Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01375


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Full Text
'
w
AUNO XXX. N. 222.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
mili
>
\
\,
QUINTA FEIRA 28 DE SETEMBRO DE 1854.

Per anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUGO
.
ENCABREGADOS DA SIBSCRIP: Al>'.
Recife, o proprietario H. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o 8r. Joo Peroia Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donea; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dad; Natal, o Sr. Joaruim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Le mos Braga; Gear, o Sr. Vic-
toriano AuguMo Borges; Haranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Pr, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 1/4 d. com nrazo
Paris, 358 rs.por 1 f.
< Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Ac^oes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companfaia de seguros ao par.
Disconlo de Icttras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oneas hospanholas...... 299000
Moedas de (400 velhas. 165000
de t>9400 novas. l(i()00
> de 4*000...... 9S000
Piala.Patacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios i 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS (:or,i;luis.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, bonito c Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e uricury, a 13c 28.
('oianna o Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primcira lis 9>horas e 18 minutos da manliaa.
Segunda s 9 horas o 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas equiutas-feiras.
Relacao, terras-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
.lui/.o do orpliaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao moio dia.
BPHEMERIDES.
Setembro 6 La caeia s 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da Urde.
14 Quarto minguanle as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manhaa.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos dt tarde.
29 Quarto crescenie 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segunde-; da tarde.
DIAS DA SEMANA.
25 Segunda. S. Justina m.Ss. Senador Calislraio
26 Terca. S. Cleofas; S. Firmino b. ; S. Lobo.
27 Quarta. Ss. Cosme e Damio irs. m.
28 Quinta. S. Weucesloduque m.; S. Salamao.
29 Sexta. S. Miguel Archanjo ; S. Faleruo b.
30 Sabbado. S. Jeronymo presb. card. e doulor.
1 Domingo. 17.' O SS. Rosario de Mara; S.
Remigio b.; Ss. Virissimo, Mximo e Julia.
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\
PARTE OFFICIAL.
QOVERNO HA PROVINCIA
LE N. 353.
Jos Benlo da Cuolia e Figueiredo, presidenta da
provincia de Pernambneo. Faco saber aos seus ha-
bitantes que a assembla legislativa provincial de-
cretan, e cu sauccionei a lei segrate:
Art. 1. Fica o presidente da provincia autorisadn
a conceder companhia que se nrganisar para a
cmnfrnccAo da estrada de ferro de Pemambuco, des-
de a i-i.lailo du Recita al u rio de San Francisco, a
garantid de m mnimum de juro al dous por een-
t, *MUiwUr Mfr-friica por eenta concedidos peto
governo geral, sobre o capital ji Rxaito para a parle
da mestna estrada at a confluencia dos rios Una e
Pirangy.
Arl. 2. O meanto prndenle estiplala com a com-
panhia as comlioes neosssaras para a realisaro da
referida garanta, regulando-se pela veriliearao do
governo geral, a respeilo dos lucros da companhia.
Arl. 3. Quando os lucros da companhia excederem
ao mximum que for estipulado, a provincia icr.i
pile* aparte proporcional, que se convencionar;
vendo o presidente da provincia, independenta da
oteeucao da presente lei, enlender-sc com o governo
geral, parir que a garanlia dos dous por cenlo seja
proporcional a que foi concedida pelo mesmo gover-
no geral.
Mando porlanlo todas as autoridades, a quem o
conhecimento e execucAo da referida lei perlcncer,
que a cumpram e faeam cuinprir lAo inteiramenle
como nella se conlm. O iwcrelarin da provincia a.
laca imprimir, publicar e correr. Cidadc do Recife
de Pemambuco aos 21 du setembro dt 1854, trigesi-
mo-lerceiro da independencia c do imperio.
L. S. Jos Benlc da Cunha e Figueiredo.
Carla de lii pela qual V. Exc. manda execular o
decreta da assembla legislativa provincial que sanc-
cjanou, aulorisandoo governo da provincia conce-
der a companhia que se organisar para a eonslruc-
rao da estrada de ferro do Pemambuco, desde a ci-
dade do Recife aleo rio de San Francisco, garanlia
de um mnimum de juro ale 2 por % addicionacs aos
cinco concedidos pelo governo geral, como ludo ci-
ma e declara.
Para V. Exc. ver.
Francisco Ignacio de Torres Bandeira a fez.
Sellada e publicada nesla cidade do Recife aos 21
de setembro de 1854.
Joaqun Pires Machado Porlella.
Oflicial-maior servando de secretario.
Registrada i fl. m) verso do livro 3. de lcis pro-
vinciaes. Secretaria do governo da Pemambuco 22
de setembro de 1851.
Joo Domingues da Silta.
LEI N. 354.
Jos Bculo da Cunha o Figueiredo, presidente da
provincia de l'crnambuco, aco saber a lodos os seus.
habitantes, que a assembla legislativa provincial de-
crolou c eu sancrioiici a Iciaeeguiute:
-Arl. I. Para Acorrer as despezas das obras de-
cretadas pela lei do oroamonto vidente, quando o
SHpprimenlii, que hnuvcr de fazer o governo geral,
nao teja suflicieule. Pica aulorisado n governo da
provincia a conlrahir urn cmpreslimn al 200:0008
de rs. com um juro anuual que nao exceda a 8 por
ceolo, pagos por semestre.
Art. 2. Este cmprtstimo se realisar, quer pela
veuda de apolices ao par de 100 a 3OP~30O0is., a qual
se tara na razan de carencia de finados para a men-
cionada despeza, quer enlregandn-se directamente
estas apolices aos arrematantes, ou empreiteiros das
ditas obras, que assim o quizerem.
Art. 3. Para o resgaleda presente divida lie ga-
rantida annoalmenle a quanlia de 40:0009000 rs.,
que podem ser augmentada.
Art. 4. Ficam revagadas asdisposicoei em conlra-
rio.
Mando porlanlo, a todas as autoridades, a quem o
conhecimento e execucan da referida lei perlenccr,
que a cumpram e facam cumprir lao inleiramente,
coa*o nella se conten. O secretario da proviucia a
faca imprimir, publicar c correr. Cidade 4o Reci-
ta de Pernambuce aoi 23 de setembro de 1854, tri-
gsimo lereeiro da independencia e do imperio.
L. S. Jos Benlo da Cunha e Figueiredo.
Carta de lei pela qual V. Exc. manda execular o
decreto da assembla legislativa provincial, qne sane*
cionou, aelorisando o governo da provincia a con-
lrahir um empreslimp at 200:0009000 r>., com um
juro annual, que uAo exceda a 8 por cento, pagos por
semestre, para occorrer as despezas das obras decre-
seus habitantes, que a assembla legislativa provin-
cial decrelou c eu sanecinnei a rcsolucu seguale :
Art. lo U presidente da provincia fica aulorisado
a reformar a inslraccfto publica da mesma em seus
diversos graos, e a converler o lyceu desla cidade
em um intarnato.
Art. 2o O presidente da proviucia far por em
pratica a reforma, suje(ando-a a definitiva appro-
vaco da assembea provincial, e em quanlo a nao
obtiver, ser ella considerada como provisoria.
Arl. 3 Ficam revogadas as disposigocs em con-
trario.
Mando, porlanlo, a todas as autoridades, a quera
o cuiiltecimeoio e execucao da, ratarjila. rxseta&io
perlenccr, que a cumpram e facam Cumprir 19o
inteiramenle como nella se conlm. O secretario
da provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recife de Pernamboco aos 23 de setem-
bro de 1854, 33 da independencia e do imperio.
L. S. Jos Beato da Cunha e Figueiredo.
Carla de lei pela qual V. Ex. manila execular a
resoluoo da assembla legislativa provincial, que
sanecionou, antorUando o presidente da provincia
a reformar a instruccao publica da mesma em seus
diversos graos, c a converter o lyceu desla cidade
em um intrnalo, como cima se declara.
Para V. Ex. ver.
/o5o Domingues da Silta a fez.
Sellada c publicada nesla secretaria do goveruo
de l'crnamlmco aos 2:1 de selembro de 1854.
Joaquim Pires Machado Porlella.
(inicial maior servindo* de secretario.
Registrada a II. 142 v. do livro 3 de leis provin-
ciaes. Secretaria do governo de Pemambuco 23 De
setembro de I8*5f
Joo Domingues da Sitca.
Expedienta do dia 3S.
OllicioAo Exm. r. Antonio Coelho de S eAI-
buquerque, dizendo que pela leitura do seu oflicio
de 21 do crrenle, fica inteirado de nao poder S.
Exc. reassumir o exercicio de director geral da ios-
IruccAo publica desla provincia, por achar-se Horne-
ado presidente da das Alagas, para onde tem de
partir brevemenle.Fizeram-sc i respeito as conve-
nientes communicacOes.
HiloAo coronel commandanle das armas, en-
viando copia do aviso da repartirn da guerra de 30
de agosto ultimo, no qual se determina quu lenha
passagem para eorpo de guamicao lixa da Baha o
2 sargento d<>4 balalhao de arlilharia a p F'elis-
berto Egidio de Araujo Canlalice.
DiloAo mesmo, trausmillindo copia do aviso da
guerra de 9 do crrenle, do qual consta qae se con-
ceder passagem para o 8 balalhao de infanlariaao
segundo sargenta do 10 da mesma arma, Jos Leo-
cadio Fcrrcira da Cruz.
HitoAo inspector da thesouraria do fazenda, re-
metiendo, para sen conhecimento e expedicAo das
convenientes urdens, copia da nota dos emolumentos
que lem de paimi na recebeduria do rendas inter-
nas o Exm. Barato Ja Boa-Vista pela pcnnissAu que
olilcve para aceitar a fiineac.'io de commandanle su-
perior da guarda nacional deslc municipio.Oillci-
ou-se ueste sentido ao Exm. liarn da Boa-Visla.
HiloAo niesmof rccommendaudo expedirAo de
suas nrdens para que sejam arrematados em hasta
publica, vista acharcm-sc em m.io eslado, segundo
represenlou o coronel commaudaute das armas em
oflicio de 1!) ilo correnle, os 35 ravallos da compa-
nhia fixa de ravallaria mencionados na relacAo, que
remelle, osquacs nesla dala manda por disposic.au
de S. >.; providenciando ao mesmo lempo para que
sejam comprados com brevidade 40 cavallos para o
completo da referida companhia.Communicou-se
ao coronel commandanle das armas.
HiloAo mesmo, dizendo que, havendo partici-
pado o bacharel Joaquim Pedro da Costa Lobo que
aceitava o cargo de juiz de direilo da comarca do
Natal no Rio Grande lo Norte, para a qual foi re-
movido da da Boa-Vista nesta provincia, baja S. S.
de, ouvindo o procurador fiscal dessa thesouraria
na confu niidade. do artigo II do decreta n. (87 de
26 de j u I lio de 18VI, propor qual a quanlia, a que
tem direilo o mencionado bacharel para a ajuda de
custo de seu transporta aquella provincia.
HiloAo mesmo, communicando haver participa-
do o b.charel Manoel Clementino Carnciro da Cu-
nha, que reassumira no dia 23 do correnta o exer-
cicio interino de juiz de direilo da 1 vara desla ci-
dade.Coinmunicou-sc ao presidente da relacao.
DitoAo desembargador juiz relator da junta de
juslica, remeltendn para, depois de visto, ser relata-
do em scssAo da mesma junta, o processo verbal do
tadas peta lei do orcameiilo vigente, quando o sup-J soldado do 2 balalhao do infantaria Manoel Giti-
primeota, que houver de fazer o goveruo geral, nao
seja sumeiente, ludo como cima se declara.
Para V. Eu. rer.
Joo Domingos da Silva a fez.
Sellada e publicada nesla secretaria do goveruo de
Pernamboco aos23 de setembro de 1854.
Joaquim Pires Machado Porlella.
Oflicial-maior servindo de secrelrrio
Registrada a folhas 141 verso do livro terceiro de
lei provincias*.
Secretaria do governo de Pemambuco 23 de se-
tembro del&M.
Joiio Domingues da Siica.
LEI N. 353.
Jos Benlo da Cunha Figueiredo, presdeme da
provincia de Pemambuco. Fajo saber a todos os
A FAMILIA AlBRY. ()
For Paali Mearlce.
PRIME1RA PARTE.
O duelo iela irmaa.
n
( Conlinuacio.)
^ Dsela ae ao jardira por um poial de seis a oita ilc-
yos, einc'fly ule ao do paleo, mas ornado de um
parreiral. Essc jardim nlo era multa grande, c era
al menor que o campo de Horacio; masera lao cul-
tivada, lito tratado e quasi tai amado romo elle !
Cerlainenle era para enternecercalcular-se por quau-
las pn.vacoes e pena? hsvia passado cssa familia,
para ler o luxo modesto dessas poncas arvores e des-
*as (toncas flores, para comprar essa purcAo de ar pu-
ro, necossario talvez a saude dos meninos, para com-
pletar emlim snu pequeo mundo domestico com
esse cantinlio de natureza c deco.
Em baixo do poial, em urna especie de palco rir
eular guarnecido de arvores. havia um banco de nia-
deira e cadHraj rusticas. Foi all que se insl.illa-
ram n*4pialn> inlerlorulores. O irmaa primogcnilo
ancioso quena lomar novanenle a palavra ; mas Na-
lalis o impedio dizendo :
(tacamos primciramcnle estes senhores, Pedro.
Enliln lleuriquc comen u :
Nosso rollcga Daniel Olry pede ao senhor que
seja serv|do designar-nos dous de seus ami-os, com
os quac posaamos entender-nos acerca do ronflirto
doloroso que houvc cnlrc o sci'hor c elle hunlcm
uoite.
Creio que j disse aos senhores que um desses
amigos ser, se assim o pc;millirein, ineu irmao que
eshi prsenle.
Pedro fra de si inlerrmnpeu-o c levantando-so,
dise :
Nao quero ser la testemuuh.i, Nalalis. sou
inais, snu o primognito da familia : esle negocio me
diz respeilo, seohures.
() VMe Otario n. 221.
rana.Communicou-se ao coronel commandanle das
armas.
DitoAo juiz de orphaos e ausentes, remetien-
do, nao s copia do oflicio do director da colonia
militar de Pimenteiras de 7 do correnle, participan-
do o fallccimenlo do subdito francez Augusta Dan-
joy, que se achava aoservim da mesma colouia co-
mo e,ngcuheiro, mas lambem a relacao do espolio do
dilo engenheiro, e recommendando que, nos termos
do artigo 8o do decreta n. 855 de 8 de novembro
de 18>l, promova a arrecadacAo do referido espo-
lio, existente em mao do lente Joio Marinho Ca-
valcanli de Albuqucrque.que ora se acha nesla ca-
pilal.Communicou-se ao cnsul de tronca.
DitoAo inspector do arseual de marinha, para
mandar tardecer ao commandanle da corveta de
guerra (iiquitinhonha. vista dos necessarios pe-
didos, 120 toneladas de carvao de pedra, e as r-
enos diarias para sustento da guarniro da mesma
corveta.Communicou-se ao commandanle da es-
tacan naval.
DitoAo inspector da thesouraria provincial,
communicando ficar inteirado, pelo seu ofllciu de23
do correnle, de haver Smc. reassumido naquellada-
la, o exercicio do seu emprego.
DitoAo mesmo, communicando haver, por por-
tara dosta data, concedido dous mezes de licenca,
com vencimcntos, ao professor adjunto de gramma-
tica latina, e lingua nacional do lyceu desta cidade,
t'r, Antauio de S. Camilla de Lellis. Communi-
cou-se ao director geral da instruccao publica.
DiloAo presidente da commissao de hygiene
declarando que nesla dala oflicia ao director das
obras publicas para mandar recolher aquella repar-
\Stto os instrumentos de physica, de que Irata o seu
oflicio de 18 do correnle, os quacs oulr'ora foram re-
cetados pelo e\lincto conselho geral de salubridadc
publica ; deveudo Smc. declarar esla presidencia
qual o destino que li\eram os livrns e movis que
nessa occasiAo deveriam ler sido lambem recetados
pelo mesmo conselho.Fcz-se o oflicio de que se
Irala.
Hito. A' Jos Thomaz Pires Machado Porlella,
juiz de paz da freguezia de Muribcca, dizendo que,
com a copia que remelle do parecer do Exm. presi-
dente da retaceo, responde ao seu oflicio do 1. de
agosto ultimo, consultando se o actual cscrivo do
juizo de paz dessa freguezia sendo lente ajudanle
docxlinclo balalhao da guarda nacional, poder ser
liosamente contemplada como oflicial da referida
guarda, ou dever requerer sua reforma, visto con-
tar mais de vinte annos de servijo.
Hilo. A' adrainislracAo do patrimonio dos or-
phAos, para que providencie no seulido de ser admil-
tida oo. collegiodas orphAas. na vaga ah existen le, a
exposla Joaquina Mura da Cun-pican, conforme a-
caba de requisilara adminislracao geral dos estabe-
lecimenlos de caridade. Commuuicou-se ;i esla.
Hilo. A cmara municipal do Recife, aulorisan-
do-a ajlcvar de novo i pra^a o impasta de 80 rs. por
carga de farinha c de legumes, no mercado publico
das freguezias de S. Jos o Boa Vista desla cidade ;
bem como o das aferires desle municipio, servin-
do de base para estas arremalaccs, as quanlias
nflerecidas por Bellarmino .Vives de Arocha, e An-
tonio Concah es de Moraes.
Dilo. A cmara municipal da cidade de ('oian-
na, dizendo, em resposla ao oflicio de 14 do correnle
o. 4, qne nao so approva a arrematadlo que, seguu-
do coiiilou do citado oflicio, foi feila pcranle aquel-
la cmara dos impostas sobre 500 rs. por cabera de
gadovaecum e repezosdus aenugues, e medidas de
Cariaba pela quanlia de 2:3289500 rs.;mas lambem a
delibcraeo il'aqsjella cmara em mandar por nova-
menta em prsca com o abale da quinta parle, por
lo ter appare ido licitantes, as rendas dasafericoes
e laxas das pan age na da barra ilusa cidade, c do rio
Japumim.
Dilo. Ao procurador fiscal da thesouraria de fa-
senda. 'I en do a irmanda los Passos da (iraca, erecta nterin,unente na igreja
da Misericordia da cidade de Olinda, pedido licenca
para transladar o mesmo Scnhor para a igreja do
(.armo da respectiva cidade, com a condico porem
de reparar as ruinas desle templo, e ouvindo til
respeito o Exm. e Revercndissimo prelado diocesano,
bem como ao procurador da cora, soberana e fa-
zenda nacional, jolguei conveniente deferir favora-
vclmcnte a mencionada pelicAo ; c assim o com-
munico a Vine para sua inteligencia. Commu-
nicou-se ao Exm. prelado diocesano.
Portara. Ao agente da companhia das barcas
vapor, para mandar transportar para a provincia da
Parahiba, no primeiro vapor procedente do sul, nao
-o o criminoso de morte Antonio Joaquim, por an-
tomazia Antonio Juca, que lite ser apresentado por
parte do chefe de polica, mas lambem as 3 praras
de I." Italia que temdeconduziro referido crimino-
so, devendo a despeza desse transporte ser salisfei-
ta naquella provincia. Communicou-se ao chefe
de polica.
Dita, Nomeando, em vista do que representan
o chefe de polica em oflicio de 22 de junho ultimo,
n. 4%, ao cidadao Lourcncp Bezerra Marinho Fal-
c3o, para o cargo de subdelegado do segundo dslric-
lo da freguezia de Tracunhaem do lermo de Naza-
relh, vago em razio de haver mudado de residencia
o cidado I.niz de Alhuquerque Maranlin, que o
excercia. Communicou-se ao chefe de polica.
Dita. Nomeando, de conformidde com a pro-
pusla do chefe de polica de 23 do correnle, n. 755,
para supplenles do delegado do distrcto da colonia
militar de Pimenleiras, uo municipio do Bonito, aos
cidadaos abaixo declarados:
1. Joao Marinho Cavalcanli de Albuquerque.
2. Simplicio l.iiis de Souza Fonles.
3. Manoel Alves de Souza.
Communicou-se ao chefe de polica.
CODEMANDO DAS ARMAS.
Qu.irtol do commando das armas de Feraaaa-
buco, na cidade do Recife, em 27 de setem-
bro de 1854.
ORI1EM DO DIA N. 149.
O coronel commandanle das armas interino de-
clara para os fins necessarios, que boje contrada
novo engajamenlo por mais 6 annos nos termos do
regulamento de 14de dezembro de 1852,edo decre-
ta n. 1401 de 10 de junho do correnle auno, prece-
dendo inspeccao de saude, o toldado da companhio
fixa de cavallaria desla guamicao Theotonio Jos
Francisco, que perceber alm dos vencimeutosque
por lei Ihe competirem o premio de 4009 rs., pagos
pela forma disposla no art. 3 do citado decreto, e
lindo o engajamenlo urna data de Ierras de 22 mil
e quinhenlas bracas quadradas. No caso de deser-
cAo incorrer na perdadas valitagens do premio, e
daquellas a que liver direilo, ser considerado rc-
crutailo, c desconlar-se-lhe-ha oo lempo do engaja-
menlo o de prisioem virtud* eseatenca, averlian-
do-se no respectivo ti lulo, esle descont e a perita
das vanlageus, como he expresso no art. 7. do so-
bredto regulamento.
Astignado.Manoel Muniz Tacares.
Contarme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
O senhor engana-se, disse Luciano. Nosso ami-
go Daniel Olry, em cujo nome vimos aqu, nao lem
a honra de conhece-lo, i conhece seu oflensor.
Mas !...exclamou anda Pedro.
Com efleilo enganas-le, meu irmao, inlerrom-
peu lambem Nalalis com alguma viveza. Que opi-
nio das de mim Sou por ventura um menino ?
Deverei dirigi-me a oulro e nao a (i"! Por favor,
nao me ofrendas mais !
Pedro aperlou os punhos c os labios ; mas fez um
gesta de resignacAo e nao replicou.
Entio Nalalis vollou-se para Lnciajao :
nanlo a julgar-mc ou chamarafne o oflensor,
cortamente o senhor nao er isso. Como! miuha jo-
ven irmaa, urna menina, como os senhores viram,
lauca honlem sobre os hombios o manta de minha
mAi, e corre ao fim da ra, sosinha he verdade con-
tra o roslume, afim de comprar remedios para sua
mai doenlc, e nesse caminho de cinco minutas em
BOMI porta com o dia ainda claro um homem que
passa, chega-se a ella, perseguc-a, diz-lhc nao sri
que palavras odiosas, e sahindn eu casualmente, a
pequea rcfugia-se em meus bracas, acho-me em fa-
ce do inslenle, lodo o sangue salta-mc ao corarn,
esou o oflensor parque castiguci esse atrevimenlo ?
Oh va persuadir disso a quem be pai ou irmao Se
agora o scnhor sen amigo uAo esl contenta com a
lirAo, e deseja outra, eslou proir.plo para dar-lh'a, e
pao cedo cate direilo a ninguem. Sim, havemosde
baler-nos quanlo Ihe agradar E seja qual for o re-
sultado, de duas rousas urna : ou elle ser homicida,
ou ser punido. Se a sorle fr juste, ser punido !
porta aconleea o que acontecer, seuhor, el'e nAo po-
llera jamis dizer-se ollendido.
Nalalis expriinio-se assim coin um lom mais pro-
vocador do que devera. Quem lem vinle. annos jul-
ga-se abrigado por dignhndt a encarecer sua cora-
uem, c a aomaenlar sua altivez.
I.ucuhu de sua parle recohruu algnm tanto seu ar
britnico, o aceitan O desafio.
'Conreatramos, senhor, disse elle, que a primci-
ra olen-a veio da parle de nosso amigo ; porem re-
conhecido seu engao, estamos convencidos de que
alta desculpoii-ae para com a seuhora sua irmAa. c
para rom o scnhor inesinnde maneira asalisfazer a
ambos. Foi por isso que chame oflensor aquello
que lornuu a oireusa quasi irreparavel. Al eulAo,
ai -ou moviineiito de vivacidade, senhor, nada ra
ainda grave. Daniel linlia sido eslouvado ; mas nAo
grusseiro. De mais, nao he com osenhor Nalalis Au-
brv que llevemos tratar dessa desavenca, he om seus
amigos, c esperamos sement delta que seja servido
indicar-nos a hora e o lugar, em que os pintaremos
encontrar.
O debate animava-sc e irrilava-sc, lodos qualro
linham-se levantado, c Nalalis ia sem duvida repli-
car viva menta, quaudo Pedro que eslava vallado para
a casa, fez-lhe com a mo um signal, c moslrou-lhe
com a cabera, a janella da sala.
Una mao tremida havia aberlo lentamente a cor-
lina de cassa da janella, e a linda calieca da irma
com seus bellos olhos ainda arregalados peta inquie-
laeao apparercra furtivamente na vidraca. Natalis
voltou se ; masa cortina havia tornado a cahir an-
tes mesmo de elle ter exclamado com gesto impa-
ciente :
Ali Mara I
Com tudo essa graciosa apparir,Ao tara suflicienle
para chamar Natalis i razAo e brandura.e para res-
tituir a llt-urique e a Luciano o scnlimenlo eslranho
que expcrimeutavam desde que ti.iham eutrado como
se essa casa fosse encantada.
Estes senhores, Pedro, pedem urna conferencia
com as minhas lestemunhas, disse mais simplesmenta
pulan Nalalis mais tranquillo ; porem a quem toma-
remos para segunda leslemunha ?
Giboureaii I responden Pedro sem hesitar.
Pois bem, teja Gibooreau Ao menos elle cor-
rigir o que la fralernidadc poderia ter de muilo
fcil. Mas como o advertiremos'.'
NAo posso enrarregar-me disso ; porque s3o
quasi nove horas, c devo ir sem demora para a mi-
nha repartican.
Nao poderia o scnflor dispensar-sc boje de ir ?
pcrgunlou lemerariameulc Luciano.
Oh n,1o, senhor, responded Pedro enraran-
do-o com sorprc/.a. Ha orne annos que sou empre-
gado na admiiiisIracAa dos lluspilacs, ainda mo faltei
uui s dia !
Mas o scnhor he livre '! disse lleuriquc a Na-
lalis.
Oh! nao o sou boje,responden Nalalis prcocca-
pado.
Creiu que sim exelamou Pedro.
Ilenrique e Luciano comee a v am a adiar essas des-
culpas assas extravagantes. Nalalis reparan logo
na sorpreza delles t em sua propria dislracclo, e
disse :
Oh desrulpem-mc, senhores, e nAo julguem
que tratamos esta negocio levianameute ; o contra-
rio seria ules a verdade. Mas na realidade ente dia
he para mim o dia dosacoiileciinentos. Miuha vida
A QUESTAO ORIENTAL.
A correspondencia e as olas seguinles, trocadas
entre os govemos inglez o austraco em referencia
ultima communicaeAo taita em Vienna pelo governo
de S. Pelersburgo, presentadas ao parlamento no
ultimo dia dascsso, j foram publicadas:
O CONDE DE CLARENDON AO CONDE
DE WESTMORELAN.
Secretaria dos negocios eslrangeiros, 22 de julho
de 1854.
My-lord.Accuso a rcccpcAo do despacho lelegra-
pbico de V. Exc, peta qual o governo deis. M. sou-
be que a Prussia recusou allender a conferencia
que o conde Buol requeren fim de comtnunicar a
respusla s exigencias taitas pela Auslria ao gabi-
nete de S. Pelersburgo, e que em conseqaenria ser
Uan-millilla pelo_ conde Buol ao conde Colloredo
para coiihccimenlo do governo do S. M.
Com ludo o governo de S. M., achando-se j de
posse desla resposla, e lendu-a lomado em madura
consideracao, nao demorar-me-bei era eoinmunicar
i V. Exc. os designios que ello nutre a este res-
peito. *
He desnecessario fallar mais nos argumentas pelos
quaes o conde de Nessclrode se esforca em laucar
sobre as potencias occidentaes a responsabilidade da
guerra que a Russia s provocou. O conde Nesscl-
rode'oliji'cia forma das intimardes dirigidas A Rus-
sia pela Inglaterra a Franca, e sustenta qne estas
inlimaccs, lomando-so imperativas pelos actos da
Russia, foram a verdadeira causa da guerra ; mas
elle nao leva em cunta a tanga serie das negociares
durante o anuo passado, ucm as repelidas admoes-
larftes que foram taitas Russia pela Franca e pela
Inglaterra ; e se esquece de que foi a invasao dos
principados pelas tropas russas que primeiramcnlc
perturbou a paz da Europa, c qkie inutilsou lodos
os estarcus |iara a sua reslaura>cajpL O despacho do
conde Buol ao conde EslerhaTyi para o qual o des-
pacho do conde Ncsselrode he una resposla, luoslra
claramente a quem taca a responsabilidade do arlual
estado de censas ; e no protocolo de !) de abril as
qualro potencias recordaram solemnemente a opi-
nAo de que as inlimaccs dirigidas Russia pela
Inglaterra c a Franca erara fundadas em juslica.
A opiniAo da Europa lem sido pronunciada cm
favor do comporlamenlo seguido pela Franja e pela
Inglaterra, e por isso he desnecessario que estas duas
potencias' se defendam das acensarles da Russia.
Tratarei de examinar os oulros puntos conteudos n
resposla russa. Em primeiro lugar, se as exigencias
da Austria, apoiadas pela Prussia, tarem considera-
das u'um sentido puramente allemAu. he imposiivel
que a resposla do gabinete russopossa ser conside-
rada satisfactoriamente pelas duas potencias aileniAas.
Os pontos principacs nssignalados no despacho do
conde Buol ao conde Esteihazy sao os seguintes :
1. A necessidade de prompla evaca rao dos
principados danubianos.
2. As impossibilidades de realisar esta evaca cao
requerida pelos inleressesessenciaes da Allemanha
dependem de condires que a Austria nao pude
assegurar.
Masa Russia naoprescreve limites occupaco dos
principados; e reputa um armisticio como urna pre-
via cnidicAu sine qua non da retirada dos seus ex-
ercitos alem do Prulh.
O damnoque, na opiniAo da Austria e da PrussTa,
a occupac.io russa causa a confederado germnica,
contina inabalavel ; e he anda mais aggravadu
pela recusa da Russia a aitender s justas exigencias
das duas potencias allemaas.
Verdade he, que o conde Ncsselrodo professa adhe-
rir aos principios exarados no protocolo de0 de abril;
mas esla declararo be de ponen valor, em nanlo
as tropas russaspermanecerem no solo hirco.
Com elle i lo, a evscuacao dos principados lie essen-
cial nlegridadc do imperio ottomano, e a sua oc-
cupacaolie cm si urna flagrante viulacAo da lei publi-
ca da Europa.
A crisc que perturba a paz do mundo lem a sua
origem na passagem do Prulh ; e lio impossvel
admit ir as prelencoes da Russia em fazer a repara-
can, que ella deve por um aclo umversalmente con-
demnadn, dependente das exigencias de urna posi-
tAo que ella voluntariamente creou para si.
A Inglaterra e a Franca nio podem consentir em
um armisticiu sobre os vagos protestos dalos pelo
conde Ncsselrode da pacifica djsposicAo do governo
russo. Depois de fazer lAo grandes e-forcos e sacri-
ficios, c empenhadas comu oslan n'uma cansa to
justa, as potenciasalliadas nao bao de parar na car-
rcira sem a certeza de que nao serAo outra vez obri-
gadas, depois de breve intervallo, a recomecar a
guerra. Ascondices particulares de paz dependem
de lanas contingencias qne n3o podem ser definiti-
vamente determinadas na actualidade. Com ludo o
governo de S. M. nao hesita eslabelecer as garantas
que, na sua opiniAo, o na opiniao do governo fran-
cez, sao cssenriaes para assegurar a Irauquillidade
da Europa contra perturbarles futuras. Estas ga-
rantas uto naturalmente snggeridas pelos fierigus
contra os quaes sao requeridas.
Assim a Russia aproveilou-so da vanlagem do di-
reilo exclusivo quo ella adquiri, por tratado, de vi-
giar sobre as relardes da Valachia e da Moldavia com
o suzerann poder, e enlrar nessas provincias como se
fizessem parle do seu proprio territorio.
Ainda mais, a frouteira privilegiada da Russia no
Mar Negro a lem habilitado a eslabelecer naquellas
aguas um poder naval que, na ausencia de qualquer
forra que o contrabalancele urna ameaca permanen-
te ao Imperio olloniano.
A posse iiidispulavel pela Russia da principal boc-
ea do Danubio lem creado obstculos navegacao
desle grande rio, qne aggravam seriamente o com-
mcrcio gerl da Europa.
Finalmente, as estipularnos do tratado de Kuts-
chuk-Kainardji, relativas i proleccao dos cliri-lios,
lornou-se, em cousequencia de urna iulerpretaro er-
rnea, a causa principal da presente contenda.
