Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01367


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Full Text
r
.
V
ANNO XXL N. 214.
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i
>,
*
V

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
I ii w
TERCA FEIRA 19 DE SETEMBRO DE 1854.
-m-------
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
imsW
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Mariins; ltiliia, o Sr. F.
Duprad; Macei.o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doura; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclorda Nativi-
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Poreira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemcs Braga; Ctar, o Sr. Vic-
toriano Auguilo Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMIIIOS-
Sobre Londres 27 1/4 a 27 1/2 d. por 13
Paris, 365 rs.por t f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acijoes do banco 40 0/0 do premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lellras a 6 e 8 0/0.
MET.VES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de 6400 velhas. ., 169000
de 054OO novas. 169000
de 4000...... 9J00O
Prata.Palacoes brasileiros..... 19040
Pesos columnarios..... 1J940
mexicanos........ 1J860
PAHTI.V Des C( illUtK >S.
Olinda, todos os das. ^
Caruari, Bonito e Garanhuns nos jps 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouriry, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas o selB-feiras.
Victoria e Natal, as quinus-feiras.
PREAMAR IE IIOJE.
Primcira s 2 horas c 54 minutos da tarde.
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equiutas-feiras.
Rolaran, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e soxtas-feiras s 10 horas.
Juio de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivcl, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
-
EPUEMEIUDES.
Setembro G La cheia s 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 floras 22
minutos e 48 segundos da rpanha.
22 La nova as 5 hora* e 4vB>inulos
48 segundos da ttrde.
29 Quarto crescenlef^ hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DAS da semana.
18 Segunda. S. Jos Cuperlino f. ; S. Thomaz.
19 Terca. S. Januarioh. m. ; S. Nilo b. m.
20 Quarta. S. jejum ( Tmporas) S. Eusthaquio.
21 Quinta. S. Matbeus ap. e evangelista.
22 Sexta. ( Tmporas ) Jejum. S. Mauricio m.
23 Sabhado. ( Tmporas ) Jejnm. S. Lino p., m.
24 Domingo. 16 resudas Dores da SS. Vir-
gem Mai de Dos. Nossa Scnhora das Mercez.
EXTERIOR.
COBBB8FONDENCIA DO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
Pene SI a afene de 185.
O calor aqui he tropical, e ein Braga e Avciro lem
havido alguu* casos d'asphxa. Apezar da li que
peruiitle a livre imporlac.lo de inillic, contina a
caresta dos cereaes, e eom especialidude da familia.
por MU d'agna para as mnagens ; c como onde nAo
lia pao lodos ralham c iimciicm tein razo, o povo
faz caretas, e o* emprezarios d'is pronunciamenlo*
largara redeas ao seu patriotismo para alimentar o
desconleotameiilo. O povinlio contina comludo
frequentandn os arraiga, quo sao fm quantidade,
afoloslo os seus arrepios revolucionarios com o ras-
cante, ao som do rlassico zabumba, que he parte in-
tegrante de lodos os arraiae*.
A perspectiva da colheila he arropa lora, i|uer no-
solidos, como nos lquidos. A poltica, apezar dos
sopros de llespanha, contina atacada do oidium tu-
ckeri, o cada vez mais emeacada de eslerilidade.
Alud assim os agitadores rabeiam. e enntam que a
cliegada Lisboa do novo emhaixacor hespanhol
Utos Rosas foca apressar a ferv ura da caldeira para
principiar a Inibalhar a machina.
O povo que aiuda venera a memoria da celebre
|>adeira d'AIjubarrota, principia a mostrar fre/a a
respe i to do progresto rpido, pois esl desrulado
do* brindes e inais encomios que em todas as come-
zainas polticas de Madrid se eslao far.cndo a uuiAo
Ibrica, a que nos, os l'orluguezes, torcemos o
nariz.
O viseonde da Trindade, Jos Antonio de Souza
Basto, qoe j tein urna coinnien.la de llespanha, por
ter miadado cantar umTe-Deum quandoa iniioreii-
le Isabel escapou ao punhal do reverendo Merino,
niaudou de presente ao governo de Madrid 5 mil
reales velhos, para serem applicados em favor dos
leridos das barricadas nos 3 dias de julho passadn,
e das viuva* e orphaos dos que com cscalla pelas di-
las barricadas Qzerara viagera para o nutro mundo.
Esltaqo como ordem do dia de discussAo publi-
ca e periodical o egaintc Tarto :
O conde de Saldanha, lilho do duque de Saldanha,
este lia lempos nesta cidade aspirando a um caa-
mento vanlajoso. Ultimaiaeole os amigos do dito
ronde IraUram de Ihe arranjar a allianca matrimo-
nial com a titila da viuva Ferreirinha, do Douro,
que lem o insignificante dote de tres milhoes de
cruzados. A menina fui pedida para ser a futura dn-
quera de Saldanha ; porm a mai, a pretexto de
que a lilha apenas conla 12 annos e meio, abanou as
orethas. Alguns amigos do candidato matrimonial,
entrando nislo um inicio da menina, para abreviar
questes, projerlaram o rapto da sobredila, que, pe-
la vigilancia da mai, fui malogrado.
Eslesnecesso, que apenas toroeceriai materia para
uro enlremez. foi aprovoHado pela poltica, que
quer fina lonja qoe a pobre vclho Saldanha carre-
gue eom a responsabilidade do projecto, qne os pa-
riodicos da opposicAo chamam attentado inaudito !
O dnqua linha dado o seu consenso para o casamen-
to boa paz, porem nao autorisou, uein sabia do
tal prejeclo lauco, que fo urna descarnada ra pasta-
ste. Comludo a opposicAo nao desiste de tirar do
laclo todo o partido para derribar o duque da curl
ministerial; o que, creio, nao conseguir, especial-
mente coro lo ridiculo motivo.
A respailo da llespanha nada se piule determinar
a filuaco contina atli indefeuida, ecomqiianlo
nella prepondere o partido etparlcrisla, as infliicn-
cias chocam-se, e os moderados nao se moslrani rc-
solvidos a eutregar-se discririlo.
Os negocios all eslo feios c reccla-ae que as
fonslituinles. cuja eleicAoJBm de .er influeuciadn
pelaal jttUz'*w apezar de cxcluila da discussao no decrelo convoca-
torio, o para esie momento se esperam grandes con-
fliclos ; e cre-sc que Espartero se enllocis do lado
da rainba, e so vera por isso guerrcaik por aquellcs
liiehoje Ibe fazem tantas ovaroes.
O artistas enfeitain-sa para approveitar a dis-
corilia dos liberaes.
O general Narvaez est amuado, e pedio pass-
porte para o eslrangeiro. O desregramento das jun-
tas obrigou o governo a mandar dissolver Indas,
menos as proviociaes, que nao cxorbilarem do ca-
rcter de consultivas. Esla medida lovantou mu-
ir o goveruo a celeuma dos exaltados edaim-
prema ultra-liberal.
Kinalmente a atmosphera poltica na Ierra do
dom nacho, est carrancuda eamearadora de gran-
de borrasca.
A cholera vai passeando atrevida por Barcellona,
Sevillia, Cdiz e outros pon* de Ilespauba, e para
fallar a verdade. estamos por c com bastante re-
celo, dne esta aenhora, que anda sempre de braco
dado cora a fra Parca, se lembre de edender o seu
paateio al ao calcanhar do mundo, que se chama
Portugal. Dtot tuper omnia.
Xiltboa 3 da temh'o.
Verifieeii-se no dia :10 do pasadn a reunan dos
oppoaicionisUs, de que Ibe fallei na iniiha ultima.
<)s convites foram felos pelos redactores do l'orlu-
' gutz, e eis-aqu a cotila q-ie o mesmo jornal pu-
blica (leaaa.raunifo.
ioje losara reunan do partido progres-
sisU, qdB havia sido convocada pela redaccao do
l'ortugaez. Concorreram cerca de duzcnlas pes-
soas, a II melhor ordem na a>seinblca, a que
nresid 8r. Joaquim Filippe de Soure, sendo se-
i reUriol os Srs Jos Torres, um dos redactores do
Progretm. e Santa Anua e Vasconcellos.
Depon de urna breve discussao, que leve po-
fim defini objeclo da reunan, assentou-se em Ho-
rnear uta- mmissao central progresista, compos-
t7Bw4broi, cujq tiin priinpal be presidir
BEo e Irabalho do partido progreisisla da
n a volarao, saKiram eleilos, por maioria
ali'olot'jf ( senhores :
ManiieSb Jess Coelho.
Alexandre Ilerculan
Joaquim JMppc de Soure.
Souza Rrfkdao.
feliveira Marreca.
Anselma |oa Bramramp.
Mara Kibeiro da Cosa llultreman.
Viseonde de Fonle Arcada,
Paulo Midozi Jnior.
oslo de Sania Anua e Vasconcellos.
I.oll de Almeida e Albuquerque.
Antonio Cabral de S Nojueira.
^fOLHETIM, .
DOIIS CAS1MEM0S1MELIZES.
POR NATHA.MKL.
IV
Han bello casamento.
C.onliiiuacao.
Mara de Glandecez i .luna Mohray.
n Castalio de Sainl-Vinceiit. janeirn de 1821.
a N.loquero mais ir passtiar com Ernesto na flo-
resta ; porque esws paweios sao mui crueis para elle
para iniui. Keconlain-in lodas as Icmbrancas de
nossa infancia, e da lerna afleicao que nos tomara
rulpados boje ; pois agora poss coiifcssar-lc.Aiina,
o que eu enlia por Erueslo era nuis do que aniisa-
de^ja recejo que fos*e amor.
m dia deftes o lempo eslava tjo 1 ello que cn-
tre no carro pamir floresta. A|>enmo-iios no Jau-
lu, e |iercorrcmoseia#dea, em que libamos pa-seia-
iln tantas vezes juntos em um lempo mus feliz. Ku
apoiava-me ifo icaco de Ernc-to ; porque estou mui-
In fraca. Um inatinclo seciclo coinluzio-nos para
o bosque, em que meu amigo de infancia laucnu-se
rom lana coragein au encon ro do lobo que diriga-
se para mis. Nunca passei nesse lugar sein emo-
cao ; porem esla vez era milito mas viva. Enca-
ramo-nos sem dzcrmos urna palavra, e peuso (}ue
havia linio reroiibecimeiilo eni meu olhar que Er-
nesto n.lo poude inipedr-se de lomar-me as maos e
allrahir-iuc aobre seu coraeflo. n que dexei-o fazer
sem retisleoca. l'arecia-in; que ne que Erueslo havia exposto sua vida para salvar a
iiiinha. eu nilo poda reriisur-lhc um sigual de aflei-
cAoque asseinclliiva-se a una despedida. Ellees-
lava ah em seu imperio, rodeado .le lembraiiras
que deixavam-mc sem forra, c alcni diixi a moquc
havia passado em torno de mim para sustentar-me
alliviava-nie lauto o cora ;ao Eu llaosabia mus o
que fazia, ncinn quedizia, e ia por um habito de
infancia lrala-lu por tu como amigamente : eslava
louca. l'urcm ouvi repentinamente um rumor no
bosque, no estado de exaltaeso em que me achava
julguei lirmemente que o lobo ia volUr, : pcnsamlo
que denla vez elle me malaria rend gra; ao eco.
Era o bnm Medor, Auna, o co que Unto* amavas o
qual attavessando amala com o guarda liona-me
visto, e dirigia-se para inim.A e-se aspec.'o lembrei-
nie de lila entrevista com Arlbor.e paieceu-uie que
Vid* Diaria, n. 213. '
Antonio de Serpa Pimentel.
Manoel Antonio Vellez Caldeira Caslello Branco.
I.ui/ de Castro Guimaraes.
Jos Toi res.
l)r. Calheiros. n
Como ve, a rcunAo nilo poda ser mais limiUda,
c advirla-sc que muilos dos cavalleiros nomeados
nJo eslavam presente*, nem se sabe se aceilam a
commssao.
t) ministerio est em ferias perfeitamenlc. O du-
que enfermo ; o ministro da fazenda foi ver a es-
trada deCoiuibra, e a barra da Kicueira. Kodrigo da
Fonseca lem agora grandes ataques de.....mu, edor-
me lonzas sosias. Jervis vai todas ;is tardes para as
praias, onde tein mis amores scrodios, c Kre'terico,
nao faz nada porque nada sabe. A corte est em
Cintra, a-sm como todo o mundo elegante, que to-
dava j vai desfilando para as praias de l'edroicos,
aos banhos.
El-rei eseu augusto irmSo e-peram-se aqu no dia
II. llavera Iluminaran e lodosos mais actos que
em tal caso se pralicam.
De novo apenas ha umsuccesso que agora corne-
ja a ser commcnlado, e que nao sei que dar de si.
O duque de Saldanha lem um lilho, o condedo
mesmo titulo, que he idiota, e ao qual elle tem que-
rido casar vanlajosamente, para Ibe servir de am-
paro a mai e continoar-the a casa, porque como sa-
be, o duque nao tem iieuliuns ben* patrmouiaes.
Aqni em Lisboa li/.erani-se aK'umas tentativas, mas
em vo. 1 lino miente tinha elle ido para o Porto,
coma ruiaa, a Sra.condessa deTavorede, como Ibe
noliciei em tempo, para casar o conde com urna li-
lha ilo viseonde de Veiros ; nSose efectuou nem es-
le consorcio nem outro que se eulabolou com a ca-
sa Canavarro.
A liual linham-se aborto rclaces para o casar com
a lilha do Ferreirinha da Itcgoa. menina de 12 an-
uos, mas una da mais ricas herdeiras de l'ortusal.
Corriam asiiegociccs, mas com pouco ou nenhum
xito, quando no eorreiode quarla-feira :I0 chegaram
lirias do Porto, dizendn que tinha havido urna ten-
tativa de rapto da referida menina que eslava com
sna mai na sua quinta de Tramases. Esla lendo no-
ticia de que vinha gente armada para esle in-
tento, mandn tambem armar os seus criados e ca-
seiros para Ihe resistir, o que Ihe deu tempo a ella
evadir-se com sua fiiha para a Kegea, e de l para
l.ainego, mjji urna escolla de 15 soldados que rc-
quisilou, qiferendo entrar no convenio das freirs
das Chaina, que nao pode cflecuur, porque a abba-
deja tinha lido sido iulemidada paraje nSo receber,
dizendo-se-lbc que o duque de Saldanha Ih'o prohi-
bir.
J se ve que allrihucm ao duque ter anlorisado
esle indigno procedimeuto, o que nilo se pode af
firmar, a|>esar de que sediz que ha carias delle a es-
te respeit", e que o lilho eslava as proximidades de
Entre os Uios com um padre, esperando que a me-
nina fosserouhaila para .se recehercm antes dellair
depositada para um convenio do porto. He a re-
peticao das scenas escandalosas que se pralicaram
para o casamento do lilho do duque de PalmclU
com a lilha do conde da Povoa.
Os joroaes comecam agora a desliar esla meada,
veremos o que se apura, e enlilo continuare!.
A llespanha resolveu o negocio grande da res-
ponsabiiidade da rainba Christina. Expulsou-a.
En-aqui o decreto.
ja A necessidade, cada dia mais imperiosa, de nao
continuar a residir nos dominios hespauhoe* a ra-
inba mai II. Mara Christina de Boiirbon, jiiutamcn
le a precsao de se seguraren) as responsabilidades a
que a sua conducta leulia podido dar lugar emqual-
quer tempoiobrigaram o conselho de minislros a me-
ditar com a devida atlenc.lo, sobre a resoluro que
devena darea um assum'plo,ciii que se uneiii os in-
lercsses nacionacs e o decoro da dyoaslia ; bem exa-
minadas o pesadas estas considcracocs, o conselho de
ministros resolveu :
al. (Jucse suspenda o pagamenloda pensaoque
as cortes de HM assiguaram a rainba mai, al que
urna nova decisao das corles coiisliiuinles resolva o
que convier nc-la materia.
2. (Juo -e ippm bendam e punliam emseguranca
lodos os bens que em llespanha pertencerem men-
cionada senhora e sua familiat que lenha lugar
a sobredila drcis.lo, e com o fim de responder a
qiiaesqucr arguirocs que as mesmas curies se for-
mnlarcm.
3.o Ouc a mencionada senhora^acompaoliada de
sua familia, saia iininediatameue do reino, aoqual
nilo voltar/i, para esperar lambem a resolucjlo das
cortes a respcilo da sua residencia futura.
Oque participamos a V. S. para queo faja circu-
lar, e concorra, se necessario fr, para o seu cum-
primento e execucilo.
o Dos guarde a V. S. muilos annos. Madrid.27de
agosto de I8.">1, () presidente do conselho de mi-
nistros, o duque da Victoria.O ministro dos ne-
gocios eslrangeiros. Joaquim Fraurisco Pacheco.
O ministro da guerra, Leopoldo O'Donnell.O mi-
nistro da arara e justica, Jos Alonso. O minis-
tro da fazenda, Jos Manoel Collado. O ministro
da marinha, Jos Allende de Salazar. O ministro
dos negocios do reiun, Francisco Santa Cruz. O
ministro do fomento, Francisco de Lujan. Se-
nhor governador da provincia de.
Para cuinprimcnlo do quedispe o artigo 2."
da circulardesta data,previno a V. S.,que naconfor-
midade do que se acha resolvido pelo conselho de
minislros, proceda immediatamcnleappreheusao de
todos os bens pertcncentes rainba mai 1). Maria
Christina de Bourbon e sua familia, que se achcm
nesa provincia, deposilando-os na mao de pessoa de
responsabilidade com as formalidades do estvlo, re-
mellando a esle ministerio copia autheolica "dos in-
ventarios qne se devem formar.
a V. S. lera o riiidadodeme f.i/ernv sopor lodosos
correiosde ludo o que praticar para levaraeffeiloesta
disposjrao, como lambem me far saber, se nessa
provincia nao ha mais bens que perleocam men-
cionada senhnra.
Dos guarde a V. S. muilos annos. Madrid, 27
de agosto de 185*. Sania Cruz. Seohor gover-
nador da provincia de. .
Em consequencia da dispnsicao que publica a
r.azela, esla inaubila s sele e um quarto, sabio de
Madrid para Portugal 1). Maria Christina de Bour-
bon. Alm das pessoas do seu servico particular,
que a acompanhavam, a escollada por dous esqua-
dresde cavallaria.
O povo indignou-sc com esto decreto, e tornou
a levantar as barricadas. O governo porm publi-
cou a seguinlc prorlainarao.e inliinou que se as bar-
ricadas se nao dcslizessem.o general Espartero, com
a guarda nacional iria demoli-las.
