Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01372


This item is only available as the following downloads:


Full Text
T
ti
AMO XXX. N. 219.

Por 3 mezes adiantados 4*000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
!

SEGUNDA FEIRA 25 DE SETEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBCO
ENCARREGADOS DA SIJBSCRIPCAO'.
Recite, o proprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Bahia, o !Sr. F.
Duprad; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. (lervazio Viclor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquimlgnacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Ccar, o Sr. Vic-
toriano Auguito Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
1
CAMBIOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 1/4 d. com prazo
a Paris, 35 rs.por i f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
t-ees do banco 40 0/0 de premio.
ii da rompanhia de Beberibe ao par.
da rompanhia do seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas le 6*400 velhas. 169000
de fiMOO novas. 16000
de 4000...... 9*000
Prata.Patacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
=
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Hono e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quinlas-feiras.
PREAIHAR DE llOJE.
Primcira s 6 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da lardo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equinlas-feiras.
Rolaco, tercas-fci ras e sabbados.
Fazenda, tercas e soxtas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartasc sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Selembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutse
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manba.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde. .
29 Quarto crescenle 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
25 Segunda. S. Justina m.Ss. Senador Calistralo
26 Terca. S. Cleofas; S. Finnino b. ; S. Lobo.
27 Huaria. Ss. Cosme e Damio irs. m.
28 Quinta. S. Weucesloduque m.; S. Salamo.
29 Sexta. S- Miguel Arcltanjo ; S. Paterno b.
30 Sabbado. S. Jeronymo presb. card. e doutor.
1 Domingo. 17.*O SS. Rosario de Mara; S.
ltemigiob. ; Ss. Virissimo, Mximo e Julia.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedienta o da 21.
OfricH' Ao commandanle las armas, remellen-
com copia do aviso do minislcrin ila guerra ilo 12
do eorroute a nota declaratoria das aeraces occor-
r das no mez de julho ull mn a respeilo do capullo
betalh.lo de nfanlaria Antonio (.aciano
TraxnaMoe.
Dilo Ao mesmo, dizendo que pela leilur.t do
aviso di reparlicAo da guerra de '.) do rorrele, cons-
tante da copia que remelle, finara S. S. scienlc .!<
de que se conceden passagem pare o primeiro bala-
IhAo de infanlaria ao alteres do segundo da mesma
arma .foso Mari "Petra Bilaucourt. ^inmuni-
cen-se a (hesouiaria de fazenda.
Dilo Ao mcrau, Iransmillindo por copia o avi-
so da repartirlo da guerra de 12 do correte, no
qoal se declara que o alfares do segundo balalhao de
infanlaria Henriqu Tiberio Lobo Capislrano pode
principiar a gozar da licenca que olileve por oulro
aviso de 5 de jullio ullimo cin Janeiro do anno pro-
lioin fuluro.
lo Ao inspector da (liesonraria de fazenda, in-
randn-e da hover o promotor publico desle termo
bichare! Antonio Luiz Cavalcanii participado que entrera no ejercicio ile sen careo.
Igual communicacao so fez ao conselhciro presi
dadle da relaran.
Dito Au presidente do coincido admioiitrativo,
coaeedende a autorisacao que S. S. solicitou para
serem comprados no mercado, visto nao teretn appa-
recido proposlas de vendedores, os objeclos mencio-
nados na retaran que 8.S. remelleu. Communi-
cou-se a Ihesouraria de fazenda.
Dito Ao inspector do arsenal de marmita, re-
comaaandando a expediento de suas ordens, para que
n conwnandanle do patacho Pirttptima receba a seu
bordo, e transporte para o presidio ds Fernando, o
ca,leie Julio Cezar Psssoa de Saboia, segundo sar-
gento Manoel Freir Marix e o cabo de esquadra Jo-
s Gaspar da Ooiceirao, e liem a-sitn, dous caixes
com artieos de farJamenlo, que o coronel comtnau-
daule das armas lem de enviar para aquclle presi-
dto. Communicou-te ao referido coronel.
Dito Ao memo, para mandar fazercom hrevi-
dade no brgue barca Itamarac os arranjos de que
traa o commandanle da eslacao naval no arligo de
seu ollkio de 19 do correte, constante da copia que
remette. Communicou-se ao referido comman-
danle.
Dito Ao director das obras publicas, communi-
eandu haver fallecida na colonia de Pimenleiras
era o dia 5 do correle o engenheiro Augusto Dayny
3ue ttnha contratado para servir como engenlieirn
aquella reparjco. Igual commuiiicacjlo se fez a
Ihesouraria provincial.
Dito Ao inspector da Ihesouraria provincial,
para mandar entregar mais ao thesoureiro pagad jr
das obras publicas a quantia do 2:500S para a obra
da casa de deteoc*o. loteirou-sc ao supradilo di-
rector.
Dito Ao meslo, recommcndnnd o que i vista da
cents que remelle em dupli :al i, mande pagar ao
porleiro do arsenal de goerra a quanlia de 38100
qaeae des|icnden com o forueciment d'agua para a
guarda da cadeia desta cidade durante o inez de
agosto ullimo, devendo adespeta desemelhanle for-
necimenlo continuar a ser salisfei a por aquella llm-
onraria. emquanlo a mencionada guarda for presta-
da pele rorpo policial.t'izeram-ie a respeitoas ne-
eessariat coinmuuicar,es. .
Dito A oamara municinal do P.io d'Alho. di-
rendo qua nusii approva a arreui alacio que se fe/,
do. iaanolos soore teiiuj c reptjzos dos acougues
ilaqueno mui^fc^^^aWs. p ir cabeca de ido
vaceum p"ela qiisTHTa"^eit:;i99.9 no espar de tres
annos. mas lainhem a ridibeacao que lomou a me-
ma cmara de mandar por novamentcem praca com
o abate da quinta parle sobre o respectivo valor os
culros imposto, que rienar.nn de ser arrematados
por falta de licitantes.
Poriaria Ao agente da rompanhi i das barcas de
vapor, recomincnriaurio que faca Iransporlar para n
Para ji vapor Tocantins o- objcrlos que foram ro-
meltidos para bordo do me-uno vapor pelo inspector
lo arsenal de marinha com destino aquella provin-
cia, onde dever ser pago o respectivo frelc.Com-
muicou-se aosupradito inspector.
COMBANDO DAS ARDAS.
Q rt>l 0 consmando da i armas da Pernam-
kaiaa, ata cidade ds Recla, em 23 de setem-
fcro da 1S&<.
ORDEM DO DIA N." 148.
O coronel commandanle das armas interino de-
clara ptra ennhcrimenlo di guarnicito. e ilevido
efleilo, que o governo de S. M. o Imperador bouve
por btm determinar por aviso expelido pelo minisle-
rio dos negocios da guerra do correnlc, que o Sr.
capiliio do li." batalhno de nfanlaria Andr Acciole
iakajro, que se aclia nesla provincia addido no ba-
Ulhio 10.", fique servindo ni mesma qualidade no
2." da mesma arma ; c por nuIro avii de 9 desle
jan, conceder passagem para o 1." batallio, lam-
ben) de infanlaria, ao Sr. alteres co -.o Joao Mario
Petra de Bitaucourl : o que udo fui communicado
pela presidencia em olUcios datados de -21, e 22 do
andaule mez.
O inesmo coronel eommantlante das armas declara
igualmente que Itoolcm fez s ia apre<2nlaco vindn
da provincia do Para o Sr. capilo do 4. balalliAo
de infanlaria Pedro AITotiso Ferrrira, o qual oble-
ve por uviaa de It de julho do presente anuo qualro
mezas de licenca com o vencimeulo de sold e eta-
pe, principiada de 28 de agosto prximo findo, para
gosa-la tiesta provincia.
Asaigna lo.Manoel Muniz Tacares.
Conforme.Cantliio Leal Ferreira, ajudaole de
ordens, encarregado do detalbe.
t
<
i
/
Ka
EXTERIOR.
A Europa, jornal de Madri 1, publica, no dia 18,
como artigo principal, o seguinle :
A FAMILIA AUBRY.
Por Paulo BKarloe.
PRI.MEIRA PARTE.
I
O rfueo pela irma.
Aconlccou urna vez a uin joven sonhador chama-
do Daniel Aubry, ver ttm pliatitasma ao mcio-dia...
Era nos anuos que seguirarn immcdialamciilc a
revulucilo de 1K.10. Houve cnlao un momento fu-
gitivo, do qual ujlo se podem lembrar sem melanco-
la e sem alegria aquellcs que tinhain nesse lempo
de vinle a vinle e cinco annos, tim bello momento
em que sua geranio conheccu o jubilo, a esperanca
que faz mlosenlir-se mais o peso da vida. Acabav-
e de derribar um grande lauco da murallia que oc-
ciilta o fuluro, descobria-se un horisoulo desconbe-
jido. e que pareca immeuso, podia-se avisiar do
lotig a Ierra promellida, o que he lalvez melhor do
que entrar neila ; (se Josu ii.locra lolo, deve ler li-
rio umita inveja c Moyses) einlim os hnmens li-
nham a imaginarao, e as enu-as o rcllexo ; illu-ao
no quariro, esonho no espeelador! porquanto bema-
venturados sAo os mentirosos de espirito, o reino
desle mundo Ibes pertence: a felicidadc nflo se aclta,
invcnla-sc.
Nossos irmaos de 18.30 iiivenlavani-na at iuve-
roimllianra. Essa almosphera embriagadora de jo-
a.tilor, ou de namorado tinha sem duvi.la lambem
seus desfallecimculos csuas lloras, as qnacs este li-
vro nn dissimular; porcm Dio llevemos eligir que
aja absolutamente doce o sal, que lempera a vida,
nem que seja semprc puro o fermento que a faz Ic-
vedar. Todos procuram adiattlar-se. e r.ontenlam-se
de serem vivos o espirituosos. Que bello enlevo! que
ntica rjriosi larie 1 que ar.lenle moriilade! Faca n
que fizer jomis ningucm lera v se lempo !
Era orna embriaguez, tira delirio, tima febre!
mas urna febre voluntaria e airadavel, urna febre
facliciaesalular. que cada um inoculava em si
inani'ir.t de vaccina, febre do cerebro, phanlasia ou
febre do coraran, paiv.iu. Apaixonavam-se por |g-
do. |icl< san-siinonitas, pelos rninaui islas, pelo a-
lullcrio, pela lOtnlw lade. Criam em ludo, no
amor, na arle, na iiidifleri'-'ca i-ni materia de veli-
si.lo, na liberdade, na repuhiic. Bein -.ue livcssc-
mtw a repblica lalvez mais do que ollesj nunca pn-
lento, rrer nrlln!
K essa embriaguez moral (que m Inglezes procu-
ran! idisliu.da e nhsiirdainenlo no vinlio ,:Ui obra-
va smenle sobre os direrlores 0o secuto, artistas
\
ALERTA!
No vos assoslc a palavra. O bom soldado nao de-
ve assustar-se ao grito deAlerta!porque sabe
que equivale ao de^Vigilancia.Nos dizemos boje
Alerta milicia nacional de Madrid, de toda a
Despalilla ; e soltamos este grito para que se nao
dunna. Porque nflo queremosque acalenlada pe-
los cantos de triumphu, que o povo enloa depois da
victoria ; adormecida rom os prfidos afelios, que de
todas as partes se fazcm, com as adularles de lodo o
gencru de que he objecloperca de vista que existe
um foco de conspiracito permanente.
Sim, mu-pirai- sem descanro, e mis o denuncia-
mos vigilancia do povo. Conspira-se as altas re-
cies, e Iratnam-se planos de vingauca contra as con-
quistas riejllio. Cou-pira-sc sem Iregoa desde o ins-
tante em que pascado o primeiro torpor do medo,
se pode discorrer com alguma serenidado ; se pode
calcular sobre bases determinadas. Conspira-se com
eucarniraria obslacao, c conspira-sc sempre, de dia
e de noile, em desperdicar um s minuto, at que
chegada a hora opportuna, se possa tomar urna san-
guinolenta repre/.alia.
E como os que nunca liveram conscicncia moral,
muito menos leriio consciencia poltica, estitu dispos-
tos a appcllar para loda a casta de meios para conse-
guir sen lint; meios criminosos reprovados pela eter-
na justica ; meios lcitos pertniltidos em loda a luta
de boa lei, lodos Ihesserito iguae<, de todos laucaran
mito iiidislinriamentc.
E com suas niachiitaces ressuscilarao 09 anligos
lempos do baizo imperio, e os menos anligos da Ve-
noza dos Dez ; e poro em jogo todas as vilanias, to-
dos os desaforos e Iodos os. meios culpaveis, desde o
crime mais horrendo, al a intriga mais rasleira, at
hvpocrisia mais disfarrad.
Sun, cnnspira- sem tregua, sem o mais ligeiro descanco, ao abrigo
da cnnlUnca do povo.
A principio, apenas restabelecidos do primeiro
alordiinenlo de urna noile para sempre clebre, ap-
pellou-sc para a inspirada nobreza de urna froule
preclara, rodeada de cabellos brancos como a nev,
orlada com a aureola da probidade e do saber. Re-
rorreu-se aorespeitabilissimo anciao, que o povo ti-
nha lirado do sen retiro para o fazer Mecenas da re-
voliicao, o se lite disse chorando: Salva-nos; s
generoso ; si cavalherru; s nosso pai.ii K o aucio
a historia Ih'o perdoearraslado por scus cavalhei-
rosos inslinctos, immolou a revolaran as aras de
seu proprio cavalheiriamo.
A conspirarlo permanente das altas regies linda
conseguido o primeiro trittmpho. Depois, quando
sobre a decrepila calmea do anciao appareceu a fron-
te dircila e anda viril do soldado do povo, que em-
bruliado no seu anlgn manto de gloria, se apresen-
taya ao chamamento da liberdade agonisanle, da pa-
tria escravisada, as genles da conspiraran permanen-
te ajoclharam a seus ps, o com as maos estendidas
para elle, dis-mram-lho : Salva-nos; s nossa egide,
nona ancora de salvarlo: de li depende a nossa vi-
da. E o esclarecido soldado, cujo coracao encerra
um thesouro inezgolavel de sublimes sentimentos,
teve compaisan daquelles lamentos pouco sinceros,
daquellas lagrimas lalvoz vertidas hypocritamente,
daquellas gentes que inrlinavam ale ao chao a sua
fronte nrgiilbosa, que gemiam abatidos, que pediam
com a Itumildade do mendigo. E o hroecousa no-
vissima/unici lalvez, foi generoso e nobre n'um
grao quasi fabuloso; a ponto do riscar Irezc annos
in iros da sua propria lungraphia', e de e-querer a
ultima melade da sua vida.
E romlttdo, a conspirarlo permanente das alias
recies minava agpra mais que nuira o |iedestal em
que est enlloca lo'o iilolo do povo; csse mesmo do-
lo que ella ctvolve em n uven d'incenso ; cs-e mes-
mo lato n quern ella fWeriflea conlinnamnite, e *
quein rende um culto especial. Sim, conspira-se
contra o lilho do povo, sorprenrienrio os ctcellenles
seiilimcntos de seu coracAo ] explorando a prover-
bial probidade de sita almi, abusando dessas quali-
ilado-de homem hnralo, de homem generoso, de
homein liberal sem segundo, que o distinguem dos
demais. Couspira-se conlra elle, valcndo-se da sua
prupria crcluliladc, da sua mesma boa f, a cuja
sombra se fazem cousas... que, sexistas, podem ser
acreditadas. E assim a conspirarlo das alias regios
conseguir pouco pouco ir usando, gastando, des-
pcrtigtando, cncarieando o Alcides de nossas liber-
dades: e depois, quando chegar ahora liberticida,
assenlada nos concilibulos da conspirarlo das altas
regioes, havera um Don* e Dezembru, e correr o
sangtte liberal a torrentes as ras e nos patbulos.
Sim, conspira-se constantemente em altas regioes
conlra hiimensd'alla nomeada, collocados na cpula
do edificio governamcntal; conspira-se conlra o ho-
mem que personifica nm protesto solemne, mnrali-
sndor conlra os inauditos crimes do seu proprio ban-
do : conspira-se'contra elle, afagando a sua vaidade,
excitando a sua ambicio, deiando-lhe antever um
porvir de dominio nico e sem comparles.
Conspira-se contra elle pervertendo cuidadosa-
menie o seu coracao, que lalvez nao est pervertido,
inspirando em seu peilo o balito mortal da inveja e
da rivalidade ; prometlendo-lhe montanhas de gra-
Itdao e urna pagina de gloria na historia de Ilespa-
nlta. Conspira-sc conlra elle, fazendo-o renunciar
seus anligos projectos de engrandecimenlo e pro.pe-
ridade para o paiz, projectos que elle linba amadn-
recido na soledade dejjeu ignorado retiro; e obri-
gam-no maulinsamenle a renunciar a elles dchaixn
de pretextos, cujo hypocrila sacrificio nao consegue
comprehender, e fazem-nn acariciar de novo ideas,
que pouco ha rejeilava com honra, e abracar'situa-
ees que honlcm analhematisava com to la a energa
do seu rico temperamento.
E depois. quando este homem, eminente hoje,
degrada lo dentro em pouco, liver cabido em cheio
no laso, que lite arma a conspirarao permanente das
alias regioes; quando conlra os scs sentimentos, sem
o saber, sem o couberer, macliiualmcntc emfim liver
servido de instrumento ao fatal Dous de Dezembro,
que nos prevemos; entao se lite cuspir no rosto por
essa mesilla ronspiracao, arroja-lo-ho dos saines a-
dornados de ouro e forrados de purpura ; arreba-
lar-llie-liau das maos o serpilo d'exclusivismo domi-
nio que se Ihe prometiera para sempre, e que seri
entregue a oulro personagem iniciado j hoje no in-
lernal projecln, edo qual fra ociosa a mais ligeira
indicac.lo. Horrivel ingratidao lngratidao das altas
regies I
Sim ; conspira-se constantemente as regioes ele-
vadas contra csse povo a quem mentidamente, com
a mais infame falsidade nos labios, com a raiva mais
feroz no coracao se chama heroico, e cujo extermi-
nio he o nico objeclo da conspiraban. Conspira-se
conslaotemente conlra a milicia cidada, a quem
hypocrlamenle cora o coracao cheio de desprezo se
appellida salvadera d> prdem, sustentculo das
grandes iiisliluicoes, garanta Jas libcrdudes publi-
cas. Conspira-sc conlra o povo e conlr o exercilo ao
mesmo lempo, inimisando-os, ponrio-os em frente
um do oulro, settuzindo o primeiro ao grito santo
ile liberdade, ao grito caustico de iraicao para que
se coiumova e se agite desordenadamente, e faca ma-
iiifajlaces luiniiliuo-is, tome altitudes aiocacado-
ras, aprsenle exigencias exageradas, abandone*seus
trabalhos, peja inconsiderados e injustos augmenlos
de trabalbo. e se amotine e amcace a paz dos povos.
E enl.iu se recorre ao segundo implorando a ordem,
a tranquillidade, a paz das familias, a seguranca
pessoal.a pacifica posse da propriedade, a prosperida-
de do commercio, da industria, da agricultura, o sa-
grad" do lar domestico, a castidade da esposa, a pu-
rcza'da filba, vida finalmente ; a-vida do homem,
da familia c da soriedade toda.
E a indicia, explorada pela mentira, fascinada pe-
la hvpocrisia embriagada pelo sopro instigador da
conspiracito empunliara o fuzil da palria, e volta-lo-
lia para esse povo que lhe fazem ver como seu ini-
go morlal, c o exterminani. As classes remediadas,
e as classes proletarias, irm.Tas entre si, filhas am-
bas do povo, sem mais difTcrenca, que um pouco
mais ou um pouco menos de fortuna, serao rivaes
serao ininiigas encarnizadas, e declararan urna ou-
Ira orna guerra de morle.
EnlSu a conspiracito permanente das altas regioes
Iriumpltar fcilmente do povo.que dividi com suas
fajases sugesles, exlraviou com seus falsos alarmes,
e inimizou com anas infernaessuspeilas e suas sala-
nicas rivalidades.
EolSo vollar a era de ferro, de cadeias, d'abjec-
Cilo, de cscravidao c de embrulecimenlo. Eniao o
despotismo se seniora sobre o Himno de diamante.
Eis-aqui o trabalbo constante da conspirado das
alias rcgiOcs; Iranalhosurdo; de socapa, encober-
to, e por isso de grandes probabilidades de xito.
Porm trahalho infernal, que nos, senlinellas avan-
zadas do campo da liberdade, dcscobrmoscom olho
escrutador, e que denunciamos sem demora s le-
gies do povo.
Por isso grilamos: Alerta! cerne cemvezes a-
lerla I
Aiuda mais : a liberdade da patria o a sania cau-
sa da revolucao morlalmenleamearada pela conspi-
racao permanente das altas regioes, lem boje dianle
de si um iuimigo mui lemivel, vindo de Ierras es-
Iranhas para robuslecer essa mesma couspirarao;
alenla-Ia, condur.i-la enrgica e prudenlemcnle ; e
para lhe dar direcrao em harmona com inleresses
d alta enldade, lilho- d'oulras inicuas conspirardes,
que a fatalidade fez triumphar perto do nosso slo.
Denunciamos a lempo a presenca em uosso paiz
desse personagem funesto, que cuidadosamente se-
gimos desde o momento em que emprehendeu a sua
yiagem. Vimos-lo partir levando em sua cabeca tima
idea 11 henenla, que anuvia sua j sombra fronte ;
vimos-lo fazer alio no seu caminho -para associar a
essa idea lilierlecid.t oulra idea d'ambicao estupida,
de egosmo necio c brutal, de ridicula e grutesca
unilacao. Vimos-lo emfim chegar, cheio de orgu-
Iho, fero com essa liga de ideas bastardas c diabli-
cas, decidido a levar a cabo seus sonlios insensatos,
e os bein mais insensatossonbos que engendra outra
cabera vasia de cerebro.
Causoa-nos lastima esse personagem, porque recor-
damos com um urgulho ittefavel dalas immorlaes
que a glorta gravou em pagnasele pedra. Porm
ecetamos pela paz do nosso pai, pelo sangue de
nossos irmaos, pela liberdade ddpalna, objeplos sa-
grados, que as insligaees do misterioso persona-
gem podem compromeller gravemente.
E nos repelimos o grilo deAlerta.! cem e cem
vezes alerta !
Nao nos canearemos de o repetir: estamos em cir-
cunstancias extremamente criticas: eslamosatravcs-
sando dias mui compromellidos, momentos mui so-
lemnes. Nossos mais preciosos inleresses, nossa. mais
ricas conqislas csiao correntio gravissimos riscos.
O presente esl Meado de difliculdades; o porvir
cheio de desenlaces desconbecidos.
Sejamos prudentes e firmes ao mesmo lempo. Or-
dem para baixo e energa para cima; patriotismo pa-
ra todas as partes; vigilancia euuiao de um angun
ao oulro ta nacao hespanhola. Fraternidade no lar
e na praca publica. Eis os adoros penbores do Iri-
umpho.
Hoje concluimos nosso artigo com a palavra
Alerta I
Oxal que nao Icnhamos de cmprcg.tr a palavra
Alarmel _______ (fira: Tisana.)
Porto 13 da acost.
Quando dissemos que o paiz se achava n'um es-
lado de desorganisacAo; que as autoridades nao eram
obedecidas pelos povos, c que as leis nao eram aca-
tadas pelas autoridades ; nao repelimos senao urna
assercao que est na couvicrao de todos, que os
factos vem diariamente comprovar. He da natu-
reza das cousas e-tteieslado de dissoluco social: co-
mo ha de a lei ser respcilada. se sao os proprius
ministros a quem incumbe o velar pela sua execu-
cao, que menosprezaram a primeira das leis, e que
a cada passo substitucm a sua vonlade ao dictamen
da lei ?, se'esses mesmos que devem presidir sua
execurao, declarara em alia voz no seio do parla-
mento que. seja qual for o voto dos cornos legisla-
tivos, est decidido o futuro do tal instiluicao, de tal
corporafilo ? Como lia de fazer dobrar-se o povo
ante a lei, um gabinete cujo chefe prgou a rebel-
liao e a insubordinarlo, e premiou os que lanraram
maos sacrilegas ao sen rei, e os que deserlarain das
nandeiras da legalidade ?
Para esle estado de dissolucio lem concorrido e
conlinuam a dir causa, o procedimenlo de quem
gnverna, suas medidas imprudentes ou sua incuria.
Assim, para o governo, para as autoridades, pira
algumas cmaras, allenlarem pelas subsistencias,
foi necessario que rompe-e nos povos a anarchia,
poetas e pensadores, nosquaes he natural ; porm a
galena ahandonava-se tambem a ella com a maior
intrepidez. Os actores nao ficavam mais encamados
queaplalca, eo auditorio reenviava aos oradores
tanto calor e magnetismo quinto recebia. Ahi in o
ullimo publico A lilteralura orphila deve urna la-
grima sua memoria.
Foi nessa poca dilnsa que Daniel Aubrv nasceu
com idade de vinle e dous annos para fallarmos co-
mo Jorrisse, o qual entrevia cerlamenle esta simples
verdade, que em geral o homem nasce mais ou me-
nos lempo depois de sen nascimenlo, e morre sem-
pre mais ou menos lempo anles de sua morle. Da-
niel Aubry era dessa especie boje perdida dos man,
cebos e dos enlhusiastcs, que deve ser para sempre
lamentada. Acudas loda a parle em que o pensa-
tnenlo do scculu locara a chamada ; nao faltava a
urna primeira represeularao, precipitava-sc lodos os
annos no salao na manhaa da abertura ; quera ter o
primor de lodosos livros e de todas as revistas, era
encontrado no mesmo da as pregantes da ruaTal-
botil, no curso.de eollroy Saint Hilaire, e na pla-
tea to Ihealro italiano applaudindo madama Ma-
libran.
Eis-ahi, dir alguem. nm fervoroso aprendiz de
lillcralitraedc arle. Sim. Daniel nesse lempo des-
linava-se a succeder a seu lio, gordo meicador de
estofas piulados da ruadeClerx. Daniel era um
arimiravcl espectador, cnada mais. Tinha um ca-
rcter parlirular. porque nelle oenllmsiasmo dispu-
lava ou antes rasava se coma razio. A nalureza, es-
sa perigosa bemfeitora o harria leilo souhador e a-
paixouado; mas a necessidade, essa cruel madrasta,
o havia lomado Uliorioso e grave.
Elle liona licado de-de a infancia orpltao e sem
betas. Seu ullimo prenle, csse lio. homem duro e
secco, dcixava-lhe por nico recurso a perspectiva
de comprar scus fundos a crdito no dia em que fi-
zesse viuto e cinco anuos ; mas para ahnna-lo em
sua m.i : ii i i iii .i. o rgido negorianle lhe havia im-
posto tres i-oodicOes assim como Labio a Jacob, exi-
gindo que esludase succcssivanicnle : a chimica pa-
ra poder combinar as preparares nerc-sarias ao seu
estado, a pintura para pmler dispor os adornse co-
ro* de scus eslofos, e a tirisprudciiria para nao pre-
cisar de linguem em suas demandas.
Dessa mjsliira de ardor natural o de trahalho for-
rado liaba resultado tima acltvidadc prompla para
lotlos os obsarulos e tima alma aberla a todas as im-
pres mesmo lempo Imaginar c calcular ; comprehender
nm esboce de floya e reler na memoria um llicore-
nia de Dcgendre. Passava mollas vezes as unltescm
elucidar com una viva inlelligencia as Pandectas e o
Di'.'i -io, e era capaz, como j dissemos, de ver um
phanlasma ao inrin dia.
Islo aconleriMi-llie mui realmente no mein derin-
coenla possoa* na hihliolheca de Santa Cenovera, e
nao del ion dn ler sobre sua vida tuna influencia -,s-
sas uolavel.
Era o mais bello e luminoso dia de igoslo, Ba-
que se praticassem allcnlados d'uma ordem amea-
cadora. que perigasse a seguranca pessoal, a pro-
priedade e o socego publico : foi s eniao a des-
hoias, quando o maior mal, o de se quebrarem os
vnculos da obediencia lei. eslava feito, que o
governo comecou a pensar seriamente, phrase que
se lornou um anexim popular, as subsistencias do
povo ; e comecou desde entao a pensar seriamente.
nao por amor do povo, mas porque as faces se lhe
tnriiaram lvidas de medo, jaleando que urna co-
vulsan popular os ia arremecar das suas curules.
He para uccasiio tan propicia que o ministerio
reserva a decima de reparlf,ao, e a emissao da
moeda Traca de prata !
Nao sabemos se he defelo de quem governa, se
be Dos que muilas vezes permute nao vejam
aquelles que se julgam na sua soliera mais podero-
sos.
E nao sao s esses que erram ou nao veem ; he
muilas vezes nos que os acompaiiham ou seguem ou
ajttdam, que isso se verifica.
Nao tleivaram elles o Porto sem auloridadc admi-
ni-iraiiva .superior, em occasiio lio crtica '? Nao
deixram as autoridades e o commandanle da forca
municipal engrossar e lomar dinienses temerosas
os tumultos ?
Nao i oiiimeileu a cmara municipal fallas lao gra-
ves nessa mesma occastSo 1 nao lomou o seu pre-
siilenie compromellimenlos que nao pode cumprir,
e islo exnrbilando, sem allencao as suas attribthces,
e a hierarchia que para medidas dessa nrdem exige
o cdigo ? N,1o ia levantando novos molins o enlrc-
gar-se 13o grosseiramenle a mullido, fallando a
compromellimenlos solemnes, que nao curaprio nem
era possivel cumprir? Nao iam seudo causa da es-
cacez artificial se tornar mais apurada c prolongada
medidas imprudentes e illegalmenlo tomadas por
essa corporacao ?
E como rse aiuda nao baslasse lana imprudencia
he ncsle conflicto que val estatuir innovamos,
que. se alias acerladas e providentes se poslas em
pratica em lempos normaes, eran una impruden-
cia quando os nimos eslavam inquietos He nes-
le conflicto que se lembra de eslabelecer novos Iri-
bulos sobre gneros de primeira necessidade !
A postura da .irralelacan do pao he lottvavel, ha
muilo que deveria ter sido adoptada eslabelece
ella urna unidad conforme, e por isso maisrompa-
ravel para avahar a sua caresta ou baratoxa as
diflerenles Ierras. Mas era para quindo as classes
obreras gritavam conlra a caresla do pi e das a-
ritihas, para quando as paderas andavam mendi-
gando familias para cozerem, quando havia chi-
mes c allercacoes enlre vendedores e consumidores
do pao, que tacs iunovac,es se deriam reservar '
O resultado he obvio : para conlrapor a resistencia
ou mancommunacin de virem ao Porto, teve d
marchar a auloridadc com Iropa de cavallaria e in-
fanlaria a Avintcs para compellir a conlinuarem as
padeiras no sen trafico ordinario ; e a auloridadc.
para desfaicr esla resislencia passiva, capitula rom
as padeiras, promelte-lbcs deixar-lhes a liberdade
de vendercm a peto ou em ser a peso como Ibes
approuve&se, rompromette-se a nao lhe fa/.erein cf-
fectivas as mullas da postura Mas a cidade esleve
dous dias sem pao ; e se os anarchislas se livessem
valido disso para novas desordens ? quem eram os
culpados ? e essa mesma necessidade de empregar
a forra militar em taes ohjeclos, de invadir com
Iropa urna povoaro que he um suburbio do Porto
cija populai.ao vive dessa industria c be quem torne-
re a cidade de pao. nio he una necessidade funes-
ta E esse cxemplo de capilular e de tolerar-sc a
inobservancia de nina postura legal, que bellos re-
sultados uo dar!
Aps uin erro, oulro erro. Na eniana paseada,
he a forja militar empregada para por era execacao
urna postura, c ainda assim com ocumproini-sode
llenar a liberdade de a observa ou nlo. Esla se-
mana, oulro priuiiiiiciaini-nlie por um tributo novo
nos maladouros; a forca militar lem de ser nova-
menle empregada, capilula-se tambem com os mar-
chanles, o dii-se-lhes em notne da cmara ou por
alguem da cmara que podem compensar esle novo
tributo, subindo ao preco da carne arratclada !
Ouvimos que ao pedir o conselho de dislriclo
aalorisarao para o novo tributo, algum ou alguns
camaristas se compromelleram com a sua palavra a
que o preco da carne u3o subira. Como se compa-
dece urna cousa com oulra ? Nao he urna impru-
dencia que se procure para laucar novos tributos
um ensejo em que essa iinovaeao pode ser causa
desetranstornar o socego? E nesta ou n'oulra oc-
casiao, anles de impor-se um novo trbulo, devia-se
tratar de bem liscalisar i cobranca dos que havia, c
em nao fazer pesar sobre o municipio despezas que
eram bem pouco urgentes.
Onde nos levar este eslado de desorganisacao?
esla cegucira de quem dirige os conselhos pblicos ?
esto desaca lamen lo dallei ? esta insubordinacao dos
povos ? esla coalisao finalmente de ludo o que he
auloridadc ou com diploma do poder ou com di-
ploma do povo, para lancar a sement da anarchia,
e educar o povo para urna desorden! que nao possa
coroprimir-sc ?
{Peridico dos Pobres no Porto).
INTERIOR.
RIO
niel que acabava desoflrero lerreiro exame de di-
reilo, experimentara a necessidade de dar alguma
dislracco ao espirito. Tendo lido em urna revista
um artigo sobre l.avaler, elle apaixonrase pela
arle Je conhecer os homem pela physionomia. e des-
de tres dias ia regularmenle bibliollteca de Sania
enoveva mcrgulhar-se nos bellos livros em brochu-
ra ornadas com gravuras do pastor de Zurich.
Daniel viva enlevado no novo mundo, e na al-
mosphera especial que crea em Ionio de ai toda a o-
bra um tanto poderosa. A grande sala da bibliolhe-
ca dcSanto Genoveva, era alm disso um quadro ma-
ravilloso para sua leitura. Nao fallamos da biblio-
heca aclual, fallamos da Miaga, a qual dfleria del-
la lauto quanlo um velbo indlgeme e ingenuo pode
diflerir de um joven pedan le, secco c fri. sala de
leilura de oulr'ora cxposla ao meio da, esclarecida
por alias jancllas de cortinas verdes, forrada de car-
valho, agradavel e magestosa, era o melhor lugar de
asjlo que ae podia desejar para a inlelligencia.Todos
ah senliam-se vonlade e dispnstos em tima mea
escuridao avnravcl medlacao, e em um silencio
queso era animada rfclo ranger das pennas sobre o
papel, pelo rumor das folhas que se vollavam, pelos
P*0M amortecidos dos empregados que Iraziam ou
levavam livros, e pelas iiistrucres. em vozbaxa dos
conservadores, dignosscmblanles com cabellos bran-
cos, veteranos da sciencia, alguns lonslcelebres, ms
modestos.
Ah Daniel lendo afronte apoiada na nao, eoco-
lovelo sobre a mesa clava desde algumas horas ab-
sorto em seu Ijimter como um liuzio em sua concha.
Achava lalvez mais afliiiidade enlre seu proprio es-
pirito, e csse livro cheio de verdade e de mvslerio.
Comparando os retratos gravados com os retratos cs-
rriptos, estudando esses lypos sempre diversos c
sempre os mesmos da rara humana, Daniel sollria e
conlinuava a imprc-sao ao mesmo lempo fantaslira
c real dessas panalhcneas da vida, desses logarilhmos
do destino, problemas malbemalicos e pensadores,
exactos como o algarismo, incerlos com a Borle. O
infinito ah mislura-serom o finito, enmo em ludo o
que he grande no mundo. Ver humen-, que alegria!
conhecer o homein, que promessa !
Daniel corra poig de pagina em pagina, de gra-
vuraem eravura ruin una avidez cada vez maior.
Eslava em urna forte e seria physionomia de velho
qoe l.avater traduzia assim :
Esla cabeca nao nos impressiona primeira vis-
la ; mas proporcao que a observamos, dost-obri-
mos-lhe novos inererimcnlos. O perfil recto e puro,
a fronte firme e unida sem malla exteusao iudicam
a vonlade, a probidade o zeto do dever. Pcrccbo
lalvez na profiindidadeda nrbila c na eslreileza an-
gulosa da face um rigor algum lauto excessivo ;mas
o olhar lila lmpido e a horca lio linnevola dennlam a
franqueza c o amor da hiimaiiidaile. Em todo este
-einlilanle brilha a vrinde nos dous sentidos que os
latinos riavam a esla palavra ; honeslidade e cora-
geni. Ouanlo a inlelligenria desle homem, suas fa-
SE JANEIRO.
SENADO-
Sla 10 de asesto.
I.ida e aprovada a acia da antecedente, o i.' se-
cretario d conta do seguinle expediente :
Um ullicio do ministro dos negocios da juslira re-
metiendo os aulographos das resoluces. as quaes
S. M. o Imperador consenle, aprovando as aposen-
tadoras concedidas ao desembargador da relamo do
Maranhao e prcsienlc della Joao Capislrano Rahel-
lo, ao desembargador da mesma relami Fernando
Pacheco Jordo, e ao desembargador da snbredila
relacao Joao Candido de Dos e Silva. Fica o se-
nado inleirado, e parlicipa-se cmara dos depo-
naos,
Oulro do ministros dos negocios da guerra, de-
volvendo os requerimentos de Jos Joaquim de Lima
e Silva Filbo, c Eduardo de S Pereira de Castro,
que pedem passagem para o rorpo de eslado-maior
do exercilo, e informando sobre os mesmos. A
quem fez a requisicao.
Acham-se sobre a mesa, remedidas pelo cnsul
geral do Brasil na Prussia, diversas memorias, car-
las c mappas. sobre as escolas econslruccao de fabri-
co de assucar de brlerraba, conlra a emigraeo para
o Para, e recapituladlo sobre assumplos relativos a
dislribuicao de Ierras e colonisac.lo. Foram pa-,
ra a secretoria.
O presidente declara que se vai proceder ao sor-
"?eto da depularao qoe (rm de receher o Sr. minHro
dusnegocios do imperio, e sahiram eleilos os Srs.
Soaresde Souza.Souza Ramos e Lopes Cama.
Continua a 3.a discussao, adiada pela hora, rio pro-
jecto apresentado a commissio de fazenda, dos arli-
gos addilivos rieslacarios da lei do ornamento de 18JH
a 1855, com as emendas approvadas na segunda dis-
cussao.
O Sr. D. Manoel combale o artigo que aulorisa a
reforma das secretarias de estado, fallando mais par-
ticularmente contrita reforma da secretaria dos ne-
gocios eslrangeiros o qual diz que he um luxu, um
o de patronato ; depois de varias oulras conside-
| .coes, o orador prosegue da maneira seguinle :
Sr. presidente, o que nos perde sao as reformas.
Eu esloit quasi adoptando a opiniao illuslradado Sr.
senador pela provincia de Minas Geraes. Em orna
das sessoes pasadas disse S.'Exc. : Eu renuncio
a todas as reformas, j me contento s com o que
existe ; as minhas ideas antigs boje como que me
separo dolas; baja moralidade, baja honeslidade no
governo, e eu n3o lenlio dtivida em que elle governa
o paiz rom as leis que exislcm. a Quasi que vou in-
do, Sr. presidente, para esle principio.
As nossas reformas nao Irazem Meio a ue
ressidade de novas reformas ; daqui a um ou dous
tonos ouliys minislros que gnilem de fazer reformas
lulo de propr allerares as secretarias. Ella i
lem soflrido urnas pottras. de reformas, e o que se
lem melliorndn, segundo os Srs. minislros, com essas
reformas?
As reformas, Sr. presidente, be fra de quesiao,
trazem sempre augmento de despeza, arranjo de ali-
Ihados ; be justamente o que qitcr esle ministerio
porque elle vive de arommodar gente, vive da ror-
rupcao, c sttppe que nao ha oulro elemento tle go-
verno senau csse. Pois bem, jaleado dilo c repilo,
he a corrupeo queo ha de malar.
O que digo a respeilo da reforma da secretaria do
imperio digo-o acerca da reforma da secretaria da
polica. Pois, senhores, essa reforma nao lem sido
lemhraria nos rclalorios da justica ? O Sr. cx-mi-
nislroila juslica, senador pela provincia do RO de
Janeiro, nao a lembruu referindo-se ale a um estn
so oflicio rio ebefe respectivo ? Entao o ministro
que aptinlou a reforma, que meditiiu as ideas con-
signadas no oflicio do rhefe de polica, nao esl ha-
bilitado para apresenlnr um orejelo nesse sentido?
Ora. isso nao so poilu gollrer Pois vos ennfessais
nos vossos rehilnos que a secretaria tic polica pre-
cisa de laes reformas, adoplaes as ideas do rhefe de
polica, c be preciso que o governo faca essa reforma?
Pois nao podis consignar n'um projecto as ideas
que se acham nos vossos rclalorios ? E nao (inham
csse projecto J i seu favor a circtimslancia muilo
ponderosa de ser proposto por um homem que leve
occasiio de conhecer as necesidades dessa reparli-
cao e que ao inesmo lempo esludou os meios deas
salisfazcr c remediar ?
Nao se aprsenla o projecto ; e porque ? Para
nao Irabalhar. EnlSo o que fazemos nos ? Para
que eslamos aqu qualro, cinco mezes ? He para u
far niente ? Nio, senhores; a nar,1o c o poder mo-
derador mo nos deram grandes honras, privilegios
extraordinarios c subsidio para passarmos aqu os
dias sentados as cadeiras conversando uns cornos
oulros ; a nacao nio nos mandn para aqu para o
tormos s ordens do governo, fazendo ludo quanlo
elle qui/er ; a nacao que nos elegeu e o monarcha
que nos nomcoii exgem de nos como relribucao o
esludo, o exame das necessidades do paiz, para por
meio de leis salisfaze-las ; esla he que he a nossa
missao.
Se continuarmos ueste dclcstavel svslema, oque
dir de nos a naci ? Dir : a Para que serve esse
senado ? O que he isso ? O que faz elle ? Para que
gastamos com elle cerca de 200:000s T E nao v
o senado que he elle mesmo quem est cavando a
sua propria ruina cum semelhante proceder ? Nao
v o senado que assim vai perdendo a torca moral
sem a qual nao pode subsistir ? Nao v o senado que
esllodos os dias dando armas aos inimigos da ins-
liluirio que desde muitosannos querem nella^ urna
reforma c reforma da maior importancia ?
E de corlo, senhores, se o senado continuar ncs-
le terrivel syjlema, eslou persuadido que mesmo
alguns dos que aqui lem assento bao de apoiar essa
reforma, devem abandonar seu inleresse particular
quando se tratar do bem publico. Quando o parz
julgar que essa reforma he indispensavel, quando o
,-,.1 1., 1 ......___j __ .--------' "-, .."...... vviiii.ia, i-iiiriiieiiic aiKUlll mino sume
culdadts essenciaes devem ter a losleza e a clarida-' o mesmo assumpto. Nos inlervallos que Iba deixa-
de ; porm j iiIgo que tem mais imaginario que ra-
zito, e mais probidade que agudeza. Elle be feito
para ser magistrado, pliilosopho ou malhemaliro.
Sua religiao natural leria sido na antiguidatle o es-
toicismo, e seria em nossos lempos a mais austera das
seilas reformadas...
Daniel ohservoumuilo lempo a-Oltmpa e leu dtias
vezes o commenlario. Urna especie de encanto o
relinda nesse semblante, o qual linh.i para elle al-
guma cousa de protondoe de j visto. Elle que nao
linba lirio o lempo de conhecer e de amar seus pa,
era assim que imaginava ou que adevinhava seu pai.
Nesse momento um homem inclinou-se do outro
lado da mesa e disse-lhe :
He para o senhor a historia da guerra de
Irinta annos ?
Daniel desperlou de sua medilacao e levantou a
vista ; mas ficou fulminado. Via dianle de si em
p e vivo o homem do livro. O mesmo velho como
evocado pela fantasmagora de aten pensamento, pa-
reca ler sabido das paginas tle Lavalcr para ani-
mar-se e fallar-lhc ; Daniel teve um ralampago de
Desmana.
Porm o visinho da esquerda de Daniel responden:
A Historia da guerra de trinta annos '! He
para inim.
E tomn o volme que o velho lhe enlregava.
Entao Daniel sacudi a especie de pasmo que o li-
nba entorpecido e embriagarlo, e rcconbeceu que a
appariran ora simplcsiuenle um dos empregados da
Bibliolheca.
Todava mesmo recobrando o sangue fro, elle vio
que sua illusao no o havia engaado inlciramcule.
O empreado que poda fer le sesscula a scsscnla c
cinco anuos assemelhava-c perleamenle a gravura
tle l.avaler, e Icr-se-hia dito que tora o original e o
modelo. A realidade longo de ser inferior ao re-
lalo accresreulava-lhe a cor e a vida : a rabera era
nolavcl e caraclcrislica, a estatura um lano elevada,
porcm direila c robusta, o veslitario pareca calar
em harmona com a pessoa ; era sem exageraran, o
Iragc pouco mids ou menos tal qual se usava em
i"9 : casaca parda tic abasquadradat, rllele bron-
co ilc gola larga, calcas cutas e meias chinezas.
Daniel apenas serenado de sua halliiciiiicao, julguu
ver passar dianle dos nlhos como urna imagem da
(lironda.
Elle seguio durante alguns lisiantes com um vi-
vo inleresse as accocs c os gestos de seu espectro.
Nada era menos sobrenatural. O empregado con-
serva-sc assetilado dianle de urna mesinha prela enl-
locada no fim do caminho dos conservadores, e era a
elle que se dirigiam lodos os que pcdhtm livros. En-
(regavau-lbe una nota indicando o titulo da obra
que desejavam, e elle escrevia iiiunediamenle sobre
essa nula a serie, a letra, o numero do voltimc. ou
dcsignava de viva voz o lugar ao rrado, o qual ia
busca-lo. Nunca besilava nem se euganava. A's
vey.es ralilirava a propria ola, ou quando fallava o
livro, indcava conlplarenlemento algum eulrn sobre
vam os pedidos c as perguulas elle escrevia etique-
las.
linio isso era mui simples. Que myslerio ligava
lio tongamente o odiare o pensamento de Daniel a
todos os uiovimenlos desse homem ? Elle mesme
admirava-se disso. Nao era smcnle a eslranhcza
da coincidencia que lhe apre-enlar ao mesmo lempo
o retrato e o homem, havia cerlamenle mais alguma
cousa.
Daniel nio lardn a comprehender sua impressao
notando um contraste extravagante enlre o semblan-
te enrgico do homem e suas maneiras, r.as quaes
percebia-se urna especie de embaraco c de cims-
Irangimenlo. Suas reiees eram altivas e seus ges-
tos tmidos. Quando lhe fallavam elle tinha sempre
haixos s olbos, nos quaes lodavia nao se teria po-
dido Sorprender senao a calma e snceridatlc. l'm
dos conservadores deixou seu lufiar c f\ti conslta-
lo. O empregado levantou-se interdicto, c cornil
vsivelmcnle, depois inclinando-se sem responder
lomou urna escaria subi edm firmeza, lirou dous vo-
luntes em ti, forrados de encarnado, baleit-os um
contra oulro para sacudir a poeira, eenlrcgou-os ao
conservador ; porm nao o cucaron, e fez-lhe de
lado tima saudacAo mui desasada balbuciando algu-
mas palavras constrangidas.
Es urna cousa curiosa pensava Daniel O
que pode haver no fundo desse justo inquieto !
Porque parece elle lio perturbado? Ser isso can-
dura, ou remores ? Que segredooccitlla-se no pas-
tado desse enfile virginal ?
Daniel vollou ditas ou tres vezes bibliolheca. e
conlnuou suas observaces sem fazer oulras. Inler-
rogou alguns tos vzilanles que eslavam prsenles,
c es ah lurio o que soiibc :
Oempregailo rbamnva-se Leonardo Aubry. Arha-
va-se na Bibliolheca, ha lempo inmemorial, mes-
mo desde o lempo em que ella ibamava-se Biblio-
lheca rio Panlhcon. O decano dos hililiollierarios,
um celebre sabio, angn memhrn da ronvencao. Ira-
lava sen contemporneo com amizade quasi faml-
ar. Teria Leonardo Aubry sido por ventura leste-
manda Comparsa un lalvez actor das grandes e In -
riveis aceas da revolucao ? quem sabe ? Daniel
folgou rio siippii-ln, porque rima-so republicano,
iliVisa enfilo abracada enlhusiaslicamcnle pelos que
liiiham sua iudad'e.
.Nio leudo felo esses poucos delalhesmais do que
exeitar-lhe aCuriotidade, Daniel esperava um dia
a Leonardo Aubry na sabida da Hihliolheca, c o se-
guio resolutamente sem que elle o presentiste.
O bom velho percorreu com pasto igual e cerra-
do o pas-cio que eereaa praca do Pdiitheou,e ganhou
a praca de l-'.-lrapa le. Daniel o fui arompaiihantlo
alea roa tas Portas, mas de-lo as primeiras casas o
vio ollar i direila suh um porlao, alravessar um
paleo, subir os degros de un poial carunchoso, e
desaparecer.
Era san diivida ah que elle badila va. Deveria
segui-lo al sua rasa? Daniel leve um torrivrl rie-
srjo de faze-lo. Para o esludanle, que nao lem mu-
echo da reforma repercutir em todos os ngulos do
imperio, ella se da de fazer ; e esl da parte dos
homens previdenles e desinteresados collocarem-se
ata testa. Sem duvida no dia em que me con-
vencer que o paiz quer a reforma do senado, decla-
ro que a dei de propr, hei de provar sua necessi-
dade, dei de empregar os esforz constlucionaes e
legaes para levar avante essa reforma.
Mas cu quero pro ven i-la, qoero, como j disse,
quebrar a arma dos adversarios da instilucio, que-
ro dar ao senado conselhos de amigo ; porque, as-
sim como o senado me aconselda, eu lambem acon-
selho ao senado ; c quando eu visse que a naejo
caminhava por urna estrada errada, eu lhe diria isso,
no menos faria por provar que linho razio.
IVcce-me que j eslou nuvindo dizer : Como
he ijue-pde dai conselhos um esquentado, um bola
fnafl^h como mo.chaniam por ahi. He pessoal,
pnrjsWnao entro nessa quesillo. Dou conselhoa e
os lenho dado, apezaV de fallar enm calor, apezar
de dirigir s vezes palavras fortes e acres aos minis-
lros; dou conselho os lenho dado imparciaes, nao
sao conselhos desses que van i casa dos minislros pe-
dir favores para si e para os scus : sao conselhos de
um homem que nao d essa conlianca aos minislros,
que vive em seu canto tranquillo, que lem urna
vida pura e sem mancha ; sao conselhos de um
homem, que na idade de 48 annos queja esl fa-
zendo, nao lem lido por divisa senao fidelida-
de ; sao conselhos de um homem que continua-
damente reprova os meios illegacs, os meios vilen-
los,e que n;lo aconsclha senao lei e mais lei; sid con-
selhos de um homem que sempre lem prsenle o fa-
moso \ sennde rio Chateaubriand, que morreu po-
bre por nao querer aceilar as ufferlas de um homem
que elle nao suppunba legitimo monaicha da Fran-
ca : morreu pobre, e o que lhe valeu nos ltimos
dias tic sua vida foi a producto da venda das suas
memorias d'AIem Tmulo sao porlanln conselhos de
um homem desinterressado que anda Me foi pre-
senca do monarcha senao para agradecer c nunca
para pedir ; san conselhos de um boincm emfim que
esla contente com sua sorle.
Que importa que esses conselhos sejam dados por
um homein e a cansase abandonae as palavras. Nao sao de or-
dinario os homens esqucnlados que lem perversida-
de ; porque a perversidade occulla-se com essa raima
constante, e o homem que lem um corarae bem for-
mado, cinluira se exceda as discussoes, embora se
sirva tle termos mais ou menos forlc, nunca se alfas-
la do caminho da juslica.
N3o ailmillo perianto lambem esse arligo ; repr-
xo-o, porque na casa eslo mnilas pessoas habilita-
das para apprescnlar essa reforma.
Mas approvo, Sr. presidente, o !j >." rio arl. 2."
he o que aulorisa a riespesa de 15:1100 rom a fn-
danlo do instillo dos ceg*. He por sem duvida
um rslabrlecimento dignn da solit'utlc tos poderes
do eslado ; e, a dizer a verdade, he tima quanlia 13o
pequea en relacao aos beneficios que esse cshibele-
cimeiilo pode produsir que li.lo piulemos rieixar de
ronreil-la. Eslou persuadido que esle pequeo sa-
crificio ha de ser limpiamente compensado, porque
a pessoa que esl a lala desse eslahelerimcnln me
merece o maior concrilo ; lem feito cslurios espe-
ciacs sobre a materia, e eslou persuadirlo que ha rie
corresponder a confianra de quem o nomcou di-
rector desse instituto,
Vamos agora a esle arligo que tem relacao com
um objeclo por que muilo me interesso. Tem sido,
Sr. presidente, esla a minha molina ha alguns annos
a esla parle: temos olhado pouco para o clero,
lemos sido a esse respeilo bstanle negligentes. Se-
nhores, en quereria no paiz as bellas inslilniccs
que lia na Franca, onde ellas eslam n'um grao de riarics.
perfeicao que seria urna felicidadc para o paiz se pu-
lessemns rnlrodusir nelle esses pequeos semina-
rios que sao um verdadeiro viveiro onde te educlo
os mocos que se desunan ao eslado clerical.
He necessario cuidar nisso com lempo, porque nao
podemos esperar que os nossos prelados possam, ape-
sar do seu desvello, levar avante qualqtier projecto
quelcnham a esse respeilo, visto que Ibes fallecem
os meios. Todos sabem que os prelados nao tem
grandes rendimentos, c mesmo assim alguns delles
applicao urna parle desse rendimenlo na sustenta-
cao do clero. Porlanlo o que principalmente deve-
ria oceupar o rorpo legislativo era eslabelecer pe-
queos seminarios para os mocos que nm dia lem de
chegar as ordens sacras. Nao me alargo mais sobre
este jionlo ; porque lenciono oceupar-mc d"fi no or-
camenlo da justica.
ti 15:0009com a crearan de facilidades de Iheologia
e dous seminarios episrnpaes. a Era oulra necessi-
dade que senlia o paiz ; liuhamos doutores mdicos,
malhenialicos ejuristas, cnao havia um homem que
se pudesse dizer doutor em thelogia ; era necessario
ir buscar o grao na Europa. Temos sacerdotes Ilus-
trados que exercem o magisterio na corle e as pro-
vincias, que passam por Idelogos tle 1." ordem f
mas esses homens foram buscar o grao em Roma e
oulras parles.
O .Sr. Costa Ftrreira : Para Coimbra foram
agora alguns do Maranhao.
O Sr. D. Manoel:Nao posso pois oppr-me a
que se d dinheiro para esse fim que acho muilo ne-
cessario, e que ha mais lempo deviamos ter preen-
chido. Todo o que fizermos em beneficio de clero
he em beneficio do paiz, porque o senado sabe que
um clero instruido e moralisado he ama daa ancoras
mais fortes que podem sustentar a nao do estado as
tempestades as mais perigosas : nao beeipressao mi-
bnlia, e emprestada.
Todos sabem o que dizia um homem clebre.
Dai-me idea do clero de um paiz. e eu direi qual
he o estado desse paiz. Era desairoto para nos que
um Brasileiro que se tinha dado ao esludo da Ideolo-
ga em todos os seus diflerenles ramos, tivesse ne-
cessidaJe de ir a Portugal,Franca e a Roma para po-
der-set liamarjiloulor em Iheologia. Applaudo porlanlo
essa despeza, voto por ella.
Vejam como sou opposicionisla : o que he bom
approvo, e o que he man reprovo, venha de quem
vier.
O Sr. Costa Ferreira d um aparte.
O.Sr. D. Manoel:Eu digo ao mea nobre
amigo. Nos seminarios ha um curso quasi comple-
to das doulrinas que podem com por urna faculdade
de Iheologia ; aqui mesmo na corle o seminario de
S. Jos tem dotado o paiz de homens mpilo conspi-
cuos nossas materias ; um desses homens, or sxem-
plo, que sem duvida alguma mereca o gro de doe-
lor, he o gario da Glora, que, segundo lizem lo-
dos, be nm theologo de 1-. ordem. Existe entre
nos um digno ecclesastico que est apparecendo com
mullos arHgos na imprensa, o qual se quiz tomar o
grao de doulor foi a Roma ; he anda moco, mas di-
zem todos que he de bstanles esperances e qne mui-
lo se applica, o que em verdade est mostrando
nesses arligos bem elaborados que lem apparecido
no Diario do Rio. Poderia apresentar oulros no-
mes quo estao habilitados para lerem esse grao, mas
que o nao lem tido porque no paiz nao lem havidn
urna faculdade autorisada para o conceder ; agora
he que se da de fazer um ensato nesle sentido, e islo
senhores, de requerido em muitos rclalorios. e de
requerido pelos Srs. bispos.
Ora, aqui falla-so em dous seminarios, nalural-
menle hilo de ser o do Rio de Janeiro o da Baha,
que me dizem que sao os mais bem organisadot, e
creio que ha pouco a accrejcentar nesses estabeleci-
menlos para que o curso rio Iheologia seja completo,
como he em Portugal e em outros paizes. Prtenlo
veja o mcu nobre amigo se esla despeza nao he pro-
ficua.
Ora, he provavel. he mesmo quasi corlo que acon-
leca com os professores desses seminarios o mesmo
que com os da academia militar, onde aos lentes que
linham professado muitos annos se conferio o grao
de I ir. em malhemalicat. Refcrrei o Sr. hispo de
Chrysopolis; o Sr. Manoel Feljzarrio, e o Sr. Joao
Paulo, unta rias primeiras capacidades nessas scieu-
cias ; elles nao julgaram que desciam da sua digni-
dade indo receher o grao ferido pelo Sr. vi-cunde de Olinda.
Pois dem, os ecclesiaslicos omnenles em cooheci-
menlos Ibcologicos eslarao habilitados para receher
o grao de doutor para so crear a' faculdade. Pois
Invenios de ir pedir no estrangeiro um grao quando
o podemos obler entre nos mesmo ? Nao prohibimos
a njnguem que v doutorar-se nos paizes eslrangei-
ros, mas nao se deve irapor a nenhum cidadao a ne-
cessidade de ir por forca Europa para te poder
chamar doulor.
O Sr. Costa Ferreira: Nem eu quero isso.
Sr. D. Manoel: Mas enlio ha de concordar
comigoque he necessario eslabelecer essas facul-
veis, o lar domestico era como um palacio para um
mendigo. Mas elle recciou que o lomassem por cou-
sa prior do que um mendigo.
As ferias da Ribliolhera comecavam no din seguin-
e, e alm riisso Daniel durante lorio o mez rie se-
lembro foi obrigario a fazer desenhos, e a inventar
ornatos para seu lio, o qual economisava por csse
mudo i leba un do prelexlo da mdica pensAo. que ihe
dava, as despezas annuaes com um desenbista. Da-
niel pois nao teve lempo de proseguir em suas in-
vcsligacocs, todava porm a lembranea de Leonar-
do Aubry vinha-lbe a mente romo a palavra de um
enigma, que elle no tinha decifrado. Havia 5 se-
manas pouco mais ou menos, nos primeiros dias de
un libro, pelas 0 doras da tarde, que Daniel alra-
vessara a ra das Postas, dirgndo-sc para sua ha-
bitacfln na ra rie Gres. Elle acabava tlejanlar em
Centilly com um amigo, e (razia na cabera algum
rindo ile Orleans, que o (ornara meio alegre. A
sombra comecava a cahir tic um eco pesarlo e bru-
moso; a ra eslava como sempre, quasi deserta. O
esludanle rie*robrin, alguns pastos dianle delle, urna
raparigoinna ligeira eipcriila, que (razia debaiio
do braco urna ccslinba, e cuja ampia manlilha nio
riissimiilava inleiramente o seu lalhe lino o andar
gracioso. O p pei|ticmno dessa rapariga rcsvalava
sobre o pavimento hmido em burzeguins de me-
nino.
Em algumas passarias Daniel podia muito bem al-
canea-la.
Oh la bella anriorinha disse elle em voz bai-
la, porque passamos rente dn chao, e rucamos assim
a muralha lao rpidamente? Ser porque o lempo
nao corre de feicdio ?
L'm sorriso malicioso, que ningucm pode inleira-
mente reprimir, foi a nica rcspnsla, que olla dcu.
Daniel mais misario poz-se ao lado da engracaria
menina, mas cllacslugnu o passo, c desviou o' rosto
alias nc. iiliu por sun tonga manta. Apezar disto,
Daniel nao de-aniniou.
Oh I voss ri-se, replicn elle, isso.cm lingua-
gem rie pasaaro, significa alegria, esperanca, c ines-
mo amor, nao de assim ?
Falito caminhava para dianle rom o fim de
ser visto.' Em verdade elle era dem elegante, e no
jardim do Luxemhiirge na figura espirituosa nlo
deixava de alcanear amorosos triiimphos. A rapa-
riga porm nao novia, n.lo snrria mais. c apressava
cada vez mais o passo.
Se apenas lhe falla iinaninbn, ronliiiuot Da-
niel, lenho para oflerccer-lbe um, nao muAo gran-
de, porm muito pequeo para dous, nao muito bel-
lo, mas voss o far explcndirio.,
A fugiliva parecen assuslar-se de veras, c deiloii
a correr; Daniel correu lambem, e quiz lomar-lhe o
braco.
O Sr. Costa Ferreira da oulro aparte.
O Sr. D. Manoel: Apoiade ; ninguem me-
lhor do que o nobre senador lera fallado sobre esla
materia que estudou. He mais um apoto valioso
que lenho. Nesla parle o projecto tem a unanida-
de do senado.
Sr. Presidente, eslou cansado, uo fallaroi sobre
oulros ohjeclos. V o senario que a respeilo alo que
he bom nao me conteni com um voto ajmbolico,
approvo e sustento. O que he mo reprovo, venha
d'onde vier. Nao me importo que o projecto venha
dos meus adversarios, se he bom nao me opponho,
pelo contrario approvo, e fajo mais quando de pre-
ciso tomo a palavra para o sustentar. Tambem o
que he mao, aiuda que venda dos meus amigos, So
approvo; o que posso fazer de, para nao entrar em
lula.com elles coutteular-me com um votostymbolico.
Ora, como na 3. discussao nao da votacao por pir-
tes, j o senado sabe que hei de votar contra o pro-
jecto. Mas j declarei que nao s me nio fpuaha
mas pelo contrario approvo os arligos a que me re-
fer.
A discussao fica adiada pela hoajL
Inlroduzido o ministro do imperio com as forma-
lidades do estylo, continua a segafida discaesito do
'remenlo dessa reparlicSo.
O Sr. Fe nandes Chaces responde s objeces
Leonardo Aubry. L'm mancebo envolvido em um
manto sabia della nesse momento. A rapariga ati-
niii-se em seus bracos.
Enfilo! que be islo? que tens, Mara? Ideper-
-unioii elle?
Nalalis!... Esle mancebo!!... nersegue-me!
cxrlamou ella assuslada.
Daniel, ba-i.mie aturdido, parou de repente..
Oh.' riiabo! o amaule! disse elle em vez
alia.
Nao, senhor, o irmao! responden com os albos
scuiti Maules, e um tanto enfurecido aquello, a quem
a rapariga cha niara Nalalis.
Por Dos, senhor! perdoe-mn lana ousadia,
responden Daniel com alleotarta soriedade.
Pcrde lana ousadia, replicou Nalalis, rangeu-
doos denles.
E com s costas da mao direila deu urna bofetada
em Daniel.
/Irra bradou o esludanle.
Elle talln c ergueu lambem a mo. Aos lti-
mos darnos ,tn dia, nao havia n'aquella ra deserta
quem admirasse esse aspecto rpido e impressionave!
de dous bellas e altivos mancebos, paludos,' indigna-
dos, ameacadores, e em presenca um do oulro, os
quaes nao poderam lodavia dcixardc admirar-sere-
ciprocamente.
Por dclrnz delles, a rapariga, cuja figura encan-
tadora appareceu um momento por enlre o veo um
pouco cabido, desappareceu no pateo, afim de ir
procurar soccorro para seu irmio.
Mas por um esforc de um poder siqgnlar, Daniel
pode conlcr-se, e furioso, mas calmo, com voz tr-
mula, e com Imii de gracejo, responden :
Irra disse eu! devia dizer : quer luz! porque o
senhor parece que p empenho em saber, onde re-
side a minha cara.
Elle lirou a carlcira.e escreveu a lapis algumas
palavras.
Fjis aqui a minha casa e o meu neme.
Eis aqui lambem o meu nome e a roindacasa,
rcspoudeu Nalalis, tirando eaprescnlando-lhe urna
caria.
Agradecido', senhor, muito agradecido I Al
ver-nos! o breve.
a
Nao me escapars assim, selvagem I disse elle,
riinlo-se.
Senhor 1 senhor! repeli ella com voz verda-
d.ni .uncde alien,la e trmula.
Assim correado, chegou ella ao porlao da casa de
----__
breve.
Quando, eonde qnizer.
Os dous mancebos saudaram-te. Daniel retirou-se
sem olhar para Iraz. Na praca da Estrapsde foi que
itlbou para a caria de seu aggrcssor, e leu o se-
guinle:
Salalis Aubry.
Que he islo! disse elle romsigo por ventura
ser o lilho do meu Leonardo Aubry ? Muilo bem !
Eis ahi urna bella riescoherla para penetrar em seu
domicilio! Isso em verdade pode costar raro a al-
guem? ser porcm a mim, ou a oulrem Essa de
boa! Ha de ser a oulrem.
{Conlinwtrsr-ha.!
i
I
'

..



DIARIO DEPERMMBUCO, SEGUNDA FEIRA 25 D SETEMBRO DE 1854.

feilas pelo Sr. J). Manool e sustenta o projeclo fa-
zendo diflorenles considerajoe* sobre a queelao de
rolonisarao.
Nao havcndo mais ningaem com a palavra ncm
rasa para se volar, fioa discussao adiada.
Koliraudo-se o ministro, o presidente desigua a or-
dem do da e levanta a scsslo.
RIO GRANDE DO NORTE.
FALLA
Que o lllm. eExm. Sr. Dr. Antonio liernardn de
Passos, presimt* da provincia -do Itio Grande
do borle dirigi a asiemblea legislativa provin-
cial no acto da abertura de sua sarao ordinaria
em\ dejullto de 1854.
Senhores memliros da assomblea legislativa pro-
vincial do Rio Graude do Norle. Cumprindo o de-
ver que impoe o acto a Jdiciunal, venliu relalar-vos
o estado dos negocios publi;os da provincia, e iudi-
car-vos as providencias de que mais me parece pre-
cisar.
Antes porem seja-tne permiltido, manifestando os
senlimenlos que me animan), confessar que, ao yer-
vos reunidos cm (3o rc9peitavel assemblea, summo
he o prazer, que experimento : porquanto, nulrindo
eu os mais ardenles desejos e de todo me cropenhan-
do pelo mellioramcntn moral e material dota parle
importante do imperio, que tenho a honra de admi-
nistrar, o vosso patriotismo e illuslrajao me fazem
rrer, que seremos unidos cm um s peosamento e
esforro, eme prometlemjuntos aos conhecimentos
espetiaes, que leudes das pessoas, cousas, lugares e
forjas da provincia, um prestante auxilio, que eu
muito e muitu aprecio. Consejo do quanto se vos
deve a lodos 01 respeitns, sempre me acharis promp-
lo a dar-vos, lano oflicialmenle como particular,
aa inforniijes, que da administradlo houverdes
misler.
Releva ainda diier-vos queiS. M. o Imperador e
sua Augusta Familia tem gozado perteita saude : fa-
zendo-vos esta commuuicarao, meo prazer seria
completo, se nao houvesse de trazer oflicialmenle ao
vosso conhecimenlo que a Dos aprouve chamar pa-
ra sua santa gloria S. R. M. a senhnra D. Mara II.
Esta calaraidade cobrio de hito doos estados : Portu-
gal, que perdeu a boa rainha, cuja magnanimidado
naa acerbas provas, porque foi Dos servido faze-la
passar, nunca desmenlio aquelle herosmo paterno
com que S. I. e R. M. o senhor D. Pedro I. e IV.
por entre mil gravissimas difliculdades fundo um
imperio, e restaurou um reino ; e cujas virtudes em
nada se deslisaram daquella santidade materna, lao
conheeida entre nos quilo louvada : e o Brasil que
verdadeiriraente monarchisla, e inleiremente dedi-
cado Sabida Pessoa de S. H. o imperador, nao
pode deixj; de o accompanhar em sua magoa por
lao infaui j acoolecimenlo. S. M. o imperador lo-
mou lulc or seis mezes, bem como sua orte.
Secretaria do governo.
Esta reparlicAo publica funeciona regularmente :
o archivo est urganisadu, e de promplo* se acham
os documentos nelle existentes, necessarios iis deci-
oes dos casos occurreulea no expediente da presi-
dencia seus traballios andam em dia, o que se deve
principalmente o zelo, inlelllgenaia e muila prali-
ca detle servico que tem o seu digno secretario, co-
mo lambem a assiduidade em geral dos mais empre-
gados, que Irabalham mu tos dias alem da hora. O
quadro n. 1 confirma quanto acabo de vos dizer : por
elle se v qne se tem feito no lempo de minha ad-
ministrajao na secretaria do governo 8620 trabalhos,
dos quaes 3,332 sao papis expedidos-em correspon-
dencias, 528 copiase 4,760 registros.
Os ordenados destes empregados sao em geral di-
minutos, c estao muilo longe de corresponder ao cv-
eessivo trabalho, que pesa sobre elles.
Seguranca interna publica tranquilidade.
Em prinpipius de Janeiro do crrenle anuo a tran-
quilidade publica foi levemente alterada pela resis-
tencia eflecluada por um grupo de faccionorosos, que
jnulo do lugar de Tmbabas, acobertados com o
mallo fize'ram fogo sobre urna escolla de dezenove
pracas em diligencia de capturar alguns criminosos:
desta aggressao imprevista ainda resullou iufeliz-
menle ficarcm bem feridos dous soldados. Tal pro-
ccdimeulo denotava grande ousadia da parle de se-
us autores, e ao mesmo lempo correndo o boato, de
que a elles se juntavam oulros scelerados no propo-
sito firme de accommellereru a forja publica, os ha-
hilanlcs pacficos do termo, que fura lliealro daquel-
le successo, comecaram a recear pelas conscqucncias
qne poderiam provir das cousas assim disposlas: por
roe constar que um homicidio, coutro crime pouco
menos grave commeltido naquella poca e termo
ameajavam urna sequencia de represalias entre duas
familias, fiz partir para alli, acompantiado da forra,
de que foi possivel dispor o digno chefe de polica da
provincia, afina de que mais pela influencia moral da
catbegoria de sua auloridade, pelo zelo e intelligeu-
cia com que cosluma desempenhar seus deveres, do
que pela forca material, da qual s deveria fazer uso
enrgico em ultimo reenrso, puzesse fim ao estado
anormal daquellc termo ; e dellc desviasse os males
eminentes. Com effeito a alcata dessas feras, que
espalharam o receio pela populajo, ao aproximar-sc
a auloridade qae poiada .pela forra publica, e de
muilos eidadaos, levados pelo nobre sentimeuto da
re prestito dos crimes, seguiam a captura-Ios, deban-
doa-se. Infelizmente porem nao puderam ser pre-
sos.
Poneos dias depois o chefe de polica havia com-
pletado sua missAo, e regressava deixandn ludo em
paz. Alero deste aconl?cimenlo Desperado, cujos
rfleitus foram atalhados promplamente, nenhnm nu-
tro se) dea que afieclasse a tranquillidade pu-
blica.
Em geral a popularan da provincia he pacifica :
e de um tal attentado s poderiam ser autores, co-
mo foram, facinorosos aculados por iguaes scelera-
dos de oulras provincias, que se acharam reunidos
naqoclle termo.
Seguranca individual.
A criminalidade doanno passsdo, comparada com
a dos dsos anteriores, diminuio nao s emquanto ao
numero, como emquanto a gravidade dos deudos.
Dos msppas junios sob ns. 2, :1 e se ve que foram
perpetrados 34 Uas*X~> em 1851, igual numcio cm
1854 27 no anno passado : havendo portanto di-
minuirlo de 7. r
Igualmente se ve que dos crimes commetlidos no
primeiro dos lresre(Hidosannos,18foramhomicidios,
nos do segundo dez, e nos do terceiro sete ; houve-
ram pees, o anno passado,menos 3 crimes de morlc do
que noanteccdenlee menos 11 doque no precedente;
e postoque em 1853 se dessem dez tentativas do mor-
lc e seis ferimentos, e era 52 seis daquelles e dous
destes deudos, todava esta vantagem nao compen-
sa a gravidade dos tres crimes de morle, nem dos
outros pr.iticados em 52. O anno de 1851 com 18
homicidios est fora de (oda a comparajao.
Collie-se lambem dos citados mappas, que foi na
comarcada capital, aonde mais abundaram os cri-
mes : eos 95 commetlidos nos 3 annos mencionados
cabem-lhe 66.
Seria longo enumerar todas as causas, cuja maior
parto oo tolalidade esl fora lo vosso alcalice fazer
cessar, e que concorrem para a maior frequeocir
destes actos punidos pelas leis. Entre ellas porem
cumpre estigmalisar certa vaidade perigosa, predo-
minante em alguns indivjduos, osqiiaesa avahar pe-
los seus aclos, dir-se-hia que nao julgam seu vall-
mento bem ostentado e pracciro, se nao quando,
prevalecendo-se da nimia indulgencia do jury e ten-
do sera escolha lancado mao de lodos os recursos con-
seguem furlar i justa punicao da lei execraveis sce-
lerados : parece mesmo que quanto mais ardua he
urna dessas abomioaveis emprezas pela gravidade dos
crimes, tanlo mais a reputan) digna de sua pujanja.
Esla pruleejes e abeblvijOes escandalosas lem mui-
tas e graves consequencias.Geram no roraco do mo
a fatal esperanca da impitnidadc, senao a persuadi
e lendem a dcsacorojoar as autoridades, nao s por
que em realidade nao vale a pena despender lempo,
zelo, e compromeller-se na captara de um facine-
roso publicamente recoi liecido por tal, para ver lu-
do perdido por effeito da reprehcnsivel indulgencia
do jury explorada por individuos, que contra a so-
ciedade fazem causa coinmum com o crime sem a
menor repugnancia, por mais hediondo que seja ;
como lambem porque taes criminosos absolvido;
zombain das autoridades' que os processaram, subin-
do sua lemeridade a ponto de realisarcm juradas
vingiincas de morle. Oital que os ltimos dias de
dezembro do anno passado nao oflerccessem nm des-
tes exemposdesgranados! S: lal he a sorle, a que
se expoe a autoridad*, eomprehende-*e fcilmente
qnanta coracetn na he proe1 pacifico para provocar uma dessas feras qne ha de
vagar solta pefa soeieuatle, depondo contra teus cri-
mes ; bem como coan que difficuldade leem de lular
as autoridades poliiaes.
Adminislracao dajmtiea criminal.
Dos mappas n. 2, 5 e 6 veris que no anno de
1851 entraran) cm julgamcnlo do jury 16 processos,
18 cm 52 e dez no anno passado ; a differenca dos
julgamenlos do ultimo para os oulros annos proven)
de nao Icr havido naquelle urna s tessao de jury na
comarca do Assu'.
Consta dos mnppas ultimamenlo referidos, e he
para nolar que, dos 45 reos julgados nos tres annos,
34 sejam casados, 9 solleiros o dous viuvos. Dos
mesmos reos 31 eram analphabelos, e!4 sabiam ape-
nas ler : emquanto profissao 30 dalavoura, 3 do
commercio, 5 de marinha, 1 do servijo domestico, 1
militar c 5 sem oflicio: em quanto idade, 4 de 17
a 21 annos, 29 de 21 a 40, e 12 de 40 para cima ; e
cm quanto a uacionalidade econdc8o44 brasileiros
o um escravo. Das oliservacoes dos respectivos map-
pas consta quaes as decises do jury bem fundadas,
segundo a opioiao dos magistrados, que os presi-
dium.
Entre as causas, qne retardan) e neulralisam a
accao da juslira, devo mencionar, como principaa,
a insuflciencia da forja publica, bem romo a de pr-
ses ; ja por nao existirem em muitos pontos aonde
as necessidades da polica as reelamam, j por nao
terem as existentes em geral a devida seguranza e
menos os outros requisitos necessarios: estes obsta-
culos porem nao he fcil remover com os diminutos
recursos da provincia ; s pouco e pouco se ir me-
Ihorando o material deste servico, e augmentando o
corpo de polica. Entretanto cumpre aos respecti-
vos empregados dobrar de zelo, afim de supprir com
sua aclividade estas fallas. Convm todava fazer
alguma cousa e chamo vossa atiendo para a cadeia
do Goianinha, que he nm pequeo quarto smenle
com urna porta na casa do arougue, construida de
pao, cipoe barro, e j em ruina : infelizmente na-
quelle termo dao-se repelidos crimes, e ainda o mez
passado foram nelle julgados 14 reos pelo jury, en
Ir os quaes 6 de morte. Ao menos seria conveni-
ente fazer urna casa forte.
Outro tanto fajo a respeito da cadea do Apodl,
que com pequeo auxilio pode ser acabada, e ficar
a comarca da Maioridadc ao menos com urna prisao
regular, na impossibilidade em que se esl djHdifi-
car urna nova na cidade da Imperalriz, como- he
preciso.
Poicta.
A repartirlo da polica compe-se de seu digno
chefe e em amanuense, todavia seus trabalhos multi-
plicados andam emdia, eseu archivo acha-se organi-
sado, pudendo obter-se fcilmente qualqucr escla-
recimento, que conste dos documentos nelle exis-
tentes. As autoridades policiaescumprem feralmen-
te seus deveres. J vos aponlei difliculdades mu
graves e falla de recursos, em que se vem de conti-
nuo emharacadas. Se todnvia nao podem totalmente
prevenir os crimes, ao -menos sao diligentes em per-
seguidlos: e parasaber-sea verdade a tal respeito,
basta laucar os olhos sobre o quadro relativo ao nu-
mero de prisoes eflecluadas o anno passado ; e so-
bre o de n. 8, por onde se conhece quanto zelo tem
ellas desenvolvido em preparar processos, vista dos
que j este anno entraran) em julgamento, e de que
ha participaran oflirial sohem ao n. de 43.
Attendendo s necessidades do servico publico,
creei duas subdelegadas, urna na Bocea da Malla, e
outra no distrcto de paz de S. Scbasliao do termo
da villa de Sania l.u/.ia de Mossor.
Forra*fiublica da provincia.
CompOe-se esta da companhia fu de caradores
co) 105 pracas, da companhia addida com 39, de
18 destacadas da guarda nacional, e do corpo de po-
lica com 91, perfazendn o total do 253.
Tao diminuta forja nao he bastante para o servi-
co da guarnirlo e destacamentos, mormente haven-
do ponlos da provincia, aonde he misler que sejam
fortes, afim de con Icr a audacia de facinorosos, tan-
lo desla, como das provincias limilrophes, quando
reunidos lenlam contra as autoridades ea forra pu-
blica.
A guarda nacional ainda nao se acha completa-
mente organisada, cm ra/im das difliculdades pral-
casda qualilieacao, que depende da nomeac,ao dos
ofiiciaes, e estes de algum modo daquella. Como ve-
ris do quadro n. 9, esl nomeada a oflicialidade dos
soguintes balalhOes : da capital, S. Gonralo, Extre-
moz, Papari, Maco, Assu', Acari, Apodi, da sec-
j8o de halallian de Touras, e do esquadrAo decaval-
laria deExlremoz: todava nao havcndo armamento,
e cquipamenlo, nem instructores para csses bala-
Hies, pouco ou nada se lem adiantado ; e nao pode
por emquanto a guarda nacional prestar os serviros
de paz, que era de esperar delta, por falla d disci-
plina, que d'cnlre ns salulares elidios por esla pro-
ducidos, he de graude importancia o habito de res-
peitar as ordensde seus superiores e das autoridades,
pondo de parte o guarda certas considerares muito
prejudiciaes ao servijo publico.
Forca policial.
0 corpo de polica continua a prestar importantes
servicos provincia, nao obstante a falla, que ha de
objeclos necessarios para o bom desempenho de seus
deveres. Nao (em um quartel de suflicienle capa-
cidade, nem eqoipamenlo e armamento seu: srve-
se de armas emprestadas c pela maior parte em mo
estado.
Applicando-se animalmente a quantia de 3009,
com a qualse compraran) 15 armas, e respectivos
equipamenlos, em poucos annos (icaria o corpo de
policia armado e equipado.
Pela difllculdade cm obter sustento para as caval-
gaduras, nao tem sido ainda possivel aproveitar-mc
da aulorisarao que presidencia conceden a lei pro-
vincial n. 277 de 16 de abril do anno passado, de
augmentar o corpo de policia com 10 pracas a ca-
\alio, sendo alias de esperar grandes vantagens do
servijo que prestaran).
Dos mappas ns. 10 e 11 se ve como a forja publi-
ca esl distribuida pelos diversos termos da pro-
vincia.
SaluhriiUtde publica.
A saude publica nao foi muilo feliz na estajao
ralorosa que Badea: reinaran) durante ella as epe-
demias das febres intermitientes, amarellas, cama-
ras de sangue com grande inlensidade na povoajao
da Pona-Negra, na villa de Extremo/, e Bocea da
Malla, e com menor forja nesla capital, aonde a
falla de mdicos preslou bons serviros o cidadao
Francisco Jos Pereira Cavalcanle, aecudiudo promp-
lamente a todos os chamados com suas receilas e me-
dicamentos. Grajas porem Divina Providencia
hoje a provincia est livre desses (lagellos, salvo um
ou nutro caso de febre, que ainda apparece, como
cosluma acontecer nos paizes, por onde elles pas-
saram.
Logo que lomci posse da administraj3o da pro-
vincia em lius do anno passado, foi um dos meus
primen os cuidados executar a lei provincial n. 265
de 10 de abril de 1852, relaliva ao medico do parti-
do publico, mas s nos principios de Janeiro do cor-
renlc anno chcgou esla capital o medico por mim
convidado para esle servijo. Nessa poca j reina-
vam com loda forra na povoajao da Ponta-Negra
as mencionadas epidemias, e appareciam alguns ca-
sos de sarampos em enancas. Vendo que esta gran-
de povoajao era composta cm sua tolalidade de pes-
cadores, baldos de lodos os recursos, quedoentes nao
linliao meiosde se prover e suas familias do pao
diario, por falta do trabalho quotidiano, nao duvi-
dei, usando da faruldade, que me confer' a lei de
4 de outubro de 1831, encarregar aquello medico
marcando-lhe urna gralificajao, regulada pela prati-
ca de utas provincias, de eslabelcccr as enferma-
ras na mencionada povoajao, aonde foram trata-
dos os pobres afleelados das epidemias por cunta dos,
cofres geraes. Recolhcram-sc as duas enfermaras
que se crearam, e receberam todos os socrorros, 18S
pc.-soas, das quaes morreram 15, segundo consta do
mappa n. 12. Dispcndcu-sc com medico, aluguel
de casas para enfermaras, enl'ermeiros, compra de
ariaiijos, botica, e dicta, a quanlia de 1:2523550 rs.,
viudo a locar por consequci-cia ao Iratamenlo de ca-
da individuo a diminuta summa de 69662 ris. Por
iguaes raines soccorr lambem pelos mesmos cofres a
villadeExtrcmoz ; c.comosc v dos mappas ns. 13 c
1 i, foram alli tratados 426 affocUidos das epidemias,
sendo 92 na .enfermara creada naquella villa, c os
eslautesem suas rasas, a maior parle dos quaes se
ministraran) remedios, e alcuus adicta, por sercm
cxlrcmamcnle pobres. Dispendeu-sc com esles soc-
corros a-quantia de OdVjliO ris. Levando mcu
procedimiento ao conhecimenlo do governo geral, foi
por elle approvado.
Foram trata los na Bocea da Malla 108 indivi-
duos, dos quaes marreram M, pelo medico da pro-
vincia,que te acha em exereieio desde 15 de abril
do crreme anno : mappa n. 15.
Culto publico.
He sem duvida desnanassario procurar fazer-vos
religiao, em que nascemos 'por especial graja de
Dos.
Todos sentimos como ella modera e como eslingue
nossas paxOes, e fcilmente concebemos que salula-
res effeitos pode producir n'alma do mo. No inti-
mo de cada um, aonde n.lo he dado aos poderos da
soriodade penetrar, l est ella como vigia coman-
te, repellindo por meio da conscicncia, os mos pen-
samenlos, e do corajSo as mis obras. Poderoso au-
xiliar da ordem, c, para dizer ludo de urna s vez,
lo summo bem das najea ; aos estados cumpre ve-
lar por meio do cullo externo, que nao amorteja o
fogo sagrado do amor de Dos o do prximo, que o
re dos reis aleou no corajao do homem quando o
rrcou.
De qual o eslado do culto publico vos podis in-
formar dos respeilaveis sacerdotes c vigarios que se
acham no vosso gremio,; todava drei sempre que
esiao prvidas de parochos as freguezias da proviin
cia, c que seus reverendos vigarios tem nellas per-
maneado, menos o da freguezia de S. Benlo, que
obleve licenja do governo geral ; mas ha nclla um
sacerdote encarregadu de ministrar os soccorros da
religiao.
Da pequea verba de obras publicas, pouco pode
ser applicado aos concertos e reparos das malrizes ;
todava alguma cousa tenho feito ueste sentido.
Inslrucco vublica.
llana provincia 29 aulas publicas de primeiras
letras do sexo masculino, e 5 do feminino : aquellas
frequentadas por mais ou menos 1,234 discpulos e
eslas por 185. Desles algarismos comparados com'a
popularan, que he razoavelmente calculada cm 170
mil habitantes, conhece-se evidentemente o alrazo
da iii-iru-co primaria, pois que com lal popularan
muilo maior devera ser a somma dos alumnos : lan-
o mais que a cscravalura he diminutissima, nao
podendo seu numero exceder muilo ao de 3,000 al-
mas ; pos que os cativos dos engenhos de todas as
cUSscsda provincia sobem apenas a 1,508.
Comparando-se ainda os algarismos cima das
escolas dos dous sexos 29 o 5, e dos discpulos 1,234,
185, torna-se palpavcl quanto a inslrucjao primaria
do sexo feminino est longe do que deve ser.
O numero das escolas nao he ainda suffidenle: ha
muilos povoados, podendo dar 30 e mais discpulos,
que nao gozam desle beneficio. Alm disto na pro-
vincia, bem como gcralmenle cm lodo o imperio a
nopulajao he muilo dissemioada o que faz necessario
maior numero de aulas.
Nao s3o pormeslas nicamente as causas do alra-
zo da inslrucjao primaria. A pobreza lambem
permute a muitos c lie fes lo familias ternas escoi
seus filhos e meninos confiados aos seus cudados:in?
felizmente esta causa he bastante coinmum para ler
avultados efleitos. A ignorancia e o deleixo produ-
zem resultados iguaes.
Nesle ramo de servijo publico, que em oulros lu-
gares he auxiliado pelos particulares, j com escolas,
j com sociedades philanlropicas, tendo por fim a
inslrucjao, a provincia acha-se qoasi s : no anno
passado apenas exislia urna aula particular de pri-
meiras letras na villa de Goianinha e no correnle
exislcm mais duas urna nesla capHl, oulra na cida-
de deS. Jos de Mipib.
Da inslrucjao publica depende muilo directamen-
te e mais do que de nenhum outro ramo de adreinis-
Irajo a sorle do estados. Nao ha duvida que he a
educajao urna segunda nalureza do homem. Por
este nintivo certameule as najoes mais cullas da Eu-
ropa tem creado ministerios especiaos para velar so-
bre ella. Cumpre-nos pois lambem esforjar-nos
por melhorar esle servijo publico no que estiver ao
nosso alcance, e r pouco e poco realisando os bene-
ficios mais essenciacs e menos dispendiosos, j que
por falla de meios nao he possivel dar-lhe grande
desenvolvimento.
He axioma em pclasogia, que nao ha bom ensino
sem boas escolas ; nem boas escolas sem bons mes-
tres. Na realidade bons professores supprem mu-
las fallas desle servijo, al deficiencia das les.
Releva porlanlo, senhores, formar bons professo-
res. lia para isto dous syslemas : o das escolas nor-
maos para Ibes ensiuar a magisterio e o hollando/.
Aguclle he dispendioso, circunstancia que deve pe-
zar muilo em nossa consideraran, este porm mais
econmico c tambem d bons resultados. Por esle
sao os professores encarroados de observar as suas
aulas quaes os raeninosque moslram bons scnlimen-
los, intclligencia, clareza de diccao, facilidade de
expressao e nomca-los a competente auloridade, que
contraa com seus pata, medanle urna pequea me-
sada, lomadas as devidas cautelas, a applicarao des-
ses meninos ao magisterio : o que se realisa conti-
nuando elle a frequentar a esrola ainda depois de
saber ler e escrever : para auxiliar o professor e
suppri-Ioatquc, tendo adquerido os conhecimentos
c os hbitos proprios da profissao pela (heoria e pra-
lica, vem o lempo de oceupar urna cadeira como
proprielario. Bem sei que esle systema he uceusado
de rolinriro, tal inconveniente porm parece-me
que he em parte removido pela esculla dos meslres
discpulos c cm parte o pode tambem ser, impondo-
se aos professores obrigajao de npresenlarem pelas
ferias trabalhos sobre pedagoga e de conferencia-
ren! sobre elles.
Nao deve esmorecer a lemhranja de alguma pe-
quea despeza, que se ha de fazer com o melhora-
menlo desle servijo publico cm poni de tanta im-
portancia. Dotai, senhores, a provincia de bon pro-
fessores que lbe lereis feito grande bem.
Com 0 fim de convidar pessoas habilitadas, e ou-
tras a habililarem-se, para o magisterio seria bom
auxilien lar-seo ordenado dos professores que em ver-
dade sao diminuios; todava nao ouso propor esla
medida : ha taas despezas urgentes, para ns quaes
devem lambem ser applicadas quolas dos dinheiros
provinciaes, que nao he possivel dispor em proveito
desle servijo de muilo mais alm do que com elle se
despende : e qualquer augmento de ordenado a nao
ser diminutissimo, como he repelido lanas vezes
quantos os professores, faz urna parcella avullada.
Seria muilo conveniente que votasseis alguma
quanlia para ulencilios das escolas, de que em ge-
ral eslo mal servidas e algums tem quasi falla ab-
solutamente : escola exista que Tuncciona com ban-
cos emprestados.
Seria tambem de grande utilidade dispenpar-se al-
guma somma com papel, penna, tinta e outros ob-
jeclos para os meninos pobres; igualmente com agua,
limpeza e aceio das escolas, do oulra sorle os pro-
fessores sao obrigados a deixar os discpulos sahir
continuadamente ra com prejuizo do esludo e
da moralidade.
Foram prvidas as caderas de primeiras letras do
sexo masculino da povoajao da Conceirao da fregue-
zia do Acari,e a da povoajSo de Offlcinas na comar-
ca do Asa*, instauradas aquella pela resolurao pro-
vincial n. 285 de 20 de abril.e esla pela de n.283 de
19 do mesmo mez ambas do auno passado.
A cadeira de primeiras lelras do sexo feminino da
villa de Maco acha-se em concurco.
A inslrucjao secundaria, como veris do respecti-
vo mappa n. 16, consta de 6 aulas delalim com 94
discipVilos; e urna de francez com 12. As poucas
rendas da provincia nao permiilem dar grande de-
senvolvimento a esle ensino ; forja he porlanlo li-
mila-lo exislencia de ahumas cadeiras avulsas. As
causas que alrasam a inslrucjao primaria acluam
mais enrgicamente sobre a secundaria. Nesla par-
le a provincia acha-se enlresue nicamente aos seus
recursos ; nao ha um s collegio particular em to-
da a provincia, ncm mesmo urna aula de ensino se-
cundario. Apenas ltimamente apparcceu um pro-
fessor de francez, c grego, que, segundo me infor-
man), em breve se relira.
Sendo entre nos a inslrucjao secundaria prepara-
torio para as sciencias superiores, sao por lal frna
intimamente ligados seus cusinos, que precisam de
um s centro de dirccjilo'c de acrao: para que cm
lodo o imperio as aulas secundarias decm os conhe-
cimentos necessarios ans discpulos, afim de que el-
les com os allcslados de seus bons exames achem as
portas abarla* das academias. Para as provincias
he a inslrucjao secundaria um servijo 13o pezado,
que ainda mo fui dado a nenhuma, por mais recur-
sos pecuniarios de que disponha, cslahclccc-la coan
alguma rcmilaridadc e desenvolvimento.
Obran publicas.
Ha u'esle ramo de servijo publico numerosas e
grandes (raballios a emprchender, alsuns dos quaes
infelizmente sao lano mais necessarios, quanlo su-
periores s forjas do cobre provincial.
He de reconhecida vanlagnhi, e mesmo altamente
humano a conslrurrao de acudes ou grandes dep-
sitos d'agua, por lal forma distribuidos pelo serlo,
que nos annos de pequeo invern ponham a caber-
lo de grandes prejuizos a criaran do eado, indus-
tria, em que se emprega a maior parle dos liabilan-
dat; e que nos calamitoso* nonos de secca metigue
os soflrimcnloi, e minora os desastres d'esse (errivel
flagello, que em* poucos dia deslroe a fortuna de
centenares de familia* ricas, extena sede e ao
calor ardenlc grande numero de v climas; ludo quei-
ma e desoa.
A falla de urna ponle sobre o Polengi em frente
d'csla cidade he gravemente sentida : tal obra he
o complemento do aterro do Salgado, da estrada, que
une capital as fecundas Ierras corladas pelo Cear-
mirini, que j lano produzem e ainda muito mais
prometlem; que a liga a comarca do Assu', e pro-
vincia do Ceara.
Sem duvida, senhores, nenhum de vos ignora
quanto a passagem d'este rio, eflecluada em urna pe-
quea catta, sendo o passageiro obrigado a deixar
a cavalgadura expusla fome, a sede, e ao furto, he
insuflicjcnlc para as necessidades do transito: che-
gando o mal a lal poni, que, os habitantes d'alm
Polengi evitam, quanlo podem, vir capital.
A communicajao navegavel entre o Atlntico e
as alagoas de Papari e Arez, em cujas margens e ar-
redores cxislem as feriis Ierras dos municipios de
S. Jos, Villa-Flor, Gianninha, Papari, e povoajao
de Arte, c aonde mais se cultiva a canna, abrira um
novocaminho fcil e commodo entre elles e a" capital,
e chamara para est praja todos os productos d'a-
quelles murdeipios, que hoje v3o alimentar no seu
lano o commercio da Parahiba e de Pernambuco: e
he sabido quanto importa chamar o commercio para
a provincia, cujos valiosos recursos naluracs s pe-
dem capilaes para se desenvolveren).
A necessidade da abertura do rio Ccar-mirim de
modo a dar livre esglo a suas aguas lias endientes,
para nao olTender a planlajao da canna, he geral-
mcnle reconhecida.
Eslas obras, porm, e outras de tanta necessida
de e vanlageus exigem recursos muito superiores aos
5 ou 6 ronius, que apparecem as verbas respecti-
vas do orjameiito da provincia. Apenas quanto
2., na impossibilidade de fazer urna ponte, poder-
se-hia talvez melhorar a passagem, substilundo a
canoa actual por urna balsa formada sobre barcas, e
movida por meio de cabos ou correnles fixas as mar-
gens. A ser pralcavel esla idea, nao obstante a grande
largura do rio, parece-me urna das obras dignas de
vossa attenjao.
No mesmo caso esUIo as pontes sobre o Cear-mi-
rim, de necessidade inconlestavel.
De muitas oulra* obras precisa a provincia ; vos,
Senhores, ben sabis como fallam estradas, ponles,
cadeias, quarlel de policia, casas de caridade; que
as malrizes e oulros edificios pblicos exigem repa-
ros e concertos ; em summa que tanto ha ainda por
fazer n'este ramo do servijo publico, e 13o pouco
feilo, que se pode dizereslamos em principio.
Obras publicas geraes.
Deslas ha lo smenle urnao aterro do Salgado
Parccendo-me do mais economa a sua continuarlo
por arreiiiatarao, do que por administraran, rontra-
tei pela quanlia pe 6:0009000 res, o aterro de 360
brajas alm do grande arrumbado, o levanlameuto
de todo o que j eslava feilo a lal altura, que sobre-
puje dous- palmos e meio a maior mar, e o guar-
nccimenlo de grama dos taludes das rampas lale-
raes.
As bases da estrada, formuladas por um dos meus
antecessores, marcavam ao aterro a altura de cinco
palmos arima da maro mais viva ; julgando porm
sutlii-ienie 2 ){, modifiquei-as n'es(e sentido. Tam-
bem as allerci cm mais dous ponlos: 1. mandando
fazer a valas aleracs urna braja distante do aterro,
para a correntedas aguas o nao solapar ; 2. dando
de base aos taludes em vez do meia braja de cada
lado, urna, afim de tornar as rampas dos lados me-
nos ingremes e mais fortes.
O governo geral approvando o meu procedimen-
lo a respeilo, me aulorisou a contratar o acabamen-
to da obra obngando a fazenda nacional at quan-
lia de 4:000*9000 ris : posta porem cm concurren-
cia, por edilaes, a ollera mais fovoravel excede
mencionada quantia ; pelo que sobr'eslive na con-
clusao da arremataran, emquanlo levo o occorrido
ao conhecimenlo do governo; e espero, para effeduar
o contrato por maior quanlia, nova auctorisajao,
a qual he do crr que nao recusar, avista de sua
solicitudc em promover os melboiamentos materiaes
por lodo o imperio.
Obra* jmbticas provinciaes.
Sendo a cadeia desla capital de pequea capaci-
dade para conler presos de diversos municipios, que,
por falta de prisoes, para alli sao remedidos; d'on-
de resullava entre outras graves consequencias, exis
lirem elles, para assim dizer, accumuladns em urna
pequea sala ; e por isso'mais expostos aos effeito,
das epidemias, que reinaran), resoivi torna-la mais
espajosa, annexando-lhe a parte do mesmo edificios
que servia de corpo da guarda, e para suppri-Ia, edi-
ficar urna casinha ao lado. Foram eslas obras em-
prehendidas, e ja se acham promptas.
Das ponle* de Cajupiranga e Pelimb estavam as
estivas e alerros lao arruinados, que lornavam difll-
almenle quasi melade do rendimenloannual da pro-
vincia. Em quanlo porm suas renda* nao cresce-
rem por oulros iropostos a lal ponto, que esle nao
avnlle tanto entre ellas, a condijao do Rio Grande
do Norle ser precraia. Islo mostra evidenlemen-
te, quanlo urge dar lodo o impulso lavoura da
canna, que prometle salvar a provincia d'eslas cri-
es ; e quo al seria prudente fazer sacrificios para
realisar esle desidertum.
Nos tres ltimos anuos de 1851 a 53, o dzim do
gado lem produzido regularmente entre 23 e 24
contos; no correnle porm effecluou-se a arrema-
tajao por 27:3953000 reis; alem do que foi arreca-
cado as freguezias de Touros e Arz, cujo dizimo
em hasta publica nao obleve lanjo razoavel.
O imposto de 6 por cenlo sobre a exportajao de
gneros da provincia he tambem de bastante im-
portancia, nao s porque j forma a 6*. parte do
rendimenlo provincial, mas tambem porque, vlsla
do rpido progresso, em que vai a cullura da canna
e do incremento do commercio, prometi cm poucos
annos igualar a importancia do dizimo do gado.
A arrecadajao desles e de oulros imposto* he de-
fraudada por diversos modos, sendo urna das difli-
culdades, com que lnlam a (hesouraria e repartieres
a ellas subordinada* por falla de leis confeccionadas
de modo a evitar as occasies de ser lesada fazen-
da provincial. Pela assemblea passada foi a presi-
dencia aulorsada a fazer o precisos regulamenlos
para a boa arrecadajao e fiscalisajao das rendas ;
nao (endo eu porem adiado na secretaria do gover-
no trabalho algum a respeito : no curto periodo de
minha administrajao, oceupado em multiplicados
trabalhos, nao mo (em sido possivel applicar-me efll-
eazmente neste servijo, que, alem de mula atten-
jao pela gravidade dv materia exige um estudo mi-
nucioso dos ardiz empregados pelos defraudadores
dos imposlos, e dos meios de os contraminar.
Industria.
Nao me he dado o prazer de relalar-vos cousa al-
guma a respeilo de industria fabril, porque infeliz-
mente, alm de urna ou oulra olaria de louja ordi-
naria para seu consumo, ,na provincia nada cxisle
desle poderoso agente de poducjao : o commercio
porem o a industria agrcola, principalmente a da
cmara apresentam nos ltimos ennos nm movimen-
to crescenle e esperanjoso.
Pelos quadros de ns. 19 a 29, se pode conhecer,
seguindo passo a passo, o progresso do commercio
nesla capital. No anno que decorreu do fim de ju-
nho de 1851 aodt52 foi a importajao de merca-
dorias cslrangciras por viagem de longo -curso
do valor de 2:6439350, por cabotagem de..........
220:1289450,e de mercaduras nacionaes 17:3608196,
o que produz um (o(al de 240:1319996. A exporta-
jao, e por cabotagem apenas chegou a 69:766|651,
vindo a prefazer a importajao e exportajao
quanlia de 309:8989847 rs., roovimento tolal do
commercio de barra fora de 1851 a 52.
No anno de 1852 a 53 impnrtaram-se de mercado-
ras estrangeiras por caria de guia 212:2639511; e
de nacionaes 19:0879247 : fui portanto a importajao
de 231:3509758 pouco menor do que a do anno an-
tecedente : a exportajao porem duplicou, subiudo
125:3869150, quanlias, que juntas, d3o um giro to-
tal de 356:7369968 rs. ; resultado um pouco maior
do que o do auno antecedente de 306 contos.
Do fim de junho du anno passado ao de maio do
correnle a importajao montava a 415:73599097 rs.,
sendo por navegaran de longo curso 211:4309097,
de mercaduras cslrangciras por cabotagem.........
181:1709600 rs., e de nacionaes 23:1349400 reis, i
qual j'uniaiido-se ainda a quantia de 40:0009000 rs.,
aquechegava a importajao do mez passado, segun-
do roe informa o inspector da alfandega, prefaz a
somma de 455:7359097, quasi o dobro da importa-
jao do anno passado. A exportando no mesmo pe-
riodo chegou a 160:2909203, das quaessahiram por
navegajo de longo curso 143:2929511, el6:9979692
por cabolagem.. Temos pois desde o fim de junho
do anno passado al ao do correnle a somma total de
importaran e exportaran, subiudo a 616:0259300 rs.,
quasi o dobro do anno de 1851, primeiro dos toma-
dos para termo de comparajao. Os princpaes g-
neros da provincia, cuja exportajao augmeotou ou
diminuio nos dous ltimos annoi, vem-se da sc-
gunle tabella:
'
conhecer quanla importancia lem o cullo da santa I tes da provincia, e fonle mais fecunda de suas ran-
cil e perigso o transito ; mandei porlanlo por em
arremataran ns concertos de ambas, a qual se rea-
isou, e os seus trabalhos estao em andamento.
Conforme o determinado no arl. 33 da lei pro-
vincial n. 286 de 27 de abril do anno passado, j
se esl abrindo a Gamboa do Mata-Fome no mar do
Periquito.
Dei as ordens necessaras para concerlar-se, por
administrajao, a fonle publica de modo a lomar a
agua mais pura : bem como para ser reparado o
aterro, que serve de dique ao Bardo; o bem conti-
nuado invern porm nao lem permiltido dar prin-
cipio a laes obras.
Thesouraria e rendas provinciaes.
Do rotatorio do inspector veris, qual o eslado [da
escriplurajao da thesouraria provincial, tanto na se-
cretaria como as diflerenles secjes ; qual o da to-
mada de conlas, e o da cobran j.i da* dividas acti-
vas.
As receilas arrecadadas nos tres exercicios de 1850
51, e 52, cohrram as respectivas despezas, deixan-
dn alm disto saldos de uns para s outros ; de sor-
le que do ultimo d'aqaelles passou para o de 1853 a
somma de 21:7049377 ris ; pelo que ainda quando
no encerramento do exereieio de 1853 venlia a ve-
rficar-se algum dficit entre a renda n'clle arreca-
dada c a despeza, nunca sera (amanho que absorva
aquelle saldo. E com efleito j d'ello se lem ope-
radu muvimentos de fundos na importancia de
10:9519148 reis,para ir auxiliando a occorrer as des-
pezas do correnle anno, como he de necessidade ;
porque a maior parle das rendas votadas para ellas
s pollern ser arrecadadas, segundo se v do quadro
n. 18 a, cm Janeiro e abril do seguiute auno. Ha
cumludo fndanos motivos para esperar que os di-
nheiros rerolhidif!, e que se forcm rccolhendo ao
cofre >ejao su Ilicin les para sasli fazer s obriga jcs pe-
cuniarasda provincia, e que naciremos u inconveni-
ente das materias forjadas no pagamento dos orde-
nados dos empregados pblicos ; porquanto Irazen-
do a Ihesouraria os seus pagamentos emdia, e regu-
lando a despeza mensal por 4:(J009000 reis, basta-
rao 28 a 30, quando muilo, para fazer face res-
tante despeza' do anuo. Ora havendo no cofre
13:26:19000 ris em dinheiro, 5:0979450 em lelras
vencidas, e 6: {699180 em letras a vencer no corren-
te anno ( quadro n. 18 ) temos nestas Ires parcellas
24:7519811 reis, a qual ajunlando-se 4ou 5 contos
da melade do produelo do imposto de 5 por cenlo
sobre a exportajao de gneros da provincia, que
ainda esl por arrecadar, e cujo tolal nos ullimos
annos lem regulado de 9 a 10 conlos ( quadro n.
17 ); c junlando-se lambem i mesma somma o que
produzirem os oulros imposto;, nao comprenhendi-
dos nos valores das lelras mencionadas, de ccrlo
bao de perfazer quanlia superior de 30:0009000
reis.
O orjamcnlo da despeza para o exerricio fuluro
de 55, que vos offorejo, leudo sido orgaoisado pela
do correnle, he de suppor que leuha os mesmos re-
sudados do actual, ou melhorcs, principalmente
quando ludo promellc augmento de rendas.
Das fonlcs dos rendimenlo* da provincia o ilizi-
mo do gado he a mais importante: infelizmente
esle imposto, mais do que nenhum outro, est su-
jeito a grandes alternativas com a irrecularidade
das cslares. Em 18{io producto do dizimo do ga-
do era de 26:106-9073 reis ; veio porm o calamito-
so anno de 45, e no de 16 baixou a 3929532. Alm
disto nos outros ramos de agricultura um anno es-
tril causa -prejuizos, mas os primeiros sesuinj
resarcen) ; a criajao do gado porm nao ofle
esla vantagem ; cm urna setca o fazendeiro perde
com seu gado capilaes e sementes, e para voltar ao
anligo eslado despende grande trabalho e longos
annos, durante os quaes a renda provincial tam-
bem soffre. Felizmente as Miar-Oes lem corrido mais
ou menos regulares, e o dizimo du gadoiorma aclu-
1
0
I
l
g
)
o
p
n
< &
ai o
O
R
* O
r- )-
co ce
3
^ e# oe
8 co 00
te
i' &
-
s a rS jf

rs a
ka
". -(
s
H
la os lucros de uns dos arrematantes, descontado os
prejuizos de oulros em cada anno.
A pesca, ainda que toda eflecluada era jangadas,
quando nao feita em curraos, sendo em grande par-
le o alimento dos habitantes da extensa costa da pro-
vincia, he da grande importancia. Para se fazer
idea do valor de sua producjgo, pode esla calcular-
se aproximadameute pelo dizimo : c lomando por ba-
se o que rendeu o anno passado chega-se ao resulta-
do de 46:4179000 rs.
lima grande porjno dos producios desla industria
forma parle do commercio de exporlajio. Pelo por-
to de Maco sabio, do 1. de julho do anno passado
at ao de junho do correnle, o valor de 10:6839370
rs. (mappa 36); alm do exporlado por oulros, que
nao me foi pussivel calcular, c nem do conduzido
por Ierra para as provincias limilrophes pelo norle
e sul.
A cullura da carnauba, ou anl?s a colheita da ce-
ra do mesmo nome, principia a tomar desenvolvi-
mento. Do quadro n. 17, se pode calcular a razio,
em que lem crescido, pelas diflerenja* annuaes da
exportajao da cera.
A cullura da canna he prospera no presente, e
lem um esperanjoso futuro. Postoque nao seja pos-
sivel eslimar a quantidade de assucar pioduzido na
provincia em cada auno, comludo pelo que se ex-
porta he fadl avahar o rpido progresso, com que se
detenvolve esla industria, suppondo-se, e com razao,
que annualmunte he consumida pouco mais ou me-
nos a mesma porjao : os algarismos porm relativos
exportajao estao muito longe de indicar a verda-
deira importancia da produejao, pois que na pro-
vincia se faz grande consumo desle genero, especial-
mente sob a forma de rapaduras, que como vos, se-
nhores, nao ignoraes, he qoasi tomado por alimen-
to em varios lugares.
Sendo a maior ou menor exportajao do assucar
dependente das boas on ms safras, e esla* da regu-
laridade das estajOes, que na provincia naoiilo cons-
tantes, para bem se avahar o progresso desla lavou-
ra, he misler comparir urna serie de 5 ou 6 annos ;
com effeito de urna boa safra entre duas ms nada se
pnderia concluir.
A exportajao do assucar eflecluada no anno fi-
nanceiro de 18481819, era apenas de 11,534 arro-
bas ; no de 50 a 51 j subia a 18,974, mas nesse
mesmo anno de 51 a exportajao de todo elle foi de
35,511 arrobas ; no de 52 chegou a 62,624, e no
I. semestre do correnle, temos a exportajao avulla-
da para urna industria nascenle de 80,749 arrobas
(mappa n. 17) no curio periodo pois dos 5 112 annos
lomados para lermos de comparajao, a cultura da
canna lornou-se maior mais de 7 vezes. Tal he o seo
maravilhoso desenvolvimento. Ora, dando esla in-
dustria lo grandes lucros, que nem nos annos iufe-
lizes deixa prejuizo ; havendo lanas trras ainda por
cultivar, e tantos hrajos por oceupar, as crescidas
sommas, que ella produz, viran de certo augmenta-
la cada vez mais. Urna das mais graves preoccopa-
jOes de nossos.esladislas he sem duvida a crise, que
ameaja a agricultura do imperio pela falla de bra-
cos. Para desviar esle grande mal, o governo ar-
roslando difliculdades, emprega meios. convenien-
tes ; taes cono a colonisajo e execucao da lei das
Ierras, que Ine abre urna larga estrada : se porm
grandes trabalhos hao de pur falalidade nao prova-
vcl ser esteris, ainda assim o Rio Grande do Norle
nao lem que receiar os danosos effeitos dessa fu-
nesta crise, seno por suas irmaas. O futuro desen-
volvimento de*le ramo de agricultura da provincia
assenla sobre bases mais solidas, do que os bracos
escravosno trabalho de seus filhos. Ha no mappa
n. 37 a esle respeito dados importantes por elle se
v, que tem a provincia 144 engenhos de todas as
classes, os quaes Irabalham com 1,508 escravos ;
ora, as provincias do sul, que se do ao fabrico do
assucar, seria bstanle a cscravalura de poucas fazen-
das regulares, para dar igual numero, por onde se
conclue que esla industria da provincia he na maior
pai(e exercida por bracos livres. Sabe-se por um
relatorio apresentado presidencia da Babia nocor-
ronte auno, que nclla exislcm 1,200 engenhos de to-
das as qualidades eom 70,000 escravos: vem por lan-
o a haver naquella provincia 8 vezes mais engenhos
do que nesla, porm 46 vezes mais escravos, ou 5 a
6 em cada engenho para um dos empregados em ca-
da fazenda de assucar desta provincia ; e anda
quando a produejao proporcional da Babia fosse du-
pla da do Rio Grande do Norle, havia comludo a
razao de tres para um ; mas islo nao levando em
canta o excesso de produejao, proveniente dos me-
uos imperfeitos machinismos e syslemas empregados
iiuJabrico do assucar naquella provincia. Se pois
desla combinaran se deduz que apenas urna ler ja
parte dos brajos oceupados na lavoura da canna sao
escravos, he claro que nao temos a receiar que defi-
ulie por falla delles, lano mais que esle genero de
agricultura convida hoje a dar-lhe desenvolvimento
pessoas de todas as occupajOes pelo forte incentivo
de lucros aventajados, e punco dispendio de produe-
jao. Com efleito o homem, cojos capilaes nao se-
rian) sufflcienles para comprar 5 ou 6 escravos, com
o trabalho de seus brajos, e de alguns livres, que a-
luga mdicamente, grajas espantosa fecundidade
do agreste da provincia, aonde lugares ha que basta
o lvrador plantar canna duas ou tres vezes em sus
vida, depois de nao muilos annos de lida, he senhor
de engenho.
Quando pois ludo e lodos concorrem para o rpi-
do desenvolvimento desle ramo de industria, que
afianja ao Rio Grande do Norle um esperanjoso fu-
luro. releva nao Acarraos estacionarios: votai pois,
senhores, al onde alcanjarem as forjas da provin-
cia em favor desses mclhoramenlos materiaes, que
prosperam a agricultura; que eu promello ejecutar,
como devo, cumzelo e desvelo vossa* patriticas re-
salujoes.
Palacio do governo do Rio Grande do Norte, na
cidade do Natal, 30 de junho de 1854.
Antonio Bernardo de Passos.
Acuidades, principalmente no Para onde a* capaci-
dades sao raras ?
Houve at quem dissesie no recinto dJBjsemblca,
que o motivo de semeihante lei era Wmb pessoa!.
Nao sei desses mj aterios, nem se he funnada seme-
ihante censara, o que me parece lie que o projeclo
no ulil nem convenicnlo no nosso paix, principal-
mente no Par, no qual poucas sao as pea 3* ha-
hellaces, e os emprego Uo mal gratificados, que o
ordenado de um i nao d para o sustento do cidadao
que for honesto c inlelligenle, I -
Pretender cilar lodo* os projeclo*, seria cancar a
paciencia dos seus lcilores ; coutenlu-mes de acres-
centar que o lado esquerdo da assemblea, que com-
pOe a minora, lem apreientado projeclo*de reconhe-
cida utilidade publica,como a reforma da iuslrucjo,
algumas desappropriajoes pur utilidade publica,
abertura de estradas, compra de um vapor para (ras-
pnrlar o gado da illia de Maraj, reforma do regu-
lamcnloda mesma illia, e oulrat medida*importan-
tes. A minora he composta quasi em sua tolalidade
bomens graduados, Ilustrados e dedicados ao digno
administrador da provincia o Sr. Reg Barros. A
maioria porm, a quem nao fax conta um governo
moderado, prudente ejusliceiro, resmunga, roa* flea
nisso, porque no lem coragem de se apreseotar e*a
opposijgo formal. Mordem e assopram como mor-
ct aos, dando assim um triste speclaculo da si, como
succedeu na diseussio do projaclo n. 399, pelo qual
desapprova por oppressivos, velatorios inexefui^
cei.uns arligosde posturas, formulados pela cmara
municipal, e approvados pelo actual presiden!* da
provincia. Querendo porm o autor do projeclo en-
cohrir a censura rhreria, que lao claramente dirigi
ao Sr. Bego Barros, leceu-tue um grande elogio, a
Mu de alenuar o efleito dos termo uppretsicos, ce-
xatorios e inexequicet.com os quaes qualificra os
rticos pelo mesmo presidente approvadsS
Paro aqu reservando o reato para o seguinle
vapor, que uan pode lardar maisque 45dia*.
Rendimenlo de lodo o mez de agosto p. passado,
cobrado as reparlije abaixo mencionados :
V
Alfandega e consulado.
Rendas internas
Bendas provinciaes
Ver o peso
Somma
101:358944.1
13-.665902I
27:9349321
7879623
143:7451408
P.r.hlb. lfi da
Bem triste he a posijao do notieisdor, ninas veres
lem de apresenlar tactos que deseja esconde-los.ou-
Iras vezes lem de andar indagando da vida alheia
para ter o que contar, e outras lem de forjar a na-
lureza, que o lem inanimado com o peso de amarga
dor, para referir o fado que o contrista: he este d
caso em que eu estou ; tenho de dar a noticia da
morle de um anligo amigo, de um companheiro di
minha infancia, do Sr. Francisco de Asis Peretr-
lincha, thesoureiro da airandeea. Homem por1
empregado inlelligenle, zeloso c atsiduo, bom amito,
bom filho, bom pai, respeilado por todos os parti-
dos ; morreu com trinta e taojoi annosde servijo,
lem exercido lodos os lugares d importancia na pro-
vincia, at vice-presideule, sem ter lido do enverno
aeral a mais pequea recompensa, nem mesmo a sua
aposcnladnria, pela qual lano instou. Receba d
Dos a recompensa de suas virtudes, j que dos bo-
mens nao foi attendidoy^'
No dia 9 marcho -Orna escolta enmmandada por
um official para o Cabedello, para prender nm Joan i
Ignacio, meslre de espada, do qualj lbe tenho fal-
lado ; porem sendo o mesmo avisado, ficou frustrada
a deligencia, c S. Exc. o Sr. vice-presipente, man-
dnu render o destacamento da guarda nacional qne
all exislia na fortaleza, por outro de tropa de Isnha,
demittio o subdelegado como lambem a lodos osiUp-
plcntes : veremos se islo ser sufliciente par reala-
belecer o sucio guaquella povoajao : eu o creio.
Chegou de Pianc o capilo AITonso da policia,
tendo deixado alli o capitao Farias, de 1." linha, que
o fu) substituir Picando o termo em paz.
O nosso engenheiro foi i Mamanguape tratar da
conslrucjao de urna cadeia, e diz-me o Mereles que
ja vollou, n3o sei o que fez porque nSo me ou con
elle, e ainda nao apresenlon os seus trabalho*.
No dia 7 conenrreram alguma* pessoas aonosao-
(heatro Apollo Parahibano, eslava quasi cheio, havia
urna msica que locou alguma* vezes, levantou o
panno por Ires vezes : na primeira appareceu o re- '
Irado de S. M. I., e dizem que eantou-se ; eu qua
eslava meio snrdo s houvi uns gritos ; na segunda ,
e lerceira vez apparecer.m algumas pessoas vestidas .
diflerentemente do usual, fallaran) uns com osnu-
Irou, alrapalharam-se, ruszavam com o ponto, este
com elles, e por fim foram-se deixando-me sem sa-
ber o que era ; felizmente ncabou-se is 11 horas da
noile lendo principiado s 9.
Consta que fura preso no serian, nm pardo, que
sendo vendido por seu senhor, matara a dous guar-
das que o iam buscar, disparara um tiro no senhor
que o linha vendido, dcixando por morlo.
Falla-se em um baile que os militares aqu exis-
Icnlcs prelendem dar ao Dr. I.indolfn, depois de sol
chegada, em agraderimnto a este ler pugnado pela
classe militar, na assemblea geral da qual he mem-
bro por esla "provincia.^^ -
O nosso mercado de gneros para a exporlajilo
contina a suslenlar os preros notados na minha ul-
tima messiva, e proseaue com igual aclividade para
('-patiiarain-se paflrr*Bnfe*s?)^j**'-Mnles na-
vios hespanhoes: Em 9 do correnle, a polaca
Elisa, manifestando 440 saccas de algodao, e
200 couros seceos saleados, e em 12, a polaca Roma-
no, com 390 saccas de algodao, e 15 couros seceos -
salgados. Esles gneros obliveram os prejos, ilgadao
de 79 rs. por @ posto-a bordo, e os couros 69 rs,
idem na mesma conformidade.
Enlrou em 9 do andante dessa procedencia a po-
laca hespanhola Dorothea, em lastro, a qnat lica
preenchendo a sua cafga de algodao para dito porto
de Barcelona.
Sade, muitas felicidades, e alegras acompanha-
das do gozo de abrajar seus eamaradas, que chegav
rem no vapor do sul da nossa bella corle; Ih* deso-
jo, ele.
De lodos esles gneros s a exporlacao do algodao
diminuio. He para nolar que o prejo da tatajuha
dobrnu, o fado da importajao ter sido sempre maior
do que a exportajao, nao deve ser considerado como
prejudicial, mas como um lucro desle commercio ex-
terior, on como um emprcslimo : em qualquer dos
easos sempre ventajoso a provincia. He esla aopi-
niao de bons economistas, e a razao assim o esl
mostrando ; pois que nao sendo o paiz importador
obrigado a pagar em dinheiro o excesso da importa-
jao sobre a exportajao ; parece claro, que tal exees-
so de valores nelle fica produzindo.
Os mappas de ns. 30 a 34 sao relativos ao movi-
menlo do porlo desla capital nos Ires anuos de que
tenho tratado, e quo se podem resumir na tabella
seguinle :
18511852
Entradas.
Embarcares. Toneladas.
De cabolagem. ..... 119 2040
i
PERNAMBUCO.
184.
De cabolagem...... 129
De longo curso...... 9
Seminando .... 138
1852-1853
2417
2555
4972
1859183*
De cabolagem.
De longo curso
115
8
Sumando..... 153
2701
2284
4985
As sabidas correspondern) cm lodos os anuos s
entradas.
O quadro n. 35 he relativo ao commercio de cabo-
lagem da villa de Mani,por elle veris quaes os g-
neros cxporlados o seus valores.
O mappa n. 36 diz respeilo aomovimento do mes-
mo pnrlo do 1. de julho do anno passado a 2 de
maio do correnle. Entraran) nelle 84 embar-
cajes com 11,155 toneladas, nao levandoem conla
igual ou maior numero de burearas c canoas, que se
empresarain lambem no commercio de importajao c
exportajao entre aquelle porlo e os do Pernambuco,
Parahiba e Cear,, A creajan do gado he sem duvi-
da alguma o ramo de industria, quena provincia
tem allingiilo maior grode desenvolvimento, c con-
tinua com seusivel progresso ; anda que, a calcular
pelo imposto do dirimo a que est sujeita, pareja
ler-sc conservado estacionaria nos ltimos anuus ;
mas este calculo he fallivel; porquanto nao s a ar-
recadajao do imposto he mullo defraudada por nao
ser pussivel verificar a verdadeira prodncco de ca-
da fazenda, mas lambem seria misler levar em con-
C0RRESP0NDENC1AS DO DIARIO DE
VERNAMBUGo.
PAR A'.
6 de setanabro. (')
Pelos nmeros do Analista que llic remello ver
o estado lisongeiro desla provincia, perfeitamenle
descripto no bem elaborado relatorlo do cnnselheiro
Reg Barros. Pejo-lbe que o transcreva para as
columnas do sen conceiluado jornal.
Trabalha a assemblea legislativa provincial, e a
par dos ataques pessoacs c queslOes odiosas promu-
vidus por alguns dos membras, que se sentam do
lado direilo, lem apparecido projectos, que para se
perpetuaren) basta smenle Iranscreve-los.
Projeclo n.o 397.
Arl. 1. Fca desmembrada das comarcas da capi-
tal e Macap, c elevada enmarca, com a denumi-
najao de comarca de Maraj, a Ilha Grande de Jo-
annes.
ArL 2. Fica supprimida urna das varas dejuiz
de direilo da comarca da capital!
Art. 3. Ficam revngadas ele. etc.
Eslo projecto esl assignado pelos seguinles depu-
ladus: Antonio d'Aguiar e Silva.Prudencio Jos
das Mercs Tarares.Pedro Honorato Correia de
Miranda.Joaquim Mariano de Lemos.Antonio
Ricardo de Carvalho Penna..Wnnoel Jos de Si-
queira Mendes.Joi Eslevo Ferreira Ouima-
raes.
Admire-sc Jo di-plante com que esses depulados
offereccram a prova de que ignoram completamente
a legislaran do paiz sobre os juizes de direilo. Ks-
queceram-se do arto addirional c sua interpretaran,
da lei de 3 de dezembro o mais nutras, que deci-
den) qualquer duvida no sentido de screm as assem-
hlcas provinciaes incompetentes para legislaren) so-
bre juizes de primeira instancia, hoje empregados
geraes.
Eis um outro projeclo.
Art. 1. Nem um empregado provincial ou muni-
cipal poder actumular s fnncjOes do emprego qne
exercer as do oulio qualqucr, ainda que seja de
couimisxlo.
! nico. Exccptuam-se os cnllerlores das rendas
proviuriacs da3 villas e freguezias do interior, os
quaes poderao accumularao exereieio desles empre-
os o de outro que Ibes nao vede o exaelo desenipe-
uho dos seus deveres.
Art. 2. A aquellcs que actualmente acciimula^
rem as funcjOes de duus uu mais empregos puhlicus
ser permcllida a opjan do que mais I lie cdnver. .
Art. 3. Os empregados provinciaes ou muuici-
paes, que houverem ohlido reforma, aposenladoi ia
ou jubilaran por mulivo de molestia, nao poderao
exercer outru algum emprego de qualquer daquel-
las duas especies.
Arl. 4. Ficam revogadas, ele. j
O projeclo esl assignado pelos seguinles senhores:
Manoel Antonio Rodrigues.Joo llem iqnes Bar-
roso l'ergolino.Antonio d'Aguiare S Iva.Pru-
dencio Jos das Merci's Tacares.Pfi*.'o Honorato
Correa de Miranda.Jos EstecSo Ferreira Utii-
maracs.Dr. Jos Ferreira Canino. Miguel An-
tonio Pinto Guimaraes.Joaquim Marianno de
Lemos.Antonio Ricardo de Carvujlio Penna.
Antonio Pimenta de Magalhaes.
J se vio um projeclo de incompatibilidades em
13o larga escalla? He possivel que o governo se dei-
xe amarrar de p%e maus, sanecionando urna lei,
que lera por immediato resultado collora-lo em dif-
(*) Por demora na entrega desla correspondencia,
deixou ella de ser publicada anle-houlem.
RECITE 23 DE SETEMBRO DE
AS 6HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
o Um pobre redactor nSo pode dar um pasan sena
pisar os calos de oulrem. Se exprime a sna opiniav
com franqueza e intrepidez, hearrogante e presump-
joso. Se cita fados sem os commentar, n5o se attre-
ve a declarar os seas enlimentoe. Se conscienciosa-
menle eombale aa'opiniSes e actos de um alte fooe-
cionario, aecusam-o de hoslilidade pessoal. Um aje
tullo que mede as palavras em verso como um <
xeiro mede cadarso as jaras da-lhe um sacco do ne-
cessidades que tinem como ferros velhus. e se o re-
dactor, porque tem sensu commum, as nao publica,
recebe logo ordem para suspender a remessa do jor-
nal, porque o assignante nao quer proteger am he- Sj<
mem lao falto de goslo e 18o mo juiz. Um morrea-
ra porque o jornal lie demasiado Iliterario, onlro
porque nao lem bastante crudijao. Esle ralba por
que os annuncios toroam muilo Ingar, aquelle quei-
xa-se que o jornal he lio grande que nao tem lempo
para o Icr. Um quer que o lypo seja Uo pequeo,
que niio seria possivel ler o jornal sem nm microsco-
pio, outro ameaja largaraassignatnra se a ledra nao
liver pelo menos moia polegadade comprido. Urna
senliora rhegou mesmo a oflerecer paga dobrada ao
redactor de um jornal para que assignou, se esla .
lhc' mandasse o seu exemplar am tipo igual aquella ^00\
com que se emprimen) os carlazes. Em urna pala--^
vra, nao ha assignante que nao d conselhos eque
nao qneira qne se adopte o sea plano de redaejao ;
eo trabalho du Sisypho era nm mero recrcio, com-
pardo com o de nm redactor que quer contentar a
todos. I
Ainda nao ha' muilo que lemos esla inleresaanle
variedade, da qual lomamos nota por havermos ei~
perimenlado muilas vezes quanlo he verdadeira, o
j livemos mais nma prova da razo que assistio ao
seu chistoso escriplor. Nao podo com efleito ser mais
critica a posijao de um redactor !... E quando elle
lem somenle de soffrer as exquesitas exigencias da
ignorancia, bem vai o negocio ; mas se lbe sahem de
revs as companheiras habituaes dessa senliora,
enlao he queatarefa loma se verdaderamente rude,
ou como l.yh/em, dura de tragar-se. Mas emlim,
como he misler, que a imprensa v por dianle cm
saa sublime missilo de esclarecer c moralisar o pnvs
publicando as ideas, contrastando as lhcqria<. e re
gistrando os fados sem oulras cons-Jofajcs a guar-
dar, que nao sejam a observancia*da*4ei e o respeito
i decencia publica, forja he lambem que os redac-
tores entrc3uem ao desprezoos caprichos dos parvos,
as altanera-* dos insolentes, e os gritos arrancados
pela pisadura insoluiilara de calos demasiadamcnlo
susciptivcls.
Em nossa revista do 19 de agoslo prximo passado,
resumindo as noticias rerebidas do norle pelo vapor
Imperalriz, drogado no dia 14, escrevemos o se-
guinle trecho:
A seuuranja individual conlinuava a soflrer no
Ccar c Bio Grande do Norle, pareceudo o seu os-
lado lauto mais precario e assuslador, quanlo alguns
ataques Uro haviam sido dirigido* pur agentes poli-
ciaes: fallamos de 2 assassinalns perpetrados por es- .
collas de soldados em diligencia, na villa de Goian-
ninlia c cm Slp. n
Or, quem dira que eslas simples palavras, ei-
primindo alias a verdade, haviam H chocar alguem
esgr^consideradas como nma prorocafao? Pois
as.nu aiNU>oa>, p:.'.- lcilores!... Cerlu escriplor
do Pedro II, peridico do Cear, sabio-nos ultima-
mente ao encontr; e dizendo-se provocado, depois
de fazer-nos urna formidavel advertencia, em qua
procurou alenuar o fado, sem todavia nega-lo, de-
clarando cousa igiiotul) que a auloridade nao devo
^*

s
\



**
i ti*;"sj
0I1RI0 OE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 25 OE SETEMBRO DE I8%k.
.<
\
X
.
i
-
*k*
f
fk
:
i
*
i'
t
'
-
l
nem pode ser respolisavel |ilos desvarios, dos seus
subordinados, que o soldado assassino lava scnJn
priiccssado,;|ricliio afitial na esperones da urna re-
lrala$io teneesa parte, para salisfazerrnos ao scu
juslo maentlmeiilo!!!
Neosa coarctsda do Pedro II n3o vemos mais do
que a eiplosao de mu cime, por ter sido o Tacto de
Sip transcripto do Cearciue de 2S de jullio em
nnstt numero de 16 de agosto. Mas lenha paciencia
pois que nao calando ns-os fados acontecidos em
nossa provincia, quando elhs nos chegam de boa
fonte e acorapanhados de provas, nao vemos raiao
para omittir os do Cear ou outra qualquer ; e pis-
tando em nossas maos quasi todos os peridicos do
imperio, temos sobre ellos finio o nosso juizo, ser-
vudo-nos ora desle, ora d'aquellc seguudo a espe-
cialidade dos casos, e o crdito que nos merecer.
E*la escolba ou preferencia nos compele, c as re-
gra que nella nos guiam, niio carcccm de ser ap-
provadas por alguem, lendn por base a imparcialida-
de. Se o escriplor do Pedro II, pensa que a sua
cartilha deve ser delusivamente seguida em Per-
nambuco, como talve o queira no Cear, perml-
la-nosdixer-lhe que est perfeitamente engaado;
pola nossa parte,convencidos de que a leviandae,
a precipitaran, e sobreludo o interesse do silencio
era certos factos, mais sa coadanam com o carcter
decaaos partidarios, e continuaremos a seguir em
nossos extractos noticiosos as gazelas que mais fe
nos mereceeam.
Uarar quem ignore a facilidade com que pelo
interior das provincias se praticam assassinato* sob
o pretexto de resistencia 1 E deverio estes actos
de selvagoria passar desapercehidos, lancand o-se
sobre ellesoveo do silencio e do esqueci menlo'.'
Lucrar mi isto a autoridad? alsuma consa? Ora,
pelo amor de Dos, Sr. do Pedro II......
Voltemos porcm a nossa tarefa.
Nio menos da tres vapores enirar.un esla semana
em nosso porto. O fi. Mara II, chegado da Eu-
ropa no da 18, Irouxe-nos poucas novidades sobre
a revoiucao de Hespanha e guerra do Oriente. Es-
partero principiava a soflrer deinniislrares pouco
fayoruveis da parle dos exaltados, por nao consentir
no sacrificio de urna nova victima real : os turcos j
cansados de victorias, iam calendo alctima cousa
aos seu inimigos, c sgatelas da ligaviam-sepor isso
em difculdades. L;i se avenham : o lempo tildo
revelara. ,
)s vapores Tocantins c o Secern entrados do Rio
no da 30, Irouxerain a bordo quasi lodos os depu-
tades desla provincia ; mas alm do cncerramenlo
da astembla geral, e alguns despachos para a ma-
-iilralnra, pouco mais offerereram digno de especial
menjao.
O Princesa Leopoldina, entrado no dia 20 dos
portea 4o Norte, deixou todas as provincias d'esse
lado em sen inallcravcl suceso. Funccionnvam as
assemblas legislativas do Amazonas, Para o Ceara;
ea eicepcao de dous asaassinalos no Ico, l'al.ilida I"!
don em 8. Luir, do Maranhao. com oulros lanos
suicidio, qnasi nada mais soubemus de nolavel pe-
las stelas Yecehidas, a nao ser o mo estado da sa-
de publica no Para.
No dia 16 fizeram os benemritos terceiros da ve-
neravel ordem 3.a de S. Francisco a explendida fes-
ta das Chagas do seu Patriarclia, e n'ella aprcsenla-
ram aquella pompa e magnificencia com que coslu-
mam provar o telo e esmero que os destingue na
primeira fesllvidade de sua ordani. O templo foi
armado com riqueza e elegancia; e a bella msica,
expresamente vinda de Lisboa, embora deixasse al-
guma cousa a desejar quanlo i esocucile, todava
det grande realce i fesla, e mais concorreu para
augmentar o prodigioso numero dos assisteutes.
Nasexta feira, 22, encerrona assembla legislati-
va d'etla provincia a soa sessan extraonlinaria, que
durou 12 dias. Passaram as leis sobre a estrada de
ferro, crdito presidencia para occorrer a corlas
despejas imprevistas, e conversan do l.yceu em um
intrnalo. Desle modo fnram preenchidos e salis-
feilos os Ires motivos que determinaran! a sua convo-
ca sao.
Consta-nos que o tribunal da relapso, desprezou
n'esla semina o recurso de nin pretndeme mita
de cerlaanoca, fillia menor, cujo rapio noticiamos
ltimamente. Nao poderiamosdeitar no olvido esta
importante deeisaV que muilo honra o egregio tri-
bunal de 2. instancia, conilifuido pela lei como
a salvaguarda-""^^ HTiicTaadeencerra d/mais
preciso. Sim ; he preciso sobre ludo sustentar a
orden as familias, maolcr os filhos na obediencia
e reepeito de seus pas, e por finalmente urna bar-
reira aes dcploravcis cazamentos de mera especula-
rio. He negocio que a lodos loca, ou deve tocar
mais boje ou mais amanhaa; i por isso lodos somos
interessados m obstar a conlinuacAo dos abusos.
Faltamos em geral, deixando a apreciacilo das espe-
cies a qrfaa toca.
Acaban, de informar-nos que petas 11 horas da
norte de hantem (23), foi aeominellido, no becco da
Bomba, um soldado de polica por um assassiuo, que
Ihedeu tremenda faca la, da qual se acha em perigo
de vida, cotsaguindo o criminoso evadir-se.
Entraran) dorante a semana 13 embarcajues e sa-
biram 23.
Ilendeu a alfandega 75:1 l.~>>-.!X7 rcis.
Fallecern) 42 pessoas : 17 homens, 7 mulhcres e
. 9 prvulos, lirre; 3 homens, I mulher e 5 prvu-
los, estraves.
COMARCA DE PAO D'ALBO.
32 de temtro.
Rpidos sao os aconlccimentos que de um para
outro momento se oflerecem aos olhos do homem a
quem est incumbida a misso de cscrever.
As vezes no lie possivet quo o pensamento siga
inimediataroente a aecao, bemamo aquello aSo po-
de acompanhar (ambem a esla em seus comment.i-
rios; porquii a inexplicavel impressao que produz
um aconlecmento inesperado oecasiona essa apa-
thica inaccao, qne domina o individuo no momen-
to em que mais precisa se torna sua obra.
Sao indispensaveia slas rclleides para comple-
mento desta missiva 13o resum da como a materia de
que exclusivamente se oceupa, bem que outra nao
baja de maior importancia.
Chegoo a esta villa no dia II do corren le pelas 7
horas da noile, o Dr. Francisco Brederode de Andra-
de, joiz municipal e orphAos nomeado para esle ter-
mo,em conseqnencia de ter sido removido para o Rio
(randa do Sut o Dr. llemeterio Jos Velloso da
Silveira por o ler pedido.
Comquauto semelhanle clo do governo que', por
commodiddc pessoal, fizeram os dous empregados,
eemtudo niio deixou de cansar alguma senaargu Iflo
inesperada modanca, porque em verdade o Sr. Dr.
llemeterio leudo aprsentelo aqu um procedimen-
lo diverso do que.valicinavam, havia grangeado a
esiiina.admracflo e respeito de toda a comarca a tal-
ponto, que a sua mudanca|n3o podia ser occasionada
po menor desuosto. No pr;lndo lienngear esse
hoorido magistrado, a quem nem urnas relae,6es me
ligaran); mas digo a verdade cuja evidencia rcalca
em toda a nudez; e cerlo eslou de nao haver quem
me contrari, quando ao contrario ahi est para
ronfirmaeSo do que assevero, o proccdimenlo de lo-
dos as pessoss nolaveis da comarca.
Foi o dia domingo 17 do correnteaqnellccm que
se mauifestou a accilaco que mereceu aquello ma-
gistrado : porqaaato tendo dado um janlar por des-
pedida aoaseusnmigos, nelle comparercram todas as
possoasnotaveia por seus empregos e qualidades pes-
siacs, tornando mais hrilhanle esa) reuniao para
mais de qaarenta convivas, nos quaes se incluiamlo-
dos os empregados dajuslira, advogados, clrigos,
autoridades policiaes c propfielarios etc. Comerou
o janlar por um discurso improvisado pelo Dr. I'u-
lino dos Santos Cavalcanti d"Albuquerque, e depois
dos mais brindes o Dr. llemeterio fez urna lacnica
allociicJo explicando os motivos de sua retirada, e
ao mesmo lempo expondo o seu prncedimcnlo nesla
ccanarca, fazia ver que nSo havia procedido menos
bem em as demais onde excrcera empreaos pbli-
cos, e coucluio Viostrando. que a comarca de Pao
d'Alho alimcnlarrdd*em si odiosas rivalidades, pode
elle conservar a devida neulralidade, e sendo since-
ramente devulado a ela romana desejava ardente-
menle que os seus amigos presentes se conciliassem;
dando-lhe essim urna prova dr nao desmentida de-
dirarao. Esle pedido foi arollidn com cnllnisiasl-
ros vivas liarmonia dos hbil; ules de Pao d'Alho,
por que, Bracas a t,io salular lemhranr.i, boje a co-
marca desfruta sua anliga lrani|uillidadc.
Nao me orcuparei por mais lempo dos pormeno-
res desse feslim, c apenas commemoro que ncs*a noi-
Is os convivas se rcliraram e fizeram percorrer as
ras urna-banda de msica com fugeles por algumas
hora, c de novo serecolheram casa de ex-juz mu-
iiiripal, onde j os esperava urna explendida cea.
Ilontom tambem mecoubc a honra de fazer parte
de um janlar que por despedida ao scu amigo Dr.
Itemelerin, leu o commandaulc superior Francisco
do Reg Albuquerquc no seu engenho Bellomnnlc,
onde correram muilas pessoas Ciislin:tas, o nao mo-
nos que o primeiro, servio para consolidar essa de-
sejada couciliaco*
-Nada lenha qne contar-lhe a respeilo desta co-
marca; por ora slem sido inuilaapplaudida acsco-
lha do lente coronel reformado I.ourenco Caval-
canti d'Albiiquerque para delegado de polica, sen-
do de esperar nSo desminla esses precedentes honro-
sos que tanto disliuguiram soa irimeira administra-
cao.
Os dous homicidios que na nimba anterior disse
lerem occorrido na freguezia da Gloria, foram na
pesson de Aleixo Jos oTOfiveira e Sevcrin Jos,
qoelle perpetrad por l.narcTi< Thom, e este por
Jos Francisco Alves Dias, o celebre negociante de
cavados do Aratangi, de quero, einformei. Os as-
sassinos,bem que se evadissem,foram processados pe-
lo subdelegado respectivo que j os pronunciou a
prisao e livramenlo por ler adiado para isso provas
inconcussas.
O mais para adianle.J, A. doHgyplo.
{Carta particular.)
REPARTiqAO DA POLICA.
Parte do dia 23 de selemhro.
Illm. e Eim. Sr.Participo a V. Exc. que, das
partes boje recebidasncsla reparlicao, consia lerem
sido presos: a minhaordein Juaquim|d'Almedaremet-
lido pelo chele de polica da provincia da Parahiba
por se achar pronunciado em rrime de morle no ter-
mo do Brejo;.a ordem do delegado do primeiro
dislriclo deste termo. Antonio Joaquim, por suspcilo
de ser a autor da morle perpetrada na peasoa do sub-
delegado de llabaiana ; Manoel Francisco Cczario,
por ler sido encontrado com urna faca de pona : a
ordem do subdelegado da freguezia de S. Frci Pedro
Goncalves, o prelo Jacinlho Jos Francisco por to-
ga, Paulino do Carmo, c Antonio cscravo de Joa-
quim I'aes Brrelo, ambos por furto : a ordem do
subdelegado da freguezia de Sanio Antonio, Joo
Goncalves da Sifva sem declararlo do motivo, Luiz
Francisco Xavier, por suspeito : e a ordem do sub-
delegado da freguezia da Boa-Vista Claudino Arli-
lianode Siqueira, por desorden!, e Jorge e Guilher-
me, sera dcrlaiacao do motivo.
O comandadle do carpo de pulir a, na sua parle
diaria de boje refere, que hoiitem, pelas de/, horas
da noile, o_ soldado daquelle corno, Mauricio Jos
da Silva, lora feridomni talmente com urna Tacada
em casa de urna mcrelru na ra do Fogo, declaran-
do o offendido quo linha sido ferido por um indivi-
duo de nome Jos, oflici.il de harbeiro, que Iraba-
Iba na lendadc I.ourenco de tal, condecido por Lou-
renro mouco na ra do Terco, tendo. sido pelo res-
pcclivo subdelegado mandada recolher a cadeia, i
mulher duna da casa em que fura ferido o mesmo
soldado.
Dos guarde V. Exc. Secrelaria da polica .le
Pernambucn 23 de selembro de 18.71.Illm. cExm.
Sr. conselhciro Jos Benlo da Cunha'c Figoeirado,
presidente da provincia de Pernambucn. Ochcfe
de polica, Lu: Carlos de Paira Tei.reira..
Malanca do gado do dia 23 para consumo da ci-
dade do fecife no dia 21, no matadouro das Cin-
corontas.
Sociedade l'ernambucana 61 ; Ricardo Romualdo
da Silva 9; Manoel Francisco de Souza Lima 7 ; Jos
Lucio Lins 7 ; Joaquim Piolo 6 ; Sociedade Criado-
ra 6; Ignacio Fcrreira GuimarHes 4 ; Virginio Ho-
racio de Frailas 8; Ignacio Adriano Monlciro 3;
Bonifacio Maximiano de Mallos 3 ; Bclarmino Alves
Archa 3 ; Ismael F'elicioda Cimba 3 ; Jos Mauri-
cio dos Santos 3 ; Carlos Augusto de Araujo 2.
Ao todo 120.
IIOSPITAES DECARIDADE.
O regente da casa dos exposlos Geraldo Correia
Lima, lem recebido da adm'inislracao dos cslabelcc-
menlos de cardade para consumo da casa dos ex-
poslos, em fazendaso se. ni ule :
1853.liinho 3Differenles fazendas, do
que pnssou recibo ncsla data 2:1 jl?>780
18jiJulho 13dem na mesma con-
tbrmidade 4-19000
dem dila dila 1179100
dem dila dila 144700
Abril 21dem dila dila 2899860
2:7809140
Se alqncm quizer ver os recibos passados pelo so-
bredito regenle, podo dirigir-sc a esta typographia,
que se Ihe mostrar.
PIMICACES A PEDIDO.
Illm. Sr. Acensando a recepcao do officio de V.
S. dalado de hoje em o qual partecipannos ler dei-
xado o exercicio do lugar de juiz municipal e or-
phnos'desle termo por haver sido removido para o
de S. Borja na provincia de S. Pedro do Sul, tem es-
la cmara a honra de congratular-se com V. S. por
esse seu novo emprego, c faz ao mesmo lempo votos
para que seja muito feliz no mesmo, no qual he de
esperar que continuar a empregar o mesmo zelo,
inlelligencia e probidade que tanto o desliuguiram
neste termo.
Dos guarde V. S. Paco da cmara municipal
da villa do Pao d'Alho 12 de selembro de 1854
Illm. Sr. Dr. juiz municipal llemeterio Jos Vel-
loso da i^;a.0 padre Francisco ti'.tesis Souza
llamos, presidente.Bernardino Barbosa Silca.
Ignacio Joaquim de Souza Menezes.Antonio Pe-
reira'do Reg Lima.Joo Calcanli de Albuquer-
quc. Manoel Francisco llamos.
Para ronhrclmrnl o lo cominerclo c de
iiiicih in.-ii- posnn fnlrrcNsiar. si- faz
. publico o seguinte.reglamento.
Pira la
ADUANA Y PUERTO DEL ROSARIO.
Art. 1.Los Capitanes de Puerto son tambin
Comandantes del Resguardo respectivo v dependen
do la Administracin de Hacienda y Crdito por el
intermedio del Administrador de Aduana, que es stj
Gefc inmediato, y por cuyo conduelo deben comu-
nicrsele las ordenes.
2.Ala entrada do loda embarcacin en el pu-
edo, el (jefe del Reguardo pasara a su bordo, o
mandar un Depediente para hacer la visila de es-
tilo. Eu ella, instruir al Capitn y sobre-cargo, si
lo hubicte, de las obligaciones que prescribe esle
Reglamento, y de las penas que impone a sus in-
fractores : recojera la patente y el rejistro o guias
dla carga que conduce, lo mismo que carias, im-
presos, y toda correspondencia de lasque dar reci-
bo passando estas la Administracin de Correos,
y los papeles del buque al Administrador de Adua-
na.
3."Si lgale el caso que en la embarcacin
que entra al paerto se hallaren personas infestadas
de enfermidad epidmica, el Capitn del Puerto la
har en el acto fondear en um lugar conveniente, y
la pondr en rigorosa incomunicacin, en la que se
mantendr hasla que por el mdico de sanidad se
declaro no hay temor que la poblacin se contajie.
4.En el mismo caso anterior entraran las em-
barcaciones que procedan de Puertos conlajiados,
aunque en sus dotaciones no haya aparecido la epi-
demia.
5.Si la llegada al Puerto de una embarcacin,
o mientras estuviere en l, supiere el (efe del Res-
guardo que en su navegacin ha desembarcado clan-
destinamente aluonos artculos en cualquier puni
de la cosa Nacional, o que dentro de los ros haya
hecho trasbordos, venias, sin ser en los puertos ha-
bilitados y con intervencin de las autoridades
quienes tal conocimento compele, dar cuenta al
Administrador de Aduana con todos los dalos que
haya obtenido en la materia.
6.Todo buque que llegare al Puerto con pro-
cedencia del exterior comprendidos por ahora los
de Buenos-Aires, y aquellos que de cualquier pun-
to de la Confederacin trajeren carga presentara Ma-
nifiesto por mayor dentro de las primeras veinticua-
tro horas. El Manifiesto debe comprender toda la
carga y rancho existente, desgnaudo-se las marcas,
nmeros, clase de bultos y dueos a quo peilenez-
can.
'"-^Cuando no enlresare el Manifiesto en cual-
quier idioma dentro de las vemlicualro horas desig-
nadas, el Capilan del Puerto dispondr que uro n-
mero do empleados del Resguardo permanezca abor-
do por cuenta y i expensas del buque hasta su to-
tal descarga, y dar aviso al Administrador de
Aduana.
8.En el caso anterior, el Administrador de
Aduana dispondr la mas pronta descarga del bu-
que, y el deposito de su cargamento por cuenta ri-
esgo \ o espensas de quen tuviere derecho:dicho
cargamento se reputar internado v sujeto al pago
de derechos en la parle que corresponda en la es-
pecie especies de que se componga, conforme a lo
prevenido em el articulo 6. de las disposiciones ge-
nerales.
9.El manifiesto por mayor se har por tripli-
cado, y se passar inmediatamente al'Administrador
de Aduana junto con las guias ; y esle passara al
Gefis del Banco uno de los manifiestos.
10."Los errorcsdel manifiesto por mayor pueden
ser ron ejidos vinle y cuatro horas despus de haber
sido entregado, debiendo hacerse la correccin en
cada uno de los Ires manifiestos.
II."Despus de esta correccin por cada bullo
que resultare de mas de menos, pagara el Capitn
o palron delbuque una mulla razn de vemle pes-
sos por bullo.
a.0Todo buque que entre al puerto con carga-
mento a su bordo, sea para descargar o solamente de
paso, deber amarrar o fondear precisamente en el
Puerto de la Casilla del Resguardo, que es el que se
deslina para cargas y descargas; menos que por
exesivo calado, por l clase de cargamento sea pre-
ciso olro punto, en cuyo caso debern preceder el
corrcspondienle informe del (efe dei Resguardo y
permiso espreso le Administrador de Aduana.
13."En el aclo de pasada la visila una cnbar-
carcion queenlra al Puerto con cargamento, el Ce-
le del Resalanlo dejar en el buque antes de sepa-
rar-so de el un Guarda que no permitir el desem-
barque de cosa alguna antes que preceda el permi-
so de descarga del administrador de Aduana, visado
por el Commaudantc del Resguardo; escoplo los
pasajeros, y sus equipages que sern reconocidos
como de roslumore.
'1-as mismas prevenciones anteriores se oh-
(ervaran con los buques que entren al Puerlo por
via de transito y ron los que sus cargamentos sean
para trasbordarse o para venir tierra deposito.
Se observara asi mismo Iodo cuanto a esle respcclo
previene el Reslamcnto de Aduana.
15.Cuando entre alguna embarcacin al rio,
horas que el Comandante del Resguardo gradu que
no podra llegar de dia al Puerlo, enviara la fala de
rentas con el Cabo un De pendienlc su bordo,
a cual permanecer al costado del buque entrante
hasla que amanezca y le acompaara hasla el Puer-
lo. Toda vez que no fuero posible practicar esla
dilijencia por comisin que esle desempeando la
fatua, por alguna olra razn, se enviar una guar-
dia en el bule cauoa que menos falla haga en el
Puerto, a la cual el Comandante del Resguardo le
inslroir de lis obligaciones que tiene que llenar,
que eslan esencialmente reducidas qoe el buque
que vi custodiar esl en completa incomunicacin
hasta
sla que llegue al Puerlo principal de la Casilla.
16.El Capilan del Puerlo cuidar eficazmente
y lomar todas les medidas que su prudencia le dic-
te, a avilar que el amarradero y fondeadero del Pu-
erlo principal y dems, sean deleriorados echando
basuras, clavando eslacas, ejeclando otros actos
que tengan tendeucia destruirlo en vez de mejo-
rarlo. Los Capitanes Patrones que contravinieren
las ordenes que este respecto les impone el Capi-
lan del Puerlo, sufrirn por l.i primera vez, la mul-
la de veinticinco pesos, por la sesunda, de cincuen-
ta y por la tercera de doscientos. Estas cantidades
quedan destinada4 las mejoras del Puerto.
17."En caso de incendio naufrajio de una em-
barcacin, el Capitn del Puerto har que lodos los
buques concurran con suas lanchas v equipajes a dar
socorro al buque que estuviere en peligro. Los Ca-
pitanes, o Patrones que lo rehusaren sufrirn la pona
que establece el articulo anterior i los que deterio-
ren el Puerlo y su aplicacin al mismo objeclo que
en el dicho arliculu so destina.
18.*Cuando el capitn del Puerlo necesile hacer
uso de Tuerza armada, la pedir al Comandante Ge-
neral de Armas: disposicin del mismo o remiti-
r presos a los criminales que correspondan su de-
partamento, motivando la causa de su prisin.
19."Resolver ante si en juicio verbal las dispu-
las que se suciten entre los marineros y sus Capita-
nes 6 Patrones, coando ellas procedan d falta de
cumplimiento en las contratas sobre sueldos y otras
de esla naluraleza, y la cantidad sobre que" se ha
movido la cuestin no esceda de cincucnla pesos, pe-
ro si pasase de esla suma dar cuenla la autoridad
local.
20.Dos Guardas recorrern lodas las noches el
Puerlo desde la hora en que se retire el Resguardo
hasla que vuelva al dia siguiente: uno bordo de
la taina con cualrcfhombrcs de la tripulacin y olro
en tierra con dos hombres de la misma tripulacin.
Los Guardas deUervicio darn parto al Comandan-
te y ste lo transcribir la Aduana.
21."LosCapiancs de Puerto los qne hicieren
sus veces llevaran y pasaran al-Administradnr de su
respectiva Aduana una razn mensual de las perso-
nas entradas y salidas en los puertos de su ressuar-
do, comprendiendo en ella los buques y loneladas
de carga entrada y salida. Se liara lo mismo en los
puertos terrestres en la parle que les loca.
Mariano Fraguciro.
Carlos llaginoiid.
Secretario interino.
REGLAMENTO.
Para la descarga y despacho de la mercancas su-
jetas a derecho.
Art. I.Micnlras dura la descarga de los buques
que actualmente estn descargando inerrancias su-
jeclas i derecho, no so dar permiso a la descarga
de otro cuyo cargamento consista en una varias
especies sujetas tambin a derecho.
2. Concluida la descarga de los que aclualmenlc
la.hacen, no se permitir en adelante descargar sino
un buque, dos Ires la ve!, segundo permita el
despacho de la Aduana, con las prevenciones que
aqui se prescriben, y el permiso se dar al buque
cuyo manillas),i ,j..| -, |H descarga anlecedcnle en el
orden de la numeracin en el rejislro de Aduana,
si es qoe estuviere listo sesun los reglamentos vijen-
les; y en caso contrario, al siguient en el mismo
orden.
3.La descarga de los buques en el orden pre-
venido, y como se previene en seguida, se har por
la Aduana en horas determinadas que el Adminis-
Irador mandara sealar con el toque de una campa-
nao con una banderola que debe colocar-sc cu la
C.asdia del Resguardo ; cu olro puni que llene el
objeto.
4.Solo dentro de las horas sealadas y en car-
retillas contralllas por la Aduana, y por lascallcs
caminos que se determine, pueden conducirse mer-
cancas desde a bordo del buque que descargue has-
ta la Aduana. No se cnmprend en esla disposicin
los artefactos de la Confederacin no sujetos ;i dere-
cho, y que no necesiten presentarse en la Aduana.
>"Se establecer en la Aduana una mesa para
la inspeccin de la carga y descarga, y eu ella se
formara un expediente para cada cargamento que se
descargue el expediente se compondr del mani-
fiesto por mayor y de los permisos particulares de
los introductores ron las correspondientes anolacio-
aes. Dichos expedientes sern numerados y espre-
saran el nombre del buque y toneladas que mide,
el del Capilan y dueo de la" carga, y puerlo de su
procedencia ; y servirn en lugar del rejislro que
llevaba el Resguardo.
6.Los permisos para la descarga so liaran por
triplicado, enmo hasta ahora, manifestando la clase
de bultos, el contenido de ellos, las marcas, y nme-
ros. Estos permisos sern distribuidos como sigue :
uno decretado para los vistas y la Alcaida : olro
para la mesa de rejislros y olro para la de inspec-
cin los objetos que se dirn.
_7.Despus de despachado un permiso por el
virta, este lo pasar a la mesa de inspeccin para que
se le ponga el correspondiente cumplido con las di-
ferencias que hubieren resultado verificado, sera de-
vuelto al vista para que lo ponga corriente, para la
liquidacin.
8.El Guarda residente bordo del buque en
descargo dar a cada botada lanchada urna pape-
leta cofa las marcas y nmeros do lo| bollos que
conduzca, qu i dan lose el con ropia^Vnn ra tor-
no que llevara consigo al efecto. ^^
9.Dicho papeleta sera entregada al Capataz de
las carretillas que der*n estar prontas para la con-
duccin de la carga que ella espresa y exijir del
Guarda destinado para recibir la carga en tierra, el
pase correspondiente.
10.La carga y papeletas sern recibidas por la
Alcalda, y espresara en la papeleta la diferencia o
conformidad que resultare, y dando aviso al Admi-
nistrador, la posara a la mesa de inspeccin en
donde el oficial respectivo marcar en cada uno de
los permisos los bultos entrados.
Il.oIntertanto la Alcaida se ocupara de la se-
paracin de los bultos segn los permisos a que per-
tenezcan ; procurando que concluida la descarga
queden laminen separados y listos para el despacho
los bultos de cada introductor.
12.Concluida la descarga, el Guarda encargado
de ella a bordo del buquo presentan su lbrela o
cuaderno a la mesa de rejislros, firmando la razn
que nubiere lomado, y en vishi de ella el oficial de
dicna mesa marcara em cada uno de los permisos los
bultos entrados.
13Si aparecieren bultos quo no tengan relacin
con los permisos entrados, se colocaran en fila sepa-
rada como si pertenecieran a um solo permiso ; y
despus de despachados los que vinieron en regla ;
se proceder tambin al despacho de aquellos, del
mismo modo que si estuviera presente el interesado ;
y los derechos que resultaren adeudar, sern cobra-
dos en la parle correspondente en la especie que
contienen, dejando las fracciones que resulten ava-
luadas y anuladas para arrcularlas como so dir en
el siguiente artculo. El remanente de estos efectos
se depositara en un almacn especial cargndoles
por cada semana que demoren, la milad del.derecho
de almacenaje y elingaje que establece para deposi-
to y transito el art. 8 del cap. 2 til. 14 del esta-
tuto.
14Las mercancas de esle deposito especial solo
sern entregadas los dias sbados los que justifica-
sen ser dueo- de ellas, pagando el almacenaje deler-
minado, y arreglando las fracciones que havieren
re.Hilado del pago en especie por el avalu que los
vistas hicieran, podiendo el interesado elejr enlre
pagar la fraccin a la Aduana v disponer de ella, o
queje sea pagado por la Aduana.
15Concluida la descarga de un buque se serrar
por la mesa de inspeccin el espediente que se firmo
por el articulo 5, y reasumiendo lodas las diferen-
cias que resulten de la confrontacin de los mani-
fiestos parciales con el general, dar cuenta del re-
sultado al administrador de Aduana, quien mandan-
do igual proceder con el espedienlc formado en la
mesa de registros, dar aviso del resultado a la ad-
ministracin de Hacienda y Crdito.
16Concluida la descarga de una embarcacin el
Dependiente del Resguardo quo se halle a bordo,
liara que el capitn o palron del buque izo la ban-
dera al tope, pira denotar que se baila enteramente
descargado. El Gefe del Resguardo o el cabo de
Reas en su lugar pasara la visita de estilo y reco-
nocer la embarcacin. Si de estas dilijencias re-
sollare no encontrar a bordo art. de comercio de
ninguna clase, mandara retirar al Dependiente ; y
quedara el buque en complela comunicacin. Pero
si allegare el caso de encontrar artculos ocnllos. el
Gefe del Resguardo remitir a la Aduana lo que se
hubiere encontrado, y maudara prc-o al Dependien-
te encargado de la descarga, de lodo lo qup dar par-
te oficial al administrador de Aduana.
17Todos los dias se fijara en la tablilla de la
Aduana una lisia de los buques entrados y la de los
destinados a la descarga, v despacho consiguiente de
los bultos contenidosMariano FragaeiroCarlos
RamondSecrelario interino.
Es copia Carlos Ilaimond ( Secretario inte-
rino.)
De la carga de buques.
Arl. 1.Cuando un buque haya de ponerse la
carga, su capilan palron solicitar permiso del ad-
ministrador de Aduana y otorgado que sea. pedir
la visila do estilo al comandante del Resguardo,
izando su bandera: el comandante se la pasar acom-
paado de un Dependiente, y i encontrase la em-
barcacin a plan barrido, mandar dar principio la
carga.
2."Se formara en la mesa de inspeccin un es-
pedienlc para cada cargamento que descargue : el
espediente se compondr de una crpela cu que se
esprese el nombre del buque \ loneladas que mido,
de su capilan patrn, de los dueos de la rarga, v
el punto de su deslino ; agregando esta Carpeta el
permiso ron el respectivo cumplido. Estos espe-
dientes sern numerados y servirn en lugar del re-
jistro .interior.
3." Los permisos para la carga so harn or (ri-
plirado, de los quo uno ser para la mesa de inspec-
cin, olro para la de rejislros, y el tercero dccrclado
para, lomar razn j observar la" cxaclillud do la car-
ga con el permiso.
4.oEl Dependiente destinado la Casilla pun-
i sealado para tomar razn de la carga que ha de
embarcarse, sentar con claridad y especificacin los
bultos, fardos, piezas y cuanto so embarque en el
buque que est la carga, en el permisu que ene
en su poder.
5.*I-os bultos, frulos especies, que se dirijan
cargarse en buque dispuesto ello, sern conducidos
por la via y durante el tiempo que selela Aduana.
6."Concluida la carga y firmada por el Depen-
diente la razn que ha llevado, la pasar en seguida
la mesa de inspeccin para que se anote en los
permisos relativos la diferencia y conformidad ; y
pase en seguida la mesa de Rejislro al mismo ob-
jeto,
7.oLa guia del cargador ilecrolada por el admi-
nistrador pasar la mesa de iuspecciou recibir el
conforme, y se lomar razn de ella en el espedien-
te ; lo mismo har laencsa de Rejislros al dar la guia,
y la pliza quedar unida al permiso permisos para
la liquidacin.
8.oDada la ultima guia ambas mesas pondrn
en su espediente una dilijcncia de la que ron-ten las
guias que se han espedido, refirindose al numero
que ellas llevan con lo que quedar serrado.
9.oConcluida la carga de una embarcacin y
hallndose conforme con las razones lomadas, y pa-
gados los derechos cstahelccidos. el capitn palron,
del buque solicitara de la Aduana su licencia, y obte-
nida, el capilan de puerlo pasar la visila de costum-
bre, entrojando su capitn palron lodos sus pa-
peles de navegacin.
10Ningn buque pucslo la carga pasar mas
do ocho dias tiles sin completar su cargamento :
por cada dia que pasare de este plazo pagara diez
>esos que percibir el cavilan del puerlo y entregar
en la Aduana.
11No se consentir que despus deserrado el
Rcgislio de un buque y hallndose en poder del ca-
pitn del puerto los documentos de su despacho, ad-
mita nuevamente carga bordo : cuando tal cosa sea
solicitada del administrador de Aduana y del capi-
tn del puerto, se acontaran las precauciones con
que debe procedersc, > se cobrara amas del derecho
corresponilieule, los diez pesos por dia que previene
el arl. lO.o
12Todos los dias se fijara en la Aduana una lisia
de los buques que eslan la carga cun el numero o
correspondiente de su Rejislro.
Mariano Fragueiro. .
Carlos faimond(Secrelario interino.)
Disposiciones Jenerales.
Arl. 1."La Aduana'ahrir sus ollicinas desde las
9 de la maana hasla las Ires de la lardenlos me-
ses desde Setiembre veiole hasta Marzo veinte, y
desde las diez hasla las roalro de la larde en los me-
ses de Abril a Setiembre. Las operaciones fuera de
la Aduana como carga, trasbordo y oirs de esta na-
turaleza, podrn leuer lugar fuera de dichas horas
con licencia espresa del Administrador, y con inter-
vencin de Resguardo.
2.oLa Aduana sostendr los peones necesarios
para el despacho de introduccin y deposito de mer-
caderas. -----
3.A los bultos que de los depsitos fuesen des-
pachados de transito dispondr la Aduana que sean
marcados con tinta al oleo, con una marca particu-
lar, con ia palabra transito.
4.oLas mercaderas de removido por agua para
un puerlo de la Confederacin, llevaran una guia
en la Aduana y de las oirs dos iguaies que deben
presentarse, una que se llamara guia official, ser
remitida a la Aduana rccipienlc con la respectiva
comunicacin, para obtener el aviso de su recibo, y
la olra sera entregada al interesado.
'''.'I'* torna guia, la guia oficial, como cons-
tancia del recibo del contenido por la Aduana reci-
piente y el aviso respectivo de esla, cancelarn la
lianza que se hubiese otorgado conforme la Ley.
(>."Cuando un buque llegue esle puerto con
sus p?peles en regla, y resulle que el dueo de la
carga no recibe facturas, ni ningn documento que
demuestre el contenido de los bultos ; pero que por
otra parle comprobase perteiiescrle, se proceder sin
embargo la descarga, lien indo las formalidades
prevenidas ; y conducidos la Aduana, debern
ahrir-sea presencia del interesado y de los visla, y
se liara so manifiesto segn lo q' resulte y pagar el
derecho establecido con la parle correspondiente a
la especie contenida en los bultos, v no en moneda,
debiendo arreglarse toda fraccin que resulte, por
c avalo que los vistas hicieren de ella, pudiendo
el interesado optar entro pagar la franecion la A-
duana, o que le sea pagada por ella.
""guando el buque llegare sin papeles y hu-
biere, no, conslancia del interesado, interesados
a quienes pertenezca la carga, se encontrar en el
caso de los artculos 7. y 8. del Reglament o de
puerlo, que dicencuando no se entregaren ni los
conocimientos orijinales, ni el manifest en cual-
quier idioma, dentro del termino^ que se designa, el
capilan del Puerlo, dispondr que un numero de
empleados en el Resguardo permanezca a bordo por
ciienlaya espensas del buque, hasla sul total des-
carga, y dar aviso al Administrador de Adnana, en
cujo caso este dispondr la mas pronta descarga del
buque y el deposito de su cargamento por cuenta
riesgo) espensas de quien tuviere derechos y se
reputara, como internado y sujeto al pago de dere-
cho en la parte que corresponda, conforme ;i lo pre-
venido en el articulo 6. de estas disposiciones jene-
rales ; y se proceder luego de conocido el interesa-
do o interesados como en el arliculu anterior, tanto
para el manifiesto, como para el pago de derechos.
8."En lodo caso de cuestin sobre elaforo v ava-
lo de mercancas para el pago de derechos, l in-
troductor podra elejir enlre pagar el derecho que
corresponda, en moneda, com arreglo la correc-
cin que hayan hecho los vistas, con la parte cor-
rcspondienle la especia manifestada, arrcglandocn
esle caso la fiaccion que resultare como se previene
a este respecto en el articulo 6.
9.Sempre q' se manifestaren pof los introduc-
tores avalos que i juicio do los vistj<\' del Admi-
nistrador de A,loan 1 estn en el r^flflk art. 3. cap.
5. til. 14 del Estatuto, y qoe el irflersodo intere-
dos resisliesen pagar la"correccin orno en el rila-
do articulo se previene, se proceder como en el ca-
so anterior.
10Siempre que se encuentre excesso de bultos
sobre el manifiesto particular, diferiencias demar-
cas y nmeros, o que el ronleuido del bullo no cor-
responda en calidad, cantidad especie lo mani-
festado se proceder como en el arl. 6.
11.Las especies recebidas por la Aduana en pa-
go de derechos consecencia de los casos anteriores,
se pendran a disposicin de la Administracin de Ha-
cienda y Crdito, la que proceder a su enajenacin
al contado, o al plazo del Banco con las seguridades
de estilo, en los trminos que lo acuerde en sesin
tenida al efecto, y previo aviso al publico y mani-
festacin los concurrentes de las especies, durante
ocho dias sucesivos.
12.Todos los domnenlos que la Aduana reciba,
sea en pago de derechos, o sea por venia de las es-
pecies de que habla el arl. anterior, deben ser como
los documentos negociables en el Banco, con dos fir-
mas cuando menos, en que se obliguen de manco-
mn elsolidum al pago de la suma
MARIANO FRAGUEIRO.
Carlos faimond.
(Secretario nleri.no)
De las infracciones de la ay de Aduana y de sus
Reglamentos.
Arl. I..Todo empleado del Gobierno Nacional
que directa indirectamente haga coopere a que
se baga el contrabando, que teniendo noticia de
haberse hecho no diera inmediatamente parle su
jefe, sufrir la perdida de su empleo y dems penas
a que hubiere lugar en derecho.
2.0Las mercancas que se descarguen de buques
que no esln con permiso para descargar: las que
se descarguen aun de buques con permiso ; pero
hiera de las horas sealadas para descargar; las q' se
separen del camino sealado para las carrelilias q*
conduren carga durante el despacho : las q' se em-
barquen infrinjieudo el Reglamento de Aduana y
del Puerlo : son contrabando y pueden ser denun-
ciadas y aprehendidas por cualquier persona.
3."Cuando un contrabando fuere aprehendido,
sea por los empleados del Resguardo, interveniendo
denunciante n denunciantes, por cualquier olra per-
sona, probando el hecho anlc el Gefe y ComUionjUi-
recliva del Banco previa declaracin de haber caido
en comiso la especie especies que lo forman ; se-
rn adjudicadas en el lodo al aprehensor aprchen-
sores y al denunciante denunciantes, con solo pa-
gar en el Banco el doble derecho del que impone la
Ley. En caso tal, el Gefc y Comisin Directiva del
Banco durante el conocimiento del hecho, indagar
el buque en el que, del que so ha hecho el contra-
bando, las carrilillas. bestias y personas que so han
ocenpado intervenido en el.
4. El Capilan, Patrn dueo del buque que in-
curriere en la falla de contrabando, pagam por cuen-
la del buque una mulla equivalente al valor de las
mercancas efectos cados en comiso, nterin no la
realice, ci buque quedar embargado : las carretas
carretillas, cualqtierjcnero de transporte en que
se haga el contrabando, lo mesmo que las bestias que
sirvieren para l, sern de camiso y sus conductores
sujeitosa una mulla de cincucnla pesos en su de-
fecto sufrirn un arrcs|o equivalente de cincuenta
dias.
5. En los casos del contrabando l Adminis-
tracin de Hacienda y Crdito ademas de lo pre-
venido tendr tambin presente lo que dispone el
arl. t.Cap." 6." Titulo 14 del Eslaiulo.y todo cuan-
to dispongan las Lcjesy Reglamentos vtjcnles para
penegoiral conlrabandista ante los Jueces ordina-
rios
MARIANO FRAGUEIRO.
Cario Ilaimond.
(Secrelario laurino.)
Adicin.
De la circulacin interior de. los procutos, efectos
de fabricacin Nacional y d>> las mercadera de
toda classe despachadas en las Aduanas interio-
re.
Arl. I. Los producios \ efectos de fabricacin
Nacional isi como las mcrcanciasde loda classe, des-
pachada,011 las Aduanas exteriores, si bien son libres
de lodo derecho en conformidad al art. 10 de la
Constitucin, no pueden sin embargo circular sin
llevar una guia de la Aduana de donde proceden,
al puni donde se dirijen, dejando un duplicado de
ella cu la Aduana del punto de donde salen.
-". A administracin de Hacienda y Crdito, si
establero cstabeteeida, la autoridad local en su de-
fecto, exijir la guia alconduclor en el lugar destina-
do por la polica de la Ciudad para descarga de 1ro-
pas aterrias, y recibida aquella, ver si la caria en
bultos, tnarcasy nmeros, correspondo lo etpressa-
do en la guia. Sino hubiere guia, tomar razn de
bultos, nmeros y marcas y exijir al interesado
diienu de la carga, una lianza de cirucnla pesos por
bulto, que ser cancelada e/.ecutada dentro de los
primeros tres meses desde la fecha, seguiuacrcditare
haber aduanado en los puertos de* la Confederacin
no acreditare.
3. En ambos rasos, es decir que so prsenle
gola no, la razn tomada de los bultos, uumeros y
marcas, se pasar a la respecliva Admnislracion de
Aduana de donde proceda se diga proceder l
carga.
Para ronhccimenlo dos cJadaos argentinos resi-
dentes nesla provincia, se faz publico u scguitiledc-
creto :
Departamento de} \
Relaciones Exterio- > Paran, Junio 16 de 1854.
res. ) >
ti Vice-PreieMe de la Confederacin Argen-
tina.
Teniendo en consideracin las declaraciones he-
chas por S. M. la Reina del Reino Unido de la
(ran Bretaa Irlanda, y S. M. el Emperador del" i^e7to,"daprinlira^aralo'c^mm^rcio^sta
-los Francezes, en garanta del comercio de los neti-
Iralcs durante subsista la rcsislencia armada qne co-
mo Gobiernos aliados harn contra el Emperador
de Rusia para rechazar las agresiones de que es ob-
jeto el Imperio Otomano; el Gobierno de la Confe-
deracin Argentina, en su carcter de neutraL ha
acordado y decreta:
Arl. 1." Los ciudadanos de la Confederacin Ar-
gentina se sometern, durante la presente guerra Eu-
ropea, las obligaciones de la mas estrela neutrali-
dad.
2. Prohbese los ciudadanos de la Confedera-
cin, el lomar parteen ningn armamento de guer-
ra, en cualquier olro aclo que contrari las obli-
gaciones que les impone su condicin de neutra-
les.
3.o Prohbese armar, tripular,' abastecer y admi-
lir con sus presas en los puertos de la Confedera-
cin, ningn Corsariu Ruso durante la guerra ac-
tual sostenida por el Imperio France*. el Reino U-
nido de la Gran Bretaa y la Puerta Otomana, con-
tra el Imperio Ruso.
_ 4. Los contraventores de las disposiciones ante-
riores, sern juzgados y penados con arreglo al de-
recho pblico internacional.
5." Comuniqese y circlese esle decreta quie-
nes corresponda, publiquesc y dse al Rejislro Na-
cional. CARRIL.
Juan M. Gutirrez.
COMMERCIO.
TRACA DO REC1FE 23 DE SETEMBRO AS3
HORAS DA TARDE.
Colaces ofliciaes.
Descont de ledras de 1 a 3 mezes8 g ao an'no.
Couros seceos salgadosa 155 por libra a prazo.
Cambio sobre o Rio de Janeiro1 % de rebate.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 22.....229:954*071
dem do dia 23........9:6529093
239:6009164
Descarregam hoje 25 de selembro.
Barca portuguezaMaria Josdiversos gneros.
Patacho brasiiciroDous Amigosfumo e charutos.
Importacao'.
Iliale nacional Dous Amigos, viudo da Babia,
consignado a Antonio Luiz de Olveira Azevedo,
uianifeston oseguinle':
ti volumes clavnoles, 1 caixo lencos, 14 duzias
pares de lavas, 363 saccas farinha de mandioca, 150
caberas e 200 feixes piassaba, 490 quarlinhas, 24
(albas louca vidrada, 2,5:10 caixinhas, ScaixOes e 4
amarrados charutos, 3 duzias toros de Jacaranda, 2
caixcs com 2 cadeiras de armar, 158 saceos caf, 15
farnVyimo, 1 sacco colla, 18 fardos tabaco ; a or-
de>.vi:
.aixes plalilha ; a Johnsloii Paler uha.
195 caixinhas charutos
Souza Riheiro.
5 caixes charutos ; a Novaes & C.
1 dito ditos; a Schapheitlin o\ C.
500 caixinhas charutos ; a Bailar & Oliveira.
1 bail azeite de dend, 2 lardos fumo ; a Anto-
lonio de Almeida Gomes a C.
Iliale nacional Anglica, viudo do Ass, con-
signado a Jos Joaquim Alves da Silva, manifeslnu
o segoiule :
748 couros salgados, 2 laxos velhos de cobre, 40
caixas bogas de carnauba o sebo, I harriquinha
cahacinhos, 1 caixao pedra hume, 1 carleira de ouri-
ves, 312 alqoeires de sal, 13 libras penna de ema,
100 mullios de p.ilhn de carnauba ; ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 22.....11:384*54.1
dem do dia 23........ .544795
afiliado nos lugares designados no arl. 129 do regu-
lamenlo n. 738 de 25 de nnvembro de 1850.
Dado passa.lo nesla cidade do Recite aos 23 de
ctembro de 1851.Eu Manoel Jos da Molla, cs-
tvao o subscrevi.Custodio Manoel da Silca
Gumariies.
O r. Custodio Manoel da Silva CuimarSes. juiz
Ja-sfireifo, daprimeira tara do comtnercio, rusta
cidatdo Rerife, de Pernambuco por S. M. I. e
C. o Sr. D. Pedro II, que Dos guarde etc.
F'aco enaer aos que o presente edltal virem que,
Tasso & limaos havendo-mc requerido fosse decla-
rada aberta a fallenria de Antonio da Costa Ferrcira
Estrella, por ler eslo cessado os seus pagamentos e
abandonado o sau eslalwlecmcnlo ; e tendo provado
o dedusido em soa pelirlo, suhindo os aulos a mi-
nht conclusao, nenes profer asculenca do lltcor se-
guinle : \
Avista do documenta de folhas 4 e ttulos de di-
vida de fl. 5 fl. 8 fl 1\T c fl 18 e dcpoimenlos de fl
13 16 pelos, quaes J11I90 provado o dcduzido a fl
2, e a vista da peii;.ta fl. ^0 e da concludente prova
supracilada, e do diipostoNno arl. 807, combinado
com o art. 810, do cdigo rommerrial, declaro aber-
la a fallencia do commercaRle Antonio na Costa
Ferrcira Estrella, eslabelecido\om urna taberna na
ra da Cadeia do Rceife, filando o lermo legal da
sua existencia do dia 10 de agostaproximo lindo.
Ordeno que se ponham sellos em lodos os bens,
lvros e papis do fallido, c iiomera. para curador
fiscal o credor Jos Jacome Tasso, qi/? prestar ju-
ramento na forma da lei, expedindo se desde j ao
respectivo juiz 4* paz copia authenlica dcsla sen-
tenca, para proceder a aposicao dos sellos; e pague
o fallido as cusas.
Recife 18 de selembro de 1854. datadlo Ma-
noel da Silca Guimaraes.
Em cumprimenlo desla minha senlenca, todos os
errdores prsenles do fallido Antonio da Cosa Fcr-
reira Estrella, comparefam na casa de minila resi-
dencia, na ra da Concordia, hairro de S. Antonio
no dia 26 do correnle mez as 11 horas da manha,
fim de se proceder a Hornearlo de depositario para
rereher e administrar provisoriamenle os bens da
casa fallida.
E para que chegue a noticia de (calos, mande
passar edital, que ser publicado pela imprensa e
e afiliado na praca do commerco, casa das audien-
cias c eslahclei mcnln do fallido.
Dado e passado nesla cidade do Recife, capital da
provincia de Pernambuco, aos 22 de selembro de
1854.Eu Manoel Joaquim Baplisla, escrvSo in-
terino o jerevi. Custodio Manoel da Silca Guima-
raes.
Compa-
a Antonio Joaquim de
11:4398338
IMVEKSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 23 .... 6874112
KECEIlEliiil'.IA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da 1 a 22.....20:391*351
dem do dia 23........1:1053386
2l:556a737
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a22
dem do da 23
11:2998089
0234.518
14:9224607
PRACA DO RECIFE 23 DE SETEMBRO, AS 3
HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios-----------Os ullimos saques foram negocia-
dos de 27 a 27 '., d. por 19 so-
bre Londres, e 1 por de discon-
lo sobre o Rio de Janeiro.
Assucar-----------llonve alguma entrada do novo,
mas em tan pequea quantidade
que nao estabeleceu colajao.
Algodao----------Entraran) 3l saccas. c o mercado
leve pouca influencia ; venden,In-
sc o escolhido a BJ e o regular de
55600 a .53800 por arroba.
Couros ----- Va afrouxando o poucas vendas
se lem felo de 155 a 160 rs. por
libra dos seceos salgados.
Bacalho Nao bouve entrada e o deposito
e-la reduzido a 1.200 barricas,
continuando a retalhar-sc a 169
por barrica.
Carne seeca- A falla de entrada fez baixar o de-
posito .i 2,000 arrobas do Rio
Grande do Sul, tendo-se vendido
de 4200 a 5 por arroba.
Farinha de Irgo- Vendeu-se a 288 por barrica da
de Philadelphia, a 28 da de lii-
chinond, a 265 da de Raltimore, a
293 da de Trieste, c 25 de Val-
paraizo. Existe em ser 800 barri-
cas americanas, 400 de Trieste,
200 saceos de Va I para izo e 170
barricas ehegadas de Lisboa que
anda niio leve prero.
Descont Rehateram-se letras" de seis a doze
por cenlo conforme osprazoseas
firmas.
Freles------- Nao houve frelamenlos e nao ha
navios no porto, e as noticias do
Sut sin de freles mais subidos do
que os ullimos cffectuados.
O nosso porta est despovoado do navios, apenas
hoje temos 36, a saber: 29 brasileras, 1 dinamar-
quez, t fraucez, 2 inglezes e 3 porluguezcs.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 23.
Ass12 dias, patacho hrasileiro Fiordo Sorte, de
LIO toneladas, capitn Manoel Rodrigues, equipa-
gem 12, carga sal e palha ; a Manoel do Nasci-
menlo Pcreira. Veio largar o pralico e segu
para a Babia.
Havrei I dias, barca franceza Pernambuco, de 194
loneladas, eapiao J. B. ButuIv, equipagem 29,
carga fazendas e mais gneros"; a J. R. Lasserrc
& Companhia. Com 24 passageiros.
Navio sahido no mesmo dia.
Rio de JaneiroBrguohrasileiro Calharina Helia,
capilao Manoel da Agona Lopes, carga a mesma
que Irouxc. Suspendcu do lameirao.
DECLARACOES.
CORREIO.
Carlas seguras existentes na administrarlo do
corrcio para os senhores : Allino Lellis de Mo-
racs RcgoJnnior, Agoslinho da Silva Vfanna, co-
ronel Antonio Aives Vianna, Antonio Monteiro de
Moura Jnior, Antonio Simoes Silva Cuim Alna 2 ,
Dimas Lopes de Siqueira, D. Francisca Xavier
Monlciro de Mello, Francisco Marques deCarvalho,
Dr. Joan,Jos Ferrcira de Agolar, Joao Antonio
Lopes Chayes Jnior, Dr. Jos Alfredo Machado,
Jos Joaquim da Silva Goncalves, Lino Jos de Cas-
tro Araujo, padre Marcellino Dornellas, Manoel
Antonio Moreira, Manoel Cunceicao Pereira de
Caslro, Mauoel Flix da Silv, Nicolao Bruno, Ray-
mundo Augusto de S;i.
Os corrcios para Pa/ahilia, Goianna, Olinda,
partem hoje (25) ao meio dia.
A mala para o Aracaty pelo hale Parahiba-
no ser fechada hoje (25) as 3 horas da tarde.
A mala para a Parahiba pelo hiale Conceirao
de Mara, ser fechada amanhaa (26) ao meio da.
Pela mesa do consulado provincial se nnuu-
ca_, que o trimesle addicinnal do exercicio de 1853
1854, espira no ultimo do correnle, recolhendo-se a
respecliva Ihesouraria nessa poca lodos os livros
perlencenles a semclhante exercicio, para seremex-
eculados os contribuintes : assim pois avisa-se a
lodos que deixaram de pagar decimas e oulros im-
posto*, que coiicorram a pagar seus debitas al o dia
ultimo do mez cima mencionado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
0 conselho de directjo convida aos se-
nhores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do 1.a 15 de outubro
do crrente anno, mais 50 QjO sobre o
numero das acedes que llies foram distri-
buidas, para levar a cubito o complemen-
to do capital do Banco, de dous mil con-
tosderis, conforme a resolurao tomada
pela assembla geral dos accionistas de 2G
desetembro do anno prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
1851.O secretario do conselho de direc-
010J. J. deJU. Bego.
AVISOS MARTIMOS.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo do disposlo no arl. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda faxer publico para conheci-
inento dos credores hipolhecaros, c quaesquer in-
teressados, qne foi desapropiada a Jos Joaquim de
Sania Auna, urna casa de laipa na eslrada do sul,
que va i para a villa do Cabo, pela quanlia de 80
rs., e que o respectivo proprietario lem de ser paso
do que se Ihe deve por esla dcsapropriacao logo que
terminar o prazo de 15 dias conlrados da dala des-
le, que he dado para as reclamacdes.
E para conslar so mandn axar o prsenlo e
publicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernam-
buco 5 de selembro de 1851.O secrelario,
A. F. (T.iitnunciarao.
O Illm. Sr. contador servimlo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
rao da junta da fazenda, manda fazer publico que
a arremalaco da obra do arco e aleo- do Atogadi-
nho, foi transferida para o dia 28 do correnle.
E para constar se mandou afiliar u prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de selembro de 18510 secrelario,
Antonio Ferrcira O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz. de
dircilo do commerco desla cidade do Recife por
S. ll.l.eC, ele.
Faro saber aos que o prsenle edilal virem,(pie a
rcquerimenlo dos rommerriaiites Silva c\ C., se acha
por rslc juizo aberta a sua falencia MlaseDlenoa do
Ibeor segsiinle:
SeiitencnA visla da declararlo lis. 2 declaro
aberta a falencia dos commercianesSilva & ('.., cs-
tahelccidos com o Razar Periianibiicann na ra Nova
desla ridade.hxaiido termo legal de sua existencia dn
dia# du correnle mez, ordeno que se ponham sel-
los em lodos os bens, livros, papei, dos fallidos, e
numeio para curador fiscal os credores l.eronle te-
ron & C. que prestaran, juramento na forma da lei
expedindo se desde j .10 juiz de paz respectivo co-
pia aulhenltca dcsla senlenca para proceder a oppo-
sirflo dos sellos e pasucm os fallidos as costas,
Recife 18 de selembro do 18-51.Custodio Ma-
noel da Silca Guimaraes.
Em cumprimenlo do q%o lodos os credores prsen-
les dos referidos fallidos comparcram em casa de
minha residencia na ra da Concordia casa n. no
dia 2fi do corrcnlcpelas 10 horas da manbaa.afim de
se proceder a nomeacilo de depositario, ou deposita-
rios que bao de receber c administrar provisoriamen-
le a casa fallida.
E para que chegue a noticia de lodos mandei pas-
sar o presente que ser publicado pela imprensa e
Ceara' Maranhuo e Para'
com destino aos portos cima
deve seguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
vo c mui veleiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, 011 com o capitao a bordo.
ACABACIT E GRANJA.
A estes dous portos pretende seguir o
hiate Fortuna, capitao P. Valette, Fi-
Iho: quem no mesrro quizer carregar sir-
va entender-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C., na ra do
Tt'apiche n. 16 segundo andar.
Para' o Rir de Janeiro sabe at o
dia 555 do corren te o brigiie n Sagitario
de primeira classe, o qual tem ja' a maior
parte de seu carregaitento, para o res-
tante, passageiros e escravos trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carrico: na
ra do Collegio n. 17, segundo andar, ou
com o capitao a bordo.
Para o Aracaty segu em poucos dias o hiate
Caslro, para o reslo da carga Irala-se com Domin-
gos Alves Malhcus,
Para o Aracaty.
Segu no*dia28 do correnle o hiate Ligeiro, quem
no mesmo quizer carregar ou ir de passagem, dirija-
e i ra do Vigario 11. 5.
A venda,
O lindo er muilo veleiro paladn Clemenlina,
lotarao 137 toneladas) rcccntementc chegado do Rio
Grande do Sul, com um carregamcnlo de carne see-
ca para nude linha desle porta roinluzidooulro car-
regamcnlo de assucar; vende-se com toda a mastrea-
(;ao, veame, mcame, amarras e ferros, e com todos
os ulencilios c perlenccs, (al qual se acha promplo
para eniprchcndcr nova viagem, mediante algum
pequeo reparo : os prelendentesdirijam-seaoagen-
e de Icilcs Francisco Gomes de Oliveira.
Para a Babia.
Sbila em muilo poucos dias o muilo veleiro pa-
lhabote nacional Dous Amigos, o qual lem parte de
sua carga prompla, recebe o reslo a frele e Irata-se
com seu consignatario Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo : na ra do (Jueimado n. 9, ou com o cap-
l.io na praca.
Pai a a Bahia sabe na presente se-
mana o bem conhecido e veleiro hiate na-
cional Amelia, por ter a maior parte de
seu carregamentoprompto ; para o resto
da carga e passageiros, trata-se com No-
terca-feira 26 do correnle as 10 horas da man
em ponto, no seu armazem, ra da Cruz.
_ Me. Calmont & C./arSo leilflo, por interven-
cao 4o agente Oliveira de marca triangulo 2,14 cai-
xas, contando 808 duzias de garrafas de superior Un-
ta prela, e 180 dozias da encarnada, ehegadas de
Londres ha tempo, c que por isso se venderio para
fexar conla : quarta-feira 27 do correnle, as orne ho-
ras da maniiaa cn> poni, no seu armazem de depo-
sito de machinismo para engendro, roa do Apollo.
Quarla-fcira 27 do crrente as 10 } horas da
manlin o agente Viclor far leilflo no seu armazem
ra da Cruz n. 25, de grande e variado sorlimento
de obras .le marceneria novas e usadas, de differen-
les qualidades, relogios para algibeira de metal gal-
vanisado, candeeiros para meio de sala, lanternas
com psdevidroe casquinho, um ptimo pianno in-
gles, diversas obras de ouro e prala de lei, orna por-
co de queijos do serian, charutos da Bahia de supe-
rior qualidade, ele, ser lambeni vendido urna ex-
cellenle mobilia nova de amarello por todo preco,
assim como um cavado arreiado andador baixo e
bom esquipador, c outr,os muilos objeclos qne esla-
rao a mostra no dia do ludan.
AVISOS DIVERSOS.
Os senhores proprietarios e rendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, equizerem ser, con-
templados, queiram mandar suas deca-
racOes a livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia .
RESPOSTA AO ANUNCIO 11 DE
NOVEMBRO
Ja que o nosso irmao, que se assigna
Um dos dez conselbeiros, esta' per-
suadido que o dia 11 de novembro sera'
celebrado como nosso padroeirorespon-
demos que se engaa completamente, por-
quanto ao nosso lado nao pertence este
padroejro, e sim ao seu, pois segundo as-
severam os meninos da Candinha este dis-
tincto irmao he trumpho na tal maniata;
avista dos cavalheiros da poeira e do seu
comportamento Ihe fazemos sentirQue
a consulatica camarilhanao e lembra
de taes ratasanat anda mesmo nos casos
de maior aperto... no que deve ficar
scientissimo, pedindo-lhe por ultimo que
nao se lamba, com a ffwedadeda cheeada
do seu predilecto dia U de novembro,
pois que esta' ainda m uto longe.Um
do conselho dos dez.
LOTERA DO RIO DE .ANEIRO.
Acham-se a venda nas'Ic;^sdo costu-
me, os bilhetes e meios bilhetek originaes
da lotera sexta da fabrica de odros, a
qual correu no dia 18 do presente:-as lis-
tas se esperam pelo vapor nlmperariz,
de 28 do corrente em diante, os .p'rehvos
serao pagos logo que se fizer a dJstri
cao das mesmas listas. /
AOS 10:000f, 4:000;* e .:0M*000
as lojas do costume se aonam a' venda
os bilhetes inteiros, meios bilhete* e cau-
telas, docautelistaAntoab Jostj^Rodrigues
de Souza Jnior, a heptuci dj matriz de
S. Jos, a qual crtfc T^STae outubro:
o mesmo cautelista paga por inteiro os
premios de 1:000, 4:000jj e 10:000f que
obtiverem seus ditos bilhetes'inteiros e
meios bilhetes.
Rilhetes inteiros.
Meios bilhetes.
Quartos.
Oitavos.
Decimos.
ll.s-000
5$500
2|800
14500
1 .S'300
700
Vigsimos.
Precsa-se de um trahalhador de masseira : o
padm-ia do Forle do Mallos, ra do Burgos n. 31.
Salusliano de Aquino Ferreira deu gratuita-
mente sociedade ao hospital Pedro II, na melade dos
premios que sahirem nos bilhetes n. 1678 e 1931, da
primeira parle da primeira loleria da matriz de S.
Jos, os quaes ficam em seu poder depositados.
Quem precisar de um criado para mandados,
compras e qualquer servido de casa, o qual d fiador
a sua conduela: na ra do Collegiod. 21.
Precisa-se de um caixeiro de idade de 14 a 16
annos pouco mais ou menos, para urna casa de nego-
cio fra desla praca: quem quizer procure na ra
da Cadeia do Herir leja n. 28.
T Sr' Joa1u'm Ferreira que leve taja na pra-
cinha do Livramenlo lem urna caria na livraria ns.
6 c 8 da praca da Independencia
O Sr. Gervasio Pires Ferreira tem urna carta
na ra do Cabug taja n. 11.
Prceisa-se de urna aira que saiba cozinhar e
razar lodo omaisservico de urna casa: no paleo do
Terco segundo andar n. 27.
Aluga-se. urna grande casa terrea, com grande
solo, i salase i) quartos, cozinha fora, quartos pa
ra escravos, cacimba, murado, com pomo de ferro,
no lugar da Passagem da Magdalena, perto da Pon-
te Pequea, onde morou Joaquim Jos Ferreira:
quem a pretender dirija-se ao pateo do Carmo, taja
de larlarugueiro n. 2, a fallar com seu proprieU-
no.
O cautelista Salustiano de Aquino Fer-
reira,
avisa ao respeilavel publico qoe vendeu os segninles
premios da primeira parte da 19 lotera do theatro
de Miila-lsabel.
Quartos u. 1973........5KW0I000
Decimos n. 2160........1:OOU000
Meio bilhele 11. 3188....... 5O0J000
Bi I hele ... ,......... 500*000
Meio bilhele n. 2216....... 2009000
1210....... 200*000
". MI3....... 10TWK0
. ," .-n>\,il7....... vmxa
Bilhele 11. 1/22......... 100*000
" "33......... 50*000
Plano para a primeria parte da primeira
lotera da matriz de S. Jos.
3,000 bilhetes......10*000 ,:OtJO*000
2 \ Beneficio e sello. 6:000*000
24.-
t premio .
1 dilo .
1 dilo. .
1 dilo. .
2 ditos .
ditos .
6 ditas .
12dilos .
726 ditos .
7.V1 premiados.
2,216 brancos.
.000*000
200*000
loo*
OtjOO
20*000
10S000
400*000
300*000
240*000
7:260*000
21:000*000
vaos & Companhia, na rita do Trapichen.
oV, ou como mostr Joaquim Jos Silvei-
ra, no trapiche do algodao.
Aracaty.
Segu no dia 30 do correnle o patacho Sania
Cruz ; para o reslo da carca, trata se com Cachano
Cyriieo da C. M., ao lado do Corpo Santo, taja
11. 2T>.
Para a Bahia sahe nestes dias a su-
maca k Uosario do Maria por ter seucar-
regamento promplo, ainda pode receber
alguma carga ; trata-se com os consigna-
tarios Novaos & Companhia, na rna do
Trapicheen. ~>\, ou com o capitao no tra-
picho do algodao.
LEILO'ES.
LEILAO' DE LIOUIUACAO'
Sexta feira 20 do corrento as 11 horas
da manhfia em ponto o agente Roberts,
(ara'Ieilaono armazem deMiguelCaraeiro,
na rua do Trapichen.38 do lodos os obj ce-
los lino se acham no mesmo, assim como
tambem carros de quatro rodas, cabrio-
lis, om muitobons estado,(|uevalem a pe-
na quem tivervontade de virao leilo.pois
<|ue nao havera' tio boa occasiao.
I.EII.AV EXTRAORDINARIO
Quarla feira 27 do corrale o agente Borja fari
leilao n scu armazem rua do Collegio n. ti, as 10
huras il.i mandila dns objeclos cusientes no mesmo
armazem sem limite algum por estar de rommum
accordo com os seus proprios donos.os quaes objeclos
estarlo patentes no da do leilo.
Schafhcillin & C. continuaran, por interven-
cao do agenta Oliveira, o soa leilaj de faiendas
avahadas por conla e risco de qnem perlenccr,
e de grande sorlimento de oulras em bom estado ;
1,000
\. B.
i. B. Os Ires primeiros premios esli sujeilos
descont de 8 %
O thesoureiro
Francisco Antonio de Oliveira.
Approvo. Palacio do governo de Pernambuco 21
de selembro de 18M.Figneireio
Conforme.Francisco Lucio de Castro.
Visto o Sr. Dr. juiz dos orphilos lomar conla
da vara, fica transferida a arrematarlo ji annuncia-
da, dos predios perlencenles aos herdeiros do finado
padre Jos tion^alo, para o da 26 do correnle, as 10
horas da mandila, na casa das audiencias.
Arhando-sc o Sr. Manuel Francisco de Souza
Sanios embaracado no scu commerco, desdo o dia
21 de julho passado, e no leudo prestado flanea id-
nea a companhia de Seguro Marilimos Ulilidade
Publica, cosa desde boje de ser accionista da mes-
ma companhia arl. 18. OsdiVeclores por interven-
idlo do Sr. Miguel Carnciro, vendern ai 5 acc.6es no
ilia 5 de outubro, na conformidade dos arts. 19 e 20
dos estatutos. r
No dia 30 do correnle mez selia de arrematar
na sala das audiencias, a horado meio dia, em praca
publica do Sr. Dr. juiz do civel da segunda vara, a
requerimenlo dn leslatnenleiro do finado padre Do-
mingos Germano Aflonso Rigueira, a casa 11. 20 de 3
ailares, slla na rua do Torres, do hairro lo Recife,
sendo a ultima praca.
Prccisa-sc de um homem para caixeiro de enr
caMinenlo, qued conhecmenlo de sua conducta ":
110 cugenhu novo de Mu beca.
Quem quizer se engajar para locar tambor e
pfano, mesmo aprendendo, para o tereelro balalhao
de infantaria da guarda nacional, appare^a na rua
Nova n. 63.
PrecUa-scalugar urna escrava para vender ua
rita, pagndose a seu senhor mcusaluieiile. e afian-
ra-seo bom tralamcnlo : a tratar na rua Direita n.
91, primeiro andar.
A pesfoa que annunciou querer comprar um
selhm em meio uso, dirja-se rua Direita 11. fl,
primeiro andar.
O tinlurero da rua do Mundo Novo uiudou
sua residencia para a rua da Cadeia de Sanio Anto-
nio, casa n. 6. ,
Ucscja-se saber onde mora nesla cidade o Sr.
Candido Ignacio Hibciro da Silva, para se Ihe (aliar
a negocio de scu iulcresse.
Precisa-se de tuna mulher forra ou escrava,
que saiba engommar. e cozinhar, para casa le pouca
familia : a tratar na rua da Cruz OBI.
A pessoa que levou urna eaie n,i Soledade, no
palacio do Sr. Hispo, para Antonio'de Fretas, quei-
ra procurara resposta do dita caria, ou annuncie a
sua morada e nome pira ser procurado.
Precisa-se de urna ama de leite sem cria, pre-
ferindo-se escrava ; quem tver aunuucie, ou diri-
ja-sc i ma do Hospicio, casa 11.15,

I
'


v** "-
* m
'^ mg^M

m
DIARIO DE PERNiMBCO. REGUNDA FE.Rft 25 DE SETEMBRO OE 1854


NA
NO CMLIORIO
X X>0 Dtt. CS&NOVA.
* RIA DAS CKL7.KSN.28,
js?i coiiliuna e vuxtcf carteiras tle houvcnpa-
lliia de 12 tubos (grandes, medianos c peque- S
los) .ie 24, de W, de 48, de (0. de 96. de120, W
8 de 144, de 180 ale :180, por precos razaaveis,
desde 59000 at 2005000.
w Kleineulos de homeopalhia, 4 vols. 6QO0O
Tinturas a escolher (enlre 380 quali-
Q dados) caila vidro 1*01)0
Tubos avu.Sos a escolha a 500 o"300
CASA DE COMMISSAO' OE ESCRAVOS.....
RA LARGA DU KOSAIUO N. 22, SEGUNDO
A N D A K.
Nesla casa recebem se escravos (>or commissao pa-
ra seren vendidos por coma de seus senhores, eali-
anca-su o boui Iralainenlo c segurauca dos mesmos,
1180 se pon pando esforcos para que sejam' vendidos
com promplulao, alim de que seus seuliores nao sof-
fram empale cora .1 venda delles. Cumprem-sc as
condicoes de sereui vendidos para fia ou para a tr-
ra conforme a vnnlide de seus donos.
LOJA DE TODOS OS SANTOS.
Chegoii a ra do Collegio 11. 1, urna porcao dees-
lampas ja ein quadios duurados, que e v mi.lem pe-
lo diminuto precise 400 e 18280 rs., os seguinles :
N. S. do Nazarelh, Sania Mana Magdalena, Sania
Barbara, Santa Anua, S. Ivo, Sania Tbereza de Je-
ss, Santa Polonia, S. Miguel, Sania Vernica, S.
francisco recebendo as cha gas, Jess crucificado,
santissinio Sacramento, N. S. ila Saude. S, Joo
Baplista, S. Eslevao, S. Domingos, N. S. da Uraca,
N. S. da Soledade, S. Jos, N. S. do Cuino, Santa
Jenoyeva, rugida para o Egipto, Saula Marlha.Sanla
Cecilia, S. Viclor.adorac.Ao do Saulissimo Curacan de
Jess e Mara, adorarlo dos Magos, milagrosa ima-a
gem de N. S., Santa 1- ilomeiia.licce Homo, S. Fran
cisco Xavier, Santa Cruz, casamento da Sania Yir-
fiera, Salvador do Mundo, Sania Isabel, Sacado
Corceo de Jess, Santa Francisca, N. S. do JJom
Consellio, S. Luiz rei de Franca, N. S. da Consola-
rlo, Rainha dos Anjos, Sania Clara, Jess Mario e
Jos, Moizes fazeutio saliir agua do rochedo. N. S.
das Dores, S. Aleandre, Santa Joanoa, Descimen-
to da Cruz, Aujo da Guarda, Santa Magdalena, N.
S. do Rosario.
ESTAMPAS DE SANTOS E SANTAS.
Cliegou a loja de miuJezas da roa du Collegio n.
1, ama porga de eslampasde Santos c Santas a sa-
ber : Sania Cecilia, S. Joo, N,S. do Rosario, Cora-
c.10 de Jess e Maria, i \irgci.i do Raciocinio, o si-
lencio da virgtm, N. S. daa Cores, Jess Mara Jo-
s, S. Amonio, Sania Auna, Crucificado, S. Jos, S.
Luiz de Gonzaga, Salvador do Mundo, ludo era pon-
to grande. f
Seguoda-feira 2 dti correnle, dpois da audi-
encia do Sr. Dr. juizp-e direilo da primera vari do
commercio, serao y stos em arrematarlo as dividas
do ausenie Jos Gimes Moreira. constantes de lel-
iras na quanlia de 16:439j>374 rs., por execucAo de
V. Souvage 4 CE, sendo entregue o lauco pela maior
oflerla que lujan er.
dlETHODO CASTILHO.
Francjafu de Freitas Gamboa, vai abrir aula de
ler, escAver, c coatar, pelo melhodo do Ilustre lil-
terato /Sr. Antonio Feliciano de Castillio, no qu-j
se persuade fazer nm grande servio a todos os Srs"
proiassycj, iivrando-os do granue eslorvo que se
upedo andamento das demaismaterias. Alguem dil-
uida se euaberei nsnar pelo novo metbodo, ao
-que respondoque se com vclhos artistas cm hora e
^aflttia'por cada noite faro progresso, que nao farei
Com meninos! ? Se nao saliendo ensinar pelo novo
melhHjo, ja leem em 21 das, que nao [aran os que
soiiliereVeiisiiiar';!! A aula se instala no salodo
Sr.- Guillifrcme Airguslo Rodrigues Selle, ra da
Praia, palccele piulado de amarello, Irabalha das 9
as 42 da mau\| e dalias 4 da tarde, pelo prego
eomraum das dernais es />. Os meninos
sentarAo as horas indlfifias. Na'mesma
pram-sc bancos de lodos os tmanbos.
No aterro.des Afosados ti. 181 precisa-sc de
meninos para aprender oflicio de latoeiro.
Precisa-se de um fcilor para um sitio perlo da
praca, ou mesmo preto velho escravo ; quem esliver
uesta circainstancia, dirija-se i ra do Rangel n. 77
primeiro andar.
PUBLICAAO DO INSTITUTO HOMffiOPATICO DO BRASIL
THESOURO HmCEOPATHlCO
VADEMCUM JO H0MIE0P4TH4.
Mclliodo conciso, claro, e seguro de curar homjopalhicaroente (odas as molestias, que aflligem a
especie humana, e particularmente aquellas que reinam no Brasil.
/ PELO
OR. SABINO OLEGARIO* LUDGERO PINHO.
Esla obra importantissima lurTioje reconhecida como a primera c roelhor do (odas que (ralam da ap-
pliracAo da lioinieopalhia 110curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdoin dar um
passn seguro sera possui-la e consulta-la.
Os pas de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, capitales de navios, serlanejos, ele,
etc., devera (c-la a mAo paTa occorrer promptamenle a qualquer caso de molestia.
Dous voluntes cm brurhura, por.......... in-mm
Eucadernados F............ II9OOO
Vende-sc iinicamorlle cm casa do autor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
TICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ningucm pod/ri ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa (|ualidaile.^'orisso, e como propagador a homu-opalhia un norle, c immedialamenle interessado
em seus bencliops successos, tem o aulor do THESOU RO 1IOMOEOPATI1ICO mandado preparar, sob
sua immediidjfinspecgfio, lodosos mcdicamenlos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmareulco
e professor fin liuiiiaaonalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o tem execulado com lodo o zelo, lealda-
de e dedcatelo que se pode desojar.
A efljfacia riesles medicamentos he allestada por lodos que os tem experimentado; clles uo prcei-
sam de ufaior recommcndacAo; basta saber-sc a fonte donde sahiram para se nu duvidar de seus pti-
mos resillados.
tnia/arleira de 120 medicamentos da alta e haixa diluican cm glbulos recom-
ndados 110 THESOURO UOMOEOPATH1CO, acompauhada da obra, e de urna
11a de 12 vidrus de tinturas ndispensaveis ........
a de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas .
ila de 60 principaes medicamentos recummendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.).
B (tubos menores).
Dila de 48 ditos, ditos, com a obra ('tubos grandes)........
11 o i* (tubos menores).
Dita de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de unturas com a obra (tubos graudes) .
(tubos menores. ..
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .
Di> (lubos menores)
Dila de 24 ditos ditos, com a obra, (tubos grandes).
Tubo* avulsos grandes.....
1005000
90000
A pessoa que perdeu um brinco de pedra*
brancas, obra nuil lo antiga, pode o procurar na na
das Aguas-Verdes n. 64, segundo andar, que dando
os siguaes do dito brinco llic ser entregue.
AO PUBLICO.
No araiazem de fazentas bara-
' tas, ra do Collegio n. 2,
vende-sc um completo sorti ment
de fazendas, iiiiits e (rossas, por
preros mais baixos do rpie emou-
tra qaalquer parte, tanto empor-
C"bs, como a retalho, aliianrando-
se aos compradores 11111 s ptero
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglczas, liancezas, allemaas c suis-
sas, para vender fazendas mais em
cor,til do que se tem vendido, epor
isto oll'erecendo elle maiores van-
tagens do que oulro qualquer ; o
proprictario deste importante es-
ta belecimento convida a' todos os
seus patricios,' e ao publico em je-
ral.para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Colle;o n. 2, de
Antonio Lniz dos Sanios & Itolim.
se apre-
casa com-
Joias.
(tubos menores).
1 pequeos
Cada vidro de Untura.
603000
459000
503000
359OOO
4O3OOO
301000
353000
26 KM)
301000
2030(10
18000
"3500
........... 23OOO
Vendem-sc alcm disso carteiras avulsas desde o prego de 89000 rs. al de 400300Q rs., conforme o
numero etamanho dos lubos, a riqueza das caixas e dynamisacoesdos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendasdemedicainenloscoin a maior promplidJo, e por procos commo-
dissimos.
Vende-sc o tratado de PEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 2J000
Na niesina bolira se vende a obra do Dr. G. H Jahr Iraduzido cm porluguez e acom-
modada a inlellgencio do povo........... 63OOO
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO HOM(EOPATHICO, tere a bonda-
de de dirigir o Sr. rirurgiao Ignacio Alces da Silva Santos, estabelecido na villa de Barreirot.
Tive a salisfaro de receber o Tliesouro hama-opathico, precioso frurlo do Iribalho de V. S.,e Ihe
alarmo que de lodas as obras quctenholido, he esla sera contradirao a melhor lauto pela clareza, com
queseacha escripia, como pela precso#com que indica os medicamentos, que se devem emprear t
qualidades eslas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
theocria e pralica. ecl., ect.,elc.
Na ra do Crespo, loja n. 12, muilo se deseja
fallar com os Sm. ahaixo mencionados : Bclisardo
Adolpho Pereira dos Sanios, Bernardo Jos Lopes,
Jos Francisco Pereira Feio, Ignacio Neves de Arau-
jo, Joaquim Luiz Viries, Jos Joaquim de Paria
Ferreira, Antonio Jos do Monte, Pedro de Moraes
Carneiro da Ciinba, Jos Camello de Vasconcellos,
l.ourenco Bezerra Marinhn l'alcao. Antonio Pereira
de Mello e Jo. Mara de Souza Rairgel.
COMPRAS"
Os aliai\o assgnarlos, rinos da loja de nurives na
ra do Cabug n. 11. confronte ao pateo da matriz c
ra .Nova, lazem publico que estn sempre surtidos
dos mais ricos e melhorcs goslos de lodas as obras
deouro necesaria, lauto jiara senhoras como para
liomens e meninas, continuara os preros mesmo ba-
ratos como tem sido ; passar-sc-ha urna conla com
res|ionsabilidado especificando a qualidade do ouro
de 14 ou 18 quilates, fie ando assim garsnlido o com-
prador se appareeer alguma duvida.Scra/iin &
Irmaos.
RETRATOS! PELO SISTEMA
CRISTALOTfPO.
Joaquim Jos P ir lien faz cenle a quem quizer
possnir um fiel e perfeilo relralo, de Iracos inlclli-
Riveis o cores litas e ualuraes, que digne"->e procu-
a-lo desde as 8 horas d 1 manhaa as 3 da larde, quer
esleja o lempo claro ou escuro. A ezplendida gale-
ra pode ser vistala mesmo por aquellas pessoas
que nao quizerem retratos. No eslabelecimento ven-
(lem-se lodos osnileriacs precisos para o daguerreo-
typo : no aterro da Boa-Vista o. 4, terceiro andar.
Precisa-se alugar urna prela cscrava para todo
o servico de urna casa de pouca familia; a tratar na
ra do Vigario n. 27, segundo andar.
Aluga-se um eirravo que cozinha o diario e
faz lodo o servieo de casa e ra : na ra do Seve,
casa terrea e oio.
Dosillo, no Pogo, fugio no da 18 do correnle
orna ererava de nome Ignacia, reprsenla ler de ida-
de 27 a 28 annos, cor prela, allura regular, falla de
denles na frente e urna unha no dedo grande da
milo direita, leui urna cicatriz no rosto, levou urna
Irona com roupa : quem a pesar ou. della der no
licfa, dirija-se loja de Jos Gomes Leal, na iu da
Cadeia do Recite 1. 53, que ser generosamente gja-
lilicado.
LOTERA DA PROVINCIA.
Adan- a ver da os billielcs da primera parle
da primeira loteri: da matriz de S. Jos nos lugares
" 1 coslume : praca da Independencia, lejas dos Srs.
rlunalo e Aran es; ra do (lueiroado, Toja do Sr.
1 Livrann nlo, botica do Sr. Chagas; Cabu-
idos Sr.s Moreira & Fragoso; aterro da Boa-
" 1 do Sr. GuimarAes; e na ra do Collegio,
arara dis loterias. Corre iinpretcrivel-
00 da 27 de oulubro.
O quarlo halalhao de arlilharia i p precisa
contratar no ultimo trimestre do correnle anno, para
o rancho de suas pracas acuarteladas na cidade de
Olinda, e fortale/.a do Brnm, os seguinles gneros :
caf m grao, arencar branco, manleiga, pues de 4 e
\oncas, carne verde, carne secca, loucinlio, baca-
/eite doce, vinagre, farinha, arro, feijflo, le-
bndo estes gneros de primeira qualidade, e
[nos referid'is quarleis : as pesoa< que se qui-
propr apresenlarao suas propo.-t.is em rirlas
P secretaria do halalhao al odia "ido
Quarlel na cidade deOliuda (i de selem-
1 de 1854.' .'ose Hermenegildo Leal Ferreira,
lente agente.
Prebsa*se ce um homem que emenda perfei-
lamenle de padaria. |iodeiido dirigirse ao hotel
I'raaeisco, das 6 a 9 lloras da manhaa, ou das 3 as
6 da larde, que all achara com quem Iralar do
ajuste.
Traspassa-: e a rasa do aterro da Uoa-Vsla n.
60, com armacSo de loja, e commudos para grande
fimlia, quintal v cacimba.
Bernardino Jos de Moura vai a Europa Iralar
da sua saude.
Frederico Wiceln Quisl, subdito allcm.lo, re-
tira-se para a cidade da Baha a Iralar de negocio sdc
seo inleri's-e.
No sitio Tapacur meia legua ao sul da cidade
da Victoria,aeli?m-se a venda por preco razoavel,
burros uovos, mansos c refeilos, propros para lodo
o servieo : a Iralar no mesmo sitio com Beniacdino
de Sena Almeida.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 a&lffDASl 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo di consultas homeopalhicas lodos os das ans pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
i Merecei- igualmente para pralicar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mullici que esleja nial de parlo, e cujas circunstancias nan permitan) pagar ao medico.
[\0 IHSILMIU DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGTJINTE:
Manual completo do Dr. G. II. Jahr, traduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro .
volumes eucadernados em dous :................. 209000
Esta obra, a mais importante de lodas as que tralam da homeopathia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem eipcrimentar a <'oulrina de llahnemann, e por si proprjs se convencerem da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de engenho c fazcdeiros que estilo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a todos os capilaes de navio, que nan pndem dcixar urna vez ou outra de ter precsao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripolanles ; e inleressa a todos os chefes de familia cue
por i ircnms.tancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha ou iraducco rio Dr. Ilering, obra igualmenle ulil s pessoas que se
dedicara ao esludo da homeopalhia um volme grande.......... 8-3OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis
peusavel as pessoas que quercm dar-se ao esludo de medicina........ 43000
Urna carteira de 24 lubos grandes de finissimo cbrislal com o manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-........ 40J000
Dila de 36 cum os mesmos livros.................... 45JO00
Dila de 48 rom os ditos. ,.................. 5OJO00
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de unturas ndispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 tubos com ditos..............'........ 600O0
Dila de 144 com dilos......................'. llMffOOO
Eslas sAo acompanhadas de 6 vidros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Ilering, le au o abalimcnlo de 109000 rs. em qualquer
das carleras cima mencionadas.
Carteiras de 24 lubos pequenos para algibeira............... 8JJO00
Ditas de 48 ditos......................... 1GJO0O
Tubos grandes avulsos....................... 19000
Vidros de meia onc.a de tintura................... 29OOO
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um patio seguro na pralica da
lioroeopathi?, e o proprielario desle eslabelecimento se lisongeia de tc-lo o mais bem montado possivel c
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda graude numero de lubos de cryslal de diversos lamanlios, e
aprompla-se qualquer eucoinmenda de medicamentos com loda a brevidade e por presos inuilo coin-
modos.
Compram-se jomaes para cnibriilho a 39200 a
arroba : ua ra larga do Rosario, junio ao quarlel,
11. 8, 15, 17.
Compra-se um prclo ro/.inbeira. e urna prela
que leulia algumas habilidades, sendo moros e de
bonitas figuras, pagm-se bem : a Iralar no'estrip-
tnrio de Muuocl Alvcs Guerra Jnior, na ra do
Trapiche 11. 14.
Compra-se escravos de ambos os sexos, prefe-
rindo-se os mocos: ra do l)uemario n. 2.
Na ra Direita n. 24 se dir quem compra
urna casa terrea ol um sobrado de um andar, sendo
em boa ra.
VENDAS
49500
600
480
25000
39OOO
640
30SO0O
I29OOO
I49OOO
400
320
210
Francisco Lucas Fetreirs, com co-
clieira de curros fnebres no pateo do
Hospital n. 1 3, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
marSona igreja oi em casa, carros de
passero e tirar guia da cmara, e alii en-,
contrarao tudo com accio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
~ """Pparaweu de rasa do ahaivo assignado, 110
da 10 de junho do corj ente anuo, um cscravo de li-
me Manoel, de n.icau ( 0la, que reprsenla ler 32 a
31 anuos de ida, estatura baija, magro, denles
ralo; Ipih una calva na cabera de carregar |ies.;
ronsla ler estado fin Iguarassii: quem o pegar, re-
vp-oao mesmo abaito assignado, na Ma do Crespo
II. 3, que se rero npe -ara o seu Irabalh 1.
Miguel Jote Barbosa (iuimarSei.
5$ Antonio Aui ipiiu Xavier de Brilo, Dr. em
SO side na ra Nova n. 67, primeiro andar, 011- Og
9 de pode ser procurado a qualquer hora para o 9
ejercicio de sua profissao. (g
*:es
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianto-
mente de seus alumnos e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prest mo,
Crotestardo satisfazer a' expectacao pu-
lica anda acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonaolixar sita residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirjam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Aluga-sc o quarlo andar esolao do sobrado da
ra do Trapiche n. 42, com encllenles commodos
para familia : a Iralar no primeiro andar do dito so-
brado.
Aluga-sc annual ou pela festa orna proprieda-
dc de pedra e cal, nu lugar da Casa Forie, contigua
a do lenente-cui'onel Vilella; a lralar*na fundijilo
do Briini n. 6, 8 e 10, com o caizeiro da mesma.
li#000 rs.
Precisa-sc de urna prela que teja boa coslureira e
eugommadeira : quem a livor dirija-se a ra do
Rangel n. 77.
Deniz, alfaiaterancez,
estabelecido na na da Cadeia do itecife 11. 40, pri-
meiro andar, lrabalha.de feilio.
Precisa-se de um feitor que enlendadc plan-
lacao de aores de espinho c jarriim : quem esliver
ueste caso apparera na ra do Brum n'. 24 arma-
zem.
Novos livros de homeopalhia tuctrancez, obras
lodas de summa importancia :
Hahncmann, tratado das molestias rhronicas, 4 vo-
. lumes............ 209tKIJ)
Tesle, iroleslias dos meninos..... 63000
Herina, homeopalhia domestica..... 39000
Jahr, pbamacnpii lioiiieopalhica. 6)000
Jahr, novo manual. 4 volumes .... ltiJOlX)
Jahr, molestias nervosas....... 6000
Jahr, molestias da pellc....... 89OOO
Rapou, hisloria ila homeopalhia, 2 volumes 108000
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos........... 109000
A Tesle, materia medica homeopalhica. 89000
l)c Fayollc, doulrina medica homeopalhica 79000
Clinica de Slaoneli........ 1 -jbki
Casling, verdade da homeopalhia. 19000
Diccionario de Nyslen....... 1OJO00
.Villas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de lodas as parles do rorpo humano 30-5000
vedem-sc lodos osles livros no consullorio homcopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio 11. 25,
primeiro andar.
No sobrado 11. 82 da ra do Pi-
lar, precisa-se alugar tuna escrava que
saiba cngomiuar bem e tomar, conta de
urna casa de pequea familia.
@@@@S@ @@
Joias de ouro.
9 Na ra do (.lueimado, loja de ourives pin-
9 lada de acal n. 37, ha nm rico c variado sor-
linienlo de obras de ouro, que o comprador
avista dos-|irecos e hora feilo de obra mi dei- {$
fe inra de comprar, aliancaiido-see respomabi-
lisando-se pela qualidade de ouro, de 14 e 18 t
K- quilates. @
Preris4-e de urna ama que Hlba| ruzinhar e
comprar para urna rasa de pouca f.iunlial: na ra da
Cruz 11. 7, lerceiro andar.
Perdeu-se em lodo o mez passado ale boje,
nma .chave de burra, com a parle superior de pra-
ia, com comp iiiieulo de duas polegadas pomo mais
ou menos : quem a liver achado ou-achar, queira Iv-
va-la a Moreira & Duarle na ra do Cabug, onde
sera recompensado, se otAigir.
- Luiz de Moraes Gomos Ferreira, procurador
nesla prara du capitn Wenceslao de Oliveira Bello,
residiudo aelualineule em Pujen de Flores, embarre
para o Rio de Janeiro o escravo crioulo de noine llc-
uedicto, perleucenle ao mesmo senhor.
-- Foi vendido na rasa da Fama un aterro da Boa
Visla n. 48, o meio bilhele n. 144 em que sabio os
10:0009000 rs., da lotera do Ihealro de S. Isabel. '
PIANOS.
Patn Nash & C. acaham de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacaraud,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem condecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche No*
n. 10.
@@!S 3
DENTISTA FRANCEZ.
S Paulo Gaignoui, estabelecido na ra larga
S do Rosario 11. 36, segnudo andar, colloca den-
& tes com gengivas arlificiacs, e dentadura com- (
pela, ou parte della, com a presso do ar. A
JJ la iu bem tem para vender agua denlifricedo
T.t Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do
3 Rosario 11. 36 segundo andar.
159000
20J 500
liHl
149000
H
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, e cal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
Lava-se e engomma-se com toda a perteicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
WMIIIIHI IIMlMIHl
St O Dr. Joo Honorio Bezcrra de Menezes, &
formado cm medicina pela faculdade da Ba- @
9) hia, contina no exerricio de sua profissao, na
9 '"'' Nova 11. 19, segundo andar.
TOAL.HAS
E GUAUDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PUBO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de liuho, lisas
c adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por preros com-
modos.
Na ra Nova n. 10, loja franceza de SI.
J. F. uarte,
acaba" de receber um sorlimento de ricas fazendas de
lindos padres, como sejam : corles de sedas de qua-
dros. sedas furta-cores, lilas finas deseda, bicos trau-
cos e pretosde seda, c prelos de ISa, dilos de Monde,
ditos de linho linos, trancas brancas, prelas c de
cores, franjas com trancas brancas, prelas o de co-
res, manteletes de fil e seda do ultimo goslo de Pa-
rs, leques de madre-perola finos, penles de tartaru-
ga para atar cabellos, chapeos de sol de seda ricos
tanto para senhoras como para homens, dilos de ca-
beea para senhoras e para liomens, lodas eslas fazen-
das as mais novas que ha no mercado, c muilas mi-
ra- que se deixam de mencionar para poupar os
tnnuineraveis typos que nccupariain.
Engommado barato.
Na roa Direila n. 29 ha quem engomme loda
qualidade de roupa, por preco commodo.
OlVerece-se urna mulhef moca, quo pode afian-
zar a sua conduela, para ama de urna casa de pouca
lamilia ou homem solleiro: quem precisar, dirija-se
ra ou travessa de S. Jos n. 12.
Desappareccu na noile do dia 20 para ama-
nhecero dia 21, um gato capado todo amarello, com
urna colcira de mirroquim verdeja vellia, com dous
cascaveis de prala : quem o liver agasalhado, e qui-
zer rcslitui-lo, se gratificar, no pateo do Carino
11. 16.
Agencia de passaportes c ttulos de re-
sidencia,
Tiram-so passaportes tanto para dentro como para
fra do imperio, c ttulos de residencia, ludo por
preco mais commodo que cm outra qualquer parle :
quem precisar dirija-se ra do Crespo n/10, loja
doSr. Jcsc tioneilves Malveira, que achara com
quem Iralar.
OabaUoasgnado, lestamenlciro de seu lina-
do pai Antonio Jos Tei\eira Lima, vera aiuda pelo
prsenle identificar a loda c qualquer pessoa quCuc
julgarcredora do casal do mesmo finado, que pelo
juizo de ausentes desta cidade do Recite, escrivo
Vasconcellos, se esta a concluir o respectivo inven-
tario./oiJo Miguel Teixe'ra Lima.
Traspassa-xe a loja que foi livraria, na rna do
Collegio, com c\c, tiente armaeAo, para qualquer es-
laliclccmenlo : a tralar na ra do Oueunado n. 30.
Precisa-se de urna ama de leilei sadia e de boa
conduela ; na ra das Cruzes n. 48, segundo andar.
OSr. Luiz Jos Moreira Pinho lera nina caria
viuda 1I0 Rio de J ineiro, na ra rio Vigario n. 19,
segundo andar, esrriplorio de Machado & Pinliciro.
O Sr. Marcelino Cavalranli da t'.unha,que mu-
ra para as bandas do Sr. l.ourenco, lenha a honda-
de de mandar remir asna lellra queha muilo se a-
cha vencida em poder de Jos L. M. da Franca.
Vendc-se urna escrava : na ra de
S. Francisco, cocheira de Paula & Silva.
SACCAS COM FARINHA.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra bem tor-
rada : na ra da Cadeia do Rerife, loja n. 18.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corle, a
4.S500.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Attencao.
Na ra do Qucimado n. 7. loja da estrella, ven-
ifcm -c as seguidles fazendas, por barates preco. :
Corles de cambraias francezas de cores com
barras, e sostos inleiraraenle novos a
Cambraias Crneo/as de crese goslos muilo
modernos, a \.\f\
Ditas dilas de dilas, goslos escures, a vara
Corles de cambraias de lislras de cores a
Dilos de dilas de salpico, a
Cambraias de salpicos muito finas e largas,
vara
Corles de riscadoscscocezes, tecidos em cas-
sa, padres muilo modernos, o corle
Corles de cambraia de seda de 69 a
Ditos de dila de dila com babados
Fil branco e cor de rosa, a vara
Dilos de oulras cores, a vara
Lencos de ca-sa para miio de senhora de
100,140, 200 e
Chales de torcal de 4 ponas muilo grandes a 169000
Romciras de torcal de novos goslos a 89000
l.enr,os de torcal a 19400
Dilos de relroz a 800
e oulras muilas fazendas quo se vendem por muilo
baixos preces': na loja irima dila.
Fazendas pftra a festa.
Corles de scdastcscoce2as as mais superio-
res que ha nomcrcado a
Dilos de dla|aJ9^>s muilo modernos a
Alpacas escoerzas de 13a c seda, o covado
Varcjas de 1.1a c seda muilo modernas, o
covado
(.orles de cambraias de seda com babados a
Manteletes prelos c de cores de difiranles preros, e
um completo sorlimento de fazendas finas as mais
proprias desle mercado, que se vendem por baratos
precos : na loja da Estrella, de Gregorio & Sil*eira,
ra do (Jueimado n. 7.
Na ra do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar conlas mil equinhenlos massos
de conlas de vidro lapidadas a 160 rs. cada masso, e
70 duzias de caixas de massa para rap al9200 a
duzia.
Vende-sc urna escrava da Cosa de meia idade,
boa vendedeira de ra: a Iralar na ra do Rosario
eslreila n. 11.
MIUDEZAS BARATAS.
Vende-se na ra da Cadeia do Rerife n. 19, sapa-
los de couro de lustre para senhora a b-r-, o par,
ditos de marroquim a 600 rs., ditos para homem a
800 e 900 rs., bolees de alatli para cama a 200 rs.
a groza, linha de cores a 19, dita branca do 800 1
19200, papel de peso muilo hom a 29100 e 29500 a
resmi, penles para alar cabellos a 240 rs., dilos finos
a 800 e 1, colxelesa 60 c 90 rs. a eaha, bicos, filas,
allinelcs de lodas as qualidade, unalbas, luvas de
seda para senhoras e meninas, dilos para homem,
Ibesnuras finas c ordinarias, pulreiras de ouro fin-
gralo de lei, carteiras para baile, peneiras de ac c
oulras militas musas por precos moito em conla.
Vende-se um palanqun! de rebuco quasi novo,
por preco commodo: na ra do Rosario da Boa-
Vista casa de sobrado defronte do neceo do 'lamina.
Vende-se urna escrava: cm Fra da Portas
largo do Pilar n. 13.
Vende-se mn par de brincos de ouro com 4 >{
oitavas e um cordao com 5 ;, porm nflo he macice".
eslas pecas sao vendidas por conla do Sr. Jos Ro-
berto da Silva: na ra Nova n. 18.
Na rna da Prai n. 30 vende-se graxa da Ier-
ra em bexigas propria para banha e velas de car-
nauba.
MADAPOLAO" COM AVAK1A.
A 1600, 29, 29500. 39 e 39500 a peca.
Na loja da ra do Qucimado 11. 17 ao pe da boti-
ca, vende-se mandapolilo lino com toque de a va na a
19600, 29, 29500, 39 e 39500 cada peca de 20 varas.
Vende-se por o dono Irr de ir tratar de sua
saude. urna laberna no Parnnmeirim, com poneos
fundos, piopria para qualquer principiante, onde se
Taz hom negocio, e principalmente por lempo de fes-
la, a Iralar 11 mesma.
Vendc-se urna boa masseira e todos os mais
perlenccs de una padaria, com pouco uso, por 409
rs.: nos Cecilios, sobrado n. 4.
Vende-so urna carroca de conduzir agua ; a
tratar na ra Augusta, taberna n. 1.
Na ra da Cacha do llecife, Joja de miudezas
n. 14, e dir quem vende urna mobilia completa de
Jacaranda, sendo nova esem uso algum, assim romo
lanleruas, um uuarda-roupa, urna carteira nova, e
inuilos oulros objectos.
Vende-se a hein afreguezada padaria da ra
das Larangeiras, as-im romo o deposito da ra Nova:
a tralar nf> esrriplorio de Claudio Dubeux, ra das
Larangeiras 11.18.
Vendc-se urna cscrava muilo moca com urna
cria prela de II mezes, muilo esperia, urna ne-
grinha de 5 anuos muilo linda c esperta, um inula-
tuho de 7 anuos: na ra dos Ouartei- n. 24.
Vendc-se a parle de un grande silio, na es-
trada de Joo de Barros.com casa devivenda, ar-
voredos de Crudo, baixa pra capim : os pretenden-
tes dirran.se ruado Cabuya, loja n. 18.
Vende-sc um bonito moleque de 10 anuos de
idade : na bolica da ra co Rangel 11. 64.
Fasendas bai atas, na nova loja de por-
tas na ra do Livramcnto 11. 8, ao pe
do armazem de louca.
Vendcm-se chitas escuras finas, c cores fixas, rom
pequeo toque de mofo, mnlhadn que soja desappa-
rece, o covado 160 ; lencos de gary.a a 610 e 720, e
oulras lazeiidas baratas.
Attencao.
Vende-se na ra Direila n. 27, manleiga ingleza
de muito boa qualidudc a 640, 560 e 480, dila fran-
ceza a 6(0 e 560, alelria nova a 280 e 240 a libra.
Vende-se vellas de cera de carnauba feilas no
Aracalv, de 6, 8, c 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na ra da Cadeia do Recife u. 49, primeiro
andar,
A ELEGANCI.
Riquissimas fazendas para vestidos, denominadas
ganes, fazenda completamente moderna, e que iu-
fallivelmeiite agrada ao comprador nao s pelo pre-
00 como pela qualidade : vndese na ra do Crespo
n. 16, esquina.
Kecommenda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-e chapeos pardos de massa,a que muilos
chamam de fellro a 19000 rs. cada um : na ra do
Crespo loja n. 6.
Vendc-se vinlio era carrafas superior quaridade
por 720 rs., ceneja 560 rs., licores finos "Be. tcSftfii ns1
qualidades, champagne, macaran, lalharim, ale-
lria, ludo por preto commodo para acabar, latas
com sardinhas, grandes a 700 rs.,tijollospara limpar
facas a 180 rs., e lodos os mais gneros perlencentcs
a laberna, por menos que em outra parte: na ra
da Praia n. 17, defronlc da ribeira.
Domingos Alves Malhcns tem para vender no
armazem de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
ouesda alfandega muilo superior farinha boa da fina
era saccas de cinco quarlas medida velha.
Na ra do'Crcspon. 16 esquina, vendem-sc ri-
quissimas romciras de fil c do cambraia bordadas
a agulha pelo diminuto prero de 39500.
ATTENCAO.
Vendc-se no alerro da Boa Visla. loja n. 78, mcias
de cores para homem pelo diminuto preco de 160 e
00 rs., ditas para senhoras a 220 e320, e muito linas
sem costuras a 400 rs., Indias de novellos muilo gran-
des c da-sc amoslras, grampas a 40 rs. o maco, fitas
de linho a 40 rs. a peca, linlias de carrilel sortidas a
20 rs. e muilo mais miudezas com que todo o nego-
cio se faz para acabar, assim como vaquetas inglczas
para cobrir carro por preco commodo.
Vendem-se varias obras de labyrintho de bom
goslo: na ra da Guia n. 9.
Vendem-se palitos de panno fino francez pre-
los e de cures a I69 e 189, dilos de merino setim a
169, dilos de seda cor de palha a 109, dilos de alpa-
ca prela a 109: na ra do Crespo loja amarella 11.
4, de Antonio Francisco Pereira.
Vendcm-se cortes de lanzinhas mnilo finas de
15 covados cada um, a 49500 rs., dila a 320 rs. rada
covado, chales te lila e de casimira de uina s cor e
de barras a 69 cada um. na ra do Crespo loja ama-
relia n. 4, de Antonio Francisco Pereira.
Vendem-se casimiras finas francezas, brancas e
de cores a 29 e 29500 cada urna : na ra do Crespo
loja amarella n. 4, de Anlonio Francisco Pereira.
A 4#000 o alqueire de farinha de man
dioca.
Vende-se a bordo do hiate Audaz,
defronte do caes do Collegio, em porces
ainda se vende por menos: trata-se no
escriptorio da ra da Cruz n. 40, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Keis, contina a ter superior potassa da
Kussia e da Amcriea, por preco razoavel,
e cal de Lisboa da mais nova.
Vendem-se sedas lizas e de quadros furia cores
a 19200 rada covado, zulmira de seda a 480 rs. o co-
vado, kclviuas lisas c de quadros a 560 rs. o covado,
corles de seria cscoceza com 15 covados a 129, e ou-
lras multas fazendas datmm .-oslo : na rna do Cres-
po loja amarAlbi ii. 4, de Antonio Francisco Pereira
rociada Edwla M.w.
Na ra de A-pollo n. 6, armazem de 71c. Calmont
& Companhia, aeha-se cons^ntemente bons sorli-
inenlos de taixa de ferro coado ebatido, Janto ra-
sa como fundas, munidas inetiras todas de ferro pa-
ra a ni mnes, agoa, etc., dilas para a rmar em madei-
ra de lodos os lmannos e modelos osmais modernos,
machina borisnnl.il para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esro vena para navios, ferro da Suecia, e fo-
Ihas de (landres ; ludo por barato preco.
VENHAM VER ,E COMPRAR.
Baratosim, fiado nao.
A 59000 rs., o corle! II
Na ra do (.lueimado laja n. 17, ao p da bolica,
vendem-se corles de larlalana moderna com listra
de sed para vcslidos de senhora pelo diminuto pre-
co de 59000 rs., cada um. Esla fazenda he muilo de-
lirada, e vende-se por lao bsiio preco por ser por
conta dos fabricantes em Pars.
Vende-se um bom escravo, moco e sadio : na
Iravessa da Madre de Dos, armazem n. 21.
Vendem-se esleirs de palhas novas a 149 o
cento, chapeos de palha a 129 o cento, cera amarel-
la 500a libra : na ra da Cruz do Recife, laberna
de Luiz Freir de Andrade 11. 31.
, Maracaz.
Chegou loja de miudezas da ra do Collegio n.
I, urna porran de maraca/.,que se vendem pelo preco
de 60 rs.
Vende-se urna casa na grande povoacilo de
Ponta de Pedras, com padaria, laberna e commodos
para familia ; a tratar na ra eslreila do Rosario n.
II, taberna de Manoel do Reg Soares, aonde sce*
plicar as commodidades da dita casa e o preco.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-sc velas de cera de carnauba de compo-
sicao, feilas 110 A racaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, c por mais commodo preco que em
c iilra qualquer parle : na ra da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
NO ARMAZEM DE CJ.ASTLEY
ECOJfP>KT.A, QUA DO TRAPICHE N 3,
ha para Vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de f landres.
Estando em verguinha.
Cobre de 24 a 28.
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados part mesas.
Tapetes de laa para forro de salas.
Formas de folha de ierro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Ac de Mi lao sortido.
Lazai as e clavinotes.
Papel de paquete, ingles;
Bnm de vela da liissia.
Graxa ingleza de verniz para arreios.
Arreos para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e latao.
Chicotes c lampeSes para carro c cabrio*
let.
Cabecadat para montaria, para senhora.
Esporas de acopratcadas.
Chumbo cm lencol.
ABADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amato acha-sc para-vender ara-
dos <** i'rtp de --'! ior qualidade.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
lon & C, na ra de Senzalla Nova n. -42.
Viudo do Porlo superior engarrafado.
Sellins inglc7.es.
Ilelogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carfo.
Farello em saccas de 7> arrobas.
Foinosde farinha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para lorio.
Cobre de forro.
HE MODA!
Alpacas de sedas lisas, furta c-
rese dequadrinhos, proprias para
vestidos, vende-se pelo baiatissimo
preco de 500 rs. o covado: na ra
do Crespo n. 16, esquina da na das
Cruzes.
Farinha de mandioca.
Vende-se a bordo do patacho Flor da Verdade,
ltimamente clie^ado de Santa Calliariiyi. e-o qual
se arlia fupdeado defrnnle do caes do Ramos, supe-
rior farinha de mandioca e por barato preco ou na
ra do Trapiche n. 6, segundo andar.
FAZENDA DA MODA.
Alpacas de seda de quadros e lisa, furia-cores, fa-
zenda para veslidos, do melhor goslo que tem viudo
a esla praca, por presos que muilo lio de asradar ans
compradores; quer parle : na lojadn sobrado amarello, nos qualro
canto da na do Queimado n. 39, da Jos Moreira
Copes.
Vendc-se superior e nova farinha de mandioca,
chesada rccenlcnienlc de S. Malheus : a bordo do
patacho Amisade Constante, e hialc Amphilrite, ou
na ra da Cruz n. 3, escriptorio de Amorim lr-
maos.
Vendem so ricos pianos com cxeellenles vo-
zes e por precos commodos: cm casa de J.C. Kabc,
ru do Trapiche n. 3.
PBL1CACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchiuhos de N. S. da l'c-
nlia desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceieo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e de.V S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1JO00.
|$ Deposito de vinbo de cham- @>
(& pagne Chateau-Av, primeira qua- A lidade, de propriedade do condi J\
& de Mareuil, ra da Cruz do lie- aa,
cife ii. 20: este vinlio, o melhor
99 de toda a champagne vende- 9
* se a .".S'000 rs. cada caixa, acha- A
- se nicamente em casa de L. Lo*
W comte Feron & Companhia. N. B.
S As caixas silo marcadas a fogo
{$} Conde de Mareuil e os rtulos
3| das garrafas sao azues.
QUEIJOS.
Vendem-se muilo bous queijos do serISo desle
chamados de picnca, os lucidores que tem appareci-
do venda : na ra do Queimado, luja n. 14.
FACTO SECCO.
Vende-se muilo saa e boa carne, pelo baralo pre-
co de 4j000 a arroba, e faci secco de gado, por ba-
rato preco, proprio para escravos : na ra do yuei-
mado, loja n. 14.
Vende-se urna muala perftila engommadeira
e coslureira, com 30 annos, e bem parecida ; um
ninl.iiinlio rom 6annos, um nesm de n.u.'io. una
muala de 2 annos com urna filha de 9, muito bo-
nita ; na ra da Scnzala Velha 11. 70, segundo an-
dar, se dir quem vende.
.No .11 ina/.em do Joao Caroll Jnior, defronte
do Trapiche Novo, lia para vender barris com car-
ne salgada de vacca e de porco, de superior qualida-
de, lalas cora sopas c carne conservadas, cabos de li-
nho novo, algumas velas de embarrarlo, c urna ba-
tanea rom urna porco de pesos de ferro.
Na ra do Cabugn n. 14, loja em frente da
ra das Larangeiras, ha bons cortes do casta prela
sem flores para lulo.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de lindo adamasca-
das para roslo a 109000 a duzia, dilas lisas a 149000
a duzia, guardanapos adamascados a 39600 a duzia :
na ra do Crespo 11. 6.
UNHA DE CARRITEI. DE 200 JARDAS.
Vendem-se em casa de Fox Brotber, rna da Ca-
deia do Kecife n. G~2, rarrileisda mais superior linha
que lem viudo a este mercado, cada carmel tem 200
jardas.
BRINS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cAr a 600 e 700 rs.
a vara, fustn branco alcoclioado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para babados a 28000, gan-
ga amarella trancada a 320 o covado : na loja da ra
do Crespo 11. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bom goslo a 49000 cada um, ditos de cassa
chita a 29OOO, ditos de chita franceza larga a 39000.
lencos de seda de 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na ra do Crespo, loja
i- 6.
V ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada reccnlcmenle da America.
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potass* da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a pregos ba-
ratos que he apara fechar conlas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muito saa e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 4S000 rs.
a arroba em pacoles de 4- arrobas : no armazem da
porla larga ao p do arco da Conceirao, defronte da
escadinha.
Ai que irio.
Vende-sc superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs., ditos brancos a
liaOOn., dilos com pelo a imilaco dos de papa a
I94OO rs.: na ra do Crespo loja n.-6.
Vepde-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Bio Doce,
com 720 pes de coqueiros, com boa casa
de vi venda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' ra do Rangel n. 56.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de abnele, de paten-
te 1112l1v.es, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
AGENCIA,
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e mcias moemias para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. V
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
che n. 5.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de Guimaraes & Hcnriques, rna do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo baralissimo preco de 180 r. o covado.
NOVAOBLEANS.
Barato sim, liado nao.
Na ra do Queimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furta cores lisa e de lislras intitulada
Nova Orleanspelo barato preco de 300 rs., o cova-
do, sendo esla fazenda muito propria para veslidos
de senhora e meninos; gaze do laa aseda de cores
as mais delicadas.muito proprio para veslidos de se-
nhora e meninos a OO rs. u covado.
Na ruada Cadeia do Rerifen. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem viodo a
osle mercado.
Porlo,
Kucellas,
\erez cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em eaixinhas de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preco mnilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ba para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle ebegada.
Taixas para engeraos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz-, continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com, promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-sc a venda, em latas.de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber di Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
RONITA PECA.
Vende-se urna negrinha de 7 annos de
idade, pouco mais ou menos, muito boni-
ta igura : na ra do Queimado n. 7, lo-
ja da Estrella, de Gregorio & Oliveira.
Vendem-se 3 molecoles de idade 18 anuos, 2
escravos novos de lodo servico: na ra Direila n. 3.
Vende-se sal do Assii, a bordo do hiale Ang-
lica : a tratar na ruada Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
Na loja de i perlas, na ra do Qucimado n. 10,
de Manoel Jos Leile, vende-se por menos de seu
valor as seguintes fazendas : btrege de lila e seda
para vestido, fil de linho de cores, leques ricos de
madreperola e sarao, lencos de cambraia d linho.
chapeos franctv.es prelos, collarinhos de linho para
camisa.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem n. i.
Attencaa.
Vende-se a taberna sita no Pateo do Terco n. 2,
com poneos fundos, oo mesmo s a armario: a li-
(ar na ra Direila n. 76.
SYSTEMA MEDICO
HOLLOWYA.
PIULAS HOLLOWaY.
Este iiiesinavel especifico, cranoslo inleirameu-
le uc herva ineduuiaes, nao coiilem meicqrio, nem
uuti.i alguma substancia deleclerea. Benigno mais
leura infancia, e a compleico mais delicada, lie
igualmenle prompln e segu o para desarraigar o
nial na compleico mais robusta; he inleiraniciile
innocente em suas operaces. e efleilos; pois busca o
remove as doencas de qualquer especie e grao, por
mais litigas e lenazes que sejam.
tul re mimares de pessoas curadas comiste rene-
dio, muilas queja eslavara s ponas da mirle, per-
severando ein seu uso, conseguiram recobrar a sau-
de e toreas, depois de haver teulado intilmente,
todos os oulros remedios.
As mais alUictas aio devem enlregar-se A deses-
peracao: facam um competente ensaio dos eftkazes
efleilos desla assombrosa medicina, e preatea recu-
"raro o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em lomar ce medio para
qualquer du seguinles enfermidadea:
7
Accidentea epilpticos.
A I poicas-.
Aiu polas.
Arelas (mal d';.
Aslhma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou eilenua-
cao.
Debilidade ou falta de
(oreas para qualquer
cousa.
Desiuleria.
Iloi de garganla.
a de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Enrcrmidadesn6figado.
a venreas.
Enxaqueea.
llerysipela.
I ein es biliosas,
a intermitientes.
da meus-
de loda espacie.
Gola. I
Heme
Hvdf,
Ie.ierici
IndigestoesT
Infla mm
Irregular!
Iruacflo. '
L ombligas le lada espe-
cie.
M al-de-pedra.
Al anchas *"lHHi
Obslrucrjio i
I'lithisica ou
dflfcr-
S>mptomas segundario
Temores.
Tico doloroso.
Ccera.
Venere (mal).
\ endem-se eslas pilulas no eslabeleamenlo
de Londres, n. 244, Slrand, e na loja <
boticarios, droguistas e ootras peanas encarri
de ,ua venda em loda a America do Sul, Havao
lle-paiiba.
Vende-sc asbocelinhas a m ris. Cada urna del-

\
las con lem urna instruccAu
em porluguez para
plicar o modo dse usar denlas pilula .
deposilo peral he em casa do Sr. Sonro
maceulico, ua ra da Cruz n. 22, em Pecnamueo
PECHI.NCIIAS. -
Corles de sedas de quadros a 20000, ditos da ba-
rege de seda a OJOOO, dilos de selim preto e de co-
res bordados para collele a 5)1000, dilos de casemiras
de cores a 3 e 4j000 : na rna do Queimado n
loja de Bezerra & Companhia.
Cassas trancezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boanbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Vende-se um excellenle carrinho de ara
mu bem construido,cem bnm estado ; est ):
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6,
dem os pretendentes eiamina-lo. e Iralar com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz m
Recita n. 27, armazem.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na ra da Cruz do Recife no armazem n. (
Anlonio Francisco Marlins, se vende os mai
rieres queijos londrinos, presuntos para fiambre,
tintamente chegados na barca inglesa Fatpa-
raiio.
Moinhos do vento
"orn bmbasele repuio para regar borlase bai]
de capim. na fundicade D. W. Bowman : na I
do Brum ns. 6,8 e 10.
Devoto Cluistao-
Saliin a luz a 2. eilicHo di livrinlio, denominado
llevlo Cbrislao.mais correrlo e acresccnlado: '
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
branras e de rores de um s pauna, muilo grandes e
le bom posto : vendcm-se na ru* do Crespo, loja da
esquina que volla pata z cadeia.
MUITA kTfMkd:
Vendc-se cortes de cassa com barra moito benitos
por 25-jOI) rs., dilos de cambraia brancos de co-
res com babados, dos mais modernos a 49200 rs., di-
los de cambraia de seda, cortes.de seda escocei de
hom goslo chegados ltimamente, cassas de
modernas a 500 rs. a vara, chitas fitas a 180 e '200
rs. u covado, corles de cnlleles de fusiao a1l00
casemira Je algodao a 320 rs. o covado, brisa
godao ele cores proprio para palitos a 250 ra. o;co-
vado, rorles de casemira de lindos padroesa 5
rs., clwipos prelos francezes a 6)000 r., dito* de
sol de seda de cores a 69200 is.,, chales de al
de cores a 800 rs., e oulras mais fazendas por |
muito commodo: na loja de Leopoldo da Silva Qoei-
roz, roa do Queimado n. 22.
Vende-se um casal du escravos bonilas fi-
sura- ; na praca da Boa-Vista n. lOjJ
ma casa aluga-sc ou arrenda-se um ara lava-
do, para qualquer eslabelecimento, e par'
modo.
OBRAS DE LABYRINTHO.
Vendem-se toalbas, lencos, coeiros de' labyrnlliq,
de lodas as qualidsdes, rendas, bicos largos e o
lo, por commodos precos : na roa da Crin do Re-
cife u. 34, primeiro andar.
w
V
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores (-.euros limito grandes e encorpados,
dilos branros rom pello, muilo grandes, imitando os
de laa, a 1$i00 : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
.%*
POTASSA BRAS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recen temen te, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons clleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-se relogios deonroe prala, mai
baralo de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Senotito da fabrioa de Todo* os Santos na Babia.
Vende-sc, cm casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, alzodaO trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-sc em casa de Me. Calmont J Com-
panhia, na praca do Corpu Santn.11, o segninle:
vinbo deMarseillecm caisas de 3 a 6 duzias, linhas
cm novcllos ecarreteis, breu cm barricas muilo
grandes, ac de mita o surtido, ferro inglez.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender divenas mu-
ricas para piano, volo e flauta, como
icjain,(|iiailtilli;is, valsas, redowas, seho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
ESCRAVOS FfJGIDOS.
Contina a estar fgida desde o dia i i
prximo passado, a escrava, parda, acaba)
nome Mathildes, com os signaes seguinles :
lanle vermellia, cabellos prelos e corri*
grande, bstanle eia de cara, umhigo grasv
passandose a m3o pela barriga perfeilamea
nhece. com falta de denles na frente ; des*
que esleja a titulo de forra, lavando roupa pelos ar-
rahaldes desla cidade, ou acoulada em aliara* casa'
com o mesmo Ululo, pois he eugommadeira, e al-
guem (alvez pouco escrupuloso esleja deafruetando
seus serviros : por isso que se previne a quem mali-
ciosamente a liver occullo de a mandar entregar na
rna imnerial n.3l. a seu senhor Manoel Joaquim
ferreira Esleves, do contrario viodo a seu ce
menlo o lugar em que a mesma escrava se acha oc-
culla, se prolesla ir sobre quem assim lenha obrado
com lodo o rigor da lei, cobrando dias deservios, e o
mais que a mesma lei permiltir.
Desappareccu no dia 8 de selembro o esclavo,
crioulo, de nome Anlonio, que cosluraa trocaro no.-
me para Pedro Jos Cerillo, e iulitular-se forro,
he muilo ladino, foi escravo de Anlonio Jos de
Sant'Auna, morador no engenho Caite, comarca de
Santo Anio, e diz ser nascido no serillo do Apody,
estatura e corno regular, cabellos prelos, carapioha-
dos, cor um pouco fula, olhos escuros, ntriz grande
e grosso, beicos grossos, o sembianle om pouco fe-
chado, bem barbado, porm neita occasto (ai com
ella rapada, com todos os denles na frente ; levou
camisa de madapolao, calca e jaqueta branca, cha-
peo de palha com aba pequea e urna Irouxa de roo-
pa pequea ; be de suppor que mude de Irage: ra-
ga-se porlanto as auloridadcs noliciaes e pesaoaa par-
ticulares, o apprehendam u Iragam nesta praca do
Kecife, na ra larga do Rosario n. 24, que se re-
compensar muilo bem o seu trabalho.
1009000 de gratificaco.
A quem apreseutar o moleque Alfonso, do naci
Cimundongo, idade 20 e tantos annos, bastante sec-
co do rorpo, feicoes miudas, allura regular, com
duas marcas de feridas no meio das cosas ; tiesap-
pareceu de casa em 17 do corrate agosto, pelas 7
horas da larde, e como nao leve motivos para fugir,.
e leve sempre boa conduela, suppoe-se que fosse fur-
tado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
godao grosso e chapeo de palha com lila prela larga:
quem o Irouxer ra de Apollo n. 4 A recebera a
gralilicacao cima.
Ainda continua estar fgido brelo qnc, cm 11
de selembro prximo passado, mi un Monleiro a um
mandado no engenho Vcrlcnte, acompanbando urnas
vaccasde mando doSr. Jos Hernarriiuo Pereira de
Brilo, que o aluguu para o mesmo nm; o escravo he
de nomo Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cumia, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perna direila, cor prela, nadegas em-
pinadits para fra, pouca barba, lem o lerceiro dedo
da miio lireila encolhido, e falla-lhe o quarlo: le-
vou vestido calca azul de zuarle, camisa de algodo
lizo (iinrncano, porm levou ootras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, e usa
sempre de coi rea na cinta : quem o pegar leve-o na
ra do Vigario n. 27 a seu senhor RomSo Anlonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pcloiiriuho arma-
zem de assucar n. 3 e 7 de RomAo i C, que ser re-
compensado.
Desappareccu no dia 1. de agosto o prelo Hay-
mundo, crioulo, com 23 annos de idade, pouco maia
ou menos, natural do Ico, conhecido all por Ray-
mundu do Paula, muito convivente, locador deflau-
tini. cantador, quebrado de una verilha, barba ser-
rada, heiros grossos, estatura regular, diz salier'lr
e escrever, lem sido encontrado por vezes por delraz
da ra do Caldeireiro, jimia mente com urna prela
ua concubina, que tem o appellido de Maria chico
reis ; porlanto rnga-se as autoridades poliriaes, ca-
pilaes decampo e mais pessoas do povo, que o ap-
I n i-11end.iin e levem a ma Direila u. 76, que serio
generosamente gratificados.
PERN.: TVP. DE M. V, DE FARIA. -1854
\i
f
'
V:


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E5NLZH6R5_SNBMHU INGEST_TIME 2013-03-25T13:19:16Z PACKAGE AA00011611_01372
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES