Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01373


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Full Text
sf

ANUO XXX. N. 220.

i
Por ;S mozes adiantudos 4,000.
Por 11 mezes vencidos 4,500.
TERCA FEIRA 26 DE SETEMBRO DE 1854.
m
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARRILADOS HA SKRSCRIPgAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
DupraiJ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doatM Parabiba, o Sr. dervario Vctor da Nativi-
dade; Natal, oSr. JoaquimIgnacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AnloniodeLemosBragaiCearjoSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhio, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justina Jos Ramos.
CAMMOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 1/4 d. com prazo
Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
i Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leltras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oucas liespanholas...... 299000
Moedasde 6400 velhas. 165000
de 69400 novas. 169000
de 4O00...... 9000
Prala.PaUces brasileiros..... 19940
Pesos columnarios. .... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos 4ias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sentas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Priiaeira s 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas e 6 minutos di tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comraercio, segundas equinlas-ftiras.
Bolacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meto dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Setembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
14 Quarto mingnante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manhaa.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da taJe.
29 Quarto crescente hora, 21 mi-
nulo e 48 segundos d. .tarde.
DAS DA SEMANA,
25 Segunda. S. Justina m.Ss. Senador Calislralo
26 Terca. S. Cleofas S. Firmino b. ; S. Lobo.
27 Quarta. Ss. Cosme e Damio irs. m.
28 Quinta. S. Weucesloduque m.; S. Salamo.
29 Sexta. S. Miguel Archanjo ; S. Faleruo b.
30 Sabbado. S. Jeronymo prest, card. e doutor.
1 Domingo. 17. Q SS. Rosario da Mara; S.
Remigio b.; Ss. Virissimo, Mximo e Julia.
PARTE OFFiCIAL.
INO DA PB0VIBI5XA.
Expedienta do aia 33.
Oflicio. *-Ao coronel commandanlc das arrias
interino, eommunicando que, secundo consta de avi-
lo da reparlico da guerra, se pelermina q' o capitao
do 6. ialall>.ii> de infantina Andr Accioli Pfnhei-
ro, que te ach neita provincia, seja addido ao segun-
do da itimiui arma, e recommendando que ordene
esseeffidial que trate quaulo antes de pagar na re-
cebedoria de rendas inlemas, avista da nola.de que
retadle copi.a_inHrlsHct dos emolumentos, f-
respoudentes se aviso. Communicou-se llie-
(onraria de faienda.
Dilo. Ao cUefe de polica, declarando em res-
pasta ao seu oflleio de honlom n. TN, que acaba de
transmitlir Ihesonraria provincial, alim de ser pa-
ga enlardo nos termos legaes, a importancia da con-
t que acompanlmu ao citado oflicio, das despeas
feiUeeem o sustento dos pmsos pobres da cadeia do
termo de Flore* oo mezde jollio fndo.
IMlo. Ao Inspector da Iheiouraria de fazenda,
irtnsmitlindo o aviso de 1 lira na importancia de
1:9379710 rs. sacada pela tuesouraria de fazeoda do
RU> (jrinde do Norle sobre es*a, e i favor de Barro-
ca & C.".Communicou-se ao Exm. presiden le da-
qneila provincia.
Dito. Ao memo, remetiendo tres avisos de Ul-
tras no importancia de 1:47-29000 rs., sacadas pela
thesouriiia de fazenda do Rio Grande do Norte
sobre essa, e favor de Pedro Jos de CarvaHio, An-
tonio Joaquim Gomes, eAntonio Benlo da Costa.
Coranieiiieoii-se ao Exm. presidente daquella pro-
vincia, a
Dito.Ao director das obras publicas, dizendo
em resposta ao seu officio de 30 de agosto ultimo n.
413, acerca das quotas com que, segundo a lei pro-
vincial n. 350, devem os propietarios dos predios
dos pateos da Pcnha e Kibeira da freguezia de S.
Antonio concorrer para o calcamenlo dos mencio-
nados pateos, que proceda respeilo de conformida-
de com a referida lei. Communicou-se Ihesou-
raria.
Dito. Ao capitao do porto, (ransmittindo copia
do aviso da repartido da marinlia do 31 de agosto
ultimo, do qual consta haver sido nomeado Joao
Francisco Pardelha para o lugar de ajudantedo pa-
tico mor da costa e porto desta provincia.
Dito. Ao iuspector da lliesouraria provincial,
dtvolvendn despacho que incluso acompanliou ao
seu oflicio de 16 do correnle n. 'i83, e dizendo em
resposta que, no aulographo vtulo da assembla le-
gislativa provincial, esl escripia no artigo 8. do ca-
pitulo 2. da lei do orramen o vigente, a quaolia de
1:5009 rs.
Dito.Aocommandante do corpo de polica, pa-
ra mandar apresenlar amajha, s Ires horas da
larde, 21 praras de pre coinmaudadas por um ufii-
cial, i fim de'escoltarcm 12 presos le justo; a ale o
termo do Bonito. Comtnanicou-sc ao clicfe de
policii. __ .. t >-r
Dito.Ao commandanlc superior da G. N.do ter-
mo do-Ro Formoso, recommendando, cm salisfaoo
aoquerequsitouocherede polica cm ofllciode 13 do
corrale n. 763, a expedicao das convenientes ordens
para que aguarda nacional sol sen commando su-
perior preste promplamenle ao subdelegado da he-
goozia de Barreiro', as prai.as que esle llie requisi-
tar para, sob sua direcrao, f.izer o servico da polica;
campriudo porem que esse serviro seja feilo alterna-
damente e com regularidade, alim de que nao se
torne vexalorio. Communicou-se ao chele de po-
lica.
Dito. Ao Ibesoureiro :;eral das loteras desta
provincia, enviando, afim d; que lenha execurao co-
pia do tjauo ippruvado nesla dala, o qual Smc. re-
metleunm substituirlo ao <|ue viera muevo ao seu
effkie de 5 do crrante para a evlriccao da prime i
ra |tarle da 1.a lotera beneficio das obras da ma-
IrtideS. Jos. Igual copia se remetteu i lliesou-
raria provincial.
Pertaria.Demillindo, de conformi.lade com
qoe propoz o ehefe de polica em oflicio de 20 do
correte, n. 745, os 1., 2.. 3., 4. e 5. suppleu-
les do subdelegada* do segundo dislricto de.Varas do
freguezii de logazeira, da coman-a de Flores, e no-
meando para os cargos de subdelegado do mesmo
dislricto, e de seas supplenles, aos cidadaos abaixo
mencionados:
Subdelegado Jos do Prado Xavier.
1. tupplenleAntonio Correia de Almeda Po-
droza.
Flix da Silva Pereira.
Joan da Silva Quaresma.
Agoslinlio Paes de Cerquera.
I.aurindo Angelo de Almeda c
Silva.
Communicou-se ao chufe de polica,
bita.Ao agente da companhia das barcas de va-
por, para m indar transportar para a Baha, no lu-
gar que se cha vago para passageros de estado, no
vapor Princeza Leopoldina, I). Amelia Augusta
Pereira de Carvalho, filha do capitao Francisco Joa-
quim Pereira de Carvalho.
Dita.Ao mesmo, para mandar dar passagem pa-
ra a Bahia, por conta do governo, no vapor Leopol-
dina, iiVeroloio do Roz*rio, que leve baia do
servico do exen-to no segundo balalhao de infan-
tera.
Hila.Nomeando, de rr.nforinidoile com a pro-
posta do leocnle-coronel cemmaudante do lerceiro
balalhao da guanta nacional da reserva, delicio
correnle, e em vista da informarlo do respectivo
cnmmandanle superior, para ofTIciaesdo lefcrlSo ba-
lalhao, aos cidadaos a.baixo declarados :
Para alteres secretarioO alferes da quinta coinpa-
nhia Jos Autono da Slv Mello.
2.a corapi nhia, \
CapitnJoao Alhanazio Bdtelho.
TenenleO alferes da segutJa companhia .M.moel
Jos Suares de Avellar.
AlfereBarlholomeu Guedes de Mello.
4." companhia.
CapitaoO lenle da segunda companhia Joaquim
Correia da Costa,
lenleFnncsco Jos Alvcs de Albuquerquc.
5." n Jos Ferrera da Silva.
6. Mauoel Ferrera Neves.
Communcou-se ao chefe de polica.
23.
Oflicio.Ao Exm. Tice-presidente das Alagas,
aecusando recebidas as relacfies das allerai-oes occor-
ridas a respeto das praras que, perlencendo aos ba-
talhes de infamara 2., 9.' e 10., se acham ac-
tualmente addidas ao meio batalhao daquella pro-
vincia.Rcmelleram-se as relacoes de que se trata
ao coronel commandante das arntas.
Dito.Ao viee-presidenle da Parabiba, declaran-
do haver recebdo os dous eiemplares que S. Exc.
remellen dos actos legislativos da asemblca.daquel-
Ta provincia, promulgados na sessao ordinaria US1 na Hi ^uat-il i nacional deste municipio,para ofliciaes
Vera dos Prazeres, que se acha alistado naquelle
corpo, ama vez que elle reslitua a importancia do
f.inlamciilo que se llie furneceu.
HiloAo mesmo, inteirando-o de haver concedido
um mez de licencia, com veucimeDtos, para ir a pro-
vincia da Parahiba, ao soldado daqaellc corpo, Je-
nulno A ii re lia no de Sonza.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
mandar collorar no quarlel da Soledade dous lam-
pedes, sendo um em frente do portao e oulro no pa-
leo respectivo.^- Communicou-se ao commandante
das armas.
Dila Nomeando, deconfonoidade com apnipos-
la da commandante do lerceiro batalhao de infinita-
i.*
3.' e
4. a
5." a
? 4
5.a companhia.
AlferesJoan Baplisla de Araujo.
E ordena que o capitao Francisco Antonio Cabral
de Mello, passe servir na sexta companhia do mes-
mo batalhao, lanranilo-se-llie na respectiva pa lente
a competente aposlila.Communicou-se ao com-
m,melante superior.
Dita.Ao director do arsenal do guerra, para
mandar apromplar com brevidade, ifim de serrm
remettidas para o meio balalhao de Ccar, 26H ca-
rnizas de algoilo, 269 calcas de brim e 255 pares de
polainas. -~
Dila.Desonerando, do conformidade com a pro-
posta do ehefe de polica de 20 do correnle n. 746,
mi'is do cargo de suhdclegadi do lerceiro dislriclo
de San Jos e S. Pedro da freguezia de Inga
zeira da comarca de Flores, ao cidid.io Speridiao de
Siqueira Campos, mas lambem ao;. actuaes supplen-
les do mesmo subdelegado, a nomeando para os re-
feridos cargos os cidadaos abaixo declarados :
Subdelegado Joao do Prado Ferreira.
1." suppleutcJos Gomes de Mello.
-' Francisco Joaquim da Cmara.
3." Miguel dos Aujos Botnia.
4." Jos Francisco do Snsrimeiilo.
correnle anno.
Dito.Ao commandante das armas, dizendo que,
pela leitura do aviso que remelle por copia, expe-
dido pela reparlirao da guerra em 6 do correte, fi-
cara S. S. scieule de que foi approvada a delibera-
re que a presidencia tomou de mandar substituir
por sobrecasaras as frdelas, que por outro aviso de
10 de abril deste anno se mandou foruecer ao 10
balalhao de infanlaria.
Dito.Ao mesmo, recommendando a expedirao
de suas onlens para que a guarda da cadeia desta
cidade seja dada um dia pela tropa deprimeira li-
nha, e no outro pelo corpo de polica, vislo ser di-
minuta a forra do mencionado corpo, ora existente
nesla caplal.
Dito.Ao mesmo, intcirando-o de haver, em vis-
la de seu oflicio n. 691, a que veio annexo o reque-
rimento do particular do dcimo batalhao de infan-
laria, Feliciano Bczerra de Santiago, acaba de ex-
pedir ordem i lliesouraria de fazenda para pagar ao
upplicanle a quantia de 809000 rs. que selheli-
cou a dever como voluntario.
Dito.Ao inspector da Ihesonraria de fazenda,
eommunicando que, segundo conslou de participa-
rSo da secretaria do ministerio do imperio de 13 do
correnle, se expedio aviso ao da fazenda, para que,
por conta do crdito votado paro obras provinciaes
no correnle excrcicio, seja posta a disposicao da
presidencia naquella lliesouraria a quaotia de rs.
20:0009 para ser applicada a conslruc(ao da ponte
provisoria do Kecife.
Dilo.Ao mesmo, remetiendo, para ter execu-
tao, a rolaran dos objeclos que sao precisos a aula
de geographia e historia do collegio das artes.
Dilo.Ao mesmo, eommunicando, alim dt que o
fae,a constar ao inspector da alfandega e ao adminis-
trador da mesa do consulado, que se conceden o im-
perial beneplcito a Hornearan conferida a Duranl
SI. Andr (Maurice) para cousul interino de Franca
nesla provincia, o qual j apresenlou o competente
lilulo.Fizeram-sc as outras communicar&cs.
Dilo.Ao mesmo, remetiendo, para sua inlelli-
gencia e prompla execurao, copia da acia da con-
gregarlo da facullade de direilu em Olinda, men-
cionandu os objeclos precisos para a mesina facul-
dade.
Dito.Ao mesmo, iransmillindo dous avisos de
ledras na importancia do l:7O9-SO00 rs., sacadas pe-
la lliesouraria de faienda da provincia do llio-
t ii ande do Norte sobre a desta, e a favor de Joaquim
Jos Barbota Monleiro e Canuto Ildefonso Emme-
renciano.Parlicipou-se ao Exm. presidente da-
quella provincia.
Dito Ao juiz relator da junta dejasliea, en-
viando para serem relatados em sessao da-roesma
junta, os processos verliaes dos soldados Joaquim
Gomes de Caslro, Joao Luiz Fernandes, Joao Ale-
xandre da Cunha, I.ourenco Bezerra e Francisco
Antonio de Silva, esle da companhia fiva do Rio
Grande do Norte, e aquellos do meio balalhao da
Parahiba. Nesle sentido expediram-se as conve-
nientes comniunicarup,.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha, pa-
ra mandar fornecer ao commandante do brigue de
guerra Cearenseos manlimentns e sobresoleules que
forem precitos para quarenla e cinco dias de via-
gem.Communicou-se ao commaudante da estacan
naval.
Dilo Ao mesmo, recommendando a expedir lo
de suas ordens para que o commandanlc do patacho
Pirapama va receher do inspector da lliesouraria
de fazenda anles de partir para o presidio de Fer-
nando, osdinheirosque o mesmo inspector tiver de
enviar para alli.Expediram-se as necessarias com-
municarOes. "
Dilo Ao commandante superior da guarda
nacional do municipio do Recifc, para mandar dis-
pensar do serviro da mesma guarda nacional, o es-
ludante Joao Manoel de Siqueira Jnior, em quan-
lo estiver matriculado no lyceu desta cidade, e a-
prescnlar allcslado da boa frequencia e aproveila-
mento.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, de-
clarando, que acaba de autorisar ao director das
obras publicas comprar para os reparos do caes
do norle da ponte dos Afogados,20enxameis a -28000
cada um, urna duzia de taboas de louro refago
20 a duzia, 12 caibros 400 ris cada um, urna
arroBa de pregos de conslrucjao 200 ris a libra c
2 arpies de ferro lambem a 200 ris a libra.
Commonicou -se ao dilector das obras pnblicas.
Dilp Ao mesmo, commnnicando que, lendo a
commisso de polica da assembla legislativa pro-
vincial, cm cousequenca da resolucao desta, con-
tratado com o emprezario do Diario de Pernam-
buco o resumo e impressao dos trabalhos da casa
durante a sua sessao extraordinaria, arbitrando-i
Ihe por semelhanle Irabalho a quaotia de 3009, ex-
peca Smc. a conveniente ordem, ifim de que tenha
lugar o pagamento da mencionada quanlia.
DiloAo mesmo, Iransmltndo para o fim con-
veniente, a relaco nominal dos depulados da as-
semhlca provincial, que asjistiram a sua sessao ex-
traordinaria.
DitoAo director da colonia militar de Pimen-
teiras, autorisando-o comprar os 400 alqueires
de cal, que se diz serem necessarios para as obras
de pedreiros daquella colonia, devendo a importan-
cia dessa cal ser paga com os dinheiros que ullim-
menle se alionaran-i para as despezas da mesma co-
lonia.
DitoAo director das obras publicas, dizendo que
pode publicar, nao sii o officio deque falla, datado
de 27 de fevereiro ultimo, mas lambem lodos os que
livci dirigido c houvcr de dirigir presidencia so-
bre negocios de sua reparlirao.
DitoAo juiz do civel desta cidade, para man-
dar por a concurso o lugar vago de depositario geral
dcsla capital.
DiloAo juiz municipal do Limnciro.Tendo-se
verificado que Benlo Jos tioucalves Guiniare-,
sendo eoncunhado de Francisco Lopes de Vafeen.
cellos Calvan, cscriv.lo do public, judicial e olas c
privativo do jury dessa villa, nao pode avista da
ord. I. 1, til. 7, tj 15, screscrivao de orphaos e pri-
meiro labellino ite notas da mesmo villa, para oque
Hulla Ido interinamente nomeado por despacho de
17 de abril do crrenle anno, e reronhecendo-se
que por seu eslado valetudinario est impossibilado
de continuar no exercirio do dilo lugaroscrvenlua-
rio Antonio Peres Quintas: recommendo a Vmc.
que, nos termos do decreto n. 123S de 16 de dezem-
brode 1853, proponha pessoa idnea para ser Hornea-
da para o menrionado lugar; certo de que nesla da-
la mando ficar de ueiiliiim cffeilu o citado despacho
de 17 de abril.
Dilo Ao ruminandaiile do corpo de polica,
auliirisando a mandar pausar Menta ; Antonio
do referido batalhao abaixo declarados os cidadaos
seguales :
Eslado-roaior.
Tenenle-qnarlel-mcslreLuiz Pereira de Farias.
1.a companhia.
TenenleJoao da Silveira Borges Tavora.
AlferesFrancisco Augusto de Oliveira Barros.
DiloAntonio Jos da Costa e Silva.
2.a compauhia.
TenenleJoao dos Santos Porto Jnior.
AlferesFrancisco Antonio Freir Jnior.
DitoAntonio Jos da Silva.
3.a companhia.
TenenleGeraldo Correa Lima.
AlferesJos Lopes de Oliveira Jnior.
4.a companhia.
TenenleDecio de Aquino Fonseca.
5.a companhia.
AlferesBaziliano Magalhacs de Caslro.
6.a companhia.
AlferesJos Eleulerio de Azevedo.
7.a companhia.
Alferes Jauuario Constancio Monleiro de Au-
drade.
, 8. companhia.
CapitaoAntonio Bernardo Quiuleiro.
TenenteManoel Antonio de Santiago Lessa.
AlferesFrancisco Netlo de Azcredo Co'ulinho.
Communicou-se ao respectivo commandante supe-
rior.
DilaConsiderando de nenhum efteilo o despacho
de 17 de abr i prximo passado, e provisao de 28 do
mesmo mex, nomeando ao cidadao Bento Jos Gon-
calves Guimaraes, para servir interinamente o offi-
cio de derivan de orphaos e primeiro labellio de
notas da comarca du Limociro.
EXTERIOR.
L-se no Portuguez de 8 de agosto,
Em quanlo em Lisboa- se falla em recomnosicao
ministerial, os jsrnaes das provincias vao indicando
o nico remedio poltico que as circumstancias re-
claniam ; ministerio novo, e que seja na realidade
ministerio do paiz.
Esta reclamaran dirigida pacificamente, mas com
energa, e em commicios numerosos, ha de dar em
resultado a demissao do mini-leru_j!,, ,. o povo do-
ve iiivoher nella a clausula etaaWcC da uissolurao
da cmara electiva pelo ministerio que entrar.
Ue necessario dizer a verdade sem paixao : ero o
ministerio, uein a cmara podem mais funecionar.
O ministeriodesacreditou a cmara e a cmara dea-
creditou o minislerio. Mataram-se mutuamente. A
graude prova desta verdade est na miseravel chro-
nica da sessao que acaba de encerrar-se, especial-
mente na famosa sessao do'sabao, em que se vio um
faci que nao tem exemplo no passado, nem certa-
mente o lera no futuro : o voto da mesa eleila por
uuanimidade, contra o ministerio e contra a maioria.
Um minislerio que tivesse pejo e juizo estreme-
cera com semelhanle fado, e recothendo-se a um
gabinete consultara comsigo proprio, e com alguos
amigos sensatos e sinceros, se os tivesse, o que con-
viria fazer-se em tal conjunclura, em honra da dg-
nidade da cmara, do governo, e sobre ludo em ho-
locausto so s\ slema representativo.
Mas o ministerio lem a insensatez, e o indecoroso
de se fazr desapercebido, deixando passar sobre si,
e sobre a propria cmara este aconlecimenlo vergo-
nhoso.
Nao nos importa quodigam que a opposi(aoapro-
veita estas eventualidades para as combinar com os
aconlecimenlo* de Despatilla, e pedir a queda do
ministerio, e a dissolocao da cmara. Pelo contra-
rio, a upposicao honra-so muilo de aproveitar esses
factos ; porque, diga-se o que se disser, confesse-sc,
ou negue-se, as mudancas polticas da llespanha
reflcclem infallivelmenlc ero Portugal.
A i rimenh obrigacao dos couselheiros da cora
se fossem leaes, era indubitavelmenle exporem islo
ao regente, c proporem-lhc ellcs proprios as suas
demissoes.
Mas lembrarem-se de se recomporem pelo modo
mesquiuho porque o podem fazer, he urna loucura
inqualilii-avel, um errocrasso, e um delicio de leza-
politica.
O minislerio recomposlo nao remediava nada,
nao lavava as nodoas da regeneraran, que Ihe foram
laucadas pelo proprio duque de Saldanha, quando
organisou a administraran rom os membros que ac-
tualmente a compoem, porque emfim he necessario
concordamos por urna vez, que o marechal nao lem
cabera para se governar a si, muito menos a ama
narao. Sobrcludo no eslado em que se acha, nao
faz seno a figura que os eollegas querem que elle
fac. Nao be presidente do conselho, nem he mi-
nistro ; deixa dormir o ministro do reino, quando
nao inlnga ; deixa o da fazenda desenfreado a em-
prehender contratos escandalosos, ou impossiveis ;
deixa morrer as mfios do da marinha os negocios da
armada cdo ultramar. Deixa tudo ao Dos dar.
Sendo pois urna necessidade poltica mudar de mi-
nisterio conforme as actuaes iudicares, e levar ao
poder queni primeiro que ludo proponha ao regente
a dissulurao da cmara, cumprc-nos chamar o povo
em boa paz a esle caminho, como o nico que Ihe
convcn seguir.
Ao regente indicamos o meio de se livrar do des-
goslo que tarde ou cedo lera de experimentar, se os
povos imitarem os nouos visinhos. Aos ministros in-
dicamos o meio de sahircm com algum ar de corle-
zia. Aos depulados indicamos um meio de syndi-
cancia que elles proprios devem eslimar da parle dos
povos, sentenciando elles na urna a sua conduela nu
parlamento, mas sem chapas lelegraphicas pelo Sr.
Rodrigo, escm as ordens du duque de Saldanha.
Ministerio patriota. Eleicao de depulados. Nada
de recomposicao do actual gabinete.
{Peridico dos Pobres do Porto.)
SEBASTOPOL.
Esle importante cstabclecimenlo dos Russos no
mar Negro, he urna das mais rcenles crearocs do
imperio semprc crescenle dos czares, porquo aquel-
lo terreno al 1780 foi apenas oceupado por ca-
sebres de urna miseravel aldcia trtara, chamada
AMilier. As imnicnsas vanlaacns naluracs, que a
sua enscada offerecia para o eslabclecimcnlo de um
liarlo de primen a ordem, allraliiram a altem.-ao da
celebre Catharina II., qnc tinha perleuecs de ser a
unir naquelles mares. A primeira pedrn da nova
fortaleza foi laucada cm 1786, e desde aquella po-
ca, as obras e a sua importancia augmentaran) r-
pidamente.
Sebastopol est siluada na cosa occidental da
Crimea. Eleva-sceuiniuphilliealro ao -ul daeusea-
da. e Mlendo-M ao longo de urna tingui-ln ile Ierra
que separa a bahia de Vnjuala Kakhla, e forma
porto da bahia de Artimaa, que uto he mais do
que um simples ngulo situado no nutro lado da
cosa. Esta cidade acenta em um I Jas de padre
calcrea que, d'uma altura de 80 pe ua extremida-
dt da pona da Ierra, se eleva na paite superior at
108 pes cima do nivel do mar.
Esta elevacao, e a costa opposla, igualmente r-
pida e composla de rochas calcareai, defendem per-
fcilanienle a baha. Do cume deslas duas elevarnos
parece o fundo ser de urna profunda cavidade, e do
campo adjacente, a pouca distancia do rio, he mes-
mo impussivel vr-se a extremidadedos mais altos
maslros. A cidade compe-se de roas aaralleles so-
bre um declive rpido. He dividida em quarleires
por um pequeo numero de ras transversaes. Qua-
si no fim est a casa que foi edificada cm 1787 pa-
ra a recepcao da imperalriz Calhsrina II. Depois
enconlra-se o almiraulado, o arsenal, as adminis-
Iraroes marilimas, e mais cima fica a casa da cma-
ra da cidade, o mercado, e a igreja grega. Alm
disso existe nutro lugar expressamenle destinado
para equipamento das esquadras da mar Negro. Os
hospitaes, os quarleis e os armaeens da marinha
oslan, em geral, situados do oulro lado da cnseada,
e formam urna especie de villa com accommodaees
proprias para a guarnicSo, edificadis a pouca dis-
tancia urnas das unirs. Da parle de fura da cida-
de, do lado da bahia de Arlilharia, estao os quar-
leis do corpo de artilheiros, algumas casas particu-
lares, o lazareto, e em diflerentes roulos, margem
do rio, a reparlirao dos ofliciaes das docas e do ar-
senal. A cidade de Sebastopol piopriameute dila
nao lem menos de urna milha de comprimenlo, e
em poni algum tem mais de 400 varas d largura ;
mas os quarteis dos regimenlos, cotslruidos a per-
lo de urna milha da sua parte superior, os de ma-
rinha situados em frente dacidade, assim como os
hospitaes, nao sao romprchendides nesle espaco.
A enseada, que he a parle mais imprtame de
Sebastopol, e que se pode comparar de Malla,
merece urna descrip^ao mais delalhada. A bahia
principal lem perto de tres milha- e meia de com-
primenlo, sobre urna largura de Ires quarlos de
milha na sua entrada, largura que augmenta al
urna milha, e diminue depois atesis cenias ou se-
(e cenias varas. A profundidade da agua, a en-
trada da bahia, nao excede de dea ou onze bracas,
at anliga cidade de Akhtir, aonde presente-
mente estao os armazeus de marinha. Seguindo
entre os dous pontos, diminue gradualmente al tres
bracas. Em loda a bahia nao existe urna rocha,
nem um baixo, se se segu cm frenie de Scvernia
Kosa ou ponto do norte, onde se cnconlra um pe-
queo banco ib: areia, que os nav-os que enlram na
bahia devem evitar, c onde a pesca he abundante.
Na maior extremidade do porto a agua lorna-se gra-
dualmente mais baixa na "direccao de Inkerniad, c
prximo do pequeo ribeiro de Bujugusen, nao tem
mais de urna vara ou vara o meia de profundidade.
Aenlrada do porto he defendida por fortes ba-
teras collocadas as extremidades das duas ponas
de Ierra, que formam a bahia. Al.-m deslas ha ou-
tra em frente da cidade. duas jmjicdlatamente de-
pois, e mais cima nan reduclo^TJmi destas bale-
ras, em semicrculo, defendr ao mesmo lempo a
bahia de Arlilharia. A maior parle be protegida con-
tra lodosos ventos, pelas rochas calcreas que as ro-
dela m, e por aquellas que anda se elevam mais
cima do que a larra, de mancira que he muilo ra-
ro que as tempestades, soprando do vento do oeste,
possam causar lgum damnu as embarcarnos Tun-
deadas na bahia. O grande porto reservado aos na-
vios de guerra, tem perto de ama milha na entra-
da, mas forma como um pequeo braco, que cor-
re ua direccao de sudoeste.
Este braco de mar, que os Trtaros chamavam
kirlalikosb ( bahia de Vaulour ) chama-se actual-
mente Vunjuaia-Bukhla, ou o porto do Sul. Tem
mais de milha e meia de comprimenlo, 400 varas
de largo, e enconlra-se alli orna pequea e estrel-
la enseada de perto de 600 varas de largura, onde
os navios desarmados podem oslar fundeados em
lodo o lempo com perfeila seguranra. Do outro la-
do da cidade, na bahia de Arlilharia ha urna igual
enseada. He alli que crenam os navios de guerra,
para limpar ou preparar a sua quiln. O bicho do
mar {teredo nacalis), que destroe as maJeiras sub-
mergidas, existe em grande quaolidade no mar Ne-
gro, e principalmente nos rios da Crimea, e u a ba-
hia de Sebastopol. Em menos de dous anuos, se
um navio nao he forrado de cobre, aquells bichos
o deslroem quasi completamente. He esta a razao,
porque se lem julgado necessario para combater esle
damno, crenar os navios de dous em dous annos,
esfregando a parle inferior com pez, depois de a
haver convenientemente queimado com ramos de
zimbro.
A situarn de Sebastopol na parle do terreno sec-
co torna esla cidade muilo salubre. Alli faz menos
fri de invern, do que em muilos outeos pontos da
Crimea. Oar he temperado no esli pelos ventosfres-
cos, e no iuverno pelas eminencias que o ahrigam
ao Norle e ao Este. Os mai ores calores no esli, nao
excedem a 26 graos Reaumur.
O Tribuno discorrendo acerca da l'niao-1 heri-
ca, e respondendo a om arligo da poca, diz o se-
guinle:
Nunca perderemos a occasiSo de mostrar qual
he a maneira, porque discorrero lodos cerca do
nosso pensamenlo predilecto. Havemos dado con-
ta de todas as solucoes que se lem apresenlado, po-
rm nao temos exposto a que nos parece mais con-
veniente, porque he urna idea que se esl elaboran-
do, he urna idea que a propria poca nao rejeita,
porque se tornar n'uma realidade, posto que nao
sai liamos como nem quando. o
O Sr. D. Andr Borrego, liberal hcspanhol, que
esleve em Lisboa, ha pouro lempo, dirigi as x'o-
cidades urna caria em que se leem os seguintes pa-
ragraphos:
a Tendo publicado um jornal de Londres, urna
caria de Lisboa, com dala de 4 do correnle, na qual
se alliruia que o regente de Portugal nao quizera
receber um dcpulado hcspanhol, que ltimamente
esleve cm Lisboa, para se p de accordo com os
partidistas da rnio. s acredilou-se por cerlo na me-
llior boa f, que son eu o individuo a quem se al-
lude nessa correspondencia, n.lo s pela coinciden-
cia da minlia estada no yizinhn reino, no mez de
julho passailu, mas por serem de ha muilo cunhe-
cidas as minhas opiuiocs em favor da L'iuao-Penin-
sular-lberica ; euiquanto que oulros, com a piedo-
sa inlenro de prejudcar-me insinuaran!, em loni
de gracejo, que eu oflcreccra, sem reburo, a cora
de llespanha a urna familia real eslraugcira.
Aos primeiros conlenln-inc com dizer que s
me demorei cm Lisboa quatro das, empregados, c
nao debadle, cm procurar meios eflicazes com que
auxiliar nos que com as armas na mao havianios
combatido juntos em Vicalvaro, em dispor as cousas
para acudir aos conlralempos que evcnlualiiienle
podessem sobrevir aos pronunciados; alcaurados
osles resultados pela maneira c fetma que s sabem
aquells que o devem saber, vollci logo para a fron-
Icira a esperar com conlianca os successos de lles-
panha, sem ler durante a miuha breve estada cm
Lisboa, manifestado sequer o de-ojo de ter a honra
de ser apresenlado a el-rei D. F'ernando....
Ouan.lo a l.'iiiao se realisar, ha de ser com ple-
na e absoluta liberdadc por ambas as parles, depois
de bayereni vivido em intimas relaees, e em allian-
r.i Immii atinila pac algum lempo, para que pMaa-
mos ronheci'i'-mo-nos, depoi- do exame e disenssAo
de lodas as questes e resoluto das cortes de ambos
os reinos a tal respeilo.
Porque, nao devemos occulla-lo, postoque o
pensamenlo de formar urna s das das nacoes le-
nha sido adoptado em Portugal por homens emi-
nentes, tanto philosophos, como economistas, Ilite-
ratos e patrilas, a fusao immediata e rompida das
duas nacionalidades enconlra obstculos na opiniao
e nos partidos orgauUados, obstculos que a discus-
so cumpre vencer, demonstrando a Porluguezes e
a liespanhoes, que nenhum sacrificio se Ihes pede,
e que a sua completa encorporaejo ser o resollado
da experiencia e do uso que facam da sua propria
liberdade, limitaudo-se a aeran do actual governo
a destruir as barrenas que nos separam, aexliuiuir
as preveajroes anda existentes e a mcihorar a nossa
reciproca cundirn sem violentar por forma alguma
a individualidade dos dous povos, debaixo do poni
de vista da sua independencia e da sua naciouali-
dade....
o A Uuiao-Peoinsular lem sido o constante so-
nho da minha vida, porm sempre o tenho consi-
derado como obra de propagado moral, a qual
(urna vez que se perdeu, desgraciadamente, a pro-
videncial conjunctura dos eulaces matrimouiaes)
CaAce que a opiniao publica a receba eapopala-
rte, lano em Portugal como em Hespauba. He
esla a missao que incumbe presente poca, e an-
tes que se leve ao cabo nenhum homem polti-
co po lera tratar da sua immediala e pratica resolu-
cao. &
Os documentos diplomticos, quise tem reprodu-
zido' nos jornaes porluguezes e eslrangeiros, com
quanlo nao lenbam apresenlado a queslo do orien-
te em urna nova phasc, apreseutam a verdadeira
luz sobre pontos que permaneciam obscuros, c a res-
peilo dos quaes a opiniao publica muito se preoc-
cupava cspccialmenle cm F'ranca e em Inglaterra.
Leu-se a nota que declarava, que no dia inmediato
quelle em que o principe de Gortschakoff notil'r
casse ao gabinete de Vicua a resolucao do czar de
retirar as suas tropas do Pruth, a Austria contra-
tara coro as potencias occideulaes um novo laco, e
assignaria o ajuste para exigir do gabinete de S. IV-
tersburgo as mesroas garantas que a Franca c a In-
glaterra para a conclusao da paz. Quaes eram es-
sa- garantas! O despacho de Mr. Drouyn de
Lhuys ao barao de Bourquency, d urna idea suf-
ficienlemenle explicila.
A Franca e a Inglaterra querem que o protecto-
rado at boje exercido.pela Russia sobre os princi-
pados da Moldavia, da Valacbia, e da Servia, cesse
de fuluro, e que os privilegios concedidos pelos sill-
ines a estas provincias dependentes du son. imperio,
anda mesmo quando seja em viMude de um ajuste
concluido com a Sublime Porta, assenle sob a ga-
ranta collcctiva das potencias.
A Franca c a Inglaterra querem que a navega-
cao do Daoubio, e suas embocaduras, seja aliviada
de lodas as ubrigarajes, e sujeila .ipplirarao dos
principios consagrados pelos actos do cougresso de
Vienna.
A F'ranca e a Inglaterra querem que o tratado
de 13 de julho de 1851, seja revisto de accordo com
as alias parles contratantes, em interesses de equi-
librio europeo, e no sentido de urna liiuilarao
de poder da Hussia no mar Negro.
Finalmente a Franca e a Inglaterra quizeram que
nenhuroa potencia reiveodicasse o direilo de exercer
um protectorado ofilcial sobre os subditos da Porta,
qualquer que fosse o rito a que pertencessem, mas
que as grandes potencias se prestassem a um mu-
tuo concurso para obler da iniciativa' do governo
otlumauo a consagrarn e observancia dos privi-
legios religiosos das diversas communidades ebris-
tas, c oflerecer vanlagens, nos interesses recpro-
cos dos seus correligionarios, s generosas inlen-
roes manifestadas pelo suliao, sem que resullasse
o menor allenladu diguilade c independencia da
sua cora.
He verdade que eslas condiroes sao aquellas
que se podiam prever, segundo as ultimas decla-
rarnos feitas ao parlamento pelos membros do gabi-
nete inglez. Mas nao he menos importante saber
que a Austria adherir isto, sobrcludo quando en-
tre as condiroes figura aquella que estipula um
limite ao poder da Russia no mar Negro.
Seguc-se que a Franca e a Inglaterra nao fize-
ram concessSo alguma, sacrificio algum, para obter
a accesso da Austria s suas legitimas pretenroes
cm i claro Russia. Anda mais, se at aqu 'se
poda temer, que a Austria nao chegasse at esle li-
mite, nao he porque o seu interesse nao eslivesse
evideulemeole ligado causa, cuja defeza empre-
henderam a Franca e a Inglaterra. Longe disloi
he palpavel a lodo o mundo, que a Austria he a
primeira iiilcressada em que a Russia fique sob o
peso das condiees cima mencionadas. Mas assim
-para os governos, como para os povos, ha duas quali-
dades de interesses; interesse de grande iiuporlan-
ri.i que comprebende as difllculdades do futuro, e
o inleresse das difticuldades acluaes, ou recentes,
que ficam rircuinscriptas em um horisoutelimitado.
Para dicidir sobre as conveniencias, diremos : lera
a Austria nesla occasio em vista o seu passado oii
o seu futuro 1 Tudo deixa crer que a Austria tenha
posto de parleras preoccupares de hoolcm e de bo-
je para olhar alm.
A eate respeilo/jcmos o testemunho de urna cor-
respondencia recente de Vienna, publicada dcbaio
desta influencia signilindUa: J temos dito que
todas as correspondencias de Vienna ou de Berlim
que se publicam oo Jornal Franfais de Francfort
a este respeilo sobre a questao do oriente, dimanan)
de origen autnenticat. Agora, veremos as con-
cluscs dcsla correspondencia quasi olllcial de Vi-
enna.
A Russia, a menos que nao seja infiel aos seus
principios, nao pdc consentir cm deixar-se assim lo-
(almenlc repellir pela Turqua, perdendo os prin-
cipados danubianos. E muito menos pode espe-
rar rccupera-los de novo, se ellcs se collocarem
debaixo da prolecrao da Austria. Os seus interesses
polticos e religiosos, i missao que ella se attribuc,
a sua aiiibiro, a obrigarao a combaler al ul-
lima exlremidade pela posse dos principados danu-
bianos- o F'oi com esle fim que reuni forcas im-
mensas, para amearar a Austria, e por consequencia
como j dissemos, a retirada da Valacbia he urna
medida puramente estratgica.
Mas tendo as cousas chegado a este poni pela
falta da Russia, a Austria nao sera menos obriga-
da pelos seus inlercsses os mais imporlautes a ex-
pulsar para sempre os Russos dos principados danu-
bianos. Com este fim deve lambem combaler at
ultima extremidade. Dcsla maneira segue-se
que, cm quanlo a Russia dominar, directa ou indi-
reciamente, nos principados, a posino da Aaflria
estar ameacada. AUussiadcve ser collocada na
impossibilidade de conquistar a Turqua europea,
e de rcvollar. quando Ihe convenba. a popularn
chrislaa. Nao he assim que a posirao da Austria
pode estar segura de urna maneira permanente para
o futuro.
Pelo que respeita aos inlcrcssc materines, he
indubilavel que" a navegaran do Danubio deve ser
livre, de maneira que os Russos nao possam conti-
nuar a iutcrrompe-la sua voulade. He alem disso
claro, que esle ohjcrlo, c a prolongado do cami-
nho de ferro do Sudoeste al (Ial.ii/, sao da mais
alia iinporlanria pura os interesses nao s da Aus-
tria, mas da Alb'iuaiib.i e da Europa uleira. Estes
interesses nao podem eslar seguros, urna vez que a
Austria se nao (orne a potencia proleclor.\dos prin-
cipados danubianos.
A Europa tem lambem o maior nter se em
que, segundo urna rigorosa consequencia do prin-
cipio conservador, se ponha ler mu para o fuluro a
polilica de conquista da Russia, afaslando-a com-
pletamente da Turqoia da Europa. 'I
He este o caminho da Austria: os Inglezes e Fren-
enes j oceupam a Asa. Mas a Allemauha, em par-
ticular, lem o maior interesse cm que esle principio
conservador da Austria seja victoriosamente segui-
do, e que se ponha termo a poltica de conquistas
da Russia em frenie do imperio hirco. Porque, se
isto nao livor logar, o choque, da Russia contra este
imparia a ovar em pocas peridicas, al que
esle paiz fique sugeito ao palriarchado supremo rus-
so, que nada soflrer pela sua parle, n
Eniao a Austria ca Prussia decahirao em pre-
senca da Russia, i dignidade de potencias de segun-
da ordem, e a independencia da Allemanha ser
ameacada. Trala-se presentemente de assegurar es-
sa independencia para sempre. He com este fim que
o tratado de 20 de abril foi concluido : he com esle
fin que a confederacao germnica adherio a elle
a Qaal seria o governo allemao que pedera hesitar
em dar em seu assenlimen'o, quando se tratasse do
cumplimento deste li atado'.' Quem o fizesse, decla-
rava-sn vassallo da Bussia.
Os termos desle ultimo paragrapho, dio lugar a
suppr que a adbeso da Austria ao prqgramma das
garantas contra a Russia estipuladas pela Franca e
pela Inglaterra, implica e allrahe a da Prussia e a
de loda a confederarn germnica. No entretanto
importa fazer nolar, que as notas diplomticas lti-
mamente publicada;, foram trocadas enlre tres na-
coes e nao entre qualro ; donde se segu que o ga-
binete austraco, para accordar com a Franca e In-
glaterra sobre os termos da nova nota de Vienna,
nao julgou dever esperar que a opiniao do gabinete
de Berlim se decidase a snbscrever a ella ; comludo
a adbeso da Prussia nao esl menos sugeila s con-
tingencias futuras.
He sem duvida a Austria que pertence boje ob-
ter o ultimtum das tergiversaees do gabinete
pru-siano, para sabir da posicao especulativa para a
posiro activa ; porque he verdade que, segundo a
sua propria conli-so. a Austria he a potencia da Eu-
ropa mis interessada na demarraco do poder da
Russia no mar Negro, e nao pode cm consciencia e
dccenlemente cruzar os bracos, s operaees que a
Franca c a Inglaterra estao pondo enr pralira.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
INTERIOR.
BIO DE JANEIRO.
SENADO
Sessao' de II de acost.
Lida c approvada a acia da antecedente, o pri-
meiro secretario d conta do seguinle expe-
diente :
O 1." Secretario l um oflicio do secretario da c-
mara dos depulados, a acompanlraudo seguinle reso-
lucao :
A assembla geral legislativa rcsolve :
Arl. nico. Fica approvaif a penso animal de
1309 concedida por decreto de 6 de dezembro de
1899ao primeiro lenle graduado da armada An-
tonio Jos Pereira Leal, gravemente feridn cm com-
bate na occasio da lomada da villa da Laguna, re-
vogadas para esle fim as leis e dsposires em contra-
rio.
a Paro da cmara dos depulados,em 10 de agosto
de 1851.I'isconde deBaependy,(iretenle.Fran-
cisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Francisco Xavier Paes Brrelo, segundo secreta-
rio. B
A imprimir, nao o estando.
O Presidente declara que se vai proceder ao sor-
teo da depularao qne lera de receber o Sr. minislro:
sao eleilos osSrs. Vivciros, Baplista de Oliveira, e
Angelo Muniz.
Passaudo-se ordem do da, contina a lerceira
discussao, adiada pela hora ua sessao anterior, do
projeclo apresenlado pela commisso de fazenda don
arligos addilivos destacados da le do orcamenlo de
1834 a 1853, com as emendas approvadas em se-
guuda discussao.
O Sr. Cosa Ferreira combate o projeclo, o qual
qualifica de incoiislilucioual, porquaulo aulorisa o
governo para creare supprimirempregados e mar-
car-lhes ordenados, o que o corpo legislativo nao po-
de fazer.
O orador passa depois Iralar dos seminarios para
a o.Iueaco do clero e conclue o seu discurso nos se-
guintes Icrinns :
Mas, senhores, para que me canco eu Os uobres
miulslroaWem posto ludo em tal abalimento, lem re-
bailado os Brasileiros por tal forma que podem dizer,
como dizia Bonaparle quando se Ihe observou que
elle pisava os Francczes : i Como posso eu deixar de
os pisar.se elles se deilam de tal maneira que nao me
deixaro caminhu para passar.
O Sr. Visconde de Olinda : Sr. presidente, en
nada direi sobre a materia, porque j disse o que po-
deria dizer, e ella j tem sido esgolada por oulros
oradores.
Mas, Sr. presidente, quando vejo que para com-
baler a disposicaodequese traa,soain aqui nesla ca-
sa as vozerias das praras, vozerias apoiadas at com
as armas na mo, nao posso, Sr. presdeme, deixar
de levantar minha Traca voz, assim em honra do se-
nado (apoiados), que eu vejo, direi, lo mal inter-
pretado, como em honra, em obsequio da narao que
aqui nos poz, e que de nos exige o primeiro compri-
menlo do nosso dever, que be manter a ordem. (A-
poiados.) A'vista disso, nao posso guardar silen-
cio. '
O Sr. Costa Ferreira d um aparte.
O Sr. I'isconde de Olinda : Eu responder ao
nohre senador, descanse.
Quando eu vejo que nos estamos levantando as re-
voluces que j estavam suflocadas, nao poderei le-
vantar a voz para pelo menos protestar centra seme-
lhanle procedimenlo ?
O Sr. Fernandes Chaces : Muilo bem.
O Sr. I'isconde de Olinda: Senhores, esla ma-
teria pudo ser contraria l.i, ha muilos algumentos pa-
ra combater esla doulrina, mas nao se diga que ose-
nado esta ferindo a conslituirao {apoiados). e l'erin-
do de modo que o seuado precisa urna reforma !
Isto he querer dcsconhccer as inlciicoes do senado.
[.Ipoiados.)
Os nnbres senadores nao podem negar que aquii"
lo qne agora se prope lem sido praticado por todaa
as opiniesque lem estado no minislerio. Nao se me
responda que devenios imitar os bons cxemplos c e-
vlar os mo*. Trala-se aqui de rccoiiheccr un prin-
cipio da consliluirao ; esle principio, senhores, lem
sido tomado ueste senlido por todas as opinies que
tem envernado o paiz {apoiados]; poderei cu dizer
que he uffensvo da consliluirao um principio que se
acha bunado con,laiilemenle por lodas as opiniOes
que tem goveruado o paiz'.' E porque se propc ago-
ra o mesmo, ha de se dcrlarar alto e bom som que
o senado viola a consliluirao, e que viola a consli-
tuirao de um modo que o mesmo senado precisa urna
reforma ? Os nobres senadores pensam acaso nos ef-
feilos desla aecu-aru ? Muilo fcil he dizer que nm
objeclo be contrario consliluirao, cu mesmo o le-
nho ilito nesla casa argumentando contra algumas
dispokiroes ; mas eu me alreveiia nunca a di/er que
q seuado viola a consliluirao de n> modo que me-1 crelario da amia do seguiuie expedienle
I ._i:-
rece reforma ? Considere-se na torca desle modo de
argumentar qoa merece reforma!
O Sr. Costa Ferreira: En respoaderei.
O Sr. D. Manoel: Nos, nos, he a pala-.
vra.
O Sr. Costa Ferreira: Eu responderei: d,
porm escuta.
OSr. Visconde de Olinda : Senhores, eu que-
ro supper qne seja om erro o qne nos estamos prati-
caado, quero conceder, sou fcil em concordar eom
os meuscontrarios em conceder ludu aquillo que he
possivel conceder-se ; mas ser islo umjarro de na-
lureza tal que d occasio para qne oo senado do
Brasil se'- levante a ve da reforma ? Quero que os
nobres senadores, entrando em nan censcieoeias di-
gam se he erro de natureza tal qoe deva provocar as
iras do povo cajitra nos, um facto praticado desda
que existe corpo legislativo no nosso paiz? I
Senhores, eu nao fallo por mim, eu so nm indi-
viduo, j estou vellfo.
O Sr. Costa Ferrara: E en too nm rapazi-
nho novo. \
{Risadas na galeria.)^L
O Sr. Presidente : Silencio !
O Sr. Visconde de Olinia\x A minha conser-
vaejo aqui pouco interessa ao hublico, mas fallo pe-
lo Brasil, para cujo socego eu olMo. J medir m os
nobres senadores os effeilos deV^as palavras ".' As-
sim se proclama a reforma de om cNrpo estencial do
eslado, no reciato mesmo desse corpo ?
Sr. presidente, boje publicou-se no Diario do
Rio urna passagem que eu peco licenca para ler,por
que me parece muito a proposito, he um jrtigo que
d noticia de urna obra publicada prGoizM. Apon-
a varias causas que deram em resaltado as tevolu-
Ces de Franca e de Inglaterra, 'e diz : O lerceiro
ponto da semelhanca bastante notavel no destino
commum de Carlos I e Luiz XVI he, que a revolu-
cito que lhes cuslou o throno e a vida foi suscitada,
tanto em Franca como em Inglaterra, nao pelo po-
vo que amava e respeitava o seu rei, mas pelos no-
bres, pelos privilegiados, por om clero poderoso o
ambicioso, por aquells a quem a Providencia e a
cora tnharo colmado de honras e de bens, que por
espirito de cabala e de urgulho lancaram o seu paiz
em aventuras espantosas, onde a maior parte delles
liorereu. e nem cujo mal e nem cojo bem tinham el-
lcs calculado.
Enlre nos nao ha o clero rico e ambicioso, mas os
nobres,o; privilegiados somos ns.nshe que estaos
agora fazendo a revolueao ; eslas classes hoje achara-
se aqu, e nao quererei jamis que se diga que eu
pela miuha parto concorro para levantar as iras do
povo contra as cmaras do Brasil.
Diz anda o artigo :
Em presenta das duas assemblas lao orgolho-
sas do seu bom xito, e por sso mesmo fcilmente
ambiciosas e Iyrannicas, a corle de Carlos I e de Luiz
XVI foi exactamente a mesma ; no fim de Ires
mezes Carlos I vio eonduzir ao cadafalso o seu mais
votado c enrgico servidor o conde de Straord, ho-
mem de conselho e soldado de resolucao, e o nico
que poda defender o throno ; no Om de Ires mezes
l.ui/. W'I vio asi mesmo levada do seta palese e
ennduzido prisionero s Tuilleries sob a guarda dos
jacobinos.
Beforme-se o senado, senhores, refunne-sc, mas
la-se a historia. A reforma ser s no pessoal do
senado ? Nao, a reforma nao ha de ser no pessoal,
ha de r insliluicao em si. Venha urna nova as-
sembla, vetiha ella, a historia ahi est para dizer o
que he que ella ha de fazer.
Sr. presidente, aqu nao ha nenhuroa offensa da .
consliluirao, c muito menos offensa que justifique a
aecusaees que tem sido levantadas contra o sena-
do. Pde-se dizer que oliendo a cuusliluicao, pde-
se ; mas reconheca-se que tem sido praticado por lo-
dos os poderes que lem governado o eslado, e que
he preciso que mis nos submeltamos nossa intelli-
gencia do poder competente. Nos, he verdade que
nao podemos ioterprelar a conslituirao, mas tendo
todo o executor o direilo de entender a lei, e deven-
do obrar em conformidade da inlelligeocia qne elle
d le, a pratica constan le dessa intelllgencia firma
a regra, ao menos para o proprio executor. Se nos
nao podemos interpretar a coustilucSo os pedemos
enlende-la e obrar na conformidade dessa intelHgen-
eia. Ora, a inteligencia que tem sido dada al aqui
he esla.
Senhores, eu poderia aponlar agora muilos eiera-
plos desla nalureza. Fez-se urna lei que aatonsava
o governo para lomar certas medidas sobre a hygie-
ne publica, erearain-se varios empregados pblicos
e nugueiu se lembrou de dizer que essa aatariuc&o
ofTendia a consliluirao, de dizer que o governo ues-
tes actos excedeu seus poderes, nem qne a assembla
aulorisou o governo para pralcar urna coasa ilud-
a. Muilasoutras aulurisac&es lem havido desta na-
tureza, agora occorreu-me esla.
Sr. presidente, o nosso silencio depois de aecusa-
ces lo graves poda ser lumado como ositaacio de
um criminoso que reconhece o sen crime e qne nao
so atreve a repdlir a aecusacao. Eo fallo eemloda
a for^a da minha consciencia, que nao aeho aqu o
mais pequeo vislambre de offensa constituirn.
{Anoiados.) Sem opioio, e he, do nobres senado-
res, mas suhroeltam a sua intelligeneia, a intelll-
gencia da assembla geral que tem sempre entendi-
do de modo diverso.
Neste caso j lemos o voto da cmara dos depula-
dos, e creio que (cremoso do senado. Pois hads
prevalecer a opiniao dos nobres senadores qne as-
sim fallara opiniao da assembla geral desde que
ella existe '.' Quem den aos nobres senadores tanta
infallibilidade neste ponto para com lana confianra
aecusarem o senado ? Se elles lem liberdade de'dis-
correr assim, dem-nos lambem liberdade de discor-
rer de outro modo. {Apoiados.) Mas nao se diga que
o corpo legislativo lem ferido a consliluirao, tuto se
diga como Bonaparle : a Onde est a conslituno '.'
Teude-la tantas vezes violado que nao sei onde ella
esl '.'
O nobre senador ccncenlra o no eorpo legislati-
vo a faculdade deoffendera conslituirao, diz queso
as cmaras a podem oOender. Com dleito. j vejo
que o corpo legislativo he o uuico ponto a que se di-
rigem lodos os golpes. S as cmaras he que podem
offender a conslituirao !
O Sr. Costa Ferreira:S.
O Sr. I'isrondede Olinda :Bem, senhores, s
as cmaras he que tem offendido a conslituirao!....
Venha a reforma, nos j estamos velhos.... Tenho
dilo. *
O Sr. D. Manoel:Peco a palavra.
A discussao fica adiada pela hora.
Constando acbar-se na antc-camara o ministro do
imperio, lio iulroduzido cora as formalidades does-
Ivlo, contina a segunda discussao adiada na sessao
antecedente da proposta'du poder execulivo e emen-
das da cmara dos depulados marcando a despeza e
oreando a receila para o nno de 1855 a 1856 no
arl. S. e seus paiagraphos.
O Sr. Dantas faz diversas consideraees sobre jun-
tas de hygiene publica e catechese de Indios e colc-
nisacao.
Falla lambem o Sr. D. Manoel, depois do qoe nao
havendo mais ninguem com a palavra, julga-se a
materia discutida. Retirando-se o ministro, he o ar-
tigo approvado.
O Presidente designa a ordem da da e lev. jnla a
sessao.
12
Lida e approvada a acta da auleredenle, l.se-

'
I
y


i
Vm ofllcio do conego Dr. Joaquim Caelane Fer-
nandos Ptaheiro^itfleretcndo ejemplares do opuscu-
lo que .icalia de publicar de' aponlamenlos religiosos
para se dtribuirn pelos Srs. senadores.Matida-
se distribuir.
Urna repre*entai;3o da varios habitantes da fregue-
sa de Nossa Senh>ra da Penha da eidide do Crato,
na provincia da Cear, pcdindoque se di andamen-
to a um projecto, olTerecido tu senado pelo Sr. sena-
dor Alencar, acerca da creacJto de urna nova pro-
vincia no Cariri Novo. A" commissao de estalis-
lica.
Passando-M a ordem dodia, contina a X> discus-
sAo, adiada pela hora na mssAo antecedente, do pro-
jecto apresenlado pida commissao de ssMtatla, dos
arligos addilivos destacados da le do ornamento de
185 J a 1855, com as emendas ipprovadas na 2 dis-
cussAo.
O Sr. Coila Fereira aslenla o que dissera na
sessao precedeule e responde a consderares fcilas
peloSr. Visconde cleOlinda, depuis do que Pica a
discussao adiada pela liora.
Achando-se prsenle o ministro dos negocios es-
Irangeiros, entra em discussao o ornamento da res-
l>ecliva repartirlo
Pallam os Srs. I). Manoel c I.mpo de Ahreu (mi-
nistro dos negocios estrangeiros), respondendo este
as perguntase censuras feilas pelo primeiro.
Declarando o presidente nao haver ningucm com
a palavra, nem casi para volar-se, Tica a discussao
adiada pela hora.
14
I.Ua e approvada a acta da anlecedenlo, o 1. se-
cretarto da conla do seguinte expediente :
Lm olllcio do ministro da fazenda, acompanhando
os aulographos das rosolucoes concedendo o usu-
friiclo.ao monle-pio dos servidores do estado do pro-
pno nacional sito na Iravessa das Bellas-Artes, e ta-
xemlo extensiva > comptuihias de que Irala o ar/"6
da le de 24 de Miembro de 1845. a dwpoucao d/j ;t
do arl. 1. da le de 6 de setembro de 185d, que
S. M. o Imperador consente.
yualro olllcios do ministro dos negocios do impe-
rio, acompanhando ts resolufies approvando as pen-
sos concedidas a.l). Fraorisai Theodolinda de Ves-
roncellos t.oncalves. viuva do lenle seuerai lza-
ro Jos Ijoncalves; e a 1). Maria do Carmo Souza c
.Mello, vmva do coronel JoAo Frar oisco de Mello.
autortsando o governo a conceder curtas de natura-
hsar.io ao subdito francez Loureuco Marechal, a
Antonio Diodoro de Paschoal subdito hespanhol,
.loAo Baptisla Ca-loceras subdito grego, e padre Ha-
|*el Jacintho Hamos subdita portuguez, e man-
dando matricular no l. annp da faculdade de direi-
lo de S. Paulo, Thoruaz A-nouio de Paula Pessoa e
no mosmo auno da l'acul. *de de medicina da corte
ao esludante Manoel Ignacio Barbosa l.age, as
quaes S. M. o Imperador consente.
Fica o senado integrado, e manda' que se parti-
cipe a cmara dos dei uladi s.
Um ofllcio do secretario do collegio da villa do Ca-
lalao, da provine/ de Goyez, para a eleicAo de se-
nador, em28 de/jonho do corrente___Kemeltido
commissao de consliluicao.
I'assaudo-se i ordem do dia, continua a 3. dis-
cussao, adiada na ultima sessao, do projecto apresen-
lado pela e/immissAo de fazenda, dos rticos addili-
vos destacados da lei do orcamento de 1854 a 1855
com asefcendas'approvadas na8.discussao.
O SpC O. Manoel persiste em combatero projec-
lo, principalmente na parte em que antorisa o gover-
uo para fazer as reformas das Mcretarias de eslado,
do imperio, juslica e eslrangeiros.c depois continua
o seu discurso nos seguintes termos :
Vou acabar com este objeclo, ja estou aborreci.lo
nlieiro esbanjado. No fim, quando clamamos con-
tra estas autorisacocs, vem-se-nos dizer que somos
revolucionarios, vem-se-nus dizer que repetimos ties-
ta casa as vozerias das pracas, Irazem-sefatc os exem-
plos de Luiz XVI, de Carlos I e Slraflord !
Ora, sobre_ alo o mea nobre amigo senador pelo
Maranhao tlisse o que se poda dizer, respondeu da
maneira a mais satisfactoria ao nobre nador por
Pernambuco. Pela ininha narte peco liecnca ao no-
bre Miiador para observar-lhe que esles fados sao
contraproducente, que S. Exc. deu armas contra si
proprto. E devo pedir licenca para rectificar um
failoesi bonra do po\o inglcz.
Senhores, nao he duvidoso na historia que um dos
homens que mais concorreram para os desgranados
acoulecimenlos de que foi Ihealro a Inglaterra no
reinado de Carlos I foi o conde Slrafford. Digo mais
rom o historiador,ae Carlos I foi ao cadafalso foi por
causa desse homem ; digo mais com o historiador,
nao foi a populaca sublevada, nao foi o parlamento
quem levou Carlos T ao cadafalso, foi um ministro
orjulhosoquesesuppoz todopoderoso, que julgou
poder dominar o re, que lhe deu conselhos os mais
prfidos para dcitar ahaixo a forma de governo esla-
bclecida em Inglaterra.
O conde Slraflord, que tinha sido um dos mais ex-
altados liberaes da Inglaterra, quando pelos seus t-
lenlos inconlestaveis subi ao poder, suppoz que ti-
nha forca baslante para dirigir, para governar o seu
roonarcha. monarcha bem intencionado e lambcm
esclarecido.
E, Sr. presidente, e que diz a historia he que
Slraflord constantemente trabalhnu para acabar com
a influencia do parlamento, e para substilui-la n.-'o
pela do rei, mas pela sua propria, acobcrlando-se
com o rei. E, entao, se estes tactos da historia sao
averiguados de hoje, porque creio que nao lia nen-
hum homem litterato que nao lenha compulsado
urna e muitas vezes. nao digo urna historia de Ingla-
terra, mas tres, qualro on cinco, principalmente dcs-
a rpoca, creio que nao ha nipguem que nao esleja
habilitado para formar um juizo seguro acerca da
verdadeira causas dessa revolucao, que suhslituio a
nionarchia por urna repblica com o protectorado de
Cromwell.
Para que Irouxe, perianto, o nobre senador por
Pernambuco esMS trecho do artigo publicado no
Diario do Rio ? Para dizer aos ministros que arri-
piasseiua carreira que tem Mguido 1 Quem sabe
se quiz dizer que continuando el les a Irilha-la Ihcs
acontecera o mesmoque a Slraflord ? Ser essa a
moralidade que o nobre senador quer tirar do facto
histrico que se repeli no senado? Pois, senhores,
cu nao quero tanto para os ministros, en nao quero
sangue de ningucm ;a nao ser de algum desses as-
sassines encanecidos no crime de morte com cir-
cunstancias aggravanlcs, nao quero essa pena para
mai ninguem. O meu coracao nao vai para isso.
l-.u nao quero tnesmo Irazer esses exemplos, porque
felizmente no nosso paiz nao ha tendencias nenhu-
maspara acl* taes como estes de que fazmencAo
a historia de Ioglaterra. Nflo, o coracao luasile'i-
nao vi para o sangue, niiignem pede cabecas
ministros, ninguem quer ver ministros entonan
uein degolados ; os Brasiloiros conlculam-se em v
os miniatro tora do poder, e desde que descem
dM, atada mrsmo que lenhan cnmmetliuu
tallas graves na admiuislraro, porque o coracao bra-
silriro te-ode sempre para o esqueciinenlo.
l'orlaailo.-e o nobre senador por 1'ernambuco Iro
xe o facto de Slraflord para dar um consclho
ministros, elles que Ih'o agradecam ; e se iiAo foi
ra issooJo sei para'que o referi, nao percebi o
canee dessa rilarlo que o nobre senador leu ao
nado no Diario do /lio de Janeiro.
Agora, Sr. presdeme, perguularei porque se
mira nobre senador deque nos fallassomos em
rorma do Mnado ? Em que ha nislo objeclo de
miraeao? Pois a con-liluicAo nao foi a mesilla q,
mdicou a necessidadedc se reformar inclusivamen-
te o senado, iniciada a reforma na cmara dos Srs.
IcpiiladosT KSo he um direilo outorgado aquclu
cmara, onde so podeni ter iniciativa os projectospa-
ra reforma da cunstiluic,flo ".' Pois ha algum cidadao
que possaser -acoimado de revolncionario porque
pretende no senado urna rrforma pelos meios le-
gaes ?
Senhores, em differcnles occasioes se tem fallado
cm reforma dcsla casa ; uus querem, por excmplo,
que esla casa seja um eorpo como he actualmente o
senado da Blgica nao vou para ahi. Todos salieo
que no senado da Blgica naoha intervengo do mo-
narcha. O Mnado da Blgica hedeeleicao popular
o os membros do Mnado sao eleitos pelos cidadaos
que elegam os membros da cmara dos representan-
tes. Os Mnadores sao eleilos por 8 annos, mas sao
renovados por melade de qualro cm qualro annos.
no caso de dissolucSo o senado he renovado integral-
mente. Nflo adopto esla reforma.
Nao he de agora, he de milito lempo que na ama-
ra doi depuladoshomens muilo inonarrhislas eami-
go da ordem ouereceram projeelos propondo refor-
ma daconslilnicao nesla parte, para o fim de flear
perlcncendo ao poder moderador a livre nomcacAo
dos Mnadores; e algnem os laxou de revoluciona-
rios, de inimigosda ordem, de quererem deilar a-
haito o Mnado '/ Se algum deputado propozcse a re-
lenaa do senmlo no sentido do da Blgica, nao po-
da ser acoimado de revolucionario, era apenas urna
opimao, mas opiuiAo exprimida pela maneira deter-
minada na coustiluicAo ; se, digo, n,1o podena ser
esle deputado acoimado de revolucionario nem ou-
Iro qualqner cidadao que esrrevesse ueste sentido,
como acoimar-M de revolucionario um senador por
que dizque nao eniergu para o senado salvacao sc-
iiao nessa medida, senao nessa reforma, islo he, na
nomeacao dos senadores pelo poder moderador ?
I'ois, senhores, os precedentes da minha vida nao
le (ian iliraln n,.n :_______. _____ ...__ .
10;
aos
pa.
al-
se-
ad-
re-
ad-
] ni'
me nao direilo a que ningaem possa laiar-me de
desordeiro, nem de ser echo das vozerias das pracas!
I o-ssoo eu (Ao crianca qiiej.i nao conlc alguns n-
iio de vida poltica e publica V Pois sou lo pouco
ronhecidonopaz como se enlrasse hontein no pr-
lamento,comosehojecomecasMaemillir a minha
opimao acerca das comas noliticas do mesmo paiz?
I os sou IAo pouco conliccido no paiz como e en-
trasse honlem no parlamento, como se boje come-
Case a emitlir a jn.nha opiniao acerca das colisas
polticas do mesmo paiz 1 l'ois quem conla 48 an-
nos de idade, quem ale boje nao enlrou cm urna wi
desordem, pelo contrario as tem semprc reprovado
mo ten- direilo a Mr considerado homem ordeiro'
inonarcliitja f Onde esiao nos meus discursos csa
|iro|K>sicoes que possam ser acoimadas de revolucio-
narias, donde m possa inferir que quero fazer echo
com as vozerias das pravas? Ser as censaras que
teuho dirigido ao ministerio 1 O nobre Miiador nao
esteve ja na opposico Nao levantou ja sua voz c-
loquenle e poderosa pira fulminar ministros que
elle julgava qoe levavam o paiz ao abysmo ? Pode
Mr que o nobre senador o fizesse com expressoes
menos asparas, tem urna voz mais pausada, cora
maneirai menos vivtatlu, concedo iato; mas por
ventura o sentlo das palavras do nobre senador era
menos enrgico do que o das que cu lenho proferi-
do ueata casa em opposico ao ministerio ? Toda-
va, quem m atrevera a acoimr o nubre senador
de desordclro ? Quem m atrevera a dizer que S.
Ex.^ nao h,e um monarchista de coracao ede cabeca '.'
E o nobre senador nao disM na casa que era ap-
cendenle dos homens que affirmavam que se devia
resistir ao rei por amor do rei?.... Ora, eu Dio com-
preheudo o que he resistir ao rei cm um gover-
no constitucional. Para mim he urna expreslo que
me faz ampiar os cabellos, llesistir a qutm? A
um homem impeccavel. segundo a ronstfluiro? a
um hornero que a consliluicao diz que nao pod fazer
nao bem c nunca mal? Besislir aos ministros pa-
ra bem sen r ao re, entendo eu, c/assim o estou
fazendo, porque silu peccadores, sao responsaveis,
podein t'azer muilo mal ao paiz; Das o monarcha,
que nao pode fazer seuAo bem, que nunca pode fazer
mal, que a eonsliluicAo declara impeccavel? Nao es-
sa proposicAo anda nAo a sollei cu, apezar de nao
ler a prudencia e a madureza do nobre senador por
Pernambuco.
Quando nesla casa se dspedacaram qualro cartas
impenaes, depois de um discussao a mais calorosa
resislia-se ao poder moderador para bem servir ao
poder moderador? J
Quando as abalas ferviam para nao enlrarem
nesta casa os cidadaos que por duas vezas foram c-
leilos por PernauJuco. liulia-serm visla resistir ao
poder moderadufpara bem servir ao podar modera-
dor? I
Senhores, a#Maoa discursos estao escriptos, elles
lem sido lid* pelo Brasil inteiro. Chamem-mc mui-
to cmhora^xallado na tribuna, ennfesso que nem
Mmpre sti dos mais moderados; chamem-mc, sim,
he verdade, e nao colillero um homem da opposi-
co mormente de urna opposico tao excepcional,
que /unas vezes nao seja violento nos seus ataques
ao poder.Agoramesmo.Sr. presidente.est lord Aher-
ileeiiumdos mais bellos caracteres da Inglaterra pela
"U illuslrarao, civismo, saber, pralica dos negocios,
dhcsAo nionarchia ea ordem, c al pela conside-
racao de quegoza toda a Europa, digo, est na sua
propria cmara sendo objeclo dos mais violentos a-
taques.
O que pro va isso senhores?Prova que de ordinario
as opposicoes se excedem, e esMS excessos tambem
sao commellidos pelas maiorias; mas por venlura
depe contra o carcter desses lords, homens con-
sumados da cmara alta da Inglaterra.que cstSo com-
batendo, atacando a lord Aberdeen? Por ventura
o nobre senaior por Pernambuco, que tem oecupa-
do os primeiros cargos do Esrdn, al o de regente,
depois de discurso, no senado, em que disse que
era necessario resistir ao rei para servir ao rei nao foi
Horneado ministro de estado e presidente do cohm-
llio? He omaououtra e\pre.sAo, proferida no calor da
discussao. que ha de condemnar um individuo! Nao
he sua vida, seus actos, seus precedentes que se de-
ve ler em vista para ajuizar do mu carcter? lia
alguemque nAo csteja sujeilo sfraquezas aos desvos
aos erros proprios da humauidade.
Por m fallar em reforma do senado, o nobre se-
nador, IAo circumspecto como he, le\anlou-se. mos-
trou-M irritado, declamou ( o seu discurso nao he
mais do que urna declamacao ), c at quiz como que
chamar o odio do Mnado sobre mim e sobre o meu
nobre amigo senador pelo Maranhao, quando a re-
forma de que fallamos est explicada perfoitamen-
le; e, anda que nao eslvesse explicada, senhores,
desde que Hilamos em reformas pelos meios consti-
lucionaes. jamis podamos Mr lachados de revolucio-
narios. Revolucionarios silu esses que quizeram a
reforma por meios vilenlos ; nos nao queremos se-
nao seguir os tramites marcados na consliluicao do
estado, como na sessAo de ante-hontem muito bem
proven o meu nobre amigo-
Para que, paranlo, semillante declamacao con-
tra dous homens que lem dado suflicienle 'garanta
de sen amor ordem ? O meu nobre amigo, na
idade avanrada em que se acba, sempre em sua lon-
ga vida poltica deu pravas de amor s nslituir5cs
que felizmente nos regem ; e eu, senhores, n'ma
vida poltica muito mais moderna, nao lenho nella.
eraras a Dos, um s acto que me desdoure, que de
aos meus adversarios o direilo de me acuimarcm de
revolucionario, c de ser echo na tribuna do senado
das vozerias das pravas.
Que aecusacao 13o grave, mas IAo infundada e in-
justo Quaes as vozerias das pracas que lenho re-
pelido na tribuna, Sr. senador ? llevo fallar assm,
porque as vozes do nobre senador sao muilo ouvidas
no senado e no paiz, merecem muita veneraco. por-
que o nobre senador he sempre acautelado, circums-
pecto, prudente ; mas quando falln na ultima ms-
sAn parece jal nao via dianle de si senAo dous re-
volucionarios 4ue, sendo echo das vozerias das pra-
cas, e repelndc, que oulr'ora escreveu a imprensa
prelendiam levar o ardile de auarchia a todos os
ngulos do imperio.
Confesso que desejo de corarlo a reforma do se-
nado. Se, Sr. presidente, en visse que a conslilui-
ao era lilleralmcnte obMrvada, que a naci dava
sen voto livre e indepcndcnlc. bem, en nao fallara
em reforma ; a nacAo que clegesM, e o monarcha
que cscolhesse as lisias triplicesaquelles que julsa-
so mais dignos de fazerem parle dcsla rasa ; mas
vendo eu que nao exislc mais elcicao no paiz, que
lio;e nao -i,, eleilos senao aquelles que os ministros
rieren!, o que me resta fazer, Sr. presidente ? A
cunara dos depulados he feilura dos ministros, o se-
nado vai sendo feilura dos ministros, porque ellos
impoem ao monarcha tres nomes de seu peito, o o
inonarclia vfi-sc na necessidade de cscolhor um desses
nomes.
Quaes as consequencias de lanos altenlados cnnlra
a consliluicao ? V. Ex. c o senado cslAo prevendo j.
Se o poder moderador em sua alta sahedoria enten-
der que ile\e ileniillir ministerio e chamar homens
de odinioes opposlas, esses homens enconlraro no
senado um obstculo insuperavel. Se durante esse
ministerio as provincias elegarem homens de sen cre-
do, o senado rasgar as cartas imperiaes, c dir :
Aqu nao eutram seno homens das uossas op-
nies.
O Sr. Prmidente : l.cmhro ao Sr. senador que
nAo se esla disrutindo a reforma do senado. Pare-
ce-me muilo inconveniente dizer o honrado membro
que o senado rasga cartas imperiaes. O senado lem
o direilo de examinar as elciroes c de livremcnte
dar o mu parecer sobre ellas.
" Sr. D. Manoel:lie essa oulra qoesl.toemque
nao entro egora,
O Sr. Pretidente : O Sr. senador est fazendo
um insulto ao senado; a evpie-siodc que ilou he
mais do que urna injuria. *
O Sr. D. Manoel: Eu fallo do foluro, nAo
fallo do prcMntc. Digo que, se os ministros con-
guirem mandar para o senado so os mus amigos e
protegidos aqu esla hypolhese), m o Mnado fdr rom
posfo de homens de urna sii opiniAo poltica, porque a
corda se v na necessidade toreada de escolhcr um
d'enlre os Ircs impostas pelos ministros ao paiz, di-
so que os ministros vem a governar inteiramente a
corda, porque a corda nAo pode fazer o que se faz
na Inglaterra, por exemplo, nomcar novos Mnado-
res para nculrallsar es>as maiorias.icinlosas. O que
ha de fazer ? Demillir a ministerio ? E o que pode
fazer um novo ministerio sem o apoio do senado?
O Sr. Presdeme : Mas essa discussao sobre a
organismo do senado he completamente intemnes-
liva. r
O Sr. D. Manoel: He resposta.
O Sr. Presidente: Sei que tinha ligado com
o que se disse, mas isso passou ; o Sr. senador j
respondeu.
O Sr. D. Manoel: Nao me hci de da/ender di-
urna aecusacao fortissima ?
O Sr. Presidente: Tor isso eu nada disse quan-
do procuran defeudcr-M ; roas o Sr. senador esla
tratando da organisac.ao do Mnado, como se ella es-
ttvesse em discus so admillir.
O Sr. D. Manoel: Tralode emillir o meu pa-
recer sobre a reforma, para que nflo baja quem sus-
peite que quero partilhar ideas revolucionarias.
O Sr. Costa Per reir : Apoiado.
O Sr. D. Manoel: Quero a reforma pelos meios
constitucioneese no sentido que ha pouco expqz ao
semnlii.
lie aecusacao muilo grave, principalmente parlin-
do do nobre Mnador. Se partisse de algum Sr. mi-
nistro ou algum Sr. senador que nao me he afleclo,
eu lhe dara pouca importancia, mas do nobre M-
nador, he cousa mui diflerente ; c por certo que
e-i nao lhe mereca um juizo IAo desfavoravel, co-
nhecendo-me S. E\. ha tantos annos.
Vou terminar, Sr. presidente, porqu ja me de-
fend, que era o que desejava. Eu Italia feilo len-
cAodcnAo fallar, porque o meu nobre amigo nao
so lomou a sua defeza como a minha ; e na verda-
de eu apenas repel, emal. o que S. Exc. disse na
sessAo de sahbado ; mas he negoeio tao grave, que
enlendi dever meditarsobre elle, e ainda hoje cha-
mar o allenrAo do senado sobre essa accusacAo gra-
tuita c infundada. NAo sou IAo velho como o no-
bre senador, mas j nfln son moco, e tambem digo ;
(jue importa ao senado que "eu esleja aqui o
nAo? Nao faro falta ao senado e ao paiz ; e vou
mais luoge, ja o disse : no Brasil nAo ha se nao um
homem que laca falla. A respeitodos oulros pde-
se dizer ; (too acuito, aller non dficit. Quem he
que faz falta no Brasil ?
lazemos falla snossns familias, mrmeute aquel-
los que lem niulher elilhos rom ordenados Icmies. c
que no dia que morrem s Vezes iipm dcixam o di-
iilieironeccssaiiopara centerro. Quanlo ao mais,
nAo ha ningucm que faca falla, porque he urna ver-
dade que esta Ierra que nos vio nasccr, mas que
nao vio naseer ao nobre ministro dos negocies e-
Irangeiros, nao lem esses grandes homens que Invni
nutras paizes ; o nao admira, porque cnniecml ha
pouco, e esses grandes homens nAo se formao do
repente. Algunia cousa que havia de melhor vai
norrendoe nao vejo habililacAo.
Senhores, os nossas maiorrs homens, depois da in-
dependencia, lem lodos morrido ; os sabios, os ll-
leralos, emlim as eminencias do Brasil lem descido
ao tmulo, c nAo sei que falla lem frito. Pois bem.
os oulros podem ir murrendo. porquc.se fizerem fal-
ta, he s silgsramilias, ao paiz nAo. Hci de lser
falta i niinhiitamilia, porque lenho mullier c lillin,
menores ; porm ao senado ou ao paiz nAo faro fal-
la uenhuma.
Pois cu fallo aqui porque foco falla ao senado ou
ao paiz? Fallo leudo em mira" nicamente o bem
publico. Creia o Mnado que nuuca advoguei aqui o
meu inlert'sse particular.
O orador faz mais algumas*nnsidcracocs para de-
fender-se da accusacAo que Ibe fra frita, de querer
desacreditar o senado, e ronrlue declarando que nao
havendo mancha em sua vid publica, nao ten do
nunca entrado em revolucOes nflo he na idade de 48
annos que ha de fomentar a anarchia, repelindo no
senado ai vozerias das praoas ; nem ser echo de
DIARIO DE PERrUMBCO, TERCA FEiRt 26 OE SETEMBRO DE 1854.
opinioes que se IriumphasMm fariam a desgraca da
naro.
OSr.l iseondede Olinda, bem que faca justicia aoi
sentimenlos do precedente orador, todava repet que
seu modo de fallar atiende um pouco o decoro do se-
nado.
Senhores. o credilo pessoal he urna das condicoes
de existencia das autoridades ; Mm esse credilo a
auloridade nao tem forca nenhuma nos cus manda-
dos, e com a auloridade perde-se a iusliluicflo. O no-
bre senador que acaba de fallar levou o seu cnlhu-
sasmo a poni de abonar as reformas..,, estou
que as ntenc,es do nobre senador sAo as que eu ha
pouco disM.... mas o nobre senador fallou de um
modo IAo genrico que pareca abonar as refor-
mas pregadas com as vozerias das pracas ; a isso he
que eu me refer, porque suas eipressf.es de ento
podiam Mr allegadas como urna prava da necessi-
dade dessas reformas, dizcndo-M : No recinto mes-
mo do Mnado ja se prociamou a necessidade da nos-
sa reformar j se vos disse que cres indignos de
ler ,-issento nesla casa, e tos ouvisles islo silenciosa-
mente.
Ora, Sr. presidente, na preMnja de aecusaees
tao graves podia cu guardar silencio 1 Eis aqu a
que se reduz ludo quanlo cu disM ao nobre senador.
O nobre senador explicou agora quaes sao essas
reformas ; mas o modo geral porque elle falln lem
n sentido que acabo de dizer ; devido islo ao calor
do improviso, do enthusiasmo de que enUo se pos-
suio, enthusiasmo que sou o primeiro a elogiar, mas
emfim o facto he este, as-im o entetnleram lodos os
membros desla casa, e de certo um senlimento Io
geral tem algum fundamento.
Por isso, Sr. presidente, quando eu disse que os
nobres e os privilegiados, conforme acabava de es-
crever o csrriplor que ali. eram os culpados de re-
voluto da Franja e da Inglaterra, disM:Nao
aeonleca o mesmo entre nos, porque a claSM de pri-
vilegiados nao existe boje sent nos representantes
da nac3o :m elles sAoos mesmos que apregoam hoje
as doutrinasque m apregoavam cm Franca e Ingla-
terra, os resultados hAo de ser os mesmos.
O povo da Inglaterra e da Franca nao quera a
revotaran, como o du Brasil nao a quer, mas via-se
siibjugado drbaixo de urna farcao organisada pelos
desvies, pelos desvarios dos nohres e dos privilegia-
dos, e como ? Porque eram esMS mesmos privile-
giados que proclamavam as reformas sem as quere-
rem. Pois os nobres da Franca eram inimigos da
raonarchia ? Eis como sem se imprem, m ana
M (rabalha para ellas.
Senhores. eu zelo o credilo das corporacos como
mesmas insliloicoes. Permita o Mnado^jue refi-
ra um fado. Pensara esM grande rei, que deu li-
me ao seu secuta, que dando entrada no seu palacio
reprsenla can do Tartufo, eslava enneorrendo para
a revolucao que devorou a sua familia ? Bcpresen-
lando-se o Tartufo no palacio real, os clrigos foram
desacreditados, ccomelle desacrcdilou-M a religiao.
Desacrcditm-se os senadores, com elles se desacre-
ditara osenado, e com elles a'consliluicao. Eis como
eu disse que podiam fazer mal as palavras do nobre
senador, acreditando que nao eram essas as inlen-
c,e de S. Exc, Unto que quando fallci depois de-
clare que as aceilava taeselle as explicava. Por so
nao esperava que este objeclo viessemas" is-
Cllss.lO.
A discussao lica adiada pela hora.
(Continuar-te-ha.)
PERMBICO.
crrante mez, maa que nao Irouxe mala. Nao sa-
bemos a quem iltribuir esta falla, alias bem seosi-
vel para o commercio ; e temos mais esla vez de es-
tralibar um aconlecimenlo que, n dar-se em um na-
vio mercante, seria censuravel, mas que era um
vaso do goveran ainda peior m torna.
Este vaso he em ludo semclhanle aos Ires que l-
timamente forim construidos por conla do Brasil,
e que aqui toraram com destino ao Rio de Ja-
neiro.
CMARA MUNICIPAL SO RECITE
3. aaesao' ordinaria de II de setembro.
Presidencia do Sr. BarSo de Capibaribe. '
Presentes os Sr. Kego c Albuquerque, Vianna,
Mamedc, Reg, Barata eGameiro, abrio-sc a sessao
c foi lda e approvada a acta d'anlecedente.
Foi lido o seguidle
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do Exir.. presidenta de 9 do crrante,
recommendando i cmara mandas-se preparar a
igreja malriz de S. Frei Pedro Gonralves, para o
acto da celebrarn da missa votiva do Espirito San-
to, no dia II do dito mez, por occasiAo da abertura
da sessao extraordinaria da assembla legislativa pro-
