Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01393


This item is only available as the following downloads:


Full Text
-
,.111
t ,
I
ANNODE183K SEGUNDA FEIRA 26 DE SETEMBRCj NUMERO20J
DIARIO DE PERNAMBUCO.
na leja delivros do Snr
" ramento lado do as
s smente, e vind
as e bem escripto
X
V
O* anuncios, que nao fre ""K^S"!?*
iitassiss jsaxztisss --
mente
fillo ar ra depende de nos mesmos, da nossa prudencia
moderaran, cencha; c-nti nuem- cm principiamos e se
rem.s apoutad.,* com admira**., entre as Nacoeswai* cultas.
Proclamado da yssemblea Gerat do Brasil.
PEBNAMBCO NA T.rOGEAFIA DE ATON,NO JoEE DE M.BAKDA FALCA.

7 ARTIGOS DE OFFICIO.
Illm. e Bn. mor. Os Estndante. do
Curso Jurdico conhecendo a pmxfio delicada
em que n acha actualmente esta Provincia, e de-
tejado afastar para longe de n, todo o-rM
da desordem, e anarqua cujoa horrorosos etteitos
acabamos de presenciar chaina de mam : con-
vencido deque a energa e actmdade *
no, de que presentemente nevemos misier, leve
.Tr'b-tiada na confianza das .tond-de. soh.e
seus subditcs- tem a honra de nanear a V. kx.
que elle, se acho promntos a fazer todos Ol
eritcio. na sustentado das autoridades legt^
d, ConsiUnicSo, e das Le e que ^aonesU
ConvicCo assi.n co.no nos idnticos sedimentos,
que exTstemem toda a Provine, o Govemc.po-
de empregar toda a energiaque jjtar ente na perseguicSo e pun.cao legal dos facinoro
sos certificado se V. Exc. que esta briosa cor-
pora^oacadmica nao poupara' -cr.hco algum
nem Jeteara' jamis expor-se .os pernos urna ve*
qne seos servicos sejao necesarios para consei-
vacao da orde.n e manutenido das Leis. -
? Outrosim os Acadmicos aba.xo ass gnados
para tirar toda a esperanza V"^*!"^
entre ns^possa surgir seb qualquer pretexto de-
llro murPositivamente querelles nao prestaran
obediencia nem suministraran o seo po se
nao a's autoiidades legamente constitnidas, e
segundo as formalidades prescritas as I>.s,o
que os abaixo assignados se resolvem a manifestar
2V. Exc. pora^iulgaremconvementeabem
inda 19 de Setembro de 1831 Uta., c Exm
Senluu Joaquim .lose Pinheiro de Vasconcellos
Prpsidente desta Provincia.
(Com 193 ass'gnairas.
Avista do Officio de V. 8 de 15 de Julho
^. tenlio a dizer-lhe, qne pe o Ouv.dor da Co-
marca se ho de dar as providencias, W*
justas, para que os prezos dos Ju.zes ( mama-
se nao conservem por muito temp >?na C-ne.a.or-
denando elle Ouvidor aossobred.tus Juises, qw
deem o devidfr andamento aos Procesas. Ueos
Guarde a V. 8. Nado do Goserno de Pernam-
buco 22de Agosto de 1831 Joaqom Jote F*
nhero do Vasconcellos Snr.Prezidente da Ca-
mar Municin! da Villa de Garanhnns, Antonio
Teixeira de Macedo.
R
SLEpkezf.ntanoo-me o Presidente da Cma-
ra da Villa de Garanhus o aboso, que se taz da
Cadeia daqnella Villa, retendo se nella os prezos
por mais lempo, do que o necess -no para seren
jalando* ; os q"aes pela mor parte se evadem da
rizao pelos frequentes arro.nbamentos. que tem
Sdo lugar; quaim V. S. dar as providencias
que f.rem justas, responsabilizando os Ju.zes
Crfnin.es de-sa Cnmarc* pela falt, doprompto
andamento dns Procseos. Dos Guarde a V.
S Palacio do Governo de Pernambuco 22 de a-
*, de 1831. Joaqu.m Joz. ftnheiro de Vas-
roncello- Snr Doutor Ouvidor da Comarca do
Serto Francisco Maria deFreitas e Albuquer-
que.
\ Vista dos seos OTicios de 20 do carente,
^T^^^^^e^c^rerdrpX
D,e3 visto que a pedido da Cmara se manda re-
K?da i o Destacamento, havendo spmente de
X huma ronda comnosla de 10 Mi1ic.ann.ta
re dentes dentro, e n suburbios dessa C.dade
nara coadjuvar as Patrlhas de Paz conforme
Cnmuniquei aoSnr. Commandante das Armas.
^Z^^y^o. Snr, Coronel
Commandante Militar de Ol.nda Antonio Borges
Lial.
Q.
COMMUNICaDO.
Uano emumacidade se desatan aquella
larfs, que prendan urna classe de sua popelacto
a devores es;.ci.es, e esta se atira 8.praticar us
crimes mais horrorosos, quando os ^d'
pacficos habitantes correm assu.tai.o en e sa l
vacao ea morte, que de todos os pontos eua
inminente a' suas innocentes oabtjrtj.... enuc,
dor o coraco mais ^X
sdo com scena, que aprsenla a <"
rada, e seos hos nsssss.nados, eroub ados por
mos, onde paravo as armas somente distma-
Ann
*L'


