Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01369


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Full Text
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ANNO XXX. N. 216.
Por 3 mozos adiantados 4,900.
Por 3 mcizes vencidos 4,500.
)
QUINTA FEIRA 21 DE SETEMBRO DE 1854.
-m-------
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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1
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DIARIO DE PERNAMBUCO
*
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4
encarregamos da sfbscrum'ao'.
Recite, o proprietar o M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Porcira Martn s; Baliia, o Sr. F.
Ditprad; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
nonca; Parahiha, o Sr. (lervazio Viclor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Percira; Araca-
ty, o Sr. Antoniode Lemos Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Bordes; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Pai, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMINOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 1/4 d. com prazo
Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 do premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discerni de leltras a (i e 8 0/0.
METAES.
Ouro. Oncas bespanholas..... . -205000
Moedas de 6400 velhas. . . 163000
de 69400 novas. . . 105000
de 4000..... . 99000
Piala. Pataciies brasileiros .... . 1040
l40
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias. *
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e uricury, a 13c28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintaa-feiras.
I'ISIAMAIt HOJE.
Primcira as 3 horas e 42 npiulos da larde.
Segunda as 4 horas e 6 wnutos da manhaa.
..
ai;die.\cias.
Tribunal do Commercio, segundas equiitas-ciras.
Relacao, ler^as-fciras e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas-feiras s 10 horas,
.luizo de orphaos, secundas c quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quarlasc sabbados ao meio dia.
EPIIEMEIUDES.
Solembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutos c
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manhaa.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescenle 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da Urde.
DIAS DA SEMANA.
18 Segunda. S. Jos Cuperlino f. ; S. Thomaz.-
19 Terra. S. Januariob. m. ; S. ISilo b. m.
20' Quarta. S. jejum ( Tmporas )S. Euslhaquio.
21 Quinta. S. Matheus ap. e evangelista.
22 Sexta. ( Tmporas ) Jejum. S. Mauricio m.
23 Sabhado. ( Tmporas ) Jejum. S. Lino p. ni.
24 Domingo. 16." Fcstadas Dores da SS. Vir-
gem Mi de Dos. Nossa Senhoradas Mercez.
PARTE OFFICIAL
KVISTEJtlO DA FIZE.\D.
Expediente 4o dia 22 da Junho de 1354.
A lbesouraria da provincia da llahia, transmillin-
, enmmunica a evlincr, > Ha contailnria da marinlia, e
bem assim a relacao dos eir pregados da coiitailoria
lena provincia, ordena ao inspector da mesma Ihe-
souraria que os admita como adlidos ao servido da
saparlirao ; devendo Informar nppodunanieiilc i-
rerca de sua idoneidade o dos lugares da dila llie-
couraria em que pode rn ser aproveilados. E nesla
cMiilo Jk|recoaimeuda que, sul cajaio da fis-
calisacil qe devexsreer relativamente s despe-
. za< do ministerio da raarioha, empregue lodos os
aaeios que eahem em uas itltrilju irr,cs para qnc se
faja com a maior regularidade e promplidan o pro-
cetao c liquidaran dis mesmas despezas, afim de
quintas soflr, o servir da repartir da niarinha.
Semelbautcs s lliesourarias da provincia de
PernamlMo e Para.
---------.----------
C^MANKO DAS ARMAS.
QrtI da cmemanilo daa armas da Firnam-
hweo, i ciliada do Recite, em 20 de setera-
ro do 1864.
OREM DO DIA N. 145.
O coronel commandiinle das armas interino, ten-
do em presenea as commuocares recebidas da pre-
sidencia desta provincia firmadas liontem, faz cerlo
para cooliecimento da guaruieju e devida obser-
va uefa.:
1." Qie o governo de S. M. o Imperador honve
por liem Vleterminar, por aviso expedido pelo minis-
terio dosiiegocios da c ierra a 28 de agosto ullimo,
que oSr capitodo 2>- balalhao de infanlaria Jos
(jomes.de Almeida, qi a se acha i ip Minas (jeraes
se ecolhesse ao seu respectivo corno.
2. Qoe por oulro aviso de igual data foi servido
conceder passagern para o 6" batalllo de nfanlaria,
oSr. alferes do 10 da mesma arma Antonio Ale-
. xaodrino de Mello, que se acha servindo na provin-
cia da Parahiba.
5.* Finalmente, que por aviso d 31, em resulta-
do de inspecran de saude que se proceden .">, ludo
do lobredito mez de agoslo,*e diguon de mandar dar
bata do terviro, e passar para a cimpanhia de in-
vlidos da provincia da Bahi?, as praras dos corpos
do tercilo aqui existentes, abaixo relacionadas.
Hilario nominal das pracas que dmtin ser censas
*'o sercifopor incapttedadepAwa.
4. balalhao de arlilltaria a pe.
FurrielJuslino Anlotio Cavalcanli. ~-~^_^
AaiipocadaGoncalo Manocl da Rocha.
2. balalliao de infanlaria.
Calat-^Simplicio Ribciio de Faria. ,
SoldadoAntonio Fcli c Canlalice.
Jos Alvea.
i> Francisco Antonio.
b Fra^^^^ai<'Ulo M.inrfftui.
>oa a.ime-lodri^Ulv.*.
SoldadoJoao FerrevmVo Espirito Santo.
Antonio Pedro de I iodoy.
i) Antonio Jos dos Santos.
o Manuel Antonio do Rosario.
JoAo Jos Valcassa.
Manoel Yaz.
d Manoel l.uiz Carlos.
10. halall'.o de infanlaria.
SoldadoJos Ignacio Santos.
1 Companhia /ira de caca/laria.
SoldadoJoao Jos de Sanl'Anna.
' > Jos Rodrigues Vieira.
Companhia de arlifwe'.
CalManoel Antonio Pereirade llrito.
SoldadoJoao Daniel de l.imaCbasas.
Iltlaeao nominal das praras * companhia de incalidos da prvti ncia da Pa-
rahiba.
4. batalho de arlilharin a pe.
SoldadoSeveriano Yiuira D'ortas.
Caelano Man >el (joncalves.
2. balalhao ac infamara.
Segando sargentoAntonio Firmino Soares.
SoldadoFrancisco Perora >'unes.
u Miguel Ignacb de Oliveira.
Marcoliuo Jos; Marques.
. u Lourcnco da Silva.
9. balalhao de infanlaria.
SoldadoJustino Jos da Silva.
Manoel Joaquim dos Sanios.
Hermenegildo Antonio Xavier,
a l.uiz de Saldanha.
o Jos Joaquim le inl'Aui a.
Antonio dos It.eis Custodio.
, 10. balalhao de infanlaria.
SoldadoAntonio Jos de Lima.
Atexandre Ferreira Duarle.
('ompanhia de arlifue*.
SoldadoThdm do Espirito Sanio.
Aesignado.Manoel Muniz Tacare*.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajddanle de
ordens, encarregado do detalhe. *-
EXTERIOR.
ESTADOS-CNIDOS.
A quesUo do Black H'arrior volla novamentc
arena. Os jornaes americanos insisten na sua lin-
Suaaem descommedida e guerreira, manifestando os
uais violentos desejos de que a linio se appropie da
ilha de Cuba.
Na cmara dos representantes Mr. Clastam.de-
DOIS CVSVMEMOS INFELIZES. *
POR NATHA-NIEL.
IV
I ni bello > asanw ii
Colllillliar.'iu.
Sir ihtdley^i lord Peiidennys, cmbaixador em
^ Stockolmo.
. Abril de 1821.
Achas-me inevplicavel, mcii charo ronde, por-
que d is alturas de tua diplomaria lauras un olbar
dcsdcnlioso nubre leu pobre amigo I)udlc>. Nao fui
ao parlamento esle auno, fiquei fura de ludo os ne-
gocios. Deprfis de urna estrea que promellia In-
clalerra ao menos um Fox ou um Sneridan, tornei-
me repentinamente mudi> e invisivel; lambeni nao
appareri mais nos roui de que liulia a honra de ser
leHi, nem nn voltio Wcstininsler ; abandonei I ido,
ate o club dos Jorkeis. lcesse um grilo geral, ru-
jo echo cm-gon a Slokolmr, c sendo in o mais ocru-
pado dos diplmalas, roulias ao* imperios um quar-
to de hora para emprega-lo em motejar do n;iin.
Son ainda o mesmo, segundo dizes, lie ainda nina in-
triga amorosa que. afasta-me dos negocios serios, be
camarn que me relem longo das rcnnifies, c la
gravidade reprehende mui dcsdcnliosamcule mcii es-
Jouvamenlo.
Ten sn mi i he excedente, nicu rliari-simo cui-
de, nellc arliei rom prazer a rollecrlo completa dos
argumentos que me tem pondrado 'odos os ineus
amigo de Londres, sem fallar de tres uu qualro :ia-
rentes velliu, e de meu lio o arcebispo de Cantuaria,
nrrii iHi.inria pie .leu-me ima idea muito cxemplar
do rorpo diploimticn.
a Eu poderia responder-te romo respondo a lodos,
que esloii roinpuudo nina; rancie obra sobre a toa-
rlo poiiiira da Europa, mptlcarao ollleial, rom a
qual seria ohrigado a conlenlai -te ou a lomar ad
pulado pela Georgia, falln nos mesmos termos em-
pregados pelos jornaes,
O New-York Herald diz que no dia 15 a quesillo
de Cuba seria tratada no senado, ou precedendo urna
mensagem do presidente, ou urna proposla de al-
gum senador.
No Massarhussetls o presidente Piercee muilosdos
seus principad senles foram queimados em estatua
pelos abolicionista, isto be, pelosque desejam a abo-
lirflo da escravalura nos estados.
O ('ourrier dos /'lados-l'nidos de 12 le ju-
nlio, nolicia unta nova rixa provocada pelo A'notr-
Soihing.
He urna seila cuja denmninario he nada sabem ;
ha am individno a quem chamam o anjo Gabriel,
que se oceupa em pregar publicamente os principios
da sua scita, quasi todas as vezes qoe este anjo ap-
parece ha ama desordena. A organisac,ao desta sei-
la he secreta.
Diz pois o Courrier :
O anjo Gabriel depois de ter pregado no Park
embarcou cni Sqnlli-Ferry no meio da numerosa
concurrencia de povo.
Logo que cliegou aRrooklyn, prximo d'Allan-
licslrect, encontrn reunidos 7:000 habitantes desla
cidade, e 3,000 curiosos de NVilliamshurg, que vie-
rain de propositn para observar a briga.
Porm os 100 ofliciacs estacionados as vizi-
nhan^as c os tres regimentos de milicia, em armas,
impozeram rc teve soccgadi.
Todava, emquauto o anjo Gabriel, n'um carro
se diriga para Soutli-Fcrrj, afim de voltar a New-
York, alguns Irlandezes alraram-ihe com, pedrus, e
(entaram cnibargar-lhe a jornada.
Estes individuos foram logo presos e conda-
zidos com urna escolta forte casa da cmara de
Brooklyn.
Porm antes de ah chegarcm, um bando de Ir-
landezes atacou a escolta e lbcrtou os presos.
a Immcdialamentc os agentes da polica arraaram
as suas pistolas e dispararam. F'icaram l'eridos al-
guns individuos ; he provavel com ludo que os offi-
caes de polica hajam atirado para o ar, porque
alias leriam havido bastantes morlcs, porque a mul-
tido eslava mulo compacta.
o O clero calbolco, especialmente o hispo Loug.
bin contribuirn! poderosamente para evilar urna ri-
xa mais sanguinolenta.
Os Knnw-Notliings continan! causando alvorotos
e desonlcns na New-York.
Segundo diz o New-York Herald a no domingo
18 de junho, houve urna desordena que elle refere
ncslcs termos:
__ A reprcsi-nljilu comecou as Ires horas por um
discurso de madame Bishop, em frente da casa da
cmara. O orador (derramos dizer a oradora; eslava
aeompanhado por um dos icprescnlanlcs do anjo
Gabrel/qc pronuncioii om discurso volenlissimo a
tavordo proleslantisinn, e contra o papa, clero ca-
tholico c scus adherentes ; urna voxeria iinmensa in-
lerrompen o orador, c era eminente urna grande bri-
ga se no inlerviesse a policia, que eslava presente
em grande numero. Foram presaa urnas 12 pessoas,
parte dos Know Nothings e parle Irlandezes embria-
gados. O juiz Bcebeque assislio a desordem decla-
rou que seria inflcxlvel com os perturbadores, que
acintosamentc Iranslornam o socego publico, n
. De resto esta seila de fanticos continua a progre-
dir romo partido poltico. J conseguiram fazertri-
umphar pai os cargos de marre de Washington e
de Pliiladelphia, as ultimas elcices, candidatos
seus. Ncsta ultima cidade o maircleilo, depois de
prestar juramento declarou que osenles de poli-
cia seriam eseolliidos.unicamenledentro osnaturacs.
Compromctleii-se alm disso a fazer cumprr rigoro-
samente a le qnc prohibe o Irabalho aos domingos :
todas as tabernas e fabricas de cerveja cttarito fecha-
das e serao prohibidos lodosos divertimenlos. Es-
tas promessas foram acolhidas com estrepitosos ap-
plausos. (Jornal do Commercio de Lisboa.)
CHRONICA DA QUINZENA.
14 de agosto.
A decfrarito desse longo enigma, que se compu-
nha de marchas c ronlra marchas, de tantas opera-
roes conlraditorias e movimentos confusos executa-
dos pelo exercilo russo do Danubio, a decifracilo
desse enigma, dizemos nos, acaba de ser revelado
em porte. Os soldados de czar receheram ordem
de evacuar os principados e relirar-se para aquem
do Prulh ; e o gabinete de Vienna leve logo com-
inniiiracHo desla ordem. A Knssa depois de ter es-
golado lodos os meins para fugir a essa suprema ne-
cessidade de sua pusirilo, veo a ceder forra, das
cousas.
A' primcira vista parece, que esse movimento de
retirada devia ter grande peso as circumslancias
actuaes ; mas reflecliudo-sc um pouco, podc-sever
nella orna especie de satisfarao s manifestarnos ur-
gentes e reiteradas que a Austria fez ltimamente.
Nflo obstante a solcilude aparente do gabinete de
Sao Petersburgocmnotificar esla resoliir.mein Vien-
na, esse fado nada mudou para a l-'ianca e Inglater-
ra e mesmo para a Austria, Na podemos dcixar de
vollar Irislemcnte os olhos para um passado to re-
cente, m vermos a Kussia tazer lenlamenle boje, o
que ha um anno airas teria podido evilar a guerra,
sem desviar a Europa de seus Irabalho-, dci>ando-a
em sua grande c amparadora siluacjlo.
Com efleilo, que se |>edia ao czar".' Nao era, que
nao deiassc seuiexcrcito passar o Prutli 1 Ou, sa
o livesse passado fizesse-o ISrnar para traz ? Qual-
quer que seja a obscuridade, em que o gabinete de
Sao Pelersburgo leime ainda em envolver as causas
Y de Diario n. 211.
referendum. Porm quero Iratar-le com menos di-
plomaria c afim de pnupar-te todos os esforros de
habiliiladc que polleras fazer para dcscobrir ver-
dade, prcliro dizer-l'a. Sm, charissimo conde, tua
sagacidade nao cngauou-le, foi por urna mulherque
abandonei a sala de Weslininsler com seu chanccller
asscnlado sobre um sacco de lila, foi por ella que
deixci ah niiiiba reputarlo parlamentar em meio
camnho, meu futuro polilcn que se preparava, c
talvez que essa la embaivada, eu a livesso pedido e
provavclincnle obliiln.
Eis urna grande loucura, segundo la opiniao.
c ao nicu \er ininba loucura he mais sensata do que
muilas prudencias. Sem duvida eu teria consegui-
do ludo, romo me dizes ; mas qual, nicu charo con-
de, se naodesrjo conseguir nada Imagine ludo o
que podia vir a ser: ora achei que no lim de dez
minutos devia er mui fastidioso scrembaixador, nao
me pude sustentar mais de um quarto de hora de mi-
nisterio sem fazer opposirao contra mini mesmo, c
quanlo ao paralo, nunca fui lao modesto qnc lives-
se a vaidade de desojar una honra que devia repar-
tir com duzentas pessoas.
Lamenlas-me por ter semelhantcs idea, cliarissi-
iro conde, eu lanicnto-|e por nao as tere*. A pol-
lirnqiiele parece a mais bella de todas a musas do
mundo, parece-me ser a mais Irisle. Os povos nas-
eem (oos, que bello inerecimenin be eimana-los! c
sobretodo que bella vanlagem Condece* um papel
mais miscravel no mundo do que o de um chefe de
opposirao, romo foi o Mam Fox, e anda mais o Mi-
rabean de nossos viziiihos do nutro lado da Mancha ?
F:h me nunca pude ver uma sala de espectculo rom
suanliil calieras ondeantes, e seus militares de olhns
brilhanles laneados sobre essa maaaa negra que agi-
la-secomo o Icque de um pavo, sem lcinbrar-mc do
desojo tao naloral do epirurisla Caligula, pensas que
MM adiar grande prazer no papel de tribuno?
Dos taba o que ha a glora que nos vem da roa sem
contar a que ella no. rusia. Pela minba parte nao
quereria um sceptro se me fosse mister locar nina
mi. inmunda para lonta-lo, e emqiianlo nao se li-
vaa^aescoberlo algiini meio de pausar a popularidade
pela camphora e pelo viniere, nao dan-i iietihuru
lireju a essos sucressos de praca publica de clieiro
da crisc actual em seus ltimos despachos, he tao
claro romo a luz, que a guerra deriva em seu prin-
cipio de um faci nico: a pas He evidente que, se os Kussos nao tivessem passa-
do o Prnth, as quesles suscitadas pelo principe de
Menschikoff n3o leriam sabido do dominio da diplo-
macia. Ainda mesmo depois da primcira aparirao
de seu exercilo no principados, se o czar livesse ce-
dido aos couselhos, as soliclaces, que Ihe nao falla-
ram, a paz nao era duvidosa.
Qae gaiiliou o imperador Nicolao com passar o
Prulh Perdeo vinte mil homens em operares sem
xito e sem glora ; mostrou aos seus soldados, um
momento fanalisados, a fraqueza dessa cruzada, que
devia lcv.-i-lo Cohilantinopla e a Jerusalem ; deu
ao exercilo turco occasiao do afazer-se i guerra e de
illuslrar-se em Oltenitza, Kalafal, Silislria ; chamo
as armas anRlo-francczas para o Danubio, o exercilo
auslriaco para a fronteira moldo-valachia. Final-
mente o que ha nm anno elle Uvera podido fazer de
sua livre vonlade, na plenilude de seu prestigio po-
ltico, he boje obrgado a faze-lo soh o imperio de
multiplicados reveses peranlc uma liga feila por elle,
Es aqui o primeiro resultado da Irisle campanha da
Itussia !
Comblo, nao obstante as incertezas c os sacrifi-
cios inevlavcis da guerra, he a Europa, que deve
quexar-se de que o imperador Nicolao nao livesse
cedido as rcprcsenlares, que Ihe eram felas relati-
vamente a iii% asan dos principados '! A paz, debai-
xo do ponto de vista da questao do Oriente, desti-
nada a or'par qualquer dia u continente, era certa-
mente mais uiil Kussia do que a Europa. A
Kussia brava, a respeilo da Turqua, com sua situa-
ran ameac,adora, sens tratados onerosos, sas prc-
lenjOes aceitas na melade ou no todo. Sua pre-
ponderancia no Oriente de nenhum modo ficava of-
fendida.
as deferencias do imperador Nicolao srepresen-
lacoes da Europa via-sc menos um aclo de fraqueza
do que uma homenacem prestada a um voto univer-
sal de paz e de ordem geral. A retirada dos excr-
cilos do czar nao tem boje o mesmo carcter e nao
pode ter as mesmas consecuencias. A Kussia na
verdade resislio em quanlo pode, depois de ter mar-
cbadu de caso pensado para c cumprimeulo de seus
designios ; onde Ihe foi pnssivel promover commo-
rOes populares, como na Grecia, ella >s promoveu ;
onde esperou encontrar all oos, ella os procuro.
Emquanlo julgou que podia ronservar-se no Da-
nubio, ella o faz, ocrupando Dobrulsrha, sitiando
Silislria, e i depois que se vio cerrada, aperlada de
todos os lados, he que pensou em retirar-se para
traz do Prnth; he urna extrema necesiidade de sua
sil uarao, que u3o tem nenhum valor poltico. .
Se a retirada dos Russos abre pois uma nova phase
na crlse actual, ella nao modifica as condicOcs essen-
ciaes, nao muiia sobrcludo a fim proseguido de boje
em diante em commum pelas potencias intervento-
ras. Islo he (ao verdade que, anda depois da com-
iiiuiiicacao feila em Vicua da ultima resolti^ao to-
mada pelo gabinete de Sao Penrshurgn, a Austria
Irorou com a Franja c com a nialalcrra uma nota
diplomtica, donde resulta que ella est inteiramen-
le de accordo com as duas potencias sobre as condi-
efies gerees do rcstabelccmcnlo definitivo da paz.
Esle ullimo aclo he de S deslc mez.
Como poderla ser de nutra sorle '! A Russia (em
infelizmente seguido semprc o mesmo camnho,des-
de que comcrou esta (crrivel qacstao. J se Ihe tem
oflerecido muitas vezes osmeios de sabir da falsa si-
Iuarao em que se collocou ; ella sempre os recusou,
ou se os aceito, foi quando nao era mais lempo.
A principio, o gabinete russo nao qoiz crer na
possibilidade de uma allianc,a cutre a Franra e a
Inglaterra. Entretanto rcalisou-sc esta allianca, e
miinifcstou-sc por aclos, e quando foi preciso con-
tar com ella, as circumslancias j se haviam aggra-
vado singularmente, as condices da paz tornavam-
se mais difliceis. A Russia vollou-sc entao para a
Allemanha, proenrou divid-la, neulralisa-la ; nao o
pode conseguir: os armamentos da Austria, o Irala-
do de allianra assignado cnlre o gabinete de Vienna
c a Sublime Porta, vicram acabar de djssipar as il-
lusocs, ao menos desse lado. Ella espera ainda bo-
je talvez desligar a Trussa relirando-se das provin-
cias danubianas, e aqui como sempre, se achara
sem duvida em atraso sobre os acontecimentos. A
Prussia se den por salisfeila ; mas he verdade que
a oceupacao dos principados nao he de boje cm
diante mais do que um dos elementos da queslao,
que se agila e comecou a crescer desde o dia cm
que as Torcas da Franja e da Inglaterra apareceram
nos diversos thaatros da guerra. Na verdade, nada
fora maiscommodo que canrar a paciencia c a lon-
ganiniidade dos gabinetes, armar toda a Europa,
collocar sua ainbir.lo e vontade cima do direito pu-
blico, suspender todos os interesses, ha mais de nm
anno, para depois tornar a voltar simplesmente si-
luacao de que sabio a guerra, Todava he isso o que
parece oflerecer o Sr. de Nesselrode no despacho,
com que responda ultima inlimarao da Austria.
A e\ ai uarao dos principados que sobreveio de-
pois, he sem duvida uma das condires da paz, vis-
to como he urna prova vsvcl da independencia e
integridade da Turqua; ha porm outras condi-
Jes, que de boje em dante pareccm igualmente nc
cessaras s potencias occidentacs. O ministro dos
negocios eslrangeiros as resuma, ha bem pouco
lempo, em um despacho ao representante da Fran-
ca em Vienna. Ellas derivam da mesma siluardo,
que fez nascer os perigos acluacs. Assim a Russia
aproveilou-se do direiloexclusivo de superintenden-
cia, que atlribuem-lhe os tratados sobre a Moldavia
c Valacbia, para invadir cssas provincias. Sua po-
acrc e nauseante, nem por cssas famas raneosas que
ameacam de aspbv xia aquello que as obtem.
Tudu bem considerado, o papel de ministro nao
me parece prefcnvel ao de tribuno. Gastar as for-
ras, entrenar os dias aos cuidado- e aos (rabalhos, as
noiles s vigilias, exislr fra de si. dar a vida priva-
da para ser devorada pela vida publica, e morrer an-
tes da idade cortando o pescoro com uma navalha,
ou cahindo por Ierra de fadiga e de esgolamenlo.
quando a gente rhama-sc Pilt, he segundo dizem o
proprio de um liomcni hbil, de um grande poltico;
mas pela minba parle acho que he o proprio de um
inepto. Durante o dominio do cardcal de llirhe-
lieu lulo ha em l-'ranra homem algum que eu la-
mente lo sinceramente como esse pobre rardeal.
Vendo esse fraco todo poderoso que treme de auto-
ridade c de modo, que no peda dormir se nao for
collada a cabrea de M.uii ,ir. que nao pode jantar
se nao for corlada a cabera de Monlmorency, que
nao pndcreiar, se nao for cortada a cabera deThou
e de Cinq-Mars, esludandn essa lvida pallidez, con-
tando as golas geladas, que caheni desaa fronte cou-
do-inc do deploravcl coudiran ilorar.lr.il ministro.
i< Perdoa-mc. charo embaixador. se rrco que mi-
nba vida he muito mais hbil n utilmente uceupada
do que se a empregasse na poltica, e ealoa cerlo de
que lord B> ron. uosso antigo collega de Ilarrow, se-
ria de minba opinhlo, se nos achassenins como ou-
Ir'ora reunidos em soa vclha abbadia em lomo de
sua mesa, quando conversavamos bebendu o crneo
do prior, do qual elle havia feilo seu ropo predilec-
lo. Ha na lula do homem com a miilher alsuma
cnusa de mais elevado que em toda a tua poltica.
Vencer os eaerupuloado rorarao c as luzes da razao,
o temor da sociedade, e os remorsos da conscieni a,
Iriumpliar da coulissao de nina vonlade que nos tem
resistido com perseveranra, eslabelecer sobre as rui-
nas de mil senlimenlos venciilos um despotismo lon-
go lempo combatido, eis n que me parece algum
lauto mais digno de um hoineui que serespeila, do
que (oda a (ua vida de poltica e de negocios. Se
julgas das duas cnudices pela jiabilidadeaque recla-
man!, assevero-le que gasla-se mais diplomara em
uma hora em uin camariui do que em todas a- rliau-
ei-llarias em qualro anuos, e que I.ovelacio lera rer-
lameul* dado dous pontos de partido a Melernich.
iejlo privilegiada no mar Negro, osestabelecimen-
tos consideraveis, que creou nellc, sao urna ameara
pcrmanenlc contra o imperio otlomano. A posse
da principal embocadura do Danubio pela Russia,
assegurou-lhc n poder commercio do mundo. Hnalmcnle, o governo rus-
so por interpretaroes aburras ebegou a lirar do Ira-
lado de Kul-rbuk-KainardJ| suas pretenjcs a um
protectorado religioso, doode nasccu a luta ac-
tual.
Convm pois que a paz. ^uc for concluida rnmova
cssas causas inressantes de-perturbaees, e consagre
as garantas de seguranra europea. Ella nao o po-
de fazer si-niio unindo cxplicManienlc a Turqua ao
syslcma geral da Enropafazendo desapparecer o
direilo de ingerencia da
lachia, (ornando livre a
vendo os tratados no se
preponderancia russa no
iiilervenraocollectiva de ledasas potencias em favor
de subditos chrisiaos do sitian ao protectorado ex-
clusivo, que o czar reveniHca. Estas garantas, que
implicam o renovamcnlo la todas as condires poli-
liras do Oriente, a opinito universal aprcsenlava c
Tazayi coiihccer, ellas adquirirm um caraclcr au-
tentico pelas declaracoes dos ministros nglezcs no
parlamento, e pela ola mais formal ainda de Mr.
Ilioinn de Lhuys, que acaba de lornar-se pu-
blica.
Com pleno conhecimenlo desles designios, romo
do movimenlo de retirada da Russia, he quo a
Austria a 8 de agosto, se lign por om novo laco
poltica occidental prohibnido a si qualquer paz,
que nao estipule as garanliaa reclamadas pela Franja
e Inglaterra.
la na Moldavia c Va-
r,lo do Danubio, re-
do de urna liinilarao da
lino, e subslituindo a
Pode-se ver desde cnlj
incidente fezseguir que*
respondendo ha pouco I
nlio. eslabelecia como el
a marcha que o ullimo
lo. O Sr. de Nesselrode,
(a austraca de 2 de ju-
dijilo da evacuaran dos
Al aqui a Prussia se Icm coulentado com assig-
ar protocolo-, recusando apoiar suas palavras com
algum arlo serio c embararundo al aquellos, que
querem obrar. Se ella deneja ficar neutra em uma
guerra, na qual se dbale um inlerrsse geral, como
espera sem duvida as ncgoriares que viercra de-
pois da lula? A primcira condirao da aiiluridade
para om gabinete, he que todo* s lhai que cada
urna de suas palavras tem urna sancro. Alm dis-
to he uma grande queslao saber, se a Austria nao se
decidir a obrar sem a Prussia. A troraina nota ale
8 de agosto be talvez o primeiro symgfoma deslas
disposiees. He esle pois o oslado das cousas ueste
momento. A evacuacao dos principados nio pode
ser considerada, seno cjmrfum imadenli- de uma
certa gravidade sem duvida, mas que nao altera cm
nada a situacao respccliva|das potencias belligerau-
tes. He em oulro terreno, que se lio de debaler as
verdadciras condires da paz, e esta he a obra dos
excrcitos, que prosegucm suas operarnos no duplo
leulro no Oriente c no Bltico.
Ha sem duvida impaciencias da opiniao muito
comprehensiveis a respeilo das operacoes militares,
masa guerra nao pode ir sempre vonlade de to-
las as impaciencias; todava chegamos lalvez ao
'momenlo em que podem ler lugar aconlccmentos
mporlaulcs.
No mar Negro, uma expedcao, combinada dos
exercilos de Ierra e de mar, parece ser dirigida con-
tra as praias de Sebastopol. No Ballico, a ebegada
do corpo expedicionario francez determinou o ata-
que de Aland, o qual, como dizem, leve bom suc-
cesso. Ncstcs dous pontos, a handera dos exercilos
adiados ir esperar a conclusao da paz futura ; serao
os primriros aclos decisivos da guerra. Anda que
sejam pnucos numerosos, lodavia nao se deve des-
prezar, assim como dzia lord Clarendon an'.es do
enccrrameulo do parlamento inglez, que acaba de
.ler lugar.
Ha seis mezes que as hostilidades romperam, c
nesse esparo de lempo um exercilo considcravel le-
ve de ser transportado para o Oriente, onde elle es-
t boje cm estado de obrar ; um corpo expedicina-
rio esl no Balliro, e nossas esquadras orcupam os
mares ferbados s esquadras russas. A allianra de
Franra c da Inglaterra foi estreilada, a insurreirao
grega vencida, a Austria dspoz suas forras e rcali-
sou um cmprcslimo, que assegura seus recursos fi-
iianceinis ; filialmente a Kn-sia se vio obrigada a a-
bandonar os principados dapubanos.
Sao resullados que nao dexam ccrlamentc de ler
valor e siguificajao : ellrs sao una primeira prova
da eflcaria da inlervcnrao europea cm uma crise
profiindissiiiia c mulo grave para poder ser rcsolvi-
da por um ataque feliz.
Os negocios du Oriente, por mais doloroso que so-
ja algumas vezes o espectculo da guerra, leein ao
menos a vanlagem de elevar os cs|nrilos cima das
lulas vulgarese esteris. Oulro lano nao se d in-
felizmente com os aconlccimcnlos de que a Hespa-
nha he o loe airo ha poneos dias, e que vicram iu-
gerir-se as eomplicaces geraesda Europa.
A Pennsula est cm lula com urna rcvolurao, que
ella mesmo desconliecc, porque foge a todas as di-
recres e a (odas s influencias. A principio se jul-
gou que a ebegada do duque da Victoria a Madrid
e a formarao de um novo gabinete traram o paiz a
um estado mais normal. Espartero chegou e orga-
uisoii o gabinete- de que elle he presidente e a si-
iu.-i<;.iii nao se torua mclhor. Conseguio-se, he ver-
dade, nao sem Irabalho e sem diplomaria, oblcr a
deslruirao das barricadas de Madrid, mas nem por
isso a incerteza dcixou de ficar nos esprilos e nos
farlos a poni de chegar bem pcrlo da auarcha. De-
pois da uma rcvolurao feila para reslabelccer o im-
pei io dos principios constitucinaes desconhecidns, a
llespanha he boje um paiz sem consumirlo de qual-
quer especie e sem leis, com urna realeza huniilha-
da, um governo que ainda tem de manifestar um
peitssmenlo poltico, partidos que se observam e fac-
ccs ameacadoras. Nao se trata de conjecturas ; he
bstanle observar esle e-lado, pelo que be, islo he,
cojrfo um momenlo de Iran-irao das mais criticas,
tria lera deslo modo executado sen tratado deJLWe-que a Peniusula tem podido atravessar em sua lon-
jonho rom a Porla ; so falta saber se novas circums-
lancias a nao ligarao de um dia para oulro mais
intimamente anda s duas potencias do occi-
principados a assigualura de um armisticio, c aillo
o despacho ullrapassou os aconlccmentos; elle ac-
cresccnlava que a Russia eslava disposla a subscre-
ver os principios proclamados pelo protocolo de
Yienua de i) de abril, mas a Russia entendccsle pro-
tocolo em um sentido, pelo qual ella se adiara col-
lorada na siluar.lo anterior t guerra; a Inglaterra e
a Franra, que sabem oque tem querido dizer, oen-
lendem de oulro modo. Enlre essas duas nterprc-
lares, que diferem entre si quanlo be poasivel, a
Aiistri.-i eacolhen a fias potencias occidentaes. He
esle o fado importante do momenlo.
O ponto de partida de uma neuoriaro qualquer,
nao he a intcrprelarao russa, he o lodo das garan-
tas reivendicadas pela Inglaterra c pela Franja.
Convm ainda esperar sem duvida uma cerla inde-
pendencia poltica da parte do governo austraco.
He verdade que a Austria, catando diplomticamen-
te de accordo com as potencias occidentaes, nao tem
obrado al aqu romo ellas. Deve-se pois concluir
que, entrando nos principados, ella se prepare para
uma especie de inlervencan armada, que poria na
mesma ordem os interesseTcuijopcus o o inlcresse
mato? A troca dar-*t* de S de agosto-responde
ueste poni os receios manifestados oulra vez pnr
lord Clanrirarde neaaea ltimos dias no parlamento
inglez. Diz-se lainhem que o gabinete de Vicua,
antes de oceupar as provinrias moldo-valachia-, evgia
que as tropas olluinanas so raflrassem para a niar-
gem dreita do Danubio. A mclhor prova de que
isto nao he exacto, he que os Turcos acabam de en-
trar em Bucliarcst, e he de aecurdo com a Austria,
segundo as declaracoes de lord Clareudon, que
Porta envava ltimamente nos principados um
commissario imperial para reslabelecer a ordem em
nome do suliao e fazer um inquerto sobre a ron-
duela dos ex-hospodares no momelo da invasao
russa.
Soja o que for, aos acontecimentos prximos, se-
gunde loria a probabilidade, pertence dar um carac-
ler mais signflealivo accJo da Austria. Por ago-
ra a entrada de sen excrcito nos principados lie
eviccao completa e definitiva dos Russos. A Aus-
dente.