vincial. Iuteirada por j m haverem dado as pro-
videncias logo que se recebeu a communicacao de
S. Ex.
Oulro do desemhargador Caetano Jos da Silva
Santiago, respondendo ao que a cmara lhe dirigi,
que o aviso de 1l de abril de.1847 explicando o ar-
tigo -23 da lei de l-J de agosta de 18:14, foi que o au-
lorisou a preferir o exercirio do seu emprego ao de
ilepulado-provincial, visto que o citado artigo s
veda a accumulac,a dos exercicios. Iuteirada, e
mandou-se expedir diploma ao supplcnlc compe-
tente.
Oulro doengenheiro cordeador, informando cir-
cunstanciadamente acerca do terreno de marinha,
em Fora de Portas, cuja posse di-puta o cidadao
Joaquim Ignacio de Cu>nllm Mendoura. A infor-
macAo veio acompanhada da planta descriptiva do
lugar. Posto i discus-ao, depois de haverem falla-
do os Sr*. Barata e Oameiro, requeren aquello o
adiamenlo. e foi approvado.
Oulro do fiscal da Varzea, parliripando que foram
as rezes moras para consumo da mesilla fregue-
xia durante o mez de agosta ultimo. Quescar-
cliivassc. Fui lido, e mandou-se remetler enm-
missilo de petiroes, sendo nnmeado para membro
desla interinamente o Sr. liameiro, por se haver
dado de suspeiloo Sr. llego e Albuquerque, um re-
querinienlo viudo da presidencia da provincia para
ser informado, de Mariauo Ramos de Mendoura e
Fabririo Gomes Pcdrosa, membros gerentes da so-
ciedade criadora de gados, e que os matara para
consummo desla capital, pedindo que S. Ex. hou-
vesse de providenciar fim de que esla cmara divi-
disM por elles os arougucs pblicos, que esiao cm
praea, c eslabelecesse oulros em diversos pontos des-
la cidade, fira de que melhor podesMm cites com-
petir e concorrer com a oulra companhia, que tam-
bem fornece gados para consumo da cidade. e nao
lcasse csln smenle monopolizando com dilos a-
coigues.
Despachou-se a pelieAo de Ignacio Nones de Oli-
veira, e levanlou-se a sessao. Eu, Manoel Ferreira
Accioli,oflciabmaior da Mcretaria a escrevi no im-
pedimento do secretario. Barao de Capibaribe,
presidente. Vianna. Mameie. Gameiro.
llego.
4.a sessao' ordinaria de 12 de setembro.
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Presentes os Srs. Reg, Mamede, Vianna e Ga-
meiro, ahrio-se a MssAo e foi lda e approvada a acta
da antecedente.
Foi lido o seguinte-
EXPEDIBNTE.
Iin oflicio do hachare! Manoel Filippe da Fon-
coca parliripandu que entrara honlem no exercirio
de tomar assenlo na assembla legislativa provincial,
o Dr. Theodoro Machado Freir Pereira da Silva,
que como primeiro sopplente se achava no mesmo
exercicio.Inleirada.
Oulro do engenhero cordeador, dizendoque lendo
de conferir cordearoal). Mariana da ConceicAo Pe-
reira, para poder ella construir caes nos fundosdesaa
propriedade, n. 13, na Prara do Corno Santo fazia-
M-lhe mister ler conhccimetilo da alteraran, ltima-
mente approvada pelo governo da provincia da
planta daquelle bairro,para o que (embrava a cmara
a houvesse de pedir a S. Ex.Que m pedase.
Outro do mesmo, participando que por incommo-
dado em sua saude nAo podia comparecer hoje a
repartirAo.Inleirada.
Onlro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa
do gado roorlo para o consumo desla capilal na M-
mana de 4 10 do rm rente (703 rezes .Que M ar-
chivaste.
Foi lda e mandou-se remetler a commissao de e-
dilicaeAo orna replica de Jos Francisco Pereira da
Silva, acerca da obra que pretende fazer nos fundos
de sua casa de 3 andares, na ra da Cadcia desla
freguezia, conlra> que informou o engenhero cor-
deador fundando-M na planta da cidade.
Dcpacharam-sc as petiroes de Carlos Augusto de
Aranjo, de Cuslodio Manoel Goncalves, de Eduar-
do da Cosa Olivcira, de I). Iguaria Benedicta de
Miranda, de Ismael Feliciano da Cunha Bilhar, de
Isaac Mendes, de Luiz Anlonio Pereira de Joaquim
ftibetro Meirclles, de Thomaz Pereira e levanlou-se
a sessAo. Kn Manoel Eerrcira Accioli, oflicial-mni-
or da secretaria a escrevi no impedimento do se-
cretario llarao de Capibaribe presidente.Mamede
Gameiro.Reg.Barata de .tlmeida.
Matane* do gado do dia 25 para consumo da ci-
dade do lien fe no dia ti, no matadouro das Cin-
co Ponas.
Sociedade Pernamhurana 51 ; Joaquim Piulo 7 ;
Manuel Francisco de Sonza l.ima ti; Ricardo Ro-
mualiluda Silva ti; Jos. I.nrio LOS (i ; Sociedade
Criadora 5 ; Virginio Horario de Frailas i; Ignacio
Ferreira GumarAcs 4; Bonifacio Maximiano de Mal-
los 3 ; Ismael I elirioda Cunha 3 ; Belarmino Alves
de Archa 3 ; Jos Mauricio dos Santos 3 ; Carlos
Augusta de Araujo 2 ; Ignacio Adriano Mon-
Iciro 2.
Ao todo 105.
DIARIO DE PEBIUIBl'CO.
t.llegan honlem del.ibna a crvela Brasileira a
vapor Giquilinhonha, que d'alli parti no dia 7 da
Hoje que ge .osluma dar publicidade aos fados
da menor importancia, nao deve admirar qne cha-
memos a attencao publica sobre urna illuslrarao,
que vai tomand, vulto no paiz. Queremos fallar'do
nosso comprovinciano Jos Serapiao dos Santos e
S'lva, o qual sendo j baslante conherido pela com-
posicAo edescob-rta de urna masas chimica para ma-
tar form.gas, uaba de celebrisar o mu nome pela
invcnc,Ao de um apparelho de elevar agoa, que lera
o titulo de machina Serapiao, do nome de seu inven-
tor. Esm moro he um dos Pernamhucanos, que
mais talento e genio lem mostrado para as scicncias
nilones.
Incansavel en mus estados, o Sr. Serapiao, nSo
M contenta cerr o conheeimento dos autores que l ;
esp.nlo profundo e creador, cusa de grande rc-
uexAo, eimpellUo pela forra de seu genio, elle lem
descoberlo alguna cousa, arrancando desla sorte i
natureza os seus mais recnditas Mgredos.
Como Pernambucano nAo podemos deixar de tri-
butar ao nosso illuslre compatriota os elogios que
merece, sobre lulo em urna poca, em que se vai
couliecendo mel lor o justa spreco que se deve ao
mrito.
Estamos persuadidos que a provincia nos acompa-
nhar jubilosa cm nosso justa enthusiasmo pelo nos-
re compatriota.
Para se poder apreciar melhor a importancia da
nova descoberla do Sr. Serapiao, abaixo Iranscreve-
mos urna caria de urna pessoa, que assistio ao traba-
Iho deseuappardho, pela qual se pode bem avahar
o deque he capas o talento, auxiliado pelo esludo,
e pela reilexao.
Esperamos que o Sr. SerapiAo continu em sua
carreira IAo gloriosamente encelaja.
Prora pratca da machina Serapiao', com pri-
elleajlo exclusivo por dei amios, verificada
por professloi aes e dlstlnctos cldada'oa.
Convidado pelo Sr. Jos Serapiao dos Sanios e
Silva para ver trabalhar o apparelho de elevar agua
de sua iovencao que se achava montado na casa da
aula do commercio, ra daConceicao n. 16, ahi com
efloito comparec em o da 5 de Janeiro du crranle
anno por volta das i e meia horas da larde, e vi :
1.", que por um tubo perpendicolarmentc elevado do
fundo de um porp altura de urna casa de sobrado
(mais ou menos 34 ps;, a agua comprimida pelo va-
por cujo foco era urna caldeira, projeclava-M com
forca por sobre os muros dos qunlaes visinhos, a
despeito de adiar se a dita caldeira quasi loda ex-
posta a accao do ar, e alimentada com urna tao pe-
quena quanlidade d'agua que, ao bater-sc-llie nos
lados, pareca estar vazia ; 2., vi que de vez em
quando, m ninguem approximar-M ao apparelho,
nm rumor se effectuava no fundo do poco em direc-
cao a urna vlvula que m achava no reservatorio, e,
aps minutas, sube que esse rumor provinha do
acto da entrada de nova agua no mesmo reservato-
rio, para elevar-se em conlinuaeao da que se havia
esgolado ; pois nolei que a quanlidade de agua sa-
bida durante o lempo de meia hora qne eslive pr-
senle, foi 3 a 4 vezes mais que a que poderia conler
odito reservatorio, que era um barril de qoarto de
pipa. Certifico, portante, que osupradilo foi o quan-
lo presenciei, e aflirmo sob minha palavra de honra.
Ro de Janeiro, 16 de julho de 184. Antonio de
Araujo Braga, fazenderoHe verdade o que ci-
ma m relata : eu mesmo o presenciei por varias ve-
zes, assim como muitas oulras pessoas que assistiram
as experiendas. Rio de Janeiro, 22 de julho de
1854 Diogo Soafcs da Silca de Bicar, conMlhei-
ro, disector da aula do commercio. O Sr. Sera-
piao lem frito muito em favor doprogresso indus-
trial do nosso paiz. SAo por demais Mohecidos os
mus Irabalhos para nao poder-se duvtdar mais do
que elle affirmarJ Entretanto honro-me oesla occa-
siAo, juntando aoVnomes que preeedem, mais um
que he o meu, repa)indo com verdade, que o que
certifico he cxaclissimo.Boaccntura Del fim Pinto,
hacharel cm bellas-letras, proprielario___Fui les-
temonha ocular, e verifiquei oque cima se affirma.
Dr. Manoel da Cti^An Galcao, lenta da escola
militar, engenhero da cmara municipal da corle.
Ilem, Anlonio da Bocha Miranda e Silva, commen-
dador, fazendeiro de ca no municipio de Rezende.
Ilcm, Cyrino Antonio de l.emos, bacharel em sci-
encias saetees e jurdicas, secretario do supremo tri-
bunal de juslica. Ilem, Manoel da Rocha Miran-
da, negociante malriculado. Ilem, NapoleAo l.e-
vel, engenhero constructor naval do arsenal de ma-
rinha da corte. tem, Anacido Rhodes Fragoso,
proprielario, aferidor de pesos e medidas da cmara
municipal da corte-tem, Torquato Henriqoes da
Silva, sensor de engenhn de assucar em Pernam-
buco.Ilem, Manoel Rodrigues Borges, fazendei-
ro cultivador de cha prelo em Nitherohytem,
Jos Alhano Cordeiro, engenhero civil.Ilem, Cy-
ro Curdoso de Meuezes, proprielario e redactor do
jornal lllustracao Brasileira.Utm, Manoel Joa-
quim Fernandos Eiras, doulor cm medicina.Ilem,
Anlonio da Rocha Miranda c Silva Jnior, alumno
da escola militar.Ilem, Francisco de Paula Bres
sane, negociante, cum fabrica de chapeos na ra do
Aljube.Ilem, Jos da Silva Marques, oflicial de
conslruccSo naval.Ilem, Joaquim Moreira, laloei-
ro mecani-la com fabrica na ra das Violas.tem,
Anlonio Vicente Pacheco, com taja na ra do Ouvi-
or.Ilem, Luiz Manoel Ferrar, engenhero mi-
chinisla.llera, FranciKo Victorino Martins, fer-
reira machinisla.tem, Wylltz Cuo, eogenheiro
hydraulico.Ilem, Horacio Cypriano Barata de
Alraeida, agenta do jornal Illuslrarao Brasileira.
Ilem, Manoel Jos Tavarcs, porlciro da anla do
commercio.Ilem, Jos Joaquim da Silva Araorrai,
empregado uo arsenal de marinha da corle.
{Agricultor Brasileiro.)
O COLLEGIO HOLINO.
Exista no centro dos serios da Parahiba um ho-
mem, que, pelas suas bellas qualidades moraes, faz-
m merecedor de que o publico lenha delle conheei-
mento, oa antes delta se record, para que possa
apreciar o mrito em toda sua simplicidade. Quere-
mos fallar a respeilo do padre mestre Ignacio de
Sonza Rolim, cujo nome para muitas j nao he des-
rniihccido noslo-bomero extraordinario, nli'-m dos
ronhei imenins scienlifico;, se acham reunidas as do-
mis virtudes dignas de um Brasileiro o desinte-
resse pessoal c a dedicacAo ao bem commnm.
Parece que a Providencia j tinha destinado este
homem desde o berc," para ser o bemfeilor do paiz,
qoe o vio naseer; porque mostrando os mus pas in-
Icira abnegarn para que elle podesse entrar na re-
publica das ledras, foram desse prejuizo dissuadidos
pelo Exm. senador Jos Martiniaoo d'Alencar, a
quem o nosso hroe em parle he devedordo seu llie-
souro srieulfico.
Tendo concluido os seus estados de grammalica
lalina na villa do Cralo, hoje cidade) provincia do
Ccar, foi para o seminario de Olir.da no lempo em
qiiCM poda chamar seminario. e ahi dedicou-se s
bellas ledras com tuda constancia, que lhe he pro-
pria, de tal sorle que, nicamente pela sua capaei-
dade, chegou a ser lente proprielario da radeira de
graso e francez, e vice-reitor do seminario.
Ora, he claro que se esle homem anhelasse s-
menle o son bem-cstar, nao loria abandonado essa
pnsieao, que sem duvida o habililava para matares
empregos; mas cm seu entender urna necessidade
superior e mais importante reclamava os seus dis-
vellos, era esta o mclhoramenlo material e moral do
seu lorrAo natalicio. Com eslas vistas deixou a car-
reira hrilhante, que tinha incelado, e vollou para a
fazenda de seu pai, denominada Cajazeiras, sita no-
ve leguas distante da villa de Sonza ; apenas cjie-
gou, foi o mu primeiro pasan o edificar um templo,
onde mais dignamente podesse celebrar o santo sa-
crificio da missa ; c, depois delatar com muitas
difliculdadcs, pois que elle propri era o administra-
dor, as-isliudo pessnalmcnte, ora a factura dos lij-
los, ora ao carrcgamcnlo das podras, ora ao corle
das madeiras, concluio a obra; e he boje esta urna
das maiores e melhorcs igrejas centraos da provincia
da Paralaba.
Por raoss da missa quolidiana comecou a concur-
rencia do pov|, e por rniiMguinle o commercio e
ediflcacAo de, casas, como he muilo natural, e assim.
Cajazeiras, qsa em 183b' era apenas urna pequea
fazenda, Iransformon-M logo era ama florescenle po-
voacao, onde e contam presentemente mais de cem
casas, havendo todas as semanas urna feira de gene-
ros alimenticios bastante frequeulada por negocian-
tes das provincias limilrophes.
He geralmente sabido que osenlcrramenlos feilos
em nossos templos sao damnificantes saude publi-
ca, o padre mestre Rolim convencido desta verdade
fez i sua custa um cemiterio publico com a sna com-
petente capedae catacumbas, separado da povoaeao,
onde agora se fazem os entcrramenlos com toda de-
cencia.
Ainda rcslava i povoaeao de Cajazeiras um gran-
de mal, era esle a lallsc d'agua, por nao ser a povoa-
eao banhada de rio algum ; mas o padre mestre Ro-
lim sempre incansavel para com o bem publico,
constrio em 18.V2 nm grande assude, oqoal uonn-
noseguinte aoaslcceu a povoacAo nao smente d'a-
gua, como tambem de toda qualidade de fruclas pro-
prias do paiz.
Nao sao esles sement os actos de beneficencia
prodigalisados pelo padre mestre Rolim, ainda res-
lava um, o qual sempre foi o principal objeclo de
mus cuidadosa nstruccao da mocidade; na ver-
dade este homem amanta e propagador da inslruc-
cao nao tem poupado meios por onde a possa vul-
garisar, e para esM fim. em 1849, rcalisou um pro-
jecto, qoe ha muito conservava in meute ; foi este o
de eslabelecer um collegio para educarao daquelles
quem fallassem os meios pecuniarios para pode-
rem subsistir nos eslabelecimentos das.capilaes. A-
nalisemos as suas utilidades, fazendo urna breve des-
criprao: esle eslabelccimento Iliterario he para o lu-
gar completo em seu genero, porque lem sjfliciencia
para accommodar mais de ses-enta cstudantes in-
ternos, com salas proprias para dflerenles aulas, re-
feitorio, alpendres, muro, ele.
As aulas que preMiitemenle ahi se ensinam sao :
lingua nacional, lalm, francez, inglez, geographia,
geometra, philosopha. rhetorica e mmica, e mais
haverao se para ellas houverem pretendentes. A di-
recebo do collegio perlence ao mesmo padre mestre
Rolim, assim como qualquer das sobreditas aulas
ser leecionada por elle, se por acaso houver falta
ile lentes proprios. Onde apparece com mais esplen-
dor o patriotismo e desinteresse do padre meslre Ro-
lim he na quola exigida de cada pensionista1205
rs. annualmenle he a conlribuijao, Picando o csta-
belecimenlo obligado a dar a sustentacao e taz,
quanlo for preciso e o paiz perraitlir (). Nada pode
haver mais commodo para promover a insIrucrAu
central! O Collegio Rolino lem sido constantemente
freqnenlado por estallantes de (odas as provincias
que o circumdam, a saber : Piauhy, Cear, Rio-
Grande e Parahiba, e o numero dos alumnos em
1850sabio a mais de quarenta, sendo a maior parle
habitantes internos do collegio. Quanlo perfricao
com que ahi m ensinam as materias indicadas, eo
adiantamento lido pelos esludanles nos parece intil
dcMrever, porque sAo equivalenles ao merilo do
instituidor do mesmo collegio.
Basta o que al aqui temos dita para provar a uli-
lidade du Collegio Rolino, e a liberalidade do mu
fundador, cuja vida privada he sem mancha, a pu-
blica digna de elogios, e no sea minislerio o exem-
plar dos sacerdotes.
Nao queremos finalisar sem urna pequea obser-
varan, islo he; que o governo sollicilo como se tem
mostrado pelo melhoramento material e moral do
solo brasileiso, lenha deixado por tanto lempo no
esquecimeulo a esta homem, que tem sacrificado os
seus annos. hens e cuidados unicamenle ao bem pu-
blico e real de sua patria, e que m conserve indiffe-
rentc por mais lempo aos beneficios prestados palo
padre meslre Rolim em um recanto do imperio, vo-
tado ao esqueciinenlo, o qual alera do llagado das
seccas ainda eslaria gemendo siib o peso daswiceessi-
dades cima mencionadas, a nao serem os esforeos
inauditos deste benemrita brasileiro. Portanlo es-
per?mos, que o governo tome em consideracao os
merecimentos deste grande homem, despert do le-
Ihargo em qoe al agora tem jazdo a respeilo delle,
e conccda-lhe pelo menos algumas garandas a be-
neficio do mu estabelecimento llterario; porque as-
sim nao so animar na continuado dos mus actos
de beneficencia, mas tambem estimular a oulros pa-
ra quesigam o mesmo trilho, redundando ludo em
proveito publico: e os centros de nossas provincias,
que ao presente ainda infelizmente sAo lidos como
Mlvagens, btelemente se (ornaran Ilustrados e ape-
teciveis, e alim^seus filhos inccssantemenle darao
agradecimcnlos' e lonvoras ao governo protector e
propagador da sua felicidade. se
das em que Mmpre me vejo envolvido, principalmen-
te naquella occasiao, em que om grande excesso de
Irabalho pezava sobre mim, e nao roe deixava o lem-
po safficien te para ver c rever com toda a minucio-
sidade lodos os papeii, que me passavam pelas maos.
NSo parece, pois, de equidade, que alm do excesso
de trabadlo cora que ao me sobrecarregou, e que loi
causa da falla notada, seja eu ainda punido, com o
pagamento de orna quanlia que na realidade foi gas-
ta no servicn publico. Comludo confesso que be a
nica impugnadlo que julgo fundada ; c SS V. Exc
nao atlendendo ao que nesle ponto exponho, nao
quizer por equidade que essa despeza Mja aceita, re-
conhee.0 que me nao poderei excusar a paga-la.
Pelo que respeita, porm, as oulras, eu espero qoe
V. Exc, pesando-as devidamente, se dignara lomar
em consideracao as ponderac6es qne lenho feito.
Dos guarde a V. Exc. Directora das obras pu-
blicas 27de fevereiro de 1854. Illm. e Exm, 8r.
conselheiro Jus liento da Cunha e Figueiredo,
digno presidente da provincia. O director, Joic
Mamede Alces Ferreira. *
Em resposta ao mu oflicio de 27 de fevereiro ulti-
mo sob n. 71, tenho a dizer-lhe que, conformndo-
me com a informaran do inspector da Ihesouraria
provincial, a quem ouvi a.respeilo, julguei proce-
dentes is irapugnaces fritas por aquella Ihesouraria
em algumas despeza* comprehendidas as cnnlas,
por Vmr. a presentadas da casa de delencan e de
oulras obras, e mandei que Mjam glozadas as par-
ccllas indicadas em dita oflicio, m nAo como pena de
dolo, que alias nAo presumo, ao menos para que se
empregue nessa repartido lodo o cuidado, afira de
serem bem legalisados os documentos que por ella
forem dados a mesma Ihesouraria.
Dos goarde a Vrac Palacio do governo de Per-
nambuco 31 de maio de iHM.Jose' nenio da Cu-
nha e Figueiredo. Sr. engenhero director daso-
bras publicas.
Jluito lempo havia que o Tejo em mu longo dor-
nlar sonhava apenas com as velhas glorias, quando
de repente apparece cm sen seio o gentil vapor D.
Maria II, fallado coro o alto destino de transportar
rmaos e noticias intimas do paiz j> velho ao paiz
que se ergue moco e vigoroso, liavcudo puis em ludo
islo, assim o eremos, gloria e honra. Parahens sc-
jam dados illuslre compauhia Imio-Brasileira,
que debaixo das mais lisongeirasespcraucas promet-
i um prospero futuro. E a nos ahaixo assignados
passageiros da segunda viagem, resta-nos oprazer de
louvar-lhe a lembranca e agradecer ao digno enm-
mandante J. Thompson e mais ofliciaesas delicadas
manciras com que nos caplivaram durante a viagem.
Bordo do vapor D. Maria II, tandeado no lamei-
rao aos 18de setembro de \&A.Jo*cFerreiraCar-
dozo.Francisco Jos da Grata Souza.Jos Luiz
Pereira.Francisco Jos de Magalhaes Bastos.
Joao Marta Miranda Leosse.A. J. do Reg Me-
deiros.Luiz Antonio da Costa Braga.J. R.Car-
dozo.Rodrigo Jos Ferreira Guimaraes__Jos
Oa- da Costa.Manoel Jos I'tetro da Costa.
Faio Alcxandrino Lisboa Pargas.Antonio Joa-
quim dos Santos AnCradeAlbino dos Santos Gata.
Jos Pinto Nocaes Junioi .Manoel Pereira de
Azecedo.Joaquim da Silca Ferreira e filhos.__
Bernardino Pereira Pinheiro.
PUBLICARES A PEDIDO.
Illm. e Exm. Sr.Tendo ea recehido por diver-
sas vezes da Ihesouraria provincial durante o exer-
cicio financeiro de 1850 a 1831 a quanlia de
124:0269870, para occorrer as despezas fritas com
as diversas obras no termo do Recita (por isso que
nAo existindo entao nesta repartirlo thCMureiro pa-
gador, eram os engenheiros encarregadus dos paga-
mentos de todas as despezas das obras,) e havendo
prestado todas as inhibas contas as pocas filadas;
acontece que, liquidando agora a Ihesouraria pro-
vincial essas contas, foram-me glosados alguns ar-
ligos de despezas constantes de documentos, na im-
portancia total de 1099240, como tudo se v da
conta junta. E porque nao deva eu conformar
me cora essa deliberaran da Ihesouraria, recorro a
V. Exc, para que avadando as razoesque me asssis-
tem, m digne deliberar como lhe parecer justa.
A primera detlas versa sobre o documenta n.
320 da casa de deleneAo, proveniente de canoas de
arcia na importancia de 159120, Compradas ao ca-
noeiro Manuel Ramos, o qual n3o sabendo escrever
pedio a oulro que passasse o recibo por elle. Esse
oulra assignou a rogo Mro declarar de quem, por
isso que eslava subentendido que era do dono do
objeclo, e nAo de oulra qualquer pessoa que nada
linha com aquello documento. He necessario at-
tender-se que as pessoas que ldam nesM trafico de
canoas de areia nem Mmpre lem a precisa intelli-
gencia para fo/erem todas as declarares, o nada
mais fcil a urna pessoa sobrecarregada ento de
oulros muilos afazeres, do que e-capar orna falla
dessa ordem, que nada pode influir para veracda-
de do documento. Portanlo essa iinpugnac.lo nao
pode ter lugar, vista que a omisso notada nao
pode aflcclar n natureza e legilimidade do docu-
menta.
A segunda impugnacAo diz respeilo aos documen-
tos de ns. 1078, 1079, 1246, 1277 e 1295 da casa
de deleneao. proveniente de despezas miudas, ex-
cedendo cada um deltas o valor de 109000, quan-
lia que pelo art. 72 do regulamento da repartirn
he concedida aos encarregados das obras sem jus-
tificarlo, (a) Aqui nao hoave excesso de autori-
sacio, pois que esta despeza foi justificada com re-
cibo do administrad,ir da obra, e rubricado peta
engenhero que as pagou, o que constitue um do-
cumento ; e a dispreicao do art. 72 do regulamento,
simiente lem applirira quando nao se aprsenla
docnmeuto algum, por isso qne m refere a despe-
ras imprevistas, que na maior parle das vezes nao
he fcil documentar. Demais olhaodo-se para as
folhas das ferias desse tempo, v-se que smenle no
artigoaguadeveria dispender-se mais de IO9OOO,
principalmente naqtielle lugar onde um balde dola
cusa 60 ris. Alm disso he evidente, que quan-
lo maior he o nomern de operarios, e mais
importante he a obra, tanto mais avalladas sao
as despezas miudas, c por isso nAo me ser-
villeta da anloi i-aen do art. 72 do regulamento
(porque lacs despezas nao deven ser lidas como c-
venluaes!, exiga do administrador um recibo das
quanlia- dispendidas cm despezas miudas, e sendo
essas de pequeas quanlias, ntinra exceden lo a Irin-
la mil ris menees, me pareceu nfiu deveriam of-
ferecer duvidas, porque eslo documentadas, c nao
podem caber 110 artigo citado. Portanlo, nao me
parece qoe deva proceder a impagnacao frita pela
Ihesouraria.
A lercejra impugnaran cunsislc cm que, no docu-
mento n. 20 folha de feria de reparos da ponte do
Recita, houvc o esquecimento de assignarem a folha
dous srvenles, que venceram cada um 1,920, bem
como no documenta n. 37 da mesma nina, tambem
houve a falla da assignalura de um Mrvcnleque ven-
rea 39200 rs., c no documento n. 70 da ponte dos A-
fogados de um outro,que receben 498OO rs.
Tacs omssies escaparam-me na verdade,mas v-so
bem que 'rnente o muilo Irabalho, c as variadas li-
(') Alm dos pensionistas o collegio conserva cons-
tantemente o numero de seis a oilo beneficiados
gratis.
. (a) Arl. 72. Os engenheiros 011 administradores
sern ereditados Mm dependencia de ttulos, por
despezas miudas e> eveuluies al IO9OOO, em cada
conta meusal.
Ao meu amigo e collega Jas Calandrini de Aze-
tedo, em occasiao da sentidissima morte da sua
mai a Illm. e Exm. Sra. D. Margarida Maria
da Conceicao.
SONETO.
A morte, monslro foro e ardilosn,
De porta em porta bata com maldarie,
E leva em mus andrajos sem piedade
A Mi qu nos concede o cq bondoso.
Se nosrouba esse anjopiedoso
S nos fica lembranja, amor, saudade,
Tudo mais he mentira, he falsidade,
Que revolve este mundo mentiroso.
Nossa Mai, santa amor nos revelando,
Sorri comnnsco, nos v son-indo,
ComnoMo chora, ae nos v chorando.
Emfim nos deisa, para o co subindo:
Assim, cullega, loa Jli cantando
No co l'espera, enlre us anjos rindo.
J. Marianno da Costa.
as n. a:. K. U. tt- 9B.1B, p.
21
o
ce
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.Masculino.
6
m si es ce so Si S- S, S
femenino.
x -. ce te i. 1~ i I.v res.
Oi wi w -ICCW i
*>"S>i04> co co ae .&. = .
5SSSI3ff
Escravos.

g=8|32
Tiveram vac-
cina regu-
lar.
Sem resultado.
--ic-ii-i-ii i Nao foram ob-
gSSSxSSgg Mrvados.
-1 I X -X -~s^J X 3 I I
I ic I i 1 ~- -_;
s| =r. c ^ 1 -- -1 c t-
TOTAL.

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b b mo .k;i
Sem resudado.
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Naoobservados

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Para roiilirri nirnli ato roniiiiirrlo e te
qnetn m:iis laosastn Inler publico o segulntci'eglamciato.
Para la
ADUANA V PUERTO DEL ROSARIO.
Arl. I.Los Capitanes de Puerto ton tambin
Comandantes del Resguardo rcsiieclivny dependen
de la Administracin de Hacienda ) Crdito por el
intermedio del Administrador de Aduana, que es su
Gefe inmediato, y por cuyn conduelo deben comu-
nicrselo las ordenes.
2.Ala entrada de loda embarcacin en el pu-
erto, el (jefe del Ke mandar un Depedieute para hacer la visita de es-
tilo. En ella, instruir d Capitn > sobre-cargo, si
1o habilo, de las obligaciones que prescribe esle
Reglamento, y de las penas que impone a sos in-
fractores : recojera la palete y el rejstro o guias
dla carga que conduce, lo mismo que carias, im-
Erosos, y toda correspondencia de las que dar reci-
0 passando estas i |* Administracin de Correos,
y los papeles del buque al Administrador de Adua-
na.
3.Si lgate el caso que en la embarcacin
que entra al puerta se hallaren persouas infestadas
de enfermidad epidmica, el Capitn del Puerto la
liara en el acto fondear en um limar conveniente, >
la pondr cu rigorosa incomunicacin, en la que se
manlend ra hasta que por el mdico de sanidad se
declaro no hay temor que la poblacin se contajie.
."En el mismo caso anterior entraran las em-
barcaciones que procedan de Puertos conlajiados,
aunque en sus dotaciones no hava aparecido la epi-
demia.
5. Si la dcada al Puerta de una embarcacin,
o mientras estuviere en l. supiere el Cele del Rcs-
suardo que en su navegacin ha desembarcado clan-
destinamente ssanos artculos en cualquier puni
de la costa Nacional, oque dentro de los rio- hava
hecho trasbordos, ventas, sin Mr en los puertos ha-
bilitados v con intervencin de las autoridades 1
quienes tal con .cimento compete, dar cuenta al
Administrador de Aduana con lodos los dalos que
haya obtenido en la materia.
6.Todo buque qne llenare al Puerto con pro-
cedencia del exterior comprendidos por ahora los
de Buenos-Aires, > aquellos que de cualquier pun-
to de la Confederacin trajeren carga presentara Ma-
nifiestopor mavor dentro de las primeras veinticua-
tro horas. El Manifiesto debe comprender loda la
carga, y rancho existente, designando-M las marcas,
nmeros, clase de bultos v dueos a que peitenez-
can.
7."Cuando no enlreaaro el Manifiesta eu cual-
qoier idioma dentro de las vemticualro horas desig-
nadas, el Capitn del Puerto dispondr que um n-
mero do empleados del Resguardo permanezca abor-
do por cuenta y expensas del baque hasta su to-
tal descarga, y dar aviso al Administrador de
Aduana.
K.En ol caso anterior, l Administrador de
Aduana dispondr la mas pronta descarga del biir
que, v el deposito de su cargamento por cuenta ri-
esgo y a espensas de quen tuviere derecho rdicho
cargamento se reputar internado y sajelo al pago
de derechos en la parle que corresponda eo la es-
pecie especies de que se componga, conforme a lo
prevenido em el articulo 6. de las disposiciones ge-
nerales.
9-El manifiesto por mayor se har por (ripli-
cado, y se pastar inmediatamente al Administrador
de Aduana junto con las guias; y sta passara al
Gefe del Banco uno de los manifiestos.
10."Los errores del manifiesto por mayor pueden
ser correjidos viute y cuatro huras dospuee de haber
sido entregado, debiendo hacerse la correccin en
cada uno de los Ires manifiestos.
11. Despus de esta correccin por cada bollo
que resultare de mas de menos, pagara el Capitn
0 patrn dclbuque ana multa i razn de vemle pes-
sos por bullo.
12.Todo buque que entre al puerto con carga-
mento a su bordo, sea para descargar o solamente de
paso, deber amarrar o fondear precisamente en el
Puerto de la Casilla del Resguardo, que es el qne m
destina para cargas y descargas; menos que por
exesivo calado, por l clase de cargamento sea pre-
ciso otro punto, en cuyo com deber preceder el
correspondiente informe del Gefe del Resguardo y
permiso represo del Administrador de Adoana.
13.En el acto de pasada ta vWta ana enbar-
carcion que entra al Puerto con cargamento, el Ge-
fe del Resguardo dejar en el buque antes de wpa-
rar-M de el un Guarda que no permitir el desem-
barque de cosa alguna antes que preceda el permi-
so de descarga del administrador ds Adoana, visado
por el t'.nnimaullante del Resguardo-, escepto tos
pasajeros, y su- equpages que Mran reconocidos
como de eoslumore.
14.Las mi-mas prevencioneshsatariores e ob-
servaran con los buques que entren 1 Puerto por
via de traosito y con los qne sus cargamentos sean
para trasbordarse o para venir tierra i depotito.
Se observara asi mismo lodo cnanto a este respecto
previene el Reglamento de Adajsaa.
15.oCuando entre alguna embarcacin, al rio,
horas que el Comindante del Resguardo gradu que
no podra llegar de dia al Puerto, enviara la fala de
reotas con el Cabo o un De pendiente su bordo
a cual permanecer al costado del buque entrante
hasta que amanezca y le acompaara hasta el Puer-
ta. Toda vez que no fuere posible practicar esla
di ijencia por comisioo que esle desempeando ta
tata, o por alguna otra razn, se enviara una guar-
dia en el bule o canoa qoe menos talla haga en el
1 uerlo, a la cual el Comaudante del Resguardo ta
instruir de las obligaciones que tiene qne llenar,
que estn e-encialmente reducidas qde el buqne
que v custodiar est eo completa incomunicacin
hasta que llegue al Puerto principal de la Casilla.
16.El Capitn del Puerto cuidar eficazmente
y lomar todas les medidas que su prudencia le dic-
te, a evitar que el amarradero y fondeadero del Pu-
erto principal y dems, Man deteriorados echando
basaras, clavando estacas, ejeclaodo otros actos
que tengan tendencia a destruirlo en vez de mejo-
rarlo. Los Capitanes Patrones qoe contravinieren
las ordenes que este respecto les impone el api-
lan del Puerto, sufrirn por 1a primera vez, le agal-
la de veinticinco pesos, por la segunda, de cincuen-
ta y por la tercera de doscientos. Estas cantidades
quedan destinadas las mejoras del Puerto.
17.En caM de incendio naufrajio de una em-
barcacin, el Capitn del Puerto har qoe todos los
buques concurran con suas lauchas y equipajes a dar
socorro al buque qoe estuviere en peligro. Los
pitanea, Patrones qne lo rehnsaren sufrirn la
que establece el articulo anterior i loa qoe del
ren el Puerto y su aplicacin al mismo objeeti
en el dicho articulo se deslioa.
18.Cuando el capitn del Puerto necesita _
uso de fuerza armada, la pedir al Comandante
neral de Armas: disposicin del mismo e remiti-
r presos los criminales que correspondan 1 su de-
partamento, molivaudo ta causa de su prisin.
19.Resolver ante si en juicio verbal las dispu-
las que m sociten entre los marineros y eos Capita-
nes n Patrones, mando ellas procedan d falla de
cumplimiento en Iss contratas sobre sueldes y otras
de esta naturaleza, y 1a cantidad sobre que M ha
movido la coesdon no esceda de cincuenta pesos, pe-
ro si pasaM de esta suma dar cuenta la autoridad
local.
20.Dos Guardas recorrern todas las noches el
Puerto desde la hora en que se retire el Resguardo
hasta que vuelva al dia siguiente: uno bordo de
la fala con cuatro hombres de la tripulacin y otro
en tierra con dos hombres de la misma tripulacin.
Los Guardas del sei vicio darn parte al Comandan-
ta y ste lo transcribir la Aduana.
al.Los Capitanes de Puerto los que hicieren
sus veces llevaran y pasaran al-Administrador desu
respectiva Aduana una razn mensual de las perso-
nas entradas y salidas en los puertos de su resguar-
do, comprendiendo erV ella los buques y toneladas
de carga entrada 5 salida. So-har lo mismo en los
puertos Terrestres en la parte que les loe*.
Mariano Fragueiro.
Carlos llaijmond.
Secretario interino.
REGLAMENJte
Para la descarga jetas a derecho.
Arl. i.Mientras dura la descarga de los baques
que actualmente eslan descargando mercancas su-
jectas i derecho, no se dar permiso 1 la descarga
de otro cuyo cargamento consista en una varias
especies sujetas tambin a derecho.
2." Concluida la descarga de tas que actualmente
la hacen, 00 se permitir en adelante descargar sino
un baque, dos o Ires i la vez, segando permita el
despacho de la Aduana, con las prevenciones qoe
aqui se prescriben, y el permiso se dar al buque
cuyo mauihesto siga a la descarga antecedente en el
orden de la numeracin en el rejstro de Aduana,
si es que estuviere listo seiin lo- reglamentes vijeu-
les; y en caso conlrario, al siguicnl en el mismo
orden.
.')."[. descarga de los buques en el orden pre-
venido, y como m previene en seguida, m har por
a Aduana en horas determinadas que el Adminis-
trador mandara sealar con el taque de una campa-
na o con una banderola que debe rolocar-M en la
Casida del Resguardo ; en otro punto que llene el
objeto.
4.Solo dentro de las horas sealadas y en car-
relillas contratadas por la Aduana, y por lascalles
caminos que m determine, pueden conducirse mer-
cancas desde a bordo del buque que descaagoe has-
la la Aduana. No se cnmprend en esla disposicin
los artefactos de la Confederacin no sujetos dere-
cho, y que no necesitan preMiilarse en Is Aduana.
.">.Se establecer en la Aduana una mesa para
la inspeccin de la carga y descarga, y eu ella se
formara un expediente para cada cargamento qne se
descargue el expediente se compondr del mani-
fiesto por mayor y de los permisos particulares de
los introductores con las correspondientes anolacio-
nes. Dichos expedientes Mran numerados y espre-
saran el nombre del buque y toneladas qne mide,
el del Capitn y dueo de la carga, y puerto de su
procedencia ; y Mrviran en lugar del rejistro qne
llevaba el Resguardo.
<>.Los permisos para la descarga se liaran per
triplicado, como hasta ahora, manifestando la clase
de bultos, el contenido de ellos, las marcas, y nme-
ros. Estos permisos Mran distribuidos como sigue :
uno decretado para los vistas y la Alcaida : otro ..
para la mesa de rejistros j otro para la de inspec-
cin a los objetos que se dirn.
.7.Despus de despachado un permiso por el
vista, esle lo pasar a U mesa de inspeccin para qoe
M le ponga el correspondiente cumplido con las di-
ferencias que hubieren resudado verificado, sera de-
vuelto al visla para que lo ponga corriente, para la
liquidacin.
8.El Guarda residente tordo del buque eo
descargo dar a cada bolada lanchada urna pape-
leta con las marras y nmeros de los bultos que
conduzca, quedandoM el con copia en un cuader-
no que llevara consigo al efecto.
9."Dicha papeleta Mra entregada al Capataz de
las carretillas que deben estar prontas para la con-
duccin de 1a carga que ella espresa y exijir del
Guaida desuado para recibir 1a carga en tierra, el
pase correspondiente.
10.La carga y papeletas sern recibidas por la
Alcalda, 5 espresara en la papeleta la diferencia o
conformidad que resultare, y daodo aviso al Admi-
nistrador, la posara a la mesa de inspeccin en
donde el oficial respectivo marcar en rada uno de
los permisos loi bultos entrados.
If.Intertanto la Alcaida se ocupara de la se-
paracin do los bultos segn los permisos a que per-
tenezcan ; procurando que concluida la ejpacargu
queden tambin separados y listos para el despacho
los bultos de rada introductor. e
12.Concluida la descarga, el lsjH#dl encargado
de ella a bordo del buque presculiara su lbrela o
cuaderno a la mesa de rejistros, firmando la razn
que nubiere tomado, y en vista de ella el oficial do
dirna mesa marrara cin cada uuo de los permisos los
bulles entrados.
11Si aparecieren bultos que no tengan relaciou
con los permisos entrados, se colocaran en lila sepa-
rada como si pertenecieran a um solo permiso ; y
despus de despachados los que vinieron en regla ;
se nroreder tambin al despacho de aquellos, del
mismo modo que si estuviera presenta el interesado ;
5 tas derechos que resultaren adeudar, Min cobra-
dos en ta parle correspondente en la especie que
condenen, dejando las fracciones que resulten ava-
luadas v anotadas para arreglarlas como se dir eu
el siguiente articulo. El remanente de eslos efectos
se depositara en un almacn especial cargndoles
por cada semana que demoren, la mitad del derecho
de almacenaje y clingaje que establece para deposi-
to 5 transito el arl. 8 del cap. 2 til. 14 del esta-
tuto.
14Las mercancas de este deposito especial solo
sern entregadas los das sbados 1 los que justifica-
sen Mr dueos de ellas, pagando el almacenaje deter-
minado, y arreglando las fracciones que havieren
resultado del pago en especie por el avalu que los
vistas hicieran, pu.tiendo el interesado elejir enlre
pagar la fraccin a la Aduana v disponer de ella, o
que le sea pagado por la Aduana.
15Concluida la descarga de un buque se serrar
por la mes de Inspeccioo el espediente qne se formo
V
t

