Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01403


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Full Text
SABBADO* DEOUfrURRO NUMERO 214
ARIO DE

e mensamente a 640 rs., adiantad6s, .'tah do;Dfar Jj f ggW -J^^S^fS.^
la, Praca da niao N. 30; na rua do Lirramento Jado do Nascente D. 16; onde se recebem correspoaucuw ,
!m-se gratis sendo dos proprios asignantes somente, e rindo asngnados.
Subscreve-se mensalmente
^^
Os anuncios, que nao forem dos assignantcs deverao alem das
de itfais condijoes, pagar por cada linha impressa 40 rs., e ser en-
tregues na loja de Livreiro da rua do Livramento D. 16, on na
Tipografa do Diario. .

%xu#ttm ero #ewamfcuco por antonno %m &e Qfiwm falcad*

Tudo agora depende de nos mesmos, da nossa prudencia, mft-
deracao, eTnergia; continuemos como principanos e seremos a-
pontados com admiracao entre as Nc5s mais cultas.
^ ProclamagZo da Anemblea Geral do BratiL
,


j___
i
I
ARTIGOS DE OFFICIO.
_-_Llm. e Exm. Snr. Tendo-se verificado
grandes roubos feitos nos dias 14, 15, e
16 do corrente, e tendo-se aprehendido aos
ladroes muitas fazendas, as quaes se achao
arrecadadas em differentes lugares desta
Cidade, eu julguei acertado convidar por
edital a todas as pessoas que nesses dias
forao roubadas para que comparecessem
perante mim fim de que tratassem dos
meios -mais adquados a conseguirem di-
nheiro e fasendas que tinhao sido roubadas.
Defacto hoje se effectuou a reunio, com-
parecendo as pessoas constantes do teritio
incluzo, e eu lhes propuz que era de abso-*
luta necessidade que dentre* elles se nomeas-
se urna commissao composta dos Membros
que elles julgassem necessarios, a fim de
que esta se encarregasse de beneficiar as
fazendas que se tinhao arrecadado, toman-
do conta dellas, e dodinheiro aprehendido,
e de tudo o mais que se fosse arrecadando,
eque esta CoimnBsao deveria obrar dama-
neira que entendesse, que elles se deveriao
sugeitar ao que a mesma Commissao fizes-
se, e que ella deveriao elles dirigir os se-
us requerimentos e reckmacoes, e que fi-
nalmente a mesma Commissao vista dos
documentos e justificacoes que cada m
delles apresentasse faria o rateio do que
existisse segundo os haveres de cada um;
e em ultimo lugar lhes declarei que neste
caso nao era possivl obrar de outra manei-
m; e que o Governo continuara a proteger
a sua cauza, facultando-lhes para esse fim
todos os meios legaes ao seu alcance, e que
era mister assentar-se em alguma providen-
cia este respeito, pois quanto maior de-
mora houvesse tanto maior seria o seu pre-
juizo. Coin isto nao quiserao concordar, e
deliberarao o que consta do mesmo termo
incluso, que eu aprsenlo a V. Exc., fim
de sobre este objecto resolver o que julgar
mais acertado; e rogo a V. Exc. que me
queira communicar oque a este respeito
houver por bem determinar, fim de que
^u o mande partecipar aos interessados.
Tenho pela minha parte feito quanto pos-
so para'memorar a sorte destes infelizes, e
desejo que quanto antes se "decida o que
neste caso se deve fazer, pois V. Exc. bem
sabe o grande trablho que presentemente
peza sobren mim.- Deus Guarde a V. Exc.
Reeife 20 de Setembro de 1831 Illm. e
Exm. Senhor Joaquim. Joze Pinheiro de
Vasconclls; Presidente desta Provine^
.~G Dezembargador Ouvidor Geral d^
Crime, Cofnelio Ferreira Franca.
A_Nko do Nascimento de Nosso Senhor
Jezus -Christo de mil oito centos e trinta e
hum, aos vtif de Setembro, nesta Cidade
do ReCife, em cazas de residencia do Se-
nhor Dezembargador Ouvidor Geral do
Crime Comel Ferreira Franca onde eu
EscrivaO do seu Cargo me achava', sendo
ahi comparecerao os Negociantes abaixo
assignados, que foro roubados nos das
quatorzo, qinze, e desesseis do corrente
mez, os quaes forao convidados pelo Edr-
tal ddmesmb Senhor Dezembargador Ou-
GcYal do Crime de desasete do cor-
vidor -
rente, a fim de tomrcm conta das tasen-
das, dinheiro, e mais gneros aprehendidos:
e pelos abaixo assignados foi dito que con-
cordavao nos artigs seguintes Primeiro
que houvesse huma Commissao-r Segundo
que esta Commissao fosse nomeada pelo
Governo, composta dos Membros quejuN
gasse necessarios, e escolhidos a vontade e
cdnfiahca do Governo- Terceiro, que esta
Commissao obrara debaixo das mstruccoes
que lhe dsse o Governo E neste acto
v


