vendas, ItKI courus de Buenos-Avres, seceos, a 91
k. os 50 k.
CacaosCalmo. Existencia em o 1 dejulho 774,958
d. liquido.
PRECOS CORRENTES DOS PRODUCTOS DO BRASIL NA PIUCA DO HAVRE
EM 8 DF JULHO.
JacarandaVenderam-se 48,000 k. das do Rio de
Janeiro, pelo navio I Ule de Rio, a 28.50 das 50
k. direilos pagos. Existencia 978 praocMea, dos
quaes 431 pelo navio Feliciana, da Bahia.de 547 pa-
lo navio Sefgipano do Rio de Janeiro.
MARSELHA.
CafOs pedidos se tem animado para os do Bra-
sil, nosso mercado nesla fazenda he mui limitado.
As quanlidades que te esperam daqui a 2 mezes sao
de 6 a 7,000 saccas ; por essa razao os possaidores
tem levantado suas prelancQes. O carregamenlo do
navio Cesar, vindo do Kio de Janeiro 1,698 se., foi
realisado a 60 d. o 50 k.. no deposita e com des-
cont fraco ao termo de 4 mezes.
Venderam-se depois em varios loles 1,200 saccas
de 57 a 62 d. segundo mrito.
as das oulras orles a esi.ignar.in ha completa.
AssucarOs das Aulilbas francezas fornecram os
alimentas prineipaes as traiisaccoes. Ndate tem
feilo nos do Brasil. As chegadas sao 2,500 taceos
da Babia por navio Rysanlin.
CourosMercado inaclivo para os das provincias
d'America. Nada nos do Brasil.
Navios entrados.
No Havre. 30 de junho Brigue brasileiro Sergipa-
no, vindo do Rio de Janeiro.
dem, l.'de julho navio brasileiro Feliciana,
vindo da Babia.
dem, 4 de julho navio francez Gustace II, vin-
do da Bahia.
dem, 5 de julho, Themislocle, vindo do Rio
Grande do Sal.
Aoven 4 de jalho, Occean, vindo do Rio de Ja-
neiro.
Marselha 29 de junho, Bretagne, vinde da Ba-
bia.
Sabidas.
Havre 4 de julho,- brigue brasileiro Iris, paja o
Porto.
dem 6 de julho, Souvelle-PanUne, para o Rio de
Janeiro.
Marselha 27 de junho, Galilea, para o Rio da Ja-
neiro.
dem 28 de junho, Aanir, para o Rio de Ja-
neiro.
PRECOS CORRENTES.
TRACA DO KECIFE 2 DE AGOSTO AS 3
HOKAS DA TARDE.
Colarnos ofiiciaes.
Hoje nao houvcram rotarnos.
ALFANDEGA.
Rendimcnlo do dia 1...... 8:2348819
dem do dia 2 ... '.....5:8998721
14:134540
Dscarregam hoje 3 de agosto.
Polaca lie-; 1,1 iludaFgarovinho o azeile.
Brigue brasileiroPaquete de Pernambucopipas
e barricas vasias.
Patacho brasileiroBom Jessdiversos gneros.
CONSULADO GEKAL.
Rendimentodo dia 1.
dem do dia 2
DIVERSAS
Rendimcnlo do dia 1. ,
dem do dia 2 ,
1:6628083
3718310
2:0338323
Gneros.
Quanli-
dades. UVo deposito.
1 kil.
85 1
1 24 1 38
1 12 1 20
1 04 1 10
Nao existe no mercado.
I
104 kil.
Nao existe no mercado.
1 kil.
100 kil.
1 kil.
5 50
PROVINCIAS.
828I03
318633
1168736
KECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 2......4848128
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimcnto do dial.......1:4478754
dem do dia 2........7308025
2:1798759
REVISTA COMMERC1AL
dos principaes mercadus da Europa, pelo vapor in-
glcz Great IVestern, partido do Southamplon em
10 dejulho.
Hamburgo 5 de julho.
Caf.A quaiitidadc existente no mercado he mui
limitada, o os lotes appresenlados a venda, ubtive-
lara compra fcil.
Veudas. 6900 volantes do Brasil de 4( a 5 rf sch.;
5100 volumes. S. Domingos de 4 5|8 a 5 sli.'fc 4000
voluntes de l.aguavra de 51|I6 a (i sch.
Existencia ernl dejulho 1854(18,000,000.....
1,853|27,90O,000 libras.
ltimos cursos. Brasil real ordinario 4 5|8 a 4
ll|16sch. S. Domingos, ordinarioe real ordinario de
4 9|16 a 4 3|4srh.aesles precos o mercado fica firme.
Assucar. Venderam-se a preces mais fracos 1,000
caixasde II iva na de 13 <, a 21) 1,000 volumes d
Java (de 14 a 17) e 2,300 saccas de diversas tortas das
Indias occidentaes (de 12 .'' a I i rali.
Existencia no 1. dejulho 14.000,000 libras con-
tra 9.000,000 nu anuo passado mesma poca.
ltimos cursos. Bahia, mascavado 13 3|8a 19 1(8,
branco 19 11 i a 17 3|4 mb.
Couros.Precos firmes, porm sem pedido.
Cacao.Mui poucas transronos.
UHimos cursos, Caracas 6 a 9 1(2, Maranhro e
Para 3 a 3 1[4, Bahia 2 3|4 a 3 sch.
Campeche.O de Pernambuco fica colado de 75 a
80 mb.
Amslerdam 5 dejulho.
Caf.O movimento favoravel j assignnlado
se maiiicm, e os precos tem melhorado de 1|2 eenls.
Nao tem hav ido venda nos de qualidades do Brasil.
Os cursos para o de Jav tirara colados de 29 cents,
a 36 para o ordinario lino verde.
_Existancia, no |. de julho 201,899 tas datase
479,6/1 saetas disponiveis.
Assucar.O annuucio de venda publica que deve
ter lugar em 6 do correte pe os precos colados para esta venda sao pouco seguros.
Couros.Sem v ariacao.
Tinturas.100 caixas orleans do Brasil foram ven-
didas de 42 a 44 cenls.
Londres 7 dejulho.
Caf.Sem variarao, pedidos seguidos, 03 precos
sustentam-sc na pandado dos ltimos cursos.
Vendas.Cevlain nativo 11,000 saccas de 14 sch.
a 4 sh. 6 d. por cada quintal para o bom ordinario.
Planlaciics. pouco mais ou menos 800 volumes de
sch. 99. 6 a 62.-2,000 saccas do Rio de Janeiro de
47 a 47.6.800 saccas da Babia de 4i.fi.1800 sac-
cas de Santos.11,900 de S. Domingos, e alguns
volumes de Java e Moka.
Assucar.Pedidos regulares, com urna pequea
variaran do h uva nos precos.
Vendas, Aulilbas 22,800 sacras; haixpvo fino ama-
relio 32 sli. a 37.6, mascavado2!) a 3l.f baixo 27 a
28.6, amarillo graudoe branco36a4l.6.Nasdaspro-
veniencias das Indias Occidentaes semethantedesigna-
co, venderam-se pouco mais ou meos 2,000 saccas
c 2,000 caixas de Havana de sch 21.3 a 21.9, 800
volumes da Baha a 19.9; etnlim algum de Pernam-
buco c Parahiba, mascavado de 17.9 a 18.3 (no de-
posito.''
Courus.TransaceOes activas c aos cursos prece-
deiite; no mercado para a venda appareceram so-
mente os de Cuba e da Prata.
Cacao.Pouco mais 011 menos 600 saccas da Trin-
dade foram vendidas em bulan de sch. 39 a 40 por
cenlo para o vermclho ordinario a bom e de sch. 30
a 39 para o cinzeuto.
Borracha.Calmo, 19 toneladas das Indias, foram
vendidas em leil.ii>a II, din. para a qualidade 01111-
mum c a I sh. 3 d. para o superior, 30 volumes do
Para de sch. 2.5 a 2.8 a.
Liverpool 6 dejulho.
Algodilo.Negocios bastante importantes. As fa-
bricas encoraja las pelos avisos favoraveis de Man-
rhcstc'r, vieran! francamente ao mercado, o pedido
sendo geral vendeu-sc mais de 8,000 saccas por dia.
Com ludo 11 ao obstante esle grande movimento, as
versas ni mi fe.tarara apenas alguns v mplnin i de
alea. Os do Brasil como os dos Estados-Unidos, pro-
vocaran) bons pedidos a precus firmes.
Vendas, pouco inaisou menos 190,000 saccas, de
ludas as proveniencias, cnlrc as quaes figuram 1,000
sarcas de Pernambuco de 6 a 8; 1,200 da Bahia de
6 % a 6 :S|; 2,000 do Maranho de 5II|I6 a 7 3(4.
Existencia em o I de julho 18541,093,700saccas
das quaes 699,900do Brasil, 1853das quaes 669,100
do Brasil.
Anvers 6 dejulho.
Caf.Transacces limita.las. porm os possui-
dores nao apressam a venda; os du Brasil sobro ludo
sao poucos oiTcrccidus. Os precos para lodas as
surtes se mantera firmes, c geralmenle se conserva
boa opiniiii nesle artigo.
Vendas, 1,900 saccas do Brasil aos cursos poaeo
mais ou menos da roanlo e alguns cem volumes de
S. Domingos e Java.
Existencia no 1 de julho 185163,900 dos que
17,000 do Brasil 185391,000 dos quaes 19,000 du
Brasil.
ltimos cursos.Brasil.fino verde 28'i a 29, ver-
de 27 a 28, verde claro 25 a 96.it, hora ordinario
21 'i a 25, caixa ordinario a ordinario 23 a 24
cents.
Assucar.A posicao deste artigo tem um pouco
melhorado depois dos ultimo avisos. As Iransacces
que lem havido sao frocas com os refinados. Os' de
Manillia e Havana bastaran) pan alimentar o mer-
cado. Nada se fez com os do Brasil.
Existencia uo 1dejulho 185430,900volumes'do
Algodao de Pernambuco, .... 100 kil.
Bahia.......
Maranho e Para i>
Arroz.......-.
Assucar branco......,
Claro ........
Mascavado......
Azeile de coco. .....
Borraxa........' .
Cacao Maranho e Par.....
Caf Rio de Janeiro lavado. .
1U0 lavado .
ordinario. .
Bahia.........
Couros seceos Rio de Janeiro .
Pernambuco e Bahia .
Para.....'. .
Salgados seceos Pernambaco .
Babia. .
Salgados verdes Rio de Janei-
ro e Bahia ....
Chifres de boi........
Cera de carnauba.......
