Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01423


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Full Text
Mniiu aaa. n. I 10.
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\
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
yUHIIIM I ILIIIH UL HUUOIU IIL I Wtft.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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DIARIO DE PERNAMBUGO
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f.
ENCARREGADOS DA SIBSCRIPCAOV
Recife, o proprietario M. F. de Fria; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoaoPareira Martina; Babia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. Gervasio Vicior da Nativi-
dade; Natal, o8r. Joaquim Ignacio Peraira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de temos Braga; Coai, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 ao par.
. Pars, 365 rs. por 1 f.
i Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 0/0 de rebate.
Aeraos do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bebcribe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Mocdas de 6400 velhas. 165000
de 69400 novas. 169000
i) de 4000...... 99000
Prala.Patacocs brasileiros..... 19940
Pesos columnarios i 19940
> mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS C.ORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Cantar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Tilla-Bella, Boa-Vista,ExeOuricury,a 13c28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quinuw-feiras.
PBEAMARDEIIOJE.
Primeira s 10 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da tarda.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquinlas-feiras.
Relaco, icrcas-fciras e sabbados.
Fazenda, tercas e sexlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao mcio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Agosto 1 Quarto crescente s 8 horas, 9 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
8 Luarheia.il hora, 9 minutos e 48
segundos da larde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas c 42 minutos
48 segundos da tarde.
DAS da semana*
31 Segunda. S. Ignacio de Loyol la fundador dos J.
1 Terca. S. As cadeias de S: Pedro Apostlo.
2 Quarta. N. S. dos Aojos ; S. Estevo p. m.
3 Quinta. Invenco do cotpo de S. Estevo.
4 Sexta. S. Domingos de Gusmo fundador.
5 Sabbado. Nossa Senbora dasNeves.
6 Domingo. 9. Transliguraeao do Senbor
-ftfonte;Tboc; S. Xisto p. m.
no
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
BxpattaM de da a* de Jaltao.
(inicio. Ao coronel commandanle das armas,
autorsando-o a mandar desligar do- 9." halalho de
infantaria, as onie prafas de pret de que) S. S. trata,
visto erem ellas de pessimos coslumes, providenci-
ando ao mesmo lempo para que taes pracas sejam
enviada* para a corle na corveta Mag, para o que
licam expedidas as convenientes urdens. Deram-
se a* onlens de que se trata.
Dito. Ao inspector di Ihcsouraria de fazenda,
Iransmitlindo o requerimenlo em que i companhia
Pernambucana pede por afora ment mi terreno de
mariiiha e alagado no Forte do Mallos designado na
planta d'aquellelagar ltimamente approvada, alim
de que S. S. de conformidade com as ordens em vi-
gor mande passar o competente titulo mediante as
condicurs as seguintes. l.i Fazer a com-
panhia sua custa todo o caes e alerro corres-
pondente a frente do terrenoc alagado qoe se llie
afora, c igualmente o caes fronteiro ra projecla-
da ao lado do norte do mesmo terreno. a.". "Que a
obra do caes e alerro dever ser principiada no pra-
m de seis mezes e concluida no de ilons annos a con-
tar da data do aforamenlo. sob |>ena de mandar o
goveroo executa-la por administrarlo .i cusa da
mesma conipanlii. 3.'. Que o edifirio ii concluir-se
nao p mento terreo, o nlo dever ser comecado sem que
mi planta raja previamente approvada pelo gover-
no da provincia.
Dito. Ao mesmo, communicando que, pela re-
parlico dn juslica foi declarado que, na reeebednria
de rendas do municipio da corle, as carias de mer-
c de ofticios de Justina pagam o sello fixu de dez
mil ris, o que nlo pagarlo as que se passaram lti-
mamente a Elias Francisco Bastos para os ollicios de
J." labellilo do publico judicial e notas, e esrrivlo
privativo do jury e execuces criminaos dn termo
do Brejo, ed labellilo do registro geral das hypo-
thecas da coma roa do mesmo nome.
Dito. An mesmo, inleirando-o de haver defer-
do favoravelmenle um requerimenlo, em que o l-
ente do 4.a balalhlo de infantaria Antonio Cabial
de Mello Leoncio pedia permisslto para consignar
mensalmente desea sold nesla provincia a quanlia
de ItxjOOO r. para ser entregue ao capillo do 2." ba-
lalho de infantaria, Maooel da Cunda Wanderlev
Lins, acontar do 1." de agosto prximo vindoaro a
Janeiro de 1855, e autorisando-o a mandar abonar
essa quanlia ao dito capillo, tozendo-sc na guia do
mencionado lente as conveniente* declararoes.
Cominunicou-se ao coronel eommandante das ar-
mas.
Dilo. Ao juiz relator da junla de jusilla, Irans-
mltindopara screm relatados erosessloda mesma jun
la, os processos dos soldados Jos Joaquim Vicente
e Jos Sevcrino Martvr, este do 2." balalho de in-
fantaria e aquello do4." de arlilharia a p. lotei-
rou-seao coronel eommandante das armas.
Dito. Ao eommandante superior da guarda na-
cional domunicipindo Kecife, communicndoque se-
gunrlo eonslou de participaran da repartirlo da jus-
ticia de 3 de jonlio ultimo, forain reformados nos
mesmos postes, o lente coronel da extncta guarda
nacional desle municipio Joaquim Lucio. Montriro
da Franca, e os majores Bento Jos Fernandos Bar-
rus e Jos Francisco do Kego Maia. e rccommcntlan-
do qoe ordene a cada um delles que trate quanto an-
tes de pagar, vista da nota que.remelle, os dircilos
e emolumentos correspondentes a sua rctorma.scn o
que alo podem ser entregues as respectivas pa-
tentes.
Sota oy/uc te refere o officio cima.
lente coronel,
ea.
Sota a que se refere o officio cima.
Cliefe do eslado-maior, Antonio Francisco Pereira.
Dircilos. 803000
Sello..... JUGO
Emolumentos. IfiSOOO
969160
Tenenlecoroiicl Mapocl Xavier Carneiro da Cunda.
Direitos .
Sello. .
Emolumentos
809000
9160
IfiSOOO
Tencnle-coronel
drade.
M a noel Correa de
963160
Oliveira An-
Iri'iIos. .
Sello. .
Emolumentos
809000
9160
165000
969160
Ofliriou-se a respeilo a Ihesooraria de fazenda.
Illm. o Exm. Sr.Satitfazendo ao que me orde-
n o n V. Exc. por aviso de 22 de maio, vou informar o
que se me olferecc acerca do oflicio do director geral
da repartirlo de (erras publicas,que V. Etc. se dig-
nou mandar-mepor copia, e que diz respeilo a por-
larra, na qnal designei o districto da colonia mili-
tar de Pimenteiras. y
Na forma do art. 4 do decreto de 9 de nm cnibro
de 1830, mandei como presidente que enllo era das
Alagoas, demarcar no lugar doHiacho do Mallo
primeiro acampamento de Vicente de Paula, e
margcmdircita do rio Jacuipe.umalegua em quadro,
para nella cslahelccer-se a colonia militar hoje deno-
minada Leopoldina ; e das lindas e pontos car-
deles dessa demarcaran, mandei lavrar um auto cir-
cunstanciado, assignado peto engenheiro Cliristiano
Pereira de AzeredoCoulinbo, c seu ajudante, com
audiencia e assislencia do procurador fiscal, e remet-
li csse docnmenlo para a secretaria do imperio, onde
se dever adiar.
Sendo enrarregado de formular o projeclo do rc-
gulamenlo especial da mesma colonia, e que fon ap
provado por decreto de 12de selembro de 1851 n.
820, aproveitei a orrasiao para em conformidade do
art.*l5 do citado decreto de 9 de novembro, deler-
miuar logo os limites da colonia, que com eOeito li-
earam lieni determinados no art. 1 do citado regula-
mcnlo especial de 12 de novembro, limites qne se po-
derao bem verificar vista da planta, que por occa-
sio dessa demarrado levanlou o engenheiro Cdris-
iiano, a qnal sendo remellida para o arcliivo militar,
fon manila.la rcduzir pelo consellieiro Manoel Feli-
zardo de Snuza c Mello, enUo ministro da guerra,
que se dignou fazer-me prsenle d'uma copia da
mencionada planta assim reduzida.
Por aqni j conhecer V. Eic, que nenliuma
confusilo lia nem na demarcarao da legua em qua-
dro da eolonia militar Leopoldina, nem nos limites
do seu respectivo dislriclo, que crrlamente nao he
(como suppe o director geraH todo o terreno halo-
Id", e que ate 1830 fra infestado pela horda de W
cenle Ferreira de Paula, c nulros focinoras, porque
essa rea sendo immensa, abrange Unto a colonia de
Pimenteiras, como a Leopoldina. He o que me pa
rece necessario dizer sobre o primeiro lopico do ofli-
cio do director geral.
Tendo procedido na demarcaran da colonia militar
Leopoldina da maneira a mais rcmilar.e precisamen-
te na forma das orilcns imperiaes e dos rcgulamen-
los que me (enlio referido, nao succedeu o mpsmo
respeilo da colonia militar Pimenteiras-^ pelas
i /es que vou adduzir. ^^#*^V
i '
Joaquim Lucio Montciroda Fran-
Dircilos. Sello. Emolumentos . . ittiota) 3160 169000
Major Bento Jos Femandes Barros. Direilos. Sello. Emolumentos. 563160 358000 8160 118000
493160
Majnr, Jos Francisco do Reg Maia. Uireitos. Sello. Emolumento!. . 353000 8160 143000 498160
Oflicioa-se a re*pcito Ihesouraria de fazenda.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial, in-
teirando-o de liaver approvadoa deliberadlo que lo-
mnu o director das obras publicas, de comprar para
a obra da ponte do Kecife mil peras de corda a 100
rciscada pe<#, dons caibrosde quarenla palmos a
MKI rs. caita "um, cinco ditos de 30 palmos a 400 rs.,
oilo libras de zarrio a 240 rs. cada libra, 2 caadas
de oleo a 3300., rs. cada urna, c urna arroba de prc-
gosde eonstroceSo a 120 rs. a libra. Oftlciou-se
neste sentido ao mencionado director.
|>itnAo engenbeiro civil Augusto Danjoy. Re-
i-ommemlo a Vme. que quanto antes siga para a co-
lonia mililar de Pimenteiras, o loso que all chegar
trate de dar execaclns instrucrcs constantes da
copia junta, li que vai annexa tamben por copia a
portara do 1 de abril dcslc anno, pela qual foram
marcados os limites da referida colonia, podcmlo
Vme. requisitar ao director das obras publicas, para
o que ficam expedidas as convenienles ordens, os ins-
trumentos que jalear necessarios para o Imm desem-
penlio desta commisso, e llie declaro que a esta pre-
sidencia deve Vme. dirigir sua correspondencia ofli-
cial, relativa mencionada commisslo.Kizcram-sc
as neressarias communicac/lcs.
IiiiAo Ihesoureiro das loteras desta provincia,
di/endo, 1que devem ser entregues ao Ihesoureiro
da innandade do S. S. Sacramento da freguezia da
Boa-Vista, os vi ule por cenlo a benclkio das obras
da matriz daquclla freguezia, que foram lirados do
producto da segunda parle da quinta lotera, conce-
dida a favor das mesmas obras, abrindo Smc. cotilas
camines com os concessionarios de loteras, afim de
a lodo o lempo constar as qtianlias que Ibes foram
entregues; i que ogoverno providenciar acerca do
lugar cm que devem correr is rodas da primeira par-
le da segunda lotera a beneficio dn hospital Pedro
II, e cojo andamento ser presidido pelo juiz muni-
cipal da primeira vara desta cidade. Intcirou-se
a este.
DitaAo eommandante superior da guarda naci
nal do municipio de Goianna, commuuicando que,
segundo constan de participacao da repartido da jns-
tica dc:l de junhn ultimo, foram Horneados os cida-
dilos Antonio Francisco Pereira, Manoel Xavier Car-
neiro da Cunta e Manoel Correa de Oliveira Anrira-
de, o 1 para chele de eslado-maior c os dous lti-
mos pan tenenles-coroneis da roesma guarda nacio-
nal, e rerom niendanilo que ordene a cada nm delles
que trate quanto antes de pagar, vista da ola que
remelle, a importancia dos direitos e emolumentos
correspondente* a sua nomeaclo, sem o que nio po-
dem eer entregues as respectivas patonles.
FOLHETIM.
'I^nKC^^SJtk..;

Por Th. Pnvlc.
III.
(Concitfiflo.)
Na maulla,! seguinte tirarani ao cacique os gri-
llioes que prendiam-llie osps, c na noile do mes-
mo dia o ionio iie que os Indios faziam partejles-
ceu para repou'ar. Cus cem llcspanlie, com os
quaes acliavam-se misturados pello ile cincuenta In-
glezea e Porluguezes suhiram ao convea. O cacique
linda reparado na diflcrenra de linguagem o de phy-
sionomia que ilisliugiiia cadj urna deseas na(e,"e
liuha comprelieiidiiUi que havia a liorlodo Isi mais
do om desconlento como elle. Veio-|he a Idea de
solidar a dispusieres dos estrangeiros embarrados
contra vonlade. o subindo alia noile ao couvez sem
er visto dosofllciae*. dirgio-sc a um Porluguez de
barba* espessas we fumava um eitarrlb*.
Bis hp|aiiiinilj?. pergunloii-lhc o Indio.
O Porluguez respondeu por uina'.uegacao ccompa-
nli ida de urna praga enrgica.
E'samigu ou inimigo dos llesuanhps-! repli-
cou o cacique.
Soii ainign delles como o rao lo galo, diste o
Piirtufluc/.; ma- que le im|wrla isso, lamfwro 1
a-
Os meas antecessores nesla provin
rain concluir a deinairnr.lo da legua
colonia de Pimenteiras. O engen
i/iue havia demarcado a das Alago"?
proseguir nade l'iraenlciras, apenaiu, ^
os terrenos daipiella relian, rielcrmiu "' |.a-
ra a sed da colonia, e os ponto) cardraes* 7**- legua
em quadro, quando n invern o tez retirar-se, c nes-
le estado se cotnecaram a fazer na colonia algomas
casiulias. que buje existem, e de que dei conla no
meu relalorio assemblca provincial. Eston, po-
rm, tratando agora carlo, como V. Exc. ver das iuslrucces, que para
isso ja dei, e consltm da copia junla.
Nao me tendo sido possivel mandar concluir a de-
marraban de um modo regular como o havia feilo
as Alagoas, onde fui nini auxiliado, e querendo oc-
correr aos latrocinio* e assassinatos que se esta-
vam dando por aquelles tusares, jolguei urgente o-
vndo o engenheiro Cbristiano, que aqui se achava,
designar logo o districto da colonia de Pimenteiras,
por portara do 1 de abril, que V. Exc. se refere,
aliin de que o director com mais forte auloridade po-
desse manter a paz d'aquelle districto, para onde
comeem.i a albur muila genle de arribarlo atrahi-
da oum a milicia do caminho de ferro. Tal foi o mo-
tivo porque anlecipei a designarlo do districto da
colonia a demarcarlo dn saa legua em quadro ; no
que lambem nenhuma confuslo existe, visto screm
j condecidos os pontos cardeaes lano da Legua em
quadro, como do dislriclo da colunia, urna vez que
seja consulta la, nao as plantas (citas pelo coronel
Firmino Herculano de Mnraes Ancora, ou peto co-
ronel Conrado Jacob de Nevemer, mas a do enge-
nheiro Chrsliano Pereira de Axeredo Coulinho, es-
pecialmente encarregado em 1851 de explorar ere-
conhecer as maltas de Jacaipe, e Agua Preta e de
demarcar as duas colunias; avista delta creio que os
seus limites nao sao lio extensos e axcessivos como
parece ao director geral.
Ora, que na designadlo desses cusrtelos live mui-
lo em vistas a manuiencao da tranquillidade pu-
blica u'aquellas mallas, como bem comprebendeu o
director geral, nao resta a menor duvida; ma?, que
laes medidas e as disposices dos rcgulamenlos su-
pracilados sirvam de impecilbo divisan e venda das
Ierras publicas, comprebendidas nos dislriclos das
colonias, be o que me nao parece averiguado; por
quanto a respeilo das Ierras que ficam na comprc-
der.sao da legua cm quadro das colonias, nenlnnn nu-
Iro deslino se llicsdeve boje dar se nlo o designado
nos acluaes regulainenlos. E quanto as que ficam
fora da mesma demarcarlo, postoque comprebendi-
das dentro do districto da colonia, podem mu bem
ser demarcadas c distribuidas na forma da le de 18
de selenita o de 1850, c regulamento de 3 de Janei-
ro de 1854, ou dn S 5 do art. 11 da lei n. 628 de 17
de setenadlo de 1851, que fnrma certamenlc urna
excepelo a lei das Ierras e pela qual tanto pngnei na
cmara em beneficio das colonias. Em neiibum des-
tes casos me parece que os rcgulantcntos das colo-
nias podem servir de embaraco.
Pelo que perlencc ao rgimen mililar de qne se
arreceia o director geral, consileramlo-o urna pode-
rosa causa de repulsa para os que quizercm comprar
Ierras n'aqucllas paragens, ser-ine-bia licito observar
qoe se nao liverem elle* tendencias malvolas, esti-
marlo adiar no rigor mililar nina garanta contra
oa malfeitorcs que se cnstumam aniiliar n'aquellos
breuhas; almde que lodos sabem qoe pelo art. 13
do regulimento de 9 de novemhro de 1850, o rgi-
men militar deve cessar lugo que a colouia seja con-
vertida em puvuarao. como dcvelo-ha ser em breve,
se se adoptara providencia do 5 do art. 11 da ci-
tada lei de 17 de setembro.
Accresce anda, que estando o director da colonia
sugeilo inmediata inspeccan dn presidente da pro-
vi uri-, nao be de crer que elle fcilmente abuse de
sua auloridade; e quando o fae,a o remedio ser lan-
o mais promplo para os npprimidos, quanto difil-
cultoso ser* o que for necessaro applicar aos que
qni/ercni vagabundear pela mallas. Recetar mais
de um eommandante mililar do que de malfeilores,
nlo me parece razoavel, e he esquecer mu depressa
o dinheiro e as vidas que se gastaram as maltas de
Jacuipe.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de Per-
narobuco 12 dejulbii de 1854.Illm. e Exm. Sr.
Luiz Pedreira de Cnulo Ferraz, ministro c secretario
de estado dos uegorios do imperio.Jos lenlo da
Cunha e Figtieiredo.
Circular a lodo* o commandanles de destaca-
mentos tolantes.
Parecendo-me que o numero das dilisencias fei-
(as felo destacamento volante ti seu commando, vio
diminuindo vsivclmenlc, cumpre-me indagar sea
causa desle facto nasce da diminuirn de crimes e
de criminosos, ou se do arrefeciinenln de zelo de
sua parle no dcsempeulio da commisso de que se
acha encarregado, ou da falla de auxilio das auto-
ridades pnlieiaes. Espero, pois, que Vine, me in-
forme circumslanciadamenle.
Dos guarde a Vme. Palacio do governo de Pcr-
nambuen 30 de maio de 1851. ./<>..r Bento da Cu-
nha e Fiqueiredo. Sr. eommandante do destaca-
mento volante de..-
N. 31.Illm. c Exm.Sr.Accusando recehido o
oflicio circular de V. Ex., de 30 de maio, em que
V. Ex. declarando parecer-lhe que o numero das
diligencia* feilas pelo destacamento volante a meo
commando vai visivelmentediminuindo, exige saber
o que lem motivado essa diminuirlo ; cumprc-mc
assegarar V. Ex., que encarregado da polica ues-
te termo de Tacaralo, lenho sempre feito o que me
tem sido possivel no sentido de capturar delinquen-
tes e prevenir deudos, e se a principio maior nu-
mero de diligencias erain efleetuadas, nlo era outra
a causa senlo a conservadlo dos mesmos delinqocn-
tcs em bisares condecidos, e anda nao cunhecedor
res da viva perseguido que osaguardava, acbando-
se aelualmenle imito* Torada comarca, e oulros de
tal modo occullos, qne se torna mister proceder cau-
telosamenlc a indasarOes, alini de se tentar cape-
ra-Ios com probabilidadede exilo, oque nlo obstan-
te muitas dilisencias se tem feito sem colher-se re-
sultado. Trato de colher informaces a esc respei-
tu, e activar todas as autoridades policiaes e com-
mandantes de destacamentos volantes, que julguei
convenienle enllocar na povoacjlo de Flores e ter-
mo de Tacaralo, para se dirigirem no encalco de
algum criminoso, de que leriam sciencia, e afora
mesmo acabo de receber do eommandante desle dcs-
i acamen toja parte que por copia remello V. Ex.,
da diligencia por esle tentada, em virlade de or-
den* nimbas milito anteriores, e qoe comprovam
sufticienlemenle o que vendo de dizer. Tenhu-me
dirigido com instancia aos delegados dos termos cir-
rumvi/inlios, onde me consta existir qualquer de-
linquenle, ou onde possam procarar refugio, quan-
do perseguidos, afim de me auxiliar no desempenho
da commisso de que me ncbo encarregado, pres-
tando-me igualmente sempre que isso for necessa-
;rio. Nlo nlisiaule porcm ter bavido decrescimenlo
no numero das diligencias, com ludo lem-se sem-
pre levado a elleilo algumas. e nlo de pouce im-
portancia, como consta dos officio* que dirig V.
Ex. em dala* de 1 e 16 de abril, e 8 de malo; e ao
Sr. ebefe de polica cjn 31 de marco. 16 e 30 de
abril, 8 e 13 de maio, 1, 7 c20 de junho ullimo.
Do inappa incluso ver V. Exc. que diligencias se
blo effectuado desde novembro do anuo p. p., ea
vista delle parece-mc que da parte de quem assim
procede, nlo pode liaver suspeila fie arrefecimento
de zelo, bem roinij das mais autoridades policiaes,
e uliriaes do meu commando, que concorreram para
csse resultado. Precc-me que nao lem deixado de
"Contribuir para o decrescimenlo deque Iralo, a di-
niuuirlo ilos crimes c 'mu V. E^c. deve caviar in-
eirado nao i pelas.7niuhas pnrllripaces, como
pelas runimunic.ices nansaesda promoloria publira,
- que deve igualmente ler tratado de ludo quanto
hci dito e que em virtnde da ordem de V. Exc. em
seu oflicio de 26 de oulubrn do anno passado, apres-
so-me a levar ao seu conhecinienlo, e das quaes se
vera que. s dons assassinatos liver.im lugar nos
termos de minhi jurisdieco desde que passei a ex-
ercer asfunecoes domen cargo, sendo um praticado
na pessoa de Francisco Gomes, na Serra-Ne-
gra, e ou'.ro no Riacho do Cupite, dislriclo de
Flores, na pessoa de um escravo, por um seu par-
cern, que haveudo sido preso logo depoi* por um ci-
dadlo, fura fraudulentamente comprado por pessoa*
que appareceram nessa occaslo, quando j se linda
mandado chamar o inspector respectivo, afim de en--
Irega-lo a auloridade competente; mas para evitar
qne semellianlc facinora se evadiste a accao da
lei, incuntincnle officiei ao delegado de tiarauhuns,
para oudeo conduziram, solicitando sua captura, c
ao Sr. chefe de polica, pedindo-lbe providencias no
sentido de ser garantida a punirn desse alleiitado,
no caso de ser d'alli remelldo para a provincia
da* Alagoas. para onde consla-nie o pretenden) fa-
zer. Terminando a resposta.que me cumpra dar a
fallada circular de V. Exc. posso aasegurar que ja-
mis arrefecimento de zelo da minha parle dar lu-
gar a que V. Exc. possa suppor que nao lenho com-
pletamente correspondido a sua honrosa expecta-
cao.para o que lenho conscencia de nlo haver pou-
pado estorbo*.
Dos guarde a V. Exc. Delegaca de villa Bella e
Tacarali, 7 de jnlho de 1854.Illm. e Exm. Sr.
conselbciro Jos Berilo da Cunha e Figueiredn, pre-
sdeme desta provincia.Jnit) \cfinmnrewi da Sil-
va Portella, delegado e eommandante do destaca-
mento.
N. II. Todos os commandanles dos destacamentos
lem respondido pouco maisou menos no mesmo sen-
tido. L
^V
INTERIOR.
RIO DE JAN2IRO,
CAARA DOS SRS. DEPUTADOS.
DISCURSO PRONUNCIADO PELO SR. MINIS-
TRO DA JUSTICA, .NA SESSAO DE 13 DE
JULHO, NA CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Reforma judiciaria.
Continua a primeira dscusso do projeclo que al-
lera algumas dispnsicOe* ilo processo criminal.
O Sr. Sabuco, ministro da justica (Movimenlo de
altenr-iio) : Sr. presidente, causon-me sorpreza o
pronunciamcnlo manifestado por alguns nobres de-
putados da maiora contra este projeclo anda em pri-
meira discusslo [Apoiadot)
Urna I'o: :Apniado be de sorprender. ,
O Sr. Ministro da Justira: Sabe a cmara que
a primeira discusslo versa sobre a ulildade de um
projeclo. e impuanV um projeclo em primeira dis-
cusslo he rejeila-lo in limine. (Apoiados.) He nci-
plicavelesse pronunciamenlo smente sobre tres ideas
do projeclo, a concluslo alias be contra elle todo,
mas as ideas que foram impugnadas nlo tem coune-
xo com as unirs que no projeclo se conlm, e po-
den) cahir sem que o projeclo deva cahir.
F'oi sempre una presumpeo a ulildade dos pro-
jectosaprc*enladus pelo goveroo; e nlo he s urna
presumpeo, urna deferencia, he tambem nm eslylo
constilucional, porque i consllluijio dispensa da pri-
meira discusslo a* proposla* do governo, nlo por ou-
tra razio, senlo porque presume a ulildade dolas,
visto como ogoverno esta testa e no centro das re-
tornes ofliciaes, e lem a experiencia e pralirados ne-
gocios. (Apoiados.)
Concebo que aquelles que caminham em diverso
sentido, que aquelles que estn na opposiclo possam
fazer laboa rasa, aniquilar completamente as ideas
apresenlada* pelo governo ; mas amigos do governo
nlo podem ler esle proceder sem nma manifesla aber-
rarlo ; os amigos do governo nlo podem pretender
aniquilar, deslroir, ma* smenle modificar ; a dea
conlraga *eria associada oa approximada da anar-
chia, nlo poderia o governo realsar qualquer pensa-
mento se fra licito aos amigos e iuimigos, cada nm
por sen modo, e todos com o mesmo enearnicaincnln
en n i ha l o.In e suer rea-I n. (Apoiados; muilo bem.) Nlo
seria possivel urna maiora desde que cada um qui-
zesse fazer prevalecer sua opnlo individual contra
a opinilo do governo, contra os inlcresses collectivos.
(.pocufoji.)
O Sr. Sebias :Nlo apoiado.
O Sr. Taques :E cada um exagerando por seu
lado,
O Sr. Magalhaes e Castro :Sera urna auareba
parlamentar.
O Sr. Aprigio : Efito vem de detrs esla a-
narebia.
O Sr. Presidente :Alinelo !
O Sr. Miniftro da Justica : Di*se-se, senbnres,
que a reforma nao be ministerial; mas esla reforma
foi aiiniinciada no discurso da corea, fez parle de
um tpico dislincto du voto de graras ; nlo se pode
por consequencia dizer que a reforma nao he minis-
terial, sendo apresenlada por um ministro, e tendo
todos estes precedentes de que vos fallei. Seria urna
mei aphv -ira nini in subtil separar o ministro do de-
puladu, para que elle hoovesie de apresenlar aqui
um projeeto que nlo fos-e um pensamento ministe-
rial. Mas vede bem, senhores, quando digo que esla
reforma he ministerial nao excluo a modificarlo
dola, nao sustento lodos os seus pontos e virgulas.
A forma porque .esle projeclo foi apresenlado moslrn
a dispasicao que tem o governo de aproveilar as la-
zos da discusslo. (.Ipoiados.)
Mas, uisseo nobre deputado pela provincia do Rio
de Janeiro, que foi o primeiro a impognar o projec-
lo, esta idea nlo pode ser ministerial, porque ella
versa sobre a urganisaclo judiciaria. Mas, senhores,
o governo smenle deve representar e promover os
inleres'cs momentneos, os inleresse da occasilo ?
Ogoverno nlo lem tambem por sua misso promover
os interesses permanentes da socicdade "? (Apoiados.)
A organisaoo judiciaria pude ser indiflerenle para o
governo ? Pode o governo sor eslranho justica. que
he a primeira necessiilade dos povos1!
E se o governo deve representare promover os in-
teresses permanentes da sociedade, como elle o pode
fazer se as maiorias silo smenle para as queslcs po-
lticas e do in menlo Se p,*dem os amigos nesles
casos graves ser iuimigos? fMUitos apoiado*.
Senhores, eu presenta q,i. ele projeclo havia de
encontrar algumas adversidades ; una dullas he que
a materia de que se trata be familiar a umitas mrm-
bros desta casa que lem a profisslo de legislas, he o
tot capita quot tenlentia ( apoiados); ma* con lava
en com um remedio para esla adversulade, era o vin-
culo que prende ao governo os amigos do governo,
he que cada um, por boa que seja a sua opinio, de-
ve fazer o sacrificio della aos interesses collectivos,
dos quaes parece que o governo he o melhor inter-
prete pela razio j dita de se adiar testa da admi-
nistrarlo, ler a pralica dos negocios. [Apoiados.)
Nlo posso por consequencia aceitar a interpreta-
cao do nobre depulado pelo Rio de Janeiro, a quem
parecen indiflerenle a derrota do ministerio em urna
materia lio grave. E redmente se o nobre depu-
tado, quando orou nesla casa, nio tivesse comcrado
por considerar a reforma nao ministerial, dando as-
sim azo a que ella podesse ser destruida, cu nao fa-
ria na tribuna hoje esla declararlo...
O Sr. Sayiio //bato Jnior : Elle o que disse
foi a que a reforma judiciaria nlo he qucslio pol-
tica. i>
O Sr. Ministro da Justica: Nlo e deve em
prehender urna reforma, disse o nobre depulado,
sem que seja bem justificada a sua necessidade. Con-
cordo nislo, ja em lempos muito remotos lilpiano
dizia in nocii rebus utllitas debe! este ecidens
Mas esla nlo he a queslio, a quesllo he se a refor-
ma he necessaria.
O nobre depulado ante* de tratar da necessidade
da reforma quiz inspirar-nos como urna relicilo a
conservarn da lei de 3 de dezembro de 1811 com
lodos os seus pontos e virgulas ; he esla lei pira o
nobre deputado o noli me tangen:..
I'maeoz :(Juaudo ja o proprio Sr.Vanconcellos,
c mesmo o Sr. Eusehio, prnpozernm a sua reforma.
[Cruzam-se dicersos apartes.)
O Sr. Ferraz : Deixem oSr. ministro fallar.
O Sr. Presidente : Alinelo!
OSr. Ministro da Justica:Stahores, ea con-
sagro esla religiao, levada mesmo al ao fanatismo,
em favor das leis conslilucionaes [apoiados) ; a pru-
dencia manda tolerar e supportar os defeilo* dellas
por causa dasconliscncias e perigos que sao inheren-
tes s reforma* polticas ; mas urna reforma do pro-
cesso nlo pude ser levada calcgoria de lei funda-
mental. Nos mesmo* paizesonde he urna religilo sa-
grada a conservarlo das leis funilamenlaes, ah as
!eis |do processo tem sido por militas vezes refor-
madas.