m

^
/Otf^f
(868>
\

^
Ibes declarou o mismo Senhor Dezembar-
gador Ouvidor Gerardo Crime, que apre-
sentara ao Governo esta deliberacao e
que pela^ua parte promovera tudo quanto
fosse do mteresse dos mesmos prejudicados
tama vez que fosse de Direito, e para
constar fiz este auto em que assignarao os
ditos Negociantes com o Ministro. Joao
(xaldino dos Santos Vital Escrivao do Cri-
me o escrevi. -Franca ~ (com 30assigna-
turas.)
c


ONPOBMANDo-me com o parecer do
Concho, a quem ouvi, sobre o contheudo
no Officio^de V. S. de 20 do correte, a
cerca do Termo assignado pelos NeSoci-
.( antes prejudicados nos roubos, que se per
petrarao por occasiao do Tumulto da Sol
dadesca desenfreada desde a noite do dia
14 ate o da 16 do corrente, tenhoacom-
municar a V S. que este Governo, ten-
do-se disvellado com o maior afinco em fa-
zer apprehender as couzas roubadas, que
os perve^os ocultarao, tanto dentro como
SL, Cldad6' -n3 J'U^a de com-
petencia a nomeaeao da Commisso indi-
cada pelos ditos Negociante, e menos
prescrever a essa commisso afumas C
n truccoes: o que s pertence repartico
diciana, no cazo (nao esperado) de to
quererem os mesmos Negociantes receber
todas as couzas roubadas, que existem nos
differemes depsitos, e faserem entre si o
dmdendo, como lhes parecer mais justo
-Deus Guarde a V. S. Palacio do Gover-
no de Pernambuco 23 de. Setembro de
rrffci" JTmnZS Pnheiro de Vacon-
cJZ~A r?T ^ezein,b'-gador Ouvidor
Geral do Cnme Cornelio Ferrejra Fran-
I lhes todos os Milicianos, que residirem
nesse Bairro.
Em Santo Antonio, e pelo mesmo nu
vo, se devero reunir na Praca do Coi
gio, onde igualmente se devero juntar^
Milicianos residentes nesse Bairro. #
No Reeife, e pelo mesmo motivo se de-
verao reunir na ra da Cadeia, onde igu-
almente se devero juntar os Milicianos re-
sidentes nesse Bairro.
A Cavallaria Miliciana dever-se-ha tam
bem reunir na Praca do Collegio.
Forga Municipal.
A de p da Boa-vista dever-se-ha reunir
na Praca da Boa-vista, e a Esquadra mon-
tada no Largo da Santa Cruz.
A de p de Santo Antonio dever-se-ha
reunir no Largo da Penha; e a Esquadra
montada as cinco Pontas.
A de p do Reeife dever-se-ha reunir na
^a da Cruz ; e Esquadra montada em fo-
ra de Portas.
Deus Guarde a V. Exc. Palacio do
Cxoyemo de Pernambuco 26 de Setembro
de 1831- Joaquim Joze Pinheiro de Vas-
concellos- fllm. e Exm. Snhor Francisco
de Paula e Vasconcellos Commandante
das Armas desta Provincia.
i