Medor viuhaladverlir-rae. Aparlei-me de Ernesto
com um inslinclo indelinivel de terror, elle jorrio
Irislenienle abandonando minlia mao, e havia nerae
surriso urna piedade tta respeitosa e 13o lerna que
nao pudedeixar de ser commovida.
Vollemos, disse-me elle, a vista deslc lugar
a molesta, e a mim tambem. Ah porque nao
achei nelle a morte !
Depois accrescculou meneando brandamentc a
caheca :
a Entao cu nao teria visto ludo o que sou des-
tinado a ver.
A' noile eslavamos ambos sos no meu salao, e
eu rollicaudo o lbum de Erueslo, o qual desenlia
admiravelincnte, fiquei sorpreza adiando Iracada
em urna das paginas a secna da morte de niiulia ro-
IiiiIih.Eu eslava no meio do jardim comas maos pos-
las, e a rabera baixa. Dos! como Ernesto me fez for-
mosa Nio pos gn> c lao lanado c livesse jimais asscmelhado a
esse delieioaa semblante de menina.
Ernesto que va o albura por cima de meu
hombro disse suspiraudo :
Pobre rolinha, eu nao eslava ahi para sal-
var-te.
a Bem vi que era cm mim que elle pensava di-
zeudo isso. As lagrimas vicram-mo aos olhos e vel-
lando-mc repare! que elle chorava tambem. Depois
levanten a cabera, lilou melanclicamente os olhos
noTelraloquc me deixou madama ile Kouville, c
disse como se follaste a personagem cujo semblante
bello, porm triste, pareca elevar se como urna les-
tcmiiiiha entre mis :
" En taubeiii lenbo feilo, c farei al ao fim o
meu dever.
Alina, Anua, urna s cousa me Iranquillisa c
consola e be agora que tei que resla-mc pouco lem-
po i vivcr. Smlo a approiBaeJto da morte, a qual
da cailadia mais um passo para o meu leilo. Ue-
baldc aprestase e ajita-se a paixAo que teria podi-
do pe der-me, Ueiw me sustem, c a morte chesar
primeiramenle. Li nos olhos de Ernesto, sua dor
me disse : Brevemente morreras Meu Dos agra-
deco-vos o favor que me fazeis, mcus anuos lem si-
do rpidos e perturbados, mas enllocaste* como um
gua no meu caminho a mellinr das muflieres. O
amigo de infancia a quem teria dado meu corarn
se houvessc sido livre, he rhristao como eu, c ajuda-
me. a ruinpcir meu dever cm vez de procurar fa-
zer-ine esquere-lo.
o Mliilia irniA.-i, ininha uuca prenreuparno hoje
he ten destino.
l'uas cartas m.aflligem e acabara de fazer-me!
mnrrer. Ani.a, minha querida, loma a li, pede a 1
ii Ao povo de Mad lid. Milicianos nacionaes:
Ao delermiiiar o governo a eipalriarAo de D.
Maria Christina curapriu com urna necessidade re-
clamada pelo bem p seguranza da nossa patria.
Em sua consriencia er que as medidas, que a-
companliam esla disposicAo, responderao ao accordo
que as curtesjulguem opporluno adoptar nesfe as-
su rapte.
a Milicianos, povo de Madiid, com a mao em vos-
so cor.icio considerai como recebeu o governo esta
queslo da revolucao de julho. O governo, amaule
da liberdade, leal sobre ludo, cumprio fielmente o
que havia olferecdo jimia de M.nli i l: que D.
Maria Christina nao saldra furtivamente, nem de
dia, nem de uoite; e quiz, alm disso, : rusta da
sua re-pons.ibili la.lo salvar as corles de um legado
fuuestissimo paraus destinos da patria.
Poderia quererc'un jnizo de responsabilidade
pessoal ? Considerai seus perigos, e suas consequen-
cias : considerai que nao tem exemplo na nossa his-
toria, e que os Despalillos o repelliriam.
a A nacAo haspanhola foisempre modcllo de cor-
dura e sensatez, de valor e patriotismo; eo povo e a
milicia nacional de Madrid seguiram sempre lao no-
bre exemplo.
Povo de Madrid : milicianos nacionaes: nao
deis ouvidos voz de vossos inimigos, que querem
desunir-nos porque de outro modo sahem que somos
invenciveis.
A lheadade, osdireilosdo povo, as conquistas
que temos feilo custa de lano sanguc e lauto sa--
orificio, estai segursimos que nao corren] risco al-
gum as raios de um governo presidido pelo vence-
dor de I.ncliana. e no qual se acha o valente, que
lovantou em Vicalvaro a bantleira da liberdade.
Madrid, 28 de agosto de 185*.-Pelo conselho de
miuislaos, o presidente, Dique da Victoria, a
Alguns obedecern), e os que nao quizeram fo-
ram presos, em numero de 150 homens e muflieres
loman lo-so-lbes as armas que andavam por urnas
100. O socego reslabeleceu-se. A rainba Chris-
tina entrara aqui incgnita,eembarcar no piqucle
para Londres.
Nesle vapor rclira-se para essa cidade um dos
emissarios que vieram dar os psames a el-rei, e
entregar a representacAo dos Puruguezes conlra o
cnsul. lie o Sr. F. J. de Magalbaes Bastos, caval-
lciro muilo eslimavel, e que se desempenhou mui
bem da commssao que Ihe foi incumbida. Tendo
de se retirar antes da resolucan do negocio, deixa
aqu hcar o seu collega, o Sr. F. Femandes Tbo-
maz, que uao menos solicito e hbil se tem mos-
trado.
Lisboa 3 de setembro.
He provavcl que Vote, a estas horas j esteja
scienle do vasto plano que concebemos,de fazer urna
poca memoravel na historia da correspondencia;
anda nos oao esfriou o animo, apezar das contrarie-
dades que surgem de ordinario para empecer as
grandes emprezas, os projectos mais fecundos ; nao
alrouxareinos, pois temos coragein de sobra para lu-
lar com os contralempos, e arrostar com todas as
difficuldades, o pentamento he arriscado, nao ha
duvida; mas cresceu-nos o esforco em proporjao;
tal he a propensio dos uossos inslinclos a natural
tendencia que nos faz irritar vista do perigo.
Maos a Obra, poi--, c desta feila sahiria de ponto
em branco aSr. D.currcspondencia, se um fracasso
naoviesse retardar (3o bnns detejea. Foi o caso que,
estando a sobredila senhora preparando-se para c he--
gar ajanella, j -e labe do andar nohreJqw Ihe com-
pete por sua alia nanhjli social, de cun oj oibos no
folhelimfiu ausencia nJn ha seuliufia); este apenas
a vio asseslou a liinet* uTTitndo es labios n'um sor-
riso sardnico, a senhora correspondencia que esla-
va de mo humor por cerlos motivos particulares,
ou antes, por nau adiar as suas curiosas pesquizas
materia vasta para seu entrelenimenlo; fez um ges-
to dedesdem, ttgaal evidente do sen enfado por ver
que havia alguem io inslenle t|ue l debaixo da
loja atrevia-sc a encara-la: a ella, senhora UTo il-
luslrc e residindo no priraeiro andar, muilo amorra-
da dizendo eoosigo que nao poda chegar a janella,
quenaodesse com aquella hirgaule, que trata ludo
porcima do olh.i, e nislo frauzio o nariz e retira-so
resiuuugaudo, accionado tao natural s mulheres
quando eslao com a birra.
O rolhetim que tambem nao he l dos que tem
melhor genio, esqjenta-se, sobe escada cima, lorce
o bigodef dizendo palavras que nao Ibe ticavam bem
esiidesculpaveis iu conflicto; a senhora correspon-
dencia logo que o vio alira-se ao ardido mancebo
que ne,le cmenos achava-se portas adentro, grita
pela polica, esta acode ; a supradila senhora que
eslava em hbitos menores, (saias brancas) cai em
si levada do pudor lao natural ao sexo, proenra oc-
culUr-se ; o folhetm aproveila-se como rapaz hbil
que he, e quer relirar-se antes que chegue o encar-
regado da segurinca publica, em urna palavra, quer
evitar o escndalo, a senhora volla accommeltida de
uovo frcuesi, quando o follielim j ia Iranspondo a
porta com viva inlencAo de Ihe pespegar com ella
na cara, como se cosluma dizer em bom porluguez,
o arrojado folbelim quer salvar o relance, mas foi
com lao mveutura que deixou presa urna aba do
fraque, no momento em que a porla se fchuu, tal
Tora a violencia que levara pelo empurrao da Sr.
D. correspondencia. O caso entao tornou-se serio
e temeroso, desesperado o folbelim por se ver oa-
quelle aporto, e com o rabo na ralocira como se eos-
tuina dizer, elle, joven cavallciro ebrioso, vendo
j subir os empregados de seguranra, fez um ultimo
esforco; mas nao lano o seu salvo, que Ihe nJo fi-
casse a maldita aba do fraque da parle de (ltiro,
posto naquella ridicula figura e posicAo equivoca, ia
desrer quando assoma a polica ; a Sr. correspon-
dencia brada com vz senhnril e allaneira que ahram
a porla, esla eflectivamcule escaocarou-se, o que se
passou nesla scena foi burlesco e serio ao mesmo
lempo. Apenas os guardas da polica se acanteara
na sala, a correspondencia n'ummovimento ioslinc-
lvo d.i com os olhos em um espelho qua Ihe ficava
fronleiro e vio a triste e bem cmica figura do seu
trajo e aspecto, eram os mesmos hbitos menores tjfte
deram comeco farra, tendo de ma|s o cabello cs-
ga lelba lo, braudiinlo na mAo direita com ar de
amazona o cabo de urna vassoura, queempunhara no
conflicto para des mear o folheliin, se n pilba-e a gei-
\o. A visan do espelho concerlou-a e torna mo ao
seu natural de mullier, corrida de nejo vnltou-se pa-
ra o folhelim que retorca o bigode furioso com a
aba do fraque na mo, fcz-lhe unas poucas de ligas
e fugio^ O desfecho nao parou aqu,- -poj leudo a
polica inquerido como convinha sokre lao malaverT-
lorado lance ; surgi dos aposentos fin que resida a
Sr." correspondencia, um respeitavel personagem
decentemente vestido, nolavel peta compostura al-
uciada e pedantesca gravidade, e limando a peilo a
defeza da illustrissima matrona en quesia, enter-
reirou urna parlenda tao aparvada, que os guar-
das exclamaram lodos aura lempo: quem he aquello
senhor'o folbelim que eslava morlipor dar lingiia,
ardendo em raya Wadou alio e bon som: he o Sr.
coinmunicado.
Entao guardas, e mas gente qie tinha acudido
alongando cada um o braco direiloiio sentido hori-
sonlal e pondo o dedo ndex em direccao do novo
personagem com exelusao dos outra, repeliram lo-
dos, una voce : he o Sr. communi^nln. Passado o
pasmo geral, o ebefe policial ordenou que se poses-
sera lodos caminho da auloridade competente ; o
foflictim bem pedio para voltar a sea loja, afim de
compor o seu traje ; a polica foi iuexoravel ; um
novo incidenle vcio dar mas relevo aos successos ex-
traordinarios daquelle dia fatdico : dos mesmos
aposentos donde sabira o ultimo avejai que espanlou
a lodos, dilTerenles crcaturas de varios tamaitos e
idades, appareceram de repente, gritando : nos
tambem hnvemosde ir, queremos ir quem ato vos-
ses ".' pergunloii imperiosamente a polica ; o terri-
vel folbelim cuja sina naquella triste aventura fo
fazer de malsim berreo tambem por sua vez : sao
os aununcios: succedeu a mcsmi pasmaccira ;
fazendo lodos a mesma visagem para os au-
nuncios.
Mr. Mohray que deixe Londres; minha mai le re*
cebera, a-sim he preciso. Kepito-lhe islo lodos us
dias, ella comeca a allender-me, e nao recusa mas
absolutamente. Direi a Mr. de (ilandevez que as-
sim o quero, e lenho lo pouco tempo para dize-lo
que elle me obedecer. Quero ver-te aqui junio de
mim, quero abracar-te antes de morrer. Tu que es
a mais chara de minhas amigas nao recuses minha
agonia esle ultimo favor, para que leu lugar nAo
fique vasio junio de raen lelo de morle, para que
eu nao morra sem ura olhar.sem urna lagrima la!
Mima Mohray Marta de Glandecez.
Londres, marco de ISJI.
u Acabo do teruina explicaran mui viva com Mr.
Mobrav. Acreditars que depois de sua conducta
para comigo elle leve a coragein de perguntar-me
esla manhaa se estara brevemente prompU para
cumprr a promessa que tinha feilo ao director do
I bealro Italiano? Nao pude conter a indignadlo.
Sacrillcar-mc por aquello que enganou-me, ir mos-
trar um semblante risonho, quando lenho lanos
nbjectos de dores, aceitar uinaconilicAo que me hu-
milha por ordem tle ura liomem qne perdn pela
sua conducta o direilo de obler nadado minha ter-
nura he um destino de escravo para o qual nao me
sinto feila. Pouco ardes eu Ihe teria dado a vida
sem que elle ni|a pedisse; porm nao posso consen-
tir que, sem ainar-iue. c sem ser amado, elle dis-
ponha agora de mim como de nina cousa que Ihe
perlenre, que venda a um Ihealrn a minha voz, o
dom que recebi de Ueos, assim como vendera a li-
geireza de seu cavallo a um dos mancebos devas-
sos que chama seus amigos. Itecusei, Mara, recu-
sei em alto e bon som. Elle sabio murmurando
amearas, e pareceu-me que fallava cm seguir os
riinselhos que Ihe davam. Oh que piidem aconse-
lliar-lhe peior do que elle faz, mon Dos ?
Julga lu mesma dislu, Mara ; pois quero que
saibas o que me acontecen ltimamente. Depnis
que todos os mcus lacea eslao quebrados e que pas-
so urna vida de tristeza e de isolamenlo, vou quasi
todas as mauhAas ao jardim de Kiugsiiglon cora rai-
nba pequea Mara, a qual diver(e-se cm colher
vilelas em torno de niini emquanlo abandono-nie
aos meus peuiveis pcnsamenlos. Gusto desle mag-
nifico jardim. e de sua fachada pillnresca cubera
de grandes arvores que semeadas de eepseo em es-
pato parecem urna cortina, de folhagem eutrcaher-
la sobre tuna paizagem Inngiiiqua, assim romo um
coraran maguado que deixa suapeitar que tem um
segre.lo. A Irauquillid.iile desleai|aujare< exerce-me
sobre a alma um a salular infliieueg, o lia lano re-
pouso au redor de mim que entra-me algum no co-
racSo,
Nestes lermos o chefe policial asstmindo ccrlo a
dignidade asnalca, cousa mu commam em todos cl-
les, disse com voz imponente: acontpanhem-mc; e
meneando a insignia da sua inagistritura poz-sc a
caminho. 0 atroz folbelim, porm, que nesse' dia
eslava resolvido a d jr amargos de bocea, i mexeri-
queira da correspondencia vozeou taraban por seu
turno. E a Sra. 1). correspondencia nao vera ; mal-
dito seja o folhelim rosou por entre os denles as
mencionada matrona aahindo dos seus commodos
mais particulares, e depois em voz alia: en, una
pessoa da minha jerarchia, em lao toa posirAo so-
cial, apodada por ura lal meliaule, ea que moro c
cm cima no andar nobre abocanhade pelo folbetim
que inora l em baiio na toja, reflle do calcado,
um espadachn!rqua na mu ciii'w.faaaMiil rspoi-
la ningoem ; e a Sra. respcila'.' responde o folhe-
lim rodo entonado. Silencio bradou a bizarma da
policia: acompanhera-me todos, e desta vez falln
com Ul estimativa que nao se deixou esperar. L
vai ludu quanlo Mara fiou: disse am dus espec-
tadores ; com efeito pozeram-sc lodos no andar da
ra. L'm viandante que acertou de passar por all,
vendo aquella chusma pergunlou o que seria ; ou-
Iravezu rolhetim, que tem ouvidos de phlisico c
que percebeu a pergunta, respondeu logo muilu lara-
peiro ; sao os habitantes do reino da periodicaria.
O sobredito viandante, pessoa ssuda e grave parou
em postura de conlcmplaeao, c depois locando com
o ndex da direita no mnimo da esquerda foi enu-
merando rolhetimlocando do mesmo modo no
mediauo disseannunciosem seguida a da mesma
inaneira no dedo grandecorrespondencia. Cnnclue
dizendo : ora Dos os leve por onde uao focara perda.
Eis-aqu Vinco quede ordinario acontece, quando
desaflinam os instrumentos da charanga jornalistica ;
desabam estas lormenUs, e nos aproveiUmo-nos da
aborta para Ibediier; que por aqui iiAnha novidadede
cuidado; em prmeiro lugar a paz podre; apezar de
queosjornaes nao se cansam de dizer que est prestes
urna Bernarda, nao ha nada ; a peleja dos da oppo-
sicao, o seu filo he dar com o minislerio em panta-
na; (muilo m Ierra, segundo consta) porque dizem
que a actual administracAo nao salva a patria, va-
mos a verse os que fallara serlo capazos disso. A
matrona da Recolurao de .Setembro, que he aulo-
ridade competente na materia, pois reza quolidia-
namentc na freguezia ministerial, diz l a seu modo
que o tal mnisleriozilo nao be lao feio como parece,
lem p.igu cm dia, o queja nao he pouco; e he lim-
pinho de mAos, o quo he mnilo; e em quanto a
boasinlraeoee anda nao veio outro que as livesse
melhores. Bem v Vmc. que cada um ucslc mundo
fofo da fesl como Ihe vai nella.
O Progreso, jornal da opposicao, e o /Celio ftor
putar que se publica na invicta cidade do Porto, am-
bos dignos de serem aponlados pela conveniencia e
compostura de linguagem, pondo as suas doulrinas
de parle; fazem fogo vivo ao actual ministerio, nesta
guerra de peridicos, ou discussao sobre a disciplina
do partido progresssU, cujos orgaos nao sobresohe
conslanlemenlo a lembran^a de orgauisar a guarda
nacional, c ochamamenlo para a governacao do paz
a Quando eu era feliz, quando era casada, vi-
nha multas vezes ao jardim de Kinpington ; mas
posso dizer que nunca o linha Tiste. Eniao minha
iinaginacao e meu coracSo eslavas lAo oceupados
interiormente que nao se derramavam fra. Vinha
asscnlar-me no terrado que lica em frente de Hule
Parle, cujas campias planudas de raros bosque-
sinhos serpeam dianle do jardim de Kngsngton.