Sobre lodos estas ponfos o eslalu quo antc-bcllum
deve soflrer importantes inodilicaces.
O governo de S. M. nAo.pde duvidar que o go-
verno austraco ha de admittr que esles designios
esto de acrnrdo com os principios conteudos uo pro-
tocolo de 9 da abril ; e que tara diflicil restringir
dentro de limites mais moderados a investigaran que,
por esle protocolo, as qualro patencias se obrigaram
a fazer cm cotnmum, quanlo aos muios melhor cal-
culados para manler o imperio ollomano, ligando-o
ao equilibrio geral da Europa. Mas be nrtavel que
acerca desla passagem do protocolo de 9 de abril
a nica passagem de capital importancia, implicando,
como implica, a necessidade de urna revisao'europa
das antigs retacos da Russia com a Turqua o
conde Nessclrode cuidadosamente evita fazer a nais
leve alluso.
Com efleilo, a profissaodo gabinete russo, que ad-
here aos principios proposlos pelo conferencia cm
Vienna, nada contm que seja de natureza satisfacto-
ria.
O governo de S M. tem difliculdade de comprc-
heiidcr o sentido da declararan do conde Nesselrode,
le que a inlcgridadc do imperio ollomano nao ser a-
mcacada pela Russia cm quanlo essa inlcgridadc for
respeilada pelas poteuciasque agora oecupam o ter-
ritorio c as aguas do -uliao. Que comparaco pode
ser feila entre os invasores e os defensores do terri-
torio turco l Que analoga pode enisljr entre a pie-
senra das tropas alliadas ao convite da Porla, sol a
auloridadu de urna couvencAo diplomtica, c a forro-
la invasAo do territorio ollomano pelos exercilos Tus-
aos ?
He escusado dzer alguma cousa mais quanlo
de estudante lem sido al ao presente 18o simples e
lao lisa, e repentinamente lauca-so neslas complica-
coes dramticas.... Eis-aqui em duas palavras o fac-
i: eu Irabalho cm pintura, concorr para o grande
premio, a deciso dos juizes ba de ser conhecida boje
mesmo, e tan lio de ir esperar o resultado da sessAo po
Instituto. Isin nao he nada ; mas esta nada para
mim he alguma cousa.
E meu irmao nao Ibes disse, senhores, lornou
Pedro orgtilhosamente, que lem quasi certeza de ga-
nhar o premio, o premio de Roma Seu mestre Iho
aflirma. e seus collegas concordara uisso. Minha
inu esta doeule de iuquielacao ; mas eu eslou tran-
quillo. ,
Que fatuo! disse Natalis.
Comprehendemoa, lornou Ilenrique, que es-
sa espectaliva occupa-lhe lodo o pensameuto...
Mas ella nao deve desviar aos senhores do seu,
disse Natalis com um sarriso triste. Aules de ir ao
Instituto, Pedro, passarei pelo armazein de Gibou-
reau, elle le ir buscar na repartirlo, e ambos vos
reuniris depois com esles senhores.
Enlau. objecin Pedro, nao chegarci hora do
j.miar, e isto ser nimio eslranhadu boje, dia de
grande nuviuade. dia cm que convidou-se minha lia
l.apertiere mintia prima Marlha, as quaes vem de
proposita de Chalenay.
Bem disse com sigo Luciano, s fallava urna
prima.
Turno a pedir-lhes qne me perdoein,senhores,
disse Nalalis ; mas a vida de familia aeconjmoda-te
diflicilmculc com csses necocios. e todava eu deseja-
va deixar meu pai e minha Irmaa crerem que ludo
se terminou; felizmente.
Oh a isso nos prestaremos do mu boa vonla-
de, disse Luciano. Sem duvida o senhor levanla-sc
muilo cedo, c he provavel que Ilenrique e cu nao
nos licitaremos. Quer ir a minha casa na ra de
Tournon n. 12 auiaribaa domingo as seis horas ".'
Maravillosamente! respondeu Pedro. Sim,
seuhor, amntala sseis huras la estarc.
lleuriquc e Luciano lovanlaram-se contentes de
eslarem livros ao menos momentneamente. To-
dava linbain anda de alravessar a sala de juntar na
sabida ende o pai e a irmAa, e tremiam cun a idea
de que a mAi lambem podia achar-se ah.|N,lo vendo-a,
elles respiraran) ; mas Leonardo Aubry eslava ah
cm p com o rhapvu na rabeca prumplo para sabir,
e sem sabir. Quandn os dous mancebos p,issaram,
o voltio descubri os cabellos bramos sem nata dizer.
Ilenrique perturbado tai de eucoulro i mestt respoii-
condiroes que sao eslabelecidas pela Russia para a
evacuacAo dos principados ; e passo agora a oceupar-
me com o paragrapbo do despacho Uo conde Nessel-
rode que se refere siluaro dos subditos chrislAos do
taino.
Importa isto nada menos do que o seguinte, qiie o
gabinete russo inclue ntreos anligos privilegios que
devem ser cunse.-vados igreja grega,os plenos direi-
(os que dimanara do protectorado, tanto civis como
religiosos, reclamados pela Russia ; mas nAo se piidc
suppor por um momento que o syslema eslabelecido
por semelhante protectorado, anda quando fosse ba-
seado sobre urna gaiaittia europea, seja corapalivel
com a independencia e os direilos soberanos d
Porta.
O governo de S. M. esl mu longe de dizer que a
Europa possa ser indiflerenle ao melhoramenlo da
condicao dos rhrislAos na Turqnia ; peta contrario,
elle pensa que a Europa deve lomar um activo iu-
teresse na prosperidade da populario Rayad, e deve
iiogar a um accordo quanlo ao melhor modo de a-
proveilar-se das inlences generosas do sultn para
com os subditos clirislos; masao mesmo lempo esl
Firmemente convencido de que as reformas que sAn
necessaras no governo das varias coramuuidadcs
cbrislaes no imperio ollomano s podem ser eflicazes
e benficamente realisadas pela l'orla, tomando a
iniciativa a respeilo deltas, e que se laes reformas ta-
rem promovidas por qualquer influencia eslrangeira,
s pode ser por va de amigaveis conselhos, e nao
por interferencia fundada sobre compromissos cm
que nenlium eslado possa enlrar sem abdicar a sua
independencia.
Emlim, parece ao governo de S. M. que a silua-
eAo respectiva das ditleienles potencias ainda nao es-
t de maneira alguma mudada ; esl apenas mais
claramente assignalados pela resposla do gabinete
russo. Porlanlo, a Inglaterra e a Franca devem
continuar na posicAo de belligeranles emquanto os
principados nao forera evacuados.
Indubilavelmeule a Austria e a Prussia bao de
considerar que as obrigacAe* do tratado de 20 de a-
leudo-lhe saudacao. e Luciano embaracava-se em
urna cadeira para responder a reverencia inexpri-
menlada de Mana-
Dame! que os linha vista sabir to lagarellas c le-
vanos, v in-ns vollar taciturnos e graves sob o peso
de seus pensanienlos. Assim no lempo da ccifaou
da vindima a tropa das camponezas que foi pela ma-
nhaa cantando e de mAos vasas volla i larde lenta-
mente e em silencio; porque enlao Irazem os cestos
el n os ou os tai es de trigo.
III
No da scgunlc Pedro descerni do quarta ao rom-
per d'alva, achou o pai em p c promplo ; ambos
Irucarain em voz buixa algumas palavras rpidas.
Meu charo pai, Gibourcau rae espera na praca
de Estrapade.
Val, Pedro, e lembra-le do que le disse. Cen-
suro esle duello, censuro loda asorlc de duello. As-
sim como acontece quasi sempre, Nalalis lem e deixa
de ter razAo ao mesmo lempo. Todava he esla sua
primcira acrAo. e ronvem aitender a sua honra ao
mesmo lempo qne sua vida.
Fique tranquillo, meu pai, esta duello nAo le-
ra lugar. Giboureau assevera que com firmeza Ta-
remos recuar os oulros, e se elle nao for bem sucee-
dido, lonliu um meio. Smenle receio que Nalalis
moslre-sc muilo susceplivele muilo perlina/.
Vou fallar-lhe. llevo ignorar lodo esse nego-
cio assim romo ordenara o uso e a razAo; mas espe-
ro aconselhar a Nalalis.
Km iodo o caso, meu pai, lomos ainda o dia
inteiro por nos. Vou dilfcriro encontr para am-
ntala,
Sim! c alem disso, ouve-me, Pedro; quando
vollares, Nalalis, la inai, c Mana estarte em casa
asm duvida, e todava cu desejava saber inmedia-
tamente o resultado. Se ludo tarheni, viras logocu-
coulrar-mc no jardim, uude eslarei com Nalalis. Se
pelo contrario as noticias nao taren boas, lira em
casa. Mas la inai le rcler lalvez junio de si? Pois
eulAo se houverem boas esperaucas, dir-mc-has :
Creio que taremos um bello lempo. Ouves '.' Vai
agora, meu charo filho. vai, meu corajao te segu.
Tendo-lhe aperlado for lmenle a m.ln, Pedro sabio.
Leonardo lcou um mumenlu susnho, pensativo, e
assentado coma fronlc uasmAos; mas quasi inme-
diatamente madama Aubry e Mara entraram ves-
lidasc proinplas para rema l'al de Grace, onde ou-
viara a primera inissa lalos os-domingos.
A mAi eslava ainda radiosa, e Mara sempre per-
turbada. Natalis desceu a lempo para abrcelas.
bril, reforjadas, na parta que loca Austria, peta
seu compromisso separado com a Porta, subsisten)
em toda a sua forra, e que agora j chegou o lempo
para o cumprimento deltas.
i'enlio desl'arte plenamente explicado a V.Exc. os
designios do governo de S. M., que sAo intelr,-men-
ta partlhados peta governo do imperador dos F>m-
cezes, com quem o governo de S. M. lem estado nri
communicaco a este respeito; e devo advertir i V^
Exc. que entregue urna copia desta despacho ao
conde Buol.
Sou, etc. Clarendon.
O CONDE DE WEs-TMORKI.ANI. AO CONDE
DE CLARENDON.
(Recebiaem 12 da agoilo.)
Vienna 8 de agosta.
Tenho a honra de commuaicar a V. Exc. que es-
pere esta tarde o conde Buol segundo haviamnscon-
veucionado, e assignei a nota (No. 1) e recebi em
Iroca a nota (No. 2) assignada pelo conde Buol, cu-
jas copias leulio a honra de transraillr a V. Exc.
Vienna 8 de agosta.
O abaixo assignado, ele, tem a honra de annun-
ciar ao coude Buol, ele,, que recebeu do seu go-
verno ordem do declarar, na presenta ola, que
parece das couversaroes confidenciaes havidas enlre
as corles de Vienna, de Paris, e de Londres, de con-
formidde com a passagem do protocolo do 9 de abril
nassado, pelo qual a Austria, a Franca, e a Gro-
llre.ianba se lem compromettido, juntamente com a
Prussia, a procurar" os meios de ligar novameule a
existencia do imperio ollomano com o equilibrio ge-
ral da Europa, que as (res potencias sAo igualmente
de opiniao que as relaces da Sublime Porta com a
imperial enre da Russia nu podem ser restableci-
das sobre bases sulidas e duradouras:
1. Se n protectorado al boje exorcido pela im-
perial corle da Russia sobre os principados da Va-
lachia, da Moldvaia e da Servia nAo desapparecer
para o futuro; e se os privilegios concedidos pelos
sullcs a estas provincias, dependencias do seu im-
perio, nao tarem collocados sob a colleclva garan-
lia das potencias, em v rinde de um ajuste que deve
ser concluido cora a Sublime Porla, c cujas cstipu-
laces regulera au mesmo lempo lodas as queslcs
secundarias.
2. Se a navegaran do Danubio as suas boceas
uo ficar livre de todos os obstculos, e submcllida
applicacAo dos principios eslabelecidee pelos actos'
do congresso de Vienna. ^
3. Se o tratado de 13 de julho de 1841 nao for re-
vistada acord com as altas partes contratantes lio
inleresse do equilibrio do poder na Europa.
4. Se a Russia nao ceder o jus de exercer um pro-
tectorado oflicial sobre os subditos da Sublime Por-
ta, seja qual for o rilo a que perlenram, c se a Fran-
ca, a Auslria, a GrAo-Bretanha. a Prussia, c a Rus-
sia nao prcslarcm a sua mutua coadjuvarAo para ob-
Icr como iniciativa do goveruo ollomano a confir-
macao e a observancia dos privilegios das dilferentes
communhocs ciu islaas, e lomar em consideracao, uo
inleresse commum dos seus correligionarios, as ge-
nerosas utenees manifestadas por S. Mageslade o
sullAo, evitando ao mesmo lempo qualquer aggres-
so na sua dignidade c na independencia da sua
coroa.
Alem disso, o abaixo assignado esl aulorisado
declarar que o governo de S. Magestade a rainha da
Grao-Brelanha, reservando ao mesmo lempo para si o
direilo de fazer mohecidas, lilas as vezes qu for
til as mullicos panirotaros que elle huuver de de-
clarar na conclusAo da paz com a Russia, e miro lu-
zir nis gYanlias cima especificadas a nioilifieacao
que a couliniiacao das hostilidades tornar necessaras
esl decidido a uAo discutir, e a nao lomar em con-
sideracao qualquer proposiro do gabinete de S. Pe-
lersburgo que nao involva de sua parte plena e iu-
leira adhesao aos principios sobre que elle j lem
concordado com o governo de S. Mageslade o impe-
rador da Austria e de S. Magestade o imperador dos
Francezcs.
O abaixo assignado, etc. Ifestmoreland.
Vienna 8 de agosta.
O abaivo assignado ministro dos negocios eslran-
geiros de sua imperial c real mageslade apostlica,
se d pressa cm acensar a recepeau da nota que S.
Exc. o conde de Westmureland, etc., fez-lhe a hon-
ra de diriglr-lhe a 8 desle raez, e em declarar pela
sua parle que parece da conversarlo confidencial
havda enlre as cortes de Vienna, de Paria e de Lon-
dres, de conformidde com a passagem do protocolo
de 9 de abril passado, pelo qual a Auslria, a Fran-
ca, e GrAo-Brelanha se tem compromellido, junta-
mente cum a Prussia, a procurar os Tneios de ligar
outra vez a existencia do imperio ollomano cum o
equilibrio geral da Europa, que as tres potencias sAo
igualmente de opiniao que as relaces da Sublime
Porla com a corle imperial da Russia nAo podem ser
reslabelecidas em bases solidas c duradouras:
1. Se n protectorado at boje excrcido peta corle
imperial da Russia sobre os principados da Valachia,
da Moldavia e da Servia nAu desapparecer para o
futuro; e se os privilegios concedidos pelos Sulloes
a estas provincias, dependencias do seu imperio, nao
tarem collucados sob a colleclva garanta das poten-
cias, em virtudc de um ajusta que deve ser conclui-
do com a Sublime Porla, e cujas estipulacoes regu-
lem ao mesmo lempo tadas as quesles secundarias.
2. Se a navegarao do Danubio as suas boceas nao
ficar livre de lodos os obstculos, e submeltida a ap-
plicacao das principios eslabelecidos pelos actas do
congresso de Vienna.
3. Se o tratado de 13 de julho lie 1841 nao for re-
vista de accordo com as altas partea contratantes no
inleresse do equilibrio do poder na Europa.
4. Se a Russia nao ceder o jos de exercer nm pro-
tectorado oflicial sobre os subditos da Sublime Porta,
seja qual for o rita a que perlenram, e se a Franca,
a Austria*, a Gro-Brelanha, a Prussia, e a Russia
nAo preslarem a soa mutua coadjuvacj pera obler
como iniciativa do governo ottomano, a coofirmacao
e a observancia dos privilegios das difieren tes com-
muuhocs chrislaas, e lomar em consideracao, no in-
terjkse rominuin dos seus correligionarios, as gene-
rosasVi le ees manifestadas por S. Mageslade osiil-
tAo,*evilandn ao mesmo lempo qualqaer aggressao
na sua dignidade e na independencia da sua ceros.
Alem disso, o abaixo assignado est aulorisad* a
declarar qne seu governo fica inteirado da deter-
minacao da Inglaterra e da Franca em Han ealrar
em ajusta alguf.com a corta imperial da Ruaste sjue
nao involva da pa: le da dita corle urna adhesao- ple-
na e iuleira aos qualro principios cima eanumera-
dos, c que aceita por s o compromisso de nio tratar,
excepto sobre estas bases, reservando sempre para si-
urna livre deliberarlo nts condirOes que tarem re-
queridas para o restalielcciroento da paz, se aconte-
cer que elle seja obligado a tamar parle na guerra.
O abaixo assignado, ele. Buol.
{MSrm.'-i ChronieU.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO. .. ,
SENADO
Sessao' de 18 de afate, ~*>
Lida e approvada a acia da antecedente, slojlam-
bera approvadas depois de lides peta 2.secretario
as seguinles redaccOes' das proposirGes approvadas
peta senado dos arligos addilivos destinados da lei
do orramcnlo de 1834 a 1853 : 1., dando provi-
dencias sobre a venda dos bens e (erras da eepella
de Ilamb na provincia de Pernjmbueo ; i., de-
clarando que Gcam comprehendidas na disposicJo
do arl. 12 da lei n. 386 de 6 de selembro de 1850
as duas loteras concedidas pela assembla legisla-
tiva provincial do Maranhao em beneficio das obras
do convento de Santo Antonio da capital da mesma
provincia, extrahldas nos annos de 1852 a 1853 ;
3., sentando "a fazend^ provincial de diversos im-
postas ; 4., aulorisando o governo para reformar
as secretarias de estado dos negocios do imperio,
juslica e eslrangeiros, dar os regulamenlos as se-
cretarias de polica, a dispender 15:0OU9U00 com o
Instituto dosCegos, 40.0009000 com concerta e re-
paros de edificios para os seminarios episcopaes, e
15:0000000 com a crcacAo de (acuidades Iheolo-
gicas em dous dos actuaes seminarios episcopaes.
Procedc-sc ao sorleio da deputacao que tem de re-
eeber o ministro da juslica, e saliera elsilos os Srs.
Mendos dos Sanios, marque/, de Kanhaem e Angelo
Muniz.
Introduzidn o ministro com as formalidades do
cstylo, segue-se a 2." dscussao do art. 5. e teas
parasrnphus da proposla do poder executive com as
emendas da cmara dos depulados.
O Sr. D. Manoel depois de breve exordio conti-
nua nos seguinles termos:
Senhores, esto com medo de fallar, nao tanta
petas meus incommodos de saude, como porque
o nobre ministro vai dizer-me talvez o que dis-
se na cmara dos Srs. depulados aos seus amigos.
Aprescnlou S. Exc. uro projeclo que raetparece
j esl morto; apresentou S. Exc. um projeclo na
cmara temporaria, c um dos seos distinctos mem-
bros, ministerial, lomou a lilierdade de fazer algu-
mas reIIovos ao projeclo em 1.a discussto ; porem
as reflexSes foram laes que desde esse dia o projeclo
ficou morto, porque o Sr. depulado a qne me re-
liro iiAo leve, c, digo mais, nem pode ler resposla
salisfatoiia: esse discurso foi urna das cousas boas
que se tem ouvido no nosso parlamento nesla ses-
sao, e tanlo melhor be a cousa, quanlo he certa
que o discurso se fundn no conhecimento "ora-
tico do paiz; falln o orador como um jurisconsul-
to e jurisconsulto pratico que conhece as cousas a
fundo; em hora e meia que talvez durou o seu dis-
curso pegou no projeclo do Sr. ministro da jnslira
e o redne a mil pedacinhos. Nio he possivel ma-
lar nma sera, fruta de tanga medilacao, em menos
lempo e com mais felicidae, porque certamentc
he urna felicidade haver as nossas cmaras quem
mata monstrosinhos da ordem daquolle que se apre-
sentou na cmara dos Srs. depulados.
Felizmente a raorlc foi dada por quem nlo he
suspeiln. Se a morle fosse dada por um opposicio-
nisla havia de se por isso em duvida ; -mas foi por
um ministerial monarchista, mas monarchisla cons-
lilucional; magistrado muilo inlelligenle, pratico
e honesto, que estudou a fundo o projeclo, e na ds-
cussao delta moslrou grande snperioridade sobre o
seu nobre autor. .
O Sr. Presidenl :Devo lembrar ao Sr. senador
que isso nao esta em discusso.
O Sr." D. Manoel :V. Exc. sabe que o relato-
rio da juslica falla das reformas cuntidas no projeclo,
e porlanlo posso-me oceupar deltas.
O Sr. Presidente :Veco que nao queira dis-
cutir urna materia que ainda nao esl em dis-
cusso.
O Sr. D. Manuel:Apaas conlo a historia, 'por-
que me he indispensavel ao meu proposito.
Quando ellas os deixaram a sos, Leonardo disse
ao llho.
Vamos passeiar pelo jardim. .
Vamos, querido pai.
Nalalis au linha prestado as serias palavras ditas
na vespera pelo velho a allenrAo que ellas mere-
ciam. Podemos aflirmar que o lilho igoorova o pai.
A gcrarAo a que elle pericona uAo olhava para fura
de si mesma, orgulhosa de sollrer o que se chamava
cnto o mal do secuta : paixAo sem amor, dcsejnsem
vonlade, iuquielacao sem movo, linha no mais alto
gr ao a en talonean de sua liaqueza e julgava mu su-
perficialmente do alio de seu esplritualismo pensa-
dor as robustas peracocs mililanles que tinham fe-
cundado com seu suur e com seu sangue a safra de
suas ideas.
Nalalis reconhecia c vencrava no pai a lealdade,
a bondade, a moralidadc serena ; porem cava
i os.o. e o habita da vida commum havia previa-
mente embolado para elle a imprcssAo eslranha que
Daniel sentir ao aspecto de Leonardo.
Assim elle esperava sem grande impaciencia que
o pai fallao.
Durante um minuto elles caminham um ao lado
do outro em silencio na avenida circular, que era a
ruj principal do jardimzinho. Emlim Leonardo por
iim inovimenlo familiarpassou o braco pelo do filho,
e disse-lhe com voz trmula.
Nalalis meu charo Natalis primeramente
quero agiadecer-lo e abeneoar-le. Honlem nao
pude exprimir-te quanlo eslou contenta pelo teu
liumsuccesso. nAo pela gloria nem pelo resultado
material ; mas por que vejo radie la emancipa-
eo mural. Espero esta hora desde algn- anuos.
Do aprendiz pasear a nflrrial, esls homem !
Esse velho quo pareca lao severo, parou, abra-
can a lilho no pescoco c beijou-lhe umitas ve/os a
fronte c os cabellos. Duas lagrimas eorram*liie pelas
faces. Nalalis alo senlia-so menos commovido, e
eslava au mesara lempo um lano espantado.
Admiras-te, Nalalis'/ NAo condeces inleira-
nienle teu pai. NAo fallo mullo. De ha lempos nos-
sa ultima palavra tai dita ; mas podes boje ouvii-
me e comprebender-me. Ests raaior pela maiori-
dade, e emancipado peta talento. Devo agora pres-
tar-te minhas contas.
Suas contas, meu charo pai '.'
Oh! nao halo dediuheiro. Traballiei com co-
ragem e peiseveranca para poder dar a li e a leus
irmaos a devida educa cao. e assegurar-le o pao. Te-
nho depositados em casa de um banqnero algo os |>i-
Iheles de mil francos para minha velhice e para a de
la roai, ou para as necessidades imprevistas. Po-
rem a respeilo de riqueza nunca ambicionei raais
que islo. E para que"? O pouco dinheiro torna o ho-
mem independente, o muilo o esciavisa.
Sim, Vine, disse-me honlem quo en possuo
mais que a riqueza, mais do que as honras. Sesu-
ramcute Vmc. nao pensava lambem em meu pe-
queo tlenlo de estudante f
Tambero nao.
Pois enlao explique-sc por favor. Vmc. hesita?
cala-se f
Tenho algum medo respondeu Leonardo.
Medo pois que medo I
Ah"! este tosanle he talvez mais grave para
mim do que para ti, Natalis. Nao he islo urna cou-
sa singular e triste ? Se ao menos eu livesse de an-
nuuciar-le que es filho de om rico ou de um pode-
roso, estara cerlo decommover-le. Honlem foi a
idea desta romance vulgar Maria Mas Irata-se de nma grandeza de nlelli-
gencia, de um thesouro d'alma, qoe sei en 1 Vas tai-
ver sornr com desdem c dizer ou pensar : Era s
isso Eis urna bella descoberta 1 Para dar-lhe lana
importancia, e julgar deslumbrar-me com 13o pouco
he preciso que meu pobre pai seja raui simples ou
mu Iota ls
Oh meu charo pai !...
Suppf. todava, cnnlinuou Leonardo parando
c apoiando a mao no hombro do filho, supone,Nala-
lis, que para, nlqnirir esse bem precioso ou vil le-
nlia-mc sidomislcr fazer oulr'ora nao acones vergo-
nhosas e infames; porem acedes dolorosas e lerri-
vois. Suppoe que eu lenha pago com alranquillida-
de de toda a minha vida o que me (cria parecido nm
diamante, o que le parece um seixo .' Suppe isto e
dize-me. Nao ha mais anciedade para mim em sa-
ber oque me responders, do quepzra li em saber o
te dirci t
Sem duvida, meu charo p; porem nio ad-
miti que (euhajamais desprezado ao menos suas
i'nlences.
. Ah porque ellas ja foram desprezadas Tens
um irmao primognita, Nalalis, o miuha primeira
prova, minha primeira e.sperauea sabio cruelmente
mallograda. Posso bem iremer pela segunda, porque
he a ultima.
Oh como he que Pedro T...
Nao accuso o cnraeAo delta Pedro he bom.
he dedicado, lem-nos provado rauitas vezes islo, e
no-lo prova lodos os dias !...
(Conlimiar-fe-hJ
i
I
1


"***"

O nobre minislto levantou-se para censurar esse
digna deputado por tur misado fallir contra o pro-
jacio na primeira ditcussio : Como lie que um
ministerial ousa lirar a forja moral a um traba-
llio do governo? dissc poseo inais ou meos
S. Exc.
Ora, digo cu, e un dcputado ministerial levou
esse corrige, como nio hei de temer que S. Exc.
me diga : Como he que, doenle e cachetico, hoje
onsais levanlar-vos para combater o meu orjamen-
lo 1 porque nlo vos conservis silencioso, como cs-
tiTestes lionlem c antes de hontem ?
Senhores, nio posso conservar-me silencioso;
nao he possivel, apez.tr do mea incommodo, que
nio diga algara palavras a respeilo desle orra-
meutu; porque tambera sou magistrado, tambem me
loca mais de perlo fallar sobre esta materias que sao
da minlia prolissao, e porque emlim estou persua-
dido que o relaturio elo nobre ministro da Justina
lie o documento mais desanimador que se tem ipre-
senlado ao corpo legislativo ; he a censura mais
acre, mais forte que se pode fazer ao partido que ha
8 annos governa opait.
O orador analysando o relalorio da justira na
parte relativa aos crimes commellidos entre nos, cu-
ja semina, diz n respectivo ministro ser espantosa, ex-
prme-se depois nos segainles termos :
O que tinha emNist o nobre ministro da juslija
com este quadro hedior: do que nos apresenlou rela-
tivo seguranza indivi iual'.' Senhores, vou expr os
motivos que.a meu parecer, gaiaram a penna do no-
bre mioislro. Este relalorio he escripto por S. Ex.,
o sea eslylo mo se confunde. Quem leu as follias
que o nobre ministro redigio em Pcrnambnco como
a li, quem muitas vezes teve o prazer de ouvi-lo
como tenho tido, conhece logo que este relalorio be
obra do nobre ministro as cipressdes de que S. Ex.
se costuma servir consttiDlemente, o phraseado, la-
do ha de S- Ei. Quando li este relalorio, disse logo
contigo : Este nio foi feito pelo ofticial-maiaf ; lie
obra da penna do nobre ministro.
Mal, senhores, vamos ver que motivos tinlia
nobre ministro para apresentar um quadro tao car-
regado, Uo melancloico, como elle mesmo diz, do
estado do paiz relavatimente seguranza Individual.
O nobre ministro quiiai#nrrancar>fb corpo legisla
livo medidas fortes e rigorosas; qferia preparar o
corpo legislativo para esse projecl que apresenlou, e
talvea para outros que tenciooa apresentar ; era ne-
cessaiio portante pintar o paiz com as cores as mais
carrejadas, era necessario dizer ao paiz otlicial:
(i Vede o que nos est aconleccndo, o estado da se-
guranza individual he t.il que nos vamos barbarizan-
do ; yde que esse estado predispe i desorden ;
o que quer dizer qu^ se actualmente a seguran ja
publica parece i/allera' el, continuando ella pode
rauito soffrer se nao se tomarem medidas enrgicas
que ponliam Utrmo a tantos e Uo horrorosos crimes.
Suppz porlaiilo o nobre ministro que Ihe seriaafacil
' arrancar da corpo legislativo qoalquer medida que
propales com o lint de tirar o paiz do estado em
que S. Ex. diz acbar-se relalimeiite segur.noja in-
dividual.
Ora, Sr. presidente, que o nobre ministro da jus-
tira pretendesae arrancr r essas medidas de um corpo
legislativo inepto, ignorante, e que nio esludasse as
neceieidades publicas, anda assim nao seria*descul-
pado ; mas o nobre mioislro se persuadi que o seu
relalorio seria'lido lem oame, sem criterio, que se
acreditara de leve no que elle dissesse, e que rodos
nos, sem exc opea de pessoa, diriamos a S. Ex.
Save-nos, Sr. mioislro ; aqu estao nao s as me-
didas que pede no sen relalorio, como tambem urna
dictadora ; salve-nos, Sr. ministro, para que nao le-
nliam lugar essas graves desordens que V. Ex. prev
a continuar o estado de seguranca individual] como
se Julia actualmente. E entao o nobre ministro
adrairou-se, pasmou de que um deputado ministerial
ousasse crguer as suas vozes para offerecer reflexes
as mais sensatas, laminosas, c acertadas contra al-
guma das medidas proposta pelo nobre minislro no
seu projecl quej passou em 2.-' di-cu--,!. Dos sa-
be como. Passou, porque o nobre ministro c sen
amigos pediram a alguns Srs, deputadns que votas-
sem pelo projecl, ou ao menos que se relirassem
da casa, ou para l nao irem.
O Sr. Mimitro da Jiulira : V. Ex. esl en-
gaado.
O Sr. D. Manoel: Estoo informado por algans
deputado*.
O Sr. Ministro da Justina: Pero a V. Ex.
que indique os nomes deltas.
O Sr. D. Manoel: Se me derem liconca indi-
care! ; e note se que isso roe foi dilo por deputados
que apoiain a administrarn.
O Sr. Ministro da Justina : Protesto que nao
pedi.
O Sr. D. Manoel: E cu protesto que me dis-
seram contrario.
O Sr. Ministro da Justica : Eu protesto que
nao pedi.
O Sr. D. Manoel: E eu con-aprolesto. Depn-
tidosministeriaes, nio saspeitos me disserara o se-
guinte : Sr. fulano, o projecl est morto pela maio-
ria da cantara, mas nos rao podemos concorrer nem
para a sabida do ministerio nem mesmo para a do
ministro da jaslija. He necessario fazer esse sacrifi-
cio, porque a poltica assim o exige, mas a maioria
da cmara he contra o projecto.
Nole-se que ha urna promessa de que o projecl
nao ha de passar este aono. Quer-se que o projecl
seja adoptado na oulra rimara, masassevera-se que
este anoo nao se discalir nesla, que nio ha hvpo-
thess de haver prorngajao, salvo o caso nico de
nao ser o ornamento volado ate o dia 6 de selembro;
com esta promessa quer-s arranjar airnja voto do*
deputados, mas algn eslo renitentes, e promet-
lein continuar a fazer opposicao forte ao projecl
cm 3.a discutsflo. O Sr. jninisiro que, no meu hu-
milde coaceilo, est derrotado, bem que afiirmou na
cmara temporaria qua feprojecto he ministerial, e
que deixaria o'poder se elle nlo fosse approvado ; e
he sabido que, emhora passasse na 2. discussao de-
pois de muilo emendado, esl sem a menor farra
moral, porque a maioria nao o qner, e se o apprevou
foi para evitar a quda do Sr. ministro, c talvez de
seus collcgas; anda que consta-mc que S. Exc. dis-
sera que o projecto era delte positivamente, e que
se nao passasse, elle so se retirara.
O Sr. Ministro da Justira : V. Exc. esli mal
informado.
O Sr. Manoel: Eslou muito bem informado,
Sr. ministro; V. Exc, perdnc que Ihe diga, lem an-
dado muito mal nesle negocio. Estou informado por
alguns dos seas amigos. Olhe que as palavras que
acabo de proferir na* ln referencia aos deputados
de Pernamboco, porque esses eslo em campo de
espada na mi para defender o nobre ministro, as-
sim como o anno passado faziam os da Babia ao
ministerio de enlao. O anno passado hrilhou a pri-
mognita de Cabral, esta anno brilha a Veneza do
Brasil. '
O projecto esta morto, Sr. presidente, porque est
sem a menor forra moral, e est morto desde que
foi apresenlado ao parlamento, porque achou quasi
geral dcsapprova jao. J live occasio de defender
o nobre ministro, de fazer elogios ou antes justica
aos seus talentos e coohecjmenlos, e crea S. Exc.
que flquci triste quando li no Jornal o projecto em
quesiao, liquei triste porque se eu nao tivesse oulro
documento, se nio cunhecesse romo coohejo ha
muitosannos o nobre ministro, se nio tivesse tido o
prazer e a honra de o ouvir muilas vezes na cmara
temporaria, faria umjoizo pouco vanlajoso da capa-
ndada e expcrieoeia do nobre ministro. Mas he o
casado Aliquand konus dormita! Itomerus.
O Sr. t'isconde ie Olinda :Isso .musir a difi-
culdade da materia.
O Sr D. Manoel:He verdado, moslra diz bem o
nobre esconde, a dilueuldade da materia, e muilo
mais o prundo de reformas ; porque, senhores, se no
Braofl&a urna le que mereja o nomo do urea lie
a de 3 de dezembrode -H. Nio quero com islo
dizer que ella nao lenh.i defeitos, que nao precise
mesmo de allerajes com pausa e lenllao.
Mas, Sr. presidente, se lia discussao que honre o
corpo leaWativo he sem duvida neiihumaa que liou-
ve nesla casa a respeilo dessa le ; todas as capaci-
tadesMe um e do oulro lado tomaram parl nella
loi jaramente a occasio em que o nobre es-minis-
*o do* negocios eslrangeiros, que enlao era da jus,-
lija iltitama prova nao equivoca de seus tlenlos,
de sna habilidade e de sua pratica, ajudando nesta
discussao a Sr. Bernardo Pe reir de VasconccMr,
a quem se deve em gran le parle a le de 3 de de-
zembro de 1811.
A razo, perianto, porque o nobre ministro da jos-
Mea fei lio infeliz no sen projecto, foi porque ousou
cora mi sacrilega locar em urna leique, no meo
mudo de pensar, he nm los. mais bellos titulo* de
glora da administra jio de en tao,
DIARIO DE PERNAMBUCO, QUINTA FEIRA 28 OESETEMBRO DE 1854.
___________________
Nao be,occasio de |enlrar no exame dessa lei,
exima que levarla muitas horas ; mas seja-me per-
millido dizer qoc o nobre minislro da justica profe-
rid urna propositan inexacta quando na cantara dos
Srs. deputados cliamou ajenie :t de deiembrodeanta-
gonitmo poltico. O nobre ministro nao medio o
alcance de sua penposicao. Parece que nessa occa-
sio eslava olvidado do que se disse nessa disruss3<
luminosissima que honve nesta casa.
O Sr. Ministro da Justica d um aparte.
O Sr. D. Manoel:Parecc-me que usou da (piel-
las exprs.os. Eu creio qne S. Exc. esl arrepen-
dido e tem razao ; se esta arrependido, se- relira a
expressao, nao prosigo. J
Mas Sr.presidente, estedesejo de reformar ludo,
este prorido, esta molestia que ataca aos ministros
de quei'crein substituir o que existe por ionovajoes
nao fundadas na pralica e experiencia ha de arrui-
nar o paiz; ha de sacceder, Sr. presidente, oque suc-
ceden na cmara dos Srs. desatados, verem os Srs.
ministro os seus ma< dedcanos amigos divididos ero
grupos para os combalcrefn. Creio que nesla casa
vozes muito eloquentas A estao j preparando para
combater o projecto qiufndo entrar em discussao, que
nao ser de certo esjj anno. Creio que os principaes
golpes nao bao de aarlir da opposicao, mas dos ban-
cos onde se sen (un os amigos dedicados da adminis-
traran. Creia 0 nobre ministro que as principaes
censuras a ess" projecto partem daqnelles bancos
apon lado, Jlvez nao baja um ni sentado nelles qu
o approve/por naquelles bancos eslo os qne com
suas palavras eloquentes, com seu apoio Ilustrado,
com su voto conscencioso concorreram para que o
proUto apresenlado nesla casa pelo Sr. sonador Vas
co/cellos fosse convertido na lei de 3 de dezembro
le 1841.
Eu tenho sido sempre defensor dessa lei ; nao live
parte na sua confecrao, anda nao pertencia ao cor-
po legislativo ; mais tenho tido occasies de a susten-
tar na oulri cmara e nesla, e disse mesmo em tima
das sessoes passadas que desejava quebrar algumas
lanjas com os inimigos da lei de 3 de dezembro de
de Isl. que desejava 1er parle ua gloria da defeza
dessa lei, j que nao a pudo ler quando se discuti
no senado e na oulra cmara.
Mas, repito, este prurido de innovar, esle desejo
ardeute que he urna verdadeira mana, de alterar o
que existe, ha de perder o paize ha de dar de nos
urna idea trislissima ; havemos de passar por homens
levianos e inconsequentes. Quando urna lei vigora
por tantos annos, quando ella he resoltado de urna
das discussOes mais luminosas que tem havido no
parlamento quaudo na confecrao della tomaram par-
te as maiores capacidades do paiz, n3o era licito a u m
minislro que apenas contava 8 mezes de ministerio,
e que no sen relalorio pedia a indulgencia dos repre-
sentantes da naci para os defeitos que n*Me se en-
contrara, por causa do pouco lempo de administra-
cao, nao era licito, digo, apresentar esso projecto quo
taoconsideravelmente altera a lei de 3 dezembro de
1811. Parece que o nobre minislro poda mailo bem
deixar correr mais lempo, e mesmo o corpo legisla-
tivo nio podia exigir que S. Exc. apresen tasse j e
ji todas as reformas judiciarias ; nao se podia exigir
isso de um ministro que contava apenas S me/es de
administraran.
Porque o nobre ministro nao principion as suas
reformas pelo projecto que offereeeu ha dias na c-
mara dos Srs. deputados? Esse, sm, honra a um mi-
nistro, esse he digno de urna discussao a mais es-
clarecida e luminosa, esse sem qnesiao nenhuma ha
de merecer talvez com poacas modilicaroes, a ap-
prnvarao nao direi s da maioria, mas por ventura
da unanmidade de ambas ascamaras. Esse projec-
to era urna das prmeiras necessidndes que o nobre
ministro eslava habilitado para sal i-la/er, visto co-
mo na carnaratdos Srs. deputados liuia felo parte de
urna commissao especial a qual foi encarregada de
apresentar um l raba I lm sobre hypothccaV Esse pro-
jecto podia o nobre ministro aprcsenta-lo, porque
nao se Ihe podia dizer : i Nao teodessenao 8 mezes
de experiencia da administraran. N3o, o nobre
ministro linlia csludado muito a malcra de hypo-
Ibccas quando fez parte da commissao a que me re-
dro. Demais, he urna medida que lodo o paiz al-
meja, sem a qual nos nao podemos dar proteccao,
fomento c auxilio agricultura, be urna medida que
deve servir de base I urna futura inslititicio.qac tem
produzido M Europa t.lo grandes beneficios, princi-
palmente na Polonia, na Allemanlia, c agora na
Franja ; fallo do crdito territorial ou dos bancos
ranea.
Porque pois o nobre ministro, qoe leria de cerlo
feitu um sertijo relevante ao paiz, e dado nome ao
seu ministerio, nao apresenlou esse projecl logo no
cornejo da sossao ? Para qoe o deixou para agora,
quando talvez que naotenba tcojpode passar na ou-
lra cmara, quanU mais nesta '.' Demais, era objec-
lo que lem sido csludado, porque a necessjdade de
urna boa le de hypolhecas be geralmenle sentida e
palpada.
Mas o nobre ministro entendea que a lei de 3 de
dezembro de 1811 era fillia do antagonismo poltico e
qniz deslrui-la, porque o antagonismo eslava des-
truido, porque, a conciliajao eslava feta, e apresen-
lou um projecto que ninguem qner, nem Trvanos
nem Gregos. He projecto reprovado pela grande
maioria de ambos os partidos.
as conversajoes emquese reunem os membros
nolaveis, ao menos aquellos com quem tenho amiza-
de, do partido saquarema, nao se falla senao no pro-
jecl do nobre minislro, e nao ha senio reprovajio.
salvo algoma medida secundaria. (Quando eu fallo do
projecto nao me retiro a urna ou oulramedidasecun-
daria que pode ser adoptada, fallo das bases do pro-
jecto.)
Estou persuadido de que elle nao se discute esle
anno no senado, c felizmente o lempo que decorre
desde selembro a maio far com que fique na pasta
de alguma commissao, ou nos armarios da secreta-
ria, e qae as baratas e as trajas dm cabo delle, an-
tes que as espadas daquellcs bancos... (aponlando)
daquelles bancos, Sr. ministro, all he que esl a sua
vid%e a sua morle...
O orador contina oceupando-se de varios oulros
tpicos, bem como jury, clero, supremo tribunal de
joslica, relajees, juizes de primeira instancia, casas
de correijao, c Africanos livres.
O Sr. Mabuco (minislro da justica): O nobre
senador pelo Rio (jrande do Norte comejou mos-
trando eslranbeza por lerem passado os orjamenlos
da guerra e marinha na importancia de 7,1)00:0009
sem discussao. Esperava oa por eonsequencia que
o nobre senador se enlrelvcssc com as verbas do or-
camento da repartirn da ju-lira; mas elle apenas
discutio a reforma judiciara e foi este episodio qae
fez a parte principal do seu discurso; a lei da re-
forma judiciara anda pende da cmara dos depu-
tados; nao responderei neste lugar tudo quanlo po-
deria dizer sobre esse projecto; talvez contra as pre-
visoes do nobre seiftdor tenha elle de vir ao sena-
do, e entao s%ndo eu prsenle o defeuderei quanlo
couber em miuhas fracas forjas.
OSr. D. Manoel:Para o anno que vem.
OSr. Minilro da Justica:O nobre senador sup-
pe-o merlo....
O Sr. D. Manoel:Mu muilo lempo.
O Sr. Ministro da Justina:-...mas cu o nao con-
sidero tal, visto como aiuda estou vivo....
O Sr. D. Manoel: Fallo do prujeclo; do nobre
ministro, nao. O nobre minislro esla bem vivo, es-
t bom, tao bom eslivesse eu.
O Sr. Ministro da Justina:Sim, pretendo mor-
rcr com elle. Farei apenas algumas observa jos ge-
raes em miuha defeza.
O nobre senador ronsiderou a lei de 3 de dezem-
bro de 18il como urna lei urea, e me empreslou
expresses que eu n.lo profer na cmara dos deputa-
dos em menoscabo dcsla le. Eu, como o nobre
senador, cnlcndo que be urna das mclhores obras do
nosso parlamento; entendo que ella salvou o paiz
subvertido pelas opnies anarebicas que enlao do-
ininavara, c que provicrain da iniuoridade do nos-n
augusto monarcha. A reforma judiciara que pen-
de da cmara dos Srs. deputados nao deroga cssen-
calmenlc essa lei. .
Sabe o nobre senador que os pontos rapitacs desse
projecl sao os seguinlcs: concentraran do jury as
cabejas de comarcas, reslricrflo do jury quanlo aus
crimes afianjaveis, separar a justica da polica. Es-
ses Ircs pontos sao os essenciaes, san os caractersti-
cos desse projecl; mas o l.o e referem-se ao c-
digo do processu e nao i le de 3 de dezembro, por-
que essa lei nio be a base primordial do nosso pro-
cesso, essa lei nio foi sen3o urna reforma do cdigo
do processo.
Quanlo separajo da justija da polica, que he
um dos pontos importantes da lei de 3 de dezembro,
n3o fui eu, como disse o nobre senador, quem com
mi sacrilega e apenas entrado ha 8 mezes no mi-
nisterio, prelendi esla reforma. Um Ilustre patri-
areha do partido conservador, o nobre senador por
Minas (jeraes, cuja memoria nos he tao chara, j li-
nha nroposto nesla parle a reforma, e ao depois em
1850 o Sr. Eosebio de Qaeiroz propoz a reforma
lei nesse poni. Entao ve o nobre senador
ae nenhuma razao ha para atlrhur-me a patern-
dade desse sacrilegio. Mas ao passo que o nobre se-
nador considera a lei de 3 de dezembro orna lei u-
rea, um noli me tangir, deu-nos hoje a idea de
urna reforma muilo mais importante do qu aquella
quo eu apresenlei, reforma que deroga essa lei fun-
damentalmente, attribuindo aos juizes de direilo
toda a jurisdiccio civil e criminal, definitiva e pre-
paratoria.
O Sr. D. Manoel: F'oi urna opiniao que emit"
li; disse que se tivesse de fazer reforma a faria as-
sim.
O Sr. Ministro da Justira:Eu sahiria (ora do
meu propositse viessejustificar hoje os tres pontos
essenciaes que consliluem a base do projecto a que
se referi o nobre senador.
O Sr. D. Manoel:Fica para o anuo.
O Sr. Ministro da Justira : Todava, protesto
contra a hiten jan que me atlribuio o nobre senador
de syslematicamenle destruir, aniquilar o jury e a
liberdade de imprensa. Longe de uiiiii semelhante
pretenjao ; o nobre seuador nao pode justificar esta
aecusajao que gratuitamente me dirigi. Mas, dan-
do de mana este ponto do discurso do nobre sena'
dor, tralarei da eslalistica dos crimes.
O nobre senador, sem se dar ao trabalho de esme-
rilhar e combater essa eslalistica, smenle me fez
um crimede t-la apresenlado, islo he, fez-me um
crimede ler dilo ao paiz a verdade. Segundo o no-
bre senador, eu insplrei o terror e o susto. Seria eu
digno da censura do nobre senador se, aoalysaodo
elle essa eslalistica, demonstrare qne nio era ver-
dadeira ; mas se lia he yerdadeira, se o nobre se
nador nao a impugna, o meu rrime consiste em le-
la apresenlado ao paiz ? Criminosos sao por eonse-
quencia os ministros da justija dos oulros paizes que
animalmente dan i luz sera reservas as eslalisticas
dos crimes corametlidos.
Ainda esle anno o minislro da justira em Franja
apresenlou urna estatislica que revela o grande nu-
mero dos crraes commellidos contra os bons coslu-
mes, dos alienta.los commellidos contra o pudor ; e
de cerlo q'o nobre seuador teria razio de oaecusar de
dillamador dos coslumes, do carcter do povo fran-
cez, se se achasse no parlamento daquella nacao ;
segundo esse relalorio, esses crimes, que eram 83 em
1825, em 1851 chegaram a 315.
Mas disse o nobre senador : Nao ha censara mais
acerba contra a opiniao dominante ; vos lodos que
a defendis deveis levanlar-vos contra o ministro da
juslija que desluslrou essa opiniao, denunciando que
sob a dominaran della os crimes tem augmentado.
Seo nobre senador se tivesse dignado ler o meu rea-
torio nessa parle, elle vera que nao avenlurei nem
podia aventurar a proposijio de qae os crimes tem
augmentado.
Em verdade seria lemeridade aventurar qae o
crime vai em progresso; este asserto depende da
compararan de annos passados, mas essa compara-
jao nao he possivel, porque nao temos urna eslalis-
tica exacta ;a dflorenja para mais entre um mino e
os anteriores pode ser devida exactidau progres-
sva dos dados estatisticos dos ltimos annos, os
quacs cada dia vio melhorando, porem nao indu-
zem, sem perigo de errar-se, conclusao do pro-
grcssvo augmento dos crimes.
He porque as nossas eslalisticas vio melhorando
de dia em dia, que vamos saliendo cada vez mais o
uumero de crimes ; mas islo nao quer dizer qne os
crimes 'enb.iin ido em augmento, porque nao temos
a estadstica dos lempos anleriores para a compara-
J.lo ; a maor perseguirlo da polica revela, consta,
verifica maor numero de crime, mas nio quer
dizer que elles crescem nao obstante essa persegoi-
$ilu, qua augraentam com ella.
l'iolesto peraute o senado que nao live intenjao
alguma de deslustrar o nosso carcter aos olhos do
eslrangeiro ou aos nossos proprios olhos. Dizcndo a
verdade, pensci que tinha feito um servijo ao mea
paiz, servijo que fazcm lodos aquellos que se oceu-
pam de eslalistica ; e apresenlei esse quadro com
ani jiii/ncritico acerca dcllo nao para exlorquir me-
didas legislativas Mofle para determinar o corpo le-
gislativo.-! lomar aquellas que teudessem a acabar es-
se estado quede certo nao he lisongeiro.
Musido que o nobre senador pelo Bio Grande do
Norte possa indicar os nomes dos deputados, aos
quaes eu ped que sahissem do salar^para nao assis-
lircm volajaoda lei da reforma judiciara. A nen-
hum deputado pedi esse acto menos conveniente i
sua dgnidade, porque cada umdeveacceitarascoD-
sequencas, a responsabilidade da sua posijao.
Se algom dissc isso no nobre senador, nao seria
senao para pretextar ou cohonestar* o seu voto aos
olhos do nobre senador, mas asseguro que nio pedi
semelhante cousa. Apenas disse com franqueza na
cmara dos deputados e perante o paiz : Eslas
sao as ideas que entendo que convem ; sem estas
ideas nao posso governar, deixarei o poder. E
nesle proposito ainda eslou firme.
O Sr. D. Manoel : Ah esli a razio porque
passou.
O Sr. Ministro da Justira : Qaando eu disse
que o projecto era ministerial nao foi para coagir os
meus amigos, nao foi para extorquir-lhes o voto.
Um nobre deputado pelo Ro de Janeiro comejou o
seu discurso declarando que o projecl nao era mi-
nisterial, e enlio veio a proposito declarar eu que o
projecto ere ministerial, que eu saldra do poderse
por ventura elle nio passasse na cmara dos Srs. de-
pulados. Creio que, dada esla circunstancia, esse
motivo que provocou a minba declarajio, ella nao
pode ser lida com urna ameaja, mas sim como urna
necessidade da minba porijio.
O Sr. D. Manoel: Ahi eal a conderanajao.
O Sr. Minislro da Justica : O nobre senador
deferio para outra occasio, por se adiar cansado, as
provas de que em relajan seguranca individual os-
lamos em circunstancias mais favoraveis que os pai-
zes mais civilizados da Europa. Espero por essas
provas comparadas, porque duvido que as populajes
c os crimes commellidos nesses paizes e rio impe-
rio, o nobre senador chegue a esse resultado lison-
geiro.
He pouco o lempo qae ainda resta para a conclu-
sao da sessao, e os nobres senadores devera estar
cansados; eu paro pois, quanlo a eslas observajoes
relativamente ao projecl da reforma judiciara, para
tratar das pcrgunlas que me fez o nobre senador
quanlo a algumas quesldes relativas ao orcamento.
Perguntou-raen nobre senador se depois do meu
relalorio lnha sohrevindo alguma circunstancia de
novo acerca dos missinnarios capachinhos. as ins-
lrurre.es que transmilli ao nosso ministro em Bo-
ma se ron I i nba esta disposi jan :
a Entende porem o governo imperial qae o direi-
lo de determinaras misses nio cora prebende a dis-
tribuirn pessoal; |que por eonsequencia compete
aos superiores da ordem a faeuldade de nomear, re-
mover, retirar ou dcmiliir os missiouaros, sendo
que todava a faeuldade de retirar, remover o ad-
mittir nao pode scrcxcrcda em prejuizo da inissao.
sem substituirn promplae successiva, e previa par-
ticipajio ao governo imperial. Pode porem o go-
verno ordenar, por intermedio dos superiores, a re-
lirada ou rr mu jai i dos missiouaros, nos casos em que
a sua presenja por motivos polticos, que s a elle
cabe apreciar, se torne nconipativel ueste ou na-
quelle lugar.
Sua sanlidade nao conveio na ullima parle dcsla
disposijao senao no caso de urgencia ; mas como ao
governo imperial fica o direilo do julgar o caso da
urgencia, nao teve nenhuma duvida de adherir
clausula que Sua Sanlidade quer impor, islo he, quo
a retirada ou remojao dos capuchinhos de uns para
oulros lugares i seja determinada polo governo em
casos urgentes. Com esla clausula Sua Sanlidade
adbcrc remessa dos capuchinhos, c ha por lerm-*
nada a quesiao pendente a respeilo do decrelo de
1841. Posso pois nsseverar que a requisijao do go-
verno imperial ser altendida, e que era breve tirio
chegandu ao Brasil os capuchinhos que foram requi-
sitados para se empregarem na calecbese c civlisa-
j3o dos indgenas.
O nobre senador chamou a rainlii alten jao a res-
peilo dos pequeos seminarios, c disse que era esta
lima das necessidndes principaes do nosso paiz. Isto
fui recoiiueeido pelo governo imperial.
(i A reforma do clero depende de sua educajao, e
ella deve consistir nos hbitos proprios do sacerdo-
cio, os quaes somonte se podem crear e adquirir des-
de a infancia por meo do rgimen austero de um
intrnalo : nesle sentido convra alguma cousa fa-
zer, ainda que preciso stji impetrar a concordata da
Santa S. a
Os desejoa pois do nobre senador esli preveni-
dos, he tambera este o sent ment do governo, he
esle nm dos seus principaes empenhos.
Quanlo s duas faculdades de theologia, que ha
pouco passaram uo senado, direi que a despeza da
sua iiistituij.no ha de ser pequea i vista da roanei-
ra porque estao montados os seminarios que lem ilc
ser convertidos em faeuldade; ou aos quaes devem
ellas ficar reunidas : com msis duas oa tres cadeiras
fica a faeuldade rompila.
He verdade que cusas duas faculdades nio podem
ser instituidas sera sccordo com o poder eclesis-
tico, que se julgara defraudado sem a ioterveujao
que Ihe compete neste caso.
He principio reronhecido e incnnteslavcl qae a
igreja deve intervir no cnsno religioso : /untes do-
cete omnes gentes.... docentes eos serrote omnia
qurrcumgue mandad robit.S. Matheus.
O Sr. D. Manoel : Ninguem pe isto em du-
vida.
O Sr. Ministro da Justira:Edizia um arcebspo
ootavel de Pars que elle nio aconselhava a nenhum
padre a lomar graos em urna faeuldade de Iheologia,
nao instituida riela Sania S, nao funecinnando sob
a direcjio do hispo.
Nesle poni podera baverduvidas; masesperoque
chegaremos a um accordocom o governo espiritual,
procurando a sna intervenjio.
O Sr. D. Manoel: Os mesmos bispos a pe-
dem.
OSr. Ministrada Justica:Mas elles pedem sem
prejuizo dos seus seminarios.
O nobre senador ridicularisou as becas que foram
dadas aos diflerentes membros da magistratura. O
senado avaha bem a necessidade deste vestuario pa-
ra inspirar o respeilo di audiencia.
O Sr. D. Manoel:tito foram as becas.
O Sr. Ministro da Juslica-.-eile poni parti o
nobre senador para considerar o ministerio ridiculo
e menos digno, poroecopar-se unicamenledesles ob-
jeclos frivolos.
O nobre senador ha poaco elogiou um trabalho
do ministerio, dissc que era elle de grande mrito....
O Sr. D. Manoel: He de muito mrito.
O Sr. Minislro da Justica : Parece pois haver
alguma contradiejao nislo.
O Sr. D. Manoel: O que vejo he que o mi-
nisterio lem lempo para ludo.
O Sr. Ministro da Justira : O que he cerlo
he que a cabelleira c a toga do juiz ioglez o tornam
iiu-is respeilado do que be o juiz americano com a
sua casaca como o attesla um viajante cujo nome
rae n3o lerabra agora.
O Sr. D. Manoel: Pois mande-nos por tam-
bem cabelleiras, (Riso).
OSr. Ministro da Justica: O nobre sena-
dor f.illuu do supremo tribunal de justica e das rela-
jOes, mas deflerio para oulra occasio as observa-
joes a esle respeilo.
Quanlo casa de corrcejao, eu j live occasio de
dizer no relalorio que nao se hava ainda adoptado
definitivamente nenhum dos systemas, que o gover-
no esperan que vollasse o antigo director deslu casa
que tinha ido observar os estabelecimenlos dos Esta-
dos-Unidos, alini de decidir-se qual mais convinha :
o systema hoje adoptado na casa de correejao he o
dcAubtirn,-volloii esse cidadao, qne he hoje adminis-
trador daquella casa, e pronuuca-sp a favor do sys-
tema da Pensylvania, e contra o systema de Auburo.
Acontecen a este visitador o mesmo qae a lodos os
commssaros das diversas najocs que lem ido aos
Estados-Unidos observar os systemas penitenciarios;
vilo muilo prevenidos a favor do systema de Au-
bu/n, e veem muito cnthusiasmados pelo sistema de
Philadelphia. leo que acontereu aos commssaros
da Franja, Prossa e de Inglaterra Ainda nada se
ha assenlado.e nao he fcil c sem mnito estudoe ex-
periencia a decissao a favor de algum desses systemas
parece Vorm i primeira vista que o de Auburn,
he (lifflcil de ser executadn, porque o silencio, qae he
a base do systema penitenciario, diilicilmente pode
ser oblido. Sao precisas penas severas para man ler
este silonco, e nunca se elle maulero ; o silencio he
sempre viciado, por maiores que sejam os esforcos e
vigilancia dos directores do cstabelecimeolo, os pre-
sos sempre se entendem.
O Sr. D. Manoel: Ha oulra razan mais forte
contra o systema do que essa.
O Sr. Ministro^tJustina: Ua oulras. Eu
nio trato agora de dnctit-las, e nao posso dizer ain-
da qaal couvemse o de Philadelphia, se o de Au-
burn, se o ecclelisrao oo se ensaio de um e outro.
O que me parece he qae o nobre senador nao teve
razan pondo rra de combale o systema Pensylva-
nico.
O Sr. D. Manoel : O da Philadelphia. Nao
modificado como est hoje, mas o systema anligo est
fura de cmbale.
O .s'r. Minislro da Justica : O systema anligo
sem o trabalho ?
O Sr. D. Manoel:Esl visto.
O Sr. Ministro da Justica : Esse nio he boje
pracado. Nao be exacto que a Ioucura seja a eon-
sequencia do ivslema de Philadelphia ou da prisao
solitaria com o trabalho, o contrario est provado
pelas eslalisticas. Nessa prisao a que o nobre sena-
dor se referi de Cherry-llill, em 20 annos apenas
linham havido tres casosde alienajoes meolaes, como
referi o director dessa casa ao actual director da
nossa casa de correejao.
A respeilo das colonias penaes tambem enleudo
que se nao podem ainda adoptar definitivamente
mascoovcm ensaia-las. A maor difiieuldadebe adiar
um lugar apto para este fim. 0_ nobre senador sabe
que nao pode ser escolhido um ponto no coolinente,
porque seria precisa para manter a colonia, eslabe-
lecer urna lnha sanitaria para a qual Tora raister um
grande exercito. He necessario procurar raa Iha,
unt lugar malerialmenle inaccessivel, e esle lugar
apio ainda se nao achou.
As colonias penaes nao esli, como parece ao no-
bre senador, em desuso ou decadencia. Um decreto
de 1852 em Franja estabeleceu a de Cayena e sup-
primio a calceta de Rocheforl: ainda nio ha ex-
periencia senao ensaio.
O Sr. D. Manoel: Urna tcrrivel experiencia ;
ha urna roorlandade horrivel.
O Sr. Ministro da Justica : Effcilo da locali-
dade e nao do systema. A de Bolany Bay prospera
principalmente depois da provanja porque pissa o
condemnadn antes deirpara ella.Tambem em Fran-
ca, por um decreto de 1852, esl eslabelecida a pro-
vanja ; nao vio para estas colonias quaesquer con-
demnados. '
A outra colonia a que o nobre senador se riferio,
e que avanlajou muilo, nio he daquellas de que nos
oceupamos, essa colonia de Mellray he, me parece,
de rapazee, de nnmiwe* dolidos.
O nobro senador peuio a minba opiniao a respeilo
da reforma dos officiaes da gaarda nacional que ti-
vessem (lulo vitalicioemvirludc de leis provine i aes,
e referio-se provincia do Rio Grande do Norte e
oulras onde leis provinciaes linham estabelecido es-
tes poslos vitalicios. Nao posso dar ainda ao nobre
senador urna opiniao definitiva a este respeilo, man-
dei consultar a seccao de juslija do conselho de esta-
do a este respeilo, vislo como tem havido muitas
pretenjocs de officiaes de provincias, em as quaes a
legislarn provincial Ibes garanta os postos. A mi-
nba opiniao individual he que elles lem direilo a
essa reforma (dpoado), fuudainlo-me uo principio do
art. 8, da lei da inle prelajao do acto addicional,
islo he, qne mauleve essas leis, e seus eOctos em-
quanlo n3o eiprcssameote revogadas.
A resprlodos Africanos livres, que foi o ultimo
ohjeclo de que o nobre senador Iratou, devo dizer
que esle negocio sempre foi considerado administra-
tivo ; os Africanos estao dcbaixo da administraran do
juiz de orphaos. e he elle o competente para passar-
Ihes as cartas de emanciparan ; o governo nio pode
deixar de intervir ueste negocio, porque por moti-
vos da ordem publica he elle que determina o lugar
da residencia e oulras condijoes da emancipajo.
Os Africanos nunca esliveram sob a jurisdiejao
cninmum, mas sempre do juiz dos endinos.
Eis quanlo posso responder as observajoes do no-
bre senador relativamente ao orcamento dos negoci-
os eslrangeiros.
A discussao fica adiada pela hora. Retira-se o
ministro, marca-sea ordem do dia, e lenvanla-se a
sessao. >'
Z7\
. commissao ainda nao
sao nem sequer annuio a um adiamante por mim
proposlo, para que fosse impresso o projecto substi-
tutivo qae foi apresenlado em 2. discussao. eu de
bom grado, Sr. presidente, desistira de sustentar
minlias ideas anteriormente cmillidas sobre o as-
sumptn em quesillo, se por ventura nao tmese fal-
tar a deferenelarflevida a esse digno merobro da
commissao, deixando de lomar em considerajao as
observajoes com que esse men nobre amigo houve
de sustentar o projecto substitutivo e refalar a im-
pugnajao qae en Ihe fiz.
.1 oan nao faltar nem aos deveres e nem mesmo as
conveniencias que deve guardar um membro da
maioria, pedindo licenja ao nobre ministro do im-
perio e nobre commissao de instrurjao publica
para com franqueza expor os motivos qne por em
quanlo, e al que eu seja melhor esclarecido, me
nao permiltem volar por esse projecto...
O Sr. Gomes Ribeiro : A commissao
disse nada.
O Sr. .lugwtn de Oliteira : Senhores, a ma-
neira porque o nobre ministro do imperio se expri-
mi na primeira discussao do projecl, dizendo-nos
que a academia das BeUis-Arles exisle ha 28 annos
no paiz, sem que della hoovesse resultado o menor
proveito, impOe a esla augusta cmara o dever de
ser escrupulosa na reforma que vai decretar, afim
de que para o futuro nao so possa, applicandn a esta
i Herma, que Ira/ comsigo um augmento de despeza,
o adagio bem conhecido, dizer-se que a emenda foi
peior do que o soneto.
Devo, Sr. preidenle,'anle< de todo declarar a V.
Ex. qae entro nesla discussao com bastante desani-
mo, e tal he esse meu desanimo que nem mesmo
sei por onde principiar ; porque anda me lembro
do que se pralicou contigo quando se discuta o arti-
go additivo sobre a escola militar e academia de ma-
rinha, lemo que ainda boje venha-se-me lanjar em
rosto que sou inim'go das artes, assim romomaqucl-
nhado por um concursa brilhaole de cavalleires, en- dade, vislo que um membro desta Musir commis-
tre os quaes sobresahiara seus amigos c collegas al
os limites da comarca.
No momento de o deixarem ama saudosa despedi-
da palcnteou o subido aproen e considerajao em qoe
era tido aquello cmpregado.'bem como a eslima que
soube merecer de quasi todos os habilanles da co-
marca,
Uesejimos oulro tanto poder dizer a respeilo
de oulros quaesqacr fuuccionarios que nesla comar-
ca venhamoecupar um lugar na escala da magistra-
tura ; bem que o sen digno substituto o Dr. Brede-
rode nos faja nulrir a seu respeilo urna idea van-
tajesa.
He tal a escassez do genero noticiario, que nio
valerin a pena ser mais extenso; porm aperar de
ludo nio he mao dizcr-llie o que sei.
Esla semana nao he menos ditosa do que a passa-
da qne foi toda de pagodes.como Ihe noticiei em mi-
nba ullima caria ; porque hontem foi arvorada ao
romper do da a bandeira de S. Francisco de Assis;
devendo todas estas noitcs seguiremos pomposas no-
venas.
E j que Ihe firilei da fesla de S. Francisco con-
vem dar-lhe urna idea sncciula acerca dessi anlga
devojao.
A distancia de meia legua na exlremdade do ca-
mnho que enlra no engenho S. Bernardo do nios-
tero de S. Benlo est situada a capel la do glorioso
Soraphco que por especial devojao fizeram cons-
truir os propietarios do engenho Camilla. Triste e
melanclico he o aspecto que aprsenla esle Inn-
qullo ermelerio outr'ora morada dos religiosos ca-
puchinhos nessa poca de sua expulsan sendo por
enlio conduzidos pelo nmjor Joo dos Sanios Mues
de Oliven a. Era enlao frequenlada aquella religio-
sa morada por grande concurso de povo; porque
nao obstanle sua immerecida proscripjio foram sem-
pre desvellados os pobres missionarios no r..impr-
menlo de suas obrigajoes, achando-se a testa delles
o muilo reverendo Fr Gabriel-de Malla, Chcgou o
momento da desejada restauraj.ao dos missionarios, e
sabidos para o seu hospicio de N. S. da Penha se-
guio essa ostensiva devojao at enlao limitada as so-
lemnidades religiosas, e a igreja se acha sob a guar-
da de um prelo coja conduela austera he por lodos
admirada; porque a virlnde nio menos sobresalte
no homem humilde do que naquelle que seu as
cimento collocou em urna posijao feliz e indepen-
denle.
Nao obstante porem os defeitos que hoje acompa-
iiliam e al mesmo profanam essa feslividade.nao dei-
xa de ser um dia de regosijo aquello em que os fiis
coucorrem a solemnisar seu padroeiro.mesmo qaan-
do nm momo silencio succede a esse ruidoo passa-
lempo, quantas medilijoes puras nioofferece ao es-
pirito do homem religiosamente educado '!
Ainda mais: Se a esse passeio succede urna lenta
digressio pelas desertas rn.ir.gens do Capibaribc at
a capella, onde em um modesto cenotaphio esta de-
positado o corpo de S. Severino martyr.
Em verdade nao lite poderei explicar os cnlevos
qne mecausaram a vista de tantos objectos, dianle
dos quaes s a impledade personificada nao deixar
de sentir um piedoso recolhimento 1
O hroe de Monte-Caseros de quem lano Ihe fal-
lei, esl morando em S. l.ourenjoonde exerce o car-
go de inspeelor de qaarteirao, e dizem que urna
pris3o imprudente que fizera, occasionou a morle de
um pobre homem affogado no Capibaribc.
Adcos, al oulra vez.
J. A. do Bgypto.
(Carta particular.)
'IIIQMH
REPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 27 de selembro.
llm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles hoje receblas nesla repartj3o, consta lerem
sido presos : a ordem do delegado supplente do pri-
meiru distrfelo desle termo, Jos da Fouseca Guima-
nles, sem dcrlarajo do motivo ; e a ordem do sub-
delegado da freguezia de S. Fre Pedro (ion jal ves, a
preta Viclorina Joaquina de Carv.ilho, para corree-
jao, o pardo Francisco Florencio Pereira por roobo,
eo prelo Jos, escraro, sera declarajo do motivo.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhtieo 27 de selembrb-de 1854.Hlm. eExm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunta e Figaeiredo,
presidente d* provincia de Pernambuco. O chefe
de polica, ui: Carlos de Putea Teia-eira.
DIARIO DE PERNA9IBLC0.
Hontem pelas G horas da larde, um soldado do
corpo de ravaliara de primeira lnha assassinoo sua
mullier, que eslava pejjada, com urna estocada de
espada, no lugar de Fra de Portas, e sendo perse-
guido pelo clamor publico, largou a espada c eva-
dio-se, nao sendo preso por ir montado a cavallo ; e
consta que a victima sucenmbira.
ta cadaira degymnastiea e aquellas de que acabe de
fallar. Istodigque nao he senaoaconseqnencia rigo-
rosa dos principios proclamados pela nobre commis-
sao de iuslruccio publica, e sobre o qual se bas* o
seu projecto ; porque todos mjs sabemos qnal he a
missao da arte ; ella nao se limita nicamente
mitacan segundo vulgarmente se diz, mas segando
a definicio que Ihe d a phlosophia moderna, ella
be incumbida de representar, por mcio de imagens
sensiveis creadas pelo espirito do homem, toda as
ideas que consliluem a essenca das cousas.
O Sr. Ferraz : Bravo ; muilo bem dito.
O Sr. Augusto de Oliteira : Portan to, a se-
gur-se o principio que predomina no projecto apre-
senlado pela nobre commissao, era necessario refun-
dir na academia das bellas arles ledas as malcras do
ensino de lodos os estabelecimenlos scienlificos, e
seguramente esta nio he a orgauisacto qoe tem ara-
demias semellianles nos diflerentes paizes embu-
dos !
O que cumpre, Sr. presidente, fazer neste estado
de cousas a respeilo da nossa infeliz academia das
Mellas-Artes'.' Qual he o meio mais razoavel de pro-
ceder "! Entendo que devemos fazer o mesmo que
faz um proprietario nio muilo rice, que edifica nm
predio, de cujos ornamentos cuidou mais do qoe da
soa base, e que afinal o v caliir cm ruinas ; em (al
hypothese, aproveilando as lljdes de urna amarga
experiencia, deve cuidar de o reedificar sobre fcases
mais econmicas e mais solidu, e s depois de ler
conseguido coniolida-lo he que eMe deve tratar dos
ornamentos. Parece que isto he ama Meio qae d
prudencia.
O Sr. Ferraz : Muilo bem.
O Sr. Adusto de Oliteira A cmara sabe qut
o projecl conserva ua academia das Bellas-Arles
as 7 cadeiras antigs, qae annexa mais 5 cadeiras
novas ; vem a ficr portante com 12 mdeira.- Ora
vamos comparar esta organisacio com a organiuco
de algumas academias eslrangeiras. Os nobres de-
PERNAMBUCO.
COMARCA DE PAO D ALH0.
36 de setembro.
Honbum pelas 2 horas da larde, parti desta villa
o Dr. II emelerio Jos Vellozo da Silveira, juiz mu-
nicipal aemovido deste termo para o de S. Borja no
Rio-Grande do Sal. Em sua retirada foi acompa-
\ irnos reuressado a esle provincia no dia 20 do
andante selembro, o seu digno deputado o Sr. Dr.
Augasto i'redcrico de Oliveira, e nio nos descui-
damos de o saudar, mais como um dos echos da es-
tima publica que o cerca, do que como amigo que
Ihe d as boas vindas.
Insistiremos sempre, que nanea duvidamos de
apontar para o Sr. Augusto Frederico de Oliveira
na conviejio deque elle era digno da confian ja pu-
blica pela puridade dos seus sentimentos: que elle se
ternaria nolavel em seus esforjos porque nelle ve-
gelava com forja um talento, que seus despetosos
queram descree
Os desvellos da amizade e a franqueza prestimo-
sa do Sr. Oliveira, cm momenlos, em transes bem
elidiris o aprescnlaram ao voto popular: em breve
a tribuna, e o accenso do Brasil lodo o collecaro
um dos senhores do campo eleitoral. Sempre o es-
peramos.
Se muilo convera, c he ecessaro que os homens
de estado sejam conhecidos, apreciados, e. perrail-
la-se-nos a expressio, que sejam contraslados pelo
quilate de seus fados e de suas habilitajoes; nio
menos til he, que as provincias estejam ao par e
crrenles da vida parlamentir de seus mandatarios.
De seus fcilos. E ua verdade, se a respeilo de
alguns esla mxima he convnhavel, sobre lodos, a
respeilo do Sr. Oliveira he ella como indispensavel
alin do que tem de til; porque elle lem a sup-
plantar preconceilos que adredo quizeraut estabe-
lecercomo indestraclives: lem de exhibir elle mes-
mo os seus ttulos de recommendajao: tem de
firmar o seu crdito e de repellir as sellas da in-
veja.
Muitos nio lem essa missao Irabalhosa, e nao sen-
do nada us registros da fama, lem tal rundan, nas-
cem lio felizes, que lodos se Mies prcslam de ama
secca. Quanta gente nio esl hoje no galarim que
s deven, quanlo sao fortuna, o nao ao Ira-
bal lio !
O Sr. Dr. Augusto Frederico de Oliveira lem de
fazer-se para a posleridade; lem de devor-se as
mesmo: j o dissemos de oulra vez, e, louvor ao co!
Elle vai comprovando o vaticinio.
Como elle mesmo o diz, repelliudo em pleno par-
lamente 13o mesquinha insinuajio: julgavam-no
aualpbabelo, c elle se Ihesaprsenla srienlifico: seas
discursos na cmara temporaria j Ihe nao preslam
nicamente o titulo de homem poltico : j nao sao
nessas questoes bancaes e comesinhas de convenien-
cias do dia e dos partidos, que se revela o deputa-
do pernambucano, ve lo-heis medindo a ciencia na
applicajio s arles: desenvolvendo as Iheorias das
escolas, compulsando o designio dos sabios em seus
sysleraas.... ve-lo-heis arrebatando o applauso de
notabilidades scientilicas do paiz (essasraesmas que
(emos. e que como taes sao reputados) em apartes,
que sao a expressio pura do aprejo e da acquies-
cencia: ve-lo-heis.... Os seas discorsos o exprimen)
muilo melhor.
Han sido publicados em Pernambuco dnus bellos
discursos do Sr. Augusto Frederico de Oliveira, so-
bre os negocios da marinha e fazenda, c sobre a
caxa da amorlisajao do papel circulante ; mas o
nobre dcpulado produzio mais tres discursos so-
bre a academia de bellas arles; oulros sobre as aca-
demias de direilo e medicina, escola militar, e aca-
demia demarinba; sobre reforma das secretaras
le estado, sobre o pasamento de prezase oulros as-
sumptos, que em verdade se au podem com juslija
confundir com o sedijo trepa e desee da publica dos
trpicos.
Nolam que o Sr. deputado nem sempre se acha
no pelotao cerrado da maioria : e se assim nio fos-
se nao o julgariamos 13o digno de encomio ; porque
nada mais razoavel, mais probo, mais congruente
,do que matilcr o governo, quando o governo pro-
cede com acert, e pensar l\rntenle no que o go-
verno deve obrar as questoes puramente adminis-
trativas. He assim que o digno deputado pensa e
obra.Heos o ajude.
Km sua dcdieaj,1o para os melhoramenlos de que
esta provincia ha mister, 4echaram o passo o Sr.
Oliveira anlepondo-lheas indispensaveis economas,
essa idea amazona que he sempre iuvocada e sem-
pre assiprada por lodos os Calfles modernos : mas
entao o Sr. Oliveira rcveslio-se da mesma tnica
amaznica c foi lancendo a economa para todos os
lados do imperio, c para o centro, para a corle,
oh! |iara a curteM Mas a corle he afilbada depa-
drulios rento ccnlo.
N3o querendo prolongar muilo esle prembulo,
chamamos a allenjio publica sobre o discurso in-
fra do Sr. Augusto Frederico de Oliveira, recitado
na sessao de 19 de acost prximo passado.He
unta prova iinmai ces-iv el do que vimos de dizer, e
releve-nos o Sr. deputado se de alguma surte con-
tristamos a sua modestia. Um seu amigo.
O Sr. Augusto de Olireira: Vendo o empe-
nhocom que a nobre cummissan de instrucjio publi-
ca quer que esle projecto paase cora toda a celeri
nqa a v. Ex. e a cantara para
que nao sou ioimigo, e antes sou enlhasiasla das ar-
les, e qae voto lodo o respeilo e aralamento hones-
ta classe dos artillas. Esta declarajio previa talvez
dispense palavras injustas da parle de quem se jul-
gou com o direilo de conslituir-se nesla casa o ora-
culo dasciencia, e que lomando a navem por Juno
e abusando da alta posijao que ceupa no paiz, des-
carregou sobre mim rom tanto azedume e desleal-
dade a mnssa de Hercules, apresentaudo-me como
um espirite inteiramenle rustico, que nao s nao
sabe conhecer a valia da sciencia, como at que Ihe
nega o devdo respeilo.
Senli muilo, Sr. presidente, que a cantara, que
de ordinario he tao generosa, hontem o fosse Uto
pouco para comiso, que depois de en haver sido,
por assim dizer, injuriado nesla casa (nio apoiadosj.
depois de se haver dido s minhas proposiroes in-
terpretajoes 13o malignas...
O Sr. Presidente Eu pejo o nobre deputado
que trate da materia.
O Sr. Augusto de Oliteira: Estou tratando
della.
O Sr. Araujo Lima : Isso he o exordio.
O Sr. F. Octatiano: Esl mostrando que he
amigo das artes.
O Sr. Augusto de Oliteira: ... nao consentisse
qae eu me defendesse. Procurando, Sr. presidente,
tratar da materia em discussao, eu entendo que he
necessario antes de ludo examinar as causas que lem
feilo com que a academia das Bellas-Arles, segundo
as palavras do nobre minislro do imperio, al hoje
de nada nos lem servido ; e, realmente, essa acade-
mia ainda n3o nos deu um discpulo aproveilado, e
nenhum artista que honre o paiz com sea nome, ao
passo que j figura no numero dos pensionistas do
eslado o nome do 1. director dente academia!
Depois de examinadas as causas que lem feilo com
que a academia nao nos lem servido de ulilidade,
deve-se examinar se os remedios proposlos pela com-
missao de instrucjSo publica sao osadequados para
a remojao desses males.
Senhores, os remedios que a commissao de ins-
Iruccao publica apresenlou sao dous, o primero he
o augmento de 5 cadeiras, e o segando he o augmen-
to dos ordenados dos prufessores : bastar, senhores.
isso 1 Eu, Sr. presidente, com toda a franqueza de-
claro cmara que considero imprbenos laes re-
medios.
A respeilo do augmento de ordenados direi o mes-
mo qae disse a respeilo do augmento dos ordenados
dos lentes das academias militar e de marinha; he
de suppor que a esses empregados pblicos sobre
patriotismo para se turnaron uteis ao pniz, inde-
pendenle dos augmentes de ordenados que se Ibes
possa offerecer ; pelo que diz respeilo ao augmente
de cadeiras, direi, Sr. presidente, que nio lei se urna
academia que tem sele cadeiras de ensino, ocenpa-
das por qualorze profesores, sele lentes catedrti-
cos e sele substitutos, e que tem um director, o qual
j rcrehc.u o premio do eslado (e por iso deve-se
considerar queja fez grandes serviros ao paiz), urna
academia assim montada com o pssoal semelhante
n3o tendo feito at boje o menor servijo ao paiz, por
ventura crea jan de 5 cadeiras far com que esse
eslabelecimento, intil at hoje, se terne para o fu-
turo urna fonle de prosperidades e grandezas para o
paiz '! O desenlio de ornatos, o desaiiho geomtrico,
a escolptura de ornatos e oulras materias da ensino
das cinco cadeiras novas, farao lao prodigioso mila-
gre quando lodos sabem que as materias de ensino
das 7 cadeiras existentes e que sao conservadas pelo
projecto estao em inmediata retajao com as dessas
cadeiras novas !
Suslenle, Sr. presidente, que a cadena de ma-
Ihematicas poda ser annexa cadera de architelu-
ra......tenho muito receio de pronunciar a palavra
malhematicas na presenja do Sr. ministro da ma-
rinha, que he o orculo da sciencia, mas n.lo tenho
outro remedio...
O Sr. Ferraz: L se avenham.
Um Sr. Deputado : Essas questoes com os mi-
nistros da marinha sao hereditarias no nobre depu-
tado. (/litada-.)
O Sr. Augusto de Olireira : Relativamente,
Sr. presidente, i cadera de malhematicas, ea al
certo ponto concordo com o nobre ministro do im-
perio e com o nobre membro da commissao de ins-
Irucjau publica, eu quero essa cadera nao para a
parte liberal da arle, mas para aquella parle que se
applica industria. Ainda hoje sustente,'Sr. presi-
dente, que cadera de melhenintu as nio he rigo-
rosamente indispensavel s Ires principaes materias
que fazem parle da academia das bellas-artes, que
sio : pintura, esculpt-ira e archlerlara. Entendo
que a cadera ie malhematicas pode ser annexada
a cadera de archileclura, porque, Sr. presidente,
eu nio sei como o lente de archileclura possa lec-
cionar sem explicar a parle de malhematicas que
diz respeilo arle ; por exemplo, sendo a archilec-
lura a arte de construeco, lra(ando-se de conslruc-
jio de um edificio qualquer, poder o professor ex-
plicar a regra qne se deve seguir para a edificajao
de qualquer edificio sem explicar o que sao ngulos,
tringulos ? E pergunto mais en, Sr. presidente,
quaudo esle professor liver de explicar a seus disc-
pulos as retiras que servem para a conslrocjio do
edificio, nao lem elle igualmente de explicar a roa-
ncira de se calcular a base que sempre he calculada
segundo a forra que sobre ella lem de pezar 1 E |.'
nao sera occasio opporluna para explicar o calculo
de forjas > J v portante V. Ex. que o lente de
archileclura tem obrigaj.to, queira ou nao queira,
de explicar a parte methemalica que interessar mais
directamente materia do ensino de sua cadeira.
Quanlo a pintores e a esculpieres, eslou conven-
cido que loda a cantara sabe que nao ha necessida-
de absoluta que elles sejam perfeilos gemetras. '.Vilo
apoiado.) Nao apoiado I... llorare Vernel, Paul De-
laroche e uniros grandes pintores da Franja serio
capazes de resolver todos os problemas de geometra '.'
Persuado-me que nao. oa ao menos bao de experi-
mentar as mesmas difticoldades em que eu e muilos
oatros membros desta casa feriamos, sem embargo
de havermos feito exame de geometra.
O Sr. Ferraz di uro aparte.
O Sr. Augusto de Oliveira: Eu, senhores, ala-
da quero continuar a estar dchaixo da prolecjao da
nobre maioria, da qaal ainda quero continuar a fazer
parte....
O Sr. Correa das Setes : Mas os seus pen-
samentos nao sao os pensa montos da maioria.
O Sr. F. Octatiano: Essas quesles nao tem
nada com a maioria.
ga e allemia.
Examinemos as academias da Blgica, desse paiz
qoe deviamos lomar sempre por modelo em tudo e
por tudo, porque he o paiz mais bem organisad de-
baixo dos principios econmicos. A academia de An-
tuerpia, que he de primeira ordem, e ni* de ordem
secundaria, como disse um nobre deputado, porque
he ella o acento dessa grande escola flamenga que
lem feilo prodigios na arle, cumpoe-se apenas, Sr.
presidente, de 9 cadeiras, oceupadas por 16 profea-
sores para os tres graos do ensino, uotea cantara, en-
sino primario,secundario csuperior; essa academia
re frequenlada om 1850 por 1.200 discpulo, e o
eslado dispende com ella ajjenas a quanlia de ris
10:.i00 para o seu pessoal e 8:000 para o material.
\ em a cuslar aquella academia ao estado 18:500 re.
fazendo tantos servijos como lem feito, e a nossa
lem cuslado 21:000$ por anno e nada lem teito al
agora Vamos academia da Bruxeltas, que pare-
ce anles dever servir de modelo para a nessa, de
preferencia de Antuerpia, que se applica especial-
mente parle lillcral da arle, ao passoque adeBru-
sellas lera urna applicajiomais especial industria.
A academia de Broxellas compoe-se de oilo cadeiras
para o ensino ordinario, e tres cadeiras extraordina-
rias; o ensino he tambem all dividido em Ira* graos;
as cadeiras extraordinarias sio as seguinles : geome-
tra, para os alumnos do 1.' anno; perspectiva, para
os do segundo anno; e historiar para oa do ter-
ceiro.
N3u posso dizer cantara quanlo dispende esta
academia na sua tolalidade, porque parto da soa
despeza lie feila pelo eslado e parle pela munteipa-
lidade ; o estado d apenas 8,000 francos, ojestan-
le da despeza he feito pelos cofres da cmara muni-
cipal.
I'eraunlo cu; Sr. presidente, se por tal forma or-
ganisadas essas academias j chegaram ao apogeo da
prosperidade, com um numero tao limitado de ca-
deiras, querer o nobre minislro reconstruir a nossa
academia, que j est podre e em ruinas, segando
aqni nos disse, sob ama face mais dispendiosa,*
creando, por assim dizer cadeiras de laxo?
Ora, Sr. presideole, como he que a nobre com-
missao prope no seu projecto urna segunda cadei- '
ra de esculptora de rnalos alm daquella queja
existe na academia ? Sabe a cmara qitantos disc-
pulos frequeulam esla aula ? Dous .' Ser razoavel
crear-se esla segunda cadeira ? Se se quer organi-
zara academia das bellas-artes mais econmica-
mente, aproveilando as licoes deste paswdo Uo Iris-
te, nao ser mais prudente conservar das antigs
cadeiras smente aquellas que possam ser atis e
crear as qae sejam indispensaveis? Sem duvida;
e assim v a cmara que eu adopto a dea capital
do projecto. Quero a reforma da academia das
bellas-artes ; mas por ora nao eslou de accordo ,
quanto aos meios proposlos pela nobre commiso "
para realisajio desla medida.
Como, Sr. presidente, cu fiz um pequeo esludo
desla materia,esludo muito mperfeito ,tendo procu-
rado lluslrar-me com os conselhos de pessoas da
arte com os conselhos al do director dessa academia,
que he urna pessoa cujos talentos admire, com quem ,
tive a honra de cncontrar-me era Franca por raai- '
las vezes, devo pedir lioenca cantara para apre-
sentar n resultado do meu pequeo trabalho, offe-
reccendo com lodo acanhamenlo a sua alia conside-
-rajao.. uro projecl em que consigipi as mtnhas-ia-
felizes ideas.
Entendo, Sr. presidente, que des cadeiras antigs
smenlo qualro devem ser conservadas ; a primet- *
ra he a de pintura, mas entendo que se Ihe devo
unir a pintura histrica, a exemplo da academia da
Blgica, onde existe urna s cadeira para todo o ra-
mo de pintura : c me parece que para seis oo oito
discpulos devemos principiar por urna s cadeira,
creando-se oulra mais larde segundo o desenvolv-
mente que fr tendo esse estudo. A segunda cadei-
ra he a de esculplura ; mas tambem entendo que
basla urna sii comprehendendo a esculplura de usu-
ras e ornatos. A terceira cadeira he a de grava-
ra, e como esle estudo lem sido frequentado por um
numero rauito limitado de discpulos, apenas por 5,
parece-me que o professor de gravura pode ensillar
ao mesmo tenipo o desenlio elementar, porque nio
ha professor algum de gravara que nio saiba dese-
nlio elementar. Islo me parece qua he muito ra-
zoavel, esl no mesmo caso de encarreaar a um pro-
fessor de um esludo superior o ensino de qualquer
materia secundaria quando isto fosse neceonrrolpor
economa.
O Sr. Augusto de Oliteira Se as malhemati-
cas, segundo a opiniao do nobre membro da commis-
sao de insirucj.io publica, sao indispensaveis para o
pintor esculptor, eu desejava que elle me dissesse se
tambem nao seria necessario ao pintor paisagista os
conhecimenlos da astrooemla c phxsica, vislo que
elles lem necessidade de conhecer os clleilos da luz
e os diversos phenomenos da nalurcza para os poder
representar...
Pergunto es, Sr. presidente, soa nobro commis-
sao quer dar a reforma da academia das bollas-arlos
essa amplilude que deseja, e que he apoiada pelo
nobre minislro do imporio, ella deve seguramente
contemplar a geologa botnica e todas as sciencia*
ualuraes. lint pintor nao deve ler ronhecimenlo
dessas scienciasf Nao dever conhecer ao menos os
processos de fabricar as tintas e saber qual he a ori-
gam dessas substancias".'
O Sr. F. Octatiano d un aparte.
O Sr. Augusto de Olireira: Se o nobre dcpu-
lado entende que unt pintor deve ser um homem
inteiramenle scienlilico e muilo Ilustrado, ao menos
preciso he que conhej i a urigcm das substancias de
que elles se servem diariamente para o exerricio de
sua arle. A cmara sabe que oseas substancias lem
no commerrio nomes mallo differenlcs daquelles que
Ihe da a sciencia. Supponha-se que o pintor quer
servir-se da linla rr de um bello azul que no
commerrio francez lem o nome de bleu de Thenard
que Ihe he dado pelo seu inventor o grande chi-
mico M. Thenard, nao deve elle saber que esta subs-
tancia he composta de difieren les materias, as quaes,
segundo a theora atmica do grande rhimico sueco
Mr. Bcrzelius, sao o gaz oxx genio c os dous metaos
aluminium e cohalt, combinados a equivalenles
iguaes'.' Julgo, Sr. presidente, qun estes ronheri-
meulos da cbimica sao tanto mais nccesSarios ao
pintor como as mathemalicas.
A camara|sabe que ura dos erros constantes de lo-
dos aquellos que se de dedicara ao do-robo da figu-
ra, he a falta de equilibrio que riles dao as diversas
pnsijes e aos raovimentos forjados dos corpos hu-
manes.
Quaolas vezes nio vemos nos em um painel pnsi-
jes decoros inteiramenle contrarias sleis do equi-
librio 1 Portante, j v V. Exc. qoe o pintor lem
necessidade de saber tambera alguma cousa degym-
nasura ; em tal hypothese, ae o nobre ministro quer
dar a soa reforma loda a amplilude, devo croar es-
Nao se pode suppr que um professor de gravura
n.lo saiba desenlio elementar, e portante elle pode
encarregar-se tambem desse ensino, porqae a oulra
parte do desenlio mais elevado fica a cargo do pro-
fessor d pintura histrica e de paisagem. A quar-
la cadeira he a de archileclura ; mas annexan-
do-so-lhe a parle da mathemalica, que he io
savel. Agora, Sr, presideute, enleudo qae
cessarias mais 2 cadeiras novas para o ensino sap
rior, cadeiras que o nobre minislro crear qaando
julgar conveniente : a primeira he de archeologia
artstica, que be histeria das bellas-artes e de seus
coslumes desde os lempos os mais remotos al
lempos modernos ; a segunda he essa cadeira de
analnmia, physiologia das paixoes c nojOes geraes
das sciencias ualuraes, ao menos as suas generali-
dades.
Quanlo s oulras cadeiras que pelo projecto se quer
crear, entendo que ellas nao sio necessarias, por-
que a cadeira de desenlio de rnalos e a de desenlio
geomtrico podem ser supprimidas, e subsliluidss
por urna cadeira de desenlio applicado mecnica.
Assim me parece que com 8 cadeiras a academia
das bellas-artes pode funecionar muito regalar-
mente.
Pelo qae diz respeilo aos ordenados dos professo-
res, creio qae o meu projecl he muito mais favora-
vel do que aquillo que se acha dsposto no da nobre
comrossio. O Sr. minislro parece que qner aug-
mentar os ordenados dos professnres; mas nao sel
como ello pretende conseguir esse nm, porque a
academia cora as cadeiras que exslem j diipende
21:000 ; dando-se mais 5:0005 ter 26:000, que
nio ho bastante para que se possa angmenlar os
ordenados dos professores, mesmo qaando se sup-
primain os substitutos.
En nao desojarlo entrar nesta qurslao dos orde-
nados, deixaria esta medida ao arbitrio do nobre
ministro, bem que tenha muilo inedo de S. Exc. a
osle respeilo, porque vejo qoe he suinmamente li-
beral quando marca ordenados de fuuccionarios p-
blicos ; todavia en aprsenlo no meu projecto urna
disposijao relativa aos ordenados, e se esliver de
accordo com a opiniao do nobre ministro,elle a acei-
tar; mas como lie provavel que o men projecto nem
ao menos seja apoiado, quero dar a razio porque
eslahelejo esses ordenados nos termos em qne elles
se acham consignados no men projecto. entendo,
Sr. presidente, j que est na exigencia da poca em
que vivemos o augmentar ordenados, que se deve
dr a cada um dos professores 1:000 de ordenado e
500 de gralficacao, e mais a gralficajo de 500
ao professor que for nomeado director. Supponho
que este ordenado-he mais que sufficicnle : o anKgo
ordenado j era superior ao que preceliem os pro-
fessores de iguaes academias na Europa. Eu disse,
Sr. presidente, em urna das sesscs passadas, que
um professor da escola das bcllas-.-irte^m Pars l-
nha 1,000 francos de ordenado: errSatei-me, assim
como tambem se enganou o nobre deputado que
me apoiou nesla parte.l.'in tal professor lera perlo de
i000 fr. quando ello he ao mesmo lempo membro
da academia das bellas-artes, vislo que a academia
de bellas-artes c escota de bellas-artes em Franja
s3o cousas dislinclas. A academia de bellas-arls
foi creada por esse grande re (uo dolou a franja
de lautas iustituijes scientificas, e o nome desea
grande rei lodos vos sabis, senhores, que he o de
l.uiz XIV. Em 1819 por um decreto assignado pelo
rei l.uiz XVIII, a escola das bellas-artes leve novo
regulunicnlo, passando para a dependencia do mi-
nisterio do interior, e a academia ficou fazendo par-
le do instituto da Franja. Os professores da escola
de bellas-artes nao sao no numero de 21, coleto dissc
aqu o. nobre deputado membro da rumnii-sao.de ins-
truejao publica ; essa escola lem a scguinl orga-
iii-ar.o : 12 professores para o ensino diario.
O Sr. F. Orlaciano: O nobre deputado leu o
regulamenlo, porem n3o sabe da histeria, i
O .Sr. Augusto de Oliteira: Sim, naVlcnho i-
da alguma, nem posso ler, porque nio^ossuo os
grandes talentos do nolire depotado; apenas cito o
que Icio....
O .Sr. F. Octatiano:Perdc, nio me enlendeu;
eu disse....
O Sr. Augusto de Oliteira: l.imto-me nesla
casa a ser o leilor de regulamenlos eslrangeiros; mas
parece-me, Sr. presidente, que de ludo qnanln te-
nho referido nesla discussao mostr que procuro fa-
zer alguma appUcacio ao meo paii de ludo quaolo
leio, nio sou um simples copista, (Apoiados.j
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--.-
GI ARIO OE PERNAMBUCO, QUINTA FEIRA 28 DE SETEIBRO DE 1854.
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O Sr. F. Octai:ianotk'.u quix iliier que o no-
ore depulado nao livesse li-lo penas o regularacn-
I". e sonbesse da historia das bellas-arles em Fran-
ca, havja de ver qoe de fado se (em adniiltido mi-
tro* profeasurcs.
O Sr. Augusto de Oliveira:Bem, o nobre depu-
lado fez un discurso com seu aparte, pero pois a V.
Ei. que o come como lal, alim que o nobre depula-
do nao falle mais vezesdo que determina o regimen-
t (risadas'; lodavia eu declaro que lenlio couvic-
rAo de saber da escola bellas-arles de Franca
lanto como o nobre depulado, porque estudeias leis
que eliltem a respeilo della, e conversei all com
raudos pintores, vi mesmo uiuitos trabadlos dessa
academia que visitei por varias vezes, e porlanlo
nao too tAo hospede ncsla materia coroo o nobre de-
pulado te persuade.
O Sr. F. Octaciano:Quem diste islo'.' He es-
te o seo modo de argumentar sempre.
O Sr. Augusto de Oliceira:Dizia eu Sr. prn-
denle, antes de ser mimoseado com o aparte tilo hon-
roso que me deu o nobre depulado, que a escola de
bellas-arles de Paris lem 12 profesaares para o en-
sino ordinario e diario; para as duas sessoes de pin-
tura e a de eeculplura lem .> professores, eiistindo
alh mais 3 para o eusino de materias eitraordina-
ria; porlanlo silo 20 cadeiras ao todo, eujos nomes
bem que se achem uesle livro que lenho entre mos
nao ciUrei para nao levar lempo a cmara. Qua'l
he o urdeuado que lem esle professores obrigadus a
uin ensmo diario?
O Sr. F. Octaviarlo:Sio he exacto.
O Sr. Augusto de Oliceira-En digo ensino dia-
rio, porque de da vaolrabalhar nas suas oilicinas
com os discpulos, a de noife dao os corsos oraes,
como rambem acoutece na Blgica. Esles profes-
sores lem apenas o ordenad de a.400 francos, que
he menos de 9005 ao cambio actual.