O nobre deputado nos disse quaes foram os turnos
que seguo a le de 3 de dezembro, qual foi a ma-
dure/a com que foi elaborada, fallou-nos do presti-
gio do estadista que a claborou, di*sc-no* que ella
era perfeila, que nada mais havia a fazer. Senho-
res qualquer que seja o respeilo e a vencrago que
consagramos le de 3 de dezembro de 1841, nlo
devemos suppor que ella de lo absoluta, lo per-
<) VMe o Diario o. 174. .
O cacique relirou-se sem dizer mais nada e che-
gou-so a um Inglez que mascava Tumo apoiado na
pavezaila,leudo os odos filos no mar.
O marinheiro de olhos azues apenas ouvio as per-
guulas que llie fa/.ia o cacique respondeu duas ou
Ires vezes com ar inleiramenlc dislrabido : llum !
Sem nenliuma duvida elle coiiiprehendia o intento
doselvagem; mas nlo eslava de humor para fazer
confidencias a um Indio, embnra fosse cacique. Se
essa navegaclo forrada dehaixo de pavilbo cslran-
geiro nlo lic agradava, tambem nlo parecia-lbe
prudente ligar-SC rom um selvagcm, e alm disso
a vollj Europa oflerecia-lhc mais probabilidade de
lomar a ver a patria.-
Repelalo de ambos ns lados, o cacique deseen e
conversou em voz baixa com os companheiro* em
iiinalinsua que nio era entendida por ncnliiim dos
que o rodeavam. A conferencia foi tonga c solem-
ne. De ordinario os Indio*s fallan) para deliberar.
e nessa rircumstancia lodos pireriam oceupados
com urna grande idea. Dcpois dessa grave" conver-
sarlo adormeceram como pacifico* mariiidciros fati-
gados.
No dia sc-guinto os Puelches fizeram seu servijo
com ponluallda le.c lodos a bordo admraram-sc de
v-los lio vivos e lio promplo* pira manobrar.
Indo dar conla ao commaiidanle do elado do na-
vio, o oflicial que lnha-tc encolerisado na vespera
contra o cacique, uo pode deiiar de dizer:
Creio que nossosselvagens eslo domados, com-
intndanle, faz goslo de viMos Iraballiar deje. Oue
prodigioso licito de ulna tova e de una so noite
(isssa Ij nos ferro!
Os Indios pareciam animados de urna energa ex-
traordinaria, semelhanle* a crocodilos que sahem no
vero da lelbargia em que eslivcrain mcrgulhados
duranle o invern. Nao s Irabalhavam na mano-
bra durante o dia; mas de noile ficavain sobre o
convez oceupados em um serviro particular cm que
os ofliciaes nao reparavam. Corlavain com as facas
tongas tiras de cnuro, lorciam-as como cordas c pren-
dan) na exlrcmidade pedacos de ferro e de chumbo.
Em pomos das fizeram uns dozc pares os quaes oc-
cullaram debaito de cabos velhos. Sorprendido
por nlsuns marinbeiros emquanlo cnlregavam-se a
csse trabalhn clandestino, o cacique disse-lhcs sem
perlurhar-se e com voz perfelamente serena:
Slo bagalcllas para vender na Ilespanha!
Lina noile depois que acabaran essas bagalcllas,
foram chamados para o serviro os marinbeiros com
que os Indios eslavam reunidos. A noile promedia
ser muilo sombra, apenas nlgumas estrellas brilha-
vam entre as uiivcns. Impelidlo por um vento fa-
voravel, o navio fazia lioa viagem. Todos os ofliciaes
que-nlo crain do quarto desceran) cmara, e s fi-
cou sobre o convez aquellequegabava-se de ter do-
mado os Indios.
Havia reunlo na ramaia, alguns ofliciaes joga-
vam, onlros conversavam recostados em poltronas.
Anlonina c D. Jos ranlavam um romance que I).
Marida acoiupanhava na guitarra. Ha is vezes a
bordo seroes deliciosos que fazem esquecer o* peri-
gos da vespera e do dia seguinlc. O duelo linha
acabado e toda a asscmbla applaudia a voz de An-
lonina, quando um grito agudo reliuio aebre'o ron-
v*. A mora atorrada lanrou-se nos bracos da lia
repeiindo : Os Indios os ludios Acuda-no* II.
Jos !...
Era com effeiln o grito de guerra do* Puelches,
os quaes ao igual dado pelo cacique teudu-se livra-
feita que possa goveroar todo* os seculos, todas as
gerares. {Apoiados ; muito bem.)
E se esla lei, senhores, he lio perfeila, lio abso-
luta que pode servir para todas as eras, para lorias
as situaces, como he que as vozes que boje se le-
vantan) pelos seus ponto* e vrgulas nlo foram ou-
vida quando em' 1850 foi esla lei reformada'!
(Apoiadot.)
A* leis fundamenlaes podem ser immnlaveis, por-
que ellas conten principios absoluto*, mas as 'leis
ordinarias nlo podem deiiar de ser relativa* as cir-
cunstancias e s pocas de cada paiz ; ora, o lem-
po e a* circuinslaurias varan) lodos os das, una
le que foi feila para urna situarlo nlo pode servir
sempre para nutra superveniente. Ja o grande So-
ln dizia que a primeira qualidade da lei era a sua
qualidade relativa, a sua applicaro aos coslumes e
circumslancias de cada povo. Ora, se a lei deve cs-
sencialmcnle ser relativa para ser boa, como que-
ris que a lei de 3 de dezembro seja urna lei mmu-
tavel'.' como queris que ella governe todas as gc-
rare*, lodo* o* seclo* ? como queris que ella se-
ja o noli me tangen'.'
E, senhores, se essa lei he immulavel, se s^ faz
urna religilo da sua immulabilidade, nao toa eu o
primeiro que rom mo temeraria violo essa mmu-
(abilidailc. (Apoiados.) Esse estadista abalisado,
cuja memoria anda hoje nos be chara, do qual to-
mos saudades, essejistadisla abalisado, cujo presti-
gia o nobre deputado invocoo a favor da immulabi-
lidade da lei de 3 de, dezembro. esse esjadisla que
era cerlamenle um dos patriareba* do paridlo con-
servador, em 1845 apresenlou no senado um pro-
jeclo reformando essa lei cm urna parle em que
tambem o projeclo de que se traa a reforma. (Apoia-
dos.) L'm oulro estadista que deixou tradiroes hon-
rosas no ministerio dos negocios da justica, que he
urna reputarlo importante do partido conservador,
esse esladsta de quem me honro de ser successor,
o Sr. Eusebio de Queroz Coulinho Malloso da C-
mara, apresenlou em 1850 diversas reforma*, como
ja disse, lei de 3 de dezembro do mesmo anno de
1841.
Algn* desse* projectos sao hoje leis do paiz, e
delles um que por circumslancias nlo foi discutido,
que ficou.no archivo, conten urna das ideas capilaes
daquelle que se discute, trausferindo para os juzes
riunicipaes a auloridade que at ao presente over-
eemos delegados c subdelegados dejpronnnciar ejul-
gar. Era enllo eu membro da commisslo de jus-
tija criminal, e trago aqui o parecer da commisslo
para mostrar que esla niinlia opinilo nao he de hoje,
he mais anliga, eu ja a linda em .1850 :
Projeclo apnsenlado pelo senador Bernardo Pe-
reira de l'atconcellos.
Art. 1. Ilerevogada a lei de 3 de dezembro
de 1841 na parle cm que confere a auloridade aos
cliefcs de polica, delegados csiibdelesados para pro-
ferrem senloncas defiuifivas ede pronuncia, salva a
disposrlo do 9.", arl. 4. da citada lei.
ic Projeclo apresenlado pelo Sr. Ensebio de
Qaeiroz.
i A asscmbla geral legislativa resolve :
i< Art. I.o He transferido para os juzes manici-
paes : I.o, a auloridade que al o presento exerrinm
os delegados e subdelegados de provincias; 2., n au-
loridade que exerriam os mesmos delegados e sub-
delegados de decidir definitivamente o processos de
pequeos crimes.
a Arl. 2.o Na* cidades e villas em que residir e
csliver presente o juiz municipal, e duas leguas em
circurofercucia, be igualmente para elle transferida
a auloridade que al o presente exerciam os dele-
gado* e subdelegado* de formar culpa e conceder
(aura.
Rio do Janeiro, 26 de Janeiro de 1850.Euse-
bio de Queiroz Coulinho Maltosa Cmara.
Parecer com a minha assignalura.
A commisso de juslca criminal examinen o
projeclo de lei apresenlado peto Sr. depulado Eu-
sehio de Queiroz Coulinho Malloso Cmara, trans-
ferido para os jni/es inunicinaos a auloridade que
lem o*delegados e subdelegarlos de pronunciaran e
julgarem a final alguns crimes; e parece commisslo
que csse projeclo, cuja ulildade he manifesla e rc-
conhecida por ludas as opinioes polticas do paiz e a-
poiada na experiencia, deve ser impresso com as e-
menda* sesuinles para ser discutido.
Alguns Srs. deputados : Apoiado! muito bem!
O Sr. Ministro da Justica : E, senhores, por
mais perfeila que seja urna lei, anda que ella seja de
naliireze orgnica e permanente, nao pode deiiar
de resentir-sc das ideas coevas, dos interesses e ne-
cessdades da situarlo em que foi feila. Ora, a lei
de 3 de dezembro he o reflexo da sua poca. (Apoi-
ados.) O mesmo nobre deputado no* disse: a Todos
nos sabemos que essa lei nlo signiftcou a reaccio
cqulra as deas subversivas nascidas da revoluclo de
7 de abril, as quaes anieaeavnni o imperio de aniqui-
larlo.
Em verdade eslava enllo o poder radicalmente
combatido e minado por essas ideas subversiva*: a
lei de 3 de dezembro por consequencia foi a neces-
sidade da stuaro; a par das medidas permanen-
tes conlm e nlo podia deivar de conler, oulras
que se referem a-poca em que foi feila. (Apoia-
do.)
E quando, senhores, urna nova poca despunta,
quando estamos em urna nova situarlo, quando
temos passado por urna longa experiencia, nlo ser
por ventura Ilcita a modificarlo dessa lei na par-
le em qne he transitoria, na parle em que he excep-
cional ?
Queris saber ama parle em que essa lei he excep-
cional, em que nio pode deixar de coiisderar-se s-
menle applicavel sua situarlo? He a confuslo ou
acctimulaslo do poder de prender com o poder de
julgar. (Apoiados.) Cortamente, senhores,_ repugna
que em um fpaiz bem organisado a polica esteja
confundida com a juslira. (Apoiados. Muito bem.)
Em lodosos lugares, desde que comeca a acrlo da
justira, cessa i acrlo da policia; mas entre n do dos vestidos que os emharac,avam, sallaran) un
meo do conves em sua nudez sclvagem. No mo-
mento cm (pie o oflicial de serviro drigo-sc a clles,
os on/e Puelches cahram sobre os Hcspanhes
desolando, c matando a lacadas quanlos enron-
Iravani. A* balas voavam de toda* as parles
quebrando as cabecas, c relcndo cm sua fgida os
marinbeiros altouilos. As rorreias delgadas enlaca-
van como serpeles, e dcrrbavam ferindo os h-
meos mai- robustos.
No meio da cquipagem sorpreza e sem defeza
ninguem sabia justamente o que se Ipassava. Feri-
dns de perto e de longe por mos invisiveis os Ues-
paiihes nao sabiam onde achassem armas, c ^m
disso a escurdlo cucobria-lhes aos olhos os rorpos
mi* dos ludios. Durante esse lempo o grilo lgu-
bre contiuiiava a reunir da lo pelos onze pelos que
a raiva do desespero entumeca. A confuslo era
extrema sobre o .convs desse navio onde rebeufa-
va como um raio jma revolta inesperada.
Julgandoser conspirarlo tramada pelos Inslezes e
Porluguezes, o ofliciaes apasaram logo as luzes, e
fortificaran) as portas, ao passo que os ludios apro-
veitando os instantes de perturbncAo malavam sem
piedade e com elamoresde Iriiiinpho lodos w ilespa-
nhes que podan) recoulierer as trovas. Pouco de-
pois havia sobre o convs un* quarenla marinbeiros
desolados, o* oulro- refugiavamse sobre as nudas
subindo, subindo sempre romo a horda que fose dos
denles da raposa.
F.niliiii os selvagen* nao vendo nutras rabeis que
as suas ergneram-se sobre o convs, crssaram de ma-
lar e de mvar : nao realavata mais inmigos ao al-
canse de suas facas. Os feridos e os moribundo*
rbeos de um terror inexprmivel nlo se altreviam
dos podem prender, c ao mesmo lempo julgar.....
(Apoiados.)
O Sr. Magalhaes Castro : E quem prende!
O Sr. Aprigio : Os Ijuizes de dreito tambero
mandam prender. (Bisadas.) ,
O Sr. Ministro da Justira:Senhores, a lei de
3 de dezembro dava torca ao poder, he urna verda-
dade, ma* a lei de 3 dezembro (ornou o poder de-
pendente do antagonismo poltico ; por essa lei o
governo nlo pode ter forra sem que lenlia antago-
nismo poltico. Tirai-lhe. o antagonismo poltico
e elle nlo pode governar, ou ha de ser emharaca-
do na sua marcha, conslilundo um pessoal hetero-
gneo e repugnante. (.Ipoiados.)
Senhores, boje nlo conven) que a forjando poder
seja smenle contra os adversarios polilicos: a neces-
sidade da poca he consolidar o principio da auloridade
em relaco a todas as influencias, a todos os partidos
(milito* apoiados,) em relaco a toda a sociedade,
he preciso que a auloridade adquir o respeilo de
todos, para que possa *er poderosa para com lodos
e contra todos. (Apoiados.) He preciso que os in-
teresses individuaes nlo possam dominar os inlc-
resses collectivos, que os potentados.nlo assober-
bem a auloridade publira (muios apnmdos,) valendo
mais do que ella. He esta a necessidade da situa-
rlo, be esta a organisaclo que o paiz deseja.
O nobre deputodo pelo Ro de Janeiro nos disse
que, para ser b. m conhecida a vantagem da lei de
3 de dezembro, para qoe ella nlo seja alterada, bai-
la attender que a opinilo que a combaten quando
se achava cm opposicao, subindo ao poder, gover-
nou, considerou-a satisfactoria, c disse que nlo
baslava anda a experiencia della para se conbece-
rem seus defeilos. Creio que esle argumento nlo
procede, mas lie contraproducente. Se ha um prin-
cipio eognosecliv para demonstrar qne ama le
carece de reforma, be que ella aggrada a todo* os
partidos quando se acham no poder, e desagrada a
todos quando se acham em oppo-icao.
Dase-nos anda o nobre depulado que esla nlo
era a poca para a reforma, que a ules ao contra-
rio esla poca era propria para fav.ermo* urna bel-
la experiencia da lei de 3 de dezembro, porque o
governo pode hoje chamar o* homens de todas as
opinioes para exercer os cargo* della, Ora, se o
governo ssguisse esle conseldo que o nobre depulado
llie d, elle cerlamenle se precipitara, porque a
cmara sabe que os cargos que a lei de 3 de dezembro
creou slo cargos de confi.inca, e o governo nlo esto
dieposlo a conceder esses cargos de confianza a ad-
versarios polilicos. (Apoiados.) Nlo he possivel
mesmo, como j live occasilo de nular, rulo he pos-
sivel mesmo conceder que a execuro da lei de 3
de dezembro possa ser eflccluada por pessoa* hete-
rogneas, que nlo tcnliam conformidade, que nlo
lendam um pensamento cominum. (Apoiados.)
Eu pens, scnliorcs, que a melhor quadra para a
reforma c urganisaclo be esla em que nos adiamos,
porqqe no* adiamos em calina c podemos aprovei-
lar cconcurso da intelligcncia de lodos os homens,
de lodips os partido*. (Apoiados.) Nao lie cortamen-
te orSelbor lempo para se fazer a le, o lempo tem-
pestuoso, sob a premio 'tos paixOes e interesses do*
partidos, para ser exec.itada durante a calma ; he
melhor fazer a Ici durante acalma para que sirva
durante a lmpeslade, para dominar a tempeslade
quando ella vier. (Mutlos apoiados.)
Senhores, por mais favoraveis que sejam as pre-
sumproea a favor da lei de 3 de dezembro, essas
presumeres, como toda as presamproe*, nao podem
deivar de ceder ao faci, verdade.Vamos bem, diz
o nobre deputado. Vamos bem ? Nlo dir isto o
habitante do interior do* nosso paiz, viveudo lodos
os das em perigo. (Muilos apoiados.) Vamos bem,
scnliorcs'.' Vamos bem nesla Ierra onde cerca de
800 de seus habitantes sao todos os anuos immolados
pelo punhal do assassino ? (SensociZo.)
En disse no met relalorio que o numero deho-
micidios que elle dava nao era exacto, senlo muito
maor ; com efleilu tendo visto o* relalorio* de al-
guns presidentesde provincia, orco esse numero alm
do daplo ; a provincia de Minas, r. g., dava o nu-
mero de 17 homicidios, mas segundo o relalorio do
nobre deputado csse numero de homicidios he de
97, e assim nesla proporrlo slo qoasi lodos.
Eslamo* bem, senhores 1 Entretanto as resisten-
cias se multiplican) contra a auloridade por parte de
amigo* c inimigo*. Estamos bem, e a* absolvieses
sao quasi oa razio de dous trros dos crimes com-
mellidos. (Apoiados.)
Esse quadro sanguinolento, senhores, que nos of-
ferece a estol suca criminal nlo pode ser-nos indi f-
ferente. Ou devei adoptar o remedio que o gover-
no vos propoe, ou sois obrigado* por vosso palriolis-
mo a procurar um mcie satisfactorio em substitui-
rlo desle meios proposlos. Nao vos be possivel cer-
rar os olhos a este quadro melanclico que vos apr-
senlo...
f ma Voz : Excculem-se as leis.
O Sr. Ministro da Juslica : Es o quadro que
no* offerece a nossa eslalistica : Crme commelli-
dos no Irennio de 1848 a 1850, 3,676, e as absolvi-
coes foram 2,275!
O Sr. Sebias: Nao he culpa do jury.
6 m Sr. Deputado: De quem he enllo t he mi
nha ? (Diversos apartes se cruzam.)
O Sr. Presidente : Alinelo !
O Sr. Ministro da Juslica : Quanto aos crimei
do quinquennio de 1848 a 1852 o numero he de
5,988, rjasabsolvres 3,630...
O Sr. Sebias : Mas em 6,000 julgaroentos ape-
nas os j ni/.es de direilo appellaram em 200 e lanos
por iiijuslirn.
O Sr. Ministro da Juslica : Aproveito a occa-
sio para responder ao noble depulado, c igualmen-
te ao nobre depulado pel Ro ib Janeiro que invo-
cou a appellacio ex-officiodos juizc* de direilo como
grande correctivo, como remedio satisfactorio.
Vos sabis que esla appcllaclo smente tem lugar
quando a decislo do jury be contraria evidencia,
he remedio exlraordinario: a oslluirlo do jury
licara (lmpidamente aniquilada desde que o juiz de
a proferir iimaqoeixa. Houve pois um silencio tris-
te ; apenas ouvia-se o susurro do navio corlando as
ondas com a proa, e balnrando-se com grara sobre
o mar como se rcinasse a paz a bordo.
A victoria pertencia aos Puelches ; mas de que
Ibes podia servir '.' Que fariam sobre o convs des-
se navio armado de quarenla pera*ilc arlilharia que
acabavam de lomar por sorpreza '.' Os Indios nao
pensavam nsso, tinham quebrado os grldOes, li-
iidam convertido cm campo de carnificina o convs
dessa prislo flucluanle qne os conduzia para lio
longe de seu paiz, c na qual Ibes impuiiham um
trabadlo antipalhico sua ndole. O ebeiro do sau-
gue os eindiaasava : cstavaui loncos.
Todava nos ovens c no ccslo da gavea haviam
mais iuimigos do que cram precisos .para esmagar
onze Indios exaltados pelo seu Iriumpdo, e iledaiv >
de seu* ps os ofliciaes preparavam-se para a defe-
za. Os Hespanhes que estavam na enmara dos
mariulii'irus no momento do ataque tornaram a si
pouco a pouco do espanto e (os ofliciaes chegando-
sc aorcparlmenlo que os separava delles avcnlu-
ram-sc a interroga-tos.
Meos lili ios. disse o capillo, vosses lem armas?
Que ha sobre o convs'.'
A entrada da nossa cmara esl fechada, e o
convs juucaito do cadveres.
Quebrem o reparlimeiilo ; lornou o comman-
danto, e reunam-se comnosro. Tragan) lauras e
pistolas... Os Porluguezes e o* Inglezes revullaram-
se lodo- "?
Nenhum lornou parle na revolla, e eslo Indos
cm I.iimi. Foi o cacique com os dez selvagen* que
li/ei no ludo.
He possivel! evrbmou D. Jos. Que onze
Indios lem debaivo dos ps o oslado maior do um
direilo inlerpuzesse esta appellaro ordinariamente,
e em lodoso* casos.
O Sr. Ferraz : O obre depulado fallava dos
caso* de homicidio.
O Sr. Ministro da Justica : O qae digo he ap-
plcavel a todos os crimes; digo qoe esta appella-
cao nlo he um meio ordinario.
Os nobres deputados, que alo podem simular esse
estado de eouus violento e anormal, nos dizcm la-
do depende da reforma dos coslumes, appcllemos
para os coslumes.
Senhores,concedo que mnilo podem os coslumes;
mas esla proposiclo como loda* as propo*is6es b-
solatashe errada. (Apoiados.) A cmara sabe queda
intima afinidade, influencia reciproca dos cosa-
me* e da legislarlo : ambos se sjadam reciproca-
mente, os cosame* por ai s, assim como a legisla-
rlo de per si, nada podem fazer. O laissez faite el
laissez passer, que slo eflicazes na vida industrial,
he o caminho para o aniquilamenlo na vida moral.
(Apoiados.)
O Sr. Titira : O vicio est na execuro.
O Sr. Ministro da Justica : O oobre depala-
do diz que o vicio est na execuro, he outra ffo-
pu-icao abiolata.
O Sr. Tilra : Muito principalmente.
O Sr. Gomes Ribeiro : Tambem. pens assim.
O Sr. Ministro da Justica :Concebo qae assxe-
cucio pude muilo ; temos o exemplo da Inglater-
ra que se avanlaja mai* pela boa execurlo do que
pela aaa iegislaco. Ha vicio* qae a execugao nio "
pode sanar ou remediar, e desta ordem lo aquelles
de que tratamos. A Ici de 3 de dezembro tem sido
executada por todo* os partidos...
, l'ma lo: :Mal executada. tyr
0 Sr. Ministro da Justica :E onde achreme*
anjos para melhor execola-la '.'
O Sr. Sebias -.Tambem esta nlo ha de ser exe-
cutada por anjos.
O Sr. Tilra :A execaeilo tem sido am maio
de viuganea, urna espada de dons gome*. -
O Sr. Ministro da Justica :O qae he certo he
que a impuaidade he a principal das causas deate es-
tado de cousas (Apoiados.) Quaes slo a* causas da
impunidade he difiicil enumerar, porque nlo he
urna causa mas um complexo decantas : a priacipal
porm consiste, como j disse, no predominio dos
inleresse* individuae* sobre o* iuteresses conectivo*, -
na prepotencia das pessoas contra a auloridade. (Mui-
los apoiados.)
O Sr. Figueira de Mello :He o patronato.
u Sr. Ministro da Juslica:He finalmente na
influencia dos potentados que fazem proselylismo
cusa da justira e da auloridade. (Muilos apoiados.)
O Sr. Gomes Ribeiro :Isso he verdade ; ma*
quem tem creado esses potentados 1
O Sr. Tilra :A falla de moralisarlo.
O Sr. Ministro da Justica : A forra que elles
lem no paiz proven) lambem da legislaco. [Muilos
apoiados.)
O Sr. Aprigio :Slo muila* circumslancias que
os fazemriqueza, posro, familia, ele.
O Sr. Ministro da Justica :Nlo fallo das influ-
encias legtimas, fallo da* inflocncias anli-soeiaes
que se fazem valer pelo proselylismo, que conquis-
tan) a cusa da pcrverslo do jury, da perverslo da
auloridade.
O Sr. Gomes Ribeiro :Urna du causa* he a de-
pendencia em quo eslo as autoridades por causa de
votos.
O Sr. Ministro da Justica :Tres slo as ideas so-
bre que tem versado principalmente a discusslr ,^v
deesas tres ideas tratare! nesta 1.* discusslo, fichado
para 2. discusslo alguns oulros pontos de urra or-
dem secundaria :J.^_oiuceairaco do jfy ; 2.,
restricrioTJujry qaaoto aos crimes afianravei;3,
separarlo de policia e 'juslira.
Eu j vos disse, senhores, que am des instrumen-
tos com que o* potentados faziam prosel^ismo con-
tra a juslira e contra a auloridade era o jury. Cerla-
menle que a concentrarlo do jury he um remedio
nesle sentido muito poderoso.
Convmsalvaro jury, e para salva-lo importa con-
centra-Io no* lugares mai* populoso* onde ha con-
currencia e o contraste de diverso* interesses e in-
fluencias, onde a opinilo se faz sentir mais, onde os
jurados lem mais garanta liberdade. Para salvar
o jury be necessaro retira-lodo* logarejo* aonde el-
le pode ser senlo a expreslo da vinganra e do pairo-
nato, o instrumento dessa* influencias aoti-*ociaes,
aonde os jurado* por seu pequeo numero slo juizes
eertos.
O.Sr. Figueira de Mello :He exaclissimo.
O Sr. Ministro da Justica:Senhores, sou o pri-
meiro ministro da juslira que reconhece a inconve-
niencia do jary nesses pequeos povnados? F'ai o
primeiro que indicoa a idea da centralisaclo do jary
as calieras de comarca? Cerlamenle que nlo. Um
dos meu* antecessores, o Sr. Eusebio de Queiroz
Mallo* Cmara, de cojo nome j live occasilo de fal-
lar, assim se exprimi a este respeilo.
a Estas rcstrces nlo importan) menoscabo ao ja-
ry, que alias lica julsando Sos crimes mais graves e
importantes em retarlo ao poder; hi iropossibilida-
de pralica em que esses crimes por numerosos e pe-
la razio do pequeo numero de aessoes judiciaria*, e
breve durarlo della*, sejam julgados pelo jun ;
consequencia he qne,' infinitamente indecisos, ellos
se podem considerar impunes, oa lio tarda a puni-
rlo que nlo produz o efleito moral que deve produ-
zir, sobrcleva: 1., que os reos com a nova disposirlo
serlo loso julgados, e nlo (icario presos, quando nao
podem prestar fianra, por lempo maior que o da pe-
na, como soe acontecer; 2. que os jurados nlo se-
rlo iucommodado* e obligados a fazer o sacrificio da
abandonar seus negocios e oceupaee* por amor de
processos lio pouco importantes.
Por consequencia, senhores, a idea nlo he urna
singularidade, nlo he urna novidade apresenlada pe-
lo ministro actual; he idea de urna pessoa .a quem o
nobre deputado muito respeila.
O Sr. Aprigio: Todos nos. (Muitos apoiados.)
O Sr. Ministro da Juslica: Estou me referrodo
-4
navio de S. Magcstade Subamos ao convs, se-
nhores !
O ofliciaes lancaram-sc sobre a escada, armados
de pistolas, c com a espada na uo.
Subamos, subamos, senhores disse cm voz
baila o eommandante, nlo demos aos Inslezes lem-
po de aproveilar esse ataque repentino !
No momento em que os ofliciaes seguidos de urna
Iropa de marinbeiros appareciam sodre o convs, os
Indios espantados de sua victoria corrain procuran-
do por toda a parle espadas; pois as facas de mari-
nbeiros nlo cram sufllcicnles para o combate que se
preparava. Elles abran) as caixas de arma* culto-
cada* na popa do navio ; mas as espadas eslavam no
fundo dessas caixas dehaixo de um monllo de mos-
quetes e bacamarles. Os Indios reseilavam com de-
sespero essas armes lemiveis. cujo uso hznoravam, e
qne nao tocavnm tem receto. A' visla do* ofliciaes
que appareciam no alto da escada todos recuavam i
evc-'pco dt cacique, o qual proenrava distinguir
as Ircvas um inimigo digno de sen* gplpes, lalvez
I). Jos. Adianlava-sc pois inclinando-sc sem ru-
mor promplo. para sallar sobre sua preza, quando
urna descarga de malla pistolas eslrondou repenli-
namenle, eos Hcspanhes desembocaran) era inassa
sobre o convs.
L'm profundo silencio succedeu a esta descarga, e
depois ouvio-se o rumor surdo de muilos corpos pe-
sados que allavam no mar. O cacique ferido no
peilo linha cabido aos ps de I). Jos e os oulros dez
Puelches Icndo-n visto'caliir. lindam-se laucado por
cima da borda para precipitaran se noabvsmo, onde
a morle o* aguardava.
Assim urna s bala que acertara, pnzera fim a
r-ssa rebelllo que cnslara a vida a W lle*panhes,
ofliciaes e mariuheiros. Assim perecea trezenlas le-
guas distante da America, esse punhado de selvagens
commandado por om chefe enrgico. I ario de bu-
inildacoes e de loflrmenlos, o indmito cacique leve
ao menos a consolacao de expirar antes de ter podi-
do duvdar de seu Iriumpdo.
Algumas semanas depois o Asia ebegou a llespi-
dha e fundeou no porto da (aluda. I). Antonia e
sua tia Marida parliram por Ierra para Granada es-
colladas por 1). Jos, de cuja protecrao nlo podiam
mais dispensar-se. Pouco lempo decorreu antes que
o joven oflicial retido alguns das em Sevilha por ne-
gocios de familia, fosse a (ranada reunir-se com a-
quella que era sua noiva desde o eneonlro dos Pu-
elches no pampa.
O casamento de Anlonina nlo deixou de causar
algum despeilo viuva, a qual tinha-se lisongeado de
ler inspirado ao joven e valeroso capillo urna lerna
afleirlo. D. Martha goslava de conversar com elle
sobre o famoso dia em que perder o lequeemcam-
po raso. A felicidade da sobrnha suggero-lhe a
idea de tentar tambera o casamento. Um anliso
mililar de barbas quasi brancas, e espada comprida
nao tardou a gandar loda a sua confian;!, e ella
uni em lira sua sorle i delle.
D. Marlha nio feliciiou.se sempre pelo esposo
que escolbera ; mas leve o juizo de nlo coular a
ninguem suas penas, e quando passava pela alameda
apoiada no brar,o do marido, o que assemelhava-se
bastante ao matamoro da comedia hespanhola, llon-
gava a pona do p, mperlgava-sc c agilava o leque
com lana dignidade que todos dizam :
Vejam como aquella senhora lem ar nobre I
Quem dira que passou 15 aunos as America '.'...


o
ao iiuiire ilcputao, porque fui elle que eonibatau a
idea, e a olio de que respondo.
Os nobre* deputados iralaram ilus inconvenientes
que esta medida aprsenla na pralica. Certamente
sou o primeiro a reeonherer que alguns inconveni-
entes pralicos podem occorrcr;ma< qual lie a nslilo-
cAo que n.To tem inconvenientes? A sornma dos in-
conveuicnlcs e das vantagens be que deve decidir o
legislador. O* obres deputados olham -rnenle al-
guns obstculos materiaes, esquercm a -cric de eoo-
siderardes moraes que principalmente juslifieain a
medida.
