Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01371


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Full Text
*
ANNO XXX. N. 218.
SABBADO 23 DE SETEMBRO DE 1854.
>
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mesM cidos 4,500.
miiii
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
1
i


i-

i
DIARIO DE
KADOS DA SLBSCRIl'C.AO'.
Bario M. F. de Faria; Rio de Ja-
la Pereira Marlins; Baha, o Sr. F.
bi, o Sr. Jcaquim Bernardo de Men-
irahiba, o Sr. (lervazio Viclor da Nativi-
Naul, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
oSr. Antonio de Lerao s Braga Ceara, oSr. Vic-
riano Augusto Borges} Maranhao, o Sr. Joaquim
n Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 60 d/v27 1/4 d. cotn prazo
Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, IOS po 100.
Rio de Janeiro, l 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discerni de lettras a 6 o 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas......* 299000
Moedas de 6400 velhas. 168000
de 69400 novas. 169000
de 4000...... 9000
Prata.Pataces brasileiros..... 19040
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
'partida dos correios.
Olinda, tollos os das. .
Caruar, Bonito e Gtranhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e 28".
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAtt DE 1IOJE.
Primeira s 5 horas e 18 minutos da manha.
Sesunda s 5 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sexlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.' vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quarlaso sabbados ao raeio dia.
EPUEMERIES.
Setembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manha.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da Urde.
29 Quarto crescente 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
das da semana,
18 Segunda. S. Jos Cupertino f. ; S. Thomaz.
19 Terca. S. Januario b. m. ; S. Nilo b. m.
20 Quarta. S. jejum (Tmporas ) S. Eustaquio.
21 Quinta. S. JVJatheus ap. e evangelista
22 Sexta. ( Tmporas ) Jejunr. S. Mauricio m.
23 Sabbado. ( Tmporas ) Jejnm. S. Lino p. m.
24 Domingo. 16. testadas Dores da SS. Vir-
gen! Mi de Dos. Nossa Senhora das Mercez.
ITE 0FF1CIAL
Kmtei
ljn>o das armas
Mate ila. arma, de Pernam-
HN Steelfe, em 22 da setam-
kr*>oU&4.
ORDEM DO DIA N. 147.
Expendo alguns Srs. commandanlc de corpos do
exercitn existentes na guancao desta provincia, o
embarace que eacontravam na exerucao do alvar
de 12 de marro de 1810, depois da pubtirac3o do
decreto de 10 de abril de IR!-' na parle relativa a*.'
dilj rro que os conselhos de adminislracilo se deviam
l nos respectivos cutres dos
a llieso tirara, o coronel com-
|t interino, por intermedio da pre-
rrou este mbar ico ao conlieeimenlo do
yjido a respeilo esclarecmenlos; e o
BP*so expedido pelo ministerio
i 7 de asusto ultimo,foi ser-
ando o arl. 14 da citado al-
nsellios extraordinariamente,
js designadas cm cada mez en-
i Bao h.ivia inconvenientes para
^(extraordinariamente os eonsellios,
cofres qualquer quanlia provenien-
e, qnamlo tal recolliimento se Dio
Rsac asduas s(sses ordinarias; o que
coronel emnmandunte faz publico pa-
ra o Iteeconvenientes.
o.Manoel Muniz Tataru.
tr-Caniido Lt, Ferreira, ajudaule de
orden, encarregado do det.ilhe.
I .tai
EXTERIOR.
nomias. He com transportes desta natureza, que
certas companhia9 fazem o commercio. Apesar da
vigilancia activa dos agentes do governo, s se talla
de sotTrimciilo e de privare- frequenles daquelles
emigrados. No anuo fiado, os sinislros forain bai-
lantes de navios, que fazem estes embarques, a bor-
do dos quaes a cholera se manifest umitas ve-
zes. ( Jornal de C. de Lisboa. )
INTERIOR.
INGLATERRA
Bmigracio de Liverpool em 1853.
'Liverpool que principalmente saliem as
a le emigrados, que lodosos annos deixam o
ato da velha Europa para a America do nor-
asmo para a Australia. Esle movimento
rito coosideravel antes de 1K.,:t, augmentou
naUaquclle anuo. Cilcula-se o nume-
tef, qae. se empregaram naquello trans-
se lornoii um dos almenlos mai- acli-
tltedo porto. Devemos ao mesmo
^^Hj|mento de um novo seero .I,.
ioedbiodustria, orisem de grandes inle-
fc os negociantes la cidade, a saber: a
;' venda dusobjectos de todas as quali-
i que os emigrado-se proveen, quer seja
para sen proprio uzo, qu.r seja como primeiro fun-
do de um commercio, e que pertendem cstabelecer
no panto daseu destino, mis sobre ludo falo, cal-
cado, movis e tarramentas.
Segando o resumo fficial, o nninero dos emi-
gradas que embarcara em Liverpool no anuo de
1853, fui de -2V00Q?lfiu he nenessario observar
qna os agentes do gqeerno lem rosistro, sen.lu dos
iuJividijoslranwoxLa4D*aj)os uavius propriame.ile
dito* do emigros, os quats nenlium oalro objecto
de commercio lem em vista, e sao os nicos a que
a tal permilte a inspeco.lo e transporte. Nem os
paquetes a vapor, qualquer que seja o numero dos
seus passageiros, nem os navios de commercio, ama
vez que nao lomam mais d>: doas viajantes.por cem
toneladas, se permiti esle movimeiilo. No eajtrelan-
to sabe-so que partiram, no auno lindo, perlo de 19
mil pelos doas meios, o qae eleva a :H*,tOO a tola-
lidade dos emigrados por Liverpool cm 1853.
225:000 emigrados, de que ha registros, 187,
i aos Estados-Unidos, 10,000 s posses-
sdo nortada America, 21,000 para a
Ha, e o reto para diversos ponlos das Indias
es. Era urna cifra de >,000 eslrangeiros
inisdamente, todos os emigrados eram subdi-
tos krtUanicos, e quasi todos irlaudezes, a excep-
ta* daquelles que iam para a Australia, qae
I Sima grande maioria da inglezrs propria-
HltlM. Por melade dos frotes establecidos,
navios, comportandoju ilos setccenlas setenta e
ma mil quiubeulas e trinla e qualro toneladas, fo-
l empregados no lrsns|>orle dos emigrados. A
llrilia conta oeste numero 59 eiobarcaeoes com
80:700 toneladas.
Os emigrados, que se enciminham para a Aus-
tralia, dividem-soem duas classes. Uns recrulados
pelo governo e enviados custa du estado, que sao
sempre homeus sem recursos pecuniarios, he ver-
dade, mu vigorosos, de moralidade conhecida, e
ptoprios, par todas as razoes, para fsimarem na co-
loaria o ncleo d'uma excedente populadlo obreira.
Os outros vao de ordinario munidos de um peculio,
mais ou menos forte, a maior parte das vezes con
a certeza de encontrar all urna po-icanja de ante-
mo para ellos preparada, ou, certos de se oceupa-
rem pela sua industria, ou pela pralica dos offirios,
que, se sabe, to mais lucra-.ivos naquelle paiz. Mul-
to poucos se deslinam aos Iraballios das minas ;
lodo* parlem com otom;,io de vollar i Inglaterra,
qusado livercm acummulado ama fortuna, qae Ibes
permita abrirem all um eslabelecimento.
Os emigrados, pelo contrario, que vao, ou seja
para os Estados Unidos, ou seja para o Canad ou
para Nova-Brunswich, deixam o solo natal sem
pensar na volla ;esao all victimas da miseria,
Alguus con.osuein melliorar sua comir.io, mas o
maior numero nao oblem -anli.ir para formar eco-
RIO SE JANEIRO.
SEKAOO.
Sessao' da 7 de acost.
I.ida e approvada a acta da antecdanla, procede-
so i eleicao da deputac.io que lem de receber o mi-
nistro dos negocios do imperio, e sahem eleilos os
Srs. remandes Chaves, Paula Pessoa c O. Manoel.
Nao havendo expediente, passa-jd ordem do
dia.
Contina a terceira discasso adiada da proposi-
to da cmara dos deputados sobre os limites das
provincias de Maranhao e Goyaz.
O Sr. Costa Ferreira sustenta o projeclo e res-
ponde aos argumentos produzidos contra elle pelo
Sr. 1). Manoel.
O Sr. Montezum/t suslonla tambera o projeclo
depois do que fica a discusslo adiada pela hora.
Sendo introduzido o ministro do imperio com as
formalidades do estylo, coulina a segunda discussao
do orcamenlo de sua repartirlo.
Oram os Srs. Manoel Felizardo e Costa Ferreira,
e fica a discusso adiada pela hofa.
8
Lida e approvada a acta da precedente, o 2. se-
cretario le o segninle expediente :
Um requerimentodo porleiro interino do senado
Jos Marlins Viauna, pedindo urna ajuda de custo
para aluguel de casa perto do senado, e augmento
do salario do servente que trata da limpeza da casa.
A1 commissao da mesa.
Vai a imprimir o projeclo de lei apreienlado pelo
Sr. Hollanda no dia 5 do correnle.
Le-se o seguinle parecer da cnmmissa de mari-
nha a guerra sobre a proposicao da cmara dos Srs.
deputados relativa i prelenrao do guarda-marinha,
Antonio da Cusa Barros Velloso. Ficou sobre a
mesa.
a A' vista das informacoes dadas pelo governo era
avisos do ministerio da guerra datado de 12 de jM
nho de 1853, c do ministerio de marinha di 6 si
mesmo mez e auno, enlende a commissao de mari-
nha e guerra que o guarda-marinha Antonio da
Cosa llanos Velloso se aoha habilitado com os co-
nheciinentns precisos para ser transferido, como al-
feres alumno, para o corpo de engenheiros, e
porlanlo pode ser adoptada pelo senado a
tao de 25 de agosto do anno lio Jo, remetlida
mar dos deputados.
Paco do senado 7 de agosto de 1854.M. F. S.
e Mello.Mrquez de CcuciimtmUvnda Caval-
eanii. -. 9,^99"'''^<
Procede-se nomea(Ao da depula;3o que tem de
receber o ministro ojos negocios do imperio, e sahem
eleilos os Srs. Angelo Muniz, Souta Ramos e Vas-
cun cellos.
Passando-se ordem do dia, coulina a leiceira
discusso adiada da proposicao da cmara dos depi-
lados sobre limites das provincias de Maranhao e
Goyaz.
O Sr. D. Manoel combale a proposicao e em
apoio de sua opiniao l o seguinle parecer dado pela
commissao de estilstica da cmara dos deputados no
anno de 1845 :
a A commissao de estalistica em resallado de 13o
longo e mediato exame, e coja descripcio succinla
acaba de apresentar a esta augusta cmara, propoe-
se desde j a cmiltir seu juizo acerca da questao ver
tente; pastando ao depois a fundamentar esse juizo
sobre a opiniao qae forma das allegacoes por parte
da provincia do Maranhao comparativamente com
as raides eipostas pela de Goyaz.
Parece, poia," commissao que e deve recom-
mendar ao governo a'eslricta e liberal observancia
do decreto de 25 de ooluhro de 1831, que' creon
villa da Carolina na provincia de Goyaz, na parle
qae determina os limites que foram dados mesma
villa, e que para de urna vez pr-se lermo s duvi-
das e desintelligencias qae lem suscitado a qaestao
de limites existente entre esla provincia e a do Ma-
ranhao, e do que lem provindo graves conflictos e
embancas s autoridades e aos habitantes do ler-
ritorio em que le d semelhanle questao, parece de
necessidade que o mesmo governo disponha quanlo
anles que a linha que naquelle territorio determina
os limites de urna e outra provincia seja bem discri-
minada e reconhecida por ambas, e de modo tal que
possa evitar futuras conleslacoes.
' Funda-se a commissao nesle parecer nao s' pe-
las razoes inconlroversas que ao apresenladas por
parte da provincia de Goyaz, e que ficam expendi-
das no lugar competente, como pelas que se pdem
deduzir das refnlares as allegasoes mais sobresalien-
tes, que sao fcilas por parle do Maranhao, e que a
commissao passa a apresenla-las.
o A primeira he, pelo que parece, a mais valiosa
allesai.ao que ha por parte do Maranhao em sus-
tentculo do pretendido direito sobre o territorio em
questao, a demarcacau de limites a que ahi se pro-
ceden em 181 (i, o que por mais de urna vez se lem
TOLKETI3L
DOIS CSAMELOS INFELIZES.
POR NATHANIEL.
IV
I'ni bello cAiMimcnto.
(Conlinur,ao.)
Ai\na Mobray Mara de Glandetez.
Abandonada! deshoorada! perdida! minha mai,
sua nialilirao malmi-me. Ah slou liem punida !
le rareif que ser de mim '! Elle parti escreven-
rlu-me que cufian era sua iniilber, que eu nao linha
o direilu de .issijnar o que havia assignailo, que el-
le recobrava sua liberdadc e reslituia-me a minha.
Nao bailavam lanos soffrimentos! a deshonra veio
marcar-me na fronte com um signal horrivel. Mi-
nha lillia, nao lens pai, esconle-tc em meu seio, ha-
veri urna macula em toda a tua vida, pura e inno-
cente victima, houve vergonha sobre leu berco.
Todava, meu Dos, vos o sabis : elle pronnn -
rinii em vossa presenta as plavras que lgam dous
destinos, e recehestes stu jurameido assm como o
meu; porque raza s cu compro o que ambos Ii-
nhainos prometlido"? Elle diz que reslilue-me a l-
lierdade, vos o oovis, meu Dos Tomou-me no rc-
garo de minha mai, feliz, sem macula, sem remor-
sos, e deixa agora ao desespero e ao opprobrio o res-
te de urna vida que perturban. A liherdade de mor-
rer de ddr e de vergonha, cis a que elle me res-
(iluel i
llorrivcis pensamenlos atravcs-am-mc a cabe-
ra. Serei destinada a acabar por um crine? Ser
MM um crime para quem solfre lano? Viver sem
poder levantar os olhos, viver para ouvir minha l-
llia censurar seu nascimenlo, viver para nao ter um
nome que dar-lhe, viver com o rulor na fronte, ol!
nao leudo acoragem dctoHrer essa Iri'le vida ; pe-
rii-vos de joelhos dasgrafas, meu Dos, mas poupai-
me i vergonha. V.que m>. dstts urna alma qae
a deslmnia revolla, vos que sois poderoso e boni, re-
cobei em vossu seio vossa fra ;il crea I ora. Ella nao
psida mais soilrer, meu Deoi. Iieivou nos arbusto i
Viile Diario u. 217.
tratado ueste parecer.Ella cm verdade seria decisiva
em semelhanle queslo e a favor do Maranhao, se
ordenante o governo essa demarcaco nao Ihe impu-
zetse a clausula expressa de, depois da mesma de-
marcaco concluida, subir ao governo para receber
a real sanneo e approcacao : e sabendo-se, ou pe-
lo menos nao constando de acto algum governativo,
qae fosse posterior demarcaco, que nao houve
essa sanecao e approvtfao da parle do poder real,
claro e-la que a mesma demarcaco, por mais re-
vestida que fos-e de aulheuticidade em seu proces-
so, ficava do nenhum effeilo, e virloalmeulo impro-
cedente.
Consiste a segunda allegarlo em que por 10 an-
nos ( de 1828 a 183& ), a jurisdicrao civil, policial,
eleiloral e militar fura no tercoiro districlo ( a ribei-
ra da Farinha ) do termo da Chapada exercida por
parte do Maranhao sem que houvesse objecc.an al-
guma da parte de Goyaz. Dado mesmo que houves-
se essa juris'liicao em lodo esse esparo de lempo, o
que he apenas certificado pelas actas da cmara mu-
nicipal da Chapada,que nesla quesillo se aprsenla ni-
miamente inleressada na encorpurac.lo daquelle ter-
ritorio aoseu lermo: jurisdiccao cuja existencia parece
ser equivoca,;! face da informacoque deu ao governo
presidente de Goyaz em seu officio de 18 de mar-
50 de 1835, inserto no majo referido a esta provin-
cia, e que, quando mesmo a houvesse, nao poderia
ser semlo elTeito da ignorancia em que se fazia per-
manecer os habitantes daquella ribei;a,a respeilo da
invalidade da demarcar,^ de 1816, por falla da con-
firmacao do soberano; essa jurisiliccao,pois,se a hou-
ve, so foi exercida no lerceiro districlo do lermo da
Chapada, que cometa na margem direila do rio da
Farinha, c vai ao norte terminar na cacboeira de
Sanio Antonio, districlo que forma una parle do ter-
ritorio em questao.
o O mais esseucial da 3 allegado he que da as-
.emhla legislativa do Maranhao tinham emanado os
aclus de 29 de abril de 1835, e de 8 de maio do mes-
mo anno, designando o territorio que se comprehen-
dia no lermo do Riachao ; mas, alcm de que esses
actos sao nullos e de nenlium effeilo em preseuca
do decreto de 25 de oulubro de 1831. que creoo a
villa da Carolina (e por esta circumstancia a com-
missao jolga que a esta augusta cmara cumpre to-
mar conhecimento desses actos, c proceder a respei-
lo conforme for de jusliea,) nunca se deve legislar
sobre taes objectos goiando-se pelas norOes vagas e
lacertas que se podem colhcr de descripres geo-
grfcphicas, porque ordinariamente sao inexactas,
principalmente as que dizera respeilo ao nos- paiz.
o Tambem se allega que, sendo aqoelle territorio
muilo remolo e distante da accao governaliva de
Goyaz, serve elle muilas vezes de refugio a revolto-
sos a malfeflores que dalli vem impunemente com-
Meller depredaees no de Maranhao ; e que alli se
im acoular mais de 800 rebelde* depois da (ler-
da ultima revolla dessa provincia. O primeiro
couveoJBDie allegado lia de sempre subsistir, qaal-
uer que soja a provincia a cuja jurisdiccao per-
farHlntiu em questao ; e jo mais porque a
fflflacoo, o os meios de subsistencia q'uo of-
ferecem a* soas extensas malas rios, proporcionam
aos trnsfugas nm refugio seguro e providente, do
que a distancia a que se acha das capilaes das duas
provincias ; e quanlo ao segundo ponto, parece que
fica refutado com o proprio documento sob n. 7 por
parle do Maranhao, informando ao presidente desta
provincia qae o de Goyaz linha nossa occasiao vindo
Carolina, nao s para tomar medidas contra os re-
voltosos que se hav iam alli acolhido, como revalidar
a jurisdiccao governaliva qne linha sobre aquelle
territorio.
Nao apresenlaudo as demais allegacoos argu-
mento se quer plausivel para poder objecla-las,
alem disso, indo ja mai longo esle parecer, a cora-
missio deixa de prosegui-lo ; reeommendando lti-
mamente que para a mtlhor elucidado e apreciarlo
desla tao altercada questao, e a nao se julgar con-
venienle a opiniao da commissao, se ioslilua um no-
'vo exame comparativo sobre os differenles papis
desta qoesMo ; e por urna commissao especial ; por-
que a commissao de estalistica, nao confiando muilo
da propria opiniao, s deseja que esla augusta c-
mara se decida pela verdade e jusliea.
Paso da cmara ddt depotndos, 28 de marco de
185.Jos Joaquim Machado de Oliteira.G. /.
Rodrigue! dot Santoi.Antonio Thomaz de Go-
doy. n
Julgando-se discutida a maleria.Jie a proposijao
approvada para subir sanelo imperial.
Sendo introduzido o ministro do imperio com as
formalidades do estylo, continua a 2-. discusso do
orcamenlo dessa repartidlo.
O Sr. Vergueiro depoi s de azer varias conslde-
racoessobre os meios mais proprios de promover a
riiloiii-acao para o imperio, prosegue nos seguiutes
termos:
A agricultura precisa entre nos do urna inver
saogeral, porque nao temos agricultura presente-
mente, nao se pode chamar assim a que nos temos
ahi estao algumas lojas cheias de instrumentos
aralorios que nao lem sabida nenhuma. Islo he
que o governo deve promover de alguma forma.
A agricultura, por ser moilo vulgar, por haver
muila genle que professa essa industria, he lida em
desprezo, lem sido pela maior parle exercilada por
leigos, nao se Ihe d importancia. Mas eu cnido
que he o ramo de industria que depende de reaior
somma de conhecimento. Por isso ao governo com-
e espinhos do camiuho os thesouros de affeicau que
Ihe dsles, agora vacilla, e vai cahir, se nao Ihe es-
leuder a mao.
liarla, minha irmaa, he a ti que fallo? Eslou
Tora de mim, as idas abrazam-me a fronte, urna fe-
lire lerrivel devora-me. Tinhas-me eicriplo, ou
devia responder-te. Tinhas-me pedido um nome,
e eu lambem linha um nome, um nome que me ha-
via sido dado peante Dos, um nome que linha-
me penetrado tanto no coraran, que julgava nao es-
quer-lo jamis, o esqueci-o como ludo o mais.
Eu eslava lao bella nos-e dia Edgard eslava a
meu lado. Rom Edgard, quanto me ama Foi elle
que prometleu amar-me e proleger-me, nao he as-
sim? Foi a elle que prometli um amor cierno? Ti-
ve um sonho horrivel, julgava nao sersua mulher ;
mas a porta abrio-sc. veio alguem ; Mara, etnu sal-
va, lio meu amigo, meu guia, meo apoio. Ali! ago-
ra lembro-me, linha.-m- pedido o nome dellc, eu
chamo-o Edgard, os uniros o chamara sir Dudley. >
CONCLUSAO.
Quando osla carta chegou ao castalio de Saint
Vincenl, madama de Saiseval abro-a, e nao alrc-
veu-sc a enlrcga-la filha. A doenra de que Ma-
ra eslava atacada linha feilo tantos progressos ilu-
tante o vero que ella au poda mais sabir do quar-
to. Ernesto e a mi nao a deixavam. Quanlo ao
conde, ia lodos o dias regularmente passar duas ho-
ras com ella depois do jantar, e nunca se c-squeca
de perguutar-llio se nao Picara brevemente em esta-
do de desccr a sala de jantar, o que nao deixaria de
ra/.er-llic muid, bem.
Botto Mara, Ipezar de scus soffrimentos, dei-
xava ver sobre os labios um leve sorriso. Depois que
senlia-se perto da niorte tinha-lhe vallado um rao
lie alegria. e ella havia recobrado sua mitiga scre-
mdade. Para engaar a mil, qae nao coubeca a
sravidadc da doonca, olla corava todos os dias com
rebiqiic al faces braitcas como cera, e disse una vez
a Ernesto surrindo melanclicamente, que era essa a
nica de suas prcrogalivas de mulher casada de oue
leria usado com prazer.
llevo fazer-me acora Barrida, acrescentou
ella, porque nao lenho lempo a perder ; nao he as-
sim. Ernesto?
Ernesto s responda com suspiros suffocadns. Sua
arle impotente nao serva aeaao de marrar-lhe desa-
piedadameule o dia da morle de Mara sem iKido-lu
asiar.
Todas as vezes que o relogio tocava, n som rel-
nia-lho dolorosuinenle n'alma como um dobre f-
nebre. Era a diminuirao de urna vida que breve-
mente nao se contara mais por dias, sean por ho-
ras ; era mais urna gota d'agua, que sabia de urna
fonte quai secca. Os mesmo- indiffsrenles nao po-
dam chegar-se ao leilo em qne se extingua taula
rormnsura r virtude sem etperimcnlarem um senli-
menlo de dr e de sympatha. Com efleito era um
doloroso espectculo o dessa mulher moca, que oc-
cultando por urna terna piedade para com a mai que
a linha sacrificado a realidade de sua doenca debai-
xo da hypocrisia da sade, dispunha-se a'espcrar o
golpe fatal, como se fosse urna testa, e tallava anda
em ruliiro, quando a ioefavel runia da morle per-
cebia-se j dcbaixo do rebique que ia desapparecer
aos fro sunres da agona.
Todas as conversables de Maria com a mai eram
cheias de Icmbranca de Auna. Elle linha oblido sea
perdao. Madama de Saiseval, assustada pela ultima
carta do Auna, linha consentido em cscrever a filha
arrepeudida, para induzi-la a ir abracar a irmaa.
1 oreen esse convite havia Ocado sem resposta, urna
segunda carta, e depois urna terceira liveram a mes-
ma surte.
A anciedade de Maria era tao grande, que a mai
delerminou-se a escroaer ao cnsul franzez em Lon-
dres, rosando-Ihe que lrasse informado-. Ernesto
de sua parte havia escripto ao seu amigo. Todos os
dias esperava-se a resposta, e todas as vezes que as
cartas chegavam, va se passar pelo semblante da
docnte um rao de esperance que se eclpsava logo.
O verao tinha-se terminado sem produzir nen-
lium melhorameulo no estado de madama de Glan-
devez. 0 outono linha lomado as folhas amarel-
las, e ellas comcravain a cahir. A natureza tomata
o luto.
O cura de Chalcanneuf, que desde que a doenra
do Maria fazia progressos lao rpidos, assenlava-se
todas as manhaas alguns momentos junto do leto,
linha vindo hora ordinaria, e Maria desejou licar
a sos com elle.
a Senhor cura, disse-lhe com voz fraca, como
se fallasse-llic a respiracao, s ha uina consa com
que nao posso reroiiciliar-me cm meu destino... he
a igo-rancia em que eslou sobre a sorle de minha
pobre irmaa... Porque razao Dos, tan hom para
comigo, sera mais severo para coiu ella ?
Ah minha filha, dissc-lhe lirondamente o
sacerdote, be porque sua irmaa e vosseno seguiran
a mesma vereda. Vosse aceitn o sacrificio, e sua
irmaa Iranspnr. os lmites do dever para ir ao que
julgava ser a felicidade. Vosse soflreu seu destino,
pete estabelecer escolas. Me lempo de haver algu-
ma escola para a educirlo profesiional da agricul-
tura. Eu julgo que na te pode ser bom agricultor
sem ler alguns conbecinepios de chimica, de plo-
sin e de mecnica, e timbero de calculo ; ao me-
nos essa parle das mathemalicas elementares enton-
elo qae he muilo necetsaria. Pois, seuhores.como ha
de o agricultor enlenier o modo por que se faz a
vegelacao e os meios le meHiorar em ler alguns
conhecimcnlos chimico!? Nao he possivel.
Nos temos aqu urna lociedade patritica, digna
de lodo o elogiu, que temfeilo grandes esfor(us para
promover a agricultura, he urna sociedade auxilia-
dora da industria em geral. Jgazsociedade tem
feilo bstanles Irabalhos; uas, permitla-se-me di-
zer,-ao irabalhos pouco proicuos,porque ella os nao
pdc fazer melhores. Ella Um manifestado so me-
Ihori-s desojo-. Mas como sk> as sociedades agrno-
mas e induslriaes que se orgtnsam na Europa ? Sao
formadas de proprielarios ntelligentes que lem
os conhacimenlos prelmmres que 3o necessarios,
estao preparadas cora os onherimculos que sSo
auxiliadores daquelle objecti. e nao hes da agricul-
Iora,lambem dasoulras indutrias. Por isso estes so-
cios proprielarios, que silo o que lem desenvolvido
mais a agricultura na Europa, s3o os proprielarios
inlelligentes,porque os oulrosque nao lem inlelligc-
ncia, que nao lem estudos, nio podem avanzar para
diaiile ; esses deixam-se fica: na rolina, o que fa-
zem he aperfecoar lambem js vezes a rolina ; mas
os grandes mclhoramenlos hi s a intelligencia que
osproduz. Essa intelligencia rtorm deve ser auli-
bada pelos principios que oouduzem os melho-
ramentos. Eis como florescen as sociedades de agri-
cultura na Europa. Eu vejtnos jornaes-M. de lal
fez na sua fazenda taes e tan melhoramentos ele.
Mas entre nos nao, a socidade he composla de
pessoas que moram mesmo o corte, sao as que tra-
balbam nisso ; os socios de'ora conlribuem com a
sua mensalidade como eu fago nao fazem oulro ser-
vico. E porque he islo ? Po'que nao ha socios que
facam experiencias, que auxlicm com seus ronhe-
cimenlos proprios? Fallara-ios estados elementa-
res. Se os estudos elemenlaes eslivessem general-
sados haveriam muilos ^irorrielarios que auxlas-
sem este cslabclecimenlo. issm, esta sociedade
faz oque pdc, esla colhendoludo o que ha de bom
no eslrangeiro para publicar aqu.
Mas a gricullura do Brasil t;m um carcter muilo
particular que uo pode sorar todas as regras, nao
Ibe sao applicaveis todas as bservac.cs que fazem
os agrnomos da Europa. Os da Europa escrevem
era um ponto mais elevado; a escrevessem no Bra-
sil por -o,i experiencia propril, referiam-se actua-
lidade era que se acha. Porlanlo o que o governo
pode fazer a ele respailo he cnar algumas cadeiras
deslas.
Quaudo cu eslve uo miniserio du imperio em
1833 lembrei-me de estabdecrr um curso a manei-
ra do que em Coimhr se diana curso de pbiloso-
phia, que era um curso de .ciencias mathem.it i. i- e
yhjuca*. ,1'orm. eti irt.-sjuerui ^u este etarno -
vesse urna extensao 13o graute'; q^Ba que se en-
sinassem do malhema ticas simente^rquellas elemen-
tares que servem para o ua domestico, e lambem
de chimica e mecnica someale aquillo que tivesse
applicacao industria, e prncipalmcnle i agricul-
tura, pareca-me que a cote ao menos devia ler
um eslabelecimento desses, e julgo que as provin-
cias haviam de copia -lo logo ae elle fosse bom, que
fosse plausivel.
Ma sha anda outra cousa importante a conside-
rar em todas estas queslOes, le a moralidade. Urna
sociedade nao vai bem senai quando a poltica as-
senla sobre a moralidade ; una vez que se desloque
para outra base, ludo se lian-toma. Parecen ao
principip que a actual adinin-lraco quera entrar
neslas vistas, quando nos pnmelteu a couciliac.io e
alguma cousa de progresso. Eu a fallar a verdade
nao acredilei neslas promesas.
O Sr. D. Manoel :Apoiido.
O Sr. Vergueiro: Mas emfim nao conteslci,
diss : a Demos lempo ao lenpo, poder ser.... >
Mas essas esperanras duvidosa que eu conceb estao
perdidas iuteiramente, a tal concliacao, o tal pro-
gresso moderado nao se qnei, regeita-se.
O Sr. D. Manoel:Apoialo.
O Sr. Vergueiro :Fiqueide lodo desengaado
por ama confissao que fez nesli casa o oobre presi-
dente do conselho, sobr urna operaeo em que o
nobre ministro do imperio teie tambem parle. Al-
gumas vezes lenho tocado nists nesta casa...
O Sr. D. Manoel :VI locando sempre.
O Sr. Vergueiro :Eu atlrbuo a grande desmu-
ralisac.lo que se observa no Brasil inlerveoraoque
o governo tem as cleces.
O Sr. D. Manoel :Apoiaiissimo.
OSr. Vergueiro:Mas nao pensci que essa in-
tervencao eslivesse levada a un ponto tal que o no-
bre presidente do conselho canbsse o qae aqu nos
conloa como urna couia ordinaria, como um bom
feilo.
O Sr. D. Manoel:E fundido na constituirn.
O Sr. Vergueiro:Quando lie ouvi dizer; Eu
officiei, ou escrevi ao presidenb de Goyaz para que
excluisse fulano da lista trplice para senador... e
nao sei se disse tambem o que nimpria nomear, se
o nao disse consta isso por oulr< parte 11...
O Sr. D. Manoel:Disse lanbem. A chapa li-
nha ido antes.
O Sr. Vergueiro:O nobre presidente do consc-
e sanclificou-o pela submisso e lela paciencia; el-
la quiz fazer o eu por si mesma,
< Esle pensamenlo de mima pobre Aonavol-
la-me incessanteinenle e perluria-me, lornou tris
lmenle a docnte.
a Scus pensamenlus sobro ella devem ser ora-
coes, re-pon.lee o sacerdote.
Maria agradecen ao velho cura fazendo um signal
com a cabera ; pelo leve movimento de seus labios,
e pela pressao que suas delgadas e transparentes
maos impriman! ao pequeo crucifio de niarphim
que seguravam, pde-sc porceber que ella orava pe-
la irmaa.
Quaudo a doente senlio-se algum tanto mais lor-
ie quiz cumplir os ltimos devores, e cutan come-
cou urna desses scenas sublimes, que approiimam o
eco da Ierra : o vcneravel sacerdote inclinando a
fronte idosa para essa graciosa cabera de mulher,
que anda na flor da mocidado curva'va-se dehaixu
do peso da dr, um velho exhortando morle urna
menina, urna ennlissao de aiijo ouvida por um san-
to, a virtude ajoclhada dianle de Dos, erogando
pela innocencia.
O da eslava tao bello, que linba-se aberlo a jancl-
la que dava para o jardn!, lima branda virarlo
Irazia ao quarto da doenlco balito embalsamado das
flores, que ella linha cultivado. Aquella brisa tao
suave, aquelle co tao puro, aquella sol, que asso-
mando no horUonle tu lliante e radioso, deixava ca-
hir scus raios sobre aquello semblante coberlo da
pallidez da morle, emlim ludas as alegras de urna
bella manilla, o ludas as tristezas de una cxisldfta
que acaba, havia nesse contraste um poder irressti-
vcl, que leria locado as almas anda as mais duras,
e que despedacava o coracao do sacerdole.
Poucos anuos antes elle aprcsenlra pela primeira
vez Maria no altar, e agora em vez de fallar-llie do
Tuturo devia fallar-lhe de morle. Sua vclhirc esla-
va reservada para aquelle triste ministerio As la-
grimas do velho cahiam com suas palavras. Oiiviu-
do aquella victima aecusar-se de seus snflrimcntos,
como qualquer so aceusa de suas faltas, vendo tan-
ta innocencia conhecer o arrependimenlo, tanta pu-
reza pedir misericordia, o ministro de Dos enca-
necido na pratica de todas as virtudes lancava tre-
mendo os olhos sobre si mesmo, e acliava macula,
na sanlidade de sua vida.
Entretanto as palavras sagradas soavam anda, o
noril.io ilo reo pailas a sobre essa agona, e o silencio
apenas era perturbado por alguma andorinha que
prestes a partir para iongiuquosclimas dava de quau-
Iho principion dizendo : a Islo nao est prohibido
pelo cdigo nem pela lei da responsabildade, logo
posso-o fazer. Depois, como o presidente da pro-
vincia repuguou a islo, como em sua consciencia as-
senloii que devia dexar o voto lvre, que era do seu
dever mauler a liberdade do voto, disse: Nao,
nste caso antes quero a minha demis-ao ; o Sr.
presidente do conselho demilto-o. fHMe he que eu
digo que nao poda dexar de ler parte o nobre mi-
nistro do imperio, por que havia de ser quem lavrou
a demi-.io. Dah nao Ihe pareceu que eslava an-
da seguro, que poda blcr seus fins, disse: I Anda
que escolla um presidente inuito capaz para nao me
dexar ficar mal, no entretanto podem-se dispor as
cousas era contrario, a o altern a ordem dos vice-
presidentes. Creio lambem que foi o nobre minis-
tro do imperio que fez esla alterarlo. Ora, um mi-
nisterio que quer a conciliario procede desle modo,
dando ordem ao presidente da provincia para inlro-
duzir fulano na lisia trplice, demillindo o presiden-
te porque nao se molda a sua mensagem?...
O Sr. D. Manoel:Porque foi homem do bem.
O Sr. Vergueiro :Nole-se que eu nao sou dos
que aqui mais disputam conlra o governo, excepto
nesta parle ; nao Ihe perdo cousa nenhuma a res-
peilo de cleiees, porque a base do negocio he essa.
O governo mostra que nao tem con lia ora na une lo,
nem as insliluices, porque o que quer he formar
as maiurias artificiaes, porquo nao' desiste disso, es-
t prompto a capitular com ludo com lano que se
facam as clcires a seu goslo. E vem dizer aqui
mu francamente que dea ordensaos presidentes das
provincias, e qucosdemille quando clles nao que-
rem sujeitar-se s suas disposir&es Pois um minis-
terio assim he proprio para a concliacao ? E quan-
do confessa islo, que cu julgo horroroso, dcclara-o
urna cousa natural e innocente': se o nao consideras-
se innocente nao havia de dize-lo aqu.
Sr. presidente do conselho leu-nos tambem os tre-
chos de algumas cartas da correspondencia que leve
sobre a eleie.io de S. Paulo, e ha quem diga que o
mais importante nao se leu.
O Sr. D. Manoel :Agora he que eu sei bera dis-
so tudo*
O Sr. Presidente do Conselho Pode dizer o
quequizer.
O Sr. Vergueiro:Agora me conlaram que V.
Exc. supprimio as carias mais importantes, e era na-
tural que assim succedesse ; pois urna eleico que
eslava abandonada pola opposicllo, em que nao havia
candidato da opposicao, assim mesmo urna corres-
pondencia lao aturada, de taas cartas... Eu sup-
ponho que a uecessdadc da reforma das secretarias
he esta, he o grande lempo que se loma uas eleices
por isso he nocessano augmentar os Irabalhadores.
Eu sinto muilo repetir estas cousas que devem
ser muilo desagradavois ao nobre ministro do impe-
rio, a quem eu respeilo, a quem lenho uina estima
particular de ha milito lempo : ennbeco suas bou
qualidades, parece-mc que se uo fosse o grande res-
peilo e consideraco que Ihe merece o Sr. presidente
do conselho, pela loga experiencia que elle tem dos
negocias, c que cortamente deve induzir o nobre mi-
nistro a alguma condescendencia, eslou que nao ha-
via deassignar a demissao do presidente Mariani,
nem a transferencia do vicc-presidcnle Fleury : isso
foi tuna condescendencia, dcsculpo isso....
O Sr. D. Manoel:Eu uo.
O Sr. Vergueiro :O nobre presidente do con-
selho be homem que goza de grande consideraco
por seus talentos e sua actividade a lodos os respei-
los ; nao admira que um moco que entra de novo
tenha com elle todas as consideraces, todas as con-
templares, he isso milito dcsculpavel. Mas eslou
cerlo de que, se nobre ministro obraste por si.inde-
pendentemente, uao havia de demitlr o presidente
Mariani, porque se nao sujelaria a praticar um acto
Ilegal c injusto para fazer a eleie.io.
O Sr. D. Manoel:Muilo bem.
O Si. Vergueiro :Eaqui nao se me ha dizer
que me redro s folhas declamadoras ; nao, eu reli-
ro-me aos proprios fados relatados pelo nobre presi-
dente do conselho, dalli he que cu tiro que nao cum-
pre a sua promessa...
O Sr. Presidente do Consellw :Eu nao fiz pro-
messa nenhuma.
O Sr. D. Manoel (para o orador):Vai muilo
bem, ptimamente.
O Sr. Vergueiro:Nao sei qual de nos est mais
esquecido.
O Sr. Presidente do Conselho :Veja o meu pro-
gramroa.
O Sr. Vergueiro :Parecia-me que con vi I,na lo-
dos para urna concliacao, que dizia que havia ser
conservador progressisla.
O Sr. D. Manoel .rindo-te): Apoiado, apoiado !
O Sr. Presidente do ConselHtr?Isso sim, he
verdade.
OSr. Vergueiro :Bem: queabria os bracos a
lodos, islo he, a lodos aquelles que quizessem volar
conforme suas prescripces,
O Sr. Presidente do Conselho : Segundo o se-
nhor he assim.
O Sr. Vergueiro : Que eslava prompto a rece-
ber todos os que fossem para elle ; mas como he que
quer que v3o para elle? Os fados que produ-
zio o mostrara...
O Sr. Presidente do Conselho: Sempro fiz mais
do que V. Exc. fez quando ministro.
O Sr. Vergueiro : ... recebe aquellos que se
quizerem suscitar rosamente sua vonladc.
do em quando um grito brando e mavioso, como se
quizesse tomar aquella jove alma sobre suas azas
para ir dep-la no seio de Dos.
Quando depois de ler dado todos os soccorros da
relisi.'io, o cuia de Chateauueuf deiiou a cabecera
da i le n I o, Mara passou algumas horas tao tran-
quilla, que a mili comer,ava a recobrar e-per.un;.i-;
mas consultando Ernesto com os olhos enconlrou-lhe
no semblante urna expresso de dor tao pungente
que conheceu que os ltimos momentos da filha es-
tavam prximos.
Mara chamou a todos com um signal para junto
do leilo, tomou a mao da mai e levou-a aos labios.
Pediu depois perdao ao conde de Glandevez de lo-
dos os iicommodos que Ihe dera sua dnenca. De-
pois iieliiiaiido-se para Ernesto disse-lhe com voz
lie baxa que suas palavras parecaos sahir de um
tmulo:
a Ernesto, dopois que cu morrer, lome este
pequeo crucifijo e conserve-o em minha memoria.
No meio dessa scena de dor, porta abrio-se re-
penlinamcnle, e um criado cnlrcgou a madama de
Saiseval urna carta com o sello da Inglaterra. Quan-
do Maria onvio a mi annunciar essa boa noticia
rompendo vivamente o sello, um relmpago de ale-
gria brilliou-lhe nos olhos, c depois ajudada por
Ernesto levantou-sc um pouco, e asseulou-se.
Madama do Saiseval abri convulsivamente a car-
la, a qual conlinbao seguinte:
Em Bedlam no quarto n. 23 foi encerrada em
consequencia de urna alicnacao mental Anua Mo-
bray, [-'raiiccza, que disse ler \inte c dous annos.
Sua prisao he pasa por un generoso gculil-bomem
chamado sir 1..i.i.l Dudley, o qual d lambem o
iiccessario para u tralainonlo de una menina pcrlcii-
cente a dita Anua Mobrav, c que lieou sera pro-
teo cao.
Aterrada e allonjla, madama de Saiseval vollou-
se para o leilo de Mara ; porcm ja era larde, ella
linha cateado do oflrcr. No muiente em que a
mi abra a carta. Maria procurando o olliar de Er-
nesto filo com una firmeza snciilar sobre a retrato
dcixado por madama de Ruuville, indicava-lhe o
co como a patria onde se haviam de tornar a en-
contrar lodos tres e entregava brand,iineiile a alma
a Dos. S quando enlrou no seio paterno fui que
ella soulie quanto tnha de rogar pela irmaa.
Madama de Saiseval na agona de sua dor dexon
cahir a caria fatal, e preciplou-se sobre o leilo da
morle. Ernesto que linha (ido com um olliar a
triste noticia, ferhou respeitosameule os olhos de
O Sr. Presidente do Conselho : E o senhor
quando era ministro?...
O Sr. Vergueiro : Nao tratamos de quaudo e
era ministro, eu nao promclli ser conservador pro-
gressisla. Quando eu fui ministro, at fui aecusado
de iramoralidade, e respond a isso parece-me que
vicloriosamenle,
O Sr. Presidente do Conselho : Tambem tudo
isso que diz j foi respondido.
O Sr. Vergueiro :Nao he resposta dizer: a Vos
fizesles o mesmo i>; sigam-seos nossos bons exem-
ptns, mas reprovem-se os mos. Nao he dizer :
a Vos commcltestes uro crime, eu posso commetter
oulro.
O Sr. Presidente do Conselho : Quem nao sabe
execular nada do que aconselha,he Iraco para aconse-
jar.
O Sr. Vergueiro : J digo, agora nao pode di-
zer que me refiro a peridicos exagerados que propa-
lan! calumnias refiro-me as palavras proferidas
aqui.
O Sr. Presidente do Conselho : Mas nem por
isso pode deixar de fazer o mesmo que fazem esses
peridicos. -
O Sr. Vergueiro : O que eu digo he que o no-
bre ministro tem adoptado esse nefando syslema de
dirigir as eleices...
O Sr. D, Manoel: Apoiado.
OSr. Piesidente do Conselho : aO senhor he
que quer dirig-las.
OSr. Vergueiro:....para fazer>triumphar a
sua vonladc. Como nao quer que se diga que o sys-
lema constitucional esl falsificado O governo o
que quer he fazer as elcicOes, e para isso he que mu-
da os presidentes, donando smenle aquellos que o-
bcdcccm ssuas vonlades.
O Sr. D. Manoel: Perfeilamenle. ^
O Sr. Vergueiro : Me como se traduz aquillo
que o senhor disse. Veja que ao me refiro a perio-
cos da uppo-.ic.ni.
OSr. Presidente do Conselho: O senhor pode
ser lambem peridico da opposcao.
O Sr. Vergueiro : o que eu snlo he o Sr. mi-
nistro do imperio estar tambera envolvido neslas
massadas....
O Sr. D. Manoel: Apoiado, massadas !
O Sr. Vergueiro : Mas desculpn esta condes-
cendencia por pessoa tao respcitavel e que deve pre-
ponderar...
O Sr. Presidente do Consellio: Islo he lctica
sedira, nao prodnz effeto.
O D. Manoel : Vi indo, v indo.
O Sr. Presidente do Conselho : Nao precisa de
suas ordens.
O Sr. D. Manoel: Vi indo.
O Sr. Vergueiro : as irmandades todo aquel-
le que lem mais viveza, actividade energa, o esfor-
ca-se em ir adianto, he oque domina a irmandade ;
cliama-s a islo carola....
O Sr. D. Manoel: Apoiado. Aind lem oulro
nome.
O Sr. Vergueiro: 0-B,oHrc presidente do con-
selho lem mais energa, mais actividade, mais animo
para a\anear, porlanlo deve dominar ; ainda que
nan fosse presidenle do eunselho dominara.
O Sr. Presidente do Coiuel/io : Por esse
animo be que resist no lempo em que serv como o
senhor.
O Sr. Vergueiro :J digo, sinto qae o nobre
ministro do imperio eslivesse mcllido nisto, porque
nem lodus Ihe daro a descolpa que eu Ihedou.
O Sr. Presidente ao Conselho : Elle nao pre-
cita de sua desculpa.
O Sr. D. Manoel: V andando, vai bem.
O Sr. Vergueiro : E islo, senhores, cabe em
todas as queslOes do senado...
O Sr. D. Manoel : Todos os das. '
O Sr. Vergueiro : ... porque tem relacao com
a base essencial do syslema constitucional que esl
alluida, arruinada cora essa marcha que o nobre pre-
sidente do conselho confessa ter lido.
O Sr. Presidente do Conselho: Que o senhor
leve peinr.
O Sr. Vergueiro : Bem ; mas nao traamos
disto.
O Sr. D. Manoel : Vai perfeilamenle, Sr. Ver-
gueiro.
O Sr. Presidente do Conselho: Ora, o senhor
nao ha de adiar que vai perfeilamenle Eu conten-
lo-me com o acrordo da maioria.
O Sr. D. Manoel: Faz bem.
O Sr. Vergueiro : Quaulo colonisaco j le-
nho dito bastante...
O Sr. Presidente do Conselho : Falla-lhe ou-
tra vez contar o caso de S. Jos dos Pinhaes.
O Sr. Vergueiro:Vou fazer agora urna observa-
eto para denunciar ao nobre niinislro.se nao tem noti-
cia ihs-n.um extravio, lie sobre a renda do correio,
que anda muito dislrabida. Esla renda principal-
mente no lempo das eleicOesavulla moilo; e ha
nella um defraude moilo coosideravel. Os presi-
dentes das provincias mandam expedir pelas respee*
livas secretaras as chapas dos individuos que sao ou
dizera ser candidatos do governo, nao sei se sao ou
nao : o que sei he que essas chapas sao expedidas pe-
las secretaras das presidencias, lendo nosobrescriplo
Scrvco Publicoao Sr. Fulano de lal.
Creio que pelas mesmas secretarias se fazem des-
pezas de papel, pennas, obres, etc., que se gaslam
neslas chapas. J se sabe que se ellas fossem lauca-
das no correio sem levarem as armas do governo,
Mara, tomou o crucifixo que ella Ibe deixara e fal-
lando a quem mo exislia mais disse :
A heranca he mais rica do que vose pensara
Maria, aceito sua sobrinha orphaa, e sua irmaa dou-
da. Vose va-se, legando-me um dever, adeos mi-
aba nula ; obrigado, meu Dos n
Depois voltando-se-para madama de Saiseval ac-
cresccnlou com um accenlo, em quea reprehenso
mislurava-se com urna ii.efavel piedade :
Ah '. senhora, Dcos he severo, mas he justo.
Dcixo-a com sua expiarlo. Chore, massubmetla-se.
Foi a senhora quem causou a desgrao,a de suas duas
filhas '.
Dilo islo. elle sabio para ir chamar o sacerdole.
Madama de Saiseval lirou abatida dcbaixo do pe-
so deslas palavras como se um rao a tivesse tocado.
Scus olhos pareceram abrir-se c a prophecia que Ibe
li/.era o cura de Chalcauneuf alguns dias antes da
fgida de Anua, vollou-lbe memoria, Pelu poder
de maginafao que foi dado ao homem, ella ropor-
lava-se a essa scena, e julgava a-islir-llie ainda, ou-
via a voz. do sacerdote, va suas filhas vivas o bellas ;
o mais nao passava de um sonho. Baslava-lhc urna
palavra para arrancar Maria c Auna a seu fatal des-
tino, e ella ia dizer essa palavra. Depois de ler-sc
abandonado algum lempo as illusGes de suas lem-
brancat, despertou repentinamente par a dolorosa
realidade de sua sHuaeRo, achando-sc em frente do
leilo de morle que Ihe linha apparecdo (res annos
antes as ultimas palavras do velho sacerdule.
Trc auno tinham sdu siilTiccnles para essa tre-
la. Tanta mneidade, tanta formosura, lauta graca,
tudo havia desapparecido e desses dous destinos lao
risouhos uo reslava mais do que um quarto de
dolida, c um leilo de morle. Taes foram os resul-
tados desses dous casamenlos.
Collocada entre os despojos moraos de Maria c a
carta que trac iva a sorle ainda mais funesta de Auna,
madama de Saiseval pz-se a ironice. Pareceu-lhe
quo a desgraca das duas filhas si lava ao co contra
cllastcve medo, sabio precipitadamente do quarto f-
nebre, c descerni os legraos da escada com passo
convulsivo cncontrou urna pessoa que suba. Er-
gucii os olhos e deu um grito como se houvesse to-
cado em una serpentc : essa pessoa era Agla. No
desprezo e no odio de que eslava animado o olhar
que esla laneou-lb-'.madama de Saiseval linha lido o
desliuo que Ihe reslava cobre a tena. Agla pare-
ca ja reinar nessa casa, seu ar altivo e desdenhoso
manifestava assaz suas pielonces e esperabas ; ella
nem vollou a cabecee continuando a subir sem pro-
haviamde pagar o porte de 120 rs. ou qualquer ou-
lro.
He verdade. que pde-se dizer que isso sao pin-
gos de cera: que he 6 vintens ? a Mas, senhores, sao
os milbares de pingos de cera que chegara para urnas
poucas de lochas. Parecia-me que era bom qae ao
menos se fizesse uir'^vjcommendacao aos presiden-
tes, para que nao cdi-v ^'uassem a defraudar a renda
publica desle modo, obrigando os cabalistas ou as
faeces a fazerem esas despezas.
Na ultima eleicao cmS. Paulo loinou-se isso mui-
to palele, e o presidente nao neguu, antes confes-
soa, porcm disse qruidava que sso nao fazia mal.
Nao entro agora na questao da cleica; s trato de
mostrar que be necessario aproveitar essa renda.
Por esse defraude creio que o secretario da presi-
dencia poda ser responsabilisado, porque he fcil a-
vrriguar em quanlo andn, conlando-se o numero
dos cieitorosa razio de 120 rs. cada carta, papel,
Unta, obra, ele. Julgo que essa responsabildade
pode ler lugar desde que se poz o caso em pratos
limpus sem admitlir questao nenhuma.
Porlanlo, recommendo esle negocio i consideraco
do nobre ministro. .
Tambem quera pedir urna simples informaclo a
S. Exc.
Ha na casa um projeclo que j passou em segun-
da discusso, aulorisando o governo para reformar a
secretaria do imperio. Eu tinha-me opposlo a esla
reforma; porm desojara saber a opiniao do nobre
ministro a esle respeilo, islo he, se rom efleito a re-
forma he noces-aria, e he lal que exija urna aulorisa-
cao do corpo legislativo. Kesumireus argumenlee
que lenh contra essa medida.
" OSr. Presidente: Perde-me o Sr. senador,
isso nao est em discusso.
O Sr. Vergueiro: Oh I se d Estamos dis-
cutindo a reparliro do imperio.
O Sr. Presidenle : Mas nao a autorisacSo para
reformar a secretaria.
O Sr. Vergueiro : Se eu quzer propr ui
emenda para que essa idea paise aqui, que me i
porta com o projeclo em que a lei esl ? He muila
reslriccflo da parte de V. Exc. Posso fallar sobre a
rubrica, c nio hei de dizer e perguolar o que he pre-
ciso nessa repartirljo.
O Sr. Presidente : Pode fallar sobre a secreta-
ria ; mas nao sobre a aulorisacao.
O Sr. Vergueiro :Se o nobre ministro fosse con-
vidado para discutir o prejbcto em que se acha essa
aulorisacao, eu nada dira agora ; mas elle nao lem
de ser convidado, e vislo que se trata nesla occasiao
da secretaria do imperio, desejo qae S. Exc. me in-
forme sobre as necessidades dessa secretaria para eu
rae poder'regular.
Ealendo que para o expediente da secretaria o no-
bre ministro nao precisa de aulorisacao alguma, por-
que isso he objecto de rosillamente do governo. O
nobre ministro pode precisar de lulorisadV para aug-
mentar a despeza, augmentando ordenados e crean-
do novus empregados.
Isso he objecto de lei, se bem que um nobre sena-
dor dissesse aqui na casa quelio sabia bem qnacsos
limites entre lei e regulamcnlo; porm sabe-se mui-
to bem no poni a que me refiro, porque he da cons-
tituicao o pertencer ao corpo legislativo crear em-
pregos e marcar ordenados, e porlanlo isso nao pode
ser nunca do poder execulivo.
Assim, pois, se o nobre ministro precisa de mais
empregados, que custa dize-lo ? quanlos precisa ?
Grcio que nenlium membro desta casa quer negar aO
governo aquelles meios de que necessila para bem
desempenhar suas funerales ; e por conseguinte, se o
nobre ministro disser que precisa de mais officiaes
de secretaria e de mais dinheiro para os pagar, lo-
maramos isso em consideracao,e lhedariamosaquilla
que entenderemos que era justo. Eis o meio por
oude eu quera acabar essa longa discusso.
Porm esse projeclo falla em tres directoras, eea
j disseque nao entenda o que eram directoras
dentro da secretaria. Suppoohoqae he o mesmo que
scenos ; mas ueste caso para que essa mudanca de
nome ? A palavra directora induz idea de gover-
nar, de ler urna autoridade propria ; ee islo he as-
sim cnlao eu digo que he urna moustrueaUadecrear
directoras deulro da secretaria a que peaBte) o ex-
poniente.
A secretaria be para o expediente; ninguem alli
governa senao o minislro, porque he o chafe da se-
cretaria, porque he o secretario, e por isso se diz:
ministro e secretario de estado ; mas, como nao
pude assisr a todos os detalhes do expediente; no-
mea-se eolio om oflicial-maor para tomar eonlaa
disso debaixo das vistas do secretario de estado. Onde
pois, encaixar n'uma repartidlo de expediente trea
governos ? Nao sei de que mancira ; e por ora isso
esla n'uma obscuridade lal que, desejaato eu dar ao
governo lodos os meics necessarios pin funecionar,
nao sei como hei de volar. Essas dltyctrias, caso
sejam necessarias, devem estar fra"
Eu nao linha esludado bem a materia quando fal-
lei, depois foi que a exaininei. Pare que lanas di-
rectoras? Ji exisle a directora das Ierras publicas,
a directora geral dos correios; ha lambem urna
pousa que nao sei se he direcloria da hygiene, e lam-
bem urna estacao administrativa immediala ; ha a
inspectora das escolas e nao sei o que mais. Tenlio
par atusado, e nao mo tem sido possivel descubrir para
que sao mais tres directoras, viudo a secretaria do
imperio a ficar com mais de meia duzia dellas. Acho
isso muito extraordinario.
inundar urna palavra, enlrou no quarto habitado
pelo silencio e pela morle. #
Sua alma inflexivel commoveu-se todava ao as-
pecto du quadrn que ahi aguardtva-a, e Xim senli-
mentn que assemclhava-se ao respeilo e i piedade
veio ahrandar aquella ndole de bronze. A caria
,qne refera a demencia do Auna linha ficado abor-
ta sobre o leilo da irma. Entre esses dous deslinos
que ella invejara pouco antes e que acabavam de
terminar lgubremente, Agla sentio cahir seu odio,
e cedfendo ;i influencia irresistive! da tranquilladade
e da paz qne reinavam nesses lugares perdooa des-
grara daquellas, cuja prosperdade havia amaldicoa-
do. Aglae era grande pela intelligencia posto que
corrupia pelo coracao, e comprchendia a virlade,
embora uao a pralicasse. Quando o semblante de
Maria appareceu-lhe paludo e triste, mas cora a do-
ce mageslade que urna morle santa deixa sobre o
semblantearlos que nao cxislem .mais, ella senlio-se
vencida, e achou-se ajoelhada sem o saber e sem o
querer diante daquella mesma a quem affcclava af-
fronlar quando eslava ainda viva. Fcou assim se-
pultada alguns-mnulos em suas reflexoes, e depois
Icvantando-se lirou lentamente urna rosa branca que
Irazia no cinto, depositou-a sobre o leilo da defunta
murmurando estas palavras: Drete, pobre me-
nina quebrada por um deslino que nao era feilo para
la pureza e innocencia, cao qual urna mai impru-
dente quiz conduzir-te. Achnslc teu lugar no seio
do Dos, Mara, e deixas-me o meu sobre a Ierra. n_
Depois continen abandotiando-se ao curso de suas
deas: Eis aqoi tres destinos de mulher beaa es-
Iranhos Entradas lodas Ires na Hca social em que
uina pessoa deve quebrar os obstculos ou'ser que-
brada por elles, lodas tres deixamos nella alguma
cousa : Mara, a existencia ; Anua, a razao, eeu. a
alma, a qual sinto que Dos rejeilou I Deslas tres
raparigas rsoohas que ha qualro annbs corriam dc-
baixo dos verdes carpes, resta hoie urna santa no
co, urna douda no hospital de Beldaw.a urna fidalga
nu caslello de Saint Vincenl.
No momento em que pronunciava esta ultimas
palavras um sorriso deslisou-se-lbe pelos labios, e
ella accrescenlou abaixando a cabera :
A fidalga he lalvez a mais miseravel das tres.
Mas levantu logo a froute, e como se o urgulho suf-
focasse o gemido da consciencia, esclamou relirau-
do-se : Qae importa ? he preciso qae se compra o
destino de cada um : Maria morreu. Anua esl dou-
da, agora estamos nos dous conde de Glandevez
FIM.

. '
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iai itii Ann



!

n aijiiiiitja
DIARIO DE PERMMBUCO, SBADO 23 DE SETEMBRO DE 1854.
"W


I'orlanto o que eu de Iro, com a inlelligencia que lem, com o zelo que cos-
luma empregar no aeri jo publico, e a sua dedica-
do o trabadlo examinasse o que he precito fazer
na secretaria para melhorar o expediente Indepen-
denle de lei.
Eu j fiz minlia sema ia nessa secretaria, c em lem-
pos calamitosos, em lempos em que ella com elidi
iicci's-ilava de urna reforma muilo grande, porque
linlia sido regida por un otlicial-maior muilo hbil,
mas que linhi o arranjo da secretaria na cabera ;
nao deixou ficar nada, u o que eutrou era o opposlo
dello.
Se eu, por exemplo, quera nilo exceder as verbas
do orraroenlo e pergoaliva se ainda havia diuheiro,
o utliciil-maior me responda : a Vou mandar saber
no thesouro ; de sorto que ao principio fui neces-
ito saber no thesouro qjanln a secretaria tioha gas-
to ; ao depois e>tabeleci nina contabilidade que nao
sei se ainda existe : fiz oonlador de uro oftlcial, c as-
senlei que eslava do meu direito, que nao era neces-
sario recorrer ao corpo legislativo para estabelecer
essa conlabilidade.
Uouve occasiao de se procurar uns mappas, urnas
cartas topographicas. lembro-uie que urna Coi para a
abertura do canal do mangue, e uo foi pussivel
achar ; mandou-sc procurar no archivo militar, lara-
bem ah nao se achou, e afinal foi-se desrobrir na
mito do engenheiro que a linha feilo, o Sr. Monlciro,
qne nesse lempo era major. EnlAo estabeleci que
ligo sahisse papel nenia m daquella qualidade.
l)e oulra vez procurou-se a carta do nivelamenlo
do cimal da Pavuna : esta linha desapparecido, e di-
zia-se que linha ido para a cmara dos deputados ;
nao eslava la, ca afinal appareceu em casa de ura
depulado. Dissecu : a Islo he urna desordem, he ne-
cesario haver urna caia onde se guarderu todos ot
documentos esta I isl icos.
Providencien e astim fui andando sem barulho,
nao fiz regulamentos nem incommpdei o corpo le-
gislativo. Portanto aqu des defeitos que ha na se-
cretaria o ministro pode emendar muilo bem, est
isso as suat altribuijoe-.
Quero lemhrar um mclhoramenlo que eu qoiz fa-
zer, mas que nao se realisou, porque alm de grave-
mente doente, eslive mnilo poaco tempn nessa re-
ptrtijSo. Oque achei naquelle lempo de cerlo hoje
nio acontece, foi muila ignorancia dos empregados :
o qoe passava por mais lbil redigia rauito bem um
oflicio, extractava tambera muilo bem, mas nao era
capa/, d examinar um negocio. Nao havia all quem
nubesse urna lei administrativa da repartidlo, e cu
quero que os officiaes de secretaria sjam, nao dnu-
tores, nao exijo isto, mas que teoham conhecimenlo
das leis adminislrativas q ic correal pelas suas repar-
lijOes; histo indispensavel. Tenlei fazer urna col-
leccAo dessas leis, para entregar a cada um o seu
exemplar, afim de que esludassem, porque creio que
lodos aquelles que livessem boa eompreherisAo ha-
viaiii de querer habilitar-se; porm sahi e ficou isso
Msim.
Isto aponlo para mostrar que nao vejo necessidar
de de dar-se autorisaoo para o arranjo do expedien-
te : e aquillo que nao he expediente nao deve fazer
parte da secretaria; jnlao essa autordade que obre
sobre sua responsabilidade, deve estar fra, e dahi
haver o recurso compelerte para o governo. Enlen-
tlo que o governo nao deve administrar, deve s go-
vernar, e aquellas directora! que se crearem, essas
que administren!, mas en Lio nao podem confundirle
com o expediente da secretara : esle he o meu modo
de pensar.
Desejo, pois, ouvir a cpinino do nobre ministro a
este respeilo.
Indo-se proceder vo'.ajAo, reconhece-se nao ha-
ver casa, motivo pelo qual fica a discussAo adiada.
O Presidente designa ,| ordem do dia, e levanta a
esto.
9-
Lida eapprovida a'acto da anlecedenle, o primei-
ro secretario d conta dojeguiuto expediente:
Um ofDcio do secretario da cmara dos deputa-
dos, em que participa a eleijAn da mesa que tem
de servir no correnle mez.
Oulro acompanhando a seguinle proposijAo.
'A Ksscmula geral legislativa resol ve:
Arl. 1. Fica approv.ida a aposentadoria conce-
dida por decreto de 22 ce agosto de 180 ao jniz de
direito Francisco de Soma Marlins com o ordenado
por inleiro de 1:6009.
r Arl. 2. Revogam-si! as dispusimos em con-
trario.
Paro da cmara dos deputados, em 8 de agosto
ile 1854. Visconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Francisco Xavier Paei Brrelo, segundo secre-
tario.
Do primeiro Cea o senado inteirado, e a propos-
Jio que acompanha o segundo vai a imprimir nao o
estando.
Cm ofltcio do presidente da provincia do Mara-
nhAo, acompanhando urna representarlo da assem-
Iila legislativa da mesma provincia solicilando o
pagamento da quanlia d: 621:1639533, bem como
os juros da lei que ella possa ter vencido pelo me-
nos al o auno de 1827, em que foi fundada a divi-
da geral do estado.Remedido a commisto de fa-
zenda.
O Sr. Visconde de branles apresentou o seguin-
le projeclo ."
a A astembla geral legislativa resolvo:
Art. 1. O governo fica aulorisadn a promover
a eneoaMcajAo de. compaahias para a pesca, salga e
secca depeixes no litoral e rios do imperio, eonce-
deiuliy s primeiras que se cstabcleccrcm rcgular-
menle api diversas paragens lodos ou alguns dos se-
guiutesfavores.
fi i. Garanta de juros at 5 por cento por lem-
po que nio passe de cinco annos dos capilaes effecli-
vamento empregados na acquisijAo das embarcajoes
e aprestos necessarios para a pescara, e no estabcle-
cimento de felorias para o servido da salga c secca,
e abrigo do pessoal e material das companhias.
2, CoMesto de raariiiha e terrenos pblicos
as ilhas e costas de trra firme para a fndanlo das
ditas feilorins.
5 3. Itfl^fio por 10 ale 20 annos: primeiro de
dirciLos de importadlo das materias indispensaveis
para o servjo ptoprio das companhias; segundo,
dos direitos de xporlacAo, ellos de consumo inte-
rior, do peixe salgado ou peco, produzido pelas
companhias i terceiro, do rcoralamenlo para o exer-
eilo, c do servido da guarda nacional, a respeito de
lodos oa individuos utilmente empregados no servico
das companhias; e quar o do recrulamenlo para a
marinha, mesmo em ten po de guerra, a respeito dos
patines das emharcajet, dus mocos ou aprendices
menores de 18annos, e dos mestres ou directores dos
Irabalhos das feitorias.
' S \. Premios de 100 a 500 rt. por arroba de
peixe salgado ou secco com porfeijao, que durante
o primairosquatro antros, for directamente vendido
para o consumo interno, ou exportado pelas compa-
nhias.
Art. 2. O mesmo governo poden, sujcilar as
companhias. em compensaran dos referidos favores,
aps unus quejulsar conducentes para maior fomento
da industriadas pescaras, eaugmento da populacao
martima.
Oulrosim podera, nos regulamentos que fizer,
para evitar queso abuse dos mesmos favores, impr,
alm da perda dcsles, penas de prisilo al 6 mazes, e
mulla al 1:0009.
Arl. 3. Ficam revogadas asdisposijes em con-
trario. #
Pajo do seuado, 7 de agostle 1851.Visconde
de branles.
Fica sobre a mesa.
O Prndenle declara que vai proceder ao sor-
leio da doputacao quo tem de receber o Sr. minis-
tro dos negocio, do imperio, e sahein eleilos os Srs.
marque/, de Itanliaem, llollanda Cavalcanli e Arau-
jo Kibeiro.
Enlraudo-se naordcmdo dia, lem lugar a pri-
meir* discussau do projecto.apresenlado pela com-
roistitodeconsliluijAoautorisindo o governo a con-
ceder caria de naturalismo a Emilia Eulalia Nervi,
natural de Genova, e passa i segunda.
Segao-ae a lerceira dhieossao, com as emendas ap-
provudas na segunda do projeclo apresentado pela
commisto de fasenda, dos artigos addilivos desta-
cados do projeclo do ore: ment de 185* a 1855.
Etita ducusto ficou adiada pela hora.
Ii troduzidu o ministro do imperio com as forma-
lidales doeslvlo, prosecuea segunda discustoadia-
da do ornamento do imperio.
O Sr. Costa ferreira faz algamasMnsidcrarfics
sobre differentes auum ptot depois do que, dada a
honi, fica adiada adiseussao.
Retirando-se o ministro, o presidente designa a or-
dem do dia e levanta a tatito.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO BE
PERNAMBUCA.
HARANHAO'.
8. Xniz 12 dt aetaabro.
O mez de agosto, queem lodos os lempos parece
ler sido de pe-simo agouro, nao deixou de olTerecer
entre nos alguns desses factos, que nos obrigam de
cerlo modo, a acreditar as brochas tradiccoes dos
no-sos antepassados. A semana de S. Bartholomen,
foi toda recheiada d*sobra< que a credulidade pu-
blica, faz depender da vonladc do maligno anjo que
detranra avermelhado aos ps do archaojo S. Mi-
guel.
No dia 19 daqnelle tziago mez, no dislnclo da vil-
la do Pac,o, Marianno Pereira de Alem, apresenlou-
se no sitio de Manuel Pereira da Cunha Jnior, a
pretesto de examinar urnas trras para outrem. Ao
amanhecer do dia 20, depois de haver pedido urna
arma de fogo ao dnno da casa, dizendo, que desejava
ir a caja, suicdou-se rasgando com um Uro o cora-
cao.
No bolso do infeliz havia urna,carta em que elle
confessava o atlentado, e declarava que, por moti-
vos de atrasos em seus negocios, resolver dar
aquelle horrivel passo. Deixou urna Irsle mulher e
seis filiaos.
No mesmo dia 20, as 8 horas da noitc, Mara Pi-
res Lima, moradora na ru do Passeio, foi, ainda
aue sem grave perig, estaqueada pela mulata livre
de nome Ann.i Mara da liuceirao, moradora na
ra de S. Rita.
No dia 21 das 9 horas para at 10 da manila, na
ra Grande, o preto Antonio, escravo de Manoel
Carlos Godinho, ferio com urna faca a tres indivi-
duos, dos quaes um de menor dade, segundo me
consta fallecer. Interrogado pela autordade com-
petente, declarou que praticara laes factos, porque
quera ir para i gales, aonde melhor vida passaria
do que cmcompaiihiadeseu senhor, o qual de mo-
do algum, nunca Ihc quiz dar escripto para procu-
rar outro senhor, antes o pretenda mandar para fo-
ra da cdade.
No mesmo dia os sinos deram signal de fogo: era
o cutullio de lixo das barreiras da Trindade,. que
ardia.ea fumaba incommodava os vizinhos, que te-
miam ser asphixiados por aquelle combustivel de
pessimo aroma.
No dia 22, urna prela croula, de nome Romana,
escrava de D. Joanua Mara Leocadia da Silva P-
rente, tenlou suicidar-se dando um golpe no Desco-
co com urna faca de niesa.de que apenas resullou co-
pioso derramamenlo de sangoe. Foi levada i esse
acto, segondo declamu, pela raztlo de qoe sua se-
nhora, de forma alguma, a quera vender.
Neste mesmo dia, victima de antigos padecimeu-
tos, deu a alma ao Creador, o Sr. brigadeiro Anto-
nio Jos de Carvalhn, que ultimamenie commandou
o 5. de fuzileros. Era natural de Olvenla (hoje
no dominio ilespanhol.) Fez a guerra da pennsula,
e era um dos mais antigos bravos do exercito.
O seu corpo acha-se sepultado no cemiterio dos
Passos, fizeram-se-lhe tolas as honras, que lite com-
peliam.
Nesse mesmo dia, um menino fractgrou grave-
mente a cahec.i de um oulro, com urna pedra.
Ainda no mesmo dia duas mulhereshrigaudo com
um marinheiro ("qne desigualdade !) cortaram-lhe
urna nrelha... E que tal!...
O Progresso aiuda informa que por aquella occa-
siSu, um marcineiro, nao sei aoudc morador, que-
brara as queixtdas outro.
No dia 23 tarde, por motivos nao sei do qoe
rixa, o Sr. leaenle de polica Almcida quebroo a
cabeca ao Sr. A. B.Jorge Sobrinho.
Consta, que apezar de comecado o processo, o of-
fendido desiste da sua rontiniico.
No dia 2i a meia noile, ardeu urna palhora li pa-
ra as bandas de S. PanleleSo, qne causnii algum
alarma. O incendio foi de prompto exlincto em vir-
tudc dos soccorros, que rpidamente se apresen-
taram...
Basta de enumerar-lhe desastres dessa terrivel'se-
mana que la se abysma no golfao do passado....
Passemos cousas mais alegres.
Findou-se o mez com a festa, acompanhada das
competentes novenas, da Sania Marlvr Philomena,
erecta no convenio do Carino. Houve o fogo de ar-
tificio, a msica ea concurrencia do eslyllo. A la,
que presidia i ludo isso, era urna das mais bellas,
que podia haver.
Acaba de abrir-so urna sociedad de baile denomi-
nada Hecreio Militar a sua primeira reuniao
leve lugar no dia 6 do correnle. A concurrccia foi
sofirivel, romo ptimos os refrescos e mais conferios
offerecidos aos diletantes de ambos os sexos. Teve
lugar lia dias na sala da prac,a do commercio, a reu-
niao dos Srs. negociantes, que deve representar o
nosso corpo com inercia I.
Obtiveram a maiora de votos, os Illms. Srs. :
Joao Gualberloda Cosa,
Manoel Antonio dos Santos.
Jos Antonio da Silva Guimaries.
Manoel Gonc,alves P. .Nina.
Jorge Marn de Lemos c S.
Luiz da Serra Pinto.
Manoel Pereira Uuimaraes Caldas.
Antonio Francisco de Azevcdo.
Jnaquim Antonio da Silva Ferreira.
No dia 19 prximo passado inslalou-se a raparti-
eao das Ierras, creada nesta provincia. Sao OS seus
empregados, os seguinles senhores :
Dr. Joao Pedro Das Vieira, delegado do director
geral.
Dr. Antonio Joaqum Tavares, procurador fiscal da
Ihesouraria.
Dionisio Alvcs do Carvalho, official da secrelaria.
Joao Isidoro Xavier de Brito, amanuense.
Francisco Antonio llandeira de Mello, po.rleiro ar-
chivista.
Honteru as 10 da m.tnlian, enlrou dosul o S. Sal-
tador ; ecomo nao seja tao carranca como o Prin-
ceza leopoldina, que he o portador desta, aguardo
o mais que falta para qnando aquelle barco voltar
do Para e para essa se dirigir.
Por isso dir-lhc-liei al logo.
PIAUHY
Tberexiaa 17 de acost.
Julio Ceur, escrevendo para Roma acerca descus
Iriuin i'hos alcancados muir Farnaces diza com o
maior ltconsmo|do mundo veui,tid tiuxi! Ora assim
podesse eu reunir em poucas palavras o que lenho
a dizer-lhe d'esta vez! SofTro em mnha saudc, e o
exercicio de escrever me incommoda bastante. Con-
seguinlemenle serei por neceasidade o mais lacnico
possivel, sem com ludo meesquecer da convenien-
cia de ser minucioso. Nao sei se podere conciliar
cousas tao oppostas.
Gomero por fallar-lhe ainda da navegarAo do rio
Parnahiba. Como deve saber, o projeclo do Ilustre
depulado, Dr. Paranagu.i, passouna cmara dos de-
putados, c a esta hora ja deve ler passado no sena-
do lal qual foi da camara-baxa ; porque n projec-
los d'essa ordem nao se faz opposiro. Nao vejo in-
conveniente em aqu transcrevc-lo.
A astembla geral legislativa resolveu :
Arl. i: Fica o governo aulorisado conceder i
particulares, ou companhias, que emprehende-
rem a navegarao por vapores as aguas do rio Par-
nahiba privilegio, que n,lo exceda de viule anuos, e
urna subvengo correspondente cxtcncSo e nume-
ro de viagens, que se eflecluarem animalmente a
qual navegarao se ligara pela maneira mais conve-
niente a do lilloral de que traa o n. 5 do art. I. da
lei n. 632 de 18 deselembro de 1851.
a Art. 2. O governo para que se realite a navega-
rao de que trata o referido n. 5 do arl. 1. da lei n.
632 de 18 do setemhro de 1851, podera augmentara
respectiva -ulivenrao, designando os porlos em que
os vapores deverao locar.
Art. 3. As subvences de que tratam os artigos
antecedentes serao -uhinellida- a approvacodo cor-
po legislativo.
Arl. 4. As despezas aulorisadas por esta resolu-
eflo sero feilas pela receila ordinaria, e na falla
pelos mesmos meios eslahelecidos na lei do orna-
mento para supprir o dficit.
' a Arl. 5. Ficam revogadas as disposires emeon-
rario.
Ser por cerlo esta occasiao a mais azada, para
dizer algumas palavras cerca do autor desle pro-
jeclo, e a respeilo dos-heroicos empenhos e esforcos,
que tem empregado para levar a efleito negocio de
tanta magiiitudc ; porm o Dr. Paranagu.i he pes-
soa bem conhecida do paiz, apreciado pelos seus ta-
lentos, e por suas lirilhantes qualidadcs, c nao pre-
cisa dos elogios do seu pobre correspondente. Con-
segiiinlcmenle s direi que o Piauliy lbe deve o m-
ximo dos beneficios, que Ihe poderia prestar sea de-
dicado filho. Se lodos quaulos sao chamados para
representar o paiz compreheudessem como o Dr. Pa-
ranngu a altura de sua inisto, nosso estado de
cousas seria por cerlo mais lisongeiro. Temos certe-
za que o projeclo de nossa navegado a vapor pas-
sar.i no senado tal qual passou na cmara dos depu-
tados. O governo imperial tem as melhores disposi-
ees para favorecer e levar a effeito esse grande ine-
llioramento, de que tanto carece o Piauby ; e por
que nos adiamos cm urna situaran, em que os ca
pitaes procuram empresos desta ordem, e o paiz lu-
do converge para o ponto dos mcllmramentos male-
riaeseu din com os meus boles : a navegarao
do rio Parnahiba nao se deixarn esperar por muilo
lempo : e digo mais : Em Peruambuco se organisa
urna companhia para cmpreliender a navegarao a va-
por al a provincia do Cear, ou antes at um porto
des-a provincia bem prximo n cdade da Parnahiba.
Essa realidade he para mim muilo lisongeira, por
que cu faro este raciocinio. Convir muilo com-
panhia Pernambucaiia lomar a seu cargo a navega-
rao do nosso rio, ou melhor, companhia nenhiima
lucrar lauto como essa navegando o Parnahiba,
j porque se tornar mais respeilavel, ja porque
com mais facilidade a podera levar a effeito, redu-
zindo-se toda a questan existencia de mais 2 peque-
os vapores de forja de 30 cavados, que liguem a
capitaldo Cearnao porto da Parnahiba, c esle ao des-
ta capital. A subvenrao correspondente i navegado
do nosso rio, e mais a correspondente navegado
do lilloral seria bastante para animar a empreza, se
nao occorresse urna circumslancia, que ainda a tor-
na mais icali-jvcl. A nosi a*scmblca provincial
acaba de autorisnr a presidencia a conceder urna
subvcncAo de ruis 10:0009 annuaes companhia,
que realisar a navgac,Ao do Parnahiba. A lei j
e-I-' sanecionada.Que grandes vantagens colhere-
mos nos e a companhiahecousa que eu nao dis-
cutp. Nosso algodao, que ora se exporta pelo Mar-
nh.i.i, o fumo, courea ele. etc. serAo ercaminhados
pelo Parnahiba .i praca de Pernambuco, que em
compensado nos trar o a-sucar, a agurdente, e as
mercaduras eslrangeiras, que por lAo alto preco sao
aqui eslimadas, nAo obstante a sua iuferioridade.
Lucramos muito; porque cnn-iantcmeiile compra-
mos aqui o atsucar grosso a 320 a libra, e o refinado
a 400 ris, a cachaca a 320 a garrafa, a manleiga de
13(100 a 2$ n., o mo vinhoa640rs. agarrafa, o
mo loucinho a 320 rs. a libra, o caf em casca a
320 rs. a libra, o rap fabricado no paii a 29 rs. a
libra, o o degenerado priucesa de Lisbda de 43 a 5
a libra, o pessimo, amargoso, e maltratado charuto
do MaranhAo de 3 a 4 rs. o cento, c a proporcAo
ludo o mai. Alm de lularmos com a caresta dos
gneros lauto do paiz, como estrangeiros, soffremos
lambein a consecuencia do man goslo da praca do
MaranhAo, que s para aqui nos manda de m
qualidade, e por nrec,o exorbitante, aproveitando-se
cerlamanlc da falla de capilaes em nosso commer-
cio. Eslabelecida que seja a navegacAo do Parnahi-
ba pela companhia Pernambucana estou cerlo de
que MaranhAo e Ornas dexarAo de ser o emporio
do commercio do Piauby, e eolito na praca de Per-
nambuco irmos procurar novo recurso, encurtada a
distancia pela rapidez dos vapores. Dos queira que
a companhia Pernambucana se eonvenca de que es-
lamos fallando a linguagem da verdade, e de que
desejamos ve-la prosperar. Seremos contentes, se
Ihedevermoso progsesso e a civilisacAo. Antes que
me esqdeca vou fazer nina rpida apreciarlo dos
actos da asseuiblca provincial desle nosso dituso Pi-
auby, que esta trabalhando, e coulinuar a func-
conar ate o fim do correnle.
Para fallar-lhe com ingenuidad?, devo dizer que
a sessao darte anuo lem estado desplicente, pouco
lem feto de maior alcance, i excepjAo do projecto
de le, que marca a subvenclto de rs. 10:0005 para
a navegacAo do Parnahiba. Os projeclos al agora
sam-cionados, menos apoplticos sao os seguinles :
i" Crea urna nova comarca, desmembrada de Oei-
ras com a denominado deJaicoz. Esle projeclo lem
suas conveniencias c he apoiado pela necessidade pu-
blica. '
2 Crea mais urna ctdeira do sexo femenino nes-
le cidade. J Ihc fallei neste projeclo na iniiha ul-
tima, e contino a olha-lo de Iravcz.
3" Crea urna cadeira do sexo femenino cm Jacoz.
He. razoavel, ja que lodas as villas da provincia, e
algumas povoajes possuem cadeiras de sexo feme-
nino.
4 M tres contos de reis para a matriz de Juru-
menha. He justo porque nossas malrizes eslao em
miseravcl estado : porm melhor rariam, se des-
sem alguma cousa para S Ijonralo, que nao lem
matriz, leudo parocho collado, e" sendo um munici-
pio de alguma importancia.
5 Revoga a lei de 1851, que autorsa a mudanca
da villa de S. Goncalo para a margem do Parnahi-
ba. NAo sei i que veio, nem quaes as conveniencias
de lal revogacAo. No meu eutender fui ella m.i;
porque collocada a villa na margem do Parnahiba,
muilo concorreria para o desenvolvmenlo da navega-
jan do rio, sendo lambem muilo conveniente i esta
capital, porque o municipio de S. Gonjalo. sendo
agrcola, e importante, dar-lhe-hia muito incremen-
to, e receberia em compensarlo o que naturalmente
Ihe dara esta capital. No meu entender a mudanca
sena boa, lanto mais porque nAo receio que para all
se mude de novo a capital.
6 Eleva catbcgoria de villa a povoajAo de
Matines com o nome de Pedro II. Isso de crear
vidas me esl parecendo urna especie de luxo.
7 Prohibe de orn em dame a acctimnlaco de
empregos provinciacs vitalicios I No Piauby, onde
ha falla de humen- habilitados, a accumulacAo Ije
urna necessidade, e o sera por muilo lempo. Porm
supponha que a aycmbla julgou em sua sabedoria,
que a accumulacAo era um grande maldevia ser
consequenle, porque acaba de fazer passar em ler-
ceira di-cus- m um outro projecto acabando com a
vilaliciedade de ora em diante dos empregos que
ferem vagando. Em visla desta lei, aquella nAo tem
lugar ; porque deixando de haver vilaliciedadepo-
de haver accumulajAo......
Qualro projeclos de le deixaram j de ser saneci-
onados, e com bem juslas razes. Eu no caso do
Exm. Dr. Carvalho farin o rr.esmo. Louvores Ihe se-
jam dados sempre que fizer voltar leis de chucha-
dera, e auli-conslitucionaes.
Dizem-me que os illoslrissimos querem fazer pas-
sar por 2|3 os projeclos recambiados A' esse propo-
sito chamo e.u chuver no molhado. Nio se lembram
elles, quorompendo a constituijAo e o acto ad.lirio-
nal vo encontrar um paradeiro forte no administra-
dor zeloso, e que sabe bem manear-so na rbita de
suas altribuices. Enlendem essas sonhoras assem-
blas provinciaes, que podem dispr das rendas da
provincia seu bel prazer, e que suas altribuices
nAo lem limites I Porm quo quer.se por nossa in-
felicidade temos deputados, que nada sabem, que
nunca leram a coustituicAo, e que entendem tanto
de legislar como eu pobre alveitar entendera de ti-
rar cataratas,-que mal sabem assignar* seu nome
de baplismo, que se repimpam as cadeiras parla-
mentares, e nem peslanejam duran le sessoes inleiras,
que nao comprehendem os objectos que estAo em
di si'iio, c que votam em favor, ou contra asques-
lcs, porque alguem Ibes disse que votassem. Nao
creia que eslou compondo um romance, mi,senhor,
fique cerlo, que he a pura verdade, ese he romance
lem o merilo de ser histrico. A nossa assembla
tem dado envestidas da morte na lei fundamental,e
senAoarrepiar carreira, creio que ser bom que o
Exm. Sr. Dr. Carvalho Ihc appliquc urna boa dose
Je correijao, afim de ver se ella se corrige na sessAo
seguiute. Cinco deputados se reliraran para suas ra-
sascom licfnca.e recebendo o subsidio. Se nao li-
vessomos o presidente circumspeclo qoe lemos, se o
I.\m. Sr. Dr. Carvalho loe como um desseslevia-
nos que nos deram no lempo da poltica das falias,
j o Pianhy linha dado com os pobres ossos em panta-
nas ; felizmente porm estamos bem garantidos por
esse lado.
Como ainda terei occasiao de fallar-lhe de nossa
assembla provincial, fajo aqui ponto, c vou tratar
de oulro ohjccto.
J Ihe disse em urna das minhas anteriores, que
ojuiz municipal de Parnahiba, Dr. Simplicio He-
meterio Machado, porviitude de suas habilidades e
brilhaluras linha sidu pronunciado, c suspenso das
funcres do juit, que, sem dizer, aqui ficam as cha-
ves-dcu de gambias para o MaranhAo, apidrinhar-
se com a relajan.Agora devo tambem dizer-lhe
que o lal Machadinho, se j nao esl na Parnahiba,
nAo podera lardar que elle chegue, porque a rela-
jSo o absolveu de todas as culpas. OsarcordAos da
relarAo sAu pejas dignas de toda a appreciajAo. Eu
as nAo transcrevo aqui, porquesou muito respeita-
dor dos actos dos Iribunaes superiores, e nAo goslo
de concorrer para sua desmoralisajAo. A respeila-
vel relacao do MaranhAo merece loda a minha con-
siderajAo, cstou promplo sempre a fnzer-llie elogi-
os ; porem no negocio do Simplicio deslisou-se um
pouco, nAo foi smadrinha do Machado foi protec-
tora.
O compadresen, parentesco por aflinidade, e ami-
sade do juiz de direito Salles com a parte que du
a queixa contra o leviano eeslouvadinho Mrchado
nao era rasga para ser elle despronunciado, ficando
assim despresado o mrito da causa.Acho para
mim que o negocio a mais conforme, se a relajAo
mandasse instaurar novo processo por juiz compe-
tente ; porque o criine de exorbitar de suasatlribui-
jes, o non-ou ir i,s do que era aecusado o Machado
estavam exuberantcmenle provados.Pelo princi-
pio consasrado no acordaos da relacao, o Dr. Salles
Ufo pode ser juiz na Parnahiba, porque he all que
lem seus prenles, amigos e compadres.Concordo
que o-Dr. Salles devia dar-se por suspeilo na causa
de Simplicio porque be seu inimigo, porm o facto
de nao se ler dado pnr suspeilo nao prova nada em
favor de Simplicio, qne nao goza da mais pequea
simp itliia na cdade da Parnahiba.
Eu n.io ci nhero o tal Machado, porem tenhodel-
Ic exactas informarnos, razo porque com toda a
franqueza digo-lhe isso. E de mais, um mo juiz
n.io he cousa que se possa tolerar. Que elle obrara
mais acertado nAo vallando Parnahiba, he o que
nAo resta duvida, e que voltando, lem decontramar-
cliar para o Maranho com nova carga be o que
todos sAo concordes em allirmar. Dos d jo i/o .i
esse mojo, que lAo mal corneja a sua vida publica.
I iei vemos o Simplicio, e mais toda a traquinada
da Parnahiba : elle l se aveuha com poder com o
seu juiz de direilo e com o meslre I.ivio, que he bem
m rolha.
No dia 1 do crrante, pelas 7 horas da manhAa,
leve lugar nesta cidade o aclo solemne do benzimen-
lo do cemiterio, que coocorreram o Exm. presi-
dente e toda a populajAo mais grada. A casa he de
ngradavel apparencia, suas alvas columnas fazem
un bellissimo contraste com a cor negra das grades.
Ouando no fundo esliver construida a capella, e so-
bre a porta principal avallar o emblema da morte,
rarn realjando mais essa obra. Para mim tem e palacio dos morios urna bella qualidade que he, ser
bem arejado. Sendo esta Ierra tito callida, por certo
que seus habitantes nAu soUrerao calor. Elles que
passem por l muito bem, que eu irei vivendo me-
lhor que poder, e sem disposicAo para ser inquilino
dessa mansAo da frescura.
No dia 6 do correnle, no primeiro dislriclo desta
cidade Jo3o Jos dos Reis deu um liroem um tal
Marlinlio-Ncry, que o deixou gravemente ferido. O
malvado conseguio evadir-sc ; porm enrgicas pro-
videncias lem sido dadas para sua captura
Pelo correio nassado nAo nos veio a r
correio passado nAo nos veio a correspon-
dencia da corle, nem das provincias : continua
pois a irregularidade dos correios, que he a cousa
com que mais desespero.
Dos Ihe d muitos anuos de vida, c venturas, c
cu que o veja, etc.
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal 19 de setembro-
He consa cerla o certssima, que nunca llie posso
escrever pelo correio de Ierra, porque o demo tais
cousas arma, e a senhora pregdija lambein se arru-
ma de enconlro a mim. e mais outros obstculos ap-
parecem, quando cuido em mim ja lem passado a
quarla-reira, e atj uma vez quiz cu persuadirme
de que minha folliiuha eslava errada 1 E-lava-mos
na vla-lelra e o meu bestunto quera por forja que
fosse quarla Pelo que nAo Ihc prometi* mais
emendar-mc desseerru, porque conhejoque nao le-
nho forjas para tanto, conteniese pois Vmc. com a
ininha missiva pelo vapor Vou entrar no campo
das novidades que desl vez esl bem povoado : prn-
cipiarui pelo jury de San-Gonralo.
Ahrio-se no din 26 de agoslo a segunda sessAo do
concille auno, segundo me disse o Mariano, foram
submellidos a julgamcnlo 3 processos : 2 por lenta-
liva de unirle, c um por injuria ; dos dous primei-
ro- unffo cnudeinnadn a 8 anuos de prisAo com
IraballHM oulro absolvido, do qual appellou o Dr.
juiz de direilo interino, eojaUro dalnjtiria lambein
foi absolvido, e percorre edPf az aquellos lugares.
J ve pois Vmc. que as cousas vo lomando melhor
face, sem duvida que para isso muito tem coucorri-
do o Dr. Rabello com as suas appellaces, das quaes
uAo osla muita gente, que enlendia poder continuar
a eslender o veo da protecjAo com o costumado es-
cauda-lo ; porem o Dr. a cusa de todo o sacrificio os
vai desengaando, porque diz de alto e bom som-
qne em materia de julgamentos o seu nico ami,
go he o cdigo, e creio que alguma cousa alcanjar,
porque nAo tem aspirajoeseleilories ; por isso uAo
necessila fazer sacrificio de seus deveres para eslr
bem com os mandiles dos collegioi, nem tem nesta
provincia oulra poltica que nao seja o pensamento
do governo actual, que tambem nAo est sujeito ao
capricho de alguem.
A illustriisima eocerrou seus Irabalhos no dia 4
do correnle, e posso dizer-ihe que alem dos orca-
menlos mualcpaes e provinciaes, nada mais fez;
muilo- rlamam contra isso, tu porm pens que isso
mesmo foi um bem.
O Exm. Sr. presidentoda provincia vai mostrando
um verdadeiro inleresse pelo melhnramenlo mate-
rial da provincia : a ssembfca o habililou com po-
deres para dispender com obras publicas 12:0003000
e mais oque houvesse de sooras mis oulra- verbas,
e creio que alguma cousa farS.Eic, porque sAo
DOM os seus desejos. Agn abri elle uma subs-
cripjAo para se enllocar na toire da matrir. um relo-
gio, falla mui essensial de que se rcenle esla ci-
dade ; dizem-me queja monta 5005 rs. i assignado
e arrecadado, lenho f que a empreza progredir
por se achara sua frente S. Exc.
A assembla antes de se encerrar mandou uma
depulajAo felicitar a S. Exc. pela sua sabia o pru-
dente admiuislrajao, prome leudo sua lial coadju-
vacAo.o que foi bem acolhido por S. Exc, que pro-
metleu satisfazer a espcclativa da assembia com as
manciras urbanas e delicadas, que todos Ihcreconhe-
cem.
Nao gosle porm, que a assembla se feixassc sem
que os deputados dessem orna oulra prova de dedi-
ca jAo a S. Exc, pois tendo esle no dia da abertura,
oflerecido-lhes um esplendido copo d'agua, elles se
re iraram sem retribuir a esa delicadeza de S. Exc,
o que prova muila avareza la parle dos dignissimos
um baile, uma partida.ou aitda de nm soarc nao era
cousa de grandes gastos, que Ibes consumisse as
diarias;. nao goslei desse prtcedimento,
Como Ihe commuiiquei, lveram lugar no nosso S.
Carlos Natalensc as representares dramticas, que
em honra do dia 7 do correrte tenconaram dar di-
versas pessoas daqu. Sinloque nao lenha hahilida-
de descriptiva de Alexandre Dumas, e mesmo de al-
guns dos seus correspondentes, para ao vivo Ihe pin-
tar essa Testan ja; todava fireio que puder para me
aproximar da realidade.
Princpiarei pelo edificio do Iheatro, quehe o mes-
mo cojo, de que j Ihe fallei. porm mais correlo, e
augmentado, pois que en lugar d'uma s ordem de
galeras, lem dua*.frralas de chita encarnada, etc.,
o panno de bocea lambun foi substituido por um ou-
lro nAo mo, ainda quepiulado sem ordem ; a mu-
sica sim, esteve lerrivel pois apezar do recrulamen-
lo, que para ella se fez nao aogmenlou senAo em
numero, e de harmona
No dia 1. foi a secnao D. Jos II, que foi soffr-
velmente desempenhadi ; foi grande o concurso de
ambos os sexos, e nulei.que o madamsmo, apezar
dos pequeos recursos di Ierra, se esmerou em seus
adornos, em mostrar muilo goslo e perfeijao ; fi-
quei encantado de 15o hzido concurso 1
No dia 3 foi a scenao Arthur e com habilidade
foi tambem desempenh.-da, uotando-se apenas alguns
defeitos de scena, e poico gosto, e mesmo impropre-
dade nos vestuarios do representantes, devido talvez
a falla de meos de qui se ressentia a sociedade.
No dia 5 uro, imrovizado mgico, que aqui
anda deu urna represeilajAo, que esleve porcamcnlc
desempenhada, pois o povo apupou-o solemmenlo.
No da 7 foi ainda aiccna os lbaros, tambem su-
ficientemente desempmhado : cantou-sc o Ih rr.no
Nacional, e houveraroos viva do estillo. Nodia 8
enlendeu a sociedade' beneficio de duas mocs, que liaviam representado
nos oulros dias, porem foi pouco concorrido, mesmo
por ja se haverem reliado todos os depotados, que
eram em grande prteos que liaviam concorrido.
No dia 13do correne suicidou-se uma escrava do
negociante desta cidadi Amaro Brrelo d'Albuquer.
que MaranhAu; dizemuns que por haver recebido
um rigoroso castigo, oilros dizem que nAo fora cas-
ligada, mas que lemias-lo ;o chele de polica pro-
ceder a vistoria no caJaver, porem nao sei do re-
sudado dola.
_ Ha dias, que eerto ngeito, nAo sei com que intcn-
les percorre de novepara des horas da noile cer-
as ras da cidade em baja de mulher, slo lem sido
communicado a polich por diversas pessoas, mas
como se esl acoslumalo a muilos desses rebales
falsos deu-sc ao desprrzo ; o povo porem vendo, que
a polica dormitava nc nesocio, tendo a audacia da
ficticia mulher chcgac'o a ponto de entrar em algu-
mas casas, uma dessa: naifes um grupo da liumens
e rapazes emboscaran; o sucio, nperlas elle appare-
ceu no seu coslumado raje e acometieran! para agar-
ra-lo, mas foi tal a ranura, que tomou, que apezar
de estar cercado pormiitasente, fo-se ; por isso ago-
ra anda em uma roda fin, o pobre do commandan-
te de polica que nAo iorme mais.Depois de ruu-
bado fecham-se as'portas.He mxima portugueza.
Nada mais ha que ncrtja especial inensao.
San l, e o que de iicltor ha neste muudu Ihe de-
sejo.
1ARAHIBA.
Cidade da Vrrta 14 de setembro.
Ha no mundo pind leis e axiomas que por um
perfeitn simile podem tu- applicadas ao mundo mo-
ral Os corpjlaiaJraviln para o seu centro disse
o celebre desi >ior r le da gravitajAo ou peso
universal. O aconlcimentos gravitam tambem
para seu centro digoeu; islo he. tendem para
csses pontos, onde se aglomeram densas massas de
pnpulajAo, para esses irnos onde a aclividade huma-
na agita-se em conliuuaghulijao, para essas grandes
capilaes em summa, oide as novidades borbulham
naturalmente dos embaes do mar da vida. Bem ao
contrario disto, em umi pequea cidade do interior
do no-so despovoado pac os das perpassanr iovaria-
veis, montonos, unifornes, e apenas um oo outro
facto, em que at mais ehs vezes se desenham horri-
veis Irajos de barbaria, vem quebrar a continuidade
dessa cadeia de inspido:!
Nestascircumstancias achamo-nos por aqui: ese
um nico correspondente arrisca-se a raorrer de ina-
nijAo por falta de nutrias a transcrever, dous con-
demnam-se mulnamenfe a nao merecerem uma dia-
da ao menos dos leilrres de um jornal tito concei-
tuado como o Diario de Vernambuco. O Cometa
porlanto que teve a vellora de despertar o Especta-
dor, lem de, descreveido elipses ainda mait alonga-
das, restringir as suas rpparijes ; certo de que este
continuar a transmitir com regularidade novas des-
ta Ierra, para o que estara por si s muito habili-
tado.
Entretanto, j que noslrei a cabera, peco venia a
aquelles senhores pan eslender a cauda, expondo o
pouco que por aqui haoccorrido.
Foi capturado, com Vmc. j sabem, o cabra es-
cravo que matou os don soldados, e que outrotanlo
tenlou fazer ao senhor.lie uma figura-desprezivel;
e o physionomisla emontrar um lypo que indica
mais sagacidad do qie ferocidade. Confessoil em
juizo todo o facto, cuenta lants depravaran moral,
tanto recrudescencia 10 crime, que nSo se arrepen-
de do que fez I O ju-y convocado extraordinaria-
mente para seu julganenlo lem de reunir-se no dia
18 do correnle.
A seguranja indiviiual, ao menos nesta cidade e
circiimvisinhanja, nem um ataqge soffreu. Apenas
l para o Muquem cnco irinos zorziram soTrivel-
menle urna pobre miiher ; e aqui uma oulra bri-
dando com suas compinheras de casa, creio eu, sa-
hiocom uns ferimeuos mui leves. Ignoro oque
fez a polica.
Tendo sido rcmettUo da cadeia desta cidade para
a da villa de Campira desla comarca, o preso Tra-
jano de lal, para ser procesado como indiciado era
um crime de morte, conseguio evadir-so d'alli, acom-
p inliaiiilo-n um ouln que l eslava.
Ainda ha pouco un celebre Junuario,lambem in-
diciado em crime mr. morte.fugo no lugar Boa-Vis-
ta daqnelle lermo, do poder de um oflicial e desta-
camento de polica, i cuja guarda fra confiado! He
bem lameotavcl que os pouens criminosos que ca-
ban em poder da juija publica evilem a acjAo des-
la, jogando com a rrupjAo ou inepcia de indivi-
duos, que com ludo tspeculam. E como assim nao
ha de ser, se isto de respousabilidade entre nos lie
uma perfeita burla!
A proposito: merece seria a Henean do governo o
estado anormal daqtclle termo. A seguranja indi-
vidual he nenhuma: o direilo de propriedade nao
lem garantas : os Sos dos mais graves crimes em
armisticio perpetuo com a autordade formigam por
toda parte : os ladries de cavados e bois envolvem
lodo o lermo em uma vasta rede de depredajes....
Entretanto he all deleuado e juiz municipal sup-
plenle sempre em exercicio um cidadAo honesto e
prestimos); roas o mal existe, eonde osla a sua ori-
gen) t
Cama Xattl.... ti' est noiissima.
Uma cousa arrasla oulra. J que eslou cm Cam-
pia locarei de pissagcm em Alagoa Nova, villa
lambem desla comarca, e onde as cousas jazem em
uma situacao complelamenle anmala.
Apezar daquella villa e seu termo fazerem parle
integrante do imperio, a forma de governo consa-
grada no artigo 3.da nossa consliliijAo nao he all
remidiereis. Um Iriumrrato, cm que figura de
protogonisla um pontfice, dispe d liberdade, hon-
ra e vida dos pobres habitantes daquelle termo ; do
qual o lal pontfice com suas estrategias, espertezas,
Irelas c alicantinas vai constituindo uma especie de
feudo, e dentro doli....
Deruil, mlificat, mutat quadrata rolundis.
Lm nome conceiluado, o do coronel Jos Carlos
de Medciros, serve do capa as mvstilicajoes que por
all se fazem. He lempo de que esse senhor abra os
ollius.
Em fins do mez passado seguiram o juiz do direi-
to interino e promotor publico a abrir o jury de Ca-
baceiras, d'aqui distante 2i leguas! mas acharam-
se "
rio mostrea que s uma luz do co he digna de il-
luminar os festejos da liberdade.
No dia 8 aqui chegou o naturalista L. J. Branet
devolla de sua eicursgo scienlifica pelo interior da
provincia. Conduz lodo quanto no reino zoolgico
pode colher, e coitado tem sido atormentado por
uma sucia de viztadores que tanto Ihe admirara as
tongas barbas e cabellos, como as onjas, cobras, la-
tos, maritafedes, ele, ele.
Conslame que desgosioso com a desconsderajao,
com queolhou-on presideule Bandeira, nao conti-
nuar nesta provincia; eque segu para o do Para
onde o seu Ilustrado adminislrador.o conselheiro Re-
g Barros, vai emprega-lo. Um campo muilo mais
vasto vai assim ser abcrlo as cxploracoes desse ho-
mem verdaderamente datciencia.
Em a noile anlepassada as chuvas que pareciam
ter->e despedido por uma vez, cahiram ciu abun-
dancia.
O nosso mercado vai melhorando. ha grande con-
enrrencia de povo as feiras ; os gneros vAo bara-
teando e a carne j desceu at 4 patacas.
A salubridade publica he excellcnlc. E aqui su-
meme. o cometa.
t i atbis, pois nem ao menos a convorajSo dosju-
adaa se linha feilo. Felizmente, segundo ouvi di-
zer, nao existen all reos presos nem afllanjados pa-
ra seren julgados.... Hemav enturada Ierra 1
Assim vai este mundo.
O dia 7 de selembro, anniversario faustoso da
nossa emancipar.-!,! polilira, nAo passou aqui desa-
percebdo. Uma pequea sociedade composta da
juventudc desla cidade solemnisou-o com mais en-
lliusiasmodo que pompa. Houve carro (riumphal,
fugeles, msica, ele. etc. Os vivas e burras sobre
tudooecuparam um dislinclo lugar no programma
do festejo.
Para mim o que houve de melhor foi o bello luar
da noile desse dia. Quando ao anoilecer a itlumi-
najAo das casas parliculares chammejava, como urr
protesto de adhcsAo uniente ao facto grandioso e
eminentemente hrasileiro da nossa independencia,
a la assomand no horisoule como uma lampada*
immensa, e innondando ludo com seu plateado cla-
Banaatiraa 3 da setembro.
Ouizera eu sempre escrever-lhe peridicamente,
mas o que' Isto por c anda tito cuadodc novida-
des, queaindaa inlelligencia a mais ardente, epers-
picaz, nao adiara materia para pasto da Senhora
Curiosidade, essa devolada que invoca o restabele-
cimenlo completo do seu correspondente do Rio,
que nos diz andar sempre ora com defluxo, ora
com o splen irritado; e como nos os Paralbanos,
muito nos inleressamos pelo seu fuluro, por isso fa-
zemos preces ao Allissimo, para o vermos restituido
a seus lares palrios. saboreando o doce fruclo, que
ha sabido colher de sua vida poltica, preservado da
corropjAo ulica, que lana a ha na corte.
J lAo precoce varaos vendo os rederos de uma al-
ma nao vulgar; onde um eclipse passageiro, o escon-
der no decurso de meio plenilunio; ms agora, e-
lo surgido dessa sombra em que se amparava, para
com o estro do Vale, atirar-se a esse campo, o das
Muzas, e receber das Naiades uma couronne de
fieurs, deixando no Olimpo o seu nome gravado em
caracteres de otiro, onde tambem ser gravado o
primeiro cntico do Cysne Parahibano. L um flo-
rAo de multi-formi cores o espera, para ennastrar-
Ihe a fronlc altiva; que no mais frvido cnthusias-
mo, lem adejado as azas do vento, para remontar-
se a altas regiSes, s dignas de genios grandilocos,
e transcendentes como elle.......
Oulras vezes as azas o tnmava
O mlico cantor, cysne sadino
E lano o remonta va
O pico Thomino
Que nos rtios de Phebo, onde voava.
A fronte Ihe escaldava.
Que lijes lbe ulo deu do canto agrario
O seu dilecto amigo, o doce Aluno'!
Com que fogachos, Ciarlo
D'.ilin fogo diviuo
O estro Ihe acenden, e o grao Jacndo
as larefas do Pind!........
Aceite o seu correspondente do Rio o pouco que
Ihe disse, que mais nao podia produzir a minha il-
lustrissima cachola.......
Foi com grande afn, que lemos as columnas do
seu respeitabilissimo jornal lAo enriquecido pelas
mis-ivas do seu correspondente do Rio, o discurso do
nosso depulado o Sr. Correa das Neves, o nico de
nossa provincia que fez orhoar na assembla nacio-
nal, as nicessidades de sua provincia tilo esquecida
at hoje das vistas do nosso governo geral.
Mas podemos nos hoje lamenlarmo-nos de nossa
sorte, at agora tio mesquinha, quanto difficil de
respirajAo'!! Podem os Parahibanos cooceberem,
ainda de leve, que os seus inleresses vitaes nao se-
jam reclamados, como j foram assenlando-se nos
bancos do parlamento um brasileiro tao dislinclo,
como o Sr. Correa das Nev ? Moco hbil, inlelli-
genle, e de uma educajAo primordial; que sabe
romp eliender as vantageus de sua vida poltica,
metamnrphosear por alguma fatalidade, em outroi
tantos Costas Machados, que nem sabemos, se exis-
tem ou deixam de existir se mesmo alguma
cmara de sangoe, os envin a elerndade, a-
travessando o Acberonle em fusja barca! ,
Pcnloem-iue os senhores Costas Machados se Ihe
oliendo a minha proposijAo. Mas como ia con-
tinuando. PoderAo os Parahibanos se esquece-
rem de um depulado como o Sr. Correa das
Neves, que com tinto calor, e eothusiasmo, apresen-
lou-se na Assembla Nacional advogando a adoro-
santa causa de sua provincia!!!!! Fallo desse dis-
corso, que tanto honra o seu autor, como os seus
cnnstiluinles!...... Desse discursu que apresentou
com applausos no scio da nossa rcpresentajAo nacio-
nal, implorando a merco do governo, para nao es-
quecer-se de nossa provincia, al hoje tao araesqoi-
nhada..... Sim prosegue genio..... pelas pisadas do
grAo cantor Ismeno........ imitador do Pindaro, e
Horacio; que a fama le ha do erigir aliares, e as
portas te abrir da Academia...........
Muitas vezes a fronte
All Ihe engrinaldou de verde louro.
Ao som da lyra d'oaro...........
Agora que excenlrifique-me um pouco de minha
rbita, vou tratar de procurar o cncadeamenlo de
minhas ideas, e dar-lhe mais alguma cousa por no-
ticia. S:iiba primeiro que tudo, que o nosso juiz
municipal, isto he, o uovo, j se acha no exercicio
de sua judicatura, tendo que lutar, dous, ou mais.
mezes, com o desarranjo em que ficou o nosso foro,
pois o vollio F'auslo, mais parecia um juiz pedneo,
do que um mojo de pergaminho. S. S. nAo faja bo-
checha com estas cousas, qne a mim nao me doe as
cannela. Ora vejt, de quein inconsideradamente
vira lembrar-me ? \
I
Que momentos aziagos
Para o nosso Fausto velhiuho !
E nem um adeos nos di-so
E, foi-se com sua trochinha !
II
NAo se zangue meo Faoslinho
Nem riufe, nem d paladas
Ouja-me, tim, com paciencia
Que esle mundo he um no-uada.
II.
Quer que Ihe diga o meu nome
Senhor JoAo Gomes I
Sou dos cassus,
Subrinho dos Tamandas.........
Sim doulor, S. S. queira dispensar-me como com-
positor de qua Iras, porque as verdadeiras qoadras
sAo aquellas que se meltem na algibeira ; e estas se
Ihe nao servir pelo eslylo, suba-as conclusAo para
leremo mesmu destinoque liveraraaquellasqueS. S.
asenterrou nocartorio doCosta. Serpossivel, livel,
qoe o nosso vclho Tamandu Fausto no decurso de
nm lustro nao desse uma s sentenja no nosso foro?!!
Seracreditavel, lavel, semelhante novidade nova?!!
Um juiz, um doulor, um jurisconsulto, um
philosopho de meia i.la le, um engeuheiro como
Alfonso, um depulado como Salles, um finan-
ceiro como Marcolino, um promotor como Ponce
Lean, um vereador como Cambra n'elle, nm fis-
cal como Nuoo; nAo Ihe chegar a sua lgica de porro,
para sentenciar uns autos?!! Miserere mei Dei.'.'
Corapadecci-vos de tanla miserice !! Veja como, e
para onde me levou uma idea transieute que me
varrera por alguns momeulos o espirito?!! Em que
regiesj nAo divaguci, sem qne podesse prender
minha almS soda desse ergaslulo, que abstracta con-
templara os seta firmamentos ; sorria-se dos cal-
culos de Polymnja, inquietava-se coma gravitajAo
de Newton, e embicava com os lurbilhet de Des-
cartes ?!!..... Mais rpida do que o fogo atmosphe-
rico, subi as immensas regidos da esphera, onde
um monlao de hypotbescs Ihe assegurava ser a
queda grandissima, mas hei-la j cansada de admi-
rar se das maravilhas de Dos, c da harmona do
Universo, esa deosa do Idcalisma, para bailar
sobre a trra, c conlcmplar o que! As miserias do
nosso vclho Fausto !! Forte birra. Que mais desojas
desse pobre bomein, que com vento apopa, foi iden-
tificar-se com a deosa do pedantismo ? Faz callar
leu espirito, prende-o e com a venda nos olhos cs-
quece-le do pobre homcm Fausto. Assim o fiz, e
cis-mc a caminbo.
Tornando ao nosso juiz novo, o Dr. Chrispim
Antonio de Miranda Hciiriqucs. Ser elle do qui-
late do nosso velho F'auslo ? Ter. ello a cara de
caresta, com que sempre mimoseara os seus o velho
Tamandu ? Pelo calculo do hvpothenusa, os Arei-
cuses perdcrain mais do cento por cento. Primeiro
porque o foro daquella cidade vai tornar-se um
urgao sem teclas, que cm vez de produzir a harmo-
na dos sons, produz o desarranjo da cachola do ve-
lho Fausto : segundo, porque as questoes dcsappa-
recerao do foro, romo j desappareceuo ponleiro do
meu nonagenario bisav terceiro ; porque, quem
querer passar pelo susto, de submcller sua qnestilo,
mudas vezes de mxima importancia, as imitas de
um juiz inepto, e sem nenhuma pratica ?!! Por isso
eu digo, replico, e (replico. Os Areienses pelo calculo
do hypothenosa, perderam cento por cento. e os Ba-
naneirenses gaWam o quintuplo le Homero to-
mado...
J tinha feilo entrar o meu espirito na elipse qoe
devera percorrer, e sem senti-to, vou encontra-lo
olio, anda as vollat com o velhu Fausto ; mas
agora palavra de honra, est preso, e bem preso; po-
rem para nAo le-lo parado, eis que voa para o mun-
do das conlemplajoes, a abarhar-se com a nossa III m.".
EnlAo, senhora Illm.', eu nAo prometti-lhe que
d'ora em dianle nAo me esqueceria mait de S. S. 1
S. S. por tanto v te aprontando para o exorcismo,
que nao he menot do que o sbvenite qoe canlei ao
velho amigo Fausto.
Qual o pessoal de S. S. ?!! Qul o elemento de
que se compoe sua mesma S. S. '/!\ Onde estAo os
seus filhos escolhidos do povo ? Essas notabilidades,
que davam esperan jas de a collocarem em uma pra-
ca, como a do Louvre, em um paraso como o
terreal ?!!.... Um pessoal mais ridiculo, e extrava-
gante, ha muito nAo se conla nos annaes da historia
icom uma pequea excepjAo) ha muilo nao se v em
uma corporajAo, que mal sabem alguns assignar
de cruz. Para que, senhores, (cliamar-se) chamar-se
homens como Cambra nclle, c oulros malulos in-
teiramente estpidos, para oceuparem um lugar
Uto difllel, qoanlo espnhoso de nossa sociedade ?!!
Se elles coofessam, que sao ineptos, se ellestomam es-
tes lugares, como um pesadelo as profisses,
um estorvo a seos Irabalhos, que nada Ibes adianto;
para que essas contemplamos bestas, em prejuizo de
todos em geral? Qual o pessoal de nossa Illm.", tor-
no a repetir; oqoe tem elles feilo bem de seos mn-
cpes que mereja alguma concideracao. Meia duzia
debobos, fazendobobagese mais nada, ou nada mais.
E vamos assim at mil maravilhas, em semelhanles
Cambristas? Aeham Ss.Ss.que o mundo nAo vai lorie
nem suas cacholas da ourangotango, a vasa barriz ?
Pensara bem Ss. Ss. e eu os acompanho passo a passo
neste sentido.
Agora querem ouvir-me Ss. S.?Querem saber ocon-
selho prudente que Ibes dou? Fajam o que cuten derem
maso que enlenderem, se elles de nada entendem? Po-
rem eu sempre Ihes digo. Os seus deveres, nao sao con-
tos insignificantes, historias de Trancoso, com/ all
vejo. Os seos deveres repito; sAo melhorar a condjAo
do seus monicpes, facillarem os caminhos, para
dar brajos e azas a agricultura, fazerem respeitar as
posturas da municipal, que nAo ha nesta villa cAo,
nem gato, que nao diga em alias vozesa cmara he
uma deleixada, os seus membros. sao ons pigmeos
de inlillegencia, todos nAo valem qoalro vntens.
Nao, meos senhores ; nAo illudam esses innocentes
=
nAo illudam esses
quedeposilaram de boa feos seus sunragos, esperan-
do algunsmelhoramentos, porque todos nAo podemos
ler a um mesmo lempo ; e o peior de ludo he nada,
como nos ochamos presentemente. Mandem entu-
Ihar esses buracos do meio das roas, qoe todos se
temem de transita-las, e de dia mesmo, com receio
de nAo serem engulidos por essas espeluncas, que
mais parecem fojos para apanhar tigres do que ras
publicas para transilar-se. He a propria laslima, a
dignissma, e mais alguem. Eu digo agora, como o
Velho AldeAo, com o seu burro, melamorphoseado
cm estudante. Quem nAo te conhecer, que te
compre.
Quem nao conhecer as capacidades, as illuslrajoes
da nossa dignissma, perde muito, porque para in-
digestar uma creatura de Dos, nada ha melhor
nesle mundo. Por tanto, mais alguma cousa, eu
fico aesper de vera nossa Illm.revivcr, dars pro-
videncias de que necessilamos, qoe serei eu o pri-
meiro em echoar minhas debis vozes; em sua de-
fensa, do contrario a agouisarei sempre com os meas
exorcismos. O nosso jaiz municipal, tem j obra-
do enrgicamente, como era de desojar-e. e esperar-
se de sua subida inlelligencia, e grande aclividade.
Sabbado passado fez S. S. uma pescara, oh! qAe
bella pescara. NAo menos de viole sugeitinhos, es-
tavam resando na carlilha das qoarentas irmAas, em
casa fechada, para isso destinada pelo nosso fam-
gerado Mola, e quando julgacam estarn seguros,
eitque lhes baleaporlao nosso juiz, quando elles es-
tavam no melhor do soslo;*islo he, no passo, passe.
ha grande, lenho dous bodes, puxe etc. etc. etc. E
com exrcpjAo de algum que por mais esperto eva-
dio-se, foram para a cadeia doze, enlrando nesse nu-
mero, o nosso Mola, que he um menino ptimo,
com algumas recommeniJa^oWiJara capelAo,que bem
me parece um jesuta, ou cousa que ovalha.
O nosso Joao Corneta, inspector de quarteirAo,
lambem foi desta vez provar da bicoda, porque al-
gumas horas antes tambem linha l cortado as
qnarenta, tendo ordem do juiz, de prender os que
l te achassem ; porm lal nAo acontecen, porque
o tal inspector tambem he vivo, e por consequencia
suscito n esses bons divertimentos. Por ter j esgo-
tado a materia que linha ad preparandnm, por isso
termino aqui, desejando no correio vindouro ainda
dizer-lhe mais alguma cousa do nosso vclho Taman-
du, e Cambra nelle; como far o primeiro papel o
nosso velho fiscal. Saode e patacos Ihe desejo.
PERMIMO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO
VINCIAL.
9. SESSAO EXTRAORDINARIA DA ASSEM-
BLA PROVINCIAL LEGISLATIVA.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanli.
At 11 > horas feila a chamada, acham-e presen-
tes 31 senhores deputados. abre-se a sessao, o compa-
recer m os Srs. deputados, Barros Brrelo, Augusto
de Oliveira, Paes Brrelo e Baplisla.
O Sr. 2. Secretario procede a leitura da sessAo
anlecedenle que he approvada.
ORDEM DO DIA.
Entra em 3. discusso o projecto do crdito, com
a emenda do Sr. Acuar.
Nao havendo quem tome a palavra, o Sr. presi-
dente stibmelte o projeclo volaran, que foiappro-
vado. Em seguida o Sr. -presdeme remelle o pro-
jecto i commissAo de redacjAo.
Entra em 3.a dscussAo o projecto que aulorisa o
governo a reformar a instrucjAo publica, com a e-
menda do Sr. Mello Reg.
O Sr. Abilio diz que n.in so ocenpara em demons-
trar a utilidade do projeclo, nem a inulilidade do
lycu, porque sAo duas cousas reconhecidas por to-
da a casa ; mas vota contra a proposta da cooirais-
sju porque enlende que uma medida tito grave deve
ser discutida com toda a calma e toda prudencia, o
que s pode ter lugar n'uma sessAo ordinaria.
Alem disso, julga que a exiguidade dos meios he
um obstculo que nAo permillir realisar idea as
proporres que se desejam. Assim he de opiniAo
que se autoriseo governo da provincia para nomear
uma commissAo de lilteralos que ilcem um plano
para a reforma da insIrucjAn publica, o qual ser
subraetlido assembla para ser approvado defini-
tivamente.
Tornando-se o lycu complelamenle intil, em
conseqoencia da mudan ja docollegio das arles para
esla cidade, enlende o orador que deve ser abolido
artielle cstabelecimento; mas como us professorea do
lycu hao de ser incluidos na reforma futura, julga
que no entretanto so Ihcsdevem garantir os venci-
mcnlos, que actualmente percebem. Feits eslas
i-oii-i leracoe-, o orador remelle a mesa o seguinle
projecto substitutivo:
A assembla legislativa provincial resolve:
Art. 1. Fica o presidente da provincia aulorisado
para reformar a instrucjAo publica da mesma, c o
ensino secundario do municipio desla cidade, ob-
servando as seguinles dispnsijfles:
S 1. Uavcr um intrnalo a exemplo dos colle-
gios renes de Franjae do de Pedro II. na corte, cu-
jo pessoal constar dos professores c mais empre-
gados do licu, que forera approveilavcis, alem dos
que se julgarem precisos.
g 2. o Ivcou ficam exlincto, logo que para esla ci-
dade for transferida n faculdadc do direilo, continu-
ando nao ob-laule a perceber seus ordeuados lodos
os empregados do mesmo liccu, at a creajAo du in-
trnalo.
Arl. 2. O presidente da provincia nao poni em
pralica as rclormas indicadas em quanto nao forem
definitivamente approvadas pela assembea provin-
cial.
Art 3. Ficam revogadas lodas as disposires em
contrario.
Abilio Jos Tacares da Silva,Theodoro Ma-
chado Freir Pereira da Sitia.
O Sr. presidente nomea uma commissAo de tres
membros para levar ao presidente da provincia a le.
que concede o mnimum de 3J i companhia qne se
organsar para a consIrucjAo do caminbo de ferro de
Agua Preta.
O Sr. Baplisla diz, qoe con nAo te impfie o
raciocinio, nao pode deixar de uianffesUr a sorpre-
sa qoe Ihe causa a autorsa jAo qoe forma o ohjeeto
do projecto em disctalo; qoe sabando qae a assem-
bla davia ter convocada por motivos exlraordinar-
os, e chegando i casa, v que se trata do intrnalo !
Ser isso materia qoe deva ser tratada ea eooTOca-
jao extraordinaria? O que he qoe se vai Azar, co-
mo deve proceder a casa ? O que se Itt iMKuropa
como se pratica nos paizes adianlados enrauteria
de instrucjAo publica, o qne podem servir ata nde-
lo, quando so trata de laet reformas? Vejan o que
acontece uaAIlemanha; mas entra nos exige-sa trae
robre lal objecto se va ascarreiratl lie tala presta
que nem se quer discutir.
O orador observa que nao desoja tasa* oslealacao
do seu carcter'. mas he forja declarar que oto sabe
abaixara cabera.
Tem-sc dito qua o presideule pede a medida no
seu reialorii) al tem-se fallado em confianja: Do-
rador tambem he amigo do presidente, mas ata
circumslancia uo serve para resolver a questo, a
qual se achara ligadas muitas oulras qoestde qoe
antecipadameute devem ser apreciadas pela assem-
bla. Como se quer dar uma aulorisaja Uto an
pa em uma sessao ettraordinaria? Sobre qoe bases
se vai fazer esta reforma ? Sob que relacio so deve
encarar a instrucjAo publica na provincia
Respondendo a om aparte que Ihc da
Oliveira, diz qo* muito Ihe casta achar
orador votou, he verdade, na cmara geral
lorisacao ao governo para a reforma d
das bellas arles, mas nAo ha comnarajAo
forma do que trata o projeclo o aquella,' qoe apenas
cifrase nacreajAo de mais algumas<|
mesmo se deu rom a reforma dat aulas t|
o que se tratava era de augmenlar as
ensino; roas nAo he isto que te d na al
que se discute. Pde-se admiitr comparajAo, quan-
do agora se v proceder a uma reforma em toda a
bajse da instrucjAo, para aa dar naturalmente oulra
direcjAo em relarAo mesmo a ordem publica e -
cial? O orador sabe que o projerlo ha de passar, e
por isso concluir, observando qua o melhor ser
dizer logo a verdade : a assembla ato i
cupar com esla materia, quer deixar tudo*
denle : entrelauto o que Ihe parece qatfc v fa-
zer he esludar os males que afTecUaa
publica, e ler-se a coiagem da denuncia]
para rorrgi-los.
O orador faz ainda alguma9^ntidera|
dadiderenca du seu pensar conja doulrin
jeclo, e conclue volando contra este. '.
O Sr. Francisco Joao diz qoe conhecia modo poo-
ca gente na casa habilitada para tratar de seroelliaii-
tetrabadlo, que a inacro da assembla beque per-
mine que se d aulorisajao ao governo, e
tas asserjes com o que tem acontecido icrea de
outros Irabalhos, que dormem muilo lempo aos pas-
tas das commistoes. O orador declara qoe Q
tos annos a assembla trata de reformar a ii atroc-
jo publica, e al o presento nada toja feto, sendo
que o pouco que existe a esto respW perteoee a
varios presidentes da provincia, em conseqoencia de
aulorisajao dada pela mesma assembla. Daac no
dar nova aulorisajao ao governo, porque as leis que
exislem nAo o habilitara para tanto ; o quanl a ioo-
portunidade em que falln o Sr. Baplisla, diz que
argumento nao pode proceder, porque o espajo da
convocajAo extraordinaria era sudcieuW para tra-
anse os tres pontos do relalorio da presidencia, a
menos se alguem quizesse consumir o lempo com
discusses esteris, que era nada aproveilaum pro-
vincia.
Combalendo o projeclo substitutivo, dizque, con-
siderado sb urna relajAo, he uma copia do projec-
lo da commissao, mas he anli-economico, porque
decreta despezas inuteis, epor isso nao Ihe pode
prestar a sua acquiescencia.Emfira o orador conclue,
observando que a commissao apresentra o projeclo,
persuadida de que os raelhorarncntos materiaes em
que lauto se falla na casa, devem ser acompanhados
dos raelhorarncntos moraes; que nAo acompanhar
a casa no sen pensamento de supprimir o lyceu, por-
que esle pensamento he selvagem; qoer que se ao-
torse o governo para reformar a nslrncjAo publi-
ca ; porque esl convencido qoe a astembla nada
far a este respeilo ; porque quer que bajam estabe-
lecimentos entre us, onde todos, ou sejam ricos ou
pobres, se possam illuslfar com facilidade, e sem
que seja nfisler deiiar-se palria pafa -if (rascar-te
esse recurso em paizes estrangeiros.
O Sr. Manoel Clementino principia por sustentar
o parecer e projecto offerecido consideracAo da ca-
sa pela commissao de que faz parte. Moslra a inu-
lilidade para alumnos externos da conservajo dos
estudos do lyceu desta cidade, realisada a transfe-
rencia do eollegio das arles de Oliuda para o bairro
da Boa-Visla, o qual contendo as mesmas disciplinas
que se cnsinam no lyceu, alem dislo oflerece oulras
vantagens: pelo que enlende que nAo con vem man-
(er a actual organisajAo do lyceu. O orador moslra
com varios argumentos, que a assembla nao podia
supprimir legtimamente a consignarlo votada para
a suslenlaeao do lyceu, porque pelo contrario pre-
cedera com manifesla oflensa de direitos adquiri-
dos, os quaes o poder sempre respeitava, todas as
vezes que se propunha a alterar qualquer ramo do
servjo publico.
" O orador passou a provar que era mais conveni-
ente e conforme nos inleresses da provincia, qne se ,
desse a essa verba de despeza ama applicajAo mait
proveilosa, porquauto o lyceu com o seo plano do
ensillo seria intil. Enlrando no exame da ques-
illo da mais proveilosa applicajo da despeza feila
com o lyceu, diz que o projecto da commiatlo a
realisaria ; dando uma idt geral do que'fosse o in-
trnalo, mosjrando a proficuidade desse syslema il
ensino, que lem em seu favor a opiniao dos homens
professionaes e praticns nos paizes adianlados. A .
administrajAo dos collegios entre nos n3o traria- in-
convenientes pollicos, nem sociaes, nem econmi-
cos, e que por isso nAo comprehendia o valor da op-
posijAo feila ao projeclo. Depois de fazer varias con-
siderarnos no intuito de justificar a idea do intrna-
lo abra jada pela commissAo, o orador passou a es-
clarecer a alguns membros da casa, que para esto
fim liaviam iuterpcllado a commissAo, acerca da ap-
plicajAo qne devia ler a quanlia de oito conloa de
ris com que acrescentou a consignaran votada na
legislarlo vigente. Disse o orador que a commis-
sao leve por fin habilitar a administrajAo a resol-
ver convenientemente a queslaoda instracjAo pu-
blica ; qoe i vista da prudencia com que o governo
costumava tratar os negocios pblicos, nSo abosara
da aulorisajao que se Ihe conferia. A despeza feila
com orna casa, com os commodos precisos, com o
ensino de algumas linguas ainda n.io eslabeleedo
entre nos, ou com a croajo de algons esludos pro-
fessionaes, e de applicajes pralica, nAo excede por
cerlo quanlia de oito contos doris iodicada pela
commissao.
O orador defende largamente o projeclo da com-
missao, responde s objecjes feilas por varios de-
putados, declara que nAo v inconveniente em se
confiar ao governo da provincia a autorUajAo que
Ihc d o projecto, c senlt-se votando pela proposta
da commissAo.
O Sr. Manoel Cavalcanli diz que esperava ser
esclarecido pela commissAo acerca das llovidas quo
linha, masinfelzraenle depois de ler ouvido a dous
deputados que o precederam, ainda conlinuava a
nutrir as mesmas duvidas. Insiste em atacar o pro-
jecto pelo lado da inopporlunidade; porqne enlen-
de que a queslao s deve ser (ralada em sessAo or
(linaria,e declara que vola contra o piajeclo, embo-
na estoja convencido que elle ha i,o ser appravadu,
assim como ja tiohara sido os dous precedentes.
O Sr. Theodoro diz que o lyceo era inulil, e que
para nada serve, tendo de passar o eollegio das ar-
les para esta cidade. Tem para si que o lyceo nao
passa de um refugio da guarda nacional. Cmbale o
projeclo, porque d aulorisajao ao governo para re-
formar a instrucjAo publica definilivamenle, prece-
deodo apenas a approvajo da assembla. Enlende
que a reforma executada, como quer a commissAo,
constitiie direitos, que difliclmenle se pftdero ras-
sar ; c conclue declarando que vola pelo projeclo
substitutivo.
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*
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O Sr. Baplisla sustenta o projecto subslilulivo,
diz que aqucsIAo he mu grave, e por isso julga que
he mc'.hor adiar a queslao para a sessAo ordinaria, e
aulorisar o governo para nessa poca apresentar as-
sembla as bases sobre que te deve reformar a m-
trucjAo publica. NAo quer entrar na queslao de con-
fianja, nem pode descobrir a razAo de tamaita pres-
sa. Enlende que a provincia nAo perder nada com
o adiamento, e termina declarando que vola contra,
porque esl convencido que esse intrnalo he uma
historia, e porque desoja examinar o que se houver
de fazer.


"
DIARIO DE PERRAMBUCO, SBADO 23 D SETEMBRO DE 1854.
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Sendo pos^o votos o projecto substitutivo do Sr.
Abilio foi repellado.
Ero seguida foi porto a votos o projecto que aolo-
risa o eo\ erno a reformar a instrueeao publica, qoe
foi approvado.
-
Salta Jo taetmauM* .a convocacao' extr a-
oraiaaria aro 22 de aitembro 4* 1854.
Prqjencia do Sr. Caineiro da Cunha.
Ai II 3)1 feila a chamada, achando-se prsenles
22 aeeboras depulados, nbre-se a sessao.
He lida e approvad.i a acia da scsso anlor
denle.
O Sr. 1. secretario lo um ofidio do secrelario da
proviacia, mcncrouandu que S. Etc. o Sr. presiden-
te receber j hoje a urna hora da larde, a commitsao
que lera de apreaenlar i saucrao alguna actos da as-
aembla.
O Sr. Epamundas pela jrdem) diz que a com-
muuao encarregada honlenidi) apresentar a sancco
o projecto o. 1, eamprio o seudver, e leve de S.
Etc. a rseosla de que lomari i a rosolurao da as-
semble* na devida considerado,
O Sr. Prttidente convida a meiuia commissao a
apreaeotarao mesmo Etm. Sr. dousoulros projeclos
que devem subir i sanecao.
A ceew*eiu relira-se do sali, e fica suspensa a
setsao.
ndu a rerarlda eommisiao, o Sr. Epaminon-
dai B kta.ic de orador d ella, dii que ao dirigi-
r ard .fique S. Etc. responder que lomara
prujettos na devida considerado.
O Sr. 2. secretario lavra a acia de encerramen-
Se, e procedendon leilura delta he appro-
vada ; pelo que o Sr. presidente declara encerrada a
prsenle convocacao eitrordinuria.
CeWsHU MUNIG1PA1. SO RECITE
% mo' ominarla de 9 de setembro.
Presidenrla do Sr. llardo de Caplbaribe.
Presentes os Srs. Meso e Albtiquerque, Kego,
"llaracde, Olneira, e Gameiro, abrio-se a sessao,
e foi lida e approvada a acia da antecdeme.
Foi lido o argunle
EXPEDIENTE.
Um effieaf do desembargada Caelano Jos da
i Santiago, acensando receido o ofllcio que a
cmara le dirigi, chamando-j para lomar assenlo
lemblia legislativa provincial no dia 11 do
Igendo que o nao podia fazer, porque
greicio do seu etnpregu de detembar-
eu-se age se* respondes qoe. i vis-
Foe. le 12 de agosto de I8:)i, nao
poda ser aoeila a sr usa.
lalro do vcreai Vianua,. parlicipando que,
por incommodMo, poda comparecer sessao de
boje.Inleirada. <
(Jetto do engenheiro cordeador, informando a
pelic.au de Manoel di Paito Paz, arrema-
obia do ces do snl do lelheiro das Cinco-
G peiindo cemento para a mesma obra.In-
deferia-ee, porque o remenlo nao conloa com esse
material*
O uta do fiscal de Jaboa(A.i, remetiendo 0 mappa
das retes moras para consumo daquella freguezia,
nos metes dejunho ejolho ullimos (106 retes), e
dizeado mo setaais prompto no curaprimeato des-
sa obrigaeao Mfttfo haver all matadouro publico,
e ficarem o) particulares distante* uns dos oulros :
igualmente remellia iirn termo de adiada de infrac-
to de posturas, enmmcttida por Joo Luiz da l'at,
o qual se linlia modado para a fregueiia dos Afo-
gados.Qanto ala parle, iuteirada, eqnanto2,
mandou-se remetler o lerrao ao procurador paia
Ihe dar deslino conveniente.
Foi approvado nm parecer d, eommissao de edi-
ricaeao, opineudo que fosse ouvida a capitana do
porto cerca da planta levntala pelo engenheiro
cordeador a requerimenlo de francisco Gomes de
Ol reir.
O Sr. Toreador Gameiro aprasenlou doos arligos
de posturas : om reformando a disposiro do art.
.7. dasposliiras vigente-, e oulro prohibindo
a morada de tsmilin no interior dosacougues com-
manicando-ie om esle- ; e rexdveu-s qoe fosse a
reseeito ouviilo-o advugado.
Teve logar a segunda prara das rendas annun-
ciadas, a nc buove licftanles.
Deepacharam-se as peliedes de Anlonio Bolelho
Pinto de Mesquila, de Bazilio Alvares de Miranda
VareiJo, de Isnacio Nones de OHveira, de Joiio de
Sant'Anna Liberal, do tcnente-ceroncl Joaquim
Mauricio Wanderley, de Manoel l,uiz Gonralves,
de Manoel Jos Daulas, de Manoel da PaitAo Paz,
de Francisco Xavier de Lima, de Paula Coclho,
da Gonceicio. e levantou-se a sessao.
Ea Uteoel Ferreira Aeeioli, offlcial maior da se-
cretaria, a escrevi oo impedimenlo de secretario.
Jlaraode Capibvribe, presteiHe.Mamede.Ga-
mtiro.Hego e Albuquerque. l'ianna.lteiio.
llrala de /Imeida.
fallar na primeira pessoa : portanto esl declarado
que esse amante he o escriplor do artigo.
(9) Por aqu mostra o tal escriplor que nao ruin -
muiicii o romaMitiH'i da escola de Uarret, e sim
que ainda milita na velba e carunchosa escola da
fbula, que o modernismo de ha muilo aboli.
(3) Chamamos a atlencan do publico para este tre-
cho. Note-se a ioverosimilhanca que ha ; porque
o sujeilo avistava ao longe urna cubana, euma porla
meio aberla moslrava o leito de sua Marcia. Sem
din ida neiihniii.i a Marcia dormia na sala, e pro-
timaa porta, purquanlo elle pode ve-la rodetada
de mil encantos ; o demais o moro ou linha as
mos o oculode Frei Monte, ou tcuiolbos de lynee,
porque he incrivel que ao longe se podesse ver.icomo
lie vio, sem que urna denlas circumstancias tirase
'jole-se roais que elle ao longe avislava tam-
il cabellos, fios de ouro, de Marcia, c os seus
o fu: Humes, que n'um so volcer descuidado
a. hiam e encanlavam o mais duro coraro. ci-
ma disse o bicho que a sua Murcia dorma em paz
e agora miseravelmenle cahe em urna contradircao;
porque ou a sua Marcia lem o poder de dormir com
os olbos fuzilunfes abertos, volvendo-os, c atlrahin-
do corarnos ( o que he iocrivcl), ou cutan nao esla-
va dormindo em paz, e o escriptor publico menlio
( o que nao asseguramos.)
(5; O mojo he somnmbulo, porque estando dor-
mindo, levautoo-se acodado, e dirigio-sc ;i casa da
Marcia; o que nao sabemos de cerlo he se elle so-
nhava que se levanlava, oa se levanlou de veras,
como se entende. O bicho he om segundo lAmure,
e acodado nao temeu a solido da noile!!.... He
mmto corajoso!.....
(6) Momento eternos sao ideas conlra*diclorias,
que nao podemos comprehender, e islo s pode ser
parlo de cacholas de cascabulhos.
(7) Cbamar-se urna moca jardim delicioso he
muita liberdade; nSo podemos convir com ella.
(8) He muito engracado o moco. Ficou sem in-
fidos e sentio o coraciio desfeito em alegra !
Islo he coutradiccao mauifesla, sentir, e nao
sentir !
S 30 duzias de bolos corrisiriam erros c asnei-
ras da chusma redaclora da Camelia !
(V desgraca I brutalidade 1
O' tmpora '. mores'......
(9) Aqu dissipou-se n nuvem de asneiras, o sonho
prosaico, e inverosmil do miseravel cascabutho, do
desfruclavel e pedante redactor da Camelia !
ilO) Oh desgranado cascabullw '. miseravel es
criptor publico que nao acbes quem le, fallando a
verdade, faca despir esse orgulho mal entendido,
essa mana dergrac,ada de escrever para o publico, e
le maride esludar a tua lir,ao de Hislory of Rome ou
de Thompson, para que algum dia, quaudo liveres
adquirido algum conhecimenlo, quaudo esliverem
dissipadas as trevas de la iiilelligeucia, enlBo apre-
senlarcs com alguma cousa que mereca altenrao !
Finalmcule concluimos dizendo que :
Le monde, mon avis, est commc un grand thealre
Touls les jours, on y voil orne d'un faux visage,
Impudemmcnl le fou represenler lesase ;
L'iuguorants'eriger en savaut faslueux!...
( Boileau-Salijre XI. )
Emquantoaos mais arligo?, dizemos que, poesas
de tal ordem, prosaicas i mais nao ver, nao merecem
critica alguma, porque sao indiguas de seren
lidas.
Conlem os redactores da Camelia com o azorra-
gue da nossa critica, que ser infallivel. Al outra
occasiao. ( O Calouro. )
L
BEa?J7tCAO^DA FOLIGL*.
Parle do dia '2-2 de sntembro.
lllm. e Etm. Sr.Participo i V. Etc. que, das
parles hoje receidasnesla repariic,ao, consta lerein
sido presos: ordem do subdelegado da frenuczia
de S. Frei Pedro Gonralves, o pardo Manoel Fer-
nandes Dornellas, por furto, o preto Gervasio, es-
cravo de I). Mara Clara da Conceicao, por fgido,
n pardo Eustaquio Joaquim Izidro, "por uso de ar-
mas defetai; i ordem do subdelegado da freguezia
de S. Jos, TheoJoro de Sania Rosa, sem declaracao
do motivo; e a ordem do subdelegado da freguezia
da Boa-Vista, Thom Kibeiro Gomes dos Santos, pa-
ra correcco.
Dos guarde a V. Etc. Secretaria da polica de
Pernambuco 22 .le selembro de 183!.Illm. e Etm.
Sr. eonetlheiro Jos Benlo da Cunha e Figueircdo,
preaWeote da provincia. Lu: Carlos de Paita
Teixeira, chufe de polica da pnvincia.
PlBLlCAjAO A PEDIDO.
Ex sutore medicus I...
( l'hedro. 1
Finalmente autUio o segundo numero da nausea-
bunda Camelia ; c para moslrarmos i quem nao
liver asignado esse papeluxo, al que ponto piide
chegar o pedantismo e estupidez dos seus redactores,
tnncrvemos baito um dos seus cscriplos, e para
darmos umirida do que hen lal Camelia, alia uni-
mos eo publico que foi o melhor que produzio' a
companhinde easeabulhos. completamente destitui-
dos de quelque chose la, que he preciso para quem
liasleia a bandeira de escriplor rnhlico.
Quinta feira passada fez oilo das que publcen-
se o primeirp numero do peridico das asneiras, a
Camelia, e riepois de muilo esperar, julgando nos
que essa delenca era precossora de alum grande
escriplo, vimos realisado o Mont parturiens de
Phedro, porquanlo appareceu o cegando numero da
lal coosa com o artigo abaito e ....
AIots lout ne fut plusque eslupide ignoranec.
(Boileau-Sulyre XII.)
e SONHO DE UM AMANTE.
( Era alia noile, as estrellas scinlillavam no firma-
mento ; a loa j havia descrito lentamente melade
de sua carreira, espargindoseu cristalino maulo so-
bre a Ierra; toda a natureza jazia mergulhada em
profundo silencio ; os alados habitantes dos bosques
nao se desfaziao em requebrados porgeios ; as brisas
suaturravo suavemente por entre as roldas das ar-
vnres que, prateadas pelo clarao da noclivoga rainha
dos astros, Iremulavflo, derramando, por diversas
parles, variedades sombras; ludo, emlim, oHerecia
delicia e ventura ao amante. (1)
Bnlao, lodosubmergidocm pesadosomno, acha-
va-me exlasiada nos bracas de MorphAo, (2 volvendo
na rpida fantasa mil pensamenlos inulcis : sonhei,
que avistava ao longe urna pobre cabaua.e que urna
porta meio-aherla moslrava-me o leilo, onde Mar-
cia, 1 eow dos s mores, em pat dormia, rodeiada de
mil encantos. (3) Seus cabellos, los de ouro, pen-
~dtiO-uCssrenhados pelo seio abaito, seus olhos fuzi-
1 ornes, ir3nr-*volver descuidado, allrahiao eencan-
lavilo o mais (luf!H%raco ; (?) nos seus nacarados
labios Amor espargia \jocc nctar; seu anglico sem-
blante era ornado pelas grabas as mais bellas c se-
ductoras.
Nesle maravilloso cnl#yo, arrebatado pelo brilhan-
le quadro, que se descorlinava unle mus olhos, e
perdido de amor, levaniando-me acodado, qual Le-
man errante, dilacrale^ de amor, e sem temer a
solidao da noile. derig appresmrados paosos, (5)
para ver aquella que tanto dominnva o meu corariio;
dia dar-lhe um beijo de *mor ; gozar urna nova ex-
istencia, e appreciar morneulos ciemos, (ti) inveja-
dos pelos inort.es ; misado empreheodi,. entrando
^ela porta, qoe passagfim offerecia, ajoelhar-me
ante o venturoso leito, ot'de eslava deilada aquella,
que era o onro eneanl<| e jardim delicioso (7) de
lodos os meus finJimenlps, e apenas me aproximo
a Marcia, o que vi, oh! feos! Que liellcza assombro-
M I Que de encantos, nri"ca vistos'. Fiquei sem sen-
tidos; senli p corarao desfazer-se em doce alegra; 8;
julguei, que j gozava a maior felieiilade do mundo;
roulemplei, por ilguns momentos, este painel de
mil cores, que devia, i'ara sempre, fazer a minha
ventura ; e nao pod -ido mais supporlar tu torren-
tes de prater, que c pulavAo-me o pcilo, hia bei-
ja-la, dedicar-iheos eigos lraniiorles de minha
alma, fiizi.'-la inleres da em minha ventura, dri-
gir-lhe ak'iimas enc.fnladoras etpreseoes de amor ;
porem o pejo crueln*enle desviou-me, prendeu-me
a voz, gelou-me o sangue as veias; enUo esttico
resignava-me a sofl'rer um. penar eterno, quaudo
ouvi um ai piednso sabir de seu peiru^jii-Ha formo-
sura desfazer-se (oda em esplendores; nesle momen-
to encantador, a vonlade de possu.-la foi tal, pie
projeclei lani;.ir-me -olnn seus brajas, e drpoiscon-
tar-Ido os mciisreconditns pensamenlos, enlrcgando-
Ihe a posse do meu corarao. Porm que vejo! Dis-
sipou-se de rpenle a nvcm d'ouro ; (9) olho para
loda parle, e aiei ranVando em lorno le meo leilo do-
loroeos giraidos e ai-s. acord, c nada diviso Oh
desgracado sonho!-'dO) Funesto pha ilasna da fr-
queza humana, pa*a qucviesle ollcrlar-me o quede
mais caro pode ol" um mortal sobro a trra Oh
cruel llato peo fundo delirio de minha alma!
(I) Al aqu onhador be nm amante, c dahi
por ditnte ja he o cascabulho ; porque em cima dit:
ludo offereria delicia e 'rtntura ao amtele ; e
mais abiito:tchata-me eHasiadn cmiinia a
Hydraulica agrcola.
Um dos mais poderosos agentes, de qoe se usa
para operar a vegetado, que cobre a superficie da
Ierra, he srm conlradicco a agua.
Se um terreno qnalquer for por sua nalureza
composto de maneira, que admita conveniente-
mente a agua, mas sem etcesso, esse terreno ser
frtil e compensar .-impamente as fadigas do culti-
vador.
Existe urna multidao de causas, qoe impede que
o terreno admita a agua de urna maneira conve-
niente : por rtempio. se he muilo arenoso, a se-
meule alli germina com diHiculdade, I a planta
mingua e fallece muitas vezes antes, de chegar ao
seu estado de maturidade.
Se pelo contrario he argiloso, ou estabelecido em
pontos, que forcem a agua a demorar-so por falla
de escoauies, espiantas poderao lomar alli urna bel-
ja apparencia, mas em pouco se tornarao amarellas,
iufezando e perecendo pela raiz, ficaudo assim ma-
logradas as esperauras do agricultor.
Ve-se pois que, nao so a falla d'agua, como o ex-
cesso deste agente sao igualmente fuueslas i agricul-
tura, mas lanibcm que he da maior importancia es-
labelecer os meios de dar conslanlemenle a qualquer
terreno a agua que reclama, etlrahjmlo-lhe aquella
que cnuiiver um etcesso: sao esles, dous importan-
tes ramos da -ciencia agrcola, a irrigado e o uso da
draga.
A irrigaran lem estado em pralica desde as mais
remotas pocas, e sempre os Irabalhos, que Ihe lem
sido consagrados, lem poderosamente contribuido
para desenvolver a ferlilidade do terreno.
O uso da draga, que lem por objecto facilitar o
escoamenlo das anuas -superabundantes, remonta a
urna dala menos auliga, e he talvez mesmo j uos
uossos dias, que est sciencia nova lem adquirido
um desenvolvimenlo, mas os resultados oblidos fa-
zem augurar que a acc,8o benfica, que resulla do
uso da draga, nao cede em importancia aos benefi-
cios, queprodiiz a irrigaran.
Fcil he ver que a irrigaeflo e o uso da draga nao
sao mais, do que as duas parles da mesma arle, qne
lem por objecto dar a um terreno a agua conveni-
ente; ser pois til reunir em um' s corpo a dou-
trina, o conhecimenlo dos processos, que se possuem
sobre estes duas partes da mesma sciencia, recolher,
analisar e compensar os resultados oblidos por estes
dous systemas.
Faltando anda sciencia o termo proprio para
exprimir conjuntamente estes conhecimeiie*, pro-
pomos o de u hydraulica agrcola: e he debaito
desle ttulo, que transcreveremos todos os tactos re-
lativos s duas subdivIsOcs desla sciencia, a irriga-
cao e uso da draga que de futuro po.-s ini chegar
ao nosso conhecimento.
Por esta occasiao lembraremos, que a este res-
peilo j em Franca e aa Blgica se tem estabelecido
urna subdivisao, que debaito do titulo de meca-
nica agrcola o comprehende urna serie de fados e
de processos importantes, laes como a applicacao
do vapor ao transporte dos adubos de Ierra lqui-
dos por meio de tubos de nm.I ucean; c oulras ope-
racoes, qoe tendem a tornar menos peuvel, e mais
perfeito o preparo das Ierras.
Parece-nos muilo ulil ligar, sob o titulo de chi-
mca agrcolas lodos os ronherimeulos, que se pos-
suem sobre a accao e composicao dos adubos de Ier-
ra, tanto naturaes romo af lificiaes ; us manipula-
cues chimicas feilas para oblcr os producios indus-
triaos e laes como sao entre oulros os disliladores
agrcolas.
Desejariamos ver urna quarla suhdmsao, que nao
seria menos til do que as precedentes, devendo ler
por denominarlo Geologa agrcola, e compre-
hender urna serie de conhecimeotos muilo impor-
tantes, e que anda uao lem sido estudados, quanto
ao amanho das Ierras.
Finalmente deve reservar e o nomo de cultu-
ra a para lodos aquellos condec memos (ao numero-
sos, que se referem a poca das semeuteras, das
colheitas, das rotaroes de cultura, apropriacao das
plantas em relajo a nalureza do terreno ; e para
aquella parte que, por muilo lempo, comprehen-
deu os nicos condecmenlos, que possuia o cultiva-
dor.
Se se chegar a adoptar e por em pratica a idea,
que se aprsenla ueste artigo, a grande arle da agri-
cultura ser composta de cinco grandes ramos, com
as seguinlcs denominarnos :
1.a Geologa agrcola, 2." Chymica agrcola, 3.a
Mecnica agrcola, \. Uvdraulica agrcola, 5.
Cultura.
lio neslas cinco divisdes da sciencia agrcola, que
devem classlicar-sc as numerosas descoberlas devi-
das i iiivo.ligaran perseverante dos subios, que vota-
ren, seus conhecimentos primeira e mais ulil de
todas as arles.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
VARIEDADES.
CARTA 1)0 VISCONDE DE KIKIRIKI. A SUA
ESPOSA, A VISCONDESSA 1)0 MESMO TI-
TULO.
I
Etrellcncia : sao Ires horas.
(diego da secretaria,
E alli vi luz do dia
O meu decreto assignado
Do meu novo viscoudado.
II
J deitei de ser barau :
E confesso o meu pereado ;
Eu audava envergonhado ;
E quando alguem inechamava
Seuliur li.uan, quisilava.
III
E com r.i/aa Elle ha lanos!
J delles ninguem faz caso.
Eu i-.iiili -en u nii'ii atrazo..
Com certeza desla vez
Vpu-me alirar ao francez.
IV
J comprei do mcslre Albauo
A grammalica franreza
E dir-lhc-hei com certeza
Ja sei os nominativos.
Ando nos adjerlivos.
V
Os dilhongos l me c.uslam,
l'nrque sempre sao dilhongos.
Ilei de ler suoreslongos,
Mas julgo que, Dos louvado,
Darc conla do recado.
v*
Lm \i-rondo plemenos
Deve parler o francez.
(Jne saba ou nao porluguez,
Ninguem Ihe importa com isso,
Ncm eu taro raso disso.
VII
Um visconde vai aos bailes
Bon soir deve dizer.
Alias pode incorrer
Na fatal excommunhao
D'um visconde papelao.
VIII
Ja iiiandei fazer a farda
Ao meu criado Teixeira.
Cdr de azeite de purgueira :
Nos saines fui mais feliz.
Cor de lama de Pars.
IX
O Teixeira qne he de Tuy,
.l.i Iraz El-Kei na barriga"
Por causa deesa ranliga
De que nos os lusitanos
Passamos a castelhanos.
X
Dato casu, a Viscondessa
Ha de ser la gra hidalga.
He o mesmo quefidulga,
E segundo diz o Souza
Vem a dar na mesma couza.
XI
d.i sinlo putar as veas
La sangre de Dom Pclaio.
Ilei-dcser um ligre, um raio,
Canegado de bra:ones
li d'oulras mas dislincciones.
XII
Quanlo antes la hidalga
Deve hablar a sevilhana.
Que eu juro por la catana
De my honor que hei-de ser
Um hespanhol de tremer.
XIII
Tambin, Prima, es menisle
Inda i|ue Ihe cusle a hucha;
Que aprenda bem a Cachaca:
Os boleros, o fandango,
Alias, Prima, me zango.
XIV
Hei-de hacer da Viscondessa
l'na buena hespanholita,
Pois segundo me palpita
Hei-de ser na nova Iberia,
lima figura mu seria.
XV
Viro folha, Viscondessa,
E abandono a nova Iberia.
Este negocio he materia
D'allo colhuruo, c a meu ver
Ha-de inda dar que fazer.
XVI
Com sapatos de defunlo
Nao he bom. Prima, sonhar ;
Quem com elles quer andar.
Busca um movimenio falso,
Toda a vida anda descalco.
XVII
Giram novidades gordas
J do Norte, j de Sul;
Anda, prima, lodo azul ;
Fercet opus '. arde Troia,
E ninguem, Frraa. v boia.
XVI11
Para c dos Pyreneos
A contusao he tamanha,
Que ludo em papos d'arauha
Anda, Prima ; nao ha lci,
Nem ha Hoque, uem ha re.
XIX
L us querem ler aaOo no throno,
Que faz agua, e pede bombas ;
Oulros cslendendo as trombas,
Fogcm do Ihroiio, que lur,
Como o diabo da crut.
XX
Ha jonlinhas, barricadas,
Soberanas populares ;
Paisanos, e militares ;
Ou por furor, oa por rro
Cantam o Trgala perro.
xxi.-
Xinguemsabe, ninguem di/.
Como ha de acabar islo !
Ea mesmo qoM lenho visto
Tantas cousas nesle mundo,
Confesso que me confundo.
XXII
E nao son tolo de todo,
Pois conheen celtas tretas ;
Esludei primeiras letras,
J fui pai da patria ; emfira,
Sei dous dedos de lalim.
XXIII
Tenho a bssa politique.
Donativo da natura :
Desfruclo boa figura;
Tenho o venlre asss ovado,
E nariz d'homem de Estado.
XXIV
Pena he que a patria loinlia
Nao faja caso de mim ;
Mas eu creio que por lim,
Hilando o uegocio fr serio,
Sou chamado ao ministerio.
XXV
Ver cnlao, viscondessa,
Como a cousa anda direlinlia :
Toda e qualquer grejinha,.
.,,,. Na qual eu nao tenha t,
Leva grande ponU-pc.
XXVI i
J lenho sobre finanzas \
lin Brande projerId in roenle,
Que lia de espantar toda a .gente i
Kecolbo lodo o vinteni, i
N3o pago nada a ningieem.
XXVII
Deito os Conegos abaixoa;
Que rezem porm de arara :
E ladr.lo que por desgraca
For visto roubos fazer,
CabecaTora at ver.
XXVIII
A respeilo dosjornaes,
Assenlei o meujuizo;
Eu de lypos nao preciso j
Pao e pao, bico calado,
Governo forte e pesado.
XXIX
Nao consinto vas frreas,
Ncm liarqundns de vapor :
Nao quero lano doulur,
Ncm mazurkas, polkas, walsas,
Nem que a mulher Iraga calcas.
XXX
Emfim hei-de por, senhora,
Portugal a moda anliga.
Reccbi carias de Higa :
Sua Kussa magesladc
Passava sem novidade.
{Braz Tisana.)
CARTA DE UM DOIDO VAKUIDO, A IMA TO-
LA DE PRIMEIRA ORDEM.
Minha adorada faneca
A saudade me devorn,
Emborameleve a breca
Direi sempre a toda a hora
Que Lisboa he urna scea.
Dona fulla, vou aos mares
Descubrir modernas Ierras,
Adiar vou nesses palmares
D'ouro em p allivas serras,
E brilhanles aos militares.
E depois, candida Pioca,
Minha redonda migalha,
Eucom tanta macaroca
Farei dinheiro em ranalha,
E darei a lodos coca.
Minha pipa infallivel,
Minha palhetica moca;
Vou ser um homem lorrvol,
Ilei de trazcr-le de toca ;
Com um vestido impossivcl.
Compro-le qualro ricacos,
Visto-lhea Miaba libro,
E don-lhe a fazer aos bracos
A iiiitiiiri.iii.il> .i qiiem lie
Que pede entrada em leus pacos.
Compro duzenlas janotas
Dessas que forem mais tolas,
PVa te calcaren! as bolas,
E suslenlo-le a ceblas,
A batatas e bolotas.
Meu ouriro rechunchudo,
Minha lagarta adoraval.
Oh meu repillin folhudo
Es um mono indccifravel,
Um le riro, um mais que ludo.
Com dinheiros infinitos
Ilei de fazer frrea va,
Onde lu c Ires cabritos,
Andem de noile c do dia
A fazer certos bonitos.
Teros caleche dourado.
Duas lindas eguas baas,
E t a bicho repimpudo
Andars com sele saii-s.
Chapeo rubro desmatado.
Gastars sempre da Alina
E veslims a martelo.
Junto face purpurina
Poras seliin amarello
y E verde na gaforina.
as praias do mar flamante
Cantars obesa fada
Com a Vol do leu deseadle
(i Joven Lilia abandonada
Por seu lindo ingrato amante.
Doce lema, gorda e dura,
Quando eu viri da conquista
Comers muita forc.ura,
Muita cousa muir vista
Muilo amor, muita ternura.
Has de ler todos os das
l.eite de cabra, pao quente,
ll'd.u liinlia- c falias,
Minha bola delinquenlc,
Meu esmero das pipas.
Has de ver enlSo o Tejo
Nao ser lodo de cristal,
E Iti rubro caranguejo
Do salso /lumen ualal,
Rimars com pao e queijo.
Rica assim, meu querido bem,
Toras dilosa alforreca
Um barco no mar lamben)
Onde irs de seren e meces
Ao valle de Sanlarm,
,
I
X
Ters urna beata parda
Muilo gorda, falla de osso,
E t irs n'ume alharda
Com mil conloes ao pesco
AosLyrios sempre galharda.
Olha, minha redondza,
Quaudo eu vier l de fra
Ilei de Irazer-le franreza,
Ilei de dzer-le onde mora
O perfume da belleza.
E taro logo irm caminlio
De ferro, lodo de ferro;
Das Vendas-Novas ao Miuko,
Onde dars o leu berro
E quebraras o focinho.
Apesardcstas insanas .
Lides que nao daro lim.
Cedo-le a quinta das cannas,
Dou-le o botas o penini.
O sem-mangas o timpanas.
Eulao alegre a leu lado
Veslido de ouro e de brixc,
Andarei sempre enfronhado
Nos m\ -l-M ios de Carrixe
Nos riumes do passado.
Hoje s capa de velhacos,
Apesar de ser molleja,
At s vezes fazes cacos
Quando essa voz espaueja
No botequim dos macacos.
Por leu fuluro sofTria,
Eu linha medo cebla
De qoe leu nome n'nm da
Com appellido de lula,
E lellras onze eu veria.
Por isso larga a fala
Na patria nao se faz nada
Molba-se a \ ella fluclua
Sobre os mares a jangada
Que me ha de levar la.
Minha velha, a la he miuka,
Etplora-la vou j,
S a la me convinha.
Adeos, adeos, vou para lu
Apandar muila sardinha.
Depois na volta abastado
Em lugar de ser assim,
Ao Tletchcr associado -,
Ilei de adiar um espadn)
as ondas do mar salgado.
E, adeos ale um dia,
Adeos, que vou impelldi,
A meller-me em agua frii,
Sao as ordens do Polido,
Adeos, obesa pipa.
______(dem.)
Urna ancdota do imperador Alexandre.
Quando o congresso de 1813 reuo em Vicua os
soberanos do norte e a maior parledos diplomticos
do mundo, urna das cousas mais nolivcs que podi-
am ver-se na corle de Austria era i imperador da
Kussia, Aletandre. He sabido que lile educado por
Calharina, a Grande, as ideas phikoiophicas do se-
cuta VIII, sobrepujara a sua mesua meslra. Al
1820 foi um modelo dos principes; sncero, alTavel,
philanlropico, liberal (cousa nunca sla em um im-
perador russo), e alm de ludo islo feicoado ao po-
vo e popularidade. Acrescenle-s< que era um dos
bonicos mais formosos do seu tenp.i, e ler-se-ha
idea do efielo que produzio na socielade austraca.
Pode dzer-scque tallo se repartirn os dominosda
fama entre 2imperadores, um cahidj, Napoleao, e
oulro existente. Alexandre.
Pois aquel 11- mesmo homem de Moskowa e de
Hore.ina, aquello mesmo que acaba-a de levar a
Pars 230,000 soldados, leixaudo ao seu reino mais
do triplo, aquello homem admirara sinceramente
Bonaparle, apezar de ter causade r. sua ruina, a-
quellc mesmo homem, repetimos, percorria a pe as
ras e passeios de Vienna, e ao desdenhava upre-
senlar-se do mesmo modo, nos caros, lliealros, e dos
sitios mais aristocrticos.
Nesles passeioscoslumava ac m n-ida-lo Eugenio
Iteauharn. filho poltico do coltsso, do quem se
fallava em Vienna, como um sarcasmo dascoususdo
mundo, e que talvez por isso mesno havia inspirado
ao autcrata urna sincera uinisada Quando o nao
arom panda va Eugenio, ou alguns dos educandos de
Bonaparle, o imperador andava s commummen-
le.
la assim em urna manhaa de fevereiro, vestido o
mais simplesmcnle possivcl. Sum capole de uni-
forme podia revelar que perleucit ao esercto russo.
Apenas posto o p fora do Burg, magnifico palacio
ondeo imperador de Austria o lima alojado, quando
reparn em um joven martimo, qjecom urnas gran-
des bolas de montar ainda chelas le lama, e com to-
dos os siguaes de ler feilo urna gnnde jornada, per-
gonlava pelo palacio do imperacor da Kussia. In-
dicaram-lhe o palacio do Burg, pa onde o marti-
mo se dirigi incontinenti: porn Alexandre se Ihe
poz di.me.
Quem procuris ?
O imperador da Kussia. Tiago um despacho
para elle de S. Petersburgo. Acalo da chegar a Vi-
enna oeste instante. Vos que soiewmpatriola pu-
liereis servir-me de guia. J '
O ar franco do joven seduzic Alexandre, que
cora aquello sorriso benvolo que/Ihe era habitual,
respoodeu:
(.uarada, agora nao enconras o imperador
em casa. A's duas horas poder rjeeber-vos.
Sabis isso de boa fonte ?
O imperador sorrio-se sem respinder.
De boa vonlade, disse o martimo, aproveila-
ria esle lempo bebendo agurdenle Sabis de al-
gum caf aqu perlo?
Se eu nao Uvera que fazer tos acompanharia
com muilo goslo.
Que diabo etclamou o jovek, um bom rusto
nunca deita de beber um copo d'iguardenle, nem
por todas as octnpaces do mundo,
O do capole couveio fcilmente, e os dous russos
seguiram pela ra adianto. Pelo dimiuho nao ces-
sou Alexandre de fazer perguntis ao seu compa-
nheiro acerca da soa familia, sua situarao, seu pos-
to, suas esperanzas, etc. Por esle [modo soube que
elle nunca linha ido a S. Pelersuuqto. que a soa fa-
milia eslava muilo pobre, c elle meilo atrasado na
sua carreira, pelo que nao poupou tijuras contra o
imperador. Quercndo ent.lo este dar um golpe de
meslrelhe disse com benevolencia:'
Nao qnero que le excedas mait. Eu sou o im-
perador. D-meesses despachos.
O joven desalou a rirs gargalhajas.
Tu o imperador! Olha que te,nao saia cara a
brncadeira! ,
Repilo-te que sou o imperador.
Sim, assim como eusou vice-aimraule.
E porqne nao sers Iti \ ir-alo iranio ?
Pela mesma razao que l nao es impera-
dor.
C'inlcntissimo do qui pro quo, Alexandre se pro-
poz prolongado o mais possivcl, o introu no caf
com o, seu rompanheiro.
A' porla ouvio que da ra o chamavam em alie-
mito.
Vollou-se o marilimo, e vio oulro encapotado pe-
lo estillo do seu companheiro, que Ihe pergunlava
com a maior corlezia:
Como passuu V. M. a noile ? .
O marilimo desalou a rr burlescamente, julgan-
do quo traa va com dous doudos.
Sabis o allemo 1 Ihe pergunlou Alexan-
dre.
Bem o vs, cantarada.
O recem-rhegadn pareceu admirar-se d'aquella
franqueza, e enlao o Czar Ihe disse :
Tenho o goslo de apresentar a V. M. a T....k,
vice-almranteda minha marinha.
O joven desatoa n rir romo cu-luin.ua.
Quem lie esta oulra mngcslade "f perzuntou
elle ao imperador.
O rei da Prossia, dise Aletandre cnt lom for-
mal.
He ta.i re da Prossia, como lu imperador da
Hostia, c eu vice-almiranie.
Qucres que moldemos o leu posto em agu-
rdente.
O joven semdeixar de se rir, cnlrou prmeiro no
caf. Ao beber o prmeiro copo, fez este brin-
de:
A' saude de Calharina a Grande.
A' saude de minha av, disso Alexandre be-
bendo o sen copo.
O joven arrebeutava com rizo.
O rei da Prussia comprehendeu cnlao que se Ira-
lava ile um engao, c seguo a crreme.
A' saude de Frederico o grande accrescenlou o
martimo. A' saude da meu av disse Guilherme
da Prossia.
J o engao ia chegando a. um nonio insnstenla-
vel. O marilimo eslava meio doodo ; urnas vezes
cria, oulras duvidava, e ainda que rindo seirtprc, as
suas garsalliadas por fim linham alguma cousa de
estridente.
Tena feilo boa carreira, compadre, Ihe disse
Alexandre.
O joven, que j nao sabia que dizer, ncm que
pensar, se dispoz a sahir. depois de ler paco a des-
pexa, contra a vonlade de seus companheiros.
E o despacho ? Ihe pergunlou o imperador ao
sabir para a na. l)a-mo; nao te canees; da-m'o, e
vai manha buscar o leu titulo de vice-almran-
tc.
N islo os dous in 'i.iirliis se desembiiearam um
pouco de proposito. A ra eslava cheia* de genle.
Irescavulleiros, dous d'elles mu velhus j. e todos
mu respeilaveis, se aproximaram com o chapeo na
mi, las duas mageslades. O marilimo, tremendo
ja, pergunlou a um que passaia :
Como se chaina esle cavallelro alto o al-
vo?
O principe de l.ign.
E n d'alm '.'
Mr. de Mi-I.ei nii-li.
E o oulro "'
Tallcirand.
Enlao quem sao os encapotados?
Supprmimos a resposta por desnecessara. Sii di-
remos que al ao auno de 1850 nao linha ainda
morrillo um vice-almiranle ni'su, que endoudeceu
qaando morreu o imperador Alexandre em 182..
[dem )
-------- e
Falta do-trapo.
De Inglaterra escrevem o scguinle :
Ha actualmente neste paiz urna grande falla de
Irapo. Esta escacet lem-se tamhem feilo sentir em
oulrns paizei, especialmente nos Estados-Unidos.
Em Inglaterra offereeem premios por qualquer sup-
prmenlo qoe sa aprsenle, ou peta dcscoberta de
ulgumas sulielancia que po'-sa ter applicada aos mee-
mos usos. He hoje tao grande o consumo do papel
para gasto da popularan doi paizee, que nao he pns-
svel encontrar Irapo suflicienle para empregar na-
quella industria. O papel (em augmentado em pro-
co, os diReretes jornaes da provincia tem tambem
levantado. Em consequencia desle augmento e da
escacez do maleri.il, os individuos ocecupados as
manufaclunis do papel, representaran) ha algum
lempo ao governo sobre as difliculdades do commer-
cio, para so oliterem informacfjM acerca do suppri-
menlo daquelle artigo ou da sua subsliluicao ; e o
Ihesouro julgou o negocio de tanta importancia
que .o recommendou cousideracao do ministerio
dos negocios eslrangeiros. O respectivo ministro
ctpedio immediatamente circulares a lodos os seus
agentes nos paizesestrangeiros, rccommendando-lhes
lodas as indagaees a respeilo de alguma substancia
de nalureza fibrosa, que pnssa ser adoptada fac-
tura do papel. Anda nao se obtiveram as resposlas,
mas o no>\ menlo mostra quanlo he sensivcl a sua
fulla, c de quaota importancia o governo conside-
ra este objecto.
Esta escacez lem dado logar a discusses acerca
de malarias fibrosas proprias para a factura do papel
e Mr. Sharp, que escreveu urna memoria a este res-
peilo (obseryaces sobre as substancias fibrosas) apr-
senla o seguinte aponlamenlo sobre o termo medio
da importancia do papel manufacturado.
Nos5annosque lindaran) em 1851 70,988,131 Ib.
Nos 5 annosque lindaran) em 1833 131,234,178
Augmento 80,2i6,Oi7
ouIHp. c. qoando he bem sabido qoe o lodo da
popalacao naquclle periodo leve apenas o augmento
de 16 p. c. ; ea importarlo da materias fibrosas, e
para vestuario nao augmentou mais de 60 p. c. No
prmeiro quartal do cnrrenle anno a quanlidade
ld,luftflurada sabio a 16,301,217 Ib. contra
ii,588^03 Ib. ; no quartel correspondente de 1853,
aprsenla um etcesso de 2.715,314 Ib. Esta compa-
racao da um equivalente de 16,800,000 Ib. ao anno,
ou 5,000 toneladas de papel. Nos Estados-Unidos
os consumos tem tambem augmentado rpidamente,
e os Americanos procuram no mercado de Ingla-
terra o traoo necessario, aiuda queeteluem o papel
ingles pelo direilo ad vulorem de 30 p. c.
A quanlidade do trapo importado, termo medio,
nos 3 anuos do 1801 a 180:1 foi de 3,111 toneladas ;
e o termo medio da 1851 a 3858 subi a 9,389 tonelada
in a- _i in-la ultima poca exportaram-se, termo medio,
1,387 toneladas, em quanto que na primeira nenhu-
ma crport.irao se apresenlou, oflerecendo por tanto
a compareci destas duas cifras urna diflerenca de
i .(..li toneladas.
Tal he pois o progresso da arle inlellecloal, de es-
crever, desenhar, pintar, ele. que tende a augmen-
tar o consumo do papel de urna maneira 13o nola-
vel, e que nao obstante a grande imporlacao que
mencionamos, he insufliciente para occorrer s ue-
cessidades da industria.
Deve haver todo o cuidado em nao altribuir esta
escacez ao estado da guerra. Scnle-se actualmente,
porque no ultimo anno, a imporlacao do linho e do
liud.i caudamo foi de alguma maneira maior duque
usualmcnle, e o refugo e o trapo desea poco anda
nao entraram as machinas do papel. Nao he por
lano guerra que se pode altribuir a escacez de
trapo que se senle naquelle paiz e na America,ainda
que a guerra possa inflluir nossuprimenlos fuluros.
A nica razao por agora he o augmento do consumo
do papel que lem sido mais rpido, do que o uso do
falo, que d lugar a aglomerado do Irapo. Ao!. -
da guerra comecar j nao havi sufliciente linho,
linho canliamo o algo I.l.i para occorrer s necessi-
dades seraes, ncm havia siilicenle quanlidade de
faci feilo. A industria da Russia e oulros produc-
tos de mataras nao curadas, liaviam cedido o passo
ao melhoramenlo intelleelual da sociedade, e a ma-
nufactura c consamuo do faci, tao engenhosos como
sao os no-so- artistas, e 13o amigo de luto como em
geral he o nossopovo, nao era sufliciente para cobrir
o_ material necessario na factura dos livros e jornaes.
Em consequencia da escacez que se tem sentido as
manufacturas do papel, tem-se feilo maior quanlida-
de de pannos, no entretanto o luxo em vestir, em
vez de ler augmentado, pelos resultados geraes lem
diminuido.
Em rolaran escacez do trapo apresenla-se um
phenomeno nntavel. Prmeiro que o fabrranle do
papel chegasse a converler aquelle artigo em urna
das mais benficas manufacturas, e o progresso in-
telleelual da sociedade dsse um enorme consumirlo
diario qucllii manufactura indispensavel prospe-
ridade, o Irapo era prejudicial, delle resaltan a
pestilencia ; porque conservando-se as ras, dava
lugar a immundicie. O progresso intelleelual den
um valor pecuniario a farrapos regeilados petas
Clanes mais inferiores. Esle artigo porlanlo d'uma
maneira incxplicavel comerou a fazer parte da ri-
queza do mundo, O progresso intelleelual em In-
glaterra, America, e oulros paizes livrcs, deseja que
a Russia e a India produza mafs linho e linho ra-
nhamo do que panno se consom. Desla maneira
asproducroes fibrosas dos trpicos leraouin valor
addicional, promovendo os esforcos em mu tos pai-,
na longinquos. Em quanlo a arle augmenta, faci-
.lilan lo a produccao, augmenta indirertamenle a ri-
queza, arceleando o progrssso da civilisarao.
Algumas pessons sao de opniao, de que as pre-
sentes circumstancias se deve procurar empregar as
produccies fibrosas da India, para excluir as dos ou-
lros paizes. O seu fim nao he nicamente o com-
mercio, mas dar emprego aos seos compatriota da-
quellas colonias e suas dependencias, com cxclnsao
dos Russos e Americanos. Esle meio, actualmente
em pralica, deve enriquecer algumas centenas ou
militares dos nossos patricios, que tem fazendas e
inlcresses pecuniarios as Indias Orientaos e Occi-
dcnlaes. Ao mesmo lempo umsyslcma art i liria I so-
bre este objecto conseguir prejudicar de urna ma-
neira correspondente ou em maior grao, lodas as
pessoas engajadas nos carregamcnlos e commercio
daquelles paizes, dos quaes os nossos palriotas em-
prehendedores desejariam excluir os supprimenlos.
Ainda que leudamos proseguido na guerra, obriga-
dos pela ambirao do czar, era inevilavel chamar a
alientan publica para o fado de podermos a-
ler os supprimenlos, que ala aqui temos conseguido
da Russia e oulros paizes, procurando renovar nesla
occasiao o projecto de nos tornarmos independentes
dos eslrangeiros. Nenhum desejo lemos de ver as
vellas dos nossos navios feilas com o linho da India,
de preferencia ao linho da Russia ; mas he na ver-
dade urna calamidadc social, que os regulamenlos
da alfandega da Rjissia e os nossos, sobre cereaes,
sejam s proprios para impedir transaeces de com-
mercio, mais intimas do que tem existido, o podem
existir enlre a Inglaterra e aquelle paiz. Istoseria
sustentado a paz, e refrendo a ambirao destruidora
do czar, muito mais efleclivamente ilo que as cs-
quadras e os exercilos. Para animar a cultura do
algodao da India, quer seja auxiliada pelo estado,
quer seja pelos particulares, flm de diminuir a
nrxsa dependencia da America, n8o julsamos ne-
nhuma poltica mais errnea, do que aquella que
obsta ao desenvolvimenlo da dependencia mutua do
povo livre de Inglaterra e da America. Para o fu-
turo de amlios os paizes, nada sera mais desastroso
do que o commercio hostil, sustentado pela conli-
iiuar.iu das paulas sobre as manufacturas america-
nas, recriminando o melhoramenlo dos producios
colooaes, laes como o algodo da luda e o linho,
enfapoio daquelles que ainda sustentara o sislema
da proleccao. (/. do C. de Lisboa.)
Ha lempo, que se reconhece a necessdade de col-
locar a agricultura no mesmo pe das outras indus-
trias, cnnsliluindo-lhe os seus direitos primitivos.
He cerlo e inconleslavel, para lodo o homem m-
parcial, que ate hoje a industria agrcola lem perma-
necido em atrazo, com relajan aos demais ramos do
trahalho, por falla de urna corporacao sufllciente-
menle esclarecida para comprehender.eformularcor-
i-e. i.menlo as suas noce.ida los, apoiando-as cora as
suas luzes, e com a sua influencia.
He pois debaixo desse poato de vista, que em Bru-
xcllas acaba de se organisar a sociedade ceuir.il da
agricultura da Blgica.
Presidida pelo|principede Ligue,auxiliada pela in-
fluencia de S. A. R. o conde de Flandres, e forma-
da debaito dos auspicios dos minores proprielarios
do paiz, senadores, representantes e horneas de sci-
encia, que consagram incessanlemente os seus cui-
dados ao desenvolvimeotn desla industria, c a ludo
quanlo pode contribuir para obler o melhoramenlo
de que he susceptivo!, |Cm ja admitlido um grande
numero de correspondentes, esperando se que oble-
ra os melhores resultados.
Nesla circuraslancia a sociedade nao pode deixar
de alcanrar o apoio de lodos os cultivadores, que
reconhecerem os serviros, que ella pode prestar
industria : desl maneira, deve reunir n3o s a in-
fluencia do nome, como a for I una, o saber, as lu-
zes da pralica c a experiencia de lodos os ramos. O
seu fim ser o progresso da agricultura, e o bem es-
cauta, o sou vol he concorrer com as sociedades,
qoe ja existem, para o bem estar da sciencia e de
todos os agricultores. Ha seis mezes, qoe existe, e
ja conla 1,200 rnembros. Estamos convencidos de
que todos os homeus que esiao sinceramente volados
aos inleresses agricolas, prestarao sem hesitar o seu
pleno e inleiro apoio aos estatutos da sociedade, e
3ue lodos desejaro que ella chegue ao nobre fim
a sua instituyan, c a perpetuar urna obra, que se
aprsenla debaixo de lao favoraveis auspicios.
( dem. )
COMMEBCIO~
PRA<.do RECIFE -22 DK SETEMBRO AS3
HORAS DA TARDE.
C.olacoes ofllciaes.
Hoje nao houvcram cotacocs.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia la 21.....2221377*162
dem do dia 22........7:576>709
229:9544071
Desearregam hoje 23 de selembro.
Barca portuguezaHara Jotediversos gneros.
Brigue porluguezS. Manoel /idem.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo d" dia 1 a 21.....11:3383173
fdem do dil 22........ 169070
11:381*543
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia la 22..... 687*112
Exportacao .
Porlo, barca portugueza Flor da Maia, de 299 to-
neladas, conduzio o seguinle :2,486 saceos o 143
barrica com 13,004 arrobas e 25 libras de assucar,
100 barricas com 952 arrobas e 20 libras de mel as-
aucarado,20saccas com 115 arrobas e 3 libras de
algodan em pluma, 3,015 couros salgados, 36 ditos
espichados, 150 vaquetas, 6,800 ponas de boi, 120
quiulaes talajuba, 6 barra mel, 2 surcas arroz, 1
caitao doce, 2 catsuaes, 3 cangalbas, 2 esleirs, 1
cabrcslo.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 21.....19:6218633
dem do dia 22........7693718
20:391*351
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dial a21 .13:489*628
fdem do dia 22........809*461
14:299|089
MOVIMENTO DO PORTO.
-Vacio entrados no dia 22.
Parahiba3 dias, hiale brasileiro Tres Irmaos, de
31 toneladas, meslre Jos Duarte de Souza, equi-
pagem 4, carga lores de mangoe ; a Joaquim Du-
arte de Atevcdo Passageiros, Antonio Joaquim
Soares de Souza, Anlonio Jos Mara, Aguslinho
Hygidio de Andradc Garredo, Francisco Antonio
Pendra.
Ass12 dias, brigue brasileiro- Calharina. Bella,
de 170 toneladas, capitao Manoel da Agona Lo-
pes, cquipagem 12. carga sal ; a Manoel Alves
Guerra Jnior. Veio largar o pratico e segu pa-
ra o Rio de Janeiro,
Aracaty e Ass15 dias, hiale brasileiro anglica,
de 82 toneladas, mestre Jos Joaquim Alves da
Silva, eqoipagem 7, carga sal e couros ; a Anlo-
nio Joaquim Seve.
Navios sabidos no mesmo dia.
Valencia Hespanda)Barca ingleza lants, canilao
George Hepplewbile, carga a mesma que Irouxe.
Suspendeu do lameiro.
Rinde JaneiroBrigue brasileiro Amorim, com a
mesma carga qoe Irooxe. Suspendeu do lamei-
ro.
PorloBarca portugueza Flor da Maia, capilo
Jos de Azevedo Canario, carga assucar. algodao e
couros. Passageiros, Joaquim Gomes Villar Gar-
rafao, ea prela liberta Josepha.
Rio de Janeiro o portas intermediosVapor brasi-
leiro Princeza Leopoldina, coramandanle o le-
neute Ponlc Marinho. Passageiros desla Drovjn-
cia, Manoel Joaquim Duarte Guimaraes, 1. ca-
dete Sebastiao Carlos Navarro d A mirado. A-
delo Joaquim dos Sanios e sua mulher. Ira uro-
lino Augusto Pereira de Carvalho, Joaquim de
Azevedo Maia, Ricardo Francisco Bainard, o pre-
lo liberto Filippe, D. Mara Bidoulac e 1 filha, 15
soldados c 1 mulher. 1 preso com 2 policas.
Observarlo.
Sabio para fondear no lameiro o acabar de car-
regar, a barca ogleza Cambria,
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumplimento do disposlo noarl. 34 da le pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para conheci-
menlo dos credores hipotliecaros, e quaesquer in-
leressados, qne foi desapropriada a Jos Joaquim de
Sania Auna, omicasa de taipa na estrada do sol,
que vai para a villa de Cabo, pela quanlia de 80
rs., e que o respectivo propriclario lera de ser pago
do que se Ihe deve por esta desapropriacao logo que
terminar o prazo do 15 dias ronlrados da data des
te, que he dado para as reclamacOes.
E para constar se mandn alltar o presente c
pnblicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de selembro de 1834.O secretario,
A. F. d'.-lnnunriarao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva CuimarOes, juiz
de direito, da primeira vara commercial desla
cidade do Ret fe, por S. M. I. e C. ele.
Faco aabee aos que o prsenle edital virem que, a
requerimenlo do fallido Domingos Jos da Cosia.se
acha por esle juizo aberla a sua fallencia, pela sen-
lenca do theor seguinle :
Avista da exposico constante pelicao a fls. 2,
declaro aberla a fallencia de Domingos Jos da Cos-
ta, estabelecido com loja de miudezas, na ra do
Queimado n. 57, filando o termo legal da mesma
rallencia do dia 1. do crtente mez.
Ordeno que se ponham sellos em lodos os bens,
livros e papis do fallido, e nomeio para servir de
curador fiscal o credor Victorino de Castro Moura,
que prestar peraote mrm o juramento na forma da
le, etpedindo-se desde j i ao respectivo juiz de paz
copia autentica desla sentenca, com a parleciparao
do curador fiscal nomeiado, para proceder a apo-
sicao dos sellos ; e pague o fallido as cusas.
Recife 31 de agosto de 1834. Custodio Manoel
da Silva Guimaraes.
Em curaprimenlo do que, todos os credores pr-
senles do referido fallido, comparecam em casa de
minha residencia, ra da Concordia, bairro de S.
Anlonin ii. no dia 23 de selembro correle pelas 10
horas da manda, afim de se proceder a nomoar.io
de depositario ou depositarios, quo bao de receber e
administrar provisoriamente a casa fallida.
E para que chegue a noticia de lodos, mandei
passar o presente, que ser publicado pela impreosa
ealnxado nos lugares designados no art. 129 do re-
gulamcnlo n. 738 de 25 de novembro de 1850.
Dado e passado nesla cidade do Recife, capilal da
provincia de Pernambuco, aos 19 de selembro de
1854.Eu Manoel Jos da Molla, escrvSo o subj-
crevi. Custodio Manoel da Silca Guimares.
DECLARACOES.
Pela mesa do consulado provincial se nnun-
cia. que o (rimesle addicional doexercicio de4853
1854, espira no ultimo do corrente, recolhendo-se a
respectiva lliesouraria nessa poca todos os livros
pcrlencenles a semelhaole exercicio, para seren ei-
cculados os contribuiotcs : assim pois avisa-se a
todos que dcixaram de pagar decimas e oulros im-
postas, que concorram a pagar seus dbitos at o dia
ultimo do mez cima mencionado.
BANGO DE PERNAMBUCO.
O consellio de direccao convida aos ge-
nitores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do 1. a 15 de outubro
do crtente anno, mais 50 OjO sobre o
numero dus acedes que Mies foram distri-
buidas, para levar a ell'eitoo complemen-
to do capital do Banco, de dous mil eoli-
tos de ris, conforme a resolucao tomada
pela assemble'a geral dos accionistas de 26
de setembro do anuo prximo passado.
larde lodosas cuidadores. Ssanco de Pernambuco 7 de arjosto de
<- ior.i t\ .____._.-. J______ i i-
Vejamos qual he o ohjeclo principal do seu sj. i
gramma. Emprehcndcr ensaios, fazer expericucias,
organisar exposices, propor e regular os precos,
apoiar junio da auloridade cnmpelcnlc quaesq'uer
rcclamaccs, que lendara n repressuo dus abusos in-
dicados pelos seus membros, e que oconselho admi-
nistrativo recouheca como justos, discutir as ses-
scs mensacs (odas as queslocs, que se apresentarem
para inleresse da sciencia, provocar a rcalisacao dos
projerlos.que reconhecer vanlajosos agricullura.cs-
labclecer retardes com os paizes eslrangeiros, lomar
a iniciativa em lodas as medidas, que julg.ir olis,
c comhalcr todas aquellas, que possam ser prejudi-
ciaes aos cultivadores.
Os adubos de Ierra, por cxcmplo, que sao a alma
dos campos, e que inulliplicnm o-seu valor c o sen
producto, quando sao de boa qualidade e quando
delles se fu/, um emprego judiciosu, silo muitas vetee
falsificados ;trata-sc dos eslrumes arliliciaes, c dos
que fazcm parle das ultimas descoberlas ) (.loando
a sociedade ti ver feilo as suas anahses, deve evitar a
fraude, mencionando-a publcame .1, assim como
os nomes dos seus autores, porque aquello cslabele-
cimenlo seguramente nao quer que os c-peculado-
res deshonestas enriquecam cusa do suor do ren-
deiro corajoso, e do cultivador laborioso. Deve tam-
bem comhalcr inccssanecmenle lodas as oulras pel-
licas prejudiciaes ao desenvolvimenlo da asriullura.
Quando porem surgir urna descoherla ulil, apre-
senlar-se-ha a yroclama-la, animando-a. idicando
os seus aulores o anviajando aquellos, que liverara
neces-idade do seu concomo. Todos os mezes pu-
blicar um boletn), que particularmente tratar
desle objecto, procurando fazer ronhecer aos dilu-
anlos do campo as suas intenees c sua maneira da
proceder.
A sociedade central de agricultura nao he exclusi-
va, nem perljnde exerrer a rivaldadt;'abracaiido esta
185i.O secretario do conselho de direc-
cfioJ. J. de M. Reg.

S--
' v- -- ; t i-,^.-/:i :1&:\ > 't^Y-!*"*'-
sssa
SOCIEDADE DRAMTICA EMPREZARIA.
8. RECUA DA ASSINATL'RA.
Sabbado 23 de setembro de 1854.
Subir secna um novo e variado espectculo l\-
rico-cumico dividido em 4 parles da maneira se-
guinte :
1a. Parle. Depois da ctecurao de urna bella ouver-
lura lera principio a representacao da nova comedia
cm 1 icio intitulada
EM CASA DE NINON
Composta em francez por MU. Barriere e Michel
Carri, e (raduzida cm porluguez pelo Sr. Progel.
Aflores.
Versonagen,
O Conde de*" .
(asiao cavallciro de provin-
cia ',.....
Ninon. .' .
Os Srs. Res.
Mendes
A Sr.e 1). Ortat.
Kosella ..*..,.. a Anna.
Ascena pasta-sa em Franca no reinado de Luiz
XIII.
2' Parte. A repretenlaco da nova a muilo angra-
esda comedia lyrict em 1 acto intitulada
O CAgADOR.
Composla pelo Sr. Mendes Leal Jnior, a posta
em musita pelo Sr. Orales.
Prsonagens. Actores.
Gaspar Coclho Perdigao pro-
prietano......Os Srs. Costa.
Jos Mara estudanteda escola
Polytechnica em ferial Res.
Simao Abegao...... Mondes.
Mauricio trabalhador ... a pereira.
Mariquitas sobrinha de Gas-
par....... As Srs. D. Orsal.
Domingas mulher de Simao Amalia.
Ia .Mundadora.....t o Anna.
2' dila........ b l.uizioha.
Trabilhadores e mondadoras ele.
Os coros sero cantados por loda a companhia.
A accao passa-se em um casal nos arredores de
Guimaraes.
3* Parle. O 1 acto do muilo applandido Vau-
deville em2 actos intitulado
1NNOCENCIO
oa
O ECLIPSE DE 1821.
Com toda a tua msica composicao do Sr. No-
ronda.
4 o ultima parte o 2 aclo do Vaudeville com o
qual dar fim o diverlimeolo.
Principiara as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
Ceara' Maranlitio e Para'
/W^ com destino aoa portos cima
^i deve seguir mui brevementepor
ter grande parte da carga tratada, o no-
vo e mui veeiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Joa Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-e com. O con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes 6i
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Para' o Rio de Janeiro sahe at o
dia 25 do corrente o brigue Sagitario
de primeira ciaste, o qual tem ja* a maior
parte de sen carregamento, para o res-
tante, passageiros e escravos trata-te com
Manoel Francisco da Silva Carrico: na
ra do Collegio n. 17, segundo andar, ou
com capitao a bordo.
Para o Aracaty segoe em poneos dias o hiale
Castro, para o resto da carga trata-se com Domin-
gos Alves Malheus,
Para o Aracaty.
Segoe nodia28 do correle o hiale Ligeir*, qoem
no mesmo quizer car regar ou ir de passagem, dirija-
e i ra do Vigaro n. 5.
A venda,
O lindo e muito veeiro patacho Clemenlina,
lolacao 137 toneladas) recenlemenle chegado do Rio
Grande do Sul, com um carregamento de carne sec-
ca para onde linbe desle porlo condozido oulro car-
regamento de assucar; vende-so com loda a mastrea-
cao, veame, mcame, amarras e ferros, e com todos
os ulencilios e perteoecs, lal qual se aeda promplo
para emprehender nova viagem, mediaUe algum
pequeo reparo ; oj pretendenlesdirijam-seaoagen-
e de leiles Francisco Gomes de OHveira.
Para a Babia.
Sahiri em moilo poneos dias o muito veeiro pa-
lhabote nacional Dous Amigos, o qual tem parle de
sua carga prompla, recebe o reslo a frete s trata-se
com seu cousignalario Anlonio Luiz da OHveira
Azevedo: na ra do Queimado n. 9, ou com o capi-
tao na praca.
Pai a a Baha sahe na presente se-
mana o bem conhecido e veeiro hiate na- .
conal Amelia, por ter a maior parte de
seu carregamento prompto ; para o resto
da carga e passageirrjf, trata-se com No-
vaes & Companhia, na ra do Trapichen. .