.
ca.
ALlm. e Exm. Snr.- Se V. Exc a
recer bom o seguinte detalhe para as' reu-
moes, no caso.de Rebate, poder adoptl-
PP^nffl quedi?resPeitoaos Milicianos,
e eu officiare aos Jmzes de Paz para porem
em execucao o que diz respeito Guar-
das Mumcipaes
A torca de milicias, que vier do centro
da Prov,nc,a, para fazer o servico nesta
Praca devera ser aquartelada nos tres
Bairros, Boa-vista, Santo Antonio, e Rp
cife.
Em occasiao de Rebate os aquartelados
no Boa-vista deverS reunir-se na ra do
Atterro, onde tambem devero juntar-se-

Llm. e Exm. Senhor-O Senado da
Cmara Municipal desta Villa, partecipan-
do do geral sentimento de todos os habitan-
tes da Provincia, pelos desastrosos aconte-
cimentos, que tiverao lugar nessa Capital
eni a noite do dia 14 do corrente at o dia
.10, motivados pelo desenfreamento, insu-
bordinado, e alevantamento formal da
Iropa da primeira linha, faz ver V.
Lxc. a sua dor, e magoa por tao doloro-
sos males, congratulando-se com V. Exc.
por j se achar a Patria salva, e livre da
desordem, roubo e assassinato desses vanda-
ws,qetantoenIutarao a mesma Patria.
U Senado, confiado no Patriotismo, e sabi-
as providencias de V. Exc, e nao menos
na bravura, intrepidez e coragem dos Ci-
dadaos Pernambucanos, nao receia a rei-
terado de crimes semilhantes, ficandocer-
to, de que a paz, e o imperio da Lei
hcao inteiramente restablecidos. V. Exe.
deve contar com a nossa coadjuvacao, e
com a de todos os habitantes deste Muni-
cipio, para a manutencao da boa ordem,
consolidado do Sistema legal, obediencia
as Autoridades Constituidas, e eonfianca
no Governo, que sustentaremos a toda'a

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(869)
-

prova. Dos Guarde aV. Ex. milites an-
nos. Salla da Caza da Cmara Municipal
da Villa de Goianna em Scssao extraordi-
nariafde 24 de Setembro de 1831 El.moe
Ex> Snr. Joaquim Joze Pinheiro de Vas-
concelos Prezidente da Provincia de Per-
nambuc Thom Ribeiro Gomes dos San-
tos, P. Joze Joaquim Soares de Andrade
e Brederode, Antonio Mximo de Souza,
Joze Tavares de Mello, Antonio da Silva
/* Aguiar, Bernardo Joze Fernandes de S.
A v^Erto do patriotismo, edo amor de li-
jberdade, e de ordem, que anima em geral
'aos briosos Pernambucanos, eu nao hesifei
r hura so momento, que os benemritos habi-
tantes desse Termo, pelos quaes Vv. Ss. re-
prezentao, deixassem de apresentar os lea
es sentimentos, que patenteia o Officio de
Vv. Ss. de 24 do corrente, ja de dor, e d
magoa pelos horrores, que tiverao lugar
n'esta Prac,a em a noite de 14 at odia 16,
perpetrados pela Tropa sublevada, e ja nos
protestos da sua coadjuvacao para o resta
belecimento da ordem, consolidado do Sis-
tema, que nos rege, e de obediencia as Auc-
toridades Constituidas, e Confianc,a no Go-
vemo, o qual louva, e ao mesmo tempo a-
gradece to puros, e generosos sentimentos.
Dos Guarde a Vs. Ss. Palacio do Gover
no de Pernambuco 27 de Setembro de 1831.
Joaquim Joze Pinheiro de Vasconcellos
Snrs. Prezidente, e Veriadores da C-
mara Municipal da Villa de Goianna.
n
h
-
t
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do Commando das Armas de Per-
nambuco 2 de Outubro de 1831.
Ordem Adicciokal a do Da.
i \J Commandante das Armas em adita-
mento a ordem adiccional a do dia 27 do
passado faz publico que os contingentes a-
quartelados no Bairro do Recife, e os Me-
licianos, que a elles se reunirem, em occa-
zioes de toques de Rebate, serao nessa oc-
caziao commandados em geral pelo Snr.
Major Joze da Costa Rebello; os da Boa-
vjsta pelo Snr. Coronel Francisco Soares de
/ndradc Brederode; e os deste Bairro de
S. Antonio pelo Snr. Major Joao Manoel
Pereira d' Abreo, menos o Batalhao 54,
^ue ser Commandado pelo seu actual Com-
i mandante o Snr. Tenente Coronel Manoel
.*,

