Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01422


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Full Text
ANNOXXX. N. 17.
Por 3 mezes adi untados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
"^f
*- *
\
V
TERCA kiKA I DE AGOSTO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
encarhecados da srnsc.Kirr.AO'.
Hoeic, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. .looPereira Martins: Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo doMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gervasio Vctor da Nativi-
dade; Natal, oSr. JoaquimlgnacioPeroira; Araca-
ty, o Sr. Antoniodc LomosBraga; Ceari. o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaqun)
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 ao par.
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 porJOO.
< Rio de Janeiro a 2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 do premio.
da companhia do Beberiba ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de teltras a 6 e 8 0/0.
MF.TAES-
Ouro.Oncas hespanholas. ..... 299000
Moedas de 6J400 vclhas. 163000
de 4000...... 9000
prala.Palaces brasileiros..... 1Q40
Pesos columnarios..... 1 $940
mexicanos....... 1*860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das. ,
Caniar, Bonito e G^aranhuns notdias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ourfcury, a 13c 28.
Goianna c Parahiba, segundas e axtas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feins.
PREAMADEIIOIE.
Primeira s 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s 10 horas 30 minups da tarda.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas e quinlas-fciras.
Rclacao, ter^as-feiras o sabbados.
Fazenda, tercas c sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase soxtas ao meio dia*.
2." vara do civcl, quartas o sabbados ao meio dia.
EPUEMER1DES.
Agosto 1 Quartv crescenlc s 8 horas, 9 mi-
nuto e 48 segundos da larde.
8 Luacucial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguantc aos 40 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas o 42 minutos
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
31 Segunda. S. Ignacio de Loyollafundadordos J.
1 Terca. S. As cadeias de S. Pedro, Apostlo.
> Quarta. N. S. dos Anjos ; S. .Esterio u. m..
> 3 Quinta. Invencao do corpo de S. Estevo.-
4 Sexta. S. Domingos de Gusino fundador.
5 Sabbado. Nossa Senhora daa^leves.
6 Domingo. 9. Transliguracao do Senbor no
Monte Thabor; S. Xisto p. m.
PARTE OFFICIAL
K
"
\
CrOVERKO DA PROVINCIA.
BsyMUam de Ha >7 a< Jalao.
OflicioAo Eir. vice-prcsldciite das Alagoas,
remetiendo em salisfacao a sua requisicAn, copia da
intormacio que foi ministrada pela commandante
das armasdesta provincia acerca do solalo do 8."
bal alhAo de infamara Joo Bispo de Barros, e em
original a cerlidso dos assontameutos do referido
soldado, exlrohida do livro-mcstrc do esliuclo 8."
balalbAo de eacadores.
HitoAo commandante das arma-, Iransinil'.inMo
para ter execurito, copias nAo so do aviso rjo daguerra de 'itlde jonho ultimo, mas laubcm
infrfoarao dada pela repartirn de quartel-mes-
tro sciirleercndm mamas,- tHlaoaeoapodadaI
dos corpas o companhias Ras em guarn'tcsio nesta
provincia,e as notas de que trata o citado aviso.
I litoAo mesmo, recomtnendaudo a ei podicao de
suas ordens pan que o capilo do i." Batalho de
iufaltara Manoel da Cunta. Wamlerley Lioi, m-
ni-tre rom lirevidade a infoiny *"*e se elige do
aviso da repartirlo d guerra .. .anl! da copia
i|uc remello, acerca do soldado il" 13 liatalhAu da
mesma arma. Antonio Fpncisco dos Santos.
DitoAo inspector^fa thesouraria le fazenda,
iiileirando-o de lApeT o joz do direito da comar-
ca ilo Rio Furnioso, Joilo Baplisla Gonealves Campos
commiinicado qoe, no dia 8 do correle, entrara no
exercicio do seu cargo.Igual communicarao se fez
ao eonsclheiro presidente da relajo.
DitoAo mesmo, transmittindo quatro avisos de
letlras, sendo am di quanlia de 133 sacada pela
thesouraria das rendas provinciaes do Rio Grande
do Norte sobre essa, afavor de Manoel Jos Fernn-
des Barros, e tres na importancia de 1:11."8900, sa-
cadas pela tliesourjria de fazenda daquella provin-
cia sobre a desta e a ordem de Antonio Joaquim
Gomes e Juslinia/io Alvares de Quintal. Parlici-
Pou-se ao Eaai. presidente d mesma provin-
cia.
Dito Ao mesmo, remetiendo para os convenien-
tes exames copias das acias do conselho'adminislra-
tivo.datadas de 18 eSt do corrente.
DitoAo rommandante da cstacAo naval, recom-
mendando qoe ordene ao commandante do brigue
-coila i.njvulade. qoe transporte a sen bordo para
o presidio de Fernando a Joaquim Canuto do Sania
Auna.CommunicatJ-se ao commandante daqoelle
presidio.
DitoAo jola relator da junta de jostica, trans-
mittindo para ser relatado cm sessao da mesma jun-
ta, os proeessos verbacs do alferes Manoel Baptisla
Ribeiro de F arias e do soijailo Francisco Antonio de
Oliveira, este pertcncentc a companhia fu doRio
fc Grande do Norte, c aquello do segundo batalho de
infantera.Fizeram-se as necessarias cominunica-
toes.
DitoAo commandante do presidio de Fernando,
duendo que. pelo commandante do brigue escuna
Isqnlidade. ser entregue a Smc. a caixioha de
Santos leos que Smc. remetteu, 50 saccas le fa-
rinha e 31 sentenciados constantes da rclacao que
remolle,osquaes vosemguias por aindase nao terem
pausado.
Hit,,Ao director das obras publicas, dizendo que
deve Smc, intimar ao propriclari que fez a tapasen!
no aterro do Motocolomb, para em breve lempo
mandar repararos estragos causados pela mesma la-
pagem, e quando o nao faca seja oreada a despe/.a
e feita a cusa dos cofres provinciaes para se haver
do mencionado proprielario a competente indemni-
sac-lo.
Dito Ao commissario vvrinailor, dizendo que
rom a copia qoe reo^. -*L,Afonn.ii;o do inspector
da Ibeaouraria iiroAiici i%ioiidcu ao ollicio cm
>^qne Smc. rcquisiion a compra le- alauns objeelos
precisos reparlico da vaccina.
Dil0 \,\ director das obras publicas, remetien-
do copia do termo do conlraclo que celebren com o
engenheiro Augusto Daujoy para servir nesta pro-
vincia na qualidade de cngeiilieTro civil daquella re-
parlico, por espaco de seis mezes.Igual copia re-
melteu-sc lliesouraria provincial.
Dito Ao rommandante superior da suarda na-
cional do municipio do Recifc, inteirando-o de ha-
ver em vista de sua inforroaco concediJo dous me-
zes de licenca ao Icncnte-coronl cominandanlc do
batalliAo de arllharia da mesma guarda nacional,
JoSo Pinto de l.emos Jnior, para ir ao Rio de Ja-
neiro.
HitoA' commissao de soccorras Horneada para as
freguezias do Poco da Panella e Ttpipuojs. Fican-
do inleira'lo do contedo do oflicio de 17 do corre-
le, em qus V. Ss. me dio conta da commissao que
lhe foi incumbida por esto governo em 25 de junho
ultimo, pjr.idisiribuirem vveres pela-classe indi-
gente que estiva sem recursos por occasiXo da en-
diente do rioCapibaribe, cumpre-me dizer-lhes em
resposla, q lendo ofHciado a thesouraria de fazen-
da para entregar ao Dr. Jos Bernardo GalvAo Al-
canforado, memhro dessa conjmissao, a quantia de
ttjOOO rs. que ainda e reala como consla da* conta'
3ne acompaiihou ao citado officio, enmpre-me agra-
ecer a Vs. Ss., uio so a promptdaV e boa vontade
com que se prestarama can acto dephilanlropa, co-
mo tamhem o zeloeom que se portanm no desempe-
nlio da mesma commissSo.F'ez-se o officio de qoe
se trata.
PortaraAo agente da companhia dis barcas de
vapor, para mandar dar passagem para a corte por
conta do governo, a Silvano Borges le Sampaio,
que leve baixa do tarrico do cxercilo.
aos recrulas em deposito no quartel da Hospicio;
as 8 '. ao 9." lamlicm de infanlaria; finalmen-
te as 9 ', ao i." d'arlilliara a p na culada de O-
linda.
Assisnado.Manoel Mttniz Tacara'
Conforme.Candido Ijtal Ferrexra, .ajudanle de
ordens encarregado- do detalhc.
EXTERIOR.
PARI8
13 de j
Nossos correspondentes da Allemanlia nos fallam
extensamente da conferanci* de Bambcrg c das re-
" ' > *> flg & f 1 mi -Wa MtoU no paiz d* la^fif
tautes dos estados, que fazern partedalr"*&tns es- de cousas bem regulado, qual se harm
anca lia intima c dessa amzade (10 aotiga, que as
une urna a'oulra, para, na medida It'iaBi^jpodrr,
parar nos perigos creados pelas circumstaunn^ac-
tuaes, os quaes ciigem remedios perseverantes.
Foi-lhes impossivel desconkecer que a prolongajflo
do desanvolvimcnlo du forcas mililare no baixo
Danubio he ineompativel com o* intereasea os mais
graves e os mais immedialos da Austria, e coa os
da Allemanha.... Penetradas deata gobvk{So, as cor-
les di Austria c da Prnssia eheas de eenfianca e di-
rigem aos seus alijados allemSes.... He aos seas
olhos urna necessidade da polHica allemaa, nm ele-
mento de sua poltica conservadora, urna condicio
do dosenvoluimenlo natural de sna riqueza naeiu-
C JJJaTMANDO DAS
AS-
tados ato os qualros reinos de naviera, Hanovre,
Saxa e Wurtemberg; osgrio-duo* de Ilcsse e de
Bkii, o elcitorado de llessee o durdo-deNosau.
J publicamos o resumo dessas resoliijes, eo que
dissemos, he conlirmedo cm mnitos pontos pelas in-
formacoes, que nos foram tfansmiltidas directamen-
te. Mas nossos correspondentes insislem em um Tos
pontos adoptados pela conferencia, qnc e\lcs consi-
deram, como a mais importante, e do qual elle nos.
faz presentir as oonsequencas provaveis
A conferencia de Bamberg propoz adherir do4
claraeAn da Austria c da Prutsia, a qual fol couimu-
nicada Dieta de Francfort, em sua sealo de 2i ei
maiu, pelo bartode Prokesch-Osten, aeu presiden-.
Ir. Urna nota oMcial dirigida s gazetas de Franc-
fort, e que jii publicamos, nos diz que essa dccla-
racao n eipoc a poltica das duas grandes potencias
altemAas e o programma de sua atlilude futarra. e
que lie sem razao que se lem pretendido, que a-
propostas que dcviain ser feitas Hiela .germnica,
linhim por ob|ecto*a convencao auslro-prussiana
de 20 de abril, a
A conferencia propoz por riispoacilo dos gabine-
tes de Vienna c de Berlim todas as torcas militares,
de que os estados reunidos poderem dspor, afim de
defender e proteger os territorios respectivos da
Austria e da Prossia, no caso em que forem alara-
dos f-.il consequencia da guerra empenhada contra
a Russia.
Al aqu as propostas da conferencia sao urna ad-
hesao completa poltica auslro-prussiina ; mas eis-
aqui cm que ellas diOferem dessa poltica, ao menos
por agora, dizem nossos correspondentes.
A conferencia propoz qoe os estados que nella sio
representados, se rcsaVvcm o direito de examinar
por ellas mesmo o canas faderis decidir por si
mesmo e por sua propria conta, quando se tratar de
sabir dos limilcs do territorio germnico c levar a
guerra s provincias dos imperios vizinhos.
Uzcmos que sao esta as propostas da conferen-
cia de Bqmfiers, porque estas deliberaees foram
apprnvadas provisoriamente pelos representantes das
potencias alliadas, c porque os soberanos podein a-
teila-las ou rejeila-las, cada un por si c segando
os con-elles de -n i\ sabedoria. Estas proposlas
serAo resoluees ililinitivas somenle depola que
ellas tivercni recebido a sanecao dos soberanos. He
.qdniAo ucrat na AHemaah*,"q>t lUli yjHIJl" n*o
domar de ler lugar : todos a consideram pois como
um faci quasi consumado, cujas ronsequeucias se
procura prever. (1) .
Uizem-nos que oslas consequencias scram graves
seos oslados reunidos cm Damberg, depoisde terem
approvado as deliberarles da conferencia, persistis-
sem cm todas as suas resoluees, c se, perseverando
em sua liga, cnntinuassem a formar urna sorle de
lerceiro partido entre as corles de Vienna e de Ber-
lim; ellas o i a ni graves debaixo de urna dupla rela-
cAo, porque poderla resultar dahi nma certa pertur-
barAo na poltica geral da Allemanha, e provavel-
mentc se formara no interior da confederaeio urna
divsAo, que talvcz comprometlesse um dia a consli-
luican da Allemanhae por couseguinlc a existencia
da propria confederacAo.
Primeiramente essa altilude dus colligados havia
de contrariara poltica geral da Allemanha, como a
Ausltia ePrnssia teem comprehendido. Todos co-
tiHecem boje csl* poltica. As duas grandes polen-
cas germnicas expozeram edesenvolvern) no me-
morndum idntico e collectivo, que Iransmiltiram
aos seus representantes na Dieta, c que estes com-
municaram iquella assemblca na sessao de 21 de
maio. Nida he mais formal e mais completo, o que
se poder jnlgar pelos extractos seguinle* :
Os dous gabinetes (de Vienna e de Berlim,) de
accordn com os de Pars e de Londres, estn conven-
cidos qfte a lula entre a Russia e a Turqua nao po-
de prolongar-sc sem perturbar os interesses geraes
da Europa e os de seus estados, ellcs lem reconheci-
S^ifcresses da Europa cent I..., As cortos da
Austria e da Prnssia;... poden I ll firme conf-
anos de qnc seus allos alliados federaes cslsro sem-
pre promplos para adherir posicao lomada em
comtmrm por ellis. Sua missAo actualmente he ain-
da preparar-se para lodas as eventualidades. Os
dous augustos monarchasse julsarao redmenle fc-
liies, seus aconlecimonlos futuros nAo Ihcs impozc-
rem a necessidade de umaoulra inlerven^Ao.
A Austria ea Prussia fazcm os votos mais ardenlcs
para ofclcr a certeza Iranquillisadnra, de que a al-
litude por ellas conservada durante a gravidade
ipre crcsconlo das negocacocs pondenlcs.recebc a
approvacao de seus alliados allomaos. He agora da
mais urgente necessidade, que a dersao de lodos os
membros da confederaeio soja conhecida pelo nter-
frnediario do agente constitucional de sua vontade e
de sua conducta, e que Tiqucm fiis um ao oulro
as pmvacoes, que um prximo futuro pode arcar-
relnr .jpalria cummum. i>
Se eomparar-ae com este documento a convenci
da allianra offensiva e dcITcnsiva, que foi asssnada
em BcrKm pela Austria e pela Prnssia, ver-se-ha
claramente qual ho o crracler da poltica das duas
potencias, qnacs ao seus motivos, seus meios, seu
fim, e fica-sc convencido que esta poltica-, cm cer-
tas eventualidades previstas, poderia ordemnar a
inlcrvenrao directa, activa e armada, se fosse mis-
ter, de toda a Allemanha. Ora a lercera rcsoln-
co proposla pela conferencia de Bambcrg repelle
esta poltica, ou aotes restrinse-a a tac? imites, que
equivalcria quasi a um systemu de nautralidade, no
caso em que, por exempto, a Austria e a Prussia
fossem levadas a tomar a odensiva contra a llftssia.
Ncsle sentido he que he verdade dizer, que a lerce-
ra resolucAo da conferencia de Bamberg poderia tra-
zer alsnina perturbacAo na poltica das duas gran-
des potencias allemas.
Em segundo lagar, se a conferencia do Bambcrg
persistiese em conservarle indolinidamente, ella for-
mara um lerceiro partido na Allemanha, e resulta-
ra dahi um grande periso para a conslituirAo da-
quclle paiz c al para a existencia da ronfcderarAo ;
a este respeito, nossos correspondentes nos dAo infor-
rnacoes, que nAo sao despidas de interesse.
A conferencia ou liga de Hamlhv^ nAo he nova :
:lnal, o -he sem ra-
li liga ama grande parte de infl-ineiavno conflicto'
que se preparava. Mal esta vea aiuda tralava -se
realmente de assegurar Aos'n adheso com-
pleta e sem reservados colligado contra a Prussia.
O ministro dos negocios eslrangeli! do rei de Saxo-
nia o baro de Benst, auxiliou vl'imenle ncslas cir-
cumstanciasos desejos daXnslrft elle dirigio-sc a
Munich para expor-estai ideas e*4ze-laj iriumphar,
masclla foram rcpclldas pelen diados da Saxouia,
osquaes quizeram cooservar.seeindependencia e a
liberdade d sua ac^Ao.
Pelo qoe acabamos de expT, ft-se que a confe-
rencia de Bamberg nao lie un. "tnpies acenso, mas
sim a conlinnaro de um faclo'B|lg e permanente,
injj do estados secnndariii-, ',* tom querido for-
mar e formam. sua confodeu'ao particular ao
lado da cenfederacao germnica. Esta liga tom suas
assemblas; ella discute, delibera, toma'resolucoes
fora da Dieta germnica e pretenJe fazer prevalece-
las all. A Dieta por conseguiulecsl, como a Alle-
manha, dividida em tres partes: 3 partido da Aus-
tria, o da Prussia e o da lisa, que pode vir a ser
preponderante inclinando-so afaTnatvamcnte para
o lado da Austria ou da Prussia.
Se a liga conseguisse consertjr-sc indefinitamen-
te sua preponderancia, nAo lindara cm vr a ser
dominante e irresislivel ; poras ella disporia, nas
assemblas restrictas da dictl
dezesele ; c de vnlc e set
i rosa do que a Austria e a I'r
Ira j que a existencia da lis
a consliluicAo actual da AII
pendencia da Dieta.
A existencia da liga he alen disto por si mesmo
um farloconlraro s leis orgaiicas da confedera-
cao, que nAo tom oulro orgAo lelimo senAn a Dieta
de Francfort. He verdade qdj| se pode dizer, que
o acto federal, que rrcon es ordem de cousas,
na prohibi aos confederados i lgarcm-se por con-
vciies especiaes o limitadas ou conserlarem-se
previamente sobre quesloes Aura inlcresse geral ;
mas nAo he isto o que acaba di ter lugar cm Bam-
berg, onde se ve um certo minero de estados lomar
rcsoluces, que sao destinada! a annullar a accAo,
nAo s da Prussia e da Austria, scuAo da propria
Dela procedeiido regular e cMliliicionalmciite.
A auloridnde da Dela serminica, ninguem pode
dissimular, (cm sido singularmente onfraquecida
por ludo quanto lem pausada na Allemanha desde
o mez de fevereiro de 1818, sua rcsIaurarAo nAo
lhe resliluio ncm seu antis poder ncm seu pres-
tigio de entilo.' A divisan qp|\) lisa de Bamberg
inlroduzia cm seu scio, acabMa vle arruinar o cr-
dito e a influencia <|csla assetnolca.
l*or lodas eslas razOe, nirgiiom veria sem pesar
perpeliiar-se na Allemanha ," allianra separada dos
estados que formam a confo-encia de Bamlicrs ; c
independcutemcnlc do sranle lintercsse poltico
actos1, que'podo ler a quclAoespecial, da que a
conferencia acabl de occupar-se^senlir-se-liia nina
grande satisTacAo. se lodos oselados 'Atrasscm pu-
ra e simplcsmenle no cauiin|ii qo direito comniiim
I do oilo votos sobre
bre sessenta e nove
la pois mais pde-
la. Islo s demuns-
incompalivel com
nnha e com a inde-
tca dos saliinetes se mudlicava e se transforrava.
A historia da liga de Bamberg oderece um exemplo
nolavel disto. Esta liga foi preparada, orgauisada
pela Austria contra a Prussia, e ha pouco ainda a
Prussia atacava-a pennte a Austria, que a defenda.
Hoje os estados colligados parecem afaslar-se da
Austria e approximar-se da Prussia. Porque razo!
Porque o interesse austraco se lem manifeslado por
sua vez, c porque esse interesse, livre inleiramentc
de ludo que o embaracava c o obsenrecia, lem im-
posto Austria urna poltica mais firme e mais acti-
va. O memorndum das duas cortes, do qual ja ci-
tamos algumas passageos, o demonstra claramenle.
Queremos citar ainda ligninas linhas, qne no nosso
entender, sao a mclhor explicacAo da alilude actual
da Austria e de sua linguagem.
Dcpois de ter eslabelecido qoe a prnlonsacao do
dcsenvolvimcnlo das forcas militaros no baixo Danu-
bio he ineompativel com os maiores interesses e os
mais immedialos da Austria, assim como da Allema-
nha, o memorndum continua assim :
Os interesses malcraos da Allemanha sAosus-
ceplivcs do maior augmento, gracas aos vastos ca-
naes martimos, que conduzcm ao Oriente. Por esta
razAo he um dever geral da Allemanha garautir tan-
to quanto fr possivel, a liberdade do commercn do
Danubio, c nAo ver acabada por meio de reslituic/ics
a aetividade das communicacOes com o Oriene por
mar.i)
Nada acrescenlaremos a estas palavras, das quaes
nAo lie possivel dcixar de nolar o tAo grave e solem-
ne, eo carcter essencialmcntc austraco.
{Journal del Dbalt.)
niquilar esse prestigio de grandeza r esse poder
irresislivel que ella lem devido mu i lo mis do que
as arluaes proezas das suas armas; podemos deslru-
ir-lhc as esquadras* incendar-lhe os arsenaes, desmu-
ronar-lhe as forlifioaccs. despoja-la dos suas acqui-
sices mal adqueridas c ml empregada, e reslilui-
las independencia ou aos seos possoidores ergi-
naes; podemos dividir a Crimea, fazer a Georgia in-
dependcnle, restituir a Finlandia a Sueca e a Bes-
sarabia Turqua; e desl'arte reduzirmos a Russia
a urna potencia de segunda ou lercera ordem. Mas
ha punca esperanca aap/acamo* islopouca appa-
rencia que se deseje wnprehender islopouca pro-
origcm he aplcrior
zAo que ae disse, que ella se Uuba furnudo dopois estalle*!.'!) pelo conwcsso.dojjfcnn
Ainda se vai mais lonse,|pcrgunla-sc, se
s
Si
alSK.
ORDEM DO DIA N. 124.
O coronel commandante das armas interino, cm
execurjio do aviso do ministerio dos negocios da
guerra de 10 deslemez, determina que amanhAa 1.
de agosto soja desligado do i. batalho de arlilhara
a p, ao nuil est addido, o Sr. alferes do 8. de in-
fanlaria KslevAo Jos l'aes Barreto, qutdevcr estar
prompto a reunir-se ao seu batalho na |iroviiicia das
Alagoas no primeirn vapor da companhia brasileira
prncedente do norte.
O mesmo coronel commandante das armas deter-
mina, quena manhaa do indicado da 1. de agos-
tse passe revista de mostra aosrorpos do exercito
exi-tentcs na guarnicAo desta pro\ncia nos seus res-
pectivos quarteis, pela ordem scsninle:
As 6 hora* a rompinhia d'arliliees; as fi < a com-
panhia fixi de cavallaria; as 7 ao batalho 10. de
infamara: as 7 U. t segundo da merma nrma, e
Qaartal aaMBaate m* mi baea na cldade de Beclfi, eai M Jnlho. ''o jnnlamenle que a cnnscrvaeao da inlcgridade do
imperio ollomano e a independencia do governo do
sultn sAo as condires necessarias do equilibrio dos
poderes, e que a guerra cm nenhiim caso, deve ter
como resallado una mudanza nas divisfles terrilo-
riaes actoaes. As augustas corles de Vienna e de
Berlim tem reconhecido nestas graves circunstan-
cias a necessidade, que ha em fazer vollar conscien-
ciosamente em sua utilidade as relacoo- dessa confi-
FCLHETIltt.
^m.]^Hr.
r5i^too
Por Th. Pavlc.
It.
A pequea caravana e sua valerosa escolla rliega-
ram po^ico depom a Buenos Ayre<. Retirados a seus
qiiMilci-, os soldados descansaram das fadigas de
urna Innga campanha esqnecidos los (icrigos pausa-
dos e promplos a tomar novamente as armas. I).
Jos acliou carias de Hespanha que o chamavam pa-
ra o seio de sna familia, e comquanto lhe custasse
abandonar a vida aventurcira que agiadava ao seu
carcter eMproliendedor e ousado, a esperanca de
fazer a viasem na companhia de Anlouina lornou
muilo menos penivel osicrificio que lhe nipunham.
I). Marlha e a Mbrinha aguaidavam cm Buenos
Avies a partida do navio que baria de rcconduzi-las
Hespanha, equando snubiram que o ]oven ollcinl
< ultava kunlwm para a '*, nao lerneram mais
os enfado de ama long^^^^^ncao. Ambas poze-
ram-sc debaixo da proleccAo de I). Jos-;, e o joven
capitn consotou-se do ser o cavalliiro da vuva, com
o pensamento de que seria lambem o da bella An-
lonina.
Cmquanl > essas tres personagens oceunadas cn?i
os preparativos da partida eonversavam frcquenle-
mcnle sobro a patria que am tomar a ver, einquan-
lo D. Jos e a mn;a que salvara, handonavam-so s
delicias de um amor nasconte, os Indios languescjaui
na prisAo. NAo (inham sido inetlidus emmasmorra,
nein carregados de ferros, era-Ibes permillido pas-
seiar em um largo pateu, onde penetraran livrc-
inentc o ar e o sol; porcm nao viam mais dimite de
si os veriles hurisontes do pampa, nAo pisavam mais
a alta relva da planicie, e cm tomo delles elevain-sc
grandes muros insuperaveis. Pussavam todo o dia
>coeorados nm um culo do palo, trete*, mmoveis
e iiivollos oni suas longas coberturas. De vez cm-
quando o galope de um cavallo quepassava perlo da
prisAo fazia baler-lhcs o coracAu, e sernelbantes :is
asuias prisas em gaolas que iiclinain-se, estendein
o peseneo, e veem alraves da grade de ferro adejar
alegremente a andorinha, contemplavam rom urna
(I) Estas prcvisOcs de nossos correspondentes cs-
lo hoje plenamente justificadas, se devenios dar
crdito (."arerr it.tngsbourg, qual recebemos
nesle momento. Este peridico publica, com a ru-
brica de Munich, que as resolur,es da conferencia
de Bambees foran rectificadas por todos os estados
nteressado-, _0.nero*ccnta qnc existe una perTcita
harmona eilre todos esles estados.
da commnncacAo do tratado de Berlim c no fim de
preparar urna resposta idntica a esla communicSo.
lia tres annos que esta conferencia represenlava ja um
papel bem importante na lula, que divida a Alle-
manha a respeito da renovaran da uniao das alfan-
degas prussiana.
Naquclla poca, os goveruos dos quatro rei-
nos, das duas Hcsses, de Badn, de Nassau se col-
ligaram contra a Prussia. snggestdes da Austria,
afim de imperen ao gabinete de Berlim a aeccssSo da
Austria na uniSo, e conccssOes, que cro aceitas ero
Vienna e rcpclldas Berlim. NAo lomos necessidade
de lombrar aqui, como aquella questao se envene-
nou a ponto de comprometter mais de urna ver. a
paz de Allemanha ; depois de Inngas c didiccs ne-
goeiaccs, dcpois ele Iroca de militas notas e proto-
colos, o debate foi por fim terminado pela conclusAo
de nm tratado de commereio e de alfandegas entre
a Austria ti i -ussa c pela renova de alfandegas.
Parece que desde aqoclle momento a liga de Bam-
berg devia ser dssolvida, porque nao tinha mais
objecto. Comtudo ella se conscrvnu, mas com um
certo mystcrio, nAo obstante os reiterados protestos
da corle de Berlim, que a este respeito se queixava
frequenlc e confidencialmente a corle imperial de
Vienna. A corte de Berlim fazia ver o espirito hos-
til, de que a liga de Bamberg uio deixava de estar
animada a seu respeito, e a opposiro que lhe fazia
em toda I occasiao. Esta opposiro se tinha mani-
festado parlicularmeutc no momento emque aques-
lo do Oriente comecava a lornar-se a qOcstAo de
toda a Europa. A Prussia, cuja poltica era dirigi-
da culAo como hoje, pelo harAo de Manleuffcl, se
moslrava aos designios da Russia menos favoravcl
do que a Austria. He naquella poca que os dous
imperadores se faziam frequentes visitas em Olmulz
e cm Varsovia, c o gabinele de SAo Petcrsbnrgo, sem
submetter-se precisamente mlervenr.ao da Austria,
aretava osbons ofiicios desta potencia, declarando
que s ella linha permanecido verdadeiramenle im-
parcial e indcpendenlc ; he justamente por islo que
a Austria sustentava a liga dos estados. A Anstra
quera eslender c fortifica'.' esla liga, e nesle fim li-
nda feto obrar o gabinete de Dresda, o qual linha
proposto diversos meios aos seus alliados de Bam-
berg, apresenlando-os como proprios para assegurar
(} Vde o Diario n. t73.
dor muda as nuvenserrantes que o vento afigenlnva
sobre suas raberas. O aborrecraenlo roa esses lio
mens selvagens, inhabeis para todo o trabalho assim
comn ferrusem devora o ferro enterrado. Ellos
nopcnsavam cm nada. solTram e lamenlavam sem
esperanca de recobra-la jimais a liberdade, sem n
qual n selvasein nao pode viver. Emlim, esses ho-
niens, cinlioia fnsseni bravios, pertcnciam grande
familia humana, tinham em algum canto ignorado
ilo pampa mulheres c filhos que nao tornariam tal-
vcz a ver, e esses laros quebrados causavam-lhcs
ornis sofl'rimentos ; porm, nao Mies permiltindo o
orsulho exprimi-los em alia voz, dissimulavam soas
dores debaixo da apparencia da tidiflcrenca e da
apathia. O cacique linha aptendido na mocdade
alsuiis termos hespaiihes; mas nunca responda as
palavras de zombara nem de benevolencia dos guar-
dia da prisao.
Ilava tres mezes que os Indios vegelavam nesse
carrere, no qual teriam sido esquecidos ainda longo
lempo, se umacontccimenlo que havia de ler consi-
.leravcl inlluencia sobre o poder da Hespanha, n.lo
os livesse leilo entrar nuvamcnlc em secna. A'In-
alalcrra irabava de declarar cuerra Hcspanlia.
lima pequea csqnadra ingleza s ordens do rnmnio-
doro Auson dirigio-se pan os mares do sul, onde
havia de reunir-se a urna frnU mais numerosa coni-
manilada pelo almirante Vcrnon. Partindo larde da
Europa, os navios do commoiloro Anson rbegaram
ao cabo llorn cm urna estacan desfavoravel. lim
turaran lerrivcl dispersen a esquadra, motado da
qual nAo pudo dobrar o cabo, e quando o commodo-
ro arrihoii a illia do Juan Fernandez linha apenas
dous navios c um barco carregado de provisoeai A
frola hespanlinla enviada para comlialer as volas in-
clezas experimentara desastres ainda mais graves.
I'in de seos navios sossobrou no meie do mar, antro
vnralbou nas costas do Brasil, oulro balen em um
banco de pedra ao sabir de la Plata, e foi obligado a
vollar com avarias in oparaveis.
Sor esta va em Montevideo nm navio de alto bordo
ancorado ha Iros annu-, Gcnnviulia po-lo cm oslado
de navegar. Quando o eomroaadante dessa* forras
iiavaes assim redu/.idas pelos temporaes e accidentes
de lodo o genero, vnllou por Ierra do Cliili para Bue-
nos A\ res, tratou de reparar e equipar esse ullimo
navio. Foram requisiladns os ubreiros dos purlos de
Buenos Ayret e de Montevideo, e quando o trabalho
esleve quasi acabado, o rominaiidaiite Coi ler rom o
governader e disse lhe :
Senbor, para armar o Aa (lal era o nome do
estados colligados eomprchenderam bem seus pro-
prios interesses, quando firmaran sua liga, arris-
cando compromelter a diea germnica, abusando
da letlra da conslituirAo. Diziem que estes estados
precisan) mais da ronfederaco do que a Austria c
a Prnssia ; a Austria e a Prussia oceupam por si
mesmas um grande lugar na Europa ; mas que se-
ran 4s pequeo* estados allomaos ou mesmo os
estados de segunda ordem, tem a confederacAo,
qual ellcs pertencem, e qie os protege? He pro-
varel que a maior parle ddles nAo tardara a ser
invadidos pelas potencias vi.inhas, e ver-se-hia tal-
vcz essas nvasdei provocado pelas populacOes, que
cstAo serapre indisposlas cam os pequeos gover-
nos," c ambicionan) sempre fazer parte dos grandes
estados. Podc-se al crcr iuc esta tendencia seria
favorecida pelo desojo geialmente derramado na
Allemanha de urna nnidade mais real e de urna ceu-
Iralisacan mais eflicaz.
Dizem-nos que estas conadera^Oes fonm a presen-
tadas com muila energa ao oilo governos, que for-
maran) a liga de Bamberg e ae por acaso senao con-
seguio obter quo elles negisaem soa approvacao s
resoluees provisorias, que leus representantes adop-
taran, espera-se pelo monas que elles nAo pcrsisti-
rAo al o fim nas rcstrcrOei, que elles tem posto em
sua adheso. Nos j Indianos expressado esta opi-
niao em nm artigo precedente, e persistimos ainda,
porque estamos convencidos de que, quando a Aus-
tria e a Prussia esliverem de accordo, nao poder,i
haver enlre os estados alltmcs urna opiuAo, que
difTira da sna, ou se quizerem, nma polilica difiereii-
le da ta.
No dl em que a Prnssia a Austria fossem arras-
tadas para urna guerca, q io nao dea-so de ler in-
teresse para a nacionaHdade alloma, os oulros esta-
dos da ronfederaco seguiran 0 impulso geral; elles
nAo quereriam resistir, eco qu'ueiiem, o nao po-
deram: o movimcnlo os amulara, porque seria mais
forte que sua resistencia.
Aquello- que tem seguido com alguma allencAo as
pbases tan variadas, qne a queslAo d Oriente j tem
percorrido, tem podido observar a mollidflo c a di-
versidide de interesses, que esla questao j tem agi-
tado. Esses interesses se lem manifeslado successi-
vameiile ; o medida que se am revelando, a poli-
1IUNGRIA, AUSTRIA E RUSSIA.
Nunca pcrlurbemos os nossos lelores com inda-
garnos acerca dos promenores da guerra, nem fa-lo-
hemos agora. Temos rpidamente lancado os olhos
sobre os seus traeos priucipaes, sobre a sua exlen-
sao e drselo provaveis, e sobre a polilica provavcl
dos alliados nella empenhados. Como verda-
deiros economistas, temos sempre olhado para
principal evenlualidade, e insistido com perti-
naz relerarao sobre a necessidade de obler o va-
lor rocebido para as nnssss despezas. Nunca
nos lemos cuneado de exigir do nosso governo, ci-
ma de ludo, o dever imperativo de nao s dirigir
e terminar esla guerra, assim como de ajuslar a
conlenda de inaneira. que nao seja mais renovada,
ou ao menos que nos livre de sermos outra vez in-
cominodado3*pclo mesmo molivo.
O discurso recenlcmcntc proferido por Kossulh
em Shefleld, chama a nossa allenrao sobre um im-
portante ponto daqucsUlo sobre o qual talvcz se nAo
leuha insistido tanto quinto merece. Como se sa-
be, nAo sympathisamos com as ideas extremas deste
consummado orador, mas todava nAo podemos cen-
sura-ln pelo Taclo de alTaga-las. He natural que
elle pense nicamente nos interesses da Hungra,
e brade conlra a inconsistencia da Inslalerra, que
ao* passo que professa pclejar coulra o despotismo
de urna potencia, se une com nutra isualmcnte ly-
rannica. He oaluriil que elle aborrega e al lema
mais a Austria do que a Russia. c Julgue que a
mais dosast'ailavcl conclusao na guerra fra liu-
milliar a ulljina potencia e consedidar a primeira.
.Mas os esladistas inglezes deven) ler ao me-mo
lempo um ilcsiguioisuatnienlc nacional o mais coni-
prenensvo acerca dnipiesl.tn, enlodevem ser in-
ducido*, por aversaw ao* seus principios, a recusar
a coadjuvacao de autcratas ou patrilas, quando
esla coadjuvacao promover o objecto inmediato
se fr jnsioqne riles lem em mira. So a Austria
esl verdadera ou lealmcnle rom hosco ueste ne-
gocio, nAo podemos regeitar a sua allianra, porque
ella lem obrado com briilalidade para com a Italia
e com perfidia para com a Hungra.
Alen dsso, Kossulb se engaa inleiramente acer-
ca' da siiuacao dos negocios, se imngua que a nac.Au
ingleza ou os ministros-inglezes entraram na guerra
contra Nicolao porque elle he lyranno, ou se lem a
menor intencAo de fazer urna cruzada contra o des-
potismo como tal. Os nossos goveruadores eslAo
poco preparados para nma guerra desta natureza;
e o nosso povo, pnslo que menos indisposlo para is-
to, est lambem couscio da sua gravidade em lomar
sobre si com fcil idade a lerrivcl responsabildade de
inaugurar scinelhanle lula. Elle lemempiinhailo as
armas nao contra tjrauuia domestica, mas conlra
asgrcssAo eslrangeiraj* nAo contra a brulalidadc que
caica aos pes a liberdade civil, mas contra a injus-
tica que assalla a independciicia nacionalnAo con-
tra o barbarismo que se dcsenvolvc no interior do
paiz, mas contra aquello que procura espalhar-se no.
exlcrior. Mas urna das observaces do ex-governa-
dnr da Hungra Iraz lembranra urna verdade que
coincido com a grande moralidadc que por muilas
vezes temos procurado inculcar.
O nosso objecto nesta guerra he, ou seria,nAo me-
ramente libertar o Turqua no momento, mas liber-
la-laparao futuro de depender da nossa coadjuva-
cao,garantir-nos conlra alliancas dispendiosas e
incnmmodns que constantemente nos chanicm a pro-
tege-la das incessanles usurpantes de um cohicoso e
iuexoravet visiuho. Islo au uu- ohrigar a ter ama
a queslAo oriental para sempre entre mflos. De-
vemos de urna vez para sempre ajuslarmos esle ne-
goci. Ora, ha soincnte i res estradas a seguirmos:
levemos reforrar a Turqua ; ou (levemos enflaque-
cer a Russia; ou (levemos crear um alliado Turqua
c um rival i Russia, bastante poderoso que tome o
nosso lugar. O priinrro meohe quasi impossivel.
Podemos dar a Porta bons conscllios; podemos pro-
legc-la ale que as suas reformas internas sejanf com-
pletadas e lenham comerado a manifestar a sua in-
fluencia renovada, e reforjada: podemos ajuda-la a
enriquecer por meio do nosso commcrcio, e ajudar a
pacificar essas dissensoes internacionacs que lanto
liAo contribuido para colloca-la no poder do sen ini-
migo; mas slo he o limite da nossa influencia. Ella
devo trabalbar para a sua propria salvaraose po-
der. Entretanto, lem embargo do raro vigor que
ella lem manifeslado, sem embargo das provas assig-
naladas que tem dado de uina vilalidadc ainda nAu
exlincla; sem embargo da inconlestavcl valenta do
seu povo, c da sagacdade dos seus diplmalas, c das
boas inlenrOes ndisputaveis do seu governo,he
quasi impossivel esperar que ella soslnha possa resis-
tir ao sen gingatcsco visiuho. Por oulro lado, so
quzermos, podemos enflaquecer muilo a Russia, e
po-la hors da comba! para o fuluro. Podemos an-
habilidade que a mutua rivalidade das" outras poten-
cias europea- permita que sin seja feilo. Com ludo
se se uAo fizer islo, podemos flear cerlos que as usur-
paces russas nunca cessaro que a captura de
Coiistanliuopla nunca ser abandonada. Enlo, res-
ta soincnte a lercciraalternalivahabililaralgumou-
Iro estado a vir a ser a garanta da independencia
turca e a barreira aggres*Ao russa.
Ora, esta he elaranicnle a funccAo natural da Aus-
tria : He-llie imposta pela sua posicAo. Tem
mais'a lomera aggresso russa do que oulro qual-
quer imperio. O complemento dos designios russos
nos dominios oltominos fora a sua degradacao. O
seu grande rio licaria inteiramentc nas maos da
Russia. A sua grande passagem oriental Picara in-
Icirameiilc dominada pelas esquadras o fortes rus-
sos. Trieste se lomara o seu nico porto. Enlao,
inetade dos seus subditos sAo Srlavonins, e j mais
disposlos a esperar as suas inspiraces de S. Pclers-
burgo do que de Vienna. Nicolao j lem o com-
mando da Servia : se a Moldavia e a Walachia fo-
rem m na I mele suas, as sympalhiasda raja em bre-
ve o habilitaran a suscitar perturbarles insurrecci-
onaes na Austria assim comn tem feilo na Turqua,
para inlervir outao como prolcclor e mediador, e fi-
nalmente rcduzir Francisco Jos mesma posicao
em que se acham o suliao ou Shali da Persia. A'
Austria poda manlcr a sua o inlcgridade, t mas a
sua independencia se acabara para sempre.
A Austria v ludo isto bstanle claramenle. En-
lo, porque nao he agora, porqae nao tem sido, o
principal antagonista"da.aggiessAo moscovita? Por
que se cllocou tanto sob a influencia russa ? Por
qne he 13o fraca a poni de nAo poder dispensar a
coadjuvacao russa f Por que he obrigada a cmpra-
la de urna maneira Uio cara "! E porque, cm vez de
ser o censor da Russia, se tenf enllocado na posirao
de sen vassallo '? E este he o ponto pralico como
poder ella emancipar-se de-la fatal e ignominiosa
escravda, e tornar-sc outra vez o baluarte do Oc-
cidente contra o brbaro septentrional c o preserva-
dor da paz da Europa no Oriente 1 A resposla he
evidente.
A Austria est frara porque esl dividida conlra
si propria. O seu governo se nAo pode por em op-
posicao is usurpaces russas, porque depende da
coadjuvacao russa para o Iriumpho da sua propria
polilica interna. O iratamenlo que os Hngaros tem
recebido da Austria lem lo eflicazmeulc alienado
as alTeicoes desta nobre rara, que em vez deser, co-
mo nutran a forja do imperio, lomou-se a sua fra-
queza em vez de ser o seu grande_ defensor, tor-
iidii- osen mais cruel iuinigo. Em quanto esla
alienaran continuar, be perfeilamente certo que a
Austria deve permanecer mullo fraca c precaria, e
nao poder ser o rival e a barreira da Russia, como
requer a seguranca da Europa : anda inais, he
certo que ella nao pode fazer mais do que queixar-
e frarameulc conlra o crime moscovita, c coinpas-
-i\amonio implorar o soccorro moscovila. Em quan-
to a Auslria for fraca. a Turqua oslara em perigo,
e a Inslalerra ser inconiiuudada. Em quanto Fran-
cisco Jos persistir em atropollar os liberaos privile-
giados e eslorvar a anlisa constituirlo dos seus sub-
dilos Hngaros, a Auslria continuar a ser fraca ;
a Russia continuar as suas intrigas conlra a Porla ;
ca Inslalerra ca Franca continuaran constantemen-
te exposlas a empuuhar as armas para a sua defeza.
Poi lauta ae-M teraos um interesse philanUupicu e ['"
svmpalliico, mas um inlcresse directo e esoista' as t- | "te
navio} nao teoho mais de ecm marinheros, c careco
de qu i liben los.
Aqui acham-sc mais ravalleiros do que mari-
nheros, respoudeu o sovernador com embarazo.
E todava o serviro deS. M. exige qne o -Isi'a
seja equipado. Tcnho necessidade de gente.... cus-
te o que cuslar, senbor governador.
Laucando urna rede sobre a praia, lornou este,
pode-se apandar una cem pescadores, mahuheiros e
lambem alguns mariolas mestices.
Bem, chegamos a duzentos. NAo lem mais
nada que oficrecer-mc ?
Espere, Sr. commandante, so lhe coirvm rece-
ber alguns Inglezes prsiuueiros, posso adiar uns
sessenta.
Oh dse o commandante, lalvezisso nao seja
priidenlc ; mas a necessidade obrga-mo a aceitar.
Ijuemais?...
'Fenlio aqui uns cem conlrabandisl as porlugue-
zes de que eslimaria dcscartar-me....
Encarrcgo-me delles.,.. Eia. procure complc-
lar-me am menos os quindenios....
.O enhor cominandaiile lem ner essidade de
marinheiros, de homciis habituados ao n tar ; de qae
lhe serviran) miscraveis que nunca viram: velas ncm
vergas 1
De pinar os cabos, respoudeu o con mandante,
d-me inais urna duzia de bracos robusto s, e dispen-
so-o do resto.
Pois bem, lome os onze Puelches que conser-
vamos.na prisAo ha tres mezes, nao sei para que, 0
so o scnlinr conseguir fazer delles alsuma ronsa con-
sentirei a ser enforcado na gavea de sen navio.
O glivcinador pronuncion estas ullin as palavras
em vdz bava.c o c immandante responde u crguendo
altivamente a rabeca:
Ilei de fa/.e-lns marinlieiros, senh or. Ouem
lem a honra da rouimaiidar um navio d e S. M. sa-
lino fazer-se obedecer. Nao seria para cond ascen-
der com uns de/, selvagens inertes e ind olcuUs que
en deixariu a disciplina rela\ar-se a meu bordo !
O cominaiidaulu den mmeitialaucnle orden*, pa-
ra qoe essa equipasen) composln de ele menlos lo
diversos fosse couduzida para bordo. Quando al.'r-
ram a porla da pri-an aos Indios, elles'liesilaram cm
sabir, pois nAo coniprebendian para on de eri.i.'ii
leva-Ios. Priso por prisao, profera m I car all ou -
de linbam soflrido mais de tres me; es: a dor lam-
bem lem seus hbitos. Os manlo' ros que foram
bscalos, eolio, .iiiiin no, no nejo t) 4 suas lleiras, e
coiidil/il aui-ioi, assim a I i aia.
Embarcarara-uos cm lanchas, at; quaes descenru
a corrente do Prala at Montevideo, onde o Asia es-
lava ancorado, soffrivelmenle equipado e promplo
para partir.
O alarido dos homens occdpados na manobra, o
moM ilion lo dos marinheiros que corriam sobre o con-
vez c subiam pelas cordas causn admiracAo aos
Puelches, os quaes observavam o navio com ar sor-
prezo c pasmado, nAo sabendo que Ibes eslava reser-
vado um papel activo nessa cidadella fluctan le. I'm
nfiicial eiiipiirrnu-os para a proa c um quarlel-mcs-
Ire distribuio-lhcs vestuarios de marinheiros, dizen-
do com jocosa solcmnidade, que provocou una im-
iiion- i gargalhada:
J qoe vossas niisnhas esqueceram-se de dar-
vos um enxoval, meus filhos, vest eslas camisas de
algndao azul que cram destinadas a cubrir honeslos
chrislaos, c leude lambem o cuidado de nAo romper
estas cernulas.... Oh la! barbeiro, passe a llicsoura
naqucllc, rabcllus.
Os Indios vesliram-se rom lana repugnancia
quanto embarace, e nessa operacAo difTiril para el-
les asscmelbavam-se a roiulemnados que sAo obriga-
gados a vestir a triste libr da priso. No momento
em que o barbeiro Cortara os longos cabellos dos
Puelches, um bote abordou o mivioao p da escaila
do commandante trazendn I. Jose as duas mulhe-
res. I). Marlha asilando com a mao dircila um
bello loque novo, dava o braco ao joven capilAo, e
andar enm a dignidade de nina viuva que nao lem
renunciado ainda agradar. Ao lado dalia caminha-
va Antenina um tanto perturueda de ver lanos ho-
mens reunidos nesse eslreilo espaco. A moca expe-
rimentava essa inquietar a > vaga que npprinie o co-
rar, io un momento emque vai-se emprobender urna
lousa viagem por mar. Nessa hora os paizes que
foran menos amados, aquellos cm que a gente nAo
deixa nem iircicSo intima, ncm paronlc,nein amigo,
al os lusaresdesertos adquircni una graca uexpe-
rada. O ultimo canto de un passaro da Ierra, ainda
que seja o piar do pardal, sua docemente ao ouvido
de qncm vai lancar-sc sobre o vasto ocano !
Durante os primeiros das da viagem os Indios ve-
zados pelo enjoo obedeccram inacliinalnieiitn s or-
denique viam os oulros marinheiros cxerular. Es-
lavam ollonlns esperando inorrcr, c impacicnles
por chegar ao termo da Irisle existencia que Ibes era
imposta.
Militas vezes recebiam castigos, os ofiriaes subal-
ternos, e mesmo os mariihciros Iratavam com rude-
za esses entes eslranhos que paroeian nada enmpre-
.hender na mais simples manobra : a bordo de um
n.ivio, onde cadi um tem sua tarefa, onde urna mes-
berdades rcslabejecidas da llnngrianao no cstabele-
cimenlo de urna iodepeudencia republicana como
Kossulh e um punhado dos seus amigos desejam, e
que nao poda manler-se sem soccorro cstrangeiro
mas na reslauracao 6onl fide da antiga coustilu-
CAo. sub ampias garantas contra insidiosos assaltos
futuros, que outra vez unssem Austria o seu ralis
rico territorio e seu braco mais forte. Semelbaiite
reconcliarao elTecluada nestes termos dara ao mes-
mo lempo Auslria 200,000 amigos armados em lu-
gar de -J00.000 inimigos secretos; a emancipara da
necessidade da amizade russa e do receio da inimi-
zade russa ; Picara constituida o natural defensor
das provincias danubianas contra os seus perigos
presentes; dcst'arlc se adiara n'uma estrella e1
honrosa allanca com a Turqua, garanta da sua
seguranca conimum ; c habituara a Franca e a In-
glaterra a embainhar a espada, e para o futuro re-
lirar-sc de contendas di,lanos. Os esforcos d*s es-
ladistas inglezes se dirigen) a semelhanle alvo, pos-
to que elles sympathiscm pouco rom a causa de na-
conalidade ou liberdade cm abstracto, c anda que
lenham muilo medo dos palriolas insurreccionaes,
e dos perigos revolucionarios. (The Economt.)
Arl. 2 Ficam revogadas as disposicoes em coo-
Iraro.
Pajo da cmara dos depnlados, em 9 de jnnho
de 185*. Vitcone de Batpendy, presidente.
Francisco de Paula Candid4>\. secretario.Fran-
cisco Xavier Pas Brrelo, 2. secretario.
Vai a imprimir, nAo o estando.
Um requerimenlo do 1. lenle do 4o balalho de
arlilhara a p, Ayres Antonio de Moracs Ancora,
pedindo ser transferido para o corpo do estado maior
de primeira classe. A' commissao de majpha e
guerra.
Passando-sc ordera do dia, continua a Diurna
discusso do projecto falla do Ihrono.
O Sr. 'iseonde de Abraries, respondendo ao Sr.
I). Manoel, sustenta ainda ser a pralca ingleza a
respeito dadiscussAo da falla do Ihrono a mclhor de
(odas, explica minuciosamente em que consiste essa
pralictl e rila em abono de sua opioiAo' o Aonuario
Histrico c o (raladc pralico dos regolamentos, pri-
vilegios c estyloSdo parlamento britannico por Ers-
kine May.
Passah lo a responder ao Sr. Hollanda Cavancan-
l, o orador prosegue da maneira seguinte :
O nohre senador pela provincia de Pernambuco
tratou lambem de improcedente o exemplo que en
havia invocado. He certo que o nobre senador de-
clarou que talvcz em algum lempo tivesse invocado
esse exemplo, ou pretendido scgui-lo, mas que est
agora de outro accordo. .
Para combater o cstylo que eu havia citado, ooo-
"bre senador recorren a urna especie de analyse da
forma do governo britnico. NAo acompanho ao no-
bre senador na parle em que quiz endeosar a lal
ponto o mecanismo do governo britnico, qoe deu a
entender que nelle haviam myslcrius que a ninguem
era dado pcrscrular. A marcha do governo monar-
chico represcnlalivo da Gejia-Brelanha he bem co-
nhecida por muila genle ; nao ha nella esses miste-
rios, nem taes arcanos que, nao seja dado nlellgeu-
cia humana penetra-tos e decifra-los.
Conlinuou o nobre senador a sna analyse.'pffere-
cendo argumentos contra a pralca que euaigtizera
ver por nos admttida. I.embron o modo diverso por
que na GrAa-Bretanha se organisam e se dissolven
os ministerios, modo muilo differente do nosso : a
dflerenca qnc havia na le da soccessao das Ierras,
all foudaes, aqui allodiaes ; o methodo diverso por
quo se fazem as eleices^li. directas, quiindirec-
las ; apoutoii anda outros pontos de divergencia em
que nAo ha realmente a menor pandado ou conlac-
lo entre o nosso estado constitutivo e o.da GrSa-Bre-
lanlia. Mas, pergunto ao nobre senador, em que es-
sa diversidade de systcma, essa disparidade do me-
thodo de alciones, orsani-acan de mnislcrios, lei de
successAo de loara-, c oulros pontos, pode infloirpa-
ra urna pratica cuja utilidade he sentida na Graa-
Brclanfia dexe de o ser em todos os paizes onde fr
seguida ?
Avenlou lambem o nobre senador orna idea que
muito me conlrislou. Entendeu que quem invoca a
pratica iiisleza, quem nAo quer dicussoes deslocadas
por occaso de tralar-se da resposla falla do Ihro-
no, he nimigo da discussAo e da publicdadel llocu-
me,Sr. presidente, esla especie do invectivado no-
sonador *TWo* nos qaerenM*v.a diasoesao ;
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO,
SENADO.
Da 10 da junho.
Heundo numerosuflicionlede senadores, abre-sea
sessao, c depoisde lula c approvada a acia da ante-
cedente, o 1." secretario da conla do seguinte-expe-
dienlc :
Um oflicio do I." secretario da cmara dos Srs
deputados, participando a cleifSo da mesa que al|
deve servir no presente mez.
Outro do mesmo, participando haver sido sancio-
nada a resolucAo que approva a aposenladora con-
cedida a Francisco Martins Vianna.Fica o senado
nlcirado.
Oulro do mesmo, acompanhando a seguinte pro-
posiro :
n X asscmhla legisialiva resolve :
a Art. I. Fica approvada a aposenladora conc-
dala por decreto de 2.1 de maio de is.i ao juiz de
direito Alcxandro Joaquim de Siqueira, chefe de po-
lica do municipio da corte, com o ordenado de res
I 009.
ma vontade inlelliscnlc anima todos os espritus,
lem so bio pouca indulgencia pelo desaso e incipaci-
dade!
Todava medida que se foram acoslumando ao
tumulto o arfasen, os Puelches sentiram mais viva-
mente as afirontas que nao Ibes eran poupailas. O
cacique sobretodo eslava sobo dominio de urna febre
de colera que causava-lhc accessos de furor. Ora
conlcmplava o mar rom um sombro desespero, ora
escondao em um canto do conves como a fera, a
qual o olhar da inulldAo indigna, Quando traba-
Ihava na manobra misluradocoin os marinheiros, el-
le va passar perlo dcsi o grupodos tres passageiros.
A moca que tAo ousadamente roubra na planicie, e
que fora slglins instanlessua preza, sen quinhAo dos
(espejos, ra u conversava alegremente sua vista
passeiaiulo de braco com o ofiicial que o tinha
vcnrido,c que o nAo reconhecia debaixo do novo ves-
tuario.
Elle que alguns mezes anles commandava urna
horda tcmivcl obedeca agora a todas as pessoas desse
navio, mide mal era tido por hoinem.
Um dia leudo cessado de repente o vento, o navio
lcoii parad pola calma. I.oucas brisas corriam pe-
lo mar, e \ inham dcpois expirar nas velas ((randes,
as quaes cahiam ao lonso dos maslros. O ollicial do
quarto fatigado de ver o navio immovel sobre as
aguas fazia orientar as velas a cada momento, ape-
nas o mais leve sopro cncrespava as ondas, eos mari-
nheiros aborrecidos de obedecer a essas ordens mul-
tiplicadas moriniiiavain a surdina. De 'sua parle os
Indios puxavam os cabos machinalmenlc com gran-
de vagaroza, e completo indiITcrcnca. A vista des-
le semblantea impassves exasperou mais o impa-
ciento ollicial, o qual nao poden-do doscarregar sua
colera sobre o vento que nAo quera soprar, prcrpi-
tou-se de mao levantado sobre o cacique. Esle re-
pcllio o assrc.ssor com um murro : mas o ollicial
que era robusto c lilbo das monlanhas da CalalUulia
enfurecido por esse acto de revolta pralicado perau-
te lodos os inarinbeiros da equipagem, cabio sobre o
Puelche, c deizon-o esleadido sobre o conves ensan-
guoulado e amassadn.
Quando viram sen rhefc naquelle Irisle estado, os
oulros Indios chegaram-se a elle com respeito, lize-
ram-un lomar si derramando-lhe asna sobre o ros-
to. Os marinheiros viam com sorpreza os cuidados
alientos com que esses selvagens ignorantes Iratavam
esse lininem de sua rara. Ilr-se-bia que lodos par-
licpavam de suas dores, e da aronla que rece-
bera.
O cacique lornou a abrir os olhos, depois cobri-os
ni i,em occasiao op|iorluna, sobre pontos determi-
nados e fixos.em que nao seja licito divagar ; discus-
so cujo resultado seja elucidar as quesloes.esclarecer
o paiz e o governo, chama-loa bom caminho. (.<-
poiados.) Esla discusso he a que queremos. Quem
advoga a adopcAo da pratica ingleza quer pois dis-
cussAo ; nAo discussAo deslocada, nopportuna,
intil ; mas especial, cm lempo proprio, prove-
losa. ,
Devo fazer outro reparo. O nobre senador decla-
ren que cm o mea discurso ou no de algum outro
membrt) da casa se linha dado a entender qoe a si-
tuaeoem que nos acliavamos relativamente a Es-
tado Oriental do Uruguay nao era boa; mas qoe por
nma imperiosa necessidade foi aceito por nos.
O nobre senador reicrimlo-sea esse tpico do mea
discurso declamo con crnphase que se reconhecia-
mos que essa poltica era ma, e so a aceilavamps por
necessidade, he porque ignoravamos qOe havmoulra
melhor. Mas o- nolire'senador nao leve a bondade
de dizer-nos qual era essa melhor poltica, nSo a
formulou, c pceo-llieencareridamenlc que agora, ou
em qnalquer outra occasiao, se digne manifestar to-
do o seu pensamento,desenvolve-lo, esclarecer osc-
ilado e o paiz sobre a melhor poltica qoeem seu en-
tender conven que o soVemo atoa relativamente ao
Esladn do l'rugaay. Nislo/Tar grande servirlo; dar.)
urna prova de acrisolado patriotismo. Espero qae o
faca.
Nada mais direi quanto ao discurso do nobre se-
nador. Agora duas palavras a respeito do discurso
do nobre senador pelo Rio Grande de Norte.
O nobre senador turnuu a insistir era que a polili-
ca seguida pelo sovernu no Estado Oriental do Uru-
guay era nefanda, 3 vezes nefana\i
(I ,s'r. /). Mnini'A :Apoiado.
O Sr. l'isconde de Abrttntes : Ingenuamente
confesso ao senado que nao posso comprehender ao
nobre senador .' O nobre senador .admilleainler-
venrAo, sustenta-a, julsa-a necessaria c ull; adml-
le que se nao inter\essemos noEslado Oriental cor-
reramos o perigo imminenle de ver perturbadas as
fronteiras, cnlregne a anarchia aquello Estado, e
muitissimns inlercsscs nossos compromeltidos, e
comprometilos altamente. O nobfe sepador ebegoo
com as maos, como se a vergonha o livesse opprmi-
do, o ficofi alsum lempo absorto em seus pegamen-
tos, respirando coni difiicuTdnde. De sen peilo en-
luiiiccido saham gemidos surdos scmclhanlcs ao ca-
carejo das salinhas, c todos os seus membros eslrc-
meciam como o barco que bale com a quilha nos
molledo, occullos debaixo das aguas. Nesse tosan-
le subiam para o conves os ofiicias do estado-maior
c os passageiros que acahavam do juntar.
Nao lia vento, scuhor l persuutou o capilo ao
ofiicial. .
NAo, commandante, c as pequeas nuvanwue
permanecem immoveis no buiisoiiieanuuucilrhi an-
da calmara para amanha.
Ha novidade sobre o conves, senhor '.'
Quasi nada, commandante, os selvagens re-
cusan! Irabalhar, e sua preguica he de mo exem-
plo.
Ha selvagens aqui'.' pcrgunlnu Anlouina com
o acento do lerror.
SAo alguns Indios bravios do pampa, respon-
deu o enmm.n.lano : mas nAo deven) inspirar-lhe
nenhum receio. seorita. SAo onze e nao fazem en
servico de um liomem valeroso. Vaquelle maudriao
que fiugM chorar ?... he o chefe delles.
Depois dirigiido so ao ollicial, o couimandanle ac-
rrcKentou:
Visto que essehomeni ilesohcdfceu, deve ser
carregado de ferros.