He dillicil-a reunan do j urj' m urna cabera do
romarca; lie mais fcil nos lermoa: po.s bem; Ira-
la-se por venlura de una reunio para banquete, pa-
ra festim'; Nao cerlamenle; Iraia-sc de urna reuniAo
que li'in por lim decidir da vida,lioura. fortuna e li-
^-beniart dos cidadAos; se a reunan nos termos nao
presta para o fim a quo lio destinada, nao'o.prct'ii-
clie, mas. prcjudca,qoe importa que ella seja mais
fcil? { Miii/ui apoiados.)
I'ortaito, peco aos nobres depulado!, que nilo se
alenham smenle a essas dilliculdades maleriaes; que
olliem smenle para o lim que o projeclo tem eui
vista.
Se est demonstrado que o jury n,to pode preen-
clier sua missao nos lunarejos, mide nA > pode ser se
nAo a expressAe da v inganca e do patronato, nAo po-
demos dcixar do procurar* um meio substitutivo.
Seria mclbor que nio liuvesse justica ilo que liav-
* sendo a cxpressAo da vioganca e do patronato.
(Apoiados. Muito bem!)
Disse o obre deputado pelo Kio de lanciro: a A
existencia do jury nos pequeuos povoados be um
mein civilisadorv* '
Senhores, se como j dissc, o jury nesses pequeos
povoados he um instrumento de impunidade, elle
nao pode ser um meio de civilisacao, mas de barba-
rismo. {Apoiados.
Se a impunidade acocoea os crimes e se o jury lie
instrumento da impunidade, he de certu um pessimo
meio de civilisaeAo. Entretanto, convenbo era que
be uro meio cvilisador a presenca da auloridadc
nesses lugares.
l'mavo::O jury nio be aulorida le'.'
O Si: Ministro da Justira : Niio o tcnbo co-
mo tal.
a Mas esta medida vai atacar a posse em que cs-
l.in os termos de terem jury, vai encontrar suscepti-
bilidad**, vai encontrar rivalid; des. >
Senhores, nAo dissimulo que podem haver alguns
desgostos de se retirar o jury de certos termos; mas,
tendo mis de legislara respeilo dos inleresscs conec-
tivos da sociedade, por venlura devemos importar-
nos com os pequeos desgostos que urna medida pe-
der causar neste ou em outro ponto '!
E nAo est iiiesmo averiguado que esse desgoslo
sera tanto como ao uobre depuladu parece. Nesses
termos o que se deseja be a jurisdice,Ao civil, nio he
o jury, porque as funeces de jurado sao antes urna
alcavala. (Ipoiados.)
/__ Urna vas : Empenliam-se para nao seren qua-
,/
lificados,
O Sr. Ministro da Justira : O uobre deputado
dissc que a difliruldade comec,sv por haverem ter-
mos equipolentes, e nao ser possivel escolher com
juslira um delles para caliera le comarca. Senho-
res. pode haver essa difliculdade em ,mucos lugares;
m," o complemento desta lei nAo pode deixar de ser
urna mellior divisAo dt comarcas. (Apoiados.)
E casa equipolencia dos termos DAo he cousa tao
fcil de dar-so como se aligurou ao nobre deputado.
Se alguns pela populacho sAo equipolentes, ha ou-
tras raines que tambem devem dele minar a desig-
nacAo, cobio a situaco c oulras-condijes.
O argumento do uobre deputado de Sergipe, de
que esta medida tende a tornar os jui7.es certos, nAo
o compiehenoi. Que '. sSo juizes mais inccrlos os
de lugarejos onde se quilifica apenas 50 ou 60 jura-
dos, c so certos. os das cabera* de comarcas, onde
ha mainr popularAo, maior uumero de jurados, aon-
de devem concorrer os jurados da romarca ?! Em
ullima analyse, quando mesmi acn roa que em al-
gunias comarcas em razAo da loogilndc ou de oulras
dilliculdades o jury seja eoiisliiuii o. e fum-cionc
com os jurados da rabera" de comarca, somcnle ha
graudc vantagem nisto, esses jurados sAo mais incer-
tos porque sao mais numerosus, sao mais indepen-
demes porque leni mais garanta c roaideaa no lugar
aoudc eslo a auloridadc, a forca publica, etc.
Tamliem so aprsenla a diflicublade nasfida de
ircm as tastemunhas cabera de comarca asistir s
Manten do jurv. Nesta casa ha muilos Srs. juizes de
lireit" ; el les que allcslem se as teslcrauubas coni-
pareccm s sossoes lo jurv. Mesmo as capilaes nao
compareccm, quanto mais no interior do [m/.
(Ipoiados.) \
Ncm lia necessidade iHsso, porque quando o jury
entender que o depoimento de urna lestcmunha ca-
rece H|" roclificacao, o julgamenlo pode ficar adiado,
c ella constrangida efTeclivaniente.
Mas ii.i generalidade dos casos, apezar de eslarem
presentes. as rcslcmunnVs','0 Jlfrt^jcis^inde sempre
de nova inquirirlo, e posso aflirmar que a diflicul-
dade do c'omparecimento das testemunhas be quasi
insupperav^
O Sr. Siqueira Qutiroz : O projeclo augmen-
ta essas dilliculdades.
O Sr. Ministro da Justira : Mas disse o nobre
deputado pelo Rio de Janeiro : u lie um principio
que o \ i/.iubo deve ser julgado pelo sen vizinho.
Oque enlende o nobre depulado por vizinho 1 Nao
be certamente o morador da ra, porque o armen-
lo provaria de mais, provaria quedevia haver um
jury em cada ra. O nobre depulado enlende pois
|h.i vizinho aquelle que habita o mesmo termo ?
Sim, porque lie esta a circumscnpriio territorial,
passaudu o projectoser vizinho o que habita a mes-
ma comarca.
O que a lei c principios da sciencia qaerem he
que o ctdadAo seja julgado por sen; pares, o projec-
lo nada innova a este respeito : a deve a juslic,a es-
lar i porta do cidadAo : sim, quandu he possi>el,
e quero antes a justira distante da porta do cidadAo
quando lie m do queperlo della.
O Se. Comes Ribtiro: Justina na porta he
urna historia da Inglaterra.
O Sr. Miniflro da Justina : Seahores, cum-
prc que a cmara lenha em vista que as diOlculda-
des que os nobres deputados tanto tem exagerado
seriam serias e rouito graves sol o rgimen actual
julgaiido o jury lodos esses pequeos crimes quelite
competa ulgar ; sob a nova organisa^Ao, instituida
pelo projeclo, essas dilliculdades nAo sao considera-
veis, |Kirqiic sao em muilo menor numero os crimes
que o jury jolga, sAo smente os inafiancaveis e po-
lticos, e em ahumas comarcas poder acontecer
que niuitas vezes uAo Itaja necessidade da reunio
do jury.
i.inmo a re.-lrirco do jurj, os nobres deputados
tem considerado o projeclo tomo anti-constilucional.
He o jury, dizem clles, urna creacAo da ronstiluicAo
por r msequencia he inconstitucional restringir suas
liiucrofs, limita- las a menos cases do que aquelles
que boje lbe competena 1
Admiro estes lugares communs, este bordAo que
serve para todos !
Senhores, em 18J0 era esse o argumento que a
opposicAoradical apresentava contra o projeclo que
re-lringia n fiiuceoes do jury ; e cnlao como res-
pondemos nos, eu e o nobie deputado e oulros que
suslcnlamos esse projeclo ? Respondemos que a
constituido eslabelece o jury nos casos e peta forma
que a lei determina. (Apoiadot.) Ora, esse argu-
mento com que enlAo en combata a opposi^Ao radi-
cal, he o mesmo com que combalo boje ao nobre de-
putado que o comhalcu e hoje delle se serve.
E, senhores, a reforma de 18.50 fudava-so na in-
c.iparidadc do jury para julgar os crimes espe-
ciat* de que ella traa, e cnlao nAo acudiram a fa-
vor do jury as vozes qua hoje se levantan), enlAo
niiijuem viodicou de menoscabo essa insliluirAo
i|ue he hoje bella. ..Ipoiados.) Por bem dos jura
ilos, para nAo sciem iiicommodados e distrahidus de
sua industria c empregos, por bem dos reos, reslrin-
gem-aeas l'uncaesdo jury quanlo aos crimes mais
leves, e hoje se diz que isto be menoscabo, que he
dewc : nao, senhores, nAo, nAo he menos cabo, nilo
be di;zar, porque licam cimpetindo ao jury os cri-
uies mais graves, os crines polticos. lApo'ados).
I Uzes NAo ha conlridicrAo alguma.
O Sr. .Ministro daJusica : Portanlo os argu-
mentos bascados na exeellenaia do jury, que eu nao
cuntesto, na necessidade e vantagens desta institui-
r.'io, quf eu lamben! de>ejo, nao tem procedencia
alguma.
Eisas razes que aprcienlei ro rclatorio para sus-
tentar esta idea :
ii A razo e a experiencia mnslnim que elle (ju-
rj nao pile medrar quando applicado a |iequeuo
(NiMiados, oude os jurados deixam de ser juizes li-
edlos, onde lodos sao prenles, amigos ou inimigos,
inlluenles nu dcpeudcnlcs.
liifi-li/mcnlc a lei creou jury em lodos ns ter-
mos em que se apuraren) 50 jurados, c entretanto
cada eonselho deve rompor-se de 48 O vicio de
urna tal disposirAo bu evidente, he necessario refor-
ma-la.
A idea deeslabeleccr o-jury por comarcas lem
incontestaveis vAnlagcns, mas exigiria quo se excep-
lutsscm algumas provincias, como Matto-Grosso,
Un) az, Amazuuas, Piauhy, e mesmo algumai co-
marcas de oulras provincias, como Chapada no Ma-
ranbAo, Boa-Vista em Pernambuco, etc., onde a
esrassez de popularn o as distancias tornariam im-
possivel reuniAn de um s Disse o nobre deputado pelo Rio de Janeiro que
era impossivelaos juizes de direito fazer o processo
dos crimen afian^avcis, que nao linbam tempo. Os
processos.senliores, devem ser feitos pelos juizes mu-
nicipaes, c julgados pelas juizes de direilo, se a re-
il.irc.lo do projeclo dcixa duvida, em segunda dis-
cussAo pode ser emendada.
Mas, mesmo. quando coubesse aos juizes de direilo
o processo desses crimea, ainda assim nAo ae poda
dizer que elles nao tem lempo para isjo, porque fi-
cim dispensados de urna fuuccAo que Ibes consom
bastante lempo, qual a do sahircm para lodos os
termos, alim de assislirem s sesses do jury.
l'ma ro; : E as correirocs ?
OSr. Ministro da Justira : Perganlo, o que
fazcm mais os juizes de direito.
O Sr. Dutra Rocha : Apoiado, tem lempo pa-
ra isso.
O Sr. Ministro da Justira : El'es tem lempo
para isso e anda Ibes sobeja tempo ( Apoiados ).
O nobre depulado pelo Rio de Janeiro nos disse
tamliem que a protecr,Ao do jury he mais necessra
ao cidadao nos crimes aliianraveis do que nos inafi-
ancaveis, porque be nesses crimes que podcrAo ser
clles mais fcilmente implicado'.
Senhores, a experiencia nio-lea o contrario ; qua-
si semprc aquelles que perseguem nao invenlam,
nAo impulam crimes aanravcis senAo os inafian-
csavcis, porque he nestes que cabe a prisAo anlej da
culpa formada e por indicios; a protccrAo sempre foi
mais necessra nos crimes mais graves.
Tambem Ao pude perceber o argumento do no-
bre deputado pela provincia de Sergipe, de que he
mais fcil ao jury a aprecar/io dos crimes alianca-
veis, do que a dos inalianraveis
As provas sao asmesmasde uus e de oulros crimes,
a apreciara.i dos inalianraveis be mais dilliril por sua
gravidade e circumstaRCas;a conclusAo ser que os
crimes mais graves nAo devem ser julgados pelo ju-
ry, porem os mais leves t
Senhores, no correr do meu discurso j live occa-
sjAo de jii-tilirar a disposirAo do projeclo que separa
a polica da justira. Em lodos os paizes culto- i po-
lica he separada da justira ; quando comer a accAo
da justica cessa a accAo dapolicia.
Ja tive occasiSo de provar que essa medida era o
desidertum de todas as opinies polticas do paiz.
Sob domiuacSo do partido que se acha hoje em op-
posirAo iluas propostas foram ofTerecidas pelo minis-
lerib conlendo esta separaiAo.
O profundo estadista u Sr. Rernardo Pereira de
Vasconcellos, o meu digno antecessor o Sr. Euzebio
de Queiroz Coutoho, aquelle em 1815, e esle em
1850 oflereceram projecloi no mesmo sentido : he
inconleslavel a necessidade dessa providencia.
Agora tratarei de responder ahumas proposircs
do nobre deputado pela Rabia que por diversas ra-
zdes se oppoz ao projecto.
O nobre depulado pedio que o governo explicasse
oque era a conciliario, visto como a coiicliac_Ao
era a inscripro principal do programma do go-
verno.
Senhores, eu remello o nobre deputado para os
discursos proferidos no senado e nesta casa pelo no-
bre presidente do eonselho, e para aquelle que nesla
rasa tamliem profer.
Rcpclirei em resumo o que entao disse : a conci-
liaro nAo consiste na corruprAo quando pudesse
ser elevada calbegoria do syslema, s poda ser a-
doplada por um governo imbcil, porque esse meio
multiplica os adversarios ( Apoiados. ) Tambem nao
qner dizer a substituirAo de um circulo por ou-
tro, porque o que quer o governo nAo be a inver-
saVo, mas Iransforma^ao, nao be substituir mas alar-
gar.
Dissc lamben) que nAo poda ser a fi-lo dos par-
Iklos.porquc bcimpossivel o inia-lam.de principios
opposlos. Disse eml'un quo a conriliarAo consista
na combinaran do principio conservador com o pro-
gresso rellecljdn e justificado pela experiencia, o
principio conservador como base, o progresso como
accessorio.
Crcio, senhores, que o projecto satisfaz a esta com-
binadlo, porque ao passo que consolida o principio
conservador, faz urna cuncessAo a respeilo de urna
medida que a opposir,Ao reclama ha muito tempo,
que a experiencia justifica (apoiados), he a separa-
rlo da polica e da justica.
O nobre depulado considerou o projeclo como re-
actor : mas vamos a ver os pontos em que consiste
a rraccao. Disse elle que restringa o jury ; mas eu
j ohservei que a reslriccao nao he em menoscabo
dessa inslluicAo, porque os crimes mais graves e os
polticos licam rompeliudo ao jury.
O nobre deputado considera tambem como reac-
co a atlribuicAo conferida ao governo de designar
as caleras de comarca : esta fuoccAo, esta designa-
cao be de natureza administrativa. ( Apoiados. ) De-
pende de averiguarles de circunstancias que exigem
tempo e maduro exame. ( Apoiados. )
Disse o nobre deputado que o projecto tambem
atai ava a liberdadede imprensa, e a razAo he por-
que consigna a disposirAo, que alias be a mesma que
buje existe ; todava as calumnias e injuria* por meio
da imprcnsaiiAo sa consideran) crimes polticos. Se-
nhores, eu creio que so se pode considerar como a-
buso de lberdade de imprensa a eipresso de urna
opiniAo, a causa da um damuo publico ; mas a causa
de um damuo particular nAo se pode considerar co-
mo abuso do lberdade de imprensa.
Que razAo ha para fazer differenca entre os dai-
nos causados pela palavra e os dainos causados por
oulra qualqucr acrao '.' Nao eslo no mesmo caso
urna bofetada ou urna inj'oria ? A dilfereura ha alo
instrumento. ( Apoiados.) Sempre foi esta a don-
trina ; us Romanos roslumavam a dizer : Malefacit
qui maledicit.
Scuhores, creio que tenho dito quanlo basta para
que este projeclo passe >. dscussAo. ( Apoiados.'
Enleudo que o estado anormal, violento em que se
acha o paiz em relaro seguranza individual pre-
cisa um remedio ,' apoiados ) ; se aquelle que o go-
verno aprsenla nao satisfaz, a cmara o substituir
por outro ralis satisfactorio. (.Wik'os apoiados; mui-
to bem. )
Delesacia de Uarauhuns 5 dejulho de 1854.__
Carlos de Moraes Camisao, capitn c delegado.
KEPARTICAO DA POLICA'
Parte do dia 1 de agosto.
Illm. e Eim. Sr.Participo a V. Exc. que, das
partes boje recebidas nesla repartirlo, cousla terem
sido presos: a ordein do subdelegado'da freguezia de
S. Antonio, l-'raneisro Jos Coelho, sem declararan
do molivo ; orden) do subdelegado da freguezia 'da
Boa-Vista, Ignacio Alves da Silva Maraes, c Esle-
vAo Carneiro dos Santos, osle por sospelo o aquelle
por ter espaueado a um menor; e ordein do sub-
delegado da freguezia de Muribca, Luciano Duarte
Riheiro, para averiguarocs policiaes.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 1" de agolo de 1834.Ilhn.e Exm. Sr.
consollieini Jos Iteiiln da Cimba e Figucrcilo, pre-
sidente da provincia.Lili: Carlos de Paica Tei-
xeira, cuete de polica da provincia.
Relai'io das pessoas recolliidas A radeia, desde 22
do mez passado,
l.uiz Soares VitaliaKoi rccolbidna minha ordem
por eslar no rol de culpados por i rime de ferimen-
to, e sollo depois, por ter dado baixa na culpa em
consequencia de ter sido absolvido; preso no dis-
Irclo de Papacara pelo cadete commandante do des-
tacamento.
Joaqun) Paula KerreicaAprcsentou-se da descr-
emo, e j q remett ao Exm. Sr. general comman-
dante das armas.
Marcellino Jos Malhias. Crime de morte as
Alannas e indiciado em iguaes crimes nesla ; preso
no districlo de J'apacacii.
Francisco de Barros. Remedido da Assemblca,
oude foi preso por levar um cavallo birlado.
Manoel Joaquim de Jess e Antonio Joaquim de
Jesns. Remedidos da Imperalriz.onde foram pre-
sos por indiciados em crimes de morte nesta termo.
Manoel Ferreira Ualdino. Reo pronunciado em
(erimentos ; foi alianrjdo pelo subdelegado de Pa-
pacara.
Jos Jcronymo Marques de Albuquerque Mello.
Preso por minha orden) en) consequencia da requi-
srao do deleitado da Villa Bella.
Joaquim Po-ferro. Preso no distrelo de Pa-
pacara ; reo pronunciado no arl. 201 do cod. e ai I.
.5. da le de iH ,lc uulubro delS'll, indiciado em
furto de esrravos.
Contintiaudo a tratar sobre o enraiiaincuto dos
ros Capibaribe e Beberibc, vamos expor uossas
ideas sobre o primeiro, visto que j fallamos do se-
gundo nunosso anterior artigo. Pelo que all ficou
dito v-se rl.iramenle.qiie o desaguadeiro ou embo-
cadura do Cipibaribc foi por tal modo estreitado,
que nao he possivel hoje dar promplo esgolo a suas
aguas em lempo de cheias. O que pois convem fa-
zer '.' Em nos-1 concedo, c no de mais algucm,
cumpre abrir um novo desaguadeiro, e para isto he
mistar lomar as aguas de mais longc ; isto he, cima
do eugenbii do Brnm, o leva-las al a cambia do
Jiquiha por um canal, quo alrtvesse a freguezia da
Varzea, e v encontrar a referida camba.
E porem, com o pouco cabcdal, que resta a este
rio de suas aguas, elle se tomara seeco dalli para
baxo, se esse novo canal fosse Uo profundo no lu-
gar da uova barra como o leito do mesmo rio ; per-
ianto convm que se faca urna obra no lugar da
abertura ou do sansradouro, slo he, um eurocha-
menlo com cinco a seis palmos de altura alcm da
superficie das aguas no vero, para que s possa s-
coar no invern, quando as aguas excedam dessa
al Iura.
Que he necessario fazer um novo desaguadeiro,
he isto de evidencia manifesta, porque os naluracs
lem sido obstruidos; assim como que elle deve ser
aberto cima do Casanga como meio de preservar a
ponte e toda a estrada nova de estragos seinelbantcs;
se nao queremos gastar em concert* lodos os aunos
o que podaramos empregar em novas conslruc-
coes.
Entretanto, nao leosla a nica obra, que se torna
necessra, porque se por um lado ella dimuue o
volunte das aguas, nAo diranue nem alenua a sua
crtenle pelo aiiligu lelo ; e para slo ronvm ca-
ualisar o ro, les le -a ponte da Boa-Vista ate os
Api pucos pelo menos, ou ainda alin, dando urna
direcrao, a mais recia que fr possivel, as aguas,
afim niio s de que as correles possam seguir o lei-
b> do rio, ainda quando este trasborde, como para
lorna-lo uavegavel independente de maro, oque he
una necessidade absoluta.
Pdem dizer-nos, que a provincia nAo tem meios
de fazer esta obra gigantesca, porque seria necess-
ra urna machina de cscavacAo com forca sufli-
cienle para esse immenso trabalho ; ao passo que
as nossas ponles, feilas como cstAo, nAo se pres-
lam passage*n de urna barca de dimensoes con-
venientes para semclhaule machina. Tal necessida-
de nAo exista, porque os trabadlos hydraulicos eslAo
boje (Aoaperferoados,que pequeas machinas, mon-
tadas em balis de fundo de prato, sAo suflicicnles
para Irabalbar em ledos rasos, como o do Capiba-
ribe, sem urna pedra, sem um pao, sem o menor
obstculo, e sem necessidade de grandes esforros.
Todava, nem slo mesmo he preciso por ora ;
basta que o governo mande delinear o encanamento
segando os preceilos da sciencia ; que os particula-
res n3o possam exceder em suas construcrOcs a li-
nha liar.ula pela plauta do mesmo encanamento, c
que essas construcrOes particulares se fajam todas
dcbaixodo mesmo plano, com as mesmas dimensoes
e consistencia. Desla maneira o rio se achara canali-
sado em grande parle, c scu leito navegavel em
qualqucr cstacAo sem dependencia de mar ; por-
que nos lugares onde o bom senso dos particulares
lem dado em suas construcres urna dreccAo se-
guida s aguas, o rio conserva-se profundo e sem-
pre navegavel ; onde porm o ro forma curvas,
nAo s se tem obstruido a novegacAo, creando co-
reas, c formando comoros de areias, como as en-
dientas faz estragos profundos nesses mesmns lu-
gares.
Sensibilisa a qualqner homem nascido nesla bella
provincia o ver completamente obstruido o leito do
rio do lado da casa de corrcccAo, c perdido um bello
golpe de vista, principalmente depois de ter-se
olb.t lo para Olinda, c admirado a mais encantadora
paizaccm do mundo nesse longo espaco, salvo ainda
por urna feliz casualdade das mAos profanas da ig-
norancia c da barbaria. Que particulares ignoran-
tes e ambiciosos lizessem atorros, e quzessem ad-
querir terreno custa do bem publico, nAo he isto
de admirar pelo que estamos vendo lodos os da?,
mas que fosse o proprio governo, a mesma aulor-
dade publica, quem deesa gauho de causa a esses
egostas, concorrendo com urna das mais importan-
tes e colossaes constru roes para aniquilar de urna
vez tola a e-pe auca de remedannos esse grande
mal ; isto, sim, he nAo s doloroso como faz deses-
perar da KM sorte e do uosso futuro.
Um faci bem significativo acaba de demonstrar
o erando erro de semelhanlc conslrucc,ao, e he o se-
gunde : a concille do rio veio ter contra o ngulo do
pocnlc do caes da casa de eorrccco, e adiando lici-
ta furlc olistaculo, dirigio-sc contra o novo enes,
chamado do Capibaribe, e o deitou abaixo. He mis-
tar agora nAo pcrmiltir mais alerros desse lado, e
levar o leito do rio, ja muilo obstruido at a volla
chamada dos Colbos, por duas pequeas ilhas, o
mais recio que for possivel at a referida volla. Des-
de all, segoindo pelo lado do sul do grande hospi-
tal, lorna-se necessario deixar um canal por delraz
da ra do Gdovello, para nAo s dar esgolo s aguas
acumuladas desde o Moodego al S. < mralo, como
para servir de navegaco a todas as propredades e
otarias situadas no l-njar das Rnrreiras.
Da volla dos Colbos para cima at a ponlc da
Magdalena parece um pj>iz selvagem, onde a planta
do homem eivilsado nAo calcou ainda as areias pri-
mitivas. Felizmente o encanamento all he (Ao f-
cil quanto que nAo existe conslrucr.lo alguma, que
possa impedir urna dreccAo conveniente. Resta s
que o governo lenha a sufliciente energa para fazer
o bem, sena dobrar-se aos srdidos inlercsses de al-
guns proprielaros desses terrenos, ou lhas, ou co-
moros de areias, que na rcalidade nAo perlencem,
ou nao devem perteucer senao ao Estado, porque
sSo visivebnenlc de marinhas.
Marcado o lelo, que deve ter, o rio, lodo esse ter-
reno de um eoulro lado pode ser distribuido com
obrgacAo de conservaren! os proprielaros ou pos-
seiros a linba tracada pela planta do encanamenlo,
de formarem scus muros ou caes debaxo das vistas
da direcrao das obras publicas. He urna vergonha
que da ponte da Magdalena para baixo o ro ainda
seache na sua primitiva ; e ainda pcior, porque bo-
je esl quasi obstruida a navegaco nesse lugar pelos
comoros de areias, pelas ribaucciras que desabam
todos os dias, e pela mudanza continua de varios
pequeuos canacs, em que boje se divide o antigo
lodo.
Da ponto para cima a nossa vergonha deve ser
maior, porque os estragos causados no rio e suas
margens, pela mesqnnha ambicAo de alguns parti-
culares, rcvelam nAo s decida e apatbia como con-
nivencia de parlo da auloridadc publica. Em ne-
iihum lugar o rio (Terer lanas vantagens para um
encanamento quasi recto, cmo desde a ponte da
Magdalena at aCapunga ; e todava be all onde o
maldito egosmo destruio a mais bella perspectiva,
causando ae mesmo lempo males irreparaveis, a nao
empregar o governo urna energa a loda prova para
removc-los com lempo. Vejamos a natureza dos ma-
les soflridos, e applqiicmo-lbes o remedio.
Alguns proprielaros da Capunga foram aterrando
e coustruindo ces margem do rio sem liecnca
ncm inlcrvencao da autoridade competente ; o que
produzio o efieito necessario de remover o ledo do
ro para a margem opposta ; c por esta causa foi-se
formando um minoro de areias pelo remanso das
aguas margem direita 'rio cima) junio a casa, que
be boje da Viuva llosas & Filhos. O proprictario
desta casa, aproveitando esta casualidade. que jul-
gou feliz, mas que lbe foi bem fatal, estendea logo
a frente da mesma casa, e sobre o comoro cdirou
um muro, que fez sabir al onde alcanrava o plea-
mar.
Sobrcvindo a BiiundarAo, eslabclereu-se urna po-
derosa crrente, que velo Icr ao muro de Rosas, e
encontrando grande obstculo, fez redomuinhn, es-
cavou prnfun.lamenta a trenle da casa, levou de ro-
jo o muro e o caes, e fazendo um ngulo obtuso di-
rigio-se em linba recta contra a casa chamada do
Padre Antonio margem esqiicrda do rio. Adian-
do all novo obstculo, cscavou o oilAo desta casa
mais de 12 palmos a poni de minar o alcerrc, c
fazer dcsaprumar o dito oilAo, edividio-se em duas,
lomando a primeira corrcnlo direita at enconlrar
a casa do Negociante Manoel Joaquim Ramos e Silva,
deanbi abaixo ambos os muros de um c oulro lado,
e arruinando completamente a estrada cm loda a
exIensAo, que borda o viveiro, que lbe lira em fren-
te. A segunda crrente foi le contra o principio do
da Silva, e d'alli com incrvel velocdado e forca, des-
Iruiudo pelo interior do sitio n jardim, arvores fruc-
laes, e tuda quanto enconlrou, foi deitar abaixo o
muro sobre a camboa, que separa aquelle sitio da
Estancia.
Eis-ihi, pois, como por causa de alguns palmos de
terreno, que lucraram certos proprielaros da mar-
gem direita foram arruinados varios predios e (erras
da margem esquerda ; e ao mesmo lempo a estrada
real, que ficou reduzida mzeravcl estado, c cujo
reparo nao pode ser fcito sem que primeiro se faca
grande obra no rio, tapando e aterrando urna espa-
cio de valla, que ficou entre a j citada casa, que
foi do Padre Antonio e a do Manoel Carneiro Leal;
porque do contrario tirara sempro aquella estrada
sujeita mesma destruirn menor enchenlc que
haja no ro.
Temos at aqui descrplo os damnos causados pe-
lo egosmo e ignorancia de uns. ou pela decida c
apatbia de oulros; cumpre applicar-lbes remedio
eficaz, que assegurc a propriedade de lodos, e tam-
bem a estrada publica, que de outro modo nAo pode
ser preservada ncm concertada devidamente. Para
consecucAo dcstes objectos he mistar antes de tudo
dar direcrao conveniente s aguas para que a cor-
rentc siga direita o mais que fr possivel; e para
isto deve o governo mandar abrir urna valla em li-
nha recia, cortando o comoro de areias, desde o man-
gue no fundo do sitio de Duburcq al a extremdade
do muro cado da casa da Viuva Rosas & Filhos.
Esta valla deve servir de testada a todos os sitios
romprchendidos entre esses extremos, de tal sorte
que ninguem possa mais avancar um palmo para o
rio.
De pouca utilidade, porm, servira essa valla,
ou corte no comoro do lado direito, (rio cima) se o
rio nan fosse tambem encanado do lado esquerdo,
afim de chamar acorrcnlc para o centro do antigo
lelo; por tanto cumpre tirar urna recia desde o
caes de Jos Antonio Bastos al a frenle da casa, que
boje pcrlcnco a Joaquim llibero Ponles, e nessa di-
recebo construir um cae, uuiro meio de ssegurar
todas as propredades intermedias, e sobre ludo a es-
trada. Conhecemos alguns desses proprielaros, ho-
mensricos e generosos, que nAo se negaran) a coad-
juvar o governo nessa obra lAo necessra, se o Exm.
Sr. presidente lomar a peilo faze-la como convm.
Desta arte ficaria o ro perfeilamcnte encanado
desde a ponte da Magdalena al a Capunga, oQcre-
cendo um golpe de vista admiravel, e ao mesmo
lempo haver seguranra para lodos, e utilidade pu-
blica ; porque s desta modo pode ser preservada a
estrada de novos estragos, e aquelles predios de urna
total deslruicao. Nao se illudam os proprielaros
nem o governo, porque as tais da natureza sAo inva-
riaveis e falaes, e a sciencia esl hoje lo adiantada
que tudo prev, e nada escapa s suas reuns. Oulra
endienta como esla, ou como a de 1842, e mais de
10 ou 12 prediosdesapparecero, formando-seum pro-
fundo canal entre as casas do finado Padre Antonio
e de Manoel Carneiro Leal.
O terreno, ou comoro de areias do lado direilo,
que tem de ser exlrahdo, he todo elle de marinhas
em conformidade do art. 4o das inslrucQoes de 14 de
novembro de 1832; e anda quando fosse de par I ru-
la res, o presidente da provincia esta ulorsado a ve-
rificar a utilidade publica desta obra pelo art. 4" da
lei .provincial n. 129 de 2 de maio de 1814; e nesta
caso, ainda pertcncendo a particulares, que nao per-
lence, nao lem estes direilo de opporem-se a exe-
riirn ila nbm. ncm extraccAo das areias para ater-
rar a margem opposta no sentido do caes qne Indi-
camos, na conformidade do arl. 15 da lei tambem
provincial n. 9 de 10 de junho da 1835.
Que o ces sobre a margem esquerda he de utili-
dade publica salta aos ulhos dos mais miopes, por-
que he o nico meio de preservar a estrada da Mag-
dalena de novos estragos. E se a este beneficio ae
juutasse outro, slo he, o alertp do viveiro, qtre per-
tence ao Sr. Manoel Joaquim Ramos e Silva, desti-
nando-seo terreno, que elle oceupa, para urna gro-
ja, o Sr. conselheiro Cunta c Figueiredo seria digno
de urna corda cvica, e todos o abenroariam por esse
rasgo, que eternisaria seu nome. Consta-nos que
alguns devotos preltendcm all edificar urna capel la
sua custa, e que oSr. Manoel Joaquim Ramos ce-
de gratuitamente a propriedade do viveiro para este
lim: a aceao iro governo neste caso ficaria reduzida
o simples aterro.
Ha pois necessidade absoluta de encaar o rio
Capibaribe na diree,Ao mais recta qne fr possivel;
porque pos lugares, como j dissemos, onde o bom
senso dos particulares lem dado cm suas fundarles
urna direcrao seguida s aguas, o rio conserva-se
profundo e sempre navegavel, e as endientes nao
causa damuo algom, como acontecen aos proprieta-
ros desde a casa de Jos Antonio Bastos al a pon-
lc. Pelo contrario, onde o rio forma curvas (salien-
tes ou remirante- nio s se lem obstruido a nave-
gado, creando coras c formando comoros de areias,
como quando trasborda, faz estragos profundos, co-
mo os que acabam de sotfrer muilos proprielaros dal-
li para cima em scus predios, e a provincia na maior
parle de suas estradas.
(Conl'tnuar-se-ha.)
r bastante clareza o consumo sempre. cresceute des-
te genero.
Segundo dados assaz provaveis, a produccio tem
sido nos paizes scguinles como se diz:
1830-31. 1840-41 183051.
Balas. Balas. Balaa.
America do
Norte. . 1,038,847 1,636,120 3,000,000
Brasil. . 200,000 120,000 140,000
Indias Oc-
cidentaes. 13,200 39,500 15,000
Egyplo. . 95,1100 190,000 120,000
Indias 0-
rieutaese
Levante. 88,000 227,000 275,000
1,433,047 2,112,620 3,550,000 bal.
Excepto a America do Norte, nAo podemos com
tudo ler muita f nestas avaliaees; corrio.porm, os
Estados-Unidos produzem 5)6 da prodoeco total,
pde-se dizer ao menos com algnma certeza, que a
prodcelo se augmentou perlo de trplice desde
1830 ate 1850.
Passando da produccao incerla para o consumo
europcu e Norle Americano, sabemos que nos anuos
de 1851c 1832, foram approiimativamente conver-
tidas em obras as scguinles quautidades de algo-
dio.
1851. 1852.
Balas Balas.
No continente da
Europa. . . 800,000 1,000,000
Na Inglaterra . 1,820,000 2,090,000
Na America do
Norte , . 600,000 609,000
3,220,000 3,699.000 batas.
Por isso o Icrmo medio do consumo annual nos l-
timos dous anuos, foi nos paizes cima mencionados
le 3,159,500 balas, oude mais de 1,200 milhes li-
bra, para o qual o Brasil conlribuio com cerca de
21 mlhes de libras, ou a sentesima parte, em-
quenlo que os Estados-Unidos representan) mais de
1,000 mil lios de libras neslc calculo.
Segando as ultimas avalacocs; a colheita de
1852-53, all montar em 3,200,000 balas, cojo va-
lor pede ser calculado em 120 milhes de dolais ou
23,040 conlosdcris Esta rendimentoenorme he
paramente o producto do algodoeiro herbceo on an-
nual, cmquantn que, com exrepro da produecAo
europea meridional, todo o mais he colhido do algo-
doeiro arbusto.
Em geral o algodoeiro pertence familia das Mal-
vaceas, c se en contra em parte arbreo ou frutescen-
te, em parle herbceo. Ao primeiro pertence o al-
godoeiro \Bombas pcnlandrum I..), que na* Indias
Orientaes e America se encoutra de altura de 20
ps ; porem nao di bom algodo, e faz parle do ou-
tro genero.
Coutam-se os segundes algodeerros frulescen-
les:
! O alsodeiro arbreo (Gossypium arboreum
L.) de 8at 12 ps de altura, que se cultiva princi-
palmente as Indias Occidenlaes, Arabia, Egypto,
etc., etc. Tem marAas ou nozes pardas, tambem pre-
tas, conlendo algodo muito brauco e fino.
2. O algodoeiro amarello (Gossypium religlnsum
L.) tambem chamado siatnense, que se encontra as
Indias Orientaes, Siam, China, Egypto e Malta, e
produz algodo amarellado-pardo ou rubro, do
qual te faz a verdadeira ganga.
3. O algodoeiro barbaiense (Gossypium barba-
dense L.) enconlra-sc em maior parle as Indias O-
rentaes America do Sul, e lem um excellenle al-
godao.
4. O algodoeiro hirsuto (Gossypium hirsutum
L.), tanta perenne como annual, que se encon-
tra na A morir do Norte c Sul, e que d urna rica
colheita.
5." O algodoeiro herbceo (Gossypium herbaceum
I..), be muito cultivado nos Estados-Unidos, Europa
meridional, Asia menor, c tambem foi agora trans-
Planlado para a provincia do Kio Grande do Sul,
onde muilo prospera. He urna planta de vcrAo, de
cerca 3 ps de altura, com maraas de tres capulhos
do lamaidio de urna noz at o d'uma ,macAa. As fo
Ibas tem muda scmclbanra com as da videira, e -as
llores sAo de cor amarella com mistura de pur-
pura.
A qiialidade do algodAo Apcnde em parte da
planta de que tem sua origeiiiF. e em parle do clima, *
halas para a Inglaterra. Tambem por via de Tries-
te vai urna grande porro para a Austria. Bohemia
c Saxonia.
O algodo das Indias Orientaes da Bengalla, Ma-
dras, Snrralc, etc., he em verdade pouco eslimado,
faltandu-lhe o comprimenlo e pureza necessaros ;
porm he tAo barato, que misturado com o da Ame-
rica do Norte, com muita vantagem senre para o fa-
brico. He prensado cm pequeos volumes para di-
minuir o frete, ese emprega em eral para os infe*
rores nmeros de fio. as Indias trazeiras, sobre-
lodo em Siam, eneonlra-se a lia, ganga amarelta-
escura; porem raras vezes, ou quasi nunca, he lew-
do Europa. He geralmentc empregada para os
lecidos chamados fazendas de ganga, e seos fina nao
passam alcm dos nmeros 18 ou 24. Nos cncom-
mendamos algumas centenas de libras da sement
desta qualidade em Bankock, e logo que chegar a
expediremos para o Brasil. Estes sao os mais im-
portantes algodoes ; porm como raridade ainda de-
vemos notar, que os inglezes Bancrolt e CUrkson
dizem ter achado na frica urna qualidade de algo-
dAo de cor amarella e carmn. Tambem |em Nepal,
as Indias Orientaes, se diz que existe urna quali-
dade de algodo de cor clara-vermelba,e em Sierra-
Leona urna de cor de cravo.
Acollarado algodAo se eslendeu sobre todas as'
partes do mundo, e smente nos Estados-Unidos po-
der encerrar urna superficie de 4,000 milhas ingie-
ras quadradas. Se no Brasil se quizesse tratar desta
cultura, com maior zelo, como at agora, os seus
habitantes acharSo sua disposirAo os mais ricos
terrenos, que quanto a ferlilidade e idoneidade nAo
encuntrarAo fcilmente seu igual. Que se tambre
smenle do longo Valle do rio Itapicur, de Caxias
at a cidade de MaranhAo, onde se poderiam culti-
var muimos d'arrobas, correspondentes ao consumo
total da Europa. Alm deste valle tambem se en-
contra na Baha, Pernambuco, Alagas, ele, rel-
enles terrenos proprios para a cultura do algodAo,
e sobretudo se devera mencionar aquella regiAo que
se acha ao sul da Babia, por Iraz de Valenra c Ca-
mam, periodo rio de Con tas e seus conlluent
onde se acham abandonadas algomas centenas de
leguas quadradas do mais a pro priado terreno para a
cultura deste genero, coberlo em maior parte com
catingas baixas. Al! i ha bastante lugar para urna se-
gunda grandiosa cultora no algodo, para a qual nAo
smenle corresponder a conslituicAo do slo, come
tambem a do clima, vista a regularidade das esta-
ques, e a pouca distancia da costa, onde se podem
estabelecer as priroeiras plantadles, que nAo he maior
de 20 al 30 leguas. Sobre o rio de Conlas pode-se
transportar o algodo at aspraiasdo mar, e de l
em pouco lempo embarca-lo para a Haba.onde sem-
pre encontrar um bom mercado. Mais para o sal o
Brasil tinhaantigamenleuma cultura de algodAo bas-
tante importante em Minas Novas,que he verdade de-
sappareceu totalmeute em consequencia dos grandes
esforros feitos na America do Norte ; porm este ra-
mo de industria pode ser reanimado, se se tomaren)
medidas adequadas. Tambem nao se devera esqne-
eer o Rio Grande do Sul, onde a cultura do algodAo
de certa poderia ter grande exteuso, logo que all
se achassem bracos suflicientes para po-la em anda-
mento : porque em quanlo o colono ganhar muito
dnbeiro com a pequea lavoura, elle nunca pensar
nos gneros de commcrcio. FeijAo, milito, liervas e
nabos, requeren) urna cultura mu simples e ollere-
cem tanto proveilo, que o colono uAo se dar ao m-
nimo trabalho, para tratar d'outros gneros.
Acerca da cultura do algodAo no MaranhAo, os
Srs. SIM\ e MARTIUS na sua obraViagem no
Brasilnosderam algumas informarnos estimaveis
que communicaremos em extracto. O algodoeiro
cultivado no MaranhAo) pertence s quididades de
sement' prcla. Em geral se encontra nove semen-
tes em cada capnlho, coberlas na melado da super-
ficie com algodAo comprdo, cuja cor branca e pura
s raras vezes he mudada em amarello-claro petas
el i u va- continuas. A propor^Ao entre o algodAo eos
carocos he maior no Maranhio do quo cm Pernam-
buco ; porque em quanto que 3 libras da primeira
dao 1 libra de algodo, da ullima s se oblem 1 li-
bra de lAa de 4 libras de sement. Os melhores lu-
gares para a cultura do algodAo se reputam ser no
vos ramos e a urna renovada ferlilidade.-
tacio, que como se sabe tem lagar em lo!"
zes ero que se cultiva o algodoeiro, nao"
uso no MaranhAo, como cm Pernambuco,. ... a
e Rio-Grande do Norte, porque os fazendeiros fa-
vorecidos pela ferlilidade e axtensio do terreno,
pretocem lavrar novos pageos de matos. Em ge-
ral, aquella provincia be uo abeneoada pela natu-
reza, que o fazeiideiro mudas vezes nio pode apro-
veitar completamente as superabundantes eolheilas.
O colher das frUs he feilo peu* negros, podeado
cada um colher ansa ale deas arcabas por dia. Ao
resto, a cultura de algodo tambem all he sujeita a
il versas dilliculdades, a lem de coobatar diversos
inimigos. Se as chavas duraren* disproporcional- *
mente, ou se durante a secca cabir mno orvalho
nocturno, a flor Cica intenompida na lran(ormaro
em fniela, ou sinicias tornam-se muilo hmidas;
c nio podendo abrir-sc, o algodo Deltas coudo
apodrece. Tanto a humidade qne dura por muito
tempo como os fortes rios do sol depois e durante
a chova, lem por consequencia a repentina queda
das truclas meio maduras, e dfferenle molestias,
como sejam o cancro e resfriamento, que deslruem
em parte as esperances do fazeodeiro. Tambem ap~
parecen de tempe em tempo como inimigos devas-
tadores, diversos paliaros, lagartas, percevtjote ci-
garras, e sobretudo so os ratos que ameacam a sa-
fra collada, sabendo com conhecida astucia desta-
zar todas as previdencias.
Segundo o compendio historco-politco dos prin-
cipios da lavoura do MaranhAo por Raymundo Jos
de Sonta Gayozo, Pars 1818, o qual, retirado pela
viuva do autor, nao appareceu venda, calculam-
se as detpezas de prodoecio do algodo na dita pro-
vincia, do modo segunle :
Cincocnta negros produzem sobre um bom terre-
no, juntamente com arroz e mandioca precisos para
o seu sustento, em termo medio, 2,000 arrobas d'l-
godAo em caroso, on 600 arrobas de algodo em
pluma, deducido o dizimo. Nio te podendo calca-
lar o jornal d'am negro em menos de 200 ris, dos
qnaes se deve contar 120 por algodAo e 80 reta .por
viveros, e isso por 300 dias de trabalho, obtem-se o
seguiute resultado.:
1. Trabalho de 50 negros Rs. 1:8009000
2. Fretes de 109 saceos d'algodAo
da faz.emla para o Maranhio, em
termo medio 465 rs..... 509685
3.a 3' i varas de panno d'algodAo er-
ilinariopara cada sacca. ou qualro
rolos 18 ris....... 729000
i. 2)4 rolos da mesma fazenda pa-
ra oa negros........ 459000
\
.4
Total. ...... Rs. 1,9679685
Mar-
.'"
CORRESPONDENCIA.
i* pa
solo e preparo. Suas fibras sao mais ou menos com-
pridas, mais finas nu crossas, lenras ou asneras, tu-
do conforme as diversas circumslancias de localida-
de, em qne se colhem.
A respeilo Ao comprimenlo das fibras Oger deu as
scguinles medidas :
Pernambuco. . 15 t 17\
Baha. . . 12 a 13.
Sl.Uomingos. . 10 a 15/
Georgia . . 11 a m ludias
Para . . 9 a 12{ francezat.
Minss. . . 9 a 11
Lousiana . . 8 a 10
Smyma . . 7 a 9/
do-se ^
Srs. Redactores.Amante da verdade, nAo posso
deixar que riasse inclume o trecho da correspon-
dencia de Pao d'Albo publicada em seu roncei-
luado Diario de 26 de jnlho prximo passado, re-
lativo veaces couimctlidas pela nova adminis-
trarlo do mosteiro de S. Benlo, sendo que certa-
mente o Sr. correspondente falta por menos bem
informado do que a semelbanle respeito tem occor-
rido.
As violencias repelidas que diz o Sr. correspon-
dente haverem solTrido os moradores das trras de
S. Benlo, consislentes em despejos arbitrarios por
falta de pagamentos de foros e oulras contribuicGes,
limtam-se urnas tres despedidas que se tem dado
i alguns moradores em Ierras do engenho S. Ber-
nardo, que nada pagando e estando all s incum-
bidos de vigiar na conservarlo das caimas e evitar
o extravio deltas, eram os primeiros destnii-las.
Parece, que una administradlo vigilante c conscia
de suas obrigaijoes nAo poderia consentir na conti-
nuarAo de scmelhanlcs abusos; pr-lhes um ter-
mo era do scu mais rigoroso dever.
He assim que sAo as cousas ueste mundo; sem-
pre que um homem de honra c probidade procura
fazer cessar abusos, erlam os que com esses abusos
lucravam, sendo impo-ivd o imprmenlo exacto
de deveres sempre que gritara dos mos se quizer
dar ouvidos.
Prosiga o Rvm. Sr. t. Ahbadc Fr. Filippe de
S. Luiz Pain no caininbn encelado; zele os intc-
resses de sna ordem rcspeilavel de que depende o
esplendor della,' e mostr que os lien- da ordem
uAo eslAo no caso de bens vagos c pciteiircnles ao
primeiro occupanle.
Queiram, Srs. Redactores, dar lugar cm seu jorual
estas toscas linhas do
Kpaminondas.
rOBUCACiO A PEDIDO.
Saudade perennal geme c avalia
theioro deque lie cofre a sepultura.
Bocage.
Complclam-sc hoje 3 annos que o Brasil, com es-
pccialidade Pernambuco, porden un) dos mais hon-
rados pernambucaiios, o coronel Jos de Barros Fal-
ce de Lcenla, que dotado de um bemfazejo cora-
r."m. e bravo militar nao hcsou voluritariamenlc
expr por mudas vezes sua vida e fortuna na mi-
nutenrAo da ordem, c Iranquillidade publica.
E se he verdade que devemos sempre conservar
em nossa memoria aquellos homens, que ulilisam
patria, segue-sc que de rigorosa necessidade somos
obrigados a tributar saudosa predildrrao a AQUELLE
que lanos serviros presin provincia de Pernam-
buco, sua e nossa patata.
t) Sr. coronel Jos de Barros FalcAo de Lcenla,
reclama de nos por seus heroicos feilos perennes
lembrancas : tributemos vcncrarAo a seus restos
A respeito da forma e fineza Idas fibras achoti-se,
que ellas formam canudinhos chatos, transparentes,
torcidos espiralmente, com superficie lisa, que sao
um pouco mais fortes perto da raiz do que na pona,
e, juntas uma odr,i, denutam a fineza da lia, con-
forme o numero de fibras que formam ama linba.
Partindo desla medida, sern precisas 160 fibras,
urna junta outra, do algodo comprdo da Georgia,
para precncher o espaco de urna linba franceza, cm-
quaidoqueso bstanlo 120 fibras do de Pernambu-
co, e simplemente 80 do algodAo do Para, para o
mesmo lim. Portanlo, o algodAo mais fino provm
da qualidade comprdo d/ Georgia (Sea-Island,) que
geralmentc tem o maior valor, e que no fiar se pode
levar at on. 250 e mesmo alm deste numero. El-
le be cultivado as costas do estarlo da Georgia e
ilhas pertenconles. A sement he'preta, c limpa-sc
fcilmente da lAa. Em terreno de barro vermelho
e perto do mar, a planta chega a urna grande altura
na Georgia e Florida, alcanzando algumas vezes 6
ps c anda mais. No decurso do prximo mez sera
daqniexpedida a primeira remessa de semenlcs desla
qualidade para o Rio Grande do Sul, aonde esla
planta de certa ha de prosperar muilo. A mellior
posirAo parece ser all, ou o islbmo que separa a ta-
gua dos Palos do mar, ou aquella parte de terreno
que se cstende da pona de Ierra de Itapoam at Por-
ta-Alegre.
O algodAo que recebemos de Brasil he em geral
mu bello, viudo as moldures qua talad es de Pernam-
buco, MaranhAo, Babia e Alagas. Antigamente usa-
va-se minio mais deste algodAo as fabricas da Alle-
manha, duque presentemente, porque se prefera o
mesmo por causa das suas fibras delgadas, compridas
e fortes para os nmeros do fio fino, s qualblades
mais curtas da America do Norte, e porque ainda nao
se tinba feilo lautos progressos uo Iralo do algodo.
Por meto desses progressos, comiudo, chogou-se ago-
ra a fabricar um fio mu regular das quididades mais
curias, e mnlo mais baratas da America do Norte;
c augmentando sempre mais o cousumo do algoao
do Ecvplo, fican) mais abandonadas as qualidadesdo
Brasil, na vez que cuslain mais 30, 40 c al 50
por centot e porque estas procos aiuda sobem pelo
que se ileila fra no fabrico, por quanlo, nunca chc-
gum venda cm estado puro, mas sim sempre mais
ou menos com mistura do carocos nAo maduros, de
graos de semenlcs unidos ou esmagados, cascas, in-
mundicias, arria OH tullas, e que .-lluramente
deve diminuir o scu valor em comparadlo as oulras
qnalid,ules mesmo inferiores, porm (raladas com
cuidado e bem enfardadas. Por isso antes de se
moraos esle dia de seu anniversario ; meditamos emprcar o dev ido cuidado na cultura, colheita, pu-
ein seus artos de lano liberalismo, e enlAo arranca- ..
remos de nossos sensiveis coraees (cruissimos ais de
dr, c deilareinos sobre suas frias cinzas urna lagri-
ma de pungente saudade.
Recita 22 dejulho de 1851. R-de M.
AGRICULTURA.
O ALGODAO.
I.
Colheita e consumo annual.Impertes mais estima-
das d'algodao.Oualidades.Cultura as pro-
vincias do Maranhao, Minas Xoras, etc.
Nao ha meio mais acertado de fazer sobresaldra
importancia que una planta lem no commercio, do
que mostrar cm algarismos o seu consumo annual.
He'verdade, que em lodos os paizes productores se
consom muilo algodAo.como p. ex. as Indias Orien-
taos ; porm nao he possivel provar esse consumo,
faltando cm loda a parte dados cslatisticos, como se
cocn iran na Europa e nos Estados-Unidos da Ame-
rica do Norle. Por este molivo devemos cingir-uos
nicamente produecAo, imporlarfio e consumo das
mor do sdio do rommendador Manoel Goucalves i Ierras que arabumo- de mencionar, do que resnlla-
rdicarAo c emballagem, nAo pode ser eslabelecida
urna l'avoravcl proporrAo de prcros com as qualida-
de mais bandas e mais puras da America do Norte,
e tambem Ao poder ser empregado o algodAo do
Brasil aquella exIensAo, que (cria lugar, se fossem
remediados esses males, porque sem duvida lhccom-
pcle o primeiro lugar entre todas as airas qualida-
de-, com a nica cxccprAo do produelo das ilhas do
estado da Georgia.
O algodio Mako, cultivado desdeo annodel820,
no En> pin, muito poz cm atrazo o do Brasil. Elle
all Im inlrodiizdo dchaixojdn governadorinletligcn-
lec mu activo Mehcmet Ali, pelo francci Jumel,
sob a insperrao de Mako llei ; e, como se diz, veio
a semenle de Pernambuco, e receben o nomeMa-
ko. Elle he muito fino, e pode vantajosameulc
ser misturado com oulras qualidades. No auno de
1828 tambem se levou para o Egy po a scmcnlc do
algodAo das Ibas da Georgia, que all prosperou
bem, e se deixa converter em obra e tingir fcil-
mente, fornecen do fazendas delicadas. Elle tem o
nome de a/i/odo Egyptiro das ilhas ou Jumel, e de
ambas os qualidades se expedein animalmente 50,000
{a terrenos baixos e hmidos, on-
is palmas de Andaja. Nestes ter-
geralmente de um barro negro,
a fina de quarlzo. Esses lunares
j.< como cm Pernambuco. Teu-
.. o terreno pelo corle o queima das
arvores c arbustos, romera-se o planto cm Janeiro,
deilaudo-se cinco, seis c at doze so-nenies n'um bu-
raco de lres al qualro pollegadas de fundo. Esses
buracos sAo geralmentc feilos em distancia de cinco
at seis ps e sem regularidade.
Em P.irahiba. Pernambuco c Rio-Grande do
Norle, onde a cultura do algodAo he feila com maior
cuidado, colloca-se a sement em quinqunx cm
regos longitudinaes, a saber: as vargens em dis-
tancia de 14 ps, em matos de catinga na de 8 ps,
e em arvoredos seceos ou terreno arisco na de 6 ps.
He preciso observar, que a sement nAo deve en-
trar muito na trra, afim de nAo podrecer; c por
isso preparam-se foesos de escoamculo em terrenos
mu hmidos. Algumas vezes o fazendeiro planta
fcijo, railho ou mandioca entre o algodAo. J de-
pois de pniicos, e quando muito quinze dias, as
plantinhas novas se mostram por cima da Ierra, e
crescem com incrvel rapidez. Debaixo de favora-
veis circumslancias o algodoeiro, entregue a si mes-
mo, chega a idade de 12 at 20 annos; e depois de
ler ganho forra, cobre-se duas vezes por anuo de
flores e frtelas. E como a planta nos matos virgens
densos e hmidos, s mais tarde lem as suas Crudas
maduras, do que em terreno mai elevado e seeco,
oproprietario de grandes fazendas pdc ocenpar os
scus negros quasi a melade do auno com a colheita.
Ella comer no MaranhAo 9 ou 10 mezes depois da
semeadura, e por conseguinle em oulubrn, novem-
bro, ele, etc., emi|uanto que em Pernambuco o
lempo pata semear he selembro al novembro, sen-
do a safra principal nos mezes de jnlho c agosto.
Mudas maraas tambem amadureccm j cinco ou
seis mezes depois do planto, porm geralmenle nem
se colhem. Em Pernambuco acontece mudas ve-
zes, que as chuvas fortes acabam em maio, Icndu
ento lugar urna colheita primitiva das macAas ma-
duras, chamada safra de maio: porm nilo muito
estimada por causa da cor amarella da da I a. O al-
godAo colhido nos primeiros anuos he geralmenle l-
do pelo melhor. Os.arbostos mais forlcs dio no pri-
meiro nno oilo libras de semenlcs em enroco, con-
tando 2 '. libras- de algodo puro, cmquanlo que
os mais fracos s dio 1 libra de semenles com cerca
1(3 libra de algodo.
Visto a grande ferlilidade que sa observa no Ma-
ranhAo, perto do Equador, muilos algodoos licam
entregues a si mesmo at safra ; e o nico trabalho
que os negros devem faze', he no principio a extir-
parlo das berras pranlas, c um pouco mais tarde
a raparlo dos gretas superiores. Esla fall de cui-
dado mudas vezes he castigada pela mesma grande
ferlilidade, sendo loda a planlacAo enlajada por
plantas parsitas, e reduzida em tal estado de den-
sidade impcnetravel, que niio he possivel apandar
a safra. Por isso os fazendeiros zelosos tambem all
tratamos seus campos com o mesmo cuidado como
os de Pernambuco e Parahiba. A limpa dessas lier-
vas lem lugar duas vezes por anno, a saber, antas e
depois do tempo das chuvas. As liervas parsitas
quecausam o maior damuo as planlares, sAo di-
versas especies de trepadeiras, chamadas gitirana,
a herva de S. (".aciano, o oulras liervas e plantas
baixas annuacs. Para urna cultura regular, como
as parles meridionaes do Brasil, ou fra de l em
Cayenna e Siirinam, a indispens ivcls dous oulros
trabadlos alm da sachadura, a saber, a j mencio-
nada caparUo dos gretas superiores, c depois de co-
lhido o fruclo, o abalimento dos ramas fructferos,
que sem forte cresciucnto ficam cm estado meio
desseccado. A capacAo lem o lim delirado do impe-
dir n i-ic-ci meu lo em maior altura do que cinco a
seis ps, e de favorecer a formadlo de ramos bori-
sonlacs, nos quaes costa ma desenvolver-se maior
quantidade de flores, c mais regular e igualmente.
do que ciu troncos perpendiculares. O ajiatimenlo
dos ramos, que j deram fruclo, lem lugar na en-
trada do lempo chuvoso, logo que os suecos se mel-
len) cm movimeuto, e que o crcicimenlo lem lugar
mais rpidamente; o firo be economa da suecos vi-
des favor dos ramos que seguem, e dAo fructo
mais tarde. S raras vezes, e debaixo de circums-
lancias particulares, aproveita-se no Maranhao um
algodoal mais lempo do que 3 al 4 annos; e logo
que os troncos enfraquecem, be coslnme de obrga-
los melhor produecAo, cortindo-os. ou perlo da
raz, ou em aliara de um ou dous pos em dma da
mesma, levamta-os assim ao deseuvolvimenlo de no-
Desle modo se devera calcular o preco iTuma ar-
roba de algodAo no Maranhio, em 3$j00 rs.*, cajun-
(ando-searmazenagem, commisso, seguro, etc. etc.,
o preco deste genero aquelle tempo (era chegado,
termo medio, a i-Srs. Na Baha calculava-se tam-
bem em 49o prero d'uma arroba na fazenda, apezar
de Bitancoorl e Aecoli prelenderem, que um negro
all trata de 500 algodoeiros, cojo producto se avalia
em geral em 62,' arrobas d'algodAo em pluma, em
quanlo qneGavozas calcula 12 arrobas, e perianto
nos parece incrvel os clculos de Bitancoorl e Ac-
cioli, porque o negro na Babia tambem lem de cul-
tivar os vveres para o seu soslento.
J cima dissemos algumas palavras cerca da an-
liga cultura d'algodAo em Minas Noras, onde foi pra-
licada algom lempa com proveilo. Escolhia-se pa-
ra esse fim principalmente aquelles terrenos, cober-
los de calingas de vez em quando interrompidas
por arbustos e bosquetes. O slo em qne se encon-
tra essas plantas consista d'uma mistura de arei de
quartzo e de humus negro e seeco. Ha frequentc-
mentc falla de chuva, e o clima he claro e seeco.
A Serra do Mar impede a influencia dos ventos e
do estado higroscpico do ar he insignificante, o or-
valho ainda menor e a temperatura da noile vara
menos da do dia, do que na \ izinhanca do mar. A
seceura e clareza superior do ar, he o motivo por-
que as calingas sem folhas duraule a secca designam
o genero de planta, em cujo lugar melhor prospera
o algodoeiro, devendo esle ler seceura quando ce
meca a florescer para crescer o dar bom producto.
A' esta mesma seceura he qne o algodAo de Minai
Novas deve a tama de um alvnra itarJprtor t ila
Maranhio, pagando-se no Rio de Janeiro em 1820
com 79 rs. a arroba. No interior, pelo contraro, a
arroba s valia 2$ rs. at 39, sendo o algodo de l
levado por tiestas de carga at costa. A cultura se
fazia nos mezes de Janeiro e fevereiro depois do
tempo da chuva, em cuja orrasio se mettiam cinco
at seis -ementes cm um buraco, cobrindu o mesmo
ligeramente com Ierra. A distancia entre esses bu-
racos nAo era de mais de dous at tres ps; nma pro-
va de fraca ferlilidade, urna vez qne a stira tam-
bem nAo linba lugar antes de selembro e oulubro do
segundo anno, e a fazenda era mudas vezes aban-
donada j no segundo anno, porm geralmenle no
terceiro. as calingas alias o ultimo caso apparec
mais freqnentemente, em quanlo que o terreno as
partes baixas j se acha esgolado depois da primeira
col I leda. Por isso, corno all asseguram osjiabitaa-
les, as Ierras abandonadas precisan) do espaco de dez
annos antes de comecarem a cobrir-se com capoei-
ra, e um proprictario, possuindo tres at quatro le-
guas quadradas de terreno, 11 Ao tem na realidada
mais do que um oalro, que possue somente urna
meia legua qundrada, porm de (erra frtil. Assim
s a regadura artificial ou cstrume podem remediar
esse mal, fazendo desvanecer a prelcnclo dos fazen-
deiros que a Ierra he fra e o ar qnente. Porm
no meio do territorio desla* catingas, que se esten-
dem de Minas Novas pela Baha e Pernambuco, o
clima e slosAo excedentes para a cultura do algo-
dAo, em quanlo que, perto da costa da Babia at
Sania Calharina, as chuvas sAo copiosas demais, e
portanlo nAo servem para esle genero de cultura.
Siuimnie mais para o norle he que o algodAo se po-
de approximar do mar, onde a chuva e seceura lem
um carcter mais regular.