Cavalcante de Albuqueraue. Assignado
Francisco de Paula Vasconcellos.
O'
Snr. Commandante das Armas convi-
da a todos os Snrs. Officiaes assim da pri-
meira, como da segunda linha, pagos, e
reformados, que forem Irmaos da Confrana
de N. S. da Conceicao dos Militares, a se
acharem Domingo 9 do corrente pelas 9
horas da manha no Consistorio da mesma
Igreja, a fim de tratar-se de objectos ten-
dentes a mesma Irmandade: o que se faz
publico para conhecimento dos ditos Snrs
Secretaria do Commando das Armas de Per*
nanbuco 5 de Outubro de 1831.
Joze Joaquim da Fonceca Capiharibe.





>
Secretario.
Cuatro.
.



XjLManha 9 do corrente, a Beneficio de,
Eufemia Maria da Silva, e seus filhos; Co-
media nova O Quartel dos Aventurei-
ros; ou os Roubadores Punidos. Esta
peca foi novamente arranjada, adaptada s
circunstancias prezentes: ella recorda as
lastimozas Scenas que se observarao n'esta
Cidade, mas mostra ao mesmo tempo a se-
vera Justica, com que se punem delictos,
e o fim que tem todos os malvados que se
apodero do alheio. No fim do 1. aeto,
Mr. e M. Labutier dancaro um Duto.
No fim do 2. Prima F. e Henrique C.
cantaro um dos melhores Dutos. No fim
da pessa, os Beneficiados Joao, e Henrique
executarao um engracado intervarllo. No-
va Fare^ Virou-se o Feitiqo contra o
Feiticeiro.
patrio a Catga.
Para Liverpool.
jffijffa O muito velleiro, e novo Brigue
lnglez JVarwick, Capitao James Gjbson,
o qual tem parte da carga prompta, e bons
cmodos para passageiros: quem no mes-
mo quizer carregar ouir de passagem diri-
ja-se aos seus Consignatarios Smith & Lan-
caster ra da Cadeia velha N. 63.

H,
atrretnatacao,



.Oje 8 do corrente pelas 4 horas da
tarde as cazas em que morou Manoel
Mattrias de Freitas se haode arrematar va-
L


Mil I



(870)
>
ios movis, ouro, prata^ e escravos do
mesmo para pag&nento de seos credores.
O eacriptoe Edital se acha emmao doPor-
teiro do Juizo.
i:


v,
Oennag.


Ende-se por vadio um mulatiriho de
14 annos, alvo, bonito, quaze capateiro,
bom criado, e servente: em caza de Tho~
maz Lins Caldas na ra Nova.
3" Urna negra, 20 annos: na ra de
Ortas loja de Tartarugueiro.
3* Urna escrava Benguela, cozinha al-
guia couza, lava de varrela, vendedei-
ra d'agoa, em cujo servico paga 240 rs.
por dia, por preeo cmodo: na ra da La-
rangeira D. 13, caza do lampiao.
P" A Apparicao extraordinaria, e ines-
perada do Velho Venerando ao Rosseiro :
na loja de livros da Praca da Uniao N.
37, e 38 ; e na Botica do Snr. Joao Mo-
reira Marques, Pateo do Sacramento. Pre-
*>500rs. '

T,

Endo-se perdido o bilhete inteiro N.
4564 da Lotera do Seminario de Olinda,
roga-se ao Snr. Thezoureiro nao pague o
dito bilhete, no caso de premiado, senao a
seu dono
Joaqnim Francisco de Mello Cavalcante
p,
90nv# pttcranfr
Edro da Cunha de Andrade morador
no sitio da Jacobina do ngenho S. Braz
faz publico, que se acha emsua caza um
preto de nome Antonio, .que diz ser daSer^
ra do Cabocolo; e convida seu dono a vir to-
mar conta d dito escravo, pelo qual alias
nao responde nem por dias de servico.
6=3" Preciza-se de fallar com o Snr. Jo
ze Jacinto de Almeida, e como se ignora
sua morada, haja o mesmo Snr. de pro-
curar Manoel Luiz da Veiga Jnior, em
seu sitio em S. Amarinho.
C^ Desde 1824 desappareceo do Caes
da Lingoeta, ou Forte do Bom Jezus das
Portas, urna Tacha de ferro pequea, com
a marca NF gravada, N. 3, e pezo 782
libras, no valor de 78#200 rs. ; quem a
mandou conduzir, se quizer restituila, a-<
nuncie por este Diario, que faz isso com
40#000 rs.
3" Quem anunciou pelo Diario de on-
tem ter 5 escravos para vender com o pra-
zo de um ou dous annos, mande dar parte.
na ofiicina do mesmo Diario, onde pode ser
procurado.
3* Quem precizar de 400$ rs. a pre-
mio pelo cambio corrente dirija-se Boti-
ca D. 11 na ra do Livramento, adverthv%~
do, que so se effectuar o negocio com lL ^.
j)oteca em alguma propriedade nesta Cida-
de. \^
03* O abaixo assignado declara aoRes-M /l ,
peitavel Publico em resposta ao anuncio d(T
Tliomaz Antonio Nunes inserto no Diario
N. 212 de Quinta feira 6 do corrente^r
pela parte que Ihe diz respeito, que nada^
deve ao cazal de Jacome, e nem de Nunes, '
e que os quatro bilhetes de cobre de que
trata o anuncio forao pagos ao abaixo as-
signado por Thomaz Antonio Nunes em 1
Janeiro de 1828 por conta do que entao t
devia o mesmo a
Joao Xavier Carneiro da Cunha.
8^ Para mostrar a Justina do meu a-
nuncio inserido no Diario N< 205 con-
vem-me responder ao que acaba de fazer
no Diario N. 21 de 8 de Outubro o Snr.
Thomaz Antonio Nunes; e por que urna re-
posta exacta e mui verdadeira depende de
ser documentada, o que senao pode fazer
immediatamente rogo aos Snrs. Leitores
que por ora nao decidao as suas opinioes,
sem que eu faca o esclarecimento necessa-*
rio.
Vicente Ferreira dos Guimaraes Peixoto.

NOTICIAS

MARTIMAS.;

G
Navios Futrados no da 6.
i
UADELUPE ; 50 dias; G. Franc.
La Seine, Cap. Le Marn : lastro: a Du- J \
bourcq & Conip.
Navios sahidos no dia 5.
ARAHIBA ; B. Ing. Agnes, Cap iL
Luvis. v A

___________________


Pbrjtambuco jva Tipografa do Diario, Ra da Solevae N.' 498. 183 L
\
\
\
- "y *


Mln ii i n
*-

^W

SUPLEMENTO/ /pfeT.
AO DIARIO N. 214.
.....
IMPBESSO POR AnTONINO Joe'iIE MlRANDA FaLCAO.


CRlrllS>01N,DEttCIAS.