Anlouina pedio aocommandanle que perdoasseao
sclvagem o castigo que merecer ; I. Marlha reuni
suassoHicilacOes s da sobrinlia, c fallou com milita
eln<|*lamjiae congestos masnilicns das allences de-
vidas, aos vei)Cidos ; porm o ollicial uioslrou-se in-
lloxivei c replcou :
NAo concern que a disciplina se relaxe a bor-
do ; c dentis o que be una uoilc pass.ida com sri-
Ihies nos ps? liAo de ver que n pag,lo faca pouco
caso dsso I
I). Jos que ouvira a resposla do ollicial chegon-se
a Antonio* e disse-lbc com voz haixa :
Sabe.cnoniquem he o Indio pelo qual acaba
de interceder'! He o cacique do pampa, o selvagem
que derribei malando-lhe o ravallo russo com nm
tiro de carabina.... Custoii-me reconhece-lo debaixo
daquelle novo vesluarin; mis o rommandanle
coulou-nie porque acaso viajamos cm sua com|ia-
nhia.
Aulonina olhoii de longe para o cacique em cujos
ps um conlrameslre acabava de por os grilhes. Es-
lava assenlado e debrucado sobre as pernas como o
negro roubado de suas praias que deixa-se raorrer
lembrando-se da cosa d'frica.
-.Coilado disse eHa pondo as maos, como pa-
rece oflrer !... nao nos aproximemos, D. Jos tenho
piedade e lenho medo delle...
Al 1 de vera, he aquello o cacique? pergun-
tou D. Marlha. Quero ve-lo de perlo agora qne nao
esl mais em seu maldito pampa gyrando como an-
ligamptc os Mauros na vega de Granada... Oh An-
toninaatiAo sejas tao medrosa vers nina, se lerei
medo 31 fallar-I he. i
Me cnlende milito pouco da nossa liogua para
compHhcnde-la. minha lia, inlerrompeu a mo^a
alm llis*o que lem Vme. a ditwhe.
Com poucas palav ras c mnitos gestos, respondeu
D. .Maillia.-con-esuirei ,"i roniprehciidida.
viuva foi por-se cm frenlo do cacique, o qual
aonservava-se immovel, e com a cabera inclinada
sobre os joelhos.
> Oh l oh rapaz, rcconheccs-me ?
O cacique pareccu nada ouvir e D. Marlha loean-
do-lhe no hombro com o leque continnou viva-
mente :
Oh! rapaz, olha para mim... l l. no pam-
pa... elle, ella o eu... pan. pao, pan... a mosqueta-
rii... Ah a sorle da guerra, meu amigo Ests tris-
te aqui, bem o vejo.... Eia, sem rancor, engole-mc
estes co'nfeilos que lomci nasobremesa, os marinhei-
ros uto provam muilas vezes oulros iguaes, come-os
sem ceremonia, ellcs te farao bem !...
A vuva fazia como os tolos que aliram bolinhos
confcilados ao leo encerrado em um paleo. O caci-
que lancou-lhe porfim um lhar que significava :
Deixe-me soflrer cm paz!
Como qttizer. senbor selvagem, disse enlao a
viuva um lauto oflendida, o que um recusa, oulro
aceita... Che grumete, ven c meu filho, o engole-
mc estes bolinhos de baurnlha.
O grumete nAo esperou que o rogassem para
devorar os contoitos que t. Marlha lhe oflerc-
ca.
__ Enlao, pcrgunlo t. Jos, o pantomimo sorlio
bom cITeito !
Maravilhosamenle, respondeu a viuva, ele r-
coiiheceu-nos perfeilamente a todos tres. Coi todo!
est muilo abatido, e lal qoal ovejo agora, na.. o te-
mera, se o enconlrasse alta noite na sierra de Ma-
laga.
{Conlinuar-se-ha.}


3P
-
;:-:
"~.
DIARIO DE PERMMBUCO, TERCA FEIRA I D AGOSTO DE 1854.
r
a reconliccer que o eanu {viera nao se ilava a res- i Brasil iiisuflicicnto
peilo do Sr. Gir quando abandbnou o |>odcr, como
elle proprio tambem admtlira. A' visla deslas tres
proposices dn nebre' senador, i ctiillado de nial con-"
fisses, qual a liarlo que cumpro lirar, scnhores ?
Qae a poltica seguida al agora le boa.
Mas insiste o nobrc senador em que essa poltica
he nefauda, e 3 vexes nefanda ; porque ?
Porque, liase elle, o governo do Brasil, ou o seu
asente diplomtico, alli concorreu para a rcvolurao;
porque o governo do Brasil e o sm ministro actual
all promoveu a elciraodo Sr. Flores. Ora, senho-
rt'j, se por ventura nisso consistisse a poltica neran-
da, nJo corra ao nobrc senador i obrigac/lo de ex-
hibir as provas, osdoenmentos do concurso do gover-
no do Brasil, ou do scu representante em Montevi-
deo, para a rev olur.io que all toe lugar ? Nao de-
vera apresentar documentos e provas de que o ac-
tual ministro do Brasil, em Montevideo, andar de
casa em casa solicitando votos para o Sr. Flores '.'
Mas nada elisio fez o nobrc senador. Contentou-se
era dzer-nos: Sao informarnos da miulia polica;
lenlio visto cortas que denunciarr. islo. Entretanto
nao sabemos quem as cscreveu, nem qual o grao de
imparcialidadc, de apreco que mereccm os seus au-
tores. Limilou-so a dizer vagamente : leude noti-
cias. A minha polica o denuncia! Por ventura
essas provas com que o nobre senador quer apoiar
as suas proposices sao capazos de destruirs que re-
sultara da combinarn de fados authenlicados pela
imprensa de um e outro partido, e pelos documentos
officiacs appensos ao relatorio ?...
Combinando esses fados e documentos, scnhores,
o que resolta he que o Sr. Paranhos lulo podia de
modo algum ler concorrido para a revoluco que
all aconteceu. J o disse o nobre ministro dos ne-
gocios estrangeiros. Se o Sr. Paranhos livesse lido
pai le em tal movimento; se livesse se quer aconse-
Ihado ou dcsejndo que urna revolurio all rebenlasse,
uSo leria soccorrdo o governo legal em momento de
apuro, garanlindo-lhe nm cmpreslimo sem estar
aatorisado para isso, tomando sobre si toda a res-
|>onsabilidade desse acto.
Nao falla islo bem alto, senhores ? Nao demons-
tra que tal inleuoao nao havia da parte do nosso mi-
nistro residente em Montevideo? Os ou I rol fados
que eslo authenlicados, combinados com as cir-
cumslancias que cuncorreram ni sus sueco-sao, nao
demonslram qnc nao poda o ministro do Brasil ter
tido parte na revoluco, e que,o governo do Brasil de
mancira alguma concorreu para a queda 'do Sr.
Gir"!...
Senhores, islo qnc consta de fados averiguados,
assevero ao senado que tambem est provado pelo
carcter individual do Sr. Paranhos...
O Sr. Paranhos nao so tem o tino e a capicida-
vdc uccessaria para nao commetler erros tao graves,
que poderiam trazer grandes compromellimeulos ao
seu paiz : como den provas de muita habilidade, de'
mnta discrican em todos os negocios que passaram
por suas raaos naquellc Estado. Para que se forme
este juizo a seu respeito, elle tem a scu favor as no-
tas que cscreveu. algumas das quaes, como muilas
das dn nobre ministro dos negocios estrangeiros, eu
desojara ver firmadas com o meu nome. E he de
crer que um homem na posicao do Sr. Paranhos,
que nao va com azas emprestadas, que tem azas
proprias ; um hornera a respeito do qual me atrevo
a fazer a prophecia de que ha de avullar, e avultar
inuito na administrarn do paiz, he de crer, digo,
que nm homem destes quizesse comprometler todo o
' seu futuro, passando por um agitador, por um pro-
motor de revollas para derribar o governo do paiz
junto ao qual eslava acreditado? Nao lie possivel, sc-
nhores. (Apoiaiot.)
Perianto, nao s o argumento tirado dn carcter
pessoal. da habilidade, do tino do Sr. Paranhos...
Sr. fisconde e Paran : Apoiado.
O Sr. Vitconde de branles : ... afasia qual-
quer prcvenr.lo de que elle fosse um agitador do Es-
lado Oriental,como os fados authculicados.quer pela
imprensa, quer pelos documentos que estilo juntos
ao relatorio do Sr. ministro dos negocios eslrangei-
ros, provam que elle nac podia ter a menor, parle
nessa ronspiracjlo. (Apoiado*.) '
O roesmo digo a respeito do Sr. Amara!. O Robre
senador parece ser o primeiro a fazer juslira ao ca-
rcter desle Ilustre cidadilo, Elle he incapaz, se-
nhores, eu o assevero, de andar mendigando votos
para quem quer que seje, ; mrmenle com vistas de
col locar frente de um pai/. independen le. de um
governo junto ao qual elle se acha acreditado, um
homem que nao fosse aceito peta naco, ou que Ib
fosse repulsivo. Nao*; o Sr. Amaral de-incapaz de
impr a vunladc do governo do Brasil as enmaras
legislativas do Estado Oriental
A' visla de ludo islo, senhores, nao sei em que
consiste a poltica nefanda, tres vezes nefanda
Nao quero, Sr. presidente, alongar mais a discus-
sao. Estamos no dia lOdejunho. Nilo desejo que
o sen ido presuma que son contradictorio.
Advogoa pratica inglcza, lenho esperanens fun-
dadas de que ha da ser um da adinittida entre nos,
porque he sensata, porque he ulil. Se euf^oncor-
resse para a prolongaeio desta discussao, cal mente
achar-me-hia nm pouco em conlradicco. O senado
permitlir pols que eu nao d mais dcsenvolv miento
ao meu discorso.
Kecordo-mc neste momento de nutras quesloes
que pnderam ser ventiladas; mas en as reservo para
lempo upportuiio. J eslao no senado as le de li-
iai;#de Torcas de mar e trra ; nossa discussflo.em
presenta dos ministros respertivos, podemos insti-
tuir debates polticos e administrativos ; pode ter lu-
gar um debate luminoso c ampio. Quacsqncr re-
llev oes portan lo i| ii ;eu anda tivesse de offerecer nes-
ta occasiao i considerarn do senado, podem ser re-
servadas para tempo opporlono.
I'onho aqui termo ao meu discorso.
O Sr. I'isconde de Paran (presidente do conse-
Iho) sustenta tambem a pratica ingleza como a me-
lhor de todas, depois do que continua da mancira se-
guinte :
Sr. presidente, lomei a palavra, nilo para mo oc-
rupar com as quesloes pequeninas que nesla discos-
sao tem sido suscitadis, mas para rcpcllir una im-
pulacao que o rtbbre seuador pelo Rio Grande do
Norte dirigi liontem ao ministerio acloal.
O nobrc senador pretenden que o general l'rquza
eslava divorciado do governo do Brasil, sendo islo
devido ao aclual ministerio; e rererindu-se ao Sr.
ex-minislro dos negocios estrangeiros, disso que S.
Exc. do1 scu lugar moslrava na physiouomia o des-
prazer qne Ihe cansara a discussao a* respeilo dos
negocies externos.
O nobre serrador esqueced-se inlciramenle do que
lnha ocorrido, dos relatnos que devia ler pr-
senle, e impnlou ao ministerio aclnal aquillo que
nao podia ser-lhe allrilmido.
Senhores, pessa divergcm-:a que appareceu entre
a tmfoderaco Argentina e a provincia de llueuos-
Avreso governo do Brasil Um seguido urna poltica
de estricta neiitralidade; mas o ministerio aclnal
nio foi o qne loraou essa rcsolucjlo. No relatorio
do anno passado, scnhores, fez-so menro daquclla
divergencia, e o senlwr ex-minislro dos negocios es-
trangeiros disse : O goveruo imperial loftou, no
mcio dessadcploravel dissenro, a nica pa<;n que
Ihe compela em quesloes' scmlliaoles, puramente
de organisarao interna: amis restricta Aotrali-
dade, ele.
E, pois, Sr. presidente, as quesloes existentes entre
o general Urquiza ea provincia de llicnos-Atres
nilo deram lugar ao ministerio aclual lomar resolu-
CSo alguma ; mas lito somenle a seguir a poltica
j estreada pelo Sr. ex-ministro dos negocios cstreai-
geros. He porlanto cxlrem.imcnle de admirar como
o nobre senador empresta al aos gestos dos sena-
dores presentes urna signiliearao que o simples co-
uhecimenlo dos fados moslraque nfio podem ler.
O Sr. ex-miuslro dos negocios estrangeiros nito
quiz de modo alfxun favorecer a causa de Urquiza.
Quamlo essasqueslesse orignaram; em selembrode
18j, era scmhluvida possivel que o governo impe-
rial JiyiMSCjysJimido outra posir,o : e quem sabe,
senhores, se a ohinio do actual presidente do con-
selho n;lo setia'quc o Brasil se collocasse em urna
posir,1!j menos neutral do que a que tomou .*....
Enleudo, Sr.N^ircsideiile. que os inlcresses do
Brasil r 'i|oercni, exigem que a Conlederaro Argen-
lina sej forte e unida. Estas separaces de provin-
cias da confederaran para onstiluirem governosse-
parados foram j uteis Europa, mas ao Brasil nao,
nem se poda esperar que o fossem. A Confedera-
rn Argentina, forte e unida, nao contraria do sorle
alguma ns inleresses do Brasil ; porque nao ha entre
estes eos daquella confederarlo opposicfio alguma,
desde que lodos estamos concordes sobre a indepen-
dencia do estado do Crugnav.
Nihi existe validada. Os'prinripaes prodados do
Brasil sao agrcolas. O produelo de pastoreo he no
lira o seu consumo ; temos.
portante, para sal isfazer uossas necessidades, de ir
buscar urna parte desses productos na Confedcracao
Aigentii|a|9o Eslailo Oriental ; entretanto que os
nossos gneros sao all consumidos. J se v que nao
ha clioqiajwlc inleresses. A divi<80 da Confederado,
seu enfraquerimenlo, pode dar lugar salisfarao de
alguns inleresses europeos, mas de sdrle alguma
uinca pode ser de conformidade com os inleresses
do Brasil.
Eu pois, senhores, tendo estas ideas, julgava que
seria de conveniencia para o Brasil lomar mais al-
guma parte Beata* quesloes ; nao s para apoiar una
conciliar;!,] entre as parles divergentes, como para
sustentar aquella que livesse annuido ,s condices
necessarias para essa conciliaco. Mas eu nao eslava
entilo ao fado de lodos os negocios ; o nobre c\-mi-
nistro dos negocios estrangeiros, scculc delles, e
pesando o que sabia, julgou que nos inleresses do
Brasil eslavaestabelecer a maisreslricta ncutralidade.
Vio neslasqucsles, quesloes puramente internas, em
que nilo deviamos de forma alguma inlervir ; prin-
cipalmente porque reronheccu que as paixcs csta-
vam azedadas de (al modo, que a nossa intervengo
seria intil, urna vez que nao liv essemos de recorrer
sarmas, e era isso o que S. Exc. uo julgava con-
veniente aos inleresses do imperio. Mas como pre-
tende o nobre senador altribuir ao ministerio actual
o resultado desta poltica '.'
O Sr. D. Manoel: Eu nao disse isso.
O Sr. Presiden! do Conselho : Se o discurso
nao for alterado, apparecer com essa inculparao ao
miaitierio actual.
Como pretende o nobrevtenador imputar ao mi-
nisterio o tratado de S. Jos do Flores, celebrado
em 10 de julho do anno passado? Note o senado
queqoandu da minha cadeirartlci um ligeiro apar-
te, fazendo ver que a csse lempo nao podia saber-se
em llueiiiis-Av res da organisarao do ministerio ac-
tual, o nobra senador toroou-me que havia muito
lempo era sabido que o ministerio anterior devia
cahir !
Ora, supponha-sc que se tnha presentido a qoeda
do ministerio anterior, queda que nao present, pois
que anda boje confesso que nao via razo para que
elle cahisse. Nao allrbuojesse resulladojscnSo fadiga
em que estavam os]nobres ministros de soflrer os do-
eslos de ccrlos membros da opposicao ; nao o altri-
huua outra circumslancia, porque o ministerio,
cnmquaulo livesse urna npposirao forlc na cmara
dos depulndos, linha comludo urna inconlestavel
maioria ; comquanto tivesse una opposicao tam-
bem forte no senado, tnha comtudo tambem aqui
inconlestavel maioria. Porlanto, nao via a necessi-
dade da sua retirada do poder, nem eu a explicara
urna vez que nao parlisse essa necessidade de ques-
loes internas, ou desse cansado que cosluma apparc-
ccr muilas vezes pela causa aqueja me refer.
Maleemos que se linha presentido a demissa do
ministerio : linha a.cora ja declarado a quem ha-
via de incumbir a organisarao do novo ministerio ?
Podcria alguem, mesmo no paiz, indicar quem seria
o organisadur do ministerio, e qnaes seriara os seus
membros ? Crcio qoe nao. O primeiro que certa-
mcnlc nao poderia suspeila-lo era o mesmo nobre
senador que o disse por que como o nobre sena-
dor cosluma referir o que llie dizem, tambem se-
r permijlido aqui dizer que o nobre senador me
classificava enlre os homens impossiveis: o que sem
dmida prova que o nobre senadorengana-sc muilas
v ezes nos seus raciocinios; que a cora consulta o
quejulga mais de conformidade com os inleresses
do paiz, e que entre nos nao existe pessoa alguma
que seja impossivrl.
Mas, como disse, Sr. presidente, se o mesmo no-
bre senador livesse de dar informarues a tal respei-
lo, dar-me-hia como impossivel,- como podiam na
Confcderacao Argentina o general L'rquize c os mi-
nistros inglcze francez ler presentido a orcanisaco
do ministerio actual para em consequencia disso ce-
lebrarem o tratado de S. Jos de Flores?,.. A pai-
xo, senliore-, o odio, e... outros sentimentos de
que muilas vetea se resentem os discursos do nobrc
senador pelo Bio tiran le do Norte, o induzcm em
mnilos casos a nao usar de sua illa razao, para for-
mar seincIhantcsi'impatarOes, que nao podem de mo-
do algum resistir'ao mais leve raciocinio.
Iteslabelccendo, po, smente adata do tratado
de S. Jos-d Flores, e lendo o que diz o Sr. ex-
minislro dos negocios estrangeiros a respeilo da po-
ltica seguida as dssenses que appareceram entre
o general Lrquiza, director da Conrederaro Argen-
tina, e a pruvncia deJiucoos-Avres, lenho suflici-
entemeute demostrado que neuhuma culpa pode
caber ao ministerio actual por csse tratado ; antes o
tratado de S. Jos de Flores, Sr. presidente, foi cele-
brado pelo general Urquiza tres das antes da sua
partida para a provincia de En(re-ltios,e de declarar
que nao continuara a guerra contra Bucnos-Avres,
que deixaria essa provincia entregue a si mesma.
Esse trata lu, como disse, foi celebrado tres das
antes. Ora, todos eslo ao fado das phases por que
passou esl^ conlenda. Algumas vezes as noticias
que chegavam eram a favor de Urquiza, oulras a fa-
vor da praea. Pouco antes dos successos de julho
as noticias que havia nesla corte eram lodas a favor
de Urquiza ; mas Bucnos-Avres linha em scu apoio
o papcl-moeda ; e as tropas de Urquiza, desde que
se usou do papel-mocda c se perdeu a flolilha, dissol'
veram-se em grande parte. Conseguintemente o
general Urquiza na necessidade de pmigrar para a
provincia de Enlre-Bios, lendo al eniao resistido
ao pqdido de um tratado que Ihe faziam os minis-
tros de Inglaterra e Franca, celebrou nestas cir-
cumstancias o tratado de S. Jos de Flores.
Que culpa podia virno governo do Brasil desle re-
curso de qne Urquiza lanrou mao em scmclhante
exlremdadc ? Como pode ser rcsponsavcl por sc-
mclhante resultado o ministerio aclual, que entilo
nao exista ? Senhores, no estado em que se acha-
vam ambos os partidos, resislindo a lodas as tentati-
va de conciliario, nao era possivel uni-los sem que
tentaremos a guerra. Foi esta poltica que o minis-
terio anterior nao quiz seguir ; e o ministerio aclual
parece que bem se decidi a este respeito, porque
nascircumslancias em que achou o negocio nao po-
dia vollar atraz, nao poda ja eslabclecer outra po-
lilca ; a menos que se pretenda sustentar que de-
viamos formar urna nova allianr,a com o general
Urquiza para marchar sobre Buenos-A v res, e im-
por a esta provincia as leis do congresso da Confede-
rarn, que aquella provincia parece recusar.
Senhores, as paixoes se acalmarn; o lempu pro-
duzini essa grande obra. A forca seria um mcio
mo s ineficaz, rqas tambem pernicioso para o can-
seguir. Quando as paixoes acalmarcm, os que obe-
decer hoje a Urquizn, assim como os que obederem
a Buenos-Ayres, conheceram que o seu verdadeiro
interesse he eslarcm unidos, que urna conciliarflo se
deve fazer nesse sentido para.que a Confederaran
fique uuida e forte como ronvm a America.
Longe de ser contrario a essa ailo da Confedera-
c-Ao o governo, cada um dos ministros a lem como
necessaria a ulil. naoad a mesma Confcderacao, mas
ao imperio, c fo/ino sinceros votos para que islo se
alcance. Masenlendo, senhores, que a forja he i-
nefticaz para o consceifir; que urna nlervcnco di-
recta e armada devia soru duv ida fortificar mais os
semianillos de odio que exislcm, em vez de aclma-
los e aeslrui-lus.
Era este o objecto, Sr.- presidenle, para que espe-
cialmente cu pedir a palavra; mas nao deixarci a-
inda de dizer alguma cousa sobre a necusarao qne
fezo nobre senador pelo BioGrandedo Norte ao Sr.
Paranhos, de ler promovido a revolla de selcmbro
do nnnetpnssido em Montevideo.
Ja em oulra occasiao disse, Sr. presidente, o que
passou; mas o nobre senador, que lem desejos de
imputar-no. fados que sejam deshonrosos ao minis-
terio, nao fez caso da minha rontrariedade, disse
que era una historia. O que refer de conformida-
de com as comunicacoos ofliciaes.e rom as disenssoes
c puhlicacoes da quelle paiz, nao he exacto ; o que
be evado he o que o nobrc senador lidie as infor-
mares de alguns raluna lores desejosos de prejudi-
car o ministro do Brasil porque nao se uni aos seus
inleresses, ;s suas vistas. Isso he quo lie exacto!....
V-.e, pois, que nao ha da parle do nobre senador
desejo de csrlnrcccr-sc.
Muito cmlmra cause assim nial ao paiz! Muito
embora, apresentando a poltica do Brasil hostil ;-
quellas repblicas, possa produzir all odios, senti-
mentos que nao merecemos! Isso satisfaz o rancor
que o nobre senador lem aos membros do ministerio
actual; be qiianlo Ihe basta.
Mas Sr. presidenle, mesmo sem olhar para os re-
latnos, para os documentas ofliciaes, os fados mate-
mos all eslao para provar que o Brasil nao linha
interesse iieiihum em promover urna revoluco em
Monlevido. Demonslra-se eora effeito que de sorle
alguma o Brasil poda suscitar a revolla visla il>
fados occorridos, fados incoulcslaveis.
Que nao queramos urna revoluco em Montevideo
piova-so primciramenle com o fado de ha\ o Sr.
Paranhos garantido o imprestimo le 81,000 pesos
quando o ministro Castellanos achava-se em uraves
embararos. Se o ministro do Brasil desejasse a que-
da do ministeriodo Sr. Gia, c p-lo mi impossibili-
dade da organisar outro, nao comprometiera a soa
respoiisabclidade a poni de garantir um cmpresli-
mo para que inlo eslava aulorisailo pelo goveruo.
Depois, lodos sabem que quando o Sr. Gir se re-
colheu legar.lo franceza o Sr. Paranhos eslava ne-
gociando, a pedido dclle c dos seus ministros, com o
general Pacheco > Obes a cxpalriarAo deste da re-
publica, porque a sua eslada em Montevideo cntre-
tinlia a agitarn da tropa de 1.a linha e poda scrins-
Irumcnlodc rcvolucSo. O Sr. Paranhos enlrou nesle
empenho com toda a lealdadc, c j linha conseguido
do general Pachtro y Obes a promessa de annuir. lie
cerlo que a agila;ao que enlo reinava fazia com que
6 general Pacheco y Obes nao se prestasse a essa ex-
igencia sem estabelecer suas condir-es a respeilo da
influencia que julgava devida ao partido colorado, a
que elle perlencia.
Mas, Sr. presidente, quem aconselharia o Sr. Gir
om lacs circunstancias, a rccolhcr-se a casa da le-
garlo franceza ? Seria o Sr. Paranhos ? Iguora o
nobre senador os fados ? E. Sr. presidenle, o mais
natural nao era suppor-se que promessas se fizeram
aoSr. Gir que o induziram a crer na possibilidade
de obter urna soluto das quesloes que enlao se ag-
la \ am por outro meio alheio do concurso da legacao
do Brasil ? He fado que essas promessas falharara,
que a declararlo do Sr. Gir de que se achava na
legaco franceza por considerar-se coacto dea causa
ao pronunciamento do coronel Flores e realisacao
da revolujao. Nenhunssoccorros daquelles que ha-
viam sido promeHidos ao Sr. Gir para oulra soluc/Jo
das quesloes que enlao seagitavam, Ihe foram dados.
O paiz com pouca agitarlo aceitou a nova situa-
c,5o, e o Sr. Gir sabio final da legaro franceza
para bordo.de urna fragata da mesma nacao. Mas
quandoconstou que cm todo o paiz eslava aceita a
adininislrarao do coronel Flores e dos outros mem-
bros do governo provisorio, o Sr. Gir rccolheu-se
para Ierra, c pareceu querer entrar as condicoi de
um simples cidadao.
O que fez enlSo o Brasil ? Todos sabem que a
nossa provincia do Bio Grande do Sul lem grande
svmpatliia "pelo partido colorado ; que all anidase
recordara das violencias solTridas do general Oribe
testa do partido blanco ; de maneira que com reluc-
tancia, de mo grado, senn a tropa de linha, mas
a guarda nacional do Ro Grande do Sul, concorre-
ria para inlervir cm favor do partido blanco ; mas
o governo imperial era 1.1o contrario revoluco,
eslava to decidido a cumprir os tratados, que, nao
obstante todas essas consideracoes, mandou inmedi-
atamente ordem para postar-se na fronleira una d-
visao de 5,000 homens, e para que a eslaro naval
fosse augmentad!.
O governo imperial declarou enlao ao Sr. Gir
que eslava prompto para cumprir o tratado so elle
se achasse as circumslancias previstas no mesmo
tratado, islo he, devendo o governo imperial obrar
como auxiliar e nao como parle principal. Todos
sabem que appareceu de novo a agitarlo naquellc
Estado ; diligencias se empregaram para que o Sr,
Gir se pnzesse as rendirnos de ter por si urna
for^a tal que as que do Brasil fossem em seu soccor-
ro se pudessem considerar como auxiliares e oto como
principaes. Estes esforcos se mallograrara. A agi
tarao deu pequeos resallados; Estado Oriental
tornou de novo a pacificar-se. Todos %s que se op-
puiiliam ao governo provisorio se ..ui-enlaram. ou
foram derrolados.
Por ventora considerava o Sr. Gir nessa poca a
legaco brasleira como ininiiga, como contraria ?
Ah cstao os seus nfficios que mostrara o contrario.
Ignora-so qrte o Sr. Gir, vendo-se ameacado, rc-
colheu se a casa da logarn, c que all se conservou
al vespera da sabida do Sr. Paranhos para esla
corle, poca em que se asylou em um navio brasi-
lero ? Pois se o Sr. Gir cnxergasse no Sr. Para-
nbos o autor de sna queda, entregar-sc-hia sol a sua
guarda, prolecc.lo do governo do Brasil ? Nao se
sabe que ncslas circumslancias a legacao do Brasil
servio de apoio a muilos blancos perseguidos, c
mesmo a alguns colorados que divergiam do modo
de ver das pessoas que estavam no governo ? Sao
fados condecidos, Sr. presidente, e nconleslavcia ;
mas o que importa isso aquellos que a lodo o custo
quercm fazer mputares, a pojados em cartas que se
queixam do governo do Brasil, porque este nao se
quiz collocar merc das facc-Ocs ? O que se im-
portan) esses com os fados patentes ?
Como dizia, Sr. presidente, o Sr. Gir estove asy-
ladncm casa do ministro do Brasil al a sua vinda
parosla corte ; o enlao so passou para um navio
de guerra brasileiro. Por consequencia, digo, o Sr.
Gir tnha plena ronlianra na lcaldade do ministro t
sabia liomque elle nonliuma parle linh tido na re-
volurno que se havia cITecluado. fe certo o Sr.
Gir desojara qnc ogoverno do Brasil o coadjuvasse
senao no interesse privado, ao menos por aquillo
que elle julgava ser o interesse do scu paiz, o res-
tahclccimeulo do seu governo, ou do governo do
partido blanco ; mas o goveruo do Brasil nao o fez,
porque, como j observei, a isso nao eslava obrigado
pelos tratados.
Antes que o Brasil se rclarionasse cora o governo
provisorio, lodas as legaces cstraugeiras o tinliam
felo, rcconheceiido-o, sent como governo de direi-
lo, ao menos de fado. A legarao brasileira era a
nica que se conservava em reserva rigorosa. Po-
rcm, Sr. presidente, as nossas fronteiras se agita-
vara ; amitos Brasileiros jarogtavam de cxpedires
liara lomar vinganras de algumas depredarnos feilas
por mando de Fructuoso Bivera. O goveruo impe-
rial julgou que devia reconbecer o governo estabe-
lecido e apoia-Io para evitar o desenvolvimiento de
facres, e que all se eslabelecesse a anarchia.
Quando o Sr. Amaral se apresenlou em Monte-
video o mesmo partido colorado nao era unnime
cm apoiar o governo provisorio. Muilas pretences
havia ; todos os que se propunham presidencia da
repblica dearjavam que o governo imperial nao
preslasse o menor auxilio ao governo provisorio ;
porque enlcndiam que sem o apoio moral que viria
desle auxilio o governo provisorio cahiria. Mas, seu
nhores, o goveruo imperial nenhum inleresse linha
cm sustentar estes ou aquello, individuos; o scu
inleresse era que um governo estavel, de ordem, se
eslabclleccssc ; que a anarchia nao apparcccssc em
seu lugar.
O coronel Flores linha a seu favor a forca e mni-
las adhesOea na campanha ; mas linha contra si cer-
tos prctendcnles presidencia. O governo impe-
rial julgou que o auxilio que tantas vena Ihe liaba
sido solicitado no podia ser negado sem risco de
manifestar-se a anarchia, novas agilacOcs, a guerra
civil e o derramameulo de sangue. Era o mesmo
partido vencedor que disputara a presidencia. O
gover imperial,m ler candidato, confiou que a as-
scmbla elegeria aquello que mais digno fosse, que
eslivesse mais de, conformidade com os inleresses do
Estado Oriental, c ne>sc snppuslo, o governo impe-
rial, se deu algum apoio, foi o moral o que proveio
lo rccoubecimeulo e de continuara apresentar um
auxilio. Havia a coinii c;ao de qne sem este apoio
moral, nico que deu, a guerra civil surgisse ; e
elle nao eslava, neta nos inleresses do Estado Ori-
ental, nem nos do Brasil.*
Se o Brasil livesse vislas de um protectorado que
absorvesse a independencia daqucllc e-lado, poda
dcixar que a repblica se arruinaste pela anarchia.
