Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01374


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Full Text

AUNO XXX. N. 221.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 27 DE SETEMBRO DE 1854.
-m--------
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco pora o subscriptor.
V
f
X

0
\
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENtlAIIIIICi;ADOS DA SEBSCRIPyAO'.
Roeife, o propietario M. F. de Furia; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Dunrad; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
dn ;a; Parahiba, o Si. Gervazio Vctor da Nalivi-
dado; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
, o Sr. AntoniodeLo nos Biaga; Cuura, oSr. Vic-
iano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 1/4 d. com prazo
Pars, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo de lemas a 6 o 8 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 29JOO0
Moedas de 6J400 velbs. 165000
de 69400 novas. 16900,0
de 4000...... 9000
Prata. Patacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 1940
* mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORKEIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e uricury, a 18 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-fciras.
Vietoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE,
Primeira s 8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas e 54 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Rolaran, terras-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-letras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quarlase sabbados ao meto dia.
EPJIEMERIDES.
Setembro 6 La a, a s 6 boras, 48 minutos e
.' 48 segundos da tarde.
14 Quarlo minguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manhaa.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da larde.
29 Quarto crescenie 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundo, da tarde.
DIAS DA SEMANA,
25 Segunda. S. Justina m.Ss. Senador Calislraio
26 Terce. S. Cleofas; S. Firmino b. ; S. Lobo.
27 Quarta. Ss. Cosme e Damio irs. m.
28 Quinta. S. Weucesloduque ni.; S. Salamo.
29 Sexta. S. Miguel Archanjo ; S. Faleruo b.
30 Sabbado. S. Jeronymo presb. card. e dou.ior.
1 Domingo. 17. O SS. Rosario de Mara; S.
Remigio b. ; Ss. Virissimo, Mximo e Julia.
paete orriciAi.
GOVERNO VA PROVINCIA
Illm. e Exm. Sr.Com profundo pezar participo
V. Ele. que em 5 do corrente pelas ti c meia horas
da aaanhaa passou desta para mclhor vida o enge-
bheiro civil Augusto Danjy, sem que desse lempo
para Ihe serem admirasIrados os surcnos espir-
tuaes, por ler inesperadn e repenlinamente termina-
do seus dia, nio obstante ler sido iuseparavel do
seu leilo, Unto durante oa dias como as noile* o la -
callativu desla colonia. Simplieio Lins de Souza
Ftiles, que me dirigir a participado que em ori-
ginal remeti Inclusa ; e 4a qual se t que se lor-
naraol iuutcis lodos os Mxxorros d'arle, e esforen,
empregade*. No mesmo dia, e logo depois do passa-
raenlo doengenliciro, pussei romo era do met lle-
var, a inventariar ludos js objectos perlencenlcs ao
roemo, c os que perlcncem a repartidlo das obras
publicas, e que se ncdavam a cargo do dito enge-
nltciru, sendo presentes comiso a csso arlo o sub-
director rtesti colonia, o padre capel 1,1o, o facultivo
o eicrivSo, os qoaes lodos assignaram cmico o in-
ventario junto, quefoi feilo em duplcala ; para que
fieme un no archivo, como convm : Sirva-te V.
Etc. de ordenar-me qual o destino que deverci dar
aos ltimos ; visto que os priinciros soguera com n
presente ofQcin, a aerem pelo subdirector entregues
a quem enmpelir, segundo V. Exc. Iiouvcr por bem
determinar. Em 6 dias, imniediato ao d falleci-
menlo eogenheiro, fiz depositar seu cadver na
eapelU, onde foi celebrado pelo padre capelln mis-
ta decorpo presente pela alma do finado, depois pe-
lo mesmo padre foi encommandado o dito cadver,
qne em eaitSo forrado e >:oberlo de preto fiz seguir
pira n'capella da Barra da Jangada, (i leguas da-
qoi.) onde leve o mesmo corpo segunda encomraen-
dacao e foi sepultado de grades cima, tendo sido
acompanhado pelo inesm' padre capelln, o subdi-
reetor, 0 facttltalivo, a onze praeas colonos. Va i an-
neit a cerlidao de bito, e a conla da despeza feit
cora o enterro, ambas organisadas pelo dito padre
capen*- Ah Etro. Sr. Quantas esperancas mur-
charam .'Todos estamos consternados! Mas um s
consolo nos resta ; c he o tnnito que confiamos em
V. Exc, que servir-sc-ha de azer com que tornera a
florecer as mesinas esperances e produzam fruclo-
saborosos. O portador deste he o mesma subdirec-
tor, a quem ordenei que parlitsc, para pessoalmen-
le talonear V. Etc. a respeilo de oulras particu-
laridades.
Dos guarde V. Exc. Directora da colonia mi-
litar de Pimenteiras, 7 de setembro de 18*.Il|m.
e Exki, Sr. conselheiro Dr. Jos liento da Cunha e
Figueiredo, presidente da provincia. monto
Franascodc Soma Mago-lime*, capi lito director in-
terino do subdelegado.
Rkn> Sr. Levo ao conhecinienln de Vero., que
lioje pelas 9 '. horas da manhaa, fallecen de repcnlc
Mr. Danjoy. engcohejro,. d,*uma pulmouiles aconi-
ruttiada tle aTjTo liemnfVhoidal, que cedeflaty ao
melhodo therapeulico por elle mesmo applicado, e
por mim desde o dia "8 do passado, veio a exacer-
bar-se no dia 4 do prsenle, lalvez por utna porreo
dt viulio que bebeo inadvertidamente, e comido
urnas bananas, em consequencia de julgar fra de
perig".
No dia 3 disse-me que fizosse urna escada com en-
xadas na ladeira'por tras oalicerccdn quartel. para
a medicao do terreno ; estando eu assisliudo no din
dia seguale esse servico, inandou-me chamar e mos-
trou-me o ventre entumecido, e fazendo en as inda-
gares precisas para colher a causa de tal accidente,
fui informado que tinha asado daquclle alimento,
acootelbei-o qne tomasse o oleo de recio, i que
annuio, fez as digeroes, passou bem como Vmc. o vio
i noite, no dia segninle (hije) ainda tomn do mesmo
oleo por i roesmo ordenado ao amanhecer, ed'alii
ha ponen dirigio-se a cozinha e aqueceu-se no calor
do fago, teio para sala, corlou um limito, fez urna
limoaod com assucar fino, curaram-se os custicos,
pastados Iguns minutos sentou-se na cama, cabio
ella ('lella 110 chao, a expirou.
He sensivel Sr. que o homem medico de si nies-
M, acautelado de seu resguardo, tomando apenas
caldos por alimento, c eh't de folhas de laranja por
bebida em diminuta quanlidade houvrsse de esqoe-
cer-se do seu milindroso physico, c tomar bebidas
irritaetus e venenosas aqoelle mesmo homem, que
por vezas mediste eu lenho o peito muilo delica-
do.
Rogo i Vmc faca tcienleao Exinc. presidente o
incxplicavel sentimeuto de que me acho possuido.
Dess guarde ti Vmc. Pimenlciras 3 de setembro
de 1854.Illm. Sr. capitn Antouio Francisco de
Soaza Magalhaes, director desta colonia.Simplicio
teits dt Souza Ponte, cirurgiao da mesma.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA 00 JORNAL DO COM-
MERCIO.
Berllm 4 da agosto.
Comquanto repugnasse Ausliia levar no conhe-
cimenlo da Coufederacio Germnica ti seu l[aJad_'!.de
allianca de 'Jf de abril, ardes de ter certeza deque
cria approvado uuanimenietile, cedeu aos desejos
da Prussia, quese contcntava com urna simplesmaio-
ra, c annuio i sua apresentac.ao. Pode muilo bem
ser que esta ultima potencia sustentaste aquella dou-
Irina, por querer o apoio la Allemanha para a pre-
servadlo da paz, ligando assim a Austria a letra eao
espirito do tratado.
Na sesstlo extraordinaria que leve lusar no dia 24
do protimo passadumezapiesentoiiarniiimissaoo parecer, concebido nos segtiintes termos :
1." Que a Confederadlo Germnica adherisse
unnimemente ao tratado de allianca olTensiva e
defensiva assignado em Rerlim no dia 0 de abril
protimo passado pelos governos austraco e prus-
sia 11 o.
2." Que Dieta da ConfedcracSo Germnica se
reservasse odirelude adoptar ulterioresresolures,
relativamente as medidas necessaras em consequen-
cia desla sua adheso.
" 3. Finalmente, que a commisso especial, no-
meada un dia 21 tle maio, se pozesse em rH.icau com
a commissilo federal militar, afimde preparar aquel-
las medidas.
Quan lose proceden i vnlacjo, o'euviado de Meck-
lemhurEo, depota te oprimir a sntisfacAo com queo
sen governoxia a Ima iiitcIMeucia qtiectislia entre
a Austria e a Prussia. tleclarou qne, visto a conven-
cen de que *e tratava ter excedido o prescriplo pelo
pacto federal, au poda o sen goveroo dar a sua
adiiesao.
O enviado dos Paizcs-Raixos decUrou que o seu
governo, adherindn convcncjlo por parle do grao-
durado tle l.uxemburgo, n3o poda fazer outro tan-
to pelo que dizia respeilo ao tle l.imburgo, por iiso
que este, fazendo parle integral do reino, tinha de
seguir ,1 111,11' estrela ncutralidade.
O enviado da Dinamarca disse que nao tendoins-
truccoes do seu governo abstinha-se de volar, sup-
poslo approvaSM a altitudc lomada pela Austria e
pela Prussia o. podesse assegurar que os Eslados do
Holstein c ,1c Saucnhiirco nan ficariam alraz de ue-
iilitim Eslado da Allcnianlia na maneira porque
prccnchcriamosscus deveres federan-.
O presidente da Dicta, depois tle declarar que o
traladodc 20 de abril tinha adquirido, pela approva-
e.in quasi unnime tos representantes dos suvertios
da Allemanha, a forra tle urna n s ilurln federal, fe-
licilou a assemhlc.1 por ter dado urna aovaprova da
nula 1 que etiste caire os Estados da Allemanha cm
um ni amailo uto criliro. Assegurou que a Allema-
nha, leudo todas as suas forjas reunidas, poder cf-
ficazmentc defender os seus dircilos e inleresscs ; e
concluio prometiendo, em nome da allianca, a que
.1 Allemanha conservara 110 dcsenvolvimcnlodasiie-
goriacoes para a solucao da queslio do Oriente a in-
fluencia que deve exercer.
Seria muito para desejar que os factos nao des-
mdnlissein as palavrasdo general l'rokesch sobrees-
la uniflo, que lodos desejam, c sobre cssa iiilluencia
na marcha das ncgociafes. que nunca se Ihe deu.
Vtdluu de Vienna o coronel MhuIimiIIoI no da
do protimo passado mez. Infelizmente nao se firma
a esperanca que liuliamos de que o gabinete de Vi-
cua obrara de accordo com o prussiano. O conde
de Huol prefere conlinuar por urna senda desconhe-
cida ale einmaranhar a Austria e lalvez a Allema-
nha inteira cm diftiruldades incalculaveis.
lie verdade que anula se niln-communicou a con-
ferencia de Vienna a resposta do czar i reelamurao
austro-prussiaua ; mas nao he tambem menos verda-
de que o cabincle de Vienna deu della conheci-
inenlo allianea anglo-franee/a. e queso rcspoudeu
Prussia depois de estar cabalmente inleirailn das
vistas tas potencias occidentaes sobre aquello docu-
mento, persistindo em o levar ao conhecimenlo da
conferencia para se formular o novo protocolo, sem
ombargo de saber que o gabinete de Berlim nao
quer uelle tomar parte.
A Prussia nao quera queo despacho do rotule tic
Nesselrode fossecommunicado oflicialmenle confe-
rencia de Vienna, para evitar a ccnliiiuacao do sys-
lema al aqu seguido tle inlcrromper com protoco-
los as negociactes direclM com a Kussia. Estes pro-
tocolos au Icin servido senao para irritar o czar, c
Eira abusar da credulidade da opiuUo publica na
uropa relativamente a unan que nunca etistioeu-
tre as qualro grande* potencias.
Da conduca do gabinete prussiano qucixam-sc a-
marsamcnlo osrcpreseiilanles da allianca cm Ber-
lim,os seus nllcieoauus c toda a imprensa liiitatiica.
Aqtiellcs porm que nao so dominados pelo espiri-
to de. partido e por considerscOes tle iuteresse pes-
sual julgam-a com ju-lica e proclamam-a recta c
honrosa.
A Prussia e a Austria cntabolaram com a Itussia
urna negociarlo particular, em virtude de urna cou-
veoco especial. Es-a negocia^ao nao chegou anda
ao seu termo, visto como a primeira resposta rece-
bida de S. Patersburgo, comquanto fosse concilia-
dora, nao era salisfatoria uem terminante. Quem ha
pois que com razan possa admirar-se deque a Prus-
sia quizesse alada, sem a ntervenc.ao dos inimigos
da Itussia (com quem uem a Austria nem ellas estn
ainda em estado de gu"rra), enlender-se previamen-
te e em segredo com o seu alliado, atim de conti-
nuar a Iralinlhar eflicazmetilepara evitar urna guer-
ra 11a qual nao quer tomar parte e para a qual ain-
da nao se preparou !
Vendo porcm o gabinete de Berlim que a Austria
persiste em marchar por um camiuho que nao ap-
prova, e nao quer seguir por ora, deixa-a ir a sos.
Entretanto desejando aproveilar as boas disposicocs
em que se acha a Itussia relativamente s ticgocia-
edes de paz, communicou tam'iein Inglaterra e
l'ranna a parle da nota do conde de Nesselrode que
nias se presin a isso, pergunlando-lhes ao mesmo
lempo quaes as bases sobre quese preslariam a co-
mecar essas negociacoes de paz.
lie de admirar que de|iois das declarares feitas
pelos minislrosingiezes ao parlamento deque sem-
pre tiveram lenjo de fazer a guerra i Russia, e de
que as negociacoes que ciitabolaram tiveram smen-
te por I1111 gastar o lempo de que careciam para se
prepararem para a guerra, he de admirar, digo, que
a Prussia pei>i-l 1 em querer tralar da paz com quem
nunca quiz senao a guerra !...
O -alunle de Berlim, sem approvar a poltica do
gabinete tle S. Pelcrsburgo ao pon tu de querer ser
sen alliado. nao est disposlo, como a Auslria, a ser
instrumento da ambirilo britnica.
Collorado assim em urna posiejio delicada, alen-
lo o numero de inimigos que de um momento para
oulro Ihe podem apparecer, forcoso Ihe he prepa-
rar-se para defender a sua seguranza e diguidade. O
ministerio acaba de ordenar a compra dos cavallns
necessarios para letar a anudara e parte de caval-
laria ao pe de guerra. A mobilisaejo da infaularia
fez-se rom tanta facilidade, granas ao syslema mili-
tar dcsle paiz, que o governo anda a nao decretou.
Como nao he iieccssaria desde ja, fui adiada parauso
causar lavoura, nesta poca da colheita, um mal
evtavcl. Quando mesmo a infantaria ftir mobilisa-
da sti um limitado numero da iMniwehr ser cha-
mado s lileiras. O governo'' nao quer por em armas
por agora mais de 300 mil bomens,'
O excrcilo prussiano, levado a sua organisarHo
cmplela de guerra, conra 269 batalhesde infanta-
ra de 1,000 homens, 2% esquadres de na val loria,
99 baleras de arlilharia c um corpo deeigenheiros
tle 3,000 homem ; pde-sc-lhe unir lamheni o pri-
meiro bando ta /.andnehr, que lem umeflectivode
lili balalhcs e de 144 esquadres. Quer dzcr isto
em nuil n< termos que a Prussia pode por em armas
com grande facilidade um exercito activo de 300,000
homens. ficando-llie anda o sesuudo bando da
CcttMhMir, ta torca do primeiro, para guarnirlo das
praeas tle guerra c das cidades nos dilTerenles ds-
triclos em que he rerrulado, e tos quaes, segundo o
A FAMILIA HJBIY. (*)
Por Panto Maurice.
PKIMEIRA. PARTE.
O duelo pela irma.
II
Hcnrique Luciano! dizia Daniel a tlous ami-
gos que reunir un manhaa do dia seguinte cm sen
quarlo da ru 1 de Gres, agora sabis tle tuda a asnina
avenlura desde a apparicao do pai al a obra do li-
llio. Sois mcus Imiiis e charos collccas, conlo-vns
este negocio serio, certo de queo tratareis seriamen-
te. Ah! se vos tivesse enconlrado lionlem a noile
teria queritlo dissijiar lutlas as duvidas antes tle des-
cancar stibre ti lra\csssciro n.inda face intulUda.
No meio da ra minha dignidade cunleve minlia iu-
diguaeao ; porm smente sol a rnndico ile llio
tletar dormir muilo lempo temellianle affronla.
Emqnanln Daniel fallava, llenrique lorcia 0 li-
sotle, e Luciano Italia Com a chib.iiinha apona tic
sua bola envernsada.
Eram duas leslemunhas muilo joven. Luciano,
lilhn de um par tic Franca tle rcenle Tornada, era
um tloutriiiario sem barba, mas 11 lo sem arrogancia,
que aspirava j a ser auditor no nonsellM de estado,
011 lerceiro secretario de emba tada: lano e la o
liourt! Qiianlo a Hcnrique, lieidi.i.1 nico tle um
banqueiro millionarin de Brdeos, eslava aos viule
anuos rcduzido a nao fazer nata, e a pagar Indo,
principaliiiciili- o amor, l'i 1 linda evideulcmcute
iiiuila iiolorirdade, o oulro iiiuilo diuheiro, c anido.
abusa anda tuais deploravi-Drouieeavam a ler min-
io espirito.
regulamenlo. nao deve sabir. Em 1S5I leve 400,000
homens em armas.
O exercito austraco teve na mesma poca600,000
c pudo erelevado a 700,000, Alm dcstes dousfor-
midaveis exercitos lem tambem a Allemanha para a
defender o da ConfederacSo Germnica, que cunta
155,000 homens". Assim a forra armada da Alle-
manha lera um effeclivo de 1,300,000 homens, alga-
rismo que n5o he exagerado, por isso quecsl na ra-
zSo de l res por cento da sua populacho.
Anda se no sabe a poca em qoe os exercitos
austracos enlraro nos principados do Danubio e j
a reorgansac,ao do poder nesses principados eucen-
drou cm Consiasilinopla series discussoes entre lord
lia.lelil c M. de Brurli. O primeiro, na qualidade
tle representante da Graa-Brclanha e na sua especi-
alidadc de protector da Porta Ollomana, j linda
designadn o trome dos novos hospotlares que mais
couviiliam aosinteressesda Inglaterra. O segundo
porem, depois de se oppor com energa a esla pre-
lencan e de ter consultado o seu governo, recebeu
ordem de declarar a Porta que os principes de Chika
e de Strbey, que de facto nem foram destituidos nem
acabaram o seu lempo legal de governar os dous
frincipados, seriao reintegrados nos seus poslos. A
orla promelteu conformar-se com esla decisab.
Depois da queda de .Napolen, he a Russia o obs-
tacuio mais serio que a Graa-Brctanha-tcm encon-
trado para a realisaco do seu projeclo de domina-
c,1o universal em proveto da sua iudustrin e com-
mercio. Aquella grande potencia do norte, logo
que enlrou delinilivamcnle na familia europea, de-
pois da lula rom o rival da Inglaterra, troute urna
nova influencia ao systcma poltico da Europa, cu-
jos sautlaveis effcilos se lizeram j sculir nos m-
ntenlos ile crisc nao s na.Allemanha. mas tambem
na Auslria.
A Inglaterra nao podia deixar de aproveitar-se da
occasiao que Ihe dava um excesso de zelo religioso
do sen rival para, arrastando aps si aquelles que
nao qocrera conhecer a sua pnlitica, fazer-lhc urna,
guerra que Ihehe nerestaria para quebrar o obst-
culo que cunslau [emente se tem opposto s suas vis-
tas inlercsseiras.
Qualqucr que possa vir a ser o resultado da lula
actual', parece fura de duvida que ser longa e des-
astrosa para lodos os que nclla entraran, fazendo
por certo muito pouca honra perspicacia dos ga-
binetes da Europa o eslado a que chegaram as ne-
gociacoes.
NSoser por ventura a sua cegueira urna expiarlo
dos crimes que as nacoes chrisUtas comruetteram,
quando oceupadas era combater-se mutuamente,
deitaram suecumbir o chrislianismo no Oriente ?
As lagrimas qu verleu Nicolao V, quando Ihe de-
ram a noticia da tomada de ConsUinlinupla pelos
Turcos, nao as etpiaram. A velha capital da re-
generarlo europea, que conservou a sciencia antlga
no meio de, tantas vicissiludcs para alegar soric-
dade moderna, est coudemnada a licar eternamente
as mos dos itilieis, e a servir de pomo de discor-
dia aos clrrislos.
Sem embargodaaffirmacao feilo por lord Palmers-
ton no parlamento britannico, de quesjicuhuma na-
o linda feflo mais progressos na rvdi-acan nestes
ullimos trila anuos do que a Turqua, elocioque de
certo nao he lisongcro par a Europa, melhor fe-
ria sido que dissesse que ncnbuma nacao, a nao ser
Portugal, arruinou com mais abnegarao a sua indus-
tria em favor da de Maucheslec. Aonde estilo os
Irinla mil teares de sedas e de alamino qoe exisliam
em Damas e Alep ?
S lord Palmerslon pode elogiar pud|icamcnle a
civilisacao de urna nacao cuja lei religiosa aulorisa
a polygumia, a convers3o por meio da forja i lei de
-M idoiiifl, o desprezo pelos infieis, e conseguinte-
mente a desigualdade dos direitns civis e poliricos,
a compra anniial do dir u de rr%rr mposla a lodos
os vassalos do still.lo qoe nao prqfessam o islamismo,
a niorle de lotlo o apostata da. lei nialiomelana, e
finalmente a necessidade de malar todas as crian-
cas de sanguu regio do seto masculino, com excep-
c3o de um s, para nao compromeltcr a lei ta suc-
ces>ao !... Desde quando deixou a moralidade de
ser considerada como urna das condiees essenciaes
para os progressos ua civilisacao de urna nan.io
Todas as tendencias do novo s> sienta polilico inte-
rior do Reino-Unido Ihe impem, como condicao de
vida, o monopolio da industria do mundo. He,
pois, tora do duvida que as auos que, como as In-
dias, Portugal e a Turqua, se submelleram dcil-
mente .1 abandonar toda a especie de industria, re-
duzindo o seu commercio e navegado *s proporctes
de simples feilorias da nietrnpole industriosa ; e que
as naces que se deixaram irapor tributos permanen-
tes com o titulo de empreslimos usurarios, que Ira-
zendo fraco rcmelio s suas necessidades, diaria-
mcnle augmentadas, acabar por fon de destruir a
independencia nacional, fazeiu com eOeilo, segundo
a expressSo do illuslre orador inglez, grandes pro-
gressos na civilisacao, consiilerada debaixo do punto
de vista do interesse britannico.
A -iliiaeao financeira da Turqua he das mais de-
ploraveis. Ha falla absoluta de crdito e de toda a
especie de numerario.
Os 50 milhocs dekaimes ipapcl-moeda com curso
forjado) que acabam de ser erailtidos, ninguem os
quer trocar. Das tres combinarOes que se formaran)
para evitar urna morle certa por falta de crdito
publico, nenhuma leve resultado satisfactorio,
Cabio a do projeclado Banco formado por nego-
ciantes armenios, que cediam seus direilos a umi
companhia iugleza, representada por M. Trouv-
Chauvel, como cahiram a de um Banco creado pelos
Srs. Alleon e Baltarzi protegido por Reschid-Pach,
que tinha interesse ueste eslabelecimento, e final-
mente a negociacito do empreslimo por Namik-
Pach.
Collocadn em 13o tristes circumslancias, encarre-
gou a Porta aos seusembaitadores em Paris e Lon-
dres de fazerem um empreslimo, auxiliados pelos
Srs. Hurand e Black. Al agora nenhuma esperanca
ha de que o possam contrair.
Na Asia tem os etercitos russos oblido vanlagens
sobre os ottomanos, os quaes se acbam em completa
desorgaiijsajao, devda cm grande parle ao facto de
serem mal coinmandados, e tambem as continuas
dissenses que exislem entre os officiaes superiores,
pela maior parte emigrados hngaros, polacos ou ita-
lianos.
O cholera faz grandes estragos, nao s em Schumla
e Varna, como cm Galipoli, onde eslo os deposilos
dos exercitos adiados. Ja morreram desse Oagello os
generaes duque da Ilchingen e Carbuccia e mais 8
ou 10 officiaes ditlinetos. Este acontecimento pro-
tluzio viva impresso em Conslantinopla. Por agora
as Iropas adiadas nao passaram o Danubio e o um-
vimcnlo retrogrado das tropas russas continua sem
ser meleslado pelas tropas turcas, l'alla-se n'um
desembarque de -25,000 htimcus do ctercitn anglo-
fraucez na Crimea, e diz-se que o decantado ataque
contra Sebastopol s se far no anno que vem! !
_ Parece corlo que de Paris foi ordem ao principe
Napolen para vollar aquella capital : e falla-se mais
que nunca na demissao do marcchal SI. Arnaud do
cumulando em chefe dos exercitos adiados.
{) Vide Uiario u. 219.
Mcu amiso, disse lleurique a Daniel, nada ve-
jo gra\e cm ludo alsentea brulaldadc desse cria-
do de collegio, c aflianco-te que vamos fechar o lu-
co desse scnbor, que faz tanto molim por nada.
Algum caxeiro de loja! exelamou Luciano,
lie misler que elle dea Daniel asmis humildes
dcsculpas.
E que a linda moca Ihe offereca a oulra face,
tlisse llcniique. Irra! esse joven que afTecla tan-
ta virludc, leria lalvez atacado tambem a rapariga
em ten lugar.
Sim; mas eu no lugar dclle leria falvez de-
fendido tambem minha irma.
Sua irmaa Ella he sua irmaa'.' (oruou Lucia-
no. No G\ mnasio os amantes sempre sao irmaos.
Receio que elle srja realmente irmao da rapa-
riga, disse Daniel, c que mcu velho puritano Leo-
nardo Auhrj seja pai de ambos.
Essa he boa has tle ver que teu velho puri-
tano nao ser mais to que um velho thesoureiro !
Acaso anda fazes versos como para Luiz o Grande,
mcu nolire Daniel? Porm vamos penetrar em teu
cunto plianlaslKo. e fazer-te dclle urna historia pa-
ra todos os tlias; pederemos invcnlariar-te essa ca-
sa niysleriusa, c dizir-le jutlanienlc quanto paga de
imposto pelas portas ojanellas.
Nao zumbis, ido. Conhcreis minhas inten-
ees; stlc Orines.
F'ica tranquillo! E-a Luciano, pnnliamo-nos
a camiuho. E tu, Daniel, espera-nos aqu vendo so
ooiilonn se adaula.
Daniel adannu a rabeca com dcsronicnlamcnlo
vcmlti os sabir lo aleares.
Irr! tlisse elle cun siso, lleurique he muito
zniiiht-leiro, e Luciano muilo tlestlenhoso! Todava,
aliual, elles teem senlimeiilos liebres.
O que era anda verdade... ao menos por dous
anuos. Mas nesse mntenle os dous collegas cuida-
vam muito mais cm deslumhrarem-se um ao oulro
do que cm se cninmoverem junios. Tnhain acendi-
1I0 eliariilns, e i un pela prara do Paiitheoii luui.iu-
tlo, eonversaiitlo e rindo,
1 fiiln rerlainenle grandeprazer em prestar es-
le ser vino a Daniel, dizia Luciano. Klle he um ra-
paz liuin e espirituoso, cuja nica desgrana e vicio
he ler um lio banqueiro. Mas seu negocio perturba
furiosamente os mcus. Iloje he o sabbatlo da prince-
za de L... e eu havia de ser apresenlado ao mius-
tro da juslira.
Que direi eu enlao ? interrompeu Henrique.
Ha boje urna primeira rcprcsenlacao no Thealro das
Variedad!'-, eeia e baile em casa de Adelina com to-
da a sortc de artistas, de choristas e de publicistas...
de ambos os setos.
_ Em suiuui.i, lornou Luciano sem parecer ou-
vr Henrique, o insulto de Daniel be bem aulhen-
lico"? Elle falla mu calorosamente dessa pequea,
que apenas entrevio. Quem sabe se nao provoca o
irmao para tocar a irmaa? Quem sabe se nao dese-
ja vencer Horacio, porm a Camilla? Dzc, Hen-
rique, somos ns justamente araulos de guerra, ou
mensageiros de amor ? Somos Thallybus ou Pan-
daras ?
He esse o menor de meus cuidados! respnndeu
Henrique. Sabes o que temo ? Urna scena de fami-
lia, um drama burguez, urna cbnradcira i maneira
de Kolzebue. Suspcilamos j um pai e una iimaa
sem cuiilariif s com o desconhecido. Se houver bu-
miiladetorno-mc logo mui seceo Aborrccoparliru-
Irmenle o seero sentimental, domestico" c virtuo-
so. A tragedia em prosa irrila-mc os nervos, o en-
lernecimento rr.c exaspera, lenho a hydrophobia tas
lagrimal!
Essa he ba, se chorarcm, riremos Porm,
cis .111111 a ra ca rasa.
Nao coimn uossa magestade de cmbai\a-
ilnrcs,1 que lancemos fura os charutos? perguntou
Henrique.
Sim, mas he preciso desembarace Manlcnlia-
mos nossa superioridade. Elles silo brguezes, seja-
mos fulalgos!
Os dous mancebos animados re lamente das in-
Innue- mais ins denles b.lleram porta do andar
terreo, que o porleiro Ibes indicou, o ouvindo acu-
dir um passo ligeiro, Henrique tlisse if'l.uciano :
lie a bella causa do litigio, que vem receber-
nos pessoalmenle. Allenran.
Havia sobre os labios tlesses mancebos nm sorriso
assas irreverente. Com elfeiln urna linda rapariga
loura com odios pardos fui abrir a perla aos dous
A etpedirjo frauceza qoe parti a bordo dos navios
inglezes para operar ua Finlandia chegou j naqoel-
les mares. O. sea commandanle foi a Stock bol nm pa-
ra oblcr tlecl-rci da Suecia que renunciaste em par-
te aoseu syslema de noulralHadc e pcrmiUisse, vis-
to ter-se recusado a cooperar com as duas potenrias
occidenlaes, qtie a diviso frauceza desembarcasse e
invernasse na Suecia.
Segundo as declarar/es que o gabinete sueco fez,
a inn-aoilo diplomtico guerreiro ser infruclunsa.
Parece qae os almirantes prevendo j o resollado
daquella missilo esto decididos a atacar as ilhas tle
Ocsel e Dago para as fazer occbpar por aquellas for-
ras. Estas ilhas, situadas no colpho da Filnaudia
l'iTio de Risa c tle Revel, em face do litoral da
Curlaiulia e da l.ivonia, podem ofierecer um ponto
de apoio s uperaees tas esquadras.
O almirante Corry voltou doete para a Inglater-
ra. O cholera continua a causar grandes estragos na
esquadra, principalmente a bordo das naos.
A esquadra de vapor vai pralicaudo actos de pira-
taria, depois que fui mal succedida nos desembar-
ques. O ultimo ilesses aclos causou iinpressilo na
Prussia, c da motivo hoje a urna correspondencia
nm lano seria entre o ministerio tos negocios es-
Irangeiros de Berlim e a legaban ingleza.
A crvela a vapor Archer apretn as aguas tle
Pillan o navio hollandez ll'ilhelmina carregado tic
correntes de ferro, que servem para amarrar o gado
s mangedouras durante o invern, e de Iridios para
y caminbo tic ferro de Knigsberg. Os papis do 11a-
As exigencias cnmmerriaes irouteram tambem por
fim liga o Hanovcr, Brunswick e o Oldemburgo,
que linham formado nina assunianan eparada. A
Auslria, pelo seu tratatlo de 2 de fevereiro com a
Prussia, abri o caminho para entrar nesta grande
unio. tirando fura della smente pela nalureza es-
pecial do seu commercio o Mecklemburgo, llamluir-
go, llremf n e Luberk.
A unidade coinmercial allemaa, imaginada por um
homem de slado da Prussia, s se pode completar
no fim de 23 anuos durante, os quaes o gabinete de
Berlim Irabalhou nesta grande obra com rara aclivi-
dade, inlellisenria e desinteresse.
O desenvolvimenlo que a industria allemaa adqui-
ri depoia que se levantaran) as harreiras que conti-
nuamente se oppiinham suacircularao.pode-scjul-
gar nao s pelas numerosa lindas de eatninho de far-
ro que. alravessando a Allemanha em todos os senli-
dns.v,in unir os mares, os rujs e as capilaes, levando-
Ihesos productos das fabricas, mas tambem pelo fac-
to de poder supporlar vanlajnsamente cm muilosar-
tigosa concurrencia brittanica.
A industria allemaa, aue al agora s se mostrou
as ctpnsiroes eslrangeiras, ou no interior do paiz
cm estrelles edificios arrancados momentneamente
a oulros usos, ostenla-sc boje cm um palacio tam-
bem de cristal, aonde ufana se adorua para receher
os reis e principes ta Allemanha que todos a vem
saudar.
O palacio de cryslal do Afunich foi solemnemente
aherlo por el-rei de Baviera, no da 16 do protimo
vio c-lav.mi todos em regra, e a propriedade per- intasado mea, e no dia 19 ao publico.
Icnce a casas de commercio prussianas, conhecidak O edificio lem 800 ps de comprimento,280 de lar-
pela sua prohidade. Como as eiplicares dadas ate gara c 87 tle allura, e cobre o esparo de 7,744.000
aqni pela legacao britnica nao-sejam satisfactorias, ps cbicos ; a sua superficie he de 247,600 ps qua-
o governo prussiano mandn ordens positivas ao seu '
ministro cm Londres para fazer as devidas, rcclama-
r/ies conlra o abuso da forra cm prejuizo dos princi-
pios do direilo tas gentes, que se est conliniiaincii-
le pralicaudo sobre a propriedade prussiane nos pro-
prios porlos dcsla nacao.
Espalhou-se a noticia da esquadra adiada ler dado
um ataque serio s ilhas de Aland, e de se haver
apoderado deltas depois de um rendido combate tle
48 horas. As noticias ofliciaes fallam porm somenle
de um reconhecimenlo fci lo polo almirante Chads a
lesla tic urna divisAo.
Chegaram no dia 23 a Berlim el-rei de Portugal c
seu irmao, sobrinhos do imperador do Brasil, acom-
panhados pelo duque ta Terceira, visconae da Car-