Em Pernambuco a cultura do algodAo foi antiga-
mente de mnita importancia, e nos annos passados
se cxporlaram entre 60 e 90,000 saccas, eroquanto
que a exportaran de 1844 ot 1845 ( ebegnu
21,410, e a de 1843 al 1846 nAo mais de 8,526
halas. Um dos prncipaes motivos deste ultimo
desfalque foi comiudo a scea que all reinou du-
raule lres annos, leudo subido a exportadlo desde
enlAo ; porem consideramlo-se o transporte dispen-
dioso, a falta de boas estradas, e a grande distancia
donde deve ser Irazido o algodAo, elle nAo se ele-
var sua anlga importancia, se nAo se tomaren)
medidas inteiramenle dilTereoles. Os distrldos mais
proprios para a cultura do algodAo acham-se mui
distantes da costa do mar, sendo seceos c faltando-
Ibes chuva, quando perto da costa sa, acham na me-
lhor ordem os efleitos almosphercos. O slo con-
siste 'rom barro vennelho-eseuro, algumas vezes
atravessado de veas amarella-, que depois de ton-
ga aridez se torna extremamente duro. Para plan-
tar o alsodAo abrem-ao em geral baracoa quadrados
cm distancia de seis pos, metiendo nos roosmos
tres semenlcs. Esta trabalho se faz em Janeiro, de-
pois de haver cabido a primeira chuva; e em geral
lomao tres ou qualro safras do solo, das quaes a
segunda se diz dar o mclbor algodAo. Depois desle
tempo a Ierra fica entregue si mesma durante
alguns annos, antes de poder ser coltivada de no-
vo, porque nao se lbe da a mnima lavoura, e al
mu freqnentemente ella be inteiramenle abando-
nada. Esle methodo de lavoura, que como vimos,
no Brasil aprsenla pouca variedades nada vale c
temos de olhar para oulros methodos, que eorres-
pniidem mais com a natureza da planta. Para al-
canzar esta fim, be preciso lomar em considerarlo
ambas as especies do algodoeiro, o arbreo e her-
bceo, dos quaes este ultimo, sem duvida, sabio
victorioso.
II.
CULTURA E TRsVTO DO ALGODOEIRO
ARBREO.
1. A ttmente.
A mais importante parte do todas as plaa- de
culi ura he a semenle, encerrando em si o germen
que deve conservar a especie correspondente. Por
isso deve sor o principal assumpt de cada fazen-
deiro de obler semenles inleiramcute maduras e
sAas; porque quanlo mais perfeitas estas ultimas
soencouliam, fanlo melhores e mais bellas serio as
plantas e fruclas que deltas se desenvolvero, e lan-
o mais rendosa ser a colheita. Se o fazendeiro
d'algodio quizer ollar com orgolho para os seus
algodoaes, deve elle tratar da sement em um terre-
no separado, 110 qual enllocar os arbustos na me-
lhor posirAo a todo q, res|Mto, 011 farescolher das
1
s
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.
DIARIO DE PERMMBUCO, QUMTA FEIRI 2 D AGOSTO D 18*4.
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t
smenles oblidas de modo regular as maisperfcilas
e mais pesadas, provenienle dos maia bellos e vi-
Gorosos arbustos, examinando-as bem, tirando com
a unha a lauugcm de algumas e nunca se csqun-
cendo, que logo que se mostrare n desencrarao 00
safras d'algodao deteriorado, c as pimas comer j-
rcru a esm ircccr, ser preciso mandar vir menlo
d'uma outra fazenda bem distante.
Emquanlo ao lempo da scmenloira, rada se pode
fiar esle respeito, porque osle Irabalbo depende
das coadiees climticas do paiz 00 provincia, c consluirao do slo, c alm d'isto da especie que
o fazendeiro costuma cullivar.
2." Preparo da Ierra e t,-mcntiira.
Depois da qualidade da sement, be da maior im-
portancia a da Ierra em que se ha de plantar ; por-
qoeaqui se traa do pcrfeilo conharimeiitoda planta
de cultura, de sua nalurcza e parlirularidadcs, sein
cuja observancia nao he possivcl obler una boa safra.
Sabendo-se que o algodoeiro laura urna riit-mesti a
c alcm disso se eslende pira os lados ; segu disto,
que a Ierra deve ser lavrada ao mimos na profundi-
dade de 1N polecadas, querendo-se salisfazer todas
ai exigencias da rafe. Oucm, por so, ae conlenu
com pequeos buracos de algumas pulega las de fundo
pensando que a raiz ja achar o sm caminbo por si
mesma, milito te engaa, porque qualqu:r embararo
o erescimenlo da raiz, impede o ere-rimen lo de
loda a planta, e pode prejudicar a safra de maneir.i,
que s fornecer metade ou um terco do que apni-
senlaria, se na constituido da Ierra compridas todas as condijocs, qne necesariamente
exige o algodoeiro.
Como porem a raiz nlo somentc penetra para b-
io, mis tambero se eslende para oslados, nssahimis
do principio firme, que a tem n'uma superficie qua-
drdade20tao, porconseguinle40i) pollegadas |------[
c 20 polegadasde fundo, deve ser Irabalhada e pul-
verisada o melhor possivel ; qui! em renhum caso
bastar nm buraco em forma de luiiil. abcrlo com
a enxada, mis sim que se deve lazer um qnadrado
verdadeiro de 8,000 pollegadas cubicas, qne mni fi-
eilmenlese pode abrir com ama \ risando bem a Ierra, depois do que, pastando algum
tempo e havendo o ar exercido a son influenc a,
ella he reposta no fosso. Onde se pode traball ar
com o arado, grade e rolo, o trabalho seria muilo
faciliUdo j^dTOD como por falta de ixperieuciu e
bostas proprias naoSe pode contar no Brasil con o
emprego denles instVumenlos, nos conservaremos
provisoriamente os tossos, reconimendando-os com
plena convicio, parque estamos persuadidos, que
observando-se exactamente a indicada superficie e
profundidade, o ilgo doeiro serac evidiinentc tratado
costumando j i depf'is de qualone dias tancar nrm
raiz de 12 at 14 po dlegadas de coroprifriento. Como
be poispossivel que pm Ierra mil preparada a raiz
possa penetrar pcrpe hdicularmciile, e que as railes
do tidosc abram camiainho, se a mi creadora do hu-
mero nlo inlervarfnfraihiliando, e impedindo que a
raizse forme em. um mi complicado, nao podei dn
mais cumplir pfi seu dever, de fornecer o completo
nulrimenlodjjk planta, Unto mais que a sement col-
locada\s/& Ss o algodoeiro precisa nao sroenle de trato
"cuidadoso para i raiz, tamliem deve ter eipaco u-
flicienlc para se desenvolver completamente por cima
da Ierra, do que se segu a qucslac bem per lo,
qual a distancia em que se devem fazer os fossos ?
Esla queslo depende, como as iiiilcedentes, igual-
mente da constituidlo do slo, [lanli, ele.; porque
quanlo mais a ultima se estende por sua nalureza,
lano mais espado ha de requerir pira o scu livre
desenvulvimeiiln. Se, p. ex.em Ierra magra bastaran
cinco pos de distancia, serio requeridos 8 al 9 ps
em Ierra gorda ; esc o'fazendeiro qoizer dar conta
a si mesmn da distancia a escolher, elle s precisa
plantar algumas duzias de plantas pan ensaio, para
se convencer do verdadeiro estado do negocio. Nos,
sefossemos cultivadores d'algodSo, leriamos sempre
aolado uro jardim para cnsaios, tratando de collo-
car os arbustos na incllinr posic-io para o seu deseo-
volvimenlo, afim de obler dcsliis plantas a propria
sement, porque desla maneira ella su formara de
eerlo saa e vigorosa.
Mas, voltando i distancia dos rosaos, podemos rap-
por, que 5 alo 9 ps conforme as circuinslaaciis, for-
marlo os limites de ambos os talos, nao esquive ido
que as plantas deven/acliar-s cia^eaias-mais juntas
do lado em que iieam eipdslas ao rigor da cslai.au,
para impedir a entrada livre dos ventos fortes. No
interior do algodoal deve-se da- a pleua distancia
para que as plantas possam ser tem penetradas pelo
ar e luz. Supposto agora, que a distancia do f'jsso
do lado eiposto soj de ~i ps, etec ser para dentro
de6 ps, semina plaular-ii foit.u m mudo dequincunx
; eafim deque a distancia entre as plantas
se faca com regularidade; se peder para isso fazer
uso d'uma vara de medican e corda.
Logo quijos fossos se acharem a herios, e ten liara
sido espostos influencia da almoaphera por al-
gum lempo, tira-se as pedras que tor ventura se
acharem na Ierra aos lados, deilmdo-a depois
bem pulverisadau levemente aperlada, ate altu-
ra de tf pollegatas no fosso. Havendo cinta ou es-
Irume vegetal, para oqnescrvem scbreludo ai fo-
lliasouraininbos do algodoeiro, pde-se deilar urna
mao cheia, o que augmentar ti forca productiva da
Ierra. Islo feilo, pasaa-se para o plaidio das seren-
les, das quea se poder deilar tres ata ciuco em ca-
da fesao. A distancia enls ellas nao deve ser ir.iior
do que einco al seis pol gadis, e o planto se far
conformo as segnintes fi* is :
Desla maneira as seraenlcs se adiar;o na profe.ndi-
dade do urna pollegada, se o fossoe ficam cheios
at 19 pollegadas, sendo a pnllegadn que resta, co-
berta com a Ierra qoe lera Picado ; porm deve islo
ser feilo de maneira, que a superficie do fosso se
aclie na mesma altura com a Ierra ao seu redor.
Nao presta formar no principio montes, porque p-
dem fidlmentc ser levados pelas ciaras fortes, ou
a sement, quando Picar urna cavidad, poder apo-
drecer pela agua qne se ajunla. Se pusivel for, de-
ve-se manir de sement e cobrir na mesma larde
lodos os fossos cheios u'um dia at 11 y pollegadas,
afim de queachuva, que por ventura apparecer, lo-
go possa exercer a sna influencia ; quando nao a
Ierra lia de aprofundar c eiidiirecer-tie no fosso, em
que caso devoria ser remexida com i m pao no dia
seciiinte, nao se achando a sen ente anda na letra.
Oito dias depois de plantad; a sement, ella ge-
ralmenle j esl fra da tena, e ao mesmo tempo
apparrrcm muilas hervas para-i las. Com auxilio das
folhas de semeale?-'*. algodo'iro na verdade cresce
dtpressa por cima das mesmas; porm oilo dias mais
larde, se atraza, e nao he mai'. visivel. Quando islo
acontece, ateve-sc arrancar lo;;o as hervas parsitas,
porque M caso contrario o algodoeiro faz esforcos
paneima, afim de se livrardis hervas parsitas que
o envolvem, emquanlo que nesse periodo elle costu-
ma fortificar a raiz e altrahir a seve, o que muilo
impede o cresoimenlo ascendente. I'orlanlo, n(o se
devedeixir de remover com loda a pressaas hervas
parsitas; senao, a natureta do aliodoeiro lomara
urna iliiccc.au falsa, e Picara erfraquecida de maneira
que nunca se poder reanimar completamenle. Ao
resto, deve ser repetido frequcnlenienle o arrancar
das hervas parsitas ; porque o alsodoeiro precisa
tanto mais nutrimento, quai.to mais cresce, e por
isso devese^eiover todas as herva que o privam de
sueco. Isto lie*mnilo urzent-, porque do contrario
as hervs parsitas ganhim a proeininencia, enlram
fcilmente em sement, e entilo a Ierra he liflicil
a limpar. Todas as hervas, removidas nesta or -asiau,
ilevem ser amonto.idas fra do llgodoal e qjeima-
das, a cinta pode ser deilada sobre os fossos, ou
ajuntada para se empregar mais larde. esli ma-
neira os algodoeiros em ponen lempo darao sombra
Ierra por meio da sna folhagem c supprimiro as
hervas parsitas. O arranci.r das i Mimas por cima
dos fossoijeve ser feilo com; mao cu com urna Torca
de ferro corla, emquanlo que os algodoeiros aluda
na tivercm chegado alluri de 18 ale 20 pollega-
das ; o resto do algodoal he limpado com a cnxda.
fosso aquella queresla, como pode acontecer sobre-
ludo em lugares onde se depositaren! 3a 5 semenlc,
lano mais o accaso|ajudou de um modo agradavel,
porque he justamente o centro, do fosso que apr-
senla a inellior posicao.
3. ./ pnulas intermedian mais propriat, no pri-
meiro anuo.
Como o algodoeiro rboroo, sendo devidamente
tratado, s alcanra o seu completo crescimenlo no se-
gundo auno, os inlcrvallos pudem ser aproveilados,
meltendo-sc oulras plantas na Ierra, c oblcndo-sr
assira duas colheilas. A' este respeito porm he
preciso saber-se, quaos das plantas intermedias sao
uteis, equaes nocivas ao algodoeiro.
A maior parle das plantas parece entretanto per-
lencereina cathettoriadas nocivas,comislindo auteis
so de duas, o milito e araruta, que sem o mnimo
receio podem ser cultivadas no primero anno enlre
os algodoeiros. Era quanlo ao milho.csla plaa tem
a propriedade de nao prejudicar o algodoeiro de nc-
nbum modo, crescendo com tanta rapidez, que dar
urna ou duas colheilas, anles de se pensar no algo-
dao. Tambera nada se lem de receiar dos Insectos
que perseguem esla planta, porque nunca se dirigcm
para o algodoeiro. Do mesmo modo a araruta, pro-
veniente das Indias Urientaes, he mui propria para
o mesmo m, tinao alcanzando grande altura, e for-
necendo cxcellcnte amido muilo estimado. Igual-
mente se poderao cultivar eutro os algodoeiros, sm
prejnizo, os nossos legumes, admitlindo-se tambem
muila forragem para bestas.como p. ex., a couve gi-
gante, que abanca a altura do seis ps, e fur ucee
urnas cincuenta folhas grandes e succaleiilas por p.
Pelo contrario nao se pode acouselhar a cultura da
btala doce, cara, inhame, carurs, mandioca, etc.,
que ora parte se enrolara c abafam os algodoeiros,
a btala, em parle, como n mandioca, altr.ihcm for-
migas, que finalmente se lancam sobre o algodao,
causando a sua ruina total.
4." Trato do algodoeiro arbreo at o fim da
coiheita.
Logo que o algodoeiro entrar em florescencia, nao
se deve limpar mais o algodoal, se nao as flores f-
cilmente se arruinara; e se se prestar a devida alten-
cao esse trabalho desde o principio, pouca impor-
tancia tem as hervas parsitas qoe seguirem mais
tarde. Deve-se observar nesta uccasi.lo, qne he
muilo desvanlajoso de mandar negros ou oulros 1ra-
balhadorcs para o algodoal no tempo da florescen-
cia, porque eolio as folhas e flores cahem fcilmen-
te pelo abalo das plaas. Desde o comee/) da flo-
rescencia al a cmplela madureza di sement, sao
geralmente requeridos 60 al 70 dias, lendo a mi*
dureza lugar suceessivimenle. A capsula abre-se
impereeplivelmcote na pona, e os capullios snhem
sempre mais para fora com a madureza, de sorte
que se v capsulas meio-maduras com um pouco
d'algodao secco saliente, emquanlo que a outra par-
te ainda se acha fechada e nao madura. atande-se
por si mesmo, que nao se collie eslas capsulas meio-
maduras, e que se espera a completa madureza, a-
brindo-se eoto totalmente estas capsulas, e lendo os
capulhos adquirido o seu cmplele desenvolvimenlo-
As capsulas meio abertaa seccam frequentemente,
quando no lempo da safra segu um dia muilo quen-
le urna chuva coulinua, em que caso nao se abrem
mais, e o algodao no interior est perdido.
Na madureza tambem acontece, que o calix exte-
rior esmorece e secca, aiuda antes da capsula alean-
car a sna completa madureza. Nene estado o calix
se espedara com o mais leve loque, cahindo o p so-
bre os capulhos, que ficam sujos e s com muilo
Irabalbo se limpam. Para evitar esse mal, o algo-
dao nao deve Picar no arbusto mais de oito dias de-
pois da madure/a; e sendo os capsulas tambera fcil-
mente levadas pelo venlo, cahindo no chao e se ao-
jando, ou entrando em podr dan pelo orvalhoe chu-
va, estas circunstancias devem ser bem observadas,
para evilar quando possivel for todas as perdas. Ao
resto s se deve colher as capsulas inteiramenle ma-
duras; e aa que s se acham meio aberlas, devem Pi-
car anda oilo dias. O algodao manchado ou podre
uno -e colhe, porque em ncnhtim caso deve entrar
em contacto com os capulhos puros ; porm no dia
seguiule vai se tirar o mesmo, que forma a parte
damnificada da coiheita, que lem algum valor por
si s, porm misturado com o bom algodao, o faz
perder de valor. A coiheita dos capulhos deve ser
feita com vagar com os dedos pollegar, do meio e
ndex, a fim de nao tocar no calix; e se se acharem
percevejos por cima, pode-se sacudi-los, se nac lo-
dos, sempre urna parte. Em dias de chuva nao se
deve fazer a coiheita. e mesmo em lempo secco a
colheila nao se devoria fazer de manha e de noite
quando o ar est hmido, por que o algodao be mui-
lissimo vido d'agua. Expoudo urna libra de algo-
dao ao sol para serrar, e ievando-o depois para um,
quarlo no qual se acha agua, elle*chupa em urna u-
nica noile -i % oncas de humdade, que apenas se
percebe apalpando-o.
O algodao humedecido se eslraga com brevidade;
e quando enfardado em estado hmido, o mesmo
acontece, bem que mais de vagar. Neste ultimo
caso elle aquece, c quando se ac'har alguma semen-
t entre o mesmo, o calor faz sahir o azeite que se
acha dentro da mesma, e o algodao Pica sujo. Por
este motivo deve-se ter bem cuidado, que o algodao
se aclie secco no arbusto, e s em tempo cnxulo he
3uescdeve faier a rolheila ; e afim de que a h turn-
ado nao o prejudique pela manhaa ou de noite,
a colheila deve ser acabada entre as oilo c qiatro ou
cinco horas da tarde. as grandes fazendas be ver-
dade que a execuco destas medidas do providencia,
lera de lular com difilculdades ; quando portanlo a
coiheita j comer de madrugada e se eslende at a
noile, e por consequencia o algodao Pica hmido pelo
orvallo) c vapores, lambem he preciso secca-lo ao
sol. Isto se far do inellior modo, deilando o algo-
dau, logo depois de colindo, em pias i promptas pa-
ra esse fim de cinco ps de comprido, tres de largo e
quutro pollegadas de alio, feilas de boas la boas aplai-
nadas, de urna pollegada de groaaura, e nesse caso
o enxugar ao sol lem logar immedialamente. O al-
godao seccado dcsle modo, he levado para a casa,
deitado em montes, e afim de nao se estragar pela
accumulacao, he melhor de principiar o limpamen-
lo loco na manhaa seguinle, porque (em sempre lu-
gar nm aquecimento, que faz o algudao mofar e
manchar. Acerca daslarefas de alimpamenlo een-
fardamcnlo tralaremos mais larde.
5." Obiercaciiei acerca da cultura do algodoeiro
arbreo em diterto* paizes.
As noticias antiquisaimas, que lemos acerca da
cultura do algodao na Europa Meridional, Asia Oc-
cidental e frica do Norte, parecem dalar do segun-
do secuto da nos-a era, quando a cultura do algodao
j linha certa importancia no sul da Hcspanha, Sici-
lia c Levante. bcn el Awam. nm autor arbico,
qoe vivia perlo da Sevilha, e pnasuia urna fazenda,
puhlicou o que houvcde mais un portan le esse res-
peito, sendo tanto o resollado da sua propria expe-
riencia, como o que achara em outras obras. Em-
quanlo cultura do algodao na Sicilia c Hcspanlia,
acha-se exprcssamenle dito, que se Ihe designava o
palor sitio, lendo-se observado que nellc bem proape-
rava. Na Arabia pedregosa, no Egyplo e perlo de
Bassora, no golfo arbico, se diz que plaa *e cot-
livava em slo arenoso, pre;ua io para a regadura."
Alcm disso ae falla da Iransplanlacao como se prali-
ca rom os legumes, c que a distancia entre os algo-
doeiros era de oito palmos, sendo elles milito, altos
e eitendidos. Na Hespanha uaqnelle lempo, a cul-
tura se Tazia em Ierra nao regada; o slo era bem
trabalbado com o arado, e munido de eslrume de
ovelhaa. Pelo borrifar com agua, salpicar com es-
lrume secco e o uso da neneira as semenlcs se sepa-
rav un, ou eram Irabalnadas n'um cesto, al que des-
appareceria a lanugem, depois do que linha lugar a
sementeira em distancia de um palmo, e se cobria a
sement com o arado eniao em uso. Para regar a
Ierra, ella primeramente era lavrada, eslrumada e
dividida em canleiros, munidos de urna boira eleva-
da, para naodeixar sibir a aizua. Islo ainda se pra-
lica hoje em dia no sul da Hespanha, aasim como
em lodos os paizes ridos e quenles, para conservar
aos campos a agua da chuva, que as vezes cabe. On-
de se achavam esses arranjoa, os campos eram rega-
dos anles da semcnleira;e havendo scenlo um pou-
co, a semenleera poata na Ierra. Tendo esla sabido
para fra c chegado altura de um palmo, limpava
e regava-se lodos os quinze dias, ale que os arbustos
cnlravam em florescencia, requerendo esle tempo
secco para a formaran o desenvolvimenlo pe feilo do
algodao.
Das carias de Scstini sobre a Italia, Sicilia e Tur-
qua se v, que se cultiva o algodao no dislriclo da
Terra Nuova, que so eslende ao oeste de Svracusa
pelo mar e no valle de Noto, i.impa-sc o slo com
grande cuidado das hervas parsitas, e escolhe-se
Ierra boa c frtil, arando-a alsumas vezes ale se
adiar bem pulverisada. Islo feilo, alia he regada e
a sement, depuis de limpada, posta na Ierra ainda
am pouco hmida. Depois se faz. urna grade de ra-
mos, guarnecida de arbustos c folhagem. Esla gra-
de ala-se naa cangas dos bois, o boiadeirn asaenlg-se
na mesma e aasim se aplana a Ierra. Na Sicilia d-
do-pnnianicnlo. arranca-so de novo, ejonlo faz-je a
colheila ; levado o algodao para a casa, elle he es-
lendido e enxugado sobre redes de canna.
No Levante rultiva-se muilo algodao, e n'uma car-
ta pastoral de Picdro Cravcri, hispo deOastelli'Nuo-
ro na Sardcnha, se eiiconlra una descripcao disso,
da qual tiramos os aponlamenlos seguintes:
I." Comee,i-se ;i cultura da Ierra, removendo as
hervas parsitas do campo, eslrumando c arando-o.
2. Semea-ae em tempo favoravel. evitando-se as
diaa de chuva, porque no caso contrario a sement
brota muilo depresaa o que enfraque a plaa.
3. O solo nao deve ser nem secco nem moldado,
mas -iuiplesinenle hmido e de maneira que nao
ae ajume, quando se lomar urna mao cheia cutre os
dedos.
4. Depois de bem trabalbada a Ierra, lira-e re-
gos com o arado, deilando nos mesmos tres al qua-
Iro semenlcs em distancia de I palmos, cobrindo e
apMinando-as ligciramenle com o arado e grade.
5. Logo que as plantas novas livercm aallura de
meio palmo, arranca-se aa duas mais Iracas, aper-
lando depois a Ierra rom o p.
6. O desponlamento se pralica como na Sicilia,
logo que as plaoliiihas tiverera a altura de um pal-
mo, sendo isto feilo para o fim all exprimido.
7. A limpa das hervas parsitas deve ter lugir
conforme o seu rreacimenlo.
8. Fallando chuva, he preciso regar de lempo em
lempo. No Oriente a chuva em geral he rata ; po-
rm cahe frequculemenle orvalho.
9. Na colheila o algodao maduro se ajunla em
saceos ou cestos, leva-se para a casa, e separado da
capsula he seccado ao sol sobre pannos.
10. As capsulas que nao rebentaram, deitam-se
juntas n'um forno, no qual sao ligeira.Tiente aqueri-
das. Aasim eslalam, porm dio um algodao de se-
gunda qualidade, que se emprega paca o uso do-
mestico.
11. A sement ex trabilla desee algodao, assim co-
mo o reslo do que nao he preciso para a sementeira,
serve para forragem das beatas, devendo porm ser
mergulhada em agua fria alguos dias anteriormente.
12." O algodao se cultiva em todo o terreno, mes-
mo no muilo pedregoso; prelere-se com todo as pla-
nicies e boa trra, sobretudo a de cor avermelhada
ou negra. Na ilha de Chipre, onde se cultiva milito
algodao, a Ierra he de cor alvadia ; e na ilha de San-
torio ella consisto de pedra-hume, a qual em estado
decomposlo lie muito frtil.
Na China, como he sabido, lodas as pimas de cul-
tura se tratara com o maior cuidado, e o mesmo le-
ra lugar com o algodao, sendo o consamo deste arti-
go immenso no imperio celeste. Apezar de ae cul-
tivar as duas qualidades, o algodao arbreo e herb-
ceo, o ultimo te da ter a preferencia. Segundo |os
rotatorios dos missionarios francezes o algodao her-
bceo., cultivado na China, he e.ariamente o mesmo
que se acha deteripto por Tnumcfort nos seusaElc-
mentsde Botaniqae pag. SI. Elle exige um ter-
reno conveniente, misturado de areia, um pouco h-
mido e mdicamente gordo. Se o solo fosse dema-
siado hmido as raizes logo npodreceriam e seriam
mordidas pelos bichos; p sen lo demasiado gordo, as
flantas dariam muila lolhagem, mas pouco algodao.
anto que se pode observar, os campos mais pro-
prios sao aquelles que no no invern sao innnndados
pelos ros c consislein melade de lodo e metade de
areia. Se oslo destinado para a cultura do algo-
dao consister de Ierra pesada c secca, pode-se reme-
diar esle mal, submergindo os campos dorante o in-
vern, iraballiando e pulverisando-oa finalmente mui-
lo bem, e dcale modo elles se lornarao inteiramenle
proprios e uteis. De igual modo praticam os Chins
com o terreno rido que querem cultivar ou engor-
gar, e pre/ende que nao existe meio mais proprio
para memorar urna trra desla nalure/.a. do que a
regadura; assim como, no sentido inverso, o desa-
guar e seccar s Ierras sobmergidas produz as mes-
mas vanlanens, quando aquellas ae acharam muito
lempo debaixo d'agua.
Considera-so na China urna queslo importante,
o numero de annos em que com proveilo se poder
cullivar o algodao herbceo aeguidameute uo mesmo
campo, e qual a inicia qne deve seguir. No sul des-
ee vasto paiz, aonde o invern nao lem importan-
cia, a planta produz durante 3 annos consecutivos
conforme a localidade. A conslituicao do alo, por
laso, he que deve decidir; porm he feralmente re-
conhecido, que nem crvilhaa, nem feijes devero se-
guir ao algodao.
Quando na Chinase (endona cultivaralgodaon'um
campo, he costume arar e gradar o mesmo 3 vezes
anteriormente, saber a primeira veznooutono, a
segunda logo na primavera, e a lerceiravez um pou-
co antes da sementeira. Pelo arar em primeira e se-
gunda vez, o Cliim (cnciuna abrir a Ierra, para o ar
e sol melhor influir e facilitar a absorpeo dos vapo-
rea d'aguae gazes que da altnosphera paasam para o
chao. E-iruma je anles do terceiro arar, e uessa oc-
caaiao a trra he abcrla mais profundamente do que
as duas priraeiras vezes, e trabalbada lambem mais
i mindo com a grade. A Ierra de sedimento nos val-
les dos ros, que consiste de areia e humus, nao pre-
cisa de eslrume, emquanlo que todos o outros ter-
renos o carecem, para dar urna boa coiheita. Ao
resto o emprego do eslrume, lano no qoo diz respei-
lo quantidade como qualidade, depende inleira-
menteda babilidado do agricultor e do estado do s-
lo ; e justamente nesse emprego racional be que os
Chilla sao mcslrcs. De maia ou de menos nunca
serve, e seguindo o meio enlre ambos os exiremos,
he sempre melhor. A trra demasiado magra d urna
colheila ; do mesmo modo a demasiado gorda. Li ha
suecos de menos, aqui domis, e i-tn reciprocamente
nao leva ao fim que se lem em vista. Se um campo
ha de nutrir o deliro de algodoeiro*, o estrtime he
dobrado ; porm os Chins nao ac servem dos excre-
mentos animacs, i" e. do nosso eslrume de c-ilribaria,
para o algodao, mas sobretudo do lodo fresco, cinzas,
lilos de azeite excrementos humanos. Neste res-
peito lodas s obras diinezas sobre a agricultura
concordara, que o lodo fresco de ros, carnes, fossos
e pantanos aprsenla o melhor eslrume para a cultu-
ra do algudao ; sendo elle porm pastoso e coriceo,
deve ser ou seccado e pulverisado, ou diluido rom
agua, afim de que posaa ser estornudo uniforme so-
bre o campo. Isto na verdade, duplica o trabalho ;
mas o Chim parle do principio, que na agricultura
s se podeobter um bom resultado empregando lo-
da a assiduidade.
Como bom eslrume lambem se considera na China
a cin/.a das plantas. As cannas, juncos, granza, her-
vas parsitas, folhas de arvorca, e ludo que nasco da
Ierra, ferlMisa-a, se se queimar as respectivas mate-
rias. A melhor cinta para estrumar o algodao he
cumludo aquella que se ganha das raizes, folhas, cap-
sulas e herva do algodoeiro mesmo, c por iaSo elles
sao queimados e espalhadus antes da semenleira. Os
bolos de azeile sao bem eslimados como na Europa,
para estrumar ; mas os excrementos humanoiypzam
a preferencia. Faz-se uso dos mesmos de deas ma-
neira-. A primeira consiste deilando-os em fossos.
verlcndo-lhe sufflcienlc agua, al se acharem dilui-
dos em urna massa muilo delgada. Leva-se enta
esaa substancia fluida em vasos para o campo, regan-
do-a sobre o meamu e dcixando correr urna porc.ao
em cada fosso, o que muilo augmenta a ferlilidade.
O segundo modo de preparo, lie deilar os excremen-
tos em buracos aberloa, llrando-os segundo a preci-
so para oa misturar com Ierra gorda ou vegetal c
formar bolos, que se aeccam ao sol e podem assim
aer Iranaporladoa para toda a parte. Nesse estado os
bolos lora tim cheiro de violetas. Para emprega-los
no rainpn, he preciso pisa-Ios e capalha-los sobre o
chao. Para terrenos gordos e hmidos, este eslrume
he considerado superior qualqucr outro ; e lendo
em visla o melhoramenlo de qualquer lerreno por
meio de regadura, c melhor sera de prover-se o mes-
mo dcsle eslrume em grande quanlidade, porque a
agua o disaolve c o iulroduzna Ierra, lornaiido-se es-
aa mui vigorosa por varios annos.
Se o slo, que deve ser plantado com algodao,
fr um pouco secco c nfluliover occasiao para rega-
lo, as semenlcs devem ser amollccidas em asna frin
ou queute, antea de serem levadas ao campo. Se-
guindo o ultimo modo, a sement deve ser tirada da
agua logo que osla so resfriar. O fim desle procc-
dimenlo he animar a forca germinante, deque care-
ce a Ierra secca e ganbar a certeza, que a scmcnlc
seja de boa condirao, porque a sement saa se pre-
cipita para o fundo, cin quanlo que a ruim sobe pi-
ra sima. Ao reslo, s_sc lonja, genaXiieulo a.inelhoA
cmen^.e que"ae (rata obler soja por que prero fr,
eslando o Chim persuadido, que sem boa sement
nao se-pdc esperar una vigorosa plantario. A se-
menteira se faz de dilTerentcs maneiras, ora la,
em canleiros ou.rcgos, ludo conforme ao resultado
das experiencias e ob vas localidades. Nao se considera o maior ou o
menor gaalo de sement, urna vez que corresponda
com o Pim em visla ; c a distancia entre as plantas
he de dous al Ires pea, nao se devendo esquecer,
que aqui fallamos du alsndo herbceo. O arrancar
dos campos he feilo rom o maior cuidado, logo que
as plaas diegarem altura de tres pollegadas, e
conlinua-ae assim lodoso* oilo al dez dias al a flo-
rescencia, em cuja occasiao a Ierra he cavada um
pouco e dcsle modo conservada lauto mais frtil.
Logo que os aluodociroa chegam i altura de um pe,
elles sao despuntados para laucar ramos lalcraea
mais forlcs; c quando islo tem lian lugar, osles tam-
bem lia de-pontados, afim de nao envolvercm de
duas diflerentes plaas, e para dar mais nutrimen-
to ao resto dos troncos. Islo depende lodavia de
muilas oulras circunstancias e lodos se devem guiar
conforme a experiencia. O colher das capsulas he
feilo geralmcnlc por maillera que vilo |om ranchos
para os campos, logo qua ido desappareceu o orva-
llio, c em puncas horas acallara a sna larefa. Era
algumas fazendas lambem se abrem pona para se
poder regar, quando liouver grande secca, laxcndo-
se lambem azeile das semenlcs. Em fim, o Chim
pralica a lavoura de una maneira cxemplar em lo-
do o respeito, e pode servir de modelo il'agricullu-
ra lodos os povosasiticos c americano;.
i Rechta Poltjterhnka.)
para os porlus do Impeo. :.:...
Expediento de 5 por ceno dos gneros
eslrangeirosj despchalos pan con-
sumo.............. .
Dilo de 1|2 |r c. dos geieros do paiz.
Dilodc 1 1)2 pur c. dos teneros livres.
Armazcnagem das mercaiori.....
Dila da plvora............
Premio de 112 por rento ios assignadns
.Mullas calculadas nos depachos. .
Ditas diversas.............
ntrior.
Sello livo...............
Paleles dos despachante-genes .
Dilas ditos especiaos.........
l-cilin dos llllos dos memos, dos rai-
Xeiros despachantes, ,>.......
Emolumento de cerlids.......
IMV8M
869809.
:M2928
98635
3:174*988
72*000
1:7428967
I2.97.V.
09000
1288280
208l)(X>
499500
749O0
139240
P.xtrao-dinaHn.
Producto da arremalacr de madeira
velha perlcriccntu a alindcga .
265:961937o
2089000
Rs. 266:169837.
Na* tegninte eoeciet.
Dinheiro .177:2778777
Assignados
Depotilo*.
Em batanen no ultimo di
junho....... .
Entrados no corrente me:
88:8919598
22:9419066
3:5338388
26:4749454
5:9989357
Sahidos. ....
Existentes..........20:4768097
N(u tequintet eieciei.
Dinheiro. 2:1069378
Letras.....18:3699719
Contribuicaiit caridade.
Rendiraento do corrente ici......
iil448
cias do juizo de orphaus o alsenles para os diaa Ier-
ras c-< vas, as ouzc horas da manhaa. E para que
chegue ao conliccimenlo de lodos mandei passar o
prsenle,' que er aflUado no lugar mais publico
desl inesma cidnde c annunciado pela iinpreuaa.
Dada o passada nesla cidadedo liedle aos 31 de ju-
Iho de 1854. Eu Guilhermino do Albuqucrque
Martina Pereira, escrivaointerino subscrevi.Abilio
Jos Tacares da Silva.
O couselho de revista da guarda nacional convi-
da aos guardas nacionaes aballe declarados, com-
parecer na casa da enmara municipal desla cidade
as 10 horas da manhaa, para serem inspeccionados
por junta medica, no dia 4 do crrenle.
I hallullo de infamara da fregueza de
Sanio Antonio,
Manuel Tliomaz da Silva. Florencio Gomes da
Silva, Mano-: de Miranda Caslro, Vicente de Pau-
la (Mivira Villa Boas, Antonio da Silva Fialho,
Jos Ma-imiano Soares de Aveilar, Manocl Jos
l-'erreira.Manuel Jos Marques Vianna. Misuel Can-,
dido do Medeiros, Antonio F'rancisco Ooncalves,
Joaquim Pirea da Silva, Joan Jos Soares de Sania
Anna, Joaquim Hilario d'A-umprao, Francisco
Marinho de Miranda Caslro. Elias Emiliano Ramos,
Antonio Hilario Kibeiro, Bruno Comea da Silva,
Casimiro dos Reis (lomes eSha. Joao Cancio Co-
mea daSilva.Juaquimd'Asaumpcao (.lueirz,Joaquim
Jos de Abreu Nelto, Marcnlino'Ribeiro de Vascon-
cellos, Jos Joaquim da Silva Sara ico. Antonio dos
Sanios Mira, Domingos Tertuliano Soares, Jos
Francisco do Rosario, Jos Antonio da Cunha, Pit-
imin lien-ulano da Silva, Manoel Jos da Costa Re-
g, Antonio Eustaquio deCerqneira Moula, Paulino
Haplista Fernandos, Maximiniaoo Rodrigues Vi-
anna.
O Illm. Sr. inspector da IhesoOraria provincial
manda fazer publico, que do dia 2 do corrente em
diante, pagam-se oa ordenados e maia dspotas pro-
vinciaes, vencidos at o fim de julho prximo Pind.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernimbaco
1. de agosto de 1854.O secretario,
Antonio t'erreira da Annuneiacq.
PECLAB At;o'F.s.
Alfandega dcPernambro31 de julho de 1854.
O escrivao,
Fa'lino Jos dos Sanios.
Impo-tacao. -
P-rigue nacional Pyete de Pernambuco, viudo
do Rio de Janeiro, enramado a Manoel (ioncalves
da Silva, manifeslou o sguinle:
200 saccas caf, 1 caiao chapeos, 1 besla, 2 cai-
xes plantas, 40 pipas eMIO barricas vasias, 500 bar-
ricas l'ariulia de trigo ; ordem.
5 fardos herva-docc,; ditos cuminho; a J. P. Re-
gis de Souza.
6 pacotes herva-doee a B. & D.
Polaca hespanhola .berlina, vinda do Rio de
Janeiro, consignada a .'iiurini Irinaus, manifeslou o
seguinle:
36 pipaa, 14 meias diis e 28 barris viulio: a Ma-
noel Jos dos Santos.
Eacuua nacional Floa, vinda do Rio de Janeiro,
consignada a Anloniode Almeida Comea & Com-
pnhia, manifeslou o sginte:
100 saccas caf, 50 ppas vasias ; aos consignata-
rios.
Brigue nacional Eleta, vindo do Rio de Janeiro,
consignado a Machado< Pinhciro, manifeslou o se-
guinle :
312 saccas caf, 3 ca.as rap, 200 saccas e 1 bar-
rica familia de mandila, 3 caixoes chapeos, 40 ro-
los fumo, 30 pipas vase, 100 caixas -alian, 14'J sac-
cas feijao. 80caixasch a ordem.
1 caixole paslilhas; J. R. Paranhos.
CON9UUDU UERAL.
Rendimenlododia 1.......1:6629083
IHVERSA PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 1....... 82JI03
RENUIMENTO DA ES* DO CONSULADO DE
PERNAMBUCO EAOMEZDE JULHO DE 1854.
Conaulado de 5 por celo. 11:7028700
Dilo de 2 por cenlo. 749392
Ancoragem........
Direilos de 15 por cero das
emiiarcares cstranciras
que passam anadones. .
Ditos de 5poncenlo nrom-
pra c venda das emirca-
coes...........
Expediente das rapaeias.
Sellos, fixo e proporcmal.
Emolumentos de ccrtlcs.
8169600
138260
2679550
5198895
7699820
78680
14:7775092
:,yi.-so,
17:1719897
Direns provincia*.
Dizimn dn ai-j.i-id.iu c oros
gneros do Rio lirado du
Norle.......... 119106
Dilo dito dilo dilo dal'ara-
hiba........... 269690
Dilo do assucac e luiros
gneros da dita...... 101*237 1:24"*148
Dito dito das Alagdat. .
------------ 1:5999181
* JBi 18:7719078
CORREIO.
O vapor de guerra Mag, recebe a mala para o
Rjo de Janeiro hoie (2) as 5 horas da larde.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virtode da aulori-
sao.io do i-.viti, Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectos seguales :
Para o dcimobalalhn de infanlaria de linha.
Panno verde para sohrecasacas e calcas, covados
1,002; hollando de forro, ditos 1,197 ; brimbranco
de linhopara frdelas e calca-, varas 1,497 ; eslei-
rs, 184 ; aljodao-inlio para camisas, varas583 ; bo-
les de o-so brancos, 'grosas 25 ; ditos de dito pre-
los, dilas 36 ; pares de sapalos, 200 ; cartas de a, b,
e, 20 ; tra-lados de linha-, 20 ; dilos de bastardo,
20 ; dilos de baslardinho, 10 ; dilos de cursivo, 10;
laboadaa, 20; pedras de lousa, 10.
Meio haialh"o da provincia da Paralaba.
Copo de vidro, 1; pralo de louca, 1 ; bracos de
ferro para bataneas com 35 polegadas de compri-
inoiito, 4 ;
* Provimento dos armazens do arsenal de guerra.
Caixas com vidros, 2.
OPAcinas de primeira e segunda classe.
Costados de pao d'oleo, 6.
Quem os quizer vender, aprsente as suas propos-
tas em cartas fechadas, na secretaria do conselho as
10 horas do dia 5 de agosto prximo vindouro.
Secretaria do couaelbo adminiatrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 22 de julho de 1854.
Jos de Brito nglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carino Jnior, vogal e secreta-
rio.
ADMINISTRAR VO' DO PATRIMONIO DOS
ORPHAOS.
Peranle a administracao do patrimonio dos or-
pbaoa se bao de arrematar a quem mais der, e pelo
tempo que decorrer do dia da arrematacao at o fim
de junho de 1855, as rendas da casa n. 13 da praca
da Bua-Visla ; aa pessoas que se propozeren a dila
arremataran, poderao comparecer com seus fiado-
res, na casa da sesaao da mesma administraran, no
dia 4 do futuro mez, as 12 horas da manhaa. Secre-
taria da admini-trelo do patrimonio dos orphaos 31
de julho de 1851.O secretario, "
Antonio Jote de Oliteira.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direccao do
Banco de Pernambuco se faz certo aos se-
nliorcs accionistas, que se acha autoiisado
o seu gerente para pagar o ciuarto divi-
dendo de 12^000 por aeco. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 185i.Joao
Ignacio de Medeiros Reg, secretario.
Depsitos sabidos.
Ditos existentes. .
2759055
3:505j>8il
Mesa do consulado d Pernambuco 31 de julho de
1854. O escrivao,
Jacome Gerart Mara Lumachi de Mello.
Exprtacao'.
Para, escuna n ar i ont./-.'m/-i, de 111 toneladas,
conduzio o seguinle : 18 barris e 24 barricas rene-
bra, 6 saccas erva-docc8 dilas cominhos, 20 fardos
e caitas com fazendas, caixas espingardas, 46 pe-
cas de lona, 1 caixinh diversas mcrcadorias, 602
barriquinhas com 2,56ferrobaa e 1 libra de assucar,
50 aaccaa caf, 310 caixi charutos.
Rio da Prala, siimacihcspanhola Guadelupe, de
194 toneladas, conduzii o seguinle: 400 barricas
com 3,309 arrobas e i libra- de aasucar, 52 pipas
com 17,185 medidas deguardenle cachaca.
RECEBEDORIA DE ENAS INTERNAS CE-
RAES DE ERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1......581)710
CONSUI.ADI PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1.......1:1 Tr. Vi
MOVIMENT) DO PORTO
FNDICAO' E MAIS OFFICINAS "
RA IMPERIAL N 118 E 120. E DEPOSITO NA RA NOVA N. VJ.
Respeilosamenle avisam ao publico, e particularmente aos enhorca de engenho e destiladores, ele,
qne esle eslabelecimento se acha completamente montado com as proporces necessarias para desempe-
nhar qualquer machina, ou obra conccrnenle ao mesmo. Os mesmos chamam a atteoco para as te-
goinles obras, as quaes construidas em sua fabrica competen coro as fabricadas na Europa, na qualidade
e mi d'obra, e por menos preco, a saber :
MACHINAS de cobre continuas de destilar, pelo methodo do autor franee/. Derosne, as melhores machinas
que para esle fim al boje tem apparecido.
ALAMBIQUES de robre de lodas as dimensCes.
TODOS OS CORRES necessarios para o fabrico de assucar.
TAIXOS de cobre para relinacao.
TAIXAS de dilo para engenho.
DITAS de dilo movis para dito.
BOMBAS de cobre de picote, de repucho, de roda e de pndolas.
ESCRIVAMNUAS de lalo dos melhores modellos.
DI 'ue dilo galvanisadas.
SINOS de lodos oa laman bus.
OS APRECIAVEIS FOCO'ES de ferro econmicos.
BURRAS de ferro as maia bem construidas.
CARROS de dilo de mao.
PORTO'ES de ferro.
VA RANDAS d dito.
GR A DI AMENTOS de dito.
TAIXAS de dito.
CALDEIRAS de dilo.
BANHEIROS de tinco e de folha para hanhode choque.

\
PIBLICACAO DO INSTITUTO IIOSMEOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMCEOPATHICO
OC
VADEMCUM DO HOMOPATHA.
AVISOS MARTIMOS.
Se a fazenda se acbar em Ierra plana, um colivador
seria o mais proprio instrumento para a limpa ; po- |se muila importancia ao aplanar da superficie do
rom nqni se aprsenla de noxo a nr.csmi did cuida- terreno, para evilar^que o calor do sol nao seque 13o
de de que j fallamos fetal i respeito do arado,
grade, etc., etc.
Se depois da segunda limpa os algodoeiros planta-
dos nos fosaos se tiverem desenvolvido de m.meira,
que se possam impedir recir rucamente na 'ucen-
cia, he preciso arrancar um ou dous dos maia Tra-
eos. Eite Irabalbo requer ce-la cautela, afim Je nio
prejudicar aa plantas do ladi. Finalmente, I ipan-
do pela Isceaira ver, ae arrancar i de novo; is mais
fracas, e quanlo mais se ai proviua do renlro do
facilmeulc a bumidade da Ierra, tilo neressaria i\
cerniiriacao. Logo que a plaa brotar c liver lau-
cado cinco ou seis olbas, arranca-se as hervas par-
sitas ;e lendo ella chegado i altura de um palmo
ou mais. Pica despuntada com os dedos pollecar c n-
dex, logo qnando o tronco moslrar-se de cor de
chumbo cinzenta. Esle deaponlamento deve aervir
para fazer que a planta lance maior numero de ra-
mos lateraes, e qoe de orna colheila mai- ahndame
do que costuma geralmenle. Ao reslo tambem se
faz islo, porque o algodao foi admitlido na cultura
rolaliva, e he seguido pelo trigo, que romo se diz
cresce muilo bem depois do primeira. Effeclaido o
COMMERCIO.
PRACA DO RECIPE 1. DE ACOST AS i
DORAS DA TARDE.
lloiarc- olliciacs.
Descont de lcllras de 2 mezes7 lis! K ao anuo.
ALFANDEGA.
Rendimenlo dn dia 1...... 8:H-581'J
escarrega huje i de agosto.
Brigue americanoBrrezefarinha de Irigo.
REMMMEMO DO ME/. DE JULHO.
Iteiiiliini-iiio total...........3G$8S$X5
Rcslituiccs............... i-3000
Rs. 3654619375
Importacao.
Direilos de consumo. "......35840697X1
Dilos de 1 por cenlo de reevporlariio
Navios eirados no dia 1.
Rio de Janeiro18 da ucuna brasileira Flota,
de 115 toneladas, cailao Jos Severo Morcira
Rins, equipancni fi, arga caf e vaailhame : a
Antonio de Almeida ornes & Cnmpanhia.
dem16 dias, brigue lasileiro Elvira, de 181 to-
neladas, capullo Jnaq m Pinto de Oliveira e Sil-
va, cquipagem II, c.ga farinha de mandioca e
caf ; a Machado & Inheiro.
demli dias, palaclinrasilciro BomJesu*. de 170
I nieladas, capilAo Maoel Joaquim Lobato, cqui-
pagem 9, carga farim de mandioca; a Novaes
& Companhia. Pasareiroa, Antonio Joa Bar-
reros, Joo da Cosa agalhes, Saverino Facun-
do Ooncalves.
Montevideo15 dias, b-ca brasileira Adelina, de
238 lanciadas, capilAlaudino Joa Raposo, cqui-
pagem 12, carga 165 irricas com farinha de tri-
go ; a A mor ira Ir mar.
Rio t irn le do Sul22 as, barca brasileira Ma-
thilde, de 233 lonelais, capitn Jcronymo Jos
Tellu, equipagem 1 carga 11,000 arrobas de
carne secca : a Maiel Alves Guerra Jnior.
Passageiros, Raymum Jus Pereira da Silva c
Joao de Mallas.
Naeiot sahid no mermo dia.
ColingnibaSumaca bisilcira f7or do Angelim,
mestre JoAo Rodrigm dos Santos, carga varios
gneros. Paasagciro- Francisco Borges de As-
snmpcan. aua senhora! 1 menor, Manoel Lo.tes
Cuimares, Jos Ferindcs da Silva Couto, Lou-
renro (ioncahe- de ilbuquerque c Silva, Jos
Anlonio Hypolilo da uva.
Ttiritlraojjc "do Sj^t'lacho brasilciro liulerpe,
rapiaoForluosoJo) Pereira Dutra, carga assu-
car o agurdenle.
AssiBarca brasileir litperalriz, em la-tro. Sua-
pcnileu do laraeirai
New-YorkBarca arericana John Colby, com a
meama carga que Uuxe. Suapendeu do lameiro.
EJITAES
O Illm. Sr. ir-pretor da thesouraria provin-
cial, em rumprimen) dr ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provinciale Hdo corrente, manda fazer
publico, que nos dia s, n c 10 de agosto prximo
vindouro, ae ha de rrenatar peranle a jimia da fa-
zenda da mesma U-- ni aria, a quem mais der, o
sitio do jardim botnico la cidade deOlinda, servin-
dodc base a arremlaeAi o ofTerecimenlo de 2:000?,
feilo pelo licitanteMaiucl Peres Compeli Jacome
da Cama.
As pessoas que c prorjzcrem a esla arremataron.
comparceam na asa das csses da mesma una nos
diaa cima derlandoss po meio (lia.
E para conslarjc inanwu aflisar o presente e pu-
blicar pelo Diarii.
Secretaria da lieaouraia prov incial de Pcmam
buco 20 de julho de \Ki.O accrelario,
.infolio Fcreira da Annunciariio.
O Illm. Sr.inspcclr da thesouraria provinria!,
era cunipriiiienli da ordm do Exm. Sr. presidente
da provincia, dc2l du crenle, manda fazer publico
que iras dias 14.16a 17e agosto prximo vindouro,
se ha de arremitar pernte a junta da fazenda da
mesma Ihesouraia, qum mais der, o rendimenlo
do pedagio da barreira o poulc dos Carvalhos, a-
valiado annualncnle em :000500,
A .ni i-malaca! ser fch por lempo de 10 metes,
acontar do 1.' !e setcmro do crrenle auno, ao
fim de junho de. 18,55.
As pessoaa que se propzerem a esla arrcmalacilo,
comparceam naaala das --socada lucarna junla nos
diaa cima declarados, [lo meio dia, competente-
mente h.diilila I. -.
E para constar se mandu allivar o prsenle, c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraa provincial de Pcrnanv
buco, 22 de julho de 1851-0 secretario,
Antonio P~reira o"Annumiarilo.
O Dr. Abilio Jos Tavareda Silva, juiz de nrphios
e menles ne-la cida- do Itecile e aeu lermo
provincia de Pernamhto por S. M. I. e C. o Sr.
D. Pedro II que Deoa jarde ele.
Faro saber aos que o ptscoli vircm, ou delle co-
nhes'imenln livercm, queibo mudado as audien-
Para o Para pelo Maranhao, segu com muila
brevidade, por ter parte da carga prompla, o brigue
//'-/,- : para o reslo Irala-sc com o consicnalai io
Manoel Alves Cucrra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14, ou com o capitao Andr Antonio da Fonce-
ca, na praca.
Para o Assu' c porlos intermedios, segu em
poucos dias a lancha Nota Esperanra : para carga
e passageiros Irala-sc na ra da Cadeia do Recife,
leja n. 50,
Para a Bahia segue a veleira sumaca llorten-
cia ; para o reslo da carga, Irala-se com seu consig-
oalario Domingos Alves' Malbeus, na ra da Crut
n. 54.
Companhia brasileira de paquetes de
Vapor.
O vaporbraaileiro|Tu-
cantin*. novo, de pri-
meira viagem e de ex-
cellcnle marcha, com-
^^ffi^Wsjauflr-r manda nlc Francis-
co Ferreira Borgu, espera-soda Europa prxima-
mente al lOdo agoslo, e seguir depuis de pequea
demora para a Babia e Rio de Janeiro : lem oa me-
lhores commodos para paaaageirus, e entrar para
dentro desle porto: quem nclle pretender embarcar,
dirija-se ra do Trapiche n. 10, segundo andar na
agencia.
Para o Aracaty, no dia 5 de agoslo segue im-
prclcrivclmenle ltate Duvidoso por ler sua carga
toda prompla: para passageiros, lra(a-se com o mu-
ir do mesmo, ou com Joaquim Lopes R., do bit liar.
no becco da Cacimba no Recife n. 11, primeiro an-
dar.
PABAOCEAR.V.
Sabe neslee dias o hiale Novo Olinda, para o res-
tante di carga a tralar com Tasso Irmaoe.
Para o Rio Grande do Sul vai sa-
hir na presente, semana o brigue nacio-
nal ((Firma, do qual lie capitao Manoel
de Freitas Vctor ; pode receber alguma
carga mittda, escravos a frete c passagei-
ros, para os quaes tem bous commodos ,
trata-se com os consignatarios Novaes &
Companhia, na ra do Trapiche n. 34:
primeiro andar.
ParaoCeara', Maranhao e Para' se-
gu com muita brevidade, por ter parte
da carga prompta, o bem conhecido pa-
tacho Bom Jess, novo, forrado de cobre,
e de primeira marcha; para o resto da
carga, trata-se com os consignatarios No-
vaes & Companhia, na ra do Trapiche
n. Z\-, primeiro andar.
AO PARA' PELO MARANHAO'
, Segue com brevidade por ter grande
parte da carga, a bem construida escuna
Flora, n capitao J. S. Morcira Rios, pa-
ra o resto da carga trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Comes &
Companhia: na ra do Trapiche n. 1G,
segundo andar. "
Methodo conciso, claro, e seguro de curar homasopathicamenle todas as molestias, qoe aJUigem a
especie humana, e parliculanncule aquellas qoe reioam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra imporlanlissima he hoje reconhecida como a primeira e melhor de lodas que Iralam da ap-
pliearao da horoo?opathia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
passo seguro sem possui-la e consulla-la.
Os pas de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, capites de navios, serlanejos, etc.,
etc., devem te-la a mo para occorrer promptameote a qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por......... tOaOOO
Encadernados..........]* 113000
Vende-se nicamente em casa do autor, ra d S. Francisco (Mondo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
p",nu1em Poder ser felit na cura daa molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
r>oa qualidade. Por isso, e como propagador da liumrrupalhia no norte, c immedialamente inleressado
em seas benficos successos, tem o autor do THESOURO IIOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immediala inspecr-iio, todos os medicamentos, sendo incumbido desae trabalho o hbil pharmacealico
eprofessor em hom.copathia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem cxeculado com lodo o telo, lealda-
de e dedicarlo que se pode desejar.
A elicacia desles medicamentos he alicatada por todos que os lem expr rimen lado; elles nao preci-
sara do maior recommciulacao; basta siber-se a fonte donde sahiram para so nu duvidar de seus pti-
mos resultados. r
Urna carteira de 120 medicamentos da alia e baixa diluirSo em glbulos recom-
mendados no THESOURO IIOMOEOPATHICO, acompanhadsda obra, e de urna
caixa de 12 vidrus de tinturas indiapensaveis........'
Dila de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas '.
Dita de 60 principaes medicamentos recommendados especialmenle na obra, e com
urna cana de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grindes.).
,,., ... i) (tubos menores).
Dila de 18 dilos, ditos, com a obra ('tubos grandes)........
....",. (tubos menores). .
Dita de 36 dilos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .
nu ( L j-. "o (tubos menores;.
Uila de .JO dilos, c 3 vidros de tinturas, com a obra (lubos grandes) ....
.... 'i, .. (lubos menores)
Dila de 24 dilos dilos, cum | obra, (tabea graudes).......
_ ji (lubos menores).
Tubos avulsos arailes..............
U pequeos..........\ \ \
Cada vi.lro de tintura.
Vende-se o tratado de FERR AMAREI.LA pelo Dr. L. de C. Carreira, por
Na mesma bol ica se vende a obrado Ur. C. H Jahr Iraduzido cm porluguct c acom-
modada a,inlelligencin do povo..........
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
1009000
909000
609000
49000
509000
359000
109000
309000
359000
269000
309000
2O9OOO
1901K)
900
29OOO
couforme o
precos comino.
29000
69OOO
ANTIGU1DADE
E SUPERIOR1DADE
DA
de_JiO annos; cura radicalmente em pouco lempos
CAtcA ..^,^, ,com noura despeta, sem mercurio, as affeccOes da
SiALSA PARRILIIA DE BRISTOL pelW, iinpingens,. ascousequencias dassarnas, ul-
. sobre ccrJs> e s accidentes dos partos, da idade critica e
1 "sU Si IHI1K1I IH I1I-' S4MK da,;mmol,'a herediUria dos humores; convm aos
a 0AL3A 1.11.111IIIA VI ^AI^U^. | calharros, da betiga, as conlraccOes, e fraqueta
o.c. n.n-^ CD?a0 dosorgaos, precedida do abuso das ingecclJes oa de
A SALSA PABRILHA DE BRISTOL dala do | ""las. Como anU-syphililico. o arrobe cora em
LEILO'ES.
de 1832, e tem constan temen te mantido a sua re-,
putacilo sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as preparar-oes de mrito podem
dispensar-sc. 0 successo do Dr. BRISTOL lem
provocado infinitas invejas, e, entre outras, as dos
srs. A. R. D. Sanda, de New-York, preparadores
c propietarios da salsa parrilha conhecida pelo no
me de *im|s.
Esles senhores soliciUram a agencia de Salsa par-
rilha de Bristol, e como nao o podessem obter, fa-
bricarain urna imilacao de Bristol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. RrD. Sands es-
creveram ao Dr. Bristol no dia 20 de abril de 1812,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, 4c.
Nosso apreciavel senhor.
. Em lodo o anno pasaado lemos vendido quanti-
dade* consideraveis do eilraclo de Salsa parrilha de
ymc e pelo, que ouvimos diterde suas virtud"
aquelles que a lem usado, julgamos que a venda da
dila medicina se augmentar muitistimo. Se Vmc.
quiter faier um convenio comnosco", eremos que
nos resudara muila vantagem, lano a nos como a
Vmc. Icmus murto prater que Vmc. nos responda
sobre este assumplo, e se Vmc. vier a esta cidade
daqul a um met, ou consa scmelhante, leriamos
muito prater em o ver em nossa botica, ra de Ful-
ton, n. 9.
Ficam s ordens de Vmc. seus segaros servidores.
(Assigoados) A. R. D. S..MIS.
CON'CLUSAO'.
1.e A anliguidade da salsa parrilha de Bristol lie
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
e que a de Sands s apparcceu em 1842, poca na
qual esle droguista nao pode obter a agencia do Dr.
Brialol.
2. A superioridade da salsa parrilha do Brialol
he inconlestavel: pois que nao obstante a concur-
rencia de de Sands, e de urna pnrro de oulras pre-
paracoes, ella lem mantido a sua reputacao em qua-
si loda a America.
As numerosas experiencias feilas com o uso da
salsa parrilha cm lodas as enfermidades oricinadas
pela impureza do saimue, e o bom xito oblido nes-
ta corle pelo Illm. Sr. Dr. Sieaud, presidente da
academia imperial de medicina, |ielo Ilustrado Sr.
Dr. Anlonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua
afamada casa de aaude na (anilina, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercilo, c
por varios outroa mdicos, permillem boje de pro-
clamar al lamente as virtudes cfficates da salsa para
rilha de Bristol vende-se a 39000 o vidro.
O deposito desla salsa mudou-se para a botic-
franceza da ra da Crut. cm frente ao cbafariz.
pouco lem|>o os fluxos rcenles ou rebeldes, qoe vol-
vem 1 ncessantes sem consequencia do emprego da co-
paiba, da cubeba, ou das iiijec$6es que represen-
tara o \iriis sera neulralisa-lo. O arrobe Laflecteur
he especialmenle recommeodado contra as doencas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodureto
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar ama
grande porco de garrafas grandes e pequeas, viu-
das directamente de Paria, de casa do Sr. BOvveau-
Laffecteuv 12, ru Richev i Pars. O formularios
dam-se gratis em casa do agente Silva, na praca ds
D. Pedro n. 82. No Porlo, em casa de Joaquim
Araujo; na Baha, Lima di limaos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, e
Moreira, loja de droaas; Villa-Nova, Mo Pereira
de Magales Leile; Rio-Grande, Francisco de Pan-
la Coulo & t.
James Crablrce & C, farilo Icilao, por inlcr-
venrn do aacute Oliveira, e por cuita c risco de
quem pcrlencsr, de 2 fardos de fio de vela, inteira-
inetile avariadns, a bordo do navio inglez Phil, na
sua rcenle viagem de Liverpool a esle porlo: sex-
la-fcira 1 do rorrcnlc. as 10 horas da manhaa, no
aeu armazem ra da Crut.
LEILAO MONSTRO.
SEM LIMITE.
Ouinl.i-feira 3, c aexla 4 do crrenle, o agente
Borja far leilao em aeu armazem. ra do Collegio
n. 11, de varios objeclos, como bem! excellenles rao-
biliaa de Jacaranda com pedra e sem ella, dilas de
amarcllo, ricos cuarda-veslidos, aecrelariaa e oulraa
militas obras de marcincria novas c usadas, varias
collecces de quadros grandes e pequeos com pti-
mas estampas e ricas molduras, obras de ouro c pra-
la, relogios de dilTorcnloa qualidades, louras evidroa
d\eraos, cuma grande porrn de livroa francetca e
porluguezes, 40 espingardas para caca c oulros nim-
ios objeclos. 1 ptimo cavallo de eslribaria muilo
gordo rom lodos os andares, um excellenle cabrio-
le! de 4 rodas com o competente cavallo: os quaes
estarn expoaloaao meio dia em ponto cm frente do
armazem 110 dia do leilao.
AVISOS DIVERSOS.
No dia 4 do correnlc, a 1 '.. hora da larde, lem
de ser arrematados por ser a ullima|prara, a arma-
cao e maia objeclos constante do cscriplo que exiale
em mao do porleiro do auditorio, cxiatenlc no ar-
mazem da ra do Vigario, ludo pcnborado pela ad-
ministracao do patrimonio dua orpluloa a seu deve-
dur Clauliun Jos dcSiqueira,juito da primeira va-
ra,cscri\ao Cunha.
Um rapaz porlusuez, com bstanle pralica de
loja de fhtendas e igualmente a comptenle escrip-
ia, se oll'erere para qualquer casa commercial, o qual
d fiador a aua conducta; esl arrumado, porm mo-
tivos ha pelosquaesdeseja sahir d'onde esl : quem
precisar anuuncie.
AO PLBLIC.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e gro&sas, por
prcros maisbaixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cOes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este esabelecimento
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francesa!, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta (loque se tem vendido, epor
isto ollcrecendo elle mai ores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprieta no desle importante es-
talx'lecimenlo convida a' todos os
seus patricios, c ao publico em. {je-
ral, para que vcnliain (a' bem dos
seus inleresses) comprar fazendas
btalas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
B9 Antonio Luiz dosSanlos & Kolim.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autorisado por deciso do conselho real
e decreto imperial.
Os mdicos dos huspilaes recommendam o arrob-
l.ail'erleiir, romo sendo o nico autorisado pelo n-
venlo e pela Real Sociedade de Medicina. Esle me-
dicamentn dura gosto agradavel, e fcil a lomar
em serrelo, esl em uso na mariulia real desde mais
Homceopathia.
Sk clnica especial das mo-
g LESTIAS NERVOSAS.
^ Hysteria, epilepsia ou gota co-
1 ral, rheumatismo, gota, paraly-
sia, defeitos da falla, do ouvido e
dosolhos, melancola, cephalalgia
'$) ou dores de cabeca, encliaqueca,
(^ dores e tudo mais que o povo co-
^ nliece pelo nome genrico dener-
Z voso.
]JZ As molestias nervosas requerem muilas ve-
-4w tes, alm dos medicamentos, o emprego de
4\ oulros meios, que deapertem oa abalara a
V aenaibilidade. Esles meios possuo eu ago-
(gj ra- e oa ponlio a disposicao do publico.
|A Consultas lodos os dias (de graca para os
*J pobres), desde s 9 horas da manhaa, at
M as duas da larde.
tt\ ** consultas e visitaa. quando nao poderem
f?) ser feilaa por mim, o serao por um medico
A de minha maior ennfianra: na de S. Fran-
2 risco (Mnndo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino
Olegario Ludgero Pinho.
Os Srs. Jos Candido de Oliveira Uchoa, Frei-
r (escrivao do brigue Ceareme) e Maria Jeaqoim
da GmrMi (flor) team cartas de Macera : na ra
da Cadeia do Recife n. 56 loja.
NOTICIA.
Francisco (lomes de Oliveira autorisado por pro-
curado bailante dos credores de Cregorio A SilVei-
ra, para Iralar sobre o melhor meio do pagamento
deslea quellea, convida a dilus credores, abaixo
mencionados, enmparcccrcm no dia :l do corrente
ao meio dia em poni, em casa do Sr. Viclor l.aane'
,na raa da Crut, para deliberarem no quo melhor
nm ven ha ; na corteza de que. nao comparreendo os
meamos credores, far elle quanlo julgar convenien-
te, cm visla dos poderes oulorgados na referida pro-
cura(;ao. Oa senhores : Vctor l.aane. Joao Keller
& C, Fox Brolhers, Ruasel Mellors&C, llenry
llison. Cala A Irmao. Brunn Praeger&C., Richard
Royic, Eduardo Burle, Timm Mouseo A Vinnassa
Feidel Piulo & C., James Crablree & C, Johnsloi
I'ater (',., Flix Souvace 4 C, Manoel Joaquim
Ramos e Silva, J. II. Cansley, Sequeira & Pereira
Srhafhcillin A; C, J. 1). Wolfopp, S. Schuller & C.',
JoSo Francisco Begis de Souta, Antonio I.uit dos
Santos, Joao dt Sequeira Ierran, J oau Fernandes P-
renlo Vianna, Antonio Luit de Oliveira Atevcdo e
Jtmes Rjder & C.
Ao illuslrissimo solicitador do coosulado, ca-
pitao da guarda nacional Joaquim de Albuquerqne
e Mello, pede o abaixo assignado, queira por vida
aua, por alma de seus dcfuutna, c pela sua honra
declarar a que iiir-au ptrlcnre; puis os meninos do
Iran dxem que he Porluguez, c pur isao nao pode
aer procurador, c nem ca|iiao. Ora, Sr. Joaquim,
deixe-se do ceremonias, lape a boca aos rpate.
O carne secca.
JoAo de Souta tem juslo e contralado com-
pra da casa terrea sita na ra da Guia n. 47, per-
lencenle a Juaefa Maria do Sacramenlo; quem com
dircilo ae julgar em dilacasa apreseule-sc no prato
de tres dias.
A pessoa que tiver bom leile) e quiter lomar
urna criara.a para ainanieiila-l.i cm na casa: dirija-
se aos Qualro Cantos da Boa Vista n. I.
Ouerece-BC um rapat brasilciro cora 18 anuos
de idade. para raixeiro de ra ou deoulro qualquer
eslahelecimeuto, excepto taberna ou padaria, o qual
lem pralica de negocio ; a pesaoa que do sen pres-
umo se quiter uiilisar, anuuncie para ser procu-
rado.


>
90
\ _


*-*.-. .*^w. **
~.~..
^
DIARIO DE PERNAMBCO QUFTA FEIRA 2 DE AGOSTO OE 1854


O abaixo assignado faz sciente aos devedores
do finado seu irmao Jeto dos Santos Tu uro de Sou-
za, que cabeudo-lhe cu parlilha de lien nra por si e
por sua mili c mais henleiros, do que lia procurador
das dividas da casa Tinoco &|Morae-s.tem de liquidar
dulas, e rosa aquello? que silo devedores dita ca-
sa Tenliam salistazer seus trilitos, ni ina Nova n.
4'.', e li'in autorisado seu cunhado O. P. Azcvedu e
seus caiiciroi, para laei dividas receberem.
Francisco Ignacio Tinoco de tiouza.
No lia 2 de asusto prximo, se liflo de arre-
matar 2 cas de snbraco na ra dos Copiares n. 1 c
3, avahadas ambas por 1:000:600, por execucao de
D. Anna MaraTheodoia l'ei .-ira Durilo, contra Jo-
s Dias da Silva; he a ultima praca : as 4 luirs,
na porta da casado lllm. Sr. I)r. jaiz municipal da
segunda vara, ra estrella do Rosario.
U. W. Bavnon rirurgio dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n. 12.
Precisa-se de um caixeiro que entenda de bi-
lliar : na rui da Cadeiade Santo Antonio n. 10 pri-
meiro andar.
No dia 12 de maio prximo passado, fugio de
bordo do vapor Imperador, ancorado na Pctitinga
provincia do Kio Grande do Norlc, um escravo cum
os-jignaes seguintes : caixo, clieo do corpo, prcto,
crioulo da provincia doMaranliAo, onde foi compra-
do poneos das antes dt embaicar para o Sul, cha-
ma,- Adrin, e lem eni um d pcitos signaes como
de carne estufada : grnlifica-se com 1003000 n. a
queru o apprehendcr, devendo noticiar a seu senhor
o bacharel Abreu e l.iina, no Maranhan ; em Per-
naiuhucu a Jnaquim Ai ionio de Falta Barbosa ; no
Rio rande do Norte ao Dr. Jeronvmo Cabral Ra-
pta*, da Cmara.
Alugam-se 3 escravos para o servido interno e
externo de casa por j b-r alguma pralica, epata bo-
eqiiim ou hotel : a tratar na ra do Vigario n. 29.
Aluga-se um pequeo sitio com boi casa e al-
gom arvoredo de fruas e pirreiral de uvas, boa
agua de beber;no principila estrada dos Afllictosao
p da ponte do Manguinho : q iem o pretender fal-
le no largo da Tremp* sobrado n. I que lem taberna
por baixo, e ahi mesmo ha urna porreo de pos de
sapolis de bom tamanho que se vendem por prejo
conimodo, assim como si inonlo de macaxeira.
Precisa-sede 4009000mil rs.comhypotheca em
um sitio no Kemedio, tambem se vende: no lVseio
n. 13 se dir com quem se traa.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RITA DO COLLEGIO 1 AXTOAB 25.
O Dr. P. A. Lobo Mosco/o da consultas liomeopalhicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manh.ia ale o meio dia, c em rasos extraordinario a qualqurr hora do dia ou noite.
ORerecc-se igualmente para praticar ipiaiquer operara do c-irorgia. e arudir promptamenlc a qual-
quer mulherque estoja mal de parle, c cujas circumslaiu-ias n,lo permit a ni pagar ao medico.
NO C011M0RI0 O DR. P. A. 10B0 NO.
25 RA DO C LLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE!
Manual rompido do Dr. 6. II. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Mosrozo, qualro
voluntes cnraderiuidos em dous :................. 209000
l'.-1 i obra, a mais importante de lodas asqnc trataroda homeopalhia, interessa a Indos os mdicos que
quizerem experimentar a doulrina de llahneinann, e por si proprios se convcnccrem da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho e faze.ideiros que estao longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capiles de navio, que nao podan deixar urna vez ou oulra de Icr precisan de
acudir a qualqoer inrommodo seu ou de seus Iripolanles ; e interessa a todos os chefes de familia e.ue
por circumstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, silo nbrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homcopalha ou tradacrio do Dr. Hering, obra igualmenlc til as pessoas qnesa
dediram ao esludo da homeopalhia um volume grande..........
U diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pliarmacia, ele, ele.: obra indis
pensavel s pessoas que quercm dar-se ao esludo de medicina........
Urna carleira de 24 tubos graudes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 com os ditos. ,................ .
Cada carleira he acompinhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a cscolha. .
Dita de 60 tubos com ditos......................
Dita de 144 com ditos..................../. .
Estas sito arompanhadas de 6 vldros de Unturas i escolha.
As pessoas que em logar de Jahr qnizerem o Hering, ler.io o abalimenlo de OJOOO rs. em qualquer
das earteiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lobos pequeos para algibira.............. 8SO00
Ditas de 48 ditos......................... 16&000
Tubos grandes avulsos....................... lc Vidros de meia onca de linlura.................... 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprietario deste estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da soperioririade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha empre i venda grande numero de lobo de cryslal de diversos lamanlios, e
aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com loda a brevidade e por presos muito com-
No dia 29 do corrciiledcsapparoceu da casa do
ahaixo assignado um seu es-rsvo de nomc Joaquim,
de iiai.'flo Camundongo, rieidade mais ou menos 30
annos, levon camisa e alea sol de algodao, he chcio
do corpo : a pessoa qoe o iprehcmler, Irazeudo a
dita niinlia casa, na ra de Pil.ir n. 133, ser hem
recompensado.Joo Coc u do /{otario.
Aluga-ae urna prela prfeita engommadeira e
cozinheira : na ra do Quemado n. 44.
COMPRAS.
EXPLENDIDOS REIR- 9
3 TOS ACRYSTALOTYPO,
&. TIRADOS NICAMENTE COM A ?
CLARIDAUE PRECISA.
* J. J. Pacheco, ten lo re-olvido demorar-sc
tJ,- .mais alguns dias nesla cidade, previne a lo-
4A das as pessoas que .lesejar;m um perfeilo
retrato, que dignem se procura-lo no seu es-
labclecimcnlo, quer esieja o dia claro mi |
c*>inn. Os retratos *Ao fii.es e inalleraveis
com o lempo, e as cores sao as mais natu- '
raes que aqui se (em visto. O respeilavel ,
poblicn continua a ser convidado a visitar a
galera todos os dias, desde as 8 horas da ma- i
Vi al as 9 da noile. No mesmo estabe-
lecimento encontrarlo os pretendentes um
rica sorlimento de quadros, caixas, alune- i
tes, cassoletase aneis. Aterro n. i, terceiro
andar.
88000
49000
408000
433000
508000
608000
tOOtfOM
modos.
Precisa-se de urna ama rapa/, para casa de pou-
ea familia, e que saiba engommar: na ra do Ca-
bng n. 2, esquina que volla para os qoarteis.
Vendem-se meias de borracha elsti-
cas, para erysipela na ma da Cadeia do
Recite, loja n. 51, deJoao da Cunha Ma-
galliaes.
ATTENCAO.
Hontem 31 de julho pelas II liaras do dia, um pre-
lo de estatura regular, cora calca e camisa de panno
branco, furlou do sitio cu llospicio da Sr." viuva
Cunha, onde mora o abaito assignado, 3 colhcres de
S-ala, sendo duas de sopa e una de cha, feilas no
orto, contrastadas e com poucouso: ruga-se'per-
ianto qualquer pessoa a quem as mtsmas sejam of-
ferc-cidas, o favor de as apprehender, qaealm dse
lhe Mear obrigado se recompensar.
Jos Joaquim da Silca Maia.
Constando aoahaixo assign.ido que Justino Al-
ves da Costa, procura veoder urna casa que lem no
lugar da Captiuga, para o fim do evitar a evecurao
qne o annuiiciaute lhe move no juizo do civel desla
ridaile escrivo, Molla, previne por este meio que nin-
goem compre ou hypoleque dita casa, que tem de
ser arrematada em prarja publica. Recifo 31 de ju-
lho de 1854.Antonio Teixeira do Sanios.
MANOELAIGUSTO DE MENEZES COSTA,
profuisor da arle de msica, oOcrecc o seu presumo
ao rcspeitavel publico para leccionar na mesma arle
vocal e inslriiiiiciii.il. lantc em sua casa como em ca-
sas particulares : quem de sen presumo se quizer
ulilisar, dirja-se ra do Aragao n. 27.
Aos I 'i,Si KKI n.
Precisa-se alugar nm,Tpiu.Uo*. vendedora, nao
se procura (er habilid_ade: quem a liver dirija-se
ra do Padre Floriaiib o. 27.
No Recife no hocen do Ahr;u n. 1, faz-se si-
nelcs para marcar rimpa.
No recnlhiment de Nossa Sennora da Concei-
oao de Olinda, ha bom doce do caj secco para se
vender a 400 rs. a libra.
Aloga-se urna prela cozinheira, lavadeira
engommadeira, sem vicios : a tratar na ra das Cro-
zcs n. 3.
O Sr. acadmico primeiro annisla J. C. M.,
queira ler a bondade de ir ra de Sania Theigza
n. 20, ultimar o negocio que deu principio no da
13 do correle, em a ra da Cadeis, defrontc do bec-
co l.argn, uo bairro de Recife; o no caso de se ne-
gar ao cumprimenlo deste dever, lera de ver seu
nomc por extenso, conlando-se o negocio circunslan-
ciadaineule.
Precisa-se le um caixeiro purluguez, de 14 a
16 .unios dcMdaile, para lalierna, e qoe (euha alga-
rai pralica : na ra da Senzala N iva n. 22.
Perdeu-se desde o Recife al a Passagem da
Magdalena, um lenjo branco com barra azul, con-
tendo dentro um recibo de 2009000 rs. e em dinhei-
ro a quanlia de 488000 rs. em sedlas, sendo 2 de
208000, I de 58000, 1 de 2,-jOOO, e oolra de 18000 :
quem o achou, querendo restituir, dirija-se a palla-
ra da Passagem da Magdalena, pois he o dito di-
uheiri) deum hoinem pobre; que ser iniiilo bem
recompensado.
Je souadgiic ltbrard ai l'honneur de preve-
nir le publiejqu'a dalcr d'.iujourd'hui 1. aout 1854,
je me suis aajeinl pour assori Mr. Rlaudin. La
raison sociale esl Hcbrarcl el Rlaudin. Je me suis
reserv la signatura sociale. Mr. Hlancljii signera
par procuracin. J'ose es| erer que les personnes
qui m'ont houor pendan! 12 ans de lcur confian-
ce voudrjind bien me la continoer tous mes cffnrls,
ainsi que ceux de mon associ, lendronl nouseu
rendre dignes. *
MadameTbeard faz saber que d Sr. Guilherme
Augusto de Azeredo uo he mais caixeiro de sua
casa.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
M FUKDICaO' de ferro do ememieiro
DAVID W. roWlAN, NA REA DO MU,
PASSAISDO CHAFARIZ,
ha sempre um grande lorlimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construcro ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidacle, e de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
SOes ; crivos e boceas de fornalha e registros de hoei-
ro, aguillioes,bronzes parafusos e cavilhes, moinhos
de mandioca, etc. etc.
A 1ESMA n mu; id'
se eiecutam todas as enconunendas com a superiori-
dadej conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em prero.
Previne^e as pessoas ^ue arrematarem os bens
do tinado Jo3o de Alientan Cisneiro, qoe vio i pra-
ja pele juizo de orphios do termo de Olinda,que par-
te daf Ierras denominadas Reberbe de baixo, se
acharo aforadas com foro perpetuo pelo mesmo fina-
do Joao de Allemao Cisneiro a l'ranciscc Jos dtyj
Paola Carneiro, Francisco de Paula Fernandes Mo-
reira, Francisco Manocl le Frailas e Joso Pedro
Chaves.
OBerece-se um mo?o hrasileiro, casado, com
pouc.i familia, para caixeiro de qualquer estabeleci-
mento, o qual sabe hem ler. cscrever e conir, para
dentro e fora da praco, do que di fiador a sua con-
docla ; a pessoa que o pretender, dirija-se rua do
Padre Florano n. 69, ou annuncie por esta follia
para ser procurado.
Ouerece-se urna mullier forra para ama de com-
prar e eozinhar : quem precisar, dirija-se a rua dos
Acoiisuinhos n. 18, que achira a mesma para tratar.
D-se dinheiro a joros com penhores de ouro :
na rua estrella do Rcmario n. 7.
l'recisa-se de una ama para casa de pouca fa-
milia, que cozinhe o diario fara o mais serrc-o io-
lerno : na rua do Qnciiiudc, luja de ourives u. 26.
lendo ultimado o qtatrienio do juiz munici-
pal o do orphaos desle Icrm) o lllm. Sr. Dr. Jos
Quinlino de Castro l.cao, o ahaixo assignado falta-
ra a um rigoroso dever lo da gratidao; se rao pa-
leuloasse o agradectmenlo em que esl parn com o
Htm. Sr. Dr.Quinlino, pela; maneiras urbanas ede-
Iicadas cora que sempre o l.-alou durante dms an-
uos e meio em que exerreu a seu cargo o lugar de
rscnvo de orphaos do mesrio termo: queira pois o
Ulm. Sr. Dr. Quinlino aceitar o sincero testemunlio
de quem faz votos para ver apreciada! as suas ex-
cellenles qualidades. Cidade de Olinda 1. de agoslo
le 185i.Francisco das Cltaga* Cavalcanli ,"essoa.
OUcrece-so urna iniilher para ama de casa d
honicrn solteiro, a qual sabe fazer todo sen ico de
urna cosa : no paleo do ilo.-pal n. 18, segund'o an-
dar, i
Joao da Costa Palma faz publico,
que a Sra. Vicencia Ferreir.t Cardoco nao
ptkle vender a casa da rua do Padru Flo-
riano n. 56, porque a respeto desti casa
pende pleito entre amitos, t ja' o annun-
ciante tem obtido varias stntcncas a seu
l'avor.
Pttblicaco litteraiia.
In-liliiicoes de Direilo Civil Porluguez por M. A.
Coelho da Rocha, Ionio da faculdade de direilo da
univer.lesida ei,l|Coimhra, lerceira e nilida edicao,
em 2 volumes em nitavo, adaptadas ao foro do Hra-
sil, com a IcgislacAo hrasileira vigente, e algumas
notas explicativas exlrahidas das obras dos mais exi-
mios lelos para melhor Ilustrarandas doulrinas nes-
se excellente compendio ensinadas, por Antonio de
Vasconcellos Menezes de Urumniuiul, bacharel for-
mado em scieucias jurdicas e sociaes pela academia
de Olinda, advogado nos auditorios do Recife. Para
a publicado dessa obra Uo inleressante e indispen-
savel a todos os senhores juizes, advogados e mais
pessoas, que so dedicara smesmasprofissoes, ou alias
precisan) possuir urna minuciosa c methodicacompi-
laeao do Direilo Civil Patrio, tendente a adquirir
pleuo coohecimenlo dos seus direilos e ohrigarfies ;
subscreve-se em Pernambuco, na praca da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8 ; no pateo do Collezio, casa n,
29, lujas n. 6 e 20, e na rua do Hospicio n. 9. O
preco da assignatura ser de 168000, pagos a en-
trega de cada exemplar, e logo que haja numero de
assigoaturas siiflicieule para salisfazer as avultadas
despezas da imprtssao, ir para o prelo, uo dia da
poblicae3o da mesma, encerrar-se-h a assignatura,
vender-sc-ha mais caro.
Lotera do bospital Pedro II.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Sonza Jn-
nior, avisa ao respeitavel publico que seus bilheles
inleiros, meios hilhetese cautelas da lotera cima,
seacham venda pelos proco- abaixo, na [iraca da
Independencia loja u. 4, do Sr. Fortunato, n. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. Faria Machado, e
na rua do Queimado n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja lotera lem o andamento de suas rodas
no dia 18 de agosto prximo futuro. O mesmo cau-
lelisla se ohriga a pagar por inteiro os premios de
10:0008000, de 4:0003000 e de 1:0008000, queos di-
tos seus bilheles inleiros e meios obtivercm, os quaes
vao rubricados com seo nome.
Rilhetes 118000
Meios bilheles 58500
Quartos 2*700
Oitavos 18500
Decimos IcCriOO
Viuesimos 600
O solicitador Camillo Augusto Ferrera da Sil-
va, pode ser procurado para lu-)o quedisser respei-
to a sua prolsso: no escriplorio do lllm. Sr. Dr.
Joaquini Jos da Fonscca.
Nao ha melliores no mercado.
No antigo depsito las bichas de Hamburgo, na
rua cstreita do Kosario n. 11, he chegado novo sorli-
mento de bichas de Hamburgo, que se vende por
atacado, aos ceios e meios centona retalho, e tam-
bem se alugam por menos prero do que em oulra
qualquer parle.
antigo deposito de cal e
potassa:
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
JOIAS.
Os abaixo assignados, donosda nova loja de ouri-
ves da rua do Cabug n. 11, confronleao pateo da
matriz o rua Nova, fazoiii publico que oslan comple-
tamente sor lulos dos mais ricos e bellos goslos de to-
das as obras de ouro, necessarias lano para senho-
ras, como para humen- e meninas, e conlinuam os
preeos sempre muilo em conta ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras quevenderem apassar urna
conta com responsahilidade.especficandoa qualidade
do ouro de 14 oo 18 quilates, ficando assim tojeitos
por qualquer duvida que apparecer.
Serafim & rmao.
Na rua do Rangel n. 38, se da dinheiro a jnros
sobre penhores de ouro e prala.
Quem precisar alugar un escravo prelo, para
o serviro de casa c rua, para'qualquer armazem, ca-
palazia, trapiche e prensa de algochlo, dirija-se a
qualquer hora do dia rua da Soledade, qqe segu
para o Manguinho, no sitio dos 4 leGes, que achara
com quum tratar.
PIANOS.
Patn Nash & C. acabara de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguacs em qualidade c vozes aos dos bem eonherid
autores Collard & Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
Compram-se paacties brasileiros e
hespanhes : na rua di Cadeia do Recife,
luja de cambio n. 24.
Compra-se nina porrf) de ps de laranzeiras
da China, promptos em cavles para embarque :
quem os liver, querendo vcilor, falle na praca do
Corpo Santo n. 6, escrplorii
Compra-se umaescrava de 20 a 26
annos de idade, que sba coser e engom-
mar ; agradando na< se olha a preco :
quem a tiver podera' levar a rua do Vi-
gario n. 19, segundo .ndar, no escripte-
rio de Machado & Piriieiro, para tratar.
Compram-se escravos 10 a 22 annos para se
exportar, lendo boas ligurs e habilidades paga-sa
bem : na rua Direila n. 66
Compra-se urna eserira prela, ainda mora,
bem parecida, sem molestiae vicio alsum, e que se
venda por alguma oulra cicomstaucia, que saiba
coser, engommar, cozinharjavar, e sirva para casa
e rua : quem a tiver, dirjase a qualquer hora do
dia roa da Soledade, logoio sahir para o Mangui-
nho, no sitio dos 4 leOes, q>e adiar com quem tra-
tar.
-- Compra-se na tabernado pateo do Carmo, qui-
na da rua de Hortasn. 2,iidros de bocea larga e
usados.
Compra-se 8 a 10 miieiros do cachimbos de
barro : quem liver annunc? para ser procurado.
Compram-se dous pac para lipnia, noves e
sem defeito: quem os tiveipara vender annuncie
para ser procurado.
Compra-se urna ararmatica, franreza de Bur-
^ain, que eslejaem bom esldo quem liver, dirija-,
se rua do Cotovello n. 29 oo- annuncie por esle
Diario.
85fR?-;' .
DENTISTA FRANCEZ.
$ Paulo Gaigooux, cstabelecido na rua larga ':S,
Q do Rosario n. 36, segnndo andar, collora den- %
i% les com gengivas artiliciacs, c dentadura cora- $
9 pela, ou parte della, com a pressao riu ar. @
*.;. Tambem tem para vender agua denlifrice do (jg
f Dr. Picrre, e po para denles. Rna larga do
^ Rosario n. 36 segundo andar.
* US -a 9
Na rua de Ilortas n. 142, primeiro ^ndar, pre-
cisa-se de urna preta escrava para o serviro da pon*
ca familia.
Manoel Antonio Teixeira vende o sen bilhar c
todos os seus perlcnces: a tratar na l.ingoeta n. 2.
I.ava-se e engomma-se com loda a perfeic,lo e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
VENDAS
PL'BLICACAO' lELICIOSA.
Sabio luz o novo Mez dcMaria, adoptado pelos
reverendissimos padres capiihinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, auginenlao com a novena daSe-
nliora da (.nnecicao. e daioticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. o Rom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraia n. 6 c 8 da praca da
independencia, a 18000.
REMEDIO INOMPARAEL.
Vende-se a casa terrea de podra e cal edifica-
da modernamente oa rua dos Coelbos da Boa-Vista
n. 9, para pagamento do que deve a mesma : quem
pretender dirja-se a rua do Rosario larga, pada-
ria n. 48.
CHAPEOS DE SOL A 48800.
Na rua do Cnllegio n. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda prclos e de cores, armacAo de balea, ra-
bos finos, os quaes avista da qualidade ninguem dei-
xar de comprar, e nutras muilas qualidades, por
prec.0 razoavel.
Na rua das Cruzes n. 22, vendem-sc 3 ptimos
escravos de bouitas figuras, 1 crioula de 20 annos,
engommadeira c cozinheira, cose bem chao e lava de
salan, el dita chegada do mallo, propria para lodo
serviro de rua.
Chapeos e esleirs muito barato a
dinheiro.
Vcndcm-se esleirs em rentos a 14-5000, chapeo
de palha novos, o cenlo a 128000, cera amarella, di-
la de carnauba, courinhos miodos, sola e 2 loalhas
de labvrinlho com bico, ludo para liquMar cotilas :
na rua da Cruz do Recife o. 33, em casa de Sa A-
raujo.
VELAS DE CARNAUBA.
Vendem-se muito superiores velas de cera de car-
nauba, rhei:ailas recentemente do Aracaty, por me-
nos do que em oulra qualquer parle : na roa da Ca-
deia do Recife n. 34, primeiro andar.
Veudcm-se superiores linguas do Rio C-rande.
tanto de fumaba como seccas, por muito barato pre-
co : na rua da Praia, armazem n. 76.
Vende-se om escravo mocil, serrador de baixo,
o qual se vende por n,lov querer servir na praca :
qoem o pretender, dirija-se a Jos Hygino de Mi-
randa.
Vende-se urna molalinha de 20 annos, que en-
gomma, cose, cozinha, refina assocar e faz doces, e
est propria para mucama : ua roa da Praia n. 43,
primeiro andar.
Panno proprio para escravos.
Vende-se o bem conhecido e muilo superior panno
dealgodaodi trra : na loja dos quatro cantos da
roa do Queimado n. 20.
Vencle-se herva-malle de primeira qualidade,
sal do Asse pedrasde amolar, em pequeas e gran-
des pores, por prero commodo : ua rua da Praia
Aos 10:000^000 rs.
Nn aterro da Boa-Vista, casa da Fama n. 48, e na
rua da Cadeia, loja de cambio de F. Antonio Viei-
ra. estilo evposlos venda as cautelas da lotera do
hospital Pedro II, cojas rodas andam mprelcrivc-l-
nienle no dia 18 de agosto do crrante anna.
llillieles Inleiros 108000
Meios 58000
Quartos 2J>700
Vigsimos 600
Vende-se urna prela de tnea idade, moilo%a-
dia. sem vicios nem achaques, a qual sabe eozinhar
o diario de urna rasa, c ensahoar, por preco com-
modo : a Iralar na roa de Sania Cruz. n. 22.
Vendem-se 2 ornamentos para celebrar missa,
os quaes estao em bom estado, assim como 3 unifor-
mes para pagens com seus competentes chapeos de
sola invernisados, 1 nunca servio e2 com pouco uso,
e 2 portas novas de amarello : quem pretender; di-
rija-se rita da Cruz n. 8, terceiro andar.
^sjc^sSv'-ssHOc^sesM :sc2c $
Francisco Lucas Ferrera, com ce
cheira de carros fnebres no pateo' do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, nr-
ri!ni ;"ni na igteja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
ocie o regulamento do cemitero.
He inconlestavel, qucvisla dos arligos 11 e 12
do nosso cdigo commercial, lodas as casas de nego-
cio devem ler osseoslivros technica cresularmente
escriplos, e que as desgranas de urna familia de um
negociante, as vezes san provenientes do mao arran-
jo em que se acham as respectivas Iransarroes, em
ronseqiienri.i do estado de cunfusao da sua cotila-
blidade. Assim urna pessoa que lem lunga pralica
de escripturarao mercantil, por partidas dohradas
ou singelas, por haver ocenpado esle emprego du-
rante alguns annos em una das principaes casas ue
commercin desla praca, se oficrece para escriplurar
os livros ele algumas casas de negocio de pequeo,
ou de urna de grusso trato, coro todo o aceio e prom-
lidao pus-iveis: quem quizer se otlsar do seu pres-
umo, annuncie por este jornal, oo dirija-. rasa
dos Srs. Cha ppr mi i el Berlrand, relojoeiros, na pra-
ca da Independencia, que dirn quem se acha em
lacs circumstancias.
O Sr. Jos Norberto Casado.Lima,
queira dirigir-se a livrafia n. (i e 8 da
praca da Independencia, a negocio que
lhe diz respeito.
NOVIDADE.
Ricos ramisiis de retroz bordados a m,i|iz, chales
de dito, romeiras de dilo matizadas, chapeos de se-
da e de crep para meninas, ornados de plumas c
llores, ditos pora senhora, sendo esles a 88, e aquel-
Icsa78, paslilhas amina ticas para queimar e deixar
agradavel aroma por esparo de 24 horas, lendo cie-
rnis a propriedade de afu'gcnlar as moscas c morico-
cas pela coiilinuacilo lo cheiro. Vestidos para ca-
samento ramio ricos, bieos de verdadeiro linho, di-
tos de hlond, ditos a mitarao de linho, c oulros
mili los arligos que se vendern por prero razoavel ;
assim como um variado sortimenlode calungas pa-
ra Mguedos de crianras por preco mizeravel : no
Bazar l'ciiiainliurano, rua Nova u. 33, onde se veo-
ele a prodigiosa agua de Malabar por l.ascomhe.
D-se 5008000 r. sobre hypotheca em alguma
casa livrecle oiilru onus qualquer : na rua Vcllia n.
18, se dir qnera d.
-Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 6, exisle
nina caria para ser entregue com urgencia, c em
mo proptia ao Sr. Jote Caelauo de Cusallm, (mies
de passar para a Europa o vapor inglez.
O Dr. Sabino Olegario I.ndgero Pinho mu-
S dnu-sc para o palacete da rua de S. Francisco
^ 'mundo novo) n. 68 A.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thesoureiro geral das loteiias avisa,
que s acham a venda os lu leles e m'eios
da primeira parte da segunda lotera a'
beneficio do hospital Pedro II., na tlie-
sourara das loteras, rua do Collegio n.l,
na praca da Independencia o. -i, e na
loja do Sr. Arantes n. 13, rua do Quei-
mado ns. 10 e 59, rua do Livramento n.