* Ir.,
- HV^BH
.7
y
[ 830 ]
das pata a defesa das pessoas, e bens do cidadao!!
A Provincia de Pernambuco admirada pela con-
ducta poltica dos seus habitantes em urna po-
ca, em que quasi todas as suas companheiras te
sido perturbadas na sua paz interna, passa pelo
dissabor de contar que a guarnico da Capital
composta da gente mais insubordinada, e depra-
vada quiz denegrir a gloria, que lhe cabe de a-
ver sustentado, e mostrado sempre a maor or-
dem, de que tem resultado a sua tranquilidade :
mas enganaio-se os malvados, Pernambuco del-
les triunfou em poucas oras, a ordem se re&tabe-
lecfo, e a lei foi de novo obedecida : parabens
sejo dados a todos seos ainda consternados ha-
bitantes, e mil louvores, e grabas aos seos filhos,
que com o maior eroismo, e denodo correro de
todas as partes das immediac,5es da Cidade para
slvala dos crimes, que a anarquia, e perversi-
dade juntamente cometiao. Pouco tardara', que
csses delictos sejo punidos com todo o rigor das
Leis; e entretanto os Pernambucano vendo
quanto e' arriscado sair-se fora da lei, e da ordem
terSo mais urna experiencia, que os ensine a pro
seguir na nunca assaz louvavel conducta, que
tanto os destingue presentemente entre os Bra-
sileiros.
Este acontecimento na verdade que quando
for contado fora de nos, sera' desairoso no nos-
so carcter, mas r*fl cta quem ouvir, ou 1er esta
triste isUria da nossa desventura, que os Paizes
ainda os mais policiados nao estivero isentos de
que em seos recintos se experimentassem similhan-
tes calamidades, nem se devem contar seguros
de que un pequeo numero de seos habitantes
empunhem as amas, e comtto attentados crimi-
nosos, quealttrem o so ceg, e que por momen*
tos reine a for^a, entre tanto que aquellas outU
mas inclin^ces, que constituem o carcter do
Povo civilisado, aparecem pesar dessas malda-
des, e depois se manifesto os seos costumes e
civilidade. Pcrnambucodeo um exemplo desta na-
turesa, e que sirva de freio a mordac;dade criti-
ca do estrangeiro, que quis?r offuscar a gloria,
que to merecidamente lhe cabe pela sua conduc-
ta anterior.
Agora rnuito importa a unio, e que coopere-
mos todos para darmos ao nosso Governo aquel-
la forca to necessaria para ser sentida a sua au-
toridade nos actos da administrado da Provincia:
elle tem bastante sabedoria pata dirigir os neo
cios pblicos com aquella deheadesa, ecircuns-
pecao, que exige a sua alta autoridade, e tem
patriotismo para nao deixar duvida de que o es-
pirito, que o anima, e os motivos que o fasem o-
brar tem o conhecido carcter de Nacionalidade:
por tanto deixemos rivalidades, e odios que de-
vem a' face do bem commum, ser esquecidos, e
despresados, para que foi mando nos um s cerpo
e urna so' vontade, possamos, como a pouco de-
mos exemplo, debellar qualquer inimi,0, que
tente perturbar o nosso socego, e por em peri.ro a
nossa segu.anca individual, e as nossas fortunas
S em quanto obedecermos as Leis, e a's Autori-'
dades constituidas poderemos tolher os uctos
de um bom Governo : e desde que pelo contra
rio principiarmos a mostrar indevidamente des-
afeices as suas onh ns, e a tirar o apoio sua for-
5a, nada fa remos seno anarquisar a sociedade.
Ada cjuanJo urna Autoridade superior se con-
dusa emalgum cazo extraordinario de certa ma-
nein pouco *atisfatoria ( concedamos isto muifo
de barato )iogo que ella tenba outras quahdadea
fiadoras do seo bom rgimen, convem ruuito e
muito esquecer aquella falta, e que se nao to-
que nessa peca da maquina social, por que d'ou-
tra maneira, desenganemo-nos, tudo se desairan
ja, tudo fica perdido principalmente em um tem-
po, qual o em que se acha o Brasil, ^m que toda
a circunspecto, e todo o respeito Lei, e as Auto-
ridades parece ser pouco. Talvez fossem estas
as considerares, que levassem a muitos Publi-
cistas diser, que era melhor obedecer ao despola
do que levantar se com o seo poder : elles bem
conhecio, que a' ordens injustas se nao deve o-
bedecer, mas o perigo da desobediencia, os males
da anarquia, que tantos Povos tem assolado in-
dtisirao quelles sabios a diser, que os oirrens de-
viao esperar por um tempo mais oportuno, em que
o Ceo os livrasse do flagelo, com que elles erao o-
pnmidos.
No dia SI do passado Agosto foi a Baha
desaisocegada pelo corpo de Ai tubera, que fasia
a guarnicj da Cidade, a qual insubordinndo-
se nos quarteis derfio alguns tros, porem as
Guardas municipaes, que se ajuntaro, obtive-
rao reitabelecer a ordem, isto em muito pouco
tempo, porque aquelle acto nfio axou opoio na
de mais tropa : em todas as Provincias to Impe-
rio nota-se esta falta de sobordin&cao no Exerci-
to, de maneira, que oje olha.se para um solda-
do como para um inimigo. Sempre se observeu
entre n? reerutar-se para tropa de primeira linha
gente dos peiores cosium isto ate' agora se tem praticado, e por isso se po-
de conhecer que omens veslio a frda,e enxi*
oas fileiras do Exercito, e a quem se confiavo
as armas para def-sa commum : era portanto
muito natural que semilhante soldadesca fosse
cap*z dos mioreg tiin.es, e que cometende os
nada mais fasia do que proseguir naquilio misino,
para que antes da praca ja tinha incln, cors na
sua vida privada. Esta'falta de observacxLs da
parte daquelles que fasio o recrutamento, e a-
lem dieso a maneira orgnica do nosso exen ito
fes criar entre nos urna corporacao que oje todos
encaramos como os mais incarnicados nimigos,
semsabermos o modo porque nos avernos de ver
Jivres He suas maldades.
O meio, que parece mais acertado de ac*
bar com esta peste de repblica, e faser com que
rtnnca mais sejamos victimas de sus furores
sera'cuidar-se ja eja de dar um golpe na tro-
pa, despersal-a, entregando pequeas porcoes
aos Juises de Paz das Freguesias do Imperio, e
as Cmaras dos destrictos para que a maneira de
colonos es empregassem para seo proprio proveito
no servico do Campo, visto termos no's tanta tr-
ra balda. JVo a' duvida, que o trabalho, prin*
cipalmentea agricultura adcc.a os ostumes do o-
nem, fulo perder aquella fn cidade, que tinha
no ocio, e desterra do seo cortco as inclim:c6es
mas, que< tomavao intratavel : ora s^ndo isto
seguido do casamento muito augmenta nossa es-
perarla de que esses mesmos, que no's vemos in-
subordinados, fejo b ns paes de familias, ami-
gos da sociedade, e cidaCos uteis ao seo Pa-
iz.
Qnnndo se que:ra manter no Brasil urna for-
ca permanente de trra, s^ja e*ta aesaz diminu-
ta, ^e quemo xegue pi ra o fin ta ma in*tituico,
e rao romo te' agrra succede um pe' de exercito
no mrio das ridadei destinado para o fausto de
seos comnrraoduntes, que paretein outros tantos
guerreiros a nuneia dos conquistadores, que