Onscrvou-sc que pouco se falln da Prussia as
particularidades desse ullimo incidente de compli-
carnos acluaes. A poltica dos governos em v.1o se
cobre de veos; he j sabido que, debaixo da appa-
rencia de uma completa identidade de pcnsamenlos
e de conducta, incessantes divergencias lem ldo lu-
gar depois da assigualura da couvenc3o austro-prus-
siana de 20 de abril. Por ventura eslas divergen-
cia ainda vao apparecer por occasiao da evacuaro
dos principados He mulo para temer, e nao fra
espantoso que a Russia livesse feito entrar em seus
clculos ministrar um novo alimento s lergvcrsa-
ccs do gabinete de Berlim. A Prussia ha liem
lempo faz um papel na verdade bem singular. Re-
cis reprovar suas preferencias e nao ousa profes-
sr uma poltica; abriga-se as negociaces secretas
c as expedres de correios. Seus diplmalas vao
de Berlim Vicua, de Vienna a S3o-Petersburgo;
ella aprsenla suas incertezas em lodos os conxelhos.
E que consegu- ella com isto? Torna-sede alguma
sorle eslranha a urna das maiores quesles do seril-
lo; vem a ser uma potencia pouco consultada, pou-
co ouvida, de modo que, com a paxao das accomo-
dares e das interveures, o rci Fredcrico Guilher-
me tem seguido o camnho, que conduz directa-
mente as inlervcnres sem crdito e aos couselhos
sem eflicaria. He assim que urna polencia de
primcira ordem pana para una ordem inferior.
Vosses outros diplmalas so Iralam com naturezas
corrompidas, nos traamos rom o que ha de mais pu-
ro e de mais elevado na natureza humana. Quanlo
as emoces, a nica felicidade que o homem procura
ueste mundo, tanto cm um campo de balalha como
em um camnrm, tanto alraz do tapete verde dos
jogadores, romo alraz do tapete verde dos diplma-
las, julga, se as nossas s^*o ou nao mais vivas que as
tuas, meu charo conde Nao sei se leus anda cm |ua
calera o bello quadro oriental que reprsenla um
Turco, tendo nas maos, para nao dizer uas garras,
urna rapariga mui semelhanlc'aunia gazella. Muilas
vezes le repel dianle desse quadro que havia semprc
no amor uin pouco de fero : porm nos outros civ-
lisados. matamos uma rcpularao, ferimns uradesli-
no o rolaran, devoramos urna vida inleira. A mu-
llicr, meu charo conde, he uma nobre preza. Hi.---.u-
do uto pode mais resistir, quando perseguida de ro-
dcio cm rodeio sent a maode ferro debaixo da mao
de velludo que a opprime, quando semelhaiile ao
veadoforrado pelo carador, vai cahr para nao (or-
nar a Icvanlar-se, c chora como esse altivo animal,
he urna potencia que sent sua queda, una rainha
que desee do thrnno, e que troca sua real eondijao
por urna rnndirao de escrava,'um pobre anjo deca-
hido que contempla gemeiulo as portas do co, en-
cerrando-se para sempre alraz de seu exilio. Mili-
tas veres nesse inomcnlo supremo tenho horado
com najaba victima, assim como lenho rhorado rom
o veado ao som do ullimo hallali. Ha una deliria
exquisita nc-s.is lagrimas, meu charo conde, e gusto
de prolongar esses ltimos momentos de agona e de
alegra, de desespero e de Iransporle, de gemidos e
de embriaguez, goslo de contar lodos os devores e
todas as virludesquc me s3o sacrificadas. A iudillc-
reuca vein rom lana pressi, c a leiobranra he cou-
sa lao fra em lelaoao a esperaura!
Cheso a esse falal periodo de um amor, que oc-
eupa ha uin anno lodas as oras de ininha vida, c
sinlo, mo grado meu, rommover-sc-me o rorarao
quando cuido nos Ihcsooroa de altivez, de innocen-
cia p de nobleza, que vao ser perdidos para sem-
pre. Fz ludo para approximar esle instante e agora
desej.ira que elle nao livesse ainda rbegadn. Ah !
as iniillieres s'io dolos, que s adoramos tmiquanlo
estao ariina de nossas caberas ; quando deseen) do
ga carreira de rcvolujOes.
O general Espartero chegou a Madrid no fim do ju-
lho c fazia sua entrada lriumpti.il uflerecendo ao po-
vo a espada de Luchana para defender seus direitos.
Entretanto havia alguma cousa de mais urgente, do
que desembainhar a espada de I.urbana, era crear
um governu;.ora ah comerava a ditliculdade. O pro-
prio movimenlo dos partidos ha lempo que fazia ver
o sentido em que devia ser composlo este novo poder.
Todas as fracres liberaes da opiniao reuniram-se l-
timamente era orna s opposirao contra osdifferen-
tes ministerios, que se succederam. Desde enlo
pareca natural procurar reunir cm um ministerio,
ainda quando fosse somenle para resistir a siluarao
do momenlo, alguns dos horneo- mais consideraveis
dessas cores polticas liberaes; mas de um lado, no-
nios conservadores muito condecidos nao leriam s-
do sem duvida do agrado dos fautores revoluciona-
ros de Madrid, os quaes nao lem abdicado seu direi-
lo de represenlarao ; de oulro lado, essa combinaran
poltica leria feilo desapparecer completamente os
chiles militares da insurreirao.
Resultou dah um ministerio, no qual nao figura
nenhum dos homenscminenles dos anligos partidos,
cujos elementos san muito disscmelhantcs, e cuja im-
portancia se resume na presenra simultanea no po-
der doduque da Victoria e do general O'Donncll. O
ministro mais condecido ao lado dos dous gencraes
he o Sr. faenero, que por muilo lempo foi chefe
do que se ,cliama\a o partido puritano. Os outros
membros do gabinete silo ex-progressistas : os Srs.
Collado, Lujan. Santa-Cruz, Jos Alonzo, ex-minis-
allar nao loruam mais a subir. Afflige-me j o pen-
samculo de ver essa bella e nnbre crealura deralii-
da e humllenla. Quando admiro-a altiva e ainda
grande nao posea afazer-mc idea da siluarao, que
a aguarda. Todava nao rereics, meu charo Pcndcn-
ii)s. que o desenlace seja mudado por isso. Muilas
vezes me vislc chorar durante o hallali ; mas quan-
do tralou-se de dar ao veado o golpe mortal, foi
minba mo por isso menos firme ?
Ernesto Melry a Carlos de Miln, secretario
da emhaixada em Londres.
a Saiil-Vinccnl, maio de 1821.
i lleprcbendes-me pelo meu silencio, meu charo
Carlos. Com efleilo ha muilo lempo nao le lenho
escrplo, dcxe inlcrrompercm-se nimbas relares
com todos os mcus amigos. Penloa-mc. perdoai-mc
todos, ha um auno eslou lodo entregue a um pen-
s.iinoiibi. a uma aucirao, c posso dizer agora a um
dever. Mal lenho podido arrancar-mc de vez em
quando para correr a Paris. onde me chamavam
pessoas. cuja ronfianra me honra. Cheso ao Irisle
lesenlaro da lula penivel, que a caria qnc te en-
tereces ao vollar de Chaleaiiiieuf, le bala entrever,
tiraras a Dees, eslou anda em p. Pastel por mui-
las pravas por milites perigos, por mullas angus-
tias, lenho o rorarao despedarado: mas a consccncia
tranquilla.
ii J que rompo esle longo silencio, devo, mru
amigo, fazer-le remontar na diversas phaees de ini-
nha vida durante e,se periodo de tempe. Quando
liirnoi a vr madama do Glandcvcz em Paris, li-
uha a rabera perdida. Sem duvida os senlimenlos
religiosos, que me so mais charos do que a vida,
lutavaiii anula cm niim ; mas uma paixan rdanle
me consuma, c ehscarecia-me as ideas. Compre-
hcnili que ad a religlo e o esludo podiain salvar-mc,
enlrei a domar pelo excesso do Irabalho niiuba na-
lureza. rdeme, e a srienria lornou-se a austera
rmpanlo-ira de ineiis dias sem repouso c de nimbas
noiles sem soint.o. Meus progressos foram immcnsos
e mcus surressos-excaderam lodos os sonhus de fu-
turo, que eu teria podido fazer se livesse havido
para mil um futuro. Salvan. Ionio da paxao falal
que uie perseouia, euronlrei a gloria que nao pro-
curava.
O curso de medicina que eu professava fez
tro da regencia do duque da Victoria ; o general Al-
lende Salazar, ajudanle de campo de Espartero, o
mesmo que era encarregado, ha poneos dias, de le-
var as rondires desle ultimo rainha Isabel.
Foi por conseguinle no duque da Victoria e no
general H'Don noli que se roncen I mu logo a allenro.
Todos sabem a carreira de Espartero. Elle tem bo-
je scsenla e dous annos. Ligado ao partido progres-
sisla mais por orna especie de falalidade do que por
vonlade, foi levado regencia em 1M0 per uma re-
Milucao. c oulra revnlucao o derrbava em 1813.
Desdo entao ficou completamente fra da vida publi-
ca. O general Espartero sempre foi ldo como um
soldado valent dianle do inimigu ; infelizmente a
api dan polira nao he igual nelle ao valor militar;
elle o experimentou, quando era regente.
Incerlo e sem decsao no conselho, fcilmente ac-
cessivel ao espirito de partido, ainda nao havia dez
anno, que eslava no poder, j tnha conseguido ar-
mar contra si lodos os partidos. He por seus ser-
viros militares, que Espartero ficou sendo hon-
rado.
O general O* Donncll he muilo mais moro: nasceu
em 1809, e tem presentemente quareula e cinco an-
nos de idade. Descendente de uma familia muilo
dedicada a Fernando VII e mesmo a realeza abso-
luta, O'Dounell recebia a patente de alteres cm uma
idade, em que nao podia certameote servir-se de uma
espada sen.lo para brincar com ella, e be como se ex-
plica a rapidez de sua carreira. Era capitao aos dez-
cnove annos e coronel aos vinte e cinco.
Considerado alem disto como soldado na ultima
guerra da successao, elle chegava em 1839 >o poslo
de lente general ; tnha entao Irinla annos. Em
1839 por suas habis operacoes. fazia levantar o cerco
que Cabrera ata a Lucelia, e foi islo que Ihe valen
o titulo, que lera boje. Dizem que O'Donnell (inha
sido afleiroado a Espadero. Sendo um momento
simples chefe de eslado maior do exercilo do norte,
passou para o commando em chefe do exercilo do
centro.
Ora o exercilo do reAbo naquella poca era, em
uma cerla medida, um.-i crcac dirgida'conlra Es-
partero, como tiiihii sido precedentemente o exerci-
lo de reserva, cuja orgaoisacao o governo confiara a
Narvaez. Com O'Dbnncll c com seu exercilo he que
o governo contava para equilibrar a influencia do
duque da Victoria.
Quando em julho de 1850 appareciam os aconle-
cimenlosde Barcelona, que era o primeiro golpe vi-
brado por Esparlero na regencia de Mara Chrislina,
O'Doimel envava mmcdialamcnlc a sua demssan e
no mez de oulubrode 1811, na regencia de Espar-
lero, e ex general do exercilo to centro lomava cm
Pamplona a iniciativa de uma insurreirao para o
rrslabelccimenlo daauloridaiie de Maria Clirislina,
ao paaao qoe os infeliz.es Diego Len e Concha Icn-
lavam em .Madrid rondar a rainha Isabel.
Emigrado dede entao, O'Donncll vollava IIcs-
panhaem 18t3 para ir como capilao general Cuba
onde ficou al 1818. Nomcado c'm 1819 director ge-
ral da infanlaria pelo general Narvaez, oceupoii os-
le poslo al 18."t, e de ib le psm poca i|ue o gene-
ral O'Donncll se lnb.i lornado no sonado nm dos
membros mais ardentes da opposirao.
A 38 de jiinlio passado. essa opposirao leve seu des-
fecho. Nao recordemos osles farlos para moslrar as
cansas dcanlipalhia, que podem evislir cnlre Espar-
lero c O'Donnell. Iloje estilo unidos, ou deseja-se
que o eslejam, c porque se acbam no mesmo gabine-
te, suppoz-se um momento que o perigo 'inha passa-
do. Enlrelanln o maisdllicl eslava por fazer ; fal-
lava governar, tirar a IJosrauha da tcrrivcl siluacao
em que se acha. Ora hedebaixo deste ponto de vis-
ta que o novo governo nao Icm mostrado aljiqui
um grande poder poltico. *
Cumpre dizer que o actual governo hespanliol
lem distriduido recompensas a todos ais autores Ou
cmplices da insurreirao Iriumphante. O'Doonrll
foi nomeado capilao general ou marechal, assim co-
mo o velho San Miguel. Nomcou-se uma mull .lao
de generaos; recouduzram-se empregados de loda
ordem. l.llimamenle quasi lodos os ministros ple-
nipotenciarios no eslrangeiro reeebiam successores.
Parece que o Sr. Olozsga deve vir para Paris ; o Sr.
Gonzals, ex progrcsssla, vai para Londres, o Sr.
Pastor Dias para Turn. Todo islo nao- lem red-
menle nada de espantoso, he uma mudaea de de-
coradlo muilo habitual nas revolurcs; mas na or-
dem poltica, quaes sao us aclos do novo governo de
Madrid T
O gabinete hespanliol nao he rralmenlc senhor de
si; elle esl a merc de sua inrerleza universal ;
col rolan lo [-rosegue minuciosamente uma especie de
rearc.lo pouco reflcelida conlra ludo o que se faz ha
dezannos. O que lia de mais singular, be que depois
de ler acensado os ex ministros de terem atacado to-
das asiostiluire.es, todas as leis do paiz, elles nao fa-
zem oulra cousa., Supprimio-sc apenas o conselho
de eslado ; os conselhos foram abolidos. Como se
v, be um processo pouco complicado ; um simples
derroto he bstanle para destruir uma organizaran
administrativa toda inleira. c para Irazcr as cousas
ao ponto em que eslavam em 1813.
Uma qucsiao mais grave se apresentava : qual
era a ron-liluirao pela qual se havia revoltado '.' Era
a ronslituirao de 1837 ou a de 18i? Vio-se que
nao era nem una nem oulra. O governo decidi a
convocaciln das crlesconsliluinles, que dcvrrao de-
liberar. Eslas corles se compcm de uma s assem-
blea, e at entao a Hcspanha esl nesse eslado que
um homem alilado chamava ^desgoverno alisolulo.
o gabinete de Madrid nao (em forra, eis aqu a rea-
ldade. e se ha alguma cousa Irisle, he ver homens
como Esparlero c O'Dounell ubrigados a Inlar rom
lano estrondo, que anles de cu ler chegado aos vio-
le e cinco anuos, o governo adverlido pelo clamor
publico, nomcou-me professor na Escola ltc.il. Pa-
reca que Dos, que recusou-mc a felicidade, quiz
servir-se de mim para salvar os oulros. Na especie
de contemplar continua em que viva, meu olbar
adquiri nina lucidez singular. Lia a vida ou a
unirte nas frontes, que meinlerrugavam. Fiz curas
inesperadas, c son consultado boje como os ineslres
da srienria. No meio desses liabalbos, qnc coumi-
iniain-me a vida, um allraclivo irresistivel impcl-
lia-me de vez ein quando para os lugares onde po-
dia ver Marfa-s- Era como um mcrgulhador, que
precisa vollar dcXquando em quando superficie
Tagua para respirar. Ora e a via em ua casa, ora
cuciilrava-a na sOriedadc mais brillianlc de Paria,
ora cm nina das testas de que era rainda. Como era
bella enliio !
Foi essa a hora das mais crucis tenlares, dos
mais (ormidaveis perigos. O paganismo dos colu-
mesda alia sociedade,o ilealumbrnmenlo de um Ira-
ge de baile, a lnguida e moma alinosphera que se
respira nos salos lem alguma cousa ilc doenlio. so-
brcludo para as almas molestas ; he nina especie de
malaria moral,' qual dilliriliiiente se resiste. Alm
disto quando eu nao va Mara, a qual com os nios *
du pcnsaiueiilo rollocava cm lal altura que sua Ima-
gen! achina no-sa mesilla elevarao uma salvaguarda
eoatra urna pai.vao moilerada pelo respeilo. Mas
quando encontrava-a De baile rodeada de mancebos
que a perseguiam com suas homenagens, oalrevi-
nienlo dos oulros aolorisava n me. Ella a|ipare-
lia-me descula do lliron*ideal, em quceua linda
colloiado. Nao era mais um anjo, era uma inulbcr,
urna mulhcr eleganta queconsciilia em lornar-sc o
objeelo de uma idolalna loda terrestre. Eu que me
resignava a cede-la a Dos, sentia-inc prestas a dis-
puta-la aos homens.
o Por nossa felicidade esse lempo foi breve !
Maria lem a alma mui gniode emui bella pira
ronleular-se com a existencia v.la e vasia que passa-
se nas suciedades Dos rreou-n pata ser um anjo e
nao nm idolo. Pouco depoisidla prorurou fra des-
sas soriedades nm alimento para as \iiludes de que
esl chelo seu rorarao, e enconlrmo-nos no reino
da caridade. Nao posso eiprunir-lc a emorao que
lodas as paives revolucionarias, como se vio em todo
esse trabalhoso negocio da rainha Chrstina.
Os ministros, comoparecem, desejaram azer par-
to a aoliga regente, mas os fautores revoluciona-
rios oppozeram-se a islo ; foram em uma depnlacao
ao duque da Victoria, qoe leve de reunir o conse-
lho, e o resultado foi que o governo prometan nao
dexar a rainha Chrstina partir publica nem secr-
tame ie. A's corles beque se reserva a mitsao de
rever a fortuna da viuva de Fernando VII e pro-
nunciar conlra ella.
A situac~.il da rainha ser por ventura inelbor'.'
Ella nao esl sem duvida amearada pessoalmeule.
como rainha, sua_aijJjgaWe nao existe, c ainda mais
serve-se dessa aulo^^o^mlirj ella mesma e contra
sua propriadigoidade. Ainda liapoucos das faziam-
na proferir palavras, que eram uma confissao publica
peanle a insurreirao; e ltimamente sujeilavam
sua assigualura um derrelo, que caneada ama re-
compensa a um dos generara insurgidos, lendo-se o
cniiajD de especificar qne era por seu brilhante'com-
purtameoto em Vicalvaro.
Ora, quando a rcvolurao se cotoa nessa allura, lie
muito simples, que esle mesmo espidi desea a to-
das as ordens da gerarebia,. e he o que acontece em
Barcelona, onde o general Manoel da la Concha lem
d lutar cnlre sublevarnos de operarios potra as
fabricas e as sedires. que rebentam oacorpos mi-
litares.
No meio de semelhari~lc siluarMMnastrara n du-
que da Victoria os recursos do l a decisan,
que nao enconlrou qnando era mW 'fia sua
falla,moslrar-se-ha o general O'DiUn allura de
circumslancias. que sao lo novas para -eUe, porque
he a primeira vez que esl no governot* Sao ques-
les infelizmente mulo duvdosas. Por agora a
Hespanha marcha ao accaso em saeer dabixo de
que leis vive, e em muitos ponjos as popula es sao
obriuadas a lomar por s mesmas medida contra as
desordeus que as ameacam.
He este seui duvida um estado qae no poda du-
rar, e nao he impossivcl que o senlimeulo desse mal
profundo provoque na opiniao um* reacio favora-
vel. He para desejar que essa reacia, no momenlo
em'queliver lugar, seja dirigida por homens in-
lelligenles c finos, capazes de recooduzirera a Pe-
nnsula para nm rgimen regular e eatavel. O-ge-
neral Navacz diriga em 1851 ale grave pensa-
mcnlo aos progress'ulas: u No dia em que um par-
tido poltico poder dar o governo,Vdureeelo dos ne-
gocios |iudlicus a um partido contrario, neaae dia a
uaco rereber o prego do saugue que tem derrama-
do c de lanos sacrificios costosos; mas, acrcscealo,
urna cirrumsfancia, que isto'ter lugar no dia era
que esse partido poder deixar o lugar aos seus ad-
versarios polticos, para quo esses posam governar
segundn sua cohscienr.ia, suas doulriuas, semserem
obrgados a ceder s exigeecias daquelles que dese-
jariam ir mais adianle.. He esla a rodir3o n Todos
vcem, se esta condicao esl prelicncbida boje. En-
tretanto ella he a primeira lei, se a Hespanha quer
ser uma monarchia realmente liberal e constitucio-
nal em vez de ser, amo ae taraaaost/ado afre-
quenierncnie, nma"lIIiTn~amriiItem~peTa(ra"pla anar-
cha e pela insurreirao.
Os Estados-Unidos celebravam o mez paseado o
sepluagessimo oitavo anniversarlo da proelamarSo
de sua independencia, dala memoravel cm sua vida
poltica. Se da tima rara que possa ler iiijaV de
suas obrase de seus progressos, lie certamen le essa
raca anglo-saxonia, comerara lao humildemeiilc, a
4 de julliode)177(i,formando urna naeionalidde no-
va, e que em menos de um serulos^aato chegadn ao
grao de grandeza, em que esla. A Unao america-
na, quando seconstituio compunha-sc de treze esta-
dos boje conla Irinla ; linda uma popaltco de tres,
millies de almas, que se eleva bojea vinle e cinco
mlbes; era pobree sem commercio, occapade hoje
em dianle um dos primeiros lugares no movimento
commercial do mundo. Ella lem visto nascerem
cidades onde era descro, a industria transformar seu
solo afluirem as populacdes de lodos oa paites do
globo, e suas prctenres lem augmentada, na mes-
ma medida.
Me assim que a |'ia,i chegou a ser para a Euro-
pa, em um cerlo ponto de vista, unafl labncia (ao
amearadora como a Kussia com qtjH jfcabinele do
Washington acaba de assignar um*| Klo de neu-
(raldade na guerra actual. Ella heaaaaacadora por
seu respeilo de invasao, por suas tendencias domi-
nadoras, pela severidade exclusiva de suas ambir-oes;
ella lem oulra semelhanra com a Itussialie que o
direilo pouco Ihe importa; marcha para-dianle.
segura de ler por si a suprema lei da forra.
Anda ha pouco* das, uma fragata mandada pelo
gabinete de Washington, foi bombardear um podo
da America Central. Sao Joao de Nicaragua, por
uma injuria duvidosa. Note-se que ha mais de am
anno a diplomacia da l'niao esl oceupada em agi-
tar aquellos pazesda America Central,'
A principio ora um tratado que Mr. Squiers ia
negociar com s Honduras para o eslabeleeiaaeato
de camindos de ferro interocenicos, e hoje de nada
menos se fallado que de uma tentativa feila pelas
Honduras para pedir sua annciaro pura c simples-
mente aos Eslados-t'nidos. Ha poneos mezas que
anles das circumslancias, que Irouxeram obombar-
dcamenlo de S. Joao. um ministro da L'niao, Mr.
Borland se diriga a Nicaragua, o enlregindo suas
credencaes, pronunciava um discurso que era una.
especie de manifest, uma evposcao andacioaa da
poltica americana, era alem disto um como desalo
feito a Inclalerra. Mr. Borland desenvolva larga-
mente a donlrina condecida de Mouroc e moslra-
va lodosos laros, que existiam enlre osEslados-U-
nidns e as repblicas visinhas. Dewais que se pode
cxpcriuientei primeira vez que em uma pobre man-
sarda, onde linlia ido visitar um pobre orpho, en-
Toulrci essa piedosa moca que fora levar soccorros
aquello a que cu procurava restituir a saude. Era
a primcira vez que o prazer que eu senta em ve-la
era sem remorsos. Eiicontravamo-nos em uma boa
arr,ao. Dos eslava enlce nos. O espectculo do snf-
fi ment lem alguma rou-a que serena a alma ; a
doenra. a pobreza e a morle sao leslemunlias solem-
nes que nos fazem vollar a pensamcnlos qoe nos im-
pedem de desfallecer. Nao quero porm dizer qne
nao Uve mais de uma vez de combaler. A vida he
urna lula, e nao de em vao que na nracao das ora-
res nos ensinam a pedir ajuda conlra a lenlarau.
Maso soccorro nunca falla s almas de boa vonlade,
c a Providencia lem camindos admiraveis para susci-
lar-nos auxilios que'vcnlian suslentar-nos quando
yossas inlenries sao rectas e pirtas. Estou couven-
cido de que uma de nos.as alegras inefaveia em um
mundo inellinr ser descubrir os recursos maravi-
1 liosos, pelos quaes a bondado de Dcos veio eroaoc-
corro do suas fracas crea turas. Saliremos entao por-
que elle poz no raminho de nossos destinos cses des-
linos amigos, semelliaules s fontes de agua viva que
o viajante cncoulra no meio das areias abrazadoras
do deserto.
o Foi assim que Dos collocou entre mime Maria
a mais amavel das santas,debaixo das fecoes de uma
dessas iiiiillicres ulicas que reuncm lodas as gracas,
do mundo a lodas as virtudes da rcligiao. A mar,
queza de Itouville ( nao sei su no comeco da re
rai;3o nao cncoiilraslc em rasa de la n. esU^rn
ravel mulher ) foi para nos uma s J^Svilen-
cia. Vio-e romprehendeu ludos*tfe^^K||usem-
pre filos onde era mister vig(n-i connAnau sempre
extendida ende era preciso sfem, sua Vigilancia ma-
terna servio-sc da derenciaf cxqUisl|a da alta socie-
dade como de preciosoj^niiioi que ajudaramos
freios divinos da rcUgjfJ,,' Esse habito de respailar
os outros e de rrjaf^r i si mesmo, essa submssao
aos usos. essa^|ic(|iecja i regras recebidas, que
pern. por ass:^ dizer, sentucllas invisveis em tur-
no de nos, forMn, para ella oulros lanos meios de fa-
zer-no evita T essas orcasifles que san muitas veres na
vida pedral ne i ropero.
(CoMmiar-se-fta.;
-
I
/
1 al I I
II


DIARIO DE PRNAMBUCO, QUINTA FEIRA 21 OE STEMBRO DE 1854.
>
_: 11 i i a poltica americana'.'sua ambicio usttrpadaro.'
He verdade que ella laucan mo do Novo Mxico e
da California; mas pagoti-os e se conlenlou com a-
poderar-so lcslas duas provincias, ruando Uvera
podido assenhorear-se do lodo o Mxico. Podo-se
accusa-la de destarrar o espirito de conquista dcbai-
xo do nomo de annexacao'.' Que ha de eslraiih em
que os Estados-Unidos queiram fazer a fclicidade
de oulros paizes, associando-os sita prosperidade '!
altando a essas repblicas da America Central,
Mr. Borland, linha alera disto o cuidado de uceres-
cenl.ii que no haxia no tintn antagonismos entre
seus nlcrestoe e os da Uni3o. lie um simploma
desse Iraballio permanente e obstinado de invaso.
As gazetas americanas, fallavam ullimamente de
alguns dos actos consumados ha poucolcmpo. Os
mais salientes sao sem duvida nrjihunia o trata-
do eom o JapAo e oulro com o Mxico, que acaba
de ser raltl'iado. O primeiro desse* tratados he o
Crudo da expedirn que hava partido nesses ltimos
aune* dos Estados-Unidos para ir forrar a barrara,
por rtz da qual o Japao se tem enlriuclicirado ale
aqu.
O Jap.io, como se sabe, s tem relecoes de com-
inercio com os IIollandc7es e Chine/, s. O rei de
tlollanda escreveu ha poneos anuos ao imperador
do Japao para conseguir a abertura de algn* le
seus partos aos europeos ; mas o soberano japo-
nez responda que nio quera dcixar-se accommet
ler ero um ponto, recomido toruar-sc mai* vulncra-
vel era todos os outros. Elle nao deixou de ceder
ao conimodoro l'erry, c|uando este so aprcsenlou
frente de sua esquadra.
l'clo tratado assignado em 31 de marco de I85,
os [ii r os de felino.la e Ilakodadc sao abortos aos
Americanos, que poderlo ir procurar all madeira,
agua, carvito de pedra e oulras mercadorias. Di-
versas e-lipulan'ies sao destinadas a garantir a sorlc
dos naufragados, lima parlicularidadc desla nego-
i-iacao he que os commis'arios japonezes insisliram
vivamente para que o geveruo dos Estados-Unidos
nao permitlisse jamis a mulhcr alguma visilar o Ja-
pao. Os negociadores n.lo conseguiram entender-
se e adifliculdade est ainda para resolvcr-sc. Que
vaulagem oQerece este tratado aos culros paizes?
Que perspectiva abre ao commerciogeral '.' 11 e < I i II i -
cil dxer. O cerlo he que os Estados-Luidos nao
tardarlo em tirar vanlagem da facilidade, qeje Mies
be oflerecida de achar carv.lo de pedra em seu ca-
iniulio. Ellesacabam de crear urna linha de paque-
tes a vapor da California a China, arribando no Ja-
pao. Era esse o lim de seu tratado, e todava abri-
ram a brecha, pela qual todos os outros povos podem
entrar por sua vez.
l'niiatercsse mais immediato agila-se as rclaroes
dos Estados-Unidos com o Mxico. A l'niao compra
siinplcsmentopedaco por podaro repuhlira mexicana.
I'azcm peucos eeze, orno lalve/. todos estarn
lembrado, que o general (iadsdcn ia negociar com o
invento do general Sania Auna um tratado, que ce-
da urna poTcao consi.lcravel do territorio mexica-
no no talle de Messilla aos Estados-Unidos, e em
recompensa aeaegurava ao Mxico una somma, que
dexia ser immedialamenle paga. Este tratado, por
oneroso que Cosse, garanta ainda em seu texto pri-
mitivo alguna nleresses mexicanos ; mas infeliz-
mente fui modificado ern Washington. Primeiro
que ludo a tomma, que se dexia pagar, fui reduzida
de 15 rairhoes de piastras, a 10 milhes. Alm dis-
to os Estados-Unidos supprimiram um artigo, que
liles impunha a obrigarao de fazer perseguir os a-
vcntiireiros, sempre promplos para violarem o ter-
ritorio mexicano. Finalmente os Americanos lor-
nain-se pouco e pouco senhoresdo islhmode Tehu-
antepec, onde eslava projeclada, como se salte, urna
estrada de communicai.ao interocenica.
O general Santa Anna entrou em um estranho
furor, quando soabe dessas modificaces. NAo falla-
va senito em recujtar a ralificac'to. Porm elle ra-
tilicou o tratado pela razio soberana de que elle
precisa de diaheiro, c as finanras mexicanas eslAo
no estado mais deploravel de desorganisarAo.
O dficit do Mxico, sem contar a dixida externa
<: interna, se eleva a 17 milhes de piastras, cerca le
Si militos do francos. Quaulo aos seus recursos,
cllescsiao a merc de suaa revolures, e infeliz-
mente muitas vezes las delapidaroet. O general
Almonte, representante de Santa Anca em Washin-
gton, jreebeu 7 mlhoes de piastras da indemnisa-
j-.> 'tosKslados-Unidos Dlo ultimo tratado. Cnlri-
liiiir.i e-ta semina para melhorar as financas do M-
xico 1 Fora dillicil dize-lo. Mas he verdade que
ello nao lera mais sen territorio, o qual tic para os
Estallos-Unidos de zrande valor, por isso que per-
mute eslabeleeer urna cbsnmunicaru directa do oc-
ano Atlntico ao Ocano Pacifico.
O tratado com o Mxico ( era ha muilo lempo o
grande negocio dos Estados-Unidos. Eis-aqu a
quesillo resolvida, como qaizeram as paixocs ame-
ricanas. Existavainda outr'a que nao he menos gra-
ve ; a queslao de Cuba. Como se sa'oe, ella nasccu
do tratamentaquo o capitao general Je llavaua fez
soll'rer ao navio americano Black ll'arrior, ou an-
tes este incidente nao Coi mais do |ue um protesto.
Em summa o gabinete de Washington eslava a prin-,
cipio longo de sustentar suas primeiras prelenees.
Tinha reclamado em Madrid a revocarlo dasaulori-
ilaiicssupremas de Cuba, e urna iiidcninisarao consi-
derare! pata o navio ollcndido, o que foi peremplo-
riameiltrecusado. ltimamente gnvcruu tln m.'-
neral Pierce tinha vindo urna apreciarn muilo
mais moderada deste incidente. Pedia simplesmcn-
le, que lite demonstrassen, que o Blick ll'arrior
linha verrUdeiramenle violado os recimc'ntos da .li-
bada
em condices melhorcs ? Dizein que elle lem um fir-
me desejo disto, be mo;o ainda ; tem apegas Irinla
c dus annos. Foi edueaito em Franca e ama bas-
tante a civilis.irin europea. O Egyplo vio com cn-
Ihiisiasmo a sua cleva\1u ; s-m duvida sao muitas
tondiefles de successo. |
Os primeiros actos do novo vice-rci j confirma-
ra m a idea, que se linha feilo da politica que elle es-
lava resolvido a seguir. Said-Pliach fez levantar as
prohibicics, pie sen pretlecessitr fazia pezar sobre i
commercio dos graos, o esta medida til para o
roinmercio estrangeiro, foi sobre ludo proveitosa p.i-
ra la populac1e.i egipcianas. Cabe agora ao novo
governo vencer os embaracos linanceiros, que I he
legou Ahha-Pachs, c nao he a menor dilliculdailc.
Podc-sc pois prever para o Egyplo um reinado in-
lelligculc, protector e j mpalhico para a Europa.
'Heccu.r ia eVi/.e monden.)
S 7. A aliribiiicao que tem os juizes de direilo i gabinete em Iriumpho vio chegar-se para seu regajo
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO
Sessao' imperial do encerramento.
DA ASSEMBLEA GEKAI. LEGISLATIVA.
em 12 de setembrode 1851.
I'residenria do Sr. Manoel Ignacio Cacalcanli de
Lacerda.
A's II horas da manbaa reunem-sc os Sr*. sena-
dores depulados no paco do senado, e sao elei-
los para a depulacao que tem le receber S. M. o
Imperador os Srs. depulailos Ferrar., Pntenla de
Magalbaes.Comes Kibeiro,Fausto Auguslo de Agtliar,
Silveira da Molla, Travasos, l.uiz Carlos. Jtandeira
le Mello, Figueira de Mello. Flcury, Augu*lo le
Oliveira, Aprigio, Paula Btplisla, Frederico de Al-
meida e Albuquerquc, ("nies, Wainlerley, Parana-
-it i. Met les, Machado, Wilkensile Mallos, Feriian-
tles Vieiraj Araujo Lima, Amaud, Araujo Jorge c
Siqucira Queiroz, c os Srs. senadores Souza c Mello,
Cunha Vasconcellos, Angelo Muniz, Lopes dama,
visconde de Atirantes, Paula Pessoa, visconile de
Mont'Alegrc, Vivciros, Tosa, bario de Anlonina,
Monlezuma, e visconde de Olinda ; e para a que
lem de rereber a S. M. a Imperalriz os Srs. depu-
lados Barbosa, Virialo, Belfoil, e baa do Maroim,
e os Srs. senailores Araujo Vianiia, c Cassiano Spi-
ridiao de Mello c Mallos.
A' una hora, niiuucianilo-se a rhegaila de SS.
MM. II., sahem as dcpulacocs a recbelos a porla
do edificio. Entran.lo S. M. o Imperador na sala
lie rccebitlo pelos Srs. presidente e secrtanos, os
quaesunem-se deputarao e acompanbam o mes-
mo augusto senhor al o (brono, no qual loma as-
iento. S. M. manda as*cnlarem-sc os Srs. depula-
dos c senadores, e pronuncia a segnintc Calla :
a Augustos c dignissimos Srs. representantes da
narao.
<( Encerranibi a prsenle scssAo legislativa, com-
prazo-mc em auuunciar-xos que todas as provincias
permanecen! tranquillas ; beneficio que espero con-
tinuaremos a merecer da Divina Providencia.
Nenhuma alteraran sobreveio as rclares en-
tre o imperio c as potencias eslrangeiras. _^^^" -
ir Apreciando a importancia los vosso Iraballios
legislativos, asratlero-vos os meios com que babili-
lastea o mea soverno para salisfazer as necessidades
lo servido publico, e a altcncAo que preslaslcs aos
as^umptos que vos indiquei na alierlura da presente
scss.lo. Confio que na vossa segiiinle reuniAo sero
resolvido* aquellos que liraram aintla pendentes.
O meu goveruo usar couvenieiilemente das
aulorisactles que lito concedesles para a reforma de
reparticas pallucas, e creacAo ou inelliorameulo
de cstabelecimentos de instruc^o.
o Augustos de dignissimos Srs. representantes
da naran. cont que a politica que me tenho pro-
puslo, apoiada nos bous sentimenlos dos Brasileos,
c fortalecida pela leal e eflicaz cooperaeAo que leu-
des dado ao meu governo, concorrer cada vez
mais para a prosperidade do imperio, permillin-
do o regular e piogressivo dcscnvolvimcnlo de nos-
sas instituirnos.
a Est encerrada a se tillo. .
Terminailo este acto ieliiaiu-*e SS. MM. II. com
o niesmo ceremonial com que haviam sido recei-
dos, e immedialamenle os Srs. depulados e sena-
dores.
31 de agosto.
O BAILE MILITAR
No lia 2(i leu a sociedade militar o sen baile,
para o qual recebemos convite, c sentimos muilo
nao pdennos cornpraecer em consequencia de in-
i'ommodns de samle. Mas para mostrar a essa liri-
Ibanlccocieilade qnantu nos inercre, equanlo apre-
ciamos "a sua honrosa Icinliianra, pedimos a um
ami_o que nos desse um relat>rio dessa bella re-
unin ; e pois a publicamos pial elle nos fez mer-
e de Iransmillir, e lie a segiiinle: .
Assisliinos bella reuniAo da illuslre soeiedailc
Kerreio dos Militares na imite le -Jli do corrcnlc.
A concurrencia," o bcni cscolliido numero le
conviles, a elegancia, o brilhn, i lieniservi;o, a or-
lem, e Indo emlim que reiiiou no cora;Ao lessa
nargnlflca sucledaite, nos indirav.t urna pompa tal
que lii-iii qualitieailo appollidarcmns aisinijcao de
prirueira ortlcm.
I^'ma ali- i ia extraordinaria livisaxa-se nesse sa-
bio, e no rosto geralmente de loria aexcellcnlissima
coinpauhia, queindieava iimsucecsso, pie esportiva
anciosamente, c que leveria coucorrer para um lim
tal, que mererendo una circumspccla altencao.
era digna de nao passar desapercebitla vista do
nosso publii'o illu*lralo.
Aqui via-se um grupo tic uimphas, qun segiimlo
nos pareca, Iratavam de um objecto de aramle
[iinideraran, sendo [ircsidido por uincavallciro far-
Ittdo com elegancia, pie abracava com applausosos
enlliiisiasmos frenticos do bello sexo.
l i harlaniui oulro grupo le cavallciros liplo-
I
Candega. Dada essa proxn, a queslao nao exista
mais; porm em quanto o gabinete de Washington
se moderava, a opiniao publica se exaltava em sen-
tido contrario. De todas as partes nasciam projec-
los de invasao. Faziam-sc publicamoiitc alislamen-
los ; subscreviam*se somiotts consideraveis e se pro-
seguiii not abastecimentos de arma-, de moilo pie
o geiMfal Pierce se vio fiaalmenlcobrigadoa publi-
car urna nova proclamar.' o para impedir as projec-
lada expediees. Estas tentativas tomaram depos
um carcter mais grave. Finalmente o eapitao ge-
neral de Cuba fazia lambein de seu lado seus pre-
parativos.
fiestas circomslancias appareceram os ltimos a-
conlecimcntos da Ilespanha, e o maiquczde Pezue-
la, capitao general de Cuba, he substituido lioje pe-
lo general /os de la Concha. A queslao lie saber,
se a ultima revultir.i i hespanbola nao sera um mo-
tivo de mais para que os avenlureiros americanos
prosigam em sua empreza.
O Egyplo *o elTecluar-se urna grave modilicaeao
em sua situado. O poder em consequeheia da mor-
a do vice-rei Abbas-Pacha, acaba de passar para as
mos de Said-Pach, seu successor. A lieredilarie-
tlatlo no Oriente, como lodos sabein, nao est sujei-
la tts inesmas regras, como no Occidente; Said Pacha
nao herda a vice-monarcuia pelo direilo adn ututo
na Europa, mas porque lie o membro mais vclbo de
sua familia ; lie o quarlo fillio de Mchemel-Alli.
Em virluJe desse principio, Atibas-Pacha linha rece-'
Itido a autoridade em sua exaltadlo ao tliruuo, posto
que Cosse o filho mais ve.lio do segundo lilho de Me-
liomet-Ali, e existissen filhos de lbrahin-Pacb.
Esledireito foi consagrado pel.i lei constitucional do
pachalato hereditario de Egyplo.
Ainda nos lembramos do renomc, la [topularida-
dc que Molientet-Ali linha adquerido pelas refor-
mas que te/, no Egvpto. Chcgou a fazer um grande
papel na poltica europea pelo genio inconteslavel,
que linha moslrailo emsua longa vida. Tinha trans-
formado o Egyplo pedindo :i Europa os recursos de
sua industria e de sua ciencia. Com ludo se algu-
ina cousa pode revdar o que ha de vilenlo, artifi-
cial e de atguma sorle ptiramcntc pessoal uas refor-
mas do veho Arnauta, he o que acontecen na sua
morte. Mehemct-Ali suslenlava aquello edificio
com mo de ferro, e qaando elle desappareceu, na-
da mais ficoa. Em vez de continuar sua obra, seu
successor oceupou-so em destrui-la, persegundo al
muitas vezes os homens, que linham servido a sen
av. Da heranea de Mehemet-Ali, Abbas-Paclia
aceitou siuuentc o despotismo sem limites. Elle nao
ibia servir-sc desle meio terrivelen um peiisunon-
ii^util. Cheio de vicios e de caprichos bizarros, pa-
reca coinpr --se da solidAo, que para si procura-
va, nao o ls<\e a,,n ''ls, i:m os negocios
ilo estado, /tftinha para governar. Finalmente
morrou inise/avelmeiite no Cairo, depois de um rei-
na 'o, que deixa poocas recordares honrosas dizem
lioje que elle morreu asias>r>jado por dous de seus
mamelucos, que o roubrtarnae^>is de o lerem
morlo. \
Abbu-Parh deixa mu obra irniviensa que de-
ve ser conicoada oulra vez. PoKvenlura seu
uiaTicamenle vestidos, que discutiain um projecto
com calor vehemente, po Ibes haxiara apresen la-
do una lama eleganlc c um aguerrido militar.
Acola mu leoDgreaeo brilbaiile de senhoras omle
nossas visitas se 'onfiindiam nos seus variados toi-
leles, nos blouds, sedas, xellutlos, llores aromalicas
e artificiaos, de vez em quaudo no accessode entu-
siasmo soltavan um.... si ni, sao bciii dignos!........
,m lim ilir-sc-ha c mis juluavamus que boje a nossa capital fosse o
lacillo de urna rcvoiu;Ao inaudita.
II mu depressa se dissipa o nosso terror. Chegam
no salao luus cavalleiros, cada qual testa de urna
coinmissao, que se linli.i preparado para os ir re-
ceber.
Osgrupossc desmanchan] pan couiprimenlarcm
os dous hroes t.lo acolbidos de cnlhiisiasmos por
todos os sexos; recebem com vixas leinoiistra;cs
dejuvilo e ^ratidao auas extraordinarias olleras
que Ibes dirigiam lo intimo da alma ou coraoAo,
essa illastre sociedade que Ibes mostrava e paten-
leava um vixoreconliecimcnto.
E quem scriam essas persouagensrpie nos Caziam
renasoer em nosso peilo um frentico chime, e qual
a razo de um lal lioliro '!
Eram os Exms. depulados Brandao e CorrOa las
Neves, que baxendo disnamente discutido o pro-
jecto sobre ocasamento dos militares, na cma-
ra Ilustrada, de quem Cazem parte como seus or-
gSoa, que enlravam no saiAo, segqidos to las com-
mis-es que os csperavain. Leilores, cis o que le-
sesperaveis por saber ; sim, os Exms. lirainlao e
Correa tas Noves Coram re&bidos cada qual por
nina rommissao que Ibes Iribiitarain os seus proCuii-
los reconbcrimeiiUis egialiitio pelos seus bello* It^-
ciirsos que ha pouco aprcscnlaiain na assembla
eral. sustenlanilo o direito testa classe, juc lao
digna be deludas as uossas altenccs.
Nao he menos vcnlade de que os, Exms. Coram
intima o entnsiasticameote obaequiaaoa pelo bello
sexo, e eeralmetitc por toda reuniAo, que os eollo-
c.irai.i no numero desses homens, cojos Ceitos lie
roicos adquircm um nome na historia e nos annaes
da Cuna, e que desla sorlc lomam urna posic.lo tAo
soblnne, pie jamis he posaivel lesconhece-los.
Honra a vis, ri'speitaxcl sociedade, que eoulie-
cesles benio vosso papel, enjo valor nao lem pre,o,
uaubasle louros iii'iumcraxeis para adoruardes vos-
sas caberas.
E a vos, Exms., crici nova Curca, suslentai o di-
reilo Icssas almas que recorreram s vossa* po-i-t
;oes e inncaveis talentos, e a boa Cada soja sempre
couixosco. ( Monarchhta. )
dejulgar os crimes referUlos no 5 preecdenle com-
prebeuilc por connexAo os crimes concommilautrs.
S 8. Na falla de juiz municipal letrado em una
comarca, a substituidlo dos juizes de direilo compe-
tir sos juizes niunicipaes mais prximos.
!). As suspejOos dw juizes le direilo em ma-
teria criminal scrAo processadas e julgadas como no
civcl.
10. Nos casos em que. por x irtudc do arl. 79 S
1. da lei le 3 de lezenibro le 1811, se decretar se-
gundo julgainenlo, este lera lugar na capital da
provincia, quando o primeiro julgameuto houver si-
do fiira dalla.
S ll.xtuando o roo nao quizer responder ao in-
terrogatorio, p juiz proseguir no processit, tavrau-
do-as termo desla circuuistancia.
o S Id. Seo reo por palaxras ou actos violentos
.ICendcr o Iribnnttl, o perturbar a sessao c audien-
cia, depoia de advertido pelo juiz, poder ser rcti-
rado cjnigado irevelia.
1,1. A pronuncia nao suspende o direilo de
volar.
a Arl. 2. os ehefcs le polica podero ser Horne-
ados l'enlre o* hachareis tormadoe em direito, ain-
da que nao sejam juizes de direito ou Icsembarga-
dores.
S 1 Os che fes de polica nao sao privados por
esta m das attribuIyOes pie Ibes conipctcm pela le
de 3 de dezemhro de I Sil.
-j i. Quando a Iranipiilliilade publica uu a sc-
-:ut anoa individual o exi^irem, portera o governo
lomear delegados de polica que exercerAo em urna
ou mais comarcas a autoridade de cllefes de polica,
e lerSo os vencimentos eo privilegio de foro que
roinpclcm aos juizes de direilo.
i S 3. Os juizes muninipacs nao ter.lo funcc.lcs
policiacs.
S i. "s delinqucnles sendo presos scrAo im-
medialamenle remctlidos ao juiz compelen lo para
fornwao la culpa com parle circumslancaila do
facto, interrogatorios, iuquiriees, rol le lestemu-
nlias, corpo de delicio, inforiua;1es, documentos e
mais provas colligidas pela polica.
a 5. Os cheCes de polica, delegailos e subde-
legaitos darn as providencias uecessarias para a
prompta rcfoe*sa dos presos e processo, e para com-
parecimento das tesleinunhas, proredendo as inqui-
ridles, vcsU|ias, xames c diligencia que os juizes
le direilo on municiuaes rcquisilarcn para desco-
brimenlo da verdade.
i Arl. 3. Compete ao promotor publico ou aos
seus ijndaiites a denuncia C aceusaiNlo do lodos os
crimes publicos, particulares e policiacs, comaex-
cepoio dos crimes contra a seguranca la honra,
que forem alliancaveis, do adulterio c las calumnias
e injurias uo referidas no arl. 37 S 1 do cdigo do
prneesso criminal.
o S I. "- delegados e subdelegados de polica
sao de direilo ajudanles do promotor publico.
S i. Os promotores pblicos senlo arenle* do
ministerio publico na parle civil; seriio curadores
geraes tos orphos, pessoal lemelhanles ou misera-
veis, promotores de residuos c capcllas, c das coli-
sas publicas; sAo competentes para proporem econ-
Iradizerem na forma do limito estabelecido'asacccs
respectivas, e devem ser citados e ouvidos sobre to-
do* i* negocios que I lie sAo coiicernenles.
s 3. as grandes capita.es baveri promotores
pblicos especaos do cvcl.
o S i. O governo em regulamenlo determinar o
modoc forma porque, piando houver parle, esta ex-
errer o seu direilo em concurrencia com o promo-
tor publico, relativamente rpicixa c denuncia,
accusa<;o, recursos, appellaces c recusacoes.
Art. 1. Os lesemliargadores Barato Horneados d'
entre os juizes de direilu que lverem 1. anuos de
ellcctivo exercicio.
5 1.0? juizes de direilo, desembargadores c
ministros lo supremo tribunal de juslica que conta-
rcm 30 annos le eflcelivo exercicio. poderlo ser
aposentados coui o ordenado por inteiro, se o re-
quercrcm, e se acharan impossiblitadoa de ser-
vir.
i S Os que tiverem mais de 10 annos de servico
e firarein physica ou moralmeUtc impossiblitadus
de servir ser.lo aposentados com o ordenado propor-
cional. ,
5 3. Aquella que adiaodo-se em algom dos ca-
apOSenladoria, lepois ic notificados para solicita-
rem-a, scro pelo governo aposentado*, precedendo
consulta da scceao de juslica do conseibo de estado,
c proredendo-se previamente aos exames e lili-
gencias uecessarias, ouvido o magistrado por si
ou por um curador, no caso de impossibilidade mo-
ral.
rr Arl. 5. No julgamenlo das causas civeis e cri-
mes se proceder as rela;oes pela mancira segua-
le :
S I. A pronuncia nos delicio* c erros le oflicios
ser proferida pelo lcsembargador a quem fot o fei-
lo distribuido, sem adjuntos.
h 32. O juiz ta prononcia nao fica impedido para
o julgamenlo.
S 3. A* appe!|ai;ocs civeis crimes scrAo sempre
x islas e julgadas por Ir* desembargadores; as revis-
ta*, porcm, seraojuladas por loda a reaijao.
5 i. O; julgamenlo* dos crimes le rcspoiisabilida-
le, aggravos, recursos crimes, 'onressoes de hnheas-
COrpu$t c prorogaeoe* le inventario, ser.lo decidi-
dos por tre juizes, sondo um relator com voto, c
loiis sorleailos.
n S .. A's relaiates compele julaar os juizes de
direilo e os cheles te polieia nos crimes individuaos
pela mesma forma e processo por que sao ellos jul-
gados nos crime* le responsabilidtide.
S fi." as coman as 50 leguas ili*laiilcs do as-
scnlo las reanles foinpelc aos juizes lo direilo. em
segunda-instancia, com ilcada al 1:000.?, oconhe-
cimenlo dos interdictos on questes possesaoriaa.
ii Arl. ti." A revista versar somonte sotire a in-
justiea notoria ou mrito da causa.
S t. Aa nullidadeasero propostaa e decididas
no supremo tribunal dejuatica como preliminares,
leaasoas decisOeaoesla prtese haverio por lelini-
nilivas e supremas.
< 5 8.* Fica coinpelindo ao supremo tribunal de
j tistira eaaar e amollar os provimentos geraes dados
em correieSo pebts juizes de direito.
c Arl. 7." lie autorisado o governo :
:< I." A applicar ao processo civil, com as neces-
sarias modilica;es. o regulamenlo n. 737 de > de
uoveiiibro de 1850.
2. A regular o processo nos crimes de abuso
de liberdade de imprensa.
< 3." "A rever e alterar o processo la qualifica-
caodos jurailos, licandoielcvailo ao tupio o rendi-
inenlo aiinual exiuido para ser jurado.
i l. A regular o numero, natureza e pr >v lucil-
lo dos odicios de juslica.
5." A dar os rcnulamenlos neccarios para
execii;Ao lesta lei. no* quites poder impiir penas de
mullas at :2005 ede prisao al tres mezes.
r Arl. 8." Ficam revogadas as disposiees em
contrario.
algumas notabilidades que so chamaram luziat.
Mas a coincidencia las opiniics em rolaran aos
meios he paradoxo ; he desconheccr a cssencia das
sociedades, acreditar na ausencia le opposi;ao de
ululado poltico que combala pelo poder com os
meios constitucionaes ; he mesino elemento de or-
dem que cunlrn o poder, que faz respeilar a lei
fundamental, que prodiga o abuso, a dictadura.
Faz-se pois uccessaria a presenta de um partido con-
trario, que se incumba do equilibrio enlre a dicta-
lura c a lesordein promovida la aclividaile sover-
naliva. He mesmo hacoiistituiroque se acba|o re-^
coiiliecimeiilo lo dous partidos ; na constiluirAo, que
procura equilibrar o elemento da auloridaile com o
elemento popular.
Essa oppos;an, digo cu, niio appnreceu ainda. O
finado partido liberal gangrenou-se ; as illnstrarites
pie o defendiam tomaram outro posto.
Mas a conciliarao entrou no COracSo le cada um '.
O corpo liberal ainda vive '! A 'quaolidade icsidna
que abi balbocia loma oulra bandeira, oulra deno-
mioafieu.ou conllnna compondo o idntico partido
liberal? Ncsteponto se coiicenlraiii as llovidas do
proxinciauo ; ninguem sabe positivamente qual he
a feicfio do liberalismo. Uns recolheram-sc as lendas
fatigados do combale ; oulros reeeberam as ansuas
ilo baplismo. A imprensa foi abanilonada pelos l'a-
ladino* e confiada aos jurr/io/c.s, o o silernio reina
em ambas as columnas.
O Ypiranga, que nos leveria dar inlerprelarao
autltcnliett, lallaalinguacem dos berliqnes ; nao os
da luz. Algumas phrases, inlerrompilas pelo deli-
rio, mais confundem os neoplujtos. Nao seauem o
Sr. Paran, nao se conciliaram, o rreilo em ni.nona
no parlamento est m irlo, a reforma do Sr. Nahuco
be um Iriumpho liberal. Asim grilani.
Agora nuca-s o nico urg3o do fallido credo, o Sr.
Fcrrcira Fran;a. Elle fallava em sessao de 12 de
jullio desle auno. Ao ouvir-sc este guerreiro alr^ir
diz a siria, beccos sem sabida. Ora, j vque o mi-
litar gamenho, a passar o projecto, militar no cam-
po da reoaesta com urna desvaulageni priori. Des-
peilados os homens de banda com a cnmlemnacAo
celihalaria, jdizem que a probibicao deve ser ex-
tensiva aos esluilanles da faculdadc. onde a mana
conjugal he perniciosa ; pois he entre ellos que se
demonstra pratica e frequeiilemeute que a familia
he a base la socieiladc. e o casamento a base da fa-
milia. O Sr. Rrusque, que he o orador militar, que
se incumba desle addilivo. O que tic real be que
nao dola le desaponlaro frequento fado le estar
bem tranquillo na corta um pobre velho, acreditan-
do na tendencia eeltbalaiia Ui -ou fufuro doutor, e
de repente cahir-lbc como urna bomba em casa a no-
liria do quo seu lilho bouve por bem constiluir-sc
paler familias. Dizemque a mullier do militar he
a espada, ea do eldanlo ftcorptis juris.
Seja como fitr, nAo me ingiro nestas cousas, as-
sigualo o que se rusua, nao tenho opinic iva so-
bre ocaso : nao me importa que o militar nao va
guerra por causa dajeonsorte, nomo esludanleasab-
batina por causa los pecurruxos.
{Carla particular.)
(Jornal do Commercio.)
-------*Svi CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCA.
Rio 13 de setembro.
Amice.Salulem plurimum, etc.Tenho boje le
tomar, esparo a bordo do Tocantins, para o que es-
lou preparado, e seguir para esse bello paiz abra-
ra-Io ao mesmo lempo, talvez (e Dos o permita)
em que esliver a ler a prsenle, que seria bem dis-
pensaxcl, se eu nao fosse nimiamente cautelado, c
contasse muilo com o caprichoso elemento a que
vou confiar o meu fardo. Mas, dir o meu amigo,
a voz no parlamento, reinou profun.lo silencio, um em qlle cs,., menciollarta c^u de que alardea !
mox miento gcral de altencao ; queriam lodos nu- -r ,
vir o representante do campo liberal, por cujo oraflo ,e""a Paclei,cia. c lc,a-
10 de setembro.
O projecto le reforma jn-l ciara tal qual foi adop-
tado honlcm*na cmara temporaria para ser rcmel-
lido ao senado, est concebido nos seguintes ter-
mos :
A assembla geral legislativa decrela :
Arl. 1. llavera ciinselho de jurados as raberas
de comarcas, as qnaes serio pelo soverno designadas,
o na* cidades e villas populosas que tiverem 100 ju-
railos pela qualileacAo actual.
i A crearan ou conservara do cnnsclhu de jura-
dos nos referidos lugares, assim orno a lo fiiro civil
naquelles em que nAo houver consflho, dependein
le dcnelo do enverno.
(SI* O jurx julsar os crimes ioafianraxci--,
os publicos de que Irale a 2J parle lo cdigo crimi-
nal al o cap.'i. til. I., inclusive os do arl. 119 do
mesmo cdigo, e as calumnias, com cxccpijAo da*
ieferdas no arl. 37 S I. 'lo cdigo la processo cri-
minal.
S -2. Os crimes aflancavei* scrao ulgados defi-
nUivamente pelos juizes de direilo, com appellarao
para a* rolaces.
S 3. Os crimes policiaei
Pelo paquete inslez Camilla temos noticias de
Montevideo al4 ede Bucnos-Ayrcs ale 2 do cor-
rele. Ncnlium aconlecimculo poltico linha oc-
corrido que morera mencAo, e o governo havia lo-
mado as medidas uecessarias para acabar com a qua-
drilha desalleadorcsquc apparecera no departamen-
lo de S. Jos.
O prcsiilcnle la repblica ronlava sabir no dia ti
para a campaiiha. Durante a sua ausencia ser.lo
exerci.las as fuicoes do poder execulivo pelo pre-
sidente do senado.
Fallecen cin Montevideo o general l>. Itulino
lianza.
Carlas '.e S. Jos datadas em 29 do passado con-
lirniam a noticia dada pelo .Mercantil do Porto-
A legre le lerem sido roobadoa alguns prdtos no Es-
lado Oriental para seren roluzidos escravidao na
provincia de S. Pedro lo Sul.
Chegon a Monteviilo o vapor norlc-amcricano
/-.'. T. Illudgct, em viagem para o Paraguay. Traz
r ni: i carga dous vapores desarmados, ilcsliuados a
navegacao lluvial daquella repblica.
Buenos-Ayres coulinuava em paz. No mez le
acost sanceionou o corpo legislativo entro outras
Icisas seguintes :
A de municipalidades, a cujo scio sAo chamados
iudistiuctainenle uaeiouaes cestrangeiros ;
A que concede privilegio por dez .mno* compa-
uliia que emprehendeu a illuminaeao ,t gaz na ca-
pital ; *
A que tleclara livrede dircilos ale o auno de 1800
a imprtatelo lo gelo ;
A que aboli os passaporles c as licenras para em-
barque e desembarque lo Irem le passageiros.
As provincias do interior cslavnm em socegn. O
governo federal acabava le tomar algumas medidas
administrativas de inlercsse. Oonlain-se enlre ellas
a que eslabelece urna labvencSn mcnsal de 8tK) p-
sol fortes ao emprezario de urna linha de vapores
para a iiavogarAodo Paran, c a que declara aboli-
lo i uso ilo passaporlc eni loda a tatiifedera;'io.
lio Paraguas, annonciam em 15 lo mez pasudo,
que linlia havitlo urna ilesintelliucncia entre o go-
verno c o asente consular los Filados luidos, puf
ler sitio esnancado um cidadSo norle-americauo por
um soldado do paiz.
Por Montevideo lia latas le Lima al 31 le inaio,
c de Tacna al 20 de junho. A revolu;Ao peruana
retroceda, mo grado o apoio directo da llolivia.
De Valparaizo temos noticias al 30 de unho.
Keinava a mais perfcila tranquillidade em loda a
repblica chilena.
se la eonbeeer ojuizoqoe a opiniao em minora
lancava sobre a nova siluacao ; ia-se fazer a luz.
IJue disse elle'.' Descreu da conciliarao ; era s
de pessoas diza o orador ; de nada vale. Quanto a
reforma, sua opiniao uAn era mesmo benigna. A
reforma restringe caila vez mais o elemento popu-
lar.r.oncentra ludo uo elemenlo da auloridado ;
contiiiiia-sc no prosresso rearlor, ainda exclamava
o araulo lo partido luzia, rojas palaxras relumba-
vam como o echo das leas de seus representados.
Somme agora estas i/nantidade* heterogenas ; de-
fina-se-me a rerlo dos hizias, innnenle nesta pro-
vincia. O Ypiranga, orgAo do partido, deixa en-
trever a confian;a no gabinete, po acredita con-
cliegado as suas ideas, er morlo o partido adverso,
mas nao segu o gabinelc,?oU que mo he tala. Mas
tambem nao consfdear o gabinete como saquarcma.
Santo Dos, que myslilicacAo'.' Que sois vis, im-
prcusa das trevas'.' EntAo reprovais as consiilera-
ces lo vosso orgAo na cmara, que falla em diame-
tral opposi;ao "! Elle protesta conlra as iilas do ga-
binete ; allirma que os hnmens la opposicao nao
poilem crcr na ultima poltica apregaada. Apala-
rra rbnrliariio pdc fascinar amuita gente, piule
fazer suppor que o minislerio procura fazer con-
cesses a opposicao guando nada Ihe concede, ante,
a pile em peiores condiet* com a reforma. Estas
sao as patarras que dexemo* ao lachvjjraplio.
(Jiiem fia aloque, osentenda Mcntio o orgAo da
tribuna, ou o da imprensa !
J ve que tenho sollidos fundamentos para nuli-
ciar-lhc que a situarAo poltica ta provincia ho de
trevas. Desaparecem da arena os homens mais emi-
nentes da opiniSo liberal; lodavia ahi lica a im-
prensa que, como falla o vulgo, Dio diz roiia com
cousa.
Daqui sahem las opipics eslao chloroformisa-
das; mais larde rcssuscilarao. EslAo morios ; suas
iilas quebraram-se na opiniao publica.
Deixemos esta materia, que me enfastia pelo mys-
teho que a cnvolve. Toquei noli i unicamcnlc para
nao ser omisso'nesle circulo noticioso.
No locante tranquillidade publica, ou antes
scguraii<;aindividual,da unicamcnlc leuhon rcgislaro
seguinte : foi assassinado o cscrivAo subilclegacia de
Ivnlian. A opiniao publica indigita fulano An-
tonio Barbara como o assassino. As x tzinlianca- de
Lorena ainda sao empcsladas pela enorme quanti-
dade do criminosos que all Cazem residencia clan-
destina. ltimamente demitlio-se da delegada o
depulailo provincial .los Vicente de Azevedo, que
mostrava singularaclividade na repressao dos crimes.
Parece pois que empeiora a tranquillidade nessas
proximidades. Todava o Dr. Jos Candido de Aze-
vedo Marques, promotor da comarca, he iulegerri-
m'o, e remediara no que for le suas illribuires.
A secea vai lomando nina duracao assustado-
ra, ej os fazendeiros coutaui com urna caresta em
alta escala. Se assim for faca idea dos solfriiiientes
qin'x.'in recibir sobro a classe pobre, que actual-
mente vive upprcssa com a altados ccrcaes. Em
muitas localidades do interior os deis se lem socor-
rilo s preces c orarties ad pelendam. Os fosos j
tem feilo erando estrago, sendo que lie lAo forte a
secca quelorna-se perigoso fazer urna queimada,
pois que o Coso layvra impetuoso. Em algumas fa-
zendas lem corrido pongo de vida cscravos e feilo-
res, a quem os chama* levam em lebaudaila.
A final esla IceidrUai queslAo lo assassnato do
.senador Jos lenlo, .qea?se ia eternisando. O ailvo-
-a lo do autor lie o l)r. Pinto, que tem feilo para
I'ouso-Alegre urna serie de jornadas. Foi condem-
nado um dos assassiuos a galea perpetuas, e oulro
absolviilo, segundo se me refet%, por engao do jury
que as vezes comprehende nteapnsilos como se sabe.
J nao existe hospedara classica e tradicional
le Montieur Charlstfxfitc dala lo* primeiros lem-
pos acadmicos. Morreu seu propretario, o primei-
ro che fe dos gnardanapos, que aqui, por lanos
anuos, acolhiao mundo acailcmico as imites las
quinlas-fcira*. Todos esses homens que boje es-
ta as pnsiccs eminentes conheceram Mr. Char-
les, que continuamente peda noticias de seus anli-
gos hospedes cstiidanlcs, que mais turdc, por sen
tumor rcprcsenlavain os primeiros papis na secna
poltica.
A casa de M. Charles Coi sempre Crcqnenlsda pela
academia ; era iiicxplicavcl o prazer quo enlrava na
alma daquclle hum velho quando se lhe diza que
fulano e sicrano, que por tantas vezes se reuna as
salas do sua hospedara as bellas quintas e sabba-
dos, cstavam as primeiras posic/ies. Obom homein
jamis se esquena driles.
Ninguem derramou urna lagrima por esse bom
franco/, o amigo da mucidade acadmica de todas
as pocas ; lenha aqui lugar a iiiein;l do seu
nome.
Conlina-se a (rabalhar na confecro da csta-
tistica da provincia.
O presidente declarou o melhodo que cumpre a-
doplar no trabalho. A lei de II le abril de 1850 es-
labclecia um sxslema, mas o presdeme entendeu
eslabelecer um plano qoe respeila mais a ordera l-
gica las malcras de que o da citada lei. Sem du-
vida para a administrarlo da provincia he o plano
que Iranscrevo mais til, pois que he elle concebido
de maneira a habilita-la com os conhecimenlos esta-
lisliros de que carece boje. O Sr. Saraiva se expri-
me .1--IIU
Piale muilo bem acontecer, o que Dos nao per-
mita, que o senhor Ncpluno me faja dar um mai*
largo passcio uo seu reino, c o meu amigo fique
ignorando meu dcslino lamentavel; por isso, pois,
taco a prsenle, inlrodii/o-a u'um coco, OU garrafa,
como fez descubridor d'America, e mais larde ou
mais cedo ir ella ler a lugar em que baja um prelo,
e eniao, quando nao a gcra;.*io presente, os vndou-
ros salterio que seu amigo lhe escreveu, que cm-
barcava, o que um sinislro lhe privou de ahrar,a-lo
c lalvez mais alguna cousa, cuntida n'algum post-
escriplum, o que lhe nao assevero, porque nio sei
em laesaperlos onde lerei a -alteea. Agora diga se
uAo lelil r.i/ao.
Espero ver os amigos, e essa esperanra faz-me ti-
ldar o coradlo com tal forca que diego a lesconhe-
cer-inc ueste mntenlo ; e nao sei mesmo como lhe
nolicico que lem occorrido depois de niinha ultima,
mas lando descont a nalureza, 0115a o que lhe pas-
so a noticiar :
Temos andado ltimamente de fri calor c des-
te aquello com urna prcciptaeao extraordinaria, de
sorteque meu pbysico, que jamis se piide acoslu-
mar a essas oscillaeOes, lem-se resentido horrorosa-
mente, e, com lastima niinha, hei sollrido cortos n-
commodos, que me lem feito arrepender de niinha
viagem, mxime nao tendo ohlido urna s de tumbas
pretenrOcs, nem ainda a de magnetisador, porque,
em familia liie direi, he a peior das posires ncla
curte de peccados, a de prelendente. Oh 1 imagine
o que houver de peior, c fique cerlo de que anda
maissoffreo prelendente. Arrufos minisleriacs, ca-
ranloulias de ordenaii;as, desaforos de bolieiros, cm-
pacamcnlos de bestas, asperges de lama podre, in-
sultos de pedestres, vascolcjos de mas mal calcadas
e intemperie* de estaques, ludo, ludo, c ornis que
por brevidade omilto, solfre o pubre prelendente.
Saiba que nao quero continuar lal vida, e menos
a refcri-la.
O projecto do casamento negativo dos militares
nao entrou em lerceira discussao, nao sei bem, se
pelos golpes, que conlra elle deslecharm os dig-
nissimos Correa das Neves e Brand.10, se pelo p-
nico le que algucm se deixou possuir ; o caso he
que essa le cerehrina, que rendeu bous dc:goslos a
seu autor, licou abafada emquanlo amadurece. -->
Corrern noticias de urna revolucao na tropa na
dia 7.le setembro, quaulo a mim sem o menor fun-
damento ; mas que causaram sustos a alguem, pelo
que houvcram providencias, cutre as quaes nola-
ram-sc, o lormirem alguns dos Exms. nos arsenaes,
a ordem de conservarcm-se a poslos os olliciaes da
armada, guarniCiVi nos qaarteis, prisao de alguns
olliciaes e ca.lotos, e deporlamculo para nutras pro-
vincias le alguns dtes; mas o dia 7 passou Uo cal-
mo, que nem a lucsloa atniosphera, aqui um pou-
co rixosa, fez alienlo, apelar de preparar-se.
Quaulo a mim a (al historia foi urna verdadeira
quij-olada, salva a redacta ; mas leve a virludc de
asphixiar o projecto, que trazia os militares cm esta-
do de nao sahireru a ra, porque de lodas as parles
ouviamnao ha de casar. Eu lambem, se fora
militar, embicava com a historia, c antes quera um
mez tle Lago, do que ouvir o tal estribilho.
Os juizes lo direito lambem de sua parlo sufloca-
rain o artigo das incompatibilidades, apezar de asse-
veraro Exm. la jusli;a, que elle era o complemen-
to de suas reformas judiciarias, sem as quaes elle
nao poda continuar a dirigir os destinos do paiz.
O ministerialismo dos laes senhures (aliiou quan-
do lite- chegou por casa o chamusco, tal lie a ordem
do mundo. As reformas passaram sem o addendo,
mas corre que no senado cncontraro temporal d feilo. Passou de carrera o pagamento a lord Co-
krauc, o das prezas, como era de esperar.
A reforma hypolhecnria nao pode passar, entre-
tanto que era a mais importante.
Em questes de matrculas deesludanles, e ualu-
ralisatcs finou-se no da 12 a sessao lo crrenle
anuo, fecunda cmque.tcs, estril em resultados pro-
vclosus ao paiz. e no muilo vivificadora ao minis-
lerio, segundo creio, tanto que se falla cm modifica-
res, cal indigilam o Andreas para ministro da
guerra.
Os dignissimos no vo muilo salisfeilos, porque,
segundo me parece, levam mais logros do que ba-
gagens. Coilados, c o que dirSo a seus consliluin-
sea ; o tal denunciante rom receios, como leclarou,
de nao ser victima por qualquer desconfianca ares-
soti-se em fazer esta declararAo: foi preso o denun-
ciado e confirmou em confissAo ludo qoe o oulro ha-
via dilo. Em x rindo disto o presidente mandn
inmediatamente captura da vuva que moravn de
publico na Estancia, mas ella j te linda poslona
perna. Alguem diz que esta xiuva he incapaz, e
oulros dizem que ella o mandn fazer, porem obli-
gada pelos maos tratos que lhe lava este homem.
A polica trabalha em pesquizas.
J 110 EspirioSanto la mesma comarcada Estan-
cia urna mullier envin o maridoo Scabra ; e a
tal lambem fugio para a bandas da Abbadia 'Babia.)
F'oi assassinado em Ilabaianioha o Sr. Ilcnrquc
daSilvoira cmoccasiAo que ia para suas rocas: ain-
da nao sube das parliculariilades do caso.
Nao tenho saludo do resultado do processoLa-
dislao, mas soi informado que o governo presta-
llic grande altencao.
Moticias dirersas. J parlicipci que no dia i le
agoslomorreu o gario geral desla provincia o cone-
go Jos Francisco de Menezes Sobral cm sua fazen-
da de S. Jos do Cai;a. SmAo Das.) Esto homem
muilo figurn nesta provincia necupando sempre as
primeiras posir, nao si'i pela sua importante familia como por todos,
que o conheceram. Asora quem sera Horneado vi-
gario gcral V Eu od'treeo a esculla de S. Exc. Revm.
os conegos das porleires, o v igario de Simflo Das, o
padre Menezes do engenho Pnmbinha, dusmcusro-
nhecidos que davam conla com toda coiisciencia a
mitra.
Nasccu cm um logar lesla provincia um menino
com ."> mezes vivo, c j com alguns lentesmorreu
logo depois de baptisado.
Corre que vira para una das novas comarcas o An-
gelo Hamos, e para nutra o Dr. (arce!, uiz de di-
reilo do Bonito : e abi lirain malogradas as esperan-
ras dos daqui. Coiivcm liicr que boje os l.uzias
vAo inelhor lo que os veteranos saquaremas ; e as-
sim ainda fallam lo gabinete! !
Foi necessaria urna nova emissAo de aceites da
companliia de reboque, o queja se realisou.
Aqui (ico guardaudo-mc para oulra vez.
O Cotinguibeiro.
PERMITO.
O presidente la provincia, cm execucao planos gurados, quautas esperanzas murchas !
O Exm. I). Manoel rcstabeleccu-se nos ltimos
das -T mas apenas piide inlerpellar o minislerio acer-
ca das prisocs dos militares, no que nao foi muito
avisado, porque essa classe lem a prisao pendente da
cabera sem mais satisla;es.
1.1:1 mo ao mais os sniores coulinuaram com
dantes, calmos, tranquillos e reflectidos.
Eis o que tem occorrido, mas conl inuila abrevia-
tura, porque nao posso ser muilo longo, lano mais
quaulo anda he problemtica a sabida do vapor
hoje.
NAo me consta mudanea alguma para as provin-
cias do norte, nao porque algumas dcixem de neces-
sitar ; mas porque 0 lempo he pouco.
As ox.'cOcs continuam aos cainpees, que lefcn-
deram os lircilos inalrimoniacs la classe militar, e
ragrapho 17 do art. 1. da lei provincial n. 30 de 10
de maio desle anno. resolve qoe se observe o se-
guinle :
Arl. I. O cncarregado la eslatislira da provin-
cia adoptar para sua urganisarao a classificaco in-
dicada no artigo snbsequenle.
a Arl. 2. Verificara :
S 1. O numero de com.irras, termos; munici-
pios, freguezias, capellas cura las, dislrirlos le paz e
puliraes ; o das villas c cidades axislenlcs na pro-
vincia ; indicar tambem o* lugares onde se rciinem
os consellins de juratlos eo numero dcsles.
i S 2. A popularlo existente na provincia, classi-
dcando-a segundo os sexos, idade manr ou menor
jle 14, 21 e40 annos ; estado, condieAo, ualuralida-
de c profisso.
? 3. As Cazendas le caf, assiicar e criacSo de
gado, situadas na provincia, com declararlo dos mu-
nicipios em qneeaacjiam. do numero le cscravos ou
colonos que possuem. los animaesileslinados para a
condurrAo le sua colbcila, ea importancia desta.
ibtanlo s fazendas le criar, de.-larar-se-ha onumiM0 bello sexo letn-liies dado o melhor Iralamculo nos
ro de cabeijas de gado que possuem, e. a repeilo de
unas c outras strnotara lambem a quanlidade dos
terrenos que Ibes pcrlenrcm.
rr 1. A impoi tacan c cxporlaeo da provincia em
reis, com lerlaracAo las arrobas le caf e assucar
cxportailos ; a renda total da provincia ea especial
dcada urna municipalidad".
Nesla parte da eslatislira nolar-se-ho as estradas
por onde leseem os princpaes productos de expor-
bailes, para os quaes leem sido convidados com as
maiores instancias. as mas sao eiies lAo corteja-
dos, que quasi devem sentir incommodo em corres-
ponder. Etn poucas palavras lomaram-se conhe-
cldoa.
Parece que muila gente nilo lem goslado lessa
popularidadc, que lem querido riilicularisar ; na
taeao (caf c assucar', c derlarar-sc-ha o numero I quaulo a mim, embado o prclendem, porque a
deltas, sua extensAo, direcenn, rins que nlravessam,
poetes construidas ne*ses ros, e a nalureza das cous-
Inirres, lauto das pontea como las estradas.
11 S .1. O numero las escolas publicas o parlicila-
res re ambos s sexos, sua popularao, e ordenado
dos professores. Nolar-se-ba lambem o numero tos
aposentados, para se ronhecer o dspendi total que
se faz rom esse ramo do servifo publico
opiniao publica Ibes He o quaulo ha, c al a vista.
Serglpe d'El-Hel 4 de setembro.
Tenho escripto tonto debalde, pie as vezes tenho
al prelemaies le leixar a niinha missa. Nao lo-
mos ingerencia no correio. One he de ininha carta
5. O numero tle guardas narionaes de servico I de junho a julho, e a le agosto'!! Eslao por abi em
activo o de reserva, com a declaraeAn dos conima- alguma agencia roberas le poeira.
3. Ponto & le setembro.
A siluacao poltica na provincia para o esperta-
liia avisado lias incas partidarias ser delinixel ;
para o paisano lado interior he mctaphxsira. A
1 ai .10 to, creio pie finado, partido liberal, he um
I nixslerio que nAo lie lado a profano explicar ; nem
i traernos das pos- asi menos o Ypiranga o pal ludio las liberdades publi-
loraa municipaet, e bem assim os rimes cm que os cas, se presta a orculo, porque suas palavras se en-
successor Said-Pach eonaeguir rep\arar os de-
sabres de um pesaitno ieioado, e collod,*ar o Egyplo
reos se livrain sollos, ainda qOe sejam vagabundose
sem domicilio, sero processados ejulgadoa pelos
jui/e* liiuniripaes, comiqipcllaeao para os juizes de
direito. -
S i. As competencias estahclecidas 1105 paragra-
phos anlecedcnlcs comprehemlem Uinbcn a tentati-
va e a coniplicidade.
j 5. A fonnaca da culpa nos crimes de quo
tralam os 1. e 2. salva a disposifao do arl. 2.. S
1., compele exclusivamente eos jliizes niunicipaes,
com recurso necesaario 011 ex-of/icio para o juiz de
direilo.
a 6. As disposiees dos paragraphos antecedentes
nao projudicam a competencia que actualmente
tem os juizes le lireito do julgar definitivamente
os crimes de rrsponsahilidade, e os de que trata a
lei 11. ti2do 2 jtillio de 1810, nem a competencia
eslabelecida por outras leis epeciae?.
volvem no mxsleno, seus pensamentos eslAo rheios
le llevas. N.lo ha posicao lelinida ; estamos em rc-
gAo ignota, cujas crencaj se eacondem aos othos do
mundo.
A bandeira da conciliarao tremola em todo o Bra-
sil, os homens lo liliercntc pensar foram agrupar-sc
ao redor lella. aguantandou destino, a ipiem incum-
lie marrar una vereda para o debate poltico, inc-
vitovel e essencial no nosso rgimen, onde a divisAo
he elemento iieressario, necesaario porque do com-
bate das ideas rebrillar a verdade.
Vimos que, ao grito conciliador, algumas proemi-
nencias abandonaran) a historia do'passado ; algumas
capacidades lirasileiras, que al entilo coinbaliam
110 ainphilliealro poltico, leram-se as mansem signal
de aniizade, rasgaram esses proartimmas exaltados
e febrisbasteados pelo republicanismo. Em lodos
os ngulo* do Brasil operoii-se esa mndanca, e o
los superiores, balalhves e secrdtode halalhiies a que
pertcnocii!, c bem assim o numero dos guardas po-
liciacs.
o^7. O numero dos convenios, ronfrarias, rcro-
Ihinentos, rapellas e quaesquer bem vincuiatlos,
e seus renilnnentos provenientes de qualquer ori-
gcm.
c S 8. O numero lo clero secular, amprego, rc*i-
ilencia o ni.leirid llorada um. O rendimeiilo da*
fabrica*, seu estado e adminislrarao.
o Arl. 3. Alm las (tenas estabelecidas no arl. 3.
ta lei provincial o. Ifi de 11 le abril de 1813, o prc-
siilenti' da provincia poilcr impiir aos que por ne-
gligencia nao eumprirem as ordena relativas orga-
ni-ariiii da eslalslica da provincia a mulla de 100?
a 21X1:
Arl. O ertcarregadii da organisa;io da esla-
tislira maullar para a assignaltira do presidente da
provincia lodas as ordena que entender convenientes
que sejam jtor elle dadas para a execucA da referida
lei do orcamentoj c representar-lhe acerca le ludo
(pianlo coiivenha ao liona dcscmpcnlio desse ramo do
servir publico. .
Palacio do governo de S. Paulo, 30 de agosto de
I8V1..lose Antonio Saraira,
O projecto sobre casamento de militare* lem
causado sua sensaea n circulo da espada. Grandes
disscrlai;"ies desclilimenlalismo tenho ouvido, invec-
tivando essa copia de sxslema laeedemoniatvt. Pott-
do'o casnnn si, a cousa nao deixa de incommodar
toe homens do hieode, que ficam declarado?, como
Agricultura.Algum engenho j mc, c os de-
ntis eatsVi apromptando-se. A safra ser pequcua na
provincia. Tiveruos boa colbcila de legumes.
Muitos engenlios vAo tieando de fogo-morto, e os
soossenliores x.lo se tornando lavradorcs, porque de
para lia o* bracos Icsapparccrm tirados pela nenio
ou |ielos Ira ficantes. Onde iremos parar'.' !
l'olitiru.Vai ludo na mesma calmara. A t'niao-
Liberal morreu,u por calculo deixou de apparecer.
Ili/.oni que o ehefo lo polica foi lemittido por nao
querer combinar na poltica te conciliarao.
Tem estado embararada a presidencia rom a nn-
meac,ao dos iopptenles los juizes municipaes, le
modo que ji tendo terminado o quatrieuuo a 2(i do
(tassado se acliaui fuieeionantlu as cmaras. Tal-
vez nesla nonieacAo o Sr. Ilarltoza perca algum
eojUlibrio. Alguem ili/.ia que S. Bae. esportiva
a reforma da reforma para se tiraren desse arlo:
mas stippnnlio islo fira le fundamento.
Crimes.J,t llic fatlei na morte de Francisco Pe-
CMARA MUNICIPAL SO REGIFE
1.* sessao' ordinaria de 6 de setembro.
Presidencia do Sr. Ilaro de Caplbaribe.
Presentes os Srs. Keeo e Albuquerqaie, Yianua,
Dr. SPereira, Kego, Mamcde, Oltxeira, Barata e
Gameiro, abrio-se a sessao, e foi lidn e approvada
a acia da antecedente.
Foi lido o seguinle ,
EXPEDIENTE.
Um officio municando que o juiz de direilu da segunda vara
criminal desla ridade lite parlicipou, em oClicio de
29 de agosto ultimo, sol n. 21, que, em virludo da
queixa que perante aquello juizo dera l'rancisco Xa-
vier Caxairante conlra o juiz} de paz do lerceiro
distrirlo da freguezia los Afogados, Bernardo lla-
men Franco, fora este pronunciado como incurso no
artigo 139 do cdigo criminal. Inleirada, mandou-
se scienlificar ao pronunciado para nao funecionar,
emquanlo doraren os effeilos da pronuncia, e cha-
mar o juiz quarlo votado para juranienlar-se c en-
trar em exercicio, visto acharem-w fura do districlo
os do segundo c Ierren o anuos.
Oulro do eiigenheiro director das obras publicas,
feilo ao Exm. presidente da provincia, e por este
mandadora informar a cmara, propondo a suppres-
-,1o da rampa projeclada para desembarque no caes
do Capibaribe, no bairro da Boa-Vista, cm frente a
ra projeclada no destorcimcnlo da da Gloria, e em
lugar delta projectar oulra no caes fronteiro ra
Velha, por ser ahi que se pralica o embarque e des-
embarque d'objeclos.A cmara reconheceu vaula-
gem c commodidade publica na mudanra da rampa,
e resolveu que se kiConnasse S. Exc. que com
ella se conformava.
Oulro do procurador, pedindo mandasse a cmara
recollier ao cofre os objeclos d'ouro e prata, avaha-
dos em 1509000 rs. da banca que preslou Joao ler-
reira de Seuza Vasconcellos, para se livrar solt, vis-
to ter sido pronunciado como incurso no artigo 257
do cdigo penal, pelo subdelegado da freguezia de
S. Fr. Pedro oncalves, conforme a guia expedida
por aquello juizo.Mandou-se recollier.
Oulro do mesmo, remetiendo dous mappas dos
fallecidos de febre ama relia nos mezes dejulhoe
agosto ltimos.Que fossem transmitilos com-
missa de hygieue publica.
Outro do mesmo, remoliendo o balanr da rerei-
la e despeza municipal los mezes dcjulho c agosto
prximos Cuidos.A* eommi-sao le pidicia.
Oulro do fiscal de Sanie-Antonio, informan lo
a>har justa a reclamaran dos 'n>oradores da ra da
Praia sobre os despejos publicos, que se fazem no
caes e rampajo.leste rtas casas desuas residencias,
pelo in 'omniodo que snTrem, e pedindo se marque
outro lugar para esle lim ; lembrando o fiscal ser
conveniente a conslniccao ahi de urna cloaca, que
seja vigiada durante o lia, calecera hora da noile
por urna senlinella do corpo le polica.A' com-
missAo de cdilica<;o.
Oulro do fiscal le San-Jos, rcinclteiulo o map-
pa do gado morlo para consumo desta capital, na
semana de 28 do agosto e 3 do correle ((99 rezes).
Que se archvasse.
Outro do mesmo, informando que com edeito se
fizeram as ca-inli.ts la rbeira do peixe daquella
freguezia os reparos, de cuja despeza pede pagamen-
to o respectivo arrematante, Joaquim Feroandee de
Azevedo, na impurtancia de 383780 rs.Mandou-se
pagar.
Oulro do fiscal lo Poro, partir pando ter-se mor-
lo para consumo da mesma freguezia,- durante o
mez de agosto ultimo, 4ti rezes, eque a companhia
Pernambucana lem maullado para all constante-
mate carne, regulando dous bois por da.Inlei-
rada. a*
Oulro do fiscal do San-l.ouren;i da Malla, lzen-
do que no mez passado se mataram 13 rezes para
consumo da freguezia.Que se archvasse.
O Sr. vereador Mamede fez o seguinle requeri-
menlo, que foi approvadu :
Nao podendo os segundo e quarlo juizes de paz
da freguezia de S. Jos exercer mais esle cargo, 1
primeiro por ser tabelliAo publico de notas, e nao
poder assim aceitunil:,r os exercicios, como foi ulli-
mameole decidido pelo Exm. presidente da provin-
cia, e o segundo por estar mudado do distrelo : de
conformidade com as inslrucciies de 13 de dezembro
de 1832, artigo (i, combinado com a lei de 15 de ou-
lubro de 1827, arligo 4, requeiro que ,a cmara cha-
me para juramenlar-se dos supplenlcs, assim como
o juiz do lerceiro anuo, que ainda o nAo foi, visto
que a legislarlo citada determina que baja em cada
districlo qualro juizes juramentados.
Outro sm, requeiro que, feilo islo, cupeca a
cmara as ordens convenientes para "que seja guar-
dada a regra de substituieAo das juizes de paz, esta-
betecida pelo aviso rigente de 15 de dezembro de
1810, de conformidade com o arligo 10 do cdigo do
processo.
Sala das sesses, 6 de setembro de 1851. Ma-
mede. ,
Foram lidos e approvados os seguintes pareceres :
i 111 da commissio de snale em duas parles :
na primeira dizendo, que se dexia ouvir de novo ao
fiscal de S. Jos a respeito la replica feila por Ma-
noel Jos Danta1, cerca do seu terreno, na ra da
Praia de Sania Hila, em que pretende eslabelecer
una fabrica de destillar espirito*; e na segunda,
sustentando que devem persistir os lugares designa-
dos' para enllocaran dessas o d'outras Cabricas, que
trabalhain com fogos activos e substancias infinm-
maveis.
Esta sesunda parte passou com restricjAo, por ba-
ier resolvido acamara que na ra do lirum s se
podiam construir laes Cabricas, na parte da mesma
que ainda nao tem cdilicacao uenliuma.
o Oulio do vereador ene-arrogado dos negocios lo
cemiterin, dizendo que podia ser concedido irinan-
lade do Divino Espirito Sanio, erecta no convenio
de Santo-Antonio, para ronstuiei.jo de suas cata-
cumbas, o terreno 110 cemileri publico, quea prin-
cipio Coi desuado para a innaiidade de S. Peilro,
do qual 11A0 lomou ella posso, por ter comprado ou-
lro perpetuidad* 110 mesmo cemilcrio.
Oulro da eommiastfb le edilicacao, dizendo a
rcspcilo da petlyto de Manee! Jos Dantas que, vis-
to nSo ler com elle aju-l.id o procurador a indem-
nisaco do seu terreno destinado para serventa pu-
blica, por tras da igreja de Satila-lxa, se procedes-
se judicialmente nos termos do cap. 5 da lei provin-
cial n. 129 de 2 de maio de 1811.
Tevc lugar a primeira prara das rendas annuncia-
das, c nAo liouvc licitantes.
Despacliaraiti-se as pelircs de Antonio Caldas da
Silva, de Alexandrc Gomes le Oliveira, le Candida
Senhorinlia l.asserre, lo hachare! Francisco le As-
sis de Oliveira Maciel, de Joaqnim Jos Arre* de
Albuquerque, le Joan Paulo Ferreir.i, de Joaquim
Fernandos de Azevedo, le Manoel Martina Fiu/.a.
de Manoel Jos Dantas 2 le Mourao & Compa-
nhia, de Maria da PaixAo e Mallos, le Manoel Bcn-
lo de Barros Wandorlcx. de llvginio de Miranda,
de Innocenrio Mouleiro" Borges, de J0A0 Simcs de
Almeida, de Joanna Carlota de Miranda, de KomAo
do liego Barro*, e Icxautou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Acciuli, oflicial maior da se-
cretaria, a esrrevi 110 impedimento de secretario.
Bardo rfe Capibaribe, presidente.Mamede.C'a-
meiro.llego c Albuquerquc.li/icara.llego.
um tal caso, leve a honra de dirigir-se V. Exc.
ent dala de 17 de julho prximo passado. expondo "
que se passava, e rogando ao mesmo lempo V
Exc., que se dignasse aulorisa-la a entregar a pes-
soas le reconhecida probidade aquellas menina*.
que estavam gravando o estado das despeza -|* aass
rreset la-, A admiuislracao lembrou-se deste re-
curso, |>or julga-loo mais idneo, tanto por benefi-
cio das mencionadas expostas, quanto para pV lal-
vez um dique iminoralidade, que cada vez mais
se desenvolvc : V. F:xc. |torm se digOou de respon-
der nicamente que se recebessem na casa dos cx-
postos aquellas meniuas, que eslivossem iw caso dos
e-l.iludos respeclnos. Esla (leci-Ao de V.-Sxc. com
quaulo seja por no* dexidamente acatada, rorca-nos
lodavia a representar ainda de novo, qnc nao se
trata das meninas, que para o futuro se laucaren na
roda dos expsitos, mas das que ja Coram laucada, e
que a candado clirisla nAo pcrmitlindo que se
Ibes dcixasse em abandono, foram recolhidas, e per-
manecen! no cstabelecimenlo. Sobre eslas perian-
to he que reclamamos de V. Exc. qualquer provi-
dencia, ou aiiiiuiiidu ao recurso, que aponamos, ou
determinando oulro, que em sua sabedoria julgar
acertado.
Dos guarde V. ExcAdmiuislracSo geral dos
eslabelecimentos le caridade 10 de agosto de 1854.
Illm. e Exm. Sr. Dr. Jos Bento da Cunha e Fi-
gueiredo, presidente da provincia. Monsenhor
Francisco Muniz lavare, presidente.Antonio Jos
Gomes do Concio, escrivao.Jos Pires Ferreira,
lltesoureiro.
Quarla secs3o.Recebi oolTicio, que Vs. M.
me dirigiram em dala de lo do crtenle, e em res-
posta tenho a drter-thes, que se reconhecer essa ad-
ministraran, que as exposlas de que trata o citado
ollicio, acham-se em estado de prestar algum servi-
co em casas particulares, devem Vs. Me, partici-
par ao juiz de orphos, para qoe acerca disso in-
lerponha elle a sua autoriJade. visto que os respec-
tivos estatutos nada dispocm sobre lal objecto.
Dos guarde a Vs. JjcPalacio do governo de
Pernambuco, em H Je agoslo le I85.Jos Bento
la luuilia o I-uncir do.Srs. presidente e membros
da .idmini-irarau dos eslabelecimentos de caridade.
Conforme, Antonio Jos Gomes do Correio, es-
crivao.
III111. Sr.Em resposla ao.ofiieio le V. 9. deta-
llo de boje, tenho a dizcr-llie que i vista do ollicb
do presidente de 1 i do prximo passado, eom refe-
rencia s expostas de que trata a lista nominal, que
ao mesmo acompauba, piide V. S. encirregar-ae do
procurar algumas casas de familia ItoTisTas, onde
possam dilas exposlas ser dadas soldadas; do qoe
ludo me far -cente, a fim de quo islo lenha lugar
com as solemnidades da lei.
Dos guarde eleIllm. Sr. Jos Pires forreira,
M. D. lltesoureiro da administradlo dos estabetori-
menlos de caridade. O juiz de orphao, Abilio
jse 1 avaros da Silva.
Illm. e Exm. Sr.Partecipo aV. Exc. que en- *'
treguei lio dia 15 do correle 10 Sr, Dr. Braz Flo-
rentino Delinques de Souza conforma a ordem
que recebi vocal de V. Exc., a parda dcntime irau
cisca llosa Maria, de idade de 1:1 a Unimos, pouco
mais ou menos, eque fura recolltida para este esla-
bclecimeulo no dia 3 de marco desle corrnte anno,
pelo Sr. subdelegado da freguezia da Boa-Vista,
Antonio de Moraes Gomes Ferreira, como consta
dos assenlos do livro dos mesmos exposlos.
Dos guarde a V. Exc. por muitos anuos.Casa
dos exposlos, 19 de setembro de 1851.Illm. e Exc.
Sr. Jos Pires Ferreira, D. Thesoureiro d'adminis-
Iraran gcral dos eslabele.'imculos de caridade.Ge-
raldo Correa Lima, regente da casa dos exposlos.
DIARIO DE PERMHB11C!
r
REPARTIDO DA POLICA.
Parle do lia .1 de setembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles hoie receidas nesla repartido, consta lerem
sido oreaos : ninba ordem Joaquim, (tardo liber-
to, para aveiiguacilis policiacs, a ordem do subdele-
gado la freguezia de S. ir. Pedro (loneahes, as
Paz e progresso.
I. {
A rivilisaeo, que o celebre conde A'os.'i defina
em seu sentido mais elevado, a manifestara e o
impeli do bem e da verdade, cis o futuro bri-
llianle a que a especie humana sem duvida he desti-
nada. Producto da inlelligencia do bomrm estimu-
lada pelas necessidades, ella nos appareca cono um -
fac t inevilavcl e irrcsislixel, oa antes como urna
lei de inslituirao divins, coja realisaclo progreasiva
neste mundo, embora um pouco dependente do livre
arbitrio, nao pode lodavia ser deuda ou embargada.
Pelo abuso da inlelligencia e das oulras nobres facili-
dades que o distinguen], o homemexercer sua per-
niciosa influencia, retardando a marcha da civili-
sacao ; mas cono felizmente o numero dos inleres-
satlos em Caze-la progredir sera sempre o maior, as
aeces e os esforeos dos que usam d'aquelle insim-
lenlo divino, guiados por bons sentimenlos e segn- ,
do as vistas do Creador, sobrepujarlo cada vea
mais as aeces e os esforeos dos que leudem a ret.tr-
la-la.. Em urna palavra, a civilisacao he providen-
cial, mas nao fatal.
Marchando constan emente para esse ideal do po-
der ede belleza, que comportam a nalureza huma-
no e os recurso MO^ty^ii^^*po-
n o [tecie humana f.^^ciiia^^ris^PeTCntes
pilases de sua historia, certua. caracteres forteraente
assignalados, que traduzindo-sc cm manifestarles
sjmbolicas, e por assim dizer intoitivas, fornec.em-
nos o conheci acnto exacto das ideas e dos inleresses,
das paixes c das tendencias, que a doimnarara nos
periodos diversos por ella alravessados. Os jogos '
olympicos, os combates dos gladiadores, os (rnelos
da idade media, os concillse as magnificencias dos
Mcdics, de Julio II ede l.e.'to \, s.io fcilmente
recoiihecidos como outros tantos signaos caracteris-
lieos de diversas epodis da antiguidade, signaes
que bem nos deixam entrever que a gnerfa e as bel-
la- artes foram a grande preocupado desses lempos
remotos. As exposiefics dos productos da industria,
as esirailas e os caminhos de ferro, os canaes e os
vapores, as machinas e as grandes oflicinas, as aca-
demias e os bancos, sao os symbolos da civilisacao
no dcimo nono seclo, symbolos que nos mostram
as Coreas activas da sociedade moderna converguido
para um mesmo fim, par, a realisaclo de um pensa-
ment nico :essc fim he a accumularao da riqueza,
esse peusamenfo he o bem estar. O reinado da in-
dustria he por tantochegado, pois queso o (rabatho
em suas applicarSes ulcis pode produzir a rique-
za, e por que s a riqueza accumulada e difundida
pode Inuecer as commodidades da vida e gerar o
bem eslar.
II. Escusado seria demonstrar aqui longamente a Ic-
gilimidade dessa tendencia caracterstica do nusso
seculo, c a poderosa razio que hoje sustenta as na-
ees 11.1 pralica perseverante das oceupacoes imlns-
triacs e pacificas, llavera pois quem ignore, qua
miseria e a pobreza sAo as companbeiras insepara-
veis da ignorancia eda barbaria ; que o melhor meio
de prevenir os crimes he augmentar a riqueza c a *
abaslanra dos membros dasociedade ; que em sum-
ma o bem eslar be a condieAo fundamental da mo-
ralidade das popiilaeocs'.' Por cerlo que 11A0 ; e de
hoje cm diante ficam dcflinilivaineutcassenlado que,
nem o dcsenvolvimenlo lo espirito liumauu pude
ser completo, nem imperio algum pode ser venia-
der,linale grande c respeilsvcl sem a base funda-
mental da opulencia e da riqueza publica
Elevando o homem aos seus propriosolhos, o bem
eslar disperla-lhe a idea da uobreza do seu ser, c ao
mesmo lempo que lhe inspira o dcsgoslo do que pu-
de manchare degradar o corpo, inspira-llic Uto bem
o horror do que mancha e degrada o espirito ; jn-
I.ni lindo-lile o desejo dos gozos approvados pela
razan, estimula o seu amor aolrabilho, e faz desa-
brochar os talentos de lodo genero ; tornando o tra-
balho mais fecundo, c a existencia mais fcil, dimi-
nue-lhe necessariamente a iulcnsidadc c a frequen-
cia das leiilaces que o impeilem a violara las leis
moraes para salisfazer seus apetites materiaes.
E ainda aqui vem a historia corroborar com o seu
testemunho a verdade das harmonas da natureza.
O seculo dos Mediis ou de LciioX.a que ha pouco
alluilimos, e rujo vestigio luminoso jamis se po-
der apagar, Coi justamente o lempo em que a Italia
atlingin o mais alto grao le riqueza nacional, upa.
deudo 1110*1111 a esse rcspcilo lodos os outrus pTzes
lo velho mundo. As pilases diversas porque pas-
saram as scicncias e arles na Despanha, diz-nos um
moderno cscriplor, seguirn sempre as mesmas vici-
situdes de sua industria c de sua riqueza ; e quando
as escolas le Conlova e le Sevilha eram as primei-
ras da Europa, a industria acliava-se lambem mais
aiii.miada nesse paiz lo que em oulra qualquer
|>artc. Foi smente lepois que Isabel inaugurot
na Inglaterra o reinado da industria. |ue os escrip-
lores, os sabios, os poeto*, e laucaran o mais vivo ranlo, eclipsando abjnrcas
vezes pelo sen genio os contemporneos das oulras
narocs. Finalmente a eslatstica, rom as laboasda
crimiiialidadc organisadas, atiesta que por toda parle
A
)

:

de
pardas Maria Tbeodoria do Nascimenlo, e l.eonar-
da .Maria Jos, por briga e a ordem I I subdele- M dosses miseraveis commelteni, guardadas lodas as
gado da freguezia da Boa-Vista, o eugenheiro inglez
Joscph Calvene, |tara averiguacoes policiaos.
Dos guarde a V. Exr. Secretaria la polieia de
Pernambuco 'I do setembro le IS.it.Illm. e E\m.
Sr. eoitselbeiro Jos Denlo la Cunha e Fiaucireilo, ,. mp,|i,i.naue a riuueza augmenta e uto o i...... ,.,i
a senhor do engenho B01, lambem lhe deseque prcsi,|eille da provncia. i^- carloede Paita a
Teijeira. chefe de polieia la provincia.
*tan
propor;les, um maior numero de crimes do que as
classe* abastadas ; que a criniin.ilidadc desee c os'
cosliimcs |tulilcos melh.tram nos diflerentes paizes
11A0 se sabia donde livesse partid'': (mis agora diz-se
a respeito alguma cousa. Em l.arangeiras ap(iare-
ceu ao subdelegado um liomein, c em denuncia disse
que indo urna viagem com um seu amigo, este lhe
contara que tinha morlo a l'rancisco Pereira por
mando tle urna mullir pela quantia de -JOOSOOO rs.,
e que boje alm dosremorsos tinha o -entntenlo de
non ler sido pago de seu trabalho, e adverlio que lhe
parliripava isso romo amigo, mas se algum dia se
d*srohr'e no liaha de e queixar de oulra pv
Estabelt cimenlos da caridade.
Illm. Exm. Sr.A adminislracjlo dos estabclc-
cimcnlos de caridade leudo reconherido que de
continuo se reproduzia o Irislissimo abuso, le se ex-
porem pona da roda Meninas al a idade de 12
annos, o indecisa sobre o que havia de resolver a
e-:le repeitn, M* iw e'latiilo^ nn preveiiiam
se dilliindc por lodas as carnadas da sociedade.
A lendencia pois do nosso seculo o a preocupacao
que o -domina, sAo legitimas cm seu principio,
cumprindo somenle acaulclar que nao degenerem
em abjeclo sybarilismo, porque em verdade o culto
do bezerro de ouro nAo seria menos fatal s gera-
n'ies presentes, d que podia *e-lo a- lillms de Jacob
ao p 1 monte Sinai.
tul ITII AnO


-----
s
-n-
OIARIO DE PERNAMBUCO, QUINTA FEIRA 21 D STEMBRO DE 1854.
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/
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J
f
LV*
III.
+
t
Quacs sao porm a conditoeH, de que d*peudem
o progresso da industria e o deseovulvimenlo do l)em
eslar as modernas sociedades? Quesiao complicada,
e que Dio poderiamos agora devidainenle apreciar...
Entretanto, o estado actual da populaoiaes mais
civilisadas, pde-se sem receio alHrmar com grandes
autoridades, que a paz e a seguranca, a especiali-
sacao dasoccupacefca abuodancia dos capitacs, a
liberdade dos trabalhos c das Iransares, oonsli-
luem ai condicae* geraes, necessarias mi indispen-
saveis aos progresad industriaes, donde devem pro-
viri riqueza e o bem oslar. Nao entra em nnsso
proposito desenvolver aqu a itilluencia de cada urna
da* condircs ponladas, e nem o comportaran! sa-
liiatoriamenle os acanhados limites de un. artigo :
a primeira su reclama hoje a nossa attencao ; e ins-
croveudo-a como epigraphe, cumpre-nos determi-
nar u sentido especial, em que a tomamos.
hallar da paz como condicao de progresso, susten-
tar que ella eierre a mais poderosa e benfica influ-
encia sobro a industria c sobre a riqueza publica>
seria de eerto oceuparmn-nos com urna dessas ver-
dades, que ainda para os mais ignorantes silo quasi
evidentes, dispensam por isso longas demonslra-
coes.se porvenlura llic conlrapntesscmosaqui a guer-
ra material, a guerra sanguinolenta, que faz assuas
vii lima no campo da balallia, ou seja entra os na-
luraes e eslrangeiros, guerra externa, ou seja entre
os proprios concilladnos, guerra civil. Debaixo des-
le ponto de vista a inlluenria bencllca da paz lie
3efleilo, na phrase dos escriplorcs franeczes, um
adeiro truismo, c para lorn-la sensivcl, bas-
tarla apresentar descarnadamente os elTeilos da rnp-
lu/a da paz, islo he da guerra, c ninsuem lia que
o desconheca. Semclhanle ao incendio e inun-
quantoa cauta elliciente, a gucrr.i produ/. comoelles
o mesmo resultad" sensivel, i destruirn da vida
do homens eiic suas rique/.as j adquiridas.
Nao : o que presenlemculc uos occujia Jte~a paz
dos espritus, be a concordia dn; nimos, he a uniao
dos eoraces era conlraposicao guerra surda, e,
l>or assim diz. tmpalpavel, que estabelece ntreos
borneas do um mesmo paiz o imperio das mas pai-
xee. Os offetlos terriveis dessa especie de guerri,
sobre a ordeni econmica das sociedades nao sao em
verdade lito fcilmente avaliados romo os da oulra :
elle apresentam-sc pela maicr parte com um ca-
rcter negativo, c dahi vem que s a rcflexo os pu-
de alcanzare medir ; mas nem por isso deixa de ser
cerla a perniciosa inlluenria de semelbanlc guerra
sobre o incremeuto da riqueza e bem estar dos po-
vos, oppomlo-se-lfies de mil manciras como um dos
mais poderosos obstculos.
Nao aeria de rmpb Intil investigar as causas ju-
radora desse estado deploravrl e excepcional em
que por vezes se Xeham os estados ; basta-nos, po-
rf ni, assigiialar iqui como a mais frcqucnlc c ac-
tiva a exaltarn e intolerancia dos partidos poli-
tices com asn-ra no poder, e o proposito de goza-
re eiclusivlimenle das vantagjns sociaes, como de
beos periencenles ;i conquista ; dominaran, l 'a?
rictis !
IV.
Oi progressos induilriacs, comprehendendo o me-
llioramento de (odas as condires de que depen-
dem o poder e a fecundidade do trahallio humano,
sao essencialmente incompaliveis com a violencia
dos odios, com as (ramas da intriga, com as animo-
sidades da ioveja, com a exagerarlo em summa de
lodos os inslinctos egosticos e anli-sociaes, que di-
viden) os cidadaos de um mesmo estado, e entretem
em seu seio o antagonismo dos espirito*, a rivali-
dade dos intereses, obliterando o verdadeiro pa-
triotismo, sentimento expressivo da sociabilidade e
do amor. Sob a inlluenria deletrea de 13o ms pai-
xes, postas em scena e actividade pela pohtica ma-
terialista do partidos ou das Ciernes, ueuuum paiz
poderia jamis prosperar na industria, sendo alias
constante pele experienria de lodos os lempos que
as pocas oais fecundas em progresso* industriaes
fnram aquellas em que o silencio das patanes, a cal-
ma dos espiritas, a concordia dos nimos pareciam
mais bem seguros e generalizados. E como nao
seria assim ?
Todo progresso industrial (em a sua fonle prima-
ria po desenvolviineiil_Ja^ni|Uijrnri.i applicadd .1
raes da Ierra; Os expedieales mais favorsYeis ao a-
proveilaniento da forjas da raturc/a, edepois dis-
to no trabalho que Modifica, (ue (ranstorma a ma-
teria, que applica em lim as concepoes da in-
telligcncia. Ora, preoecupados pelas disputas de
partidos, pela aaitar.o csleril que enlretem a ambi-
cio de governar, os bomens nlo s perdem na pes-
quiza dos meios de enfraqueeer e dcsmoralisar ad-
versarios, no calculo das probabilidades de subir ao
poder, o lempo precioso quadeveriam empregar uo
eslado eeombi nielo das condi^oes tendentes a fe-
cundar Irahjalho ea favorecer a livrr circularan
do productos como lambona idquirem o habito da
indolencia e da presuma para os Irabalhos prodnc-
livoi, suido cerla n sua aver.ao a ludo qnanlo nao
participa das cores com que urna imaginar So arden-
te le embellecido aos seus olhos a palilica c os
pequeos manejos. Esle exhaurem toda sua acti-
vidade intellectual em sustentar polmicas v.las e
desraoralisaduras, em excogitar mesmo o qae pode
cslonrar os progressos da (i'lnalidade an'ypalhica ;
aquelles gaslam horas e dias em applaudir arengas
-B insprovisacoes, ou em ler as futilidades dasgazc-
la; aquelle: ootros finalmente, nao lomando urna
parte activa no drama, deixam-se enfraqueeer pela
ande.la le ou pela incerteza do futuro, e perdem
de lodo sua natural energa t sua fecundidade.
A associarao, milagrosb auxiliar da industria que
rene os esforcos individunes c os dirige a um fim
eommum, a associarao lem sua causa determinan-
te nos sentimenlos de affeic,ao e de benevolencia
que appruximam os homens entre si, lazendo-lhes
onhecer pralicamenle que de sua unan reciproca
deve resultar a melhor salisfariio de suas uecessida-
desede seus inleresscs legilimos ; por falla de taes
senlimeutos, o miseravcl sclvasem uta rudemente
contra as resistencias da natureza, succimbe mili-
tas vezes, porm nao se issocia com os MW. igxiaes ;
o brbaro, um pouco mais feliz, associa-se algumas
vezes para salvar-se : a ferocidade c a desconfian-
za sao nestes dous casos os senles da miseria c da
pobreza do homem. Mas, sendo assim, o que se
poden esperar da associarao em um eslado onde os
adversarios polticos se olhirem como inimigos ir-
reconciliaveis. cujo contacto se deve evitar, ondea
perseguic.ao erigida em systema puzer urna parte
dos cidadtos nao s fora dos empregos e mais van-
lazens que a le concede ao mcrilo sjm acceprao
de cor poltica, mas ainda fora das mesmas garan-
tas qne ella estn 1 le aos eslrangeiros'.' Em um tal
estado o poder da associacao ser quasi millo, por-
que ella s se poden organisar accidentalmente en-
Ire os que Ihe nao pertencem, e ento adeos socie-
dades de previdencia ou econmicas, adeos compa-
nhias do seguro, adeos eran des emprezas para a re-
alisag.lo dos sraudes trabalhos agrcolas, manufac-
(lireiros c commerciaes.
Enlre os povos divididos por odios c inlrijas po-
lticas, o capital, esse grande Nilo da industria, nao
1 soflre lalvez perdas menos consideraveis do que o
espirito de associacao. Quanlas dspota impro-
ductiva nao-sao os partidarios obrigados a fazer
,1'jlf.i -u-leular o fervor dos proelvlns c preparar o
trinmpbo euheniero de sua causa '.' nanlos encar-
gos onerosos (jgojmpcm ao goveruo os desvos dos
exaltados, e suas acinlosas violarOes da lei ? Alm
elisio, loda poltica de entbusiasmo ou de phrenesi
suslenta-se do ordinario pela diss paro ; e Iraba-
Ihando cegamente na ruina dos que se Ihe oppem,
cria em seu seio, sem o saber, urna ciaste numero-
ra de mendigos c ambiciosos parsitas, que aca-
ban! por perde-la. Algunas fortunas particulares
deixam de tormar-sc, militas oulra se evapor im
no redomoinho das paixes : o capital reduz-sc,
loifce de augmentar.
Nao proseguiremos nesla analysc, porque lomos
necessidado do circumscs-.er-nos. Jidgamos lo la-
via ler dilo bastante pm ,que se possa avallar as
ronseqnencias funestas d Jolerancia eeUcrxcsoin-
cia dos pailid >s em relaiijos progre:sos da ind is-
I'arlindo de um ponto do vista mais ampio, o il-
luslre routU de I ilh'iiruie-liargemont, em urna
a Mi
Memoria IBa na academia das scieocias moraes e
polticas de Franj, invcsligou rom o talento eo'
saber de um distinelo lilleralo e economista a in-
fluencia d o todas as paixes mus sobre a ordem social
o econmica das sociedades; c depois de ler-seeleva-
do a diversas considerares de alia philosophia re-
ligiosa sobre a inlluenria do calholirismo, depois
de haver indicado especialmente quanla riqueza e
quanlo bem-estar os vicios c as inclinarOes desre-
gradas la/.cm perder sociedade, coocloio victo-
riosamente que, |>or urna cslreila allianca eutre a
ordem moral e material dos povos, o excesso c o
desregramcnlo das paixes sao o principal obstcu-
lo ao bem-eslar c felicidadc do homem sobre a
Ierra, e que sua inlluenria amis deve ser perdida
de vista pela scienria econmica e pelos governos
a quem ella advcrle. Invocamos aqui a autorida-
de do sabio acadmico, na esperauca de que o a-
me, pelo menos, do eslimavel aulor da Economa
PoiUica Chrislaa, poder lalvez preservar nossas
limitadas reflexoes do epithelo usual dephaulasia
ou deelamacao.
V.
Ja cin frequenle conlaclo com a Europa, araras
aos prodigios do vapor, c vendo prosperar rada vez
mais no proprio continente americano um grande
novo sob os auspicios da mesma prcoccupaco que
domina o v ribo inundo, o Brasil mo iiodia por mais
lempo conservar-sc estranho ao movimcnlo geral do
scrulo, e minorando cm fim a rompreliendcr quedo
aproxeitamcnlu dos heus iialuraes com que lao larga-
mente o dolou a Providencia, he que depende o seu
futuro cnzrandccimcoto c sua properidadc, parece
haver entrado no camnlio dos progressos industri-
aes, aspirando lambem .1 riqueza e ao bem estar.
Favorecida por circumslancias especiaes, a corle do
Imperio arba-se feli/mcnle o fronte do movimcnlo
parcial que nos deve ronduzir agrande/a; c a abun-
dancia dos vehculos de condiiccao, a mulliplicidade
das assooiacoes, as companbias de securo, os bancos
ruracs ou liynolliccarios, a inaugnra(o recente de
um Caminho de ferro sao signaes bastantes para dar
urna idea do quanlo se lem ella avanlajado na in-
dustria ou nos meios de fecundar o (rahalho.
Em condires menos favoraves, mas igualmente
po da vida, a nossa provincia tem se \ esforcado por
acompanhar a capital do imperio na carreira do pro-
gresso in Justrial. Pouco mais de seis annos ha pas-
udo, depois que o genio da discordia poltica, Iraus-
pondo os limites das gazelas e dos mcclings, clesceu
s ras c ao campo de balalba.armou irmaos contra
irmos, patenleou cm summa os horrores e as
desgracas cm gloria da hedionda guerra civil ; e
ja l'crnambuco, aproxeilando o arrefecimento das
paixes, Astillante do cansar o da lula, pode contar
alguns mclhoramcnlos importantes, realisadus den-
tro desse curto espaco de lempo : um banco que
anima o commercio, facililando-lhc a acquisicao dos
caplacs ; nina companhia de seguro, que o indem-
nisa das perdas mariliTnas ; oulra de uavegarao
a vapor, em aclividade, que acaba de anlorisar a
respectiva direccao a contratar com o governo o pro-
longamcnlo de sua linlia al o Para, e a elevar o seu
fundo a l,'20O conlos de res ; oulra mais eucorpo-
rada para o desseccairicnlo do pantano do Olinda c
canalisacao do rio leheribe, donde nos deve provir
inapreciaveis vanlagcns, c finalmente a realisacao
provavel de um projeclo de eslrtida de ferro,s3o indi-
cios suflicenles em abono da nos palavra aqui, assim como por loda parte, parece ha-
ver comecado para o Brasil una nova poca, a po-
ca saudav el da industria c das oceupares pacificas.
E agora, sob o iutluxo de lao boas disposiojje?, o
que ser preciso para snslenlar os passos ainda va-
rillantes do nosso paiz no magnifico caminbo ence-
lado, c para conduzi-lo rpidamente cmlisacHo ?
Quanlo a nos, o implemento de una s contli-
rao, cuja indeclinavcl c absoluta necessidade mo he-
sitamos em sustentar. S!m ; he necessario antes
de ludo acabar de una vez com a vi-lr.ajpnliiira clas-
sica dos Gregos e Romanos, que cnchia de clamo-
res e de ruidosa cloquencia a praca publica de Alhe-
mas c o forum do Roma, rcduziudo o povo a pedir
esfomeado, na ausencia da guerra e de seus despo-
jo-, panein el c'ircences ; poltica mesquinlia e
desgrurada, que por um dcplornv' nmrhronismo
temos renovado e mantillo com tanto afn e louc ra ; politica arguciosa c falaz, cojo menor inconve-
niente he desviar constanleinonle a allen^ao publi-
ca e a do governo das verdaderas questes que os
devem preoecupar ; poltica de exterminio, que pre-
parando e renovando tambem as guerras intestinas
porque havemos sido desolados, produz sem cessar,
nos iutervallos, os funestos efeilos que mais cima
assignalmos.
Por felicidadc dos Brasileiros, um pensamento de
evanglica sabedoria luzio do alto do Ibrono :
l.'t omnes unum sint'.... E o gabinete de sete desc-
lembro, associando-sc^ tendencia geral da poca,
por comprehender sem duvida que os povos raras
vezes se enganam quandoseguem um raminhn eom-
mum, propoz-se a sustentar c desenvolver pratica-
mente o pensamenlo do throuo ; e desde rallo a
bandeira da conciliac.So dos Brasileiros fui por elle
gloriosamente arvorada : polilica classica do ex-
clusivismo succedeu a polilica da concordia e da
communhjo fraternal, tnica que concern ao paiz;
.1 poltica que gastava o tempo cm dispulas e aecu-
saces^ amargas, succedeu a polilica que se oceupa
de governar e reformar as leis e as insliluires vici-
osas ; a polilica em summa das ambices e dos inle-
resses individuaes, succedeu a polilica dos inleresses
du povo, que sao os inleresses do trabalho em tudas
assuas mam Pesiarnos uteis.
Que o governo imperial nao desanime perante as
difliculdades naluracs de sua grande e patritica
empreza... E
senso comprehende muilo bem que as grandes cou-
sas realisam-se lentamente, nao recusar por cerlo a
mais enrgica prolestardio em apoio da nova polilica.
Perseverando nella, lodos em breve se convcuccrao
de que o melhodo pacifico da salvacito publica pela
conciliacao nao he urna cousa impraticavcl ; e o
proprio governo reconherer que perante sua illus-
Irarao, sua generosidade e sua boa f.lndo se. torna-
r fcil,nada havendo que possa resistir empreza
comecada.
O inaior de lodos os poderes, dizia o grande Tur-
gol a l.uiz XVI, quereciiava peranlc a
  • de das reformas, he urna consciencia pura c escla-
    recida naquelles a qaem a Providencia confiou a au-
    loridade ; he o desejo procado de fazer o bem. t
    Ellectivaiiienle, entre hnmons, um lal poder he
    irresislivel, c a sua victoria ser semprc certa.
    A asscmbla provincial ocenpou-se honlem com a
    quarta discussao do projeclo substitutivo ao Sr. dc-
    pulado Aguiar, sobre a cstnda de ferro, qne foi de-
    finitivamcnle appruvado, c reinctlido .11
    com asegunda dos projeelos do emprcsliino e refor-
    ma dainslrucc.lo publica, que firam approvados.
    A ordem do dia de hoje he : tere-ira discussao dos
    ditos projeelos e emprestimo, e suas emendas.
    Em oulro lugar acharSo os leilores as noticias de
    Buenos Avres a Montevideo, assim romo da provin-
    cia de San Paulo.
    Da Baha nada ha que se possa mencionar; c
    quanlo a Macei abaixo Iranscrcvemos o que de
    mais tolerase encontramos no Tempo:
    a Ue Porto Calvo nos communicam, em data de
    9 do correnle, o seguinte :
    No engenho Novo, propriedade do bacharel
    Jacintho de Mcndonca, deram-se dous casos de si-
    uistros.
    Manoel Be/.erra, conhecido por Burundanga ,0
    da historia do Chingahi sendo habituado a jogar
    com iinioleiro de nonio Francisco Antonio, e sempre
    sucediendo ganliar, acontecen que ullimameule per-
    detw3009000>oa 30n)00lln., diuheiro que perlen-
    cia a elle Burundanga e a um tal Pacheco. Uizem
    que por islo o mesmo Biirun langa rom urna faca
    ausenlou-se ; e dias depois foi encontrado o seu ca-
    dver j em putrefarao.
    b Alguns dao por causa dcste sinislro ou suicidio
    a perda de dinheirn; oulros dizem que, desde que
    soubeda publicidade de ser elleescravo de urna se-
    nliora da cidade do Rccife, ficousuccumliido e pedio
    ao proprictario do engenho quenao o dei.rasse la-
    tir dalli amarrado.
    a No dia 2!) do mez pasado appareceu enforcado
    um escravo do proprielario do engenho Novo, em
    um dos quartos da scnzala.
    Comam-mc que o escravo dera parle de duenle
    ha dias anteriores, porm, ja estando melhor, cal-
    cou-so de noile, tomou umaroupa maislimpii.deilou
    urna grvala ao pescoceo, e, pendurando-se eni 11 m
    pao de pouca altura, deixou-sc morrer.
    Nos communicam que hontem as '.I horas da
    manhaa, pouco mais ou menos, um escravo do nego-
    ciante Antonio lenlo Barbosa, em Jaragu, poroc-
    casiaode ser reprehemliiln por sen senlmr, pela de-
    mora do lnioro, deu garra de urna lasca de lenha e
    carregou-a sobre o referido negociante, que leve
    lempo de desviar-se. Nao obelante, o dilo escravo
    valeu-se da pona da dita latea de lenlu e deu urna
    furiosa eslocada no senhor.
    Depois do Tocmtini chegou igualmente do sul o
    vapor ingtol Seccrn, que ndiantando apenas um dia
    s datas j acensadas,nada trouxe digno de mcinau.
    PUBLICACOES 4 PEDIDO.
    Sleam Ship Brasileira, .11. augusl is'i.
    Cap, llciirv F. Cox.
    Sir.We Ihe iindersigned passeogen per Ihe S.
    S. Rratileira, al (he lermtoatiou of iho voyage,
    caiinol Ihink ofseparaling wilhoul adding uur lea-
    limn) lo Ibe general ipinion of yoar niost valua-
    Idc qualilies as a Coainiauder, your polile allcu-
    lions as 11 Gcntleman, and ainabilily as a com-
    passiou.
    The Ship iindcr voiir Cominaml is all Ihal we
    eoiihl hopc lor. The viands ufa rharacler we could
    uel bave expeclcd 011 boird a Ship.
    The atlcndance not surpassed al llie-firsl rale
    Hotels nn sliore, while Ihe polile allenlion and good
    feflowship of voui- Ofiiccis has insured lliem uur
    lasling fricnilsbip and bes! wishes.
    Thatxou with Ihem maj enjoj many prospcrnns
    years in your most arduuu's profession ii Ihe carncsl
    wish of your sincere frieuds.
    Signea by Ihe icholeoflhepasse ngers.
    A bordo do paquete a vapor Brasileira, :tl de
    agosto de isi.
    Ao couimaiidantc llenry F. Cox.
    Senhor.Os abaixo assignados passageiros pelo
    vapor llrasileira. nao podem ao terminar sua via-
    gem, separar-se de vos sem darcm urna prora de
    appri-riarao das vossas mu bellas qualidailes como
    comniaiidanlu. posto qoej sejam ellas bem conhe-
    cida do publico, assim como da vossa pulidez o al-
    lencSo como cavallciro c amabilidade como com-
    pauhcro.
    N.lo pmliamos desojar mais do que o qne livemns
    a bordo do navio quo commandais, nem lao pouco
    esperramos que as comedorias duranlc nina viagem
    podessem ser como as que se nos fomeceu. O ser-
    vico rivalisa com o dos primeiros botis cm Ierra,
    emquanlo que a delicadeza e boa companhia do
    vossos oiciaes grangeou-lbes a nossa cierna amisa-
    de e melhurodescjos.
    . Oxal gozem ellos e vos prsperos annos na vossa
    ardua IiiuIHCiu ; 'lie -co,al desejo de cada um de
    vossos sinceros amigos.
    Scguem-se as assignaluras.
    \Corrcio Mercantil.)
    Na rnpossibilidade de poilermos manifestar por
    urna ntaneira mais cxnlicila no* 'r>conheciiuento
    .'a rom o Sr. Coi, eoHmandanle tfyiarca 1 vapor
    Brasileira da companhia anglo-liptoficira, recorre-
    mos a iraprensa romo mcio mai* azado e seguro de
    uina sincera c publica manifestaran.
    Animados cm um smente pensamento damos ao
    Sr. commandanle Cox os agradccmciilos que Ibe de-
    vemos pelo tratamenlo generoso, pulido e mesmo
    cavalleiroso com que se dignou tra'.ar-nos por todo
    tempo que cslivcmos a bordo da barca de sen com-
    mando, lornando-se por isso digno de nossa mais sin-
    cera cralidilo.
    Felicitemos a companhia anglo-hrasileira por con-
    tar no numero de seus rommanlcs nm cav.dleiro co-
    mo o Sr. l.ox. Babia 12 de selembro de 18.H. J.
    J. Ferreira de Agaiar. Eduardo Franca.Apri-
    gio (Inimare*. L. I. Al. Fhiza.Diilra locha.
    F. A. fibciro. J. E. Sabuco de Araujo.Jus-
    tino Jos Fernanda. Padre Jos Mallumt de A-
    raujo lma Cuidas.Thome' da Costa Passos J-
    nior.Jos'Pereira Barbosa.Eduardo A. P. Cui-
    niurcs. Josc* Leite Calbino Guimaraes.Fran-
    cisco Pereira deSouza.Gregorio .Intimes de Oli-
    ccira.Fdmund Schutl c sua tenhnra.
    2iO do cdigo criminal, requer a V*S. que mande
    notificar o supplicado para que cm dia e hora apra-
    sados por estejuizo ncllc comprela afini de dar ex-
    plicw;oes sobre as expressOes referidas, declarando o
    sentido dellss esepoi- ventura encerrara algum equi-
    voco ou allusao, que tema a ferir a honra do sup-
    plicanle. sob pena de ficar o supplicado sujeilo a
    acrao criminal conforme o membro segundo doj
    rilado arl. 240 do cdigo final. Pede ao Illm. Sr.
    delegado de polica da curie Ihe delira como he de
    dirclo.E. K. M.Marliniano da Rocha Bastos.
    Cilc-io e marco o illa 28 as O horas da manhaa
    11a policio. Rio'ii de jollio de 18-J*.
    Rodrigues da Ciinho.
    Certifico que fui ao lugar denoominadu Fabrica das
    Chites em Audarahv, c ah pcrgunlando pelo 'sup-
    plicado Francisco de Siqucira Dias me foi respondi-
    do por um prelo. que o supplicado nao eslava cm
    casa; encontrando romo supplicado na ra do Cand
    citei ao dilo supplicado Francisco de Siqucira Dias
    cm propriajiessoa por todo o contando da peliciio c
    sen despacho para comparecer no da 28 do correnle
    as II horas da manilla na forma do despacho do me-
    rilissrao Sr. delegado de polica, c Ibe del contra
    f ao dilo* Dias, o o referido be verdade e dou f.
    Rio de Janeiro 26 de jiilho de I8.V1.Quicial do
    juillea do juizo municipal, Jos de Araujo.
    Termo dedeclaraco que faz Francisco de Siquci-
    ra Dias.Aos 28 de jolbo de 1854 nesla corte do
    Rio de Janeiro em a secretaria da polica, presente o
    segundo delegado de polica Antonio Rodrigues da
    Cimba, aln comparecen Francisco de Siqucira Dias,
    a requerimento do desembarsador Martiniano da
    Rocha Bastos, por seu procurador J0S0 Jos Ferreira
    de Aguiar, epor elle foi dilo e explicado e decla-
    rando as palavras ambiguas c reticencias insertas no
    Diino de Pernambuco n. 141da ceafronlaejo dos
    fundamentos dos dous ullimos accordaos melhor se
    rerondecera nosso direilo, e qual dos dous accordaos
    deve merece maisconsideraHo.se o do supremo tri-
    bunal de juslica que foi pronunciado unnimemente
    011 o da relac.a"> de Pernambuco vencido por um s
    voto o isso por... o Sr. Koclm Bastos o sabepac no
    artigo mpresso a que se refere o supplicanle nao
    foi sua totencio olleuder a repulaco dos juizes e
    que usando das palavraso Sr. Rocha Bastos o Sa-
    li, anonas qoiz significar qne o mesmo senhor co-
    iiberia os molivos em que fundava seu voto, c que
    lacs motivos eram contrarios a direilo exprcsso.como
    fusse o pedir o mesmo desembargador aos oulros
    juizes que Ibe moslrassem o livro, ou a-tor em que
    se declarava que a pcuhnra devia sor -acensada em
    audiencia e assignados os (i dias, e como lal pergun-
    la inaliifesla que o accordain foi dado sobre funda-
    mentos falsos e contrario a direilo expressu, nao os
    quiz declarar porsuppo-lus desairosos a inlelligcncia
    dos juizes que assim nolaram, e por isso usen da re-
    lircucia, sendo esse o sentido em que se referi ao
    supplicanle, e anda mais pela influencia de que go-
    za elle na relaro,bem como por nesla queslo liavor
    predominado seu voto, loncluindo do que acaba de
    declarar, que nenhuma intenrao hnuvede sua parle
    forir, quer a repularao, quer a inlegridade, quer a
    probidade do supplicanle. E miis nao declarou do
    que mandn o delegado lavrar este termo que assig-
    uaraui, c cu Francisco Jos Pinto de Mace lo que
    o escrevi.Anlonio Rodrigues da Cunta.Francis-
    co de Siqucira Dias.Jo.lo Jos Ferreira de Aguiar.
    Nada mais se confiaba e declarava em a dita pe-
    tirio, despacho, cilacao c tormo que bem e ficlnieule
    liz cxlrabir a prsenle rerlidao, a qual por adiar
    conformo a subscrevi e assigiei nesla corle e capi-
    tal do Brasil ans 2dias do mez do selembro de I8">i.
    Eu Francisco Jos Pinto do Macedo, escrivao que
    subscrevi e assignei.
    Francisco Josc Piulo de Macedo.
    _COMMEtcior-
    20 ililos velas; a Antonio Joaquim de Souza Ri-
    beiro.
    1 II caixes vasos de louca; a Ballhar & Olivcira.
    4 presuntos ; a Francisco Kadich.
    8 larris vinhu ; a Aulomo Alvos Barbosa.
    2 catea pal i loirns de barro, 2 dita* calungas de di-
    lo ; a Jos Monteiro de Siqueira.
    100 rodas arcos, H bariis viuho, f cunhele louci-
    iiho; a Manoel Goucalves de Oliveira.
    :l cunhetes 3 iinagens, 1 barril viuho, 6 canas-
    Iras ceblas, 2 ditas maraes; a Joaquim Pereira
    Arantes.
    1 barril vinbo; a Anlonio Muniz Machado.
    2 caixes obras de prala e 1 imagem ; a Jos Ro-
    drigues de Araujo Porlo.
    I barril viuho ; a Manoel Ignacio de Oliveira.
    15 cunhcles velas de sebo ; a Joao da Silva Laura.
    1 caixa pomada ; a Castro 4 Irmil.
    1 cailXo colbcrcs de prala ; a Manoel Moreira
    Campos.
    2 ancorclas vinbo, 1 barril presuntos; a Francisco
    Jos de Magalhes Baslos.
    2 barris vinho, 1 cunhele rom latas de sardinhas,
    15 feixcs caixes abatidos ; a Joaquim de Oliveira
    Maia.
    2 lates salpicos; a Jos Azevcdo de Andrsa.
    I cunhele com I imagem, 1 lata colhcres de pra-
    la ; a Jos da Silva Loio.
    5 canaslras macaes, I dila peras; a Domingos Ri-
    beiro da Cunha Oliveira.
    I eaisao doce, 1 embrulho impressos ; a Ricardo
    Jos de Frailas Ribciro.
    I fardo fazendas, i barris vinbo : a Dcanc Yonle
    &C.
    I meio de sola ;a Joao Domiugues Ramos.
    1 caixo obra de prala ; a l.uiz Anlonio de Si-
    queira.
    I gaiolacom 1 cochixo ; a Guilbermc da Silva Gui-
    maries.
    II canaslras macaes ; a Carlos Teixeira Soares.
    I embrulho liuha ; a nrdem.
    1 dito ; a l.uiz Jos de S Araujo.
    I dilo ; a Anlonio Marques Amorim.
    1 calilo; a Luisa Rosada Trindadc.
    1 embrulho ; a Anlonio Jos de Oliveira Braga.
    1 dilo c 1 caixao sapal.is ; a Jos Moreira Lopes.
    2 gaiolas canarios ; a Joao Porcira Marques.
    2 ditas com 2 canarios, :l canaslras marias, 1 late
    salpices; a Joaquim Paes Pereira da Silva.
    I canaslra ; a Francisco lanado Tinoco de Souza.
    1 dita massas ; a Joaquim Dias da Silva l.cnm<.
    1 viveirn Canarios, 1 saeco cncoinmendas, 400 res-
    teas ceblas ; a Joao Joaquim de Oliveira.
    I saccu camisolas ; a Manoel Gomes.
    CONSULADO GERAL.
    Reudiinentn do dia 1 a Mi.....10:510lKi
    dem do dia 20........ .5t>(>0"0
    PRAGA DO RECIPE 20 DK STEMBRO AS i
    IIORAS DA TARDE.
    Colaccs ofilciaes.
    Dcsconlo de lellras de pouco lempo 6 c 7 5 ao
    auno,
    Dilo de ditas de H mezes7 ao auno.
    Cambio sobre a Babiaao par.
    ALFANDEGA.
    Rendimento do dia 1 a 19.....196:6339390
    dem do dia 20........ll:02tS07l
    que leem de proceder a nspecrao de saude de al-
    guns olliciaes avuNii, da guarda nacional desle mu-
    nicipio e dos de Olinda e Iguarass, que requercram
    reforma, cuja nspecrao lera lugar nos dia 21,22,
    28 e 29 do andanlo mez.
    Os interessados comparceam nos indicfdos dias as
    9 horas da manhaa para lal fim.
    Quarlcl do comisando superior interino 18 de se-
    lembro de 1851. O secretario,
    Firmino Jos d'Oliceira.
    Pela mesa do consulado provincial se nnun-
    cia. que o Irimestc nddicioiial doexerciciu de 1853 a
    I85i,spira no ultimo do correnle, reculhcndo-se
    rc.pcctiva Ihesourari nessa poca todos os livros
    perlencenlcs .1 scmelbaole exercicio, para seremex-
    eculados os contribuinlcs : assim pois avisa-se a
    todos que dcixaram de pagar dcimas c oulros im-
    poslos, que concorram a (lagar seus dbitos al o dia
    ultimo do mez cima mencionado.
    BANCO DE PERNAMBUCO.
    O consellio de direcoo convida aos se-
    nliores accionistas do Banco de Pernam-
    buco a realisarem do 1. a 15 de outnbro
    do corrente anno, mais 30 Oj sobre o
    numero das' acoies que lites loram distri-
    buidas, para leVar a elleilo o complemen-
    to do capital do Banco, de dous rail eoli-
    tos de ris, conforme a resolurao tomada
    pela assemblea geral dos accionistas de 26
    de setembro do anuo prximo pasado.
    Banco de Pernambuco 7 de agosto de
    183i.O secretario do consellio de direc-
    cao J.J. deM. Reg.
    Il:085j25i
    DIVERSAS PROVINCIAS Rendimento do dia 1 a 19..... dem du da 20........ 60797:11 l!)0:r>
    (OSJJli
    1 l.ivtrpoo
    Exportacao'.
    pool pela Parahiba, galera inglcza Seraphi-
    na, de i29 toneladas, ronduzio 11 seguinle:80(1
    saceos com 4,230 arrobas de assucar, 2,175 courus
    salando com Kb.dV libras.
    Rio de Janeiro, brigue nacional Damiio, de 234
    toneladas, condui.io o seguiule:77 volumcs gene-
    ros eslrangeiros, 3,789 dilosdilos nacionaes, 942 al-
    queires do sal.
    Barccllona pela Parahiba, polaca hespanhola El-
    sea, de 271 toneladas, condu/.io o seguiule : 188
    couros salgados com 4,888 libras, 103 saceos com
    2,094 arrobas c 3 libras de assucar.
    HECEBEUOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
    RAES DE PERNAMBUCO.
    Rcndimenlodo dia I a 19.....13:2921160
    dem do dia 20 '.......5:2790550
    Ira c da riqueza publica"; e se apezar da iusulllci- projeclo de lei dos casamentas, mas sim pelos exces-
    cucia ou pouca clareza das nossas ideas, .conseguir sos pr lirados as galeras da cmara dos depulados
    a reflexao do leilor sondar lod;i a gravidade do as-
    sumplo, tomos que a sua imaginaco Picar por cer-
    lo assombrada com a minen-ida.le de torcas pro-
    ductoras perdidas, de iiobros e generosas facuIda-
    des desviadas do seu verdadeiro deslino, de brns
    inalcri.ies desprezados ou destruidos, de eapitaes
    exlraviados o consumidos improdiiclivamenle, e lu-
    do islo pela iifrarco dos povos as le- ilivinas que
    pre'idem ; sociabilidade h imana.
    O beneficio recchido dcixa sem-
    prc impressos no coracilo do ho-
    mem sensivel vestigios indeleveis
    de gralidao.

    Sendo a gralidao um sentimento, que nasce espon-
    tneamente no curanto humano, c pelo qual o ho-
    mem reronliccido desoja ardentemente retribuirn
    sen protector os benelicios, que d'elle recebora, nao
    posso dcixar em silencio as demnnslrariaes do meu
    agradecimento pela franca c.Ical proleccSo, que me
    deu o Exm. Sr. conelbciro presidente desta provin-
    cia Jos lenlo da Cunha c Fgueircdo. A iniuha via-
    gem i corle do Rio de Janeiro com o designio de
    a maioria dos Brasileiros, cujo bom I melhorar a snrlcdo meu pai, que sem recursos vive
    na indigencia com sua familia, constando esta de
    sete lillios, enlre estos quatros anes, sendo meu pai
    lambem an3o : os obsequios, all'agos, e ludo quanlo
    pude itilluir para meu beneficio sao obras da hene-
    liceucia do mesmo Exm. Sr. presidente. Coulico
    que cm mim so 11A0 eoaerga urna s sulllcicncia para
    mostrar por fados a miuha gralidAo : porque a ele-
    vada posicao social,em que esla o Exm. Sr. ronse-
    Ihero Jos Bcuto,o col loca na independencia ila minha
    diminua, ou nenhuma preslabilidado ; mas nao me
    pouparei de elevar a Deas ns meas humildes votas
    pela conservacao da preciosa vida de lo Musir
    protector.
    Bem longe de ferir a modestia de S. Exc, o meu
    iulenlo be nslruir n publicodainilo dadivosa, quesoe
    eslender aos nccessilados. AgradiVo sobre modo
    lodos quanlos se mostraran! genoiosos, c exercila-
    ram para eomigo a sua caridade c philanlropia ;
    enlre estes corre-me o dever de numerar o Illm.
    Sr. lenle Joao Lucio da Cosa Monteiro, sua esli-
    mavel familia, ruin especialnlade sua digna mai
    Exma. Sra. D. Paula : o mrsmo Sr. lenle Joilo
    Lucio queroiulo pro|(orconar-ine os commodos ne-
    cessarios,convidou-nic' assisiir em casa de sua dim-
    ita mai, onde eslou aholetadn, al o dia do meu em-
    barque para o Rio de Janeiro : nao salisfeito com
    isso, interpoz o sen rajenla para o seu amigo o
    Illm. Sr. major Gustavo Jos do Rcgo.om cuja com-
    ania fui condolido a pretenca do Exm. Sr. presi-
    ileiiTcT 11'cssa ooeasiflo recebi aflagos e favores do
    mencionadu major. "^s,
    Finalmente sou muito grato a todos quintos
    cm palacio deram-mc asmlas. Recebam pois lo-
    dos as ilemonslraroes do meu asradecimcnlo, cerlos
    de que em meu coraran s se alberga o vehemente
    desejo de provar a sinceridade, cun que venho de
    exprimir-me; levare! cm Icinbraiicaa idea da benefi-
    cencia eomigo prodigalisada. Qaeiram |mr lano,
    Srs. redactores,inserir oslas linhasih gralidao cm seu
    bem conecituado Diario, com o que penhorarAo a
    Roberto de Mitigucn/uc Mello.
    Francisco Jos Pinto de Macedo, eterico interino
    da segunda delegada de polica desta corlee!':
    Ccrliiico que em meu poder c earlorio se icham
    as pecas de que faz mencao a pelicao supra, as
    quacs me lor,un pedidas por cerldao, esAo do Iheor
    seg i ule:
    Illm. Sr. delegado de policio.Diz Martiniano da
    Rocha Bastos, desembargador da n laclo de Per-
    nambuco c all morador, que leudo Francisco de
    Siqueira Dias, morador ne-la cidade, feito publicar
    lio Diario de Pcrnainburo ns. 15X. t 'it). e lt sob a
    epigrapheAo publicouna analyse ao aecordam
    darelacAod'aquella provincia, proferido nos autos
    ele. enlre partes elle supplicado, .Manoel Jos Perei-
    ra Braga ^ Irmao, e Manoel do Nascimanlo la, como se v dos mesmos ns. do Diario juntos como
    doeomentos sob ns. I, -2, a3,sueeede que noariodc
    Pernambuco n. 141, de 21 de jiinho prximo pasaa-
    do o supplicado continuando a sua aiialvsc o cen-
    urando acremente os joixr i que proferiram o ae-
    cordam de que se queixs, iuserisse as seguinles ex-
    pressSes :
    l> 1 confronlaco dos fuudamcnlos dos dous ulli-
    mos accordaos melhor se reconhecer o nosso direi-
    lo, e qual dos dous accordaos deve merecer maisi-. ti
    ideraciose o do supremo tribunal, que foi pronon-
    ciadu unnimemente nu ndarelacao de Pernambuco,
    I vencido por um s voto c isso por... o Sr. Rocha
    Baslos o sabe. Ecomo semelhanlcs expresses de
    modo porque se acham redigidas e consignadas
    cutilem alluses c rquivucos quo podem ser inter-
    pretadas e entendidas em desabono do supplicanle, o
    como injuriosos e olfeusixns de nahonra e prnbi-
    dad, o snpplicanto fundado na dipoic.1o do arl.
    18:5715710
    CONSULADO PROVINCIAL.
    Rendimento do dia 1 a 19
    dem do dia 20 .
    12:2u5?80(i
    I:108;j<;6
    Eulrou honlem dosulo vapor Tocanlins, da com-
    panhia brasileira, Irazcndo-nos jornacs do Rio de
    Janeiro al 13 do crrenle, da Baha al Itj ede Ma-
    ceiat 20, c asearlas de nosso co rrcspondcnlcsda
    capilal e Sersipc.
    No dia 12 leve lugar a tasslo imperial do cncorra-
    mcnlo da assemblea geral, cuja prurogarao nolicia-
    nios, e a falla de8. M. o Imperador vai (ranscripla
    em lugar proprio.
    Foi appruvado quasi unnimemente na cmara
    temporaria, em terceira discussao, o projeclo de re-
    forma judiciaria com algumas emendas da com-
    miasao.
    A mesma enmara approvou lambem cm terceira
    discusilo o projeclo relatan ao pagamento das prc-
    zas da guerra da independencia c reclamaces de
    lord Cochrane, o bem assim noecnta c ditas loteras
    para obras pas, as quacs devem ser extrabidas na
    corle.
    A priso de alguns militares rlTrrluada al I i ulli-
    mameiic, c de qne demoscoula da vez patsada, nao
    foi mol vada pelo receio de demonslracoes hostis ao
    cm iPna das ultimas sesses, c n'oulras uccasies
    mais, publicamente.
    O Sr. rapilao-tcnenle llcnrique Ilnffsmilb foi Ho-
    rneado rninmandaulo da crvela a vapor Mage'.
    Constara no Rio por cartas de Londres, receladas
    pelo Secern com data de 7 de agosto prximo passa-
    do, que havia loda a probabilidad-' de encorporar-se
    brevemente a 1 oittiianliia para a estrada de ferro do
    loaseiroia Babia.
    . 207:()59}i21
    Descarregam hoje 21 de selembro.
    Barca porluguezaMara Josdiversos gneros.
    Brigue porluguezS. Manuel lidea.
    Importacao'.
    Brigue porlnsiier. .S. Manoel I, vindn ib Porlo,
    consignado a Manuel Joaquim Ramos, manifeslou o
    seguiule :
    (! barris cnxadas, II ruulictes marlcllns. 5 caixas
    fechaduras e ferros pedrezes, 8 caixas e I cunhele
    fechaduras, 15 barris pregos. 1 caixa podras de anip-
    lar, 2 cimbeles brides e penles, 1 caixa cnchinilhos,
    1 cunhele salpicos ; a Tbomaz Feniandes da Cu-
    nha.
    1 caixa fechaduras ; a Souza & Freir.
    18 barris e 2 cunhetes pregus, 3 cunholes cuchos,
    3 ditos feixes pedrezes, 1 dilo brides c pieadeiras, 3
    caixas tornaduras, 1 dila candieiros), perfumadores,
    feros deengommar esovollas, 7fanos lio porrelc. 10
    pipas vinho, 2 ditas geropiga, 4 liaoricas enxadas, _'
    caixas fechadum, candieiros, COit) dQ-eiigommar. e
    escrivaujnhas, 1 caixa fio de vela, t ditas linbas.guar-
    dauapbs, loalhas, lencos, luvas, l quadro, 6 livros, 1
    carVeira c cochinilhus, 2 caixas nenies, 1 dila sorras,
    1 dita relroz, lalras ecataadeiras, I dita podras dea-
    liar, icanlieles machaba, 1 dilo fcrrolhos, l raixa
    cochins,15 livros, e 15canaslras nulas; a Joao Piulo
    R. de Souza.
    2 caixes poles para botica evldros.l dito imagens
    e lioneras de barro ; a Anlonio Joaquim da Silva Vi-
    tolla.
    5 barris pregos ; a Tarrozo & C.
    20 canaslras mauncas d'alhus ; a Manoel Fcrnan-
    des da Cunha.
    3 caixas coditos rosarios e atacadores, 2 dilas pan-
    nos ile linho, loalhas c coxins ; a Antonio l.uiz de
    Oliveira Azevedu.
    3 caixas panno de linho, carpim, ele. ; a Francis-
    co Xavier Martins Baslos.
    1 caixAo g'iardanapos, loalhas, coxins c2 coberlas;
    a Siqoeira & Pereira.
    1 caixa rosarios, missanga, cenias c navalhas ; a
    lienrique de Oliveira Soares.
    I caixa panno de linho ; aJosJoaqnim de Cas-
    tro Moura.
    2paroles coxins, loalhas, cuberas, panno, ele. ; a
    Jos Antonio Pinheiro.
    4 barris vinho, 1 caixacom alampada ; a Fonles &
    Irmaos.
    1 raixa lalagagcs, lencos o mcias ; a Jolo Evan-
    gelista Cosa e Silva.
    1 caixAo, 1 oratorio, 5 imagens e 2 jarras, 1 dilo
    panno de linho, i saccas muinba ; a Antonio Joa-
    quim Scve.
    I barril salpices ; a Josci dos Sanios Noves.
    1 dilosalpices ; a Joaquim da Silva Costrn.
    1 caix.losinho pcixc, I embrulho lindas ; a Jos
    Maria Palmcira.
    1 caixa coxins, > ditas obras de palbcla. .V) canas-
    Iras alhos, UlX) liaras de rimes ; a Manuel Duarle
    Rodrigues.
    2 cunhcles brides c estribos, 1 dito penles : a Ma-
    noel Jos Carneiro.
    5 barris enxadas, t conlietes enrhs e machados,
    2 caitas linhase gali'ies depalhetas. 9 barris prr-sun-
    los, 20 canaslras albos, 2 caixas linhas, 2 ditas co-
    loraos, marcas e panno de linho. 5 dilas ferros pe-
    drezes, 35 barris pregos, > caixinhas podras. 3 ditas
    rerrOS de engommar e candieiros, 2 dilas palitos,: ,|.
    las (raios e caixas. 2 ditas escovas, 2 fardos penei-
    ras, i eunbele maehadmlias, 2 pacolese 1 caixa lio,
    2 callleles martcllos, l caixas tachaduras, 3 dilas ro-
    xiu, I ditapalhelasemobr, 900 barris chumbo,
    80 canaslras aillos, 2 caixas obras de pilhcla, reros
    e3 bandas de seda, I conlieie freus, 1 caixa lio ; a
    Barroca & Castro.
    I cailio cascos para chapeos c filas, 1 dilo laa ; a
    Jos'Joaquim da Cosa Maia.
    81H) liacasde vimes, i caixas palitos, 10 canaslras
    albos ; a Justino Antonio Pinto.
    II caixas coxins e linhas; a Jos Anlonio Bas-
    tos. -
    1 caixa lilas ecordOcs ; a Anlonio Luiz de Olivei-
    ra Azevcdo.
    6 caixes ratos de loora, 1 barril presuntos ; a
    Joaquim Antonio Pereira".
    I caixao impressos ; a Malinas de Azevcdo Villa-
    rouco.
    I dito dito ; a Antonio de Azevcdo Villarooco.
    1 barril salpicos ; a Victorino Jos Monteiro.
    I caixAo biscoito, 5 barris peixc salgado ; a Juan
    Domingos Ramos.
    3 caixas palitos, 1 dila coxins, 100 canaslras bala-
    las, 18 barris presuntos ; a Domingos Alves Ma-
    Ihciis.
    12 canaslras albos ; n Bcrnardino Francisco le
    Azevcdo Campos.
    1 caixao panno de linho c mcias de dito ; a Manuel
    Jos da Silva Braga.
    10 canaslras albos, I caixo imagens e porteuros,
    1 fardo cnchinilhos, 3 barris vinho, 1 runliole obras
    de prala, 2 barris prcsunlose salpices, I caixa igno-
    ra-se o ronlcudo ; a Manuel Joaquim Ramos c
    Suva.
    2 caixas brides, I dila baria, I dila penles, I meta
    barrica flor de sabugueiro ; a Anlonio Joaquim Vaz
    de Miranda.
    1 caixao pcixc ; .1 David Ferreira Ballhar.
    1 pipa vinho. 4 barricas cnxadas, -2 caixes tapetes
    e doce, I dilo obras do piala, I dilo doce ; a Joaquim
    Correa de esende Rogo.
    2 caixas linhas c palitos, 4 dilas palilos, 2(i canas-
    Iras albos. 10 saccas fullia delouro; a Joaquim Fer-
    reira Mendos Guimaraes.
    2 caixes obras de prala ; a Moreira & Duarle.
    1 caixolinho caslicaes : a Manuel Gnmalves da
    Silva.
    2 caixas palilos. -2 barrilinbos dore; a Jos Teixei-
    ra Basto.
    50 canaslras albos ; a Domingos Rodrigues de An-
    drade.
    25 canaslras albos, id barris ral, 8 barris vinho, 10
    caixas, ->J) mcias dilas o 211 quarlos de dita passas; a
    Novaos $ 1"..
    I cunhele prcsunlose salpicos ; a Jos Aniones
    Guimaraes.
    1 barril presuntos c salpices ; a Francisco Moreira
    Piulo Barbosa.
    18 caixes vasos para jardim ; a Jos Pereira da
    Cimba.
    i caixAo imagens; asFranciscn Jos Leitc.
    9 canaslras balalas.45lilas rebolas ; 10 rapilao.
    2 barris vinho ; a Domingos da Silva Lean.
    1 caixao diversas nierraduiias ; a Castro & Irmao.
    7 c:ii\,,e pomada, 1 dila liuha, NO riinlieles selw,
    13:37152
    AS 5
    EIO DE JANEIRO, 13 DE SETEMBRO,
    HORAS DA TARDE.
    Cambios.Londres: -27 ',', 27 3|8, 27 >'. d.. (Odias.
    Acres. lia eslrada de ferro de .Man: 50? de
    dcsconlo.
    Adores.
    Os Sis. Rcis.
    i) Mendes
    A Sr." I). Orsal.
    u Auna.
    0 cambio fechou-se muilo firme s eolaees.
    As vendas do caf foraui regulares.
    Frelou-se um navio dineniarqiicz para onorlsdvjs
    Estados Luidos a 75 cents.
    CAMBIOS.
    Londres . .27 a 27 '3'.i Lisboa. nominal.
    Pars. . . 355 358 rs. Illamburgo (62 rs.
    METAES E FUNDOS PBLICOS.
    MUTAES. Onr.is l.csp.iiil.ol;.* -J'.WK) a 29*500
    da patria. 2S?700
    Peras de ti-silX) velbas. Iti^OOO
    .Muelas de i?.....OJOOO
    Soberanos.......99200
    Pesos hesmnboes IfOM a 1*9(T
    da patria .... 11600 a 1S881
    u Palacoes....... 13860 I.yjK
    A plice sde(\,..........107 a IOS ,
    i prorinciaes........ loialoi ,
    (Jornal do Commercio.)
    MOVIMENTO DO PORTO.
    SOCIED.iDE DIAIATICA EHPREZ.4RIA.
    8. RECITA DA ASSIGNATIRA.
    Sabbado 23 de setembro de 1854.
    Subir scena um uovo e variado especiando ly-
    rico-cumico dividido em 4 partes da maneira se-
    guiule :
    1*. Parte. Depois da execucao de urna bella ouver-
    lura lera principio a reprcseulai;ao da nova comedia
    em 1 aclo iinilulada
    EM CASA DE NINON
    Comfiosta em francez por MM. Barriere c Michel
    Carri, elraduziila em porluguez pclu Sr. Frogel.
    versonagens.
    O Conde de"* ....
    Gasino cavallciro de provin-
    cia ........
    Ninon........
    Rosetla.......
    Ascena passa-se cm Franca no reinado de l.uiz
    XIII.
    2" Parle. A rcpresenlaco da nova o muilo engra-
    ciada comedia Ivrica em I aclo intitulada
    O CACADOK.
    Composla pelo Sr. Mendes Leal Jnior, e posla
    em musir pelo Sr. Orcstes.
    Personagens.
    Gaspar Coellio Perdigan pro-
    prielario ......
    Jos Maria estudanle da escola
    Polvlechnica em ferias .
    Siman Abego......
    Mauricio Irabalhadnr .
    Mariquitas subrinba de Gas-
    , P*........
    Domingas mulhcr de Simo .
    Ia Mondadura......
    2 dita ........ a
    Trabalhadoror e mondadorus ele.
    Os coros sero cantados por loda a companhia.
    A accao passa-se em um casal nos arredores do
    Gal manes.
    3" Parte. O I aclo do muilo applaudido Vau-
    dcvllc em 2 actos inlituladu
    IXXOCI-NCiO
    011
    O ECLIPSE DE 1821.
    Com loda a sua msica composicao du Sr. No*
    ronha.
    4" c ultima parteo 2o acto do Vaudeville como
    qual dar lim o divcrlimcnlo.
    Principiar as 8 horas.
    Adores.
    Os Srs. Osla.
    Beis.
    Mendes.
    . Pereira.
    As Srs.' I). Orsal.
    ii Amalia.
    Auna.
    Liiizinha.
    AVISOS MARTIMOS.
    .Vacio entrados no dia 20.
    Rio de Janeiro o parios intermedios0 dias e 18
    horas, vapor brasileiro Tocantins, commandanle
    o capitilo-lencnle Gcrvasto Mancebo. Passagei-
    ros para esta provincia. Bario de Beberibc, sua
    senhora c 1 escravo, Dr. Augusto Frcderico de
    Oliveira e I escravo, general Antouio Crrela Se-
    ra, capililo Leopoldo Augusto Ferreira, Dr. Frau-
    cisen de Paula Baplisla e 1 criado, Dr. Lindolpho
    Jos Correia das Nevcs c I criado, Dr. Jos da
    Cosa Machado e 1 escuvo, Brasiliann M. de Cas-
    tre, Domingos Ferreira Maia. Antonio Goucalves
    Pereira Lima e I escravo, Joan Maria Braga* Vic-
    toriano Jos de Souza, Joao Vasco Cibral, Jos
    Juaquim Ferreira de Mello, Joaquim Faustino de
    Moraes, Niculo Jos Ferreira, Joo Jos Leilc,
    Joto Correia Lima Consnilo, Basilio Manco da
    Cosa, Francisco lavares da Cosa, Joo Anlouiu
    de Viveiros Costa, Manoel Jos de Oliveira Gar-
    rafa, Jos Manoel de Araujo, Anlonio Teixeira
    Pinto, Manoel Januario Bczerra Montenegro,
    Adulpho de Souza Mcnezos, Jus J. de Miranda,
    2 ex-pracas, I escravo a entregar. Seguem para o
    norte : Dr. Fernandos Vieira c I csrravo.Or. An-
    tonio Jos Machado, sua senhora, 1 lilho e 4 escra-
    vo, Dr. Manoel Theopbiio Gaspar de Oliveira,
    Dr. Nogueira Jagoaribe e I escravo, Dr. Jos Joa-
    quim Pinto de Magaliules e 1 'criado, Dr. Angelo
    Custodio Correia e 1 criado, Dr. Welkensde Mal-
    los e I escravo, senador Angelo Carlos Muniz e 3
    escravos, Manoel Antonio Bastos HelcliH, James
    Brower, Julio Andrs, 1. cadete Falito Pereira de
    Paria, 3 alkmles, 6 pracas do 5. balalhSo de in
    faul.iria, ev-praras do exereiln c i particular.
    Rio de Janeiro c Baha(i dias c 8 horas, vapor in-
    glcz Secern, commandanle P. Hasl. Passageiros
    para esta provincia, Joaquim Gomes Ribeiro, Joo
    Aguslinho da Silva, JnAo Ferreira Vitalia, Anlo-
    nio (pocilio de Sa e Albuquerque c 1 criado, Fran-
    cisco do Rpgo Pac Brrelo e I criado, Francisco
    Xavier Paos Uarrclo e I criado, Frcderico de Al-
    incida Albuquerque, Victoriano Cabra! K. da C-
    mara, Antonio llaplista Gitirana, Am Margaren
    Luismcr, Elisabelh Govver.
    Naci sahidos no mesmo da.
    AssBatacho brasileiro Esperauca. meslre Jos de
    Campos Magalhes, em lastro. Passa^eiro, Jos
    Antonio Fernandos.
    LiverpoolBarca iugleza Bosphorus, com a mesma
    carga que l.-ouxc. Suspenden do laideirilo.
    EDITAES.
    O Dr. Clrtlod'o Manoel da Silca Cnimaraes. juiz
    de direto, da primeira vara coinmcrcial desta
    cidade do Rccife, por S. M. 1. e C. ele.
    Faco saber ans que o prsenle cdilal virem que, a
    requerimeulo do fallido Domingos Jos da Cosa, se
    acha por este juizo aherla a sua fallcncia, pela sen-
    lenca do Iheor seguiule :
    Avista da exposico constante a pelicao a lis. 2,
    declaro aherla a fallencia de Domingos Jos da Cos-
    a, eslabelecido com toja de miudezas, na roa do
    Qoeimado n. 57, Pitando o termo legal da mesma
    fallencia do dia 1." do crtenle mez.
    (Inicuo que se ponbain sellos cm Indos os bens,
    livros e papis do fallido, c nomeio para servir de
    curador fiscal o credor Victorino de Caslro Moura,
    que prestar peraule mim o juramento na forma da
    lei, expedindo-se desde j ao respectivo jur/. de paz
    copia autentica desla senlenra, com a*riarleciparao
    do curador fiscal nomciado. para proceder a apo-
    sirao dos sellos ; c pague o fallido as cusas.
    Recito 31 de agosto de 185i. Custodio Manoel
    da Silva (iuimavae*.
    Em cumprimento do que, lodos os credores pre-
    sentes do referido fallido, comparceam cm casi de
    minha residencia, rui da Concordia, bairro de S.
    Antonio ii. un dia 23 de selembru correnle pelas 10
    huras da inauba, alim de so proceder a noineaco
    de deposilario ou depositarios, que lio de recebar c
    administrar provisoriamente a casa fallida.
    E para que chegoe a noticia de lodos, mandei
    passar o presente, que ser publicado pola imprensa
    cadixadn nos losares designados no arl. 12l du rc-
    gulamenlo n. 7.18 de 25 de novembrn de 18.50.
    Dado apastado nesla cidade do Recito, capital da
    provincia de Pernambuco, aos 19 do selembro de
    I85.Eu Manoel Jos da Molla, esrrivSo o subs-
    crevi. Custodio Manoel da Silca (luimaraes.
    Ceara' RfaranhSo e Para'
    com destino aos portos cima
    deveseguir mui brevemente por
    le- grande partexln carga tratada, o no-
    vo e mui veleiro palliabote Lindo l'a-
    queten capito Jos Pinto Nunes, para a
    carga c passageiros trata-se com os con-
    signatarios Antonio de Almeida domes &
    Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
    gundo andar, ou com o capilao a bordo.
    Para' o Rio de Janeiro sahe at o
    dia 25 do corrente o brigue Sagitario
    de primeira classe, o (pial tem ja' amaior
    parte de sen carregamento, para o res-i
    tantc, passageiros e escravos trata-se com
    Manoel Francisco da Silva Carritio: fia
    na do Collegio n. 17, segundo andar, ou
    com o capitao a bordo.
    Ceara' e Acarac-
    Segue cm poucos dias o patacho Sania Cruz ; re-
    cebo carca c passageiros: irala-sc com Caclano Cy-
    riaco da C. M.. ao lado do Corpo Santo, loja u. 25.
    I'ARA O RIO DE JANFIRO.
    Baera se por cslcs dias do Ass o brigue nacio-
    nal ('alharina Bella, capillo Manoel da Agonia Lo-
    pes, o qual seguc no mesma dia para o Rio de Ja-
    neiro, e recebe nicamente escravos a frele, para o
    que be nece-sario entender-te com antecedencia com
    o consignatario Manoel Alves (iuerra Jnior, na ra
    do Trapiche n. 11.
    l'ara o Ass nu Rio Grande do Norlc, barcada
    Activa, para carga ou passageiros Irala-sc na ra do
    Vigarlo ii. 5.
    Para oAcarac, e Granja',
    sahe cm poucos das a harcaca Feliz Centura, por
    ja 1er a maior parto di sua carga prompla ; para o
    resto dirija-sc a rita do Vigario D. .
    I'ara o Aracaly seguc em poucos dias o hiato
    Caslro, para o resto da carga trata-se com Domin-
    gos Alves MatheusT,
    Para o Aracatv.
    Seuue no dia28 do corrente o hiate Eigeiro, quem
    no mesmo quiser carreuar ou ir de passagem, dirja-
    se i ra do Vigario n. 5.
    LEILO'fcS.
    (Jiiinla-feira 21 do correnle as 10 c mcia ho-
    ras da manliaa, o agente Viclur tara leililo no seu
    armazem na ra da Cruz n. 25, do completo sorli-
    mentu ile uhras de marcintiria, novas e usadas de
    diferentes qualidades, candieiros pa meio de sala,
    linterna com pos de vidro e casquinho, cbarulos da
    Rabia etc. ele. Sera lambem vendido por ludo prc-
    r" nma excelenlo mobilia nova de amarelio ; assim
    nm famoso escravo crioulo que reprsenla ler 21
    anuos de fctade, altura reijular, muilo possanle.
    LEILAO' DE LIQIDACAO'
    Sexta leira 29 do corrente as 11 horas
    da manliaa em poni o agente KoberU,
    fara'leilaonoarmazemdeHiguel Carneiro,
    na ra do Trapichen. ">ci detodososobjec-
    los que se acham no mesmo, assim como
    lambem carros de qtjatro rodal, cabrio-
    lis, em muilobonsestado,quevalem a pe-
    na ([tem tivervontade de virao leilao,pois
    me nao llavera' to boa occaiiSo.
    I.EILAO' EXTRAORDINARIO
    Quarta reir 27 do crrente o senle llorja far
    leilan no son ariuazeni ra du Collegio n. I i, as 10
    horas da manilla dosuhjectososlslentas no mesmo
    armazem sem limile algum por eslar de eommum
    accordo com os seus proprios donos.os quacs objcrlos
    cslarAo paloulcs uo dia do leilao. *
    DECLARACG ES.
    smalas que deve coiidnzir o vapor Tarantn*,
    paraos portos do norte, principiam-se a feixar boje
    (21) a I hora da lardo,cjdepois dessa hora loda a cor-
    respondancia pagar porte duplo. Os;oruaes dc-
    verlo ser entregues na adminislrai;i)o :l horas anles.
    Em observancia do ollicio do Exm. Sr. presi-
    denle da provincia de -2 do eolrcnlo mez, arliai-se-
    llan reunidos un quarlel do rommaniln superior da
    "ii.n da nacional desta municipio, os Sr. professorps
    AVISOS DIVERSOS.
    Loja de calrado da praca da Inde-
    pendencia!]. 37 e 39, de Antonio Augus-
    to dos Santos Porlo, loram vendidos dous
    ((liarlos r>. I!)7ri, da primeira parte da 19
    lotera dotheatro deSanta Isabel, emane
    sabio o premio de 5:000$ de rs., os pos-
    suidores queiro ir receber logo que sa-
    bir a lisia geral) em casa do caulelistaSa-
    liistianodc Aiptino Ferrera, na ruado
    Trapiche n. 50.
    Traspr,ca-se o arrendamenlo da loja da ra do
    Oueimado n. i;' : quem prelcnder dirija-sc a ra
    ila Cudria do Recitan, 51, segundo andar a tratar
    com Joao (ionsalves Ferreira.
    Pordeu-sn urna carteira de algibeira demarro-
    quim rxo, j usada, com urna lellra de 80? rs. ven-
    cida em 21 de junhn do prsenle anno. um val de
    i:l-s:!(0 rs. do qual jase recebeu 17,") rs., como se v
    de urna ola feila no verso, com o nome do dono,
    algumas lellras pagas, e diverso papis de .'lsenlos
    que s servem ao dono : quem a achou querendo
    restituir podl enlrega-la na rasa n. .">. dcfronle da
    ra do Canno, frando-se cum o diuheiro que havia
    dentro da mesnia carteira, que e licar nbripadn.
    LOTERAS da provincia.
    O tbesoureiro das lo-
    teras declara, que afto se
    extrahiram todos os bi-
    lhetes premiados, em vir-
    tude do Sr. juiz que pre-
    sidio a lotera ter de irao
    jury, e s pode compare-
    cer s 11 e mcia horas, e
    por isso nao pode sen pu-
    blicada a lista dos mesmos
    blhetes premiados.
    OCaulelisla Satosliano de Aquino Ferreira.avi-
    sa aos possuidores dos qualro quartos n, 1973, da
    primeira parte da 19. lotera do Theatro de Sania
    Isabel, em qne sahio o premio de 5:0008 rs. que
    venham receber a sua importancia loco que sahir a
    lisia geral : em sua casa ra do Trapiche o. 36.
    Oflerece-sc urna mulber capaz, para ama de
    urna casa de pouca familia, cozinha o diario de urna
    casa, e engomma perfeitanienle ; na ra da Concor-
    dia n. II.
    O Sr. capitao Marcelino Jos Lopes
    queira ter a bondadu de recolher ao
    cartorio do escrivao Araujo. no termo de
    Iguarass', os autos de inventario dos bens
    de Jos Carneiro, de que he inventari-'
    ante Manoel Tiloma/. Rodrigues Campello,
    c cm o (unI sao interessados o mesmo Sr.
    Marceliuo e o Sr. Dr. Francisco Joao
    Carneiro da Cunha ; os quaes autos o Sr.
    Marcelino pedio em confiaucaha dous me-
    zes pouco mais ou menos. Faco o pre-
    sente annuncio, porque devendo ser a-
    quelles aulos remettidos juntamente com
    outros para o juizo da primeira vara civel
    desta cidade, em virtude de urna preca-
    toria avocatoria requerida pelo Sr. Dr.
    Francisco Joao Carneiro da Cunha e que
    ja' foi mandada camprir pelo juizo muni-
    cipal de Iguarass', vim a' esta cidade a'
    toda a pressa e haldados teem sido os
    meus esforros para encontrar o Sr. capi-
    tao Marcelino, ainda mesmo em sua casa ;
    pelo pie tenlio bem fundados motivos de
    queaquelle Sr. se occulta parame no
    entregar os autos. Recifc 1 \ de setem-
    bro de 18i.Adolplio Manoel Camelo
    le Mello Araujo.
    Resposlaao annunciodoSr. AdolphoManoetCa-
    melo de Mello Araujoi esrrivao de Iguarass, pu-
    blicado nos ns. do Diario de 15 el(i do correnle.
    Se o Sr. esrrivao seio a minha rasa eno encan-
    Irou-me, uiiiguem dir redmente 6cr motivo sof-
    licienlc para annunriar que havia-me occollado, e
    por isso he um mentiroso, i|ue se nao provar que
    orrullei-me passar por um callumntador : nao sou
    criminoso, e nem a sua altura iulimida-me, paraoc-
    cullar-mc ; e porque nao fallou com a minha es-
    posa '.' Esse annuncio lalve fosse proveniente de
    combinadles para desacrodiiar-me j quanlo se en-
    saa o Sr. escriv.io'' prossiga.
    Quem quizer couhecer a grande habilidade do Sr.
    escrivao, recorra aos autos de inventario e partilhas
    dos bens de Giran, i|ue o respeitavel Iribunl da
    relarao annnllou por lezio enorme contra minha
    esposa.
    Seis annos lulei na juslica do iguarass, fim de
    conseguir a conclusao do inventario e partilhas com '
    igualdade, sem que podesse conseguir nem urna
    cousa, nem oulra, por causa da rhicana.
    Querendo requerer a remessa dos aulos de inven-
    tariudus bens deliirao, pai a jurisdic(ao dasjos-
    li^as do Itecife, por lera Ici proviocial dcsannesado
    do termo de Igiiarass, o engenho d'Agna, que faz
    parle dos ditos bens, mo estavam os aulos uo carto-
    rio do Sr. escrivao, como provo com a sua propria
    informacao abaixo transcripta.
    Despegas, Irabalhos, naufragios, perdas, recejos de
    Flix e Heuriques, bem conberidos em Nszarelb,
    leuho lido durante esse lempo que requerinomeu di-
    reilo ; os moradores da villa de Iguarass que di-
    gam quanlu -ullii, c qual o meu comporlameoto
    durante seis annos.
    Tenha paciencia, Sr.escrivSo, porque Dos assim
    permitlio, que seu compadae bacharel fosse om dos
    autores da lei, como gcralmcntc se diz, pela qual sa-
    hio-lhe das rnaos os ditos autos que pingavamcomoa
    alampada de Sanios Cosme e Dainiao.
    Dizem. qne o Sr. escrivao muito Itm adiado con-
    tra a lal lei, diicndo qne Iras agua no bico ; nessa
    agua lambem concerd>, pois parece-me que tenho
    ouvido dzer, que cedas influencias eslavsm prWe-
    gendo o homem que ha 7 annos lem eslado na posse
    e desfrutndoos tiensde minha e-pesa, c que a par-
    dilla lem de ser fcilaaseu bel-prazer, licaudo oulra
    vez prejudicada a minha esposa. E que diz a isso.
    Sr. escrivao, se tal acunlecer ? Nao o crea: pare-
    ce-me que o eslou ouvindo di/rr, appelle segunda
    vez para o tribunal da rolaran, oo enlao fique-se
    lesado, |inri|iie o homem he grande e tem gente
    gratrtla por si, e se assim acontecer, nao Ihe parece
    ser mais urna das miserias,da nossa Ierra ? creia-me
    que se appellar muito pezar lere de nao pagar-lho
    segunda vez o traslado d'appellaco.
    Aconselhoao Sr. escrivao, que quando nao livor
    provas, nao seja lao precipitado em seus annuncio.
    A minha resposla ao Sr.'escrivao n5> sa refere so
    lempo qoc serve o actual Sr. Dr. juiz aaonicipal de
    Iguarass.Recito 20 de selembro de 854.Mar-
    celino Jos Lopes.
    Illm. Sr. Dr. juiz municipal.Revendo o pro-
    tocolo de meu earlorio, dclle consta que, o 15 de
    novembro do anno prximo passado fiz com vista os
    aulos de inventario de que trata o supplicanle em
    sua pelicao ao advogadn do inventariar lo Joao Fran-
    risro do Amaral, o qual om dala de fi do dito mez
    remellen os ditos aulos para o earlorio com ola de
    duenle, requerendo que Ibe fuss? conrdido os" dias
    da Ici, e sendo ella deferida, voliara immediatamen-
    le os ditos autos para o poder do dita advogado
    onde al o presntese acham. He o que posso in-
    formar n V. S. que mandara o ([un lor .servido.
    Iguarass, 3(1 de junhn de IS51.O escrivao,- Adol-
    pho Manoel Camelo de Mello Araujo.
    Desappareceu do engenho Tiuma, freguezia de
    S. I.nurenob da Malta, domingo, 17 do correnle, um
    casal de escravos, sendo ambos crioulos, regrisU o
    bem civilisados ; o marido de nome Harto, ofllcial
    de pedreiro, bem prelo e bem parecido, bailo e
    chcio do corpo, com idade annos. sera barba, le-
    vando calca cjaquela do lirim Irancjdo pardo, cha-
    peo francez de palhinha amarellaji vilho ; 4 a mu-
    lhcr lambem muilo mora, de nome Manoela, que
    reprsenla ler 2 annos, alta, corpo regalar, igno-
    ra-se o vestido quo levou por sejnlgar ter levado
    maisroupa ; forsm ei'conlrados na Campia-Gran-
    de viudo para o Recita, c he de suppor qoe tenha
    viudo pelos A togados, se n3o tmnaram oulro desti-
    no: roga-se as autoridades ou eapitaes de campo
    que o virem mande pegar e levar naruelle engenho
    a seu senhor Manoel Joaquim Maoricio Wanderley,
    ou na ra Nova n. (>7, que ser bem recompensado.
    Constando ao abaixo assignadu, que Honorato
    Josef de Oliveira Figueiredo anda ped tuto petas car-
    torios dos esrrivaos desdi cidade para Ihe confiarem
    autos em que o mesmo abaiXo assignado lenha es-
    rriplo e assignado pclicOes./dizendo que lem ledras
    do annuncianle para confeirir, o mesmo amiuncian-
    te declara, que nao lem^afsignado documento algum
    de lien, vale, deposito, lellras, etc., alm de seis lel-
    lras loilas na importancia de 2-.09WDO0, que silo tinas
    garantidas ao Sr. Joaquim Ignacio de Carvalho Hen-
    denra de HMI2O0O cada urna, tres que aceilou ao Sr.
    Theotonio Flix de Mello de .1009000 cada orna, urna
    ao Sr. Antonio (lomes de Araujo de 995000, e por
    isso todo e qualauer documento de divida, obriga-
    r.lii e res|innsibilidade quo apparera he falsa, epor
    rujo motivo declara mais. que desla dala em dianlc
    nao garante nem aceita documento algum de qual-
    quer responsabilidade. Rccife 20 de selembro de
    IK5.Francisco Lopes da Silca.
    Offcrcce-se urna mnlhrjr moca, qoe pode alian-
    car a sua conduela, para ama de uina casa d* pouca
    familia ou homem solleir: quem precisar, dirija-sc
    .i ra un travessa de S. Jos n. 12.
    Aluga-se urna granito casa lerrca rom grande
    soiao, salas.!) quarlos, cozinha fora, quarlos para
    escravos, cacimba e quintal murado com podo de
    ferro, contigua a poni pequen i da l'assagem da
    Magdalena, onde morou Joaquim Jos Ferreira :
    quem pretender, dirija-so ao paco do ('.armo, loja
    de lartaruguciro n. 2, a fallar com seu proprielario.
    Quem nrpcisar de roupa lavada e cnguuimada,
    cjinlamenle algumas costura, dirija-sc a travessa
    do Monteiro, casa n. 5. que achar com quem tratar.
    Manoel Dias da Cosa, subdito porluguez, re-
    lira-se para Portugal.
    Deseja-sc saber aonde mora o S\ 7os statnin-
    gos da Silva Forluua, natural do Porto : na rsiada
    l'raia n. (-
    No dia 20 do correnle pela \ horas da larde,
    a parla do Illm. Sr. Dr. juiz dus orphaos, (erceiro
    snpplcnlc. uo sobrado dcfronle da matriz da Boa-
    Vi-la, se Inlo de arrematar cm praca poblica.de ren-
    da por um anuo, os predios seguinles : urna casa na
    ra Real n. :t:l por 1265500. oulra na travessa do
    Quiabo u. I, bairro da Boa-Vista, por 1209000,oulra
    na travessa dos Qnadis n. 29 por 609000, perten-
    ecidos aos berdeiros do fallecido padre Jos Gou-
    ralo.
    No dia 29 do correnle mezjeha de arrematar
    cm prara publica, do Sr. Dr. juiz de trrphao, a re-
    querimento do administrador dos bens do fallecido
    Joaquim Antonio Ferreira e*Vasconrcllo, os seguin-
    les : um sobrado de um andar c solilo corrido, silo
    na eslrada da Migdalena, fazendo quina coro a 1ra-
    veiM que vai para os Remedios, oulro dilo junto, s
    Mfjado o coberto, e mais um terreno na mesma
    liaba com alicerce para duas casas, no mesmo cor-
    rer um terreno com 30 palmos com fundos tanto o
    terreno como o quintados sobrades, com 292 pal-
    mos de fundo, lodos cosa frenle para o sitio do Sr.
    Jos Pereira da Cunha, sendo e~-a a ullinia praca.
    *
    Mi itii Ann


    T
    O abano assi.nadn Ui. seienle ao publico em
    eral, que au se rejpoi.subelisa por qualquer ilivida
    quesuasescravasou escravos possam conlrahir em
    ncime do incsmu abaixo narigudo, e para que se nao
    cliamem a ignorancia faz o presente aviso.
    Duarle torga da Silra.
    Na ra das Cruel o. 40, taberna do Campos,
    ha porcao de bichas hanihur-uezas da melhores que
    lia no mercado, que se vende em porroos e a retalho,
    e lambem se alugani.
    MECHANISlflO PARA ENGE-
    BO.
    NA FUNDICAO jl)E FERRO 1)0 i:\GE-
    N11EIR0 DAVID W. BOWNIAN. NA
    RA DO BRUM, PASSANDO O CilA-
    FARIZ,
    h.i sempre um grande sortimcnlo dos segainlea ob-
    jeclos de mechanisinos puquios para cnseiihus, a sa-
    l>er : moendas e meias moends da mais moderna
    construccao ; laixas de ferro tundido e balido, de
    superior quslidade, e de lodos os lmannos; rodas
    dentadas para agua ou animara, de ludas aa propor-
    res ; crivos e boceas de lornalha c registros de boei-
    ro, aguilhoes.bronzes parafusos e cavilliocs, moiulio
    de mandioca, ele. ele.
    NA MESMA FUNDICAO
    se execulam lodas as euconimemlas com a superiori-
    d.deja conhecida, e com a devid presteza e cdmmo-
    didadc em prero. '
    PARAAFESTA.
    Sellins nglezes para liomem c senliora
    | M CONSULTORIO
    DO DB;. CASANOVA,
    J5 RLA DAS CRU7.ES N. 28,
    w continuase a vender carteiras de homepa-
    ta thia de 12 tubos (grandes, medianos e peque-
    os) de 24, de 36, de W, He 60, de 96. de 120,
    de 144. de 180 ale 380. por precos razoaveis,
    deade .18000 al 2008000.
    Elementos de homeopalhia, 4 vols. tlQOOO
    Tinturas a escclhcr .enlre 380quali-
    180)0
    DIIRIO DE PERMIBCO QUINTA FEIRA 21 DE SETEMBRO DE 1854
    cada vidro
    Tubos avulsos a escvllia a
    500 e 300
    PIBLICACAO DO INSTITUTO H0MIEOPATIIICO DO BRASIL
    THESOURO HQMOEOPATHICO
    % ou
    VADE-MECM DO HOMOPATHA.
    nSSTFDE KSCRAVOS7NX
    RA CARGA DO ROSARIO N. 22, SEGUNDO
    A+l l A ii.
    Nesta casa receben,-se escravos por enmmissao pa-
    ra serem vendidos por conla de seus senhores, eafi-
    anca-se o bom Iratamenlo c seguranca dos meamos,
    naosepoupandoesforcos para que sjam vendidos
    com promptido, aliin de que seiis senhores nao sof-
    fram empate coma venda delles. Cumprem-sc as
    eondicoes de serem vendidos para fra ou para a tr-
    ra conforme a vnntade de seus donus.
    Aluga-se urna casa terrea para se passar fes-
    la ouannualmenle, sila no lugar Sania Anua de
    dentro, sendo o lugar ornis salubre que dar se unde-
    na Tu daTJngula j. 4.
    Precisa-sc de una ama de leile, sadia c de boa
    conducta : na ra da Cruz n. W, segundo andar.
    Precisa-sc fallar com o Sr. Manocl de Souza,
    di freguezia de Fermedo em Portugal, a negocio de
    en intercsse ; na Iravessa do arsenal de guerra
    n. fl.
    ATTENCAO'.
    Conslando-meque|uma pessoa moradora noRecifc
    tem desacreditado a alguns prelendenles dessa cida-
    de a propriedade l'ilanga perlencenlc ao recolhi-
    mento.desta villa de Iguarass quelemdeserarrcma-
    lada nessa cidade no dia 22 do correule.smenle com
    (Om deque cerlop.ctendenle, seu intimo amigo
    morador nesMermo se acbe s, e sem opposicao al-
    h'nma na mesma arremalaoao, aviso aos pretenden-
    es dessa cidade que nao deixem o campo vacuo ;
    pois que a mesma propriedade tem excellenles qua-
    lidades, e be baratissima porque tem orna legua de
    Ierra em quadro com boas vaneas, e carregos para
    caunas, altos para roea etc. pudendo fazer-se com fe-
    licidade um eugenho d'agua, e evcellenles madeiras
    a ponto de se lerem lirado o anno passado maslros
    para embarcares, que foram vendidos a 8OO9 rs.
    cada nm, pode-se fazer exeellente serrara d'agua:
    avista de lao boas proporrocs cistaudo da mesma
    porpriedado ao porto desta villa nimio menos deduas
    leguas; euainlu, echoro nao ter cinco ou seis con-
    loa de rs. para a arrematar, e fazer nella bem bom
    arranjo pois que lenlin inlciro ceohecimenlo pelas
    grandes caradas que la lenlio feilo com meus caes
    que sito ptimos para isto; onde leiibo gozado dos
    bellos banhoe. 16 desetembro de 1851.
    O I guarassuense.
    Aloga-se unt sitio cm l'arnamcirim, com casa
    detaipa e mullas frurteiras: quem pretender dirja-
    se as Cinco Ponas n. Di. '
    Precisa-se de um feilor para um silio perlo ila
    praca,ou mesmo prelo velho escravo ; quem eslivr
    nesta eircumslancia, dirija-se ra do Rangcl 11. 77.
    primeiro andar.
    Xislu Vieira Coelbo embarca para o Kio de
    Jaowo o seo esciavo crwolo, po: oome Joaquim.
    Da-se 2008000 rs. a juros c jm penhnrcs de 011-
    ro : na na estrella do Rosario 11. 7, se dir.ir quem d
    Precisa-se alugar urna ama que saina bem col
    zinhar e engoromar, i>ra caaa d, pouca familia a
    tratar na ra da Cadeia do Recife, loja de ferragens
    11. Ov A.
    ;Roga-sela pessoa que no dia !3do corrcntc,rcce-
    beu por engao de um prelo meia arroba de ve-
    las de 6 en libra de carnauba pura, queiravir sa-
    lisfazer o importe na ra Uireila n.59, se nao qui-
    zer vero seu nome tolo por extenso nesta falla, pois
    nao se iguora quem lie a pessoa.
    . Arrendam-se as lojas da casa da ra do Colle-
    gio n. 1.1, mui propra para qi alquer eslabeleci-
    nienlo commercial. oflicina, sala de leiloes 011 de
    cafe : a tratar com Dr. L. de C. Pac* de Andra-
    oe, na ra do Hospicio junto ao uartcl.
    Melliudn conciso, claro, e seguro de curar homieopalhicamcnle lodas as moleslias, que ahitera a
    especie humana, c particularmente aquellas que reiuam 110 Brasil.
    PELO
    DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
    Esla obra importanlwsima lie hoje reronliecida como a primeira c mellior de lodas que tratain da ai>-
    plicacao da bomn-opatliia no curativo das moleslias. Os curiosos, principalmenle, nao poden) dar um
    passo seguro sem possni-la e consulla-la.
    Os pas de familias, os senhores de eugenho, sacerdotes, viajantes, capilaes de navios, serlanejos, etc.,
    etc., devem te-la a m.lo para occorrer promptamenle a qualquer caso de molestia.
    Diius volumesem brochura, por.......... KVSXX)
    Kncadernados............, n^HM)
    VeMe-M unicainenle em casa do autor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
    BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA.
    Ningucm poderi ser feliz o>i cura das moleslias, sem que possua medicamentos verdadeiros, 011 de
    boa qualidade. Por isso, e como propagador da homiropalhia no norte, c immediatanienle inlercssado
    em seus benficos successos, tem o aulor do THESOURO IIOMOEOPATHICO mandado preparar, sol.
    sua inimediala inspeccao, lodosos medicainenlos, sendo incumbido desse Irahalho o hbil phariuai-culico
    e profesor em homu-opalliia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lera exceulado com lodo o lelo, Icalda-
    de e dedicaciloque se pode desejar.
    A efliracia (testes mcdicamenlos be allestada por lodos que os tem experimenhidn; clles nao preci-
    sara de maior recomnicndacao; basta saber-so a fonte donde saliiram para se nao duvidar de seus onli-
    mos resollados. '
    Lma carleira de 120 medicamentos da alia e baixa dilui-ao em glbulos recom-
    raendados 110 THESOURO IIOMOEOPATHICO, acompahada da obra, c de una
    caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........
    I)ila de 96 medicamentos acompanhada da obra e (Ie8 vidros de linluras .
    Dita de 60 principaes medicamentos recommeudados especialmente na obra, e com
    . urna caixa de 6 vidros de linluras, e com a dita obra (lobos grandes.1.
    _. B (tubos menores}.
    Dita de 48 ditos, dilos, com a obra 1'tubos grandes^........
    " (luhos rii-iiin c. .
    I)ila de :>dilos acompanhada de 4 vidros de linluras, com a obra (tubos grandes] .
    n. (tubos menores .
    Dita de ;$0 dilos, e 3 vidros de linluras, com a obra (iubos grandes) ....
    rv, j .i Iubos menores)
    Dila de 21 dilos dilos, com a obra, (tubos grandes).......
    _ D (tubos menores).
    Tubos avulsos grande........ ...
    rs.,
    1008000
    90*000
    mtom
    409000
    501000
    :ii800o
    lOSIHKI
    308001)
    351000
    268000
    308000
    208000
    1800U
    8.100
    28000
    conforme o
    pequeos ...........
    Cada vidro de liulura...... ', [
    Vendem-se alm disso carteiras avulsas desde o pceo de 88000 rs. al de'OOdtlOO
    numero ctamanho dos Iubos. a riqueza das caixas e dvnmisaeGes dos medicamenlos.
    Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promptido, e por preros commo-
    Yende-sc o tratado de FEBRE AMAKEI.LA pelo Dr. U. de C. Carreira, por. 28000
    Iva mesma botica so vende a obra do Dr. G. H Jahr Iraduzido cm porluguez e acom-
    modada ainlclligencio dopovo........... (--"OOO
    Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
    ** Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO UOMtEOI'.ITHlCO, Um a honda-
    de de dirigir.o Sr. cirurgio Ignacio Meen da Sitta Santos, ettabelecido na cilla de Barreiros.
    Tive a salisfaro de receber o Tliemuro ltomivopa{hico, precioso fruclo do Iraballio de V. S.,c lhe
    allirmo que de todas as obras que le,lu li.[o. he esla sem coulradicao a mellior lauto pela clareza, com
    que M acha escripia, como pela prerisao com que indica os medicamenlos, que se devem empregar ;
    qualidades estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que dcsconheccm a medicina
    Iheucria e pr.ilica, ccl., ect.,etc. 11
    Jola*;.
    CONSULTORIO DOS POBRES
    25 UVA. DO GOZ.Z.EGIO 1 ANBA 25.
    O Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consullas bomeopalhicasjodos os di&s aos pobres, desdo 9 horas da
    roanha at o meio dia, c cm casos extraordinarios a qualquer bora do dia ou noile.
    Ollerece-se igualmenle para pralicar qualquer operaco de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
    quer mullid que esleja mal de parlo, e cujascircumslaucias nao perrnillam pagar ao medico.
    NO C0H8IILT0U0 DO DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
    25 RA DO COLLEGIO 25
    VNDESE O SEGUINTE:
    Manual completo do Dr. G. II. Jahr, Iraduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
    voluntes cncadernados em dous :................. 208000
    Esla obra, a mais imporlaule de lodas as que Iralam da homeopalhia, interessa a lodos os niedicos que
    quizerem experimentar a.'ouliina de liahneinann, c por >i proprios se convenerrem da verdade da
    mesma : interessa a lodosos senhores de eugenho e fazc.ideiros que esUO longe dos recursos dos mdi-
    cos : interessa a lodosos capilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de 1er precisad de
    acudir a qualquer incomraodo seu ou de seus Iripolanlrs ; e inleressa a lodos os dieta de familia cuc
    por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao Abrigados a prestar soccorros
    O v.-ide-mccum do homcopalha ou Iraduccao do Dr. llering, obra igualmenle til s pessoas que se
    dedicara ao esludo da homeopalhia um volme grande..........
    O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis-
    pensavel as pessoas que quercm dar-se ao esludo de medicina ...."....
    Urna carleira de 24 Iubos grandes de linissimo chrislal.com o manual do Dr. Jahr co diccio-
    nario dos termos de medicina, ele, ele..........
    Dila de 36 com, os mesmos livros........., '.
    Dila de 48 com os dilos. ,..... '
    iv. DIU de 60 Iubos enm ditos.........
    Dita de 144 com ditos. ......".".".*" ....
    Estas silo acompanhadas de 6 vidros de linluras i'escolha.'
    As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o llering, lerao o abalimcnli de 108000 rs. em qualquer
    das cnrlciras cima mencionadas.
    Carteiras di 24 tubos pequeos para algibeira
    Ditas de 48 dilos ... '. .
    Tubos grandes avulsos........
    Vidros de meia onc,a de Untura
    qualquer
    luc se
    88000
    48000
    408000
    4.18000
    508000
    fl>000
    ioocooo-
    .............. 88000
    .............. 168000
    .............. 18000
    .............. 23000
    Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar uni ptsto seguro 1)1 pralica da
    homeopalhia, e o pioprielano deste cslabclecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
    ninguem din ida boje da superioridade dos seus medicamenlos.
    Na mesma casa ha sempre venda grande numero de Iubos de crvslal de diversos lmannos, c
    aprompla-se qualquer cncommenda de medicamentos com toda a brevidade e por procos mullo com-
    n iodo-. *
    Precisas lugar um sobrado no bairro de San-
    ta Antonio : uncn dver annuncie, ou dirija-se ao
    paleo do Collcgion.6, primeiro andar.'
    ' OHerece-se urna mulher hel e de bons costu-
    mes, para ama de casa de pouca familia : a Iratar na
    ra do Collegion. 21, segundo andar. .
    Precisa-se alugar urna escrava para lodo ser-,
    vico interno c externo de urna casa de pouca familia:
    na ra do Vigario n. 27. segundo andar.
    Desappareccudo eugenho liorna, freguezia de
    S. Lourencn da Malla, dnde silo escravos, os prelos
    llario e Manoela, ambos casados e de nacilo ; elle
    baixo, representa ter 40 anuos, e tem odicro de sa-
    paleiro ; efla alta, representa 30 annos, parecem
    crionlos : a entregar na ra estrella do Rosario n.
    41, ou no mesmo eugenho, que se dar boa gralili-
    gacjlo.
    COMPRAS.
    Compra-se patacocs liespanIioe$,nn
    na do Trapiche no armazem do Sr. Mi-
    {fcl Carneiro.
    Na ru Dircila n. 21 se dir quem compra urna
    casa terrea ou um sobrado de um andar, sendo cm
    boa ra.
    Gumpram-sc saceos vasios que leuhamsido de
    farinha : amada Pcnha, taberna nova.
    Compra-se um prelo coziuheira, e una prela
    que tenha algumas habilidades, sendo mocos e de
    hoiiilas liguras, pagam-se bem : a Iralar no escrip-
    lorio de Munocl Alves Guerra Jnior, na ra do
    Trapiche n. H.
    Compra-se escravos de ambos os sexos, profe-
    rindo-se os mocos: roa do Queimado n. 2.
    VENDAS
    a ,-ll !"8nados, donos da loja de ourives na
    Ud do CaMga n. 11. confronte ao pateo da matriz c
    ra ova, lazera publico que eslfo sempre sorjidos
    aos man neos o melhores imslos de lodas as/obrsis
    (leouro acosaras, lano para s.Mihor.is remo para
    netipas, c.nliuiiamosprccosinesiim ha-
    ratos como tort sido ; passar-sc-ha urna conla com
    reiponsabiUd.deespecilic.irrd,. a -inalidade do curo
    18 quilates, tirando assim garantido o com-
    pparecer alsunr, duvida.Serafn .V
    Irma "
    RETRATOS PELO SYSTEMA
    CRISTALOTTPO.
    Joaquim Jos Pacheco, f.iz si ie ite a quem quizer
    possuir.wn Del c per rilo rclraln. de Iracos inlclli-
    giveise cores lixase nalur.ies, que digne-se procu-
    ra-Io desde as 8 horas da manha as 3 da larde, quer
    esleja o lempo claro ou escuro. A exprendida gale-
    na pode ser visilada mesmo por aquellas pessoas
    que nao quizerem retratos. No e-labelecimenlo vcu-
    dem-se lodos os m.ilci iaes precisos para o daguerreo-
    typo : no aterro da Eoa-Visla n. I, lerceiro andar.
    I ede-sc encarecidamente r o Sr. do annuncio
    da jaca, o especial favor de anm-.nciar com antece-
    dencia o da que leneona por a mesma em leilflo,
    pois O abalxoessignalo qncr apoveilar a occasiao
    para por nm objeclo que revalisar com a mencio-
    nada jaca, que vem a serum castical qucquandole-
    vanta-se tica o p na mesa, e deixa o grosso na mao.
    Jttslino l/ypet Chuchurumello.
    Aloga-se um mulato com 20 anuos de idade,
    muilo obediente e fiel, trabilla de sapalciro, serve
    pai-a comprar fazer o servieo interno de una casa:
    na ra da l.uia n. 61, segundo andar.
    Albino Jos da Silra faz scicnte ao rcspeitavel
    poblico, que o Sr. Francisco Jos Pcreira Borges dei-
    iou de ser seu caixeiro desde o dia 19 do trrenle.
    O Sr. Francisco Leile de Mello lenha a bon-
    dade annunciar a su.i morada para ser procurado,
    oud.nja-sewrua da Praia ... 2t% a negocio que lhe
    diz respeilo.AnlonioJ-ereira Mendos.
    Joao Carlos Lumachj faz scienleque se de'pe-
    dio da casa do Sr. Ficilrrito Rohillianl.
    Na ra Nova, loja franceza de M. J. F.
    buarte,
    tem a.bonra de olTereccr as senhoras: lalagarca e se-
    das (le lodas^s core? para bord.ir, por proco com-
    :uodo. *
    AutouioPereiri, relira-se para Portugal.
    Precisa-se de um cozinheiro ou co-
    zinlieira, forra ou captiva, para nina asa
    estrangeira. Agradando paga-se bein :
    a procurar na rita do Trapiche n. 12, no
    escriptorio.
    Marianna Dnrolhca Joaquina, leslamcnleira c
    inventariaule do casal de sen liuado pai Jos Fran-
    cisco Belem, leudo no Diario n. 211 um annuncio
    em que a Sra. D. Amelia Leopoldina Rodrigues Sel-
    le faz publico, que arrondara-lhe o sitio denominado
    Casa Caiada, no lugar do Kio Doce, perlenecnle ao
    mesmo casal, declara que nao lizera arrcndamcnlo
    algum a dita Sra. D. Amelia Leopoldina Rodrigues
    >elle,'que igualmeule onaoobtove de sen lilho o
    hacharel Jojquim Francisco de Miranda, seu pro-
    curador bstanle, a quem a annuncianle lem confe-
    rido todos os poderes uecessarios para nao s Iralar
    (los negocios .lledenles a liquidarao da casa de seu
    linadopai, de quem he elle secundo leslainenleiro,
    lamoem obngado a arreeadae.lo lella cm virludo de
    iispoiiccs lestaraenlarias e codicillarcs, como de
    lodosos seus negocio,; e que sinenle o oherdeiro
    gcbasliao Iranc.sco Belem, em cuja compnnhia csl
    a d.la senhora, lomara pwse ,, refcri si,
    jeiUodo-se a pagar o incMuo aluguel que enlAo pa-
    gavao anUnor inquilmo, como conila ,Jos docu-
    mentos que solachan, em seu |W,lcr ; ,,em lendo-se
    feilo as parlilbas do referido casal seiulo no dia 11
    doeorrenlemez, deviaclla iuvei.lariinte fazer lal
    arreiidamenlo; cabcndo-lhc desde j.i fazer publico
    que nao ler#vigor algn, qualquer hato ou panel
    que com o sel uuuie apparecer possa scBn- lirma
    do pelo en lilho o mencionado barharel^inicameu
    le enearreizado de lodos os seus negocio, como ii
    ilisse, sendo que no fem ella .incul.rianiH feiio
    iransaccoes algumas, nem de .lualquer l'orma -e
    obrigado. pa^a com lerceiros, olKaiqualidade de
    inveulir.anle, alen de algunsKio de Irposi.,,
    que tem ass.gnado e,n exerucelovidas eonlr. al-
    gns herdeiros do mesmo casal, qu> na de simples
    particular. E aproveilando a occasiao previne lam-
    SrteX." |K,S8?' q"C "adade" em
    9 Antonio Agripino Xavier de lfrilo, Dr. em M
    medicina pela laculdade medica da Babia,re- fi
    side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- S
    de pode ser procurado a qualquer hora para o ft
    exerciciode sua profissao. at
    S@@3aS:@
    O padre Vicente Ferrar de Albu-
    rjiierqu, professor jubilado de gramma-
    tica latina, propoe-se a ensinar )iesta pra-
    ca a mesma lingua com todo o esmero e
    regularidade concernen tes ao adianla-
    mento de seus alumnos ; e por isso espe-
    ra o acolhiraento de todas as pessoas que
    se quizerem utilisar de seu prestimo,
    protestando satisfacer a' e\pectarao pu-
    lilica ainda acusta dos maiores sacrificios,
    e, emquantonaolixar sua residencia, <|tie
    devera' ser no centro do bairro de Santo
    Antonio, os pretendentes dirijam-sc a'
    livraria da piara da Independencia ns.
    c 8.
    Aluga-se o quarto andar esol.'m do sobrado da
    ra do Trapiche n. 12, rom excellenles commodos
    para familia : a Iralar no primeiro andar do dilo so-
    brado.
    Aluga-se annual ou pela fesla urna proprieda-
    de de pean c cal, no lugar da Casa Forte, contigua
    a do Icnenle-coronel VileHa ; a Iralar na fundicao
    do'lirum n. 6, 8e 10, cooi o caveiro da mesma.
    Aluga-se por preco commodo um sobrado com
    solilo, alraz do thealro de S. Francisco : a Iratar com
    Luiz Gomes Fcrrcira, no Mondego.
    SOO rs.
    Precisa-se de urna prela que,seja boa coslureira c
    engummadeira : quom a livor dirija-se a ra do
    tuagel n. 77.
    Arrenda-se o sobrado de dous mulares da ra
    do Amorim n. O : a Iralar na ra daCadcia do Re-
    cife, sobrado n. 1, com Jos Gonralvcs Torres J-
    nior.
    Deniz, all'aiatefrancs,
    eslabelecido na roa da Cadeia do Kccife n. iO,
    meiro andar, trabalha de feilio.
    l'rccisa-se de um feitor.que entend de plan-
    lacao de aores de espiuho c jardim : quem csliver
    ueste caso appareca na ra do Brum n. 21 arma-
    zem.
    NOTOS livros de homeopalhia mefrancez, obras
    lodas de sumina imporlancia :
    llahnemanu, tratado das moleslias
    lumes..........
    Teste, molestias dos meninos ,..,'.
    llering, homeopalhia domestica.....
    Jahr, pharmacnpr.i hoineopalhica. .
    Jahr, novo manual, 4 voluntes ....
    Jahr, molestias nervosas.......
    Jahr, moleslias da pelle.......
    Itapou, historia da homeopalhia, 2 voluntes
    I huilona,i,i, Iralado completo das moleslias
    dos meninos..........
    A leste, materia medica homcopalhica. .
    De Favolle. doulrina medica houieopathica
    Clnica de Staoneli........
    Casling, verdade da homeupalhia. .
    Diccionario de.\\slcn.......
    Alllas completo de anatoma com bellas es-
    tampas coloridas, enmend a de-onpc.m
    de todas as parles do corpo human .' .
    vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
    Ihico do Dr. Lobo Moscuso, ra do CoUegio n.
    primeiro sudar. ^'
    No sobrado n. 82
    lar, piccisa-so lllgar urna escrava que
    saiba engommar bem e tomar conla de
    tima casa de petiuena
    PIANOS.
    Patn Nash & C. acaham de receber de Londres
    dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacarando,
    iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
    aulores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
    n. 10.
    @sai s @
    DENTISTA FRANCEZ.
    Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga
    do Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den-
    5 tes com gcngiv.s arliliciaes, c dentadura com- 9
    plefa, ou parte della, com a pressao do ar. ^
    Tambem lem para vender agua denliTrice do S
    @ Dr. Picrre, c p para denles. Rna larga do $
    3 Rosario n. 36 segundo andar. W
    esssgstsi e ttg8s
    J. Jane dentista,
    conliua rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
    S:SC
    9 O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho mu- (0
    dnu-se para o palacete da ra de S. Francisco
    'mundo novo', u. 6S A. a
    wv @s
    ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
    POTASSA.
    No antigo deposito da ra do Trapiche
    n. 15, lia muito superior polassada Rut-
    ila e americana, ecal virgem, chegadaha
    pouco. tudo por prero commodo.
    Lava-se e engomma-se com toda a pcrfeico c
    accio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja d'o so-
    brado u. 15.
    pri-
    chroniras, \ vo-
    . -. 2O9D0O
    6.-000
    . 79000
    . 5OOO
    . I65OOO
    65OOO
    s~:mmi
    15000
    10)000
    85000
    I9OOO
    IWHJI)
    450IHI
    10500o
    309000
    I'i-
    tamiua.
    . eo @@g
    Joias deouro.
    Na roa do Oueimado, loja de ourives pin-
    lada de azul n. 37, ha um liro e variado sor-
    25 lmenlo de obras de ouro, que o comprador
    nvisla dos preces e bem feilo de obra nao dei- 54
    US UTO de comprar, alianeando-sce responsabi- 5
    Iisanoo-se pela qualidade de ouro, de 14 c 18 5{
    quilalcs. Z
    #*9#SC
    Precisa-se alugar um primeiro andar rom has-
    lanles commodos, sendo as seguinlcs ras: Ouei-
    mado, Cruzes, larga do Rosario, Nova, Collegio ou
    aterro da Itoa-Visla : quem livor annuncio 011 diri-j
    ja se a ru.i Nova n. 11, primeiro andar.
    Pcrd.-ii-se no dMuingo 17 do correle urna pul-
    ceira de cabello rom chapa de ouro, firmada rom
    H lellra I Al. \. desde fon de Pollas al a iiunle
    do Recite: quem a achou e quizer restituir pqde cn-
    Iregar na roa do Collegio taberna n. 16, que ser
    geuerosamenle recompensado.
    9 O Dr. Joao Honorio itezerra de Menezes,
    formado cm medicina pela faculdade da Ba-
    9 hia, contina no exercicio de sua profissao, na
    9 ra Nova 11. 1i), segundo andar.
    9# 9@S9
    TOAL.HAS
    E GUARDANAPOS DE PANNO DE
    L1NHO PURO.
    Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
    a cadeia, vcudem-se loalhas de panno de linho, lisas
    e adamascadas para roslo, ditas adamascadas para
    mesa, guardnapos adamascados, por procos com-
    modos. .
    O abixo assignado faz ver as pessoas que
    ainda lhe eslao devendo desde o lempo que elle
    leve armazem de carne, hajam de ir pagar quaulo
    anlcs no mesmo armazem na ra da Praia n. 74
    ao Sr. Joflo Simoes da Costa e na falta serao pu-
    blicados seus nomes pelo Diario.
    Ilernardo Concalces Maia.
    Precisa-se de urna ama para o servirodeuraa
    casa de pouca familia, sendo de nade : na rua'da
    Alegra 11. 14.
    Na ra Nova n. 10, loja franceza de M.
    J. F. Duarte,
    acaba de receber um sorlimenlode ricas fazendas de
    lindos padrote, como sejam : corles de sedas de qua-
    dros, sedas furia-cores, lilas finas deseda, bicos bran-
    ros e prctosde seda, e prelos de Ifla, dilos de Jdoude,
    dilos de Moho finos, Iranras brancas, pelas e de
    cores, franjas com Iranias brancas, prelas e de co-
    res, ,11,1 nileles de lil e seda do 11!limo go>|o de Pa-
    rs, lequesdc madre-perola linos, pcnles de larlaru-
    g. para alar cabellos, chapeos' de sol de seda ricos,
    lano para senhoras como para borneas, dilos de ca-
    bera para senhoras e para homens, lodas eslas fazen-
    das as mais novas que ha no mercado, e mullas 011-
    lr.,s que se deixara de mencionar para poupar os
    innmera veis lyposquc necapariam,
    V,ralo de Freius lavares, faz cerlo ao pul.li-
    en desta cidade que deixon de ser procarador bs-
    tanlo da yiiiya e mais herdeiros do fallecido Joa-
    quim Jos Pinto tiuimaracs.
    -Em Santo Amaro.siliu aonde mora o Sr.lenle
    coronel Leal, precisa-sc de urna ama de leile para
    crear nina menina.
    Lava-se e engomma-se rom perfeicao a prero
    corainodo : no paleo do Terco casa 11. 17."
    O Sr. Jos da Silva Corroa Collares, morador
    na cidade de Olinda, quena apparecer na loja da
    ra do Crespo n. 10,a negocio.
    Engommado barato.
    Na ra Direila n. 29, ha quem eagemme luda a
    qualidade de roupa, por prreo coiuiuodn.
    Aluga-se a loja do sobrado n. 48. no fin da ral
    do Sebo, conisullicieiiles commodos pera morada, c
    iniitu rejada : a Iralar no mesmo sobrado.
    Dinlieiro a premio
    Cnnlimia-sR a dar pequenu quanlias. premio so-
    bre peuhores na ra do Hospicio n. 17, ou na ra
    do Qneim.ln, |oj. ,1c ourives n.JJG.
    Antonio .1,..opino Vinhas deixon .le ser raixei-
    ro da luja da ra do Oueimado 11. .12 \, peflcucenle
    a Jos de Paiva Ferreira Juuior, desde o dia 12 de
    setembro de 1854.
    OBRAS DE I.ABYRLNTHO.
    Vendem-sc toalhas, lenos, coeiros de lahvrintho
    de lodas as qualidade-, rendas, bicos largos e estrei-
    los, por commodos presos : na ra da Cruz do Re-
    cife 11. 34, primeiro andar.
    Vende-se a casa terrea n. II da ra da Conccl-
    cao da Boa-Visla : quem a pretender, dirija-se i
    (Unida, na ra Nova, casa 11. 2.
    Vendem-se xaropes de eructas, proprios para
    refrescos d. estacao calmosa ; na Iravessa da Madre
    de Dos n. 7.
    Vende-so um piano inglcz em bom uso, e urna
    mobilia de Jacaranda quasi nova : na praia de Santa
    Rila, casa junio do moinho de vcnlo.
    QUEIJOS.
    Vendem-sc muilo bons queijos do -orlan deslcs
    chamados deprenca, os melhores que lem appareci-
    do venda : na ra do Queimado, loja 11. i i.
    FACTO SECCO.
    Vcndc-se muilo silae boa carne, pelo barato pre-
    ro de 49000 a arroba, e Tacto seeco de gado, por ba-
    rato preco, proprio para escravos : na ra do Quei-
    mado, loja 11. 14.
    Vendes* a casa lerrea, sila na ra Imperial
    n. 135, a qual se acha desembarazad, de qualqter
    hypolheca, mas senao obstante iss, alguem se jul-
    gar cora dircilo a ella, queira declarar por esla mes-
    ma Tolha, no prazo de 3 das.
    Vndese um cabriolcl quasi novo, com arreios
    em muilo bom estado; o cabriole! nao pode haver
    de melhores molas e muilo forte em sua conslruc-
    cao : na ra da Roda, cocheira do Sr. Pinheiro, on-
    de est ocahiiolet : q*em o quizer comprar, dirja-
    se a ra do Queimado 11. 13, sobrado de um andar.
    PECHINCIIAS.
    Corles de sedas de quadro. a 20500"), dilos de ba-
    rege de seda a lJOOO, dilos de selim prelo c de co-
    res bordados para collele a ***), ditos decasemiras
    de cores a 3 e 13000 : na roa do Qoeimado n. 46,
    loja de Bezerra Companhia.
    SACCASCOM FAIUNUA.
    Vendem-se sacras com farinha da Ierra bem tor-
    rada : na ra da Cadeia do Recife, loja n. 18.
    Lindos cortes de lanzinba para vestido de
    senliora, com 13 covados cada corte, a
    ijjOO.
    Na na do Crespo, loja da esquina que volla para
    a Cadeia.
    CHAPEOS PARA SENHORAS.
    Vendem-sc bonitos e modernos rhapcos de seda
    c blondo para senhoras, ricamenle enleilados, a 16
    e 189000: na ra .Nova, loja n. 16, de Jos Luiz
    Percira & Filho.
    VESTIDOS DE SEDA.
    \cndcm-se vestidos de seda cscoceza de quadrose
    lislras com 3 hah.idos. pelo b.ualo proco de 125000 :
    na ra Nova 11.16, leja de Jos Luiz Percira & Filho
    I.ASPARA VESTIDOS.
    \ endem-se lanziuhas para vestidos de honilos pa-
    droes. em corles de 15 covados a jjOOO, lilas trans-
    parentes de honilos e delirados desenhns. em corles
    de 21 covados, pelo barato preco de 125000 o corle:
    na ra Nova, loja 11. 16, de Jos Luiz Pcreira &
    1-ilho.
    PALITO'S FBANCE7.ES.
    Vendem-sc pajlilns franceses de l.rim de IhiUb de
    cores a .1-5^), tilos braaeos de brelanha a 4fr)0O,
    dilos de alpaca (.reos e de cores a 8000, dito* de
    panno fino e casimira prelos o do cores a 16 18J)
    rs. : na ra fiiovav rja 11. 16, de Jos Luiz Percira
    & Filho.
    CASIMIRAS FKANCEZAS.
    Vendem-se bonitas e modernas casemiras de co-
    res, pelo barato preco de 49300 o corle : na ra No-
    va, loja 11. 16, de Jos l.inz Pcreira & Filho.
    Vendem-se em casa de S. P. Johns-
    ton & C., na ra de Senzalla Nova 11 h2.
    Vinho do Porto superior engarrafado.
    Sellins ingleses.
    Relogios de ouro patente nglez.
    Chicotes de carro.
    Farelio em saccas de ~> arrobas.
    Fornosde farinha.
    Candelabros e candieiros bromeados.
    Despenceira de ferro galvanisado-
    Ferro galvanisado em folha para forro.
    Cobre de forro.
    Vcnde-sc um bonito escravo, crioulo, de 2.">
    anuos de idade, bom cozinheiro : no paleo do Car-
    ino n. 1.
    Vende-se urna canoa cm bom estado quecar-
    rega mil a 111H c cem lijlos de aivenara: Irala-sc na
    ra do Rangcl n. 54, deslilacao com Victorino Fran-
    cisco dos Santos, nosdias ulcis das 8 da maiihaa as 5
    da larde.
    Vendc-sc um terreno na caraboa do Reme-
    dio propno para piara, rom barro para obra no
    mesmo logar : no silio Eugeulioca achara com quem
    Iralar.
    Vende-se urna escrava de nacao, de 40 annos
    pouco mais on menos, boa lavadeira, propria para
    casa de familia : quem a pretender dii ua-e a Sanio
    Amaro ao segundo silio passando o cemiterio pu-
    blico.
    Ahotundiiras.
    Na roa do Collegio 11.1, vendem-se a bol mnloras
    para rllele, pelo diminuto preco de 60 rs., 640 e
    15000.
    Vernicas.
    Chesou ra do Collesio u. 1, urna porco de ve-
    rnicas, a saber : S. Miguel, N. S. do Carino, Cora-
    cao de Jess c Mana, N. S. do Bom Parlo, o alijo da
    guarda, S. Francisco, N. S. da Cimceieao. Milagrosa,
    N. S. tirando as almas do purgatorio, Maria conce-
    bida sem peccado, Crucificado, N. S. das Dores, que
    se vende pelo diminuid preco de 40 rs. cada urna.
    Cruzes com rfia em baixo.
    Na ruado Collczio 11.1, vendem-se cruzes de jas-
    pe com o Senhor Crucificado a 160, 210, 320 c 100
    rs., dilas com pi. em baixo a 500 rs., e dilas de pao
    a 6(0.
    Sontos de porcelana.
    Na ra do Collesio n. 1, veudem se imagens de
    porcelana do Bom Paslor, S. Pedro, N. S. Mili de
    Dos e S. Joo." _
    Domingos Alves Malheus tem para vender no
    armazem de Jos Joaquim Pcreira de Mello, no
    caes da alTandega muilo superior farinha boa da lina
    cm saccas de cinco quarlas medida velha.
    Na ra do Crespo n. 16 esquina, vcudem-se ri-
    quissimas romeiras de lil c de cambraia bordadas
    a agita pelo diminuln prero de 35500.
    ATTENCAO.
    Veu.le-se no alerro da Boa Vista, loja n. 78, meias
    de cores para homem pelo diminuto preco de 160 e
    200 rs., dilas para senhoras a >Oe320, e'muito linas
    sem costaras a 100 rs., lionas de novcllo* muito gran-
    des e d-se amostras, grainpas a 10 rs. o maro, lilas
    de linho a 40 rs. a pera, linlias de carrilel sortidas a
    211 rs. e muito mais miudetai rom que lodo o nego-
    em se Taz para acabar, assim como vaquetas inglczas
    para cobrir carro por preco commodo.
    Vendem-se varias obras dr labyriiilho de bom
    goslo : na roa da Goia n. D.
    Vendem-se palitos de panno lino Trancez pre-
    los c de cores a 65 o 18?, dilos de merino selim a
    I65, dilos de seda cor de palha a IO5, dilos de alpa-
    ca prela a 105: na ra rio Crespo loja amarella n,
    i, de Antonio Francisco Pcreira.
    Vendem-se cortes de lanzinhas muilo linas de
    15covados cada um. a 19300 rs.. .lila a 3:!0 rs. cada
    cova.lo. chales de l.ia e de casimira de 11,11,1 so cor c
    de barras a 65 cada um. na ra do Crespo loja ama-
    relia 11. i, de Antonio Francisco Percira.
    Vcudem-se casimiras finas francesas, brancas e
    de cores a 5 e 29500 cada nina : na ra do Crespo
    loja amarella n. 1, de Antonio Francisco Pcreira.
    Vende-se nina negra de nacao de idade de 25
    annos, com algumas habilidades: lio palco de San
    Pedro, sobrado.ria'esquiua que volla para a ra de
    Morios.
    A .s'OOOo aljiK ir de farinha de man
    di oca.
    Vcndc-se a bordo do liiate Anda/...,
    delronle do caes do Collegio, cm poivoes
    ainda se vende por menos: trata-se no
    escriptorio dama da Cruz. 11. 40, primei-
    ro andar.
    DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
    Na rna de Apirll, armazem de Leal
    Res, contina a ler superior potassa da
    Kussiae da America, por preco ra/.oavel,
    e cal de I.isli.a da mais nova.
    Vendem-se sedas lizas c de quadros furia cores
    a I9-200 cada covario, zulmira de seda a 480 rs. o co-
    vado, kelvinas lisas c de quadros a .560 rs. o cotudo,
    corles de s;da escoceza com 15 covados a 129, e ou-
    tras muilas fazendas de bom goslo : ua ra do Cres-
    po loja amarella 11. 1, de Antonio Francisco Pcreira.
    Vende-se um piano cora jiouco uso: na ra do
    Vigario n. 25, primeiro andar, se dir quem vende.
    FAZENDAS BARATAS.
    Na nova loja de 3 porlas na ra do l.ivramcnlo n. 8
    ao p do armazem de I,nica.
    Vende-se ritoadinhos oscuros, encarnados, ama-
    rellos, azul.mindinhos muilo finos e de cores fitas,
    a ItiO; camas de core a i(K) e 480 e 600 e 700 rs. a
    vara, c oulras muilas fazendas : na loja de Joaquim
    Bernardo da Cuuha.
    \endc-se um oplimn piano inglex cm muilo
    bom estado, c por prer.o commodo: no armazem de
    M. Carneiro.
    Vendescumeicellenle braco de halanea, mar-
    ra Rento, proprio para armazem de assucar, pesar
    carne, ou para algum engeoho. O prero he muilo
    commodo, c vende-se por melade de seu valor ; na
    ra da Seala Velha n. 112, lerceiro andar.
    Attencao.
    Vende-se um siliozinho por preco commodo, no
    Ingar da Capunsa nova, com casa c chao proprio,
    baslanles arvoredos e grande porrao de lijlos par.
    qualquer obra : a fall r no alerro "da Boa-Visla, ten-
    da de sapalciro de urna porla.
    Vende-se urna canoa de carreira propria par.
    familia, nova e de cxcellenle marcha : na rut do
    Brum armazem n. 26.
    Na ra do I.mmenlo n. 14, esl-se vendendo
    fazendas por preros que admira, como sejam ; di-
    masco de laa a 640 o covado, laa para vestidos, fa-
    zenda muito lina a 360 o covada, chapeos francezes
    para homem a 59000, meias casemiras de alindan .
    I9200 o corle, coeiros de barra a 240, cassa de qua-
    dro para hallados a 25000 a peea.riscada de algodilo
    proprio para roupa de escravos pela sua duraco a
    140 o covado, chitas de coberla a 140 o covado, e
    59OOO I peca, chitas decores filas c bons pannos a
    140, 160 c 180, c muilo finas em tintas a 200 rs. o
    covado, riscado trancez muito largo a 200 rs. o ce-
    vado, selim cor de rosa e prelo a 400 rs. o covado,
    madapolao de 39, 3940O, 39600. 39800 e 43000, e
    muilo fino a 59000, e outras muilas fazendas que
    torna-sc enfadonho mencionar.
    Vende-se a taberna da ra Imperial n. 47, de-
    fronle do viveiro do Muniz : quem pretender diri-
    ja-se mesma a Iralar rom o dono.
    KL'A DO 01 EIMADON. 1.
    Ainda existen para vender, lencinhos lira neos,
    cercadura de cor, proprios para meninos, a 100 rs.
    cada un, dilos cora cercadura aberla a 120, dilos lo-
    dos bramos, cercadura aberla. finos, proprios para
    senhor. a 140, dilos de cassa muilo finos com barra-
    /inha de cor li va a 160, chilas muilo boas e de cores
    lixas.com um pequeo toque de mTo a 160 o cova-
    do, dilas largas de cores (ivas a 250, cassas francezas
    muito linas, padroes miudinlin- e livn- 610 a vara,
    pecas de brelanha de puro linho com 6 varas a
    25500 a peca, corles de casemira prela para caira a
    4-5500 o rrle, c outras muilas fazendas por barato
    prero, para acabar.
    Aterro da Boa-Visla, defronte da
    boneca n. 8,
    Tem urna grande porcio de queijos de qualha
    viudos nll 1 in.menle do serian, o um cmplelo snrli-
    meulode lodos os gneros de moldados dos ltimos
    chegarios, de superior qualidade: venderse por pre-
    sos commodos.
    _ Vende-se 5 escravos, sendo i molccotes de bo-
    nitas figuras c 1 mualo muilo roor,o o bom carrei-
    ro: na ra Direila :i. 3.
    Vende-se um bonilo escravo da Cosa, oplimo
    para nma parelha de cadeira : no 3" andar do so-
    brado da ra Direila n. 36.
    Vendem-se ancoras com mel de furo de boa
    qualidade, proprio para cavallos: depositadas no
    trapiche do Cunta, a tratar na ra da Madre de
    Dcos n. 31.
    Agencia de Edwln Hiw,
    Na ra de A pollo n. 6. armazem de Me. Calmont
    & Companhia, acha-se coiislantemenle bous sorti-
    mentos de taixas de ferro coado e balido, lano ra-
    sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
    ra animacs, agoa, ele, dilas para armar em madei-
    ra de Indos os lamanhosc modelos os mais modernos,
    machina liorisonlal para vapor com Torca de
    4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro cslanhado
    para casa de purear, po menos preco que os de co-
    bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
    Ihas de landres : tudo por barato preco.
    VENHAM VER E COMPRAR.
    B-iratosim, fiado nao.
    A .59OOO rs., o corleII
    Na rna do Oueimado loja 11.17, ao D da bolica,
    veudem-se corles de Itrlalana moderna com listr.
    de seda para vestidos de senliora pelo diminuln pre-
    co de .59000 rs., cada uinsCJIa l.ueuda Iie'wuilo de-
    lirada, e vnnde-se portan l.viso pMnyrser por
    conta dos fabricantes em-Paris.'
    Vende-se um bom escravo, moco e *Uio : na
    Iravessa da Madre de Dos, armazem n.2l^.
    Vendem-se esleirs de palhas novas Jfj 0
    rento, chapes!. A< palha a 128 o cenlo, cera amarel-
    la 500.1 librar: "a ra da Cruz do Recife, la
    de Luiz F'reirette. Andrade n. 31.
    Fariiliade mandioca.
    Vende-se em, saccas grandes epor bara-
    to preco : no armazem de Machado & Pi-
    nheiro, na ra do Amorim n. 54.
    Veudc-se um excedente silio, na povoar.ao do
    Monlciro, com cas;i de vivenda e muilas Tructciras,
    o qual Toi dos herdeiros de Joaquim Fernandes Ga-
    ma : quem o pretender, dirija-sa roa da I. nio, a
    iralar com Jos Anlonio da Silva e Mello.
    PBCOINCHA.il
    Vendem-se superiores hlalas francezas muilo no-
    vas, pelo baralissimo preco de 19280 a arroba, e em
    libras a .50 rs. : na ra Direila n. 76, esquina do
    becco dos Pcccados Morlacs.
    Vende-se urna casa mei-agu?, com caes novoc
    caiada ha pouco lempo, delronle da praia do forte
    das Cinco Ponas n. 6 : a Iralar na ra do Collegio
    11. 1.
    Milita attencao.
    Chegou a loja de miudezas da ra do Collegio n.
    1, urna porcao ric rnaiiguinhas de vidro com sanios
    dentro, que se ende pelo diminulb prero de 500,
    610, 800, 19000, 1280, I56OO e2000 rs. ; a ellas,
    antes que se acabem.
    Maraca?,.
    Chegou loja de miudezas da ra do Collegio n.
    I, urna porcao de marac.iz.qucscvendem pelo preco
    de 60 rs.
    Vendc-se urna casa na grande povoacao de
    Pona de Pedras, com pariaria, hiberna e enmmodos
    para familia ; a Iralar na ra estrella do Rosario n.
    II, taberna de Manoel do Reg Soares, aonde se es-
    putar,1 as commodidades da dila casa e o preco.
    VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
    Vendem-sc velas de cera de carnauba de compo-
    sico. fcilas no Aracaty, da mellior qualidade que
    ha no mercado, c por mais commodo preco que cm
    oulra qualquer parle : na ra da Cruz n. 31, pri-
    meiro andar.
    BRINS DE CORES.
    Bnm (raneado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
    a vara, fuslao braneo alcochoado a lOOjs. o covado,
    castor muilo encorpado a 240 o rovanr, pecas de
    cassa de quadros, proprias para tobados a 25000, gan-
    marella naneada a 320o cavado : ua loja d. ra
    po n. 6.
    Cortes de cambraia,
    lores corles de cambraia bordados de seda,
    de muilo bora Roslo a 4JW00 cada um, dilos de cass
    (hit. a 29000, ditos de chila franceza larga a 33000.
    roiSr "MJSr.d" 1 P,"",', "M0' ,li,0 ,le cambr.ia
    n^*" U,": "a rUa do Cre*P' l0Ja
    Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, (em a
    venda* superior lia nella para Torro de sellins che-
    gada retentemenlc da America.
    Potassa.
    No anligo dcpnsilo da ra da Cadeia Velha es-
    criptorio n. 12, vendc-sc mujlo superior potan, da
    Russia, americana c do Rio de Janeiro, a preros ba-
    ratos que he para fechar conlas.
    A 4,000 RS. A ARROBA.
    Vende-se carne muilo saa e gorda, viuda da
    provincia do Cear, pelo barato preco de 49000 rs.
    a arroba em puentes de 4 arrobas : no armazem da
    porla larga ao p do arco da Conceicao, defronle da
    escadinha.
    Ai que (rio.
    Vende-sc superiores cobertores de (apele, de di-
    versas cores, grandes a 13200 rs., ditos brancos a
    15200 rs., dilos com pelo imitaciio dos de papa a
    I9IOO rs.: ua ra do Crespo loja n. 6.
    Vende-se ou arrenda-se um sitio
    bastante grande, no lugar do Rio Doce,
    com720psde coqueirox, com boa casa
    de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
    tender, dirija-se a' ra do Rangel n. 56.
    HE MODA!
    Alpacas de sedas lisas, furia c-
    rese dcquadrinlios, proprias para
    vestidos, vende-se pelo baialissimo
    preco de 500 rs. o covado: na ra
    do Crespo d. 1 esquina da rita das
    Cruzes.
    qual
    se acha Tundeado deTrnnle do caes do Ramos, e-jpe-
    rior 1,11 mil., de mandioca e por lurahf preco ou na
    ra do Trapiche 11. <>, segundo andar.
    FA/.ENDA DA MODA.
    Alpacas de seda de quadros e lisa, Turla-cores, fa-
    zenda para vestidos, do mellior goslo que lem viudo
    a esla praca, por preces que muito hao de a&radar aos
    compradores; riao-se amostras para verem em qual-
    quer parle : Da loja do sobrado amarello. nos qualro
    cantos da ra do Oiiciiii.idn n. 29, (U Jos Moreira
    I.opcs.
    Vende-se superior e nova farinha de mandioca,
    cl.es.ida recenleinenlc de S. .Malheus : a bordo do
    pal.i i., Jmisude Constante, e hiale Amphitrile, ou
    na ra da Cruz n. 3, escriptorio de Amorim Ir-
    nios.
    Vendem-se ricos pianos com excellenles vo-
    zes e por piceos commodos: cm casa de J.C. Ilahc
    ra do Trapiche 11. 5.
    PIBLICACAO" RELIGIOSA.
    Sabio i luz o novo Mezde Maria, adoplado pelos
    revcrenili-siinos padres rapuchinhos de N. S. da Pe-
    nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
    nhor da ConceicSo, o da nolicia historie, da mc-
    dalha milagrosa, ericN. S. do Bom Conselho : ven-
    dc-sc iiuiramciilc na livraria 11. Ge 8 da praca da
    independencia, a 15000.
    t Deposito de vinho de chana- (jjp
    pagne ChateaurAy, primeira qua- Sjfc
    tlidade, de propriedade do condi ft*
    de Maieuil, rita da Cruz do Re- S
    cife n. 20: este vinlio, o mellior
    de todita champagne vende- @
    jj te a ".S'000 r. cada caixa, acha- A
    se nicamente emeasa de L. Le-
    W comte Fcron & Companhia. N. B, WJ
    W As cai\as siio marcadas a logo v/
    ($) Conde de Marcuil e os rtulos ify
    & das garrafas sao a/.ues. M
    AOS SENHORES DE E.M'.EMK).
    Cobcilores rscuros muilo mandes e eurorpados,
    dilos branros compeli, muilo ur.iude-., imitando os
    de laa. a lailKI : na ra do Crespo, loja da esquina
    que volla para a cadeia.
    Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
    zem de Henrique Gibson:
    vendem-se relogios de ouro de sabonele, de palen-
    te inglezes, da mellior qualidade e fabricados em
    Londres, por prero commodo.
    AGENCIA
    Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
    Senzala nova n. 42.
    Ncstc estabelecimento continua a ha-
    ver um completo sortiment de moen-
    das e meias moendas para engenho, ma-
    chinas de vapor, e taixas de fecro batido
    e coado, de todos os tamauhos, para
    dito.
    Vinho do Rheno, de qualidades es-
    peciaes, em cai\as de urna du/ia,charutos
    de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
    che n. 7).
    Farinha de"mandioca.
    Venda, se muito superior farinha de mandioca, cm
    saccas grandes de alqueire bem medido : na Iraves-
    sa da Madre de Dcos 11. 3 e 5, ou 11. ruado Ouei-
    mado n. 9, loja de Antonio Luiz de (>h#eira Aze-
    vedo.
    CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
    Ka loja de (uimanies & Ilenriques, ra do Cres-
    po n. 5, vendem-se cassas francezas do nllimo gos-
    lo, pelo biralissimo preco de 180 rs. o covado.
    NOVAORLEANS-
    Baratosim, fiado nao.
    Na ra do Queimado loja h. 17, vendc-se alpa
    ca de seda furia cores lisa e de lislras intitulada
    Nova Orleanspelo baralo preco de 500 rs., o cova-
    do, sendo esla tazenda muilo' propria para veslidos
    de senliora e meninos; gaze de laa eseda de cores
    as mais delicadas.muilo proprio para veslidos de se-
    nliora e meninos a 500 rs. o covado.
    Xaropes psra refrescos sendo : groselh.s, pi-
    tanaa, laranja, limo,tamarindo, aoanaz, abacaxy,
    bamharolas, capil, araci : vendem-se na ra do
    Vigario n. 29, primeiro andar, a 400 rs. a garrafa.
    Sedas.
    Conlinua-se a vender sedas lisas furia-cores, de
    gosto o mais delicado que lem viudo a esla praca,
    pelo baralissimo preco de 19:280 rs. o rovado : na
    ra do Queimado, loja do sobrado amarello n. 29, de
    Jos Moreira Lopes.
    Bom c barato
    Vendem-se corles de chita de barra, de cores tUas
    a I5GOO cada corle ; na ra do Queimado, loja do
    sobrado amarello u. 29. Na mesma loja de encou-
    Ir. um completo sorlimento de fazendas de todas s
    3ii,i lidades. epor preros que agradaro aos compra-
    ores.
    Na ra da Cadeia do Recife 11. GO, vendem-sc os
    seguinles vinbos, os mais superiores que lem viudo a
    este mercado.
    Porto,
    Bucell.s,
    uci, Aerez cor de ouro,
    Ww escuro,
    Madeira,
    em camnhas de urna duzia de garrafas, e vista da
    qualidade por preco muilo em conla.
    DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
    Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
    barris com cal de Lisboa, recentementc chegada.
    Taixas para engenhos.
    Na fundicao' de ferro fie D. W.
    Bowmann, na ra do Brum, passan-
    do o chafan/. continua haver um
    completo sortimento de taixas de ferro
    fundido e batido de o a 8 palmos de
    bocea, as quaes acham-se a venda, por
    preco commodo e com promptido' :
    embarca m-se ou carregam-se em carro
    sem despeza ao comprador.
    AOS SENHORES DE ENGENHO.
    O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
    do Stolle em Berlin, empregado as co-
    lonias inglezas e hollandezas, com gran-
    de vantagem para o melhoramento do
    assucar, acha-sc a venda, em latas de 10
    libras, junto com o methodo de empre-
    ga-lo no idioma portuguez, em casa de
    N. O. Bieber & Companhia,'na ruada
    Cruz, n. 4.
    Cola da baha, de qualidade esco-
    llada, e por preco commodo : a tratar na
    ra do Trapichen. 16, segundo andar,
    com Antonio de Almeida Gomes & Com-
    panhia.
    Louca vidrada, recebida ha pouco
    da Bahia, com bom sortimento : vnde-
    se na ra do Trapiche n. 16, segundo
    andar.
    Genebra verdadeira de Hollanda,
    em frasqueiras, chegada este mez, sendo
    alguma da mais superior que se faz na-
    quelle reino ; vende-sena ra do Tra-
    piche n. 16. segundo andar.
    Vcnde-sc urna balanra romana rom lodos o'
    Toalhas e guardnapos de panno de linho.
    Vendem-se lo.lhas de panno de linho adamasca-
    das para roslo a iUJIOOO a dora, dilas lisas a 14*000
    a duzia, guardnapos adamascados a 30600 a duzia :
    na ra do Crespo n. (i.
    I.IMIA DE CAKIUXEI. DEMIJAKAS.
    Vendem-se em casa di H>, ra da Ca-
    deia di. Recifen.fi2, carntei-da ^pkuperior lirdia
    que lem \fndo a esle mercado,et^parnlel tem 200
    jardas.
    Cassas i raiicezas a Sfi Bfcovado.
    Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para ,1
    Cadeia, vendem-sc cassas francezas de muito bom
    goslo, a 320 o covado.
    Jacaranda' demiuto|rOa nbalidade :
    vendem Antonio de Almeida Gomes &
    Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
    segundo andar.
    Vcnde-se um excellenle carrlnlio de 4 rodas,
    mui bem construido, eem bom estado ; est cipos I o
    na ra do Aragao, cas. do Sr. Nesme o. 6, onde po-
    dem os prelendenles eiamina-lo,.e tratar do ajusle
    rom o mesmo senhor cima, ou na rna da Ceaz no
    Recife n. 27, armazem.
    .. QUEIJOS E PRESUNTOS.
    .va ru. da Cruz do Recif. no armazem o. 62. de
    Antonio Fraucisco Martina, se vende os nuil iupc-
    riorcs qu.ijos londrinos, presunlus para Hombre, l-
    timamente chegados ua b.rca inglesa Palpa-
    rano.
    Moinhos de vento
    ombombasde repuxo para regar horlas e baila,
    decapim, na fundiere-de D. W. Bowman : na rna
    do llrum us. II, 8 c 10.
    Devoto Chtistao.
    Sabio a loz a 2. edieao do livrinho denominado
    llevlo Christao.mais correcto e acretceau. o: vende-
    se nicamente na livraria n. ti e 8 da rac,i da In-
    dependencia a 610 rs. cada ejemplar.
    Redes acolcho
    brancas e de cores de um s pan
    de Ikuii goslo : vendem-se na
    esquina que volla para : cad
    MUITA ATT
    Vende-se corles de cassa Com
    por 23.500 rs., dilos de rarabraS
    res com lial.c.dns, dos mais mrrtleXBS a 48200 rs.. di-
    los de cambraia de seda, corles de seda escoce!, de
    bom rosIo cheqado^ uliimanienie, cnssas do cores
    modernas a 500 rs. a vara, rhiUs filis a 180 0 200
    rs. o rovado, corles de collete^MiaUo aMOOrs.,
    casemira de al^odo a 320 xtM ideal-
    godao de cores proprio para paM ,. o co-
    vado, corles de casemira de lidos padroei '5J000
    rs., chapeos prelos francezes a 89OOO rs., dilos de
    sol de seda de cores a 65200/s.,, chales de algodao
    de cores a 800 rs., e oulras, mais fazendas por prero
    muilo commodo : na loja de Leopoldo daSlv.Qni-
    roz, roa do Queimado n. 22.
    Vende-se um casal de bonitas li-
    suras ; na praca da Boa-Vista n. tjjF Nessa.mes-
    ma casa aluga-se ou arrenda-se mu irmazem lava-
    do, para qualquer estabelecimeulo, e por preco com-
    modo.
    >
    lo grandes e
    po, leja da
    ESCRAVOS
    IDOS.
    Farinha de mandioca.
    ,-__, ,* ,., ...... seus perlcnces, cm bom uso e de 2,000 libras : oucm
    nliin, Imo \Z% A ^'"/r da "rd'"'e\ Pretender, dirija-se i ra da Cruz, armaznY4.
    nllim.iinenie chegado de Sania Cathariua, e o qual
    Attenraa.
    Vcnde-se a taberna sita no Palco do Terco 11. 2,
    rom poucos fundos, 011 mesmo s a armac: a Ir-
    lar na rna Direila n. 70.
    $SS@: $$$)
    ($ POTASSA BRAS1LEIRA. $)
    ( Vende-se superior potassa, fa- ^
    Mk bricada no Rio de Janeiro, che- ^s
    Sk gada recentemente, recommen- m
    ^ da-se aos senhores de engenho os *
    S seus bons clleitos ja' experimen- H
    w tados : na ra da Cruz n. 20, ar- W/
    ma/.em de L. Leconte Feron &
    Companhia. tJ
    Conlinua a eslar fgida dad&o dia 2 de jonlu.
    prximo passado, a escrava, p*rd;r, icabdcld, de
    nome Malbildes, com os signaes KguNoles : cor bs-
    tanle vermelba, cabellos prelos e cWjdos, nariz
    grande, bastante fei. de cara, urahiso grande, que
    passando se a mili, pela barriga perfcitameale seco-
    nhecc, com ralla de denles na frente -, dcsonlla-se
    que esteja a ttulo de forra, lavando roupa pelos ar-
    rahaldcs desta cidade, ou acoulad. em algn asa
    com o mesmo titulo, pois he engommadeir., e al-
    guem lalvez pouco escrupuloso esleja deslruclando
    seus servicos : por isso que se previne a quem mali-
    ciosamente a tiver occullo de a mandar entregar na
    rna Imnerial 11. 31, a seu senhor Mi noel Jonqoim
    Ferreira Esleves, do contrario vindo a seu eonheci-
    mento o lugar em que a mesma escrava se Ocho oc-
    culla, se prolesla ir sobre quem assim tenh. obrado
    com lodo o rigor da lei, cobrando das de servieo, e o
    mais que a mesma lei permillir.
    Desappareceo da villa de Cabaceiras, provincia
    da Parahiba, em 18 de junlio proiimo passado, urna
    prela de nome Marcelina, do genlio de Angola, ida-
    de 30 a 32 annos, alia do corpo e um tanto secca,
    bstanle beicuda, e cor um pouco fula: roga-se,
    porlanlo, as autoridades policiaes, capilaes de oampo
    e mais pessoas do povo, que a apprehendam e levem
    ,1 rna do Queimado n. 11, que ser bem recompen-
    sado.
    Dcsappareceu do sobrado n. So, na rna Direi-
    la, a escrava Vidorra., crioula, moca, estalara re-
    gular, secca do corpo, e com urna cicatriz no rolo
    cm forma de lalho ; levou veslido de algodg tran-
    cado de lislras encarnadas, saia di linho azul e pan-
    no da Cosa ; quem a apprehender e entregar no
    dilo sobrado, ser recompensado.
    Do silio das Rostirs, defronle da capeHl do
    Rosariuho, do inajor Joaquim Elias de Moura, fugio
    no dia 12do rorrele oseu escravo Daniel Quari*-
    ricalnz emhranquicada. ledend. coiiiJoa paejo,
    no meio do braco direito procedida de ama dentada
    de um c,lo que se suppunha d.mnado ; elle he por
    lodos conhecido pelo nome de QoarU-feir.
    o pegar leve-o ao dito sitio das Roseiras, que
    bem recompensado.
    Desappareceu no dia 8 do correnle as _
    da tarde, um mualo de nome Jorge, cojos sign,
    s,lo os seguinles: levou camisa e calca de algodao
    azul, chapeo de cnuro,esta(ura baixa, secro do corpo,
    lem um. queimadura no rosto do lado esqnerde,
    [lernas linas, pes pequeos, rendido da. venillas :
    quera o apprehender llve-o ama do R.naeln. 45,
    que ser generosamente recompensado. '1
    Desappareceuno di.4de sclembrodesle anno.do
    engenho Limao Doce, freguezia do Bonilo, a nesr.
    Maria Joaquina, perlencenlc a Jos de Castro Paes
    Brrelo, o qual houve por compra que ez ao Sr.
    Fortunato Correia de Menezes, leudo a mesma os
    signaes seguinles: d'Angola,45 annos de idade pou-
    co mais ou menos, allnra regular, magra, olhos pe-
    queos encovados e vermelhos, cara bechigosa, falla
    desembarazadamente e depressa : esla negra re Ufo
    sagaz que quando foge muda de nome e cnlilula-se
    de> liberta, como miudezeira e he presumivel que
    na prsenle fuga use dessa estrategia, visto que le-
    va laboleiro prevnolo de miudezas: roga-se porlanlo
    a qualquer pessoa seja auloridade particular ou ca-
    piUlo de campo, que facam prender que s*
    pagar a qualquer despeza que por ventura se fc.a
    com a captura da mesma c nicompensar-se-ha eem
    generosid.de aos seus conductores.
    Desappareceu a prela Luiza, crioula, cheii do
    corpo, com mais de 30 annos de idade, e com urna
    grande marca de queimadura desde a n at o coto-
    velo de uro braco, fui vendida de Goianna por pro-
    curarlo de Anlonio fiuedes (iomliii, e he provavel
    que para l seeocaminhe : quem a pegar poder le-
    va-la a seu Sr. Joaquim Marinho Cavalcanli rieAI-
    buquerque, na Ihcsouraria provincial que se recom-
    pensara.
    Desappareceu o negro Job, da Cosa, estatura
    regular, rosto bem feilo, denles estreilos e separa-
    do-, falta-lhe a primeira junta do segando dedo de
    um p, falla muilo mal, e quando anda parece ter
    as pernas arqueadas. Esle escravo ja lem desappare-
    cido por vezes, e tem sido pegado no Recife e Olio-
    da : quem o pegar pode levado se engenho Guara-
    n pe-, que ser recompensado do seu irabalho.
    Desappareceu 110 dia 8 de setembro o escravo,
    crioulo, de nome Antonio, que cosluma trocaro ne-
    me par. Pedro Jos Cerino, e inlilular-se forro,
    be muilo ladino, foi escravo de Antonio Jos do
    Sant'Anua, morador no engenho Caite, comarca de
    Sanio Aullo, e diz ser nascidr no serlo do Apody,
    estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapinha-
    dos, cor um pouco fula, olhos escoros, n.rii grande
    e grosso, beicos grossos, o semblante um pouco fe-
    chado, bem barbado, porm nesta occasiSo foi com
    ella ipada, com lodos os denles na frente ; levou
    cann-.1 de madapoln, calca e jupela branca, cha-,
    peo de palha com aba pequea e um. Irouxa de rou-
    pa pequea ; be de suppr que mude de Irage: ro-
    ga-se porlanlo as autoridades policiaes e pessoas par-
    ticulares, o apprehendam e tragara nesta praca do
    Recife, na ra larga do Rosario o. 24, que se re-
    compensar muilo hem o seu tr.balho.
    1008000 de gralilicacao.
    A quem apresentar o moleque Alfonso, do nacao
    Cimiiudongo, idade 20 c tantos anuos, bstanle see-
    co do corpo, fcicocs miudas, tillara regular, com
    duas marcas de feridas no meio das costas ; desap-
    pareceu de casa em 17 do crrenle agosto, pelas 7
    horas da larde, e como nao leve motivos para fugir,
    c leve sempre boa conduela, suppoe-se que fosse for-
    lado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
    godfm .tosso e chapeo de palha com lila prela larga:


    *
    l
    s@.iS^@@@& EMEtaL""<,eApollB*A'reccbei?
    Vendem-se relogios deooro e praia, mai
    baralo de que em qoalquer oulra parle
    na praca da Independencia n. 18 e 20.
    l>epoitto da Fabrica de Todos o, Santos na Bahia.
    Yende-sc, cm casa leN. O. Bieber &('.., na ra
    da Cruz n. 4, algodao Irancado d'aquella fabrica,
    muiloproprioparasaccosdeassucar c roupa de es-
    cravos, por prceo commodo.
    Vcndem-scem casa de Me. Calmnnl & Com-
    panhia, na praca do Corpo Sanio 11. II, o seguinle:
    vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
    em novellos ecarrelcis, hreu em barricas muilo
    grandes, ac de milao sortido, ferro inglez.
    Na ra do Vigario n. 19, primei-
    ro andar, tem para'vender divei-sas nm=
    ticas para piano, violo e flauta f^como
    sejam, quadnlha, valsas, redowas!, sebo-
    tickes, modinhas ludo moderni'ssimo ,
    ebegado do Rio de Janeiro.
    Na rna iloLivramenlo n. 30, loja de jera, se
    dir quem vende I par de brincos de diamantas, 3
    dilos de ouro contrastado, 1 annel com brilhantei,
    3 dilos cora diamantes, 1 allinele de peilo de sanho-
    ra.1salv.de praia eoutrasla.l.i, I palilciro dilo, I
    bandeja praleiada, 12 cadeiras, 2 lilas de hraeos, 1
    sof, t mesa redonda, 2 bancas, ludo de jacarando ,
    1 cania l'ranee/a de amarello com lodosos perlenres,
    I comino,la de mugno com gaveloes, I guaida-loiira
    deleafe, 6 livros em branca paulados, tudo muilo
    baralo, por seu dono se retirar para forado imperio.
    Ainda continua eslar fgido o prlto que, em 11
    le selcinbro prximo passado, roi*dn"Moiilpiro a um
    mandado no engenho \ crenle, acompauhandoum.s
    vareas de mando do Sr. Jos llerii.rdiuo l'ereira de
    Brilo, que o alugou para o mesmo lim; o escravo he
    de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio Cor-
    cunda, com a barriga grande, tem um sigual grande
    de ferida na perna direila, cor prela, nadegas cm-'
    pinadas para fra, pouca barba, lein o lerceiro dedo
    da man direila enrolhido, e falta-lhe oquarlo: le-
    vou veslidc calca azul de 7 mirlo, camisa de algodao
    lizo americano, porm levou oulras roupas mais fi-
    lias, bem como um chapeo prelo de.seda novo, e usa
    sempre de correia n. cinta : quem o pegar leve-o na
    ra do Vigario 11. 27 a seu senhor Romo Amonio
    da Silva Alentara, 011 no hrrgo do Pclnurinho arma-
    zem de assucar 11. 5 c 7 '' lioin.iu i C, que ser re-
    compensado.
    Desappareceu nr 1. de agosloo prelo Rav-
    iniindn, 1 riuulo, rom : inos de idade, pouco mais
    ou menos, natural do .. conhecido all |>or Rav-
    iniindo do I'.ula, muilo convixcnlc, locador de llaii-
    lim, cantador, quebrado de una verillia, barba ser-
    rada, beicos grossos, estatura regular, diz saber 1er
    e escrever, lem sido encontrado por vezes por delr.z
    da ra do Caldcireiio, jimia mente com una prela
    -na concubina, que lem o appellido de Maria cinco
    reis ; porlanlo roga-se as autoridades policiaes, ca*
    pilles de i-ani|Hi e mais pessoas do povo, que o ap-
    pieheml.im e levem i rna Direila 11. 7, que serao
    generosamente gratificados.
    PEKS. : TYP. DE M. F. DE FARIA. -1851
    lli iTii a r>/\
    .a-


  • Full Text
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