Ipecacuanha ........
Jacaranda .........
Oleo de cupahiba.......
Ouruc.............
Pao campeche Pernambuco .1100 kil.
Salsa pirnlha........I 1 kil.
Tapioca..........1100 kil.
NoU.JV. significa peso com tara.
B. significa peso sem tara.
BOLETIM.
LISBOA 14 DE JULHO.
Preco correnle dos gneros de imporlacao do
Brasil.
Por baldearan.
Algodo de Pernambuco. ... % 130
Dito do Cear........... 120
Dilo do Maranlio....... 120
Dilo do Par.......... 110
Dilo dilo de machina..... 110
Cacao.............. a' 29000
Caf do Rio primcira sorle. 28950
Dilo dilo scguuda dita.....a 23600
Dilo da Bahia......... 20600
Couros seceos em cabello 24 27 152
Ditos seceos espichados..... 147
Dilos salg. Babia e Para 28 a 32. n 137
Ditos ditos dilo 26 a 20..... 137
Ditos dilos de P. e Cear 28 a 32 n 137
Dilos dilos dilo 26 a 20 ... 137
Ditas ditos do Maranho 28 a 32. o 137
Dilos ditos dilo 26 a 20..... 137
Cravu girofe..........n 320
Dilo do Maranho.......o 100
Guninia copal.........iS) 28000
Ipecacuanha.......... % 800
Ouruc............ 100
Salsa parrilha superior.....
Dita dita mediana.......a
Dita dita inferior ........
Capticos de direilos.
Assucar de Pernambuco branco $ 18600 18900
Dilo do Rio de Janeiro.....n 18500 18550
Dito da Bahia.......... 18400 185.50
Dito do Para, bruta....... 19300 183.50
Dilo mascavado......... 18250 18450
Dilo refinado no paiz em formas 38200
Dita dilo quebrado (pil). n 28500
Dilo dilo erap (rap)...... a 28200
Vaquetas de Pern. e Cear uma 18400 I3HOO
18400 18600
F. C. F. C.
3 40 n 60
-------------------90
Direilos pagos.
F. C.
148 .>
144
13 a
36
130
113 >
100
120 e
Importancia tos traios
da alfandega.
Por
100 kil. N.
F. C.
330
212 ..
200
40 1100 kil B.
b do cor ,1" I.'
lypo 100 kil.
Inferior lo I.*
Ii |.n MU lu.
100 kil. B.
100 kil. B.
100 kil.N.
F.
22
28
127.
114 11
130
-----------1100 kil. N.
85 80
1 60
1 70
1 80
1 35
1 20
80
30
20
28
360
120 d
1 80
? o? i <""
1 ira fr4rrr4, grai-
1 JO f dcbfBIM
>0 i avece grande*
100 kii.
100 kil. B.
100 kil. B.
1 kil.N.
100 kil. B.
1 kil. N.
100 kil. B.
100 kil. B.
100 kil. N.
100 kil. B.
84
80 o
80 .
4
150 11
110
h
cTTc.
38 50
H
62 70
13 n
livres. 60 50
10
5C
11
80
10
25
65
50
.50
50
lf
28
82 50
79 20
16 50
10 10
115 50
115 50
4 95
16 50
11
16 50
330
23 65
2 42
27 50
43 50
137 50
24 20
120
28100
39000
28700
39OOO
162
. 177
147
147
157
157
157
157
140
58000
I9OOO
iaj
18600 158000
98600 108500
68900 88000
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 2.
Southamptora e portos intermedios22 das, vapor
inglez Great Western, commandanle T. A. Be-
vis. Passageiros para esta provincia, M. Dnrant
de Santo Aodr, Lelellier. Seguio para a Babia o
Rio de Janeiro, cohduzindo os passageiros desla
provincia: Dr. Joaquim Rodrigues de Oliveira,
Thomaz Teixeira Bastas, Thomaz Wrighl Hall,
Antonio Jorge de Almeida Figueiredo, Joao An-
clada. D. Gertrude* Klein e 2 lilhos menores, Luiz
Albertazze, Manoel Martiu- Seabra, Maooel Cei-
bo, bacharel Francisco Brederodes de Andrade,
Emilio Martins.
Rio de Janeiro23 dias, patacho brasileiro latente,
de 130 toneladas, capito Francisco Nicolao da
Araujo, .\n\\,Ang^m0mni farinha de rnandio-
Naeiot sahidos no mesmo dia.
MaranhoBrigue francez Beaujeu, capito Pelil,
carga fazendas o mais generas.
CamaragibeHiale braleireTvoco Destino, meslre
Estavao Ribeiro, carga varios gneros.
ParaEscuna brasileira Kmtlia, capito Antonio
Silveira Maciel Jnior, ctrfa varios gneros. Pas-
sageiros, Jos Joaquir dos Santos, sua familia e 1
menor, Joao da Costa Weynne.
EDITAES.
5
9
5>M0
5-3800
68800
49500
700
2.J800
18100
58600
79000
f.
18100
18400
0 39580 48000
alq. 18100 18200
B 900 f.
B 400 500 f.
t> 800
B 39400
B 38800
1) 39800
B 392OO
B 19000
80
moio 18150 18200
B I90OO 19100
11 19000
300 305
280
B 340
a 350 360
alm 3-8600 48700
p. aVOHOO
raix 09000 88500
Ditas do Maranho....... a
Despachados
Arroz do Maranho e Para ord.
Dilo dilo do melhor......
Dilo dilo superior.........
Dito dito miudo.........
Farinha de pa'o do Brasil .
Pao campeche
Tapioca .
Precos correales dos gneros de exporlaciio para
o Brasil.
Captivos de direilos.
Amendoa cm milo dore do Al-
garve...........
Dilaem casca mura.....
Dita dita molar.......
Nozes............
Amcixas........,,
Presuntos,.......ri
Choiiriro..........
Cama enscenla......
Toucinho..........
Ilanha de porco......
Pntenla de Goa.......
Sal grosso a bordo.....
Dita redundo dem.....
Dilo Iriguciro grosso dem .
Cera branca por haldeaciio.
Dita ain.india dem. ....
Dila em gruine dem. .
Dita em vellas a bordo .
Azeile oncascado......
Agurdenle dem 30 graos.
Vinho inusralel de Setubal.
Vinho tinta marca F.S. abordo, pipa 818000
Dilo dito dito, idem......ane. 888000
Dilo dilo marca B. e I'., dem, pipa 868000
Dilo dilo dilo, idem......ane. 769000
Dito dilo T. P. c Filho, idem. pipa 8S9OOO
Dilo dilo dita, idem......anc. 888000
Dita branco marca F. S., idem. pipa 868000
Dilo dilo dito, dem......anc. 908000
Dita dilo marra B. e F., idem pipa 868000
Dita dito dito idem.......anc. 909000
Dito dilo marca P. G., dem. ..pipa 908000
Dilo dito dilo, idem. ..... anc. 948000
Dilo marca T. P.e Filhos, idem. pipa 868000
Dita dito, idem.........anc. 908000
Vinagre tinta marca F.S.idem. pipa408000
Dito marca B. c F., idem pipa 368000
Dito marca P. C... idem .... pipa 348000
Dito dito marca T P. e F., idem pipa 368000
Dilo branco F. S., idem. pipa 408000
Dilo dito marca B. e ]'.. dem pipa :lil.?iino
Dilo dilo marca P.G., idem. pipa 349000
Dita dito dilo X P e F. idem pipa 388000
EMBARCACO'ES ENTRADAS.
Julho"3 do Rio, barca porlugueza Duarlelf,
capilla J. J. Bazilio.
dem 4 Flor deBciriz, capililo J. J. de Souza.
dem 101I0 Ku, vapor inglez Secern, capito P.
llasl.
SABIDAS.
Julho 6 para Rio, brigue brasileiro Empreza,
capililo J. R. S. Maltas.
Mera 6 para Pernambuco, patacho porlugnez
l.uzilano, 1 apilad) J. J. Perera.
dem 7 para Teneriff, Baha o Ro na qualidade
de paqucle, vapor francez /.'.lecnir, capitn J. Tonr-
nairc.
dem 7paia Madeira, Pernambuco, Bahia c Rio,
na qualidade de paqucle, vapor inglez Bahiana, c-
lao D. Green.
dem 10 para o Rio de Janeiro, lugre porlu-
guez Ficuna, capiln J. F. Mendes.
dem 1:1para Pernambuco, galera porlugueza
Margarida, capiUo J. I. de Menezes.
A.' CARGA.
Para o Ro barca porlugueza Astumpcao.
dembrigue portuguez Encantador.
Para Pernambucobrigue portuguez Arria //.
dembrigue portuguez Maa Jos.
Para a II ilnabrigue portuguez Deifim.
dem brigue porluguez Ocano.
Para o Rio de Janeiro brigue sueco Gellinar.
dem brigue portuguez Fortunato.
dem brigue tueco Fritzi
dembarca porlugueza SenhoradaBoa l'iagem.
dempatacho brasileiro I'edro V.
dembrigue porluguez Tarujo I.
15 do julho. Nada ha que accrescenlar.
O Illm. Sr. inspector da Ihesourara provin-
cial, em cumplimento da ordem do Eim. Sr. pre-
sidente di provincia de 18 do crranle, manda fazer
publico, que nos dias 8, 9 e 10 de agosto prximo
viodouro, se ka de arrematar peraole a junta da fa-
zeuda da mesma Ihesourara, a quera mais dor, a
sitio do jardim botnico da cidade de Olinda, ser vin-
do de base a arremalacSo o offerecimenlo de 2:0008,
feito pelo licitante Manoel Perca Campello Jacome
da Gama.
As pessoas qae te propozerem a esla arramalaejlo,
comparecen) na sala das sesses da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia.
E para conslarbe mandn atinar o presente a pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesourara provincial de Pernara-
buco 20 de julho de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da Anmnciario.
O consalho de revista da guarda jaMmal convi-
da ao guardas nacionaes abaiio declarados, com-
parecer na casa da cmara municipal desta cidade
as 10 lloras da manhila, para serem inspeccionados
por junta medica, no dia 4 do correnle.