'/
,'..... M
II T I


~
\

H
i
[831]
S r;
!
*
^
y
.*
com a espada davo le aos povos vencidos :
e'preciso perder este costume, porque esta' mili-
to iongedo Brasil o motivo, que ooriginou. Sen-
do bem diminuto o numero dos soldados, de
que tivermos necessidade, podera os seos sr-
veos ser bem compensados assim como succede
com qualquer empregado publico ; e assim tere-
mos n'um soldado um Cidado proprietario dono
de um ordenado, que xega para passar com ones-
tidade, e limpesa. Desta maneira no andaremos
desconK 'dos, o exordio nao se enxera1 de omens
depravados, pelo contrario as pravas sero pr-
vidas em candidatos de boas qualidades, com
quem nao seja compativel o roubo, e assassinio,
a6sim como nao e' com os de mais empregados
as repartieses da publica Adminstralo.
Nao se pode diser, que o estado mu ito vira'
a despender p i gando tao caro ; por quanto o di-
nheiro, que te' aqu se pagava a tanta tropa,
parece que xegara' para o pagamento de um e%
queno numero de individuos, posto que o sold
seja cousideravelmente m*is avultado, muito
principalmente dando-se cabo de tao grande Es-
tado maior, que nos roe o erario, e fusendo.se ou-
tras reduces, que muitoconvem, no nosso esta*
do de f.tancas. O tempo e' de reformas, euma
vez, que ellas se posso taser sem prejuizo de ter-
ceiro, nae se devem demorar: grande cousa e'
o combinarem se as medidas policiaes com ajus-
ti^a !
T
Continuado do N. antecedente.
4. Corpo de Artithcria.
EnbnTE Coronel Commandante Antonio Jo-
ze Victoriano
Capito mandante Jo7e Mara Idelfonso
2 Tenente joo Machado de Magalhaens
Dito dito Manoel joze de Almeida
S.c Sargento Tito Fiock Romano.
Ojficiaes Avulsos.
Major Pedro Antonio Velozo da Silvera
D to Francisco de Arruda Cmara
(8) Capuu Joze Francisco Vas de Pinho Cara-
ueba
Al fe res Joo Fermino Alves Lima
Corpas de segunda Linha.
Tenente Coronel Manoel Cavalcante de Albu-
querque Mello
Ajndaoie do Batalhao 61 Joaquim Manoel do
Reg Brrelo
Dito Dito 62 Francisco Joaquim Pereira Lobo
(9; Citdete Dito 54 Antonio Rodrguez de Al.
meida
Marinha.
1 Tenente Costa
Cidadaons.
O Snr. de Engenho arara pe Loo renco de Sa',
com seos filhos, e gente do Engenho
O Snr. de Engenho da Muribeca
l) Snr. Dito da Pal.neira Joo Coelho da Silva
O ^ur. Dito de PenamJuba Rofino Coelho da
Silva
O Snr. J'iiz de Piz da Muribeca Manoel Fran-
cisco de P*ula Cavalcante, com 50 homens
(8, Comm-ndou nao so' huma linha de aura-
dores, como ao depois toda a CavaUna.
(9) OforeCeo-*e, e trmce hum Officio ao Ex-
celkotissiino Snr. Prezidente.
11 a n n
*
Joze Lopes dos Santos Caninana
Joo de Carvalho Paz de Andrade ^
Joo Francisco Soares Brando
Manoel Flix
O Baxa, Lavrador do Engenho Muribequinha
com alguns corapanheiros
Antonio de Alemo Sisneiro
Antonio Soares de Andrade Brederodes
Antonio Correia de Sa'
Joze Flix de Souza
(10) Joze Antonio Pessoa e Mello
(11) Antonio Noya
Mathias de Albuquerque
O Snr. do Engenho de S. Andre Antonio de Sa'
Maia
Andre Bizerra de Albuquerque
Affbnse de Albuquerque Jnior
Feliciano Joaquim dos Santos
Francisco Marques de*Arauio Goes, Estudante da \
Curso Jurdico
Capito de Ordenanzas Joo da Costa
(12) Agostinho Bizerra da Silva
Moradores da Boa-viagem.
(13) Postumo
i Flix de Aran jo Costa
i Joze Marinho
Manoel Rafael de Souza Galvao
Cidadaons Ingle zcs.
Henriy Mannuel Scott
Thomaz Farmuworth Murron
(14)
)
(10) Alein dos servidos mencionados no Corpo
do officio, bi ao Quartel do Batalhao 14 no da
16, red usio 12 Soldados, e 1 cabo, sanio com el les
a rondar, e ao depois entregou-os a guarda avan-
zada, que commandava o Alferes Joo Gonsalves
de Carvalho
(11) Taobem ajudou muito a fazer cartuxame.
(12) Apezar deja chegar no momento de mar-
char a Tropa, com tudo fez hum relevante servi-
do em remeter grande porco de m unieres de
boca.
(13) Gratuitamente forneceo munices de boca
para a Tropa.
(14) Muito se prestaro, ja mandando arran-
jar comida, e outras couzas necessarias em suas
cazas, e ja marchando como Soldados.
Muitos outros ouvero que se prestarSo i-
gualmente, e que tbem se fazem credores de to-
do o louvor, mas que he impossivel personalza-
los, por 98 nao conhecer, e porque naque'la oc-
cazio mui deficl feria tomar-lhes os nomes.
Conuta-me que em outros pontos muitos ou-
tros Snrs Officiaefl, Estudantes do Curso Jurdi-
co, e Cdados em geral, prestaro grandes serv
eos, o que nao estando no meu conhecimento,
tenho com tudo a satisfaefio de os louvar e agra-
decer.
Quartel do Commando das Armas de Per-
nambuco 20 de Setembro de 1831 Assignado
Francisco de Paula e Vasconcellos, Comman-
dante das Armas.
ED1TAL.
A Cmara Municipal desta Cidade do Recife c
seu Termo F,
Az saber a todos os donos de,loges, vendas,
e armaierj desta Cidade, que dentro do termo de