34, ou como mestre Joaquim Jos Silvei-
ra, no trapiche do algodao.
Aracaty.
Segu do dia 30 do corrente o patacho aSanla
Cruz; pan o reslo da carga, tratase com Caetano
Cyriaeo da C. M., ao lado do Corpo Santo, loja
n. 23.
Para o Rio de Janeiro segu impre-
terivelmente hoje 25 do corrente, as *
horas da tarde, o brigue brasileiro < iarina Bella o qual se acha fundeado no
lameiro : para passageiros e escravos a
frete, para o que tem excellentes commc-
dos, trata-se com o consignatario Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14-
Para a Baha sahe nestes dias a su-
maca Rosario de Maria por ter seu car-
regamento prompto, ainda pode receber
alguma carga ; trata-se com os consigna-
tarios Novaes St Companhia, na rna do
Trapiche n. 54, ou com o capitao no tra-
piche do algodao.
LEILOES.
LEILAO' DE L1QUIDACAO'
Sexta feira 29 do corrente as 11 horas
da manhaa em ponto o agente Roberto,
f ara' leilaono armazem de Miguel Carneiro,
na ra do Trapichen. 58 de todososobjec-
tos que se acham no mesmo, assim como
tambem canos de quatro rodas, ipbrio-
lets, emmutobons('statlo,([tievalem a pe-
naquem tvervontade de vir ao leilao.pois
que nao llavera' tao boa occasiao.
LEILAO" EXTRAORDINARIO
Quarla feira 7 do corrente o agente Boria far
leilao no seu armazem ra do Collegio n. 14, as 10
horas da manhaa dos objectos disientes no mesmo
armazem sem limite algum por estar de commom
accordo com os seus proprios donosos quaes objectos
estarao patentes no dia do leilao.
AVISOS DIVERSOS.
_ Frederico Wiceln Quisl, subdito allemao,- re-
(ira-se para a cidade da Babia a tratar de negocio ede
seu inleresse.
No sitio Tapacur meia legua ao sul da cidade
da Victoria, acham-se a venda por prejo tazoavel,
burros novos, mansos c refeitoa, proprios pan todo
o servico : a Iralar no mesmo sitio com Bernardino
de Sena Almeida.
Prectsa-se de um homem que enfeuda perfei-
lamente d paitara, podendo dirigir-se ao hotel
Francisco, das 6 as 9 horas da manhaa, ou das 3 as
6 da larde, que all achara com quem tratar de
ajuste. .
A pessoa qoe perdeu um brinco de podras
brancas, obra muilo anliga, pode o procurar na ra
das Agoas-Verdes n. 64, segundo andar, que dando
os signaos do dilo brinco Ihe ser entregue.
A mesa regedora da irmandade de N. S. do
Bom Parlo convida a seus irmaos para comparece-
rem domingo, -1\ do corrente, no consistorio da mes-
ma, para fazerem a eleicao da nova mese para o
futuro auno.
Traspissa-se a rasa do aterro da Boa-Vista n.
60, com aniiac.io de loja, e commodos para grande
familia, quintal e cacimba.
Bernardino Jos de Moura vai a Europa tratar
da sua saude.'
O quarlo bal.ild.'io de arlilharia a p precisa
connotar no ultimo trimestre do corrente anuo, para
0 rancho de suas praras aquarteladas na cidade de
(Muida, e fortaleza do Brum, os seguintes gneros :
cafe em grao, assucar branco, manleiga, pes de 4 e
6 oncas, carne verde, carne seCca, loucinhp, baca-
ld ni. azeile doce, vinagre, farinha, arroz, feijao, le-
uda : sendo estes gneros d" primeira qualidade, e
poslos nos referidos quarteis : as pessoas que se qui-
zercm propr npresenlaro suas propo.stas cm cartas
fechadas, na secretaria do batalhao at o dia 25 do
aodaule. Quartel na cidade deOliuda 16 de setem-
bro de 1854. Jos Hermenegildo Leal Ferreira,
lenle agenta.
Do sitio, no Poco, (ugio no dia 18 do corenle,
urna escrava de nome Ignacio, reprsenla ler de ida-
Ir- 27 a 28 anuos, edr prela, altara regular, falta de
denles na frente o urna unha no dedo grande da
mu dircita, tem urna cicatriz no rosto, levou urna
trouxu com roupa : quem a pegar ou delta.der uo-
ticia, dirjase loja de Jos Gomes Leal, na ra da
Cadeia do Recite n. 53, que ser generosamente gra-
lilicado.
LOTERA DA PROVINCIA.
Acham-se a venda os bilheles da primeira parle
da primeira locera da matriz de S. Jos nos lugares
do roslume : prara da Independencia, lojas dos Srs.
1 o tmalo e Arantes ; ra do Queimado, loja do Sr.
Muraos ; Livramento, botica do Sr. Chages; Cabu-
gn.bolica dus Sr.s Moreira & Fragoso; aterro da Boa-
Vista, loja do Sr. Guimaraes; e na ra do Collegio,
na thesouraria das loteras. Corre impreterivet-
mente no da 27 de outubro.
AO BELLO SEXO.
Hoje sahe luz os tres peridicos recreativos, iu-
tilulados llonina. Crato e Camelia, e se acham
venda na ra Nova n. 52, loja do Sr. Boavuntura
Jos de Castro Azevedo, aonde se tomam assignalu-
ras ; e se venden) a vulto aquelles a 80 rs., e esta a
40 rs.
Aluga-se um escravo que cotinha o diario e
faz todo o servico de casa e ra : na roa do Seve,
rasa terrea e soiao.




r*
DIARIO DE PERMMttO SBADO 2 DE SETEMBRO DE 1854
IBfO


NO CONSULTORIO
DO DR CASANOVA,
RIJA DAS CRUZES N. 28,
Jg coulinua-se a vcuder carleiras de homeopa- v3
C3 Ihia de 12 lubo grandes, medianos e peque- cj
nos) de 24, de 36 de 48, de 60, de 96. de 120, -'
de 1 ti, de 180 a c 380, por precos razoaveis, Ka
desde 53000 ale jUOsOOO.
Elementos de liomeopatliia. 4 vols. 69000 8
Tinturas a escolhcr (entre 380 qua-
dadcs) cada vidria I OH) 2
_?ubo.ava!sos escolha a 500 e 300 ;.';'
CASA DE COMM1SSAO' DE ESCKAVOS, NA
RJJA LARGA DO ROSARIO N. 22, SEGUNDO
A N DA K.
Nesla casa receben)-se escravos por enmmissao pa-
ra serem vendidos por coula de scus senliores, eali-
anoa-so o bom tralamenlo e seguianca dos mesmos,
nao se pou pando esforcos para que sjam vendidos
com proinptidao, afini de que seus senliores nao sof-
fram empate com a venda delles. Cumprem-se as
condices de serem vendidos para lora ou para a Ier-
ra conforme a voulade de seus donos.
LOJA DE IODOS OS SANTOS.
Chegou a roa do Collegio n. 1, urna pon;jo dees-
lampa* j em quadros douradns, que se venden) pe-
lo diminuto preco de 400 e 18280 rs., os seguinles :
N. S. do Nazareth, Sjula Mara Magdalein, Santa
Barbara, Santa Anos, S. lvo, Sania Ihereza de Je-
ss, Sama Polonia, S. Miguel, Sania Vernica, S.
francisco recebendo as chagas, Jess crucilicado,
uutissiino Sacramento, N. S. ila Saude. S. Joo
Baplisla, S. Eslevao, S. Domingos, N. S. da Graea,
N. S. da Soledade.S. Jos, N. S. do Carmo, Santa
Jeuoveva, FgidapaiaoEgiplo, Sania Martha.Saula
Cecilia, S. Vctor.adoradlo do Sanlissimo Ciraran de
Jess e Mara, adoraoao dos Magos, milagrosa ima-
gen) de N. S., Santa r'ilomena,Ecce Homo, S. Fran-
cisco Xavier, Santa Cruz, casamento da Santa Vir-
gen, Salvador do Mundo, Santa Isabel, Sagrado
Corceo de Jess, Sania Francisca, N. S. do Bom
Consellio, S. Luiz rei de Franca, N. S. da Consola-
cao, Raiiiha dos Aujos, Santa Clara, Jess Maria e
Jos, Moiies fazendo sabir agua do rochedo. N. S.
das Dores, S. Alexandre, Santa Joanna, Descimen-
t da Cruz, Anjo da Guarda, Sania Magdalena, N.
j. do Rosario.
ESTAMPAS DE SANTOS E SANTAS.
Chegon a toja de mudezas da ra do Collegio n.
1, urna porrau de estampas de Santos e Sanias a sa-
ber : Santa Cecilia, S. Joao, N. S. do Rosario,Cora-
cao de Jess e Mara, i virgem do Raciocinio, o si-
lencio da virgem, N. S. das Dores, Jess Maria Jo-
s, S. Anlooio, Santa Anua, Crucificado, S. Jos, S.
Luiz de Gonzaga, Salvador do Mundo, ludo cm pon-
i grande.
Quero precisar le un caixeiro para qualquer
arrumaran, o qual di fiador a sua condula: dirija-se
a ra de Santa Rila r.. 1, na taberna grande.
Precisa-se de moa ama que saba cozinhar e
comprar para urna casa de pouca familia|: na ra da
Cruz n. 7, terceiro andar.
lVrdeu-se em todo o mez passado al boje,
urna chave de burra, com a parte superior de pia-
la, com comprimenlo de duas pulcgadas pouco mais
ou menos : quem a-livor achado ou adiar, queira le-
va-la TMoreira & Duarte na ra do Cabug, oude
sera recompensado, s<; o exigir.
Luiz de Moracs Gomes Ferreira, procurador
nesla prara do capitn Wenceslao de Oliveira Bello,
residindo actualmente em Paje de Flores, embarce
para u Rio de Janeiro o escravo crioulo de nome Be-
nedicto, perleuceute ao mesmo seubor.
O Sr. Marcelino Cavalcauli da Cunha,que mo-
ra para as bandas do Sr. l.uurenco, lenba a bonda-
dede mandar remir (i sua lellra que ha muilo se a-
cha vencida em poder de Jos L. M. da Franca.
Segunda-leir 23 do corren le, depois da audi-
encia doSr. Dr.juiz de direito da primeira vara do
coramercio, ser3o posl.os em arrematarlo as dividas
do ausente Jos Gomes Moreira. constantes de lel-
lra* na quana de lt:490571 rs., por eiccuc,ao de
fr.Souvage & C, sendo entregue o lauro pcla'maior
ollera que houver.
METHODO CASTILHO.
Francisco de Freitas Gamboa, vai abrir aula de
ler, escrever, e contar, pelo methodo do illo-lre lil-
leralo o Sr. Antonio Feliciano de Caslilho, no que
se persuade fazer um grande serv a lodos os Sr*.
professores, livraiido-os do grande eslorvo que se
opto do a ma meo lo das demais materias. Algiicm du-
vida se eu saberei ensillar pelo, novo metiiodu, ao
que respondoque se com velhos artistas em hora c
meia por cada uoiie teco progresso, que nao fare
com meninos!? Se nosabeiido ei.snar pelo novo
methodo, j leem em 21 dias, que nao faro os que
souberein ensillar?!! A aula se inslala no salando
Sr. Ouillierme Augusto Rodrigues Sctte, ra da
Praia, palecete pintado de amarello, trabalha das as 12 da maubaa, ed.is 2 as ida larde, pelo preco
commum das demais escolas. Os meninos se apre-
senlarao as horas indicadas. Na'mesma casa com-
pram-se bancos de lodos os tamaitos.
T Foi,veDddo ua <:aM da Fma n<> Ierro da Boa
yn^'J?;0'0?0,1".""*6,"- m em 1"" sahi0
1U:OUU3UO rs., da lotera do thealro de S. Isabel.
No aterro dos A togados n. 181 precsa-se de
meninos para aprender officio de laloeiro.
Precisa-se de um feilor para um silio perlo da
praca, ou mesmo prelr. velho escravo ; quem esliver
esta circumslancia, dirija-se ra do Rangel o. 77.
|it unen o andar.
PUBLICADO DO INSTITUTO H0N(E0PATH1C0 DO BRASIL
THESOURO HOMOEOPATHICO
OU
VADE-MECM DO HOMOPATHA.
Melbodo conciso, claro, e seguro de curar homoeopalhicamenle todas as molestias, que amigem a
especie humana, e particularmente aquellas que reman uo Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra importanlisima he hoje reconhecida como a primeira e melhor de lodas que Iralam da ap-
plicacao da homu'opalliia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
passo seguro sem possu-la e consulla-la.
Os pas de familias, os senliores de engenho, sacerdotes, viajantes, capitacs de navios, sertanejos, etc.,
etc., devem te-la a man para occorrer promplamenlc a qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por.......... 109000
Enradernados............. 11 -< >
Veudc-se nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCCOPATHICA.
Ninguein poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homrropalliia no norte, c inmediatamente interessadn
em seus benficos successos, tem o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immediata nspeccao, todo* os medicamentos, sendo incumbido desse trahalho o hbil pharmareuiiro
e professor em homo-opalina, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o tcm executado com todo o zelo, lealda-
de e dediraoao que se pode desejar.
A eflicacia desles medicamentos he atlestada por todos que os tem experimentado; elles nao preci-
san) de maior recommcndaro; basla s>ber-se a fume donde sabirant para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Lina cartera de 120 medicamentos da alia e baxa diluirn em glbulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompauhada da obra, e de urna
eaixa de 12 vidros de Unturas indispensaveis........
Dita de 96 medicamentos acompanhada da lira e de 8 vidros de tinturas .
Dita de 60 principaes medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de Unturas, e com a dita obra (tubos grandes.).
o (tubos menores).
Dila de 48 dilos, ditos, com a obra lobos grandes)........
d n (tubos menores).
Dita de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de Unturas, com a obra (tubos graudes) .
J> i (tubos menores,).
Dila de 30 dilos, c 3 vidros de tinturas, com a obr (tubos grandes) ". k.
s n (tubos menores)
Dila de 2i ditos ditos, com a obra, (tubos grandes).......
s o (tubos menores).
Tubos avulsos grandes. ..........
a pequeos ............
Cada virlro de tiutura. ..."......
Vendem-se alm disso rarleiras avulsas desde o preco ilc 89000 rs. al de iOOJOOO rs., conforme o
numero e tamanho dos lubos, a riqueza das eaixas e dynamisaces dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer enmmuicndasdeBtdicainenloscnm a maior promplid.lo, c por presos commo-
dissimos.
Vcnde-sc o tratado de FEBRE AMARE.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 2JJ000
Na mesma botica so vende a obra do Dr. G. H Jabr traduzido cm portuguez e acum-
modada a,intelligencio do povo........... 6&O0O
Ruade S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO HQMtEOVATlilCO, leve a honda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Aloe* da Silva .Sanios, eelabelecido na villa de larreiros.
a Tive a satisfaco de receber o Thesouro homtvopathico, precioso frurto do trsbalbo de V. S.,c Ihe
affirmo que de (odas as obras que leiiholulo, be esla sem coulradi^ao a melhor tanto pela clareza, com
queseacha escripia, como pela prerisito com que indica os medicamentos, que se devem emprecar ;
qualidades estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconbeccm a medicina
theocria e pralica, ect., ecl.,elc.
Oabaixosignado, teslamenleiro de seu fina-
do pai Antonio lifis Teixeira l.ima, vem anda pelo
presente scienUficfir a toda e qualquer pessoa que se
julgar credora do^asal'do mesmo finado, que pelo
juizo ilc ausentes desla cidade do Recife, escrivao
Vasconcellos, se esla ,a concluir o respectivo inven-
tario.Joao Miguel Teixeira Lima.
Traspassa^e a luja que fui livraria, na ra do
Collegio, com excedente armacau, para qualquer es-
(abelecimenlo : a tratar na ra do Queimado n. 39.
PrccUa-se de urna ama de lele, sadia o de boa
conducta ; na ra das Cruzes'n. 18, segundo andar.
OSr. I.o i/ .In.o Moreira Pnho lem urna caria
viuda do Rio d Janeiro, na ra do Visarlo n. 19,
segundo andar, escriptorio de Machado Pinheiro.
COMPRAS.
Compra-se patacOes licspanhoes.na
rita do Trapiche no armazem do Sr. Mi-
guel Carneiro.
Cnmpram-se jornacs para emhriilho a 39200 a
arroba : na ra lama do Rosario, junio ao quarlcl,
n. 8, 15, 17.
Compra-se um prelo cn/.iuhera. e urna preta
que li'nli.i algumas liabilidades, sendo mocos c de
houilas figuras, pagam-se bem : a tratar no escrip-
Inro de Manocl Alvcs Guerra Jnior, na ra do
Trapiche n. 14.
Compra-se escravos ile ambos os sexos, prefe-
riudo-se us mocas: ra do (Jucimado n. 2.
<'.un ra--(Juui sellim com pouco uso ; quem
livor aiiiiiinrie.
Na ra irela n. 24 se dir quem compra
urna casa terrea ol um sobrado de um andar, sendo
em boa ra.
IO0SOOO
909000

60)000
459IHM!
503000
3f000
IOOOO
309000
369000
269IKK)
309000
209OOO
loooo
9500
89000
VENDAS
Joias.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOI.il.BGIO 1 AMVAXL 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopathicas todos os di&s aos pobres, desde 9 horas da
manba aleo meio dia, c cm casos extraordinarios a qualquer hora do da ou nuite.
OUerece-rse igualmente para pralicar qualquer operaro de cirorgia, e acudir promptamente a qual-
quer mu i km que esteja mal de parle, e cujas circunstancias nao permitan) pagar ao medico.
NO COnTORIO DO DR. P. L LODO SDStOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo doDr. G. H. Jahr, traduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes em ,oler nado- cm dous :................. 209000
Esla obra, a mais importante de todas as que Iralam da homeopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a ''outrina de IIahocinann. e por si proprios se coiivcncereni da verdade da
mesma: inleressa a lodosos senliores de cugaiiho o fazendeiros que estao longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilaes de navio, que nao podem dexar urna vez ou unir de ler precisao de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus Iripolanlcs ; e inleressa a lodos os cheles de familia ene
por circumslanclas, que uem sempre podem ser preveuidus, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-niecum do bomeopallia ou Iradnccao do Dr. Hering, obra igualmente ulil s pessoas que se
dedican) ao estudo da homeopalhia um volume grande ,....... 89OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis-
pensavel ;is pessoas que querem dar-sc ao estudo de medicina........ -9000
Urna cartera de 2-4 lubos grandes de fiuissimo cbrslal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, etc.......-........ 409000
Dita de 36 com os mesmos livros.................... 4jO00
Dila de 48 com os dilos. ,.................. 50000
Cada cartera he acompanhada de dous frascos de Unturas indispensaveis, a escolha. .
Oila de 60 lubos com dilos...................... 609000
Dila de 144 com ditos...........,............. 1000000
Estas sao acompauhadas de 6 vidros de Unturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, terao o abatimeulo de 10$000rs. em qualquer
das carleras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 89000
Ditas de 48 dilos......................... 163000
Tubos grandes avulsos....................... 19000
Vidm de meia onca de Untura.................... 23000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao so, pode dar um passo seguro na pralica da
homeopathia, c o proprietario dcste eslabelccimenlo se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crystal de diversos tamaitos, c
aprompla-se qualquer eucommenda de raediraraeutoscom toda a brevidade e por procos multo com-
modos.
O* abaixo assignados, donos da loja deourives na
ra do Cabug n. 11. confronte ao pateo da matriz e
ra ftoya, fazem publico que eslo sempre sorlidos
dos mais neos e melhores gostos de lodas as obras
de ouro necessarias, tanto para seuhoras como para
homens e meninas, conlinuam os precos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-se-ba una conta com
responsabilidade especificando a qualidade do ouro
e 1* ou 18 quilates, licando assim garantido o com-
prador se appareeer alguma duvida.Serafim &
Irmaot. '
RETRATOS PELO SISTEMA
GRISTALOTTPO.
Joaqun) Jo9 Pacheco, laz sciente a quem quizer
posamr.Bmliele perl'eilo rclralo. de traeos intell-
giveisecores-fuase njluraes, que digne'-se procu-
ra-lo desde as 8 horas da mauhaa as 3 da larde, quer
estoja o lempo claro ou escuro. A esplendida gale-
na pode ser visitada mesmo por aquellas pessoas
que nao quizerem relalos. No estaheleciraenlo ven-
deru-se lodos os malenaes precisos para\> dasuerreu-
lypo : no aterro da Boa-Visla n. 4, terceiro andar.
No da 29 do coirenle mez se lia de arremalar
em praca publica, do Sr. Dr. juiz de orphaos, a re-
quenmenlo do administrador dos ber.s do tallecido
Joaquim Antonio Ferreira e Vasconcellos, os seguin-
les : um.sobrado do um andar e solao corrido, silo
na estrada da Magdalena, f.i/endo quina com a Ira-
vesufte vai para os Remedios, oulro dito junto, s
tramado e coberlo, e mais um terreno na mesma
lurracom '
Antonio Acripino Xavier de firito, Dr. em
t medicina pela laculdade medica da Babia,re-
$9 side na ra Nova n. 67, primeiro andar, ou- 3
de pode ser procurado a qualquer hora para o 9
'" exercicio de sua profissao. M
inlBcom alicerecs para duas casas, no mcsir.o cor-
rer um lerreao com 320 palmos com fundos lano o
terreno como os quii es dos sobrados, com 292 pal-
mos de funo, ledos com frente para o silio do Sr.
Josolereira daVuuhn, sendo essa a ultima prac.a.
Precisa-se alugar urna preta cscrava para lodo
o servico de urna casa de pouca familia; a Halar na
ra do Vigano 11. 27, legoudo andar.
Noalerroda Boi-Visla n. 18 lem carias para
os sra. Joao Joaquim a Cosa Cadimba, Vicente de
niiveira Luna, Jos Joaquim Prelo, Luii de Brilo
laborda, JusLuiz Pachecoea Exma. Sra. D. Fran-
cisca riiomazia da Couceicao Cunha. *
Conslando ao abaixo'assiguado, que Uonoralo
Josef de Oliveira Figueiredo anda pedindo lelos car-
inos dos esenvacs desla cidade para lhe cculiareni
utos em que o mesmu aba.xo assignado tenlia es-
cripto e assignado pelires, dizeudo que lem letiras
do annuuciante para conferir, o mesmo annunciaii-
te declara, que nao lem assignado documenlo algum
de fica, vale, deposito, lellras, ele, alm de seis lel-
Iras lodas uaimporlaua de 2:0999000, que sao duas
garantidas ao Sr. Joaqjim Iguacio dcCarvalhoMen-
donca de 4O0JOO0 cada urna, ires que aceiiou ao Si.
Iheotonio Flix de Mello de lOOsOOOcada nina, una
ao Sr. Antonio Gomes de Araujo de 999000, e por
uso lodo e qualquer documento do divida, obriga-
cja e respousabilidade que appareca he falsa, por
cujo motivo declara m)is, que desla dala emlanle
nao garante nem aeeili documento algum de qual-
quer responsabilidade. Recife 20 de selembco de
1854.Francisco Lopes da Silca.
O Sr. capitao MardelThr^ Jost- Lopes
queira ter a bondade de recolher ao
cartoriodo etervao AtaujJ. no termo de
Iguaraasu', os autos de inventario dosbens
de Jos Carneiro, de ciu/e lie inventari-
anteManoelTlioiiiaz Ilodi/igues Campello,
e co 1 > < 11 uil sao interessatnos o mesmo Sr.
Marceliuo e o Sr. Dr. Francisco Joao
Carneiro da Cunlia ; osIqiiaesaiitosoSr.
Marcelino pedio ein conflianraha dous me-
na pouco mais ou mei&os. Varo o pre-
sente anriuncio, porq/te devendo ser a-
qticllet autos remcttitlos juntamente com
(ittlfos para o juizo (Ja primeira vara civel
desta cidade, em virtude de tuna preca-
toria avocatoria r^juerida pero Sr. Dr.
FranciscoJoitoCai-'neiioda Cunha e que
ja foi mandada cumprir pelo juizo muni-
cipal de Iguar/assu', vun a' esta cidade a'
tocia a pi-essaf e Iwldados teem sido os
nieus estorr/os para encontrar o Sr. capi-
^**ao, anda mesmo em sua casa ;
nho bem fundados motivos de
Sr. se occulta para me nao
os autos. Recit 1 i d st:temo
185*.Adolplio Manoel Camel-
511o Araujo.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
irotestando satisfazer a' expectacao p-
dica anda acusta dos maioressacnicios,
e, emquantonaolixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da piara da Independencia ns.
6 e 8.
Aluga-se o quarlo andar esotao do sobrado da
ra do Trapiche n. 42, com excellenles commodos
para familia : a Iralar no primeiro andar do dilo so-
brado.
Aluga-se animal ou pela fesla urna proprieda-
de de pedra e cal, no lugar da Casa Forle, contigua
a do Icnente-coroncl Vilella; a Iralar na fundicao
do liiiim n. 0, 8e 10, com o caixeiro da mesma.
Aluga-se por preco commodo um sobrado com
solao, alraz do thealro de S. Francisco: a Iralar com
Luir Iliinies Ferreira, no Moudego.
I. lsoOo rs.
Precisa-se de urna preta que seja boa coslureira c
engommadeira : quem a liver dirija-sc a ra do
Kangel n. 77.
rrenda-se o sobrado de dous andares da ra
do A......un n. O : a tratar na ra daCadeia do Re-
cife, sobrado 11. 1, com Jos Gooralvcs Torres JU-
PANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, fcilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem coiiherid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
i@@@ S
DENTISTA IKAM'.L/.
Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga
9 do Rosario 11. 36, segnndo andar, enlloca den-
.2 les com gengivas arliiiciaes, e dentadura com- tj(
pela, ou parte della, com a presso do ar. 0
Pi Tambem lem para vender agua denlifriredo
;a Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do 9
;.} Rosario 11. 36 segundo andar. f
'&(s@3 ases
J. Jane dentista,
continua rezidir na ra Nova, primeiro andar 11.19.
* ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia limito superior potassa da Rut-
ila e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por prego commodo.
Lava-se e engomma-se com toda a perlero e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado u. 15.
Vende-sc uma escrava : na ra de
S. Francisco, cocheira de Paula & Silva.
Vende-se vellasde cera de carnauba feilas 110
Aracaly, de 6, S. e 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na ra d< Cadeia do Recife i. 49, primeiro
audar,
A ELEGANCIA.
Riquissimas fizendas para vestidos, denominadas
-a/e, fa/.enda .ernpletatnente moderna, e que in-
fatlivelmenle airada ao comprador nao s pelo pro-
co como pela qurtidade : vende-se na ra do Crespo
11. 16, esquina.
Recommhda-se aos homens do campo o
secuinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de mnssa.a que muilos
chamam de fellrc a I9OOO rs. cada um : na ra do
Crespo loja n. 6.
Vende-sc uma escrava muilo moca com uma
cria prela de II mezes. muilo esperta, uma ne-
griuha de anus muilo linda c esperta, um mula-
tioho de "annos: na ra dosQuarleis n. 21.
Vende-se a parle de um gratule sitio, na es-
trada de Joao de Barros, rom casa de mvenda, ar-
voredos de Irado, baixa para capira : os prelendeu-
les dirijao-se .i ruado C.ahuua. loja n. 18.
Vemle-'o um bonito molcquc de 10 annos de
idade : na bnlitaMa ra do llangrl 11. 61.
Fasendas baratas, na nova loja de 5 .por-
tas na ra do Livramento n. 8, ao pe
do armazem de loura.
Vendem-se diilas escuras linas, c cores fixas, com
pequeo loque de mofo, moldado que seja desappa-
rece, o cavado 160 ; lencos de garra a 610 e 720, e
oulras fazendai baratas.
Attencao.
Vende-se na rua Direila u. 27, manleiga ingleza
de muilo boa qoalidadc a 610, 560 c 180, dita l'ran-
cc/.a a 6i0 e 56), alelria nova a 2K0 e 210 a libra.
Veudc-se uma muala perfcil engommadeira
e coslureira, com 30 annos, e bem parecida ; um
mulaliulin com 6anuos, um negro de naci, urna
muala de 25 aanoi coui urna lillia de 9, muilo bo-
nila ; na rua da Sen/ala Velba n. 70, segundo an-
dar, se dir quem vende.
No armazem de Joan Can.II Jnior, defronlc
do Trapiche Novo, ha para vender barril com car-
ne salgada de vacci e de porco, de superior qualida-
de, latas com sopas c carne conservadas, cabos de li-
ndo novo, algumas. velas de einbarcacao, c uma ba-
lanra com urna poican de pesos de ferro.
Vende-se una carroca de conduzir agua ; a
tratar na rua Augsla, taberna n. 1.
Na rua do Cibug n. 14, hija em frenlc da
rua dasl.araiigcirai, ha bous corles de cassa preta
sem flores para lula.
Na rua da Cadoia do Recife, loja de miudezas
i). 14, se dir quen vende urna mobilia completa de
Jacaranda, sendo uvva esein uso algum, assim como
lanteriias, um gurfda-roupa, uma carteira nova, e
muitos outros objeaos.
Vende-se uinl mulata de bonita figura, mora
e muilo fiel, sabcitfo lavar e rozinliar o diario de
urna casa : quem .quizer, pode dirigir-se rua da
Trampa n. 35.
Vende-se a bem afreguezada padaria da rua
das Larangeiras, asim como o deposito da rua Nova:
a Iralar no esrfiplorio de Claudio Dubeux, rua das
Larangeiras &^*4aav* ~-
Vend Sft ./ew casa de S. P. Johns-
ton & C, na lia de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Poro superior engarrado.
Sellins inglezts.
Relogios de oiro patente inglez.
Chicotes de arro.
Farello em sxcas de arrobas. ,
Fornosde farnha.
Candelabros candieiros bronzeados.
Despenceira te ferro galvanisado.
Ferro galvansado em folha para forro.
Cobre de foivo.
Vende-se vinho em garrafas superior qualidade
por 720 rs., rerveja 560 rs., licores finos de todas as
qualidades, champagne, niacarran, talharim, ale-
lria, tudo por preio commodo para acabar, latas
com sardinbas, grandes a 700 r-..lijollos para limpar
facas a 180 rs., e lodos os mais gneros pertenceutes
a taberna, por menos que em mitra parte: na rua
da Prala n. 17, defronlc da ribeira.
Vende-se um lerreno na camboa do Reme-
dio proprio para olaria, com barro para obra no
mesmo lugar : no silio Eugciihoca achara com quem
Iralar.
Santos de porcelana.
Na rua do Colleaio n. 1, vendem se imagens de
porcelana do Bom Pastor, S. Pedro, N. S. Mai de
Dos e S. Joo.
Domingos Alvos Mallieus tem para vender no
armazem de Jos Joaquim Percira de Mello, no
caes da alfondega muilo superior familia boa da fina
em saccas de ciuco quarlas medida velha.
Na rua do Crespo n. 16 esquina, vendem-se ri-
quissimas romeiras de fil e de cambraia bordadas
a agulha pelo diminuln preco de 3(500.
ATTENCAO.
Vende-se no aterro da Boa Vista. loja n. 78, meias
de cores para homeni pelo diminuto preco de 160 e
200 rs., ditas para senhnrasa 220 e320, e muilo linas
sem costuras a 400 rs., linhas de novellos muilo gran-
des e d-sc amostras, grampas a 40 rs. o maco, filas
de lioho a 40 rs. a peca, linhas de carrilel sordas a
20 rs. e muilo mais miudezas com que lodo o nego-
cio se faz para acabar, assim como vaquetas inglczas
para cobrir carro por preco commodo.
Vendem-se varias obras de labyriulho de bom
goslo: na rua da Guia ti. 9.
Vcndem-se palils de panno fino francez pre-
los e de cores a 163 e 189, dilos de merino sclim a
16$, ditos de seda ror de palha a 10, ditos de alpa-
ca prela a 103: na rua do Crespo loja amarclla n.
4, de Antonio Francisco Pereira.
Vendem-se cortes de liinzinhas muilo finas de
lcovadus cada um, a 4500'rs.. dila a 320 rs. cada
covado. chales de laa e de casimira de uma s cor e
de barras a 63 cada um, na rua do Crespo loja ama-
relia o. 4, de Antonio Francisco Pereira.
Vcndem-se casimiras linas francezas, brancas e
de cores a 2) e 2$50O cada uma : na roa do Crespo
lojaamarella n. 4, de Antonio francisco Pereira.
A 4.>i000 o alqueire de farinha de man
dioca.
Vende-se a bordo do 11 ate Audaz,
defronte do caes do Collegio, em porcoes
anda se vende por menos: trata-se no
escriptorio da rua da Cruz n. 40, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se loa I has de panno de llnbo adamasca-
das para rosto a 10WXM) a duzia, ditas lisas a 14J000
a duzia, guardanapos adamascados a 3)1600 a duzia :
na roa do Crespo n. 6.
I.I.MIA DE CARRITEL DE 200 JARDAS.
Vendem-se em casa de Fox Brothera, rua da Ca-
deia do Recife n. 62, carrileisda mais superior linha
que tem viudo a este mercado, cada carrilel Icin 200
jardas.
1IUI.NS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fuslau brauco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para bahados a 2S000, gan-,
ga a na re la trancada a 320 o covado : ua loja dar-i
do Crespo n. 6. /
Corles de cambraia,
Superiores corles de cambraia bordados de ,
de muilo bom goslo a 49000 cada um, ditos de r f1
chita a 29000, dilos de chila franceza larga a W .i.
lencos de seda do 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na rua do Crespo, loja
n. 6.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Rossia, americana e do Rio de Jauciro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muito saa e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 43000 rs.
a arroba em pceles de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Conceifio, defronte da
escadinha.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, crandes a 13200 rs., dilos brancos a
13200 rs., dilos com pelo a imilarao dos de papa a
13400 rs.: oa rua do Crespo loja o. 6.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pes de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, d'u"'ja-se,a' rua do Rangel n. 56.
Apollo, armazem
Reis, contina a ter superior potassa da
Russia e da Aincriea, por prero razoavel,
e cal de Lisboa da mais nova.
Vendem-se sedas lizas e de quadros furia cores
a 13200 cada covado, zulmira de seda a 180 rs. o co-
vado, kelvinas lisas e de quadros a 560 rs. o covado,
corles de seda escocczacom 15 covadns a 123, e ou-
lras militas fazeudas de bom* goslo: ua rua do Cres-
po luja iiiiuiella ii. 4, de Antonio Francisco Percira.
Na rua do Livramenlo n. 14, est-se vendeiidu
fazendas por precos que admira, como sejam : da-
masco de laa a 610 o covado, laa para vestidos, l'a-
zenda muilo lina a 360 o covada, chapos fraucezes
para hoinem a 53000, meias casemiras de algodao a
13200 o corle, cociros de barra a 240, cassa de qua-
dro para babdos a 23000 a peca, riscads de algodao
proprio para roupa de escravos pela sua duraeao a
140o covado, chitas de cubera a 110 o covado, e
53000 a peca, chitas decores fixas e bous pannos a
140,160 c 180, e muito finas em tintas a 200 rs. o
covado, riscado franco/, muito largo a 200 rs. o co-
vado, selim cor de rosa e prelo a 400 rs. o covado,
madapoln de 33. 3100, 33600. 380O e 4000, e
muilo lino a 531100, e 'oulras muilas fazeudas que
torua-sc en lado olio mencionar.
RUA DOQUEIMADON. 1.
Aiudafexislcm para vender, lencinhos brancos,
cercadura d,e cor, proprios para menino-, a 100 rs.
cada um, dilos com cercadura aherla a 120, ditos to-
nos brancos, cercadura aherla, finos, proprios para
-'n hora a lio, dilos de cassa muito finos com barra-
zinha de cor fita a 160, chitas muilo boas e de cores
fixas. rom um peque no loque de mofo a 160 o cova-
do, ditas largas Je cores finas a 210, cassas francezas
muilo finas, padres miudinhos e lixos a 640 a vara,
pee. de brelanha de puro linho com 6 varas a
23500 a peca, corles de casemira prela para calca a
4500 o corle, c oulras muilas fazendas por barato
preco, para acabar.
Agenciado Edwla K,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companbia, cha-se constantemente bons sorli-
meii tus de la i xas de ferro coado e batido, lano ra-
sa como fundas, nucilas indi ras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra^dc lodos os Umanhose modelos us mais mudemos,
machina horisonial para vapor com torca de
4 cavados, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
Cara casa dor\urgar, por menos proco que os de co-
wy *vo vens jara navios, ferro da anecia, e fo-
llias de flaiidretV^tudo por barato preco.
VENHART VER E COMPRAR.
Bar a
A
Na rua do Quei
vendem-se corles
de seda para ves
oo de 53000 rs
icada, e vende
stm, liado nao.
rs., o corle! 11
o loja n. 17, ao p da botica,
e tarlalana moderna com listra
los de senhora pelo diminuto pre-
nda um. Esla fazenda he muilo de-
por iao baixo preco por ser por
Na
AR\DOS DE FERRO,
fundirao' de C. Starr. & C. e
conta dos fabricantes em Paris.
Vende-seftim bom escravo, moro e sadio : na
travessa da Majire de Dos, armazem n. 21.
VendcmAe esleirs de palhas novas,a 143o
cento, chapojj de palha a 123 o cento, cera amarcl-
la 500 a libi/ : na rua da Cruz do Recife, taberna
de Luiz b/feire de Andrade n. 31.
PECHINCHAI!
lem-se superiores batatas francezas muito no-
.. va-, pelo baralissimo preco de 13280 a arroba, e em
Santo mao acha~-se~ para-vender arar^"" : nal 76> .
dos ferro de --prior qualidade.
. Dcniz, alfaiate francez,
estabelecido na rua da Cadeia do Recife 11. 40, pri-
meiro andar, Irabalha de fcilio.
Precisa-se do um feilor que entendade plan-
lacao de arvures de espiuho e jardim : quem 'ue:
ueste caso appareca Ufe rua do Urum n. 24 arma-
zem.
Novos livros de homeopalhia uinfranccz, obras
lodas de summa importancia :
Ilahnemanii, tratado das molestia* chronicas, 4 vo-
O Dr. Joao Honorio He/erra de Menezes, Ja
formado em medicina pela faculdadeda Ba- M
liia, continua no exercicio de sua profissao, na S
rua Nova n. 19, segundo andar. 0
TOAL.HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
ama do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por preros com'
Na rua Nova n. 10, loja franceza dc'M. senhorlt com 15 covados cada corte, a
QUEIJOS.
Vendem-se muilo bons queijos do seriao destes
chamados de pri -mclhore que lem appareci-
do venda: na [ ^o-ljicimado, loja 11.14.
FACTO SECCO.
Vende-se muilo saa e boa carne, pelo barato prc-
<;o de 13000 a arroba, e fado secco de gado, por ba-
rato preco, proprio para escravos : na rua do Quci-
mado, loja 11. \"
Vende se a casa terrea, sita na rua Imperial
n. 135, a qual se acha desembaracada de qualquer
hjpolheca, ma sernlo obstante isso, alsuem se jul-
gr com direit" a ella, queira declarar por esta mes-
ma tulla, no prazo de 3 dias.
Vende-se um cabriolel quasi novo, com arreios
era muilo bom estado; o cabriolel nao pode baver
de melhores molas e muilo forle em sua construc-
r3o : na rua di Roda, cocheira do Sr. Pinheiro, on-
de esl o cabriolel: quem o quizer comprar, dirija-
se rua do (Jueiroado n. 13, sobrado de um andar.
PEC1IINCIIAS.
Corles de sidas de quadros a 203000, ditos de ba-
rege de seda 3 103000, dilos de selim prelo e de co-
res bordados para rllele a 53000, dilos de casemiras
de cores a 3 e 43000 : na rua do Oueimadu n. 46,
loja de Bczcrta & Companbia.
SJVCCAS COM FARINHA.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra bem tor-
da Cadeia do Recife, loja n. 18.
es de lanzinha para vestido de
ra j^j^^unia'd
y LTnts'Vte
neceo dos Pcccados Mortaes.
'Muita attencao.
Chegou loja de miudezas da rua do Collegio n.
S, uma puican de manguiihas de vidro com santos
entro, que" se vende pelo diminuto preco de 500,
640, 800, 13000, 13280, I36OO e 29OOO rs.; a ellas,
antes que se acabem.
Maracaz.
Chegou .1 loja de miudezas da rua do Collegio 11.
I, uma porcao de maracaz.quesevendem pelo preco
de 60 rs.
Veudc-se uma casa na grande poVoacao de
Ponte de Pedras, com padaria, laberua e commodos
para familia ; a Iralar na rua eslreila do Rosario 11.
II, taberna de Manoel do Reg Soares, anude se ex-
plicara as commodidades da dita casa e o preco.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de compo-
sico, feilas 110 Aracaly, da melhor qualidade que
ha" no mercado, e por mais commodo preco que em
nutra qualquer parte : na rua da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
mmmsmmm-mmsigmmmM
HE MODA!
Alpacas de sedas lisas, furta co-
res e dequadrinhos, proprias para
vestidos, vende-se pelo baiatissimo
preco de 500 rs. o covado: na rua
do Crespo n. 1 ti, esquina da rua das
Cruzes.
lumes.
Tesle, rroleslias dos iiumiuo -.....
Hering, iiomeopathia domestica.....
Jahr, plii......cop,-1.'.....neopalhic. .
Jahr, novo '.'.(anual, 4 volumes ....
Jabr, molestias nervosas.......
Ja."nr, molestias da pelle.......
lia pon, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harthmanu, Iralado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica bomeopalhica. .
De Favulle, doulrina medica homeopathica
Chuica de Slaoneli........
C.asliiig, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de N\ sien .......
Alllas completo de aualomia com bellas es-
tampas coloridas, coulendo a descriprao
de lodas as parles do coipo humano ." .
vedem-sc lodos estes livros uo consultorio hoineopa-
tbico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio n. 25
primeiro audar.
No sobrado n.
lar, precisa-se alugar
laba engommar bem
20.5000
63000
73000
03000
163000
63000
83OOO
163OOO
103000
85000
7>000
1.-nim
13000
IO3OO
3O3OOO
P-
82 da rua do
una escrava que
e tomar conta de
pe
fu
(iiicua Lunilla
Joias de ouro. S$
uma casa de
MW
Na rua do Qucimado, loja de ourives pin
$j> lada de azul 11. 37, ha um rico c variado aor- @
H tinienlu de obras de ouro, que o comprador $
aviste dos precos e bem feito de obra nao dei- H
7i xara de comprar, aliani;ando-su o responsabi- 04
0 lisando-se pela qualidade de ouro, de 11 e ls @
fe *e8*5@g @SV
No dia 26 do corrente pelas 4 horas da larde-
i porta do Illm. Sr. Dr. juiz dos orphaos, lerceiro
supplenle, no sobrado defronte da matriz da Boa-
Visla, se bao de arrematar em prara publica.de ren-
da por um anuo, os predios seguinles : uma casa na
rua Real n. 33 por 1269500, oulra na Iravessa do
Ouiabo n. 1, bairro da Boa-\ isla, por 1203000, outra
na Iravessa dos Quarleis o. 29 por 6OJ000, perlen-
celdes aos berdeiros do fallecido padre Jos Gon-
calo.
J. F. Duarte,
acaba de receber um sortiroenlo de raos fazendas de
lindos padres. como seja*- cortes de sedas de qua-
ii os, sedas furia-cores, tilas linas de seda, bicos bran-
cos e pretosde seda, e prelos de laa, dilos de blonde,
dilos de linho luios, trancas brancas, pretas e de
cores, franjas com trancas brancas, prcts e de co-
res, manteletes de fil e seda do ultimo goslo de Pa-
ris, leques de madre-perola finos, peules de tartaru-
ga para alar cabellos, chapeos de sol de seda ricos,
tanto para senhoras como para homens, dilos de ca-
bera para senhoras e para tioineus, todas estas fazen-
das as mais novas que ha uo mercado, e muilas un-
a- quo se doixam de mencionar para poupar os
Innmeraseis l\ pos que necupariau).
Engommado bu-alo.
Na rua Direila n. 29, ha quem entotume tuda a
qualidade de ruupa, por preco commodo,
Precisa-se alugar um sobrado no bairro de San-
io Aulouio : quem Uver annuncio. ou dirija-se ao
[lateo do Collegio n. 6, primeiro andar.
* Offerece-se uma mullier fiel e de bons coslu-
mes, para ama de casa de pouca familia : u li alai ua
rua do Collegio u. 21, segundo andar.
Deseja-sesaber amule mora o Sr. Jos Domin-
gos da Silva 1-urluua, natural do Porto : ua rua da
Praia n. 6.
Traspara-sc o arreodamenlo da loja da rua do
nueimailo n..49 : quem i pretender dirija-se a rua
da Cadeia do Recife 11, 51, seguudo andar a tratar
com Joao iionsalves Ferreira.
Oflercce-se uma mullier moca, que pode afian-
ear a sua conduela, para ama de uma casa de puuca
familia ou homcn sulteiru: quem precisar, dirija-se
rua ou travessa de S. Jos 11. 12.
O ahaixo assignado faz scienlc ao publico cm
geral, que nao se responsabelisa por qualquer divida
que suas escravas ou escravos poetan contrahir em
nome do mesmo abaixo assignado, e para que se nao
chamem a ignorancia faz o prsenle aviso.
Duarte llorgcs da Silva.
Desappareceu na noile do dia 20 para ama-
onecer e dia 21, mu galo capado lodo amarello, rom
uma colcira de inarroqiiim verdeja velha, com dous
cascaveis de prala : quem o tiver agasalhado, e qui-
zer reslilui-lo, se gratificar, no palco do Carino
n. 16.
Agencia de passaportes c ttulos de re-
sidencia.
Tirara-se passaportes lauto para dentro romo para
Tora do imperio, e litulos de residencia, ludo por
prero mais commodo que cm oulra qualquer parle :
quem precisar dirija-se rua do Crespo 11. 10, loja
do Sr. Jese toocalves Malveira, que achara com
quem tratar.
40500.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
CILPBS PARA SENHOKAS.
Vendem-se bonitos e mudemos chapeos de seda
c blonde para senhoras, ricamente enfeilados, a 163
e I83OOO: na rua Nova, loja 11. 16, de Jos Luiz
Percira & Filho.
VESTIDOS DE SEDA.
Vehdcm-se vestidos de seda escoceza de quadros e
lislras con) 3 hallados, plo barato preco de 123000:
na rua Nova n. 16, loja de Jos Luiz Percira & Filho
LA AS PARA VESTIDOS.
Venden!--.' lanzinlias para veslidus de honilos pa-
dres, em corles de 15 covados a 53000, ditas trans-
parentes ile bonitos e delicados desenhos, em corles
de 21 covados, pelo haialo prero de 123000 o corle :
na rua Nova, lea n. 16, de Jos Luiz Pereira &
Filho.
PALITOS FRANCE7.ES.
Vendem-se palitos Iraneeiee de brim de linho de
cores a :1350o, ditos brancos de brelanha a 13000,
dilos de alpaca prelos e de cores a 83000, dilos de
panno fino e casemira prelos e de cores a 163 e 183
rs. : na rua Nova, loja 11. 16, de Jos Luiz Pereira
& Filho.
CASEMIRAS FRANCEZAS.
Vendcin-se bonitas e modernas casemiras de co-
res, pelo barato preco de 13500 o corle : na rua No-
va, luja 11. 1(i, de Jo's Luiz Percira t\ Filho.
Vcnde-sc um bonito escravo, crioulo, de 25
anuos de idade, bom cozinhiiro : uu palco do Car-
ino 11. 1.
Vcnde-sc uma canoa cm bom estado que car-
rega mil a mil c cen lijlos de alvenaria: trala-sc na
rua do Rangel n. 51. deslilaraocoin Victorino Fran-
cisco dos Sanios, nosdias uleis das 8 da maubaa as 5
da larde.
Ahotuaduras.
Na rua do Collegio n. I, vendem-sc aboluaduras
para rollete, pelo diniinulu prero de 60 rs., 6i0 e
13000.
Vernicas.
Chegou rua do Collegio 11.1, uma poreao de ve-
rnicas, a saber: S. Miguel, N. S. do Carmo, Cura-
cao de Jess e Maria, N. S. do llom Parlo, o anjo da
guarda, S. Francisro, N. S.da Cunceirao, Milagrosa,
N. S. Orando as almas do purgatorio, Maria couce-
biila sem peccado, Crucilicado, N. S. das Dores, que
se vende pelo.dimiuulo preco de 40 rs. cada uma.
C1117.es com pia em baixo.
Na ruado Collegio n. 1, vendem-se cruzes dejas-
pe emn o Srulior Crucilicado a 160, 210, :120 e 400
rs., dias cuhi pia em liaivo a 500 rs., e ditas de pao
a 610.
Farinha de mandioca.
Vendc-se a bordo do patacho Flor da Verdade,
ltimamente chegado de Sania Calharina, e o qual
se acha Tundeado defronte do caes do Ramos, supe-
rior farinha de mandioca e por barato prero ou na
rua do Trapiche 11. 6, segundo andar.
FAZENDA DA MODA.
Alpacas de seda de quadros e lisa, furia-cores, fa-
zenda para veslidos, do melhor gosto que tem viudo
a esta praca, por precos que muilo bao de agradar aos
compradores; dao-se amostras para verem em qual-
quer parle : na loja do sobrado amarello, nos quatro
cantos da rua do Queimado n. 29, d Jos Moreira
Lopes.
Vendc-se superior e nova farinha de mandioca,
chegada receulemeiilc de S. Mallieus : u bordo do
patacho Amisade ('ansiante, e hialc Ampliilrile, ou
na rua da Cruz 11. 3, escriptorio de Amorim Ir-
niaos.
Vcndem-se ricos pianos com excellenles vo-
lea e por procos coininodos: cm casa de J.C. Rahe,
rua do Trapiche u. 5.
PUBL1CACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptarlo pelos
rcvcrendissiinos padres tapurhinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade. augmentado com a novena da Se-
nhora da Couceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa. cdeN. S. do Bom Conselbo : ven-
dc-se unicanienlc na Imana 11,6c 8 da praca da
independencia, a I3OO0T
v Deposito de vinho de cham-
S pague Cliatcau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
k de Mareuil, rua da Cruz do Re-
" cife n- 20: esle vinho, o melhor
Qf de toda a champagne vende-
r se a ."i.sOOO rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comle Feron & Conjpanhia. N. B.
As eaixas sao marcadas a 'ogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao aziies.
Na rua da Cadeia do Recite n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-sc relogios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em eaixas de uma-duzia,charutos
de llavana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. ."i.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de Guimaraes & Delinques, rua do Cres-
po n. 5, vendem-sc cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo baralissimo preco de 180 ra. o covado.
NOVA ORLEANS.
liara lo.si ni, liado nao.
Na rua do Queimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furia cores lisa e de listras intitulada
Nova Orleanspelo barato preco de 500 rs., o cova-
do, sendo esta fazenda muilo prupria para veslidos
de senhora e meninos; aaze de la e seda de cores
as mais delicadas,muilo proprio para veslidos de se-
nhora e meninos a 500 rs. o covado.
Sedas.
Coulinua-se a vender sedas lisas furia-cores, de
goslo o mais delicado que (em vindo a esta praca,
pelo baralissimo preco de 13280 rs. o covado : na
rua do ilumina.lo, loja do sobrado amarello n. 29, de
Jos Moreira Lopes.
Bom e barato
Vendem-se corles do chita de barra, de cores fias
a I3OOO cada corte ; na rua do Queimadn, loja do
sobrado amarello 11. 29. Na mesma loja de encon-
Ira um complete sorlimenlo de fazendas de lodas as
Jualidades, e por preros que agradaro aos compra-
ores.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles vinbos, us mais superiores que lem viudo a
esle mercado.
Porto,
Bocellas,
Xerez. edr de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em caivinhas de urna duzia de garrafas, e .1 viste da
qualidade por preco muilo em conta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 lia para vender
barns com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prero commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Cola da Bahia, de qualidade esco-
Ihida, e por prero commodo : a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louea vidrada, recebida ha pouco
da Baha, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadera de II olla ma,
em frasquei ras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16. segundo andar. .
Vende-se uma balanca romana rom lodos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n.4.
Atteneaa.
Vende-se a taberna site no Pateo do Terco u. 2,
com poucos fundos, ou mesmo s a arroacao: a Ira-
lar na.rua Direila n. 76.
Cassas irancezas a 520 o cavado.
Na rua do Crespo, loja da esquina qoe vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nbalidade:
vema'emAloiiio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche NrJrVO n. 16,
segundo andar.
Vende-se um excellenle rarrfnho-"*Jte 4 rodas,
mui bem construido,eem bom estado ; esl exposlo
na rua do Arago, casa do Sr. Nesura n. 6, onde po-
deni os pretendentes examina-lo, e (ratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou oa rua da Cruz uo
Recife n. 27, armazem.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
A i......in francisco Martin-, se vende oa mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para .fiambre, l-
timamente chegados ua barca ingleza Valpa-
"sirc.
Moinhos de -vento
'ombon hasdereDus"V'* reg*r borlase baixa,
derapim. na lundiraOde D. W. Bowman : Da rea
do Brum us. 6,8 e 10.
Devoto Chiistao.
Saiio a luz a 2." edicto do livrinho denominado
Devoto Clirisiao.mais correcto e acrescentedo: veade-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praga 4* In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas, JOL-l
brancas e de cores de um t panno, rautte grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina qoe volla para a cadeia.
MUITA ATTENCAO'.
Vende-se corles de cassa com barra moita bonitos
por 23500 rs., ditos de cambraia brancoi e co-
res com babados, dos mais modernas a 41 UO ra., di-
tos de cambraia de sed, corles de kAH
bom goaio chegados ltimamente, eafB
moderna* a 500 rs. a vara, chites fu,
rs. o covado, cortes de cnlleles de fu
casemira de algodao a 320 rs. o cov<
godao de rores proprio para palitae^L
vado, cortes de casemira de liodoavH W00
rs., chapeo* prelos fraucezes a 6*00C
sol de seda de core* a 69200 r. chale* i aigodao
de cores a 800 rs., e oulras aaai* fazendai r .prer/i
muito commodo : na loja de Leopoldo da & Iva Quei-
roz, rua do Queiniado n. 22.
Vende-se um casal de escravos de bonitas fi-
suras ; na praca da Boa-Visla n. 10. Neasa mes-
ma casa aluga-se ou arrenda-se um armazem lava-
do, para qualquer eslabelecimeuto, e por prego com-
modo.
i
\
MECHASISM* PARA EI6E-
HHC
NA FUNDICAO DE F RO DO ENGE-
NilEIKO" DAVID W OWNIAN. N
RUA DO BRUM, PASSANDO i
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dea aegulnles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenho*, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mai moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido e batid*, de
superior qualidade, e de lodos us tnmjnho; roda
dentadas para agua ou animaes, de toda a* propor-
Ces ; eros e boceas da fonialha e registro*de boei-
ro, aguillioes.bronzes parafusos e eaWhoes, naoinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDIQAO
se cxeculam lodas as encommendas com a saperiori-
dadej cuotcenla, ecom a devida presteza e cetamo-
didade em preco.
OBRAS DE LABYRINTHO.
gJVendem-se toalhas, lencos, coeiros de labyrntho
de lodas as qualidades, rendas, bicos largos estrei-
tos, por commodos preros : na rua da Cruz do Re-
cife n. 31, primeiro andar.
Vende-se a casa terrea n. II d rna da Coneei-
rAo da Boa-Vista : quem a pretender, dirija-a*
tHiuda, na rua Nova, casa n. 2.
NAVALHAS A CONTEMO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeira an-
dar, escriptorio de Auguslo C. de Abren, conli-
nuani-se a vender a 89000 o par (preco fixo) as f
bem mohecidas e afamadas navalhs de barba, fe i la
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicSo
de Londres, as quaes alm de duraren! extraordina-
riamente, nito se sentem no rosto na aceito de cortar ;
vendem-se com a condiro de, nao atradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
da compra resUluiidc-se o importe. Na mesroaca-
sa ha ricas icsouriohas para unhas, feilas pelo l
mo fat 'icanle.
ESCRAVOS
FGIDOS.
--------*-
POTASSA BRASILE1RA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senliores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
AOS SENHORES DE EM'.ENHO.
Cobertores escuros muilo Brandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando o<
de lila, a l-',iiu : na rua du Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vendem-se relogios deonroe prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na prara da Independencia n. 18 e 20.
epoito dn fabrica de Todo o Santo na Bahia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C., na rua
da Cruz n. 4, algodao (raneado d'aquella fabrica,
mui lo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Cal moni & Com-
panbia, na praca do Corpo Santn. 11, o segninte:
vinho de Marscilleem eaixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ccarreteis, breu em barricas muito
grandes, ac de milao surtido, ferro ingle/.
Na rua do Vigano n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao c flauta, como
M-jain, i|U,nlri illas, valsas, redowaS, ScIlO-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na rua doLivramcnlo n. 36, loja de cera, se
dir quem vende 1 par de brincos de diamantes, 3
dilos de ouro contrastado, I aiinel rom brilhautes,
:! dilos ruin diamantes, 1 alunle de peilo de senho-
ra. I salva de prala contraslada, 1 palileiro dilo. 1
bandeja praleiada. 12 radeiras, 2 dilas de bracos, 1
sof, 1 mesa redonda, 2 bancas, ludo de Jacaranda,
1 cama franceza de ainarollo com lodos os perlences,
1 ciimiunda de magno rom gavelfles. 1 guarda-loaM
de louro, U livros em brauco pautados, ludo muilo
barate, |ior seu dono se retirar para fra do imperio.
Desappareceu do engenho Tioma, frrguezia de
S. I.ourenco da Malla, donde sao escravos, os prelo*
Mario e Manoela, -aanbnseasadi- e de naci ; elle
baixo, representa (er-Sr^Mnaa, elora WTicio de po-
dreiro ; ella alta, repltenla 30 annos, pareeem
crioulos : a entregar na roa eslreila do Rosario n.
41, ou no mesmo engenho, qoe se dar boa gratifi-
caran.
Contina a estar fgida desde o dia de juaho
prximo passado, a escrava, parda, acabe-ciada, de
nome Mathildes, com os signaes seguinles : cor bat-
anle vermelha, cabellos prelos e corridos, nariz
grande, bstanle feia de cara, umbigo grande, que
passando-se a mao pela barriga perfeitamente te ce-
nliece, com falla de denles na frente ; desconfia-ae
que esteja a Ululo de forra, lavando ronpa peloear-
rabaldcs desla cidade, ou acoulada em alguma casa
com o mesmo Ululo, pois lie engommadeira, e al-
guem lalvez pouco escrupuloso esleja desfriiclando
seus serviros: por isso que se previne a quem mali-
ciosamente a Uver occullo de a mandar entregar na
rua Imoeriil n. 31. a seu senhor Manoel Joaquiaa
Ferreira Esteves, do contrario viodo a eu conheci-
menlo o lugar em que a mesma escrava te acha oc-
culta, se prolesta ir sobre quem assim teir* obrado
com todo o rigor da lei, cobrando dias deserv;*, e a
mais que a mesma lei permillir.
Desappareceu do engenho Tiuma, freguezia de
S. I.ourenco da Malte, domingo, 17 do corrente, oto
casal ile escravos, sendo ambos crioulos, ragrisUrs e
bem civilisados ; o marido de nome llano, official
de pedreiro, bem prelo e bem parecido, bario e
cheio do corpo, com idade 24 annos, sem barba, le-
vando calca ejaqueta de brim trancado pardo, cha-
peo francez de palhinha amarella j vrllio ; e I mu-
llier tambem muilo mofa, de nome Manoela, que
representa ler 22 annos, alia, corpo regular, igno-
ra-se o vestido que levou por se julgftr ler levado
mais roupa ; foram encontrados ua Campia-Gran-
de viudo para o Recife, e he de suppdr qee teaha
viudo pelos Atezados, se nao tomaran) entro desti-
no : roga-se as autoridades ou capules de campo
que o virem mande pegar e levar uaqnelle engenho
a seu senhor Manoel Joaquim Mauricio Wanderley.
ou na rua Nova n. 67, que ser bem recompensado,
Desappareceu o negro Job, da Cotia, estatura
regular, rosto bem feito, denles estreilos e para-
dos, falla-lhc a primeira junte do segundo dedo de
um t, falla muilo mal, e quando anda parece ler
as peinas arqueadas. Esle escravo j lem desappare-
cido por vezes, e tem sido pegado no Recife e Olia-
da : quem a pegar pode leva-lo ao engenho Guara-
rapes, que ser recompensado do seu Irabalho.
Desappareceu no dia 8 de selembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que cosanla trocare no-
me para Pedro Jos Cerillo, e inlilular-se ferro,
he moilo ladino, foi escravo de Antonio Jote de
Sanl'Anna, morador oo engenho Call, comarca de
Santo Anulo, e diz ser naacido no serbio do Ajaedy,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapinha-
dos, cor um pouco fula, olhos escuros, nariz graude
e grossn, beicos grossos, o semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porm neste occasiSo foi com
ella rapada, com lodos ns denles na frente ; levou
camisa le madapolSo, calca e jaquel* branca, cha-
peo de palha com aba pequea e urna Irona de rou-
pa pequea; he de suppr que mude de trage: ro-
ga-se portante as autoridades policiaes e|
liculares, o apprchendam e 'rmtf] HT*I i praca do
Kecifc, na rua larga do Rotjfj.'j'n'. 24, que te re-
compensar muito bem o seufi^halbo.
1009000 de ajTaUficacSo.
A quem apresenlar o mojeque AlTonso, de naci
Camundongo, idade 20 e Untos anuos, bastante sec-
co do corpo, feicOcs miu<|,Sl altura regular, com
duas marcas de feridas no .ne ^ costes ; desap-
pareceu de casa em 17 do^rrente agoste, pelas 7
horas da larde, e como nar, |eve motivos P"" fu8'r
e leve sempre boa conducl,, gappoe-se qne fosse fur-
lado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
godao grosso e chapeo de palha com fila prela larga:
quem o trouxer rua de Apollo n. 4 A, recebera a
gralilicaeao cima.
Anda continua estar fugdo o pcelo que, em 11
de selembro prximo passa,|, foijdc Monleiro a um
mandado no engenho Vcrlfnte, acompanhando urats
vareas de mando do Sr. Jo^ Bernardino Pereira de
Brilo, que o alugou para metmo fim; o escravo he
de nume Manoel, crioulo, l,>IXo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga srain| i,.m Um signal graude
de ferida na pema direila, v.or prela, nadegas em-
pinadas para fra, pouca bar,. iem o terceiro dedo
da mo direila encolhido, e |ia-lhe o quarlo: le-
vou veslide calca azul de za Ei camisa de algodao
lizo americano, porcm levou |U(ra, roupa* mais fi-
nas, bem como um chapeo prei, ,|e se0-a OVOl c usa
sempre de concia na cinla: qijem o pegar leve-o na
rua do Vigariu n. 27 a seu ser,|,0r Bomao Aulouio
da Silva Alcanlara, ou no largo0 Pclouriuhoarma-
zem de assucar n. 5e 7de Rom'0l (-,, qUe Mr ro.
coinpciisado. T
Desappareceu no dia 1. de, aposte o prelo Ray-
mundo, crioulo, rom 2o annos jaaaei puc0 majg
ou menos, natural do Ico, con||0clj0 a||| .lur |jay.
mundo do l'aula, muito couviv.,lle| tocador de flau-
tn!, cantador, quebrado de'urnj, erilha, barba ser-
rada, beicos grossos, estatura ieg|jiar lz ,,|)Pr |r
e escrever, lem sido encontrado, p,,,. vezei por delr1J,
sua roucubina, que lem o appeliyh, de Maria cinco
rei ; portento roga-se as auloriu,des policiaes, ca-
pilaes de campo e mais pessoas d0 pov0i qUe 0 a((.
prehendam e levem i rua Direila. u. 76, que seru
generosamente gralificadus.
i
*
N
l
1
/
PERN. : TYP. DEM. I'. DE F|R|A. 1854


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