CNit. Eht'or Tristes, e funestos saoosfruc-
tos da ignorancia, quahdo a acompanha a malicia !
Ora queira ouvir o> que comigo praticou o Juiz
de Faz do Pp do Alho Thomaz^Joao de Carvallio,
e faca ver no publico quera esta1 a frente da Polica
daquellu Villa. Padeeendo esta continuamente per*
turbacoeris, e disturbios principalmente de noite,
motivados por mal'citores, e facinerosos, hoje es*
paUads por toda a Provincia, a Cmara respecti-
va a'exemplo de ou tras entrn a promover a insti
tuico das rondas, cvicas, e para Director dests
convidou-me ; o qu apesar de achar-mnoexercicio.
de Jniz d^. Orfilos da mesma Villa, aceitei, por en-
^ tender, quenista cpjicorria para o bem ser da Patri*
^L^^g-recebeudrt do Juiz de Paz o competente titulo.
^^m a noite do di 3 de Agosto depois das nove ho-
ra, encontiou, a patru 11 i a, dirigida por inim, ao pre-
to Paulo, iirVo d Jos de Araujo Nunes, com
* I)nna faca depona ; ao qual, depois de tomar-se-
Ihe a faca, mtindei dar-lhe huma duzia de palmatoa-
dos, tanto f/or pe.rstKidr-me beneficiar ao Snr. com
aquella pequea correcao do feo fmulo, como por
que estava certa, que a iinpunidade havia de ser,
o termo daquelle negocio, por inso que o Snr. do ea-
cravo he irmo do Escrivao do Juiz de Paz, e este
Director do Juiz: Enganei-me no calcu4o, pois..
quando julguva ter adquerido hum amig no Snr.,
do escravo, sou chamado por aqulle u huma conci-
lfaco peante dito Juiz para liaver tulvez de mim
as p.Lnatoadas : atienta a sutidde da requisito,
neguei-me pela priineir vez comparecer; mas ins-
tigado por segundo despacho, lembrandome, que
a* torga da rasao penetrara o tapado cimbro da-
quelle Juiz, obedec. Ah Snr. Editor, qual nao
hferia a nnnha sorpresa, quando em lugar de" hum
tribunal de paz, encontrei-tne com huma cohorte de
assnssinr.s Em vez d huma e p*rte. com tres 1!
fcntrei inerme em casa do Escrivao de Paz ( lugar
da audiencia do Juiz ) e ah deixando a porta o Of-
frcial do Juiso Manoel Soares com huma pistola,
dentro acheime com o escrivao munido de hum es-
toque, o Snr. do escravo, e seo sogrp Jos Ferrg
CogOrr.inho. Apena? entrado, tomando-se o Juiz
iudo expecador, itfmpeo o Snr. do escravo a im-
proprar-me pelo grande atentado do castigo do seo
fmulo: e apesar de responder-lhe cOm toda a mo-
derado, ate' indispensavel naquellas circunstan*
cias, suri osa mente arranca de huma faca e atira-me
o golpe, o qual felizmente pude declinar: o mesino
itueditamente fasem o ,frnio, eo Sogro, com o qd*
proyarSo traicao premeditada : eno tocado do
temb1 da morle; sahi a porta, e correndo entrei por
liuikverfa i,dahi acolhime a* casa do Juiz de
l*az; sliplntq, que ficava contigua a venda ; apoz de
nfffi'cor"rero por mando daquelles asasino$ dous
esCfavos armad9 de cacetea, que estav' ocultas, nei
cagado niesmo Escrivao, sendo, hum del les o das
patina toadas ; eme perseguir ate?, interior da
enda. A este mol i m acodrao alguns dagenda cu.
ica, eento no meio delles fot, que consegu reco-
her-me a iriinha habitaco, tendo deixado ao Rom
i
..
Juiz o meo chapeo em rVftnfe. Snr Editor, tal vez
julgnrar inaudito o procedimento daquelle Juiz!
Muita gente assim o teiE considerado, e com-
templo abominavel ; poreni devo confesar apesar
disto que aquelle Juiz tem boa alma : ainda nao fez
mal a liutn m>' facinoroso apesar de os ver passar d
publico ; tobcm he benigno : tornou o Suplente ht)-
B*a ftca de ponta ; e como era de hum compantoiroi
daquelle Juiz, a n.andou restituir ; e porque houvW
demora na entrega a foi buscar elle mesm > : mu l-
tou o F-scal daquelle districto a bum carniceiro, pa
rent do Juiz, i mediatamente o absolveo ; porem pa-
ra nao faltar a Justina obrigon aos outrx>9 pelo mes-
mo culpado a pagar. Fnain ente Snr. Editor, he
muito amigo da verdaiie, pois as vezcs para extor*
quir a verdade emprega anginhos, arroxo de cabca,
e-lu-eye quando Deoa fer ertido, coizs peiores.
E ainda este p^-imo depositario do poder pv.ssara1
sobre os nrnlfM'> < ios \iab> tant es daquelU V illa B
inda pi>r oais tempo teremos a sofrer ertiilhante
dspota! Snr. Editor se lbe apraz entregue no pre-
lo estfts toscas linhas, com o que obligara'
este seo afeicoado

'
Si

Henrique Litz Pereka de ira.
:
-
j.
'
)Nn.- EdHanr Constand-me', que tima vil in-
triga urdida por mo oculta' se tem insuflado entre
mim e o Snr4 Filip^ie Jos Ferreira Coirimandante
do Registo deste Porto, indicando^me como author
de urna atrocsima calwmn a, p<,r miTB inventada pa-
ea deprnsnir o crdito do sobredito Snr. Comman-
dante do Registo ; cumpre-ne dirigir o presente
annunoio tanto ao referido Snr- como ao R^spei-
taviel Publico, a fim d que O dito Snr. Filppe Jvze
Ferreira baja de declarar pelo prt o author de
tSo.vil atrocidade,tujq fim foi so'plantar a discor-
dia entre mim e aquelle Snr. ? a quem alias nunca
offendi, e nunca profer a menor pfalavra envenenada
contra su a honra e crdito, quanto mais to vil ca-
lumnia. Rogo lhe por tanto, Snr. Editor, se digne
publicar o presente annuncio a fin de apparecer a
innocencia, e fie* r confundida a intriga; e que se
por a caso o dito Snr. Filppe Jos Ferreira se e-
gur a dita declavaco supra (o qu nao e' de es-
perar ) enio fcara o dito Sur. reputado como au-
thor de to vil iritriga, dando por esta forma todo
o lagar a sipistrs Mspeitas, e que todos temao
communicar se- com 4j dito Snr. para irEo serem tlc-
timalcomo tem sido
Seu atiento venerador
Jtt Ctiwios Santt.
'..Mti?|-Ilp lli > I

b iji : w'VBNDA.'
lj-.. / si lflill l. .''[>')!'-<-' --'
m sobrado nos-quatro eAbte- da Cidadede Olin-
da, que rende 8^000 rs. raensaes : no botequim da
ra do Collegio. -----* '
^-Um qwartau : na ra do Queimado loja D. II.
^(p^ii\jBfrta/ri*'A) Crespo
D.7.



1

fMBoM*
*)
/^fc Rap ^rinceza, novo, em libras, e meias li-
is, u 1,800, e oiuvfts a 20 rs.: na ra do Crespo
negra: a
nrua
mr^m0S 1000 pelles de cabra, e urna
da Cruz N. 53.
Um piano forte, muito boas vozes e novo.
Es i a vos de ambos os sexos, sena vicios, e com habili-
dades. Um Sitio na caza forte, com duas cazas
de morada, arvores de frut de teda a qualidade,
baixa para capim, e ierra para plantar; tudo por
pre ces : na ra dos Tanueiros N. 10.
Botins, cpalos de bizeiro, e de cordavao
para homem, <;apatos de cordavao, marroquim, du-
raque, e setim para mulher; e Rapj Princeza,
do iv vo : no segundo andar da casa N. 60 da
ra da cadeia velha.
Lectures ou Relies Lettres and Logic By
I tlie late William Bawon, in two volumesJuris-
piudencia do Contracto Mercantil de Sociedade
Commentarios sobre a Legislaco Portugueza a
cerca d'Avarias Synopsis Jurdica do Contracto
de Cambio Martimo : na ra da cadeia velha N.
53.
Agurdente da trra por caada 480 por gar-
rafa 80 ; de canna do coiumum 640 e rOO ; dita ex-
trahida do proprio caldo l$u'00 e 240, restilada de
Ans, de Alecrim, de Cravo, de Canella, de Caja, de
Can bonn, de ErvaUoce, de Genipapo, de Imbira,
de 5a I va, Molatinha, &c. a 640 e 100 ; de Fran-
ca 1 $ .'SO ; do Reino do commum 960 e 160; em
pr.-v. I$00 e 200; Hume Inglesa l$200 e 200;
Espirito de vinho de 36 graos 2#560 e 400 ; de
. Er.adore l#600 e240 : Genebra 800 e 120 ; Ago-
lar-ente branca, sem g>>sto, nem aroma de cachaca,
proprire tudo para 'o*
Fabricantes de licores-640 ra. a caada
' N. t. Recebem-se Pipa* de Agoardente da
trra, pelo estado que correrein, em troco dos gneros
cima referidos, pelos mesmos preces como a dinhei-
ro, e toda e qualquer porco : no armasem de es pin-
tos da Rt.stilaco do Roussado ra de b. Rita Nova
N. 807.
Pretos ladinos bonitas figuras e mocos assim
como tamb.iinorlicii.es de officios como se ja carp-
as pedreiros; na ra do Trapixe ovo casa N.
13.
' Urna taboca do-Para', pintada, para rede
640
Tima por cao de cravo da India a
Cha' xim
Dito lsson novo .
.Dito Sequin ordinario
Er va do ce nova
Cominhos dito
Pimenta da India
Bolaxinha boa
Genebra boa de Olanda

a
-a
a

a
a
libra
libra
libra
libra
libra
libra
libra
libra
bet.