-' J--';jj liiiifc
*mm

| S32 ] "
quinze das contados da dacta deste edital, de-
vem tirar das portas das suas loges, vendas, e ar-
mazens as armacoens de madeira a que vulgar-
mente chamSo empanadas, sob pena, pastado o
dito termo, de as reren tirar a sua cust, por or-
den desta Cmara, e de ser multado cada hum
na quanti.de 4^000, nao so' porque taes arma-
coens ou empanadas sao prohibidas pelo lituto
9 9 das Posturas, como porque desformozeo a
Cidade, e serven de abrigo a malfeitores, como
prximamente vio-se nesta Capital, onde asom-
bra dellas arrombaro logea sem que seus dorios
pode6sem das varandas fazer Ibes mal algn. E
para quechegu* a noticia a todos mandamos pas-
sar o prezente que sera' atizado no lug r do cos-
tume por nos assiunado. Kecife 23 de Setemtxo
de 1831. Joze'Tavares Gomes da Fonceca Se-
cretario da Cmara o escrev.
Antonio Elias de Monte*.
Francisco de Paula Gomes dos Santos.
Vicente Ferreira dos Guimaraens Peixoto*
Antonio Jote Pires.
Joze Joaquim Bizerra Cavbanle*
Bernardino Pereira de linio.
CORREIO.
Carlas seguras existentes na Adminislraqo do
* *
Correio.
V^/Arta para Gabriel Alves, viada de Lisboa
Dita para Guilhertne Santos Soares, vinda do
Rio de Janeiro
Dita para Francisco Luiz Ferreira Tayares Pe-
reira Silva, vindade (Lisboa
Dita para Luiz da Silva, fineta do Rio de Ja-
neiro.
NAVIO a CARGA.
Para o Ro de Janeiro.
'Oh toda a brevidade o Pataxo Brazileiro
Saudade, Capito Joze Francisco Cetta: que ai
no msalo quizer carregar, ou liir de pass^gem,
dirija-se a Gaudino Agostinho de Barros, 6na
Pracinha do Corpo Santo jN. 67.
VENDAS,
\J M negro mocambique, de 35 a 40 annoe :
no largo, da Kibeira D. 8.
< Urna cama de conduru' com colxao, e tra-
vesseir : na ra de Hortas D. 67, dae 6 at as 7
horas da n.auh, e do meio dia at as 3 da tar-
de.
Urobrmario de amarelo em bom uzo, e bem
feito, com 10 palmos de alto, e 7 de larg : de-
fronte da Matriz de S. Anlouio, caza de um an-
dai.
Vende-se, ou.arrenda-se um sitio na estra-
da dos Remedios, com caza de pedra e cal, gran-
de baixi com capia, e arvore defructo de vari-
as qualidades :
___ ,i_ n___vr o

- Urna caza tenia em Olind ra da Bequi-
nha, com grande terreno para edefkar outra : na
roja da Cruz, n* mesroa caza acuna.
_ Batatas novas, presuntos, quecos londrinos
edepinl.a, mostarda, ginebra de Holanda era
caix.., vmho de Bordeaux, champanhe, Madeira,
edo Porto, eaalno em barr frescos : no ar.
masem em baixodoOtel Commercial ra da Cruz
n. 38. i n n
p- Sete Cvalos; us atierro da Boa vista U.
47.
COMPRA.
\J I. volume da Historia Universal, nabo,
tica 11 da ra do Koza.no.
ARRENDAMENTO.
Arrenda se, ou vndese os pertenres, e
fornodeuma padaria, qne te.n camodo* para as-
sistir familia, no forte do Matos : na loje de tar-
raga defronte da Igreja da Madre de DeoB JN.
201.
ACHADO.
J$, pessoa a quem faUarem 2 quartaos capa-
des ; dirija-se a caza N. 67 na Pracinha do
Corpo Santo.
AVIZOS PARTICULARES.
" Uem anunriou ter achado urna vaca exigin*
do os aignaes, sendo ama preU tom urna ponta
quebrada ; dirij *-ae a ra da Cruz N. 16.
Joze dos Santos Bandeira Jnior, estabe-
lecido com Caza de cambio na ra da Cadeia do
Kecife (helara ao Publico, para segaranca de
algrnias ^ess;>as que e tein mostrado ddvidosas,
?pie continuara' a pagar com a costumada prora*
piido os bilheies de cobre de sua firma que se
aiho euiittidos, nao obstante o consideravel rou-
bo perpetrado em sua ca?,a no horrorozo dia 15
do crreme, em que Me raptaro a moeda depo-
sitada para o dito pagamento, Outro sim agra-
dece cerdea luiente em publico aos amigos que se
di^naio offerecer-lhes diversas quantias empres-
tadas, que nao aeceitou por somente se utilisar
da benfica protceco do Illustrissimo Snr. Coro-
nel Vlenezes.
O abaixo assignido pertende tirar sen pas
saporte rara se retirar tiesta Piovincia, e por isso
r tas a ajustar, :s presenten no prazo de oito di-
as, sendo desta Cidade, e de fora no prazo de 30
das.
Joo dos Santos Nuncs Lima.
O Snr. Antonio joaquim da Silva Gomes
pode procurar miara carta viada no Paquete N.
Rio Ja Prata, que f>i lirada por engao do cor-
reio no forte do Malos n. 8, ou annuncie sua me
i'O fin i\..h# o/% ]\-\*\ > t\ I ro/r'i r.
'i!
^
S
PERNAMBUCO NATYPOGRAFIA DO DIARIO, RA .DA SOLEADEN
**
MUTI


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ENZNIR1VX_LE1C05 INGEST_TIME 2013-03-25T16:02:14Z PACKAGE AA00011611_01393
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES