Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01368


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Full Text
ANNO XXX. N. 215.
Por 3 meze adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
IIWM -------
.^MiTfA FEIRA 20 DE SETEMBRO^OE 1854.
"" *
Por auno adjuntado 15,000.
Porte franco para o bscriptor.
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1
DIARIO DE PERNAMBCO
IARREGADOS DA SLBSCRIPCAO. CAMBIOS- METAES. PARTIDA DOS CORREIOS- AUDIENCIAS. EPI1EMKR1DES. \ DAS DA SfALW'A,
i proprietario M. F. As Faria; Rio de Ja- Sobre Londres 60 d/v 27 1/4 d. com prazo Ouro.Oncas hespanholas. ..... 299000 Olinda, todos os dias. jJTribonal do Commercio, segundas equiilas-feiras. Selembro G La cheia s 6 horas, 48 mfiwitos c 18 Segunda. S. Jos Cupertino f.
Recite, o proprietario M. F. d-J Faria; Rio de Ja- Sobre Londres 60 d/v 27 1/4 d. com prazo
nniro/o Sr. Joo Pereira Martins: Bahio, o Sr. t. Pars, 358 rs.por 1 f.
Duprad; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parabiba, o Sr. (iervazio Vicior da Nalivi-
dad; Natal. oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
tv, o Sr. AtitoniodcLemusBraga; Ccar, oSr. Vic-
loriano Augusto Borges; Mrnnhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
< Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, l 1/2 0/0 d rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
n da companhia de seguros ao par.
Disconlo de loaras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.-
Moedas de 6)400 velhas. . . ejfooo
de 69400 novas. . . 169000
de 4000..... . 99000
Prala. Pataces brasileiros .... 19940
Pesos columnarios .... 19940

AITDIEXCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar lJonito e Garanhuns nos das 1 e ^ I RelacS tef5M.ferail abados.
Villa-Bella, Boa-Vista, Exu e unoury, a 13c28*| *
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Goianna e Parahiba, segundas c sextts-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feira|,:;,
PREAMAR DE IlOJfcV
Primeira s 2 horas e 54 minutos datarde.
Segunda s 3 horas o 18 minutos oejrnanlia.
Ti i _____
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sbxtas ao meio clin.
12.* van do civel, quartjsc sabbados ao meio dia.
EPIIEMKRIDES.
Selembro 6 La chcia s 6 horas,
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da raanha.
22 La nova as 5 horas e 43 mnalos
48 segundos da tarde.
29 Quario crescente 1 liorajit
nulo e 48 segundos da tai
PARTE 0FF1C1AL_____
GOVERNO SA PROVINCIA
Expediente do Ha 16..
Oflicio. Ao coronel cominandanle das armas,
para enviar com hrevidade. alim ile ser Iransmillda
rcpurticSo da guerra, a f de oficio do taucnlcdo ba-
tallulo de cazadores de Mallo-lirosso, Luir. Amonio
do Coulo que fui alfares dn i .de Mif.iiii.iiii.
Dito. Ao inclino, remetiendo paraler execucAo,
copia nao su do aviso circular do ministerio da guer-
ra de 17 ilo agosto ultimo, mas tamhcm o regula-
meiito para as escola* elementare* dos Corpus do
exercilo. Iguaes copias foram remedidas lliesou-
raria de fazenda.
Dito. Ao roesmo, enviando por copia o aviso da
reparliro da guerra de 2 do crrenle, declarando
li.iver-se mandado servir na provincia da Parahiba,
o lente do 2." balalhao de infanlaria Antonio Ca-
bral Leoncio de Mello.
Dilo. Ao mesmo, remetiendo com copia do avi-
so do ministerio di guerra de 2 do correle, as reta-
cees das allerarOes oecorridas no decurso do mez de
jullio ultimo, a respeilo dos capiaes Miguel Jcro-
nymo de Novaos, e Francisco Antonio ile Carvalho
Porfirio do Castro c Arajijo do 2., os quaes se a-
rham addidos, esle ao i., e aquelle ao 3.", Unios da
ine-ma arma.
Dilo. Ao me-mo. commuuicando que, segundo
conslou de aviso da repartirn da guerra de 13 de
julho ultimo, se coucedeu a mezes de liceuca com
suido simples para ir pruvincia de Sania Calhari-
na, ao lenenledo 10. balalhao de infanlaria, Jos
Carlos Gnldino de Souza, e recommeiidando que or-
dene a es.se o[Tlcial que trate quaulo antes de pagar
na recebedorta de rendas, vista da ola que remel-
le por copia, a importancia dos emolumenloscurres-
pondenles seniellianle licenc?., sem oque nilo se
pode dar execueflo ao citado aviso. Neslesculido
nlliciou-se thesonraria de fazenda.
Dilo. Ao mesmo, remetiendo por copia o avi-
so do ministerio da cnerra de 5 de avoslo ullimo.de-
lerminando que siga com guia de passagem para o
1. balalluo de infanlaria. o soldado do 2."da mes-
ina arma, Jos Gomes Soares da Silva.
Dito.Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
enviando copia do aviso da reparlicao da guerra de
5 do corrale, no qual se determina que se proceda
a descont pela .>.a parte nos sidos dos altares Ma-
nee! Kaplisla Ribeiro de Faria, e Manoel Juaquim
Bello, o priineiru para indeinni-acau da quanlia de
HIJWiGrs., eotegundo da de 1l9532rs.,que de mais
receberam na provincia do Mar uihao por excesso de
abono de gralilicarao do eslado maior de i. classe,
ido serviram de ajudantes de ordens da presi-
ia. Cnmmunicou-se ao cuininauk.nle das
armas.
Dito. Ao mesmo, declarando, segundo conslou
de participarlo da secretariado ministerio do impe-
rio de 4 do crreme, que foi prorogada al o dia 12
desle mez a prsenle sessao da asscinhla geral le-
gislativa. '
Dilo.Ao mesmo, cominunirandn, ,-ifim de que o
tara constar ao inspector da nltandega. que o K\m.
Sr. miuislio da fazenda declaroo cm aviso de 2 do
crrenle haver approvado a nomeaco de Joaquim
Jos Ferreira Peona Jnior para o, lugar de guarda
da mesma alfandega.de que se conceden demissilo a
Francisco de Paula Tlteodoro Barata.
Dilo. Ao mesmo, devolveodo o requeriincnlo de
I). Mara Francisca de Alenla pedindo, por atar-
ntenlo, o terreno de marinlia que fu .ir devolulo cm
conlinoacAu do de n. 317 qae a supplicanle atarou
no bairro do Recita, ifnn^tle que S. S. proceda a
rcS|ieito te ounfurinidade i un n sua informadlo de
li ilo crranle, sol n. 475 r rn referencia a 1" 2. l-
enle Anlonio Kijidio da SrVJi, (fue remelle por
copia.
1
Dito.Ao mesmo, consjunjeando haver o bucJiaT
re Adeliuu Anlonio de Luna Freir, juiz municipal
do lermo de Iguarassu', participado que no dia li
do correnle entrara interinamente no eteteicio da
l. van crime deslacidade. Flxeram-se a respei-
lo as iii'ciss irias communicaedes.
Diln. Ao commandanle da eslaco naval, de-
clarando liaver o Exm. Sr. ministro da marinha par-
ticipado em aviso pe 30 de agosto ultimo, que se ex-
pedir ordem para que o brigne Calinpe passe a
servir na eslaco do Maranliao em substiloicflo do
brigue .'fl/oariea,qne deve vir tazer parle da que
S. S. cominanda. Fizaram-se a respeilo as neces-
sartas commanlcaciles.
Dito. Ao chefe de policia, dizendn que, para
poder rnmprir o disposto no aviso do miuislerio do
i mperi de 30 de agosto ultimo, fz-se mistar q uc
Sroe. declare a naturelldadc, residencia, idade, con-
lif civil e estado do alienado Luir, de Franca e
No'nia, que ltimamente tai rcmeltidn para a curte
alim de *t reeolhi Dilo-.Ae inspector do arsenal de marinlia, Irans-
mitlindo por copia oaviao da reparliciio ila marinha
de 30 de agosto ultimo, no qual nJo s se determi-
na que o mappas eatalislicos dus d.icoles ir. lados na
enfermara de marinha desta provincia sejam taitas
conforme o modelo de que ae envia 400 cxijmplares
lilhoaraptiados, mas tambera que se remelliim os so-
liredilos mappas em lodos os trimeslres ao cirurgiao
em chefe do corno de saude da armada.
Dito. Ao director das obras publicas, devolven-
ra o forneeimenlo da pedra precisa ao calcamenlu
dasmaidetti cidade, afim de que inclua nellc a
cundirlo da nao ficar o governn inhibiilo de conlra-
lar seinelhanle fornecimento com qualquer indivi-
duo que oftartca a pedra mate barata e d. mesma
qnalidade. A
Dilo. Ao mesmo, aolorisa|flo-o a mandar cons-
truir no lagar da ponte velha o anco de cano de que
rala a sua iiifonnacao, para esgoto, quando ficar
promplo o caes do Capili-ribe, das aguas pluviaes
e viudas da na Velha e suasadjaceu
Dilo. Ao inspector da Ihe'onraria provincial,
approvandn a arrematadlo que taz Amaro Fernandos
Dallroda obra dos reparos urgentes da estrada do
Pod'Allio com o abale de 31 por ccnlo no valor do
respeclivu nrcaiueulo, sendo fiador Manoel Ferreira
dos Santas Pimental.
Dilo.Au mesmo, dizendo ficar inteirado de ha-
ver Jos (iuncalves da Porciuncula dando pur fiador
Manoel Fiuueiroa de Faria, arrematado com o aba-
le ile 10 por ccnlo os concertosde que precisa a pon-
te du Molocolomb, e declarando cm resposla que
approva seincllianle arrematac.lo.
Dilo.Ao direclur das obras publicas, autorisan-
do-o a mandar construir urna rampa para desem-
barques no caes do Capibaribe defronte do largo da
Ponle-Velha cm substituirn da que se acha projec-
lada no mesmo ra.s em freulc da ra que lem de ser
aherla cm sezuimento da ,1a ('.loria. Fizeram-sc
nesle senlido .is necessarias commuuicacocs.
Dito Ao commandanle do corpo de policia, para
mandar aprescnlar diariamente ao juiz de djruito
presidenta do jury dcste lermo, durante a presente
sessau d'aquclta tribunal, urna guarda romposU) Me
um inferior e 10 soldados do corpo sob sen comman-
do.Communicou-se ao referido juiz.
Dita.Ao mesmo, iuleirando-o de haver em vista
de sua inlorniarao, concedido um mez de liceuca
com vencimcHtos ao soldado d'aquelle corpo Can-
dido Jo- da ItessurrcirAo Pessoa, para ir ao ilio
(rande do Norte.
Dilo. A cmara municipal do Becifc, appro-
vando a arrematado que fez Antonio Pereira de
Farias. pela quanlia delStSKfOOO ris do imposto
de 300 ris sobre cabera de nado vaceum sendo fia-
dores Justino Pereira de Farias. c Anlonio Botclho
Piulo de Mcquila.
. Dito.A cmara municipal do Rio F"rmoso, de-
clarando que a obra do acougue d'aquclla cidaile
deve ser posta rui arremataran molinillo indicoil o
director das obras publicas, para o que remelle por
copia o respectivo plano c orcamcnlo.
COKKANDO DAS ARMAS.
Qnartel do commando daa aranas de Pernam-
buco, na cidade do Beelle, em 19 de selem-
bro de 185*.
ORDEM DO DIA N. 144.
Para que leuha execucao nos corpos do exercilo
aqui existentes, o coronel commandanle ilas armas
iulerino da publici lado ao aviso circular e reaula-
menlo ahai\o Iranscriplos, que por copia I he foram
transmillidos com officio da presidencia desla pro-
vincia, datado do lli do corrale.
AVISO.
Circular.Kio de Janeiro.Ministerio dos nego-
cios da guerra, em 17 de agosto de 18.V.
Illm. e Exm. Sr.Determinando S. M. o Impe-
rador, que as escotas elementares dos corps do
exercilo se observe o regulainenlo iicIhso, assigua-
dn pelo ofeial-maior desla secretaria de estado, as-
sim o declaro i V. Exc. para que faca delta a devi-
da applicnrno.
Deus guanta V. ExcPeifro rf alcntara Bel-
legarde.Sr. presidenta da provincia de l'eruam-
buco.
RECUI.AMENTO
Para e/rn/as elcmtalares do* corpo do e.rcicilo.
Arl. 1 as escutas elementares dus corpos do
exercilo, mandadas crear pelo aviso circular de 111
de agolu de ISV1, se ensillara a ler, entrever, priu-
cipios de arilhincliea e srammalica portugueza.
Arl. 2o Serlo admillidas i escola aquellas pravas,
que por sua inlelligencia e boa conducta derem es-
peranzas de poder ehegar aos postas de ofliriaes i.n-
feriores.
Arl. 3 Nao bayendo expressa ordem em contra-
rio a escola funecioftar em lodo os das uleis, fe u
un ,.w.,tarroraQ, os animos qrie csiiverem oc taiga,
ou nicsiuo de serviro, mas cm lugar c hora cninpali-
vel com a do esludo.
Um loque especial rouvencionado annunciar a
cnl:ada para o esludo, que durar por lempo de 2 a
3 horas.
Arl. 4o Os alumnos da escola serSo dispensados
do servido do corpo, que exigia sua ausencia do
quarlel por mais de 24horas.
Arl. A escola sjpt regida por um ofikial su-
balterno com as prensas habililaees, o qual ser
lomeado pelo coniiiiiindante do corpo. Cuadjuvar
o direclur da escola, e o substituir nos scus impe-
dimentos um dos inferiores do corpo, que liver para
isso a necessaria capaeidade.
Arl. 6" As lices serflo lomadas aos alumnos pe-
lo director da escola, ou scuajudanle, podendo, po-
rm, os alumnos mais adiantados (i escolha du di-
reclur) ensiua-las e loma-las lambem aos oulros.
Arl. 7o O* alumnos mais adiantados se applirarao
a escripturacao e cunlabilidadc propria dos corpos
du exercilo, e bem assim a ler Iranscrever os arli-
gosde guerra, e das novas ordenanzas, e mais prc-
ceilus extrabidus do rcgulamenlo militar, na parte
relativa sohordnac,So eilisciplina.
Arl. 8o Os traslados, .papel e mais objeelos, e
uteucilius necessarios para o ensino serAo forneci-
dos pelos arsenaesou trens de guerra, em vista de
pedidos feilos pelo director da escola, c rubricados
pelo commandanle do respectivo corpo.
Arl. 9o O director da escola perceber mensil-
menle a gralificacao Je dez mil res, se o numero dos
alumnos nilo exceder a vinlc, e vencer mais cinco
mil ris mcn*acs por cada dez alumnos que ensinnr
alm daquclle numero ; a gralifirarAo. pnrm, cm
nenliuui casa exceder a vinlc uiil r. O ajudante do
director vencer nina gralilicacao correspondente
melade do que perceber o director.
Arl. 10. O director da escola enviar mensalmen-
tc ao commandanle do corpo, por intermedio do
majei, urna retaceo nominal dos alumnos, com de-
claraco de sua conduela, applicacAo ao esludo, pro-
gtessosque houverem lido, e tallas commellidas du-
rante aqnellc periodo.
Arl. ti. As relaces de que traa o artigo ante-
ce lcnta?scrio senieslralmentc enviadas pelo com-
mandaiKc do respectivo corpo ao coininandautc das
armas, ou aos presidentas das provincias, em que
nao bouver commamlo d'armas para subirem se-
cretaria de eslado dus negocios da guerra.
Art. 12. llavera em cada escola un livro ita ma-
tricula, em que o director hincar todas as notas re-
lativas conduela e aprovcitamcnlo dos alumnos.
Art. 13. O roninian lanle do corpo, ouvindo
dircelor da escola, formular o regulamenlo sobre
lodos os objeelos relativos ao rgimen interno da au-
la, horade entrada c sabida, detalhcs do esludo e
policia da mesma escola.
Arl. II. Asfaltas de suhnrdinarao e quaesquer
oulras, que conimellerem os alumnos denlro d'aula,
serao levadas pelo director, por intermedie do ma-
jor, ao conliecinif nlo ilo enmmandanta do respoclivo
corpo, para que providencie como cnlender con-
veniente.
Arl. 13. Osvslcma de ensino ser proposlo ao
governo na curte, e aos presidentes as provincias,
essa occnpacAo a guerra acabara poresse mesmo tac-
to, viilo queficaram suspensas as hostilidades.
Pede acaso o gabinete de Vienna dar-nos essa
garanta ?
NAo pode escapar sua penelracAo que desde n
primeiro momento, em que a Porla nos dcclnroii a
guerra; desde, aobre(udo,qiie o circulo desla guerra,
sahindo da Turqua e allingindo os nos- as nossas costas, lomou mnilo matares proporroes, a
nccupacAo dos principados, qualquer que fosse'n sen
carcter original, foi para nos orna po-icao militar,
cuja inanutenrAo ou abandono, eslo primeiro que
ludo subordinado- a rnn-ideracoes eslratescas. As-
sim he natural que anlcs de nos desapossarmos vo-
luiiiari.imente, em allencAo .a situaran da Austria,
do nico ponto emque proseguindo na olTensva ta-
mos alguna probabilidades de reslabelecer a nosso
favor o equilibrio,que por loda a parte he contra nos,
he natural, pois, que ao menos saibamos qual he a
J aran lia que a Austria nos pode dar, porque seas hos-
tilidades continan), se as potencias desembarazadas
do lado da Turqua, ficam livres, ou para nos perse-
".uirem no territorio evacuado, ou para emprear to-
das as suas forras disnoniveis contra o nosso liltoral,
auslriarnoii compon, afim de nos imporem conduces
inadmissiveis, he evidente que a Austria nos haveria
pedido para nos enfraquecermos moral e malerial-
mentn por um sacrificio que seria perdido.
* Exigir da Russia que se ponha inteiramenle
merc dos seus inimigos, quando estas uAoescondem
a inlencAo de ahatar ou diminuir o seu poder, expo-
la a lodos os ataques reduzindo-a por loda a par-
le a defensiva, filialmente, cortar-lbe, em nome da
paz, lodos os molos para conseguir que esta paz nAo
seja par., ella ruinosa e vergonhosa, seria um acta
lo contrario a todas as tais da equidade, a lodos os
principios de honra militar, que fnlgamos de acredi-
tar, que semellianlc pei.samcnlo jamis portara ser
concebido por S. M. o Imperador Francisco Jos
a Cominuiiicandu-nus u prolocollo de 9 de abril,
corta de I ienna, basea-se no compromisso positivo
em que esl para com as potencias orcidenlaes, de
alcanzar por lodos os meios a evacuacilo final dos
principados, porcina Austria obrigandn-se a islo nao
poda prescindir do direilo de escolher o meio que
llie parecesse mais adequado para cumprir as suas
obrigacaies, afim de levar a Russia a proceder eva-
cuarlo com honra e seguranza para ella.
A piopna obrigarao conlrahida Ihe concede o
direilo de insistir junio das potencias, para que nAo
embaraceni os seus estarzos nesle senlido com exi-
gencias.
a O mesmo acontece com os intaresses do com-
mercio austraco e allemo invocados contra a pro-
longarlo ou e-lenca > das nossas operarnos militares.'
Elle- autorisam o gabinete de Vienna a empregar as
mesillas razoes para com essas potencias, que cora-
nusco empresa ; porque se os intaresses da Austria e
de toda a Allcmanha podem momenlaneamcnle ser
prejudi'cadus com as uossas operares sobre o Danu-
bio, por maior razAo, sAo prcjijdicadus, e mais seria-
mente, cuino lambem os de todos os estados neu-
traes, com a UureRn produzda pelas operares
marilimasda Frauga e da Inglaterra no Euxino,
mar do norte e mar Baldeo.
I Digne-sc poi-lo governn austraco, avallando com
madoreza estas cunsidcrazOes, dizer-nos quaes sAo as
garantas de seguranza que pode dar-nos, c o impe-
rador.pur deferencia aos desejos e intaresses da Alle-
maiilia resolve-se a negociar acerca da poca pre-
cisa da evacuazo.
Batoja o gabinete de Vienna desde ja cwivenndo
queS. M.descja, lauto como elle, por qnanlo antes
um termo a crUcque inquieta todas as litaatJBaa eu-
r' oas.
.- ) nosso augoslo amo deseja, como sempre ,dcse-
, a paz.
Elle n lo quer, ja o temos repelido eagora nova-
*"a*~ iHvafjai--^------ : j n. r j .,., a -
(uzao o w principados, iieui estabclcccr-se neles
perinauAlcmente.nein fiualinenle cncorpora-los nos
seis estados,c mnilo menos quer derribar o imperio
ollomano. Dehaxo desle ponto de vista nenliuma
duvida tem em adherir aos tres principios estatuidos
no prolocullo de 9 de abril
a Inlegridade da Turqua : esle punto he intei-
rameule conforme ao que al aqu temos exposto, e
ser por nos respeilado emquanlo o for pelas po-
tencias que agora oceupam as aguas e territorio do
sullAo.
Evacuarlo dos principados: oslamos resol vi-
dos a proceder a ella mediante as convenientes ga-
rantas. <*
ConsolidazAo dos direilos dos chrslAoa na Tur-
qua : parlindo do pensamcnln de que os direilos
civis, que devem conceder-se a lodos os subditos
chrislAos da Porla, sao inseparaveis dos direilos re-
ligiosos, como esla estipulado no prolocollo, e fica-
riam sem valor para os nossos correligionarios, se
esles, adquiriudu novos privilegios nAo conservassem
osantigos ja declaramos que se assm fosse as recla-
marnos que o imperador dirigi IJorta seriam
eumpridas. o motivo da que-t.lu cessava, eS. M. es-
lava promplo a coucorrer para a garanta europea
desses previtagios.
Sendo esias as disposizes do imperador acerca
ilos pomos capitacs indicados no prolocollo, parece-
nos, mcu principe, que se se deseja a paz sem peusa-
mento reservado que a torne impossivel, e que nAo
seria diflcil com esta trplice liase consegu-la, ou
pelo menos preparar as ncgociazes por meio de
um armisticio.
V. Ex. dignar-se-ha manifestar esla esperanza
ao gabinete austraco rommunicando-lhe esle des-
pacho. Seiielorde.
ules, devendo es-
sa despeza ser lirada da verba-cidcamculo Jas mas.
Fizeram-se aa necessarias communicaro 's.
Kilo.'__Ao inspector da thesourara provincial,
inleirandn-o de haver auturisailo ao direcijr das o-
bras publicas a comprar, para a obra da ponle pro-
visoria do Recita, 1 arrobas de pregos de costado a
lljSIO rs. n arroba, 10 ditas de dr.os de costadmlio a
3nHtO rs. duasduzias de laboas 'le tarro a 2oJ|0iK) rs.
a dalia. 2 milheiros do pregos lialel grande a OO
r-. o milbeiro, e dous ditos de ditos pequenos a 240
rs. Ofliciou-se oeste senlido ao mencionado di-
redor.
Dito A mesmo, declarando haver no so au-
torUado in director das obras publicas a comprar
para a obra do res da ponte dos Afogados 10 esta-
cas a ."Olio rs. cada urna, 25c.chams a 2JOU0 rs.
rada um, 200 aqneires de cal i i.SII rs. o alqneire, e
IS tahuas de cosladinho de am irello a 95009 rs. mas
lambem appruvado a inmpr.i que fe/, o mesmo di-
reclur de urna perzfio de esleius roiizs I,r 28--,0
^a*tsM^^^rr^ ed-visi?rfe
. .n-irT.,.^ i.. .._ ii ..,dio iiiirar roes nnnislrad-s pelo director da escola,
para a construezao de um trlheiro naquelie lu^ar .
Resposta do governo francez a nota
do conde de Nesseliode.
para os traballiadorcs da referida obra. Nesle
sentido ofilciou-se aosupradlo direclor.
Dilo. Ao mesmo, inteiraruio o ,1c liaver espa-
rado o concurso, a que se India de proceder no da
18 do correnle. para preencliiinento da vaga de 2."
i-'-( ipliirarin da contadoria daquella lli-suuraria.
Officiou-se a respeilo aos exam nadoies noineados.
Dilo. Ao direclor da rolonia militar de Pi-
meiiUiras.recommenilandoqucprovidencic de modo
que seiam pago regulannenle em todos os mezes, os
vencinentos dorarpiua Diogo Machado Porlella que RESPOSTA DO GABINETE DE S. PETERSBliR-
Secrelnria re estado dos uesocins da guerra em
17 de agoslo de IKjt. Libanio Augusto da Cunha
Mallos.
Assignado.Manoel Muniz Tacares.
Conforme.Candido teal Ferreira, ajudante de
nnlens, enrarregado du dolalhe.
EXTERIOR.
':
f)
esla serviudo all.
Portara. Mandando admillir ao servizo do ex-
ercilo por lempo de seis anuos como, voluntario, ao
paisano Jos Caelano da Silva do Nascimento ; que
perceber aleni dos vcncimenlos que Ibc cr inpelirem
o premio de IWOJWOO rs. IuhI acerca do paisano
Francisco Ferreira de Moras, e fizerain-se n respei-
lo de ambos as necessarias commamcacOes.
18
OWcioAo juiz relatar da junta de juslica Irans-
mitlindo para sercm relatado em sesAo da mesma
"junta, os processos verbae feilos aos soldados JoSo
V'ianna de Carvalho e Marcolino Qias l-'razao.eslc do
segundo balalliflo de nfantarif c aquello do dcimo.
Communicou se ao cominaii-dante das armas.
Dilo. Ao chefe de policio dizendo, que pude
aulorisar ao delegado do lermo de S. Anie a man-
dar tazer as riuas guarilas e um estrado que silo pre-
11-1- para a guarda da cadci.i daquclle lermo remel-
Iriulo ii compleme conla pari ser paga asaa im|ior-
Unria.
Dilo. Ao director do arsenal de guerra, anlori-
saudo a mandar desligar da companhia de apreudi-
zcs ilaqoelie arsenal o menor Rufino Francisco de
Paula, sobrinho de Francisca Marinha di Concei-
cSo afim de peder servir na mcsici do corpo de po-
lica.
Dilo. Ao juiz de direilo do Pao d'Alho envi-
ando por copia o orramenlo e plaa que devem ser
adoptado* para regularidade da o:ira do acougue
daipndla villa, i'declarando liaver expedirle ordem
.au ilirtctur das oliras publiras para mandar um en-
i dirigir a factura de smnelhanle obra, con-
formerW'r. reqnWlon. Olllrou-se ueste senlido
a sopia.Wlo direclor.
AO PEDIDO DA AUSTRIA E"DA PRLSSIA.
(i S. Pelershurgo 29 de junho de I8l.
Meu principe.(Iconde de Eslerhazy conimu-
niriiu-mco despacho por meio duqual o sen gover-
no nos convida a por um lermo a crse acliwl, nAo
I van I i |wrdianle as nossas operazoes Iransdanubia-
uas, e evacuando os principados dentro do mais bre-
ve prazo possivcl.
o O conde Buol dando como causa desle desojo os
intaresses austracos e allemUcs que a prolongacAo e
cxteosAo da lula sobre o Danubio coinproineltiam,
hasca-se em quea no-sa orcuparAo dos principados
tai a origem da guerra. Perniilla-nos a esle respei-
lo alguruas rdenle-.
A occiipara i dosprincipados nonh'loii a quese
entaliolaaseui i proseguissem as neguciaees. Nao foi
esa oecupaeao que provocou o abaiiitano da ola de
Vienna neiu a rejeiz^o das proposlas taitas cm Olmu-
Izcoma anuauciaea approvaco da Austria, nein
lambem a alteraran completa d ludas as anteriores
bases das nc'j6ciac0e, c se tudasas tentativas de con-
riliacln abortaran! desale enUo, o gabinete austra-
co deve reconhcccr que tai liso devldo a motivos
muilo mais complexos, acerca dos quaes julgamos
mai conveniente agora calarmo-nos par evitar
recrimioazOes desagradaveis. Respondemos com o
silenrio a inlimazAo da Franca e da Inglaterra, por-
que era offensiva, precedida de provocamos maiii-
feslas, p desprovda de Indas is condicoes de reci-
procidade ; ese a guerra dabi resultan.a jualica pe-
de que ae allribua mais ao lom e termos, que a pro-
vocaran^ rio que nalureza da no-sa respr^ta.
Seja romo for.'e na opiniAo do governo auslria-
eo a ncrupacao prolongada dos principados foi nmo-
tivo ila -.'uerra, d'ahi deveria resultar que cessando
O Sr. Drouyn de Uiuys ao burilo de liourqueney,
ministro do imperador em fiama.
Sr. bario: Rccebi os despachos que livestes a hon*
ra de enviarme alen n. 121, e lambem a vossa
parle Iclegraphica de bou lem.
i iiiahpier que seja o interesse, que necessaria-
meutedeve ollcrecer ao governo de S. M. I., a du-
pla commii n i ca rao, que me anuunciais, nAo leu lio ne-
cessidade de a esperar para apreciar com pleno
cunliecimenlo de causa a resposta do gabinete de S.
Pelersburgo. Ha j alguns dias, que lenhuem meo
puder este ilocumenlo, que, como sabis, foi remelli-
ilo pelo general Issakoff a lodos os governos, que
liiiliain representantes na conferencia de Bamberg,
e o imperador anta* de sabir para Biarilz, leve lem-
po do o examinar e dar-me as suas rdeos.
a Pone,i- palavrat oppore ao prembulo do des-
pacho do conde deNesselro le; persiste cm tazer re-
calar sobre as potencias occidenlaes a respousabli-
djdc de urna crisc, que somcnle a Russia provocou ;
apoia-se na forma da sna inimarao. e v n'uma ile-
lerminaco. que os seus actos liaviam feitn necessa-
ria, a cansa delerminanle da guerra. Islo he
querer demasiadamente deptesM a serie das largas
e penosas uegoeiaeSn, que liveram logar no anuo
passado ; he nao ler bem em conla as reiteradas ad-
vertencias, que a Franca e a Inglaterra linham di-
rigido ao gabinete de S. Pelersburgo sob dislniela
formas; he esquecer por fim, que .desde o dia em
que os principados foram invadidos pelos cxerrlus
rn-.os. a paz achava-se de lal modo compromellida,
que nao a poderam salvar os esforzos mais lcacs e
pacientas. Por esla razan Me limilarci, Sr. bario, a
recordar, que o despacho do conde Buol ao conde
de Eslerhazv, o mesmu a que responde o conde de
Nesselrode rcslabelcceii cerno era mslzr, a verdade
das respectivas siluacfte*. e a ennfereucia de Vicua
remulleron solemnemente no protocolo de 9deabril,
quea inlimarao dirigida a Russia pela F'rancae In-
glaterra eslava fundada no direilo. a Europa oro-
nunciou pois o seu juizo por meio dos scus orgAos
mais arredilados, o istmios basla.
a Vou tratar da parle poltica da communicazAu
russa. O que primeiramente chama a minha allen-
ZAo he, que. iiAnaltribuindo o passo dado pela Aus-
tria, e sustentado pela Prussia mais do que um ca-
racler prupramenle germnico, estas duas polen-
cias nao podenain moslrar-se salisfeilasdo resultado
das suas instancias. O despacho do conde de Buol
tazia sobresahir estes dous pontos.
l I. A necessidade de evacuar n'um curio prazo
n.s principados do Danubio.
J 2. A impossibilidade de subordinar esla eva-
cnazao, reclamada em nome dos nleresscs essen-
ciacs da Allemanba, a condiees indepcndcules da
vuuladcila Austria.
Logo nilo' sot'ua ncnliiini limite occupazSo da
Moldavia e da Valachia, e se considera a proclama-
Zlo de um aimi-li io comoe eoo.lirm sine qua non
da rclirada dos exercilos invasores para o outro la-
do do Prulh. O prejuizo que a Russia, segundo o les-
lemuuho da Auslria e Prussia, cansa a confederazo
germnica, no se retirando aos seus limites (errilo-
raes, subsista por conseguinte lodo completa, e ag-
-rava-e. nAo somenle pela sua dorarlo, mas lam-
bem nilo admitlindo a legitimas representazues, de
que eram objeclo.
o Hu certa, que o gahioele de S. Pelersburgo diz
adherir aos principios consignados no protocolo de
9 de abril : porm a presmra das trapas russas no
solo ollomano lira j a esla declararlo, que a fundo
passo a examinar, a maior parta do seu valor. Com
eflelo, a primeira rundirn da inlegridade do im-
perio turco he a evacuara dos
ocrnpacAo coiislilue nina violaeo fla|nraule do direi-
lo ciiropeu. A cris* que perturba o mundo, repeli-
bi-bri por isso que se trata de contesta** W cousa, de-
rivase da passagem du Prulh : a Raasia nao pode
boje subordinar as exigencias de urna posirAo em
quo deliberadamente se collocou, a previa repararan
de um acta coudemnado pela o pinino geral. Sao
comprehendo, coufesso, o que o conde de Nesselrode
quiz dizer aoannunciar quea inlegridade do impe-
rio ollomano nAo seria ameacada pela Russia, em-
quanlu fosse respeilada pelas potencias, que oceu-
pam ueste momenlo as aguas e o territorio do sul-
tao. Que parilade existe enlre o invasor e o pro-
tector? Que analoga lem a presenga das Iropas ai-
liadas, reclamada pela sublime Porla, e aulorisada
por um acta diplomtico cujos effeilos deverao ces-
sar de commum accordo. com a entrada vilenla do
exercilo russo no territorio ollomano?
Emfim, Sr. baro, o paragrapho do despacho do
conde de Nesselrode,roncerneole a siliiacAo dus sub-
ditos chrislAos do snltAo, significa, se no me illudu,
que o gabinete de S. Pelersburgo conla em o numero
dosanlizos privilegios,que os gregos do rilo oriental
devero conservar todas asennsequencias tanto reli-
giosas como civis du protectorado, qae reivendirava
sobre ellos ; e anda admiltindo, qoc este prulectn-
rado devera ser comprehendido n'uma garanta en-
ropea, em vio Iralo de buscar como poderia co-
existir soberana da Sublimo Porla com um -i-lema
semclhanlc. O governo de S. M. nao quer dizer
cerlameute, que a Europa pode moslrar-se indill'e-
renle ao alivio da sorle dos royas ; pensa, pelo con-
trario, que deve prulcger estas povoares com a sua
activa soliriludc, c concerlar-se para alentar as be-
nvolas hlenme- do sultao cm seu favor ; purrn
creo lirmemcnle, que as reformas de que he suscep-
livcl o rgimen, a que e-lln submcllidas todas as
difTercnles communhes da Turqua, lem neces-uda-
de, para serem efllcazcs e saudaveis, de procederem
da iniciativa do governo ollomano. e qnc se a sua
realisacan comporla urna aceai cslrauha, he urna
aczAo amicavel, que se manifesla pela concurrencia
de bons e sinceros conselbns, e nAo por urna inge-
rencia fundada em Ir,dados, que neiihuma potencia
poderiaubscrever sem abdicar a sua independencia.
Esleexamc da resposla do gabinete do S. Pe-
lersburgo, Sr. bario, nao seria rompilo, s nao
fizesse observar que o conde de Nesselrode evita com
extremo cuidado a menor allusAo ao paragrapho do
prolocollo de 9 de abril, que mereca"fixar mais sua
attenrAo, e o nico, em nosso conerito, que lem
urna importancia capital, porque implica a necessi-
dade de urna rev islo europea das antigs relames da
Russia com a Turqua.
Franca, e Inglalerra n,1o podem puis consentir
n'uma suspenso de armas, nAo lendo mais molivus
para sso do que as vagas seguranzas dadas pelo
ronde de Nesselrode, referenles s desposizoes pa-
cficas do gallineta de S. Pelersburgo. Os sacrificios
que as potencias lem feilo alo bstanle considera-
veis, e o objeclo que as move bem grande, para se
delercm na sua marcha anles de lerem a certeza de
que se au verAo tilingadas a volver a cumezar a
guerra. As cundizes particulares, que assenlaram
para a paz. depciulcm de demasiadas eventualida-
des Para serem indicadas boje, e reservam a sua
opiniAo a esle respeilo.
NAo obstante, Sr. bailo, o governo de S. M. .1
nao desoja se alo fazer conhecer desde j atanmas
das garantas que Ihe parerem ndispensaveis para
assenurar a Europa ronlra a renovaeo de aluuma
nova e pruxma perlurbar.lo. Estas garaalas resul-
lam da mesma siluacAo, de que resultaran! os peri-
gos por falla deltas.
Por isso a Russia se aprnveilnu do direilo exclu-
sivo que os tratados Ihe conferiam tohre as lel.wles
da Moldavia e Valachia rom a potencia soberana,
para eailrar neslas provincias cumo se fora em seu
n Sua privilegiada posizAo no Envino permiliu-
Ihc fundar nesle mar alguns estahelecimeulus, c de-
senvolver um apparalo de forzas navaes. que, por
falla de contrapeso, sao una perpetua ameaca para
o imperio ollomano.
A posse exclusiva da principal desembnecadura
do Danubio pela Russia, creuu a navegaran dcste
grande rio obslaculos moracs c maleriae-.'que ull'ec-
lam o commercio de (odas as nardo-.
n Finalmenlc, os arligos do Iractado de Rutchuk-
Kainardji, relativos proleczAo religiosa, ebegavam
a ser, em consequencia de urna interpretaran abu-
siva, a causa originara da lucia que boje a Turquia
sustenta.
A'cerca de lodos esles ponlos, ha a eslahelcce-
rem-se novas regras, c inlroduzir Importantes mo-
dilirares no an ijiio ante bctlum.
a A conferencia, reunindo-se, apraz-me esperar
que neiihuma das ideas que acabo de expressar reco-
nbera afaslar-se do prolocollo de li de abril, e mes-
mo que era diflicil militar mais mnderadamenle a
invesligarAo que a l'ranra, Auslria, Inglaterra, e
Prussia secompromelteram ne-la poca a fazer em
commum, para encontrar osmeos mais apropian los
a consolidar a existencia da Turquia, adherindo-a
ao equilibro geral da Europa. As recentas comniu-
nicaees do bario de Ilubner auclorisam-me a dizer
que a opiniAo do ronde Buol esl conforme com a
mi o In. e que aprsenla como en as garaulias, que a
ICurnpa lem direilo a exigir da Russia, para nAo se
cucunlrar exposla repllelo das mesmas compli-
cazocs.
Tal he, Sr. harn, a resposla que o imperador
dclerminoii se desse ao contando do despacho do
conde de Nesselrode. Tereis a hondsdc de cnlre-
gar copia desla respusla ao ronde de Buol, c pedir-
me, se hmiver occasiAo para isso, que rena a con-
ferencia para ouvir igualmente a sua leilura.
o Em resnmo, o documento dimanado do galline-
ta de S. Pelersburgo, em cousa neiihuma varia as
respectivas -ituame-, c na opiniAu do governo de S.
M. I. nAo serve para mais do que aclara-las. Posta
que a Russia Ienna lodavia de dar a conhecer as suas
iiitenroes n'uma forma- pralica e positiva, a Franja
e a Inglalerra persislcm na sua nltilude de poten-
cias bclligcrautcs ; c purque os principados nao fo-
ram evacuados a Prussia c a Austria jnlgaram iinlu-
bilavelmenle que as obrigazfics que rcsultam do tra-
tado de SO da abril, e fortificadas ao que respeila
ao gabinete de Vienna pela sua cnmbnazAu particu-
lar com a Sublime Porla, suhsislem na ana Inlegri-
dade, e chegaram a seu lerma.
Recebci etc.Drouyn de Lhuys. n
( Jornal do Commercio de Lisboa. )
cendo-Rie apenas allendivel a sua pretenzao no que
respeila ao primeiro posta.
o A comutissAo de manaba e guerra, consideran-
do que os capellnes militares desde a crcazAo de sua
classe ue exercilo foram sempre ln considerados ce-
rno os ofliriaes de saude, (Mnleiidendo que pelasra-
zes expendidas em sua sopplira, se fazcm elle- di-
gnos de serem equiparado aos mesmos ofliriaes se-
an em lodos, ao menos no primeiro de seus pedi-
dos, he de parecer que 0 corpo legislativo Ibes defira
com o seguate projerlo :
A asscmbla geral legislativa resalvo :
Artigo unico. O intersticio marcando as tais pa-
ra os accessos para os capellAcs do exercilo, as gra-
doaecs dos postas de lenles c capilflcs, fie redu-
zido ao lempo que se exige para os accessos dos of-,
finaos de saude aos postas da mesma nalureza; revo-
gadas as disposizes em contrario.
Pazo da cmara dosdepulados, cm 2 de agoslo
de ISitt-. J. M. Pereira da SUta. A. C. .Sea-
ra.
A coiiuniloiie penson. e ordenados, lendo vis-
ta eallendido o requerimenlo docabido desla calhc-
dral e capaila imperial, cm que pede que suas con-
gruas sejam elevadas a mais melade sobre o que ora
vence rada um dos seus mcmbrns, salva a gralifica-
ZAo que j tai concedida; e considerando quAo va-
liosas sao as razes am que se funda urna filo justa
prelencao que de corlo nao onerar os cofres naciu-
naes cm quanlia que exceda a 10:0003, quando alias
ficam mais bem aquiuhoads 22 empregados pbli-
cos, cujos serviros silo de lodos os dias sem domingos
tendas sanios, nos quaes pelo rontrario anda mais
ha que fazer; he de parecer que se defira a pclicao
dos supplicanles, c para slo offerece a cuusideracAo
desta augusta cmara a segninle resoluzao :
a A assembla geral legislativa' resolve :
Art. i. As congruas do cdliido desla calhedral
e capella imperial ficam elevadas a mais melade,
sobre o que actualmente vencem scus empregados,
salva a cratifieaeo queja llies tai concedida.
Arl. 2. Rcvogam-sc quaesquer disposires em
contraro.
Pazo da cmara dos depulados, 28 de junho de
1851.D. Franciico Bat/tazar da Silceira.Go-
mes flibeiro./. E.dc A. S. Lobato.
A commissAo de instrurcao publica, a qnem fo-
ram presenles'os estatutos das esrolas de medicina
ltimamente promulgados pelo enverno e rcmellidns
a esla cmara para dar-Ibes a approvazno deqne ca-
recen algiimas das suas disposicocs, reconhecendn
que pela hrevidade do lempo nao pode aprescnlar
opporlunnmcnle, para ser tomado cm consideraban
pela cmara, um Iraballio completa c digno della, e
reconhecenJo igualmenle que lia urgencia para o
andamenlo dos esludos nessas escolas em lixarem-se
os vencmenlos dos seus Ionios e oulros funeciona-
rus, offerece ronsiderazo desla augusta cmara a
segninle resoluzao :
i A assembla geral legislativa resolve :
o Arl. 1. Fica approvada a tabella de ordenados
c gratificarles annexa ao decreto n. 1,387 de 29 de
1." Os sulislilulos anula quando cm exercirio
nao receberiio oulra qualquer alm da da ta-
bella.
a -.'. Da -ralili'aran a 1 lirional concedida aos
lentes do clnica, 8B0 serAo excluidos os lentas que
forem mdicos da sania casa da Misericordia.
Arl. 2. Ficam revogadas as disposizes em con-
Irario.
Rio de Janeiro, de agoslo de 1854.Jttslini-
anno J. da /locha. F. Octaciano. Dulra /lo-
cha. o
Procedc-se elcicao da mesa.
Continua a 3. discussAo do projeclo que altara
algumas dispnsire- das tais do processo criminal.
Procede-se volazao do arl. :l, cuja discussAo
liav ia lirado encerrada na ulluna sessAo. lie appro-
vado o artigo com a emenda du Sr. Figueira de
Mello.
Seguindn-se a discussAo do arl. 4. o Sr. Barreta
Pedroso fundamenta e manda mesa as scu'iiinles
emendas, as quaes sendo lida's, sao apoiadas : .
a No .I." supprma-se a palavrarevistas c ai-
crescenle-seas revi-las porem serAo jutaadas por
tuda a rclazAo.
Ao S 4." depoisda palavra-/i/iC(K-cor;)u.saccres-
cenle-serecursos (rimesBrrelo PedrosoFi-
gueira de Mello.
Fallam lambem sobre o arlgo osSrs. Ferraz e Na-
buco, ( ministro da juslira ) depois do que he elle
approvado com as emendas offerecdas.
Enlra em discussAo o art. 5." do projeclo, que diz:
Quando a Iranquillidade publica ou a seguran-
za individual o exisirem, peder o governo monear
delegados de polica lendo os vcncimenlos e privile-
gios do foro que competem aosjuiz.es de direilo.
o Podem ser Horneados cheles de policia e delega-
dos quaesquer cidadAos, ainda que nAo sejam hacha-
reis formados.
O Sr. Paula Baplisla:Sr. presidenta, esle ar-
ligoconlem duas disposicocs, urna que me parece boa,
e oulra que repulo in o inconvenienlc.
DIAS DA Sf:ASA,
18 Segunda. S. Jos Cupertino ; S. Thoma/..
i'.i 'Jorra. S. Januario b. ni. ; S.~Ylo b. un.
^0 Quarla. S. jejum ( Tmporas ) S. Eusvtqaqiiio.
21^QuinU. S. Maiheus ap. e evangelista.
22 SeJta. ( Tmporas ) Jejum. S. Jejaurieio m."
23 Sabbado. ( Tmporas ) Jejnm. S. Lino p. m.
2i Domingo. 16.'KeshVdas Dores da SS. Vir-
gm Mai d Dos. Nossa Senhora das Mercez.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sessao' de 7 de agosto.
Lilla c approvada a arta da antecedente, o I. se
crelario d coala do segunle expedienta :
Urna rcpresentazAo dos habitantes da Iba Brejo
(rande, da Panana, do Bio de S. Francisco, pedin-
do qnc seja deferida favoravelmcnlc a represenlazao
cm qne a assembla lcuislalva da provincia das A-
lagoas pede que a mesma ilha seja desmembrada da
provincia de Sergipe e annevada das Alagoas.
A'commissAo dceslalislica.
Da confiarla da ordem lerccira de S. Francisco
da Penitencia de l'aranagua, pedindo dispensa na
le de amortisazAo para possur cm bens de raz
al o valor de 10:0003. A' commissAo de fazen-
da.
SAo apprnvadas varias redaczcs c o seguinle pa-
recer :
a A commissao de pensos c ordenados pensa nao
ser de sna competencia cmillir o seu juizo acerca da
prcIcncAo do conego Feliciano Jos Leal, que pede
ser pago da dillerenca cutre 8005 c 1:1009, a que
se julga cun direilo na qnalidade de secretario do
goveruo na provincia da Goyax, por ser esla malcra
de ornamenta, e por conseguale sujeila ao juizo da
respectiva commissAo.
Paco da cmara dos depulados, 7 de agnslu de
1854..'ouie.s Itibeiro.O. F. B. da Silceira.
SAo jutaadas objeelos de deliberarlo, e vAo a im-
primir para entrar na ordem dos Irabalhos, as sc-
gninlcs resoluzoes :
a Os rapellaes da reparlc.lo ecrlesiaslica do exer-
cilo pediram a esla augusta cmara reducgAu dos in-
tersticios para os accessos graduazao dos postas de
lenles e capilAes, a crearan de um chefe em sua
repai lirau, e linalineiile as vanlagens e graduarnos
de que gozain os officnes do corpo de saude. Ou-
viuo o goveruo acerca de semelhaule prelencao, de-
rlarnn o Sr. minislro da guerra em seu offir.in de -2i
de junho ullimu, que, suppuslo seja mu digno de
allenr.iii o ininisieriu dos pelirionarios, nao lie com-
prinripados, e a sna ludo lAo arduo como o dos referidos officiaes, parc-
Senhores, eu conhezo mulo hem ( louvado Dos )
as verdadeiras necessidades do poder, e mesmo que
eslivesse cm oppnsrao nflo as negara ; conheco mu
bem a necessidade que lem o governo de ler por lo-
dos os ngulos e pontos da sociedade senles da sua
plena confianca, revestidos de forra para prevenir
crimes c manler a seguranza publica, que esl a car-
io do mesmo governo ; mas para o desempenho dcs-
sas foticcSes de pulira administrativa ser necessa-
rin que esses agentas tenhum privilegio de foro al
nos crimes individuaes, como quer o projeclo '?
O Sr. I'irialo : Pezo a palavra.
O Sr. Paula Biplisla :Approvo a dispnsirilo
que anlorisa o govemfi a nomear delegados com as
allribuiroes de chefe de |ioIicia para as comarcas
nnilc jutaar conveniente, podendo tazer esla esculla
de ludas asclasses: e sempre cons'ulcrei inconvenienlc
nomear-sr juizes de direilo e desembargadores, cuja
missAo lie pacifica c inui inlellisenle, para esses.car-
gns vilenlos de polica ; sempre me decid contra
essa mistura de allribuiroes de policia cun as da ju-
dicatura.
Um Sr. Depulado d um aparta.
O Sr. Paula Baptista:Puis, se pelo projeclo que
discutimos nlo se acaba com a nomcacAo de magis-
trados para dietas de policia, deve acabar-se, e neiu
pnsso conceller cuinn fallaudo-sc lano em incompa-
tibilidades, e sendo o nnbre minislrn da juslica um
dus que julsam mais necessaria a retirada dos ma-
gistrados da villa poltica, anda se quena coiiliuunr
a envolver os jiyzes as funczcs pnliciacs, e faze-los
por esse lado empregados de pura confianza do go-
verno.
O Sr. Minislro da Justira da um aparta que nao
ouvimus.
O Sr. Paula Baplisla :De sorle que o que se de-
soja somenle he o privilegio do foro para os agentas
de polica, crealuras do goveruo, c com empregos
provisorios.
Senhurcs, se realmente se quer una magislalura
indepcndenle, que se opponha aos excessos popula-
res e aos abusos do poder, para que servir esse pri-
vilegio ? Se os juizes de direilo se devem Inniar sns-
peilos aos olbos do governo, e ncapazes de preen-
cher sen dever, entSo deque servirlo esses agen-
tes de policia, armados do privilegio de furo, sem
serem acunipauliadns e ajodados pela aeran impar-
cial da magislralura '.' Eutau sejam elle ludo.
Son obligado a dizer a minha opiniao sobre as
materias lal qual pens. Juizo que o pi
foro para esses aizcnles de polica nao he
c pode ser inconveniente.
O Sr. I iriato sustenta o arlgo, oqualhfMamhem
combatid.) pelo Sr. SaiAo I.olalo, licamle a final
a discussAo addiada pela hora.
O presidenta designa a ordem do dia c levanta a
sessAo.
8
Lida o approvada a arla da antacedenle, o 1.
secretario declara nan haver expedienta :
O Sr. Figueira de Mello : Sr. presidente, na
sessAo legislaliva do anno passado eu e alguns dos
meus collegas da depulaz'Ao de Pernambuco formu-
lamos, e mandamos mesa um projeclo que foi juj-
eado objeclo de ileliei-amn, creando na cidade do
Becife um curso de engeuheiros archileelos, e outro
desciencias phvsicas c malhcmalicas, e nessa occa-
siu pedmos que fosse o dita projerlo enviado no-
bre commissAo de.insIruczAo publica, afim de que o
reviste e fizesse sobre elle as obscrvazes e emendas
que julgassc tendentes a melhora-lo. Esse pare-
cer al boje nao lem apparerido, apezar de se ler
passado quasi um anno, cnlrelanlo que a malcra
desse projeclo he a mais importante c conveniente,
lia puncos dias o nolire senador, o Sr. vi-conde de
Olinda, um dos nossos prmeiros estadistas, foi de
opiniAo que se devia crear o curso de scicncias a que
me refer ; e nessa opiniao o acompanhnu igualmen-
te o nobre minislro do imperio por ocrasiilo de dis-
rulir-sc no senado o orzamcnln doimpern; c cun
cffeiln quando se declama contra o grande numero
de hachareis e doulores que sahem de nossas aca-
demias de medicina e de direilo, porque elles no
Podem ler um fuluro, parece-mc que muilo acerta-
da seria qualquer medida que aprescnlassc alguma
divcrsAo para oulros esludos, como os de scencias
naluraes, de que tanta neressitamns. Assim eu pero a
V. Ex. que convide a nobre commissAo de inslruc-
ZAo publica a dar quanlo anles o seu parecer sobre
o projeclo a que alludo, senfio por considerazo
depulaeao que o apresenlou, ao menos pelo seu ob-
jeclo que lodos concordam ser o mais ulil e conve-
niente ao imperio.
O Sr. F. Octaciano : A observazao que acaba
de fazer o honrado membro he, como elle mesmo o
disse, relativa a um objeclo muilo imporlaule, sobre
o qual a commissao devia hem reflcclire nao apre-
scnlar um parecer desses que aqui se aprcsenlam ao
correr da pruna, rslo seria fallar expectativa da
cmara c desconsiderar as assunalnras dos Ilustre
incmhros que aprcsenlaram o projerlo. A commis-
sao lem lido, alcm disso, Irabalhos muilo importan-
tes, e mesmo j se disso que da nossa parta lem sa-
ludo immensas autarisazc.es ao governo. Por lodas
essas cnosidcrazcs a enmmissau, nao esl dspusla a
ullercccr parecer agura no fim da sessao.
O .Sr. Presidente : A' vista da declaracAo que
faz o honrado memoro da commissao parecc-me qoe
o Sr. depulado esl sal*fcta.
O Sr. Figueira de Mello: O que quiz foi fa-
zer a minha rerlamazao.
-. SlVeftft'a "Mcr" a TiWWrfa 'a'i'.'iiiTia7,S9i*,l#vsa
arles, o Sr. F. Oclaviano offerece por parle da corr-
mssAo de inslruczao publica em projeclo substituti-
vo, o qual he apoiado.
Entrando em discussAo o arl. 1." desse projeclo.
he elle combalido pelo Sr. Augusto de Oliveira, li-
caudo a discussAo adiada pela hora.
Cnnliuua a ." discusso do arl. .">." do projeclo
o. 14 desle anno, relativo reforma do cdigo do
processo. '
O Sr. Ferraz: A cmara me desca para se Ihe
roulio alguns momentos, e me perdoara por me ler
oceupado de urna materia em que por certa nao sou
verdadeiro juiz, por nAo haver conlinnadn os meus
esludos sobre ella; o projeclo porem he l.\o impor-
laule, pode ser lao fatal ao paiz pela maneira que
se arha laborado, que me vejo sempre na necessida-
de ou de pedir expliearno, ou de me oppor a alguma
de suas disposizes, que cm lal hj polhese se acha o
artigo quese discuta.
O nobre depulado pelo Bio de Janeiro na sessao
de hnnlem fez considerazfles de grande peso sobre o
arlgo em discussao ; seguindo o exemplo que elle
me deu farei lambem algumas observaees alim de
que o nobre minislro da justira possa dareiplica-
ces salisfalorias que orenlcm os nossos votas.
O projecro quer que sed ao governo a nomeazAo
dos delegados de policia... PoisnAohc ao governo a
qnem prrlence anualmente a nomeaco dos delega-
dos de policia '.' Essa nomeaco nAo he ao prsenle
ila exclusiva competeocia du governo?
Mas, dzia o nobre minislro, o que se quer he que
elles sejam nomeados, nAo da classe dos desembarga-
dores e juizes de direilo, mas de qualqncr classe de
cidadAos. O nobre minislro nilo lem a faculdadede
nomear delegados quaesquer peanas que sejam ou
nao hachareis formados, juizes de direilo e quaes-
quer macislrados de qualquer ordem '? Por certa que
o lem ; para que pois esla idea no projeclo ? Ella he
desnecessaria, porque a legislaran em visor lem pre-
venido esses inconvenientes que ao nobre minislro
parece que exislem ; julgo pois, Sr. presidente, qoc
smenle por engao essa disposizAo poda entrar no
artigo em discussAo.
Erstc porm una dispo*icao nova, que vem
ser nomeaco de chotas de polica' de qualquer
classe de cidadAos ou funecionarios pblicos. Senho-
res, quando exista no paiz urna classe lAo numerosa
de magistrados, quando al boje sem iuconveoientes
dessa classe lem sido os dietas de policia, quando o
governo lem um circulo muilo largo, porque a sua
escolha pode recalar nAo s em juizes de direilo,
mas anda em desembargadores, me parece supera-
bundare essa disposizao, porque nAo ha necessida-
de alsuma della.
Senbnres, os dictas de polica devem ler conbe-
cimenlo de direilo, os dietas de polica cnlcndem de
materias ligadas ao servizo do magistrado ; al bo-
je os dietas de polica lirados dessa rlas cedido hem, be urna classe que se lem dedicado ao
esludo dessas mataras, que deltas lem taita profis-
sao ; c por isso, pois, nAo mo parece qoe se possa dar
juslilicazao.plausivel para a medida proposta, a nao
ser a de necessidade de se alargar. mais o circulo
donde o governo pode escolher empregados desla
ordem.
Eslou mesmo que o governo nao lanzar nunca
mAo de oulros quaesquer empregados que n3o sejam
magistrados, qesndo porvenlura passe o arlgo. Per-
mlla-mc o nobre ministro que Ihe diga que he mais
um luxo de nntorisacjto que elle, deseja, cujas conse
quencias o nobre ministro com o seu bom criterio
pode prevenir.
Oulra parle quo nao posso dcixar de impugnar e
votar contra, vem a ser a que c-labelece um privi-
legio de foro aos delceados do dieta de policia. Para
combalcr esta parle, cu lancarei mo da opiniAo do
nobre minislro, dos seus argumentas produzidos nes-
larasa. Permilla-me o nobre ministro que Ihe per-
gunlc : a que classe perlencem os dietas do policia e
os delegados? Cortamente perlencem administra-
ran, sao ofliriaes ou empregados da policia admi-
nistrativa, nao perlencem a admini-lrarao da ju-li-
Za propriamcDle dita. Porque razio a respeilo de
empregados da administraras se ealahelcce iim foro,
e nao se ha de eslabelecer em geral para lodos ? Nao
ouvmos o nobre minislro dizer aqui que. para tazer
tare magislralura, era de mistar armar o poder ad-
ministrativo, organisa-lo de maneira que pudesse
servir de harreira ao seu desregranieuto, aos seus
excessos'.'
Urna coz : Nesle ca.'o era melhor nao dar-Ihe.
semelhaule poder.
O Sr. Ferraz : Mas quallni o meio de evitar-
se o mal proveniente desse predominio, dessa con-
quista a que o nobre ministro se quiz rS^rir ? Pre-
via aulorisarao para que possam ser proejados os
empregados da adminislrariio. Se pois os chines de
polica, os delegados nao s3o mais emprega
adminislrarao, como dar-se o privilegio do foro
uns, e a oulros apenas licenca para serem processa-
dos ? Crcio que o similc he perfeito, ha homogenei-
dade de principios, ha homogeneidado de fonles
donde deve dimanar a regra eitahelecida pelo nobre
mnislro; mas o similc nao he perfeito admillida a idea
consignada no projeclo, porque es dieres de polica
e os delegados nAosAo membrosda magistratura, nSe
perlencem adminislrarao da jusu'za.
Para que, senhores, o privilegio do foro para os
delegados ? Em que razao pode se basear esta me-
dida ? qual a sua necessidade ? qual a sua utilida-
de ? Consideremos que o delegado de policia leuha
commetlido erros de offici, crimes de responmbili-
dade ; quem condece do seu crime ? Sem duvida o
juiz de direilo em cerlos casos, cm oulros o juiz mu-
nicipal. O nobre minislro pode soppor de alguma
maneira que a magislralura enllocada no p em que
se acha peloseu projeclo, pode por ventura laucar
mo de meios reprovados para fazer com que a for
m do governo, a sua aczAo seja enfraquecida, e co-
mo que minguada, que nao prodnza o efTelO deaeja-
do ? Se o nobre minislro parle desla snpposicao para
eslabelecer a medida pro pos la, enISo confessari
aquillo que tem negado at hoje, confessara que o
poder queda magislralura lem de ser um poder
funesta. Eu nAo vejo, nao desrubro a necessidade
desle privilegie de faro, nao posso considerar como
necessro que esses individuos sejam processado'
pela relazAo, sejam julgados por ella, salvo se o no-
bre minislro quer reputar laes delegados um poder
verdadcramenle poltico ou excepcional. Eu tamo
anda mais da existencia de laes delegados como o
nobre ministro deseja, por algumas razoes que passo
a pouderar.
Se o nobre minislro quizesse a nomeacAo de laes
individuos em circunstancias extraordinarias, quan-
do a iranquillidade publica exigiste, eu creta qoe a
cmara poderia volar desle modo ; mas o nobre mi-
nislro a exige por exemplo para o caso em que a se-
guranza individual aeja atacada, e nestas palavras
eu descubre cxteueAo immensa; um arbitrio indefi-
nido, pudem dar azo crearAo de um momenlo para
outro de laes autoridades com poder extraordinario
uas vesperasde oleimes, e esses homens assim man-
dados eescolhidos, de um momenlo para outro podem
exercer urna influencia funesta contra liberdade
do vota, se he urna verdade esla garanta. Ado
portanlo que to indefinida be esla auloriaacSo que
pode causar grande mal.
O arlgo diz: i quando a Iranquillidade publica
ou a seguranza individual exigir. AcxpressAo se-
guranza individual vai alm de toda a h\polhese
que possamos conceber ; se a evpre-sAo fosie, a em
rircuinslancias extraordinarias; quando a tranquil-
quando aseguranza individual exigir ? ~ITe" ISo ex~
lensa esla aulorisarao que DSo sei qnal ser o
limita.
E, senhores, o caso em que a seguraoca individual
oexigeuSo importa por certa circumstancia extra-
ordinaria ; entao os meios ordinarios de que o go-
verno dip6c, que a ndminislracAo da juslira lem,
sao -ulucientes. Mas se acaso pde-se conceber que
sem sedaron! casos extraordinarios em que a Iran-
quillidade publica sofira, somenle porque a seguranza
individual pode solTrer, laes medidas extraordinarias
sao de mistar, neste caso todo o projeclo do nohre
ministro falla, nao sao_idneos esses meios de que
lanrnu mao, nJo pfl8*haver essa repressSo forle,
nAo se arma como julga os|bizes de direilo ; essa
arma que Ibes d, as siluaeoes em qne os enlloca,
nada dista ser suficiente. Desejava que se me es-
tahelecesse urna hvpolhese, que se produzisse um
exemplo no caso verlente da seguranza individual
exigir.....
O Sr. Figueira de Mello:Ue o caso de qoe tra-
ta o arl. 60 do regulamenlo de 31 de Janeiro de 1842.
O Sr. Ferraz:Quando por exemplo se desse o
caso a que o nobre deputao pelo Cear se refere,
fallam por ventara meios ao governo ? N3o lem o
chefe de policia, nao tem o delegado do lugar res-
pectivo a quem se dirija ? Para que um delegado
ni hoc t O nobre depulado pelo Cear em parti-
cular me Ira/ pur exemplo om faci acoulecido nos
serles da minlia provincia ; mas entao nao era a se-
guranza individual, era a Irauquillidade publica
que soil'ria ; eram homens que capitaneando atse-
clas armados invadiam as povoazoes, tazia m foragir
todas as autoridades, predominavam em ludo, lau-
ras am sobre a popularlo lodo quanto pode inspirar
o lerror, apossavam-se do poder do publico, levan-
ta v m--o cima de ludo. Nesle caso nao era a segu-
ranza individual ; era a propria Iranquillidade pu-
blica qae soffra; entretanto, sem se laucar mao des-
sas medidas extraordinarias muito se pode obler;
foram nomeadas novas autoridades, remetleram-se
forzas, e entao conseguio-se reslabelecer a paz; relo
., .!'! a propria autoridade do lugar pode bem satisfa-
zer sem ser necessaria urna autoridade ad hoc. Ede
que valem os delegados e subdelegados ordinarios ?
De que valem os dietas de policia ? de que valem
as autoridades judiciarias ? Eu nao sei, nAo posso
comprehender a necessidade desla autoridade adhoc.
E enlAo de que modo, senhores ? Um delegado ar-
mado de lodo o poder policial, como privilegio do
foro que se concede aos juizes de direilo Ora, se
eu combat o privilegio do foro concedido aos juizes
de direilo, com muilo maior razao devo combaler
esle privilegio do foro concedido a eses capilaes
mores, a empregados provisoros, e excepcionaes....
O Sr. Ministro da Juslicada um aparte.
O Sr. Ferraz:Perdoe-me o nobre minislro, tai-
vez nao qoeira, mas este artigo he um artigo poltico,
lem por fim eleicoes ; e se nao lem por fim eleice*
favorece o dominio sobre eleicde, dada qualquar
oceurrencia contraria as vistas do ministerio. Eu
tamo muilo desses homens exaltados que querem
ludo vencer ; se obliverem um emprego destes, da-
das certas circunstancias, o que nao faro ?
Eu nao acho necessaria lal aulorisarao. acho que
os dietas de policia, as autoridades ordinarias da
policia administrativa sao sufllcienles para o fim de-
sejado. Nao lem havido urna epoda, por mais pe-
rigosa que seja, por mais tormentosa que leuha sido
que aulorisasse as medidas que propoe o nobre mi-
nislro ; a iranquillidade publica lem sido reslabe-
lecida nos ponlos cm que lem sido atacada.; c nos
casos ordinarios, contra a seguranza individual, as
autoridades lem a lorza necessaria. Crcio, pois, que o
artigo cm discussAo nesla parle nao pode ser defen-
dido, nao pode ser mesmo admillido, he um poder
extraordinario que se d a um homoni escollado pelo
governo, quem sabe com que vistas.
Nada digo a respeilo dos vencimentas ; a cmara
imagine o que far o governo, moneando para
esses casos que chama extraordinarios, mas qae eu
conlinuurei a chamar ordinarios, orna autoridade
com poderes ISo grandes e dando ao mesmo lempo
os vencimenlosde juizes de direilo a esses individuos;
islo nAo he mais que por i disposizao do governo
meios para favorecer aquelle que mais Ihe agradar.
Cnmbatendo desle modo o artigo em discussAo,
nao supponha o nobre ministro que quero desarmar
o governo dos meios necessarios para maulera tran-


no ooni
DIARIO DE PRNAMBUCO, QUARTA FEIRA 20 DE STEMBRO DE 1854.
quillidade e seguranea publieentendn que se
lleve sempre armar o govcrno conY 01 raeios rondu-
cenles a acquisicao dessn grande filenas pelo
meios ordinarios o governo pode-o conseguir : (em
os chefes de polica, lera 05 delegado ordinarios,
que pode escolher como bnm Ihe parecer.
Por muitos motivos eu nao posso volar pela aillo-
risaes que se da ao govcrno de nom(-ar para chufes
de polica pessoas que oto sejam magistrados, nem
para queso d o privilegio do Toro aosdelegados que
o nobre ministro desoja; enlendo mcsn.o que o nobre
minislroomsuaconscienci;.rcconhccer que 1 medida
naohe necessaria.Pedirciao nobre ministro que refli-
ta no que primeramente diste, quo no carece de
aulorisacao para nomear seus delegados, ou os esco-
lher ro oulra classe que nao-teja dos hachareis for-
mados; aclnalmeute peja-iiossa legislacito esla aulo-
risacao existe; parjeonsequeucia nesla parle o arti-
go he ocioso, b-i desnecessario. Voto contra o ar-
ligo." j.
O Sr. Sabuco (ministro da juslica):Sr. presifM n
jlente, para justificar o artigo que se discteosla
"" considerar as circunstancias cm que seguntclo elle
devera ser nomeados os delegados extraordinarios,
011 cheles de polica especiaes de que-'elle trata.
Na con formularle deste artigopis'chefes de polica
especiaes devem ser nomeadpafquando a Iranquilli-
,dade publica ou a aegiiruA^a individual exigirem. A
ornara permitlir qu/e^u leia o trecho do meu re-
latorio cm que injmirei a necessidade dista dispo-
sicao:
Ha liy^res no imperio em que a seguranra in'
divido/ne comprometlida por crimes graves e fre-
quaaites, onde o podero e prepotencia de influencias
locaes a favor dos criminosos tornam a autbridade
publica nulla e ludibriadi, aonde as pessoas do lu-
gar, 0% receiosas de rom promettimentos, ou domi-
nadas de odio e de vingar ras, sao impolenles ou in-
capazes para exercerem os cargos de polica; ahi um
rgimen especial he urna necessidade manifesta; o
governo lem pois como urna medida capital a aulo-
risacao para conferir a delegados estranhos ao lugar
a plena auloridade de ehere de polica, a qual com-
prehender urna ou mais comarcas, tendo esses dele-
gados os mearnos vencimentos de juide dircilo, e o
privilegio de foro. 9
Na preseoca destas circumslancias me parece que
se nao pode negar ao governo esle meio de acrao,
sem o qual elle nao poderia ser responsavel por urna
sitoarao que nao pode prevenir, que nao pode re-
mediar....
O Sr. Ferraz:Vode; nao lem os delegados?
Podedemillir unse nomear outros.
O Sr. Af airo da Justira .Mas diz o nobre
depulado: o tem 05 delegados do lugar. t> O nobre
deputado nao atienden s reflexoes que fiz ; he por-
que as pessoas do lugar sao suipeilas, cmplices do
mal ou impotentes para preveni-lp e reprimi-lo, que
esta disposic.lo do artigo se torna necessaria.
Esta disposicao do projecto nao he senao urna cx-
tcnsao, um complemento da medida salutar estabe-
tecida no art. 60do regulamenlo n. 1-20, que baixou
para a execueflo da lei de 3 de dezembro de I SI I.
Eu lerei o artigo, e a cmara ver que se di idenli-
dade de circumslancias:
Art. 60. O governo, ou os presidentes as pro-
vincias, pdenlo ordenar que os cheles de polica se
patsem temporariamente para um ou onlro termo,
00 comarca da provincia, quando seja ahi necessaria
asua presenoa, ou porque a seguranra o tranquil I i-
dado publica se aclie gravemente comprometlida,
ou porque se lenha all commcltido algum ou al-
guns crimes de lal gravidade, c revestidos de cir-
cumslancias laes, que requeiram urna invesligacao
mais cscrnpulosa, activa, imparcial c intelligenle,
ou finalmente porque se achem envolvidas nos acon-
tecimentos que occorrerem pessoas rujo podero e
prepotencia tolha a marcha regular e livrc da jusli-
ca do lugar.
O Sr. Ferraz:Temos chefes de polica.
O Sr. Ministro da Juslica:Pode acontecer, c
acontece frequenles vezes, que a presenca do che-
fe de polica he necessaria na capital, ao mesmo pas-
so que he exigida nos lugares que se acham nas cir-
cumslancias referidas; podo acontecer que simult-
neamente em mais de um lugar se decm as mesmas
circumslancias; v puis a cmara que o chefe de po-
lica somenle nao pode bastar para acudir a csses
diversos logares ns mesmas circumslancias; est
-----nenia, rwr.lf .iusjifirdft,n trtAgo^nxmnsiancias que o
regulamenlo da lei de 3 de dc/.emhro no artigo cita-
do prevenio, podem ter um carcter mais durndouro
e permanente, e o chefe de polica nao pode estar
por tanto lempo deslocado do centro da administra-
ste policial.
O Sr. Ferraz : He smenlo por commodo del-
les, nao querem sabir da capital.
O Sr: Ministro da Justira :j- Dous nohres di-
putados que fallaram hontem sobre a qoesiao ad-
miltem a idea, mas enlendem que os chefes de poli-
ca especiaes nao devem ler o privilegio do foro ;
querem a idea, mas querem a idea incompleta no
meu modo de sentir, incapaz de precncher o seu fin.
Querem que esta autoridade que vai dominar as cir-
cumslancias especiaes -em que se acha o lugar seja
enredada e envolvida nellas, seja preza e victima
dolas; assim incompleta como be a medida sem es-
ta clausula, sem esta garanta, he melhor que ella
nao passe. A cmara sabe que esses delegados ex-
traordinarios, csses chefes de polica especiaes han
de ser precedidos de des favor e de prevenrlo, hao
de ler contra si a indisposicao das autoridades e in-
fluencias do lugar, as quaes elle vai excluir, e enlao
nao ser inverosmil ou gratuito que ello seja mell-
do cm processo, e fique impossibilitado de preencher
a sua jurisdc^ao.
O Sr. Ferraz: Quem Ihes formar o processo ?
O Sr. Ministro da Jurtica: Quem Ihes forma-
r o processo? O juiz de direilo, o juiz municipal,
ou porque sao dominados pelo mesmo espirito de lo-
caliilade, eu porque uada pode fazer contra o trama
urdido por elle ; para a hypothesc figurada quem
recusar o remedio proposlo ? Nega-se porm a hy-
polhese e parece ser esla a questao ; pois bem, ella
he lio grave, tao seria, que mesmo cm duvida deve
ser prevenida ; se ella se nao der nenlium mal fazo
remedio.
O Sr. Ferraz: He mn luso.
O Sr. Ministro daJiutica: Hontem um nobre
, deputado pela provincia do Matto-rosso disse unia
verdade quando enlendeu que teudo-se conferido
aosjuiesde direilo o privilegio do foro, por denu-
dado de razao se deveria conferir a esta autoridade.
O nobre deputado pelo Ro de Janeiro conleslou
a iilentidade de razSo; ha em verdade outras razoes
especiaes a favor dos juizes de direilo, mas a razao
principal,o fim do privilegio he o mesmo, he a inde-
pendencia daquelles juizes, e destes delegados da ad-
minislrac.no; a cmara v bem que nao he s o po-
der judciario, mas tamhem c- poder administrativo
o que lem necessidade de indepem enca, e nao s
estes dous poderos senao todos os poderes polticos
devem ser indopendentes, porque hj a independen-
cia a base da divisan delles consagrada pela conslilui-
cao. (Milito apoiados.)
Ao passoque seconslilae o poder judiciarip coma
forja e garantas enm que deve ser constituido, ho
preciso nao desamparar o poder administrativo em
relaro ao poder jndiciaro, he preciso eslabelecer os
corrcclivos que.convm ao equilibrio harmona
delles. (Apoiados.)
(Ha um aparte.)
Mas diz o aparte que se essa auloridade do juiz de
direilo (lea lio forte com csses poderes, para que o
conferimos ? Senhores, porque urna allribuicao ca-
rece de correctivo, segue-se que ella nao convm,
que nlo he necessaria ? Muilas providencias ha que
sao csseuciacs, mas dependem de coiidiges, de clau-
sula e de correctivos, c ningucm dir que nao dc-
vam ser lomadas porque dependem dessas clausulas,
dessas cundieses, desses correctivos.
tartamente o poder alminislralivo entre nos est
anda desorganisado; deimonlado ligo s pelo lado
poltico, senao tambera, em relarSo parle criminal
e civil; na parle politice a cmara sabe que o poder
administrativo apenas se cireumscreve as espita es das
provincia, ; emquanto vai bem como poder judcia-
rio nao tem eroharaep, se da parle ..elle houver ri-
valdade, ou nao houver ajuda, nao pode marchar;
cm verdade quera he o celegado do poder execulivo
nas comarcas ? Ser o juiz de direilo, ser o juiz
municipal, sera o delegado ou subdelegado ? too
ha aera vestigio da cen!ralisae> administrativa, a
qaal lano importa anidado do peniramenlo e da ac-
cao. Em relajo o poder judciario na parte cri-
minal que garanta tem o poder execulivo, quando
o poder judciario pode respousabildar e melter cm
processo livrementeaos agentes dello, porque fazem
o que elle manda, porque Ihe obedm em ?....
O Sr. Ferraz : Oh 1 Pec,o a palavra.
O Sr. Ministro da Juttica: Porque osla eslra--
nheza dn nobre depulado? O poder judciario e exe-.
culivo sao naturalmente rvaes, e nao podem deixar^
de ser, porque em razi de suarfiatureza esiao cmf
miiilo coutaclo ; um o oulrtfapplicam as les aos ca-
sos oceurrentes, encss^tj)(pinlioso nodem enconl
e achar-so em ciwrfficici; o
as leis civUj/:riminacs, o poiftL ex
as leisaibniolstratvas.
,Qfsr. Ferraz d um aparte.
O Sr. Ministro da Juttica: Vara prevenir que
esses poderes se enconlrein, sn/conTundam eannul-
lem he que em oulros paiies eslao bem tricadas as
llnhas que os separam. V'in regulado o rgimen dos
coufliclos, e eslalxlccidos os correctivos paia seu
equilibrio, e r>i>ra prevenir essa rivalidade que a le-
gislaco dc^es paizes presup|Mie, e que he limito na-
tural. .
.V--5II1 he que, como eu j disse, o poder judcia-
rio nao pode, sem previa aulorisacao do poder ad-
ministrativo, metler em processo c responsabilsar
os agentes principaes da administraran, porque alias
o poder judciario annullaria completamente o poder
execulivo, inutilisandn os seus agentes, tornando-os
tmidos e duvdosos na execur,ao, desobedientes 011
responsaveis porque obedeccram. Esta previa au-
lorisacao, que os Francezes chamam mise en juge-
ment, nao he como diz umescriplor cuja auloridade
lie por todos respeitada, o Sr. l'avard de Laoglade,
nao he eslabclccida em vanlagem pessoal dos funcio-
narios, mas para proteger suas fuuccOes no interesse
acral da sociedad c.
Sem esla garanta muitos funecionarios esclareci-
dos e ntegros ser,1o abandonados aos ataques irre-
fleclidos e desmandos das paixes. Sobre isto o pen-
samenlo do legislador tem sido sempre o mesmo do-
nla do syslema representativo cm Franca : he por-
que esla garanta he da nalurc/a (lesla forma de
governo.
Km re.o;ao ao poder judciario na parle civil nao
he menor a desf.rganisticao : ajursdic^ao admii.is-
trativa anda he muito desconhecida, e o que he
mais, ella encontra antipathia c cstraoheza : entre-
tanto, se todas as reclamaces que um acto do poder
administrativo pode suscitar fossem decididas pelo
judciario e para elle remedidas, a cousequencia se-
ria que o poder judciario he que em ultima analyse
vinha a administrar, que o poder administrativo se-
ria por elle absorvido, Dio teria liherdade e accao :
.1 jui sdiccan he pois urna necessidade, he preciso sa-
ber que administrar nao he somenle exceular, mas
sm ordenar, iulcrprctar e julgar julgar as df-
ficuldadcs que occorrem na execucao : he preciso
distinguir no governo os Ircs caracteres de poder
de administrador, e de propriclario.
Disse o nobre deputado pela Baha que parece
incoherencia que leudo eu considerado romo garan-
ta para os empregadosadministrativos a previa au-
lorisacao para serein processados, cm vez dessa ga-
ranta ve n ha pedir para os chefes de polica especiaes
ou para estes delegados extraordinarios o privilegio
de foro ; nao tem razao, a hypolhese he bem difie-
ren le: essa garanta he um meio ordinario, o pre-
vi legio de foro he nesle caso exigido por outras cir-
cumslancias ; he porque csses delegados nao sao do-
miciliarios no lugar, mas estranhos a elles tendo ahi
somenle prevenr/ieseindispensijocs contra si,he por-
que os juizes n.lo podem ser all senao suspeitos e
hostis.
OSr. Ferraz : Isso he applicavel a lodos os
empregados da administracao aos colleclores,
p Sr. Ministro da Justira : He a dflereca.
porque esles empregados sao ahi domiciliarios, tem
ahi scus uizes naturaes. A previa aulorisacao n.lo
ora ueste raso um remedio, sean um mal, porque
u governo seria obrigado a denega-la sempre para
nao entregar scus agentes inimizade c vinganca,
e esta denegacao seria a impunidade.
O nobre deputado pelo Kio de Janeiro considerou
cotno inconstitucional o privilegio de foro conced-
do a essas autoridades ; o nobre deputado nao citou
o artigo da consliluicao que esse privilegio infringe,
mas me parece que o nobre depulado se refere ao
Indo art. 179, parece-meque esse artigo, vejamos
o que elle diz: l-icaui abolidos todos os privilegios
que nao forem essencial c' inteiramente ligados aos
cargos por utilidadc publica. Bem v a cmara
que 1 ronsliluicSo 11.I0 aboli todos os privilegios,
BlwHwipmii>iiWiii7'ii!li n iPltr
tanto nao posso admillir o argumento do nobre de-
putado, porque no raso de que se trata o privilegio
nao he pessoal, mas inherente ao cargo por utilida-
dc publica.
O nulirc deputado pela Babia disse anda que esle
arligo era desnecessario porque o governo est auto-
risado a nomear delegados. At ahi nao ha qneslo
alguma, he verdade que o governo pode nomear de-
legados mas nao pode nomear delegados com jurisdic-
{5o cm urna ou mais comarcas, com a jurisdcc,a o
de chefe de polica.
Sambem nao v o nohro depulado razao alguma
para que os chefes de polica nao sejam juizes de di-
reilo ou desembargadores ; posso attestar ao nobre
deputado que aadmiiiiserac,ao nao poucas xezes se
achaem embarazos para nomeacao de chefes de po-
lica, que ha mesmo inconvenientes em que seja re-
tirado do lugar que exerec com vanlagem o juiz de
direilo para ser empreaado no cargo de chefe de
polica..
O Sr. Ferraz : Enlao deve-se por a prohibi-
co.
O Sr. Ministro da Justira : De sorle que ou
ha de ser ludo ou nada ; lem razao, he esse o lypo da
nossa poca, 011 ha de ser ludo ou nada.
O Sr. Ferraz : Nao.
O Sr. Ministro da Justira:.... u o govcrno
ha de somenle nomear os chefes de polica d'cntre os
juizes de direilo ou desembargadores, ou nao pode
nomear nenlium desses magistrados para chefe de po-
lica Pode ser muitas vezes que o governo se ache
embarazado para nomear um chefe de polica ; he
pois preciso que elle lenha um circulo maior cm que
possa escolher esses empregados segundo a necessi-
dade do servico publico.
So o governoquizesse abusar, devur-sc-hia conten-
tar com a actualidade, porque pode actualmente
multiplicar os lugares de juizesde direilo, Horneando
chefes de polica aosjuizes de direilo. cujos lugares
ficam vagos para oulros, creio pojs que u projecl0
Iraz grande vanlagem neste poni, isto he, habilita
o governo para nomear chefes de polica sem que se-
ja preciso distrahir os magistrados dos seus cargos.
nanlo s vistas polticas que o nobre depulado
altrihuio medida de que se traa, nada dirci. Que
hci de dizer ? He livrc ao nobre depulado allri-
huir ao governo essas inlencdcs, e -eu s posso pro-
testar contra ellas.
As reflexes l-'it.i- pelo nobre deputado pelo Rio e
por oulros relativamente nomeacao de individuos
que nao hachareis formados para os cargos de chefe
de polica me pareceram allendiveis, e eu aceito al-
guma emenda uo sentido de poder o governo nomear
para laes lugares individuos que nao sejam juizes de
direilo ou desembargadores, comanlo que sejam ha-
chareis. He quanlo posso dizer sobre a materia.
O Sr Sayao Lobato cmbale anda 110 artigo, o
lie novamenle sustentado pelo Sr. Nabuco ( midis-
Iro da juslica. )
He lidaeapoiada ,1 seguinte emenda.
a Em lugar das palavras anda que nao sejam
barbareis formados diga-se com lanloque sejam ha-
chareis formados em direilo.
Suprima-se a ptlavra delegados da segun-
da parle do arligo Figucira de Mello.
Depoisdc fallarein anda osSrs. Ferrazo Nabuco,
he lida e apoiada a segunde emenda :
Os chefes de polica couservam a compelenc ada
fminacjoda culpa. S. a R. -- Saijiio Lobato.
Nao haveudo casa para se volar, fica encerrada a
discussao.
urna das minhas anlepassadas fallci-lhe noCabedello,
c disse-lhe linha meus rocen que la aconlecessc al-
guma desgrana. Ainda nao se deu esle caso, porm
j ha grabas pesadas e pouco laltou para o diz an-
tes da graca.
final l'ercsdc polica, (de quera j Ihe fallci quando
elle deixou fugir uns presos) estando preso na forta-
leza de Cahedello, fra com o ajiidantc da mesma
(dizem, j se sabe) casa dn um lal mesire de espa-
da bascar a mulher, por'elle a ler espancado, sendo
ella irinaa do preso, e cunhada do ajudanle. Che-
gando a casa o mesire de espada, e achando-sc
sem mulher, diz que lamben) Ihe linham furladn 60
atarees, que havia de fazer e acontecer, c para nao
lie ser massaute passarei a ultima sceoa (por hora),
o subdelegado mandou chamar ao ajudante e ao mes-
ire de espada,e depoisdc (rocasde descomposturas,o
mestre armado com urna espada e um rlaviuou),
quer malar o ajudante mesmo na audiencia, houve
gritos de misericordia, resou-se a magnifica! ; e por
liiu apparcceu o milagro do homem largaras armas
dianlc de urna N. S. da Conceicao ; do ajudanle da
fortaleza ter viudo para a cdade ; do mesire d'ar-
nas estar a passear no Cabedello; o subdelegado
em casa cucando as canellas espera do pcixe que
vem do mar; eu a escrever-lbe isto c na cidade, j
se sabe, que ao Cabedello nao vou nem por dous vin-
tn, porque nao son desempate de raivosos.
O nosso mercado de gneros para evporlaran esla
semana, punca alteraran sollreu nos presos colados
na mulla missiva anterior.
O algodao em cousequencia do melhor lempo que
vai fazendo, tem viudo inspecsao com mais aniraa-
co, conslluindu-se as entradas quasi que regula-
res. Seu prec lem oscillado entre 900 c 69 rs.,
com compradores constantes.
O deposito desle genero em ser orear por 4,000
saccas, pouco mais ou menos.
As noticias ill unamente receladas, vndas pelo pa-
quete da Europa, que nolam firmeza uas colascs
dos mercado* inglezes, faiem que aquelle prerose-
ja duravel por algum lempo.
A influencia dos compradores de couros passou, c
esle seero est hoje valendo os antigos presos de
4.3SOO e 55. As entradas ao pequeas, c a existen-
cia cm ser diminuta.
Em 1. docorrenlc despachou para Barcelona o
brigue hcspanhnl Prima, manifestando 330 saccas
de algodao, e 16 couros seceos salgados. Os presos
por quanto foram vendidos esles gneros, segundo
me consta. s,1o por arroba de algodao, e 6j> por
dila de couros, tudo posto a bordo, segundo u cos-
ime.
O mercado de importadlo acha-se abastecido com
as duas cargas receladas ltimamente de Barcelona.
Os vnhos por titila foram vendidos a 18..J por pi-
palem-a-cacula portugueza, e os mais gneros que
perfizeram o carregamenlo deste navio obliveram
presos soflnveis.
Entrou hontem desa procedencia o patacho hes-
panhol Romano, alastrado de pedra, ahm de tomar
urna carga de algodao e couros para Barcelona. A
polaca goleta Elisa, comesou j a embarcar algodao
para o referido porto.
Saude, patacos, e ludo quanto he bom Ihe dese-
jo, etc.
o Enlendem todos, e nesle sentir est a commis-l porconal, a dos 5por cenlo, concedidos pelo mesmo
sao, que de ura pessoal convenientemente prepara- governo gcral.
PERNAMBICO.
C3RRESPONDENCIA DO DIARIO SE
PRNAMBUCO.
Pamhiba 1S de Miembro.
Na minha nltima Ihe parlirpei que linha de apa-
recer novidade i,p becco, e que o Merelen pedia sc-
gredo; agora como esl publico e notorio, Ihe con-
tarei o que lauto temia elle que se soubesse. Por
motivos de queixas que cu ignoro, e que lambem nao
se Ihe d de ignorar, foi nm lal FerrSo, carcerciro da
radeia ilcmtlidu e substituido por um Hollando.
No da da inudanca houve moscas por cordas c mos-
quitos por arames, os presos cantaran), dansarnm, e
gritaran), vivas, e loras, que foi coua muia ; os
amigos o prenles d'esles os imitaran), porm j se
sabe, fura da radeia. chas vendas, as quaes liveram
seu quinhao cm dinheiro, o que ngradou bastante
aos donos ; emfim ludo foi fallanca, al o proprio
commindanle da guarda folgou do oulro, que dizem
ser bem substituido, visto as boas qualidades do qte
entrou.epourosdiastlepoisvio o mesmo que tanto ap-
plaudio, a sua substituidlo no destacamento da t. S,
por um alferes da mesma por nome Alhajde. Em
ASSEMBLEA LEdlSL, ATIVA PRO-
VINCIAL.
7 SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 18 DE S-
TEMBRO DE 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
As II 3|4 horas da manhaa feila a chamada,
acham-se presentes 2il senhores deputados, e abre-se
a sessao.
O Sr. 2 secretario procede a lcilura da acta que
he aprovada.
EXPEDIENTE.
O Sr. Io secretario l um olirio do Sr. depulado
suppie 11 le liento Jos da Cosa Jnior, partecpan-
do que por docnle nao pode comparecer na presen-
te sessao.
He lido c jtilgado objeelode deliberarao o segun-
(c projeclo da commissao de fazenda.
o A assemblca legislativa provincial decreta :
Art. 1. Para occorrer a despeza das obras de-
cretadas pela lei do nn.menlo vigente, fica o go-
verno da provincia aulorisado a conlrahir um cm-
prestimo em capitaes reacs, que nao exceda a du-
zenlos conlosde res, cujo juro nnnuul poder ser
aloilo por cenlo pago por semestre.
Art. 2o. Esle emprestmo se rcalsar, quer pela
venda de apolices de cem mil res a quinhenlos mil
res, a qual se far na razao da carencia de fundos
para a mencionada despeza, quer entregando-sc di-
rectamente estas apolices aos arrematantes ou ero-
prcileiros das ditas obras, que assim o quizerem.
Art. 3". Para 'o resgate da prsenle divida Oca
garantida annualmenle a quantia de quarcnla con-
'^('Art'\^-%a'mrev'gaaVsTfiiposises em con-
trario.
Paso da assemblca legislativa provincial de Pcr-
namhuco 18 de selembro de 1854.Mantel Joa-
qun Carneiroda Cunha.Abilia Jote Tacares da
Silva.Jos Pedro da Silca, vencido em parle.
O Sr. Carneiro da Cunha pede dispensa de im-
pressao para o projecto ser dado para ordem do da
seguinte.
O Sr Carcallio reclama que esta urgencia nao
deve prelcrir o projecto da estrada de ferro.
O Sr. presidente disse que sse trata da dispensa
da impressao, e que por isso vai consultar a casa.
O Sr. Manoel Cacalcanti reclama que se nao de-
ve volar sem apoiar e discutir.
O Sr. Presidente consulta a casa, que aprova a
dispensa pedida, e depos o arligo 106 do regiment
cm que funda a sua resoluco.
ORDEM DO DA.
He l'rdo c apoiaiKi o seguinte requermenlo do Sr.
Manncl r iviilatnli :
llequeirtffpe se poca ao presidente da provin-
cia copia do orcamento especificado de cada um dos
reparos dos estragos causados pela cheia nas estra-
das c poules da provincia.
O Sr. Manoel Caralcanl' disse que, apesar de
nao appareccr npposicao ao sen requerimento, vendo
que su vai volar silenciosamente, conla que ser re-
geilado ; entretanto convm ponderar que o sen re-
qucrimcnlo lende a favorecer a pressa do andamen-
to dos projectos que se quer approvar ; porque pre-
vine explicares que a casa necessila para votar os
meios que o governo pede para acudir no dficit.
He por isso que o orador nao quer esperar que se
trate do projeclo do emprestimo para enlao aprcsenlar
o sen requerimento: atienda a assembla a isso, diz
elle, e nao regeile o reqiierimcnlo, que me parece
nao passar ; veja que sem esses orsamcnlos que
peso nao se poder apreciar devdamcnle o deficil
em que falla orclalorio.
Consultada a casa he approvado o requerimento.
0 Sr.Francisco Joiio pede a palavra para ler o se-
grale 'relaloro da commissao de inslruccao pu-
blica.
1 A commissao de instrursao publica com aca-
rada allcnrao considerou a parle do relaloro do
Exm. prcsidenle da provincia, concerneute con-
versao do Ivceu dcsta cidade em um intrnalo, e
reconheceu como mesmo a inconveniencia da con-
servacao do referido eslabelecimeulo com a sua ac-
tual organisarao depos que para esla cidade for
Iransfcrido com a Taculdade de direilo o collegio
das arles.
Por effelo dessa occurrciicia Picar a provincia
habilitada a transformar o lyceu, dando-lhe um
plano novo mais conveniente aos seus iuteresses, ou
a supprimi-lo empregando cm oulro ramo do servi-
So publico as rendas que Ihe sao destinadas.
a Nao se anima a commissao a propora adopro
1I0 segundo expediente, porque nao est na linha
dos verdaderos inlercsses da provincia ; a cultura
moral e inlelleciual da nossa popularan pedem an-
tes a disleusan dos meios de ensino, que a reslric-
Sao o snpprcssao delles. Resta, por tanto, o se-
gundo alvitramcnlo, que nao s se presta satisfa-
cao da necessidade, que sentimos da crearao do col-
legios regulares para a educaran da mocidade, se-
nao que tamberu vai conseulanea a marcha cons-
tantemente seguirla pela assembla dcsta provincia
de animaean so seu adiantamenlo moral e inlellec-
iual, de que se nao lem osquecido, cubican lo-n sem-
pre com o melhoramenlo material da mesma.
a A commissao fara njuslca illu-lraran da ca-
sa, e injuria aos senlimentos da seu"acrisolado pa-
triotismo se a casa um s momento se demorasse
cm demonstrar a necessidade da cultura dn ensino
publico, e da conveniencia de sa regular e pro-
vciln-a organisacao.
Neste assumpto nada mais faz a commissao se-
nao ocompaohar o pensamenlo dos doulos, c das
Iias5cs civilisadas..
Heem obediencia a doulrinas selladas pela ex-
periencia favoravel aos collegios regularmente cons-
tituidos, que abraca a commissao o pensamenlo da
presidencia, propondo a crearao de um intrnalo
em -nbstituiean ao lyceu ; e julga lauto mais inde-
clinavel esla insliiuc'n, quanto nesle syslema de
ensino n,1o tem sido at hoja entre nos ensaladas as
suas verdadeiras bases, sendo que em toda a parte
he reconhecida como o mais conveniente tirocinio
para a alta inslruccao.e secondaria, que se recebe
nos collegios.
dodepeude o lloresrimenm dos collegios, c que el-
le somenle se ubiem por meio dos seminarios mode-
los ; mas apezar de couhecer toda a importancia da
medida, nao a inicia, porque os sacrificios pe-
cuniarios, que exigira, sao por agora de impossi-
vel eumporlaclu para os cofres provinciaes. Esta
razao ob^la que se levante mais alio, e at ao seu
verdadeiro ponto o pensamenlo da reforma.
" Entrando a commissao nas investigases, que
exige o estado da organisacao de nossos estados, seu
esmorecimento o medidas, que devem ser creadas
em ordem a levantar do abalmenlo, em que jaz,
esse importante ramo do servico publico, forsoso
Ihe he convir com a presidencia na oulra necessida-
de pela mesma denunciada da rov sao geral no sys-
lema de ensino e escolas dos diversos graos.
A coheso c abrarainenlo das diversas partes
do ensino publico he cundirn indspensavcl e de
imperioso reclamo ; e por forsa della, e da primei-
ra providencia proposla, a conversan do lyceu cm
um intrnalo, vem tambera a oulra indicada no re-
laloro da presidencia a rov sao de todo o plano
dn inslruccao publica.
a Esle Irabalho, que exige a consulta das leis e
regulamcntos exisleutes, consideraran de importan-
tes relatnos, consclhos de homens professionaes,
auxiliares indispensaveis para regular a juntura dos
diversos membros da inslrocsao, carece de lempo,
espaso largo, do qual n.lo podemos dispor ; entre-
tanto a reforma urge em allens.lo emergencia a
principio manifesta da, e he por isso, que s pela
adminsiracao. que nao por nos, podo ser agora de
urna manera provcilusa considerada a reforma nes-
sc milndroso assumplo.
Fazendo a commissao a ovposirao de laes ne-
cesidades, das medidas e poder que pode salUfa-
ze-las, lamenta que a exigudade dos recursos pe-
cuniarios do thesouro provincial n.lo a encorage t
dolar a administraran com meios ampios para a
proficiencia da illustras3o pernambncana, o apenas
se anima para occorrer as alleraces, que possam
resollar da reforma, a propor como subsidiara a
quantia de 8:0009000 de rs. alm da volada no
orcainonln vigente.
Concille pois a commissao propondo conside-
rarn da assemblca o seguinte projecto de lei:
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve':
Art. 1 O presidente da provincia fica aulori-
sado a reformar a in-lrucrau publica da mesma cm
seus diversos graos, e a converler o lyceu desla ci-
dade em um intrnalo, podendo dispender na forma
que houver de organisar mais 8:0008000 rs. alem da
quantia votada na lei do orcamento vigente.
a Art. 2'< O presidente da provincia far por cm
pratica a reforma, sujeitando-a a definitiva appro-
vasao da assembla provincial, e emquanto a nio- ^a nossa garanta.
a Paso da assemblca provincial 18 de selembro
de 1854./. J. F. d*foir.
O Sr. Souza Carcalho pede desculpa por solli-.
citar ainda a aiiencnu da cmara respeito desla
questao. Declara qe nSo ne |evM|0 a isso, pelo
desejo, como alguem finge acreditar, de tomar par-
le directora nas deliberarles da casa. Reconhece
que minen ser lemivel campeao na lir;n parlamen-
tar. Renuncia de boa vontade a essa gloria. Sem-
pre que falla he obrigado por um dever, como mem-
bro de commissao, ou movido por urna conviccSo
dipcrioza, Nesle caso realisava-so urna e oulra
cousa.
Entrando na questao, diz que existe alguma dif-
ferenca entre as circumslancias em que foi votada a
lei da Babia, c aquellas cm que nos adiamos, leu-
do de nculralisar o elteilo da lei hahiana, c de cor-
respon ler completamente situacao creada pela Ba-
ha. Por conseguintc he de opiniao que nao nos
devenios limitara reproduzir a lei da Babia, como
acontecera se fosse adoptado o projeclo do Sr. Dr.
Aguiar.
O orador acha defetuoso esse projecto na forma e
no pensamenlo. Em primeiro lugar reprodusindo a
lei da Baha, o projeclo falla do capital se que houver
de (Ixar, quando o capital da nossa empreza, difle-
ren te mente da da Babia, j foi fixado pelas modifi-
casoes do contrato em 875,123 libras, como demons-
trou pela respectiva leitnra.
O orador nota ainda algumas oulras impropieda-
des no mesmo projeclo, como a de referir-se lis 20
primeiras leguas, tem precisar o termo da estrada,
que he a confluencia dos ros Una e Piranzy.
Emquanto ao pensamenlo, o5r. Souza Carcalho,
julga inteiramente superfina, ou prejudicial a ma-
teria do ultimo arligo. He de opinio que he super-
fluo lemhrar an governo que trate de obter da cora-
panhia urna indemnisarao, no caso que os lucros
desla cheguem a um mximo estipulado. Todas as
razoes de conveniencia, e at a simples iinilacAo do
coutralo geral levarao o governo a promover essa
idea. Porm pode aconteeer que nao sendo pos-
sivel obter isso, nao possa ler efleito brevemente
a nossa empreza. Pode acontecer que os capitalis-
tas inglezes nao queiram dar melade dosseus lucros
futuros ao governo geral, conforme o contrato, e ain-
da em cima subdividir a oulra metnde com a pro-
vincia.
O orador he de opinio que em lodo o caso con-
vm promover a sua realisacao. Diz que n3o lem
cabimento caannos a preoecupar-nos de pequeas
vantagens futuras, quando nao temos certeza anda,
se obterernos o que almejamos, nem de que modo
ser. Julga que lia utilidade em promover a exe-
ciien do no-so caminho de ferro, anda no caso de
que por alguns aunos lenhamos de pagar o importe
obtiver, ser ella considerada como provisoria.
(( Art. 3" Fcamrevogadas as dsposises em con-
trario.
a Sala das commisses, 18 de selembro de 1854.
Francisco Joao Carneiro da Cunha.Manoel
Clementino Carneiro da Cunha.Padre fcente
Ferreira de Siqueira I arejiio.
O Sr. Francisco Joao declara que, a exemplo do
procedimento da casa que ha pouco leve lugar, se
anima a pedir a dispeusa de impressao, afira do pro-
jeclo ser dado para ordem do dia.
A assemblca accede ao pedido do nobre depu-
lado.
Contina a 3* discussao do projecto n. 1 relativo
a estrada do ferro com as emendas propostas na
sessao antecedente.
O Sr. Manoel Cacalcanti disse que na sessao
antecedente linha proposlo o adiamenlo da discos-
sao afim de haver lempo para so examinar o contrato,
ou a lei da Baha a lalrespcilo; pdrm licoii tao fm-
pressonadocom algumas informaees que teve, que
nao so julgava em estado de discutir, nem achava
que podesse discutir com utilidade. O orador l al-
gumas palavras do contrato, diz que nao pode con-
tinuar, e senta-se.
O Sr. Aguiar disse que.nao tendo assistido ao co-
inero da discussao, e tendo conhecimeulo do que se
tem dilo na casa, julga ser do seu dever dizer algu-
ma cousa acerca da materia, pensando todava que
isso foi questao que j se decidi quando na assem-
bla geral se tratou desla quesiao. Pacece-lhe efue
agora a discussao deve versar sobre os meios de exe-
cucao ; ninguem pode desconhecer quanto lie ulil a
empreza de que se lrala.se rellectir que a esla ques-
lo esl ligada a qesiao de bracos para o nosso
Irabalho, principalmente em poca em que ha
grande emigrarlo de escravos para o sul do im-
perio, onde alias ha vantagens reaes para a colo-
nisacn ; o que nao acontece para o norte onde
as colonias s se estabelecerao por ultimo, j
por causa da natureza do |nosso solo, ja mesmo
pelo clima, c mil oulras circumslancias que eslao ao
alcance de lodos.> Ninguem por lanto deve dcixar
de querer a estrada de ferro, vendo que s ella he
que nos pode trazer os brasos de que precisamos
para o nosso Irabalho, e he por isso que o orador
acha que a provincia colhcr vantageus dessa garan-
ta de 2 ". que a Baha j den ; a Baha que alias es-
ta em muilo melhores condires do que Pernambu-
co, que tem rios navegaveis. que lem mais popula-
cao e mais riqueza. Ora estando os capitaes na Eu-
ropa a 5 e 6 ",; pouco mais ou menos, e tendo aquella
provincia assegurado mais dous por cenlo alm da
garanta do governo geral, nao devemos nos consen-
tir que a lei da Baha fique com melhores vanta-
gens ; convm igualar a condirao das duas estradas;
nao ficaremos nos na retaguarda do progresso ? por-
que depois de certas necessidades palpitantes, depos
de certas despezas indispensaveis para a vida social,
nao ha obra alguma mais necessaria do que a estra-
da de ferro.
Isto posto, embora estoja, como se v, disptsto a
votar pela dea, o orador dscerda do modo por que
se acha concebido o projecto ; visto que eolende que
se devem eslabelecer bases sobre as quaes o aoverne
lenha de contratar, afim de que, quaesquer que se-
jam a ron-e indicias do contrato, caiha lambem a
responsabildade assemblca. Nao pode deixar de
apoiar a idea do Sr. Meira Henriques, que quer que
alm de um certo lucro, a provincia perceba vanta-
gens delle; porquanlo se a companhia quer que o
seu capital lenha um lucro ccrlo, a provincia lam-
bem no caso de um excesso de gando deve ler urna
parte nellc : foi isso u que fez a assembla provin-
cial da Baha, c nem por isso o Sr. Wanderley, que
conla all urna grande maioria, lomou este acto co-
mo falla de confanos. Semelhanle proceder da as-
sembla n.1o importa conlianca nem desconfianza ;
dao-sc circumslancias cm que he necessario proceder
smenle por coiiianoa, ha questes graves, quer em
poltica, querem administrasdo, qne s assim se rc-
solvem; mas no caso de que se traa o orador nao v
precisao de chamar a discussao para osse lado, e an-
tes entende qne convm eslabelecer as bases para o
contrato, al porque is-.o mesmo servira para esco-
rar o govcrno e indicar-lhc um caminho por onde
elle deve seguir. Tambera he govcroisla, mas, per-
gunla, que mal ha em se consignar a idea da emen-
da? O mais fura excesso de siisceplibilidadc que nao
cabe em um homem illuslrado e circumspeclo como
o Sr. conselhern Jos Benlo, com cuja amizade de-
soja o orador harinonsar o dever de depulado.
He por isso que mandara a mesa um projeclo
substitutivo, sem oorgulho de que elle deve neces-
sariamcnlcpassar : sobmetle as suas ideas cons-
derasao da casi, o esta proceder como julgar em
suasahedoria.
He lido e apoiado n segralo projeclo :
A assemblca legislativa provincial de Pernam-
buco decreta :
Art. 1. O governo he aulorisodo a conceder ,1
companhia que se nrganisr para a conslrucs.lo da
estrada de ferro de Pcrnambuco, desde a cidade do
Recite al o rio de S. Francisco, a garanta de um
mnimo de juro al dous por cenlo addicionacs aos
cinco por renlo, concedidos pelo governo geral,
sobre o capital que so houver de lixar para as pri-
meiras vinte leguas da referida estrada.
a Art. 2. O mesmo govcrno contraan com os
emprezarios as condiroes necessarias a rcalisacan do
presente subsidio, regolando-se, para a fixaoAo do
capital e virifiearao dos lucros da companhia pelo
coutralo geral.
Arl. 3. Quando os lucros da companhia exce-
dercmaum mximo estipulado, a provincia ter
nelles orna parle porporcional, conforme for ajusta-
do, do vendo n governo provincial, independente da
cxeciicSo ra prsenle lei, enlender-se rom o gover-
no geral para qne a earanlia decretada, 6eja pro-
' O orador cita o dito de lord Brougham, de que
gastar alguns milhes no derrmame o lo da inslruc-
cao publica nao era mais do que faier um empresti-
mo de usurario, que ser exuberantemente pago pe-
lo futuro rendmeolo dos crrelos. O orador pensa
tambem que dispender a provincia algumas cente-
nas de cotilos de ris para que lenhamos o i.osso ca-
minho de ferro, he fazer um empreslimo que, inde-
pendente de indemnisasao pela companhia, ser
prdigamente satisfeito pelo resultado progressivo
dos direilos de exportasao, e em gcral de toda a ren-
da da provincia. Hesemear para obter abundante
colheita.
O orador mostra com varios argumentos, e ex-
emplos a utilidade de se conceder neste caso todo o
arbitrio ao governo. Diz que be uas circumslan-
cias graves nos negocios importantes e urgentes que
se deve recorrer a elle : qoe s enlao he que poza
verdaderamente rcsponsabelidade sobre o poder.
Que nao se trata de dar ao governo como j lem sido
dada em circumslancias muilo ordinarias e por as-
semblas ordinarias, urna auturisi-ean plena para
reformar toda a inslruccao publica, nem para crear
reparlcoes e marcar ordenados. Que o caso he de-
masiadamente grave c urgente. Que devemos adap-
tar a lei que confeccionamos a especialidade das cir-
cumslancias. Que nem nos depulados, nem o pro-
prio presidente sabemos o modo, porque se d
realsar o contrato ; que isso depende esscnci
menle das ciacumslancias e das disposis ca ae i.nnures. o orauor iecoru...., ...1,1... ,..,-
trato da estrada de ferro do Rio a San-I'aylo o Mi-
nas tan hbilmente organisado pelo minislro brati-
leiro em Londres.
Declara qne nesle negocio confia mais na efficacia
do modo evecucao da prsenle lei do que no efleito
unicamenlc das suas disposUses* Que pode aconte-
cer que de nada sirva a garanta oulorgada pela as-
sembla provincial de Pernambuco ; que os capita-
listas de Londres digam que nao couhccem, como
enlidade digna de credilo, a provincia de Pernam-
buco, por isso que nunca liveram negocios com ella,
mas s com o governo geral do Brasil ; porm nessa
orea-ao n orador confia que o governo da provincia
se eleve altura da sua misso, que descubra c era-
preguc meios para tornar a lei eflicav.
O orador julga que a assemblca deve corresponder
aos senlimentos patriticos que determinaram o go-
verno da provincia a convoca-la extraordinariamen-
te, confiando-lhc inteiramente a guarda dos nossos
iuteresses neste momento solemne. Que he chegada
a oocasao de dizer ao presdeme da provincia : Ca-
ve lieguid detriment; repblica capia!.
O Sr. Souza Carcalho pensa que a oulra idea
contla 110 projeclo, de recommendar ao governo da
provincia que se cnlenda com o governo geral para
que a garanta seja em todos os casos proporcional
entre a pruviuca e o governo geral do Brasil, nao
lem mais significaco do qoe ura mero desejo, um
pedido, que como tal, por muitas razoes que expoe,
nao he digno figurar n'uma lei.
O orador julga que quando queremos as cusas
devemos quere-las de-veras. E concluindo observa
cjue cvisle por assim dizer alguma cousa falal nos
progressos que faz o Brasil ; que os Brasil oros con-
tribuem com poucos esbirros para elle ; que lia mui-
lo lempo que scdiscalem se promnvem as estradas
de ferro 00 nosso paiz, e que entretanto a sua reali-
sacao vai sendo retardada, somenle porque n.lo se
adoptara medidas eflicazes pra isso. Considera a
nossa estrada de ferro digna de alguns sacrificios
pela raz.1o valiosissima do ser a primeira de Pcr-
nambuco, por ler de altrahir aqu pela primeira vez
na capitaes cstrangehros. e por sor o principio de
urna nova era e de outras emprezas, cujo alcance
he tao cbtraordinario, que s pode ser imperfeila-
menle calculado.
(Alguns Srs. depulados: muilo bem, muilo bem.;
O Sr. Pereira do Carmo disse que se julgava dis-
pensado de desenvolver a utilidade da estrada de
ferro, parque os oradores qne o precederam o linham
feto raui bem, e que igualmente prescinda de Ira-
lar da conveniencia da medida, por estar convenci-
do que esle onus que a provincia possa tomar sobre
si ser plenamente compensado polas vantagens da.
mesma estrada; os quaes bem se conheccm pela
anal)se comparativa dellas e dos sacrificios que se
lenha de fazer. Assim declara que nao pode volar
pelo arligo addilivodo Sr;- Meira Henriques,nem pe-
lo projeclo do Sr. Aguiar, porque o objeclo de am-
bos se acha compreheii lidu na emendado Sr. Theodu-
ro, na qual se prescreve ao governo a ohrigasao de
cingir-sc ao cnlralo feilo com o governo geral.c an-
da nesle caso nao pode o governo deixar de contra-
lar com os emprezarios acerca da parle que a pro-
vincia deve lor nos lucros da companhia em propor-
co da garana que oflerece.
O Sr. Manoel Cavalcanti toma segunda vez a pa-
lavra para uppor-se a lodo o projeclo, declarando po-
rm que so elle passar, volar por qualquer emenda
que leuda a esclarecer as bases, e a restringir o ar-
bitrio. I cm--e dilo que lio inilil demonstrar as
vanlagcns da eslrada de ferro, e s se repele que is-
to he sabido; mas nao ouvi ninguem dar essa de-
monstrasao que he necessaria. Respondendo a um
aparlc que Ihe d o Sr. Francisco Jo.lo que diz que
ninguem desoja fazer dissertarflo escolar para repe-
tir o que disse Tocqneville, o orador diz que Tocque-
villelratou das estradas de ferro em gcral. mas nao
da de Pcrnambuco, e he precisamente esta que se
discute : o que quer he que se demonslrem as van-
tagens desla eslrada para a provincia. O que he
.crio he que os lucros da linha, segundo os homens
entendidos, nao podem chegar para mais, pelo me-
nos nos priineiros annos do que para o costeio, e is-
to o qne mostra? Allonda-se ao que aconteceu com
a primeira estrada de ierro creada no nosso paiz;
vejase o que disse o Sr. minislro dd imperio em
discurso publicado ha das no Diario, e que o orador
l; a companhia de Man lem gasto odohro do que
roDla>a,e ja pede garanta de juro. O. orador ob-
serva que sabe como as cousas se pnssain na nossa
provincia: nao ha ernpreleiro nem emprezario de
obra que nao fasa reelamases no Cm ao governo, e
quati sempre alcancam o que desejam : no lempo
mesmo de urna admnislraca qoe muito se inleres-
sava pelos melhorameotos da provincia,no lempo
da administracao do Sr. barau da Boa-Vista, deram-
se factos de que me nao esqueso. A assembla volou
qoatro contos para se ler urna ettatiotica da provin-
cia, e a applicasSo que se deu a esse dinheiro nSo foi
proveilosa ; deram-se mais 40 contos para melhora-
menlo do assucar, essa quantia foi dada a ura in-
dividuo para vesitar os engenhns: e era essa o pen-
samenlo da assembla? Assim, como ic quer que
eu eonfle lano ? para que servem as lises da his-
toria ?
O orador observa que a experiencia que tem do
mundo faz sempre que obre com cautela e preven-
co neslas cousas : he preciso sabor o que se quer,o
se isso se poder oblo ; entretanto queso se falla
em symholo de civilisasao, de progresso, sera se de-
monstrar que possuimos os precisos elementos para
tal. Em resposla ao aparte em que se falla da Ca-
lifornia pod ter camiohos de ferro e nos nao, e islo
nao deve admirar. Para que se falla nos Eslados-
l'nidos ? podemos nos comparar-nos aquelle povo
que descerni de Pen e de lord Ballirqore ? E de
quem descendemos nos ? dos l'orluguezes. E de
mais, he preciso ter meios para eonsumir,e he o
que falta nossa populacho.
O receio do orador fon la-e ainda no abuso'que
pode resultar da aulorisacao que se quer dar; por
que, como j disse, os emprezarios das obras nosa-
lisfazcm completamente aquillo a que se ohrigam, e
depois conseguem sempre o qne prelendem. Disse o
orador que leu ha poucos das, e torna a ler casa,
um discurso do Sr. D. Manoel pronunciado no se-
nado : he opiniao de ura homem illuslrado, e nao se
pode negar o zelo e dedicaran com que j servio o
crculo que hoje governa ; este senador tem muita il-
lustraso, e entretanto elle diz que as estradas de
ferro nao sao ainda para nos. Devemos partir do co-
ntiendo para o desconhecido, e n,1o emaranhar-nus
n' unid cousa que descouhecemos. Pode tambem ha-
vet abusos, podem dar-sie males com ai estradas or-
dinarias ; mas nao sao de lal alcance como os da es-
trada de ferro, em a qual empenharmos todo o nos-
so futuro, e he isso o que o orador leme. Fazendo
algumas consideras les acerca dos nrramentos e tra-
balhos f i tos pelo Sr. Borthwik, ronrlue volando
contra o projecto.
O Sr. Aguiar faz ainda algumas observares para
responder ao Sr. Carvalho, aceita todava as rctle-
xoes que este fez quanto a diflerenra que deve ha-
ver entre o nosso contrato e o primordial do gover-
no geral. Combate a amplifiraco da autorrs^lo, e
reforcando os seus primeiros argumentos, sustenta a
sua emenda substitutiva.
O Sr. Francisco Joao manda mesa a seguinte
emenda addiliva e suppressiva no artigo 1. do projec-
to do Sr. Aguiar, a qual he apoiada : a Em lugar
das palavrassobre o capital que se convier lixar
diga-sesobre o capital j fixado e approvado pelo
governo geralo mais como no artigo. Francisco
Joao.
O Sr. Meira Henriques reclama se que "s-ibinelta
volaran o projeclo intimo, segundo delermina o
regiinenlo da casa.
Sendo posto a votos o projecto, fica empalado ; e
como lives-e dado a hora o presidente levanta a
sessao.
19
'residencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Ao meio dia feila a chamada, acham-se prsen-
les 33 senhores deputados, e abre-se a sessao.
O Sr. 2 eseretario l a acia da sessao antece-
dente, que he approvada.
ORDEM DO DIA.
Entra em 3* discussao o projecto substitutivo do
Sr. Aguiar acerca da eslrada de ferro, que ficra
empalado na sessao antecedente.
O Sr. Pereira do Carmo disse que o objeclo
que o Tazia lomar parte na discussao, era desfazer
um engao em que cahira na sessao antecedente,
quando dcclarou que votava em favor da emeuda
do Sr. Theodoro. Hoje melhor informado, julga
que se pode dispensar esla emenda juntamente com
4 a do Sr. Meira. Nao obslanle ler confianca no go-
verno da provincia, com ludo desoja que se deter-
minen) as bases sobre que se eve ia/cr o .,...,...1,.,
porque como ninguem condece o futuro, nao sabe
o que possa acontecer ; alm disso, nao gosla dos
extremos, que sempre sao perigosos. Tendo lido
com atlencSo o projecto do Sr. Aguiar, acha que
elle resume o contm lodos os pontos que fazem o
objeclo das diversas emendas que ae acham sobre a
mesa, e por isso nao tem duvida em dar o seu vo-
vo por este projecto.
O Sr. Manoel Cacalcanti contina a impugnar
o projecto, c declara que cada vez tem mais moti-
vos para insistir sobre a sua emenda, c repellir to-
das as que sao felas menos pensadamente ; observa
que a assembla decretan despezas, sem ter decre-
tado os meios para satisfazc-las, e esta cireumstan-
cia confirma-lhe a idea que lem de que a assem-
bla nao sabe o que faz. Tem-se dilo que a eslra-
da de ferro nos Iran grandes vaotagens, que nos
far dar um passo na carreira do progresso, mas o
orador tem para s que ella nos vira crear diflicul-
dades, porque, nao havendo recursos para ser ali-
mentada depois de feila, seremos obrigados a rea-
lsar a garanta que a assembla vai'decretar ; e tai-
vez islo seria evitado, se a casa tvesse sido mais
prudente, se houvesse esperado pelo* clculos e or-
camenlos que necessariamenle devem preceder a
adopran de medidas desla ordem.
Os caminhos de ferro sao fe 1 los anlcs para passa-
geiros do que para o transporte das merendonas ;
os passageiros he que fazem n gratulo rendimento
das estradas de ferro, e com esse producto he que
ellas sao alimentadas na Europa; mas nao tendo
nos.necessidade de vas de eommunicarao para esle
fim, porque ainda ha pouca popularao, entende o
orador que a provincia nao deve fazer um sacrificio
sem grande necessidade. As estradas sao precisas
enlre nos principalmente para o transporte do assu-
car ; o que se qaer he que o assucar chegue per-
feilo ao mercado, e para isso bastara as estradas orT
diaras ; entretanto releva confessar que ellas
ainda nao dorara lodas as vantagens, nem foram
bem desenvolvidas.
O orador pensa que a questao das vanta-
gens que o caminho de ferro nos bao de trazer ain-
da nao foi discotida. Tenho aprescnlado dnvidas,
mas lem sido resolvidas com os vocahulos gloria,
progresso, civilisasao, ele,, etc. Tem-se (aliado
nas maravilhas producidas pelos caminhos de ferro
na Europa, mas a assembla nao vai legislar para
a Europa, vai legislar para Pcrnambuco. Nenlium
dos patriotas que e-la 1 aqu sao maisenlhusiattas
dos caminhos de ferro do que eu, mas vejo que
ainda nao podem ser inaugurados entre nos. O 0-
rador insiste ainda sobre a doulrina da conlianca,
e cunclue declarando que vola pelo projecto do Sr.'
Aguiar, porque dos males o menor.
Sendo suhmetlido vntaro e projecto substutivo
do Sr. Aguiar, foi approvade por urna maioria de 3
votos. Em seguida o Sr. presidente pe a votos a
emenda do Sr. Francisco Joao, e foi igualmente ap-
provada.
Enlra em l> discu-sao o projeclo n. 2 relativo ao
crdito.
O Sr. 1." secretario l um oflicio do secretarlo da
provincia, remoliendo I copia do orcamenlo das
obras publicas acerca das despezas que se devem
fazer com os estragos causados pela chca.
O Sr. Manoel Cavalcanti, pede cvplicaces sobre
o projeclo que repula absurdo ; desoja saber donde
proveioodelicil allegado, por qne esla convencido
queso poderia provir de una cansa extraordinaria,
o que nao so da va. Entende qne a lei que decretou
as despezas do excrccio correnlc, devia ter votado
igualmente a respectiva despeza ; e assim nao poda
aliar com o molivo do deficil. Pede que se diga
alguma cousa a esle respeilo, ao menos em allcnrao
a assembla.
O Sr. Jos Pedro declara que ha um excesso de
despeza,- que nlo foi decretado, o qual foi motivado
pelos estragos da cheia ; disse qu o'projeclo fora
organisado de harmona com o rclatorio da presiden-
cia, e que o dficit era causado pelas despezas que
se devem fazer com os reparos e concerhis das es-
tradas.
O Sr. Manoel Cavalrauli falla segonda vez, e
declara que ainda nao esl salisfeto com as ex-
plcaseos dadas ; pelo que desejava ter mais alguns
esclarecimientos.
O Sr. Abilio sustenta n projeclo, ra algumas ex-
ploasoes s duvida-. suscitadas pelo orador que o
preceder, e srnla-je velando pela proposla.
O Sr. Luiz Philippe pede dispensa do intersticio,
que he aprovada.
Enlra em 1 discussao o projecto o.U, sobre a re-
forma da inslruccao publica.
OSr. Manoel Cacalcanti declara queregeila em
liiniue a idea, porque he mais ora meio de gastar
iliuheiro ; e julga que o projeclo exige explicas.
Se a cousa nao accarrelasso a despeza de oilo con-
loa de reis, talvez a adoptatse, mas cora oaccrescimo
de despeza, acha que a medida nao deve pasaar,
entende queachando-sea provincia com u m dficit
de quatro ceios contos, uio deve augmenta-Io, cre-
ando novas despezas ; julga que seria mais pruden-
te supprimir o Lyceu, o applicar a quota respectiva
a oulro rama do servico publico ; por oulro lado,
declara o orador que se oppe tambem ao projeclo
por causa do arbitrio que d ao governo, cha que o
governo tem abosado muitas vezes dease arbitrio, e
que elle he a causa da relaxarlo que se ola em
muilos professores, pois lem visto individuos Borne-
ados para inspectores do circulo, os quaes eslao ao
caso de ser inspeccionados.
O Sr. Lacerda impugna o projeclo, n3o s por ser
intil, visto que na collercao das nossas leis j ex-
iste a aulorisacao para u governo reformar a inslruc-
cao publica, como porque nlo delineo objeclo.
Sendo submettido o projecto volaesJo, h ap-
provado.
Achando-seesgolada a ordem do da, levantase
a sessao ; e o Sr. presidente d para ordem do da
seguinte a segunda discu-sao dos projtctos ns. 2 o 3, |
e a quarta discussao da emenda substitutiva da Sr.
Aguiar sobre o caminho de ferro.
alai
CMARA MUNICIPAL DO RECITE.
Senao' extraordinaria ato 39 alo acost.
Presidencia do Sr. Bario d Capibaribe.
Presentes os Srs. Vianua, Dr. S Pereira, Mame-
de, Oliveira, Barata, e Gamero, abrio-se a sessao, o
foi lida e approvada acta da antecedente.
Um oflicio do Exm. presidente da pruviuca, rc-
coramendando que desde j Iratasse cmara de fa-
zer urna exposicao circunstanciada do estado do
municipio, e Ih'a enviasse at o dia 2 de Janeiro im-
prelerivelmeiile, afim de servir de base ao relatorio
que aquelle governo tem de apresentar assemblca
legislativa provincial, na sua reuniSo do t. demarco
vindouro.A' commissao de polica.
Oulro do mesmo, acompanhado de oro requeri-
mento do juiz e mesaras da irmnndad* do Diviuo Es-
pirito Santo, erecta no convenio de Santo Antonio
desla cidade, mandando S. Exc. que a cmara infor-
masse sobre a seu contei'ido. (Coosislia o pelido no
requerimento em se Ihe conceder terrena no cemi-
lerio para catacumbas.]Ao vereador encarroado
dos negocios do cemiterio.
Oulro do mesmo, Iransroillindo por copia, para
eonhecimento desla cmara, a portara de 18 do cor-
rele, pela qual nomera aos cidadaos constantes da
mesma, para-subslltuirem ao juiz de 0080$ do ter-
mo do Recife, em seas impedimentos.Inteirada, c
que se aecusasse a recepcao.
Oulro do mesmo. aulorisando a cmara a conti-
nuar a dispender at o fim do crrante anuo, muni-
cipal o que for preciso, pela rubrica de eventuaes.
Inteirada, e mandou-se communicar M eoolador e
procurador.
Oulro do engenheiro cordeador, enviando as plan-
las que Ihe foram exigidas, des Afogadoia Pasaagatn
da Magdalena, e mais urna dos mesmos lugares, re-
sumida em urna s folha de papel, cunttndo um
projecto de arruamentos, melhorando os aetaaes, e
marcando a diroeco e dimdfesao dos novas, eui ca-
jo Irabalho diz o mesmo engenheiro altendera as
considerasoes do director das obras publicas, feitas
quando subiram approvarn do governo da pro-
vincia, as ditas plantas primitivas.Resolvto-M que
fosiem urnas e oulras plantas transmitidas ao Eira*
presidente da provincia, para examinando o caarilit-
nando-as entre si, approvar a que julgar cooveaawk
enle. ^
Oulro do fiscal de S. Jos, remetiendo o n
dn gado morlo para consumo desla capital, nai
na de 14 a 20 do corrente, (661 rezea.)Que
chivasse.
Foi approvado um parecer da commissao de edifi-
caran, opinando a favor da planta do lugar do Cha-
com, escolhendode preferencio a drecrao recta na
mesma tracaofa, da eslrada da Casa Frle ao rio Ca-
pibaribe ; e rosolveu-se que fosse submetlida o ap-
provasao de S. Exc.
Entra em discussao o ofBeae do engenheiro corde-
ador, qoe lirn adiado na seasio pessada, e depois de
breve discussao, resolveu a cmara que se respon-
des^ ao dito engenheiro que nao foram aceitas as
suas reflexes, coudas em dito oflicio, e qne por is-
so Iratasse de cumplir o mais qne Ihe fosse possivel,
a portarla da mesma cmara de 9 do correte, e que
posto Ihe seja permitlido representar sobre os amba-
raros que possa encontrar em quaesquer ordeus da .
cmara, todava nao heMicilo lacha-las de improfi-
euas e inexequveis. \ '
Despacharam-se as pe ses de Antonio Caldas da
BHia|oatebuil iRels. de Batilio Alvares
de Miranda Varejao, e CandicWv Senhorinha, de
Lasserre, de Cyprano f. da Paz, de Dellino dos
Arijos I crxeira, de Fran,. xo ne Paula da Costa, de
llenrque da Fonseca Coulinho, de Joao da Cunha
Ro, de Jos Ignacio Pereira da Rocha, de Jos
Rodrigos* Campello, do padre Jos Antonio dos
Santo* Lesaa, de Jos Antonio de Souza Quevroi c)
de Joaquim Fernandas de Azevedo, de Joaqun Pe-
reira Aranles. de Jos Joaquim Anluuea, de Lucio
de Souza Pereira, de Manoel Flores-Marques Caval-
canti, de Manoella Mara dos Alijo, de Mara Jta-
3nina da Piedade, C2) de Miguel Lourcnco Lopes,
e Manoel Benlo de Barros, de Rita Maria da Cos-
ta, elevantou-se a sessao.
Eo Manoel Ferreira Accioli, ofllclal maior da se-
cretaria, a escrevi no impedimento de secretario.
Barao de Capibaribe, presidente.Vitmna.Ma-
mede.Gameiro.Rego e Albwjuerque.Olieeira
Reg.
-30-
Presidencia do Sr. Bario de Capibaribe.
Presentes os Sr. Reg e Albuquerque, Vianna,
Reg, Mamede, Oliveira o Gamriro, abrio-se a les-
sao, e foi lida e approvada a acia da antecedente.
Foi lido o seguinte exped enle.'
Um oflicio do Exm. presidente da provincia,ooramu-
nicando queemdala de27 dejulhoultimo, mandara
passar titulo de aforamenlo companhia Pernam-
bucana do terreno, que no Forle do Mattos, so acha-
va devoluto conforme a planta organisada pelo di-
rector das obras publicas e capitana do porlo, a
qual approvara em 13 de julho prxima pastado, e
que licasse a cmara na inlelligenci de qoe deve
subsistir a referida planta, nao obstante o qoe a
mesma cmara expender em oflicio de 19 de dito
mez n. 73.Inleirada.
Outro do mesmu, commuuicando, afim de que ex-
ped isso a cmara as precisas ordens, que otando da
faculdade que Ihe coofere o 2., do arl. 24 da lei
de 12 de agosto de 1834, convocara extraordinaria-
mente, por porlaria de 25 deste mez, a assembla le-
gislativa provincial para o dia 11 de selembro pr-
ximo futuro, por assim o exigir o bem da provincia,
devendo a sessao dorar 12 das.Inleirada, por ha-
ver o Sr. vereadur prcsidenle declarado que logo que
receben dila eommunicarao, espeda as ordeus
convenientes.Maudou-se acensar a recepso.
Oulro do mesmu, convidando a cmara a concor-
rer ao cortejo, e ateistir a grande parada do dia 7
de selembro vindouro, anniversario da independen-
cia desle imperio.Inteirada.
Oulro do director da* obras publicas, enderezado
ao governo da provincia e por este Iransmitlido a
esta cmara, para providenciar expondo o mao estado
era que se acha a rampa do caes da ribeira, em cou-
sequencia da accumulacao de lixoa e inmundicias,
que n.lo s exhalara muilo mo cheiro, como incom-
modam a quemahi quer desembarcar, e obstroem o
leilo di ra, impedindo que as erabarcafoes se ap-
proximem da rampa nas occasidts de maro vasia:
que oeauo de esaolu das aguas dos pateos da Ri-
beira e Ponda, e ras adjacenlesj se achavam obs-
truidos al a altura de 3 palmos na sua sabida por
grande porsaode lixo, alm de outras emumstancias
que o mesmo director aponlava; conclninda por di-
zer que para nao continuar semelhanle aboso, o ni-
co e melhor meio era collorar-so no mencionado lu-
gar urna seolinella do corpo de polica para impedir
os despejos.Resolveri-se que se respondease S.
Exc. que a providencia a dar era a menna lembra-
da pelo director das obras publicas, alim do vedar
qoe os despejos se facam sobre o caes e rampas, a
sm dentro d'agua, e qae para efleito dessa medida
houvesse S. Exc. de expedir as ordeus convenientes
pois emquanto se conservaram senlinollas naquellc
lugar e em outros nonios marcados para despejos
nunca isto aconteceu. sendo qne a mudanza dos
despejos para oulros lugares, nao sendo acompa 11 ha-
da da medida indicada, nao irara o fim desojado
estando como est, o povo tao arraigado nesta pra-
lica prejudicial, que dilllcil ser desaveu-le princi-
palmente sondo esse semen feilo por prelos escra-
vos cuja incuria edeleixo drvidos sua ignorancia
sao capazes de ludo, alm de que emquanto oulro
nao for o syslema da limpeza da cidade, nao con-
vm que os" lugares dos despejos iiquem mu distan-
es da residencia dos qae sao obrigados a manda-Ios
fazer ahi, porque seria islo sobremodo iucomrnodo
quelles a quem fallam os meio* de conducao.
Oulro da adiiiinistrasaoda companhia de Beben-
be. respondendo ao que Ihedirino esla cmara em
16 ?" Cn.r,er lZ,q%EW"*" d^ d0 mno "-
sentara fixar em 1208000 rs. mensaes, o precu oor
qne pode a companhia fornecer agua do encana
memo para as reres destinadas ao consumo desla ca-
pital, e duendo que senlia nao poder .cellar oolfore-
c.mento feilo pela cmara de menos da re,eri,bi
q.i.nlia.-Resolveu-se que se officiasse a dminisir,,-
S*nL? """' C0,"^a,0 tue dMe assign.
lo pelas partes contraanlos, allcndendo a adminis-
i ii!inVfD8w J" Jsa''e pelas commissoes
que primeiro Iralaram deste negocio.
Oulro do procurador, informando a pelicao de
Joaquim Fernandos de Atevedo, arre.n.lanle das
casuiiias da ribeira do peixe da froguezi de S. Jos,
requerendo o pagamento da quantia qne dispendeu
com os reparos das mesmas.Mandou-sa que o fiscal
informase sobrea veracidade do pedido, visto que
nao foram aulorisados os cotcenos como infonnou o
procurador.
Oulro do fiscal de S. Antonio, cnmmnnicaodu
ler mudado do paleo do l'aiai/o para um m)pii,.
particular da ra do Kangel, o baleaos majfPaWu
ees do repezo da inexna ireaiieria, porser fecha-
/'
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*\
DIARIO OEPERMMBUCO, QUftRTA FEIRA 20 D SETEMBRO Di i ..4

V\
fe
4
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1 'lo o aoougue, dentro do qual eslaxa aaqucllc lugar
o niesmo repezo, e ponderando que craquanlo seoilo
designar lugar liso, fin que permaneca o rrpe/.o,
lora elle de andar para aqu e para all, pois que
nem sempre os particulares o quorerao ter em seus
talhos.Igualmente recia m; va providencia* contra
o abuso do se eslarcm estalle.ecendo acnuguesem to-
da e qualqucr casa, som as i ondie.des iudispensaveis
ii uip estobeleeiraenlo desta ordem.-V cummissrto
de oolicia. -
Outro do engenlteirn contaador, informando sobre
pretendo de Francisco (jomes de Oliveira, acom-
panliado da planta que levantou para poder ronlcar
o caes em frente da casa do peticionario, desde a
casa do cidadXn Joan Carneiro Machado Ros, at o
principio do caes da Ponte do Uchda.A' conimissao
de ediicaeRo.
Outro do administrador ilo cemiterio, commuoi-
c.iudo que no dia 21 do oreante, lora para all
conduzido em cabera de pretos, o cadver d prata
Maria, escrava de Jos Cahrsl de Oliveira e Mello, i
que se refere a guia n. 7,45. remettido por Miguel
Esleves Alvos armador, e morador na freguezia do
Recite, no becco do Encantamento.Que fosse re-
mettido ao fiscol da Boa-Vista para lavrar o termo
de infrarcao.
Outro do amanuense sorvindo de contador, re-
metteiido nota dos impostos e outras rendas muniei-
paes que tecm de ser arrematadas para o anno se-
guinte.Que frssem em praca nos das 6, 9 e 14 de
seteiubro prximo futuro.
Outro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa
do gado inorlo para cousumo desta capital, na se-
mana do -21 a 27 do curren Le (663 retes.'.Que se
archivasse.
Outro do riscal do Poco, periindo que a cmara
mandaste pagar ao pedreiro Francisco Jacobina, a
quaulia de 209000 rs. por ter reconstruido o pirln
de pedra e cal do sitio do inajor Antuncs, o qual
mandn a cmara recuar di estrada do Capibaribe,
para alarga.-laMaudou-c pagar.
Foi remettido a commissao de cdilicao.lo, a peli-
raode Manoel Jos Dantas, pediudo indemni-acao
de seu terreno por ira* da roa de S. Rita, pelo mo-
do determinado pelo cap. ."> da lei provincial u. I9
de 2 de maio de 1844, visto nao ler acordado com
procurador desta cmara na udemnisacdlo amigavcl,
Despacharam-se as peliooes de Antonio Jos, de
Antonio Ferreira Piulo, do Antonio Francisco de
Carvalho, de Bernardo Jos Rodrigues Pinheiro, de
Bazilio Alvares de Miranda Varejao, de Cypriano
Luiz da Pai, de Francfcro Jos de Campos, de Felii
di Cunha Teixeira, de Francisco de Pauln da Costa
Lima, de Francisco de Assis Rodrigues Pinto, do
padre Jos Antonio dos Santos l.cssa, de Joao Fran-
cisco do Reg Maia, de Joao de S. Anna Liberal,
ile Ignacio J. GuOQalvcs, de Joaquim da Costa Dou-
rado, de Jos Saporeti, de Joaqoim F'crnandc de
Azevedo, de Lucio do Souza Ferreira, de Lasdilao
Jos Ferreira e outros, de Manoel Ignacio das Can-
delas e outros, de Manoel da Paixao Paes (2;, de
Maria da Paixao c Maltns, e levanlouse a sessao.
Eu, Manoel Ferreira Accioli offirial da secreta-
ria, a escrevi no impedimento do secretario.Barao
dfCapibaribe, presidente./ 'taima.Mame de.
Carneiro.lugo 4lbuquerque.su Pereira.Re-
g.Oliveira.Barata de Atmeida.
REPAHTItJAO DA POLICA.
Parte do dia I!) de setembro.
lllm. e Eim. Sr,Participo a V. Etc. que, das
parles hoje recetadas nesta repartirn, consta terem
sid presos : ordem do delegado do segundo dis-
tricto deste termo, Simao Ferreira Guimarites, lem
declaradlo do motivo ; a do subdelegado da frecue-
ita de S. Fre Pedro Gon;alves, a preta Maria,
escrava de Cntharina de tal, por andar fgida ; a
do subdelegado da freguezia de S. Jos, o msico
Claudiuo Ilippolyto de Mend uir.i, por ebrio ; e a
do subdelegado da freguezia do Poro da Panoli.i.
o pardo Antonio Altan* de Faris, para averi-
guaces policiacs.
Dos guarde a V. Exet Secretaria da polica de
Pcrnambuco 19 de elembro dc1854.Illm.e Exm.
Sr. rnntelheirn Jos Rento da Cunha e Figuciredo,
presidente da provincia. *- Luiz Cark.i de Paira
Teixeira. chefe de polica da provincia.,
*
CORRESPONDERA.
e nos fardos foram Mmenlo 2.!). sub raimlo cites em
prejuizo meo 10 peras do mcllior goslo; foi maisum
fatal enganol E tambem anda seria por enganoque
elles despacharan! no consulado 119 percas de chita,
e que lancaram na factura :(, mandando-me nos
caixcs.tmente 411?! documento n. H. Quanto
a esta falta de 2- pegas prometi provar com tes-
temuuhas.
O que signilicam estas alleraces n escripliiraolo
de urna casa cujos agentes matriculados quercm des-
acreditar e nmagar-mc com o seu grande crdito
a mim. smenle porque sou eommcrcianlc de al-
dcia?!!... Felizmente os Srs. Barrara & Castro com
a sua mu fe, fazem a excepc-.o dos bous negociantes
matriculados.
Ora.Srs. redactores tenlio 29 annos de idade enun-
ca tivo a ulitis leve polmica com pessoa, nunca fui
valeno ncni poderoso como falsa e despejadamen-
Sn. Redactores. Li em seu conceituado jornal
n. 207 a resposla, que os Srs. Barroaa & Castro
deram a minha correspondencia, e muito admi-
roit-me a coragem com que, aquellos negociante*
matriculados avanraram lanas proposites inexac-
tas e desfiguradas, para que exaltando-se, collocau-
do-s | muito as alturas e desprezando todo c a
lodos da cidado de Sobral, a que rliamo aldea,
podessem enm o mcllior rante o publico e Jtaerem-sc hroes a cusa das falsi-
dades com quo se cobrem. !
Primeiro (|ue ludo dirci a estes negociantes de
polpa ( que me votaran) desprezo !!!... ) que uin
Sobralense do carcter verdadeiro como me prezumo
de ser, nflo se rebaila em nivelar-se cem homens
dos stus qutalos, em cujos slos eu com o nias
soberano desprezo alira, eonio mnito proprios de
si, todos oe termos e expressoes (tilias de suas delica-
das educaron com nbzequiarme. e que ito nodem caber a quem sen-
do negra c trairoeira enle provocado e mesmo in-
sultado coinir en fujv jn bastante iliauidade para
repellir qualquer desredilo. inteirando ao publi-
co acerca do que lia dcSrdadciro : sim, seja adra-
da toda a ignominia sobre t sses Barroca & Castro
que meneen todo o desprezo publico, porque nilo
Irepidaram em ser perjuros, para poderem alcancar
nm celebrrimo mandado de arresto contra mi'm,
mesmo quando suas consciincias bradavam, lem-
hraudo-llies que eu nunca doiiei de pagar aos
mcus credores, que cu nao era Iransfoga, e que
mereca todo o crdito nesta praja.
As occitpatOes que tenho tido com os aprestos de
minha viauem n.lo me lem il ido lempo pira respon-
der convenientemente aos Srs. Barroca i^Sslro,
o que farcl logo que ebegar i Sobral, ma^-^ein quan-
to islo no acontece venho fazcc--fgiimas refle-
xOm ao respcitavel publico, ajieTTm offereco alguns
documentos qnc provam ,eolfi exaelidac malbcma-
tica qual seja o carcter dos negociantes Barroca &
Castro. Insultaram-mc com um arresto traieoci-
ra e caprichosamente, por eu nao ler querido com-
prar em sua casa 1 '. lnsullaram-me pelo jornal, c
aimla assim me chamam a lesponsabeldade!!!!!.:..
Eu vos agradece, Srs., a occasiao que me olTere-
cesles para que va provar em juizo o quedisse cm
minha correspondencia I Vs prejudicnstcs-me,
e alein disto^ queris cle'.noredilar-ino impune-
mente ".'!.... Conlai com a franqueza de minha dc-
feza que vos lude arrancar o vu que vos cobre !
Saiba o publico que nunca necessilc dos favo-
res destes negociantes fementidos, eque antes cllrs
se empenharam ( e nesam desgiaeadamentc )
Siara queeu fosse comprar em sua casa : isto alein
le ja estar provado com tostemunlias em juizo, e
prova tambem o documeuto n. 1.
Saihaiu lodos que estes avarentos no me fi rm favores em vender com prazo, por que este
Erazo foi oflerecdo em Icil.'m ( documento n. 2. )
por que ha dez anuos que neaocio nesta praca
e nunca newwilei d'eiles 1 Sao portanlo cavilozs
quando me chamam ingrato !
ueste documento n. 2, v-c tambem que as fa-
zendas por mim arrematadas nao estavam avina-
das, e que eu lenho direilo a haver imleinnisaco,
|iorque as que elles melleram nos fardos e cal-
ios e que eu reclamei, estavam alsumas moradas
o militas |>odres, como poderei expor em urna pra-
ca publica ipara que lodos as vejam.
Queho falsoe muito felso o haver eu assislido
( e elles serao capazes de jurar o contrario sem
Ihes vir o sangue a face ?!!) o enfaldamente e en-'
caixolamento das fazendas compradas a Barroca
lastro, e por elles arrumadas e despachadas ( (ai-
vea breicmeuteo possa provar com (eslemunhas )
txim o prova o documeuto n. 3, em que.se \ que
nunca teuboamsdo a este Iralxillio cm casa de n-
nhuiu dos negociantes a qoem tenho comprado ha
inais do dez annos, porque tenhu sempre deposita-
doem lodos plena conlianra, e que tambem sitei nos Srs. Barroca & Caslro por nilo.os ronde-
cer como hoje os cotillero.
!saib-.i o publico que he falso o Icreu conferido
as fazendas no Acanteo, visto como os vnlumcs s.lo
-ondiiziitos fechados pela maneira poripic daqui vio
ei'nSS?a*' e1ue50me,lte ao aberte na cidade
do Soiaai, para provar ism prometi apresentar
ilocuiiienlo.
Nao Ozeram os avarentos Rarroca & Caslro o
abaliniento que dizem de rs. ti9a73, mas rnen-
le aba teram 999735, que queriaijrraneor-ni de-
mauporum fatal engao, como se ve de sua con-
(an. /(. Por (anlo he falso sle sbado abatimemo
cm meu ravor ; cqiito,10 qe dizem ler abati-
do 1 l|2 por rento no juros cm 2 mezes venci-
dos da 1-. ledra nao auradecn este favor lano sejaclam, porque nunca o ped.
Saibam mais que para a minha |. lellra de 3
contos e tantos vencida, havia em poder daquclles
Srs. fundos tnens na importancia de2 contos e tanto,
em vaquetas que remed muito a'ntcsdo venciinen-
lo, om mano; que a 2." ledra venren-se na vespera
do arresto, c antes dislo viria eu liilandocom aquel-
tes embargantes (raicoeiros, para justar minbas
muas e pauar-lhes o meu debto.ser isio ama men-
tira, Sr..' porque me insultaste* somcnlc; depois que
perdesles as os.peram.-as que lindis de qe ira
comprar em voss casa.
Saibam lodos que lie falso o haver eu demorado o
pagamento em quanto lomava dindeiro emprestado,
pois que eu j o (iittta trazido de Sobral como j af-
lirmei, e se pode deprcheuder du documento junto
n..), e sena he assim, desalio para qoe apreicutem
o nome desta pessoa a quem lomei o dindeiro em-
prestado, no da do pasamento, ou mais em qual-
quer outro.
Todo o mundo sabe que a estar o de'lo vencido
nao he radio bastante para >e obter arreste conlra o
llovedor, e que quando este nao da garanta, anda
lie necessano qoe contra elle se d os motivos que
vemos recopilados no cdigo eoramercial. Os Bir-
roca ,\ Castro sabem moi bem que eu era inca-
paz de rugir ao pagamento de meu debito! Islo o
atleslam todos os negociantes desta prac i com quem
tenho tido Iransares.
Veja o respeilavel o que se poden ac junar de ne-
gociantes matriculadas qu: leudo deparhado no
Consulado9IOjanlasdc rismdo franeez, lancaram na
factura de remesia 1,348 covados, os qcaes'mcque-
riam impingirpelo mesmo | recoda jarda (efoi jarda
que airemaieil eque leudo despnchaili: 910jardas
rnente, robra-me 1,021, como s* v de seu recilio?
Ser islo (u.lo um engao como elle* di.seram?! I i
i docuim-nto n. 6.) Com o iiilhete de leilao pravo
Ur arreroaiadu 89 pecas dt-ste rivado i; na factura
cm campo e Ibes prometo nao recuar emquantono pro-
var pmulo o publico que me deve julgar que cu le-
udo m/.'ui de o r.i/oi-, porque lem de prejudcado
fui insultado.
Desafio aos Srs. Barroca & Castro, para provarem
un so f icio ,l.i quo elles dizem ser falsidade minha:
provem elles se silo capazes que lenda davido ma fo
de niinlia parle.
Srs. Barroca & Castro, defendam-se sem ofTender
a .1. nao aggravem a sua m posii.-ao, a questao lie
comigo !... nao caiam na esliillicie de envolver nel-
la osadvogados! respelu muito ao seu donrado ad-
vogado, pois que com elle nada lendo. Posso affir-
mar ao respeitavel publico sobre inhiba palaYra de
honra, que o meu advogado nenliuma parte leve
nein lem querido ter em iiiiuha correspondencia ;
se cu o I i ves-e alten,lido nesta parle, os Srs. Barro-
ca & Caslro nao cstaram hoje conhecidos como es-
l,io, e ira para Sobral sem vingar-me em publico da
injuria que elles me ll/.ei mi snlfrer nessa praca ; po-
rm eu son sertanejo, cajo bro nAo se apaga, e co-
jo -i'iiiiiiieiitn de honra est sobro a vida. Nao con-
lliiiicm |>ois aquclles Srs. avgravar suas sorles offen-
dendo 3.Encaren) smente para mim e vejam que
tenho liberdade para obrar c forra para combater as
suas falsidades. O publico illuslrado julgara qual
(em sido a minha conduela nesla prara em vista dos
documentos ns. 7 e8..
Sou, Srs. Redactores, sen constante Icitor e as-
signaulc.Jeronymo Jos Figueira de. Mello.
DOCUMENTOS.
N. I. Ulm. amigo e Sr. Antonio Bernardo Vaz
de Carvalho. Queira (er a bondade de altcslar ao
p desta, se V. S. emoannn passado eiiipenliou-se
coimuigo para comprar em casa de Rarroca & Cas-
tro, e i pedido de quem : com esta resposta muito
abrigar ao de V. S. amigo fiel e ongado.
Jeronymo Jos Figueira de Mello
lllm. amigo e Sr. Jemnvruo Jos Figueira de
Mello.Atiesto que he veniade eu pedir a V. S.
para que comprasse em casa dos Srs. Barroca A
Caslro, poroto este meu pedido foi em virlude de o
Sr. Caslro me pedir panqu cu pedisse ii V. S., e
sem mais a dizer, sou de V. S. amigo obrigado e
criado.
Antonio Bernardo Vas de Carvalho.
N. 2.lllm. Sr. DezembargadorPresideulcdo tri-
bunal docoinmercin.Diz Jeronymo Jos Figueira de
Mello,que bem de seu direito se faz necessario que
\ .S. matutean corretorOlivcira.que revendo os livros
rcspectivus'lhedporeerlid.loo laiir,amento(naodci\a-
de especificar as qiianlidades, quantidade e boin es-
lado, das fazendas/ da arremataran que tez o suppli-
canle no leilao de fazendas que no dia 29 de auoslo
dn auno passado, e por parle dos ncgOvianles Barro-
ca & Castro aprcgoou o mesmo corretor Oliveira
na ra da Cadeia do Recite no armazem dos referi-
dos Barroca & Caslro, para o que Pede a V. S. se
digne deferir-llic. E. R. M.
Pane. Recite de setemrro de 18. Bastos,
presidente. k
Em cumplimento ao respcitavel despacho supra,
mainlei exlrahir do meo livro de sabidas legalinenle
rubricado, e scllado.quanto consta do mesmo ii fallas
62 numeral..Vi cummercial, ou fallas propriamenle
ditas :t verco, da forma seuinlo: leilao de fazendas
eltectuado neslo dia por ordem e em o armazem de
Barroca & Castro, sob as cundieses dos arrematantes
das mesmas tomarem cunta no estado em que se
achassem, livre de qualquer reclamacao (salvo as
que apparccesscm avariadas)c de pagarem o seu im-
porte mediante ledras ao prazo de 12 mezes precisos
(Jalados lio fim do crranle mez) ou a dinheiro
visla mediante o descont da prar,a, opcao dos \en-
dores, (cando estes obrigados ao pacaineuto da com-
raissao'de agencia, c prodiizram as vendas segundo
a respeliva ola, rs. 29:2S97I9.
E para constar onde convier me assigno. Reci-
te de setembro de IKVi.
F. G. de Oliveira, agente de leiles.
N. 3.Exm. Sr- presidente do tribunal do com-
mcrcio. Jeronymo Jos Figueira de Mello, negoci-
ante da provincia do Cear, a bem de seu direito
requer que V. Exc. digr,e-se mandar que os nego-
ciantes desta pra$i com quem osupplicaate ha tido
Irancees e a qoem este far apresentado, atleslem
se o siippliranlc alguina vez assislo ao enfarda-
meato e eiicaixotamcntn de razendas ou outras mer-
eadnrias quo tenlia comprado em suas casas
Koala termos |>eite iiV. Exc. Ihe defira. '',.
I!. Ale.Jeronymo Jos Figueira de Mello.
Alteslciii, querciido. Kecife 15 do setembro de
18")(.Bastos, presidente.
Declaramos que temos por diversas vezes vendido
fazendas ao Sr. Jeronymo Jos I-'igucira de Mello, e
que elle minea assislo ao encaixniamciitoou enfar-
damcnlo das -nesmas,
Becife 16 de setembro de 1854.Fox Brothers-
Ilenry Guibson.Francisco Custodio ae Sam-
paio, por procurarlo de BusselMellors e C.F. W.
de Rioright.Joao llaptista Fragozo.Vas i Leal.
' N. 4.Pcrnambuco, 26 de agosto de 1831.
O Sr. .1 ornv mo Jos Figueira de Mello deve a
Barroca fe Castro :
Importe de urna ledra vencida em 25
de pudn prximo passado......
dem uc uma (lila a vencer em 30do
crrante...........
Juros-da primeira lellra 1 por % era 2
mezes a ,'a por \.........
lancadas 29 pecas de riscado franeez, com 910 ,'
metros ou 1.118 covados, e no despacho o mesmo nu-
mero 29 de pecas de riscado francez com 910 jardas
smente, n.lo se fazeudo menclo de outros riscados
francezes em ncnlium dos 3 documentos que me fo-
ram aprescnlados. O reteridn he verdade e aos so-
sobredilos documentos mo reporto em poder do apre-
scntanle a quem lorne entregar com a presente que
vai subscrpla e assignada.
Recite 18 do setembro de 1854, subscrevo e assig-
no em f de verdade e concertada.
Luiz da Costa Porlocarreiro.
N- 7. Hlin. Sr. James llalliday. Qjcira ter
a bondade sob sua palavra de honra, allestar ao p
desta se tenho tido em almim lempo (ranscc,C3 com
V. S., qual lem sido o meu nroradintenln, se lenho
pago os meus dbitos em dia, c cmlim attteste tudo
Ahatimcnlo de 29 pecas de riseado
franre, que foi na conta'com 1,:li8au-
nas.qiiandndeviam ser 1,021 jardas, dif-
ferenra 327 a 305........
Resta S. E. c O. .
3:6789910
1:1873830
36-5789
8:203>559
99*735
8:103)831
Recebemos n saldo, dizemos, o importe desta
cania em dinheiro, c o produelo de 1,017 meios de
soda, e tambem entregamos as ledras suprainencio-
nadas ao mesmo Sr. Figueira. Rs. ... 8:103?S24
Recite 1" de setembro de 1854. Barroca &
Castro.
N. 5.lllm. Sr. Antonio Bernardo Vaz de Car-
valho.S. C. 6 do setembro -'e 1851. (lucir por
amor da verdade altcslar, se eu pedia V. S. para
faltar a Barroca & Castro para suspender o embargo
contra mim, o se quando cu ped a V. S. para fazer-
me o favor de ir buscar a cunta dos Srs. Barroca &
Caslro, nao eslava com o dinlieiro ;e se morando cu
em suas casas viosme pedi-lo emprestado alguem,
assim como so a demora que lomo para ellerluar
ornen pagamento de 6 contos e tantos mil rs., que
fiza Barroca & Caslro dentro de 2 horas, nflo fai de-
vida a espera das ledras.
Sou rom lodo o rospeito de V. S. amigo obrigado
venerador e criado,
Jeronymo Jos Figueira de Mc'.lo.
lllm. Sr. Jeronymo Jos Figueira de Mello.Em
resposla a caria supra, lenho a dizer cm primeiro
lugar a seu pedido, fui na manhSa div dia cm que
de-le porto -aillo n patacho Fmulanin, exigir dos
Srs. Barroca 4 Caslro a emita do que V. S. aos mes-
mossenhores, era devedor para ser paga; sendo
que com pequea demrame a entregaran!, e apre-
senlando-a cu a V. S. me cntregou o seu importe
para que a p.igasse e cxiisse do* mesmos senbnres,
nem s o recibo na mencionada conta, como tambem
as ledras que V. S. aos mesmos senhores havia acei-
to. .0 recibo na conta me fai proir.ptamente farne-
cido, nao aconlocendn porm outro tanlo com aslet-
Iras por se arharem em juizo so d'ahi a alguns mo-
mentos me focam entregues, as quaes immediata-
mente passei as maos de V. S., o que nao posso aflir-
mar he encerto a quanlia, o que ailirmo he exceder
de 6 conlos de rs.
Ailirmo mais ser a sua assislenca em minha casa,
e que a demora que houve no ajusto deste negocio,
foi o lempo preciso, nem s para tirar a conta como
lamben) para mandar, ver as ledras onde se acha-
vam naquella occasiao, lie o quanto se passou a
respailo de tal negocio, e pode V. S. fazer uso da
prsenle onde bem Ihe convier.
Sou de V. S. ,imi-a obrigadoc criado,
Antonio Bernardo do la; Carralho.
N. 6.Diz Jeronymo Jos Figueira de Mcllo.que
a bem de seu direilo se faz preciso que V. S. mande
que qualqucr tabclliao a quem Ihe lar apresentada ..
duas facturas de fazendas dadas pela rasa deliarroca je ralilicarao de permuta.
& Castro.c a cerlulao do despacho das mesmas r-T Assim, pois, provar.i que leudo
zeudas dado no consulado, Ihe d por cerldao qual
o numero das pecas de chitas que vein as facturas,
e qual o que vem no despacho ; assim como quanlas
jardas de riscados francezes vem as ditas facturas,
e quanlas no referido despacho. Pede a V. S. lllm.
Sr. Dr. juiz municipal supptenlc da 2.a vara docivcl
o deferimento.E. R. M.
Deferido. Recite 18 de setembro de 1851.Al-
tncida.
Luiz da Cosa Porlocarreiro, cavalleiro da ordem de
Arista, e labeliiao publico de notas interino nes-
ta cidade do Recite de Pernnniliiicn ele.
Certifico que pelo supplicaiile Jeronymo Jos Fi-
gueira de Mello, me foram apresenladas duas factu-
ras de razendas datadas de 22 o 29 de agosto de
Ub3, e com recibos de Barroca & Caslro ambas da-
tadas de 12 de setembro do dito anno, e uma cerli-
<| mesa do consulado geral desla cidade datada
em l.l do crrante mez, do despacho feilo pelos di-
tos Barroca & Caslro em 9 de setembro do referido
anno do 18>, de raercadorias eslrangeiras j despa-
chadas para consumo, afim de serem remedidas para
o Acaracu a entregar ao supplicante e que confron-
tando na terma requerida as ditas facturas com o
mencionado despacho achei. que nesle eslao con-
templadas 149 pecas de chitas, e naqucllas 136 ditas,
sendo 152 na factura de 22 de agosto, e 284 na de
29 do mesmo mez, hacend por tanto a differenra
dr. 13 pecas para mais no despticho. Certifico mais
que feita a mesma confrontarlo acerca do numero de
jardas de riscados francpzes, conformo o pedido da
ptlieio achei que na factura de 29 de agosto eslao
Atiesto que oSr. Jeronymo Jos Figueira de Mello,
tcm por diversasvezcsconlrahido cm minha casa cun-
tas de nao pequeas quaiilias, c que leudo aceito lel-
(ras, m'as (em pago sempre anles de seu venrimento
com oscosluinadosdisconlos : atiesto mcsinn.quo V.
S. lem-se portado com toda a honrado/ e boa f em
scus tractos, a ponto de Inspirar-moa maior confian-
ca e crdito.
Nada mais me consta cm desabono de V. S. de
quem sou servo altcncioso
James llalliday.
Recite i de setembro de 1854.
N. 8. lllm. Sr. desembargador presidente do
tribunal do commercio.Jernimo Jos Figueira de
Mello, coinioerciante estabelecdn com teja de fazen-
das na cidade de Sobral, provincia do Ceara, c rela-
cionado nesla praca, onde lem tido diversas transac-
coes, necessiia a bem de sen direito. que V. S. man-
de nos Srs. negociante* o comnicudndor Manoel
Gmicalves da Silva, Joao Jos de Carvalho Muraos.
Francisco Custodio de Sampaio, Fox Brothers, Ilen-
ry Gibsou, Deane Youlc e Busscll Mellors, Ihe atles-
lem ao pdesle, primeiro, se o supplicanle tcm cr-
dito nesta praca, e que conceilo elle Ibes merece; se-
gundo, al que quanlia lem o supplicanle em diver-
sos anuos cmprcgailu as compras feitasem suas ca-
sas, e se tem sempre feilo seus pagamentos; e tereci-
ro finalmente, se porventura tcm o*supplicante em
algum lempo feilo reelamacoespor havercm qualquer
dos referidos negociantes Ihe inlroduzido nos fardos
fazendas mofadas, podres e avariadas. ou mesmo por
ler havido fallas de pecas indicadas na factura que
cosluma aroinpaiihar as fazendas.
Assim. pois, o supplicanle peden V. S. lllm. Sr.
desembargador se digne deterir-lbe.E. R. M.
Becife 2 de Miembro de 1851.
Atleslem queriMido. Recite 2 de setembro de
1851. Bastos presidente.
Tenho tido neaocios com o Sr. Jeronymo Jos Fi-
gueira de Mello por diversas ve/.es o anuos, o qual
tem cumprido seus tractos, econlina a merecer-mc
credilo, eno me tcm feilo reclamaces por falla de
fazendas nos fardos ou caixOes, e nem por nodoas ou
avaria.
Pcrnambuco 2 de setembro de 1851. Manoel
(oncalves da Silva.
lenho tido neaocios com o Sr. Jeronymo Jos Fi-
gueira de Mello ha muitos anuos, o qual tem cum-
prido seus tractos e contina a mereccr-me cr-
dito.
Pernambiiro 2 delselembro de 1851. Joao Jos
de Moraes.
Tenho lido ronlas com o Sr. Jeronymo Jos Fi-
gueira de Mello, ainda que de poneos anuos ; porm
nunca fez reclamaces, e lem cumprido seus tractos
em dia, continuando a merecer credilo e con-
fia lira.
Periiambiico2de setembro de 1854. Francisco
Custodio de Sampaio.
Bclirimo-nos e confirmamos cm tudo os alteslados
iicima.
Recite 2 de selembro de 1851. Fox Brothers.
Henry Gibson, Por procuracao de Bussell Mel-
lors Temos tido rontns com o Sr. Jeronymo Jos Fi-
sueira de Mello, o qual al hoje tcm sempre cumpri-
do os seus tractos com a nossa casa.
Recite i de selembro de 1851. Deane Youle &
Companhia.
(Estavam rcconliecidos.)
PL'BLIGACAO 4 PEDIDO.
Em addilamento ao annoncio de Jos Francisco
Accioli Lins, publicado no Diario de 2 do cur-
enlo, pede-se a pnblicacao da seguinte ccrlidao, so-
bre a qual roga-se a allcncao nao s dos que podem
ser iuteressados, como tambem dos entendedores da
materia, de que cm dita cerlid.io se trata.
Diz Jos Francisco Accioli Lins. que se Ihe faz
bem que o escrivao deste jui/.o, revendo os aulos
de protesto do supplicante conlra o major Francisco
da Bocha Barros Waoderley, Ihe d por certidao o
Iheor dos embargos c requerimenlo subsequenle com
que a dilo protesto se oppi o Dr. Antero Manoel
de >*deiros Parlado, advogado do prolcslado.c o des-
pac o deste juizo, que desprezou semclhanlcs em-
har :os indeferio o mesmo requeriineuto. Portante
pe e a V. S. lllm. Sr. Dr. juiz municipal e do com-
inri-ci Ihe delira.E. B. Me.
P.isse. Barrciros 13 de setembro de 1851. /.
Leal,
Anlobio dos Sanios Pinheiro, escrivao interino do ci-
veleorpbaos, e lalielliodo publico, judicial o no-
ta da villa de Barreiros, comarca do Rio Formoso,
provincia do Pernainbucn, etc.
Certifico que revendo os autos de protesto deque
Iraua peticSo retro, nelles a faldas 9 deparci com
os embargos na mesma pelir.o declarados, os quaes
sao Jo llicor, forma o maneira seguidle :
Poferihargos ao protesto fallas, diz como em-
bargante o major Francisco da Rocha Barros Wan-
derley, contra os embarcados Jos Francisco Accioli
Lins e sua mulhcr por esla, c mclhor forma de di-
reilo.
E sendo necessario provar. que lendo o embar-
gante permutado o cnseulio Sibir, silo na freguezia
de Ipojuca.com os embargados pelos dous engenhos
Linda-flor e Carhoeira-alta. silos na freguezia de
Barreiros, o estando o embargante ainda de posse do
dilo engenho Sibir, nao quiz entrega-losaos embar-
gados, quando foram por si tomar posse delles, por-
que o embargante se linba arropen lido da permuta
por conhecer-se nella tesado, e por ter adido depois
da mesma permuta que pendiam llovidas sobra o do-
minio do* terrenos dos engenhos Linda-flor e Ca-
chocira-alta, entre os Indios de Barreiros e os em-
bargados.
Pelo que provar. que os embargados reronhecen-
dn IcsOo que o embargante solTre com a permuta,c
o risco que corria o masmo embargante nos terrenos
dos engenhos Linda-llar e Cachoeira-alta, oflerece-
ram-lhe nao s orna volla de dinlieiro. que podesse
compensar essa lesfo, como tambem garanda sobre
as duvidas que apparercssem nos terrenos desses re-
feridos engenhos, ao qual oltercciment nao queren-
do o embargante annuir, den isto lugar a que os em-
bargados se empcnbassem por si e por outros, e para
que n embargante ceilas-c em olferccimento e rca-
lisassea referida permuta, c resislindo ainda o mes-
mo embargante a esses pedidos, olTereccu aos em-
bargados a quanlia- de 2:0009000 rs. para que elles
tornassem para os engenhos Linda-flor e Cachoeira-
alta, e nao Ihe fdllassem mais em permuta do enge-
nho Sibir.
Mas provar.i, que os embargados tanto reronhece-
ram a Icso que o embargante tinha soflrido com a
mencionada permita, lano rcconbcceram a vanla-
gem demasiada que elles liaban) na mesma, queno
s recusaran! os 2:fW090l)0 rs. que o embargante Ihe
dava para que elles tornassem para os ensendos
Linda-flor e.Caclioeira-alta, como tambem oltercce-
ram ao embargante a quanlia de IIMKMttbut) rs. para
que a permuta se eflecluasse : ao quo viosc o em-
bargante obrigado ceder por militas instancias -tos
embargados e de alguns amigos seus, que para esse
lim Intercederam ; pelo que lavraram uma escrplu-
rade ralilicarao da primeira, na qual os embargados
se ohrigaram pelas duvidas que apparccesscm nos
terrenos dos engenhos Linda-llor eCachocira, c pela
qual se obrigaram a vollar ao embargante a dila
quanlia de 10:0005000 rs., excesso do valor do erige-
ho Sibir em rolac.lo aos dous engenhos referidos,
j pela importancia do mesmo engenho, c j por
muitas cnusas que exisliam no mesmo engenho Si-
luro, como sejam : urna moeinla nova, um alambi-
que, os ricos ornamentas da capclla de mesmo enge-
nho e outros objectas, que nao tinliam sido compru-
dendidos na primeira esrriplura de permuta, e pela
ralilicac"ni da mesma passaram ao doiniuio|dos em-
bargados.
Provar, que be calumniosa a allegaran de que a
embargante coagio com terca os embargados para o
relebraco da segunda escriplura, bem como que
o engenho Sibir est liypolherado ao negociante
Gabriel Antonio; porqoanto o embargante nao ti-
nha larca algnuia no engenho Sibir, e faram os em-
bargados pelo contrario quem muito pediram para
o embargante concordar nessa segunda escriplura
os embargados se
constituido llovedores do embargante da quanlia
de 7:0003, coiislanle dej:> ledras por cites Brotadas,
nao pdem protestar nao paga-las ; porque esse
pililo.lo nao lem fundamento nem nos principios
de jusliri nem na legislacao lano civil como com-
mercial, e nem pinte ser em direilo recebido, visto
como nao pode ser um direilo recebido nem pro-
testo de nao ciimpriincnlo de urna obrigacio a>
que por direito se est ligado, o seu rccebiinentn
pois importa um absurdo, urna contradicho no
menino direito; pois nao existe da parle dos em-
bargados impossibilidade para nao cumplir a obri-
gerilo que conlrahiram, caso nico cm que seria
adiiiillido um tal protesto.
Assim provar que nao havendo lei alguma cm
que se nossa bascar um tal protesto, u3o leudo elle
em direilo menor cxpulsao, he fra de duvida que
n.lo pode deixar de ser considerado como um uclo
inteiramente inepto, e como tal julgado.
Porquanto provar.i, que na forma da lei tendo as
ledras o beneficio da circuladlo commercial, nao
compe(e-os embargados oulra consa seno, ou pa-
ga-las no lempo de seus vencimenlos, ou sendo de-
mandados para paga-las, apparecerem contra ellas
com materia legal, que os releve da condcninarao
se he que julgam ler essa materia.
E mais provar que, quando os embargados nao
quizessem esperar pelo tempo des vencimentos das
lellras.eentendessem que naoasdevian paear;enlao
di'vi.-ini exhibir as mesillas ledras do embargante,
m- undo o direito o nao usaren) de una ron.a a que
il'oi u nome de protesto, ao qu.il o embargante ;e
oppe nicamente para nao se presumir que elle
coiisentiu no nao pagamento das ditas ledras, ou no
deposito da importancia dellaS.
Em summa provar. que o deposito que os em-
bargados pretenden! fazer das ledras, a proporc^lo
dos seus vencimentos, e a (anca que exigem para o
levanlamcnto da quanlia depositada, nao lem lu-
gar, porque dous sin nicamente o casos em que
legislaran commercial manda depnsilar a importan-
cia do ledras, e exige lianza para o levantamento do
deposito, os quaes sao os previstas pelos artigas 387
e 188 do cdigo commercial, e sem duvida alguma
o caso em quest.io nao esta comprelicndido na le
citada. .
A vista do que provar, que nesles termos c con-
forme os de direito, os prsenles embargos devetn
serrecebidos para efleito de se julgar Ilegal a ma-
teria ao protesto a fallas inepto o mesmo protes-
to, e nao cabivel em direilo ; condemnados os em-
bargados lias rustas e mais pronniiciacoes de direilo
Fama publica e cusasO advogado, MeJeiroi
Furtado.
Nada mais se conlinba em dita protesto aqui fiel-
mente copiado do proprio original, ao qual me re-
porto, e depois do qual seguc-se o requerimenlo do
Iheor, forma c maneira seguinte :
Teudo-sc marcado a meuconstituinle o prazo de
21 lloras para apreseular os embargos presentes ao
protesto a fallas, c nao sendo possivel em 21 horas,
poder-s ITcctuar a conciliac.au deste com os em-
bargos para poder a presente aceito continuar em
seus termos, discolir-se c julgar-se os mesmos em-
bargos ; por islo requeiro que esto juizo conceda a
meu constituiule o prazo de 30 dias, para que pro-
mova os meios conciliatorios com os embargados, e
junte certidao aos aulos, liculo suslada a presente
acojo at que se junte a certidao de cnnciliac.au.
lendo este recto juizo em vista, que os embargados
mor.un na comarca do Cabo, e com menos prazo
nao podem juntar certidao de conciliaeao; lican-
do salvo o direito de meu consliluiite sobro a nao
nulidade do presente processo, se porventura este
juizo entender que a cansa presente podo proseguir
cm seus termos indepciutenle de conciliaeao. Ha
speralur.Me.delros Furtado.
Nada mais se conlinha cm dilo requerimenlo aqui
fielmente copiado do proprio original, o depois do
qual segue-se o despacho do juiz proferido nos mes-
mos aulos, rujo despacho be do Iheor seguinte :
Os embargos a fallas dispenso em limine por se-
ren nadmUsiveis c nao caiiiveis cm dircito.cmvista
do ir!. 392 do regulamentn n. 737 de 25 de no-
vembro de I8.V), e, pois,subsista o protesta a fallas,
por ser fundado nos arls. 390 e 391 do citado regu-
Umcnto, o qual todava deixo de julgar por sen-
lenca segundo o disposlo no mesmo art. 392, po-
deudoo prolestanlo prevaleccr-se dclle quando Ira-
larda aceito competente.Indefiro o icquerimeii-
lo fallas, em virlude do arl. 2:1 tilo dte
rcgulamenta; pagas as cusas pelo embargante.
Barreiros 11 de selembro de 1851.Borges Leal.
Nada mais de conlinha cm ditas despacho o aulos
proferidos, e aqui por mim copiados fielmente dos
proprios autos originaos aos quaes me reporto, e
vai por mim escripia e assignada na forma do eslv-
lo. Villa de Barreiros 15 de selembro de 1851 tri-
gsimo terceiro da independencia c do impeli do
Brasil. Eu Antonio dos Santos Pinheiro, escrivao
interino a escrevi e nssignei.Autonio dos Santos
Pinheiro, escrivao interino.
VARIEDADE.
ADMINISTBACAO TEMPORAL EM BOMA.
Como uestes ltimos annos se tem tratado da orga-
nitacjta govcrnamcnlal dos estados romanos, naodei-
xar.i de ser til diier almonas palavras quanto s for-
mulas e rcgulamentos desse poder, cuja mfluicza in-
(eirameute parliru'ar, faz um goveruo excepcional,
unico no mundo, sem analoga esem pontos possiveis
de comparacao com os demais.
Nao emprebeiulemos | trete de remontar sua
origem, nem descrever as unironles pitases da sua
existencia al ao regresso dos papas a Roma em 1377.
Este exame seria muito vaste para este resumo, o
alm disso intil ao nosso fim, sendo o poder lempo-
ral neslacpoca mais nominal do que real. A orga-
nisacao deste poder s dala vcrdadeiraincnle do go-
veruo de Martin V (1417) elevado ao pontificado pelo
concilio de Conslance, depois do scisma, que acom-
panlinu a entrada dos soberanos pontfices nos seus
estados. A sahedoria do reina lo do Nicolao V con-
tribiiio poderosamente para a sua eonsolidaeao. Fi-
nalmente os pontificados de Xisto IV, Alejandre VI,
Julio II, Le.lo X e Paulo III (1471 a 1.550) Ihe de-
ram a tarca, que at cnlao Ihe. havia fallado, c que
foi augmentada pelos seus successores.
Existi comtudo grande obstculo para o exerricio
da soberana pontifical, proveniente do desastroso
uso, iiitroduiido pelos proprios papas, de dar os car-
gos de ebefes dos pequeos estados, cncravados no
sen territorio, mentante uma fraca renda, a certas
grandes familias do paiz, e snbrctudo aos sens1 pren-
les. As cidados eram de principio assim engajadas
por concesses (empnraes, mas que se. nerpetunram
indefinidamente. Po V (1336) sobrad ao (hrono,
recnnbeccu que seguindo esle syslema, o poder do
chefe do estado toruava-se uma soberana puramen-
le irrisoria, lendo a son lado barftes feudatarios, que,
com quanto se intitulassem vassallns, eram na reali-
dad quasi independenlfs. Para obstar a esle grave
inconveniente o mais promplamcnte possivel, publi-
cou o fe/, assignar por 39 rardeaes (27 de marco de
1336 nina bulla, que defenda d'eniao em diant eri-
gir cm feudo nenliuma parle do territorio pontifical,
assim como renovara investidura de feudos, que nao
fossem primitivos. O lexlo desla hulla exigia ao
mesmo tempo, que todos os rardeaes novameute
creados presiassem juramento de obediencia sregras,
que elle prescrevesse.
A Pi Vea Gregorio XIII succedeuXisto V (1585!.
Foi no secute de Carlos V de Uespanha, de Francisco
I cm Franca, e de Isabel em Inglaterra, poca em
Sue o poder dos soberanos se engrandecen em toda a
uropa pelocufraquecimenlo do feudalismo. O che-
le da igreja niio quiz ficar atraz do movimonto, que
cutaose operava, e assoriou-sc a elle, modificando c
adnptando-o s condeoes inlcirameiile especiacs do
goveruo pontifical. Com este proposito pz em pra-
lica uma grande reforma na maneira porque se tra-
tavan os negocios lemporacs do santo concilio. An-
tes disto, esses negocios eram aprescnlados a um
consistorio composlo de lodos os caldeaos presentes
em Boma. Este melhodo ollerecia a duplicada van-
lagcm de se qucixarem as partes tanto ao'soberano
como aos conselliciros; ao primeiro, poique a oppo-
sirao de cerlos cardeacs os obrigava a |sso ; aos se-
gundos, porque os papas se haviam reservado o di-
reito de sublrahir certas questes impurlanles ao seu
exame, e de as decidir por si mesmos.
Xisto V, desojando estender a autoridad" do sobe-
rano, rundeceu com ludo, que nao poda (Vastar com-
pletamente da direccao dos negocios temjioraes da
igreja os cardeaes, que pela propria nalureza e di-
reilo a dignidade, de quecslavam investidos, deviam
ejercer uma parle da autoridade durante o seu rei-
nado, e que alm disso deviam elevar depois doli o
seu successor. No entretanto, nao quiz admilti-los
a esla co-adminislrarao, dcixando-llics o direilo de
volar em um consistorio nudo a opposic,ao. ainda que
muilas vezes intil, poda cm oulras ser embarazo-
sa. Para resolver esta dilliculdadc. sem comtudo
sollrcr as susceptibilidades do sacro collegio, dvi-
dio-o cm consclhos especiaes, aos quaes den o nome
decongregarocs, c dividi cnlra cites os grandes ne-
gocios da igreja e do estado. Cada congregagn, cra-
nosla de cardeaes, era presidida por un candeal, com
o nome de perodo. \}m prelado eslava ligado a
elle rom o titulo de secretario. Exaniiuavain cada
um na parte, que Ihe dizia respelu. as quesloes gra-
ves, que Ihe eram siibinetlidis e davain o seu pare-
cer. As US decisiies nao eram comlmlo valiosas sem
a sauccao do papa, c para conservar a esle toda a l-
benla le de acc.o, nao Ihe eram notificadas peto car-
-Ical perfeilo, cuja autoridade o posicao poderia de
alguma maneira itilluir nelle, mas pelo prelado se-
cretario, que dava conta dos votas o expunha os mo-
tivos cm que os rardeaes havian apniado a sua opi-
niSo. O papa, depois desla explicaeso, tinha o di-
reilo de aceitar esta opiniao da matara, e com a sua
sancrao, dava-lhe a forja de lei. He verdade. que
casos havia, mas raras vezes, era que eslava reserva-
do o direito do chefe da igreja, e dclle poda entilo
usar. As questoesda mais aliaaravidade eram tni-
camente siibmedidas ao exame da congregaran inlei-
ra. Ocardcal perfeilo tinha o poder necessario para
resolver as que eram de uma importancia secunda-
ria, e eslava ene irrogo I id i cxecuc.lo dos decretos da
congregbaos Pela inlrn luocHo deste systema, a au-
toridade do chefe do estado lornou-se qiiasi absoluta,
conservando as formulase deixando aos cardeaes a
salisfacilu de admillir os seus onselhosTias grandes
quesles do goveruo do oslado e da igreja.
As duascongregacocs mais importantes, segundo o
ponto de vista de administrarlo temporal interior,
eram as do sagrado concilio e do bora goveruo.'
O sagrado concilio exercia a sua urisdic,ao sobre
os ni igislra los encarregados da repressan e da pun-
cao dos crimes; o bom goveruo occopava-se da orga-
nisaeao e do orc.iineul.i das rommtinas. O poder do
bom goveruo sobre as communas nao se exercia com
ludo sanio ale certas limites e cm corlas qutsles,
porque os pequeos estados que haviam sido annexa-
dos em difiranles pocas ao territorio ponlical, li-
n ha ni conservado uma parle dos seus direilos, e nao
havia enlin qnasi cidade que nao livesse o sen stalu-
oou constituirn particular, volada pelos ridadaos,
e approvada pelo soberano pontfice. Estas consli-
luicoesregulavam principalmente as queslcs de po-
dra interior de successaoc de agricultura.
Eslas duas coigregaccs eram, como as oulras,
compostas de cardeaes, mas (nhmii nlli ligados um
certa numero de referendarios ponenli) que divi-
dan) entre si os negocios das ,1 drenles provincias
do estado, e que depois de terem lomado condeci-
uiciilo faziain exposii.-ao, segando a maior ou menor
importancia que Ihesalu-ibaiam, quer f-sscao prela-
do secretario, quer fosse ao canleal perfeilo. ou con-
gregacao tuda iuteira, para provocar uma decalo.
Os referendarios eram depois chamados s funcees
de administradores das provincias.
Era um governo electivo, era necessario oecupar-
so dos interregnos mais ou menos prolongados, que
livessem lugar por occasiao da morlo de cada um los
pon fices. Haviam pois creado uma autoridade con-
servadora, que podesse lomar a direccjln dos nego-
cios, durante o tempo que decorresse entre os dous
pontificados. Este alto cargo era iuamovivcl. Ii.i-
va-se a um rardeal que lomara o titulo de Camer-
lingue, ou chefe da cmara apostlica. Todos os dias
adquira mais importancia e consideracao, a medida
que os oslados pontificos se eugrandeciam, e o go-
veruo seregiilarsava.
An canle.il camerlingue eslavain ligados tres pre-
lados, lirados ordinariamente d'enlre os homens mais
importantes di curia .....i ni i. O primeiro, rom o
titulo de virc-camerlingne, era ao mesmo lempo in-
vernador de Roma e commandante da fi>r;a armada
da capital. O segundo, com o titulo de, auditor da
cmara, era presidente de um tribunal eSejicarreg
do de dars formulas execulvas as decs
gregales. O terceiro, adminislrava as
cardeal ramerlineirr, era alm disso presidente
um collegio de 12 prelados, que echamavam advo-^
gados da cmara, dos quaes os 7 mais antigos diri-
giara rada am dos ramos importantes da admiuistra-
jao ; a saber, as aguas e as estradas, as provise, os
archivos, s rnoedas, os ricos do Tibre, as armas e os
hospicios de S. Miguel ; os outros 5 formavam um
tribunal administrativo, qae exercia as funcees de
repartir/Sodas omitas.
Por morte do soberano pontfice, o camerlingue
lomava a direccao dos negocios, e cunhava a moeda
com a sua efljgie.
Por la exposicao pode ver-se que a acrao da so-
berana pontifical era exercida antes de uma maneira
indirecta do que immediatameiile pelo governo. Po-
da dizer-se que antes diriga do que gnvernava. Es-
la consiitnicao, nascida por sua natureza da autori-
dade do papa, e umpouco tambem dn carcter dos
povos sujeilcs ao seu dominio, soffreu comtudo alte-
raban pea faculdade, que os papas linbam reservado
de subtradirem cerlos negocios s autoridades ordi-
narias para os confiarem a eommissarioa revestidos de
poderes especiaes. Mas islo s aconteca em certas
circunstancias, por motivos graves ;e estas allerariies
eram puramente temporarias. Algumas vezes lam-
hem as congregaces e as autoridades abusavam dos
poderes que Ibes haviam sido confiados, e excediam
us seus limites.
Esta maneira de governar eonservou-sc ainda du-
rante lodo o pontificado de Pin VI, mas depois da paz
de Tolenlino (1797), c da prorlamacao da repblica
romana, as formulas administrativas c as Icis fran-
cezas vieram suhslilui-la.
{Jornal do Commercio de Lisboa.)
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFB 19 DE SETEMBRO AS 3
HORAS HA TAI!HE.
ColacSes olliciaes.
Cambio sobre I.oudres,t 60 d|V. 27 l|i d. com
prazo.
Dito sobre Parsa 358 rs. por fr. a 60d|v.
Freledc algodao aqu e em Macei para Liverpool
Ji d. e 5 a libra.
Dito de ferro veldo daqui para Liverpool 20| e 5 %
por tonelada.
ALFANOECA.
Rendimenlo du dia 1 a 18.....179:7I7S282
dem do dia 19........Ifi:9l6068
I96t633f330
Descarregam hoje 30 de setembro.
Barca porluguezaMaria Josceblas c batatas.
Brigue porluguezS. Manoel /diversos getieros.
Escuna brasileiraVeremosdem.
Importa cao'.
II i.ilo nacional Pnraliibuno, viudo da Paradiba,
manifeslou o seguinte: 50 mollios esleirs, .550
courinlios, SO couros salgados, 126 alqueires de sal,
17 couros salgados ; a ordem.
Escuna nacional Veremos, viada do Ro de Janei-
ro, consignada a Jos Baplista da l-'onser.i Jnior,
manifestotio seguinte :60 pipas vasias; a i. B. da
Fonseca Jnior.
pipas poixcsalgado, 50 lalas'fumo, lOObarris vi-
nho; a ordem.
Hiato Invcncicel, viudo do Araraly, consicndo
a Jos Manoel Martins, manifeslou o seguidlo .776
courns salgados, 614 meios de sola, i7 mollis cou-
rinhosdecabra; a Caminha iX; Filhos.
4 saccas cera de carnauba ; a Manoel Jos de Si
Araujo.
Barraca Dous /rnnios, vnda da Parahiba, mani-
feslou o seguinte :1 caixa instrumentas de msica
e diversas quinquilliarias, I dila miiidezus ; a Nico-
lao (iadaull.
210 barricas abatidas ; a Antonio Pereira Mondes.
6 quarlolas aceite de mamona ; a Alfredo Vil-
lares.
Vapor porluguez D. Maria II, vindo.de Lisboa,
consignado a agencia, manifeslou o seguinte:
1 caixotitiho objeclos de prata; a A. Cite Abren.
1 caixole com 1 cesto de costura ; i Tihurcio de
So uza Neves.
9 bordas com linha ; a Arlhur Fabiao de Almeida
Mondonra.
1 pacota livros e panorama ; a ordem.
CONSULADO tiEHAL.
Rcudimenlo do dia 1 a 18.....9:7334655
dem do dia 19........ 7859-529
e faz ludo umt legua em quadro, com uma casa
de"V*enda pequea de talba e taipa ha pouco aca-
bada, JK^liada por 3:00050Ors., cuja arremalaco
fai requeroU pelas ditas recolhidas cm virlude da
licenca que oI'eram de S. M. o I, por avise de
10 de novembroTeVl53, do Exm. ministro da jus-
tic,a, para o produelo ife^rematacao ser depositado
pjia tliesouraria desta provnfia al ser convertido em
apglices da divida publica, srrilo a sza paga a cusa
do i.rremalanlo.
E pana que ebegue a noticia deudos, mandei
passar ednsaes que serao publicados porSiO diasno
jornal de malvor circularan, e allixados no?Sligares
pnblicos. s.
Dado e passado jjiesla cidade do Recite de
nambuco aos 9 de agosta de 1854.Eu Manoel Joa-
quim llaptisia, escrivao interino o escrevi.
Custodio Munoei, da Silva GuimarSes.
, CARTA HE tfHCTOS.
Manoel Jos Teixeira lla-los, jui>Sde paz da fregu-
zi> de S. Jos do Recite, em vrlue da lei, etc.
Faco saber aos que a prsenle virernysflae por par-
te de Joaquim Lucio Montciro da Francay me fai
teit a polio ni do theur seguinte :
Diz Joaquim Lucio Mnnteirn da Franca, Ii-
quidalario da firma Franca & Irmio, que qmer
fazer cilar pcranie esle juizo a Lourenco Ribeiro da
Cnnlia Oliveira, para ver se quer paga'r-lhe omiga-
vclinenle a quanlia de rs. 2949810. importancia de
gneros que Ihe comprou para sua taberoa. E como
o supplicanle uclia-sc em lugar inrerlo, quer o sup-
plicante isso provar, depois do que requer carta de
edictos, para que por ella se ellectue dita cita-
cao.
Pede V. S. lllm. Sr. juiz de as, anm Ihe de-
fira. E. R. U. Joaquim Lucio Monteiro da
Franca.
E mais senao conlinha em dila pelujlo, na qual
de o despacho do Iheor seguate. Como re-
quer Freguezia de S. Jus 15 de setembro de
1854. Teixeira Bastas.
E mais se nao conlinha cm dilo despacho, em vir-
tndo do qual se procedeu a inquiridlo de lestemu-
nhas que depozeram sob o juramenta dos Santos E-
vangelbos a respeilo da ausencia e incerteza do lugar
da residencia de Lourenco Ribeiro da Cunha Oli-
veira, e sendo tudo aniado, me faram os autos
conclusos, e por mim lidos, nelles profera senlenc,a
do theor seguinte :
Visto o depuimciilodas (eslemunhas de fallas a fa-
llas, julgo provada a prsenle juslificaeao e passo
caria de edictos na forma da le. Freguezia do S.
Jos do Recite 18 de selembro de 1854.Manoel Jo-
s Teixeira Bastas.
E mais se nn conlinha em dte senlenca aqui co-
piada, por bem da qual se passou ao supplicante a
presente caria de edictos com o prazo de 30 dias, pe-
la qual se chama e cila-se ao referido justificado
Lourenco Ribeiro da Cunda Oliveira, para que den-
tro de 30 dias oimpareca por si ou sen bastante pro-
curador, a primeira audiencia deste juizo, que (era
lugar a inmediata depois de lindo o dilo prazo, sob
pena de correr a sua revetia na forma da pelieao su-
pra, c lodac qualquer pessoa, parantes e amigos, a
poderao fazer smeute do que cima fica expolio, e
o porlciro do juizo alixara a presente no lugar do
coslume, c ser publicada pela imprensa.
Dada e passada nesta freguezia de S. Jos do Re-
rifa aos 18 de setembro de 1851.
Eu Jos i; oncalves de S escrivao a escrevi. Ma-
iiiiul Jos Teixeira Bastos.
DECLARACO'ES.
f0:5l9jl84
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo dn dia i a 18..... 606fifi0
dem do dia 19........ 18071
6073731
Evportacao".
Assn. pataedo nacional Coweirio, de 145 tone-
ladas, conduzio o seguinte : 4 barricas ferragens,
3 embrulbos paes de ferro, 16 quntaos ferro cm
barras, 1 volnme miudezas, :i barrs plvora, 33 vo-
luines fazendas, 5 barrs vinho, lt cascos vinagre, 4
voluntes chapeos, 1 garrafal azeile doce, 15 barricas
farinha de trigo, 5 ditas cerveja, 3 voliunes louca,
1 sino pequeo, 2 laixas de cobre, 1 pipa agurden-
te, 12 caixinhos doce de goiaba, .5 barricas 500 boti-
jas degenehra, 2 ditas 200 ditas de licor, 3 ditas as-
sucar refinado, 150 saccas farinha de mandioca, 10
caixas salino, 2 saccas caf.
Buenos-Avres por Montovido, sumaca hespanlin-
la Affonso, de 270 toneladas, co'nduzio o seguinte:
1,600 voluntes com 12,622 arrobas e 26 libras de ns-
sucar.
Ararac, ltate nacional Sobrnhnse, de 97 tone-
ladas, conduzio o seguinte :677 ,'j voluntes gene-
ros estrangeiros, 119 ditos ditos nacionaes.
KECEBEUOR1A DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 18.....12:101*951
dem do dia 19........1:1909209
13:2928160
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 18
dem do dia 19 .
12.0288.589
2378217
12:265j806
MOVIMENTO DO PORTO.
(Vario entrado no dia 19.
Iquique63 dias, barca inglesa Bosphorus, de 334
toneladas, capillo Wm. Cray, equipagem 13, car-
ga salitre c mais generas ; a ordem. Veta refres-
dar e segu para Liverpool.
Navios siihidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro c BabiaVapor porluguez D. Ma-
ria II, commandante Jos Tdompson, com 3 pas-
sageiros desta provincia.
Bio da PrataSumaca despalillla Affonso, mostr
Manoel Gasoliba, carga assucar.
demBarca bespanbola Chrislina. capitn Maria-
no Roeg, carga a mesma quetrouxe.
Acararllialc hrasileiro Sbrateme, mostr Fran-
cisco Jos da Silva Ralis, carga varios gneros.
Passaaeiros, Alcxandre Bernardina Ribeiro e 1
criado, Joaquim Escolado da Silva Ribeiro, Vicen-
te Marques de Sou/a c I criado, Joaquim Guari-
guari da Silva c 1 criado, Jos Thomaz Rodrigues,
Francisco I!ilion-o da Silva e 1 criado, Antonio
Jos Memoria, f.lino Climaco de Oliveira Memo
ra, Manoel Carneiro de Mceias, Jos Peregrino
Virialo de Medeiros, Jeronymo Jos Figueira de
Mello, Sabino Jos Rezerra, Jos Bernardo Tei-
xeira. Antonio Rav mundo Cavalcanli, padre ller-
v colana Bcrnardino F'erreira Gomes, c mais passa-
geiros.
EDITAES.
Acbaiiilo-se vago o ofileo de tabclliao do regis-
tro geral de hypolbecas do termo de Garanbuiis,
manda S. Exc. o Sr. presidente da provincia assim
o fazer publico para conhecimeiilo das partes inte-
ressadas, e afim de que os prelcndentcs ao ditoofll-
riose habilitara na forma do derroto n. 817 de 30
de agosto de 1851, c apresenlem os seus requer-
mentas ao juiz municipal do mesmo termo, no
prazo de 60 dias, que comceou a correr dn dia 6
de crranlo em diante, para segiiircm-sc os trans-
mutes mareados nos arls. 12 c t:l do citado de-
creto.
Secretaria do governo de Pernambiiro 18 de se-
lembro de 1834. Joai/um Pires Machado Por-
leila, ollicial-itiaior servndo de secretario.
0 lllm. Sr. inspector da lliesoiiraria provincial,
cinouinpniiieiitaitailispo.inno.irl.Ti.il lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para conheci-
menlo dos credores liipolliecarios, c quaesquer iu-
teressados, que fui ilesapropriada a Jos Joaquim de
Sania Auna, unta casa de taipa na estrada do sol,
que vai para a villa do Cabo, pela quanlia de 809
rs., c que o respectivo proprielario lem de ser pago
do que se Ihcdcvc por esla dcsapropriacao logo que
terminar o prazo de 15 das ronlradns da dala des-
ta, que he dado para as reclamaces.
E para constar se mandn allxar o presente e
publicar peta Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da Ihesoiiraria provincial de Pcrnam-
buco .5 de selembro de 1854.O secretario,
A. F. d'.lnminriariio.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Giiimaraes, juiz de
direito da primeira vara do civel nesta cidade do
Recite, por S. M. I. c C, o Sr. D. Pedro II que
Heos guarde etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem e delle
noticia tiverem, que no dia 22 de setembro prximo
cgiiinle, se ha de arrematar por vend.-i a qnem
mais dercm prac,a publica deste juizo, que lera lu-
g>r na casa das audiencias depois de meta dia com
.asistencia do Dr. promotor publico desle termo, a
propriedade denominada Pilanga, sita na freguezia
da villa de Iguarass, pertenreiile ao patrimonio das
recolhidas do convenio do Sautissimo coracao de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade lera uma le-
gua cm quadro, cujas extremas pegam do marco do
engenho Monjope que loi antigamenle dos padres
da companhia de Jess, pela estrada odiante ao lugar
que chamam Sapttcaia da parte esquerda, e dahi
Cortan buscando o sul e alravcssatn o rio Iguaras-
s, Pilanga, at encheruma legua.e dalli parta bus-
raudo o nasceiile al enrher uulra legtia, e dalli
buscando o norte donde piineipioii com oulra legua
A barca Flor da Maia, recebe a mala para o
Porto no dia 20,ao nieta dia.
O tingue nacional Damiio recebe a mala para
o Rio de Janeiro no dia 20 ao meta dia.
O palacho nacional Hsperanca recebe a mala
para n Ass no.dia 21 ao mera da-
Em observancia do odete do Exm. Sr. presi-
dente da provincia da 2 do crranle mei, achar-se-
ho reunidos no quarlcl do commando superior da
guarda nacional deste municipio, os Srs. professores
que leem de proceder a inspeccao de saude de al-
guns olliciaes avulsos da guarda nacional deste mu-
nicipio c dos de Oliuda e Iguarass, que requereram
reforma, coja inspeccao lera lugar nes dias 21, 22,
28 e 29 do andante mez.
Os inleressados comparer,am nos indicados dias as
9 horas da manba paru (al flu.
Quarlcl do commando superior interino 18 de se-
lembro de 1854. O secretario,
Firmino Jof a" Oliveira.
Pela mesa do consulado provincial se nnun-
cia, que o Irimeste nddieienal doexerciiu de 1853 a
1854, espira no ultimo do crrante, recolheiido-se i
respectiva Ihesouraria nessa poca todos os livros
perln i -entes a -eniellian o excrcicio, para sercinex-
eculados os contribiiinlcs : assim pois avisa-se a
lodos que deixaram do pasar decimas e outros im-
postas, que concorram a pagar seus debites ate o dia
ultimo do mez cima mencionado.
BANCO DE PEKNAMBUCO.
O consellio de direcr^ao .convida aos se-
nhores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do 1.a 15 de outubro
do crrente anno, mais 30 0(0 sobre o
numero das acres que Ihes foram distri-
buidas, para levar a el i rilo o complemen-
to do capital do Banco, de dous mil con-
tos de ris, conforme a resolticao tomada
pela assembletr-geral dos accionistas de 2(j
de setembro do anno prximo passado."
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
185i.O secretario do conselho de direc-
caoJ. J. deM. Reg.
AVISOS MARTIMOS.
Ceara' MaranhSo e Para'
-4raf com destino aos portos cima
^uBam deve seguir mu brevemente por
ter grande parte da carga trata'da, o no-
vo'c mui veleiro palhqbote Lindo Pa-
quete capito Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-te com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capito'a bordo.
Beal pompanhia de paquetes inglezcs a
vapor.
No dia 20
deste mez es-
pera-se do sul
o vapor Se-
ren c o m-
m a n d a ti l e
ilast, o qual
depois da de-
mora do cosa-
me seguir pa-
ra a Europa : para passageiros, irata-se com os a-
gentes Adamson llowie i\ Companhia, na ra do
Trapiche Novo n. 42.
BAHA.
Seguc na presente semana para a
Babia a sumaca Rosario de Maria, ainda
pode receber alguma carga, a ti atar com
os consignatarios Novaes & C, ra do
Trapiche n. r>4.
Para' o Rio de Janeiro salte ate o
dia 2."> do corren te o brigue Sagitario
de primeira classe, o qual tem ja' a maior
parte de seu carregamento, pata o res-
tante, passageiros e escravos trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carrico: na
ta do Collegio n. 17, segundo andar, ou
com o capito a bordo.
Ceara' e Acaracu.
Scgne cm pouros dias o patacho Sania Cruz ; re-
cebe carga e passageiros : trala-se com Caetano Cv-
riacoda C. M., ao lado do Corpo Santa, taja u. 25.
PARA O RIO DEJAN 1-1RO.
Espcra-sc por estas dias do Ass o brigue nacio-
nal Catharina Bella, opao llanoel da Aconia Lo-
pes, o qual segu no niesmj dia para o Rio de Ja-
neiro, e recebe nicamente escravos a frele, para o
que be necessario cntender-se com antecedencia com
O consignatario Manoel Alves (iuena Jnior, na ra
do Trapiche u. 11.
Para o Ass ou Rio Grande do Norte, barraca
rtica, para carga ou passageiros Irala-sc na ra do
Vigarlo ti.5.
Para o Acaracu, e firanja ,
sabe cm poneos dias a barcada Feliz Ventura, por
ja ter a maior parte da sita carga prompla ; para o
resto dirija-sc a ra do Vigarlo n. 3.
Para o Araraly seguc em poneos das o hiate
Caslro, para o resto da carga trala-se cora Domin-
gos Alves Mathciis,
LEILOES
Vicente Ferreira da Cosa f.ir leilao por inter-
venco do agente Vctor, da taberna que foi de l-'ra n-
ciscu l ilcita de Souza, com sua competente arma-
(la nella ou fra dclla. sita'na praca da Boa-Vista
n. 2, para pagamento de seus credores : quarta-tei-
ra, 2U do crrante, as ti horas da manhAa.
Ouiila-feira 21 do crrante as 10 e meia ho-
ras da manira, o agente Vctor ter leilao no seu
armazem na ra da Cruz n. 25, do complete sor-
nienlo de obras de marcinara, nova e usadas de
dltercntes qualidades, candieiros pa meta de sala,
lanlcrnas com pea de vidro e rasquinlio, charutos da
Babia etc. etc. Sera tambem vendido por lodo pre-
{o uma excelente mobilia nova de amarello ; assim
um famoso escravo crioulo guc representa ter 24
annos de idade, altura regular, mnito possanle.
AVISOS DIVERSOS.
Arrendam-sc as tajas da casa da ra do Colle-
gio ii. 15, mu proprias para qualquer cslabeleci-
icnlo commercial. ollicina, sala de leiles ou de
cata : a tratar com o Dr. I., de C Paes de Andra-
de, na rua do Hospicio junto ao tillarte!.
Joias.
Os abaiio asignados, donos da teja deonrive na
rita do Calmita o. II. confronte ao pateo da matriz e
rua Nova, fa/.era publico que eslflo sempre sorlidoa
dos mais ricos e melhores gustos de todas a obras
de ouro necesarias, tanto para senltoras como para
homens e meninas, conlinuam os preces mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-so-ba uma conta com
responsabilidade especificando a qualidade do ouro
de It ou 18 quilates, tirando assim garantido o com-
prador se appareccr alguma dnvida__Serafim &
Armaos.
RETRATOS PELO SYSTEMA
STALOTTPO.
Joaquim Jos PiWhcco, faz sciente a quem quizer
pos-uir um fiel c pento retrato, de Iracoe intelli-
giveis e cores fitas e naToues, que digne-te procu-
ra-te desde at 8 huras da mai>bja as 3 da larda, quer
esleja o tempo claro ou escuro/^, expleodida gale-
ra pode ser visitada mesmn por cfUellas peasoas
que nao quizerem retratos. No ?itanetectmento ven-
i'tem-se todos os malcriaes precisos para o dagueireo-
lv|W : no aterro da Boa-Vitla n. 4, terceiro sneUr.
Njio aterro da Boa-Vista n. 18, tem carias part
os Srs. /^ao Joaquim da Costa Cadimba, Vicente de
Oliveira fwa, Jos Joaquim Preto, Luiz de Brilo
Taborda, Josc* '.uiz Pacheco, e a Eira. Sr.' D.Fran-
cisca Thomazia uAXuncaicio Cunha.
O Hrasileiro iC*-m a venda nos lugares j
annunciados.
Pede-se encarecidamcnle ao Sr. do annunc*
da jaca, o especial favor de aiojtunciar com antece-
dencia o dia que lencoiia pAr aNmetma em leilao,
pois o abaixo atsignado quer aprov^itar a occasiao
para or um objecto que revalisar cBOi a mencio-
nada jaca, que vem a ser umcasU;al qu-se^quandola-
vanla-se lica o p na mesa, e deixa o grotsuSoa mo.
Jusiini Lope Chuchurumi.^O-
Precisa-se alugar um primeiro andar com b.
(antes commodos, sendo uas saguitttea ras: Quei-
mado, Cruzes, larga do Rosario, era, Collegio on
aterro da Boa-Vitla : qoem tiver aironncie ou diri-
ja-se a rua Nova n. 41, primeira andar.
Perdeu-se no domingo 17 do crrante ama pul-
ceir.i de cabello com chapa de ouro, firmada com
as lellras I.. Al, N. desde teca de Portas ate a ponte
do Recite: quem a achen e qnizer restituir pode en-
tregar na rua do Collegio (aberna n. 16, que aera
generosamente recompensado.
Desappareceu no dia 8 do correle as 6 horas
da tarde, um mulato de nome Jorge, enjot signaes
sao os seguintet: levou camisa e calca de algodao
azul, chapeo de cnuro,estatura baia.secco do cerpo,
tem uma qaeimadsira no rosto do lado eaqaerdo,
pernas finas, ps pequeos, rendido das veriUtas :
qnem oapprehender leve-o na rua do Rangeln. 45,
que ser generosamente recompensado.
Desappareceu no dia4 de setembrodeste aano.do
engenho l.imao Dore, freguezia do Bonito, a negra
Maria Joaquina, pertencenle a Jos de Castro Paes
Barrete, o qual houve por compra que fea ao Sr.
Fortunato Crrela de Menrzes, tendo a mesma os
signaes seguintes: d'Angola,45 annoa de idade pou-
co mais ou menos, altura regular, magra, olbos pe-
queos encovados e vermelhos, caja bechigosa, (alte
desembaracadamente e depressa : este negra he Uo
sagaz que quando fnge muda de trame e" entitula-se
de liberte, como miudezetra e he preaumivel que
na presente fuga use dessa estrategia, viste qae le-
va taboleiro previnldo de miudezas: roga-se portanlo
a qualquer pessoa seja autoridade particular ou ca-
pitn de campo, qae a facam prender que se
pagar a qualquer despea que por ventara se hcn
com a captara da mesma e recompensar- se-ha cont
generosidade aos seus conductores.
Os meios bilhetes da lotera do thealro de San-
la Isabel, que corre hoje n. 1,110,1/179 e 394, per-
tencem a sociedade do froulespicio do Carmo.
Desappareceu a preta I.uiza, erioula, eheia de
corpo, cora mais de 30 annos de idado, e com uma
grande marca de queimadura desde a p at o cote-
velo do um hrai; i. foi vendida de Ooianna por pro-
curadlo de Anlooiu Guedes Gondio, e he provavel
que para la seencaminhr: quem a pegar poder le-
va-la a seu Sr. Joaquim Mannho Cavalcanli de Al-
buquerque, na Ihesoqraria provinrial que se recom-
pensar.
Anlonio Pereira, retira-se para Portugal.
Preeisa-se de um |cozinbeiro ou co-
zinheira, forra ou captiva, para uma casa
estrangetra. Agradando paga-se bem :
a procurar na ru do Trapiche n. 12; no
escriptorio.
O escrivao de pw do dislricto de Grvala,
apressa-se em participar qnem ioleressar pona,
que em sea livro de notas a fl. 35, este lanrada a
carta de liberdade ilo crioulo Manoel, que foi escra-
vo d senbora D. Mara dos Prateres, sendo que no
anno de 1835, em que foi pastada, tinha elle 4 me-
zes de idade. E faz a prsenle derlaracJte, porque
Ihe consta, que o referido crioulo esto nesla cidade
para ser vendido, tendo talvez para islo concorrido
uma certidao, que o annnnciantedeu i requerimen-
lo do capiUlu llanoel Bernardo Ferreira, irmta da-
quella senhora, e em qne dizia nao ler em toas no-
tas semelhanle carta de liberdade. O sununciaule
em muilo boa f, sem intencio alguma reprehensi-
vel, passou dila certidao, porque, alm de se Ihe al-
ucinar que nao exista, succedeu, que na busca,quo
dera ta occasiao da cerldao. na livesse adiado o re-
gistro daquella carta. Revendo porm depois o li-
vro, sobre am outro papel, leve a fortuna de desco-
brir, tendo que i bem da Itumanidade, e de sua re-
puiarau no hesite exhibir o menciooado livro
quem o quizer ver. Requereu ji o annunciante a
autoridade competente para ficar sem elTeilo aquel-
la certidao, bem como ama otra, que tambem ha-
via passado reqnerlmenle do Sr. Francisco Anlo-
nio de Barros Silva, senhor do engenho Cooeeicao,
da comarca de Sanio AntSo*
COI.CHEAS OFFERECIDAS AOS REDACTORES
DA CAMELIA.
MOTE.
Bclmonte, Avellar, Porlella,
Joilo dos Cachos e J ovino.
GLOSA.
Porque a febre amarclla
Com as suas carambolls,
Nao nos levou os palotea
Belmonte, Avellar, Pertella '.'
Porque quem da patria vela,
Quem vela no seu deslino
Nao prohibe o desatino
Desses talos impostores 1
Come j sao escriplores
Joao dos Cachos e Jovino t!..
MOTE.
Mcrerem seiscenfos bolos
Da Camelia os redactores.
GLOSA.
Para nao serem i.io tolos,
P'ra nao cantarero victoria,
So merecem palmatoria
Merecem seiscentos bolos ;
Cuimbras, Belmonte, Roblos,
.1 oviuosc mais senhores,
Cascabulhoi escriplores,
Para nao serem pedantes,
Merecem mil puxavantes
Da Camelia os redactores.
O veterano.
Antonio Jcaquim Vinhas deixou de sercaiiei-
ro da loja da rua do Queimado n. 52 A, pertencenle
a Jos de Paiva Ferreira Jnior, desde O dia 12 de
sctenibro de 1854.
EM TEMPO.
Para que esses crticos qoe por alti andam nlo ac-
commettam o CRAVO cum ns seus latidos adiara-
mos em pnrjno Diario de Pernambuco as erralas
do mesmo numero 5 daquelle peridico: he esle o
motivo que nos induz a isto, pots que nos achamos
cercado por uma chusma do pedantes qoe a* incul-
cem (e que por desgraca o sao I ) de redactores de
uma consa chamada Camelia ou antes Gamella, e
que eslo de olho vivo para nos, apezar de os ha-
verraos entregado ao mais soberano desprezo de que
sao merecedores (aes entes millos. Outro sim, pedi-
mos encarecidamente a esses senhores (i'tteraios.qtie
analvscm os errosde grammalica que arharem no
nosso peridico O Gravo qae ter-nos-hlo am
grande favor, e preslarSo um serviro a litletalara.
lie quanto deseja O Redactor.
ERRATAS.
A pagina 1 col. 2" linba 16 que diz este bello
sentimenlo em nossos corarOcs gue Dos gerou
Ica-se esse bello sentimenlo que Dos gerou em
nossos coracoesA mesma paz. e col. linha 27 que
diznao roltaram maislea-se nao vollarao mais.
A mesma pag. e col. linha 30 quediz o meu coro-
cao... se lornou resfriados lea-se o meu cora-
cao... se lornou resfriado.A pag. 2" col. 1 linba
9 que diz Considerai finalmente na amargura
com gue 9 filhinhos cercando o leito de sua mai
querida, cem seus rarinhos querer restituir-lhe a
vida etc., la-seConsiderai finalmente na amar-
gura com que 9 lilhinhos cercando o leito de sua
ini querida, parec om com seus carinbo querer
restituir-lhe a vida etc.
Precita-se de um homem para andar com uma
.carrosa: quem quizer, dirija-se ao sitio que foi do
fallecido Muniz.
Aluga-se um mulato com 20 annos de idade,
mnito obediente e fiel, trabalha do sapsteiro, serve
para comprar e fazer o servido interno de uma casa:
na rua da Guia n. 64, segundo andar.
. Albino Jos da Silra fai sciente'ao respeilavel
publico, que o Sr. Francisco Jos Pereira Borges dei-
xou de ser seu caixeiro desde o di 19 do correle.
O Sr. Francisco Lcilc de Mello tenlia a bon-
dade annunciar a sua morada para ser procurado,
ou dirija-se n roa da Praia n. 20. a negocie que Ihe
diz respeilo.Anlonio Pereira Mendos.
Joao Carlos Lumaclii faz sciente que se despe-
dio da casa do Sr. Frederico Robilliard.
Na rua Nova, Iota franceza de M. J. F.
miarte,
lem a honra de oftereiilr as senhoras: Inlagarea e se-
das de todas as cores para bordar, por prejo com-
modo.
ATTENCAO".
Percunta-se a qnem souber responder, a razo por
que fecliou-se a mala do vapor porluguez D. Maria
II as oilo lloras do dia, largando o mesmo para seu
destino as cinco horas da larde, isto em prejuizo do
commercio, pois muitos pessoas nao poderatr. cscre-
ver a sus correspondencia para o sul, e entre ellas o
FnfrifquiUiado.


OSOOO
5$000
loteras da provincia.
O thesoureiro das loteras avisa, que
Iroje 20 do crlente nndam as rodas du
loteria do theatro de Santa-lsa&l, no
consistorio da igreja da Conceirao dos Mi-
litan ; osbilhetes achain-se a' venda nos
lugares abaixo designados ate fs 11 horas
da manha : praca da Independencia, lo-
jasu. 4ei5 ; ra do Queimado, loja n.
39 ; Livramento, botica n. 1; ra da
Cadeia do Racile,*.botica n. 6 ; aterr'
da Boa-Vista n. i8 ; na doCaljuraJ/io-
tica do Sr. Moreira e ra dcj^Cllegio
n. 15.
Rilhetes inteiros. .
Meios.........
LA VAI O TERfiKO E ULTIMO Dli-
SENGANp^S INCRDULOS.
HojeoMrta-feira, 20 desetembro, cor-,
re ayteria do theatro de Santa-Isabel
consistorio da igteja da Concho
Militares, as lloras do costuro. Os
meus bi I heles e cautelas cstaa^postos a'
. venda ate as 10 horas da itr.nha do re-
ferido dia 20, e paga tjwtf todos os pre-
mios no dia 21 as Jijas ja sabidas, logo
quesahira lista psrl. O cautelista,
Salustiaio de Aquino Ferreira.
Desappare-eu do sobrado n. .O, na ra Direi-
la, a escrava,>talorins, crioula, mosa, estatura re-
cular, secc- do corpo, e com urna cicatriz no roslo
cm frp de (alho ; levon vestido de algodao Iran-
chve hslras encarnadas, saia de linlio azul e pan-
''. r0*? qaem a apprchender e entregar no
dito sobrado, ser recompensado.
Do silio das Roseiras, defronle da capella do
Kosarinho, do major Joaquim Elias de Moura, rugi
no da 12 do correte o seu eteravo Daniel Qnnrla-
fera, idade 18 auuos, boa estatura, cheio do corpo,
bem parecido, principia a querer barbar, lem urna
cicatriz embranquirailn. redonda como um pataco,
no meio do brafo direilo procedida de ama dentada
>lei um cao que se suppunha damnado ; elle be por
lodos conhecido pelo nomc de Quarla-feira ; quem
o pegar leve-o ao dilo sitio das Roseiras, que ser
bem recompensado.
Na ra Nova n. 10, loja franceza deM.
J. F. uarte,
acaba de receber um sorlimenlo de ricas tazendas de
lindos padrdes, como sejam : corles de sedas de qua-
dros. sedas lurla-cores, litas finas de seda, bicos bran-
cos epretasde seda, e pretos de lila, ditos de blonde,
ditos de Imito linos, trancas brancas, prelas e de
cores, franjas com trancas brancas, pelas e de co-
res, manteletede fil e seda do ultimo go,to de Pa-
rs, leques de madre-perol;i luios, pcnlc* de tartaru-
ga para atar cabellos, dateos de sol de seda ricos,
tanto para senlioras como parahomens, ditos de ca-
bera para senlioras e para Inmens, toda) estas tazen-
das as mais novas que ha no mercado, e muilas ou-
Iras que se deixam de mencionar pan poupar os
ninumeraveis lyposquenccupariain.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000$ 10:000 e4:000.<.
as lojas do costume existe um resto de
.. bilhetes e meios origiriaes da loteria quin-
ta-fio hospicio de Pedro II, a qual correu
em a*anta casa da .'Misericordiaquarta-
leira rsdo corrnte. As listas se esperara
boje pelo vapor ingle-/. Severa, sahido
do Rio de Janeiro no dia 14 do presente.
Os premios serao pagos logo qugr se fizer a
dstribnico dasmesmas listas.
Viriato de Frailas Tavares, faz certo ao publi-
co desta cidade qoc djiou de ser procurador bs-
tanle da viova e mais herdeiros dn fallecido Joa-
qun] Jos Pinlo Goimaraes.
Em Santo Amaro.silio aonde mora o Sr.tenerlc
coronel Leal, precisa-se de urna ama de leite para
crear urna menina.
Lava-sa e engomma-se com per cirso a prtco
coiomodo : no paleo do Terco cata n. 17.
0 Sr. Jos da Silva Cirreia Collares, morador
na cidade de Olinda, queira appareccr na loia da
ra do Crespo n. 10,a negocio.
Engommado barato.
Na ra Direila n. 29, ha quem eogomme toda a
qualidade de roupa, por preco eommodo.
Guilherme Augusto Rodrigues Set-
te protesta desde ja', para em tempo de-
vido procederjudicialmente.contra a pes-
soa que comprou ha dias illegalmente a
sua escrava..parda, denome Jacintha. O
mesmo protesto faz contra quem tem
aceitado os seus escravos Thoraaz, Manoel,
Sara e Emilia, tudo sto a pedidos e ins-
tancias de sua xEulher D. Anna Joaquina
fie Mello. Protesta tambem o innurcian-
te nao pagar mais div.'da alguma contra-
hidaporsua mulher, nem levar em conta
cousa alguma pedida por ella, que, nao
pdr ter necessidade, masara), eso, para
continuar a esbanjar o casal (ao que se
tem opposto e ha de oppor o a un unca li-
te), se tem servido destas e d'outras sub-
tracoes. Para que djpois se nao-allegue
ignorancia, faz o annunciante este aviso.
_ O abaiio assignado, escrivlo da irmandade do
Senhor Bom Jess das Dore, em S. Gonzalo, por
delerminacao do irmao prtvedor da mesma, convida
a lodos os irmSos a compai eccrem no consistorio da
mesma irmandade. domingo. 24 do corrnte, pelas
'J horas do dia, afim de prooeder-sc elesao da mesa
que ha de reger no prximo futuro anuo.
Padre Paito dot Santos.
Aluga-se a loja do sobrado n. 48, nofim da roa
do Sebo, com sufficientes eommodo* pira morada, e
muito arejada : a tratar no mesmo sobrado.
- Deapparecen da villn de Cabaceiras.provincia
da Paralaba, em 18 de junlio prximo passado, nma
|ireta de nome Marcelina, do geniio de Angola, ida-
de 30 a 32 anoof, alta do corpo c um lano secca,
bstanle beiruda, e cr r.nt pouco fula: roga-se,
porlanlo, as autoridades policiaes, cpilaes de campo
e mais pessoas do povo, que a apprehendnm c levem
i ra do Queimado n. 11, que ser bem recompen-
sado.
Dinheiro apremio
Contina-se a dar pequeas quantias a premio so-
bre penhores : na roa do Hospicio n. 17, ou na ra
do Queimado, loja de ourives n. 26.
Contina a estar fgida desde o dia 2,de junho
prximo passado, a escrava, parda, acaboclada, de
nome Malhildes, com os sigoaes seguintes : cor bas-
tante vermelha, cabellos prelos c corritlos, nariz
grande, bastante feia de cara, umhigo crande, que
(asendose a rolo pala barriga perfeitamenle seco-
nhec.;, com falta de denles na frente ; desconfia-se
que esleja a litlo de forra, lavando roupa pelos ar-
rahaldes desta cidade, ou acoutada em alguma casa
com o mesmo litlo, pois he eugommadeira, e al-
guem (alvez pooco escrupuloso esleja desfruclando
seus servicos: por isso qoe se previno a quem mali-
ciosamente a liver occollo de a mandar entregar na
ra Imperial n.31, a aen senhor Manoel Joaqi.im
Fcrreira Esleves, do contrario viodo- a seu conheci-
menlo o lugar em que a mearoa escrava se acha oc-
culta, se protesta ir sobre quem assim lenba obrado
com todo o rigor da lei, cobrando das deservirn, e o
mais que a mesma lei permiltir.
O eonselheiro Anin.o de Menezes Vasconcel-
los de Dnimmond nao podno, em iaz3o dos pou-
cos dias que eateve nesta cidade, ir pcssoalmcnle
agradecer a (odas as pessoas que se diinaram pres-
lar-llie lanas finezas, e os mais pblicos e valiosos
testemunhos de benevolencia, amizade e considera-
cao, aisim como oflerccai-lhes o seo pequeo pres-
umo na corte do imperio para onde parle, recorre a
este meio para pedir-lhes encarecidamente desculpa
por essa involuntaria Talla, e negnrar-lhes, qnc s
anhela e espera alli, ou em ontra qualquer parle em
queesliver, ter occasioes de servl-Us-para demtns-
Irar-llics a acrisolada gr.ilidao de que se acha nc-
nhorado.
Marianna nrothea Joaquina, UsUmcnleira e
invenlarianle do casal de sen finado pai Jos Fran-
cisco llelem, lendo no Diario n. 211 um annuncio
em que aSra. I). Amelia leopoldina Rodrigues Sel-
le Taz publico, qne arrenda ra-lhe o sitio denominado
Casa 1. liada, no lugar dn Rio Doce, pcrtencenle ao
mesmo casal, declara que nao fiera arrendamenlo
alguro dita Sra. D. Amelia Leopoldina Rodriaues
Setle, que igunlmeute o nflo obteve de seu lillio o
bacharel Joaquim Franciico de Miranda, seu pro-
curador bastante, a quem > annunciante tem confe-
rido lodo os poderes necesarios para n.lo s tralar
dos negocios temientes a l' inado pal, de quem he elle segundo leslamenleiro,
tambem obrigado a arrecadarao dclla em virt.idc de
iiisposiroes lealamentarias c codicillare?. como de
lodosos seus negocios; e que somonte o coherdeiro
.scbaliao rrancisco Belem, em cuja companhia est
a dila- senliora, tomara poiise do referido sitio, su-
ieilaiMlo-se a pagar o mesmo aluguel que cniao i.a-
avno anterior inquilino, como coma dos docu-
mento* que selachan cm > poder ; ,,em tendo-se
fe'.o as partilhas do referido casal seu.lo no dia 13
do corrnte mez, devia ella invonlarianle fazer tal
arrendamiento; cabendo-lhe de.idej fazer Mblir'o
que Oio lera vigor algum qaalquer I alo ou n,,!
que com o sen nome apparecjar possa sm ser firma-
do pe.) seu lllhoo mencionado hacharel, uniramen-
le eneirregailo de todos n seus nego-ios, como j
ilisse, sendo qoe nao tem ella inveniarianlc Teilo
Iransaccoes aleomas, nem de qualqiier rrma se
olirigado para com terceiios, qur na qualidade de
iiiveiilnriante, alm de alguns lerraoi de ilepniito
que lem assignado em execuees movi las contra al-
guna herdeiros do mesmo casal, qur na de simples
particular. Eaproveilndo a occasiao previne tam-
bem a qaem interessar |ossS) que ndadeie em
parle algnma.
uikniu uc rtrnuintsuj, guKJH rtiHA u i;t ititmBHU ut \atrn
FiiuttCAO do mmfrtvmrmm do brasil
THESOURD HOMCECPATHICO
VApUECM DOVoM(EOPATHA.
Melliodo ronrJMifdiro, e seguro de cirar,^0'm(00p!llhCilmenle lodas as mo^u^ nue m,cm ..
especie hu.nat; c particularmciitc aqucllarqUe reinara no Brasil. "
' / PELO
DR. SBfiD OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra impirlanlisrTia lie hoje reconbecida como a primeira e mellmr de todas que tratam da an-
plicacao da homuMipaJM, no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
passo seguro sem '..ssiii-la e consolla-la.
()fn'""S ,'e.^mili""ios "ores de eiisenlio, sacerdoles, viajantes, capitacs de navios, sertanejos, etc.,
etc., iievem ly-la a mao paraoccorrer promptamente a qualquer caso de molestia.
Ilous v$|Uniesem broebura, por....... Iskmi
tnWdc,a.los...........] ; u^m
76nde-se unicamcnlc em casa do aulor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
V BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA.
Ninguem poderi ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos veedadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propaaador da homeeopaUlia no norte, c inmediatamente inleressado
em seus benficos successos, lem o aulor do TI1ESOI"RO IIOMOEOI'ATIIICO mandado preparar, sob
sua immcdiala inspeccao, lodosos medicamentos, sendo incumbido*desse trahallio o hbil phannaceulico
e prolessor cm honm-opalhia, Dr. F. de 1\ Pires Ramos, que o lem exceulado com lodo o zelo, lcalda-
de e dedicacAoquc se pode desejar.
A efn>acia di-.lcs medicamentos be allcstada por todos que os lem experimentado; clles nao preci-
sam de maior rerommcndacAo; basta saber-se a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados. __
Urna carteira de 120 medicamentos da alia e haixa diluidlo m glbulos recom-
mendados no TI1ESLRO 1IOMOEOPATH1CO, acompahada da obra, c de una
caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........
Dila de 96 medicamentos acompahada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dila de 60 principaes medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dila obra (tubas grandes.).
* (lubos menores).
Dila de 48 ditos, ditos, com a obra globos .grandes)........
0 n (lubos menores).
Dita de 36ditos acompahada de 4 vidros de Unturas, com a obra (lubos grandes) .
> (lubos menores.;.
Dita de 30 ditos, c 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) ....
(tubos menores)
Dila de 24 ditos ditos, com a obra, (lubos grandes). '
b (lubos menores).
Tubos avulsos grandes..........
lOOffOOO
909000
pequeos
Cada vidro de tintura.
601000
458000
sojooo
35*000
408000
30J4HMI
359000
96|000
:io*mio
901000
180UO-
S.VX1
Vendein-sc alm disso carlearas avulsas desde o preco de SStXJO rs. al de 4008000 rs., conforme o
numero e tamaito dos tubos, a riqueza das raixas id] na iiu-.icoc- dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer eiicominendasdcmedicaineiiloscom amatar promplidao, c \wr precos commo-
por.
dissimos.
Vende-se o tratado de FEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. I,, de C. Carreira, ,,
Na mesma bolica se vende a obra do Dr. G. II Jabr Iraduzido cm portucuez e acom-
minlada a.inlclliccncio do povo. .
Ra de S. Krancisco (Mundo Novo) n. 68A.
28000
68000
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor io-TUESOVRO IlOMF.OP.ITIIICO, tere a boitda-
de de dirigir o Sr. arunjSo Ignacio Aten da Silva Santos, entabelerido na lilla de Barrenos.
a tive a salisfacao de receber o Thetomro hunuvopathieo, precioso frurlo do trabadlo de V. S.,c Ihe
aflirino que de lodas as obras qucleiiholido, lio esla sem contradicho a nielhor tanto pela clareza, com
que se acha escripia, como pela prerisao rom que indica os medicamentos, que se devem emprcaar ;
quhlidades estas de milita importancia, principalmente para as pessoas que dcsconlieccm "a medicina
llieocria c pralica, ect., ect.,clc.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COL LE GIO 1 AZSTBAH 25*
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ale o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
orferece-se igualmente para pralicar qualquer operacao de cirurgia, e acudir promptamente a qual-
quer mulher que esleja mal de parlo, c cujas circunstancias nao permiltam pagar ao medico.
M (OlSlLTOKil) DO DK. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completado Dr. G. II. Jahr, traduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes enradernados cm dous :................. 208000
Esta obra, a mais imporlanle de lodas as que Iralam da liomeopalbia, interessa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a .'ouliina de llahuemaiin, c por si proprios se convencerem da verriade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho c fazcudeiros que eslfio tange dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodo* os rapilcs de navio, que nao podem dcjxar urna ve/, ou oulra de 1er precisao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripolanles ; e interessa a lodos os dietas de familia ru
por circmiislancias, que nem sempre podem ser prevenidas, silo obrigados a prestarsoccorros a qualquer
pessoa delta.
pessoas que se
88000
4000
408000
4JJOO
508000
60&000
I003O00
O vade-mecum do homcopalha ou Irsduccao do Dr. Hering, obra igualmente til
dedicam ao esludo da liomeopathia um volumc graude..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharniacia, etc., ele.: obra indis-
pensavel as pessoas que querem dar-se ao estudo de medicina........
Urna carteira de 24 tubos graudes de finissimo cbristal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele................
Dita de 36 com os mesmos livros................. .
Dila de 48 com os ditos. ,.....
. Cadjcartera he acompahada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escoiha". '.
Dila de 60 lubos com ditos..............,
Dila de 144 com ditos....... ~......".'.".'.!!!!
Estas so acontpanhadas de 6 vidros de tinturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizercm o Hering, lenta o abalimenlo de 108000 rs. em qualquer
das carteira* cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 88000
Dilas de 48 ditos '................. 16J000
Tubos grandes avulsos .... ^iwm
idros de meia 0115a de tintura.................... 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro "na pra*ica da
liomcopalhi?, e o propnetario desle cslabclecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvula boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lmannos, c
aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por presos muilo coin-
modos.
Antonio Agripino Xavier de BriloT Dr.' i A
tt medicina pela laculdade medica da Babia,re-
& side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- jg
O de pode ser procurado a qualquer hora para o A
9 exerciciode sua profissao. m
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque^professor jubilado de fjramma-
tica latina, propOe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus'alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Erotestando satisfazer a' evpectacao pu-
lica ainda acusta dos maiores sacrjicios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Aluga-se o quarto andar e sotan do sobrado da
ra do Trapiche n. 42, com excellenles commodos
para familia : a tratar no primeiro andar do dito so-
brado.
Aluga-se annual ou pela fesla urna proprieda-
dc de pedra c cal, no lugar da Casa Forte, conliaua
a do lencnte-coronel Vilclla ; a tratar na fun.li.ao
do Brum n. 6, 8e 10, com o caixeiro da mesma. '
Aluga-se por preco eommodo um sobrado com
solilo, alraz do theatro de S. Francisco: a tratar com
Luiz Gomes Fcrreira, 110 Moudeao.
liSO -s.
Precisa-se de urna prcla que seja boa coslureira e
engommadeira : quem a liver dirija-se a ra do
Kangel n. 77.
~ Sr- cidade de Olmda. procurador da irmandade dn Se-
nhor Bom Jess dos Marljrios, queira vir salisazer
o importe da cera qne se gaslou na procissao do
mesmo Senhor.
Deniz, alfaiatefrance-/.,
eslabelcido na ra da Cadeia do Recita n. 40, pri-
meiro andar, Irabalha-de tailio.
Precisase de um feilor que cntcnda.lc pla-
alo de arvores de espiuho e jardim : quem esliver
ueste caso apparera na ra do Brum 11. 24 arma-
zcm.
Novos livros de liomeopalbia
todas de summa importancia :
Hahncmann, tratado das molestias
lumes.............
Teste, iroleslias dos meninos '.
Uering, liomeopalbia domeslira.....
Jahr, pharraacnpahomeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle. ..-....'
Kapob, historia da liomeopathia, 2 volumes
Harlbmann, tratado completa das molestias
dos meninos........
A Teste, materia medica homeopalhica. !
De lavolle. doulrina medica houicopalhira
Clnica de Staoneli.......
Casling, verda.lc da liomeopathia! '. '. '.
Diccionario de Nvslen......
Alllas completa de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contando a descripeo
de todas as parles do corpo humano 3O9OOO
vedem-se lodos estes livros no cousultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collezio u. 25
primeiro audar.
No sobrado 11. 82 da ra do Pi-
lar, precisa-se alugar una escrava que
saiba enrjomiuar bem e tomar conta de
urna casa de pequea familia.
Jotas deouro. (^
uicfrantcz, obras
chronicas, t vo-
. 208000
. 65OOOJ
. 7^(XK,
O9OOO
. 168000
(3000
85000
168000
108000
88000
7.3000
63000
48000
IO5OOO
Na roa do Queimado, loja de ourives pin- t
9 tada de azul 11. 37, ha um rico o variado sor- +
Xa limentn de obras de ouro, que o comprador '--C
9 avista dos precos c bem feilo de obra nao dei- S
$9 xara de comprar, afiancando-sce responsabi- Gt
9 lisando-se pela qualidade de ouro, de 14 e 18 (t
# quilates. a
Precisa-se alosar nm prelo escravo, que saiba
tratar de cavallos, e Iralialhar de enxada para tam-
bem tratar de um quintal : quem o liver anuuncie
ou procure na ra da Cruz do Recita 11. 16, que se
dir quem precia.
Arrenda-sp o sobrado de dous andares da ra
do Amorini 11. .V): a tratar na ra da Cadeia do Re-
cita, sobrado 11. 1, cora Jos Gonc,alves Torres J-
nior.
Precisa-se de um feilor para um silio perlo da
praca, ou mesmo prelo velho e>cravo ; quem esliver
nesta eircumslauria, dirija-se a rna do Itangel n. 77,
primeiro andar.
Xist Vieira Coelho embarca para o Rio de
Janeiro o sea escravo crioulo, por nome Joaquim.
l)-se 20O80OII rs. a juros com penhores de ou-
ro : na ra eslreita do Rosario n. 7, se dirr quem d.
Precisa-se alugar urna ama que saiba bem co-
ziuhar e engommar, para casa.de pouca familia : a
tratar na roa da Cadeia do Recita, loja de ferragens
11. 56 A.
Roga-seja pessoa que no dia 13 do correnle.rere-
beu por ensao de um preto meia arroba de ve-
tas de* 6 em libra de carnauba pura, queira vir sa-
tisfacer o importe na ra Direila 11.59, so nao qui-
tar vero sea nome lodo por extenso nasa folln, pois
nao se Ignora quem lie a peino.
Desapparcceu o negro Job, da Costa, estatura
recular, rosto bem feito, denle* estreito* e separa-
dos, falla-lhc a primeira junla do segnndo dedo de
um p, falla muilo mal, c qundn anda parece ter
as pernas arqueadas. Este escravo j lem desappare-
ndo por vetea, e lem sido pegado 110 Recita e Oliu-
da : quem j pegar pode leva-lo ao ciigenho Guara-
rapes, que ser recompensado do seu Irabalho.
Prerisa-sc de urna ama deleite, sadia e de boa
conduela : na ra da Cruz. n. 48, segundo andar.
Precisa-so fallar com o Sr. Manuel de Souza,
da freguezia de Fcrmodo em Portugal, a negocio (|e
sen inleressc ; na Iravessa do arsenal de guerra
11.11.
ATTENCVO1.
Constando-mc quejiima pessoa moradora no Recita
lem desacreditado a alguns pretendentes ilcssa cida-
de a propriedade Pitansa pertenrentc ao recolbi-
menlo.desla villa de Iguarass quclenidcscrarrema-
tada nessa cidade no dia 22 do correutcsmenlc com
0 fim de que certo pretndeme, sen intimo amigo
morador ueste termo se achc s, e sem pposao al-
enma na mesma arrematara*, aviso aos pretenden-
tas dessa cidade que nao deixcm o campo vacuo;
pois que a mesma propiicilade tem excedentes qua-
li.lades, e be baratissima porque tem urna legua de
Ierra em quadro com boas \arzcas, e carregos para
calinas, altos para roca ele. pudendo fazer-se com fe-
licida.le um eugenbo'd'agua, e excellenles madeiras
a ponto de se lerem lirado o anuo passado maslros
para embarcacoes, que taram vendidos a 8OO5 rs.
cada um, pode-se fazer excedente serrara d'agua:
avista de lio boas propornes distando da mesma
porpriedade ao porta desta > illa muilo menos deduas
leguas; eu tinto, e choro nao ler cinco ou seis coti-
los de rs. para a arrematar, e fazer nella bem bom
arranjo pois que leuho inteiro runliecimento pelas
srandes cacadas que la Icnbo feilo com meus caes
que sao ptimos para isto; onde leuho gozado dos
bellos banhos. 16 deselcmbro de,85f.
O Iguarassuente.
* Aluga-se um sitio em Paruamcirim, com casa
de laipa e muilas frurleiras : quem pretender di da-
se as Cinco Ponas n. 94.
Firmino Moreira da Costa, como prorurajlor
de Manoel Dias Fernandes, comprou por ordem do
mesmo o bilbele inteiro 11. 2,815, da primeira parle
da 19. loteria a beneficio do Ihealio de Santa Isa-
bel desla provincia,
CASA D COMMISSAO' DE ESCRAVOS, NA
RA LARGA DO ROSARIO N. 22, SECUNDO
ANDAR.
Nesta casa reccbcm-sc escravos por commissilo pa-
ra screm vendidos por conta de seus seubores, eafi-
anca-se o bom (ralamente e seguraiira dos meamos,
nao se poupando cstarcos para "que sejam vendidos
com promplidao, afim de que seus senhoresnao sof-
fram empale com a venda (talles. Cumprem-se as
coudicesde screm vendidos para fia ou para a Ier-
ra conforme a vontade de seus donos.
Aliic.i-H' urna casa terrea para se passar fes-
1 1 .ni aniMialinenie. sita no lugar Santa Anna de
dentro, sendo o lugar ornis salubre que dar se pode:
na ra da l.iogula n. 4.
. Precisa-se de urna pessoa que saiba copiar mu-
sica para cncarregar-se de Ama srande quanlidade :
quem esliver neslas circunstancias c queira incum-
bir-se desla larefa, apparera na rua da Aurora, no
segundo andar da casa n. 8, de I as 3 horas da lar-
de, que ahi achara com quem tratar.
COMPRAS.
Precisa-se comprar para o Rio de Janeiro urna
mucama de 10 a 14 annos, de alguma casa de fami-
lia : quem quizer vender, dirija-se rua do Crespo
n. 9.
Conipra-se patacoes liespanhoes.na
rua do Trapiche no armazem do Sr. Mi-
guel Carnetro.
Na rua Direila n. 24 se dir quem compra urna
casa terrea ou um sobrado de um andar, sendo cm
boa rua.
Compra-se um prelo rozinbeira, e urna preta
que tcnlia algumas habilidades, sendo mocos e de
bonitas figuras, pagam-se bem : a tralar no escrip-
Inrio de Mantel Alves Guerra Jnior, na rua do
Trapiche n. 14.
Compra-se escravos de ambos os sexos, prcta-
rindo-se os mocos: rna do (Jueimado n. 2.
Compra-se effeclivamente bronze, lati e co-
bre velbo : no deposito da fim.licao .1 Aurora, na
rua do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundico em S. Amaro.
VENIDAS
PIANOS.
Paln Nash & C.ticabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, tailio vertical, de Jacaranda,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos bem conberid
autores Collard & Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
*SS@KS
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo liaignoux, cstahelecido na rua lama @
:* do Rosario.n. 36, segundo andar, enlloca den-
S les com gengivas artificiaos, e dentadura com- 0
pela, ou parte delta, com a presso do ar. ft
Tambem lem para vender agua denlifrire do g
i Dr. Picrrc, c p para denles. Una larga do fi{
Rosario n. 36 segundo andar. 9
&&@&@ .; 3
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
S5?v#f>7?^,?'stE:3?w,t'!'5S
9 O Dr. Sabino Olevario l.u.lsero Pinho mu- ($
9 dou-scpara o palacete da rua de S. Francisco (g
'mondo novo) n. 68 A. m
9 V* a$s ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco eommodo.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeicao c
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
3HKP*a SSiS*
O Dr. Joao Honorio ltezerra de Menezes, s>
m formado em medicina pela faculdadeda la-
9| bia, continua no excrrieio de sua profissao, na
9 rua Nova n. 19, segundo andar.
TOAJ.HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PUBO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volt para
a cadeia, vcudcni-se loalbas de panno de linbo, lisas
e adamascadas para roslo, dilas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
No dia 20 do corrcnle, as 10 horas da manhaa,
ilepois da audiencia do Sr. Dr. juiz dos tallos da fa-
zcuda, haver praca presidida peta mesmo Sr. juiz,
em a qual se bao de arrematar os sesuinles bens
pcnborados por execucSo da fazei.da nacional, con-
tra Olivcira Irmaos & Companhia: 1 escravo, criou-
lo, de nome Centeme, idade 19 anuos, avallada por
6508000 ; 1 dilo pardo de nome Aleixo, de idade 18
anuos, por 7005000 ; ouiro dilo tamhem pardo, de
nome Manoel, idade 20 annos, por 7O0800O ; 1 car-
ro de 4 rodas, novo, sem uso algum, por 8008000 -
I dilo tambem de 4 rodas, usado, porm em muilo
bom estado, por 4008*100: quem pretender os bens
cima mencionados, cotupareca no losar e hora in-
dicada. Recita 16 de selembro de 1851.__O solici-
tador do juizoJoaquim Theodoro Aires.
rVlix Francisco de Souza Maga Ihaes
avisa a seus consliluintcs, que mudou-se
da rua do Rangel para sua antiga resi-
dencia, no pateo do Carmo 11. l.
JOAO' PEDRO VOGLEY,
fabricante de pianos, afina e concerta com toda a
perfeicao, tendo ebegado re(enlemenledos porto* da
Europa de visitar as melilotos fabricas de piano*, c
tendo csiihn uellas lodos osconhcrimcntos e pralica
de construcc/tcs de moderno* pianos, oderece o seu
prestimo ao rcspeilavcl publico para qualquer con-
cert e afinarles com lodo o esmero, leudo toda a
certeza que nada licara a desejar as pessoas que o
incumbirem dequalqucr traballio.tanlo em brevida-
de como cm mdico preco : na rua Nova n. II, pri-
meiro andar.
Na noulc do dia 16 do corrnte, perdeu-se
um chapeo de pello prelo no Pstelo Publico, 0
qual tintn fumo c linha dentro una papeleta um
titulo de residencia e um lenco branco com a mar-
ca D. J. T. B.: quem o entregar na travs* da
Ma.lre-de-Deos 11. 10 que ser bem rccoinpen*a.b>.
Quem liver para alugi.r um prcto que seja lid,
para conduzir um caalo de hiendas: dirija-se a
rua do Queimado n. 7, taja da Estrella.
O abaixo assignado faz ver as pessoas que
anda Ihe estao devendo desde o lempo que elle
leve armazem de carne, hajain de ir pagar quauln
aulas no mesmo armazem na rua da l'raia 11. 74,
a Sr. Joao Simoei da Coala e na talla serAo pu-
blicados seus uoines pelo Dijrio.t
Bernardo Cimcaltet Main.
Precisa-se de um ama para o'servicodeuma
casa de poara familia, sendo de idade : na 111.1 da
Alegra n. 44.
Vendc-sc urna escrava de naco, de 40 anuos
pouco mais ou menus, boa lavadeira, propria para
casa de familia : quem a pretender dirija-se a Sanio
Amaro ao segundo silio passando o cemiterio pu-
blico.
Ahottiaduras.
Na rua do Collcgio n. 1, vendem-sc aboluadaras
para cutate, peta diminu., preco de 60 rs., 640 e
11000.
Vernicas.
Cliegou rua do Collegio u. 1, urna porgan de ve-
rnicas, a saber : S. Miguel, N. S. do Carmo, Cora-
co de Jess c Maria, N.S. do Bom Parto, o anjo da
Suarda, S. Francisco, N. S.da ConceQao, Milagrosa,
N. S. tirando as almas do purgatorio, Mara conce-
bida sem pecca.lo, Crocicado, N. S. das Dores, que
se vende pelo diminuto preco de 40 rs. cada urna'.
Cru/.es com pia cm baixo.
amado Colleaio n. 1. vemlenvse cruzes dejas-
pe com o Senhor Crucificado a 160, 210, 320 e 400
rs., dilas com pia em baixo a 500 rs., e dilas de pao
a 640.
Santos de porcelana.
Na rua do Collegio n. 1, vendem se masen* de
porcelana do Bom Pastar, S. Pedro, N. S. Mili de
Dos e S. Joao.
Domingos Alves Malheus tem para vender no
armazem de Jos Joaquim Percira de Mello, no
caes da alfandega muilo superior tartana boa da fina
em saccas de cinco quartas medida velha.
Na rua do Crespo n. 16 esquina, vcudem-sc r-
quissimas rnmeiras de lil e de caminata bordadas
a agulha pelo diminuto preco de 38500.
ATTENCAO.
Vende-se no aterro da Boa Vista, loja n. 78, metas
de cores para homem pelo diminuto preco de 160 e
200 rs., ditas para seuhorasa 220 e320, e"muilo finas
sem costuras a 100 rs*., liubas de novello* muilo gran-
des e da-se amostras, grampas a 40 rs. o maco, filas
de linbo a 40 rs. a peca, liitlias de carrilel sorlidas a
20 rs. e muito mais miudezas com qucHodo o nego-
cio se faz para acabar, assim como vaquetas inglczas
para cobrir carro por prego eommodo. _
Vendem-sc varias obras de labyrinlbo de ISft
goslo: na rua da Gui ti. 9.
Vcndem-se palitos de panno fino francez \Wf
tos e de cores a I89 c 188. ditos de merino setinfi
168, ditos de seda cor de palha a 109, c'los de alpa-
ca preta a 108: na rua do Crespo loja amarclla 11.
1, de Antonio Francisco Pereira.
Venden ee cortea de tauzinbas mnito linas de
l.tcovados rada um, a 49500 rs.. dila a 320 rs. cada
covado. chales de la c de casimira de nina s cor c
de barras a 68 cada um. na rua do Crespo loja ama-
rclla n. 4, de Antonio Francisco Pereira.
Vendem-se sedas lizas c dequadros furia .cores
a 1-9200 cada cunado, zulinira de seda a 480 rs. o.co-
vado, kelvinas lisas e de quadros a 560 rs. o covado,
cortes de seda escoceza com 15 ovados a 128, c ou-
Iras muilas fazeudas de bom goslo : na rua do Cres-
po taja amarclla n. 4', de Antonio Francisco Percira.
Vendem-se casimira* linas franceza*, brancas e
de cotes a 28 c 23500 cada nina : na rua do Crespo
loja amareUp 11. 1, de Antonio Francisco Pereira.
Venue-se nma negra de nacjk de idade de 25
anuos, com algumas habilidades: no pateo de San
Pedro, sobrado da esquina que volt para a rua de
II orlas.
A i.SOO o alqutire de farinha de man
di oca.
Vende-se a bordo do date Audaz,
dclionle do caes do Collcgio, em porcoea
anida se vende por menos: trata-te no
escriptorio da rua da Cruz n. i(), primei-
ro andar.
OEXDAS SUPERIORES.
Na fundico de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, arha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
inodello e construcco muilo superiores.
TAIXAS )E FERRO.
Na fumcao' d'Aurora cm Sanio
Amaro, e tamhem no DEPOSITO na
1 ua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal do Harinha' ha' sempre
um grande sortiincnlo de taichas lano
de fabrica nacional como eatrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
eustem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. 0
precos sao' os mais commodos.
'DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na rua de Apollo, armazem le Leal
Res, contina u le- superior polassa da
Kussia e da America, |>or preco razoavel,
e cal lie Lisboa da inais nova.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova taja de 3 portas na toa do l.ivramcnto n. 8
ao p do armazem de taca.
Vende-se tisci.liohos esruros, encarnados, ama-
rellos, azul.miudinbos muilo finos e de cores filas,
a 160; cassas de cores a 400 e 480 e 600 e 700 rs. a
vara, c Miras muilas fazeudas : na loja de Joaquim
Bernardo da Conba.
Vende-se um ptimo piano inglez em muilo
bom estado, e por preco eommodo: no armazem de
M. Carneiro.
Vende seumeiceltanle braco de batanea, mar-
ca Romlo, proprio para armazem de assurar, pesar
carne, ou para alsnni engenho. O preco he muito
eommodo, .' vende-... por melado de seu valor ; ua
rua da Senzala Velha 11. 112, lerceiro andar.
Attenco.
Vende-se um siliozinho por prero eommodo, no
logar da Capuuga nov, com casa"c chao ptopro,
bastantes arvoredos r grande poreflo de lijlos para
qualquer obra : a tall r no aterro "da Boa-Visla, leu-
da de sapaleiro de urna porta.
~ Vendc-sc urna canoa de carreira propria para
familia, nova e de cxcellenle marcha : na rua do
Brum armazem n. 26.
Vende-se urna armaciio de taja de calcados,
propria para ouiro qualquer negocio: quem preten-
der dirija-se a rua Direila n. 85.
Na rua do l.ivramentn n. 14, esla-se vendendo
tazendas por preces que admira, como sejam : da-
masco de La a 610 o covado, lila para vestidos, fa-
zenda muilo lina a 360 o covada, chapeos francezes
para homem a 53000, tneias casemiras de alcodao a
18200 o curie, coeiro* de barra a 240, cas-a de qua-
dro para babdos a 28000 a peca, riscad de algudao
proprio para roupa de escravos pela sua duraco a
140 o covado, chlas de robera a 140 o covado, c
58000 pesa, chitas decores fisas e bous pannos a
140, 160 e 180, c muilo linas em tintas a 200 rs. o
covado, n-ca I., francez muito largo a 200 rs. o co-
vado, selim cor de rosa e prcto a 400 rs. o covado,
madapolao de 38. 39100, 38600. :i3800 e 48000, e
muito h.10 a 58000, e outras muilas tazendas que
lorna-se enfadonho mencionar.
Vende-se urna parelha de canarios muilo su-
perior, c canlam de noile : na rua do Collesio
n. 16.
Vende-se a taberna da rna Imperial n. 17, de-
fronte do viveiro.do Muniz : quem pretender diri-
ja-se mesma a tralar com oilonn.
RUA DO QCEIMAON. 1.
Ainda ciisleni para vender, lenrinhos branco*,
cercadura de cor, proprios para meninos, a 100 rs.
cada um, ditos com cerradura aberla-a 120, dilos to-
rios brancos, cerradura aberla. linos, proprios para
senliora a 140, dilos rierassa muilo fin. com barra-
zinha de c.ir fita a 160, chitas muilo boas e de cores
fisas, ruin um pequeo loque de mofo a 160 o cova-
do, (lilas largas de cores fixasa 210, cassas franceza*
muilo finas, padrfies miudinbos e fixos a 610 a vara,
pecas de bretanha de puro lindo com 6 varas a
29500 a peca, cortes de casemira preta para calca a
1*500 o corte, c outras muilas tazendas por barata
prrc.o, para acabar.
Aterro da Boa-Vista, defronte da
Iwneca n. 8,
Tem urna grande porcao de queijos de qualbs
viudos ltimamente do serijo, c um complete sorli-
meulode todos os gneros de moldados dos ltimos
rhegados, de superior qualidade : vende-se por pre-
sos commodos.
Vende-so 5 escravos, sendo 4 molecotes de bo-
nitas figurase I mualo muito moco e bom carrei-
ro: na rua Direila a. 3.
Veode-se um bonito escravo da Cosa, ptimo
para urna parelha de cadeira : no 3- andar do so-
brado da rua Direila n. 36.
Vcndem-se ancoras com mel de furo de boa
qualidade, proprio para cavallos : depositadas no
trapiche do Cunta, a tratar na rua da Madre de
Dos n. 34.
Arela* Edwia Btaw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
(i Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de laias de tarro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ibetiras todas de tarro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para a miar em madei-
ra de todos os lmannos a modelos osmais modernos,
machina horisonlal para vapor eom forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras de tarro estanhado
Eara casa de purear, por menos preco que os de co-
re, esco vena para navios, ferro da Suecia, e ta-
has de llandre ; lado por barato preso.
VENHAM VER E COMPRAR.
liarato si m, fiado nao.
A 59000 rs., o corte! 1!
Na rua do Queimado loja n. 17, ao p da botica,
vendem-sc corles de tarlalana moderna com lislra
de seda para vestidos de senhora pelo diminuto pre-
so de 59000 rs., cada um. Esta fazenda he muilo de-
licada, e venda se por lito baixo preso por ser por
conta dos fabricantes em Pars.
Vende-se um bom escravo, moro e sadio : na
Iravessa da Madre de Dos, armazem n.21.
Vendem-sc esleirs de palhas novas a 118 o
ccnlo, chapeos de palha a 128 o cento, cera amacol-
la 500a libra : na rua da Cruz do Recite, labrlna
de Luiz Freirc de Andrade n. 31.
Farinha de mandioca. 1
Vende-se em saccas grandes e por bara-
to preco : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na rua do Amorim n. 54.
Vende-se um encllente sillo, na povoaso do
Monteiro, rom casa de vivenda e muilas (rucien,..,
o qual tai dos hrrdeiros de Joaquim Fernandes Ca-
ma : quem o pretender, dirija-so i rua da UniAo, a
tratar com Jos Antonio da Silva c Mello.
PECUINCIIAI!
Vendem-se soportares hlalas franeczas muild no-
vas, pelo baralissimo proco de 18280 a arroba, < em
libras a 50 rs. : na rua Direila n. 76, rsquin 'do
becco dos Pcccados Morlcs.
Vende-sc una casa inei-agua, com caes novac
c.iiada ha pouco lempo, defronle da praia do forte
das Cinco Ponas n. 6 : a tratar na rua do Collegio
n. 1.
Muita attencao.
Chegou loja de miudezas da rua do Collegio n.
1, urna por ;.lo de manguinhas de vidro com sanios
denlro. que se rende pelo diminuto preco de 500,
640,800, 18000, 18280, I96OO c 28000 rs*.; a ellas,
antes que so acabem.
Maracaz.
Chegou 1 taja de miudezas da rna do Collegio n.
I, urna |>'Hr:io de maracaz.que se vendem pelo preso
de 60 rs.
Vende-se um papazaio muilo tallador: con-
fronte a ribeira da Boa Visla n. 60.
Vcude-se una casa na arando pnvoarao de
Pona de l'edras, com padaria, taberna e commodos
para familia ; a tralar na rua cstreila do Rosario n.
II, taberna'de Manuel do Rezo Soares, aonde sees-
plicar as commoiluladcs da dita casa e o preso.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
yendem-sc velas de cera de carnauba de compo-
-iejo, taitas no Aracaty, da melbor qualidade que
ha no mercado, e por mais eommodo preco que cm
oulra qualquer parle : na rua da Cruz n. 31, pri-
meiro andar.
HE MODA!
Alpacas de sedas lisas, furta co- 1
jlj res dequdrinbos, proprias para 3
H vestidos, vende-se pelo batatissimo fl
I preco de 500 rs. o covado: na rua |
do Crespo D. 16, esquina da rua das ||
Cruzes. *
- Vinho do llheno, de qualidade* s-
peciaes, em caixas de urna duzia,chai utos
de llavana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. .1.
Farinha de mandioca.
Vende-se a bordo do paladn Flor da l'erdade,
ltimamente chcza.lo de Santa Calbarina, e o qual
se acha funde,-..lo riefrnnte do enes do Ramos, supe-
rior farinha de mandioca e por barato preso ou na
rua do Trapiche 11. li, segundo andar.
FAZENDA DA MODA.
Alpacas de seda de quadros c lisa, furia-cores, fa-
zenda para vestidos, do melbor goslo que lem vindo
a osla praca, por presos que inuilu bao de acradar aos
compradores; dSo-se amostras para verein em qual-
quer parle : na loja do sobrado amaiello, nos qualro
eanlos da rua do Oueiiiindn n. 20, da Jos Moreira
Lopes.
Yondc-so superior e nova farinha de mandioca,
chanada receillomenle de S. .Malheus : a bordo do
patacho .tmhude Constante, e hiale Ainpliiliile, ou
na rua da Cruz n. 3, escriptorio de Amorim Ir-
maos.
Vendem-se ricos pianos com cxrellentes vo-
zes e por preco* commodos: cm casa de J.C. Rabo,
rua do Trapiche n. 5.
PLBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio .. luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverondissimos padres rapuchinhus de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nliora da Conceico, e da noticia histrica da me-
dallia milagrosa, c de N. S. do Bom Conselho : ven-
dc-sc nicamente na llvraria 11. 6 e 8 da prasa da
independencia, a 18000.
Q9 Deposito de vinho de cham- iBj
i) pagne Chateau-Ay, primeira tpia-
lidade, de propriedade do condi ^,
S de Mareuil, rua da Cruz do Uc- 4*
cife 11. "20: este vinho, o mclhor
W de toda a champagne vende- $3!
*ft se a 56#000 rs. caila caixa, acha- A
" se tnicamente em casa de L. Le- 2
i comte Feroni Companhia. N. B.
9 As caixas sao marcadas a fogo H
f$) Conde de Mareuil e os rtulos tM
D0#*99--cft: SS9SS 3
aos sen mores de encenho.
UlolicHores .--cor... muilo grandes e encorpados,
dilos branros cun pello, muilo m ande*, imitando os
de la. 1>100 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
C. STARR &c.
respeiloMUicnle annunciam que no seu cxlenso es
labeleciinenlo cm Sanio Amaro, ronlinua a fabricar
com a maior |>erfeco c promptida,ioda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
cao manufactura, e que para maior eommodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral tem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mcsqui-
la na rua do Urum, alraz do arsenal de ntarinha
DEPOSITO DE MACHINAS
constroidas no dito seu eslabelecimento.
lia acharo os compradores um completa sorli-
meulo de moendas de canna, com lodos os melho-
ramcnlos(alguns delles novos eoriginacs) de que a
experiencia de muitos anuos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor debatas alia presso,
latas de lodo tamauho, lauta batidas como fundidas,
carros de mao e dilos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, Tornos de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais approvada construcco, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalkas, e urna
inlinidade de obras de ferro, que seria enfadouha
enumerar. No mesmo deposita esiste urna pessoa
inlelltaeulc e habilitada para receber lodas asen-
commcudas, ele, etc., que os aununciautes contun-
do com a capacidade de suas oflicinas e machinismo,
e pericia de seus olliciaes, se comprometlcm a fazer
exacatar, com a maior presteza, pe fecao, e eiacta
eoulormidade com os modelos ou deseuis, e iustrnc-
Oesque Ihe foremtarnecidas.
\ eode-se um pa no coSi pouco uso : na rua do
Vigario n. 25, primeiro andar, se dir quem vende.
I-'arinlia de mandioca.
Vende-se muito superior farinna de mandioca, em
saccas grandes de alqueire bem medido : na Iraves-
sa da Madre de Dos n. 3 e 5. ou na rna do Ouei-
ma.io n. 9, loja de Aulonio Luiz de Oliveira Ate-
vedo.
CaSSAS FRANCE7.AS A 180 RS. O COVADO.
isa loja de liuimaraes & Henriques, rna do Cres-
po 11. .>, vendem-sc cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo baralissimo preso de 180 U. o covado.
XOVAORLEANS.
Barato sim, liado no.
Na rua do (lueimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furia cores lisa e de lislras intitulada
Nova Orleanspelo barato preco de 500 rs., o cova-
do, sendo esta fazenda muilo propria para vestidos
de senhora c meninos; gaze de laa e seda de core-
as mais (iL'licadas.muilo proprio para vestidos de Se-
nhora e meninos a 500 rs. u covado.
Xatopes para refrescos sendo : crosclhas, pi-
langa, laranja, limao, tamarindo, auanaz, abacaiy
bambarolas. capil, aras : vendem-se na rua do
\ tgario n. 20, primeiro andar, a 400 rs. garrafa.
Vende-se 1 oitanle, 1 mappa e 2 laboas nuti-
cas, sendo urna por Callet c oulra por Vorie, ludo
em bom uso : quem pretender anuuncie.
Sedas. #
Conlinua-se a vender sedas lisas furia-cores, de
goslo o mais delicado que tem vindo a esta prar,
peta baralissimo preso de 1280 rs. o covado : na
rua do (acunado, loja do sobrado amarello n. 29, de
Jos Moreira Lopes.
Bom e barato
Vcndem-se corles de chila de barra, de cores fisas
a 1S600 rada corte; na fu do Queimado, tajado
sobrado amarello o. 29. Na mema loja de eucon-
Ira un complete sorlimenlo de tazendas de lodas as
qualidades, epor presos que agradaro aos compra-
dores.
Na rua da Cadeia do Recita 11.60, vendem-se os
seguiutes vii.hos, os mais superiores que lem viudo a
este mercado.
Porto.
ilucellas,
Xerez cor de uro,
Dito escoro,
Madeira,
em caixiuhas de urna dnzia de garrafas, e visla da
qualidade per preso muilo cm conla.
DEPOSITO DE-CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia da Recita 11. .50 ha para vender
barris com cal do Lisboa, recntenteme chegada.
Tabeas para engentaos.
Na fundico' de ferro de D. VV.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimenft) de tai.xas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-sc a venda, por
ppeco eommodo e com promptidao' :
embarcara-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao* do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, mpregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-sc a venda, em latas de id
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Cola da Babia, de qualidade esco-
lhida, e por preco eommodo : a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
era fras(|uei ras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n- 16, segundo andar.
Vende-se urna balanca romana com todos os
seus perlencs, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem u. 4.
Attencao.
Vende-se a taberna sila no Pateo do Terso n. 2,
com poneos finidos, 011 mesmo s a annae : a tra-
tar na rua Direila n.76.
POTASSA BRASILEIRA. @
^ Vende-se superior potassa, fa- t,
( hricada no Bio de Janeiro, che- (
(* gada recentemenle, recommen- /jj,
da-se aos senhores de engenho os S
seus bons elfeitos ja' e\periincn- J
tados : na rua da Cruz n. 20, ai- W
mazem de L. Lcconte Feron A @
^) Companhia. t
Vendem-se relogios d e ooro e prala, ma
barato de que em qoalquer oulra parle
tr^wi. na praca da Independencia n. 18 e 20.
Sepoiitn da faJirisn de Todo* o. Santo na Babia.
Vcnde-sc, em rasa deN. O. Rieber iC, na rua
da Cruz n. 4, alcodao transado d'aquell fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco eommodo.
Vcndem-se em casa de Me. Calmont cV Com-
panhia, ua praca do Corpo Saiilon.il,,, scgoinlc:
vinho deMarscilleem caias de 3 a 6 duzias, Jinhas
em u..vello* ecarreleis, breu em barricas muito
grandes, aso de mila sorlido, ferro inglez.
Vende-se um santuario em muito bom estado,
c por preco eommodo : no paleo do Carmo n. 16.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao flauta, como
lejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo niodernissiino ,
ebegado do Rio de Janeiro.
Na rua dol.ivrameitta n. 36, taja de cera, se
dir qoem vende I par de brincos de diamantes, 3
dilos de ..uro contrastado, I annel com brilbanles,
:t dih-* com diamantes, 1 aHinelc de peilo de senho-
ra, 1 salva de prala contrastada, 1 palileiro dilo, 1
bandeja praleiada, 12 adeiras, 2 dilas de bracos, I
sof, I mesa redonda, 2 bancas, tudo de jacarando,
1 rama franceza de amarello com lodosos perlencs,
I cominoda de magno com gavelSes, 1 ciiarda-louea
de louro, 6 livros em branco paulados, ludo mnilo
baralo, por seu dono se retirar para tara do imperio.
Na la do AragSo n. 9, vende-se urna bonita
escrava, sadia c com algumas habilidades; o moti-
vo da venda se dir ao comprador,
CAPACHOS E FRANJAS.
\ endem-se os melhores capachos que tem vindo
este mercado ; na rua da Cadeia do Recita 11. 4,
esquina da Madre de Dos, loja de miudezas, aonde
tambem ha bom sorlimenlo das melhores muas de
bolo!, para cortinado.
Vende-se nma porciio de Iraves. madeiras de
qualidade : quem pretender, dirija-se a rua Direila
11. 2.
Vendem-se urnas cortinas novas para cadeiri-
tiha, bnr.lailase tarradas de selim brinco ; quemas
pretender, dirija-se rsa do Crespo 11.21. f
Vendem-se velas decarnauba pina
e de composicao, das melhores que ha no
mercado, por preco- mais eommodo, do
queem outra qualquer parte : detraz'da
matriz da Boa-Vista, casa n. 15, das 6 as
8 lioras da manha, e das\ as 8 da tarde.
AGENCIA
Da Fundico' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estalielajpmento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas derenro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pe's de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-sc a' rua do Rangel n. 56.
Na rita da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem d Henrique Gibson :
vcndem-se relogios de ouro de saboneta, de paten-
te mglczes, da melbor qualidade e fabricados em
Londres, por preso eommodo.
i 4,000 RS. i ARROBA.
\ende-se carne mnito saa e gorda, vinda da
proviuria do Cear, pelo barato preco de 49OOO rs. I
a arroba em pacotede 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do ara da Conceiclo, defronle da
escadiuha.
Arque rio.
\ ende-se superiores cobertores de pele, de di-
-,-IlrCOref',?ri"'dea.l820 "- d"" hra,*0 a
. l '' d,los com Pe, a mitaso dos de pape a
19100 rs. : na rua do Crespoaja n. 6.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellios che-
gada recentemenle da America.
Potassa.
No antigo deposita da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio 11. 12, vende-se muito superior polassa da
Kussia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
rates que he para tachar coulas.
HRINS DE CORES.
Rrim transado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fuslao branco alcochoado "400 rs. o cavado,
castor moilo eneotpado a 240 o covado, pess de
cassa d quadros, proprias para hallados a 2JO00, gan-
ga amaiella (ramada a 320o corado : na loja da rua
do Crespo n. 6.
Cortes de cambra ia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
le muilo bom goslo* 4^000 cada om, dilos de cassa
chita a 29OOO, dilos de chita franceza larga a 39000,
lencos de seda do 3 ponas a 640, dilos de cambraia
rom bico a 280 cada nm : na rua do Crespo, loja
Toalhas e guardanapos de panno de Itabo.
Vendem-se loalbas de panno de linbo adamasca-
da* para roslo a IO5OOO a duzia, dilas lisas a 143000
a doza, guardanapos adamascados a 3S600 a duzia :
na 1H4 do Crespo n. 6.
LINHA DE CARRITEI. DE 200 JARDAS.
Vcndem-se em casa de Fox Brothers, roa da Ca-
deia do Recita n. 62, carrtlaU da mais superior linba
que tem vindo a este mercado, cada carrilel tero 200
jardas.
Cassas 1 rancezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, taja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de mnito bom
gosto, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito hoa nbalidade :
vendem Antonio de Almeida (Jomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.'
Vende-se um excellenle carrtnhp' de 4 rodas,
nuii bem construido,eem bom estado ; est esposle
na rua do Arasio, casa do Sr. Neune 11. 6, onde po-
dem os pretenden les eiamina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rna da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
QUEIJOS E PRESUHTOS.
Na roa da Cruz do Recita no araaazem n. 62. de
Antonio Francisco Martin*, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntas para fiambre, l-
timamente chegados na barca inglesa Valpa-
raiMo.
' Moinhoa de vento
""mbi.mbasderopuxopara asgar hortas e bata,
de c.mu, iiafundisadde 1). 'V. Bowman : na roa
do Urum us. 6.8 e 10.
Devoto CIj) ttao.
Sabio a luz a 2.a eds3o doT,vrinho denominado .
Devoto Chrisiao.mais corrala e-acretcentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prasa oa In-
dependencia a 640 rn. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mnito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, taja da
esquina qoe volla para a cadeia.
MUITA ATTENCAO'.
Vcjtde-se corles de cassa com barra muilo bonitos
Tur 293OO rs., dilos de cambraia blancos e de co-
res con} babados, dos jnais modernos a 49200 rs., di-
tns- de cambraia da seda, corles de seda escoceza de
bm goslo chegados ltimamente, cassas de cores
modernas a 500 rs. a vara, chitas Ras a 180 200
rs. o covado, corles de clleles de fusilo a 19100 rs.,
casemira Je algodao a 390 rs. o covado, bri.Ti de al-
godao de cores proprio para palito a 230 rs. o co-
lado, cortes de casemira de lidos padrees a JOOO
rs., chapeos prctos fraucezes a 69000 rs., ditos da
sol de seda de cores a 6)800 rs. chales de algodlo
de cores a 800 rs., e nutras mais tazendas por preco
muilo cummndo : na loja de Leopoldo da Silva (jaai-
roz, rua do Queimado n. 22.
Vendc-sa urna ptima escrava, crioula, com
algumas habilidades ; o motivo por que se vende se
dir ao comprador : oa rua da Roda, sobrado a, 17.
Vcndc-se urna muala com 20 .unios de idade :
na rua da Gloria 11. 6.
Vende-se um casal de escravos de bonitas fi-
guras ; na prasa da Boa-Vista n. 10. Nessa mes-
ma casa alusa-se ou arrenda-se nm armazem lava-
do, para qualquer eslabelecimento, e per preco eom-
modo.
i
t
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K
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I
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 8 de setembr o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que rostoma trocar o no-
me para Pedro Jos (.crino, e inlilular-se tarro,
be muilo ladiuo, tai ewaavo de Antonio Jos de
Sanl'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
Santo Auiao, e diz ser naseido no sertao do Apody,
estatura e corpo recular, cabellos prctos, carspioha-
' dos, oor um ponen fula, olhos escoras, naris arando
e srosra, beicos grusaos, o semblante um pouco ta-
chado, bem barbado, porm nrsta occasilo tai com
ella rapada, com lodos ns denles na frente ; levou
camisa de madapollo, calca e jaquel branca, cha-
peo de palha com aba pequen c urna Irouxa de rou-
pa pequea ; be de supporquc mudo de trage: ro-
Btt-C prtenlo as auloridndrs |iolica(!>epessoas |>ar-
liculares, o apprcbendam e tragam -nesta prasa do
Ucrie, na rua larga do Rosario n. 24, que se re-
compensar muilo bem o sen Irabalho.
Desappareceu no dia 18 do corrnte o prelo
Joao. denaeau Coneo, ou Guirama,reprsenla 40an-
uos, estatura ordinaria, reforsado cheio, com falla de nm denle de cima, be calafate c
perlcnrcao casal do fallecido Norberto Joaquim Jos
t'iue.les. Pede se s autoridades poliriaes e capiles
de campo a sua captura, e manda-jo enlregar a viuv
I). Atina Joaquina de Jess Queiroz (inedes, na rua
do Appolo 11. 2. que serao recompensados: asle prelo
est matriculado na capitana do porto.
1009000 de gratificasfo.
A quem aprestla? o inoleque Affunsa, de nso
Cainundonvo, idade 20 e (autos anuos, bastante sco
co do corpo, feieiics miudas, altura recolar, com
d uas marcas de feridas no meio das cosas; desap-
parereu de casa em 17 do correte agosto, pelas 7
lioras da larde, e como nao leve motivos para fugir,
e leve sempre boa conduela, suppoc-se que fosse for-
lado ; levou calsa de casemira azul, camisa de al-
godao grosso e chapeo de palha com fila preta larga:
quemo trnuser rua de Apollo n. 4 A, receberii a
graliliracao cima,.
Anda continua estar fgido o prcto que, em 11
de -eleinliro prximo passado, foi.dn Monteiro a um
mandado no engenho Vcrenle, acuotpanhsndo urnas
vaccas de mando do Sr. Jos Bernardiiio Pereira dn
Ilrilo, que o alugou para o mesmo lim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baiso, aro-so e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signa! graude
de ferida na perna direila, cor preta, nadegas em-
pinadas para fr, pone barba, tem o lerceiro dedo
da mao direila encuitado, e fallaUta o quarto: le-
vou vestido calca azul de zuarle, camisa de alcodao
lir.o americano, porm levou ontraa ranpoa mais li-
nas, bem como um rhapu prelo de seda novo, e usa
sempre de correia na cinta : quem o pegar leve-o oa
rua do Vigario 0. 27 a seu senhor Komao Antonio
da Silva Alcaiilar,_ou_no tarso do Pnlourinho anua- ,
zcni de assucar n. 3 e 7 de Roinau & C., que ser re-
compensado.
Iteaapptreccu no dia 1. de agosto o preto Rav-
muudo, crioulo, com 23 annos de idnde, pouco mata
ou menos, natural do Ir, condecido alli por Hay-
inundo do Paul, muilo conviveute, tocador deflau-
lim, cantador, quebrado de nina venlha, barba ser-
rada, beicos grossos, estatura recular, diz saber lr
e esrrcver, lem sido enconlrado por vezes por delraz
da rua do Caldeireiro, juntamente rom urna preta
sua concubina, que lem o apuellido de Mana cinco
res ; porlanlo roga-se as aiilurdailes poliriaes, ca-
pitfies de campu e mais pessoas do povo, que o ap-
io eli.-ndam e tevem a rua Direila 11. 7(, ipie serao'
geiicrotameule gratificados.
PF.KN. : TVP. HE M. F. D FARIA. 1831

S


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