Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01398


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Full Text

tf
K
v:
SEGUNDA FEI&A3 DE#UTUBROi NUMERO 209.
FANNO DE 1831.
' Su*creree mentalmente a 640 re. adiantados, na Tipografa do, Diario ra da Soledade N. 493; na Ule "^Jf^gT
roa, Praca da Uniao N. 30: na ra do Livramento lado do Nascente D. 16; onde se recebem correspondencias, e anuncios i estes insi-
rem-se gratis sendo dos proprios assignantes somcnte, e vindo asignados.

;

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Os anuncios, que nao forem dos assignantes dverao lem das
de mais condicoes, pagar por cada linha impressa 40 re. e ser en-
tregues na loja de Livreiro da ra do LiVramento D. 16, ou na
Tipografa do Diario.
Tudo' agora depende de' nos mesmos, da nossa prudencia, mo-
deracao, e energa; continuemos como principanos e seremos a-
pontdos cbm admiracao entre as Nacoes mais cultas.
Proclathagao la AssetnbUa Geral do BraiiL
%vwttm m J&emambuco por 9Utonno %m &e aptrautia ffalcao*


_. .




N,
ARTIGO DE OFFICIO.
COMMANDO DAsArMAS.
Continuado do numero antecedente.

. O decurso de toda aquella tard do
dia 15 de commum accordo com alguns
dos meos companheiros Officiaes, que iao
aparecendo; bem como os bravos Capitaes
Costa, Moraes; e outros; reun toda a
gente armada, que apareca, e alguns sol-
dados do Batalhao 13, fgidos dos amoti-
nados. At me foi tao bem lembrado pe-
los muito dignos Cidados Bento Fernan-
des de Barros, e seo cunhad Bazilio Qua-
resma, pedir-se hum socorro d'alguma mu-
nico Fragata Ingleza; o que se verifi-
cou, tomando si esta impreza, alem dos
dous referidos Cidadas, hum outro o mui-
to digno Estudante do Corpo Acadmico
S." Ja pelas 5 horas da tarde o honrado
e bravo Patriota Joao Vieira d' Araujo me
fez partecipante ter chegado no Arromba-
do o digno Juiz de Paz da Boa-vista Joze
Francisco Ferreira Catao com algm gen-
te ; assim como; que em Cruz d'almas ha-
via deixado huma forca de Biberibe com-
mandada pelo seo competente Juiz de Paz,
e o Tenente Coronel Manoel Ignacio de
Mello; e que na Boa-vista ja havia deixa-
do outra commandada pelo bravo Tenente
Joao Roma. Entao mandei retirar o pique-
te do Paiol da Plvora.
Logo depois chegou o digno Coronel
Francisco Jacinto Pereira a quem me su-
bordinei, dando-lhe conta de minhas ope-
rares Militares: o qual entao propondo a
marcha para a Boa-vista, eu lhe fiz ver;
queme parecia de grande monta procurar-
mos meios de segurar primeiro a Fortaleza
do Brum; e como unnimemente se resol-
*
. ,' ,p-j
vesse quanto antes a dita marcha, tez elle
Coronel destacar o Major Francisco de Fa-
ras Lemos do dito Batalhao 55 com huma
forc Jiara mais segurar o Buraco; e com
ordem de ir logo que lhe fosse possivel, so-
bre Rrum. Sem mais outra demora a-
van^amos para a Boa-vista; onde achamos
quatro bocas' de fogo guarnecidas de Arti-
lheiros, e por^ao do Batalhao 13; porem
tudo ainda erri* muita anarchia. Aqu a-
chei e o Cirurgiao-mor, o Tenente Quar-
tel Mestre do meo Corpo, e alguns outros
dignos Officiaes do Batalhao 13; os quaes
so se conservavao entre os amotinados para
os conter. Com a minha prezenca os Ar-
tilheiros rompera em vivas mostrando-me
muitos festejos, exigindo a minha assis-
tencia. Mas o Coronel Francisco Jacinto
vendo ainda tanto espirito de amotinacao
tomou o partido de retirar-se para 6 Man-
guiriho; eu tomando a minha caza para
me fortalecer hum pouco, fiz ver-lhes, que
eU voltaria; como voltei sobre a madruga-
da. Pela manha eu e os supraditos Offici-
aes procuramos meter em forma; e mu
brandamente lhes fizemos ver; que deveri-
amos ir Quarteis. Eu conduzi as 4 bo-
cas de fogo Com os Artilheiros ;juas acom-
pnhando-me muitos do Batalhao 14 estes
cor alguns dos Artilheiros mais rebeldes
nao me consentirlo reclher as pec^s, e as
quiserao no campo; Ortde permanec comu-
nicando pessoalmente ao Exm. Snr. Pre-
sidente todos Os movimerttos, querelles ten-,
tavao. Nesta occasiao reqUisitarao-me el-
les, que queriao o ranxo; o que orde-
nei ao Tenente Feis Pereira Dourado;
qu com effeito os soccorreo nesse dia, que
foi o 16. Pelas 9 horas alguns censuran-
do, o que haviao praticado outros, entra-
rao a arrepender-se, dizendo que queriao
V. Exc, e que lhes dicesse, onde seacha-
I*


i*-*
*
tM
T
(850)

va, para o irem buscar* assim comooTe-
nente Coronel Commandante, a quem en-
contrando, voltei coif elte e os fiz recbe-
lo com ^vas; tudo a fin de os dispersar;
o que jamis me foi possivel pela contu-
mancia d'alguns Artilheiros, e muitos do 14,
que armados vagavo excitando aos outros
se nao dispcrcarem das guarnid-oes. Quis
ver mesmo se conseguia famialiarisal-os
com a tropa da segunda Linlia Basileira,
intruduzindo-lhes hum pequeo numero de
Mocos Milicianos, que quiserao la ir; po-
rem entrando em grande desconfianca os a-
meacarao; e em quanto os nao virao fora
do Campo, se nao acomodarao. Nesta oc-
casiao alguns dirgirao-me a seguinte quei-
xa, que o2. tiro do Brum Ibes havia
morto 2 camaradas na ponte; porem so
morreo o soldado Manoel Antonio 2. da
terceira Companhia, escapando Joao Mar-
tins, que se acha no Hospital com huma
perna cortada. Ao meio dia mais ou me-
nos segunda vez insistirn, que queriao ir
buscar a V. Exc.; ao que aiiui; a im de
os fazer saliir do campo; e por isso fui re-
presentar ao Exm. Snr. Presidente, no que
assentio; porem ordenando-me, quefossem
desarmados. Pelo que ordenei p bravo se-
gundo Tenente Manoel Ferreira de Almei-
da fosse partecipar a V. Exc, como fez,,
vindo em companhia de V. Exc. em sua
entrada.
Na volta de Palacio quando cheguei ao
campo, em quanto huma porcao do Bata-
lhao 13 em marche-marche por trra vinha
reunir-se aos Artilheiros, outra porcao des-
embarcava vindo em canoas todos do seo
Quartel do Hospicio e apenas forao saltan-
do gritarao ^-estamos todos perdidos; nos-
sos companlteiros tem sido prezos pelas
mas, e conduzidos abordo; vamos a dici-
dir-nos, avancemos pelas ras. Avista de
huma tal obstinac,ao foi-me precizo reves-
tir-me de nova coragem: fallei-lhes com e-
nergia, fazendo-lhes ver, que os prezos e-
rao os que vagavao pelas ras ainda amoti-
nados ; e que elles iao derramar o sangue
de^seus Patricios; a quem elles mesmos ha-
viao provocado; e que finalmente os Arti-
lheiros tendo-se conservado firmes e obdi-
entes naquella occasiao, nao era justo, que
elles os continuassem a perder; e se eUes
queriao estar ali, deviao obedecer-me. En-
tao os Artilheiros com este enthuziasmo
gritarao: que quem quizesse estar no cam-
po devia me obedecer: sto os acomodou:
l e consegui nao se moverem: O que tudo "
fui pessoalmente partecipar ao Exm. Snr.
Presidente; que por cada vez me ordena va
demaneira alguma os deixasse: e voltando
ao campo com o Tenente JozeBernardino;
Lima para me ajudar a contel-os; por que
diziao alguns era Patriota de 24. Mas fbi
logo maltratado pelosCa ^adores, que grita-
rao que aquelle cazaca nao entrava ma-
is ali, e nem mais pessoa alguma se nao
eu.