2-2, aterro da Boa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
iinpreterivelmente nadia 18 de agosto, as
9 horas da manhaa ; e os I ii I leles estao a'
venda at o dia 17 as 6 horas da tarde.
Preco interos lO&'OOO
meios sOOO
8*:afe^ea
3D Antonio Aprigiuo Xavier de Hrito, Dr. em ;;;
medicina pela laculdade medica da Babia, re- ;
0 slde na rua Nova n. 67, primeiro andar, on- ;;;
le pode ser procurado a qualquer hora para o 9
5:> exerccio de sua prolissao. cK
* <9:i@
ASSOCIAQAO' COMMERCIAL DE PER-
NAMBUCO.
A commissao nomeada pelos senhores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esta associacao para os
prejudicados com a innundacao de 22 de
junho, convida aos que mais soll'reram
com tao funesto acontecimento e licaram
reduzidos a' indigencia, a apresentarem
seus requerimentos acomparilados de at-
testados circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia, para
serem attenddos. Devendo taes requeri-
mentos serem entregues ao archivista da
associacao, no largo do Corpo Santo, at
o dia 15 de agosto prximo futuro A. V.
da Silva Barroca, secretario da commis-
sao.
A directora do collegio da Cottceico participa
a quem coitvier, que o collegio se acha aberlo, e re-
cebe as educandas que pretendem all ser educadas.
Aluna-so um silio muilo grande, em Sanio
Amaro, com dous viveiros, muilo arvoredo de fruclo,
boa casa de vvenda, baixa rom capim, c lem pasto
lodo o auno para 6 vaccas : os prelcndentesdirijam-
se rua de Apollo n. 4 A.
A direccJio da associacao commer-
cial desta praca, de conformidade com
osrtigos20e21 do capitulo terceiro dos
estatutos que a regem, convida a todos os
senhores socios ell'ectivos da mesma, para
a assembla geral, que deve ter lugar no
dia ."i de agosto docorrenle anno, pelas 11
'iotas da manhaa, na sala de suas sessc'ies.
Sala da associacao commercial de Per-
nambuco aos 2 de julho de 1,834.An-
tonio Marques de Amorim, secretario.
. 0 AmVRROGANTE
Peridico dos Portuguezes em Per-
nambuco
ESTRANHO AOS NEGOCIOS DO BRASIL.
Tcndo cessado a publicaran dn peridico o <7os-
nwpolila, cuja apparicj,lo foi lembrada para suslcii-
lar os fortes motivos que linham os Portuguazes re-
sidentes nesla provincia para requerercm a punico
dos empregados do consulado, e para que nao ti-
quem em abandono os negocios dos mesmos Portu-
guezes. agora, que aquelles empregados estao mori-
bundos, vai publicar-se um novo peridico sol o l-
tuloO Antiarrogante que seguir a mesma
trela dc-baixo dos auspicios de todos os homens que
desejam o hem de seus concidadiios. Subscreve-
se, vende-se, e recebe-se enrrespondenrias para
esle peridico na livraria da rua do Cnllesio n. 9.
Serie de 20 nmeros. 28000
Para oulras provincias. 2>*i00
Nmeros avulsos. ... 120
Pnblicar-se-ha as segundas e quintas-reiras, c o
primeiro numero sahio no dia 27 do crrenle- julho.
Da rua da Aurora n. evadie-se> um escravo
de nomc Joao, com os signaes seguinles : mulato cla-
ro, de 16 a 18 annos de idade, estatura regular, ca-
bellos, carapinhos, heinis grossos, feiroes regulares,
sahio de camisa de risrado encarnado, caifa de risca-
do de quadros. jaquela de alEodaosinho d li-lras c
chapeo de palha : quem o apprehender, pode lva-
lo rna da Aurora n......segundo andar, ou ao co-
nego Firmiuo de Mello Azedo era Olinda, ou a seu
senhor no engenho California, da nova ficguezia da
Luz. que ser hem rcrompcnstdci. Advcrlc-sc que
desappareceu uo da 26 do con ente, e que dous dias
depoisfoi encontrado ca Olinda, assim cnmo.quefoi
comprado na idade da I'arahiba, donde he natural c
pata nnde se supone que seguir.
Precisa-se ci um foilor para engenho, prefe-
rindo-se das libas ou dn Porto, dos ltimamentechu-
sados e que soja solteiro, cinbnra Icuha pouca pra-
lica da agricultura : dirija-se rua do Oucimado n.
19, das 9 lloras da manhaa as :l da tarde.
A taberna do palco do Catino, quina da rua
de Ilortas n. 2, contina a estar surtida de lodos ns
uenems novos e de boa qualidade : manleiga insle-
za c frauceza a 400 c 800 rs., loucinho de Santos a
280, dilo de Lisboa a :I60, lianha a .">20, pamas a 360,
bolachinlia a 300 rs., dila a Napolcin a 400 rs., alc-
Iria a 300 rs., cravo a 600 rs., louro a 100 rs. rhou-
ricas a 400 rs., Cariaba de trigo a 150 ra., cha a I^kx),
15000 e 25240. gomma de aramia a tli, esnelniarc-
te a 800 rs. a libra, azeile dore a 600 rs., vinho a
400 c USO a garrafa, arroz branco a 4i0, fcijao nrelo
e mulalinhn a 400 rs., arroz de casca a 160 a cuia,
rapo a I.~(HK| o bote, lijlos (le limpar facas a 140,
tambora se faz a SO e 40 rs., queijos a IVi-lll e l>">20,
peneirasde rame a 7 e 85000, relilas a IslO ocen-
to, alhos a 110 rs., uraixa a 100 rs. a lata, papel d
pesoe machina a>K(IO a resma, genebra de llollan-
da a 460. ^*
Da-se dinheiro a juros sobre iei i lio-
res deotiro ou prata. em pequeastfuan-
tias: na rua Vclha n. .
IMVEilTO WUMVi.
Militares de individuos deludas as nacoes podem
leslcmunharasvirtudesdcslremedio inromparavel,
que e provar, em caso ncessario, que, pelo uso
del I o II '.orara, tem seu corpa mcmhrosinleiramente
sflos, depois de haver emprcado inililmcule oulros
I cal a rao n tes. Cada pes-oa podi -se-liacon vencer des-as
curas maravilhosLs pela lei I ni dos peridicos que lh'as
relatara todos os das ha nulos anuos; e, a maior
parle deltas san 13o sorprciienles que ..drairain os
mdicos mais clebres. Ouatas pessoas recubraram
com esle soberano remedio uso de seus bracos e
pernas, depois de ter permarcido longo lempo nos
hospitaos, ondedeviam soffre a amputarn! Helias
ha minia- que havendo deixJo esses asylos de pa-
decimenlo, para se nao subnltercn ^cssa oporaran
dolorosa, foram curadas cotplelamcntc, mediante
o uso desse precioso remedio Algttnias das laes pes-
soas, na efusao de seu reconecimento, declararam
esles resultados benficos dalo do lord corregedor,
e uniros magistrados, atinle mais aulenlirarcm
sa a II inn.it na.
Ninguem desesperara do dado de sua saude se
livesse bstanle conlianra pai cusaiar este rcmedin
coiislantcnicnle, seminlo al un lempo O Iralamen-
to que ncccssilassc a nalure] do mal, cujo resulla-
ro seria provar inconlestavel ente : Que ludo rura!
O ungento he til malstarlicularmenle nos
segtriHUs uos.
matriz.
lora.
Mes das pernas.
- dos peilos.
- de olhos.
.Moleduras de replis.
1'iiduras de mosquitos.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dures de cabera
das costas.
*
dos mcinbiusT -----""UpOei.
Enfermidadcs da cutis em Qtimadelas.
Sata.
Sinrares ptridas.
Tira, em qualquer parte
c seja.
Trnor de ervos.
liras na bocea.
- do figado.
- das arliculares.
Vas torcidas, ou nodadas
as pernas.
geral.
Enfermidadcs do anus.
EruprOes escorbuticas.
Fistulas no abdomen.
Friaidadu ou falta de ca-
lor as extremidades.
Friciras.
(iengivas escaldadas.
IncharOes.
lnliararaac.'io do tinado.
da bexiga.
Vendc-sc esle ungento loeslahc-lecimenlo geral
de Londres, 244, Strand, e n loja de todos os boli-
carios, droguistas c oulras ponas onrarrecadas de
sua venda ora toda a Aiucrii do Sul, Havana e
llespanha.
Veudem-se a 800 res cada orctinha contera urna
inslrucrao em porluguez pal explicar o modo de
fazer uso desle ungento.
O deposito geral he em ca: do Sr. Soum, phar-
maceutico, na rua da Cruz, til. em Pernambuco.
Vende-se urna escrava em todas as habilida-
des, lem muilo bom leitc, eii criando, o filho tem
seis me7.es : na rua do llospio n. 15.
Vende-se ou permuta- um sitio no lugar da
Ibura, denominado Esliva deima, com casa de vi-
venda, boas Ierras para planHo, cciiaro, Irezen-
tas bracas do malta,e portop~a embarque: a tratar
no pateo.da Matriz de SanlAiilouio n. 8.
Vende-se una escrava iu{a sein vicios, que
se garante, engomma pcrlcilaiente, com mais pren-
dasque se dirao|aocompradonssimcoino o molivoda
venda, para ver e Iralar, urna da L'niao junto a
lypographia do mesmo nomc casa de trcsjanellas e
urna porla, que acitara conquero tratar lodos os
dias das 4 horas da tarde eniianle.
Vende-se a laberna sil no Manguinho n. 39,
ou mesmo j a armarao : qtm a pretender dirija-
se a rua da Cadeia de Santo utonio n. 20.
AO MODENISMO.
Cada corte I 000 res.
Chegaram pelo ultimo p;uete, e vendem-sc na
loja n. 17 da rua do Queindo, os mais modernos
corles de vestido de seda e andan, intitulados Man-
darino Escncez, fa/enda de tttazia, de mtiilo brilho
e goMlo, pelo barato prero dd$000 cada corle.
Vendem-se 2 casaes : paveics : na casa ele
Francisco X. M. Rastos, noim da rua da l'niao on
doScNC.
LIQUIDAr.AO' E CONTAS.
Barato sim, hdo nao.
Na rua do Queimado, lojai. 17, ao p da botica,
vendem-se para liquidadlo, zendas por barato pre-
ro, como sejam : as modertu orleans de seda furia-
cores, com msela, propriaspra vestidos de senhora
e meninas a SOOrs. cada covdo, sedas de quadros
esccKczasa 1> iors., grosdcaples de seda lurta-co-
resa l-uio cadacovado, e oaas fazendas por twtts|
lo prero, a dinheiro a vista-
AO BOM E BAIA.TO.
A dinheiro a'vista.
Para se ultimar e liquidar tnlas, vendem-se a
Iroco de pouco dinheiro as segintes fazendas, pro-
prias liara homens: pannos litis prelos ele cores fi-
xas a :O500 e 49000, ditos "ere c c"ir de rap a 4,
cirios de casemiras de cores lias a de quadros ale
"OOOQ, casemirelas prelas ede coas com msela, pro-
pi ias para palits, fazrnda mu lina, a 800 rs. o
covado, alpaca de cordo dt cor muito lindas para
palitos a G40 rs., merine'i prtln snerior, de lustre, a
2}tK)0, casemira prela lina einui superior a 25000
o covado, corles de collelc de gegurao ele linho e
seda de quadros modernos i 1561), brim trancado.
pardo, de linho, muito fino a til a vara, ditos de
cores modernos, lingindo cieuir;a 800 rs., Irnrn*
de seda para alnibeira, de ampo blanco, fazen'da
muito fina a 19280, meio dios paa grvala a 19000,
chapeos de sold seda a .5-"i*0, dibs francezes linos
para rabera a 6J000, e mulo supriores a 6)000 e
75000, c mitras fazendas pir barali prero : na rua
do Queimado, loja n. 17, ai p da btica.
'Vendem-se em osa deS. P. Johns
ton & C, na rua de amalla Nova n. S2.
Linho do Porto superor epsura&do.
Seliins injjletes.
Itelojjios de ouro petate neez.
Chicotes de carro.
Tarello em saccas de arrobas.
Fornosde iarinha.
Candelabros e canditros bronceados.
Decpenceira de fcrrojalvansndo.
Ferro galvanisado ei lolha para
Cobre de forro.
NAVALIIAS A CO.M'.NTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia du l'rife n. 48, primeiro an-
dar, esrriplorio de Altado C. de Abren, conti-
nuam-se a vender a 8$t0 o par (prec;o fixo) as ja
bem conlieeidas e afainadiiiavalhs ele barba, feitas
pelo hbil fabricante queW premiada na exposirao
ele Londres, as quaes ali ele ibirarein etlraorelina-
i'iamenle, nansesenlein urosto na arrilo de corlar :
veuilein-se rnm a cnudiri de, u.lo auradandn, |m-
dereni os compradores dc-vlve-las al 1.*> dias depois
da compra io-tiluiudo--e irapni to. .Na mesma ca-
sa ha ricas lesouriuhas pal unhas, feilas pelo ines-
uio fak 'icanle.
forro.
MCINSBLT0MO
DO DR. CAS ANOVA,
RUA DAS CKIV.ES N. 28,
icha-se venda um grande sorlimento ele
carleiras de lodos os tamanhos, por presos
muito-em conta.
Ementos de homeopalhia, 4 vols. 69000
'. onra de tintura a erolha 17)000
Tubos avulsos a escolha a 500 e .100
Vende-se boa caruedo serbio "200 rs." a libra:
na rua Augusta n. 1. ,
Chapeos de sol mnito grandes, com cabos de
caima e baleas, mnito fortes, de seda de todas as cae
res e qualidades, lisos e lavrados, proprios para n
chuva, por prero muilo commodo ; na rua do Col-
legio n. 4. i
Vendem-se peneiras ele rame: na nadara da
rua larga do Kosario n. 48.
Vendem-se meias de linho para homem, pelo
barato prero de :t$200 a duzia, linas de torzal a
560, toalhas de linho a K-eHH) a duzia, bonitos caixos
e grinalelas ele flores, franjas de reros para mante-
letes : na rua larga do Kosario n. 48.
Vende-se 1 escravo, crioulo, de 28 annos de
idade, bonita figura, proprio para af mazem ele assu-
car ou oulro qualquer servido ; nfiani.-a-se o n3o ser
hrbado nem lujan : na rua da Senzala Nova n. 30.
Vcnelem-se 2 molecoles de 20 annos, de boni-
tas figuras c sem vicios, um dos quaes he meslre re-
finador, e ambos lem muila pralica de armazem de
assucar: na rna dos Quarleis n. 24.
Vende-se um ekbriolet novo com todos os seus
perlcnces : na rua do Aragio n. 6.
Na rufi do Trapiche Novo n 16,
vende-se: '
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e perjaeno.
PAPEL ALMACO azul e branco, chama-
do Marim Superior, em resmas de 500
tolhas, e outvas qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESO muito superior, proprio
para'escriptorio, e outras qualidades
maisem conta.
PAPEL DE CORES, em formato grande.
UMA PEQUEA porcao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente chegados.
ALVA1ADE DE ZINCO, acompanhado do
competente seccante, muito recom-
mendavel pela grande superior ida de de
tinta que produz.
PREGOS DE FERRO em bomsortimento.
Vende-se urna botica em urna das principaes
ras da cidade da Paralaba, a dinheiro ou a prazo,
com garanta, por seu dono ter de relirar-sedaquel-
la cidade : a fallar nesla ciclado com Bartholomeu
Francisco ele Souza, rua larca do Rosario n. 36,|
ou na I'arahiba com Fructuoso Percira Freir.
Vende-se a casa da rna da Gloria n. 69 : na
mesma rua n. 82 adiar com quem Iralar.'
NO CONSULTORIO IIOMEOP V IIIH O
DO
DR.P.A.LOBO M0SC0S0.
\ ende ni-se asscguiutes ninas de homeopalhia em
franco/ :
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes 165000
Kapou, hislnria da homeopalhia, 2 volumes M$BM
ll.ii llini:ni. tratado completo das moleslias
dos meninos, 1 volume llfcOOO
A. Teste, malcria medica bom. 8fj000
De Fayole, doulrina medica hom. -. 79000
Clnica de Staoueli 69000
Carting, verdade da homeopalhia 49000
Jahr, tratado completo das moleslias ner-
vosas 69000
Diccionario de Njsten IO9OOO
Na roa dos Martyrins n. M, se dir quem ven-
de 1 rica cadeia ele relogio, 2 pares de brincos, uro
liso e oulro lavrado, 2 cnfeiles para cinteiro, 1 boni-
to annelao com um grande diamante, 1 medalha cra-
vada de diamantes, 2 resplandores, um pequeo c
oulro maior, 1 volla dt corda lino, ludo de ouro de
lei e sem feilio.
Vende-se om prelo, crioulo, de 30 annos, pou-
co mais ou menos.scm vicios nem achaques, e muito
possanle ; da rua|do Amorim n. 25.
Vende-se a nosse de um grande terreno no
Caldeireiro, que faz frente para a casa do fallecido
Francisco Jacinlho, eom 1,010 palmos de frente, por-
que vem desde a estrada do Monteiro at quasi ao
rio, a eslremar com a Iravessa do Dr. Alcanforado,
terreno muilo bom, que esta grande cheia nao o
alagou, do lado da sombra e muilo fresco, proprio e
bom para se edificar bons predios de campo ; ven-
de-se lodo por junto ou dividido em 4 porroes de
250 palmos de frente com todo o fundo que lem, a
dividir pelos fundos com o silio que foi do Sampaio :
quem o quizer procure ao major Antonio da Silva
Gtismo. em sua casa na rua Imperial, todos os das
uleis at as 9 horas da manhaa, a nos domingos todo
o dia. ou lodos os dias das 9 horas em diaote. no seu
armazem da illuminac.io, rua cu neceo do Carioca.
VINHO DO PORTO MUITO FLNO.
Vende-se superior vinho do Porto
em barris de quarto, quinto, e oitavo, no
armazem da rua do Azete de Peixe, n.
14, ou a tratar no escriptorio de Novaes
& Companhia, na rua do Trapiche, n. 54.
Veudem-se as mais novase melliores sementes
de horlalice \ indas ltimamente de Portugal,pela ga-
lera Gratido, bem como milho muilo novo em sac-
cas : na roa da Cadeia do Recife n. 56, loja de fer-
gens de Francisco Cotodio de Sampaio.
LOJA DO BARATO,
Rua do Crespo n. 14, lado do norte,
de Dias e Lemos.
Chitas acabocoladas coro novos desenhos e pannos
mnito encorpados, cores lisas, a 160 o covado, ditas
de padroes miudinhos a 180, ditas de cores com pa-
drees lingindo cassa a 200 rs., riscadinhos de quadros
miudos, cores fixag, a 160 o covado, ditos francezes
com 4 palmos de largura, fazenda muito fina,
240 o covado, rerles de cassa chita com ramagens de
de cores a 19800, alpacas prelas a 400 rs. o covado,
ditas finas com lustre a 700 rs., ditas lavradas a 800
rs., sarja de laa da primeira qualidade por ser en-
corpada a 560 o covado, sargelim lavrado para forro
a 180 o covado, riscadinho de linho de lislras miudi-
nhas a 200 rs. o covado, algodao mesclado e de lis-
lras, muilo encorpado, proprio para serviro de cam-
po, a 180 o covado, rufao, fazenda de algodao mes-
clado, de varas cores, propria para calcas e palitos,
a 200 rs. o covado, cortes de meia casemira de qua-
dros e listras a 19500, ditos de brim de quadrinhos a
I92OO, cobertores hrancos de algodao da fabrica da
Baha a 560, e grandes a 6)0 cada um ; finalmente
nesla loja ha um rico sorlimento de lodo, e por isso
aproveile quem quizer comprar barilo,- dndose
amostras de Indo qoanlo se annuncra, deixando seus
competentes penhores.
Com pequeo toque de capim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de limao, a 39500 o covado : na roa do Cres-
po, loja da esquina que volla para a cadeia.
Velas de carnauba do Aracaty,
Vendem-sc na raa da Cruz armazem de coaros e
sola n. 15, eieellentes velas de 6, 8 e 9 em libra,
em caixas de 30 a 50 libras cada urna, e por commodo
preco.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigoes-Andrade &
Companhia, rna da Cruz n. 15, vende-se muilo supe-
rior cera de carnauba do Aracaty e Ass, em porjan
e a retalho ; e alm de se pesar na occasiao da entre-
ga se descontar urna libra de tara em cada sacco,
como he coslume.
. Relogos inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
6; Castro, na rua da Cadeia do Recife n. 4.
5
Selli
PARAAFESTA.
inglezes para homem e senhora
Vende-se chocolate francez de su-
perior qualidade: na rua da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vendem-se chapeos do Chyle
finos, ditos de fcllro para se-
* nliora e homem, hrancos, rosos,
caslanhos e prelns, ditos ele palhinha Tranceza do
mclhnr goslo que he possivel, dilos francezes de
formas modernas^ na praca da Independencia, loja
Na rua do Visaro n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grume, comoem \ellas, em cai-
xas, com muito bom sorlimeuloe de seperinr quali-
dade, chegada de l.ishoa na barca Gratidan, assim
como bolarhinhas em latas de8 librare farello muilo
novo em saccas de mais de \\ arrobas.
Vendem-se seliins inglezes de pa-
tente, com todos os pcrlences, da me-
lhor qualidade que tem vindo a esle
mercado, lisos e de burranne, por
prero muilo commodo : em casa de
Adamson Ilowie & Companhia, roa
do Trapiche n. 42.
Vende-se urna balance romana com lodos os
seus perlcnces. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ;i rua da Cruz, armazem n. 4.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores detapetea 800 rs., utos mal-
lo-grandes a I94OO, ditos broncos com barra de cor a
I9280,colchas brancas com salmeos a IjOOO : na loja
da rua do Crespo n. 6.
_Vende-sc ama escrava, crioula, que engomma
e cozinha, urna dila que engomma pouco e vende na
rua, tres escravos de meia idade, de muito boa con-
ducta, ludo por preco razoavel ; na roa Direila
n. 66.
SANDS.
w. SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Icrnam-
buco de B. J. D. Sapds, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parrlha de Sands, qoe sao
verdadeiramcnle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tan precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas consequencins qoe
sempre coslumam irtzer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que anlepoem
seas inleresses aos males e estragos da humanidade.
Porlanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e distingua a verdadeira salsa parrlha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na roa da Conreie.lo
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaiio da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
jreos.
Vende-se um cabrioiet rom sua competente
robera e arrcios, ludo quasi novo ; assim cpmo 2
cavallos do mesmo j ensina,dos e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marraba, e
para tratar, na ruado Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
yende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
POTASSA BRASILEIRA. 0
Vende-se superior potassa, fa- A
lineada no Rio de Janeiro, che- ft%
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons-ef lei tos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
^kii.i/.em de L. Leconte Feron A-
Companhia.
Vende-se urna cama de amarello envemisada,
em muito bom estado : quem a qnizer comprar, di-
riia-se as Cinco Ponas, taberna n. 71.
CHARUTOS DA BAHA.
Acha-rcejposlos ao balcSo da loja de Boavcnlura
Jos de Castro Azevedo, na roa Nova n. S* <"na
grande porc.3o de charutos da Baha, que para
acabar com ellos est-se vendendo pelo diminu
prero de 640 a caisa, e ainda existe urna pequea
porrao dos de S. Flix, que foram annunciados, peio
preco de I9OOO. e a boa qualidade j est sabida pe-
la maior parte dos seus amanees.
Saccas com milho.
Na rua do Vigariu n. 33, vendcm-se saccas com
milho, por prero commodo.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
gosto, a 320 o covado.
Vendem-se 10 escravos, sendo 4 molecolw de
idade de 15 a 18 annos, 2 escravas de todo servico,
4 ditos de serviro de campo, de bonitas figuras: na
rua Direila a. 3.
Carro e cabrioiet.
Vende-se um carro de 4 rodas com 4 asaan-
0 los, e um cabrioiet, ambos em pouco use, e
aa, cavallos para ambos: na rua Nova, cocheira
9 de Adolphe Bourgeois.
9 99
Vendem-se os mais ricos piano
com excellentes vozes e por preeos com-
modos: na rua do Trapiche n. 5 em ca-
sa de J. C. Rabe.
Cemento Romano
vande-se na ruada Cruz armaiem n. 13.
AOS SENHORES DE ENGENHO.-
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto*com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
LFNCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A 4J500 A
DUZIA.
Na roa do Crespo n. 5, esquina qoe volla para a
rua da Collegio, vendem-se lencos de cagtoraia de
linho finos em caixinha com lindas/estampas, pelo
barato preero da 49500 rs. a dozia/^ara acabar urna
pequea porfo qne ainda resta
Jacaranda' de muit
vendem Antonio de Alt
Companhia, rua do Trapi
segundo andar.
Cola da Baha, de oiualidade esco-
llada, ,e por preco commodjo: a tratar na
rua do Trapiche n. 16, jiegundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia. ^y
Louca vdrada, recebiida ha pouco
da Baha, com bom sortimeny.o : vende-
se na rua do Trapiche n. 16v segundo
andar.
Genebra verdadeira de HoilaNu{a,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se fumo em lolha, de varias
qualidades, escolhdas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na rua do Trapichen. 16.
Vende-se superior potassa nacional,
em barrqtinhas, por prero mito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Ca n-
dido Alberto Sodr da Motta, na rua do
Azete de Peixe, ou na rua do Trapiche n.
34, com Novaes & Companhia.
Q Deposito de vinho de cham-
iagne Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
Mareuil, rua
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
a champagne
I de toda a champagne vende-
M sea ."ids'OOO rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Lc-
' cotnte Feron & Companhia. N. B.
,J As caixas sao marcadas a fogo
($ Conde de Mareuil e os rtulos
") das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros milito i;raudes c eneorpailos,
ditos hrancos rom pello, muilo grandes, imitando os
de lila, a I^OO : na rua dn Crespo, loja. da esquina
que volla para a cadeia.
Vendem-se superiores velas de cera decanta-
ba ele !l em libra era caixas de :10 e tantas libras, as-
sim como de unas miadas era rentos; sapalcs ele
lustre, ditos de conrn de bezerro c bode, iruilo bem
feilns, com orclhas ; ditos de :i solas para soldados,
e holins de lina qualidade ; tudo por prero muilo
commodo: na ma da Ciuz 11. K>, segundo an-
dar.
Cera cm velas, sortidas, eem caixas
de 100 e de">0 libras; vende-se por preco
barato para lecho de ContaS : trata-se na
rua doVigaro 11. 19, segundo andar, es-
criptorio de Hachado & Pinheiro.
Venilem-sc 2 casas lencas, no aterro dos A fu-
gados, onde at-tualineiile se acha parle da fabrica ele
sable, lem raiidcs leireiins que bolam os fundos
para o roCapibaribe, e 11 inlein animalmente :iihi.-\
quem as pretender, entenda-se com o proprietario,
na praca do Corpo Santo 11. 6, escriplorio.
1 b-ja nbalidade:
Gomes &
iie Novo n. 16,
&
Vendem-serelogios de ouro e prala, mai
baralo de que em qualquer oulra parte9
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Bepotito da Cabrio* da Todos o Santo* na Baha.
Vende-se, em casa de N. l*. Bieber S C, na rua
da Cruz n. 4, algodaO trancad d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na prarja do Corpo Santn. II, o seguinle:
vinho de Marscillecm asilas de 3 a 6 duzias, linhas
ero nnvellos ecarreteis, brea em barricas muilo
grandes, ac de milao sorlido, ferroinglcz.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. *
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violilo c flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
gesela de Edwlm Maw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
iS Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
menleis de laixas de ferro coado c balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas ele ferro lia-
ra animaos, a&oa, etc., ditas para a rmar em maelei-
ra de lodos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com Torea de
i ca\alls, eeus, paNsaeleiras de ferro esl aullado
para casa ele purgar, por menos preco que os de co-
bre, eseo vens para navios, ferro da Sueca, c fo-
Ihas de flandres ; ludo por baralo precn.
Vende-se um encllenle carrtnho de 4 radas,
mui hem construido,eem hom estado ; est eipotlo
na rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prelendentes eiamina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ma da Cruz 00
Recife n. 27, armazem.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velaa de cera de carnauba, em calzas
pequeas curaid&rite muito%>a qualidade, feilas
no Aracaty : na ruada Cadeia do Recife 11. K, pr-
meiro an dar.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preso,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por preeos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowinann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz ,' continua haver um
completo sortimento de tanas de, ferio
fundido e batido de 5 a s palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
precio commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe 'co de varas qualidades e
muilo bom : na rua da ( tzn. 15, segundo andar;
assim como horins de co 1 pelo diminuto preco de
28500 o par.
Vendem-se coberto t de algodao grandes a
640, e pequeos a 560: u* rua do Crespo n. 12.
QL El JOS E PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Mar litis, ge vende os mais supe-
riores quaijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza l'alpa-
raito.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Uenrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de saboneta, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por pree;o commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem '
venda a superier flanella para forro de seliins che-
gada recentemente da America.
Moinhos de vento
eombombasderepuxopara regar borlase baiial
de capim, na fundirn de 1). W. Bowman : na rna
do Brum ns. 6, 8 e 10.
Padaria.
Vende-se ama padaria muilo afregnetada'. a tratar
eom Tasso & Irmios.
Devoto Cinismo.
Sahio a luz a 2.* edico do livriirbo denominado-
Devoto Chri-tao.mais correctoe arn-srenlado: vende-
se nicamente na turaran. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de hom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CAL E POTASSA.
Vende-se superior cal de Lisboa c potassa da Rus-
sia, chegada recentemente : na praca do Corpo San-
to, Irapiche do Barbosa n. 11.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 23 do corrento, o prelo
mai 1 Tiheirn de nome Luz, peiienrcnle a trpofac.ao
1I0 brigue Santa Barbara Vencedor, o qual repre-
senta ler 30 airaos de idade, edr fala, baixo, nariz
chato, lem algumas marcas de bexigas, e goma bar-
ca, o qual he natural das Alagoa; ittfir-se por tanto
a lodas as autoridades policiaes e rapies de campo
a sua apprehi-iican, o leva-lo a rua da Cadeia do Re-
cife n. 3, escriptorio de Amorim IrmSos qne ser
ueiieri smenle recompensado.
Desappareceu no dia 11 de Janeiro a prela Ma-
ra, de naco Congo, baixa, cheia do corpo. peitos
peqiicnos. nma marca no rosto do lado direilo, urna
letlra E ou F no peilo esquerdo, ama marca no bra-
50 direilo, a jnnlo do p esquerdo virada para den-
tro, os denles aberlos na frente, idade pouco mais
ou menos 30 airaos : quem a pegar leve-a rua do
Caldeireiro 11.86, que ter509000 rs. de sralilicaca.
Ausentou-sc da casa do Sr. Sebasliio Anlouio
do Reso Barros, em agosta de 18.it. em occasiao qne
-oncha\a morando no aterro di Boa-Vista, oseo ns-
cmvo, pardo, de nome Vicente, de altura regular,
que reprsenla Icr 30 annos de idade, pouca barba,
bous denles, olhos na flor do rosto, corpo e peritas
bem feitas, temi nos cotovellos dos bracos dons lo-
binhos ; suppc-se eslar acontado em nma casa nes-
la cidade, e seu senhor protesta desda j por perdas,
elamnos, dias de servico, etc. etc.; nasim como gra-
tifica a quem o apprehender. \
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corren-
te anno o escravo Jos Carangc, de idade 40 annos,
punen mais ou menos, rom falla de denles na frente,
tcsticulus cresridos, e ricalrizes as iiadegas ; grali-
fica-se eoiierosainente a quera o loar ao aterro da
Boa-Vista 11. 47. segundo andar.
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