Mas o Brasil, scnhores, ronlenla-sc com a poltica
dos tratados ; e a poltica dos tratados nao he o pro-
tectorado das Ibas Jonjas, com a ahsorpr.lo da so-
berana, seja para a decisao dos negocios internos
seja para a decisao dos negocios externos; be, quan-
do muito, a prolcci-ao que a Inglaterra da a Porto-
gal desde o tratado de Mollineo. Nao se falle pois
em protectorado, lendo cm mente dar idea de ab-
sorpriio de soberana, ou nos negocios internos, ou
nos externos. O Brasil nao cogita de protectorado
de seiiielhautc ordem ; evslem tratados, c o Brasil,
obrigado a obscrva-los, lala de cumprir seus de-
veres.
Nesla occasiao seja-me pennitlido chamar a alten-
rio do senado para o goslo particular com que o no-
bre senador pretende que laes halados foram impos-
to, pola forra Oque Ihe importa que os fados
averiguados demonstren! o coulrao ? Zomba da
demonstraran desses fados ; apraz Ihe tornar-so
Ocha do una imputarn feila por inimigos eucarni-
rados do Brasil; e enlao enndemna a poltica do
Brasil, poltica que alias o Sr. senador reconhere
que se deve seguir, porque enlendo e sustenta que
se devem olwervor os tratados! Ora, que razao lem
o Sr. senador para diaer que o* tratados foram im-
postos pela forca? Ja se lem feilo o histrico destes
atados. Elles ram cora grande afaa requiitados
polo governo da praca ; vieram esbocados de Mon-
levido, e o giverno imperial rrsislio por longo
lempo as instaiuias para a Ma celebracu. Quan-
do os fez cm 12de oulubro ja se contara com o pr-
ximo triumpho la prara ; porque ja era condecido
na corle que o (eneral Urquiza se achava era Sania
Luzia ; que hara grande desanimo no (excrcilo
contrario, e que eram muilos os individuos desse
exercilo que se inham passado para o daqucllc ge-
neral. Ja Montivido eslava dcsafronlado dos mai-
ores perigos em }ue o sitio o tnha posto.
Nestas circumslancias os tratados foram aceitos e
ratificados pelo governo da praca. He verdade que
posteriormente loram recusados, e isso deu lugar i
ola a que se riferio o nobre seuador. Nao sei po-
rem com que fundamento jpossa o nobre senador in-
culpar o goverm do paiz, dizer que os tratados fo-
ram impostos pila forca, s porque se exigi que
elles fossem observados !
Senhores, os lutados nao estavam pendentes de
ratihearao, nem de nenhuma oulra approvaco :
(inham sido raliieados, e porlanto estavamos no
nosso direito exando a sua observancia. Se o no-
bra senador eslivesse possuido de espirito de joslica,
sem duvida recomeccria que o governo do Brasil
foi muito raoderaco ; em vez de vir imputar-Ido a
mposisSo de laes tratados pela forca, ler-lhe-dia
lalvez censurado a nimia condescendencia com qne
admiltio depois dieoalgomas modiflcac/Ses no trata*
do de limites.
Depois de defcnler a poltica externa do gabine-
te, o orador defence tambem n interna.
Tratando do piogramma offerecido pelo mesmo,
exprime-se nos segrintes termos:
E a proposito testa observarjlo, seja-me permit-
tido faxer sentir qne < o ministerio aclual, sem se ter
proposto a deslrn os partidos, porjulgar que iiso
seria urna utopia, nma ira possibilidade, lem 5
cepcao ; quando digo hne as pratica inglezas sao
mal entendidas POugK gente, fallo tambem a
meu respeito. QaSnBbe quaulas blasphemias digo
quando fallo das pralicas inglezas ? Os Inglezcs rao-
fam, escarnecemdcssa presumpfao, por parle dos es-
trangeiros, de entenderem o seu governo. Qual o
motivo porque muilos governos que tero adoptado a
forma mixta, islo he, a forma monarebiee-represen-
laliva, tem naufragado ? lie porque quercm desde
o principio imitar as pralicas inglezas, para que ot
seas paizes nao eslo habilitados ; por isso desacre-
dilam-se o naufragara.
Cilei o cxemplo das elerOes de Inglaterra ; e o
nobre senador disse : o O qae tem as cleicocs com o
nosso caso ? Nao mcrecerei desculpa de adiar al-
guma analoga, quando vejo n'nm paiz que adoplou
a forma representativa, em que se d ao povodireito
de eleger seus representantes para om um parlamen-
to disculirem os negocios pblicos, as cleicoes sao
feitascomo recoiihccimentomais prximamente pos-
sivel da vontade do povo, e que entre nos, onde se
diz que existe a mesma forma de governo, o povo he
quem menos entra nesses negocios de elec,1o ? Pois
nao haver por ventura algum motivo para qae en
fundamente a discrepancia que se ola entre o Brasil
e Inglaterra ?
En j disso que na Inglaterra quem elege he a pro-
priedade territorial, ouasfortunas pecuniarias ; que
all, arries das quesloes ser m suscitadas no parla-
mento, ja tem sido discutidas; ja se tem formado a
opinio a sea respeilo ; j se lem urna clientella pa-
ra as sustentar on repellir, e qne se fazem esforcos
constantes, emprega-se a raaior perseveraba, para
qne depois se possa conseguir o fim desojado.
E entre nos o qoe acontece ? Seo proprielario
nao d ao governo o sea voto e os de que dispoe, ai
da sua propriedade, que Oca exposta aos capaogas
do peder!
O Sr. Vergueiro .'Apoiado.
O Sr. Ilotlanda Cavalcanti:O nosso propriela-
rio recea que ojuizo mella na cadeia, eque se ve-
ludo tido a salisBjo de ver que o seu duplo pro- ja na neeeisidade de diiir-lhe: Solte-roe, que Ihe
gramma de progreso e de conciliaco lem sido abra-
cado por muilas notabilidades daquclla opinio.
Tem lido o prazei de. v-las chegarem-se ao pro-
gramma formulado pelo ministerio, c de contar com
a cooperario de i mi dignas pessoas perlencentcs
aquello lado. E leja-me tambera pcrmitlido dizer
que cm toda a ptrte onde o pensamenlo do minis-
terio tem chegado tem dominado o espirito de con-
ciliaco.....
O Sr. D. Manod:NSo apoiado.
O Sr. Preiidctie do Contellto:Nao admira
que o nobre senatbr nao apoio ; sei que isso o en-
raivece ; he um dis motivos da sna colera contra o
ministerio...
O Sr. HoUanic Cavalcanti:Sim ; mas diga
tambem isso sem olera.
O Sr. Presidenle do Conselho :E he isso mes-
mo, he o bom cxiti que tem lido este programma
que faz ralar o mbre senador. Mas he lambem
grande motivo de pazer para o ministerio v-lo ru-
lado por csse xito porque o nobre seuador aprc-
scnlava a idea de (snciliacjto talvcz como urna uto-
pia em que queriaemmaranhar-nos; mas o minis-
terio, que nao qua a utopia, formulou um pro-
gramma ampie e exequivel, c disse: Este
programma ha de sir realmente observa do ; he de
progresso, deconcilhc.ao. O ministerio nao olhit aos
partidos anlerioros; aceita lodas as adheses.
Ora, esla poltica l;m sido bem recebida ; nao te-
mos perdido nem um s dos nossos antigos ami-
gos polticos, c teme ganlio multas adheses....
O Sr. D. Mafoel:Muilas!
O Sr. Presidente do Conselho: E he slo exac-
tamente do que o lobre senador nao pode goslar,
e que tanto o faz rabr-sc. Mas islo que he motivo
de grande desprazer para o nobre senador, he pre-
cisamente de grande satisfarn para mim.
O Sr. D. Manoeldi orna risada.
O Sr. Prcsident: do Conselho:Essa mesma
risada he signal nnnifcslo dos soflrimentos da
alma do nobrc senidor, mo obstante a sua gran-
deza.
O Sr. D. Wannfl;Tcnbo alma maior do que
V. Exc. pensa. ,
O Sr. Presidente do Conselho Sei muito bem
qnc o nobrc senslor nao deixa o sen elogio em maos
alheias. Isto naWhs novo.
Scnhores, conJnuircmos. a ser liois ao programma
poltico que ofrendemos : comimraremns a obsrva-
lo com lcaldade, e esperamos qnc jamis se nos en-
contr em uppo.irao com elle.
O Sr. Hollando Cicalcantidh que nao deseja Pi-
ca mal com o nobre presidente do conselho, nem com
o seu vclho amigo o Sr. Viscondc de branles, la-
menta nao ser cnteoiido, especialmente por quem o
nao quer entender, e depois conliuua da maneira
seguinle:
Anles de fallar peh prmeira veza respeito da
resposla falla do thnno, tratando-se da puMicacao
dos nossos dbales, observei que esperava esla occa-
siao para fazer urna lumilde pelillo a respeilo da
necessidade de se guar lar a constituirlo, e cilei o ar-
tigo constitucional qu prescreve o exame. Quando
se pz em discussao o voto de gracas, foi esse o meu
ponto. Al eompromdlia-me a volar pelo projeclo
de resposta ao discurso da corda ; n,lo insista mui-
do acerca desses elogios ahi dados ; annuia, condes-
cendencia, comanlo que a palavra constituirlo
fosse inserida na respasta. Nao quera nma peticao
spera, quera mesmo 'lumilde e indirecta. Suppo-
nho que disse islo ; pole ser que eu esteja esqueci-
do ; mas crcio que esta foi a base dos meus discur-
sos nesla discussao.
Eu quero loruar-me mais claro, quero manifestar
qual foi sempre a minha inienro. Eu qucreria<
0. g., que nesla resposla, depois dos incens., qua
sao todos poneos quand) tributados i cora, mas qoe
sao excessivos quanlo administrarn, porque esla
resposla, poslo que Brgida cora, todava tem
muita relajo com seis conselhciros; eu queria,
digo, que nesla resposla se deixasse ludo isto, com-
anlo que neste segundo periodo, em que se diz :
O senado aceita com o mais profundo reconheci-
racnto a congratularn e V. M. I. pela pazo tran-
quillidade que a Divina Providencia nos lem con-
cedido, e que a sabedor a d# goveruo de V. M. I.
lem procurarlo manlcr, se redigisse a ultima par-
le do seguinte modo : e que a subedoria do gover-
no de V. M. I., escudada na constituirn, procurar
manler. Bastava-rae islo ; lano mais que eu dis-
se logo que nao era a nuha tosca phrasc que pode-
ria ser enxerlada nesse ramalhclc. Por isso cu pe-
dia nobrc commissao que no seu gabinete Irarassc
algumas phrases que dispertasscni a exeeucao desla
consliluicao, que tantos dizem que esl defunla...
O Sr. Costa Ferreira: He urna verdade.
O Sr. Hollando Cavalcanti: ... e eu digo que
nao.
O Sr Costa Ferreira: E eu digo que sira.
O Sr. Hollando Cocalcanti: Nao quero a re-
surreii;ao, quero a convalesccnca, o scu completo
resta helecimento.
Suppooho que allei porluguez bem clirro. Sobre
isto foi que mais insist. Nao cutrei cm grande ana-
lysc sobre o nao cumprimenloda conslituirao : trou-
xe o ponto essencial, e este permita V. Exc. que eu
reserve para o lira do meu discurso. A inda hei de
insistir nelle, porque vejo que lenho sido mal enten-
dido, apezar de que cu nao devia ser mal entendi-
do pelo nobre presidente do conselho; al supponha
que esla minha opinio seria muito agradavel a S.
Exc.
Nilo faro mao conceilo lo nobre presidente do con-
selho ; vejo que lem occasdos em que mostra bous
desejos, mas u.lo sei porque fatalidade esses bons
desejos sao contrariados, entretanto que Ihe sobrara
muilos meios do os levar a effeilo !
O nobre senador pelo Ccar anda insisti sobre as
pralicas inglezas ; aiudfi sustentan que as pequeas
infurmarcsque dei acerca dessas pratica. nao s,lo
concludcntcs, nao sao apropriadas. O nobrc sena-
dor aceita qualquer oulra occasiao, monis esta ; e cu
lenho a desgrana le cnlender que esla he a mais
propria ; porque nao vejo nem na fuaciUi de forras
nem na lixar.lo das lespezas, npporlundade para
isso ; nci sei mesmo que n senado estoja na posse
de fazer urna moran especial,
O nobrc senador fallnu ale cm inlcrpellaijcs. Pa-
rece que so esquecc s vezes que he anligo nesla ca-
sa, tem muilas lembranras de deputado, lano que
s vezes, como ainda boje, chamou deputado ao se-
nador. Pondere o nobre senador que estas inlcrpel-
iares san da cmara dos Srs. depulados. (.Ipoia-
dos.) Se fossem de c cu aceitara o conselho do no-
bre senador ; mas se nilo sao, como nao lerei desculpa
de eslar persuadido que esta he a occasiao opporlu-
na ?....
NSo presuma o nobre senador que eu me julgo ex-
Acaso estarc dizendo
darei os votos que quizer.
alguma falsidade ?
O Sr. o. Manoel :He verdade para.
O Sr. Hollando Cavalcanti :Na Inglaleora ha
disto".' O parlamento ingles Um alguma semelhan-
ra com o nosso parlamenta t He preciso pola que
esla differenca seja tomada mullo em considera-
cao
E a nossa consliluicio quer isso qae vemos no nos-
so parlamento ? Nao he ama ferida feita na eo'ns-
liluiro ? Nao he abusar dos meios qae a naci p5e
disposirao do governo, emprega-lus para cewpirar
conlra as suas instituieSes, contra a sna liber-
dade ?.
O Sr. Costa terreira :Apoiado!
O Sr. D. Manoel : Apoiadissimo ; rulo bem 1
O Sr. Hollando Cafolcanti;O que se respon^
de a islo ? Sao ideas excntricas ; se queris a ac-
ensarlo perpetua dos ministros, para que nSo
vos aecusais a vos mesmos ? Urna de duas : ou eu
ou quem diz isso deve eslar l no hospicio de Pedro
II. (Risadas.) Sere eu ; mas, gracas a Dos, tenho
quem me cnlcnda, quem me perceba muito bem.
Comparei, senhores, a organisarao do no:so sena-
do com o da Graa-Brclsnha ; e mostrei o qoe pode-
ria ser urna opinio desta casa, e urna opinio do par-
lamenloinglez ; mas a nada disso se altendeu. O
lugar nao he proprio para a disenstao. S queris
aecusar os ministros. Oh I Sr. presidente, en nSo
quero aecusar os ministros; quem tem lelliado de vi-
dro nao alira pedrada. Eu tambem foi ministro, o
se aecusaees se fizerem, podem talvez recahir algo-
roas sobre mim. e mo as quero. Eu s quero que
faca nma humilde pelirao a cora ; que despertemos
os minstroscerca do cumprimenlo de seos devo-
res. Eis o meu proceder de*hoje e de oulr'ora.
Eu me record, Sr. presidente, que j accosei a
um mini-tro ; aecusei-o porque o raen dever a isso
me impellia ; mas quanlo pezar nao live de nao po-
der defender a esso mesmo homem a quem accosava?
E por ventora essa accusai-ao foi improficua ? Pron-
vera a Dos, Sr. presidenle, qae tentativas desla or-
dem tivessem sempre os mesmos resoltados !
Ilouve outra accusarHo, e snto qoe nao esteja pr-
senle o Sr. presidente do conselho ; talvez fosse S.
Exc. um dis autores e promotores della. Essa aecu-
sarao vcio ao^srffado ; cu live a hoora de defender
o ac-iisado. Fui eu qnc o defend ; os homens do
poder eram os que o aecusavam ; eslava no poder o
Sr presidente do conselho.
O Sr. D. Manoel:Outros lempos I...
O Sr. Hollando Cavalcanti: Tirem as conse-
quencias, lircm os corollarios das minhas opiniOcs e
das dos outros.
i Para que acensarnos, se lemos tantos oulros
meios ? > Ora, scnhores, cusa milito a fazer na
resposta falla do throno una lembranca da cons-
liluir.io ? A consliluicao merece 1,1o pouco ? Nao
he por ella que estamos aqui ?
O Sr. l'erguriro : Os filhos conspiram-se con-
lra as mais.
O Sr. Hollando Cavalcanti: Se o senado, se a
maioria nao quer... Scnhores, cu nao me ofrendo
com as roaiorias, como presume o nobre presidente
do conselho ; conlento-me com o cumprimenlo do
meu dever, com emitlir franca e respeitosamnte a
minha opinio.
Nao Irouxe, quando fallei da Inglaterra, nem os
seus ro. i unios, nema sua adminislracao da juslira.
A administraran da juslira na Inglaterra pode ser
comparada com a nossa ? Recordo-me de um dis-
curso notavcl de nm grande esladista que ainda ho-
je vive! e a quem, embora nao tenha tratado bem o
meu paiz, nao posso negar o rcconherimenlo de seu
merilo. Fallo desse estadista inglez, cojo nome ago
ra nao me occorre... desse que rcclamon para os In-
glezcs o cris nomanus sum.
O Sr. Verguciro : I.ord Palmerston.
O Sr. Hollando Cavalcanti: Quando Lord
Palmcrsloo, nesse discurso notavel, descreveu a ad-
ministraran da justicia cm alguns paizes, eu, senho-
res, vi o retrato da nossa administrar-o da juslira.
Que cooceilo, que estima, qne considerac.ao pode-
remos ter no mondo civilisado, nos que nos vanglo-
riamos de estar lesla dos melhorameulos e civli-
Mfto da America do Sul, quando temos semelhante
administrarlo dejudira
Ainda ha pouco li na Revista Martima, que no
Chile um ministro dizia que aquella repblica esla-
va na vanguarda da civilisacao da America. E por-
que nao ha de eslar ? 0 que sei he que neslc poni
somos siispeitns; temos muilas mazcllas acerca da la'
civilisar.lo. Tratemos de ir fazendo o que puder-
mos, e nao queiramos sor superiores aos outros. Na-
da no mundo he impossivel; cammhcmos como Dos
nos ajndar.
Nao fallei nesgas c muilas oulras cousas que en,
Sr. presidenle, poderia citar. Mas, coraquanlo os
eslylos inglezes c a forma da conslilui^jo da Ingla-
ierra fara a felicidadu daquclla naco, advirio e di-
go que os paizes novos devem ter cuidado na Irans-
planlarao desses eslylos e formas, porque podem
ser mu funestas. E quando a nossa constituirn
prescreve lacs e lacs preccilos, procuremos cingir-
nos esses preceilos, c nilo nos importemos com os
eslylos das oulras naces.
O nobre ministro dos negocios eslrangeirus ( en ia
dizendo o Sr. presidente do cousciho, porque
na cadeira desle aeda-se o Sr. mini-tro dos negocios
estrangeiros, a quem cu nao via cm sea lugar) de-
via notar o rempni lamento que leudo lido cerca
dos negocios cxleraos. Nao he de boje, senhores,
que nao approvo a poltica aclual lias reinnos cs-
Iraogciras ;sabe-e todo o mundo, e cu disse-o des-
de que ella comerou ; mas que eu queiru aqui es-
mcrilliar essa poltica, nao. Digam o que quizerem:
que essi poltica he muito applaudida ; que lem li-
do ovares, e nao sei mesmo se alguma apolhcosc.
NAo quero eomparlilbar lacs glorias ; mas entrar na
analvsc deesa poltica, di-culi-la no parlamento sem
previa intellgcncia com os homens polticos dn
meu pai/., nao o faco. E islo aprend cu com os In-
glezes.
l'dc ser qnc cu esteja cm erro, mas recordo-me
de um laclo, Sr. presidenle occorrido logo que en-
trei neta rasa. Tratava-sc da discussao do nrramcnlo
da reparti;ao dos negoros estrangeiros. Um nobre
senador, mili condecido no paiz, e mu versado
mesmo no anligo governo, porque ciilAo j linda al-
guma 'preponderancia c crdito, ja havia servido
lugares diplomticos, fez urna inlerpcllar.ln ao mi-
nistro, c o ministro, no sei se pouco nvesado ainda
aos eslvlos das disenssoes, immi'dalamciitc que se
Ihe fez a prgula, puxou por un- papis e respon-
den inlcrpcllaro. Cnusou-me aquillo alguma ad-
miraran, c ao sabir disse ao Sr. seuador que se iu-
culrava oppnsirouisla : Os senhores vieram
ajuslados. O wnisljo eslava prevenido, e Irouxe os
documentos precisos para rcspooder-lhe. Trnen-
me elle : E desles negocios como se trata senao
vindo ajustado ?
Acliei que elle liaba muita razao ; que nos nego-
cio! diplomtico nao se devo vir improvisar discus-
soes no parlamento.
Pode isto ser conlra os nossos inlere ses, as nossas
conveniencias, contra o grande dever que lemos de
servir ao nosso paiz. Nos negocios internos pode-
mos sem rebuco manifestar as nossas opinioes ; mas
nos externos nao,"Veehores. Estarc cm erro ; mas
entendo que na Inglaterra qnando seaprcscnlam no
parlamento as disenssoes dos negocios externos eslo
ellas ensaiadas anteriormente. V. Exc.. ha de per-
millir que en v insistindo nestas orticas inglezas,
O negocio nao he de tao pouca impudencia ; c sao
eslas as que eu desejava ver adoptadas.
Quandoda prmeira vez fallei sobre negocios ex-
ternos, refer, Sr. presidenle, ma ancdota da minha
infancia. Nao venho aqni contar hisloras para en-
Ireler a casa ; venho dizer o meu pensamenlo e com
esla ancdota resum a ininbaopiiiao sobre asolarlo
de muilas queslOes.
Eu disse entilo que, na minha infancia, ouvi s
pessoas qae tanto ae esforcarara para a minha eda-
caco que os sonhos prsperos quando contados nao
se realisam. Eu nao sei se tenho razao para repetir
isto ; mas vejara bem.
Senhores, poltica dos negocios estrangeiros,
comquanto deva ser franca, todava nao he para ser
blatcrada. E he o nobrc senador pelo Cear quem
vem dzer-me : Se a poltica nao he boa, qual he
a vossa? qual he a melher? Elu o nobre seuador,
diplmala hbil do meu paiz, qnem me faz seme-
lhante pargunta ?...
Senhores, nao me servrei de nm dito de um h-
bil estadista inglez, quando, queslionando sobre ob-
jectos de alta importancia relativo a negocios inter-
nacionaes,.um dos membros do parlamento pedio-
Ihe qae declarasse qnal era a sua poltica. O do-x
ente, qne precisa ter curado, quando (era o seu me-
dico, e qne este vai mal, se qoer que eu d minh*
opinio, cdanie-ine para seu medico. Nao, se-
nhores, noapplcarr esse dilo de um desses gran-
des homens da Inglaterra. Nao ; Dos roe livte de
dizer : Se queris qae eu vos cure, chamat-aae
para vosso medico. Mas o qoe digo he que estou
convencido de qae os sonhos prsperos quando con-
tados nao se realisam. '
A direccSo dos negocios inleriiacionaes ha bem di-
versa da dos domsticos ; mas que fazer, Sr. presi-
dente, se os ministros qoe dirigcm a nossa reparlicao
dos negocios estrangeiros julgam-se o suprasummo, a
quinta estancia da sabedoria e da inleUigencia, e
nio querem dignar-se de tratar como convinha los
membros do parlafmenlo qoe por ventera nao par-
tilhamas suas' opinioes, mas'qne muito devem e que-
rem cooperar para a prosperidade e gloria do paiz ?
Sim, essas quesloes merecem previa inleUigencia ;
exigem fue, quando viermos para ceta casa disent-
las, ato noe esqueramos de um s interesse, de orna
svaalagemdopniz. *
Porlanto, nio asista o meo nobre amigo (permit-
a que ainda insista na palavra amigo ) em qoe en
Ihe diga a miuha opinio. Nao devo dize-la.
E isso nao he em relarao s potencias cora quem
temos inleresses, qnestoes immediatas. Outras ha
que tambem pescam as aguas lunas. Nao quero
dizer qne desejo una poltica enigmtica ; mas temo
muito i discussao parlamentar a respeito de seme-
ntantes objeetos.
Digo pois qne a poli tira he m ; ms que o Sr.
Gir, o Sr. Flores, o Sr. como se chame, e oulros
etc., slo todos excellcntes pessoas, e qae o nosso go-
vernoprocedeu sempre bem, como vos entendis,
ainda qae eu enlenda qne a sua poltica he m.
Nao posso adrailtir que os ministros do Brasil nao
tenham de corac.lo o maiodinleresse pela prosperi-
dadee gloria de seu paiz na America do Sul. Eisami-
nha Irncheira. o meu baluarte; daqui nao saio. Sa-
ldra se eslivesse de inleUigencia com os politicos
de meu paiz ; mas torno a dizer qnc fura daqui s
nos lcmbramos do Club Fluminense e da ma do Ou-
vidor.
N5o sei se se quer volar. Serei breve, porque nio
desejo abusar, se querem que se vote. Nao man-
darei emenda ; contenlo-me com a expres-iio leal e
franca da minha opinio. j
Ainda vou dizer alguma cousa, pouco, e enlao as
maioras nao me podem escapar. Com effeito, acer-
ca das maioras o Sr. presidenle do coincido tanto
toreen minhas patarras, minhas ideas, roinhas opi-
nioes, minha vida inteira, que nao posso deixar de
fallar.'
En queria dizer duas palavrns sobre o Ira (ico, mas
nao o fhrei. Irei s maioras.
Sr. presidente, podc-se fallar mais claro do que
quando digo que lodos os governos governam pelas
maioras ; que o goveruo que marcha conlra a maio-
ria nao esl cm seu estado normal ? Quando ma-
nifesleiesta opinio acerca das mainrias, nio era ea
ministro de estado ? Nao foi deste banco que eu
disse bem claro ; o Tenho muito dinheiro, tenho
muilos empregos para fazer maiorins; mas nao quero
maioras artificiaos ? Isto nao era na opposicao,
eu era ministro da cora quando disse: Nao que-
ro maiores artificiales ; quero maioras reaes. a
O Sr. Vergveiro: Apoiado.
O Sr. Hollando Cavalcanti: NSo quero que o
governo esteja sempre cm risco com aa maioras, se-
nhores ; quero o cumprimenlo da constituido ; ella
d a forma para a discussao e sancrao das leis, esta-
belece preceilospara a tiuiaoe harmona entre oa po-
deres polticos; d i cora o direito de osar de veto
nio do veto absoluto, mas de um veto definido. A
consliluicao bem claramente diz que, quando a von-
tade das cmaras se manifestar por tres legislaturas,
enlo a maioria prevalecer ; eis o que diz a consli-
luicao ; mas nao diz que por urna simples pelirao
partida das cmaras, i corda seja obrgada a sauccio-
nar essa vontade, como querem os nobres ministros.'
Nio, nio Essa pretendi nao s destre a consti-
tuicn, como al he urna verdadeira conspiraran, Sr,
presidenle, contra as nossas nsliluicoes. Sem har-
mona entre ns polleros politicos os negocios nao vao
bem : se a cora renuncia s suas prerogalivas, es-
lando sempre pelo que as maioras quizerem, onde
vai islo ter ?
Com as eleicoes como eslao, supponha V. Exc...
Senhores, en linha muilas hypolhescs, mas j fga-
rei aqu urna. Supponha V. Exc. que certos ho-
mens, constituindo a si proprios representantes do
piz, sem que esle tenha sido consultado, se apode-
ram da represenlarao nacional, e qne firmados no
principio das maioras, querem impor cora lodos
os seus caprichos, (odas as suas voolades.
A corta pode dizer : Nao quero ; a e deaejoas
de fazer o bem do paix, laucar mao-re. oulros minis-
Se os nobres senadores bem pensarem nalhenra das
maioras como nos as vemos, verao... Sr. presiden- I
te note V. Exc. que nio applco casa, a ninguem
individualmente ).... verao que ministros sem res-
ponsbilidade e fautores de maioras artiliriaes, nio
tem outro minie senao o de instrumentos do rrime...
O Sr. O. Manoel: Apoiado ; he o verdadeiro
nome.
O Sr. Hollando Cavalcanti : Tem ainda ou-
tros nome. ; apostlos da corruprio....
O Sr. D. Manoel: Apoiadissimo !
O Sr. Hollando Cavalcanti: ... eununrhos de
serralho .' 0 serralho he a maioria (sensafiio. )
OSr. Presidente ( com vehemencia): He urna
injuria maioria a exprcsso de qne o Sr. senado1
se servio. Ninguem pode injuriar a qualquer mem-
brudas cmaras, quanlo mais maioria.
O Sr. Hollando Cavalcanti: Eu defin qual
a maioria.
O Sr. presidente : He o mesmo ; nao deixa de
de aer urna injuria.
O Sr. presidenle dn conselho : Existe alguem
iqui nessas circumslancias ?
O Sr. Hollando Cavalcanti: Nio sei.
O Sr. Presidente: Ordem !
O Sr. Presidente io Conselho : Reclamo a or-
dem, Sr. presidente,( Cruzio-sc algn* apartes ;
movimento.)
O Sr. Costa Ferreira impugna tambem a con-
duela do gabinete assim no interior como no exte-
rior, e conclue volando conlra o projeclo.
A discussao fica adiada pela hora
O presidente designa a ordem do dia seguinte e
leva'bla a sesiio.
Dia J2.
A's 10 horas e meia da manila, feita a chumada,
aedam-se presentes os Sr. Marra, Motriz, f.onha
Vasconcellos, Damas, Aranjo Viaooa, Panla Pessoa,
Mendes dos Santos, Vianna, Rodrigues Torres, Sou-
( Ramos, Femandes Torres, Jobira, D. Manoel,
Souza e Mello, Tosa, Mrquez de Itanhaew, Ver-
guciro, Femandes Chaves, Viiconde da branlos,
Viscuudc de Paran, Miranda Ribeiro, iLimpo de
Abren't Blonlesuma.
OSr. Mrquez de Yaleoca participa quiroor in-
rommodo de saude nio pode comparecer. i
O presiciem,""" ">a uAo haver casa o eoievidt
os senadores pa; s^ a rabalharem as cominis-
ses.
A's 10 horas e meia da
reunido numero suflicienle de sen!
a sessio, e approvam-se as actas de 10 e
rente.
O i. secretario d contado seguate
ente:
Umofliro do ministro da jitstica, remetindoos
mappas da divisa ecclesiaslica, demonstrando o
cabidos, vigararias genes e pr -'calares, parenos
collados, ditos cncommendados, caratos, arcpresla-
dos, e vigararias forneas, oa de vara, que existen
no arcebispado da Babia, e nos bispadp do Rio de
Janeiro, Par, Maranhao, Pernambue, S. Pedro do
Ro Grande do Sal, S. Paulo, e Maanita, na* indo
comprebendidos os bispados de tioyaz, e Cuiab, por
se nao lercm recebido em lempo as inforusac/Xs que
se exigirn).A' quem fez a requisicao.
(talro do 1. secretario da cmara dos Sw. depu-
lados acompanhando a seguinte proposicao:
A assembla geni legislativa resobre :
* Art. nico. Fica approvada a pcnsls anaaal
de 1:0009 rs. concedida por decreto d 24 de meio
do crrenlo anno, a D. Gfrmana Joaquina de Castre
Masearenhas, viuva do conselheiro Miguel Joaqun]
de Castro Masearenhas, sendo OOQ rs. para a.m
ma viuva, e iguil quautia para suas quatro til has D.
Mara Clemcntioa de Castro Masearenhas, D. Mara
Joanna de Castro Masearenhas, I). Mara Francisca
de Caslro Masearenhas, e D. Joanna Cariota de Cas-
tro Masearenhas, repartidamenle.
Paco da cmara dos depulados, cm 10 de jundo
de 1854. Vitconde de Baepe.ndy, presidente.
Francisco de Paula Candido, 1." secretario.Fran-
cisco Xavier Paes Brrelo, 2." secretario, s Vai a
imprimir, nio o estanda.
Sao remellidos para a secretaria varios fuldelos,
memorias, e mappas sobre trabalhos historeos e geo-
lgicos, oflerecidos por J. D. Slurz.

/
-
xDAu^M^I
a: js. DIA.
OR
Cootii.a a ullim.- jisT^Siirdiada pela hora em
10 do correte, do projeclo de resposla a falla *o_
throno.
O Sr. I'ergueiro diz, que o discurso do Sr. minis-
tro dos negocios estrangeiros o nao otl'endera, por-
que, comquanto elle ( orador ) concmase para se
fazerem algumas leis de conformidade com a nova
ordem de cousas, camtudo essas leis ti vera m por fim
fortalecer a auloridade e nao enfraquece-la. Na sua
opinio s condece nma lei qae enfrqoece a aulo-
ridade, que he a le da regencia; mas declara qoe
n3o concorreu de forma alguma paraa promelga-
r,o d'essa lei.
Declara qae aceitou de coradlo o svslema monar-
chico constitucional, nao s depois da declarado da
independencia, mas ainda antes, quando eslivera
as cortes de Lisboa, e Ihe parece que ohrrm bem
adoptando esses principios enlao proclamados, com
que lem estado sempre coherente, pelo que muito se
lisonga.
Diz que o Sr. ministre do* negocios eslrangeiros
fra desenterrar fados antigos, para relribuir-lheas
censuras que fazia ao ministerio aclual, pols que S.
Exc. dissera que se linha feilo umarenniao caque
elle (orador) queria impor depulados s provincias.
Declarou enlflo que se (al tnha havido nao se reeor-
dava ; c parece-lhe que taes reunies para esse fim
nao seriara possiveis, porque as provincias nesse lem-
po estavam mailo altivas para receber ordem do go-
verno, ainda nao eslava montada a machina infer-
nal, as provincias obravam de per si. Allndindn
siluaco tenebrosa em que se achava o paiz em 1831,
diz que no paiz havia tres partidos, o partido mode-
rado, o partido exaltado, e o partido ulico oa cor-
cunda, mas quo nao lardn qoe os dous partidos,
exaltado c ulico se rcunissem debaixo do nome de
partido Caramur, e assim muillifiicil foi ao part-*
do moderado resistir a esse partido; comtudo, com
os graudes esforcos qne o partido moderado emprc-
gou, ronseguio triumphar do partido Caramur', e
parece-lhe esse triumpho do partido moderado a base
de todas os bens deque est gozando o Bra.rt, por-
que se o partido moderado fosse vencido, nio sabe o
que seria hoje o Brasil.
Assim, entende que nio deve eslranhar o proce-
dimenlo do partido moderado, porque tendo de lular
com lanas difuculdades, leudo de sustentar com
energa a causa da ordem e da razao, foi-lhe forcoso,
as circumslancias extraordinarias em que se achava
Iros ; mas estes novos homens rbesando ao_jiodcr. .cpntnroilf r. alsnn-J*m*.
achara o lugar tomado; as cmaras dizem-lhes :
a Vos nao serviris; ha de ser quem nos quizerraos.o
Ora, sendo assim, qual he a marcha que eondozem
estes dados ? Urna dissolucan ? Mas a cooslituiro
nJo diz que, quando o governo nao liver maioria as
cmaras, as dis-oha ; a con-ltuirno diz que a dis-
nliirn deve dar-se um caso de perigo inminente,
isto he, em caso excepcional e o caso da falla de
maiora he muito couimum.
Mas appellando raesmo para a dissolucao suppo-
nhamos que assim leva ser. Estando o paiz organi-
sado segundo os inleresses daquelles que estao sen-
tados as cadeiras d*krepresenlarao nacional, oque
davcria ? O jogo das cristas Por isso ninguem se
admire de una exprcsso de que tenho usado algu-
mas vezes: O qae tarto? Malilhas de caes ,
puxa para esle, puxa para aquelle ; tira para este,
arrebata para aquelle outra. E depois vem outros
e fazem o mesmo. Isto he svsccma ra/oavrl? lie:
sociedade? lie paraisMo que nos reunimos ? A conli-
luirao nao pole rpicri >r semclliaule cnu-a.
Eis o que digo : e ii do lem alguma paridade cora o
que referi o nobre pi esidente do conselho ? Islo he
querer eslar sempre o jnlra as maioras? Quer no go-
verno, quer fora do i averna, cu detejaria eslar com
as maioras, mas para isso quero que as maioras se-
jam razoaveis.
Dizem que minha i opincs sao excntricas ; he
verdade, mas ao coi islantes.
Quando Galliloo di i.i que a Ierra se mova, foi li-
do por hertico, e pal ere que, se nao foi queimado,
andou por periodo f- ogo.
Entretanto a Ierra move-se, Indo mundo diz que
a terrg move-se. Nl o aspiro as honras de (alliloo ;
mas as roinhas opinn 3S idro san Ulo excntricas como
se quer inculcar.
Tambem tenho esta do no poder, lenho governado
lal ou qual, e nao liv maioras contra. ApoHtci ou-
tro dia ura fado ; liv e maioria conlra, o'uma cir-
cumslancia em que ex i achava que a devia ler; mas
nunca quiz sallar pel i conslituirao, nunca vi essa ne-
cessidade.
Parece-lhe qoe o partido moa!erado conlava em
seu seio parte das capacidades qVj^hojc se achara
na casa, ao menos, de alguns elipse lembra
pertenceram a esse partido.
Relativamente a diier um dos Smr'rlniilros que
elle se havia s occapado de coasis pequeas e de
fados que nao pertcnciam ao'aclual ministerio, dir
que elle nao censura os Srs. lu^rslros, censura s
os seus abusos, e abusando elles nao os pode mais
considerar como ministros, porque entende qae ama
auloridade deixa de o ser lodas as vezes que nio
obra dentro de suas allribuicScs. Salte perfeilamcn-
te que os fados que apontou nao sao do actual mi-
nisterio, mas vi que elle segu as pisadas, segne o
trilito do scu antecessor, e por isso identifica-so cora
a sua poltica.
Declara que, se apontou o honroroso. quadro de
S. Jos dos Pinhaes, foi para mostrar que existe a
impunidadn, e qne os criminosos contara com ella,
porque, com quanlo o Sr. ministro dos negocios es-
lrangeiros dissesse que f"n tres pronunciados por
esses aconlcciraeuU^ jo he que s um foi pro-
nunciado, porque ovi Ir o moneu, e o delegado foi
pronunciado por inlervir as eleicoes e nao pelos
assassinalos e violencias que se pralicaram.
A* visla, pois, do proced me uto das autoridades
nomcadas pelo governo, que contam com a impuni-
dade, porque eslao aulorisadas para fazer toda rosta ,
de Irepolias, com tanlo que ven rao aseleiedes, elle
orador) esl convencido que o culpado de lodos es-
tos males he o governo pelo aboso que commelte de
interferir as eleicoes ; e he a propria deelarario do
Sr. presidenle'do conselho rea liv,menle eleirao
de linvaz que assim o fez fallar.
O Sr. D. Manoel: Apoiado. He reo confesso.
O Sr. iergueiro : .... porque o Sr. prcsidenPe,
do conselho declarou na casa que linha mandado
dizer para Goyaz qnc se votasse era lal e lal e se ex-
cluste lal.
O Sr. D. Manoel: Para vingar-se de om seu
adversario mandou excluir sea runo.
O Sr. I ergueiro : Nao pode crer que esse pro-
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cedimento do Se. presidente do conselho fosse para
exercer uma vioganja pestoal, porque seria horro-
roso.
O Sr. D. Mantel: Pode crer ; en aflirmo.
O Sr. l'ergueiro : Has o procedimento do mi-
nisterio, declara o orador, liada foi mais loiige,
porque demitlio o presidente da Goyaz, s poique
nao qoit annoir s ordens do Sr. presidente do con-
selno, e esle procedimento nao o jolgii digno de um
ministro da corda.
O Sr. D. Manoel: leso clama-! cynismo.
O Sr. l'ergueiro nata qoe todas os que nao se
curvam s ordens do governo, s3o considerados re-
probn, o esli lora do abrigo das leis, c foi por isso
qoe miles aponlra o oaso de ler a admnislrajao de
sua casa requintado forja ao subdelegado do lugar
para conduzir presenca da autoridnle um colono
fgido, e o subdelegado responder qiie, sendo pa-
ra uro adversario do governo nao liuha que dar for-
ja alguna. Julga ane o governo nao sabe que a
maior parlo das autoridades policiaes da ana provin-
cia 5o individuos que precisan! ser vigiados pela
policia, em conseqaencia do sen eomportamenlo im-
moral, porque se o governo o sonbesse, est persoa-
dido que elle arripiava carreira.
Se o governo cubera, dix o orador, que para se
faierem as elejois em S. Paulo honvii um conclave
em que se dase fajara todo quinto iiuierem que
o governo approvari, com tanto qoe nao entre era
um s liberal na volajSo e que os homens do con-
clave, ecuscios da sua insigoif canci, se serviram
de homens que poneos dias antrs coniideravara.co-
mo faccinoroaos para fazer ase.eijfies, porque eon-
taram con a audacia desses faccinoresos para ven-
cer anda qne fosse a bacamarle, come o padre Chi-
co de Pindamonfeangaba e oulroi, esta corlo, diz o
orador, que o governo arripiava carreira ; mas v
com desprazer que o governo continu na mesma
marcha do seo antecessor, e por isso nJo pode dri-
zar de censura-lo ; porque enleude que isto he a
immonHdide que vai progredlndo espantosamente
e nos vai conduzindo para nm abysmo.
Acreseenli que nao ha civil isa jilo completa se-
an quando ha moralidade. J fe dislincjJo entre
a civittsajao mor.il, e a civilisajao material, esta
quedizem nos viera da Cosa de frica, e nio se
illafle conri esses aformoseamentos de ruis, essas es-
tradas, esses '.healros, esses bailes e duba, porque
considera a materia mullo* ababo do espirita.
Assim, s dir que o Brasil esta civilisado quan-
do, a par da civilisajao material, houver morali-
dade.
O Sr. Monlesum* : (para uma explicajo).
Dit, que tendo-se dignado o Sr. senador pelo Cear
lomar em considerajio alsnmas refiex'Ves que fizera
por occasiao da discusso de resposta falla do Ihro-
no ; precisa de eiphcar o sen ponsaracnto relativa-
mente a (toas proposicOes por elle (orador) proferi-
das, e qoe o dito Sr. senador entender i de modo di-
verso porque elle o eoteade.
Que o Sr. senador pelo Cear riissera que cll> se
onpnoha allianja entre o Brasil e o Uruguay, mas
pedia lieenja a S. Ex. para observar-lhe que j de-
claron que accilava essa allianja cmo fado con-
summado ; e com quanto e tivesse opposto a rila,
com tudo nio desejava agora, depon de feita, aca-
bar com ella, porque condeca que ora til. O que
quera era que fosse feita com mais solidas bases, e
meos oiiiis para o imperio.
Al agora nao v as vantagens que o Brasil lem
tirado dcssi allianja ; pode ser quo o futuro as de-
monstre, mas desde ja reconhe:e as vantagens qne
della lem lirado a Repblica Oriental, porque a sua
randa da alfandega que nos melhores mezes chegou
a 80 mil pesos, chegou no mes passado a lO mil pe-
ses, quasi o dobro, o que sem duvida, em sua opi-
nio, era devido paz, ao socego que reina na re-
pblica, e que he ajudado a manler por nossas 'or-
eas. Arespeilo do modo por que o Sr. senador pe-
lo Cear entender as suas palavras quando fallou
de fortlficajOe), de uossa fronteira, d.ri que nao se
referi a fortificajBes de pedra acal, mas sim con-
veniencia de se escolhercni na fronteira pontos es-
tratgicos qne sejam oceupadus por nosas tropas.
Tendo dado estas explcajes, pede que Ihe seja
permittido dizer duas palavras sobre a conveniencia
ou inconveniencia de se adoptar a pratca ingleza
relativamente discusso de resjiosla i fallado Ihro-
no. Sempre foi de opinio que a praiira ingleza era
preferivel a estes debates longos e esteris, e en ten-'
de que viVffJLquc adir niara o Sr. senador pelo Cea-
r, quando diste que. em regra, a discusso da res-
posta falla do Himno era em Inglaterra uma dis-
cusso de formula, de cortezia.'uao ha a menor >lu-
vida.
Cr que o Sr. senador pelo Rio Grande do Norte
csla,va de accordo com o Sr. senador pelo Cenr,
quanto a pensarem que na disco sao do projecto de
resposta a falla do tlirono s te Iralam quesles de
alta poltica, e que os quesISes de admnislrajao fi-
cam para quando se tratar dos orjamentos.
Lisongeia-se de estar igualmente de accordo com
osSrs. senadores pelo Rio Grande lo Norte pelo
Cear, acerca deste ponto.
Nota, porm, que nao pode tonconlar com a op-
niao do Sr. senador por Pernambuco, o qual qner
que na difcussilo da resposla falla do tbrouo se
trate de examinar minuciosamente se .1 constiluijao
tem sido gdardada, o que se nao pode fazer sem se
entrar nas quesles de idmioistrajr>; porque lie
impoMivcl veriGcar-se este exanie, Iratandn s di
poltica; lia deInfallvelmcnle Iratar-se das qi.es-
tesadministrativas, que, em sua opiriiao, enlende
qne devem licar para quando te Iralar dos oija-
menlos.
Que o nobre senador e acha isolado em sua opi-
nio, porque nenhum orador deila cmara nem da
dos dopuia los leve em mente fazer o exame a qoe o
nobre senador alludio 00 currprir e arl. 173 da
conslituijao, pelo menos que elle orador, que lem
tomado muitas vezes parte na discusso da resposta
falla do Idrono, nunca leve e n vis.a o cumpr-
mento desse artigo constitucin;:!.
Diz que outra proposirao fora aventada mas nao
demonstrada; por quanto tendo-se aflirmado ter
havido violaj.lo da cousliliiijao, accusajo esla que
vai de accordo com o que se diz Tora da casa, |>or-
que se assevera que a conslitui jAu est mora : nao
se apresenlaram com todo quaesos Toctos com que
se prove esss violajo.
Que esla aecnsajao era gravssima e sua materia
muilo importante ; por consequencia cumpria saber
quaesos fa ios pralicados pelo governo, pelos quaes
foi violada a conslituijao, para que o paiz os sa lia,
e se impenda ao delquenle as peaas que a lei
estabelece.
Acerewenta que umi acfusajlo de; tas nao deve
er vaga, he preciso fados positivos, e oque se apre-
sen ton at agora nao tem esse earaclcr, porqoe o
que apenas te diz he que o gobern interveio nas
eleijoet; o que ao sabe se s:ra unan verdailra
v iolajao da conslituijao.
Nota que o outro poni da accosajfto foi a cor-
rupjao e a imrnoralidade que lavram pelo paiz: diz
quo delcsl.i, como lodos, a corrnpjao e a immorali-
dade, masque os fados provam que esses males nao
existem.
Explica a cansa porque a cmara los depulndos
e acha erri nnaniaiidade a fa ror de governo, nao
sendo ella o resultado da corrnpjao, e mostra que
no senado ella lambem se nao d porque as opinies
de hojesao as mesillas que eram o ai.no passade.
Encerrada a discusso, lie o projecto de resposla
falla do throno approvado.
Passu-se a nomear a deputajio que deve apresen-
lar 1 S. M. o Imperador o voto de grajas, e sao clei-
los ot Srs. Mrquez de Itantiaem, Paula Pessoa,
Hollamla Cavalcanti, e Fernandes Chaves: fazendo
igualmente parle desla depofarflo os Srs. Visconde
deAbraules, Suuxa e Mello e Tosa, membres da
commiso que redigio o voto de grajas.
Sao approvados, sem debate, em 1 e 2" discusso
pan pastar n 3, os projectos de resolujio da cma-
ra dos Sr. deputad os, um approvando a aposenla-
doria concedida ao detembargalor Gabriel Monde
dosSaalos, e ouiro aolorisando ao geverno a man-
dar pagar ao general Fraucueo Jos le Sooza Soa-
resde Andrea os veocimenlos que Ihe competiam
como commandanle do excrcilf na provincia de S.
Pedro de Rio Grande do Sul; em 2 e ullima dis-
cusso o parecer da commissS de marinha e guerra
obro o requerimenlo de l). alaria Magdalena Gon-
za-ra, e em 3 discusso para mt reim tti.io-n cmara
dos Srs. depuladoj, indo primriramente i commis-
o de redaejao, o projecto de resoluto da eonimis-
3o de naluralsacao,autorisaado o invern a conce-
der-caria de aulorisaeju de cidado lirasileiro ao Dr.
Jos Francisco Sigaud.
O Sr. presidente declara esgotada a ordem do dia,
e da para a da seguinte scmbo a I ( -2* diacussiio da
proposir jo da cmara dos deputadot que approva a
*"- a ,.,
aposentaduriaconcedida aojuii dedireilo Alexandre
Joaqun] de Siquera ; a 3' discusso da proposijo
da cmara dos depulados que augmenta o venci-
menlos dos eorreios daseecrelarias de estado.A 2>
discusso do projecto do rcsolu jao do senado appro-
va ndo a pensao concedida a 1). Mara Geuerosa Lou-
reiro; e logo que chegue o Sr. minlro da roarinhi
a 1" e -2 discusso da ftxajo das forjas navaes para
o anuo financeiro de 1855 a 1856.
Levinla-se a tessao i mela hora depois do meio
dia.
PERMIHRICO.
C01ARCA DE PA O D'ALHO.
29 la julho.
O estado detta comarca vai sendo agora bem diver-
so do que assigualava o seuprimeiro correspondente,
e assim nao falhando aquellos prognuslieus de urna
tranquillidado duradoura.
He eerlo, qne tivemos socego e mais anda que so-
cego, harmona e socabildade ; mas aps a bonaa-
Sa tormenta, e agora !>e ue temos rixas, di vi-nos
partidos e discordias, temos a reciproca desconfi-
anja, reserva absoluta e muilo jesuitismo para um
lugar onde a IlustrarAo he urna palavra anda ngode-
finida. Creo, que nao offendo quando fajo hon-
rosas e u5o poucas excepjes.
Tudo isso era nada, ludo i-so sera mesmo neces-
sario para o vver e crer dcsle lempo ; porm at
nos falla uma boa admnslrajao policial, seguranja
inteira de propreilade, c quanto individual osla-
ra na mesma razao d'aquella, se nao fosse o espirito
religioso e fantico deste povo, que Ihe inspira
niuita tendencia para o bem.
Falta-nos uma boa pulira apesar dos bous desejos
do actual delegado supplente. que em onlras pocas
tem prestado muilo bous serviros; mas agora fo-
gcm-lhe os meios de repressao, 00 seu nico auxi-
liar consiste em um destacamento de policia com-
poslo de 8 piaras quasi lodas viciadas e mal dirigi-
das por um sargento nao menos deleixado, que com
os ile seu commando vivem em completa ocosida-
de, de sorle que nao havera seguranja na radeia a
nao seren os patanos que a reforjara. Consta-rae
3uc ja foi pedida a muda do tal sergcnlu por causa
o seu 111.10 procedimento : porm nao I lie 'fallaran
padnnho, que alias o commaudanle do corpo nao o
conservara a despeilo da m voatade de lodat as
autoridades locaes.
O destacamento volante vai as mil maravilhas es-
tacionado no Limoeiro, sem que delle luja outra no-
ticia ha mais de seis mezes. E o que se tegue des-
te abandono de sen iro ? He qoe conlinuam a p-
Ihagem de cavallos, e a voz publica indigita os iole-
ressados nesse torpe negocio, e parece que as suspei-
las n3o sao fallas de fundamento.
Eutrelaolo o flagello continua, grandes e peque-
os, ricos e pobres s3o victimas desses corsarios ter-
restres, e nao ha uma voz que os acense. Por for-
tam minha nSo possuo o que elles furtem. O nos-
so delegado effeclivo se estivesse em excrcicio po-
derla melhor acabar com esses ladres ; mas que fa-
zer quando o seu estado de saude nao Ihe permute
o exercico continuado de um emprego 13o oneroso?
Dzem mais que elle pretende a sua exonerajao era
consequencia de nao poder accumular a delegaca
com o commando superior da guarda nacional.
Di/.ia oseu primeirp correspondente que este anuo
se nao contavam linda assassinatos, mas essa afir-
mativa foi um pouco precipitada; por que para ca-
ber-nos a satisfazlo de pdennos dizer que o povo da
comarca deu um raro cxcmplo de humanidade s
dffcrcnles comarcas da provincia fra mislcr que o
auno se exgotasse sem que tivessemos de experimen-
tar um a 1 lenlado desla natureza. Mas o que succe-
deu 110 dia 12 do correte na freguezia da Luzt he
que por um motivo de pouca pouderajaodous indi-
viduos de nomes, Joaquim Jos Alvc e Francisco de
Sena e mataram recprocamente. Oxal sejam os
nicos homicidios at que linde o anuo.
Continua uma lnla de reaejao entre os passaeei-
ros da cslrada desla villa a essa capital e a capita-
nia do porlo do' engenho S. Joao, e dizem que a
proprielara das jangadas lem opposto os maiores
obstculos a que o transito continu no terreno des-
uado para a estrada nova e ponte, afini de fazer ef-
fcclva a arrecadajo do necessario transporte em
su.'is jangadas.
Veremos em que para a inevilavcl ntervenjao. do
arrematante d'aquelle lauro de cslrada.
Em a noile de 27 do corrate houve uma desor-
dem em que esleve envolvido o meu hroe de Mon-
te Caseros, evem a ser o seguiute : Um pardo do
nome Jos Pedro passava por uma ra com uma
faca na nUlo ou cousa que pareca faca, e ao encon-
trar com o hroe fez signal de invesli-lo como sem-
pre Iho acontece, e d'ah o hroe que eslava precavi-
do puz-se em attilude de defeta, e por firn o inspec-
tor dcquarleirao ovarios outros individuos acud-
rain e minoraran] a corrjr os dous contendores,nao
lhes adiando arma alguma ; porrq a oveja que lem
causado a galhardia e denudo do novo Dasobcrlo oc-
cnsionou-lhe doestosephrases provocadoras de alguns
candalariosdo tal inspector d que s a prudencia do
Monte Caseros tolerou; porm acfS' ^""^uido a
mulher, c, armada, insullou e prov esson
do marido que cabis lanos se re' dme
comitiva.
-Apezar da consroncia lo sua k ide, et-;
o Monte Caseros resollido a umi'Kf.- .Nazaic
afim de evitar as agsrcssesirque esl'i "fito, e cu
aproveito o ensejo parara recommeuda-lo a atlenjao
do seu correspondente naquella cidade.
Jote do Egipto
t Carta particular. )
--------WHIi
CMARA MUNICIPAL DO REGIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 19 DE
J LHO DE 185t.
Presidencia do Sr. Bariio de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Reg e Albuquerque, Vianna
Rgo, Mamede, tiameiro, Oiivcira, e Barata, abri-
se a sess3o c foi lida e approvada a acta de antec-
deme.
Foi liiln o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do Exm. presidente da provincia, com
mullicando que tendo em i isla a informajao do
director das obras publicas, sob n. 314, deferir fa-
voravelmenle o requerimenlo em que David W.
Bowmaii, proprietario da fundjao da ra do Brtim,
pede liceoja para collocar nm guindaste no caes
da ra da Aurora para desembarcar os produc-
tos de sua fabrica.
Posto em discusso, appareceu a idea de que se
devin representar S. Exc. sobre nao ter sido a c-
mara ouvida para tal coucessao, como tem sido pa-
ra outras idnticas ; e depois de algum debate pro e
contra resolveu-so nomear uma commssao para exa-
minar se, da collocajaodo goindaslc, resulla etnbara
jos ao transito publico, ou algum outro inconve-
niente, afm de se reflexionar com civilidade -S.
Exc. Foram nomeados para a commisso os Srs.
Mamede e Gamero.
Outro do deputado supplente por esla provincia
Honorio Pereira de Azeredo Coutinho, aecusando
a recepjo do desla cmara, em que lbe ex pedio o
diploma, e dizendo que, com quanto nao fosse elle
mais preciso, por havera assembla deliberado dar-
lhe assenlo, todava muito agradeca cmara. In-
leirada.
Outro do procurador, communcando ter em sen
poder, c querer recollicr ao cofre, a quanlia de
3005 rs., da lianja prestada por Augusto Candido de
Seixas. Que se recolhcsse.
Outro do fiscal de Santo Antonio, informando
3iic alm dos conccrlos que pretende fazer Bernar-
0 Jos da Cosa Valeute, no exterior da relinaria do
paleo do Paraizu, tem mais o fogao no interior, como
elle requerem sua petiro. Concedeu-se a liceoja.
Ouiro do enzenheiro copleador, aprcscnlandn tres
desenhos (fe monumentos fnebres, afim de que a
cmara esrolhesse o que Ihe agradasse, para deposi-
to dos restos moraos de Nurbcrlo Joaquim Jos
Gucdes, indicando as quantas em que poJer im-
portar a construejao de cada um del los.Ao ve-
reador Vianna.
Outro do mesmo, dizendo ler fcilo na parle da
planta da cidade, correspondcnle ao sitio de Ilercu-
lano Alvesda Silva, na Soledade, a allerajao solli-
clada por elle, e approvada pelo Exm. presidente
da provincia em 22 de junho ultimo. Inteirada.
Ouiro do administrador do remiten, remetiendo
a nota dos prejos dos carros fnebres, que condn-
ziram cadveresqucllc estabe lecimcnlodo I. 11
do eorrenlc, na imporlanca de 2969. rs. Ao pro-
curador.
Outro do vigario da freuezia de S. Fre Pedro
Goncnlves, remoliendo os niap|ias dos baplisados da
mesma freguezia, durante o periodo de jullio do au-
no passado junho do correnle (219). Que se ar-
chivasse.
Ouiro do fiscal de S. Jos (3) apresenlando os
mappasdogado morto para consumo, no matadouro
da.- Cinco-Ponlas de 26 de junho ultimo, a 16 do
crtenle (1958 rezes.) Qne se arebivasse.
Outro do fiscal do Pojo, conimunicando que os
lugares que servem de maladourus particulares
naquella freguezia nao sao propros para isto, e que
estando os outros que pudn 1.1 ni servir oceupados por
seus donos, pedia que a cmara providenciasse
respeilo. Que se respondesse, que ndicasse o lugar
que Ihe parecesse mais adaptado para niatadouro.
Outro do mesmo, remetiendo uma retarn dos
predios particulares d'aquella fremiezia, que por
causada rliria, fioaram completamente arruinados,
sem poderem sens donos demolli-los, por indi-
gentes; e declarndoos nomes dos ditos donos. Igual-
mente pedia matidassc a cmara pagar a quanlia de
3v)2UU ris ao pedreiro Joao Manoel de Faria, e ao
carpna francisco Antonio Borges, pelo Irabalho de
examinar ditos predios.Man lou-e pagar aos artis-
ta, e responder ao fiscal que mandasse demolir as
casa.
Outro do fiscal de S. I.ourenj da Malla, remet-
iendo a ola das rezes moras para contorno d'a-
quella freguezia, no mez de junho ullimo (52)Que
se arcnivassc.
Outro do fiscal da Varzea, participando ter-sc mor-
ila provincia por afuramenlo perpetuo o terreno de
marinhas, no Furto do Mallos, fronleiro a casa da
assembla, para ah ron-trnir armazens de deposito
da objeclos necessarios aos seus vapores; ao que nao
te oppe a comuiissao, apresenlando purm urna
planta, modificando a.quc fui approvada pelo Exm.
presidente da provincia, de conrormidade a qual an-
teada a commssao que deve fazera companhia a obra
projedada.Mandou-se remoller a S. Exc. a planta,
e o parecer por copia, para resolver o que mais con-
veniente for aos interesses pblicos.
Francisco Lucas Ferreirafez perante a cmara de-
clararao de ler montado um estabclccmento de car-
ros fnebres no paleo do ParaiTo, com ascondijes do
regulamcnto do cemilerio.Maudou-so annunciar,
e communicar ao procurador e administrador do ce-
milerio.
Despacharara-se as petjocs do Antonio Outcs,
de Antonio liento Soares, de Angelo Custodio da
l.uz, de 1). Anna Joaquina de Mello, de Antonio
Jos da Cunha, de Antonio Manoel de Campos, de
Bernardino Jos Monteiro, de Bernardo Damin
Francisco Jnior, de Custodio Manoel Goncalves,de
Francisco Lucas Ferreira, de Francisco Brigido de
Mello, de Ignacio Joaquim Arco Verde, de Joaquim
Bernardo da Rocha Fakao. de Jos A ni unes Cuima-
raes (2), de Jos Antonio de Souza Queiroz, de Joa-
quim Jos da Silva. Jos Francisco Pereira da Silva,
de Ignacio Ferreira Gumaraes, de Joaquim Lucio
Monleie-da Franca, do bacharel Joao de Barros
Fakao d'Alhuquerque Maranbao, de l.uiz Moreira
de Mendonja, de Miguel Lourenjo Lopes, de Mano-
el Sabino da Costa, de Manoel Juaquim da Silva
Fguercdo, de Melquades Anlunes de Almelda, de
Romana Isabel Mara, de Themislocles Hondo Pe-
reira, e levantnu-se a ses-ao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, offlcal-maior da se-
cretaria a cscrevi no impedimento do secretario.
Bardo de Capibaribe, presidente. fiama.Ma-
mede.Gameiro S Pereira.liego e Albuquerque
llego.Barata d'.llmeida.
REPARTICfAO DA POLICA
Parle do da 31 de julho.
Illm. e Exm. SrParticipo a V. Exc. que, das
partes honlem e hoje recelo das nesla repartirn, cons-
ta lerein sido presos: a ordem do delegado supplen-
te do primeiro distrido desle termo, Constancio
Vieira da Silva, para recrula de marinha ; ordem
do subdelegado da freguezia de S. Fre Pedro Gon-
lves; o preto escravo Joao. por andar fgido, -e
d3o Antonio Vianna,'para averiauajocs policiaes;
ordem do subdelegado da freguezia de Santo An-
tonio, Antonio Francisco Borges, para reernta ; e a
ordem do subdelegado da freguetil de S.Jos, Fran-
cisco Jos Ribeirn, para averiguaciies policiaes.
O commandanle do corpo de polica na sua parte
diaria de boje refere que, pela palrulha do dslricto
do Terco, Ihe fora participado que prendera a mi-
nha ordem ao sargento da guarda nacional, Jos
Themoteo, por insultos, o que lendo este pedido pa-
ra ir casa fardar-se, depois de o fazer, armou-se de
um terjado e resistir a pris.io.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambuco 31 de julho de 1854.Illm. e Exm. Sr.
conselheiro Jo- liento da Cunta e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paita Tei-
xeira, chefe de policia da provincia.
Illm. Sr.Constando da sui parlicpaj,1o de hon-
lem que a bordo d vapor S. Saltador, seguir pa-
ra o Ro de Janeiro Joao Piolo de Lemos Jnior,
com um menor, oilo escravose um criado, cumpre
que V. S. me informe se taes escravos seguiram com
passaportes, e por autorldade conferidos.
Dos guarde V. S. Secretaria da polica do
Pernambuco 29 de julho de 1854.Illm. Sr. tenente
Joao de Siquera Campcllo, oflicial cncarregado do
registro do porto desta cidade.Luiz Carlos de
Paita Teixeira, chefe do policia da provincia.
Illm. Sr.Acenso a recepjo do ofllcio de V. S.
de1 29 do correnle ao qual passando a responder,sou
a informar a V. S. que o passazeiro Jo3o Pinto de
Lemos Jnior, conduzio smenle em sua companhia
um menor de 8 anuos e um criado; e porque tvesse
eu de registrar os diales brasileros Flor do Brasil e
Amelia, e a escuna S. Jos, e visitar o brigue escuna
de guerra Ixgaliiade, que conduzia 31 presos sen-
tenciados e um passaaeiro, que sahiram a hora do
vapor, resultando dsso que houvesse de fazer as
parlicipajocs j a nole, suecedeu que se desse o
equivoco de miulia parte de lomar por 8 escravos,
as palavras 8 aunos, a idade do menor; cuja falla
espero que V. S. a relevar, .lignando-se de lomar
esta minha informajao como duplo fim de uma ra-
lilirajao a dila mioha participarn a V. S.
Dos guarde a V. S. Registro do porto de Per-
nambuco. 30 de julho de 1854.Illm. Sr. Dr. Luiz
Carlos de Paiva Teixeira, chefe de policia da pro-
vincia.Joao de Siquera Campcllo, lenle cn-
carregado do registro do porto.
MAPPA ib* doentei tratados no hospital regi-
mental de Pernambuco, durante o mez de julho
de 1854.
N.
es a S
B ^ E a
es
E 0
w H ' 5 3
105 83 188 99 4 85
188
Dos fallecidos 1 foi de varila, 1 de dyarrhca c 2
de febre amarella.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitonga,
Io cirurgio cncarregado.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
*.
Outro do fiscal da Murbeca, participando adiar-
se restabelecido de sua saude, e ter entrado no ex-
ercico de suas funejes.Inteirada.
Entra em discusso a informajao que se arliava
adiada, do advogado, sobre a petijao de Joaquim
Lacio Monteiro da Franca, e a cmara reconhece-s*
incompetente para defirir ao peticionario.
Foi approvado um parerer da commssao d r|-
ficaco, relativo a pretenjao dos directores da *i-
pauiia Pernauhucana, que requereram ao n
se hepossivel conservar no seu escrptorioesse regis-
tro sob as mesmas bases e condijOes com que o II-
nh.i n extinelo Banco do Brasil.
Para camplemcnto do capital decretado julgou o
conselho conveniente fazer s recollier a duas pres-
ta jes, que tabeis.de20 por rento cada uma, rcalsa-
das em Janeiro e marro do correnle anuo.
Parece ao conselho dedireejan que tem feito ueste
quadroa precisa narra jan de sua gerencia, sobre a
moralidado da qual vos fallar a Ilustre commssao
de cotilas em seu parecer.
E promplo a dar-vos quaesqner esclarecimenlos,
o conselho termina esle trabalho interando-vos de
que osempregados do Banco continuaran! a des-
empcnliar com zelo e pericia os devere de leus
cargos.
Banco de Pernambuco 31 de julho de 1854.
Francisco de Paula Caealcanti de Albuquerque.
Joo Ignacio de Meieirot Reg.Manoel Ignacio
de Oliteira.Manoel Gonralces da Silva.Joao
Pinto de Lemos.
H.ilimco temeatral do Banco de Pernam-
buco.
Accionista;......... 600:0008000
Lellras a receber. :.....2,076:7028929
Depsitos......... 66:5149015
Mobilia.......... 4:1358858
Caixa <......142:919-5952
2,890:2728754
Capital.......'... 2,000:000OfJO.
Emissao -....... 700:U009000
Reserva.......... 16:5219735
Depsitos ......... 66:51*9015
Contas correles....... 7:5519707
Ledras a pagar........ 10:8698970
Gsnbos e fM/fk...... 7779327
DividendeVprirOeiro...... 4O0O0
legando ...... 6S49OO0
lerceiro...... 9O40O0
qaarta ./ ''". 84:600800(1
2,890:2729751
Banco de Pernambuco em 30 de junho de 1851.
O guarda llvros, Ignacio Nunes Correa.
Ueinonstraro da conta de ganhos e per-
das do Banco de Pernambuco.
Despezas geraes.
Ordenados e gralificajcs
Juros .......
Reserva ......
Commssao do gerente .
Dividendo quarlo .
Saldo .......
1:5468489
4:3509000
6588255
5:2478405
2:9748719
8( :0009110o
779327
99:5518195
Saldo do semeslP! anltror
Melaes.......
Descontos.....,
2959280
408000
. 99:2188915
99:5548195
Banco de Pernambuco em 30 de junlio do 1854.
O suarda livros, Ignacio Nunes Correa.
Srs. accionistas do Banco de Pernambuco.Em
rumprimeulo da disposijao dos arts. 31 e 35 dos es-
tatuios, esla conmissao tendo examinado (oda a et-
criplurajao do Banco, e conferido o balanjo geral do
semestre findo, vem commuoicar-vos que achou lu-
do exacto e em Mi ordem.-
Conlinuam os empreados a desempenhar satis-
factoriamente os trabillius a seu cargo. O estatutos
c ilelibcraju.esda assembla geral restrictamente eve-
rutados : e a direcjio sempre zelosa esolicita no
bom andamento e prosperidade do Banco, a prestar
assidu imente e com generosdade, cada vez mais pe-
sados e importantes servijos.
O estado do Banco he o mais lisongero, que po-
lemos esperar. A prova disto he : nao s o divi-
dendo de 12 porcehlo ao anuo, que contina a ser
distribuido, e apezar das reslricjes dos jg 6 e 10
do arl. 56 dos estatutos, e o grande crdito que suas
notas gozam ; como e principalmente a procura que
est havendo de acjOcs a 40 por cento de premio,
sem qne hajam vendedores a menos de 50.
A commssao leve a satisfarn de observar, que i
inlelliaencia e cirrunisperdto com que a direejao
contina 110 empiego dos fundos do Banco, se deve
nao ter anda desla vez encontrad ledra alguma
protestada por falta de pagamento : parecendo
mesma commssao, que as que existiam na poca
do balanjo e que passaram para o seguinte semestre,
terts da mesma sorle rcalisadas no vencimenlo.
Concluindo esle succinlo relatorio, a commssao
louvanilo a direejao na pode deixarde pedir a to-
dos os scnliores accionistas, quo lli volem um les-
lemunlio de rcconliecimento o gralidau por 13o re-
levantes e generosos servijos.
Recite Ti de jolln de 1854. Manoel Joaquim
llamn e Silca.Antonio Marques de Amorim.
Antonio l'aleniim da Silca Barroca.
COMMERCIoT~
-------------,-__c__._________________
PKACA DORECIFE3I DEJULUO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotajCcs offlciaet.
Descont de ledras de20 c 30 dias6% ao anno.
Dlo de ditas de 3 mezes7 ,',' % ao anno.
ALFANDBliA. -.
Rendimcnto do dia 1 a 29 258:1288608
dem do dia 31........7:55fiS"07
1009 n. por escravos despacliados. .
1008 rs. ubre casas de vender bi-
Iheies de loteras de outras provin-
cias.......... .
Emolumentos de passaporle de policia.
Novos e vclho.s direilo. 1 .
409 rs. sobre casas de moda. .
Imposto de 3 por ccnlo sobre diverios
estabelccimentos. .....
Matricula das aulas de instru'cjlo su-
perior. ...........
Cusas............
Maltas...........
4009000
1009000
69OOO
2129495
1209000
1:2599857
400000
2995*0
1109216
4.1:5539088
Mesa do consulado provincial 31 de julho de 1854.
O escripturario,
Manoel Zefei ino de Castro Pimenlel.
MOVIMENTO DO PORTO
Natio entrad no dia 30.
Barcellnna43 diat, queche hespanhel Figaro, de
102 toneladas, capio Pedro Manau, equipagem
10, carga viudo e mais geueros; a Aranaga &
Prytu.
.Vario sabido no mesmo dia.
Har de GraceBrigue inglcz Ilayder, capitn John
Tuku, em lastro.
Nados entrados no dia 31.
Rio de Janeiro7 diat, barca brasileira Imptratriz,
de 343 toneladas, rpita Joao DamaceAo da A-
raujo, equipagem 14, em lastro ; a Eduardo Fer-
reira Balldar. Veo receber pratico e segu para o
Ass.
Mar Pacfico, tendo sabido de New-Bedford ha 14
mezesBarca americana Sea Floicer, de 150 to-
neladas, capilao E. G. Cudwar, equipagem 24,
carga azeite de peixe. Veio refrescar e segu para
New-Bedford.
Trieste70 das, brigue dinamarquez d. de 192
toneladas, capUlu Jorge J. Jorgensen, equipagem
10, carga farinha de trigo ; a Deane Youle &
Companhia. Seguo para o Rio de Janeiro.
Montevideo- -22 dias, escuna noruega il'exanda, de
140 toneladas, capilao. N. R. Thrap, equipagem
9, em lastro ; a Amorim lrmos.
Rio de Janeiro10 das, polaca hcspanhola Alberti-
na, de261 toneladas, capilao Agostinho Marislany,
equipagem 12, carga vinho; a Amorim Irmaos.
dem22 dias. brigue brasileiro Paquete de Per-
nambuco, de 194 lanciadas, capilao Antonio Fer-
nandes Loureiro Jorges, equipagem 12, carga fa-
rinha de trigo e vaseldame ; a Manoel Gonjalves
da Silva. Passagciro, Francisco Antonio de' Bor-
jas Castro o 1 menor.
Rio Grande do Sul44 dias, barca americana John
Colbe, do 217 toneladas, capilao ti. D. W. alin-
des, equipagem 10, carga couros e mais gneros ;
ao capilao. Veio refrescare segu para New-York,
conduzindo 5 passageiros.
Baha58 horas, brigue inglez de guerra Express,
commandanle Boyes.
Navios sahidos no mesmo dia.
ParanaguBrigue brasileiro Paran, 'capilao Do-
mingos Thadeu Ferreira, carga tal c couros.
Rio Grande do SulPatacho brasileiro Aslra, ca-
pilao Joio Ignacio Ferreira, carga assucar, sal e
agurdente.
Portos do sulQueche hespinliol Figaro, com a
mesma carga que trouxe. Suspeodeu do lamei-
ro.
EDXTAES.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
em oump miento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, de 21 do rorrete, manda fazer publico
que nos das 14,16e 17de agosto prximo vindouro,
se ha de arrematar perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, quem mais dr, o rendimento
do nedagio da barreira da ponte dos Curvadlos, a-
valiado animalmente em 1:0009000,
A arremalajo ser feita por lempo de 10 mezes,
contar do 1.a de selembro do correnle anno, ao
fim de junho de 1855.
As pessoas que se propozerem esla arremata jao,
comparejam na sala das sessoesda mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio da, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 22 de julho de 1851 .O secretario,
Antonio Ferreira d" Annunciar ao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em rumprimeulo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do correnle, manda fazer
publico, que nos dias 8, 9 c 10 de agosto prximo
vindouro, se ha de arrematar perante a junta da fa-
zenda da mesma thesouraria, a quem mais der, o
sitio do jardim botanice da cidade deOlinda, servin-
do de base a arremalajo o offrrecimeuto de 2:0009,
feito pelo licitante Manoel Peres Campcllo Jacome
da Gama.
As pessoas que te propozerem a esla arremalajo,
comparejam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia.
E para conslarjse mandou afiliar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de julho de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da Annnneiaro.
Caixas com vidros, 2.
(Ifllcinas de primeira c segunda classe.
Costados de pao d'oleo, 6. '
Quem os quizer vender, aprsenle as suas propos-
las em cartas Tediadas, na secretaria do consellio as
10 horas do dia 5rde agosto prximo vindouro.
Secretaria do conselho administrativo para fornc-
cimento do-arsenal de gnerra 22 de jolli de 1854.
Jos de Brito Inglez. coronel presideule. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
ADMINISTRACAO' DO PATRIMONIO DOS
ORPIlAOS.
Pirante a adminlslrajlo do patrimonio dos or-
phaos se bao de arrematar a quem mais der. e pelo
lempo que decorrer do da da arremalajo al o fim
de junho de 1855, as rendas da casa n. 13 da praja
da Boa-Vista; h petsoas que se propozerem a dita
arrematarlo, poderao compat^ar, com seus fiado-
res, na casa da sessfio da mesma vlpiinislrajao, no
dia4 do futuro mez, as 12 doras i.'.i manhaa. Secre-
taria da administrajo do patrimonio dos orpdaos3l
de julho de 1854.O secretario,
Antonio Jos de Oliteira.
AVISOS martimos.
LEILAO HONSTRO.
SjEM limite.
Quinln-fcira 3, c sexta 4 do correnle, o aaenln
Borja fura leilao em seu armazem, ra do Colleglo ;
o. 14, de vario objeclos, como bem! excedentes mo-
bilias de Jacaranda com pedra e sem ella, ditas de
amarello, ricos guarda-veslidos, secretarias e outras
muitas obras de marcineria novas e usadas, varias
col torrees de quadros grandes e pequeos com pti-
mas estampas e rica molduras, obras de onro o pra-
U, relogios de dillereiJ.es qualidades, loujai e vidros
diversos, e uma grande porjao de livros francezes e
porluguezes, que eslaro expostos no dito armazem
com ouIrOs mais objeclos.
;
Real companhia de paquetes inglczes a'
vapor.
No dia 1 de
agos' espe-
ra-/ la Eu-
rop' "jm dos
TasJresda real
coTopandia, o
qual depois da
.demora do cos-
lume seguir
para e sul:
Bara passageiros Irala-se com os agentes Adamson
lowie & C., ra do Trapiche Novo 11. 42.
Passagens para a Baiiia. 25 palacocs.
, a para o Rio de Janeiro. 50 o
(i para Montevideo. 110
a para Buenos-Avres. 120
Para o Para pelo Maranhao, segu com muta
brevidade, por ler parle da carga prompta, o brigue
Hebe : para o resto Irala-se com o consignatario
Manoel A Ivs Guerra Jnior, na roa do Trapiche
n. 14, ou com o capilao Andr Antonio da Foncc-
ca, na rrara.
Para o Assu* c portos intermedios, segu em
poucos dias a lancda Nota Esperanra : para carga
e passageiros trata-se na ra da Cadeia do Recite,
leja n. 50, *
Para a Bahia segu a veleira sumaca Ilorten-
cia ; para o resto da carga, Irala-se com seu consig-
natario Domingos Alves Mathcos, na ra da Cruz
n. 54.
Companhia brasileira de paquetes de
Vapor.
O vaporbraslcro|To-
cantins, novo, de pri-
meira viagem e de ex-
cellcnte marcha, com-
111 a nd a 111 e Frac cis-
co Ferreira Borges, espera-sc da Europa prxima-
mente at 10 de agosta, e seguir depois de pequea
demora para a Baha e Ro de Janeiro : lem os me-
lhores commodos para passageirus, e entrar para
dentro desle porto: quem nelle pretender embarcar,
dirija-se ra do Trapjche n. 40, segundo andar na
agencia.
Para o Aracaty, no dia 5 de agosto segu im-
pretchvelmente o hiate Dutidoso por ter sua carga
toda prompta : para passageiros, trala-sc com o mes-
Ir do mesmo. ou com Joaquim Lopes R., do bilhar.
no becco da Carimba no Recite n. 11, primeiro an-
dar.
PARA O CEARA'.
Sabe neslee dias o hiale Noto Olinia, para o res-
tante da carga a Iralar com Tasso Irmaos.
Para o Rio Grande do Sul vai sa-
hir na presente semana o brigue nacio-
nal iiFirma, do qual he capitao fflanoel
de.Freitas Victor ; pode receber alguma
carga muida, escravos a frete e passagei-
ros, para os quaes tem bons commodos :
trata-se com os consignatarios Novacs St
Companjiia, na ra do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
LEILOES
AVISOS DIVERSOS.
Je souwigii Hbrard ai l'honoeur de preve-
nir le pualic, qu'a daler d'auiourd'hui 1. aout 1854,
je mesoisadjoiul pour associ Mr. Blandin. La
raison sociale est .Hbrard et Blandin. Je me suit
reserv la sigitature sociale. Mr. Blandin signera
par procuration. J'ose esperer que les personnes
qui m'oot honor pendanl 12 ans de leur confian-
ce voddrand bien me la rontinuer toas me flhrls,
ainsiqueceux de mon Rssoci, tendront i iioiisen
rendre dignes.
OQerece-Me um homem para criado : quem
quizer annoncie por este Diario.
Joao de Souza tem justo e contratado a compra
da enea terrea, sila na roa da Gua o. 47, perreocen-
te a Josepha Maria do Sacramento : quem com di-
reto sc}algar em dita casa, apretehte-e no prazo de
3 dias.
Madame Tbeard faz saber que o Sr. Guilherme
Augusto de Azeredo nao he mais caixeiro de sua
cata.
A directora do collegio da Conceijao participa
a quem convier, que o collegio se acha aberlo, e re-
cebe as educandas qne pretenden) all ser educadas.
Precisa-se de uma pessoa capaz que entenda
bastante de vender e comprar miudezts : quem se
adiar neslas circunstancias, dando fiador a sua con-
ducta, dirija-se aos quatro cantos da Boa-Vista
n. 116.
Pcrdeu-58 desde o Recife al a Passagem da
Magdalena, um lenjo branco com barra azul, con-
tendo dentro um recibo de 2009000 rt. e em dindei-
ro a quanlia de 485OOO rs. em tedulas, sendo 2 de
209OOO, I de 5?000, 1 de 28000, e outra de 19000 :
quem o achou, querendo restituir, dirija-te a pada-
ria da Passa&em da S.agdalena, pois he o dito dl-
ndeiro de um homem pobre ; que ser muilo bem
recompensado.
O Sr. acadmico primeiro annista J. C. M.,
queira ter a bondade de ir ra de Santa Tliereza
n. 20, ultimar o negocio que deu principio no da
13 do crrente, em a roa da Cadeia, defronte do bec-
co Largo, no bairro do Recife; e no cato de se ne-
gar ao cumprimento desle dever, lera de ver seu
nome por extenso, conlando-se o negocio circunstan-
ciadamente.
265:9859373
Acha-se concluido o summario cx-offlcio, instau-
rado em consequencia do extravio de 20:5009 que se
descobrio na quanlia de 100:0009, remdlida pela
thesouraria de fazenda desta provincia ao tlicsouro
pblico nacional, cm 4 de feverciro do crrente au-
no, por intermedio do capilao tenente Antonio Car-
los Figueira, enUlo commandanle do vapor 5o Sal-
tador, a enjo bordo ia aquella quanlia. Foi pro-
nunciado no referido summario, i prisao e livramen-
to o mesmo capilao tenente, como incurso no arligo
269 do cdigo criminal.
Reuniram-se lionlem em assembla geral os accio-
nistas do Banco de Pernambuco, e nessa occasiao
leram o presdeme c a commssao (mtame as pejas
que abaxo deixamos transcriptas, condecendo-se
por ellas o csiado satisfactorio daquclle eslabeleci-
menlo. Em seguida procederain-sc s novas no-
meajes, na forma dos estatuios, e sahirameloilos:
Directores
O Exm. Sr, Francisco de Paula Cavalcanli de Al-
buquerque.
Sr. Manoel Gonralvcs da Silva.
Manoel Ignacio de Oliyeira.
b Joao Pinto de Lcmosv
Joo Ignacio de Mcderos Reg.
Luiz Gomes Ferreira.
Barao de Beberibe.
Sumientes.
n Jos Pereira da Cunda.
Luiz Anlono Vicra.
Manoel Joao de Amorim.
Delfino dos Anjos Teixeira.
>> Manoel Pereira Rosas.
s Antonio Valenlim da Silva Barroca.
n Jos Joao de Amorim.
Joao Cardozo Ayres.
" Salusliano de Aqiiino Ferreira.
Commissio ile exame.
Anlono Valenlim da Silva Barroca.
n Manuel Joaquim Hamos e Silva.
Antonio Marques de Ainorim.
Supplentes.
Manoel Pereira Rosas.
11 Jos Pereira da Cunda.
Jos Ignacio de Ahreu c Lima.
Luiz Anlono Vieira.
Delfino dos Anjos Teixeira.
Jos Baplisla da Fonscca Jnior.
Mesa da assembla geral.
Presidenteo Exm. Sr. Dr. Pedro Francisco de Pau-
la Cavalcanti de Albuquerque.
Supplentes
O Sr. Mauoel Joaquim Ramoso Silva.
Secretario 1. Jos Bernardo GalvAo Alcofnrado.
2." Amonio Valenlim da Silva Barroca.
Supnlcnte*.
O Sr. Jos Ignacio de Adren e Lima.
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Anlono Marques de Amorim.
SE.MIORES ACCIONISTAS 1)0 BANCO DE
PERNAMCLCO.
O conselho de direejao desle Bancu vem fazer-vos
exposijao dos trabaldos a seu cargo durante o ulli-
mo semestre.
Pelo balanjo c ronla de gandas e perlas, que es-
tao presentes, veris o movimento c o estado desle
estabeleeimento.
O dividendo a que vai proceder-se he de 6 por celt-
io sobre o capital rcalsado. ou t-2% por aejan prove-
nientes do lucro liquido 81:1S2-*017 c do saldo ante-
rior de 2959280; licando .linda- .1 crdito da conta
de Ganhos e Perdas pan o semestre seguinte a
quanlia de 7779327.
A importancia das lellras descontadas montn a
3,17:OU38312; rcalisou-sea de .1:0(0:79596.50 j e a
respetiva conla aprsenla o balanro de res. .
2,076:7029929.
O saldo da caixa cm 30 de juulio foi de ris. .
112:9199952, a sua entrada durante o semestre, de
3,714:1999396, e a saluda de 3,700:7979658.
O fundo de reserva acha-se elevado a 16:5219735,
inclusive 416-9 procedentes de 8 por cento de premio
pela venda de 2f arenes de conta do banco, em con-
formidade da vossadclibeiajao em sessao de selem-
bro prximo passado.
, A felicidade continuou a acompanharn nosso cs-
inbdei iineulo, na realsajlo de lodos os seus ttulos
Deiearrega hoje 1. de agosto.
Brigue americanoBrrczefarinha de trigo.
RENDIMENTO DO MEZ DE JULHO.
Hendimcnlo total...........265:98.59375
ResliliiicOes............... 249000
Rs. 265:9619375
Direilo deronsumn..........
Dilos de 1 por ccnlo de reexporlajo
para os porlos estrangeiros do imperio
Expediente de 5 por rento dos seeros
eslrangeirosji despachados par con-
sumo.............;..,
Dito de Ip por c. dos gneros do paiz.
Dilode I 1|2 por r.'dos eeueros livres.
Armazenagcm das merendonas.....
Dita da plvora.............
Premio de 1|2 pnrrenlo dos assianadns
Mullas calculadas nos dspaclios. .
Ditas diversas..............
Interior.
Sello lixo................
Paleiilrsdosdesparlianles geracs .
Ditas ditas especiaes..........
Felio dos ttulos dos mesmos, dos rai-
xeros despartanles, re.......
Emolumentos de cerlidocs.......
258:9099723
1169866
lo 44 rezes para consumo (aquella freguezia doA vencidos.
^an!l"lt|!jiUll,0t,,l"mo~',lleiTd Sob proposta do Sr. gerente approvoo o corfselho
e mandou distribuir gratificarles pelos empregados
do Banco ; o que espera lambem apprnveis,
A nosga muta com o Banco do Brasil em I iqui la-
rao a c lia-se saldada.
O conselho de direejao julgando conveniente a
couliiiuajao.de um registro de vendas. Iraiifereurias
de acjoes e pagamentos dos respectivos dividendos,
na capital do imperio, para os nossos accionistas
que all qitizereni effecluar isto, cousullou a unvo
Banco do Brasil, ruja resposla aguarda, para saber
fiarraordt'iKiriii.
Producto da arremalajo de madeira
vcllr perlcncenlo a alfaudega ....
869-9095
3629928
59*635
3:1749988
729000
1:7429967
1219153
5O9OO0
1288280
2.505O00
'12J300
749400
139240
265:9619375
2089000
Rs. 266:1699375
Na* segninlc* esprrirs.
Dndero .... 177:2779777
Assignados 88:891-9598
Depsitos.
Em balanjo no ullimo de
lllliio.........
Eulrados 110 enrreule mez
Sabidos.....
Existcnlcs .
2:9413066
3:5339388
26:1718154
5:9989357
20:4769097
.V seguales especies.
Dndero..... 2:106-9378
Letras......18::W>98719
DECLAHACOES
De ordem do Illm. Sr. inspector |da lliesouraria
de fazenda se faz publica a relarao abaxo transcrip-
ta dos rre lores, por dividas de exercicios lindos, cu-
jo pagamento foi aulurisado por ordem' do tribunal
do (desouro nacional de 10 do correle, n. 68.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco em 28 de julho de 1854.O offlcal-maior,
Emilio vXacier Sobreira de Mello.
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Pt ?I
n,5= 3=^ 1 = 5'
o = irs =
4418418
Contribuir'io de caridade.
Rendimcnto do correle mez......
Alfaudega de Pernambuco 31 de julho de 1851.
O esrrivo,
Faustino Jo< dos Sanios.
RECBBBDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 31......5953370
RENDIMENTO DA HECEBEDOIUA DAS REN-
DAS INTERNAS CERAES DE PERNAMBUCO,
DO MEZ DE JL'LHO FINDO, A SABER:
Renda dos propros uacionaes. 4219350
Foros de terrenos de marinha. 113(829
Laudeinios.......... 679500
Siza dea bens de raz......4:4639160
Dcima addicional das corporajes de
mi mora.........
Direitos novos e veldos.....
Dizima de cdancelaria......
Sello lixo e proporcional .
Premio dos depsitos puhlicos
Despachantes o correctores. .
Emolumentos das reparlijes
zonda...........
Oilo dos premios das loteras .
Mulla por infracrocs do regulamenlo. .
Impostes sobre lujas c casas de descon-
tos............
Dito sobre casas de movis, roupas, elr.
fabricados em paiz eslrangeiro.
Dito sobre barcos do interior. .
lava-; de escravo........
Cobranja da divida activa ,
1
de fa-
2159240
1:9329419
2958065
5:8619770
.38613
2:0009000
1669160
1:200;;; XX)
119211
9:7919600
I6O9000
199200
1919600
1:7019619
28:95197:16
Recebedora 31 de julho de 1854. O escrivo,
Manoel Antonio Simes do Amaral.
CONSULAIOO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 29.....40:4008802
dem do dia 31........1:1529286
W
41:55390KS
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL DOME/. DE JULHO DE 1854.
Direilos de 3 por cenlo do assucar ex-
portado.......... 9:9279718
Dlo de 5 por cento dos mais gneros. 3:5398788
Capalazia de 320 por acca de algodo. 2195200
Dcima dos predio- urbanos. 24:1509109
Sello do hornijas e legados.....' 4058165
Meiasza de escravos......1:0329900
.
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E.o.H.2 2.
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Terja-feira 1. de agosto s 10 % horas da ma-
ndila, o agente Vctor far leilao no seu armazem
ra da Cruz o. 21, de um grande sortimento de obras
de marcineria novas e usadas de differenles qtiali-
dades, algnmas obras de prala de lei, candieiros pa-
ra meio de sala, lanlernasde ps de vidroe casqui-
nha, esteirasdo palha de carnauba, chapeos de dila,
Ocanonhas para deilaragua em sellas de barraja,
charutos da llahia e uniros muitos objeclos que es-
tarlo avista no dia do leilao.
Homoeopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS. {
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
sia, deferios da falla, do ouvido e
dosolhos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabera, enenaqueca,
dores e tudo mais que o povo co-
nhece pelo nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requerem muitas ve-
zes, alm dos medicamentos, o emprego de
outros meios, que despertem ou abatana a
seusibildade. Estes meios possuo eu ago-
ra, e os pondo a disporijSo do publico.
Consultas lodos os diat (de graja para os
pobres), desde t 9 doras da manhaa, al
as duas da tarde.
As consullas e v sitas, quando nao poderem
ser feilas por mim, o serao por um. medico
de minha maior confianra: ra de S. Fran-
cisco (Mundo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino
Olegario l.ndgero Pinho.
O morador da ra do Trapiche n. 12, do ler-
ceiro andar, declara que o SrTLudvero Teixeira Lo-
pes nao fora chamado para pagar quanlia alguma,
visto o mesmo senhor nada Ihe dever, e sim por uma [
ciieomnieinla que existe ha muilo prompta para un
seu amigo que com elle viera encommendar, e
como nao lenha appareedo por isso annunciou.efim
de declarar quem elle he, e pede-se desculpa ao
mesmo scnlior se com este procedimenlo o offeii-
deu.
Precisa-se de um caixeiro porluguez, de 14 a
16 annos dejdade, para taberna, e qne lenha algu- >
ma pralica : na roa da Senzala Nova n. 22.
Ojuiz dos feito- da fazenda faz audiencia nos
das quarla-feira c sabbado de cada semana, as 10
horas da mandaa.
Conselho administrativo,
O conscldo administrativo, em virtode da autori-
tario do Exm. Sr. presidente da provinria, lem de
compraros objeclos segundes :
Para o dcimo balaldo de infanlaria de linda.
Panno verde para sodrecnsacas e calcas, covados
1,002; hollandade forro, ditos 1.197 ; brimbranco
de ludio para frdelas e coleas, varas 1,497 ; eslei-
rs, 184 ; algodSosraho para camisa, varas 583 ; bo-
lOes de oseo broncos, cresas 25 ; dilos de dilo pre-
los, ditas 36 ; pares de sapalos, 200 ; carias de a, b,
c, 20 ; traslados de linhas, 20 ; dilos de bastardo,
20 ; ditos de bastardinho, 10 ; ditos de cursivo, 10;
laboadas, 20; pedras de lousa, 10.
