Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01378


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Full Text

ANNO DE 183VQU1NTA FBJRA 1.1 DESETEMBRO m NUMERO 187 *
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Subscreve-se tnensalmentea 640rs. pago adiantadoi, na Tipografa do Diario ra d Solidade N. 498 ; na laja delivros do Snr.
Figuera, Pratja da _>ni" N. 1', e38; na Loja df Livreiro de Joze Joaquim Nunes de Abreo, roa do Liyramento lado do Nas-
ene I) 16; onde se recebem c wrsep na>ncia, e nmmri is ; etes in*erem-se gratis sendo dos proprios aasignantes somonte, e vindo
asignados, c sera ."i publicados no dia inmediato ao da entrega, sendo esta feitaato' as 8 horas do dia vindo reznmidus e bem escriptog
1
Os anuncios, que nao forera d.is assignantes deyerao a-
lem das de mais c.nilieaes. pagar por cada linha inpresa 40 rs.,
(frr entregues na loja de Livreiro da rita d Livrameuto g-
mente .
Tudo ag.ira depende de nos mesmos, danossa prudencia
moderacao, eenerga ; continuemos como principame s, e te
remos apontadjs com admiracaoentre as Nacoesma cultas.
Proclamado da Assemblta Gcral do Brasil.
Pernambuco na Tipog rafia de Antonino Joze de Miranda FalcAo.
IV
COMMANDO DAS ARMAS.
Artigos d' Officio.
.M^/Ese jando saber para meo governo se bou-
Te algum procedimento judicial acerca de acort-
teciment que teve lugar entre as patrulhas Cvi-
cas do Manguinho, e a do Batalho 13 na noute
de 10 do paseado mez ; rogo por isso a V. S. se
digne esclarecer-me a tal r^speito.Dos Guarde
la V. S. Quartel do Commando das Armas de
[Pernambuco 2 de Agosto de 1831 Francisco de
~\iuht e Vasconcellos, Commandante das Armas
Illm. Senhor Joze Ferreira Catao, Juiz de Paz
la Boa-vista.
O
Senhor Commandante das Armas determina,
que V. S. passe as mas ordens para que os Se-
nhores Cirurgiau Mor Joaquim Ribeiro de Faria,
e o Tenente Joze Afibnco Freixo, ambos do Ba-
talho do seo interino Commando, justifiquen!
quantoanti3 etn como sao Cidados Brasileiros.
Dos Guarde a V. S. Quartel do Commando
das Armas de Pernambuco 8 de Agosto de 1831
lllm. Senhor Manoel Joaquim de Oliveira,
Capito e Commandante interino do Batalho 14
de primeira Linha Francisco Joze de Carvalho,
Capito Ajudante de Ordens da Pessoa.
i\

EpREZENTANDO-meo Senhor Tonente Co-
ronel actual Commandante do 4. Corpo de Ar-
theria de Posi^ao, achar a!i urna caxa denomi*
nadaComit'por V. S. criada, sem auctori-
sncao de Lei alguma, e que nella encontrara
dous bilhetes, hum d' Alfandega do algodao, con-
tra Francisco Joze da Cruz Couto, dovalor de
92$05G rs., passado etn 1825, a vencer-se em 23
de Marceo de 182G, e por consequencia ja sem
nenhum valor ; e outro do valor de 14$200 rs. de
Joaquim Joze de Mello Torres, quando Capito
addido ao mesmo Corpo, e hora residente no Rio
de Janeiro : eu ordeno a V. S. faca entrar para
caxa da administrco daqnelle Corpo a impor-
tancia daquelles bilhetes, visto que o* membros *
claquella caxa do Comit', tendo sido ouvido a
tal respeito, responderlo, que essas transaccoc'S
tinhao sido mandadas faser por V. S. como coin
mandante daquelle corpo, e creador da referida
taxa, e que ellas responsa jelijade nenhuma te-
nho Dos Guarde a V. S. Quartel do -Com-
mando das Armas de Pernambuco 23 de Agosto
de 1831 Francisco de Paula e Vasconcellos
Commandante das Armas Illm. Senhor Tenente
Ceronel Antonio Cardozo Pereira de Mello.
&
CORRESPONDENCIAS.
Nr. Editor-^ Para que se nao pense, que.se
acaba rao os patronatos, vou apresentar-lhe a cert
tido que a esta acompanha para fazer-me o ob-
sequio inserir, a fim de que o mundo conheca
quanto he nociva huma Authoridade que se nao
conduz pela regra da equidadee juntica. Diz
Joze Francisco Pinto Guimaraes, que lhe he
necesario que que o Escrivo Pereira lhe d por
certido o dia, mez, e anno em que se fisero
conclusos ao Juiz de Fura pela Lei Joze Joaquim
Jorge Gon^alves huns auctos de execuco de
sentenca de Alexandre Teixeira Coimbra, contra
o cazal da fallecida Elena Joaquina da Concei-
efio viuva de Caetano Carvalho; dia, mez, e
auno, em que os deepachou ; se o sello foi, ou
nao pago, e o da em que largou a vara deste
cargo. P. ao Senhor Doutor Juiz dos orfos lhe
mande passar a cettido pedida E. R. M.
Passe. ^,ecife primeiro deJnnho de 1831.Es-
teres.
Francisco Joaquim Pereira de Carvalho,
Fidalgo Cavalheiro da Caza Imperial, Cava-
lheiro da ordem de Christo, Escrivo d' orfog
desta Cidade de S. Antonio do Recrfe, Provincia
de Pernambuco, pela Regencia em Nome do
Imperador Constitucional, que Dos Guarde &c.
Certefico, que vendo os autos de execuco de
sentenca de Alexandre Teixeira Coimbra, contra
Ignacio Teixeira Coimbra, e outros, delles se
mostro serem conclusos ao Juiz de Fora, e or-
fos pela Lei Joze Joaquim Jorge Goncalves em
14 d'Abril do presente anno, e por elle sentenciarle
no mesmo dia mez, canno, os quae autos nao
forao selados, e passou a vara de Juiz de Fora e
orlaos pela Lei para o Vereador Jo/e Antonio
Esteves no dia 16 de Abril do corrente anno : o
referido consta dos autos a que me repor
to, e dos quaes foi passada a presente por
nra sobscrita, e asiignada nesta Cidade da
J
JP


liiiliiliTl
mm
m
Santo Antonio^do Recife Provincia de Pernambu-
co aos 7 das do mez de Julho do anno do as-
cimento de Nosso Senhor Jesuz Chr9to de 1831
Dcimo da Independencia e do Imperio do Bra-
sil, Fis escrerer e assignei.. Francisco Joaquim
Pereira de Canralho.
Tndo-me oposto, como Tutor de meus cu-
nhados fiihos da fallecida Elena J(aquina da
ConceicSo viava do fallecido Caetano Carvalho a
falsa execucjo por ser proveniente de falsa divida
queexecutava o fallecido Alexandre Teixeira
coimbra a seo Tio Ignacio Teixeira coimbra co
mo Tutor, que ento era dos ditos menores o
qual combinando com os secs sobrinhos, confes-
sou a divida para serem executados os menores
e desfalcar se a heranca do9 mesmos a beneficio
desse fingido credox e mais outros com quem
pode tramar os falsos dbitos por serem todos da
mcsma laia, e gente de consciencias taes que sem-
pre dispostos a taes velhacadas nunca se farto
com ellas.
Offereci em fimos meos embargos, e indo
conclusos ao Juiz dos orlaos pela Lei Joze Jo-
aquim Jorge (Jonc,alves no dia 15 de Abril, e
sendo este Juiz, pouco ou nada dextro na marcha
do processo tinha aqu um assessor de publico
que rubricava suas sentengas-, mas como era pre-
ciso dezempenhar a proteco sem declaral-a a seu
assessor, e vettdo por outro lado que elle tinha
de largar a vara no da 16 como largou e prova
a certido cima, julgou os embargos a favor do
exeqoente Coimbra cora acceleracao que mostra
a mesma certido : primeiro porque julgou em
bu ni so' dia huns embargos bastantemente com-
plicados em grao de execuco contra a disposi-
<;io da ord. do Liv. 3 66 in p. como se fosse o
nao plus ultra do9 julgadores : segundo vendo
3ue nao avia tempo para citaremse os autos, e
ar elle a sentenca proferio o despacho assim
mesmo sem sello : terceiro que nao podendo sa*
hir do assessor sem despacho de recebiment dos
embargos e a tempo de desempenhar a proteco
proferio por elle so o despreso dos embargos. En
to Senhor Editor ha patronato ou nao ? Mas
q uando elle he feito por julgadores leigos fazem-o
to calva que as chancas conhecero, e para que
sirva de exemplo a outro que o mesmo queira fa-
ser, digne-se publicar estas tristesfraquezas do
nosso ex Juiz de Fora que lhe fcara' obliga-
do \
O seo constante leitor.
Joze Francisco Finio Guimarpcs.
s
Nr. Editor Esta' prximo o DI A 7 de Se-
tembro, o DIA primeiro, DA IMMORTAL
da nossa INDEPENDENCIA! E quantos pa-
rabens me dou a mim mesmo de ver que este
anno sera' eelebrado, e applaudido, muito
mais que os anteriores, com actos heroicos, e de
verdadeiro Patriotismo, isto he, com beneficen-
cias bem applaudkl as, e dignas dos nossos elo-
gios Que nem tudo deve ser exterioridades, e
niaravilhoso, bem que isto he to bem preciso*
e ate' jndtopensavei, mas nunca tasendo aparte
principal dos applausos.
Ora pqf esta occasifio, Senhor Editor, julgo
bom lembrar ao Senhor Capito Antonio e Sou-
za Kolim, Cominandante da Fortalesa du Pao
AmareUo, que nao se esqueja de ic,ar a Bandei-
ra Nncioiml nesse DIA, como fez o anno j>3ssa-
do, apezar de se acharem na Fortalesa Officiaes
de liberalismo conhecido, a quem nao receiou
com tal acinte escarnecer, e dar provas de crimi-
noso indifereutismo para com a nossa udoravel
INDEPENDENCIA, visto, que a Tabella o
obriga a icar o Pavilho nesse 'DIA ; nno se
tendo elle porem ssquecido desse cerimoaial no
dia da ex Imperatriz, no qual de mais, por sua
devoco, mandou salvar, sem para isso ter or-
dem. Deixemo-nos de equvocos ; publique Sr.
Editor, esta minha cartinha, a fim de ver se o
Senhor Rolim emenda a mo.
Sou Snr. Editor
Seo contante leitor
O Decidido.
Si
Nr. Editor. Tendo eu lido em o seu Dia-
rio N,t 179 huma desparatada, e desconcertada
correspondencia do Snr. Paraibano m resposta a
que fis publicar em outro seu Diario N. 176;
nao posso deiyar de o impoi tunar mais esta vez
pedindo Ifaeaobzequio de inserir na sua estima-
vel folha as seguintes, e mal chvaselas rabis-
cas. Como esteja bem ao facto dos acontecimen*
tos, que tivero lugar naquella Cidade da Parai-
ba, julgo-me na estreita necessidade de tirar ao
Snr. Paraibano do engao em que tinge laborar,
e que lhe servio de pietexto para velipendiar-me,
sem se lembrar, que a impurcialidade deve ser o
caracteristico do homern de bem. Como he que
o Snf Paraibano com a maior desvergonha, to-
mando a defesa do ex Presidente Nabuco, de ne-
, fanda memoria naquella Provincia, e chama ca-
lumniador por haver eu clara, e dir.tinctamen.te
provado a arbitrariedade do mesmo Nabuco, co-
mo assaz ficou demonstrado na minha correspon-
dencia ? Como quer o Snr. Paraibano ocultar a
manobla daquelle ex Presidente tao manifesla, e
conhecida a todo mundo ?! Outra vida, Snr.
Paraibano, e nao nos queira illudir com termos
vagos, que nada ptovao. Eu dice que nao havia
Lei que autorisasse deportar ninguem sem convic-
codscrime, o que he inmrgavel, eo Snr. Parni-
bao responde que a deportncao era necessaria,
e de necessidade ; bravo 6so he que he tei lgi-
ca ; necessaria, e de n<.essidade Assim he
que se da' huma raso de cabo de esquadra Mas
eu estou que o Sur. Parahibano tambem he da-
quelles, que nao gosto de Lei, e se me engao,
ento direi que, ou o Snr. Paraibano nao sabe 1er,
ou nao entende que le, ou finalmente se fis de-
sentendido para poder dar pasto &o seu genio vin-
gativo, para o que parece ter todo geito, como
coligi idos desafios, com que sabio a campo, que-
rendo desenterrar opinioes dos de 24, e declaran-
do-se a favor dos bem conhecidos columnas, e
columnas de encomenda, com que costumava
nos mimosear o Ministerio Bourbon.. E he com
isto qne o Snr. Paraibano quer se arrogar o titulo
de Liberal o afamado? Pois eu assento que
perdeu a mo, porque essa gente Trabucada, a
quem o Snr. Paraibano defende nao merece o me*
or conceito a gente sensata, que bem a conheee.