I.wnbro-me que ura pintor que conheci em Fran-
ca me dase queganhava pouco mait ou menos 4,000
francos, mas he porque alem do ordenado do 2,400
francos; elle percebia a relrihiiirAo.to 1,500 francos
como inorabru da.academia; e os ordeoados que lem
de 1:200 anda nao esto salisfeilos
En nao ousaria dizer cousa al juina contra urna
instituirlo igual a academia das Beilas-Artcs sem lor
onbecinienlo dclla nao ousaria dizer que ella nflo
linha prestado serviros alguns ao paiz se nAo me re-
ferase ,i upini.o sein duvida muilo valiosa de um mi-
nistro da corda.
EU oulra medida Sr. presidente, que me parece
necessaria, e que lalvez esleja no peuramenlo do
nobre ministro; a medida he que podendo ser a aca-
demia considerada como un estabetocjmenlo de ins-
Irucco secuudaria, seria conveniente que ella de-
pendtsse da iospeccao geral da commissao de ins-
IrucAo publica creada pelo nobre ministro, porque
me parece que um ministro de estado cojo lempo
he Uo precioso, e tendo tantos objectot importantes
sobre que empregue atlenrAo, deveria em parle ser
alliviado do servido de inspeccionar essa academH,
lano mais. quaolo elle fax parle dessa commissao
(reate pelo decreto de 16 de fevereiro de 1854, cu-
jas funefues mais onerosas 'esaiii sobre o inspector
geral de instruccao do municipio neutro; nao seise
essa medida ser mil, o nobre ministro nos dir o
que pensa sobre ella.
Oiilra medida indispensavel, he que o nobre mi-
nistro dessas 8 cadeiras de que fallei cree j aquellas
que jnlgar ueressarias; e caso entender que deve
crearas duas de inslrucrao superior, anda assim
llie licar algum dinheiro, d3pois de pagos os orde-
nados desees lente*, para applicar a um fim que eu
tcho muilo justo. Segundo a miuha emenda lera o
ministro de dispender com os 8 professores 12:5009,
e Ihesobrar diuheiro lanibem para urna oulra des-
peza q\ue u julgo indispensavel, que be oenlreti-
nienlo dealguns alumnos na Europa.
N3o he'possivel. Sr. presidente, que o governo
deixe de/mandar urna ou oulra vez algum o.ldanle
que se djislinga aperfeiroar-s! as academias estr.tn-
geiras ;/e a cmara sabe, a Franca lem em Boma
"'"'yulemia sua despeza que se lenha de fazer
com eses esludanles se&und > a consignarlo volada
no orra com um'porleiro e um continuo pode ficar au nobre
ministro a quanlia de 3 a- .i:000 para applicar
compra di quadros dos artistas mais modernos da
> ; 'era esle o meio de pouco a rumen ir enri-
quecendo n nosso museo que est muilo pobre de
quadros ;/eses quadros sao indispensaveis lambem
ra o escudo dos discpulo!. Ja vi1 porlanlo a ca-
m'r* 'w-0 noDre n'ni'ro pode emprehender e le-
var a efleito a reforma da cademia das Belas-Arles
deolro dios limites do crdito volado.
Quantvj ao lugar de conservardor dos quadros,
contra Cuja erearao cu ousei me pronunciar, devo
aiada jfieclarar a V. E\. que. coma mao na minha
cunsci,ncia, eslou convencido de que csse lugar he
desoeieessario. Senliores, pura que crear-se seme-
ntante, lugar quaes sao os qua iros que nos temos
para qtie tenhamos um pintor uni amonio para cui-
"Jar- 5?les"' K museo de Piris, que ciistem perlo
de b.laju quadros apenas ha dous conservadores, e
nos qjuc lalvez nao tenhamos 100 quadros, j preci-
sareirios de um conservador V !
Dis^e, Sr. presidente, na primeira ver. que f.dlei,
que n?ie pareca bem' possivel que cssas funcees
de coiiM'r\a "^ibelecimenio e parle pelo sen director, c ain-
semclhanlc
casa, odislinclo depulado pelo Rio de Janeiro, o Sr.
Pereira da Silva, o qual recebia all o grao de licen-
ciado em direilo quando en malriculei-me.
Tive, Sr. presidente, urna ventura que nunca cou-
be a minios membros desta cas, e nem ao Sr. mi-
nistro da marinha...
Urna Vos Qual foi ?
O Sr. Augusto de Oliteira :------% foi de viver
em coulaclo immediato por muilos annos, e de ler
pornieus professores, nao ( na escolado direilo,
como na academia de sciencas, esset grandes ho-
mens enjos nomes lodos os das silo citados nesta ca-
sa como autoridades ; e quando eu fosse dotado pela
naiureza de urna cabera Ulo pouco feliz, que nao re-
lives.se cnusa alguma do queme loi entinado, ao
menos, Sr. presidenle, de todas as imprcsses que
naturalmente recebe qoalquer enlc racional otiviu-
do as sabias licSes de homens Uo Ilustrados e dou-
loa, alguinat anda se conservan em minha alma,
de maneira que lenho ccrleza que, nao s nesla casa
como em oulra qualquer posiruo, hei de ser sem-
pre, nao s rcspekador, conio humilde devoto da
sciencia.
Eotemo, Sr. presidenle, que V. Exc. nao me dei-
xe continuar, sem oque apresenlaria em meu favor
um documento que lenho em meu poder, que mos-
trei ao Sr. presidente do conselho o a muilos mem-
bros desla casa, que sao as Motas lachygraphicas
que ha pouco me foram enviad pelo editor do
Jornal encarregado da impresso dot debates ; nes-
sas olas, que eslo intactas, esl a minha defeza c
a verdade do que cu disse antes de honlem, islo he,
que na academia militar se eusinava malerias per-
(enrcnles ao ensino superior c secundario. Se al-
guem se persuade que sou capaz de fallar verdade,
pecn-lhe que se informe do encarregado da publica-
cao dos debales da casa...
O Sr. F. Oclariano : Nao he preciso, a cma-
ra lem a sua memoria.
O Sr. Augusto de Olireira: Sei, Sr. presi-
denle.que mais de urna vez se lem eslranhado de al-
guma maneira o meu procodimento nesla casa, di-
zendo-se que eu nao fajo parle da maioria, quando
en assevero o aonlrario ; cumpre-me, porlanlo. dar
urna jusliucacao e delender-me dessas imptilacet.
O meu proredimenlo nesla casa. Sr. presidente, he
a copia (el da eondacla, que eu sempre observe! na
asamblea deminha provinrio.eappelln paraos meus
coIlBRasporPernamhuco. Ncssa asscmblcaprovinci.il
existe una maioria da qual me desvaneco de fazer
parlo, a cujas deliberarles preside como um precedo
invanavel e um dogma, o principio da mais severa
economa dos diuheros pblicos; all, quando
qnalquer memliro da maioria abjura a esses princi-
pios, era favor de urna ou oulra medida, elle en-
conlra por adversarios os mai ntimos amigos ;
de maneira que posto dizer com orsulho, que a
legislado financeira da minha provincia, embora
mesquinha na quanlia sobre que ella versa, loda-
via no que diz respeito ao espirilo econmico, que
nclla predomina pode rvalisar com is IcgislarOes fi-
nanceiras das nares mais econmicas.
Quando, Sr. prcsideule, cu iprescnlci-i.ie nesla
casa esle auno disse e lenho por vece* declarado que
presta va a adhcsSo mais sincera e decidida ao aclual
ministerio, e anda eslou disposlo a continuar a pres-
ta-la. Nunca me aninci a proclamar nesla casa a
applicacao deslcs principios econmicos que com
lauta ausleridade secui sempre em minha provin-
cia ; memoro insignificante e obscuro da maioria co-
mo sou {nao apoiadosi,nio meanimava a addicionar
esses principios ao programma do gallineto, mas
quando eu vi por occasiao da discussao do orcamen-
lo da marinha duas importantes e numerosas depu-
lacoes, as do Ccar e Pernambuco, oflcrecerem duas
medidas de grande ulildade que foram reneiladss
porque o Sr. ministro da marinha declamo que es-
sas medidas, embora transcendentes, n,1o podiam
todava ser aceitas por principios econmicos...
Urna roz : Est ludo explicado.
O Sr. Augusto de Olireira : Eu, Sr. presiden-
le, se bem que ficasse de alguma maneira resentido
contra o Sr. ministro da marinha, lodavia resgnei-
me dizendo comigo, que males ha que para bem
vem, concebendo logo a lsongeira esperanza que
urna nova poca se ia abrir eulre nos, em que ine-
Ihor se-comprehendessem os verdadeiros inlercsses
do paiz.
Sem emhargo.confessar-nic meinhro insgnificanle
e obscuro {Xo apoiados) desla casa, como ha pouco
disse, comludo posto asseverar que minha coiiducli
poltica be dictada por principios. Senliores, cu nao
entendo poltica sem priucipios. Quando um gabi-
nele sobe ao poder, ello emille o scu programma
iiiimsleri.il declarando quaes os principios debaixo
dos quaes elle procurar rcalisar as ideas que julga
ules ao paiz, e encontrando urna maioria disposla a
aceilar esse programma, os principios em que se
funda esse mesmo programma aceito, lornam-se
cominuns da maioria e do governo, de modo que o
governo podcdeixarde aceilar qualquer medida por-
posia que seja conlraria aos priucipios proclamados,
coma tr.mbem qualquer meinbro dessa maioria, por
mais obscuro que seja lem o direilo de advenir ao
governo quando desviar-so dus mc*mos principios,
devendo com franqueza/fallar ao governo quando el-
le esl infrngindo esses principios, que ja nSo sao
r
/
i
I
i

L
da etUou convencido do fuodaiQenlu de
asserfco. ^"
.*! n nhrA fo,ynt--yjfl qrr*^ era impos*ivel fiar-se um quarlo da/Rubens ou de Wandik s im-
pa mos de m porleiro. Mas aonde eslao csset
Suadros ile Bubens ou de Wandik f Pois o nobro
eputado j esto faulasiando cousas para crear luga-
res para a sua conservarlo V ...
O Sr. F. Octaciano di um aparto.
O Sr. Augusto de Olireira :Se na nossa Ierra
exisussem quadros de Waudik e de Itubens, ou de
oulros professores iguaes, eu dara o meo vol para
a creaeAo de (res ou quatro lugares de conservado-
res, conforme o seu numero ; mas, senliores, para a
conservarSo dos quadros que actualmente possuimos
nao bastar um porleiro com certas habiliiares'.'
Nao podar o nobre mnislio na nomearao que fi-
lar de tira porleiro allender a essa necessdade *
Nao sio as oflicinas dos pintores os discpulos ou os
servantes que envernisam os qaadros 1
O Sr. F. Oclariano :E o que se ha de fazer do
actual porleiro': Mais urna pensiio, nao lie assini?
O Sr. Augusto de Olipciri:Seja empregado em
oulre lugar, ah esta a esturenda repartirn creada
pela le das ierras, aonde elle podera ser accoinmo-
dado, alera de que lodos os dias vagam erapregos as
thssourarias e as alfandecas.
Disse en por ventura algnni absurdo quando diste
que o nvernisamento de um quadro poderia ser
leitopor qualquer que livesse algumas habilita-
4e ? E depois, senliores, sarao lanos os qaadros
que nato seja possivel em al;uns casos encarregar-
se a um pinlor ettranho ao etlabelecimento qualquer
retoque que precise, pagando-se este trabalho peta
verba de evenluaes t
Nao leulia o nobre depulado modo de que nos
nossos dias vejamos no nosso musco quadros de
Wandik e do Bubens, porque as nares que os pos-
suem ludo daara menos laes quadros, e porlanlo a
creacao do logar de restaurador de quadros no nosto
museo nio he necestario, isso nao he mais do que
orna superfluidade.
N8o sei, Sr. presidenle, so em ludo quanlo lenho
hoje dito commelli algum desacert ou se desacre-
dlei as arles ou as sciencas, espero que o nobre
ministro da marinha o diga,
fc'oze:Oh oh'! com elleilo.
O Sr. Augusto de Oilreira :Nflo sei se ainda
lenho de oovir hoje alsuina voz poderosa nesla casa
que veoha lanrar-me cm rosto semelhanle aecusacao.
O Sr. Prannos (ministro da marinha ) :lloje
lenho apprendido muilo.
O Sr. Augusto de Olireira :Seria bom que li-
vesse aprendido honlem para nao me liaver ojiiria-
do.o que nao acontecera se livesse S. Ex. aprendido
o que hecorlezia...
( fieos reelamaevet. De lodos os lado da tala ou-
tem-se vozes reprovadoias.O Sr. presidente di-
rigeao orador algumas palacras que se perdem na
confusao que reina na sala. )
Pois acham os nobres depulados que haver cousa
alguma mais indecorosa do que dizer que um indi-
viduo rchaixou a sciencia, rcpresenlaudo-o poranlc
o paiz com um espirilo inleiramenlc rustico, que
desconhece, que dcsacrediti a sciencia e as arles'.'
( Continua a confusao. )
Declaro, senhores, que nunca supporlare que l'.i-
O.UI1 muilos nobres depulados, mas nem por isso deixei
de receber urna educaoao igual de qualquer dus
nobres depulados. PorlanLo nunca sufiYere aecu-
ar.es semelhanles a que me fez honlem o Sr. mi-
nislro da marinha, c que j cm oulra occasiao me
fez oulro depulado pela Bal.ia que ato me qualificou
de analphahelo ueste augunlo recinto.
I ozes :Quem, quem fui 1
O Sr. Augusto de Olinira : O Sr. Francisco
Antonio Bibciro. ( (Ah ah\)
O Sr. Presidente: Ordem ; o nobre depulado
nao pode pronunciar o nome de depulado algum nes-
la casa. ,
. O Sr. F. Oelaciano : Pergunlaram-llie, elle
respondeu.
O Sr. Augusto de Olireira : Qucrem, Sr. pre-
sidenle, cora es< menos digno deroprfsentar a heroica e briosa pro-
vincia de Pernaniloico it'clawarr* c cu hei de
rcpellir essas inirepaces qje de alguma maneira
fazcm retallar sobre meus pais algum ilezar, porque
leudo etles sido pela Proviilenria colloradus em
urna siliiacao menos desfavoravel de fortuna, se-
riara al ccrlo ponto rensuraveis se mo houvesscm
procurado dar a um filho a ducarausiifficicule pura
que elle nunca rcbaxasse ,i sciencia. ( Ouvcm-sc
muilos apartes ; he continua a confusao. )
Posso porein dcclnrarqnc elles foram lio genero-
sos a meu respeilo quanlo he possivel ; apenas cu
linha 10 aunos fui enviado para a Europa...
I'ma Vos : 11c a historia das bellas-arles que
vai contar.
O Sr. Aiii;uslo de Oliccira : ... e all receta a
c lui-.ioiii que la se cosluma dar a fillios das primei-
ras familias. Eslive na Inglaterra Ires anuos o meio
em um rollegio aonde aprend mathemalieat sofll-
rieuteineiile,quando nao para conhecer o valor des-
sa sciencia, no menos para saber volar-lhe lodo o
respeito, e devo declarar ao nobre ministro da mari-
nha que, apenas conlava lre; do passei por um exame sobre ludo o halado de Eu-
clvdes, iiavendo sido approvado por dous professo-
res da universdade de Oxfoid ; parlindu pura Fran-
ca, conclu all lodos os esludos prepaialoros, ot
necenarios para a admissao na escola de direilo de
l'arit, aonde me formei, Iiavendo igualmenle fre-
qneniado cursos de sciencas naliiraes. coma fossein
tsde botnica, chimica e da physica. Enconlrei-me
wa escola de direilo de Paris com um Miembro desla
smenle seus, porein que se lornaram cominuns.
Tendo a cmara presenciado que desde cerlacpoca
al boje eu rae lenho constantemente pronunciado
conlra Indo o augmento de despeza, quanlo nao ino
foi agradavel ouvir da propria boca do Sr. presjdeii-
c do conselho ha pouoos dias nesla casa, os irisamos
principies por mim seguidos depois que foram pro-
clamados pelo Sr. ministro da marinha !
Pcrgunlarc agora cmara se lem oovdo de mi-
nha boca alguma cousa que nao seja pouco mais ou
menos aquillo mesmo que us disse o Sr. presiden-
le do conselho quando se trata va de um projecto pa-
ra a creac.m de urna nova provincia...
(Ha um aparte.)
Ocio Sr. presidenle, que os principios que lenho
seguido sao os mesmos confirmados pelo Sr, presi-
dente do conselho, c aonde pois esl essa anomala
de poscaoque os nobres depulados nao compreben-
dem '! Nao estarc cu coherente como os meus pre-
cedentes, nao eslare coherente com os priucipios
adoptados pelo goveruo'.' Se alguem viola esses
principios nao sou eu, e,pois, o que he que querem
de mim?
Um Sr. Depulado : S se lhe pede que nao di-
ga que os oulros nao sao indepeudenles.
O Sr. Augusto de Olireira: E eu per/) aos no-
bres depulados que lomem sempre as minhas obser-
vaces no meihor temido, no sentido mais favora-
vel, porque eu, me considero como o nico nesla ca-
sa que tem defeilos (mo apoiados), nao conside-
rando os nobres depulados com deleito algum, e
bem os seus apontamentos, porque j que ha nesta
casa orculo das sciencas, ludas as vezes que me oc-
cupar deslas materias ha de ser com todo o respeito
e acatamento, comeando logo por declarar quo sou
devoto humilde das sciencas para depois nao se di-
zer que eu as profanei.
Supponho, Sr. presidenle, que se o nobre minis-
tro do imperio quizer insistir pela necessidade do
esludo das malhemaiicas para as bollas-arles na par-
le liberal, o lhe for necessario para suslenlnr essa
sua upiii.in nnvamenle fazer urna demonstrarlo de
toda a transcendencia e magnitode desla sciencia,
seguramente nao ha de vir repelir-nos lrivi.ili.la.los
que eu sabia quando ainda nao linha 10 annos de
idade; quando mesmo nesse lempo cu nao livesse
cumprchensao suflicenlc para avalia-las, vslo que
sou ainda hoja um profano, ao menos ouvia cons-
tantemente repetir essas verdades.
Desde, Sr. presidenle, que principie a aprender
arlhmelica, que o meu professor em Inglalerra,
para excilar a minha applicacao ao esludo e a dos
meus condiscpulos, cnnslanteinciile nos razia ver
na ciaste qual era a importancia das malhematiras,
e nos dizia : o llevis aspirar a gloria de um I. .pla-
ce e de um Newton. Por lanto, Sr. presidente,
se o nobre ministro, para susleular a doulrina do
projecto, quizer desear por emquanlo da alia poti-
rflo de um ministro dacora para tomar a envesti-
dura de orculo da sciencia, o deve fazer com mais
a I juina habilidad.- do que aquella quo alguem mos-
Irou ( ticas rerlamaroes.)
Mesmo, se por ventura o nobre mini-tro quizer
sustentar a doulrina do projecto e a ulildade daca-
deira de malhemalicas, deve recorrer a argumentos
mai luminosos ; ao menos devern fallar da origem
dessa sciencia, apoiando-se as opinies de nomes
iinmorlact; pudia ao menos dizer que enlic os sa-
bios da Grecia, l'latlo, o prmero philusopho que
Iralou da divisan serarchica da sciencia, depois de
dar o prmero lugar aquella que traa do conheci-
mento de Dos e das ideas, como ohjeclo sublime da
ra/ao. cm segundo losar classilicou as malhemali-
cas. Peder sem duvida o nobre ministro lambem
vir-nos repetir, quando nao queira dizer alguma
cousa de original, essas sabias doulriuat com que
lodos os pliilosoplios dos lempos amigos e medios,
Aristteles, Desearles e Galliano suslcnlarain a in-
11.inicia e supremaca das matheinalicas, e nflo li-
milar-so a nos .lizer aquillo que poderia ler cabi-
mento em um trecho de alguma caria ao anuyo au-
sente, ou de algum artigo do Hercantil nas que
na bocea de um ministro de eslado que deixa asna
alia posico...
Orna coz i Para defender as malhemalicas.
O Sr. duguslo de Olireira : ... para lomar a
envcslidura de orculo da sciencia, nos deve dizer
alguma cousa de luminoso.
O Sr. Taques : Pude lomar esta cnveslidura,
lem capacidade para islo. Muilos apoiados.)
O Sr. F. Octaciano :Islo nao se precisa di-
zer : dcxem o nobre depulado desabafar-se.
O Sr. Taques: He um desalalo de mais que
nao he para nqui. (Apoiados.)
O Sr. Augusto de Oliceira : Seo nobre depu-
lado nao me quer ouvir podc-sc retirar.
O Sr. Taques: Nao me roiiro porque como
depulado sou obrigido a estar aqu.
O Sr. Augusto de Olireira : Pernal que dizia
que nao era obrigado. Admira quo o nobre depula-
do que se moslra Uto impaciento nflo lenha procu-
rado lomar a minha defeza, qnan.lo alguem me cs-
pesinlia ncsla casa.
OSr. Taques: Ninguem o temespesinhado.
O Sr. Augusto de Oliceira: Oh se se lem...
Urna roz : He desconfianza sua.
O Sr. Augusto de Oliceira : Sr. presidenle,
pejo a V. Ex. desculpa, e a toda a cmara por ha-
ver lomado esle dcsabafo. Em verdade nflo poda
tolerar por mais lempo lodat cssas injuslicas que
me fazem ; se ellas ferssem s a mim cu nada di-
ra, mas rolle.-tem sobre a minha provincia que
me mandn "para aqu como um dos seus represen-
lanles.
Algn Srs. Depulados: He muilo digno re-
presentante.
O Sr. Augusto de Oiceira: Bcdeclcm lambem
sobre meus pais que pnderiam passar por nao haver
procurado dar-me urna nducacao regular.
p Sr. Araujo tima e oulros Srs. depulados :
Nao precisa jualiflcar-se.
O Sr. Augusto de Oliceira : Concluindo. Sr.
presidenle, devo declarar cmara que volarei pelo
meu projecto subslilulivo, caso elle seja apoiado,
desojando, porm, antea que elle fosse remcllido a
commissao de inslrucc^lo publica, para ver se ella
com 24 horas de me.lilac.m o julgava digno de sua
approvacflo. Nflo me atrevo a propr o adiamento
ueste sentido, porque da maneira por que me lenho
exprimido alguem poderia entender que quero ma-
tar o projecto da nobre commitsao ; nflo, euj dis-
se que adopto a i.loa capital desle projecto, eslou
uniramenle divergeute quanlo a algumas de suas dis-
posires; porm se o nien projeclo subslilulivo nao
for apoiado nem approvado pela casa, c o nobre mi-
nislro do imperio nao declarar que faz queslao do
gabinate do projeclo da 'nobre commissao, eu pedi-
rei I i cenca a cantan e ao nobre ministro para volar
conlra esto projeclo, porque enlendo que el|e em lu-
2ar de curar o mal vai assrava-lo, porque enlendo
que a academia das bellas-arles deve sofTrer reforma
-ni.plili amlii-.e o e-lulo e nio ampliando-o. Nao
sou da opiniAo, Sr. presidenle, dcVillustre membro
da commissflo de inslrucrao publica, que entende
que llevemos augmentar os sacrificios, afim de que
as bellas-arles sejam eslabclccnlas entre nos; julgo
que ellas podem muilo bem frucliucar-secom a con-
tinuaran dos mesmos sacrificios que lemos al hoje
feilo: julgo que as circunstancias em quo nos a-
chamos nao devenios seguir o conselho dado por esse
grande pintor ao rei Francisco I de Franja : des-
prender os conloes da bolsa, segundo nos disse o no-
bre depulado a quem me refiro. Que nao devoraos
desprender os cordoes da bolsa publica mais do que
hemos feilo ale hoje, que pelo contrario no estado
em que se acha o paiz, em presenra da physiono-
mia melanclica das suas finanras, e atienden.I., a
um grande numero de necessdadet que devem ser
salsfeilas, o meihor he seguir o conselho que deu
esse grande ministro ao re Henrique IV de Franca,
quando proferto a seguinle verdade : que a eco-
noma era a base da prosperidad,- c cngrandeciineu-
lo de lodas as nares; Eolendo, Sr. presidenle,
que ao passo que a arto deve ser alimentada e coad-
juvada entre nos pela maneira que indique!, nio
devem ser desprezados os melhoramentos dos nossos
porlos, as vas de communicac,ao, os caminhos de
ferro, a navegaran a vapor, c lanas outras necesi-
dades que temos; cumprindo notar que jamis po-

PUBLICADO A PEDIDO.
Antonio Jos do Azevedo, a bem de seu direilo se
lhe faz preciso que o escrivn Cunta, revendo os au-
tos de I al I enra Jo so p plica ule, le passe por certi-
dao o theor da sentencia por V. S. proferida, que
julgou a mesma fallencia, porlanlo P. a V. S. Illm.
Sr. Dr. juiz de direilo do commercio assra lhe defi-
n E R. Me.Como procurador: Virialo de Fru-
tas Tacares.
Paste.Bccifc 26 de selembro 1854.Silca Gui-
mares.
Pedro Tertuliano da Cunda, escrivo vitalicio das
varas do civel e commercio nesla cdade do Reci-
to do Pernambuco, por S. M. Imperial que Dos
guarde, ele.
Cei tilico que vendo osaulot do auloamenlo da pe-
lieao e balanco de Amonio Jos de Aze-vedo,
alim de ser berta a fallencia dellcs consta ser
o llieor da Malenca que se pede por Certidao da for-
ma seguinle : Vslo esles aulos do organisado de
folhas 25 em .liante o processo de instruccao da fal-
lencia de Antonio Jos de Azevedo, declarada pela
-en:,..ira folhas 6, delle consta o exame de II. 31, pe-
lo qual se moslra. Primcro, que uo obstante es-
larem sellados e rubricados os livros de que all se
faz menoiU). achar-sc com ludo escriplurados com
regulalidade, sem vicio, erro ou defeilo algum. Se-
gundo, que dos mesmos livros se nflo p,ie colligir
cousa ou mesmo presumpi-flo de culpabilidade na
fallencia, nolando-se delles como umdos motivos ou
causa da mesma fallencia, a falla de recebimenlos
em relacao aos paucos fundos do eslabelcciinenlo.
Nflo fornecendo o exame a folhas prova de algdmas
cousas a bem das referidas que pndessem dar lugar
a fallencia, procedeu-se na forma do artigo 818. se-
gunda parto do cdigo, acerca da indagarlo dessas
cousas, as quaes se mmtram serem as mesmas que se
allegam na pelirflo defilhas2, segundo ot depoi-
m,mi os do fl. 34 e fl. 35. Combinada esla com o que
resulla do referido exame a folhas com o documento
junio de fl. 37, e com o silencio e nenhuma inter-
ven, i,, dot credores, como se v dot autos, torna-se
evidente que contra o fallido nflo existo cousa al ju-
ina suflicenlc, que deve ou mesmo possa qualifirar
a quebra na segunda ou lerceira especie de que Ira-
la o co.lijo nos rticos 800 e802,ainda metmoqueex-
islaa falla de sello c de rubrica dos livros. porquanlo
apezar de que o ,-apitulo 2.", titulo 1. do cdigo se
ilisereva das obrigaees cominuns a todos os commer-
cianles, e emende que visto dos arTtaoi 21 a 25,
combinados com o arligos 4 e 9, esta obrigacao he
imposta aoscommercianles matriculados, o que mais
claramente se deduz das expressoea Ao- arligos 15 e
95 do regulamenlu numero 7:18, qle liram toda a
duvida a respeilo, e scudo mesmo admit da c exten-
siva esta obrigagao, os commcrcianles nilo matricu-
lados, nao se sesue que da sua simples inobservancia,
tmenle deva resultar a m f do fallido, a favor do
qual militan] circumslancias e provas altendiveis co-
mo fica demonstrado c consla dos aulos. Porlanlo
qunlifico e jnlo cazual ou simples a quebra do com-
merrianle Antonio Jos de Azevedo, afim de produ-
zirseus devdos cITeitos e proceder-se nos tormos
marcados peto artigo 812 do cdigo como mando se
proceda, e pague o mesmo fallido as cusas. Reci-
to 18 de selembro de 1851. Custodio Manoel da
Silca Guimaraes.
E nada mais t* coolinha em dita sentenca aqui
copiada do proprio original ao qual me reporto, c
vai a presento sem cousa que duvida faca, conferida
e concertada subscripta e assicnada ncsla cidade do
Recife aos 26 de selembro de 1851: subscrevi e as-
sianci em f de verdade. Pedro Tertuliano da
Cunha.
dia cima declarado pelo meio rtia, compet(Q(emin-
le habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presante e
publicar peto Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de l'crna'
buco 23 de selembro de 1854. O secretario, ^iV-
tohio Ferreira da AnnvnciarSo.
Clausulas especiaet para a arremataco.
Marco Doria......
Principe Borgit.....
Angelo filho de Ghigi. .
Liiigi amigo de Angelo. .
Berluccio, criado de Ferra-
go....... .
Maranno, discpulo de i.lii-
Mandes.
o Sena.
A Sr. D. Oral.
Os Srs. Pereira.
Monleiro.
1. As obras dos reparos de 1,060 bracas cor- K{ esbirro. .
nles da Estrada do Pao d' AI lio, far-se-hfo de cout 1. bomcm do povo
2,o i ilo.
liffecliro da nacegaciio mercante a vapor cm Ingla-
lerra.
Um documento, apresentadn pela adminislracjlo
ingleza a cmara doscommuns, e que acaba de ser
impresso, foruece os dados de podermos appreciar
o descnvolvimenlo, que lem lomado a navegacao a
vapor no reino unido, he a tendencia progressiva
dos conslrulores inglezes, para substituir o ferro
madeira, e a hlice s rodas.
O numero dos vapores inscriptos no I. de Janeiro
de 1851, no regstrn da matricula, sobe a 1375, com-
portando conjuurtamenlc 218.623 toneladas ( o es-
paco das machinas vem dcduzido nesla cifra da lo-
nelajeni. )
Londres conla pela sua parle 407 navios, o que
coi responde a perlo de um Ierro da lolalidade ; mas
deve nolarse que um grande numero de navios ma-
triculados em Londres cslflo defacto ligados a oulros
porlos. Pode citar se, para oxeante, os navios da
Companhia peninsular e Orieulal n cujo ponto de
partida be Soulamptoii.
He ainda necessario observar que aqtielles sao lo-
dos navios do alto mar, porque a navejaeflo do Ta-
misa oceupa urna llotilha de pequeos vapores de
iraca lonclagcm, e cujas carreiras se eslcndem desde
Freenwich a Gravcscnd.
No tolal citado de 1,375 vapores, Inglaterra pro-
priamente dita conla l,0i7 com 174,672 toneladas,
a Escocia, 207 navios com 4.1,727 toneladas, e a Ir-
landa 121, cora a' tonelagem tolal de 30,224.
Sobre esta mesma cifra (olal de ffB75 navios, con-
tam-se 980 construidos cm madeira, 2n."i em ferro,
155 movidos hlice, e 1,220 (clas rodas do paz.
0 pi imeir.i navio de ferro a vapor foi construido
cm i .ou l.e- para a uavegarao fluvial, e dato de 1838,
mas e sobretodo a parlir de 1848, que as conslrac-
cocs em ferro comecaram a substituir as conslruc-
coes de madeira.
A applicacao dn hlice he recento : nao remonta
a mais,le 1850. Osdousprimeirns vapores,aosquaes
se applicou esto modo de propulso, sahiram quasi
simultneamente dos eslaleiros de Clde e do Tamisa
porlanlo Ibes peco que nato cncontrem em minhas deremos conseguir esles beneficios para o paiz senao
observarses veneno de qualidade alguma, ese por depois de ler sido observada a mais severa economa
acaso alguma exprtssflo sollci com o carcter de mais
leve ollensa, de muilo bom grado a retiro.
Urna voz : Entilo bem.
O Sr. Serra: Islo he muilo louvavcl da parle
do nobre depulado.
O Sr. Augusto de Oliccira : Nao sou capaz,
Sr. presidente, de insultar a pessoa alguna, reliro
inleiraraenle a expressao. Goslo de respeitar aos
meus collegas, afim de ler direilo a que me respei-
lem lambem. (Apoiados.)
OSr. F. Octaciano: Quaudo quizar dizer al-
guma cousa seja especializando, para que se lhe pos-
ta responder, e nflo com generalidades, que com-
prehende a todos, como honlem se fez. O nobre de-
pulado comprehende o que qqpro dizer.
O Sr. Augusto de Oliccira: Todava, Sr. pre-
sidenle, eu enlendo que a applicacao dos principios
que ha puco enunciei eslao sujeilos a certas regras.