Em fim fui sempre os contendo; t que
pelas 4 horas da tarda vendo elles passar
pelo largo de Palacio huma porcao de ou-
tros prezos, e conduzidos pelo digno *Alfe-
res Pinto enfurecerao-se; e huma so* voz
gritarao vamos tomar os nossos compa-
7iheiros antes que emharquem: o que al-
guns Artilheiros nao deixarao de repellir
com palavras. Porem nao foi possivel con-
ter mais semilhantes lioes, que estendendo-
se em huma linha avancaro; ievando-me
de arrojo, e com a frente para elles de bra-
cos abertos; gritei-lhes sempre, que nao
fizessem fogo; assim vim t a caza do Pa-
dre Caetano Antunes; onde elles dando a
primeira descarga para a gente, que des-
da da ra do Colegio sobre elles, eu me
nao querendo mais expor, gritei-lhes que
me nao matassem; e na carreira evadi-me
pelo beco da dita caza, que sai na ra das
Cruzes. Felismente foi nesta mesma occa-
siao, em que ja todas as ras guarnecidas
de todas as tropas, que se conservarao nos
diversos pontos fora da Cidade, se despu-
nhao dar o attaque em maneira, que- a
primeira discarga foi correspondida com
outra ainda mais forte por aquella, gente
da ra do Colegio; e a accao foi geral; u-
nindo-me logo com toda a forca, que en-
trou no Campo; para o que muito concor-
\ riao os tiros, que fez o Brum.
Por tanto nao so por dever, que me im-
poe a Lei, levo a respeitavel Prezen^a de
V. Ex. o conteudo nesta; como por dever
ao Publico, e a minha Patria, por quem a
18 annos sacrifico o, que tenho de mais sa-
grado sobre a trra; justo me parece que
deixe em duvida minha conducta em tao
imminente e funesto perigo, em que ella es-
teve; e do qual a salvamos.
He o, que tenho a honra de participar a
V. Ex. a quem Dos Guarde por muitos
annos. Quartel do 4. Corpo d'Artilha-
ria 22 de Setembro de 1831. r Blust. e
Excel. Snr. Francisco de Paula Vasconcel-
os


a.
______
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S

<


.1
fc

o
Quartel do Commando das Armas de Per ~
nambuco 25 de Setembro de 1831.
Ordem Adicional a do Da.
V
Commandante das Armas dezejando
manter por todos os meios ao seu alcance,
- armona entre os Cidadaos Militares, e
paizanos, e conservar a boa ordem de que
tanto percizamos, tem determinado, que o
Santo que os Snrs. Juizes de Paz destribu-
em pelas patrulhas civicas seja taobem da-
do as guardas, e rondas Militares, bem co-
mo remete aquelles Snrs. o Santo do Dia
da Praca para taobem ser destribuido pelas
ditas patrulhas civicas, afimdeque decom-
mum acord cooperem todos para o mesmo
fin; e por isso mui pozitivamente recomen-
do aos Snrs. Commandantes de guardas, e
patrulhas militares nao so a milior inteli-
gencia com as patrulhas civicas, nao pro-
hibindo que ellas passem pelas frentes das
guardas, como que lhes prestem todo oau
xilio que por ellas lhe for requezitado. .
Assignado Francisco de Paula e Vas-
concelos.
Quartel do Commando das Armas de Per-
nambuco 27 de Setembro de 1831.
A
Ordem Adicional a do Da.

-Chando-se ja aquartellada no Bairro
(de S. Antonio a Tropa, que tem vindo do
reconcavo d'esta Provincia para fazer o
se/vico da guarnic.ao da prac,a; s deyendo
>
-v
P

L
(85P
Mos.Brigadeiro e Commanante das Armas
desta Provincia.
P. S.
Nao me sendo possivel lembrar todas as
circunstancias, de que eu fosse testemunha,
\ pu ment>s de que fosse, bem infonnado; ha-
via-me esquecido dizer; que, o 1. Tenen-
te do meu Corpo Joaquim Joze de Farias
Neves no dia 15 tendo se rearado para O-
linda l o achei, eonde prestou servidos as-
- sim corno que, o digno 2. Tenente Joze
Pedro a quem sahi ao encontr no Isthmo,
como j dice fui bem informado; que quan-
do marchqu para o Brum; j havia presta-
1 ,d grandes servidos em Olind.
Joze Mara Idelfonso Jacorn da Veiga
(i Pessba.
Capitao Mandante do 4. c Gorpo d' Arti-
fharia.
ser aquartelaca nos Bairros da Boavista, e
Recife, a que ainda se*espera; o Comman-
dante das Armas ordena, que em cazos de
rebabe se observe o seguinte, -< Que a Tro-
pa aquartelada na Boa-vista dever reunir- \
se na ra do Aterro, onde .taobem deverao
juntar-se todos os Milicianos que rezidirem
nesse Bairro. Que em S. Antonio, e pe-
lo mesmo motivo dever reunir-se na pra^a
do Colegio, a que nesse arro se achar a
quartelada, onde igualmente se deverao jun-
tar, os Melicianos alii ripzidentes. < Que, a
que estiver aquartelada no Recife, e pelo
mesmo motivo dever reunir-se na Ra da 1
Cadeia, onde deverao igualmente juntar-se
os Melicianos rezidentes nesse Bairro. >
E finalmente que a Cavallaria de segunda
Linha dever-se-h taobem reunir na pra^a
do Colegio. < Assignado Francisco de
Paula e Vasconcellos.
1USTICA DE PAZ.
*





>
>

i
Joao Arcenio Barboza Juiz de Paz Su-
"pente do Bairro de Santo Antonio
do Recife.
Ir
JL Ac saber a todos os senhoresde escra
vos Africanos deste Bairro de S. Antonio
do Recife que para se dar hum testemunno
do nosso pezar pelos aconteciraentos dezas-
trozos dosdias 14, 15 el dopassado mez,
que justamente enlutarao esta Provincia;
nao consintao de modo algum, que seos es-
cravos, facao danc,as pelas ras cmo eos-
tumao para festejarem a Senhora do Roza-
rio, e mesmo por ser isso assaz indecrzo
a hum Povo civilizado: podendo antes co-
adjuvarem todos para na Igreja da Mensi-
onada Senhora, azerem urna festa decente,
e digna de sua devoco, e regozijo religio*
zo. Bairro de S. Antonio do Recife 1.
de Outubrq de 1931.
Joao Arcenio Barboza.
, ~
CIRCULAR.



Instrucqoes para os Delegados do Bairro
de S. Antonio do Recife.
r
Snr. Delegado far prender a qual-
quer, que achar commetendo algum crime,
ou que acabe de commettelo; o mesmo fa-
O
v
w


rtw-
*"
(852)
ra aos criminozos constantes do rol que lhe
ser remetido. P quenfc anda em Destricto alheio, e mesmo
em outro Bairro; e nesse ,cazo, quando o
prenda, participar ao Delegado mais ve-
zinho para este o* cummunicar ao seo Juiz
de Paz, fazendo-se o mesnlo com os Dele-
gados, isto he, reciprocamente partecipan-
do huns aos outros das prizoes, ou diligen-
cias que verem de azer, ou tiverem teito
nos Destrictos alheios. Quando prender a
alguem o coliduzir a minha prezenca com
as testemunhas que prezenciaro o cazo,
podendo isso se fazer em horas opportunas,
e quando nao, se recomer em custodia pa-
ra a averiguado ser feita no dia seguinte;
sendo Militares ao Calabouce doQuartel da
Polica, e Paizanos a Cadeia desta Cidade.
Tendo noticia d' algum vadio, bebado,
turbulento, que costuma perturbar o soce-
go Publico, ouque ande derixa com outra
pessoa, oconduzir a minha prezenca com
testemunhas que saibao do cazo, e conlle-
vo de sua conduta. O mesmo farao quan-
do souberem d' algum dezafio, pessoas que
costume trazer armas prohibidas atravessa-
dores de todoe qualquer genero, muito prin-
cipalmente dos de primeira necessidade, ne-
gociadores com plvora, e a tenhao em sa
caza, moedeiros falsos, ladroes, cazas de
jogos prohibidos, e tudo ornis que virem
ser contra a boa ordem e tranquilidade Pu-
blica. t
Outro sim; prohibir vozenas pelas ras,
seja qual for a pessoa, ou pessoas, quer de
dia, ou de noite, assim como divertimentos
de pretos, denominado batuques; de rapa
zes com qualquer pessoa que for, embria-
gada, ou emseojuizo, atirando-lhes pe-
dras, oufazendo com que ellas seinfurecao
por outra qualquer maneira; tambem fal-
tando ao respeito devido a qualquer pessoa
por andar mal trajada, ou por sua idade,
digna por todos os principios de respeito, e
acatamento; ter attenclo, e muito cuidado
com os mendigos, que fingem chagas, ou
outro qualquer artificio para tirarem esmo-
las; desfazer todo e qualquer ajuntamento
de pessoas, finalmente tudo quanto for a
bem do socego publico e tranquilidade des-
ta Provincia, e muito principalmente deste
Bairro pelo qual respondo, e dezejo que
Vv. Ss. mecoadjuvem para ofim dezejado,
-
tomando a seo ca*go tudo quanto vir ser
precizo para huma rigoroza Polica.
Fica obligado todo o Cidadao a prestar
os seos servidos, alem das Guardas Munici-
paes, de que se est cuidando, quando oo-
rem chamados por Vv. Ss. a fin dele per-
seguir criminozos, ou qualquer diligencia
que se offereca. Bairro de S. Antonio 1.
de Outubro de 1831.
Joao rcenlo Barhoza.
.
Navios Fnitrados no dia 29 do passado.
I ORTO; 39 dias; B. '
Port. S. Manoel, Cap. Jo- f
ze Monteiro Salazar: sal,
e cebla: a Joze Joaquim
Cameiro Leal.
,- TERRA NOVA; 48 dias; Barca
Ing. Rio Pachet, Cap. H. Dench: baca-
lho: Smith & Lancaster.

R,
Navios sahidos no mesmo da.
-
____IO DE JANEIRO, POR BAHA ;
E. Voador, Cap. A. Joze Lopes: diversos
gneros, passageiros Luiz Antonio de Car
valho Castro, Antonio Cardozo Pereira de
Mello Tenente Coronel da Artilharia, Ma-
noel Joaquim Saldanha, sua mae Launa-
na Anglica de Lima Saldanha seos irmaos
Joao Joze Saldanha, Mara 'Roza Salda-
nha, Genoveva Lourenca Saldanha, Ci-
cilia Lima Saldanha, Prudente' Joze Sal-
danha, menor de 5 annos, Joao Dutra
Vanderley, Doutor Joze da Costa, Ber-
nardo Rodrigues da Silva, Antonio Leoca-
dio da Costa 1. Tenente e Commandan-
te do Paquete 9 de Janeiro, Joaquim Eu-
genio Avelino 1. Tente do Paquete Felis,
1. Sargento Cadete, Noolffe, o ex Com-
mandante das Annas do Para Soares, e o
Major Picaluga.
- PENEDO; S. Conceigao de Mara,
M. Joze da Silva Souza: gneros do Paiz,
e lastro, passageiros Francisco Joze da Sil-
va, Francisco das Chagas Lima e Leca,
Joze Marcelino dos Santos, Joaquim Joze
Nogueira, e Joao da Ressurreicao.
*
/
~--------------------"---------'---------------- '
Perxambvco xa Tipografa do Diario, Ra da Soledade N. 498. 1834. J


T
'" SUPLEMENTO AO DIARIO N.,

L.
Impbesso ron Antonixo Joze'de Miranda Falco.
&.,
t
i;

CORRESPONDENCIA.
A^Nn. Editor Sendo do dever de todo o ho
mem justificar-se perante aquelle mesmo Tribu
nal, ern que he argido, estou na obrigaco de
responder a Correspondencia impressa em o seu
Diario N. 184, correspondencia eacripta por
alguem, que certamente albeio do negocio so' te-
ve em vista e calumniar-me e offender ao meu
crdito, sem temer ser dismentido, e dismascara-
do ; e porque expondo ao Publico a fiel narraco
do faci, que o Correspondente desfigurou, terei
mostrado, que fui injusta, e falsamenta argido,
rogo-lhe o obzequio de dar ao prelo estas linha
em minha defeza, ou antes a sxpozc5o da ver*
dade. Em o dia 15 de Agosto chegarfio a Povo-
aco do Pasmado quatro prezos, que de Goiana
- erao remettidos para esse Recife, os quaes vi-
nillo escoltados por huma pequea patrulha, e
hum Official de Justica, e tendo passado a Pcvoa-
cao succedeo, que no lugar denominado Itapere-
gu' se dessem a insultar, e ameacar a patrulha, e
a afiancar-lhe quefugirio, o que por muitas ve-
zes tinho tentado desde a sabida de Goianna, a-
lem dos disturbios, que fiserao pelas estradas, fur-
tos de aves domesticas, e tudo o que podiao ha-
ver, sem que huma to pequea patrulha os po-
desse conter, chegando aponto de atacaren) a ca-
za de Jos Juiz d'Assencao, e sem respeito a fa*
milia, e a terio saquiado, se vesinhos nao o tives-
sem auxiliado ; a vista do que resolveo a patru-
lha voltar para Pasmado, e requisitar do Juiz
de Paz auxilio necessario para completamento
da execu$o foi uesta oceasifto que indo eu de-
passeio observei esse ajunt amento, e soube de tu-
do quanto fica referido; assim como notei que al-
gn dos presos estavao espencados, mas nem ti-
ve a curosidade de perguntar-lhes. quem os ha*
via maltratado, nem em que lugar ; e rnente
por huma bem justa desconfianza iembrei ao Ju-
iz de Paz, qus os mandasse correr : o que fasendo-
se apesar das insolencias, e resistencia, a todos
os circunstantes, achou-se-lhes huma navalha,
huma faca de ponta, duas flamengas de ponta
menos agudas, e huma lima, o que tudo se acha
no Juizo de Paz. Feito isto huma porcao de
gente encarregou-se de acompanhalos ate' o seu
destino, e talvez nessa deligencia elles fossem
maltratados, e tambem o Offlcial nico, que os
acompanhava : Eisaqui o facto tal, e quai suce-
deo : he pois falso, que eu acompanha*se.os como
se diz, he falso, que tu mandasse juntar gente
para escltalos, e falsissimo, que desse derecco
a gente ; por isso que nem hum auxilio se me re-
qutsitou, e nem eu o podia dar ; porque estou de
licenra, a nao tenho coramanib, nem ingerencia,
em cargo algum publico, nem forga a u.inha dis-
posicao, nem valentoes, como gratuitamente a-
vanc,a o meu admirador qne talvez mais guer-
reiro, que Achiles, aupponha-me, como elle.
Tenho respondido ao que me diz respeito,
resta-me advertir ao 8nr, admirador dos Vieiras,
que mais justo em suas censuras, quando as tiver
de fazer pelo prelo, nao se deixe levar das pri-
meiras informacoes quase sempre desfiguradas,
e encubertas do manto da precipitacSo com que
se do e ao Snr. Editor, que muito obrigado lhe
ficar
O Seu attento e Venerador.
AraripedeBaixo8
deSetembro de 1831.
Manoel Vieira da Cunha.
VENDAS.
M a forte e bem construida lanxa para 10
remos : e urna nova, grande, e mu forte rede pa-
ra pescar : abordo da Polaca Hespanhola San-
tiago, fnndiada defronte da Alfandega velha.
Um mulato de gentil figura sem defeito
( com preferencia para fora da Provincia ) : em
Casa do Commandante do Registo.
Um sobrado de 2 andares, portao, e dentro
deste urna casa de pedra e cal, propria para es-
tribara de tres cavallos; quintal com deus co-
queiros, e outras arvores de fruto; cacimba, &c.
Urna casa terrea, nova, com paredes dobradas,
e ja' travejada, com 100 palmos de fundo, e 40 de
largura; quintal com bastantes parreiros, e ca-
cimba ; ambas na ladeira de 8. Bento em Olinda
N. 13, e 14 ?- Quatro negros embarcadicos, e
habis para qualquer servico : tudo por prego
commodo em csa de Francisco Antonio de Faria,
ra do Amorim N. 125.
Q
ALUGUEL.
,Uem quisee lugar para o servido inierno de
urna casa de familia; ou hornero solteiro, urna
mulher Europea, dirjale a casa do Comman-
dante do Registo.
Quem quiseruma creada crioulla ; que sa-
be cosinhar, engomar, e faser todo o servico de
urna casa, dirija-se a ra do Mundo Novo N.
182, D. 12.
A VIZOS PARTICULARES.
J Oaqim Pereira de Mendonca, sendo urna das
victimas do roubo praticado pelos soldados no
horrososo dia 15 de Setembro, entre o que lhe
roubaro foi urna porcao de Brilhantcs, e dia-
mantes, tendo algnmas das caixas das mesmas
obras varias letras iniciaes, assim como urna
porcao de dragonas de ouro para Coronel, Cap
tao, e Tenente, choroens pretos com olho encar-
nado, perolas finas, Hbitos de Christo, e de A-
viz ; e com ) nenhuma destas coizas tenha apareci-
do no deposito das Fasendas roubadas pede a
todas as pessoas, quem os ditos objectos forem
offerecidos lhe faca o aprehendi assim como roga
a quem as tiver em seu poder as entregue ao mes-
mo annunciante, que promete dar ametads do
seu valor, e da'a sua palavra de nSo descobrir
quem Jhas entregar, e nem proceder contra elle,
e querendo entrgalas o pode faser defronte da
Cadeia D. 7.
Precisa-se de urna ama, que tenha bom
leite ; e parida de pouco, forra, ou cativa: na
ra nova D. 4.
PERN. NA TYP. DO DIA RIO.
yt
>



*-
,\
'


Full Text
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