Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01370


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Full Text
ANNO XXX. N. 217.


0
f
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 meza vencidos 4,500.
SEXTA FEIRA 22 DE SETEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARBJCGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Riodu Ja-
neiro, oSr.JooPereiraMarlins; Babia, o Sr. F.
Daprad; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parabiba, o Sr. Gervazio Viciorda Nativi-
dade; Natal, oSr. JoaqjimIgnacio Pcreira; Araca-
ly, o Sr. Antonio de Lentos Braga; (iear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M- Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres (O d/v 27 1/4 d. com prazo
i Paris, 358 rs.por 1 f.
o Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Aproes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Baberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 29J000
ffloedas de 6400 velhas. 169000
de (KMOO novas. 16000
de -15000...... 05000
Prata.Palaces brasileiros..... 1J940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira as 4 horas c 30 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e 54 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equinlas-fciras.
Relacao, tercas-fciras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
I." vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do nivel, quarlase sabbados ao meio dia.
EPI1EMERIDES.
Setembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutos c
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manhaa.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescente 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA'
18 Segunda. S. Jos Cuperlino f. ; S. Tbomaz-
19 Terca. S. Januario b. m. ; S. Nilo b. m.
20 Quarta. S. jejum ( Tmporas ) S. Eusthaquio.
21 Quinta. S. Ajaiheus ap. e evangelista.
22 Sexta. ( Tmporas ) Jejum. S. Mauricio m.
23 Sabbado. ( Tmporas ) Jejnm. S. Lino p. m.
21 Domingo. 16." Pesiadas Dores da SS. Vir-
gem Mi de Dos. Nossa Senhora das Mercez.
parte orriciii.
*
/
t
f.

GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedienta do dia 19.
Cilicio. Ao marechil commandanle das armas,
trausmllndo, por copia o aviso da rcparlicAo da
guerra e 28 de agosloultimo, do qual consia liaver
se concedido passagem para o 6." balalhAo de in-
fanlnria. ao alteres do H da mesma arma, Antonio
Alcxamlrinn de Mello, que so aclia em servico na
provincia da a*arahiha.
Dito. Ao- mismo, il zendo que pola leilura do
aviso ile.Ide agosto ultimo, musanle da copia
que remelle} acara S. S. .orlo de que seexpedio or-
den! para ojaVo rapilAq.lo J." l.alall.o de iiil'inla-
ria, Jos tomes de Almeida. rerolha-sc da provn-
eia dci Minas Gares ou l ^ se arha 'im do reunir-se
ao eorpo a que perlence.
Dito. Ao mesmo, remetiendo copia do aviso do
ministerio da guerra do 1. do frrenle, no qual se
deWrmina, que a2." cadete do 2. haUlhAo de n-
faoTe/ia, Antonio Soares da Fonseca seja sollo, e te-
nha be i xa do servico do exercilo por incapaz de o
continuar.
Dilo. Ao mesmo, ecmmunirando, que seeundo
consta do'aviso do min -lerio da euerra dp 21 de
agosto ultimo, seconcedeu licem.a rom vencimenlo
de meio sold para esluttar proparalorios nesla pro-
vincia,|aot. endetedo 4. halalhAo do arlilharia a p,
JoSo Bufido Ramos, c recominen.la.ido que ordene
ao referido cadete, que Iralequank antes deparar
narerebedorui de renda* internase vila da ola que
remelle por copia, a importancia dos emolumentos
correspondentesa secretaria daquelle ministerio.
OITicou-se neste sentido Ihesouraria de fazenda.
Di, Ao mesmo, enviando por copia o aviso da
roparlie,ao da guerra de 31 de agosto ullimo, no qual
nao s se manda dar baila do servido por eslarem
inteirainenle iucapazes dj o continuar, as pracas de
prel mencionada* na relajo u. 1 a que se refere o
mesmo aviso, mas limliem que sigAo com guia de
passaecm para a companhia de invlidos da ijahia,
as pracas declaradas na retacao n.2, visto que anda
podein prestar algurn ser vico.
Dilo.. Ao mesmo, ir.leirando-o de liaverdesia-
nado o[dta 2aHa>urrenlo para a reuniAo da junta
dejustica, o recommendando que mande avisar 3
olUciaesjsuperiores para : erv irrm de vogaes na men-
ctanadirjunla. os quaes deverilo comparecer no pa-
lacio da presidencia as 10 horas da man h.la do in-
dicado dia. I-'izeram-sc a rspede as necessarias
communicacoes.
Dilo.Ao inspector da Ihesouraria de fazeuda,
comniunicando haver concedido 3 mezes de lnonca
com ordenado, ao jniz de dircilo da comarca do Ca-
li, bacharcl Francisco Elias do lie:: > Dantas. Fi-
zeram-se neste sentido as devidas communicacoes.
Dilo.Ao director das obras publicas, declarando
que a Ihesouraria provincial teni or.lcm para pagar
ao arrematante .io 1(1.' lamo d. i estrada do Su I, a
importancia da 2.* presta ;o do seu contrato.
Di:o. Ao juiz eje orpliAos do termo de S. AnIAo,
dizendo qne com as Copias que remelle dos parece-
res do conselheiro presidente da retacan, e do pro-
curador fiscal da Ihesouraria de fazeuda, responde
ao oftlcio em que Sme. '.pedo esclarecimenlos so-
bre a arrecadacAo do sello da fazenda na quanlia de
5:761) e lanos ris no inventario que se procedeu
por fallecimento de Jos ltoulrigucs de Sena.
Dilo. Ao inspector .la Ihesouraria provincial.
Conviodo que nao sejam demoradas nesla capital por
falla de pagamento de seu/s vencimnnlos as pracas
da guarda nacioual das comarcas, que forcm empre-
gadas em escollar presos, de joslica, recommendo
a Vmc. q-re fai;a enlregarlao juiz .le direifo c!iefe de
l>olicia nasa quanlia rasoavel para ser applicada ao
pagamento de tacs vciicirnantos, lic-.in.lo elle obrigt-
rlo a reeotJW' assa tfcesoJuaria os-lo.rumPi>i*>i prolialot? de semeHanftp despera, em vista dos qua-
es dever essa reparlicaoi desonera-lo das quantias
dispeudidas. Commiunicou-se ao referidochefe.
Dito. Ao rommaiirlantc superior da guarda na-J
cional do Recife, declariando que pode Smc, de ac-
cordo com o lenle coronel commandanle do 3.
liatalliAo de infantaria,rparcar o uniforme grande de
que dever usar o mesmo hatalhno, urna vez que a
escollia do referido fardaimento spja feita entre o< fi-
gurinoa j remeltidos a aquelle co minando superior.
Dilo. Acamara municipal deS. Aiilo, para en-
viar e resultado da eleijilo que secundo consta, ja se
prc.e4M para vereadoret .la cmara muni :ipal da
nova villa da Escada.
Dilo. A cmara municipal da Boa Vista, re-
commendando que infotliie se ja leve lugar a elei-
rio de vereadores par^r a cmara municipal da nova
villa de Cabrobr^! pela aflirmaliva envi o resulla-
do deaemelhanCe eleic.no.
Dito. Acamara municipal do Recife, dizendo
que convem na jnaneira por aquella cmara propos-
lii para o arremlamento dos acoigues'publicos, afim
de que sejam proteidos os criadores do gado vaceum
que o quizerem lalliar ao povo ; e recoiiiineiidan.lo
que indique os/ lugares onde se deve construir no-
vo acougues, .le modo q le salisfaca a reclamaco
doainumos criadons, cuja pelicao devolvo para ser
de aovo attendida acerca' desla ultima circumstan-
ci. /
Portara. O presidente da proviucia, confor-
mando-se com a pioposta do lenle coronel do 2.
batalliAo do guarda nacional do servico da reserva do
municipio do Recife, datada de 1l> 'lo correle, c
tendo em vista a informa.; o de lionlein do respec-
tivo commandanle superior, resolve, nos termos do
artigo W da lei n. (t) de 19 de setembro de 18O Ho-
rnear para os poslos de ofilciaes do referido balatbo
aos cidadaos abaixo declarados.
Estado maior.
Tenenle quarlel-meslre. Adriano Xavier 1'.rei-
r de Brilo.
Alfares secretario.Manoel Ferrcira Accioli.
Dito porta baudeira. Ivo'Marlins de Almeida.
Cirurgio.Jos Francisco l'iuto Uoimares.
I. companhia.
Capiao. Amaro Benedicto de Sonza.
Tenenle. Antonio Feliciano P.odrigues Selle.
All'eres. Joaquim Spiridiao d i Silva Guima-
rae.
Manocl Francisco de Alccnlara.
2."
Capiblo. Eduardo Frederico Bank.
Tenenle. Antonio Francisco Xavier.
AI 'ere-. Domingos Soriano Cordciro SimOes.
Mar.-olino dos Sanios Pinheiro.
3.
Capilo, Joaquim Ferrcira Petarlo.
Tenenle. Joan (ioncalves dos Santos.
Alferes. Pedro Ignacio Baptisla Jnior.
a /f ferino de Lima Oavalcauti.
4."
CapilAo. JoAo Jos d Morios.
lente. Auguslo Jos de Oliveira.
Alferes. Jo Goncalves da Porciuneula.
Joaquim Jos Tavarcs.
5.
Capiao, Bacharcl Jas Mara da Trimlade.
DOUS G4S&HT0S INFELIZES. *
POR NATIIANir.I..
IV
lu bello casamcnio,
l'.onlil llacao.
/r/ieno .\lclry a Carlos de /luan, secretario
riafifbaixada em LonJret.
Assim cabio pouc a pouco a niivem apaixona-
ila qur e senlimenlos, e vi as cousas laes quaoseram.
Maria fui seinprc a pessoa a |uem ea linha urna
alleir.o. rnais protunda ; mas es-a pesaoa era miilher
de oulro. ILivia entre el a e mim urna barreira que
eu nao poda paitar sem perdc-la ne-le mundo, c
sem pnrder-me com ella no oulro. Ama-la de rerla
maucira era odia-la, ora insulta-la, ora suppo-la
falla das perfeices e que sao a gloria da mull ?r, p
que lodos queremos adiar em nossas filhas e em nos-
sas irmias. l.ulei muilo lempo assim comino mes-
mo ; porque as patanes sflo chci.is de sopbismas e de
de ardis. Km acoiilecimeul que pareca dever tor-
nar a por indo em peiigo icio ajudar-me a galibar
a victoria.
Ponen tompo depois Ao assassinio do scnbor du-
que de Berrv, morreu a mirqueza de Rnuville nao
podeiidi)resistir a -na dr poil n|punhil que atraves-
sara o peito do principe a ferira tambem no cora-
cao. Ser em nossa historia a gloria dos Boiirhous
ra cnusolac.lo de seas destinos lanas vezes afiliclos
lerem sido assim amados. Qnantos annos de grao-
dan nao se dara para ser chorado como o duque
de Berry e san.lado pela ilegria publica como o
duque de Brdeos? Eu linha pasaado junto do Ipil
de madama de Kouville todos os dias com madama
de (.Ion.leve/, a qual imrlorava err. van miiiha sci-
Vide Diario a. 13.
Tenenle. Henrique Jos Alves Ferreira.
Alferes. Amonio Ricardo Anlunes Vilaca.
Jos Mavimiano Soares de Avallar.
6.
Capililo. Filippe Benicio Cavalcanli de Albu-
querque
Tenenle. l.onren^o Jos de Moraes Carvalho.
Alferes. Francisco lioncalves Servina.
o Alevandrino Cavalcanli de Alhuquerquc.
Communicou-so ao referido commandanle supe-
rior.
Dita. Nomeando para substituios do juiz muni-
cipal do lermo da Villa Helia, aos cidadaos abaixo
declarados:
1. Manoel Pcreira da Silva.
J. Sewcde Corroa Cavalcanli Macambira.
3. Joaquim Pcreira da Silva.
i. Francisco de Sou/.a Magalhaes.
o, Antonio Jos de ('.ampos Barbosa.
(i. JoAo Nunes de Barros.
Fizeram-se as necessarias communicacoes.
20
OftlcioAo commandantedas armas, dizendo que
pela leilura do oftlcio que remcllc.por copia, do di-
rector da colonia militar de Pimenleiras, ficar S.S.
cerlo ile qne se apresenlou na mesma colonia, le-
vando armamento e corrame, o soldado do 9. bala-
Ihio de infantaria Vicente Ferrcira da Cosa.
DiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda,
itileirau lo-u de haver o promotor publico da comar-
ca de Flores, bacharel Sergio Diniz de Moura Mal-
los, parteripado que no dia 8 do crrente, entrara
nc gozo da licencaque Ihe foi concedida.Fizeram-
se a respcilo as necessarias communicacoes.
DiloAo mesmo, cnminunicando haver o Dr. No-
no .Vaque d'Avellos Aunes de Brilo Inglcz, parti-
cipado que entrara no exercicio da vara de juiz
municipal e de nrphAos do termo de Olinda, visto
ler cessado o mativo pelo qual linha elle detaado
dilo exercicio.Igual commtinicaco se fe ao con-
selhciio presidente da relar/io.
DitoAo commandanle da eslacao naval, trans-
mittindo por copia o resultado da visloria a que se
procedeu ua crvela Hertioga em cuiiseqncncia de
sua :oc|ui-c.i...
DiloAo juiz relalor da junta de juslica, envian-
do para serein relatados em scssAo da mesma junta,
os processos verhacs dos soldados Roberto Marques
de ni/.i. Manocl Joaquim de Saula Auna II, Ma-
noel dos Reis, Jos da Rosa Rodrigues e Manoel do
Nascimeuto Alv'es lodos do 2 balalhao de infantaria.
Commuuicou-se ao commandanle das armas.
DitoAo juiz dos fcilosda fazeuda, inleirando-o de
haver o provedor da Sauta Casa da Misericordia de
Olinda, participado que a africana livre Beinvinda,
queseacha ao servido do respectivo hospital, dera
a luz no da 25 do agosto ullimo, nina crianca do se-
xo feminino de cor prela.a qual j foi baplisdacom
o nome del.uiza.Tambem secommunicou ao cura-
dor dos africano- livres.
DitoAo chafe di polica, inleirando-o de haver
transmitido as Ihes.iurarias geral c provincial, para
seren pagas, estando nos termos legaes.as emitas que
Smc. remelln das despezas feilas rom o sustento dos
presos pobres da cadeia dejN'azareth.e luzes para as
prses da mesma cadeia, e para o quarlci do desta-
camento estacionado naquella comarca, ludo no mez
de agosto ullimo.
DiloAo director das obras publicas, approvando
o contrato celebrado com John Dunnellev, paran
forneciinento da podra precisa a mas de-la r.lade.Remettcu-sc copla do contrato a
Ihesouraria provincial.
DitoAo commandanle do corno de polica, para
fazer apreseular ao chefe de polica, boje pelas 10
horas da manlna, urna forca de 1(1 pracase um inl.-
rior do coi po.soh-eu rom mando, afim de escollar at
a comarca de (iaranhun*. os criminosos Francisco
Alves da Coala! Fabiano Jos da Silva e Manoel Pe-
reira da Silva, que lecm ds ser jurgndo*"* respecti-
vo jury, convocado para o dia 5 de outubro prximo
vindouro.Coiumiinirou-se ao supradito chefe.
Dilc^Ao mesmo, aulorisando-o a mandar dar
baixa do servico ao soldado do eorpo sob seu cora-
mando Alvaro Francisco Rodrigues.
DitoAo commandanle superior .la guarda na-
cional dos municipio- de Olinda e Iguarass, re-
mcllendo qualro relar/ics dos individuos que.residin-
do nuliltoral daquclles municipios, arham-se matri-
ciil.nlo- na capitana do porto em consequencia de
empregarem-se na vida do mar.
DiloAo commandanle superior da guarda nacio-
nal do municipio de Sanio AntAo, recommendando a
expedirn ele suasordeiis. para que da guarda na-
cional sob seu commamlo superior, marche no dia
29 do correle : para a frente da igreja matriz da-
quclla ridade una suarda de honra, afim de acom-
panhar a prorisso de S. Misuel, que lem de sahir
no mesmo dia da mencionada matriz.
Em rcsposla ao seu oftlcio de 27 de feverciro ul-
timo, sob n. 71, lenho a dizer-lhe, que conforman-
do-mc com a iuform.ic.ao do inspector da Ihesoura-
ria provincial i quem ouvi a respeiln, juleuei proce-
dentes as impugna^es feitaspor aquella Ihesouraria,
em alzumas despezas comprcheudidas as cutas
por Vmc. apresenladas, da casa de dctencAo e de
ouiras obras, e mandei que sejam glozadas as par-
ccllas indicadas em dilo ollicio ,se nao como pena de
dolo, que alias nAo presumo, ao menos para que se
empregue nessa repartirn todo o cuidado, afim de
serem bem legalisados os documentos qHe por ella
forcm dados mesma Ihesouraria.
Dos guarde Vmc. Palacio do governo de Pcr-
nambuco, 31 de maio de I85i. Jos Denlo ta Cu-
nta e Figueiredo. Sr. engeuheiro director das
obras publicas.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartei do eommaado daa arma de Pirun-
buco, na cldade do Recile, em 21 de setem-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. 110.
Tendose hnnlem apresenlado, vindo da corle, o
Sr. capito da companhia Itaadecavallaria desla pro-
vincia Leopoldo Angosto Ferreira, determina o co-
rone! commandanle das armas interino, que o mes-
mo Sr. capitn tome o commando da referida com-
panhia, recebendo-o do Sr. tenenle Francisco Hen-
rique de Sornnha, que na entrega se haver com as
formalidades qne sAo de eslylo.
O mesmo coronel commandanle das armas deter-
mina, que as pravas de prel dos diflerciitcs corpos
da guarncao, que em tata do aviso do minislerio
dos nesocios da guerra de 3t de agosto ultimo, lica-
ram pertencendo a companhia de invlidos da pro-
vincia da Baha, conforme se fez publico cm ordein
do dia dehontcm ib o numero 115, sejam conside-
radas addidas aosmesmos corpos, al que sgam para
a referida provincia, e que aquellas que por forca do
mesmo aviso se mandn dar baixa por incapacidade
phisica, romprnvaila cm inspecro de saude, e que
anualmente permanecen! cm Ira lamento no' hospital
re-imeui.it. devoran ser escusas depois de lerem alia
do mesmo hospital.
Assignado.Manoel Mnniz Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferrcira, judala de
orden-, cncarregado do delalhc.
EXTERIOR.
enca. Desde o primeiro momento eu hava visto
que a marqueza eslava perdida ; pois o golpe linha
sido muilo rude para Csa organisacAo frgil e fa-
tigada.
Na esperado dia quehaviade ser o ullimo, ella
quiz ler comiso urna conversaran particular. Ja-
mis me osqnererci dessa scena, na qual fui armado
por ama moribunda para os ltimos combales que
linda anda de soflrer.
N'Soobstante estar muilo Traca, a marqueza man-
dn que a camarista a pcnloiasse, c Ihe poicase ua
fltbeea urna tonca que guarnecia-lhc as faces des-
carnadas, c nos hombros um mantelete hranco que
inha eru/ar-se-lhe sobre o peilo. E ca descansando sobre os Iravcsseiros, e que mal se
di-linsuia dos lencoes que a rodeavam, nada linha do
aspecto horrivel que lem muilasvezes os moribun-
dos. Hava elegancia at na agona dessa chri-ta
que per uin seniimenlo exquisito de caridade pro-
curava poupar ama impressAo penivel aos que ap-
proximavam-se de son leilo de morle.
Logo queentrei, ella fez m signal n camaris-
ta, a qual sabio depois de ler leanla lo urna das cor-
lillas da alcova.
n Uiiainlo licimos -os. seu olhar ndirou-me nma
cadeira junio do leilo. Orferec-lhe algumas golas
de urna porgo tnica qne eslava obie una mesi-
nha ile um -o pcollocada colinda da alcova. Um
sorriso imperceplvel doslisuii-se-lhe pelos labios
descorados, e ella miirmurou com voz baixa mais
dislnrla.
a Ah! semduvida a comiera Maria nao csl;i
mais ah. e 0 scnbor iisurpa-lhe a's funccs.
Depois que Inninu a pneAo, voz lornou-se-
Ihe lirmp e ella dsse-mc :
o Erneslo, voss o presentio. he para ella e
sobre ella que quero le nina ultima conversacocom
vosse.
Incline-me sem responder, ca marqueza ron-
liiiuoii :
a Meu amigo, etnquanlo viv, nada disse a nr-
iihuin de voss,'-s, isso seria intil p |ior rnnspgnintp
pono ronvpnienle ; porm sei ludo.
o Dizendo estas palavras, ella lilava em mim os
Lisboa 12 de agosto.
Dispensamos que nos emprazem pelo nome para
dizer a nossa opinAo sobre as cousas publicas. So-
mos da imprensa e estamos nclla. Reronhcccmoa
os seus usos e rcspellamos os seus privilegios. O
jornal he um pensainenlo collcclvo. He com esse
pensamculo qne o publico se cntende, he s a esse
pensainenlo que elle pode pedir responsabilidade.
Osobreiros, que rollaboram para o niahifcslar, nao
lecm urna existencia coubec.ida. O seu uome he o
symbolo que lomaram por empreza, he a firma que
deram sua companhia.
Nolamos esla aberracAo dos usos polmicos para
que nao cuiden! que aceitamos em boa f as mali-
ciosas nlerpellacoes. que nos fazem, e que desco-
nhecemoso dreilo que ellas nos dAo a jusla reivin-
dicla. Prescindimos desse dircilo. Nao o adiamos
bom nos oulros ; nAo o queremos autorsar com a
nossa mitaca. A imprensa lem um carcter mais
franco. Odeia a doble/., desdenha os subterfugios.
Por isso a amamos e a prezamos.
Do que (emos escriplo sobre a> rcvolupio hespa-
nhola, e sobre a governaejio do nosso paz, fcil-
mente se dcpreliendpr qual he o nosso pensamento
acerca da influencia daquelles aconlecimenlos sobre
a nossa poltica interna, qual a nossa posi;ao cm re-
lacao aos partidos, qual a nossa norma de proceder a
respeilo de cada um delles.
Nao ia/omo- mysterio da nossa opniAo, nem a es-
condemos, era a coolrafazemos. le um graude
goslo fallar verdade lodosas manillas a militares de
pessoas, pralicar com ellas sobre as cousas publicas,
pedir-Ibes osen apoio para a idea que nos parece
boa, desvanecer os seus preconceilos, aceitar as suas
rellexues, firmar os accordos provenientes deslas con-
ferencias, designar os ponlos em que as nossas con-
viceffes se nao poderam dobrar ao juzo publico, e
ehegar noite ou com a consciencia tranquilla por
nAo haver mentido ao paz que nos escula, ou com
a alma arrobada por termos visto germinar o.nosso
pensamenlo econi elle o bem da propria Ierra. Es-
le neo otlirio do jornalisla. Assim o temos exer-
culo, c assim he elle grato sem deixar de ser pe-
sado.
NAo somos regeneradores. NAo entramos nos con-
selbos donde sabio aquella fclicissma empreza. NAo
Ihe acudimos quando ella periclilava. Urna parle
do nosso partido fez este grande servico ao paz.
NAo tivcmos ess;i fortuna. NAo eslavamos no Por-
to. Se eslivessemos, provavelmenle leramos proce-
dido de concert com os progreasistas que all inle-
ressaram as classes populares na nsurrcirao.e deram
remate i obra comecada pelas anuas dos soldados e
desde muilo emeonmeudada pelos desejos de nacao.
Acharaos um governo fpilo. Eramos cidadaos p'or-
tncuezes. eleilores, e jornaKstas. Eslavamos cons-
ejos das nossas (acaldados intcllcctuaes, senhores
dos nossos direilos polticos. Julsamos que era til
ao paz o cusen ac o desse governo, c que ao par-
tido progrcssisla convinha apoia-lo. Decidimos pois
dar-le o nosso apoio, com firmeza, com lealdadc, e
com independera. NAo sabemos fazer as cousas
deoulra -oale, nem ellos Bteslem dtrai modo.
NAo precisamos nem de defezas, eai do, lonvores.
Conselljos esculamo-los e approvcilamo-ls. l'emos
conscieM de que obramos bem, e esle lestemnuho
nos bajU Costamos do favor publico, mas gostamos
mais 4t**erdade.
Coneorremos para sustentar um governo verdade-
ramente liberal ijomejo da reacio europea. Con-
tinuamos no {Mrlanaealo a obra un noaaos irinios
comecaram iffKP&er,,*. E?r?f S.r.n
della, acharam-na na. A eslatu da regenerac.lo,
que haviam njudado a levantar, derribaram-na e
quebraram-na a pedacos. Nos reunimos esses frag-
mentos e eiicurpnramo-los. Foi bem hurailde o .-.s-
so trabalho, he liem subalterna a nossa posicAo.
T"emos solTrido muilo ; ou antes, nao temos sof-
fdo nada, porque padecer pela patria ajada he
mais glorioso do que morrer por ella. Podemos
com o nosso excmplo ler urna parte do nosso parti-
do contente, oulra resignada. As quesloes polti-
cas foram adiadas, oculto dos iulcresses materiaes
foi estabelecdo. O partido prozressista durante es-
la poca complclou o seu programma, c alTeicoou-
se para a sita missao. Em quanlo n'oulros paizes
seus irmadVgemiam as prisoes, donlrinava-se elle.
Em qnanlo eram expulsos da palra, enlrava elle
em lodas as hicrarchias administrativas. Em quau-
lo eram esbulhados de lodos os direilos cvicos, usa-
va elle dos seus e accrescculava-lhe novns. Em
urna palavra, eramos livres no meio da servidAo qua-
si geral e as norias da Hespanha, onde a reacao ia
ao galenm.onde almejava por acabar d'um s golpe
lodas as conquistas da revoluto.
Isto nAo era s devido ao apoio do partido pro-
gresssla. Nao eslavamos all como flaminis da libcr-
dade. Os ministros mesmo ofllciavam no seu tem-
plo. Aquella era a sua relisiAo. Mas fallando-Ibes
o nosso apoio, ou haviam de ir busca-lo a outras
parcialidades polticas, sugeilando-se para isso s
suas injuncces e tendencias, ou haviam de largar o
poder e desembargar a sua entrada aos reacciona-
rios, que eram os nicos a quem elle podia ir.
En rcgeneracAo nao se limtou a preservar asl-
berdades publicas do contagio europeo.: nao foi um
governo negativo. Em quanlo com urna mAn sus-
lentava o edificio constitucional amcacado pelos Ira-
mas internos, pelas resistencias ulicas, e pelos em-
bates e-iropcus, com a oulra levanlava o paz do seu
abalinienlo econmico, desarreigava muitos dos seus
abusosadmnislralivosefirmavaregras de governo,
instantemente requeridas pelo partido proaressisla e
obstinadamente negadas por (odas os ministerios.
Islo nunca se linha feilo em Portugal. Podia lal-
vez fazer-se melbor, mas a perfeicao nAo dcslre a
prioridad.'. A regeneradlo lera por ventura seus in-
vejo)s, mas ella niio he culpada da sua fortuna.
Teve mulas coincidencias felizes ; ou(ras mais fcli-
zes poderAo haver. A civilisacAo da nossa Ierra he
obra ile lodos e d que fazer a" lodos. NAo eslAo en-
golados os programmas sovernalivos ; rada dia se
renovam e se addilam. NAo est na nossa mao ler
nascido na poca que mais desejavamos. O amor
corre naturalmente para ascendentes e descendentes.
Os partidos polticos governam-sc pelas niesmas leis
que se governam as ramlias ;e os partidos sao ideas
em accao.
Nao podemos fazer parlicularisadas coniront.ir.Scs
entre lempos e lempos, entre governos e govern'os :
mas pouco nos basta para por em relevo as caracte-
rsticas das grandes quadras polticas porque temos
passa.lo.
Ale 36 livemos eslragaco. Al 38 lvemos revo-
lacao. Ale 40 tivemo empalhacAo ; al \1 rotelo ;
ate 16 devassidao : at47 guerra e nvasAo : al 48
IransicAo e oscillacAo ; at 51 dissmulac-ao e em-
palmarlo.
Nao pensem que as rubricas com que designamos
estas pocas envilecen) os caracteres que nellas figu-
ollios, nos quaes pareca ler-se refugiado toda a vida
qoo Ihe restava, c que tiuliam urna singular lu-
cidez.
Suslenlci esse olhar com serendade.
Sha, lornou ella, bem se que a alma de vos-
M he pura, meu charo Erneslo, e mnlia chara Ma-
na, mous dous lilhos ; porem vou fallar-Ibes, e he
preciso que seja substituida para com Maria. Esco-
llo nina pessoa para esse lim.
Quem? pcrgunlei com voz trmula.
Vosas, Ernesto.
* F.'7- Uln movmento do snrpreza.
Sm, vos-e, lornou a marqueza. Oura-me,
meu Milico, os momentos sao breves. Voee temas
crciiQas de um bom chrislAo, e ns senlimenlos de um
geiitilhomem, seja qual for seu nasrimenlo : he i
sua f e sua honra que confio Mara. No ullimo
dia hei de pedr-lhc eonla dessa bella alma perante
Dos, c de-de agora dexo-lhe o cuidado dedefeudc-
la contra si mesma, se for preciso, c contra voss.
Nao creas, meu_ amigo, que eo licu ao nome de
genlilhomem, ideas (litadas pelos preconceilos. Po-
dp-se ser nobre ao mesmo lempo pelo coraran e nas-
cment, ou smente pelo coracao. e se'lieos me
houvesse dado um llho, eu Ihe leria desojado seu
coracAo, Erueslo.
I Beijei com rnternoeimeoto a mao da manpic-
za, a qual csgolida pelo esforc que Diera pama
um instante, pedo-me algUOlM gollas de sua pocAo,
e depois continuou assini:
_ Deixo Ihe una tarefa diflicil, Erneslo ; mas
niio impo'sivcl, ao nivel da grandexi d'alma de um
cbrslao. de um ravalleiro ; mas nao cima della.
(i Depois accrrsrenlou, indicaudo-me com o de-
do um retrato collorado no fundo da alcova :
Aquelle retrato que voss v all, he de um
chrislAo, de um ravalleiro, que nos ltimos anuos
do secuto passado aehando-se collocado como vosv
entre a relgiAo e a honra de um lado, e urna paixAo
do onlro, cmnprio o seu dever al ao niarlyrio.
Dpxo pelo meu te-tamenlu eslp relralo Maria.
Bltt iop sera Ipslpmunha i-unlra vosse, e seesque-
cesse de sua promessa ; mas Oataa cerla de que vosse
u.io se e-.|iit'cera, Ernesto Vosse lera tambem seu
ram, e que os condemnamos todos a urna iudistinc-
lrcprovacao. l.evamOs-lhes cm conla as grandes
aspiraces que tiverain, as dlfiiculdades com que hi-
laran), os esforros que flzeram. lia muilo homein
nnlavel mislurado|ne doulrina boa confundida com erros e sophsmas. lia
muila accAo nobre a par des'as famosas ignominias.
Cada urna daquellas pocas porm resume-sc da ma-
ucira que indicamos c representa-so pelos mues
que Ibes demos.
Sa rescneracao pdc reunir a eslabeldade, a or-
dein, a lihcrdade. o fumento, a tolerancia e o pro-
grosso. Isto ninguem o nega nem o pode negar. A
nossa imprensa be a mais livre da Europa. As opi-
nes polticas nao inliahilitam para nenhiim servi-
do do estado. As finanzas nunca estiveram lAo com-
petas. Os pagamentos nunca foram lAo regulare*.
Os iulcresses malcraos nunca tiveram lauto impulsu.
As ideas nunca tiveram mais fcil accesso aos conso-
los dos ministros.
Se nos d/.cm que se podia fazer muito mais, tam-
bem dizemos que sm. Se nos dizem que alguma
vez entre Dos ja c fez tanto, diremos que nAo. Na
ordem dos fados, o que esl he o inelhor ; na or-
dem do possivel nAo o he, nem o pode ser.
NAo pedimos venia a ningnem de ler apoiado un
governo rom eslas condicies, nem precisamos que
ningaom teslemunhe o desintaresse do nosso apoio.
Al&uem na imprensa com umagiria arossera se foz
campeAo dos dissidenles para justificar pela necessi-
dade da defeza a propalaeAo de mil calumnias con-
tra elles. Rimo- desta arteirice, e s a regstrame.
para que se fique saliendo que demos por maiscsla-
Se nos quizessemos legoir as pisadas de nossos detras
lores, lem "u/u iamos na imprensa as atrocidades
que lhes foram imputadas, accressentan.lo a rada
urna dellas as mais ampias mauifeslacoes da nossa
incrediildadc, e os mais caloroso- protestos da us-
na confianca. Mas islo nAo valia nada. O mundo
ato se enverna por estas (Keguices. A calumnia
nao he um brineo : pode ser urna arma. Os que
nao teem valor para a brandir, era melhor que nAo
andassem a Irehclhar com ella.
Os surcessos de Hespanha sao nm fado, e nao po-
dem ser um fado estril. Para nos foram elles de
um grande beneficio. O governo e os dissidenles
do partido progresaitta cnlregam ao paz as liber.la-
des publicas intactas e inmaculadas. O deposito,
que juraram euardar, ah est fielmente restituido.
0 paz, que Ibes veios niAos mal convalcscdo da
successvas agitaces, ei-lo ah socegado e em cami-
nho de prosperidade. Agora ha novas necessidades
publicas. Os horisonles eslao mais rasgados. Palle-
mos caminbar mais depressa. Surgein novos caudi-
Ihos. I.c\anlam-se outras bandeiras. Vao nessa
cruzada, que os nao podemos acompanhar. Trabro-
nos as riquezes do Oicule, mas nAo percam as que
ja tinliamos culhcsouradas, as que lhes paosanun de
raiio para mao. c de que queremos cobrar recebo.
Ellas valemalcuraa cousa.
Aqu osla lodo o nosso pensamenlo sobre a polti-
ca da situacAo. Se esl algnm ponto obscuro, pe-
cam-nos que o allumicmos. NAo temos refollins pa-
ra ninguem. O nosso partido lem direito especial
s nossas Intimidades,
Que receio temos mis de que se mulo o minis-
terio.
liiti s, com franqueza. Queso for onlro peior,
que perenmoso vantajosissimo equilibrio dos parti-
dos, que se comece uina poltica em qnalqiier senti-
do facciosa, que recaamos em alguma poltronice
liberal, que nos apossamos de um _santo eulhiisias-
ino ptr urna nova consliiuic.lo. que troquemos bens
reaes de civilisacAo por garantas cphemeras de li-
berdade. que vamos .'ni da revolucao hespanhnla
eaue nAo a possamos alcanc-, no que a adiemos ja
pafa-ca donde nos estaaaos: n'uiiia palavri. iiip
tfooMaa^s o beneficios d'4iau..paz'iiU'' nao lie io-
iBaanaeiiic cslcril pelas Inccrnag <>'mna lula que
lalvez seja inteatpeiva. i
Mas estas raz*~ nAo nos c.infaujs de o repc-
lir. mliyerd s para nos : sao cillas que nos inhi-
ben! de incorrer na responsabilidade l'uma mudan-
ea. Diz-noso coracAo que peioramos. C.aiem nos
os bracos quando nos dispomos a concorrer para el-
la. A oulros nimos, outros commeltimenlos.
O nosso partido nao precisa que Ihe sacrifique-
mos as nossas convicrSes c os nossos temores. Elle
nAo necessila agofa do nosso esforco. Nao se trata
de_o salvar com o risco da vida e com as armas na
mao. Para isto nunca nos recusamos, e anda boje
nAo nos recusaramos.
Sabem-no aquellesmesmos.quc lendodisposto mui-
las vezes do nosso patriotismo, nunca alcanc,arani
dispor do nosso juizo.
Agora lrata-se nicamente de dar lima melhor ad-
niinislracao ao paz. O intuito he louvavel, mas
para nos he pequeo. A mudanca faz-se sem o nos-
so auxilio, e para apoiar o governo que vier estamos
promplos, e apercebdos. Darn pois dispensar-
nos desla jomada. Temos andado n'outras quasi
sos.
O partido progessista, unido sempre n'um ccrlo
numero de principios, nao tem estado accorde nos
arbilriosqu- deve lomar em certas e determinadas
contingencias, enas normas porque deve ajuslar
o seu proceder ordinario.
No dogma, a crenea he urna s. Na disciplina ha
variantes e. nAo pode deixar de as haver. Urna par-
te do partido progressisla ja empunhon as armas pa-
ra derruhar um governo, que julgava ominoso para
o paz. Oulra parle do mesmo partido achou im-
prudente c extemporneo aquelle procedimenlo, e
nAo o secundou. Fez bem. Ficou fresco e intacto
paramis tarde derrubar o iuimign commuin e cha-
mar a patria os seus irm.los exilados. Quando ha
crenea, leal.lade, c dedicarlo, nAo ha posces di-
versas para homeiis dos mesmos principios. A inac-
cAo e a diligencia podera conspirar para o mesmo
lim.
Deixcm-nns pois ficar neiitracs nesla enntenda.
Se li-1111111.harem. nAo vamos pedir-lhes qiiinhao no
li iuniplio. Se nao Iriumpharem, lem-nos ao seu
lado por isso que sAo vencidos. Constituido nm eo-
verno proaressisla, havemos de Ihe dar o apoio que
damos a este, quer o queram aceitar quer nao ;
porque apoiar um governo, quer dizer que elle he
bom, c anda nAo liouve virtude lAo severa que pro-
liibisse que a louvassem.
Nao rrdam que temos o nosso partido por inca-
paz de governar, c que recetamos que a sua ascen-
Ao ao poder prn.luzisse o menor abalo na od,un
aovernaliva. Tudo continuava do mesmo modo.
He escusado dizer, que proseguiam as emprezasco-
mecadas.
lleescusadodizcrqnese mantinhamos contralos.E
nao he s escusado, mas he indecente dizer, queso
dariam commissoes lucralivas aos ministros acluacs,
que nao se doclarasscm logo em opposicAo sistem-
tica. Isto lien corriipeAn antes do governo, islo he
comprar na praca publica, e nAo he comprar nos
apuros da necessidade ; he comprar para prover c
c armazenar.
Conheccmos as differencas dos lempos, temos ob-
servarlo as evolncoes da opiniAo, sabemos no que
ella esl varillante e no que ella est decidida : no
que anda he possivel contrara-la, e no que ella
legado, mea amigo. Tome esla caixinha, a qual con-
lm papis que Ihe referirlo a historia daquelle cu-
ja imagen) esl Irteada ueste quadro, historia mis-
turada cm a minha, e so sua dedcacAo e sua cora-
gem desfaljeecrciii, vosse achara ah com que reani-
mar seu espirito, e rcaquecer seu coracAo. Agora,
meu lilhn, ajoolho, deixe minha mAo locar-lhc na
fronle, abcncoa-lo e arma-l ravalleiro para cssa
sania lula. Ernesto, voss deve essa alma a Dos,
e nilo se esquerer deque a mao a que acaba de
conceder un dom nao se abrir mais de ora cm
diante para pedir nada sobre a Ierra.
a Eu eslava ajoelhado diante do leilo da marque-
za, e sua mao gelada eslava sobre minha caneca.
Jamis a solemuidade desla scena se apagar de
meu pensamenlo. Parccia-me ver na pessoa dessa
santa e nobre niiilher, a antiga Franca, que prestes
a rlesccr ao tmulo, parava um momento entre o
passado e o futuro para legar a Franca nova os dous
senlimenlos que inspiraran! asmis bellas paginas
de sua historia, a religiSo e a honra.
I .mo no coracAo como na bocea prometi lu-
do, e pouco depois deixei a marqueza, a qual as emo-
ees daquelle dia liuham escotado. Vollando ca-
sa, abr a caixinha e li o papis que continba. Oh !
meu amigo, rpic admiravel legenda de herosmo e
le declicacrio, e quanlo somos fraros c pequeos
quando nos comparamos com os sublimes modelos
das grandes lulas da Revolueao Algum da le mos-
trarei lalvez o maiiuscripfo ta marqueza de Rouville.
NAo devenios licitar dcbaiio do alquere a luz, tpie
aquece, nem a que esclarece, e he sestea focos ra-
mones que se acendem de geracao em geracSo a
dedicacao c a irlode.
A marqueza linha dilo a verdade. Depois que
li essa sublime historia fiquei oulro homem. c con-
lempleiconi firmeza a tarefa que linha a desempenhar.
Dos haya feilo muilo por Maria ; mas a essa rica
ndole linha fallado urna eduraco verdaderamente
religioaa. Tomel prazer em abrir-lhe as tontea don-
de sua alma tlevia tirar as forras necessarias para
caminbar i perfeicao, a que era' desuada, Pouco
lempo depois da morle ta raarque/a fui advertido
por um s> mpluma que tlevia apressar-me. Teuho-1
nAo adniitle ronlrailicrsn. As operaces millas aca-
baram. O alrazo tos pagamentos nAo pode voltar.
As obras publicas nAo podem ser abandonadas. Os
caminlus de ferro ho de continuar. A agiolagem
ha de morder-sp. e a liherdade tas opiniocs ha de
ser respailada. O ministerio que nao euar.lar e.los
mndalos, nAo vive. Se fosst; proeressisla caia tli-
famado. Se fosse retrogrado, caia esmagado.
Era mesmo de grande conveniencia que o par-
tido proeressisla fosse ao poder por meios legaes ;
de conveniencia para a cora, do conveniencia para
paiz. De que a amhicAo desle partido foi desde
o principio posta fura da espliera constitucional de
oue so Ihe Iciiha sido possivel sallar ao poder por
qeios violentos, lem vindo erando mal ao paiz. A
mooeasiao para esta reforma nos nossos Cuetomes
polilicos, lano pode ser e-la como oulra ; porque
ella s pode vir ta tleliberacAo do chefe do estado
e da catechese constitucional tic lodos os partidos.
Ser-nos-hia muilo agrdate! ver cxeculado esle nos-
so tlescjn diremos mesmo esle nosso designio.
Mas piilendainos bem o que he o partido progrcs-
sisla. O que vamos dizer he formal e decisivo." Nos
rompemos com a poltica velha. Considerados co-
mo socios de um partido portuguez, descendemos
da opposicAo de 31. Coiifcssamos sem vergonha a
nossa origein ; mas lentos visio, vivido, observado
e pralcado. Parece-nos que nao vientos ao mundo
poltico para exaltarmos conslanlemcnle a sciencia
e virtude nos nossos progenitores e para admirar-
mus os nossos brasoes de familia. Como bomens de
doulrina, temos dircilo a rsedher as autoridades,
a avakiar o seu peso, a criticar as suas razfies, ea
for mar para mis mesmos os nossos principios.
Ha no primitivo partido progressisla muitos d-
meos que aera veneradlo pelas pocas hisloi i-
cas tlessc p irli.l. as novas aspiraces com que elle
se lem atareado c uohilila.ln. Em quanlo lem o
coracAo no passado, tem a razio no presente. Os
seus airelos nSo se lem convertido cm preconceilos.
NAo os deslumhra a lai ponto a fulgor da* glorias
anligas que nao vcpim a luz nova, que se Ibe* a-
cendeu tlianle dos nllios, quo fez chamma, e que
pode ser incendio. Esses honlens sAo o co que
prende a aeracao nova geracao antiga. Nellea es-
t a IradiCalo, nelles est a idea. Esses bomens
aceitamos- mis, fiando que anteporAo sempre a idea
a tra.licao.
Pode fastr-m urna mudanza que facilite o n-
greua detles caracteres nn poder'!
Suppomns que sin), e niio a po lemas nem a sa-
bemos fazer ; mas se vier, feslejamo-la, applau.li-
mo-la, proclamamo-la e animamo-la.
Mas so a queslAo do poder se reduz a urna aller-
nativa entre esles ministros, ou oulros quesquer de
procedencia proeressisla, mas de menos aptidlo,
enl'o ludo se re.luz a urna preferencia de nomos;
0 nos, tles.leiiliando mesmo o crlame, apegamo-
uos as ideas c s cousas, lastimando que bomens de
mrito e gente de crenea barafu-lcm ou se asfalten)
por fazerem andar uns pobres entrevados, por ani-
marem urnas venerandas momias, quelicar.lo mu-
das e quedas tlianle do poder, diante tos partidos
.liante das neressidades sociaes, c que nao dardo
signaos de vida e de paixAo genio quando as qui-
zerem deilar oulra vez nos jazieus donde indiscre-
tamente as tiraran), porque ueste momento hAo de
clamar Olhem IA i/tic somos miMltroi. NHo se
cheguem para ni que. damos orden aos coronis
para carregar, c ao procurad >r regio para pro-
cederSAo capazea disio.
Para combinaees deslas, para mudancas delal
valia, nAo mis convitlem nem nos solicilem ; nAo
i'outcm mesmo nem com a nossa neotralidade nem
rom c nossa complacencia. Pelo contrario, have-
mos de ser hostia, diligentemente hostis, frenelira-
ii.onie hostis. A maior calamidade que pude aeon-
leccr ao partido proeressisla he ser representado no
poder pur bomens, que nAo corre-pon.lam is suas
ideas e sua ntissAo na poca piesente. A nAo po-
der haver nielhur, enlao os ministros acluacs, que
approveitam ao parlitlo progressisla com os seus
aeerlos, c que o nAo desvirtuara cora as sujs faltas,
porque niio sao lilhos desse partido.
Apezar, porm, da nossa avengo a todas as cun-
posieoes miiiislcriaes em que falliera as necessarias
coiitljces para bem governar, apezar da nossa a-
versSo aos sanlSes pnUlieot romo homens de estado,
nunca rhcearemos a apoiar una poltica repreasora,
se o eo>erno se abalanrar a ella para conler quaes-
quer niauifcslaces, que por nina inqualilicavel
aberrarlo to juzo publico pessam apparecer a fa-
vor de iao celebres e imitis personagens, Por nos-
sa parle se oiivirmos acclamar na ra para ministro
o mais imbcil patriota, e se vrmos um soldado a
convencer com a' bayoneta que os amotinados eslAo
em erro, censuraremos o enverno que mande cm-
pregar laes areumeulos, c aronsclharcmns ao povo
que se nao exponha por tal gente, porque nao Ih'o
merece nem Ih'o pode retribuir.
Anda nAo nos enlendem".' Pois tlesejamos ser
claros, e fizemos diligencias para o ser.
A guarda nacional fica para oulra vez.
( fevolariio de Setembro.';
, CALIFORNIA.
listado industrial. limigraeo. Popularan, si-
luaco da popularao Franc'eza.atmarieOMOS dos
Estados-1 'nidos.
Pelo que loca ao oslado industrial exiatem em S.
Francisco, alm das ollicinas e fiiiidicocscsiahcleci-
das na cidatle, aornle se fabrica lodo quanlo he ne-
cessaro a eonstruccao e apparelho de barcos a va-
por, alguns eslaleiros, onde no tleciirsn tos ltimos
dezoilo mezes se conslruiram 30 barcos a vapor,
barcas, escunas e outras cmbarcaees de 200 a :tli(l
toneladas. Estes cstabelcciinento's oITcrerem igual-
mente lodas ascommntltlades que se piHlem exigir
para o reparo dos navios de quasi lodas as diincn-
scs.
Anula que o fabrico dos vinhns e agurdenles nos
dislriclos de I.os Angeles e de S. Diego, fosse com-
paralivamenle insignificante em 185:1 em conse-
quencia to elevado proco da uva, a venda contlo-
do chegou a 3,500 tlollars, ou 17.500 francos. lie
digno de mencionar-sc o fado de que a plaanlo
das vinhasaugmenlnii eonaideravelmenle no anno
de 1853. em quasi loda a extensAo do paiz.
Um dos ramos qne lem igualmente proereditlo he
a navegacAo a vapor, na baha, nos ros, ale nos cs-
labelccimentos mais afiaslados do interior. Cinco
orante- barcos a vapor parlem diariamente de S.
Francisco para as cidades do Sacramento c de Sto-
cklon, e igual numero de barcos ebegara Indos os
das tiestas cidades a S. Francisco. Alera tiestos ha
outros Ires barcos, de menor dimensAo, que parlera
regularmente todos os dias s mesmas horas, para os
estabelecmentos situados mais ao norte, sobre Sa-
cramento o ro tle Plomes, ele. lima infinida.le de
navios, anda mais pequeos, fazem viagem a lodas
as horas do dia para Bollicia, Petaluma, Sonoma,
San Slito, Conlra-Cosla, Alameda, Oakhan.l, Mis-
sao de S. Jos, Alviso e oulros ponlos em lodas as
direccocs tiesta immensa baha. Esla frola de va-
pores, sempre em inovimenlo o que concorre muilo
para animar a baha, foi augmentada em 1S53 com
muilo- magnficos barcos de lodas as .limen-oes.
le ouvido mulas vezes dizer que os niarinhoiros vc-
llios perrehem no meio do mais bello da um poni
negro no horisoute.cera quanlo lodos creein no bom
lempo, elles aniiiincam urna tempestado para a noi-
te. Fu percoho a morle .le tilo longo quanlo elles
percebem a lempeslade. Emquanto Maria peda-
me que acompanha-se durante alguns dias ao cas-
tello de Saint Vtenle, a Mr. de (landcvez, cuja
sautle tlava cuidados, observei-lhe a exprcssAo tos
olhos, o son) da voz, a cor da tez. e li em sua fron-
te, onde radiavam linda para lodos a belleza e a
saupe, indiciodeesa doenca lerrivel que dcsirocein
poneos anuos, e mulas vezes cm poneos mezes as
maisiloresecnlesiiioridades, e que lomba de lodos os
recursos tic nossa arle impotente. O pelode Mara
eslava olfenditlo Nao resist mais as suas instan-
cias, e part.
o Aera.leco a Dos todos os dias ler lomado essa
resolucAo ; por quanlo nAo podando vencer a doen-
ca len.io-ihe demorado a carreira, e sustentado Ala-
ra no admiravel vdo que sua alma tomava para o
con, ao passo t|ue seu corpo enmeeava a declinar dc-
baixodos ataques tle urna mole-tia iuvisivel anda
para lodos os olhos exroplo para os nieus. lie com
una feliriladc inefavd que lenho amoragado Itii-
llhas lemhrancas, millhas relacocs. minhas leilura,
lodos os recursos tos grandes escriplores calliolicos,
Mr. de Maislre, Mr. de Bonald. .,lr. de la llenis
com os quaes lenho minhas letenos, para fazer su-
bir essa bella o pura nlolligencia a essas esphpras
ndiosai as quaes seexliuguem as paixoes terreslre
eludo so nietle t-oiii a seren.la.I de um olhar ha-
bituado a penetrar no inl'milo. Madama de Kouvil-
le Ruha-me armado para ella e eu aniava-a contar
mim ; mas drbalde sen espirito cresca aspirando
ao sublime, como o imn ao polo, suas virtudes cres-
ciam anda mais rpidamente c seu ccraco pare-
cia-se com urna laca de perfume aborta do lado do
co.
Todos os seus senlimenlos, lodas as sua" pala-
vras linham ateiima cousa de evanglico. Aquelle.
que se aprnviniavaii) della diziaiu que senliam-sa
niel llores. Essa inulber to moga, humilde para
com lodos, impunha a lodos o respeilo e mesmo seu
A emtaracAo resenlio-se em 185:1, ou pelo menos
nAo augmenlou na mesma proporcAo dos annos ante-
cedentes. Senado as estati.liras publica.las,as che-
eadas c as sabidas tic passageros por va de mar he
l segunte :
Chegadas. Patsageiros.
A burilo "tos vapores ta linha de Pa-
nam a Nicaragua...... 28,400
A bordo tos navios tle velha da China 1,-270
da Australia. 325
de porlos es-
Irangeros........ 2.900
Total. 35.895
Sahidas. Patsageiros.
A bordo tos vapore, da linha por Pa-
nara:............ 1,103
A bordo ras navios tic vela peta China. 5,161
A bordo tos navios tle vela pela Aus-
tralia........... 3,509
A bordo dos navios tic vela pelo es-
trangerj.......... 159
Total.
Excedente das chegadas por mar sobre
as sabidas .........
Euiigrac.Au chegada por Ierra .
Total tas chegadas por ambas as vas
_ em 1853..........
Se a esle lolal se ajuntar a poplatela
lal como foi calculada era dezeiri-
bro de 1853, islo he......
Euconlra-se um total de populacAo em
31 de dezcmbio do 18X1 ." .
Esta populacAo compoe-se da seeitinlc
I." Indios selvagens, dehaixo ta pro-
leerAo c cuidado do governo tos Es-
tados-Unidos ........
2." Dilo resto dos ncophylos das mis-
ses...........
:)." I! liil mies da California, descen-
dentes por sanguc de hespanhops e
mexicanos.........
. Mexicanos ltimamente cstabelo-
citlos no paiz ........
5. Americanos dos estados do norle.
li." Francczcs.........
7. Alintaos e oulros eslrangeiros d.i
Europa.........
8." Peruanos, habitantes to Chili, etc.
9." Chine/es.........
10. Negro, malaios e indios da Oc-
ccania ..........
3,295
5.600
15,000
20,600
.310,000
330,600
maneira :
20,000
2,000
11,000
7.000
215.000
28,000
20,000
5.000
20,000
2.600
Total. 330,600
Populacho francesa e sua situar,':,) na California.
O numero do francezes, que se -icham naquella
colonia, nAo he exactamente eonliecido ; tulea-se
que regula entre 28 a 30 mil. Desle numero 9 n
10 mil Irajialham nos placen onde lodos aquel-
les, que se dirigem California, debutara pelas
mais rudos experiencias tle urna vida af.sdigada, sof-
freuilo privacoes e inuilas vezes craMS tlecepccs.
A maior parle daquelles que vAo as minas, e'que
nao desaniman) durante os primeiros tres ou qualro
mezes, acabara por rolhgraullado, ou por en-
contrar senao urna forluna pelo menos os fundos
necessaros para potlerem ejtgajar-ee era oulra- em-
prezas. ou enlreear-se a oceupaces mais con.onnes
aos spus desojos e hbiles.*
Dei a doz.e mil francezes psIAo era S. Francisco e
as grande cidades do interior ; entre elles enn-
lam-se, alm .le muitos negociadles rcspcilaves,
muitos emigrados que leen) bous armaaeiis de mo-
das e outros artigos exclusivamente rancezes, e um
cotwidoravel numero, de restaur.1.|nres.
A estes estalielecinentos mu bem guarnecidos,
vera junlar-se inliniuade tle pequeos armazeus, de
pequeos restaurantes, tabernas, alguns pa.leirose
comerveiro r. masa excepcAo desles psiabcciraenlos
etlc um bom numero do cabclleirciros Piironlrain-sc
poneos francezes, que tleixem de evercer alguma
prolissAo. Suppondn que Ires ou qualro ral indivi-
duos da populacAo franceza cm S. Francisco eslAo
empreeados, ficam dous a Ires mil, que, nAo leado
oerupncao precisa, exercem loda a especie tle indus-
tria : ou sao msicos,, adores, pintores, jorualeiros,
li-ahalhadore-, mi ma- e alguns que limpam bolas,
mas muito poucos artistas. O restante, slo he, dez
a don mil eslAo dispersos pelos dillereules cslabele-
cimentos do interior ou empreeados nos campos,
como cultivadores, jardineiros, ele.
Um fado verdaderamente lameulavel he que nao
se encontr no meio da popubicAo franceza um nu-
mero consderavcl tle artistas ; 5o cITccIivamcnle os
carpiDteiros, marcineiros, pedreiros, ferreiros, rar-
pinteiros de carros, etc.. que uaquellc paz sAo mais
necessaros, melhor pagos e aqaelles que cora mais
teguranca cncoulram emprego e iulcresses. Mas a
popularon franceza na California est lonee de ser
intil. Amados e estimados dos Americanos, os
francezes sao considerados como fazendn parle da
populacAo do paiz. Fallando das outras iiares dil-
le : os Alintaos, os Ingieres, os Chinas, ele. ; mas
quando se falla dos Francezes cm geral, os Ameri-
canos dizem sempre a popular-o franceza. SAo
ecralmenlc respeitatlos pela sua conducta, ntanei-
ras e honras ; alegres c espirituosos, sao muilo ac-
livos, intliislriosos e empreen.Icdore. Em S. Fran-
cisco lecm elles levantado soherbos edificios, e no
interior os seus campos sAo muilo bem cultivados.
Depois dos artistas sAo os cultivadores, jardinoiros e
os vinhairiros entendidos, que sao mais procurados
e melhor recompensados.
Americanos dos Htado Cuidos, Seeundo os re-
ceneeamentos aproximados, os americanos na Ca-
lifornia soliera ao numero de 215,000, formando a
parle mais forle e mais activa do paiz. Ajudados
por alguna eslrangeiros, os americanos lem dado,
desde 1818, um grande desenvolviinenloa explora-
dlo das minas ou plurers, ao commercio, s espe-
ciilacoescemprczas tic lodoo eenero. Eslimula-
dos pelo engodo douiro, e pela apparencil tle uma
immensa c proinpla forluna, os americanos rorrem
aos militares, e em lodas as ilireccties do paiz.
lima tas grande* vantagena, que os colonos ame-
ricanos lem sobre oe hauantes do paiz, he que,
sendo eneajados individualmente, eslao mais ou me-
nos ao fado tic todas as arles c olllcos. Os ameri-
canos cheeam ao paz, ser jamis se cmiaracarcm
quanlo a sua vocae.lo, hbitos, e profisses; sacri-
ficara unas s oulras, segundo as circumstancias, os
aconteciinentos. a necessidade, c os seus nieresses.
lodos lem alguma nslruc.c.lo, alguma idea tle com.
mercio e de negocios, e lodos slo bomens tle Ira-
halho c tle arcan. He desla maneira, que um me-
dico se faz advogado, um advogado medico, ou que
um e oulro se transforma era negociante ou empre-
hendctlur, abrem um llar ( taberna ) am restauran!
um hotel, fazem-e squatters ( colonos ccareiros ),
ou tnrnam-se cultivadores, ou dirigem-sc Msplacers
onde Irabalbam com advidade, sem esmorecer, nem
queixar-se.
Oulra vanlagem eonsidcravel, que lem os ame-
marido, M'llioxj.ll.iiriano eanerenado tle sreptioismo
e corrupcAo, lutoii tle balde contra essa branda nllu-
encia ta virtude. Pela minha parle, metltla que
fui vendo essa inullier Iransflgorar-se era sania c as
azas do anjo brolarem nessa alma que ia brevemen-
te voar para o co agradeca lieos to fundo do cora-
cAo o ler-se servido de seu indigno servo como tle
um instrumento para aplanar os eaminho a essa su-
blime creatura. Ligando tena, seaui com os olhos
essa inlellieeni-ia bemdila em seu vo radioso sem
esperar eheear nunca a cssa aliara.
Mas que importa isso .' Ha muila moradas na
casa de no-so pai celeste, e se um ttj;i eu poder ver
tic lonee a Maria no choro das mtelligencias supe-
riores, bentlire a Dos por Icr-mc empregado nesle
mundo em pulir o diamante, que reservava como
um dos mais bellos ornamentos tle sua eida.le cier-
na. Dizem que ha bomens viciosos, que esperi-
meniam um prazer satnico em degradar as obras
mais bellas de lieos. Esses espirito* malficos, cujo
poeta he Byron, murcbaui as llores da alma e cx-
linguiriam, se podpssem, as eslj-ellaa do eco. Las-
timo es-es malvolos e roncebo do oulra surto o
amor ; elle nao rebatan, eleva ; n;ln mancha, pu-
rifica ; nao respira por um momento as flores que
Dos rollocou em sen eaminho, para pisa las depon
com p desdenhoso, culliva-as para a eternidade.
Ah se eu pdense, lorn iria as llores de Dos mais
perfumadas e mais frescas, c as estrellas do seu fir-
mamento mais brilhanles, como tenho procurado
lomar mais puras as almas que elle collorou cm seu
eaminho, e app.irerciia cora menos lenior dianle do
soberano juiz. o qual ver em mim o servo tlocil c
nao o perturbador impotente de son plano divino,
tt Amigo, minha historia esl acabada. Daqui a
mais alguns dias, ludo lera terminado. A seara
esta madura, o cegador divino na larda. A morle
esl prsenla, eua vejo, eu a toco e sinto ahumani-
dade estremecer em mim .liante desse iuevilavcl
adeus ; mas a immorlalidade c-l tambem prsen-
le. Aeho-me arqnejanle pnlre a dnr do homem e as
esperanzas to chrislAo ; untas vezps com a mulhpr
que morrea oulras cora o aujo que voa. Tenho ne-
cessidade de toda minha forja, ora por mim !
rtcanos, he que entre s as classes, obreira e arlisla
dorainam, e -ao em um numero muito superior aos
eslrangeiros. lie a populacAo americana, que,
en ir la.la- as proporciies, fornece mais cnrpinleiros,
ferreiros, e obreiros, em lodas a arles mecnicas,
ele. ; e est desta maneira provado, que H os
americanos, que lem explorado Ires quartas parles
pelo menos, de lodas as minas, fornecendo cinco
sextos dos obreiros, que lem exerulado os mais bel-
los e diffceis trabalhos, no meio dos quaes condu-
zem as nenas tas nascenles dos pontos elevados de
Serra Nevada, al aos piareis mais afiaslados.
Depois de haver mencionado o que se tero feilo
e exerulado tle melhor, convem tambem mencionar
os defiVitos particulares, e a tendencia uotovet, que
inanifeslam para um cerlo estado de licenca, e de
insoboi dinacin, ** -
Os 7|8 .lo terreno, que a populacAo americana oe-
. upa no paiz, foram adquiridos contra a Vontade
dos seus ver-'adeiros propriclarios, Os america-
nos, que .i forc.a se estabeleccm nos terrenos des-
truidos, tomara o nome de squatters. O seu dircilo
a estes terrenos denomina-se peesuplite righl, I di-
reito de primeira occupacAo ), que conferea vanla-
gem de obter as Ierras, tle preferencia a quajquer
mitra pessoa, pelo mnimo precedo eoverno, (6 fr.
25 c. o acre ) Este direjto apenas se concede por
urna extensAo de 160 acres, a caria individuo, e com
a condicAo de occupal-o e culliva-lo.
As Ierras, adquiridas desla maneira, s pagam o
imposto depois de medidas, ou depois de haver o^go-
verno entregado a patente, ou lilulo; mas como a
patente so se da muitos anuos depois da occupacAo,
nAo he raro, que as trras se vendam antear de ver-
daderamente possuidas, salvo se os novos acquisi-
tlores se sujeilain as mesmas condicfies do primeiro, "
islo he, se se ubrigam a edificar una casa e um muro
c a pagar o valor das Ierras ao governo.
LISBOA 2-2 DE JLHO.
Commercio do Brasil.
Entre as industrias extractivas do paiz, a da fabri-
cacAo do sal lie uma daquellas, que merece particu-
lar allencao taulo pelos seas re-ultada econoaakos,
como pela sua immediata ulilidade.
A exIraccAo das materias salferas ohtem-se mais
pela accao da natureza do que pelo trabalho do ho-
mem, o qual proporcionando apenas o meio para a
natureza excitar a sua mlliieiicia, s cuida de aper-
feicoar o producto e tirar dellc as matares vanla-'l
gen. Nao he por agora nosso proposita traannos
de expor qual he a importancia da nossa industria
salina, nem avahar o elemento desla riqueza para o
nosso paiz ; diremos apenas de passagem, que, po-
dendo seguramente calcular-se em mais de 280,000
moios a pruduecao animal das nossas marrabas, eslas
representara um valor estimativo de bastante consi-
tleracAo, do qual a industria agrcola aufere uma
erando parte e proporciona anda um movimenlo
romniercial tle centenares de conloa de reis, alm
.lo empreeo de muilos operarios e tle transportes de
loda a especie.
Para de um golpe de visla se conhecer os valores
de-la industria, s pelo que rc-peita ao movimenlo
condecido da sua exportadlo, aposentaremos o re-
sultado dos dados coiihccidos com referencia aos an-
nos de
Moios Valor
1812. ...
1813. 156.663 12():205958
1818. 206.183 2l8:053i00
1851. 15*,583 163:1639300
1853. "2M42 210:7499870
Islo he o lermo medio tic ris; ao qual, se ajun-
I irmos o valor da qtlanlidada consumida pela po-
pulacAo nos parece. hit inle : alm d'aqiiella qoe lio emp'regada nos esla-
belecimenlos churucos da fabrcacao do acido sulfri-
co, ntrico, sulfato deso.la, etc., e" o que anda in-
Iroduiimos por ronlrabaiido no paiz visinho, ver-
se-ha que a industria do sal he um poderoso de-
monio da nossa riqueza, c que sob diversos aspectos
merece ser considerada.
Kestringindo-nns porem i exportacAo desle genero
para o imperio de Brasil, por ser o terceiro arliso
tlemas importancia do nosso commercio com aquel-
la arle da America, observamos que aehando-se a
sua importadlo all representada pelo termo medio
do despacho pura o consumo geral nos anuos econ-
micos tle 183918101813 a 1814, em 553:5529299
rs.. moeda hrasileira, esta mesma imporlaclo nos an-
nos de 1845 a 1819se elevara ao termo "medio de
702:4005936 rs. brasileiros, sendo Portugal a nacao
que mus concurren nesle movimenlo cnminercial,
como veremos pelos dados eslalisticos abaixo formu-
lados.
O al despachado pira o consumo do imperio nos
anuos, que havemos indicado, olferece O sceuiutes
algarismos:
Valor hrasileiro.
1815-16 891:890982)
181647 >i'H:160888
181748 H23:(94JrH2
184819 752:854JWifc
Posteriormente a ces anuos, sabe-se paaW docu-
mentos ofilciaes que a importadlo do sal dos anuos
de 1819 a 51 lora: /
18,9 5.50,000 alqueire.
IS50 177, 38 ditos
1851 838,000 djlos
D'ondc se collige que a impurlacAo do sal cresce
siicressivamentc nesle mercado e promette sustentar
um consumo cerlo c promcllcdor.
As imporlaces mais consideraveis desle artigo lem
lugar nos mercado- do Kio tle Janeiro, Babia, Para,
Rio Grande do Sol, S. Jos do Norle e por ultimo
em l'ernanibuco.
A livre naveeaco do Amazonas o do l'sraocon-
tribuirn para um eran le movimenlo roramercial
com a- repblicas da America reoiral, e tom o Rio
da Prala queja nos consom uma porfo de sal, que
para alli he enviada das litas tle Cabo Verde e di-
rectamente de Lisboa e Scluhal, por intermedio da
navegat;ao estrangeira, uqual.be preferido ao de
oulra qualquer proveniencia.
O movimenlo do commercio tta sal nos dificreules
mercados do Brasil ronhece-se pelas seguintes inoi-
marnes dos mercados parciaes do imperio.
Rio de Janeiro.
Directamente Com caria de guia
1815 a 1816 366,416.270 1,654:401
1816 a 1817 218,622:924
1817 a 1818 445,1118:681 2,186:666
18S8 a 1819 312.568:409 5,166:680
Baha.
1815 a I8ifi 115,727:167
1816 a 1847 63,666:601
1817 a 1818 118.897:600
1818,11849 79,760:665 1,332:500
l'ernambuco.
1845 a 1816 8,982:398
1816 a 1847 10.348:062
1817 a 1818 7,922:132
1818 a 1819 8,479:699
tt P. S. Madama de llaudevoz. esl muito inquie-
ta a respeilo de madama tle Mobray, sua irraAa, que
mora em landre.. Se pode-ses por las relames
conseguir seres aprescnlado cm casa delta na praca
de liloeslcr n. 10, poderias dar-nos noticias suas.
Seria uma eran.le consolacAo para Maria estar tran-
quilla sobre a irmAa, c lu poderias mais larde vira
serum til intermediario em umanceociacao mui de-
licada que, seeundo alguma palavras de Maria,
prevejo que dever* loeo ser entaholada.
Maria de Glandeiez a Amia Mobray.
tt Castalio tle Sainl Vincenl, jonho de 1831.
a Anua, responde-mc sera tardar uma hora, um
i ti-tantea Qual he o nome da familia desse Edgartl
au qual ibis tantas virtudes'.' Kslou atormentada de
unni suspeita horrivel. Mr. de (.1 indevez gabou a
Krneslo um joveu inelez que conhece em Londres
c.iiio um mo lelo .lo que elle chama vicio do
bom lora. Eslrcmeco, man grado meu, um~ pensa-
menlo horrivel lem pendrado em meu coracAo.
Nesle* ltimos mezes Mr. de Ulandevez lem receta-
do frequcnlemenle rarlas selladas de Londres. Mais
tle uma vez. quando Ihe lenho fallado de ti, seu
rosto lem lomado una expressAo singular. Aglae
tambera, essa mulher, que nao lem deixado de vir
ao castalio senao de aleumas semanas para ci, me
lem perseeuido com seu sorriso e quando Aglae sor-
ri, a desgraca nAo esta lonee. Anna, manda-me
dizer o nome desse homem! Qoando o soubermos,
farcinos fallar a Mr. de Glendevez. Se.for preciso,
cu exieirei que elle diea-ine o nome de seu corres-
poudenle. ijiiguem recusa-mc nata boje, o pro-
prio coiitle esta ebeio tle deferencia para contigo.
Onde esl minha chara marqueza de Rouville para
aconselbar-roe nesla circumslancia Ella qne co-
nhecia lodas as amizades de Mr. de 'jlandevez, ter-
me-hia dilo esse noine que eu pagana com o pouco
sangoe que me resta as veas.
<( NA o demores a la resposla, Auna, do contra-
rio ella nAo rae achara mais viva para recebe-la.
%
\

Continua.*
miitii Ann


s
1815 a 1S46
1846 a 187
18(7 a 1848
1818 a 1849
1845 a 1846
1846 a 1847
1847 a 1848
1818 a 1849
1845 a 1846
1846 a 1847
1847 a 1848
1848 a 1819
1843 a 1846
1816 a 1847
1847 i 1848
1818 a 1849
1845 a 1846
1856 a IK',7
1847 a 1848
1848 a 1819
Maranhao.
2,08-2:400
. 957:33.1
1,123:734
Par.
31,769:602 .
33.74*936
22:908:801
37,592:001
S. PEDRO 1)0 SUL.
Kio Grande.
21,592,214
19,100:800
23,800:019
16,38*932
S. Jan do Norlc.
157,793:000
163,217:200
200,440,060
158,281:97
Porlo Alegre.
3
J-

*m
OIARIO DE PERNMBUCO, SEXTA FEIRI 22 DE SETEMBRO DE 1854.
292:000
533:334
.5011:000
1.070:934
500:000
31,039:050
34,558.000
40,499:100
55,328:500
42,9.55:100
134.240:000
1:18,650:000
46,729:966
16,076:220
1817 a 1848
1815 a 1846
1816 a 1817
!817 a 1818
818-a 1849
1845
1846
1847
1848
a 1816
a 1847
a 1818
? 1849
1847 a 1818
a 1846
a 1817
a 1848
838M6
2,133:332
1.552:400
S. Borja.
59(1:970
S. PAULO.
Sanios.
182.170:6:18
67,429:598
1817 a 1818 84,018:131
448-a 1849 93,137:067
Paranagu.
1J ,237:740
7,699:740
12,947:467
Ceari (Fortaleza.)
426:666
Sania Calharina.
2,116:000
1,602:800
5,257:233
i)
Alagoas.
3:200
2,595:800
1,023:334
1,028:068
Espirito Santo.
1815 a 1846
1846 a 1847
1847 a 1848
1848 a 1849
Ai naces, que coocorrem para este roovimenlo
mercantil, acham-se representadas Deste outro map-
pa, pelo qual fica evidente iios que Portugal tem
a suparioridade nesle mercado, mas que o seu maior
competidor lie a importacao do sal hespauhol, a qual,
comparando as proporrdes com que ltimamente tem
entrado para o consumo geral do Brasil, observa-sc
um progresso, que pode no futuro vir a afTectar con-
sideravelmenten movimenlo da nossa importarlo es-
pecial, como se v do quadro comparativo dos valo-
res, com que Portugal c Hcopanlia all concorreram,
no movimenlo do commercio geral deste artigo nos
anuos de 1845 a 49 :
Quantospor cento da
do consumo bra-
importancia total
sileiro.
Portugal
53,9 p. c
57,5
65,3 o
60,0 >
1845
1846
1847
1848 a 1849
1845 a 1846
1846 a 1847
1847 a 1818
1848 a 1849
160:1100
3,536:533
1,200:000
10,234:000
4,043:200
3,874:660

11,575:300
7,661:000
N 1.280:000
3,089:005
842:660
5,518:923
1,720:85,-.
4:800
70:750
3,343:666
4,191:133
181516
184647
184748
1848-49
A
Hcspanha
38,6 p. c.
33.6
35.7 b
30,2
O

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INTERIOR.
3
KIO BE JANEIRO.
CARURA DOS SRS. DEPTADOS.
Sesaao' de 9 da agoMe.
I.ida e approvada a acta da antecedente, o 1. se-
cretario d conta do seguinte expediente :
Um onlciodo 1. secretario do senado, communi-
rando que o senado atloptou e vai dirigir sancrao
imperial a resolucao aulorisando o governo a refor-
mar a aula do comniercw da capital do imperio, c a
elevara 20|ii jfJibrao dos alumnos.Fica a c-
mara iuteirada.
L-se a sfatele resolucao #:
A commissao de p?nses e ordenados he de pa-
recer que seja approvsda a pensao annunl de 150,
concediqj|jpor decreto de 6 de dezembro de 1839
aa 1, laamle graduado da armada Antonio Jos Pe-
reira Lea!, ferido gravsmenle em combale em urna
alia, na villa da Laguna, e por isso ofterece con-
siderarte da cmara a seguinte resoluto:
A assemblca geral legislativa resolve :
a Artigo nico. Fica approvada a pensSo anu'ial
de 1508 concedida por decreto de 6 de dezemliro de
1839 ao 1. lente graduado da armada Antonio Jo-
s Pereira Leal, gravemente ferido em combate na
occasiao da tomada da villa da Laguna; revo-
gada para este flm as leis e disposiroes em con-
traro.
a Paco di cmara dos deputados, 8 le agosto de
1854.Gome fibeiro.J. E. de N. S. lobato.
O Sr. Wken* de Mallos pedo dispensa da im-
pressio deste projecto urgencia para entrar bojeem
discusAo.
Consultada a cmara be dispensada a mpressno: e
approvada a urgencia.
L-se e eolra em discosiao a redaeco do projecto
que a nlork i a cmara rnunici pal da corle a encorporar
urna compf ohia para o fin de abrir a ra do Cano
ate o largo do Paco, etc.
O Sr. Gomes Itikeiro pede que o projecto fique
(obre a mesa 24 hora antes de se approvar a sua re-
daccao, como he de es-lylo fazer-se a respeito do leis
mais importantes. He approvado sem debate.
Entra na primeira discussao o projecto, cuja ur-
gencia se vencen, qu approva a pensao de 150
concedida ao 1." teen te graduado Antonio Jos Pe-
reira Leal.
O Sr. Wilkens de Mallos pede que o projecto te-
tilla urna s discussao.
A cmara approva este reqncrimenlu, assim como
a rcsolucaii, por 79 votos contra 1.
Contina a segunda discusso do projecto aulori-
sando o governo paf;i a reforma da academia das
Bellas-Artes.
O Sr. F. Orlaran sostena o projecto depois do
qip, julgandO'Se discutida a materia, he approvado o
artigo substitutivo da commissa'o.
Julga-sc discutida a malcra ; a discusso do arl.
2. fica adiada pela hora.
0 I. Secretario (pela ordem) leo parecera com-
missao de poderes para que tome asscnlo na casa co-
reo dcpuladn sppplcnte pela provincia da Daliia o
Sr. desembanador Junqneira.
O parecerTie approvado, c achando-sc ua salaim-
/ncdiala o dito senhor, he inlrodazido na sala com
as formalidades do eslvlo, presta juramento e loma
assento.
Procede-sc vota^io do arl. 5. do projecto da re-
forma judiciaria ;-he approvado com as emendas of-
ferecidas. Segue-se a di-.-uv;io do arl. 6.
Pallam os Srs. Ferraz, Brrelo Pedroso c Nabo-
co, (ministro da joslica). Picando por lim adiada a
discusso por nao lu ver rasa.
-10-
Lida e approvada a acta da antecdante, o pri-
uuiro secretario d conta do seguinte expediente :
Um alucio do primeiro secretario do senado, re-
metiendo um officio do prc-idenle da provincia do
MaranhSn cobrindo urna i epre-enlacao da assemblea
legislativa da mosm provincia, que por equivoco
do sobrescripto llie loi dirigido.A' commissSo de
fazenda e assemblea' provinriaes.
Um requermenlo de Pascal Marre! pedindo um
privilegio de 15 atines para a sua fabrica de produc-
tos chimicos estabelecida na ilha da l'ombua.A'
commHao de commercio, industria e arles.
De Francisco Leite Biltancourt Sampaio, pedindo
permissao para fazer came do segundo anno do
curso jurdico de Olinda, que deiiou de fazer por
molestia,A' enmmissao de instrucrao publica.
De Antonio Jo.iquim deSoveral Barbuda, pedin-
do dispensa do lapso do lempo que Ihe falte para po--
der naluralisar-se cidadSo brasilciro.A' commis-
a(e de constituiro o poderes.
Do commendador Jos Maximiano Baplisla Ma-
chado, reclamando contra a decisao- tomada por
esla cmara approvando o parecer da commissao de
fazenda datado de 7 de junho do crranle anno,
cere da sua peticilo feila em 10 dffselembro do
anno prximo passado. A'commissao dejuslira
civil.
Da ir man da i le dcN. S. do Rozario e S. Benedic-
to, da villa de S. Jote do Principe, pedindo per-
missao para possuir em bens de raz at o valor de
40:0003000 res.A' commissao de fazenda.
Sao approvados os seguinles pareceres :
Kepresenlou a osla augusta cmara a assemblea
provincial das Alagoas, pedindo nova divisao entro
esta provincia c a de Pernamliuco. Allega que a
m divisao existente feila em 1817 por occasiao de
ser elevada a categora de- provincia a comarca do
mesmo nomc, lem obstado o desenvolvimenlo de
seu progresso e feito definhar a sua lavoura e com-
mercio.
Nao iudicou a assemblea provincial quaes os li-
mites que julga conveniente que se lixem entre as
duas provincias mencionadas, c nem emonlrnu a
commissao de estatifica ua secretaria da casa os do-
cumentos a que nessa represenlacao se refere a inti-
ma assemblca provincial.
a Nao leudo poftanlo a commissao de estatistica
dado alciim pelo qual possa formar juizo seguro e
opiuiao que Milimetla approvacAo desta augusta
cmara, he de parecer :
o Que'se pecam informa^es ao governo acerca da
conveniencia de se blterarem as divisas entre as pro-
vincias das Alagoas ePernambuco, indicando no
caso allinnatmi quaes as divisas que devam ser
adoptadas.
a Pajo da cmara dos deputados, 9 de agosto de
1851.Hrrelo l'cdroso.nileiro da Luz.Apri-
gio Guimaraet. a
Foi presente ;i commissao de eslalistica a in-
clusa representarte da assemblea provincial das Ala-
goas, em que pede : primeiro, que seja deferido
por esta augusta cmara o pedido que fez para que
Ihe seja restituido, o territorio do Parausa, do Brejo
Grande, que faz boje parte da provincia de Sergipe '.
seguudo.que se marquem ccs(abelec.am novasdivisas
cutre a ine-ma provincia e a de Per nambuco: 3. final-
mente, que o cofre geral pague ;i sua caixa provin-
cial aqunnliade 3l:510$0:tt),reslanlc da quanlia que
linlia de entregar em observancia do decreto n. 183
de 18 de oulubro de 1843.
A commissao de eslatislica, lendo j submeltido
i deciso ilesla augusta cmara sen parecer cerca
do I. c 2.o pedida, julga-se ncompelenle para o
inleressc acerca do 3.oe he por isso de parecer que
seja nessa parle devolvida a mesma represenlacao a
commissao a quera compete o conhecimento de laes
materias.
Poco da cmara dos deputados, 10 de agosto de
1854.Hrrelo Pedroso./ibeiro da Luz.Apri-
gio Guimares:
He julgado ohjecto de deliberarla e vai a impri-
mir para entrar na,ordcm dos trabalhos a seguinte
resolucao: *
A commissao ecclesiaslica, a quem foram pre-
sentes as tabellas em que o arcebispo metropolita-
no, e os Rev. bispos do Rio Grande do Sul. do Ma-
rauhao, de S. Paulo, de Goyaz e de Mariarma csla-
bclecem os emolumentos que devem perceber os
parochos e mais sacerdotes em sota respectivas dio-
ceses, e cuja approvnc ii solicitain cnlendendo que
ninencm melhor do que os mesmos Rev. bispos co-
nhece o que convem a boa direrc.lo de seos bispa-
dos e sustentarte do clero, he de parecer que se a-
dopte a seguinte resolucao:
A assemblea geral legislativa resolve:
Arl. I.o As tabellas que regulam os dircilos
parochioes c emolumentos que se devem perceber
pelas ruiicries ecclesiasticas em todas as freguezias
do arcebispado da Rabia, do bispado do Rio Grande
do Sul, do de S. Paulo, do de Maranliao, do de Got-
as, c do de Marianna, organisadas pelo arcebispo
metropolitano, c pelos respectivos bispos suflragane-
os, ficara approvadas pela forma seguinte:
Arl. 2.o Ficam revogadas as disposiroes cm
contraro.
Paro da cmara dos deputados, em 10 de agosto
de 1854.A. J. da Silea, com resIricrOes.Correa
das Seres.Piulo de Campos.B
Entra em discusste a rcdacrHo do projecto (que a
requerimento do Sr. Gomes Jtiboiro ficou sobre a
mesa) aulorisando a cmara municipal a encorporar
urna companhia que se cncarregue da abertura e
alargamenlo da ra do Cano.
O Sr. Gome* /ibeiro fundamenta e manda me-
sa o seguinte requerimento:
ii Volte commissao para collncar o arl. 5 depois
do art. 7.
w No art. 9 supprimam-se as palavrassituada* na
ra do Cano, n
Depois de tomarem parle na discusso os Srs. Ne-
liias, Silveira da Molla c llcnriques, submellc-sc
volarao a primeira parte do requermenlo, e a c-
mara decide que, nao ha incoherencia no voncido.
A segunda parte do requerimento sobre a redacrao
tica adiada.
He approvada a urgencia proposta pelo Sr. J.de
Meii'leuca para se tratar da rcsolurte que approva
a penso concedida ao coronel da guarda nacional
da provincia de S. Pedro, Manuel Adolpho Otarte.
He igualmente approvada l dispensa de duas dis-
cusses.
O projeclo he approvado por 68 votos contra i.
O Sr. Paula Candido pede urgencia para ser l-
do o parecer de commissao que converte em projec-
to de Ici a proposta de governo relativa indemni-
sarao dasprezas feilas na guerra da independencia
e do Rio da Prala. lie approvada a urgencia.
O projecto julga-se ohjecto de delilieracao. e vai
a imprimir para entrar na ordem dos trabalhos.
Continua a discusso do projecto n. 14 que al-
tera algomasdisposiroes do cdigo do processo cri-
minal.
Procede* a VOtacte do att. 6, cuja discusso fi-
cou houlcm encerrada.He approvado.
O arl. 7 lie rejeitado sem debate, sendo approvada
a emenda da coinmi,"io.
Entram cm discussSo os arligos addilivos, o pri-
meiro sobre incompatibilidades, e o segundo, do Sr.
Miranda, o qual he o seguinte:
He o governo aulorisado a applicar ao processo
civil, com as necesarias modificantes o regulamcu-
to n. 738 de 25 de noxembro de 1850, pelo qual se
rege o processo cummercial.
A regular na corle, c nos lugares em que adiar
conveniente, o modo pratiro da inscripcte dos no-
mos dos reos no rol dos culpados, marcando os emo-
lumentos que forem dex idos, os quaes reverterao pa-
ra o thesouro.
A regular o processo nos abusos de liberdade de
de imprensa.ii
Miiilos seuhores deputados pedem a palavra si-
multneamente, e depois de convenientemente rela-
cionados, o presidente d.i a palavra ao Sr. Aguiar.
O Sr. Aguiar:Sr. presidente, estou persuadido
de que a cmara desoja com lodo o afn ucrupar-sc
da materia dos arligos addilivos que s'c acham em
discusso. O grande numero de oradores que acaba
de pedir a palavra me comenc dcss.i verdade; e
quanio a mim, a raslo desse grande empcnlio nuce
da importancia de um assumplo que por sua nalu-
rrza e por seu alcance interessa grandemente a so-
ciedade inteira.
O Srs. I'ir atoe Gomes /libeiro : Apoiado.
(> Sr. Aguiar:Sr. presidente, en desojara tam-
bero, arompanliandoa camarn eni seu anhelo, ence-
lar agora mesmo essa discusso c entrar no mrito
desses arligos, exprimiiido asopiiioes que (enho a
respeito de suas doulrinas ; mas ao mesmo lempo
considero que urna semclliantc materia he de tanta
ponderarte, c reclama de nossa parte tanto cstudo,
lana reflexao e calma...
O Sr. Viriato : Apoiado.
O Sr. Aguiar : ... que juico mais conveniente
adiar por mais um pouco a sua discusso (oh '. oh !)
enuvir a respeito dessa questao a opiuiao da nobre
commissao de juslica criminal que elaborou o pro-
jocto, sendo-lhe remedido o artigo a fin de ler a c-
mara dessa maneira urna liase em que firme o seu
jmzo...
O .Sr. liriato : Apoiado.
O Sr. Correa das Neces: Nao apoiado ; os
membros da commissao podem dizer na discossao
qual a sua opiuiao.
OSr. Aguiar : He verdade ; isso seria possivel,
mas se no caso prsenle essa argumentarte pudesse
vigorar, ella poderia tamhsm ser applicave a todos
os casos semelhantes, e porlanlo era escusado man-
dar-se a dlTerenles commissocs trabalhos quaes-
quer...
O Sr. Correa das Neves .-Outro qualquer Ira-
balho apresenlado por sorpreza pode ir as commis-
soes, mas nao este que he condecido le todos.
O Sr. Aguiar : Senbores, todos mis estamos
compenetrados da imporlanca da idea aonlida noar-
ligo addilivo, nos vamos tratar de considerar, por as-
sim dizer, direlos mu importantes...
O Sr. Brrelo Pedroso : Apoiado.
O Sr. y guiar : .... nao sei se bem ou mal defi-
nidos na conslilu.ic.5o e as leis, mas entretanto di-
rcilos que at agora no tem sido contestados, e que
aquelles que os gozam tem eito Irire uso delles ; co-
mo, pos, o honrado membroque acaba de combalcr
o men pensameulo em apartes, nao quer permiltir
que essa idea seja maduramente examinada, e sobre
ella se our,a o juizo de urna commissao '.'...
O Sr. Viriato: Apoiado.
O Sr. Aguiar : .... e que esla considere bem a
questao, e que nos aprsente um Irabalho relleclido
na terceira discusso do projecto 7
Pretendo, Sr. presidente, uo.senlido cm que acabo
de fallar, mandar i mesa um requermenlo de adia-
menlo ; mas note bem a cmara que nao he um a-
diamento indefinido...
O Sr. Correa das Nev* : Ali I sim !...
OSr. Aguiar:Perde-me, Sr. depulado, o go-
verno lem manifestado interesse cm que essa refor-
ma passe quinto anlesnesla cmara para ir ao sena-
do ; nenhuma conveniencia existe para que a tercei-
ra discusso se protele, por conseguinle indo agora
o artigo addilivo i commissao c sendo esta obrigada
aaprescnlaro seu parecer quandoo projeclo entrar
em terceira discusso, que nao ha do ser senao da-
qui a 2 ou 3 dias, o adiamenlo be sem dolida milito
Breve...
O Sr. Viriato: Apoiado.
O Sr. Correa das Seres : Em 2 ou 3 dias pode
a commissao considerar e apresentar um bom Iraba-
lho sobre um negocio to importante '!
O Sr. Aguiar : O corlo he que esse adiamenlo
nao be indefinido, e 2 ou tres dias de niedilacHo so-
bre qualquer materia por mais importante que seja
offcrccc sempre bastante garanta, c urna melhor
discusso....
O Sr. Silceira da Molla:A idea esta ennuuci-
ada lia muilos dias.
O Sr. Aguiar:.... por isso entendo qfie deve ser
approvado o mcu requerimento, visto que dessa ma-
ueira se pode muito melhor apreciar a materia.
Sr. presidente, como o mea fin, pedindo a pala-
vra, fosse nicamente apresentar esse adiamenlo, eu
me alistenho de enunciar por ora as minlias ideas
acerca da materia do arligo addilivo, guardando-me
para lempo opportuuo.
Vai mesa, be lido capoiado o seguinte, reque-
rimento :
Requciro que o arligo addilivo sobre incompa-
tibilidades seja remedido commissao de juslica
rriminal, afim de emiltir sobre elle o seu parecer e
ser submelido i considerarte da cmara na 3. dis-
cusso do projeclo a qus o mesmo arligo foi offerc-
rido.Aguiar.
O Sr. Saiao Lobato: Sr. presidenlc, nao me
opponbo propriamente ao adiamenlo da discusso
do arlieo addilivo na prsenle aaaste, entendo mes-
mo que era conveniente segregar urna materia des-
la oatorexa do projecto da reforma judiciaria; pe-
d porem a palavra para propor urna modificar/io ao
adiamenlo offerecido pelo nobre depulado de Per-
nmbuco e requercr que esta quesiao seja apresen-
lada verdadeirameute no pe em que merece ser
considerada; quanlo a modificarte do adiamenlo, be
que o arligo addilivo Ya de preferencia :i rommisso
de constituirte i'apoiailoss, que me parece ser a
mais propria para a malcra proposla.
Pedindo desculpa aos Ilustresme.-abro,*, com fran-
queza anda observarci que a nobre commissao de
Justina criminal sendo ouvida acerca do projecto
principal, nao se digoou dar um parecer que por
rerto requera a importancia da malcra, nem ao
menos com anteciparSo apresentoii-nos as suas c-
mendas, limilando-se a declarar que se reservava
para na discusso dar a sua opiniao...,
O Sr. Taques. He oque se tem sempre feito.
O Sr. Saiao Lobato: Bem, com laes etylos
nada ganbariamos cm remoller agora o arligo addi-
livo i roesma commissao.
Sendo porem corlo que esta materia c incontesla-
velmente da competencia da Ilustre commissao de
constituiro, cu requciro que ella, lomando-a em
considerarte pela maneira por que deve ser ponde-
rada, de um parecer fundado.
Para que a nobre rmumissao de ron-liluir.lo possa
apresentar um Irabalho capaz de servir de base de
urna discusso desenvolvida e propria para nos levar
a urna decisao salisfatoria, eu ainda proporei um a-
diamcnle ao inesmo arligo addilivo em discusso, e
vem a ser que esla qoestao de incompatibilidades
seja considerada cm todas as suas parles (apoiados)
nao selimile unicamenleaincompalibilidade dos ma-
gistrados com o mndalo legislativo (muitos apoi-
dos), tambem se considere a mesma incompatibili-
dade a respeito de commisses do governo ou qual-
quer outro desvio que importe a distraerlo das pes-
soas dos magistrados doserv'iro judiciario. (Apoiados
muito bem.)
Ilirei agora, Sr. presidenlc, que nao sou opposto
i idea de incompatibilidades, c porvenlura ellaspo-
derem ser decretadas sem oflensa da constiluicao.
So for possivel dentro da constiluicao, guardados os
dous principios cardeaes,perpetuidade dos magistra-
dos, c o direilo de volar e ser volado, como be regu-
lado e garantido na constituirte; sebe possivel, di-
go, cslabclcccr se essa incompatibilidade que tanto
se requer como a primeira candirn para se melhorar
a admiuistrar.Ao da juslica desde j afllanco o meu
voto [muitos apoiados); mas tambem entendo que
laes incompatibilidades se appliqucm desde j nao
nicamente a essa magistratura futura, romo quer o
nobre ministro da juslica, mas piincipalmenle aos
actuaes magistrados. (Muitos apoiados. feclama-
rocs.)
O Sr. Presidente:Peco ao nobre depulado que
se rinja questao.
OSr. Sayao tobalo: Eston apresentando os
pontos sobre que desejo que verse o Irabalho da no-
bre commissao de consliluicao.
O Sr. Presidente :Nao he possivel admiltir-se
um addilainenlo a um objecto que nao esta em dis-
cusso; Irata-se simplesmenle do adiamenlo...
O Sr. Sayao Lobato:Perde-me V. Ex. nao
poderci dizer no meu addilamento que, separado do
presente projertoo arligo addilivo, v commissao
de consliluicao, para que considerando esla malcra
tando a questao das incompatibilidades dos magistra-
dos em todas as suas partes?!
O Sr. Presidente:Pode fazer como addilamen-
to ao requermenlo.
O Sr. Sayao Lobato:lie justamente o que pre-
tendo fazer. (Jualquei que seja a regra que se te-
lilla de adoptar a respcilo das incompatibilidades
dos magistrados, est visto que ella deve ler applica-
cte desde ja. (Muitos apoiados.) E nem pudemo-
ooa lisongear de fazer urna lei proveitosa no futuro,
mis que pela experiencia do pssado, c pelas refor-
mas que estamos fazendono presente, dexemos ler a
conviccao de que no Brasil a lei ote dura.e cada vez
menos prometi durar! ./potados Senbores, seria
rcvollanlc ronlradicro rcconlieccr e firmar um prin-
cipio que se julga necessario i administrarte da jus-
lira, o fazer delle exceprao para o lempo presente
muitos apoiados seria al una IransarrAo inde-
corosa para a cmara dos deputados votar actual-
mente a Ici SO para o futuro, salvando os individuaos
inlercsses de alguna dos seus membros. [Muitos
apofadot.J
Uniendo que esla queslao deve ser considerada c
resolvida em todas as suas partes; considerc-se a in-
compatibilidade tanto em relarao ao mandato legis-
lativo, romoem relarao a qualquer nutra dislracc,ao
do magistrado-do respectivo serviro da administra-
cao de juslica. D o governo pela sua parle o exem-
plo de que aceita as incompatibilidades, dcixando de
dislrahir os magistrados com dilferentes commisses
apoiadoi); s assim se poder acreditar na sua pa-
lavra qnanilo aqu levantar a voz e declarar que
aceita as incompatibilidades como urna das primei-
ras neressidades do regnlar a administrarao da jus-
lica. ,
Urna l'oz :Apoiado, e nao fazendn dUlincrao
enlre os magistradosarlnars e os futuros.
O Sr. Ferraz .He verdade.
O 5r. Sayilo Lobato : Nesle sentido passo a
a mandar mesa urna modificarte ao adiamenlo pro-
posto.
He lido e apoiado o seguinte adiamanto do nobre
depotado :
a Rcqueiro que v o arligo addilivo commissao
de consliluicao, para que d um parecer completo
que comprehenda lodo o desenvolvimenlo que deve
lera materia respectiva. Sayao Lobato, b
O Sr. Paula aptista : Sr. presidente, eu nao
sou suspeito ; porquanto desde 1850 que me leu lio
pronunciado conslantemenic cm favor das incompa-
tibilidades.
Mas, senbores, se esta idea exprime urna grande
necessidade, ella todava be bem dllicl (apoiados);
as quslcs que ella conten pedem examc aprofun-
dado e rigoroso, sao quslcs de grande alcance ; pa-
ra que pos, havemos fazer depender a sorle de
urnas ideas que por sua nalureza molivam urna dis-
cusso calma, da sorte de oolr.i idea, que sempre
vem acompanbadada animosidades e cnlbusiasmos '.'
Porque razao senao hade tratar dss incompalibili-
dddescm um projeclo uparte, onde cada um possa
dizer o quequizer, c compreheuder a malcra em to-
das as suas rclares 1
O Sr. Silceira da Mol la : Porque a idea he o
o complemento do projeclo da reforma, segundo da-
se oSr. ministro da juslica,
O Sr. Paula Baplisla : Meu charo collega, nao
se trata de saber se as incompatibilidades sao ou nao
o corollario das dsposices do projecto da reforma ;
mas dado que sejam, he preciso lempo, calmea re-
fiex3o para disculi-las, e note o meu collega que
mesmo quando urna medida vem como urna necessi-
dade de nutras, muitas vezes he preciso realisar-se
asprimeirase fundar-sc primeramente os alicerecs
com mo segura.
O Sr. Correa das Heces : Se formos assim,
nao farcino* nada.
O Sr. Paula Baplisla : Eis-alii que, quando
nobre depulado pelo Rio de Janeiro, combata a opi-
niao do nobre ministro da juslra a respeito da ds-
tinecao que se deve guardar ntreos magistrados ac-
tuaes e os que liverem de ser uomcados, nao obstan-
te eu nao seguir o pensameulo do nobre deputado
pelo Rio de Janeiro, a cmara pareca enlhusiasmarr
se por elle. i,
Senbores, ninguem lem a louca pretendan de se-
parar o futuro do presente : o futuro prende-se ao
presente pela marcha natural dos lempos; mas, co-
mo dex eremos raminhar, se com pausa ou seguranra,
ou sede carreirac precipitadamente, essa beque be
a grande queslao a resolver. Apreciemos todos os in-
lercsses que queremos crear, pesemos na balanca da
razao lodo o pre contra.
O Sr. Correa das Aeres: E haver balanca
onde caibam tantas cousas.
O Sr. Paula Baplista : Eu nao sei que signifi-
cacao tem esle aparte do nobre depulado, e por isso
nao respondo.
Nao ha duvida que a primeira quesloque se levan-
ta he urna questao conslilucional.porque, em verda-
de, nao obstante o principio conslitucional da inde-
pendencia dos poderes polticos, a constiluicao nao
priva expressamente os magistrados dos di re les de
votarem e seren volados. Por outro lado, na ques-
lao de conveniencias ha muito que dizer ; e quanto
a mim, j i por vezes lenhodilo que osmelhores meios
sao aquelles que liverem por fim crearcm para o;
magistrados a necessidade de se conservaren) em seos
lugares pelo seu proprio inleressc e pela consciencia
de sua propria nobreza e dignidade, de sorlc que se
satisfarn) os inlercsses pblicos sem violencias.
Senbores, tem o paja lal abundancia de capacida-
des e habililacoespara a carreira poltica, quepossam
encher qualquer vazio que urna cxcluso subila pos-
sa occasionar '.' Tomem-se providencias, de modo que
nem a poltica seja urna necessidade para os magis-
trado, c nem o paiz fique privado dos serviros que
Ihe podem prestar ai dedicacoes sinceras ; porque
estas nao recuam anle alguns sacrificios.
Ha algumas ideas do nobre deputado polo Rio de
Janeiro, que me parecem mui justas : a primeira he
que as incompatibilidades nao devem ser creailarr
mente para a poltica, mas tambem^-f a carreira
administrativa ; e a seguiid^rite^ue a commissao
mais propria wfefexv esla inaleria he a com-
missao de consti
lem do altcndcr e
lete i porquanlo nessas quslcs
. apreciar manes e molivos polticos
que perlencem-i cjihhm.iUhhHj farlloi
Sr. presidente, eu vol a favor',. diameu(0i e
termino meu pequeo discurso com a *Bv>w"*'"-
servacao. Pondere a cmara dos seoboresdeputados
as largas divergencias que apparccem sempre que
se trata desse assumplo de incompalibildades, e por
conseguinte na anxiedade ou antes no dever que ca-
da um sent de dizer suas opiniOes ; lembre-se do
enlhusasmo que sempre domina na discusso, en-
husiasmo que nao he bom conselbeiro; reluca na de-
mora que necessariamenle lia de haver na dscossao
desta materia, e diga-me: como querer ella, que
approva o projecto de reforma, que todas essas medi-
das fiquem demoradas e participantes da sorte das
grandesqucsles sobre incompatibilidades ?
Creio, pos, senbores, que se deve separar esla ma-
teria, para ser discutida em separado ;este he o meu
vol. (Mullos apoiados.)
Fallam ainda os Srs. Correa das Neves, Nabuco,
(ministro da jusiir),Silveira da Molta.TaqneseJun-
qneira.
L-se, c sendo apoiada enlra tambem em discus-
so a seguinte emenda do Sr. Rarbosa:
o Ao requerimcnle do Sr. Aguiar. Em vez da
commissao de juslica criminaldga-se de consti-
tuiro e juslica criminal, a
Dando-se a malcra por disentida, he approvado o
requerimento do Sr. Aguiar com a emenda do Sr.
Barbosa.
Fica encerrada a discusso dos artigos addilivos
oflerccidos pelo Sr. Miranda, por nao haver casa pa-
ra se volar. Procede-se chamada e levanla-sc a
aasjfjo
Vejamos pois o que bouve.
J se sabe que a guardr nacional toma o papel de
prologonista ; ronca a espada c a msica, ernzam-se
as pracas de cavalleiros, que vte cm desfilada reu-
nir-se ao batalllo. Sobe a tropa ao largo de San-
Goncalo ; ah vio batalhes I.o e 2o. da guarda na-
cional, ocorpo fizo, e permanentes : l fica'artilha-
ria que se incumbe de salvar. Rae temos fortalezas,
caslcllos, e navios ; a arlilhara faz, como pode, os
Ires papis. Regressa a tropa para o largo de pala-
cio; espera S. Exc. o presidente. O largo est cheio
de curiosos e dllitanli. Curiosos quequeremver
passar o prestito ; dililanti que querem ouvlr as
mosc.isdo Dr. Ignacio, e lenle coronel Amador.
Segu o governo para o templo. Vai ouvir o Te-
Deum. Em seguida vem a grande cauda dosempre-
gados pblicos com a indcfeclivel grvala branca.
A respeito de chapeo armado ha falla no mercado.
Por aqu todos lem a coragem de subsllui-lo ao re-
dondem.
Ha ainda ooiro grapefj he dos fidalgos e proprie-
(arios.
Fez-se o Te-Deum, vol(a-se a palacio, c S. Exc.
d os vivas do estvlo, que o povo e (ropa corres-
ponde.
Alii come?a o que ellos rhamam parada. Evo-
lures, descargas, e oulras tramlas que nao sei dcs-
crever
Segne-se o cortejo efligie da magestade.
Eis aqui como a nossa humilde e modesta capital
presta um culto ao rei dos dias.
Felismente ah est a companhia doMacedo, que
reuninos noitc no tboalro. Represenlou-se a
Grara de Dos, essa prima obra de Lemoine que faz
una noilecheia. Foi ah que vimos at onde chega
o mrito artislico da nossa bella Saboiarda, a Sr.
D. Minervina, que foi a rainha da nole entre os
doos reis da secna. J. Augusto c Henrique.
Nao era urna representarlo de provincia, diziam
os acadmicos. E nao era. O povo acadmico con-
correu para a solemnidade da nole. Os poetas re-
citaram una dse de poesas, que quasi iam abun-
dando, pos que nos consumi urna hora, durante a
qual o rcspcilavel publico leve de conservar-se d
pe. Bons versos, na verdade, porem de breves nada
tinham. Alguns embirrantcs roncaram a bom dor-
mir, pois a hora se adianlav, e todos pediam
cotos.
Entre os acadmicos recilou o quinto .innsta
Flix Xavier da Cunha, urna das perolas de nossa
academia, dequem ja Ihe lenbo fallado, urna bella
poesa que julgo digna da publicidade.
Sob pena de ser infiel na retarte dos fados, n3o
posjp omitlir urna circumstancia occorrda nesta
nole.
A maioria da platea compe-se de acadmicos,
que, talvcz pelo aperln do thealro, nesse dia elevado
ao ultimo auge, gritavam carga ao mar. Assobia-
va-se, balia-sc. Um terceiro annista, poslado em
camarote, levantou-se indignado, proclamou com
voz forte e cloquente a seus collegas que nao se de-
via cnxovalbar lao solcrrfne da. Appellou para a
diguidade do corpo acadmico, e couseguio restabe-
lecer o seileocio e a seriedade.
O pequeo discurso dcsle senhor foi recebido com
applauso geral ; revelou com esle fado seus dignos
senlimciilns, c removeu o escndalo de nina reuuiao
desenfreada que desrespcilava o dia.
Se todos os acadmicos fossem do caracte r deste
cavalleiro a ciasse nao soffreria pelos fados de urna
minora to diminua, qne provoca a reprovacao da
propria ciasse.
O Sr. doutor Saraiva quz marcar a solemnidade
do dia com a fundarte de urna secicdade.com o fim
beneficenlc de levantar um asylo para orpbas.
Para esle fim abri urna subscripto que j sobe a
urna quanlia subida. O Dr. Carvalhes se incum-
bi de fazer correr a subscripto pelas pessoas que
nao assisliram a funda^o cm palacio.
A sociedade lomou o ttulo de Site de Setem-
bro. Parecc-mo que j lem estatuios confeccionados
pelo presidente da provincia. Sejpe vier as mos
Ibe enviarei. m
,-B9-Jnl?noi^tada me lem vindo de extraordinario
sonrio a continuarte da secca, que vai causar um
grande estrago.
De Santos me communicam o seguinte :
a No dia 4 do correnle foi recolhido a cada, fu-
lano Jos Beroardes, e o allemte Angosto B. Se-
riara II horas A uo i te quando correu que o primei-
ro se linha enforcado no recinto da prsao. Acudi
o lenle Bcaumao a lempo dbsalva-lo.
dia 8 \
A cteane vai .ge dsspovoando pouco a pouco, e
segucm em desfilada Po.l0 aderrado do Braz.
Li no alto legua e meia daqui est a igreja da
Penha, que se festeja boje.
A noticia de que o lenle coronel Amador Jordn
esua Exma. senliora sao juizes da feslividade chama
o povo que, em diversas cavalgalas, vai tambem
romaria.
Pretenda continuar esta ; mas Vmc. nao quere-
ra que eu deixe de lomar parle no grande festn),
sendo qne o Uniilo, segundo promelle o seo jornal,
sabir daqui depois de amanliao.
Reservo pois o mais para essa occasiao, conclu-
indo esla significando-lhe que a provincia continua
em pazinalleravel.
(Carta particular.)
S. Pasto 7 do settaabre.
Se a folhinba nao se incumbisse do dizer-nos que
hoje o tempe marca o trigsimo quarto anniversaro
da independencia deste imperio, al o meio dia, em
que comerram as salvas do governo, ninguem salte-
ria que o sol nllumiava o maior dia brasleiro.
Ja lase vao os lempos do enlhusasmo cm que o
cid.id.lo patriota percorria as ras da cidade com a
cabeca levantada de orgulho e prazer, e cornos h-
bitos calafetados de ramos de cafe.
Parece que o cnlhusiismo larahem morre ou apo-
drece. A folba do caf, o lope das duas cores que
j symholisou o Iriumpho do povo, qoe enfeilava o
peilo da casaca c o chapeo do politicao, sao hoje ve.
Icidades condenrradas pelo positivismo. Hoje pare-
ce que o cidadao faz muito favor em cobrir as gam-
bias e o roslado com a calca e a casaca negra. O
chapeo armado esl alirado i copa, enlre os livros
caronchados e raridades obsoletas. E o calr.io ? Esse
desappareceu para lodo o sempre docambito civil ;
o fidalgo provinciano declina, com receio de algurr.a
complicante na praca. O aristocrtico espadim tam-
bem participa da proscripto ; hoje esl condemnado
a servir na caixa do llieatro, para onde sen dono o
manda emprestado ao res e fidalgos ephemeros,
nesla qualidade despachados por A. Dumai, f. lugo
e Anicct.
Sic Iransil gloria mundi ; assim he ludo na es-
phera mundana. Morre at a glora, quanto mais o
enlhusasmo. Dizcm que hoje a historia recorda a
poca gloriosa cm que 1). Pedro I nos resliluio a
honraca dignidade.;.-! independencia c a cvilisacao.
Mas reina a qaietaete por abi alm. Que he dos
carros Iriumphaes, a malla das msicas, a classica c
original ravalhada, o bando mascarado, a oulros di-
vertimentos com que se faz recordaran povo a abaje
histrica que o historiador cscreveu com letras de
oartf'i
O funecionario publico responde com um movi-
menlo de resignacao. Cliamam-o pensionista do
Estado ; nao pode lomar a diantera ncsles casos,
i'osjra elle ir vegetando na obscurdade, empal-
mando o ordenado sem que o governo se lembre de
dispcnsa-lo.
O rico, o fidalgo nao est para ingerir-se nessas
Irahusanas. Todava a assicnatura esta prompla ;
haja quem lome a inicialiva.
O negociante igualmente nao pode deixar o fre-
guez para gritar ri'i-a a independencia.
0 clero esl rezando, e o Sr. bispo Mo quer que o
cornado se mella em quesles profanas.
Resla o quartcl e a academia ; mas o sold e a
mesada nao dao para eslas independencias. Nesle
caso fica ao governo o incumhir-se do festejo, que
cm tudoe por ludo he official.
Mas eu nao estou aqui para referir-lhe oque nao
hoove ; sim o que honre.
PARAN'.
CoriUba, 28 da acost de 1854.
Proscgue a assemblea provincial nos seus traba-
lhos com calma, harmona e regularidade.
J diversas leis hao sido confeccionadas, e oulras
se acham em andamento.
As j sanecionadas pelo governo, e publicadas na
secretaria, sao as seguinles :
1, Fixando na cidade da Coriliba a capital da
provincia.
2." Divdimlo em (res a actual nica comarca da
provincia, a saber : Coriliba, Castro e Paranago.
3.* Restabclecendo os imposlos dos animaes no re-
gistro do Rio Negro.
4." Fixando o dia da rcanaoda assemblca provin-
cial, e a poca de sua eleicao.
5.a Elevando a capella curada de Guaraqeraba,
municipio de Paranagui, categora de freguezia.
6.-' .Marcando o subsidio diario dos deputados pro-
vinciacs, e a competente ajuda de cusi para a le-
gislatura de 1856 a 1857.
7. Aulorisando o governo a organisar urna com-
panhia de Torra policial com um total de 67 pravas.
8.a Revogando as disposices relativas a guarda
policial, creada pelo decreto n. 7 de 5 de junho de
1834, sob proposla do conselho geral da provincia
deS. Paulo.
9. Aulorisando o governo a fazer a estrada da
Graciosa entre Anlonina e a capital, que se preste
rodagem, conforme a planta recentemente levanta-
da pelos engenbeiros ao servieo da provincia.
10.a Finalmente, mandando arrecadar pelas bar-
reiras o imposto, at agora a cargo das municipali-
dades, sobre barris de liquido de qualquer especie e
peca de panno de algodao.
Vao enlrar em discusso a lei do orramentn c a
da in.irurcao publica, dex endo os inlervallos ser pre-
enchidos com posturas de diversas cmaras muni-
cipaes.
A altenc,iio publica, porm, toda converge actual-
mente para as rcprcseulacoes que assemblca pro-
vincial dirigiram diversas cmaras, pedindo que se
requeira ao governo imperial a mudanra da alfan-
drga da ridade de Paranagui para a villa de Anlo-
nina.
Diversos inlercsses cruzam-se nesla queslao trans-
cendente. Os deputados de Paranagu, Guaratu-
ba e Hrreles, que nesle negocio fraternisam, sao
contra a mudenca. Os de Aotonina e lodos os de
serra cima sao della cnlhusiaslas.
O examc a que mandn o governo ullimamentc
proceder no porlo de Autonina, firmando a convie-
rte da possibilidadc de all fundarcm embarcarnos
de loda a qualidade, acabou com as prerogalivasde
Paranagu sobre a preferencia de que tem gozado
como o principal, seno o nico porto fundcavel da
provincia.
A ler de verificor-se esla transferencia, i occasiao
nao pode ser mais oppoiiuna. Agora que se lancam
as bases a om novo sxstcma administrativo e finan-
ceiro; agora que novos inlercsses surgem aos raios
do sol fecunda lor da eiVllisa{ao, he por cerlo agora
que o governo deve proporcionar ao movimenlo com-
mcrcial, que despunta, com a nova ordem de coa-
sas, os commodos e vanlagen convenientes que ten-
dan a prestar aos diversos ramos econmicos o in-
menso desenvolvimeolo de que sao suscepliveis ues-
te rico solo.
Afastada, como se acha, a cidade de Paranagu do
centro das communicacoes, osen porto s pode ser
prove loso ao rommerrin do respectivo municipio, e
quando muito ao de Morreles, que com elle lem im-
mediatas lransaccr.es establecidas de longa dala, e
por circunstancias peculiares.
Algum descouteutamenlo, he cerlo, poder appa-
recer com esla medida na marnha. Sempre que sao
leridoa de frente inlercsses de mallos, estes se revol-
lam ; o patriotismo nao est ainifa por tal maneira
arreigado na ndole a nos coslomes do nosso povo,
para qne cada qual anleponha aos^saus o publico in-
teresse, e sacrifique no aliar da palria as proprias
conveniencias. >
Mas deveremos deiiar-nos arraslar pelo egosmo
em urna questao, por assim dizer, vital para a pro-
vincia? NSo, por certo. Alm de qje, depois de
adoptada a medida, e estabelecidas as cousas no seu
devido p, os proprios descontentes, convencidos da
necessidade das alterarnos exigidas pela situacao,
applaudrao esle aclo benfico dos poderes do es-
tado.
Anda lia oulra razao para aprovelarmo-nos da
opporlunidade para levar a effeilo esla providencia.
Sobos felizes auspicios da actual administrajao o
espirito de partido acha-se como que adormecido ou
sepultado em profunda lelhargia. Quer de om, quer
do outro lado poltico ninguem aroma de partida-
rio o honrado funecionario que preside os deslinos
da provincia; pelo contrario, al mesmo cada qual
se mostra mais dedicado ao seu governo. as pe-
quenas desavengas que se bao suscitado sobre esle c
oulros ponlos a adminislracao tem ficado sempre su-
perior, dominando do alto e sobranceira lodas as
paiics sem esposar inlercsses de quem quer que
seja.
Ora, se o governo imperial, accedendo ao pedido
das municipalidades, cncamiubado, como vai ser,
pela assemblca provincial, resolver a transferencia,
poder leva-la ao cabo nesta occasiao da maneira
mais suave c fcil que he possivel, por meio do seu
delegado, que, em bem do bom resultado, goza de
geraes sympathias, c esla por isso no caso de fazer
acalmar qualquer irritacte que por venlura possa
apparecer.
A minlia opiuiao em scmclbanle negocio he des-
nteressada; nao sou nem por uns. nem por uniros;
deixo-me guiar simplesmenle pela minba cons-
ciencia. Eslranho aos parlidos de Anlonina ou de
Paranagu, soo da maior imparcialidade nesla
queslao.
O governo provincial pz j cm execucao a lei
reslabelccendo o imposto dos animaes no regislo do
Rio Negro.
Nomeou para administrador o cidadao Francisco
Xavier de Assis, que all anteriormente exercia o
lugar de escrivao do regislo, antes de haver sido snp-
priraido pela assemblea proviucial de S. Paulo.
E expedio o regulamenlo para administraste e
fiscalisacte desta reparticao.
Pelo dilo regulamenlo cobrar-serhao, como de
lempo immemorial at a data da usiallacao da pro-
vincia, os dircilos relativos aos animaes que all pas-
sarem, a saber :
Por cada berla muar.....2J500
Por cada cavallo.......25000
Por cada egua....... 960
Por cada cabera de gado vaceum. 240
Para mais commodklade dos conlribuintes he-lhes
permitlido o pagamento do imposte por meio de lel-
tras, que dex ero ser sacadas pelo' administrador,
por elles aceitas, e endossadas por seus fiadores, os
quaes para esse fim poderao mandar procuracte <""
caria de ordem devidamenle reconbecida.
O restabelecimenlo desle regislo importa a salva-
rao das nossas fioancas. Sem elle cariamos redu-
zidos a penuria extrema, sem pdennos dar um s
passo as vias do progresso moral e industrial do
paiz, desfalcadas as rendas para mais de 100:0009,
que lano promelle ser a daquella importaute esla-
rte fiscal.
O engenheiro civil Saturnino Francisco de
Freilas Villalva foi ullimamenle cncarregado pelo'
governo da obras da estrada da Graciosa, preferida
como a melhor pela assemblea provincial para as
communicacoes da capital e povoacoes do interior
com os municipios da marinha.
O Icuenle-corouel de engenheiros Beaurepai-
re eal tambem a partir para o interior afim de exa-
minar a estrada que vai de Palmas a Missoes, e dar
a sua opiniao a respeito de urna queslao suscitada
enlre o administrador da dita estrada, Antonio de
S Camargo, e alguns moradores dos lugares adya-
centes que se queixam de haver elle, apartaudo-se
das inslrucrocsque recebera do governo de S. Pau-
lo, invadido terrenos de propriedade particular,
causando prejuizo a seus donos.
A presidencia acha-se empeuhada nos prepa-
ro* necessarios para o recebimento dos individuos
que o governo imperial pretende remeller, por esta
provincia, para as colonias que trata de eslabelecer
no Brilhante e Animar, provincia de Mado-Grosso.
Para este fim encarregou a dous prestrnosos cida-
daos, o director geral dos indios, Manocl Ignacio do
Canto e Silva e o tencute-enronel Fran risco de Pau-
la Ferreira Ribas, demandar fazer roras noJala-
hy, edificar casas provisorias, dispr ama porro de
gado para alimento dos colonos, que calcula em nu-
mero de 400, preparar canoas, barracas, monta-
ras, etc.
Acerca da tranquillidade publica, posso afian-
car-lhe que o estado da provincia he o mais lison-
geiro possivel, aconlecendo oatro tanto pelo que dia
respeito seguranra individual. O menor distur-
bio, o mais pequeo attentado nao lem vindo ma-
rear o brilho da bella estrella do Paran, compro-
metiendo assim aquelles que alianravam que a Co-
riliba era um paiz brbaro e desconversavel, onde
por qualquer motivo se faza urna sedirte, ou se
commeltia um assassinalo.
A marcha regular que o Sr. Zacaras lem sabido
imprimir na administrarao publica, lem prodazido
esle feliz resudado, inspirando i auloridade forja,
imparcialidade e espirito de juslica, e na populaban
confitera plena nos agenlcs do poder.
Com mao cautelosa e prudente vai substiluindo a
pouco e pouco, depois de maduro exame, algumas
autoridades policiaes, por meio da escolha de um
pessoal que melhor pode desempenhar as diversas
obrigares dos respectivos cargos, inoculando assim
as veias da auloridade publica um novo e generoso
sangae que tem de regenera-la de seus anligos a-
chaques.
Em Paranagu o movimenlo do porto, em o
anno finaneciro de 18531851, foi o seguinte :
ENTRARAM.
PERNAMBCO.
navios.
Embarcares brasilciras de
longo rurso.....
Dilas eslrangeiras, entre
bremenses, belgas, chile-
n is,dinamarquesas, fran-
eczas, hamburguezas, in-
glezas, noraeguezas, rus-
lons. equip.
29 5,935
313
sas c sardas..... 83 9,586 253
lilas hrasileiras de cabola-
114 8,618 891
- 196 21,039 1,457
SAHIRAM.
navios. Ion: eqn ip.
Embarcac,cs hrasileiras de
longo curso..... 36 i7,i97 407
Ditas eslrangeiras, entre
bremenses, belgas, chi-
lenas dinamarquezas,
francezas, jerusalemila-
nas, hespauholas, ham-
burguezas, inglesase'ar-
das........ 21 8,811 212
Ditas hrasileiras de cabola-
gem....... 116 173 ' 5,865 599
22,173 1,248
A alfandrga no dito anuo rendei . 57 7295217
Consulado...... . . . 47 8755911
Rercnedoria. .. t . . 5 9159S27
Depsitos...... . . . 7 6525276
Exerricio de 1852 1853, arredilado
no semestre addicional. * 77)300
119:250|a61
Satisfazendo o que prometli na minha ultima ear-
(a, remello a redaejo do Jornal do Commercio um
exemplar do relalorio do Sr. conselbeiro Zacaras de
(ics Vasconcellos para ser impresso no mesmo Jor-
nal, se assim jnlgar couvcnicnle a redacrao.
(dem).
(Jornal do Commercio.)
ASSEMBLEA LEOI8LATIVA PRO-
VINCIAL.
8a SESSO EXTRAORDINARIA AOS 20 DE SE-
TEMBRO DE 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Caealcanli.
As 11 c tres quartos feila a chamada, acham-se
presentes 34 senbores deputados, e abre-se a sessao-
O Sr. 2." secretario procede a Miara da acia,
qae he approvada.
ORDEM DO DIA.
Continua a discosso das emendas ao projecto nu-
mero 1 relativo estrada de ferro, e nao havendo
quem pera a palavra, he encerrada a discnsso, e
approvada a emenda substitutiva do Sr. Aguiar, fi-
cando prejudicado o projecto e as demais emendas.
A cmeoda convertida em projeclo he remedida i
commissao de redacrao.
Entra em 2. discnsso o projeclo n. 2.
i Arligo 1. Para occorrer a despeza das obras de-
cretada pela lei do orcamento vigente, fica o go-
verno da provincia aulorisado a contrabir um era-
preslimo em capilaes reaes que nao eioeda a
200,0009, cujo juro aonual poder ser at oilo por
cento, pago por semestre, s
Sao lidas e apoiadas as seguinles emendas :
1. Depois da palavra vigenlediga-se: se
0 supprimento que houver de latee o goverr*fTal
nao tur suflicienlc. O mais como no artigoAfuiar.x
a 2.J Em lugar de 8 %, diga-se t lo J. Jote
Pedro.
O .Sr. Manuel Caealcanli diz que ainda lata com
as mesinasdiiliculdades, que manifes!ara|naseisto an-
tecedente, por falta de esclarerimenlos qse nova-
mente provoca ; lem em suas maos o orcamento das
despezas dos estragos causados pela chela, o acerca
de tal orcamento leoNde fazer rellexoee no inlailo
de mostrar qoe nao emende, o que se pretende com
a disliucete feila pelo Sr.~Sos Pedro, de capital
real e dficit nao real. Seo dficit he de 400conlos,
quer que se llie diga donde provm elle ; se pelo
contrario he somente de duzeotos conloa, seja tam-
bem isso explicado.
O Sr. Barros de Laceria pede a patarra para pro-
vocar explicacao do Sr. Jos Pedro qne se acha as-
signado vencido no projeclo ; desoja ser esclarecido
para poder votar ; e j que lem a palavra far tam-
bera algumas consideraroes acerca dateneoda do
Sr. Aguiar, que no seo entender lie intil, visto que
o governo geral, uo procedimento que liver de se-
guir relativamente ao soccorro que se espera presle
elle provincia, nao lera em vista.as disposices da
dita emenda : pelo que he desnecessario qae esta se
refira a elle.
O Sr. Jos Pedro respondendo.ao Sr. Manee! Ca-
valcinti, explica o que significan) as patavras ca-
pilaes reaes, as quaes sao necessarias para diilin-
uir a nalureza do empreslimo; apona os motivos
que occasionaram o dficit, e delermina-lhe a quan-
lia. Dando ao Sr. Barros Lacerda a razio qne o fez
assignar vencido no dficit, diz qae\ he por
que julga ser o empreslimo inexequivel con o joro
de 8 *; como quer o projecto; entente qne este la-
xa difficullar a realisarao do empreslimo nao no
paiz como no eslraugeiro ; e neste sentido Uslenta
larga mente a emenda que havia feito ao projecto.
O Sr. Aguiar diz que, como a necessidade de
empreslimo eslava justificada, vola contra a emen-
da do Sr. Jos Pedro, porque enlcnde, qae o joro de
oilo por cento he sufflcienle para effectuar-se o em-
preslimo, quer aqui, quer no Rio de Janeiro ; a em
abono da sua opiniao declara qne Ihe constava que
urna casa commercial da Europa havia pedido in-
forma^es a oulra desta praca, afim de mandar ne-
gociar outro empreslimo que fra decretado pela as-
semblca provincial. J
O Sr. Manoel Joaquim foTcndc o projeclo, dit
que as diflicaldades da transmissao das apolices des-
apparecer vista do retulamento que o governo
ha de dar; que o empreslimo se realisar aqui mes-
mo, porque no Brasil j se lem realisado oulros, e
que se nao deve considerar o empreslimo em rea-
cao ao que acontece com'u descont de ledras.
O Sr. Jos Pedro insiste sobre os argumentas
apresentados no seu primeiro discurso, que nao
foram respondidos ; dizquie ha difirenra entre as
apolices do bauco e o empreslimo contrahido pelo
Sr. de_ariia, oflual foH*.ilo em rapil^oomiiiaes
e nao reaes ; e coodue, votando pala sua emenda,
porque entende que o emDrestimo be inexequivel
1 com a taxa de 8 por cento. \
O Sr. Manoel Caealcanli dia que sem embargo
do que se lem dilo, ainda se acha no mesmo estado
de duvida quanto aos molivos qae occasionam o
empreslimo, pois que a queslao da necessidade, que
julga ser a principal, ainda nao foi tratada. Sa con
effeilo ha dficit, fora melhor redusir certas despe-
as inuteis que se fazero, do que decretar o empres-
limo : pelo que vola conlrao projeclo.
Sendo submeltido o projeclo volacao, foi appro-
vado, juntamente com a'eWnda do Sr. Aguiar, e
regeitada a do Sr. Jos PedroNv
OSr. souza Souza Carealhn rrquer a dispen-
sa do intersticio que foi approvada.
Em seguida a commissao de recJaccao aprsenla
o projeclo seguinte que foi approvado :
A assemblea legislativa provincial de Pernamliu-
co decreta :
a Arl. 1. Fica o presidente da provincia aulorisado
conceder companhia, que se organisar para a
conslrucro da estrada de ferro de Pernambuco,
desde a cidade do Recite al o rio de S.' Francisco,
a garanta de um mnimum de juro al lons por eeu-
lo addicionaes aos cinco por ceolo concedidos flBt*w^
governo geral, sobre o capital j lixado para a parte
da mesma estrada al a confluencia dos rios Unte
Pirangj.
Arl.2.0 mesmo presidenlc estipulara cora a com-
panhia as coudices necessarias para a rcalisacao da
referida garanda, regulando-se pela verificarlo do
governo geral, respeito dos lucros da compa-
nhia.
Arl. 3. Quando os lucros da companhia excede-
rom ao ma.i iiiuin que for estipulado, a provincia le-
ra nelles a parte proporcional, que se convenclonar;
devendo o presidente da provincial, independeule
da execocao da presente lei, entender-se cora o go-
verno geral, para que a garanda dos dous por cento
seja proporcional que foi concedida pelo mesmo
governo geral.
Sala das commisses, 20 de setcmbro de 1854.
Antonio Lpaminondas de Mello. .*/. Clementi-
no Carneiro da Cunha. F, Rapliael de Mello
llego.
Entra em segunda discusssao o projeclo n. 3 rela-
tivo reforma da instrucrao publico :
O Sr. fochael diz que a medida proposta leude a
f.i/er urna mudanra radical na instrucrao publica da
provincia, por isso deve ser mui estudada e reflecli-
da ; assim fra melhor que ficasse adiada para a ses-
so ordinaria. Entende que o systeraa provincial
de instrucrao publica est sujeilu a muitos inconve-
nientes, alguns dos quaes lem sido apuntados icio
director da iu-lruccao publica e pelo director do 1; -
ecu ; varios presidentes tem sido autorisados para
reformarcm esle ramo do servico publico, mas at o
presente pouco ou nada se tem feilo a este respeito
que satisfaga ;.s aspirarles da provincia.
0 orador peona que a transformaran do Ixreu em
um intrnalo he urna lembrancade grande ulilidade;
mas reccia que na pralica appareram inconvenjeu/
tcs que perlurbem ainda mais o Mane systema de
instrucrao publica. %..
Observa que o descrdito provavel do interna-
lo Iraria amorte de orna idea que pode mais para
adianlc ser bem aprovcilada. O melboramenlodas
escolla-Ua sido na Europa objecto de serias reflexes
e os governos tem enviado especialmente Allenia-
uha, homeus de graudc saber para csludarem a ma-
neira pralica de organisar as escolas. Parece-lhe,
que nos nada sabemos a esle respeito senao por Ira-
dictan e pelo que nosrontain alguns livros e que nao
dexemos ser precipitados em adoptar urna medida
que nos pode trazer grandes inconvenientes.
Suppe que a occasiao nao he masito proprio
para a crearao de nova despeza, visto que o prin-
cipal motivo quedeu logar convocarlo extraordi-
naria da assemblea foi o grande dficit que ha; nos
cofres provinriaes. A idea de um intrnalo foi in-
dicada pelo arlual director geral da instrucrao pu-
blica, cm consequencia da mudanca da academia
para esla cidade, mas o mesmo director geral lamen-
lou ao mesmo lempo a falla de urna casa que livesse
as necessarias accommodaces.
dorador iusisle sobre a necessidade de um edifi-
eio que tenlia asaccominodacf.es snflirienles para re-
ceber o eslabelecimento projerlado, detiara que vo-
la ceir a medida, pela razte de nao haver dinliei-

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DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 22 DE SETE1BR0 DE 1854.
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ro, e remelle meta o teguinte projtclo subslitu-
livo:
a A assembla provincial legislativa de Peruam-
buco decreta :
Art. l.o lica desde j entnelo o Ivceu do Re-
cire.
a Arl. 2..0s lentes esabstitutos serio jubilados
com o ordenado proporcional a lempo de servido de
cada ara,seja qual for ene lempo.
Art. 3. O profesores assim jabilados serio
considerados em disponibilidad!', o lic.ir.1o obrigados
a eiercer a soa profissio em qualquer eslabeleci-
menlo de instrucrio secundaria que se funde, sem-
pre que o governo julgar convenienle, on serio em-
preados da preferencia em oulros cargos, c de
qualquer repartico provincial, que nio sejam de
inferior eathegoria, Nio puderio accumular dou
ordenados; mas nunca perceberio, quando sejam
nnvamente notneados, ordenado inferior ao que ac-
tualmente percebem.
a Arl. 4. O secretario, porleiro e 01 mais em-
pregadosdo lyceo serio addidos as repartirles pro-
vinciaes. segundo as su liahililarOes, c at que o
governo o empregue definitivamente como julgar
convenienle.
Arl. 5." A bibliolhec.i provincial, actualmente
innea ao fvcen, continuar a manler-se sob a ins-
peecio imneXiata do governo, e no edificio que el-
le julgar meilier.
Art. 6. 0>4ugar de director geral cio pablka continuar em relac.io as oulras altri-
buicOet conferidas.pelo rc:ulamcnto de 12 de maio
de 1851.
Art. 7. Ficarn revogidas as disposiroes em
contrari.
Paco d'assembl* legislativa provincial de Per-
namboco, 20 de etembro de 1854.Francisco Ro-
chad Pereira Brilo de Medeirot. a
O Sr. prndente decan que nao pode receber o
projecto do Sr. Rochad parque o que se arba em
ditcn-sio lie o primeira, artigo do projerlo sobre a
reforma da inslrucjio publica.
OSr. Rochael manda! mesa a seguinte emenda
ae artigo, a qaat fol reajeit ida. a Fica desde ja ex-
tinclo o lyceo desta cyoadc. Os lentes e substitutos
serio jubilados com o ordenado proporcional ao tem-
pe deservido de cada um, seja qual for esse lempo;
a o secretario, porleiro e ruis empreados serio ad-
dido r reparUoes provirciaes, conforme as suas
habilitaba, ale que o governo os empregue defini-
tivamente, como julgaS- conveniente. Rochad.
L-sea emenda teguinte :
Sopprima-se a ultima parle do artigo, desde a
palavra podeodo at o lim. Mello Reg.
O Sr. Florencio opooc-te i emenda que supprime
os8conlos de res; n.lo quer que o ljceu continu
porque nao presto, porque esta retasado ; prefere o
intrnalo pelas vanlagens que oilercce aos pas de
familia de forada capital, que hoje estio privados de
dar edacaco a seus filhos; enlende que se deve
supprimir eutras despezas, com tanto que se funde
o intrnalo, e por isso vola contra a emenda do Sr.
Mello Reg.
O Sr. Alanoel Caralcanti combale o projeclo, c
entre diversos argumentos |tie produzio, declara que
nlo adopta a medida porque nio temos qifem oceu-
pe lugar de director ; outra razio que o faz volar
contra o projecto he que o pessoal do lyceo, tendo
da pasear para o intrnalo e sendo este pessoal com
as devidas eicepcoea a cauta da relazarlo do lyceu,
he claro que se traniplantoria o mal para o intr-
nelo, e desl'arle seria intil o sacrificio qoe se ia
faztr; assim enleudc que o mclliur fora supprimir o
lycaav *
Sendo submellido votario o projecto, foi appro-
vado juntamente, eom a emenda do Sr. Mello
Bago.
Acliando-se etgotada i materia, o Sr. presidente
levanta a sessao, e da para ordem do dia seguinte:
a 3." diseussao dos projecto i ns. 2 e 3 com as respec-
tivas emVdas.
Ratificacao.
No discurso do Sr., M. C i\ alcanli pronunciado na
seisio de 18, onde diz :deram-se mais 40 conlos
par a melhorsmento do assucar, e essa quanlia foi da-
da a um individuo para visitar os engenhos, deve
ler-se Deram maisqaalro coutos para o melliora-
mento do fabrico do assucar, e essa quanlia foi dada
a um individuo para visitar o engenhos daquelles
que o convidassem paia i-- >.
COMARCA DE MARETH.
19 da Miembro.
O mercado das novidades tem snffrido grande cs-
cacez por nossa comarca: o mesmn districto de Ala-
goa-secca, qoe era lio abastecido desse genero, adia-
se agora desprovido; e se nao tora a nossa viziuha
comarca de Goianna, nao sei o que seria deesa turba
de curiosos, para quem as iiovidades lio o melhor
petiseo.
Na tarda de 14 deste mez marchou desta cidade o
capillo Camisio com parte da forra ao seu mando,
sem que por entilo se soubisse do seu destino; hoje,
porm, consta que fra a requisirio do Sr. delegado
ile polica de Goianna. cercar a povoaco de Goian-
ninha, que de lempos para en tem tornado-s o ren-
dez-cotu de quanlos criminosos sao acossados por
oulras paragens; e lio audaciosos se ostenlavam que
at team tomado presos da polica!
Para efTectoar-se o cerco qoe teve lagar para o
anaahecer do dia 16, foi preciso movercm-se torcas
de diuerentcs logare, e niio sei se por isso, ou por-
que nanea falla qaem di eom a lingua nos denles,
vierim elles no conhecimento de que iam ser cerca-
dos: enlioem numero de 40, pouco mais ou menos,
reuniram se em conselho para delberarem sobre
qual deveria ser o seu procedimenlo. Furam mn-
toi de opiniio, de que rle\iam enguerrilhar-se para
esperar a torca ;o que foi perla nao ptirem em e\e-
cocio, porqoe astim lalvez Irva-seni urna boa lirio)
oulros porm ouvlndo antes os conselhos da pruden-
cia, assentaram qoe deviam relirar-se e deixar passar
livrcmenle a forra; o que de facto succedeu, effec-
taando-ae o cerco sem alai n incidente desagradavel,
mas infructferamente, visto como desde a vespera se
tinham embrenhado.
Sao os capities dessa boa gente um celebre Feliz
hem-te-vi, qoe fugio da cadeia desta cidade em prin-
cipios do anno pastado, Jonuino Boud, criminoso
de morle nesla comarca, e .Manuel Muan, inspector
deqoarleirao da Goiaoninlia I!
Depois que a torca evac jou a povoaco, reappa-
reeeram e seguiram a mesma torca cousa do uns tres
qnartos de legua, a ltalo de tomaren! alguns presos,
o qoe obrigou o capilo Camisio a contra-marchar
sobre a dita povoaco ; purera de balde, porque pa-
rece terem o dom de adevinhar I
(.oncorreram com o niesino capilo os subdelega-
dos de Pedras de Fogo, Timbauba e Nossa Scnbora
da O', e estou informado de qoe qualquer dclles
moslrou o maior inte reste em desaggravar a le, eli-
, vrar aos moradores de (joianninha da devaslaco dos
perversos; mas infelizmente anda nao souu a hora,
em que estes devem responder por seus fritos !
Acaba de mudar-se desta cidade para essa capital
o Sr. lenenle-coronel Antonio Aureliano Lopes Cou-
tinbo, pe.-sua abastada e dn grandes relacnes na co-
marca. Esta mudanca nio deixou de causar alalo,
sendo que al os seus desafectos (niuguem deixa de
os ler) o senUtam Mais de 50 cavalleiros forain es-
pontaneameiK acompanhar ao Sr. Aureliano a dis-
tancia de mais de doas leguas, e mais longe iriam,
se ella Dio fizesse sciente a todos de qoe lomara
como a maior prova de amiudc ? volla para suas ca-
sas. Duran!; o trajelo dessasduas leguas, uio hou-
ve um sii que nio pagasse o tributo de abundantes
lagrimas, o que foi largamente correspondido pelo
Sr. Aureliano, e por soa interessante familia. Os
eos concedan) loda a surte de prosperidades ao Sr.
Aureliano!
Acha-sc marcado o dia 116 do mez seguinte para a
rorreic.lo do Sr. Dr. juiz de direlo.
Overio tem corrido a contento dos agricultores;
de modo que lodos tem as mclhures esperanzas para
o aono segoinlc.
Acame fresca lemsosteirhdno precode sele a dez
palacas por arroba; e a farinha o de 28 a 32 por al-
qaeire. X.
{Carla particular.)
A assembla legislativa provincial conliauava a'.li
a funceionar activamente.
NoMaranho foi inslallada no dia 19 do pastado,
a repartilo das Ierras, composta de um delegado,
do procurador fecal da thesouraria, um ofTicial de
secretaria, um aq)anuen;e e am portoiro archi-
vista.
Fallecer no dia 22, o brigadeirn Antonio Jote de
Carvalho, que foi cnmmandanlcdo balalhiodo Piau-
b\, e ltimamente do 5. de fuzilciros.
Em Alcntara, segundo refere o Globo, tora inva-
dida a casa do Sr. Victorino Fernandos por Ires in-
dividuos, que Ihe arrombaram a porta, e depois de
urna lula desigual a que leve de suceumbir, espan-
caram-no rom quem eslava dentro. Em conseqaen-
cia desse altentado tinham sido presos Joio Antuncs
e Antonio Antones, que parecan] ler sido, com mais
outr.>, os autores dellc.
Na capital occorrernm os seguinles factos, que
transcrevemos da aohrcdita gazela n. 279 :
a Suicidio.Suicidou-se no domiugo 21 do cor-
renle, no sitio do Sr. Cunha, perlo da Villa do Pago
o Sr. Marianno Francisco de Abrcu. Era casado no
interior da provincia, e l linda seu negocio. Di-
zem que a difliculdade que encontrn em fiarem-se-
Ihe mais fazendas, o levou a este acto de desespero.
Elle ja andava alrazado com a praca. Achou-se-lhe
na algibeira urna caria para o Sr. Cunha Machado,
em que faz algumas disposicOes, e d a razio do seu
procedimenlo.
Oulro suicidio.Honlem pelas lOhorasda ma-
nha, na ra de S. Joio, junto ao largo da fonle das
pedras tcnlou suicidar-se a preta Romana, escrava
de D. Juan o a Mara Leocadia Prente, dando um
golpe na garganta com una faca de mesa ; a ferida
felizmente nio he perigosa. O motivo dizem que
fura porque a senhora nio quer vende-la. Pela sub-
delegada de policia da Conceir,ao, proredeu-se ao
corpo ii Fcrinientos.No dia 22 um prelo do Sr. M. C
(iodinlio, esfaqueou urna manca de(> a 8 annos, dei-
iando-d em perigo de vida ; ainda ferio mais urna
ou duas pessoas, e continuara se o Sr. Manol Fran-
cisco da Silva, inspector de quarleirio se nio apre-
scnlasse com urna aeha de lenha c o segorasse com
urna pancada. Dissc que fez isto para ir para a gri-
lhela Havia muilo lempo que nao apparecia em
casa.
a Oulro. No domingo de tarde leve urna mu-
llier altercares com oulra, e por fim deu-lhe algu-
mas facadas ; no eutanlo parece que nio sao pe i-
gosas.
No Cear vcrilicou-se, no da 1. do correnle, a a-
berlura da respectiva assembla legislativa, que un-
nimemente nomeou. urna commissao, com o fim de
felicitar o Ezm. presidente da provincia pelos me-
Ihorameutos materiaes que all tem promovido, e
pela sua politica moderada e conciliadora.
Le-se no Cearense de 25 do passado e 8 do cor-
rele :
a Ic i de agosto de 1854.
a Acabam de suceumbir i mi as timas, c a policia, amortecida por alguma torca
magntica, cruza os bracos. Nada vale a energa de
um governo, quando os seus senles nio allendem a
juslica, e sim a cor poltica. No dia 11 de julho, pe-
las quatro horas da tarde, no sitio Serra da Lagoa,
foi assassinado Joio Marlins de Araojo, estando em
ama desmancha cevando mandioca ; e dizem que o
assassinn fui .mluniu Xavier, neto de Manoelde
Moura, morador na fazenda da Serra : lambem da
de Sanl'Anoa, Jos Pedro, lilbo de Manoel Jos do
Jardm. ('com um compaoheiro, aue por ora se ig-
nora o nome) espaocou brbaramente um escravo
da Sra. D. Mara Thereza, dando-lhe tanto com um
ccele, que em poucos minutos o fez suceumbir, e
nlo contente com a sua Pereza, pica-lbc tmidamen-
te as nadegas com a faca.
Na freguezia de Missio Velha, no sitio Caicara,
notan Manoel Pinheiro, casado, com 4 lilhos, em
ama chonpana, e tendo em fins de julho desle anuo,
sahido a seu negocio, a mulher toi i roja, e quando
voltou achou a cabana feila em ciuzas, e os 4 filhos
torrados, sendo penivel ver-c a mais velha abracada
com a mais moc,a naquelle estado : a mai cnlouque-
ecu, e o pai pouco faltou para oulro lauto.
Em nosso numero seguinte publicaremos as carias
de nossos correspondentes do uorle, deiando de fa-
z-lo boje por falta de lempo. ,
VARIEDADES.
DIAttW DE PERMVBtlCO.
Occupou-se honlem a assembla provincial com a
Icrceira discussio dos projcclos, sobre n emprestimo
c reforma da in>lracc,io publica, os quaes toram ap-
provados; e lendo a commissio respectiva apresen-
lado a redacto, toram esles eos da estrada de ferro
subatetlidos a sancio do governo provincia!.
Enlrou honlem a larde dos partos do norle o va-
por Princeza Leopoldina, trazendo-nos gazelas do
Amazonas al 10 do passaln. do P.iri at 6 do cor-
rele, do Maranbo al 9, e do Cear at 15.
Todas essas provincias gozavam de tranquilli-
dade.
Nodia 1. de agosto protimo passado, abrio-se
assembla legislativa do Amazonas, leudo o respec-
tivo presidente am relatnrto, onde toram consigna-
das noticias circumslanciadassobrc a marcha dos ne-
gocios pblicos depois do er.cerramcnlo da scs-.lo an-
terior, sendo no dizer da Uslrella do Amazonas, li-
soigeiro o tpico relativo a seguranca individual.
O Para achava-se em urna quadra de febres inter-
mitentes, e at varios casos de febre amirella ha-
viam appirerido, prineiplmenle entro os recem-
chgados provincia.
PALACIO DE CRISTAL DE SYDENUAM.
.Desde que a ranha Victoria, cercada de qoanto
havia maia illustre em Inglaterra, dvclarou abeflo o
palacio de S>deuham acode alli a mull dan todos os
das, molanle cinco as-bel I i itg;. ou um sold, prin-
cipiando com o seu affaooso concurso a realisac^o
do que a opiniio publica liaba augurado emule-
za.
He preciso quasi um dia inleiro para visitar, e
ainda assim de um modo superficial, este monumen-
to que, pelas suas dimensOes e carcter, nio tem
rival no mundo. Sydenham he. so mesmo lempo
museu, escola, c um bazar. A forja de ouro e cslu-
dos, e pelos cunselbos dos homens mais abalisados
na scicncia, cousegoio-se reunir sob o mesmo tecto,
todas as maravilhas do mundo anligo e moderno;
levantar das suas ruinas as obras de lieos,e as obras
do hoinetn ; o reino animal creado de novo por Cu-
bicr, e Ninive recoiislruida por Mr. Layard.
Nio existe na Europa urna obra prima da arle ;
urna eslalistica, quadro ou edificio, de que o pala-
cio de cristal nio possua modelo, copia ou fragmen-
to. Olanlas escnlpluras admiraveis nos lcgaram a
Grecia e Roma ; ludo o que os esforcos do enge-
nho humano, em todos os lempos e" ames, lem
produzidoem materia de oasadas edlicagoes oo de
inventos fecundos, se acha representado nesle pan-
Iheon. novo Versalbcs destinado a representar to-
das as glorias da bumanidade.
Poremj he lempo de ealrar ; c para o conseguir
he necessario alravessar o parque c os jardins. He
aqui aonde o archilcclo, setindo desperlarcm-se-lhc
as record a coes dos seos primeiroslriiimphos, soltou
loda as velas da sua brilhant imaginario. Quiz
vencer Inglaterra, eexceder-se a si mesmo. Os fa-
mosos jardins de Chalsworlh, trarados por Mr. Pai-
ln para o duque de Devonshire.'sio nada em com-
pararlo dos jaidins de Sydenham. Compoem-se
esles de urna serie successiva de terraplenos ligados
por e-cadas monumentaes, em cslylo verdadera-
mente real, lendo um delles mais de cem ps de
comprimenlo, e desee do pe das grades para os pra-
dos, verdadeiras almofadas de velludo, esmaltados
com tabolciros de lloros, e assombrados por essas
aryores seculares a que Albiou guarda tanto res-
peilo, como s suas polticas Iradiccoes. Em toda
parle se abrem tanques de marmore, rom tontes,a
principal das qnaes lem 400 ps de dimetro.
Sinlo ler que fallar de algarismoi quando trato de
paizagens; mas he necessario dar ao publico urna
idea da prodigiosa m gnito te da obra que contem-
plamos. O terrapleno superior lem 1:576 ps de
comprido, c 48 de largo. Urna escuda de 96 pes de
largo con luz a um terrapleno do 1:656 pes de lar-
gura. Una balaustrada monumental se eslende pe-
las hordas do terraplano, coroada por urna infini-
dade de estatuas. Um lancar de olbos nesle local
he cousa admiravel. Ante nos temos o cspaco ininho ornado de quadros de florida relv ; mais
longe a chuva de perolas das tonles, e dos dous la-
dos as alas do edificio, projeclando um cristal azu-
lado debaixodo sol que o fumo nao empana ja com
o seu espessoulo. No horisonle urna linda paiza-
gem, campos semeados que dentro em pouco lem-
po eslario vermelhos c alourados, como as mulhe-
res desle tormoso Mil ; as torres das isrejas, sobre-
salanlo do meio de arvores copadas, e cercadas de
quintas, que a perspectiva aproxima s coliuas
azuladas que termioain o quadro.i*
Todas as nar,es esli representadas por estatuas
neste parque magnifico. A Turqua, Grecia, Ame-
rica, e as Indias publicam o nome de Marochelli ;
a I ulla ma o de Monl ; e a Blgica o do Crefs. To-
dos os srupos das fonlcs si0 copias admiravelmenle
tiradas d Thorwaldsor, ou de Canova. Um magni-
fico pavilhSo construido de ferro mu delgado- ebe-
gar a ser, eom o lempo, um tapete de rosas, madre-
silva e de plantas trepadoras. N'nutra parle do jar-
dm, e para que o nlil esteja sempre misturado com
o agradavel, acham-se representados ao natural vi-
veiros de granito o de toda a casia do mneraes.
Vemos lambem alli, sobre rucha, e a borda de lau-
ques immeiisos, animaes auli-diluvianos. cujos gran-
des olbos de pedra assuslam os viandante'.
Entrando no palacio por urna das salas lalcraes,
cnronlrani-se mullos iMifelcs. Sin de Ires qualida-
des, variando os seus procos segundo os mcios do con-
sumidor ; de forma que lano o pobre como o rico,
que cstiver um dia em Sy leuli.im. pode oelles comer
a seu goslo, no incio de todas estas maravilhas, o
mesmo que n'uma casa de pasto, tendo, alm disso,
o direlo de eseolbcr o que mais Ihe quadrar. Nada
mais dire acerca do grande passadiro central, e da
armario do edificio. Pastemos agora, dirigndo nos
ao norle. is suas diversas provincias.
O Egvplo he a primeira quo encontramos na pas-
tagem. Alravessamos nina ra de lee de pedra,
regalo do duque de Noillinniberland, para chegar a
urna agigantada Ircnle do lempln de Ramses. Nada
aqu ha fantstico : tudo he exacto, fiel e auiheiilico.
Os bjeroglificos eslao gravados em. telewf sobre as
paredes ; as folhas de palmeira co lutoeulrelaram-se
nos capileis das columnas.
O inglez larnbem gravou aqu, em tncroglificos,
os nomes de Victoria c Alberto, que rcpresenlam o
taire, ou o ca Entramos em seguida n'uma cova abert no meio de
rosas. Exisle ella desde o anno de 1660, anles de
Jess Chrislo, sendo descolierla prximo ao ilo ha
alguro leaapo. Alli vemosespalhadasestatuase pin-
turas, desafiando principalmente a allenrao a estalua
da deosa do amor, com orelhai de vacca, e algumas
pinturas que rcpresenlam us engaos do rei Ammon.
Saiamos do Egy po para a Grecia. A architeclu-
ra tem aqui feilo uotaveis progressos. Passamos das
Irevas para a luz divina da arle helnica. Vejamos
o lempo de agora, em cajos frisos esli eteriptos,
em caracteres gregos, os nomes de todos os homens
grandes desta cimba de civilisacjto anliga, a conlar
de Homero at Anlhemises. Ha all urnas pinturas
a fresco, representando os deosesdo Oljmpo, o juizo
de Pars, e a dcstruicio de Troia ; levanlando-se ao
comprimenlo das paredes, sobre pedcslaes do mar-
more. Lacn, Discbolo, Ariadne, Fauno, e todas as
incomparaves obras-primas, das quaes he raiuha a
Venus de Millo. A Grecia conla aqui mais de du-
zenlas estatuas e bustos, sera fallar na columnata c
baxos-relevos do Parlhenuii.
Depois da Grecia em Roma, e a arcada que se for-
mou nos seus lempos. As estatuas sio de Venus
Afrodita, a Venus de Arles, a Venus de" Callvoge, o
Apolo do Belvedere, a Diana da Cerva, e oul'ras cem
nao menos apreriaveis pelos artistas. Offerecem-sc
aos olbos do publico modelos do lodos os grandes
edificios da cidade imperial, desde o Coliaeu at i
columna de Trajano.
Fioda a grandeza de Roma, desceram as Irevas
para o mundo das arles, porm a luz tornar a bri-
Ihar, e veremos levantar os cslylos bysaulino e ara-
be. Este ultimo excita, desde logo, a nossa curo-
sidade. Estamos na Alhambra, no famoso paleo
dos lees. Nio o descreveremos aqui. Dos seus la-
\ radus tectos exhala um perfume de riqueza e delei-
te que embriaga. O cristal das tonles deslisa-se,
murmurando sobre o marmore malisado de flore*.
O ar he libio, por forma tal que produz todas as 1-
liisocs do clima de llcspanba : e sobre as eahecas
dos curiosos se eslende o anligo vellido que os pre-
servara do ardor do sol do Meioda.
Depois do paleo dos leOes, e do sali dos Aben-
cerrages, Irasladamo-nos i Syri. He esta a parle
mais interessante de todo o palacio. llavera ape-
nas dez annos que Mr. Bolla, cnsul de Frailea em
Mosul, descobri os primeiros restos da arrhilectura
de Ninive, e com estes fsseis se ronseguo recons-
truir os edificios de Su-a, e Babilonia. Diante de
ns temos a agigantada fachada do templo de Khor-
savad, guardado por grandes caes alados com cabe-
ca humana, copiados ao natural dos que se eneon-
Iram no l.ouvre. As columnas sao delgadas o es-
beltas, c ornadas e espiraos, e volutas de rara ele-
gancia, c as paredes esli roberas de bateo) rele-
vos, lambem copiados ao natural, dos origiuaes en-
contrados em Susa e Pcrsepolis.
Urna eslensa ra, de espbnges agiganladas, con-
duz a este palacio, em frente do quaFeslio sentadas
duas divindades assynas, cujas caberas levantam pa-
ra cima de 200 ps de altura.
J examinamos o palacio por um lado: se alra-
vessannos a nave, veremos succssivamenle os pa-
teos bysaulino, romano, golhco, renascimento, ita-
liano, e pompeyano. A fachada do pateo bjsatitino
esta iuteiramentc ornada de mosaicos e pinturas,
entre as quaes se distinguen! os retratos de Juslnia-
no, o de Thcodora, copiados dos da calhedral de
Ravena. O fundo do recinto he formado de arca-
das da calhedral de Tuam (Irlanda! ao passo que o
grande numero de esculpluras, relevos, e pinturas
do mesmn estylo, ornan lodas as partes do edificio.
O empedrado he de mosaico, e dellc exisle o origi-
nal em Florcnca. Os quadros a fresco da abobada
sio copiados dos de Cimaboc, que exslem no con-
vento de S. Francisco de Assis, na Dalia.
Todas as magnificencias do csl)lo golhico esto
successivaineute reproduzidas nas'differcnlcs salas,
que simclham is antigs capcllas, com as suas vi-
dracas, e ogivas, pertencenles a diversos periodos
da arle. Quanln ha dguo de admiradlo no que diz
respeilo ao monumento ogval, e possuem Wesl-
ininster.Cantorbcry. Nossa Senhora de Pars. Char-
tres, e Flaiidres, esta aqu reproduzido, desde a tri-
buna da fachada consistorial de Gante, torrada des-
de a parede at c coro do Winchester. Vemos no
centro os sepulcrus de Eduardo 3.", e do principe
Negro, e ntranos nesle museu pela porta da calhe-
dral de Rocbesler. -
O estjlo do renascimento lem por fachada a co-
pia restaurada do palacio Bourgllieronde, em Rulo,
construido no secuto 15 ostentando em bateo relevo
o campo de Panno de Ouro. Vemos aqui piulados
os retratos de Francisco I, de Catharina deMcdicis,
de Lourenco de Mediis e de Lucrecia Borgia; c no
centro se v o chafariz, sem igual, do caslello de
Gaillen, no meio de oulras riiws tonles arrebatadas
a Veneza.Urna porta de Joo Goujnn imitada em
gesto, com arte admiravel se eleva ao lado das por-
tas de bronze da baptisterio de Florenca, Irabalho
colossal de Miguel Angelo, e esas portas do baptiste-
rio que-rteveram chamar-so as portas do Paraizn.
T.imbem aqui se admirara as pinturas do Perugino
e de Raphael; e, por fim nina parla da casa da mu-
nicipalidade de Audeiurde. Tudo se ronai* naslr
local com o mais extremado gosto. Nenliuin mu-An
do mundo foi esquecido ; repelimos, nao ha urna
s obra prflha da arle iuo l*'lres nao possa jactar-
se de possuir.
O paleo da Isabel be d prodigiosa riquew. Eu-
cerra 08 tmulos daquella grande ranha, e da su
victima Mara Stuard, postas urna ao lado da oulra,
para memoria.
Encoulra-se depois urna sala italiana, a mesma
do palacio Farnesio em Roma, ornada de quanlas
obras primas llevlas ao pincel de Raphael, Mi-
guel Angelo, c Leonardo de Vinii postuem Floren-
ca, Veneza e o Vaticano. As noftas sio do Braman-
te e tudo aqui he bronze, marinore, ouro, e mosai-
co.A Italia nio pode mostrar aos que a visitan).
cousa mais esplendida e magnifica.
E, todava, nada significa eta riqueza ao lado do
do inleresse rfo Herer a casa de Pompeu, resus-
cilada entre as lavas do Vesuvio. O atrium com
as suas paredes deliciosamente ornadas; o complu-
rium com os seus pilares de marmore: as cadeiras
em redor das mesas de prfiro, em cima das quaes
vemos garrafas com o velho Falerno; a sala do ba-
nho, o altar domestico; e todo islo de um est\lo,
pureza de linhas, e de urna graca tal que nos encan-
ta, fazendo-nos esquecer Raphael, Migad Angelo,
e os marmiires ilorenlinoi.
A estas preciosas galeras artsticas, ea este mu-ru
universal da arle antga e moderna, se accrescentam
inmensas lileiras de estatuas e grupos, desde o lau-
to farnesio al os marmores de Egina; c logo depois
alguna centonares de esculpluras modernas, os bus-
tos de lodos os grandes homens contemporneos,
morios ou vivos, devendo coneordar-se em que a
obrada companliiade Silenhnn he. sob o aspecto
da iiKlrucraodo povo, e do futuro dos artistas, urna
das mais admiraveis conceptes da nossa poca, lio
fecunda em grandes cousas. A architectura indus-
Irial, e o empreso do ferro e do cristal ernm os ni-
cos meios que podiam conduzir ti realisario de um
projecto de tal naloreza, dando, ha algn- mezes,
corpo a urna idea que precisara de um quartn de
secuto para ser convertida n'um l.ouvre, um n'um
Versallies de pedra.
E, todava, a parle artstica apenas constitue urna
terca parle desta immensa empreza. As colloccoes
de historia natural oceupam nella um lugar impor-
lanlissimo. Em lugar de eslarem os animaes re-
presentados cm p, c medidos em rodomat de vidro,
offerecem-se i visla dos expectadores no meio da
vegetarlo original, e nos actos da sua existencia.
Aemos de um lado depilantes com palanquius car-
regados de mulheres indianas ; caravanas de came-
los atrevessando os desertos. ludo ao natural ; ho-
mens moldados cm gesso, com Irajos proprios. Ve-
remos aqui meninos colhendo cha ; alli babitontos
da Nova Zelandia adorando o sol. N'um lado a g-
rafa estendendo o seu pe Ibas de urna agigantada palmeira, e devorando um
desgrasado antlope.
Por de tras da arle e da historia natural apparc-
ce a industria, e esla parte he, sobre tudo, inleres-
sanlissima, assim pelo grande numero de objeclos,
como pelo seu mrito e magnificencia. O palacio
de crislal he lio espaeoso, que anda ha nelle cam-
po para loda a genlc que a elle concorre. As salas
de papcis, cuidaras, instrumentos de msica, por-
celana, ele, sio verilailciios palacios, nos quaes o
eomiiierciante de Londres paga pela sua barraca a
quanlia de 500 libras esterlinas por anuo. Nao tra-
lare aqu particularmente das innravilbas industriacs
amontnadas no ricos balces. Basla dizer que, nes-
la parle, he a exposcio de 1851 reproduzda com
mais alguma elegancia.
Em Inglaterra loda a empreza grande he imrue-
dtatamenle remunerada. A companhia obleve j
grandes beneficios quanlo i venda dos terrenos con-
tiguos ao palacio. Para formar idea do valor que
eslas prupried uli's alcanzaran), observaremos que
urna casa de campo immediala, cujo alugucr era
apenas 100 libras annuaes, subi ao prero de 6:000.
A hospedara to real palacio do crislal foi edi-
ficada por Mr. Maslcrs, emprezaro dos bufetes da
expoc,io universal, sendo elle que vendeu na pri-
meira poca 550:000 garrafas de agua de soda, e de
ginger beer ; 70:000 libras de carne fresca ; 30:000
pies em filias ; 60:000 pastis ; 150:000 btscoilos ;
e um inilh.ni de pies inleiros ; c sio lio smenle
desde mao al outnhro de 1851 ; sendo de crer que,
com os lucros de enli.., Ozesse a aclual edifiraclo.
Quanlo ao mais, acaba de formaT-se, com o capital
de sele mlhocs, una companhia para fazer urna hos-
pedara pelo eslylo das dos Estados-Unidos desu-
ada a lodas as clama da sociedatlc. Fala-se de
urna lransact;!o a semclliaule respeito com a com-
pnnhia do palacio.
Em loda a parle vemos casas de commereio, leu-
das portateis, que em breve se ronverterio em gran-
des cslabelecmenlos ; e nao tardara muito que se
encontr um nome para a nova cidade que se ha-de
fundar, com o andar dos lempos, em volla do pala-
cio de crislal. {Gacela de Madrid.)
{Diario do Governo de Lisboa.)
Telegrapho submarino no Mediterrneo.
Prolongando-sc pelo Mediterrneo, Italia pare-
ca s?r escolto la para por a Europa em lommiini-
caraocom a frica e Asia. No entretanto nlo se
julgotideverutilsar esta forma geographica ; be pois
pela Cortesa e Sardanha, que se vai eslabelerer a
rommunirarao elctrica. M. Brcll encontr nesla
combinarlo o meio de associar a sua empreza dous
governos : a Franca, que assim pe cm relarao ins-
tantnea com a Corsega, e o Piemonte. queobler a
mesma vantagem em relarlp Sardenha.
O grande Irajerto di-Spezia i Iba de Corsega nlo
olTercce lanas dillicnldadcs, como se pode julgar. O
fundo nos exames da sonda nlo motlra grande dis-
tancia ; alm disso M. Brell, aperfeicoando o Me-
grapho submarino, nio lem alongado lano os fios,
como aquelles que alravessam o Mancha. A expe-
riencia mu-ira que, se pela desigualdade do terreno,
o cabo Jtoclrico da mu grande evienc.io aot bus.
daqui rettilla urna funrrin complel.i, e pode mesmo
resultar urna ruplura.
M. Brett tem pois dado aos fios conductores as for-
mas espiraes, de maneira que um ngulo dos ca-
bos, Uo agudo quanlo possa ier, nio pode ter lio
grande exlencio.
O engenheiro M. Bruschelti, delegado em Ingla-
terra pelo ministro das obras publica de F'ranca,
lem lidn occasilo da apreciar esles mclhoramenlos.
O cabo, que deve ser mergulhado entre Spezia e a
Corsega. est actualmente terminado emGreenwich.
Mede 110 uiilhas de comprimenlo, e peza oitocen-
tas toneladas.
Conlcm seis fios conductores do finido elctrico,
protegido por um conductor de guita-percha, e col-
locado uo meio de um cabo de linbo, o qual esl
envolvido em dozc fios de ferro galvanisado, estando
assim ao abriSo da ferrugem.
Quando os fragmentos, que devem alravessar o
cslreilo de Boniface, esliverem concluidos, haver
communicacao enlre a Ierra e o mar, que compre-
hende 400 milhas, c esles fios se ligaraoaos quevem
de Paris e Londres.
Sera esle um principio do grande projeclo de unir
a Enropa, frica, e a India ingleza.
Esperando que oulro cabo elctrico una Cagliary
com Bone em frica, duas casas, Rubattino, de G'e-
nova, n Antonio Gclea, de Malla, vio estabelccer
um Lhoyd sardo. A csla'obra deslinam dous vapo-
res muilo grandes, para o prximo invern, que fa-
rio incessanlemente o trajelo enlre Cagliarye Mal-
la, c i'ice-cersn, para a transmissao dos despachos,
que vierem do Oriento para c Europa. Desta ma-
neira, licani ligada a comninnicacio elctrica com
as duas cumpanbias. Imperial i' a chamada Peninsu-
lar e Oriental, que toca em Malla. (dem.)
COMMERCl7~
BabiaPatacho dinamarquez Auna Catharina, ca-
pitio P. Molzen, em lastro.
Soulliampion c portos inlerniciosVapor inglez Se-
vera, commandante Hast.
Barceilona pela ParahibaPolaca hespanhola Eli-
tea, capillo Jaine Roses, carga algodlo e courot.
Liverpool pela ParahibiGalera ingleza Seraphina,
capillo John S. Orr, carga assucar e coaros. Pas-
sageirO, Caelano da Silva Azevedo.
Rio de JaneiroBrgue brasilciro Damao, capillo
Cielo Marcolino Gomes da Silva, carga varios g-
neros. Passageiro, Domingos da Rocha Pereira.
INNOCENCIO
EDITAES.
'HACA DO HEC1FE 21 DE SETEMBBO AS 3
HORAS DATAIIDE.
Colaees olciaes.
iloje nao houvcram cotaces.
ALFANDKGA.
Rendimenlo do dia 1 a 20.....207:6593421
dem do dia 21........Ii:7l7.;'.iil
222:37731162
^ido dos portos do
Detcarregam hoje 22 de setembro.
Barca porluguezaMaria Josdiversos gneros.
Brgue porluguezA'. Manoel Iidem.
Importa^'.
Vapor nacional Tor.antit^mi
sul, manifeslou o seguinte :
4 fardos a Vinaata.
3 pacotes e 1 ca xa ; i Notad & C.
1 caxio ; i Joaqun] de Almeida Maia.
5 caixas; ,i ordem.
I caixio ; a Ferreira $ Malhes.
1 barriquinha ; a Jos Belisaro Snarcs de Souza.
I caixole; a Antonio deMoraes Gomes F'erreira.
1 caixa de folhas; a Miguel Bernardo Quinleiro.
1 embrulho ; a Domingos Luz Gomes Pereira.
1 dito ;J.H. Denkcr.
I dilo ; a Antonio de Almeida Gomes.
1 dito ; a G. P. C. Guimaries.
1 sacca caf ; a Manoel Joaquim Ramose Silva.j
Barca portugueza Maria Jos, vinda de Lisboa,
consignada a Francisco Severiano Rabcllo & Filho,
manifeslou o seguinte :
48 pipas, 169barris, e 6 meias pipas vinho, 350
can asi ras hlalas, 1,576 molhos ceblas; aos mesmos
consignatarios.
4 pipas vinho ; a Jos dos Sanios Pereira Jar-
dm.
110 barricas farinha de trigo, 100 pipas, 20 meias
ditas,e 250 barrls vinho, 10"barricas cera em gru-
me, 10 barris presuntos, chonrcos e patos. 3 pedras
de canlaria, 4 caixas cera era velas.; a T. de Aquno
F'onscca & Filho.
1 pacole man, I barril al Afta*9' 2 ca'Ias (,r1
gas ; a Jos Alexandre Ribeiru.'' 8
6 pipas vinho, 20 barris dilo, 6 pipas vinagre ;
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
236 pedras de moinho de mo, 4 barris peixe ; a
Manoel do llego Lima.
1 caixotc/bracos de balanca ; a Bernardo Jos da
Costa.
1 caxa drogas; a Joaquim Martinho da Cruz
Correia.
4 barris, 2 caixas, I barrica e 3 fardos drogas ; a
Antonio LuizdeOliveira Azevedo.
3 caixas, 2 fardos, e 4 barricas drogas ; a Manoel
Luz de Abren.
4 caixase 1 fardo drogas; a Jos da Crui San-
ios.
4 pipas e 10 barris vinho, 4 meias pipas vinagre,
1 caixote de bracos de balanca ; a Narciso Jos da
Costa.
I pacole impressos; a Miguel Jote Artes.
40*barricas farinha de trigo ; a Nortes & Com-
Danhia.
"Mi barricas cal de pedra ; a Bernardino Francisco
de A&vedo.
100 barrri, cai; a Ballbar & Oliveira.
0 caixas cera en velas, 1 dita dita em arum ; a
Jos Ivs da Silva ('
.', ra!v^ f,ri1" ulholomeu Fran-
cisco tle SoHew;
1 caixole chocolate, 11 uarr.c. ev1 j, a MiQel
Jonquim dn Cosa.
2 barris vinho ; a I.uiz Altonto|do Siq,lcira.
5 harnsclmuricos, l.Lditos tuqrf,,,,,, ;'( callil
hlalas ;a l)o1tiingus/4|,1(lf|B|il| lic xndrade.
4 caixoles dos, 1 caixa fructaWseccas, 2 caixas
massa.dpjj??ales, 1 fardoalfazeraa|2caixas marne-
la la ; a Jos Antonio de Oliveira. |
10 pipas vinho, 10 meias pipas vinagre. 10 barris
loucinho, 29 caixas ceblas, 25 caaslras btalas ; a
Jos Fcrnandes F'erreira.
2.5 canaslras batatas, 20 caixas ceblas; a Joio
Marlins de Barros.
20 barricas farinha de Irgo, 4 meias pipas e 10
barris vinho, 4 pipas, 10 meias ditas e lo barris vi-
nagre ; a Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
1 barril vinho ; a Manoel Joaquim Gomes.
1 caixaoobras tic piala ; a Jos Antonio da Cunha
& limaos.
6 caixoles marmelada : a Luiz Jos da Cosa A-
morim.
1 barril vinho ; a John Yoale.
1 caixole chapeos, 1 dilo mercurio, 2 tarcas se-
meas ; A. C. de Abren.
20 caixas cera em velas ; a Benlo Candido de Mo-
ra es.
barris vinhu ; a ordem.
334 remos de piuho, 60 ps de dilo, 2 viveiros
canarios, 1 gaiola com 1 cochixo, 1 embrulho,! sac-
co dinheiro de prala ; a Jos Ferreira I.essa.
I sacco huiro ; a Jos Carlos.
1 embrulho ; a Thomaz Guerrel.
1 embrulho e 1 caixiuha ; a A. de Almeida Ro-
drigues Isaac.
1 dilo livros ; a Oliveira Irmios & C.
10 caixas batatas. 3 saceos falla de louro, 8 cai-
xas ceblas, 90 molhos dita ; a Francisco Al ves Mon-
teiro Jnior.
1 caixa marmelada ; a Antonio Alves Vilella.
1 eaivolinho remedio ; a Xislo Vieira Coclho.
1 saqtiiiiho fejo ; a Jos Antonio Bernardino.
1 coudessa ; a Antonio Celestino Alves da Ca-
nda.
CONSULADO GEKAL.
Rendimenlo do dia 1 a 20.....11:0851234
dem do dia 21........ 2531219
lastras
11:338147,1
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 20..... 6081766
dem do dia 21........ 781*46
6870112
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia I a 20.....18:3719710
dem do dia 21........1:0489923
19:6201633
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiinento do dial a 20.....13:374ji.52
dem do dia 21........ 1151176
13:4899628
MOVIMENTO DO PORTO.
Pas-
ito,
Veio
Xavio* entrados no dia 21.
Macciti36 horas, hiato brasilciro Amllia, de 63 lo-
neladas, meslre Joaqoim Jos da Silveira, equip;
getn 3, em lastro ; a Nortea <$ Companhia. Pai
sageros, Florencio Jos Pereira c 1 filho, Jos N
colo Gomes.
Asst'i10 dias, brgue brasilciro .Imorim, de 1
toneladas, capillo Pedro Nolasco Vieira de Me
equipagem 13. carga sal; a Amorim Irmios. V
largar o pralieo c segu para o Ru de Janeiro.
Bahai das, Mate brasileiro Dom Amigos, de 116
toneladas, capilo Joo Rodrigues Vianna Dantas,
eqnipagem 9. carga varios genero ; a Antonio
Luz de Oliveira Azevedo. I'ass igeirns, altores
Constantino Jos da Silva Braga, Antonio Pas-
diol Camiler.
Para c portos intermedios14 dias e 12 hora, vapor
brasileiro Plinreza leopoldina, coinniandaiile o
lenle A. M. Ponte Marnhn. Passageirqs. capi-
llo Pedro Alfonso Ferreira, Jlo Antonio Capote,
Antonio Fernandos da Silva, Antonio Vrenle de
nlagalhle, Antonio Vicente de Magalhlcs Filho,
Manoel Marques Cantadlo, Jlo Baplisto Moreira,
Joaquim Marques l.amario, Francisco Ferreira de
Novaos, Francisco Jo. da Moraes e Silva, Jos
Gotiralves de Medeiros Furlado, Eugeiiio Marques
de Amorim, Antonio Rodrigues Fernandes Viei-
ra, Francisco Guilherme Wellanzem, JhaUo
IhoaarOT
ewv
t
Obriegue, Francisco Jos Marlins Bolelhu,-
nalo F'erreira da Silva Molalinha c 1 criado, 1 .
minoso arompanhado de urna escolta, 1 ex-pra
Antonio Savalla e 4 marinheirns. Para o sul,
pillo Gregorio Antonio da Silveira, 1). Maria
Cuiiceicao Freir e 2 filhos, Jos Vrenle Jor
1. cadete Manoel Antonio Leilio Bandeirn,
cadete, I desertor, 34recrulas e 40 cscravot a
tregar.
Natos sahidos no mesmo dia.
Para c portos intermediosVapor brasileiro 'it(
tins, caminan lano o rapiV.io-leueuto Manee
Pas'.igciros tiesta provincia, Andr Neilson, J
Mara Braga, Faino Alexandrino Lisboa llr
Dr. Joio da Cosa Machado e 1 escravo, Domi
Ferreira Maia, Dr. Lindolphn Jos Correia
Ncves e 1 criado, Benlo Jos da Costa, Fredcrico
de Almeida Alhtiqaerquc, Manoel Pereira da
VI Serzedello, 4 recrulna c 5 pracas
:u-
ri-
Ca<
ca-
da
ge,
12.
i Tocan-
ibo.
nao
Braga,
ngos
das
rico
i Sil-
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em comprimenlo do ditpotlo no arl. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para conheci-
mento dos credores hpolbecarios, e quaesquer in-
leressadus, qnetoi desanropriada a Jos Joaquim de
Sania Auna, um i casa de lapa na estrada do sul,
que vai para a villa do Cabo, pela quanlia de 809
rs., e que o respectivo proprietaro lem de ser pago
do que se Ihe deve por esla desapropriacio logo que
terminar o prazo de 15 dias conlrados da data des-
le, que he dado para as reclamacoes.
E para constar se mandou afhxar o prsenle e
publicar pelo Diario por 15 dias saccessivos.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco .) de selembro de 1854___O secretorio,
A. F. d'Annunciacao.
P Illm. Sr. ronlador servindo de inspector da
Ihesourara'provuci.il, em cumprimeulo da resolu-
clo da junta da fazenda, manda fazer publico que
a arrematarlo da obra do arco e atorros do Atoga-
diiiho foi transferida para o dia 28 do crrente.
E para constar se mandou aduar o presento c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Pernam-
buco 21 de selembro de 1854.O secretorio,
Antonio Ferreira f AnnunciarSo.
O Dr. Cuitodio Manoel da Silva Guimaries, juiz de
direito da primeira vara do civel uesta cidade do
Recito, por S. M. I. e C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde etc.
Fajo saber aos que o presente edtal vrem e delle
noticia tiverem, que no dia 22 de selembro proiitm
cgiiinle, se ha de arrematar por venda a quem
inaisderem prac,a publica desle juizo, que tero la-
gar na casa das audiencias depois de meio dia com
assislencia do Dr. promotor publico desle termo, a
propriedade denominada Pitonga, sita na freguezia
da villa de Iguarassii, pertoncenteao patrimonio das
rodilludas do convento do Sanlissimo coraran de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade tem uina le-
gua cm quadro, cujas extremas pegam do marro do
eugenho Moujope que toi anligamenle dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adianto ao lugar
que chamara Sapticaia da parlo esquerda, e dahi
coi lam buscando o sul e alravessam o rio Iguaras-
sii, Pitonga, al encher urna legua, c dalli parlo bus-
cando o nasceiile al encher oulra legua, e dalli
buscando o norte donde principiou com oulra legua
que faz tudo ama legua em quadro, com urna casa
darVivcuila pequea de lelba e laipa lia pouco aca-
badj, avahada por 5:0009000 rs., cuja arrematacio
toi requerida pelas ditos recolhidas em \ilude da
(cenca que obtiveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
lica, para o producto da arrematarlo ser depositado
na thesouraria desta provincia al ser cnnverlido era
apolices da divida publica, sendo a siza paga a cusa
do arrematante.
E para que chegue a noticia de lodos, mandei
passar edilaes que serlo publicados por 30 dias no
jornal de maior circularlo, e afiliados nos lugares
pnblicos.
Dado c passado nesla cidade do Recito de I'er-
nainbuco aos 9 de agosto de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baptisla, escrivlo Interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva CuimarSes.
O Dr. Custodio Manoel da Silea Ciiimaraet, juiz
de direito, da primeira vara commercial desta
cidade do Recife, por S. M. I. e C. etc.
Faro saber aos que o presente edilal virem que, a
requerimenlo do fallido Domingos Jos da Costa, se
ada por esle juizo aberU a sua fallencia, pela sea-
leura do llieor seguale :
Avistada exposico constante peliclo a fls. 2.
declaro aherta a fallencia de Domingos Jos d^ Cos-
a, eslaberecido com toja de miudezas, na ra do
Queimado n. 57, fizando o tormo legal da mesma
fallencia do dia-l. do concille mez.
Ordeno que se punham sellos era lodos os bens,
livros e papcis do fallido, e nomeio para servir de
curador fiscal o credor Victorino de Castro Moura,
que prestar peranle mim o juramento na forma da
lei, expedindo-se desdeja ao respectivo juiz de paz
copia autentica desta senlenra, com a parlccipac,io
do curador fiscal nomeiadi. para proceder a apo-
i;ao dos sellos ; e pague o fallido as cusas.
Recife 31 de agosto de 1854. Custodio Manoel
da Silva Guimaraes.
Em cumprimeulo do que, lodos os credores pre-
sentes do referido fallido, compareram cm casa de
nimba residencia, ra da Concordia, bairro de S.
Antonio n. no dia 23 de setembro correnle pelas 10
horas da manha, alim de se proceder a nomeacao
de depositario ou depositarios, que bao de receber e
administrar provisoriamente a casa latila.
E para que chegue a nuticia de todos, mandei
passar o presente, que ser publicado pela imprensa
calillado nos lugares designados no arl. 129 do re-
gulainenlo n. 738 de 25 de novembro de 1850.
Dado e passado nesla cidade do Recito, capital da
provincia de l'ernambuco, aos 19 de selembro de
1854.Eu Mauoel Jos da Molla, escrivlo o subt-
crevi. Custodio Manoel da Silca Guimaraes.
DECLARADO ES.
CORREIO GEKAL.
Ai malas qae lem de conduzir o vapor Prtn-
ceza Leopoldina, para os portos do sal serlo fecha-
das hoje (22) a urna horada larde.
Os corretos para aS agencias de Olinda, Para-
biba, Goianna, parlem boje (22) ao meio dia.
O cidadio Joaquim Lucio Monleiro da F'ranca, juiz
de paz da freguezia de S. Jos do Recito, em vir-
tude da lei ele.
F'az saber a quem inleressarqae as audiencias ties-
to juizo, lene lugar d'ora em liante as terca e sex-
tas reiras as 9 boros da manilla. Freguezia de S,
Jos do Recito 20 de setembro de 1851.Ea Jos
Goncalves de S.escrivao o escrevi.
Joaquim Imco Monleiro da Franca.
Pela mesa do consolado provincial se nnun-
cia. que o Irimeste addicional doexercicio del853
1854, espira no ultimo do correnle, recolhendo-se a
respectiva thesouraria nessa poca lodos os livros
pertencenles i semelbanle exercicio, para sercmex-
ecul.idos- os contribuimos : assim pois avisa-se a
todos que deixaram de pagar decimas c oulros im-
posto*, que concorram a pagar seus debitos at o dia
ultimo do mez cima mencionado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direc^ao convida ao* se-
nhores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do 1.a 15 de outubro
do corrente anno, mais 30 Q|0 sobre o
numero das acedes que Ibes loram distri-
buidas, para levar a eii'eito o complemen-
to do capital do Banco, de dous mil con-
los de reis, conforme a reaoluriio tomada
pela assembla geral dos accionistas de 20
de setembro do anuo prximo passado.
Banco de Pcrnambuco 7 de agosto de
1854.O secretario do conselho de direc-
cao.1. J. de M. Reg.
SOCIEDVDE DRAMTICA EMPREZARIA.
8. RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 23 de setembro de 1854.
Subir t icena um novo c variado espectculo ly-
rico-comico dividido em 4 parles da maneira se-
guinte :
1. Parto. Depois da execticao de urna bella onver-
lura lera principio a lepresenlacao da nova comedia
cm 1 neto intitulada
EM CASA DE NINON.
Composla em (ranrez por UM. Barriere c Mirhcl
Cari i, elraduzida em porluguez peloSr. Frogcl.
l'ersonagent. Adores.
O Conde de*" .... Os Srs. Reis.
11,i-l lo cavnllciro de provin-
cia ........no Mondes
Ninon........A Sr." D. Orsal.
Rosella....... Auna.
Aseen passa-se em Franca uo reinado de Luiz
XIII.
2" Parte. A represenlacao da nova e muilo engra-
nada comedia' lyrica cm 1 acto intitulada
O CACADOR.
Composta pelo Sr. Mendes Leal Jnior, e posto
em musita peto Sr. Urestes.
Personagens. Actores.
Gaspar Coelbo Perdigan pro-
prictorio......Os Srs. Costo.
JosMaria esluda ule da escola
l'olvlechnira cm ferias a Rcit.
Simio Abegao...... Mendes.
Mauricio Irabalhador ... Pereira.
Mariquitas sobrinha de Gas-
par ........As Srs. D. Orsal.
Domingas mulher de Simio Amalia.
! Mondadura...... Auna.
2" '"'to........o l.uizinha.
I raba I ha i lo res c inunda doras etc.
Os ceros serao cantados por loda a companhia.
A accio passa-se cm um casal nos arredores de
(iuimaraes.
3" Parto. O Io acto do muilo appl.iadido Vati-
deville em 2 actos intitulado
O ECLIPSE DE 1821.
Com toda a sua msica composiijio do Sr. No-
ron ha.
4* e ultima parteo 2" acto do Vaudeville como
qual dar lim o diverlimenlo.
Principiar as8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
Ceara' Maranhao e Para'
com destino ios portos cima
deveseguir mu brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
vo e mui veleiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e nassageiros trata-te com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Para' o Rio de Janeiro sabe at o
dia 25 do corrente o brigue Sagitario
de primeira clat3e, o qual tem ja' a maior
parte de seu carregamento, para o res-
tante, passageiros e escravos trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carrico: na
ma do Collegio n. 17, segundo andar, ou
com o capitao a bordo.
PARA O RIO DE JANFIRO.
Espera-se por esles diat do Ass o brigue nacio-
nal Catharina Bella, capitio Manoel da Agona Lo-
pes, o qual tegue no mesmo dia para o Rio de Ja-
neiro, e recebe nicamente escravos a frete, para o
qae he necessario enlender-se rom antecedencia com
o consignatario Manoel Alves Guerra Jnior, na ra
do Trapiche n. 14.
Para o Ass ou Rio Grande do Norte, barraca
Activa, para carga oo passageiros trata-se na ra do
Vigarlo n.5.
Para o Aracaly segu em poucos dias o hiato
Catiro, para o resto da carga trata-se com Domin-
gos Alves Mathcus,
Para oAracaty.
Segu no'dia 28 do correnle o hiate Ugeiro, qaem
oo mesmo qnizer carregar ou ir de passagem, dirja-
se ) ra do Vigario n. 5.
Ceara' eAcarac.
Segu cm poucos dias o patacho .Santa Cru: ; re-
cebe carga e passageiros: Irata-se com Caelano Cy-
riacoda C. M-, ao lado do Corpo Santo, toja u. 25.
A venda,
O lindo e muito veleiro patacho Clementina,
lotacjlo 137 toneladas) recen temen is checado do Rio
Grande do Sal, com um carregamento de carne sec-
ca para onde tinhi desle porto condozidooulro car-
regamento de assucar; vende-se com toda a madrea-
ran, veame, mcame, amarras e ferros, e com todos
os ulencilios e pertenees, lal qnai se acha promplo
para empreheuder nova viagem, medanle algum
pequeo reparo; o pielendenlesdirijam-seaoaL'en-
e de leudes'Francisco Gomes de Oliveira.
Para a Bahia.
Saldr em muilo poucos dias o muilo veleiro pa-
Ihabote nacional Dom Amigos, o qual (em parte de
sua carga prompla, recebe o resto a toe le e Irala-se
com seu cousignalaro Antonio l.uiz de Oliveira
Azevedo: na ra do Queimado n. 9,ou com o capi-
tao na praca.
LEILOES.
Sexta-feira 22 do .correle as 10 e meia ho-
ras ila manMa, o agente Victor far leilio no sea
armazem na ra da Cruz n. 25, do completo sorti-
mento de obras de marrinaria, novase usadas de
diferentes qualidades, candiciros pa meio de sala,
linternas com ps de vidro e casquinho, charutos da
Babia etc. etc. Sera lambem vendido por lodo pre-
50 urna excelente mobilia nova de amarello ; atsim
um famoso escravo crioulo que reprsenla ter 24
annos de idade, altura regular, maito possante.
LEILAO' DE L1QUIDACAO'
Sexta feira 29 do corrente as 11 horas
da maiihaa em poni o agente Roberts,
fara'leilfionoarmazemdeMigtielCarneiro,
na ra do Trapiche n. 38 detodososobjec-
tos que se acham no mesmo, assim como
tambem carros de quajro rodas, cabrio-
lis, em muitobonsestado,quevalem a pe-
naquem tivervontade de vir ao leilao.pois
enao ha vera' rao boa occasiao.
I.EII.AO' EXTRAORDINARIO
Quarta feira 27 do correnle o agente Boria far
leilio no seu armazem ra do Collegio n. 1, a> 10
horas da manbia dos objeclos existentes no mesmo
armazem sem limite algum por estar de rommum
accordo com os seus proprios donos.os quaes objeclos
eslario paleles no da do leilio.
quei
AVISOS DIVERSOS.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO-
Resumo dos maiores premios da lotera
5., concedida a beneficio do hospicio
de Pedro II, extrahida em 13 de setem-
bro de 185 i.
1 N. 70. .... . \ . 20:000*
1 2280. . .... 10:000*
1 5856. .... > 4:000*
1 .)57.. .... 2:000.9
u 769, 860, 1567 ,
1917, 2191 , 5287 . 1:000*
l lOi, 3557 , 5780 ,
3815, 5894 , 5901 ,
5911 , 4575 , 4829 ,
5663. .... > 400*
21) 24, 68, 465 ,
557 , 1575 , 1552,
1629, 2017, 2717 ,
3 VI ti , 3397 , 5614 ,
5625 , 3962 , 4556 ,
4817 , 5145-, 5565 ,
5572 , 5921. .... 200*
(JO 208, 285, 29 3, 297,.
556 , 599 , 479 ,
498, 5*5 , 546.
568 , 595 , 646 ,
725, 805 , 955 ,
985, 10W , 1159 ,
1511 , 1590 , 1601 ,
1652 , 2246 , 2317 ,
2576 , 2402 , 2473 ,
2555 , 2620 , 2749 ,
4 2875 , 2962 , 5074 ,
5155 , 5163 , 5229 ,
34*4 , 5465 , 5615 ,
5834 , 3975 , 3996 ,
4067 , 4095 , 4211 ,
4215, 4229 , 4579 ,
4388 , 452(1 , 5057,
5278 , 5483 , 5500,
5327 , 5544, 5626 ,
5655 , 100*
100 de. . 40J 20s
1800 de. .
2000 premios.
Acham-se a' venda os novos bilhetcs da
lotera 6 da fabricarle cidros, annuncia-
da para correr na santa casa da Misericor-
dia nodia segunda-feira 18 do corrente.
METHODO CASTN.HO.
Francisco de Freilas Gamboa, vai abrir anla de
ler, escrever, e conlar, pelo melbndo do illnslre lil-
leralo o Sr. Antonio Feliciano de Castilho, no que
se persuade fazer um grande servico a lodos os Sn.
professores, livrando-os ro urande eslorvo que se
opedo andamento das deniiismalcras. Aleuem da-
vida se cu saherci entinar pelo novo melliotlo, ao
que respondoque se com reino* artistas cm hora e
meia por ralla noilc faro procresso, que nao farei
eom meninos! ? Se nio sabcmto ei.sinar pelo novo
melbndo, j leem cm 21 dias, que nio torio os qoe
nuberem entinar?!! A aula se instala no talaodo
Sr. (iiiilherme Augusto Rodrigues Selle, ra da
Praia, palecelc pintado tle amarello. Irabalha das 9
as 12 da manb.la, c das 2as 4 da larde, pelo pceo
commum das demaisescolas. 0 meninos se apr-
senlario as horas indicadas. .Na'mesma casa com-
pram se bancos de todos os tamanhos.
F'oi vendido na casa da Fama no atorro da Boa
Visla n. S, o meio bilhel, n. Ili em que sahio os
I0:IKK)J O escrivaotla irmaudade de -\. S. do Rosario
do bairro .la Boa-Vista, em virlude do respeitavel
despacho do Sr. I)r. provedor de capellas. convida a
todos seus irmios para comparecern no dia domin-
go l24 do corrente pelas 9 horas ta manbia em rcu-
niaojdc mesa geral. afn de proceder-se a eleiciode
novos odlos, segundo determina o compromisso___
Antonio Joaquim da Trindade, errivio.
fede-se ao Sr. inspector das obras publicas,
que mande ja e j tapar n arrumbo dopanlanodo rio
Beberibe, que os hbil,mies de Olinda nao tem agua
para beber, e constando que S. S. he bpposlo a la-
pagem do mesmo arrombo.roga-se que nio queren-
do fazer d os meios de se prover d'agua a referi-
da cidade, que tem direito a nio morreemde sede.
f> ol'iniente
No aterro dos Afosados n. 181 precisa-sc de
meninos para aprender ofllcio de laloeiro.
AO ILLUSTRE LITTERATO O 8R. ANTONIO
FELICIANO DE CASTILHO, EM LISBOA.
Ignoranle, como sou, porm ambiciosiiaimo do sa-
ber, nao latisfeilo eom a mingoada grammalica por-
tugueza, que em 1800 se eniioava em nossa patria,
nem com os preparatorios das tciencias da extento
e do calculo, de qae sou devedor aos fundos D. An-
tonio Garcio, e Coulo Valeole. aquello dos enme-
lo- padres Vicentes, esle da academia real da mari-
nha, propuz-me aos56 anuos de minha idade a es-
ttidar a lingua latina, com o meu vitinho o Ilustre
padre Miguel do Sacramento Lopes Gama, director
da instroeco publica desta provincia ; porm a mor-
le roubando-me nelle o melhor dos meas amigos,
paralisou meu progresso scienliQco I Amanto das
li liras, ainda toro timbre de brincar com ellas : ob-
live do Exm. governo diplomk para entinar as ma-
lcras tic inslriiccio elementar do l." e 2." graos,
cajos examinandos me hio dado gloria. Logo que
tive nolicia, senhor, do vowo novo methodo, me
apretsei a adopla-lo ; porm a novidade excitou a
desconfanca Aprzar das mais solidas garantas qae
oflereci, sendo a principal a rcsliluicio ou deposito
do honorario que me pertencesse, em poder da au-
toridade policial ; apezar de lodas as pcrsuasfjes que
empreguei nio toi acreditado Resolvi-me, portan-
lo, a entinar gratuitamente aos artistas, empregando
ora c meia cada noite, sem que elles tenham a m-
nima despeza ; a esta ultima clausula se oppz o
scepticsmo de minha mulher, ella linha razio....
Como boa chriilia levei-a pelo tentimento da carida-
de, ae nao aprenderem a ler, I lie diste ea, fiear-lhes-
ha na memoria as reirs da moral e decencia, o
Simio de Naulua c o Monte-Verde torio o seu de-
ver, os raaos se lornaro melhores, os bons ficario
pertoitos. Muni-me de um immenso mississipe e to-
dos os mais accessorios, e ajadado pelo iimigne ar-
tista o Sr. Audr Alves da F'onscca, que primorosa-
mente desempenhoa os jeroglficos, abr o estabele-
cimento e convidei os artillas; porm desles, como
os soldados de Gedeo, de Untos, ficaram 9, nma
preta de 40 annos e um crioulo de 6 .' Aquelles, en-
tre os 20, a 56 de idade ; catados, viuvos, acabru-
nhados pelo pauperismo, caneados pelos seos mis-
teres, seos cuidados domsticos, suas privaces em-
lim! Esle, astit broncos e da nfima classe I Mi-
nha alma se extasa ao ver esles pobres artistas,
com que gotlo, de noite, sob a chuva, quando seus
corpos lassos de todiga, e quir sem o preciso ali-
mento reqoerem descanco, se apresenlarrt para- a li-
cio!!! Com ludo a nosta Iranquillidade ha sido per-
turbada pelo genio do mal 1 A frente da miuha casa
lem sido por vezei enxovalhada com nscripc&e* e
pinturas horriveis, e mesmo alta noite se ha gritado
em frente minha porta aladrio que estis roubaa-
do o suor desles pobres tolos, velho embosteiro. A
policia lem providenciado a respeito, e por em quan-
lo cetsaram os insultos. Estamos na 14 lelo, tozeni
hoje 225 horas, o que corresponde a 21 das de esco-
la pelo anligo inellitidn, visto qae princpiei a 90 de
abril. Os mais assiduos, temo apenas 15 dias, eases
lem por tillabas e escrevem por traslados *, porm o
t rioulinho. com quanlo mui rude, lem duplo adian-
tamenlo, pelo que eitou persuadido, qne ao cabo de
400 horas, equivalentes a 50 diis, deverao ler e es-
crever com alguma perfeicao, o qne Indo he devido
a vossa sabia advertencia, ,i pag. 4 da 3. ediejk).
Tenho a eontoltar-vot, senhor, sobre um aeonteci-
menlo que leve lugar na minha escola : s 6 sinos
do campanario, como fossem locados por naos vi-
gorlas, atsiis grosteirai, racimara lodos, e produ-
jera os sons de ans, ens, int, ont, nns, es. Sea etc.
Com os meios que olTerece esle paiz hospitalero, en-
commcndei oulros 6 sinos com o som dos primeiros,
para tegnir em tudo, senhor, a votta sabia direccio ;
esperando da vossa benignidade vos dignis por meio
da imprensa, inMruir-me te he ocioso o aproveita-
mento dos sions radiados, nio porqoe ignore qae o
--S--indica pluraidade ; mas para mais fcil com-
prahensio dos nieus alumnos. No 1. de outubro
ron abrir a anla na capital, para a vossa ebegada a
esto, ter a honra de beijar-vos a mo. Son com res-
peito e estima, de V. S. o mais humilde e dedicado
discpulo, l'ernambuco 26 de julho de 1854.
Francisco de Freilas Gamboa.
3 >
% POS (.\L\AMC0S
s
a
PARA PRATEAR.
Na ra do Collegio n. 1.
Quem liver objeclos prateados e qne te-
nham perdido a cor argntea, estando por 2
isto indecentes oo inulilisados, lem estes pos 3
_ um excellenle restaorador, couservando-os S
9 sempre como novot, e sendo o procesto para W
usar delles o mais simples : nada mais do que 9
W esfregar com um panno de lindo molbado O
9 em agua fra e pastado oos mesmos pos. Urna 9
A caixinha, conlendo quanlidade sndente 9
9 para pralear 40 palmos quadrados, cnsla a #
9 mdica quanlia de 18000, acompanhada de 9
4) um impresto. A
#s
A abaixo assignada declara, que a prela Mar-
cellina do gento de Angola, idade 3%a 32 annot,
com todos os signaes declarados n'um annunciodo
Diario de 19 do correnle, lho pertence, e qae achan-
do-se a dila escrava ha muilo fgida ou tortada, po-
de a mesma abaixo assignada a muito costo ter in-
tormaces della, e conseguir que voltasse a sea po-
der, recorrendo para este fim as autoridades, peran-
le quem justificara o sen direito ; e ae aqnelle an-
nunciunir quizer melhurmente ser advenido recorra
ao earlotio da mbdelegacia desta freguezia, e ao car-
lorio do escrivio Molla, onde adiarlo a verdade.
/locadia Joaquina Pereira de Souza.
Preeisa-se alugar urna prela eterava para todo
o servico de urna cata de poaea familia; a tratar na
ra do Vigario n. 27, segando andar.
No aterro da Boa-Viita n. 18 tem cartas para
os Srs. Joo Joaquim da Coila Cadimba, Vicente de
Oliveira Lima. Jos Joaquim Prelo, Luit de Brilo
Taborda, Jos Luiz Pachecos a Exma. Sra. D. Fraa-
csca Thomazia da Conceic.io Cunha.
11 de novembro! !
Ja que a directora do gabinete portu-
guez nesta cidade, se esqueceu de dar de-
monstragOes de rigosijo no dia 16 do cor-
rente, estamos persuadido*queotitro tan-
to no acontecer' a conrifl B camari-
llia nodia 11 de novembwB ftniversario
do seu padroeiro.
L'm dos dez conselheiros.
LOJA DK TODOS OS SA!H0S.
Clicgou a ra do Collegio n. 1, urna poreiaaaias-
lampat j em quadros dourados, que se Tandeas pe-
lo diminuto prero de 400 e 19280 rs., os ajnalas :
N. S. do .Na/.arelh, Santa Mara MagdalMt, Santa
Barbara, Sania Anua, S. Ivo, Santa Therea de Je-
ss, Santa Polonia, S. Miguel, Santa Vernica, 8.
I' raucisco recebendo as chagas, Jess aMcMcado.
Sanlissimo Sacramento, N. S. da Saude. S. Joo
Baptisla, S. Eslevio, S. Domingos, N. S. da Graca,
N. S. da Soledade, S. Jos, N. S. do Carmo, Santa
Jcnoyeva, Fgida para o Egipto, Santa Marlha,Sania
Cecilia, S. Victor.adorac.io do Sanlissimo Coracio de
Jesui e Mara, aloraran dos Magos, milagrosa inaa-
gem de N. >.. Sania Filomela,FIcce Homo, S. Fran-
cisco Xavier, Santa Cruz, casamento da Santa Vir-
gen], Salvador do Mundo, Santa Isabel, Sagrado
Coracio tle Jess, Sania Francisca. N. S. do Bom
Conselho. S. Luiz rei de Franca, N. S. da Coaaoia-
rio, Ranha dos Anjos, Sania Clara, Jess Maria e
Jos. Moizes fazendo lahir agua do rochedo, N. S.
das Dores, S. Alexandre, Sania Jnanna, Descimen-
t da Cruz, Anjo da Guarda, Sania Magdalena, N.
S. do Roiario.
ESTAMPAS DE SANTOS E SANTAS.
Cbegon a toja de miudezas da ra do Collegio n.
1, urna porcao de eslampas de Santos e Santas a sa-
ber : Sania Cecilia, S. Joio, N. S. do Hotario,Cora-
rao de Jess o fiara, virgem do Raciocinio, o si-
lencio da vrgem, N. S. dai Dores, Jess Mara Jo-
t, S. Antonio, Santa Anna, Crorificado, S. Jos, S.
Luiz de Gonzaga, Salvador do Mundo, ludo em pon-
to grande.
Quem precisar de am ptimo randieiro de 3
lozes, com globos em bum estado, propro para toja
e por barato preco: dirija-te a roa eslreita do Rosa-
rio n. 10, ou aununcie.
Quem precisar tle nm caixeiro para qualquer
arrumaran, o qual d fiador a sua rondula : dirija-se
a ra de Sania Rila n. 1, na taberna graude.
Prccia-se de urna mulher para Iratar dos ar-
ranjns internos de urna casa do pequea familia.'
na ra larga do Rosario ti. 38.
:.Precis-se de urna ama que saiba cozinhar e
iromprnr para urna casa de pouca familia): na ra da
Cruz n. 7, lerceiro andar.
Perden-se em todo o mez pistado at hoje,
urna chave de burra, com a parte superior de pra-
la, com comprimenlo de duas putesadas pouco mais
ou menos : quem a tiver adiado ou achar, querr le-
va-l,i a Moreira & I loarle na ra do Cabug, onde
sera recompensado, se o exigir.
Luiz de Moraes Gome* Ferreira, procarador
nesla praca do capitio Wenceslao de Oliveira Bello,
residindo actualmente em Paje de Flores, embarro
para o Bio de Janeiro o escravo crioulo de nome Be-
nedicto, perleneenle ao mesmo senhor.
O Sr. Marcelino Cavalcanti d Cunha,qae mo-
ra para as bandas do Sr. l.ourencq, 'ha avjnda-
dede mandar remir a sua lellra que ha multo te a-
cba vencida cm poder de Jos L. M. da F'ranca.
Agencia de passaportes e titulos de re-
sidencia,
Tram-se passaporle lano para dentro cerno para
fra do imperio, e titulos de residencia, Indo por
preco mais commodo que em oulra qualquer parto :
quem precisar dirija-sei ra do Crespo n. 10, toja
do Sr. Jete Goncalves Malveira, que adiar eom
quem Halar.
Frederico W'iceln Quisl,subdito allemio, re-
tira-te para a cidade da Babia a Iratar de negodo sde
seo inleresse.
No sitio Taparur meia legua ao sul dn cidade
da Victoria, acham-se a senda por prego razoavel,
burros novos, mansos e refeilot, proprios para todo
o servico : a Iratar no mesmo sitio com Bernardiao
de Sena Almeida. ,
Segunda-fclra 25 do correnle, i'iepois da audi-
encia do Sr. llr. juiz de direito da primeira vara do
commereio, serio postosem arremal ico as dividas
to ausento Jote Gomes Moreira, constantes de lat-
irs na quanlia de 16:4599.771 rs,, por eieeucio de
F. Sou,age t\ C, sendo enireonen |Rnco pela maior
ollera qae houver.
1
l


DIARIO DE PERMMBCO. SEXTA FEIRA 22 DE SETEMBRO DE 1854

-


Na ma das Crine n. (O, taberna do Campo,
lia port,ao de bichas hamburguezas da melliores que
ba oo mercado, que se vendo em porcoes e a relalhu,
e tambem se alugam.
gara k mawmmaat
NO CONSULTORIO
DO DR. CAS ANOVA,
MjA DAS CRL'ZES N. 28, ?3
3 conlinua-se vender carleiras de homeopa- W
w ihia de 12 lobos (grandes, medianos e peque- &
* nos) de24, de 36, de 18, de 60, de %. de120, w
de 144, de 180 ale 180, por precos razoaveis, *M
desde 58000 d 2005000.
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Tintaras a escolher (entre 380 quali- **
dados) cada vidro 130U0 >k
.-J[l!l?i!?lMt>ll'a 500 c 300
CA.?.A. .UE cMMISsA()' DE ESCRAVOS, NA
ANDAR HOSAK, N- SEGUNDO
Nesta casa recebem-se escravos por comniissSo pa-
ra serem vendidos por conla de seus seuliores, e afi-
anc.a-se o bom Iralamento e seguranza dos niesmos,
nao se poupando esforens para que sejam vendidos
com promplidAo, aGiu de que seus seuliores ido sof-
Iram empale com a venda delles. Cumprem-se as
condicies de serem vendidos para fia ou para a Ier-
ra conforme a vnulade de seus donos.
Aluga-se urna rasa terrea para se passar fes-
ta ou anuualmenle, sita no lugar Santa Anna de
dcotro, sendo o lugar o uiais salubre que dar se pode-
na ra da langucia n. 4.
Precisa-se de urna ama deleite, sadia e de boa
conduela : na ra da Cruz n. 48, segundo andar.
ATTENCAO'.
ConsUndo-mequejumapessoa moradora no Recite
lem desacreditado a aljuns pretndanles dessa cida-
de a propriedade Pilaiiga pertencenle ao recolhi-
menlo.desta villadelguarass que temdeserarrema-
tada nessa cidade no dia 22 do correnle.smenle com
o fin de que cerlo prelendenle, seu intimo amigo
morador neste lermo se acbe s, e sem npposico al-
guna na mesilla arrematarlo, aviso aos pretenden-
tes dessa cidade que n.lo deiiem o campo vacuo ;
pois que a mesma propriedade lem excellentes qua-
lidades, e lie baratissima porque tem urna legua de
Ierra em quadro com boas varia, e carregos para
carinas, alio para roca etc. pudendo fazer-se com le-
licidade um engenho d'.igua, e encllenles madeiras
a ponto de se terem lirado o anno passado mastros
para embarcates, que foram vendidos a 800 rs.
cada uro, pode-se fazer enrllenle serrara d'agua:
avista de 13o boas pro lorrcs distando da mesma
porpriedade ao porto desla villa nimio menos deduas
leguas; eu sinlo, e choro nao ler cinco ou seis con-
t ile rs. para a arrematar, e fazer nella bem bom
arranjo pois que lenho inicuo conhecimeulo pelas
grandes cacadas que la lenho feito com meus caes
que sao opimos para isto; onde lenho gozado dos
bellos banhos. 16 de miembro de 1854.
O Iguaraisuerue.
Precisa-se de um feitor para um silio perto da
praca, ou mesmo prelo velho escravo ; quem esliver
uesla circumstancia, dirija-se rua do Rangel u. 77,
primeiro andar.
. Arrendam-se as lejas da casa da ra do Colle-
io n. 15, mui proprias para qualquer eslabeleci-
nienlo commercial, nllicjna, sala de leiloes ou de
caf : a tratar com o Dr. L. de C. Paes de Andra-
de, na ra do Hospicio junto ao quarlel.
Jolas.
Os abaixo assignados, donos da loja de nurives na
ra do Cabug n. 11. confronte ao paleo da malriz.e
ra Nova, fazem publico que estflo sempre sorlidos
dos mais ricos e melliores gostos de todas as obras
de ouro necessarias, tanto para senhoras como para
bomens e meninas, coniinuam os precos mesmo ba-
"itos como tem sido ; pnssar-se-ha una conla com
ponsabilidade especificando a quaiidade do ouro
-14 ou 18 quilates, liudo assim garantido o com-
prador se apparecer alguma duvida.Serafim A
Irmaos.
RETRATOS PELO SISTEMA
CRISTALOTTPO.
Joaquim Jos Pacheco, faz scientc a quem quizer
possair um fiel e perfilo retrato, de'traaos inlelli-
giveis e cores fizas e naiajajaes, que digue-se procu-
ra-lo desde as 8 horas d.imanhaa as 3 da larde, quer
esteja o lempo claro ou escuro. A explendida gale-
ra pode ser visitada mesmo por aquellas pessoas
que nao quizerem relralos.* No eslahefecimenlo ven-
dem-se todos os malcraos precisos para o daguerreo-
typo : no aterro da Boa Vista n. 4, lerceiro andar.
Aloga-se um mulato com 20 anuos de idade,
muitoobedieule e fiel, traballia de sapaleiro, serve
ptf a comprar e fazer o servigo interno de unw casa:
na ra da Uuia u. 64, segundo andar.
Albiup Jos da Silra faz scicnte ao respeilavel
pohlico, que o Sr. Francisco Jos Pereira Borges dei-
jou de ser seu caiieiro desde o dia 19 do correnlc.
O Sr. Francisco Leite de Mello tenlia a hon-
dada annuociar a sua marada pira ser procurado,
mi dirija-se a roa da Pr.iia n. 20, a negocio que Ihe
diz respelto.Antonio Pereira Mondas.
JoSo Carlos Lumachi faz scienle que se despe-
dio da casa do Sr. Fredi rico Robilliard.
Antonio Pereira, retira-se para Portugal.
Precisa-se de um cozinheiro ou co-
zinheira, forra ou captiva, para urna casa
estrangeira. Agradando paga-ce bem :
a procurar na ra do Trapiche n. 12, no
aserio torio.
No dia 29 do corre nte mez se lia de arrematar
em praca publica, do Sr. Dr. juiz de orphaos, a re-
querimento do administrador dos bei.s do fallecido
Joaquim Antonio Ferrara e Vasconcellos, os seguio-
les : um sobrado de um andar e sotan corrido, silo
lia estrada da Magdaleni, fazendu quina com a Ira-
vessa que vai para os Remedios, oolro dito junto, s
travejado e coberto, e mais um terreno na mesma
inha com alicerces para duas casas, no mesmo cor-
rerum terreno com 320 palmos com fundos tanto o
terreno como os quintis dos sobrados, com 292 pal-
mos de fundo, tojos com frenle para o silio do Sr.
Jos Pereira d Confia, sendo essa a ultima praca.
No dil 96 do eorp.'nle [-olas i horas da larue,
a porta do IHro. Sr. Dr. juiz dos orphaos, lerceiro
supplente, no sobrado defronle da matriz da Boa-
Vista, se hao de arrancar em prara publicarle ren-
da iiertMaono, os predios seguinles : urna casa na
na RealaJT. 33 por 126>500. oulra na Iravessa do
Ouuboo. 1, bairrodaBoa-Visla, por 12OSOO0, oulra
na Iravessa dos Quarteisi n. 29 por 608000, perlen-
cenles aos herdeiros do fallecido padre Jos C-on-
jalo. *
Perdeu-se urna eatteira de algibeira de marro-
quirn roso, ja osada, com urna lettra de 80o rs. ven-
l'.IJ' ," Junho d" uresen'e anuo, um val de
W&lbOrs.do qual ja se recebeu 17J) rs., como se v
de urna nol fela no verso, cora o nome do dono,
algnmas lellras pagas, e diverses papis de assenlos
quei so servem ao dono : quem. a achou querendo
restituir pode entrega-la na casa n. 5. delronte da
roa do Uno, beando-s; cun o diuheiro que liavia
f HrS* Carle'r'' que se licaf'' DU"Bado.
Loja de calcado da prara da Inde-
pendencia i.-57 e r,0, de Antonio Amis-
to do* Santos Porto, foram vendidos dous
quartos n. 197o, da primeiraparte da 19
lotera dotheatro de Santa Isabel, emque
saino o premio de 5:000$ de rs., os pos-
suidorejqnetrao ir receber logo que sa-
bir alista geral, em casa do cautelistaSa-
lustiano de Aquino Forrera, na ra do
Trapiche n. 56.
i ~", Contando ao abano assignad, que Ilonoialo
Jost de Oliveira Figueiredo anda pediudo pelos car-
inos dos,escrlvacs desla cidade para Ihe confiaren!
autos em que o nlesmo abaiio assignado tenba es-
cnplo e assignado petiCjOos, dizendo que lem lctiras
do annunciaiilc para conferir, o mesmo annuncian-
le declara, que nao tem assignado documcnlo alaum
de lica, vale, deposito, lellras, ele, alm de seis lel-
lras todas na importancia de 2:0993000, que sao duas
garantidas ao Sr. Joaquim Ignacio de Carvalho Men-
donja de 4OO8O0O cada urna, tres que aceilon ao Sr
I heolomo Feliz de Mel'o de 4005000cada um, una
ao Sr. Anlonio Gomes de Aranjo de 99JJ000, e por
isso todo e qualquer documento de divida, obriga-
raoe responsabilidade que appareca lie falsa, c por
rujo motivo declara mais, que desia dala em dianle
nao garante nem aceita documento algum de iual-
quer responsabilidade. Hecife 20 de seleinbr* de
1854.Francitco Lopes da Mica.
O Sr. capitao Marcelino Jos Lopes
queira ter a bondade de recolher ao
caitorio do esorlvao Araujo. no termo de
Iguarassu', os autos de inventario dos l>ens
de Jos Carneiro, de que be inventari-
anteManoelThomaz Rodrigues Campello,
c emoqual sao interessados o mesmo Sr.
Marceliuo e o Sr. Di: Francisco Joao
Carniro da Cunlia ; os quaes autos oSr.
Marcelino pedio em conianraba dous nie-
/.es pouco mais ou menos. Faro o pre-
sente nnuncio, porque devendo ser a-
quelleaulos remittidos juntamente com
outros para o jui/.o da prircoira vara civel
desta cidade, em rirtude de urna preca-
loria avocatoria requerida pelo Sr. Dr.
Francisco Joao Carneiro da Cunlia e que
ja' foi maullada cunipi n pelo juizo muni-
npal de Iguarassu', vim a'esta cidade i'
toda a presta e baldados teem sido ,.
meus esfoiros para encontrar o Sr. capi
tio Marcelino, aind i mesmo em sua casa ;
peloqijje tenhobeni fundados motivos de
queaq&elleSr. se occiilta parame nao
entregar os autos. Recife H de setenio
brodel85t.AdMpho Manoel Carael-
de Mello Araujo.
PUBLICACAD DO INSTITUTO H0M(E0PATH1C0 DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
) ou
VADEMCUM DO HOMOPATHA.
la-XKH)
118000
Melhod conciso, claro, e negnro de curar bomanpalliicamente todas as molestias, que allii-cm a
especie liiiniuna, e parliculaniieute aquellas que reiuam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra imporlanlissima he boje reronherida como a primeira c melbor de todas que Iralain da ap-
plicacilo da boniieopalliia no curativo das moleslias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
passo seguro sem possni-la e consltala.
Os pais ele, devem Ic-la a m3o para occorrer promptameute a qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por..........
Encadernados.............
Vendc-sc nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mondo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Niuguem poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa quaiidade. Por isso, e como propagador da homiropathia no norte, e mmedialaineule iuleressado
em seus benficos successos, lem o aulor do THESOLKO HOMOEOPATHICO mandado preparar, soh
sua immediala inspeccao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse traballio o hbil pharmaeculico
e professor em homoeopathia, Df>S, de P. Pires Hamos, que o lem cicculado com lodo o zelo, Inalda-
de e dedicacaoque se pode desejar.
A efBcacia desles medicamentos he attestada por todos que os lem experimentado; clles' nao preci-
san! de maior reninmenilacno; basta saber-so a fonte donde sabiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Urna carleira de 120 medicamentos da alia e baia diluirn em glbulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e de urna
eaixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........1008000
Dita de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas 908000
Hila de 60 principies medicamentos recommendados especialmente na obra, c com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos gruidas.). (08000
(tubos menores). 438000
Dita de 48 ditos, ditos, com a obra fluoos grandes)........ 501000
b D (lobos menores). .TiguOO
Dila de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tobos grandes) 408000
> b (tubos menores^. 3 Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .... .'I-ikki
b (tubos menores) 268000
Dila de 24 ditos ditos, com a obra, (tubos grandes)....... 31)8000
b b a (tubos menores). ... 208000
Tubos avulsos grandes............. 18000
n pequeos............ jjon
Cada vidro de untara............. 2p000
Vtndcm-se alm disso carleiras avulsas desde o proco de 884)00 rs. al de iOOglIOO rs., conforme o
numero e tamaito dos lubos, i riqueza das ratina e dvnamisacoesdos nicdicamenlos.
Aviam-se qoaesquer encommendas de medicamentos com a maior promplidao, e por preces roinnio-
dissimos.
Vende-sc o tratado de PEBRE AMAREI.l.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 28000
Na mesma bolica se vendo a obra do Ur. 41. H Jabr Iraduzido em porlugucz e acom-
modada ajntelligencio do povo........... 68000
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO IIOMtSOPATlIlCO, leve a bonda-
de de dirigir o Sr. cirurgiSo Ignacio Alces da Silca Sanios, estabelecido na rilta de Harreiros.
a Tive a satisfaco de receber o Thesouro homceopathico, precioso fruclo do Irabalbo de V. S.,c Ihe
aflirmo que de lodas as obras que teidio lido, lio esta sem contradicho a melbor lano pela clareza, c>m
que se acha escripia, como pela precisao com que indica os medicamentos, que se devem empregar ;
qualidades estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que descoiibeccm a medicina
Iheocria pralica, ecl., ect.,elc. b
CONSULTORIO DOS POBRES
SUA DO COLLEGIO % ASTBAK 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consullas hoineopalhicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operaban de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
qner mulherque esleja mal de parlo, e cujas circunstancias no permit a m pagar ao medico.
NO (ilVSLLOilK) DO DR. P. A. LOBO HOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. (J- H. Jahr, traduzidoera porluguez pelo Dr. Moscozo, qnalro
volumes cncadernailos em dous :................. 208000
Esla obra, a mais impurlanlc de lodas as que Iralam da bomcopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a 'oolrina de llahnemann, c por si proprios se convencerem da verdade da
mesma: inleressa a lodosos seuliores de engenho c faze.ideiros que eslAo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra, de ler precisao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolanles ; e inleressa a lodos os chefes de familia ene
por circnmslancias, que ntni sempre podem ser prevenidas, ato obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homcopalha ou Iraducc.io do Dr. Hering, obra igualmenlc ulil s pessoas que se
dedicam ao esludo da humeopalhia um volimie grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
pensivcl as pessoas que qiiercm dar-se ao esludo de nieiKcina........
Urna carleira de 24 lubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele. .;....-........
Dita de 36 com os mesmos livros.................!!
Dita de 48 com os dilos. ,............"!'.!".!;
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de Unturas indispensaveis, ii escoiha! '.
Dila de 60 lubos com ditos...................
Dila de 144 com dilos..............".'.'.'. 1 i '. ', l ',
Eslas silo acoropanhadas de 6 vidros de Unturas escolha.
AS pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, terao o abalimcnlo de 108000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 88000
Hilas de 48 dilos..............%..'...., 1680(10
Tubos grandes avulsos ...............,'. ', 18000
Vidros de meia onc,a de Untura............ ,. .'.'.'..'.. 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pas horaeopatliia, e o proprielano desle eslabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
uinguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lamanlios, e
aprompla-sc qualquer cucommenda de medicamentos com toda a brevidade e por precos nimio com-
modos.
88000
43000
408000
4.V8000
508000
608000
IOOOOO
O abaixo assignado faz scienle ao publico em
geral, que nao se rciponsabelisa por qualquer divida
quesuiisescravas ou escravos possara contrahir em
tome do mesmo abaixo assignado, e para quo se nao
chamem a ignorancia tu o prsenle aviso.
Duarte Borges da Silra.
Desappareceu na noile do dia 20 para ama-
nheccr o dia 21, um galo capado lodo amarelio, com
nina coleira de mamiqiiim verdeja velha, caro dous
cascaveis de piala : quem o tiver agasalliado, e qui-
zer reslilui-Io, se gratificar;!, no paleo do Carmo
n. 16.
O Sr; Fllipne Bello Mariel de Oiinda, lem urna
carta na ra do Brum 11: 22, e milito se Ihe deseja
fallar nl o dia 23 do correnlc.
COMPRAS.
Compra-sc pataches liespanlioes.na
na do Trapiche no armaztan do Sr. Mi-
guel Carneiro.
Na ra Direila n. 21 se dir quem compra nina
casa terrea ou um sobrado de um andar, sendo em
boa rua,
Compram-se jornaes para cmbrulho a 38200 a
arroba : na rua larga do Rosario, junto ao quarlel,
n. 8, 13, 17.
4iompram-se saceos vasios que tenliam sido de
larinlia : na rua da Pciilia, tabana nova.
Compra-se um prelo cozinheira, e urna prela
que tenha algumas habilidades, sendo mocos c de
bonitas figuras, pagam-se bem : a Iraiar 110 escrip-
Jorio de Manoel Alves Guerra Jnior, na rua do
Trapiche 11. 14.
. Compra-se escravos de ambos os sexos, prefe-
rindo-se os mocos: rua.do Qucimado n. 2.
VENDAS
\ende-se vellasde cera de carnauba feilas 110
Aracaty, de 6, 8, e 9 em libra de muilo boa quaii-
dade : na rua da Cadeia do Recife b. 49, primeiro
audar,.
A ELEGANCIA.
Riquissimas fazendas para vestidos, denominadas
gazes, fazenda cumplelamenlc moderna, e que in-
fallivelmenle agrada ao comprador nao s pelo pre-
co como pela quaiidade : vender na rua do Crespo
n. 16, esquina. ,
Venda aa vtat ~\i garrafas superior quaiidade
por 720 rs., ceneja ^ <-rs., licores linos de lodas as
qualidades, champagne, macarras, lalharim, ale-
tria, ludo por preio coinmodo p.na acabar, latas
com snrdinlias, grandes a700 rs..Ujollospara limpar
facas a 180 rs., e todos os mais gneros perleucenles
a taberna, por menos que em oulra parle : na rua
da Praia n. 17, defronle da riheira.
Uecommenda-se aos horneas do campo o
seguinte nnuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa.a que muilos
chamam de fellro a 18000 rs. cada um : na rua do
Crespo loja n. 6.
Vendc-sc urna escrava muilo moca com urna
cria prela _dc 11 metes, muilo esperta, urna ne-
grinha de 5 anuos muilo linda c esperta, um nnil.i-
linho de 7 annos: na ma dos Quarleis n. 24.
Vendo-so a parle de um grande silio, na cs-
Irada de Joao de Barro-, com casa de vivenda, ar-
voredos de fruclo, baila pra capim : os prelcnden-
les dirijao-se ruado CAng, loja 11. 18.
Vendc-sc um bonito molcque de 10 anuos de
idade : na botica da roa do Rangel n. 64.
Vende-se um muleque de 12annos, cum pre-
lo de 23 annos, bonitas figuras : na rua larga do Ro-
sario n. 26, 2 andar.
Fasendas baratas, na nova loja de 5 por-
tas na rua do Livramehto n. 8, ao pe
doarmazemde louca.
Vendera-se chitas escuras linas, o cores (has, com
pequeo loquo de mofo,'molliado que soja desappa-
rece, o covado 160 ; lencos de garca a 610 e 720, e
outras fazendas baratas.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUN01QAO E FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BONVMAX. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CI1A-
FABIZ,
ha sempre um grande sorlimrnln dos seguinlesob-
jeclos de mechanismos proprios para cugenhus, a sa-
ber : nioendas e meias inocndas da mais moderna
conslrucco ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior quaiidade, e de lodos os lmannos ; rodal
dentadas para agua ou aiiimaes, de -lelas as propor-
coes ; crivos c boceas de fornalha e regislros de boei-
ro, aguilhoes.hronzes parafusos c cavilhoes
de mandioca, ele. ele.
NA Mii^ylXljICAO
se excculam lodas ji -**, ..periori-
dade ja conhecidiU 1 ^p^aa presteza e coinmo-
didade em prco.Bj^^
Vendem"-tnlcasa d S. P. Jolins-
i[a de Senzalla Nova n. k'2.
Vende-se um terreno na camboa do Reme-
dio proprio para olsria, com barro para obra no
mesmo lugar : no silio Engeiilioca achara com quem
Iralar.
Santos de porcelana.
Na rua do Collegio n. 1, vendem se magensde
porcelana do Bom Pastor, S. Pedro, N. S. Mili de
Dos e S. Joo.
Domingos Alves Matlieus lem para vender no
armazem de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega muilo superior farinha boa da fina
ciu saccas de cinco (piarlas medida velha.
Na rua do Crespo n. 16 esquina, vendem-sc ri-
quissimas romeiras de fil c de cambraia bordadas
a agulha pelo diminuto creen de llaOO.
ATTENCAO.
Vende-se no aleo da Boa Visla, loja n. 78, meias
de cores para lionicm pelo diminuto prero de 160 e
200 rs., ditas para senhoras a 220 e320, e'mnito finas
sem costuraba 400 rs., linhnsde novellos muilo gran-
des c d-sc amostras, grampas a 40 rs. o maco, filas
de linho a 10 rs. a peca, liuhas de carrilel solidas a
20 rs. e muilo mais miudezas com que todo o nego-
cio se faz para acabar, assim como vaquetas inglczas
para cobnr carro por preco commodo.
Vendem-se varias obras de labyrintho de bom
goslo: na rua da Guia 11. 9.
Vcndcm-se palils de panno fino francez pre-
los e de cores a 168 e 188, dilos de raeriu setim a
16?, ditos de seda cor de palha a 108, ditos de alpa-
ca prela a 108: na rua do Crespo loja amarclla u.
4, de Antonio Francisco Pereira.
Vendem-se corles de lanzinhas muilo linas de
lcovadus cada um, a 48500 rs., dila 320 rs. cada
covado, chales de lita e de casimira de urna s cor e
de barras a 68 cada um, na rua do Crespo loja ama-
relia 11. 4, de Antonio Francisco Pereira.
Vendem-se casimiras finas francezas, brancas e
de cores a 28 e 28500 cada urna : na rua do Crespo
lojaamarella n. 4, de Antonio Francisco Pereira.
A 4,s000 o alqaeire de farinha de man
dioca.
Vende-se" a bordo do liiate Audaz ,
defionte do caes do Collegio, em poiroes
ainda se vende por menos: trata-ge*no
escriplorio danta da Cruz n. 40, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Ileis, contina a ter superior potassa da
KussiacdaAmciiea, por prero razoavel,
e ral de Lisboa da mais nova.
Vendem-sc sedas lizas e de quadros furia cores
a 1&200 cada covado, zulmira de seda a 180 rs. o co-
vado, kelvinas lisas e de quadros a 560 rs. o covado,
corles de seda cstocezacom 15 royados, a 128, e ou-
(rasmuilas fazeudas de bom goslo : na rua do Cres-
po lojaamarella 11. 4, de Antonio Francisco Pereira.
Na rua do I.manipulo n. 14, esl-se vendendo
fazendas por precos que admira, como sejam : da-
masco de 1,1a a 610 o covado, l.ia para vestidos, fa-
zenda muilo lina a 360 o covada, chapeos francezes
para homem a 58000, meias casemiras de algodo a
1200 o corle, coeiros de barra a 240, cassa de qua-
dro para hallados a 28000 a peca, riscada de algodito
proprio para roupa de escravos pela sua duraco a
140 o covado, chitas de coberta a 140 o covado, e
58000 a peca, chitas decores fixas e bons pannos a
140,160 e 180, c muilo finas em Unas a 200 rs. o
covado, riscado francez milito largo a 200 rs. o co-
vado, selim cor de rosa c prelo a 400 rs. o covado,
madapoUo de 38, 3JM0O, 3&600. 38800 c 48000, e
muilo fino a 58000, e oulras muitas fazendas que
lorna-se enfadunlio mencionar.
KUA DO QUEIMADON. 1.
Anda cxislem para vender, lencinhos brancos,
cercadura de cor, pioprios para meninos, a 100 rs.
cada um, dilos com cercadura aherla a 120, ditos lo-
os brancos, cercadura aberla. finos, proprios para
senhora a 140, dilos de cassa muilo finos com barra-
zinlia de cor li\a 160, chitas muilo boas e de cores
iixas, com um pequeno loque de moro a 160 o cova-
do, lilas largas de cores fixas a 240, cassas francezas
muilo linas, padres miudinhos e fixns a 610 a vara,
pecas de brelauha de puro linho com 6 varas a
28500 a peia, corles de casemira prela para calca a
48500 o corle, c oulras muilas fazendas por barato
preco, para acabar.
Vende-se 5 escravos, sendo 4 molecotes de bo-
nitas figuras c 1 mualo muilo mojo e bom canei-
ro : na rua Direila a. 3.
.1110111I10
engarrafado.
S Antonio Agripirro \avier de BrioT Dr."
medicina pela laculdade medica da Babia, re-
side na rua Nova n. 67, primeiro andar, 011-
8 'le pode ser procurado a qualquer hora para o $3
exercicio de sua prolissilo. &t
O padre Vicente Ferrcr de Albu-
f|uerque,frofessor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a entinar tiesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se 4[uizerem utilisar de seu prstamo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maioressacrificios,,
e, emqiiantonaolixar sua residencia, 4(ue
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da prara da Independencia ns.
(i e 8.
Aluga-se o quarlo andar esoliio do sobrado da
rua do Trapiche 11. 42, com excellentes commodos
para familia : a Iralar no primeiro andar do dito so-
brado.
Aluga-se annual 011 pela fcsla urna proprieda-
de de pedra a cal, no lugar da Casa Forte, contigua
a do lenenle-coronel Vlftlla; a Iralar na fundiese
do Brum n. 6, 8c 10, com o caiieiro da mesma.
Aluga-se por preco commodo um sobrado com
solio, aira* do thealro de S. Francisco: a Iralar com
I.uiz Gomes Fcrreira, no Moudego.
14*000 rs.
Precisa-sc de urna prcta que soja boa coslurcira c
engommadeira : quem a liver dirija-sc a rua do
Rangel n. 77.
Arrenda-se o sobrado de dous andares da rua
do Amoriin 11. 50 a Iratar na rua da Cadeia do Re-
cife, sobrado 11. 1, com Jos Goncalves Torres J-
nior.
Deniz, alfaiate francez,
estabelecido na rua da Cadeia do Recife n. 40, pri-
meiro andar, trabalha de feilio.
Precisa-se de um feiloi que enlendade pla-
alo de arvores de espione e jardim : quem esliver
ncslecaso apparer,a na rua do Brum 11. 21 arma-
zcin.
N'ovos livros de homeopalhia iiicrranicz, obras
lodas ile suinina importancia :
llahuemaiin, Iralado das molestias
linio -........
Teste, irolcslias dos meninos .!!.'!
Hering, homeopalhia domestica. .
Jahr, pharmacnpcnhoineopalhica. .*
Jahr, novo manual, 4 volumes \
Jahr, molestias nervosas......
Jahr, molcsliasda pclle...... '.
Rapon, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlhmaiiii. tratado cmplelo das moleslias
dos meninos.......
A Teslc, materia medica homeopalhica*. '.
De Fajolle, doulrina medica honienpalliica
Clinicu de Slaoneli .....;...
Castlng, verdade da homeopalhia. ". '. ',
Diccionario de Nxslen......
Altlas rompido lie anatoma com heilas es-
lampas coloridas, conieiido a daaeripeao
de lodas as parles do corpa humano .
vedem-sc lodos estes livros 110 consullorio liomeona-
Ihicodo Dr. Loba Moscuso, rua d -
primeiro andar.
os
chronicas, 4 vo-
208000
6J000
. 7^)00
68000
16300(1
63 SJIKX)
168000
108000
KJIXIO
78IHK)
6>T4KKI
49OOO
108000
to
urna escrava que
e tomar conla de
30|000
imenpa-
lo Collegio n. 25,
- No sobrado n. S2 da rua do Pi-
lar, precisa-se alugar
saiba engommar bem
urna casa de pequea familia.
*;* #
* Joias de ouro.
*9 Na rua do Qoaialado, loja de ourives pin- &
<& lada .le azul n. 37, ha un rico c variado sr-
fe lmenlo de obras de ouro, que o comprador
avala dos precos e bom feilo de obra mo dei- vi
xarn de comprar, aaiicando-se c responsabi- '.'>
9 lisando-se pela quaiidade de ouro, de t i e 18 $
yt; quilales.
m-?* ;-csjg;sg 3ees
Precisa-se alugar um primeiro andar com bas-
tantes commodos, sendo as seguinles mas: Quei-
mado, Cruzes, larga do Rosario, Nova, Collegio ou
aterro da Boa-Villa : quem liver annuucic 011 diri-
ja-se a rua Nova n. 41, primeiro andar.
Perdeu-se no domingo 17 do correle urna pul-
reira de cabello rom chapa de ouro, firmada com
as lellras |.. M. N. desde fora de Ponas al a nenia
do Recile: qaem a achou e quizer restituir pode en-
tregar na rua do Collegio laberna o. 16, que sem
generosamente recompensado.
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
un.io- cm quaiidade e votes aos dos bem conheoid
autores Collard & Collard, rua do Trapiche No\
n. 10.
@@@aa j R.^e
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na rua larga &
99 do Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den- 9
J9 tes com gengivas artificiaos, e dentadura com- 9
9 pela, ou parte della, com a pressao do ar. 9
9 Tambem lem para vender agua denlifricedo 9
9 Dr. Pierre, c p para denles. Kna larga do 9
Rosario n. 36 segundo andar. 9
99&& 9 9999999 9
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n.19.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, lia milito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
I.ava-se e engomma-se com loda a perfeijao e
aceio : no largo da riheira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes, 9
3 formado em medicina pela faculdade da Ha- 9
9 hia, coulini'ia no exercicio de sua profissao, na 9
9 rua Nova 11. 19, segundo andar. 9
9:&@S9@99 99999 ~
TOAL.HAS
E GUAKDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vcndcm-se toalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para roslo, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
Precisa-so de urna ama para o servido de urna
casa de pouca familia, sendo de idade : na ruabla
Alegra 11. 44.
Na rua Nova n. 10, loja francesa den!.
J. F. Duarte,
acaba de receber um sorlimenlo de ricas fazendas de
lindos padroes, como sejam : corles de sedas de qua-
dros, sedas furia-cores, fitas finas de seda, bicos bran-
cos e prelo- de- soda, c pelos de I a, ditos de Idonde,
dilos de linho linos, [raneas ln ancas, | rola- e de
cores, franjas com tranea- brancas, prelas e de co-
res, manteletes de fil e seda do ullimo goslo de Pa-
rs, leques de madre-perola finos, pcnles de (arlaru-
ga para alar cabellos, chapeos de sol de seda ricos,
lano para senhoras como para Immcns, dilos de ra-
bera para senhoras e para homens, lodas estas fazen-
das as mais novas que ha no mercado, e muilas ou-
lras que se deixam de mencionar para poupar os
inniinieraveis lyposque oceupariam.
Virialo de Frailas_lavares, faz cerlo ao publi-
co tiesta citlade que dcixou de ser procurador bas-
tante da viuva e mais herdeiros do fallecido Joa-
quim Jos Pinto Guimaracs.
Engommado barato.
Na rua Direila n. 29, ha quem engomme toda a
quaiidade le roupa, por prero comiuodo.
Antonio Jcaquitn Vinhas deixon de ser taixe-
10 da loja da rua to Qucimado 11. .~>2 A, perlcnceiile
a Jos de Paiva Ferreira Jnior, desde o da 12 de
sclembro to 1851.
Precisase alugar um sobrado no bairro do San-
io Anlonio : quem liver annuucic, ou dirjase ao
palco to Collegio 11.6, primeiro andar.
Ollerece-s una maluer fiel e de bons cnslu-
mes, para ama de casa de punca familia : a Iralar na
rua do Collegio n. 21, seiuidoandar.
Precisa-se alugar una escrava para lodo ser-
viro interno c externo tle urna casa de pouca familia,
na rua do Vigario 11. 27, segundo andar.
Desappareceu do engenho Tiuma, fregue/.ia de
S. l.niiioneu da Malta, doudc sao escravos, osprelos
Mario e Manuela, ambos casados e de naeo ; elle
balso, reprsenla 'ar 40 anuos, c lem oflicio de pe-
dreiro ; ella alta, reprsenla 30 anuos, parecem
crioulos : a entregar na rua eslreila do Rosario 11.
II, ou no mesmo engenho, que se dar boa gralili-
gacSo.
Deseja-se saber aonde mora o Sr. Jos Domin-
gos da Silva Fortuna, ualural to Porlo : na rua da
Praia n. li.
Traspar,a-sc o arrondameato ta loja ta rua tlu
Oiieiinadu n. 49 : quem i pretender dinja-se a rua
ta Cadeia do Recife 11, 51, segundo andar a Iralar
rom Jo.lo Gonsalves Ferreira.
thlerece-so urna mnlher moca, que pude alian
car a sua conduela, para ama tle urna casa da pouca
familia ou homem solleiro : quem precisar, dirija-se
i rua ou Iravessa de S. Jos u. 12.
ton & C, na
Viiilio do P01
Sellins inglez'.*.
Relogios de ouro patente inglez"
Cbicotes de carro.
Farello em saccas de o arrobas.
Fornosdc farinba.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em iolha para forro.
Cobre de forro.
. OBRAS DE LABYRINTHO.
Vendem-se toalhas, leen-, coeiros de labvrinllio
de lodas as qualidades, rendas, bicos largos e eslrei-
loj, por commodos precos: na rua da Cruz do Re-
cife 11. 34, primeiro andar.
Vende-se a casa terrea n. 11 da rua da Concej-
ero da Boa-Vista : quem a pretender, dirija-se i
Oiinda, na rua Nova, casa n. 2.
QUEIJOS.
Vendem-se muilo bons queijos do serian dcstes
chamados de nrenca, os melliores que tem appareci-
do venda: na rua do Queimatlo, loja n. 14.
FACTO SECO).
Vende-se muilo sAa e boa carne, pelo barato prc-
{o de 48000 a arroba, e faci secco de gado, por ba-
rato prec,o, proprio para escravos : na rua do Quci-
mado, loja n. 14.
Vendc-se a casa Icrrea, sila na rua Imperial
n. 135, a qual se acha desembarazada de qualquer
hypolhcca, mas senao obstante isso, alguem se jul-
gar com dircilo a ella, queira declarar por esla mes-
ma ollia, 110 prazo de 3 dias.
Vende-se um cabriole! quasi novo, com arreios
em muilo bom estado; o rabriolcl nao pode haver
de melliores molas e muilo forlc em sua conslruc-
eao : na rua da Roda, cocheira do Sr. Pinheiro, on-
de esla ocabriolel : quem o quizer comprar, dirja-
se .1 rua do Queimado n. 13, sobrado de um andar.
PECHINCIIAS.
Corles de sedas de quadros a 208000, dilos de ba-
rege tle seda a 108000, dilos tle selim prcto c de co-
res bordados para rolllo a.58000, dilos de casemiras
de cores a 3 e 48000 : na rua do Queimado 11. 46,
loja de Bezerra A Companhia.
SACCAS COM FARINHA.
Vendem-se sacras com farinha da Ierra bem lor-
rada : na rua da Cadeia do Recife, loja n. 18.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
-riili.u a, cora 15 covados cada corte, a
Na ma do Crespo, loja ta e-'inina que volla para
a Cadeia.
CHAPEOS-PARA SENHORAS.
Vendem-se bonitos e modernos chapeos de seda
c blnnde para senhoras, ricamente eufeilados, a 168
e 188000: na rua Nova, loja n. 16, de Jos I.uiz
Pereira & Filho.
VESTIDOS DE SEDA.
Vendcin-se vestidos tle seda escoceza tle quadros e
lislrascnm 3abados, pelo barato preco de 128000:
na rua Nova n. 16, loja tic Jos I.uiz Pereira & Filho
I.AASPARA VESTIDOS.
Vcndcm-se lanzinhas para veslidos tle bonilos pa-
droes, em corles de 15 covados a jjOOO, lilas Irans-
parcnles tic bonitos e delicados desenhos. em curtes
de 21 covados, pelo baialo preco tle 128000 o corle:
na rua Nova, loja 11. 16, de Jos I.uiz Pereira &
Filho.
PALITO'S FRANCEZES.
Vendem-sc palitos fruncer.es tle brim tic linho de
cores a 38500, dilos brancos tle hrclaiiha a 48000,
dilos de alpaca prelos c de cores a 88000, dilos tle
panno fino e casemira prelos o tic cores a 168 c 188
rs. : n.i rua Nova, loja n. 16, tic Jos I.uiz Pereira
tV Filho.
CASEMIRAS FRANCEZAS.
Vendcm-se bonitas a modernas casemiras de co-
res, pelo barato preco tle .>>00 o corle : na rua No-
va, loja n. 16, de Jos l.uil Pereira \ Filho.
Vcndc-so nm honilo escravo, crioillo, tic 25
anuos tle idade, bom cozinheiro : 110 palco do Car-
ino n. I.
Vende-sc urna cauta cm bom estado que car-
rega mil a mil c cem lijlos de alvenaria: Irala-se na
rua do Rangel n. .'ii, dtsllaciio com Victorino Fran-
cisco dos Sanios, uosdias uleis das 8 da niaiihaa as 5
da ladaV.
Abotuaduras.
Na rua do Collegio n. 1, ventlcm-sc aboluadiiras
para rllele, pelo diminuto prego tle 60 rs., 610 e
18000.
Vernicas.
Chagoa n rua do Collegio 11. 1, una porru tle ve-
renicas, a saber : S. Miiirl, N. S. do Carino, Cora-
(3a de Jess e Maria, N. S. do Rom Parlo, o anjn da
nanla, S. Francisco, N.S.tla ConceicAo, Milagrosa,
N. S. lirando as almas do purgatorio, Maria conce-
bida sem peccado, Crucificado, N. S. das Dores, que
se vende pelo diminuto preco tle 40 rs. cada urna.
Cruzes com pa cm bai\o.
. Na ruado Collegio n. 1. vendem-se cruzes tle jas-
pe com o Senlinr Crueilieado a 160, 210, 320 e 400
1-., dita-eoiu pa em bailo a 500 rs., e ditas de pan
a 640.
Agenciado Edwla BXaw.
Na roa de A pollo n. 6, armazem de Me
Si Companhia, aclia-sc cojislantemenle bons sortlr
menlos de laixas de ferrt coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra a ni niae-. agoa, etc., dilas para a rmar em madei-
ra de lodosos lamanhose modelos os maja modernos,
machina liun-unin para vapor com forra de
altos. V"S, passaileiras de ferro eslaiihado
asa de purgar, por menos preco que os de co-
*e, esco vens para uavios, ferro da Suena, e fo-
Ihasde (landres ; tudo por barato preco.
VENHAM VER E COMPRAR.
Raratosim, fiado nao".
A*158000 rs., o corte! 1!
Na rua do Queiiiado loja n. 17, ao pe da botica,
vendem-sc corles dViarlalana moderna com listra
de seda para vestidos!de senhora pelo diminuto pre-
co le 9000 rs., cada him. Esla fazenda he muilo dc-
licauM~XS*iifli-si pojr lao bizo preco por ser por
conla dos fabricantes em Pars.
Vende-se um bom escravo, muco e sadio : na
Iravessa da Madre de Dcos, armazem n. 21.
\ en.lem--. esleirs de palhas novas a 148 "
ccnlo, chapeos do palha a 128 o rento, cera amarel-
la 500a libra : na rua da Cruz do Recite, laberna
de I.uiz Freir de A mirado n. 31.
PECHINCHA1!
Vendem-se superiores btalas francezas muilo no-
vas, pelo baralissimo prec,o de 18280 a arroba, e em
libras a 50 rs. : na rua Direila n. 76, esquina do
berco dos Pcccatlos .Muraos.
Vende-se urna casa raei-agua, com caes novo o
caiada ha pouco lempo, defronle da praia do forte
das Cinco Ponas n. 6 : a Iratar na rua do Collegio
n. 1.
Muita attencao.
Chegou u loja de miudezas da rua do Collegio n.
I, urna poieau de mangiiinhas de vidro com sanios
deulro. que se rende pelo diminuto preco de 500,
640,800,18000,18280, 18000 e9f000 rs.; a ellas,
antes que se acabem.
Maracaz.
Chegou loja de miudezas da rua do Collegio 11.
I, urna porcAo de maracaz.qOe se vendem pelo prero
de60rs.
Vendc-se urna casa na grande povoacao de
Ponta de Pedras, com nadarla, taberna e commodos
para-familia ; a Iralar na rua eslreila do Rosario n.
II, taberna de Manoel do Reg Soares, aonde sees-
plicar as commudidades da dita caa e o prec,o.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
_ Vendem-sc velas de cera de carnauba de compo-
sicao. feilas 110 Aracaly, da melbor quaiidade que
ha no mercado, epor mais commodo prero que cm
oulra qualquer parle : na ruada Croz n. 31, pri-
meiro andar.
t
Tn;il has e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a 108000 a du/.ia. ditas lisas a 149000
a dozia, guardanapos adamascados a 38600 a duzia :
na rua do Crespo 11. 6.
I.INHA DE CARRITEL DE 200 JARDAS.
Vcndem-se em casa tle Fox Brolhers, rua da Ca-
deia do Recife n.62, ra nieis da Alais superior linha
que lem viudo a esle mercado, cada carmel tem 200
jardas.
BRINS DE CORES.
Brim (raneado com quadros de cor a 600 e 700 is.
a vara, fustao branco alcochoado a 41)0 r. o covado,
castor muilo encorpadu a 240-o covado, pec,as de
cassa de quadros, proprias para bahatlos a 23000, gan-
ga .unan lia trancada a 320o covado : na loja da rua
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bom gusto a 48000 cada um, ditos de cassa
chita a 28000, ditos de chita frauceza larga a 38000,
lencos de seda de 3 ponas a 640, ditos de cambraia
com bico a 280 cada um : na rua do Crespo, loja
n. 6.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro desellim che-
gada recenlemenle da America.
Potassa.
No anligo deposilo da rna da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-sc muilo superior polassa da
Russia, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
A 4,000 RS. i ARROBA.
Vende-se carne muilo sita e gorda, viuda da
provincia to Cear, pelo barato prec,o de 48000 rs.
a arroba em pacoles de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Conceico, defronle da
escadinha.
Ai que rio.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs., ditos brancos a
l82IH)rs., dilos rom pelo a imilacao dos de papa a
18100 rs.: ua rua do Crespo loja n. 6.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 psde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 3G.
Na rua da Cadeia do Recife n. CO, arma-
zem de Henrique Gibson:
vcndem-se relogios de ooro de sabonete, de plen-
le inglezes, da melbor quaiidade e fabricados em
Londres, por pre^o commodu.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixal de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinlio do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em cabras de urna dozia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 7y.
CaSSAS "FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de (.iiiinaraes S Delinques, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas do ullimo gos-
lo, pelo baralissimo preee de 180 n. o covado.
NOVAORLEANS.
Paralo sim, liado nao.
Na na do Queimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furta cores lisa e de listras intitulada
Nova Orleanspelo barato precti de 500 rs., o cova-
do, sendo esta fazenda muilo propria para veslidos
de senhora e meninos; gaze de la a seda de cores
as mais delicadas,muilo proprio para veslidos tisse-
nhora e meninos a 500 rs. u covado.
Sedas.
Conlinua-se a vender sedas lisas furia-cores, de
goslo o mais delicado que lem vindo a esla prara,
Jpelo baralissimo preco de 18280 rs. o covado : na
r-^mni rua 'lo Oucimado, loja do sobrado amarelio n. 29, de
* Jos Moreira Lopes.
Rom c barato
Vendem-se corles de chila tle barra, de cores fizas
a 18600 rada corle ; na rua do Oueimado, loja do
sobrado amarelio n. 29. Na mesma loja le encen-
tra um cmplelo sorlimenlo de fazendas de lodas as
3validades, e por precos que agradarao aos compra-
ores.
Na rua da Cadeia doHeeifc u. 60, vendem-se 05
seguinles \1nl10s, os mais superiores que tem vindo a
este mercado.
Porto,
Bucellas.
Xere ** de ouro^
Dilo escoro, "*Wailfc
Madeira,
em carnudas de tima duzia de garrafas, e visla da
quaiidade por pre;o muilo em conla.
A DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
V rua da Cadeia do Recife 11. 50 ha para vender
barris com ral tle Lisboa, recentemente ebegada.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz contina haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina qoe vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n- 16,
segundo andar.
Vende-se um encllente eirrlnbo ito rodas,
mui bem conslruido.cem bom estado ; eaVesposlo
na rua do Arasao, casa do Sr. Nesnie n. 6, onde po-
dem os prelendeules eiarnina-ln, e Iralar > ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua ala Craz no
Recife n. 27, armazem.
ni.EIJOSEPRESUHlgl.
Na rua da Cruz do Recile no atr-
Antonio Francisco Marlim, se
ores queijus lundrinos, presunto
timameiile chegados na barca
razio.
Moinhos de vt
"ombombasde repulo para regar1
decapim. nafnndicade D. W. lean
do Brum ns. 6,8 e 10.
Devoto Cluistao.
Sabio a luz a 2." edijao de livrinho dea
llevlo UirisUo.mais correcto e acresceoladi
se unicamenle na livraria o. 6 e 8 da pr
dependencia a 640 rs. cada eieropler.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s |tiiiaj
de bom goslo : vendem-se na rua
esquina que volla para a cadeia.
MUITA ATTENCA"
Vcnde-se corles de cassa con
por 28500 rs., ditos de can
res com t.aliados, dos mais mode
los de cambraia d seda, corles 1
bam gesto chegados ultnamenli,
modernas a 00 rs. a vara, rhitaj fizas a
rs. o covado, cortes de cnllelestle fusta* a 1.
casemira de alendan a 320 rs. o covado, bri.Ti de al-
godao tle cores proprio para palils a 250 fK co-
vado, curies de casemira de lindos padrees a 5JI00O
rs., chapeos prelos francezes a 68000 rs., dilos da
sol de seda de cores a 60200 is.,, chales de algodSu
de cores a 800 rs., e oulras mais fazendas por pr
muilo commodo : na loja de Leopoldo dotlpaeOaei-
roz, rua do Queimado n. 22.
Vende-se um casal de ei
guras ; na prara da Boa-Vi
ma casa aluga-se ou arrenda-se SI
do, para qualquer eslabelecimeato.
modo.
ESCRAVOS
HE MODA!
Alpacas de sedas lisas, furta c-
rese detpiadrinhos, proprias para
vestidos, vende-se pelo baiatissitno
preco de 500 rs. o covado : na rua
do Crespo n. I esquina da rua das
Cruzes.
Farinha de mandioca.
Vcnde-se a bordo do patacho Flor da l'erdade,
ullimamenlc chegado de Sania Calharina, e o qual
se acha fondeado defronle do caes do Ramos, supe-
rior farinha de mandioca e por baralo preco ou na
rua do Trapiche 11- 6, segundo andar.
FAZENDA DA MODA.
Alpacas dr seda de quadros e lisa, furia-cores, fa-
zenda para veslidos, do melbor goslo que tem vindo
a esla praca, por precos que muilo lilo de agradar aos
compradores; dilo-se amostras para verem em qual-
quer parle : na loja to sobrado amarelio, nos qualro
cautos ta rua to (jueimado 11. 29, da Jos Moreira
Lopes.
Vcudc-sc superior e nova farinha de mandioca,
ebegada recenlemenle de S. Matheus : a bordo do
patacho .tmtemtc Constante, e hiate Amphilrile, ou
na rua da Cruz 11. 3, escriplorio de Ainorim Ir-
maos.
Vendem-se ricos pianos com excellentes vo-
zea e por precos commodos: em casa tic J.C. Rabe,
rua do Trapiche n: 5.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio .1 luz o novo .Me/ de Maria, adnplado pelos
reverendissimos padres capiichinhos tic N. S. ta Pe-
uha desla cidade, augmentado com a novena ta Se-
nhora da Conccicao, e da noticia hislorica da inc-
dalha milagrosa, o deN. S. do Bom Conaalho : ven-
dc-sc unicamenle na livraria 11. 6 e 8 da prara da
independencia, a 15000.
0 Deposilo le vinho de cliain- $)
(jj) pugne Chateau-Ay, primeira(|iia- /jj|
g| lidade, de propriedade do conc'"
de Maread
cife n. -20:
de toda a
se a r'jOOO rs. cadacaixa
se nicamente em casa de
rua da Cruz do Re-
esle vinho, o melbor
champagne vende-
acha-
L. Le-
i
cotnle Feron & Compan
AlCaixas sSo marcadas
Conde de Marcuil e
das garrafal sao azues.
na
N. R.
a logo
os rtulos
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes e enrorpados,
dilos brancos com pello, muilo mando-, rujiando os
de lila, a 19100 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bicber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Cola da Babia, de quaiidade esco-
Ihida, c por prero commodo : a tratar na
rua do Trapiche n. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, receida ha pouco
da Rabia, com bom sortimento : vendie-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de 11 ol and a,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
tiuelle reino ; vende-sena rua do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
Vendc-se urna baUnca romana com lodos os
seus per 1 o 11 res. em bom uso e de 2,000 libras : qocm
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
Attencaa.
Vcnde-se a taberna sila no Paleo do Terco n. 2,
com poucos fundos, ou mesmo s a armaran: a Ir-
lar na rua Direila 11. 76.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada rtteen temen te, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconle Feron &
Companhia.
Vendem-se relogios deouroe praia, 11 ai
baralo de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia 11. 18 e 20.
Epoaito da Tabrioa de Todui o Santoi na Sabia.
Vcnde-se, cm casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz 11. '1. algoda trancado d*aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commudn.
Veudcm-scem casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na prara do Carpo Sanio n. 11,o segninte:
vinho dcMarseilleem caias de 3 a 6 duzias, liuhas
em novellns ecarreteis, bren em barricas muito
grandes, ac do milao sorlitlo, ferro inglez.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sqam, qnadrilha, valsas, redowas, sefao-
lickes, aajnVaftinhas tudo modernissimo ,
chegadb do Rio de Janeiro.
Na rua dol.ivramenlo n. 36, loja de cera, se
lira quem vende I par de brincos de diamanto-, 3
dilos de ouro contra-lado. 1 aimel com brilhanles,
3 dilos rom diamante*, 1 allinelc tle peito de senho-
ra, I salva de praia contrastada, 1 palileiro dilo, 1
bandeja prateiaria, 12 cadeiras, 2 lilas de bracos, 1
sof. 1 mesa redontla, 2 bancas, ludo tle jacarando ,
1 cama frauceza le amarelio com lodosos perleuces,
1 commoda de inogno com eaveles, 1 guarda-loiica
de louro, 6 livros em branco paulados, Indo muilo
baralo, por seu dono se retirar para fra do imperio.
Contina a estar fogidaa
prximo passado, a escrava,
nome MaUildes, com os sfgn '
tanto vermelha, cabellos
grande, bstanle feia de cara,
passando-se a mflo pela barriga par
nbece, com falla de denles na frj
que esleja a Ululo de forra, lavan
rabaldes desla cidade, ou acontada cm i
com o mesmo titulo, pois he aag
guem lalvez pouco escrupuloso esleja 4
seus serviros : por isso que se previne |
rlusamente a liver occullo de a mar
rna Imperial n. 31, a seu senhor M._
Ferreira Esleves, do contrario vindo ,!__
inenlo o lugar em que a mesma escrava ao. achaoc-
culla, se protesta ir sobre qui laaaajiu tenha obrado
com todo o rigor da lei, cobrando dias de servio, e o
mais que a mesma lei permiltir.
Desappareceu do engenho Tiuma, freguezia do
S. Lourcncn da Malta, domingo, 17 do correle, ara
casal le escravos, sendo ambos crionlos, regrist
bem civilisados ; o marido de nome liarlo, 1
de pedreiro, bem prelo e bem parecido,
cheio do corpo, com idade 2i anuos, seaI
vando calca ejaquela de brim trancado nardo, cli
peo francez de palhinha amarella j vts^Hfl
her tambem milito moca, de nome Manoela,
representa ler i annos,"alta, corpo raej
ra-se o vestido que levou por sejulgar
mais runpa ; foram encontrados nateC
de viudo para o Recife, e he diuyH
viudo pelos Afogados, se nao tonveH
no: roga-se as autoridades 011 capiles de I
que o virem mande pegar e levar naquelle en
a seu senhor Manoel Joaquim Mauricio Wande
ou na rua Nova u. 67, que ser bem recompensado,
Desappareceu do sobrado 11. 50, nava Direi-
la, a escrava Viclorina, crioula, moja, estatura re-
cular, secc.i do corpo, e com urna cicatriz no rosto
em forma de lalho ; levou vestido da algodo tran-
cado de listras encarnadas, saia da linho azul e pan-
no da Costa ; quem. a apprehender e entregar no
dilo sobrado, ser recompensado.
Do sitio das Roseiras,_ defronle da capella do
Hosarinho, do m.ijor Joaquim ftla de Moura, fogio
110 dia 12 do correnlc o seu earavo Daniel Quarlai
feira, idade 18 annos, boa eslslata, cheio do corpo;
bem parecido, principia a fluere barbar, lem urna
cicalriz ecobranqui^ada. donda conmjjm patacJo,
no meio do braeo direilo procedida de urna dentada.
de um cao que se suppunha damnado ; elle he par
lodos conhecido pelo nome de (Juarla-feira ; quem
o pegar leve-o au dito silio das Roseiras, que ser
bem recompensado.
Desappareceu no dia 8 do correle as 6 hora
da tarde, uro mulato de nome Jorge, cujos signaos
sao os sacoinles: levou camisa e calc,a de algodlo
azul, clrape de couro,estatura baia.secro do corpo,
lem urna cjaeimadura nM roslo do lado esquerdo,
liornas finaaV pes pequeos, rendido das veri Iba :
qnein o apprehcniler leve-o na rua do Rangel n. 45,
que ser generosamente recompensado.
Desappareceu no dia i de selembro desle aono.do
engenho Limflo Doce, freguezia do Bonito, a
Maria Joaquina, pertencenle a Jos de Casurol
Brrelo, o qual houve por compra que fea ao
Fortunato Correia de Menezes, tendo a mesna 00
signaes seguinles: d'Angola.l.i annos de idade pou-
co mais ou menos, altura regular, magra, olhos pe-
queos encovados e vermelhos, cara becbigosa, falla
lesomliararadamente e depressa : esla negra he lio
sagaz que quando fuge muda de nome e eulilula-ae
de liberta, como miudezeira e he presumivel que
na prsenle faga use dessa estrategia, viilo que le-
va laboleiro previnido de miudezas: roga-se porlanlo
a qualquer pessoa seja auloririada particular ou ca-
puln de campo, que facam prender que ao
pagar a qualquer despeza que por ventura ae faja
com a captura la mesma e recompensar-se-ha com
generosidade aos seus conductores.
Desappareceu a prela Luiza, crioula, chela do
carpo, com mais de 30 annos de idade, o com urna
grande marca de queimadura desde a p al o coto-
velo de um braco, foi vendida de (ioianna por pro-
curado de Antonio (iuedes Gundin, e he provavel
que para l se encamiuhe : quem a pegar podare le-
va-la a seu Sr. Joaquim Mannlio Cavalcanli de At-
buquerque, na Ihcsouraria provincial que se recoan-
pensara.
Desappareceu o negro Job, da Cosa, estilara
regular, roslo bem feilu, denles eslreilos c separa-
dos, falla-lhc a primeira junta do segondo dedo de
um pe, falla muilo mal, e quando anda parece ter
a- liornas arqueadas. Esle escravo j tem dcsappore-
cido por vezes, e lem sido pegado no Recife e Oliu-
d.-i : quem 3 pegar pode lvalo ao engenho Goara-
rapes, que ser recompensado do seu trabalho.
Desappareceu no dia 8 de selembro o escravo,
rrionlo, de nome Anlonio, que costuma Irocaro no-
me para Pedro Jo-e Cerino, e inlilular-ec forro,
he muilo ladino, foi ecrJ>o de Anlonio Jos de
Sant'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
Santo Anlan, e diz ser nascido no serillo do Apody,
estatura e corpo regalar, cabellos prelos, carapioha-
dns, tur um pouco fula, olhos escures, nariz grande
e grossn, beicos grossos, o semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesta occasiao foi com
ella rapada, com lodos os denles na frenle ; levou
camisa de madapolSo, cal{a e jaqoela branca, cha-
peo ile palha coni aba pequea e urna Irouxa de rou-
pa peque na : he de suppr que muda ale) traje : ro-
ga-se porlanlo as autoridades policiaes e pessoas par-
ticulares, o apprehendam e Iragam nesta praca do
Recife, na rua larga do Rosario n. 24, que se re-
compensar muilo bem o sen trabalho.
1009000 de gralificacSo.
A quem aprcsenlar o moleque AITonso, de naran
Camundongo, idade 20 e lanos annos, bstanle sec-
co do corpo, leirr.es miudas, altura regular, com
duas marras de feridas no meio das costas ; desap-
pareceu de casa em 17 do corre ile agosto, pelas 7
horas la larde, e como nao leve motivos para fugir,
e leve sempre boa conduela, suppac-sc qnc fosse Tur
lado ; levou ralea de casemira azul, camisa de al-
indan irrosso e chapeo de palha com fila prela larga:
quemo 1 ron ver rua de Apollo n. 4 A, recebera a
gratificaran cima.
Ainda continua eslar fgido o prelo que, em 11*
de selembro prximo pa mandado no engenho \ rlenle, acgjnifriiihando urnas
vaceas tle mando do Sr. Jos Bernardino Pereira de
Brilo, que o alugou para o mesmo fim; o escravo lie
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meie cor-
cnnila, com a barriga grande, lem um sigual grande
tle ferida mi perna direila. ror prela, oadegas em-
pinadas para fura, pouca barba. :em o lerceiro dedo
da mo direila eiicolhido, e falla-lhe o quarlo: le-
vou veslidc calca azul de zuarle, tamisa de algodao
lizo americano, porm levou outras roupas rnois li-
nas, hem como um chapeo prelo de seda novo, e usa
sempre de correia na cinta : qoem o |iegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu senhor Roino Antonio
da Silva A le.miara, ou no largo do Pelouriuhoarma-
zem tle assucar n. 3 e 7 de Ruinan C, que ier rc-
couipeiisado.
Desappareceu no dia 1. deagosloo prelo Ray-
uiiin.lo. criuulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Icti, conhecido all por Rav-
mundo dn Paula, muilo convivente, locador de flau-
lim, canlador, quebrado de urna verilha, barba ser- .
rada, beicos grossos, estatura regular, diz saber ler
c esrrcver, lem sido encoulrado por vezes por delraz
da rua do Caldeireiro, juntamente rom urna prela
sua concubina, que tem o appellido de Maria cinco
reis ; porlanlo roga-se as autoridades policiaes, ca-
pilaes decampo e mais pessoas lo povo, que o ap-
prehendam e levem a rua Direila 11. 76, que sero
generosamente gratificados.
PERN. : TVP. DE M. F. E FAMA. 1854
11
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