Nao lenho duvida em conceder toda c qualquer me-
dida que o governo julgr convenienle, comquaiilo
que me declare que ella he essencial para a marcha
da administraran publica, porque ncsle caso prefin
volar por urna medida, ainda que me pareen menos
justa, do que conenrrer para derribar um minislerio.
que enlendo que esl no caso de poder fazer servi-
tos ao paiz. (Apoiados.) Mas neslas quesles de a-
diamenlos, de reformas de cslabelecimeiitos, e oulras
du mesmo genero, hei de volar conlorme os dicta-
ntes da minha conscienca, sem me embaracar com a
opiniflo do governo. Anda diso mais, se o nobre mi-
nistro do imperiodisser que faz quesillo de jalne-
lo desta de que se Irala, se declarar que assra foi re-'j
solvido em conselho de miuslros, en volarei em fa-
vor du projeclo da nobre commissao de instruccao
publica, porque sendo eminentemente, ministerial,
nao me quero apartar do governo por lima queslao
que, posto a julgue imprtanle, lodavia nflo he suf-
hcienle para que possa determinar a queda do mi-
nislerio.
Mas se o nobre ministro nflo fizer esla declararan,
ha de permillir que eu vote como entender conve-
niente, cniquanto S. Exc. com as suas luminosas rc-
llexoes nao me convencer do erro ein que possa es-
lar ; porm eu nao julgoquoos ministros devam fa-
zer ilo suas velleidadcs quesles de gabinete, mr-
mente quando vejo alguns ministros faltaran ao que
devem a alia posirflu em que esUto collocados.
Supponho, Sr. presidente, que ludo quanlo lenho
dito nao dar direilo a alguem a cunslilur-se oulra
vez nesla casa apostlo da sciencia, ou orculo das
arles; quero que se fique bem cerlo ncsle ponto,
porque nao .tosejo passar pelo mesmo dissahnr que
passei antea de honlem ; supponho que o nobre mi-
nistro do imperio, e os illustrcs membros da com-
missflo de inslrucrao publica serilo generosos, apo-
sentarn os seus argumentos, procuraro pulverisar
as opinan- que Iculiu mullido, mas respcilarflo a
minha conscicncia. E quando o nobre ministro quei- |
ra dizer alguma cousa cm beneficio dessas imporlan-
les malerias do ensino a cargo da academia das bel-
las arle-, supponho que dir alguma cousa de novo,
que excitar applausos ceraes.
1C se o nobre ministro quizer levar o esludo das
malhemalicas (que faz parle lambem, segundo o meu
projeclo, do ensino a cargo dessa academia) litara
a que lem direilo essa sciencia, supponho que nflo
nos dir aqui algumas verdades,, mas que por serem
sabidas de lodo o mundo nflo passam de verdadeiras
banalidades. Todo o mundo sabe quo as malhemali-
cas couttitacni urna sciencia la mais elevada mpor-
liincd, lodo o mundo sabe qual he a gloria de La-
place e de Newton, nomes ciUidos por uina pessoa
ncsla casa; se o nobre ministro quizer dizer alguma
cousa em favor das malhemalicas, devor elevar
mais esla sciencia.
O Sr. F. Oclariano: Islo he que he querer in-
trgar os dous minislros com habilidade.
O Sr. Augusto de Oliceira : Eu insisto ncsle
poni, Sr. presidenle, porque a cmara vio que eu
lvc a ousadia de novamcnle repelr nesla casa que
as malhemalicas nflo cram mais necessarias para a
parle liberal das bellas-arles do que oulras scienrias
que menconei, e que o ensino daquella parle das
malhemalicas necesaria para as lillas-arles devia
eslar a cargo dac>dera, a cuja materia ella mais in-
leressa, que era a de archileclura.
Porlanlo, se alguem me quizer responder lome
COMMERCIO.
PIUCA DO RECIFE 27 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
C.olacoes .iniciaos.
Hoje nao houveram cotacOcs.
Al-FANDEGA.
Rendimento do dia I a 26.....263:8825337
dem do dia 27........11:7799880
275:6625217
na distribuieflo dos dinheiros pblicos. I.embro c-
mara quoaproveilc as licoes que nos d a historia.
Senliores, se o secuto do grande re Luz XIV foi
lodo mageslosu e snmpluoso, e rom elle lano se ce-
lebrisaram as arles, sciencas e ledras, foi porque
anuos anteriores se havia assenladn no Himno da
Franca esse grande rei Henrique IV,o qual, ouvin-
do os consclhos do mmorlal Sully, soubc organisar
as ti naneas de lal modo que legou aos seus succes-
sores um futuro rheio de gluria e de grandeza para
aquellc paic. A' vista, |,.,|., .te ludu quanlo tenho
exposto, se os nobres depulados aspiram an engran-
decimenlo da arle cnlre nos como lucio de prospe-
ridado para o paiz, devem principiar por lerem loda
a economa, devem comear por ilutar o imperio de
oulros melhoramentos, que ten lem a promover a
sua prospendade ; e quando, Sr. presidenle, o com-
mercio entre nos e a agricultura furem elevados ao
grao de prosperidade a que lem direilo, fique a c-
mara descaurada que sombra dessa prosperidade
lambem ha de nascer a glora das arles, das sciencas
e das ledras.
Mas, Sr. presidenle, nunca conseguiremos csse
grande beneficio para o nosso paiz, marchando pelo
Irilho errado cm que tomos caminhado. Nflo lie aug-
mentando s as vanlagent c inlercsses do funeciona-
lismo que o nosto paiz chegar ao apogeo de gloria.
Emquanlo virmos o nosso ornamento de 31 mil con-
tot de receila. com a cousjgnacflo da nicsquinha
quanlia de 500:0009 para melhoramentos maleriaes,
e ludo o mais para o pessoal, nada se ponera, conse-
guir ; mas quando a Ierra ou a quarla parle da ren-
da do eslado for applicada para esses melhoramcn-
lot, fique a cmara descansada, que as arles bao de
ler o devido esplendor.
Por ullimo direi, Sr. presidenle, que enlendo que
(levemos ler economa, enlendo que o governo ac-
lual deve ser fiel observador desses principios de e-
conomia quo o nobre ministro da marinha ad.licio-
nou ao programma ministerial, o que ha poucos illas
foram confirmados pelo Sr. presidente du runsclhn,
e que o gabinele aclual, presidido romo se acha por
um dos homens mais eminentes do paiz, leudo em
seu seio cid.id.los muilo conspicuos c illuslrarios, a
quem presto o maior respeilo c acatamento (embo-
ra por um ou oulro cu nflo possa ler o mesmo sent-
mentol, pode fazer grandes bcnclrios ao paiz ; po-
rm he preciso que elle siga esses principios de eco-
noma como um dogma, do qual nunca se arrede.
Se fr esla a linha de conduela do governo, eslou
que I maioria que o apniar ha de cobrir-sc de glo-
ra conenrrendo para a prosperidade e engraudeci-
mentu do nosso paiz. Tenho concluido.
Li-se, e sendo apoiado entra conjunclamcnlo cm
discussao o seguinle projeclo substitutivo aprsenla-
do pcloSr. Augusto de Oliveira:
Fica u governo aulorisado a reformar a aca-
demia das bellas-arles observando as disposces se-
guinles :
1 A academia compor-se-ha de 6 cadeiras, en-
carresadas do ensino das malcras seguinlcs :
Ia Pintura historio! o paisagem,
a 2a Etculplura de figuras e rnalos.
o 3a Gravura e desenho elementar.
4a Archileclura. geometra c perspectiva.
5a Desenlio applicado mecnica.
a 6" Malhemalicas.
2 Quando o servios publico exigir, crcar-sc-
bflo mais as duas seguintes cadeiras :
Ia Archeolngia artislica.
a 2a A nal.iini.i plivsiologica das paitos c noriies
geracs de sciencas naturaes.
o 3a Cada professar lera o ordenado de 1:000* e
.5005 de gralilicacao, c n que for nomcado director
perreber mais a gralifiracao de 1003.
|a A academia funcionara como cslabcleci-
menlo de iuslruccflo secundaria debaixo das condi-
eoes pro-cripta* peto decreto de 17 de fevereiro de
1851, e segundo os uuvos estallidos que forera or-
ganizados.
Dsscarregam Itoje 28 de selembro.
Barca francezaPernambucomercaduras.
Barca porluguezaMara Josdiversos gneros.
Brigue hamburguezOlindafariuha de trigo.
Importacao'.
Hiato nacional oco Olinda, vindodoCear, con-
signado a Tasso -\ Irmaos, manifeslou o seguinle .*
2 caixas velbulina de algodo, 1 dita filas de vel-
ludo c chales de seda, 4 ditas sellins c apparelhos,
8 dilat apparelhos de porcelana para janlar; a Tas-
so A Irmos.
12 tornos de linas americanas, 691 saccas milito,
56 ditas arroz ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia I a 26.....11:7803992
dem do dia 27........ 1573290
11:9:183282
LMVERSAS PROVINCIAS.
Kondimonlo do dia I a 26..... 7583796
Ideu: do dia 27........ 9j50
7683216
formidade com o ornamento e perfis approvados pe-
la directora cm conselho, c ..presentado i appro-
vacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 5:3295830 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no
prazo de 15 dias e dever conclui-los no de 3 me-
zes ambos contados na forma do arl. 31 da le pro-
vincial n. 286.
3.' A importancia desla arromalacao ser paga
em duas prestacijes iguaes: a 1.a quando esliver
fela a metade da obra e a 2.a, quando esliver con-
cluida, que ser logo recebida definitivamente sem
prazn de rcsponsabilidade.
4" O arrematante excedendo o prazo marcedo
para a cunclusau das obras, pagar urna mulla de
cem mil rs. por cada mez. embora lhe seja concedi-
do prorogac,,lo.
5.a O arrematante durante aexecucao das obras,
proporcionara transito ao publico e aos carros.
(>. O arrematante ser obrigado a impregar na
exccuc.lo das obras, pelo menos melade do pessoal
de gente Ivre.
7.a Para ludo o que nflo se adiar determinado
as prsenles clansulas nem no ornamento, seguir-
se-ha o que dispe a respeilo a le provincial n. 286.
Conforme. O terciario, Antonio Ftrreira da
Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda
manda fazer publico, quo peanle a mesma thetuu-
raria, no dia 30 do corren te a urna hora da larde se
hflo de arrematar a quem maior preco ofierecer, 35
cavados pcrtcnccnlea a companhia fixa decavallaria
de linha, e que pelo seu estado nao podem continuar
a servir na mesma companhia; os prelendenles ll-
venlo comparecer na casa da referida reparlirflo no
dia e hora indicados, podendo da mesma companhia, os que desejarem examinar
antes us cavados annunciados, que no da da arrema-
tacao eslano no largo do Collego.
Thesouraria de fazenda de Pernambuco 27 de se-
lembro de 1851. O odicial-roaior, Emilio Xavier
Sobreira de Mello.
O Dr. Custodio Manoel da Silca Guimaraes. juiz
de direilo da primeira vara do commercio, nesla
cidade do Recife de Pernambuco por S. Mt I. e
C. o Sr. D. Pedro II, que Deo guarde etc.
Faro saber aos que o presento cdilal virem qne
a rcqiicrimento do fallido Domingos Jos da Cosa,
se acha por'este juizo aberta sua fallencia pela sen-
lenca do llieor seguinle :
, A vista da expsito couslanlc da petizo fl. 2,
declaro aberta a fallencia de Domingos Jos da Cos-
a, estahelecido com toja de miudezas na ra do
Queimado n. 57, Qxo o lermo legal da mesma fal-
lencia do dia 1 do correnle mez.
Ordejio que se pouham sellos em todos os bens li-
vros e papis do fallido, e nunieio para servir de
curador fiscal o credor Victorino .de Castro Monra,
que prestara peanle mim o juramento na forma
da lei, expedindo-se desde ja ao respectivo juiz de
paz, copia autentica desla senlenca com aparticipa-
rflp do curautor fiscal,nomeado para proceder a apo-
sirao dus sellos ; e pague o fallido as cutas. Beci-
fe 31 de agosto de ti851.Custodio Manoel da
Silva Guimaraes. Em cumprimenlo do que Indos
ot credores presentes do referido fallido comparc-
Qam em casa de minha residencia na ra da Con-
cordia n. nu dia 30do correnle mez pelas 10
horas da manbfla, afim de proceder-so a nomeagao
de depositario ou depositarios, visto nao lerem com-
parecido na primeira reun i... que hflo do receber c
administrar provisoriamente acasa fallida. E para
que crteguo a milicia de lodos, mandei passar o pre-
sente que ser publicado pela imnronsa e aflixado
nos lugares designados no arl. 129 do regulamcuto
n. 7 -ts .le j", de raiveinl.ro de 1850. Dado epata-
do ncsla cidade do Recife aos 27 de selembro de
1854.Eu Manoel Jos da Molla escrivao o subs-
crevi Custodio Manoel da Silca Cuimaraes.
0 Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da 1^ vara civel nesla cidade do Recife do
Uernambuco por S. M. I. ele.
Faro saber aos que o presente edita! virem, que
achando-sc vago o ofticio de depositario geral desta
cidade, foi por ordeus imperiaes mandado por a con-
curso, segundo me communicou o Exm. presidenle
da provincia por oflicio do 23 do correnle mez, pe-
lo que convidam-se os prelendenles a apresenlarem
seus rcquerimenlosno prazu de 60 das, devendo ser
ditos requerimentus assignados pelos prelendenles,
ou teus procuradores, acompanhados de folha, cor-
rida, certidao de idade, de exame do sufliciencja,e
dentis documentos que enlendercm convenienlcs,
sendo lodos devi I iniiyile selladus, segundo o dispus-
lo nos arls. II c 14 do re jii lamen lo n. 817 de 30 de
agosto de 1851.
E para que chegue a noticia de todos mandei pas-
sar o prsenle, e oulros quo serio afiliados nos lu-
gares pblicos de cada urna das 4 freguezias, sala
das audiencias, e publicado pelo jornal por e-paco
de 3 das succestivos.
Dado c pastado nesta cdade do Recife de Per-
nambuco aos 27 de selembro de 1851. Pedro Tertu-
liano da Cunha escrivo o cscrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimaraes.
Manoel Joaquim da Silva Bibeiro, fiscal da freguc-
zia de S. Antonio do Bccife, ele.
Faz publico para conhecmento de quem inleres-
sar possa, os arls. abaixo transcriptos das posturas
muuicpaes cm vigor.
TITULO III.
Arl-. 3. Nenhum morador toncar, nem mandar
laucar nat ruat ou lugares pblicos que nflo fm em
para esle fim desuados, lixos, inmundicias ou qual-
quer cousa que posa incommodar, ou causar dam-
no ao publico: os infractores serto multados em
23000 rs.
Arl. 5. Ninguem poder lanzar agua limpa na
ra das varandas abano, e mesmo a noile s o po-
dera fazer depois das II horas : os infractores alm
do damno quecausareui, -erao mudados em 0Q000
rs.. e se a agua for suja ein lee la, pagarflo a mulla de
123000.
TITULO IV.
Arl. 15. Todos os acouguet se fecharao no vcr.lo
as 4 horas da larde, c uo invern s 6 : os infracto-
res serao multados em 109000 rs.
TITULO V.
Arl. 5. Depois quo acamara municipal designar
os lugares para nelles se fazer o deposito das im-
mundicias, os que as lancarem tora desses lugares, o
presentemente as nao lancarem ao mar, pagarao a
mulla de 43000 rsv As vasilhas nas quaes se condu-
zirem as inmundicias serao coberjas e lavadas depois
do despejo, e nao se poder fazer esle serviro desde
a- horas da manlia i al s 9 horas da noile, sob
pena de pagarem a mulla de 23000 rs. Exceptua-
se o despejo de aguas delavagens de roupa, casa e
cozinha, assim como lambem o lixo.
Os lugares marcados para despejo nesta fregucza,
silo os seguintes: Porto da ra de S. Francisco, ou-
(i ora Mundo-Novo, caes do Bamos junto a ribeira,
e pbrto do Pociuho; sendo iiileiraincnle prohibido
fazer-sc despejo em oulros lugares.
1 E para que das disposicoes cima expendidas 1c-
nhaiu o devido~EOlilli!iiieiilo fae,.o publico.
Freguezia de S. Antonio do Recife, 26 de selem-
bro de 1854.O fiscal, Manoel Joaquim da Silca
Ilibeiro.
Squimcr.
s Sebasliao.
Santa Roa.
Pinto.
3." dita.....: a Bozcndo.
Esbirros c homens do povo que nnn fallara ele,
"O 1." acto pasa-se junto Palermo.O 2., 3.
4. e 5.oem Roma.poca do 1480 a 1485.
V Denominacao dot actos.
1. Um qu-dro de Ghigi.
2. As duas virgens.
3. O DouloiX.
4. A jusiica o's homens.
5. A jusiica deHleos.
Ser decorado o drama de vestuario e scenario ap-
propriado, urna nova vista de sala ornada de qua-
dros ser apresontada cm um dos actos. Asocieda-
de dramtica confia lanto no mrito do drama, que
em scu abono nada diz, e aguarda do Ilustrado pu-
blico desta capital Inda a ju lic,a a primeira produc-
cau de um moco que encela... carreira dramtica na
qual d grandes esperanr.as de' ser um dos primei-
ros alores, apresenlanlo um crama desla ordem
que merecen os elogios e approvcao do Sr. Bcbello
da Silva, um dos primeiros Iliteratos de Portugal.
Terminar o divcrlimenlo com a engranada comedia
em 1 acto intitulada
NA CASA DE POUCO PAO' TODOS SE QUEI-
XAM NINGUEM TEM RAZAO'.
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS-
RECEBEDOUA DE RENDAS INTERNAS GE-
BAES DE PEBNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 20.....23:002*525
dem do dia 27 .......7033659
23:7060181
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 26......16:5553008
dem do dia 27........55l?562
17:I06570
MOVTMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 27.
Camaragibe2 das, hiato brasileiro oco Destino,
de 21 l.mela.las. meslre Eslcvflo Ilibeiro, equipa-
gem carga madeira, arroz e cooros ; a Jos Ma-
noel Marlins. Passageiros, Rnsclino Jos Severo,
Ilenry Alfred Rottlcr, Angelo Jos de Mnura, Jo-
s Francisco dos Santjs, .toan Alves de Moura.
Barcellnna16 dias. brigue hespanhol F.duarao, de
171 toneladas, capillo Joflo Gealpy, cquipagem 13,
carga vinho cmais gneros ; a Viuva Amorim &
Filho. I'ieou de quarcnlena por 6 dias.
Nucios suhidos no mesmo dia.
l'ar.ihiballiate brasileiro Cenceiriio de Mara,
meslre Francisco Justino Valenlim, carga varios
gneros. Passageiros, Manoel Marques Camacho,
Joaquim Marques Damasio, Jos Francisco dos
Santos, Antonio Jaciulho de Medeiros, Manoel
l.ins de Albuquerque.
liba de tornando Patacho nacional Pirapama,
rominand .ule Gamillo de Lellis Fousera. Passa-
geiros, 1". cadete Julio Cesar Pessoa de Saboia,
2. sargento Manuel Freir Marino, cabo de esqua-
dra Jos Gaspar da Conreicfln, F'rancisco Xavier
dos Santo", Lourcneo Jiislni.ino de Sania, Manoel
dot Pastos Begis, "Jos Joaquim de Sant'Anna,
Prxedes da Silva Guarni, Mara Manoela de Je-
ss, Mari Pereira da ConceicSo e 2 lilhos meno-
res, Maria Franeisra da Cuneciclo, Mara ilo Or-
ino da Soledadc, Maria Leopoldina da Cunha.
Maria Joaquina da Conceicflo e 4 filhos menores,
10 presos de jusiica inclusivo urna inulher.
^DIAES.
or 5.a As sobras du crdito j volado para a aca-
demia serao applicadas acquiscflo de quadros dos
artistas das diversas naces da Europa.S. a B.
Augusto de Oliceira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em rumprimcnlo da ordem du Exm. Sr. pre-
sidenle da provincia de IS do correnle, manda fa-
zer publico que peranlc a junta da-fazenda da mes-
iii i Ihesouraria, se ha de arrematar no dia 19 .le
nululiro proximn vindouro, a quem por menos fi-
zer, a obra dos reparos urgentes de 1.060 lira ras
corrcnlct na 1 parto da estrada do Pao d'Alho,
principiando 60 bracas antes do marco 2,000 bra-
cas e terminando no de 3,000, avahada em rs.
5.3298830.
A arremalacflo ser feila na forma da lei "pro-
vincial n. 313 de 15 de maio do correnle auno, c
sob as rlausulas especiaes ahaxo copiadas-
A passoas que se propozerem a eila arrematarlo
ciupjiecam na sala das sestees da niesrua junta,'uo
DECLARACO ES.
Parlem hoje (28) ao meio dia correios para a
cidade de Olinda, Gnianna, Santo Anulo c Rio Gran-
de do Norte ; e para as villas, de Ouricury, Ex,
Boa-Visla e Bella.
Pela mesa ilo consulado provincial se nnun-
cia. que o Irimesto ,-iddiconal do vxerciciu tic 1853 a
1854, espira no ultimo do crrente, rcculhcndo-sc a
respectiva Ihesouraria nessa poca todos os livros
pcrlencenles fl semelhanle exercicio, para serem cx-
ecutados os cunt buinles : a-sim pois avisa-se a
todos que dcixaram de pagar dcimas e oulros im-
postas, que concomito a pagar seus dbitos al o dia
ullimo do mez cima mencionado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcro convida aos se-
nliores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do 1.a 15 de outubro
do corren te auno, mais 30 0(0 sobre o
numero das accOes que Ibes foram distri-
buidas, para levar a elFeitoo complemen-
to do capital do Banco, de dous mil con-
tosdereis, conforme a resolucao tomada
pela assemblea geral dos accionistas de 2(i
de selembro do anuo provimo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
1854.O secretario do conselho de direc-
caoJ. J. de M. Reg.
r
!
, -.
-.
.' '
SOCIEDAUE DRAMTICA IIPREZARIA.
0. RECITA DA ASSIGNATDKA.
Sabbado 30 de setembro de 1854.
Depois da execuejio do una etcolMda ouvcrlnra
lera principio a represenlai;lo do nnvo e prc-cxcel-
lenle drama original porlugtiez, dividido cm 5 actos
o qual se intitula
GHIGI
OU
0 01 ADRO DA SAm VIRGEN.
Compnsto pelo Sr. Fraucisco Gomes de Amorim.
I'raonaicn. Adores.
Ghigi, pinlor italiano. Os Srs. Costa.
Antonio Ferragio, lidalgo de
Palermo,...... Rei*.
Ceara' Maranho e Para'
com destino aos portos cima
deve seguir mu i brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
vo e mui vefeiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
giyico andar, ou com o capitao a bordo.
* ACARACIT E GRANJA.
A estes dous portos pretende seguir o
hiate Fortuna, capitao P. Valette, Fi-
lho: quem no mesmo cpiizer carregar sir-
va cntender-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C., na ra do
Trapiche n. 16 segundo andar.
A venda,
O lindo e muilo velciro patacho Clemenlina,
lolacao 137 toneladas) recen temen le chegado do Rio
Grande do Sul, cora um carregamcnlo de carne sec-
ca para onde linha desle porto condiizido oulro car-
regamcnlo de assucar; vende-se cora toda a raaslrea-
.;io. veame, marame, amarras e ferros, e com todos
os ulencilios e perlenccs, lal qual se acha prompto
para emprehender nova viagem, mediante algum
pequeo reparo; o.t prelendenlesdirjam-seaoagen-
e de leiles Francisco Gomes de Oliveira.
Para a Babia.
Saliiri em muilo poucos dias o moito veleiro pa-
lhabote nacional Dous Amigos, o qual lem parte de
sua carga prompta, recebe o resto a frele e Irata-se
com seu cousignalaro Antonio Luz de Oliveira
Azevedo: na ra do Oueimado n. 9, ou com o capi-
tn na |.rara.
Pata a Babia sahe na presente se-
mana o bem condecido e veleiro hiate na-
cional Amelia, por ter a maior parte de
seu carregamento prompto ; para o resto
da carga e passageiros, trata-se com No-
vaes & Companhia, na ra do Trapichen.
31, ou como mestre Joaquim Jos Silvei-
ra, no trapiche do algodao.
Aracaty.
Segu no dia 30 do correnle o palacho Sania
Cruz ; para o resto da carsa, ira la-so com Caelano
Cyriaco da C. M., ao lado do Corno Santo, toja
n. 5. _
Vende-se urna han-ara denominada Nalalense,
bem construida, de I1 a 26 caixas, pouco mais ou
menos;a tratar na ra da Cadea do Keeife n. 56,
loja de ferrasen* de Francisco Custodio de Sampaio.
Para a Babia sahe nestes dias a su-
maca Rosario de Maria por ter seu car-
regamento prompto, ainda pode receber
alguma carga ; trata-se com os consigna-
tarios Novaes.& Companhia, na rna do
Trapiche n. r>i, ou com o capitao no tra-
piche do algodao.
COMPANU,IA BRASILEIRA DE PAQUETES DE
VAPOR.
O vapor brasileiro S.
Salcador, commandan-
lo o primeiro lente
Santa liarbara,espera-
se dos porlos do norte
no dia 28 do correnle, e no dia seguinle ao da sua
chegada seguir para Mace, Baha e Rio de Janei-
ro. Agencia na ra do Trapiche o. 40, segundo
andar.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLEZES
A VAPOR.
No dia 1. de
outubro espe-
ra-se da Euro-
pa um dos va-
pores da com-
panhia real, o
qual depois da
demora ilo cos-
lum seguir
para o sul: pa-
ra passageiros, Irala-se com os agentes Adamsnn Ho-
wie & Companhia, ra dn Trapiche Novo n. 42.
N. B. As carias para os porlos do imperio enlre-
gam-se no correio geral, as para o Ro da Prata no
consulado inglez, uo Trapiche Novo n. 12.
O brigue Sagitario sahe para o
Rio de Janeiro no dia 29 do corrente, e
s recebe passageiros: trata-se com Ma-
noel Francisco da Silva Carneo na ra
do Collegion. 17, segundo andar.
LEILOES
Manoel Joaquim Ramos e Silva far leilao por
inlerveocao do agente Oliveira, por mandado do
Illm. Sr. Dr. juiz de direilo do civel e do commer-
cio. c por cotila c risco de quem pertencer, do pata-
cho nacioual denominado Ilermma, com todos os
seus perlen.es, tal qual se acha ancorado ncsle por-
to ; e declara-se que ser toda a venda com o aba-
tllenlo da quinta parte da sua nvaliacao, segundo o
ulterior despacho do referido Illm. Sr. joiz : sexla-
fcira, 29 do correnle, as 10 horas da manto.,, em
ponto, porta da as LEILAO' DE LrQULDACAO'
Se\ta leira 29 do corrente as 11 horas
da manhaa em ponto o agente Roberts,
fara'leilfionoarmazemde Migad Carneiro,
na ra do Trapichen. 38 de todos os obj ce-
los que se acham no mesmo, assim como
tambem carros de quatro rodas, cabrio-
lis, em muitobonsestado,quevalem a pe-
na quem tivervontade de virao leilao.pois
que nao havera' to boa occasiao.
QU1NTA-FE1RA 28 DO CORRENTE.
Leilao extraordinario c ultimo, que faz
o agente Borja, no seu armazn sito na
ra do Collegio n. 1-V, a's 10 horas da
manhaa, dos objectos existentes no mes-
mo, sem limite algum, por estar decom-
mun. accordo com os seus proprios do-
nos, e cm consequencia de mudar-sefire-
vemente para outro armazein, os quaes
objectos estarao patentes no armazem ci-
ma mencionado.
AVISOS DIVERSOS.
Esta typographia precisa de um distri-
buidor para o Diario, e prelerc o que
servisse cm primeira linha.
Aloga-se um uplimo moleque proprio para scr-
\ico de casa e ra, pelo preco de 109000 rs.Snen-
sae>, sob condijao de dormir em casa de scu senhor :
uo lamo da matriz da Hoa-VisU, sobrado n. G.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do l.ivraineulo lem urna caria na liviana ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Cnuduz-se trastes, madeiras, ou oulros quacs-
quer objectos em canoas, para qualquer arrabalde
tosa cidade, com a devida seguranza e preco muilo
commodo : a tratar na ra de Santa Rila n. 60.
Quem quizer se encajar para locar tambor e
piHino, mesmo aprendendo, para o Icrceiro balalhao
do infamara da guarda nacional, apparera na ra
Nova ii. 63.
A directora do collegio da Conceicao
para educarao le meninas, annuncia aos
pais de familias, que o collegio se acha
lunecionando com o meihor proveito,
tpie era de esperar, assim como ella se
acha na especia ti va collegio aquellas meninas que lhe foram
promettidas.
Na ra de Horlas sobrado n. 66, pre-
cisa-se de urna ama, e paga-se bem, cato
agrade.
Precisa-se de um criado para casa de
urna pessoa solteira que nao exceda de 18
annos de idade, preferindo-se estrangei-
ro: a tratar no caes da Alfandega n. 7.
Precisa-se de Urna pessoa que (ja hbil para
ensinar a escriplurar.io de livros commerciaes, lan-
to em partidas simples como dobradas : quem se
adiar neslas circumslancias, aununcie por este
Diario psra ser procurado.
Precisa-se de nm homem capar, Irabalhador
de enxada, c que entenda de plantar ctpim : a fallar
para esles servicos no primeiro sillo da estrada dos
Alllirlos do lado direilo.
Rosposta ao Sr. Manoel Ipuclo d'AtUia.
O annuncio do Sr. Manoel Ignacio d'Avilla, pu-
blicado nesle Diario de 26 e 27 do correnle, nao
pode empecer a arremalacaojudicial dos sobrados da
Iravessa dos Remedios, perante o juizo de orphos,
annunciada para o dia 29,por ser lesiva e manifesta-
mente nnlla a compra particular feila peto mesmo
Sr. : I.,porque sendo a viuva de Joaqnim Antonio
Ferreira de Vasconcellos, apenas administradora a
nao senhora desses prediosqueforam adjudicados para
pagamento dos credores do seu casal,na respetiva par-
lilha.nao podia vende-tos como propriedade ana; 2.,
porque he falso ter inlervindo nesaa venda particu-
lar, aulorisarao do juizo com audiencia, e accordo
dos credores, que eram os verdadeiros inleressados;
3., porqne he falso, que os Srs. N. O. Bieber & C.
recebessem quanlia alguma como produelo dessa ven-
da: ..porque pelo contrario, logo qne conatou que
a mesma viuva pretenda faze-la semsciencia dos cre-
dores, reqoererara esles nlimacito-judicial a lodos os
(abeliaes existentes nesla cidade, para qne nao la-
vrassem escrptura de lal venda, a qual foi pasuda
com informarlo do mesmo preceito judicial ; 5.,
porque quando a escrptura foi assignsda, j aqoel-
les predios eslavam embargados judicialmente, e
consignados no deposito geral, pelo qoe nio poda o
>". vida obler legilima pos-e nelles ; lanto assim,
qo-os seos embargos intitulados de senhor e pessai-
dor correm em aoto apartado o sem snspensao da
arreuataro, por decisao do inlegcrrimo tribunal da
relafu: o que ludo consta dos autos de inventarlo
do finad* Vasconcellos, exisleotes no cartorio dos
orphaoa, uide podcm'aer vistos. Finalmente he Sa
a araeaca en Sr. Avilla quaolo ao augmento do toro
e limitac.io >, terreno aforado, por ter comprado o
dominio direclo do solo : 1. porque sendo nuda,
como he manifest, a sua supposla acquiricSo da
posse ou domini- til, caduca cousaguinlemenle a
pretendida runsolidaoao ; -1, .porque sendo o com-.'
misso urna pena, ni.-i pode o foreiro ser jolgado in-
curro nella seno poi urna sentenfa que aiuda nio
se deu, sendo aliaren, qoe qualquer justo impedi-
mento lvrado commisu. que por ser penal he odio-
so ; e no caso de se verificar legalmente, seria o Sr.
Avilla quem leria de pagar ,s bemfeitorias do forei-
ro pelo seu justo valor, e nV> de exigir pagamento
das que fez. Como porm anmncios dejornaes, no
liram nem dao direilos, que devem ser ventilados e
apurados pelos meios competente, perante os tribu-
naes, protesta nao responder mai-, a aonuncios fri-
volos Um dot, inleressados
Quem precisar denma ama secja para o ser-
vico interno de orna casa de pouca iimilia,dirija-
sc ao becco do RosarioMi. 2.