Nao posso passar por altodiser o Snr. Para-
ibano que eu so' me escudava com a declara^o
" do Snr. Rfangel : ora Snr. Paraibano, ponha o-
culos se nao v bem, e veja que no mesmo docu-
mento inferida na Bussola n, c 10 que vm. apon-
ta, tras o Snr. Gouvea como Presidente d a('ama-
ra Municipal estranhando no ex Presidente a-
quelle procedimento; e como Conselheiro do
.


Goterno aprovando o ; logo nao he so' o Sor.
Ranuel ? Aaora queira o Snr. Paraibaiio deru
xiangei : .figura uncu* w wm ****--------
gir tumben a sua dedicatoria de descompostura
contra o inesmo Snr. Gouveia, como fez ao hnr.
Rangel, e va' amolando a espada para o que to-
rem apparecendo, visto qua os passannhos do r.
.renencevo mudando da estilo.
Longe de ser para o Snr. Meira honroso a
apologa, que lhes quis o Snr. Paraibano tecer,
antes lUe deveser odiosa, par isso queja ge loe
fes ver, que como coacto anda mereca desculpa,
porem como arbitrario, e desptico, nao : e se o
exPresedentenaotinhapunhaes em Palacio, ti-
nha pecas, e murroes preparados no Parque de
dia, e denoite, e se nao sabe, saiba ; bero vejo que
ooeulo do Snr. Paraibano, pouco on nada poda
ver de Fora de Portas a Paraiba, por tanto mi-
Ihor he que o Snr. paraibano ge calle, e nao in-
sieta, para nao ser tido como enredador, per.ua-
dindo-se dequevendo-me laxado de Calumnia-
dor, fui obrigado a defenderme com a rasao,
quemeass8ti.,enaopor degejos intrigantes, co-
mo dis o Snr. Paraibano, carcter este exclusivo
daf>uapessoa,e se istonaolhe agrada, tenha pa-
ciencia, poishe adagio Velho Quem dis o que
quer, ouve o que nao quer Adeos Snr. parai-
bano, de vm. me dispeco conclmndo de minna
liarte as nossas correspondencias, e so me acna-
ra' prompto para tratarmos de outro D]ecto,
que vm. julgar necesario, e de necessidade.
Tenho a honra de ser, Sr. Editor.
Seu asaignante obrigado.
Bellarmino a" Anuda Cmara,
EDITAES.
J Cmara Municipal da Cidade do Recife t se
Termo Sfc.
francisco deBarmTalciodeLMCyda Cav*L
cante Fiscal desta Cidade do Reaje*.
F
Az gaher ao respeit.vel Publico, que no da
'"deSetembro do crrante anno todos os mora,
dores desta Cidade devem ter lioipaa as testadas
das bu cazas, com a pena da Poetura Art.
9. Epara que che gue a noticia a todos man.
dei publica? o presente no Diario desta Cidade.
Recife 31 de Agosto de 1831 Eu Franjeo-An-
tonio de Carvaho Secretario Interino da Camaia
Municipal o ;Escrevi. g*2jj
Francisco de Barros Falco de Lacerda CavaU
Fiscal desta Cidade.' \
H
F
Az saber, que havendo comparecido em Ve-
reaco de hoje em Auto de ai rematacao da. Pon-
es dos Affoados, e Motocolombo', lancador,
cque preteudendo arrematar a obra com nador
%iam e abonado, a quem par sua requiz.cao a
Cmara concede mais 10 das, .obrejoprazo 140 marcado no Orcamento para a Ponte dos Af-
focrados, e 21 dias mais sobre o prazo marcado no
mesmo orcamento sobreaPontedo Motocolombo,
sem com tudo estes regpiroa se extendao a joma-
es do. trabalhadores ; assim como a Cmarai pra*
ta seis taboas de trinta palmos de costadmho para
o pacadlo, nao compreend.do no orcamento,
que devevao aerem depos restituidas, suscitndo-
se a pena que a Le impoem pelo falta de execu-
dio, a Ca?nara leva egunda vez a intell.gencia
do Publico, para que quem quizer arrematar fa-
endo nilhoY vantagem a esta Cmara compare.
ca no dia 3 de Septembro do crranle anno, que
se hade ultimar a dita arrematacao, e para que
chegue a noticia de todos mandou-se***** o
prefente Edital por nos assignado e sellado.com
l sello das Armas Nacin.*. Recife em Sessao
Extraordinaria de 30 de Agosto de IflM. < *
Francisco Antonio de Casvalhc.Secretario.Interi-
no da Cmara Municipal o Subacrev. Antomc. E
lias deMoraes,P.; Francisco Gonca ves da ]^-
cha, Joze Joaquim Bizerra Cavalcante, Bernar-
dino Pereira de Brilo, Thocaaz Lins Caldas Jo-
ze Antonio Esteres, Vicente Ferreira dos Guima-
raens Peixoto.
THEATRO.
aOiE, 1. de Septembro, a Beneficio de
Dionizio Joze de Oliveira, .ehade P<>ren>"en*
o seguinte expettaculo. Depois que a Orquestra
executar umTarmonioza Sinfona, jerePrexe^
ra' te nova peasa Ligio P'V P^^nC^e
Vaidade dstigaia.-* No fim da"?"*?
ha o Deto dos Pombinhos Dando fim o d
vertiment com ojocozo EJntreme* o- Enreda-
dor.
N.
leilaO.
i O dia 1.* da Setembro de IGO peca, deca-
ca bordada, limpas, e avariadas, quefa^em Boltt
& CbavSnnegfreres, no Forte do Matto, ra de
Joze da Costa, N. 187.
i
VENDAS.


official
da
na ra
do
, M molato claro, 17 a^18 annaa,
Capateiro : narnadaPenha U. W?
i- Bixas chegadas ltimamente .
go., naboa w pe.feSo; no Forte do Mat-
109 Dvfnde-.e, ou trocad na mem. ca um
5 testfiafi.
^d\]rmo^dVcafad..obradodeel -dg
Silvestre Antonio de Laftge na ^ma
da ru. do Amparo N. 2i! coze, engo-
_ Urna escrava cabra, annoa, coz
m^ cozinha, e tem bom leite, por estar parida
aproximo ;' quem a pertender .noneg.
Umacasa ^RfiJETS^
ehaosforeiroa ***^f*%* Rozara
a Antonio soares da Cunna n
botica D. 5.
'
L.
i ii1 >u>
mm


[764]

D,
COMPRAS.
Uas caadas deeiie diariamente, e paga-
se por cada caada 800 rs. : no botequim da ra
das Cruzes D. 3.
Um brasslete de corazes, que sejao azues,
encjstoados embom ouro; quem os ti ver, a-
nuncie.
Urna morada de caza terria na Boa-vista,
ra do Aragao, Pateo da S, Cruz, ra Velha,
Conceicao, e Quatro cantos ; quem a tiver anun-
cie. ,
AVIZOS PARTICULARES.
V^ Padre Joaquim Antonio Goncalves Lessa,
Escrivao da actual Loteria do Seminario Epi pal de Olinda, a triza ao respeitavel publico que
anda se acha por vender urna pequena|pGrc"o de
bilhetes e para q' as rodas corro no prximo mez
de Septembro, convida a todos os Snrs., que anda
nao compraro bilhetes, hajao de os comprar, na
certeza de que restando poucos, se entender'
como Excel. Snr. Prezidente para dezignar o dia
do andamento das rodas.
Joze Mara de Olivera faz scente a todos
os Snrs., com quem tiver contas, que elle tem ne-
gocios a tratar fora deste Imperio; esealguraa
couza deve, quer pagar no termo de 4 das.
Joaquim Ferreira Machado faz scente a to-
das as pessoas, a quem dever, que Ihe aprezen-
tem su as contas dentro do prazo de 4 dias.
Toda a pessoa qne quizer emgomado de to-
da a qualidade por preco cmodo, dirja-se a
na do sebo casa D.. 15 queaxara' com quem a-
justar : tambem na mesma casa encumbe-se de
lavar, e mandar em casa de Beus donnos.
Acha-se recolhido a Cadeia desta Cidade a
ordem do Juiz de paz da Freguesia do's.'s. sacra,
meuto de s. Antonio o preto Domingos por se a-
char fgido da companhia de seo senhor que dis-
se ser o Coronel Bento Jos da Costa, declarando
depois ser escravo e Manoel Rodrigues senhor
do Engenho Canhoto, o que se avisa para que
seja entregue dito preto a quem haja de perten-
er. r
Rogavge ao senhor Honorato Augusto de
Miranda o obzequio de declarar a sua morada
ou de se dirigir a ra da Cadeia velha a enten'
der-se com Jos Gomes Leal.
a pessoa que annunciou no Diario de quin-
ta reir 18 de Agosto, querer vender ^duas carro-
cas, e dois bois, queira annunciar a sua morada.
Quera annunciou ter urna preta para alu-
gar que sabe cozinhar dirija-se a ra Direita
D. 54.
Roberto Carlos faz sciente ao publico, e
muito particularmente, aquellas pessoa* com
quem tem tido, e tem transacces comm.-i caos,
que desde 11 de Abril do corrente anno, tem au-
tonsado seo caixeiro Antonio da Silva Pinto, pa-
ra cobrar suas dividas activas, e dellas passar
recibo, em seo nome ; a mesma faculdade, porem
com rsstriccoes, eoncedeo o annunciante a seo
outro caixeiro George Angelin, a qual desta Ata
em diante fica eassada : e como para Wasar
taes feciBos carece de confenl-os com seos as-
ientos, por isso roga a todas as pessoas, que os
tiverem, os aprcsentem no prefixo ptaso de 8 di-
as, a firn de serem rubricados, sem o que, flndo
o priso indicado, o annunciante protesta nao le-
var em conta o recibo, assim passado. O an-
uunciante igualmente previne ao publico deque
ate' a presente data nao tem nenhum Bilheteseo
de cobre em circulaco, e quando os tiver serao
por elle rubricados.
a pessoa, que procurou pelo Diario de
terca feira, 30 de Agosto, a morada de Manoel
Joze da Fonceca Machado dirija-se a loja d. 13
na ra da Livramento.
B
ESCRAVOS FGIDOS.
Enedito, nacao songo, de 18 a 19 annos,
oflkinl de tanoeiro, boa estatura, grosso do cor-
po, olhos vermelhos, buco de barba, pes grandes,
e no direito o dedo mnimo e o outro sem unha,
no calcanhar do dito pe' urna marca de um golpe,
rna perna esquer urna ferida, rugido a 23 de Ju-
lho : os aprehendedore3 levemeo a ra do Padre
Floriano N. 487, que sera' recompensado.
Em dias de Desembro prouo passado, fu-
gio do engenho Mtga de cima urna escrava, de
nome lzabel, baixa, de bom corpo, bem preta
rosto compride, dentes alvos, e tem um podre, as*
os tas bordadas, marca de sua trra: costum:*r
vender miudezas, e por isto tem escapado de sek
aprehendida : anda na Cidade Olinda, pois vem
sempre ao Recife : ao dito engenho tera' defrra-
tificacao 16$000 rs. e no Recife ao Padre Thom
da silva Guunares no pateo de s. Pedro recebe-
rao 8#000.
No dia 89 do mez p.p. fugio um negro de
nome Antonio, estatura regular, rosto redondo,
bastantes signaes de bexigas, representa 'ei vin-
te annos, alguma barba, esuissas ; sanio ho' com
seroulas; ao Cirurgio Ignacio Xavier Fasenda,
ra do Vigano D. 2 ) que sera' be;n moo o seo
trabalho.
No dia 3 de Agosto do corrente anno futri
huma negra por nome .Vlaria, naca > balabar,
baixa, grossa docor-.u, cor fulla : qualquerca-
pitao de campo que .-. pegar L-ve-a ao beco largo
do Recife que sera' bem recompensado.
G
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 30.
Oianna ; S dias ; Can. Lealdada, M. e do-
no Joaquim Joze de Castro, carga alr0dao, e
ca xas. '
Navios sahidos no mesmo dia.
U:
\J Nna ; S. S. Joze Deligente, M. Rozario de
Grego.
- Rio Formozo ; L. Calvario da S. Cruz, M.
Joaqui,,, dos Anjns, em lastro.
" .,,\rto df Pedral; L. S. Antonio Flor do
Biazil, M. Jco Francisco Lima, carga carne se-
ca.
_ Unnn ; S. Estrella Matutina, M. Antonio
francisco Nunes, em lastro.
PERNAMBUCO NA TYPOGRAFIA DO DIARIO, RA DA SOLEDADEN.
0 498 1851.
i
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.*T"

SUPLEMENTO

f *

A o uiario w.
Pernambuco na Typogrftfa de Antonino Joze de Miranda Falcao*
Hmr-
Sil Editor, Como ha pessos nesta
Cidade, que gratuitamente se tem pro-
pos to a macular-me, indispondo o respei
tavel* publico, para comigo, julgo do meo
dever faser publico, a niinia defeza; e
mo&lrar ao meo inimigo gratuito, que se
deo ni tral alho de maridar tirar huma
certido da piticao de querella, que de
u Mil leo D. Ignacia Pereira Viana ; que
elle esta cumpliese na le, nao'soem re-
querer em nome suppost >; ma ate por*
que publicuu un facto, que foi jnlga*
do alheo de vtrdade, como vou mos-
trar. Snr. Editor, vamos aoeaso* To-
dos os hmeos estilo sugeitos a ser calum*
niados, poto este, lia ver quem sus-
tente a roesma calumnia, f lindo en ju
raremhum Libello que D. Jozefa Ma-
ra Perne movo a D. Ignacia Pereira
Vianna, di&seeu em meo juramento, no
Oitavo artigo, que conhecia de vista a
autora Perne ; como de facto conheco na
Cidade da Baha ; porque indo eti desta
Cidadede Pernambuco noanno de 1820
para aquella entre as militas cartas de re*
comendaco que Jevei dos Senhores Anto-
nio da Silva e Companhia, Elias Coelho
Cintra, Manoel Lourenco, Jos Antonio
Gomes, Jos Ferrerra Duarte, Gregorio
da Silva Reg, Joaquim Jos de Miran-
da, para diversos Negociantes daquella
Cidade, entre ellas levei huma para a
inesina Snra, Perne ; e como o roeu jura-
mento, foi dado inteiramente verdadeiro,'
como do mesmo se vera* ;. nao deve ficar
em cilencio aquella peticao encerida no
Suplemento ao Diario N. 174 em nome
do Senhor Thomaz Joaquim de O i ve ira
e Araujo ; mas nao ticando saptis'eita a
Snra. O. Ignacia Pereira Vianna pelo ju
ramento, querelou de mira, com o fun-
damento de que eu viera de Portugal para
esta Cidade a sette para oito annOs, e de
donde nunca m is seh, e que tendo eu
vinte sette annos de idade, nao poda co-
nheccr a autora Perne quando ella se lis
nha retirado para a Babia, hum anno an-
tes de nascer em Portugal. Ora gr a cas a
Dos sejao dadas* tem Snra. D. Vianna
tanta felicidade, que encontrn testemu-
nha sem excrupulo, que a firmarao, e ju
raiao;(porem Snr. Editor destes esta i
Pernambuco cheio, e Vin. que o tem sen
tido) ora bom fui; prenunciado ; mas sa
beodo eu de semelhante proced ment ag4
gfavei para a Rellaco, aonde se conhe*
ceo a minha ignorancia i e maldade da
Snra. D. Vianna, e das suas honradas tes-
temunhas, que por eu aborrecer a entri-
ga nao os publico, e nem ibes puz a pena
da Ley ; mas para minha maior glora
basta so o Accordao que se profei i.) para
ter baixa dessa inocente culpa e receber
as costa da mesma Senhora D. Vianna
assim fquei isento, nao soda querella, co-
mo do falso, protesto em que fui nelle
concluido. Ahi vae a certido, do qua
se passou, e do que levo expandido, para
se fazer publico, e ricar com isto destruido
o anuncio do Sn \ Thomaz Joaquim de
Oli vei ra Araujo, ou quem q te r que he
que de?se nome se va leo ; h ando certo
o respeitavel publico, e os meus grtitu-
tos inimigos, que he aultima vez que,
lhe dou resposta, seja qual for a calumnia
que contra mim publique pois todos elle
sao do mesmo cara ter, que eta que aca-
bo de refutar e o respeitavel publico me
perdoara' seu roubar-lhe o tempo de 1er
as minhas fracas reflexoes, e Vm, Snr. E
ditor tenha passiencia com este que pro-
mete nao enfadarlhe ma i-, e son
Seu criado e Assignante.
Luiz Custodio Correta.
P
abem
'lz Luis Custodio Correia que lhe faz
iem, que o tfccrivo Coelho revendo os
autos de aggravo crime de injusta pronun-
cia nao so o suplicante, como de Luiz
Antonio de Barbosa de Brito lhe de por







[2]


certido othc^r d juramento, que o supli-
cr.nt' tino a favor ne contra D gnacia Pereira Vianna cu-
to mrament: se arna nos auctos do Hito
JJritndef. SB-aM? ftWi cetti ruando r*a9
seditojurarreuto foi tomado por repregum.
tas peanle o Ministro, e Inquirid!*, que
Bemmfou, c Ihe de por certidao a que *e-
ve a fc.56 v, pateado por Antonino Jos
de Miranda Fiiba, q* servio noempe
dimento de Ewivao Bfcirdira dando-lhe
ltimamente Oor nertido des utos de ag*
gravo fio suplicante a Acc roo da Reliad
to f. 19 v. c e o recibo, que o nieano
suplicante passou e que seve a f. 21.
P. au Sr. Boutor Ouvi-
P. Recre 18 de flor da Comarca man-
Agostodel83f. de pasear a certidao
requerida.
Aries. E ,R. M.
Manoel Antonio Coelho d'OHveira,
Escrivao do geral crime, e civel da Cida*
de do Recife de Pernambuco, e seu ter
mo por Sua Magestade Imperial que De-
f Guarde &c. Certifico que vendo os au-
t h ce aggravo eringe de injusta pronuncia
de Luiz-Antonio Bar^o^a de Brito d'elles
ct.R-.ta ter o sippl*.cante jurado por se per-
gontar peranteo Desembargado-- Jo^e Li
hacico d? Soua, Juiz Romeado, e com o
l.jqoiridor E'Uneslo Pereira d'OKveira
Jtci r, de ctijo deroi ment a seu iheor he
o seguate Luiz Custodio Correia, bran*
co, solteiro, morador nesta Cidade, que
vive de negoci, de iiade de vinte sete an*
nos: testemunha jurada aos Santos E?an-
gelhos e do cestume rii-ise nada. E sendo
reperguntado na forma do requerimento
retro pejo* artigos do Libello di*se ao pri-
meiro que sabe por ser publico qu a Au-
tota foi legitimmente casada com o e\
fecido Joao Pedro Perne' ; e mais nao dh
se deste ate' o sptimo a oitavo disse que
sabe por conbecer a Autora na Cidade da
Babia onde elle testemunha esteve desde
o armo de mil oitocentos e vinte ate' o de
mil oitocentos e vinte dous que be viuva
honesta, e verdadeira ; e mais nao disse
deste ate* a replica. perguntado pelea
artigos desja Disse no primeiro que no
tempo em que elle testemunha esteve de
caxeiro de Francisco Barb sa de Brito
genro de Joaquina Jos de Miranda p*o
curador da Autora, ouvio diser de pu'di-
co, e ao mesme Barbosa qwe a Proprieda*
de denominada Pesqutira nunca rendeu#
mais de dez a doze mil reis annuae* ; ma-
is nao disse, e sendo lido o seu juramento
assignou pelo actor conforme, com o Se-
nhor Dezembargador, e Inquiridcr eu
Antonio Ignacio de Torres Bamleira o
escrev Son a Olivira Jnior Luis
Custodio Correia E mais se nao contem
em dito juramento; e certifico mais que
revendo Os autos de aggravAjucrime de
injusta pronuncia do supplicanfe Lti
Custodio Correia, d'elles se* ve o Aceflr*
dao, e recabo das costal do rnwi* ieguin*
teAccordaoem Relatad #c Que rece
bem,ejulgao provado* os embargo i fu*
Ibas oppostas ft Accorua i f lhas, que re-
formao a vista do documento foi lias ; e
por argumento da Ordenacao livro trreei- f
ro, titulo o lenta e quatro, prrafo doze,
e titulo oitenta prrafo bur por quant
sendo hum, e o me?mo crime aquello pe-
lo qual foi o Correia folbas dos pronunci-
ado, inda mesmo que da Sen tenca nao
aggravasse entao o Aggravante, devia a-
proveitar-lhe Por tanto Mandao, proven
doo em seu aggravo, que o Juiz a que
reformando o seu despacho foi has mande
dar ao Agravante baixa na culpa Recife
vinte oito de Juubo de mil oito ceios e
vinte oito Souza Malheiro Aqortar
Recebi da Senhora Ignacia Pereira
Vanna a quantia acidia de sete mil qua
tro centos oitenta e qiuintro reis de ctuta* -
denles autos Recife viuie nove de Julbo
de mil oito centos e vinte Oito Luis Cusi
dio Correia E mais se nao contem ein
' dito Accordao, e recibo, que eu s bree1 ito
Escrivao fis passar do? sobiedilos autos
a que me reporto conferido, e cont-tado
na forma do estillo ; subscripta, e asigna-
da nesta Cidade do Recife ao* desoito de
Agosto do anno de mil oito ceios trioU
e lian.' Fis ecrever e assignei Em fe1 de
verdade e castidade,
Manoel Antonio Coelho de Oliceira.
23B
PERN, NA TYP, DO DIARIO, RA DA SLEDADE N. 498. 1831.


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