Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01376


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Full Text
ANNO XXX. N. 223.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
9
>>
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DIARIO
SEXTA FEIRA 2| DE SETEWIBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCAURKtiADOS DA SrKSGRIIHjAO'.
U''ifi', o proprielario M. F. da Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. JoSo Percira Martins: Ballia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doza; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
lade; Natal, oSr. Joaquimlgnacio Pcreira; Araca-
ly, n Sr. AntoniodeLomosBraga; Cear, o Sr. Vie-
Inriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigue*; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobro Londres (50 d/v 27 1/4 d. com prazo
a Parts, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
(i Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Aeros do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
DiscQnto de lettras a O e 8 0/0.

METAES.
Oneas licspanholas......299000
163000
Ouro.
Moedas de 6400 velhas.
de 054OO novas.
de 4000. .
Prata.Patarcs brasileiros .
Pesos columnaros .
mejicanos......
109000
9000
1940
I940
l860
PARTIDA DOS COKKEIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias i e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Exeurirury, a 13c28.
Goianna o Parahiba, segundas o sextas-oiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE MOJE.
Primeira as 10 horas e 6 minutos da manliaa.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da larde.
Estando (indo o quartel, esperamosque
os senhores asignantes que inda o nao
pagaram o faram na razao de #500 r.,
como esta* estipulado.
PARTE OFFICIAL.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas e quintas-feiras.
Relaro, tercas-feiras c sabbados.
Fazcnda, torcas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e sextas ao mcio dia.
2.* vara do eivol, quarlasc sabbados ao nieio dia.
GOVERNO DA PROVINCIA
Expediente do din 26.
Olflcio. Ao coanmandanlc da armas, duendo
que, para poder defirir o requerimento que remelle,
no qual o rapello contratado para a fortaleza de
llamarle fre CaeUno de S. Francisco de Assis pede
ser adddo ao .' balalh.lo de arlilharia a p, faz-se i
necetsarta qne S. S. informe se o referido capellao SoldadoAntonio Marques ,lo EspiritoSanio.
de responder, visto que sahindn sompre daqui para
Fernando milito carregado o patacho Pirapama, en-
conlr.iri.i grande didlculdade em ir a essa provincia,
nrmenle sendo nj a barra dessa cidade; cmpre-
me dizer a V. Exc. sirva-se de remoller para aqui
os criminosos que *e deslinam quclle presidio, afim
de screm para l opporlunamenle enviados.
Dito Ao commandante das armas, devolvendo
os processos das oraras de primeira Italia menciona-
das na retacan que remelle, para que mande execu-
lar as cnlcncas nelles proferidas pela mesma junta.
Helaran a que te refere o n/fich drtma.
Companhia de artfices.
SoldadoTheolooio Josa' de Sant'Auna.
Companhia fiza de cavallaria.
EPIIEMERIDES.
Setcmbro 6 La cheia s C horas, 48 minutos c
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguanle as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manha.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescento i l hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
nao far falta na mencionada forlaleza.
Dito. Ao inesmo, para mandar por coi lbenla-
de o rccrala Antonio Dionizio, visto ler apresentado
Uenco legal.
IWo. Ao inspector da thesouraria do fazciiiln.
remetiendo para o convenientes exames copias das
actas do cunscjho administrativo datadas de 2 e 4 do
correnlc.
Dito.-Ao commandante da cslacSo naval, recom-
nicndandn expedido de suas ordens para que o
commaiidaule seu bordo e transporte para a corle a AntonioSoares
da Fonceca qoe teve baixa do serx ico do exercito.
Dito. Ao inesmo, inteirando-o de hnver o tas-
peclor do arsenal de marinha parliripadoqne, Mo s
foram aperladas as costuras do costado do brigue de
guerra Ceto-ense, mas tambem que forneceram-se ao
inesmo brigac manlimentos c sobresal cu les para 45
lias de viagem.
Dito. Ao mesmo, para mandar transportar para
a corte no vapor de guerra, Giquiliidionha a dspe-
fcao do Exra.Sr. ministro do imperio o alionado
Luiz de Franca e Souza que para all ser enviado
pelo chefe de policia. Ofliciou-se a esle.
Dito. Ao juiz relator da junta de justiea, re-
metiendo para ser relatado emsessao da mesma
junta, o processo verbal do soldado Jos Henriques
dos l'assos pertencenle ao 2." baUlho de infama-
ra, Communicou-se ao commandante das armas.
Dito. Ao cliefe de policia,inleirando-o de liaver
Iransmitlido a thesouraria provincial par ser paga,
tetando nos termos legues, a conla que Smc. remel-
teu da despeza fcila pelo delegado do termo de Flo-
res, com a factura de urna nova porta para a cadeia
do mesmo termo.
Dito. Ao inspector do arsenal de marinha, rc-
conunendadoa expedicode suas ordens para que o
commandante do patacho Pirapuma conduza a seu
bordo para u presidipde Fernando, a seren entre
gues ao respectivo commandante os sentenciados.pa-
dre Francisco Pi Pereira Campos, Elias Pereira Hu-
ir, Vicente da Silva Hamos, Francisco Ferrcira de
Lima e Paulino Serrano. Fizcram-se as uccessa-'
rias comnmtiirares a respeito.
Dito. Ao inspector da Ihesuitraria provincial,
para que, em visla do a;menlo e clausulas juutas
!** eojria, appriw^"---**.i^i-. -..,i n*r^wl ""
remalaco a conslruc^So.di.s doas Iminhas da-cslra-
da da Victoria que cahiranipor occasio da ultima
ebeia. Communicou-se ao director das obras pu-
blicas.*
Portara. Concedendo i .Mainel Thnmaz de Al-
buqaerque Maranhao, arremtame do lt>. lanc.i da
estrada de Pao d'Allio,oais tres mezes de prorogarao
paraa concluso daquella obra, conlar do dia em q'
se lindou a outra, que obteve para o mesmo fim.
FiT.cram-sc as necessarias eommunicncGcs.
Dita. Concedendo Francisca Alves de Miran-
da VarejSo, arreematanle do 10. lanco da
estrada do sol, mais tres mezes de prorogarao para a
conclusa das obras do sen contralo, contar do dia
m que se lindar a queja ebteve para o mesmo fim.
Fizeram-sa as necessarias coromuncai-os.
Dita. Concedendo a Prxedes da Silva linsmlo,
fiel do thesonreiro da fazenda provincial, esecrelario
dobatalldo de arlilharia da guarda nacional do mu-
nicipio do Recite, qnareola dial de licenca, com o
vencimentos da primeiro dos mencionados cargos,
para ir ao presidio de Fernando tratar de sua saude.
Fizeram-sc s necessarias communiraroes.
Dita. Concademhi Eourenco Jn-liniaii" de
Souza I .abo. permisso para ir ao presidio de Fer-
nando no patacho Pirapama, deven*) esla seraprc-
senlada ao inspector do arsenal de marinha.
27
Oftieio Ao Exm. vice-preidcnlc das Alagoas,
devolvendo jiilgados pela junta de juslica, cinco pro-
ressos verbars das pravas mencionadas na rclacilo
qne remelle por copia, as quaes portcncem ao olla-
va batalhao de infamara.
Relarao a que ne refere o o/ficio supra.
Soldado* ltomao Joaquim.
Antonio Venancio da Rocha.
Antonio JoscThcodoro.
Joaquim Estanislao Ferreira.
2." cadeleManuel Ferrcira da Silva.
Tambera aa devolveram ao Exm. vicc-presidente
da Parahiba os processos dos soldados pertencenlcs
ao meio balalhilo provisorio daquella provincia,
Leandro de Souza, lenlo Jos de Toledo, Antonio
Manoel da Cimba, Lourenco Jiisliuiano Marques e
Firmino Jos de Resende.
Dito Ao Exm. vice-presidenle da Parahiba.
Senlindo nao poder satisfazer a requisicao do officio
do V. Exe. de 20 do corrate que Icnho a honra
Soldado
Segundo balalltla de infanlcria.
Soldados^Denlo Jos;'da Silva.
Marcelino Jos Marques.
Ignacio Marianno.
Marcolino Dias Frazo.
Renedicto Francisca dos Passos.
Roberto Marques de Souza.
Manoel Joaquim de Sant'Auna II.
Manoel dos Reis.
Manoel da Xascimcnto Alves.
Jos da Rosa Rodrigues,
uarlo balalhao do arlilharia a p.
Ilcrculanii da Costa o Almeida.
Jos Alves dos Sanios.
Jon de Almeida Lcile.
Nono balalhao de infanlaria.
Soldados JoSo Jos. '
Joaquim Jos.
Dcima balalhao de infanlaria.
SoldadosJoSo Manna de Car va I no.
Manoel Pedro Alexandrino.
I.uiz Antonio do Nascimenlo.
Anlonio Bezerra l.eile.
Igual officio se fez ao commandante do corpo de
policia, devolvendo os processos dos soldados daquel-
la corpo, Joaquim de llrilo Brasileiro c JoSo Baplis-
la das Sanios.
DitoA o mesmo, declarando haver expedido as
convenientes ordens io so para que se adianto ao
niajor do primeiro regiment do cavallaria ligeira,
Sebasliilo Antonio do Reg Barro, os vencimentos
do mez rorrele, ahonando-se ao seu procurador a
conlar do primeiro de ulubro prximo vindouro em
diante a quaulia do 508 mensacs, que esse oflicial
pretende consignar de seu sold nesta provincia para
sustento de sua familia, mas tambem para que se
'*' f^MJiJpyara a corte ao referido major no vapor
que se eobcra do nosle. Expediram-se re ordens
de que se I/ala. y
Dito Ao mesmo, Iransmitlindo por copia o avi-
so do ministerio da guerra de II) de maio ultimo,
no qual s> determina que sejam organisadas, de
conformid'dc com o* modelos que remelle, as cen-
ias geraes que animalmente cni Janeiro
DitoAo insperlor da llieourara provincial, n-
Icirandn-o de haver desianado o dia 2 de oulubro
prximo vindouro, para o concurso a que se tem de
proceder para o precnchimento da vaga de 2\ es-
criplurarioquc ora exisle na contadoria daquella
Ihesouraria.scrvindo de examinadores os profcssores
de que Irala o officio da presidencia de 15 do cor-
rente.Fizeram-se as uecesaarias cominunicace.
DitoAo mesmo, para que n visla da conla que
remelle, mande pagar a Cruz & Comes a quanliade
23l00, importancia dos objaclos foruecidos a direc-
tora geral da instruccao publica.Communicou-se
a esla.
DiloA admislracno do patrimonio dos orphaos,
recommendanilo que quanlo antes mande forrar os
lorniilorios do cullegio dos orphaos, afim de melho-
rar o seu estado de salobridad*.
I'oriaria.Concedendo ao capito Manoel da Cu-
nta Wamlerley Lins, a dispensa que pedio do cargo
de delegado do termo do Rio Formoso, e Horneando
para o referido cargo, de conformidade com a pro-
posla do chele de policio, ao capitn Domingos de
Lima Veiga.Communicou-se ao supradito chefe.
DIAS DA SEMANA.
25 Segunda. S. Justina m.Ss. Senador Calislralo
26 Terca. S. Cleofas; S. Firmino b. ; S. Lobo.
27 Quarta. Ss. Cosme e Damio irs. m.
28 Quinta. S. Weueesloduque m.; S. Salamo.
29 Sexta. S. Miguel Archanjo ; S. Fateruo b.
30 Sabbado. S. Jeronymo presb. card. e doutor.
1 Domingo. 17. 0 SS. Rosario de Mara; S.
Remigio b. ; Ss. Virisaimo, Mximo e Julia.
EXTERIOR.
MENSAGEM SO PRESIDENTE DOS
ESTADOS UNIDOS AO SENADO
o Apresso-me a responder hrevcraenle resolu-
C* do senado em dala de boje, exigindo que o pre-
sidente informe o senadose, na sua opiniao, uao
for inoompalivel com o interesse publicose ocenr-
reu alguma cousadesdea dala de sna mensagem
cmara dos represenlanles, de 16 de marco p'assado,
acercadas Mesa) relaroes com o governo de lies-
MBba, a qual possadispeusar as insiuuaces cou-
das nella, tocantes a conveniencia de medidas pro-
visorias do congresso para fazer face a qualquer
exigencia, que possa sobrevir, durante o encerra-
mcuto do congresso, e que allere aquellas rela-
oes.
Na mensagem \ cmara dos represenlanles, a que
se allude, aprovcilci-mc dessa occasi.lo para apre-
sentar as seguinles reflexoese insinuaces :
Considerando a posicao da i I lia de Cuba, a sua
proiimidade de nossa cosa, c as relaroes que deve-
ra senipie ler rom os nossos iuteresses commerciaes,
be debalde esperar que urna serie de actos hoslis.
que infringen) os nossos direilos merranlis, e a
adoprjo de urna polilica que ameaca a honra e sc-
guranca desles eslados, possa existir por minio lem-
po com ielacoe. pacificas.
No cato que as medidas adoptadas para um ami-
gavei acedrdo das n|u difficuldadcscom a Hep-
nhanfeli/.iiieiile se MJitrarem. nao deinrei de em-
pregar a autoridaderVoi meios que o congresso pos-
sa conceder para segurar a observancia dos nossos
justos direilos, oblcr aalisfacao pelas injurias receta-
das e desafrontar a honra da nossa bandeira. Pff^.
oven ser ; venindo essi contingencia, que sinceramente ospara
enviadas aquelle ministerio, de lodos os objoclos no lera lrar; propendo ao congresso a coovenieB,
do malrrial do ezenim ^suaSLUS r.ir.:. cia He adoular aqueta medidas provisorias oue a
CMpe" *------------l._____ '
As ditas cmaras do congresso iai,i /. *u ii>iii..--
rWo a ra"o dos c,
iiir, mnnnT:;n, arsenaes, armaziMis
"-:,.;
arligos bellicos. Neate senlido lainbem se olliciou
ao direclor do arsenal de zuerra.
Dilo Ao luesino, rcmelleinlo copia io s do
aviso da reparlicao da guerra de li do correnlc, e do
relalorio do eiame i que procedeu a rcpailicao de
quartcl-moslre general nos pedidos de fardamcnlo
dos balalhcs quarlo de arlilharia, segundo de in-
fanlaria, compauhias fixas de cavallaria e arlilices
desla provincia, mas tambem das notas de que (rala
o citado aliso.
Dilo Ao inspector da thesouraria de fazenda,
inteirando-o de haver o juiz de dircilo da comarca
do Cabo, bacharel Francisco Elias do Reg Dantas,
participado que no dia 2. do correnle entrara no go-
zo da tironea qne Ihe foi concedida. Igual com-
municacao se fez ao consclhciro presidente da re-
lae.lo. ,
DiloAo inspector do arsenal de marinha, dizen-
do que, pelo juiz municipal da Ia vara dcsla cidade,
serao remedidos ao commandante desaladlo Pira-
pama, afim de serem trasportados para o presidio
de Fernando os sentenciados Antonio Barbosa de
Olivcira, Manoel do Carmo, Joflo Thcmolhco, Auna
Maria do Espirito Sanlo.e Jos escravo.crccommcn-
dando que, logo que clles estejam a bordo, poder
Smc. mandar fazer de vello o referido patacho, en-
viando para aquel le presidio a correspondencia que
se lhc remelle*Fi/.cram-se as necessarias commu-
nicarocs a respeito. t
DiloAo rommandanlcsuperior da guarda nacio-
nal do municipio do Recite, para mandar dispensar
doservicoda mesma guarda nacional, em quanlo
estiver empregado no arsenal de guerra, o guarda
do 3" balalhao de infanlaria Antonio Melquades
Ferrcira.Communicou-se aodireclordo mesmo ar-
senal.
DiloAo mesmo, rernmmendandoa expedirn de
suas orbens pora que o eoinmandanlc do ti" balalhao
da guanta nacional leste municipio, juramente a
Antonio Alves da Fonsera Jnnior c o faca entrar no
cxcrcicio de seu posto de alferes secretario do mes-
mo balalhao, visto j ler tirado palele.
DiloAo director das obras publica*, devolvendo
o orcamcnlo qne Smc. remclleu para a reronslruc-
c.ln dos laucos do caes da ra da Aurora,afim deque
venha acompanhado das competentes clausulas para
a arrem.ilarao daquella obra, visto ler resohido
mandar po-la tm hasla publica.
A FAMILIA AIJBRV. (*)
a?r Paulo Mear I ce.
PRIMEIRA. PARTE.
O duelo pela irmaa.
. III
( Cnnlinuacn. )
Leonardo lemorando-se "da nova prova de ami/a-
ilo fraternal qno Pedio dava-lhe ne^sc mesmo mo-
mento, lornou com mais perlurbacAo :
Eis-aqui, Nalalis, como nosso excelWnte Pe-
dro falln s miuhas esperancas. Mas asseulemo-
nos nenio banco. Ao menos daqui podrremos ou-
v ir se alguem cnlra... Uto be, se alguem toca a si-
nela.
Qiicm nos inrommodaria Iorcdo '.'
Oh niugiiein cerlamente. Mas la mai c lea
irmaa podem vallar, e o quo le csloudizendo be
do men corceo para o leu, meu lilhu.
Nalalis asscnlou-se em silencio junto de Leonar-
do, no lucir em que na vespera havia recehiilj as
Ic-lcinunlias de Daniel. A einorAn coinccava a ga-
nlia-lo tambembe pela primeira vez o artista en-
trevia o segundo, o verdadeiro semblante cheio de
m\sleriosa grandeza de seu pai. loiclle quein con-
liiiuoo.
Enian. meu pai, n3o sabemos ludo de sua
vida t
Vosss sabem os prinrip.ics aronteciineiilos
della, sabem que son o nico e ullimn lillio de nina
pulir familia de lavradores de Lcilo, que vm para
Pars em I7K8, que seis annos depois casei com sua
mai, e que ha Irinla e sete minos urrupo um cm-
prego na biblioteca de Sania "Genoveva. Mas o
sjne ianoras, Nalalis, he o la^o e o lim deslaihnmil-
" ensleuria. Todavia meupassado be leu, assim
"Vii leu- Coloro be meu. Se as geracoes nao se
'"" manem, e nao se peilence-si-m pnlre i qoe
'<*'* hnineiu ? l'ois liem, meu pas-adu consisiio
"' anuos, de 1789 a 1792.
sem que a esperance, que enlao o manifestou, se
rcalisara antis do perodo do ciiccrrainenlo, e que
as nossas relaroes com a Ilcspanba teriam assumido
um aspeclnfavoravcl tcndenle a remover as causas
passadas de qucixase a offerecer mclbor seguranza,
(ranquillidadc c juslica para o futuro ; porm, sou
conslrangido a dizer, que nao lein acontecido assim.
A reclamarAo formal para urna immediata satisfa-
cao. pelo que respeita ao Blajk Warslor, em vez
de haver ene airado una prompla repararlo da
parle da He panba, servio smenle para produzir
una jnslifiracao das autoridades locaes de Cuba, e
de assim transferir a responsabidade dos seos ac-
tos para o governo hespanhol.
Eulrclaulo, informaees nao Su acredilaveis pela
sua nalure/o, mas lamben) de um carcter oflicial
foram recebidas. as quaes mauifcslam que se eslao
fazendo preparativos dcnlro dos limites dos Estados-
Unidos, por individuos particulares, dcbaixo de urna
orcanisaro mudar para atacar a ilha de Cuba, rom
vistas de arrancaren! essa colonia ao dominio de
Despatilla. A cortezia internacional, a obrgacjlo dos
tratados e as eslipulaccs das Icis exigem, segundo
o meu parecer, que o poder execulivo empregue a
sua lrca para obstar i consumado de urna viol-
ceo das leis positivas o da boa f. de que depende e
principalmente as rclacoes de amizade de nacoes
vizinhas.
Em conformidade desla convircao do dircilo pu-
blico, puhliruu-sc um edilal avisando a todas as pes-
soas a nao lomarem parte na |>rnjeclada empreza,
invocando para esle lint a interveucao dos entre-
gados do governo.
Ncnhuma provocac.lo pode justificar expedi(es
hoslis de particulares contra um paiz que esl em
paz com os Estados-Luidos.
O poder de declarar a guerra compele no congres-
so, segundo a conslr.iriio, c a experiencia da nossa
historia passada nlo deixa duvidar que a sabedoria
desla disposirao constitucional continuar a verifi-
car-so lodas as vezes que a honra e o interesse na-
cional exijam que se recorra s ultimas medidas de
reparaco. Durante as uegociaces pendentes pelo
poder execulivo e miles da acc.io do congresso, nao
he permiltido a uciihum individuo embaracar as
operac,ocs de um, nem usurpar o poder do oulro
desles depositarios das func(esdo governo.
"k 'iarioii '.
Tres annos formidaveis, meu pai !
Sim, mus sublimes, meu filbo os annos da
tomada da Baslilha, da federa^ao, da partida dos
volunlaiios Ah foram bellos soca, grandes espe-
ctculos Miidia aurora, meu dispertar c a au-
rora da llberdadc, o dispertar dajntticj Eterna
lembranca I Tudo era joven em mim, e tora de
mim Eu eslava na posse de mim mesmo ao mes-
mo lempo que a patria'! Eu cra, esperava c ama-
va com o genero humano. Oue dcsliunhraini-nlo c
que emfiriague/. No dia de segundo nascimenlo
em que lua alma cxp-rimenlar a admiracoes e os
prazeres do primeiro amor, has de comprehendor-
me, Nalalis. O corarla bale-nos iao larga c for-
lemeule Nao ha perico cujos golpes e desgracas
nos alcancem em semclhanles inomcnlns Ah sao
essas as horas verdadeiramenle vivas! (Juandoo
que pareca embarado torna-sc brilhaulc, quaudn
lAdot-radia de calor c do cnranln, quaiiilo caminba-
se a pa^so ligeiro e rpido Corramos, eanlaxa-
mos, riamos. Desaliavam-nos por zombaria dizen-
do : a Cniregai lambem o mundo >i Nos ocar-
regavamos' da mesma sorle! Vi esses Ircs anuos,
possa soffrer, posso morrer, ja vvi !
O vclho Leonardo em p com n fronle descobcr-
la e banhailo pela rlaridade da manbaa resplande-
ca eoin un riilhusiasmo juvenil duranle esle can-
uco de SiineSii. Fui esle o uniro minuto em que el-
le esqueceu-se do prsenle c do pensamcnlo da val-
la de Pedro.
Nalalis eslava cada vez mais admirado, c um tan-
lo espantado,
Oh! meu pai, lornou elle, Vmr. fallava ha
ponen de aeros lerriveis. Nes-cs lempos inauditos
que fez Vine. J quein era '!
Leonardo eslremeceu, cmpallidcceu, c disse com
voz profunda :
Advrlo-le, meu (llio, que locas cm urna f-
rula !
Nalalis estremecen tambem, perecen-Ule que ti-
nha realmente arrancado pur descuido una aladu-
ra, fazendo correr o sangue do pai.
En linha-me esquerido, lornou Leonardo com
firmeza erguendo os olhos para a porta, onde espe-
rava Pedro. Eis-aqui smenle, meu filho, o que
eu devia dizer-le : Itnuve para mim nesses dias
um siiiiho, um magnifico sonho, depns fatacs rea-
lidades disperlaram-me e u solTriuieiilo foi tanto
mais liniii\r| quanlo a rsperaura fura mais bella.
Lin longo ilrsfallecinienlo seglliu essas dores, e so
tantamente reeobrel a razio. Foi por inilagr^ que
nao nioiri, nao linha o dircilo de nao estar niorto,
considere-mc morlo. Decididamente esses beus
inapreciaveis sobre que lindamos lancadn mao atre-
vida, nao podiain mai- perlrnrer-nos le-ilimaiiieule.
O nico meio de assegura-los aos que viessem de-
|iois de mis, era renunciarmos voluntariamente a
clles. Pela miiiha parle liz como rcrlos res, que
lendo quebrado seu poder sacrilicam-se para trans-
mitti-lo aos filhos : abdique!. Separei-me da ac-
(o, oceullei-me no silencio c na olisrurdade do lar
domestiro, deixei de cslar no numero dos homeus,
e ludo o que pedia humildemente era ser pai.
Leonardo parou, applicou o ouvido um instante
c depois conlinuou :
Casei com lua mai em I7'.ti, e Pedro nasecu-
mc dous anuos depois. Ab esse lilho era meu rc-
mocameiilo, miiilia vida renovada! Eraoulrucu,
mais puro c inelhor. Amci-o, respeilei-o, esperei-o.
Quanlo mais eslranlio eu era miiiha proprn exi-
lencia, lano mais ardenlc era para a existencia fi-
lial. Nao quiz que meu filho (ivesse oulro guia se-
an eu na in-lrucco humana ; mas ah recunheci
cada dia com dor crcsccnte que Pedro s linha por
s a arlividadc material, o Irahalho sem pensamcn-
lo. Na idade del i anuos, apenas siuibc ler e es-
crever, culrou cm una fabrica de armas, manejou
infaligavelmentc a lima e o marlello, e comecou
logo a galibar a vida.
Todava pouco depois elle achou lamben sua vo-
ca{ir, sua pavflo, seu delirio. Nos jnlcrvallos do
Irahalho seu prazer era ir mudo c feroz ver mano-
brarem rccimenlos no Carrousel ou no Campo de
Marte. Devora va lodos os bolelius dos exercito*,
e comprava lodos os retratos do imperador. O de-
sasir de Moscovv accrescentou a febre ao seu eu-
ilni'iasnio. Foi enlao, Natalis, que live com leu
irmao urna conversaran decisiva semelbanlc a esla
que agora Icnho romligu. Inlerrnguei a Pedro,
exhortei-o, conjurei-o ; porm elle nSo comprchen-
deu-mc mais lo que se eu lhe allasse cm liogna
eslrangeia, e asscnlou prai;a no dia seguinle. Foi
cm 1813, e Pedro s nos vollou dous anuos depois,
tambem desfeilo e qui lirado em sua esperanca. Foi
assim, Nalalis, que ello enganou ao mesmo lempo
a minha ; porm sabes porque esse golpe nao aca-
hiiu demalar-mc? Tinhamns perdido successiva-
mente duas filhas; mas linhas nascido cm IS|_\
meu fil lio.
Leonardo havia passado o braco pelo hombro do
lilho, r por um movimeiilo lerno e gracioso aper-
loii-o ciiulra si hi'in romo nina mai abraca um leu-
ro filhinho... porm endireilando-se rrpenlliiuiiicii-
le, disse :
Tenho smcnle a arcrescenlar que nada tem oc-
corrido desde a dala de minha mensacem ante-
rior, que possa dispensar as suagesloes comidas nel-
la, acerca da conveniencia das medidas provisorias
do congresso.
Frankliu l'icrre-Washington 1 de agosto de 1834,
( "c7io Pomilar.)
Londres 15 de Aznslo.Posto que os impor-
laulesacnnlccimenlos,qae agitam varias parles do-
conlinciilcda Europa.no momento actual,nao Irnham
connexAu necessaria com as relaccs desle e de un-
iros paizes do mundo anligo com os Eslados-l.'nidos
d'Amcrira, alaumas circunstancias parecem indi-
car que o presidente Pierce nao esl longo de pro-
curar ne-las nerurrencias una occasiao de recuperar
a sua popularidades de assignalar a sua administra
cao.
A acquisicao da ilha de Cuba e a exlcnsao da in-
fluencia dos Eslados l'nidos, atravez do islhmo da
Ameiica central, ou al ao longo da carreira do-
Amazonas, leem ha muito sido os ohjcclos favoritos
d'aquella classe de polticos americanos aque Mr.
Pierce perlence.
A selcrro dosseus conselhciros dentro do paiz e
d sieus agentes nocxleror rcvella urna polilica e
um espirito, no novo gabinete de Washihglou que
fcilmente se poder. exoRar, por meio de favora-
veis accidentes, a lentar emprezas, e egressao, e
poslo que n.lo imputamos ao actual governo ame-
ricano algum plano d'esta nilureza nao duvidamos
de que esleja preparado para colher vaulacem de
qualquer incidente, que poeta inflamar as pxoes da
nacito.
No 1. de agosto, logo que sesoube cm Washing-
ton, a oacurr<;'.ciado movimenlo revolucionario em
llespanha, o prcsidcnle Iransmillin um meongem
ao senado dos Estados-luidos, recommendando ao
congresso qoe adoplassc as medidas provisorias, que
fossem necessarias para babililar o governo execuli-
vo a fazer face a qualquer exigencia, que afleetasH
as relaces dos Eslaikis-Undos com a llespanha: c
os fazer esla rccomineudac,au, Mr. Pierce nao teve
escrpulo de accrescenlar, que, lendo em visla a
posicao da ilha de Cuba, nao parecia pmvavel que
as relaces pacificas se podessem manler por muito
lempo, e que no caso de serem mal succedi.las as
negociacoes enceladas cm Madrid, elle nao hesitara
em emprear os meios, puslos sua disposirao para
obter saiisfacao pelas injuria- receidas, e para ilc-
saffrontal a honra da bandeira americana. Ao mes-
mo lempo no se manifesta a esperanca de que es-
tas negociacoes lenbam um xito favnravel.
Na bocea do ministro de qualquer governo eu-
ropen nina lal lingoageiB cquivaleria quasi a unta
aeclarai.aode guerra: porm nos Estados-Luidos,
qber dizer smeiite que o presidente Picrc desoja
.que se saiba que esl prompto a declarar a guia
eco congresso o deixar.
Ao mesmo lempo nao Ltunoa>davda que elle es-
preita com a tnaior avidez nina ornuto *lu uisun-
uir a sua adinuUa dades que Mr.Soul presin o seu acvo auxilio aos
agentes revolucionarios de lodas as nacics, que se
acliam aclualinenle reunidos em Madrid.
O governo hespanhol excitado pela recuperaran de
insliluiccslivres, epeloschefcs populares nao ceder
mais definen m reclamarOes dos Eslados-Unidos do
que a corrupta adminislracao que acaba de ser lis
solvida c o sencral Concha lem ao mesmo tempo la*
lento c integridade para defender Cuba contra qual-
quer allaque, quese dirija contra ella.
Enlrclanlo o meio mais eflicaz de prolongar a
uniao d'aquella ilha coma mili patria, ser-la o alu-
vial dos encargos de que ella se queixa, rcconheccr
os direilos e suppriniir os escandalosos abusos que
figuram coma corrupcao do giverno colonial.
O presidente Pierce annuncii a sna resolucHo de
cohibir c dcbellar quaesqurr (?nlativas particulares,
queso facam nos Eslados-L'nicos para revolucionar
Cuba ; porm alinguagem con que elle se dirige ao
senado corrobora a idea de qui elle n,ln se op|iorin
a preslar o poder do governo execulivo para esla
empreza.
Durante o cncerramenlo di senado o presidente
lem grande poder, e poslo qm s o congresso pode
declarar guerra, com ludo o poder execulivo pode
mandar forras para pralicaran aclos, qne turnein
a guerra incvilavcl.
D'csle modo, c sem previo onscntimenlo do con-
gresso, comecou a guerra do Sczico, c urna ralas-
Irophc semelbanlc pdcfacilmnlcreproiluzir-se.
O ultimo acontecimentu de ireylown demonslroii
de urna maueira positiva, c lerivel al onde pode
chegar 0 actual gabinete amertano.
A principio suppuzemos quo arlo de descommu-
nal drslnnrao, pralicado pch capilao llollins, da
chalupa americana Cvanc, era resullado de urna
provocar!) repentina, e que no era aulorisailo pe-
las autoridades superiores. Cm tudo vc-se que a
provocaran feila pelos.cidadao de Nicaragua orror-
reuuomez de maio passado, qcaafTronlafeila a Mr
Bonald foi referida por aqucllicavalleiro em Was-
hington, e que chalupa de gera Cxane foi delibe-
radamente mandada pelo govrno americano, c um
mez depois, com o fim espraej de exigir una sj-
t i-facao pelo allegado insulto.
A correspondencia relativa a esla Iransarao e as
iuslrurrocs dadas ao capitn Hllins foram apresen-
ladas ao congresso, e o mundo devo julgar do resul-
tado quaes cram as intences do governo.
tireytoivo foi brutalmente bombardeada c quei-
mida, depois que os habitantes haviam fgido para
os bosques, e depois que os americanos lomaram
a prccauc.lo de remover as duas ou Ires peras, que
prolcgiam o lugar.
Diz-se que sobe a 500,000 dollares o importe das
fazendas e propriedadesdestruidas, ruja grande par-
le rerlamcnle perlencia a negociantes americanos,
inglczes, c oulras casas europeas.
Como a destruirn das fazendas nao linha relacn
alguma com a ofensa, que se altribue s autorida-
des locaes, os donos deltas lem dircilo a serem in-
demnisados pelo governo dos Uslados-liiidos, o es-
pecialmente porque as fazendas atii deposiladas es-
lavam debaivo da garaulia d'nm tratado positivo
enlrc a Inglaterra e osEslados-L'nidos, e nao bouve
aviso previo paraliticas parles inlercssadas exilassem
aquella calaiuidade.
O navio de guerra de S. M.. >oscaire?i. Tai par-
tir inmediatamente para Grc.xlowii, afim de prole-
ger os iuteresses brilannicoi na costa de Mosquito, e
o governo inglez nao pode dar a mais seria allenc.lo
a esla desagradavel oceurreucia, que aprsenla urna
curiosa explicarlo do modo com que o presidente
Pierce julga que desaflronla a honra da bandeira
inglcza. Cen quanlo lastimamos oslas oceurren-
cias, e o espirito que revellam da parle do governo
dosEslados-l'nidos, osreceios que poderiamos nu-
trir pelos seus ulteriores resultados, sao atlennados
pelo relo de que esles aclos sao sligmatisados e
condemnados por lodas as clasics mais Ilustradas e
honestas d'aqnelle paiz.
Sao considerados como medidas de urna adminis-
lracao immoral e incapaz, que Iludi as esperancas
dos seusconsliluinles. o sacrificou os'principios mais
saos de polilica nacional.
As nomcaees para os lugares diplomticos na
llespanha, o na matar parte dos pjize da America
Central, eran antes calculadas mais a i o lispor os
Eslados-Unidos com as nacescslrangeiras, do que a
suslcnlarcm a dignidade da Lniao; e, se lacs pes-
soas foram (rata las com menoscabo, a culpa nao de-
Te recahir sobre aquellos junio aos quaes esles en-
viados cslr.ingcirososlavam acreditados. Com tudo
he sbreoslas bises q-ie o presidente pede ao con-
gresso um voto que o autorisa a continuar esles aclos
dcviolciicia contra os paizes eslrangeiros por qual-
quer exigencia que possa occorre; porm esperamos
que o senado das Eslados-Unidos, e opinio pu-
blica d'aqnelle paiz resisliro a estas perigosas re-
clamarOes, c lomaran as medidas necessarias para
tostar o governo americano na carreira (Turna poli-
lica que alias pode ter os mais nocivos c difliceis re-
sultados.
Felizmente para o mundo,a aJmJnixlraeJo de Mr.
Pierce ja perden a conflanea liopovo americano a
tal ponto, que esles extravagantes proccdimeuins sao
mais proprios para coi roborar a opposicsM duque
mi. .-o.' ...--- ,,.,,,... : i i .....
.. Le-se iiu JjiileiULixilaule //. \Ill0i de 7 d*""
Berta vez alguem abri qiorla de entrada !
Oh nao, meu charo p,i Vmr. engana-se .'
Temos ainda mais de meia Ira por mis. Acabe!
acabe! eslou ancioso por onxlo agora. Que disse
Vine, a meu irmo ? Oue vai uer-me '.'
O que vou dizer-te, ja sa-s talvez T Ah eu
muito o estimara Se pelo corara livessesde des-
prezar c zombar de iiiinhas pairas '!... Mas nao!
leus una iiitelligencia, urna roiriencia, urna von-
lade. Ks esclarecido pela arle, qual me parece e
Irahalho humano diviusado. esde leus surcessos
no cullegio at leu successo de ije leus ereaddo lo-
dos os das, leus sido rada vez tus o amor de lua
mai caalma de leu pai. Espere crcio cm ti. Ou-
ve-me pois...
Nalalis sciilia-se invciicifeliiitc roinmovido, c
ludo, al a forma solemne da liaiagemdo pai aug-
menlava essa grave iinpressao.londo-llie como um
echo do sceulo dcimo nitava o meio do dcimo
nono.
Ouve-nie. repeli Eduardi Se livesses, Nala-
lis, dcalravc-sar um paiz em gura ou em peitur-
baco, qnererias sem duvida aits de enlrar nelle
saber as seniles que le periuiilirn disliuguir leus
amigos, c leus irmos, e seres disignido por clles.
l'ois bem, o que lenho dizer-leu coiilirmar-le.
meu filho, cm leus primeiros pa-s em nosso lempo
inquieto c perturbado, silo as M'ideirassenhasdes-
le lempo. Ellas lem sido miiilasc/is alteradas e
esqueridas, uSo siio secretas, e asritamos, a iodos.
Mas ha lio poneos que as oiiram Ion ueste uioineu-
to a scnliuclla quclransmillc o slo ao soldado que
a siibslilur.
Leonardo linha se IcvaAlado menle. Natalis
altrahido por essa austera rom o eslava cm p
junio delle, e o vclho disse ao macho com a voz
baixa c grave da sentinella que Irendida :
Essas ; nhas, meu lilho, salibcrdade c jus-
tira.
Depois de urna pausa Lanlo accrescen-
tou :
Parlen saber estas duas seas, meu lilho, foi
preciso o Irahalho de sessenla seos, e foi precisa
minha dor de quareula anuos i eu dize-las. E
eu teria menos satisfazlo se le esse : Postases ri-
quezas inmensas, e descendes deis !
A f he contagiosa ; assim N;s ouvia o velho
com profundo respailo ; mas lafin com ndizivel
perlurhacao. C.onheria sem Iiisi os palavras su-
blimes pronunciada-, pelo pai, hi-as ouvido e lulo
mullas vezes ; porm se sabia n ilido dellas, bem
o Tiverain ultiniamenlc lugar alguns dislurbios
em Mondovi, em consequencia do excessivo prero
do Irigo, os amotinados insistan! cm compra-lo pe-
lo prero que elles mesmoslhe fixavam.
n Os carabineiros reac tiveram a fraqueza de me-
dircm por suas mos o grao, e de o venderem pelo
balso preco, que se pedia. Com tudo as autorida-
des polticas, informadas d'esta occurrcncia. apre-
sentaram-sc no mercado frenie das Iropas da guar-
nicao, e das guardas da segurauca publica, e proin-
ptamculc reslahcleceram a ordem.
Nosegiiinledia de mercado adptala medidas de
precaocao e a Iranquillidadc nao foi perturbada por
um s luanle, apezar da grande concurrencia de
povo, que aflluio au mercado. (Timen.)
_^^^___ (dem.)
No da i de julho ocrorreu sima calaslrophe
horrivcl n'um dos camnhos de ferro dos Estados-
L'nidos. Pelas duas horas e meia da larde um com-
bo) dequatorzccarruagons condiizia para Ballimo-
re, ao longo do caminho de ferro de Susquehanna,
pcrlo de urnas duas mil pessoas, que linham Indo as-
sistir grande fesla nacional de Ridcr's-Crove. Ao
chegar prximo da estafan denominada Rclay-Ilou-
sc,o Ircm cnronlrou-se, ao fazer a volta d'uma cur-
va, com o Irem regular de York (Pensylvanaj; bou-
ve um choque lerrivel, c infclzmenle ncnhuma
crcuinslancia providencial concorreu para allcnuar
as dcpluraveis consequencias do desasir. Eulre os
deslrocos foram euconlrados vinlc c qualro morios
e uns cem feridos, mutilados a matar parle d'iinia
maueira horrvel. Entretanto que se proruravam
lodos os meios para os lirar de enlrc as rarruagens
despedazadas, estiveram as victimas axpostas a um
sol intenso se ao calor abrasador das locomotivas ;
liouveram alguus que s poder un ser lirados d'csla
affiicliva ciluacao urna liara depois do desasir o que
contribuid para aognienlar o numero dos mostos.
Blgica.Bruxellas 1 de julho.NSo julgamos
que, apezar dos seus Iriumphos; a revoluco lenha
terminado na Hespanhai nimias causas podem pro-
longar a crisc, que Dioso a Pennsula, mas lambem
0 Oriento dispertou os senlimenlos patriticos dos
poxos escrarisadof, ao mesmo lempo que ferio pro-
rundainentc, na sua forma absolutista, o governo de
Napoleaolll.
Dgam u que quizerem os que nada tcem a espe-
rar da revolucao liespanhola, nos o consideramos
como um aconlecimcnlo d'um alcance immenso no
estado actual da Eluropa.
A libcrdade nao murreu, por toda a parle, como
se dizia.
Eulerrada pelos bonaparlislas aquem dos Prenevs
ella resurge alm Iriumphanle o senhora dos desti-
nos d'nm Ihrono sobro o qual se senlava a tyrania,
leudo lodosos vicios por guardas de corpo.
Nao rera nada na nossa poca urna revolucao, que
se produz por si mesma n'um pequeo canto de Ier-
ra desconhecdo ?
Carta tentativa dos poxos, que querem emancipar-
se faz tremer os despolas, que tem agrilhoado as na-
coes do continente;-cada Uro, que se disparar na
Italia ou na Hungra tem um erho lerrivel em Vi-
cua, S. Pelcrsbnrg.., Berlina e Pars.
Tem-se vista, durante os cinco anuos que segui-J
ram a revolucao de fevereiro, lodosos governos aler-
rarem-se com a presenca d'um refugiado na Blgica
ou na Sussa.
Os res e os imperadores nao se julgavam lvres
de lodo o perigo. semlo no dia em que a polica, se
havia expulso, como malfeilorcs, hnmens uoflensi-
vos c mollas Teses obscuros.
Sera o homem que os monarrbi-las e os imper-
acs perscauiam d'eslc modo? Cerlamcnle que nao.
O que os restauradores da familia e da religue que-
nam afiaslar era a idea revolucionnria, ii'iimii pala-
vra, a liberdadc cuja s lembranra os assusla.
Qundo Luiz Napolcao agrillroou a Franca, os
jornaes de dezembro cscrcvcram u a era das rexolu-
ees esl fechada mas a llespanha encarregou-se
de Ibes responder, e as duas rainhas rao talvez sa-
ber as tnlhcrias que au se derramou sangue sobejo
cm Par, cm 4 de dezembro, para soflorar a revo-
lurao.
Luiz Napoleao ainda nao fez demasiado para con-
seguir a unidade absolutista da Europa. Como Fi-
lippa de llespanha vio traslado o seu projcclo, e pM
urna cruel necessilade poHUca, Napoleao III, o sal-
vador da ordem, esl boje ligado a Inglaterra, que
o abrigar a recoiriiecer, como ella, as instiluires
livres, que os llcspauhoes adoplarao as eleroe,
prximas. .
A revoluto, depois de haver sido mutilada, aca-
ba de lirar una disforra lirilhanle: he um fado que
uiiigiicm pode negar, se so examinarem as cousas a
fuudu.
O dous de dezembro deve tremer com a dea de
urna repblica s portas de Franca, enoenlantoa
sua impotencia he lal, as condires feitas a Euro-
pa, cerca dos lugares sanios, que urna expedirlo
de Roma he mpossivel na Pennsula.
O poder imperial esl gravemente abalado pela
revolucao hespanhola; c esle servico. que ella pres-
ta eivlisacao toda inlcra he Uto grande, que nos
mostramos -ralos para com ella, c saudamos o seu
ti iumplio com mais profunda alegra.
Lia "-"- je,. -Juipcrio, onde se declara qoe ncnhuma le ic'.a
INTERIOR.
xia enlao que nao linha nem sua crenca nem suas
virtudes.
Comprehendes-me, Nalalis '.'... pcrguntnu Leo-
nardo inquieta pelo seu silencio.
Espero rompreheiide-lo, meu pai Vencro-o,
o bcmdigo-o ; porm que lhc responderc ".' que farei
para gradorer-llie ?
Ah vver exclamou o pai.
Depois vollaudo logo ao sen Densamente, aceres-
renloii :
Viver livre o allivamenlc viver como homem
e romo justo, viver usando dos hens que le mostr !
He esle leu dircilo e leu dever.
E passapdu da atlilude de quein affirma de quem
interroga.
Mas disseslc-mcque comprrheiides, que sabes
ludo sso! <)uc alegra e que recompensa Bailo
lora-le agora fallar, e loca-mc ouvr-le ; poique em
quanlo eu eslaxa parado, lu caminhavas. Tuas re-
xelares me sao muilo mais novas, e muilo mais ne-
cessarias do que le podiam ser as miuhas. Na serie-
dado anliga. Nalalis, a gente vollava-sc para o pas-
sado, para os avos, para as rabea, a milaran era|a
regra ; porm na sociedade nova he para o lado do
futuro, para o lado dos filhos que llevemos olhar : a
iniciativa he a lei, na ordem das verdades o pai de-
ve consultar c respeilar o filho. Nao es lu mais do-
so, nao ests mais adiantado que eu viule anuos na
larefa ronimuin das gerarSes, na rnnlnuidade da o-
RIO OS JASEIKD.
CARIARA DOS SP.S. DEPUTADOS.
Da 11 de agosto.
L'nia e approvada a acia da antecedente, o Io se-
crelario d conla do seguinlc expedienta :
Um officio do Sr. I). Francisco llallhazar da Sil-
veira, participando que circunstancias extraordina-
rias o olirgaram a partir para a provincia do Mara-
nhao.A' comno le constituirn e poderes.
Do I" secretario da asscmblca provincial da Para
liiha do Norte, enviando um ejemplar do relalorio li-
do pelo presidente no aclo da instalaran da assem-
bla da mesma provincia no correnlc anuo, c bem
assim urna collecr.lo das leis provinciacs promulga-
da- no de 1853.A' commissao de assemhlas pro-
vinciacs.
Ha da provincia das Alagas, enviando os aclos
promulgados pela asscmblca provincial no corren-
lc anno. A' commissao de assemblas provin-
ciacs.
Do presidente da provincia do Maranhao. envian-
do exemplaresdo relalorio por elle apresentado as-
scmblca provincial. A' commissao de assemblas
provinciacs.
Um requerimento do lenle Jos Carlos da Silva,
pedindo a approvaro da pensao annual de 100? que
lhc fra concedida por decreta de Irinla e um de
julho de 18:27. A' cummissao de pensOel e orde-
nados.
Do subdita dinamarqus Emilio liess, pedindo dis-
pensa do lapso de lempo que lhc falla para poder ua-
luralisar-sc cidado brasileiro. A' commissao de
consliluirao e poderes.
Da coufraria do Sanlssimo Sacramento da fregoe-
Sa de Nossa Senhora da Victoria, padroeira da ci-
dade de S. Christov'o, capital da provincia de Ser-
gipc, pediudo isenro de direilos para os sinos que
mandn vr para a igrejada mesma contraria, e lam-
bem dispensa para postis duas casas que lhc foram
legadas para o seu patrimonio.A' 1 commissao de
orcaiticulo quanlo 1" parle, quanlo 2' de fa-
zenda.
O Sr. Miranda pede ao presidente que baja de
nomear um membro para a commissao de conslilui-
rao c poderes, porisso que lendo ella de dar o seu
parecer sobre o officio do Sr. D. Francisco, he o
mesmo Sr. Miranda o nico membro desla commis-
sao que se acba na casa.
O Presidente nomeia o Sr. Carneiro de Cam-
pos.
He lido e approvado o aeguinle parecer :
A' terceira commissao do orcamcnlo foi presen-
te o aviso do ministerio da guerra de 9 de novembro
do anno passado remetiendo o requerimento do ca-
pilao de rstaibi-maior da segunda classe Joaquim
Cesar de Mello Padilha, que reclama contra o dis-
poslo no aviso da mesma reparlicao de 6 de junho de
184.1, no qual se lhe delerminou, em vista do rea-
torio apresentado pela secuto de cuotas da secre-
taria da guerra, a reposicao de vencimentos que ille-
galmenle havia percebido como secretario do com-
in indo das armas da provincia do Cear, na impor-
tancia de 5299180 ; e bem assim a> nformares do
contador e chefe da 1" seccao da contadoria geral da
guerra, com dala de 1 e 4 de agoste do anuo pret-
rita ja citado.
Allega o supplicanlo em seu abono: i", que
lendo servido de secretarlo do commaodo das armas
da provincia do Cear de 9 de maio de 1841 al 1
de oulubro de 1844, percefteu dcnlro desse espaco de
lempo, em virtude dos arls. 20 e 28 das instrur-
ees deMO de Janeiro de 1843, mandadas cumprir pe-
lo decreto n. 263 da mesma dala, os vencimenlos de
official do estado maior da i classe, por serem as-
sim considerados pejos Miados arligos os secretarios
dos commandos das armas e sem a meuor impug-
narn.
2. Que era visla do relalorio da 4 seceij de
conlas da secretaria da gaerra sobre os documentos
de despezas militares daquella provincia, foi expedi-
do o aviso referido de 6 de junho de 1845, pelo qual
foi forjado a repr a quantia de 529*180, qoe j ha-
via percebido sob os fundamentos de que os secre-
tarios dos commandos das armas nao podiam vencer
mais do que sold e gratificacao de expediente e ad-
diciunal, secundo o que determina o decreto de 14
de novembro de 1833, lei n.37 de I de oulubro de
I83i e decreto n. 269 de 1 de dezembro de 1841,
nao podendo ler valor a allegacao dos arligos do de-
creto n. 263 de 10 de Janeiro de 1843 (simples com-
pilacao de iuslruecocs sobre vencimentos militare),
nao s porque nao podiam destruir o que por li se
achava estatuido, mas porque nos tacs arligos haviam
sido explicados em sentido opposlo pretencjto do
supplicanle pela imperial resulurao de 18" de se-
lembro de 18*4 e circular de 19 do mesmo mez e
anno.
a 3. Que tendo o supplicanle representado ao go-
verno imperial contra o referido aviso de 6 de ju-
nho de 1815, por ter bailado conlra dirailo adqui-
rido, apoiado no Ilegal c infundado reIaJorj0-U-4*__
seccao de conlas. foi sua prei*nc"- "'deferida por
aviso de 31 de julho de 1850.
4. Que, portento, a imperial resoluc,ao de 18 de
seternbro de 1844 iu^1 w Wrttfrtuiti"^
excmplo : s pintar, c sou muito eslranbo a esla
grande prolissoque abracaste ; mas applico sempre
meu principio uniro e supremo : a libcrdade. E
he por io que inslinrlivamenle nao le vejo com pra-
zer ir a Italia, e digo a mim mesmo : lino ha qua-
lro anuos elle nao lem lido o lempo de apropriar-se
das regras, dos processos, dos meios maleriaes de sua
arle Porvenlura em vez de deixar sen espirita imi-
tar e copiar por mais seis anuos, nao obrara melhnr
e mais valerosamente se procurasse sosinho seu ca-
minho original e independcnle ? Porvenlura em ar-
le lambem quem diz meslre nao diz livre ?
He Tardada I disse Nalalis commovido.
Oulro exemp'o ... Oh! agora alguem en-
Irou !
Com cfleilo Mara inquieta e risonha appareccu
um instante no alta slo paiol, c disse :
Somos nos !
Epcdro"! Pedro lambem esl ah, Maria T
Ainda nao.
Ellailcsapparcceu e Leonardo conlinuou com um
asenlo mais commovido :
Oulro eveniplo : A cada passo que dores no
mundo, encontrars, meu lilhu, algum prccouceilo,
alguma regra iniqua,algum poulo de honra absurdo.
Ncsse raso,para onde llovers olhar / Para o lado dos
uniros'.' para o lado da opiniao publica '.' nao,para o
lado da liberdadc, para o lado de lua consciencia !
Emau vers claramente o bem e o mal, o oslo e o
feito reiroaclivo, que nao podiam obrigar ao suppli-
canle a repr o que anteriormente- liawia percebido
em virtude do citado decreto n. 253 ; sendo para
notar qoe os secretarios militares do cominando das
armas da Vovinria do Maranhao nunca fizeraiu
igual reposicao, e os da de Pernambucu s rumpri-
ram essa treterminacao posteriormente a dila reso-
luto.
legislativo maudar resliluir-lhe a quantia de 5293180
que repoz, c a de 259000 de vantagens do mez de
junho de 1813, que nao pode cobrar por falta de
verba.
A commissao lendo acuradamente examinado
lodo o allegado do supplicanle, os documentos com
que o iustruio, e as informaees da contadoria geral
da guerra, he de parecer que seja indeferida a dita
prelencao, remetleado-se ao governo os documentas
por onde consta qne os secretarios dos commandos
das armas das provincias do Maranhao c Pernambu-
co, citados pelo supplicanle, resliluam as sommas
que iiidevdameiite receberam, sendo rcsponsabilisa-
dos os empregado que em tempo deixaram de re-
clamar taes rcstilucOes ; nao lendo valor algum a
allegacao de que a imperial resolucSo de 18 de se-
ternbro de 18H, que fiou a intelligencia dos arls.
20 e 28 das insirucres de 10 de Janeiro de 1843,
depois de onvidos o conselho supremo militar o sec-
cao dos negocios da guerra e marinha do conselho de
estado, he contrario ao 3. do art. 179 da constilui-
c do imperio ; por quanlo :
1. O decreto n. 263, que mandn exceular a-
qucllas inslruccoes, nao poda crear dircilo novo, o
com especialidad!' em materia de despezas conlra a
legislacso vigente,.(automais quanlo linha elle por
fim regular a maueira de execular csia mesma Ic-
gslaro, a respeito da perceptao de vencimentos mi-
litares.
2\ Porque sendo o decreto citado factura do po-
der execulivo, dentro dos limites de suas legitimas
allribuiroes, poda ser nao s explicado na parte cm
que fosse ou pnrecesse contradictorio e obscuro, mas.
al modificado c revogado? sem ncnhuma offensa do
preceilo constitucional, que se nao pode tomar em
sentido absoluto, visto que as leis intrepretalivas tem
de ordinario cfleilo retroactivo.
a Sala das commisses, em 4 de agosto de 1854.
Candido Mendes de Almeida.yose Joaquim
da ('unha.
Leonardo tilava em Nalalis um olhar rlieio de in-
genua curiosidado e de lema deferencia.
Ah I meu charo pai, Vmr. eollora-mc muilo
alio, disse Nalalis iim lano confuso. Na verdade
tenho vergonba de responder-Ib,'. Son ainda um
menino ; mas Vmr. abre-me os olhos, devo ver a-
gora. A liberdadc.' sim, Vmr. quer dizer a libcr-
dade da alma, nao he assim!'' a dignidade humana,
a plena posse da consciencia Ouea-me lambem !
e-las luzes de-luinliram algum tanta*.
Serei, poi*. lornou Leonardo, como as aguias
velhas que vollam para o sol os o'hosdos filhnbos, c
mostrando-te a libcrdade dir-le-hei inressanlemcn-
le : All .illi olha para all .' e nao ahaxes as
papillas!
E Vine, jabea, men pai, que em minha espita-
ra obscura, lerei uecessidade de tanta claridade?
l'ois que! a cada inmuta de (na vida! Por |
Sim. meu pai.
Nesle momento ouviu-sc a voz de Pedro tallando
na sala a mai
He Pedro exclamou Leonardo levando a m3o
no corarn, o qual baila precipitadamente.
Quer ir 1er rom elle, meu pai t
Esperemos um pouco, lalvez ella venha aqui.
Enlao, meu Nalalis has de iemhrar-lc desla conver-
sado ? Nao le esquercrs sobre tudo de que a li-
bcrdade conlm a respensabilidade : a lua he do-
brada. N.lo le esquecers de que desde que sou in-
diflerentc c desinlercssadu para comigo mesmo, s
lodo o meu cuidado, e loda a minha ambicio ; nio
esquecers de que engrandecer-le lie elevar-me, ex-
por-te he descobrir-me, que lua tarca he a minha
forra, lna vida a minha vid, e lua rcspiracao serve
paradnos. Nalalis! Nalalis! lua unirle seria um
parrdin.
Leonardo aperlou a mo do lilhu como para com-
iiiiniicar-llie seu pcnsamenlo, e disse com tris-
teza :
Pedro nao desee, vamos ler com elle.
Pedro eslava sosinho na sala, muilo irio para nao
dizer sombro. Leonardo depois de algumas pala-
vras insignificantes, checou janella olhando alter-
nativamente para o co e para Pedro. Esle liem
comprchendia a muda iiiterrogarao do pai ; mas per-
maneca calado.
Receto que nao leremosbom tempo disse em-
fim p velho com voz alterada.
PrcVavelmenle, respondeu Pedro, e approxi-
mando-se disse cm voz baixa :
THdo depende ainda de Nalalis.
Um rato de esperanca brilhou nos olhos de Leo-
nardo, o qual fez um signal de intelligencia a Pedro
c coirn no quarlo de Brgida, deixando os dons ir-
mos sos.
EnlSo t pcrgunlou vivamente Nalalis a Po-
dro.
Elles nao aceitam as condices que propozesle,
e as quaes (iboureau suslehtou talvez com demasia-
do vigor. Consentem em pedir desculpa pelas pala-
vras IcVianas dirigidas a Maria; mas smenle depois
que le houveres arrependido da bofetada, a qual pa-
rece ser a verdadeira ofTensa.
E se en recusar execu(ar-me
menta'.'
primeira-
Va amanha s 7 horas lian eir do Obser-
vatorio. A arma sera a espada. Mas, Nalalis, re-
flecte...
Oh Indo esl reflcctido! Iie de baler-me.
Convm baler-me !
Que dizes ?
- Digo que convm baler-me por duas razes.
Primeramente pela colera : irra eslimo muilo a-
rhar-mecom a espada na mo em frenie desse bello
mancebo que zumliava ilemm anida depois do ullra-
ge. E m segundo lugar, ignoro anda o perigo eo
aspecto da mor le, e quero ver como screi. quero ga-
uharalguma fcm mim menino, e senlir-me algum
lano mais homem. Quem sabe se nosso pai nao li-
car contente ?
Qtaando Nolalis subi a seu quarlo para veslir-se,
r Pedro referi estas palavras a Leonardo, o velho
fez um gesto de alllico o exclamou :
Elle prefere obedecer au preconreilii Al el-
le lambem conipreheiule-me assim lao mal *
uf'on/fn'Mur-sr-Aa..1
I


DIARIO OE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 29 DE SETE1BRO DE 1854.
Contina a disctalo da rcdaccao do projtclo so-
bre o alargamento e abertura pois de breves roosideraeiJes do Sr. Nebias he spro-
vado com a segunde emeiida do Sr. Paula Candido:
i No arl. ti, depois da palavraregularisar-sc
accrescetita-seo dar raiior largura.
lie julgado ohjeclodc deliberara e vai a impri-
mir para eulrar na ordem doa Irabaihos u aeguinte
resoluclo :
A" (uminiso de lazenda foi presento um re-
querimento da archi-ruufraria de S. Francisco de
Assis da capella da Lu da cidade Diamanlina da
provincia de Minas tieraes, em que pede dispensa
das leis da amorlisaclo para postuir bens de raz ale
o valur de 12:0008; e allendendo bem para as razocs
que esla corporaclo expende, lie de parecer que se
adopte a segrate resoltirlo :
A asserobl* geral legislativa resolvc :
Art. 1. Fica o governo autorisado a conceder
a arrhi-confraris de S. Francisco de Assis da capel-
la da l.ux.da cidr.de Diamantina,da provincia de Mi-
nas tieraes, a faculdude de adquirir bens de raz al
o valor de l&OODS rs. os quaes serlo convertidos cm
apoliees da divida publica dentro do prazo que o go-
veruo marcar.
Art. 2a. Ficam revogadas as leis cm contrario.
Paro da cmara dos depulados, 9 do agosto de
1851.Silva Ftrraz.Taques, n
l.i-cm-se.s.io julgadosobjeclosd* deliberarlo e va o
a imprimir para entrar na ordem dos Iraballios os
seguintes projectas :
A assembla geral legislativa resolve:
o Art. I-. F'ica o goveruo autorisado :
ii S I". A separar as funccOes de capitn do porto
das de inspector de arsenal as provincias onde jul-
gar conveniente.
2\ A reorganisar as capitanas dos porlos
dando ao chefe deslas estaefies, onde for necessarin,
uin ou dout ajudantes, o us secretarias respectivas o
pessoal neertsario para o seu expediente cservido in-
terno ; e bem assim a eslabelecer delegados nos por-
los onde julgar conveniente faze-lo.
Os delegados e ajudantes do capito do porto
perceberlo como este os vencimentos o mais vanla-
gens de embarcado em navio de guerra. Osempre-
gados da secretaria sern retribuidos com o produc-
to dos respectivos emolumentos, percebendo o se-
cretario alm disso o ordenado ou gratificarlo (had
pela lei n. 3.58 de 14 de agosto de 18i5.
ii Art. 2\ Ficam revogadas as disposirocs em con-
trario.
a Paco da cmara dos deputados, cm 11 de agos-
to de 1854.-J. M. Pereiro da Siloa.J. J. de Li-
ma Silva Sobrinho.
A assembla geral legislativa resolve:
Artigo nico. S3o concedidas em beneficio das
obras da matriz da nova freguezia de Nossa Senhora
do Pilar da provincia das Alagas, tres loteras que
serao extrahidas nnla corle, de confonnidade com o
plano das da santa casa da Misericordia, ficando o
producto disposicao da mesma matriz: revogam-sc
as disposirocs cm contrario.
Paca da cmara dos depulados, 11 de agosto de
1854.J. C. ia Silva Titra.
A assembla geral legislativa resolve :
a Artigo nico. SBo concedidas 25 loteras em fa-
vor dos agricultores, cujos predios e lavouras foram
de.[ruidos pela i n mudarlo que ltimamente levelugar
na provincia de Pernambuco, ficando o governo au-
torisado a rz-las extrahir nesla corle segundo o
plano das concedidas i santa casa da Misericordia,
e a distribuir o eu producto as devidas propor-
ces.
n Revogadas as leis em contrario,
n Paro da cmara dos deputados, 11 de agosto de
1851.Francisco Carlos Brandao. r>
l.-se o sem debate he approvado o seguinle pa-
recer :
A commissaode constituirn c poderes, a quem
foi presente o offico m que o Sr. depntado pela pro-
vincia de Maranhao 1). Francisco Balthazar da Sil-
r.?iirmnn"a haver-se retirado para aquella
provincia U00to ..Unlem uas ,en(Ioronsi(ler;.nes
algumas a o/Iererer eerea da materia do mencio'i.a-
lo oliieio he de parecer que em lagar do mesmo
rni^r^qwja ajmiltulo a tomar assento o sup-
aqiiim Kiheiro dos Sanio-, nina vez que aprsente
cerificados legaes de sens exames de preparatorios.
Paco da. cmara, 12 de agosto de 1854.S. R.
'aula Sanios.
o Fica pela mesma forma o governo autorisado a
mandar admillir a eiamc do 2.' auno da academia
de Olinda o cstudante Francisco I.eile Ilitancourt,
que deixou de o fazer por motivo de molestia.
Brandao. o
Fica igualmente aulorsado o governo a mandar
admittir a exame das materias do segundo anuo me-
dico, a Alfredo Candido t". minarles, estudante do
segundo anuo phannacculico, fazendo previamente
exame de lalim, nico quo Ihc falla dos exigidos
para u curso medico.Aprigio (luimaraes.
A discnsilo fica adiada pela hora.
O Sr. Xaburn ( ministro da Justina ) depos de
dizer alguma cousa sobre o desahmenlo com que
,* presente.
Paco da cmara dos depulados, em 11 de agos-
to de 1854./. A. dt Miranda. C. Cmrntiro de
l'-ampat. a
O Sr. Brrelo Pedro) fundamenta o seguinle pro
jecto, que he jnlgado objeclo de deliberarlo c vai a
imprimir para entrar na ordem dos Irabaihos.
i A assembla geral legislativa resolve :
Art. I". He o governo autorisado a pagar as
despeza uecessarias para colligir a informaees to-
pographicas, e eslalislicas necessarias que o hahili-
lem a propor ao corpo legislativo urna mclliur divi-
sa das provincias do imperio.
Arl. 2". Ficam revogadas as disposires eincon-
--v^Jrario.
aTaco da cmara dos depulados, 11 de agosto de
1854.Darreto Pedroio. Ribtiroda Luz.Apri-
gio Cuimaraes.
Sao igaaimeolejulgados objeclo de delibciarao tres
projeclost dous offerocidos pelo Sr. Wauderley e um
pelo Sr. Paula Candido.
Contina a 2*. discussAo, do projeclo deste anno,que
autor isa o goveruo a reformar a academia das Bel-
las-Artes.
Depois de breves observables do Sr. Augusto de
Olivcira lie approvado o rt. 2". da emenda subs-
titutiva.
O projeclo passa para a lerceira discussAo, indo
primeiro a commisslo de redacclu.
Procedendo-se votado dos artigos additivot do
Sr. Miranda,coja discussaolicaraencerrada na setseo
antecedente. sao approvados menos o que trata das
blhas corridas. *
Entrando em 3". discussao o projtjcto que reforma
os tribunaes do commercio, he elle combatido pelos
Srs. Assis Rocha e Fcrraz, os quaes insislem nos
argumentos ja apresenlados contra o mesmo as
oulras discussOes, empregando alm disso mais al-
guna aos quaes responde o Sr. Fiuza, ficando a final
i addiada a discussao pela hora.
O presidente designa a ordem do dia c levanta a
tsalo.
- 12-
l,idn e approvada a acla.la antecedente, o primei-
ro secretario d conla do seguinle expediente :
Um oflicio do ministro do imperio, communican-
do que se expedir aviso ao ministerio da fazenda
liara que no thesouro se pague, durante o actual cx-
erricio, a quantia da 3609 aunitaes que fora ronec-
dida rumo gratificarlo a Jos Manuel Madura, en-
carrogado da conducidlo do expediente desta cmara.
Fica a cmara inteirada.
Do mesmo ministro, enviando as copias aullten-
licasdas arlas da elcii.-ao do cleilores a que se pro-
ceden 7 de novembro de 1852 ns fregnezias de
Nalividadc e Santa Anna da Chapada, na .provin-
cia de Goyaz. A' romuiissAo de constituidlo c
poderes.
Urna representaran da cmara inimirip.il da villa
Risonha de S. Homflo, da provincia de Minas tieraes,
pediudo a crcac,ao de urna nova provincia ao norte
da mesma que se componha do novo bispado creado.
A' coiumissao de estatifica.
He approvado o seguinle parecer :
Para poder a commissao de fazenda dar scu pa-
recer sobre a prclencio dos habitantes da povoarAo
de Maranguape, que pedem que se Ihesronceda para
patrimonio da matriz respectiva as Ierras dos anti-
gua indios ha pouco encorporados ao dominio do
Estado, reqtier que se pecam ao uoverno informa-
res sobre o objeclo do mesmo requerimento, rom
declararan da importancia e rendimcnlo do referido
terreno.
a Saladas comioisses, 4de agosto de 1854.Sil-
va h'erraz.Taques, n
Cuutimia a discussao do requerimento apresentado
pelo S. Vadna Flcur> sobre uegucios de Coyaz.
O Sr. Sileeira da Molla faz diflcrenlcs conside-
i jroes sobre o requerimentu.
(I Sr. Fleury defrnde-se das aecu-ares que Ihe
furam feilas pelo precedente orador, depois do que
pede para retirar o seu requerimento no que a c-
mara cnsenle.
Entra cm 2. discussao o projeclo n. 94deslc anno
vndo do senado, admittindo ao estudante Eduardo
l.uiz Cresccncio Valdetaro para fazer acto do segun-
do anno do curso jurdico de Olinda.
A pedido do Sr. Paula Fot-seca o projeclo tem
urna s discussao.
Sao npujados os seguintes arligos addilivos :
O laterita lira ii:ualmenle aulorisado a mandar
qur soja run-ideradn romo mnlriruladn no primeiro
auno da escota detnrlirina, o e-ldante ouvinle Ju-
na sessao precedente o tratara o Sr. Assis Rocha,
continua nos seguintes termos :
Ouanin ao projeclo, Sr. presidente, os nobres de-
putadus que o impugnaron nao tem sciiAo reprodu-
aquillo mesmoquesedisseemprimeiracem segunzido
da discussAu : cu aiuda, c pelo mesmo modo, insis-
tirei. posloquc em resumo, as razes qne dei a fa-
vor do projeclo.
O nobre dcpulado pela provincia da Parahiba
persiste na opiulode que o projeclo he anti-cuns-
liluiion.il ; anti-constilucional porque, segundo o
art. 158 da cntistituic,ao, as causas em segunda e ul-
tima instaucia devem ser julgadas pela relai-ao. Eu
ja na segunda discussao respond a este argumento
dizeudo que a dispusirao da constituicAo nao
podia ser absoluta, quo nunca foi assim enten-
dida, que se tal fusse o sentido dclla anti-constilu-
cional eram as aleadas que liinitavam cssa jurisdic-
rAo absoluta, inconstilucionaes erAu as appellaces
eslabclecidas pelo cdigo do processo para as juntas
de paz, e cstabelecidas pela lei de .1 de dezembro
para os juizes de dircito as rausas crimes ; como
rr-poudeii o nobre dcpulado a esle argumento'.'
Que essas aleadas e appellaroes eram de pequea
importancia. Bem v a cmara que este argumen-
to n.io tem forra alguma : porque se a disposicao
>da cun-liliiic.io he absoluta, nos nao podemos res-
Iringi-la quanlo a estas nem quanto aquellas cau-
sas : guod lex non distinguil nec nos distinguere
(Icbemus. Quando a lei nao distingue, nos n,1o po-
demos distinguir. A conslilucionalidade do projecto
funda-se no art. 47il S 17, em razio da cspcrialidade
das causas conimerciaes, c este artigo nAo distingue
primeira ou segunda instancia.
Nio ha razAo, dizem os nubres deputados da Pa-
rahiba e da Baha, para que haja tribunal de com-
mercio aonde ha relacoes. podem haver provincias
aonde devam existir relacoes e aonde nao possam
haver tribunaes de commercio. Accedo a oslas ob-
scrvarcs dos nobres deputados ; o nobre depulado
da Parahiba sabe bem queessa emenda da commis-
s.io, cjna 1 cu adher, nao tenda a romprehender
si-nao a provincia do Maranhao. A expressao bou-
ver que se aclia na emenda nao he propria, devia
ser ha referindo-se ao presente.
O Sr. Fiuza : Ha urna nova emenda mais am-
pia ; dcixa isto ao governo, diz aonde o gover-
no julga mais conveniente.
O Sr. Mililitro da JustUa : Esla he a dispo-
sirAo da lei franceza ; mas cu nao qui/. apresenla-la
porque receci que os nobres deputados a consderas-
sem como urna dicladura. Se em primeira discus-
sao foi assim considerada a disposirau do projeclo
que autorisava o gorernoa fixr o numero dos mem-
brus do tribunal do commercio, com mor forc;a de
razio se poderia considerar como dicladuraa inslilui-
cao de (ribnnaes. Nao me parece esla disposirAo
adoplavel. A razio pur que podem haver tribunaes
de commercio tonda ha relacoes he em consequen-
cia da organisa;Ao des-es tribunaes, porque cllcs
devem ser compostos de desembargadores, alias e
cm oulros lugares como serlo clles compo>tos '.'
O Sr. Fiuza : lie aonde houver relacoes, c o
goveruo jul-iar isto conveniente; assim dispe-a
emenda que a commisslo remellen a mesa.
O Sr. Ministro da Juslirn : Nesle presuppos-
lo eu a adopto, nao a tinha visto depois de redigida.
O nobre depulado pela provincia da Parahiba
St-MM-r/iUji-JieJ-avcria anomala, segando as dispo-
- o, ^reW'j.iW.C.r ffiWaf,.rc;-reir'w. I
mas paren-,L ,-Uro que sendo as causas |iiiSoV..'
pelos tribunaes de commercio a< revistas (ambein
devem ser julgadas por cllcs.
O nobre deputadr pela provinria da Babia disse
que. Bao obstante as minhas evprc.-soes enunciadas
na primeira c segunda discussao dssle projeetc, nlo
eslava salva aanomaliaquedevia haver em exercerem
os Irihnnacs du commercio jurisdieco em'primeira
c cm segunda instancia. Insisln, senhores, cm que
anda iiiesmoquc naoliouvesscumadisposirlonopro-
jeclo aotorisaudo o governo a que cstalielcs.se a forma
do processo segundn qual deva funecionaresta no-
va jurisdieco, be bem obvio que sendo os tribunaes
do commercio de segunda instancia,nao podam elle
ao mesmo lempo evercer as fiincroes de primrra
instancia. Ha repugnancia absoluta Mata acriinm-
lacAo de funcres de primeira c segunda instancia,
e tuda lie preciso dispor para que o regulanieulo
harmonise o projecto rom a legislarlo existente.
O Sr. Ferraz : Mas isto nao he materia de rc-
Etilamenlo.
O Sr. Ministro da Jusliea : Aqui ha urna
rcvngaclo implcita de lei. Desde que se dispe que
o Irihuuiil de commercio he de secunda instancia,
he vislo que fica rovogada loda a jurisdieco de "pri-
meira instancia que ello exerce. O governo cm
Muda dessa disposicao do projeclo tem de regular
a nova forma dos processo*das faltcncias, e he Matea
processo* que se poderia dar a antinomia que a nobre
dcpulado observa ; serlo devolvidas para a primei-
ra instancia as funrres que boje tem o tribunal do
rommcrcio. Nao lie preciso declararlo alguma a
esle respeilo.
O decreto n. 861 de 17 de nuvembro de IS.5I lem
stilo entendido com rclarAo a loda a jurisdejlo dos
tribunaes do commercio ; o regulamento consigna-
O Sr. Ministro da Juslica : Senhores, o que
esl fura de queslAo he que as causas commerciacs
devem ser julgadas pur juizos especiaes ; a nossa
discrepancia lem sido a respeilo de I. ou do 2." ins-
lanca. Para o complemento da materia, para ser-
ros lgicos, a especialidado deve comprehender nao
so a I.-1 como a 2.' instancia. Tanto na I. como
na 2." discussao eu dsse que nao eslava longo de adop-
tar este cumplcmculo ; anda hoja mesmo, se appa-
rcrer urna emenda no seulido do se crearem juizos
especiaes para as causas commerciacs as tres pra-
ras do Rio de Janeiro, Babia e Maranhao, cu a
adopto.
( Sr. Silteira da Molla : Ji esl sobre a
mesa.
O Sr. Ministro da Justira : Neslc sentido
creu que dos cdigos commerciaus o mais lgico he
cortamente o portugue/., que eslabelece juizos espe-
raes as causas couuuerciaes em 1." e 2." instancia.
Toilos quanlos defeitos os nobres depulados pela Ba-
bia c Parahiba nolaram a respeitu da ).' instancia,
sao procedentes para a 2.-. Se para esta instancia
he inislcr que os commcrciautes tuuham couheci-
menlos jurdicos, tamben) esses conhccimeiilus sao
necessarios para a 1.a, porque asmesmas regras mi-
litan para ambas as instancias, tanto em umacumo
cm nutra regem o cdigo commcrcial, c subsidia-
riamente o diretto civil, e os usos do commercio.
Mas, senhores, nAo me parece necessario que os
negociantes lenham conhecimenlos jurdicos espe-
ciaes para pudei ont aletear esta jursdicrao, porque
clles estao em Contacto eum os desembargadores,
que por assim di/.er Ibes iransmillem as regras do
dircito applicavel a qucstAo e recbelo ilellcs ao
mesmo passo a noticia dos usos c pralica das opera-
rnos do commercio : nao ha as queslies commer-
caer as mesmas diliculdadcs e compliaores do di-
rcilo civil.
No caso de devermos Icr ou a I.3 ou a 2.a instan-
cia, de n.io pdennos ter coiijuuctamcnto una c ou-
tra, he que eu ilissc que prefera a 2.a instancia a
1.a, poique o remedio da 2.a instancia era geral,
comprehensivo de Indo Brasil ; entretanto que o da
1.a so limitava tmente a 3 ou praeas : altudia-se
pois milito mais ao reclamo do commercio crcaudo-
se esla jurisdieco especial em todo nos-o territorio,
do que iin um ou oulro lugar designadamentc.
Creio, senhdres, que nenhuma vantagem se tiraria
de haver jurisiliccAu ioimuerii.il de l. instancia, se
para complemento nan liouvesse a 2.', porqoe be
r esta idea e se o nobre depulado a quer consigna-
da no projeclo proponha emenda nesle sentido que .
eu a aduplo.
L'm oulro defeilo noloit o nobre depulado pela
Parahiba no projcrlo, e he que nlo se estabelere
urna auloridade para regular e decidir os conflictos
quehouverem cnlre os tribunaes de commercio e as
relares. Me parece que nada he preciso dispor a
este respeilo, porque o arl. 1G1 da constituirlo be
sali-Tactorio. Segundo esle artigo compete ao su-
premo tribunal de justica rnulieccr c decidir iw con-
flictos de jurisdieco c competencia das relacas pro-
viuciaes.
Anda insistin o nobre dcpulado em ipic smente
podem regar O* uan do commercio que eslao colli-
gdos. Eu tamben insisto na minha opiniao, de
que os tisus commerciacs regem aiuda anlcs de se-
ren colligidos, se por ventura Ufaren, as coudi-
c,cs de legitimidade quo o cdigo exige. Cer-
lamenle para que os usos sejam colligidos he
preciso que sejam usos, que baja reiteraran dosj
mesmos actos invariavelinenle e nao contra a le:
al. he porque tao colligidos que os usos valeni,
he pela rcilcrarn constante e invariave ; ellcs
sao colligidos porque rosen), e nlo regem pot-
rntesacotligido8 ; sao eolligidos para que o corpo
legislativo os convcrla cm leis, e assim sejam clles
generalisadnsccoiistituam direilo eipresso lie por-
que ellcs regem antes de colligidos que a rcgula-
meiilo n. 737 de 1850, arl. 2I1, os admillc como
prova.
Eu tinlia Iraizdo o airara de lfj de dezembro de
1771 para demonstrar que desde essa era sempre se
entendeu qiicascausarommcrcacscousliluiam urna
especialidades rcqucriaiu um jnixe especial. O no-
bre dcpulado disse que as rireumslanrias de 1771
nlo eram as mrsmas que boje sao. Eu creo que
depois de 1771 lem barloe mi ha miiilos coditos mcr-
raulis que ciiusagram a instituirlo dos juizos espe-
ciaes. Anda boje e em lodos os lempos me pare-
ce que se ha de senlira ncccssidadc deque as causas
commcrciaes sejam julgadas especialmente, porque
ellas constituem urna exceptu ao dircito comuium,
urna profissAn, um cspcrialidade.
NAo fui eu, senhores, que disse que nlu nos im-
porlava conhecer e comparar os usos n legislaban dos
oulros paizespa ra lcgislarmos; nao sei a quem hon-
lem se referi o nobre depulado pela Babia.
O Sr. Ferraz : NAo me refer ao nobre mi-
nistro.
O Sr. Ministro da Justina : Bem ; eu nao ai
urna como inuitas vezes leuho invocado e com-
parado os leiislares eslrangeirat com as nossas.
nesla instancia que os uegucios se deciden] a liual,
he ella a mais propria para uniformisar, para regu-
lar a jurisprudencia cummercial.
O nobre depulado entend- que os negociantes nao
sAo juizes idoueos, que u espirito da nossa organisa-
rAu poltica he que os juizes sejam permanentes...
O Sr. Ferraz : Eu nAo usci da palavra id-
nea ; disseque, conforme a nossa constituirlo,
nao sAo os negociantes os verdadeiros juizes, cm se-
gunda instancia principalmente.
O Si: Ministro da Justica : ... porque o nobre
depulado eulcndc que s sAo conformes ao espirito
de nossa constituicAo os jui/.es permanentes c vitali-
cios. A nosst consliliiic.io a limite osjuizes perma-
nentes e vitalicios; mas de nenhuma maneira cx-
clue osjuizes temporarios como os jurados.
O Si. Ferraz : Os jurados, sm, em materias
de faci.
O Si: Ministro da Justira : Mas, senhores,
jiiizcsroiumerciantesparlicipam do mesmo carcter
de pares, ao menos assim sAo considerados em e-
ral ; nlo devem ser perpetuos, nlo devem ser vita-
licios ; devem-se contundir, ilerurrido um certo cs-
paro de lempo, com a ntlltta de seus pares.
Esla niclencAo de querer lomar lodos os juizes
permanentes c vitalicios he praticamente impoSMvel.
A assembla nacional franec/.a nAo a realisbu, c de-
pois de grande porla alinal a consliluicAo de 1818
ron-cric ii os juizes commerciacs, osjuizes correc-
cionacs, e tilo adoptott ojnrv ras causas civeis.
NAo so alsaaea a ecleridade nos julgamentos, dis-
se o nobre depulado, com a nstiluirAo desle tribu-
naes. Parece que este prcsupposto do nobre depu-
lado ser muitn diflicil de piovar.
Eutcudu que se llcanca ecleridade, porque buje
as causas commerciacsslo julgadas cm commiini pe-
los tribunaes da relarln, qucjilgam militas mitras
. ........."..... -" n.~l-*urf.
se a divtsAu das rausas commerciacs, nao poden OS
com estas'causas, deixar de ser mais expeditos do
que sAo boje as relares. lie idea recebida o inron-
leslavel que o juiiucommcrri.il llevo ser simples, r-
pido e romposlo de pessua.s evperientes, que lenham
a pralica das nperares do commercio. Anda me
parece, cm conclusAo, que o Irabalho da 1." instan-
cia he mais iucompalirel com a proDasfo do commer-
cianle do que o Irabalho da 2.a instancia. O Ira-
balho da organisacAo do processo- exige itiuilo mais
anidoidlde do que o da 2. instancia.
Creio, Sr. presidente, que nao se leudo apresen-
lado novas ronsidcrai;es con ir a o projecluque se dis-
cute, a cmara deve continuar a adop(a-lo alim de
o rcmetler para o senado. (Apoiadm.)
O Sr. Ferraz : Pero ao uobre ministro que me
conceda tambem essa mesma longanimidade que da alia
posiglo em que cslwollocaduconcedcu ao nobre dc-
| pillado pela l'arlhjba, dignando-sc escular-mee ab-
solver-mc as minhas culpas, e perdoaudo-me os
erros...
O Si: Ministro da Justira da um aparte.
O Sr. Ferraz: Julgo, Sr. presdanle, que le-
nho oblido alguma cousa com as minhas rcflcxoes, o
nobre ministro, que me tinha promeltido aceitar as
rcllexes que fiz cm primeira e segunda discussan,
que licsilava honlemem adopla-las, se dignnu hoje
Minute senicndasda commissAo, e isso lio um gran-
de passo...
O Sr. M:nistro da Justira : Eram as minhas
ideas ha muilo lempo.
O Sr. Ferraz : ... mas permitla-me o nobre
ministro quo Ihc rcDicla que na primeira instancia
o tribunal commcrcial nao forma o processo, c que
de ordinario como em ou trusa, os scus presidentes ca-
be os termos preparatorios, rabendu a decisao aos
aprovetar essa pouca experiencia que fossem adqui-
riodo ; mas creio que o nobre ministro nAo admilte
cssa idea, e eu declaro acunara que he mpossivel
que um liumem que tenha o scu commercio em
actividade, possa bem desempenhar a misslo de juiz
de 2.1' instancia que o ministro Ihc quer dar, por-
que o seu Irabalho nao se rcslriuge smenle a pro-
cessos da praca respectiva, abrange um circulo mui-
lo largu qual o do dislricto da rehiri, e lodo o
lempo assim ser absorvido nos Irabaihos do tribu-
nal, especialmente pertencendo ao tribunal do Rio,
quo abrange o circulo de sele provincias, n.io po-
dendo se esperar que elle abandone o seu nego-
cio para seguir a carreira de magistrado de 2.a
instancia.
Pergunlarei agora ao nobre minislrn se seria de-
cenio que em um tribunal de 2." instancia podesse
ao mesmo lempo ter a-ruto um individuo como
magistrado ou juiz, c depois fosse a cada momento
autor ou ro, como se d nos casos cm que o nego-
ciante continua no seu commercio activo e lem ne-
cessidade de satisfazer scus empenhos, e de litigar
seus interesses'.' E sera decoroso?
Cma voz :Ha de ficar sujeilo.
O Sr. Ferraz:E qual he neslc caso o resolla-
do '.' O espirito de corporacAn nao poda ser fatal 1
E depois cllcs nao podem inlervir em materias em
que sAo inleressados, ou de pessoas com quem ter-
tratos'! Nao haver nisto perigo'.'
So o nesociaute proceder de una maneira inle-
gerrma nessas piaras pequeas em que certas in-
fluencias iluminam, nlo se ver elle na conlinscn-
cia de nao ser reeteilo e isto nao peder fazer com
que reda as susgesldcs dessas influencias?
Senhores, disto resullarAo srandes males, males que
foram allendidos pelo legislador que nao quiz que
nos tribunaes de 2. < instancia I ouvessem juizes que
nao fossem perpetuos, inamoviveis, e que dexassem
de ser tirados da classe de juizes de dircito ; esla
mxima he seguida pela Franca, que anexar de es-
labelecer cm 1.a instancia os tribunaes de com-
mercio, na 2." s admJtlio os seus juizes inamovi-
veis. Na Inglaterra, Paizcs-Baxos e Estados-Lui-
dos, ja mostre como se pralica ; nesses paizes as
causas cnmmerciaes sAo sujeilas aos tribunaes ordina-
rios. E depois, senhores, qual o perigo de que os
desembargadores inlervcnham ncsla materia ? Pois
haiendo una sccc,ao especial para dclla tratar, n.io
pude o governo cscolher desembargadores amostra-
dos, nAo podem ellcs sahir depois de algum lempo
dos magistrados que compuzerem os trihunaesde
1." instancia Pude haver homens mais versados do
que esses que eslao amestrados em julgar materias
commerciacs? Julgo pois que a creacAo desses tri-
bunaes de 2.a instancia he urna crearlo de luxo,
su tem por lim lisonjear o amor propriu desses ma-
gistrados que fazem parle dos actuaes Iribuuacs do
cun merejo.
O orador faz mais algumas consideraees, depois
do que sao lillas c apelada- as seguintes emen-
das :
No lugar onde houver tribunal de commercio,
o governo nomcara a um dos juizes municipaes para
servir de juiz de 1.a instancia na causa commcrcial.
S. a R.Juw/ueira,
a No artigo 2.", depois das palavrascm que
houver relaresaccrescenle-seo governo julgar
conveniente.S. a R.L. B. M. Fiuza.Silteira
da Molla.
as rapilaes das provincias onde ha tribu-
naes de commercio, haver juizes de dircito espe-
ciaes do commcrcu./.. B. M. Fiuza.Siheira da
Molla, i)
Fallam anda os Srs. Junqueira e Nabuco i'mi-
nistro da juslica, e nan havendu mais quem tenha
a palavra, fica a discussao adiada por nao haver nu-
mero legal.
O presidente manda proceder chamada, de-
signa o ordem do dia, e levanta a scssAo.
alguns pcnsamenlns, c ir depois muilo ancho lahear
roda dos eugeitaduseslc queridiuho recem nascido.
E he igualmente para que se nlo realise lio depres-
sa o nnii bem fundado prcscnlimenlo, quando lite
disse que se em o raez prximo passado fui lio fre-
tyirnie e fecundo, cm oulrus loria Vmc, saudades
de mim, que ron comprimenla-Io neste audanle se-
lembro. tem acertadamente disse o nosso amigo e
cullega da Parahiba : As noticias sAo como as mares
ora cheias, ora vazias. A tal respeilo vai isso por
c na mais completa e inspida penuria !
Por aqu o passamenlo do meslre agosto foi de in-
dizivel conlcnlamento para algiius personagens, que
nelle paaatran por aetis dissabores... coitadinhos !
O tal mez de certo he o dos desgoslos c linham ra-
zAo os antgus quando numeraram-iio na calhalogo
dos das climatricos. Eu tambem tire nelle um dia
bem aziago... Mas o que se passou, jpassou.e os
meus callos j vAo melhores.
Os meus homens cu ni i imam a esconjurar-me ;
porm nAo me abalam suas algazarras, parvoces e
eslulliloquios : praga de urub' nAo mala cavallos !
Salve Dos tal lugar 1 Qucixam-se que cu son o ger-
men, ou motor das intrigas, e indisposires que bao
surgido depois que me correspondo cm Vmc. De
sorle que, segundo o entender de cerlos marrecos,
iliudi-me redonda e cabalmente quando empreheu-
di a ardua tarla de seu correspondente noliciador ;
pois o meu alvilre, o meu nico desejo foi corrigir
certos maladrins, reprimir a desenvoltura edesre-
gramenlo. e curar de impostura, egosmo e estupi-
dez de alguns. Nesla aceepcjto fui muilo infeliz.
Mas enganam-se, poiscniquanti para mim, v-ao as
cousas raminli.iu.lo as mil maravilhas. Cousidern-os
caes ladrando la. o-n-m n.io quer ser lobo nAo
Ihe vista a pcllc. CerlamenteiiAo esperei que o ne-
gocio lmate um carcter t.iu serio e carrancudo ;
porm isto mesmo se devera esperar nesle lugar, on-
de algumas capacidades tachan) as minhas cartas de
grosseiras, insolentes e correccionacs ; onde as sus-
ceptibilidades se oiTendcm, anda com a palavra, ou
cousa mais comesuha, anda mesmo quando a in ten -
rio esteve longo de oliendo-las ; onde emlim os re-
guos estendem o noli me tangere at as animalies,
que pascem nes suas sebes.
Temos sido mimoseados de varios pasquins cssas
bellas productos* mordazes, e satricas escripias
alrazda porta, e pregadas s escondidas na casa da
fera. Tcnho-os por os mais vis e deponenlcs meios
do queso asa servir-te o corante o viperino detrac-
tor e ordinariamente sAo lilhos de almas tAo pe-
queniuas como os n-.esmos papeluxos. Rei-
teradas vezes tem apparreido esles mimosos,
e he ccnsuravel o pmcediinento da polica por
nAo haver dado nenhumas providencias. Sr. Caval-
canli Sr. Cavalcanti! veja que j vou perdeudo as
estribeJras! Vmc, porque uutei-llie um pnucachi-
nlio de mcl pelos heno-, licou-se lodo a lamber, que
j vai afrouxando, e esquecendo-sc dos cuinprimcn-
los dos seus deveres! I Tome sentido... senAn...
scnAo.' Lance urna vista d'olhos U para a ra das
Goiabciras Fara assislir a sua atienta in-pecrAo, as
immoralidades, disturbios e sambas, que ahi se exer-
citam conslanlemenle Vi lomar conliecimcnlo com
a bella sucia que flequen!.i aquelles razebres, e
Vmc. lie,na sabemto que essas criaucnhas sAo as que
apreciam com jubilo o Deus nobis hice otia fecit;
porque opio nusso de cada dia, em vez de suor,cus-
la-lhes um susto nicamente, c bem v que isto pa-
ra quem lem haliilidade he emquaulo o diabo es-
frega olho. I.embrc-se, e turne ao que foi, que tira-
mos cantaradas, ao contrario nAo quero compadres-
eos com ninguem : quem me avisa meu amigo he.
Abiit, effugit, excessil, et-asil, erupit. C me sec-
cou de novo a musa, e pelo geito que leva o recado,
desta feita nada havemos arranjadu. O peior he eu
haver embirrado, que agora dando por paos e por
pedras vou tompre rasciinhando para formar nina
epstola... Oh 1 que feliz K mlirauc.i me uccorre !
\ou aproveila-la sem dclouga.Aqui facoponlo, ti-
ro as cangalhas do nariz, e tomo o meu robe de
chambre para ir villa, ever se eolito alguma cou-
sa. Boas noiles! Com bem amanhera ; ate amanilla.

Os inconvenientes pois do Irabalho da formarlo
do processo cessam, he smente a discussao da mate-
ria,e por conseguinte a applicacAo da lei quecabe ao
tribunal.
O nobre mjoi-lru disse que he iudispensavel o
elemento pralico-commcrcial na decalo de causas
do commercio ; ninguem contesta, masesse elemen-
to he restricto aos usos c coslumes, e portanto me
parece que logiru seria a admtalo dos coinmcrcian-
les nos pontos respectivos; mas o projerto Interesal
o juiz cummercial as malcras mais delicadas, na
parte do direilo civil, o suppusto se possa dizer que
o nusso cdigo commercial abrange regras propras
do direilo civil (o que se repula grande defeilo),
coartado he claro que o cdigo nAo pude cumprc-
licnder todas as materias que cssa especie fornerc, e
lano he assim que o cdigo commerri.il he nesla
parle renissivo na leis civil, c s nao admilte san
regras na parle que for contraria s suas dispoiiencs.
Porm, senhores, re-Hiela o nobre ministra se o
jurisconsulto que lem queimado as pestaas no cs-
tudo do ilireilu, c quo tem um diurno esludu desta
Kiencia se v embancado umitas vezes cm certas
matarlas importantes romo severa o commercianlc
quanlo se (rala da materia das hvpolhccat, prefe-
rencias, das cniupras e vendas, da competencia, das
obrigares, das sociedades, etc., c quando for ne-
cessario entrar na materia da interprelarAo dos con-
tratos coinniercaes? Se a mis pur mais abalisadns
que tejamos nessas materias laca pontos nos levam
s vezes ao desespero, rumo be que de um momen-
to para o outro se pode improvisar de um commer-
cianlc um magistrado hbil ? Mas, diz o nobre mi-
nistro, o elemento pratico entra na composirAo do
tribunal, mas como entra ? Tres desembargadores.
diflerenles commerciaolea eompurSo o tribunal, es-
tes negociantes lem um roto igual ao do magistro-
du ; esle vol versa, n.ln s sobre oque he especial
ao commercio, como a respeilo de ludo o mais, as-
sim sobre as materias deliradas de direilo civil,
como dos usos commerciaes; cu uniendo que 01
roinincK ianles na urganisarlo dada pelo nobre mi-
nslio nao devem lar smente um volu deliberativo,
mas um vulo importante ; mas como podem clles
estar habilitados para isso, se os seu*. estados eco-
nhccimcnlos sao diflerenles, se nao lein a pralica
neressaria, e se o excrcicio de dous anuos, tettipo
de sua duracau, a nao pode dar? Assim, pois, os
juizes ou desembargadures rommercianles sempre
serlo bisonhos na pralica de julgar.
O nobre ministro tilo tocou no inconveniente que
eu nnlei da reeleirln, eu esperei qtie nlTcirtiaia
O Sr. Feria:: NAo era poastvol que nesla par-1 unta dea pela qual se roiMerrane por mais lenpo
le eu me reToiisse so nobre ministro. j em rveirii-iu a* jaitas electivo., atim de te poder
CORRESPONDENCIA SO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
RIO GRANDE 1)0 NORTE.
Grolaaainba 18 de setembro.
Boa -ande ele.Reccbendo a sua eslimada carta
de.") do correntc, confesso que por vezes fiz c desliz
a inleurlo de responder-lbc; por que se Vmc.
quer que Ihe d noticias deste mundinho de c, por-
uue razio me lem prjvadoda remessa dos ns. do sou
i "''"'l";" --"""iKencia das noticias desse mundo
de LEinlim resolvi-nie a escrever-lhe.porquc quiz
tote .vou agora responder ponto por ponto B sua
carta.
Vdo-secompletanlo dous mezes, que r.ercando-se
a casa de Pedro Prazeres fui assassuado um seu lilho
menor, alm de firar baleado oulro lilho tambem
menor ; e alea dala desta nada de processo !! Nao
sei se a re/urnm indinara e\igir i que se passe o
bimestre para se proceder criminalmente O rerlo
lie que a esle respeilo ludo eaminba para ont cier-
no esquecimenlo. Esta respondido o primeiro t-
pico ; vamos ao segundo.
NAo sei se com ou sem razio unsqualro norlislas,
despetados com a ultima derrota, quo Ihe deu a
dignissinm. lizeram liga com os sulislas. Com este
passo entend que o partido do sul engrossava, cque
a queda dos norlislas seria incvilavel: outros porm
aflirmam o coulrario,c argumentan! pouco mais on
menos assim ; o parliu do sul tem dous candidatos
a depularo geral, o Wauderley e o Dr. Brandao, os
novos adeplos lem o cu, o Dr. Amaro; mais dous
sao os deputados por esta provincia... logo um dos
tres tirar bigodeado; ora n.io se poden do dar ocaso
de que o partido do sil, para admittir a sua candi-
datura o Dr. Amaro, jxrlua um dos dous campees
seus anligos direlon-sbe conscquetiria de que no fri-
gir de* oro* os novas adeptos licarao sob u com-
inando da mA de S. ledro, isto he, nem perteucen-
do ao partido norlista lo qual se desligaram, nem ao
sttlista, no qual nAo rodem dar asearlas. E que fa-
rAo de s os senhores tdepto* ? O lempo mostrar.
Corre de plano que abona sulislas influentes do cen-
tro repellen) formalmitle os novos aliiadot como de-
sertares, cm os quaes nenhuma conlianra se pode
depositar. O que fr ecorrendo a esle respeilo coni-
muiiicar-lhe-bei.
Quanlo ao ascrivo 'raganna, ouco dizer que netn
reslituio (conforme o irovimcnln que na correirao
do anno pastado dexu o juiz de direilo) as cusas
enormes, que lesivancntc extorquo as pai l -. c
nem foi anda respotiabilisado. NAo sei porm de-
finir a razAo, o que li de real he o que Ihe coni-
inunico.
lio verdade que pr lei provincial ha o imposta de
100? rs., sobre, cada scravo vendido para fora da
provincia; mas o qu importa isto, se a lei nesla
parle he ledra mor? Neslc municipio conheco
eu sujeilinhos que ion exportado mallos escravos:
e a pobre llicsourariaica chuchando no dedo; c se
me nAo engao, uutritanto acontecer em quasi to-
da provincia ; pelo tunos corisla-mc que na discus-
eoes da le do orcanato um depulado doserl.io com-
balendo esta verba, tasevoto conlra o artigo, por
sor inconstitucional, lm de que no serlao nlo leve
anda exccuro a lei esta parle ; mnilos vendem es-
cravos para torada poliuria c nada pasatn, c eu
mesmo (o orador he nem falla' subsistir o artigo
nlu pagarei o itnposi.Desta lei lem rcsullado
um beneficio aos que xportaui escravos. c vem ser
descontaren) logo no lasamenlo os 1009 rs., que le-
riam de pagar Ihcsoraria se fossem conscienciosos.
Se eu estivesse cm reicOcs com o inspector da Ihe-
souraria, ;omniuuica-lhc-liia todos estes monopolios,
alim de que nlo s>flisea provinria lo enorme le-
so. Contenta*** coib minha rcsposla sobre esles
qualro ponlos de sitaatta; o mais tirar para a un-
ir occasiao ; no enlaloqucro roinmunirar-llie o que
lem occorrido por rlepois da que ltimamente Ihe
escrevi.
Dizem que n 1" tapente do subdelegado de No-
va Cma, c seu escri'o conbeceraiii do quebramcuto
de um termo debemiver de certa inulhcr, c que
listo falsificaran) a lim de subdelegado,, que alias
no lempo deslas gen ezai eslava as mallas de Per-
nambuco : pelo que erime foi comincttido por am-
bos nn exerciciu de us respectivos empregos, e por
conseqocnri.i he de-respoiisabilidade.Mas eslava
eu persuadido de qnns crimes desta naluroza per-
lenetam ao conheriniito dos juizes de direilo; en-
ganei-nic. porque o legado de pulira seguodaqui
para Nova Cruz, e la Irouze o pobre eserivao ao
imhi: c aqui o lem iisrvadoha mais de |-J dias nos
tonto* ferms. Agu pcrcnnlo-lhe en : -e slo nlu
esla determinada pt reforma judlcjaria, o que
tem o delegado de liria com OS Crimea de respon-
sabilidadc?
A saluhridade poica (lapponbo] breve soiTrcri
seus mingiianles: pqnn um magote de gado que
est dcstiiiailn par.-; corle publico, dizem ciar lo-
cado domal Irisle? do ral Imtenlo.O fiscal vai
fazendo ouvidos dacrrador, e a senhora polica
nao quer abrir os eos : que do males nlo virio a
esta pobre Ierra, finido os dous prime i ros sentidos
corparaes. as vstala polica c as ouras do fiscal?
NAo quero alongarte a mais, so bem que o amigo
i'raganiui muila rsinh.-i boa me tem narrado: o
resto licar para a imeira vez. Amigo, nAo se es-
quera da remessa Diario; que eu lamben) nlo
me esquecerei de sever-lhc. Adeos, he seu amigo.
A.
COM DI S- AMAO.
Etcai7 de tetsmbro.
Ha mais de Iresras, que eslou esrarrapachado
na minha tripera ci a penna entre os dedos, sem
saber rumo bel de i rumero esta. Por lodos os
caboclos meu* anteaados a nao ter empenbada
.i minha f do chrlt, quando inmei a espontanea
lenbrraciio de esrrir-lhe perioilicantenlp, pur sel
guando volle honlem domen passeio,ja noite
ia bastante adianlada ; o como o charo c afagucro
Morpheu apressou-se em derramar sobre nimbas ru-
gosa* palpebrasas lnguidas e succuletitas dormidei-
ras, laucei-tne nos braros de 13o poderoso e amigo
numen, c nada mais z do que roncar, c acordar
de vez cm quando sobresaltado com as cotoveladas
da caseica, que me ralhavatoda zelosa e arrcbilada.
I'iz um excellenle passeo. O luarronvidava mes-
mo a quem nao livesse (como eu) prccislo de gza-
lo para sondar os nimos, extrahir e oblcr noticias,
e redigir a presente, guando vi alguns gamenhos
com ruasgagesi oaUnraeotHndo-a*, eremechen-
do-se s coi/uctlcs el voluplueuses, arrependi-me de
nAo ter levado a minha Audreza, A la l du ai-
lado firmamento com sua tez argntea, e praseutei-
ra ilillundi i urna taz tAo suave, Lio grata, que de
urna vez pareca querer infiltrar nos corac,es dos
habitadores do planeta Ierra, todas as docurase pra-
zeres, que sAo dados a um mortal fruir. A par des-
ses gozos verdadeiras ciiiauar,ocs celesteslivemos
o festejo proprio do dia anniversario da indepen-
dencia I- omos honro* minu com primen lados por
urna banda de msica de St. Aullo, que dignou-se
voluntariamente dar-nos o prazer de desfrucl.i-la.
Desempenhuu-se airosamente, exntenlo a minha
e-pe.-taina. Ilouvc sua tal qual Iluminarlo impro-
visada : percorreram-se as mas da ai J...inaii,-^
o hymno nacional, e iliiiulosr...v.\i\f, 'liii'niiasalv',,-
ras':... d-mu c.i os parabens Ijraudu cousa he ser
alguma cousa .' Tambem Uva OS meus. guando gri-
laram : Viva o velho aldeilo... viv, liquei... fiquei
que nem Ihc sei contar. Ah I se os maganos prosc-
guem na brincadera, eslava o velho na ra : cntao
nao rodena mais esla gloria a outreni ; curio Icslo e
prompto diria : ora muilo obrigado pela honra !
priarem do alheio, sem licciu.-a do scu dono. Cui-
dado, Srs.da polica!
Um rapazinho forln do eiigenhn Dous Bracos de
cima um laxo, e foi preso na villa na ocrasiAo em
que procurara mander a sua joia|; porem pode fugir
sera mesmo despedr-sc dos cantarada, que para
honra-lo o guardavam. Veja que casa tamos us.
que serve de prisAo Miseria faiiteriarum !
A salubridad!- publica lamben) pouco ha toando,
n excepeo dos defluxos que sempre affluem nette
lugar, em idnticos lempos e cirrumslaucias. Porem
nlo posso fingir-ine ao receio que lem-me assaltado,
dettm mal inminente por um caso um pouco pas-
moso e eslranho, que passo a rcferir-lhe.
Um meu rouhecido a quem chamam Taboca ( o
assim pode lrata-1 que elle nAo se agasta ) leudo II
lilhos (j he um numero bem sollrivel I ) entre el-
lcs cinco mudos, foram aquelles atacados de tima
molestia na garganta, que zumbara da mi-pathia,
e quanlos remedios raseiros se Ibes applicou ; |his
que no lim de cinco ou seis dias.
A alma davaa quem Ih'a havia dado.
Sendo maior motivo de admirarlo, ver que a eu-
fermidaderespcilra aos mudos; de sorle que, pere-
cendo osoulros, licartm cllcs sospiles e salvos desse
mal. Portanto, meu charissimo.lcnho resolvido rnn-
*ulian lo romos meu* botoes, nao dar mail a liugua
com iMiigucm, niormeute nos periodos de molestias:
no roanlo romero a fallar com Vmc. pouco, para
nada dizer com os outro*.
Sempre quero dizer-lhe que somos chegados ao
bello lempo ila -alia ; os engenlius ja se preparan!
para o Irabalho que vem rerhear-nos as phlisicas al-
gibeiras: em uniendo as minhascanuas maudar-lbe-
hei urna panelinha de niel.
Damoisella farinha.o feijlo c o inillio conservam-
se na mesma atlilude; acame no salibado deu a H
patacas a arroba ptima, c mais larde a >01X), len-
do morto vinle o qualro bnis.
Saude, gordura, e as louras em quanlidade lite de-
sejo.
i
Depois de procellosi Icmpcslmle,
Nocturna sombra, sibilante vcnlo,
Tras a manhl a serena claridade,
Espertura de porto, e salvamento :
Aparta o sol a negra cscuridade,
Removendo o lemor ao ponsamento.
CamoesLuziadas.
Desde o momento em que um velho descrepito,
quebrado de rheuruatismo. j no invern de penoso
e aburrido existir, e com pesados passos marchando
s bordas de hedionda sepultura, sem equiponderar
a sua inopia inlelleclual com a cnormiilade, c aspe-
za de tima ardua taren, nuado, e temerario
assumio o encargo de esprcila'dor noticiante do que
aqui se passa, sem receiar, ou respeitar o* factos em
deferencia a prepotencia ile alguns figurespavo-
neados de teus poderos, e fofos de estallo orgulho...
desde esse lempo, cujos dias antes nunca jamis rai-
tsscm em o nosso horizonte, tarrifis furarc*, mc-
doahaa prorellat tem abalado o pedestal dos colos-
sos, que pediam vassalagcns, acatamentos, c adula-
rnos rescendenles do'nauseabundo fumo de |>odre in-
cens, queimado tas aras da lisonja, erectas no tem-
plo do desaforo. Desde essa poca pois nlu ha cessa-
do de ouvirem-se detonar os tiros, inda que desacer-
tados, di maledicencia, da intriga, e da susppei-
E qual as inopinadas, e sulphureas labaredas, que
vomitara o Klluiu.o o Vcsuvio.deixariam transido da
lerror, e espanto o dcsapercebido viajor, que afii
passasse no momento da explosao, c que ao
priucipio estupefacto e parausado, ao depois pre-
cipitado se deila a fugir amCtlronlado das arden-
tes lavas; que saliera das- crteras em borbolOes. As-
sim acouleceu nesle lugar com a minha eslrondost,
e inesperada apparirao. O espanto foi grande e
inconsiderado ; mas apos o torpor e pasmo, que in-
terceplou a marrlia, e suspendeu juizos dossttppos-
los ofleodidos, desenv ulveram-se maquinares, odios
ira, vingancas, e ameacaa.
O nosso horisonle que" pareca to lucido, c pra-
senteiro, tornou-se rnnevuado e assuslador. A ap-
parcnle paz e tocego, de que gozava-mos,suinio-se,
evaporou-se. qualcom o doce calor do fulgurante
l'hebose dissipa a nevoa matutina, que obscureca
a nossa atmosphera, cubra os nossos trro*, e for-
mava mil cphemeros lagos. Eu que era indevida-
meule considerado como autor de todas essas desor-
dena ( sendo inleirameute contrario o meu desejo,
c esperanra, qitandcr-a escrever me propttz,) j me
arrependia, c pensava que me Iludir no bem, que
esperava rcsullasse. Mas ou a mim nao era dado
promover ese bem Ierra, que ouvira o meu pri-
meiro vagiilo, ou eslas alicantinas eram vociferadas
de proposito para me Cazaren callar. Tambem a seu
tamo unganaram-se ; purque sou desees velhos ra-
bugenlos, c tencoeiro-,que cm tencionando fazer, al-
guma cousa, fazem-na, anda quando prelendam
por-lhc i-inh iraros : tima vez dito, esl dita, e en>-|
mim hemalhar em ferro fri. Neslc pi conservavam-
se os negocios nesle lugar, quando o Sr. soldele..i-
do llenrique Marques Lius.conscio da maldadc, mal-
veraaeoaa, c tramas que ah algurcs se forjavam, e
das a\ ri-oos.que de dia cm dia lomavam corpo e iu-
crcmento, resolvcu-se a par-ibes um dique, procu-
ranilo cercear o mal pela sua parle gangrenosa, e
mostrando que o despeito, que se signficava era lilho
nico da leviandade, e de urna mal eiilcndida sus-
ceplihilidade. Com a for^a da persuarlo consegiiio,
a chaga al III
rev po* u Sr. coronel llenrique a palma do con-
ciliador, fazendo sentir do novo os suaves laros de
amizade aquelles de seus amigos, que se ac'havam
ilivergenles, e desatreiroados. Sm: aquelles Sr.
que se haviam indispostos com os reverendo* sacer-
dotes residentes na villa, pelo motivo quo ja lite
parltripci. ja boje se acham rongrarados com est
,^--------,-----...,. -.. ,,, i,iiu ii.mi_.hhi ["'in tumi,! m- ---------~ bi-|mii*o iMi. i -..- ,
fiou o scu criado. Aqui esta o seu rabudo. Porm sul'lonlioquebempersuadiilos do scu erro, rclali-
pur minha felicidade assim nlo aronlecu, pelo que %an,en a ""'" dc sorle 1UP' fazendo eu lamben)
don parabens minha sorle ; senAo... fin lugar de minlia parla O quanlo for possivcl por nlo ex-
raUsear este papel, leria o corpuliem rabiscado. Ao-
jo betiln .Nem peinar uslohc bom.. pra, ia-lhe eu
contando... sm : houverara mullos filos no ar, pur
que as estrellas eram sera numero, e lita s por si
tuppria um pharol. Comparecern) umitas pessoas,
entre a* quaes observei muilo eulliiisiasmo, sendo
esto talvaaa mais Incida, brithaala c pomposo corte-
jo, qve aqui se ha celebrado.
Passci urna noite regalada, como imaginar nao po-
dia ; e c pelo que me toca agradece aos Srs. msi-
cos victorienses a lembranra de dar-nos um descan-
ta nesle dia, e dol'arto divertir-nos satisfactoria-
mente. Ao grito de Viva a independencia do
inipeitodo Brasil meu coracAo pulava do ineffa-
vel salisfacAoc patritico enlliusiasino, que pareca
arrehalar-me, e elevar aleml da esphera dos
seres contingentas ; mas cabido dc minha grandeza
chimenea, e reposta na validado do meu nadareco-
nheco-me qual son um hornera, e esle na tita de-
crepitude. I'arabolam hunc paremos aqu.
Depois de despedido de meus amigse companhei-
ros, ilirgi-me casa do Faustino para conversa-lo e
saber a razio porque fechara a porta quando por l
passamos, e nAo me quera mais aparecer. Dcstoz-se
em desculpas, e disse-me que me nao dara mais
noticias porque estas precisamente erara relativas
una sucia deque elle era digno inembro, e conte-
quentemeiile ira Irahi-la.
Eu, porem, que penclrei loda essa reserva ou la-
bia, a qual encerrara algum misterio, que elle eiu
urna uu'n'otilra rolla pnnha em nratos limpos, fui
iim.o iau lo-o : rliainei-o martihero ( do que elle
gosla que seenrosca;; e conliituci a desenvolver
um calhalogo do palavrinhaa brandas e assucaradas,
que o propriu linlioso por mais manhoso que fosse
cahir-inc-bia na c-p.mella.
Centou-ne muilo cm segredo sob promessa de
nAo o revelar pelo que Vmc. fique obrigado ao si-
gtllo, ai pudendo cochichar esle respeilo cora os
seus Iv pos ), queja se sabe c ello o jura e bate f,
en como eu nAo sou eu: aqui he quo est o bossillisl
Diz-se que o currespondeule da Esrada nao he oulro
que o nosso professor o reverciidissimo llanileira, e
enlAo por subre a falsa e calumniosa assercao e eri-
me que se Ihe imputa. lem-se-lhc commindo ana-
Ihemas e surras !! II um concilibulo, que em
Nato magna decretan, que o indigilado do crirae
de lesa-estupidez, orgulho e impostara dos laes, fos-
se sentenciado i um caslgo equivaleule a sua te-
mendade e ousadia: que, o alrcvidu que sob o man-
to de anonymo. lizera publico s ana* mazella... etc.
etc., devera neressaria e irremissivrlmenle ser po-
nido, nao por meioda imprenta amor amore com-
pentatur ; mas com antearas, com cceles, faca,
bacanarte.....armas propris de assassinos, malva-
dos e eovardes.
Supponlio que ninguem he mail ocrttlto o pro-
jecto, que.-c ha tramado alim dc ser desfeitcado, por
mcio de una Iraiego, ou emboscada o Revm. Ban-
ileira. norlanlo reclamo a allcnrao, e loda vigilancia
do* senhores empregadotpoliciaes para obstaram lu-
do o que tender a dentar a religilo, a humanidade,
as lei* do paiz.
arcebar novamenle os nimos de fresco reconciliados
lisonjeio-me com o doce p.z c ronrordia.que espe-
ro reinara e reluzira nesla porcSo do grande lodo.
I.ouvet a retoluclo do Sr. Marques Lins, e enn-
aratulo-me cornos obtidos elleilos de sua tifliicncia
amisavel (ioslei ao saber do proceder dos Srs.
(.andido, e lloclla l.ins, pela maneira cavallerosa
porque se porlaram fazendo sentir, c dando mus-
irs dc que nenhuin recnlimcnlo Ibes reslava, e
praza aos Ceos nlo reapparaean novos motivos de
desagrado, indisposires e aggravos.
Nao posso porm deixar de censurar alguem o
modo arroganle, com que se hotlve mili diBerente
dos oulros c ( perdoe-me, que nao esl em minhas
mos, em meu livre alvedrtu dizer o que nlo oale
ou nlo dizer o que tinta | em quanlo mim, e
quir i qualquer homem sensato, e imparcial na
materia, esse Sr. deu urna bem trislc prova de edu-
carlo, ndole, civilidadr. ou instruccao. O homem
que lalvez haja mais infccciuailo os Tactos, e fer-
mentado intrigas, he o mesmo que se julga mais ol-
fetidido, porquaiilo recusa condescender com o
pedido, e \.miad,' de um amigo ... ou quercr sin-
gularissr-se? Picant Paduani.
Finalmente etUo feitas as pazca, e ox.il* durem
intactas, c sinrera* quanto un o desejo, porm pero
eurarecidameute que me nlo ileem lugar e occasiao
a syndicar dos actos, ou arroes, que mereram censu-
ra : cu protesto continuar a ser fiel retpeilador da
vida pnvaila dc quera quer que for.
Pretendo breve virar um copo saude da bella
harmona.
\ unos adianto.
No sabbado 16" do corrento umeugeito rujas nomen
esl Berardo, inspirado pelo espirito da intriga, c
embevendo pelos baechicos vapores, doteiando sal-
dar umat ronlas, e lirar livre do seu credor, deniin-
cioit-0 pcratile, subdelegado, pelo crime .le homi-
cidio na pessoa aroma inulher. O denunciado, e dc-
nuncianto ambos foram posto* sob guarda segura.
Esle ( o agente ),uu porque rerciasse "com razao que
lena de tolerar um extenso mofo, caso fosse preve-
rla afalsidadc dc sua deiiuncia.ou porque he dos taos
que nlo qtierem estar presos nem para comer doce,
approveilamlo-tc da indolenria. inercia apalhia, ou
ensenen dos eaatmella, pez-es ao fresco, sem mes-
mo dizer : aqui le lirio as chavea. Aquello o pa-
ciente i porem foi legalmmenle sollo, havendo evi-
denlcmenle pravado a sua innocencia com pessoas
fidedignas, e de entorto. Ha* pensemos seriamen-
te no caso, gue tal I.ivre-sc ilc urna desta ? Feliz-
mente ja nao estamos los lempos do san lo o II i rio. -e mi, >
fogaeira me fecit, pois que ileiiurianles nao falla-
riam rea-s prcrisu,que.i aiilofidadc quem com-
pete dispouha de nina oasa segura para adclenrlo
dos presos : ha pouco evadio-sc o Eduardo ( o me-
nino do taixo, e agora o Berardo ; o que nao fara
Slgum presa de rerummendarao !
Nao Ihe bei fallado mais de nossa cmara, pois
leudo se procedido as eleirVies desde o dia -iO de
agosto passado, al agora anda nlo lem .lado mos-
Iras de si: purera a culpa nao deve ser arlhbii.la.
ella, bu Ihc explico. Ilavemlo-sc remetida asarlas
O l-'auslino ilcclaiou-mc o; nomes ilos empellita- (la ,1Pl|rarAo dos votos para a Victoria, depotsde
dos c influenles desta empreza. mas deixo de men- j !.":ao.!p.crAr'''.l,^'ou a ni>'jcia deque scdisculia sobre
dona-Ios, porque nlo quero que se rnnliiiue a dizer,
que sendo eu a causa motril da dc-harinonia, que
aqui reina, seja juntamente quem a v fomentando
.izo a seu progres-o ; u mesmo porque tilo quero que
me deem um solemne desmentido, caso mo pa esse boato de urna simples invencao ou descoofl-
anra.
Paro iias minhas reflexoes, e se se li/er preciso
lornarei materia, e porei aparte (oilas as conside-
racoes, pois na apurada conjunetnra em que me
hei collocado, prefiro dizer a verdade, ainda que fa-
ca contrahir algumas sobranrethas.
10 -
r.onsta-me que dcninriara-sc ao Sr. subdelegado
Itarros Silva, que no cngeiibu l.imeiiu do scu ~dis-
Irirto exislem qualro assassinos, e al agora ignoro
anda que pasoste bao dado captara-dos laes me-
ninos : mas confio que elle nao desmentir o cim-
ento que me merece, pelas prova* que ha dado do
sua energa no deseinpenbo de seus deveres.
Iloftlem um pardo morador cm Ierras do cngcuho
Alegra, deu unta tremenda sorra era sua propria
mullicr. lendo-a. amarrado em um esleta I 1 O
meu l-clix, que antes fosse fungar do que ser inspec-
tor, nada absolutamente obroit. A paciente levou
sua quena petante o Sr. subdelegado Marques l.ins,
e sei que se esla toriiiaiulu o processo.
Em um dos sabbados passado* nns quid.-ius 5li-
randas ,Antonio,e ClauJino,muios em hasta publi-
co espancaram um preto. cojo nico ou maior mal,
he ser acrrimo o inseparavel seclariodo dos llaccho.
horam presos, mas lugo ai enlitierlc
A segnianca individua] marcha sem alteracao, cx-
ceptiiando-se a do sen velho amigo, que sempre cor-
re sen risco; porem nos cooros de oulrem, que lalvez
n.io Miaja para pagaras lavas que o asno comeo.
Ja nuil fallar que em alguma* parles desta fre-
duvida, que me numperraria a tarar ,1a cachola < pieria cotfllnaam, apparerer mamigo* .le se ipro
valnlade : ora cslavain millas, porque o livro das
artas tilo eslava sellado ; ora porque* apurarlo de-
via ser fcila pela caan dc S. Aile : finamiento
baviara ( nAo sei quaes i un* oulros motiva* de nulli-
dade. Eis porem quando nicnns se esperaracons-
la-uie d* funle limpa-os no-sos vercadores recebetn
partieipaela para no dia O de oulubro vindouro, se-
ren empossados, e ciilao lem a nossa lllm. ilc en-
celar sua carreira : lieos a fade bem! ainsi $olt il.
Antes que uto asquee*. Ouvi dizer que aqui temos
um esplendido e |Munposo Te Pcitm em acrlo de gre-
cas. Fiquei tallando de contente com a tal noticia,
pois como deve saber ja m.indei fazer o men facto
de urna moda, que c.i sei, que os rapazes hAo ile fi-
car-se hallando ; nAo ilou as ilinvnses, para nAo
ser rnnhccidu. A minha Am/reza ja est cosendo o
seu vestido de tres hallados, sua barra caracol, c
eoni o seu cliapelinlio tirara unta noiva. (ili! que zeli-
nhos nao terrinos reciprocamente Ja allugnel
unta casaa certo amigo, que lem muilas (Juercu-
do venha passar um bello dia comuosco.
'Un cantarada que me ha coadjuvado neslc Iraba-
lho cuvioii-ine esle* vcrsinhos, que achei-os tilo muilo
maos e como vem ad-rem ahi os remello. Descolpe
ao meu amigo, que vonladc tilo Ihe clta. Ei-los.
I
Meu velho amigo e compadre,
v untaras vos appet.-ro :
In prims vos endereco
Meus cumprimenlos, Vespeilos,
D'amig'honicuagens, preitot.
II
Por mais que escusado bei-me
De acceder a rosso almejo,
Pnr fazer-vos o desejo.
Vou fot muan.tu esta em rrrso,
E desculpa dtsiu pero,
Posto que u meu beslunlo
seja, eu confesso, profundo.
Nlo he cousa d'oulro mundo...
E I vou sem rhuz, nem buz...
atamos no sec'lo da luz.
IV
He su para referir-vos
Urna cousa. que hei bispado ;
gue levo metrificado
Meu insulso prosasmo...
He caso de pedantismo.
Talvez lembrado estaris,
gue Joo l i ornes lem-no- dito.
Vira um hermaphrodilo,
O qualcasadoparia,
E tambem parir lata.
VI
Acfcei o caso espantoso.
Por subre inexacto, tticrivel :
Mas* vejo que he possivcl
Tal plienomi-n.'. tal inon-lro :
E com razio o demonstro. ,
VII
guando vollei do Recifc,
Ijue pela Escada pastei,
Vi acousa, que pasmei
Um chichisbeorico e moro
Cura trambollto no reseen.
Mil
g'cra homem certo eslou ;
Mas a tal moximfaila
Nio me pareca nada,
gue os breves, que as partearas,
l'emao rollo s parideiras.
IX
Logo veio-me lembranra
A historia do Joan Gomes :
Assim como parein humes,
Melhoritieiilc o herinaphrodilo...
Santo breve Anjo bemdito !
X
liquei zonzo, hoquiaberto;
Contemplaudo este estafermo;
Jue leudo o crneo lio rmo,
. Tinha o pescoco Uo cheio
De multiplicado arreio.
XI
Dcspcrtar-me do meu pasmo
\ ci certa radraha ;
Era dexlraurna v izinha,
gue se poz a casoar,
E o caso a me explicar.
XII
Vosee, diz ella, parece
Admirarse com mui pouco !
Aquella...coitado he lonco,
g' habeas-corpus e luneta
Traz quando d-lhe a venela.
XIII
\ oste inda nao vio nada !
Venha c passar um dia ;
Xeri demonomania
Em o seu mais alio grao,
Tocar flauta, c berimbaii.
XIV
Ver esse raogangueiro
Tendo laes penduricalhos,
gue se parecen) chocalhos,
gue traz pendentes ao peilo,
P'ra mostrar que he tal suzsito.
XV
Enfilocharaou-me de perto,
E ao ouvido cochichou-mr,
Certo nome declarou-me...
Dei d'esporas sem detenca.
Tal cabera, Ul sentene* .
Enllo que tal o estro do meo compadre Sem-
pre fezmait do que eu. gero dar-Ihe aqui a ex-
plicarlo de urna din ida que lalvez, como a mim,
Ihe va embacar. Ah! esl cacoando Pois enlo
adevinhe... adevinbe oque heliabeas corpas^ Siiu!
j o pesuei Pois nem que d trinla mil vollas ao
juizo he capaz de acertar com microscopio. Oh!
diabo lie isto mesmo. Escreva esla no sen
lexicn.
As clin vas (em continuado como so nlo esperara;
mas he consumada loucura querer o finito e limi-
tado per.crular os tegredot e a volitado do Infinito,
do Increado.
Meu amigo, nao se esqera de pedir ao Exm. Sr.
presidenta que nos acuda com um destacamento ;
que so amcrcie desle logarzinho. enviando-nos uina
porcito dessa gente bem arranjadinha que tem, por-
quantu os ceroulas (como chamam aos mtalos, que
serve na polica) slo inaptos c inhabis para as ope-
rac,es policiaes. c as vezs insubordinados. L'mdes-
(acameuto um deslacamenlosinho !
Eslavaj fechando esta para apruveilar o portador
que eslava a partir sem demora, quarnto fui inler-
rumpidoporduus ram ira las que trouxeram-me para
leros o-, doseu Diario de loe 18 deste mez. o pri-
Nn,eiro deparci com urna carta do nosso amigo W.,
cujos pensamcnlus c liugnagem dlo-me de certa
modo uo goto.
Vi que o nobre collega se enfezou por Ihe haver
eu falUdo pela terceira vez no Camioha ; pois te
a-*im o liz foi persuadido que fazia um servido ao
collega, indicanilo-llie a \isinha residencia deste ho-
mem. cujo crime exige inexcusavel punirlo, re apc-
r15n,p?.visinllanCa ul bosperte Ihe foss desconhe-
c o, B m^ .... ,, liaiegi| v .,,
halado em enlevos poettab., Deve sabor oulro sira
que nlo sou o propriqafl arquisiclo dos factos ou
noticias, recebo-as ; e pessoa em quem deposito io-
tetra conl.anCa a*severou-me que o Caminha te
achav rcsidindo no engenho Cachoeira : ao live
em mente ollen.ler o teu amigo, lauto que nlo de-
clare! o nome do apanigua lor ( para me servir do
seu termo. )
gual o meu estado de imprettio?! Bradar pela
vigilancia c capturarlo de uns tceleratot? I
Vive minio preoccupiido ornen iltastre collega!
A impretslo esta ,le sua parle : primo, porque nAo
atienden, que quando fallei do Sr. Peregriuo bo-
nei-o, e tai o proprio a esforcar-mc a prol de sua re-
putarlo, .fecundo, iwrque o Canto de que fallei,
tao he o que allude na sua carta.Eti no reino da
la.Se me nio leu, ou nao atlcudeu i torca de
minhas expressiies, nlo lenho culpa, queixe-se de
si. Sinto que as saudades o hajam posto em Ul ca-
lado! E desejo que recotihecs que o Velho Aldelo
nao lie lio mao como o considera o Velho W
Respeilo a erudiclo, a limada e sublime penna
do nobre amigo; mas bem v que nlo devo dar ta-
llsraclo daqiuilo de que m nao comprometll.
I.i lambetn a correspondencia do meu collega Vic-
toriense, c agradeCo summamentt ao amigo ai toas
naneirat urbanas, o juntamente o aviso que me f
acerca do perigo, que erre a minha vid*. J eslon
a par de talas as tentativa., tramas e amearas; mas
Taco tanto caso des.at bravatas, como do cao, que
morrea hi tres anuos. I.endo-tne, porm. agora ve-
ra que poro jjgsiamps na sania paz do Snhor.
Se nlo rotee a promesta do portador, que j esta
snflrego, diria ao collega Viclorien* o motivo por-
que as cleiroes daqtti estiveram a ponto de ser an-
tiolladas, ou com fallas de formalidades, asseveran-
do-llii nicamente que ludo deve ser attribuido
illnstrissima dessa comarca.
As noticias esto,esgoladas, no entonto coucluo
esla confessando-mc o seuCelho Aldeao.
_______ (Carta parMrafar.)
REPARTigAO DA POLICA.
Parte do dia 23 dc setembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Eic. que, das
partes hoje recbalas nesla repartirlo, consta que fo-
ram presos : a ordem do juiz le direilo da primeira
vara do commercio, o porluguez Moreira, por negar-
se i fazer entrega de livros e papis commerciaes ;
ordem do subdelegado da freguezia de San-Frei Pe-
dro Goncalvet o porluguez Luiz Correa Duarte, sera
declararlo du motivo, e a ordem do subdelegado da
freguezia da Varzea o choulo Agoslinho Jacinllto
Jos de Santa-Auna, para recrula.
Honlem pouco depois das 5 horas da larde, o sol-
dado da companhia llxa ilo cavallaria, Antonio Mo-
reira da Silva, as-assinou barbarameule na travessa
da Cabimla, do dislricto de Fura de Portas, a sua
propria miilher a parda Antonia Vernica dos Pra-
zeres. com tres clocadas de espada sobre as cosas,
duas nos peilos, um golpe na cabera, e oitlra no bra-
co direilo, resultando desies feriiienlos mmediala-
menle a morle. Perpelrado o delicio consegran o
assassino evadir-se mutilado cm um cavallo, nao obs-
lanle a perseguicaoque Ihe fizcrain algumas pessoa*.
c o proprio subdelegado do Recito, qite chegou at
ao quaitcl da dita companhia, c ahi requisilou umi
escolla que partindo no alcance do criminoso nlo
conteguio caplura-lo por ter tobrevindo a noilc e
ter-se elle embrrnhado nos mallos, eauindoa direc-
cAn qoe tomou da estrada do Pao d'Alho.
No entretanto dei as convenientes providencias,
para ser elle preso, onde quer que seja encontrado,
sendo que sobre este relo esla o subdelegado tratan-
do de instaurar o rompelente processo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 8 dc setembro de 185*.lllm. Exm.
Sr. consclheiro Jos Denlo da Cunha e rigueiredo,
presidente da provincia de Pernambuco. chele
de polica, Luiz Carlos de Paira Trj-eira.
COliniMCADO
A educarlo de nossos lillio* lem orrupado a soliri-
Ittde, desde nossa emanciparlo poltica, nao s da
assembla geral. como das assembla* provinriacs;
porm tmenle a educarlo Iliteraria, educarlo mo-
ral do sexo masculino nao cnlrou aiuda nesse qtii-
nhAo, nem tao pouco a educarau pin sica ; tilo obs-
tante, vemos assim mesmo um melhoratncnln nota-
vclac progres-o de instrurrao; murmculc comparan-
do a poca actual com aquella regida pelo sistema
da anliga forma dc goveruo; nlo hj> lo pouco, po-
llera tornis.
Comquanlo o sexo masculino lenha ganho, toaba
dado um passo consideravcl no raminho do |ir.igrcs-
so inlelleclual, romludo he doloroso, he barbaron
descuido, od.-leixo ou o menos preso com que temos
considerado a educaclo do sexo (emintao: primei-
ia Vl*'l,j,iirccc I"" nlo he o amor da* srieucias, n
bem umumaaiaa.de, que nos tem impellido para a
creadlo das escalas, dos Ijceos. .las arademias, mas
-un jactancia, batolia, ou"cousas semclliantcs; por-
que dependendo em grande parle a surte e conducta
do individuo, do leile. das primeiras impressdes, d'
calor nialcrno, este luanancial da vida social, he
qucllc, que al hoje principalmente tiesta f/rovir.
nAo no* lem despertado nossos develes mais p,,
vos. Mais instruidasc boa*, fazem sempre filli,.
bustos e bous, he a opiniao de Kenelon e da ro-
outros nieslres de cditcarjo. Una crenaduii.,'
lemlida nos persuade que uta ina m.i/ .
/nr.-i

I
>
'
V


*
i
^f
p
r
'
>

forr"1 as mulhores, mais submissas, mais religiosas,
md honestas; quaulo un. engaarnos, quando as.im
,1,. erremos! Quanlo mais instruida e bem educarla
f,v b mullier, inaior conciencia lera ilai(5vvn,t""ir enahelnujU de sen* deveres pira a
familia. Para a sociedade e para Dos ; mais culti-
vado iHsi'Tnimeiilo. maior tomma tic llieoria e pra-
lica do que *'e preciso a urna tilda, a urna esposa, a
uma m.li deJP"'81 ni0 *> porque) a educarlo lhe
predispon e prejugrou o espirito, como porquo a lei-
lura a csempiilieou>_^ ,
A -iibiiiisvln da mmfrST-Ucves?'' ''Pinida e conli-i
da na expresso amor respeitoso, "- add'n "'" *j
trailuiir senilo por miseravel escravido. De
quo serve a um marido urna mullier que se repute
escrava del le, se esta idea repelle a cnnformaca.i de
vonlades e scntimenlos f Sem liberdade no lia on-
lade, e eonsequeutomcnle violentados lodos os actos
ejercidos pcU mullier. A Ijranua no sera amor.
Tilo pouco a mullier embrutecida, por m educaran,
e falta de instrueco, uuuca podo ser boa religiosa,
pois ignora em que comiste a rehua.i, quaes os scus
preceilos e devores para coin Dos e o prximo. A
lioneslidade na embrutecida apenas be considerada
na parle carnal e material, nao assim na mullier
instruida e bem educada, que para ser reconbecida
lanosla, condece quanto branse esta virlude, as
idea*,o porte e os actos de seu dominio.
Acabamos de dizer que um deleixo imperdoavel
nos lem feilo menoiprciar a educaeao de nossas li-
Hias, salpresando toda as forras e mc-ios na educa-
e < dos lilhos, cnilo por amor da iusIrucfAoao me-
nos para termos na familia jurisconsultos, chefes de
polica, descinhargadores, deputados. ministros de es-
tado, diplomticos, deixando vegetar na mais crassa
ignorancia esses anjos de ilocjora, eas capacidades
luase todos o* elementos da inlelligcncia, queso
mente precim para se derramarem, do polimento
de uma boa Piluraoio.
Nilo declamamos contra tsta nbcrrarjlo de nossos
vcrdadejros inleresses sem rirovas cabaes : porque
sendo al agdra na amurco desla fallas, a resposta,
que na provincia nao ba\ia mcios de dar educarlo a
meninas, essa raiao, pouco plausivel, nAo pode- ser
mais auleposta.
Nos suburbio desla eidade se fundn um collegio
de meninas, cujos estatuios audaram imprrssos nesle
Diario. A observancia destes estatutos be garanti-
da por um homem, cuja vida se lem esvaido entre
nos, cujas ideas e conducta nos be condecida ; be
garantida pela conducta e educaran de uma familia
deseuhoras, desde crianzas, respetadas e admiradas
pelas primeira* elasses de n .ssa sociedade.
Por esses estatutos se obrigain a dar uma educaeao
compela as meninas, que Ihes forem confiadas, a par
lo tralamenlo 6 mais decenlee dos necessarios pre-
ceilos de conducta moral e religiosa.
Muitas vejes avallamos por falsas mprcsses ou
bem, ou mal de um fado, o que nos parece bom nao
o be, o que nos parece mal alia, be bum, quasi sem-
pre e por sesuranca do faci he mister que lenba-
mo experiencia para o podermos avaliar verdadeira-
meute. Nesle caso nos adiamos nos ; porque leudo
coma-cario esse collegio no 1 de agosto a funecionar,
para all mandamos urna menina nosa, e tanto por
osla, como por nutras que a li se acharo podemos
asseverar, que nos adiamos completamente salis-
fetos.
Como diliamos, desde o I de agosto que funeciona
esse collegio, porm que numero de meninas tem
ra elle concorrido, tendo se-lhe alias promellido
onumeio? responderemos, que at poucos dij
que o visitamos, apeuasemitmossele meninas No
be caso collegio meramente escola da primeiras let-
tras, como sao denominadas algumas escolas desta
eidade ; all o ensinara primeiras lettras Gramma-
lica Porluguea, Historia Universal, Historia Sagra-
da, Ueograpbia, a liogua franceza, a lingiia ingleza ;
estas materias comprchendem o ensino obrigado do
collegio, alm do Calherismn, &c. Afora as materias
de ubrigaco. para aquelles que querem, ensina-sc o
desenlio, a msica vocal, piano e dansa, o italiano c
o allcmao.
loado, pois, como dilo tica, ,i provincia de Per-
nambuco um collegio bem montado, bem guarneci-
do, com (odts as accommodacAes para lili meninas,
em edificio linipo, arejado c bem situado, he de ue-
cessdade que elle teja concorrido, nao s pelo bene-
ficio que delle resulla a cada um de nos, como por
qne se nao fr concorrido, assim no se poder sus-
tentar, aliento o grande dispendio com pessoal c
material indispeusaveis ; alm de que ser de eterna
v crgimlia para nos, que um eslabelecimento todo em
iiossu beneficio 'eneja no nasccilouru, por falta nos-
sa, aporque nossas filhas uuuca poilcro ser magis-
trados, presidentes, deputados, ministros de estado c
diplmalas.
I'm Pernambucano.
DIARIO OE PERNAMBUGO, SEXTA FEIRA 29 DE SETEMBRO DE 1854..
PUBLICA!] 10 A PEDIDO.
Continuou depois a di.cu'sao do prnjcclo punindo
os militares que se liajam casado -em permiAo do
governo. .
Orn em primeiro lugar o Sr. Olivoira Bello.
S. Esc. uianifosloii as suas ideas a favor do pro-
jecto, allegando as razoes em que se fundava para
dcfonde-lo. Entre outra, provou que scmelhante
medida n;1o era nova. antrS pelo contrario j alop-
lada em muitos e diversos paizos da Europa.e sobre-
todo na Prussia : coiicluindo joe seu voto conscien-
rwrtwaii favor do projeclo, joi entenda esta me-
dida uma grasa e um beneli io que o governo con-
cede t classa militar, -^ ^
O Sr. Bramido oceupou em seguida a tribuna.
Combaten o art. 2. em discussao. Comecnu mos-
trando que esta quesillo j linda sido ventilada no
senado romarft, c que all ninguem ouaou eslraiibar
que um legislador com balease semelhaiile idea.
O orador foi aqui inlcrrompido por um aparte, em
que %t lhe pedia que allcndestu a poca em que li-
nda tido lugar a resolnrao a que se referia.
S. K\c. respondeu que a humanidade nao tem
nocas, attravessa lodos os lempos, e que o corceo
dcumHomauo nao he (orinado de maneira diversa
docnrarn de um Krasilciro (Apoiadot.l
[ncovou a respeito do casamento o letlemunlio de
.ilguns nobres deputados militares, entre cllrso Sr.
general Seara, quo apesar de ser casado, neni or
isao tintia deizado de cobrir-se de gloria e .te cica-
trizes peta seu paiz I Concordou que a mullier nao
be de certo mailopropria para os combates, mas que
no m lha poda nogar a sua aplidflo nos conselhos !
[Hilaridad gtrai.)
Continuou anda o orador mostrando que a idea
do projeclo conten em si immoralidde, e"c|uepor-
lanto nao pode ser aceita pela cmara dos Srs. depu-
Uda. Irilando a peualidade consignada na emen-
da, admirou-se nao poilendo conceller como o Sr,
general Seara lhe prestasse o seu nome ; pois, no seu
entender, este artigo he manifcsUmente iuconslitu-
cinal, e at brbaro.
O Sr. Guural Sera respondeu ao precedente
orador. Fez diversas considerascs sobre a posisAo
do militar casado quando tem de marchar para um
combale, ou.de seguir para lugares distantes dosilio
onde deixa sua mullier c seas lilhos. Elle proprio,
apezar de nunca ler franqueado, senlia-sc semprc
commovido. Oprojocto nao be una anua de guerra
contra a classe militar ; he tima couraja que a res-
guardada ternura em certas occasies em que a ter-
nura be i m mal.
O orador repelle aida de que o projeclo seja im-
popular. Nao ser bem aceito no baile militar ; ez-
por os seus defensores a nao receberem all o aga-
zalho e corlezias que oblcem os impugnadores ; mas
de faci cncerra urna idea favoravcl i disciplina c ao
futuro das familias dos militares, Seja ou nao popu-
lar, o orador esla acnstumado a allruntar quaesquer
inconvenientes em todas as posice* em que se lem
ach ido. Nao adopta a diplomacia do Sr. ministro
da marinha, que por ser lumein do governo n.Vodis-
se francamente na camaraina questao das prezas que
essa qucslao era ministerial e de ronliansa. Se elle
orador lora ministro, nao prcisaria desla lei. Decla-
rara, por meio dos comniandaules le armas, ao c\er-
citoque o casamento nao eslava na ordem do lia.
t) nobie general dirigi anda algumas palavras ao
Sr. Percira da Silva, a respeito do que bavia dilo na
primeira discussao do projeclo ; e protestando o seu
mnisteriatismo franco e as direilas, asscnlou-se, no
meio dos applausos de muitos de seus collegas.
(Correio Mercantil.)
VARIEDADE.
A AGRICULTURA AS ESCOLAS PRIMARIAS.
Imaresolueao do Sr. Forloul, niinislro da ins-
Iruesao publica em Franca, publicada em :l ds julho
de 1802, uoineou uma emnini:1o de dez membros
para inlroduzir os Irabalbos de agricultura pratira
no programnia das escolas primarias. A excmplo da
Suissa, da Allcmanha e d^-frielerra, Iralar-se-bia
de escolher em Franr^Hilgnn melres inlelligenles,
e de por as suas ordene recursos sufllcientes para a-
lugar um o: lous declares de Ierra para sercrh cx-
cbisiiasiUttlt cultivados pelos seus discpulos. Pela
^%a^*^^BSnhaa, durante Iros horas, baveria lirOts de leilu-
ra, de escripia, de conla ; tarde, no terreno, viria
a lirao pratira. Cada operadlo seria icompanhaila
de eiplicasOcs oraes, que faram compreliender loda
a sua importancia. O proiluclo do cultivo perlanceria
provisoriamente ao meslrc como supprimenlo de
vencimenlos. Ao depois. como j eziste na Inglater-
ra, esses productos podem servir-lhe de ordenado.
Nao carecemos fazer observarquao fecun.ta em re-
suK*dos seria a geueralisarao dessa medida. O im-
perador Napoleao III, que" lo seu bolsinho lirou o
necesario para asdespezas ilesses primeiros enaio,
, liga-Ibes, com rar.ao, um gramle interesse de gloria.
. Se com cfleito actrassera os metres na uIIslcAo las
forras dos seos discpulos, hoje perdidas, una sulli-
rieule remunera;no dos seus cuidados, o orcamenlo
tirana exonerado de consideravel somma, c o ensi-
__ no elementar toruar-sc-hia realmente graluito. Por
miro lado, se o programma das escolas primarias,
que nao inspira s jovens geragAes senao'o aliorreci-
menlo da vida campeslre, fosse reformado de moslo
a fa/er-lhes compredender todas as vanlagens dclla,
as emigraron qne desnovoam os campos em prove-
lo das ciilsdcs eessariam dentro em pouco, c a agri-
cultura, em vez de ler falta de bracos, nadera eze-
cular tollas as grandes obra de nielhoramenlo re
clamadas pelo terrilnrio. Vef-se-hia enta a renda
agrcola dobrar de importancia, a seguranca renas-
cer nos espirito*, que as preoecuparfles maleriies
laclas vezes desvairam.
A quesiao la atfernasSo dos estndoslheorieos com
os irabalbos manuaes be pois de maior gravidade.
Como ainda he pouco condecida, embora seja aida
(oda franceza, vamos entrar em ilgnns pormenores
histricos que, mis o esperamos, tornaran mais fcil
a Isrefa da commisso. Primeiro mostraremos n.s-
endo a idea ernasapi peipiena eidade lo Delphina-
1c; ezparemns^r^ols como ao cali de ura secuiu
j'j peregrinarlo pela Europa, vollon-nos sancriona-
"a pela pralica ; fallaremos dos ensaius feilos por al-
-uns particulares, e dos esforfos lenlados pelo go-
verno para fixa-la na nossa Ierra; e apoutaremns
'amfiui as diversas formas que, segundo as circums-
tancias locacs, poderia lomar em suas applicaces
pra liras.
Em 1750 nm negociante da pequea eidade de
Crest, no Delphinailo, o Sr. Auberl, fundou uma ex-
cola gratuita de industria e de agricultura, c asaita
foi o primeiro a resolver o graudc problema da al-
(ernaeflo dos Irabalbos manuaes c dos cstudos ele-
Lineoiargs. [retido ds smmresf.lilo deobservasao,
homem cminenlemeiile pratico, o Sr. Auberl, linha
julgado uol.ir i|ue,-cireuuiscriplo pulir qualro pare-
des, montono a malar. 0 ensino das escolas prima-
rias sii iiispirav.i profundo tedio. e ninos para a preguiea. Em seu pensar, as sessfies,
em ileonsia tonga--, mais prejudicavan a intelligen-
cia do que serviam para deseiivnlvc-la ; por demais
Ihcoricos, os cstudos nao podiain fazer apparecer as
vocarOes, nem servir para as aplides professionaes.
Assim ao sabir da escola a mor parte dos mogos eu-
Irava em carreiras que linda ao depois de abando-
nar. O Sr. Auberl rbegava a essa ronrlusio :
que suspeii.leudo o incilamenlo ilolrabalbo, o ensino
primario era um nbslarulo ao desenvolvimenlo da
riqueza aeral, e que portanlo careca de prompla e
radical reforma.
Em urna memoria dirigida atgUM anuos antea la
revolucao aos Srs. estados da provincia de Irelanha,
paiz para onde se relirra depois los seus revezes o
r. Auberl, descreve-nos elle o macbinismo da|sua
escola :
Murante o almoeo ou a merenda dos meninos,
faziam-nos passar como em recreio para outra cma-
ra, onde bavia ama especie le oflicina de loda casta,
in-li-lmenlos pequeos c maleriacs le pouro valor.
Abi os meninos dos dous sexos, em presenga do mes-
Ire c da meslra, Inmavam os inslrumciilos do sen
goslo, e serviam-sc cuino Ibes pareca, para ilcsem-
penbar suas ideas mecnicas, o reparar as suas ro-
das, cardas, ele, ulensis de cuja conservagao procu-
rava-sc iiiriiinbi-los Ipgo aos sele annos. No lim lo
oitavo anuo de cada menino, o meslree a meslra,
que tinbam observado o genero de trabalho que mais
agradan a seus jovens discpulos, poiliam decidir
com seguranca para que prnsale eraro proprios ; c
nenlium dos que assim foram esludados. e postos em
aprendizagem nessa teara iiladc de oilo anuos, dei-
zou de (ornar-se cxccllculc operario no ollicio para
que se inclinara.
Eis quanlo s artes mecnicas : nao se aeham nes-
se trecho as doutriiias posieriruienle formulailas por
Carlos Fourier e seus numerosos discpulos sobre a
eilucagao allracliva e natural".'
Quanto a industria agrcola, o Sr. Auberl Iratava
scus discpulos como posteriormente foram tratados
na Suissa, na Alleniauha, na Inglaterra ; romo seria
para lesejar que o fossem geralmenle em nossa Ier-
ra, onde a renda do chao be a principal fonte da ri-
queza.
Sendo a agricultura natural ao homem, prosegue
elle, e sua pralica neressaria a cada um para recreio
de espirito e do corpo, o Sr. Audert fazia que o mes-
ura c a meslra levassem ao campo os seus discpu-
los. Fallava-scde lavoui a. (aiase-lhe- eiaminar lo-
das as opera;0es, e levaudo-os para o meio los reba-
nlios, moslravam-e-lbes os meios de os multiplicar,
de o preservar e curar das molestias a que sao su-
jeitos. Todo, o-menino, de l'iira, da idade de 8 at
a de li annos, podiam vir aessas lires de agricul-
tura pralica. Aos mais vellios, na cslaco dos bichos
da seila, faziain-se observages sobre sses insertos
para Ibes ensinar a cra-Ios. Assim pde-so fazer
adoptar pouco a pouco as mximas le agricultura
que lucidores parecerem, sem ir de eneonlro aos h-
bitos, s preoecupacoes c ao amnr-proprio dos la-
vradorea, que fcilmente se revoltam contra os es-
criplos que ronilcmnam os seus mclbodos. E-sa In-
dispcusavel assopiagao da industria e da agricultura
he a verdadeira fonle do bem estar. S ella piide dar
vigor aos povos, vida c forga aos imperios.
O Sr. Auberl prOpnnha aos Estados da llrelanha
rumiar na provincia (il) c-colas de trabalho como a
que orgauisara em Crest. Quera que pudessem esses
eslubelccimcnlos fornecer aos particulares semenles
le plantas de loda a casta, carnciros de raga pura
para melboraineuto das laas, que fossem especial-
mente encarregados do vnlcariar o cultivo da amo-
reira e a criar, do bicho la seda, e de formar mii-
tra-meslres habis, criados de lavoura iiilclligeules,
pastores capazes de bem reger os rchanhos, precio-
sos auxiliares, cuja falla eniao se fazia vivamente
sentir. As despena le inslallarao Icriaiii sido de
l()0,(X) libras, e o Sr. Auberl obrigava-sc a pacar-
Id'as com 4 por cento de juro. Ao rabo de ."i anuos
o trabalho dos aprendizes, ilcvia na sua npinia, che-
gar para mantenga das escolas, sem que os Estados
fossem obrigados a mais ampias despezas.
Deixando o Delpbuado, o Sr. Auberl. que I i liba
visto cahir sua escola, nao leve a salisfago de po-
der levanta-la na veHra ierra la Armnrca. Sua
idea, milito .'diani.iil i para a poca, foi pois lesco-
lihecida. Se os Estallos a houtesscm roiiprcheudido
c exceulado, a llrelanha, ainda tan pobre e coberta
de Ierras incultas, estara boje 18o rica c 13o bem
cultivada como a Flamlres.
Nao he, porni, em Franga, nesse foco das gran-
des dcscobcrlas de que se honra o espirito humano,
que as novas ideas serao acolbidas. Kcjeilada, como
perigosa utopia, apenas a escola do Sr. Aubc'l Ici-
xou alanns vestalos nos e*rrt|t1 que queriam cnlao aperfeiroar a agrirnlliiia pela re-;
forma do ensino elementar. Assim, em 1769 a Sr.
Migar, lenle do baillialo de MiU, publicava um
livro em que prupunba fiKsc dada is srolas prima-
rias urna parte das Ierras incultas, c se conlasse o
servigo lellas aos discpulos, dndose aos meslres,
cm vez de salario, os seus producios. Na mesma.cpo-
ca, pelo que refere Francisco de Nefrdatcau, em al-
gumas parles da l.orena, as beirasdos caminlios es-
lavain plantadas nogueira-, cujas fruas serviam le
dolagao as escolas. Esses farlo, -ao os nicos que
conliecemo- que consasreni a memoria da descober-
la da Sr. Auberl, e da applicago que elle proprio
dclla lizera na sua eidade natal.
Depois desse infructfero ensaio, segundo experi-
mento, foi feilo na Suissa, e sem ser le lodo satisfac-
torio, promellcu bullanlo, resultado,. A donra des-
sa nova tentativa leve caber ao nbilanlropn Pesla-
lorzi. Nascido cm/.uricb em lTili, l'eslalozzi dedi-
couse desde a sua mocidade ao meldoramcnlo da
coiriicao dos meninos pobres, a quem quera arran-
car ao vicio e ao ocio, dando-llics urna e que fosse a lavoura base principal. Para isso fundn
primeiro em Neuonliof, depois cm S'ranz, c por fin
>. verdun, escolas em que os esludos Ihcoricos alter-
navam com os ciercicios manuaes. Seu programma
comprehendia o ensino elementar, as operages da
agriciillura. a criagilo do gada, e as industrias ru-
raes. Seus discpulos eram hospedados, alimenla-
dos e vcslidos como a nenie do campo. Para nellcs
desenvolver faculdailcde iniciativa, conliava-lhes
successivaincule a ilirergaode diversos servigos da
hcrtlade ; cornos mais velboscnlrava em bidos os
pormenores la sua adminislrago, que par assim di-
zer idos fazia apulpar, moslrando-llies os scus livros
de conlabiliilade.
Esse novoensaio que, quaulo ao moral, pouco dei-
xava que lesejar, peccava pelo lado liiiauceiro. l'es-
lalozzi nelle se arruinou ; porm mais feliz lo que
o Sr. Auberl, foi-ldedado ver, antes da sua murlc, o
trinmpho le seu melhodo.
Em 1806, o Sr. de Felcmherg, lendo fundado a
las leguas de Iterne o Instillo Agronmico de
lloM'wyl. resolveu anncxar-lhe nina escola aratuila
para os meninos pobres. Consislia o problema em
adiar um homem cap iz de instruir os meninos fa-
zendn-lhes trabalhar na agricultura. Depois de da-
ver sueecs-ivaiiipiili' experimenlailo diversos mes-
tres que nao correspondiam ssuas vistas bemfazc-
jas, o Sr. de F'ellemberg loi poslo em rrlacao com o
lilbo de um pobre meslre le aldea. Ora, esse era o
eiigeuboso YYehrli, que durante _'i anuos lirigio a
escola dos meninos pubres de UolUvyl com lao bri-
Ihanle surcesso que seu nome foi conservado aos asy-
los asnelas na Suissa.
Wehrli, cujo uicIIkhIo sem que o perceliam he
applicailo cm pai lo as nossas salas de asj lo, em al-
sumas de nossas (HMtileuciarias le meninos preso; c
cm nossas lierdailes-miulelos era ao mesiiio lempo
grande pensador e espirito profundamente pralico.
Toilo o seu searedo ronsi-lia em ler ronslautcmenle
dcsperla a atlengan dos seus discipulos, cm cnsinar-
llies a reflcctir, em .lar-I lies a razan das colisas me-
dida que no terreno ou as ollriuas apresenlavam-
se as pergunla',. W'erdrli nunca deixava esses a
quem chaniava scus charas /Mos. No verla viao-o
a frente lelles executaiido as Ierras do llorTwvl os
Iraliallios apropriados as suas forgas e s suas intelli-
geocias ; no invern preparavam o canliaino, a lia,
e lescascavam legume. Fazia goslo ver o meslre
rivalitanda com os discpulos, c osles procuran.lo
clieaar ;i perfeirao do meslre. Wehrli nao perda
ocrasiao de insiruir os seus fillvis. Quando os tra-
dallms n,la davam as'Uinplo para refletSo, fallava-
lliesdos in-lruinenlos araloros, do sen servii^o, do
sen aperfeigoamento, das pessoas que os daviam in-
venlade ; prupuiilia problemas ariiuiclicos que rc-
solvrssem, difliculdailes sramm.ilicae- a.quc dessem
sabida ; esrlareriaalguiis punios de histeria natural
dava noges de bygiene, de economa rural, de eco-
noma do gado, ele. Os Irabalbos e as lices eram
cnlremeiailas de canlo proprio para despertar as at-
tengfies cansadas, e a elevar esses jovens corai/ics fa-
zcndo-lhes apreciar as maravildas la creaeflo.
Wehrli expc elle proprio no sen jornal lodos os
senrodos do seu melhodo.
" Pergiintais-me, diz, como fago para ensinar aos
raem disepalea. Ja muitos me lem feilo igual per-
gunla. Ite-poiido que os iuslnio a toila hora lo lia
sem prejudiear assuas occupagfes ; ahi cuvolvo urna
conversago que os possa inlcressar. O que de
mais simples lo que conversar Irahalbando i Ado
que no campo livre, e no meio la natureza, lenho
muilo mais mcios para exercer a allcngo e a refiV-
Ue dos meus lilbos, para agii;ar-lhcs o espirito de
observag lo c o ilesejo de aprender, do que so lem
as nossas esi-olas, onde os meninos etSO alulba-
los enlrc qualro paredes, tristes c levados ao desa-
nimo e pregtiiga ; os meus estao sempre alegres,
alenlos c laboriosos, n
A escola dos meninos pobres de HolTwyl servio le
modelo aos asy los agrcolas da Suissa, quanlo a lis-
tribuicao do lempo, organisag ao los trabalho e
los estudos, e a disciplina interna. O que un'ca.
menlo distingue estes ltimos he que nelles n0 be
gratuita a admissao dos discpulos. Em HolTwyl,
que deixou de exislr depois da moorle de Fellem
berg, os discpulos naopagavam relrbuigao alguma.
Admitlidos aos doze annos siisabiam aos viole um.
O producto do seu trabalho nos ltimos anuos in-
leiuiiisava o eslabelecimento los sacrificios que lhe
liaban) imposlo os primeiros lempos da aprendiza-
gem.
O melhodo de Welirli be.de todos os mediados de
ensino condecido, c mais racional a conforme com a
indure/, i. Mas suppe cm quem o applica um espi-
rito de observarlo, um complexo de conhecimenlos,
um cultivo intelectual que nao pode ser exigido do
um simples meslre. Por isso laindem j deuenerou
na Suissa, c lio quasi impossivcl reconhece-lo na
Allemaiihu. All a alleniarao dos Irabalbos manu-
aes com os e-Indo, elementares he apenas negocio de
dislribuigao do lempo. No Wurtemberg, no iust-
tulo de llobenliein, por ciemplo. os discpulos na
escola pralica Irabalham cerca de 7 hora, por dia na
lavoura, c duas na Ibooria. Os chefes que dirigcm
a sua aprandizagem Ibes ensinam, he verdade, o
manejo dos instrumentos araloros; mas a sua con-
versago ionge llea do alcance identifico que li-
ndain as couversages de Wehrli. lie a cierna ro-
lina, e caja monolonia de nicamente inlorrompida
por ligoes Iheoricas nanitas vezes aborrecidas.
Na Prussia o melhodo Wehrli apresenta-se com
caracteres noves. Os meslres ensinam a euxertar e
a podar as arvores fructferas, eriam em geral bichos
da seda, em cujos cuidados lomam parle os meninos;
expuein lamhem os principios elementares da eco-
noma rural c lacriagao lo gailo.
Nos Estados-Unidor o mcthndo exclusivamente
reservado aos meninos pobres da Suissa. applira-se
com vanlagein a biirguczia e at s elasses opulen-
tas. Perla le Philadclphia nrha-so o eoHcgia le
Moiinlairy. em |ue, admitlidos aos 10 annos, os dis-
cpulos seguem lodos os esluilos classicos. O esla-
belccimenlo be cerrado por urna vasta bardada.
Manidos de diversos inslrumenlos aralorios. iluran-
le a bella eslagao os jove:is rollegiaes frequenlain os
jardius, os viveiros, os curraes. Esliidam o plaulio
das borlas, dos pomares, a preparagao los terrenos,
o tralamenlo dos aninacs ilnmeslicos. De volla pa-
ra suas salas de esludo, esrrevem cm cadcrnns os
resultados das suas observages, o que os obriga a
relleclir c os acosluma em redo a escrever. Asse-
gura-se que os alumnos do collegio de Mounlairv,
logo que esl concluida a sua educaeao. acbain se
pioinj.los para cntregarem-sc j lavoura, ja in
du-irin, j ao commcrcio, e que geralmenle sao bem
succedidos.
Na 1 ujla Ierra, o mol linio Wehrli tnmou nm ca-
rcter que Taz honra ao genio pratico dos seus habi-
tantes. Kslabeleceam-se meslres primarios que
nada recebem do e-lailo, nem da commiina, nem de
seus discpulos, e cujos vencimenlos s.1o todava pre-
feriveis aos dos nosees pobres mestres de escola.
loi o Sr. le Goorej quem primeiro nos fez conhe-
cer em Franga esse nobre c bello instituto. Um
meslre alaga urna Msinha e dous declares de Ierra.
Pela manida, durante tres hora, recebe os meni-
nos a quem da ligio ; larde cs(c, armados com pe-
queos inslriinieiilos aralorios, viioparao campo que
ellos ciillivain .turante tres horas. Esse cultivo,
perfcitamculc dirigido, he mu productivo para o
meslre e lhe serve meio de inslrucgao para os discpulos, e Ibes ane-
gla o laiare ; he um grande exemplo para os pc-
quenns lavradores cujas emprezas guia, lesenvol-
vendp ao incsmo lempo nuhrc emulagao. As Ires
horaffda trab Iho manual compensa ni tanto ea ani-
dadas do meslrc, que a inslrucgao he de loilo gra-
luita as escolas le altea. Melhor se comprehen-
der a importancia deesca eslabelecimenlos pelo
que vamos cxlrahir la segunda riagem agronmica
do Sr. dcGourcy, rclalivo esrola de Willingdnn,
no Kenlshire, dirigida pelo Sr. ('.rulen.leu.
Em 181-2 o Sr. Criilenden cscrevia :
leudo -J(l discpulos a quem ensino a ler, es-
crever e conlar, bem romo a dontrina, sol a via-
lancia do pastor. As ligoes vaodasll da mandila
al meio ola, cada um me d lOcenlesimos por se-
mana, c 3 horas de Irabalho por dia, desde as -2 al
.is 5 da tarde. Ainda nao perd um s ilisripulo
por descoulenlamonlo, e folgo de poder dizer que
me ajii.lain com multo boa vonladc nos meus traba-
lho, de riilldra. Cultivo dous hectares pelos quaes
pago 375 francs, leudo uma casa que me cusa H)
francos, ao lodo (i francos. Nao leudo prado
nem pasto, e todava ciio :l vareas, t vilelia e I
bezerro no meu corral. Nunca precisei de alveilar
para miuhas rezes, que nunca saliem. Dando-llics
ragflo no curral crio duas vetea mais rezes do que
se as puzesse cm pasto.
No anuo scgiiinic o Sr. Crullcndcn cscrevia que.
apezar da secra exces-iva, pagas todas as despezas
de casa, comida, e ConseTvacio para si, sua mullier
e qualro fildos, sen Irabalho lhe bavia rendido
1,000 fr. de beneflebii Ho um resultado a quo
nem pretendern os nossos meslres ruraes, <|iie per-
ri'liem cm geral200 fr.de or.lcnado, e somma igual
do gi.iiiiicag.in contingente.
Em margo de ISii oSr. Crulfciidcn nos d o in-
venlario da na siluaglo:
< O producto dos meus dous declares da Ierra no
anuo le I8.'l eompOe-se assi ni:
Mcu trigo leu 21 derlolitros:).'
litros que a 69 (r. pur quarler (0
litros' dao.
SJo litros do avala,
490 litros le eevada.
.i 1l' dcclidilros de li.il.ila-.
Um quarler de crvilhas.
Um porro cevado, vendido por.
0 Um Icilao pbr.
Um becerro Lor.
< Um porco de 150 klog. para con-
sumo.
l.eile c mar leiga.
" I'm bezern para cria.
< L'ina porc/i.uova.
Tolal da receila.
" Alug'jcisqiaJ. Iciluzir.
l.ucro. 1,007 fr. 70 c.
Enlramlo mi caminlio quo leudo a ulilisar as for-
gas perdidas ilus discpulos em proveilo lo meslre,
os Inglezes linliam lo levar a idea a suas ultimas
consequenciasl Urna frc2iiozia prxima do Wil-
lingilou linda a sen cargo um invalido chamado I lar-
ris, o qual linda mullier c sete lilhos. Eslavam Har-
ria e sua mullier na casa le raridade de Eastboiirnc
onde sua despe anana) suba a 1.800 fr. Um pro-
prielan'o da pa odiia que linda visitado a escola do
^r. Criittenden prnpoz alagar urna casa e dous dec-
lares de Ierra, e ah insidiar romo meslre de escola
a invalido Harria. Na prima vea de ISii foi isso
encalado. Desde eatfo a familia indigente cessou
de pesar sobre a rommuna.
Com as Ires horas de Irabalho que os discpulos
lhe dao pelas suas Ires horas de lic.lo, di/, o Sr. de
tioaeey, vive Harria *e trata de sua mullier o los
seus 7 fildos, c nao s veste a todos, como tem so-
bras, o
Assim rumprindo um Icver le raridade, o genio
britnico soubc fazer urna cspecul.igfio. (.loando rom
a sua rival aprender a Franga a ler esse genio pra-
tico que cm laoallo.grao a distingue?
Disse-sc do fabulista I.atntame, quo elle pinlaia
a natureza e ifie guardou os seus pinceis.
Nao se poilcr dizer de' Wehrli que invonlou um
methodo ile Piisino rujo segredo levoii coflnaigo para
o Inmuto? Com rflcilo applicar esse iiiPtbodo, cuni-
priria ler nogoes eneyelopedleas, um espirita lio no-
bre quao elevado, urna alma Uto compadecida quao
simples; cm somma, ser o proprio Wehrli. toda-
va, bem que rompen.lo o recinto de llnflwyl, a li-
bra sublime do me-lre tenha profundamente deso-
nerado, a applicago maisou menos urosseira que
dclla lem sillo feila nosa-ylos agrcolas da Suissa'
na- esrolas primarias, e as escolas pralieas de agri-
cultura da Allcmanha, nos collcio* agrcolas dos
1 Estados-Unidos, e as escolas le aldea la Inglaler-
, ra, j tem pro lu/nlo inralculaveis resalladas no pon-
i le vista do bcm-eslar moral c material da huma-
nidade.
Em Franga. bergo primcilivo la dea o nome lo
fundador do melhodo, o Sr. Auberl de Crest, o ne-
ma de Wcrldi, d.upielle que pela sua alta inlelli-
gcncia c seu espirito profundamente observador, suu-
be della fazer urna verdadeira sciencia, c mais con-
tribuio para vuluarisa-la, esses nomes sao de lesro-
nberidos. He o que acontece a inaior parle las
eran les ilccolicrla, ipie remiran! o liomem da bar-
baridade : a alomc-licagao los animaes e das plan-
las bravas, a eonslnigo do arado, a arlo de lecer,
lem na historia mais 'do que iiicerla parlcrnidailc.
Allernagte dos Irabalbos manuaes e doscsludos Ihc-
oricos he urna descohcrla cuja vulgarisa;ao leve uin
lia transformar a urganisa;ao econmica das socie-
dades modernas.
Jai/nes l'alserrcs.
(Jornal do Commcrcio.)
jfi'J fr.
78 fr. 7."i c.
-0( fr. ti c.
l.iO fr.
47 fr. 50 c.
i 20 rr.
;l fr. 85 c.
37 fr. 30 c.
9a fr.
375 fr
a fr. 50 c.
50 fr.
I.63 fr. 70 c.
lii fr.
COMMERCO.
AUFANDEt.A.
Rendimento do dia I a-27. .
dem lo dia 28......
27.i:(i(',2;JI7
12;07ij(iS0
288:ti3(>9837
Destarregam hoje 29 de. scleinbro.
Btrrn rraurezaPcriiambueomcrcadorias.
Barca portugiiezaVaria Joso resto.
Brigue liainuurguczOlindafariuda de Irigo.
Importacao'.
Barca franceza t'ernamlmcn, vinda do Havre,
consignada a J. R. I.asserre A; C, manifcsloii o sc-
guinle:
40 darris c (> mcios ditos manlcga; a Brunn Prac-
ger A; C.
2 barricas qaeijos, t calza genebra, 2 ditas livros
e objertos para escriplorio, 2 ditas bonetes, incrcia-
ria e nudas, I barrica e 1 caixa producios cbiinicos;
a ordem.
50 barrisc 25 mcios ditos mnnlciga ; a TaSM 4
Irnio.
2 caixas livros eimpressos ; a Miguel .io-c Alves.
1 caixa rom urna burra ; a A. A. Rodriaucs Isaac.
1 caixa lacillos de algodao, 1 lila arges, 1 dita
sedas c merciaria ; a I.. Schuler & C.
io balas papel d- cinbrulbo.lOtl barra e KM) meios
dilos manleiga. 2"> lulas papel, 200 gigos cerveja. I."
caixas sardinbas, t dila lecidos le lia, I dita ditos de
algodao, 1 lila chapeos de sol le algodao, i ditas
merciaria. 1 dila chapeos para homem, I (lila lilos
para scnliora, 1 dila carloes; a J. R. I.asserre A; C.
7 barris c 12 caixas inerriarias, 1 dita obreias. 1
dila obras de (landres, 1 dita perfuma! la, e papis,
2 ditas trastes, 2 barris tinta. 3 caixas drogas, 2 lilas
perfumaras, ditas brinqiicdos, 1 lila bonetes, I
dila moilas, 1 dita papel ele. ; a Feidcl Piulo 195 barris e 73 malos dilos manleiga, I caixas pcl-
les de carneiro; a N. O. Bieber i C.
5 caixas sedas, 1 lita marruquins, ti ditas lecidos
le algodao, 2 ditas dilos de linho c lsodao, 1 dila
Vestidos, larlatana e garra bordada. 2 lilas tapetes
le M i, 50 barris e 50 meios ditos manleiga ; a J.
Keller \ C.
13 gigos vinbo, 1 caixa papel, 3 ditas vidros, ti
barris azeite, 2 caixas pedes preparadas,! dila vidros
e louga, t dita vidros c casligaes, I dita lecidos do
algodao, I lila livros, 1 dila obras de madeira, 2 di-
las ebapus deaialha, i .lilas calcados ; a l.ecomle
Fcrou & C.
5 caixas e i fardos lculos lo algodao, 1 caixa
amostras, 1 lita seilas, 2litas vestidos de ras-a. 2 di-
ga chales de algodao, I dila lecidos de seda ; a Timm
Mousen & Vinassa.
1 caixa com 1 carro c arreios, 2 dlas chapeos, 2
lilas calgados, 1 dila carines e olijeclos de escriplo-
rio, 2 lilas sellins e pellas, t dila com uma pren-
sa, 1 barrquinha rame de latan. 2 caixas papelao,
I dila gomma. II ditas vidros, (i lilas iiiarniorc, 1
dila inslrumenlos le msica, 2 lilas leridos de 1,1a,
1 dila lilos de seda, e chapeos de sol; a J. P. Adour.
I caixa marroquim, 1 dila leridos de algodao, I
dila couros e palmilhas.l dila verniz ; a Demeose l.e-
clere.
1 caixa chapeos de sol de algoilan, 2 lilas perfu-
maras, 2 ditas roupa feila, 2 lilas pannos, l dita bo-
netes de algodao, 1 Jila lecidos de alaodlo, I lila
roupa e rajado, 2 lilas merciaiias, 2 lilas chapeos
para senhora ; a E. Burle.
1 caixa sedas e merciarias ; a L. Antonio le Si-
queira.
I caixa oculos, lunetas, c vidros para relojio; a
C.li .proill fS; Herirn.I.
9 caixas calcados, 2 dilas sardinbas, 1 dita conser-
va,, 2 dilas chapos de sol de aluodao, 2 lilas couros
para sellins, I dila objeclos para relojociro, I dila
celos de vimo e bonetes, I dila chapeos para senho-
ra, I dita porcelana etc., 2 dilas vidros. 1 dila ins-
lrumenlos de msica, 1 dila BMKfoaria e chapos
le sol para senhora, t lita sena, ubi. 1 dila obras
bulas, 5 dilas pellcs de carneiro. 2 lilas lampadas de
cobre, I dita bonetes e calcados, 1 lila pregos e ca-
yilhas, 1 dila sedas, 1 dita bonetes, luvas etc.: a E.
Dedier & C.
15 caixas lecidos le algodao, de linho c algoilo,
5lilas pannos, I dila p ucellana. I dila garsanli-
llias, :( dlas chapeos para scudora, I ditacavatios do
pao, dilas caudiciros e vidros, 1 lila ditos de lineo,
1 ditafidi bordado, t dila lencas le algodao, i ,|;n
verniz, 2 dilas marroquins, -> ditas roupa feila, t di-
la sellas, 2 dilas lecidos de algodao. i dilas perfu-
maras, 1 dila pe||esde poico, I dila cassas, I dila
chapeos para domem, I raixinda medicamentos, 1
caiva dijouleria, 1 dila calgado ; a Soovage & C.
3 caixas pannos, lilas "editas, 3 lilas honclcs,
2 lilas chapeo,. | dita moilas, 2 dilas manteletes,
1 dila fazendas, dila peluda de algodao, 2 dilas
caivas vazias, 2 dilas lecidos de algodao, I dila rou-
pa branca, 1 dita loucas, 1 lila perfumaras, 1 lita
brini de algodao, 1 dila chicolea etc., dita livros
em branca, 1 dila papel, t dila preugas, I dita cha-
les : a V. I.asne.
1 volunte cassas de algodao, 1 caixa lecidos de di-
lo; a Scbapheillin.
t rain panno,, 7 dilas chapeos; a H. tiibsoa.
10 darris e 10 mcios lilos manleica ; a Rosas Bra-
ga rx; C.
i volme- drogas; a B. F. de Snuza.
2 caixas quinquilleras ; a Souza Iriii.los.
t caixa com t carro ; ao viscoudo de l.ourcs.
3 caixas cartas geogropdicas, 1 durra chrislacs ; a
A. J. lo Reg Mcdciros.
I caixa modas ; a Buessanl Millocbcanx.
1 caixa chrislacs ; a V. A. de Souza Carvalho.
i caixa agua de colonia ; a R. Roy le.
i fardo raz de ltela, 1 caixa perfumaras, 3 di-
las merciarias, papel, modas ele; a A. L. ileOl-
veira Atando.
iO barris c 20 meios dilos manleiga; a Srhraniin.
CONSULADO C-EKAI..
Reiidimenln do dial a 27.....1t:9:i8l>28J
dem do dia 28........1:1944319
I.MVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimcnln do da I a 27.....
Mein do da 28........
Exportacao'.
Liverpool por Macelo, barca ingleza feneciere,
de 3(12 toneladas, condoli o scguinlc : 120 to-
neladas de ferr vellio, 1 caixa amoslras de longa,
375 saecaa com 1,923 arroda e 12 libras de algodao.
KECEBEDOKIA DE RENDAS 1MERNAS GE-
RAES DE PKBNAMBUCO.
Rendimenlo do lia 1 a 27 .
dem do dia 28.....
O Mr. Custodio Manoel da Silva ultimarles, juiz de
direilo da varacivel uesla eidade do Recifc de
Pcriianibuco por S. M. I. ele.
Fago saber aos que o presente edilal virem, que
adiando-se vago o ofiicio de depositario geral desla
eidade, foi por urdeus imperiaes mandado par a con-
curso, scguHdo me commuuicou o Exm. presldeule
da provincia por ofiicio de 23 do rorrele mez, pe-
lo que convidam-se nsprcleiidentes a a presen!,irem
seus requerimenlosuo i-razo de 60 das, devendo ser
ditos requerimentos assignados pelos pretndeme,,
ou scus procuradores, acompandadns de lolha cor-
rida, cerlidflo de idade, de eiame de sullcieiicra.o
demais documentos que entenderem convenienles,
sendo lodos devidamenlc sellados, sccuudo o dispos-
lo nos arls. ti e li do rcgulainenlo n. 817 de 30de
agosto de 1851.
E para que chegue a noticia de lodos mandei pas-
sar o presente, c uutros qoc serao aflixailos nos lu-
cares publiros de cada uma das i freguezias, sala
das audiencias, c publicado pelo jornal por espago
de 3 dias successivos.
Dado e pasudo Desla cidada do Recifc do Per-
nambuco aos 27 le selembro de 1851. Pedro Tertu-
liano da Cimba aserivaa o eacrev.
Custndio Manoel da Silla Cuimaraes.
Manoel Joaquni la Silva Ribcro, fiscal da freguc-
zia de S. Aqlonio do Recife, etc.
Faz publico para conhecimenlo le quem inlcres-
sar possa, os arls. adaixo transcriptos das postura^
municipal', em vigor.
- TITULO III.
Art, 3. Nenlium morador lngara, nem mandara
langar as mas ou limares publicas que nao forem
parosle fin desuados, lixos, ufmundtciaa ou qual-
quer cousa que possa un oinmodar, ou causar him-
no ao publico: os infractores serao multado- ein
25000 rs.
Arl. 5. Ninguem podar langar agua limpa na
ra das varaudas abaixo, e inesino n uoilc s o po-
dera fazer depois das II horas : os infractores alein
do damno que rausareiu, serlo multados em ti^NXI
rs.,e se a agua for suia c infecta, pagaran a mulla de
123000.
TITLJ.O IV.
Art. 15. Todos os acougues se fecharan no verso
as i horas da larde, e no invern as (i: os iufraclo-
res serao mullidos cm 103000 rs.
TITILO V.
Arl. 5. Depois que a cmara municipal designar
os lugares para nelles se fazer o deposito las im-
inuiidicias, os que as laugarem fura desees lugares, e
presentemente as nao laugarem ao mar, pagaran a
mulla de 13000 rs. As vasilhas as quaes se condu-
zirem as immuiidicias serio coderlase lavadas depois
do despejo, c nao se poder fazer ele servigo desde
as 7 lloras da mantilla al s 9 horas da n'oilo. snb
pena de pacarem a mulla de 20000 rs. Exceptua-
se o despejo de aunas mlavegens de roupa, casa e
coziuha, assim como lambem o lixo.
l)s lugares marrados para despejo nesla freguezia,
sao os seguinles: Porto da roa de S. Francisco, on-
ti'ora Mando-Novo, caes do Ramos junto a rdeira,
e porlo do Pocinho; sendo inteiramente prohibido
fazer-sc despejo em nulros lugares.
E para que daslisposigiies cima expendidas Ic-
ndam o devido conhecimenlo fago publico.
Freguezia lo S. Antonio lo Recifc, 2(1 de selem-
bro de 1851.O laical, Manoel Joaquint da Silla
llibeiro.
O I). Custodio Manoel da Silva liuimar.les, juiz de
direilo do civil lesla eidade, por Sua Mageslade
Imperial e Cnnsliliirinnal, ele.
Fago saber aos que o prsenlo eilital virem, que
por esle juizo de da de arrematar por venda a quem
ler lindos os lias da lei c pragas successivas, os dens
de raz constantes do rscriplo, que so aeda (m po-
der do p.irleiro dojnio, Jos los Sanios Torres, cu-
jos bens v.lo a praga por execugao de Joaquim da
Sil.voMouro emita Jos Dias da Silva c sua mu-
Iber. E para queclicgiina utira de todos, mandei
passar o prsenle, que ser aflixado no lugar do coa-
lome c publicado pela iniprcnsa. Dado e passado
nesla eidade lo Recife aos 27 de selembro de 1851.
Eu Manuel Jos da Molla, eserivloo sulwrrcvi.
Custodio Manoel da Silva (iuimaraes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimarfles, juiz de
de direilo li primeira vara civil desta eidade do
Recife, por S. M. I. e C. etc.
F'.igo saber aos que o presente edilal virem, que
por esle juizo se lia de arrematar por venda a quem
-" gmais der, lindm os dias da lei e pra ras successivas,
. _.>:/0fi318i\|os bens de raz rnnstantantes do csrripto, que ee
. 11.33277'arda emr '
13:1399601
7G832i(>
23|040
7919286
2t:l(i9ffl(l
CONSULADO PROVINCIAL.
Reniliinenlo lo dia I a 27.....17:1003570
dem do dia 28........5899359
17:0938922
MOVIMENTO DO PORTO.
Salios entrados no dia 28.
Rio Grande do Norte2 lias, brigue de guerra inglez
Hxpreu, commandaulc Boyes, Seguio para a
Balda.
Melbourne73 lias, galera ingieza Colden lira, le
1,550 tunrladas, capillo James P. Peis, equipa-
em -18, carga lia e mais goneros ; a iirdem. Com
*i passacoiros. Veio refrescar c segu para Li-
verpool.
Sacio sabido no mermo dia.
Liverpool por MaceiBarca ingleza Ucneiicce, ca-
pillo James Turncr, carga algodao e laslro.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da tbesoiiraria provin-
cial, em ciimprimenlo da ordem do FLxm. Sr. pre-
siilenle da provincia de 18 lo corrcnle. manda fa-
zer publico que peranlc a junta da fazenda la mes-
illa Ibesouraria. se ha de arrematar no lia 19 de
oiilubro prximo vindouro, a quera por menos fi-
zcr, a obra dos reparos argentos le 1.000 bragas
crrenles na t" parle la estrada do Pod'Aldo.
principiando lio bracas anlcs lo marco2.1KMI bra-
cas e terminando no de 3,000, avahada em rs.
5:8299830.
A arremalarao ser feila na forma da lei pro-
vincial n. :ll:l de 15 de maio do correte anuo, c
sob as clausulas especaes abaiso contadas*
As pessoas <|ue se prupozercm a esla arrematarn
compareram na sala das sessoea da mesma junta, no
lia ariina declarado pelo meio dia, eompctcjitemen-
te habilitadas.
E para constar se maulen afinar o presente c
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de setemhro de I85. O eeretario, sin-
tona 'erreira da .tnnunciaro.
Clausulas especiacs para a arremalarao.
I." As obras dos reparos le 1,060 braras cr-
lenles da Estrada do Pao d'Alho, far-se-hlode con-
forniulade com o orgamenlo e perlis approvados pe-
la directora em canaelho, e epreeeuiado a appre-
vagio do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia le 5:3299830 rs.
2." O aiivmaljnie dar principio as obras no
prazo de 13 dias a llovera concliii-los no de 3 mc-
zes ambos contados na forma do arl. 31 da lei pro-
vincial n. -280.
3.* A importancia desla arrcmalag.lo ser paga
em duas prestacSes iguacs : a (.-'qaudo estiver
feila a meiade da obra c a 2.-1, qoando esliver con-
cluida, que ser loso recebla definitivamente sem
prazo de responsabilidadc.
! O arreinalaule cxccdcnilo o prazo marcado
pura a coiulusan das obras, pagara urna mulla (lf
em mil rs. por cada mcz. embora lhe seja coucedi-
lo prorogagai.
5. O nrrcmalanle dorante a execugao das obras,
proporcionara transito ao publico o aos carros.
. -O arremtame scru obrigado a impregar na
execugao das obras, pelo menos melada do pessoal
de gente Ivrc.
7." Para ludo o que lulo se adiar determinado
as presentes rlansuUs nem no orgamenlo, segur-
sc-ba o que^dispc irespcilo a lei provincial u. 280.
tainforiiic. ITscrclario, .inlonio Ferreira da
Aunnnciartio.
O Illm. Sr. nspc manda fazer publico, que pnate a mesma Ibesou-
raria, no dia 3(1 do correte a urna hora la larde se
hilo de arrematar a quem maior prego orTcrecer, :15
cavados pertoncenlea a companhia Osa decavallaria
de linda, c que pelo seu estado lulo |idcm continuar
a servir na mesma companhia: os prrlendenics ll-
venlo comparecer na casa da referida repartija.....i
lia c hora indicado*, nodendo dirigir-se ao quarlel
da mesma companhia, os que lesejarem examinar
antes nscavalloe annuncJadoa, que no da da arrcma-
lag.lo eslarao no largo do Collcsio.
Tbesnuraria de fazenda de Peinambucn 7 de se-
lembro do 1851. O olllcial-maor, Emilio Xatter
Sobreira de Mello.
O Dr, Custodio Manoel da Silta OuimarSes, juiz
de direilo da primeira cara do commercio, nesla
eidade do lleci/c'dc l'crnambuco vor S. M. I. e
C. o Sr. Pedro II, i/uc Deo quarde etc.
Fago saber aos que o prsenle cililal virem que
a rcqiierinientu do fallido Dominaos Jos lia Cosa,
se ada por esle juizo aberla sua falleucia pela seu-
leiiga .lo llieor leguinte :
A vista da exposi{uo constante da pcgao fl. 2,
declaro aberla a-fallcuca de Domingos Jos da Cos-
a, cslahelrcidofroin loju de niiiidezas na ra do
(lueimado n. 5,. fixo o termo legal da mesma fal-
leucia lo lia t di corrcnle mcz. "
Ordeno que se ponh.im sellos em todas os lien, li-
vres e papis do fallido, c iinmeio para servir de
curador li,ral o creilur Victorino de Castro Moura,
que prestara peranlc mim o juramento na Turma
da lei, expadndo-aa desde ja ao respacilvo juiz de
paz, copia autentica lesla SMilenga com a parlieipa-
rao do curador fiscal,Horneado para proceder a apo-
sigo dea sellos ; c pague o fallido as rusias. Reci-
fe 31 de agoslo do 1851. Custodio Mauotl da
Silva (uiniaraes.. Em .cisnpriinciilo do que lodos
os eredona prsenles do re'erdo fallido comparc-
cam cm casa de mnlia resiileiicia na ra da Con-
cordia n. lio dia 30do corrtnle mez pelas 10
horas da manhaa, al'nn de ,iroceder-se a nomcagao
de deposilario ou depostanos, visto no lerem coin-
parecidunia primeira reiiniJo, que lulo de receber e
adminislrar provisoriamente a cas i fallida. E para
que chegue a noticia de todos, mandei passar a pre-
sente que ser publicado pela i inore usa o aflixado
nos logares designados u< arl. 129 do regulamciito
n. 738 ile 25 de iinvembrn le 1850. Dado o passa-
do nesla i idade do Recife aos 27 de selembro de
1859.I ti Manoel Jos Ja Molla OSCriVlO o sulis-
crevi Custodio Manoel da Sitia (iuimares.
poder do porteiro do juizo, Jos dos Santos
Torres, cujos den, vao a praga pur execugao de
Joaquim da Silva .Monrao contra Jos Dias di Silva.
E para que chegue a noticia do lodos, mandei
passar o prsenle, que era ahitado no lugar do
cosame e publicado pela imprensa. Dado e pas-
sado nesla eidade 'lo Recifc aos >- ,\e selembro de
1851. En Manuel Jos da Molla, escrivo o subs-
Crev.Custodio Manoel da Silra Guimares.
O Illm. Sr. inspeclorda Ibesouraria provincial,
em coinprimcnlo da ordem do Exm. presidente da
provincia de 27 do correute, manda fazer publico,
que o concurso para o lugar vago de 2. escriplura-
rio da mesma Ihcsouraria, ter lugar no lia 2 de
onlubrn prximo vindouro, as 10 horas do dia.
E para constar aos interraidos se mandn aflixar
o prsenle e publicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
baco, 28 de setemhro te I85i. o secretorio,
.Inlonio Ferreira d'.tnnuncia-ilo.
DECLARACO'ES.
Parten doje (29) ao meio dia os correos para
as cid.ulcs la Paraliida, Coianna e Olinda.
Para a Paraliida, fcieda-sc a mala boje 29, ao
meio dia, pelo hiale Flor to Brasil.
Para o Araraly, feicba-sc a mala no dia 30 do
corrcnle, ao meio dia, pelo hiale Sania Cruz.
Para o Rio de Janeiro pelo Assii, feicba-sc a
mala no dia 30 do corrcnle, ao meio dia, pela polaca
nacional Cndor.
Para a Babia, feiclia-se a no dia 2 do oulubro
prximo, ao meio dia. pelo hiale, Amelia.
O conselbo administrativo do'9. balalhau de
iiifanlari.i, precisa contratar para forncrimcutn do
rancho lo mesmo balausta, para trimestre de oulu-
bro denmbro do corrcnle auno, os gneros seguin-
les : pes de (1 oncea, caf moidn, assucar, manteiga,
carne verde, dila seeca, baealli.'ur, l'arinba le man-
dioca, tiujn iiiuiaiiiiin. iniicinho, licita doce, vina-
gre, arroz pilado, sal e Icnha, sendo lodos os gneros
le primeira qualiiladc : os concurrentes deveraoaprc-
scnlar saas proposlas em carta fecliada. no quarlel
da S:.I-dado no (lia 150 do correte mcz pelas 9 ho-
ras da manilla.
l'ela mesa do consulado provincial se nnun-
eia, que o Irimesle ,-iddiciuual docxerciciu de 1853
18.51, espira no ullimo do corrcnle, rccolhciido-sc a
respectiva Ibesouraria nessa poca iodos os livros
perliMicenlcs a senielhaulc eiercicio, para seren cx-
ecnlados os cantribuiules : assim pois avisa-se a
lodos que deiiarim de pagar dcimas o uniros im-
poslos, que ronrorram a pagar scus dbitos al o dia
ultimo do me/, cima mencionado.
BANCO DE PERNAMBUCO,
O coiiSL'llio de dirccaio convida aos se-
Dhores accionistas do Bu neo do Peraam-
buco a realiearem do I. a 15 Jo outubro
do coiTente auno, mis O OjO sobra o
atunero las accOes que Ihes oram distri-
buidas, para levar o ellciloo complemen-
to do capital do Banco, de dous mil eoli-
tos de reis, conforme a resolnrao tomada
pela assemblea geral dos accionistas de 20
le selembro do anuo prximo passado.
Banco de Pcrnamlmco 7 de aijosto de
18 i.O secretario do eonsellio de diree-
c5o.1. J. de Jl. Kego.
SOCIEDiUE DRAMTICA EJIl'REZAUA.
9. RECITA DA ASSI tiNATI KA.
Sabbado 30 de setembro de 1854.
Ih'pnis da cxcruc.an de urna cscolhida uiivcrlura
lera principio a representacto do novo e pre-exrel-
Icule drama original porliiguc/, dividido em j actos
o qual se intitula
GHIG.
0 (|lADI.0 DA SAMA YIRGE1.
Compnslo pelo Sr. francisco Gomes do Amorta),
reraonaijena.
tihigi, piulo! ilaliaun. .
Antonio 1'en agio, lidalgo de
Palermo,......
Marco Doria......
Principe lorgia.....
Angelo lilbo de lidigi. .
I.iligi amigo de Angelo. .
Hci iiiccio. criado de l-'crra-
Ki"........
.Manaiiiin, discipulo de tidi-
Ri.........
I." esdirro.......
1." homom do pivo. .
2, no. : ......
U. dilo.......
Esbirros e liomeus do povo que Bao fallam ele,
O t." arlo passa-se junto i l'alermo.<) 2., 3."
4. c 5.cm Roma.poca del 180 a 148.
DcHomtnaco dos actos.
1. Um quadro de tiigi.
2." As duas virgeus.
3.o O Uoutor.
4.n A justica dos horneo*.
5. A juslira de Dos.
Sera decorado o drama de vestuario o canario ap-
propriado, urna nova visla de sala ornada de qua-
Iros ser apresentada cm um dos artos. Asoceda-
le dramtica conlia lauto no iiicrilo do drama, que
em seu aliono nada liz, e aguarda do illuslrado pu-
blico desla capital loda a juslica a primeira produc-
Actores.
Os Srs. Coste.
0 Reis.
u Hendes.
11 n Sena.
A Sr. 1). Orsat.
(l. Srs. l'ercira.
i> Monlciro.
0 Sr|iiinier.
11 n Sebastian.
D a Sania llosa.
a Pinto.
a Ro/oudo.
ciio le um moco JOc encela a carreira dramtica na
qual do grandes esperanzas de ser um dos primei-
ros alores, apresenlaulo um drama desta ordem
quo merecen os elogise approvarao lo Sr. Rebello
da Silva, um dos primeiros lillcratos de Portugal,
Terminar o liverlimenlo com u cugracada comedia
em I acto intitulada ,
NACASADEl'Ot'COJ'AO'TODOSSEQUEI-
XAM M.MJUEM TEM RAZAO-.
Principiar as8 horas.
AVISOS MARITiMOS.
Ceara' Maranliao e Para'
com destino aos portos cima
deve seguir mili brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
vo e mui veteiro palhabote < Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nttnes, para a
cargae passageiros tiata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companliin, ra do Trapiche n. 1C, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
ACARACU' E GRANJA.
A estes dous portos pretende seguir o
liiate Fortuna, capilao P. Valette, Fi-
llio: quem no mesiro tpiizercarrcgar sir-
va entender-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C., na ra do
Trapiche n, 1 (i segundo andar.
A venda,
O lindo c inuilo veteiro paladn Clemenlina,
Inlac.lo 1:17 tonelada*) rcceiilemcnle edeuado do Ro
Grande do Sul, rom um carregamculo de carne see-
ca para onde linda deslc porlo ronduzidooulro car-
regaincnlo de assucar; vende-se rom loda a maslrea-
co, veame, mcame, amarras c ferros, e com lodos
os utencilins e perlcnrcs, lalqualsc arda prompla
para emprclicudcr nova viagem, mediante algum
pequeo reparo; os prelemlcnlesdirijam-seaoagen-
e de lebles Francisco Gomes de Oliveira.
Pata a Bahia sahe na presente se-
mana o bem conhecido e veleiro hiate na-
cional Amelia, por ter a inaior parte de
seu carregainentoprompto ; para o resto
da carga e pessageiros, trata-se com No-
rae* & Companhia, na ra do Trapichen,
"i, ou como mestre Joaquim Jos Silvei-
ra, no Irapiche do algodao.
Aracaty.
Segu no lia 30 do correle o paladn a Sania
Gnu ; para o resto da carga, tratase cum Cactano
Gyriaco da G. M., ao lado do Gorpo Sanio, loia
i. >.
Vende-se urna barraca denominada Salalense,
bem construida, de 34 a -iti.caixas, pouco mais ou
menos;a tralar na la da Gadeia do Recifc n. 56,
luja de ferragens de Francisco Guslodio de Sampaio.
Para a Bahia sahe uestes dias a su-
maca < Rosario de Maria por ter sen car-
regamculo prompto, ainda pode receber
alguma carga ; trata-se com os consigna-
tarios Novaes & Companhia, na rna do
Trapiche n. o, ou com o capitao no tra-
piche do algodao.
REAI. COMPANHIA DE PAQUETES INGLEZES
A VAPOR.
No dia 1. de
oulubro espe
ra-se da Euro-
pa um dos va-
pores da com-
panhia real, o
qual depois da
.i. inora do cos-
til me seguir
para o sul: pa-
ra passageiros, Irala-so com os senles Ailamson llo-
v ic & Companhia, ra do Trapiche Novo n. M.
K. II. As cartas para o portos do imperio enlre-
gam-se no correio geral, as para o Rio da l'rata no
consulado iuule/., noTrapirlic Novo n. Vi.
{) brigue Sagitario sahe para o
Rio le Janeiro no dia 29 do corrente, e
s recebe passageiros: trata-se com Ma-
noel Francisco da Silva Carneo na ra
do Collegio ii. 17, segundo andar.
LE2LOES.
Manoel Joaquim Ramos e Silva far Icilao por
intervengan do agente Oliveira, por maullado do
Illm. sr. Dr. na de lireito lo civel e do commer-
cio, e por conla c risco de quem perlcncer, do pala-
clio nacional denominado lierniina, com lodos os
seus perleiici^. lal qual se achn anconido nosta por-
to ; c lcclara-se pie ser feila a venda com o aba-
limeiiloda quinta parle la sua avalia;ao, seRtindo o
ulterior despacito do referido Illm. Sr. jaiz : sexla-
feira, ti iln Crrante, as 10 lloras da nianliaa em
ponto, a portedatassoeiajlo cnmmercial desla prara.
LEILAO' DE LIQUiDACAO'
Se\ta-eira 9 do crtente as II horas
da manhaa em poni o agente Itnberls,
lata' lei laonoarmazetndeMig.iel Carneiro,
na ra do Trapichen.58 deiodososobjec-
iosquese acliam no mesmo, assim como
chapeos do Chile, carros de rjuatro ro-
das, cabriolis, em mnito bom estado,
que valem a pena eptetn tiver vontade de
virao leilo, poisejue nao llavera' tiio boa
oeeasiao.
AVISOS DIVERSOS.
Al, QUE "SEDE! AI, QUE SEDE!
Al, QUE SEDE!
Os habitantes da eidade de Olinda,
abrasados pelo ardente sol /.i-ihIii, e nao tendo agua para beber, es-
tioem termos de estafar; por isso pedem,
rogam e intercedem a quem compete,
queiramandar tapar o arrombo da rept do mesmo rio, para elles nao morrerem
de sede.
Precisa-se de uma ama de leite forra
ou captiva, tendo bom leite paga-so bem:
nu rita de Ilortas n. 00.
O Sr. Francisco Vicente dos Santos,
tem uma caria vinda do |{o de Janeiro,
no escriptoriode NovaesA C, rita do Tra-
piche n. i prnero andar.
Desapparecen nodia-J-'nle selemdro.um negro rom
os sisnaes seguinles : alio dastaiilc, muilo (ein, rosto
redondo, ribera mal feila. nariz xalo bocea grande,
lem todos os lentes da Trente, pes gratules, anda de
vagar. Talla baixo, chamase Eustaquio, he muilo
conhecido aqu no ReciTe por ser daqui lilbo, repr-
senla ler de idade 22 a 23 anuos, levou chapea de
p.illri milito vclho. camisa < calca de algoidlo a/ul,
lem por eiteneo marcado no coa la caira o na pon-
a da camisa o nome delle : quem o pegar leve-u i
ra dos 1'r.i/orcs, casa pintada de rouxo, que ser
recompensado.
LEITUrU REPENTINA.
A inslalacao da primeira aula pelo aprasivcl me-
lhodo Castilno, ter lugar segunila-Teira s 10 horas
da ihiIi.'i.i .'2 de oulubro), no palacete da rua da
l'raia. Entre oulras materias, o instalador aprc-
senlar.i I scus Ilustres convidado um menino de (i
annos, pie no curio esparo do 195 horas, qqc cor-
responden) a 21 dias pelo auligo inelhodo, sabe ler c
escrever, conforme a -ua idade, no quo se demons-
tra a exccllcncia do methodo. Alm das pessoas
qne lem sido convidadas por cartea, terna franca en-
trada, os Si'-, commaiidanlcs bis carpos, os Srs. len-
tes, prol'essores pudlicos e particulares desla eidade,
e os menino, que livcrem sido alumnos do collegio
San-francisco Xavier.
Senhore*Hedacloren.Xmci. como mais habilitados
l.ir.ini o obsequio dizer-me, so nesla praca nao tem
correio onde se poasam procurar as carias viudas da
Europa : e com a bem alilada resposta de Vmcs.,
brsalo Ibes lirar. o seu criado Matulo.
Precisa la do um caisoiro de idade de H 1G
anuos pouco mala ou menos, para dir desla prara,
quem pretender dirijae. a rua da Cadcia luja
n. 28.
Hoje do meio ilia para urna hora da larde, foi
perdido, ou lirado do bolso la saurecasaca do abaixo
signado, no armazn ilc lebles de Marrulnoilor-
ses (icraldes, na ocrasiao que ele fazia leilo, urna
rarleira dealcibeira, pon m grande, ronlendo den-
tro alsuus papis cutre estes urna ccrlidao tirada
pelo aniiuncaiile o mez passado, ou em principio des-
lc, norarlorio do rscrivilo Molla ; orna publica for-
ma de uma rarla tirada pelo labelio publico Cosa
Alonleiro, rohi cilacio la prssoa, cuja lcllra da caria
eslava reronherida pelo lahcliao publiro Sii, a caria
original desla publica forma, urna apudacla impres-
sa cm branco assiguada pelo aiinnin i.uiie. meio bi-
Ihele da sexta loleria da fabrica de vidros do Hio de
Janeiro, e que devia ler corrido no lia 18 lo rorren-
le, de n. 2ltl9.ou 2119, urna conta de objeclos com-
prados no leilo ib* boiilcmdoasenleViclor.com
o recibo do mesmoasente ; t.VjOO rs. em sedlas,
e mais algons papis sdr importancia para o abaixo
assignado, que nao duvidara dar nem s o linlieiro
que eslava dentro da rarleira, como incsnfl) mais
.'lOaOOOrs. quem lhe cnlrcgar rnenteos papis
que eslavam deulro da carleira, as Cinco-Ponas
u. frl. Honorato Josrph d'Oiiceira Figueindo.
Aluga-se uma grande casa torrea com solAo c
7 quartos, cozinha fura, quintal e cacimba, na rua
do Pilar: a tratar na rua Direita n. 91, primeiro
andar, das (i as tu horas do dia, e de 1 as 5 da taide.
OITcrece-se um moco estraugeiro que sabe fa-
zer todas as qualidades de massas, como sejam : la-
Uhriin, iiiaearijo, eslreliinha e nimios mais: quem
precisar, iJirija-se ao aterro da Boa-Visla n. 70.
Onarecc-jc urna mullier para ama de uma ca-
sa de homem solleiro ou de pouca familia, a qual
sabe engommar bem e cozinhar o diario de uma ca-
sa, e d liadur a sua conducs ; quem a pretender,
dirija-se rua de Santa Hila n. 17, que deila a
frenle para a parle do iiascemc.
Venancio Auguslo l'errcira, como retirou-se
para os Apipucos por impossibilitado desuasaude,
deixon nesla praca por seu bastante procurador ao
Sr. Antonio (lomee de Caivaldo.
O Sr. Cervasio Pires Ferreira lem uma carta
e urna encommenda para ser entrecue em mSo pro-
pna ; na rua do Cabusa n. 16, segundo andar.
Aloga-se pur IljOaouu por auno, pagos vista,
0 primeiro sitio IciiorUlode ferro do lado direilo da
estrada nova do Caxa.m, o qnal tem excellenles
lianas plantadas de capim, o ptimo terreno para
vaccas, assim como soffrlvel casa, e nao poucas ar-
vores de fruclo: quemopreleoder, poder eiami-
na-lo, c convindo.lho com a condicHo supra, dirija-
se ao Chora Menino, primeira casa do lado esqnerdo.
para Iralar, islo das 6 as 8 hora da manhaa, ou das
5 da larde em dianle.
Em a nova fabrica de chocolate homeopathico,
no paleo do Terco u. 22, i>recia-se alagar um pre-
lo qoc seja possantc e fiel ; e lera um moinho de
caf para vender o chocolate homeopathico, cha pre-
di c la India, o muitos mais gneros do paiz a tes-
Iraogciros, por coimiuulo prero.
Desapparcrcu do engeoho Caocella da eidade
le Na/.arelb. un dia 18 do crrenle, um negro de no-
me Andr, crioulo, idade de 30 e poucos anuos, cala-
tura regular, cabera pontnda, rosto secco e barba-
do, irabalha soflrivclmenle de corrieiro ; levou ca-
misa e reruiila de alaoil.lo grosso j usadas ; este ne-
gro j foi vislo nos engcnbos Bom Suceesso.l.avagem,
ele, e por isso jolga-se que anda oecutlo par aquel-
les logsrcs, pmem sem conhecimenlo dos senderes
daquelles engenhos, pois ambos sao pessoas fidedig-
nas quem o pegar, poder levar ao mesmo enge-
nho cima, ou ao armazem da viova Perelra da Cu-
nta, na rua de Apollo.
AO PUBLICO.
O abaixo assignado, quereudo mudar o seu gabi-
nete de pintura para o bairro de Santo Antonio des-
ta eidade, previne ao respeitavel publico, qoe de ho-
je em Maule tem fechado o mesmo gabinete no ater-
ro da Boa-Visla n. 82, c que sera annunciado a
abertura do oulro por esta tolda, e por isso presen-
temente nao pode comprometter-se em Irabalbos de
sua profissao.Cincinato Marignier.
Quem for dono de uma besta ristanba de bom
lmanlo., nova, mansa de roda, lando uma fistola na
cabeija do lado direilo, e quo lem o ferro fingiodo um
!' com um E na pona da volla de cima, e um A na
volla de haixn, dirija-se ao deposito de azareth, ou
ao engenbo Boa-Visla, junio de Cbtinguiba, que me-
lhor informara.
Aluga-se uma grande rasa assobradada, fila na
estrada da Pont de Uchiia, a qnal tem 3 salas, 9
quartos, cozinha fra, passeio, copiar, estribara,
quarlo para escravos, coclieira, cacimba, jardn),
quintal murado com -portan de ferro, a com sahida
para o rioabquem a pretender, dirija-se roa da
Aurora n. 96, primeiro andar.
A abaixo assignada, tend de retirar-se para
frs da provincia, roga a todas as pessoas qoe le-
nham penhores em seu poder, vencidos a por ven-
cer, que no prazo de 15 dias venbam os lirar, do
contrario.os vender para o seu pagamento. Recife
26 de selembro de 185*:
Joanna Francisca de Menezet.
L'ma pessoa habilitada encarrega-se de lavar
cvjnsommar e d fiador : quem precisar pode enten-
der-se com Hernardino Maia da Silva, na rua do
Crespa n. 21.
The quarlerly meeling of lhe Brilith Clerkes
Procident Associalion will be held al lhe rooms
01 lhe Brilish Foreiog Library, ou Satordav the
:!0 of seplembor al 6 tlciork P. M. Paymenls
to de| made ns usual al lli Treaturers Koams.
fly order.H. B. Steel.Sectz.
Osconsiiuatarios de merendonas pelas quaes
se lem prestado nanea as alfaudegas do Keino da
tirAa-Brelanha. e que precisam de cerlido consu-
lar de desembarque e despacho dasmesmas, em eow-
forinilade com os rcsulainenlos da fazenda daquel-
le Krno, sao rosado* a participar oeste consulado o
fado de lerem sido desrarrreadas em anlcs de as re-
mover da alfandega desla eidade. Consalado Brit-
nico 28 do selembro de 1854.IVaUnn Sedcnbvrn.
LOTERA J)0 RO PE JANEIRO-
Achain-se a' venda um resto de billx -
tes e meios bilhetes da lotera sexta da lu-
brica de vidixis, aslistasseesperamdelio-
je em diaute pelo vapor Impcratriz :
os premios serao pagos logo .pese fixer a
distribuir-So das mesmas listas.
C. STARR<5C.
respciliMamenle annuuciam que uo seu extenso es
tabclecimcnlo cm Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeu.-o e promptido.toda a quaiidade
de macbinismo para o uso da agricultura, uavega-
c.'o e manufactura, c que para inaior commodo de
scus numerosos freguezes o do publico em geral, lem
abcrlo cm um dos grandes armazens do Sr. Biesqoi-
ta na rua "do lirimi, alrai do arsenal de marinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabclccimenlu.
.\lli arbarau os compradores um completo sorti-
mento de moendns de caima, com lodos os metho-
ramenlos (alguna delles novos e originacsl de que a
experiencia de muitos anuos lem mostrado a neecs-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
laixas de lodo lamauho, tanto batidas 'romo fundidas,
cirros de mo e ditos para cnnduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
lo, fornos de ferro batido pura familia, arados de
ierro da mais approvada coustrucrao, fundos para
alambiques, erivos c porlas para fornalnas, e uma
inlinidadc de obras lo ferro, que seria onfadoiiha
enumerar. No mesmo deposito existe uma pessoa
iiitelligeule e habilitada para receber todas as en-
coinmendas, ele, ele, que os annunriaiiles contan-
do -nm a cap acidado de suas oilicinas e machinisino,
e pericia de seus olHciaes, se compromettem a fazer
cxecular, com a maior presteza, perfeirao, e exacta
euufoi inidade com os modelos ou descules, e instrnc-
oesque lhe forcmforneciilas.
MECHANISffiO PARA EB6E-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RUA DO BRL'M, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
da sempre um grande sortimento dos .seguinles ob-
jeclos de niecbanisiiius proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e mcias moendas da mais moderna
couslrucro ; laixas de ferro fundido a batido, de
superior quaiidade, e de todos os taroanhos ; rodas
tontadas para agua ou animaes, de tedas as propor-
c/les ; erivos e boceas de forualha e registros de boei-
ro, aguilhcs.bronzes parahsos c cavilhocs, moinho
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDigAO
se exceulam lodas as encommendas com a superiori-
dadej conhecida, e com a deviila prstela e commu-
didade em preco.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se ura completo sortimento
de fazendas, linas e jrossas, por
preeos mais baixo do (pie cm ou-
tra ipialquer parte, tanto em por-
n'ies, como a retalho, allianrando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alnio-sc de combinariio com a
maior pai^e das casas commerciaes
inglezas, franeczas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do pie se tem vendido, epor
isto oll'erecendo elle maiore van-
tagens do que otitixi (|ualquer ; o
proprietano deste importante es-
t.ibclrH-imento convida a'todos os
seus patricios, c ao publico em pe-
ral, para que venham (a' lem dos
scus inleresses) comprar fazeiul.is
baratas, no armazem da rua do
Cllegid n. 2, de
'Antonio l.ui/. dos Santos &Rolim.
.N.VVAI.I1AS A CONTENTO E TESOliHAS.
Na rua da Cndeia do Kerife n. <8, primeiro an-
dar, escriplorio de Auenslo C. de Abreu, conlt-
nnam-se a vender a NMIO o par (preco fixo) as ja
bem condecidas e afamadas navalhs le barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
le Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nao se seiibuii no rosto na achilo de corlar ;
vendem-se rom a rundidlo de, nao aaradanilo, po-
derem os compradores devolvc-las al 1. dias depois
da compra reslilnindo-se o importe. a mesma ca-
sa da ricas lesourinhas para undas, fritas pelo mes-
mo fabricante.


uiamu ut rtmiAiuDUbu, tAiH i-liiia a ut itltmuKU Ut 8>i
i\0 (MSILTOMO
DO DR. CA.SA.NOVA,
g? RA DAS CRliZES N. i,
*g rniilinua-s* vender carlciras de hoineopa-
w (iiin iio 12 iIm>< (grandes, medianos e peque-
> nos) .le i, de 36, de 48, de 60, de 6. de 120,
be* du 144, de 180 al 380, por precos razoavcis, yv
v* depile 53000 oto OOSOOO. 3
C? Elementos de hoincopathia, 4 vols. GSOOO CS
SJ Tintaras a escolhcr filtre 380 quali- R*
gl dades) cada \idrn l-)fa)0 2
** Tubos avul.us a esculla a 500 e 300 *3
^'3SSEXIQ23S9SSBS B38SJE2888
METIIOIK) CASTILHO.
I 'rancheo de 1 'redas Gamboa, vai abrir aula de
DO ISSTITliTO U0KE0P4TUIC0 DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOMOPATHA.
ler, esCraver, o contar, pelo rnelliodo do il lustre lit-
lerato o Si. Antonio Feliciano de Castilho, no que
se persuade faicr um grande servico a lodos o Sk.
profesores, livrando-os do grande elorvo que se
npoe do amanenlo das deinaismaterias. Alcuem du-
vnla se cu saberei ensillar pelo novo melhodo, ao
que respondoque se coni vcllios artistas cni hora e
mcia por cada noilc faco progresso, que nao farei
com meniiioa!? Se rato sabendo ei.sinar pelo novo
melliodo, ja leem em -2! uias, que nao fario os que
souberem eniiuarttl A aula se instala no saliiodo
Sr. (uillierme Augusto Kodricues Selle, ra da
Praia, pilectte pintado de amarello, Iraballia das 9
as 12 da mauliAa, e das gas 4 da tarde, pelo preco
coniiniim das demais escolas. Os meninos se apre-
venanlo as horas indicadas. Na'mesma casa cum-
pram-so bancos de lodo os lamanhos.
LOTERA da provincia.
Acham-se a venda o billieles da primeira parle
da primeira lotera da matriz de S. Jos nos lugares
docostume: praca da Independencia, lojas dosSrs.
Fortnalo e Arantes; ra do Queimado, loja do Sr.
Moraes ; I.ivramento, botica do Sr. Chagas; Cabu-
ga,botica dos Sr.s Moreira & Fragoso ; aterro da Boa-
Vista, loja do Sr. Guimares; e na ra do Collegio,
na Ihesouraria das loteras. Corre imprelerivel-
raeule no da 27 de oulubro.
Os senliores proprietarios erendeiros
de engenlios, que nao estiverein mencio-
nados no Alma na k. e quizerem ser con-
templados, queiram mandar sitas decla-
rantes a livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia.
Roga-se a pessoa que na larde do da 27 do
corrente achou urna roseta de um brinco de ouro,
por ter cabido da varauda do sobrado n. 60, confron-
te a ribeira da lioa-Visla ; queira ler a bondade de
mandar levar dita roseta no relcrido sobrado, que
alem de mullo se 1 he agradecer, dar-sc-lbe-ba de
adiado (se quizer receber) o valor da referida ro-
seta.
Alugam-se duas casas para pasear a festa, na
povoacao do Houteiro, tem niuilo bous eommodos,
com cacimba e quintal murado, e poillocom saluda
para o rio: na ra do Queimado loja de ferragem
numero 12.
Precisa-se de um caixeiru para taberna : a tra-
tar na ra ireita dos Afogados u. 13. j
Aluga-sc por festa ou por 11 mean urna boa
casa com quintal bem plantado, e coin um solo na
Capunga onde faz qualro cantos: a tratar com Do-
mingos Rodrigues de Andrade, na ra da Cruz, ar-
mazem n. 15, ou com o Peona na Capunga.
Deseja-se noticias do Sr. Jos deSouza (jomes
Vilella, natural de Porluzal, do logar do Pero da
Kegoa, queveio para o Brasil lia 14 anuos, pnuco
rnais ou menos. O mesmo scnbor ou qualquer pes-
soa que delle lenlia noticia, far o favor de dirigir-
se roa da Praia n. 20, que sc.llie deseja fallar por
parte de sua (amilia.
Furlarara do cercado do eugenbo Velhodo Cu-
bo mu cavallo rujo, capado e bastante grosso, um-
bigudo, com sabugo comprido ecabcllo prclo, pesro-
cn urosso, cabeca arando com piulas de pedrez das
orcinas at a cabera, deita as dinas para a direila,
freute aberla, com lodos os denles, idade 10 al 12
annos, as ruAosapalheladas, grossas c cabelludas, ja
aventado de mos e ps, c quaudo auda amunheca
muito as mos a ponto que ofrende os madiuhos, an-
da de passo al meio e esquipa. Este cavallo he
muilo condecido na ribeira de l'na, no Cabo c S.
I.ourenco da Malta, onde j,i esleve no engenbo Pe-
nedo: o ahaixo assignado roga a pessoa que des-
cubrir onde esteja o dito caballo, queira dingir-sc a
casa do mesmo abaixo assianado, na ra Direila n.
01, primeiro audar ; no Cabo no enconbn Vellio ao
Ulm.Sr. Antonio dos Santos Siqucira Cavalcanli;
emBarrciros no engenbo Anassii ao Sr. Ignacio Fer-
reira Timudo ; em S. I.ourenco no engenbo Pcnedo
do Sr. Francisco de Paula Marinbo Wanderley, que
o abaixo as-ignado como dono do dito cavallo gra ti-
ncara com generosidade.
Joaguim Antonio de Santiago Lenta.
Traspassa-se o arrcndamerlo da loja da ra do
Queimado n. 49 ; quem a pretender, dirija-se ra
da Cadeia do Recile n. 51, segundo andar : a tratar
rom Joilo (inncalves l'errrira.
O ahaiio assignado pede a quem livor a Asia e
Europa Portugneza por Paria c Souza, o Valeroso
Lucidcno, e a dratidao Pernambucana, o favor de
Ib as emprestar por-poucos dias.
Antonio Joaguim de A/ello.
Offerercse um rapaz solleiro para caixcrn de
taberna, do que tem muila pratica : na ra do Ran-
gel, taberna sem numero.
Aluga-se na ra Nova a loja n. 4, propria para
arina/.cni de Ivilo por ser urna ra de muita passa-
gem ; a fallar na loja n. 2 com A. Colombiez.
Aluga-se umaoplima loja na rua Nova, para
qualquer cstabeleeimenln, com a sua armario : a
tratar com A. Colombiez, atrazda matriz, loja n. 2.
Precisa-se fallar cum o Sr. Joaquiui Jiarhosa,
natural da ilha de S. Miguel, fdbo de Anua Malhil-
des Barbosa e de Scbasliao Barbosa, c para l>cm de
se lhe esclarecer o motivo porque he rhamado ; di-
rija-se rua do Vigario n. II, em casa de Jos An-
tonio Franja & Corapanhia.
Aluga-se um sitio em Sant'Anna de dcnlro, o
qual tem urna grande casa, capim para 2 cavados
lodo o anno, estribara e corheira : a tratar com Luiz
Gomes F'erreira, no Mondego.
Aluga-se por preco commodo ama prensa no
Forte do Mallos ; a tratar com Luiz Gomes Ferrei-
ra, no Mondego.
Traspassa-se o arrendamento da casa n. 60 do
aterro da Boa-Vista, com armacAo para qualquer es-
labelecimenlo, eommodos para grande familia, t
quintal com 2 pocs e banbeiro de pedra c cal.
Aluga-se a loja junto a rclinacao da rua Direi-
la n. 10, aonde tem sido loja de faieudas ; a tratar
na refnarojauto.
. Aluga-se um ptimo moleque proprio para ser-
vido de casa e rua, pelo preco de 108000 rs. men-
sacs, sob coodicAu de dormir ein casa de seu senhor :
no largo da matriz da Boa-Vista, sobrado n. 6.
O Sr. Joaquira Ferrera que leve loja na pra-
cinha do I.ivramento tem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
A directora do collegio da Conceicao
para educaco de meninas, annuncia aos
iais de familias, que o collegio se aclia
iinccionando com o mellior proveito,
t|ue era de esperar, assim como ella se
acha na espectativa de ver entrar para o
cojlegio aquellas meninas que lhe foram
promettidas,
Na rua de Ilortas sohrado n. 66, pre-
cisa-se de. urna ama, e paga-se bem, caso
agrade.
Precisa-se de um criado para casa de
urna pessoa solteira que nao exceda de 18
annos de idade, prefetindo-se estrangei-
ro: a tratar no caes da Alfandega p. 7.
Precisa-c de urna pessoa que seja hbil par-
cnsinar a escriplurar.lo de livros commerciaes, tae
toam partidas simples como dohradas : quem se
acliar nestas circumstancias, anuuucie por este
Diario para ser procurado.
Precisa-se de um homem capaz, Irabalhador
de enxada, o qoe enlenda de plantar capim : a fallar
para estes servicos no primeiro sitio da estrada dos
Affliclns do lado direilo.
Quem precisar de nma ama secca para o ser-
vico inUrno de urna casa de punca familia, dirija-
sc a beeeo do Rosario n. 2.
Estando a desocupar-se dcnlro em poucosdias,
o sobrado de um andar n. 49, cito no canto da Ira-
vessa do l.ima principio da rua Imperial, quem o
pretender alugar dirija-se ao mesmo sobrado que lhe
diro com quem pode Iralar, e preferc-se arrendar
por annos a quem pozer na loja negocio, para o
que he a localidadc muilo propria.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, a qual seja de hons coslumes c saiba colindar,
lavar, c engommar o ordinario : na rua das Laran-
aeiras no segundo andar da casa n. 14.
Pedro de Assis Campos, herdeiro de seu falle-
cido pai omajor Francisco de Assis Campos Cordem,
pelo presente avisa a quem convicr, que nao com-
prem Itens alguns do casal de seu fallecido pai, visto
quoMiando por lindar o inventario c havendo pen-
dencia sobre a cnnclusao do mesmo quer assim pre-
venir pleitos fuluros c especialmente sobre o silio e
terreno dos Remedios.
"7 ''ranc'*eo Jos Fernandes Pires comprona An-
tonio Jos Gomes de Oliveira, a sua taberna si la na
rua de Santa Rita n. 5, livre c desembarazada, fican-
do a cargo (lo veti ledor ludasas dividas a que a dita
(alterna estoja obrtnda at esladala.
- Na ruado Collegio n. 19, primeiro andar, tem
para alagar umexeellenle moleque, alfaiale e muito
proprio para pagem ou criado, prefere-se alugar a
casa eslrangeira.
^ T l^JaPP"r,'cP'' j" ahaixo assignado, pa noilc
do da 21 para 22 do mez de selembro de 1854, no
lugar .le Uaba desla cidade, um cavallo russo
IMimlm, capado, de 7 para 8 annos, com os signaes
segotnres : hem gordo, lamanbo medio; Icin as
venias fovcira, uina barroquinlia no coli.lo do
quartb esejuerdo, bem alraz : cosluma querer aruar-
se ao sabir ; com o fcrro seguinte : OO uo quorto
irclo. Hozase ns autoridades oUa quem liver del-
le conheeimento a apprehensjlo do dito cavallo, fi-
i-aiido o abaixo assignado responsavel a justificarse
r obrigado as dispezas necessarias para e;sa ar-
readar.lo ; podendo ser procurado eni Natuha em
eaa iln mesuin ahaixo assignado, ou na l.aaa do
lluro emeasa dejoaquim Manoeldo Espirito Sanio
Cidade da Victoria 21 de selembro de 1854.
fozeno Jos 'da Silva.
Melhodo conciso, claro, o seguro de curar homu-opalliiraiiienlc (odas as molcslias, que all1i"cm a
especie humana, e particularmente aquellas que rcinam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra mportanlissima he boje reconhe-rida como a primeira e ielliot de todas que tratara da ap-
plicacSo da homn'opalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
passo seauro sem possui-la e cnnsulla-la.
Os pais de familias, o, senliores de engenho, sacerdoles, viajantes, capilAcs de navios, scrlanejos, ele,
ele, devem e-la a rafe paraoccorrer promplameute a qualquer caso de molestia.
Jraus volumescm hrochnra, por........ 109000
Encadernados............ j,^
Xendc-sc unicaincnle era casa do aulor, rua de S. Francisco (Mando Novo) n. 68 A.
1008000
900000
nosonn
45S000
aotooo
35J0OI)
il'-MIH
303000
359000
26BIHNI
309000
20NKH)
15000
9500
2MW0
BOTICA CENTRAL HOMCOPATHICA.
Ninaiiem podor ser feliz na cura das molestias, som que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da Inimiropalbia no norle, c immedialamenle inleressado
em sciis beiielicos successos, tem autor do THESOURO IIOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua mmcdiala inspeccao, lodosos medicamenlos, sonda incumbido desse Irabalho o hbil phaiinaceuliro
e proessor era honiu-opalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lera exceulado com todo o zelo, lealda-
ile e dedicacnoque se pode desejar.
A efliracia destes medicamentos he alleslnila por todos que os tem experimentado; elle nao preci-
sara de inaior rttumnienilacao; basla saber-se a fonle donde ahiram para se nao duvid.ir de seus pti-
mos resultados.
Lina rarteira de 120 medicamenlos da alia e baixa diluieAo cm glbulos recom-
inendados no TIIESOL'RO IIOMOEOPATHICO, acompabada da obra, c de urna
cana de 12 vidros de unturas indispensaveis........
Dita de 96 medicamenlos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dita de60prinripaes medicamentos recommendados especialmente na obra, c com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dila obra (tubos grandes.).
B (tubos menores).
Dita de 48 dilos, ditos, com a obra ("tubos grandes)........
" i i> d (tubos menores).
Dila de 36 ditos acompabada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .
f (tubos menores,'. .
Dila de 30 dilos, e 3 vidros de tinturas, com i obra (tubos grandes; ....
n (tubos menores)
Dila de 2i dilos dilos, cora a obra, (tubos grandes).......
8 m (tubos menores).
Tubos avulsos arandes. ...........
a pequeos ............
Cada vidro de tintura.............
Vendcni-se alera dissn carlciras avnlsas desde o preco de 85OOO rs. al deVlOSOOO rs., conforme o
numero e latnanho dos tubos, ,1 riqueza das caixas e dxnamisaroesdos medicamenlos.
Aviam-sc quaesquer enrommendasdemcdicainculoseom* a maior promplidAo, c por precos commo-
dissimos.
2?000
6^KK)
Vende-sc o tratado de FEBKE AMABEI.I.A pelo Dr. I., de C. Carreira, por.
Na mesma botica so vende a obrado Dr. G. 11 Jahr Iraduzido era porlugucz. c acoin-
modada ainlelliaencio do povo...........
RaadeS. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
'' -V. t'J-lrario tic tima tarta, gue ao autor do THESOURO IIOMlKOl'.tTIIICO, tere a bonda-
de de dirigir o Sr. ririirgio Ignacio .llces da Sitia Santos, estabeterido na tilla de Barraron,
a Tivc a salisfaeao de receber o Thetnuro houueopatliiro, precioso frncto do Irabalho de V. S.,e lhe
aflirmo que de ludas as obras que leiihn lido, be esta sem conlradicfto a mellior lauto pela clareza, com
que se ada escripia, como pela precisan com que indica os medicamenlos, que se devem empresar ;
qualidades estas de minia importancia, principalmente para as pessoas que desconheepm a medicina
theocria e pratica, cct., ccl.,elc.
Mannel Ignacio do Avillasrienlifica ao respeila-
vcl publico que os sobrados da travesea dos remedios
que se annunciarain arrematar peranlc o juizo de
orphAos no dia 29 do correle, se acliam liliaiosns.
cm razAo de ler o annuuriaulc comprado ditos so-
brados a viuva dejoaquim Antonio Fcrreira de Vas-
conccllos, rom aulorisacao do juizoe nocordo dos se-
nliores N. O. Ili.lif r & C. que no arto de assignar-
sp a esrhpliira rereberam o liquido da compra; leu-
do por issoopposlo embargos de terceiro senhor e pos-
suidnr prejudicado : alm do que acresce queoau-
miuciaiile comprou os sobrados o tambera a proprie-
dade do solo que havia cabido em commisso, e nao
est disposlo a aforar senao al a camboa, por neceas
sitar 1I0 inais lerreun para o seu uso. o anda assim
tancia das beinfcitorias que o auuunriaulc fez nos
sobrados para os por no estado em que se acham, as
(fuaes monlam a nm coolo de ri->.
AOS I0-.000J, 4i000s ; 1:000^000 Rs.
N'as lojas do costil me se acliam a' venda
os bilhetes inteiro*, meros billietes e cau-
telas, do cautelista Antonio Jos' Rodrigue
de Souza Jnior, a beneficio da matriz de
S. Jos, a qual corre em 27 de outubro:
O mesmo cautelista paga por inteiro os
premios de 1:000.s\ *:000J e I0:000,V qu
obtiverem seus ditos bilhetes inteiros e
meios bilbebes.
Bilhetes inteiros. 11 $000
Meios bilhetes. 5^500
Ottartos. 2j800
Oitavos. 1$500
Decimos. J 300
Vigsimos. 700
Precisa-se de um fornoiro que seja perilo cm
sua arte, juntamente um hom Irahdlhador de ma-sei-
ra : napadariado Forte do Mallos, rua do Burgos
n. 31.
Prerisa-sc alugar um sobrado ou urna boa casa
terrea, no bairro de Santo Antonio; paga-se o alu-
auel adianlado on d-se bom fiador, e promelte-se
tratar muilo bem da casa: quem liver annuncie para
ser procurado ; tambera paga-se a despeza do an-
nuncin.
A mesa regedora da rmandade do S. Sacra-
mento da frc2uezia de S. Jos desla cidade convida
a lodos os seus dignos irmaos a compareccrera no
consistorio da mesma irrrandade, domingo 1. de ou-
lubro do correnlc anno, pelas 10 horas da inauhaa,
para era mesa aeral se fazer a eleieao dos novos rac-
sarios que lem de rcaer a mesma rmandade.
Eu ahaixo assianado faco ver a lodas as pes-
soas que tinliam penhores em poder da fallecida mi-
uha raai, de ns vir tirar no prazo de 30 dias, e nao
viudo tirar serio vendidos para seu paaamcnto de
principal ejuros.Jote Jacintho Monleiro.
COMPRAS.
CONSULTORIO 00S POBRES
25 RTfADO COZ.X.ZSGSO 1 AXffDAIV 25.
U Ur. Y. A. I.nbo Moscnzo da consultas homeopathicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou nuile.
Ollerece-sc igualmente pan pralkar qualquer o|ieracan de ciruraia. e acudir promplamenlc a qual-
quer mulherque ealeja mal de parlo, e cujas circunstancias nao perraillam pagar ao medico.
M CONSULTORIO l) DB. P. A. LOBO MStOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Mauual completo do fr. G. II. Jahr, Iraduzido era porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes enrailt-rnados em doiis :................. 909000
Esla obra, a inais imporlanle de lodas as que Iratam da bomcopalhia, interessa a lodos os mdicos que
qui/cieni experimentara dnulriua de llahncniann, c por si propros se convencerem da verdade da
mesma: mleressa a lodosos senliores de engenho e fazeiideiros que estilo longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilcs de navio, que nao podenl dcixar urna vez ou oulra de ler precis.io de
acudir a qualquer iiicomniodo seu ou de seus Irpolanles ; e inters a lodos os cheles de familia ru
por circiimslancias, que uin senipre podem ser prevenidas, ale nbricados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della. .
O v-ade-merum do bomcopalba oa Iraduccao do Dr. llcring, obra igualmente ulil s pessoas que se
dedicara anestudo da homenpalhia um voliimc grande.......... .
O diccionario dos termos de medicina, cirnrgia, anatoma, pharmaeu, etc., ele.: obra indis-
penavel as pessoas que querem dar-sc ao csliulo de medicina........
Urna carlera de-J4 lubos grandes de linissimo cbrislalcomo manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele................
Dila de 30 com os mcsinos livros...............
Dila de 4K com os dilos. ,.....*;...'.!
..-. C.ad? ,carleira ,ie eompannida de dous frascos de tinturasndispensaveis, a c'scoiha. !
Dita de 60 lobos com dilos..............,
Dila de I4i com dilos..........."."."".".".".'.!!!'! ',
Eslas sfio acom|ianbadas de ( vidros de linluras i escolha.
As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o llering, lerSo o abalimeulo de IOS000 rs. em qualquer
das carlciras acuna mencionadas.
Carleiras de -2t lubos pequeos para algibeira.......... ROOO
Dilas de 48 ditos ....... iJmkki
ulM>' grandes avulsus ..... M,,r.
., ... .*".."-........... l^pa
Vidros de meia pnce de tintura.................... 91000
Sera verdadeiros e bem preparados medicamento*, nao se pode dar ui yoisso seguro "na pralira da
bomeopathia. e o propriclano deste cslahclerimcnlo se lisunsea de Ic-lo o mais bem monlado nontw| ,
ninguem duxida boje da superioridade dos seus medicamenlos.
Namcsniacasa ha sempre venda grande numero de lubos de rrxslal de diversos lanianho
aprompla-sc qualquer encomnicnda de medicamentos com (oda a brevidade e por precos muilo eom-
modos.
S5000
45000
40C000
4,'>5(KXI
OjjOOO
809000
10O5OU0
Compra-seescravos de arabos os sexos, prefe-
rndo-se os moc,os: rua do Queimado n. -2.
Coinpram-se palacies hespanlics, no
armazem do Sr. Miguel Carneiro, na rua
do Trapiche n. 8.
Coinpram-se pesos avulsos de i libra a 2 arro-
bas : na rua do Trapichearmazens ns. 7 c II.
t juipiaiii -e rail telhas usadas : na rua do Sebo
sobrado amarello.
Conpra-se urna barcaca grande, nova, ou que
estoja cm hom estado, rom pnuco uso : na rua da
Cadeia Velha n. 10, so dir quem compra.
Compra-seo curso de ,'comolria de Lacroi,cm
meio uso, ainda mesmo nao eslando completo, e um
jogo de diccionario de Moraes ou Koquet: no ar-
mazem da rua .Nova n. 67.
VENDAS
eJ*?33i:R8;@J a}
& Aulouio Agripino Xavier de Brilo, Dr. em $J
@ medicina pela laculdade medica da Babia,re- &
@ side na rua Nova n. I>7, primeiro andar, on- J$
de pode ser procurado a qualquer hora para o
9 exercicio de sua profissilu. ^
> -i
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de {pamma-
ticalatina, propoe-se a ensinar nesta pia-
ca a mesma luigua com todo o esmerce
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; c por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Erotestando satisfazer a' expectacao pit-
uca ainda acusta dos maiores sacrificios,
e, cmquantonaoixar sita residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendenles dirijam-se a'
livraria da piara da Independencia ns.
6 e 8.
Aluga-se o qaarlo andar csoliio do sobrado da
rua do Trapiche n. rom excellcnlcs eommodos
para familia : a Iralar no primeiro andar do dito so-
brado.
14#000 rs.
Precisa-sc de urna prela que seja boa coslurcira c
engommadeira : quem a liver dirija-se a rua do
Kangel n. 77.
Deniz, alfaiatefrancez,
eslahclecido na rua da Cadcia do Recito n. 40, pri-
meiro andar, Irabalha de feilio.
Precisa-se de um feitor que enlenda de plan-
lacao de arvoies de espinho e jardim : quem estiver
ueste caso apparer,a na rua do Brum n. 24 arma-
zem.
Novos livros de homenpallii.i mefrancoz, obras
lodas de surama importancia :
Hahncinann, tratado das moleslias chronicas, | vo-
209000
69OOO
79000
tv?IHMl
Itv^HKI
69OOO
f^OOO
169000
4J)M9oox<&$jK3@C'
DENTISTA FRA.NCEZ.
S5 Paulo Ciaignoux, eslabelecido na rua lama
.':; do Kosario n. 'Mi, segundo andar, enlloca den- }t;
.3 lescoin gcugivasarliliciaes, c dentadura com-
;i pela, ou parle della, cora a pressao do ar. fe{
.:; Tainbem tem para vender agua dentifricedo 55
i Dr. Picrrc, e pci para denles. Rna iarga do @
S Rosario n. 36 segundo andar. tff
iw*f iiiti > g@a@
J. Jane dentista,
contina residir iva rua Nova, primeiro andar n. 19.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antgo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadalia
potico. tudo por preco commodo.
I.ava-se e eugonima-se com toda .1 perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
Na rua Nova n. 44, vendem-se chapeos
de ledro pardo e de diferentes formas a 15200 cada
um, cm porcao vende-se mais barato.
Vende-se um ptimo boi e nina carroca, por
preco commodo; na rua das Floresn.il.
Vende-sc bidacbiuhas inglezas e de leile, dilas
deararula superior : na padariadarua Direila a.69,
Vende-se sebo era bexigas, muilo proprio para
banba, sal de pedra do Assii, herva inalle muilo
boa, pedras de amolar, peixe serco c salpreso cm
barra, um braco de balanca cora conchas, um leruo
de pesos de 1 arrobas: no armazem da rua da Praia
n. :I7.
Vende-se una escrava, rrionla.de 2S annos de
idade. com um lillio 011 sem elle, a qual lem min-
ias habilidades para o sorvieo inleiuo de urna casa
de familia, sendo que o motivo por que se vende be
por nao querer ella servir para vender ua rua : a
tratar na rua do Pilar, tasa n. jj.
Vende-se um cscravo de narao, bonila ligara,
idade23 anuos, poueo inais011 menos, sem vicise
nem achaques, proprio para armazem de assucar
por ji 1er estado alugado ; quem o pretender, v no
trapiche do algodao, 110 Forte do Mallos.
IIEMI'ITO BARATO!!
Corles de calcas de brfln de Imho trancado de
cor a........._. 186,10
Dilas de dilas do biim de linlio liau^ado su-
perior a............29OOO
Cassinetas de lila incseladas proprias para
calcas e palitos pelo baratissimo preco de o
covado............ 500
Chitas de coberla muilo bonitos padrees, co-
vodo............. 160
Dilas franeczas muilo boulos padres covado 240
Damasco de lila lingindo seda, muito pro- -
prio para coberlas de camas..... 800
Dito de nlgodao covado....... 500
Chapeos de sol de seda para scnhnra muito fi-
nse bondosa..........49500
Dilos para hornera, de lodas, as cores a 65400
Dilos de massa franeczes muilo superiores, e
das mais modernas formas......69400
Ditos de dila para menino-......5JS500
E oulras mudas fazendas que sicom a vista dos com-
pradores podcrAo conhecer os baralissimos precos por
que se csWio \endeudo na rua do Queimado n. 7, lo-
ja da estrella de Gregorio & Silveira.
lumes.
Teste, rrolcstias dos meninos.....
llering, homeopathia domestica. ....
Jahr, pharmacnpcahomeopalliica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, moleslias nervosas.......
Jahr, .molestias da pclle.......
Rapou, historia da bomcopalhia, 2 volumes
ll.11 ilimann. Iratado completo das moleslias
dos meninos...........
A Teste, materia medica homeopalbica. .
De Faxollc, doulriiia medica homeopatliiia
Chuica de Slaoncli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Njslen.......
Adas completo de analomia com bellas es-
lampas coloridas, cnnlcndo a dcscripcao
de todas as parles do rorpo humano .
vedem-sc lodos estes livros no consultorio homcopa-
Ihico do llr. I.obo Moscoso, rua do Collegio 11. 25,
primeiro andar.
IO9OOO
KSOO
79000
JOOII
49OOO
105000
30.5O00
P-
escrava pie
No sobrado n. 82 da rua do
lar, precisa-se alugar tima
saiba engommar bem e tomar conta'de
tima casa de pequea amilia.
WMW.M 3S8
Joias de ouro. j(
Na rua do i.liieimado, loja de onrives pin- &C
lada de azul n. 37, ha um rico c variado sor-
W limenlu de obras de ouro, que o comprador f
* visla dos precos e bem redo de obra nao dei- 5i
9 xara de comprar, aliancando-sce re-prni-ahi- S
lisaudo-se pela qualidade de ouro, de 14 e 18 @
quilates. ...j
s-s e gKa@
Arhajdo-se o Sr. Manuel Francisco de Souza
Santos embaracado no "seu coramcrcio, desde o dia
24 de julhn passado, e nlo leudo preslado Ranea id-
nea a companhia de Seguros Marilimos L'lilidade
Publica, cessa desde boje de ser accionista da mes-
ma companhia arl. 18. Osdircclores por iulcrvrn-
eflo do correlor Roberto, venderAo ai 5 acees no
dia 5 de outubro, na conformidade dos ails. 19 c 20
dos cslalidos.
Quera liver urna nrcla para alugar para .ser-
vico de urna casa, dirija-se i ru i Nova n. 56, loja.
Pcde-sc ao Sr. Jos do Mello Cesar ei-proeu-
railiii* da cmara de Olnda, que mando ou venba
pagar o que comprou para a mesma, na loja de li-
vros que cnlAo era do fallecido l.uiz Knraa, pois ja
se esl caneado de niandar-llie cobrar, e declara-se
ao mesmo senhor que s deixara de sabir este uo
I lian u ipiainlo o seu Imr mandar pagar. O inesmo
s pede ao Sr. Canluaria, meslre de msica do colle-
gio dosorphaos em Olinda.
.-f;;-
r O Dr. Joao Honorio Bezerra de Meuezes, j
Tormado em medicina pela faeuldade da Ba- @
la, contina no exercicio de sua prolissao, na j
@ rua Nova n. 19, segundo andar. *
>< KKSSgSteS
TOAJ^HAS
E GL'ARDANAPOS DE PANNO DE
LINDO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquyia que folla para
a cadcia, vendein-se loadlas de panno de linho, lisas
c adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos eom-
modos.
A pessoa que pedio a (pola para ir com nutra
pessoa docnte para o tuquia, queira manda-la en-
tregar que raudo se faz preciso.
Manoel Jos Comes Braga embarra para o Rio
de Janeiro um seu cscravo crioulo d nome Jos.
O linlureiro da rua do Mundo Novo mudou
sua residencia para a rua da Cadcia de Sanio Anto-
nio, casa n. 6.
OHerece-se urna mulber fiel e de bous coslu-
mes pra ama de rasa de pouca familia : a tratar ua
ruado Collegio n. 21,segundo andar.
Precisa-sc de urna ama para casa de pequena
familia, para servico de costura e engommado : na
ru-i do Queimado n. 12, segundo andar.
GABINETE PORTUGUEZ l)E I.EITU UA.
Por ordem da direcloria avisa-sc aos Sis associado-
que aquellcs que nao forera pcssoalinente bus
car livros no eslabelecimenlo, deverSo mandar uin-
bilbele pelos portadores.>/./". de Souza Barbota,
segundo secretario.
Por ordem da direcloria avisa-se aquellcs dos
Srs. associados, que ainda conservara livros em seu
poder, alcm do prazo marrado para a leitura, que os
rccolham ao csiahclccimcnloo quanlo antes, do con-
Irario se farto efleclivas as mullas Impostas pelo rc-
Bolamenlo.M. F.dc Souza Barbota, segundo sc-
cretario.
Precisa-sc de ura bom co7nbeiro que enlenda
bem de cozinha, c que seja muilo diliueulc nos seus
Icabalbos, c IM, que seja porluguez. ou oulra qual-
quer pessoa : na rua Nova loja frauceza n. 10, que
achara com quem Iralar.
Sexla-fcira, 29 do correnlc. depois da audien-
cia do Dr. juiz de orphos c ausculxs, tem de seren
arrematadas por vendaporaera uliima praca, duas
caas lerreas incia-aguas, sitas no tugar do Campo-
Verde, na Soledade, sendo nina com porta de corhei-
ra, avadada em 300-5000, oulra no valor de 200-5000,
ambas cm chaos proprios ; por cxecuc.lo de Justino
Percha de Farias rontra o casal do menlecaplo Ma-
noel da Cunba Oliveira.
DMA ROGATIVA.
Ilavcmln-se ha mais de mez publicado o prnsram-
ma do peridico Pedro I', dedicado aos inlcresscs
portuciiczes; prograinma que nao poda dcixar de
aggradar e de receber o applauso universal, inor-
inrnle dos bous portuguezes e que ahnejain a cvili-
sacao e piospeiidade essencialmenle dos residentes
nesla provincia; com admirarao geral se ha nolado
que os patrilas empresarios e rodadores desse pe-
ridico como que se ho olvidado de porcm cm exe-
cueflo o sen compromisso ; e pois llies peiuulamos:
declinasles senliores da vossa palriulica e civilisado-
ra empresa'.' e quando nao, que rousa ha motivado
(aldetona?? e linalraenle quando lio que sa!iir
luz do dia? Esperamos cora auriedade asolu^ao
pergunla que fizemn-. e aiiiiueucia i rogativa, de
que a pulilicacao do un lao iulercssaule peridico
nao deva ser retardada no iuleiessu palpitante da
iiacionalidade porlugueza residcnle nesla provincia
i'm nucwnalfortuguez.
Vendcm-sc esleirs de pallia de carnauba che-
gadasagora do Aracaty, a 125 o cenlo : na ruada
Cadeiado Recifc n.49 1. andar.
Vcnde-se urna negra de mudo bonila figura,
e comalgumas habilidades de eoslura, engommado,
a figura be a mellior possivel : na rua do l.ivrameu-
lo numero 4.
Vende-se um melhodo novo para piano, por
preco commodo : na rua da Cadeia do Rccife, loja
numero 30.
Rua da Cruz, armazem n. 13.
Ncsle armazem vcmleni-se cabos de linho de I a 6
pollegadas de grossura, lonas da ltu sorlc, ditas inalczns, reinos de faia de varios lama-
nhos, barretes escocezes para marojos, lilele pam
baudeiras, de Indas as coros, carne lie varea salgada
em barris, azeile decaiga para luzes, era lurris de 9
caadas.
Estou torrando
Quero acabar.
Vendo barato
Venliam comprar.
Miu le/.is baratas, ua rua da Cadcia do Kerifc n.
19 : suspensorios novos sera defeilo algiim a 60 rs. o
par, liiihas de carrilel de 200 jardas, nplimo fabri-
cante a 80 rs. n carrilel, surtidos, agulhas franeczas
liiApas e com ak-nm toque de ferrugein a 20 rs. o
papel, ii. 5, 6, 11, 13 e 11, dedaes de alfaiale a 20
rs., dilos de labio para sonbora a 10 rs., I i n ha- de
novello ii. 10 a 10 is., rosarios lira uros a 3tK) rs. a
duzia, proprios para a festa de .N. S. do Rosario,
brincos de diversas qualidades a 40 rs. o par, boloes
para calca a200 rs. agro-a. ditos para camisas, re
Iroz a 100 rs. comprando miada inleira, espanado-
re.< a 120 e 160 um, bandejas, canivclej, lesouras,
(ivellas, marcas, luvas de diversas qualidades, meias
sorlidas, lencos de elida, ditos de seda, c uutras fa-
zendas por diminuto prcc,o.
Deposito de cal.
Vende-se cal virgem de Lisboa, prximamente
ebegada, por o mais razoavel preco : no armazem do
assucar da viuva Pereira da Cunba, rua de Apollo
n. 2.
Vende-se urna bomba para cacimba, em 'per-
feilo eslado ; no Chora Menino, primeira casa do la-
do esquerdo, antea da poniexinha.
MODERNISMO.
AaSOOOrs.orne:!!
Corleada vestidos de vianoviana de goslo cscoccz,
os mais modernos, chegados iillimamcnia de Franca;
vende-sc pelo mdico preco de 59000 rs. cada um :
na rua do Queimado, loja n. 17, ao p da botica.
Vcnde-se milho em saccas a 39000 cada una,
farinha muilo nova a 4WKX) : no armazem de Car-
los Jos Gomes, travesea do arsenal de guerra.
Vende-se Farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, c ebegada ltimamen-
te a este mercado : m Iralar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorimn. 56
e 8, ou no caes da aandega.
ATTENCAO'.
Vende-sc na rua da Cadcia de Santo Antonio u.
16, boa farinha il-;U00a sacra, e a monos em por-
cao.
REFRESCOS.
\aropcs de fruelas de diversas qualidades : na
rua do Uaugcl u. 13, esfuina do berro do'l'rcni.
Vciidcm-sc 4 carracas novas o bem construi-
das, as quaes serveni |iara bois ou cavados, por pre-
co raudo commodo ; na rua da Cadcia Velha n. 16,
se dir quem vende.
- Vendc-sc orna carroca muilo grande c nova,
a qual pega 250 arrobas, propria para carregar as-
sucar de algom engcnbopor ser muilo torio : na rua
da Cadcia n. 16, se dir quem vende.
Na rua do Collegio n. 3, vendem-se os seguiu-
(es livros : arilhraelica, geomelria c Iri^nomctna de
Lacrois ; os dous diccionarios porlaleis das UngiHH
porlugueza e inglesa, en Odes de llorajio com a
irailoccao cm xirtugoez, ; ura melhodo para volao
por Cliarpcnler.
Vende se nina laboria, lila na rua Imperial
n. 47, iieiu alVeuuo/ada e cora poucos fundos :
quem a pretender dilija-^e a mesma, que adiar
com quem Iralar.
Vende-se um boi maitai e urna vocea parida :
no silio da Torre em Itelin, /
UOB LAFFECTEUR.
O nico autorizado por decisao do comelho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospaes recommendam o arroba
Lancetear, romo sendo o nico nulorisado pelo ao-
vemo e pela Real Sociedade de Medicina. Este me-
dicamento d'um gosio agr'adavel, e fcil a lomar
cm secrelo, est cm uso na inariulia real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em |k>uco lempo,
nmi pouca despeza, sem mercurio, as altoc(;0cs da
pelle, impingeos, as conscqucncias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos parios, da idade crilica e
da acrimonia hereditaria dos humores ; convem aos
calharros, da bexiga, as contraccoes, e i fraque/a
dos orgaos, precedida do abuso da's Ingecr/tes ou de
sondas. Como anli-sjphililico, o arrobe* cura em
pouco lempo os lluxos recentes ou rebeldes, que vol-
vcni ineessantes sem conscqucucia do emprego da Co-
paiba, da cubelia, ou das iujecroos que represen-
lam o virus sera neulralisa-lo. O arrobe l.allcrleu-
he espcciahnenle rerommendado conlra as docncas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio o ao iudurelo
de pul asi o. Vende-sc cm Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevcdo, pra-
ta de D. Pedro n. 88, onde acaba de ebegar una
grande porcao de garrafas grandes e pequeas, viu-
das dircclaineiilc de Pars, de casa do Sr. Box veau-
Laflccleuv 12, ru Richcv Paris. Os formularios
dain-se gralis cm casa do agenle Silva, na praca ds
1). Pedro n. 82. No Porto, era casa de Joaqdim
Aojo; na Babia, Lima 4 Irmaos; cm Pernam-
buco, Soura; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, e
Moreira, loja dedrosas; Villa-Nova. Joao Pereira
de Magales Leile ; Rio-Grande, Francisco de Pan-
la Coulo & C.
BOJS QtARTAOS.
Vendom-se quarlaos novos c bem carnudos por
preco commodo : ao p da ponte da Boa-Vi-la, ou na
rua do Queimado loja n. 14.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha do mandioca, cm saccas
grandes de alquoirc racu!ado, e por preco comino-
do : na Inverna da Madre de Dos n. 3 e 5, ou na
rua do Queimado n. 9, loja de Antonio Luz de Al-
nieida Azevcdo.
Laas para vestidos.
Vendem-se laazinhas para vestidos, em corles de
15 covndos a 4j>.00, ditas de seda, de bonitos c de-
licados dcscnbus a 610 o covado : na rua Nova, toja
u. 16, de Jos Luiz Pereira i Filtra.
Palitos l'rancezes.
Vcmlpin-sc palitos franeczes de brim de linho de
cores a 3900, ditos brancos de brelauha a IjOOO,
dilos de alpaca prclos e de cores a 8J000. ditos de
panno fino preto c de cores a 14S000, 169000 c 18,
ludo da uliima moda : na rua Nova, loja n. 16, de
Jos Luiz Pereira i\ Filho.
Madapolao com a varia.
Na loja da rua do Queimado n. 17, ao p da bol-
ca, vendem-se |>ecasda madapolao lino com (oque de
avaria. pelo ba. alo preco de S} e 39200 a peca com
20 varas.
Attenrao.
Na rua do Queimado n. 7, loja da estrella, ven-
dem-se as segundes fazendas, por baratos precos :
Curies de cambraJaa francezas de cores com
barras, c tioslos iulciraracnle novos a IgoOO
Camhraias francezas de crese gustos raudo
modernus, a vara GOO
Ditas dilas de dilas, goslos escuros, a vara 480
Corles de camhraias de lislras de cores a 29000
Ditos de dilas de salpicos a 39000
Camhraias de sdpicos muilo finas e largas,
a vara 610
Cortes de riscadosescocezes, lecidos em cas-
sa, padres raudo modernos, o corle 39000
Corles de cambraia de seda de I a 1 _-' -1
Ditos de dila de dila com bailados 119000
Fil branco e cor de rosa, a vara 400
Ditos de outras cores, a vara 320
lonco, lie cassa para mo de senhora de
100, 140, 200 e 210
Chales de toroal de i ponas muilo'grandes a I69OOO
Uomeiras de lorcal de novos goslos a 8:000
Lencos de torjal a 19400
Dilos de rclroz a 800
e outras rauilas fazendas que se vendem por muilo
baixos procos : na loja cima dila,
Fazendas para a festa.
Corles de sedas esroceas as mais superio-
res que ha no mercada a I.J9OOO
Ditos de dilas, goslos muito modernos a 2O9OOO
Alpacas escocesas de 1.1.1 c seda, o covado 500
Varcjas de laa e seda muito modernas, o
rovado 600
(.' irle- de camhraias de seda com babados a 149000
ManteU-lcs pelos e do cores de diO'erenles precos, e
um cmplelo -ai lmenlo de fazendas linas as mais
proprias deste mercado, que se ven Jem por baratos
Bracos : na loja da Estrella, de Gregorio & Silveira,
rua do Queimado n. 7.
Vendem-se duas casas terreas no p da funili-
c.oi em Santo Amaro : a fallar na rua do Queimado
loja de fazenda n. 50.
_ Vende-sc por lodo preco a arm cao da loja n.
72 do aterro da Roa-Vista, muito proi ra para qual-
quer negocio: a Iralar na mesma rua n. 78.
MILDE7.AS BARATAS.
Vcnde-se na rua da Cadeia do Hecifk n. 19, apa-
tas de como de lustre para senhora i 1r. o par,
dilos de 111.11 roquim a 600 r., ditos 1 (n .1 hornera a
800 c 900 rs., boloe* da gulli para camisa a 200 rs.
a groza, linba de cores a 19, dila branca de 800 a
1:200, papel de peso muilo hom a 00 e 28-500 a
resma, paules liara alar cabellos a 211 rs., dilos finos
a 800e I9. rolxetesa 60 e UO rs. a caixa, bicos, lilas,
alunles de lodas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para senhora.'. e meninas, dilos para bomeni,
'lesouras linas c ordinarias, pulceiras de ouro lin-
gindo de lei, carlciras para baile, pendra de ac e
oulras mudas causas por procos mudo cm conla.
Vande-se ura palanquim de rebufo quasi novo,
por prefo commodo: na rua d lio-ano da Boa-
Visla casa de sobrado defroute do- eco do Tambi.
Vende-se vedas de cera de ea nauba todas no
Aracaix, de 6, 8, e em libra de mido boa quali-
dade : na rua da Cadeia do Kecife ii. 49, primeiro
andar,
Recommcnda-se aos liomens do campo o
se;uinte annuncto.
Vendem-se chapeos pardos de massa,a que muilo
chaman de foltroa IjOOOrs. -cada um : na rua do
Crespo loja n. 6.
ATTENCAO.
Vcnde-se no alerro da Boa Vista, loja n. 78, meias
de cores para homem pelo diminuto preco de 160 e
200 rs., dilas para senhorasa 220e320, e'muilo finas
sem costuras a 100 rs., linhas de unvcllos muilo gran-
des c da-sc amostras, grampas a 40 rs. o mafo, fitas
de linho a 10 rs. a peca,linbas de carrilel surtidas a
20 rs. e raudo inais iniudczas com que lodo o nego-
cio se faz para acabar, assim como vaquetas inglezas
para rohrir carro por preco commodo.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior potassa da
Russiae da Amcriea, por prero razoavel,
e cal de Lisboa da mais nova.
Vendc-sc una casa na grande povoacao de
Pona de Pedrafi, com paitara, (ahorna c eommodos
para familia ; a traanla rua asimila do Rosario 11.
II, taberna de Manoel do Reg Soares, aonde sees-
plcar as commodidades da dila casa e o preco.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de rompo-
sico, fcitas no Araraly, da molhnr qualidade que
ha no morcado, e por mais commodo preco que cm
oulra qualquer parle : na rua da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
Vende-se urna escrava da Cosa de meia dad ,
boa vendedeira de rua: a Iralar na rua do Rosar j0
eslreila n. 11.
Vendem-se espingardas francezas d
dous canos, de supetior qualidade e po
prero commodo : na rua da Cruz n. 20
primeiro an-iar.
Na loja do Cardcai rua do Rosario,
vende-se o hem conhecido rape rolao
francez.
Vendem-se camisas francezas muito
bem feitas, com peitos- de llnlio e de ma-
dapolao, e aberturas de linho e de mada-
polao para camisas, tudo de superior qua-
lidade e por preco commodo: na ruada
Cruz n, 2fi primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez Kiseche e Absstnthe, por prero com-
modo : na rua da Cruz n. 26* primeiro
andar.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de mudo bom
goslo, a 320 o covado.
QUEIJOS.
Vendem-se muilo bons queijos do serian dcsles
chimados de pi enea, os melln o- que lera appareci-
do venda: na rua do Queimado, loja n. 11.
FACTO SECCO.
Vende-se muilo sita e boa carne, pelo barato pre-
co de igOOO a arroba, e faci secco de gado, por ba-
rato prego, proprio para escravos : na rua do Quei-
mado, loja 11. 14.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a IO9OOO a duzia, dilas lisas a 149000
a duzia, guardanapos adamascados a 39600 a duzia :
na rua do Crespo n. 6.
LINHA DE CARBITEL DE 200 JARDAS.
Vcndein-se em casa de Fox Brothers, rua da Ca-
dcia do Hecife 11. 62, carrileisda inais superior linha
que lera viudo a esle mercado, cada carmel Icio 200
jardas.
BHI.NS HE CORES.
Brim trancado com qnadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fuslao branco alcocboado a 400 rs. o cuvado,
castor muilo encorpadn a 240 o covado, pecas de
cassa de qnadros, proprias para babadosa BOOO, gan-
ga amarelia Iranfada a 320o covado : ua loja da rua
do Cres|H> n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muito bom goslo a 49000 rada um, ditos de cassa
chita a 29000, dilos de chita franceza larga a 39000,
lencos de seda de 3 ponas a 610, ditos de cambraia
com hice a 280 cada um : ua rua do Crespo, loja
n. 6.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para torro de sellins che-
Cada recenlemenle da America.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Uussia, americana c do Uio de Janeiro, a profos ba-
ratos que he para fechar cenias.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muilo sita e gorda, vnda da
provincia do Coar, pelo barato preco de 49000 rs.
a arroba cm pacolcs de 4 arrobas : no armazem da
pona larga ao p do arco da Conceicao, defronle da
escadinba.
Ai que fri.
Vende-sc superiores cobertores de lapete. de di-
versas cores, srandes a 19200 rs., dilos brancos a
11(200ra., dilos com pelo a imilacao dos de papa
I9O rs. : na rua do Crespo loja n. 6.
aVeposto da fabrica de Todos 0% Santos na Baha
Vcnde-se, em casa de N. O. Biebcr 4 C, na rua
da Cruz n. 4, algoda traufado d'aquclla fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vende-se 011 arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pesde coqueiros, com boa casa
d vivencia de pedia e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 5b"
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortiment de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de lesro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. '
Vinhp do Rheno, de qualidades es-
peciaos, em Caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do Tra
che n. .1.
V ende-s? um hom escravo, muco e sadio
iravessa da Sadr de Dos, armazem n. 21.
va roa lo Collegio a. 3, primeiro anda
dem-se para echar cortas mil equinhcnlos n ,,isos
de ..das de vdro lapidadas a 160 rs. cada mas*4 *
i0 dunas de'altas de massa para rap ali^*8
duzia. '
Vendc-socliampagne muilo nperior/'6.m. "r-
rafasc meias grrafas: em casa de He"* '"b"-
roa da Cadeia 'elha 11. 60. ^
\ Vcnde-se una escrava de BagoCosla, do ser-
Vico de rua, coi 2 crias de 2_v*''es rie misadas ;
kinbein e vr~-" ...oieqoes crioulos, -fllhos da
3f-.>.....wlHre II anno e ootro de 7 : cni Fura de
Portas, roa dos Quararapcs n.34.'
Vendse uma escrava de33 anuos, sera vicios
nem achaques, ptima para vender hortalifa e fruc-
la : na rua da Sania Cruz n. 70.
Vende-se urna porcAo do caiihos proprios pa- '
ra qualquer casa do cnminercin : na rua do Rangel,
taberna sem numero, de Francisco Paulino Cabra).
Vendem-se M milheiros de lipilosde alienara
grossa. por 8OO9OOO rs., (1K&000 o milheiro) poslos
em qualquer porto de obra, quera quizer dar essa
quuitia adianlada mediante as necessarias garantas:
quem quizer annuncie.
Atend Sa Edwin Ka*.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-se conslantemente bons sort-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas i neliras todas de ferro pa-
ra auimaes, agoa, etc., dilas para armar era inadei-
ra de todos os lamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com torca de
4 cavados, cocos, passadeiras de ferro eslaiihado
para casa de purgar, por menos preco que os de ro-
bre, esro vens para uavios, ferro da Suecia, e to-
bas de (landres ; lado por barato prefo.
KLA 1)0 TRAPICHE N. 10. H
Em casa de Patn Nash & C, lia da-
ra vender:
I Sortimento variado de ferragens. S
Amarras de ferro de 5 oitavos at 1 :
2 polejjada. J
c3 Champagne da mellior qualidade |
Q cm garra/as e meias ditas.
Jg{ L'm piano nglez do tnelliores.
mx3Buaam mm laessataamm
TL'DO DO ULTIMO COSTO.
Na rua do Crespo n. 14, loja do lado
do norte de Das & Lemos.
Chita* de cores muito (isas rom padres de rama-
gens imitando cassa a 160 rs. o covado, dilas Anas
com novos desenlies a 200 rs., corles de cambraia
com lisias e ramagens de cores, padrees ricelleulc*
a 29100 rs., dilos de brim enlrancado de linho com
quadros largos e sem elles, f. zenda inleiramenle de
novo goslo a 2g0u0 rs., ditos de casemira de padres
escirros bstanle encorpados a 49500 rs.. rufao de
cor para palitos a 200 rs. o covado, alaodao mescla-
do de urna so cor mudo encorpado a 170 rs.: assim
como mudas oulras fazendas que se vendern por
menos preco do que em oulra qualquer parte.
Vende-se um excedente carnnho de i rodas'
mui bem construido,eem bom eslado ; esl exposlo
na rua do Araan, casa do Sr. Nesme o. 6, onde po-
dem os pretendenles eiamina-lo, e Iralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, 00 na rua da Crus no
Recifa n. 27. armazem.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na roa da Crna do Recife no armazem n. 62. de
Antonio francisco Marlins, se vende os mais sapo
rieres queijos leudemos, presuntos para hambre, nl-
liinaroenle chegados na barca ingleza l'alpa-
raiio.
Moinhos de vento
ombombasderepuxo para regar horlase baiaa,
de capim, na fnndica de D. W. liowman : na rua
do Brumns. 6,8 c 10.
Devoto Chtistiio.
Sahiu a luz a 2.* edicao do lvrinbo denominado
Devolo Chrisiao.mais correcto e acresecntado: vnde-
se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mallo grandes e
de boro goslo : vendem-se na rna do Crespo, toja da
esquina qoe volla para a cadeia.
OBRAS DE I.ABYRINTHO.
Vendem-se loalhas, lencos, coeiros de labvrulbo
de lodas as qualidedes, rendas, bicos largos e'estrel-
lo., por eommodos precos : na rna da Cruz do Re-
cife n. 34, primeiro andar.
Vende-se o bem acreditado rape ro-
lao francez : na rua da Cadeia do Recife
loja do Sr. Bourgard.
Vende-se urna escrava : na rua de
S. Francisco, cocheira de Paula & Silva.
SACCASM FARINHA.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra bem let-
rada : na rua da Cadt#J do Recife, loja n. 18.

4
\
1
pi-
<
HE MODA!
Alpacas de sedas-lisas, furta co-
res e dequadrinhos, proprias para
vestidos, vcnde-se pelo baiatissimo
H jueco de 000 rs. o covado : na rua
I do Crespo n. 1IJ, esquina da rua das
SI Crii/.cs.
FAZENDA DA MODA.
Alpacas de seda de quadros e lisa, furia-cores, fa-
zenda para vestidos, do mellior gosto que lem viudo
a esla praca, por precos que raudo lulo de agradar aos
compradores; djo-se amostras para verem em qual-
quer parle : \\a loja do sobrado amarello, nos qualro
cantos da rua do Oueimado n. 29, da Jos Moreira
l.opcs.
Vondem-so ricos pianos com cxcellenles vo-
zes c por precos eommodos: cm casa de J.C. Rabo,
ru do Trapiche n. .">.
PUBLICACAO' Rl.l.li;[OSA.
Sabio i luz o novo .Me/, do Mara, adoptado pelos
reverendissimos padrescapuchiohos do N. S. da l'c-
nha desla cidade. augmentado com a novena da Se-
nhor da Conceicao, e da milicia histories da me-
lladla milagrosa,odaN. S. da Rom Consclhn : ven-
dc-sc uuieamenle na livraria 11. 0 c 8 da piojo da
independencia, a l^ooo.
^ Deposito de vinlio de cham- (S
(^) pagne Chateau-Ay, primeiraqua-
a lidade, de propriedade do condi
aa de Mareuil, rita da Cruz do Re-
cil'e n. 20: este vinlio, o mellior
^ de toda a champagne vende-
ft se a TisOOO rs. cada caixa, acha-
- se nicamente em casa de L. Le-
w comte Feron & Companhia. N. B.
IB As caixas sao marcadas a fojo
@) Conde de Mareuil e os rtulos
&t das garrafas sao azues.
AOS SF.MIORF/S DE ESOENHO.
Cobertores oscuros nato grandes c encorpados,
dilos brancos compeli, muilo grandes, imitando os
de laa, a 1R10 : :ia rua do Crespo, loja da esquiua
que \olla para a cadeia.
Vende-sc urna canoa de carreira, nova, c d
excedente marcha : na rua do Krum, armazem 11, 26
Causas francezas a iso rs. o covado.
Na loja de GuiraarSes & Henriques, rua du Cres-
po 11. 5, vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo baratissimo preco de 180 rs. o covado.
NOVAORLEANS.
Baralo sim, liado nao.
Na rna do Queimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furia cores lisa e de lislras inlilulada
Nova Orleanspelo barato preco de 300 rs., o cova-
do, sendo esla fazenda muito propria para vestidos
de senhora c menino.; gaze de la e seda de core
as mais delicadas,muilo proprio para vestidos de se-
nhora e meninos a 500 rs. o rovado.
Na rua da Cadeia do Recjfeii.60, vendem-se os
seguailes vinhos, os mais superiores que lera vindo a
esle meicado.
I'orlo,
llucellas,
Xerez cor de ouro,
Dlo escuro,
Madeira,
era camnhas de urna duzia de garrafas, e i vista da
qualidade por preco muilo cm conta.
. DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 90 ba para vender
barris com cil de Lisboa, recenlemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmnnn, na rua do Bru, passan-
do o chafan/. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quacs acham-se a venda, por
prero commodo e com promptidao'
emlrarcam-se ou carregam-se cm carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-sc a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Vcnde-se sal do Assii, a bordo do hiato ang-
lica : a Iralar na rua da Cadeia do Recife n. 19,
primeiro andar.
Na loja de4 portas, na rua do Queimado n. 10,
de .Manoel Jos l.cite, vende-sc por menos de seu
valor as seguinlc fazendas : bircge de laa e seda
para vestido, tilo de linho de cores, toques ricos de
madrepcrola e (arto, lencos de cambraia de linho,
chapos franeczes prclos, rollarinhos de linho para
camisa.
Vcndc-se urna halanca romana rom lodos os
seus perlcnres. cid bom uso e de ,000 libras : quem
a piolen.ler, dirija-se i rua da Cruz,, armazem n.4.
t^) Vende-sc superior potassa, fa- i
tbricada no Rio de Janeiro, che- i
gada recentementc, recommen- z
. da-se aos senliores de engenho os 2
z? seus bons ellcitos ja' experimen- )
' tados : na rua da Cruz n. 20, ar- *
$9 tnazem de L. Leconte Feron 4 ($$
$ Companhia. (0,
(@ii$^S: ^@@ @.^ ^
Vendem-serrloains de ouro e praia, raai
barato de que era qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 0.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e llanta, como
cjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modeinissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lan/.inha para vestido de
senhora, cora 15 covados aula corle, a
W-JOO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
n Cadeia.
a BfCBAyu- FPqiPOS.
Desapparcceu do silio do padre Manoel Flo-
rencio de Albuquerqjie, na Iravessa da Crui de
Almas, de l'onle l'rlioa, no dia 5 do crranle, um
seu cscravo de nomo Manoel, de narao Reboto, de
meia idade, balso, grosso do corpu, meio canguei-
ro ; lev ou um sacco com roupa sua. o escravo foi
comprado por muito bom, ao Sr. Manoel de Airari-
da Lopes, que o venden por ordem do Sr. Francis-
co Xavier de Oliveira : roga-se, por lano, as auto-
ridades policiaes, rapiUcs de campo, ou oulra qual-
quer pessoa. que o apprehendam e leve-o a rua da
Horlas n. 15, ou no dito sitio, que ser recompensa-
do ; ailvcrlc-.se que o dito prclo he casado cm ofsn-
nho Camur, freguezia do Cabo.
Desapparcceu de casa do abaixo assignado, ao
dia 10 de juihn do crvente anno, um escravo de ne-
me Manoel, dcnacSu Costa, que representa ler 32 a
34 annos do idade, estatura haisa, magro, denles
ralos; (em urna calva na cabeca de carregar petos;
consi ler eslado era Iguarassu: quem o pegar, le-
\e-ii.-o 1 iic-nm ahaivo assignado, na roa do Crespo
n. 5, que se recompensar o sea Irabalho.
Miguel Jote Barbota GuimarSet.
Anscnlou-se no dia 23 do correnlc o preto A-
levandre, de nacao S. Paulo, idade de 25 annos, al-
to, falla demorada e rorpo reforjado, foi cscravo do
francez Milique, morador no Rio Doce, e ltima-
mente do Sr. Eduardo Bolly ; esse preto costama
em suas freqoenles fgidas andar pela roa da Auro-
ra, ir para Olinda, e refugiar-se as campias de
Rio Doce : roga-se, porlanto, a quem o pegar ou
delle der noticia, dirija-se rna do Bmm n. 28, fa-
brica de caldeireiro, que ura bem recompensado.
Desappareceu no dia 24 de selembro o escravo
de nacao, de nome Joaqq|B), official de pedreiro,
mudo ladino, estatura e eorpo regalar, rosto com-
prido. beicos grossos, denipi limados, nariz ora pou-,
co afilado, bem barbado, olhos grandes, mitos gros-
sas, po grandes, com ahumas marcas de frulas as
candas, cabello grande ; levou calca branca e ca-
misa de inadapol.lo, chapeo de hacia branco, e como
nao lev motivos para fugir, e leve sempre boa con-
duela, be de suppr que fosse scduzido : por isso se
previne maliciosamente a quem o liver oceulto, de
mandar entregar no pateo de S. Pedro n. 2, a sua
senhora Anna Francisca de Azevedo, do contrario
viudo a sea conhdcimcnto o lugar em qoe se acha
oceulto, se prolesla ir -obre quem assim lenlia obn-
do com lodp o rigor da le, cobrando dias de servido
e o mais qne a le permiltir.
Desappareceu em novembro do anuo passado,
lendo vindo du Rio de Janeiro de obrigacAo em um
navio, o preto marinbeiro de nome Joao, crioulo,
alto, reforcado do corpo, e bem fallaole, o qoal es-
cravo be de propriedade do Sr. Manoel da Motta
Maccdoalli residcnle, o qualcousla que existe nes-
la cidade fugitlo. inculcando-sc er forro : quem o
pprebender e leva-ln rua da Cruz no Recife, es*
criplorio n. 3, ser generosamente recompensado.
Desappareceu no da 8 de selembro o escravo,
cr'oulo, de nomo Antonio, que cosluma trocar o no-
me para Pedro Jos Orino, e inlilular-se torro,
he mudo ladino, foi escravo de Antonio Jos de
Sanl'Anila, morador no engenbo Caite, comarca de
Sanio Aiitn, c diz ser nascido no serbio do Apody,
eslalura e corpo regular, cabellos pretos, carapi'nh-
dos, cor um pouco fula, olhos escaros, naris grande
e grosso, hcicos grossos, o semblante um pouco fe-
chado, bem hachado, purera nesla occasiao foi cora
ella rapada, com todos os denles na frente ; levou
camisa de madapoln, calca e jaqticla branca, cha-
peo de palhi com aba pequea e uBuTrouxa de rou-
pa pequena ; be de suppor que mude de (rage: ro-
ga-se porlanto as autoridades policiaes e pessoas par-
ticulares, o apprehendam e Iragam nesla praca do
Recife, na rua larga do Rosario n. 24, quesera-'
compensar mudo hem o seu Irabalho.
1O0SO00 de graiificaci.
A quem apresenlar o moleque Affonjo, de naci
Ciiiuiidongo, idade di) e laidos annos, bastante sec-
co do corpo, fciocs muidas, aliara regular, com
duas marcas de feridas no meio das cosas ; desap-
pareceu de casa cm 17 do corrente agosto, pelas 7
horas da larde, c como nilo leve motivos para fugir,
e leve empre boa conduela, suppOe-se que fosse fur-
lado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
godAo crosso e chapeo de palha com fila prcla larga:
quem o Irouicr a rua de Apollo n. 4 A, recebera a
gralicaco cima.
Ainda contralla estar fgido o prclo que, em 11
de selembro prximo passado, foi do Monleiro a um
mandado no engenho Vcrlcuto, arompanhandournas
\arcas do mando do Sr. Jos Reman i no Pereira de
Urdo, que o alugou para o mesmo fim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso c meio cor-
cunda, rom a barriga grande, lem um signal grande
de ferida ua perna direila. cor prela, nadegas em-
pioadss para loca', pouca barba, tem o terceiro dedo
da raao direila encolbido, e falla-lhe oquarto: le
von vestido calca.azul de zuarlc, camisa de algodilo
tizo americano, porm levou outras roupas inais fi-
nas, hem como um chapeo preto de seda novo, e usa
sempre de corroa na cinta : quem o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu senhor Romao Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Polouriuhoarma-
zem de assucar n.*5 e 7 de KiunAo A C, que ser re-
compensado.
I'ERN. : TVP. IE M. F. U ARIA. 1851.
I
i

V
i
i

4
i
:
i
/


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