rcira, brigadeiro Sarment, coronel Folquc e o |en-
carregado tle uegocios de Portugal, que os linda ido
receher fronlcira.
Foram recebidos na sala da estacan do caminho de
ferro tle Polsdam pelos generaes commandantes da
guarnidlo c da cidade de Berlim e pelo intendente
geral da polica, eiicarregados pV S. M. Prussiano
de os acompauhar durante a sua residencia nesla
capital. Tambem all se acbava toda a legacao im-
perial do Brasil.
Os augustos visitantes foram conduzidos em car-
ruagens da corle ao Brilith Hotel, aonde se Ibes ti-
nha preparado um aposento, por nao lerem querido
aceitar aquellc que no.pago lites fra offerecido.
-\n dia segninle pela inauhaa l-rei da Prussia c
os principes aqu residentes foram vi-iia-los, e urna
hora depois pan rain os hospedes para Polsdam rom
o fim tle seren apresentados rainha c janlarcm
com a familia rpal.
No dia immediaio liouvc grande parada formada
da guarnirn da capital no Linden, c el-rei da Prus-
sia foi em pessoa busca-Ios ao hotel. Os principes,
que j se acliavam a cavado a porla do hotel a espe-
ra de S. M., sesuiram-o passaudo peia frente da in-
fantaria, formada em linda com a suatlireita apoiada
no palacio to principe da Prussia, q a esquenh n
porta de Braudenbiirg, e depois pela frente da caval-
laria postada tambem em linda flo outro lado do Lin-
den, com a direila apoiada ualmesma porta, e a es-
querda na uuiversidade. Vieram em seguida collo-
car-se debaito da estatua do principe de Blindo-r pa-
ra verem as tropas desfilar, a infantaria em columna
de dalallian e a cavallaria de csquadrio.
De volta aoseu aposento rccelieram o corpo diplo-
mtico e (oran) s 3 horas ao palacio real assislir a
um jantar, ao qual esliveram presentes todas as altas
dignidades da corle e os officiaes superiores da guar-
nicAo.
o dia 25 houvc em Polsdam a parada da guarni-
rlo daquella resiuencia.c depois um grande jautar no
palacio novo, ao qual assistiram com a familia real,
lodos os officiaes superiores das duas guarnieres,
rumpn De larde foi el-rei com os seos aususlos hospedes
a bordo do seu hiale a vapor tomar cha a ilha dos Pa-
ves.
Tendo Sua M. Prussiana de partir para Munich
r.o dia seguinte, onde j era esperado, deitou entre-
gues os seus Ilustres hospedes, que ainda aqui se
deviam demorar dous dias mais, aos cuidados de seu
siibrinlio o principe Frederico Guilherme para lhes
fazer, durante esse lempo, as honras desta residen-
cia.
Os principes portuguezes visilaram a Universidade
e os eslabeleciraenlos de instrucrao e de recrearlo
que abundara em Berlim: assistiram a um etercicio
de fogo da arlilharia, jantaram com o principe em
dous il i lloren les palacios que ainda nao linham viste,
e partiram por fim no dia 98 para Gotha, onde seu
lio o duque Satc Coburgo os esperava. Diz-sc que
depois de residirem all 5 dias, rilo a Vienna fazer
uina'visita ao imperador da Austria. S. M. Prussia-
na acolheu-os com o maior agasalho.
Logo no dia immediaio ao da sua chegada Ibes
mandou ofierecer, pelo conde de Dohna, mordomo-
mi e chanceller da ordem da Aguia Negra, a grta-
cruz dcsla ordem, que he a primeira da Prussia. Os
agraciados appareceram nn parada com a sua nova
condecoracao Concordia res purcacrescunt.
Foi Mr. de Molz, ministro dos negocios da fazen-
da de Frederico Guilherme III, quem concebeu o
projeclode reunir em um s o syslema tle alian le-
sas, senao da lolalidadc, pelo menos da mainria dos
eslados da Allemanha, procurando por este modo es-
tabeleccr urna igualdade fraternal de inleresscs eom-
merciacs, para o fim de fazer amigos dos que outr1-
ora erara inimigos. c poder oppor assim ao cstran-
geiro urna resistencia homognea e compacta.
O desenvolvimenlo do seu gigantesco plano nao
teve logo os efleilos desejados pela resistencia qne se
Ihe fez, nascida do temor de que a inlervencao tos
governos eslrangeiros na adminislracao interna dos
eslados dcslruisse a sua independencia poltica.
Alm deste houvc tambem o receio de que a re-
partirlo tlesigual dos empregos das alfaodcgas po-
desse vir a causar prejuizo aos subditos de cada um
tos estados associados.
O reino de Satonia, os eslados da Tduringi.i e a
maior parle dos eslados do norte da Allemanha reu-
niram-sc em Cassel, onde depois de manifestaran os
reces de que cima fallo, declararam querer man-
ler o slatu quo.
Um anno depois a urgencia das circumslaucias e a
prosperitlade dos vizinhos, mostrando-Ibes o erro
que haviamcommeltido, obrigava-us a I calaran com
a Prussia.
molejadorcs, os quaes. lornando-se repentinamente
serios, Irocaram um odiar inquieto. Era quasi urna
menina, linda apenas quinze annot.
O senhor Nalalis Aubry esl em casa? per-
guntou Luciano.
Esl, sim, senhores, disse a raparisa, a qual
parecen confusa pelo aspecto composto desees des-
conhecidos. 0
Enlrarftmcm urna sala de jantar, que dava para
o paleo $g dous mancebos acharara um velho tal
qual Daniel Ibes havia descriplo, emp junto da
janella com urna tigela prcla na mao almocando so-
pa de leilc. Elle depoz a ligela njeio chcia" sobre o
fogao, saudou os dous mancebos, e depois dissc-lhcs
com voz quasi tmida, leudo os odios baixos segundo
seu coslumc.
Tendain a bondade tle sentarcm-se, senhores.
Mcu ludo Nalalis esl ainda cm sen quarto no lercei-
ro andar ; porm, ha tle descor sem demora com
seu irmao mais velho: a radia j foi chama-Ios pa-
ra o almoco.
Luciano c Henrique nclinnrani-sc e senl.irain-
se sem responder. Elles ohservaram o velho e a
mora, e pensavam com algiinia pcrttirhacao.
Decididamente sao o pai c a irmili !
A irmaa sem muver-sc linha us lindos eslrcmcci-
mculos tic cabera e os odiares forlivos de una pe-
quea corsa sorprendida. Quanto ao pai, elle nao
pareca menos liudo, que na bibliolbeca c misino
em sua casa linda o ar de 11111 cslranlio. Urna rabe-
ra branca e cabera una loura, cumpria respeilar
dous meninos.
Depois tic 11111 011 dous minlos de silenrio c de
embarace Leonardo Aubrv disse brandamcnlc i
Bina:
Maria, vai prevenir a Nalalis de que estes se-
nhores o procuran), a fim tle que elle nao se demore.
Oh uo val a pena, senhora !...
Essa he boa vai.
A rapariga levanltiu-sc romo ronlra vonlade e
sabio luid menle.
Senhor, tlisse Henrique rom 1:1 ande desaso n.io
saliendo que dissesse, nao queremos impedi-lo de ai-
mojar, continu por favor.
Agora Iralarei tle oulros objeclos 'le que me nao
oceupei na ultima sessao. Como van.os nos rom o
ministro inglez sobre os Africanos que elle disse que
exislem em casas particulares nascidos de Africanas
livrese baptisndos como escravos?
A proposito, visto que o nndre ministro falla no
seu relalorio no decreto de 28 de dezerobro do anno
passado, persuntarei o que he feito de 26 AfriiSnos
livres qoe alguera disse nesla casa ler oblido? &,V-
1 F..!:o. io nrruinrinadn- '> OufBjk
rer.iin lies todos ? EslAo ja emancipado:
lambem Africanas, e estas tiveram filhos ? ForamJ governo britannico ; os seus agentes aqni residentes
a- WK"
dradus. Os nialeriaes empregados na sua r'onslruc-
esjo foram 3.125,2:) libras de ferro, 224,778 ps
quailrados de cryslal e 99,000 ps cbicos de ma-
tleira.
_4_
A primeira columna foi enllocada no dia 27 de fe-
vereiro e a ultima no dia 8 tic junho.
Foi construido cm 78 dias de trabadlo ; finalmen-
te, a galeria exterior que rodeia o palacio fez-se cm
8 dias.
O catalogo da exposico que acaba de se publicar
contera 326 paginas, e inostraque o numero dos que
etpuzeram be tle (,588 dos quaes 2,331 sao Bavaros,
1,497 Austracos, 789 l'ru-sianos, 462 do reino de
Satonia, 413 do Wurlembcrg, 180 de Badn. 158 de
Haniiovcr, e o resto dos dillerentes estados da Alle-
manha. Na minha protima caria fallara sobre os
objectos que mais tlevem fitar a alteucao do com-
mercio.
Sua magestade prussiana voltou de Munich Ber-
lim no tlia 2 do crrenle, dcixando no palacio de Ni-
phcmbiirg a rainha, que conla passar all ainda al-
guns dias nn scio tle sua augusta familia, antee de
partir para Icbcl, onde vai residir um mez cm com-
panhia ta arebiduqueza Sophia.
M. de Laveriihagcn, encarregado de ama missao
coinmercial c que deve licar nessa curte al a chega-
da do novo ministro soccessor do cunde de Oreolla,
parte pelo vapor quo leva esla caria. Diz-se que
depois ir a Montevideo tambem com o mesmo lira.
A. ausencia a banhos de una grande parte dos es-
peculadores c a inrcrleza do futuro tem causado es-
tagnacao nos fundos pblicos. O seu prero nian-
leqi-se porm sem depreciarao.
6
/'. .S". lia boas razos para suppr que a rcvolu-
cao de llesp.inda mo he um faci solado proveni-
ente de nansas locar- ; mas siur obra do cornil.'
director de Londres, muito oceupado em eslender a
sua accao principalmente Italia. O coiihecimenln
deste facto produzio unta nova mudanra na vacil-
laule poltica austraca.
O imperador, sem renunciar oceopaejao dos prin-
cipados tlu Danubio, nao qoer permillir aos Turcos
nem aos exercitos ta allianca aualo-franceza que
cooperan com as suas I .rea- para o conseguir. Es-
pera obler mais fcilmente por esle meio uina eva-
cuadlo voluntaria por parle da Itussia. evitar nm
conlliclo c nao romper o seu accordo com a Prussia.
O conde Georse de Esterazy, que acaba de che-
gar a esla capital, vera encarregado de tratar esle ne-
gocio em missao extraordinaria, o de ver ao mesmo
lempo se os bonsofficiosda Prussia podem modificar
a acrimonia que actualmente etisleculre as relames
da Russia com a Austria. O facto da Russia evacuar
os principados he devido s instancias de el-rei da
Prussia.
A nova altilude que a poltica da Auslriaassumio
anuda inleiramenle o valor da presenca das tropas
adiadas no imperio oltomano. He verdade que se
falla cm manda-las Crimea ;'mas lodos os homens
experimentados na arle da guerrae que cenhecem as
dfficublades que offerece a navegacao domar Negro
a mular do mez de setembro al ao de maio.vem a
impossibilidade de se emprehenderem laes expedi-
coi's com lao poucas tropas, sem serem inleiramenle
sacrificadas logo que frem privadas do apoio da es-
quadra.
Nao he pois extraordinario que os gabinetes da al-
lianca anglo-franceza, vendo-se collocados na impos-
sibilidade de salisfazerera por meio de um feilo de
armas a impaciencia dos povos a quem pedem con-
tinuamente novos sacrificios, e a quem moslraramo
moslram a guerra com cores falsas, se queixera amar-
gamente da Prussia, que al aqui tem negado o seu
concurso activo e sabido paralisar o apoio da Aus-
tria.
A ultima communcarao fcila pelo gabinete de
Rerlim quedas potencias da resposta da Russia in-
limacan austro-prussiana, trouse-lhe, como se podia
esperar, o convite de se reunir de novo com os re-
presentantes da allianca eda Auslria n conferencia
de Vienna, para conectivamente deliberarems sobr
ella.
El-rei da Prussia prev, pelo contedn pouco di-*
plomalico das notas tle convite ao seu gabinete para
aquella reunan, e pelas communicaces que tem do
seu ministroem Londres, qual possa vir a ser a letra
do novo protocolo que se medita. Nao quer pois
assigna-lo e menos ainda romper abcrtameiilc com a
Franca c coma Inglaterra. He a solucao tleste ne-
gocio qua detem el-rei na sua capital alguns dias
mais do que quera, impedindo-o assim de irpara a
ilha de Rugcu lomar banhos do mar.
(Jornal do Commercio)
considerados pelo governo britannico como justifi-
cativos daquede bil, mas todos elles dependan) de
se fazer ou nao fazer o trafico.
Bem, qual he o eslado em que se acha o Brasil
presentemente ? O trafico est completameute et-
1 ineln. o rfoverno esmera-se. esforca-ae, poe lodosos
seas desvellos, nao em acabar o trafico que est et-
lincto, mas em previui-lo, tomando todas as caute-
las para que de forma alguma possa oulra vez re-
suscitar. Esta boa fe est reconhecida pelo proprio
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO
Sessao' de II de acost.
(Cooclusao.)
Continua a discussa do ornamento dos negocios
eslrangeiros. achaudo-se presente o respectivo mi-
nistro.
O Sr. D. Manoel, censura varias nomear,ocs fei-
tas por S. Exc, infei indo-se particularmente s mis-
ata de Montevideo, Per e Confederaran Argen-
tina, e depois contina nos segninles (erraos:
estes baplisatlos como livres ? Foram esses frica
nos inscriptos na reculo-duna ? Tem sido pagos os
seus salarios ?
Se o nndre ministro esta habilitado para responder
a estas perguntas, far-me-ha especial obsequio tle fa-
/.e-lo ; e quando nao esteja, pode communica-las ao
Sr. ministro ta jastira, para que se mua das pre-
nsas informaces para responder-me, quando vicr
assislir discussa do ornamento de sua reparlicao.
Pergonto tambem ao nobre ministro se j respon-
tleu ola deque fallei na discussa do voto degra-
cas, relativamente aos Africanos livres, ese j re-
cebeu segunda nota do ministro inglez.
Sr. presidente, o nobre ministro dos negocios es-
Iranaeiros lez.scm o querer de cerlo.uraa censura ao
seu antecessor. O senado sabe que em 8 de novem-
bro de 1831 etpedio-se um decreto regulando as
senr,ocs e attribuinoes dos agentes consulares eslran-
geiros no imperio, e o modo porque se lulo de haver
na arrei-a lauau e administrar.a'odasherancas do sub-
ditos de suas naude-. dado o ea-o de reciprocidatle.
Esse decreto, que alteren o reuulamento de 9 de maio
de 1842, lera dado, como diz o nobre ministro 110
seu relalorio, occasio a graves quesloes, j nos pai-
zes eslrangeiros, j mesmo no no-so.,. Autoridades
do nosso paiz (em representado contra elle, e al o
nobre ministro junlou ao relalorio essas reprcsenla-
roes, que o senado tero ldo i,e retn com allennAo.
Os cnsules eslrangeiros, leudo mandado copias den-
le decreto aos seus governos, estes tambera fizeram
suas observaroes contra elle, e foram lio forles essas
observactes que o art. 24 desle decreto nao pude ser
ctecutatlo, porque nao se d a base cm que elle se
runda, islo be, a reciprocidade.
Ora, en envergue ueste artigo do relalorio do no-
bre ministro urna grave censura aoseu antecessor.
Publicou um dmelo que nao se pode etecutar. que
tem dado causa a reclainacnes do mullas autoridades
do paiz e dos ministros de varias nafta, t. nao po-
de o sovernn explicar ou solver as duvidas offereci-
das tanto pelas autoridadesdo paiz, como por agentes
consulares e ministros de paizes eslrangeiros ? Mas
lcndo-se todo o arduo do relalorio, debaito da epi-
grapheHerancasv-sc que o nobre ministro quiz
de novo chamar a alinelo do corpo legislativo so-
bre a necessidade de uiua interprtatelo do art. 6.,
S 1. C 2. da cullsiiluican.
Eu vou referir cm poucas palavras o que ha a este
respeilo. v
O Sr. darn de Cayr chamen a attenc.au da as-
scrablca geral no sen relalorio sobre a necessidade
tic tomar urna medida relativamente inlelligencia
do arl. 6, SS 1 e 2. O nobre ex-minislro de eslran-
geiros, copiando um trecho to relalorio do Sr. Cay-
r, fallou no mcsino sentido. O auno passado o Sr.
Pincola Bueno apresenlou um projeclo interpreta-
tivo dos ?; 1 e 2 do arl. 6 da constiluicAo ; eu pedi
que esse projeclo fosse remedido commissAodecons-
tiluif.io. (endo antes requerido que o governo rcmei-
tesse cpias aulheiilicas tle urna consulta do cunsclho
de estado a esta respeilo. ronsulla muilo luminosa
tle que foi relator o fallecido Sr. senador Bernardo
Pereira tle Vasconccllos, e tle um voto em separado
assicnado pelo Sr. Lopes Gaa.
Ora bem, a nndre coinmissao de constituirn, de
que fazia parte 110 anno passado o uubre ministro dos
estraugeiras, nao deu parecer a respeilo desle projec-
lo,di/endoque nao Ihelnhasiti remedido. Esle au-
no ped iiovameiile ao sena,loque manda-seo projec-
lo ccmmisso.que ainda nao deu parecer.e o nobre
ministro insisle na necessidade de lomar-sc urna
providencia sobre o art. (i, SS I e 2da consuluicio.
Mas, Sr. presidente, nao be islo irrisorio '! Pois o
nobre ministro, laoiofluenle, nao leve forca para
conseguir da nobre coinmissao que dsse o seu pa-
recer a etc respeilo ? Islo faz-me crr que, ou o
projecto uo he necessario, 011 que ofrende a cousli-
luicao. V.Exc. sabeque a esse respeilo j emilli,pos-
to que resumidamente, a minha opinin. Ora, se he
indispensavel tomar providencias a respeilo do art. 6
da constituidlo, se o nobre ministro parece concor-
dar na providencia dada no projeclo do Sr. Pincola
Bueno, porque nao lem pedido nobre commissao,
que aprsenle o seu parecer a este respeilo ? parecer
que boje he fcil, porque ha a consulla do censa-
dlo de eslado mu bem deduzida. ubra digna dos la-
telos dos inembros de duas secroes reunidas. He
tambem um voto separado assignado polo Sr. Lopes
Gama, e que muito honra os talentos de S. Exc.
Com todos estes auxilios ser diflicil dar um parecer
a esle respeilo '.' Eu creio que o projeclo nao he ne-
cessario, ou se o he, elle vai de encontrla ronslitui-
c.lo, c enlao a nobre commissao nao quer dar um
parecer que desgosle o seu nobre autor.
Mas he preciso lomar urna deliberaran, porque
desde 1847 que os Srs ministros fallam nisto. He
urgente o negocio,exisle um projecto ni casa demo-
rado na commissilo, e nao se aprsenla nada a este
respeilo.
0 ora'dor conclue analysando a verba qne marca
30,0003 cm moda do paiz para despezas 110 interior
to rau.inu conlra a qual por fim declara volar.
O Sr. Montezuma depois de um breve exordio
etprime-se nos segninles termos :
Eu direi pouco,pelo que diz respeilo politiza ct-
lerna em geral ; ludo quanto lenho a dizer, V. Exc.
se recontar que profer quando se discuti a respos-
ta falla do llnonn. Ah lomei era considerarao o
que havia de importante, no mcu concedo, relativa-
mente s 11,lees com quem nos acharaos cm plena
paz, c a respeilo de algumas negociacoes que, no
meu enlcnder, se acham pendentes. Entre ellas
lembrarei ao nobre ministro dos negocios eslrangei-
ros a negociadlo que se acha pendente entre o Bra-
sil e o governo britannico, a ad dinni do bil que
Icin o nome de bil Aberdeen.
Me parece que isso nao s he de rigorosa juslira
como de extraordinaria urgencia. Nao havendo
mais motivo algum, que, nao no concedo dos go-
vernos civilisados nem segundo os principios to di-
reilo das gentes, mas nicamente no concedo do
governo brilaunico, possa sustentar esse acto, me
parece tic -urania juslira a sua r,ovogac,Ao. Se se
n.lo pude chamar urna pirraca. uina injuria, ou
11 m luto tle injuria c de prepotencia, pralicado con-
tra a nacao ua-ileira, a existencia desse bil, u.losei
qual deva ser o Icrmo que se lite possa applicar.
Suslcnlou-sc enlao que o trafico conlinuava a fa-
zcr-se 110 imperio, que os tratados eram violados,
qoe o governo brasilcirn nan pie-lava ouvidoss exi-
gencias do governo britannico, que um Iralado ou
e-doro de tratado que se havia feito com o governo,
enlao regencial. Bao tinha sitio approvado pelas c-
maras, rirciimslanci.t indispensavel para que podes-
se ler vigor : lodos esses motivos accumulados eram
Leonardo Aubry fez um gesto negativo respiran-
do com forna como opprimido.
Por favor continu, senhor, repeta ao mesmo
lempo Luciano. ,
Leonardo bcsilou ainda, mas depois mudando de
parecer tomou a ligela e conliuuou a comer.
Elle uo sabe de nada disse Luciano ao en-
vida de Henrique.
Nao, a sopa eslava muilo quenle, responden-
Ihe lleurique baixiuho.
Porm Luciano nao ria mais c o mesmo lleuri-
que arrependeu-sc de seu gracejo forrado. Sendo
apenas passado do ar exterior e do rumor da na
para cssa calma c parifica almosphcra do familia
os dous mancebos senliam-se j transformados.
A rapariga tornnu apparercu pouco depois prece-
dendn os dous irmaos.
Nalalis enlrou primeiro. Tinha finia anno*pon-
en mais 011 menos, era delgado e tle estatura me-
diana com semblante paludo, bellos odios morenos,
utas vezes enroberlos, ;is vezes atravessados por
un vivo relmpago, fronte bem fcila, porm muilo
delicada para um pensamento forle. Em summa a
apparenria .le muilo ardor e tle pouco vigor, pare-
ca que o fogo nao arda nelle : mas abrazava-a.
O irmSo mais velho rcprescnlava ao menos Irinla e
seis anuos e coiuecava ja a piular. Tinha do velho
Leonardo a estatura refeila, porem mais alia ao mes-
mo lempo c mais grossa, os odies partios porm me-
nos claros e profundos, a physiouoina fra, porm
menos inlclligenle c mais vulgar. Seu longo redin-
gote azul militarmente abotoado linha a lila encar-
nada.
Os dous imitlos depois tic satidarcm os mancebos
foram abracar o pai com ternura e respeilo.
Senhores, estou s suas ordens, disse enlao Na-
lalis, e se quercm passar por aqui...
Abri a porta de urna sala vi/inda.
Nalalis, tlisse Leonardo di and.enle, nao fal-
lars muilo alio ; bem sabes que la mai esl doete
no quarlo viziuho.
Ah! havia lainhemuma mai Henrique que a
esso respeilo tinha lido pouco aules o espirito tao li-
v re, leve enlao 11 coradlo um lauto aperlado,
Tendo entrado na sala, Luciano tomou a pala-
vra :
Senhor vimos da parle de nosso amigo Daniel
Aubry...
Eu stispeilava j isso, senhores ; mas neste caso
permiltam-meqiic vi chamar Pedro, meu irmao
mais velho, um antigo soldado.
Promelli-lbeque o chamara para assislir ao menos
aos preliminares dcsle negocio.
Luciano e Henrique consiillaram-secoro a vista e
fizeram signal de coiiscntiiiienlo.
Nalalis enlrou na sala de jantar deixar.do-os a
sos.
Um irmao nao deve ser uina loslemunha mui-
to ulrai.ivcl disse Luciano a Henrique.
Elles desejavam que o negocio podesse accommo-
dar-sc.
Henrique olhava pensativo para urna porla que
derla ser o do quarlo ta mil: essa porla fechada e
muda pareca dizer-lhc muilas cousas. Luciano po-
rm examinara em utna especie tle metlilac.lodistra-
linla a stda. a qual com sua arrumacao burgiiza sig-
nificava assim como a precedente, virtude, Irabalho c
simplicidade. Tinha duas janellase una porta en-
vitliacada que dava sabida para nm pequguo jardim
annexo habitaran. As cortinas de damasco tic 1.1a,
os vitlros encarnados, a mobilia (errada de velludo de
IJIrecd, a estante de acaj, a mesinha com o appa-
relho de porcelana, a edamin com o relogio, eos
easlicaes de alabastro com Linternas ; ludo islo n,lo
era redmenle nem de uina esculla mui rara, uem
de um luxo muito elegante. Porque pois esse des--
deudoso Luciano nao leve um s inslanle o pensa-
ini'iilo tic cir? O genio do lugar c os entes ta casa
id'o prohibalo. O recudimiento sileurioso dessequar-
lo communicava-lhe nao sei que respeilo enterneci-
tlu. Cada um desses movis de pouco prero, cada
um dess's grosseiros ornamentos representava um es-
forco, um sacrificio, nina alTeicau. O cunti humano,
os llores raios da ami.satle, o bom calor da vida em
enmimiin tinha penetrado essas paredes debaito de
seu leiu forro. Nao parere que us bosques sagrados
da aiiiiguidade e as mgicas ealhedraes da media du-
de deixaram ao sancluario moderno do lar domestico
iconbecem ata verdade, uao ha por conieqoencia
snindra tle desennfianca.
O qoe resla ? Presume por ventura o governo-,
briaiinn u que a naean hrasileira ha de retrugadar ?
queo gaveruo brasileiro ha de faltar a fijf Se tal
presume, he urna injuria, e injuria gratuita; por
cnnseo,u>-iiei4 tanto mais digna de censura, tanto
mais imputara de um governo civilizado, e que se
diz amigo Bnmo o governo britannico.
Como poiV,iiuda existe esse bUft Como se rejeita
prtenlo a juslissima reclamacao do governo brasi-
leiro, como nao se satisfaz o bro, o melindre, a Jus-
tina cora que o governo brasileiro insiste na revuga-
CSo daqueiie mil ? Como potle o governo britanniru
justificar tal proceder perante os governos civilisa-
dos, vista do direilo das gentes? Que motivos po-
de dar desse seu etorbitanlissimo aboso da forca ?
E a voz do parlamento, a voz do governo nao se
deve fazer ouvir em lodos os cantos do mundo ei-
vilisado, em lodos os pontos do globo dtide a juslira e
a civilisacao tem penetrado? Apoiados.)
Sr. presidente, se acaso este negocio lor apresen-
lado s corles eslrangeiras, se os sovernos eslrangei-
ros receberem couiinuuicares ullijiaes invocando o
seu juizo sobre elle, a opioiao, eclou convencido, de
um s governo civilisado, de nm s senhor nao dei-
xara de ser conlra o governo britannico. (poiados.)
Envergonhado assim rom essa positiva e universal
declararan, elle que diga, Sr. presidente, em -que
principios de Justina, eol que pretexlo de estlida
ambirlo c de orgulho runda a revollantelenacidade
de pretender degradar urna nac,lo que tanto se em-
peuda em dar provas a nacao brilanuica de interesse
e amisade.
Esla linguagem parecer sem dnvida acrimonioso
a V. Exc. e ao senado, osada por um orador que
nunca deitou de guardar a necessaria decencia e
gravidade as ocrasides era que tem Iralado de ne-
gocios rodil nn- s nacoes eslrangeiras; ainda ma,
Sr. presidenle, pelo pendor que o orador qne actu-
almente tem a honra de dirigir-se ao senado lem
constantemente manifestado para com essa naci
que Ihe merece as mais vivas sunpalhias, e pelo sen
carcter nacional os maiores elogios. Mas se V. Exc.
attender que qm nenhuma poca me exprim desla
forma, e que tenho direilo para desejar e muilo qoe
aquella iniquo padrao de injuslira nao continu a
existir, qualquer que lenha podido ser o motivo do
acauhamento que em oulras pocas me obrigava c
guardar silencio as cmaras, perinetlir-me-ha que
hoje, que a nossa siluarao he oulra, julgne absolu-
tamente necessario que do parlamento se levante a
reclaraacSo mais enrgica que for possivel, i que
os e-do ros do governo do imperador nao sao suffl-
1 ionios para fazer ralar no espirito do governo bri-
tannico a necessidade de respeilar a juslira, a honra
c a independencia ta liaran hrasileira.
E aproveilu esta orcasiao, Sr, presidente, para
pedir de novo ao nobre ministro que escogHe em soa
sabetloria algum meio para forrar o governo brilau-
nico a tirar-nos do estado emque nos acharaos, ver-
dadeiramenlo ignominioso Qualquer que seja elle,
podcconlar o nobre ministro que ser sustentado pe-
lo parlamento brasileiro; porque be preciso que cs-
sa codea seja apagatla, porque convm que a in-
juria seja satsfeila. (Muitos apoiados.)
Parece-inc, Sr. presidente, que ha entre o Brasil
c Portugal reclamacoes pendente-*, que necessitam
lalvez do apoio do parlamento para serem termina-
das. Eu desrjara por consequencia que o parla-
mento a este respeilo interviesse; e se a sessao no
estivesse j tan adianlada, eu faria um requerimento
ao senado pedindo ao coverno Indos os papis rela-
tivos a esse negocio, i vista dos quaes pudeste o
sanado ser informado acerca deseas reclamacoes pen-
dentes.
V. Etc. sabe como de ordinario tem obrado com-
iioscn s narnes que lera tido reclamacoes pendentes,
a energa que empregam. e finalmente o erapenllo
que o governo brasileiro lem lomado sempre em ter-
minar osas reclamacoes. por que motivo nao tare-
mos nos o mesmo ? Por que motivo nao exigiremos
nos aquillo que de juslira nos pertcnce? Porque
molivo supporlaremos mis injuslificavel tardanra,
demora l,"m inetplicavel empregada por alguns go-
vernos ? Nao ha molivo algum, senhores, he neces-
sario que essas reclamacoes lerminVi.
Eu, Sr. presdeme, voto por todas as pafeellas
desle orramenlo. J dcclarei ao senado que apoiava
a actual adminislracao ; e, apoiando-a n crpulo em volar pelos itent do ornamento.
V. Etc. perguntar-me-ha porque motive lenho
eu ISo Ilimitada ronfianna nesla repartirlo t Direi
senhores, a repartirao dos negocios eslrangeiros be
sni geners: eu ou qualquer rticmbro do senado- pode
dar sua confianra illimilada a respeilo dos negocios
eslrangeiros, c nao a dar lio illimilada, porexemplo,
ao nobre ministro dos negocios da janlea, ao nobro
ministro do imperio ; e concebo oque acabo de diter
fundado no seguinte principio : quando se trata de
rrlaroes eslrangeiras Irata-se do decoro nacional,
da dignidade do paiz, em objectos da mais alia
Iranscedencia.
He preciso por consequencia habilitar o*goVetno
para que se nao acbe cncadendo no descmpenbo de
1,1o importantes obrigacoes ; be preciso eetloear o
governo em situaran de n,lo poder jamis defeuder-
se censurando o parlamento por ler sido mesquinho.
Helamos eslrangeiras, Sr. presidenle, nao se tratara
com a mesmn mesquinhez, com a mesma economa
com que se podem e'devcm tratar-se os negocios das
oulras reparlicoes. O Brasil j lem reconhecido esta
verdade.
Dizer-se que tleve-so fazer economas relativa-
mente aos ordenados actuacs dos inembros do corpo
tliplomatico.he desconhecer o que he diplomacia, lie
descoiihccer aquillo que he indispensavel aos repre-
sentantes da nacao residentes em paizes eslrangeiros.
He preciso dar a un empregado desta ordem nao sti
aquillo que ihe he indispensavel, senao tambem al-
guma cousa mais para elle gozar aquillo que lie nlil,
para satisfacer o decoro ea dignidade do paiz. Essa
mesquinhez, por consequencia, nao se conforma
com o decoro, nem com a dignidade da nacao.
V. Etc. porm nao acreditar que, fallando desta
forma, quero dar carta branca ao governo para dar
eveessivos ordenados, mas mesquinbos ordenados iu-
fe icilum o servidor do Eslado, ridicularisam a na-
cao. e obslao muilas vezes que o goveroo e o paiz
consigam os fins que se propoem quando nomeia
memhros do corpo diplomtico. Por isso oasarei
dizer que quera pretende essa economa exagerada
relativamente aos memhros do corpo diplomtico,
quem pretende que Mmenle se d ao ministerio
dos negocios eslrangeiros aquillo que be indispen-
alguma cousa de seu direilo de asvlo, de soa virlude
calmante, e de seus myslerio.< religiosos?
Henrique tocou no braro de Luciano mostrando-
Ihe tres ou qualro qaadros de madeira prela. Era
muniia debaito de vidro urna crui da LegiSo de
Honra dada pelo imperador a Pedro Aubry depois
da balalha de Montmirail. eofferecida por Pedro ao
pai. Abaito de duas ou tres copias de quadros de
Corregi e tle Gorgion datadas de 1829 e assgnadas
\alalis dubnj, o esboro tle nm hussaro tirado a la-
di- encarnado linda o nome do pintor pico do im-
perio, e esta linha a creiara : Dado ao meu charo
difcipulo Satalis.
Vamos enlao tralar com um artista? disse Lu-
ciano.
Os dous irmaos entraram junios. Pedro exelamou
logo em voz asss alta :
S,lo os senhores que vem da parte desse ?...
Porem nao acabou ; porque o irmao pondo-lhe vi-
vamento a mflo sobre o braco moslrou-lhe cbm sig-
nal expressivo a porla da alcova. a
Pedro mordeu os beiros e calou-se.
Perdoem-mc, senhores, disse entao Nalalis em
voz basta; ponjm cu Ibes ficaria obrigado se tives-
sem a bondade de descer romnosco ao jardim.' O
lempo est bello, e conversaramos fofa mais a gos- .
lo ; pois os senhores bem sabem que minha mai est
all bem porto um pouco doenle, c receio tambem
que meu pai nos oura.
Enlo elle suspeila alguma cousa ? perguntou
Luciano'.
Elle sabe de ludo, respondeu Nalalis; minha
irmaa chegando honlem assuslada, coatoa logo em
duas palavras a secna a meu pai e a tu u irmao para
que partissem em mcu socorro.
TIenrique e Luciano oldaram-se espantados, Hen-
rique referindo cssa scena a Daniel, conCessara-lde
quesuspeilaria que o pai nada isnorava e que nao
obstante isso Luciano e elle o haviam forrado a co-
mer, e que esle romera dianle delles.
Eu nunca leria pensado, disse elle que urna
sopa de leile podesse ser ISo trgica!
(CoHtinuar-se-ha.)