600
320
280
40
S90
H)
240
Bixas novas e outros mais.gneros por preco com-
iK.odo : na venda da ra do Rangel D. 26 na es-
quina de beco do carceroiro.
_ Urna propriedade de^coqueiros na praia de
maria fonnha com mais de quatorze mil coqueiros,
cUja propriedade rende de foros um cont e duzen-
tos mil rv. com porporco.s ro 'so* de render mais,
como de se Ihe estabeiecerem muitos viveiros e for-
nos de cal ; qwn a pertender annuncie -pelo 'Da*
o.

)0$8
y

ID
COMPRA.
lmanles rozas, e perolas
na esquina da
fazendas barata
vramento.
finas ; na loja de
Pracinh do i
AVIZOS PARTICULARES.
I reciza-se fallar cornos Senhores Joaquim da
Silva Moreira, e Antonio Francisco Gama, para
negocio de seus interesses ; por isso roga se-lhe
anuncien) as suas moradas.
Na ra do cetuvello na casa D. 11 tem u-
maAula de primeras letras, e gramtica : a mesma
pessoa ensina taobem em casas particulares das li
oras ate* urna da tarde ; aquellas pessoas que qui-
Zerem, podem dirigr-se a referida casa, que acharo
com quem tratar, sendo tudo por precj muito*
Commdo.
JoSo Cardozo Airea per ten de ir a Portugal, e
para bier o seu passaporte fas o presente anun.
Ci.
Joo Guilherme Pereira Barboza retira-se
desta Provincia, e faz o presente anuncio para
cumprir as ordns do Gverno.
Manoel Pereira Caldas, fas Publico que vai
aj Rio de Janeiro, deixan'do a sua casa Caixeiro.
assiru como Procurador* bastante ao Snr. Jos Luis
G nsalves ; e fas este anuncio para comprir as or-
dns do Govern.
*ApeS8)a, que na inarli d 16 de Setembro
na renio d Pov, e tropa no arco da Conceicao \i
receb'eo urna pistolla emprestada ; queira por obze-
q'ui entreg ir a seu dono na ra do Vigario Arma-
zem N. 7 que Ihe Jicara em affradecimeatp.
^O Snr-, que a* tempos pedio um chapeo; de.
sol emprestado na ra das Cruzes, e at a gora o,
nd tem restituido, queira fuello, pois j tem rio.
Precisarse de um homem para feilor, que ta-
blhe,e entenda de agricultura de um sitio ; nm
loja de fasendas baratas na esquina da Pracinh i do
Livramento.
Quem pereizar de um caixeiro Brazileiro pa-
ra loja venda ou ra bem procedido, procure em fora
de portas caza de Lourenco Fragoso defronte do
sobrado N. 26,
An'.onio da Silva faz publico aos seos credo
res que Jos Manoel de Reserfde, Ihe fechou aporta
de seu botequim, que o mesmo tinha na lingoeta ;
e per isso todos os Credores do mesmo poir&o en
tnder-ise'com o mesmo Resende, principalmente a
quem o 'mesmo dever alugueis de casas, vimo que
nao tem outros bens, para pagar e para que os ditos
seus Credores fiquem scientes fas este annurtcio.
'i

i f\




.

i
i
12SCRAVO FGIDO.
J: .
OaqIm, n&cao cassange, representa ter 16 an-
nos, baixo, corpo delgado, pouco explicado na faa
la, tem em cima do pe directo marca de urna chage
antiga, e alguns dedos do mesmo pe* levantados e
quando anda nao se firma bem no pe' ; evou calcha
de duraque preto, camisa, e chapee de palha ; fgi-
do a 9 de Setembio p. p. : os aprehndedores, Te-
vem-o na Tua dos Quarteis, 2. andar do sobrado y'
D. 3, que sera' bem recompensados. ^mm
p
s\

PERISAMBCO NA TYP. DO DIARIO, RA DA SOLEOADE N. 498 1831. ftl.

i (.


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