\



DIARIO OE PERNAMBUCO. TFRCft FEIRA 26 D STEMBRO OE 1854.
l
,
V
4

r

9.
hallando
gados los
del buque
nida, el
bre,
pele
i ente.
por el articulo 5, y reasumiendo toda las diferen-
cias que resulten de la confrontacin de los mani-
fiestos parciales con ti general, dar cuenta del re-
sallado al administrador de Aduana, quien mandan-
do igual proceder con el espediente formado en la
mesa de registros, dar aviso del resultado a la ad-
ministracin de Hacienda y Crdito.
I tiConcluida la descarca de una embarcacin el
Dependiente del Resguardo que se halle a bordo,
har que el capitn o patrn del hoque ize la ban-
dera al tope, para denotar que se halla enteramente
descargado. El (jefe del Resguardo o el cabo de
Rentas en su lugar pasara la visita de estilo y reco-
nocer la embarcacin. Si de estas dilijenrias re-
sultare oo encontrar a bordo arl. de comercio de
ninguna clase, mandara retirar al Dependiente ; y
quedara el buque en completa comunicacin. Pero
si allegare el caso de encontrar artculos ocultos, el
Cefe del Resguardo remitir a la Aduana loque se
hubiere encontrado, y maudara preso al Dependien-
te encargado de la descarga, de todo lo que dar par-
le oficial al administrador de Aduana.
17Todos los dias se fijara en la tablilla de la
Aduana una lisia de los buques eulrados y la de los
destinados a la descarga, \ despacho consiguiente de
loa bultos contenidos Mariano FragueiroCarlos
RaimondSecretario interino.
Es copia Carlos Raimond ( Secretario inte-
rino. )
De la carga de buques.
Arl. 1.Cuando uu buque haya de ponerse la
carga, su capitn pairen solicitar permiso del ad-
ministrador de Aduana y otorgado quesea, pedir
la visita de estilo al comandante del Resguardo,
iiando su bandera: el comandante se la pasar acom-
C anido de mi Dependiente, y si encontrase la m-
ircacion a plan barrido', mandar dar principio i la
carga.
2.Se formar en la mea de inspeccin un es-
pediente para cada cargamento que descargue : el
espediente se compondr de una carpeta en que se
esprese el nombre del buque > toneladas que mide,
*lesu capitn patrn, de los dueos de la carga, v
el punto de su destino ; agregando esta Carpeta el
permiso con el respectivo cumplido. Estos espe-
dientes] serau numerados y servirn en lugar del ro-
jistro anterior.
3.Los penarisos para la carga se liarn por tri-
plicado, de los qUe uno sera para la mesa de inspec-
cin, otro para fa de rejislros, y el tercero decretado
para tomar razou y observar la' evacliltud de la car-
ga con el permiso.
4.El Dependiente destinado la Casilla pun-
to sealado para tomar ratn do la carga que ha de
embarcarse, sentar con claridad y especificacin los
bultos, fardos, piezas y cuanto se embarque en el
bnqueTiue es| la carga, en el permiso que lieuc
en su poder.
5.Los bultos, frulos especies, que se dirijan
cargarse en buque dispuesto ello, sern conducidos
por la > ia y durante el tiempo que seale la Aduana.
6."Concluida la carga y firmada por el Depen-
diente la razn que ha llevado, la pasar en seguida
la mesa de inspeccin para que se anole en los
permisos relativos la diferencia y conformidad ; y
pase en seguida la mesa de Rejislro al mismo o
jeto.
7.La guia del cargador decretada por el admi-
nistrador pasar ti la mesa de inspeccin recibir el
conforme, y se lomar razn de ella en el espedien-
te ; lo mismo har la mesa de Rejislros al dar la guia,
y la pliza quedar unida al permiso permisos para
la liquidaron.
"Dada'-Ja ultima guia ambas mesas pondrn
en su espediente una dilijencia do la que consten las
guias que sel han espedido, refirindose al numero
que ellas llenan con lo que quedar serrado.
Irluida la carga de una embarcacin y
conforme con las razones lomadas, y pa-
treclios estabelecidos, el capitn patrn,
ilicilara de la Aduana su licencia, y obte-
nan de puerto pasar la visita de costum-
To so capitn palroa lodos sus pa-
naojv**------x**--^
_ -NingunSfiuque puesto la carga pasar mas
de ocho dias tiles sin completar su cargamenlo :
por cada dia que pasare de esle plazo pagan diez
pesos que percibir el capitn del puerto y entregar
en la Aduana.
IINo se consentir que despees de serrado el
Registro de un buque y hallndose en poder del ca-
pital! del puerto los documentos de su despacho, ad-
mita nuevamente carga bordo : cuamto tal cosa sea
solicitada del administrador de Aduana y del capi-
tn del puerto, se acontaran las precauciones con
que debe precederse, \ so cobrara amas del derecho
correspondiente, los diez pesos por dia que previene
el arl. 10.
12Todo- los dias se fijara en la Aduana una lisia
de los buques que estun a la carga con el numero o
coi respondiente de su Rejislro.
Mariano Fragueiro.
Carlos RaimondSecretario interino.)
Disposiciones Jenerales.
Art. !.La Aduana abrir sus ofiicinas desde las
'J de la maana hasta lastres de la larde en los me-
ses desde Setiembre ve^t hasta Marzo veinte, y
desde las diez hasta las mi de la larde en los me-
ses de Abril a Seliemb -|s operaciones fuera ele
la Aduana como cargaj____ to y otras de esta na-
turaleza, podrn tenerjssj Hpuiora de lidias horas
con licencia espresa (IcTAdinirTslrador, y con inter-
vencin de Kesguaro. -
2.o La Aduana sostendr los peones necesarios
para el despacho de introduccin y deposito de mer-
caderas.
3."A los Imito* que de los depsitos fuesen des-
pachados de IransUoiMspondra la Aduana que seau
mareados con Unta al oleo, con una marca particu-
lar, eon ia palabra transito.
i."Las mercaderas de removido por agua para
un puerto de la Confederacin, llevaran una guia
en la Aduana y de las otras dos iguaies que deben
presentarse, una que se llamara guia official, ser
remitida a la Aduana recipiente con la respecliva
comunicacin, para obtener el aviso de su recibo, y
la otra ser entregada al interesado.
5.*La torna guia, la guia oficial, como cons-
tancia del recibo del conten ido por la Aduana reci-
piente y el aviso respectivo de esta, cancelarn la
fianza que se hubiese otorga lo conforme la Ley.
6.Cuando un buque llegue esle pucrlo con
sus papeles en regla, y resulte que el dueo de la
carga no recibe facturas, ni ningn documento que
demuestre el contenido de los bultos ; pero que por
otra parle comprobase perteneserle, se proceder sin
embargo a la descarga, llenando las formalidades
prevenidas ; y conducidos la Aduana, dfeberan
abrlr-se presencia dl interesado y de los vistas, y
se har so manifiesto segn 'o q' resulte y pagar el
derecho establecido con la parte correspondiente a
la especie contenida en los bultos, y no en moneda,
debiendo arreglarse toda fraccin que resulte, por
el avalo que los villas hicieren da ella, podiendo
el interesado optar entro pazar la franecion la A-
riuana, o_que le sea pagada por ella.
7."Cuando el buque llegare sin papeles y hu-
biere, otio, constancia del nleresario, 6 interesados
a quienes pe/teuezca la carga, se encontrar eu el
caso de le artculos 7. j 8. del Reglament o de
puerto, cipe dicencuando no se entregaren ni los
conocimientos orijiuales, ni el manifest en cual-
quier idioma, dentro del termino que se designa, el
capitn del Puerto, dispondr que uu numero de
empleados en el Resguardo permanezca a bordo por
renla y a esnensas del booue, hasla sul total des-
carga, y dar aviso al Administrador .le Aduana, en
cuyo caso este dispondr la mas pronta descarga del
buque y el deposito de su cargamenlo por cuenta
riesgo y espensas de quien tuviere derechos y se
reputara, como internado y sujeto al pago de dere-
cho en In parle que corresponda, conforme a lo pre-
venido en el articulo 6. de (fas disposiciones jene-
rales ; y se proceder luego do conocido el interesa-
do o interesados ramo en el articulo anterior, tanto
para el manifiesto, como para el pago de derechos.
8.En todo caso de cues ion sobre el aforo y ava-
lu de mercancas para el pigo da derechos, el in-
Iroduclur podra elejir entre pagar el derecho que
corresponda, en moneda, rom arreglo la correc-
cin que hayan hecho los vistas, con la paite cor-
respondiente la especia manifestada, arreglandoen
esle caso la fraccin que resultare como se previene
a esle respecto en el articulo t).
o,."Sempra q' se mauifeitren por los introduc-
tores avalos que i juicio de los vista y del Admi-
nistrador de Aduana esln en el raso del arl. 3. cap.
5. til. I i del Esfalulo, y que el interesado inlere-
dos resistiesen pagar la correccin como en el cun-
do articulse previene, se proceder como en el ca-
so anterior.
10.Siempre que se encuentre excesso de bultos
sobre el manifiesto particular, difrriencias demar-
cas y nmeros, o que el contenido del bullo no cor-
responda en calidad, cantidad especie lo mani-
festado se proceder como en el arl. ti.
II.Las especies recehidis por la Aduana en pa-
. go de derechos consecencia de los casos anteriores,
se pendran a disposicin de la Administracin de Ha-
cienda y Crdito, la que proceder a su enajenacin
al confado, o al plazo del Banco con las seguridades
dcjjestilo, en los trminos que lo acuerde en sesin
tenida al efecto, y previo aviso al publico y mani-
feslarion los concurrentes de las especies, durante
ocho dias sucesivoV*
12.Todos los documentos que la Aduana reciba,
sea en pago de derechos, sea por venia de las es-
pecies de que habla el arl. anterior, deben ser como
los documentos negociables en el llancn, con dos fir-
mas ruando menos, en que se obliguen de manco-
mn etsolidum al pago de la suma
MARIANO FRAf-UEIRO.
Carlos Raimond.
(Secrelario inleri.no)
De las infracciones de la I y de Maturapie sus
lleglameilos.
Arl. I..Todo empleado del Cobicrno Nacional
que direcla indirectamente haga coopere a que
se haga el contrabando, que teniendo noticia de
haberse hecho no diera inmediatamente parle su
jefe, sufrir la perdida de su empleo y domas penas
a que hubiere lugar en derecho.
2.oLas mercancas que se descarguen de buques
que no estn con permiso para descargar: las que
se descarguen aun de buques con permiso ; peni
Hiera da las horas sealadas para descargar; lasq' se
separen del camino sealado para las carretillas q'
condaeen carga dorante el despacho : las q' se em-
barquen infrinjiendo el Reglamento de Aduana v
del Puerto : son contrabando y pueden ser denun-
ciadas y aprehendidas por cualquier per-ona.
3."Cuando un contrabardo fuere aprehendido,
sea por los empleados del Resguardo, inlerveniendo
denunciante denunciantes, upoc cualquier olra per-
soni, probando el hecho ante el Hiere} Comi>iou|Di-
rectiva del Banco previa declaracin de haber cado
en comiso la especie especies que lo forman ; se-
rn adjudicadas en el todo al aprehensor aprehen-
sores y 1 denuucianle denunciantes, con solo pa-
gar en el Banco el doble derecho del que impone la
l>y. En caso tal, el Gefe y Comisin Directiva del
Banco durante el conocimiento del hecho, indagar
el buque en el que, del que se ha hecho el contra-
bando, las carnudas, beslias y personas que se han
oceupado inlervcnido en el.
i.0 El Capitn, Patrn dueo del buque que in-
curriere en la falta de contrabando, pagara por cuen-
ta del buque una mulla equivalente al valor de las
mercancas efectos cados en comiso, c nterin no la
realice, el buque quedar embargado : las carrelas
carretillas, o cualquer jenero de transporte en que
so haga el contrabando, lo inesmoque las bestias que
sirvieren para l, sern de camiso y sus conductores
sujeilosa una mulla de cincuenta pesos en su de-
fecto sufrirn on arresto equivalente de cincuenta
dias.
.0 En los casos del contrabando la Adminis-
tracin de Hacienda y Crdito ademas de lo pre-
venido lendm laminen presente lo que dispone el
arl. i.o Cap." ti." Titulo t'i del Eslaluto.y todo cuan-
to dispongan las Leyes y Reglamentos vijentes para
pdfceauiral contrabandista ante los Jueces ordina-
rios
MARIANO FHAGL'EiRO.
Carlos Raimond.
(Secretario infirmo.)
Adicin.
De la circulacin interior de los procutos, efectos
de fabricacin Nacional y de las mercaderas de
toda classe despachadas en las Aduanas interio-
res.
Arl. I. Loa producios v efectos de fabricacin
Nacional asi como las mcrcanciasde loda classe, des-
pachada,en las Aduanas citeriores, si bien son libres
de lodo derecho en conformidad al arl. II) de la
Constitucin, no pueden sin embargo circular sin
llevar una gua de la Aduana de donde proceden,
al puni donde se dirjen, dejando un duplicado de
ella en la Aduana del punto de donde salen.
2." A administracin de Hacienda y Crdito, si
estuhiere cstabelecida, la autoridad local en su de-
feclo, exijira la guia alronductoreu el lugar destina-
do por la polica d* la Ciudad para descarga de tro-
pas arrias, y recibida aquella, ver si la carga en
bultos, marcas y nmeros, corresponde lo cipresSa/-
do en la guia. Sino hubiere guia, lomar razn de
bollos, nmeros > marcas y exijir al interesado
dueo de la carga, una lianza de cicuenta pesos por
bulto, que ser caucelada ezceutada dentro de los
primeros tres meses desde la fecha, segn acreditare
haber aduanado en los puertos de la Confederacin
no acreditare.
'I.o Eu ambos casos, es decir que se prsenle
guia no, la razn tomada de los bultos, nmeros y
marcas, se pasar a la respectiva Administracin de
Aduana de donde proceda se diga proceder l
carga.
Para conhecimento dos ridados argentinos resi-
dentes nesla provincia, se faz publico o seguiutede-
creto :
Departamento de)
Relaciones Exterio- \ Paran, Junio 16 de taii
res. )
El l'ice-l'reiidenle de la Confederacin Argen-
tina.
Teniendo en consideracin las declaraciones he-
chas por S. M. la Reina del Reino Luido de la
tiran Bretaa Irlanda, y S. M. el Emperador de
los Francczes, en garanta del comercio de los neu-
trales durante subsista la resistencia armada que co-
mo Gobiernos aliados harn conlra el Emperador
de Rusia para rechazar las agresiones de que es ob-
jeto el Imperio Otomano; el Gobierno de la Confe-
deracin Argentina, en su carcter de neutral, ha
acordado y decreta :
Arl. 1." Los ciudadanos de la Confederacin Ar-
gentina se sometern, durante la presente guerra Eu-
ropea, las obligaciones de la mas estricta neutrali-
dad.
2.o Prohbese los ciudadanos de la Confedera-
cin, el lomar parte en uingun armamento de guer-
ra, en cialquier otro acto que contrare las obli-
gaciones que les impone su condicin de neutra-
les.
3.o Prohbese armar, tripular, abastecer y admi-
tir con sus presas en los puertos de la Confedera-
cin, ningn Corsario Ruso durante la guerra ac-
tual sostenida por el Imperio Francs, el Reino D-
nido ile la Gran Bretaa j la Puerta Otomana, con-
tra el Imperio Ruso.
i.0 Los contraventores de las disposiciones ante-
riores, sern juzgados y penad..- con arreglo al de-
recho pblico internacional.
>.o Comuniqese y circlese esle decreto quie-
nes corresponda, publiquese y dse al Rejislro Na-
rtNUu. CARRIL.
Juan M. Gutierre;.
S< IEMIAS E ARTES.
Conhecimentos geolgicos.
Ha perto de um seculo que as sciencias teem presta-
lado I inmensos sen icos as arles induslriaes de lodas
as nalurezas, mas lie mais rcenle a pocha em que
a agricultura comerou a aproveitar as descoberlas
scienlilicas. Foi pelo amanhn das trras, e empre-
ao dos adobos que leve principio a applicacao da
-ciencia na agricultura ; mais recenlemenle'u me-
cnica- veio olTerecer-lhc o sen concurso, confeccio-
nando novos instrumentos aratorios.
Urna das sciencias de que se deve esperar nu-
murosa applicacao. be a geologa ; porque se oceu-
pa de reconhectr lodas as sustancias que formam
a superficie solida do globo, assim como a sna or-
dem de sobreposiro ; esta scicncia examina minu-
ciosamente os diversos terrenos que o homeni ex-
plora, e cii'oc \nmen le a agricultura deve ja geo-
loga noces muilo uteis, que podem servir de re-
gra geral cm bastantes casos.
Entre os gelogos, que mais seriamente se tem
oceupado da applicacao das sciencias geolgicas .
arles, industria, e a agricultura, citaremos Mr.
Nere Boube, e para mcllior apreciar a ulilidade
das suas applicac,6es, Irancreveremos a seguinle pas-
sagem d'uma das numerosas obras desle sabio :
Os terrenos calcreos, diz elle, ocrupam urna
grande parle dos pazes populosos e feriis ; sito em
geral paizes planos, onde algumas collinas se encon-
Iram nicamente ao longo do rios :, alm disso pe-
la sua natiireza mineralgica, sao qasi sempre t'a-
voravelmenle constituidos para a vegelacao ; sen-
do isto resultado da junecao de um grande numero
de elementos diversos, procedentes de" terrenos mais
anligns do que elle;, c cujos roslos, amistados pelas
aguas, Icnham sido por ellas depositados, e con-
junctaruenle envolvidos. Se algumas parles este-
ris se encontrara nesles terrenos a agricultura po-
de fcilmente tomal os productivos, porque qua-
si sempre encoulra nesses diversos campos urna ma-
teria tal cuja mistura deve produzir a ferlilidadc.
e He pois esta a occasiAo de examinar a questilo
do preparo das Ierras sobre um ponto de vista mais
geral, por isso que os terreno-, de que se trata, es-
tando mais espalbados, ou sendo pelo menos os
mais cultivados, conlm ordinariamente em pou-
tos separados, as materias que mais inleressam ao
agricultor; como a barro, argila, arcias, o gesso e
acal i) He a mistura beni combinada deslas mate-
rias que deve produzir a melhor Ierra para a. -cul-
livaeuo.
A Ierra vegetal, que vemos na superficie do
globo, lie qoasi sempre o resultado da decomposicao
das rochas subjacenfes, e o gelogo recouhace o ter-
reno que llca debaixo da trra lavrada, pelo simples
oame desse mesmo terreno.
Nao he exacto qoando se diz que, da arcumu-
la^ao do detritus de materias vegelaes e animaes
he que se lem formado com o lempo os terrenos que
cultivamos. Se assim fosse esses terrenos seriam
quasi semelhs-rles por loda a parle, e quasi por toda
a parle feriis.
Os a detritos n das malcras orgnicas formam,
he verdade, urna qualidade de "trra, ou de cslrome,
a que se chama humus; b mas nao he esla a maor
porrilo de Ierra vegetal que goza de urna posicao
importante no progresso da vegetarlo.
A Ierra propriamenle dita nao pode so por si
nutrir as plantas, ms nicamente as sostena sem
com ludo as prejudicar ; a Ierra apenas Ihe presta
um favoravel apoio, da mesma maneira que o ho-
mem enconlra um abrigo na casa, que edifica, e
nao pode alimenlar-se. a menos que para ella con-
duza os ineins de alimentario ; da mesma maneira
pura (/ue a planta BOtaa ticer na trra, que a ap-
poia, tornase necessario que esla esleja prvida
dos meior nulrilicos.
O grande segredo da agricultura reduz-se pois
a dous pontos principaes : dar s plantas um terre-
no convenientemente preparado, e conservar as
Ierras de apoio os alimentos uecessarios para a sua
l. cundid ole. Examinaremos rpidamente eslas du-
as coiolicoesdi) poblema.
A Ierra ser betn constituida, c propria para re-
ceber as raizes das plantas, quando esliver suflici-
cnlcmentc movel ; quando a agua da cliuva nao po-
der rpidamente intrudiizir-se na parle inferior, re-
presando de nlaneira que a sna aturada permanen-
cia n.lo venha innundar e corromper as raizes.
A Ierra deixa de ser bastante movel, logo que, cm
consequencia da grande quaulidade de argila, que
conlm, esliver sugeila a endurecer-se em grandes
torrees pela menos prolongada secca ; lie enUo mui-
lo necessario ajunlar-llie arcia c algumas vozeso cal-
careo, para diminuir o excesso de coherencia, prin-
cipalmente devido a argila.
A agua da cliuva perde-se fcilmente em um 'ter-
reno areinlo, porque de promplo csca a maior pro-
luiidbla.le do que as raizes, deivando as plantas em
urna secca quasi continua ; o que d lugar a que
ellas rhegucm a abortar. Para obviar esle incon-
veniente, romvm dar a esses terrenos una quauli-
dade suflicienle de argila ; devendo cointiido ter cui-
dado no excesso, porque ueste caso a agua lica re-
prezada na ierra, em que a argila se encoulrar de
lal maneira predominante, que forme um reserva-
lorio permanente. Nao podendo portantu a agua a
inlroduzir-se na parle inferior, corrompe as plantas,
que, pela nalureza do scu tecido, nao eram deslilla-
das a \iver nesle clemenlo A arcia cspalhada nes-
la qualidade de terreno absorve muilo a agua.
Taes sao cm poucas palavras, os defeilos de que
se deve preservar a liabitarao das plantas, agora
trataremos da sua nutrir'io.
Alm do ar e da agua, que silo a base principal
da sua conservadlo, he necessario qne j solo, que
as -lstenla, Ibes forueca os principios nutritivos
proprios para cada urna dellas ; e sem cnlrar nos
detalhes do que conviria a rada especie de cultura,
basta dizer que em geral lodas as Ierras careeem :
I.0 de humus, porque he oestes detritos de materias
\egeUe-s c aninia.es, que eslao reunidos os verdadei-
ros elementos cliy micos da nulricno das plantas ; os
eslrumes, ou alcalinos ou cidos, e outras composi-
c,es artiliciaes, devem considerar-se como auxilia-
res ou complementos do humus natural : 2. A cal:
effectivainenle por meio da analyse lem-se rerunhe-
cido as plantas urna propon;io muito consderavel
de saes de cal ; os diversas cidos desles saes sao for-
necidos pela fcrmcntat;ao, pela decomposir-o das
materias orgnicas, c mesmo pela almnsphera ; mas
lie necessario que a base calcrea seja abundante-
mente cspalhada na Ierra vegetal, para que esses
saes possam all formar-sc.
He verdade que este humus e esta eal existen
naturalmente em proporcoes variaveis, no amor
numero de (erras ; he agua que os dissnlvc, e as
iulroduz as raizes c cm lodo o organismo da plan-
la, para all serem elaborados, segundo as leis da
vegelaco ; mas, por isso incsnio, que o humus e a
cal peda ser dissolvidos e all inlroduzidos pela
agua, a qnanlidade que qualquer trra conlm em
si na poca da sua primeira cultura, diminue todos
os anuo-, aprcsenlando-se a necessidade de ser re-
novada^ Anda que as plaas eslranhas e as raizes
da e-l ic.io precedente, conscrveni no terreno una
certa porc.au de humus, essa quaulidade he sempre
inferior aquella de que se carece, para desenvolver
loda a colbcila levantada, da mesma maneira que a
cal, continuamente dessolvida pelas aguas, nao pas-
sa nicamente no sistema orgnico das plantas, mas
vai sem cessar, inlmduzir-se na parle inferior das Ier-
ras vegelaes, onde se deposita as areias cm lodas as
direcces, cm partculas calcreas, que endurecen)
areia transformando-a em gesso, maisou menos soli-
do ; oulras vezescsla agua calcrea, fillra-sepelnmeio
das argilas subjacenles, impregnando as deca, co-
l indo-as do verdadeiro barro mais ou menos calca-
reo. He desla maneira que se esgola a Ierra, c que
para a reanimar, se torna necessario resliluir-lhc o
que houver perdido. Nao basla portaulo nicamen-
te os cstrumes ou humus, que se devem espaldar
nos campos, para os lomar feriis, he ainda neces-
sario ministrar-lhes as materias calcreas, logo que
dellas eslao desprovidos.
Combinando o que acabamos de dizer, qualno
conservarlo c alimenlacao das plantas, ve-se a ne-
cessidade de constituir convenientemente os fere-
nos em segundo lugar de mantelos. I'ma terr i liein
preparada deve compor-se de argila, de areias, e
mesAio de carbonato de cal; Inda a Ierra bem con-
servada deve cnnlcr, alem desles principios csscuci
aes, o humus, e os ses calcreos. Entre osles saes
o carbonato de cal he de ordinario prefcrivel. e o
mais commum, segundo a ualnrcza, e que mais f-
cilmente se presta as dccomposicoes, c as combina-
res de toda a especie.
Nao basla limilar-se, como se faz em muilus pai-
zes, a estruruat asierras, he inlcirameiile necessario
o cm prego do mame cerlo barro preparado, que
serve para adubar as Ierras.
O mame lie sempre urna mi-tura calcrea e argi-
losa, com areia ou sem ella. Ha pois mames argi-
losos, mames calcreos, mames arenosos, c ainda
outras multas variedades, segundo a composirao dos
seus demonios primitivos. Esculhendo convenicn-
le as qualidades de mame, segundo m necessidades
dos terrenos, que se de-ejam inclborar, podc-se usar
de argila, as Ierras que a reclamaren!, arcias na-
quellas em que fallar, e ao mesmo lempo o calcreo,
uas que esliverem dcllc de.providas. \
Os mames, lomados isoladamenle, seriam esteris
porque neulium existe, em proporcoes taes, que re-
na os (res elementos em um terreno bem prepara-
do ; he de ordinario na parle menos frtil d'um
campo, quese descohrem os mais fecundos mames.
O amanhn das Ierras, segundo se observa, he con-
ga muilo simples, c habilualmenle oblein grandes
vanlagens; no entretanto convem nao dissimular,
que eslaempreza n.lo sabe obstaras diflculdades.
Reconher exactamente naliii era do solo, que qner
preparar, determinar as materias necessarias para
esse preparo, e as suas proporcoes relativas, desco-
lirir cssas materias as proximidades, e eslabelecer
all osyslema de exlrarc,ao, o mai.s conveniente, co
menos deespeudioso, silo oulras lanas operacoes,
que mnilas vezes reclamam.esludos geolgicos niuto
precisos.
A applicacao desles principios geraes, fez ji gran-
des progresso-. c passa na pratica (marnage das
trras) gcneralisaiido-sc; he muilo raro deitar de
ver os producios agrcolas de orna Ierra duplirarem-
se por esla nica operacan, especialmente quando
be posta em pratica rom intelligencia.
Se em algumas circunstancias raras o resultado
nao tem correspondido a expectaco do cultivador,
deve atlribuir-sc essa causa, a que a esculla dos a-
dubos nao fo aprupriada a nalureza das trras cul-
tivadas naquella localidade.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
VARIEDADES.
CARTA DE LMA MENINA ESPIRITUOSA DES
TA CIDADE DO PORTO AO SEU AMANTE.
Objeclo tres amable. De cert6* tT S. nSo faz
urna idea aproximada da pena que sinto no estoma-
go da alma, por me er na dora c indispulavel ne-
cessidade de repellir as mimosas, bem que naturaes
exigencias que V. S. pe exarou por seu propro
punho. na apreciavel missiva pagina urna por dclra'z,
que me foi emrcgue pelo Audr, j se sabe debaixo
do mais respeitavel sigillo*) mas eujf-ipcro oOjeclj
iris amable que V. i. cm urn parvutliese de tran-
quilli lado dar a sna sancho ao 'o procedimento.
V. S. objeclo tres amable, sabewnuito bem que eu
souuma donzella nubil, e que tiesta diflleullosa po-
sicio teuho deveres a cumprir perante a religiAo e
a sociedade, de que sou urna parlicul. O rendez-
cous nocturno c misterioso que me sollicila lie mui-
lo perigoso, e ha ciempis falaes tanto na historia
sagrada como na profana. A hora, o local, a la,
o arvoredo, ludo islo e o ipais a que Ble clicga a mi-
nha ruriosidade, hao de cerlo incendiar o coracao
de V. S.. que nao pollera, segundo as leis immula-
veisda naturer.a, equilibrar-sc entre as lavaredas di
paixSo e o gelo da ra/.ao.
Hemais, objecto tres amable, ainda que o mais
apaixonado e e-pe-so nevociro fizesse oscurecer o es-
mallc da minha razo, cu linha era consequencia
da architeclura do domicilio, de passar pelo quarlo
matrimonial dos meus progenitores, e mesmo rocar
pelas avenidas do Ihalamo conjugal. A mam lem o
sorooo mais dapliano que o somno de urna pulga, c
de cerlo acordara ao imperceplivel sussurro da plan-
ta pedestre de sua filha : e o pap bem que possue
um Morplieu mais pesado, est comludo ha tres noi-
tes padeicndo nflammacoes visceriras e tem sobre a
epiderme regional do venlre baixo cataplasmas de li-
nhaca, que Ihe receilnu meu primo, que he medico
obstreticio pela escola mcdico-cirurgica, com graos e
carias e sello pendente;
Hemais o quintal lie defendido desde que passa a
retreta at que o sol allumia a (orre dos Clrigos, e
lelhados alijrenles pelo Palmeo, animal canino, e
de um carcter houradssimo neslas materias. V. S.
objeclo tres amable j fo victimado no holocausto
dos seos denles, quando Ihe resgaram o seu Pio-no-
no ; sceua trgicamente me lonba, que ainda boje
pe atauja e cobre de suor a culis corprea da sua
amiga. O maldito ladrara, Recordarla os senos, ac-
cudiria apalrulbal qnc baruIHo! que perigo hor-
ror 1 horror!
Objeclo tres amable, se V. S. como diz na sua de
anle-liontem, pela mais violenta e vesuviana das
paixes liga a eternidade da sua existencia n posse
deste nada viveule, sollicile em termos habis urna
audiencia do meu pap ; e depois dos preludios ce-
remoniosos estabelecidos pela boa sociedade, peca-
lliei a minha dexlra, com os apensos legtimamente
estipulados na cscriplura_ publica e nupcial, eo meu
pap de certo Ihe nao' negar, nao s pelo sangue
que Ihe circula uas veas, como pelo mrito plusico
e moral de V. S.
Objeclo tres amable, accredilc que s por esle
vehculo V. S. podern rhegarao templo da realidad*,
corpreamente fallando, porque do meu espirito,
isto he, da parte a que os plulosophos chamam in-
lellectualidade ja V. S. lie legitimo dono, desde a
segunda uoile do Trovador, cm que os meus olhos
liveram a dila de se encontrar com os seus quando
eu cutral a no retrete.
Aqu, e em toda a parle toa e scrci de V. S. a mais
fiel ea mais lerna das amantes *
Julho 20 anno da graca e' do nascimenfo de
Chrislo, 1854.
Carta de Braz Tisana, boticario de Lisboa, ao
barbel ro.
Aaoslo 14. ,
.l/oii raer.No da 12, dia de Sania Clara virgem,
deixei a corle, e vim com a minha Gerlrudes para
o campo, pois tenho nos suburbios da capital um
quinlalejo cun focinho de quinta. Tanto a prssoa
do menino como a minha altachc, a indispensavel
Gertrudes vivamos adoenlados na cidade, e tulla-
mos inedo da cholera morbus ou das clicas fulmi-
nantes, como Ihe chamam os Hespanhoes. A pobre
velha diz que o meu padecimenlo he carunchn, e
ella, mo charo, lem maisdez anuos do que eu He
mana dos velbns, eucobrem sempre a idade, e as
enancas a augmentara. Ninguem esfa contente com
a sua sorte, ao mesmo lempo iiiiiguem quer inor-
rer!
Apenas aqui cheguei fui logo comprimenlado pe-
los meus numerosos amigos, e auloridadas consti-
tuidas, islo he, pelo cabo de polica da fieguezia,
influencia cieiloral da freguezia, c pela la Jeroni-
ma, anta, ou quer que seja, do Sr. Cura. A lia Je-
ronima he pessua muto capaz, muilq verdadeira,
muilo teniente a Dos : passa dos (pironla, iuclu-
indo os da mama, e inda lem carnes sullicienlcs pa-
ra ama de clrigo. Esta donzella veio procurar-me
teda assuslada, e pergunluu-uie se era, ou nao cer-
ta, que o mundo se arabava na terca-fera porque
o Sr. Cura, correspondente da propaganda fide an-
dava muilo assuslado com este boato astronmi-
co.
Eu, Mcslre, dsselhc : filha, o que esta para vir a
Dos perlcnce ; s elle sabe quando priuripiou o
mundo, c quando o hade acabar. Ninguem he ca-
paz de mcller o nariz nesles segredos, que sio mais
tapados que segredos de gabinete. Alia Jcronima,
depois de sorver pelas suas respectivas ventas urna
pilada de rap, disse-me :Pcisolhe, -enb r Braz,
um hoincm eutendido, que sa le lgica, e a leilura
repentina, e que conversa com os asiros j ha mui-
lo que disse que na lerca-feira, 15 do que va cor-
rendo, liuvia de apparerer um enrmela, que havia
de levar a trra presa ao rabo O calor esl in-
supnrlavel, e elle sempre ba o quer que seja.
Mestre, j Ihe lonho dito que d'astronoinia nao
pesco nada : se Dos me qoizer malar, morro, ape-
zar de ler a meu favor alguns peridicos. Com lu-
do, nao me entra no loutico que o mundo se acabe
1.1o dcpress.i, porque alias o Jos Mara Eugenio n.lo
se media a fazer o raranho de ferro das vendas-no-
vas, nein olio Lucolle o de Cintra : demais he' iiu-
possivel quo o goveruo por va das mas autoridades
nao soubesse que o inundo eslava a acabar, c nesse
caso nao mandava proceder a eleicjo supplementar
d depulados, c havia de lomar as suas medidas pre-
ventivas. Estou que he um grande mamullan. Para
quera se acabou o mundo com cerleu certa, foi'para
o pobre Constan ti ni. a q nein a sagrada consulta acaba
de privar da calmea no dia 7 demarco de 1854 c que ha
dias ficou sem ella na corle le Roma capital do
orne rhristao. Alfribuiram-lhe o assassinalo do con-
de Rossi. c o alliviaram das penas desle mundo no
dia 23. Segundo o meu correspondente particular,
que mora na ra do Corso, o liomcm Cnnslanlini
antes de morrer grilou muilo contra o Pi 9.o e a
jnslica dos padres ; naoquz recebe!" ossarramcolos
orou ao povo, deu vivas repblica, e morras no
Padre Santo Apezar de ludo islo. o exceulor da
allajustica fnceionpu, e quando esle melianle fiiuc-
ciona o negocio esla concluido : Comumatum est,
diz a minha Gerlrudes. que aprendeu lalim quando
esteve por criada as commendadeiras de Sanios.
Honlein recelo um expresso da capital com a noti-
cia Iclegrapbica de que o Mazzini linha felo nma
revolucao republicana hipara as bandas da Italia:
nao sci se he verdade, bem que seja provavcl, pois
o homem ha de sahr da concha ; muilo se lem ello
demorado ITambera recebi boje carias de Elvas :
o meu correspondente que he caserucim.me diz que
chegara pela posla a Badajoz um francez que deu a
noticia de que oConcha D.Manoel proclamara a fede-
racjio ibrica em Barcelona c que n'outras povoa-
ciies se havia proclamado o imperador Pediu5.o
Eu, Mestre, nao arredilo melado, nein a Ierra par-
le do que se diz : mas venha o que vier, ludo"serve,
porque ludo enche as columuas dos jornaes, e con-
tenta os pasm.ilorio-.
Sailia que os corsarios marroquinos (omaram tres
navios carregados de bellas pequeas circacianas,
todas por encadernar, e viram ir ao fundo outro car-
regado de dinheiro. Parece que o Flelrher j se
prepara para ir sondar o ocano, e lirar das en ira-
nhas do mar aquellas immensas riquezas, que por
forja Ihe pertcncem. Ere quanlo s taes circacianas,
tenho d dellas e nao Ibes envejn a sorte. Confir-
ma-sea noticia da nomeaco do D. Antonio Rios Ro-
sas, para substituir o Alcal Galiano na no.-a corle.
Seguudoa opiniao da Europa, jornal de Madrid, o
tal D. Antonio he dos do programma de ticer ma-
mando. O Alcal deixa bstanles saudades, assim
romo a mnlher e a snbrinha ; qoe, valha-me Dos !
be bem boa creaturinha Hao de levar saudade*
nossas, porque eram geralmenle eslimadas : d no
que der, hei de me ir despedir delle, e lambem
dellas'.
Teuho sobre a mesa carias das margens do Danu-
bio. O grao Muphy me escreve de Cpnsianlinopla
o seguinleOs Russos levam para baixo o grande
colosso, que mellia lauto medo, deixara em breve de
ser o pap,lo da Europa, e o lypo da cscravidao mais
revollanle. Os laes cossacns deixaram a Valarhia.
O meu barbero Mamrde BarheirofT, lendo esla car-
la, (orcen o nariz e disseAl o lavar dos cestos he
avindima. O Mame le disse qoe o lal Muphy era
um grande pedaro d'atno I conlinna a dzer-se ma-
rnvilhas do vapor 1). Maria 2-. ; hecomcncilo mui-
lo areado. Em quanto a papanra eu nada ouvi di-
zer ; os vapores IngtezM Ir.-Uam mal.
Pelo dilo vapor, que entrn no dia 10, rerebi um
b irril/.inhn de melado, e urna barriquinha de caf,
que o meu correspondente da ra da Quitanda me
mandou.llei de arranjar-lhc pelo menos um habito
de Christo. Tambera llie mandarc pelo Cisne urna
amostra destas rousas mas s escondidas da minha
i er i rudos,i| ue be o m i grande sovina.e econmica da
primeira ordem ; diz ella que quem da o que lem, a
pedir vem ;eque islode amigos he hisloriaA mnlher
alcerto ponfo lem razno.No hospicio de D.Pedro II.
no Rio. existiam no moz de junho 2V> alienadas
136 eram do sexo masculino, 119 d'aqoclle sexo a
que perlence a minha Gerlrudes. e nm italiano do
genero neulro. Os malucos sao all tratados com amor
e aeoio.
Convidaram-me hnntem para ir ver um pepino
inonslro ; e com efleilo o fui ver, e fique banzado.
O lal brulinho tem meia vara de comprimcnlo, e
tres (piarlas de circunferencia; creou-se no Campo-
grande em Ierras contiguas s do lianlo de Palma,
que esl velhole, assim como a senhora baroneza :
lem visto mais do que eu e mesmo cousas que nun-
ca esperaran! ver. Tornando ao lal pepino, dir-lhc-
hei que ha de ser eulreguc do dia 24 de selemhro
sociedade do Pompna e Flora, para apparecer na
grande exposicao do passcio publico. Ha quem
diz. que o lal pepino alcanzara o premio grande,
que he de 4050(10 em medalha.
Appareccram lambem cm Lisboa dous versos
monsiros, e sao os scgiiintes :
a Tanto pesar, e Iflo soberanos afleclos,
ii Vibram d'alrna as sensiveis humanas fibras.
Foi um obsequio quefizeram ao capitn Mandes,
pelos seus llomens de marmore. As vezes ha
prsenles que he melhor nao os mandar. O
jardim Cbincz esl por ora em mingoanle. No
Gymnasio foi scena a I uva de i't annns, que se
eslava ensatando em I). Maria. O Palmeirim acha
alguma grac.a nislo ; cu c por mira tomara qce lo-
dos vivara. Anle-honlem estvc na ra dos Condes,
e nn deixei de gustar; estuu quasi a declarar-me
protector d'aqurlles artistas, porque s3o pobres, e
nao Ibes falla talento : comludo, apezar de ler dado
alguns remedios de graca a algunsjdeslcs artistas,
nao eotrei de borla.
Agora me allirmam que lodos dfl^^is deaccla-
maeo de Pedro V., e de federabaimTnca. s3oma-
ranhoes espalhados polos sarlNanos. O Victor-
!In- i j tem licenra do geverno bespanliol para vi-
sitar a Despalilla. Prorlamou-se a repblica em
Manzanilla; infelizmente chegon nm cano com 4
soldado, e a repblica evapnruu-se. Corre que a
rainlia Christna he ou foi medida em um convento,
mitins dizera que he mandada para Portugal. O
governo hospnnbol trata de armar a loda a pressa as
guardas rivicas, e dizem que os Carlistas j vao dei-
lando os coriiinhos de lora !
As Religiosas das Salezas, para consolar a Sr.
Muoz, e-i,'.o cusaiando a comediaDe fuera ten-
dr quien de casa nos arharo baile a Taran-
tela Napolitanat o sanelea Reina no se divi-
erte.
Sou, etc.
San Ir-, patacos
c fralernidade
L$ Citoyen.
(Rraz Tisana.)
COMMERCIO.
i' HACA DO RECI FE 2 DE STEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
C.olaces olliriaes.
Descont de ledras de 2 a (i mezes8 ao anuo.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia i a 21.....239:((Mi9l64
dem do dia 2........15:0724j2
2->4:67SJ escarregam hoje 2(1 de setembro.
B rea francezal'ernambucumercadoras.
Barra porluguezaMaria Josdiversos gneros.
Iliale brasiieiroOoiji Amigoso re-I o.
CONSULADO (ERAL.
Reudimcnlo do dia 1 a 23.....11:4398338
dem do dia 25........ 42629
11:481591,7
DIVERSAS PROVINCIAS.
Kcndimenlo do dia I a 23..... 687*112
dem do da 20........ 37j>73
724*785
Exportacao'.
Aiacaly, hiato nacional Inirmivcl, de 35 tonela-
das, ennduzio o seguinle:H4 voluntes gneros es-
Irauceiros, II ditos dlos narinnacs.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Uendmiento do dia I a J:.....->\556(737
dem do dia 25........911-3192
: 1081099
MOVIMENTO DO PORTO.
cVaciii entrado no dia 21.
TricsUs57 di.i, brgue hamhurgiiez Olinda. de 261
toneladas, capitao G. Wieperl, equipagem 13, car-
ga tartana de trigo e mais gneros ; a N. O- Ilie-
ber & Companhia.
Navio sahido no mesmo dia.
Bahiapatacho hrasileiro Flor do Norte, com a
mesma carga quelrouxe. Suspeudeudo lameirao.
Navios entrados no dia 2").
Ceari13 dias, Mate brasiieiro Noca Olinda, de 85
toneladas, mestre Custodio Jos Vanna, equipa-
gem 8, carga milho e arroz ; aTasso Jnior. Pas-
sageiros. Archa di Lindolpho de Almeida Forlu-
na, Daro Fortuna Pessoa.
Ilarrcllona38 dias, brigue hcspanhol Pizarro, de
235 toneladas, capitao Joao Oliver, equipagem 13,
carga vinho ; a Viux Amorini & Filho. Seguio
para Riieuns-Avros.
Lisboa e S. Vicente18 das, c do ultimo parlo 8,
crvela brasilea de guerra Giquilinhonha, coin-
inandaiilc o capitao de fragata Joaqun) Rayaran-
do de Lamarge. Passageims para esla provincia,
Joao Velloso Soarcs, Jos Velloso Soares.
Barcelloua e Malaga69 ilias, cdo ultimo porto 52,
polaca lo'-p mi, ,|,i g. Jos, de 107 toneladas, ca-
pitn M. Masanel. equipagem II. carga vinho c
mais gneros ; a Viuva Amorira & Filho. Ficou
- de quarcnlena por 6 dias.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
cm cumplimento do disposlo no ai I. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico pala conheci-
mento dos credores hipothecarios, e quaesquer in-
lercssados, que foi dcsapropriada a Jos Joaqun) de
Santa Anua, um i casa de Inipa na estrada do sul,
que vai para a villa do Cabo, pela qnanlia de 80f
rs., e que o respectivo proprietario lem de ser pago
do que se Ihe deve por esla denproprateao logo que
terminar o prazo de 15 dias centrados da dala des-
le, que lie dado para as rerlamaroes.
E para constar se mandn afflur o presente e
publicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 5 de selemhro de 1851.O secretario
A. F. d"AnnunciaruoT
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumplimento d* re-olu-
i.u da junta da la/enjj, manda fazer imbrico que
a arrematarlo da obra do arco e aterros do Afogadi-
nbo, foi transferida para o dia 28 do crrenle.
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bnco 21 de setembro de 1851.O secretario,
Antonio Ferreira rf Annunciacao.
O Dr. Custodio Manoelda Silva Guimaraes, juiz de
dreito do commercio desla cidade do Recifc por
S. M. I. e C, ele.
Faco saber aos que o presente edital vircm.que a
rcqucrimeuto dos commercianles Silva & C, se acha
por esle juizo abarla a sua falencia pela seulen^a do
Iheor seguinle:
Senlencu.A vista da declaracao fls. 2 declaro
berta a ralencla dos commercianles Silva & C, es-
tabelecidos com o Bazar Pernambucno na ra Nova
desla cidade.lii.indo lermo legal de sua existencia do
dia 1 do correnle mez, ordeno que se ponham sel-
los cm todos os bens, livros, papei, dos fallidos, e
nomcio para curador fiscal os credores Leconte Fe-
ron 4C, que preslarao, juramento na forma da lei
expedindo-se desde j ao juz de paz respectivo co-
pia aulhenlica desla sentenca para proceder a oppo-
sicao dos sellos e paguem os fallidos as cusas,
Recife 18 de selemhro de 1854.Custodio Ma-
noel da Silva Guimaraes.
Em cumprimenlo do que lodos os credores prsen-
les dos referidos fallidos comparecam em casa de
minha residencia na ra da Concordia casa n. no
dra 26 do correnle.pelas 10 horas da manhaa.alm de
se proceder a nomeaco de deposilario, ou deposila-
riosquo hao de receber e administrar provisoriamen-
te a casa fallida.
E para que chegue a noticia de lodos mandei pas-
S.1J o presente que ser publicado pela imprenta e
anisado nos lugares designados no art. 129 do regu-
lamento n. 738 de 25 de novembro de 1850.
Dado e passado nesla cidade do Recife aos 23 de
selemhro de 18.54.Eu Manoel Jos da Molla, es-
crivo o subscrevi.Custodio Manoel da Silva
Guimaraes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Cnimaraes. ju iz
de direilo. da primeira cara do commercio, nesla
cidade do Recife, de Pernambuco or S. M. I. e
C. o Sr. D. Pedro II, que' Dos guarde ele.
Faco (iber aos que o prsenle edital virem que,
Tasso & Irmaos havendo-mc requerido fosse decla-
rada aherla a fallencia de Antonio da Cosa Ferreira
Estrella, por ler esle ressado os seus pagamentos e
abandonado o seu estahelecimentn ; e (endo provado
o dedusido em sua pelicao, subindo os autos a mi-
nha couclusao, nelles profer a senlenca do Iheor se-
guinle :
Avisla do documento de folhas 4 litlos de di-
vida de fl. 5 fl. 8, fl 17 e fl 18 e dcpoimenlos de fl
13a 16 pelos, quaes julgo provado o deduzido a fl
2, e a visla da policio fl. 20 e da concludenlc prova
supraclada, c do disposlo no arl. 807, combinado
com o art. 810, do cdigo commercial, declaro aber-
la a fallencia do commcrciante Antonio na Costa
Ferreira Estrella, eslahelecido cora nma taberna ni
ra da Cadeia do Rcci/e, fixando o lermo legal da
sua existencia do dia 10 de agosto prximo lindo.
Ordeno que se ponham sellos em lodos os bens,
livros e papis do fallido, e nomeio para curador
fiscal o credor Jos Jacome Tasso, que prestara ju-,
ramenlo na forma da lei, expedindo se desde j ao
respectivo juiz de paz copia aulhentica desla sen-
lenca, para proceder a apoticao dos sellos ; e pague
o lallido as costas.
Recife 18 de setembro de 1851___Custodio Ala-
noel da Silva Guimaraes.
Era cumprimenlo desla minha senlencn, lodos os
credores prsenles do fallido Antonio da Cosa Fer-
reira Estrella, comparecam na casa de minhaa resi-
dencia, na ra da Concordia, bairro de'S. Antonio
no dia 26 do correte mez as II horas da manha, a
lint de se proceder a nomeae.io de depositario para
receber e administrar provUoriaincole os bens da
casa fallida.
E para que chegue a noticia de lodos, mandei
passar edital, que ser publicado pela mprens e
eallixado na praca do commercio, casa das audien-
cias ceslabelecmenlo do fallido.
Dado e passado necia cidade do Recife, capital da
provincia de Pernambuco, aos 22 de setembro de
1851.Eu Manoel Joaquim Baplisla. escrivao in-
terino o serev i. Custodio.Manoel da Silva Guima-
raes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz
de direilo da primeira vara do commercio nesla
cidade do Recife de Pernambnco por S. M. I. e
C., o Sr. Pedro II que Dos guarde ele.
Faco saber aos que o prsenle eijilal virem que
por este juizo se acha pcnborada quanlia sufficenlo
cm dinheiro em mo de Marianna Dorathca Joaqui-
na, lo-lamenten a do lina lo Jos Francisco Belem,
para pagamento da execucAo que Francisco Seve-
rianno Kabello. eucaminha conlra Francisco Jos
Belem, pelo que os credores incerlns do e!ecu(ado
sao chamados pelo prsenle para opporem a prefe-
rencia que liverem ao dinheiro penhorado, devendo
comparecer nesle juizo dentro do prazo de 10 dies,
contados na publicado do prsenle lindo o qual nao
compareeendo se passar mandado de levantamento
exeqoentc.
E para que chegue a noticia de lodos mandei pas-
sar o prsenle edital que sera publicado pela impren-
sa e dous do mesmo Iheor que terao aflhados na
praca do commercio e na casa das audiencias.
Dado c passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 16 Je selemhro de 1854.Eu Manoel
Joaquim Baplisla, escrivao interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era rumprimenlo da erdem do Exm. Sr. pre-
sdeme da provincia de 18 do correnle. manda fa-
zer publico que peranle a junta da I a/en,la da mes-
ma Ihesouraria, sa lia de arrematar no dia 19 de
oulubro prximo vindouro, a nuem por menos li-
zer, a obra dos reparos urgenes de 1.060 bracas
correntes na 1 parle da estrada do Pao d'Alio,
principiando 60 bracas antes do marco 2,000 bra-
cas e terminando no de 3,000, avaliada em rs.
5.3299830.
A arrematarlo ser feila na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio do correnle anuo, e
sob as clausulas especiaes ahaxo copiadas-
As pessoas que se propozerem a esta arrcmalacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, "no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se man ion afiliar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de setembro de 1854. O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematara-).
1. As obras dos reparos de 1,060 bracas cor-
rentes da Estrada do Pao d'AIlio, far-se-hao'de con-
formidade com o orcamento e perls approvados pe-
la directora em conselho, e apresentado appro-
vaco do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 5:32958)0 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no
prazo de 15 dias e dever conclui-los no de 3 me-
zes ambos contados na forma do arl. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3." A importancia desla arrematarlo ser paga
em duas preslaces iguaes: a l.'qnando esliver
foila a metade da obra e a 2., qoando esliver con-
cluida, que ser logo recebida definitivamente sem
prazo de responsabilidade.
* O arrematante excedendo o prazo marre lo
para a concluso das obras, pagar uma mulla de
cem mil rs. por cada mez. embora Ihe seja concedi-
do prorogaeflo.
5. O arrematante durante aexecucao das obras,
proporcionara transito ao publico o aos carros.
6. O arremtame, ser obrigadn a impresor na
execucAo das obras, pelo menos metade do pessoal
de gente Ivre.
7." Para tudo o que nao se adiar determinado
as prsenles clausulas ncm no orcameulo, seguir-
se-la o que dispe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme. O scretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
Para o Aracaty.
Segu no dia 28 do correnle o Iliale Ligeiro, qaem
no mesmo quizer carregar ou ir de passagem, dirija-
e ] ra do Vigario n. 5.
A venda,
O lindo e muito veleiro palacho Clemenlina,
(lolarao 137 toneladas) recen temen le chegado do Rio
' .raude do Sul, com um carregamenlo de carne sec-
ca para oude tinha desle porto conduzido outro car-
regamenlo de assurar; vndese com loda a rnastrea-
cio, veame, mcame, amarras e ferros, e com todos
ossulencilios e perlcnces, (al qual se acha promplo
par^ emprehender nova viagem, mediatte algum
pequeo reparo: o prelendentesdirjam-seaoagen-
e de leilOcs Fi aasco Gomes de Oliveira. *
Para a Baliia.
Saldr cm mu,-i poneos dias o muilo veleirn pa-
lhahole nacional L >us Amigos, o qual lem parle de
sua carga prompta, cebe o resto a frele e Irala-se
com seu coiisgnalai. Antonio Luz de Oliveira
Azevedo : na ra do (J. eimado n. 9, ou com o capi-
lo na praca.
Paia a Bahia sahe na presente se-
mana o bem conhecido e veleiro hiate na-
cional Amelia, por ter a maior parte de
seu carregamento prompto ; para o resto
da carga e passageiros, trrta-se com Nc-
vaes 34, ou com o mestre Joaquim Jos Silvei-
ra, no trapiche do algodao.
Aracaty. \
Segu no dia 30 do correule o patacho* o Santa
Cruzo ; para o resto da carga, traa se com CNstano
Lyriico da C. M., ao lado do Corpo Santo,, loja
n. SO.
Para a Bahia sahe nestes dias a su-
maca Rosario de Maria por ter seu car-
regamento prompto, ainda pode receber
alguma carga ; trata-se com os consigna-
tarios Novaes & Companhia, na rna do
Trapiche n. 54, ou com o capitao no tra-
piche do algodao.
COMPANHIA BRASILEIRA DE PAQUETES DE
VAPOR.
O vapor brasiieiro S.
DECLAHACOES,
Pela mesa do consulado provincial se nnun-
cia. que o Irimesle addicional doexerciciu.de 1853
1851, espira no ultimo do correnle, recolhcndo-sc a
respectiva Ihesouraria nessa poca todos os livros
perlcncentes a semelhante exerricio, para serem ex-
eculados os contribuales : assim pois avisa-se a
todos que deixaram de pagar dcimas e oulros im-
posto*, que concn.un a pagar seus dbitos ate o dia
ultimo do mez cima mencionado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos sc-
nhores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do 1. a 15 de outiibro
do crtente auno, mais 50 0(0 sobre 0
numero das accoes ejue Ihes oram distri-
buidas, para levar a ell'eiloo complemen-
to do capital do Banco, de dous mil con-
tosdereis, conforme a resolurao tomada
pela asscinblc'a geral dos accionistas de 20
desetembio do anuo prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto "de
185 4.O secretario do conselho de direc-
c5oJ. J. deM. Bego.
Salvador, commandan-
le o primeiro lenle
Sania Barbara, espera-
se dos portos do norle
no dia 28 do correnle. e no dia seguinle ao da sua
chegada seguir para Macei, Bahia e Rio de Janei-
ro. Agencia na ra do Trapiche n. 40, segundo
andar.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLEZES
A VAPOR.
' No dia 1. de
oulubro espe
ra-se da Euro-
pa um dos va-
pores da com-
panhia real, o
quaj depois da
demora do ros-
tome seguir
para o sul: pa-
ra passageiros, Irala-se com os agentes Adamson Ho-
Wiea Companhia, ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B. As carias para oo portos do imperio enlre-
am-se no correio geral. as para o Rio da Prata no
consulado inglez, no Trapiche Novo n. 12.
Vende-so uma li.uenea denominada Nalalense,
bem construida, de 24 a 26 caixas, ponen mais ou
menos;a tratar na ra da Cadeia do Recife n. 56,
loja de ferragens de Francisco Custodio de Sampaio.
LEILOES.
LEILAO' DE LIQLIDACAO'
Sexta feira 29 do crtente as 11 horas
da manhaa em poni o agente Boberts,
ara'leilaonoartnazemdeMigiielCarneiro,
na ra do Trapichen. 58 de todos os>bjec-
tos ciue se acham no mesmo, assim como
tambera carros de quatro roda* cabrio-
lis, em muitobonsestado.cpievllem a pe-
naqucn tivervontade de vir ao leilao.pois
que nao llavera' tao boa occasiao.
Schafliellin & C. continuarn, por nlcrvcn-
(ao do agcnlc Oliveira, o scu leilao de fazendas
avahadas por conla e risco de quem perlencer,
e de grande sortiraenlo de oulras em Iwm eslado :
terca-fera 2fi do correnle s 10 horas da manhaa
em ponfo, no scu armazem, ra da Cruz.
Me. Calmonl & C. Carao leilao. por interven-
gao do ageule Oliveira de marca Iriansulo 2,14 cal-
xas, cnniendo si i-i duzias de garraCas de superior un-
ta prela, c 180 duzias da encarnada, chegadas de
Londres lia lempo, e que por isso se vendern para
Texar conla : quarla-feira 27 do correnle, as onze lio-
tras da manhaa em ponto, no seu armazem de depo-
csilo de machiiiismo para enc;enhos, ra do Apollo.
Quarla-feira 27 do correnle as 10 >i horas da
manhaa o agente Viclor far leilao no seu armazem
rua da Cruz n. 25, de grande e variado sorlimenlo
de obras de marceneria novas e usadas, de difleren-
les qualidades, relogios para algibeira de melal eal-
vanisado, candeeiros para meio de sala, lamentas
com psdevidroecasquinho. um ptimo pianno in-
glez, diversas obras de ouro e prala de lei, uma por-
cao de quejos do serillo, charutos da Babia de supe-
rior qualidade, ele, ser lambem vendido uma ex-
cedente mobilia nova de amarello por todo prero,
assim romo um cavado arreiado andador baix e
bom esqupador, e oulros muilus objeclos que esla-
r.lo a musir no dia do leilao.
QUI.NTA-FEIRA 28 DO CORRENTJ.
Leilao extraordinario e ultimo, que faz
o agente Borja, no sen armazem sito na
rua do Collegio n. 14, a's 10 horas da
manhaa, dos objectos existentes no mes-
mo, sem limite algum, por estar de com-
mum accordo com os seus proprios do-
nos, e em consequencia de mudar-se bre-
vemente para outro armazem, os quaes
objectos estarao patentes no armazem ci-
ma mencionado.
AVISOS DIVERSOS.
Quem precisar de um criado para mandados-
compras e qualquer servico de casa, o qual d fiador
a sua conducta : drja-se a ruado Collegio n. 21.
Na rua Nova n. 47, aluga-se
AVISOS martimos.
Cea ia
Maranhao e Para'
com destino aos polios cima
deve seguir mui brevemente por
ler grande parle da carga tratada, o no-
vo e mui veleiro palliabote Lindo Pa-
quete capitao Jote'Pinto Nunes, para a
cargue passageiros trata-fe com os con-
signatarios Antonio de Almeida Comes &
Companhia, na do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitn a bordo.
ACARACL" E GRANJA.
A estes dous portos pretende seguir o
hiate Fortuna, capilio P. Valette, Fi-
lho: quem no mestro quizer carregar sir-
va entender-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C., na rua do
Trapiche n. 1G segundo andar.
uma preta para
servico de rua ou de caa, a qual s cozinha o ordi-
nario, lava roupa e tem boa conduela.
Precisa-se alugar para uma casa de familia,
uma cozinbera ou coznheiro, livres ou escravos :
no pairo da aialnz de Santo Antonio sobrado de
um andar u.2, por cima da loja desirgueira.
No safcbado 23 do corren te a's 10 ho-
ras da manhaa, desappareceu da casa do
Dr. Pedro de Atthayde Lolx> Moscoso, o es-
cravo crioulo Jos, de idade 14 annospou-
comais ott menos, levando vestido camisa
e caira deriscado azul, he de estatura re-
gular, prometiendo ser alto por ter bra-
cos e peinas bastante compridas, he ma-
gro, tem os dous dentes decima nfrente
principiando a apodrecer ; este moleque
foi comprado ha ponto lempo ao Sr. Ma-
noel Caetano de Medeiro, tendo vindo do
sertao, descoiiia-sc que esteja acuitado
em alguma casa: roga-se portanto as au-
toridades policiaes, capiUies de campo e
a qualquer pessoa do povo, o obsequio de
o apprehender e levar a casa de seu se-
nhor na ruado Collegio n. 25; assim co-
mo protesta-se perseguir com todo o ri-
gor das leis a quem o tiver acoitado.
Aluga-se um sitio perro do Recife,
com casa que tenlia bstanlos commodos
para familia: a fallar com Miguel Car-
neiro.
Conduz-se trastes, madeiras, on oulros quaes-
qrter objeclos em canoas, para qnalquer arrabalde
desla cidade, com a devida securanca e preco milito
comino,tu : a tratar na rua de Sania Hita n. lili.
Lava-M c engomma-so cun perfeicAo e preco
commodo ; no liecro do Kosario u. 2.
Sevla-feira, 29 do correnle. depois da audien-
cia do l)r. juiz de orphaoseauscules, lem de serem
arrematadas por venda por ser a ultima praca, duas
casas terreas mcia-asuas, sitas no lugar do Campo-
Verde, na Soledde, sendo urna com porta de rochei-
ra, avaliada cm :)0Ujl>U0, oulra no valor de 2D0SOIIO,
ambas cm chitos proprios ; por execuco de Justino
l'ercira de ("arias conlra o casal do menlecaplo Ma-
noel da Cuiilia Oliveira.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
Por ordem da direclora avisa-se aos Sr*. accionis-
tas, que aquellos que nao forem pcssoalinenle bus-
car livros no eslabelecimenlo, devero mandar um
I.Ilude pelos portadores.M.F. deSouza liarbosa,
segundo secretario. *\
l'or ordem da direclora ava-se aquelles dos
Srs. associados, que anda conservam livros em scu
poder, alora do prazo marcado para a leilura, que os
recolham no eslabelecimenlo o quanlo antes, do con-
trario se larSo elWlivas as mullos impostas pelo re-
sulamenlo.M. F. de Souza liarbosa, segundo se-
crelario.
As abaixo assignadas, chegadas pelo ultimo va-
por do sul, lem a honra de olToreccr os seus presu-
mes a lodas as respeitaveis familias desta pra^a para
dar roncerlns c cantonas conforme us seus instru-
mentos de realejo e pandeiro, para o que podem ser
procuradas todo o dia no hotel I-morisco, e de imite
locarao no caf do Sr. Paiva, rua da Cadeia Velha.
Elisa Haas f Anna Zemmer.
Aluga-se uma prela que seja lel, e que saihn
vender na rua, paga-se ltt000 meusaes : na roa Di-
u'it.i. taberna n. 113.
Desappareceu no dia 21 do correnle um prelo
de nome Joao, de naci Cacauge, com 45 annos, bar-
bado, he capiuheiro, compra-o na estrada nova e o
vendo oa rua do Rosario da Boa-Vista e Cinco Pon-
as, com ossignaes seguinle* : baixo, cheio do cor-
po, ps pequeos, levou camisa a calca de algodao da
Bahia, sendo a camisa marcada com a marca Lea
calca com J : quem o apprehender leve-o roa do
Vigario n. 20, qoe ser gratificado.
A abaiso assignada, tendo de retirar-te para
tina da provincia, rogaatodas aspesaoasque tenham
penhores em scu poder, vencidos e por vencer, que
no prazo de 15 dias venham os tirar, do contrario oa
vender para o seu pagamento.
Joanna Francisca de Menezes.
Deseja-se encarecidamente fallar com o Sr.
Manoel Thomaz dos Santos, que j foi carcereiro da
cadeia desla cidade ; na rua Direila n. 72.
Um moen official de marinha precisa de um
quarto em casa capaz, que seja mobliado, 'que tenha
j,mella para a rua e criado para o servico do quarlo:
quem o liver c quizer alugar, anouncie por esta fa-
lla.
Desappareceu no dia 23 do correnle um prelo
de nome Joaquim, de nacilo Cacante, que reprsen-
la ler de 40 a "iii annos, bailo e grosso do corpo, e
ja foi de engeiiho, de onde foi vendido a Anlonio
Francisco Lisboa, com armazem de assucar na roa
de Apollo ; levou imita de riseado azol e calca do
mesmo, chapeo de palba velho, lem costume andar
fumando em cachimbo pela rua ; levou um balaio
de compras desles do Porto, com lampa e com a mar-
ca em cima da lampa F : quem o pegar, poder* le-
var rua da Moda n. 2, junto ao trapiche do Cu-
nha, que se gratificar generosamente.
Desappareceu uma cachorrinha, marca peque-
a, toda branca, com uma marca parda sobre os
quarlos : quem a tiver pegado leve-a i rua do Vi-
gario ii. 10, loja de pintura, qoe sera recompensado.
Precisa-se de ama ama para casa de pequea
familia, para servico de costura engommado : na
rua do Queimado n. 12, segundo andar.
Desappareceu no dia 28 de agosto, do engeoho
Jiguary, um escravo de nome I.uiz, crioulo, tem
barcia, muilo moco, cara carnuda, muito marcado de
be\\as, odios peqoeoos e vermelhos, peitos largos,
tirad.ylo corpo, com algumas cicatrzet de chicote
pelas Jiates: roga-se as autoridades e capilaes de
campo a (amura do dilo escravo, e leva-|0 s Cinco
Ponas nMl, ou ao roeamoengenho, quesera gene-
rosamente Recompensado.
Os abaVo assignados avisam a qem posta in-
leressar, e com especialidade ao corpo de commer-
cio, que lem dissolvido amigavelmente a sociedade
que tiuham, e gyrava debaixo da firma de Veiga &
Tondella, tirando o tocio Toudella enearregado da
liquidarlo do aclivg e patsivo da metma.Antonio
Jos Barros Veiga, Manoel Peretra de Figueiredo
Tondella.
OOerece-se nma mnlher fiel e de bons cotlu-
met para ama de casa de pouca familia : a tratar na
rua do Collegio n. 21, segDVdo andar.
Os credores de Caela\) Tavaret Correia do
Monte queiram apreseolaras suas contal no etcriplo-
rio de Joaquim Filppe da Costa, oo prazo de 3 din.
Do sitio das Roseiras. defronlc da capella do
Rosarinho, do major Joaquim Elias de Moura, fo-
gio no dia 12 do correnle oteu escravo Daniel Quar-
la-feira, idade 18 annos, boa estalnra, ebeio do cor-
po, bem prcenlo, principia a querer barbar, tem
nma cicatriz esbianquicada. redonda como um pa-
taeSo, no meio do braco direilo, procedida de ama
dentada de um cao que se soppunha damnado ; elle
he por todos conhecido pelo nome de Quarla-feira ;
quem o pegar leve-o ao dilo o dai Roseiras, qoe
ser bem recompensado.
^ Deseja-se saber onde mora o Kvm. Sr.padre Sot
l i'iedes Alcanforado, qoe moroo ha annos na praia
do Pao Amarello, e depois modou-se para o interior
desta provincia : no escriplorio do Sr. Francisco Go-
mes de Oliveira, agenle de leiloet.
Na rua do Trapiche n. 17 deseja-se fallar ao
Illm. Sr. acadmico Anlonio Joaqoim de Magalhaes
Caslro Jnior a negocio de teu interesse.
Na rua Nova n. 8 loja de Jota Joaquim Morei-
ra ainda ha um resto de aunis de ouro de 14 quila-
tes pelo diminuto preco de 29 pagos a bocea do
cofre
Na roa Nova n. 8 loja de Jos Joaquim Mo-
reira ha para vender um reto de chapeos de teda
para senhora pelo baratissimo preco de 8 e 12.
LMA ROGATIVA.
Havendo-se ha mais de mez publicado o program-
ma do peridico Vedro V, dedicado aos inleresses
porlusuezes; programma que nao poda deiiar de
aggradar e de receber o applauto universal, mor-
mcnle dos bons porlnguezes e qoe almejam a civili-
sacao e prosperidade essencalmenle dos residentes
nesla proviucia; com admiracao geral se ha notado
que os patriotas empresarios e redactores desse pe-
ridico como que te bao olvidado de porem em eie-
curSo o seo compromsso ; e pois lhes pergeniamos:
declinaste* sciihores da vossa patriolica e civiluado-
ra empresa? e quando nao, que cousa ha motivado
taldelonga? e finalmente quando hoque sahira-
luz do di? Esperamos com ancieda le asolurao
pergunla que fazemos, e aonuencia rogativa, de
que a publicarlo de um 13o inleressaule peridico
nao deva ser retardada no interesse palpitante da
naconalidade porlugueza residente nesla proviucia.
Cm nacional Porluguez.
-- Jo5o Bento faz ver ao respeitavel publico, que
eiistindo nesta cidade outro nome igualan scu, as-
signar-se-ba de boje em diante JoSo Bento Para.
Manoel Ignacio de Avilla identifica ao respeita-
vel | o tilico qne os sobrados da Iravessa dos remedios
que se annunciaram arrematar peranle o juizo de
(iridiaos no dia 29 do correnle, se acham litigiosos,
cm razao de ler o annuncianle comprado ditos so-
brados a viuva de Joaquim Antonio Ferreira de Vas-
cnncellos, com aulorisac.lodo juizoe accordo dos se-
nhores N. O. Bieber & C. que no acto de assignar-
se a escriplura receberam o liqoido da compra; ten-
do por isso opposlo embargos de lerceiro seohor epos-
suidor prejudicado : alm do que acresce que o an-
nuncianle comproa os sobrados e lambem a proprie-
dade do solo que havia cabido em commisso, e nao
esta disposlo a aforar senao al a cambia, por neces-
silar do mais terreno para o sen aso, e ainda assim
se aceilarem o quantum do foro annual, e a impor-
tancia das bemfeitorias qoe o annuncianle fez nos
sobrados para os por no estado em qne te acham, as
quaes montam a um conlo de ris.
A pessoa que pedio a tipoia para ir eom outra
pessoa doenle para o Giqui, queira manda-la es-
tregar que muto se faz preciso.
Manoel Jos Gomes Braga embarca para o Rio
de Janeiro um seu escravo crioulo de nome Jos.
Precisa-se de um portador para ir a Garandase
rom presteza, quer se pessoa capaz : na rua da Ca-
deia do Recife n. 54 achar com quem tratar al as
nove horas da manhaa.
Precisa-se de um homem para caiieiro de en-
carmenlo, qued conhecimento de tua conducta :
uo engenho novo de Morillera.
Quem quizer se encajar para locar tambor e
pfano, mesmo api endeudo, para o lerceiro batalhao
de infanlaria da guarda nacional, appareci
Nova n. 63.
Precisa-se alugar orna escrava para vendar na
rua, pasndose a seu senhor mensalmenle, e aftan-
ca-se o bom tralamento : a Iralar na rua Direita n.
91, primeiro audir. f
A pessoa que annnnciou querer comprar um
sellim em meio uso, dirija-te rua Direila n. 91,
primeiro andar.
O tintureiro da rua do Mundo Novo madou
sua residencia para a roa da Cadeia de Sanio A ato-
mu, casa n. 6.
Precisa-se de uma mnlher forra oa escrava,
que taiba engommar e cozinhar, para casa de ponca
familia : a Iralar na rua da Cruz n. 21.
Agencia de passaporles e ttulos de re-
sidencia ,
Tiram-se passaporles tanto para dentro* como para
fura do imperio, c litlos de residencia, todo por
preco mais commodo que cm oulra qualquer parte :
quem precisar dirija-sea rua do Crespo u. 10, loja
do Sr. Je-e Goncalves Malveira, que achara com
quem tratar.
O abaiso aisignado, leslamenlciro de seu fina-
do pai Antonio Jos Teiieira Lima, vem ainda pelo
presente scentfirar a loda e qualquer pessoa que te
julgar credora do rasal do mesmo finado, que pelo
juizo de ausentes desla cidade do Recife, escrivao
Vasconcellos, se esla a concluir o respectivo inven-
tario.Joao Miguel Teixe'ra Lima.
AOS 10:000s, -.OOOi e 1:000$000 Bs.
as lojas do costume seacbam a' venda
os bilhetes inleiros, meios bilhetes e cau-
telas, do ca 11 le isla Antonio Jos Rodrigues
de Souza Jnior, a beneficio da matriz de
S. Jos, a quttl corre em 27 de outubro:
o mesmo cautelista paga por inteiro os
premios de 1:0008, i:000.< e 10:000$ que
obti\erem seus ditos bilhetes inleiros e
meios bilhetes.
Bilhetes intiros. II $000
Meios bilhetes. 5<500
Quartos. 2$800
itavos. I.S-'iOO
Decimos. I.S'.IOO
Vigsimos. 700
O cautelista Salusl'iano de Aquino Fer-
reira,
avisa io respeitavel publico que venden os seguintts
premios da primeira parle da 19 lotera do theatro
de Sanla-Isabcl.
Quarlos n. 1973
Decimos n. 2IG0. .
Meio bilbele n. 3188.
Rilhelc n. 777. .
Meio bilbele n. 2216.
n. 1210.
n. 1413.
n. 1417.
Bilbele n. 1722. .
a n. 1555. .
5:0OuW
1:0008000
500*000
5008000
2008000
2fJ0900O
1008000
1008000
1008000
508000
A pessoa qne levou uma carta na Soledde, no
palacio do Sr. Bspo. para Anlonio de I- coilas, quei-
ra procurara resposla da dila caria, ou anouncie a
sua morada e nome para ser procurado.
Precisa-sede uma ama de leile tem erra, pre-
ferindo-se escrava ; quem tiver annuncie, ou diri-
ja-se rua do Hospicio, casa n. 15.
O Sr. I.uiz Jos Moreira Pinho lem uma caria
viuda do Rio de Janeiro, na rua do Vigario o. 19,
segundo andar, escriplorio de Machado & Pinheiro.




/
r
/
DURIO DE PEBHMBUCO. TERC FEIR* 26 DE SETEMBfO DE 1854


g NO CONSULTORIO
DO DH. CASaNOVA,
RliA UAS CRI.'ZES N. 28,
j.-i conlinua-se vender carteira* de homeopa-
vg Ihia de 12 tubos (arailes medianos e pequc-
" nos) de 24, de 36, de 48, de 60, de 96. de 1:20,
" de 144, de 180 al 380, por preros ra/.oaveis,
desde 59000 ale 2009000.
Elementos d homeopalhia. 4 vols. 68000
Tintura a escolher (entre 380 quali-
dades) cada vidro IJODO
Tubos avulsos a esculla a 500 e 300
CASA DE COMMISSAO' HE ESCRAVOS. NA
KUA LARGA 00 ROSARIO N. 22, SEGUNDO
ANDAR.
Nesta casa receben)-se escravos por commissao pa-
ra serein vendidos por cinta de seus senliores, eafi-
anra-se o bom tralainenin e seguraucu dos......mu-.
nSuse poupando eslorco- para que sjam vendidos
coni pruiiipiiilan. aun de que seus seuliores nao sof-
fram empate com a senda del les. Cumprem-se as
condicOes de serem vendidos para fura ou para a tr-
ra conforme a vonlade de seus donus.
LOJA DE TODOS OS SANTOS.
Cliegou a roa do Collegio n. 1, urna porco de es-
tampas j em quadros duurados, que se vendein pe-
lo diminuto preco de 400 c 15280 rs., os seguintes :
N. S. do Nazarclh, Santa Mara Magdaleua, Santa
Barbara, Santa Anua, S. Ivo, Sania Thereza de Je-
ss, Sama Polonia. S. Miguel, Santa Vernica. S.
francisco recebem o as chagas, Jess ctucilicado.
Saulissimo Sacramento, N. S. ila Saudc. S. Joao
Baplisla, S. Esleviio, S. Domingos, N. S. da raca,
N. S. da Soledade.S. Jos, N. S. do Carmo, Santa
Jenoveva, Fgida para o Egipto, Santa Martha.Sauta
Cecilia, S. Vctor .adorarn do Sanlssinio CoracAo de
Jess e Mara, adora c.in dos Magus, milagrosa ima-
gen) de N. S., Santa 1- domea,Ko-c Homo, S. Frau*
ciaco Xavier, Santa Cruz, casamento da Santa Vir-
gen). Salvador do Mundo,'Santa Isabel, Sag/bdo
Cofacjlo de Jess, Santa Francisca, N. S. dujnlom
Couselho, S. Luii rei de Franca, N. da Cansola-
5So, Kainlia dos Anjos, Santa Clara, lesna Maria e
os, Moiies fazendo sahir afua do rocli .*>, N. S.
das Dores, S. Alexandre, SanU Jnauna Descimen-
t da Crui, Aojo da Guarda, Santa M--gdaleoa, N.
S. do Rosario.
ESTAMPAS DE SANTOS E SANTAS.
Cliegou a loja de miudezas da na do Collegio n.
1, urna porco de estampas de Santos e Santas a sa-
ber: Santa Cecilia, S. Joao, N.. do Rosario,Cora-
cao de Jess e Maria, virgem do Raciocinio, o si-
lencio da virgem, >. S. das Dores, Jess Maria Jo-
s, S. Antonio, Santa Auna^ Crucificado, S. Jos, S.
I.uiz de Gonzaga, Salvador do Mundo, tudoem pon-
to grande.
METHODO CASTILHO.
Francisco de Freilas Gamboa, vai abrir aula de
ler, escrever, e contar, pelo methodo do illuslre lil-
lerato o Sr. Antonio Feliciano de Caslilho, no que
*e persuade fazet um grande servido a toilos os Srs.
professores, liyrando-us do grande eslorvo que se
opOedo andanfenfo das demaismalcrias. Alguem du-
vida se eu siiberei ensillar pelo novo methodo, ao
que respondoque se com vellios artistas cm hora e
meia por cada noile taco progresso, que nao farei
11,111 menino-:'.' Se n3o sabendo ensillar pelo novo
melhodd, ja leem em 21 das, que nao farao os que
Miubaferh ensillar?!! A aula se instala no saldo do
Sr./Guillierme Augusto Rodrigues Selle, na da
l'raia. palecetc piulado de amarello, Irabalha das U
as 12 da mauhaa, e das 2 as 4 da larde, pelo preco
commum das demais escolas. Os meninos se aprc-
aeularao as horas indicadas. .Na'mesma casa com-
pram-se bancos de lodos os tamanhos.
rii5lh;\(\o do instituto meopathico do brasil
THESQURO H0MCE0PATHIC0
.ou
VADEMCUM DO HOMOPATHA.
Methodo conciso, claro, c seguro de curar liomceopalhicamenle todas as molestias, que aftligcm a
especie huuiaiia, particularmente aquellas que reman no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
aoje reconhecida como a primeira c melhor de todas que Iratam da alt-
ivo das molestias. Os curiosos, principalmenlc, nao pdem dar um
alala.
canta de 12 vidros de
lipa de 96 medicamento
l/ila de 60 priueipaes n
' urna caixa de 6 vid
Esta obra importanlissima
pliraru da ImnHropalhia noc
passo seguro sem possui-la
Os pais de familias, os seiffres de engenho, sacerdotes, viajantes, capitites de navios, scrlanejos, etc.,
etc., devem te-la a m.to par#occorrer promplamente a qualquer caso de molestia.
Dous volmnes cm brocfuira, por.......... 100000
Encadcruados ........... 110000
Vende-sc uuicamejfe em casa do autor, ra de S. Francisco (Mnndo Novo) n. 68 A.
TICA CENTRAL KOMCEOPATIIICA
Ninguem pmhr ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. JPor isso, e como propagador da homopopathia no norte, e inmediatamente inleressado
em seus benfica* successos, tem o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immediatarinspeccfio, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmaceulir'o
e professor tA homo-opatha, Dr. P. de P. Pires Ramos, que u tem ciecutado com lodo o zelo, lcalda-
de e dedicarlo que se pode desejar.
A efU/acia desdes medicamentos he altcslada por lodos que os tem experimentado; elles nao preci-
san) de afaior recummendarao; basta saber-sc a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
I ma^arleira de 120 medicamentos da alia e baixa diliiieiiu em glbulos recom-
os 110 THESOURO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e de urna
! 12 vidros de tinturas indispensaveis.........1000000
cntenlos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas 909000
medicamentos recummendados especialmente na obra, e com
dros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.). (onkiii
(tubos menores). 459000
Dita de 48 ditos, ditos, com a obra ('tubos grandes)........ 503000
na i) (tubo; menores). 359000
Dita de 36ditos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) 400000
(tubos menores;. 300000
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .... 350000
b (tubos menores) 269000
Dita de 24 ditos ditos, com a obra, (tubos grandes). ....... 303000
(tubos menores). 209000
Tubos avulsos grandes. ......... I9000
pequeos............. 9500
Cada vidro de tintura............. 20000
Vendem-se alm dissn carteiras avulsas desde o preco de 89000 rs. al de 400)000 r,!-i conforme o
numero e lamanho dos tubos, a riqueza das caixas e dsnamisacoes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promptido, e por procos commo-
dissimos.
Vende-sc o tratado de FERR AMAKEI.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. JOOO
Na mesma botica se vende a obra do Dr. G. H Jahr traducido em porluguez e acom-
modada a iilellisencio do povo........... 69OOO
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do TtBSOURO HOM(KOPATIIICO, tere a bonda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Alces da Silca Santot, estabelecido na villa de Barrrirot.
a Ti ve a salisfaco de receber o Thetouro homiropalhico, precioso frnrlo do Irabalho de V. S.,c lhe
aflirmo que do lodas as obras que leiiholitio, he esla sem contradicho a melhor tanto pela clareza, com
que se acha escripia, como pela precisan com que indica os medicamentos, que se devem empregar ;
qualidades estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
theocria eavalica, ect., ecl.,etc.
Vende-se urna escrava : na rita de
S. Francisco, cocheira de Paula & Silva.
SACCASCOM FARINHA.
Vendem-se sacras com farinha da Ierra bem tor-
rada : na ra da Cadeia do Recite, loja n. 18.
Lindos cortes de lanainlia para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4#50O.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Attenrao.
Na ra do Queiinado n. 7. loja da estrella, ven-
dem-sc as seguintes fazendas. por baratos procos :
Curies de rainkraias france/.as de cores com
barras, e goslos inleiramente novos a 49500
Cambraias fraucezas de crese gustos muilo
moiteriios, a vara 600
Ditas ditas de ditas, goslos escuros. a vara 480
Corles de cambraias de lislras de cores a 29000
de dihn de salpicns a 3i000
Joias.
Os abano assignados, donos da loja de ourives na
ra do Cabug n. 11. confronte o pateo ca matriz e
ra Nova, fazem publico que estao sempre sorlidos
dos mais ricos e melhores goslos de lodas as obras
le ouro uecessarias, tanto para senhoras como para
homens e meninas, conlinuam os preros mesmo ba-
ratos romo tem sido ; passar-sc-ha urna eonta com
responsabilidade especificando a qualidade do ouro
de li ou 18 quilates. Tirando assim garantido o rom-
prador se apparcrer alguma duvida.Seralim &
Irmaot.
RETRATOS PELO SYSTEMA
CRISTALOTYPO.
Joaquim Jos Pacheco, faz scienle a quem quzer
possiiir um fiel c perfeito retrato, de Iracos intelli-
give^s e cores litas e naturaes, que digne-te procu-
ra-lo desde as 8 horas da manhaas 3 da larde, quer
estoja o lempo claro ou escuro. A esplendida gale-
ra pode ser vistala mesmo por aquellas pessoas
que nao quizerem retratos. No estabelccimento ven-
dein-se todos osmuleriaes precisos para o daguerreo-
lypo : no aterro da Boa-Vista n. 4, lerceiro andar.
Aluga-se um escravo que cozinha o diario e
faz lodo o servido de casa e ra : na ra do Seve,
casa terrea e ,-ol.iu.
Do sitio, no Pojo, fugio no da 18 do corrente
orna e.-'ci ava de nome linaria, representa ter de ida-
de 27 a 28 anuos, cor prcta, altura regular, falta de
denles na frente o urna unha no dedo grande da
nio direita, tem urna cicatriz 00 rosto, levou urna
tronza com roupa : quem a pegar 011 dola der 110
licia, dirija-se a loja de Jos Gomes Leal, na tu da
Cadeia do Recife u. 53, que ser generosamente gja-
lllic.nl.1.
LOTERA da provincia.
Acham-se a venda os bilhetes da primeira parle
da primeira lotera da matriz de S. Jos nos lugares
do castnme : prara da Independencia, lojas dos Srs.
Fortunato e Araul.es; roa do Queimado, loja do Sr.
Moraes ; I.ivramenlo, botica do Sr. Chagas; Cabu-
g Vista, loja do Sr. GuimarSes; e na ra do Collegio,
ua lliesouraria das loteras. Corre iniprelcrivct-
roeole no da 27 de outubro.
Precisa-se de um homcm que entenda perfei-
lamentc de padaiia, podendo dirigir-se ao hotel
Francisco, das 6 as 9 horas da manhAa, ou das 3 as
6 da Urde, que a .li achara com quem tratar do
ajuste.
Traspassa-se .1 casa do aterro da Boa-Vista n.
60, com armario de loja, e commodos para grande
familia, quintal e cacimba.
Bernardino Jos de Moura vai a Europa tratar
da sua saude.
Desappareceu de casa do abaizo assignado, no
dia 10 dejunho do correte anno, um escravu de m>-
meManoel, denacau Ci>la, que representa ler 32 a
34 anuos de dad.;, estatura baiu, magro, denles
ralos ; Um urna calva na cabera de carregar pesos;
consta ler estado em Iguarass: quem o pegar, le-
ve-a ao mesmo abaizo assignado, na rna do Crespo
u. 5, que se recompensar o scu Irabalho.
Miguel Jos Barbosa (iuimaraet.
9 A pessoa que perdeu um brinco de pedras
brancas, obra muto anliga, pode o procurar ua ra
das Aguas-Verdes n. 64, segundo andar, que daudo
os ignaes do dito brinco lhe ser entregue.
No dia 29 do corrente mez'se ha de arrematar
em praca publica, do Sr. Dr. juiz de orphaos, a re-
querimeoto do administrador dos bens do fallecido
Joaquim Antonio Ferreira e Vasconcellos, os seguin-
tes : um sobrado de um andar e slito corrido, sito
na estrada da Magdalena, fazendo quina com a Ira-
vessa que vai para os Remedios, oulro dito junto, s
Iravejado o coberto, e mais um terreno na mesma
1 nha cura licerrt's para diias casas, no mesmo cor-
rer um terreno com 320 palmos com fundos tanto o
terreno como os quiniaes dos sobrados, com 292 pal-
mos de fundo, todos com frente para o sitio do Sr.
JosPereira da Cunha, sendo essa a ultima praca.
POS CALVAMOS S
PARA PRATEAK.
Na ra do Collegio n. 1.
Quem tiver objectos prateados e qne le-
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 a&BTDAXl 25.
U Dr. P. A. Lobo Mosco/o d consultas homeopathicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manilla at o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou uoite.
Ollerece-se igualmente para praticar qualquer operado de crurgia. e acudir promplamente a qual-
quer mullici que esleja mal de parlo, c cujas circunstancias n3u permitan) pagar ao medico.
NO C011M0RII) DO M. P. L LOBO N0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. II. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
voluntes encadcruados cm dous :.................. 209000
Esla obra, a mais importante de todas as que tralam da homcopathia, inlcressa a todos os medico* que
quizenyn experimentar a i'otilrina de Hahiiemann, c por si proprios se convenceren) da verdade da
mesma: inlcressa a lodosos senhores de engenho c fazeiideiros que estao longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilcs de navio, que nao podein deixar urna vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qaalquer ucommodo seu ou de seus tripulantes ; e iuteressa a todos os cheles de familia cue
por cirenmstancias, que uem semnre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-niecum do homcopallia ou tradurcao do Dr. Hering, obra igualmente til s pessoas que se
dedican) ao esludo da homenpalhia um volume grande.......... 8J0OO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
peiisavel s pessoas que quercm dar-se ao csludo de medicina........ 4J000
Urna carteira de 24 tubos grandes de finissimo christal co:n o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-........ 405000
Dita de 36 com os mesmos livros.................... 4500
Dita de 48 rom os ditos. ,.................. 5O9000
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de linlurasiudispensaveis, a escolba. .
Dita de 60 tubos com dito....................... (iii-niio
Dita de 14 com ditos........................ IOO5OOO
Eslas sao acompanhadas de 6 vidros de tinturas esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, terao o abatimcnlo de 10JJ000 rs. em qualquer
das carteiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 85000
Dilas de 48 ditos......................... 165000
Tubos grandes avulsos....................... 15000
Vidros de meia onca de tintura.................... 25000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om pasjo seguro na pratica d.
homcopathia, e o proprietario dcslc eslabclecimenlo se lisongcia de te-Io o mais bem monlado possivel <
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de eryslal de diversos tamanhos, e
aprompta-se qualquer encommenda de medirameuloscom toda a brevidade e por piceos muilo com-
modos.
0 Antonio Agripino Xavier de Brilo, Dr. em };
medicina pela laculdade medica da Babia,re- ($
side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- 55
~ de pode ser procurado a qualquer hora para o
eiercicio de sua proussSo. M
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receher de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conberid
autores Collard Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
Z nliam perdido a cor argntea, eslando por 1
UQ isso indeceutes ou inutilisados, lem estes pus
- om excellente restaurador, conservaudo-os
W sem|ire como novos. c sendo o processo para 9
P osar delles o mais simples : uada mais do que U
9 esfregar com um panno de liuho molhado
9 em agna fria e passado nos mesmos pos. Ulna v*
9 caizinha, centeudo quantidade sullicicnlc t(
(M para pratcar 40 palmos quadrados. cusa a i$
9 mdica quantia de 15000, acomnanhada de 3
9 um impres-o j
9*as>@@at@@ges;
Os senliores )tonietarios erendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Aln.a na L. equizerem ser con-
templados, queiram mandar sitas decla-
ra(;oes a livraria n. C e 8 da piara da In-
dependencia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda as lojas do coslu-
me, os bilhclcs e mcios bilhetes, orifjinaes
da lotera sexta da fabrica de vidros, a
qi;al corren no dia 18 do presente: as lis-
tas xe esperain pelo vapor lmperatriz,
de 58 do conente em diante, os premios
sei-3o pagos logo que se lizer a distribui-
i;o das mestnas listas.
Precisa-se de um Irabalhador de masseira : na
padaria do Forte do Mattns, ra do Burgos n. 31.
Salusliano de Aquino Ferreira deu gratuila-
mentc sociedade ao hospital Pedro II, na melado dos
premios que sahircm nos bilhetes n. 167H e 1931, da
primeira parte da primeira lotria da matriz de S.
Jos, os quaes lieam em scu poder ilepn-n .
Ouem prr.-isar de um criado para p ai lados,
compras e qualquer serviro de rasa, o qu,tl. fiador
a sua conduela : na ra do Collegio n. 21.
Precisa-se de um caixeiro de idade de 14 a 16
annos pooco mais ou menos, para urna casa de nego-
cio fra desta praca : quem quizer procure na ra
da Cadeia do Kecife luja n. 28.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do I.ivramenlo lem urna caria na livraria m.
fi e 8 da praca da Independencia.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
p-otestapdo satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonaofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Aluga-se o quarlo audar e solao do sobrado da
ra do Trapiche n. 42, com eicelleotes rommodos
para familia : a tratar no primeiro andar do dito so-
brado.
Aluga-se annual ou pela fesla urna proprieda-
de de pedra e ral, no lugar da Casa Forle, contigua
a do Icnente-coronel Vilella; a tralar na fundicao
do Hriim n. 6, 8e 10, com o caixeiro da mesma.
14S000 rs.
Precisa-se de urna prcla que seja boa costurcira e
engoinmadeira : quem a tiver dirija-sc a ra do
Kangel n. 77.
Deniz, alfaiaterancez,
estabelecido na ra da Cadeia do Kecife 11. 40, pri-
meiro andar, Irabalha de feilio.
Precisa-se de um feilor que calenda de plan-
tac,ao de arvores de espinho e jardim : quem cstiver
neslecaso apparera na ra do Bruvn n. 24 arma-
zcm.
Novos livros de homeopalhia uiefranccz, obras
lodas de summa imporlanria :
II.ilinem um. tratado das molestias rhronicas, 4 vo-
^ lames............ 205000
leste, rroleslias dos meninos..... 65OOO
Hering. homeopalhia domestica..... 7?(MK)
Jahr, pli.iimacnpa liomeopalliica. 65000
Jahr, novo manual. 4 vulumes .... I65UOO
Jahr, molestias uervosa........ 65OOO
Jahr, molestias da pelle....... K9OOO
Kapou, historia da liomcopathia, 2 voluntes I65OOO
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos.......... 103000
A Teste, materia medica homeopalhica. N5000
De Favulle. doulriua medica houieopalliica 75000
Clnica de Slaoneli........ 69000
Gasting, verdade da homeopalhia. 45OOO
Diccionario de.Nvsien....... IO5OOO
DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na roa larga 9
9 do ltosario n. 36, segnndo andar, colloca den- 9
.3 tes com gengivasarliGciaes, e dentadura com- 9
9 pleta, ou parte della, com a pressao do ar. 9
9 Tambem tem para vender agua dentifricedo 9
3 Dr. Picrre, e p para denles. Una larga do 9
9 Rosario n. 36 segundo andar. 9
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n.19.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ba muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
Lava-se e engomma-se com toda a per frican e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, ua loja do so-
brado 11. 15.
Ditos
Cambraias de s.dpicos muilo finas e largas,
a vara 640
Corles de riscadosescocezcs, lecidos em cas-
ia, padres muilo morlcrnos, o corle 309000
Orles de cambraia de seda de 68 a 125000
I idus de 1I11.1 de dita com buhados 145000
Fil branco e cor de rosa, a vara 400
Ditos de nutra, cores, a Vara 320
I .ein.-ns de cassa para mo de senhora de
100,140, 200 e 210
Chales de torral de 4 ponas muilo grandes a 168000
Humen a- de torzal de novos goslos a 85OOO
Lencos de torzal a 18100
Ditos de relroz a 00
e oulras muilas fazendas que se venden) por muilo
baixos preros : na loja cima dila.
Fazendas para a festa.
Cortes de sedas escrelas as mais superio-
res que ha no mercado .1 18000
Ditos de dilas, goslos muilo modernos a 205000
Alpacas escocezas de 18a e seda, o covado 500
Varejas de 13a c seda muilo modernas, o
covado 600
Corles de cambraias de seda com babados a 145000
Manteletes prelos e de cores de dilTerenles precus, e
um completo sorlimento de fazendas finas as mais
propriasdesle mercado, que se venden) por baratos
iirecos : na loja da Estrella, de Gregorio \ Silveira,
ra do Queimado n. 7.
Vende-se urna escrava da Costa de meia idade.
boa vendedeira de ra: a tratar na ra do Rosario
estreila n. 11.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Recife 11. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abren, conti-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco fizo) as jn
bem ronheridas e afamadas uavalhs de barba, feilas
pelo hbil fabriranle que foi premiado na exposicao
ilc Londres, as quaes alm de duraren) extraordina-
riamente, mo se senleiu no roslo na acrito de cortar ;
vendem-se com a coadlcSo de, nito agradando, po-
dercm os compradores devolvc-las al 15 dias depois
da compra restituindo-se o importe. Na mesma ra-
sa ha ricas lesouriuhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fak'icaiile.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANO O CIIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimeulo dos seguintes ob-
jectos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : morndas e meias nioendas da mais moderna
conslrucco ; laizas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de todos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
c.es ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafusos e cavilhoes, moinlio
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO .
se cxeculam todas as encomnicndas com a superiori-
da'de j condecida, e com a devida presteza e commo-
didade em preco.
Vende-se um silio muilo perlo da praea. com
os commodos precisos: quem pretender, procure na
ra do Rosario da Boa-Vista 11. |s.
Vende-sc urna canoa de carreira, nova, c de
excellente marcha: na ra do Uro m. armazem n. 26.
Vende-se una mulata muilo moca, que cozi-
nha, lava eeiigornma, can principio d costura, p-
tima lecedeira e de urna conducta que se aliaiica :
na ra da Gloria n. 6.
CASSAS RAINHA.
Vendem-se superiores corles de cassa do ultimo
gusto, ebegadas ltimamente pelo vapor, com pal-
mas de ouro, por mdico preco : na bem enaltecida
e acreditada loja de 6 portas, ua quina da praca do
I.ivramenlo.
Vende-se um prelo de muilo boa figura, moco
e sem molestia : em Fra de Portas, ra do Pilar
n. 40.
Vende-se tea bonita escrava de 22 annos com
urna cria de JpHfVf muilo esperta : na ra dos
Quarlei* n. ar-' \- ,
TUDO ^k ULTIMO COSTO.
Na ra do Crespo n. 14, loja do lado
do norte de Dias & Lemos.
Chitas de cores muilo lisas com padr6es de rama -
gens imitando cassa a 160 rs. o covado, dilas finas
com ini\os desenlies a 200 rs., corles de cambraia
com listas eramagens de cores, padroes excellente*
a 28100 rs., ditos de brim culrancado de linho com
quadros largos e sem elles, f. zenda inleiramente di'
novo gosto a 25OOO rs., ditos de casemira de padroes
escuros bastante encorpados a 45500 rs.. rulan de
cor para palitos a 200 rs. o covado, algodo mescla-
do de una s cor muito cucorpado a 170 rs.: assim
como muilas oulras fazendas que se vendero por
menos preco do que em oulra qualquer parte.
Em casa de Patn ashcVC, ha
para vender sorti ment variado de
ferragens, amarras de ferro de 5
oitavosate 1 polegadas, champagne
da melhor qualidade em garrafas e
meias ditas, um piano inglez dos
melhores.
5 O Dr. Joo Honorio Bezerra de Menezes^
5 formado em medicina pela faculdade da Ba-
hia, contina no eiercicio de sua profisso, na
;, ra Nova n. 19, segundo andar.