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savel para pagar os ordenados do empreados dessa
rcpartijAo e dos ajenies diplomticos,que nada mais
he proriso dccididamehlr, perde-se-me, 11A0 mohe-
ce o que sejam feneeoes diplomticas. Senliores,
nessa vida publica ludo he absolutamente fui ae-
nertt. *
Quem pretende, Sr. presidente, que um membro
de corpo diplomtico, depois de encanecido no ser-
vico, nao lenlia una aposentadora supnrlavel, nao
lenha um futuro, alm de descoohecer principios de
justijn, desconlice tambem, permitta-se-ine que di-
ga, o que lie a vida de que se trata. Comparem-se
ka hbitos do membro do corpo diplomtico adqui-
ridos por longo lempo em urna carreira tal, com os
hbitos de qualquer oulro genero de vida, e diga-se
se aqollo que basta a este para viver depois de apo-
sentado, pode de forma alguma bastar para aquelle
rujo hbitos sao absolutamente diversos, e mesmo,
permita V. Exe. qua eu diga, muilo cuslosos.
Quero crer que a mente de quem deseja restrin-
gir ns penses dos niembros em disponibilidnde do
corpo diplomtico sejii enllocado em urna psito
mesquinha depois de bons serviros preslados ao paiz.
Nflodevo crer senfio quoquem assim se exprimi,nao
teveem alten jao ludo quanto era neressano para po-
der jolgar ilo objeclo.
Era a uuica carreira, senhores, que nao linha um
futuro, e por consequencia, como o senado ssbe. nao
poda chamar para si homens de merecimenlo real e
transcendente. Ser empregado publico em geral he
urna industria como oulra qualquer ; deve dar nao
so para sustentar o individuo em quanto a eierce,
mas para soslenta-Io depois que a nao pode mais
exereer ; e se ella nilo der para salisfazer essas duas
exigeucias, eslou persuadido que se deve desampa-
rar semelhante carmira. E note-so que he emprego
cm que se pode ser demillido por eventualidades
absolulamcute independeules e eslranhas 10 indivi-
duo que o exerce!
Um membro do corpo diplomtico deve' ter por-
anto um futuro. Hoje o tem al cerlo poni. E
aqui, Sr. presidente, permuta o senado que cu diga
que nao ealou aaliafeilo com a lei que organisou o
corpo diplomtico, eu j o disse em nutra occasiao
ponen mais011 menos. Eu denegara garantas mais
solidas, principios mais exactos, mais justos, mais
delinidos; de maneira lal que o futuro do membro
do corpo diplomtico nao se achasse debaixo do ar-
bitrario em que na realidade linda sata hoje.
O orador faz mais algumas considera jes; depois
do que nSo havendoquem pedate a palavra.he dis-
cussAo encerrada, e procedendo-ae a volajitf), he o
artigo approvado com a emenda da cmara dos de-
putados.
16 /
Lida e approvada a acta da antecedente, o 1. se-
cratario da conta do seguinte expediente :
Um oflicio do ministro dos negocio do imperio,
acompanhando oaiilt. grapho da resolucao autorizan-
do o governo para reformar a auila do commercio da
curieFica o senado inleirado, e manda-se partici-
par a oulra cmara.
Oulro do secrelario da cmara dos deputados,
acompanhando a seguinle resolucao :
A assembtca geral legislativa resolve :
o Arl. l.o Fica aulorisada a cmara municipal da
corle a eucorporar una companhia para o fim de
abrir ra do Canoaiao largo do Paco, dar-lhe
em loda a extensjo a mesma largura que* tem a dos
Citanos, e edificar/de um e oulro lado novos pre-
dios, segundo o prospecto ou prospectos que mere-
cerem a approvaj.io do governo.
Art. 2. p companhia ser obrigada ao eum-
primenlo (hyartigo inlecedenle dentro de um prazo
nunca maur de 20 anuos, tjuc comejar a conlar-se
seis mezesilepois que esta resolucAo fr saocciouada
sujeilandp-se no caso contrario as mullas que Ihe fo-
rera artfilradas no estatutos.
Arl. 3. Se nAo fdreucorporadaa companhia de
que trata o arl. 1 fica o governo autorisado a man-
dar abrir a ra do Cano at o largo do Paco.
* v'' ^' ^ gverno marcar o modo pralco pa-
ra o Alineen das edificajoes, podendo dividir a ra
em diversos quarteires e determinar prazos para o
respectivo alariamente! e edilioaoao, nao podendo po-
rem exceder do prazo geral do art. 2.
o Art. 5. TerAo preferencia para se inscreverem
como accionistas at o valor de suas propriedades, os
proprielarioa das casase terrenos da dila ra,' e os
das casas e terrenos que soffrerem desapropriarao
as ras parallelas ou l.ransversaes,
Art. 6. A companhia Picar exonerada dos fo-
ros e laudemios que forem devidos a cmara muni-
cipal patio prazo dos 20 annosde art..
Art. 7. A companhia poder desapropriar, se
assim fr necessario, a lodos os predios da ra do
Cano, e a parle dos terrenos das casas ou quintaes
das nutras que lhe ficam proxlmameute parallelas ou
Iransversaes, tanlo quanlo basle para que as novas
edihcajes lenham o fundo de 15 brabas.
Todava, se na opiniao dos louvados A desapropria-
rao da parte de qualquer predio puder Irazor a rui-
na ou inililisaeao do mesmo predio, a companhia
ser obrigada a desapropria-lo completamente.
Art. 8. O governo estahelecer o processo para
estas dcsnpropriajes, e marcar as regras para ds
indemnisaedes dos proprielarios.
O processo ser suuimanssimo, e a avalia jao pa-
ra inclemnisao.lo ser no caso de falla de accordo en-
tre o proprielario e o agente da companhia, feila por
cinco arbitros, dous nomeados pelo proprielario,
dous pelo agente da companhia e um pelo go-
verno.
Nao poderiio ser arbitros: l.o os socios da com-
panhia ;2.os proprielarios dos predios t|ue houvc-
rem de ser desapropiados ; 3. os vereadores da c-
mara municipal.
a A/1. 9. Ae desapropria joes feitas pela compa-
nhia e as vendas que fuer de terrenos e predios ficam
istmias de pagamento da siza.
A companhia nao ficar sujeila ao pagamento da
drama urbana durante o pra'zo de 20 annos, conla-
dusda poca cima designada, e islo tanto para os
predios actuaes situados na ra do Cabo, logo que os
comprar ou desapropriar, como para os novos que
conslrnir.
Art. 10. A companhia ser obrigada an depo-
sito de quantias para earanlia das prsenles condi-
roea, que ir perdendo successivamenle ou levan-
tando o* caso de infracefio ou desempenho deltas.
" Ar^li. Os favores c obrigajes desla lei passam
aos possuidores dfe terrenos ou predios comprados
companhia al o prazo cima eslabelacido.
Art. 12. A autorisajAo da presente lei he cslen-
siva a qualquer oulra companhia que se possa eu-
corporar para o fim de regularisar e dar maior lar-
gura roa dos Lalaeiros do canto da ra do Cano
ate o largo da Carioca, e dahi ao da Ajuda pela ra
da Guarda Velha a encontrar o mar.
Arl. 13. Ficam rengadas todas as disposces
cm contrario.
Paco da cmara dos depuiados, ero 12 de agosto
de 1854. Htctmite de Boependy, presidente,
troncUco de Paula Candido, 1. secretario.
Francisco Xavier Pacs Jarreto, 2. secretario.
A imprimir.
Urna rcpretenlajAo da cmara municipal da villa
no Jagnarao, da provincia do Rio Grande do Sul,
pedindo medidas legislativas para que os municipios
postara ser representados as assemblasprovinciaes.
A commiasao de constituido.
O2.secretario leo seguinle parecer:
u A commissAo de marinha e guerra, a quem fo-
ram remeltidas.as emendas oflerecidas na discussao
da le de fiaco de Torcas de Ierra, em sessao de 8
do mez lindo, considerando que os filhos de indivi-
duos que lem certo grao de nobreza e de fortuna, se
reconhocem, no exereilo, primeros e segundos ca-
detes, asoldados particulares; que a esla ultima clas-
se pertenciam na extinta segunda linha as pessoas
que se achavam naquella* circumstancias, e que a
guarda nacional ealandosiijcilaa disciplina doexerci-
10, (piando cm servijo de corpos destacados, nenhu-
ina razio existe para queentodeixc de ter as mes-
mas dislincres e regalas de que gozaoexercilo, he
de parecer que seja adoptada a aegoinle resolucao :
A eesemblea geral legislativa resolve :
Arl, 4. Os guardas nacionaes que tivercm as cir-
cumstancias exigidas pela lei para ser no exercilo
primeiros e segundos cadetes e soldados particulares,
podero recouhecer-se particulares, e, quando em
servico dos corpos destacados, gozaran das mesmas
dislincjdes e regalas que os soldados particulares do
exercilo.
< Arl. 2. As provas o declara jes para o reronhe-
rimenlo dos particulares serao feitas pela forma cs-
labelccida nos regulamenlos dcgovcruo.
Pa^o do senado, ti' de agosto de 185i. Mar-
gue: de Caxia*. M. F. de S.Mello. IMlauda
Caraleanii.
A imprimir.
O Sr. amas requeren que a commisAo de cons-
tituido desse o seu parecer sobre o piojelo ilc lei
que lhe foi rcmeltdo sobre a aposenladoria dos em-
pregados de ambas as can aras ; o Sr. presidente d<-
se queosmembros da mesma commissAo livessem
em consideracao o rcquerimeuto do mesmo Sr. se-
nador.
Procede-se ao sorleio da depulaco que tem de
receher o ministro da mari nha, e sahem eleilos os Srs.
Johim, .Monle/uma, e Pimenla llucns.
Patsaodo-se ordem do da, segue-se a :!. dis-
cussao adiada na sesso do dia 14, dos arligos addi-
tivos destacados da lei do orcamenlo de 1854 a 1855,
e as emendas approvadas na" 2.1 discussao. Julgau-
do-se discutidos foram approvadoS e as emendas, c
rcinelte-se a commissAo de redacra.
Conslandoachar-se na anle-camara o ministro dos
negocios da marioha, he inlrodiizido com as forma-
lidades do eslylo, e loma nsseiilo.
!W?Ue,C ar,''!0 ^ e 5e',, paragraphos, com as e-
mcndasd,a cmara dos deputados, da proposla do
poder eiecutivo com as releridas emendas, marcando
'S5rl>eZI' 0ranilo,a recei'a Para o auno de 1855 a
Julgando-se disentido o artigo c os paragraphos
rctira-sc o mmislro, he approvado o artigo 5. se-
us paragraphos, com as emendas da cmara dos de-
putados.
O preaidcolfl declaraesgolada a malcra, designa
a ordem do da c levanta a sessao,
17
I-ida e approvada a acia da antecedente, o 1. se-
cretario dn conla do seguitde expediente :
Un etcio do secretario da cmara dos depuiados
acompanhando a resolucao seguinle :
" -J mbla geral legislativa resolve :
j "i V25 u"'cu- Kic" "PProvada a pensao annual
de l:WW8, concedida portlecrclo de 14 dejulho de.
1s.)*aocoronel da guarda nacional da pro%inca de
o. Pedro, Mauoei Adolpl.o Charao, revogadas as
ilispo-icoes cm contrario. i>
Paco da cmara doa d pulados. em 16 de agoslo
de ihj4. I conde de Baependy, presiilenle.
Francisca de Pauta Canaido, l.o secretario Oco-
uego Feliciano Jote Ual, serv ndo e 2." secrela-
rio d A imprimir nao o tslandt.
O Sr. Mendes dos Santos, como relator (Me01"
missao de redaccao, requer que a mesma comml
seja aulorisada a separar as malarias dos tres L
moa arligos consumi do projeclo dos arligos addi-
livos destacados da le do orsamenlo de 1854 a 1855
que foram approvados pelo senado, por nao lerem
relacAo com os arligos aulorisando as reformas das
secretarias do imperio, juslica, eslrangeiros, ele.
Sendo o senado consultado, decide alTirmaliV-
mcnlc.
Procede-se ao sorleio da depulacaoque lem.
ceber o ministro dos negocios da guerra, o
los os Srs. Mendes dos Santos, marqoez de
e Manuel Felizardn de Souza e Mello.
t.oiislanclo arliar so na anle cmara oyffinislroda
guerra, he iutrodtlzido com as formalida#.s do esly-
lo e loma asiento. W
Pastando-sc ordem dn dia, enlra^fm >.j discus-
sao o*art. 6.o e seut paragraphos cana emenda da
cmara dos deputados da prupos,taA> poder execuli-
vo c emendas da mesma camara^narcaudo a det-
peza c oreando a receila paraVo auno de 1855 a
1856. M
NAo havendo discussAo, retira-se o ministro. SAo
por sua ordem approvados o artigo e seos paragra-
phos com a emenda da cmara dos depuiados.
Achando-se esgolada a undena dada para ordem
do dia, o presdeme desuna a do seguinle e levanla
a sessao.
Extrato do rotatorio cora trae o Eim. Sr, con-
selhelro Seba/tlao' o Reg Barros abri a
aasembla laa^alaUva provincial do Para' ira
da 15 de aiosto da 1854.
Senhores nUmbros da assembla legislativa pro-
vincial. /
Pela prmeira vez cabe-me a honra de apresen-
lar-meailre vos, em cumprimenlo do dever que
me imsfoe o meu cargo e a le, para dar-vos conla
doblado de vossa provincia, do que lenho feilo no
Jlo espaco de minha adminsIracSo, e de algu-
thas medidas cuja adopjAo me parece conveniente
a bem do seu melhoramenlo malerial e moral.
Anles porem de ludo devo congralular-me com-
vosco, dando-vos a feliz noticia de que S. M. o Im-
perador e sua augusta familia gozam saude, grasas a
Divina Providencia.
Tranquillidade publica.
A ndole pacifica dos vossos comprovincianos, c
experiencia amarga de scus males passados, raelhor
aprecaco de seus verdaderosinteresses, o progres-
so com suas riquezas e seus gozos legilimos*. e a cer-
teza de que o governo vela no seu bem eslar e na
recia dislribuicao da juslica a lodos, sAu seguras ga-
rantas de que a paz publica, que ha tantos anuos
destrtela a provincia, continuar nalleravel.
Todava boalos assusladores cspalbaram-sc em das
de abril do correnle anno, no dislriclo de Monsars,
que alguns individuos lurbulenlos .iniciando estra-
ves, prelendiam em a noile de sabbado d'Allcluia
lenlar contra a vida de varios cidadaos all resi-
dentes.
I.ogo que ridades fiz parlr para la una forca do segando ha-
lalhao de infanlaria de linha, que vollou poucos lias
depois -por se nao haverem felizmente verificado
aquelles receios, e acharcm-se de lodo desvanecidos
pelas averiguaces feilas a lal rcspeilo.
Em principios do mez panado representaram-me
Campbell & Pombo, proprielarios da ilhaMexana,
que urna mullidAo de cerca de mil individuos, a tes-
ta dos quaes alguns de rao nome na provincia, ha-
viam-na invadido para se ullisarem dos seus serin-
gaes, que linham ja comnlcllido varios allenlados e
premedilavam novos, que dcsconheciam seus ttulos,
e desprezavam asiniimacesdo seu adminslrador ;
em consequencia do que exped logo para all o va-
por de guerra Paraense, cora cenlo e sessenla e lan-
as pracas de primeira linha, eo Dr. chefe.de poli-
ca interino, a quem de inslrucc.Oes e encarreguei
de fazer respelar a propriedade daquelles cidadaos,
a vida dos anieacados, c a tranquillidade publica, e
de syndicar do procedlmenlo do algumas autoridades
policaes dos dislrelos daquelle lado. Voltando no
dia 30 do dito mez,, deu-me conla ofucial das provi-
dencias que tomara, e de qne uao cro exactos os fac-
losconstantes da mencionada i epresentacao.quer a res-
peilo da invasao daquetlu ilha, quer dos allenlados
que se dizia haverem sido nclla perpetrados.
Deves porem, senhores, comprchender que em
todo o caso muitose ganha com laes expedicoes ; na-
da menos do que levar-sc aos pontos mais remotos
da provincia a convlcrao de que a auloridade publi-
ca vela na manulcncao dos direlos e vida dos cda-
daos.e que dispe dos meios de prompta e enrgica-
mente punir os scus violadores.
Seguranra individual e de propriedade.
Esla primeira e mais urgente necessidade dos
povos conslituidos cm associacao, com quanto se
nao ache ainda cahalmenle salisfeila nesla provin-
cia, nao otTercce com ludo nella o quadro melan-
clico que em oulras aprsenla.
As cifras de nossas cstalislcas crminaes avullam
ainda ; as causas disso residem parle na pouca ou
nenhuma educacao das massas, parle no pouco zelo
e meos deque podem dispor as autoridades locaes,
e parte cm sunima nos proprios defeitos da nossa
legislariio policial e criminal. Ncsle ponto o go-
verno imperial c os demais poderes do estado pre-
param importantes reformas e talvez breve possa-
mos gozar dos beneficios que ellas nos proraetlem.
Do mappa n. 1 dos julgamculos crimesda provin-
cia nos Ires ltimos anuos, veris as seminas dos
que foram commetlidos contra a vida e fortuna dos
cidadaos, bem como as sentenjas, que tverm esses
eos demais. Creeceu a cifra dos homicidios de
uns para oulros, mas certamenle a maor parte del-
les deve perlencer a perodos anteriores, e pois es-
se accrescimo, sem ser um argumento desfavoravel
a moraldade publica e ao dominio da lei, pode
antes denotar mais zelo na autoridades processan-
les, e mais actividade e inteireza no jury.
Razoavelmenle se pode crer que se esses crimes
nao tem diminuido ltimamente, pelo menos nao
lem lido augmento nolavcl. Islo he ja urna vanla-
gem se considerarmos na grande quanlidade de
quilombos, que exslem derramados na proviucia,
o oulras lanas agglomeraces de individuos da n-
fima ciaste, que fascinados pelos lucros exlraordi-
nariot da cxlraccao c fabrico da gomma-elaslica,
abandonan) lodos os inleresses moderados, porem
mais solidos e instigados pela cobija sao materia es
dsposlos para os allenlados daquella especie.
Quanlo a estes, seuhores, s do lempo e do desen-
gao que com cllft Ibes ha de vir, he licito espe-
rar-se remedio \erdadeiramenle ellicaz allucina-
cao que os arraslra ; e quanlo aquelles assevero-
vos, que me nao teuho descuidado dos meios de os
destruir.
O roobe de gado em Marajt conlioa infclizmcn-
te, nao obstante a repelidas recommendaecs que
para evila-Io e puni-lo lenho feilo s autoridades
daquella ilha, e os destacamentos de linha, que
puz sua disposiciio na Cachoeira e cm Chaves.
He que a cessacao completa dcste estado de cousas,
que lio de perlo affecla a fortuna dos criadores, e
a alinientacAo .los habitantes desta capital, depende
de um concurso de medidas cojo conhecmenlo e
execucao requerem mcdilacAo, .lempo e dispendio.
Esa oulro tpico, em que tralo deste assumplo,
iudico-vos algumas, que me parccein proprias se-
nao para extinguir ao menos para allenuar o mal.
Forra publica.
Forra do Ierra e mar. A forca de Ierra c mar
actualmente exislcnle nesla provincia compoe-se dos
dous balalliocs de linha, 3" de artilbaria a pe e II.
de infamara ; da corveta a vapor Paraense, hri-
gam Itaparica e Capibaribe, briguc-escunas Ando-
rinha c Leopoldina. Aquelles porm eslao muito
longe do seu estado complejo, mappa n. 2 ; e des-
tea convira que alguns fossem de menor porte, pois
st assim seriara possives certas diligencias impor-
tantes a bem da admnistracAo publica.
Guarda nacional.Acha-sc quasi loda organisa-
da a guarda nacional na provincia, com excepcao
de um ou oulro balalhao, cujas proposlas eslAoja
em andamenlo. Como se ve do mappa junio n. 3.
foi alterada a numeraran dos scus diversos corpos,
por haver o governo imperial resolvido adoptar
nella oulro syslcma. He tambero possivel que o
plano e forra de alguns delles venha a solTrer alle-
raeio depois de concluidos os Irabalhos da ullima
qualficacao. Por quanlo, leudo sido pela primeira
indcvdauenle alistados mutos individuos, por con-
sideraroes em que de cerlo se nao allendeu as con-
veniencias do servico publico, foram agora exclui-
dos pelos respectivos conselhos parochiaes e de re-
vista, a quero liz recomnicndaeocs ueste sentido,
afim de oliler-so urna qualilicaoAo mais depurada e
mais conforme com a lei.
Pens que he ainda possivel e necessariu redu-
zir-se o alislamenlo ; para reconhecc-lo basla al-
leni!er-se forja de que se compc cada um dos
balalhoct da capital, e ao numero das pracat que
comparecen s suas paradas e revistas geraes. Ser
isso devido nicamente a fallo de zelo e eaforcos
nos chefrs, on a esqnivanca e m vonlaile dot su-
.
OIWIO DE PERHAMBUCO, QUJIRTK FElM 27 D STEMyp DE 1854.
J
s?Nao, senhores, he que urna parle mui-
eravel dellas nem meios tero para te far-
algumas at nem exislero ; e se lal acon-
no dislriclo tiesta capital, calculal o que nao
pelo interior. E o resultado disto he a indiaci-
plin"pos corpos e o desvirtuamento de urna insti-
luicao tftp nobre o qne tilo ulil poderia ser aopaiz.
Tenho por, indubtlavel que quanto nesla materia
perdermos em numero e apparato, ganharomes em
realidade de servico e garantas.
Para aquella falla de promplidao e concurrencia
conlrbue lambem, e nao pouco a dcsignacA, a
meu ver defeituosa Jas paradas cm relaco repar-
tidlo da lort-a. Reconhejo a difilculdade de reme-
diarle efllcazmcnle este mal; trato porm disso,
o espero de algtlm modo melhora-lo. I.ouvores
sejam dados no enlretanlo aquelles commandanles
ollicaes o guardas, que mesmo a cusa de sacrifi-
cios, correspoudendo confianra, que nelles depo-
silou o governo, nao lem esquecido scus deveres e
juramentos.
Em principios do correnle anno fui auloiisado
pelo Eira, ministro da guslca a contratar a compra
do armamento necessario para os tres corpos do dis-
Iricto desta cidade ; em consequencia do que ajus-
tei com os negociantes Leile & IrmAo o fornecimen-
lo de 1,200 armas com o compelenle corrame e
mais perlences, que foram ja cucommendadas em
Inglaterra c cedo poderao estar aqui.
Corpo provincial de cacadores de polica. Do
mappa junio n. 4 veris o eslado efectivo deste
corpo no dia 4 desle mez, o numero de pracas que
fallam para complela-lo, e das que seacham desta-
cadas ou em diligencias, e lodos os mais esclarci-
mentos que Ihes sao rclalivos ; c da conta corren-
le n. 5, da mesma dala, o saldo cnlo existente no
respectivo conselho de adminislrac*), na impor-
tancia de rs. 3,2505914.
Este cqrpo composlo em grande parle de soldados
novos, e sem as qualidades que requer o importante
servic.0 a que sao desuados, o vai com ludo des-
empenhando com alguma regnlaridade, concor-
rendo milito para isso os'esforcos do seu romman-
danlc. Nao julgo que deva por ora ser augmenta-
do o numero filado de sua forja, visla da diffi-
culdade, que haem preencha-la.
Era indispensavcl dar-se novo c melhor farda-
mcnlo s suas pracas, e por iso aulorisei o seu
commandanle a mandar faze-lo, dispendendn as
quantias precisas, dentro dos limites dos respecti-
vos venrimcnlos. Acha'se elle com efleilo em uso,
leudo sido substituidas as frdelas por sobrecasadas.
Para fazer cflecliva a medida ordenada no
arl. 2. da lei n. 187 de 20 de selembro de 1831, a
que se refere a da fixacao da forja para o corren-
le anno, cuidei em montar as prajas de pre l, de
que traa o mesmo, e para isso mandei vir de Per-
nambuco, nao s um instructor, mas tambem se-
lins com arrcios c mais perlences da arma de ca-
vallaria, e fiz comprar alguns cavallos aqui e em
Sanlarem. Esla forja indispensavel para cerlas
diligencias que nao podem bem desempenhar pra-
jas a pe, entrara em servijo regular logo que se
ache sufTlcientemente instruida e armada.
Em virlude do disposlo no arl. 6 da lei n. 229
de 20 de dezembro ultimo ordenei, que pela con-
signarlo volada para sold, e mais vencimentos
das prajas pela lei n. 218 de 16 de novembro de
1851, que vigorou no anno passado, fosse paga a
quanlia de rs. 210)000, destinada ao concert de
iustrumenlos da msica do corpo, ficando assim
augmentada aquella verba.
Igualmente em execujAo do arl. 5 |o e 2 da
mesma lei n. 229, Iralci de dar andamenlo s o-
bras necessarias para eslabelecer-se a enfermara no
quarlel. Convindo no entretanto que as prajas tra-
tadas no hospital rcgimenlal a cargo do 3o bala-
lhao de arlilliaria a p, embora conlnuando no
mesmo edificio, o fosem cm enfermara separada,
epor um rgimen proprio, exped para isso um rc-
gulamenlo em 28 de marjo ullimo.
Nao leudo sido sufilciente a verba que consignas-
tes no 2o do arl. 8. da lei n. 218 |a citada, pa'ra
pagamento das despezas com os metlcamenlos, e
leudo havido por essa razo um dficit de rs. 519533,
maiidei-o pagar no correnle anno addicional, com
um augmento de credilo de igual quanlia.
Pela decventuaes.determine que fossem Torne-
adas as luzes da nova enfermara, visto n3o haver
sido para esla despez volada quantia alguma.
Inslruccao publica.
A nslrucjao publica da provincia nAo se aclia
ainda no p em que a devemos desejar, com ludo
lem lido ltimamente alguns melhoramentos, ja de-
vidos ao zelo do seu digno director, ja as medidas
que a seu beneficio tendes promulgado em Matas ul-
timas reunios. Nao as julgo porem anda suflicicn-
les, e cumpre que continuis a empregar vossos dis-
vellos para satisfazerdes rauilas de suas principaes
necessdades, que se achia por prover.
Ardua he sem duvida, senhores, cssa lacera ; nao
desconheco os emharajos com que haves de lolar
para organsardes o cusino, e reduz-loa urna syste-
ma proficuo, dianle efe tanlos elementos que contra
isso conspiran), laes como principalmente a falla de
habilitajoes para o magisterio, o dcrramamenlo da
populajao, ea difilculdade da inspeejao, e acjSo da
auloridade publica, nAo s sobre os pas de familias,
negligentes e remissos na educajao de scus fillios,
mas tambem sobre aquelles a quem ella he con-
fiada.
Julgo necessario melhorar a sorte dos professores,
pois s assim lalvez consigamos chamar ao magiste-
rio pessoas suflicenleincnle habilitadas para exerce-
lo, e plantar na provincia um numero de escolas
mnis em relacAo com a extensao de teu territorio, e
com a sua populajao.
A cifra das que actualmente exslem, quer para
um, quer para oulro sexo, e soBre ludo para o fem-
nno, est muilo aquem daquella, que razoavclmen-
te devemos e poderiamos eslabelecer. Levado por
eslas considcrajes, e usando das aulorisajes con-
feridas presidencia pelas leis n. 203 de 27 de ou-
lubro de 1851 e n. 237 de 28 de dezembro do anno
passado, creei algumas novas cadeiras, conced no-
vas gralificajOcs aos professores mencionados na re-
lai ni iini,i n. 6.
O estado da nslrucjao secundaria n3o he mais sa-
lisfaloro. O lycu desla capilal, seu principal esla-
belecmeulo, nao lera produzido os beneficios, que
se leve em visla em sua insllujao, suas cadeiras
aAo pouco frequenladas, c seus resullados pouco visi-
veis. Concorre pra isso sem duvida a circuinslancia
de acumularcm seus professores oulros empregos
que lhe roubam grande parte do lempo, que de-
veriara exclusivamenle applicar ao ensino da mo-
cidade.
Nao quero, senhores, que pelo prejo de suas ac-
tuaos vanlagens, se exija delles essa tledcajao e o
alla-l imenl i de quaesquer oulras oecnpajoes, que
prcjtitliqucm o magisterio. ; nas assim deve ser de-
pois que os houvcrdes rclribuido com ordenados laes
que Ihes permilam fazer deile a sua nica profissAo.
Islo nao hasta comludo para restaurar este ramo
da inslrticjao publica do eslado de alia limen tu em
que jaz. Parece-me que seria acertado refuudir-se o
lyceu paraense em um collego,onde ensinando-se as
acluaes materias e oulras que lhe fallam, se admi-
tisse o intrnale. Se islo seria proveitoso ero quaes
quer circuinslancias lorna-se hoje quasi de absoluta
necessidade, depois do que disposestes pelo arl. 16
da lei n. 237 ja referida, a qual promulgada com o
fim alias muito louvavcl, de regularisar o ensino se-
cundario, concenlrando-o em um nico instituto, s
conseguir anniquilla-lo nao sendo este lal. que of-
fereja aos pas de familias quer da capilal, quer prin-
cpalmcnlc dos pontos do interior da proviucia, tima
educajao intclleclual e moral para os seus filhos
commoda, liberal e dada sob a immediala inspecrao
de bons meslres o directores.
Tratando desla materia dovo recomineadar vos-
sa allenjjlo o rcgulamenlode 17 de feverciro ullimo,
expedido pelo governo imperial para a nstrurjAo pu-
blica e particular do municipio da corte, no qual
enconlrareis muilas disposirics que podem ser ven-
tajosamente applicadas ao ensino nesla provincia.
Para conhcccrdes mais delalhadamenle do eslado
das inslrucjes primaria c secundaria, do seu pes-
soal e do medique a seu respcilo lem occorrido de-
pois da vo>sa ullima reunio, remcllo-vos aos map-
pas junios de n. 7 a n. 12 o ao relalorio do respec-
tivo director, que vos aprsenlo e no qual ata pro-
poslas a bem dn mesma, algumas medidas, que dc-
vereis lomar em consideracao.
Enlra os o-talioli lmenlos de in-lruei.au temes
ainda nesla cidade o seminario episcopal, onde alera
das humanidades se cnsiuam as dcmaismalerias pro-
prias dos que se deslinam ao eslado ecclesiastico ;
e suas aulas sAo frequenladas poi 93 alumnos, sendo
til otemos e 32 externos, daquelles 12 pensionis-
tas do thesouro provinrial ; e em Obido* o seu lilla!
de S. Loiz Goozaga, no qnal te acham matricula-
dos 15 alumnos, tendo 9 internse 6 externos, qpe
frequenlam as tuas aulas de primeirat leltras, fran-
cez, e lalim deixando de fanecionar as de rhelorica e
philosophia por falta de discpulos. A ulilidade des-
le eslabelecimenlo nao est na razao das quantias
com que para elle contribucm os cofres provinciaes.
Das ultimas nformajOes, que live, nao consta o nu-
mero de seu< coUcgiaes que gozam do favor do 9o
do arligo 4o'da lei do orjamenlo vigente.
Cabe lambem aqui fallar-vos do collegio de Nosa
Senhora do Amparo desla cidade. Eslc eslabeleci-
menlo de cdocajo, 13o ulil ao sexo feminino da
provincia, marcha regularmenle. llavendo-se re-
tirado para a Europa com licenra o seu muilo di-
gno administrador o Sr. Jos Caelano Cerdoso, live-
ram as Collegaes a felicdade de enconlrar no ac-
tual vice-adminislrador, o Sr. Bcnlo Jos da Silva,
um oulro pai igualmente disvelado, que deixando o?
commodos de urna vida tranquilla, nao hesilou em
acceder ao meu convite, aceitando esse empregos
com o que deu mais ama prova do seu desinleressado
e bom corajAo.
Do mappa n.o 13 consta o pessoal do collegio, e
numero das edocandas das diversas classes nelle ex-
istentes e o sen movimenlo por entradas e sahidas
durante o auno (indo e o primeiro semestre do
correnle. Do balanjo de sua recela e despeza da-
quelle anno, junio ao mesmo mappa, veris que
imporlou esta em res 11:5358817, e aquella em
ris, 12:7708350,Jdando-se a seu favor um saldo de
res 1:23*8533.
O edificio em que se acha eslc collegio he sobre-
maneira acanhado e convem ainda mesmo a cusa
de algn sacrificio Iralar-se da acquisijo de oulro
que tenlia as acommodajes necessarias para admil-
lir maior numero de meninas; muilas vezes me le-
nho visto obrigado a desallcnder, por falla dellas, a
pedidos de pais de familias que ahi prelendiam fa-
zer educar suas filha*.
Levado pelo inleressa, que me inspira esla insli-
luijao, Iratei de ver se poda conseguir a compra
de urna casa com aquellas proporjcs e lembrei-me
do predio situado no largo do Quarlel perlencenle
ao'Dr. Jos Ferreira Cantan, a quem cheguei a fal-
lar, a cerca de sua venda. Mas tive de recnar nos
meus bons desejos por me nao julgar aulorisado a
dispender nella a avullada quanlia de ris 30:0008000
que me foi pedida; a vos por lauto compete delibe-
rardes a eslc respeito.
Exislindo doze vagas dos lugares, destinados no
collegio admissao de meninas das comarcas de fo-
V, e dando-se eslas sempre mais ou menos, seria
jilvez acertado marcar-se para cada anno um pra-
zo depois do qual fosse permillido preenche-las cora
as da capital, afim de nao firarem eslas ndifinida-
menle privadas de um beneficio de qne se nao apro-
veitam aquellas.
Lembro-vos tambem a necessidade de crcardes
ahi urna cadeira elementar de geographia, e de ser
o ensino desla bem como das demais malcras de
que traa o arl. 36 dos repeclivos eslalulos, dado gra-
tuitamente s collegiaes, que as quzerem aprender;
gratificando-se os professores pelas rendas do esla-
belecimenlo.
Continan) era Roma c Genova 05 pensionistas da
provincia a frequenlar, e com aproveilameulo se-
gundo me consla de participarnos ltimamente rece-
idas, as aulas das materias em que foram inslruir-
se; e acha-se ciimprido o que determinasteis no arl.
4. 22dalei do orcamenlo vigeule acerca doaag-
menlo de suas mesabas.
Quanto ao que se destina ao esludo da mecnica
applicada s arles nao seguo ainda para a Euro-
pa.
Culto publico.
Exislem na provincia como veris do mappa junio
n." 1 i 63 parochias, das quaes 24 com jarochos col-
lados, 33 com encomraendados, 10 com doze coad-
jutores e 6 vagas; eslo pois pela maior parle pro-
vidas, o que de cerlo muilo deve concorrer para re-
gularidade das runejoes do Cullo Divino. Delibe-
rasteis porm pela ullima parte do'$6 art. 5 da lei
do orjamenlo citado que seja gradualmenle reduzi-
do a dez o numero d'aquellos coadjutores, ao passo
que o Exm. Prelado cm ollicio de 5 do correnle, e
sob plausiveis fundamentos, me reprsenla sobre a
necessidade de eleva-lo a vinte : deveis lomar, Se-
nhores, na devida ennsiderajao esle seu pedido. Es-
cusado he dizer-vos c.\lr,insocii.lonle, beneficios, que
provm de bons sacerdotes, que ensinem aos povos
os verdadeiros principios da Religiao e da moral, j
com a palavra e j sobre tudo com o. exemplo das
suas virtudes.
Infelizmente nao he fcil enconirar-se muilos em
laes circumstancias, e 13o penetrados da onceno E-
vangelica, que se qneiram resignar s diminutas
vaolageus e immensas privajoes, ao quasi marlvrio,
em summa, que os esperan) as freguezias cusanles
da capital ou dos principaes povoados.
Mas nao devemos desanimar de vermos algiim dia
satisfactoriamente preenchida esla necessidade 13o
intimamente ligada torle dos cidadaos e do eslado;
anles devemos esperar muito dos bons desejos do
Exm. Diocesano, e das providentes medidas, que j
nesse sentido (em lomado o governo imperial, e das
mais que tem ainda em vista para melhorar e ins-
truir o Clero Rrasileiro.
A maior parle das igrejas malrizcs da provincia
acham-se cumian eslado, e algumas at quasi de lo-
do inulilisadas.
No intuito de reerguc-lat on de po-las ao menos
em circumstancias de servirem decentemente s ce-
remonias do cullo, lenho sido solicito em prestar
visla dos competentes orjiroentos e informarnos a-
quantias necessarias ; nao lendo al aqui negado a
urna s que m'as pediste. Do mappa junto n. 15
veris quaes tem sido as comlempladas e com que
sommas.
Devo porm dizer-vos que, nao obstante as cau-
telas que liei tomado para o devido emprego e apro-
veilamenlo desses dinheiros, nao confio muito que
sejam escrupulosamente applicados ao seu piedoso
deslino, porque desgrajadamente entes ha de lao
larga consciencia que nao receiam especular al com
as cousas de Dos. As obras de muilas dessas nia-
irizcs acham-se com ludo em andamenlo, e algumas
adianladas laes como, alm de oulras, as de Came-
la, Sanlarem e Acara, nicas que por ora lem sido
possivel maudar-se observar por engenheiros.
Em consequencia do que dispe o 13 do artigo 7
da lei do orjamenlo mandei entregar commissao
encarregada da obra da igreja do arraial de Nazareth
a quantia de ris 6:0008, para coulinuajAo da mes-
ma, inclusive a destinada ao pagamenlo da canlaria
cucommendada em Portugal, e quechegou ha pouco.
A commissAo creada em 1851 para compra e dis-
lribuicao de alfaiaa m-igrejas malrizes receben nos
annos de 1852 e 1853 a quanlia de ris 5:4565, c
nesle a de ris 2:0009 volada n> sobredita lei, lendo
uaquelles fornecido paramentos e outros nbjeelos
diversas parochias ; le-lan porem muilas que nao
foram ainda contempladas, c mesmo algumas os nao
lem pedido al agora. Quizcra apresentar-vos um
mappa demonstrativo de lodos os objeclos compra-
dos e distribuidos, com declararao das igrejas a que
o bala, dala de sua entrega c importancia ; deixo
de faze-lo por me nAo haverem sido remetlidos em
forma os esclarecimentos que exigi.
Tendo chegado ltimamente de Lisboa a prata
perlencenle a cafhedral |que alli se mandara refor-
mar, ordenei qte fosse entregue ao cabido da mesma
os 4:0008 ris consignados para seu pagamento.
Saude e soccorros pblicos.
Infelizmente, senliores, nAo vos posso dizer que
seja prospero o actual eslado sanitario da provincia,
com quanlo nao o devamos lambem considerar as-
suslador ; alm de oulras molestias proprias daqua-
dra, lem continuado a gras6ar as iulermilenlcs na
capital e cm varios pontos do interior. A pouca lim-
peza das ras desla cidade e as aguas enxarcadas nos
scus arredores bem como em muilos dislriclos de fu-
ra, e as cessajocs repenlinas das chuvas abundantes
que calieni constantemente sobre loda a pro-
vincia, .-Hernando com a iiilensidadc do calor cqua-
lorinl, sAo as causas a que em geral allribucm ospro-
fessionacs o seu eslado pouco salubre ; mas de cerlo
nAo concorrem pouco para elle a incuria e imprevi-
dencia da populajAo. A nmilali lacle havida na ca-
pilal durante o anno passado o no primeiro semes-
tre desle foi de 1:038 pessoas, regulando por mez,
lermo medio, 57. Da febre amarolla fallecern)
apenas 12 naquclle, c 4 ncsle, como melhor veris
no mappa junio n. 1.
Existia como sabis na villa de Macap urna com-
missAo creada por um dos meus antecessores, encar-
regada de fazer tratar os enfermos pobres em urna
enfermara alli estabelccida. Para seus medicamen-
tos, dietas e mais despezas, tendes votado aunual-
menle quantias, que eu mesmo algumas vezes live
de applicar i compra eremessa daquelles ; informa-
do porm, que essa commissao snominalmenle exis-
ta, e nao preslava ulilidade alguma, pois qne nin-
guero se Iralava na dila enfermara, ordenei qne fos-
se exmela, continuando o rirurgiao dclla a corar os
enfermos em suas proprias casas, como j.i se prali-
cava, e com a gralificajao que lhe marcasteis na lei
do orjamenlo vigente.
Masallendendo, que os patanos existentes as vi-
sinhanjas daquella villa sao a cansa principal da sua
insalubridadc, encarreguei ao lenle commandanle
interino da praja o Irabalhos do aeu dessceamenlo
os quaes estao j em andamento, e se lhe nao falla
rem os Irabalhadores necessarios, que por ordem mi-
nha eslava reunindo, poder aquelle municipio gozar
em breve desse importante melhoramenlo. As obras
das vallas desta cidade progredem lambem como
veris adianle.
A solirilude do governo imperial sobre esle as-
sumplo de tanta Irantcendencia acaba de dolar-nos
com uina iiisliluirao, cujos benficos resullados se
ligo de fazer sentir necessariameote para o futuro :
a commissAo de hygiene publica, creada nes-
la provincia pelo rcgulamenlo de 29 de selembro
de 1851, foi inslallada no dia 27 do mz prximo
passado em urna das salas da cmara municipal sob
a presidencia do Dr. Francisco da Silva Castro ; e
entro as medidas, que ja pela mesma me foram pro-
poslas, recommen lo-vns a de contratar-se na Europa
urna parteira habilitada para exercer o seu ministe-
rio c dar lijoes delle em urna aula, que se eslabeleja
nesla capital, para o que vos peco a necessaria aulo-
risajao e meios
Desde os primeiros das de minha adminislrajao
reconheci a necessidade da fundajao de um lazareto
cm algum ponto dos suburbios da capital. Nesle
sentido pedi providencias ao governo imperial, ecom
quanlo nAo tenha lido ainda solujio algnma, he com
ludo de esperar-se, que atienda as rellexoes, que
nessa occasiao lhe dirig.
Enlre as molestias de quea principio vos fallei nao
se conla felizmente o terrivel flagello da varila, qne
anda ha poucos annostantas victimas fez nesle mu*. drtartaTn'aiorpartedosmunicpiosacha
a illuminajo de gaz ao ponto em que se de-ve po-
la. Esle melhoramenlo j comecou a realisar-te em
algumas ras da cidade.
Municipalidade.
Se exceptuamos a cmara da capilal, e urna nu-
tra de algum ponto mais importante da provincia,
podemos infelizmente afianjar, que as retanles nao
prestan) aos seas municipios a ulilidade que se leve
em visla com a sua instilnijAo; algumas ha, qne
se fazem at notavait pela sua inqnalificavel negli-
gencia.
ltimamente roe vi forrado a suspender e man-
dar responsaKIisar a de Breves, proceder contra
varios membrfs das de Chaves e Cachoeira, verificar
os faclot constantes de queixas ou denuncias dadas
conlra algumas, e ainda oulras eslariaro no caso de
passar pelo mesmo sem grave injuslija. E por por-
tara de 7 do correnle mullei em res 1008000, re-
parlidamenle por seus membros na forma do art.
10 da lei n. 163 de 22 de dezembro de 1819, as de
Cintra, Igarap-mirim, Portel, Porto de Mz, Ma-
cap, Mazagao, Breves e Monsars, por nao lerem
anda remedido seus balanjos c orjamenlos, e reen-
viei para virem ero forma os de Muan, Ourem,
Curuja e Oejras.
Causa de cerlo laslima ver o eslado a que hoje se
condemnam enlre nos as municipalidades, que 15o
nobre papel representaran) nos passados lempos;
dellas nos reslam apenas as gloriosas IradijOes.
A sua actual organisajAo he defeituosa ; para me-
Ihora-la prepara o governo imperial importantes
reformas, e praza a Dos que ellas consigam con-
verler essas corporajoes cm alguma cousa mais
ulil a adminislraco publica c ao bem eslar dos
povos.
Mas nao as viciam fnicamente os seas defeitos
orgnicos, ou o poaco zelo de seus membros: deve-
mso-lhe fazer eslajaslija, muilo conlribue pira
inutiliza-las a escacez de seus recursos. Dahi re-
sulla em grande parle o eslado deploravel em que
vemos quasjJcdOA-OS-seTVictJTa^c"cfaot Asca-
mcipio ; e praza a Dos que nunca entre nos reap-
pareja, pois que pouco devemos contar com os be-
neficios da vacnajao, a visla do eslado em que nao
obstante os esforjos do digno enmmissario provin-
cial, se acha esle rumo de servijo publico, j pela fal-
la de pessoal sullicientemente habilitado e que se
queira gratuita e incommodamenle empregar nelle,
ao menos nos pontos principaes da provincia, j pela
escassez dos demais recursos de qua deveria dis-
por, c al algumas vezes do proprio puz vaccinieo
e mais que ludo pelo falal preconceilo, que se lem
inlroduzido na popolajAo ignara, quanto ineflica-
cia e mesmo perigos da vaccina. O mappa n. 17
comprehende a vaccnajao dos tres ltimos annos fi-
nanceiros na provincia, e por ahi podereis avaliar
al onde deveremos confiar nella.
Santa Casa da Misericordia.
Esle eslabelecimenlo continua a ser administrado
com regularidade e zlo, assim como os mais, que
lhe sao subordinados. Em virlude da aulorisacao
que me foi dada pelo arligo 17 da lei n. 240 de 28
de dezembro do anno passado, e tendo em visla, na
forma do mesmo, as olas que me foram apresenta-
das pelo seu digno provedor, dei-lhe novo compro-
misso em 14 de junho ullimo e acha-se elle em exe-
cujlo. Foi alterado o anno compromissal da irman-
dade, rrgulando-se pelo civil; a coraposicao das me-
zas, passando a ser nomeadas pela presidencia em
vez de o serem por eleijao dos imaos ; e finalmenle
o lempo de durajAo de suas funcjOes, que foi eleva-
do de um a dous annos.
Tomaram-sc ainda oulras providencias, quer para
melhorar ordenar os seus Irabalhos e adminislrajao,
economia c fiscalisajao de suas rendas, quer para es-
labelccer-se urna aejao mais directa e prompta da
auloridade superior sobre o seu pessoal. Elle vos
ser a presentado, e eniau tereis occasiao de reconhe-
cer, que algum melhoramenle deve provir aquelle
eslabelecimenlo das suas disposijoes, pelas quaes fo-
ram reformadas, refundidas ou completadas as do
seu anligo eslalulo.
No hospital da Santa Casa continua a Iralar-se
nao pequeo numero de enfermos que a elle concor-
rem
Do mappa n. 18 veris qual o seu movimenlo no
anno compromissal findo ; bem como do mappa o.
19 o do hospilaldat lazaros, esses iufelizes para os
quaes anda sonlopii lo descobrir remedio, nao obs-
tante os exforjos o experiencias, que nesse intuito
(em feilo a philanlropia e a sciencia. No seu re-
laloria que vos ser apresenlado traa o digno pro-
vedor da necessidade de construir-sc novot edificios,
qoer para um quer para oulro desles dous hospitaes,
ou pelo menos de accrescenla-los, por meio de no-
vas obras, e com auxilio do thesouro publico ; reco-
nhecendo a difliculdade de levar-se a efieito na
quadra actual aquella primeira idea, julgo no en-
lretanlo, que deveis tomar a ullima em consdera-
jAo.
Talvez, Senhores, conviesse tambem aolorisardes
a presidencia a mandar vir da Europa algumas ir-
milas da caridade, afim de se poder com ellas fun-
dar enlre nos essa insliluijilo lao emmioenlemenle
chrisla, que j t Ao relevantes servi jos lem prestado
a humanidade em oulros paizes, c mesmo em algu-
mas das nossas provincias.
A receila da Santa Casa durante o ultimo anno
compromissal foi de 43:388tJ666 rs., e a sua despeza
de 41:5158004 rs. dando-se a seu favor um saldo de
1:8739062 rs.: e para o correnle anno he oreada
primeira ero 40:7368199 rs., e a segunda em rii
40:7308101, como ludo'veris delalhadamenle dos
batneos e orjamenlos, que igualmente vos serao
submetlidos com o citodo relalorio.
Cemiterio de Sossa Senhora da Soledade.
Esla obra que he sem duvida urna daquellas, qne
a muito lempo reclamavam nesla capital a huma-
nidade e religin, acha-se hoje quasi de lodo con-
cluida, lendo-se feilo no ullimo semestre a maior
parle dos Irabalhos que estavam em andamento, e
faltando apenas acabar-se o prtico da entrada, para
o qual chegou a pouco a petlra cucommendada cm
Lisboa. A' inlelligencia e incansavcl zelo e dedica-
ran do actual provedor Dr. Juaquim Fructuoso Pe-
reira GuimarAes, e a clividade e pericia do enge-
nheiro encarregado dola, deve-se o adanlamenlo
boa,execujo desla obra, que vira aser urna das mais
ulcis e mais bem acabadas da capilal. Nella se lem
dispendido ale o semestre findo a quanlia de ris
36:267458 sendo delles 24:5798494 provenientes de
emprestimos e supprimento do Ihesouro desde de-
zembro de 1852 at o presente.
/Ituinjnarao da capilal.
O servijo da illuminajo desta cidade tem sido
feilo rom- alguma regularidade, bem que nao se
ache ella anda no eslado do aperfcijoaincnlo de que
he susceplivel.
Tendo lindado o" prazo do contrato fcito anterior-
mente com o cidadao Jos da Poole c Souza, seu
arrematante, tornei a celebraroulro cm 21 de de-
zembro ullimo, sob as mesmas bases pouco mais ou
menos, porm com mais alguma vanlagem para a
fazenda, quanto ao prejo de cada lampean, que fi-
cou reduzido de ris 176 a ris 159.
Nao sendo do melhor syslema os acluaes lam-
peos c seus apparelhos, c estando alm disso parle
delles bastante deteriorada, mandei a pouco en-
commeudar em Pernambuco 50 com lodos os seus
perlences, c oulras lanas columnas de ferro para
suslenla-los. Para esle fim fiz por naquella miado
a quantia de ris 4:0008000 pelas sobras existentes
da verba consignada, para a illuminajo, no arl.
11, 5 1.", da lei do orjamenlo passado.
0 mesmo contratante propoz-me em 27 de feve-
rciro do correnle anno, a revalidarao do contrato
que com elle li/era um dos meus antecessores, em
4 de jullio de 1851 para fazer em parle a illumina-
jo desla cidade a gaz liquido. Nao foi porm pos-
sivel chegannos eniao a um accordo ; todava para
cusaio efiectuou-se a subslituijo do aztile pelo
gaz cm todos os lampe-es do largo tle palacio. E
como ltimamente viessemos a concordar as con-
djcs para fazer-sc cxtcjisivo esse melhoramenlo
a oulros pontos da capilal, salisfazcndo assim os de-
sejos do Yublico e as vossas boas intenjiles, j por
ve/es manifestadas, conclu em 24 do mez passado
um novo ajuslc que vos ser presente, sob as ba-
ses do de 4 dcjulhocom as convenientes allcra-
jes.
E tanlo mais pressa me dei cm faze-lo, quanlo
pedamos com brevidade comejar a gozar de melhor
luz, visto achar-se ja o mesmo contratante prepa-
rado com lodo o machinismo proprio para o fabri-
co do saz, e que segundo os lemos em que sAo con-
cebidas as cundinos ajustadas, nao me era preciso
para leva-las a efieito exceder a verba volada na lei
do iiroamoiiiu vigente. Todava ser talvez conve-
niente reforja-la com algum augmento para o caso
de que se possn levar, ilenlro do futuro ejercicio,
am-sc em rui-
nas e o mesmo aconlcce as casas das cmaras. Re-
presenlajes me tem sido dirigidas por algumas des-
las e por autoridades policaes dos districlos, fazen-
do-me ver necessidade de reparos e novas conslruc-
ce*de edificios destinados a esses mi-lores, e pe-
dindo-roe quantias para eflectua-los. Quer a urnas
quer a oulras lenho-as fornecido visla de infor-
majcs c orjamenlos circumslauciados, que teuho
exigido e mandado examinar por engenheiros.
As quantias entregues para roncerlos de cadeia-
duranle a minha admioislraja'o monlam em ris
7:0368190 ; sendo ris 3:0008000 para varias do int
lerior, mappa n. 15, o o mais para a da capilal; e
alm disso leudo em visla o respectivo orjamenlo
na importancia'de ris 5:2008000 e o parecer do
major d'cngenheiros Marcos Tercira do Sales, ap-
provei ltimamente o contrato feilo pela cmara de
Obidos com o cidadao Dionisio Pedro Ausier para a
conslrucjao de urna cadeia n'aquella villa, por ler
sido rescindido o que fra anteriormente celebrado
para esse fim com o cidadao Francisco Antonio
Monleiro Tapajoz. Para as sessoes da de Breves of-
fereceu-me gratuitamente por dous annos o cida-
dao Joaquim da Silva Baima urna casa de sua pro-
priedade.
Pelas razes j indicadas nao lem podido as cama-
ras municipaes levar a efieito a fundacito de cemi-
lerios, que Ihes he incumbida pela lei do seu reli-
men lo e pelo arl. l.o do cdigo de posturas A de
Camela porm promove a conelusao do seu, tendo
sido ero novembro ullimo prorogado por mais nm
anno o praso denlro do qual o arremtame, Dr. An-
gelo Custodio Correia, se obrigra a da-lo promplo.
Para o de Cintra mandei entregar respectiva c-
mara a qaanlia de ris 1508000.
Por pedido da cmara municipal da capilal de-
lerroinei a ponco o exame e levanlamento da plan-
la dos lerrenos comprehendidos enlre o arsenal de
marinha e o sitioCacoalinhoonde se pretende
construir o novo curro de que trata o arl. 12 4.
da lei do orjamenlo vigente. Brevemente serao
^presentados esses Irabalhos pelo engenheiro a quero
os incumb.
Tendo esla mesma cmara em 12 de maio nllimo
submellido i minha approvajao varios arligos de
posturas, os quaes vos serAo prsenles, approvci-os
provisoriamente por pur(aria de 19 do mesmo mez,
reservando-vos o cuidado de modificados como jul-
gassis conveniente, quando tralassis de deliberar de-
finitivamente a seu respcilo.
O mesmo fiz por portara de 19 do mez passado
acerca de um artigo, que me foi proposlo pela c-
mara de Camela a bem da lisc alisaran das suas rendas-
0 qual ser igualmente submellido a vossa final de,
liherajAo.
Por conta da consignajao volada na lei do orca-
menlo em vigor para o caljamenlodas mas desta ca-
pilal foi entregue cmara municipal da mesma a
quantia de res 5:0008000.
Divisao civil, judiciaria e eccletiastica.
Pelo mappa j citado n.o 14 veris qual a divisao
civil, judiciaria e crelesiaslica da provincia, achan-
do-se j comprehendidas 11a ultima as alterajes fei-
las em consequencia das leis ns. 227, 228 e 233 de
20 e 21 de dezembro do anno passado. As duas
primeiras conlinuam como al aqui lendo sido ape-
nas alterada a dos districlos de paz do municipio
de Viegia ; opporlunamenlc submetterei vossa ap-
provajao a portara pela qual resolv faze-lo; e bem
assim ser-vos-hac presentes as representarnos que
me foram dirigidas pelas cmaras de Gurupa e Cu-
ruja ; a primeira pedindo o reslabeleeimeolo da fre-
guezia de S. Jos de Carrazedo, c a segunda a mu-
danza da sede de seu municipio para o lugar deno-
minadoPona do Afiliado.
Tanto a divisan civil como a judiciaria precisara
de reforma ; e estando a presidencia aulorisada pa-
ra a dos dislriclos; cuidarei disso logo qne me ache
habilitado com os dados necessarios para conhecer a
que mais convem.
A vos, porm, senhores, compele Iralar de oulras
que excedem s nimbas allribuijes, e que sao lam-
bem as que mais reclama a ba adminislrajao da
juslica. Quero Tallar-vos da necessidade da creajAo
de mais duas comarcas : tima formada de imja a
ilha de Maraj, e oulra dos municipios de Gurupa,
porto de Moz c Monte Alegra, lendo as suas sedes
onde melhor fr. Por esla divisao dever conler cada
urna das novas, aproximadamente, dez mil pessoas
livres, ficaudo as anlig,is nao obslanle as suas des-
membrajes, coro populajao ainda superior a esla,
excepto a de Macap, que ficar entretanto com seis
a setemil.
Para conhecer-se a urgencia e vanlagens da adop-
en desla mediJa, basla a(lendcr-se as distancias
e quasi nenhumas relarAes entre Macap, Chaves,
Gurupa e as de mais povoaoes desla comar-
ca, situadas as margens 1I0 Amazonas at seus
acluaes limites, c principalmente cm loda a regiAo
que se csleude da margem dircila para o interior,
resultando d'ahi nao s a falla de disIrihuijaS) de
de justiea, grvame aos povos, c prejuizo ao Estado,
como lambem dificuldadcs e sacrificios rears aos
Magistrados, pondo-os na triste contingencia de fal-
laren) frequenlcmcntc aos scus deveres, e at a pro-
pria auloridade snperior na mais triste ainda de os
nAo culpar.
He verdade, que quanto as povoajes que lem de
rompor a comarca de Maraj, as distancias subsisti-
1 i.ini: mas as suas comniuuiracocs sAo mais facis e
mais frequcnles, c ha alem disso a grande conveni-
encia de ter-se alli um juiz de direito, providencia
esla que repulo cstrcilamenlc ligada ao syslema que
se deve seguir respcilo do prsenle eslado de cou-
sas d'aquella ilha.
Pelo mappa junto 110 verso do mesmo vi-se que
as cinco acluaes comarcas da provincia eslao todas
providas de juizes de direito; nem todas porem de
promotores formados, apezar dos meos esforjos nes-
se sentido. Oulro lano aconlcce com scus tormos;
porque embora para quasi lodos se achem nomeados
hachareis, todava anda alguns desles se nAo aprc-
senlaram, achando-se assim vago um dos julgados c
coulinuando oulros a ser preeurhidos por individu-
os que r.inda mesmo leudo volitado dediem scrvi-los
carecen) das necessarias habilitajes.
Fstalistica dapopularao.
He sem duvida, senliores, urna das grandes ne-
cessdades de todo o Governo conhecer mais ou me-
nos aproximadamente,ue so o numeru'comolambem
as diversas con linos d'aquelles a quem se cslende
a sua auloridade.
Tantos sao porm os dados precisos para formu-
lar-se urna eslatislisca, lanos os individuos que os
devem fornecer,c lanos os perverlem ou recnsam
ministra-Ios por ignorancia, negligencia ou malicia,
que se pode quasi asseverar que nenhuma se ob-
len) perfeila.
Com essas e oulras difiiculdadej \-mp .1 bracos
traanlo de liaverjinermajieipara organisar o map-
pa jauto sob o n. 20, o qcal por tanto deve resett-
tir-se de defleitos e inealdes. Suppondo mesmo
que os parciaes de algumas das fregueziat Dia sao
senAo meras reprodueces dos antigos com acretcen-
lamenlos por estimativas mais ou meos arbitrarias ;
porque esse he para certot funcionarlos o meio mais
commodo e melhor de saslifazer a um encargo cuja
fijcalisajo escapa completamente a auloridade su-
perior. Freguezias liouve qne mesmo nao remet-
ieran) os mappas que Ihes foram eligidos por diver-
sas vezes, e desde os primeiros mezes de minha
admiuistraro ; ou os remetieran) taea que nao po-
deram ser aprovelados, como sejao ot que no map-
pa junto acham-se inscriptos em, carcter itlico.
Para calcular o numero de habitantes detlas Uve da
recorrer ao que jpreseolou o Exm. conselheiro Je-
rnimo Francisco Coelho em 1818, ajunlando-Utea
mas nm quinto correspondente ao augmento qne de-
vem ler lido de entAo para e.
Continuo a empregar as necessarias diligencias
afim de colligir dados cada vez mais exactos para
organisar um bom arrolamento da populajao da
provincia. Tenho expedido novos modelos as com*
mssoes cncarreaadas d'elle. e tomarei medidas para
coagi-las a serem mais promplas e mais escrupulo-
zas no desempenho de seus deveres.
A populajAo livreda provincia, nacional e estran-
geira, he calculada em 158:471 pessoas, a escrava
em 31:930. e a indgena em 40:000: cifras estas,
que reunidas a um accrescimo de 15:847 na
ra, rasao de dez por cenlo para as faltas do
seamento, prefazem a somma total de 247:248.
Julgo o numero de eslrangeiros muilo a quem da
realidade, e o dos indgenas s com o auxilio de da-
dos muilo latinis a delerminei; creieconIndo qne
nao andar muilo longe da exactidHo.
No quadro eslalistico oraansado por ordem da
corte ea 1816 dava-se s duas acluaes provincias do
Para e Amazonas 160:000 indgenas; Ese conselhei-
ro Coelho em seu relalorio de 1848 calcnlav-ss em
100:000, e sendo cerlo que esla raca em vez de aug-
mentar diminue consideravelmente, j pelas condi-1
Ses de sua maneira de viver, j sobre todo pelo
seu cruzmenlo constante com oulras qoe a vio fa-
zendo desapparecer, podemos suppor qoe e calclo
do meu illuslre antecessor nao he dsliludo de 'an-
damento, e que d'ahi para c deve ler ainda dimi-
nuido alguma coosa aquelle algarismo.
Ora computando o Ex. presidente do Amazonas
no seu relalorio apresentando em fins do anno passa-
do em perlo de 21:000 o numero dos indgenas nao
sclvagens existentes n'aquella provincia, e podendo-
se razoavelmenle acreditar qoe o doa selvagens he
de mis de oulro lano, e o de uns e oulros superior
ao desla, nao he tora de razao orjar-se para aquel-
la a somma aproximada de 60:000 e para esla a de
40:000.'
Sou o primeiro a reconhecer a pouca seguranja
desles clculos; todava lemos ainda um meio de ve-
rificar de algum modo que o censo da populacho
que vos apresento nao he inleiramente regeilavel.
Devendo segundo as regras da sciencia, a popula-
cao, nos paizes em que ella se desenvolve regular-
mente, augmentar na razao de cenlo por cenlo em
cada periodo de 25 a 30 annos, nola-se que a dQe-
renja enlre a populajao lvre do mappa junto e a
do de 1R8 j rilado, deduzida desle a do Amazonas
esl pouco mais ou menos em proporjao com o lap-
so de lempo que medeia enlre suas pocas; e qoe a
escrava que demos suppor estacionaria, a cha-te
com efieito represenlafla eu um e em oalro por cifras
que muito poaco difieren).
Colonisarao.
Na prsenle poca ero que os Brasileros, abando-
nando o campo estril das abslrajes. vollam-se de
todo para os melhoramentos reaes do paiz, nao poda
a opiniao publica deixar de preoecuparte dos meios
pralicos de promove-loi. A colonisajlo era natu-
ralmente, sobre lodo depois do golpe dado no trafico
da escravatura, um dos primeros que devia apre-
senlar-se-lhe ao espirito. Neste sentido se (em cora
efieito tentado ltimamente esforjos e ensaios em
varios poulos do impecio.
O governo imperial por sua parte testa desse
movimenlo geral de progresso, esladando o modo
de torna-la enlre n* urna realidade, acaba de dar
com o rcgulamenlo para a execucao da lei do 18 de
selembro de 1850 um wande passo para eslabelece-'
. ...1.. ....... kUAUau,y_ ft^r
. "
la atc urna base solida e proiicu"57-
MV os beneficios, qne d'ahi nos he licito esperar,
s com o lempo nos podem vir ; no entretanto que
a lavoura c as de mais industrias da provincia instjo
por medidas que arranqnem da prostajAo com que as '
ameaea e ascacez de brajos.
Em laes circunstancias convinha de certo aiiK"
mar-se quaesquer emprezas, que se prnposessem a
inlroduzir colonos para os seos Irajoalhos e ealabele-
cimenlos. Eslcsvslema com qtianto insufllcente e
mesmo sugeilo a perigos lalvez podesse, com ludo,
mediante proleccAoe vigilancia do governo, prestar-
nos alguma ulilidade, ecom lempo regularisar-se,
e adquirir mais largas proporcf.es. ,
F'o'i esse sem duvida o espirito qne presidio a con-
feejAo da lei provincial n. 226 de 15 de novembro *
passado, pela qual creastes no Ihesouro publico urna
cai::a destinada a adianlar laes emprezas os fondas' l
necessarios. 1
Nao sei porm at onde seja conveniente este sys-
lema, nem se o auxilio e intervenjaodot governo
em semelhanlescasos devam pistar dos simples bom
officios, e ir at ao ponto de fornecer quantias, e
constituir a fazenda pnblica quasi soca na tmpreza.
Vos assim o enlendesles acertado ; tereis tido sen
duvida boas razes para nutrirdes esta- apiana*i, de
cujas vanlagens ou desvantagens s o tempe e a ex-
periencia nos podem dar a verdadera medida.
Em execucao ao que disposesle, publiquei esa 18 aj
de revereiro ultimo as bases jonlasA, que me'
pareceram dever-se adoptar para que a introduce*) >"*
de colonos, emprehendida com o soccorro dos cofres .
pblicos, nAo se lornasse para o emprezario una es-
peculajao, e para a provincia urna burla.
Dous pretendentes me aprescnlaram suas propos-
las : o cidadu Silvestre Jos Rodrigues de Soaza, da
villa do Obidos e o cnsul porluguez nesla capi-
tal. NAo pude aeccilar as condiees oflerecidas pelo
primeiro, que ooeravam o Ihesouro e c.onslitoiant
o governo um seu gerente directo. Com segun-
do celebrei em 20 de maio do correnle anno, sob
aquellas bazes, um contrato pelo qual se obrigou
a inlroduzir na pro inria. ilenlrn do oilo mezes, ,
eslabelecer em sua- ierras do Arapirauga, prximas r
a esla cidade, 100 colonos purtuguczes escolhidos.
Para esse fim foilhe adianlada, sob Ganja, pelo 1
th-iouro publico a quanlia de res 33)008000. I
Colonias mi litares.lia nicamente duas deslas
colonias eslabelecitlas na provincia : a dePedro -
2.0c de S. JoAo d'Araguaya. A primeira he i- _-^^*aa
luada no rio Aragtiaya, em vanlajosas cundinos tle
crcscimenlo cm razao da ferlilidade de seus (eremos
e da possibilidade de cstabclecereni-se facis coru-
muuicares enlre ella e a villa tle Macap, quer por
agua qitr por Ierra ; e a segunda na confluencia do
Arauuaya com o Tocanlins, e oulro lauto se pds
dizer a cerca da excelleucia de suas Ierras e pastos,'
e das vanlagens de sua posicAo, que pode para o fu-
turo conslilui-la um importante inlerposlo de com-
mercio cutre esla provincia e a de Goyaz. Pelas ul-
timas informarnos que lenho, c em visla das quae8 .
foi coiifccionado o mappa junio n. 21 consla que
hcpovoadaa primeira, comprehendidas as suas vi-
sinhanjas, por 124 pessoas ; seudo o director, ca- m
pell.lo 2S pracas e 94 paisanos dos dous sexos maio-
rese menores ; e a segunda por 89 scnijo1, o director,
o capelln. 27 prajas e 60 pessoas das classes cima
mencionadas. A sua agricultura c industria pouco
descnvolvinicnto lem lido, nao obslanle algumas
medidas, por meus antecessores c por mim lomadas,
com a inlenoAo de Ibes dar impulso.
L'llimamcnle ordenei ao inspector da (hesoururia
geral que lizesse passar das fazendas nacionacs de
Maraju para a colonia tlePedro 2. 80 caberas
le gado vaceum de producAo afim de fundar-se ahi
urna fazenda de criar, para que lem ella campos
magnficos.
Alm deslas duas colonias mi I i lares cdabclecidas,
acaba o governo imperial de fundar urna em Obidos'
e o seu director o capilAo de mar-e guerra Pedro da
Confia, que alli se acha, lem dado ja cornejo aos
Irabalhos preparatorios para o seu eslabelecimenlo .
e accommodajo dos colonos, que se esperam com
brevidade.
Catechequesc e cicilisaro ae i ndigena*.
Do mappa junio n. 22 conslam os aldeaincnlos
de indgenas, que lemos na proviucia, tua popula-
jao, agricultura o industria. Poaco fructo se tem
colhido do syslema al aqu pratcado para allrahir
esses infelizes civilisajo e ao chrislanismo. De-
pois de lanos esforjos gastos nesle empenho, ha lan-
os annos, e com laido dispendio, s lentos Ires mis-


V
DIARIO OE PERNtMBUCO, QUART* FEIRA 27 DE SETEMBRO DE 1854.
S
''
-
*-4
H
J

fie es>abelecidas e mais seis qne apenas nominal-
menle existen), pela dificuldade de achar-se missio-
unrios directores.
Nem sao tes os onicoa ambararos com que lata
a C^lecheae; os maiores enron(ram-se nos mesmos
indgenas. Entes de carcter inativo e inteligencia
curta, habituados ao viver errante das maltas, onde
a nalarea por si fornece ludo qnanln abrance c
circulo acanhado de suas necessidades, j>3o podem
ser fcilmente trazidus s comilones sociacs, cujus
goxos deseonhecem, si be que anda lites nSo sao
appresentidos snb um aspecto ri-pnmianti.' por aquel-
es qne especulan) com a sua simplez.'e pelos falsos
apostlos.
Nao sei mesmo se ser pouivel descohrir-sc algum
meio eflicaz para isso, a na ser o saccessivo, mas
lento desenvolvimenlo da populaoju e das commu-
nicacoes, da civilisar.Tt e do commcrcio, que, inva-
dindo as selvas e envolvendo-as no seu trato, obri-
sue os seus miseros povoadores a por-se em convi-
vencia eom a lociedade.
Ha cerlamente nesla provincia grande numero de
indgenas domesticados e que mantera retornes com
os povoados, porem islo lie mais devido i ndole
mansa de algumus tribus e mesmo a tal ou qnal in-
fluencia das causas apontadas, do que propriamenle
aos efleitos da catcebese. Talvez anda ,-ilguma
cousa se conseguiste, a menos preparar, em rela-
cao a to importante assumpto, si so podese esta-
beleetr sulliciento numero de mssoes por diversos
pontos da provincia, e confia-las todas a verdadeiros
ministros do Evangelho, mas isso nao nos ser po-
sivel Uto cedo
O mitsionario de Santa Thereza de Tocantins, que
ha un dos poucos dignos deste non, commonicon-
me em fins do anno passado, que nessa occasiao
haviam descido do seria pira a sua missao 500 in-
dgenas ; em consequencia do que, e a seu pedido,
mandei remeller-lhe novos objectos e ferramcnlas
para Ibes seren distribuidos ; e ltimamente part
cipa haver reunido abi mais 302 da tribu Cracaly.
Em Janeiro de correte appresenlaram-se-me em
palacio 60 e tantos da tribuTembevindos de
urna maloca cujo numero ignoro, e que tem descido
das cabeceirai do Gurnpi para um braco do Capim,
em coja direcr/m segundo rae consta, abriram urna
picada. Fiabaptisarascriancas, brdei-os e con-
vide-os a aproximarem-se. Depois dcstes apparece-
rara-me ainda alguns das nacftesChavanles e Api-
nagavindos de Uoyaz, aos quaes lambem fiz os
mesmos presentes.
Mas essas malocas nao formam ainda aldeamentos
nem se pode contar com a sua permanencia nestes
lugares, para onde lem bailado, pois j por vezes
(em acontecido fazerem iguaes descidase destppare-
rertm pouco depois ioternando-se de novo as bre-
nhas.
Savegaciio e commercio.
Estas industrias prosperam ; de anno a anno nola-
se grande augmento as cifras quedas, representara.
O movimenlu do porto desta capital quanlo a nave-
gado de longo curso, nos tres ltimos anuos finan-
reiros, fot o seguinte :
Entradas. l)ilTerenc.a do
1. ao ultimo
185152. 185253. 18535. anno.

I
r
l
Navios. 85 91 113 28
Ton. 14,664 15,591 19,260 4,596
Saladas. Oiflerenca do
1. ao ullimo
18515-2. 185253. 185354. anno.
Navio.. 85 Too. 17,716 97 108 18.088 22,269 23 5,553
0 movimeuto por cabolagcm fui
Entradas.
Navios. 18 23 29 11
Ton. 2,439 2,470 3,948 Sahidas. 1,509
Navio. 16 29 28 12
Ton. 2,039 2,455 3,948 1,838
na execucao da dita estrada nao fbram compridas as
disposicBes do contrato.
Quanlo estrada de Braganea para esla capilal,
de qne nos devem provir lanas vantagens, incumb
a sua abertura ao engenheiro das obras publicas, l-
enle Paulo Mauricio Lisck, c lenho informacoes
que j se aclia elle adianlado na picada por onde cm
poneos dias conlo que vira Icr a osla cidade. Esta es-
trada poder ser a primeira scrclto "la que leve para
o futuro prolongar-sc pelo Turiass al a comarca
de Caxias na provincia do Maranhao, e pela qnal po-
deremosser abastecidos de gado para consumo.
Nao menos necessaria do que estas be a prujecla-
da entro o lugar denominadoCampo dos Frades__
na margem direila do Tocanlins, c o ponto que mais
conveniente fiir no rio Capim, para cuja realisaco
habililaslcs o guverno da provincia pelo arlgo 45
da le do orcamento vigente. No eslado aclual das
consas comprehendereis sem duvida, que nao be
possivcl acudir-se ao mesmo lempo lanos e 15o
importantes melboramcnlos ; lenciouo, porm, man-
dar proceder s necessarias explorarles e trabalbos
preparatorios para a abertura dcsla estrada, logo que
possa empregar nella o engenheiro aclualmenle oc-
cupado com a de Braganea, ou qualquer ouy.
Obras publicas.
Em virludedi autoritario que me dcsles polo ar-
lgo 1. da lei n. 236 de 26 de dezembro do anno
passado, monlei novamenlc a reparlicSo de obras
punlicas nesla capilal, pelo regulamenlo que expe-
d em 15 de junho ullimo, que puz logo cm execu-
cao na forma do mesmo artigo.Nelle se acham in-
cluidas as disposiroes da resoluto n. 116 do 15 de
nevembro de 18.51 com as alterarles, do a rligo 7 3.
da lei do orcamento vigente, c as mais que me pa-
recern) convenientes.
O seu pessoal acba-se em parle nomeado c ella
funecionando. Creo que com sua rreaoo muilo
melhorar esle ramo do servico publico ; era, po-
rm, preciso r.,rnecer-llic os inslruraenlos mallienia-
licos ueeessarios para os seus Irabalhos geodsicos, e
por isso mandei vr de Franca e do Ro de Janeiro
os que conslam da relacao juntaBcom 'os quaes
se ach boje prvido o seu gabinete.
Tralei igualmenle de engajar na Europa, sob as
condices nppensasC o engenheiro e operarios
de que traa o S 5. da sobredila lei, para o que
mandei por em Lisboa 5:0003 rs., cm Berlim 2:0003
rs., e oulro lano em Parta, e j poderiam lodos es-
tar aqu, a nao ser a superveniencia da guerra do
Orienie.quc lem difflculiado os Iransporlcs e eleva-
do seus preco*; todava de Portugal foram-me re-
mellidos 20 operarios c 40 galegos serventes.
A raaior parle, porm, daquelles, poucos das de-
pois da sua chegada, requereu a rescisao de schs con-
Iralos medanle as devdas rtsliluicoes, e tu lh'as
conced, por enlender que as obras "publicas pouco
lacraran) cora Irabalhos feilos de m vontade, c al-
lendendo a quo em lodo o caso ficavam esses opera-
rios ua provincia, por assim dizer na forma da reso-
lucao n. 226 de 15 de dezembro ullimo ; entra elles
vicram 8 calceteiros, que foram poslos i disposcao
da cmara municipal desta cidade.
Ja anteriormente bavia eu encoramendado cm di-
versas provincias do imperio a rcmessa do operarios
para aqui, sb as mesmas condices, e em conse-
quencia foram-me mandados do Cear algans pc-
dreiros e carpinteiros, que se acham empregados em
dillerenles obras.
Tenho-me esforzado por dar impulso s obras pu-
blicas, nao obstanle as dfliculdadcs com que pre-
sentemente se lula em razao da cscacez de materias
e de bracos. Dar-vos-hei urna idea de adiantamen-
to, que ellas leem lido e do eslado em que se acham
(Treze de Maio.)
de serem feilos os reparos com a inspeccao do eu-
gcnliiero.
Oulro do fiscal de S. Jos, informando que o ter-
reno de que em sua replica traa Manoel Jos Dan-
las, o onde pretende asscnl.tr urna fabrira dos dcs-
lillar espirilos, nao esta destinado para esse lim, pois
alm de licor entre edifirarfics, m ar.ntesesla muilo
que foi marcado pela cmara para (al misler.De-
negou-sea liecnoa.
Teve lugar a 3\ praca para arremnlacao das ren-
das annunciatlas, c foi smenle arrcmalatlo o impuslo
sobre cabeca de culo por 12:2-284 rs. sendo arrema-
lanle Antonio Partir de Faria. c seus fiadores Jus-
lino Pereira >le Faria e Antonio Bolcllio Pinto de
Mesquita, resolvemlo a cmara que lcasse adiada
a praca das de mais rendas para o da 20 do corren-
te.
Despacharam-sc as pelioes Tavares. de Antonio Palinuro Brrelo, de Claudio
Dubeux.dc Joaqun) Cnmeiro Machado Kios.de Ma-
noel Jos Dantas;c levanlou-se a sessao.
Eu Manoel Ferrcira Accioli, nfficial-maior da se-
cretaria a escrevi no impedimento do sccrelaro.
llarao de Capibaribepr<-*identc.l'ianna.Ma-
mede.Gameiro.Rego Albuquerquc.Barata de
.lime id n.
REFARTiqAO DA POLICA.
Parle do da 26 de selcmbro.
Illm. e Exm. Sr.Parlicipo a V. Exr. que, das
parles boje rccebidasnosla repartirn, consta Icrem.
sido presos: a ordom do subdelegado da freguezia
de Sanio Anlonio, Manoel Antonio Itozeno, para
averisuacoes policines, e aordem do subdelegado da
freguezia da Boa Visla, o pardo Alexandre Jos
Francisco, para coreccao.
Dos guarde V. xc. Secrelaria da polica de
Pernambuco 26 de selembro de 1854.Illm. cExm.
Sr. conselbciro Jos Benlo da Cunta e Figueiredo,
presidente da provincia de Pernambuco. Ocbefe
de polica, Cute Carlos de Palca Teixeira.
Matonea do godo do da 26 para consumo da ci-
dade do /leofe no dia 27, no maladouro das Cin-
co Ponas.
Sociedade Pern.imliuran.-i SO ; Manoel Francisco
de bouza I.ima"; Joaquim Piulo 7 ; Ricardo Ro-
mualdo da Silva l; .los Lucio l.ins 0 ; Sociedade
Criadora5; Ismael Felieio da Cunba 3 ; Bonifacio
Maximiano de Mallos 3 ; Ignacio Forrcira-Guima-
res 3; Virginio Horacio de Frailas 3; lunario Mon-
teiro 2: Belarmino Alves de Arcba 2 ; Jos Mau-
ricio dos Sanios 2; Carlos Augusto de Arauio >.
Ao lodo 101. '
COMMIWADO
PERNAMBUCO.
Quanlo a uavegacao interior e fluvial, acbam-se
aclualmeule matriculadas ua capitana do porto 477
cmbarcai.-ocs de dhersos porles, desde pequeas ca-
noa al escunas, represenlando 4,667 toneladas, Iri.
poladas por 2,621 pessoas livres e 211 escravos. Mas
eslas cifras devem eslar ainda muilo aquem da exac-
lidao, nao s porque dai meimas enibarcacSes em-
pregadas no trafico do porto da capilal, nem todas
se acham matriculadas, ajiez.ir dos esfor^os do zelo-
0 ebefe daounll-i ryrflicao, >oine porque ah seuOa
comprehcudein as fue navegam dos pontos de amas
para os de oulras ckmarcas e para is provincias li-
milroplies, nem us vapores la companbia do Amazo-
nas, que constiluem a sua parle mais importante.
O commercio feilo por essas navegaroes lem (a m-
bem augmentado, e de um modo prodigioso, ex-
cepcau do de exportaco por cabolagera que lem d-
minuido progressivamenle. A sua importancia nos
tres annos j referidos foi a seguinte :
1851-1852. 18521853. 1853-1851.
Longo curso.
Imp. 2,299:6369645 2,866:239194 4:573:6563697
Exp. 1,839:6273025 2,59&2S79235 5,286:9163940
(abotagan.
Imp. 579:00762t 518.-B5S50 847:1018838
Exp. 88:7843889 65IM03497 51:5968635
Da compararlo deslas cifni v-se quo nos Ires ul-
limos anuos lem duplicado a da imporlac^o de lon-
go cuno e quallruplicado a da exportarlo ; e que
leudo quasi duplicado lambem a da importadlo de
cabolagera, tem descido quasi metade a da expor-
(acl*.
Esta dilTcrencas pro\m do rnai-ir consumo dos
ganaros Importados, du preco extraordinario a qae
lem subitlo a borracha, a consequenlemenle do em-
pregoquasi exclusivo dos bracos na sua cvlraccan e
fabrico, a ponto de nos ser preciso aclualmenle re-
ceber de oulras provincias gneros de primeira ne-
cexideda, e que dantes prodi ziamos al para forne-
rer-lhes.
Isto lie cerlamente um mal; lano mais porque os
lucro avulladissimos dtssa industria, que absorve e
aniquila Indas oulras, longe de lenderem i creaco
da pequea propriedade com sua permanencia e suas
vantagens, e divisao da riqueza, s dao em ulti-
mo resultado aceumularem eita em poucas maos, e
pela raaior parle eslraogeiras, acarrelando a mise-
ria grandt massa daquelles que aps ella abando-
nan) seus lares, seus pequeos eslabelecimcnlos, e
talvez suas familias, para se' entregaren) a urna vida
de incerteza e privantes, na qual os ganbos da ves-
Dfra evaporara-se no dia seguinlc.
Dos mappas ns. 21, 24, 25 e 26 veris detallada-
mente o que vos lenho dilo sobre a navegarao e
commcrcio da provincia.
Para dar-se maior desenvclviracnlo ao fluvial mui-
lo conviria a abertura dos pequeos ros e igaraps,
que farilllassera a communicac^o da car villa de Braganra, bem como a dcsobslruicao do ci-
nal de Igarap-mirlm, poupando-se desla forma s
embarcaees, que navegam para grande parle do in-
lerior da provincia e pira a de Uoyaz, o longo e ar-
riscado trajelo pela baha le Maraj.
Ja em algum lempo volasles quanlias para esles
mellioramenlos, mas Infelizmente nao lem sillo pos-
sivel eflectua-los. Com urna barca de escavaro, que
he urna iiecessdade indccliiravel tiesta provincia,
conseguir-sc-ha facilmenlc, cm pouco lempo, e rom
desperas lalvez inferiores que enlSo foram orea-
das, nao s a abcrlura desle, como a de oulro.
Nflo vos fallo de iguaes raclbnramentos pra a na-
vegarao dos majestosos ros, que curlam a provincia
m lodos os sentidos, lacs corno o Tocantins, o Ta-
pajoz, Xiogf uniros muilos, poi< que para isso fal-
tam-nos recursos 4e oulra ordem, e al mesmo as
explorantes c estudos sem os quaes seriara mpossi-
veii. Por ora desgraradamenlc so temos certeza das
immensas c quasi invenciveis dilficuldades com que,
anda mesmo dispondo de (orlos esses meios teriamos
de lutar em scraelhanlc empreza.
lislratas.
Nao tilo as eslradas os n.eos de communicacao
mais cnmmuns nesla provincia, nem os mais pro-
pros do seu territorio corlado em ledas as dirccces
por immensos ros; todava alguns pontos ha cnlre
os quaes he possivel e mesmo urgenlemeulc recla-
mada a abertura dellas.
Para levar-se a eflciln afumas ileslas lem sido
concedidas quanlias. A factura la de Marapa Co-
lonia de Pedro II,para a qual fji abcrlo cm ia">l,
lelo ministerio do imperio, umi-redilo de (iiOOOfs
rs., foi contratada em junho de 1893 com o cidadao
Procopio Anlonio Rolla, e iiavcndo-m'a elle dado
por prompta, resolv demorar o pagamento da se-
Riioda metade daquella qjunla, al que lssem exa-
minados os Irabalhos feilos, ej nesle senlido dei or-
lem aaacloalcommindanleinleriuoda praca daquel-
la villa. Nao Uve anda urna inforraacao circuos-
la ociada ; eonsta-me, porm, em consequencia de
represenlaco da resperliva ramara municipal, que
CMARA MUNICIPAL DO BEGIFE"
5.a sessao' ordinaria de 13 de letembro.
Presidencia do Sr. llarao de Caplbaribe.
Prsenles os Sr. Rego.Mamcde.Barala eGamei-
ro, fallando com causa os mais senhores, abrio-se a
sessao c fui lida e approvada a acia da anleccdenle.
EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. presidente da provincia, re-
mellcndo copia do parecer da commissao de consti-
tuirlo e poderes da asscmblea leeislaliva provincial,
e recommendando expedisse a cmara diplomas ais
lepulatlos supplenics ndfeadoa no mesmo parecer,
para lomaren) assenlo na mesma assembla.Man-
dou-se expedir.
Oulro do juiz municipal da segunda vara, parti-
cipando ler passado a jurisdirra ao supplente com-
petenle, por ler lomado assenlo na assembla legis-
lativa provincial.I nteirada.
Oulro do engenheiro cordeador, communcando
achar-se bastante deteriorada c inlraiisilavcl a estra-
da de Joao de Barros, c precisa do itromplos re-
paros.Adiado.
lima iuformacao do advogado, relativa pelicao
de Bazlio Alvares de Miranda Varejo, dizeiido
que, i visla da informaco do engenheiro cordeador,
parecia-lhe nao haver que deferir ao peticionario,
que nao provou que llie lenha cabido cm parllhaso
terreno de que Irala, nao estando por isso verifica-
da a sua legilmidade.Despacbou-sc a pelicao de-
clarndole que, nao sendo o terreno em queslao,
o mesmo que pela plaa da cidade esl desuado
edificaroes particulares, nada bavia que deferir.
A commissao de peli;es apresenlou o seu pare-
cer, que foi approvado, acerca da pretendo de Ma-
riano Ramos de Mcmlontja e oulros, do que faz
mencao a acia da sessao de 11 do corrente, dzendo
a commissao que se devia salisfazer primeira parle
da pelicao dos mesmos, e nao assim a segunda, que,
quanlo a primeira parle, sendo os acougucs arre-
malados por um s individuo, dar-se-hia monopo-
lio ; mas estando nos intereeses da cmara, que os
araiisues sejam arrematapos por quem maior prec,o
olfereja, nao podia ella impedir que F. por ter ar-
rematado cerlo numero de rougues, arrcmalasse
mas laese laes, enlendendo a commissao, que em
lal caso deva, comludo, a cmara lomar o arbitrio
de odrera arreraalarao de cada vez um cerlo nume-
ro de acougues para serem arrematados por quem
mais oOerecesse.pois qc era provavel, que quem ar-
rematare os primeiros por urna somma rresciila,
nao achasse conveniencia em ficarcomos segundos.
Acamara, porm, enlendendo que esle meio apon-
lado pela commisslo, nao remed.i\a o monopolio,
que se receia, porquanlo, quer os acougues sejam
poslos em praca, cm globo, quer em separado, nao
so inhibe que urna s asocia;o de marchantes ar-
renijiie lodos, elevando-os n>ais que oulro que possa
concorrer ai remataran a um preco excessivo, como
he de presumir que succeda, em visla da indisposi-
rao movida pelo inleressc, que reina enlre os ne-
gociadores le gado, o que seria mui gravoso aos
consumidores, porque a associacao que lizesse essa
despeza, quera necessariamcule ressarci-la, cncarc-
cemlo o preco das carnes; asscnlou de pedir ante-
risaco ao governo da provincia para tomar o arbi-
trio de arrendar os ncoigues a diversos, calculando
oquepdem elles render, e impomlo aos rcudeiros
a cunt cao de nao poderem sublora-lus a oulreni,
com o que un serao prejudicadosos inlercsses mun-
cpaes. Em virlude desla resolucao, mandou a c-
mara sobr'estar na arrcmalacao dos acougues al
que S. Exr. resolva.
Recehcu-se urna parlcipa^aode Roslron Rook i
C. de haverem entregado as chaves dos rmazens da
ruado Torres n. 10 e da do Brum n. 16, nao cor-
rendo mais por cotila delles desde 9 do correnle.
Mamloii-se commuiiicar i-lo mesmo conladoria.
Despacharam-se as peliees de Anlonio Bolelho
Pinlo de Mcsquila, de Anlonio Francisco de Car-
valho, de Bazlio Alvares de Miranda Vareilo, de
Francisco Xavier de l.ima, de Joao Simies de Al-
meda. de Joao Marlins Saldanba, de Innucencio
Mnnleiro Borges, de Ignacio Manoel Viegas, de
Joaquim Carneiro Machado Itios. de Itomao do Reg
Barros, c levanlou-se a sessao. Eu, Manoel Ferrcira
Accioli. ollicial-maor da secrelaria a escrevi no im-
pedimento do secretario. Borlo de Capibaribe,
presidente. Mamede. Reg Albuaueriiut.__
llego.Gameiro.
6. sessao' ordinaria de 14 de setembro.
Presidencia do Sr. llarao de Capibaribf.
Prsenles os Srs. Reg, Mamede, Vianna e Ga-
meiro, abrio-se a sessao e foi lida c appruvada a acia
da antecedente.
Foi lido o seguinte:
EXPEDIENTE.
L'm olTirio do barbare! Jos la Cosa Honrado.
participando ter entrado no cxcrcicio da subdclesa-
ca da freguezia de Sanio Anlonio, na qualidade de
2". supplctile, no impedimento do elTeclivo.In-
leirada.
Oulro da administrarlo da companbia do Beberibe,
remetiendo o projerlo do ronlralo, pelo qual se cora-
promelle a rotnpanhia a fornecer um aiinel d'agua ao
uso las rezos desuadas ao consumo desla capital, e
leiiilu ando que, nao pudendo o inestno contrato ler
validado sem aprovaco da assembla provincial, se-
gundo o disposlo no seu arl. 13, seria conveniente
aproveilar a occasiaode se adiar a mesma assembla
funecionando.Resolveu-se que se ouvisse ao advo-
cado remeUc'iido-sc-lhc conia do ronlralo.
Oulro de Bernardo llamiao Franco, aecusandn
rereliitlo o dcsla cmara, cm que lbe commiinirou o
seu impedimento, por Icr sido pronuiiriado.c dizen-
do que a relacao do dislriclo reparara i pronuncia no
lia ,( lo corrente, como bavia de ser esla cmara
scicntifiead.-i.Inleirada.
Oulro do eugenbeiro onrdeadur,informando que se
podia conceder licencaque pede Joaquim Carnei-
ro Alachado Rius, para reparar o porto denominado
Jacobina, ua Capanga, abrindo vallas de ambos
os lados lellc, de cem palmos, e mais obras ; com
lano que o fizese com inspeccao do fiscal ou delle
conleador.Concedeu-se a licenca com a eoodicae
' llevemos rcsignar-noj pagar nosso
Iribulo calumnia.... Porquqella
be sempre a arma dos invejosos.'
[Consclhciro Pastos.)
Acabamos le Icr cm o Correio Mercantil le nu-
mero 214 a 217 a defeza do Sr. barbarel Jos Igna-
cio Coimbra, apresenlada no comelno de guerra a
que responden nesla provincia em fevereiro do cr-
reme anno pelas irregularidades commcltidas, quan-
lo commundanle do destacronlo da villa de Pes-
queira.
Neata defeza o Sr. Coimbra, semellianle ao" chole-
ra, que ferc a ludo q.ie llie Dea ao alcance, ofenden
a lodos por quem passou, desde o Exm. general com-
mandaiile das armas al.... al as mseras ramelas
deliraba, que vieram desmoralsar asjpracasdc
seu desditoso destacamento ; e, pois. le semeibaulc
calainidade nao podia eu esrapar, visto como lem o
Sr. Coimbra o svslema de s poder formar a sua re-
pulacao sobre a ruina das repularoes alheias, servin-
do-lbe do inslrumcnlo, j se sabe, a calumnia.
Ja sabia eu que o Sr. Coimbra nessa sua defeza
procurara deturpar a mnlia reputarao ; perdoei-lhe
essa gentileza, como ao naufrago presles a suecum-
bir, perdoanios lodos os esforros que empresa : per-
doei-lhe porm na Mpectoliva de que a dito sua de-
feza nao excedesse o recinto onde funeconou o
conseibo de guerra ; mas, r.ao.o Sr. Coimbra faz alar-
de della por lotla parlo, d-lbe a maior puhlicidade
possivcl; e, pois.nao levar a mal que o acompanhe
e arrinli pela minba repularao.
O Sr. Coimbra em sua romntica defeza nao pode
lisfargar o rancor que conlra mira alimenta, c pare-
ce esplica-lo por duas causas pineipaes; |., porque
lora eu preferido pelo Exm. general commandanlc
las armasen) urna commissao para exame de arligos
bellicos, como toada melhores habtlitacSes do que S.
S.: 2., porque enrasquctou-sc-lhe na calleja que
lal ascendente e predominio exerria en sobre o ani-
mo do meu commamlanle, que. cheguci a posto de
dominar uos conselhos do batalbaot
Nada devo dizer sobre a primeira causa, emquan-
lo nao mostrar o Sr. Coimbra que cu procure! essa
nomear.ut manejando algum meio torpe, ou menos
nobre para oble-la ; nomearo que 19o profunda-
mente ferio o eu amor proprio e dsalinu as suas
iras contra mim, que de nada sou culpado, i menos
que se n9o quena Considerar um crime aos olhos do
niM'jusii todo successo, ou merecimenlo alheio.
Mostrara agora que nSu foi o Sr. Coimbra mais
reliz na lanacnle que s ocrorrcu para alcnuar a
tlecislo do ronsrlhn de inveslgacSc/ sobro as suas ir-
rojnlandades.ipiai.il i sonhou que> minbainflueiicia
sobre os membros do ronselho exlorquira a dila de-
cisao, o que valeu-me as bellas q'iialilicactes, e allu-
ses com que niimtisenu-me, as quaes mclhor so ajus-
lam com o carcter de S. S., para quera as reverlo
miadas. Mas como moslrou quo a decsao do co:i-
sclho, que o conderanou, fura por niinh iulluencia
cxlorquida? Com asdeclararesqueohleve dos cani-
lle* Jos Lastro de Carvalbo e Antonio Jos Lauca,
este interrgame, e aquelle presidente do rouscllin,
c que viriam .-miliar o prodigioso monlo de docu-
mentos sb n. 7, 12 e 23, asseulou ler meltido urna
lanca cm frica ; mas esses mesmos capitaes dous
dias depois declararan) o que vos aprsenlo no docu-
mento n. 1 |. E que conceilo pdenlo merecer do
publico dous militares lesta ordem, nao ser o que
elles fez o proprio Sr. Coimbra na sua romanliea
defeza ? isto be homens que pela sua pusillani-
mldade e fraqueza de carcter, de juizes s linham
o mime, nada mais sendo em rerdade que maniclas
movidasoor pai.rocs alheias '.'. Felizmente poupou-
nos o Sr. Cormbia por eslas palavras o dissabor le
aquilatar o merecimenlo dessas duas leslcmunha*,
sobre que assenla sua defeza ; e. soja dito de passa-
gem, que bello carcter tem o Sr. Coimbra!... que
passo tao degradante para um official I... ao passo
que recebia ura favor desses dous miseraveis arran-
cando-Ibes declarantes forjadas para salvar a sua re-
putado, o9o lbe locu a conscieucia de alira-los ao
publico qualificaudo-os de pusillanimes manivelas,
comparando-os folhas seccas levailas mcrce do
vento !... Aprenda o Sr. Coimbra por esle fado que
villeza, a Irair.lo c a perversidade nao podem por
muilo lempo conservar o disfarce que as vezes lo-
raam.
E porque oceupei-mc los capitaes Lzaro e Lin-
ea, nao posso deixar de lambem dizer duas palavras
sobre o valioso contingente que prestuu o primeiro
lenle Jos de Cerqueira Lima na livranca loSr.
Coimbra, j com o seu dcpoimenlo, quando aflirmou
que eu coucorrera para a deserrao do algo mas pra-
jas do destacamento de Pesqueira, e j com as intor-
mactoe que subminislrou em sua caila de haver cu
influido no couselho, e de ser um homcm perigoso
na sociedade pelo meu genio intrigante. Emquanto
ao seu depoimenlo conlenlar-mr-hei com observar
que elle val lano a meu respailo, quanlo o de um
immigo capilal e ralicoroso, pois assim oderlarou o
Sr. Cerqueira Liman auloridatlecivil, peranlc quem
o fiz comparecer, c leve alm disto a franqueza ou
fraqueza de confessar dianle de pessoas fidedigoas,
que dera aquelle dcpoimenlo para salvar os seus ami-
gos, que cslavain seriamente comprometidos. E
pelo que respeila ao juizo que de mira faz, cm nada
absolutamente rae incommoda elle, muilo pelo con-
Irario bem infeliz me reputara cu se livesse a des-
ato le merecer de homens dos precedentes do pri-
meiro lenle Josc de Cerqueira Lima o mais leve
elogio: mella o Sr. Cerqueira Lima a m3o em sua
consciencia, lerabre-sc d suas gentilezas pralicadas
aqu em Pernambuco c na Baiia, e diga-m; se ser
S. S. o mais azaiiopara qualilicar-me de homcm pe-
rtgoto na sociedade?....
Bem desejara cu lerrainar aqu eslas consiilera-
<;0es sobre a defeza do Sr. Coimbra para repellir as
portlas insinuaces, calumnias e aluses que nella
se dignou prodigalisar-me com abundancia ; mas
toido oSr. Coimhraeslabclcrido entre misum paral-
lelo que lbe deu em resullado (como era de esperar)
toda a superno Ida lo c pujanca subre mira, c para
que se conserve sempre al o infinito essa equidis-
tancia entre nos, porque em verdaile multo desojo
que cada um de nos fique sempre sendo o que he,
vejo-me forjado confessar cedas qualidade, ou
fados que me nao pcrlenccni, c assim dire : pri-
meiro, que nunca raplei dnnzcllas menores de 13
annos para depois ver-me forrado por seus prenles
acasar-me prccipiladamcule.Nao me cabe isla,
porque ainda estou solleiro. Segundo, que au fui
reprovado no segundo anno la esculla militar cm
1842, e nem abandonci no meio o quarlo anno com
receio de oulra reprovar,ao em 1847:Nao me cabe
islo lambem, porque fui approvado sestea 2 anuos.
ferceiro.que ainda nao vi o meu nomo eslampado
nos jornae como ladro de estrada, c sem que acu-
disse pela nimba reputa;ao.Menos me cabe islo,
porque anda se nao disse de mim semelhanlcs cou-
sas, e appellopara o mesmo leslemunlio do Sr. Co-
imbra. Quarlo, nunca emilli vales para pagar o
sitldo das pracas .lo meu commando, c que fosse pre-
ciso, quando esle fado lornou-sc escandaloso pela des-
errao de 4 pra;as que vieram ao Exm. presidente da
provincia reclamar os seus soldus, que um amigo,
qnal oulro S. Antonio quando de Padna voou
Lisboa para livrar seu pai lo patbulo, voasse tam-
ben) dcsla cidaile a villa de Pesqueira vencendo cm
puucas lloras a distanciado (O leguas, para en) frente
do destacamento lodo formado, resgalar todos os
vales cmillidns; como he notorio a sabido por lodo
o balalhao. Tambera nao me cabe islo porque
nunca eslive destocado cm Pesqueira, c sim em
N.-i-aielli, onde pezar da cxiuuidade le seu com-
mercio, c dade tanto se fe; sentir cm Pesqueira, eu nao
cniilli ums vale, c nem se diga que fosse islo um
inilagrc s acontecido comigo ; poique lambem ha
mais de um anno que o rapil-t Gnalo coinmanda
um destacamento oc mais de 50 pracas na rmiurca
de Garanhuas, a anda nao cmillio ums vale para
o pagamento do sold, c nem lbe deserlou urna s
praca. Quinto, nunca reduzi as racOes dus meus
rommand.idos, posto que as liwanrns que mandava
para o balalli.lo as aprcsenlasse como completas, c
sondo depois argido por semelhauto fado, visla
das reclamarles das piaras me defendesse ; ora di-
zendo que ignorava a tabella que augmentasse ai
raspes; ora dizendo que o peto do lugar exceda cm
mais de um lerco o da capital.Menos me cabe esle
fado, porque dei sempre xnclamenic a rarao mar-
cada pelo ii/.". porque o uzo admillido he lei, em-
boca o peso lo lugar exceilesse muilo (ato mesmo no
dobro) o commum ; porque neste caso ganhavam as
pracas. Sexto, que nunca desertaram pra(as do des-
lacamento que cu commandasse, como inconsidera-
damente aflirma o Sr, Coimbra em sua defeza acon-
tecer era Nasarclh, seudo verdde que os Iros sol-
lailos Cosme Ferrcira da Silva, Manuel Joaquim do
Espirito Sanio c Manoel do NaScitoento, desertaram
quando commandou o destacamento o segundo l-
ente Paulino de Almeida Brilo, como se v'do do-
cumento sob n. 2.
Nao desojo abusar da paciencia do publico com
urna aluviao de alleslados que abonen! a minba con-
ducta ; ser-mc-hia islo muilo lacil ; mas sou ini-
migode oslenlar-es, al de algum mercomeiilo que
possa ler, e sem pretender os furosdease illuslrc ro-
mano Emilio Saturo, a quem S. S. quer comparar-
se, seguro na minba consciencia, entrego toda mi-
nba vida quer publica, qaer particular, ao Sr. Co-
imbra, ou a oulro qualquer do seu jaez, para exa-
minar e aprcscular as mazellas que nella descubrir
possam.
Finalmente peco venia ao Sr. Coimbra para ter-
minar essas observar/Des fazendo applicacao do prin-
cipio de pbjsica Uto bellamente enunciado por S. S.
cm sua defeza : a espbera clstica perpendiru-
larmcnte laucada com forja sobre urna superficie
lisa c dura, reflecte na mesma direcrao, c vai locar
a mao que a impellira ;pois bem, a espbera els-
tica boa calumnia, que ao passo que fere as victi-
mas conlra quem be empreaada, ferc lambem aquel-
los que a manejara ; a superficie lisa e dura que a
repelle, he a miuha consciencia; o resto deixo
perspicacia do barbarel primeiro-lencnle Jos Igna-
cio Coimbra.Feliciano de Souza e Aguiar.
Olinda 20 de selembro de 1851.
Eslava riTonhcri la.
Illm. Sr. coronel commandante das armas.Fe-
liciano de Souza Aguiar, primeiro lente do quar-
lo balalhao do artilharia a p, precisa a bem do seu
direito, que V. S. se digne por seu rcspeilavel des-,
pacho mandar que pela secretoria lo seu balalhao,
se lbe passe por cerlidao as declaraces dos capitaes
Jos Lzaro de Carvalbo e Antonio Jos Lanca a
urna portara cm que u sen commandanto lhcs orde-
iniu que respondessem quem- bavia iulerrogado as
tcslemunbas do conseibo de investigado do caprtao
Joao Maria de Almeida Feijo, cujas declaraces cs-
lo annexas o consclho de guerra ; visto que o sup-
plicanle quer juslifirar-se pcranle o publico de fados
bro de 185}.Feliciano de Souza Aguiar.Como
peile.Quarlcl do commando das armas de Pernam-
buco em 13 de selembro de 1851.Muniz.
N. 1. Em rom primen lo do despacho supra,
certifico que as declaraces de que faz mencao b
supplicanlesaodo Iheor seguinte:Em cumpriW.
lo a ordem supra lenho a declarar, romo preside'.-
le qne lu do consclho de'que se Irala; primeiro, que
as leslcmunbas foram interrogadas pelo Sr. capilao
Anlonio Jos Lauca, oslando o consclho reunido, c
s se escreveu o que as leslcmunbas disseram se-
gundo, que pergunla alguma foi feila as leslemu-
nhas pelo Sr. primeiro lenle Feliciano de Souza
Aguiar, pois nata liaba com o conselbo.Quartel
cm 14 de nnvembro de 1853.Jos Lzaro de Car-
valho, capilao mandante.
Cumprndo rom a ordem suppra, declaro como
interrogante que fui do couselho em queslao ; pri-
mero, que as Icslemunhns foram interrogadas por
mim, escrcvcndo- que no meu consclho nao leve parle o Sr. primeiro
lenle Felicianno de Souza Aguiar ; lesceiro, que
passei urna declararan opposla ao Sr. capilao Joao
Maria de Almeida Feijo. quando fui intima-la no
lia 12 do corrente mcz. dia em que me achava Ics-
orienladopor urna paixAo violenta causada por mi-
nba ramilla, cuja declaradlo por elle Helada assig-
nei, voltando para o eslado maior do quartel lornei
ao mev estado normal, acabado o servico parliripei
por urna caria ao Sr. commandante do acontecido.
Quarlel as Cinco Ponas 14 de novembrode 1853.--
Anlonio Jos I/inra, capilao.Nada mais se con-
tinlia cm as lilasdeclaraces as quaes me reporto.
Quarlcl do quarlo balalhao de artilharia a p na ei-
dade de Nlinda, 1 i de setembro de 18-54.Ilygino
Jos Coellio, lenente-coronel commandante.
Illm. Sr. lenle coronel commandnnleFilicia-
no le Souza Aguiar, 1. lenle da stima compa-
nbia preciso a bem do seu lirciloaqiic V. S. mande-
Ibe passar por cerlidao o pie constar no livro mej-
Irc lo balalhao a cerca das descreo dos soldados
Mannei lo Nascimento, Manoel Joaquim lo Espiri-
to Santo, cCosme Ferreira la Silva, c qual o ollici-
al que commandava o destacamento quando elles
descriaran): nestes tormos. Pede V, S. se digne
direrir-lhe. E. R. MeOlinda 3 de selembro
I8.)4. Feliciano de Souza Aguiar.O Sr. l-
enle secretario interino passe a cerlidao pedida.
Quarlcl do4. balalhao de arlilbariaia p era Olinda
8 de selembro de 1851. //. J. Loelho, lenle
coronel comaiidnile. -^
N. 2. Em cniipriiiietiiti aiUesnacbo supra,
Certifico que do destacamento.'US! Nazarelb sob o
commando do 2. lenle Paulino U'Almeiila Brillo,
desertaram ossoblados le2a. companbia Manoel do
Nascimento, 3-., Manoel Joaquim do Espirito Sanio,
e 0\ Cosme Ferreira da Silva, o !., a 23, o 2-. no
I'., e o 3*. finalmente a 22 ludo de Janeiro de 1852.
Nada mais se conlem]em os ditos asscntamenlns ao
quaes me reporto.Quartel do 4-. balalhao d'arl-
lliaria and 9 de setembro de 1854.Jos Hermene-
gildo Leal ferreira, toiente servindo de secreto-
rio.
tiiuces a pedido.
Jos Dias da Silva, neressila que o escrivao Mol-
la, emvisla dos autos de ciecucjluquc lhemove Joa-
qun) da Silva MourSo, lbe d por cerlidao o Iheor
da pelicao do supplicado para o levanlamenlo da
quautla em deposito, bem como o Iheor da informa-
c,ao dada em lila pelicao pelo supplicanle e os despa-
chos desle juizo a lal respeilo.
P. a V. S. Illm Sr. Dr. juiz de direito da primei-
ra vara civel llie defira.E. R. M.
P. Recito 25 de setembro le 1854. Silca Gui-
maraes.
Manoel Jos da Molla, escrivao vitalicio do civel nes-
la cidade do Recife capilal da provincia de Pernam-
buco, por S. M. Imperial e C, o Sr. D. Pedro II,
que Dos guarde, ele.
Certifico ser o iheor do que pede o supplicanle por
cerlidao da forma secuinte :
Diz Joaquim da Silva Mourao, que em grao de
execucao por quanlia raaior de 60:000301)0 de rs.
conlra sou devedor Jos Dias da Silva, arhando-sc
penhorados lodos os bens e fazendas do mesmo para
pagamento do supplicanle, lem sido retardado o cur-
io Icssa execucao de nina maneira tao inslita e con-
traria a le, que au su muilos me/es. senao annos,
tem sido consumidos na existencia de urna semeibau-
lc demanda desde o sen comeco ; e porque nao obs-
lanlc os inniiinoins recursos esgotados pelo suppli-
cado durantea queslao, al mesmo quando na occa-
siao cm que se a proceder a execucao das senlcncas
que o condenaram, se allcgassem sumidos os autos e
urna reforma toda seguida de delougas e de quanlas
prolclares se pi'tde lancar mo, bouvesse conseguido
denotada ludn islo a demora lalvez de mais um anno,
foi abnal por arcordam do respectivo tribunal con-
firmada a sentonra da reforma desses aulos de exe-
cucajo, como consta da cerlidao junto, e. sendo inques-
lionavcl o direito que assisle ao supplicanle por for-
rada mencionada cxecin-o aos bens c producios dri-
les que fez penborar, bem como a quanlia de cerca
de 1)00*000rs. cm diuheirn de alugueis recolhidos ao
deposito, sendo cerlo que qualquer recurso que ain-
da intentar possa o supplicado, impedir nao deve o
seguimento da mencionada execucao. para comple-
mento da qual est prestes a avalacio dos bens pe-
nhorados para a sua arrematadlo ; vem por ludo is-
lo requerer o supplicanle a V. S., se sirva mandar
pissar mandado de levanlamenlo ta quanlia existen-
te no deposito, como objeclo liquido que he, sob a
flanea de Paulo Josii Gomes eslabelecido nesla cida-
le e cora propriedades, visto como privado o suppli-
canle la somma considcravcl que cobra do supplica-
I que a mellen cm si. se v impossibililado de oc-
correr aos dispendios com o ultimtum da sua execu-
cao, a qual lem sido tao consideravel em despezas,
qne os autos al aulla contados lem absorvido a som-
ma que consta do segundo documento junto, afora
as que ao depois distse bao fcilo com os inesgola-
veis recursos de novo inlcrpostos pelo sunnli-
cade. '
P. a \. S. Illm. Sr. Dr. juiz de direito da primei-
ra vara civel assim lbe defira.E. R. M.Joaquim
da Silca Mourao.
Despacho.Ouvido o supplicadosobrft idoneida-
de lu fiador no prazo de 24 horas.
Recito !) de selembro le 1851. Silca Cuima-
rae^.llesposla. O supplicado Jos Dias da Sil-
va, eppsoaa formalmente ao favoravcl defcrimenlo
do lequcrimcnloretro. Primeiro porque o levanla-
menlo do tlinlieiro requerido importo nao s prele-
ru.ao la ordem da execucao do supplicanle, como
lambem pagamento toreado anlcs determinada a
mesma execucao, o que 'lie contrario a direito: se-
gundo, porque ao exequcute n.lo he permitlido le-
vantar diuheiros antea de terminada a execucao,
e muilo menos diuheiros que n.lo foram peiihora'ilos
c sim sequcslrados, como na especie, c islo a pretex-
to le que precisa lelles para lar andamento as su-
as causa-; lerceiro por|ue.linda quando o dinbeiro
cojo levanlamenlo se pede livesse sido penborado,
n.lo podia ser levantado sera oprecnchiraculo de
lotlas as formalidades proscriptos pela lei : quarlo,
porque nao est definitivamente decidido, que o
supplicailo seja devedor ao supplicanle de qualquer
quanlia, sendo que la sentones assim iuleara pen-
de appelacao, bem como da soilcii;a desprezara os
embargos por elle opposlos a execucao; quinto, por-
qeu anula quando se julgue o supplicada levedor
ao Mpplicanle nao pode o supplicanle pagar-se de
sua divida pela forma, porqnc pretende porque
o supplicada be fallido ha bastante lempo; oblev
prazo o respiro dos seus credorc, pra/o e respiro
que anda nao se Ondea: sexto finalmente c ponto
mais, porque o fiador ollrccido pelo supplicanle
nao oiiercce a meuor garanta, eua petara da totea-
ra parcialidade com o mesmo supplicanle. Perian-
to espera o supplicado que a pelicao relio seja inde-
rendaem todas as sua parles.Advogado Gon-
ralves di Silva.E R. MeDespacho.Nao selra-
lando de dinbeiro deposilado peloexeculado, parase
oppor a execucao dos proprios autos,Pereirac Sou-
za ola885, excepcao 5.- oemdepenhorafe. '.taemdi-
nheiro caso em que se faz necessario a solen. Vmade
da assignacao de seis dias aos credores iucerlos, e slm
de penhora cm varios bens, enlre elles predios, ^u
rendimenlos, cujo producto imlependenle de t aes
solemnidades e pode ser levantado medanle fiam. \-
ola 868ainda pendendo a appelacao e esla re-
cebida no elfeilo devolutivo, s promovendo-te a ex-
ecncan nestes tormos,he claro, que nilo lendo o supf-
plicado provado cousa alguma conlra a idoneidade
do fiador deve ser deferida a'prclcnrao do suppli-
canle na forma da qual se proceder, urna vez que
prestada a li.iura, fira garantida e acautelada a rs-
Iituicao. quando esla dova Icr lugar.
Recito 15 de selembro de 1854. Silra Guima-
re*.Nada mais se conlinha em ditas pecas aqu
bem e fielmente transcriptas tos proprios originaos
aos quaes me reporto. Esla vai sem cousa que du-
vida faca, conferida c rnncerlada, c por mim
subscripto e a-signada aos 26 dias do mez le selem-
bro to anno do mu inundo de Nosso Senbor Jess
Cbrislo de 1854.Subscrcvi e assigoei cm f de ver-
dde.Manoel Josc de Molla.
Maciel, Joao Loarencn Marre!, Joaquim Rom3o
Baplista, Joaquim Pedrosa Lima.
EDITAES.
ANACRENTICA.
Minba Ulina, minba vida,
Quem le faz entristecida
Muda oslar ?
A suprema dila existe
No ct.racao, e consisto
S no amar.
Po'sa cmhora Malvadeza
Desbriucar murcha Trisleza.
Rude ser;
Mas o Amanto nao culpado
Tem lloriiln, e perfumado
Seu viver.
No dnirado. e doce, c puro
Mcl do nosso amorseguro
Fl nao ha.
E allende, que sempre o Justo
No feslim deste (Irlio augusto
Ledo esl.
Logo deves, liemqueritln,
Zumbar desse vil zumbido
Do Censor.
Quem ja vio na Nalurezn,
Toda era luxn, e amor teceza.
Negra flor
Por A. J. de M.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 26 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colac/ies ofliciaes.
Cambio sobre o Rio de Janeirolellras a 15 d|v I ",
de rebato.
ALFANDEO.A.
Rendimento lo lia 1 a 25. .
dem do dia 26 .
251:6788616
9:203}721
263:88-23337
Descarregam luije 27 de selembro.
Barca francezaPernambucomercaduras.
Barca porluguezaMaria Josdiversos gneros.
Brigue haminirguez Olindafarfolla de trigo.
Imooracao'.
Brigue hamburguez Olinda, vindo de Trieste,
consignado a N. O. Bicber A; Companbia, manifes-
tou o seguinte :
2,000 barricas farinba de trigo, 150 cunhelesaro;
aos mesmos.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 25.....11:1818967
fdem do dia 26 ....... 2993025
11:780J992
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 25..... 7248785
dem do dia 26........ 34fOI1
7.588796
RECEBKDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 25.....22:1688229
dem do dia 26........5343296
23:0028525
Kendimeii
dem do ha 26
CONSULADO PROVINCIAL.
ilo do lia 1 a25 ..*... 15:7593127
7958881
I6:555#008
as
PAUTA
dos precos rorrenles do assurar, algodo, e mais
gneros do paiz. que se despacham na mesa do
consulado di: Pernambuco, na semana de 25 a
30 de selembro fe 1851.
Assucar cm calas lira i o o 1. qualidade p
2."
'i a mase......... ii
bar. c sac. braucu.......
n masca vado.....
rclinailo...........
Algotlao em pluma le 1. qualidade
2.
3.a i)
cm carneo.........
Espirito de agurdenle......caada
Agurdenle cachara........ n
le caima.......
resillada.......
Genebra..............
............... bolija
Licor ...............canalla
..............garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqucire
cm casca...........
caada
a

9
urna
um
i
i>
conlo
liP

mao d'obra

Azeile de mamona......
a mendobim c de coco
o de pcixc .......
Cacau .........
Aves araras .....'. .
papagaios.......
Bolachas............
Biscoilos............
Caf bom............
rcslolbo..........
com casia.........
muido...........
Carne secca..........
Cocos com casca........
Charutos bous.........
" ordinarios ......
regala e primor .
Cera de carnauba.......
em velas.........
Cobre uovo mao d'obra ....
Courus de boi salgados.....
expitados.......
b verdes .........
de onca ........
i) o cabra corlidos .
Doce de calda.........
a goiaba........
seceo ..........
jalea ...........
Estopa nacional
eslrangeira,
Espanadores gratules.
pequciios. .
Farinba de mandioca .
< a milho ....
" aramia .
Feijao..........
Fumo bom.......
ordinario .....
cm folha liiiiu. .
u it u ordinario.
i) reslolho ._
Ipccacuanha......'
I,omina.........
Gcagibre.........
Lenha de acbas grandes .
pcqueuas
>) loros .
Prauchas de amarellode 2 costados urna
a a lonro.........
Costado de amarellode 3$ a 10 p. de
c. e 2 J< a 3 de I.....
de dilo usuaes.......
Cosladiuho te dito........
Soalho de lito...........
Ferro de dilo...........
Costado de I mi o.........
Costatliiibo de dilo........
Soalho de dito............
Forro le dilo...........
cedro ..........
Toros de latajiiha.........
Varas de parrara.........
aguilhadas........
quiris.......... ,,
Em obras rodas de sicupira para c. par
ii cixos ii n ii i) a
alqueire
@

alqucire
W
alq.
m
ceulo




quintal
duzia
B
Melara...............
Milho...............
Podra le amolar.........
filtrar..........
l> 1 el. n|i.-.........
Ponas de boi...........
i'iassava..............
Sola uu vaqueta..........
Sebo cm rama...........
Pelles le carneiro.........
Salsa parrilba...........
Tapioca..............
L! nlias de boi...........
Sabao ...............
Esleirs de perneri........
Vinagre pipa .'.....j. .
Caberas de cacbiinbc de barro. .
caada
alqueire
urna
a
a
rento
molho
meio
!
urna

n
cante
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urna

milhciro
23700
2o:UW
139IK)
23H10
1700
3*200
.5800
53100
.5301)0
13-VI
3610
U0
3520
3170
1S0
3220
180
3220
43100
13600
720
1140
13280
.53000
103000
33000
53120
73680
13800
33200
43000
63400
13000
33000
13200
3600
2-21 MI
73500
93500
3160
3175
$190
3090
153(100
8200
3200
3160
3100
3.120
1*280
13000
28000
1,3000
23560
23000
5.3-500
33200
73000
33OOO
K3OOO
.3OOO
3j00l)
323000
:1300o
13500
23560
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103000
125000
7.3OOO
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1>500
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.5.3200
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13280
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40-3000
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3160
13280
3610
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3800
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(si 3200
17?iK)0
23500
3210
3090
3160
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>ooo
Manoel Joaquim da Silva llibeiro, fiscal da fregue-
zia de S. Anlonio do Recife, ele.
I *Far. publico para conhecimenlo de quem inleres-
s\)r possa, os arls. abaixo Iranscriptos das posturas
, uniripaes em vigor.
' ^ TITULO III.
Ar,* 3- Nenhdm morador laucar, nem mandara
laucar "" r"a ou lugares pblicos que nao forera
para esle r,m ''slinados, liww, immundicias ou qual-
quer cousi.'.1l,e Il0Ssa ineonimodar, ou causar dai-
no ao publ 'co: infractores serao multados cm
23000 rs. >
Arl. 5. Nin.S<""n poder lancar agua limpa na
ra das varaadtkT abaixo. e mesmo 1 noile s o po-
der fazer depois \Ja' horas ^ os infractores alm
do damno que caus. Veui, serao multados em 6)000
rs.,c se a agua for sv. \l einfecla, pagarao a mulla de,
123000. *
TIlVLO IV.
Arl. 15. Todos ot a5ocVue',c fecharSo no ver.lo
as 4 horas da larde, e no |iverno s 6 : ot infracto-
res serao multados em 10u1PO rs-
TITULOV-
Arl. 5. Depois quo a cmara < niunicipal designar
os lugares para nelles se fazer ^J deposito das im-
mundicias, os que as lancarem fora desses lugires, e
presentemente ai nao lancarem aoN mar, pagarao a
mulla de 49000 rs. As vasilhas as ,'iuaas se condu-
zirem as immundicias serao cuberas e 'avadas depois
lo despejo, e nao se poder fazer esle s'W desde
as 7 horas da manhAa al s 9 horas di.' nuite, sob
pena de pagaren) a mulla de 23000 rs. exceptua-
se o despejo de aguas delavagens de ro 'i rasa e
cozinha, assim como lambem o lixo.
Os lugares marcados para despejo nesla fr.g. ezia,
sao os sesuinies: Porto da ra de S. Francisco, ou-
li oca Mundo-Novo, caes do Ramos junto a ribo, a,
e porto do Pocinho; sendo iuleiramente prohibi.\|
fazer-sc despojo em outrus lugares.
E para que das disposiroei cima expendidas tc-
nham o devido conhecimenlo faco publico.
Freguezia de S. Anlonio do Recife, 26 de setem-
bro de 1854.O fiscal, Manoel Joaquim da Silva
llibeiro.
DECLARACES.
Pela mesa do consulado provincial se enano-
da, que o Irimesle nddicional do cxcrcicio de 1853
1854, espira no ullimo do corrente, recolheudo-se a
respectiva Ibesouraria nessa poca lodos os livros
pcrlcncentes I semelhanle exercicio, para serem ex-
eculados os conlribuiiles : assim pois avisa-se a
todos que dcixaram le pagar dcimas e oulros im-
posto*, que concorram a pagar seus dbitos at o dia
ullimo do mez cima mencionado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O consellio de direcrao convida aos se-
nliores arcionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do 1. a 15 de outubro
do crtente anno, mais 50 OO sobre o
numero das accoes <|uc lites foram distri-
buidas, para levar a eiieito o complemen-
to do capital do Banco, de dous mil con-
tosderis, conforme a resolucao tomada
pela assembla geral dos accionistas de 26
de selembro do anuo prximo passado."
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
1854.O secretario do conselliodedirec-
(aoJ. J. deM. Bego.
A cmara municipal desla cidade faz publico,
que cm virlude da decisao do Exrr. Sr. presidente
da provincia de i5 do corrente, eslaro de novo em
praca amanhaa (27) os imposlos da afleriroes por
l-2:0u03000, do capim por 1:00630), c o sobre car-
ga de farinba c legumes por 8003000 rs. Paro da
cmara municipal do Recito -26 de setembro de*1854.
llarao de Capibaribe, presdeme.No impedimen-
to do secretario, o official maiorManoel Ferreira
Accioli.
AGENCIA DO CORREIO DE OLINDA.
Carla segura para o Sr. Jos Roberto de S R-
beiro.
SOCIEDADE DRAMTICA EMPREZARIA.
9." RECITA DA ASSIGNATCRA.
Sabbado 30 de setembro de 1854.
Depois da cxccuco de urna aseeMda ouverlura
lera principio a representadlo do novo e pre-excel-
lcnlc drama original portuguez, dividido em 5 arios
o qual se intitula
GHIGI
ou
0 01ADR0 DA SANTA VIRGM.
Curaposto pelo Sr. Francisco lioracs de Amorim.
Versonagem.
(ihigi, pintor italiano. .
Antonio I'erragio, fidalgo do
Palermo.......
Marco Doria......
Principe Rorgia......
Angelo lilbn de (Ihigi. .
I.uigi amigo de Angelo. .
Rerluccio, criado de Ferra-
gio........
Mariauno, discpulo de Ghi-
R.......
l. esbirro. ..'...
1. homcm do povo. .
2,o dilo........
3. dito........
Esbirros e homens do povo que nao fallara ele,"
O I. acto passa-sc junto i Palermo.O ., 3.
4.> e 5."em Roma.poca do 1480 a 14S5.
Denominacao dos aclos.
l.c Um quadro de Ghigi.
2." As duas virgens.
.1. O Doutor.
4." A juslija dos homens.
S. A juslira de Dos. *
Ser decorado o drama de vestuario c secnarioap-
Prepriade, urna nova visla de sala ornada de qua-
dros ser apresenlada cm um dos arios. Asocieda-
de dramtica confia lano nu mrito do drama, que
em seu abono nada diz, e aguarda do Ilustrado pu-
blico desla capilal toda a juslica a primeira prodc-
elo le um mujo que encela a can oir dramtica na
qnal l grandes esperanzas de ser um dos primei-
ros alores, apresentauto um drama desla ordem
que merecen os elosios e approvacilo do Sr. Rebello
da Silva, um dos primeiros Iliteratos de Portugal.
Terminar o divcrtimenlo com a engranada comedia
em 1 acto intitulada
NA CASA DE POLCO PAO' TODOS SE QUEI-
XAM NINGUEM TEM RAZAO'.
Principiar ai 8 horas.
Actores.
Os Srs. Costa.
a i) Reis.
Mendes.
Sena.
A Sr." D. Orsal.
Os Srs. Percira.
.Mnnleiro.
n Squimer.
Sebasliao.
)) Sania Rosa.
a Pinlo.
Rozendo.
Para a Bahia sabe nestes dias a su-
maca ii Rosario de Mara por ter seu car-
regamento prompto, ainda pode receber
alguma carga ; trata-te com os consigna-
tarios Novaos & Companhia, na rna do
Trapiche n. 54, ou com o capitao no tra-
iclie do algodao.
OMPANHIA BRASII.EIRA DE PAQUETES DE
VAPOR.
O vapor brasileiro S.
Salvador, commandan-
te o primeiro lente
Santa Barbara,espera-
se dos portea do norte
no dia 28 do correnle, e no dia seguinte ao da sua
chegada seguir para Macei, Baha e Rio da Janei-
ro. Agenci na ra do Trapiche n. 40, segundo
nadar.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLEZES
A VAPOR.
Nodial.de
outubro espe-
ra-te da Euro-
pa uro dos va-
pores da com-
panhia real, o
qual depois da
demora do cos-
lume seguir
para osl: pa-
ra patsageiros, Irala-se com os agentes Adtroton Ho-
W|e & Companbia, ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B. As carias para osporlos do imperio entre-
ga m-se no correio geral, as para o Rio da Prata na
consulado inglez, no Trapiche Nove n. 12.

LEILO'ES.
tos aue se acham n5
lambem carros de
lets, em muitobons <
AVISOS MARTIMOS.
MOVIMENTO DO PORTO.
Sacios sahidos no dia 36.
Arara!}Hiato brasileiro Parahihano, mcslrc Jos
Joaquim Duarle, carca varios gaiteros. Pas ros, Luiz Manoel de Franca, Joao Joaquim Pa-
gclo.
demHiato brasileiro Invencicel, mestre Joaquim
Jos Marlins, carga varios gneros. Passageiros,
Anlonio .Mongol Sampaio, Manoel Lopes da Sil-
va, Manoel Romao Rodolpho, Francisco Felis
Ceara' Maranliao e Para'
com destino aos portos cima
deveseguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
vo e mu vcleiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para t
carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes Companhia, rita do Trapiche n. 1G, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
ACARACU' E GRANJA.
A esles dous portos pretende seguir o
hiate llio: ([tiem no mesrro qui/.ercaircgarsir-
va entender-te com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C., na ra do
Trapiche n. 16 segundo andar.
A venda,
O lindle muilo veleirn palarhu Clemcnlina,
bilac.iii 1:|7 toneladas) recenlemente chcuado do Rio
Grande do Sul, com um carregamcnlo de carnes^c-
ca par onde linbtdeslc porlu condumio oulro car-
regamenlo de assucar; vndese com toda a na -ti ca-
cao, veame, mcame, amarras o ferros, e cora lodos
os utencilitis c perlences, lalqualse acba prompto
para eraprehcmler nova viagem, mediante algum
pcqiieuu reparo: o. preleniteiilesdirijam-seajagen-
e le Iciles Francisco Gomes de Olixeira.
Para a Baha.
Sahir cm muilo pouros lias o muo veleirn pa-
llidiole nacional Dotu Amigos, o qual lem parle de
sua carga prompla, recebe o resto a frele c irala-sc
com sen couSgnario Anlonio Luiz de Oliveira
Azevcdo: na ruado Queimailo n. *J,011 com o capi-
lao na praca.
Paia a Rabia sabe na prsenle se-
mana o bem cotilleado e vele'uo hiate na-
cional Amelia, por ter a maior parte de
sen carregamcnlo prompto ; para o resto
da carga e passageiros, trata-ce com No-
vaes & Companhia, na rua do Trapichen.
54, ou como mcslrc Joaquim Jos Silvei-
ra, no trapiche do algodo.
Aracaly.
Segu no da 30 do correnle o paladn o Santa
Cruz ; para o resto da carga, traase com Caelano
Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Saulo, loja
Vende-se urna barrica denominada Nalalense,
bem construida, de 24 a 26 caixas, punco mais ou
menos;a Iralnr na roa da Cadeia do Recife n. 56,
loja de ferrageus de Francisco Custodio de Sampaio.
Manoel Joaquim Ramos e Silva far leilao por
'nlervencao do agento Oliveira,. por mandado do
\lUm. Sr. Dr. juiz de direito do civel e do commer-
(>^, e por conta e risco de quem perlencer, do psta-
ch nacional denominado Hermina, eom todos os
teus Verlences, Ul qual te aeha ancorado oeste por-
to ; eV*clara-*! V* era feila a venda com o aba-
lmenlarVda quinta parle da sos avaliacao, segundo o
ulterior^spacho do referido Illm. Sr. jotz : aexta-
feira, 29 w correnle, at 10 horas da manhga em
ponto, pnata da associacao commercial desta praca.
LEi-AO'DE LIQUIDACAO'
Sexta fein? 29 do corrente as 11 horas
da manbaa er poni 5 agente Roberts,
faia' leilaonoaiNnazem de Miguel Carneiro,
na rua do Trapichen. 58 de todos esobjec-
mesmo, assim como
atro rodas, cabrio-
do, que va lem a pe-
na quem tivervontade de vir ao leilao,pois
que nao llavera' tao boa opcasiao.
Quarla-fcira 27 do correntias 10 X horas da
manhaa o agente Vctor Tari leilavno seu armazem
rua da Cruz n. 25, de grande e variado sorlimento
de obras de marcenen novas e usadas, de dilTeren-
tes qualidades, relogio* para algibeira de metal gal-
vanisado, candeeiros para meio de sala, linternas
com psdevidrne easqainho, nm ptimo pianno in-
glez, diversas obras de ouro e prata de lei, urna por-
5J0 de queijos do serian, charutos da Baha de supe-
rior qualidade. etc., ser lambem vendido urna en-
cllenle mobilia nova de amarello por todo preso,
assim como nm eavallo arreiado andador hairo, e
bom esquipador, e oulros muilos objectos qne esli:
rao a moslra no dia do leilao. ^
OUINTA-FEIRA 28 DO CORRENTE.
Leilao extraordinario e ultimo, que faz
o agente Rorja, no sen armazem sito fla
rua do Collegio n. 14, a's 10 horas da
manbaa, do objectos existentes no mes-
mo, sem limite algum, por estar decoin-
muoi accordo com os seus proprios do-
nos, e em consequencia de mi 1 dar-se bre-
vemente para 011 tro armazem, os quaes
objectos esta rao patentes no armazem ci-
ma mencionado.
AVISOS DIVERSOS.
Ausenlon-se no dia 23 do correnle o prelo A-
Iciandre, de na;ao S. Paulo, idade de 25 annos, al-
to, falla demorada e corpo re forra do, foi escravo do
francez Miliqoe, morador no Rio Doce, e ultima-
menle do Sr. Eduardo. Bolly ; esse preto costuma
em suas Tregenles fgidas andar pela rua da Auro-
ra, ir para Olinda, e refugiar-te as campias do
Rio Doce : roga-se, porlanto, a quem o pegar ou
delle der noticia, dirija se rua da Rrum n. 28, fa-
brica le caldeireiro, que ser bem recompensado.
Precisa-se de um caixeirn para taberna : a tra-
tar na rua Direila dos Alunados o. 13.
Aluga-se por fasta ou por II niezes ama boa
casa com quintal bem plantado, a com um solo na
Capungaonde faz qualro cantos: a tratar com Do-
mingos Rodrigues de Andrade, na rua da Cruz, ar-
mazem 11.15, on com o Pcnna na Cnpunga.
Deseja-se noticias do Sr. Jos de Souza Gomes
Vilella, natural de Porlugal, do lugar do Pero da
Regoa, que veio para o Brasil ha 14 annos, pouco
mais ou menos. O mesmo senhor ou qualquer pes-
soa que delle lenha noticia, fari o favor de dirigir-
se rua da Praia n. 20, que se he deseja fallar por
parte le sua familia.
Quem precisar le um rapaz portuguez de Ida-
de 16 anuos, para caiieiro de loja de fazendas, ar-
mazem de assucar ou de moldados, annuncie por
esla folha pira ser procurado.
O Sr. Joao Augusto Bandeira de Mello qneira
dirigir-se rua doQueimailo, loja n. 14, para rece-
ber ama carta vinda do norte.
Por se nao saber aonde reside nesla cidade o
Sr. Belarmino Fermlno Bandeira de Mello, ha poa-
cos das vindo de Ctrnar aonde he escrivao, por is-
so roga-se ao mesmo senhor queira dirigir-se roa
do Queimado, loja n. 14, a negocio de sea intercale.
Quem liver ama Drela para alagar para o ser-
vico d? urna casa, dirija-te rnj Nova n. 56, loja.
Desappareceu em nnvembro do ann passado,
lendo vindo do Rio de Janeiro de obrgarfio em nm
navio, o prelo mariuheiro de nome Jola, crionlo,
alto, reforjado do corpo, e bem fallan)*), o qual es-
cravo he de propriedade do Sr. Manoel da Molla
Macodo all residente, o qual consta que existe nea-
la cidade fugWo, inculcainto-se er forro : quem o
a ppre hender e le va-I n i rua da Cruz no Recife, es-
criplorio n. 3. ser generosameale recompensado.
i;iirlar.im do cercado doengenho Velho do*Ca-
bo mu eavallo rujo, capado e bstanle grosto, uai-
bigndo, com sabngo comprido ecalicho prelo, pesco-
co arosso, cabera grande com pintas do pedrez das
azilhas al a cabera, deila as dinas para a direila,
fronte aherla, cora lodos ot denles, idade 10 at 12
annos, as maos apalheladas, grossas e cabelladas, j
aventado de maos e ps, e quando amia amunheca
muilo as maos a ponto queoffende os madinhos, an- *
da de passo al meio e esquina. Este eavallo he
muilo conhecido na riheira de Una, no Cabo e S.
I.nurenco da Malla, onde j estove no eugenho Pe-
nedo: o abaiio assignado roca a pessoa qae des-
cubrir onde eslea o dito eavallo, queira dirigir-se a
casa do mesmo abaixo assignado, na rua Diraila n.
31, primeiro audar ; no Cabo no engenho Velho ao
Illm. Sr. Antonio dos Sanios Siqaeira Cavaleanli;
em Barreiros no ensenho Anassii ao Sr. Ignacio Fer-
reira Timudo ; em S. I.ourenco no engenho Penedo
do Sr. Francisco de Paula Marinho Wanderley, qae
o abaixo assignado como douo do dito eavallo grati-
ficar com generosidade.
Joaquim Anlonio de Santiago LestS.
No palacio da presidencia Irorou-sc um cha-
peo de sol por oulro : quem o trocou. dirija-se a
quina da rua do Rosario, primeiro andar, lefronle
da igrcj.i.
raspassa-sc o arrendamerlo da loja da rua do
Queimailo n. 49 ; quera a pretender, dirija-te rua
da Cadeia do Recite n. 51, segundo andar : a tratar
com Joao limicahes Ferrcira.
O abaixo assignado pede a quem liver a Atia e
Europa Porlucucza por Faria e Souza, o Valeroso
l.ucideno, e a lh'as emprestar por poucos dias.
Anlonio Joaquim de Mello.
Offerecc-se um rapaz solleiro para caiieiro de
laberna, do qne lem muita pralica : na ruado Ran-
gel, laberna sem numero.
Vai ser apregoada na praca do Illm. Sr. Dr.
juiz municipal da secunda vara, no dia 27 do cor- -
rento mez de selembro, c na oulra pra;a do dia 30
do mesmo mez para ser arrematada a casa terrea, na
rua de Sania.Cecilia n. 2, por execucao de Miguel
A relian o Poslhumo do Nascimento contra ns herdei-
ros de AITonso Jos de Albuquerqae'Mello, a qual
casa por engao te havia arrematado como etitleule
ua rua da Assompcaor
Pergunla se ao Sr. cstudanle do Lyccu R., mo-
rador la para a fortaleza das Cinco Ponas, se o so-
ndo sabido no segundo numero da Camelia foi failo
por elle ; perianto decare-se a lal respeilo: do cou-
irario passar por grande calumniador.
O inleressado.
Prccisa-sc de um fclor que enlenda de horta
e 11,abi Me de ruchad, para um sitio per lo desla pra-
ca : quem quizar procure no atorro da Boa-Visla,
casa n. 33, segundo andar, que achara com quem
tratar.
O Ihestiurcro da sociedade Felit declara que
as lisias la .Vi compras le bijbelcs da sexla loleria
da fabrica to vidros do RAMMangiro foram eslra-
vlSo *CU'10 mcios M'"" e n. 4452, 4854,3556
Alu:a-se-um oplimo raoleque proprio para ser-
vcu de eaa e rua, pelo prero de IO0 sae, sob condirao de dormir ein casa de seu senhor :
no largo da matriz da Boa-Vista, sobrado n. 6.
Aluga-se um sitio perto do Recife,
com casa que tenlia bastantes commodos
para familia: a fallar com Miguel Car-
neiro.
Ciui 1I11/e (raslcs, madeiras, ou oulros quaes-
quer objectos em candas, para qualquer arrabalde
desla cidade, com a devida seguranza e preco muilo
commodo : a tratar na rua de Sania Rila n. 60.
Quem quizer se engajar para locar lamber e
pfano, mesmo aprendendo, para o lerceiro balalhao
de infamara da guarda nacional, appareca na rua
Nova n, 63.

A


sil IT-II a r^


'I
" I
I I
DIARIO DE PERRMBUCO, QUARTA FEIRA 27 OE SETEM6RO DE 1854

X*XXX mm3Smmmm
g NO CONSULTORIO
DO DH. CAS ANOTA,
jg Rl'A DAS CKL'ZES N. 28,
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THESOURO HO
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OPATHICO
VADEMCUM DO HOMOPATHA.
Melliodo conciso, claro, e seguro de curar I
especie humana, c particularmente >i<]iicll.is iii
inosopalhicamenle ludas as molestias, que atlligema
rciuam no Brasil.
LOJA DE TODOS OS SANTOS.
Cliegot a rus do Collegio n. 1, urna porfi dees-
lampas j eiu quadros dourados, que se vendcni pe-
lo diminuto proco de 400 c 19280 rs., os seguinles :
N. S. do Nazarelh. Saula Mara Magdalena, Santa
Barbara, Sania Auna, S. Ivo, Santa Thereza de Je-
ss, Santa Polonia. S. Miguel, Santa Vernica, S.
i rancisco recelicncro as dianas, Jess crucilicado,
fwulissimo Sacramento, N. S. a Saude, S. Joao
Baplista, S. Estevao, S. Domingos, N. S. da Orara,
N. S. da Soledade, S. Joa, N. S. do Carmo, Santa
Juueveva, Fgida para o Egipto, Santa Marlha.Saula
Cecilia, S. Viclor.adoiac,ao do Sanlissimo CoracSo de
Jess e Mara, adora, .lo dos Magos, milagrosa ima-
gen de N. S., Santa 1 ilomena.Ecce Homo, S. Fran-
cisco Xavier, Saula Cruz, casamento da Santa Vir-
gem, Salvador do Mundo, Santa Isabel, Sagrado
twracao de Jeaus, Sarta Francisca, N. S. do Bom
Conselho, S. Luiz re de Franca, N. S. da Consola-
cilo, Kainha dos Anjos, Santa Clara, Jess Marn
Jos. Moizes fazeoao sahir agua do rocliedo. N. S.
il.is Dores, S. Alexandre, Santa Jnanna, Descimen-
t da Crot, Anjo da liuarda, Santa Magdalena, N.
S. do osario.
ESTAMPAS DE SANTOS E SJjfiTAS.
Chegou a toja de miudezas da ra do Collegio n
i, ama porfo de estampas de Santos e Sanias a
ber: Santa Cecilia, S. Joao, N. S. do Rosario, C
ci de Jesns e Mara, i virgem do Raciocinio,
lencioda virgem, N. S. das Dores, Jess Mari/ Jo-
s, S. Antonio, Santa Anna, Crucificado, S. Jos, S.
Luit de Goniaga, Salvador do Mundo, tudqeui pon-
to grande. /
METHODO CASTILHO.
Francisco de Frailas Gamboa, vai abrir aula de
ler, escrever, e contar, pelo mellindo d Ilustre lit-
Irralo o Sr. Antonio Feliciano de Caslilho, no que
te persuade fazer um grande servicia lodos os Srs.
professores, hvrando-os do grande eslorvo que se
onde do andamento dilsdemaisi/aterias. Alguemdu-
vi'da se eu saberei ensillar pelo* novo mclliodo, ao
que respondoque se com vellios artistas cm hora e
uieia por cada noile faro progresso, que nao farei
com meninos! 1 Se n.lo saoeudo eiisinar pelo novo
melhodo, j leem em 21 dias, que nao farao os que
souberem ensillar!! A aula se instala no salaodo
Sr, Ouillierme Augaslo Rodrigues Selle, ra da
Praia, palecele pinjado de amarello, trabalha das 'J
as 12 da manlia, das 2 as 4 da larde, pelo preco
commnm das deKiis oselas. Os meninos se anre-
sentarao as horajr indicadas. Na'mesma
pram-se bancor de todos os lmannos.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra un pnrlanlissima he hoje reconhecida como a primeira c mclhor de lodas que li ala ni <|ji ap-
pliracjlo da hoimcopalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmenle, nAo pdem dar uin
passo seguro sem possui-la e consulla-la.
Os pais de familias, os senhojres de engenho, sacerdotes, viajantes, capilAcs le navios, sertauejos, etc.,
etc., deveni le-la a mao para_ o/ Dous volumesem brochi.a, por......... 105000
Encadcrnados............. lljOOO
Vende-sc uoicamenleem casa .do autor, ra de S. Francisco (Mondo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA.
Ninguem poden ser feliz, na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homcjcopalhia no norte, e imniedialamenle inleressado
ero seus benficos uccessos, lem o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua inmediata iuspeccao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmaceuliro
e professor em Momipopalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem cxeciilado com todo o zelo, lealda-
de e dedlcae.Tjfque se pode desejar.
A efliratjla do-tos medicamentos he altestada por lodos que os lem experimentado; clles nao preei-
sam de maMr recommendac,ao; basta saber-so a funte donde sahiram para se nao duvid.ir de seus pti-
mos resultados.
lima canira de 120 medicamentos da alta e baixa diluir em glbulos reroui-
J no THESOURO HOMOEOPATHICO, aconi|iaubada da obra, c de urna
Je 12 vidros de tinturas iudispensaveis 1008000
DilJrde 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas 909000
de 60 principis medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
urna caita de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.). 600000
aun (tubos menores). .vsnki
Dita de 48 ditos, ditos, com a obra ("tubos grandes)........ 503000
a p s (tubos menores). 359000
Dita de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) 40&000
a (tubos menores ... 309000
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .... 358000
o a a a (tubos menores) 269000
Dita de 24 ditos ditos, com a obra, (tubos grandes)....... 308000
a a (tubos menores). 209000
Tubos avulsos crandes............. IsOOO
a a pequeos............ 9500
Cada vidro de tintura............. 29000
Veudem-sc alm disso carleiras avulsas desde o preso de 85OOO rs. al de 4009000 rs., conforme o
numero e lamanho dos tubos, a riqueza das raixas etdynamisac,es dos medicamentos.
Avam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior proroptidao, e por presos comino-
dissimos.
Vende-se o tratado de FEBKE AMAKEI.LA pelo Dr". L. de C. Carrera, por. 2&000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. C. II Jalir Iraduzido cm porluguez e acom-
modada aintclliscncio do povo........... 69OOO <
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) u. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO IIOM(F.OP,tTIIWO, tete a honda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Altes da Silva Santos, ettabelecido na tilla de Harrcirot.
a Tive a salisfaro de receber o Tlietouro homtropalhico, precioso Eructo do Irabalho de V. S.,e Ihe
se apre
casa com-
Joias.
I.ava-sc e engomma-se com perfeiclu e preco
commodo ; no bceo do Rosario n. 2.
Sexla-feira, 29 do crranle, depois da audien-
cia do Dr. juiz de orphos e ausculta, lem de seren
.11 rema ladas por venda por sor a ultima praca, duas
casas terreas meia-aguas, sitas no lugar do Campo-
Verde, na Soledade. sondo umacom portado cochei-
ra, avaliada em 3009000, oiilra no valor de 2009000.
ambas em chaos proprios ; por cxerncao de Justino
Pereira de Parias contra o casal do luenlccaplo Ma-
nuel da ('.mili,1 Oliveira.
Por ordem da direcloria avisa-se aquellos dos
Srs. associados. que anda conservam livros em seu
poder, alm do prazomarrado para a leilura, que os
rerolham no eslabclecimenlo nanlo antes, do con-
trario so farilo efleclivas as mullas imposlas polo re-
Eulamenlo.M. F.de Souza llarbusa, segundo'se-
cretario. '
As ahaixo assignadas, chegada pelo ultimo va-
|ior do sol, lema honra de oHerrcer os seus presti-
mos a lodas as respeilaveis familias desla praca para
dar roncerlos e cantonas conforme os seus instru-
mentos de'realejo e pandeiro. para o que podem ser
procuradas lodo odia no hotel Francisco, e de imite
locar no cafe do Sr. Paiva, ra da Cadeia Vclha.
Mita llaat & Anna Zemmer.
Deseja-sc enarecidamcnle fallar com o Sr.
Manoel Thoinai dos Sanios, que j fo carcereiro da
cadeia desta cidade ; na ra Direila n. 72.
1IMA ROGATIVA.
Havcndo-se ha mais de mez publicado o program-
ma do peridico Vedro I', dedicado aos inleresses
portiiBuezes; programma que nao poda dexar de
agaradar e de receber o applauso universal, mor-
mente dos bous portugueses e que almejam a civili-
saco e prosperdade essencialmenle dos residentes
ncsla provincia; com admiraclo geral se ha notado
que os patrilas empresarios e redactores desse pe-
ridico como que se ho olvidado de porem em exe-
cur.to o seu compromisso; e pnis lhes pergunlamos:
declinastes senhores da vossa patritica e civilisado-
ra empresa? e quando nao, que cousa ha motivado
laldelonga? e finalmente quando beque sahira
luz do da? Esperamos com anciedade asoliicAo
pergunla que fazemof, c annuencia rnsaliva, de
que a publicara de om liio inlep ssanle peridico
nao dova ser retardada no inleresse palpitante da
nacionalidade portugueza residente nesla provincia
Um nacional Vorlugue:.
Manoel Ignacio de Avilla scienlifica ao respeila-
vel publico que os sobrados-da travessa dos remedios
que se aonunciaram arrematar peranlc o jnizo de
orphaos no da 29 do correnlc, se acham litigiosos,
em razSo de ler o annunciante comprado ditos so-
brados a viuva de Joaquim Antonio Ferreira de Vas-
concellos, com aulorisara do juizoe accordo dos se-
nhores N. O. Ilieber & G.. que 110 aclo de assignar-
se a cseriplura receberam o liquido da compra; leu-
do por issoopposloembargos de lerceirosenhor epos-
suidor prejudicado : alm do que acresce que o an-
nunciaute comprou os sobrados clambem a proprie-
dade do solo que havia cabido cm commisso, e nao
rsl disposlo a aforar senflo al a mnima, por neces-
\.il,u do mais Ierren para o seu uso. e anda aun
e acallaren o quantum do foro annual, e a impor-
Vende-se um preto de muito boa figura, moco
e sem molestia : em Fura de Portas, ra do Pilar
n. 40.
Vende-se nina linnila escrava de 22 anuos com
urna cria de 11 mezes muito esperta : na ra dos
Quarlein 11. 24.
TUDO DO ULTIMO GOSTO.
Na ra do Crespo n 14, taja do lado
do norte de Dias & Lemos.
Chitas gens imitando cassa a 160 rs. o covado, ditas finas
com nnvos desenlios a 200 rs., corles de camhraia
com listas e rumagcns de cores, padres excellenlcs
a 29IOO rs., ditos de brim enlranrado de linho com
quadros larcos e sem elles, fizenda iuleiramente de
novo goslo a JOOO rs., dilos de rasemira de padroes
oscuros bstanle encorpados a 49500 rs.. rufad de
cor para palitos a 200 rs. o covado, algodao mescla-
do de una s cor muito enrorpado a 170 rs.: assim
romo militas oulras fazendas que se venderao por
menos prec do que em nutra qualquer parte.
Vende-se urna preta moca, boa cozinheira,
sem vicios nem achaques: na ra do Collegio n. 25,
taberna da quina, de Manoel Anlunlo dos Santos
Fonlcs.
Vendc-sc champagne muito superior em gar-
rafas c meias garrafas: em casa de Uenry Gibson,
rda da Cadeia Vclha n. 60.
Vende-se urna escrava de nacao Cosa, do ser-
vido de ra, com 2 crias de 2 mezes de nascidas
lambem se vendem 2 moleqnes crioulos, lilhos da
mesma, um de 11 ,11111* e oulro de 7 : em Fra de
Portas, ra dos lloarara pos n. 34.
Vende-sc por muita preci-a um moleque pc-
jn de 6 annos, e urna linda malalinha de 2 annos e
meio ; na ra da Alegra n. 5.
Vende-se urna escrava de 52 annos, sem vicios
nem achaques, ptima para vender horlalira o fruc-
la : na ra da Sania Cruz u. 70.
Vende-se urna prca de caxilhos proprios pa-
ra qualquer casa de commercio : na ra do Ransel,
taberna sem numero, de Francisco Paulino Cabral.
Vendem-se 50 milheiros de tijolosdealvenara
grossa, por HO09000 rs., (169000 o mlheiro) pastos
em qualquer porto de obra, i quem quizer dar essa
quanlia adianlada mediante as necessarias garantas:
quem quizer annuorie.
affirmo que de lodas as obras que lenho lido, he esta "sem conlradicao a melhor l^nlo pela clareza, com fancis das homfeilorias que o annunciante fez nos
queseaclia escripia, como pela preci-a com que indica os medicamentos, que se deven emprcaar ;
quaiidades estas de muita importancia, principalmente para as pessoas que dcscouhecem a medicina
Iheocria e pratica, ccl., ecl.,etc.
aj'" ass'8nados, donos da loja de ourives na
ra drf Cahug.i u. 11. cunfr julo ao paleo da matriz c
rua.Noya, fazcm publico que estao sempre surtidos
dos mais ricos e mellures goslos de lodas as obras
jleouro necessarias, lano para senhoras como para
homens e meninas, conlinuam os preeos mesino ba-
ratos como tem sido ; passar-se-ha urna coilla com
responsaliilidadc especificando a qualidade do ouro
de 14 ou 18 quilates, ficando assim garantido o com-
prador se apparecer alguina duvida.Serafm \
fruidos.
LOTERA DA PROVINCIA.
Acham-se .1 venda os bilheles da primeira parle
da primeira lotera da malriz de S. Jos nos lugares
docostume: praca da Independencia, lojas dos Srs.
Fortunato e Arantes ra do Queimado, loja do Sr.
Moraes ; Lvramenlo, botica do Sr. Chagas; Cahu-
ga,bolica dos Sr.s Moreira & Fragoso; aterro da Boa-
visla, loja do Sr. Guimaracs; e na ra do Collegio,
na Ihetouraria das loteras. Corre impreterivcl-
iiieule no da 27 de oulubro.
Desappareceu de casa do ahaixo assignado, no
da 10 de junlio do crrente anuo, um cscravo de li-
me Manoel, de naeau Costa, que representa ler 32 a
ai anuos de idade, slalura baixa, magro, denles
ralos; lem urna calva na cabera de enrregar pesos *
consta ler estado em Iguarass : quem o pegar, le-
ve-oao mesmo abaixo assignado, na ra do Crespo
11. 5, que se recompensar o seu Irabalho.
Miguel Jote Barbosa Guimaraes.
NI GALVNICOS |
PAILV PKATEAR.
Na ra do Collegio n. 1.
m Quem tiver objeclos praleados e qnc le- E
^ nham perdido a cor argntea, estando por S
q 1'* indecentes ou inutilisados, lem esles pos S
Z um excellenle restaurador, conservando-os
9 sempre como novas, e sendo o processo para 9
usar delits o mais simples : nada mais do que &
esfregar com um pauno de liuho molhado 5
9 em agua fra e passado nos mesinos pos. Urna
O caixinha, conten 1 quantidade sufiicienlc
& para pralear 40 palmos quadrados, custa a fe"
9 mdica quanlia de I9OOO, acompanhada de 8
um impresso.
Os seiiliores proprieta ros erendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no- Almanak, equizeremser con-
templados, queit-am mandar suas decla-
raqoesa livraria n. (je 8 da praca da In-
dependencia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda as lojas do costu-
me, os bilheles e meios bilhetes, originaos
da lotera sexta da fabrica de vidros, a
qual correu no dia 18 do presente: as lis-
tas se esperam pelo vapor Imperatriz,
de 28 do corrente em diante, os premios
serao pagos logo que se iizer a distribui-
c5o das mesmas listas.
Precisa-se de um Irabalhador de masseira : na
padnria do Forte do Mallos, ra do Burgos n. 31.
Salustiano de Aquino Ferreira den gratuita-
mente sociedade ao hospital Pedro II, na melade dos
premios que sahirem nos bilheles n. 1678 e 1931, da
primeira parle da primeira lotera da matriz de S.
Jos, os quaes ficam em seu poder depositados.
Precisa-se de um caixeiro de idade de 14 a 16
annos pouco mais ou menos, para urna casa de nego-
. co fra desla praca : quem quizer procure na ra
da Cadeia do Recife loja n. 28.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo tem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Ns roa Novan. 47, aluga-se urna n/ela para
snico de ra ou de casa, a qual s cozinha o ordi-
nario, lava roupa e ti ni boa conducta.
Precisa-se alugar para urna casa de familia,
ama cozinheira ou cozinheiro, livres ou escravos :
no paleo da malriz de Saulo Antonio sobrado de
um audar n.2, por cima da loja desirgueiro.
O cautelista Salustiano de Aquino Fer-
reir,
a visa ao respeilavel ,iublicj qae vendeu os scguinles
premios da primeira parle da 19 lotera do theatro
de Stnta-Isabel.
Ouarlos n. 1973........5:0006000
Decimos n. 2160........1:0009000
Meio bilhete 11. 3188....." 5009000
Rilhele n. 777......... 5009000
Meio blhcle o. 2216. ...... 2009000
n. 1240....... 2009000
n. 1413....... 1009000
n. 1417....... 1009000
Bilhete n. 1722......... 1009000
n. 1555. ,...... 509000
Desappareceu urna cachorr'uiha, marra peque-
a, toda branca, com urna marca parda sobre os
quarlos : qoem a t ver pegado leve-a ra do Vi-
gario 11. 10, loja de pinlua. quesera recompensado.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 4JVDAB 25.
U Dr. P. A. Lobo Moscoiu d consultas homeopatbicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manliia aleo meio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
OOerece-sc igualmente para praticar qualquer operarao do crurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer mullici- que esleja mal de parto, c cujas circunstancias n3o permillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. i. LODO HOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. 11. Jahr, Iraduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous :................. 209000
Esta obra, a mais importante de lodas as que tralam da homeopalhia, inlcressa a lodos os mediros que
quizerem experimentar a Houlrna de llahnemann, e por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma : inlercssa a lodosos senhores de engenho e fazcudeiros que eslflo longo dos recursos dos mdi-
cos : inlercssa a lodosos ('apilaos de navio, que nao podem deixar urna vez ou outra de ler precisao de
acudir a qualquer iiirommodo seu ou de seus IripolanleS ; e interessa a lodos os chefes de familia cue
por circunstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, s3o obrigados a pro-lar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo do Dr. Hering, obra igualmente til as pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um" voluroe grande ,....... 89000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, aualomia, pharmacia, ele, ele.: obra indis-
IK'ti-a\ r 1 s pessoas que qucreni dar-sc ao estudo de medicina *....... 49000
Urna carteira de 24 lubos grandes de finissimo chrislalcom o innual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos lermos de medicina, etc., ele................ 409000
Dila de 36 com os mesmos livros.................... 459000
Dita de 48 rom os dilos...................... 509OOO
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturasindispeusaveis, a esculla. .
Dila de 60 lubos com dilos...................... 609000
Dila de 144 com ditos........................ IOO9OO
Eslas silo acompanhadas de 6 vidros de tinturas i esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quzercm o Hering, lerao o abalimcnlo de 109000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira ............... 89OOO
Ditas de 48 dilos......................... I69OOO
Tubos grandes avulsos....................... I9OOO
Vidros de meia one.a de untura.................... 29OOO
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo segur na pial a da
homeopalhia, c o proprietario dcsle cslahclccimcnlo se lisongeia de tc-Io o mais bem montado possvel e
uingnem do\ ida boje da superioridade dos seus medicamento!,.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de rrjslal de diversos lainanhos, c
aprompta-se qualquer eucommenda de medicamentos com loda a brevidade c por procos muito com-
modos.
sobrados para os por no oslad em que se acham, as
quaes monlam a um cont de ris.
AOS 10:0005, 4:000jj e 1:000,s000 Rs.
as lojas do costume se acham a' venda
os bilbetet inteiros, meios bilhetes e cau-
telas, do cautelista Antonio Jos Rodrigues
de Souza Jnior, a beneficio da matriz de
S. Jos', a qual corre em 27 deoutubro:
o iK.'suio cautelista paga por inteiro os
premios de 1:000s, 4:000< c 10:600$ que
obtiverem seus ditos bilheles inteiros e
meios bilhetes.
Bilhetes inteiros. 11 #000
Meios bilhetes. 5<500
Quartos. 2s800
Oitavos. 10500
Decimos. 1 500
Vigsimos. 700
COMPRAS.
Compra-se escravos de ambos os sexos, prefe-
rindo-se os mocos: ra do (lueimado n. 2.
Compram-se patacoes hespanhes, no
armazcm do Sr. Miguel Carueiro, na roa
do Trapichen. 58.
VENDAS
Antonio Agripino Xavier de Un. Dr. em
t$ medicina pela laculdade medica da Baha, re- #
i side na ra Nova 11. 67, primeiro andar, on- 53
)5 de pode ser procurado a qualquer hora para o @
( exerciciode sua profisso. $j
O padre Vicente Ferrar de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
ttca latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
meolo de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Erotestardo satisfazer a' expectacao pu-
lica anula a custa dos maiores sacnlictos,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Aluga-se o quarlo andar esotao do sobrado da
ra do Trapiche 11. 42, com excellentes commodos
para familia : a Iratar no primeiro andar do dito so-
brado.
14/J000 rs.
Precisa-se de urna prcla que seja boa costureira e
eogommadeira : quem a tiver dirija-se a ra do
Rangel n. 77.
Deniz, alfaiaterancez,
eslabelecido na ra da Cadeia do Kacife 11. 40, pri-
meiro andar, trabalha de feilio.
Precisa-se de um feitor que entendade pla-
anlo de arvores de espinho e jardim : quem esliver
ncslecaso apparera na ra do Brum 11. 24 arma-
zcm.
Rovos livros de homeopalhia uiefranccz, obras
lodas de summa importancia :
Hahnemaiin, Iralado das molestias chronicas, 4 vo-
. 2O9OOO
. 69OO
. 79000
. (i-^HMI
. I69OOO
. 69OOO
. 89OOO
169000
nc-saasM 3 @
DENTISTA FRANCEZ.
;-3 Paulo Gagnoux, eslabelecido na ra larsa
& do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca don- v$
$ les com gengivas arliliciacs, e dentadura com- (g
:- pela, ou parte della, com a pressao do ar.
Tambem tem para vender agua dcnlifricedo
Dr. Picrre, e p para denles. Bna larga do
5 Rosario n. 36 segundo andar.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar u. 19.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
11. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia americana, e cal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
Lava-se e eugomma-se com loda 1 perfeic^o e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, ua loja do so-
brado n. 15.
49500
600
480
29000
39OOO
640
309000
I29OOO
119000
400
320
210
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
preeos maisbaixos do que em ou-
tra qualquer pai te, tanto em por-
que, como a retiilho, amanendo-
te aos compradores uin s preco
para todos : este cstabelecimenlo
ahrio-se di: combinacao com a
, maior parte das casas commerciaes
inglczas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olTereccudo elle maiores van-
tagens do que ontro qualquer ; o
proprietario desle importante cs-
tabelecimenlo convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que veiham (a' bem dos
MUS interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Holln.
Na ra das Cruzes u. 40, taberna do Campos,
ha porco de Indias hamburguezas das melhores que
ha no mercado, que se vende em porces e a relalho,
e lambem se alugam.
lumes.
Teste, iroleslias dos meninos.....
llcring, homeopalhia domestica.....
Jahr, phaiinacnpcahomeopalliica. .
Jahr, novo manual, 4 voluntes ....
Jahr, molestias nervosas...... .
Jahr, molestias da pello. .....
Kapini, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarllimann. tratado completo das molestias
dos meniuos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fajolle, don trina medica homeopalhica
Clnica de Staoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Kjsten.......
Alllas completo de analnmia com bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descripr,o
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos osles livros no consultorio homeopa-
Ihico do r. I.obo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
. No sobrado n. 82 da ra do
lar, precisa-se alugar urna escrava
saiba engoinmar bem e tomar conta de,
urna casa de pequea familia.
109000
89000
79000
691X10
49000
109000
lUtwKX)
Pi-
que
Jotas de ouro. S
W Na ra do Queimado, loja de ourives pin- W
lada de azul n. 37, ha um rico c variado sor-
* limento de obras de ouro, que o comprador S
* avista dos preeos c bem feito de obra nSo dei- K
xara de comprar, aliancando-sc e responsabi- :
9 lisando-se pela qualidade de ouro, de 14 e 18 #
quilates. j*
Achando-se o Sr. Manuel Francisco do Soasa,
Santos embaracado no seu commercio, desde o da
24 de julh passado, e na Icndo prestado ti,inca id-
nea a enmpanhia de Seguros Martimos Ulilidade
Publica, cesas desde hoje de ser accionista da mes-
ma compaiihia arl. 18. Osdireclnres por 111 ler ve 11-
^3o do correlor Roberto, venderAo as 5 acues 110
dia de oulubro, mucoiiforniidade dos arls. I1.) e 20
dos estatuios.
No dia 30 do correnle me/, se ha de arrematar
na sala das audiencias, a horado meio dia, cm praca
publica do Sr. Dr. juiz do civel da segunda vara, a
reipiei-imciilo do Icstamenleiro do finado padre Uo-
niingosCermano Alian- Rigueira, a casa n. 20 de 3
audares, sila na ra do Torres, do bairro do Recife,
sendo a ultima praca,
Preci-a-se alugar urna escrava para,vender na
ra, pagaudo-sc a su seiihor inensalmenle, e alan-
ca-seo bom tralamenlo : a Iralar na ra Direila n.
91, primeiro andar.
tj) O r. Joao Honorio Bezerra de Menezes," _
9 formado em medicina pela faculdadeda Ba- 9
9 Ida, contina no exercicio de sua profisso, na 0
9 rua Nova 11. 19, segundo andar.
jjj> *esgsat
TOAL.HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por preeos com-
modos.
A pessoa que pedio a lipoia para ir com olra
pessoa doente para o (iiqui.1, queira manda-la eu-
tregar que muilo se faz preciso.
Manoel Jos Gomes Braga emharra para o Rio
de .lancico um seu escravo crioulo de mime Jos.
Precisa-se de um homem para caixeiro de en-
caixamcnlo, qued conhecimento de sua conducta :
uo eugeuho novo de Muribeca.
Agencia de passaportes e ttulos, de re-
sidencia,
Tiram-se passaportes tanto para dentro como para
fra do imperio, c ttulos de residencia, ludo por
preco mais commodo que cm outra qualquer parte :
quem precisar dirija-se a rua do Crespo 11. 10, loja
do Sr. Jes Goncalves Malveira, que achara com
quem Iratar.
Joao Bento faz ver ao respeilavel publico, que
evi-l indo nesta cidade outro nomc igual ao seu, as-
signar-se-ha de hoje em dianle Joao Bculo Par.
A pessoa que annunciou querer comprar um
sellim em meio uso, dirija-se rua Direila n. 91,
primeiro andar.
O liniureiro da roa do Mundo Novo mudou
sua residencia para a rua da Cadeia de Saulo Anto-
nio, casa n. 6.
Precisa-se de urna ^ulher forra ou escrava,
que saiba engommar e cozinhar, para casa de pouca
familia : a Iralar na rua da Cruz 11. 21.
Os credores de Caelano lavares Corrcia do
Monte queiraro apresentaras suas conlasuoescripto-
rio de Joaquim Filippe da Costa, no prazo de 3 dias.
Na rua Nova n. 8 loja de Jos Joaquim Morei
ra ainda ha um rcslo de anneis de ouro de 14 quila-
es pelo diminuto preco de 29 pagos a bocea do
cofre
Na rua Nova n. 8 loja de Jos Joaquim Mo-
reira ha para vender um resto de chapeos de seda
para scuhora pelo baratissimo prec de 89 e 129-
Os abaixo assignados avisam a quem possa in
leressar, e com espcrialidade ao corpo de commer-
cio, que lem dissolvido amigavelmentc a sociedade
que iiuli,un, e gyrava debaixo da firma de Veiga i\
Toudella, Picando o socio Toudclla cncarregado da
liquidarlo do activo e passivo da mesma.Antonio
Jos Barros l'eiga, Manoel Pereira de Eigueircdo
Tondella.
Oflerece-se urna mulher fiel r de boas coslu-
mes para ama de casa de pouca famia : a Iralar na
ruado Collegio 11. 21, segundo andar.
Um moro ofliciat inariiiha precisa de um
quarlo em casa rapaz, que seja mobilado, que tenha
janella para a rua e criado para o servir do quarlo:
quem u tiver e quizer alugar, aniiuncie por esla lo-
llia.
Precisa-se de urna ama para casa de pequcua
familia, para servico de costura e engommado : na
rua do Queimado 11. 12, segundo andar.
GABINETE PORTl'Gli'EZ DE l.EITL'RA.
Por ordem da directora avisa-se aos Srs. aci-ionis-
las. que aquello-i|ui'na forein possoalinriile bus-
car livros no estabelecimenlo, deverao mandar um
bilhete pelos portadores,M.F. desonza Barbosa,
seguudo secretario.
159000
209000
500
600
149000
Vende-se um deposito c os pcrlenccs do mes"
mo; as Cinco Ponas 11. 71.
Vende-se o bem acreditado rape ro-1
lao francez : na rua da Cadeia do Recife
loja do Sr. Bourgard.
VcndeJse urna escrava : na rua de
S. Franciscof.-cocheira de Paula & Silva.
SACCjKi COM FARIMIA.
Vendem-se sacras om farinha da Ierra bem tor-
rada : na rna da Cadeia do Recife, loja n. 18.
Lindos cortes de lanzinlia para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4^000.
Na rua do Crespo, loja da esquina que \olla para
a Cadeia.
Attenciio.
Na rua do Queimado n. 7, loja da estrella, ven-
dem-se as scguinles fazendas,. por baratos presos :
Corles de cambraias francezas de cores com
barras, e goslos inleiramcnle novos a
Cambraias francezas de crese goslos muilo
modernos, a vara
Ditas ditas de dilas, goslos cscuros, a vara
Curtes de cambraias de lislras de cores a
Ditos de dilas de salpcos a
Cambraias de salpicos muilo finas e largas,
a vara
Corles de riscadosescocezes, lecdos em cas-
sa, padroes muilo modernos, o corle
Corles de cambraia de seda de 69 a
Dilos de dila de dila com babados
Fil branco e cor de rosa, a vara
Ditos de oulras cores, a vara
Lencos de cassa para mo de senhora de
100,140, 200 e
Chales de lineal de 4ponas muito grandes a 169000
Romeiras de lorcal de novos goslos a 89000
l.unr os de torcal a 18100
Dilos de relroz a 800
e oulras muilas fazendas que se vendem por muito
baixos preeos : na loja cima dila.
Fazendas para a festa.
Corles de sedas escocesas as mais superio-
res que lia 110 mercado a
Ditos de ditas, goslos muilo modernos a
Alpacas escocezas de Ua e seda, o covado
Varejas de 13a e seda muito modernas, o
covado
Cortes de cambraias de seda com babados a
Manteletes prelos e de cores de differenles precus, e
um cmplelo sorlmenlo de fazendas finas as mais
proprias desle mercado, que se vendem por baratos
precus : na loja da Estrella, de Gregorio & Silveira,
.rua do Queimado n. 7.
Vende-se urna escrava da Cosa de meia idade,
boa vendedeira de rua: a Iratar na rua do Rosario
estro 1,-i 11. 11.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Aucuslo C. de Abrcu, conli-
nuam-se a vender a 89000 o par (preco fix) as ja
bem condecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicilo
de Londres, as quaes alm de durarcm extraordina-
riamente, nAo se sentem no rosto na accAo de cortar ;
vendem-se com a cndilo de, no afrailando, po-
dercni os cn.|imdnres devoh e-las at 1 "i dias depois
da compra resliluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo tal -irante.
MECHNISMO para enge-
nho.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHELRO* DAVID W. BOWiNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moe4tas e nicias nioendas da mais moderna
construccSo ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
ces ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguhocs.bronzes parafusos e cavilhoes, moinho
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se cxeculam lodas as encommendas com a superiori-
dade j conhecida, e com a flevida presteza e commo-
d idade em precio.
Veude-se um sitio muilo perto da praca, com
os commodos precisos.' quem pretender, procure ua
rua do Rosario da Boa-Vista 11. 18.
CASSAS RAIMIA.
Vcndem-sc superiores corles de cassa do ultimo
goslo, chegadas ltimamente pelo vapor, com pal-
mas de ouro, por mdico prega : na bem conhecida
e acreditada loja de 6 pollas, na quina da praca do
Livramenlo.
Vendetn-se espingardas francezas de
dous canos, de supeiior qualidade c por
I preco commodo: na ruada Cruz n.'Ili
primeiro an'iar.
Vendem-se camisas Irance/.as muito
bem feilas, compeitos de linho e de ma-
dapolao, e aberturas de linho e de mada-
polao para camisas, ludo de superior qua-
idade e por prero commodo: na ruada
Cruz n, 26primeiro andar.
Na loja do Cardeal rua do Rosario,
vende-se o bem conhecido rape rolo
trancez. '
RUA DO TRAPICHE N. 10.
3 Em cusa de Patn Nasli iVC, ha pa-
ya ra vender :
S Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 oitavos at 1
3 polegada.
Q Champagne da melhor qualidade
H em garrafas e meias dita*s.
& Um piano ingkv. dos melhores. g(
Na rua do Collegio 11. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar conlas mil c quindenios massos
de cantas de vidro lapidadas a 160 rs. rada masso, e
70 duzias de caixas de mas-a para rap a Ij'-OO a
duzia.
MIUDEZAS BARATAS.
Vcnde,-se na rua da Cadeia do Recife n. 19, sapa-
tos dacouro de lustre para senhora a 19 rs. o par,
dilos de marroqnim a 600 rs., ditos para homem a
800 i'lKl rs., botocs de agalh para crnica a 00 rs.
agro/a, liuha decores a 19, dila branca de 800 a
18200, papel de peso muilo bom a 29500 e 2800 a
resma, pontos para alar cabellos a 240 rs., ditos finos
a 800 e 1 -, colxeles a 60 c 90 rs. a caixa, bicos, filas,
alfincles de lodas as quaiidades, agulhas, linas de
seda para senhoras e meninas, -ditos para homem,
Ihesnuras linas e ordinarias, puleciras de ouro fin-
gudu de Ici, carleiras para baile, peneiras de ac e
oulras muilas cousas por preeos muilo em conta.
Veude-se um palanquim de rebujo quasi novo,
por prero commodo: na rua do Rosario da Boa-
Visla casa de sobrado dcfronle do becco do Tambi.
MADAPOI.AO' COMAVABIA.
A 19600, 28, 29O0. 39 e 38500 a peca.
Na loja da rua do nuoimad 11. 17 ao pe da boti-
ca, vende-se mandapolilo lino com loque de avaria a
I96OO. 28, 29500, 39 e 39500 cada pera de 20 varas.
Vende-se una boa masseira e, lodos os mais
perlences de urna padaria, com pouco uso, por 408
rs. : nos Coelhos, sobrado 11. 4.
Vende-se vellas de cera de carnauba feilas no
Aracaly, de 6, 8, e 9 cm libra'de muilo boa quali-
dade : ua rua da Cadeia do Recife b. 49, primeiro
andar,
Recommenda-se aos homens do campo o
seguinte annunrio.
Vendem-se chapeos pardos de massa.a que muilos
rliainain de (elIr a 19000.rs. cada um : na rua do
Crespo loja n. 6.
Domingos Alvea Malheus lem para vender no
armazem de 'Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandcga muilo superior farinha boaBa fina
em saccas de ciuco quarlas incJIa vclha.
ATTENCAO.
Vende-se uo alerro da Boa Vsla, lojan. 78, meias
decores para homem pelo diminu preco de 160 e
200 rs., ditas para senhoras a 220e320, e muito linas
sem costuras a 40B.rs., linhasde novellos muilo gran-
des e d-sc amostras, rampas a 40 rs. o maro, lilas
de linho a 40 rs. a peca, ludias de carrlel sorlidas a
20 rs. c muito mais miudezas com que lodo o nego-
cio se faz para acabar, assim como vaquetas inglezas
para cobrir carro por preco commodo.
A 4S000 o alqueire de farinha de man
dioca.
Vende-se a bordo do hiate Audaz,
defrontc do caes do Collegio, em porces
ainda se vende por menos: trata-se no
escriptorio da rua da Cruzn. 40, primei-
ro andar.
. DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior potassa da
RussiaedaAmcriea, por preco razoavel,
e cal de Lisboa da mais nova.
Alendada Edwln Haw,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bons -lini-
mentos de tai xas de ferro cnado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a miar em raadei-
ra de todos os tamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com on.a de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco >cus para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de (landres ; ludo por barato prero.
Vende-se um bom escravo, moco a sadio : na
Iravessa da Madre de Dos, armazem n. 21.
Vende-se urna casa na grande povoacao de
l'onla de Pedras, com padaria, taberna e commodos
para familia ; a Iralar na rua estreila do Rosario n.
11, taberna de Manoel do Bcgn Soares, aonde sees-
plicar as commodidades da dila casa e o prero.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de compo-
?5o. feilas no Aracaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo preco que em
ouira qualquer parte : na rua da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
mb wnnuyiww;
HE MODA!
Alpacas de sedas lisas, furta co-
res dequadrinhos, proprias para
I vestidos, vende-se pelo batatissimo
8 preco de 500 rs. o covado : na rua
do Crespo 1?. 16, esquina da rua das
Cruzes.
Farinha de mandioca.
Vendc-se a bordo do patacho Flor da l'erdade,
ltimamente chegado de Sania Calhariua, e o qual
se acha tundeado defrontc do caes do Ramos, supe-
rior farinha de mandioca e por barato prec ou na
rua do Trapiche n. 6, segundo andar.
FA/ENDA DA MODA.
Alpacas de seda de quadros e lisa, furia-cores, fa-
7nn a esta praca, por procos que muilo liao de agradar aos
compradores; dao-se amostras para verem em qual-
quer parle : na loja do sobrado amarello, nos qualro
canio. da rua do QoeiaMOn n. 29, da Jos Moreira
Lopes.
Vendem-se ricos pianos com excellenles vo-
zcs e por preeos commodos: em casa de J.C. Rabe,
ruado Trapiche n. 5.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
ulia desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhor da ConceicSo, e da noticia histrica da mc-
dallia milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I9OOO.
^^!@SS: @:@SS@ 119
-fp Deposito de vinho de chaui-
(gj) nagne Chateau-Ay, primeira qua- fl|
*| lidade, de propriedade do condi (j*
>* de Mareuil, rua da Cruz do Re- a
cife n. 20: este vinho, o melhor
W.dc toda a champagne vende-
se a oCs'OOO rs. cada caixa, acha- fjj
* se nicamente cm casa de L. Le-
W comte Feron & Companhia. N. B.
jp As caixas sao marcadas a fogo
^ Conde de Mareuil e os rtulos
( das garrafas sao azues.
mm*m&-&- @@@
AOS SEMIORES DE ENCENHO.
Cobertores escuras muilo grandes e encorpados,
dilos brancas compeli, muilo grandes, imitando os
de 13a, a 18400 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
Vende-se urna caima de carrera, nova, e de
excellenle marcha: na rua do Brum, ariuazeiii 11. 26.
- Vendo-te nm par de brincos de ouro com 4 <{
olavas e um cordo com 5 }, porm no he marico,
estas peca sao vendidas por cenia do Sr. Jos Ro-
berlo da Silva: na rua Nova n. 18.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendera-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
QUEIJOS.
Vendem-sc muito bons queijos do sertao (lestes
chimados de prenca, os melhores que lem appareci-
do venda : na rua do Queimado, loja n. 11.
PACTO SECCO.
Vende-se muilo sia e boa carne, pelo barato pre-
co de 49000 a arroba, e fado secco de gado, por ba-
rato preco, proprio para escravos : na rua do Quei-
mado, loja 11. 14.
No armazem de J0S0 Caroll Jnior, defronte
do Trapiche Novo, ha para vender barril com car-
ne salgada de vacca e de porco, de superior qualida-
de, latas com sopas e carne conservadas, cabos de li-
nho novo, algumas velas de embarcarlo, e urna ba-
lanza com una porcao de pesos de ferro.
o alhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se loa Ibas de panno de linho adamasca-
das para rosto a 108000 a duzia. ditas lisas a 148000
a duzia, cuardanapos adamascados a 38600 a duzia :
na roa do Crespo n. 6.
LLNIIA DE CARRITEI. DE 200 JARDAS..
Vermem-se em casa de Fox Brothers, rua da Ca-
deia do Recife 11.62, carnteisda mais superior linha
que lem vindu a esle mercado, cada carnlel lem 200
jardas.
BRINS DE CORES.
Brim 1 ranead com quadre* de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fustao branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para babados a 29000, gan-
ga amarella trancada a 320o covado : ua loja da rua
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bom goslo a 49000 cada um, dilos de cassa
chita a 28000, dilos de cinta franre/.a larga a 38000,
lencos de seda de 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na rua do Crespo, loja
n. 6.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muito superior polassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a preeos ba-
ratos que he para fechar conlas.
PARA A FESTA.
Sellins ingleze* para homem e senhora
Vendem-se sellins inglezas de pa-
tente, com lodos os perlence*, da me-
lhor qualidade que lem viudo el
mercado, lisos e de barranne, por
preco mnito commodo : em casa de
Adamsou Howie & Companhia, rua
do Trapiche n. 42.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiro bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em fbdia para ierro.
Cobre de forro.
Vende-se um excellenle carrlnho de 4 rada'
mui bem construido,eem bom estado ; est txposlo
na rua do Arasao, cas do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e Iralar do ajoate
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cra* no
Recifa n. 27, armazem.
QUEIJOS E PR1|UNT0S.
iaai
A 4,000 RS. i ARROBA.
Vende-se carne muilo saa e gorda, vinda da
provincia do Cear, pelo barato pceo de 48000 rs.
a arroba em pacoles de 4 arrobas : no armazem da
porla larga ao pe do arco da Conceicao, defronte da
escadinhu.
Ai que trio.
Vende-sc superiores cobertores de tpele, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs., ditos brancos a
I9200rs., dilos com pelo a mitaca dos de papa a
19100 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 psde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henriq'ue Gibson:
vcndem-sc relogios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor, Rua da
SenzaJa nova n. 42.
Neste cstabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de er-ro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de quaiidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 5.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de Uuimaraes & Henriques, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo baratissimo prero de 180 rs. o corado.
NOyAORLEANS.
Barato si 111, iado nao.
Na rua do Queimado loja o. 17, vende-se alpa-
ca de seda frta cores lisa e de listras intitulada
Nova Orleanspelo barato preco de 500 rs., o cova-
do, sendo esla fazeuda muilo propria para vestidos
de senhora e meninos; gaze do la e seda de cores
asmis delicada-, muilo proprio para vestidos de se-
nhora e meninos a 500 rs. o envido.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que tem vndo a
este mercado.
Porto, 4
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dito escoro,
Madeira,
em ramullas de urna dnzia de garrafas, e vista da
qualidade por preco muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barias com cal de Lisboa, recenlemente chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafar continua haver um
completo sortimento de taixas de feno
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
BONITA PECA.
Vende-se urna negrinha de 7 annos de
idade, pouco mais ou menos, muito boni-
ta figura : na rua do Queimado n. 7, lo-
ja da Estrella, de Gregorio & Oliveira.
Vendem-sc 3 molecoles de idade 18 annos, 2
escravos novos de lodo servir : na rua Direila n. 3.
Vende-se sal do Ass, a bordo do hiate Ang-
lica : a Iratar na rua da Cadeia do Recife n. 19,
primeiro andar. -
Na loja de 1 portas, na rua do Queimado n. 10,
de Manoel Jos Lcite, vende-se por nieuos de seu
valor as secundes fazendas : btrege de I .la e seda
para vestido, fil de linho de cores, leques ricos de
madreperola e xaro, lencos de cambraia de linho,
chapeos francezes prelos, collarinhos de linho para
camisa.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
Attenca.
Vende-se a taberna tita no Paleo do Terco n. 2,
com poucos fundos, ou mesmo s a armaro: a tr-
I ir na ruiCDircita n. 76.
Na rua da Cruz do Recif A armazem a. 62. de
Antonio Francisco Martin, ae vende as niais aope-
riores queijos londrinos, presuntos pan fiambre, ul-
limamenle chegados na barca majeza l-alpa-
raito.
Moinhos de vento
ombombasderepuxoptra regar borlase balsa,
decapim, nafunditaodeD. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6,8 e 10.
Devoto Chiistao-
Sahio a luz a 2.' edicSo do livrinho denomaao
Devoto ChrisUo.mais correcto e creseenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. t e 8 da praca l In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, moilo. grandes e
de bom goslo : vendem-sc na ro do Crespo, k
esquina que volta para a cadeia.
MUITA ATTENCAO'.
Vcnde-se cortes de cassa com "barra mnito bonitos"
por 2VjO rs., dilos de cambraia brancos
res com babados, dos mais modernos a 15200"rs., di-
los de cambraia de seda, corles de seda escocexa'.de
bam goslo chegados ltimamente, cassas de 1
modernas a 500 rs. a vara, chitas fixas a 180 200
rs. o covado, cortes de odeles de fnsiao a IJrlOOrs.,
casemira de algodao a 320 rs. o covado, Dri de al-
godao de cores proprio para palitos a 250 rs. o co-
vado, corles de casemira de indos padroes a 5
rs., chapos prclus francezes a 6*000 rs., dilo! da
sol de seda de cores a 6)200 rs.,. chales de algodao
de cores a 800 rs., e oulras mais fazendas por preto
muilo commodo : na loja de Leopoldo di Silva Quei-
roz, rua do Queimado n. 22.
OBRAS DE i-ABVRINTHO.
Vendem-se toalhas, lencos, coeiros de lahyrinlho
de lodas as qualidides, rendas, bicos largas e eaurei-
lo>, por commodos preeos: na raa da Cruz do Re-
cite n. :!i, primeiro andar.
ARADOS DE FERRO E TAIXAS.
Em casa de Rothe & Bidoulac, rua do
Trapiche n. 12, ainda existepara va
um resto de arados de Ierro que se vac
muito em conta para fechar contas. Tam-
bem ha taixas de ferro batidas como
dida por preco commodo.
Em casa de Hotlie& Bidoulac, vende-*
seguinte:
Ferro da Suecia.
Dito mitaco.
Cobre para forro.
Pregos para dito.
Chumbo em lencol.
Ac.
Lona da Russia.
Pianos.
Vende-se urna mulata muilo moca, que cozi-
nha, lava e engomma, enm principio de costura, p-
tima lecedeira e de urna conducta que se aiianca :
na rua da Gloria n. 6.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu do sitio do padre Manoel Flo-
rencio de Albiiquerque, na Iravessa da Cruz de
Almas, de Ponle-L'choa, no dia 5 do corrale, um
seu escravo de nome.Manoel, de nacSo Hebola.de
meia idade, baixo, grsso do- coxpo, meio canguei-
"ferplevou um sacco com roup sua, r> escravo foi
comprado por muito bom; ao Sr. Manoel de Almci-
da Lopes, que o vendeu por ottfem do Sr. Franci
/i\ \ nnor ila filivairl rnrri.ta' nnrlonln
POTASSA BBASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados; na rua da Cruz n. 20, ar-
ma/.em de L. Leconle Feron &
Companhia.
Vendem-serelocos de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer outra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
aVpoiito dn fabrica de Todo* 01 Sanios na Babia.
vende-se, em casa de N. O. Bieber &C., na rua
da Cruz n. 4, alcodad trancad d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-sc em rasa de Me. Calmont & Com-
panhia, na pra?ado Corpo Sanlnn.ll.o seguinte:
vinho de Marscillecm caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreleis, breu cm barricas muito
crandes, ac.0 de inila sortido, ferro inglez.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violBo e (lauta, como
scjam,qifaarilhas, valsas, redowas, scho-
lickes, modinhas, ludo moderuissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
*:
u
1
4
'
ridades policiaes, capitaes de campo, ou outra i_
quer pessoa. que o appreheitdam e leve-o a rua de
llorlas n. 15, ou no dito sitio, que sera recempeasa-
do ; adverte-se que o dilo preto he casado em a ci-
dade de Olinda.
Desappareceu no dia 24 do correnle uin preto
de nomc Joao, de uac.3o Cacaugc, comi anuos jar-
bado, he capinheiro, compra-w na estrada nova a o
vende na rua do Rosario da Boa-Vista a Cinco Pau-
las, com os signaes seguinles : baixo, cheio do cor-
po. ps pequeos, levou camisa e calca de algodao da
Babia, sendo a camisa marcada com a marca Lea
calca com J : quem o apprehender leve-o roa do
Vigario n. 20, que sera gratificado.
Desappareceu ao dia 28 do correnle um preto
de nome Joaquim, de aacSo Cacange, que reprsen-
la ler de 10 a 50 annos, baixo e grosao do corpo, a
j foi de engenho, de onde foi vendido a Antonio
Francisco Lisboa, cora armazem da aasocar na raa
de Apollo; levou camisa de riscada. azul e calca do
mesmo, chapeo de palba velho, lem cosame andar
fumando em cachimbo pela rua ; levo* um baliio
de compras desles do Porto, com lampa e coro a mar-
ca em cima da lampa F : quem o pegar, poder le-
var rua da Moda n. 2, junio ao trapiche do Cu-
nta, que se gratificar generosamente.
Desappareceu no dia 28 de agosto, do etiaenho
Jaguary, um escravo de nome Luiz, crioul aera
barba, muito moco, cara carnuda, mulle macal
bexigns, olhos pequeos vermellios, peiLos i rgos,
tirado do corpo, com algumas cicatrzes de 1
pelas pazos: roga-se as autoridades e capitaes de
campo a captura do dito escravo, e leva-|o as Cinco
Ponas n. 71, ou ao mesmo engenho, qae sera gene-
rosamente recompensado.
Do silio das Roseiras, defronle da capella do
Rosarinho, do major Joaquim Elias de Moura, fa-
gio no dia 12 do corrente oscu escravo Daniel Qaar-
la-feira, idade 18 anuos, boa estatura, ebeio d* cor-
po, bem parecido, principia a querer barbar," lem
urna cicatriz esbranquicada, redonda como aaa pa-
larao, no meio do braco direilo, procedida de orna
dentada de um cao que se suppunha damnado ; elle
he por lodos conhecido pelo nome de Quarla-teira ;
quem o pegar leve-o ao dilo silio das Roseiras, foe
sera bem recompensadp.
Desappareceu no dia 8'de selembro o eseravb,
crioulo, lie nomc Antonio, que costuma trocaro no-
me para Pedro Jos Ceriuo, e inlilolar-se ferro,
he muilo ladino, foi escravo de Antonio Jos "de
Sant'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
Sanio Anulo, e diz ser nascido no sertSo do Apocrv,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapioha-
dos, cor um pouco fula, olhos cscuros, nariz grande
e grosso, beicos grossos, o_ semblante um pouca fe-
chado, bem barbado, porm nesta occasiJo foi com
ella rpate, com todos os denles na frer.fe ; levou
camisa de madapolao, calca e aqueta branca, cha-
peo de p,- llia com aba pequea e urna Irouxa de rou-
pa pequea; he de suppr que mude de Irage: ro-
ga-se portanlo as autoridades policiaes e pessoas ar-
ticulares, o apprehendam e Iragam nesta praca do
Recife, na rua larga do Rosario n. 24, que se re-
compensar muito bem o seu Irabalho.
1009000 de gratificacio.
A quem apresenlar o moleque Alfonso, do naci
Camundongo, idade 20 e lanos annos, bstanle sec-
co do corpo, feicoes miudas, altura regular, com
duas marcas de feridas do meio das coalas ; desap-
pareceu de casa em 17 do coiiente agosto, pelas 7
horas da larde, e como nlo leve motivos para fugir, ,
e leve sempre boa conducta, suppoe-se que fosse fer-
iado : levou caifa de casemira azul, camisa de al-
godao grosso e chapeo de palba com Da preta larga:
quemo Irnuxer rua de Apollo n. 4 A, recebera^a
gratilicaro cima.
Ainda continua estar fgido oAclo que, em 11
de selembro prximo passado, foi do Monteiro a um
mandado n engenho Vcrlente, acompanliando urnas
vaccas de mando do Sr. Jos Rernardino Pereira de
Brilo, que o alugoii para o mesmo lim; o escravo he
de nomc Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
runda, com a barriga grande, lem um signal grande
de leuda na perna direila, cor prela, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, tem o lerceiro dedo
da mao direila encolhido, e falta-lhe o quarlo: le-
vou veslide calca azul de zuarle, camisa de algodao
lizo americano, porm levou oulras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo preto de seda novo, e usa
sempre tic corrcia na cinla: quem o pesar leve-o na
rua do Visario n. 27 a seu senhor Romao Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pelourinho arma-
zem de assucar n. 5 e 7 de Uomao & C, que ser re-
compensado.
Desappareceu no dia 1. de agosloo preto Ray-
mundn, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ir, conhecido all por Ra\-
mundo do Paula, muilo convivenle, tocador deflau-
111, cantador, quebrado de urna verilha, barba ser-
rada, beicus grossos, estatura regular, diz saber ler
e escrever, lem sido encontrado por vezes por detraz
da rua do Caldcireiro, juntamente com urna preta
sua concubina, que tem o appellido de Mara cinco
reis ; portanlo roga-se as autoridades policiaes, ca-
pilos de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
prehendam e levem rua Direila n. 76, que serio
generosamente gratificados.
I
-
T
-
5
PEHN. : TYP. DE M. F. DE 1 AKIA. 1854

II ITII A P\
aaa.


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