1 a balaihio de infanlaria da freguezia de
Santa Anloaio,
Manoel Thomai da Silva, Florencio Gomes da
Silva, Manoel de Miranda Castro, Vicente de Pau-
la Oliveira Villa Bas, Antonio da Silva Fialho,
Jos Matimiaoo Soares de Avellar, Manoel Jos
Ferreira,Manoel Jos Marques Vianna, Miguel Can-
dido de Medeiros, Antonio Francisco Goncalves,
Joaquina Pires da Silva, Joo Jos Soares de Sania
Anna, Joaquim Hilario d'Assumpcao, Francisco
Marinho de Miranda Caslro, Elias Emiliano Ramos,
Antonio Hilario Ribeiro, Bruno Gomes da Silva,
Casimiro dus Res Gumcs e Silva, Jlo Cando Go-
mes da Sil va, J oaq 11 i ra d'AssumpcJo Queirz, Joaqaim
Jos de Abren Nelto, Marcolino Ribeiro de Vascon-
ccllos, Jos Joaquim da Silva Saraico, Antonio dos
Santos Mira, Domingos Tertuliano Soares, Jos
Francisco do Rosario, Jus Antonio da Cunba, Fir-
mino Hercalano da Silva, Manoel Jos da Costa Ro-
go, Antonio Eoslaquio de Cerqueira Moota, Paulino
Baptista Fernandos, Maxminiaoo Rodrigis Vi-
anna.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesourara provincial
manda fazer publico, que do da 2 do correte em
diante, pagam-se os ordenados c mais despezas pro-
vinciaes, vencidos at o fim de julho protimo lindo.
Secretaria da Ihesourara provincial de I'erntmbuco
1. de agosto de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunriarSo.
Pela insperinria da Alfandega sao avisados os
.donos ou consignatarios dos volumes abaixo decla-
rados, que se acham nos armazeus da mesma. alm
do lempo marcado nn arl. 272 do reaulameulo de
22 dejunho de 18:16, para que os despachera dentro
do prazo de 30 dias, contados "festa dala, sob pena
de serem arrematados nos termos do art. 274 sem
que cm lempo algum se posJh reclamar conlra o ef-
feilo desla venda, a saber : no armazcm n. 7 oro em-
brulho com letrero Adolph, consignado a A. Sch-
mdl, vindo na barca austraca Graf-Appony, de
Hamburgo, entrada em 28 de Janeiro de 1852, o
uma cala da marca VX n. 1, consignada a ordem,
vinda na barca franceza Cont Roger, entrada em
31 de mareo de 1852. Alfandega de Pernambuco 2
de agosto de 1854.O inspector,
Bcnlo Jos Fernandes Barros.
DECLARA^O'ES.
Estando esla reparlcao fazendo o pagamenlodos
venciraentos que liveram lodos quanlos emprega-
ram-se na remocio da barca nacional Esperanca,
ida a pique no mosqueiro deste porto, manda o
Illm. Sr. capiUo do porlo, fazer islu publico para
conhecimenlo de quem penencer, sendo que o pa-
gamento f-se das 9 as 10 horas da manhia, e das
3 as 4 da larde.
Secrclaria da capitana do porlo de Pernambaco
2dc agoito de 1854,O secretario, Alexandre Ro-
drigues do> Anios.
Conselho ailminislralivo.
O conselho administrativo, em vrlode da aulori-
sar.in do i'.\m. Sr. presidente da provincia, ten} de
comprar os objectos segu ntes:
Para o dcimo batalho de infantaria de linha.
Panno verde para sobrerasacas e-ealcat, envadot
1,002; hollando de forro, ditos 1,197 ; brim branco
de liiiliopara frdelas e calcas, viras 1,497 ; eslei-
rs, 184 ; algodaosinho para camisas, varas583 ; bo-
les de osso brancos, grasas 25 ; ditos de dilo pro-
Ios, ditas36 ; paros de tpalos, 200 ; carias de a, b,
c, 20 ; traslados de linhas^-*); diloi de bastardo,
20 ; dilos de haslardinho.TO ; dilm de cursivo, 10;
laboadas, 20 ; pedras de lousa, 10.
Meio balalbio da provincia da Parahiba.
Copo de vidro, 1 : prato de taca, 1 ; bracos do
ferro para bataneas com 35 polegadas de compri-
menta, 4 ;
Provimento dos armazem do arttnal de guerra.
Caitas com vidros, 2.


DIARIO OE PERMMBCO. QUINTA FEIRA 3 OE AGOSTO DE 1854


"-i
Ullicinas de primeira e segunda elassc.
Costados de pao d'oleo, 6.
Quem os quuer vender, aprsenle as suas propos-
las em carias Techadas, na secretaria do conselho ss
10 horas do da 5 de agosto prximo vindouro.
Secretaria do couselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de gnurra 11 de jullm de 1S.Vi.
Jos dr. tirito Ingles, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carino Jnior, vogal e secreta-
rio.
ADMINISTltACAO* DO PATRIMONIO DOS
OBPHAOS.
IVr.inte a administrado do patrimonio dos or-
phaos se ha de arrematar a quem mais der, e pelo
lempo qqedccorrer dodia da arrematarlo at o liin
ile junho de l8.x>, as rendas da ri.au.' 13 da prara
da Boa-Vista ; as pessoas (pie se propozerem a dita
arrematado, pdenlo comparecer com seus fiado-
res, na casa da sessAo da mesma administrando, no
dia 4 do futuro mez, as 12 horas da manhaa. Secre-
taria da administrarlo do patrimonio dos orphitos31
de julho de 1854.O secretario,
Antonio Jos de Olireira.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de rJirecciio do
Banco le Pernambuco se fax certo aos se-
nhores accionistas, c[tie seaclia autorisado
o.seu gerente pura pagar o quarto divi-
dendo de I2,s(i() por accao. Banco de
Pe r-ambuco 1. de agosto de 1854.Joo
Ignacio de Medeiros llego, secretario.
AVISOS martimos.
Para o Para pelo Maranhao, segu com muila
brevidade, por'ter parle da carga prompla, o brigue
Ilebe : para o resto trala-se com o consignatario
Manuel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14, ou com o capitn Andr Antonio da Fonce-
ca, na praca.
Para o Assu' e porto* intermedios, segu em
pouco dias a lancha Moca Esperanza : para carga
e passageiros trala-se na ra da Cadeia do Recite,
Irja n. 50,
Para a Baha segu a veleira sumaca Horten-
cia ; para o resto da carga, (rata-se com seu consig-
natario Domingos Alves Matheus, na roa da Crin
d. 54.
Companhia brasileira de paquetes de
Vapor.
O vapor brasileiro|7'o-
I canfn*, novo, de pri-
meira viagem e de ex-
cellenle marcha, com-
m a ma n le Francis-
co Ferreira Borges, espera-so da Europa prxima-
mente al 10 de agosto, e seguir depois de pequea
demora para a Baha e Kio de Janeiro : tero os me-
1 liore commodos para passageiros, e eulrar para
dentro desle porto: quem nelle pretender embarcar,
dirija-se ra do Trapiche n. 40, segundo andar na
agencia.
Para o Aracaty, no da 5 de agosto segu im-
prelervelmente o hiate Duvidoso por ter sua carga
toda prompla: para passageiros, trala-se com o mos-
tr do mesmo, ou com Joaquim Lopes II.. do buhar,
no becco da Cacimba no Recite n. 11, priraeiro an-
dar.
PARAOCEABA'.
Sane neslee dias o hiate Noto Olinda, para o res-
tante da carga a tratar com Tasso Irmaos.
Para o Rio Grande do Sul Tai sa-
bir na presente semana o brigue nacio-
nal Firma, do qual be capitao Manoel
de Freitas Vctor ; pode receber alguma
carga miuda, escravos a fete e passagei-
ros, para os quaes tem bons commodos,
trata-se com os consignatarios Novaes &
Companhia, na ra do Trapiche n. 54:
primeiro andar.
ParaoCeara', Maranhao e Para' se-
gu com umita brevidade, por ter parte
da carga prompta, o bem conhecido pa-
tacho Bom Jess, novo, forrado de cobre,
e de primara marcha; para o resto da
carga, trata-se com os consignatarios No-
vaes & Companhia, na ra do Trapiche
n. 54, primeiro andar.
AO PARA' PELO MARANHAO'
Segu com brevidade por ter grande
paite da carga, a bem construida escuna
Flora, capitao J. S. Moreira Rios, pa-
ra o resto da caiga trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia: na ra do Trapiche n. 16,
segundo andar.
LEILO'ES-
CONSULTORIO DOS POBRES
25 AUA DO GOX.X.BGIO 1 ANDAR 25*
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo di consultas homeopalhicas todos w^ias aos pobres, desde 9 ho%i o*
manhaa aleo ineio dia, e em casos extraordinarios a qnalquer hora do da ou noite.
OBereee-se igualrucute para pralicar qualquer operarn de cirursia. e arudir promptamenle a qnal-
quer mulherque esleja mal de parlo, e cujas circunstancias no pennillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO 10SC0Z0.
25 RA DO C LLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, qunlro ^^^
voluntes enradernados em dous: .*.............. 20JO00
Esla obra, a mas importante de todas as que Iratam da homcopalhia, inleressa a lodos os medico que
quizerem experimentar a < mesma: inleressa a lodosos senhores de engenho o fazeudeiros que eslo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capitcs de navio, que nao podemdeixar urna vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qualquer ncommodo seu ou de seus tripolanles ; e inleressa a lodos os cheles de familia cue
por circiimstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha ou Iradncciio do r. lleriog, obra igualmente til as pessoasOMiM
dedicam ao esludo da homcopalhia um volme grande ,.....
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
peusavel s pessoas que querem lar-se ao esludo de medicina........
Urna carleira de 24 tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-........
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dila de 48 com os ditos. ,.....*.............
Cada carleira he acomparihada de dous frascos de unturas indispensaveis, a cscolha. .
Dila de 60 tubos com ditos......................
Dila de 144 com ditos.......'.................
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o liering, lerao o abalimenlo de 10J000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas. nnnn
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... W
Dilas de 48 dilos......................... iSS
Tubos grandes avulsos....................... Km
Vidros de meia nnca de linlura.................... WWU
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um paso seguro na pratica da
homeopalhia, e o proprietario desle cstabelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem davida boje da superiordade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de rrjstal de diversos lmannos,
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por presos muilo com-
modos. *
89000
4*000
409000
45O0
509000
6OS0O0
1009000
Lotera do hospital Pedro II.
O cautelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa ao rcspeilavel publico que seus bilheles
inleiros, meios bilheles e cautelas da lotera cima,
se acham venda pelos procos abaixo, na praca da
Independencia loja n. 4, doSr. Fortunato, n. 13 e
I"), do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. l-.mia Alachado, e
na ra do Queimado n. 37 A, dos Srs. Souza i
Freir, cuja loleria lem o andamento de suas rodas
no dia 18 de agoslo prximo futuro. O mesmo cau-
telisla se obnga a pagar por inleiro os premios de
10:0009000, de 4:0009000 e de 1:0009000, queos di-
tos seus bilheles inteirose meios obliverem, os quaes
v3o rubricados com seu nome.
Rilhcles U9O0O
Meios bilheles 59500
Quarlos 29700
Oilavos 1*500
Decimos 18200
Vigsimos 600
O solicitador Camillo Augusto Ferreira da Sil-
va, pode ser procurado para ludo que disser respei-
le a sua profissao: no escriplorio do Illm. Sr. Dr.
Joaquim Jos da Fonscca.
Nao ha melhorcs no mercado.
No antigo depsito das bichas de Hamburgo, na
ra 1-1 re la do Rosario n. 11, he chegado novo sorli-
menlo de bichas de Hamburgo, que se vende por
atacado, aos ceulos e meios ceios ea relalho, e tam-
Iji-ni se alugam por menos preco do que em oulra
qualquer parle.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra d Trapiche
n. 15, ha milito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco, tudo por preco commodo.
JOIAS.
James Crablree & C, farflo leilao, por inler-
venro do agente Oliveira, e por conla e risco de
quem pertenesr, de 2 fardos de fio de vela, iuleira-
mcule avariados, a bordo do naxi< inslez /'hil, na
sua rcenle viagem de'Liverpool a esle porto: sex-
ta-feira 4 do correulc, s 10 horas da manhaa, no
seu armazcm ra da Cruz.
LEILAO' I0NSTR0.
SEM LIMITE.
Quinla-feira 3, e sexta 4 do correte, o agente
liorja far leilao em seu armazeni, ra do Collegio
n. 14, de varios objeelos, como bem'. excellenles mo-
bilias de jacarando com pedrt e sem ella, ditas de
amarello, ricos guarda-vestidos, sucretarias e outras
muilas obras de marcincria novas e usadas, varias
collecs&es de quadros grandes e pequeos com pti-
mas estampas e ricas molduras, obras de ouro o pra-
11, relogios de difTerenles qualidades, louras e vidros
diversos, e urna grande porcao de livros francezes e
porluguezes, 40 espingardas para caca e outros min-
ios objeelos, 1 ptimo rav alio de estribara muilo
gordo com lodos os andares, um excedente cabrio-
le! de 4 rodas com o competente cavado: os quaes
eslaro expostosao meio dia em poni em frente do
armazcm no dia do leil'O.
O capitao J. 11. Van Wyngaardcn, da barca
hollaudeza Rembrandl l'an fhyn, arribada a este
porlo na sua bfenle viagem procedente de Liver-
pool com destino a Sidoey, far leilao por interven-
cao do agente Oliveira, por aiilorisaro e em prc-
em;.i do Sr.cnsul dos Paizes Baixos, e por conla e
risco de quem pertencer, de, sob dilTereutes marcas,
20 barris de alratrao da Suecia, e 50 dilos de piche
ou verniz : sabbado 5 do correnle, ao meio dia em
ponto, no largo da porta da Alfandega.
AVISOS DIVERSOS.
Aloga-se um pequeo sitio com boa casa e al-
gn arvoredo de fruas e parreiral de uvas, boa
agua de beber;no principio da estrada dos A filelo ao
p da ponte do Manguind : quem o pretender fal-
le no largo da Trempe sobrado o. 1 que lem taberna
por baiio, e ahi mesmo ha urna porcao de ps de
polis de bom lamanho que so vendem por pree.0
commodo, assim como sement de macaxeira.
Precisa-sede 4005000mil rs;comhypotheca em
um silio no Remedio, lambem se vende": no Passeio
n. 13 se dir com quem se traa.
EXPLENDIDOS HETRA- fi
TOSACRYSTALOTYPO, 2
TIRADOS NICAMENTE COM A 2
CLARIDADE PRECISA. (
J. J. Pacheco, tendo resoltido demnrar-sc j5
mais alguns dias ucsla cidade, previne a lo- 5?
das as pessoas que desejareni um pcrfeilo />
retrato, que diguem-se procura-lo no seu es- '89
tabelccimenlo, quer esteja o dia claro O 'A
escuro. II reir los silo livo.e nal lera veis w
com o lempo, e as cores sao as mais ualu- vi
raes que aqu seJgm visto. O respeilavel *
publico continua ser convidado a visitar a V/
galera lodososdiasylesdeasKhoras da ma- <,
iihaa al as 9 da noilo. No mesmo estahe- Jj
lecimento cnconlrar.io os pretendenles um *^
(t rico sortimento de quadros, caixas, alfine-
fjjT les, cassolelis e aneis. Aterra n. 4, tereciro
99 andar.
Um rapaz portuguez, com bstanle pralica de
loja de fazendas e igualmente a compleme escrip-
ia, se offerece para qualquer casa rominerci.il. o qual
d fiador aua conduela; esi arrumado, porm mo-
tivos ha' pelosquaes deseja sahr d'onde esl : quem
precisar annuncie.
No dia 4 do correnle, a 1 ;...' hora la tarde, lem
de ser arrematados por ser a ullima|prara, a arma-
qSo e mais objeelos constante do cscripto que existe
em mao do porteiro do auditorio, existente no ar-
ma/.cm da roa do Vigario, tudo penhoradn pela ad-
minislracao do patrimonio dos orphaos a seu deve-
dor Ctaudiuo Jos deSiqueira,juizo da primeira va-
ra,escrivao Cunha.
NOTICIA.
Francisco (.ornes de Oliveira aulorisado por pro-
curado bastante dos creilires di- Gregorio & Silvci-
ra, para tratar obre o mclhor meio do pagamento
destes aquellos, crvida a dilos credores, abaixo
mencionados, a compareccrem i o dia 3 do correnle,
ao meio dia em pomo, em casa do Sr. Viclor Lasne
na ra da Cruz, para deliberaiem no que mclhor
conreaba; na certeza de que, nao comparecendo os
mesmuscredores, far el c quarto julgar convenien-
te, em vista dos poderes tutorgados na referida pro-
rnracao. Os senhores : Viclor Lasne. Joao Ktller
&C, Fox Brothers, Russel Alilloi-,\ (.., Henrv
Cili-on. Cals Irmao. B unn l'raeger& C., Richard
IIo>1p, Eduardo Burle, l.'imm Muusen & Vinnassa,
Feidel Pinto & C, Jame< Crablree & C, Johnsloii
Pater & C, Flix Souvane i C, Manoel Joaquim
amos e Silva, J. ||. Gau'ley, Sequeira & Pereira,
Schaflieillin & C, J. D. Wolfopp, S. Schuller & C,
JoBo Francisco Regis de Souza, Antonio Luiz dos
Santos, Joao dt Sequeira Forran, JoSo Fernandes P-
renle Vianna, Antonio Luiz de Olireira Azevedo e
Jeme Ryder Os abaixo assignados, donosda nova loja de oori-
ves darjia do Calinga n. 11, confronte ao paleo da
malrizerua Nova, fazem publico que csiao complc-
tamrnlc sorlidos dos mais ricos c bellos gostos de to-
das as obras de ouro, necessarias lano para senho-
ras, como para homens c meninas, e conliniiam os
precos sempre muilo em conla ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras quevenderem a passar urna
conla com responsabilidadc.especifcandoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, ficandu a-sim snjeilos
por qualquer duvida que appareccr.
Serafim & Irmao.
Quem precisar alucar um escravo |>rcto, para
0 servido de casa e ra, para qualquer arinazem, ca-
palazia, trapiche c prensa de alsodao, dirija-se a
qualquer hora do dia ;i ra da Solcdade, que segu
para oManguinho, no silio dos i ledes, que achara
comqem Iralar.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira dirigir-se a linaria n. 6 e 8 da
!raca da Independencia, a negocio que
he diz respeito.
NOVIDADE.
Ricos camisas de relroz bordados a matiz, chales
de dito, romeiras de dito matizadas, chapeos de se-
da e de crepe para menina-, ornados de plumas e
flores, ditos para senhora, sendo esles a 89, e aqucl-
lesaT, paslilhas aromticas para queimar c deixar
agradavel aroma por espaeo de 24 horas, tendo do-
mis a prpriedade de afugenlar as moscas c mori^o-
cas pela continuatao do cheiro. Vestidos para ca-
samento muilo ricos, bicos de verdadeiro linho, di-
los de hlond, ditos a imitaran de linho, e oulros
muitos arligos que se venderao por prejo razoavel
assim como um variado sortimeulode calungas pa-
ra folguedos de enancas por preco mizeravel : no
Bazar Pernambucano, ra Nova n. 33, onde se ven-
de a prodigiosa agua de Malabar por l.ascombe.
Na ra da Cadeia do Medie, loja n. 6, existe
urna carta para ser entregue com urgencia, c em
mao propria ao Sr. Jos Caelano de Carvalho, antes
de passar para a Europa o vapor nglez.
ATTENCAO.
I Ion tem 31 de julho pelas 11 horas do dia, um pre-
to de estatura regular, com calca e camisa de panno
branco, furtou do silio do Hospicio da Sr.' viuva
Cunha, onde mora o abaixo assignado, 3 colhercs de
prata, sendo cias de sopa e urna de cha, feitas no
Porlo, contrastadas e com pouco oso: roga-se per-
ianto a qualquer pessoa a quem as mesmassejam of-
ferecidas, o favor de as apprehender, qucalcm dse
1 lio flear obrigado se recompensar.
Jos Joaquim da Silva Alaia.
Constando ao abaixo assignado que Justino Al-
ves da Costa, procura vender urna casa que lem no
lugar da Capuuga, para o im de evitar a execucao
qne o annuncianle lhe muve no juizo do civcl desla
cidade escrvo, Molla, previne por esle incio que nin-
guem compre ou liy poteque dita casa, que lem de
ser arrematada em praca publica. Recite 31 de ju-
lho de 1854.Antonio Teixeira dos .Santos.
MANOEL AUGUSTO DE MENE/ES COSTA,
professor da arle de msica, olfercce o seu presumo
ao respeilavel publico para leccionar na mesma arle
vocal e instrumental, lano em sua casa como em ca-
sas particulares : quem de sen presumo se quizer
ulilisar, dirija-se i ra do Arago n. 27.
Aos 1A$000 rs.
Precisa-se alagar urna prcla boa vendedora, nao
se procura 1er habilidade: quem a liver dirija-se
ra do Padre Floriano n. 27.
No Recife no becco do Abreu n. 1, Caz-se si-
teles para marcar roupa.
No recolhimento de Nossa Sennora da Concei-
r,ao de Olinda, ha bom doce de caj secco para se
vender a 400 rs. a libra.
Aluga-se urna prcla cozinheira, lavadeira e
engommadeira, sem vicios : a tratar na ra dasCru-
zes n.3.
Je soussign llbrard ai l'honneur de preve-
nir le publie, qu'a ilalcr d'aujourd'hui 1. aout 1854,
je me sois adjoinl pour associ Mr. Blaudin. La
raison sociale esl llbrard el Blandin. Je me suis
reserve la signalure snciale. Air. Blandin signera
par procuralion. J'osc espercr que les personnes
qui m'ont honorc pendan! 12 ans de leur conriau-
ce vuudrand bien me la continuer tous mes cOnrls,
ainsi que ecux de muu associ, (cndroul a nuus en
rendre dignes.
Maclaine Tlieanl faz -alier que o Sr. Guilhcrme
Augusto de Azcredo nao be mais raiieiro de sua
casa.
Previnc-se as pessoas que arremataren! os bens
do finado Joao de Allenulo Cisueiro, que \.m i pra-
ca pelo juizo de orphaos do termo de Uliuda.que par-
le das Ierras denominadas lleneribe de baixo, se
acham aforadas com foro perpetuo pelo mesmo lina-
do Joao de AllemAo Cisueiro a Franciscc Jos de
Paula Carneiro, Francisco de Paula Fernandes Mo-
reira, Fraucisco Manoel de Freilas c Jos Pedro
Chavts.
Oflcrccc-se um moco brasileiro, casado, com
punca familia, para caixeiro de qualquer eslabclcci-
mcnlo, o qual sabe bem ler, escrever e contar, para
dentro c fura da prara, do que dvirador a sua con-
duela ; a pessoa que o pretender,/dirija-sc a roa do
Padre Floriano n. 60, ou auuuicic por esta Tulla
para ser procurado. <
l)-se dinheiro a juros com penhorrs de ouro :
na ra esireila do Rosario u. 7.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que rozinhe o diario c faca o mais serviro in-
terno : na mi do (.inclinado, loja de ourives n. 26.
Joflo da Costa Palma faz publico,
que a Sia. Viccncia Ferreira Carcloso nao
pode vender a casa da ra do Padre Flo-
riano n. (i, porque a respeito desta casa
pende pleito entre ambos, e ja' o aiinun-
ciante tem obtido varias sentencas a sen
favor.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem cdnhecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
0 DENTISTA 1 l'.AM.i:/.
H Panto Gaignoux, estabelecido na ra larza
$ft do Rosario n. 36, se&nudo andar, enlloca den-
les com genglvas arliliciacs, e dentadura com- 52
pela, ou parle della, com a presso do ar. @
Tambem lem para vender agua denlifriccdo il-;
9 Dr. Fierre, c pii para denles. Rna larga do 55
^ Rosario n. 36 segundo andar. C
Na ra de I loria- n. 142, primeiro andar, pre-
cisa-se de urna preta escrava para o serviro dt pou-
ca familia.
Manoel Anlonio Teixeira vende o sen bilhar c
todos os seus perlences: a Iralar na Lingoela n. 2.
Lava-se e engomnia-se com toda \ perfeieao c
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado u. 15.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- 08
p- dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
J 'mundo novo) n. 68 A. $$
9 >,* @e
loteras da provincia.
O thesoureiro geral das Inicuas avisa,
que se acham a venda os hilhetes e meios
da primeira parte da segunda loteria a'
beneficio do hospital Pedro II., na the-
souraria das loteras, ra do Collegio n.15,
na praca da Independencia n. i, e na
loja do Sr. Arante* n. 15, rita do Qnei-
madons. 10 e 59, rua do Livramento n.
22, ateiTO da Boa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma loteria
impreterivehnente no dia 18 de agosto, as
9 horas da manha ; e os hilhetes eslao a'
venda ateodia 17 as (i horas da tarde.
Preco inteiros frO.fOOO
meios 5J000
MMW><> a:@3St3
Antonio Aprigino Xavier de Brilo, Dr. em ;,;
medicina pela.laculdade medica da Babia, re-
side na rua Nova n. 67, primeiro andar, on-
de pode ser procurado a qualquer hora para o
;-:; exercicio de sua profssAo. ;;
@SSS:@?;!S
ASSOCIACAO' COMMERCIAL DE PER-
NAMBUCO.
A coramissao nomeada pelos senhores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esta associacao para os
prejudicados com a innundarao de 22 de
junho, convida aos que mais sollreram
com lio funesto acontecimiento e licaram
redii/.iilos a' indigencia, a apresentarem
seus requerimentos acompanhados de at-
testados circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia, para
serem attendidos. Devendo taes requeri-
mentos serem entregues ao archivista da
associacao, no largo do Corpo Santo, at
o dia 15 de agosto prximo futuro A. V.
da Silva Barroca, secretario da commis-
sao.
A directora do collegio da Conceicao participa
a quem convier, que o collegio se arha aberlo, e re-
cebe as educandas que prelendem all ser educadas.
Aluga-sc um sitio muilo grande, em Santo
Amaro, com dous viveiros, muilo arvoredo de fructo,
boa casa de vivenda, baixa com capim, c lem pasto
lodo o auno para 6 vaccas : os pretendenles dirijam-
se rua de Apollo n. 4 A.
A direccao da associacao commer-
cial desta prara, de conformidade com
os Eitigos20e21 do capitulo terceiro dos
estatutos que a regem, convida a todos os
senhores socios ell'ectivos da Aiesma, para
a assemble'a geral, que deve ter lugar no
dia 5 de agosto do corrente anno, pelas 11
horas da manhaa, na sala de suas sessoes.
Sala da associacao commercial de. Per-
nambuco aos 26 de julho de 185i.An-
tonio Marques de Ainorim, secretario.
. 0 Aim\RROGANTE '
Peridico dos Portuguezes em Per-
nambuco
ESTRANHO AOS NEGOCIOS DO BRASIL.
Tendo cessado a publicaran do peridico o Cos-
mopolita, cuja apparicao foi lembrada para susten-
tar os lories motivos que linham os Portuguazes re-
sidentes uesta provincia para requererem a punicao
dos empreados do consulado, e para que nao Pi-
quen) em abandono os negocios dos mesinos Porlu-
guezes, agora, que aquello- empregados eslao mori-
bundos, vai publicar-so um novo peridico sob o li-
luloO Antiarrogante que seguir i mesma
trela debaixo dos auspicios de todi.s os boraens que
desejam o bem de seus concidadaos. Subscrcve-
sc, vende-se, e recebe-se correspondencias para
este peridico na livraria da rua do Collegio u. 9.
Serie de.20 nmeros. 25000
Para oulras provincias. 29.OO
Nmeros avulsos. 120
Publicar-se-hi as segundas e quinlas-fciras, c o
primeiro numero sabio no dia 27 do correnle julho.
Da ruada Auroran. 54, evadie-sc um escravo
de nome Joao, com os siguacs segundes : mualo cla-
ro, de 16 a 18 anuos de idade, estatura regular, ca-
bellos carapinhos, beicos grossos, fei{oes reculares,
sahio de camisa de riscado encarnado, ealea de risca-
do de quadros, jaquela de algodiiosinho de lislras
No dia 29 do corrente desappareceu da casa do
abaixo assignado um seu escravo de nome Joaquim,
de narao Caniundiingo, de idade mais ou mcuos 30
annos, levon camisa e calca axul de alendan, he rlirio
do corpo : a pessoa que o apprfliender, Irazcndo a
dila uiinlid casa, na na du Pilar u. 135, ser bem
recompensado./o3o Coellio do Rosario.
Aloga-se urna prela perfc'la engommadeira e
cozinheira : na roa do Queimado n. h\. _,
Pi-ecisa-sedeumaama de~lite : na
praca da Independencia, loja n. 55.
Da-se 7O0J00 rs. a juros com hy-
Eotheca em urna casa terrea, que seja em
oas ras desta cidade : quem pretender,
dirija-se a rua Nova, loja n. 5.i, que se di-
r' quem da'.
Deseja-se fallar ao Sr. Antonio Francisco de
Miranda, que mora em Sanl'Anna : na taberna da
rua Nova n. 50.
A pessoa que liver bom leite e quizer tomar
urna enanca para amamcnia-la em sua casa: dirija-
se aos Ouatro Cantos da Boa Visla n. 1.
O abaixo assignado, thesoureiro da irmandade
do SS. da matriz da Boa-Visla, eucarregado das
obras da dita irmandade, leudo Ando o anno desse
cargo, pede a quem se julgar credor da referida ir-
mandade desde agoslo do anuo pretrito at boje, de
lhe apreseular suas conlas para seren pagas. Re-
cife i. de agoslo de 1854. Jos ABonso berreira.
Precisa-se urna ama para casa de homem sol-
teiro ou de pouca familia : no aterro da Boa-Visla
SITIO PARA J.AVRADOR.
No engenho Paulista, aislante desta cidade 3 le-
guas, existem 2 sitios para lavrador, um denomina-
do Corla Largo, qae da 1,000 par-, e ontro Estiva
para 500 dilos, ambos de boa prodcelo, casa de vi-
venda e senzala : a tratar no mesmo engenho, ou na
roa esireila do Rosario n. 10, sobrado; declarndo-
se que anda he lempo de plantar este anno.
Aluga-se um escravo de boa conducta, bom
cozinheirn, podendo-se garantir o bom desempenho
de suas Tuneces : na rua da Praia, armazem que
lem um boi pintado.
Bento Jos Rodrigues declara, que por haver
oulru de igual noue, se chamar Bento Jos A vrosas.
AO ARTISTA ANTONIO LOPES RIBEIRO.
NAo sei como nio se comoveram como eu, lodos
os Pernambucano), ao ler as lamenlares do nosso
artista Pernambucano! Sempre pensci que o (hcalro
eslivesse cheio, porm que! a piedade nao he de lo-
dos os corac,6cs. O nosso patricio esl velho e cheio
de filhos, dcvc-sclcr pena del le : mas ainda esl mui-
lo bom para o Iheatro, do que deu provas na noite
do seu mallacado beneficio, e be de esperar que o
Sr. administrador o admita para dar pao ao nosso
patricio.O imante de todos os actores.
A pessoa que pretender alugar alguma prela
para quitanda, dirija-se Fura de Portas n. 67, que
achara com q-jem tratar.
Antonio Anguslo dos Sanios Porto faz publico,
que o Sr. Jos Dnmingues Meudes caixeiro desde o dia 2 do correnle.
PEDRINH0 Ol O AMOR FRATERNAL.
Com esle ltalo chegou ultmame ule da cidade do
Porlo, reino de Portugal, esla interessante obra, pro-
ducto da dislincta porlugucza autora do Manoelzi-
nbo da nossa aldeia e de oulras muilas obras, que
animada do benigno acolbimenlo que tem recebido
do publico juvenil; animou-se a appareccr de novo
em cena,dando ao preln nutro opusclozinho intitu-
ladoPedrinfio ou o amor fraternalconlendo ex-
cellenles historias para distra<;oes das horas vagas,
contos para n mino, poesias etc. ele, os quaes "Me-
rece s illu-li --mas mais de familia, de quem espe-
ra todo acolhiinctilo, pois he o que ambiciona de suas
humildes fadigas; e acham-se venda na rua Nova
n. 52, loja de Boavenlura Jos de Castro Azevedo, a
210 cada excmplarem brochura, e um pequeo nu-
mero da iutcressanle historia do Manoelzinho da
nossa aldeia. a 160 rs.
Lina pessoa que sabe esrriplurar livros por
partidas dobradas, do queja tem bastante pratica, se
"Merece para fazer a escripia de qualquer eslabcle-
cimeulo commercial ; quem de seu pro-timo se qui-
zer ulilisar, dirija-se rua do Caldeireiro, sobrado
n. 2.
Guilherme da Costa Correia Leite,
tendo de retirar-te por estes dias para o
Rio de Janeiro, julga nada dever nesta
praca, senoentanto alguem se julgar seu
credor, pode apresentar a sua emita na
rua do Collegio n. 21, segundo andar, da*
9 horas damanhfiaale as 5 da tarde. O
mesmo declara que deixa nesta provincia
por Seu bastante procurador ao Sr. An-
tonio Jos Rodrigue de Souza Jnior.
Guilherme da Costa Correta Leite
retira-se para o Rio de Janeiro, eleva em
sita companllia osen escravo Joao, pardo,
menor. k
Koubaramlio dia28 do passadn, de Pao Ama-
relio, ~-j'-^iigiii- 1"*" de brincos que-
brados, 2 medalhas, urna grande c oulra pequea,
2 varas ilecordao com emendas, 1 vara decollar, 2
anncles, um grande com urna pedra que faz algu-
ma sombra no ouro, co oulro aberlo na sida, am-
bos lavrados, 2 cruzes de ouro, urna grande e lav ra-
da, ca oulra menor, 1 par de botes de punho cor-
tados, 1 dito de aberlura com urna florzinha, 1 par
de argolas. urna lisa e outra lavrada, 1 par de fivelas
de prala lisas para suspensorio, 1 garlo de prata com
0 cabo lavrado. 2 flores de prala para cabello, 1 fa-
ca c 220, sendo 1 sedula de 509, assignada por de-
Iraz por Colelra Mara da ('... 1 de209000, 1 de 59,
1 de 29000. 2 de 19000, e o mais cm prala nova e
velha : roga-se as autoridades policiaes e a todas as
pessoas a quem forem oflcrecidos esles objeelos, ap-
prebendam e leverii .- taberna de Jos Joaquim de
Souza Ferreira, no pateo do Carino, esquina do boc-
eo quem vem do paleo deS. Pedro, que ser grati-
ficado.
O .intiarrogantc saldr ao meio dia de boje,
3 de agoslo ; publica as noticias que recebemos de
Lisboa a respeito do consulado de Pernambuco, e
seus empregados : vende-se na livraria da rua do
Collegio n. 9.
A pessoa que se olfercce, com pralica de taber-
na, no Diario de 30 do passadn, pode dirigir-se *
rua da Senzala Nova n. 1, que se dir quem precisa,
ou annuncie.
MECHANMO PARA ENGE-
NHO.
NA UMIIIVO DE FERRO DO KM.EMIEIRO
DAVID YV. DOWMVN, ISV III\ DO RUI.
l'ASSiMIII CHARRIZ.
ha sempre um grande sorlimito dos seguinles ob-
jeelos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : rundidas e meias moendas da mais moderna
conslrucro ; laixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animacs, de todas as propor-
res ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilbes,bronzes parafusos c cavilhocs, moiohos
de mandioca, etc. etc.
A MESMA 11 mu: ur
se execulam todas as encommendas com a superior-
dade j conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em preco.
AO ROM E BARATO.
A dinheiro a' vista.
Para se ultimar e liquidar canias, vendem-se a
troco de pouco dinheiro as seguinles fazendas, pro-
priaspara homens: pannos finos pretos de cores fi-
las a 39500 e 49000, ditos verde e cor de rap a 19,
corles ile case miras lo cores lisas e de quadros ale
59000, casemirelas prelas e de cores com msela, pro-
prias para palitos, fazrnda muilo fina, a 800 rs. o
covado, alpaca de cordo de cores muilo lindas para
[uiliisa 610 rs., merino prelo superior, de lustre, a
2SO00. casemira prcla lina c muilo superior a 2501M)
o covado, cortes de collele de gorgurao de linho e
seda de quadros modernos a I96OO, brim trancado,
pardo, de linho, muilo fino a 610 a vara, dilos de
cores modernos, fingindo casemira a 800 rs.. lencos
de seda para al&ibeira, de campo branco, fazenda
muilo fina a 19280, meios' dilos para grvala a 19000,
chapeos de sold seda a 59500, dilos Irancczes linos
para atiera a 69000, e muilo superiores a 69500 e
"9000, c outras fazendas por barato preco : na rua
do Queimado, luja n. 17, ao pe da botica.
AO MODERNISMO.
Cada corte 150000 reis.
Chegaram pelo ultimo paquete, e vendem-se na
toja n. 17 da rua do Queimado, os mais modernos
corles de vestido de sedacalgodao, intitulados Man-
darino Escocez, fazenda de fantazia, de minio brilho
e gosln, pelo barato preco de 159000 cada corle.
Vendem-se 2 casaes de pav&es : na casa de
Francisco X. M. Bastos, no lim da rua da liniao ou
do Seve.
Vende-se urna escrava com todas as habilida-
des, lem muilu bom leite, esla criando, o fillio lem
seis mezes : na rua do liospicio n. 15.
Vende-se ou permula-se um silio no lugar da
Ibura, denominado Estiva de cima, com casa de vi-
venda, boas (erras para planta rao. o criaran, trpen-
las bracas de malta,e porto para embarque: a Iralar
no paleo da Matriz de Sanio Anlonio n. 8.
Vende-se urna escrava moca sem vicios, que
se garante, eugomma perfeilamente, com mais pren-
das que se dirao|aocomprador,assimcomo ovnotivoda
venda, para ver e tratar, na roa da L'niao junto a
lypographia do mesmo nome, casa de tres janellas e
urna porta, que achara com quem Iralar todos os
dias das 4 horas da tarde em dianle.
Vende- a taberna sita no Manguinho n. 39,
ou mesmo i a armaran : quem a pretender dirja-
se a rua da Cadeia de Santo Anlonio n. 20.
Chapeos e esteiras muito barato a
dinheiro.
Vendem-se esteiras em ceios a 149000, chapeos
de palha nov os, o rento a 129000, cera amarella, di-
ta de carnauba, rourinhos miuddk, tola e 2 loalhas
de lab\ rintho com bico, ludo^ara liquidar conlas:
na rua da Cruz do Kecife n. 33, em casa de Sa A-
raujo.
Vende-se urna mul.iti nlia de 20 annos, que eu-
gomma, cose, cozinha, refina assucar e faz doces, e
est propria para mucama : ua rua da Praia n. 43,
primeiro andar.
Panno proprio para escravos.
Vende-se o bem conhecido e muilo superior pauno
de ajgodao da Ierra : na loja dos qualro cantos da
rua do Queimado n. 20.
Vende-se lien a-malte de primeira qualidade,
sal do Ass e pedras de amolar, em pequeas e Bran-
des porces, por preco commodo : na rua da Praia
n. 37.
Aos 10:0001000 rs.
No alerro da Boa-Visla, casa da lama n. 48, e na
rua da Cadeia, Inja de cambio de F. Antonio Viei-
ra, eslao exposlos i venda as cautelas da loteria do
hospital Pedro II, cujas rodas andam impreleriv ci-
mente no dia 18 de agoslo do corrente anno.
Bilheles inleiros 109000
Meios 59000
Hilarlos 29700
Decimos 19200
Vigsimos 600
LIQUIDACAO' DE CONTAS.
Rarato sim, fiado nao.
Na rua do Queimado, loja n. 17, ao p da botica,
vendem-sc para liquidaran, fazendas por barato pre-
co, como sejam : as modernas orleans de seda furta-
cores.com msela, propriaspara vestidos de senhora
e meninas a 400 rs. cada covado, sedas de qoadros
esroeczasa 19140 rs., grosdenaple* de seda furia-co-
res a I9OOO cada covado, c outras fa/.endas por bara-
to preco, a dinheiro a visla.
Chapeos de sol muilo grandes, com cabos de
ranna e baleas, moiio fortes, de seda de todas as co-
res e qualidades, lisos e lavrados, proprios para a
ebuva, por preco muilo commodo ; na rua do Col-
legio n. 4.
Vendem-se meias de linho para homem, pelo
barato prero de 39200 a duzia, luvas de lorral a
560, loalhas de linho a 89OOO a duzia, bonitos caixos
e griualdas de flores, franjas de relroz para mante-
letes : na roa larga do Rosario n. 48.
Vende-se 1 escravo, crioulo. de 28 anuos de
idade, bonita figura, proprio para armazem de assu-
car ou oulro qualquer sci vico ; alianca-se o nao ser
bebado nem lujao : na rua da Senzala Nova n. 30.
Na rua do Trapiche Novo n. 16,
vende-se : '
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMACO azul e branco, chama-
do Marlim Superior, em resmas de 500
toldas, e outvas qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESO muito snperior, proprio
para escriptorio, e outras qualidades
mais cm contn.
PAPEL DE CORES, em formato grande.
UMA PEQUEA porcao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente chegados.
ALVAIADE DE ZINCO, acompanhado do
competente seccante, muito recom-
mendavel pela grande superiordade de
tinta que produz.
PREGOS DE FEBRO em bom sortimento.
Vende-se urna ntica em urna das princtpac-
ruas da cidade da Parahiba, a dinheiro ou a prazo,
com garanta, por seu dono ter de relirar-se daquel-
la cidade : a fallar nesta cidade com Barlholomeu
Francisco de Souza, rua lanza do Rosario o. 36,
ou ua Parahiha com Fructuoso Pereira Freir.
Vende-se a casa da rua da Gloria o. 69 : na
mesma rua 11. 82 achara com quem tratar.
AO CONSULTORIO lililEOP VTH1CO
1)0
Veudem-se superiores linguas do Rio Grande,
lano de fumara como seccas, por muito barato pre-
ro : na rua da Praia, armazem 11. 76.
Vende-so om escravo moco, serrador de baixo,
0 qual se vende por nao querer servir na prara :
quem o prfMnder, dirija-se a Jos Hygino de Mi-
randa.
Yrnrjr ir a casa terrea de pedra c cal edifica-
da uiodrrnaHiente na rua dos Coelhos da lia- \ i-la
n. 0, para pasamento do que deve a mesma : quem
pretender dirija-se a rua do Rosario larga, palla-
ra n. 18.
CHAPEOS DE SOL A 49800.
Na rua dn Collecio 11. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda prelo* c de cores, armarilo de balea, fa-
bos finos, os quaes visla da qualidade ninguem dei-
xar, 1 de comprar, c oulras muilas qualidades, por
preco razoavel..
Vende-se a posse de um grande terreno no
Cildeireiru, que faz frente para a casa do fallecido
Francisco Jacinlho, com 1,010 palmos de frente, por-
que vem desde a estrada do Monteiro al quasi ao
rio, a estremar com a Iravessa do Dr. Alcanforado.
terreno muilo bom. que esla grande ebeia nao o
alagou, do lado da sombra e muilo fresco, proprio e
bom para se edificar bous predios de campo ; ven-
de-se lodo por junto ou dividido cm 4 porces de
2VI palmos de frente com todo o fundo que tem, a
dividir pelos fundos com o sitio que foi do Sampaio :
quem o quizer procure ao major Anlonio da Silva
1 iu-inlu. em sua casa na rua Imperial, lodos os dias
uleis al as 9 horas da manha, e nos domingos lodo
o dia, ou lodos os das das 9 horas em diante, no seu
armazem da Iluminadlo, rua ou becco do Carioca.
Veudem-se as mais novas e melhores semeiiles
dehorlalice vindas ltimamente de Portnoal,pela ga-
lera Gralidilo, bem como milho muilo novo em sac-
ras : na rna da Cadeia do Recife 11. 56, loja de fer-
geus de Francisco Coslodio de Sampaio.
Com pequeo loqoe de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de liman, a 3>00 o covado : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volla para a cadeia.
Velas de carnauba do Aracaty,
Vendem-se na rua da Cruz armazem de couros e
sola n. 15, excellenles velas de 6, 8 e 9 em libra,
em caixas de 30 a 50 libras cada orna, e por commodo
preco.
Aos fabricantes de velas.
No armazcm de Domingos Rodrigues Andrade &
Companhia, rua da Cruz n. 15, vende-se muilo supe-
rior cera de carnauba do Aracaty e Ass. em porcao
e a relalho ; e alm de se pesar na occaiao da entre-
ga se descontar urna libra de tara em cada sacco,
como he coslume.
COMPRAS.
t. W. Bavnon cirurgiao dentista americano
reside na rua do Trapiche Novo 11, 12.
Precisa-se da urna ama rapaz para casa de pou-
ca familia, e que saiba engommar: na rua do Ca-
bng n. 2, esquina que volta para os quarleis.
chapeo de palha : quem o apprehender, piule lva-
lo i rna da Aurora n......segundo andar, ou ao co-
nego Firminode Mello Azcrioeiu Olinda, 011 a" seu
senhor no engenho California, da nova fagonia da
Luz, que sera bem rcconi|iensado. Advcrlc-se que
desappareceu no dia 26 do correnle, e que dous dias
depuisfoi encontrado cm Olinda, assim como.qucfoi
comprado na cidade da Parahiba, donde he natural e
para onde se suppc que seguir.
A taberna do palco do Carmn, quina da roa
de llorlas n. 2, contina a eslar surtida de lodos os
gneros uovos e de boa qualidade : manleiga ingle-
za e (raneen a 400 e 800 rs., touriuho de Sanios a
280, dito de Lisboa I 360, banha a 520, DMiMa 300,
blachinha a 300 rs., dila a Napuleao a 100 rs., alc-
tria a 300 rs., cravo a 600 rs., louro n 100 rs. rhoii-
riras a 100 rs., farioha de Iriso a 150 rs., cha a <>00,
18000 c2?210, aomma de aramia a 160, cspclniare-
le a 800 rs. a libra, azeile dure a 600 rs., vinho a
40O e 180 a garrafa, arroz branco a it), feijo prelo
c 11.iil.il 111 tu a 400 rs., arroz ilc casca a lu> a cuia,
ra|i alsOOO o bote, lijlos de liinpar facas a 110,
lambem se faz a 80 c 10 rs., queijos a I>10 e I:\i20,
peneirasde rame a 7 e 88000, ceblas a 18100 ren-
lo, albos a 110 rs.. graixa a 100 rs. a lata, pa|l d
peso e machina a 2.-800 a resina, genebra de llollau-
da a 160.
Da-se dinheiro a juros sobre penho-
res de ouro 011 prata. em pequeas quan-
tias: na rua Velha n. i.
Vendem-se meias de borracha elsti-
cas, para erysipela : na rua da Cadeia do
Recite, loja n. 31, de Joao da Cunha Ma-
galhaes.
Compra-sc um missal romano com estante ou
sem ella : ua rua da Senzala Nova n. 39.
Compra-se um diccionario latino que esleja cm
bom estado : na rua Direila 11. 91, primeiro andar,
na quina do becco do Serigado.
Comprp>se patacoes brasiieiros e
hespanhes : na rua da Cadeia do Recife,
loja de cambi n. 2i-.
Compra-sc urna escrava de 20 a 2
annos de idade, que saiba coser e engom-
mar ; agradando nao se olha a preco :
quem a tiver podera' levar a 1 ua do Vi-
gario n. 19, segundo andar, no escripto-
rio de Machado & I'inheiro, para tratar.
Compram-sc escravos de 10 a 22 annos para se
exportar, tendo boas lisuras e habilidades paga-se
hem : na rua Direila n. 66.
Compra-sc urna escrava prcla, ainda mora,
bem parecida, sem molestia c vicio algum, c que se
venda por alsuina oulra cirrnnislanria, que saiba
roser, cngnmmar. rozinhar, lavar, e sirva para rasa
c rua : quem a liver, dirija-so a qualquer hora do
dia .1 rua da Soledadc. logo ao sabir para o Mangui-
nho, 110 silio dos 4 leocs, que achara com quem Ira-
lar.
Compra-se na laberna do palco do Carmo, qui-
na da rua de llorlas 11. 2, vidros de boccu larga
usados.
Compra-se 8 a 10 milheiros de cachimbos de
barro : quem liver annuncie para ser procurado.
Compram-se dous paos para lipoia, uovns e
sem .deleito: quem 08 tiver para vender annuncie
para ser procurado.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-sc a pre;o commodo, em casa de Barroca
& Castro, na rua da Cadeia do Kecife n. 4.
PARA A FESTA.
Sellins inglezes para homem e senhora
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, com todos os perlences, da me-
llior qualidade qne lem viudo a esle
mercado, lisos e de burranne, por
preco muilo commodo : cm casa de
Adamson Ho*ie & Companhia, rna
do Trapiche n. 42.
, Vende-se urna batanea romana com lodos os
seijs perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem o. 4.
JL
VENDAS
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendsimos padrescapucbiiihos de N. S. da Pe-
lillo desla ciliado, aiminculado rom a novena da Se-
nhora da l.onceic.lo, c da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, c deN. S. do Itoin Conselho : ven-
dc-sc nuil-ament na livraria 11.6 c 8 da praca da
independencia, a 18000.
Vende-se nina pela de meia idade, muilo sa-
dia, sem vicios nem achaques, a qual sabe rozinhar
o iliario de urna rasa, e ensalmar, por prero rom-
modo : a Iralar na rua de Santa Cruz n. 22.
Vende-se boa carne do serbio a 200 rs. a libra:
na rua Augusta 11.1.
Vendnn-se 3 lindas esrravas de 18 a 25 annos,
2 pe frita- engommadeiras e rozinheira", ede exrel-
lenlc conduela, pela qual se responsabilisa o vende-
dor, ,1111.1 dellas lem urna rria iniilaliiilia de 7 me-
zes : quem as pretender, dirija-sc ao liospicio, casa
que foi do Karao de Itamarac.
DR.P.A.L0B0M0SC0S0.
\ endein-sc as seguinles obras de homeopalhia em
france/ :
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes 16*000
llapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 168000
Harlhman, tratado complelo das molestias
dos meninos, 1 volume 108000
A. Tesis, malcra medica hom. 85000
De Fajle, doulrina medica hom. 75000
Clnica de Slaoucli 63000
Carling, verdade da humeopalhia l000
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas 69000
Diccionario deN) sien 108000
Vende-se chocolate francez de su-
perior qualidade: na rua da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vendem-sc chapeos do Chjie
finos, ditos de fcllro para se-
nhora c homem, hranros, rusos,
caslanlios e prelos, dilos de palhiiiM franceza do
melhor goslo que he pnssivel, dilos francezes de
formas moderna- : na praca da Independencia, loja
11. fUc 21.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
dc-se cera lano cm grumo, como em vellas, cm cai-
xas, com muilo bom sorlimcnlo c de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gratidtto, assim
como bolarhinhas cm lata- de 8 libras,e tai el lo muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
9
Deposito de vinho de cham-
tagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de prpriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
- cife n. 20: este vinho, o melhor
O de toda a champagne vende-
A se a tisOOO rs. cada caixa, acha-
" se nicamente emeasa de L. Le-
w cointc Feron & Companhia. N. R.
9 As caixas sio marcadas a fogo
(01 Conde de Mareuil e os rtulos
1$) las garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENOENHO.
Cobertores escaros muilo erandes c eneorpados,
dilos braueos compeli, muilo grandes, imilando os
de laa. a l^OO : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Cera em velas, soitidas, eemeakas
de 100 e de 50 libras ; vende-se por preco
barato para lecho de contal : trata-se na
rua do Vigario n. 19. segundo andar, es-
criptorio de Hachado & Pinheiro.
Vcndcm-se 2 casas terreas, no alerro dos Afo-
gados, onde actualmente se acba parle da fabrira de
sabao, lem grandes terreos que bolam os fundos
para o riu Capibaribe, e renden annualineiile .'IOU9:
quem as pretender, enlend.i-sc com o proprietario,
na praca do Corpo Santo 11. 6. rriplorio.
GCERRA DO ORIENTE.
Carlas do lliealro da guerra actual entre 1 Russia,
a Turqua r as nares alliadns, ota quaes se demons-
COBERTORES.
Vcndem-se cobertores de tapete a 800 rs., .los mul-
lo grandes a 1M00, dilos broncos com barrada cor a
19280,colchas brancas com salpicos a 10000 : na loja
da rua do Crespo o. 6.
Vende-se orna escrava, rrioula, que engomma
e cozinha, urna dila que engomma pouco e vende na
rua, tres escravos de meia idade, de muito boa con-
ducta, ludo por preco razoavel ; na rua Direila
0.66.
A BOA PITADA.
Rap de Lisboa o melhor e mais fresco que lem
vindo a esle mercado ; vende-se n roa do Queima-
do o. 9, luja de Anlonio Luiz de Oliveira Azevedo.
.^ JOI1N BARPER.
"As mais acreditadas navalhas do celebre autor
John Barber, se vendem por 3Q000 rs. cada unta :
na rua do Queimado n. 9, loja de Anlonio Loiz de
Oliveira Azevedo.
A I9OOO o corle
de brim de algodito imilando casemira: vende-se na
rua do Queimado o. 9, loja de Anlonio Luiz de Oli-
veira Azevedo.
ATTENCAO', ATTENCAO'
aos alfncles de peilo para seuhora, muito bem gal-
vanizados a imitaco de ouro, c porque proco 1 de
320 cada um, be cousa admiravel: ebeguem fregue-
zas ao Bazar Pcrnambucauo, rua Nova n. 33,
BAZAR PERNAMBUCANO.
Os donos deile eslabelecimento avisam a rapazia-
da acadmica, que nao deixem de vir comprar pares
de luvas de pellica do muilo acreditado Juvin, a
fiJOOO cada par.
ATTENCAO'.
Oh bello sexo vinde comprar,
Lita de mui lindas cores,
Para bordar.
Na loja de 4 portas da roadoCabus n. 1 B. che-
gou ltimamente um complelo sorlimcnlo de laa
para bordar, boa qualidade, cujas cores seria enfan-
donho enumerar, basta afirmar que nao fallar cor
alguma, para habis mos por em pralica qualquer
desenlio por diflicil que seja imitar em combiuarao
de cores.
Sao lindas tilo lindas
Quem as teni 1
As cores varugadas,
Quem nao comprar.'
Vende-se um prelo, crioulo, de 28 annos de
idade, proprio para engenho ou sitio, e por preso
muito barato : no Hospicio, silio da Sra. Viuva Cu-
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas grandes com supe-
rior arinha de mandioca de Santa Catha-
rtna: no armazem de Machado & Pinhei-
ro, na rua doAmoiim n. 54.
Vende-se urna porcAo de pesos usados de 2 ar-
robas 4 libras, por prero commodo : na rua do
Vigario n. 5.
Vcnde-se os Misterios de Paris e urna baudeira
hamburgueza : quem quizer annuncie.
Vende-se um cabrioiet com sua compleme
coberta e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavados do mesmo j ensillados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratsr, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 5-, pri-
meiro andar.
VELAS DE CARNAUBA.
Vendem-se muito superiores velas de cera de car-
nauba, chegadas recenlcmenle do Aracaty, por me-
nos do que em outra qualquer parto : na roa da Ca-
deia do Recife n. 31, primeiro andar.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazcm da rua do Azeite de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Companhia, na rua do Trapiche, n. 54.
CHARUTOS DA BAHA.
Arha-se exposlos ao baleflo da loja de Boavenlura
Jos de Castro Azevedo, na rua Nova n. 52, urna
grande porcao de charutos da Babia, que para so
acabar com elles esl-sc veedendo pelo diminolo
preco de 610 a caixa, e ainda existe urna pequea
porcao dos de S. Flix, que foram annunciados, pelo
preco de 19000, e a boa qualidade j est sabida po-
la maior parle dos seus amantes.
Saccas com milho.
Na rua do Vigario n. 33, vendem-se saccas com
milho, por preco commodo.
Cassas rancezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina qne vira para a
Cadeia, vendem-se castas rancezas de muilo bom
goslo, 320 o covado.
**
Carro e cabrioiet.
Vende-se um carro de 4 rodas com 4 asen-
9 tos, e um cabrioiet, ambos em pouco oto, a #a
99 cavallos para ambos : na roa Nova, cocheira #
m de Adolphe Bourgeoia. O
Cemento Romano
v ende-e na ruada Cruz armazem n. 13.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia,|na ruada
Cruz, n. 4. -
LFNCOS OE CAMBRAIA DE LINHO A afiOO A
DUZIA.
Na rua do Crespo n. 5, esquina que.volta para a
rua do Collegio, vendem-se lencos de cambraia de
linho finos em caixinhaa rom lindas estampas, pelo
barato prero d 49500 rs. a duzia, pora acabar ama
pequea porcao qne ainda retla.-
Jacaranda' de muito boa nbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Cola da Bahia', de qualidade esco-,
Ihida, e por prero commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panbia.
Louca vidrad, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdad eir de Hollanda,
em frasquejras, chegada este mez, sendo
alguma du mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se fumo em olha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na rua do Trapichen. 16.
Vende-se superior potassa nacionaf,
em barriquinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodr da Motta, na rua do
Azeite de Peixe, ouna rua do Trapiche n.
54, com Novaes & Companhia.
Vcnde-se um excellenle rarrtnho de 4 rodas.
mui bem construido, eem bom estado ; est exposlo
na rua do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prelendeutes examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou ha rua da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
A
Vendem-se relogios de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parte6
na praca da Independencia n. 18 e 20.
epoiito da btaiea de Todos oa Ssntoi na Bahia.
Vende-se,emeasa deN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na pra^a do Corpo Santn. II, o seguinte:
vinho Ir Mar-eilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ccarreleis, hreu em barricas muito
grandes, aro de milao surtido, ferroinglez.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera <* carnauba, em eaixaa
pequeas e grandes, de muilo*boa qualidade, fritas
no Aracaty : na rua da Cadeia do Recife n.49, pri-
meiro an dar.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
prejo,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade deziuco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
BOwmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se< a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe secco de varias qualidades e
muilo bom : na rua da Cruz n. 15, segundo andar;
assim como bolins de couro pelo diminuto prero do,
2900 o par.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a
640, e pequeos a 560: na rua do Crespo a. 12.
QUEIJOS fe PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Anlonio Francisco Martn?, se vende oe mais sape-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca jngleza Valpa-
raso.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por prero commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro de sellins ebe-
gada recenlcmenle da America.
Moinhos de vento
'omhombasdcrcpuxopara regar borlas e batial
decapim, nafundicafide I). W. Bowman : na rna
do Brum ns. 6, 8e 10.
Padaria.
Vende-se urna padaria muito afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Cbiistiio.
Sabio a luz a 2," edic.lo do livrnho denominido
Devoto Chri-iao.mais correctoe acrescentado: vende-
se nicamente na livraria o. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CAL E POTASSA.
Vende-se superior cal de Lisboa c potassa da Rus-
sia, chocada recentemente : na prara dn Corpo San-
io, trapiche do Barbosa n. 11.
Da
AGENCIA
Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncstc eslabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, coartTt
para piano,
1, (iil,nlrillias,
chegado do Bio de Janeiro.
Atoada de Edwln BKaw.
Na rua de A pollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se coustanlenicnlc bons sorti-
nieiilos de taixas de ferro coado cbalido, lano ra-
sa como fundas, mocudas iueliras todas de ferro pa-
ra animaos, aaoa. ele, ditas para a miar em madei-
train os lugares de diversas balalhas. posires dos ox- ra dC lodosos lamanhos e modelos os mais modernos,
ercilo- r e-quadras helliueraules nos Nares Negro,
Bltico, e retratos de diversas personagens proemi-
nenles da guerra, ludo chegado no ultimo navio de
Franca, obra bem feila e por preco commodo : ua
roa do Collegio, lojadecncadernarao u. 8.
machina horisonlal para vapor com forca de
1 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purear, por menos prero que s de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
I has de liandres ; ludo por barato preco.

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ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 23 do corrente, o prelo
unn inhciro de nome Luiz, perlenccnte a Iripolaran
do brigue Santa Barbara Vencedor, o qual repre-
senta ter 30 anuos de idade, er fula, baixo, nariz
chato, lem algumas marcas de bcxigasj enmura bar-
ca, o qual he natural das Alagoas -r roga-se por lano
a lodas as autoridades policiaes e capitiles de campo
a sua appi eliencao. e leva-lo a rua da Cadeia do Re-
cife n. 3, escriplorio de Amorim Irmaos que ser
generosamente recompensado.
Desappareceu no dia 11 de Janeiro a prela Ma-
ra, de nacao Congo, baixa, cheia do cerpo, peilos
pequeos, urna marca no rosto do lado direilo, urna
lcltra E ou F no peilo esquerdo, urna marea no bra-
co direilo, a junio do p esquerdo virada para den-
tro, os denles .iberios na frente, idade pouco mais
ou menos .'10 annos : quem a pegar leve-a rua do
Caldeireiro u.86, que lcra503O00 rs. degrlificarAo.
Ausentou-sc da casa do Sr. Sebastin Antni.
,do Rcgo Barros, em agoslo de lat, cm orcasio qne
se achava murando no alerro da Boa-Visla, o seu os-
sejam, quadrillias, valsas, redowas, Sclio- cravo, pardo, de riomc Vicente, de altura regular,
tickes, modinhas, tudo modcrnissiino juc l'^nl ler 30 muios de idade, pouca barba,
lilil lllllltil.- nllui.o l..| lli.T- il PKl<1.i nnnvn .-. -.______-
4
bons denles, olhos no or do rosto, corpo e pernas
hem feitas, lendo i ios cotovellos dos bracos dous lo-
bioIms ; suppc-se estar acontado em urna casa nes-
la cidade, e seu se tibor protesta desde jii por pe da-,
damnos, ilias deservico, ele. etc.; assim como gra-
tifica a quem o ap| irchender.
Desapparecei i no dia 15 de Janeiro do corren-
le anno o escravo J. isc Carange, de idade 10 annos,
punco mais ou meo os, com falla de denles na frente,
testculos rrescido, e ricali i/e- lias nadegas ; grali-
fica-se generosamen le a quem o levar ao aterro da
.loa-Visla n. 47, se sumi andar.
Pora. Tf ao M. F. o F^ta.-lSU.
fh
J


Full Text
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