Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01377


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Full Text
/
ANNO XXX. N. 224.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezas vencidos 4,500.
SABBADO 30 DE SETEMBRO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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DIARIO DE
EXCARREGADOS DA SUBSCRIPTA)'.
Recito, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr.Joo Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doza; Parahiba, o Sr- Gervazio Viclor da Nativi-
dado; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Porcira; Araca-
ly, o Sr. Antanwde Lomos Braga; Cear, o Sr. Vtc-
u>riano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS
Sobre Londres 60 d/v 27 1/4 d. com prazo
a Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
a Bio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acees do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companliia de seguros ao par.
Uisconto de lettras a 6 e 8 0/0.
UETAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Mocdas de 6*400 velhas. 165000
de 69400 novas. 169000
de 4000. ..... 99000
Piala.Pataees brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os das.
Caruari, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Visla, F.x e Ouriciiry, a 13c 2
Goianna e Parahiba, segundas c sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAlt I* IIOJE.
Primeira s 10 horas c 54 minutos da manha.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Iluso de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, qnartaso sabbados ao meio dia.
EPIICM CUIDES.
Setembro 6 La eheia s 6 horas, 48 minutse
48 segundos da tarde.
14 Quarlo ininguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manha.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da larde.
29 Quarto crescente 1 hora, 21 mi-
nuto c 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA,
25 Segunda. S. Justina m.Ss. Senador Calisirato
26 Terca. S. Cleofas; S. Firmino b. ; S. Lobo.
27 Quarta. Ss. Cosma e Damio irs. m.
28 Quinta. S. Weucesloduque m.; S. Salamo.
29 Sexta. S. Miguel Archanjo ; S. Fateruo b.
30 Sabbado. S. Jeronymo presb. card. e doulor.
1 Domingo. 17.' O SS. Rosario de Maa; S.
Remigio b. ; Ss. Virissirao, Mximo e Julia.
PARTE OFFICIAL.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel do commando das armas de Pernam-
weo, eidade do Redle, em 39 de setem-
bro da 1854
ORDEM DO DIA N. 150.
O coronel commandanle das armas interino, leu-
do dado publicidade em ordem do da n. 121 de 22
de julho ultimo ao aviso do ministerio dos negocios
da guerra de 10 de maio, publica asura a relacao no-
minal a l.liiiv.i abaixo transcripta, compreden leudo
os Srs. oflleiaes do eierrito, que devem quanto an-
tes satisfater na recebedoria das rendas internas os
emolumentos correspondentes as suas patentes, que
pelo mesmo ministerio foram remedidas a secretaria
d^ presidencia desla proviucia onde devem ser pro-
curadas.
telarSo dos offidaes d que se refere a ordem snpra.
CapitnLaiz Domingos de Ara ojo. A patente des-
te posto, e a iie lente de I
linha do exercito.
AlteresJo-,i Garca Teixeira. A patente de alteres
do 1 bataldio de infantera.
AlteresUamiao Jos de Albuquerque. A patente
de reforma no posto de al-
tere*.
CapelIJoFr. Jos de S. Jachudo Mavignier. A pa-
tente da reforma no posto de
capcllio alteros.
Assisuado.Manoel Muni: Tarares.
Conronne.Candido Leal Ferreira, ajuilante de
ordenseurarregadodo delalhe.
EXTERIOR.
ASIA.
I.-se no Times de 15 de agosto :
A Russia, com oohjeclo de corroborar a sin in-
fluencia ua Asia central, e do eiiiraquecar a Ingla-
terra e a Turqua, formou ama allianoi com Kdiva,
e diligeuceia faier o mesmo com a l'eiria, lijkhara c
Cabul.
Dost Mahomed receia igualmente ver os russos ou
os seus alliadosem Balkli, ou os inglezcs em Cnhul.
Dosl Mahomed odeia os inglezcs, porem sabe que
elle leem mais poder para llic fazerem mal do que
os russos: romo musulniano teme os Iriumplios da
cruzada rus*a, e nao se atreve a provocar a hoslilida-
de dos inglezes salvo se liver a certeza do apoio ma-
terial da Persia, que actualmente nao parece pro-
vavel.
A Persia leme os inglezes as suas codas do sul,
eos russos as dos norte, o sakali seria ainaldiooado
todas as semanas, em toda* as mesquitas da Asia, se
elle se toruasse cmplice da suhversio do governo
musulmauo em Coustautiuopla.
Estas razoes fazem com que elle se incline i neu-
tralidadc, porem a Russia uilo llie permute ser neu-
tral, e nflerece-llic diulieiru (dc que inuilo carece)
pela sua allianca.
Alcm disio elle lem'mais a temor dos.inglezcs, do
que dos rus nas cidades coinmerciacs na sua rosta de mar, mas
estes podem sem muita difliculda le, oceupar a sua
capital.
O sli..li e-l i ancioso por entender a sua influencia
no Aliglianislau, e os ingleses leem-se opposlo a is-
so. e todava continuam a fazer-lhc opposico.
O maisprovavol seni que a Persia se veri na con-
tingencia de abracar a allianca da .Russia, salvo se
os alliados dercm algum golpe deisivo na Asia, e
que as forras russos lenhan un- em que so oceupar
na Armenia.
O UaralJiH omito fraco jor si *', e este sendo ac-
tualmente oh}---!, de *-'-? jg I i iiigl#/. os
chefeseaodabares, o Dosl c a Pcrsia.
O Dosl est muito oceupado pira poder prestar
auxilio ao Herat, quer seja contra os cliefel candaha-
resou contra a Persia; porra como aqueltcs sao p-
renles e rivaes, elle preferira ver o Herat depen-
dente da Persia duque no poder dellcs.
>eslas circumslancias, o chefe do Herat, aconse-
lliado pelo Dost jiara propor a Persia as melliores
rendires que eslvessem ao seu alcance, exige que
a Persia llie de o governo, eo rcndimenlo de cerlos
crrilurtos adjacentes ao 11 eral e khorussaiiem pre-
mio da sua separaran do Cabul, c de se fazer vassal-
lo da l'ersia ; por/n desejando ao mesmo lempo con-
sorvar a sua iudependencin, lie induzido a cscutar
algnmas propostas, que, debaixo de mos llie lem fei-
to o enviado britnico em Tehern, o qual llie pro-
inelte, no caso que elle se ana aos inglezes, pagar -
Ihe un eslipeudiu animal, o obstar a que os cha-
la* candalieres inva.lan seus territorios.
Os ebefes candabares leem tirado partido da oc-
cupacao de Dost Madoraed ao norte de lindo..
Koosh, para eslendereiu o seu dominio c influencia
ao sul e occidente do AlTiidanislan, e anuexarem
grande parte das Ierras de minios dos seus vsinhus
mais traeos e tem-se fortalecido com a allianca dos
inglezes, a qual be do seu inlercsse mantcrein.
A poltica dos inglezes he segurar a iieiitralidade,
se n.io a alliam; i da Persia, para conservar a inde-
pendencia do Herat, e cultivar relares de amizade
com os chefci da fronleira do Aflghau.
O marechal Paskwlscli, de quem lauto se falla,
nasceu em Pultowes no dia s .le maio do 17S2;
frpquenlou o seminario de Pajes, e em roiiscquencia
dos seus eiaines fui nomeado lente da guara im
prrial c ajudaule do imperador; fez a campanlia de
1805coiiUa NapoleAo. c militoa na Turqua desde
1807 at 1812, entrando em todos os combtese ba-
lallnsdessa canipanba, e tainliein all eterceu car-
gos diplomticos uessa poca ; foi nomeado corouel
em 1809, e commandante da regiment de infaula-
ii i ll'ilepsk e condecorado com a ordem dcS. Jorge,
e em 1810 Humeado major general. I >/. a campa-
nlia da Kus-ia, c fui dos ullimos que abaii'louou
Moscow, leudo na batalba de Uorodiuo tres raval-
los morios; foi nomeado leueute-general sobre
campo da lialallia de l.eipsik, e dislinuuo-sc ua
rampaiilia de Pars.' Em I82t> conimandou em chc-
fe na campanlia contra os Persas; derrolou Abba
Mazta. e tomou a praca de Abbas-Abad, bem i-orno
Erivan-Taurise oulras praca, que licaram para a
Russia : reerbeii eolito o Ululo de conde de Envan-
sky e uin milho de rublos. Cnmniandou com feli-
cidadec bravura contra os Turcos cm 1828, lomando
varias pracas, em consequeucia do que alcanrou
ordem de S. jorge de primeira clasc c o posto de
feW-maiechal. Subslitnio o conde Diebstscli no
eomT.atido dos Russos na guerra da Polonia cm 1831,
-inmoii Varsovia de assalto cm 27 de agost, onde
licou contuso: te\e por essa occasio o titulo de
principe de Varsovia, e foi nomeado vicc-rci da Po-
lonia. Comm.iudou na ultima guerra da Hungra.
I em urna espada d'linnni guarnecida de diamanlcs
olTerta U pelo re da Prussia, o lie fcld-marcclial do
exerciloprussiano. Cllimamenle rommandou os Rus-
sos em frente de Silislria, que nao pode tomar apc-
zar de toda a sua tctica militar, c all receben urna
cnnlusao.
(Ireria.Alhenas 1 de agosto. O ministerio
Maurncordalo em Alhenas esta definitivamente cons-
tituido, e acaba de publicar o aeguinle prosramma.
* lidenos, llavendo-se completado a forniacao
do ministerio,o nusso niaior desejo be dar una nova
direccllo aos negocios, c explicar claramente o objec-
to do coverno. .
n Enrarreiiando-nos das funreoesque nos foram
confiadas pelo rei, nito nosilludamos acerca da gra-
vidade da rcsponsaliilidadeque bavemos cnnlrabido,
proveiiicule dos vicios de um syslcma que nilo era
nosso. Apresentauos as dituculdades da sluacao.
Sito grandes c numerosas; porem os perigosdo paiz
iinpc-iiiis a obrigacao de nos resiinarnios a elles e
nflo hesitamos em aceitar essa trela.
O nosso priineiro dever ser conformar-nos fi-
elmente com a constiluieao, que he o germen do fu-
turo e do progresso da naeo urega nada mais e
nada monos c com a conslilocao e e\ecu-
cao das lei.. rcspeilando ao mesmo tempo os di-
reilos da nionarcbia, c os do novo.
Procuraremos com o maior cuidada maiilcr as
ni.lis amiuavcis rclacies com as po leudas eslran-
aeints, e o nosso maior empenho ser o de observar
lieluicnleos lrala Osinleresses moraes e aiateraes do paiz serao
tambeni objeclos da nos.a Inllicitiido. Diligencia-
remos cllccluar lodos os mMhoramentns possives. e
remediar todos os aosos. A edncacflo do novo he
para a nacilo grega una quesl-io de eivilisaeo. O
ministerio so esfarcar para esteiidcr os bciidirios
de cducacSo a todas as classes da sociedade.
Nada omiltiremos do que pona tender a forla-
lo :er a nossa santa relid.lo reprimindo, ao mesmo
lempo, os abusos e a supersticiio.
a Empregaremos lodos os estreos paraapasiguar
as dissenees, eespirito departido que infelizmente
leem, alo aqu, prevalecido na Creca, c de reunir
em volla do llirouo lodos os aniiEos da ordem c da
lilierdadc. Tildo o que for relativo a agricultura,
commercio e industria ser objeclo do nosso profun-
do e consciencioso estudo.
As nstiiiiriies munieipacs, bem como a admi-
inslracao dos'ncgocios mercanlis lorio a seria atlen-
co do governo. c sera uin dos seus deveres, leudo
em vista o seu dcsenvolvmenlo, o mitigar oexcesso
da ocnlrali-aeo 0 dar mais rpido impulso ao pro-
gresso dos ueuorios.
a A jii'lica, essa arca santa esse sagrado laco de
sociedade, be a pedra aimular das nossas libcrdadcs
publicas. Re-psilaremos e farcinos respeitar a in-
dependencia dos Iribunacs empregados na sua admi-
nistraeo.
alenlo e escrupuloso exame. O governo nilo hesi-
tar em adoptar qualqner reforma financeira, que
pateca ser ulil c necessaria, quer na realisacoou im-
posico dos tributos. Tambero far observar a mais
exacta economa lias despena do oslado. O niinis-
lorio nao poupara Irabalbo para desenvolver o cr-
dito publico e particular.
Ao meamo lempo, o governo rjgo omillir nada
para desenvolver os recursos da navegaeao ( origeni
das riquezas do paiz ) o prole^er o favorecer os na-
vios mercantes alim de os lomar lo inllueules e
numerosos quanto for possivol.
Em coiic'u-ao o governo dedicar particular al-
leneo ao nosso ex -rcilo. Procurar mdliorar a sua
posicAo e or; .iiisaeao e augmcular o seu numero
soin a do exercito por meio da disciplina, boa ordem, e
melbor espirito milii.ir. Taes sao os principios da
poltica inlema c externa do novo cabinete. tal he a
polica que se esfon; .m para levar a cITollo na fir-
me esperanca de que icecber a approvacgoda na-
a Alhenas:)! de julliu. ( Times.)
FOLHETig,
A FAMILIA AtBRV. (*)
Por Paulo BJourice.
i M EIRA PARTE.
O duellopela irmaa.
IV
Na vespera, Marllia I.apcrlier hava le.ido de Pa-
rs pensanicnlos mu i dolorosos para una alma lo
delicada. Seu primo Nalalis linlia-llic sompre appa-
reci'lo a imaginario como um cile poelico c raro, e
os que no mesmo momento em que o premio do
nsiltnMI pa[pcia-|lie justificar essos bellos son bus, a
P ma de urna espida ou a hala vulgsrde nina pisto-
la amcacava o precioso, arlisla, o irmo querido de
Mara! Assim nao be para cstranliar que madama
I.apcrlier ao vollar echa. a sobrinlia mili pensSli-
va Mas, nu da seguinte, un qnal devia ler lugaia
recenclo da familia Anliry, quando madama I, ipeV-
lier lidaudo na administracjlo di casa, vio Marina
anda dislraliida c prcocciipada, nao p'n.lc r()iilo/-se
o disse:
Entilo que lio ido'! Qual ho a razao dess no-
va inania? A enhura Harlhaj leve na mis-Ii dis-
trarcfics assnssingulares! Sem duvida icm flato c
Ialvez ataques .le ervos'.' Eu bem o digo! A lia .le-
ve, lazer su lodo o servico Evidentemente a senho-
ra loma sua lia por sua criada !
A scona comecada ueste lom diirou loda a m-
nbil.t. Marllia cliorosa rtizfa eomsjga alravs das a-
inargas rcprelienoes da lia sobre sua preguici c va-
gama: ,
Para que lodos esses preparativos'.' As horas
\o-s pasando, o lalve/ m-slo inoinento eslea elle
txpirar.
' Vide /Jnn-ion.'Sff
Foi expulso do lerrlorio belga o exilado francez,
coronel Charras. Esla medida rausou urna indigna-
cao peral contra o governo belia, porque parece
dera este passo por insiouacOcs de l.uiz Napoleio.
A impreiisa, quasi ununimo, slv&malisa soinelhan-
le proceder. Eis os extractos de almonas folhas bel-
gas sobro esic assumplo ;
Diremos sem rodeios, e sem periphrases, que a
cxpulsioilo coronel Charras da parle do governo be
um arlo de franqueza e de servilismo, que deshonra
a naeo belga.
Exisie na Rel&ica orna lei sobre as expulsos.
lie em virlude desl lei que o coronel Charras foi
expulso da Blgica, hepoisesla mesma lei que este
refugiado deve lor transgredido.
(Jue fez o coronel Charras para merecer este acto
de severidade da parle do nosso soverno '.'
A lei nao obriga o soverno a declarar aquello que
expulsa os motivos da sua expulso; mas a optante
publica, a imprensa ef a naeo inlcira leem o direilo
de o interpellar c de o intimar para justificar a sua
conducta, porque a naci he solidaria dos aclos do
poder.
Seo poder se honra, honra n naci, e so elle se
deshonra, deshonra a naci in'.eira. Por ronse-
qaeocia pergantamos ao Sr. ministro da juslica, e
a lodo eslo ministerio, que assumio a responsabili-
dade desle acto humillante, que fez o cpronel Char-
ras para ser expulso"!
Compromctteu a Iranquillidnde publica?
De que crime he aecu-ado?
Faltn ai leis do paiz f
Ningiiom ousai suslenla-lo.
O coronel Charras he um bomem honrado, res-
peilador dos devores da hospitalidade, a das leis da
naci.
Aquellos que assienaram esla humillante sciilcnra
de expulsan devem reconherc-locomn tal. romnosco.
Porque foi, pois, expulso do nosso lerrlorio o co-
ronel (.barras?
Ah se be verdade o que se dizc que o governo
ainda nao dcsmcnlibesta expulso seria, ao mesmo
lempo, a mais iniqu.i e a mais vergonhosa para a nos-
sa honra nacional, pois que foi o governo francez
que a iinpoz ao noss! Se assim hemas mis antes
queremos duvidar de lal cousaseria demasiado
servilismo, e seria una infamia !
Como! um homem, que se acha exilado, porque
foi lid ao sen jaranalo, um proscripto, que mere-
cen a estima de todos, que respeilou constantemen-
te as leis do paiz, ser expulso, porque um poder es-
Iranceiro assim o exige do nosso governo.
Podor desconhecer-se a lal ponto a dignidade zo-
vcrnaliva ? Sen jiossivel avillar mais a dignidade
da naeo ?
O paiz deve sabe-lo, he misler que saiba se a bos-
pilalidadc bclaa para romos innocentes ja nao existe
mais; be misler que saiba se a dignidade de paiz foi
menoscabada c calcada aos pos.
He misler que saiba, se os nossos ministros, cite
ministros da afie belga, ou os humildes cxeculnrcs
das volitados de Unnaparlc.
Rcpenlinamenlo ella den um grito de alegra, avs-
lando no porto do jardim Nalalis, Msria c lodos os
Parisienses esperados.
Ei-los! c vosso anda nao foi veslir-sc muilo
bem exclamou madama I.apcrlier Iriumphanlc.
Harina Dio deixou por isso de correr ao encoulro
de seus amigos sem cuidar nesse primeira muvimen-
lo. cm seus olhos arruxcadns, nciu cinsou|desalinho.
Sdepois que abraeou Uii.-i la e Maiia foi que repa-
rn em si ; todava seu melgo olhar brilhava assim
mais mavioso dehaxo das lagrimas, e o vestuario
corresponda a sen ai*liinido eresignado; porque o
eflelu que proihizia nao era de esplendor, e de gar-
ridicc. mas de randura e de siinplicidadc. Marida
nao linda a viveza espirituosa de Mara ; sua educa-
can foi'a muilo desprezada, e ella nio sadia oulra
cousa que s iTrer e amar com lisura.
A desapiadada lia nio deixou de conlar as gravea
fallas da mauliaa, e romo Marida nao podia desca-
par-ce nem arrepender-se de sua boa amizade, ma-
dama Aubrv interceden pela culpada, e madama l.a-
Perl'eT ''icuou-sede p> i Joarsua propra dureza.
iMartb.1 ahraeou-a com lernura e reconbeciinenlo,
dcpoisdo que rctiruu-se logo com Mara liara ir mu-
dar o vestido. .
Nesve iniervao chegoa o velho Kavmundo, ren-
doiro vizinhu, prio co-irmio do madama l.aper-
Wft, e pessn.i sisada. Ficandn viovo com quatro II-
Ihi.se-lrcs fillias. Haymundo quando era convidado
alauma parle, 1,1 discretamente snsinho, c nio per-
millia que os filhos fossem reunir-se-lhe scuio de-
pnis .1 > |aiilar. Esse linin velho Icvnu Leonardo a
admirar o jardn) e vergel de madama I.apcrlier.
que elle eos seus dcverliam-su em tratar. Pedro e
(.iboureau scgiiiram-nns; mas Nalalis lcou na sala
encostadn n poltrona da mii. .Madama I.apcrlier M-
lava de Marida :
Ella de una rapariga boa e carinaos*, porm,
minha amiga, lio muilo prognieea. Se cu llie fallas-
so, que seria dola? Vosso sabe que depoil da mur-
i de meii marido reilu/i lodos os meas bous a ron-
da vitalicia, e por i mesma Maillia nada lom. h>-
pilo Ido Isla desde a mauliaa al i noile, o todava
ella nio se turna mais aelv'a e laboriosa. Essa o|ua-
Itdade de dorediiaria. A m.li e av uiu erara de ou-
A expulso do coronel Charras Bcar sendo urna
nodoa indelcvel para a honra do paiz e nos a deve
mos a um ministerio, que se diz liberal.
(Flandres Martima d"slende.l
Rem tenga seria a lisia das humilianles concesses
que o ministerio de hvporrila cnnciliacio ha fei-
to ao governo imperial ilesdoa lei Fader al ei-
pulsao do coronel Charras.
Parece mesmo que de algum lempo o governo bo-
napartista tomou a tarefa de nos fazer sentir mais
vivamente a sua pressio e influencia.
Ouerem-se algumas provas ilisso O nosso minis-
terio da uerr i ronrebe a desastrada idea de cha-
mar as reservas de 1817 e 1819, no momento da co-
Iheita, quando a agricultura lem mais carencia de
bracos.
No mesmo instante, Mr. Vaillanl, ministro da
guerra lo l'ranca, publicou urna circular que per-
iiiilte aos cultivadores o requereremo auxiliodas tro-
pas, para as empregarem nns trabalhos dos campos.
O contraste ha evidentemente apresentado, i"le
proposito, o a confortaco nio he a favor de Mr.
Ano il. Primeira bofetada.
O periodo do acampamento foi fixado para a po-
ca dos calores. A marcha das tropas de inuilas ve-
zes nociva a saude c mesmo a vida dos soldados. A
calaslropdc de /.oudoven anda es! presente na
lemdranca de lodos.
Nio se sade se o ministro da uerra lomou esle au-
no corlas proraucoes para impedir a repeteo da
occorreucia do auno pa-s nio. O que porem he cerlo
he que o imperador Napoleio III, aprovoileu esle
entejo para rcrommendar aos cheles dos corpos, que
empreguem todas as cautelas a respailo dos soldados
durante as suas marchas.
Aqu a autlliese de anda mais saliente, e o sol-
dado belga dir comsigo mesmo, que se deve ter or-
siillio em ser francez qnando se consideran) as pro-
clamaces democrticas de um despola.
Segunda dofclada.
Finalmente a capital da Blgica dea abrigo a um
homem de alto valor, e de rerondocida coragem.
Este homem esleve no poder cm 1818. Foi secre-
tario do ministro da guerra na qualidade te tencute
coronel. Pedera fcilmente alcancar o posto de ge-
neral, pois que nem mesmo os seus inimigos llie
contestaramos seus direilos o aptidio.
Deixou o poder como entrara ncllc,-sem que liou-
vesse a menor allcracao em suas dragonas. Foi mem-
dro dasduasassemblas republicanas, c por nio ler
querido parlildar no attcnlado nocturno de 2 de de-
zembro, por nio ler querido perjurar com os Saint-
Arnand, os Masnan, os Espinasse, os Canroberl, etc,
foi apprelieudido no seu lolo pelos agnazis, arrasta-
do prisio de Jlain, e depois enndazido entre dous
sendarmes al as fronteiras hospitaleiras da livre
Blgica.
Durante o anuos, dahilou em Bruxcllas cerrado da
estima geni, Kubmelleii lo-se a Intas as ordens ve-
aatoraa de urna, polica desconfiada.
Nunca se pruferio a menor queixa contra elle, e
quando se espalhou o rumor de que era condemnado
a ser expulso, a opinio publica agilou. Os dmeos
de maior ramistericio fizeram os maiores esforros.
para que o mininlro da juslica rexogasse esta ordem
inqua; Mr. Fader apezar de recondecer que a cun-
ilucla de Mr. Uiarras era irropreliensivel, respon-
de... que o governo francez assim o quer, c que elle
ministro do rei l.eopoldohecompdliilo a obedecer!..
Os nossos ministros sin os conscldciros d'um rei
coustilucional ou lacaios d'um despula ? A capital
da Blgica lornar-*-hia uma prefeilura franceza?
lie misler qaberemque licamos, polsqne nos incli-
namos para a segunda b\ pulhese.
.belaireur de Humuir.)
lEcho l'opulur.''
-Londres 23 de agosto.
Parece scrjsernpre urna cren^a inui comniiim que
a guerra na Iricnle alo lioje se lem lumia lo a npe-
rares lio invcenles e pacificas, como podiamos
ver arana verlo na dislancia de Ires leguas desla
metrpoli. Slippuuha-se ale boje que a cousa nio
pasma do naredas. pafadqa, exercicios de fugo
em Woolwich arampamculus cm Cdobdam, expe-
riencias emS >eduryness com morleiros e pecas de
alcance, revi na vates em Porlsmonld, emliarques,
frequenles n antas de quarleis, docnles nos hns-
pitaes. ora n ora uiouos do que no paiz, e or-
dens do dia ce ea ele capacetes,vestuarios e bigodes.
Entretanto aqu i lo que os historiadores e os moralistas
chainain horrores da guerra nio lem entrado na ques-
tio. Temos explorado mares desertes, balido i portas
de forlalezas fechadas, c andado as palpadelas em
planicies incdonhas, procurando o inimigo e nio en-
contrando ninziiem. Al aqui, sesundo se er, tem
sido uma guerra sem inorfes nem estragos, e, como
os nossos mosquetes podem vollar um dia para os
armazens lio limpns como daviam sadido, da mes-
roa sorle o exercito poste vollar para os seusanligos
quarleis sem outra perda mais do que da or do
rosto, da tez crestada, e de uin pouco dessa gra-
ca de aspecto quo distingue os guardas e de
certo encante a protalo. Verdade he que a geo-
graphia do negocio esl mudada, mas com a subsli-
tuico do Mar Negro, do Bosplioro, Calliopoli, Var-
na, e de outros poneos nomes. ludo podia ter si-
do feilo no canal. Esla he a idea geral daqueslio,
c os murmuradores que se queixam de que Icnha-
moa gaslo dez niildOes n'uma lama rcpelieio das
revistas o anuo passado, somente lamentam perda
de moeds, de lempo c de carcter. Ao menos, sao
estas lodas as suas queixss, c estas quexas sao re-
cedidas pelo sarcasmo, porque exigen) grande car-
noficina. Klies devem lembrar-se que os Russos
loram cxpellidos dos principados, cercados em seus
portes, privados do seu commercio, sem derrama-
incnlo de san.'ue ingla ou francez. ; c he muilo
meldor.
A' vista dsso, desojramos nos, ,.u nio. que as
cousas se (endam psssado assim ? Desojramos mis
que a guerra leuda sido redolida a lim modo lio
parifico, e qoc tendamos molliorado to largamente
acerca dos modos crueis e repentinos dos nossos
autepassados, a ponto de realisarmos com scicncia
o que cu-luii-lhes lo meilonho sacrificio de vidas ?
irala-ee de saber se lemelhante desojo seria raxoa-
vcl ou jaste, nu mesmo pi, porque a guerra he
sempre guerra, e mesmo o vingador do sangue e o
rampeo do direilo deve esperar os riscos a que
subjeila o seu inimigo ; e aqucllcs que vibram a
espada da vinganca em noine do co a quem ella
pertenee ola o devem fazer tecilmenle, c nio fa-lo-
hio barato. Pelo contrario ; estamos cm guerra, e
de una guerra real, dem como uma das guerras
antigs que desolaran) continentes, devastaran! a
llor do secute, e codriram as familias de luto. Te-
mos encontrado um inimigo, um dos anligos inimi-
gos, e um dos mais tunalos. A peste lem seguido
as pegadas da expedico, c lem destruido lanas vi-
das preciosas como hornera feilo uma campanha
sanguinolenta. Segundo as ultimas noticias de
vana O cholera ainda ia ceifando centenares de
Victimas. A nossa perda era de 30 por dia, e as
Iropas fraocezas linham perdido junlamenlc, segun-
do se dizia, nao- menos de 7,000, dos quaes 2,000
pereceram n'um infructfero reconhecimeiilo aira-
vez do Dohrii Ischa. O hnm lempo ainda nao era
esperado, e, como esla circumslanria pareca ser
reputada o peior mal dos dous para dar vela, ain-
da quando a expediento eslivesse prompla, ao passo
que o citolera vai continuando as suas devaslacoos,
da muita prodabilidade de que a morlalidade con-
tinu na mesma proporro. Dez ou quiozc mil
lalvez firpiem morios ou iiupossibillados al o mo-
mento do embarque. Cerlainente a mortalidade
dos Russos, dizemo-te para nossa consolacio, be
ainda maior, de sorle que elles lem coudiizido com
sigo na sua retirada nio menos de vinle quatro mil
dngntes, dos quaes muilo noucos r,idem sobreviver.
Mas a que vem ludo islo : Niis estamos pcleijaudo
com um inimigo peior do que os Russos ; ou, antes,
ardamos que a nossa inaecao he urna campauha mais
funesta do que uma halalha peleijada no campo.
Estamos pelejando uma balalba de solTrimciilos,
de disciplina, e de eoiislilai^io phvsica; e somos
vencedores porque temos perdido muilo menos do
qne o inimigo ; ma sem embagn temos perdido.
lodo oexercilo lera perdido por este flagello, lautas
vidas que o proprio Napoloflio leria hesitad arris-
car ii'miia halalha, por inas esplendida que fosse
a vanlagem, a nio ser em casa de absoluta necea-
(idade. No appello ao senso commum da Inglater-
ra este lamentavel resullsdn deve alterar inteira-
meule lodo o carcter da campauha. I.isongcamn-
nos que ella leuha cudado mais do que sangue.
Denominamos mais do que sangue essa vida que he
consumida em marchas forrada- alravez de mallos e
pas, em hospilaes onde reinam miasmas, cm cam-
pas sem ar. sem agua, ou sem esgotos, e na vizi-
nhauca dos Turcos que sio pouco asseiados. Deno-
minamos islo mais du que sangue, porque de n-
gterio e triste. Este faci uio este os criplo nos re-
gistros da fama, e, seja qual for o secreto valor ou
a virlude do Iriumpho, falla-Ido toda a aniniaeo
e os argumentos moraes qne podemos imaginar pa-
ra lira-la da somdra de iltomediavel desastre. O
osperilo daquelles que astrin pereccm tem grande
preciencia do seu destino, porque esli commiim-
menle Iriites carahrunhadol, com o predominante
pezar de que nio tcnliam niorinlo no campu.
>'io_ nos admiramos de ver quo o imperador da
Franca, ao saber noticias equivalentes, ou, mais
equivalentes, a um serio desastre, tedia dirigido
uma proclamaran ao exercito no Oriente, exhorlan-
do-o a resignar-so sod lo lerrivel desanimo. A cx-
leusao, a profundidade deste desanimo, he maior do
que os termos da proclamarao confessam, e maior
da que queremos descrever com particnlaridade ;
mas p'ermi(la-se-iios diier qne se o eslado actual das
cousas continuar por mais algumas semanas os nos-
sos comman lanos vero que ellos lem perdido mais
em coragem do que em numero. He muilo hom di-
ser aos soldados que o flagello que lem morlo a sc-
le mil, posto quo seja fatal, ho transitorio, c rha-
mar-lhcs lembraiica aquelles que, allronlaram a
pete ha 30 annos, c adqnirram honra cm proporro
a d.?> astaco da calamidade. (>ucni pode pcleijar cou-
Ira urna pesie ? Quem poder desenvolver enlhu-
siasmo, aceuder a sua alma, adrazar-se para a con-
olusio, c penar por amor da gloria, contra o sublil
veneno que se insiuua no sangue c contamina todo
o syslcma1? Soiihemos oulrodia de ara valente coii-
cidadu que deseinliarcou sosindo n'uiua praij pos-
suida pelo inimigo, e aposten a sua vida contra as
mais lerrveis vanlagens. Mortalmcnlc ferido. an-
da arrescenl'vu novas vidas cusa do seu sangue, e
smenlo cadio quando havia recodido mais de :li)
fecutaa. i^uaiolo-o irmroenian,o -horror causado pe-
lo pensamenio de seinelhaoU- erase hoovcr paseado,
deve ao mesmo lempo occorrer que de muilo me-
ldor aedar-sj alguem sosindo ". totalmente abando-
nado de soccorro. entre os mais selvanens inimigos fluc"cs individuos qoc nada merecen) da sociedade,
de carne humana c de sangue, do que jazer pros-
lado debaixo da inscruiavcl agencia de maligna
pesio.
('.ou!;nua a discussio adiada do projeclo n.'.Hdes-
le anno a favor do eslodante Valdelaro.
Fallam os Sr. Baptista e Paula Candido, depos
do que fica a disciisso adiada pela hora.
Proredendo-se volacao do projeclo que faz alle-
raees no cdigo do commercio, e he elle approva-
do com as emendas oITcrecidas, brando prejudicada
a do Sr. Junqueira.
Enlra cm 1." discussio o projeclo do Sr.Pererrada
Silva sobre a 5.* parle do sold concedida aos oll-
ciaes da I.1 elasse, c sobre o casamente dos mili-
tares.
O Sr. Correa das Veces:Sr. presidente, aedan-
do-sc em discusso om projeclo que diz respeito
mu nolo classc militar, aquella a que o nosso paiz
tem deviilo em grande parle seu progresso, tildo de
sua traiiquillidade e de mu paz, aquella cm quem
cll econfia a sua soberana independente, sua nte"-
gridade c seu repouso futuro ( apoiadoi ), cu nio
podia deixarde alguma cousa dizer sobre tal projec-
lo, principalmente vendo que uelle se ferem muilo
de pcrlo importantes inlcresscs dessa elasse, mesmo
seus mais nodres scnlimcnlos.... ( .tpniado*
O .Sr. Sera : Nio apoado ; peco a palavra.
O Sr. Correa das Xrces : Seuliorcs, en nao
seria lalvez o mais proprio para airar a ni inda dedil
voz em favor dessa elasse, mas vendo que o mu no-
bre general, o primeiro representante dessa clas>e...
O Sr. Seiira : O nico aqu.
O Sr. Correa das .Veres : .... e que me acaba
de dizer que he o nico representante della nrsla ca-
sa, he primeiro a dar o sen assciilimento"a algumas
medidas determinadas nesteprojeclo, que a nieu ver
vio olteiidcr serios inlercsses e nodres afleclos dessa
elasse, entend que esses inlercsses c aderlus Cilio
quasi nlciramciilc desamparados e cm orphandade,
e por isso me animei a tomar a palavra para dizer
alguma cuusa em seu favor.
Sr. presidente, tanto mais graves sao os onus, tan-
tos maiores sio as privarcs, lauto mais ingratos sio
os tradallios que pesam sodre uma elasse da socieda-
de, quanlo maiores devem ser os favores, devem ser
as consideraeoes, quanto maiores devem ser os obse-
quios a essa classc concedidos, c nao julgo que seja
conveniente, que seja juste c polilicoque se aggrave
a sua sorle com prvacio, com onus, alcm daquel-
les que a propria conservaro, que as necessidades
sociaes, que o meldor desempendo de seus deveres
o exigen).
O Sr. Sera: lie para isso mesmo.
OSr. Correa das -Veces: A elasse militar, se-
uliores, de infelizmente, de necessidade sodrecarre-
gada de tradaldos e privaces (apta&Ot), he infeliz-
mente rodeada de amarguras, he urna classc que lem
urna vida doloroso e eheia de sacrificios .apoiados
e ser justo c conveniente que a rcprcsenlacao na-
cional, aquella que deve mitigar o ir.ais possivol
quanlo de acord baja nosla vida, seja mesmo quem
prive a essa elasse de tuna doce consolacio, de um
Unitivo, pie mitiga e refrigera a aridez de sua vida
afanosa ?
Cortamente que mo. Por lal forma, senhores, a
classc militar ficaria entre mis muilo inferior da-
Ira inancir. lie verdade, porm, que lodas linham
uma saiide inui delicada.
'Fallecern) muilo moros, disse Brgida.
Obi essa familia he singular! As muflieres
della morrn] sempre docnles do pcilo logo no pri-
meiro parlo, dando luz uma menina... Vou dar-
Ule um cxemplo cnlre cem da negligencia de Mar-
ida.....
Nalalis nao onvia mais, represcr.tava na imagina-
cao essa longa e paluda serie de apparires diapha-
nas que passavam. amavam e depos inorram; mas
uimca inleramcnte ; porque licava sempre uniali-
llia para rontiuua-las. Destine a" mesmo lempo tris-
te e doli O mundos as condeca mocas, e a rosa
apenas desabrochada reoovava-ee logo/Todas easaa
Candidas figuras fatigadas logodo ar deste mundo,
viviain para o amor, emorriam pelo amor; Dos
apenas dcixava que a Ierra as rate em sua grara ;
ellas nao cram vordadeirainenle alijos, mas parlici-
pavam do privilegio dos anjee de niocnveldeccrem?
Kulrclanlo que Nalalis pensara nesses bellos pdan-
lasmas, vio vollar aquclle que rospiravajiesse mu-
iente: Marida dando o braco a Maria.
Ella nito linda feilo mais do que variar sua sim-
plicidade. linha lomado um vestido arogador de cs-
sa dranca com um cinto azul-claro, linda alado com
uma fila de lorcal seus cabellos longos c finos, e is-
so bastara para torna-la admiiavelnienlc linda. Na-
lalis, que havia visto sua belleza pola primeira vez
na vespera, a via pela primeira vez nesse dia. '
b dizem que ja csl.i condcmnaihi amorte dis-
se elle comsigo. Ah he romo cu lalvez !...
Elle mesmo senlia-se em uma disposieao particu-
lar. Eulre a amcaea de um perigo e a hora do mes-
mo lodo o inlcrvallo da espera para quem nao esl
acoslumado a esses riscos, he oceupado por ama es-
pecie de visio; a verligem da niorlc causa sempre
alguma a.lmirario a vida. Nalalis eucarava sem ne-
nhum lemor a idea de son duello do dia segiiinle ;
mas einlim dem poda acontecer que fosse morlo, e
eso roceo devia dar para ello a esse dia una elari-
daite extraordinaria. As cousas stravez da gatea ou
dovidro corado dessa -iluar nova p.ireciain-lbe
esclarecidas le nulro modo, mais longinquas e mais j
notareis do que na realdade. A alma esl entao I
Anda ha.oulra considerario mais seria. O que ga-
ndamos nos com uma demora que de mais mortal do
que lialaldas ? e porque hesitamos escolher cnlre o
inimigo c o campo, quando o ultimo he mais formi-
davel dos dous ? Se livessemos desembarcado ha
um mea na vizinbani;a de Sebastopol, e com as nos-
sas enlio incompletas preparaees houvessemos a-
vaneado al as alturas na retaguarda dessa fortaleza,
quem negar que podenamos apossar della a cusa
de dez mil homeus? Certa mente a nolicia de que Se-
bastopol se rendera, mas que dez mil homens ba-
an perecido no assalto, nos causara lano horror
quanla alegra. Regosjar-nos por um Iriumpho tio
caro seria uma ficecia. Estamos convencidos que
nns, e loslos os que tem instado por semelhanle em-
preza, deveriam ter uma parle no desprazer ; e cer-
tamonle leriamosouvido alguma cousa dos oulros
alcm da sociedade da paz acerca a dos projeclos dos
amigos de carneheina; Com ludo o resultado he
peior. Temos nicamente perdido da maneira mais
miseravcl duque muitosque houvessem morrillo glo-
riosamente cm um dos maiores rcconlros nlTerccidos
a cavallaria desses lempos modernos. Appcllaremos,
o. o razemos com grande dr, e por amor do paiz, c
da grande causa em que lemos tomado parle, para
os amigos desses distiiiclos olliciaes que lem apodre-
cido em Varna, Sliumla. c cm oulras liadilaroes da
pesie ; e o que daram elles para escrever Sebas-
topol a sodre os lumulos desses dravos I Quio pre-
ciosa seria essa palavra para os que sodrevivossem. c
ale para a mais remola pesteritUde Por oulro lado,
quao triste, quo indelinida de a morle a que ellos
lem sido actualmente condemnados E nio podemos
delxai de crer que Sebastopol leria sido lomada, e a
guerra douvera sido feliz o gloriosamente conclui-
da. Com esle aconlecimenlo a guerra esl conclui-
da, porque, Sedaslopol as mios dos alliados, a
Russia fica innouensva ; o seu dominio no Mar-
Negro aradado, o Mediterrneo seguro, e a Europa
hvre. (Times)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sla 14 de agosto.
I.ida o approvada a acia da antecedente, o Io se-
cretario d conla de dous nidrios do ministro do im-
perio rom as informadles que llie foram pedidas acer-
ca da creaeio das novas provincias denominadas
Rio de S. Francisco c Kio Paracalu. A' comrais-
sio de eslalistica.
(' Sr. liria/o pede urgencia para aprescnlar um
projeclo, c sendo essa approvada, l-se o projeclo, o
qual de depois reinellidu as duas commissoes reuni-
dos de saude publica c juslica criminal.
esquecia, e lodos
que om nada liles aproveitam, e ao contrario lhcscr-
vem de onu
Senhores, qual ser a vida de um podre soldado,
depois das fadigaede uin dia de lula, depois do afa-
noso lidar do campo de balalda, depois de daver all
affrnnlado mais de mil perigos, que vollaudo Iris-
le barraca, nao encontrar uns labios que llie sorriam
festejaudo-o pela dita de o ver escapo ao ferro ini-
migo...
O Si: Ferraz : Eslou ouvindo Slokler na sua
ode ao amor.
O Sr. Correa das Setti: O elogio que o no-
hr'e depulado se digna fazer-me me he muilo honro-
so, e o que llie |m>sso asseverar de que o que digo
nasce dos estmulos do meu coracio : he a theorii
apenas, nio tcnlio pralica. {.Ipoiados, muilo bem,
risadas.)
Senhores, lodos sadem que a mull t de a doce
rompandeira das desdilas dos homens... (Apoiado ;
puvem-se alguiis apartes.
Se os nedres depulados nio pcrmillem, nio con-
senlcm qiiecuconliuuc aapresenlar a conveniencia
[continu, vai muito bem' dos consorcios da classc
militar, se os nodres depulados entendem que eu
nio devo levantar a minha voz contra esse celibato
forrado que se quer impor a uma elasse da sociedade,
eu sou bastante condcscendenle para anuuir a seus
desejos ; mas se me cousentem dizer a minha opi-
nio, cu a exporei com franqueza. Continu.)
Senhores, como ia dizendo, entendo que excepte
os coraroes arrefecidos, qne a nalureza j formou
para a vida cclidalaria, desses horneas em cujo na
mero lalvez eu entre, que desej.mi viver solilarios e
miaaiilhropns, e recolhidos comsigo mesmo, suppor-
lar os revezes da sorle sem procurar quem participe
de suas angustias e dores ; excepte estes homens
que felizmente sio muilo poucos, neuhnni maisdei-
UIM de apetecer, nenhum mais deixar seguramen-
te de desejar urna companhia. um consolo para suas
amicres, um coracio aonde deposite suas alegras e
seus pezares. Se islo be assim, se existe esla tenden-
cia moral sociedade matrimonial, tendencia filha
de um sentimculo innato ao corar,io humano, de
um seiilimento que llie foi gravado pete dedo da
Omnipotencia, para que elle nio recciasse, nio to-
rnease lomar a al os onus malrimoniaes, afim de po-
der daver a reprodcelo lio necessaria e convenien-
te perpeluidade da especie...
O Si. Branduo : Vai muilo bem.
O Sr. Correa das Seres : ... se islo pois he lio
natural ao roraeo de quasi lodos os homens, romo
querermos corlar em flor esses estimlos, esses sen-
limenlos lio nodres do coracio de urna importante e
numerosa classc ? Como querer-se privar aos nossos
dravos dos laros malrimoniaes, que osdomens cha-
mam lloros, e que todos lem como a maior felicida-
dc do mundo?
Sendores, poderemos nos conlar com o heroismo
de um liomein, poderemos conlar com a sua cora-
gem para all rentar as codorles e pdalangcs inimigas,
so elle nio liver em seu pcusamcnlo e constante-
mente em sen coracio que seria um acto de cobar-
da que leria de cobri-lo de ignominia perantc a
rompandeira de sua vida, perantc aquella cujo Jiom
nomc a repulacio elle lano preza, o vollar as cosas
ao inimigo ?
Quando um domem sade que nao lem um cora-
cio que palpite por elle ; quando um domem seulc
que naO tem urna pessoa a quem ile perlo inlercsse a
sua gloria; nio que lem um ente a quem legue a sua
doma, esse domem nio far.i sacrificio algum nem
para alcancar a gloria, c nem para conservar a hon-
ra intacta : esse domem torna-se-da um egosta.
Ello vivera nicamente para sis (/Ipoiados ; muilo
bem.) '
A consequeucia do matrimonio, senhores, sio os
lildos, c um domem que ve que lem aps si entes
que o representan) na sociedade, leme muito legar-
Ides um nome manchado; desoja muilo adquirir
urna gloria que v recahir sodre na prole, sobre
seus descendentes, (.-ipoiados.)
0 nobre general que me deu um aparte no prin-
cipio de meu discarao, por veiilurlTquaudo vollava
do rampo da halalha coberto de loaros, ao encon-
trar a sua compandeira nio senta o seu corario pal-
pitar c eueder-sc de orguldo, por ser ella quem pri-
meiro llie cuioava o bymno da victoria? Qpanlas
reza o nobre general, entre o sibillar das bailas no
campo da halalha. nio sentiria seu corario, prestes
a desfallecer, reanimar-sc com a lemdranca de que
linda lildos a quem legar um nomc honrado? Eu
crcio que o nodre general mais do uma vez experi-
mentaria esses diversos sentiineiitos...
Um Sr. Depulado :Dcixc-o fallar, elle dem co-
ndece cssas cousas.
O Sr. Correa das .Veres Podante, quero sup-
por que o nobre general nio se recordou desses mo-
mentos solemnes quando me deu um nio apoiadoi
porque a recordar-so cortamente que esto tugar qne
cslou oceupando seria mais liem oceupado pelo no-
bre general, que enlio fallara pela pralica, o nao
como cu, de mera laceria....
O Sr. Sii/ueira (Jueirnz : Sent muilo bem.
(I Sr. Correa das .Xevcs :Nos devenios, sondo-
res, ler tambera cm vistas que nossos actos de ma-
neira alguma vio oltender a moral pudlica ; nos de
vemos Iradaldar com lodo o cuidado para que na
sociedade se conserve a tranquillidadc das familias,
para quo os homens durmam descansados na con-
lanca das iiisliluiees publicas. Vos, sendores, nio
podis cu lamente arrancar do coracSe ctessa elasse,
a qnal queris privar do consorcio, os estmulos na-
luraes, vos nunca pederis lomar insenciveis seus
na grandeza, cm orna decente mediana; mas nem
lodas as familias na sociedade alcanc^m esse estado;
e nao ser por ventera o casamente om principio de
economa para o mesmo militar? (Apoiadoi). O te-
lo de uma senhora, o seu cuidado, suas allencie-,
para cousas que, embora pequeas, agglomeradas se
loruam imprtenles, nio ser na vida domestica
uma verdadeira economa para essa elasse? E de-
mos que algum sacrificio baja da parle de nossas p-
ticas em contradir matrimonio rom individuos de
uma elasse meuos favorecida, com que autorisacao,
rom que direilo qnereremos nos prohibidlas esses
nodres sacrificios ? (Apoiados.)
Urna mulder que casa com um miliiar sabe muilo
dem que vai passarvida de privacoes.quctem militas
vezes de acompanhar seu marido ao acampamento
quando vai baleros inimigos do seu paiz; ella nao ig-
nora que oulras muitas tem de ticar privada de sua
companhia; mas quer fazer esse sacrificio. Por que
razi, com que direilo queremos priva-la de parti-
cipar seu tanloou quanlo dos trabalhos e revezes da
vida, e de concorrer com seus sacrificios para a glo-
ria miliiar 1
Dizem oulros, o miliiar casado he o qno menos se
pro-la a qualqner expedico, para marchar para es-
te ou aquelle lugar, para oude o governo o quer
mandar. Senhores, he uma injuslica que se faz a
elasse miliiar. Militas apoiados.)
O Sr. Senra:Esbi levantando caslellos, quem
dissa isso?
O Sr. Siqueira ijueiroz: Dizem, he urna ob-
jecrao.
O Sr. Correa das .Veces (dirigindo-se ao Sr.
Sera:O nobre depulado pode saber ludo quanto
se me lem dilo? He um dos dizem que por ahi cor-
ren) em favor dessa medida: he a esse dizem, que eu
respondo.
Senhores, o mal nio esl no casamente, est no
patronato (apoiados); o militar qne se recusa a mar-
char para as commissoes a que o governo manda nao
be o que lem mulder e lildos; eu lenho viste milita-
res muito uera los de familia e muilo pobres quo
jamis se hio negado s commissoes do governo. nue^..
tem atlronlado lodos os perigos, e, deitaodo suas ^**^aw
familias com Traeos recursos, marchan) e, cubrem-se >^
de louros.
O Sr. Brandao:Desses conheroeu milites. x
O Sr. Siqueira ('ueiro:: NSo vamos longe, o
excmplo esta no nobre general que nos ouve.
O Sr. Correa das Aeces:-^zeiu lambem. que o
miliiar casado e com familia, quatido lem de seguir
de um ponte para oulro, occasiona fispendio de di-
nheiros pblicos maior do que o solleiro. Ora, se-
ndores essa economa he vergonhosa; e cerlamentc ____
nao se deve fallar na despeza que o Estado faz com ...
um pobre miliiar qne vai sacrificar a sua vida no
itilore- do mesmo Eslado. Nunca deve-se fallar
nossa dospeza que faz para que o miliiar leve junte a
si os mais charos objeclos de saa afieicio, nunca se
leve pensar em privar o pobre militar de ter uma
companheira que o consol em seus desgoslos, c ler
cora'.-os aos altelos amorosos ; o se vos privadles I "ma Pe*sl>a que o pense por amor dessa economa
franquillisa-te, nio estamos
torccndo-lhe a
Muaivel como a chapa de Daguerres, e prompla pa-
ra receber indas as impreaaOes.
Enlo nao vamos ao jardim ? disse Maria. Dci-
semoa conversar as matronas, e vem comuosco, Na-
lalis.
Dizendo isso, ella lomou o irmio pola mflo som
largar o braco de Marida, elevoa-osassim para Cora.
Muilo dem! aqu respirase! Marida moalra-
nns tuas llores, las gallabas, leus cocidos, torio o
leu mundo.
Todos lies iam alegres por eslarcm juntos. Mara
vendo que os irinos linham ido a Clialcuav, julga-
va que o duello decididamente nio leria lugar, e
linda feilo Marida comparlilliar de sua coiianea.
Ella ria, .Marida sarria, Nalali
estavam contentes.
Amo lom menle esle jardn).' disse Nalalis
com o coracio alegre. F.m cada arvore dclle encon-
tr teda a especie do lenihraneas. la dez anuos que
venbo aqui, nao de assim? Kn era menino quando
aqui euliei pela primeira vez. De longe, de Paris
elle parooia-ine. um verdadern paraizo terrestre! El-
le foi pala inini o calilo de re va o de ar livre que
orcupa lio grande logaron lo las as infancias. Oue
bellas rairdras demos enlio licite!...
Marida ouvia Nalalis com transporte, e indinara
a linda caben Odiante do Mara alim de v-lo fallar.
Hara, disse ella em uieia voz, pergunta a tea
irmio se lembra-sc do diacm que lia Ires anuos abri
a pilboca da cabra, a qual sabio com os dous lilhi-
ndos c po<--c a correr pelo jardim ?
Oh! sim, responden Nalalis rindo, OS cabritos
devuravam os odos e renovns das plantas, minha ta
ilava grandes gritos e eu procurara apandara cadra
a qual defendale como um demonio. Foi un; bello
combate; porm sadi vorgoiidosainciite vencido !
Pergunta a leu irmio, Maria, se leindra-se ha
qualro anuos da larde em que folgamns: A ronda
pata, lie mein noile. Eu nao mo atreva a hincar-
me no tumulto, deixava sempre lomar minha radei-
ra, a licava um lauto agaslada ; enlio Nalalis ceden- oivelmele atlrahidos para'Nalalis; porem ludo isso
me sen lugar.... se fazia tio naturalmente, pareca lo. involuntario,
I.oindro-mo vagamente.... dase Nalalis. o onvolvia-se sempre em lio casto recalo qne Nata-
Ab! minha querida, exclamou Maria ; para lis o senta antes do que x ia, e foi o nico que senlio.
os rapares o que elles rhamam meninas, nem ao me- l'm acaso insllnetivo, se assim podemos dizer, .le-
nos exisie. Mas as meninas lorn.ini se raparigas, e xou um niuniente Nalalis 'e Marida um lauto aira/.
cuino se desforrara.
longe diaao!
Escarnecedora.' dsso Nalali
pona ro-ada da orolda direila.
Maria, torneo Marida entregue ao seu pensa-
menlo, pergunta lambem a leu irmao se elle tem
anda....
Pergunta a Ion irmio! porgante a leu iranio !...
repolio Marn, fomentara voasosnao Fallam a mes-
ma lingua para necessilarem de interprete!''
Maligna! disse Martha confusa.
E pegando na orclba esquerda de Maria lorecu-a
levemente lamdein.
Ai! ai.' gritn Maria.
Fiz-le mal, minha querida?
Od! nio. Es doa, adraca-mc.
Marida beijou a fronte de Maria.
E ou! disse Natalia.
Os laidos ilo mancebo voaram como por si meemos
ao lugar cm que se linham posto os da rapariga.
Martha corou e disse repentinamente : Corra-
mos !
V. por um mnvimcnlo irroflcclido corrcuarraslan-
do Maria. Nalalis seeuio-as pensalivo.
a elasse miliiar dos laeos do nntrimono, se a pu-
zerdes inicuamente dependente dos capriedos de
um ministro, para conseguir uma lirenra, precedi-
da lalvez de vergonhosa e humlbaiilc sxiidicanria.
sem Ihe arrancantes do codicio esses senlimenlos
de que vos lenho fallado, se os uio lomadles
!ii-en-i\eis aos afleclos, o que queris cm resul-
tado '.'
I'ma roz :Oflensa moral.
O .Sr. Torrea da* Seres :Por ventura a moral
publica nio tara gravemente nflendida? Apoiados.)
Mas, dizeis vos, queremos prohibir qoc a elasse mi-
liiar contraa casamentes infelizes, que um miliiar
una sua sorle a pessoas tnenosdignas dos galocsquc
ornam sua farda...
'ma ro::Nio he s essa a razio.
O Sr. Correa das Seres:... porm, senhores,
allcndci dem e veris que se vos aprsenla um re-
sullado opposlo a esse que desejais, a experiencia
moslra que os homens celidalarios na sua veldice
procuran! casar-se, c que qnasi sempre fazcm os
peiores casamentes. ;.Ipoiados.) Todas as vezes que
o domem nao pode, pelo seu eslado finaneciro, ou
por oulro qualqucr embanco, casar-sc, elle procu-
ra unir sua sorle, por um desses laros reprovados
pela sociedade e pola religiao, a urna mulder ; e a
niullier que se sujeila a urna vida incidente, que
anime por algum lempo a viver ligada por laros
deshonesto! com lim homem, nito de redmenlo a
do meldor conducta e de melliores senlimeuln-
.npoiado*); e o verdadeiro lie que o domem, eslis
ululado pela paixao, ou por esses senlimenlos inna-
tos, nao olha, nao ,-tteude s qualidades, e essa
iiniao se eslabelece. Della preven) quasi sempre a
prole, e enlo o amor desla obriga ao infeliz a unir-
se petes laros legtimos a essa pessoa que era indigna
de si. | .tpoiadou.' Eis porque eu disse que vs com
essa prohibite virios a obler um resultado inteira-
inentc avessn c rondado ao que miris.
O Sr. Branduo:Est direilo, vai muilo bem.
O Si: Correa das Seres:Nos, dizem, ainda ou-
lros, queremos embaracar o casamente elasse mi-
litar porque leudo ella mesquinhos vencimculos llie
fallecen) lucios para sudsistir com urna familia...
O Si: Brandao:O reincido nao de esse, faca-sc
o que se deve fazer, aiigmente-sc os sodios.
O Si: Correa das Seres:....porem quem do o
competente para julgar da conveniencia de tomar
um eslado senio aquclle que lem de loma-lo? Quem
foi que nos nsliluio tutores ou curadores dessa elas-
se? Ella por acaso reclamou de nos esse cuidado?
Scidem sendores, que o vcnciineiito de algumas par
lonlessaoiusullicenles o que eu deploro edesejo poder
remediar^ para sustentar urna familia, ja nio direi
dos uniros. Marida cm sua admiravcl candna licou
ingenuamente satisfoila, desojando smenle conver-
sar, o uio saliendo porque orcullaria alguma cousa
de su coraco; porm Nalalis cortamente monos
simples c menos puro lemia seus s'.uilimentos, pro-
enrava suas nalavras, hesilava e halduriava. Toda-
va nao os tu a suprema cloquencia, gaguez de
um roracao menino, ba be bi lio bu do amor?
He preciso que eu llie agradeca, Marida, me-
ldor do que o liz hontem, disse Nalalis com voz com-
movida.
Agradecer-me, o deque?
De seus volos. de suas oraces polo mou dom
successo. Nada poda scr-mc mais agradavel c mais
precioso.
Oh VOSS zoinda de mm, meu prime Que
son cu camponez i mal instruida, e muilo acaudada
em relacao a vosso, artista de lano lalentoede tanto
increrinento Se leudo reaadO muilos rosarios [tara
que soja recompensado segundo seu Iradaldo lalvez
vosse ra dissa; mas era uma'aceio mili simples.
\"-,' de meu prente, de irmio de Maria, a qual
de para niiiii urna irmaa ; minha ta de sua madri-
nda, e mo animara a rogar a Dous por vosse. Era
uiesquiuha....
O Sr. Siqueira yueiro;:Tem fallado muilo liem,
| Apoiadodi )
O Sr. Cortea das .Veces:Sio estas, senhores, as
nicas razoes com que se quer sustentar a disposieao)
do projecto que discuto ; alm dessas nio vejo mais
outras ; e pergunlo cu, serio cssas razoes suflicen-
les |iara que se sobrecarregoe a elasse miliiar, ama
classc lio numerosa, de mais uma privacilo ? Serio
cssas razoes sufficieules para que se impouha a essa
elasse semelhanle privaran, lalvez a mais dplorosa,
a maissensivcl eamais ivrannica ? (Muitot apoia-
dos.)
O Sr. Brandao :He na verdade bem lyraonica;
e a lei nio deu o direilo de privarmos dessa conso-
larlo o coracio do cidadio.
O Sr. Prndenle :Note o nobre depulado que o
projecto est em 1. diteussao, e nella s se trata da
ulilidade.
OSr. Correa das Seves :Creio eslar fallando a
respeito da inulilidade de uma medida.
O Sr. Presidente :Mas s se tem referido a um
dos arti.os do projeclo.
O Sr. Conea das Seces :Entendo que a ulili-
dade do projecto esta as medidas que propoe.
O Sr. Pereira da Silra :E em todo o projecto
nio acha uma medida boa ?
l'm Sr. Depulado :Tamdeni combateo augmen-
te de sold ?
OSr. Correa das Seres:Ora, vaiha-me Dos!
O Sr. Presidente: O art. 128 do regiment es-
labelece a maneira por que se deve tratar da l.
discusso, e prohibe xpressamente que se entre nel-
la por arligos.
O Sr. Correadas Neves: Sendores, esta medi-
da.... ,Dirigindo-se ao Sr. presidente), (alvez que
V. Exc. desla maueira julgue que eu vou combaler
a ulilidade do projecto. Senhores, esta medida do
projecto ainda he intil e prejudicial....
O Sr. Pereira da Silra:He intil ?
O Sr. Correa da* Seres:E prejudicial, porque
ella lende a diminuir a populacilo do imperio. Nos
lemos viste constantemente pedirem-sc quantias e
mais quantias para promover-se a colonisacio, para
mandarem-se buscar eslrangeiros para o nosso paiz,
allegando-so fallencia de bracos; e entretanto que
por um lado se gaslam sommas extraordinarias para
augnrenlar a populario do paiz, pela disposieao do
actual projecto a quercm diminuir....
OSr. Brandao:Inhibindo-se a 1,000 homens
do se prestaren) propagar. (Risadas.)
O Si: Correa das Seres:Vemos, pois, que este
projeclo deslroc em parte as razoes de conveniencia
que aconselliam tazednos despezascom o importante
Qoanla greca ella lem! dizia elle comsigo. i mou dever o mou contentamente f,;zc-lo.
Mas de que me serve odserva-la ? llei de partir lal- Que, Marida .' nio quer que cu llic agradeca
vez oestes quinze das, e ainda que licas-c... I ler pensado em om lgralo, cm um ceg que oceu-
Ah. eis all as pessoas grandes! disse Maria. [ pava-se enlte muilo pouco do vosso ?
Com efteio ellos enconlravam Leonardo eBay- Oh! e vosse podia cuidar em oulra cousa !
inundo, l'idro e (iidoureau, o que mislurou os gru-l via-me tres ou qualro vo/ospor auno quando muilo;
pus o as dados, e foram lodos juntos ver as hitadas, quasi nunca eslava em casa, quando eu l ia : po-
egallnheiro, duas geiras por ludo, um verdadeiro i rm Maria fallava-me sempre a seo respeito. Vos.
parque ao lado do jardimzinho ,1a ra des Postea. | s segua desde a aunada ate a imito bellas a gran-
.\alahs observou ainda pela primeira vez o olhar i des ideas, en oceupava-me cm tratar de minha lia,
clieio de desejo que se ignora, que Pedro lilava cm no servico domestico e na costura. Votos lem em
Mailha, c vio lamben) quo ibourcau mostrava-c I torno de si una familiainleiraqueatna-aeadmira-a,
muilo galante para rom Maria, a qual moslrava-se essa familia he a minha ; mas sou orphia para nio
para rom elle muilo zombclera. Todava no meio | dizer sosinba e desterrada em minhaa alteires. De-
do lodos oa movimenios de vai-vem do passeio. os I vo a miuba lia muito reesnhecimente; porm sua
os e pastos de Martha pan-ciam sempre e inven- idea dilteie lauto da minha, e ella he as vezes lio ge-
vera Maria que approxima-se de mm pelos anuos,
nem eomprehende as ponas, porque vive inniln fe-
liz! Vosse, mou primo, ho moco lamliem ; mas he
serio ao mesmo lempo. Sem duvida por causa des-
sas
voss
as pequeas relacoes paen pensamenlo volla-se para
oas rom [irazer em minha solidio. Sim, digo-lhe
islo e nao deve agaslar-se nem estrauhar, he a voss
que (cubo mais amisade.
Ah figura do co !.... exclamou Nalalis.
Nesse momento Maria ebegnu-se a elles para pet-
gunlar a Martha o nomc de uma flor, e poz termo a
conversac.io particular; porm nojantar. Natalia
sentado a mesa ao lado de Maria quiz ser e foi edeio
de jovialidade, c fez sorrr mais de uma vez a rapari-
ga ingenua, a qual sempre depois de ler sorrido,
corara.
Os lildos c filhas do velho Raj mondo e nolros vi-
-indos convidados por nicdania l'aperler vierain par-
ticipar da sobremesa. Os rapazes orgauisaram urna
parlida, marcaran) um alvo, c depoisdividiram-sc:
uns cscondia)-se alraz dos arbustos, os oulros de-
viam descobri-los e alcanca-los, e carreiras tencas
conieraram com grande detrimenlo dos algreles;
porm nesse dia madama l.aperlier consenta em te-
diar os odos. Pedro e Ciboureau quizeram entrar
no divcrlimcntu, afim de nao se separarem da moci-
dailc.
Nalalis preferio a ludo seguir por loda a parle em
alguma dislancia o vestido branco de Martha que
volteara diante dclle, c applicou-se a isso com urna
especio de paixao encarnizada.
Quando penla Marida de vista, parccia-llie que a
vida Ibc escapara, e senta desfallcccr-lhe o corario.
i .lun lo (ornara n acha-la era preciso conler-se para
nio dar um grite de alegra.
Entretanto Martha comecava a fatigar-se. c falta-
va-lhe a ie-pirac. Mina vez Maria que lambem
corda, aps della o que voava como um passariuho,
terava-lhc j a fita flucluanlo do cinto. De um salte
Nalalis alcanrou a fugitiva c tomando-a pela mi ar-
raslou-a'lio rpidamente que em menos de um mi-
nulo a poz tora do alcance de .Maria.
Porm Martha cabio sobre um banco csgolada o
disse:
Nio posso mais, descansemos.
Nalali sem largar-Ibe a mo assenlou-se ao lado
della. O refugio que linham encontrado era unt
bosquosinho de madresilvas perdido om um cante.
Seus ciimpauheiros de folgnedo animados polo ardor
da lula, nio repararam em sua ausencia, e elles li-
caram assim de maos dadas, silenciosos e trmulos.
{Continuar*e-lia.


2
DIARIO DE PERNAMBUCO, SBADO 30 O STEMBRO DE -485-
S
\
fin do augmento da nossa populajo, c porlanto elle
lie prejudicial.
Parece-rae, senhores, que I chocada a occasiao
e responder a alguus apartes que te me lem dado
aqu a meia vos, isto he, que eu cotn o qua tenho
dilo liei combatido o celibato dos sacerdote*.
Urna coz:Naose importe com iio.
O Si: Correa das Seccr. Senhores, casa queslio
presentemente no est em discussao; c quando esli-
vesse, eu dara a minha opiniao em favor do celiba-
to, mas por outras razos.
O Si: llraitdo:Apoiado.
O Sr. Correa at Atoe:irei mesmo que quan-
lo tenho djlo nao pode era de leve offender csse
preceilo da Igreja; porque o individuo que deve en-
trar para a classe sacerdotal he uur individu tul
generis, uetint individuo que devo.perlencer ao nu-
mero daquellos poucos de q\io fallei em principio,
cujo coraj.lo nao ho talhado para os tajos malr-
moniaos; accrcsccudo de oais que quandu o indivi-
duo lem de ascender a este estado, o quo deve fazer
s por vocac.no, qnaudo reconhecer qne as suas in-
cliuacfte* o chamara para elle, j sabe que o resul-
tado lie conservar-te icelibalario; mas no mesmo ca-
s nao est nem pode eslar a classe militar. Os sen-
timentos que o militar deve alimentar sao muito dif-
fcrenles daqucllcs que deve (er um sacerdote.