Pergonta-se ao Sr. fiscal da frcguezi't. de S. Jos
se he permillido a alguem alravessar gneros de
primeiro necessidade no mercado publico, c^mo snc-
cedeu no da 27 do corrente, urna preta ta costa
comprar urna sacca de feijao, que nao tinba senos
de tres quartas (pela velha medida); e inslruinao-se
ao guarda desle facto, esle e o malulo chincalha\jn
o observador, a quem se lhe negou vender uro
quarta do dito feijao. > comprador e espectador. \
O R., esludante do lyceu. declara ao inters-
sado perguMador, que nem he elle o autor do sonho
impresso no sesundo numero da Camella, nem ja-
mis se inculrou como tal, como quer eniiouar o
mesmo senhor perguntador. Declara entro >im,
que, consciencioso de si como be, nunca escreveu
para o publico, nem pretende faze-lo ; deixando sem
o rBenor pezar essa gloria ao muilo alustre e tapien-
littimo tenhor interessado.
Estando a desocupar-se denlro em poucosdias,
o sobrado de um audar n. 19, cito no canto da Ira-
vessa do Lima principio da ra Imperial, quem o
pretender alagar dirija-so ao mesmo sobrado que lhe
dirn com quem pode tratar, c prnfcre-se arrendar
por annos a quem pozer na>*^negocio, para o
que he a localidade mnilo y .a.
Precisa-se de urna ar -ca casa de pouca fa-
milia, a qual seja de lions'cdsturaes e saiba cozinhar,
lavar, e engommar o ordinario : na ra das Larau-
geiras no segundo audar da casa n. 14.
_ Pedro de Assis Campos, herdeiro de sen falle-
cido pai o major Francisco de Assis Campos Cordera,
pelb presento avisa a quem ronvicr, que nao com-
prem bens alguns do casal de seu fallecido pai, visto
que estando por fimlar o inventario e Iiavendo pen-
dencia sobre a cooclusSu do mesmo quer assim pre-
venir pleitos futuros e especialmente sobr o sitio e
terreno dos Remedios.
No dia 29 do correnle mez, se ba de arrematar
em praca publica do Sr. Dr. juiz de orphaos, re-:
quer miento do administrador dos bens do fallecido
Joaquim Antonio Ferreira de Vasconcellos o se-
guinle : um sobrado de um andar e solao corrido,
silo na estrada da Magdalena, fazendo quina com
a Iravessa que vai para os Remedios; oulro dito jun-
to s Iravejado e coberlo, e mais um terreno na mes-
ma linha com alicerces para duas casas, no mesmo
correr, um terreno com 320 palmos com fundos,
lanto o terreno como os quintaes dos sobrados, com
292 palmos de fundo, lodos com frente para o sitio
do Sr. Jos Pereira da Cunha, sendo essa a ultima
prara.
Francisco JosFernandes Pires comproUa*An-
tonio Jos Gomes de Oliveira, a sua taberna sita na
ra de Sania Rita n. 5, livre e desembaraceda, fican-
do a cargo do vendedor todas as dividas a que a dita
taberna esteja obricada al esla data.
Na ra do Collegio n. 19, primeiro andar, tem
para alugar um excedente moleque, alfaiate o muilo
proprio para pagem ou criado, prefere-se alugar a
casa eslrangeira.
Desappareceu do abaixo assignado, na noile
do dia 21 para 22 do mez de selembro de 1854, no
lugar de Natuba desla cidade, um cavado tamo
poiul.o. capado, de 7 para8 annos, com os signaos
seguintes: bem gordo, tamaito medio; lera, aa
venias foveiras, urna barroquinha no col sao do
quarlo esquerdo, bem alraz: cosluma querer acuar-
se ao sahir ; com o ferro seguinle : 00 no quarlo
direilo. Roea-se as autoridades ou a quem liver del-
le conhecmento a apprehensao do dito cavado, fi-
can.lo o abaixo assicnado responsavel a justficar-se
el obrigadp as despezas necessarias para essa ar-
rtcadacil/; nadando ser proonrado cm Natuba em
casa do mesmo abaixo assignado, ou na I.agoa do
Barro em casa de Joaquim Manoel do Espirito Santo.
Cidade da Victoria 24 de^elembro de 1854.
Iloztmo Jos da Suca,
O thesoureiro das loteras, faz constar que foi
supprimida a numerario de 3,001 a 4,000 da pri-
meira parle da primeira lotera a beneficio da ma-
triz de S. Jos, era consequencia de ter sido reforma-
do o plano da mesma.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ex-proco-
rador da cmara de Olinda, que mande ou venha
pagar o que comprou para a mesma, na loja de li-
vros que cnl.lo era do fallecido Luz Roma, pois ja
se esl caneado de mandar-lhe cobrar, e declara-se
ao mesmo senhor que s deixara de sahir este no
Diario quando o senhor mandar pagar. O mesmo
se pede ao Sr. Caninaria. meslre de msica do colle-
gio dos orphaos em Olinda.
No da 25 do correnle, dando-se a um prelo
ganhadnr urna Irona de roupa lavada para condu-
cir, esto desencaminhou-se da ra das Cruzes, na oc-
casiao da passagem de um carro : quera a liver quei -
ra levar .. ra da Guia, padaria .lo Sr. Manoel.
Aluga-se na na Nova a toja o. 4, propria para
..i ina/.ein de leilao por ser urna ra de muila paasa-
-em ; a fallar na toja u. 2 com A. Colombiez.
Aluga-se urna ptima loja na na Nova, para
qualquer cslabelecimenlo, coro a sua armaeio : a
tratar rom A. Colombiez, alraz da matriz, loja o. 2.
Precisa-se fallar com o Sr. Joaquim Barbosa,
natural da Iba do S. Miguel, filho de Anna Malhil-
des Barbosa e de Sebasliao Barbosa, e para bem de
se lhe esclarecer o motivo porque he chamado ; di-
rija-se ra do Vigario n. II, ein casa de Jos An-
tonio Franca & Companhia.
Aluga-se um sitio em Sant'Anna de dentro, o
qual lem urna grande casa, eapim para 2 cavados
todo o anno, estribara e rocheira : almiar com I.uiz
Gomes Ferreira, no Mondego.
_Aloea-se por preco commodo una prensa no
Forte do Mallos; a Iralar com I.uiz Gomes Ferrei-
ra, no Mondego.
Traspasa-se o arrendamenlo da casa n. 60 do
atorro da Boa-Vista, com armario para qualquer es-
labclecimenlo, commodos para grande familia,
quintal com 2 poros e bauheiro de pedra e cal.
Aluga-se a loja junio a refinarao da ra Direi-
ta n. 10, aoudc lem sido loja de fazendas ; a Iralar
na refinarao junto.
Desappareceu no dia 24 de setemliro o escravo
de narao, de nome Joaquim, oflicial de pedreiro,
muto ladino, estatura e corpo regular, rosto com-
pridn, beicios grosso, denles limados, nariz um pou-
co afilado, bem barbado, odios grandes, mos gros-
sas, pes grandes, com algumas marcas de feridas nas
candas, cabello grande ; levou calca branca e ca-
misa de inadapolao, chapeo de bata branco, ecomo
nao leve motivos para fogir, e leve sempre boa coa-
duna, he desuppr que fosse seduzido : por isso so
previne maliciosamente a quem o livor oceullo, de*
mandar cnlreear no paleo de S. Pedro n. 2, a soa
senhora Auna Francisca de Azevedo, do contraro
viudo a seu conhdcimento o lugar cm qoe se acha
oceullo, se protesta ir sobre quem assim tenias obra-
do com lodo o rigor da lei, cobrando dias de servir
e o mais qne a lei permillir.
COMARCA DO CABO.
Pcrgunla-se ao Sr. Dr. Joao Paulo Monleiro do
Andrade, juiz municipal da villa do Cabo, qual a
lei que o aulorisa residir :l leguas distante da mes-
ma \ illa; causando assim gande detrimento e pre-
juizo as parles que litigam peante S. S.
L'm moco porluguez, de idade 20 annos, dese-
ja -se arraigar de caiieiro de taberna, al mesmo pa-
ra tomar por balanco, o qual d fiador da conduela;
quem precisar, dirija-se ;is Cinco Ponasn. 81.
__ Precisa-se de urna mullier de bota costumes
e que saiba cozinhar e engommar, para Iralar dos
arranjos internos de urna casi de pouca familia ; na
ra do Rosario n, 38, loja.
Maftu-
WMkv



7
DIARIO DE PERMMBUCO, QUINTA FEIRA 28 DE SETEMBRO DE 1854
NO CONSULTORIO g
DO DR CASNOVA,
RllA DAS CRL7.ES N. 28,
ronlinua-se vender carleiras de homeopa- 5
Ihia de 12 lobo (grandes, medianos c peque- cS
nos) de 24, de 36, de W, de 60, de 96. de 120, W*
de 144, de 180 al 118(1, por precos razoaveis, ja
desde 58000 d 2009000.
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I inliiras a escclher (entre 380 quali- H
dadea) cada vidro 19000 "r
Tobo avulsos a escollia a 500 e 300 R
Pl'BLICACAO DO INSTITUTO HOHIfcOMJllCO DO BRASIL
THESQURO HOlftEOPATHlCO
OU
VADEMCUM DO HOKEOPATHA.
LOJA L TODOS OS SANTOS.
Chegou a ra do Collegio n. |, una porcao de es-
tampas j> ein quadros dourados, que se vendem pe-
lo diminuto preco de 400 c 13280 rs., os segrales :
r*. .s. do Nazareth, Sauta Mara Magdalena, Sania
Mamara, Santa Auna, S. Ivo, Sania Tliereza de Je-
ss, Santa Polonia, S. Miguel, Sania Vernica, S.
francisco recebendo as chagas, Jess crucificado,
ftanlissimo Sacramento, N. S. da Saude, S, Joo
llaplisla, S. Eslevao S.Domingos, N. S. da Graca,
N. S. da Soledade.S. Jos, N. S. do Carmo, Santa
Jenoveva, fgida para o Egipto, Santa Martha,Sanla
(.ecilia, S. Viclor.adoracao do Sanlissimo Corarao de
Jess e Mana, adorar dos Magos, milagrosa ima-
gem de N. S., Santa Pilomeiia.Ecce Homo, S. Fran-
cisco Xavier, Santa Cruz, casamento da Santa Vir-
us* Salvador do Mundo, Santa Isabel, Sagrado
Coragao de Jess, Sania Francisca, N. S. do Bom
Conselho, S. Luir, re de Franja, M. S. da Consola-
rio, KaianadosAnjos, Sania Clara, Jess Maria e
Jos. Moizes fazeudo sabir agua do rocliedo, N. S.'
das Dores, S. Alatandre, Santa Joanna, Descimen-
t da Cruz, Aojo da Guarda, Santa Magdalena, N.
. do Kosario.
ESTAMPAS DE SANTOS E SANTAS.
Cliegon a loja de miuJezas da ra do Collegio n.
i, urna porefede estampas de Santos e Saulas a sa-
ber : Santa Cecilia, S. Joao, N. S. do Rosario, Cora-
Cao da Jess e Maria, virgem do Raciocinio, o i-
leucio da virgem, N.S. das Dores, Jess Maria Jo-
s, S. Antonio, Santa Anna, Crucificado, S. Jos, S.
Luis de Goozaga, Salvador do Mundo, ludo era pon-
to grande.
METHODO CASTILHO.
Francisco de Frailas Gamboa, vai abrir aula de
ler, escrever, e contar, pelo niethodo do Ilustre lil-
teralo o Sr. Antonio Feliciano de Caslilho, no que
se persuade fazer um grande servido a todos os Srs.
profesores, livrandc-os do granjfe eslorvo que se
upoedo andamento asHiemaismaforias. Alguemdu-
vida se eu saberei ei.sinar pelo^iovo methodo, ao
que respondoque s.; com ve/ios artistas em hora e
meia por cada noite Taco .r. -es, que nao farei
com meninos!? Se nao"sabanlo eusinar pelo novo
methodo, ja leem em 21 di-as. que nao farao os que
soHberem ensinar?! 1 A aula se instala no salaodo
Sr. Guilberme Augusto Rodrigues Selle, ra da
l'raia, palecele pintado de amarello, traballia das 9
as 12 da manhaa, e das 2 as 4 da tarde, pelo preco
commum das domisescolas. Os meninos se apre-
sen tarso as horas indicadas. Na'mesma casa com-
piam-se bancos oe todos os tamanhos.
fipr ordeai da directora avisa-se aquelles dos
Srs. associad''S. que anda rouservam livros em seu
I>oder, alir do prazo marcada para a leilura, que os
recolham ao estabefocimentooquanloanles, do con-
trario se-farao ellectivas as multas impostas pelo re-
gulameiilo.M. F. de Souza Barbosa, segundo se-
cretario.
f As abaiio assignadas, chegadas pelo ultimo va-
por do sul, tema honra deoflerecer os seus prcsli-
roos a todas as respei lavis familias desta praca para
dar concerlos e cantonas couforme os seus instru-
mentos de realejo e pandeiro, para o que podem ser
procuradas lodo odia no lite) Francisco, e de unile
tocarao no cafo do Sr. I'aiva, ra da Cadeia Velha.
Misa Haas & Anna Zemmer.
LOTERA DA PROVINCIA.
' Arham-se a vendi os bilhelcs da primeira parte
da primeira loleria da malriz de S. Jos nos lugares
docoslume: praca da Independencia, lojas dosrs.
Fortunato e Arantes; ra do Queimado, loja do Sr.
Moraes; l.ivramenti, botica do Sr. Chagas; Cabu-
g.i,bolica dos Sr.s Moreira & Fragoso; alerro da Boa-
t isla, loja do Sr. Gui manes; e na ra do Collegio.
na Ihesourana das loteras. Corre imprelcrivel-
menle no da 27 de uutuhro.
Os senhc oroprietarios e rendeiros
"de engenhos, q. o estiverem mencio-
nados no Alinaun-i^e quizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
racoes a livraria n. 6 c 8 da praca da In-
dependencia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.'
Acham-se a venda as lojas do costu-
me, os hilhetes e meios hilhetes, originaes
da lotera sexta < fabrica de vidros, a
qual correu no da 18 do presente: as lis-
tas se esperam pelo vapor Imperatriz,
de 28 do corrente em atante, os premios
serao pagos logo que se lizer a distrihui-
<;ao das mesmas listas.
Aluga-se um sitio perto do Recife,
com casa que tenlia bastantes commodos
para lamiha: a fallar com Miguel Car-
neiro.
Ni roa Nova n. 47, alga-sc urna preta para
serpeo de ra ou de -rasa, a qual su cozinha o ordi-
nario, lava roupae lem boa conduela.
I'recisa-sc aluc; r para urna casa de familia,
urna coznheira ou coziuheiro, livretf ou escravos :
no pateo da matriz do Sauto Antonio sobrado de
um andar n. 2, por cima da loja de sirgueiro.
Desappareceu urna cachorrinha, marca peque-
a, inda branca, com urna marca parda sobre os
quarlos : quem a livor pegado leve-a ra do Vi-
gario n. 10, loja de pintura, quesera recompensado.
Melhodo conciso, claro, c seguro de curar I jmrcopalhicamenle (odas as molestias, que auligcm al
especie humana, e particularmente aquellas qi.c reiuam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra importanlssima he hojf..reconhecida como a primeira c mellior de tmlas que Iralam da ap-
plii'iuj.io da homu'opalhia nocuraliv das molestias. Os curiosos, priucipalmenlc, nao poduin dar um
passo seguro sem possui-la c-cons> Ha-la.
Os pas de familias, os senlioros do- cnuenho, sacerdotes, viajantes, capilar* de navios, serlanpjos, ele,
etc., devem lc-1 a nulo para occorrer promplaineotc a qualquer caso de molestia.
Dous volumesem brochura, por.......... 1OSO0O
Encadernados.............. IIQOOO
Ven-le-sc nicamente era casa do autor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA.
Ninguera poiler jar feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, 011 de
boa qualidade. Por Isso, e como propagador da honm-opalhia no norte, e immedialamenle inleressado
em seus benficos K-xcssos, lem o autor do THESOURO IIOMOEOPATIUCO mandado preparar, sol
sua immediata insJpecco, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmaceiilico
< professor em liOTnceopalhia, Dr. F. de P. Pires liamos, que o lem ejecutado com lodo o zelo, lcalda-
de e dedicacjloyque se pode d ose jar.
A efilcacirdestes medicamentos he alteslada por todos que os lem experimentado; elles nao preti-
sanrde maiqr reconiinendai mos resillados.
Urna cacKira de 120 medicamentos da alia e baixa diluirao em glbulos recom-
menu/dos 110 TIIESOURO HOMOEOPATH1CO, acompaiihada da obra, e de urna
caixr de 12 vidros de tinturas indispensaveii........1009000
Uita>e 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de linluras 909U00
Dil* de 60 principaes medicamentos recummendados especialmente na obra, e com
urna caia de 6 vidros de linluras, e com a dila obra (tubos grandes.).
b" (tubos menores),
ila de 48 ditos, ditos, com a obra ("tubos grandes)........
1 obs menores).
Dila de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de linluras, com a obra (lubos graudes) .
(tubos-menores;.
Dita de 30 ditos, c 3 vidros de linluras, com a obra (tubos grandes) ....
i) (tubos menores)
Dita de 24 ditos dilos, com a obra, (tubos grandes).......
(lubos menores),
lubos avulsos Brandes............
a pequeos
Cada vidro de tintura.
603000
438000
309000
338000
40801X1
:103H)0
338000
268000
30S00O
208000
18000
8500
280(10
rs., conforme o
Veudem-se alm disso carleiras avulsas desej o precede 88000 rs. al de 4008IXK)
numero etamanho dos tubos, a riqueza das cajxasve dynamisares dos mcdicamciilos.
Aviam-se quaesquer eucummendas de medicamentos com a maior proraplidao, e por precos rommo-
dissimos.
Vcnde-se o tralado de PEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 28000
Na mesma botica se fende a obra do Ur. G. U Jahr traduzido cm porlugueze acom-
modada ainlelliccucio dopovo. .......... i.--iii|
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor dg TIlliSOURO UOMtEQl'ATUlCO, tece a bonda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Altes da Sitia Santos, eslabelecido na villa de Uarreiros.
a Tive a salisfaco de receber n Thesouro honucopalhico, precioso fruclo do Irabalho de V. S.,e Ihe
aflirmo que de lodas as obras quclenholido, he esta sem conlradieao a mellior lauto pela clareza, com
quescacha escripia, como pela precisilo com que indita os medicamentos, que so devem emprear ;
qualidades eslas de milita importancia, principalmente para as pessoas que desconheccm a medicina
(heocria e pratica, cct., ccl.,etc. *
CONSULTORIO DOS POBRES
aUA DO GOI.X.ISGIO 1 AWBAZl 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consullas- homeopathicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ale o meio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
()llcrece-se igualmente para pralicar qualquer o|ieraro de cirurcia. e acudir promplamenle a qual-
quer mullierque esteja mal de parlo, c cujascircuinslaucias uao permitlam'pagar ao medico.
m COfflLTORI DO DR. P. A. LOBO 10SG0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE: '
Manual coinplclo do Dr. (. H. Jahr, traduzido em porluguez pelaDr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous :................. 90)000
Esla obra, a mais imporlanlc de todas as que Iralam da liomeopathia, interessa a lodos os mdicos que
quizercm experimentar a doulrina de Ilahnemann, c por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de cngtnho c fazaidciros que eslAo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa I lodosos capilacs de ua'vio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra de ler precisio de
acudir a qualquer mcommodo seu ou de seus (ripolantes ; e inleressa a lodos os cheles de familia cue
por circiimstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della. '
O vade-mecum do homcopalha ou IraduccHo do Dr. Herng, obra igualmento til
dedicam ao esludo da liomeopathia um volume grande ,........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis-
pensuvel as pessoas que quercm dar-se ao esludo de medicina........
Urna carleira de 24 lubos grandes de hnissimo chrislalcomo manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., etc................
Dila de 36 com os mesmos livros..............
Dita de 48 com os ditos. ,..... "
> Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escoiha. .
Dila de 60 lubos enm dilos...............
Dita de 14i com dilos.......".".".'.'.".
Estas sao acompanhadas de 6 vidros de tinturas i escoiha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Herng, lerSo o abalimeulo de 108000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.,
Carleiras de 24 tubos peqnenos para algibcira............... 8SO00
Dilas de 48 ditos......................... 1(i8000
lubos grandes avulsos......,................ 18000
Vidros de meia on(a de tintura ...........".i!!!!!".". 2S00O
Sem verdadeiros c bem preparados "medicamcnlos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
liomeopathia, e o proprictano deslc eslabelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem din ida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos, e
aprompla-se qualquer cucommenda de medicamentos com toda a brevidade c por precos nimio com-
modos. i i ir-
is pessoas que se
88000
48000
408000
438000
508000
608000
10OCOO0
Sexta-feira, 29 do corrente, depois da audien-
cia do Dr. juzde orphos e alsenles, lem de serrn
arrematadas por venda por ser a ullima praca, iluas
casas lerreas meia-acuas, sitas no lugar do Campo-
Verde, na Soledade, sendo urna com porta de rnrhei-
ra. avahada em 3008000, oulra no valor de 2008000.
ambas em chaos proprios; por exeme^o de Justino
Pereira de Farias contra o casal do mentccaplo Ma-
nuel da lamba (Uncir.
IIMA ROCATIVA.
Ilavcndo-se ha mais de nicz publicado o program-
ma do peridico Pedro I", dedicado aos inleresses
porluEuezes; progranima que nao podia deiiar de
aegradar e de receber o applauso universal, mor-
mente dns bnns portuguezp* e que almejam a civili-
saco e pcosperidade esscncialinente dos residentes
ncsla provincia; com admiraran geral se ha unlado
que os patriotas empresarios c redactores ilcsse pe-
ridico como que se ho olvidado de porem cm exc-
cucSo o seu comprnmisso ; c pois Ibes pcrguutamos:
declinasles senhores da vos*a patritica e civilisado-
ra empresa? c niiandn nao, que cousa ha motivado
(al delonga? e finalmente qnando beque saliir
luz do dia? Esperamos rom anciedade asoliiao
pergunla que ftzemos, e aumiencia rogativa, de
que a publicacao de um lAo iiilcressante peridico
nao deva ser retardada no ulerease palpitante da
nacionalidade porlugueza residente nesla provincia
Um uanonal Vortuguez.
.Manoel Ignacio de Avillascicnlilica ao respeila-
vel publico que os sobrados da travessa dos remedios
que se aniuinciaram arrematar peranle o juizo de
orphaos no dia 29 do correnle, se acham litigiosos.
cm razan de ler o annunciante oomprado dilos so-
bradas a viuva de Joaquim Antonio Ferreira de Vas-
concelos, enm aulorisaca.ido juizoe accordo dos se-
nhores N. O. Bieber & C. que no aclo de assignar-
se a escriplura receberam o liquido do por issoopposlo embargos de terceiro senlior e pos-
suidor prejudicado : alm do que acresce qoe o an-
nunciaule romprou os sobradse tambem a proprie-
dade do solo qqe havia cabido em commisso, e nao
esl disposto a aforar senAo al n camboa, por neces-
silar do mais terreno para o seu uso. e anda assim
se aceitaren! o quantum do foro animal, e a impor-
laucii das hemfeilorias que o anuunciaule fez nos
sobrados para os por no estado em que se acham, as
quaes montam a um conlo de res.
AOS 10:000.<, 4:000$ e 1:000,<|000 Rs.
as lojas do costume se acliam a' venda
os hilhetes nleiros, meios hilhetes e cau-
telas, do cautelista Antonio Jos Rodrigues
de Souza Jnior, a hendido da matriz de
S. Jos, :i(| Al corre em 27 de. outuhro:
o mesmo cautelista paga por inteiro os
premios de 1:000,S, 4:000| e 1-0:000$ que
obtiverem seus ditos hilhetes inteiros e
meios hilhetes.
Bilhetes inteiros. 11 $000
Meios hilhetes. 5<5()0
Quartos. 2J800
Oitavos. 1.S00
Decimos. I $500
Vigsimos. 700
Prccisa-se de um forneiro que seja pcrilo em
sua arle, junta moni" um bom Irabdlhador do massei-
ra : na padaria do I-'ortc do Mallos, ra do Burgos
... 31.
Precisa-so alusar um sobrado ou urna boa casa
terrea, no bairro de Santo Antonio; paga-sc o alu-
-oel adantado ou d-se bom fiador, e promette-se
Indar muitobcmda casa: quem liverannuncie para
ser procurado ; tambem paga-se a despeza do an-
nuucin.
A mesa regedora da irmandade do S. Sacra-
mento da freguezia de S. Jo-e desta cidade convida
a lodos os seus dignos irmaos a comparecercm no
consistorio da mesma irrrandade, domingo 1. deou-
tubro do corrente anno, pelas 10 horas da manhaa,
para cm mesa geral se fazer a elcicao dos novos mc-
sarios que lem de reger a mesma irmandade.
Eu abaixo assignado faco ver a todas as pes-
soas que tinhain penlioros em poder da fallecida mi-
nba inai. de ns vir tirar nn prazo de 30 dias, e nao
viudo tirar serHo vendidos para .eu pasamento de
principal r juros.Jos Jacintlio Monteiro.
No dia 26 do correnle fugiram do poder dos
orphaos de Manuel Ferreira Diuiz 2 cscravas, sendo
Augelica de idade 30 anuos, pouco mais ou menos;
levou vestido decidla rxa e panno da Cusa azul,
lom um signal ao p da orelha esquerda,' levando em
sua roinpanbia urna lilli.i de idade de '..'anuos, com
urna saia de chita roxa, c o roupiuho de cassa de lis-
Iras lambem rxa : quem a* pegar, leve-as ra da
Penha n. 23kprimeiro andar, que ser recompen-
sado.
i Antonio Agripino Xavier de Brilo, Dr. mi @
medicina pela laculdade medica da Babia,re- A
$ side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- r
| de pode ser procurado a qualquer hora paran ^
exercicio de sua prolissao.
Hoiaceopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO- (S
LESTIAS NEHVOSAS. g
Hysteria, ej)ilepsia ou gota ce- 5
ral, rheumatismo, gota. para_y-
sia, defeitos da falla, do ouvido e
dosolho, melancolia, cephalalgia $i
ou dores de tafceca, enenaqueca, (
dore e tudo mais que o povo co- (A
i nhece pelo nome genrico de ner- (A
l vo*- A
As molestias nervosas rcqiterem militas ve- W
I tts, alm dos medicamentos, o emprego de tjl
outros meios, que despertein ou abatam a tjt.
sensibilidade. Estes meios possuo eu ago- w
ra_, e os ponho a disposi^ao do publico. (l
Consultas lodos os dias (de graja para os J.
pobres), desde s 9 horas da manida, al
l as duasda larde. *t.
As consultase visitas, quaudonn poderem 7?
ser feilas por miiu, o serao por um medico (0
I de minha maior confianza: ra de S. Fran- $i
t cisco (Mnndo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino
Olegario Ludge-o Pinho.
Precisa-se de nm caixeiro para taberna : a tra-
tar na ra Direila dos Afogados n. 13.
Aluga-se por festa ou por II mezes urna boa
casa com quintal beir. plantado, e com um solo na
Capunga onde, faz qualro cantos: a Iralar com Do-
mingos Rodrigues de Andrade, na ra da Cruz ar-
mazem n. 15, ou com o Peona na Capunga.
Deseja-te noticias do Sr. Jos de Souza Gomes
Vilella, natural de I'oriugal, do fosar du Pero da
Regoa, qut.veio para o Brasil ha 14 anuos pouco
mais ou menos. O mesmo senhor ou qualquer pes-
soa que delle lenha noticia, far o favor d.j dirigir-
se roa da Praia n. 20, que se Ibc deseja tallar por
parte de sua familia.
Quem precisar de um rapa/, porluguez de ida-
de 16 anuos, para caixeiro de loja de fazendas, ar-
mazem de aisucar nu de molhados, anuuncic por
esla follia para ser procurado.
Furlaram do cercado doengenho Y cilio do Ca-
bo um cavallo rujo, capado e bastante grosso, um-
bigudo, com sabugocomprido ecabello preUi, pesro-
So rosso, cabeta gianJe com piulas de pt-drezdas
nrelhis al a cabera, deila as dinas para a diretta,
frente abcrla,com lodos os denles, idade 10 ale 12
annos, as mflos apalbriadas, grossas e cabe'ludas.Ha
aventado de mos o ps, c quando auda a nunlicca
muilo as maos a ponfo que oflende os madi bus, an-
da de passo at meio c esquina. Este cavallo he
muilo conhecido na ribeira de Una, no Cabo c S.
I.ourtnro da Malla, onde ja esleve uo engenho Pc-
nedo: o abaixo assignado roga a pessoa que des-
cubrir onde esleja o dilo cavallo, queira dingir-sc a
casa do mesmo abaixo assignado, na ra Direila n.
01, primeiro andar ; no Cabo no ensenho Vellio ao
Hlrr.Sr. Antonio dos Sanios Siqurira Cavalcanli;
em Barreiros no engenho Auassi'i ao Sr. Ignacio Fer-
reira Fimudo ; em S. I.ourenro no eugenbo l'enedo
do Sr. Francisco de Paula MarinUo Wandericy, que
o abano assignado como dono do dito cavallo grali-
licara com generosdidc. .
Joaquim Antonio de Santiago I.tssa.
Trispassa-te o iirrcnilamerfo da loja di ra do
Queimado n. 49 ; qu;m a pretender, dirija-se i ra
da Cadeia do Recite n. 31, seguudo andar : a Iralar
com Joao pon^alves Ferreira.
O abaixo astign; dn pede a quem livcr a Asia e
Europa Porlugueza ror Faria o Souza, o Yalcmso
l.ucidcnu, e aralidao Pernambucana, o favor de
lh'as emprestar por pi uros dias.
Antonio Joaquim de Mello.
Offcrecc-so um ripaz solleiro para caixeiro de
taberna, do qne lem muila prlica : na ra do Ran-
gel, taberna sem numero.
. Vai ser apregoaila ni praca do lllm. Sr. Dr.
jui/. municipal da segunda vara, no dia 27 do cor-
rnlemez. desetembro, e na outra pra^a do dia 30
do mesmo mez para ser arrematada a rasa forrea, na
.na de Santa Cecilia n. 2, por exeeurao de Miguel
Arehanjo Poslhamo ilo Naseimenlo contra os bcrilei-
ros de Affonso Jos da Alhuquerque Mello, a qutl
casa por engao se havia arrematado como eiislcute
ua ra da Assumpcaor
O padre Vicente l'errer d Alhu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, prope-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concementes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimcnto de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfacer a' expectacao pu-
blica anda acusta dos maioressacrificios,
e, emquantonaofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Aluga-se o quarto andar esotao do sobrado da
ra do Trapiche n. 42, com excellenles commodos
para familia : a Iralar no primeiro andar brado.
144000 rs.
Precisa-se de urna prcla que seja boa coslureira e
engommadeira : quem a livcr dirija-se a ra do
Rangcl n. 77.
Deniz, alfaiatefrancez,
eslabelecido na ra da Cadeia do Recife n. 40, pri-
meiro andar, l rabal lia de feilio.
Precisa-se de um feilor que entendade plan-
lacjo de arvores de espiuho e jardim : quem esliver
nesle caso appareca un ra do Brum n. 2i arma-
zcm.
Novos livros de liomeopathia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
Ilahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. ........205O00
l esle, rrolcslias dos meninos.....68000
Herng, homeopalhia domestica. .... 78000
6.?000


e5Cwci: t^t-c- 90
DENTISTA FKANCEZ.
Paulo Gaignoux, cslauelerido na ra lama C*
9$ do Rosario n. 36, seqnndo andar, enlloca den-
W tes com gengivas arliliciaes, e dentadura com-
pela, ou parte della, com a presso do ar.
?3 Tambem lem para vender agua denli frico do
Dr. fierre, e p para denles. Una larga do
Rosario n. 36 segundo andar. m
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
La va-se e engomma-se com toda a perfeijao e
aceio: no largo da,ribeira di S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Jahr, pharmacnpa homeopalhica.
Jahr, novo manual, 4 vulumes ,
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pclle.......
Kanou, historia da homeopalhia, 2 vulumes
HVlbinaiin, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Faxolle, doutrina medica homeopathica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. '.
Diccionario de Nyslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, ronlcndo a descripcao
de lodas as parles do coj\h> humano ,
vedem-sc todos estes livros no consultorio homeop-
tico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio u. 23,
primeiro audar.
No sobrado n. 82 da ra do Pi-
lar, precisa-se altiga"r urna escrava que
saiha engommar bem e tomar con la de
hma casa de pequea familia.
S@
9

?5
168000
68000
81000
165000
1O800O
KSOOO
75000
69OO
48000
105000
30*000
Iotas de 011ro.
8
9

Na ra do Qiieimado, loja de ourives pin-
tada de azul 11. 37, ha um rico e variado sor- @
lmenlo de olnas de ouro, que o comprador
ayjsla1 dos precos e bem feilo de obra uao dei- t
xara ifo comprar, afianrando-scc responsabi- i't
lisando-sc pela qualidade de ouro, de 14 e 18 @
quilates. 2
wtwimm e@
Achando-sc o Sr. Manoel Francisco de Souza
Santos cinhaiarado no seu commercio, desde o dia
2 de julbo passado, e nao leudo prestado Ranea id-
nea a companliia de Seguros Martimos L'lildade
Publica, cessa desde boje de ser accionista da mes-
ma companhia arl. 18. Osdirc lores por inforven-
C3o do corretor Roberto, vndenlo ai5 acedes no
dia de ou tutu o, na couformidade dos aits. 10 o 20
dos estatuios.
Ouein liver uina nrcta para alugar jiara n ser-
vico de urna casa, dirija-se rui Nova n. 56, loja.
Desappareceu em noveinbro do anuo passado,
fondo vindo do Kiu de Janeiro de obrigacno em um
navio, o prefo inarinbeiio de nome JoS, crioulo,
llo, reforc.iilo do corpo, e bem fallante, o qual es-
clavo be de propriedade do Sr. Manoel da Molla
.acedo all resllenle, o qual consta que existe nes-
la rulado fugido, inculi-aiido-se pprehender e leva-ln ra da Cruz no Recife, es-
criplono n. 3, ser generosamente recompeusado.
'- "(I Mil I II III -LM
Veude-sc urna escrava da Costa de meia idade,
boa vendedeira de ra: a tratar na ra do Rosario
estrella n. 11.
Vendetn-se espingardas francezas de
dous canos, de supeiior qualidade e por
preco commodo: 11a ruada Cruz n. 20
primeiro an*tar.
Na loja do Cardeal rurdo Rosario,
vende-se o bem conhecido rape rolao
rancez.
Vende-se um prclo de muilo boa figura, moro
e som molestia : em F'ra de Porlas, ra do Pilar
n. 40.
Vende-se una bonita escrava de 22 anuos com
urna cria de 11 mezes muilo esperta : na ra dos
Quarlcis 11. 24.
TUDO DO ULTIMO OOSTO.
Na ra do Crespo n. 14, loja do lado
do norte de Dias & Lomos.
Chitas de cores muilo lixascom padrdes de rama-
gens imitando cassa a 160 rs. o covado, ditas finas
com novos desenbos a 200 rs., corles de cambraia
com lisias e rimagens de cores, padrees excellenles
a 28100 rs., dilos de brim enlrancado de linho com
quadros largos e sem elle?, f. zenda inleiramenle de
novo goslo a 2>0ti0 rs., dilos de casemira de padres
escuros baslanlc encorpados a 48.VX) rs., rufao de
cor para palitos a 200 rs. o covado, algodao mescla-
do de nina scor muilo encorpado a 170 rs.: assim
como Hallas oulras fazendas que se venderao por
menos prejo do que em nutra qualquer parte.
Vende-se urna prela moca, boa coznheira,
sem vicios nem achaques: na ra do Collegion. 25,
taberna da quina, de Manoel Antonio dos Santos
F'onlcs.
Vende-se champagne muilo superior em gar-
rafas e meias garrafas: em casa de Henrv Gibson,
ra da Cadeia Velha 11. 60.
_ Vende-se urna eseras a de narao Cosa, do scr-
viro de ra, com 2 crias de 2 mezes de nascidas ;
lambem se vendem 2 moleques crinlos, filhos da
mesma, um de 11 annos e oulro de 7; em Fra de
Porlas, ra dos Cuararapes n. 34.
Vende-se uina escrava de 52 annos, sem vicios
nem.achaques, ptima para vender liurlaliea e fruc-
la : na ra da Sania Cruz n. 70.
Vende-se urna porrao de caixilhos proprios pa-
ra qualquer casa de commercio : na ra do Ranuel,
taberna sem numero, de F"ranciscn Paulino Cabial.
Vendem-se 30 milheiros de tijolosdealvenaria
grossa* por 8008000 rs., (168000 o milheiro) pnstos
cm qualquer porto de obra, i quem quizer dar csa
planta adaiilada mediante as ncccssari:is garantas:
quem quizer aununrie.
COMPRAS.
Coinpra-se escravos ile ambos os sexos, prefe-
rindo-sc os mocos: ra do (Jsieimado u. 2.
Comprara-se patacoes hespanhes, no
arma/.em do Sr. Miguel Carneiro, na ra
do Trapichen. T>8.
Cempra-sc elTectivameiile bronze, lalao e co-
bre velbo : no deposito da fundirao d'Anrora, na
ra do liruin. logo na entrada n. 28, c na mesma
fundirao em S. Amaro.
Cnmpram-se pesos avulsos de I libra a 2 arro-
bas : na ra do Trapiche armazens ns. 7 e 11.
Compra-seo curso de geometra de Lacroi,cm
meio uso, anda mesmo nao estando completo, e um
jogo de diccionario de Moraes ou Roquet : no ar-
maran da ra Nova n. 67.
VENDAS
O Dr. Joo Honorio Bezerra de Menezes7
A formado em medicina pela faruldade da Ba- $
hia, contina no exercicio de sua prolissao, na g(
9 1IM Nova n. 19, segundo andar. M
SS-! @'@l
TOAL.HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que voila para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
A pessoa que pedio a lipoa para ir com outra
pessoa docnle para o liiquia, queira manda-la en-
tregar que muilo se faz preciso.
Manoel Jos Comes Braga embarca para o Rio
de Janeiro um seu esoravo crioulo de nome Jos,
Agencia de pasaportes e titulos de re-
sidencia,
Tiram-se passaportes tanto para dentro como para
fra do imperio, c (lulos de residencia, tudo por
preco mais commodo que em oulra qualquer parle :
quem precisar dirija-se a ra do Crespo 11. 10, loja
do Sr. Jeso (ionealvcs Malveira, que achara com
quem tratar.
-- Joo llmiio faz ver ao respeilavel publico, que
existindo nesta cidade oulro nome igual ao seu, as-
signar-se-ha de boje em dianle Joao Benlo Par,
O tinliireiro da ra do Mundo 'Novo mudou
sua residencia para a ra da Cadeia de Sanio Anto-
nio, casa n. 6.
Os rredores- de Caelano Tavares Correia do
Monte queiram apresen lar as suas conlas no escriplo-
rio de Joaquim Filippe da Cosa, 110 prazo de 3 dia.
Na ra Nova n. 8 loja de Jos Joaquim Morei
ra ainda ha um resto de aunis de ouro de 14 quila-
tes pelo diminuto pre^o de 28 pagos a bocea do
cufre
Na ra Nova n. 8 loja de Jos Joaquim Mo-
reira ha para vender 11111 reslo de chapos de seda
para senhora pelo baralissimo preco de 88 e 128.
Os abaixo assignados avisama quem possa i 11
(eressar, e com especialidade ao corpo de commer-
cio, que lem dissolvido amigavelmei.lc a sociedade
que linliam, e gvrava debaixo da tirina de Veiga &
Tondella, ficando o socio Tondella encarregido da
liquidarlo do activo c passivo da mesma.Antonio
Jos Barros l'eiga, Manoel Pereira de Fiqueiredo
Tondella.
oilcrcre.se urna inulher fiel e de bous cosa-
me! p>ra ama de casa ra do Collegio 11. 21, segundo andar.
L'm mo;o oflicial de marinha precisa de um
quarlo em casa capaz, que sejamobilado, que lenha
janella para a ra e criado para o sen ico do quarlo:
quera o livcr e quizer alugar, aununcie por esla fo-
Iha.
Precisa-se de una ama para casa de pequcua
familia, para servico ib; costura e cngoinmado : na
ra dn (Jueimado 11. 12, segundo andar.
GABINETE POIULCLEZ E LEITRA.
Por ordem da directora avisa-se aos Srs assonado
que aquelles que nao forem pessnalmenle bus8
car livros no eslabelecimenlo, deverao mandar u 111-
bilhcle pelos portadores.M. /'. de Souza Barbosa,
segundo secretario.
Por se nao saber aonde reside nesta cidade o
Sr. Ilet.n mino Kri nui.o llandcira de Mello, ha pou-
cos dias viudo de Caruar anude he escrivao, por is-
so roga-se ao mesmo senhor queira dirigir-se i ra I
do (Jueimado, loja n. 11, a negocio de seu inteiesse. '
Lava-se e
Vendem-se em casa de S. P. Jobns-
ton & C, na ra de Senzalla Noya n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sdlins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez-
Chicotes de carro.
Farello em suecas de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bromeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
FeTO galvanisado em folba para forro.
Cobre de forro.
Na ra das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ha porrao de bichas hamburguesas das melhores que
ha no mercado, que se vende em porcOcs e a retalho,
e tambem se alugam.
Attencao.
Na ra do Queimado n. 7, loja da estrella, ven-
dem-se as scguinles fazendas, por barates precos
Cenes de cambraias francezas de cores com
barras, e goslos inleiramenle novos a r-(K)
Cambraias francezas de crese gustos muilo
mudemos a vara 600
Ditas ditas de ditas, goslos escuros, a vara 480
Corles de cambraias de lislras de cores a 23000
Ditos de dilas de salpicos a 38000
Cambraias de salpicos muilo finas e largas,
a vara 640
Cortes de riscadosscocezes, lecidos em cas-
sa, padrees muto modernos, o curte 38000
Corles de cambraia de seda de 68 a 128000
Oilosde dila de dila com babados 148000
Fil branco e cor de rosa, a xara 400
Dilos de oulras cores, a vara 320
Lencos de cassa para mo de senhora de
100,140, 200 e W
Chales de forral de ponas muilo grandes a 168000
Komeiras de formal de novos goslos .1 s-i 11 >o
Lencos de torcal a 18400
Ditos de retroz a 800
e oulras muilasjjucndas que se vendem por muilo
baixos precos : na leja cima dila.
Fazendas para a festa.
Cortes de sedas cscoceins as mais superio-
res que ha no mercado a 18000
Ditos de dilas, goslos muilo modernos a 208000
Alpacas escocezas de la., c seda, o covado OO
Varejas de loa e seda muilo modernas, o
covado 600
Corles de cambraias de seda com babados a 148000
Manteletes prelos c de cores de ililTereules precos, e
um cmplelo se/rtimenlo de fazendas linas as mais
pronrias deslc rdtrcado, que se vendem por baratos
presos : na lojajla Estrella, de Gregorio & Silvcira,
ra do 1 ..neim.nl n. 7.
Na ra Nova n. 41, vendem-se chapos
de fcllro pardo e de diferentes formas a 18200 cada
uro, em porcao'V('iidu--i*iiai. barato.
Vendem-se duas casas lerreas ao p da fundi-
rao em Santo Amaro : a fallar na ra do (Jueimado
luja do fazruda n. 50.
Vende-se por lodo proco a armaro da loja 11.
72 do aforro da lina-Vi-la. muilo propria para qual-
quer negocio: si Iralar na mcsnia ra 11. 78.
BONS (.HARTAOS.
\ endem-se quarlaos nuvus e bem carnudos por
proco commodo : ao p da ponte da Boa-Vista, uu na
ra do (Jueimado loja 11.1 '1.
FAKI.MIA DE MANDIOCA.
Vendo-sc superior farinha de mandioca, cm saccas
srandes de alqueire enrulado, e por preco comino-
do : na Iravcssa da Madre de Heos n. 3 e 5, ou na
ra do (Jueimado n. 9, loja de Antonio Luiz de Al-
meida Azevedo.
Vende-se uun ptimo boi e urna carrora, por
prero con.modoi na 111a das Flores n. II.
Laas para vestidos.
Vendem-se lazinhas para vestidos, cm corles de
1.-> miados a 48500, dilas de seda, de bonitos e dc-
RL'A DO TRAPICHE N. 10.
Em casa de Patn Nash & C, ha pa- jSj
ra vender: S
p Sortimenlo variado de ferragens. &
Amarras de ferro de 5 pitavos ate 1 '
5, polegada.
P3 Champagne da mellior qualidade C
Q em garrafas e meias ditas.
^ Um piano inglez dos melhores. ^
Na ra do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar conlas mil oqiiinhcnlos massos
de canias de vidro lapidadas a 160 rs. cada masso. e
70 duzias de caixas de massa para rap a 18200 a
duzia.
MIUDEZAS BARATAS.
Vcnde-se na ra da Cadeia do Recife n. 19, sap.i-
tos de couro de lustre para senhora a 18 rs. o par,
dilos de in.it 1 'oipiim a 600 rs., ditos para homem a
800 e 900 rs., boles de agath para rain i.-a a 200 rs.
a gro/a, linba de cores a 18, dila branca le 800 a
18200, papel de peso muilo bom a 23400 e 28500 a
resma, penles para alar cabellos a 240 rs., dilos finos
a 800 e 18. cohetes a (0 c 90 rs. a caixa, bicos, lilas,
alunles de lodas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, dilos para homem,
Ihesouras finas c ordinarias, pulcciras de ouro lin-
gindo de Ici, carleiras para baile, peneiras de ac c
oulras muitas cousas por presos muilo em conla.
Vende-se um palanquim de rebujoquasi novo,
por preco commodo: na ra do Rosario da Boa-
Vista casa de sobrado defronte do becco do Tambi.
MADAPOLAO' COMAVAR1A.
A 15000, 2, 25>00, 38 e38500 a peca.
Na loja da ra do (Jueimado n. 17 ao p da boli-
ca, vende-se mandapoiao fino com (oque de avaria a
18600, 28, 28500, 38 c 38500 cada peca de 20 varas.
Vende-se vellas de cera de carnauba feilas no
Aracatv, de 6, 8, e 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar,
Recommenda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa,a que muilos
chaman, de lellro a IjOOO rs. cada um : na ra do
Crespo loja n. 6.
Domingos A h es Mathcus lem para vender 110
armazciu de Jos Joaquim Pereira de Mello, nq-
caes da alfandega muilo superior farinha boa da fina
em saccas de cinco quarlas medida velha.
ATlENCAO.
Vcnde-se 00 alerro da Boa Vista, foja n. 78, meias
de cores para homem pelo diminuto preco de 160 e
200 rs., dilas para senhoras a 220 e320, e muito finas
sem costuras a 400 rs., linhasde novellos muilo gran-
des e da-so amostras, grampas a 40 rs. o maco, filas
de linho a 40 rs. a peca, linhas do carrilel sorlidas a
30 rS. o muilo mais miudezas com que lodo o nego-
cio se faz para acabar, assim como vaquetas inglezas
para cubrir carro por preco commodo.
A 4.S000 o al(|ucire de farinha de man
dioca.
Vende-se a bordo do hiate Audaz,
defronte do caes do Collegio, em porces
anda se vende por menos: trata-se no
escriptorio danta da Cruz n. 40, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior potassa da
Russiae da Amcriea, por preco razoavel,
e cal de Lisboa da mais nova.'
a\c*atad Edwtn Maw. .
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bous sorti-
mentos de (aivas de ferro coado ebatido, tanto ra-
sa como fundas, munidas inetiras lodas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de todos os tamanhos e modelos osmais modernos,
machina horisuntal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslnhadu
para tasa de purgar, por menos prero que os de co-
bre, csco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
chas de dandi es ; tudo por barato preco.
Vende-so um bom escravo, moco e sadio : na
Iravessa da Madre de Dos, armazem 11.21.
Vende-se urna casa na grande pnvoario de
Pono de Podras, com padaria, taberna e commodos
para familia ; a tratar na ra cstreila do Rosario 11.
11, taberna de Manoel do Reg Soares, aonde secs-
plicar as commodidades da dila casa e o preco.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de eompo-
siro. foilas no Aracaly, da mellior qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo preco que cm
oulra qualquer parle : na ra da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
gyimifKnmi
HE MODA!
Si Alpacas de sedas lisas, furta co-
|g res dequadrinhos, proprias para
jai vestidos, vende-se pelo baialissimo
33E prero de 500 rs. o covado : na ra
5 do Crespo D. 10, esquina da ra das
C; Cruzes.-
wmtmmmm-
FA7.ENDA DA MODA.
A'pacas deseda de quadros a lisa, furia-cores, fa-
zeuda para vestidos, do mellior goslo que lem vindo
a esla praca, por precos que muilo ho de asradar aos
compradores; dao-se amostras para vorcm cm qual-
quer parte : na loja do sobrado amarello. nos qualro
cantos da ra do (Jueimado n. 29, di Jos Moreira
Lopes.
Vendem-se ricos pianos com excellenles vo-
ze e por precos commodos: era casa de J.C. Rabe,
ru do Trapiche n. 5.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Marn, adnplado pelos
revcreiidissiraos padres capiichinhos de N. S. da Pe-
nha dcsla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Cnnceicao, e da noticia bislorira da nie-
dalha milagrosa, e deN. S. dn Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria 11. 6 e 8 da prara da
1.dependencia, a I5OOO.
Vendem-se camisas francezas muito
bem feitas, compeitos de linho e de ma-
dapolao, e aberturas de li 11 lio e de mada-
polao para camisas, tudo de superior qua-
lidade e DOR.preco commodo: na ra da
Cruz n, flBprimeiro andar.
-- Vende-se superior chocolate ran-
cez Kiseche e Abssinthe, por preco com-
modo : na ra da Cruz n. 26 primeiro
andar.
ARADOS DE FERRO. .
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos OENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
Cassas francezas a 320 0 covado.
Na ra dn Crespo, foja da esquina que vira para a
Cadeia, veudem-se cassas francezas de muilo bom
gosto, a 320 o covado.
QUEIJOS.
Vendem-se muilo bons queijos do sertao deslcs
chimados de preuca, os melhores que lem appareci-
do ,1 venda : na ra do Queimado, loja n. 14.
FACTO SECCO.
Vende-se muilo s,ia e boa carne, pelo barato pre-
co de 48000 a arroba, e fado secco de gado, por ba-
rato preco, proprio para escravos : na ra do Qoei-
mado, loja n. 14.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a 108000 a duzia, ditas lisas a 148000
a duzia, guardanapos adamascados a 38600 a duzia :
na ra do Crespo 11. 6.
I.I.MI A DE CARRITEL DE 200 JARDAS.
Vendem-se em casa de Fox Brothers, ra da Ca-
deia do Recife n. 62, carnteis da mais superior linba
que lem vindo a esle mercado, cada carmel lem 200
jardas.
BRINS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fuslao branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para babados a 25000, gan-
ga amai ella trancada a 320o covado : na loja da ra
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores cortes de cambraia bordados de seda,
de muilo bom gosloa 48000 cada um, dilos de cassa
chita a 28000, ditos de chita franceza larga a 38O0O,
lencos de seda do 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na ra do Crespo, loja
licados dcsrnhos a 640 o covado : na ra Nova, foja
11. 16, de Jos LuijrPcreir.i & Filhu.
Pililos fraucezes.
Vcndcni-so palitos franre/.cs de brim de linho de
cores a 35"i00, dHos b/anros du brelaidia a 45000,
dilos de alpaca prelos e de cores a 88000. dilos de
panno lino prelo de cores a 118000, 16*000 e 4K5,
ludo da ultima moda ni ra Nova, luja u. 10, de
Jo-c Lu/. Pereira & lilhu.
Al ma 111 ilao coirr avaria.
Na loja da ra do (Jueimado n. 17, ao p da boti-
ca, vendem-se peras da madapoln lino com loque de
peca com
engomma-se com pcrfeicilo o prejo I avaria. pelo barato prero de &) c 38200 a
commodo ; no becco do Rosario u. 2. 120 varas.
-------
n. 6.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior Oanella para forro desellins che-
gada reccnlemenle da America.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior fptassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he'para fechar con tas.
A 4,000 RS. i ARROBA.
Vende-se carne muilo saa e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 48000 rs.
a arroba em pacotes de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Conceico, delronle da
escadinha.
Ai que trio.
Vende-se superiores cobertores de tpele, versas cores, grandes a 18200 rs., dilos brancos a
15200 rs., dilos com pelo a iniilacao dos de papa a
18100 rs.: na ra do Crespo loja n. 6.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 psde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' ra do Rangel^i. 50.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de fenro batido
e coado, de todos os tamauhos. para
dito. H
Vinho do Rheno, de qualidades es-
prales, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros; ra do Trapi-
che n. 5.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O-COVADO.
Na loja de liunnaraes & Ilcnriques, rua do Cres-
po 11. 5, vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo baralissimo preco de 189 rs. o covado.
NOVA ORLEANS.
Rara I n sim, fiado nao.
Na rua do Queimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furia cores lisa e de lislras intitulada
Nova Orleauspelo barato preco de 500 rs., o cova-
do, sendo esla fazenda muilo propria para vestidos
de senhora e meninos; gaze de la e seda de cores
as maia delicada,muilo proprio para vestidos de se-
nhora e meninos a 500 ra*u covado.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se o
seguinles vinho, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
Porto,
Mearlas,
Xerez cor le ouro,
Dito escuro,
.M.uleira,
em eaixinhas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por preco muito em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W-
Rowmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Slolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz, -n.-4.
Vendem-se 3 mulecoles de idade 18 annos, 2
escravos novos de lodo servico : na rua Dircita n. 3.
Vende-se sal do Au, a bordo do hialc Ang-
lica : a tratar na rua da Cadeia do Recite n. 49,
primeiro andar.
Na loja de4 porlas, na rua do Queimado n. 10,
de Manoel Jos Leile, vende-se por menos de seu
valor as seguinte* fazendas : barege de laa e seda
para vestido, fil de linho de cores, leques ricos de
madreperola e *arao, lencos de cambraia de linho,
chapeos Irancczes prelos, collarinhos de linho para
camisa.
Vende-se urna balanra romina com lodos os
seus pertences, em bom uso e de2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se 11 rua da Cruz, armazem n.4.
Voo.le-sa fio de sapaletro, bom : em casa deS.
P. Johnslon & Companhia, rua da Sentis Novo
o. i.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada,' e deTron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional coino ettrangeira%
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; fe em ampos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
prceps sao' os mais commodos.
Vcude-se um encllenle carrlnho de 4 redas'
mu I ici 11 construido, ecm bom estado ; est exposlu
na rua do A tago, casa do Sr. Nesroe n. 6, onda po-
dem os pretndanles eiamina-lo, e Iralar do ajusfo
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no
Recila n. 27. armazem.
QUEIJSE PRESUNTOS.
Na rea da Crui do Recife no armatm n. 62. de
Anlouo Francisco Hartins, se vend o mais supe-
riores queijos loodrinos, presnnlos para fiambre, l-
timamente chegados na barea inglesa Fmipa-
raiso.
Moinhos de vento
'ombombasde repuso para regar borlase baixa,
decapim, nafundiradeli. W. Bowmn : na rua
do Brum ns. 6,8 e 10.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2. edc*> do livriuho denominado-
Devoto Chrislio.nuis correcto e acrescenlado: venda-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da lu-
do pendencia a 640 rs. cada exelbplar.
Redes acolchoadas,
brancas a de cores de um t panno, muilo grandes e
de bom gosto : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina qoe volla para a cadeia.
MUITA ATTENCAO'.
Vende-se corles de cassa com barra muilo bonitos
por 2(500 r., dilos do cambraia brancas e de so-
res com babados, dos mais modernos a 49MO rs., di-
tos de cambraia de sedo, cortes-de seda unanun de
bom gosto ebeaados ultimauenle, cassa* de coses
modernas a 500 rs. vara, chitas Oa* a -180 o 900
rs. o covado, corles de rlleles de fuslao a 10100 rs.,
casemira de algodao a 320 rs. o covado, bfi.Ti do al-
godao de cores proprio para pantos a 260 rs. o co-
vado, corles de casemira de lindes padroes a 50000
rs., chapos pretos fra11ce7.es a 60000 rs., ditos de
sol de seda de cores a 60200 is. chales de algodao
de cores a 800 re., e nutras mais fazendas.por preco
muilo commodo : na loja de Leopoldo da Silva Qoei-
roz, rua do Queimado n. 22.
OBRAS DE LABVRINTHO.
Vendem-se loalhas, lencos, coeiros de labyrinlho
de (odas as qualidades, rendas, bicos largos e estrel-
lo.-, por commodos precos : na rua da Cruz do Re-
cito u. 34, primeiro andar.
ARADOS DE FERRO E TAIXAS.
Em casa de Rothc & Bidoulac, rua do
Trapiche n. 12, ainda existe] a vender
um resto de arados de ierro que se ven
muito em cunta para fechar cootas. Tjfm-
hem ha Iai\as ile ferro batidas Ci OJJJj fun-
dida por preco commodo.
Em casa de Rothe&Bidoulac, ven de-seo
seguinte:
Ferro da Suecia. -
Dito imitacao.
Cobre para forro, j
Pregos para dito..
Chumbo em lencol. ^>
Ac.
Lona da Russia.
Pianos. ;
Vende-se urna mulata muilo mora, 4qoe cozi
nha, lava eengomma, enm principio de costura, op-
lima leredeira c de urna conducta que seiafianra '
na rua da Gloria n. 6.
Vende-se um deposito c os perlences oto mes-
mo ; as (anco Ponas n. 71.
Vende-se o bem acreditado rape*-*o-
lao francez : na rua da Gadeia do Recife
loja do Sr. Bourgard.
Vende-se urna escrava : na rua de
S. Francisco, cacheira de Paula & Sliiva.
SACCAS COM FARINHA.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra bem tor-
rada : na roa da Cadeia do Recife, loja n. leU

;
-j
Deposito de vinho de cham- O
>agne Chateau-Ay, primeira qua- m
idade, de propriedade do condi St
fgf. de Mareuil, rua da Cruz do Re- ja
- cife n. 20: este vinho, o mellior ^
?jl| de toda a champagne vende- f
ft se a_."C$000 rs. cada caixa, acha- A
- se nicamente cm casa de L. Le- -
W comte Feron & Companhia. N. B. W
^ As caixas sao marcadas a logo ($)
{$) Conde de Mareuil c os rtulos O
(j$l das garrafas sao a/.ues. dA
*mm*t&am *$$ m
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muilo grandes c encorpados,
dilos brancas rom pello, muilo grandes, imitando os
de ISa, .1 1010(1 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a radeia.
Vende-se urna canoa de carreira, nova, c de
excelleute marcha: na rua do Brum, armazem n. 26.
ESCRAVOS FGIDOS,
-r
&
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-sc aos senhores de engenho os
seus bons ell'citos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
ma/.em de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-se relogios de ouro e prala, n.ai
barato de que em qualquer oulra parte
na prara (la Independencia 11. 18 e 20.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseilleem caitas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, ac de milao sorlido, ferroinglez.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, lem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, rcdowas, scho-
tickes* modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos crges de lanzinha para vestido de
senhorai com 15 covadoscada corte, a
Na rua do Crespo, loja da esquina que tolla para
a Cadeia.
S*
r
Desappareceu do sitio do padre Manoel Fo*
rencio de Albuqoerque, na Iravessa da Cruz de
Almas, de Ponle-choa, no dia 5 do correnle, um
seu escravo de nome Manoel, de nacio Roblo, de
meia idade, baixo, grosso do corpo, meio eaagaei-
ro ; levou um sacco com roopa sua. o escravo foi ,
comprado por muilo bom, ao Se. Manoel de Almei-
da Lopes, qoe o venden por ordem do Sr. Francia- t
co Xavier de Oliveira : ro^a-se, perianto, as auto-
ridades policiaes, capilaes de campo, 011 oulra qual-
quer pessoa. que o apprehendam o leve-o roa do
Dorias 11. 15, ou no dito sitio, que ser* recompensa-
do ; adverle-sc que o dito prelo he casado em ojen-
nho Camiir, freguezia do Cabo.
Desappareceu de casa do abaixo assignado, no \
dia 10 de juuho do correnle anno, um escravo don-
me Manoel, de nacau^Cosla, que reprsenla ter 32 a
H annos de idade, estatura baira, magro, denles
ralos; lem urna calva na cabera de carregar pesos; ij
consta ler estado em Iguarass: quetn o pegar, le- --
vc-uan mesmo abaixo assignado, na rna do Crespo 1
n. >, que se recompensar o sen Irabdbo.
Miguel Jote Barbosa Gmmares.
Ausenlon-se no dia 23 do correnle o prelo A-
leandre, de naeAo S. Paulo, idade de 25 annos, al-
io, falla demorada e corpo reforcado, fot escravo do
francez Miliqoe, morador no Rio Doce, t_
menledoSr. Eduardo Bolly; ease prt
em suas frequenles fgidas andar pela 1
ra, ir para Olinda, e refugiar-so as
Rio Doce : roga-se, portante a qo
delle der noticia, dirija-se rua do 1__
brica de caldeireiro, que ser bem recon
Desappareceu no da 24 do correnk. om prelo
de nome Joo, de nacao Cacante, cora 45 annos, bar-
bado, lie capinheiro, compra-o na estrada nova 00
vende na rua do Rosario da Boa-Vista o Cinco Pon-
as, com os signaes seguintes : bailo, chelo do cor-
po. ps pequeos, levou camisa e calca de algodao da
Baha, seudo a camisa marcada com a marca Lea
calca com J : quem o apprehender leve-e i raa do
Vigario n. 20, que ser gratificado.
Desappareceu uo dia 23 do correnle1 vas prelo
de nome Joaquim, de nacao Cacange, que represen-
la ler de 40 a 50 annos, bailo e grosso do corpo, 0
ja foi de engenho, de onde foi vendido a Antonio
Francisco Lisboa, com armazem de assucar na rua
de Apollo; levou camisa de rscado azul e calca da
mesmo, chapeo de palba velbo, lem costume andar
fumando em cachimbo pela rua ; levou um baliio
de compras desles do Porto, com lampa e com a mar-
ca em cima da lampa F : quem o pegar, podar le-
var a rua da Horda n. 2, junio ao trapiche do Ca-
lilla, que se gratificar generosamente.
Desappareceu no dia 28 de agosto, do engenho
Jsguary, um escravo de nomo Luis, criooto-, sem
barba, muito moco, cara carnuda, muito marcado de
hexigas, ol 10 pequeos e vermelhos, peilos largos,
lirado do corpo, com algumas cicatrizes de chicle
pelas pazos,: roga-se as autoridades o capitScs do
campo a captura do dito escravo, e leva-|o s Cinco
Ponas n. 71, ou ao mesmo engenho, "que ser gene-
ro-,miente recompensado.
Desappareceu no dia 8 de selerabro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, qne costorha trocar o no-
me para Pedro Jos Cerinu, e inlilular-se forro,
he tnuin ladino, foi escravo de Antonio Jos de .
Sanl'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
Santo AnlAo.e diz ser nascido no sertao do Apodv,
estatura e corpo regular, cabelles prelos, carapioha-
dns, cor um pouco fula, olhos escuros, nariz grande ,
e grosso, l.cicos gtossos, o semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porem nesta occasiSo foi com
ella rapada, cora lodos ns denles na frente ; levou
camisa de madanolao, caifa e jaquel branca, cha- ^. 1
peo de palha cora aba pequea o urna Irouxa de rou-
pa pequea ; he de suppor que mude de Irage: ro-
ca-se porlanlo as autoridades policiaes e pessoas par-
ticulares, o apprehendam e tragam nesla praca du
Recife, na rua larga do Rosario n. 24, que se re-
compensar muilo bem o seu Irabalho. '(
1009000 do rajificaro.
A quem apresenlar o moleque Alfonso, de nacao
Ctmundongo, idade 20 c tantos annos, bstanle sec-
co do corpo, fricos miudas, .Hura regular, com
duas marcas de feridas no meio descostas; desap-
pareceu de casa cm 17 do corr'ule agosto, pela 7
lloras da larde, e como nao leve motivos para fogir,
e leve sempre boa conducta, suppoe-se que fosse fur-
lado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
godao arosso e chapeo de palha cora lila prela larga:
Lquemo Irnuier rua de Apollo n. 4 A, receber a
gralificacao cima. '
v Ainda continua estar fugido o prelo que, em 11
de Miembro prximo passado. foi do Monteiro a um
mandado no engenho Vcrlcnfo. arompanhando urnas
vareas de mando do Sr. Jos bernardino Pereira de
Brito, que o aluguu para o mesmo fim; o escravo he
de nomo .Manoel. crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perna direila, cor prela, nadegas em-
pinadas para fura, pouca barba, lem o terceiro dedo
da ino direila eucolhiilo, e falla-lhe o quarlo: le-
vou veslidc caira azul de zuarle, camisa du algodao
li/.o americano, porem levou oulras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo prclo de seda novo, c usa *
sempre de correia na cinla : quem o pesar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu senhor RomSo Auloniu
da Silva Alcntara, ou no largo ,1o Pelourinho arma-
zem de assucar n. 5 e 7 de Romao & C, que sera re- /
compensado. f
PERN. : TVP. DE M. F. BE FARIA. 1854. 1


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