Aula- completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conteudo a descrpc,o
de lodas as parles do corpo humano 308000
vedem-se todos esles livros 110 consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio 11. 25,
primeiro audar.
No sobrado n. 82 da rita do Pi-
lar, precisa-se alugar tuna escrava que
saiha engommar bem e tomar conlu de
urna casa de pequea familia.
MHMNflMI @@S
Joias de ouro.
9 Na ra do Queimado, loja de ourives pin- sifc
9 lada de azul 11. 37, ha um rico o variado sor-
9 lmenlo de obras de ouro, que o comprador !t
visla dos preeos e bem cilo de obra uilo dei- @
zara de comprar, alianeando-sc e respon-abi- S
% lisamlo-se pela qualidade de ouro, de 14 c 18 (i
9 quilales. ^
-9'A9399999 8S@
Acliando-sc o Sr. Manuel Fran-isco de Souza
Sanios emharacado no scu conunercio, desda 0 dia
24 dejulho pasado, e nao leudo prestado Ranea id-
nea a companhia de Seguros Martimos Clilidade
Publica, resal desde boje de ser arciooisla da mes-
ma companhia arl. 1H. Osdircflores por iulerven-
Cu do corredor Roberto, vndenlo as ."> actes no
dia 5 de outubro, na esnformidade dos arls. 19 e 20
dos estatuios.
No dia 30 do corrente me/, se ba de arrematar
na sala das audiencias, a horado uteio dia, cm praca
publica do Sr. Dr. juiz do civel da segunda vara, a
i"|ueiimcnlii do ii-slaineuleii'ii do finado padre Do-
mingos Germano Alfonso Riiieira, a tasa 11. 20 de :i
andares, sila na ra do Torres, do bairro do Recife,
sondo ultima prara.
TOAL.HAS
E GUAKDANAPOS D*E PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vcudem-se loalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por preros com-
modos.
Na ra Nova n. 10, loja franceza deM.
J. F. Duarte,
acaba de receber um sortimeulo de ricas fazendas de
lindos padroes, como'sejam : cortes de sedas de qua-
dros. sedas furia-cores, lilas finas deseda, bicosbrau-
cos e prelos de seda, e prelos de laa, ditos de Monde,
ditos de linho linos, Iranias brancas, prelas e de
cores, franjas com trancas brancas, pretas e de co-
res, manteletes de fil e seda do ultimo gosto de Pa-
rs, lequcs de madre-perola finos, peules de tartaru-
ga para atar cabellos, chapeos de sol de seda ricos,
lauto para senhoras como para homens, dito- de ca-
bera para senhoras e para bomens, todas estas fazen-
das as mais novas que ha no mercado, e muilas cia-
ras que se dcixum de mencionar para poupar os
tunumeraveis Ij pos que nccupariain.
Precisa-se de urna ama de leite, sadia e de boa
conducta ; na ra das Cruzcs n. 48, segundo andar.
Na ra do Crespo, loja n. 12, muito se deseja
fallar com os Srs. abaizo mencionados : Belisardo
Adolpho Pereira dos Sanios, Bernardo Jos Lopes,
Jos Francisco Pereira Feio, Ignacio Neves de Arau-
jo, Joaquim I.uiz Viries, Jos Joaquim de Fauna
Ferreira, Aulonio Jos do Monte, Pedro de Moraes
Carueiro da Gunha, Jos Camello de Vasconcellos,
l.uiiroiicii Bezerra .Marinlio l-'alcao, Antonio Pereira
de'Mello e Jos Maria de Souza Rangel.
COMPRAS.
Compra-se um prelo cuzinheira, e nina prela
que tenha algumas habilidades, sendo mocos c de
bonitas figuras, pagam-se bem : a tratar no'escrip-
lorio de Manuel Alves Guerra Jnior, na ra do
Trapiche n. 14.
Compra-se escravos de ambos os sexos, prefe-
rindo-se os mojos : ra do Oueimado n. 2.
Na ra Direita n. 24 se dir quem compra
urna casa terrea ou um sobrado de um andar, seudo
cm boa ra.
Compram-se pataees hespanhes, no
armazem do Sr. Miguel Carneiro, na ra
do Trapichen. .*>8.
Compra-se o Diario 11. 268 de 28 de novembro
de 1846 ; na livraria 11. 6 e 8 da prara da Indepen-
dencia.
VENDAS
Vende-te um deposito e os pcrlences do mes-
mo; as Cincu Ponas 11. 71.
Vende-seo bem acreditado rape! 10-
lao franca : tu ra da Cadeia do Kecife
loja do Sr. Rourgard.
ARADOS DE FERRO E TAIXAS.
Em casa de Rothe & Ridoulac, rita do
Trapiche n. 12, ainda existe para vender
um resto de arados de ierro que se vende
muito em conta para fechar coritas. Tam-
ban ha taixasde ferro batidas como fun-
dida" por preco commodo.
Em casa de Rothe&Bidoulac, vende-seo
seguinte:
Ferro da Suecia.
Dito iniitacao.
Cobre para forro.
Pregos para dito.
Chumbo em lenrol.
Ac.
Lona da Russia.
Pianos.
Vendem-se espingardas fraucezas de
dous canos, de supe ior qualidade e por
preco commodo: na ra da Cruz n. 20"
primeiro andar.
Vendem-se camisas irancezas muito
bem feitas, compeitos de linho e de ina-
dapolao, e aberturas de linho e de mada-
polo para camisas, tudo de superior qua-
lidade e por preco commodo: na rita da
Cruz n, 2 primeiro andar.
Vendc-se superior chocolate ran-
cez Kiseche e Abssinthe, por preco com-
modo : na rita da Cruz n. 2 primeiro
andar.
Na loja do Cardeal ra do Rosario,
vende-se o bem conhecido rape rolao
francs,
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
ECOHPAMIIA, 01A DO TRAPICHE K 3,
ha para vender o seguiste :
Cal branca franceza.
l'olha de Flandres.
I.si,mili i em verguinha.
Cobre de 24 a 28.
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tpeles de lita para forro de salas.
Formas de folha de Ierro, pintadas, para
fbrica de assucar.
Ac de Milao sortido.
taurinas e clavinotes.
Papel de paquetes ingle/..
Brim de vela da Russia.
Graxa ingiera de veroiz para arreios.
Arreiospara um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e latao.
Chicotes e lamneocs para cario e cabrio-
le.
Cabecadas para montara, para senhora.
Esporas de aro plateadas.
(llnimliocm lencol.
Na roa do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar conlas mil e quinheolos masaos
de emitas de vidro lapidadas a 160 rs. cada maaao, e
70 duzias de caixas de massa para rap a 1&200 a
duzia.
MIUDEZAS BARATAS.
Vendc-se na run da Cadeia do Recife n. 19, sapa-
los de couro de lustre para senhora a 19 rs. o par,
ditos de marroquim a 600 rs., ditos para homem a
800 e 900 rs., boles de acatb para camna a 5(0 rs.
a roza, linlia de cores a 13. dila branca de 800 a
13:200, papel de peso muilo bom a 2-300 e 200 a
resma, penles para alar cabellos a 240 rs.. ditos finos
a 800 e 13, colxeles a 60 r 90 rs. a caixa, bicos, lilas,
alfinclcs de lodas as qualidades, asulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, ditos para homem,
lliesnuras finas e ordinarias, pnlceiras de ouro lin-
gindo de lei, carteiras para baile, peneiras de ajo e
outras muilas cousas por preeos muilo cm conla.
Vende-se um palanqun) de rebuco quasi novo,
por prero commodo na ra do ltosario da Boa-
Vista casa de sobrado defrnnte do becco do Tambi.
MADAPOI.AO' COM AVAR1A.
A 155600, 2, 29500, 3 e3a,i00 a peca.
Na loja da ra do Queimado n. 17 ao pe da boti-
ca, vende-sc mandapolao fino com loque de avaria a
13600, 23, 29300, 33 e 39300 cada peca de 20 varas.
Vende-se por o dono ler de ir tratar de sua
aude. urna taberna no Parnameirim, com poucos
fundos, piopria para qualquer principiante, onde se
faz bom negocio, e principalmente por lempo de fes-
la, a Iralar na mesma.
Vende-se urna boa masseira e todos os mais
perlenrcs de urna padaria, com pooco uso, por 403
rs.: nos Cnelhos, sobrado n. 4.
Na ra da Cadnia do Kecife, loja de miodezas
n. 14, se dir quem vende urna mobilia completa de
Jacaranda, sendo nova esein uso algum, assim romo
Linternas, um euarda-roupa, una carteira nova, e
muilos mil rus objertos.
Vende-se a bem afreguezada padaria da ra
das l.araneeiras. assim romo o deposito da ra Nova:
a tralar no escriplorio de Claudio Uulieus, ra das
l.arangeiras n.18.
Vendc-se um bonito moloque de 10 annos de
idade : na botica da ra do Kangel n. 64.
Fasendas baratas, na nova loja de 5 por-
tas na ra do Livramento n. 8, ao pe
do armazem de louca.
Vendem-se chilas escuras linas, c cores fizas, com
pequeo loque de mofo, molliad que seja desappa-
rece, o covado 160; lencos de -arca a 640 e 729, c
oulras l.i/.i ma- baralas.
Attericao.
Vende-se na ra Direita n. 27, mai. eiga ingleza
de muilo boa qualidade a 640, 360 c 480, dila frau-
ceza a 610 e 360, alelria nova a 280 e 240a libra.
Vende-se vcllas.de cera de carnauba feilas no
Aracats, de 6, 8. e 9 em libra de muito boa quali-
dade : a ra da Cadeia do Kecife ii. 49, primeiro
andar,
A ELEGANCIA.
Itiquissimas fazendas para vestidos, denominadas
gazes, fazenda completamente moderna, e que in-
fallivelmcnle asrada ao comprador nao s pelo pre-
co como pela qualidade : vende-se na ra do Crespo
i. 16, esquina.
Recoinmcnda-sc aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa,a que muilos
chaman) de Mira a IfOOOrS. cada nm : na ra do
Crespo loja n. 6.
Vendc-se vinhn cm garrafas superior qualidade
por 720 rs., carreja 560 rs., licores finos de todas as
qualidades, champagne, in.ic.irr.u. lalharim, ale-
lria, tudo por prco commodo para acabar, latas
com sardinlias, grandes a 700 rs..lijollospara limpar
facas a 180 rs., e lodos os mais gneros perlenceulcs
a taberna, por menos que em oulra parle : na ra
da'Praia n. 17, defronle da ribeira.
Domingos Alves Mathcus tem para vender no
armazem de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega muilo superior farinha boa da fina
em saccas.de cinco quartas medida vellia.
Na ra do Crespn. 16esquina, vendem-se ri-
quissimas rnmeiras de fil c de cambraia bordadas
a agulba pelo diminuto preco de 33500.
ATTENCAO.
Vendc-se no alerro da Boa Vista, loja n. 78, meias
decores para homem pelo diminuto preco de 160 e
200 rs., ditas para seubnrasa 220 e320, e muilo finas
sem costuras a 400 rs., linhastlennvcllos muilo gran-
des e da-se amostras, grampas a 40 rs. o maro, filas
de liuho a 'i0 rs. a peca, linbas de carrilel sortidas a
20 rs. c muito mais miudezas com que todo o nego-
cio se faz para acabar, assim como vaquetas inglezas
para coiirir carro por preeij commodo.
A 4>$000 o alqueire de farinha de man
dioca.
Vende-se a bordo do hiate Audaz,
defronte do caes do Collegio, em porces
ainda se vende por menos: trata-se no
escriptorio da ra da Cruz n. 40, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na ra m Apollo, armazem de Leal
Reis, coiitiniV* ter superior potassa da
Russia e da Amirriea, por preco razoavel,
e cal de Lisboa da mais nova.
Ajnela de Edwln BEaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Gummi 1
(i Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
menlos de laizas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodos os tamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos prec.o que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de llandies ; Indo por barato preco.
VENHAM VER E COMPRAR.
Barato sim, fiado nao.
A 59000 rs.. o corle! I!
Na ra do Queimado loja 11.17, ao p da Indica,
vendem-se cortes de Urlatana moderna com li-lr
de sed* para vestidos de senhora pelo diminuto pre-
co de 39000 rs., cada um. Esta fazenda he muito de-
licada, e vende-se por lAo biizo preco por ser por
conta dos fabricantes em Paris.
Vende-se um bom escravo, moco e sadio : na
travessa da Madre de lieos, armazem n. 21.
Vendem-se esleirs de palhas novas a 149 o
cenlo, chapeos de palba a 129 o cenlo, cera amarel-
la 500 a libra : na ra da Cruz do Recife, taberna
de Luiz Freir de Andrade n. 31.
Vendc-se urna casa na grande pnvoarao de
Ponta de Pedras, com padaria, taberna e commodos
para familia ; a tratar na ra cstreita do Rosario n.
11, taberna de Manoel do Reg Soares, aoode se es-
plictr as commodidades da dita caa e o preco.
VELAS DE CER\ DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de compo-
siejo, feilas un Ararais, da melhor qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo preco que em
oulra qualquer parte : na ra da Cruz n. 31, pri-
meiro andar.
! panno de linho.
o de linho adamaaea-
Vende-se nm par de brinco de ouro com 4
oilavas e um cordo com 5 J(, porcm nao he macico,
estas pecas sao vendidas por conta do Sr. ot Ro-
berto da Silva: na ra Nova n. 18.
Cassas 1 rancezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendein--c cassas fraucezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
QUEIJOS.
Vendem-se muilo bons queijos do serbio desles
chamados de prenca, os melhores que tem appareci-
do venda : na ra do Queimado, loja n. 14.
FACTO SECCO.
Vende-se muilo saa e boa carne, pelo barato pre-
co de 43OOO a arroba, e fado secco de gado, por ba-
rato prcc,o, proprio para escravos : na roa do Quei-
mado, loja 11.14.
No armazem de JoSo Caroll Jnior, defronle
do Trapiche Novo, ha para vender barris com car-
ne salgada de vacca e de porco, de superior qualida-
de, latas com sopas e carne conservadas, cabos de li-
nho novo, algumas velas de embarcarlo, e orna ba-
lanza com urna pnreao de pesos de ferro.
11.11 luis e guardanapos de
Vendem-se loalhas de panno
das para roslo a IO9OOO a duzia, dilas lisas a 149000
duzia, eiiardauapos adamascados a 33600 a duzia :
na ra do Crespo 11. 6.
I.1MIA DE CARRITEL DE 200 JARDAS.
Vendem-se em rasa de Fox Brolher, rna da Ca-
deia do Recife n. 62, carnteisda mais superior linha
que lem vindo a esle mercado, cada carrilel lem 200
jardas.
BR1NS DE CORES.
Brim Irancadn com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fuslAo branco alcocboado a 400 rs. o covado,
castor muito encorpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para babados a 23000, gan-
ga ama re I la l raneada a 320 o covado : na loja da ra
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores cortes de cambraia bordados de seda,
de muilo bom goslo a 49000 cada um, ditos de cassa
chita a 29OOO, ditos de chita franceza larga a 39000,
lenco- de seda de 3 ponas a 640, ditos de cambraia
rom luco a 280 cada um : na roa do Crespo, loja
n. 6.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
cada recentemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Vclha, es-
criplorio n. 12, vendc-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Jaueiro, a precus ba-
ratos que he para fechar contas.
REMEDIO INCOMPARAEL.
IKGIENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de lodas as naroe* podem
teslemuobaras virtudes desle remedio incomparavel.
e provar, em caso necessario, que, pelo atofqua
delle llzer.nii. tem scu curpoe membrosinicuamente
sao, depois de havrr empregado intilmente oulro-
ti atame 11 tos. Cada pessoa podcr-se-tiacooveucerdeesas
curas maravilhosas pela le tura dos peridicos qoe Ih as
relatam lodos os das lia muilos annos; a, a maior
parte dolas silo lao sorprendentes que admiram o*
mdicos mais clebres. Olanlas pessoas recobraram
com esle soberano remedio o uso de seus bracoi e
Sernas, depois de ter permanecido, longo lempo not
ospitaea, onde des iain soflrer a amputaco I Della
ha muilas qoe haveudo deixado esses asjlos de pa-
decimeulo, para se nao submeltercm a esta operarao
dolorosa, foram curadas completamente, medanle
o aso desse precioso remedio. Algumas das tac* pes-
soas, na efusao de seu recouhccimeolo, declararan
esles resultados benficos diante do lord corregedor,
e oulros magistrados, aflm de mais aiilenliraretn
ua allirinatisa.
Ninguem desesperara do estado de ana saode ae
livesse bstanle confianra para ensaiar esle remedio
constantemente, aeguindo algum lempo o tratamen-
to que uccessilasse a nalurea do mal, cojo reaolta-
ro seria provar inconlestavelmenle : Que tudo cora I
O ungento he til mal particutarmentt nm
seguales cotos.
matriz.

Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das coalas.
dos membros.
Lepra
Males das pernas.
dea peilos.
de olnos.
Mordedura!de reptil..
Picaduras de mosquitos.
Pulmoea.
Enfermidades da culis em Queimadelas. "" *
geral. Sarna.
Enfermidades do .mus. Supiiracoes ptridas.
l-'.i npene- escorbticas. Tinha, em qualquer parle
Fstulas no abdomen. que srja.
Frialdade ou falta de ca- Tremor de nrvea.
Ior as extremidades. Ulceras na bocea.
& 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muito sila e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 49000 rs.
a arroba em pacoles de 4 arrobas : no armazem da
porla larga ao p do arco da Conceico, defronte da
escadinha.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de tpele, de di-
versas cures, grandes a 19200 rs., ditos brancos a
19900 rs., dilos com pelo a imitarlo dos de papa a
I9IOO rs.: na ra do Crespo loja n. 6.
Vende-se ou arrenda-sc um sitio
bastante {jrande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pesde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' ra do Rangel n. 56.
Na ra da Cadeia do Recife n. GO, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por prero commodu. j'
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
SenzaJa nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sorlimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai xas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Ilavana verdadeiros : ra do Trapi-
che n. 3.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de Guimaraes & Henriques, na do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
to, pelo baratissimo prero de 180 rs. o covado.
NOVAORLEANS.
Da ral o si 111, liado nao.
Na ra do Queimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furia cores lisa e de lislras intitulada
Nova Orleanspelo barato prejo de 500 rs., o cova-
do, sendo esla fazenda muilo propria para vestidos
de senhora e meninos; gaze de laa e seda de cores
as mais delicadas.muilo proprio para vestidos de se-
nhora e meninos a 500 rs. o covado.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, us mais superiores que tem vindo a
este mercado.
Porto,
Batallas,
Xerex cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em ciisinlias de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preco muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ba para veoder
barris com cal de Lisboa, recentemente ebegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Brum, passan-
do o chalariz continua haver um
completo sorlimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
do Ggado.
das arliculaces.
Veias torcidas, ou nodadas
as pernas.
F'rieiras.
Uengivas escaldadas.
Incharoes.
lndammarao do ligado.
da bexiga.
Vende-se este ungueuto no estabelecimento geral
de Londres, 244, Strand, c na loja de todos o* boti-
carios, droguistas e oulras pessoas encarreaadas de
sua venda em tuda a America do Sur, Ilavana e
Hespanha.
Vendem-se a SOOris cada bocoliaba conten, urna
inslrucc.au em porluguez para explicar o modo de'
fazer uso desle ungueulo.
O deposito geral he em casa do Sr. Sourn, pliar-
maceutico, na rna da Cruz n. 22, em Pernamboco
PECHINCUAS. .f*
Corles de sedas de quadros a 209000, dilos da ba-
rege de seda a 103000, ditos de selim grelo e de co-
res bordados para rollete a 59000, ditos de casemiras
de cores a 3 e 49000 : na ra do Qoermado .' 46,
loja de Bezerra & Companhia.
Jacaianda' de muito boa nrwlid ade:
vendein Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Nofcr n. 16,
se{;tsdo andar..
i
-
Vende-se um excellente carrftmo de \
mu bem construido,eem bom estado ; est exporto
na ra do Arago, casa do Sr. Nesmen. 6, onde po-
den) os pretendentes eiamioa-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na ra da Cruz do Recife no armazem 11. 62. de
Amonio Francisco Marlini, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegadoa na barca inglesa Valpa-
raso.
Moinhos de vento
"ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapin, nafundirade O. W. Buwinan : na ra
do Brum ns. 6,8 e 10.
Devoto Chtistao-
Sabio a luz a 2.a edic,So do lis rinlio denominado
Devoto Chrisiao.maig correcto e acrescen lado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada eimplar.
Redes aVhoadas,
brancas e de cores de ajf "annu, muilo gnuMes e
de bom goslo : vende* .ra do Crespo, leja da
esquina que volla par^ M.
MUITA^tTfciJCAO'.,
Vende-se cortes de cassa cora Larra muito bonitos
por 295OO rs., dilos de cambraia brancos e de co-
res com babados, dos mais modernos a 49200 rn.. di-
tos de cambraia de seda, corlea de seda escoceza de
bom goslo chegados ltimamente, cassas do cores
modernas a 500 rs. a vara, rltas fixas a 180 800
rs. o rosado, corles de cnlleles de fuslao a 1100is.,
casemira de algodito a 320 rs. o covado, bri deal-
-u,l.u de cores proprio para palitos a 250 rs. a co-
.vado, corles de casemira de lindos padroes a 59000
rs., chapeos prelos Trnceles a 69000 rs., ditoa de
sol de seda de cores a 692O ".,, chales de algodao
de cores a 800 rs., e oulras mais fazendas por preco
muilo commodo: na loja de Leopoldo da Silva Qaei-
roz, roa do Queimado o. 23.
Vende-se om casal de escravos de bonitas fi-
nuras ; na prara da Boa-Vista n. 10. Netaa asea-
ma casa aluga-se ou arrenda-se um armazem Mia-
do, para qualquer estabelecimeolo, e por prero com-
modo.
OBRAS DE LABYBINTHO.
Vendem-se loalhas, lencos, coeiros de labyrinthn
de lodas as qualidades, rendas, bicoa largos e esbel-
tos, ppr commodos preros : na roa da Cruz do Re-'
cite o. 34, primeiro andar.
HE MUDA!
Alpacas de sedas lisas, furta co-
res c dequadrinhos, proprias para
vestidos, vende-se pelo baiatissimo
I preco de 500 rs. o covado: na ra
do Crespo < I (i, esquina da ra das
Cruzes.
Farinha de mandioca.
Vende-se a bordo do patacho Flor da Verdade,
ltimamente chegado de Santa Calharina, e o qual
se acha Tundeado defronle do caes do Ramea, supe-
rior farinha de mandioca e por barato prejo ou na
ra do Trapiche 11. 6, segundo andar.
FAZElvUA DA MODA.
Alpacas de seda de quadros a lisa, furia-cores, fa-
zenda para sesudos, do melhor gosto que lem vindo
a esla praea. por preos que muilo ho de agradar aos
compradores; dao-se amostras para seren em qual-
quer parle : na loja do sobrado amarello, nos quatro
cantos da ra do Queimado n. 29, de Jos Morena
Lopes.
Vende-se superior e nova farinha de mandioca,
('licuada recentemente de S. Malheus : a bordo do
paladn Amisade Constante, e Hialc Amphitrite, ou
na ra da Cruz 11. 3, escriptorio de Amorim Ir-
mus.
Vcndcm-se ricos pianos com escolenle- vo-
zes e por preros commodos: em casa de J.C. Ilalic,
ra do Trapiche 11. 5.
PUBLIdVgAO' RELIGIOSA.
Sabio ;i luz o novo Mczdc Maria, adoptado pelos
rcverendissiinos padres eapurliinlios de N. S. da l'e-
nh.i desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da t.iM'ceie.'oi, e da nulicia histrica da nie-
dallia milagrosa, c deN. S. do Bom Conselbo : ven-
dc-se nicamente na livraria u. 6 e 8 da pra;a da
independencia, a 19000.
]y> Deposito de vinho de cham-
(^ pagne Chateau-Ay, primeira qua-
*fc I idade, de propriedade do condi
f% de Marcuil, rita da Cruz do Re-
cife 11. 20: este vinho, o melhor
II de toda a champagne vende-
A se a GffOOO rs. cada caixa, acha-
" se tnicamente cm casa de L. Lc-
W comte Fcron & Companhia. N. B.
W As caixas sao marcadas a fogo
f$) Conde de Marcuil e os rtulos
(A das garrafas sio azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Colioi lu e- e-curos muilo grandes e encorpados,
dilos brancos compeli, muilo grandes, imitando us
de lila, a I9OO : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O." Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
BONITA PECA.
Vende-se urna negrinha de 7 annos de
idade, pouco mais ou menos, muito boni-
ta I mu a
ja da Estrella, de Gregorio & Oliveira.
Vendem-se 3 mulecotes de idade 18 annos, 2
escravos novos de lodo serviro: ua ra Direita n. 3.
Vende-se sal do Ass, a bordo do hiale Ang-
lica : a tratar na roa da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
~"~ Ka loja de i portas, ha rna do Queimado n. 10,
de Manoel Jos Leite, vende-se por menos de seu
valor as seguinte* fazendas : barege de Ida e seda
para vestido, fil de linho de cores, leques ricos de
madrepcrola e sarao, lencos de cambraia de linho,
chapeos francezes prelos, collariuhos de liuho para
camisa.
Vende-se urna balanca romana rom lodos os
seus perlences. cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
Attenraa.
Vende-se a taberna sila no Paleo do Terco n. 2,
com poucos fundos, ou mesmo s a armarlo: a Ir-
lar na ra Direita n. 76.
f
ESCRAVOS FGIDOS.
Contiiuia a estar fgida desde o dia 2 de janho
prozimo passado, a escrava, parda, caboclada, de
nome Mathildes, com os signaes seguintes : cor bat-
anle vermelha, cabellos prelos e corridos, nariz
grande, bstanle feia de cara, umbigo grande, que
passandn-se a mao pela barriga perfeilameate se co-
ndece, com falta de denles na frente ; descooGa-se
que esteja a- titulo de forra, lavando roupa pelos ar-
rabaldes desla cidade, oo acontada em alguma casa
com o mesmo titulo, poit he engoinmadeira, e al-
guem lalvez pouco escrupuloso esleja desfruclando
seus serviros : por isso que se previne a quem mali-
ciosamente a tiver occullo de a mandar entregar na
rna Imperial n. 31. a seu senhor Manoel Joaquim
Ferreira Esteves, do contrario vindo a seu conheci-
ineniu o lugar em que a mesma escrava se acha oc-
culla, se protesta ir sobre quem assim tenlla obrado
com todo o rigor da lei, cobrando dias deservico, e o
mais que a mesma lei permillir.
Desappareceu do dia 8 de setembro o escravo,
criuulo, de nome Aulonio, que cusluma trocar o no-
me para Pedro Jos Cerinu, e inlilular-se forro,
.na ra do Queimado n. 7, lo-' he muilo ladino, foi escravo de Antonio Jos de
Sant'Anna, morador no engenho Cail, comarca de'
Sanio A11IA0, e diz ser nascdo 00 serllo do Apods,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapinha-
dos, cor om pouco fula, olhos escuros, nariz grande
e grosso, beiros grossos, o semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesta occasiSo foi com
ella rapada, com todos ndenles na frente,; levou
camisa de madapolao, calta e jaqoeta branca, cha-
peo de palba com aba pequea e una trousa de rou-
pa pequea ; he de suppor que mude de Irage : ro-
sa-se portanto as autoridades policiaes e pessoas par-
ticulares, o appreheiidam e Iragam nesta praca do
Recife, na ra larga do Rosario n. 24, que ae re-
compensar muilo bem o seu Irabalho.
IOO9OOO de gratificacio.
A quem apresenlar o moleque AObnso, de aaco
Camundongo, idade lo e tantos annos, bastante sec-
co do corpo, fricos miudas, altura regular, com
duas marras de feridas no meio das cosas; desap-
pareceu de casa em 17 do crrenle agosto, peas 7
horas da larde, e como nao leve motivos para fogir,
e leve sempre boa conducta, suppoe-se que fosse fur>v
lado ; levon calca de casemira azul, camisa de al-
godao urosso e chapeo de palba com lila prela larga:
quemo 1 mu ser ra de Apollo n. 4 A, receber a
gralilicaco cima.
Anda continua estar fgido o prelo que, em 11
de setembro prximo passado, foi (A Monteiro a um
mandado no engenho Vcrlenlcracompanhando urnas
Lucas de mando do Sr. Jos Bernardino Pereira de
Brilo, que o aluguu para qiesmo fim; o escravo he _
de nome Manoel, crioulo, baizo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na peroa direila, cor prela, nadegas em-
pinadas para f:>ra, pouca barba, tem o lerceiro dedo
da mo direila encolhido, o falta-lhe o quarlo: le-
vou rsTdc caira azul de zuarle, camisa de algodlo
li/.n iiiieiicauo. porcm les ou oulras roupas mais fi-
nas, hcn como um chapeo prelo de seda novo, e usa
sempre de concia na cinta : quem o pegar leve-o na
ra do Vicario n. 27 a seu srnhor Human Aulonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Peloorinhoarma-
zem de assucar n. 5e 7 de Romao& C, que ser re-
compensado.
>
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Fcron &
Companhia.
Vendem-se relogios de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Bepotito da fabriea de Todos os Santo* na Baha.
Vendc-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodaO Irancadn d'aquella fabrica,
miiiln pmprin para-,icen-de assucar e roupa de es-
cravos, por prero rommodo.
Vendem-se em casa de Me. Cal moni & Com-
pauhia, na praca do Corpo Saniou. II, o seguinte:
Desappareceu no dia 1. de agosto o prelo Hay-
mundo, crioulo, com > annos de idade, pouco mala
ou menos, natural do Ico. conhecido all por Has-
mundo do Paula, muilo rouvjvcnle, tocador de ftau-
viubo de Marscilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas I um, cantador, quebrado de urna ve'rilha, barba ser-
em mis ello- ccarreteis, breu em barricas muilo
grandes, aro de mila sorlido, ferroinglez. >
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, piadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo niodernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
rada, beiros grossos, estatura regular, diz saber ler
e esrreser, tem sido enronlrado por sezes por delraz
da ra do Caldeireiio, juntamente com urna pela
sua concubina, que tem o appellido de Maria cinco
reis ; pnanlo roga-se as autoridades policiaes, ra-
pilacs de campo e mais pes-ua- do povo, que o ap-
prebendain e levein ra Direila n. 7G, que sern
generosamente gratificados.
PEKN. : TVP. DE M. F. DR FARIA. 18.it
...
k ITII AHA


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