O sacerdote deve ser um hornera pacato, em quem
as paixes estejam supitadas; o militar porm u3o, o
militar pode, e lalve deva, ser um homcm de pai-
xes vivas, um homem ardcule, um hornera de en-
thusiasmo, que nao trepide dianle de qualquer pe-
rico, qoo 10 nao embarace com qualquer didiculdu-
de. Eis aqu pois a erando diflerenja. Se vos que-
ris que a classe militar seja urna classe de pacatos,
de horneas de humildade, dos mesmos homens aos
quacs recommenda o Evangclho que offorcjam a face
para receberem segunda bofetada quando tiverem
recobido a primeirn, certamente nao tereis exordio,
nao tereis militares.
Agora, Sr. presidente, peco a V. Esc. desculpa se
acaso me Irausviei na discussao, porque nao sou re-
gimenlisla...
O Sr. Ferrar. :Tem estado muito na ordem.
OSr. Correa das Neres:.... mas tenhopor mim
nao s i mesmo, me parece, a lettra do artigo do regi-
ment.
Voto contra o projecto ncsla parte, e terei de vol-
lar discussao se por vculura o nobre general en-
tender que deve destruir os meus argumentos, ou
oulro qualquer dos meus collegas.
Vence-so a urgencia proposla pelo Sr. Percira da
Silva para apresentar e ser lido o parecer da com-
missao especial sobre o projecto do Sr. Sabuco, rc-
- I'ormando'a legislajao hj'pollircaria.
Esta urgencia he approvada, e depois de breves
considerantes fertas pelos Srs.sJ. J. da Rocha o F.
Oclaviano, relativamente a ler-se o parecer lodo ou
sOmcute a sua cenclusao, l-se a conclusao, e sendo
approvada he julgado objectode deliberajao o vai a
imprimir o projecto do Sr. Nabuco, para entrar na
ordem dos trabalhos.
Continua a discassjo inlerrompida.
O Sr. Miranda ; Sr. presidenlc.a cmara sabe
que Uve a honra de submelter sua consideraran
alguns arligos addivos por occasiao da discussao das
leisdefiarao das forjas demare de Ierra,edous desse
adieos compreheudem a materia da resolueao que
_ discute. Fui eu o primeiru ilepulado que procla-
mou oesla casa a neeessidade de se restringir a cer-
tas condiroes a liberdade que tem os militares de
contrahirem esponsaes, e tambera que avenlou nes-
ta sessao a idea.de se cslender a quinta parto do sol-
do s reformas, monle-pio e meos sidos, devendo
esleeder-se tambem aos oueiaes de segunda classe.
A minha opiniao portanlo sobre as qoestes ver-
tenles nao he duv<_iosa, e cm tempo competente nao
s deflenderoi^ materia do art. l. quauto i quin-
ta pj>tle ds-tldo, mas tambem a doulrina do arl. 2,
9 hoje foi impugnada pelo nobre deputado pela
Parahibi relativamente aos esponsaes dos militares.
Se nao procuro desde j demonstrar quanto he nlil
e necessaria a materia da resolueao que se discute,
he porque tenho de mandar mesa um requcrimen-
to para que seja ella remottida Ilustre commissao
de marioha e guerra, (cumprindo-sc nesla parlo a
deliberaran que a casa tomou na occasio em quo
submelti i sua considerajo os artigos additivos a
que me refer.
Tcndo eu, Sr. presidente, as sessesde 27 o de
:Ode maio, quando so discutan] as leis'de fixaeao
das forras de mar e Ierra, mandado a mesa os artigos
qne tenho presentes, os quaes, alm di quinta par-
le do sold c dos casamentos de militares, versavam
tambem sobre outros objetos que cu reputava de
summa vantagem i classe militar, foram esles arti-
gos remetlidos n commissao respectiva para que me-
Ihor pudessem ser considerados. O nobre general,
memliro da commissao de marinha e guerra, foi o
primoiro que formulou um requcrimeulo pedindn
a cmara que houvesse de adiar a discussao dc-iys
artigos, afim de que elies fossem considerados pela
commissao de que elle fazia parte. Eniao o nobre
ministro da marinha nessa occasiao presin scu va-
lioso apoio a mojao do nobre general, sondo de
opiniao que com efleilo taca artigos deviam ser re-
meldos commissao de marioha e guerra, por con-
lerom materia de summa importancia
Quando no da 30 do mao se discuti a le de fi-
xajao deformas de Ierra, reprodozi en todas as mi-
nlias emendas.. Como, porm, o Sr. ministro da
guerra houvesse dito que todas ellas seriam devi-
damenlo consideradas pela commissao de marinha e
desejava que cu acquiescesse a esle yiensamento, fui
o proprio a pedir casa, que se dignasse de man-
da-las a essa commissao. V, pois, a cmara que a
materia que hoje se discute he em parle justamente
aquella que fazia objecto de dous rticos meus. Se a
cmara entendeu entilo que urna materia de lana
mportancia devia de ser considerada pela commissao
de marinha e guerra, e qae a esi pelas suas luzos e
pela experiencia que tem desles negocios, compela
Ilustrar as que-hics, tenho para mim que hoje a ca-
_jgara_d#sSrs. depntados nao pode entrar na discus-
sao desia materia sem ouvir o parecer da commis-
sao de marinha e guerra. Por muitos motivos, e tam-
bem porque nao me soppunha com forjas bastantes
para desempenhar os deveres de membro da com-
missao do marinha e guerra, pedi cmara que me
dspensasse de fazer parte desla commissao, a cujo
1 pedido ella benvolamente annuio. Al o momen-
to era que me foi dada essa dispensa naosctralou
na commissao de considerar estas materias, ou pelo
menos os meus nobres collcgas nao poderam ebegar
a um accordo ; hoje que me acho fra da cornmis-
3o, entenda que os meus Ilustres collegas n3o po-
deriam donar de apresentar um parecer sobre o as-
8 implo : acho realmente um poueo fra das formu-
las que om membro da commiisao. deslacaqdo-sc
dos seus collegas, apresenlasse consideradlo da c-
mara qm projecto sobre materia que eslava aITccta
ao parecer de sua commissao Elle poda on ap-
provar as minhas ideas ou reprova-las, ou modifi-
ca-las, ou illustra-las, como Me parecesse, mas
sempre ^levia apresentar um trabalho. Se nessa
occasiao a materia de meos artigos additivos foi
considerada de tanta importancia para a cma-
ra, que julgou dever ouvir primeiramenle a opi-
niao da commissao de marinha c guerra, para de-
pois sobre ella emillir o scu voto parece-mc
qne anda continua a mesma neeessidade, e que
nao he (So fcil, sem ouvro parcrerda Ilustre com-
missao de marinha e guerra, discutir este objeclo.
Creio que entre os nobres membro- da commissao
lia divergencia sobre o modo de' se considerar a 5.
parle do sold; entendem alguns, como eu, que esla
5." parle deve comprehender da mesma sorlc os ofll-
ciaes dej>. classe. lia divergencia relativamente
a permissSo para os casamentos, c finalmente ha
lambem divergencia sobre a maneira de fazer res-
poilar a auturidadedo governo contra os desobedien-
tes, listes difieren tes modos de pensar nao podem
ser discutidos e avahados pela casa sem que a com-
missao respectiva prolira omjuizo sobre ciles. As-
sini, pois, requeiro cmara que se digne sustentar
a sua prmcira;delerminarao, resolvendo que sem
que a commissao de marinha c guerra d um pare-
cer acerca da materia vcrlcnle, iicnbuina discussao
se abra sobre scmelhanle resolujao. Vu portanlo
formular um requerimento no sentido emque acabo
de fallar.
J.e-sc, e sendo apoiado entra cm discussao, ficando
no ertlanlo suspensa a da materia principal, o se-
gunde requcrimeulo do Sr. Miranda:
a llequciro que a resolujao seja remedida com-
ini-io de marinha e guerra afim de inlcrpor o
scu juizo, como fra resolvido em relacAn aos
meus arligos additivos queservem de base i dila re-
solurao. o
O Sr. Pereir^ da Si/ia:A materia do projecto
em discussao nem he nova c nem foi eilrahida dos
projeelos ou ideas do meu nobre amigo e collega
autor do adiameulo. Labora elle em perfeito
erro.
Tende o projeclo a conceder aos ofiioiaes do ejer-
cito armada a 5." parlo do sold para os venci-
mentos de montepos, reformas, e pciisdes de meio
sold.
He urna idea velha, j rauilo discutida nesta c-
mara em os anuos passados; na sessao passada foi el-
la olTerecida a cmara, e a cmara nao julgou con-
vcnicnle dar-lhe o seu voto. Na scsso prsenle cu
ouso levanla-la, ollerece-li do novo sua considera-
do. Se o Ilustro deputado pelo Hio de Janeiro lem
dclla por vezes tratado este anno, outros a halar.un
nos anuos anteriores.
Compreheudc linda o projeclo a idea de nao per-
iv.illir aos olliciacs que se casem sem obler|lcenc,a do
governo: lambem nao he idea nova esla; alvnt de
pertenece a todas as legislajies das liarnos cultas da
Europa, como sejam a Franja, l'ru-sia, Sardcnha, c
Blgica, j no-la cmara tem sido tratada em anuos
anteriores, c no rclalorio do actual Sr. ministro da
guerra vem ella consignada e lembrada ao corpo le- I ellas. No senado, esle anno, um nobre senador as
gislativo. indicou de novo c inslou pela sua adopcan. O meu
nobre collega o Sr. ministro da guerra apresentou-as
que seja acompanhado daqucllas outras disposi-'
c,Oes...
O Sr. Miranda d um aparte.
O Sr. Ministro da Marinha : Se nao fui esle o
peusamento do nobre deputado, pelo menoj S. Eic.
quz provar que haveria roiilradicj.m da parle da c-
mara se por ventura aceilasso o projeclo actual tem
que a commissao de marinha e guerra desse pare-
cer sobre as outras ideas que o nobre deputado olTe-
reccu conjuuetamenle com as que se conten no pro-
jeclo.
O Sr. Miranda :Tenho a palavra e ciplicarei.
O Sr. Ministro da Marinha:Qaa"lu gravida-
de e importancia da materia, sem que eu o desco-
nheja, lambem nao vejo nisso motivo para o adia-
mento proposto. Sem dovida a materia do projeclo
he importante, porm nao be nova, como muito bem
o diese o nobre deputado pelo Itio de Janeiro que me
preceden...
O Sr. Pcreira daSika :Apoiado.
O Sr. Ministro da Marinha : ... sao ideas j
enunciadas o anno passado nesla camaia e no sena-
do, c creio que cnian alguma discussao houvc sobre
Se o meu honrado amigo cousignou-a lambem,
porque a adopta, cm um dos seus arligos olTeracidos
na discussao da fixajao de forjas de mar, c que a
cmara remellen para a commissao de marinha e
guerra, deslacaudo-as daquella proposta, nao a pode
todava chamar sua, o queixar-sc de que Ihc fra
sublrabida.
Pel,\ minha parle declaro que ueitliuina idea con-
signada no projecto he nova, e mais anda sou o
prime.rn a dizer que nenhuma invenid (risadas), e
assiin que nao me perlenccm, c sui a todo o mundo,
c mais que Indo discussao c e-ludo de semelhaules
questis, quando aqui aventadas.
ypeixou-se o meu nobre amigo de que eu apre-
senlasse o projeclo enmara com minha nica assig-
natura, esem a fazer acompanbar pelas assignaluras
dos outros membros da commissao do marinha e
guerra, qual tenho a honra de pertencer.
Senhores, ningtiemme pode tirar a mim odireilo
de propor como deputado c sob minha responsabili-
dade as providencias e ideas que eu julgae uleis ao
paiz. O dbale que sobre ellas se abrir demonstra-
r se mcrecem ou nao approvajao da cmara. Por
ser membro da commissao de marinha c guerra nao
perro o direilo de dcpulado.
Dcvo todava dar cmara nina cxplicacao, que
lem por fin aflaslar de minj qualquer suspeila de
abandono e deslcaldadc para com os meus collegas
da commissao.
A cmara sabe que nomcou para a commissao de
marinha c guerra o nobre deputado autor do adia-
meulo, o Ilustro representante pela provincia de
Pernambuco, o Sr. general Seara, e a mim. Smen-
le ha dias, c quando j cu aprcsenlara cmara esle
projeclo, he que o nobre deputado pelo Rio de Ja-
neiro roubou i commissao o prazer de o ter em sen
seio, pedindo e oblcndo dispensa da cmara, c sen-
do substituido pelo meu particular amigo o Sr. Li-
ma e Silva.
Eu, senhores, dcslaquei-mo dos meus collegas da
commissao para aprescnlar osle projeclo, por'nao me
ler podido com elles entender; c nao fui esta infeliz-
mente a nica vez em que nao pude combinar com
os dous dignos collegas. Rccorde-sc a cmara que
na l'najo de forras de Ierra aprsente) eu um addi-
livo que pela cmara foi aprovado e pelo senado, c
j he lei do paiz, aulorisando o governo a recrular
para os corpos policaes das provincias ; meus dous
collegas fi.lo aceitando esse addilvo meu, cu apre-
senlei-o por mim ; acora o mesmo fado se d no
projeclo que se discute.
Perde-me a cmara se, para de alguma sorle de-
fender-me, entro ncles dctalhes.
Tratamosem commissao da concessao da quinta par-
le do sold com condiroes ; eu encarreguei-me de
formular um projeclo.
O Sr. Sera :Isto he verdad?.
O Sr. Pereira da Silra: Encarrcguei-me de
formular um projeclo para base de uossas discussocs
na cummissao : formulci-o ; aprcsenlci-o aos meus
dous collcgas : o nobre deputado. pelo Rio de Janei-
ro, depois de o ter cm scu poder por dous dias, cn-
Iregou-m'o dizeudo-me que o repcllia. porque nao
inclua todas as suas ideas consignadas nos arligos
enviados commissao acerca de se nao dar empre-
gos mesmo civis as repartirnos da guerra e mari-
nha lento a militares, ele. O nobre deputado pela
provincia de Pernambuco nSo coucordou com duas
ideas do projeclo, c deelarou-mc que assim nao o
aceilava ; cumpre aqui dizer que, se bem ambos cs-
tvesscm divergentes de minha opiniao, nao se com-
binavam tambem eulre si. ( /Usadas. )
Nunca pude porlanln ciilcudcr-se a commissao ;
resolvi-mc cu enlao a ouvir nutras opinioes de mili-
lares e pessoas expericnlcs para o meu projeclo.
Fiz-lhe algumas modificajes, c considerando que
era conveniente, dirci mesmo urgente tralar-se delle
porque nao s a filia do Ihrono nos rerommcndra
qae uos occupasscmos|com melhorar a classe militar,
como no scu relatorio o Sr. ministro nos pedia urna
providencia idntica ; c mais anda, convencido en
de que a classe militar linha direito a esle favor ou
beneficio da concessao da quinta parte do sold, Uve
a honra de offerecer i cmara o projeclo de ruja
discussao se oceupa elle, sem que o mais pequeo
auior-proprio, e sm nicamente o desejo de servir o
paiz me guiasse na -u.i aprcscnlajao.
Esla pois explicado o motivo por que be o projec-
to meu e nao da commissao.
Mas o nobre deputado quer que se adi o projec-
lo, e que se remella commissao para dar parecer
porque s assim ficar elle digno de discussao.
Senhores, se o projeclo he til, se o nobre depu-
tado mesmo juica conveniente sua materia, para que
adia-lo '.' Nao basta j que havendo romo que pro-
messa formal DOMO classe militar, de I he conceder
esle favor, Uto demorado se tem lomado o seu cum-
primento.
E para que ir commissao? para dar o scii pare-
cer? Pois nao eslSo na cmara os'scus membros'.'
Nao podem da-lo na discussao '.' Nao he una malc-
ra j iiiuiu discutida, muito conlierida '.' E nao dis-
te cu j como se acba a commissao desunida na ques-
13o I Que parecer se tirar de tal divergencia entro
os membros da commissao"; Nao significa tal adia-
manto malar o projeclo, fazendo dcsapparecer da dis-
cussao c demorar, genio tirar, classe militar o bene-
ficio que delle lite deve resultar?
Quer porm o nobre deputado que se addilcm ao
projecto oulras ideas, por excmplo, as dos seus rti-
cos additivos ? Aprescntc-as na discussao; vcnlian
ellas, se forcm boas esleja convencido de que a cma-
ra asapprovar ;eu nao terei duvida de aceitar quaes-
quer providencias niclliores, quer para annevar ao
projeclo, e completa-lo se se eulende que elle he fa-
lli, quer para modifica-lo ou cmcnda-lo para mc-
llior ; nao lenho amnr-proprio nenlium engajado na
questo. Accilarcilodasas emendas que me parecerem
boas; cu mesmo hei de propr aquellas com que en-
tenda melhorar o projeclo.
Porlanto, senhores, deixemo-uos de adiamenlos,
vamos i discussao do projeclo: emendee o que se
julgar conveniente ; amplie-sc com as providencias
que parecerem uleis. Para a discussao mu reservo.
Por ora, quanto ao adamcnln, tenho dilo o que me
parece baslar. Vo!o contra elle.
OSr. Paranhos (ministro da marinha; :Sr. pre-
sidente, son do mesmo parecer do nnbrc deputado
que acaba de seular-se, ficando-mc o pozar de nao
poder prestar o meu vol ao adjamento proposto pelo
nobre depurado pela provincia do Rio de Janeiro.
O nobre deputado fundamenlou o adiameulo com
duas considcrajOes prncipaes: primeira, as disposi-
joes do projecto cstao comprehendidas nos arligos
que elle offereccu cm urna das prmeiras sessOes des-
te anuo, e que a cmara envin commissao de ma-
rinha e guerra para que os considerasse o dsso seu
parecer a respeilo ; segunda considerajo, a materia
do projecto he grave, he muito importante, nao deve
ser discutida sem que a commissao de marinha e
guerra a estudc e pronuncie sobre ella o seu esclare-
cido juizo.
O Sr. Miranda:Apoiado.
O Sr. Ministro da Marinha :Se a cmara se re-
corda das ideas que se comprcliendiam nos arligos
additivos a que se refere o nobre deputado, ha de re-
conhecer que as dispusijoes do projecto nao cstao es-
scncialmciilc ligadas a essas oulras que o nobre de-
putado desoja que sejam consideradas e discutidas
simultneamente. Se, pois, nao ha essa relaj-lo in-
tima c essencial enlre as disposijcs do projecto que
ora se discute c as outras por que pugna lambem o
nobre depulado, creio que nao he lgico sustentar-
se que o projecto actual nao pode ser discutido sem
no seu relatorio, lano a respeilo de urna quinta par-
. le do sold contada para os venciincnlos de reforma
I c pensiles do meio sold c montc-pio, como a res-
peilo da restriejao que he neressario por aos casa-
mentos dos militares ; islo he, quanto a essa medida
de disciplina militar que existe em oulro- paizes cu-
ja legislajao militar nos he ronhecida, e que esl
longcdc ler a odiosidade que nella cnxergou o nobre
deputado pela Parahiba do Norte, como npportuna-
mcule se demonstrar.
U Sr. firandao : Sempre (vemos cxercilo sem
essa medida.
O Sr. Ministro da Marinha : Creio, porlanlo,
Sr. presidente, que os desejos do nobre depulado pelo
Rio de Janeiro, autor do adamento, podem ser sa-
tisfeos sem que prejudiquemos a discussao do pro-
jeclo ; no intersticio da primeira secunda discussao
a nobre commissao de marinha c guerra, ou qualquer
membro desla cmara |Hde fazer mais algum cstudo
sobre a malcra, c hablilar-sc para apresentar ideas
novas que tragam s liisposijes do projeclo quaes-
quer modificajes. (.Ipoiados.)
Tambem concordo com o nobre depulado em que
o projeclo carece ou he susceptivo! de algnmas mo-
dificajes ; mas nem por isso son de parecer que
adiemos a sua |, discussao, visto que na 2.-1 so po-
dem fazer as allcrajes que o nobre depulado jul-
guc ronycnienles e que a maioria da cmara env-
enla cm sua sabedoria que convem sejam adopta-
das. (Muito bem.)
O Sr. Miranda:Nao posso dcixar de dar orna
resposla s observajes com que me acaham de hon-
rar o nobre ministro da marinha c o meu illuslre
amigo depulado pelo Rio de Janeiro, rombalendo
o adamento que propuz.
Sendo o objeclo que nos orcupa de lilo grande
importancia, interessando em He crande escala
classe militar, o devendo adiar bem preparado o
Icrreno para urna deliberacao que seja diana dessa
honrada classe c desla cmara, corre-me o dever de
insistir cm minhas arcunicntajiles, principalmente
quando as vejo de algum modo reforjadas com as
dos nobres deputados que me precederam.
Dssc o nobre depulado pelo Rio de Janeiro, que
mpugnou cm segundo lugar o adamento, que os
tres membros da commissao de marinha e guerra
nunca poderam chocar a um accordo na maleria de
que se trata, tcndo cada um dclles urna opiniao dif-
ferenle. O mesmo me succedia ; mas deixando cu
a commissao, e sendo excelentemente substituid,,
por um digno membro desla casa, ouso pergunlar
se lambem era divergente das opinioes de seus colle-
gas o pcnsamcnlo desse militar que passou a subs-
tiluir-me ?
Ainda continan) por ventura divergentes as tres
opinioes sobre as ideas captacs do projeclo, ou o
nobre militar que me subsliluin concordar com
algum dos membros da illuslre commissao? Pois se
o nobre membro da commissao de marinha e guer-
ra ronfessa que lanas sao as cabejas da commissao
quanlas as scnlenjas sobre I maleria, n.lo ser isso
bastante para concordar na neeessidade de melhor
estudar e profundar aanqaealaol Porque nao ha
de concordar o nobre depulado em que os dous
Ilustres militares que compoem na inaior parto a
commissao lem dircilo a algum espajo mais para
medilarem c rhegarem a um accordo com o nobre
orador? O resultado da medida que proponho seria
a aprcscnlajao de um trabalho mais perfeito, que
tivesse em seu favor a maior prohabilidade de acer-
t, a mais prxima salisfaj.lo das necessidades que
se fazcm sentir. Se, Iratando-sc de malerias mu-
tas vezes de quasi nenhuma importancia, vemos
que he 15o fcil a cmara cm approvar nm adia-
niento, acontecendo isso de ordinario, como nao
adoplar-sc esse principio quando pela primeira vez
se Irala de disculir-se urna maleria de tanta im-
portancia, nova intciramcnle, c sobre a qual os
mesmos cencraes divergein lo csscncialmcnlc?...
O Sr. Scra :Pejo a palavra.
O Sr. Miranda :Mas, diz o meu nobre amigo,
eu lio niuiei um projecto, apresenli-i-o aos mem-
bros da commissao c elles nao o quizeram assig-
nar. i Declaro quo com elTcilo se dora essa rir-
curaslancia, mas para que ha\ia o nobre deputado-
avanjr mais terreno do que eu tinha percorrido a
respeilo dos recnditos trabalhos da commissao de
marinha e guerra?
Julga o nobre depulado que, sem entrar em dis-
cussao comigo e com o nobre general nosso colleca
da commissao, eslava habilidado para nos impor i
mim e ao nobre general um projecto, e sobre objec-
los militares?...
O Sr. Pereira da Sitia:Eu nao inipuz ; o V.
Exc. ale o levou pora casa para ver.
O Sr. Miranda :Para que ir lilo adianlc e lito
precipitadamente nos trabalhos de marinha c guer-
ra ? A obrigajao de cada um de nos era convidar
os nossos collecas discutir c concordar com elles no
que conviene sobre csse objeclo, e sobre qualquer
oulro. Mas diz o nobre deputado que fez um pro-
jeclo, quo nao o impz, que o npresenlou c o recusa-
ram. Recusci, he fado, porque entend que elle
nao era conveniente ; recusci anda acquicsccr ^pon-
do de parle o meu amor-proprio, com o qual sean
leve a menor considerajo), porque o nao julgavn
completo, e cnlao considerarse* de mais de um ge-
nero dominavaiii cm meu espirito para que o niio
assicnasse.
Se tenho direilo a ver considerada pela nobre com-
missao, secundo a casa prcsrrcveu, a materia de lo-
dos os meus arligos, se a illuslre commissao nao lem
formulado trabalho algum, se os seus membros po-
dem cb?gar talvez boje a um accordo depois da esco-
Iha de um nlelligenle militar, como lici de resignar-
me, quando vejo que um membro dessa rommissan
sem alguna relajao ou dependencia para com seus
collcgas, aprsenla um projeclo ronlendo as doulri-
nas dos artigos cujo exame fora confiado commis-
sao.
O Sr. Pereira da SUa:Eu era depulado e a-
oreseutei nm projeclo secundo as minhas ideas.
O Sr. Miranda:lie verdade, mas ojnobre de-
pulado era membro da commissao de marinha c
guerra, eos meus arligos addivosmereciam um de-
ferimento qualquer.
O mu digno Sr. ministro da marinha den romo
la/.ao da minha opiniao sobre o adiamenlo o ler cu
dilo que.nao se dever tratar hoje desse objeclo, por-
que tambem se devia consignar no projeclo o assum-
(o ilos domis arligos addivos. Perde-me o nobre
ministro. En nao disse que essa pequea ronside-
rajao cutravn cm meus clculos para o fin de pedir
o ndiamenlo, nem referi o assompto das minhas e-
mendas, disse apenas que bvia militas inaneiras de
cnlcndcr os artigos que eltavan cm discussao, con-
vcrdos cm projeclo, c portanlo que deviam ser al-
lendidos pela commissao; disse sobre o primeiro arl.
que rouvnna que esse favor se eslendesse a segunda
classe; disse mais quemesmo a respeilo dos casamen-
to dos militares, a pena que se impon no projecto
nao lio a mesma para lodas as intelligencias; uns
qucrein que se determiiicm que os militares, rasan-
do-so sem cciija, sejam reformados, c oulros pre-
t o.em que elles perrao as suas palales. A respeilo
mesmo dos casos e das condijoes para a concessao das
liienjas,culedem uns que he negocio puramente ad-
ministrativo, c outros que se faz necessaria disposi-
cao legislativa. De ludo temos excmplo as ins-
tiiljcs militares dos diversos paizes.
Quando ha pois tantas quesillos, tao graves que
nao podem receber promplas mlujes, quando se
Irala de negocio* que se ofjereccm pela primeira
vez considerajo do parjamcnln, ruin ira decidir-
se de chofre sem que fossem remctlidos commis-
sao a que compete meditar obre essas especies, nfim
de nos dar um trabalho preparado para podermos
firmar urna decislo provoilosa, acertada e prudente ?
Se a cmara, nao abrajando o meu pensamento,
adoptar o contrario, como me parece vista da im-
pugnarlo do Sr. ministro, e entender que he me-
lhor discutir desde j e abrir mao de todas as con-
siderajes que emilli, declaro que nao hei de votar
contra o projeclo smenie, porque no meu enten-
der essa materia decidida com tanto ajodamento po-
de envolver inconvenientes que cumpre cm lempo
considerar o afaslar.
Tenho concluido.
O Sr. Sera: Sr. presidente, em urna occasiao
em que se discuten) assumplos relativos classe mi-
litar, nao ser cslranlio que cuocc apc a tribuna.
Urna tos : Deve fazc-lo.
O Sr. Sera : Em oulra sessao, oppondo-me
de alguma maneira a que fosso cnchcrlada na lei de
fixajao de forjas de mar e de Ierra as doutrioas ob-
mellidas, e por meio das emendas apresenladas en-
lao pelo nubre depulado meu ex-collega na com-
missao de marinha o gueira, declarei que a mesma
commissao eslava incumbida de elaborar um pro-
ledo que comprehendesse esas mesmas doulrinas ;
e do fado a cmara deliberou que as emendas em
questao fossem remedidas mesma commissao.
O nobre depulado membro da commissao de ma-
rinha c guerra ( o Sr. Pereira da Silva ) se cncarre-
gou voluntariamente de organisar um projeclo rela-
tivo materia que se discute, c realmente o fez
e com tal habilidade que cu nao percebi a sua dou-
lrina, ou ella me horrorisou de tal maneira, que
como ofliciat do cxercilo, cnlendi que a n.io devia
admitlir. ( Oh Oh 1 )
Om Sr. Deputado :Era muito melhaphyico, ou
o que tinha ?
O Sr. Sera :Dir-vos-bei, senhores : no pri-
meiro artigo do projecto acabava-se com a lei de
1827 relativa aos meios sidos... ( Oh '. Oh '. )
O Sr. Pereira da Silca :Nao aeabava.
O Sr. Sera : Subsltua-sc essa lei por um
montc-pio sem fundamento...
O Sr. Correa das .Veces:lie de arrepiar com
elTeilo.
lima tos :Nessc caso lera razSo. ( poiado*.)
Sr. Sera :E depois disso, senhores, limpia IB
a farda aos ulliciaes que sem licenja do governo con-
(rahissem o casamento-.
O Sr. Siqueira Queiroz :O projeclo faz o mes-
mo.
O Sr. Sera :Dizia-sc no projeclo : c o militar
que casar sem licenja do governo perdern patente.
[ Troco-se diferentes apartes ; sussurro.)
O Sr, Sera :Se medio licenja eu continuo.
O Sr. Presidente :Altenjao.
O Sr. Sera :Era o projeclo do nobre deputado
concebido nos termos que acabo de expr, e ao qual
?u recusei a minha assicnalura, aflirmando-lhc que
se (al doulrina passasse na cmara cumpria collncar-
me na opposijaoou ir para a monlanha, creio que
me percebem... (/litadas.)
O meu nobre collega, pelas razes que apresen-
lc, nao insisti nesse projecto, c formulou de scu
motil proprio o que agora se discute, com o qual cu
concordo, quanto a eslender-se a quinla parle do
sold, assim para os militares quo se reformaren),
como para as saas viuvas ; e lambem quero ou
desojo, visto como he conveniente disciplina do
cxercilo c ao bem do" servijo militar, que baja re-
pre-so sobro os desregrameutos dos casamentos (nao
apoiado.*) que podem elTectuar aleaos odiciacs do
cxercilo...
OSr. Siqueira Queiroz :Isso nao tem nada com
a disciplina.
O Sr. Brandao : Nesla parle estamos divergen-
tes.
O Sr. Gome* /ibeiro :O casamento nunea foi
dcsrcgramenlo, he um acto muito moral.
OSr. Sera:Todava, pode ser oflensivo da
sociedade e do* brios da classe militar. Senhores,
no nosso cdigo, no cdigo do conde de Lippe, se
diz que nenhum soldado poder casar sem licenja
do sea coronel...
O Si: Correa das .Veces :Sem dar parle.
O Sr. Sera :Na palavra soldado se compre-
iibcdem lodos os individuos que pcrlencem classe
militar, assim o entendeu o Si. mantees do Caxias
no Rio titanio do Sul, anudo delerminon em una
ordem do dia quc'iicntium ofiictl se po loria casar
sera licenja do general ; e en como eommandnnte
dasarmas da provincia de Pernambuco, diclei igual
ordem e ambas lem sido exculadas.
Um Sr. Deputado,E se casassera que pena li-
nham ?
Oulro Sr. Deputado :Era nma lei.
OSr. Sera : Senhores, nao me refiro a mim,
creio que o Sr. marquez de Caxias he o symbolo da
disciplina militar, e ello entendeu que devia dar essa
ordem, porque um general nao piule tolerar que a
parle do cxercilo que esliver debaixo da suas ordens
siga principios contrarios disciplina...
Poderla fazer oulras considerajes acerca da ma-
teria de que ora nos oceupamos, mas aguardo-me
para a segunda discussao. Devu declarar ao nobre
deputado pela provincia da Parahiba que, cifrndo-
se o scu discurso a fulminar o cnlc ccllibalario...
Cma eos :Celibalario ? (/Usadas.)
OSr. S'ra :Ser um lapso ; porque nao eslou
affeito aos termos cannicos (hilaridade prolongada);
mas aflirmo que a opiniao do nobre deputado nao
tem applicajao ao projecto, vs(o que n,1o se inslrue
ah o celibato para os olliciacs do exordio, lie ver-
dade, Sr. presidente, que o nobre depulado pela Pa-
rahiba, meu amigo e patricio, a quem eu bastante
respeilo. tomou a questao pelo melhor lado, que foi
defender as pretcnjiles do bello sexo... (Continua a
hila'idadc.)
O Sr. Correa das Nttu :So se o nobre gene-
ral juica que perleneea essa classe.
O Sr. Sera : Termino aqui, c voto contra o
requerimento de adiamenlo.
O Sr. Junqueira : A primeira parle do projec-
lo parece de inlaijao, que se nao re nos militares
quando carregados de annos urna quana que elles
recebiam como una gralificajan ; he isto que o pro-
jeclo desoja, para que a reforma nao empciore em
muito a soi le do militar.
Quanlo porm a alcmis senhores, talvez quizes-
sem que os militares nao se pude-sem casar sem pre-
via licenja : eu dirci de pas esse pensamento, cnlendo que os oiliciaes podem se
casar sem licenja, e que os melliorcs defensores do
estado sao os que lem mulher c filhos ; fazer janiza-
ios, fazer militares que Dio leiiham mais do que o
quartclco general, hecousa que naoconvem ao Bra-
sil, nscslanios mais as drcumslancias dos Roma-
nos AIhenicnses.do qne no caso dos Mussulmanosou
proselvlos do islamismo, que lizeram soldados sem
patria e sem familia, homens que cm sua tenra da-
do eran arrancado* a seus lares e levados para o
qnarlcl, que se nao casavam, c que por couscguiulc
eran capazos de defender smenlo oque seus gene-
raes Ibes mandavam, enibnra contra a palria, isso
porque nao tiuham penates, nao linhum filhos, foram
lacs militares que se bateram com Napole.lo no
Egypto, chamados mamelucos, arrancados em pe-
queos de seus paizes, da Circassia|c da Georgia, e
creados no quarlel, militares taes nao os quero ; de-
sojo que os nossos militares tenham palria, c oque
consliliie a patria s.lo, alera do solo, a mulher e o
filhos ; o homcm que n.lo tem familia, nao lem pa-
tria! apoiudos ), nao expora a sua vida pela palria
sempre, e quando a expuzer nao a defender cora
tanto afinco contra ocslraugciro como aquel le militar
que ti ver familia. ( Jpoiad.is. )
Senhores, cu nao considero o llrasil como aquellas
najos quo sao cssencialmcnte militares, c emen-
do que semelhaules doulrinas nao convem ao llra-
sil.
lrci mais, Sr. presidente, que n.lo c-lando a com-
missao de accordo, que estando os seus membros di-
vergentes, he intil remelter-se de novo a ella o
projecto, c porlanlo oceupemo-nos com elle, mesmo
porque se o objecto he importante convem qne delle
nos orciipemos, c essa remessa para as commisses
he o mesmo'quc malar os objectos ( niio apoiados),
o projeclo ten) tres discussocs, anda esl ua primei-
ro, quem qui/.er estudar a materia pode esluda-la
muito bem ; e, senhores, mirando um projeclo na
ordem do dia deve ser eslududo por aquelles que
querem discutir a materia, para que depois nao ve-
nlia propr adiamenlo* para ir a oslas ou aquellas
comniissocs -uniente porque n.lo cstudaram. ( /tecla-
maraes.) Isso mo presta, senhores.
A respeilo do sold eu dirci que he ama qesIBo
muilo simples, que primeira vista pode-se-compre-
bender, e se isso hediHicil de comprebender nao sei
o que mais eomprehenderao. ( /Usadas. )
Quanlo aos casamenlos, nao lemos pressa que essa
disposijao seja adoptada, porque os nossos soldados,
por sercm casados, ainda nao dcixaram de ir para a
carapanha, c no combato ainda nao recuaram por se
lembrarcm que uhaiu mulher o filhos ; antes de en-
traren) cm cmbale podem-sc lembrar que lem ma-
illeras ; mas depois de envolvidos nelle nao se lcm-
bram mais senao de vencer, e nao recuam, por-
que nao querem, quando chegarcm casa, que as
raullicres os conheram como Uwn.(/Uaridade pro-
longada. )
N3o ha dovida que aquelles paizes em que as mu-
Hieres prestara atlencanaoi militares que se portara
com fraque/a, que osdesprezam, produzem os mais
corajosos combatenter.
Eu podera cilar para cxemplo a Franja e os Es-
tados-Unidos, aoude um olcial que vollava da cam-
panha do Mxico, e se vesse conduzido cobarde-
mente, nao adiara urna mulher com qncm casar,
nem mesmo que acctasse os seus comprimentos.
Urna roz i Nao he lano assim.
O Sr. Junqueira: Sim, seuhor, he lano assim.
Nos sabemos a historia anga das Spar(anas,quc nao
queriam que os mandos c filhos vollassem das guer-
ras com ignominia, antes queriam ler nocia de que
haviam morrillo pracando actos de valor. Pois o
que beque pode fazer o homcm desenvolver maior
bravura do que a idea de ser applaudido pelas da-
mas ? ( /Usadas )
Senhores, no sceulo bullanle da cavallaria cada
eavalleiro nao tinha a sua dama ? (/Usadas).
O Sr. Correia das 'Seres : Al I). Quixoie
tinha a sua Dulcinea.
Urna co; : E a expressao usada por csses caval-
leiros eraDos e a minha dama.
O Sr. Junqueira : He urna verdade, e por el-
las expunham a sua vida. Agora quer-so enlre nos
rar o scnmcnlo mais nobre do coraran humano,
quer-se tirar ao ofliciat que voltar sua provincia a
felicidade de adiar ah urna companheira a quem
conlc os seus feilos, os seus actos de bravura I Se-
nhores, c a heranja da gloria parasedeixar aos fi-
lhos? (Apoiados.)
Urna voz : lie um estimlo muito poderoso pa-
ra as grandes acones.
O Sr. Junqueira: Senhores, o homem que nao
tem filhos nao vive...
O Sr. Siqueira Queiroz : Vegeta.
O Sr. Presidente : Perdoe-me o nobre depu-
lado, o que esl cm discussao he o adiamenlo.
O Sr. Junqueira : Pois isto he do adiamenlo,
sim, seuhor. (Militas risadas.)
I'.mlun. aguardo-mc para a discussao do projeclo ;
por ora digo que nao convem quo v.i o negocio
commissao; para que, se os seus membros nao se en-
tendem, nSo eslao em accordo de opinioes ? Uns ve-
rao no casamento nma cousa hurrivel, que poe o
homcm logo sem forjas, sem coragem, porqnc tem
mulher, o oulro pensar que sem mulher he im-
possivcl o homem poder dar passo algum no mundo
que preste. (/Usadas.)
Nao sei qual he aquclle que n.lo colon lo que nao
estamos no sceulo da cavallaria. Ncste ponto eslou
conforme com o nobre general deputado por Pernam-
buco, que achou horror no tal projecto. Um projeclo
que quera rar a farda aos militares que se raas
sem era em verdade horroroso! Assim como tam-
bem concordo como nobre deputado pela Parahyba
Sobre a neeessidade que tem o militar de adiar um
alivio em sua esposa quando seja abandonado de
lodos neste mundo. (Apoiados.)
Vol, poi, contra o adiamenlo. (Mailo bem.)
Julga-sc sufiicienlementc discutido o adamento,
e poslo a vostos he regeilado.
Continua a discussao do projeclo.
O Sr. Pereira da Silca : A opposjao ale ago-
ra feta ao projeclo em discussao nao pode ofrnde-
lo de forma alguma. O nobre depulado pela pro-
vincia da Parahiba do Norte, qne foi o paimeiro
orador que encetou o dbale, apenas combaleu urna
das ideas do projecto, que he a quo determina que
nsoffiriaes militare* se nao possara casar sem licenja
do governo ; se a cmara entender que o nobre de-
putado (cm razao.se julgar conveniente que o artigo
censurado nao passe na segunda discussao do pro-
jeclo, pode rejeita-lo. Mas a idea capital do projec-
lo he a concessao da j. parle do sold para as re-
formas, pensiles de monle-pio e mcio's sidos, sendo
ella considerada conveniente, deve o projecto serap-
provado cm primeira discussao: podria porlanlo
dispensar-me de defender o projeclo ; ll,dvin desejo
fazer algumas considerajocs cmdefezaIo principio
cstahelerido sobre os raiamcntos, e responder com
argumentos de raz.io as apaixonada proposijcs do
honrado depulado...
(Sussurro as galeras ; alguns espectadores ba-
tan farlemenle com os pcs.)
O Sr. Presidente : Altenjao !
1,'marjz : He um escndalo esle procedimento-
Outra coz : Cumpre providen r sobre islo.
Oulra roz : Nao passa de me uzia de criau-
jolas c esladautes da academia mil,
Outra voz : Islo nao he pial,- do Ihealro.
( Continuam os apartes de todofos lados da sala
no sentido de reprocaco.)
O Sr. Pereira da Silca: Creio que islo se di-
rige a mim como autor do projecto. (Com energia.(
Pois eu declaro solemnemente que nao me arrepen-
do de ler offerecido cmara semelhaute projeclo.
Siimerosos apoiados.) Tenho bastante coracem pa-
ra apresenlar todos aquelles projeclos que cm cons-
cenria entender que sao uteisaopaiz. (Muitos apoia
dos.) T":'ho sempre prazer quando cumpro o meu
totas "lado, quacs quer que sejam as mani-
fcslaj.. iinpopiilaridade com que se me araeace.
Muitos apaiados.)
O Si: Presidente : Eu providenciarei para que
daqui pordiante senao repitan) m*is semelhanlcs Tac-
tos. (Apoiados.)
Alguns Srs. Depntados dio apartes.
I'ma roz : Continu o seu discurso.
O Sr. Pereira da Silca: Desprezo essas ma-
uifcslares de impopularidade ficticia (muitos apoia-
dos) ; o que sinto he auc ellas sejam pracadas por
algum individuo- de urna classe para a qual a dis-
ciplina he o primeiro, ojo principal dever. (Apoia-
dos.)
I'ma roz: Foram os manclas.
O Sr. Percira da Silca : Protesto que n.lo re-
cuarei na marcha que tenho seguido, c que couti-
nuarei a offerecer considerajo da cmara qual-
quer idea que julgar til ao paiz. (Muitos apoia-
dos.) Approvo todava a neeessidade de coadjuvar
ao Sr. presidente para lomar providencias que leu-
dam cessaro de semelhaules escndalos, nao por
supprque 10 ou 12 esludantcs possara por a cma-
ra em coaejo (numerosos apoiados), mas para con-
servar o respeilo devido a sua dignidade.
< ma coz : Nem se deve fazer caso dessas cri-
anjas.
O Sr. Pereira da Silca: Continuam, senho-
res, no qne ia diado. (Apoiados.)
O projeclo, senhores, nao foi ainda combatido
que precise de defeza ; estamos na 1." discussao
delle, o debate, segundo o regiment, s versa so-
bre a iililidado do projeclo, tomado em sua genc-
r.ili l.i le. Conten elle algama idea til ? Esta he
a questao. Ainda mesmo que contenha providen-
cias inadinissiveis, deve ser approvado cm I." dis-
cussao, c na 4.*, que he a discussao do detalhc, ser
cmeudado ou modificado.
Ora, a idea vital do projeclo he, como j disse, a
concessao da 5.' parte do sold para a* reformas,
pensiles de meio sold e monlc-pios. He idea justa
e nlil ? Convem lax-la i classe militar ? Seso pen-
sa islo, com se combate o projeclo ?
Conlm porm o projeclo a denegajo dessa quin-
la parle do sold para aquelles oiliciaes que torea
reformados por sentones, ou irregularidade de con-
ducta, c exige licenja do governo para que os olli-
ciacs se possain casar.
Nao he aeeilavcl esta ultima idea .' Pois guarde
se para a 2.' discussao o sen dbale. He smenie
sobre ella que tem recahido itro-tilaimetilo a dis-
cussao.
Peen porm licenja cmara, nao para responder-
s ob-crvajes que se lizeram contra esla idea, por-
que nao me quero afaslar das disposijes do regi-
inonlo ; aqui nao he lugar o nem occasiao propria ;
mas para algumas curias considerarles que desfajara
loda essa argumeiitajaa de sculimeulo c de paixao
rom que se tem procurado desviar a discussao do scu
terreno calmo, rasoavcl e til.
Nao se prohibe o casamento dos oiliciaes militares;
nao, senhores. Essa idea.serta immoral de cerlo, c
porlanlo inaceilavel em urna lei. O que se exige
he qne elles pego c obleuham licenja do governo
para o fazerem. He urna idea de disciplina mili-
tar rccularisar os casamenlos dos oiliciaes. Assim
como nincuem se pode casar sem licenja das auto-
ridades eeclcsiasdras que exigcm o rumprimenlo de
certas condijes, o militar deve requerer e obler li-
cenja do governo, que em regulamenlo fuar o mo-
do e as condijoes.
O Estado, senhores, he o lulor nato do militar ;
liia-lhe pensiles do reforma,cuida de sua familia depois
de sua morte, d privilegios a seus filhos ; parece
pois que o Estado lem e deva ler direilo de vigiar
sobre elle, da regularisar-lhe o casamente, de fiar
as condiefics delle, porque a familia do militar he a
familia do Estado. Nao se prohibe porlanto o casa-
mento ; exige-so que elles pejam licenja ao gover-
no para o fazer. He una idea consignada cm todas
as IcgislajOcs das najes modernas que lem cxerci-
lo ; he a legislajao franceza, a belga, a prussa, aus-
traca, a sarda a penalidade para quem desobedece
he que pode ser diflercuto, mas aquelle principio he
gcral.
O mesmo nobre general que falln antes de mim
dcclaruii que quera este principio consignado em
le; chegou a dizer que o Sr. marquez de Caxias c
elle, como commandanles de armas, o lem pratirado
e feilo praticar, se bem que nao esleja ainda consig-
nado cm lei, e apenas no regulamenlo do conde de
Lippe, boje em desuso. O nobre depulado pelo Rio
de Janeiro, que propoz o adamento que a cmara
repello, dcclarou que aceitar a idea, e prelendeu
mesmo que era sua. O actual Sr. ministro da guer-
ra no seu rclalorio pede que, quando o corpo legis-
lativo conceda a quinta parte do sold, providencie
sobre casamenlos dos oiliciaes. para que o nao pos-
sam fazer sem licenja do governo.
Nao -lmenle tenho em meu apoio eslas autorida-
des, como a opiniao de grande parle dos nossos oili-
ciaes generaos mais ennhecidos, aos quacs coosultei :
e nao lie, como j disse, idea nova; j aqui na c-
mara, as sesscs passadas, foi aventada pelo enlao
mini-tro da guerra o Sr. senador Manuel Fclizardo
de Si i a/a e Mello.
Creio, portanlo, senhores, que eslas pouras consi-
derajes bastan) para tirar do projeclo o odioso que
se Ihe pretende laucar, afim de azedar os nimos
contra o seu autor, que entretanto nada propoz de
sua invcuelo ; apenas consignon no seu projecto as
ideas que julgou uleis, que ainda julga, c que cuida
que serao abracadas pelo governo e pela cmara.
(Apoiados.) Pejo agora licenja cmara para dizer
duas palavras em resposla ao nobre general, depu-
lado por Pernambuco, e membro da commissao de
marinha e guerra.
Eu nao vi al qne ponto he permutla trazer
discussao publica da cmara a discussao particular
das cnmmissSes ; o nobre general todava julgou de-
ver declarar o que se passou no seio da commissao,
f-lo de modo a lanjar sobre mim urna sombra de
dezar c de impopularidade. Nao lenho receio de im-
popularidades, alTronlo-as quando lenho conviejoe-
conlrarias. Mas anles de ludo o que convem he a
verdade, a verdade lateara, para qne os caracteres
apparejam c as inlenjes se descubran).
O illuslre general disse que se horrorisara com o
projecto que eu npresenlei commissao para base do
trabalho de que nos deviamos oceupar, e daas foram
as ideas que o horrorisaram, ideas que contralla o
projecto: urna que aeabava com os meos sidos da
le de 1827; e a oulra que fazia perder a patente ao
oflicial, qae se rasaste sem haver oblido licenja do
governo.
Seuhores, actualmente nao discutimos o projeclo
que servio de base ao trabalho da commissao ; o ac-
tual projeclo que se discute conlm modificajes c
difieren jas daqurllo. quo nao fora por mim elabora-
do senao como ama base para o esludo e para o Ira-
balho da discussao.
Nao temo, porm, de declarar francamente c-
mara c ao paiz quacs as ideasdaquelle projeelo-base,
e fajo-o sem ter medo que, a excepjo do illuslre ge-
neral, alguem, ou algum militar se hnrrorise.
Abolia-se o meio sold da lei de 1827 ; as con-
cedia-se aos militares do cxercilo um monle-pio,
-om el lia ora do monle-pio dos militares da armada.
Quem tem esludado o monle-pio da armada, que
foi um contrato enlre os oiliciaes da marinha c o go-
verno portuguez, do qual nos o herdamos, comprc-
hende que os oiliciaes do cxercilo lucraran) muilo
em trocar os meos sidos da lei de 1827 por um
igual monle-pio. (Apoiados.)
Um oflicial do exercilo s lem dircilo reforma e
aos meios sidos no fin de 20 annos do prora, nu
quando he ferido gravemente em combale ; o oflicial
lo non inli.i corneja com o direilo ao montc-pio des-
de o dia da nufjb Se o oflicial de Ierra fallece an-
tes de 21) minos de praga nao delia o meio sold u
sua viuva c filhos ; o oflicial da armada que fallece
no inc-mo dia ou no d secuinle da praja, sua fa-
milia lem direilo ao monte-po.
Qual era, pois, a minha fda, acabando com os
meios sidos da lei de 1827. e subslituindo-os por
um monle-pio igual ao da maiinha ?
Ninguem dir que nao era favorecer c favorecer
muilo a classe militar do cxercilo. Como, pois, d-
zia o nobre general arripiar-sc, horrorisar-se com
nina idea que favoreca a classe militar do exercilo,
equiparando-a da marinha, que ncsla parle he mais
favorecida do que aquella, porque lem por si um
contrato Icgalmcnte passado entre ella e o go-
verno ?
E he um general que nao quera scmelhanle be-
neficio para a sua classe, e que sem explicar o que
era, e pretextando nao ler-me entendido pela minha
habilidade, vem dizer que se horrorisou porque
eu lirava aos mililares o seu meio sold da lei de
1827?
A cmara comprehende que nessa idea do projec-
lo-base eu o que prelendia era favorecer e classe
militar, e nao lirar-lbe dircilos ; e esse favor, senho-
res, suba a despeza annual tao grande para os co-
fres pblicos, augmeolava a despeza lano, que, por
amor da fazenda publica, eu vim a desistir delle, e
intidei de opiniao, conservando o statu quo da lei de
1827, porque realmente as nossas finanjas nao per-
milliam, e menos na poca actual permitlem crear
augmento 13o excessivo de despeza.
A onlra idea consignada no projecto-base, que nao
vem no actual, e que horrorisou o illuslre general,
foi a penalidade imposta aos olliciacs qae se casassem
sem licenja do governo.
Senhores, a legislajao franceza, a prussiana, a aus-
traca, a sard, a belga, cstabejecein a parda da pa-
tente para o oflicial que se casa sem licenja do go-
verno. Eu tomei esla pena para base da discussao.
Eu mesmo. porm, vim a modifica-la : hesilei enlre
a denegajo da quinla parte e a reforma com o sol-
do proporcional aos annos de servjo. Para o aclnal
projecto accilei esta ultima, mas declaro que estou
anles inclinado para a denegajo da quinla parle.
lis precisa urna pena para os que desobedecerem
le. A cmara adopte urna pena qualqucr.mas on
menos rigorosa, mais ou menos branda ; mashc pre-
ciso adoplar urna pena, se entender era sua sabedoria
quo deve approvar a idea de exicir a licenja do go-
verno para o casamento do oflicial, afim de rcgulari-
sar a disciplina, c combinar o inlcresse do es-
lado com os scnmcnlos naturaes e legtimos do ho-
Procede-se chamada, dcsigua-se a ordem dojdia
e leanla-se a sessao pouco anles das duas e meia
horas.
BEPABTIQAO DA FOUCXA.
Parle do dia 9 de selembro.
Illm. c Eim. Sr.-Parlicipo a V. Exc. qoe. das
partes hoje recebidas nesla repartijo, consta auc fo-
ram presos : a ordeno do iuiz municipal da primeira
vara, l.uiz Antonio do Nascimenlo, por se acharten-
lenciado ; ordem do subdelegado da Ireguezia de
S. l'rei Pedro (ion calves, Jos dos Santos Alves, por
ser encontrado com urna faca de ponta, e o nreto
Manoel Fcrreira Dias, por fnrlo; e ordem do sub-
delegado da fregueza da Boa-Vista, o alferes da
guarda nacional, Joo Nepomuceno Valim, sem rfc-
clarajao do molivo, e Joo Francisco Ferreira, por
se adiar pronunciado por tentativa de morir.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica da
Pernambuco 29 de selembro de 185i.Illm. eEim.
Sr. conselheiro Jos Bcnto da Cunta e Figueiaedo,
presidente da provincia de Pernambuco. chete
de polica, r.uiz Carlos d Paisa Terexra.
ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Illm. e Em.Sr.aAchando-se esla adminislra-
jao de posse dos objectos conslanles da ola inclusa,
por V. Exc. otTcrccdos para uso do capella de N. S.
da Conceijo dos Lazaros, assim o communica a V.
Exc. bem como, que nesla data lhe foi anresentada
pelo respccUvo thesoureiro a conta dos referidos ob-
jectos paga por V. Exc. a Andrape & Leal, na im-
portancia de 229000 rs. Em nome pois dos infeii-
zcs clephauliacos agradecemos a V. Exc. tao pia of-
ferla, e fazemos votos a padroeira do mesmo hospi-
lal para que se digne de conccder-lhe a recompensa
de que herredora.
Dos guarde a V. Exc. AdministracSo geral dos-
oslabelecimenlos de caridade27 de selembro de 18-M.
Illm. eExm." Sr. D. Joanna Mara de Deoso-
meslerrito.Monsenhor Francisco Muniz Taca-
res, presidenle.Antonio Jos Gomes do Crrelo,
escrivao.Jos Pires Ferreira, thesoureiro.Dr.
Simplicio Antonio Mavignier, vogal.Jlo Pinto
de /Amos Jnior, vogal.
Itelaro dos objectos referidos.
1 lampada calvanisada, i turibo dilo, t caldeiri-
nha dita, I naveta dila, 1 vidro para lampada.
Matanca do gado do dia 29 para consumo da ci-
dade do/lecife no dia 29, no matadouro das Cin-
co Ponas.
Sociedade Pernambucana 33 ; Ricardo Romualdo
da Silva 8 ; Joaqun) Pinto 7 ; Manoel Francisco de
Souza Lima 5 ; Jos Lucio Lins 5 ; Sociedade Cria-
dora 5; Ismael Felino da Cnnha i ; Ignacio Fer-
reira Guimaraes 3 ; Jos Mauricio dos Santos 3;
Belarraino Alves de ArchaS ; Carlos Augusto de
Araujo 2 ; Virginio Horacio de Freilas 2 ; Bonifacio
Maximiano de Mallos 1 ; Ignacio Adriano Mon-
leiro I.
Ao lodo 81.
COMUNICADO
THEATRO DE SANTA ISABEL.
Ghigi, ou o quadro da Santa l'irgem.
Quem tiver lido a historia da meia idade, deve sa-
ber a celebridade que tiveram alguns uintores as
dflerentes corles da Earop;, e sobr ludo em Roma,
onde mais de um artista foi victoriado pelos grandes
senhores e principes da icreja.
Ghigi, pintor de alia esphera, foi um dos qoe en-
trou em carro de Irumphoas portas do capitolio,
ohtendo das mao* do Santo Padre a cora de gloria,
e as honras de principe da pintara.
Viveu elle pelos annos de 1 isn, c os sen* qua-
dro- que;foram muilo- e de mu! i oslimar.lo ainda
hoje guarnecen) algumas galleras dos prncipaes pa-
lacios e igrejas da Italia.
Foi este primoroso arlisla, qae o Sr. Amorim, mo-
jo portuguez, escolhcu para prologonisla de um
drama, em que revela bastante fundo de inlelligen-
cia, e que merecen nao s a approvajio do publico
lisbonense, mas ainda da sua litleralura.
He para notar, e iste deve chamar a altenjao do
respeitavel, quo em todo o drama nSo representa o
bello sexo, nem delle ao menos se Irala. O autor pz
de parle o amor, j tao sedijo em todas as pecas, e
imilajao do Sr. Garren no sea Cabio, quiz provar
que a arle por si s era bastante para arrebatar nm
povo inteiro.
De cerlo, nao foram infructferos o* seus traba-
lhos ; porque a aejao do drama sempre cheia de pe-
ripecias e de inlcresse, ronduz o espectador a ap- ,
plaiidi-lo as scenasmais pathelicas e sublimes qoe
nesle genero poda inv otilar o seu autor.
Convidamos pois ao publico, e os Srs. acadmicos
para assisrem boje rcpresenlajao do Ghigi, e oa-
la que elle consiga alcanjar no drama os mesmos ap-
plausos, que como pintor obteve no capitolio.
/. A.
CORRESPONDENCIA.
Me parece que o projeclo que apresenlei com-
missao para base de discussao particular enlre seus
membros nao conlinha idea que devesso fazer iorro-
risar a ninguem, c menos a um militar ; appello pa-
ra o tcslcmiinbo dos senhores niiuislro da marinha,
ministro da guerra, senador Manoel Felizardo de
Souza c Mello c marquez de Caxias, que delle tive-
ram conhecimenlo, c com osquacs, excepcao do ul-
mo, Uve dflercnles couferentias para a orgauisa-
jao qur do projcclo-basc, quer do aclnal.
Senhores, nao receio cu de" compromellmenlos ;
se dou eslas expcajes nao o fajo senao para que a
verdade ippareca.e sejamos julcados pela opiniao pu-
blica ; mas posso dizer com a rabera levantada, qae
ninguem lera prestado nesta sessao mais servijos
classe militar do que cu, que sou paisano, comejan-
do desde a lixacao de forjas de mar, era quo propuz,
e o corpo legislalivo approvou.augmeiilo de eralifira-
jes e sold aos marinheirns da armada, aos impe-
riaes marinheiros. e aos aprendizes menores an in-
dos^, regularlsando melhor o sen servijo e o servjo
publico.
Pejo desculpa cmara dehavcr-lhc rondado lau-
to lempo, mas jiilguei dever-mo explicar para desfa-
zcra inipressao causada pelo di-.curso do nobre de-
pulado por Pernambuco, que me aprcsenlara como
inmgo da classe militar. (Muito bem.''
Julga-se a materia sufliiicntemenlc dsculida, e
posta a votos, he approvado o projeclo parapassar
segunda discussao.
TABELLA PARA AS ESCOLAS DE ME-
DICINA. 4lnJ
Enlra em primeira discussao o projeclo n. 110 des-
te anno, que approva a
Acajes laaausM decrelo n. 1387 de 28 de abril
de 1854.
Verificndose nio haver casa, fica a discussao en-
cerrada.
S
1
i
i
<*
O que boje mais orcupa o nosso seculo sem duvi-
da sao as iiivenen, os .aWobrimcutos, o gaz, o va-
por. (K^iM l.i.ir-, r / iri'I.S, .-i i-decrapltos, e l-
timamente o sumnabnlismo maeuetisndor, qne bem
me parece, que com pouco estaremos todos de ear-
reras a vapor, Iluminados a gaz, preservados de
raios, com novas, e tantas novidades, sem anlo-
lliarmo-nos com a pouca lisonaeira i loia.de que gas-
taramos seculos para chegarmos ao mximo das
nvenroes, que j hoje tanto superabundara no nosso
pequinito miindinh i. Quem dira que em lao pou-
co* annos teriamos lautas maravilhas descohertas no
reino mineral, tantos phenomenos no mundo intet-
leclual.que duvida temos, que marchamos com pas-
sos largos para o desejndo seculo do hrillianlisrao ?
Quo o homem parece ler locado a meta do sea des-
tino, transposlo as ralas que lhe impozera a natnre-
za, para assombrar nao i os seus contemporneos,
com aquellos que j descansan! na trra fra, nao
resta duvida.
Muilo goslei de ver na missiva de seu correspon-
dente do Rio, o meio de vida que certos capadoeios
cscolheram all, para melhor passarem ueste nun-
dinho de todos nos.
Fallo dos taes senhores somnambulislas magnelisi-
dores, que surgiram agora por merc do demo do
alguma nova Salamanca, paro embuirem bruxarias,
e as cabejas ib: quem ? Dos senhores Fluminen-
ses. Forte birra! Como ho que um povo civilisado,
se imbue tic que um bruxo, ou bruxa, podo curar
qualquer individuo, sem o ver nem o conhecer ?
Qae elle no seu bemavcnlurndo albergue lhe en-
viando peonas, ou cauhes, lira nao s curado.como
curadissimo !! Que os Nortislas acreditem em se-
nielhnles asneiras, bem, por que eslao longo do es-
plendor da corle, e, dessa civilisaj.io de crisol ; mas
os senhores Fluminenses he alguma cousa. ti seu
correspondente do Rio, assevera-iws ter do presen-
ciar a urna dessas bellissimas curas, e mais attonilo
ficou quando vio perguular-se ao tal sugeinuho, se
a sua doenie era macho ou femea, velha ou moja,
se da raja das hipidos ou quadrnpedes, e, tantas
asneiras que o mais refolliadu pedante dolas senao
lembraria para eulreter urna hospedara de doudus.
Acora perguiito-lhe eu.meu charo amigo: Oque
he mais diflicil, Curar qualquer individuo sem o
ver, nem conhecer, ou conhecer-lhe a especie, idade,
sexo, e mais alguma cousa ? Eu quiz antes de
entrar no melhor y,ue por esta semaneira ha occor-
rido, siguificar-llie que ainda hoje ando* ssombra-
do com a tal maneira de curar-se ; mas como o
nosso seculo seja de luzes, por isso nada nos deve
impressionar, esim caminharmos com elle, e suas
luzes. Saiba que Bauaneiras sempre deu filhos he-
roicos para lodas as conquistas ; grandes as armas,
grandes nos feilos, e mais grandea em saberem dar
-una-. I or.nn enviados daqui tres sogeilinhos
para se ajuularcm com dous cm Mamauguape, e all
surrarcm o porlugiiez Valenlim Jos Correia, porm
mal pensara o pa dos marinheiros,o bem couhecido
F. de M. N. ( que agora nao he mais pai, e"5hmnao
senhor que da lat rajuada re-uUas.se urna moi c-,
licandn oulro preso, o qual j lem feilo revelares
importantes. O pobre Valenlim leve de fazer essa
v icltina involunlarianicnle, enviando a esse misera-
vel que eonsliluio-so scu pai, a passear para sempre
cm derredor do munido globo. Dos tres qua da-
qui foram, escapuliram-se dous, eum de nomo Jos
l'ie.i, la licou na cadeia, que foi o nniro que pode
ser acarrado pela polica daquella Villa. Os dous
de c no mesmo dia que chocaran). Iralaram logo
de arrumaren) suas Irosas, equando foram procura-
dos pela Dona policiacaeslavam ao fresco. Ommlo
foi la mesmo de Mamauguape, e o Valenlim adia-
se presofsecundo nos'atllrinain pessoas qae de l che-
caram. O juiz muuicipal daquella villa ja fez ius-
laurar o competente processo. e o que queremos
ver, he nao sahirem cravados sos miscraveis man-
datarios, e sim que os mandantes nao liquen) no
olvido, que lio sobre elles que pesa loda culpahili-
dade. Eu acho cscusado lembrar o que disse um
jujz que sabe cumpreheuder as suas fiiiijcs, que
olha para a lei, e a faz execular com inflexibilidade ;
porem talvez que miaba* reflexocs nao se percani.
O nosso Dr. juiz municipal esl alarla cbm os lacs
constituidos pais do Valenlim, e a todo o instante
procura secura-Ios. O seu correspondente le Ma-
manguapc lhe inleirar melhor dos pormenores
desse fatal acoiileciiueulo, nao llie rsqueceinlo que
os mandadles ex'slem, l e aqui. Eu sempre qui-
lera nao ler materia desta ordem, para noticiar-llic;
mas oque fazer se seus cmplices circulan) hoje lodo
universo 1 '. I De lodos os lados vemos que as coasas
marchan! para nina coalisao mental, o muilo- ho-
mens anula desejam registrar as paginas ncuras de
suas vidas, o crime fralricido de Caim para o
vulgarisarein. e de rnAos dadas rom elle, ircip legan-
do a seus lilhos um negro rcflexo, que assegurara
aos vindourosa sua vida obscura e selvagcm, cm que
descrai.-adaiiieiilc vivaran). Agora queja Ihc conlei
o caso, como o caso foi passarci a dizer mais algu-
ma cousa. Vou anda desla vez ficr minhas rele-
seos a lllii-ln-sinia cmara, para ver se rila corda
'esse sorano profundo cm quejz, enos da alguns
inollioramentos quer moraes. quer maleriaes, que
presentemente ludo he a propria lastima, at jnleu
que sua llliistrissiiiia he a que mais nercssila de al-
cunia maleria, pois seus simplonas ufio s3o de quem
lem vida. Se algunas vezes lembro-me dclla, lllus-
lri--ima,fajo inmediatamente voar o meu pensamen-
i
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ll
v%
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tabella de ordenados e grali-' 'to daquelle recinto, por que vejo que meu echo nao
repercute naquella sucia de pedaulcs [com excopji"
qne mal saliera alcuns lcr-6 a b c. Se clame
nossa provincial, acho-me mesma, por qoe,
miseria dos Paralbanos *. se asseiitam nao
iniserave* bancos Pedro Tavares, e outros r


DIARIO DE PERMMBUCO, SBADO 30 DE SETEMBRO DE 1854.
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los, ijue anda |i ir.i hedis de secretas nao Icriam
a primeira posicao, oua primeira caiieira, o as-
iin clamo romo a. Pedro rfaraava aosous peilinho,
sem ser visto, nem ouvido. Pacienliam vobis quid
.....T..iram nos, diaia o Marro-- Snares pingaleta,
eitrahido da Prosaica, vro de seu invento.
Na crenca ena espranos,
Em ambas lia lii cuidado
Fm ambas h hi mudenca.
S. Leal Jnior-
Sobre a cierra aiielo-francc/a, lurco-russa, nada
i'iiiis soubemos, alm da matanra do Giurgevn, (onde
morreram 17,000 Turcos H tal vei que goal nu-
mero de Russos Foi urna pequeua acquisicao de
faclos de segunda ordem, que nos Irouxc o correio
de 8, subsequenlc ao de :28 do passado, que nada
uoslrotuc de importancia, do llieatto da guerra eu-
ropea. Asura o que desojamos ver de fado, lie a in-
vasAo da Crimea, o assallo de Sebastopol, o aniqui-
lamento da ilba de Aland, para total ruina dos fi-
lhosda sania ortltodoxia. Nicolao pensara, e sua po-
lilica liisantiua, qoe ia so bridar com a pobre Tur-
qua, solada, qoe suppunha esinaaa-la do primeiro
Cipe, mas quinto eogauou-se ? Se nrrependiinentos
valessem estara elle no eco. Ei-lo agora arrepeudido
de seu demasiado orgulhn, da iujustica de sua causa,
e quem sabe e os remorsos ja nao llie tem escaldado
os milos A guerra ir se procrasliuando at chc-
gar ao ultimo paradeiro, que ser o momento eiu
que a Austria mais aPrussia empunharem as armas,
para se unirem aos seu- vizinbos do Occidente.
Seria um grande e bello espectculo no mundo, ver-
si' quatro nacOes com um s exercito, romposto de
diflerentes linguas, costumes c vestidos, manejando
sua* armas com igualdade e do equilibrio europeo ;
c ropartindn rmninent a aureola da goerra !!...
Seria mais que brlhanlc qnatro nardos, as mais
Jioderosas da Europa occidental, lielerogeneas cm h-
litos e coslumes, se ajuntarem, e homogneamente
combalcrem esse Vesuvio, que com mas lavas ar-
ilenles. lem interrompido essa par de 10 anuos que a
vellia Europa gozava I !....
Quando suas bandeiras voltassem com olturel,Un-
tas do sangue inimigo ; quando pisassem no solo pa-
trio, c-ses denodados eampeoes da liberdade, rheios de
't/ania, receberiam as oblacOes ile lodo o povo, que
descjaardcnlemenle a liberdade de seus irmaos.Seus
iinmes nao serum mais esquecidos na historia uni-
versal dos povos, e nma memoria indelevel seria gra-
vada e transmitidla a todas as geraees dessas qualro
nar,oes, que desembiinharam su as espadas (se acon-
tecer), para puuir o perjuro que violou o tratado de
18*1. A Austria emhora afliance aos gabinetes de
Londres c Paria, que deseja envnlver-se na lula ;
eu sempre cslou na duvida, se sua poltica passar
oo nao de mero espectadora, se reslringindo com o
Salnele de Berlim, desse simples tratado oensivo e
ellensivo das duas nacocs, o mundo conhecera ao
depois, se minhas|refleie* nao sito vaticinios, que
tem de realisar-se. S pela oceupacilo dos princi-
pado.! danubianos, pela oceupago de parte da Ynla-
cliia, nV> devenios logo suppor que ella esteja deae-
cordo com as nac-ocs occidenlaes. e sim que sua po-
ltica seja marhavelica. pois assim llie convem se-
guir tcitamente. O que desejo saber com mais ar-
doncia, he das diTas esquadras, os seus l'eilos, as srias
manobras, al boje ainda desconheridas^ejpjem sa-
be [que comer laranjas em Malla nao lie melnoi .1'
que lutar comhnimisos dclra/. de rochedos'! O vellio
apier, o grande Napier, que tanto ganhoit as',17
batalhas que deu ao mundo, o que he feilo delle '.'
O Dundas que venceu o corso na carreira, a corrente
do rio Eufrates, o qoe he Isnibem feito delle Onde
esiao esses neplunos filhos da magcstoa Albiou '! Os
gallos da anlga e assombradora Callia ?
Arredleme que quando vejo um Diario sen, o
que Iac,o he correr todas as suas columnas, para ver
se deparo com os grandes fcilos dessas duas esqua-
dras,masque, parece-me que ainda os vejo em Mal-
ta comende laranjas ; c nada tenho sabido de im-
portancia do Bltico c Mediterrneo. S se cites es-
peram pelogelo para sahirem ao campo e chamarom
os Kussos a combate ; tudo pode ser, o que suppo-
nlio nao poder ser he ninho de ralo em orellia de ga-
to, isto simhe impossivole impossibilissimo, masellcs
combatercm no gelo com suas esquadras, pode milito
bem succeder. Mais nada lho dirci, porque mais
nada sei.
Por falla de tempo e por nao querer perder o cor-
reio de hoje, he que faro s estas linhas, e agora por
diantc desejo arruni-r;niinl> a Irona com lempo.para
nao andar as carreiras com o senhor correio, que au
tein dia certo. Urnas vezes chega-nos i 8 do me/.,
outras pezes i 9, agora 10 e ale a 11, c assim nao
tenho da certo para apromptar-me com tempo. Saiba
disto asenhora agencia da capital, para ver se assim
regula mais |bem|a sua artoiinislracao. O seu corres-
pondente da cidade de Areia, ja qucixou-sc da irre-
gularidade do correio, e cu agora tambem lamento
estas faltas, que me|lem posto azul e as carreiras.
Adeus, sade piaros, u-orduraje sebo, almoco
cedo, e ludo do mellior c bom Ihe desejo.
Ranaiirirn t8 de setembro de 1851. .Y. X. X.
P. S. Pergunta o Constancio, ao seu amigo Lu-
nario Perpetuo, se o auno vin louro, sera ou nao
bom de invern, aj se Icremos outro 15, como me
atlianca o l)f. Panorama. Como marchamos para a
casa dos 5, por isso j agora ando tremendo ; o Dos
nos acuda com sua misericordia divina. Como sei
que Vine, perteuce conh'ecer do futuro, por isso
nao cagaste com a minlia besla pergenia. Faca
ouvido de marcador, eme diga logo, se estamos
mal, para prevenirme-nos cora tempo. Se tanto
. ronhecerei por Jos do "Egipto, e|nio por i.iiiia.io
Perpetuo, ou Dr. Panorama, ou o \cilio Constanrio.
Au recoir.
Sri. Redactores. A indemnisacao concedida pe-
la asscmhla provincial ao es-empreiario do tlicalro
de Santa Isabel. Manuel Gnncalves Aura, bem como
a importancia de um me/, de subsidio foram distri-
buidos pelos artistas e mais empregado- do mesmo
healro.emvirtude daordemda pre-idenciae confar-
me a relarAo assigmdn pelo dito ex-emprezario, que
me foi remllala pela directora. Essa distribuirn
ja foi publicada emum dosnumercs doseucnnceilua-
lo jornal, e al a occasiao em que ella se tfTectuoii,
nem urna rerlamacHo de artista ou eiupregado app'a-
reeea ; sendo que por isso, nem a presidencia, nem
a directora, e menos en, podemos ser responsaveis
por falla cm que nao temos parle, a menos que se
nos emprestas o dom do advinhar. Assim deixo
de responder a urna correspondencia, a Expecador, impressa no Liberal /'ernambuna-
no da boje, conlenland-me com proceder conveni-
entemente respeilo d'aquiilo que particularmente
me diz respeilo.
Hecife^.1 de setembro de ls">. Sen leilor.
Gustavo Jos do llego.
PUBLICARES A PEDIDO.
los perdidos, passando-so ao depois mandado exe-
culivo contra o mesmo Jos Dias, am de pagar a
quanlia pelo mesmo contador demonstrada, c cus-
tas que se fizerem, deposi(ando-sc na forma da lei
os bens que forem penborados, licando logo citado
o supplicado para ver correr lodos os termos da
execucao al Anal. Pede a V. S. Illm. Sr. Dr.
juiz de dircilo da primeira assim lhe delira. li.
R. M. Manoel Jos da Molla. Depois da conla
feila pelo contador, como requer o supplicanie,
vollc para deferir. Rcrifo 3 de junbo de 1854.
Silva (uimares. Distribuida.Como requer.
Itecife -28 de junho de 1854. Silva (uimares.
A. Cunda Olivcira.
naveta. Quando se sienta una agolha, he preciso
iguala-la primeiroperfeilamciilc com a marca cima
indicada, para depois aperla-la por meio de parafu-
so. Pode faciltar-se iiiuiln esta operaran, enliando-
llie um fio de linho, que serve para segurar a agu-
llia em quanlo se acera a altura em que deve ficar.
Se a agulha depois de posla no seu lugar Dio esli-
ver exactamente perpendicular, ella he puxadade
novo para cima, acertada vagarosamente pelo ouvi-
do, al que a pouta ajuste no centro da abertura da
chapa de ac, pela qual lem de passar para acertar
na linha da navela. Islo feilo, be agulha movida
tanto quanlo se pode para baixo, e as rodas poslas
cm aciividade att quea naveta senche ao pe da agu-
lha, quando islo acontece, ea .-leulba se ach alea
lllm. Sr. Dr. jui/. do civcl.Tendo em vista o
processo reformado e cerlidilu junta, entendo que o rwsora do lio.qnc lemdcser empregado, fora, ella
traslado dos autos e cusas do supplicanie, Hilo pode- > sc" lu?ar competente. A asulba no enlan-
ria importar em menos quanlia do 33OJ000 rs., V.
S., porm, mclhoi decidir.
Kecife 17 de junho de 1854.O cpnlador. Ju*t
Joaquim l'ereira de Oliccira.
O Dr. Custodio Manoel da Silva (iuiniaracs, juiz de
dircito da primeira vara rivel e commercio desla
cidade do Kerfe, por S. M. Imperial e Constitu-
cional, etc.
Mando aos ofiiriacs de juslira quea requcrimenlo
do supplicanie Manoel Jos da Molla, procedam pc-
nlioia em bens do supplicado Jos Dias da Silva,
tantos quand'S bastem para pagamentos da quanlia
de 330&IKM) rs., segundo foi estipulado peto contador
do juizo, sendo ludo de ronformidaile com a petirAo
retro.Cumpram. Itecife 2S de junbo de 18i.
Pedro Tertuliano da Cunda, escrivo a subscrevi.
SWm Cuimaraes.
E nada mais so continba cm dita pet^o, ccrli-
dito, inforniac/io e lerino de penhora, aqu tudo co-
piado, que cu escrivo abaixo asignado, bem e fiel-
menleli/. passar por certdilo, em vista los autos a
que me reporto, e vai esta na verdede sem cousa i|uc
duvida fara,conferida c concertada, subscripta e tt-
signada nesta cidade do Kecife aos -J'> ili.is do inr/
de seleniliro tic 1854,Suliscrevi e assignci, cm
de verdade.Pedro Tertuliano da Cuiiha.
VARIEDADES.
A MACHINA DE COZER.
Esta machina recommenda-se tanto por sua ex-
traordinaria utilidade, como igualmente pela pouca
demensao e pequeo es|>aco que oceupa. Ella he
elegante e pode sem escrpulo trabaldar sobre una
meza pequea. Todos os ronhecedores que a viran)
Iraballiar, ficarm prrfeilameulc satisfeitos de sua
prortutilo.
A machina servo tanto para costuras em linda rec-
ia, como para todas aquellas que em lindas curvas
lem de ser applicadascomo ornamentos.
.A azullia Irabalda nesta Biacttinn em posiro per-
pendicular. A machina cm si de construida de fer-
ro c repcsclada nas fus. 1 at 5 em (amando de
um terco do seu natural.
A machina cose com duas linhas. una'cnliada na
gallia e a outra conservada no novello, que se cha
dentro de urna naveta, (*) e costura de feita pelo
modo seguinte : a agulda d um poni para daixo,
valla oulra vez pela metade para cima, por cujo se-
gundo movimculo se forma um laeo, pelo qual pos-
an naveta, largtndo um pouco do fio do novello,
que descerni a agulda de novo iutciramenlc, aperla
ornis possivel o lio da naveta, formando assim um
pnnlo entrelazado que pode ser considerado como
ponto dobrado. A' cada ponto que a maedina d,
o panno que se esl cozeudo move-se um pouco pa-
ra diante.
Deve nolar-se que a agulha na subida para cima
nao d um novo ponto, como islo acontece nas cos-
turas i mao. mas sim volta oulra vez pelo ponto ja
dado c s da novo ponto, quando este he dado de ci-
ma para baixo.
O moviineulo da agulha, da naveta c da roda, que
nove o panno, ho o scsiiinle:
A roda dentada A, he movida a mao ou pelos pes,
esl cnraixada na roda^denlaila II,que se|arlia segura
sobre a manivela C, a qual conten una chapa re-
donda 1), como urna cavillia a.
Eslacavilha a, soenraia em tima fenda de ou-
lra chapa E, que dcmovcl em urna pinna K, em di-
rerrao vertical. Pelo movimenlo da roda dentada
A.sde e desee esta pinna,na qual se arda emdaixn a
agulda, como de representado pelas ligs. f"|, 9 e 7), e
assim teremoso movimculo da agulda, representad!
na fig. 8 em lamando augmentado na lig. 7, porcm
no tamaito natural.
O ruvvimcnto da naveta se faz pela mnivella G,
na qnat acacha urna roda dentada II, que tambem
eucajia na roda dentada A, movendo assim mni-
vella G. Sobre a inanivella G, arlia-se de noy una
chapa I, com urna cavillia b, que tambem se cncai-
xa na chapa curva K. Esta chapa K, esl segura
sodre tima fcrrolda O, que se muve cin direcro ho-
risonlal ; nesta ferrolda O, acha-se una foiquilha
P, no meio da qtial rrpousa a naveta (i, c assim se
faz o mo\ imento da mesma naveta cm ilirecrao hori-
sonlal, conforme asfiss. 1,4, c7, O demonstrara.
A manivela G serve porem lamban para eutreler
o moviineulo do machiuismo, que marca a distancia
dos pontos. O panno he posto sobre urna planta M,
que esl munido com urna transversal N. de aper-,
lado pela mola R, que se cha na pinna S contri}
lo nem deve tocar na naveta, nem se adiar em malar
distaocia delta, do que importa a grasura do fio de
linho. Repetimos anda, que. de necessario tirara
navela para justar a agulda c s depois de perfecta-
mente justa, pode ella ser posla de novo no sen lu-
gar. As corredizas (|e lalAo da linda, por onde tcni
de passar a naveta, devem ser liradas inlciramcnte
antes que se comer ajuslar a agulda.
6. Da naveta. O descnrolamento dos los da na-
velo na occasiao cm que a maedina Irabalha, come-
ta do primeiro furo da popa da naveta, e linda no
ultimo furo ao p da proa, e para lodos os pontos
mais linos do lerreiro furo, cxrcplo naquellas ma-
chinas, que sSoab-oliilamcnte desuadas para a cos-
tura fina, c san construidas do outra manara que nao
a aqu desrripla. Pelos furos da naveta evila-se o
enlace e rompimenlo do lio. O cncarregado da ma-
china deve era lodos os casos procurar ter urna pra-
tica de poder ronhecer o grao de tcnsao do lio da
navela, neressaria para o ponto que tem de dar, e
quando lam posto em ordem, deve elle acertar a
agulha de maneira a corresponder com a len naveta.Deslc modo o ponto salte perfcitamrnlc igual
cm ambos os lados.
No introduzir do canudinhopara a navela.de met-
lido primeiro urna poula ilo cautidiudo no furo tfa
pupa da naveta que Ide de destinado, depois deita-sc
a outra poula dn ranudindo no estreito cano, perto
la pona da|navcla, aperlando a pona dianteira do
canudindo al que por um leve Til: annnunne, de
acliar-se no furo que lhe de destinado no renlro da
navela e bem seguro. Quando o cauudinho por im.
prerauzao ou deleixo nao se adiar seguro no verda-
deiro lu^'-.i-, a navela quebra-sc.
Machinas destinadas para coser lindo, lem urna
navela com una punta mais comprida e drizada, e
o canudindo, ou aquella pera sobre a qual esla o
fio enrolado, he mais curio, l.'ma lal naveta lem s-
menle 4 furos em losar de (5 e um rame i.o com-
prido, para conseguir a mais certa (ensaodolin. Kc-
-utarinenlc deve o lio passar primeiro no furo da
popa o depois no furo da proa. Por meio destes
furos, e principalmente porque o fio passa cm redor
ilo rame, consemicse a neressaria tensan. No en-
lanlo, nao sc pode a este respeilo lar regras lixa. e
smenle a pratiea Rutara o Irabalhador de aperfei-
eoar-se ncsle Irabalho.
7. Do enfiar a agulha e prepararlo do lio de cos-
tura. Primciramente enfia-se o cauudinho no ra-
me de ferro perpendicular na pona do braro de
ferro, de maneira que ello se vulva fcilmente^ de-
pois puxa-sc o fu do canudindo pelo primeiro ou-
vido do arante de ac polido, cnuduz-se-o porcjma
da parte superior do ancinho sobre o rame, dei-
xando a parte chata do anciulio dirigida para o Ira-
balhador, depois conduze-se tambera c lio pelo se-
gralo furo do rame de aportar ; islo he, debaixo
para cima, c depois directamente pelo ouvido do
rame da parle s-jperior da agulha, entilo para bai-
xo por meio dos ancianos c:n forma de marlolinhos.
ainda pelo pequeo ouvido da mola,- que exerce as
suas Iunceesobra a agulha, c linalmenle he cu-
fiado da esquerda para a direilit no ouvido da agu-
lha, e com isso se completa o Irabalho de cufiar.
Quando se (cm de coser couro, e porlanlo de cm-
pregar azeite na costura, deve o lio primeiramenlc
ser conduzido pelo ouvido do anime para o fundo da
ligelasinliit de ferro, e depois como cima se ada
indicado.
8. Do registro. Pcrlo da pona da chapa fronlei-
ra que encerra a agulha, acha-se seguro tira pada-
cinho de aro mui delgado, em cuja pona esta segu-
ro por um parafuso um pedaro de aeo torcido de
forma Ide um denle de depilante. Chama-se islo o
regislro. Em urna pona deslc registro acha-se urna
pequea mola em furnia de garfo ; a oulra poula
descanta sobre a parle direita ou interna da chapa
redonda, pela qual a agulha he posla em movimen-
lo, c no canto desla chapa esl segura por meio de
um parafuso urna chapa de aro degrossura desigual,
chamada hub.
Quando se pe em movimenlo a machina esle
hub faz immedialamciite urna forra sobre unta pon-
ludo registro, o que causa quea pona Opposla im-
prime a forra neressaria sobre o lio, al que o fio
por detrs da agulha se lorne laro, cmquaulo a gu-
illa penetra no panno ou outro qualqucr eslofa que
se tan de roser; por este meio evila-se pontos lacas,
pois que o lio estando por :t'i do lempo conservado
inleiramcnle late, conserva assim a sua primitiva
elasticidade c perfeila forra, lie islo umi das gran-
des vanlazens desla maedina, que lite d grande
preferencia sodre todas as outras. A prcsso do re-
COLLA FLUIDA.
'''A colla por militas vezes dissolvida edeitada res-
friar, perdo por lim a propredade gelatinosa. Como
an deviasuppr que, o que causa esta alteraran da
colla era principalmente produzida pelo oxygenio do
ar eda agua, por isso julgou-se recommendavel evi-
lar quanlo ser possa essa alleracilo.
Para se obler esse resultado era misler que a colla
urna vez dissolvida se conservasse neste estado sem
precisar de nova dssolurilo, e porlanlo sem coa-
gular.
lie sabido, que, quando sc dssolve a rolla com a-
cido ntrico, ella se transforma cm acido oxlico,
gordura, lauino, etc., ele. Diflercnte porm liequan-
do a eolia be dissolvida em agua, ese lhe ajunta um
pouco de acido nitrito ; a colla entilo conserva as
suas propric lades primitivas inalteradas e nao pode
mais coagular. Era Pars ja ha minio fabrica e ven-
de-se debaixo da denominaran decalle liquide el
inalterablea colla por esle raellindo preparada.
A proporc-lo he a seguinte : dissolve-so libras de
colla em igual peso de aguacrvslalina dentro de urna
panella vidrada sobre fogo ligeiro, ou mellior ain-
da, dentro de um dando Mara ; merdciidn a dlsao-
lurilo continuadamente, ajunla-sc-lhe 6 "2|5 ontas de
acido ntrico de .'16 por cen > liaum. Produx en-
tilo tima liscira cfTervcsccncia. Depois de todo o a-
cido sc adiar junto, tira-se a vasilha do fogo e dei-
xa-se-a resfriar.
A rolla assim preparada pode ser guardada annos
iuUifua em urna carrafa abcrla sem coagular.
Esla colla he muilo cominoda para laboratorios,
tolas as .illi -ina- que trahalhain enm ella emrmen-
le para os marrentiro de ohra fina.
(Extr. do Jornal Polijl., de Dinglcr).
PARA OS'"lELOJOEIROS.
He sabido que os rclojoeiros al agora empregam
um azeite muilo lino nas dillerenles roda, alim de
que estas nao soIlVain fricres, e o inovimento dellas
seja sempre regular. Este methodo porem lem o in-
conveniente de que pela pocira que, embora baja o
maior cuidado, sempre penetra no interior do ma-
chiuismo, o azeite se engrossa, em cnusequencia
disto, o movimenlo das rodas e torna cada vez mais
vagaroso, al que por lira o relogio para inteirameii-
te. Para evilar-sc esle Inconveniente, tcin-se lti-
mamente empregado um nji de graphilc bem lavado,
c o resultado foi laoiatiifaierie que nao hesitamos de
rcrommenda-lo lodos os rclojoeiros ronsdenciosos,
rm rujo inlcresse est atlrahir o publico pela dura-
bilidade de seu Irabalho. O p de graphile deve ser
o mais lino possivel, o que seohlenipor meio de re-
pelidas lavagens. Tira-se um pouco deslc p, ajun-
ta-sc-lhc um pouco de alcool para sc fazer urna es-
pecie de pomada, c uuta-se com ella as petas c lodos
aquelles lugares nos quaes sc empregou at boje o
azeite. Este methodo lem a defecada vanlagcm, de
nao siirnenli' conservar sempre as rodas limpas, mas
ainda de evitar que a humidude penetre na machina
e a eiifcrrugcnte.
(Auxiliador da Industria Nacional.)
COMMERCIO.
esla ai --na pinna. A forja da prcssAo depende daj gialro sobre o fio pikle ser regulada para maior ou
maior c menor Oexibilidadc ila mola, que pode scb '"enor pelo aperlar ou ilesapertar do parafuso, que
regulada pela rosca X, que ape I i tira parafuso chato* e^irina sobre o pedarn de ajo lino. Ouanilo o re-
Coinprc agora saber romo se faz o movimenlo
que s se deve rcrluar por rdnques. Para esse
lin acha-se na manivela (i, ama alavanca II, contra
a qual una alavanca G fortada contra urna mnivella
M por man de una mola, esla (.brigada a volver-se
em circulo, por cujo movimenlo a alavanca r>. se-
gura na manivela M, loma a mema directa. Com
esta alavanca esla reunido o movimenln transversal,
que claramente se ve na lig. 2. Pelo inovimento
paira esta em p, desataca ama parle sobre a por-
ta lina do /iiii na pequea chapa de rerro para que
o fio da costura se torne lato ; se porm o registro
de-cantar na pona grotia do hub, o lio he forle-
menle le/".
9. A Ir.inqiicla que fecha a corredira deve sempre
eslar deitada para raz, quando o conductor desee
sobre a estofa que lem de ser costurada. Se ella
Picasso para diantc podia acontecer que a punta hi-
enda do regislro locassc licita. !)dscrvar-se-ha que
da manivela M, beo braco superior da man vicia /., | entro o conductor quo segura o panno e a mola spi-
cujo ponto do inovimento he /., aperlada contra a | ra'' ache urna rosca oftavadl, que augmenta a
chapa transversal, c adiautado um pouco. A dis- l'fcssao sobre a eslofa quando he empurrada para
laucia deslc adiiinlameulo depende das cavilhas Ve BMi e diminue esta presso quando he aperlada
W, que podem ser reguladas pelas roseas K, de Pari| baixo. Fazendas pesadas exigent mais prsalo
\
A iosa, fot tuna d'umBrasileiro-
Eu nao tendo no mundo outros bens
Mais que eccas folhinhasde rosa,
E com ludo, tao frgil thesouro
Me asegura urna surte diclosa.
Orla joven rolden voluntaria
Urna rosa em seu bello jardim ;
Se travssa nao quer euganar-mc
Essa rosa traduz o seu sim .
Milindrosa cxpressfln do decoro,
Do futuro, signal seductor !
Innocentes folhinhas me di/.em
Sim de esposa fiel, sim de amor ....
E nao tenho mais nutra fortuna,
Outra joia. oulros bens, ou dinbeiro :
Tenho (, lenh amor, lenho extremos,
Pobresinho que sou Brasileiro ....
.....s...........
Giiardarci as folhinhas fragrants,
Mcu Ihesouro, meu breve desorle :
Se viver, dar-me-hao dias de rosas.
Se raorrer, farei dellas cha forlc.
Bata.
Jos Dias da Silva, precisa a bem de seu direilo
que o ntrivXo Cunda revendo os aulos de pindora
i-xecu'liva qoe lhe mnve o cscrivflo Molla lhe passe
por cerlidio aquillo que pelo supplicanie for apon-
lado.
P. a V. S.Illm. Sr. Dr. juiz do ri*c| da primei-
ra vara sa digne defirir-lde.E R. M.P. Recife
'Si de selembre de 1854.S/cu Guimaraes.
Pedro Tertuliano da Canda, escrivo vilalcin daV
varas do rivel e commercio d'esta cidade do Reci-
fe, provincia de Pernambuco, por Sua Mageslade
Imperial e Constitucional, o -rubor Dom Pedro II,
?ue Dos guarde, ele.
lenifico que revendo os autos de pinhora execu-
liva do escrivo Manoel Jos da Motta, coulra osup
plicante Jos Dias da Silva, d'elles, por parle do
supplicaule me foi aponlado por cerlidao o se-
guinte :
Diz Manoel Jos da Molla escrivo das varas ci-
veis e rnnimerriacs d'esta ridade, que lendo Joa-
qun) da Silva MourSo intentado arrao coinminalo-
ria de ajuslc de conlas contra o seu devedor Jos
Das da Silva, por cle juizo eseo carlorio desde o
anuo de 184(1 da qual oppnndo-sc Jos Dias a mes-
nia actao houvc enlre ambos urna forre discussao
que .leu motivo a Jos Dias appellar para o tribu-
nal da rclaran antes de ser verificado o ajuslc de
cuntas, a juntamente serjulgado porscntenr.a deste
juizo de cujos aulos se exlrabio scnlcnra que foi a|i-
pensa aos aulos o riainam, quando o tribunal .la
relatao jit'gou e mandn continuar o mesmo ajuste;
que coiilinou al que Muuro alranrou deste juizo
leutenea final a seu favor no anuo prximo passado,
da qual senlenra o procurador de Jos Dias appel-
lou, e sendo expedida a rac e assignado pelo prurnrador de Mourao os trinla dias
da lei para seren copiados os aulos. euja copia avul-
laria rm uinagriindequantia cm ranlo do queosaulos
seadiavam bastante volnmotos por teremsios p-
penros, nao so d'appcllarao, como do arresto.
arresto que Mourao proceden nos bens de Jos Dias
levaram descaminho antes de serem copiados dan-
do esle faci o motivo de o mesmo dvoaadn pro-
ceder nina reforma dos mosmos, e como um lal
procedmenlo o supplicanie n5o leve parle para
;ue tenh.i o prejuizo de seu Irabalho feito em cmdi-
osjiiutos ha miis de Ircs annos.peis que nao [oi-llie
pago, por isso o supplicanls cora a leettido junta
raostra a quanlia' em que iraporlaram as cusas do
supplicanie, na copia dus autos da reforma que silo
muilo menos volumosos, que os autos perdidos em
que leve muilo mais Irabalho, uestes termos o su-
plcame raque^p^V. S. se digne mandar que o con-
tador dojni/cr^a vista da cerlidao junta, estipule
em quaubj poderiam orear t cusas dos ditos uu-
mancira a poder dar i a > punios cm cada pol-
legada.
O fio da agulha deve ser as ve/es aperlado, ou-
Iras vezes mais lato, i, o primeiro para aperlar bem
os pontos), e esla operato olitam-sc pelo seguinte
marhinisqtu. Ha na chapa I) umaelevatao. lig. 10,
A por cima da qual com a pona V em direcrau
chapa O, lem de correr unta mola E cuja punta op-
posla esl inclinada para a mesma edapa D. Todas
as vezes que a poula S da mola passa a clcvagao, a
pona opposta V, de aperlada contra a chapa Q, e
comn lio se ada entren chapa Q, c a pona da
mola X, he este tambera aportado, e islo na occa-
siao cm que a agulha sobe, o que faz aperlar o n.
Na naveta acham-secanudinliosparii enrolar o lio,
c para esse lim serve amachina lig. II, loda cons-
truida de ferro. Jnlgamos desnecessarias quaesquer
outras observables,c tornele ainda acrescenlaremos
que a naveta s passa de um lado pelo laco, c por-
lanlo sem outro motor se acha depois de rada poni
no seu anligo lugar. A fenda curva, para fazer
sabir us movimeulos da agulda c da naveta ; o pri-
meiro perpendicular, e o segundo horisonlal, do seu
movimenlo circular permita urna grande concen-
traro do meedanismn. A chapa M lem urna su-
perficie spera sobre a qual o panno esl seguro. W
V na lig. 4 silo duas chapas correduras, que s.lo em-
purradas para dentro, quando a machina Irabalha
para evitar quea navela salle fra de seu cixo.
fnsjruccSo para se servir da machina :
1." Tira-se a tahoado lado spero do caalo jus-
tamente por baixo da horda salieute da lampa do
caixo. Tira-se a machina, que he posta sobre a
lampa do rai\a-> no lugar para ella marcado. O
caix.lo lleve ser hera seguro para nao sc mover.
. A machina deve receber a/.eile Ires vezes por
da. Para esse lim servan os pequeos buracos que
conduzem o azeite at a curva e a lodos os pontos
onde lia frieces. lia 17 pontos na machina que
devem receber azeile. Tambem a taima di agulha
deve ter de vez cm quando .um pouco de azeite ;
cmfini, lodos aquelles lugares, em que urna peta
loca na oulra.
3. Tambem a machina de enrolar o lio deve ser
otilada; o mellior azeile para esse lira de o mais fino
azeile de spcrmacele ou azeite de graxa muilo refi-
nado. Ao n da maedina de enrolar o fin, deve-sc
ler sempre um panno embado em azeile, para fazer
passar por cima as ponas dos pequeos canudos
de lio.
4. Quando sc quer porem movimenlo o calca-
dor, devese por exactamente a metade do p na
Iravessa, sobre a qual repousa o dilo calcador, de
maneira que o ciilcanharea pona dos ps conlri-
buem ao mesmo lempo de por em inovimento a
machina sem coadjuvarao de nina roda impulsiva.
Assim oblem-sc um movimenio igual, que poupa
muilo Irabalho c faculta ao Irabalhador de fazer
parar a machina todas as vezes que o julga neces-
sario. A grande roda moloia, que esl cm inme-
diato contacto com o calcador, e por cujo movimen-
lo todas as mais petas da machina se aeliain em c-
lividade, deve-se volver sempre do operario para
dimite.
5. Pr a agulda no seu lugar. A agulha deve
ser posla no seu lugar pcrfeilaineule perpendicular,
com o lado da fenda por fora, e deve desccr exacta-
mente no meio do slreilo furo pelo qual lem de
passar. Para com mais farilidade traze-la ao lugar
competente, onfia-sc-ldeuiil lio blanco, que deve sor
nclla conservado al arhar-se perfcilamente perpen-
dicular. Quando sc lem de coser rom relroz, deve
o envido da agulda sabir na dcima parle fora da
fenda da navela, quando a naveta lulo pode passar
|K>r baixo do laro. Quando sc tem de coser rom lio
de lindo.ou algndao, o ouvido da agulda deve ser
igual rom a parle inferior da fenda da navela, quan-
do esla passa pelo laro. Deve-sc tirar a naveta quan-
do sc quer otidircilar* a agulda e odservar allenla-
menle o seguinte, quando se lera de litar a agulda.
A agobia de posla enlre a eslreila fcn.la e a mo-
la, que para esle lira sc adiara na vara da agulda,
para po-la no sen lugar.Na machina acha-se um pe-
queo pedaro de metal pulido,que serve de signal de
altura em que deve eslar a agulda. Quando se tira
a naveta do seu lugar, c se poe este signal de agulha
exactamente no ponto cm que a agulda deve oslar,
lem de nolar-se anda, que o ouvido da agulda deve
ser exactamente igual com a pona do signal da
gullia, no momento cm que a cavilha excntrica,
que traz em movimenlo a agulha. se acha no poni
mais baixo ; islo be, quando a agulha lem desodo c
volta para formar o lato, por onde lem de passar a
'RAGA DO RKCI FE -_.) DI! SETEMBRO AS 3
UORAS DA TARDE.
Colates ofliciaes.
Hoje nao liouveram rolarnos.
Al.l'ANDEGA.
Ren.limcnlo do dia 1 a 8.....2RS:(3l>8ri7
dem do dia :*)........15:98I5I7
3lil:l83il4
Importacao'.
Barca franreza Pernambuco, viuda do Havre, con-
signada a J. R. Lasserre & C. inauifesUiu o se-
guinlo alm do que b miera se piiblirou.
lu barris e 11)0 meios ditos manleiga, 3 raixas
chapeos para senhora, (i dilas ditos para bomemr 2
ditas ditos de sol de algodan, 1 dila sedas ; a Cals
Freres.
Brigue nacional Feliz Dessino, viudo de Maco,
consignado a Manuel Goncalvcs da Silva, manifes-
tou o seguinte :
916 alqueires de sal ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a-2g.....13:13-2:601
dem do dia 89........ 6519221
13:7831822
por eite juizo se ha de arrematar por venda a quem
mais der, Pimos os dias da lei c pragas sucres-ivas,
os bens movis consumanles do escriplo, que se
acha cm poder do porlciro do juizo, Jos dos Sanios
Torres, cujos bens vao a prnca por eiccurao de
Joaquim da Silva Mourao contra Jos Dias da Silva.
E para que chegue a nolicia do lodos, raandei
passar o presente, que ser aPfxndo no lugar do
coslume e publicado pela imprensa. Dado e pas-
sado nesta cidade do Rorifc aos 27 de setembro de
1854. I'.u Manoel Jos da Molla, escrivo o subs-
crevi.Custodio Manuel da Silca Guimaraes.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. presidente da
provincia de 27 do correnle, manda fazer publico,
que o concurso para o lugar vago de 2. escriplura-
rio .la mesma Ihesouraria, ter lugar no dia 2 de
outubro prximo vindouro, as 10horas do dia.
E para constar aos inleressados se mandou aflixar
o prsenle e publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernam-
buco, 28 desclcmbro de 1851. O secretario,
Antonio Ferreira iVAnnunciarSo.
0 Dr. Cuslodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do rommercio nesta cida-
de do Recife por S. M. I. e C. ele.
Faco saber aos que o presente cdilal vircm, cm
como nodia 3 de outubro, pelas 11 horas da manha.i,
em casa de ininha residencia, na roa da Oncordia,
sobrado de nm andar, se ha de proceder a reuniao
dos rredores do fallido Antonio Jos de Azevedo
para sc verificaren! os crditos, e formar-se o con-
tradi de unilo, esc proceder a nomeagio de admi-
nistradores da massa do dilo fallido, pelo que s3o
convidados pelo presente cdital, todos oscredores do
dito fallido Antonio Jos de Azevedo, para rompa-
rererrm no referido dia 3 de outubro, em casa de
minha residencia, as II horas da manbaa, para o
quearima Pica dilo; licando ditos .redores adver-
tidos, que nao scrao a.lmettidos por procurador, se
esle ralo apresenlar procurarao com poderes espe-
ciaos para o referido acto ; e que a prneuraeo nao
poder ser dada a pessoa que seja llovedora ao mes-
mu fallido, e neuhum mesmo procurador represen-
tar por dous diversos crednres, sob pena de sc pro-
ceder n revelia.
E para que chegue ao conliccimenlo de lodos os
rredores do fallido Antonio Jos do Azevedo, man-
dei paliar o presenntc. que ser publicado c aflixado
nos lugares pblicos do coslume, c publicado pelo
jornal.
Dado e passado nesta cidade do Recife aos 29 de
setembro de 1851Pedro Tertuliano da Cunha, es-
crivo, esrrcvi.
Cuslodio Manoel da Silva Guimaraes.
DECLARACOES.
vaes & Companhia, na ra do Trapichen.
34, ou como inestre Joaquim Josc Silvi-
ra, no trapiche do algodao.
Para a Bahia alie neste* dias a su-
maca Rosario de Mara por ter seucar-
regamento prompto, ainda pode receber
alguma carga ; trata-se com os consigna-
tarios Novaes & Companhia, na rna do
Trapiche n. 54, ou com o capitao no tra-
piche do algodao.
Vende-se urna baresca denominada Nalalense,
bem construida, de 24 a 26 caixas, pouco mais ou
menos; a tratar na roa da Cadeia do .Recife n. 56,
loja de ferragens de Francisco Cuslodio de Sampaio.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLEZES
A VAPOR.
No dia 1. de
outubro espe
ra-se da Euro-
pa um dos va-
pores da com-
panhia real, o
qual depois da
demora do cos-
lume seguir
, para o sul: pa-
ra passageiros, (rala-secnm os agentes Adamsnn Ilo-
ic & Compai.-bia, ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B. As carias para os porlos do imperio enlre-
gam-se no correio geral, as para o Rio da Prala no
consulado inglez, no Trapiche Novo n. 12.
LEILOES
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo dn dia 1 a 28..... 7918286
dem do dia 29........ 1628035
y.,38321
Exportacao'.
Ass pelo Rio de Janeiro, polaca nacional Cn-
dor, de I8J1 toneladas, ronduro o seguinte : 130
dunas de cocos para agua e lastro de arca.
UIXtCllEDORl A DK RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE l'EKNAMUUCO.
Rendimenlodo dia 1 a 28.....34:1690461
dem do dia 29........6809799
24:8509960
CONSULADO PROVINCIAL.
A sumaca nacional /osario de\Maria, rece-
be a mala para a Babia, boje ( 30 ) as 8 horas da
manbaa.
O brigue nacional Sagitario, recebe a mala para
o Rio de Janeiro, boje (30j as 8 horas da manbaa.
As malas que lem de ronduziro vapor de guer-
ra Gi'iuilinhanhii para a Babia c Rio de Janeiro se-
r.lo fechadas domingo, 1. de oulubro, ao meio dia.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commercio desla
provincia, se faz publico, que ltimamente se malri-
culoii nesle tribunal o Sr. Antonio de Azevedo Pe-
reir, .-idadan brasileiro, domiciliado na cidado do
Aricaty, provincia do Ctar, na qualidade de com-
mcrciaulo do crnsso trato a a relallio. Secretaria 28
de -etenil.ro de 1855.No impedimento do secrcla-
rio, Joo Pinto de Lemoi.
Pela conladoria da cmara municipal do Re-
cito so faz publico, que o prazo marcado para o pa-
gamento i bocea do cofre, do imposto de carros, car-
racas e oulros vehculos de conductao, he do 1 ao
ultimo de oulubro prximo futuro, Picando sujeilosa
multa do 50 '; os que nao pagarem no referido pra-
zo. No impedimento do contador, o amanuense,
Fraucisco Canuto da Boa-viagem.
Pela mesa do consulado provincial se nutin-
cia, que o trimeste a.ldicional do e\erririu de 1853
1851, espira no ultimo do rorrcnlc, rcculhcudo-sc a
respectiva llicsouraria nessa {poca lodos os livros
perlencentcs a scnielliantc cverceio, para serem cx-
ecutados os contrihuiilcs : assim pois avisa-se a
lodos que dei varara de pagar dcimas e oulros im-
poslos, que concorram a paaar seus dbitos at o dia
ultimo do me/, cima mencionado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcro convida aos se-
nhores accionistas do Banco de Pernam-
buco a rcalisarem do 1.a 15 de outubro
do corrente anno, mais 30 0(0 sobre o
numero das acroes que Ibes foram distri-
buidas, para levar a ell'eitoo complemen-
to do capital do Banco, de dous mil coti-
los de reis, conforme a resoluca tomada
pela assemblea gcral dos accionistas de 2(J
de setembro do anuo prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
1834.O secretario do conselho de direc-
caoJ. J. deM. Reg.
Rendiincnlo do dia 1 a28
dem do dia 29 .
17:6-)5(l22
1:IO6a70i
19:1023626
MOVIMENTO DO PORTO.
Sacio entrado no dia 29.
AssIS dias, brigue brasileiro Feliz Deslino, de
2Wtoneladas, capillo Uelmiro llaptista de Suu-
za, cquipagem 12, carga sal ; a Mauoel Contal-
ves da Silva.
EDITAES.
(*) Naveta, edama-se um caixozindo em forma
de canoa, que eonl.-m um canudo de fio enrolado, e
serve nas r,ibri para oulro ludo,
i A'
F
do que as leves.
10. A roda impellidora d o necessario movimen-
lo Duenda que lera de ser costurada, para pro-
duzir pontos iguaes. De um lado desla roda obser-
var-se-ha um pedacinhn :1c pao, sobre que nina mola
corva exerce uma prselo. O lim .leste posinho e
da mola be evitar, que a toda se mova para lr.iz,
depois que o ponto cstiver dado, cantes que a roda
se lei.ha movido para .liante para se fazer o ponto
scgtiitile. Sc porlanlo se observar alguina vez, que
que a roda se mnve para traz, depois de estar feilo
un ponto, cnlao mette-ee tira pedaco de carian por
baixo da ponta da mola curva que H acha cm frente
do Irabalhador, que he bastante para vencer esta
dilliriil.ladc.
O lapa.lotiroda roda impellidora deve ser untado
diariamente, pastando um pouro de azeile cora a
pona do dedo sobre o eixo ; deve-se porm evitar
que o azeile loque na roda. Esla roda deve sobro-
sahir um pouco na superficie da meza da maedina, e
mais quando se Cose fuendas grossas do que nas fa-
zendas linas. Pode-se levantar ou desccr a roda
desparafuando a grande rosca na pona do tapadou-
ro, cm consequencia de que a roda se torna mnve-
diea,. e pode ser resillada a volitado e quanlo se
julga necessario, depois aperla-sc de novo o para-
fuso e a roda se aeda no luear competente.
11. Quando sc queira tirar a costura da maedi-
na, depois de estar acabada,levanla-se a agulha lano
quanlo he possivel; depois levantase tambera o con-
ductor do aco,qne puxa o panno para baixo e deixa-
se-o iVrh-ir no aldradel;islo feilo pega-so no fio justa-
mente por cinta da mola envergada, c ptiti-sc obra
de duas pollegadas do canudinlio. para pode-lo la-
rilinentc fazer passar pelo ouvido da agulha, sem
enlorlit-Ia. Agora pega-se na costura rom a mors-
querda c pttia-se-a cora vagar para o lado csqiierdo
da machina, obra de duas pollegadas, c corla-so com
uma Icsoura arabos os los ao mesmo lempo. Pela
exacia obeerva(aa desla regras poupar-ee-ha nanitas
agiilhas.
12. Regular a largara dos pontos. Na parta
di machina que so acha virada para o obreiro, no
lado esqucr.lo por cima da me/.a.da machina, ha duas
roscas de parafusus de metal, destinados a regular o
tamaubo dos pontos.
Quando estas roscas siio desapparafusadas o poni
he maior, quando ellas sao aperladas, o ponto he
mais pequeo. Os pontos podem poreslas roscas ser
enrurtados de '( al 1|I0H de pollegada e ainda
m.lito mais, -i- lr preciso. Quando o tamanhn do
ponto esta marrado, devem estas duas roscas ser pa-
rafusadas muilo unidas ; islo impede o seu muvi-
mento durante o Irabalho da machina. Por cima do
pao da roda impellidora observar-se-hn um pedaco
de ferro curvo, que, depois de um ponto dado, move-
se fcilmente en diierrao ao obreiro e na valla toca
cm unta forquilda debaixo dn lapadouro da roda im-
pulsiva, lie prenso ler loduo cuidado de mo desa-
parnfusar lauto as roscas que serven, para regularos
pontos, que o Ierro curvo ndo possa vollar mais para
batel* na furquilha, porque do contrario, a roda im-
pulsiva, depois de ler dado nm movimenlo para di-
anle, voltaria para traz o evitara que os pontos sa-
hissem iguaes.
13. Tenslo das duas linhas. Para se fazer tima
forlc costura regalar, devem imbos os Dos ser reuni-
dos o mais possivel no centro, e para sc fazer boa
costura pesponladii,,naosc deve puxar lano o lio da
agulhaconinodocaiiiidinhnda naveta, a tensan do lio
da agulha augmenta-sc. vollandoo ancinho do rame
de aro para o lado do obreiro. ou evitando qoe rila
se volvepnra Iraz. Desla maneira pode ella ser re-
gulada com a maior esaclido. Primeiro matca-sea
lencao do Po do caiiudinlio u lauto quanto se julga
necessario, e por este regula-te a tensan precisa .lo
lio da agulda, a lira de poder marcar entre elle! a
uecessaria prnporcu.
1i. O rame de ac que segura o ancinho deve
desccr 3| ooUogadtsdebftxo da linda horisonlal,para
poder fornrrer a nerrssaria quaulidade de lio sollo
preciso, conforme au coraprimento dos puntos.
1.5.Para co-er rourodc patente ou outros objeclos
difliccis a Turar, Im a machina prvida de uma li-
zcllasinha de oleo, que fcilmente secca. O oleo de
lindara tale qual de empregado pelos pintores, be o
mellior oleo para este Rui. lisie unlar do lio evita que
a agolha so esqaenle, e contribae que os pontos -ao
dados no couro coma mesma facilidade, como isto
acontece em qualquer panno de lila que se cuse. O
lo de relroz que tem passado pelo oleo, secca mu
fcilmente, lorna-se depois mui liso c bello, como se
mo se empregasse oleo algnm, o a costura lorna-se
mui forte.
A machina nunca deve Iraballiar sem as chapas
de melal, porque do contrario pode a navelti sabir
i|iis seus pvos e rebrillar as suas punas de aro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era cumprimenlo da ordem do bxm. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do corrente. manda fa-
zer publico que peranlc a junta da fazenda da mes-
illa Ihesouraria, se lia de arrematar no dia 19 de
outubro prximo vindouro, a quem por menos fi-
zer, a obra 'dos reparos urgentes de 1,060 bracas
crlenles na la parle da estrada do Pod'Allm,
principirtelo 60 brutas antes do marco2,000 bra-
cas e terminando no de 3,000, avahada em rs.
5;329fBaO.
A arrematar,*0 ser feita na forma da lei pro-
vincial ii. 313 de 15 de malo do corrente anuo, c
sob as clausulas especiaos ab.ixn copiadas-
As pemil que se propozercm a c-la arremalacao
coinpareram na sala das scsses da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da tliesotiraria provincial de Pernam-
bucu 23 de setembro de I85V. O secretario, An-
tonio Ferreira da Annuncicao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1.a As obras dos reparos de 1,060 bracas cr-
lenles da Estrada do Pao d'Alho, far-se-hao de con-
formidade com o orcamento c pertis approvados pe-
la directora cm conselho, c aprcsenla.lo appro-
varo do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 5:329K:tO rs.
2.a O arrematante dar principie as obras no
pin/o de 15 dias e dcver.i conclui-los no de 3 se-
les ambos contados na forma do arl. 31 da lei pro
viudal n. 286.
3." A importancia desla arremalacao ser paga
em duas prestatoes iguaes: a 1.a quando estiver
feita a metade da obra c i 2.', quandn cstiver con-
cluida, que sera logo recebida definitivamente sem
pra/.n de rcsponsabilidadc.
Va O arremtame excc-lcndo o prazo marredo
para a cuucluso das obras, pagar uma multa de
i em rail rs. por cada incz. embora lhe seja concedi-
do prorogatilo.
5.a O ai i emula ule durante a execurao das obras,
proporcionara transito ao publico c aos carros.
6. O arrematante ser abrigado a impresar na
execurao das obras, pelo menos metade do pessoal
de geule Ivre.
7.a Para ludo oque nao sc adiar determinado
nas presentes clausulas nem uu urramculo, leguir-
se-lia o que dispon a respeilo a lei provincial n. 286
Conforme. O screlario, Antn!) Ferreira da
Annunciariio.
O Dr. Cuslodio Manoel da Silva Guimaraes, jui/ de
dircilo da 1" varacivel neslit cidade do Recito de
Pernambuco por S. M. I. etc.
laro saber aos que o presente cdilal vircm, que
ardan.lu-se vago o nlliciu de depositario geral desla
cidade, fui por ordens unperiacs mandado per a con-
curso, legando me cummuuieoii o Exm. presidente
da provincia por oflicin de 23 do crrente raez, pe-
lo que convidam-se osprelendenles a apresen I,uoin
seus requerimentos no prazo do 60 dias, .tevendoser
ditos rrqiieriinentos assignados peds prelcndeiiles,
ou seus procuradores, aconipiuiliados de follia cor-
rida, cerlidao de idade, de exame de sulliciriicia.c
demais documentos que eutendercm convenientes,
sendo lodos .lev idamente sellada*, Segando o dispos-
lo nos iris. II c 11 do regulamcnto n. 817 de 30de
agosto de 1851.
E para que chesue a nolicia de lodos man,le pas-
sar o prsenle, c uniros que serfto alli\ados nos lu-
gares pblicos de cada uma das 1 freguezias, sala
das audiencias, e publicado pelo jornal por espato
de 3 dins suct essivos.
Dado e panado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 27 de setembro de 1851. Pedro Tertu-
liano da Cunda escrivo o escrevi.
Cuslnilio Manoel da Silca Guimariles.
O D. Custodio Manoel da Silva tiuimaries, juiz de
dircilo do civil desta cidade, por Sua Mageslade
Imperial c Constitucional,ele.
Face saber aos que o piescntoedilal vircm.quc por
osle juizo se ha de arrematar por venda a quera mais
der lindos us dias da lei c praeas successivas, us bens
de raiz comanles do escriplo, que sc acha era po-
der do porleiro do juizo, Jos dos Santos Torres, cu-
jos bens vilo a piara por cxecut.lo do Joaquim da
Silva Mourao contra Jos Dios da Silva c sua iiiu-
Iher. E para quecdccucii noticia de lodos, mandei
passar o presente, que ser aflixado ne lugar do eos-
tumo e podlicado pela imprensa. Dado e pausado
nesta ridade do Recife ios 27 do selembro de 1854.
Eu Manoel Jos da Molla, cscrivilo o subscrevi.
Custodio Manuel da Silva Guimaraes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Cuimaraes, juiz de
de direilo d.i primeira vara civil desla cidade do
Recife, por S. M- I. e C. ele.
Faro saber aos q'ne o prsenle cdilal yiiem, que
uc ..'
'. .; '--i

O asente Olivcira far leilao de uma completa
mohilia de casa, conttindo em lindas cadeiras com
sof Italianas, ditas usuaes de pao d'olco. mesas re-
dondas, sofs, marquezas, leilo francez, commodas
novas e usadas, guarda-roupa, banquinhas para luz,
mesa pequena para janlar, galhetciro, copos, serpen-
tinas, linternas, espelbo dourado, mesas, camaps e
cadeiras de ferro, uma machina para destruir formi-
gas, quadros a oleo com molduras, e alm de oulros
arlisos mu do-, un rico apparelho de prala para cha,
e um esplendido piano novo de excellentes vozes,
feito por muilo arredilado autor : quarta-feira. i de
oulubro, as 10 horas da manbaa, na ra da Cruz,
casa amarell j por cima do armazem dos Srs. Davis
& Compendia.
Terta-feira 3 de outubro do crrenle as 10 *
horas da manda a, o agento Vctor fara leilao no seu
armazem ra da Cruz n. 25, de grande c variado
-m i menlo de obras de marcineria novas e usadas de
dillerenles quididades, c oulros muilos objeclos que
seria eniadonho mencionar. Ser lando ni vendido
por conla e risco de Jo.lo Jos Mcndcs 32 galopas.
REMEDIO INCOMPARAEL.
IMEWO HOLLOm
Militares de individuos de ludas as naces podem
Icslemundaras virtudes deslc remedio inromparavel.
e provar, em cuso necessario, que, pelo utoiqne
delle Itzeriro, lem seu corpoemembrosinleiranicnle
sao, depois de haver empregado intilmente nutru-
Iratamenlos.Cada pessoa poder-se-haconvencerdessas
curas maravilbosas pela leitura dos peridicos que Ih'as
relatara Iodos os das ha muilo- annos; e, a maior
parte dellas sao tao sorprendente! que admiran) os
mdicos mais celebres. (.Inanias pessoas recobraram
com esle soberano remedio o uso de seus bracos e
Sernas, depois de ler permanecido longo lempo nos
ospilaes, ondedeviam sofTrcr a ampulaco Dellas
ha muilas que havendo deiudo esses isylos de pa-
decimento, para se nao submetlercm a esse operarau
dnlorosa, foram curadas completamente, mediante
o uso desse precioso remedio. Algumas das taes pes-
soas, na pfusao de seu reconhecimcnlo, declararam
estes resultados benficos .liante do lord corregedor,
e oulros magistrados, alim de mais iiulcnlicarem
sua ullii nial iv a.
Niuguem desesperara do estado de sua saude se
livesse bastante coiifanca para onsaiar esle remedio
constantemente, seguindo algum lempo o Iralamen-
lo que necessiliisse a nalurcza do mal, cujo resulta-
ra seria provar inronteslavelmcnle : Que ludo cura I
O ungento he til mais particularmente nos,
seguinte casos.
matriz.
AVISOS DIVERSOS.
' '.-A <*----..*'-"%i'Jlr-.l
-- rfMM
SOCIEDADE DRAMTICA EHPREZARIA.
9.a RECITA DA ASSIONATURA.
Sabbado 30 de setembro de 1854.
Depois da execurao de una e-.-ulhida ouvcrlura
lera principio a reprcscnlatao do novo c pre-cxcel-
Icnlc drama original portuguez, dividido era 5 actos
o qual se intitula
GHIGI
ou
0 OtADRO Di SAMA VIRGEM.
Cnmpnsto pelo Sr. F"rancisco Comes de Amorim.
Adore,
Os Srs. Cosa.
i) Heis.
i) Alendes,
n Sena.
A Sr.a D. Orsil.
Os Srs. l'ereira.
ii Monlciro.
n Squimcr.
Sebastiflo.
n Santa Rosa.
n Pinto.
Rozcndo.
l'ersonagcn
Cdigi, pintor italiano. .
Antonio Ferragio, lidalgo de
Palermn.......
Marro Doria......
Principe lloraia.....
Anudo lildo de Ghigi. .
Lnlgi amigo de Angelo. .
Berlticcio, criado de Ferra-
gio........
Mari.,n,in, discpulo de Cdi-
gi.........
I." esbirro.......
1. lioiiem do povo. .
2,o dito........
3. dilo.......
Esbirros e homens do povo que nao fallara etc,
O I. acto passa-se junto i Palermo.0 2., 3."
1." c 5.em Roma.poca de 1580 a 1185.
Denoimnaco dos actos.
1.c Um quadro de Chigi.
2. As duas virgens.
3. O Doulor.
4." A justira dos homens.
5. A juslira de Dos.
Ser decorado o drama de vestuario c scenarioap-
propriado, uma nova vista de sala ornada de qua-
dros ser apresenlada em um dos actos. Asocieda-
dc dramtica confia tanto no racrilo do drama, que
em seu ibono nada diz, c asuarda do illuslrado pu-
blico desta capital lodaajuslifa a primeira produc-
eoo de um rauco que encela a carreira dramtica na
qual da grandes esperanras de ser um dos priinei-
iv- alores, aprcsenlaulo um drama desla ordem
que merecen os elogise i|.junvaean do Sr. Rcbello
da Silva, um dos piinicuos Iliteratos de Portugal.
Tcriuiuari o divcrlimeiito com a engrarada comedia
em I neto intitulada
NA CASA DE POLCO PAO' TODOS SE QUEI-
XAM NINGUEM TEM RAZAO'.
Principiaf as8 horas.
AVISOS martimos.
Ceara' Maranhfio e Pata'
com destino aos portos cima
deveseguir mui brevemente por
ter grande parle ta carga tratada, o no-
vo e mu veeiro palliabote Lindo Pa-
tinete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida domes &
Companliia, ra do Trapiche n. 10, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
ACARACL" E GRANJA.
A cslcs dous portos pretende seguir o
hiate Fortunan, capitao P. Valctte, Fi-
Luo: ((tit;in no mesmo (jui/.ercarivgar sir-
va entenderle com os consignalarios An-
tonio de Almeiua Gomes & C-, na rna do
Trapiche n. 10 segundo andar.
A venda,
O lindo e muilo velciro patacho Clemenlina,
lolae.io 137 loncladas) rcceuleineutc cheuado do Rio
Crandc do Sul, com um carregamento de carne sec-
ca para onde tiulia desle pnrlo conduzido outro car-
regamento de assucar; vende-sc com luda a niaslrca-
eio, velante, mtame, amurras e ferros, e cora lodos
os ulencilios e pcrlences, lal qual se acha prompto
para emprehcn.ler nava viagem, mcdiai.lc algum
pequeo reparo ; o. prelendciilesdrijain-scaoagcn-
e de leiles Francisco Comes de Olivcira.
Pai a a Daltia salle na presente se-
mana o bem conliecido e veletro ltate na-
cional Amelia, por ter a maior parte de
sen carregamento prompto ; para o resto
da carga passageiros, lrala-sc com No-
DESCOBRIO-SE AFINAI..
Alporcas.
Cambras.
Canos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enlermidades da culis em
geral.
Enlermidades do anas.
Empees escorbticas.
I'islulas nu abdomen.
Frialdadeou falla de ca-
lor nas extremidades.
Frieiras.
Cengivas escaldadas.
Lepra
Males das peritas.
dos pellos.
. de olhos.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuraces ptridas.
11iiha. em qualquer parle
que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articularles.
Veias torcidas, ou nodadas
nas pernas.
lneliacoes.
Iiillammai.-ao do ligado.
da henga.
Vende-sc esle ungento no etlabeleeimento geral
de Londres, 211, Slrand, c na loja de todos os boti-
carios, droguistas e outras pessoas enearregadas de
sua venda em loda a America do Sul, Ilavana o
llrspanha.
Veudem-se a 800ris cada bocelinha conten uma
'.instrucciio cm portuguez para explicar o modo de
fazer uso desle ungento.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum, phar-
macettlico, na rna da Cruz n. 22, em Pernamboco.
Acha-se venda, pelo prero de 10 ris, na loja 'do
Sr. lloavenlura, na ra Nova o. 52, o peridico
critico e divertido
A PALMATORIA
SU- Chegocm, rapazes do lom,
Descobrio-se a PALMATORIA,
Venham compra-la, be barata,
Venham coberlos de gloria.
Estudanles, cascabulhos.
Acadmicos, caixeiros,
Empregados, venham lodos,
Que cusa pouco dnlieiro.
Quarenla reis cada uma,
lie verdade a miuha historia ;
Rapaziada, ei-a. avante
Venba ler a PALMATORIA I
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acliam-se a* venda um resto de billie-
tese meios bilhetes da lotera sexta da fa-
brica de vidtos, as listas seesperam de bo-
je em diantc pelo vapor Imperatri-.:
os premios serao pagos logo (pese fizer a
distribuicaodas mesmas Ftstas.
Aluga-se uma grande rasa assobradada, sita na
estrada da Ponte de Celina, a qual lem .1 -aW
quarlos, coziuba tora, paneio, copiar, cslrilnna,
quarto para csrravos, entheira, cacimba, jardim,
quintal murado com portao de ferro, e com sahida
para o rio : quem a pretender, dirija-se ra da
Aurora n. 2(>, primeiro andar.
A abaixo antiguada, lendo de relirar-se para
fnr da provincia, ruga a todas as pessoas que le-
nham penliores cm seu poder, vencidos e por ven-
cer, que no prazo de 15 dias venham os lirar, do
contrario os vender para o seu pagamento. Recito
2(> de setembro de 1851.
Joanna Francisca de Mcnezes.
Uma pessoa habilitada encarrega-se de lavar
c engommar c d fiador : quem precisar ptldc enlen-
der-se com Ileruardiiio Maia da Silva, na ra do
Crespo n. 21.
The quarlcrly merting of lhe liritish Clerkcs
Prorident Association will be beld al lhe rooms
ol lhe Drilish & Forciog Lilirarv. ou Salurdav lhe
:10 of september al 6 Ociock P. M. Paymcnls
to be niade as usual at lhe Treasurcrs Rooms.
Tly arder.II. II. Steel.ScctZ.
Os consignatarios de merradorias pelas quaes
se tem prestado llanca nas alfandegas do Reino da
Craa-llretanha, c que precisnin de cerlidao consu-
lar de desembarque c despacho das mesmas, em con-
formi.lade cora os resiilamentos da fazenda daqucl-
le Reino, s.lo rogados a participar nesle consulado o
faci de lercm sido descatrecadas em untes de as re-
mover da alfandega desla cidade. Consulado Brit-
nico 2S de selembro de 1851.Ifalson h'edcnbury.
Na ra Nova, sobrado de um andar n. 53, rom-
prain-st csrravos de ambos os sexos, com lano que,
alm de bonita! figuras tciiham de Kia 25 annos.
0 abaixo assignado ruga a pessoa que poren-
gano tirn uma carta viuda no ultimo vapor do nor-
te, queira mandar entrenar mesmo aliena, na Ira-
vessa doT'rcm, armazem n. II.
yose l.uiz de Olivcira Maia.
Jos Luir, de Olivcira Maia faz scientc que de
hoje em .liante sc asignara por Jos l.uiz de Olivei-
ra Maia Jnior, por haver outro de igual nomc.
Deiapparecen do sitio do Lttca, nodia 29 de
selembro do corrente anuo, uma cscrava de nome
Joanna, crioula, brm prela, alta, corpulenta, bem
ladina, tem pequeas marcas, sem cabellos na ca-
becil, cara grande, tem 22 anuos de idade, nao he
mal parecida, e'bemconhecida nesta praca por ven-
der leile ha muitos annos; nunca fuaio c* nem para
isloaleve motivos, por isto ha todas as desconflautas
que to que lev.ui vestido de chita e panno da Costa ja usa-
dos, pormem hora estado; pasn-sc com mulla ge-
ncrosidade a quem a levar ao dito sitio, ou nesta
praca, ra Direita, taberna D. 61, c na rita do
Raugel n. 17, segundo andar.
Precisa-ss alugar 2 negras ou moleques, para
serviro de rasa : na ra Nova n. 11.
Precsa-se de um feilor para sitio, que saiba
bem tirar leile : a tratar na rsebeint de Francisco
Xavier Carneiro, ra do Canno,
O aliaivu assignado, csrrivao da irmandade de
N. S. do Bom Parto, advertc a todos os seus irma..-,
que a ileico que sc bavia proceder domingo, 21 do
corrente. por tuitivos foi transferida pura domingo
l.de oulubro.llarlliolomen llodrigucs Chaves.
Offerece-se um rapaz brasileiro para se imbili-
lar a qualquer caii.eirage:a trillar no beccodoAbreu,
segundo andar, por cima di fabrica de charutos.
Selim de cores a 600 rs. o cavado ; na rna do
Queimado, loja n. 40.
Tlela de cores a .401) rs. o covado : na ra do
Queimado, loja n. 40.
Quem acbou um oculo de vidro azul com ar-
m,lean ,Je miro, na iereja do Corpo Sanio, na orca-
siao da missa de S. Miguel, dirija-se ra da Scn-
zala n. 76, que seta recompensado.
Precisase de tima prela para ama de uma casa
de 2 pessoas de familia ; paga-te bem : na ra es-
lreila do Rosario n. 20, segundo andar.
O aballo assignado, tendo visto no Diario de
hoje, publicado um cdital para seren arrabiatados
os seus bens requcrimenlo de Joaquim da Silva
Mour.lo, apressa-se a declarar, que lal edilal nao
(cm vigor, sendo que, leudo oblitlo vista com sus-
pensao de oecucao, fez com que na forma da lei o
referido cdital fosse recolhi.lo ao carlorio. Recife
2!) de selembro de 1851.Jos Dias da Silva.
Precita te altmar uma ama qiiecngoinme bem,
sendo nicamente para esle servifo, pudendo vir ns
(i horas da mantilla e vallar as Oda larde : no aterro
da Don-Vista n. 18.
O abaixo assignado, previne a quem
convier, tpicuao tem em giro lettra algu-
ma quer vencida ou por vencer, nem
mesmo documento algum pelo cpial se
ntostre devedor.Recite l de setembro
de ISi.Mitthias Lopes da Costa Maya.
Precisa-se de um forneiro que seja perito cm
sua arle, juntamente um hom Irabalhador de raassei-
ra : napadaria do Furto do Mallos, ra do Burgos
n. 31.
Precisa-se alugar um sobrado ou uma boa casa
torrea, no hairro de Sanio Antonio; paga-seoalu-
gucl adiautado ou dase bom fiador, e promelte-se
tratar milito bem da casa: quem liver annunciu para
ser procurado ; tambera pag.i-se a despe/a to an-
nunciu.
ao rauco.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos maisbaixos do-rpje em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalbo, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abrio-se de coinbinacao com a
maior parte das casas commerciaes
ingleaas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus ititeresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonip Liiiz dos Sanios ck Roli
NA VALIJAS A CONTENTO E TESORAS.
Na rna da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, cscriplorio de Aoeuslo C. de Abren, cunti-
nuam-se a vender a 89000 o par (preco fio) as ja
bem con heridas e afamadas navalhs de barba, felas
pelo hbil lubricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de dararem extraordina-
riamente, nao se senlem no roslo na acc.io de corlar ;
vendem-se com a coudicao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
da compra reslilaindo-se o importo. Na mesma ca-
sa ha ricas lesouritihas para unhas, feitas pelo mes-
mo far*-ican(e.
Francisco Lucas Ferreira, com co-
clielra de carros fnebres no pateo" do
Hospital n. 10, encarrega-se d qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e abi en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
Homceopathia. tk
CLNICA ESPECIAL DAS MO- fA
LESTIAS NERVOSAS. Zg
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly- ^
sia, defeitos da falla, do ouvido e
dosollios, melancola, cephalalgia (JlV
ou dores de cabera, enenaqueca, (0f
dores e tudo mais que o povo co- j)
nliece pelo nome generico-de ner- (A.
voso. A
As mole-lias nervosas requerem militas ve- J
zes, alm dos medicamentos, o emprego de (jy
outros meios, que despertem ou abalam a ^K
seusihilidade. Esles meios possiro en ago- ^J
ra, e os pondo a disposic,ao do publico. (j
Consullas todos os dias (de tirara para os j>
pobres), desde s 9 horas da manbaa, al w
as duas da larde. Sk.
Asronsultnsc visitas, quando nao poderem ZZ
Mr feitas |>or mim, o serao por um medico (7)
de minha maiorcnnHiDca: ra de S. Fran- Ji
risco (Mnndo-Novo, n. G8 A.Dr. Sabino zL
Olegario .udgero Pinhe.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autorisado por deciso do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospitacs recommendam o arroba
l.all'ecleur, como sendo o nico autorisado pelo go-
vernee pela Rea) Soctedade de Medicina. Este me-
dicamento d'uBj posto agradavel, c fcil a lomar
cm secreto; -t cm oso na marinlia real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despena, sem mercurio, as afieccoes da
pelle, impinsens, asconsequeiicias das sanias, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores ; convm aos
calharros, da bexiga, as conrrarcoes, e i fraque/a
dos orgaos, precedida do abuso das liigccc/ics ou de
sondas. Como anfl-syphililico, o arrobe cura em
pouco tera|io os Ouxos rcenles ou rebeldes, que vol-
vem incestantes sem consequencia du emprego da ru-
paiba, da cttbeb, ou das iujecces que represen-
tamo virus sera neulralisa-lo. O arrobe Lafl'ecleu-
he t'-pcei,lmenle reciinimendado coulra as docncas
invelcrailas ou rebeldes ao mercurio e no indurlo
de potasio. Vende-se eiu Lisboa, na botica do Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Aaevede, pra-
ca de i). Pedro u. 88, onde acidia de cliegar tima
grande poreao de garrafas grandes c pequeas, viu-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Hovvcau-
Laflecteuv 12, ru Kirhcv i Pars. Os formularios
d.uii-.,. gratis em casa do acento Silva, na praca ds
1). Pedro n. 82. No Porto, cm rasa de Joaquim
Araujo; na Babia, Lima & IrrnSos; cm Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha rSt l-ilhos, e
Morcira. loja de drogas; Villa-Nova. Joo l'ereira
de MagalM l.eilc; Riu-tiran.le, Irancisco de Pan-
la Coulo i\ C.
i
m
i


DIARIO DE PERMRBUCO, SBADO 30 OE SETEMBRO OE 1854
Precisa-se de urna ama de leite forra
ou captiva, lendo l)om leite paga-*e beui:
ne ra de Hortasn. (JO.
LEITURA REPENTINA.
A insulacao da primeira aula pelo eprssivcl me-
thodo Caslillio, lera lugasei:iiiida-eira s tu horas
da manlia 2 do oulubro), no palaciHe da i ua da
Praia. Entre Miras materias, o inhalador apfo-
senlarn a seus Mfostres convidada* un menino de 6
anuos, que no corlo espato do 19."> horas, que cor-
responden! a 24 das pelo tatigo melhodaj, sabe 1er e
escrever, courorme a sua idade, uo que te demons-
tra a exccllencia do medio lo. Alcm das pessoas
que lem aido convidadas por cirios. lerao (rauca en-
trada, o* Sr*. conimaiidaiilcs 'los coi pos, os Srs. len-
te-, professores pblicos e particulares desla cldade,
cios meninos que ISverem sido alumnos do colleaio
San-Francisco Xavier.
Precisa-se de um raixc-iro de idade de 14 16
anuos pouco mais ou menos, para (ora desla praca,
nnem pretender dirija-se a ra da Cadeia luja
D. 28.
Hoje de raeio dia para orna hora da Urde, oi
perdido, ou lirado do bolso da sobrecasaca d.> abano
assignado, no armaiem de leiloes de Marcolino Bor-
nes tioraldes, na occasiito que este aiia leilo, urna
rarleira dealgibeira, porcm grande, coiileudo den-
tro alguns papis entre estes uiua cerlido lirada
|>elo aiiiiiiniuinle o mez passado, ou em principio des-
le, uo carlorio do escrivao Molla ; urna publica (or-
ina de una caria lirada pelo tabcliao publico Cosa
Monleiro, com citarao da pessoa, cuja Icllra da caria
eslava reconhecida pelo tabcliao publico S;i, a caria
original desla publica forma, urna apodada impres-
sa em brauco assiguada pelo aonuncianle, ineio bi-
Ihete da sexla lotera da (abrica de vidros do Kio de
Janeiro, e que devia ler corrido no dia 18 do corren-
te, de n. 2t09,ou 2119, urna conta de objeclos com
prados no leilo de boulem do agente Viclor, com
o recibo do mesmoagenle ; ljOOO rs. em sdalas,
o n alguns papis sde importancia para o abaiio
assignado, que nao duvidar dar oem s o dinheiro
que eslava denlro da carleira, romo mesmo mais
jOJJOOOrs. a quem Ihe entregar smenle os papis
que eslavam denlro da carleira, as Cinco-Ponas
11. 62. Honorato Joscph d'Uliieira Figlteircdo.
_ Aluga-se urna grande casa lerrca com solao e
/ quarlos, cozinha (ora, quintal e cacimba, na roa
do Pilar : a Iralar na ra Oircita n. 91, primeiro
.indar, das 6 as 10 horas dodia, e de 1 as da larde.
Oercce-se um mo<;o eslrangeiro que sabe a-
zer [odas as qualidades de massas, como sejam : (a-
Iharim, macarro, estrcliinha c muilus mais: quein
precisar, dirija-so ao aterro da Boa-\ isla n. 70.
Oflera-sc uma inulher para ama de urna ca-
sa de hornera solleiro ou de pouca familia, a qual
sabe engommar bem e cozinhar o diario de uma ca-
sa, e d (adora suaconducta ; quem a pretender,
dirija-se roa de Sania Hila n. 17, que deila a
(renle para a parle do nascenic.
Venancio Auguslo Fcrrcira, como rclirou-se
para os Apipucos por iropossibilado de sua saude,
deixou nesla praca por seu baslante procurador ao
Sr. Antonio Gomes de Carvalho.
O Sr. Gervasio Pires Ferrara letn uma caria
c uma encommenda para ser entregue em mo pro-
Tria ; na ra do Cabuga n. 16, leaundo andar.
Aloga-se por 3009000 por anuo, pagos vista,
o primeiro silio do porlaode ferro do lado direilo da
estrada nova do Casanga, u qual tem relenles
bailas plantadas de capim, e ptimo terreno para
vaccas, assim como soflrivel casa, e nilo poucasar-
vores de (rucio: quem o pretender, poder exami-
na-lo, e conviudo-lhe com a comliriio supra, dirija-
se ao Chora Menino, primeira casa do lado esquer.io,
rara Iralar, islo das 6 as 8 lloras da manlia, ou das
5 da Urde em dianle.
Em a nova (abrir de chocolate homeopalliico.
no paleo do Terco, d. 22, precisa-se alugar um prc-
lo que seja possanlo e fiel ; eJem um moinho de
cac-para vender o chocolate homeopalhico, cha prc-
lo e da India, c muilos mais geueros do paiz c es-
trangeiros, por commodo preco.
. AO PUBLICO.
U abano assignado, quereiido mudar o seu galli-
neto de pintura para o bairro de Sanio Antonio dcs-
|a ciade, previne ao respeilavel publico, que de bo-
je eiu diaute tem (echado o mesmo gabiuele no ater-
ro da Boa-Vista n. 82, e que sera anonciado a
abertura do outro por esla olha, e por isso presen-
icinentci nao pode compromeller-se em trabalhos de
sua prolKsHoCincinato- Macignier.
Quem lar dono de uma bosta c.slanlia de.bom
la. lanho. ..osa mansa de roda, tendo uma Dilua na
abeca do lado direilo, e que lem o (erro limando um
n .."m "' PB,a,la M* le cima, e um A na
volla de baixo, dirija-so ao deposito de Naiarelh, ou
lotera da provincia.
.1Ai^,am.-,e1f> venda os bilhelcs da primeira parle
da primer, lulena la malriz de S. Jos nos lugares
do oslu.iie : praca da Independencia, lejas dos Srs.
lorlunaloe Arantes; ra do Queimado, Inja do Sr.
waes : Livramento, botica do Sr. Chagas; Cabo-
PliBLICACAO DO USTITliTO H01OFATHIC0 DO BRASIL
THESOURO H0MCE0PATHIC0
ou
VDE-MECM DO HOMOPATHA.
Melhodo ronciso, claro, c seguro de curar homteopalhicamente lodas as moieslias, que allligem a
especie humana, o particularmente aquellas que rcinaiu no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra imporlanliasima he hoje reconhecida como a primeira o mellior de (odas que Iralam da ap-
pncarao da liorna-opalina no curativo das moieslias. Os curiosos, principalinenlc, nao pdem dar um
passo seguro sem possui-la e consulla-la.
Os pas .le familias, os senhore* de cnsenho, sarerdolcs, viajantes, etpilaes de navios, scrlancjos, ele,
109000
118000
.... i,.. .,<-. Minpim, (>s scuiKMus uc ensenno, sarerdolcs, viajantes, rapiles de
ele, ilevem le-la a mi paraoccorrer promplainenle a qnalqiicr caso de molestia.
Ilnus voluntes ciu brochura, por........
Encadcruados..........|
Vendc-se unicajnenle em casa do anlor, ra de S. Francisco (Mondo Novo) p. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCOPATHICA.
Nmauem poder se? feliz na cura das molestias, sem que possua meilicamcnlos verdadeiros, onde
boa quahdade. Por isso, e como propagador da homcropalhia no norte, c immcdialamenle inleressailo
em sei.s benehcossuccessos, lem o autor do THESOURO HOMOEOPATIIICO mandado preparar, sob
sua minediala inspeccao, lodosos medicainenlos, sendo incumbido desse Iralialho o hbil pharmarculiro
c professor cm homfpopalliia, l)r. F. de P. Pires Ramos, que o lem execulado com lodo o zelo, Icahla-
de e dediracaoquc se pode desejar.
A elicacia destes medicamentos he altoslada por todos que os lem experimentado; clles nao preci-
sara de maior recoinmcndacao; basla saber-se a oiitc donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Uma carleira de 120 medicamentos da alia e baixa diluirlo em glbulos rerom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATIIICO, acompaiihada da obra, c de uma
caixa de 12 vidros de tinturas iudispensaveis.......-.
Hila da 96 inedicameulos acompauhada da vbrae de 8 vidros do linluras .
Dita de 60 principas* medicamentos recuinmendados especialmeole na obra, c rom
uma caixa de 6 vidros de linluras, ecoma dila obra (tubos grandes.).
n ii lobo* menores).
Hila de 48 dilos, ditos, com a obra julios grandes!........
" ii (lobos menores).
Hila de 16 ditos acompauhada de 4 vidros de linluras, rom a obra (tubos grandes) .
(lobos menores).
Hila de :K) dilos, c 3 vidros de tinturas, rom a obra (iiibos grandes' .
n (tubos menores)
Dila de 2i dilos dilos, com a obra, (lubos graudes).......
b (lubos menores).
lubos avulsos cranilcs.............
o |icquenos............
Cada vi.lro de Untura.
lOOjlKM)
908000
IkISOOO
4.-00O
"1O8OOO
359000
409000
.UMKHI
350O0
26J0I Kl
8WO0O
208000
18000
8300
23OIIO
AOS 10:000$, 4:000$ e 1:000$000 Rs.
as lojas do costumeseacliaiu a' venda
os hillictes inteiros, meios bilhetes e cau-
telas, do cantelista Antonio Jos Hotlrifjiies
de Soii7.a Jnior, a beneficio da matriz de
S. Jos, a ijual corre cm 27 de ottttihro:
o mesmo cantelista |>agn por inteiro os
premios de 1:000$, 4:000$ e 10:000$ <|tie
obtiverem sens ditos billietes inteiros e
meios billietes.
Itilhetes inteiros. ll.sOOO
Meios bilhetes. 5jj500
Ottartos. 2$800
Oitavos. ls")00
Decimos. I,',~)0
Vigsimos. TOO
A mesa regadora 'la irmandade do S. Sacra-
mento da rcgueiia do S. Jo- desla cidade convida
a lodos os seus dignos irmans a comparecerem 110
consislorio da mesina irn'audadr, domingo 1. de ou-
luhro do crreme anuo, pelas 10'horas da nianhaa,
para em mesa seral so (azer a eleirao dos novos me-
sarios que lem de reger a mcsina irmandade.
Eu ahaixo assignado (ac ver a lodas as pes-
soas que linham penhoros em poder da (allecida mi-
nlia mai, de os vir tirar no prazo de :ln dias, e 11.10
viudo tirar serao vendidos para >eu pacainento de
principal e juros.Jote Jarinllio Monteiro.
COMPRAS.
23000
63000
Vendcm-so alcm disso carlciras avulsas desde o preco de 88000 rs. al de SOO3OOO rs., conforme o
oero c tamanbo dos lubos, a riqueza das caxaa c dvuamisarOes dos medicamcnlos.
Aviam-se quaesquer enconimeudasdemcdicaineiiloscom* a maior nromntidao, c por prcroa commo-
dissimos. iiii.
Vende-se o Iralado de FEBRE AMARELLA pelo l)r. L. de C. Canato, por.
Na mesma botica se vende a obra do Ur. G. 11 Jalir Iraduzido cm portugus acom-
modada a iilclliKencio do povo...........
Boa de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
'';.'s." .''-''"'"''o '"" eorte, ma ao autor do THESOURO HOM de de iliiiyir o Sr. cirvrgiio Ignacio Aire* da Sitia .sanios, cstabcleriUo na cilla de Barreiro*.
Tive a salisacao de receber o Thetauro homivopathico, precioso (rucio do Iraballio de V. S.,e Ihe
alUrmo que de Iotas as obras que Irnholido, he esla sem conlradicao a mellior lauto pela clare/.a. com
que seacha escripia, como pela precisaD com que indica os medicamcnlos. que se deveni erapreaar ;
qualidades estas de milita importancia, principaliiiciile para as pessoas que desconheccm a medicina
llieocria e pratica, col.. cct.,elc.
Compram-se patacoes ics|lanlities. no
armazem do Sr. Miguel Carneiro, na ra
do Trapiche n. ."8.
Compram-se pesos avulsos de 1 libra a 2 arro-
bas : na rua do Trapiche arma/cns ns. 7 c 11.
Compram-se mil lellias usadas : na rua do Sebo
sobrado amarello.
Compra-sc urna barcaca craiulc, nova, ou que
estoja em bom estado, com pouco uso : na rua da
Cadeia Velha n. 16, so dir quem compra.
Comprae urna prcta de 50 anuos, qucenlen-
da dcroziuha : na roa do Hangel n. 2.'i.
Compra-seo curso de geometra de Lacroi,em
incio uso, ainda mesmo nao estando cmplelo, e um
jogo de diccionario de Muraos ou Roquel : uo ar-
mazem da na .Nova n. 67.
Vende-se um boi manso c uma vacca parida :
no sitio da Torre em Belm.
Deposito de cal.
Vende-se cal virgem de Lisboa, prximamente
ebegada, por o mais razoavel preco : no armazcmde
as.ucarda viuva Percira da Cunba, rua de Apollo
Rua da Cruz, armazem n. lo.
Nesle armazem vendem-se cabos de linho de 1 a 6
pollegadas de grossura. lonas da Bii'sia primeira
sorle, dilas inglo/as, remos de (aia de varios (ama-
nlios, brreles escore/es para marojos, flele para
hamleiras. de lodas as cores, carne de varea salgada
em barris, azeile decaiga para luzes, em barris'de 9
caada.
por
luja
,. ,botica.dos Sr.s Moreirad Fragoso; alerroda Boa-
v uta, loja do Sr. GuimarSes; e na rua do Collegio,
IfJ '"""T'V3,* ,0,erias- Corre Imprelerivel-
mente no da 27 de oulubro.
Os senliores proprietarios e rendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, cquizercm ser con-
templados, queira'in mandar suas decla-
raees a livraria n. Ge 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se por (esla ou por II mezes urna boa
rasa com quintal bem planudo, e com um solo na
1.aponga onde az qoalro cantos: a Iralar com Do-
minios Rodrigues de Andra.le, ua rua da Cruz, ar-
mazem n. lo, ou com o Penna na Capunga.
Aluaa-sc na rua Nova a loja 11. 4, propria para
armazem de leilao por ser uma rua de muila passa-
gem ; a (aliar na loja n. 2 com A. Colombio?.
Aluga-se uma ptima loja na roa Nova, para
qudlquer esUbelecimenlo, com a sua armacto : a
Walar com A. Colombiez, alraz da malriz, loja n. 2.
I recisa-se (aliar com o Sr. Joaquim Barbosa,
natural da ilha de S. Misuel. filho de Anna Malbil-
"=1 Barbosa e de Scbasliito Barbosa.'e para bem de
se me esclarecer o motivo porque he chamado ; di-
rya-se11 rua do Vigario-n. II, em casa de Jos Au-
tora Franca & Companhia.
Aloga-se om sitio em Sanl'Anna de denlro, o
qnal lem uma grande casa, capim para 2 cavallos
lodo o anno, estribara e cocheira : a halar com Luiz
Gomes Ferreira, no Mondego.
Aloga-se por preso commodo una prensa no
lorie do Mallos ; a tratar com Luiz Gomes Ferrei-
ra, no Mondego.
Traspassa-se o arrendainento da casa n. 60 do
aterro da Uoa-Visla, com armacao para qualquer es-
labelecimenlo, commodos para grande familia, e
qninlal com 2 pocos e banheiro de pedr e cal.
. T s,r-. j0i"l'm Ferreira que leve loja na pra-
cinbadoLivramento tem uma caria na livraria ns.
b e 8 da praca da Independencia.
A directora do collegio da Conceicao
para educacao de meninas, annuncia aos
pais de familias, que o collegio se aclia
l'unccionando com o mellior proveito,
<|ue era de esperar, assim como ella se
acha na espectativa de ver entrar para o
collegio aquellas meninas que llie 'orara
promettidas.
Precisa-sc de tira criado para casa de
uma pessoa solteira quejiao exceda de 18
annos de idade, preferndo-se estrangei-
10: a tratar no caes da Alfandega r! 7.
Precisa-se de uma pessoa que seja hbil par-
cnsinar a escriplururjo de livros rommerciaes, Une
lo em partidas simples como dobradas : quem se
achar neslas circumslancias, annuncie por esle
Diario para ser procurado.
Precisa-se de um liomem capaz, Irabalhadnr
dJ enxada, e que enlenda de plantar capim : a (aliar
para estes servicos no primeiro silio da estrada dos
Aflliclos do lado direilo.
Quem precisar de ama ama secca para o ser-
viro interno de uma casa de pouca (arailia, dirija-
se ao becco do Rosario n. 2.
Estando a desocupar-se denlro em poucosdas,
0 sobrado de um audar n. 49, cilo no cauto da Ira-
< vessa do Lima principio da rua Imperial, quem o
pretender alugar dirija-se ao mesmo sobrado que Ihe
dirao com quem pode Iralar, e prc(ere-se arrendar
por anuos a quem pozer na loja negocio, para o
que he a Incnlidadc muilo propria.
-- Precisa-se de nma ama para casa de pouca (a-
milia, a qual seja de bous coslumes c saiba cozinhar,
lavar, e engommar o ordinario : na rua das l.aran-
geiras no segundo andar da rasa 11. 14.
Pedro de A'sis Campos, herdeiro de sen falle-
cido pa o inajor Francisco de Assis Campos Cordcm,
pelo presente avisa a quem convicr, que no com-
prem bens alguns do casal de seu fallecido pai, visto
qiiccsUndo por lindar o inventario c havendo pen-
dencia sobre a eonclosSo do mesmo quer assim pre-
venir pleitos futuros e especial mente sobre o sitio e
terreno dos Remedios.
- Francisco Jos Fernandes Pires comprona An-
tonio Jos Gomes de Oliveira, a sua taberna sila na
rua de Sania Hila :>, livre e desembaracada, fican-
ito a cargo do vendedor lodas as dividas a que a dila
laberna esleja obrigada al esla dala.
>a rua do Collegio n. i;), primeiro andar, lem
paraalogar uroexcellenlc mnleque. alaiale c muilo
propno para pagem ou criado, preferc-se alugar a
casaeslranseira.
Deaappareceu do ajtaixo assignado. ua noilc
do da 21 para 22 do mez de selembro de 1854, no
logar do JValuba desla chlade, um cavallo russo
pomoo, ca|.ado, do 7 para 8 anuos, rom os ignaes
tegtttotes : bem gordo, Uinaulio medio ; lem as
venias (oveiras, uma barroqninlia no colxao do
quarlo esquero, bem alraz : coslttma qoere adiar-
se ao sabir ; com o ferro leguinlc : i)(l no quarlo
ureilo. Hsca-se as autoridades ou a quem livor del-
le conheciinenU a apprebcosilo do dlo cavallo, li-
cando o ahaixo assignado rcsponsnvel a juslilirar-sc
01 obrigado as despexas neresnris para e-si ar-
icea.lacAii ; podeii.l s/-r procurado cm aliibaem
rasado mesuo-iabaiw'-assigiiaihi) ou na Lacado
"'"' emejsa de Joaquim Manuel do Espirito Sanio.
Cidade da Victoria 2 de selcinbro de 18,'ii.
ftozeno Jos da Silva.
CONSULTORIO 00S POBRES
25 ELUA DO GOZ.X.EGZO 1 AIVTDAll 25.
Ur. I. A. Lobo Moscozo d runsullas lioineopalhicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos exlraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oerece-se igualmente para pralicar qualquer operarao'de cirorgia, e acudir prompUmeutc a qual-
quer inulber que esleja mal de parlo, c cujas circumslancias nao pennillam pagat ao medico.
NI COMLTRI Ull DK. P. A. 10B0 MOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual cmplelo do Pr. G. II. Jalir, Iraduzido em porluguez lelo Dr. Moscozo, quatro
voluntes curadernados cm dous :................. 2OJOO0
Esla obra,.a mais iinporianle de todas as que Iratam da bomcopalhia, aleresM a lodos os mdicos que
quizcrcni cxperimenlar a i'outrina de llalinemann, e por si proprios se convencerein da verdade da
mesma: interessa a todos os senliores de engcnbo c azcideiros que estro longo dos recursos dos mdi-
cos : inlercssa a lodosos rapiles de navio, que nao podemdeiiar uma vez ou oulra de ler precisio de
acudir a qualquer iurommodo seu ou de seus Iripolantes ; e interessa a lodos os cliees de amila ru
por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-meciini do homccpalba ou Iraduccao do I)r. Ilering, obra igualmente ulil s pessoas que s
dedicam ao esludo da bomeopalbia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, phannacia, ele, ele.: obra indis-
pensavel is pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
tma carleira de 24 lubos grandes de liuissimo chrislal com o manual do llr. Jalir co diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................
Dila de 36 com os mesmos livros................,
Dila de 48 com os ditos......................
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de linluras i'ndispcnsaveis, a cscolha. .
Dita de 60 lubos com dilos......................
Dila de 144 com ditos................".'.".!!!!!
Estas sao arompanhadas de 6 vidros de tinturas esculla.
As pessoas que em luaar de Jalir quizcrciii o Ilering, lerao o abalimculu de 108000 rs. em qualquer
das carlciras cima mencionadas.
Carleras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8SO00
Ditas de 48 dilos......................... u^m
mbOS gramil", avulsos....................... ISO0O
Vidros de meia onca de linlura.............. .. 'MUJO
8J0OO
49000
40S000
4.5000
308000
60?000
ItWOOO
iem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica ds
hoqpnpalhia, e o proprielario desle esUbelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
Diagoeap duvida boje do superlorldade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande'numero de jubos de rrvslal .le diversos lmannos, c
aprompU-se qualquer encommeiida de medirameuloscom loda a bTevidade e por tuecos muilo com-
modos. ii
VENDAS
g: S;:es;.;is3.
m Auloniu Agripino Xavier de ltrilo, Dr. em $ I
# meilicina pela acaldada medica da Baha,re- f I
50 side na rua Nova n. 67, primeiro andar, ou- @
9 de pode ser procurado a qualquer hora para o
0 excrcicio de sua profissau.
sass @@:ss
O padre Vicente Ferrer de Albu-
(Tuerque, prafenor jubilado de gramma-
tica latina, prope-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade conccrnentcs ao adianto-
ment de sens alumnos ; e por isso espe-
ra o acolliimento de todas as pessoas que
se rniizerem utilitar de seu prestimo,
protestando satisl'azer a' e\pectacao pu-
blica ainda acusta dos maioressacrilicios,
e, emquanlonaolixar sua residencia, qoe
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretenden tes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
-\lnga-sn o quarlo andar e solao do sobrado da
rua.do Trapiche n. 42, com excellcnles commodos
para familia : a Iralar no primeiro andar du dilo so-
brado.
HsOOO rs.
Precisa-se de uma prcla que seja boa coslurcira q
engommadeira : quem a livor dirija-se a rua do
Hangel n. 77.
Precisa-sc de um eilor que enlenda de plan-
tacao de arvoies de espinho e jarilim : quem esliver
nesle raso apparera na rua du liruin u. 2 arma-
zem.
Novos livros de boineopalliia luefranrcz, obras
lodas de -omina importancia j
llahncmann, tratado das moieslias rhronicas, 4 vn-
2OJKJO0
6S000
7^000
69000
16*000
tooo
8S000
168000
lomes.
Teste, irolcslias dos meninos ....'.
Ilering, bomcopalhia domestica.....
Jalir. phai m,lenpc.i linm.M,palluca. ,
Jahr, novo manual, 4 voiumcs ....
Jalir, moieslias nervosas.......
Jahr, moieslias da pclle.......
Rapou, historia da bomeopalbia, 2volumes
Hailhmann, Iralado completo das moieslias
dos meninos........
A Tosc, hialerra medica hoiucopalhica. '.
De Favolle. doutrina medicahomeonalhica
Clnica de Slaoncli........
Casling, verdade da bomcopalhia. .
Diccionario de Nj sien.......
Alllas romplctu de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, rnntcndo a destrpela
de lodas as parles do rnrpo hiimanii ." .
vedem-so lodos osles livros no consultorio homeopa-
lhico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio n. 25,
primeiro andar.
No sobrado n. 82 da rua do Pi-
lar, precisa-i alugar uma escrava que
saiba engommar bem e tomar conta de
uma casa do pequea tan
IOoom
ScHHKl
T.-OIHI
(ijlXMI
4-XHKI
i0c 309000
nilia.
:
:;
. .:. V
--------------,___
Jotas deouro. u
Na rua do gucimado, loja de omines pin-
(ada de azul 11. ;I7, lia um rico e variado sor- 8
limenlo de obras de ouro, que o comprador !=
avista dos preros e bem (eito de obra no dei- Oh
xara decoiupiar, alianrando-scc responsabi- 5-j
35. lsando-se pela qualidade de ouru, de 14 e 18
quilates.
e@ee.ae;5;
Achando-se o Sr. Manuel Francisco de Souza
Sanios embaracado no seu commercio, desde o da
34 de j n i lio passado, e n.lo leudo prestado llanca id-
nea a companhia de Seguros Martimos tJldade
Publica, cesta desde hoje de ser accionisla da mes-
ma companhia arl. 18. Osdircclores por inlerven-
eflo do con olor Roberto, vendern a5acc.oesno
dia 3 de oulubro, na conformidade dos ails. 1'J o 20
dos estatuios.
Pedc-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ex-procu-
rador da cmara de Olinda, que mande ou venha
pagar o que couiprou para a mesma, na loja de li-
vros qoc entilo era do fallecido Luiz Ruma, pois ja
se est caneado de mandnr-lhe cobrar, e declara-se
ao mesmo senhor que su deixara de sabir este no
l'inriii qii.mdn o sauhor mandar pagar. II mesmo
s pede au Sr. Canillara, nieslre de msica do colle-
gio dosorpliaus cm Olinda.
A o. .un -i duas rasas |iara pastar a (osla, na
pnvoac.io do Monleirn. lem muilo bous commodos,
rom cacimba e qninlal murado, e porl/locnm sabida
para o rio: na rua do Uueimado loja de (erragem
numero 12. *
_Sg>*i-RJ8'S:
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo (laiguoux, eslabelecido na" rua lar^a ( do Rosario n. .'16, legando andar, colloca den- V
4 les rom gengivasarliliriaes, c dentadura com- T pela, ou parle della, com a prsate do ar. t
Tambem lem para vender acia denlifrieedo
5 Dr. fierre, e p para denles. Rna larga do @
$a Rosario a. 36 segando andar. "
S)ieis@s^j!5@@g@ga <$>
i. Jane dentista,
conlina rczdir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n- 13, lia muito superior potassa da Hus-
sia e americana, ecal virgem, chegada lia
pouco. tuclo por preco commodo.
Lava-se e engomma-sc com loda a pcrieic.no c
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
bradu u. 13.
f*W|*?a3
J^ S firmado em medicina pela faculdadeda a-
A llia, conlina no exereirio de sua profissau, na @
}>. rua Nova n. 1!), segundo andar. *$.
S@@ g
TOAL.HAS
E (lUAHDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PHO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que rolla para
a cadeia, vendem-se loalhat de panno de linho, usas
6 adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, pul preros com-
modos.
Manoel Jos Gomes Braga embarca para o Rio
de Janeiro um seu escravo Crioolo de nomc Jos.
O linlureiro d.i rua do Mundo Novo miidou
sua residencia para a rua da Cadeia de Sanio Anto-
nio, casa n. 6.
Oflereco-se urna miilher fiel c de bous coslu-
mes pura ama de casa de pouca familia : a Iralar na
rua do Collegio n. 21, segundo andar.
GABINETE PORTUGliEZ DE LEITURA.
Por ordem da directora avisa-se aos Sis associados
que aquellos que nao forera pessoalineulc bus
car livros no eslabclecimcnln, deverao mandar nm-
billiele pelos portadores.,W.f. de Sou:a llarbosa,
segundo secretario.
Por ordem da directora avisa-se aquellos dos
Srs. associados, que ainda consrvalo livros cm seu
poder, alcm do prazo marcado para a lelura. que os
rernlham ao eslabc'.ecimenlonquanlu antes, do con-
trario sc.farao elleclivas as mullas impostas pelo re-
giilaincnlo.il. F.dc Souza Barbota, segundo se
ocelario.
Precisa-sc de um bom co/inliciroque enlenda
bem de cotinha, c que seja muilo diligente nos seus
Irahalhns, c fiel, qoc seja porluguez, ou oulra qual-
quer pessoa : na rua Nova loja (ranela n. 10, que
achara com quem Iralar.
M (CONSILTOP
S DO Da. CAS NOVA,
S RUA DAS CRUZES X. 2S,
B enntinua-se vender rarleias de homeopa-
y_ Una de 12 lubos (grandes, medianos e peque-
** nos) de 24, de 16, de iS.de 60, de'.16. de 120, ...
)g de li, de ISO al .'SO, por piceos razoaveis, X3
^ desde .35000 al 2005000.
w Elemcnlos de bomeopalbia, 4 vols. G5OOI) H
Tinturas a esrolhcr (entre ,1H0 quali- M
M dades) cada vidro 180"H J^
R Tubos avulsos a escolha a 500 o :100 ^3i
METHODO CASTILll.
Francisco de Freitas Cainboa. v.ii abrir aula de
ler, esertver, c contar, pelo melhodo do illuslre lil-
leralo o Sr. Antonio Feliciano de Caslilho, no que
se persuade (azor um grande servico a lodos os Srs.
prolcssorcs, livrando-es do grande cstorvo que se
opoedo andainenlo das demaismaterias. Alguem.1l.1-
v ida so eu salierei ensillar pelo novo melhodo', ao
que respondoque se com vernal arlislas em hora o
meia por cada uoitc aeu prugresso, que mi (arei
com meninos I? Se nao saliendo ei.siuar pelo novo
methodo, j leem em 21 dias. que nao aro os que
souberem ensinar?!! A aula se instala no salo do
Sr. (iiilhormo Auuuslo Rodrigues Selle, rua da
Praia, palecele pialado de amarello, iraualaa das u
as 12 da maiihila. odas Jas ida larde, pelo preco
rommiim das demais escolas. Os meninos se apre-
senlarao as horas indicadas. Na'niesma rasa com-
pramse bancos de todos os tamaitos.
Vende-se um molalo com IS anuos de idade,
propiio para' pagem ; na travesa do Mondego
n. 4.
Vende-se urna marqueza muilo larga c 0 ra-
deiras, ludo de amarello, e muilo eni conta : na rua
ca Cadeia de Sanio Antonio 11. 20,
Vendem-se ancorelas com cal virgem, chegada
oliim.imente de Lisboa, por precn commodo : ua
rua da Senzala Nova u. 4.
Avisa-se as Sras. doreirasque alraz da malriz
da Boa-VisU loja do sobrado 11. 7, vende-se uma
porco de laranjas da Ierra, indo a pessoa buscar em
um sitio perlo da praca e Iralar do ajuste.
Na rua dos Marlvrios 11. 14 se dir quem ven-
de as obras de ouro secuinles : I Trolla do armacao
com diamante, 1 par de pulceiras lavradas com3*ui-
lavat e Ij, 1 par de brincos de armacao rom 1 di-
lo lavradncom i c 1|4, 1 dito menor com 3 c !1 graos,
1 dilo liso do lila-rana com 2. 1 crrenle com 0 e
1|1, 1 dila mais groSM com 21 1|2, 1 dila mais fina
cum 28 e l|i, 1 cordilgrossoioni 17, 1 medalba com
1 e 1|i, I volta chala com 8 1|2 e 9 graos, 1 resplan-
dor com i 1|2, 1 annrlao com um grande diamante,
I dilo rom 1 dito pequeo com 2 e :l|1, 1 dilo para
firma com 2 : vende-sr ludo sem feiliu.
Velas de carnauba.
Vende-se pur preco mais commodu do que cm ou-
lra qualquer parle, velas de carnauba pura, c de
composico : ua rua delraz da malriz da Boa-Vista
n. 15.
Vendcm-se ps de parreiras om caiies, jn
promplos a botar em latada. os quacs silo de uvas
muscalris brancas : quem os pretender, dirija-sc ao
aterro da Uoa-Visla n. 77.
Vende-se excellenle laboado de pinho, recen-
leincnle cliegado da America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entenderse com o adminis-
trador do mesmo.
ALPACAS DE SED.* A 500 RS. O COVADO.
Veade-se na luja da rua doQucimado n. 40, rica
alpacas de seda de quadros.
CARRO E CaBRIOLET.
Vende-se um carro americano, novo, elegante c
leve; veude-s" lamben) um outro de 4 assenlos, c
mais um cabriole! cslcs dous com piuco uso ; ven-
dem-se lamhcm os cavallos para os mesmos queren-
do, por preco coinmodo : na rua Nova, cocheira de
Adolpho Bourgeois.
HEGHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNMEAO DE FEKKO DO EN(E-
NHEIIIO DAVID W. BOWXLVX. NA
RLA DO Mll'M, PASSANDO O CHA-
FA It I/.,
ha sempre um grande sorlimentn dos scguiulcs ob-
jeclos de mechaiiismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias muendas da mais moderna
conslrurco ; tainas de ferro fundido balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanbos ; rudas
denudas para agua uu animaos, de lodas as propor-
res ; crivos e boceas de fnrnalha e registros de hoei-
ro, asuilhoes.bronzes parafusos e cavilbcs, moinho
de mandioca, ele. etc.
NA MSMA Fl NDICAO
se cieculam lodas as encommendas com a superiori-
1 la 1 le 11 conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em preco.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro acba-se para vender ara-
Vende-se bolsrhinlias inglezascde leite, dilas
deararula superior : na padariadarua Direita n.69.
v ende-sc sebo cm bexigas, muilo proprio para
banlia, sal de pedia do Ass, herva malte muilo
boa. pedral de amolar, peixe scero e salpreso em
liarris, um braca de halanca com conchas, um lerno
de pesos de 4 arrobas : no armazem da rua da Praia
n. 37.
Vende-se urna escrava, rrioula, de 28 annosde
nade, rom um fllho on sem elle, a qual tem mili-
las habilidades para o servico interno de uma rasa
de lamilia, sendo que o motivo por que se vende be
por nilu querer ella servir para vender na rua : a
iralar na rua do Pilar, (asa n. 55.
Vende-se um escravo le naca, boniu fisura,
idade 2:1 anuo-, pouco mais 011 menos, sem vicise
nem achaques, proprio para armazem de estucar
por j ler estado alugado; quem o pretender, v 110
trapiche do algudAo, no Forte do Mallos.
Vendem-se esleirs de palha de carnauba che-
gadasagora do Aracalv. a 125 .0 cento : na ruada
Cadeia do Recie n.49*l. andar.
Vende-se urna negra de muilo bonita figura,
e rumalgiimas habilidades de costura, ensommado,
a figora be a melliur possivel: na rua do Livramen-
tl) llUlin I 'i i.
Vcnde-seum melhodo novo para, piano,
preco commodo : na rua da Cadeia do Recie,
numero ."10.
\ ende-se um bom escravo, moro e sadio : na
IravetM da Madre de Dos, armazem 11.21.
BSS lARTAOS.
Vendem-se quarlaos novos e bem carnudos por
preco commodo: ao pe da ponlc da Boa-VisU,ouua
rua do (Jueimado loja 11. I i.
1-ARIMIA DE MANDIOCA.
\ ende-se superior (arinha de mandioca, em saccas
graudes de alqueire racu!ado, e por prejo commo-
do : na Iravessa da Madre de Dos n. :t c 5, ou na
rua do Queimado 11. 9, loja de Antonio Luiz de-AI-
meida Azevedo.
Las para vestidos.
Vendem-sc blazinhas para vestidos, em curies de
15 cavados a 4&5O0, dilas de seda, de bonilos e de-
licados descubes a 640 o covado : na rua Nova, loja
11. 16, de Jo.-c Luiz Percira & Filho.
Paulos ranceze.
Vendem-se palitos raneczes de brim de linho de
cores a 35500, dilos broncos de brelanha a 45OOI),
dilos de alpaca pelos e .le cores a 8&000. dilos de
panno fino prelo c de cores a I4s000, 163000 e IS--.
ludo da ull una moda : na rua Nova, loja u. 16, de
Jos Luiz Pcreira A Filho.
Attenrao.
Na rua do (Jucimado n. 7, loja da estrella, ven-
dem-se as seguinles (azendas, por barates preros :
Clines de rambraias rancezas de cores com
barras, e aoslos inlciramente novos a
Cambraias (ranrezas de crese gustos muilo
mdenlos, a vara
Dilas dilas de dilas, goslus escuros, a vara
Corles de rambraias de listras de cores a
Dilos de dilas de sal picos a
Cambraias de slpicos muilo finas e largas,
a vara
Oirtes de riscadoscscoeczes, loclos em cas-
sa, padrees muilo modernos, o corle
Corles de cambraia de seda de 69 a
Dilos de dita de dila cum habadus
Fil branco e cr de rosa, a vara
Dilos de oulras cores, a vara
Lencos de catsa para mo de senhora de
100, 140, 200 e
Chales de Inrral de 4 ponas muilo grandes a IbjOtlO
Romeiras de lorral de novos goslos a 80O0
Leuros de lorcal a 1^400
Ditos de retro/ a grjo
e oulras muilus (azendas que se vendem por muilo
baiios preros : na loja cima dila.
Fazendas para a Testa.
Curies de sedas esctelas as mais superio-
res que lia no mercado a
Dilos de dilas, goslus muilo mudemos a
Alpacasescocelas de laa e seda, o covado
Varejas de laa c seda minio muderuas, o
covado
(kiries de cambraias de seda com babadns a .
Mauleleles pelos c de cores de diilercnles precus, e
un cmplelo snrlimento de (azendas finas as'mais
pruprias desle mercado, que se vendem por baratos
preces : na loja da Estrella, de Gregorio & Silvcira,
rua do (Jucimado 11. 7.
Vendein-se duas casa terreas ao pe da undi-
cio cm Santo Amaro : a fallar naru.i do Queimado
lojn de l;,/,-n,l n. T>.
45500
600
4S0
2aOlJ0
35OOO
640
3.3OOO
125000
115O00
400
320
240
1,55001)
20CO00
500
600
149000
Vende-se urna escrava da Cosa de meia idade,
boa vendedeira de rua: a Iralar na rua do Rosario
eslreila n. 11.
Vendem-se espingardas rancezas de
doifs canos, de supetior tpalidade e por
preco commodo: na ruada Cruz o. 2 primeiro andar.
Na loja do Cardeal rua do Rosario,
vende-se o bem conhecido rape roteo
francez.
Vendem-se camisas rancezas muito
bem feitas, compeitos de linho e de ma-
dapolo, <; aberturas de lin lio edemada-
polao para camisas, tudode superior qua-
lidade e por preco commodo: na ruada
Cruz 11, 2(i primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
ca Kiseche e Abssinthe, por preco com-
modo: na rua da Cruz n. 26 primeiro
andar.
Cassas rancezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas (rancezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
queijos.
Vendem-se muilo bous queijos do sertao desle-
chamados de prenca, os melliores que lem appareci-
do venda : na rua do Queimado, loja n. 14.
PACTO SECCO.
\ ende-se muilo sae boa carne, pelo barato pre-
co de 49OOO a arroba, e (arlo secco de gado, por ba-
rato preco, proprio para cscravos : na rua do Quei-
mado, loja 11. 14.
Toalhase guardanapos de panno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a IO5OOO a duzia, dilas lisas a 145000
a duzia, guardanapos adamascados a 39600 a duzia :
na roa do Crespo n. 6.
LINIIA DE CARRITEI.DE 200 JARDAS.
Vendem-se em casa de Fox llrolhers, rua da Ca-
deia do Recie 11.62, carnteis da inais superior linha
que lem vindo a esle mercado, cada carmel lem 200
jardas.
BRINS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 c 700 rs.
a vara, distilo branco alcoclioado a 400 rs. o covado,
caslor muilo encorpado a 240 o covado, pocas de
cassa de quadros, proprias para babados a 29000, gan-
ga amarclla trancada a 320 o covado : na loja da rua
do Crespo n. 6. ,
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo lm goslo a 49000 cada um, dilos de cassa
chita a 29000, ditos de chiU (ranceza larga a 35000,
lencos de seda de 3 ponas a 60, dilos de cambraia
com liico a 280 cada um : na rua do Crespo, loja
Na rua du Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior (lanella para orro de sellius che-
gada recenlcmenlc da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
rriplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Rusi8, americana e do Rio de Janeiro, a precus ba-
ratos que be para (echar millas.
4,000 RS. A ARROBA.
V ende-se carne muilo sila e gorda, vinda da
provincia do Ccar, pelo barato preco de 49OOO rs.
a arroba em paroles de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao pe do arco da Conceicao, delronle da
escadinha.
Ai (pie fri.
Vende-se superiores cobertores de tpele, de di-
versas cores, grande a 19200 rs., dUs brancos a
I92OOrs., dilos com pelo a imilacilo dos de papa a
19100 rs.: na rua do Crespo loja 11.6.
Aerolito da fabrica, de Todos 01 Santos na Babia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica.
muiloproprioparasarcosdeassucar e roupa de cs-
cravos, por preco commodo. .____--
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante pande, no lugar do Rio Doce,
com 720 ps de corpieiros, com boa casa
de vivenda de pedia e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangcl n. 50.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton Vinho do Porto superior engarraado.
Sellins ingleses.
Relogios de ouro patente inglcz.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de j arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e caudieuos bromeados.
Uespenceira.de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para orro.
Cobre de forro.
N'a rua do Collegio n. 3, primeiro andar, ven -
drm-se para (echar conlas mil i< quinhenlos massos
de cuntas de vidro lapidadas a 160 rs. cada masso, e
70 duzias de caitas de massa par rap a 19-201) a
duzia.
Arenad de Edwli H,
Na rua de Apollo o. 6, armazem de Me. Calmuut
& Compauhia, arlia-se constantemente bous surti-
menlos de Uias de (erro coado e batido, Unto ra-
sa romo (undas, moendas ineriras todas de (erro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de todos os Umanhos e modelos osmaLs modernos,
machina horisonUl para vapor com forja de
* cavallos, cocos, passadeiras de ferr eslanhadu
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
Ihas de (landres ; ludo por barato preco.
RUA JJ TRAPICHE S
Em casa de Patn Nash & C., ha pa- g
ra vender:
Sortimento variado de ierragens.
i Amarras de ferro de 5 oitavos ate I
I polegada.
^Champagne da mellior qualidade
em garrafas e meias ditas.
L'm piano inglez dos melhores.
t i
TL'O DO ULTIMO COSTO.
Na rua do Crespo n. 14. loja do lado
do norte de Dias & Lemos.
Chitas de cores muito fuas rom padroes de rama-
gens imitando cassa a 160 rs. o covado, dilas nas
com novos riesenhns a 200 rs., corles de cambraia
com lisias e ramagens de cores, padroes excellcnles
a 29100 rs., dilos de brim enlranrado de liuho com
quadros largos e -em clles. (,zenda inleiramenle de
novo goslo a 29000 rs., ditos de casemira de padroes
escuros bstanle encorpados a 5o00 rs.. rollo de
cor para palitos a 200 rs. o covado, algudAo mescla-
do de urna scor minio encorpado a 170 rs.: assim
como umitas oulras (azendas que se vendern por
menos preco do que em oulra qualquer parte.
Vende-se un excellenle rarriuho de 4 rodas'
mui liem construido,eem bom estado ; est expostu
na rua do Araco, casa do Sr. Nesme n. 6, ende po-
dem os pretendenles examina-lo, e IraUr do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no
Recite n. 27, armazem.
QlEIJOSE PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do ReciCa no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Marlins, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza f'alpa-
raito.
Moinhos de vento
"ombombasderepoxopara regar borlase baixa,
decapini, na fundicao de II. W. Bowmau : ua rua
doBrurans. 6, 8 c 10.
Devoto Clnistao..
Sabio a luz a 2. ediciio do livrinhu denominado
llevlo Clirisi.io.mais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prara da In-
dependencia a 640 rs. cada exempUr.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes o
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
I HUAS DE I.A11VH1M 110.
Vendcm-se loalhas, lencos, coeiros de labvrinlho
de todas as qualidades, rendas, bicos largos e eslrci-
tos, por commodos preros : na rua da Crux do Re-
cite n. :ii, primeiro andar.
Vende-seD bem acreditado rape ro-
ISo francez : na rua da Cadeia do Recife
loja do Sr. Bourgard.
Vcnde-se uma escrava : na rua de
S. Francisco, cocheira de Paula & Silva.
500
160
210
800
OO
19300
(>soo
69400
59500
dos cora-
dos (lo ferro do vrior qualidade.
Na rua Nova n. 4S. vendem-se chapos
de (cllro pardo e de diferentes formas a 19200 cada
ora, em porcao veiidc-se mais barato.
HEMtITO BARATO! !
Corles de calcas de brim de linho (raneado de
cr a............ I9C00
Hilas de ditas de brim de lialio (raneado su-
prriora.........'. 2>000
Cassinclas de 1.1a meseladas proprias para
calcas e palitos pelo baralissimo preco de o
covado.........." .
Chilas de cohcrla muilo bonilos padroes, co-
vodn.............
Dilas (rancezas muito bonilos padroes covado
Damasco de lila fingindu seda, muilo pro-
prio para cobcrlas de camas.....
Dilo de ahjod&o covado.......
Chapeos de sol de seda para senhora muilo fi-
lms e bonilos a..........
Dilos para homem, de lodos as ires a .
Dilos de nassa francotes muilo superiores,
das mais modernas (orinas.....
Dilos de dila para meninos.....
E oulras mudas (azendas que s com a vista
pradores poderlo ronhecer ns baralissimos piceos por
que se eslao vendendo na rua do Oiieimado U. 7, lo-
ja da eslreila de (resolto iV Silvcira.
Eslou torrando
Ouero acabar.
Vendo barato
Vciiham comprar.
Miudczas baratas, na rua da Cadeia do Recie n.
10 : suspensorios novos sem defeilo ligara a 60 rs. o
par, linhas de carrlel de 2IK) jardas, nplimo fabri-
cante a so rs. o carrlel, torlidon, sgulhat (ranrezas
limpase com llgum loque de ferrimem a 20 rs. o
papel, n. j, 6. II, 1:1 e I i, dedacs de all'aiale a 20
rs., dilos de lati para senhora a 10 rs., linhas de
ovello ii. 4(1 a I0 rs., rosarios brancos a :MK) rs. a
duzia, proprios para a (esla de N. S. du Rosario,
brincos de diversas qualidades a 4o rs. o par, botcs
para caira a^OO rs. a artua, dilos para camisas, re
Iroz a um rs. comprando miada iuteira, etpanado-
res a 12o e loo um, bandejas, caivetes, lesouras,
livellas, marcas, lavas de diversas qualidades, meias
soilidas, lencos ile dula, dilos de seda, c oulras fa-
zendas por diminuto preco,
Vendc-se una homlia para cacimba, cm per-
(ciln estado ; no Chora Menino, primeira casa du la-
do esqueido, antes da pontezinbj.
iMOllKU.MSMd.
A .'i-NKMIrs.unirle!!;
Corles de vestidos de varsoviana de goslo eococez,
os raais modernos, chegados uilimnnteiiM de franca;
vende-se pelo mdico preco de 5|00U rs. cada um
na rua do Queimado, luja n. 17, ao pe da botica.
Vende-se milho (arinha muilo nova a 49000 : no armazem de Car-
los Jos Gomes, Iravessa do arsenal de guerra.
Vende-se farinha le trigo SSSr" de
superior qualidade, c chegada ltimamen-
te a este mercado: -j Iralar com iMauoel
ila Silva Sanios ua rua do Amoriin n. .">(
c -iS, ou no caes da alfandega.
ATTENCAO'.
1 ende-se na rua da Cadeia de Sanio Antonio u.
16, boa farinha ai>)0Oa sacra, c a menos em por-
tan.
Vendem-se 5 canucas novas e bem construi-
das, asquaes servem para boisou cavallos, por prc-
ro muilo commodo ; na rua da Cadeia Velha u. 16,
se dir quem vende.
Vendc-se ama crnica muilo grande c nova,
a qual pega 2.V arrobas, propria para carregar as-
sucar de algum engcnbo por ser muilo (orle : na rua
da Cadeia n. 16, se dir quem vende.
Na rua do Collegio u. 1. vendem-se os seguin-
les livros : arillimelica, geometra e triiiumclna de
Lacrois ; os dous diccionarios porteleis das linenas
portogoeza e ingloza, cas Odes de Horacio com a
Iraduccao em portuguez, e um inrllioilu para violto
por i'.liaipenler.
Vndese urna laberna, sila na rua Imperial
u. 17, bem afreajaetada e com poneos (nudos :
quem a pretender dirija-se a uiesm i, que achara
cun quem iralar.
^ ende-sc pur lodo preco a armaro da loja n.
2 do aterro da Boa-\ isla, muito propria para qual-
quer negocio: a tratar na mesma rua n. 7K.
MLDEZAS BARATAS.
Vcnde-se na rua da Cadeia do Recite n. l'.l, spa-
los de cauro de lustre para senhora a l9rs. o par,
dilos de mal roquiui a 600 rs., ditos para liomem a
800 c 100 rs., bolee* de agalli para camisa a 200 rs.
a groza, linha de cores a 19, dila branca de 800 a
lyOO, papel de peso muilo bom a 2.9IOO e 29.1OO a
resma, penlet para alar cabellos a 240 rs., dilos linos
a KOO e 19. colxeles a 60 c 90 rs. a caixa, bicos, filas,
alliuclcs de lodas as qualidades, asulhas, lavas de
seda para senhnras e meninas, dilos para homem,
Ihesouras fiuas c ordinarias, puicciras de ouro lin-
gindo de Ici, carlciras para baile, pendras de .150 e
oulras minias colisas por precos muilo cm coala.
Vendc-se um palajiquim de rchiicoquasi novo,
por preco commodo: na rua do Rosario da Boa-
Vista casa de sobrado delronle do becro do Tambi.
Vende-se relias de cera de carnauba (eilas no
Aracalv, de 6, 8. e !l em libra de muilo ba quali-
dade : ua rua da Cadeia do Recite ii. 1'., primeiro
audar,
Recommcnda-se aos hoincns do campo o
seguinte anmmcio.
Vendem-se chapos pardos de massa.a que muilos
chaman) de (eltro a 19000 rs. cada um : na rua du
Crespo loja n. 6.
ATTENCAO.
Vcnde-se no alerro da Boa Vista, loja 11. 78, meias
de cores para homem pelu diminuto preco de 160 e
200 ra., dilas para senhnras a 220e.'120, e'inuiln linas
sem costuras a 100 rs., linhas de nov ellos muilo gran-
des e da-se amostras, grampas a 40 rs. o maco, lilas
de liuho a 40 is. a peca, linhas de carrilel surtidas a
20 rs. c muilo mais miudezas com que lodo o-nego-
cio se 1,1/ para acabar, assim coiuu vaquetas iuglezas
para cubrir carro pur precu commodu.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Neis, contina a le" superior potassa da
RussiaedaAmcriea, por preco razoavel,
e cal de Lisboa da mais nova.
Vendc-se urna casa na grande povoacn de
Pona de Pedral, rom padaria, taberna c 1 inmundos
para familia ; a Iralar na rua eslreila do Rosario n.
II, laberna de .Manoel do Roso Soares. aonde secs-
plictri as comniodidadcs da dita casa e o preco.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de compo-
sico. (cilas no Aracalv, da mellior qualidade que
lia no mercado, e por man commodo precu que cm
uulra qualquer parte : na rua da Cruz ii. 3i, pri-
meiro andar.
^mmmMmm-nmmmm8m
IIK .MODA!
| Alpacas de sedas lisas, furta co- |
ge res c diMjuadi inhos, propinas para ;$
f vestidos, vende-se pelo baialissimo |
g pceo de .">()() rs. o covado: na rua *%
53 do Crespo p. l(i, esquina da rua das &
I C'"'l>s- I
Vendem-se ricos pianos com c\cellenle< vo-
zes e por precos commodos: cm casa de J.C. Rabe,
rua (\o Trapiche 11. 5.
PRL1CAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo SIez de Mara, adoplado pelos
roverendissiinos padres capurhinbos de N. S. da Pe-
nna desla cidade. augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicilo, e da noticia histrica da me-
dalba milagrosa, c doN. S. do Rom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria 11. 6 e 8 da praca da
independencia; a 19(100.
^o8Sfr:|:SSS
j| Deposito de vinho de cliam-
(j5) pague Chalcait-Ay, primeiraqua-
ft lidade, de propriedade do condi
& de Mareuil, rna da Cruz do Re-
" Cife 11. 20: este vinho, o mellior
9 de toda a champagne vnde-
se a 56$000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente cm casa de L. I.e-
comtc l'eron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a logo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garra&S sao a/.ucs.

AOS SENIIORES DE ENCENHO.
Coberlres oscuros muilo grandes e encorpados,
dilos brancos ruin pello, muilo grandes, iniiUudo os
de 1.1a. a IjtOO : :ia na do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vende-se urna canoa de carreia, nova, e d
excellenle marcha: ua rua do Brum, urmazeui u, 26
iJas e meias moendas para engenho,
Hias de vapor, e taixas de lerao batido
e coado, de todos os tainaulos, para
dilo.
Vinho do Rlieno, de qualidades es-
peciaes, em caixasdeuma duzia,charutos
de llavana verdadeiros : rua do Trapi-
che 11. .">.
CASSAS IRAXCKZAS A 180 RS. O COVADO.
iva loja de Cuimares & Ilenriques, rua do Cres-
po 11. .1, vendcm-se cassas (ranrezas do ullimo gus-
to, pelo baralissimo preco de 180 rs. o covado.
NOVA ORLEANS.
Baratotim, liado nao.
Na na do Oueimado loja n. 17, vende-se ipa-
ra de seda (urla cores lisa e de lislras intitulad,!
Nova Orleanspelo barato preco de 500 rs., o cova-
do, sendo esla (tienda muilo propria para vestidos
de senhora c mcuinos; gaze de laa e seda de cores
asmis delicadas,muilo proprio para vesljdos de se-
nhora e menino, a 500 rs. o cuvado.
Na rua da Cadeia do Recite 11.60, vendem-se os
sesuinles vinhos, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
l'orlo,
Itiicellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em camnlias de uma duzia de garratas, e vista da
qualidade por prero muilo em coala.
DEPOSITO I1E CA. DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recie 11. 50 ha para vender
birria rom cal de Lisboa, rccentemcnlc chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Rrum, apastan-
do o chalara continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a Venda, por
preco commodo e com pvoinptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em guio
sem despeza ao comprador.
AOS SENIIOKES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rcrlin, empregado as co-
lonias inglczas e liollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramcnto do
assucar, acba-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de einpre-
ga-lo 110 idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, ha rua da
Cruz, n. 4.
Vende te sal do Ast, a bordo do biaic Ang-
lica : a Iralar na rua da Cadeia do Recite n. 10,
primeiro andar.
Na loja de 1 portas, na rua doQucimado n. to,
do Manoel Jos Leite, vendc-se por menos de seu
valor as seguinles (azendas: barege de laa c seda
para veslidn, lilii de liuho de cores, Icqnes ricos de
madreperola e aro, lencos de cambraia de linho.
chapos raneczes pretos, rullarinhos de linho para
camisa.
\ ende-se uma balanza rofflaM cum lodos os
seus pertcncea, cm bom uso'e ile ,000 libras : quem
a piclcudcr, dirija-se a rua da Cruz, armazem n. i.
^) POTASSA BRASILEIRA.
(fy Vende-se superior potassa, fa- C&
( bricada no Rio de Janeiro, che- fcfs
/(g, gada recentcmente, recommen- /,
, ila-se aos senliores i\c engcnbo os J*
seus bons elleitos ja' evperimen- w
tados : na rua da Cruz. 11. 20, ar- W
mazan de L- Lcconte Fcron Si
Companhia.
Veinleni-sc relogios d e ouro e praia, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
fcjam, rpiadrilhas, valsas, rodovvas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
Lindos corles de lanzinha para vestido de
senhora, com 1 ."> covado* cada corle, a
&|sao.
Na rua du Crespo, loja 1I.1 e-i|niiiii que volta para
a Cadeia. (
ESCRAVOS FGIDOS.
llesapparcceu do silio do padre Manoel Fl^
renrio de Albuqnenre, na Iravessa da Crox de
Alma>, de l'nnle-l .-lioa. no dia do correle, um
seu escravo de nome Manoel, de narflo Rebolo, de
meia idade, bailo, grosso do corpo.'meio rangnei-
rn ; levou um sacro com nmpa sua__ *jv- Co
*p *w pwr imitpi mim, tr?T. Manoel "de Alniei-
da Lopes, que o veudru por ordem do Sr. Francis-
co Xavier de oliveira : roga-se, perianto, as aoto-
ridades policiaes, rapiles de campo, 011 oulra qual-
quer pessoa: qoe o apprehendam e leve-o 1 rua de
Moras n. 15, 00 no dilo silio, qoe ser recompensa-
do ; advcrlc-se que o dilo prclo lie casado em oleii-
11I10 Camnni, (regoezia do Cabo.
llesapparcceu de casa do ahaixo assignado, no
dia 10 de pin lio do crvente anno, um escravu de no-
me Manoel, denegao Costa, que reprsenla Ur 32 a
:li anuos de idade, estatura baixa, magro, denles
ralos ; lem una calva na cabera de carregar pesos;
consU ter estado en lauarass: quem o pegar, le-
\ e-os 11 uiesiiio ahaixo assignado, na roa do Crespo
n. 5, que se recompensara oseo Irabalhe.
Miguel Jote Barbota (iuimarmu.
Ausenlou-se no dia 23 do correle o preto A-
lexandre, de nacSo S. Paulo, idade de 25 annos. al-
to, (alia demorada c corpo reorc,ado, oi escravo do
(rancez Miliqoe, morador no Rio Doce, e ottima-
mcnle do Sr. Eduardo Holly ; esse arele eoatuma
em suas (requenles (ugidas andar pela ruada Auro-
ra, ir para Olinda, e reugiar-se as rampiaax do
Rio Doce: roga-se, porlanlo, a quem o pegaron
ilclle der noticia, dirija-se i rna do Brum n. 26, a-
brira de caldeireirn, quo ser bem recompensado.
llesapparcceu nudia 2.1 de selembro.umncsrn cum
os sientes sesuinles : alio bstanle, muito"(eio, rosto
redondo, cabrea mal feita, narir sato bocea grande,
lem lodos os denles da frente ns grandes, anda de
vagar, (alia haixo, chama-se Eustaquio, he muilo
conhecido aqu no Itecife por ser daqui filho, repr-
senla ler de idade 22 a 23 annos, levoo chapeo de
palha muilo voltio, camisa c calca de algodSo azul,
tem por exteuco marcado no cus da calca o na pon-
la da camisa o nome Helio : quem o pegar leve-o
rua dos l'razcres, casa pintada de rouxo, que sera
recompensado.
llesapparcceu do engenho Canrrlla da cidade
de Na/arelh, no dia 18 do crrenle, um negro de no-
me Andr, crioulo, idade de 30 e [mucos anuos, esta-
tura regular, cabera puntuda, roslo secco e barba-
do, Irabalha soKrivelmenle de corrieiro ; levou ca-
misa e reroula de alcodo grosso j usadas ; esle ne-
sro j (oi visto nos engenhos Rom Successo.Lavaeem,
ele, e por isso julga-se que amUorcullo por aquel-
les lugares, porm sem conliecimcnlo dos senliores
laquelles engenhos, pois ambos sao pessoas fidedig-
nas quem o pegar, poder levar 10 mesmo enge-
nho cima, ou ao armazem da viuva l'ereira da Cu-
nha, na rua de Apollo.
llesapparcceu em noveinlirn do anno passado,
leudo viudo du Rio de Janeiro de ubrigaro em um
navio, o prelo mariuheiro de nome Joao, crioulo,
alio, reforrado do rorpo, e bem fallante, o qoal es-
cravo he de propriedade do Sr. Manoel da Molla
Maredoalli residente, o qual consta que existe len-
la cidade (ugido, nculcaiido-se er forro : quera o
apprehcndcr e leva-lo rua da Cruz no Recife, es-
criptorio n. 3. ser generosamente recompensado.
llesapparecen uo dia 8 de setembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que cosluma trocar o no-
mc para Pedro .lose Cerinu, e inlluUr-se firro,
he muito ladino, oi escravo de Antonio Jos da
Sanl'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
Santo Anlao, e diz ser nascido no serlilo do Apody,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapinba-
ilos, cr um pouco (ula, olhos escuros, nariz grande
e grosso, lieicos glosaos, o semblante um pooco le-
chado, bem barbado, porm nesla occasio oi com
ella rapada, com lodos os denles na (renle ; levou
camisa de madapoln, calca e jaquela branca, cha-
peo de palha com aba pequea c uma Irouxa de rou-
pa pequea ; he de suppdr que mude de trage: ro-
Ba-se porlanlo as autoridades policiaes cpessoas par-
ticulares, o apprehendam e Iragam nesla praca du
Recife, na rua larga do Rosario n. 24, que se re-
compensar muilo bem o seu Irabalbo.
1008000 de ralifirnro.
A quem apremiar o moleqoe Alfonso, de nargo
Camundougo, idade 20 e laidos annos, bastante sec-
co do corpo, fciees miudas, altura regular, com
duas marras de eridas no meio das cosas ; llesap-
parcceu de casa cm I" do correle agosto, pelas 7
horas da larde, c como nao leve motivos para fngir,
e leve sempre boa conduela, suppoe-se que fosse fur-
lado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
godilo 'jru-.su e chapeo de.palha com lila preta larga:
quemo (rniiser a rua de Apollo n. 4 A, receber a
gralilicacao cima.
Ainda continua estar fgido o prclo que, em 11
de eleuihro prximo passado, foi do Monleirn a um
mandado no eimenlin Verlenle. acompanliandournas
vaccas de mando do Sr. Jos Beruardinu Pereira de
Rrilo, que o alugnu para o mesmo fim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso c meio cor-
cunda, com a barriga craude, lem um signal grande
de ferida na pema direita. ror prela, nade--as em-
pinadas para fura, pouca barba, lem o lerceiro dedo
da mo direila eacolhido, e falU-lhe o quarlo: le-
vou veslide calca azql de loarle, camisa de algodSo
lizo americano, porm levou oulras ruanas mais fi-
nas, bem como um chapeo prclu de seda novo, e usa
sempre de concia na cinla : quem o pegar leve-o na
rua do Vigario n. bi7 a seu senhor Romao Antonio
da Silva Alcntara. 011110 lai jo do IVIourinlioainia-
zem de assucar n. ."> e 7 le Romo A C, que ser re-
compensado.
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i
ni

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1
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l'EHN. : TVP. HE M. F. UETARIA. 18M.
'1


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