Meio balalhlo da provincia da Parahiba.
Copo de vidro, 1 : pralo de lonja. 1 ; bracos de
ferro para bataneas com 35 pulegadas de compri-
menlo, 1 ;
l'ioi iinenln dsjirmazens do arsenal de guerra.
ITBLIt Al!Ai) DO I.\STITl"I HOMiEOPATHlCO DO BRASIL.
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou.
VADEMCUM DO HOKEOPiTHl.
Methodo conciso, claro, e seguro de curar homceopathicamente lodas as molestias, que affligem a
especie humana, e particularmente aquellas que reinam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra mporlantissima be hoje reconhecida como a primeira c melhor de todi que Iralam da ap-
p!icaj3o da homceopalhia nocorativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
pasto seguro sem possui-la e consulta-la.
Os pas de familias, os senhores de engeuho, sacerdotes, viajante, pitaes de navios, serlanejos, etc.,
etc., devem te-la a mi* para occorrer promptamente a qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochnra, por.......... 10SOOO
Bncadernados...... ... 119000
Vendc-se nicamente *m casa do autor, ra de S. Francisco (Mondo Novo) n. .68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ninguem poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de '.'
boa qualidade. Por isso, e como propagador da liomcropalhia no norte, e inmediatamente inleressado
cm seus benficos succeasos, tem o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immediata inspeejao, todos os medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmaceutico
c professor em honucopailiia, Dr. F. de P. Pires Hamos, que o tem execulado com lodo o zelo, lealda-
de e dedicacao que se pode desejar.
A eflicacia deslcs medieamenlos he atteslada por lodos qoe os tem experimentado; elles nao preei-
sam de maior recommendajiio; basla saber-se a fonte donde sahiram para se nao dnvidar de seus pti-
mos resultados.
lima carteira de 130 medicamentos da alta e haixa diluidlo cm glbulo recom-
inendados 110 THESOURO HOMOEOPATHICO, acoropahada da obra, e de uma
caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........ IOOsOOO
Dila de 96 medicamentos acompanhada di obra c de 8 vidros de tinturas 90#000
Dita de 60 principaes medicamentos reeummendados especialmente na. obra, e com
uma caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.). 60JOOO
> d (tubos menores). 459000
Dila de 48 dilos, ditos, com a obra indos grandes)........ 509000
n (tubos menores). 359000
Dila de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) 409000
no sao (tubos menores.. 3OJO00
Dita de 30 dilos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (lubos grandes) .... 359000
> n (tubos menores) 269000
Dita de 24 dilos ditos, com a obra, (lubos grandes. ...... 309000
* a (lubos menores). 209000
Tubos avultos grandes............. l000
a pequeos............. 9500
Cada vidro de tintura. '......... 29000
Vendem-se alm dsso carleiras avuhas desde o proco de 89000'rs. at de 4009000 rs., conforme o
numera e tomando dos lubos, a riqueza das caixas e d\ uamisajOes doe medicamentos.
Aviam-ae quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promplidao, e por prejos commo-
dissimos.
Vende-se o tratado de FEBBE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 29000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. G. U Jadr traduzido cm porluguez e acora-
modada ajnlellicencio do povo........... 69OOO
Una de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.

FUNDICAO' E MAIS OFFICINAS
NA
RA IMPERIAL N. 118 E 120, E DEPOSITO NA RA NOVA N. 27.
Kespeilosamcnle avisam ao publico, e particularmente aos senhores de engeuho c destiladores, etc.,
que esle eslabele imenlo se acha completamente montado com a propbrjes necessarias para desempe-
nhar qualquer machina, ou obra concri nenie ao mesmo. Os mesmos chamam a atlcnj-io para as se-
L'umles obras, as quaes construidas cm sua fabrica compelen) com as fabricadas na Europa, na qualidade
e mo d'obra, c por menos proco, a saber :
MACHINAS de cobre continuas de destilar, pelo methodo do autor trance/. Derosnc, as melhores machinas
que para esle fim al boje tem appareedo.
ALAMBIQUES de robre de todas a dimensCeC
TODOS OS CORKES necessarios para o fabrico de asscar.
TAIXOS de cobre para refinacilo.
TAIXAS de dlo para engenh.
DITAS de dlo movis para dilo.
BOMBAS de cobre de picle, de repudio, de roda c de pndolas.
ESCR1VANINHAS de lalao dos melhores modellos.
DITAS de dito galvanisadis.
SINOS de lodos os tamandos.
OS AP1IEC1AVEIS FOGO'ES de ferro econmicos.
BURRAS de ferro as mais bem construidas.
CARROS de dito de mao.
PORTO'ES de ferro.
VA RANDAS de dito.
ORA DI AMENTOS de dito.
TAIXAS de dilo.
l.Al.DF.IUVS de dilo,
HANlU'-llinS de zimo e de folda para bandode i-linriiii .


Kuga-sc ao Sf. Jos Noberlo Casado Lima, o
avor de lirinir-seao paleo do S. Jos n. II, a ne-
gocio que Mu diz rcspeito.
Da ruada Auroran. ,">. evartio-se um cscravo
le nomo Joto, rom o?i signaos Reguioles : mulato cla-
ro, de li a t anuos do idade, cslaiura recular, ca-
bellos carapiBhos, beicos grossos, h-ices regulares,
nhio de camisa de riscado encarnad), calca de risca-
do de quadros, jaquela de ih udaosinlin de lislras c
chapen de pallm: quem o apprehei.der, pode lva-
lo ra da Aurora n......segundo andar, 011 ao co-
iieRo Kirmiuo de Mello Azedo em Olioria, ou a aeu
senhor no engenho California, da nova freguexia da
I.ii' que ser bem recompeusido. Adverle-se que
desapparcecu no dia M do crrenle, e que dous das
depuis fui cncoiilrado cm Olinda, as- im cnmo,(|ue foi
comprado na cidade da l'arahiha, donde he nal urd e
para onde se supone que seguir.
Precisa-sede um feilor para engenho, prefe-
rindo-se das Ilhas ou do Porto, dos ltimamente che-
gado e que seja solleiro, embora Icnlia pouca or-
tica da agricultura : dirija-se ra do Queimado n.
ID, das '.i horas da manhna as 3 da .arde.
A taberna do pateo do Carra.), quina da roa
de lionas n. 2, contina a estar sorlida de todos os
gneros novo e de boa qoalidade : manteiga ingie-
ra e francea a 400 e 800 rs., toucinbo de Santos a
280, dito de Lisboa a 360, banha a 520, pasjas a 360,
bolachinha a 300 rs., dita a Napoleiio a 400 rs., ale-
tria a 300 rs., cravo a 600 ., louro a 400 rs. chou-
riras a 400 rs., farinhadelrigo a 150rs., chi a 19600,
15'JOO i! '29-240, Eomma de aramia a 160, esne.mace-
lo aWHirs. a libra, azeite doce a SOO rs.,"vinho a
400 c 480 a garrafa, arroz branco a 440, feijo nrcto
o mulalinlio a 400 n., arroz de casca a 160 a cuia,
rap a 19000 o bote, lijlos de limpar facas a 110,
lambem se faz n 80 e 40 rs., queijos a 1&440 e 19320,
peneiras de rame a 7 e 89OOO, cbelas a 19400 ren-
lo, albos a 110 rs., graixa a 100 rs. a lata, papel d
peso e machina a -29800 a resma, genebra de ilollan-
da a 460.
O abaixo assignado faz scicnle aos devedores
do Tinado seu rnito Joflo dos Santos Tinoco deSou-
za, que cabendo-lhe em partilha de heranca por si e
por sua inai c inais herdeiros. de que he procarador
das dividas da casa Tinoco foMorac s,tem de liquidar
conlas, e roga aquclles que sao devedores dita ca-
sa Yeuham satisfazer seus debita, na ra Nova n.
4-2, e lem autorisado eu cimba Jo G. P. Azevedo e
seos caixeiros, para tacs dividas receberem.
Francitco Ignacio Tinoco de Souza.
No dia 2 de agosto prxima, se bao de arre-
matar 2 casas de sobrado na ra dos Copiares n. 1 e
3, avaliadas ambas por 1:0009600, por execucao de
H. Auna Mara Tbeoduia Pereira Durao, 'contra Jn-
s Dias da Silva; he a ultima i>r n;a : as 1 horas,
na porta da casa do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara, ra eslreita do Kos ri.
I). W. Baynoa cirurgiao enlista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Vapor (i S. Salvador.
Descmbarcou do vapor S. Salcadtr, urna preta
viuda do Para, por mo 1er seu dnno mandado rece-
be-la a bordo al o momento di sabida do vapor para
o sul, e nao sabe dizer quem be o sen senhor, o qual
se aprenlar na agencia na ra do Trapichen. 40,
segundo andar ; declarando-se ja que mo se respon-
de por niorle ou fuga da dita cscrava, ou por qual-
quer cousa que Ihe acntela.
Precisa-so de um eaixeiro que cntenda de bi-
Ihar : na roa da Cadeiade Santo Aulonio n. 10 pri-
meiro andar.
No dia 12 de maio prximo passado, fugio de
bordo do vapor Imperador, ancorado na Pelitinga
provincia do Kin Grande do Norte, um cscravo com
os signaes seguintes : baixo, chcio do corpo, prclo,
crioulo da provincia do Maranhao, onde foi compra-
do poneos dias antes de embarcar para o Sul, cha-
ma-se Adriao, e lem era um dos peilos signaes como
de carne estufada : gralifica-se com 1009000 r. a*.
quem o apprehender, deveudo noticiar a sen senhor
o bacharel Abren e Lima, no Maranhao ; em Per-
nainb ico a Jnaquim Antonio de l-'aria Barbosa ; no
Rio Grande do Norte ao Dr. Jeronvmo Cabral Ra-
pozo da Cmara.
-- Deseja-se fallar com o Sr. Manuel Muniz B-
l.iuroiirl,que oulr'ora linlia loja de calcado na ra do
Arago, ou com quem suas vezo laca : na ra das
Trinchciras n. 17, ou annucie.
Alugam-se 3 escravos para o servico internoe
externo de casa por j (eralguma pralica, e para bo-
cquiui ou hotel : a tratar na ra do Vigario n. 29.
Aluga-se um pequeo sitio com boa casa e al-
gum arvoredo de frutas e parroiral de uvasi boa
agua de beber;no principioda estrada dos A filelo ao
pe da ponte do Manguinlio : qnem o pretender fal-
le no largo da Trempe sobrado n. 1 quetcm laberna
por liauo, e ah mrsmn ha urna pnroao de ps de
tapolis de bom tamaito que se veudem por preco
commodo, assim como sement de macaxeira.
Precisa-sede lOOgOOOmil rs.comhypolheca cm
om sitio no Remedio, tamben) se vende: no Pa 1. 13 se dir com qnem se trata.
A irmaudadede N. Senhora do l.ivramcnlo,
nao pode por mais lempo sofrer o procedimento do
Sr. Manoel Ambrozio Padilha cnpregado no arse-
nal de marinha desla cidade, que alm de ter des-
frutado 12 mezes de morada do urna casa da mesma
* irmandade na ra do Jardim.que nao pagon. c ncn
pagar avista do que sempre pralicou, nao satisfeito
com esse prejuizoda irmandade ainda chego'i a sua
maldade a poni de abandonar a casi conservando
cm seu poder a chave ha mais de 3 semanas, espera
a irmandade que o dito senhor cao comprometa o
quem Ihe deu a chave... .
l.udgero Teixcira Lopes, declara ao morador
dacasida ruado Trapiche n. 12, que nao lem jie-
gocio com clft e nem UlC ln; de\r-dor de qumlia al-
-11111,1 ; e se assim nao for, pede que publique o mo-
tivo que o levou ao chamrmelo jornal.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COZ.X.BGIO 1 ANDAR 25.
ii Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consullas homeopathicas lodos os dias as pobres, desde 9 horas da
manhaa al o meio dia, c cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
OBerece-se igualmente para pralicar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, c cujascircumslancias nao permitan) pagar ao medico.
NO CONSULTORIO 00 DR. 1\ A. LOBO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. II. Jahr, traduzido em portuguez pelo Dr. Moscbzo, qualro
voluntes cy~*,iiados em doua :................. 20J000
Esla obm.Jvi.iais importante de todas as que Iralam da liomeopalliia,inleressa a lodos os mdicos que
quizerem eipecimentar a i'oolrina de Hahncmann, c por si proprij se convencerem da verdade da
mesma : inleressa a lodos os senhores de engenho e fazeiideiros que esfto longc dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos ca pitaes de navio, que nao podemdeixr urna vez ou outra de ter precis.io de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolantes ; e inleressa .a todos os chefes de familia ru
por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa ile ll.i.
O vade-mecum do homcopalha ou traduceno do Dr. Hering, obra igualmente til as pessoas que se
dedican) ao esludo da homeopalhia um volume grande.......... 89000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pbarmacia, ele., ele.: obra indis-
pensavel s pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina ........ 49000
Urna carleira de 24 tubos grandes de finissimo cbrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
n*vio dos termos de medicina, etc., ele................ 409000
Dita d N6 com os mesmos livros.................... 459000
Dita ds 48 com os ditos. ,..... v............. 509000
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispeDsavcis, a escolha. *
Dita de 60 tubos com ditos.......................609000
Dita de 144 com ditos........................ 1009000
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de unturas i esculla.
As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o Uering, terao o abalimenlo de lOaOOOrs. em qualquer
das carleira.-. cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8*000
Ditas de 48 ditos......................... I69OO
Tubos grandes avulsos....................... 13000
Vidros de meia onca de tintura.................... 29000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasito seguro na ortica da
homeopalhia, c o proprielario desle eslabclecimento se lisongeia de le-lo o mais bem monlajo possivcl e
ninguem duvida boje da superiuridade dos seus medicamentos. ---'
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rrvstal de diversos lamanhos, e
aprompta-sc qualquer encomraenda de medicamentos coni toda a brevidade e por presos muito rom-
modos.
No da 29 do crrenle desappareceu da casa do
abaixo assignado um seu cscravo de nomc Joaqun),
de nacan Camundongn, de idade mais 011 menos 30
anuos, levou camisa e calca azul de algodan, be cheio
do corpo : a pos-oa que o apprehender, Irazcndo a
dita minlu casa, na ra do Pilar n. 135, ser bem
recompensado.J0S0 Coclho do Ilosario.
COMPRAS.
I EXPLENDIDOS lEftA-
S TOS A CRTST1E0TTP0, |
( TIRADOS NICAMENTE COM A S
2| *CLAMDADE PJIECISA. g
J. J. Pacheco, tendo revolvido demorar-sc V'
1 y9 ,na'' algun' dias nesta cidade, previne ,1 lo- ,'$>
(*> das as pessoas que desejarem um perfeifo /%,
W retrato, quedignom-seprocura-lo nosei. es- "P/
,& labelecimeulo, quer esleja o dia claro ou (VA
?f escuro. Os retratos sao Diese inalteraveis J2
!f com o lempo, e as cores sao as mais natu- ^ raes que aqu se tem vislo. O respcitavel A
T publico continua a ser convkiado a vstlar a w
fA galera lodos os dias, desde as H horas da ma- (,
Z nha at as 9 da noile. No mesmo eslabe- 22
Sff lecimenlo cncontrarao os pretendentes um 'W)
(fit rico sortimento de quadros, caixas, alline- A
tes, cassolelase aneis. Aterro n. 4, lerceiro 5
andar. (S)
Prccisa-se de urna ama capaz para casa de pou-
ca familia, e que saiba em:oramar: na ra do Ca-
bugi n. 2, esquina que volla para os qmirlis.
Vendem-gemeitis de borradla elsti-
cas, para erysipela : na ma da Cadeia do
Recite, ioja n. 51, deJoao da Cunlia Ma-
aili.'ies.
ATTENCAO.
1 tonlem 31 de julho pelas 11 horas do dia, um pre-
to de estatura regular, com caifa e camisa de panno
branco, urlon do sitio do llospicio da Sr. viuva
Cunha, oude mora oabaixoassignado, 3colhcrcs de
prata, sendo duas de sopa e una de cha, feilas no
Porto, contrastadas e com ponen uso: rogn-se por-
lanlo a qualquer pessoa a quem as mesmas sejam of-
ferccidas, o favor de as apprehender, que alcm de se
llie llcar obrigado se recompensar.
JotJoaquim da Silca .Mam.
Constando aoabaixo assignado que Justino Al-
ves da Costa, procara vender ama casa que tem no
lugar da Capuuga, para o (im de evitar a, execucao
qne o annunciante Ihe move no juizo do ivel desla
cidade escrivio, Molla, pre) ine por este meio que nin-
guem compre ou hypoleque dita casa, que lem de
ser arrematada em praca publica. Recfe 31 de ju-
lho ilc 1854.Antonio Texxeiradnt Sanios.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZESCOSTA,
professor da arle de msica, offerecc o seu presumo
ao respeilavel publico pare leccionar na mesma arte
vocal e instrumental, tanli em sua casa corno em ca-
sas ivirlieulures: quem di! sen presumo se quzer
ulilif.ir, dinja-sc ra do Arago n. 27.
Aos 14*000 rs.
Precisa-se alagar urna prela boa vendedora, nao
se procura 1er habilidade: quem a liver dirija -e
ra do Padre Floriano n. 27.
No Recfe no neceo do Abreu n. 1, faz-se s-
neles para marcar roupa.
No recolhimenlo de Nossa Sennora da Concei-
c-Jo de < iimifci, ha Imm doce de caj sueco para se
vender a 400 rs. a libra.
Aluga-se urna prela cozirbera, lavadeira e
cngommadeira, sem vicios : a Irruir na ra das Cra-
zes 11. 3.
-se 5OO9OOO rs. sobre h-.polheca em alguma
casa livre de outro onas qualquer : na ra Velha n.
18, se ilir.i qnem d.
Precisa-se de ama ama que saiba cozinbar e
fazer lodo o mais servico de urna casa : no largo do
lcrco n. 27, segundo andar.
Francisco Leile, sebdito riortuguez, relira-sc
para o Rio Grande do Sol.
Ollercce-se ama ama para servico de urna casa
de homem solleiro ou de pouca famila ; quem pre-
tender, dirija-se irua do Padre Floriano b. 4.5, ou
na ra da Penha-n. 15.
Benlo Jos Rodrigues declara, que por haver
outro de igual nomc, se cliamari Benlo Jos Airo-
nas.
Na roa da Cadeia do Recfe, loja n. 6, existe
una carta para ser entregue com urgencia, c em
nao propr.a ao Sr. JosCaeta0 ue Canall.o, antes
ile passar para a Europa o va|Mir inglrz.
Da-scdiiiheirci.ijuios sobre penlfo-
res deotiro ou prat. em tie'iuenasmian-
tias: na/ na Velha n. 35.
Roga-se ao senhor.... que por brncadeira li-
rounodia29 de jnlho proxinn passado, do sanio
que houve na na do Vicario n. 25, segundo andar
um chapeo novo de magu prelo), (endo no fundo a
lirma de Luiz Antonio de Siqueira. baja de levar
ra da Cadeia do Recife 1.13, 00 prazo de 3 dias, do
conlrario ter o prazer de ver seu nome por extenso
nesle jornal, pois ha pessoas que virao esle brilban-
le aelo.O filado.
Quem precisar de urna aun deleite, diriia-se i
ra do Codorniz, junio a ultima taberna do lado es-
querdo.
Ptiblicacao litteratia.
Insllures de ireilo Civil Portuguez por M. A.
Coelho da Itocha, leule da fipuldade de direito da
univerdesida edlCoimbra, Urccira e ntida edicao,
em 2 volumesem oitavo, adaptadas ao-fro do lra-
sil, com a legislacao brasileira vigenle, e algumas
olas explicalivas exlrabidas das obras dos mais exi-
mios Icios para melhor Ilustrarlodas doulriuas nes-
sc exrellcnte compendio ensinadas, por Antonio de
Vasconccllos Menezes de Drummond, barbare! for-
mado cm _-cieocias jurdicas e sociaes pela academia
de Olinda, advbgado nos auditorios do Recife. Para
a publicarlo dessa obra tpo iiileressante e indispen-
savel a lodos os senhores> juizes, advogados e mais
pessoas, quesededieam smesmasprofissocs, 011 alias
prcei-.nn possur urna minuciosa c methodicacompi-
ladlo do Direilo Civil Patrio, tendente a adquirir
pleno couhecimeulo dos seus direkos e ohrigaces ;
suL-rreve--e cm Pernambuco, na praca da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8*; no pateo do Collegio, casa n.
29, lujas n. 6 e 20, e na ra do Hospicio n. 9. O
preco da assignalura ser de 169000, pagos a en-
trega do cada exemplar, e logo que baja numero de
assignaluras siifliciento parar satisfazer as ahuiladas
despezas da impresso, ir para o prelo, 110 dia da
publicado da mesma, encerrar-sc-hi a assignalura,
veoder-se-ha mais caro.
Lotera do hospital Pedro II.
O caulclisla Aulonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilbeles
inleiros, meios bilbeles e cautelas da lotera cima,
se arbam venda pelos precoa abaixo, na praja da
Independencia loja n. 4, doSr. Fortnalo, n. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 4o, do Sr. I aria Machado, e
na ra do Queimado 11. 37 A, dos Srs. Suza &
Freir, cuja lotera lem o andameuto de suas rodas
no dia 18 de agosto prximo futuro. O mesmo cu-
lelisla se ohnga a pagar por inlciro os premios de
10:0009000, de 4:0009000 e de 1.0009000, queos di-
tos seus bilbeles inleiros e meios obtiverem, os quacs
v3o rubricados com seu uome.
Ililhcles 119000
Meios bilhclcs 59500
Quarlos 29700
Oitavos 19500
Decimos 1C2O0
Vigsimos 600
O solicitador Camillo Augusto Ferreirada Sil-
va, pode ser procurado para ludo que disser respei-
lo a sua prolissao: no escrplorio do Illm. Sr. Dr.
Joaquina Jos da Fonseca.
Nao lia melhores no mercado.
No antigo depsito das bichas de liamburgo, na
ra eslreita do Rosario 11.11, he chegado novo sorti-
mento de bichas de liamburgo, que so vende por
a lacado, aos cenlos e meios ceios e a relalho, e lam-
bem se alugam por menos prec.o do que em oulra
qualquer parte.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha milito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chefjadaha
pouco, tudo por preco commodo.
JOIAS.
Os abaixo assignados, dimos da nova loja de oori-
ves da ra do Cabug li. 11, confronte ao palco da
main/.e ra Nova, la/em publico que estao comple-
tamente -rlelo- dos mais ricos e bellos goslos de to-
das as obras de ouro, necessarias lano para senho-
ras, como para homens e meninas, e conlinuam os
presos sempre muito em con la ; os mesmos se obri-
gam porqiiae-qner obras quevrtilerem apassar urna
conta com responsabilidadc.cspecificandoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, (cando assim sojeitos
por-qualquer duvida que apparecer.
Serafn & IrmSo.
Na ra do Rangel n. 38, se d dluhciro ajaros
sobre penhores de ouro e prala.
Quem precisar alugar um escravo prelo, para
o servido de casa c ra, para qualquer armazem, ca-
palazia, trapiche c prensa de algodao, dirija-se a
qualquer hora do dia ra da Soledade, que segu
para o Manguinho, no sitio dos 4 lees, que achara
com quem 1 ral ir.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dons elegantes pianos, feitio vertical, de jacarando,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard v\ Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
essa s@ mi
O DENTISTA FRANCEZ. $
Q$ Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga 5
do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
9 les com gengivas arliliciaes, e dentadura com- ?^
0 pleta, ou parle della, com a pressao do ar. $f
@ Tamben lem para vender agua denlifriccdo @
Dr. Picrre, c p para denles. Rna larga do j$
;* Rosara n. 36 segundo andar. S
!>m9 > 9
Na ra de Horlas n. 142, primeiro andar, pre-
cisa-se de urna preta escrava para o servico d pou-
ca familia.
Precisa-se de urna cscrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3"
casa nova a direita depois de passar o qnarlcl.
Manoel Antonio Teixcira vende o sen bilhar e
todos os seus pcrlences: a tratar na Lingoeta n. 2.
Lava-se e eugomma-se com toda a perfeicjlo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
J. Jane dentista,
conlimia rczidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
&-*:@5? *'*
9 O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinlio mu- Q
4$ dou-se para o palacete da ra do S. Francisco 0
S 'mundo novo) n. 68 A. 'Jt
>.> @8@K?e
O cautelista Salustiano de Aquino
l'erreira avisa aorespeitsvel publico, que
as suas cautelas oflerccem mais vanlagem, do que as
cautelas dos outros caulclislas, e abaixo vao notados
os preru- dellas.
LOTERAS DA PROVINCIA
Othesoureiro geral das lotetias avisa,
que se achara a venda os bilhetes e meios
da primeir parte da segunda lotera a'
beneficio do hospital Pedro II., na the-
sotiraria das loteras, ra do Collegio n.15,
na praca da Independencia 11. -V, e na
loja do Sr. Arantes n. l.~, ra do Qnei-
madons. 10 e 59, ra do Livramento 11.
22, aterro da Roa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impreterivelmentenodia 18 de agosto, as
i) horas da manhaa ; e os bilhetes estao a'
venda at o dia 17 as 6 horas da tarde.
Pieco inleiros IOjJOOO
meios \ Y osOOO
Cotnpram-se patacoes brasileiros e
hespanhes: na rita da Cadeia"ti4toqii~el
luja de cambio B. 2i.
Compra-sc urna porcao do ps de larangeiras
da China, promptos cm caixoles para embarque :
quem os liver, quereudo vender, falle na praca do
Corpo Sanio n. 6, escriptorio.
" Compra-c a troco de lijlos de lodas as qnuli-
dad i---, um preto ainda mesmo de'meia idade, as
sem vicios nem achaques: quem pretender annun-
cie.
Compra-se urna escrava de 20 a 2G
anuos de iaade, que saiba coser eengom-
mar ; agradando nao se olha a preco :
t|ucin a tiver podera' levar a ra do Vi-
gario n. 19, segundo andar, no escripto-
rio de Machado & Pinheiro, para tratar.
Compra-se patacSes brasileiros e hespanhes,
em grandes e pequeas porces : na ra do Trapi-
che, armazem n. 38, de Miguel Carnciro.
Compram-se escravos de 10 a 22 annns para se
exportar, tendo boas figuras e habilidades paga-se
bem : na ra Direita n. 66.
Compra-se urna escrava preta, ainda mora,
bem parecida, sem moleslia c vicio algum, e que se
venda por alcuma oulra circumstancia, que saiba
coser, engommar, cozinhar, lavar, e sirva para casa
e ra : quem a tiver, dirija-se a qualquer Jiora do
dia ra da Soledade, logo ao sabir para u Manstii-
nho, no silio dos 4 lees, que achara com quem Ira-
lar.
Compra-se na laberna do paleo do Carmo, qui-
na da ra de lionas u. 2, vidros de bocea larga e
usados.
Compra-se 8 a 10 milheiros de cachimbos de
barro : quem tiver annuiicie para ser procurado.
Compram-se dous paos para lipoia, novos e
sem defeilo quem os liver para vender annuncie
para ser procurado.
Compra-so urna grammalica franceza de Bur-
gain, que esleja em bom estado '. quem liver, dirija-
se ra do Colovello n. 29, ou annuncie por esle
Diario.
VENDAS
Antonio Aprigino Xavier de Brilo, Dr. em J
9 medicina pela laculdadc medica da Bahia,re- g
i side na ra Nova n. 67, primeiro andar, mi- dt
9 de pode ser procurado a qualquer hora para o m
exercicio de sua prolissao.
Francisco Lucas Ferretra, com co-
chetra de carros fnebres no pateo" do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
maraona igreja ou cm casa, carros de
passeio c. tirar guia da cmara, e ahi en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
pe o regulamcnto do cemiterio.
O Sr. Adolplio Manoel Camello de Araujo, de
Iguarassti, lenha a bondade uestes 8 dias dirigir-se
praca da Boa-Visl*, a negocio que Smc. nao ignora.
He inconteslavel, que avista dos arligoslt e 12
do 110--0 cdigo commcrcial. lodas as casas de nego-
cio devem ter os seus livros technica cregolarmenfe
escriptos, e que as desgracas de urna familia de um
negociante, as vezes sao provenientes do rano arran-
jo em que se acham as respectivas Iransncc/ies, cm
conscquenri.i do estado de cenfusA" da sua conla-
hilidadc. Assim urna pessoa que tem Junga pralica
de cscriplurarao mercantil, por parlidas dobradas
ou singelas, por haver oceupado este emprego du-
rante alguna annns em yma das prinripaes casas ue
commercio desla praca, se oflerece para escripluraciJareOl
os livros de algumas casas de negocio de pequis dc*L'J;
ou de una de groM Iralo, com lodo o aceio e prom- "
lidao possiveis : quem quizer se utilisar do seu pres-
umo, annuncie por este jornal, ou dirija-se casa
dos Srs. Cbappronl et Berlrand. relojoeiros, na prn-
ca da Independencia, que dirao qnem se ada em
laes circumslancias.
Aluga-se urna prela, perita cuzinheira e cu:.....-
madeira por 169000 rs. mensacs: na ra do Ouci-
mado 11. ii.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira dirigir-se a livraria n. Ii c 8 da
praca da Independencia, a negocio que
Ihe diz espeilo.
NOVIDADE.
Ricos cainiss de rclroz bordados a maliz, chales
ASSOCIACAO' COMMERCiAL DE PER-
NAMBUCO.
A commissao nomeada pelos senhores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esta associacao para os
prejudicadoscom a innundaoio de 22 de
junlio, convida aos que mais soll'reram
com'tao funesto aconteeimento e licaram
redu/.idos a' indigencia, a apreseutarem
seus requerimentos acompaphados de at-
testados circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia, para
serem attendidos. Devendo taes retjueri-
mentos serem entregues ao archivista da
associacao, no largo do Corpo Santo, at
o dia 15 de agosto prximo futuro A. V.
da Silva Barroca, secretario da commis-
sao.
Offcrece-se urna pessoa para tomar conta de
nma taberna por halanco ou sem elle, porque lem
bstanle pralica, cuja pessoa ainda est arrumada, e
despede-se da casa cm que esl por nao eslar satis-
feilo : quem precisar annancic para ser procurado.
Alugam-se as lojas da casa n. 44- da ma da
Guia : a tralar na ra do Collegio n. 21, seguido
andar.
Aluga-se um bom armazem proprio para re-
collier gneros da alfandcga na Iravcssa da Madre
de Dos n. II : a tratar na prac,a do Corpo Sanio
Alagare um sitio muito grande, cm |Santo
Amaro, com dous vtveiros, inulto arvoredo de inicio,
boa casa de vivenda, baixa com capim, c lem paslo
todo o auno para 6 vaccas : os prctendentcs dirijam-
1 se ra de Apollo n. 4 A.
! A direcrao da associacao commer-
cial desta praca, de confor'midade com
ositigos20e21 do capitulo terceiro dos
estatutos que a regem, convida a todos os
senhores socios efl'ectivos da mesma, para
a assembla geral, que deve ter lugar no
dia o de agosto do corrente anno, pelas 11
horas da manhaa, na sala de suas sessoes.
Sala da associacao commcrcial de Per-
uambuco aos 20 de julho de 185*.An-
tonio Marques de morim, secretario.
n 0 ANTWRROGVNTE
Peridico dos Portuguezes em Per-
nambuco
ESTRANO AOS NEOOCIOS DO BHAS1I..
Tendo cessado a publicaran do peridico o Cos-
mopohla. cuja apparirao foi Icmbrada para susten-
tar os (orles motivos que linliam 05 i'nrtugua/.es re-
sidentes nesta provincia para requererem a punico
dos empregados do consulado, e para que nao li-
quem em abandono os negocios dos mesmos Porlu-
guezes, agora, que aquellos empregados estao mori-
bundos, vai publicar-se um novo peridico sol o ti-
tulo O .liiliarrognnle que seguir a mesilla
refa debaixo dos auspicios de lodos os homens que
sejam o bem de seus concidadaos. Subscreve-
sc, vende-se, e recebe-se correspondencias para
esle peridico na livraria da ra do Collegio 11. 9.
Serie lo 20 nmeros. 29OO
Para outras provincias. 29500
Nmeros avulsos. 120
l'nblirai -se-lu as segundas e quiulns-feiras, e o
primeiro numero saino no dia 27 do correte julho.
O abaixo assignado faz publico, que nesta ci-
dade, he o procurador da Sra. 1). Alaria da Concci-
PUBLlCAgAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Alczde Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinlios de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nliom da Conteiciio, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 19000. .
NAVALHAS A CONTENTO E TESOUKAS.
Na ra da Cadeia do Kccifen. 48, primeiro an-
dar, escrplorio de Augusta C. de Abrcu, couli-
nuam-se a vender a 8*000 o par (prejo fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na cxposir,ao
de Londres, as quaes alm de durarem exlraordia-
riamenlc, nao se sentem no rosto na acco de cortar ;
vendem-se com a comli'rao de, nao agradando, |>o-
dercm os compradores devolve-las ale 15 dias depois
da compra restitoindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tcsuurinhas para unhas, feilas pelo mes-
ujo faircarrle.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Linho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente nglez.
Chicotes de carro.
Fa relio em saccas de 3 arrobas.
Fornosde farinhaJ^
Candelabros e canjdieiros bronceados.
Despenceira de ferro galvanisado.
FeTO galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
l>4 FODICAO' DE FERRO DO KMiEMlEIRO
DAVID VV. B0VVMA\, NA RIA DO BRIH,
PASSAiNDO CHAFARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguintes ob-
jectos de merhanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : mociidas e meias moendas da mais moderna
conslrucro ; laixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou aniniaes, de todas as propor-
roes ; crivos e boceas de TornaHia e registros de boei-
ro, aguilhocs.bronzes parafusos e cavilhOcs, monillos
de mandioca, etc. ele.
A MESMA FOiDICAO
e executam lodas as encommendas com a superiori-
dadej cunhecida, ecom devida presteza e comrao-
didade em preco.
Vcnde-sc a casa lerrca de pedra e cal edifica-
da modernamente na ra dos Coclhos da Boa-Vista
n. 5}, para pagamento do que deve a mesma : quem
pretender dirija-se a ra do Rosario larga, pada-
ria n. 48.
MODA DE PARS.
Na ra Nova u: 52 loja de Boaveulura Jos de
Castro Azevedo, vendem-se os melhores chapeos de
seda que lem apparecido no mercado proprios para
baptisado de meninos por serem de muito moderno
goslo, assim como chapelinas para meninas de qua-
lro a dous anuos, que se vendem por muito barato
preco.
Vendem-se 2 ornamentos para celebrar missa,
os quacs estao em Jiom estado, assim como 3 unifor-
mes para pageos com seus competentes chapeos de
sol 111 vernisudos. 1 nunca servio c 2 com pouco uso,
c 2 portas novas riji-serua da Crnz n. 8. terceiro andar.
Vende-se um prelo, crioulo, de 30anuos, pern-
eo mais ou menos, sem virios ncm achaques, e muilo
possanle ; na ra do Amurim n. 25.
Para os fumantes que nao querem incommo-
dar, ncm tilo pouco serem incorainodados, vendem-
se muito bous phosphoros de nova invenrao, e com
a propriedade de em qualquer parle aceoder, pois
lem compnsicao metlica ; cheguem freguezes, aae
com 80 rs. evila-se de incommodar e ser iucommo-
dado : no Bazar Pernambucano, na ra Nova n. 33.
Vende-se a posse de um grande terreno no
Caldeireiro. que taz frente para a casa do fallecido
Francisco Jacinlho, com 1,010 palmos de frente, por-
que vem desde a estrada do Monleiro al quasi ao
to, a estremar com a travessa do Dr. Alcanforado,
terreno muito bom, que esla grande cheia nao o
alagou. do lado da sombra e muilo fresco, proprio e
bom para se edificar bons predios de campo ; ven-
de-se lodo por junto ou dividido em 4 porcOes de
2,50 palmos de frente com todo o fundo que lem, a
dividir pelos fundos com o silio que foi do Sampaio:
quemo quizer procure ao major Antonio da Silva
1 Iii-iiho, em sua casa na ra Imperial, lodos os dias
ulcis aleas 9 horas da manhaa, e nos domingos lodo
o dia, ou lodos os dias das 9 bajas cm diaole. no seu
armazem da illuininacao. ra ou becco do Carioca.
Chapeos de sol muito grandes, com cabos de
ranna e baleas, muilo forles, de seda de lodas as co-
res equalidades, lisos e lavrados, proprios para a
chava, por preco muilo commodo j na ra do Col-
legio n. 4.
Na ra dos Alarlyrios n. 14, se dir quem ven-
de 1 rica cadeia de relogio, 2 pares de brincos, um
liso e oulro lavrado, 2 cnfeiles para cinlciro, 1 boni-
to annelao com um grande diamante, 1 medalha cra-
vada de diamantes, 2 resplandores, um pequeo e
oulro maiin, 1 volla de rord.lo lino, tudo de ouro de
lei e sem feilio.
Vcndem-se peneiras de rame: na padaria da
ra larga do Rosario n. 48.
Vendem-se meias de linho para homem, pelo
barato preco de 39200 a duzia, luvas de torzal a
560, tosidas de linho a 8)000 a duzia; bonitos caixos
e grinaldas de flores, franjas de retroz para mante-
letes : na ra larga do Rosario n. 48.
Vende-se 1 escravo, crioulo, de 28 anuos de
idade, lionita Ogura, proprio para armazem de assu-
car ou oulro qualquer servico; afianca-sc o nao ser
bebado nem fujo : na ra da Senzala Nova o. 30.
Vendem-se 2 molecotes de 20 annos, de boni-
tas figuras e sem vicios, um dos quaes he roestre re-
finador, e ambos lem muita pralica de armazem de
assuru r : na ra dos O mirlis n. 24.
Vndc-se um cabriole! novo com todos os seus
pertcnecs : na ra do Arago n. 6.
Na ra do Trapiche Novo n. 16,
vende-se:
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMAQO azul e branco, chama-
do Marlim Superior, em resmas de 500
toldas, e outvas qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESO muito superior, proprio
para escriptorio, e outras qualidades
mais em conta.
PAPEL DE CORES, em Iormato grande.
LMA PEQUEA porcao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente chegados.
ALVAIADE DE ZINCO, acompanhado do
competente seccante, muito recom-
mendavel pela grande superioridade de
tinta que produz.
PREGOS DE FERRO em bom sortimento.
FAZENDAS PARATAS.
Ra Nova v. 16. de Jos Luiz Pe- S
i-eir & Filho.
Vendem-se chitas finas a 140 c ICO. rs. o J^
covado. ()
Cassas francezas de bonitas desenhos a ,?.
4t>0 rs. a vara. *9
Camhraias abertas cor de rosa c azul a (\
2S-.00 rs. o corle. W
W Vestidos de camhraia com barra azul a cor (0
Si ue rosa a 29500. />>
TZ Dilos_.de 1 a 3 babados a IsOOO. W
\&) Ditos de seda escoceza de 2 e i babados a da)
( 12)Plo>000rs. Zj,
*?> Camhraias de seda a 103000 rs. o corle, w)
(5 J-*s escocezas padrOes uovos, a 800 rs. o <
Z* covado.
Wt Itomciras de fil e camOraia bordada a W
@) 2S500 rs. S
j t-apolinhos e camisas de dita, 5SO00 rs. y
lg3 Ditos de seda prela e de cores, 128000 r.. W)
H Chapeos do seda parascnliora, a 129000 e S,
i) Ditos para meninas e'meninos de 2S500 a"
gWOOrs.
Veode.se urna cama de amarello envemlsada,
em muito bom erdado : quem a quizer comprar, di-
rija-se as Cinco Puntas, laberna o. 71.
Vende-se boa carne do sertao a 200 rs, a libra):
na rna Augusta, n. 1.
A BOA PITADA.
Rape de Lisboa do mais fresco que tem vindo a
este mercado em bules de libra: vende-se na ra
doQueiniadun. 9, loja de Antonio Laiz de Olivei-
ra Azevedo.
Vende-se urna parda moca, que engomma com
perfeico, cose, cozuha, corta vestidos e camisas,
vesle bem ma senhora e he de boa conducta: na
ra dos Ouarteis n. 24.
CHARUTOS DA BAHA.
Aeha-eexposlos ao balean da loja de Boaveulura
Jos de Castro Azevedo, na roa Nova 11. 52, urna
grande porcao de charuto da Babia, que para se
acabar com el les esla-se veudendo pelo diminuto
preco de 610 a caixa, e ainda existe urna pequea
|iore.ui dos de S. Flix, que foram annuociadus pelo
preco de 13000, e a boa qualidade j est subida pe-
ia maior parle dos seus amantes.
Saccas com mil lio.
Na ra do Vigario n. 33, vendem-se saccas com
milho. por preco commodo.
Quem deixara' de comprar fazendas por
menos do seu valor,
como sejam : corles de casemiras lisas de cores com
msela a 4;000. corles de collctes de gorRurao de li-
nho e de seda de novos padrOes a I96OO, merino pre-
lo selim muito fino a 2gO00, lirios trancados de linho
de cores modernas, fingindo casemiras, a 800 rs. a
vara, ditos pardos de poro linho muito fino a 610 a
vara, chila franceza de quadros a 200 rs. o covado, e
oulras fazendas por baixo preco : na ra do Quei-
mad, loja n. 17, ao p da bolica.
LOJA DO BARATO,
Ra do Crespo n. 14, lado do norte,
de Dias e Lemos.
Chitas acabocoladas com novos desenhos c pannos
muilo encorpados, cores fixas, a 160 o covado, ditas
de padrOes miudinhos a 180, ditas de cores com pa-
drOes fingindo cassa a 200 rs., riscadinhos de quadros
niiudos. cores lixas, a 160 o covado, ditos francezes
com 4 palmos de largara, fazenda muito fina, a
240 o covado, cortes de cassa chila com ramagens de
de cores a 19800, alpacas prelas a 400 rs. o covado,
ditas linas com lustre a 700 rs., ditas lavradas a 800
rs., sarja de laa da primeira qualidade por ser en-
corpada a 560 o covado, sargelim lavrado para forro
a 180 o covado, riscadinho de linho de lislras miudi-
nhas a 200 rs. o covado, algodao mesclado e de lis-
Iras, muito encorpado, proprio para servico da cam-
po, a 180 o covado, rufSo, fazenda de algodflo mes-
clado, de varias cores, propria para caifas e palitos,
a 200 rs. o covado, cortes de meia rasemira de qua-
dros e lislras a 19500, dilos de brim de quadrinhos a
15-200, cobertores brancos de algodao da fabrica da
Babia a 560, e grandes a 640 cada om ; finalmente
nesta loja ha om rico sor limen lo de lado, e per isso
aproveile quem quizer comprar barajo, dando-sc
amostras de tudo quanlo se aanuncia, deixando seus
competentes penhores.
Com peqaeno loque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de limSo, a 35500 o covado : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volta para a cadeia.
Velas de carnauba do Aracaty,
Vendem-se na ra da Cruz armazem de "cornos e
ola n. 15, excellentes velas de 6, 8 e 9 em libra,
em caixas de 30 a 50 libras cada urna, e por commodo
preco.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues A ndrade &
Companhia, ra da Cruz n. 15, vende-sc muito supe-
rior cera de carnauba do Aracaty e Ass, em porcao
e a relalho; e alm de se pesar na occasiao da entre-
ga se iiescnniir:i urna libra de tara em cada sacco,
como he costme.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia do liedle n. 4.
PARA A FESTA.
Sellins inglezes para homem c senhora
i\0 CONSULTORIO
DO DR. CASA.NOVA
RL'A DAS CUL7.ES N. 28,
acha-se venda um grande sortimento de
carteiras de lodos os lamanhos, por procos
muilo em conta.
Ementas de homeopalhia. 4 vols. 09000 1
'i mica de Untura a c*corha IfOQO
Tubos avulsos a escollti a 500 e 300
Chales grandes de camhraia, a IJiOO rs.
Ditos de laa e seda a 2$00U n ->^4(M) r.
Lencos de seda muilo ciji
1 i.ium- anxtslras de tudo ro
a 2^)00 rs.
penhores.
de dito, romeiras de dilo matizadas, chapos de se-
da e de crep para meninas, ornados de plumas c
flores, ditos pura senhora. sendo estes a 8, e u|nel -
lesa 79, paslilhas aromalictis para queimar c deixar
agradavel aroma por esparu de i horas, leudo de-
maisa propriedade de afugentar as moscas e morco-
cas pela conlinuacao do cheiro. Ve .| dos para ca-
samento muilo ricos, bicoa de verdadeiro liuho, di-
tos de blolld, ililns a imilacao de lnbo, e uniros
muilos arhgos que se vendern por preco razoavel ;
assim romo um sanado sortimento de calungas pa--
ra foluuediis de enancas por preco mizeravel : no
Buzar Periiuuihurano, ra Nova n. 33, onde se ven-
de a prodigiosa agua de Malabar por l.ascombe.
lo da Silveira Maricl Monleiro, residente em Lis-
Da, casada com o Sr. Toao Ozorio de Castro Maricl
Monleiro, como consta das procurarnos cm seu po-
der,passadas na dila cidade de Lisboa em 21 de abril
do anuo correnle.Joaquim llaplisia Morara.
Alocase um erando armazem com solao, silo
na ra da Praia n. 31 : os pretendentes queiram di-
rigir-sc rom seus rcqucrtmenlos assignados pelos fia-
dores, lodos o- da- ulcis das !> horas da manhaa a I
da tarde, uo consistorio da veneravel urdem lerreira
de S. Francisco, ou fallar com o irmao procurador
Antonio Pereira Mondes.
Ha para alugar um moleque liel proprio para
qualquer servico, saliendo bem cozinhar : quem pre-
cisar procure na cscadiuha da alfandega armazem
H. >! -
Da-se 7004000 rs. a juros com hy-
notheca em urna casa terrea, que seja em
boas ras desta cidade : quem pretender,
dirija-se a ra Nova, loja n. 34, que se di-
r' quem da'.
"Veile'-ae boa carne do sertao a 200 rs. a libra:
na ra Augusta n. i.
Aos 10:000>-000 rs.
No alerro da Boa-Vista, tasa da Pama n. 48, e na
ra da Cadeia, loja de cambio de F. Antonio Viei-
ra, estao expostas venda as cautelas da lotera do
hospital Pedro II, cujas rodas andam imprelcrivel-
meute no dia 18 de agosto do correnle auno.
Bilbeles inleiros 109000
Meios 59000
Quarlos 29700
Detimos 19200
Vigsimos 600
Vende-se ama preta de meia idade, muilo sa-
dia, sem vieios nem achaques, a qual sabe cozinhar
o diario de Orna casa, c ensalmar, por preco com-
modo : a tratar na ra de Santa Cruz n. 22.
r Vendem-se superiores linguas do Kio Grande,
lano de luinirn como scceas, por muilo barato pre-
Co: na ra da Praia, armazem n. 76,
Vende-sc um cscravo moco, serrador de baixo,
o qual se vende por nao querer servir na praca :
quem o pretender, dirija-se a Jos Hygino de li-
randa.
Vende-se lima mulalinlia de 20 anuos, que en-
gomma, cose, rozinha, refina assucar c faz doces, e
esla propria para mucama : na ra da Praia n. 43,
primeiro andar.
Panno proprio para escravos.
Vende-se o bem condecido c muito superior panno
dcalsodao da Ierra : na loja dos qualro canlos da
ra do 1 inclinado 11. 20.
Vende-se hena-mallc de primeira qualidade,
sal do Ass e pedras de amolar, cm pequeas e sran-
des porces, por preco commodo : na ra da Praia
o. 37.
CHAPEOS DE SOL A 49800.
Na ra do Colle=io 11. 4, vendem-se chapeos de
sol de seda prclos c de cores, armaeo de balea, ca-
bos linos, os quaes visll da qualidade iiiuguem dei-
xar de comprar, e oulras muilus qualidades, por
preco razoavel.
Na ra das Cruzes n. 22, vendem-sc 3 oplimos
escravos de bonitas lisuras, I criolita de 20 anuos,
engommadeira e eozinheira, cose bem chao c lava de
tabllo, e I dila chegada do mallo, propria pura lodo
servico de ra.
Chapeos e etteiras muito barato a
dinheiro.
Vciidem-se esleirs cm rentas a 149000, chapeos
de palha novos, o renta a 12901)0, cera amarella, di-
ta de carnauba, cuurinlius liudos, sola e 2 Icalbas
de labvriiilho com bien, ludo pura liquidar conlas :
na ra da Cruz do Recife n. 33, cm casa de Sa A-
raujo.
Vciulc-se um prelo de naco. com 25 anuos de
idade, pouco mais 011 menos, co/.iuliao diario de urna
casa c he hbil para todo o servico : quem o pre-
tender, dirija-se em Kira de Portas, ra do Pilar 11.
85, segundo andar ; ao comprador se dir o molivo
ta venda. ._
VELAS DE CARNAUBA.
Veuclem-sc muilo superiores velasde cera de car-
nauba, chegadas refcnlcnienlc do Aracaty, por me-
nos do que cm oulra qualipier parle : na ra da Ca-
deia do Itccife n. 31. primeiro andar.
Pianos.
Os amadores da musir acham continuadamenle
em casa de Brunn Praeger Companhia. ma da Cruz
BARATO SIM, FIADO NAO.
l'.ira liquidaran a -HKIrs. o covado I I
Vendem-sc as mais pruprias fazendas modernas
para vestidos de senhora c meninas, intitulada or-
leans, de seda furia-cores, com msela, pelo diminu-
ta preco de 400 rs. cada covado : na ra do Quei-
mado loja n. 17, ao p d bolica, de Faria & Lo-
pes.
NO CONSULTORIO HOMEOP V I HITO
DO
, DR. P.A. LORO M0SCOS0.
Vendem-se as seguintes obras do homeopalhia em
frunce/ :
Manual do Dr. Jahr, 4 volmes 169000
Itapou, hislnria da homeopalhia, 2 voluntes I69OOO
Harlhman, tratado completo das molestias
dos meninos, 1 volume lOsOOO
A. Teste, materia medica hom. 89000
De Fayole, doutrina medica hom. 79000
Clnica de Staoueli 69000
Cartiog, verdade da homeopalhia 4J000
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas / ejjoOO
Diccionario de Nysten 109000
DEPOSITO DE POTASSA E CAL DE
LISBOA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russia eda America, e
cal virgem cm pedra, tudo por preco a
satisfazer aos seus antigo* e novos fregue-
zes.
Vcndem-se sellins inglezes de pa-
tenta, cem todos os pertences, da me-
lhor qualidade que lem viudo a esle
mercado, lisos e de burranne, por
preco muilo commodo : cm casa de
Adamson llowie & Companhia, ra
do Trapiche n. 42.
Vende-se urna batanea romana com todos os
seus pcrlences. cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n.4.
COBERTORES.
Vcndcm-sc cobertores detapete a 800 fs., citas mol-
lo Brandes a 19400, ditos brancos com barra de cor a
ancas com salpicos a 19000 : na loja
) n. 6.
"aescrava, crioula, que engomma
.a que engomma pouco e vende na
. de meia idade. de muito boa con-
'r pre. razoavel ; na ra Direita
SANDS.
Vende-se chocolate trances de su-
perior qualidade: na rita da Cruz n. 26,
primeiro andar. .
Vcndem-se chapeos do Chyle
finos, dilos de foHro para se-
JL
nhora e homem, brancos, rxos,
rastanhos e prelos, dilos de palhinha franceza do
melhor goslo que he possivel, dilos francezes de
formas modernas : na praca da Independencia, loja
n. 19e 21.
Na ra do Vigario n. 1!), primeiro andar, ven-
dc-se cera lano cm grume, como em vellas, cm cai-
xas, com muilo bom sortimento e de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gralido, assim
como bolachinbas em latas de 8 lihras,e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
' SALSA PARRILHA.
Vicenta Jos de Brilo, nico agente em Iemam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
Cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre rostumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados peta mao daqnelles, que anlepoem
seas inleresses aos males e eslracos da humanidade.
Porlanlo pedo, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Cnnceie*o
do Recita 11. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panlia cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscrpto sobre o invollorio impresso do mesmo
j reos.
Vende-se om cabrioiel com sua compelnle
robera e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavados do mesmo j ensinados e mensos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iralar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. o\, pri-
meiro andar.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
. ~ Vendem-se 10 escravos, sendo 4 moleeolerde
i a 18 anno*' 2 cravas de todo serYtco,
4 dilosde servico de campo, de bonitas figoras; na
rna Direita n. 3.
Carro e cabriole!.
Vende-e um carro de 4 rodas com 4 assen-
9 (os, e um cabriole!, ambos em pouco uso, e 9
cavallos para ambos: na IUi Nova, cocheira 9
8 de Adolphe Boorgeois,
Vendem-*e os mais ricos pianos
com excellentes voze e por precos com-
modos: na ra do Trapiche n. !> ,.m ca.
sadeJ. C. Ka be.
Cemento Romano
vende-se na rna da Crnz armazem n. 13.
Vende-se um braco de batanea de ferro grande
do aolor Horaao, com conchas e correnle de ferro,
proprio para qualquer armazem de assucar, 2 embo-
nos de redro, 2 canoas de carreira novas: oa pre-
tendentes, dirijam-e a Antonio Leal de Barros, na
ra do Vigario n. 17.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
LFNCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A 4SO0 A
DUZIA.
,ru5 (' Crespo n; 5, esquina qoe volta para a
rUi!u Collegio, vendem-se lencos de eambla de
linho finos em caixinhaa com lindas estampas, pelo
barato preoo da 4500 ra. a dutia, para acabar urna
pequea porcao qne ainda resta.
Jacaranda' de muito boa nbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novon. 16,
segundo andar.
Cola da Bahia, de qualidade esco-
lhida, e por preco commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes 4 Com-
panbia,
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se fumo em folha, devanas
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra do Trapichen. 16.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodr da Motta, na ra do
Azeite de Peixe, ou na ra do Trapiche n.
54-, com Novaes 4 Companhia.
Vende-se um excellenle carrlnho de 4 rodas,
mu bem construido, eem bom estado ; est exposto
ra ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na roa da Cruz no
Recita n. 27, armazem.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA. '
Vendem-se velas de cera de carnauba, em caixas
pequeas e grandes, de muilo boa qoalidade, taitas
no Aracaty : na ra da Cadeia do Recita n. 49, pri-
meiro an dar.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
. Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n-. 16. J }
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
fern
iiordi

i
O
Deposito de vinho de cham- 0)
pngne Chateau-Ay, primeira qua- j|
lidade, de propriedade do condi (A
de Mareuil, ra da Cruz do Re- |*
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende- W
se a 30, se nicamente em casa de L. Le-
9 comte Feron & Companhia. N. B. w
As caixas sao marcadas a fogo $
@ Conde de Mareuil e os rtulos ft
') das garrafas sao azues. M
*#ss *% @@@ ss
AOS SENHORES UE ENtiENHO.
Cobertores escuros muito grandes e encorpados,
ditos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de laa. a IjiOO : :a ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Sao chegadas as j:i bem conhecidas velas de
carnauba da fabricado Sr: Manoel Dias.do Aracaty,
por preco coiumodaj na rna da Cadeia do Recita lil-
la de niiudczasu. 73 Mello & C. Na mesma taja existe um completa sor-
limenlii de caixas ruin chapos de fcllro da bem co-
nhecida fabrica deJo'C de Carvalho Pinto & C. do
Rio de Janeiro ; assim como chapeos do Chita muilo
linos, ludo por proco commodo.
Vcndem-se superiores velas de cera derarnau-
ba de !> em libra em caixas de 30 e lanas libras, as-
sim como de unas niimlas em renfos ; sapalftes de
lustre, ditos de eoaro de bezerro e bode, muilo bem
fcilos. com orclhas ; ditos de 3 solas para soldados,
e botina de boa qualidade ; ludo por preco muilo
commodo: na ra da Cruz n. 15, scguiido an-
dar.
Cera em velas, sot tidas, eem caixa*
de 100 c de.")() libias; vende-se por preco
barato para fecho de emitas : trata-se na
ra do Vigario n. 10, segundo andar, es-
criptorio de Machado & Pinheiro.
Vendem-se -2 casas tarreas, no alerro dos A fu-
gados, onde arlualmeule se acha parle da fabrica de
n. II), um grande sorliuienlo de pianos fortes fortes sabio, lem rondes terrenos que bolam os fuudos
pianos.de dillerenles modellos, boa oonslrucc.lu e bel- para o rio Capibaribe, e renden) annnalmcnle .100?'
las vozes, que youdem por mdicos precos; assim co- quem as pretender, enlenda-se com o proprielari
mo loda 9 qualidade de instrumentas para msica.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho' os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&L
Vendem-se reloeios de ouro e prata, mai
barato de que em qualquer outra parle s
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Depoillo da fabrioa de Todo, o Santo, na Baha.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, alcodaO trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmnnl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o sesiiinle:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellus ecarreleis, bren em barricas muilo
grandes, ac de milao sonido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho,"ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Aienci.de Edwln Ma*.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se 'constantemente bons sorli-
menlos de laixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras* todas de ferro pa-
ra an i iiiaos, aeoa, ele, ditas para a rmar em madei-
ra de todos os lamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com tarca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de tarro eslanhado
nara pasa do purgar, por menos pre^o que os de co-
81 esco vens para navios, tarro da Suecia, e fo-
i|ui-io ci- |o i n ooi-i ruteno,I--U com I pi opl leai i / c ,ciia pdl 1 II.O lu-, ICIIV um o
ua praca do Corpo Sanio u. 6, escrplorio. .Oy^"0 ''c "ndres ; tudo por barato preco
/
''/,
\
completo sortimento de taixas de
fundido batido de 5 a 8 palmos* de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preep commodo e com promptidao' i
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe seceo de varias qualidades e
muilo bom : na roa da Croz n. 15, segando andar;
assim como botins de couro pelo diminuto preco de
29500 6 par.
Vendem-so cobertores de aleodo grandes t
640, e pequeos a 560: na ra do Crespo o. 12.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na rna da Cruz do Recita no armazem u. 62. de
Aulonio francisco Marlins, so vende os mais sopo-
rtares queijos londrinos, presuntos para fiambre, ui-
limameute chegados na barca iogleza lalpa-
raito.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de onro de saboneta, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo. ,
Na ra do Vhjario n. 19 primeiro andar, tem"
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Moinhos de vento
'ombombasdereposo para regar horlas e haixat
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na ma
do Brum ns. 6, 8el0.
Padaria.
Vende-se ama padaria muilo afreguezjda: s tratar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Chiistao-
Sahio a taz a 2.' edicao do livrioho denominado
Devota Ciiristflo.mais correcto e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac,a da In-
dependencia a 640 ra. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mallo grandes e
de hom goslo : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CAL E POTASSA.
Vende-se superior cal de Lisboa e polassa da Rus-
sia, chegada recentemente : na praca do Corpo San-
to, trapiche do Barbosa o. 11.
ESCRAVOS FUGIIKML
Desappareceu no dia 23 do correnle, o preto
marinheiro de uomei.uiz, perteneeole a IripolarAo
do brigne .s'nnin Barbara l'encedor, o qual repr-
senla ler 30 annos de idade, edr fula, baixo, nariz
chalo, lem algumas marcas de bexigas, e pouca bar-
ca, qual he natural das Alagoas ; rogase por lano
a (odas as autoridades policiaca e eapilites de campo
a sua apprchencSo, c leva-lo a ra da Cadeia do Re-
cita n. :), escriptorio de Amorim Irmaos que ser
generosamente recompensado.
509000 de gratiflcacSo.
Desappareceu cm marco do corrente anno, da casa '
de Francisco Pedro da Silva, residente em Maroirrw
provincia de Sergi^e, um negro por nome Pedro, de
iiacao Angola, alto, magro, sem signaes no ralo
ralla com algum embaraco, e he alcm disto meio
fula ; pede-sc portaulo as autoridades policiaes eo-
mo a qualquer oulra pessoa, que apprehcndcnd'o-o.
queiram leva-lo roa do Trapiche n. 17. onde
gratificar com 5OJ00O. .
Dcsapiarereu no dia.lt de Janeiro a prela Ma-
na, de naci Congo, baixa, cheia do corno peilos
pequeos, urna marca no rosto do lado direito, urna
lellra E ou F nopeilo esquerdo, urna marca no bra-
co direito, a junio do pe esquerdo virada para den-
tro, os denles abertos na frente, idade pouco mais
ou menos 30 annos : quem a riegar leve-a i ra do
Caldeireiro U.N6, que leraoOWlOO rs. de gralificaco.
Ausenlou-sc da casa do Sr. Sebasliao Antonio
do Bego Barros, em agosto de 1851, em occaslo qne
scachava morando no aterro da Boa-Vista, osen V
cravo, pardo, de norne Vicente, de altura regular,
que representa leo, annos de idade, pouca barba,
bons denles, olhos na flor do rosto, corpo e pernas
hem tollas, tendo nos colovellos dos bracos dous lo-
binhos ; suppoc-se estar acontado em urna casa nes-
ta cidade, e seu senhor protesta desde j por perdas,
clamos, das de servico, etc. etc.: assim como gra-
tines a.quem o apprehender.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corren-
le anno o escravo Jos Caconge, de idade 40 annos,
puoto mais ou menos, com falla de denles na frente,
testculos cresridos. e cicalrizes nas nadecas ; grali-
nra-s generosamente a quem o levar ao alerro da
Boa-Vista n. 17, segundo andar.
*
~r-

Feral, Ir U M, T, Fiu-U.-ltU.
^


Full Text
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