Eu eslava ahi alegre no meio das alegres, olegan-
le e adornada, no meio de urna sociedade tambora
elegante eadornada, e assenUdas em uossas caderas
podamos do jardim em que eslavamos trocar pala-
vras com os brilhanles cavalleiros de nosso conhe-
ciinento que passavam galopando na avenida Brea-
da do parque, a qual como um cinto de ouro de-
senha-sc sobre a relva do jardim. Imagina o bos-
que de Bolonba passando dianle da ra das laran-
geiras das Tulhenas. Agora que minha alma lem
pastante lempo para entregar-se s impresses ex-
teriores, divirlo-me em contemplar as bellezas um
tanto severas desse passeio pittoresco, cuja melan-
cola est cm relacAo com inhibas ideas, oslo de
deixar vagar a vista sobre o Scrpeiiline, cujas bar-
qiinhas correni emparelhadas cora as carruagens
pnxadas por cavallos rpidos sobre a estrada que
costea o nbeiro. A's vezes assenlo-ine ao p dos ve-
lhos salguciros eoherlos de horas, que collocados
era um lugar onde a eslrada faz ngulo, disfarrara
as cicalnzcs do lempo debaixo desse vestido verde-
de caraeleres mais pronunciados do systema poltico
propalado na sua bandeira.
Emquanlo assm caminham vamos nstrafegando
em materia de mais curiosidade; a redaccao do Por-
luguez, jornal que so inculca como progresssU e
por consoguiule democrtico, c ao qual ha quem as-
saque incoherencia e diviza indeterminada de par-
tido, convidou por caria particular assignada por
caracteres conbecidns aas lides da vida publica, lodos
os incnibrns do partido progressistS alim de se orga-
nsar o dito partido fraccionado segundo se depre-
hende da mesma caria, ou antes circular.
A Retoluro que he scismalira, aprcscnlou os seus
amanados cora muita sobrio.lado dizendo que seria
melhor que a lal rcunio fosse indicada publicamen-
te pela imprensa, e nAo por aviso particular. O
Porluguez respoudeu, rjue era louvavcl aquella ob-
sorvar.io, qoe eslava na ndole do partido, mas re-
cejara que por lal meio se ajuntasse l na rcuniao
todo o bicho careta, que assim era melhor porque
nao ira semlo o bchinho da farinha, que elle Porlu-
guez bem sabia onde eslava a 'gente capaz idnea
para para os seus intentus. Estas fracces do parti-
do progresssU fazem-nos lembrar os membros m'u-
la.los/e una lagarlxa, ou oulros replis que de-
cepados estribucham por multo lempo. Os natura-
listas chamam aquelle e-lrbucliiinonlo, jrritabili-
dade. yucui sabe se a Ul irritabilidade sendo co-
mo dzem oulros urna manifestaco imperfeta da
vida, um mmenlo anda alrazado na serie das evo-
luces vilacs, o lal' partido lem ainda que passar
por alguma licra al chegar a mesa desojada. Bem
dizia a Heraturao:A guarda nacional fica para
outra vez: negocio que dzemosagora foi um dosal-
vilres da reunido, a qual com efleito leve lugar e
foi numerosa. Oshomens progressislas dissidentes
querem mudara carauguejoU do ministerio; avis-
ta dizem ellcs do que se est passando cm llespa-
nha, he nma vergonha nao fazermos nos os l'orlu-
guezes alguma cousa no sentido daquelle decantado
movimenlo. J que Ihe fallamos em llespanha va-
mos al l.
Mas antes de fazermos a nossa viajata fique sa-
liendo que se espera o joven rei de Portugal,para o
que cxpcdiraiu-se as medidas adequadas. Os lti-
mos correios da visiiiha nacAo hespanhola s3o da
raaior importancia pela gravidade dos successos que
cada vez alropclain mais aquelle desgracado paiz.
cora o Iranstorno da ordem publica e o visivel des-
encadeameiito de paiioM sem freio, e a impericia
dos horneas cujo prmeiro dever era manler o so-
cego, dando todas as pravas dos seus bous desejos de
assegurar a patria a paz de que Unto precisa, e
procura por todos us mcos convenientes dirigir as
potencias revolucionarias, comluz-las pela persua-
sAo para trauquilli la le publica; ja quo a prospe-
rdade de por emquanlo nao he possivel naquella
i o mosa Ierra. Era lira deixcino-nos de considera-
ces^e cbiradeiras; quem assira o ujier, assim o le-
lil i, diz o vclho rifa"o poitugue/.. as nossas cor-
resnoadencias quando lho fallamos da llespanha e
d'alcuns caracteres polticos qun inais sobresaliera na
historia comtemporanea della, temperainos sempre
a nossa linguagem rom ccrlo pico d'aquelle adubo.
que se chama sarcasmo; pois ol lio Vmc. que nao
he com espirito de malevolencia queo fazemos. Co-
Dhecemos muilo de perlo alguns daquelles homens,
quasi lodos bem intencionados, qual delles de ins-
Iruceo eminente, quaes respcilaves por seus costu-
mes; todos sera excepcao cheos de servicos e dedi-
cados nobre llespanha; todava dgase, que nAo
he s com boas inleuc/ies, que nio he s com a ius-
trnecao, nem s por mados oossos peccados cora di-
gnidade de proceder, que se govema urna najio aba-
lada nos seus fundamentos pelas alavancas da auar-
cbia, minada c contraminada ha longos annos pelas
disscnoOes intestinas, pobre c fominla dos elementos
subversivos que Ibe vio da Franca; sim dessa Fran-
ja donde a par de muila cousa boa.vem tambem mu-
la parvoice. Oxal nao rra verdade o que dzemos.
Assente pois no que lhc vamos dizer ; que quando
vapulamos alguma circumstancia, algum persona-
gom com o latego do cpigramma.iiao he somenle com
iutuito de mostrar agudeza neia chiste; temos ero
vsla o quer que dentis elevado c digno; he porque
eniao a amargura, o fel do nosso desdem nao poden-
do correr directamente para dissolver, ou antes au-
nular alguma sandice, condensa-se em rasgos de pe-
netrantes, mordenles docstos. Assim fossem ellcs
tao profundos, lao bem acerados, que entrassem pelo
cerne da quesUo; derrama-se luz onde ha trevas,
foz-se ver a razo onde dominara as paixes; na
impolencia de UM boas inlenrcs, continuaremos
com as novilladas hespanholas. No dia 1 de setem-
bro vieram participacoes telegraphicas cora a bem
ponco agradavel nolieia de se ter alterado a ordem
era Madrid. Por um real decrelo ou cousa que o
vaina, pois o (al decrelo segundo dzem as corres-
pondencias nao era assgnado pela rainba. era sum-
ma nelle se determina que a duqueza de Kanzares,
Maria Christina, saia immediatamcnto do territorio
hespanhol, que lhescjam seqncslrados lodos os seus
bens, e suspensa a mesada volada pelas corles de
rs343. EsU senhora cflectivameoU est a caminho
de Portugal pelo caminho de ferro de Andaluza. A-
penasopovo de Madrid soube do acontecido, correu
de novo s armas eal se conslruiram as barricadas
'algunas ras. Hade estar. Icmbrado.quc Ihe dis-
semosn'iima das musas ultimas correspondencias,
que por um accordo ministerial, a pedido de varias
depoUcoes do dislricto de .Madrid, se resolrera que
a duqueza de Kanzares nao sahiria de Hespanha
nem de dia, nem de noite, nem furtivamente. Sahio
e lo-a I mente, por ordem assignada pelo proprio Es-
parlero. Digam agora que nao Ihe fica a malar
o ejiithelo que Ihe puzemosde alveitar de circums-
Uncias. Olhem o grande esUdista Nao via que a
primeiru medida qse tomara era inetequivel; pela
posir.lo e parentesco da personagem em queslo; pa-
ra qoe prometan ereferendouo que nAo poda.nem
devia curaprir, um estadista meute, folla a sua pa-
lavra, bem praio sera o que se serve desses meios.
N.lo tinha elle auloridade suflicienle para declarar
formalmente, que nao podia salsfazer a um Ul pe-
dido; que a pessoa de quem se IraUva era nada me-
nos do que a mai da rainba de Hespanha; fosse ella
o que fosse. A vista destas e d'oulrzs Ues, somenle
Ihe podemos dizer, que Taremos por continuar com
as noticias e mas novas que podermos colher para
lh'as enviar, se tiver paciencia com qne nos atu-
re.
Esqiteceu-nos dizer Ihe qne o ministro Fonle;, de
quem j temos ldo o goslo de nos entreter, foi al
Coimbra inspeccionar as obras de dinrenlos pontos
da estrada, que vai dar a aquello distrelo. O ar-
tista porluguez liamos lira o retrato ao seu prximo
au daguerreolypo pela mdica quanlia de duzenlos
e (pironla res. SAo duas notabilidades cada urna
no seu Genero. Com a difierenca de que o prmeiro
dizem que casa com urna das filhas do negociante
hespanhol Mora, j nao he a primcira balda de ca-
samento; .S. E. lie nuco.
INTERIOR.
jante quasi como debaixo da mascara de urna phv-
sionomia negligente sou ubrigada a dsfarcar as f-
rulas de meu coracao. Os rebanbos de "carneiros
c de ecas que pastara lvrenieiilo no meio das car-
ruagens adornadas de escudos de armas, as campi-
as verdes que penetram era alguns lugares na ci-
dade, a Mtureza que mistura a variedade infinita
de suas linhas com as linhas recias c fras da ar-
chilectura inglesa, essas cru/.es do raadeira preta,
que elevam-se no curso doSerpenliue para marcar
os lugares perigosos, e que parecem erguer-se -li-
bre o tmulo dos que ah pereeerara, nao lu n-
nhuina partieularidade desse quailro que nao con-
reaba ao estado de minha alma, e nao se torne um
alimento para nimbas medilacr.es. Ah lenho
dito muflas vezes comigo, porque nao acontece
vida o mesmo que aesse ribeiro'! Porque nAo se
podem marcar previamente as passagens pergosas'.'
Ou entao porque aquelles que ahi vera perder-se
nao man ao menos o repouso deses tmulos pro-
fundos sobre os quaes o Serpentino esteude a fres-
cura de uas aguas ?
( Entregue s minhas inipressoes esqiieri-me de
que linha um encontr a contarle, Maria. lia pon-
en lempo eu linha ido com minha fdha e F.dgard
respirar o arde m bello dia de primavera no meu
jardim favorito. Votando de nosso passeio, alra-
vessavamos HydePark qstndo vi passar rpidamente
dante re nos um carrinho descoberlo. Meu mari-
do ahi eslava assentado ao lado de una mulber, a
qual vollou-se vivamente, depois mostrando-ine com
o (ledo saudou Edgard, o lancou-iue um olhar ir-
nico. Iustei com Edgard para siber o nome dessa
mulber, elle recusou muilo lempo, deu-me sorrindo:
Cora ctfcilo, porque deixaria cu de nbedecer-
Ihe "! A senhora est agora um lano mais aguer-
rida. Aquella mulber he a que escreveu a carta
que occa-ionoii a senhora urna duenra de seis sema-
nas c a mim una bala, que por poco nao' prven-
me da honra de acompaiiha-la boje a Kiiigsmgliiii.
Maria, estou anda admirada da imlificrenra
rom que cu ouvia a sir Edgard. Fiquei fria e tran-
quilla, e noile live a coragein de nAo f.'izer
iienhuma exprobraro a Mr. Mobray, donde com-
clui que linha cessado para sempre de amar a An-
idar, \
Emquaulo fallava-me. sir Edgard pareca es'-
preilar sobre meu semblante a impressao que produ-
ziam suas palavras. A mancira porque elle mecn-
carava desagradou-me e disse-llie cora cerlo calor
que havia egosmo em sua amisade. Entao seu sem-
blante lomou una expresso triste c pensativa, elle
respomleii-me que cu tinha razao, e licou mergulba-
do em suas rcflcxes, v.dvendo de piando em quan-
do para mim olhos cheos de melancola. Ello'li-
nlia um ar tao Irste que aflligio-ine, c reparci que
as penas de Edgard crhoavam-me agora no coraran.
.Nao ; odio mas forras contra o imperio que eslabe-
lcceu-se pomo a pouco som que ou podesse defen-
ler-me. A' proporean que Mr. Mobrav perda mi-
ulia estima pela sua conducta, sir Edgard resela aos
meus olhos pela sua. Sim, seja elle meu amigo, so-
ja meu irniao, sera una causa nobre e baila a ami-
sade de una mullier coran eu e de um hnmem como
Edgard, una amisade casia e pura que prnineltenios
dianle do berro de minha lilha ; pois a sanlidade da
Dos est na innocencia dos meninos.
Nao romprehondo nada as ideas do mundo,
nao admiti a triste opiniAo de que nao pode ha ver
all'eirao irreprehensivcl cutre duas pessoas de sexo
diflerentc. Sinto debaixo de meus vestidos de mu-
lber ura coracao lao nobre e lao altivo quanlo se tem1
podido adiar cm ura hoinem, e se ha um sexo que
detesta mais que o oolru a injuslira, a vileza, a Irai- i
rao e a hypnrrisia, mi lilis alma he desse sexo, que*/
ma irmaa.
Marid de Gluinleie: a .luna Mobray. J
a Caslello de Saint Viuceul, abril de 1821.
RIO DE JANEIRO.
SENADO
Dia 5 de agosto.
I.ifla o apprnvada acta da antecedente, o l. se-
cretario d conla do seguinle expediente :
L'm ofllcio do sccrelario da cmara dos deputados,
acompanhamlo a seguinle proposirao :
u A assomblca seral legislativa rcsolvc :
Arl. 1.a Fica approvada a aposentadoria con-
cedida por decreto de 12dcjunhodc 18>i ao juiz
de direilo Joaquim Jos Pacheco, em um lugar da
relacAo da corle, com o ordenarlo annual de 9123.
Art. 2. Kevogam-se as dispusieses cm contrario.
a Paco da cmara dos deputados, de agosto de
185*.I'ifconde de Baepemly, presidente. Fran-
cisco de Paula Candido, 1." secretario.Francisco
Sacicr Paes Uarrelo, 2. societario. Vai a impri-
mir, nao o estando.
O Sr. Presidente antes do principiar a sessAo
pedio dispensa ao senado de presidir sessao por
incommodo.
Fica sobre a mesa a fnllia das despezas do senado.
O Si. Hollanda Caadrnnli aprsenla o seguinle
projecto que vai a imprimir para entrar na ordem
dos trabnliins. ^m^
A assemU -a g Tal tesislativ' decreta : --*.*) \ por ssvfVOKim emigrcAo" es
Artigo I .o lie abollo ao governo um crdito de
dez mil cunlos de ris, que serAo havdos por einis-
sao de a plices da divida publica, para o fim de cu-
dossar (lulos de renda que forera emillidos por as-
sociaees de propriedude rustica, debaixo das se-
guintcs condees:
h 1.a As associarcs de proprietarios cor-, o fim
de emillir ttulos de renda nao poilcrAo ser de capi-
laes inferiores an valor de 500:0003 empregados cm
predios rustiros.
o 2. Os predios rsticos que consltuirem o fun-
do social constara/) do Ierras, edificios nellas cons-
truidos, machinas e instrumentos ou ferramenlas
apropriadas i lavoura, escravos e gado do mesmo
servico.
3. lis socios de lacsassociaedes serao solidarios
em lodos os seushaveres prsenles e futuros, na res-
ponsabilidade dos litlos de renda emillidos pela
associaciio ; havendo porm somenle hypotheca es-
pecial nos predios que consliluirem o fundo capital
da as-ociaran.
a *. As apolices ou ttulos de renda emillidas
pelaass.iciacan serio de juro de seis por cento, com
amorlisaco nunca menor de tres por ccnlu animal-
mente ; c a lotalidade de sua emissAo nAo -peder
exceder melado do fuudo social.
5. Os socios era favor de quem fdr feila a emis-
sAo deludios de rcuda pagaro um quaotitativo es-
tipulado, nunca maior de I por ceulo, no aclo de
haver os ttulos ou seu valor correspondente, pa-
ra as despezas da direccao c expediente da asso-
ciarao.
(( 6." Os estatuios ou rcgnl.imcnlos da associaco
serao submellidos i approvarao do governo, que
deven nomear lisiaos especiaos para laesassociaces,
sem audiencia dos quaes nenhuma emissao poder
ter lugar.
a 7.a Ser permitlido a laes associaces entraren)
ns reparli^es fiscaes com as rendas applicadas ao
juroV amorlisaco de seus ttulos de renda, e serem
laes juros e amortisacAn realisados as mesmas re-
partirles, na forma dos regulamenlosque o governo
prese rcWcr.
o Asi. 2." Fcam revngadas as lcis cm contrari.
Pajo do senado, 5 de agosto de 185i.Ilollan
da Cacalcanti,
O I. Secretario l o seguinle parecer :
a A' commissAo de instrurcao publica foi pr-
senle o requerimenlo de Siman Pereira de Moraes,
o qual pede autorisacAo para ser malricu lado no 1.
anno da escola de medicina desU capital, cujas au-
las freqoents como ouvi n lo ; obrigando-se elle a fazer
exame do preparatorio de geometra qoe Ihe falta
antes que lonba lugar o das materias do referido
anno.
A commssao, julgaodo allendiveis as razespro-
dnzidas pelo supplirante em apeio de sua prelen-
cao. he de parecer que o senado adopte a seguinle
resolujao :
ii A assembla geral legislativa rcsolvc :
o Artigo nico. He o governo aulorisado para
mandar matricular no 1. auno do curso medien da
escola desU capital a siman Pereira de Moraes, pre-
cedendo ao exame das materias do referido auno o
de geometra que Ihe folla.
a Senado, *de agosto de 1854.Baptitla d Oli-
te'traAraujo Ribeiro.
Sahem eleilos para a dcpularao qoe Um de rece-
ber o Sr. ministro do imperio, os Srs. Rodrigues
Torres, Vergueirn e Viseonde de branles.
Contina a terecira discussao da proposicao da
cmara dos deputados, aulorisando a governo a re"
formar a aula do commercio desta corte. He ap-
prnvada. para suhir saneco imperial..
Approva-se em primeira e segunda discussao a
proposicao da cmara dos depuUdos, approvando a
jubilaran do Dr. Antonio Mara de Miranda e
Caslro no lugar de leule substituto da foculdade de
medicina da corle, e passs lerceira.
Segue-se a lerceira discussao adiada em 19 de ju-
lho da proposicao da cmara dos depulados, marean-
do os limites das provincias de Goyaz e Maranhao*
ficou adiada por cooslar achar-sc na anle-camarn
mini-tro dos negocios do imperio, o qual he inlro-
duzido com as formalidades do eslylo, e toma s-
senlo.
Prosezue a segunda discussao, adiada pela hora,
da proposta do poder execulivo o emendas da canta-
ra dos depuUdos, marcando despeza e oreando a
recoila para o (lino de 1855 a 1856.
Depois de follar o Sr. Jobim, o Sr. Vergeiro ex-
prime-se nos segrales termos :
Apezar de me fallaren) forjas para entrar em uma
discussao como exigem as materias de qne se Irala,
nAo posso dispensar-me, sem falUr ao meu dever,
de expor alguma cousa sobre um objeclo que lenho
esludado pralieamenle, a oolonisarAo.
Dizer que a colonisacao he ulil e necessaria ao
paiz, lie dizer uma verdade que lodos reconherein.
A uuesuTo nao pode versatffcnan acerca dos meios
de obl*a migracao eursrpea para eecupar nossas
terrasf^ne eslao pedindo quem as cultive.
Para isso ser necessario' considerar s diversas es-
pecies de colonisacao. Antes de ludo a colonisacao
he subsidiada ou espontanea. Tambem julgo tora
de queslo, em Ihese, que a colonisacao esponUnea
be superior subsidiada, he mais vasla e nada dis-
pendiosa.
Mas estar o Brasil as circumslaociis.de atlrahr
nAo depende da vonlade do governo: he necessario
que os emigrantes queiram vir, be necessario exci-
tar sua vonlade, e nao sei como se possa faier tal
sean insiriiiido os paizes donde a colonisacao vem
das vantngens que os colonos podem encontrar no
Urasl. Enlrelanlo ,1o pode concorrer alguma cou-
sa ; mas he anda pouco efliraz, o lia de levar muilo
lempo.
Ainda que o governo mande espalbar escriptos, ha
quem contradiga csses escriplos, porque a emigra-
do para oulras partes lem creado grandes interenes.
E.sS massa de gente que esl emigrando para* Ame-
rica do Norte oceupa um grande numero de Barcos
que liram avultados freles dos Iransnorles ; ha omi-
tas casas de commercio que eslao encnrregadaaisso;
he um ramo de mufla importancia a expedieSo de
colonos para os Estados-Unidos ; e lodos esses inle-
i es-.es sAo a lacados pela em igracAo que queremos pro-
mover para o Brasil. PorUnlo, havemos de encon-
trar, alm de oulros, esse obsUculo.
Eu cntendo que no poder do governo nio cabe se-
nao a emigraran subsidiarla ; he por ella qne sa deve
comecar para chegar ao poni de exciUr a vonUde
dos emigrantes, porque com ella pode-se formar
ncleos de altraccAo. Sao esses primeiros colonos
que hAo de fazer a propaganda na Europa para vi-
ren) os oulros ; porque os carias escripias por ellos
sAo mais acreditadas culrc essa gente que se dispoe
a emigrar do que os escriplos dos sabios.
Islo he experiencia feila, e a razao o mostra. Ca-
da um acredita mais nos seus pares e soppoe sem-
pre que os homens que eslao cima querem illudi-lo.
Quando o que se propOe a emigrar recebe uma car-
la do seu prenle ou amigo em que Ihe coola as
vanlagens que est gozando, presla-lhe seguramente
lodo o crdito.
lie flois desle modo quo havemos de dispora emi-
gracao esponUnea, assim be que 11 ave rao ra-la ; mas devenios esperar qoe etla cliejgae, islo
he, que os emigrantes se convencam de qoe foz mais
conla emigrar para o Brasil do que para a America
do Norte.
Convem por tanto prmeiro qua ludo, que o go-
verno promova a colonisacao subsidiada. Enlrelan-
lo ainda assim (eolio algumas observacOes a fazer.
O nobre ministro parece confiar ludo da venda
das trras vo .Sr. ministro do imperio fus signal
Espero com impaciencia uma carta la que me
restilua a seguranca que ludo o que me leus escrip-
lo de algum lempo para c, acaba de lirar-mo. Mi-
nha querida irmaa, perdoa-me a insistencia. Vejo
um ahvsmo abrir-sc debaixo de leus ps, e esforz-
me por impcdir-te do cahir nelle. Temo la geiic-
rosidade, a qual tornae para ti um novo perigo, e
essa nobre conlianra que le mpede de suspcilar a
astucia e a traico. Anua, lembra-te de que essa
embanca j fui uma vez Irislemenlc engaada, e
desconfa de tua iraaginac,ao, a qual presta a sir Ed-
gard as virtudes e qualidades que pouco antes pres-
Uva a Ar Iba i. Seaundo me disse Ernesto, ha na
alia aminorada ingleza um cerlo numero de man-
cebos, deque lio Upo um grande poeta, mas um
poeta tristemente celebre, lord Byrou, e que lem
por glora quebrar o de-lino e manchar a vida das
muflieres que lera a desgraca de ouvi-los. Anua, se
o fidalco deque me fallas for um desses mancebos?
Outr'ora eu nao loria .mas usado dar-te um con-
selho ; pois reconhecia la superiordade; porm
roguei a Dos rom tanto fervor que se dignaste de
esrlareccr-me sobre tua situaran, que estou conven-
cida de que elle ouvio-me, e d-me neste momento
a intelligencia que concede s vezes aos que eslao
para morrer.
, i( Esla febre mina-im-, c de moz era mez niiiilia-
forcas diminuem. O invern esta acabado, vamos
eulrar no verao, devia rcstabelecer-me, e todava
uina voz secreta ilz-ue que he o ultimo que passa-
rcN sobre a Ierra. Ja mo vivo interanieule. As
plantas que ha pouco mu agradaran nAo lem mais
para i nini perfume nem esplendor, o canto do rou-
ximd Ive menos doce aos meus ouvidos, c -a relva que
conocaVa naseer torna-se escura aos meus olhos.
a vvrrtasto-ioe as vezes anda fra do caslello apnia-
da no lirsiro de Ernesto. Oh 1 agora nAo o temo
mais. Hionlcm ealroi na rarruageni o fui lentamen-
te a Cbalo/iuucur para (ornar a ver anda uma voz
a eaajnlia/ cm que passe os nicos das felizes que o
eco cune 'deu-me. Os noves proprietarios preste-
r.im-se 8UJM pbantasia de moribunda. Visitei m'--
sosoaaSsTtoa iteseituirg, os quaes j so nAo lemhraas
ni i-.s de nos, e viram comecar novos destinos. Nos-
so, bello iila/, Auna, que ostcnlava diante da facha-
d a de nossa casinha seus- cachos perfumados, mor-
rea A nogiieira crcsccu, e o pequeo kiosqueonde
pela ultima vez rogaste a minha mili que nio te im-
pozesse o sacrificio que depois live de soffrer, de-
prezado |ielos ovos habitantes-, esLi todo arruinado.
l'errorreinoa o jardim, em rujas ras alegres c
desrudosss onlregamn-iio- lanas vm.io- brnqoe-
l(i* de luis-i idade. No nioinonlo (* sabir, e j.i no
limiar da porte, lembrei-me de que nesse mesmo
lugar Ernesto parliudo para o collesio faiia-me, ha
doze annos, tristes despedidas. Essa lenihranoa
commovoii-nic, e nao pude deixsr de dizer-Iha pen-
sando no pequeo uumero de das que rests-me pas-
sar sobre a Ierra:
DesU vez eu be que vou partir, adeos, meu
pobre Ernesto, adeos!
Para que nao me ihlo ao menos algum repooso
estes ltimos das? Porm nAo, he preciso que tem-
pestades interiores venham augmeular-me os soffri-
iiieiiiu.. Minha mili e Mr. de lilaiulevast liveram
ullimainenlo urna discus-ao mui viva a rSjspeitode
Agla. a qual minha mai n.lo quer acoltaeV o con-
de desoja receber em casa. Depois que este relirou-
se, solTri muflas rcprelienses por nao terhgkrvin-
do na discussao sean para procurar abrandar os
dous adverssrios. Minha mai em sua colera disse-
me que foi Aela quem mallogrou leu casamento
com Mr. de Clandevez, e que o meu se eflecluou
porque ella lomou a precaucao (repilosuas palavras)
de fechar a porla a essa serpele.
Depois ella aerresecntou ;
Tciilia cuidado, a influencia de Agla aug-
menta de (lia em dia. Vcjo-me obrigada a dizer.Ihe,
minha lilha, que voss uao be mais bonita, como
era ha um anno, e Agla lorua-se para o conde om
habilo. Cuidado, o lempo he contra voss.
Coitada! quem nao -abe que brevemente eu
nao exslirei mais para o lempo?
k No meio doslas contrariedades gozo todava da
satisfarn de qoe me linha fallado a marqueza de
Itouvilles, de poder laurar um olhar tranquillo so-
bre os breves aunos de minha vida. Heos mostru-
me minha parle de felicidade nesle mundo em ro'a
dar ; porm propnrronnu a minha traqueza o tem-
pu de minhas pravas. Berodilo seja elle 1
(i Su-lcnlou-mo como um paiem nimbas allliccoe*
e espera-me do oulro lado do lempo. Anna que
bella cousa ha de ser o eco, o usar das aneices
ciernas, onde nao ha uascente nem peenle, nem ma-
nhaa nem larde, neraciro nem mentira, nem sepa-
rages nem despedidas. Quaudo pens nislo lenho
pesar de tomar a descer Ierra, parece-rpe que suBo
uma escada de lozes. rada um do deerosda qual
he mais radioso que os outro, e emquanlo sinto-me
assim elevada nos espheras infinitas ao sol inviiivel
das almas, as lorreules de uma harmona que i me-
dida que subo chega-me mais deliciosa ao coracao
sem passar-me pelos ouvidos, embriaga-mc com nina
alegra em comparacio da qual as alearas desle
mundo sAo como senAo exstissem. Ob he ahi qoe
nos devenios lomar a euconlrar, minha nnSa!
{Continuar-te-ha.)


f
DIARIO DE PENMUBUCO, TERQA FtlM 19 D STEMBRO DE 1854.
^

negativo), e eu digo que nao deve confiar por ora
cousa nenhuma...
Ot Srs. Coila Ferreira e D. Manuel :Apaiado.
O Sr. Vergueiro:E digo m lis que o nteres-e
do Brasil pede qoe nao se espalhe mais a popularlo
do que esta. O defeito da nossa populacao he eslar
demasiadamente espalhada. Quanlas pessoas cor-
responden) a cada legua quadrada nos lugares que
se ditero povoados'.' Muilo poucas ; suppooho que
as Ierras que se dizem povoadas podem admit ir an-
da lalvez 50' ou 60 tantos mais de populacho. Parc-
ce-me que sou anda moderado nesle calculo.
Senhores,-o Brasil nao est povoado como cumpre
em parle alguma. Alm disso, nao lia agricultura,
- nao ser cm algumas chcaras em torno das gran-
des cidades ; nfl ha a agricultura da arte que faz
rom que um pequeo terreno possa dar muita pro-
. dueco ; nSo temus senao a agricultura sclvagem.
Quaes as regras da nossa agricultura ? Entrar nos
maltos,qu*ima-los, destrui-lose depois laucar as
cimas as ementes em covinhas. Ora, islo nao he
cultura; he apenas um remedio indispensavel as
nossas circumslancias, porque nao se pode rotear um
sertaosem destruir os mallos, c os meios dedeslru-
los sao ferro e fogo.
Esies meios sao muilo desgranados na verdade,
porque com o fogo dustroem-sc os elementos da fer-
(ilidade: aquelles ramos, aquellas folhas, que deviam
converter-se em humus, evaporam-se com o fogo.
Depois de fazer-sc essa prmera destruico e lirar-se
os primeiros fructos, se as trras sao muito boas,
pode-se no segundo, o s vezes no lerceiro anno,
repetir nellas a plan laca" o; roas depois vero o capim
que se astenliora do terreno, nao deixa vingar as
plantas. Seria enlo necessarioempregar a arle, e
he o que nao se emprega. E islo he as Ierras
boas, porque as ms dAo do seno a primeira
folha.
Nao nos illudam osexemplos de fora ; este nego-
cio deve ser estudado no nono paiz; devenios esludar
as nossas necessidades as circumslancias em que nos
acharaos.
He sabido que desde o principio os proprios do-
natarios das capitanas do Brasil foram francos cm
conceder sesmarias; concederam nimias at que se
incorporaran) a coroa por meio de compras todas as
propriedades dos donatarios. O governo foi tam-
bem libcralissimo nessas concetsoes: assentou que
eoncedendo multas Ierras promovera a agricultura;
foi um erro que commetleu, porque todos lnham a
ambicio de possuir mu las Ierras; mas poucos eram
aquelles que se dediciram ao Irabalho dellas; que-
riam trr o prazer de possuir tantas e qanlas leguas
d (erra, achavam isso urna regala.
Resullou daqui quo aquelles que nao podam ol>-
ler sesmarias, iam por si procurar Ierras para apos-
sarcm-se dellas ; porque tambera houve oolra fran-
queza, e foi o autorisar-se a posse. Essa autorisa-
00 nao foi completa ; maso fornl das sesmarias di-
zia : Quando se der alguma sesmaria, se houVer
algura posseiro, este ser contemplado, ser raleado
conforme seus meios o ; e por isso se chamavam ra-*
lases*** porrcs de Ierra com que os posseiros fica-
vam. O mesmo Toral determinava que se desse pre-
ferencia aquello queja tendo posse em um terreno,
coocorresse com outros para a acquisiro desse mes-
reo terreno para sesmaria. Daqui foi que resullou
o dircto de posse.
A cousa correu assim at o anno 23 deste seculo,
uns a crearem posse e outros a obterem sesmarias ;
disso resullou o mal de se espaihar a popularao pelo
interior do paiz, porque o sesmeiro nao poda culti-
var a grande porcao de trra que obtnha, mas im-
pedia que oulros a cultivassem, e aquelles que que-
riam cultivar tivemm de enlianhar-se pelo scr-
tao.
Em 1823, a requermento meu, na assemblca
mn-ti tuinte, su-peral en-so as dalas de sesmarias ; nao
roe occorreu fallar tamben) as posses, mas requer
que se nomeasse urna catMnistf'i para fazer um pro-
jecto sobre a dislrtaMH Majaras, pelo que cnlemli
que o negocio das pocas ser ul imado. A commis-
ofoi umeada, e formaiao-sc n projeclo. Nao me
lembro agora se elle foi apresta lado, sei que eu era
raembro da commissao, sei que liz o projeclo, e que
os meuscompanheiros o assignram. Infelizmente,
porm, leve lugar a dissolurao du assemblca cousli-
lunle e dissolvido ficou esse negocio.
Depois (lisio tenho feilo nao s na cmara dos de-
putsdos. como na assembla provincial de S. Paulo e
no senado algumas tentativas a esse respeilo, porque
senlia a necessidade de regular a distribuirlo das
(erras; mas nunca foi possivel obler cousa ne-
nhuma.
Ora, estando suspensa a conresso de sesmarias,
os que queran) trras tratavamde occupa-las, porque
estavam fiados em quo teriam o direilo de posse...
O Sr. Cotia Ferreira d um aparte.
O Sr. Vergueiro : S fallo daquillo que sei ;'
n| sei de particularidades do norte. O negocio re-
gulava assim no suf; vio foralquemandava prefe-
rir o posseiro no caso de concurrencia com outros, c
qoe lhe mandava dar urna rala conforme snas (oreas,
no caso de terem sido dadas em sesmarias as Ierras
I* que eslava de posse. Nao digo que era algumas
provincias haja outras disposices, porque as capita-
nas) do Brasil eram consideradas como estados inde-
' pendentes, e segundo as represonlaees que fazaro
o respectivos donatarios assim vinham as resoluces.
Essas resolucoes urnas vezes eram ampliadas s ou-
tras capitanas, outras vezes ficavam smenle naqucl-
las paraqae eram pedidas. Porlanlo, nao mu ad-
mira qoe no Marauho ou cm qu lquer outra provin-
cia haja disposiro diversa. Fallo smenle do que
sei.
Mas,orno eo dizia, logo" qtie foram suspensas as
possessoei de sesmarias, comecou a grande concur-
rencia dos posseiros ; e entao foi que se verificou a
graude iuvasn da provincia de S. Paulo, de que le-
ho conhecimcnlo. Essa invas! o foi immensa, es-
tendeo-se a populacho lalvez 80 leguas pelo scriao
al s margans do Paran e do Tiet ; ludo isso esl
r^- oceupado ; por ah nSo ha um palmo de Ierra de
que algoem nao se diga dono.
Em outras partes acontece j o mesmo ; havia
grande scrlio entre Minas c S. Paulo, desappare-
ceu ; havia tambem serto enlre S. Paulo c Rio de
Janeiro, Oesappareceu igualmente; emfim, todas a-
quellas Balas de que se poda tirar proveilo foram
invadidas pelos posseiro.
Eis o estado em qne o negocio se acha, e esta foi a
grande cansa que occorreu sobre a lei das Ierras e a
demorn lalos annos; havia urna lula grande de
inleresses'. ns qu.riam que se respeitasse s o di-
reifo, e oulros queriam que se r-speitassem es inle-
resses creados. Eu perlenca ansia opinao, porque
eram interesa** credos dcbaiio da promessa da lei
que dava preferenci.i ao posseiro.
Alm disso atacar o inleresses dos posseiros era
produzir amia suhlevacao no sei Uo ; de corlo que
havia de pwduzir urna sublevadlo o dizer-sc a esss
grande mass de populado que esl as raas do scr-
lao: o nao lendes aqu cousa nenhuma. Eu acha-
va mesmo outra dilliculdadc, nao senlia o governo
... com forca bastante para fazer ciecutar essa lei, pa-
ra razer^espejar a esses individuos e dizer-lhes:
, slo iMtogovernc ; se querem agora compren).
Digo qOe gove :no lalvez nao (ivesse forra para
cxecuirhso, porque nesses confus da populado,
nessaa raas do sertflo lie onde a autoridad): lem me-
nos Corea. Cilarei um exemplo. Urna caravana de
Minas, que seguio Rio Grande abaixo por enlre
Goya* e S. Paulo, e foi oceupar urna grande exlen-
s.io na provincia de Mallo Grosso, j se assenhoreo
de toda a face que verle para o Paran e chegou
serr da Chapada, quedivide as aguas para o Para-
guay. Veja-se, porlanlo, qnc cxlensao immensa
nu esl oceupada por posseiros e que forjo pudo ter
a autoridade para desaloja-los.
PorLinlo, assento que fez bem a lei com o regula-
moni* em dar dircto a esses terrenos oceupados.
Mas a grande difllculdade, repilo, que occorrou na
formaoo dessa le, foi que nao se queria respeilar
lodos os inleresses que se linham formado no meo
desse abandono. Atinal foi necessario condescender,
respeilar esses inleresses. Resullou dahi, como ja
disse, esse oslado em que nos adiamos.
Dizemos qoe o Brasil lem modas leguas povoa-
das ; mas de que modo Eu digo que anda o muni-
cipio da corle nao osla povoado como deve ser;
est tambem muilissimo longe de ler a airiculiura.
qne deve. Produz |iouco mais de nada cm relicto
aquillo que pode produzir quando so inlroduzir a
verdadeira agricultura.Por|ora vai-si enlretendo,dei-
a-se descansar o terreno para ao depois plantar ; o
que se lem apurado mais l>e a cultora do capim, al-
guns pomares, etc.; tudo o mar osla abandonsdo.
Saii-se daqui, va-se a Sania Cruz otros luga-
res, e ver-se-ha os terrenos completamente desoecu-
pados. PoU lodos esses terrenos nao podem prodn-
)
zlr, mullo urna vez que sejam induslrialmente Ira-
balitados'.' Cerlameutc que sim ; e parece-me que,
querer-se fazer al aura beneficio la \ mira, devia-se
principiar pelo municipio da corle. Ao menos apre-
senlc-sc esle muniepio cultivado como deve ser, e
sera isso um grande exemplo para que a induslria
agrcola se cstenda pelas provincias.
Quauto as outras provincias, tambem digo que a
mais povoada nao lem a .V parle da populado que
pode ler. Senlmres, eslou ccrlo que se podessemos
reunir a pupularilo de todo o imperio em qualquer
provincia, anda dessa mesma sobraran) Ierras para
accomodar oulro lano.
Considere porlanlo o nobre ministro esla circuns-
tancia que he particular ao Brasil c que nunca se
deu nos Estados-Unidos. Nao nos illuda a marcha
que all se lem seguido. Nos Estados-Unidos, des-
de o principio, nao, mas ha muito lempo, nao se
da Ierra, vende-sc.
Depois que as Ierras sao medidas e vendidas a
populado vai marchando a eilo ; as Ierras que se
cultivara este anno formam limites daquellas que se
hao de cultivar para o anno seguinte ; os novos
agricultores lera os recursos lodos prjimos. Enlre
nos n,1o acontece islo.
Coso s de fallar daquillo que sei ; vejae S.
Paulo ; onde esiao all as Ierras devolatas que se
ho de medir para vender aos emigrantes ? Nao ha
senao um canto que verle para o Paran at o rio
que hoja serve de devisa nova provincia ; nao ha
mais cousa nenhuma. Pelo lado do Ro de Janeiro
lodo o mundo sabe que tudo est oceupado, tudo
est com nome.
Ua de haver algumas beiradas da serra ; mas per-
gunlare, qual a razao por que nao se cultivaran)
essas Ierras 18o prosimas ao mar, foram entranhar-
se tanto para o interior l Isso nao se fez sem cau-
sa, porqne aquella que vai estabelecer posse procu-
ra o lugar que he mais lucrativo, e parece primei-
ra vista que as Ierras prximas do mar dao mais
lucro do que as que estao longe. Entretanto, sc-
nhores, assim mesmo faz mais conlu a coltura das
trras do interior do que a das trras do mar.
He sabido que em S. Paulo essa grande cordilhei-
ra esl muito prxima do mar, e nao vejo ahi Ier-
ras da melhor qualidade, e anda que se encontr
Ierras de boa qualidade, as chavas sao 13o copiosas
que nao he possivel empregar ese melhodo de cul-
tura selvagem, de destruico, porque nao ha sol
para fazer as queimadas.
Oiiem ha de querer rotear essas mallas que eslSo
as verlentes da serra para o lado do mar, se o Ira-
balho he enorme'.' Se acham algans das mais eo-
xutos, queimam, porem queimam mal, de forma que
he preciso derribar esses mallos,o que he um traba-
lho enorme.
Ao p de Iguipe a serra forma um reconcavo con-
sideravel ; mas como essa ribeira he nave&avel, on-
de podem chegar canoas est tudo oceupado. Eu
persuadia-me a principio de que havia al Ierras de-
volutas ; nformei-me com pessoa intclligenle mora-
dora no lugar e disse-me que nao, que eslava tudo
oceupado.
Porlanlo a couclusao he esla : que Ierras devolu-
tas nao se lio de achar senao nesse lugar que verle
para o Paran, sto he, desde o Paran al urna li-
nha de povoados que acompanha a estrada de Co-
nidia ; ha muito boas Ierras cm algiins lugares, mas
estao cm tal posiro, tao. longe do mercado, que nao
faz coola cultiva-las.
Ora, as outras provincias cstarSo mais ou menos
nesle caso. A provincia do Rio Grande do Sal tem
ahumas trras anda, mas onde"! No Uruguay, as
verlentes, para as cabccciras ; para baixo nao tem
nada, todo o terreno ha quem diga que lem dono.
Sania Catharina tem inmensas trras, porque lem
urna povoaeo muilo pequea ; nao lem cima da
serra senao essa villa do Lagos que esl no meio de
um serian ; porem hoje nao sei se ter grande ex-
tene.lo de terrenos devolutos aproveitaveis ; os que
ha abaixo da serra, onde as chuvns sao muilo fre-
qucnlcs, nao Silo por ora aproveitaveis, anda que
com o lempo hao do vir a ser bous. Nesta provin-
cia do Ro de Janeiro que Ierras lia devolulas'! Nao
sei se ter algum canlo a dividir com o Espirito San-
to e Minas Geraes, lalvez para Muriah tenha algu-
ma cousa, mas pouco ; porque a povoarao desta pro-
vincia esl encontrada com a de Minas.
O Espirito Santo tem algumas. posse pelo que
fosse, a provincia do Espirito Santo eslendeu-se ao
longo do mar. Eu visilei esses lugares. Quando fui
para all degradado quiz aproveilar o meu lempo em
saber o que por al ti havja, viajei a provincia, foi ao
lugar mais central, a (> leguas da belra mar ; dahi
por dianle he sertao do Espirito Santo e de Minas.
Ja nesse lempo se tinham aberlo picadas de commu-
niraello, urna que vem a Jalapemerim e a oolra i
Victoria, e essas ja estavam cheias de moradores.
Creio que se tem continuado a abrir, e onde se
abrem cnchem-se logo de moradores, islo he, de po-
sadores mineiros, porque os Capixabas nao se ani-
mara a entrar para dentro, esses querem trabnlhar
com o anzol, escolhem a praia. I'allei com algn;
que tinham entrado pelo interior. Nao duvido que
haja ahi algumas Ierras, mas n3o respondo pela,
qualidade, apezar do muilo qne se lem dito da ferti-
lidadc das Ierras do Espirito Santo. Para o norte
nao sei ao cerlo, mas pens que ha maila trra de-
voluta.
Onde talvez se possa principiar a fazer grandes
mercados as Ierra'- devolutas ser no Amazonas,is-
so sim, porque as trras devolplas esiao prximas
da estrada, que he o grande rio c seus confluentes.
Eu respeilo muilo as pralicas dos nossos maiores :
vejo que urnas provincias povoaram-sc depressa e ou-
tras muilo de vagar ; alguma difliculdade ha ah.
Onde a populacao nao augmenlou com a mesma ra-
pidez he que encontrn algum obstculo. Mas eu
nao tenho grande conhecimento dessas provincias,
por isso nao digo cousa nenhuma ; oque tenho dito
he bastante para fazer ver o estado actual do paiz.
Ha grande extenrao do paiz que se diz povoado, que
se diz roteado, mas que nao esl senao dellera Jo. o
inicio ainda naocomecou, nao ha terreno que es-
leja preparado para admit ir os instrumentos de
agricultura. De balde nos trazem aqu muitos ara-
dos e outras cousas, se o terreno nao est preparado:
para se poder Irabalhar com arado he preciso lirar
as raizes, etc.
Ora, no meio disto vou a presentar urna questao. O
que eonvir roais.repovoar o que esl mal povoado,
oa ir povoaroque au lem povoaeo nenhuma,povo-
aro serto ?Eu quizera que o nobre ministro medi-
lassc hem nesle problema. Para mim esl resolvi-
do qne lem loda a preferencia repovoar os terrenos
mal povoados, pela maior facilidade que ofl'erece.
pela ulilidade immediala que presta ao paiz e aos
colonos, e por concorrer para a condensarao da po-
pularao, que jolgo indispensavel alini de que a ci-
\ ili-cao possa progredir. Como pode progredir a
civilisarao nos silios onde do leguas em leguas se en-
contra um morador ? Que civilisarao, que inslruc-
rao religiosa pode haver entre habitantes 13o espa-
lliados'! Que escolas de inslruccao primaria pode ha-
ver? Estao esses homens vivendo urna vida meia
selvagem, se o nao he completamente. Eo que se
cousegue por meio da repovoacao'.' He que a po-
pularlo se condensa, e entao que todas as condicoes
da civilisarao e da industria se facilitara. Pelo con-
trario, se desviamos as vistas desle lado, se as lauca-
mos para as Ierras incultas, vamos continuar esse
espalliamcnlo da populacao, vamos oppi)r-iios di-
rectamente aos meios que sao mais convenienlos pa-
ra a rivilisaaao. Eu enterado que nao se devoro cui-
dar absolutamente cm cultivar, cm povear Ierras in-
animo para isso. Eo oflereci mato a meus colonos,
nom um s se alrevcu a pegar era um machado
para derribar um pao. He preciso preparar-lhes
primeiro o terreno, he uro ejercicio a que nunca el-
les so applicarao. Elles sabero a agricultura indus-
trial do sea paiz, lem esses hbitos, mas nao os da
agricultura selvagem,que h indispensavel em um
paiz novo ; nao sabem derribar um pao, e tem ra-
zaode se nao metieren) nisso, porque se se melle-
rem bao de ficar debaixo ; he necessario deslreza c
tino para poder escapar da queda das grandes ar
vores.
E nole-se qvc essa emigracao que vem da Europa
para os Estados-Unidos em tao grande escala nao
vai oceupar as malas. Ir um ou putro, mas os que
tem meio* para comprar Ierras compram-as j rotea-
das, ou pelo menos defloiadas, onde os matos esle-
janrrleslruidos, onde possam usar dos inslrumcnlos
de agricultura europeus ; he para ahi que vao ; sao
os mesmos nalures dos Esladus-Unidos ou colonos
veteranos os que arroslam o sertao. Era impossi-
vcl que os que chegassem fossem entrar cin um ser-
to c fazer as primeiras derribadas. Nao he isso pra-
licavel, nem he o farlo. Os Americanos vao mar-
chando adianlc, c vendem as Ierras aosoulros que
chegam que tem capitaes para comprar. Nos Esta-
dos-Unidos ha urna vantagem, c he que como a po-
pulaco marcha em eilo, estes novos eslabelccimen-
los que se vao fazendo ficam vizinhos dos eslabele-
cimcnlos j feitos. Aqui nao, he um esparrama in-
comprehensivel. Nao sei como os Brasileiros livcram
animo de se espalharem tanto. Os recursos all estao
mais promptos, aqui nao. Nasmargensdo Amazo-
nas....nao sei...nao as coiilicro ; sopor ver o rio pin-
tado n'uma carta, nao quero decidir-me a respeilo
dos cfl'eitosque as endientes produzem all, etc.,
ele. ; nao sei nada, disso. Mas para c, quando se
quer cultivar um serto, o mercado e todos os recur-
sos ficam muilo longe; he necesario carregar de fu-
ra e de longo at os mantimenlos para STsTeilar-se
no primeiro anno. Isso sao despezas muilo grandes,o
que nao sei se he prudencia emprehender.
Um meu amigo que lem urna grande porcao de
Ierras me lem dito : u Voss anda metlido com co-
lonos Ponho sua dUposicao e passo papel de meia
legua em quadro para estabelecer urna colonia. Eu
lhe respond : u Arala que me d algum dinheiro
em cima, nao aceito, E nao aceito, porque reco-
nheco as dfliculdades que havia de fazer um eslabe-
Iccimenlo colonial ncslas circumslancias.
Temos urna colonia que esl feila, que estsprin-
cipiada a fundar debaixo dos principios que^aponlei:
lie a colonia D. Francisca. Os emprezarios dessa co-
lonia fueran) urna compra de 8 leguas quadradas
aos prncipes de Jonville, e a eslo cstabelecendo,
mas como marcha ella'! Que favores nao lhe lem
feilo o governo '! Para os lavorcs que pcrlencem ao
corpo legislativo leuho concorrido semprc ; desejo
qnc se lhe preste lodos, porque desojo que sejam
bem succedidas essas experiencias; mas por ora que
resultados tem lirado arompanliia proprietaria des-
sa colonia ? Despezas e avultadissimas despezas, a-
pezar de que he urna colunia eslabelecida e dirigida
por estrangeiros, que estao ao alcance de poderem
escollicr a flor da cmigrac3o e aqui lem encontrado
lodos os favores, al obliveram um porte especial
para os colonos e a ferraraenla necessaria ; tudo isso
livre de dircilos. J digo, concorri para sso ; j)3o ha
beneficio que para esse lini passasse no corpa legis-
lativo que nao tivesse o mea voto ; mas apezar de
ludo, creio que ainda lie problemtica a ulilidade
que os emprezarios hao de lirar.
Mas o paiz lucra, o por isso sou fcil em conce-
der desses favores. Essa colonia boje conla 700 e
tantas pessoas : sao TOO e tantos Brasileiros, pode-sc
dizer islo, ainda que nao cslejam naluralisados, por
que nao he gente que vem ganhar patacas para se
recolher sua terra. O paiz lucra sempre cm lodas
as emprezas dessa ordein, por mais onerosas que ellas
sej un aos emprchendedores.
Entretanto, para qoe as emprezas se propaguem,
se cstendam, he necessario que o negocio faca coola
a lodos, aos colonos c aos emprezarios. Faca pois
he pagar o governo a passagem dos menores de 16
annos. Parece-me qoe se deve preferir islo a di-
zcr-se que o colono pagar um quinto, um terco,
a melade de passagem, oa cousa semelhantc. Os
maiores de 16 annos lem toda facilidade, cm che-
gando ao paiz, de reembolcareiu a quem liver adi-
antado as suas passagens ; mas os menores nao leem
essa facilidade, e um pal de numerosa familia como
ha de transporta-la ? lera de conlrahir urna divida
enorme, e ento dificultosamente poder pagar.
Era o meio de atlrahir geute mora, familias nu-
merosas, que sao os mclhores colonos. Esses me-
ninos que sao criados entro nos desciivolve'm-so
ronilo melhor e ficam depois ptimos Irabalhadores.
J ouvi a quem sabe da colonia de S. Leopoldo,que
osfilhosdas colonias'eram superiores aos d Allc-
manha ; tem outra energa, outra aclvidade que
nao tem os pas. Por isso cu achava muilo inleres-
sanle promover a viuda de familias numerosas ; eo
meio he como cu jo disse, dar um subsidio, pagar a
passagem dos* menores de 16 ou 14 annos, aquillo
que o governo assenlar ; esle seria o melhor auxilio
a dar-se. Depois confie o governo que a emigracao
esponlauca ha de vir, e que ha de vir mesmo para
repovoar o que esl mal povoado, e mais fcil sera
alirahi-la a repovoar o mal povoado,do que a povoar
o serian.
Trarei um fado acontecido comigo. No principio
do mez paseado recebi aqui dezoito Suissos Francc-
zes que vieram despachados para minha colonia.
leu lo sediciente noticia do que ella era, rcsolveram
vir, mas como nao bouvesse barco para Santos vie-
ram por escala pelo Bio de Janeiro ; pagaran) via-
gero al aqui, paganini viagem a Santos, linham di-
nheiro para pagar as despezas al a colonia : mandei
ordem para que em minha casa fossem recebidos e
bem tratados. Depois se elles quizerem pagar esses,
adiantamenlos, pagam ; senao podem ir reservando
o dinheiro pura oulras necessidades.
Ora, islo he j urna emigrarilo espontanea. He
muito pequea, mas a mim deu muita satisfacao, foi
para mim um dia de prazer aquclle cm que eu su-
be que esses Suissos tinham tomado na sua trra a
dtdilicmco de vi- para a minha colonia, j estando
instruidos do que ella, he, porque eu nao me leuho
descuidado de (ara propagar na Europa as \ anlagci
que tiram os meui colonos; o meu syslema he conhe-
cido na Alloman! a pelo syslema Vcrgueiro.
Ora, ha pouco cu Uve tambem cartas de Sanios que
me dizem : Ciegou um barco com 180 colonos
suissos, trazem assuas passagens-pagaa-ein tres quar-
tos pela manicipilidade, e um quarto nos pagamos.
Islo j he um priicipio de emigraran espontanea, ve-
jan) que islo he feilo s sobre crdito de um indivi-
duo que nenhuri credilo lem merecido ao governo,
"em favor, nem atlencSo.
O Sr. D. Matoel:He dos proscriptos !
O Sr. Vergueta :Pois quando o governo puzer
mao a esla obra rao poder muilo mais? Nao se es-
labelecer a rorrete da cmfgracao mesmo para
aquellas Ierras qie eslo j oceupadas Os meus c-
lanos contara que em tendo dinheiro para comprar
as trras, Ierras nao lhes faltara, e cniao compram-as
no meio da populacao por onde j lia essas estradas
laes quaes de que nos nos servimos. Isto he oulra
cousa diflercnte do que se passa nos descrlos. Elles
conlam com isso, sabem que nao vem ser propriela-
rios na colonia, mas que lendo dinheiro podem con-
verter-se em pioprielarios fora della. Pois cuida-se
que os que v3o para os Estados-Unidos se converlem
logo em proprhlarios '? S os que levam capital, mis
esses nao comprara trras devolutas, mas as j ro-
teadas. Aqui 'ic o mesmo, lem os mesmos meios de
sa> fazercm proprictarios em tendo dinheiro. Se tra-
i'in dinheiro podem comprar loso, mas eu creio que
mesmo lendo-o fazem bem em se demorarem algum
lempo para lomarem conhecimento do paiz e das ter-
rasv ser mais dilTlcil serem engaados na escolha
que fizerem.
Eu retiro estes dous fados que podem servir de al-
guma Ilustrarlo ao guverno, que confirmam n opi-
nio em que clou muito e muito decididamente de
que convm mais repovoar o qoe esl mal povoado
votos para que a colonia D. Francisca prospere, O do que'povoar o que ainda nao lem seno fras, que
prospere muilo ; porque, se os emprezarios nao po-
derem lirar lucro della, he um exemplo terrijel para
as emprezas que por ventura se liverem de estabe-
lecer as Ierras devolulas.
Agora, pelo contrario, as emprezas cm que os
proprielarios dos eslabelerinienlos sao interessados
(podem lurver algumas cm que hajam desarranjos),
em geral hao de prosperar com minia facilidade.
Eslaheleci a minha colonia em 1817, eslou indem-
nisado das despezas, e ella d urna produrcao que
convida. Os colonos lem tirado inlcrcsse ; porque
muitos dos que vieram primeiros lera sabido e com-
prado Ierras para se eslabclccercm, porque a mi-
nha colonia nn he um eslabelccimeulo perpetuo, he
un) deposito para espaihar gente pelos contornos.
Elles podem sabir quando quizerem ; s lem a obri-
garao de fazer nma declararn por escriplonm anno
antes, para se poder contar com a sabida daquelle
que faz a declararn e cuidar de prcencher a falla.
Esle anno estao inscriptas nove familias para sahi-
rera ; e isso nao me d abalo ; goslo de ver formar-
se em roda da minha colonia nina populacao com-
posta de pessoas que vieram all ganhar os meios de
se eslabelecerem.
Eu adoplei o systema de parceria, mas isso nao
quer dizer nada, os que asseularem que por meio de
soldadas, de jornal, podem fazer o mesmo, faram-o ;
eu a-sonlei que era aquello o melhor meio Dou aos
meus colonos Ierras para plantaren) para seu sus-
tento. Nao cuido em ver a que horas v3o para o
servirn, nem a que horas se recolhem, elles gozam
de loda a liberdade domeslica, nao tem quem lhes
lome Contas ; cu s tomo contas se o servido est
feito a lempo c a horas, mando rondar os rafezaes. e
se o tarrifa nao esl feito mando-o fazer por meos
escravos (ainda tenho l alguns) ou por pessoas alu-
gadas, pagando elles ; ora, elles, nao gostao muito
de desembolsar, por isso apressao em fazer o Iraba-
lho a lempo. Eis a nica providencia. Cuslou-me
alguma cousa a acertar a marcha do eslabelecimcnlo,
mas boje posso dizer que esl na marcha mais regu-
lar possivel; a pessoa que esla atesta delle ficou es-
pantada por ver a boa ordein em que se achava, e
diz-me que o regiment de linha mais disciplinado
n3o esl cm melhor ordem, que nao ha all um des-
vio. A principio cuslam a fazer as cousas, eu live
algumas occasies de desanimar, mas fui sempre
avanrando, e hoje tenho a satisfacao de dizer que a
minha colonia nao deixa nada a desejar ; islo he
pelas informaroes que tenho por esrriplo da pessoa
que est a tesla della.
Ora, eu achei islo iraisfacil,^>orquc vara empre-
gar os colonos de jornal ou de soldada lie necessario
vigia-los, e entilo elles sofTrem -alauma quebra de
sua liberdade e pode isso da*- occasio a dcsinlelli-
gencias. Do modo que adoplei mo as lia ; no lira
da colheila reparte-se, stao as conlas liquidadas,
cada um lem a sua cadcrncla onde esl ludo assen-
lado e eu tenho a minha, e marcha a cousa em ex-
cellenle ordem.. -
Nao duvido que oulros enconlrem difliculdades ;
j digo, eiico'.ilrei-ns no principio, e ha urna que he
muito cuslosa de sanar, he necessario um director
que saiba asduas linguas; ora, este circulo hemuilo
pequen^, per isso raras vezes se eneuuIra um liomem
rom essa habilitacilo e que ao mesmo lempo tenha a
ca par idade necessaria para estar tesla do eslabele-
cimcnlo. Esla dilliculdadc he seria, mas j se vai
modificando, a minha colonia lem j dado alguns di-
rectores que rcmedeiam. Mas cu nao sustento ser
f syslema de parceria o melhor ou nao s-lo ; o que
esta repovoacio be incomparavelmenle mais til,
mais prompta, produz logo utilidade reconhecida.
Logo mi prim;iro anno ha proveilo, desde o primei-
ro anno princioiam a remoller fructos, a augmentar
a produrcao, e imrlanlo a augmentar o commercio.
No sertao nao, sjnhor, leva-se muitos mais annos pan
se poder exportar alguma cousa. Aproveilar aquillo
que j est feilo he muilo vintajoso, muilo melhor
do que ir fazer tudo de novo em lugar ermo.
Eslou muilo firme nislo, o governo deve dar apoio,
e o apoio que me parece melhor he este. Pode tam-
bem dar urna quota, mas julgo mais vanlajoso pa-
gar as passagens al urna certa idade, porque os ou-
tros fcilmente as pagam. Quando estes colonos que
vem viudo forem escrevendo para suas Ierras excitara
o apetite de vir. Tivemos aqui um exemplo. Quan-
do os fazendeiros de cima da serra do Rio de Janei-
ro mandaran) vir colonos, livcram difliculdades dos
obler, porque nessa occasio a sociedade de agricul-
tura de Berlim, que he urna sociedade composta dos
homens mais respeilaveis da Prussia, linha escriplo
ferozmente contra a emigracao para o Brasil, e o
governo da Prussia linha dado ordem para nao sabi-
rem para esle imperio senao para a colonia de S.
Leopoldo.
O que valeu foram carias que ao mesmo lempo che-
garam dos meas colonos, contando raaravilhas do
como passavam ; e, como essa gente acredita mais
as carias de seus pares do que as proclamaroes das
sociedades dos homens grandes da Prussia, os colo-
nos tero/conlinuado a vir. Islo he referido ofllcial-
menlc pelo nosso encarregado de negocios em Ber-
lim, o Sr. Marcos Antonio de Araujo.
Mas um pequeo grupo nao pode ler lanas rela-
cOes na Allemanha como os que agora se eslo for-
mando e se hao de formar proporro que forem
chegando na Europa as noticias do be ni que passam
aqui, havendo o cuidado de serem bem tratados. Ao
menos na minha colonia ha lodo o escrpulo para
que sejam bem tratados: cmpro restrictamente os
meus deveres, para ter o direilo de exigir severamen-
te que elles cumpram os seus.
Nao digo que o governo os mande distribuir por
estes ou aquelles fazendeiros; porque no reinado do
patronato onde iria isso parar ?
O Sr. D. Manoel e Costa Ferreira:Apoiado.
O Sr. l'ergueiro :O patronato he tao forte que
o ministra mais escrupuloso e jnsticeiro nao lem re-
medio senao curvar-lhe a cabera. Porlanlo isso nao;
o favor, o privilegio deve ser geral, para quem qui-
zer. Os particulares que se avenham com isso; con-
ceda-sc os favores e depois os colonos que se arran-
gem com os particulares. Se houver um particular
que diga : Obrigo-mc a recolher lantos ceios de
colonos i) o governo procure auxilia-lo.
Eu ainda linha oulras cousas a dizer relativamen-
te a este objecto, mas j vai sendo muito larde, c,
como posso ped-r a palavra oulra vez, paro aqui.
Queiram-me desculpar o Icr-me estendido tanto.
O Sr. D. Manoel:Muilo bem ; talln como ho-
rnero platico.
O Sr. Jos Manoel da Fonseea :Muilo bem !
A discussao fica adiada pela hora.
O Presidente designa a ordem do dia, e levanta a
sesso.
Paco da asaembla provincial 18 de selembro
de 1854./. J.F. iAguiar.
a A assemblca legislativa provincial decida :
Arl. 1. Para occorrer a despeza das obras de-
cretadas pala lei do ornamento vigente, fica o go-
verno da provincia aulorisado a conlrahir um em-
preslimo em capitaes reaes, que nao exceda a du-
zentos conlos de rcis, cojo juro annual poder ser
aloiloporcento pago por semestre.
a Arl. 2. Este emprestimo se realisar, qoer pela
venda de apolices da cem mil rcis a quinhenlos mil
res, a qual se far na razSo da carencia de fundos
para a mencionada despeza, quer eulregando-se di-
rectamente estas apolices aos arremalanles ou em-
preiteiros das ditas obras, que assim o quizerem.
Art. 3. Para o resgale da prsenle divida fica
garantida annualmente a quanlia de quarenta con-
los de reis, que poder ser augmentada.
a Arl. 4o. Ficam revogadas as disposic,ei em con-
trario.
Paco da assembla legislativa provincial de Per-
nanibiiro 18 de selembro de 1854.Manoel Joa-
quim Carneiro da Cunha.Altillo Jos Tacares da
Sitia.Jos Pedro da Suca, vencido em parle.
A cominissao de inslrucrao publica com acu-
rada altcncao considerou a parle do relatorio do
Exm. presidente da provincia, concerneiite con-
vers3o do lyceu desta cidade em um intrnalo, e
reconbcceu com o mesmo a inconveniencia da con-
servarn do referido eslahelecimeulo com a sua ac-
tual nrganisarn depois que para esla cidade for
transferido com a faculdade de direilo o collegio
das a'rtes.
a Por effeilo dcssa oceurrencia ficar a provincia
habilitada a transformar o lyceo, daodo-Ihe um
plano novo mais conveniente aos seus inleresses, ou
a supprimi.-lo empregando em oulro ramo do servi-
C0 publico as rendas que lhe sao destinadas.
a Nao se anima a commissSo a propor a adopeo
do segundo expediente, porque nao est na linha
dos verd idciros inleresses da provincia a cultura
moral c intellertual da nossa populacho pedem an-
tes a dislensao dos meios de ansino, que a restric-
cao e suppressao delles. Resta, por tanto, o se-
gundo alvitramento, qne mi i m se presta satisfa-
cao da necessidade, que sentimos da era*gajo de col-
legios regulares para a educacao da mocidade, se-
nao que tambem vai consentanea a marcha cons-
tantemente seguida pela assemblca desta provincia
de animVao so sen adianlamenlo moral e inlellec-
lual, de que se nao lem esquecido, enlararalo-o sein-
pro com o melboramenlo material da mesma.
A commissao faria injusti;a a illustrac,ao da ca-
sa, c injuria aos senlinenlos de seu acrisolado pa-
triotismo se a casa um s momento se demoras-e
em demonstrar a necessidade da cultura doensino
publico, e da conveniencia de sua regular e pro-
veitosa nrgaivisaru.
o Nesle assumpto nada mais faz a commissao se-
nao acompanhar o pensamenlo dos doutos, e das
nares civilisadas..
llecni obediencia a doulrinas selladas pela ex-
periencia favoravpl aoscollegios regularmente cons-
tituidos, que abraca a commissao opensamento da
presidencia, propondo a creaco de um intrnalo
em subslilnicao ao lyceu; ejulga lano mais inde-
cfnavel esla instituirlo, quanto ueste systema de
ensno nao lem sido al boje entre nos ensaiadas as
suas verdadeiras bases, sendo que em toda a parle
he reconhecida com o mais conveniente tirocinio
para a alta inslruccao e secundaria, que se recebe
nos collegios.
a Enlendem todos, e neste sentir est a commis-
sao, que de nm pessoal convenientemente prepara-
do depende o florescimenra dos collegios, e qoe el-
le sumonle se oblempor meio dos seminarios mode-
los ; mas apezar de conhecer loda a imporlancia da
medida, nao a inicia, porque os sacrificios pe-
cuniarios, que exigira, sao por agora de impossi-
vel romporlarao para os cofres provinciaes. Esta
ra/o obsta a que se levante mais alto, e at aoseu
verdadeiro ponto o pensamenlo da reforma.
a Entrando a commissao as invesligacOes, que
exige o oslado da organisae.ao de nosso* eajudos, seu
esmorecimento c medidas, que devem ser creadas
em ordem a levantar do abitimenlo, em que jaz,
esse importante ramo do serviijo publico, forcoso
lhe he convir com a presidencia na oulra necessida-
de pela mesn denunciada da revisao geral no sys-
tema de eiisiio- e escolas dos diversos graos.
a A coheso o, ahracamento das diversas partes
do ensillo publico he coraiirao indispensavel e de
imperioso reclamo ; c por forja della, c da primei-
ra providencia proposta a ronverso do lyceu em
um intrnalo, vem lambem a outra indicada no re-
latorio da presidencia a revisio de todo o plano
da ioslriirro publica.
a Esle Irabalho, que exige a consulla dasleise
regulamcnlos existentes, considerarn de importan-
tes relatnos, conselhos de homens professionaes,
auxiliares indispensaveis para regular a juntura dos
diversos membros da iustracc3o, carece de lempo,
espado largo, do qual nao podemos dispor ; entre-
tanto a reforma urge em alten(ao emergencia a
principio manifestada, e he por isso, que s pela
administrarn, que nao por ns pode ser agora de
urna mancira proveilosa considerada a reforma nes-
se milindroso assumplo.
s Fazendo a commissao a exposiro de laes ne-
cessidades, das medidas e poder que pode salisfa-
ze-las, lamenta que a exiguidade dos recursos pe-
cuniarios do thesouro provincial nao a eocorage
doplar a administrac3o com meios ampios para a
proficieucia da lluslraro pernambucana, c apenas
se anima para occorrer as alleraces, que possam
resultar da reforma, a propor como subsidiaria a
quanlia do 8:0009000 de rs. alm da volada uo
ornamento vigente.
a Concille pois a commissao propondo conside-
rarn da assembla o seguinle projeclo de lei:
A assemblca legislativa provincial de Pernaro-
buco resolve :
Art. 1 O presidente da provincia fica aulori-
sado a reformar a inslrucrao publica da mesma em
seus diversos graos, c a convcrler o lyceu desla ci-
dade era um intermito, podendo dispender na forma
que houver de orgnisar mais 8:000g000 rs. alem da
quanlia votada na lei do orramenlo vigente.
a Arl. 2 O presidente da provincia faro por cm
pratica a reforma, sujeitando-a a definitiva appro-
varao da assemblca provincial, e emquanlo a nao
oh li ver, ser ella considerada como provisoria.
Art. 3" Ficam revogadas as disposices em con-
trario.
a Sala das commisses, 18 de selembro de 1854.
Francisco Joao Carneiro da Cunha.Manoel
Clemeiitino Carneiro da Cunha.Padre tcente
Ferreira de Siqueira I arejao.
2Sfew
a No entretanto o venera vel marechal S. Miguel
era cercado pelo povo na immediacoes da Par* do
Sol, e ainda que nao podemos garantir a vencida-
de da* fados, sendo tratado por alguns, do certo ra-
rissimos, com menos respeilo do que exigiam os seus
cabellos brancos, e os seus relevantes servieos.
A milicia nacional corda a reunir-sc nos pon-
tos, que lhe eslo designados, desde s 11 da ma-
uhaa e uml eslavam quasi completos os balalhet.
A urna e meia reunio-se o eonselho de ministros
na secretaria do reino. O illoslre duque da Viclo-
toria dirigio-se de carrinho a casa do correio, e por
diflerentes vezes o povo lhe embargou o passo, vic-
loreando-o quasi gcralmente. O nobre e valente
conde de Lticena sabio mesma hora da secretaria
da guerra, a cavailo acompanhado pelos seus anu-
dantes e por urna escolla. Acompanhava-o o mar-
quez do Douro, que, checado ha pouco, e acabando
de resolver, do um modo que todos admiraran), a
questo da ordem publica na Calalonha, se apre-
sentara logo ao ministro da guerra. O general O'
Donnell sua sabida da secretaria, falln s rompa-
nias da milicia collocadas na igreja de S. Jos, e
igualmente s que estavam na proximidade da at-
fandega, sendo em ambos os sitios recebidos com
grandes demonlracocs de enthosiasmo. Na Porta
do Sol cercou-o lambem grande multidan de gente
que pareca em geral animada do melhor espirito.
Ao general Concha foi confiado o commando da se-
cretaria da guerra depois da sabida do general O'
Donnell, e em consequencia dislo o marquez do
Douro installou o seu quartel no palacio da Boa-
Visla, onde se linham reunido algumas forras.
a Em quantu isto se passava e se reuna o eonse-
lho de ministros, a junla eslabelecida nos Basilios
publicava o seguinte documento :
a Ao povo: Os cidadAos que esta assgnam, re-
presentantes do povo que manifestou ao duque da
Victoria os seus sen limen los acerca da medida to-
mada hontem pelo eonselho de ministros a respeilo
de D. .Mara Chrstina de Bourbon de Muoz, re-
ceberam de S. E. a seguinle resposla.
Que, fiel hoje como sempre sua bandeira
curopra-se a vontade nacional n, deseja que todas
as corporaces populares de Madrid, a saber ; a
junta consultiva, a depulac,ao provincial, a munici-
palidade, a milicia nacional etc., elejara corarais-oes
que se apresentem immediatamente ao eonselho de
ministros que vai reunir-se, para ahi manifestaren)
a verdadeira expressao dos desejos do povo, Ma-
drid, 28 de agosto de 1854. Jos Maria Orense.
Eduardo Asquerino.Christino Marios.Eduardo
Chao.Jos Barrera.Joao Ripoll.
a Reunidos os ministros e declarado permanente
0 eonselho, concurreram os representantes da junta
dos Basilios. Informam-nos lestemunbas prsenles
que o Sr. Orense foi fortemeute increpado pelo il-
1 ustre duque da Victoria e pelo conde de Lucena, ex-
pressando-se ambos cm termos calorosos e couveni-
entes, annunciando a firme resolurao do governo de
se fazer respeilar e manter a lodo o custo a ordem
publica, para o qoe coutava com o hora espirito da
milicia nacional, cujos ehefes estavam presentes.
As pessoas, que assisliram as deliberarles do
eonselho, que foram militas, porque neslas circums-
lancias, e comprehendendo perfeilamente as neces-
sidades da situaran, os ministros nao occullavam as
suas opinioes e resolures acerca dos successos, essas
pessois subiram salisfeilas completamente com o es-
pectculo de uniao sincera, que o eonselho de minis-
tros apresenlou. Maitas, rouitas de-conlianras, que
a m f havia ardilosamente inculido uo publico,
ficarara honlem rompidamente desvanecidas, por-
que foram muitos os que por si proprios se conven-
cern) de que existe entre Espartero e O' Donnell a
maior harmona e conformidade de intences.
a Oconselhode ministros continua reunido hora
avanrada em que cscrevemos estas linbas. Muilas
barricadas, como as da calrud ido S. Jeronymo e ou-
lros pontos foram destruidas s primeiras adverten-
cias feitas em nome do governo; oulras foram des-
truidas dorante o dia pela milicia nacional. A tran-
quildade parece que se vai reslabeleceado, porque
poslo que as barricadas dos Basilios aindTilhbsisUm
be de presumir que aquelles, que ns guarnecen), as
abandonarao de bom grado, vendo o espirito dos
habitantes em geral.
a A' entrada da noilc correu proficuamente a se-
guinle proclamaran, assignada pelo duque da Vic-
toria : (a)
a O mesmo Diario Eipanol ua segunda edicao
da sua folha de 29, diz o seguinle :
c Desde qne escrevemos o primeiro artigo desle
numero, a Iranquillidade publica reslabeleceu-se
completamente.
a Os individuos reunidos nos Basilios reliraram-se
afinal s 3 ', horas da manhaa, e as barricadas fo-
ram pouco a pouco desamparadas pelos que as oc-
cupavam.
o Os batallioes 2., 4.. 5., 6." e o da arlilharia
da milicia nacional dirigindo-se por diflerentes pon-
tos bloquearan, completamente o recinto dos Basi-
lios, do qual tomaran) posse de madrugada.
a Urna commissao de ofliciaes fura do servi50.jp
avam
a Um despacho de Berlim de 23, noticia qne o
principe Bebutofl derrotara completamente 60,000
Torcos, perlo da Kars.
Oulro despacho de Vieona de 23, confirma a der-
rota dos Turco* em Kars.
Os Russos lomaram 15 pecas, grande qoantida-
dede iiiunires deguerra, 84 olliciaese 23,000 ho-
mens.
3,000 Turcos ficaram morios no campo da twialha
e o resto fugio para K irs.
Esta noticia he de origen) ruata,
a Vieona 25 de agosto.
a O principe GorlschakotT, diz-se, retebeu ins-
Iruceoesde S. Pelersburgo para nao responder direc-
tamente.as ultimas propostas da Austria, mas para
perguntar-lhe quaes sao as suas verdadeiras inlen-
coei.
Os armamentos continuara em Rrandfaaacala.
Doosagentes russos, que desembarraran!
DIARIO DE PEBA1BVC0.
cultas cmquantn as larras actualmente oceupadas lstenlo he que he necessario dar bracos aos lavra-
nao liverem urna populacao suflicicnle. Que as van- '1'dores para sustentaren) seus estabelecimentos, quan-
tagens s.lu incomparavelmenle maiores, mais promp- J .lo nao elles bao de cahir. O RoveVno lem absoluta
las, isso salla nos olhos, porque por esses logares nn
serloes. nos malos virgen*, lie necessario fazer estraj-
das. Nos oulros nao, as queja temos nao sao boas,
mas scrvcni. Exislcm eslabelecimcnlos furmaijfos
que eslao a ponto do se arruinaren) por fai|/ de
bracos ; vin os colonos, sustentan) esses cstaleleci-
mentos, mellioram-os e produzein-se novos .cslabc-
lecimcntos. lie muito mais promplo, mais til, ele-
var um eslaboleciinenlo jroine^ado, clan o- pri-
meiros tiubulhos feitos, estao as malas derribadas,
repartidas as Ierras lavradias, etc. ^
Em urna fazenda ha muito que fazer pa- 1 quo el-
U chegue a un estado convonieau.l&.e qiwtndq ludo
est feito, que he s pftkler braros, avantaja-se I-qui-
to mais que se possa ir estabelecer em um serta o.
Em um sertao he preciso primeiro empregar o me-
lhodo da agricultura selvagem, que nao ha oulro,
ferro e fogo; he necessario desbastar os troncos, as
raizes qne estfo oceupando o terreno,** s depois he
que se pode entrar cm urna agricultura regular,que
os emigrante* fNem empregar u sua induslria. Pre-
sentemente DSo podem, al ficam pasmados, uo Um
precisan de prover a essa necessidade, e fazendo-o
promove-se ao mesmo lempo um grande mcllioni-
inento publico, muilo maior sem comparaco nculiu-
ma do qne aquello que se obtem promovendo-sc a
povoarao dataran. Se o nosso deleito no Brazil be
ler a popularao muilo espalhada, como querises-
palba-la ainda mais Se a puvoarao que temos ca-
be na 50.' parle do Irrrenn que esl oceupado, como
queris ainda devassnr mais terreno ?
Como he que ha do prosperar a induslria ea ci-
vilisarao com este rspalliainciito de popularao '.' To-
das as razoea concorrem para que o governo d in-
leira preferencia a repovoar o que est mal povoado.
J digo, he lodo o Brasil, enm,raudo pelo municipio
nonti o, porque eu nao admiti que o municipio
neutro estoja ainda bem povoado ; quem andar por
i^ssas caminlios veo estado da cultura ; nao a ha :
quem tem viajado pela Allemanha hade conhecer a
dille-renca. Ora, o meio de prover a islo he segu-
r ament convidar com dinheiro, porque com pala-
v.ras nSo vale nada.
I embrai ei um meioquejnlgo de grande ulilidade:
A assemblca provincial oceupou-se honlem com a
lerceira discussao do projeclo sobro a estrada de fer-
ro, o qual licou empalado.
A ordem do dia de hoje he a ronlinuarn da dis-
cussao do referido prnjectos o dos soguintes :
11 A assembla legislativa provincial de Pcrnam-
buco decreta :
Art. 1.0 governo he aulorisodo a conceder a
ronipanhia que se orgnisar para a conslrurrao da
estrada de ferro de Pcrnambuco, desde a cidade do
Rcrife aleo rio deS. Francisco, a garanta de um
mnimo de juro al dous por cento addicionaes sos
cinco por cenlo, concedidos pelo coveruo geral.
sobre o capilal que se ouver de lixar para as pri-
meiras \inio leguas da referida estrada.
Arl. 2. O mesmo governo contratar com os
emprezarios as condicoes necessarias a rcalisaco do
presente subsidio, regulando-sc, para a fixarao do
capilal e virilicacao dos lucros da companhia pelo
contrato geral.
a Arl. 3. Quando os lucros da companhia exce-
deremaum mximo estipulado, a provincia lera
nelles urna parte porporcional, conforme for ajusta-
do, devendo o governo provincial, independeute da
execur.'io da presente lei, entender-se com o gover-
no geral para que a garanta decretada, seja pro-
porcional, a dos "ipnr rento, concedidos pelo mesmo
goyeruo goral.
Pelo vapor D. Mana II, cnlradohontem -'o Por-
to, recebemos as cartas de nossos correspondentes
daquclla cidade, c de Lisboa, e lambem varias ga-
zelas porloguezas que alcancam al 3 do coi rente,
pelas quaes tivemos noticias de Paris at 27 de a-
goslo prximo passado e de Madrid al 30.
O Jornal do Commercio de Lisboa, dando conta
da agitarlo que se manifestara na capilal da Despa-
lilla no dia 28 do mez prximo passado, transcreve
osseguinlcs arligos do Diario Hespanhol.
a Logo pela manhaa cedo, correu em Madrid a
noticia de que na (lcela vinha a resoluro do go-
verno, em virludc da qual D. Maria Chrislina devia
sabir do paiz, e ao mesmo lempo *ouhe-se, que ef-
feclivamenle esla senhora havia sabido as 7 e um
quarto, com direccao a Portugal, e escollada por 2
esquadroes do regiment de cavalluria de Farnezio,
e alguns cavallos mais de oulros corpas, s ordeos,
segundo ouvimns dizer, poslo qu nao o saibamos
rom certeza, do valente general Carrig.
Eslas noticias prcduzirsm certa sensacao no
pojo.que pouco depois se lornoii em mauifesla ag*
lacao, particularmente entre os balalhes formados
dos defensores das barricadas: varios individuos
percorreram a (idade. chamando as armas, e decla-
rando que o governo adoptando a medida publicada
na (,'t'ilti a respeilo do D. Mana Chrislina, fallara
aos compromissos que conlrabira. Folio ouviram-
se cm differenles sitios gritos directos contra alguns
membros do gabinete, eaenlre elle livemos o des-
goslo do ouvir alguns al contra o Ilustre chele do
governo.
Appareceram as esquinas prorlamaces cha-
mando o pov as armas, c comuraram a levantarse
barricadas em varios pontos, especialmente nos ar-
redores dos lli/iliu-, aonde se inslallra una com-
missao do Circulo do l man. como representante do
povo armado, e presidida pelo Sr. marquez de Al-
bania, que havia Ires das que chegara a Madrid, e
aceitara a presidencia do Circulo.
Numerosos grupos se dirigirn) residanciado
Sr. presidente do eonselho, entrando em casa grande
numero de iudividuos do povo, segundo nos aflir-
maram, aos quaes o general Espartero mostrou que o
governo n.io exredera os limites das suas allribui-
ccs. 10,111 fallara ao seu coropromisso, adoptando a
medida, que occasionava aquella manifestaran po-
pular. O digno presidente do eonselhoarcresceotoo
se sao verdicas! al nossas informaroes, que o gabi-
nete se reunira e ouviria os representantes das cor-
poraces populares.
nome dos desta classe, que segundo parece esta
nas barricadas, se apresentou no edillcio da correio,
e ouvio da propria bocea do duque da Victoria a
resoluro positiva e terminante de acabar com o
alarma, em que se conservava a cidade,apenas rom-
pesse o dia.
Os que guarnecan) as barricadas dos Basilios,
vendo a energa cum quo se expressou o presiden-
te do eonselho, o que a milicia auxiliava a resolu-
co do governo, naturalmente desanimaran) comple-
tamente.
A milicia, cojo procedimento foi admiravel,
presin os mais penosos serviros.
a A oa\ aliara nem um s instante descanc,ou du-
rante loda a imite, e esta manhaa todos os balalhes
roncorrerain a prender os que perroaneceram nas
barricadas.
a O nnmero dos presos sobe, segundo parece, a
150, que foram conduzidos s 6 horas da manhaa
cadeia de San-Francisco.
As armas apelilladas audam por amas 100.
a Todos jornaes sao concordes em elogiar o
procedimento da milicia nacional.
O governo publicoii a seguinte circular, dirigida
aos governadores civis:
a A circular publicada na Gacela de honlem sus-
pendendn o pagamento di peosao da camba raai,
ordenando o embargo dos^ seus bens, c banindo-a
do reino, a que nao vollara, al que as cortes ha-
jam resolvido a este respeilo, cansn um alarma na
cidade, sabendo-se que eflectuar a sua sahida s
8 e mei horas da manhaa.
a Varios individuos que se dirigan ao Ilustre
duque da Victoria, pedindo que nao sabi-se, dorara
lugar a um cbamamento de commisses de todos as
corporaces populares, a junta consultiva, a deputa-
rao provincial, a municipalidade e milicia nacional
para declararen) em eonselho de ministros, qual era
a verdadeira expressao dos senlimentos do povo.
a Aberta a sesso.e expostas pelo minislerioas ra-
zos de alia conveniencia nacional, que haviam mo-
tivado essa resoluro, lodas as commisses approva-
ram unnimemente a deliberarlo do governo, e offe-
reccram a sua franca e decidida cooperarn para res-
tablecer o socego.
'< Emquanlo se venlilava esla questao, outros lo-
mavam posicio em varias ras, atim de sustentaren)
rom as ajinas a--uas per ten roes ; porem a allilude
da milicia nacional e do ejercito, a intima adhesao
de lodas as autoridades e o proceder do governo
concorreram para em breve dissipar as tentativas de
resistencia.
a Sao dnas da madrugada e a Iranquillidade esl
completamente reslabelecida, tendo o governo^ a sa-
tisfacao de nao se haver derramado urna s gola de
sangue, nem urna s lagrima.
O paiz deve pois s eminentes virtudes cvicas
das autoridadese corporaces populares de Madrid,
da milicia nacional, do evercilo a de todo o povo,
moita gratulan pelo relevante servico que acabara
de prestar patria, assegurandoa ordem e a uniao
sobre qne se basca o Iriumpho da revoluto de ju-
llio e a solida existencia da liberdade. d
a O governo proclaroou aos milicianos nacionacs
agradecendo-lhes a sua cooperarn leal e eicaz para
sustentaran da ordem
a O governador civil de Madrid publicon um edi-
ta! mandando entregar todas as armas que eslejam
em poder de individuos Bao autorisailos para as
usar, isto dentro de 24 horas, atim de evitar, diz o
edital, a repetirn das secnas luniulluo*is do dia 28.
O Diario Etpanol diz ultima data : A cidade
contina tranquilla.
As barricadas dcsapparcccram completamente,
(i Os piquetes da milicia nacional vao retirando.
a Esta completamente seguro o Iriumpho moral
e material da ordem.
Quasi lodos os jornaes censuran) a maoifeslacao
armada do dia 28, e louvam o governo pelo seu
procedimento. i>
O mesmo peridico diz que a estas horas deve ler
sahido do territorio americano urna expedirn de
piratas contra a llia de Cuba, preparada cusa dos
agentes do governo da l'uiao.
a Aflianra o jornal que ua reunan convocada
pelo ministros que leve lngar no edificio do cor-
reio, se disse que eslas ultimas desordens eram
alimentadas pelo 011ro e suggcsles de algum perso-
nasen) estrangeiro.
No Jornal do Commercio de Lisboa de 2 do cor-
rente, l-se o seguinte acerca da questao orien-
tal :
O Times publica os scguinles despachos telcgra-
phicos :
Vicnna 24 de agosto.
A Prese publica a seguinle nolicia de Conslau-
linopia com data de 14.
60,000 homens embarcaran para Sebastopol.
Salvou-se tudo do incendio em Varna, exreplo
o fono, viiiho e alguns utensilios do acampamento,
a Alexandria Iti de agosln.
o Antes de hontem o vice-rei parti para Cons-
ta nlnopla.
Odessa 15 de agosln.
l'm bando de inontanhezcs circassianos, coro-
mandados por um filho de Srharoyl, lizeram urna
excursao na provincia de Tiflis. Saquearan! varios
locares, malaram bastante gente, e aprisionaram a
mulhcr de um general o urna princeza sua irmSi.
Estes successos causaran) um terror pnico cm Ti-
flis.
a Dousrcgimcnlos de lincciros foram mandados
a marchas forradas de Odessa para o sul.
Conforme noticias de Austria, que carecen) de
confirmadlo, 45,000 homens de tropas alliadas li-
nham embarcado em Varna al ao dia 13.
a A Presie noticia, referindo-se a noticias de Or-
sova, com data de 22, que o cholera se declarara em
Kuslchuck.
em
Varna, por occasio do incendio, foiam presos.
a Os armazens de vveres, os deposjloa a os payo**
nao soffreram daino algum.
Berlim 25 de agosto.
Ai tropas franceza* em Bomarsund soflverara
muilo com o cholera, e he provavel qu* embarquen)
iramedialamenle. Espera-se que deslruam a forta-
leza e a abandonen).
a Muitos navios sahiram para aHnge.
Vienoa-26 de igoslo.
" A Preste, referindo-se a noticias de Bochares!
de 23, noticia qoe no dii 22, Oroer Pacha entren em
Bucharcst com 2j,ono homens e 30 pecas.
Foi recebido com enlhusiasmo.
a O incendio de Varna manifestme em diffe-
renles pontos ao mesmo lampo.
Alguns gregos ioceadiarios foram logo fuzila-
dos.
a Paris 27 Urde
a Noticias do Conslantinopla de 17^ que 500 armazens e casas foram destruidas pelan
cha ramas em Varna.
A expedir da Crimea devia sabir na di* 90.
Consta de 70,000 homens, tendo dotes 20,000Tar-
cos.
Venia 13 de agosto.
11 I m incendio, obra dos incaadiarios gregos, ma-
n feslou-se na quinta-feici noM, destruio bstan-
les casas, servindo de qoarleis, e juntamente a* de-
psitos e armazens.
Nada escapou, excepto do visho, fena,*alguna.
utensilios do acampameuto.
a Alguns gregos foram presos por suspeite*, como
autores do incendio.
O cholera vai declinando, porm o primeira ba-
tailiao de Redes, e os rcgmenlos 20 e 23, lodo* tres
no Bosphoro, perderaro alguns homens com a epi-
demia.
a Ofliciaes de quasi lodos o* regiment* se ralira-
ram a quarteisdoenles.
u Fazem-se grandes preparativos para o embarae
das tropas, o qual so diz ter logar no dia 20. A ba-
ha esta atulhada de navios, peta menos 500, urna
numerosa esquadrilha de transportes esl em Ball-
cbik.
a As nolcas de Alhenas dzem que o general Ka-
lergi, que retirara para o Preo, porque o rei nao
consenta na exeenro da proposta ministerial, ten-
dente a encorporarem-se os cornos irregulares no
exercito, vollara a capital, eissislir aura couaelho-
de ministros.
Ainda nao se receben em Vienna a resposta
nota de 9 deste mez, nem se espera anles dos princi-
pios de seUnbro.
a Danizick 24 de agosto.
O vapor inglez Vulture, acaba de chegar, lendo
denado as esquadras alliadas no dia 22, fondeadas
cm l.edsund. Desde a lomada de Bomarsund,- alo
tem havido novidade. Diz-se que o corpo de tro-
pas, que desembarcar perto de Bamarsund, embar-
cara inmediatamente, ignora-**, porm, qaal seja o
seu deslino.
O Monileur de 27 annoncia, que o barSo de Le-
Itng.general de diviso.parlira de Paris para Vfcnna,
encarregado pelo imperador de urna rommiasio mi-
litar, junto do quartel general do exercito austraco
de occupacc dos principados.*
0 mesmo peridico resumindo no di* 3a* noticias
que recebera pelos peridicos francezes, pabMe
seguinle:
L"m despacho de Hamburgo nolicia qoe ama
forte divi.ao da esquadra anglo-franreza parti de
l.edsund para opera* no goipho da Finlandia.
Eiie mesmo despicho diz tambem queasfortifica-
es d'AlaodaserUo arrasadas.
11 l ni despacho de Vafean* referindo-se a noticias
de Conslantinopla de 14, davau* sir Ed Lyons parti
para o Mar-Negro com a sa* divisao. Diz-se qne
eslo 40,000 Russos acampados nos arredoresde Se-
bastopol. Carlas de Damasco dixem que bouvera
all una injmrrcirjo da populacao mnssulmaaa, i
suncada em arlilharia.
a De Slockolmo participan) que a 2' divisg* J
exercito francez do Bltico deve invernar
cidade.
Eserevem de Berlim Gazeta das Pasta de
Francfort que a Kussia est diaposta a transigir sob
as cundirnos accordadaa pelas potencias occidenlaes,
se nao lhe pedirem indemnisacao pelas despezas da
gueira, nem cessam de alguma porcao do territorio
torco.
1 Diz o Monileur, qua o rei da Prussia nomeoa
o general Wedell paraioioprimenlarem sen nome
o imperaaor-e assislir as Ranobras docaa*UMleSaiul-
Omer. -*
Eserevem de Vienna ao Monileur, qua a nolicia
da lomada de Bomarsund causara all gruida irn-
presso. Os militares austracos admirara, a promp-
iidao e o vigor desenvolvidos nesle succeaso pelas
tropas alliadas.
COHMLMCADO.

Biocraphia da Nanoel Caatano da Al
Albaquerque.
As boas lellras nao tem por objecto mmedia(o a
virtude (diz Kuli no Tratado dos Estudog) mas par*
ellapreparam, e sao a sea respeilo o que os primei-
ros elementos da grammalica sSo a respeilo das mes-
mas boas lettras.e das sciencias, islo he, instrumento
ulilis-imus, se delles se.sabe fazer bom uso. O bom
gusto da litleratura (diz ainda o mesmo sabio) .se
communica igualmente aos costumes pblicos, ea
maneira de viver. O habilu de consultar as regras
primitivas sobre una materia conduz naturalmente
a proceder de igual surte sobre as outras. E Ben-
llian tambem nos diz, que as arles, c sciencias de
recrco, maneira de empregos innocentes para as
horas de descanto, tem urna ulilidade moral, qne
por estar algum tanto escondida, nem por isso be
menos real, nem menos importante : rival am com
as incliuaciies perigosas, c servem de acalmaras pai-
xes vilenlas, que nascem da ociosidad*, e do *
hnrrecimenlo. ,
E pois que assm he, esforrando'% iosso estado
achacoso, e Irisle, proseguimos cm bno ova-
sos comprovincianos o recreio honeita, bi-
ograpbias dos nossos ulicos poetas, e dos
sos escapas incuria dos contemporneos, ao* es-
tragos de copistas ignorantes; tarifa qne levamos
com muilas difliculdades, e neohiim intercale, a
nao ser o de contribuir com o nosso ob lo tenaissi-
nin para o bem, e realce do nosso paiz
Pruscrcvera Mahometh os poetas (( dsot, sean
duv'da) masouvindo a Koabbeii-heir it.
panegvrico em sen louvor O prophtalil
tange, cujo brilho se derrama por toda
um al Tange recurvado Indiana, dafl
Eolo propnn Dos; dizem, qne tirara
ros o maulo, e o laucara sobro os do poeta. Tanto
he certo, que oh ne peul arnir l'ame grand, a
t'esprit un peu penetran! diz certo autor) janj quel-
que passion pour es letrr<. Despreze-s* Bnbora
a insania estulta do trovador col'adoiilio, burlesco
arremedo da Iinguagcm divina; mas salvem-se da
injusta proscripeo do nosso esquecimenlo os nomes
dos predilectos das Musas, e decore boje nossa
dirimir o de Manoel ('.aciano de Almeida e Albu-
querque, senao com a riqueza, e primor qne desrjra
mos, ao menos do modo que o permute a debilida-
dc de rioscas torcas.
Nasccu Manoel ('.aciano de Almeida e Alhuquer-
que na Cidade do Recife de Pernamhuco'-oo dia 11
de novembro de 1753: foi filho do Tcnente Coronel
Francisco Antonio de Almeida, Familiar do Sanio
Oflirin, Esrrivan proprielario da Provedoria dos de-
vintos, e ausentes, capellas, c residuos das comar-
cas de Pernambuco. e Alagoas, e de sua mulhcr
I). Josefa Francisca de Mello c Albuqucrqu* ; nelo
paterno do Coronel Francisco de Almeida Calanho,
e de sua segunda mulhcr I). Isabel Gomes Correa,
fillia li Coronel Miguel Correa Gomes, Fidalgo da
Casa Red, professo na Ordem de Quisto, e Escri-
vao proprielario da Fazenda Real de Pernambuco :
bisnelo do Tcnente Coronel, c cavilleiro do ordein
de Chrislo Joaquim de Almeida, e de sua mulher
D. Luzia Calando ; e lerceiro nelo do rapilan Bel- *
chior da Costa Retidlo (1) a de sua mulhcr i). Isa-
{a) Veja-se 1 cari* do nosso correspondenle de
Lisboa.
i) OCapitao Bclrhior da Cusa Rebello.lresav pa-
terno de Manoel Caclano de Almeida Albaquerque
era nalural de Lisboa, e. prestou muitos servico nas
guerras do Pernambuco com os llollamffirs. e
achou-se em ambas as balallina dosniararapes, ape-
zar de nao ser o se iiurae conMajplado pcos histo-
riadores, como deixarain de setos de oulros muitos
por talla de milicias e descuida? Muilo folgamoj
porlanlo de lirar o seo nome de 13o injusto, e iugra-
locsqueciniciilo, publicando a seguinte certido
do Regislo das ulerees, que ero resumo nos informa
dos seus longos servieos ; deixando de publicar um
diploma regio, que lambem os menciona; por ser
mais extenso. Eis a cerlidao:
l.iva-o 11, II 155.Traslado de um asscnlo, quo
esla nos livros do regislo das merecs, que fez o Sr.
Rei D. Pedro o 2.-. que Dos lem, no Ululo de Jo-
aquim de Almeida, filho de Francisco de Almeida. e
nalural de Villa-Nova do Porlo. Houv S. M.
por hem, lendo respeilo aos servieos que o dilo Jo-
aquim de Almeida fez no poslo de capilo de lnfan-
laria da Ordenanca do-Recife de Pernambuco por
espaco de seis anuos, um inez e vinte dias, desde o
de seiscenlos e oitcnta e nove al Maio do seisrentos
c noventa c cinco, havendo-se nu ejercicio delle
com muilo cuidado, entrando e sahindo de guarda
na ausencia da Infanlaria paga, assislindo com os
soldados da sua companhia, o cora seus escravos ao
enlulhar a fortaleza real do Brnm ale se acabar, acu-
dindo por muilas vezes com emprcslimos do sen di-
nheiro Cmara, e Almojarife da Fazenda Real
para se acudir-a servir de S. M.i offerecendo-se
ao Governador Caetano de Mello para a guarda dos
negros dos Palmares, obrando ero ludo com parti-
cular zelo ; e a lhe pertencer por senlenca do jui/.o
das jiislilic.ri.es a acco dos serviros de seu sogro
ileh hior da Cosa, que era lilho de Sebastin da
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OIMIO DE PEBMMBCO, TBC> FEIRA 19 DE SETfc BO p |
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bol de FieueireJo, natural parte materna daapilao-mr Silva Ferreira, professo na ordem de Christo, e de
sua mullier I). Josefa Franca i ja le Mello o Albu-
querque lisnelo de Antonio de S e Alhuquer-
que, Fidslgo da Casa real, capitao-mT de Mnribe-
ca, Margado de S. Atirtr. e de Ma mullier U.
Margarida da RWi i Vaseoncullos; e terceiro nelo
.de Jos de S e Altuquerqae, Fidilgo da Casa real,
e eavalleir da ordem de Clirialu. e de sua mullier
D. Camarina de Helio e Albuquerque, sua sobrinha.
Fora demasiado longo declarar toda a sua seneologia.
Cesou Manoel Caelano de Almeida e Albuqncr-
em 7 de Janeiro de 1780 coin 1). Anna Francisca
Eufemia do Rosario, fd!i de Antonio Jos Victoria-
no Borgcs da Fonseca, e de sua mullier 11. Juana
Ignacia Francisca Xavier, o qnalBorgesda Fonseca
foi cavalleira da ordem de Christo, que professou em
Lisboa era 1745, depois de ter ido armado cavallei-
ro no mesmo dia, Familiar do Sardo Oljcio, To-
nenle Coruucl de Infantaria por patente Regia, Al-
caide mr da Villa de Goiannu (hoje cidade) Gover-
nador da eapilinia do Ceani, de que tomn posse a
> de abril do 1765, e aulor da Sobilidschia Per-
'tuimbiiraut, obra dillicilima, de interminaveis di-
ligencias, e traballio, a qualpoeto que incompleta, e
j falta do titulo Souza Coulinho he todava
digna de aprero por nos dar a conhecer, e couseA ar
as genoalocias de militas familias da Provincia. Con-
serva-* mannseripla no Archivo do Musteiro de
S. liento da Cidade de Olinda. A excepi;.\o de Mi-
guel Correa (ionios, Manoel da Silva Ferreira, e
Helcbior da Coila Rebello, naluraes de Po.tugal, as
peaaoas cima nomeadas sao Indas nascida, em l'er-
nambaco.
Do sea censorcio leve Manoel Caelano de Almei-
da e Albuquerque dizoilo filiaos, nove liomens, e
nove mulhere, e qtiasi lodos sao morios. Entro
riles se distinguen).osseguinle.: o llr. Manoel Cae-
lano de Almeida e Albuquerque, Juiz de Fora, e
Corregedor da llha da Madeira, Intendente dos
diamantes em Miuas, Uesemliargador, Juiz dos
Cavalleiros.Conimaiidador da Ordem deChrisio, Mi-
nistro ilo Supremo Tribunal de Justina. Depuladu i
Assemble Geral, c Senador do Imperio,!le; falc-
rido. Jos Paulino de Alm o 11 e Albuquerque.
lente de Artilharia de t. I.inha, Commcndador
da Ordem de Christo, Socrelaiio da Presidencia de
Pernambuco, Presidente da Provincia do Rio Gran-
de do Norlc, e Deputado Assemble Geral por es-
la mesma Provincia; falecido. Antonio Jos Victo-
i
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(f
que, que coin ardor, e serxicos militaros lambem
esposara a revolucSo. Adoptada a forma do gover-
no constitucional om Portugal, e no Brazil, foi elle
sollo em cousequeiicia de julgar a Relajo da Baha
nullo n processo; e restituido a Pernambuco, c aos
bracos de sua honesta familia, e saudosos amigos,
conlinuou pacificamente no excrcicio do seu em-
prego. (2)
Mas mo o veremos acompanhar a confederarlo
do liquador, proclamada em Pernambuco no anuo
de 1824, e cojo espirito tambero se estendeu s pro-
vincias da Parahiba, Rio Grande do Norte, Cear, c
Maranhao.e lioha por fim aseparacjto.e confederarlo
das provincias do Norte du Brasil, e a escolha da
forma do seu goveruo por meio de um congresso ge-
ral de representantes de sua eloirilo, reunidos em
Pernambuco ; visto que havia sido dfcsolvida com
violencia, e ignominia assemble consliluinje do
Brasil no Rio de Janeiro, e se nao quera, o lera i a
reconhecer no Imperador competencia para dar (e
por consexuiule cassar, ou alterar sua vontade ia
constituido poltica do imperio. Eslava-so anula
milito no comeco da grande obra da independencia,
e liberdade do Brasil, que se devia cimenlar, c con-
cluir com honra, e seguranra, e os espirilos perma-
neciam nobremeule exaltados, e firmes na f polti-
ca de que s nac,ao pertence por meio de seos re-
presentantes legtimamente cloilos estatuir a sua
Constituirlo; dogma umversalmente preconisado.en-
sinado inccssantemeule.e ate jurado no Brasil. (3)Es-
Iremeu, e vergou o nosso poeta dissolucaoda Cons-
tiluiute, como elle mesmo o dizia ; mas em seguida
se Ihc antolhou de sorle o estado, e circumstaucias
do Brasil, que prudente, c til julgou passar por es-
sa que se dina usurpadlo, e ullraje soberana, e
honra nacional, e eslar-se pelo Projccln offerecido
Eco Imperador, e por elle mandado jurar como
onslituicao. Sobre este Projerlo prir.eiramenle,
conforme o Decreto de 12 de novembro de 1823, de-
vena trabalhar a nova Assemble Coiisliluiule ; mas
o Decreto do dia seguinte rosolveu, por melhor, ser
enviado s Cmaras Muucpaes para I lio fazerem as
observarles que Ibes parecessem justas, e a apre-
senlarcm aos respectivos Bepresentanles das Provin-
cias para dellas fazerem o conveniente uso, quando
reunidos em Assemble. que legtimamente repre-
senta a Nncao. Taes s.lo as palavras do menciona-
do Decreto yinas a final retirado ludoisso, pelo De-
creto de 11 de marco de IS2i foi mandado jurar co-
mo Conslituicao do Imperio, com o nico fenda-
! menlo de que rcpresiilacftcsdc la
_ .antas cmaras, que
riano de Almeida e Albuquerque, Tencnli Coronel se suppoz formar a maioridade do Povo Rrasiiciro,
de Artilharia de t. linha, cavalleiro do habito de assim o pediam. Mas a queui em Pernambuco ha-
Aviz, e Conimandante das armas Horneado para a via esquecido. que poucos mezes antes se havia pro-
Provincia do Piauhy; falecido. E o doi.tor Fran-
cisco de Paula Almeida e Albuqnerque, Commen-
dador da Ordem deChrisio, Juiz de Fora, Desem-
bargado!- da Relacjto de Pernambuco, Presidente
desla mesma Provincia, e actual Senador do Im-
perio.
Teve Manoel Caelaao de Almeida o Albuquerque
a felicdadc de ver loda esa elevaran, c beneme-
rencia de seus illlios, formases, e doces fruclos da
boa educaran nom que Ibes sorbe cultivar os espi-
rilos, e linhnr os coraroe*. llevo.lor de nao me-
nores desvelos.e sacrificio era elle a sen* pais.a cuja
sombra em Pernambuco estudou.e soubc latinidade,
fraiiceztiiBlcz, gemeometria, philosophia, potica, e
msica. Tocava soffriv*lmeiile viola, e rabeca.
Foi capiao do regimenlo miliciano da cidade do
Recifc denominado dos nobres, e succedeu a seu pai
na propriedade do ofiicio de cscrivao dos defuntos
o ausentes, capellas, e residuos, em cuja excrcicio
linha ajudante, e foisempre de cxemplar limpeza de
maos, de plena inlelligencia, e desempenho. Mas
lesapnarccia inleirameule o carcter do e scrivao, e
s nelle se presentava, o sobresahia o IrMcralo, e o
poela, a boinem de amena, c altracliva sociahilida-
de, eeonversarao jovial, mas sempre civil, e res--
peiloso; doles que ihe acarcaram as alienen,'., e a-
misade de todos os seus superiores, e de nuiilas per-
sonagens da Provine.
Apparnceu no da G de Mareo de 1811 na Cidade
do Recife a revoluc.oi pela qual foi proclamada a
inilepeudencia da Provincia, e o guvernn republi-
cano; revulueo que se esteudcu as Provincias da
Parahiba, e Rio Grande do Norte, e preludian no
Cear; e Manoel Caelano de Almeida e Albuquer-
que com enlhusiasmo, e lagrimas de alegra a ahra-
ram pelo Deflo o doulor Bernardo l.uiz Ferreira, e
se entregaran! as bandeiras republicanas aos regi-
nenlos no campo do palacio velho, em caja solem-
nidade orou eloqueotemenie o mesmo Deno com la-
grimas a vezes de satisfazlo, e prazer, e breve de-
pois o enlao Ouvidor da comarca de Olinda Anlonio
Carlas Ribcko de Audrnda Machado e Silva, fez
parle Manoel Caelano de Almeida Albuquerque sua
proclamarlo a alguns dos grupos do innumeravcl
povo, que all conenrrera, e asslia, e espalhoo ju-
biloso multas flores do Pind, cultura do seu enge-
nlio, liberdade. e seus beu. Alm de uniros pini-
tos fados, e pravas de dedicarao, e atierro, c de
clamado (i) que i perlenderem as cmaras prescrc-
ver leis aos que as devem fazer, isto he, aos Depu-
tados daConstiluinle, as instruc^oes que algumas
do Norte Ibes deram, e que autoridades incompe-
teuUs delinndo um artigo constitucional, attribui-
cao da Assemble geral conslituinte, eram absurdos
mu escandalosos, e crimes dignos do mais severo
castigo, a nao seren suggeridos pela ignorancia, on
produzidos por indignas alliciacocs'.' J pela des-
igulenle, e sorle contrariadas armas a opposir.ao, e
reluctancia de Pernambuco havia desapparecido, o
Projeclo eslava recebido, e jurado como definitiva
Consliluie.no poltica do Imperio, ca provincia in-
teiramente rendida i potestade imperial ; e enlao
vimos, por mais de urna vez, cahirem algumas lagri-
mas Manoel Caelano de Almeida e Albuquerque
sobre alguns dos assassinios jurdicos, e horrivel se-
de de sangue com que o poder Iriumphosu smenle
celebrou aquellejuramento,e siibmisiao da provin-
cia. Retiremos a idea deshv negras seenas por ex-
tremo dolorosas : nao cabe aqu discutir mais lon-
gamcnle a sna moraljdadc. (5)
Enfraquecido pelos anuos, acahou cbrisla'menlc a
vida Manuel Caelano de Almeida c Albuquerque nc
da 11 de Janeiro de 1834, c foi sepultado na Igraja
da Ordem Terceira de N. Scnbora do Carmo do Re-
cife. Humera de alma nobre, e iiulcpeudenle, nun-
ca se arraslou em humillara'-, esupplicas ao poder,
ou i opulencia. Delle cabe dzer. como outr'ora
Marmnulcl de Du Ryer :Tinha urna quaiidade
muito preciosa em todos os estadas, c mais essencial
dos liomens de ledras, a de saber ser pobre : quaii-
dade sem a qual nao ha nada solido, uem na firmeza
de espirito, nam na honcslidade dos costumes. A
estreila mediocridade em que viva nao o amargura-
va, nem o humilhava ; porque elle nao condeca
nern o orgulho queso irrita contra a m fortuna,
nem a vaidade que dclla se euveraonba.E quauto
ao seu citerior (se nisto se pode inlercssar a poslc-
rdado.) a sua estatura era ordinaria, cor alva, cabe-
ca grande, e escalvada, olhos de pardo claro, a voz
Traca, e caminhava um lauto inclinado para (liante.
Tiuba coordeirado para o prelo as suas poesas,
como o presenciamos, na maior parle sonetos, d-
cimas, eplbalainios, um dilhyrambo, hras, e pou-
cas odes ; mas tcndo-se-lhe furlado um maco dellas,
nao sabemos se por esta razan, ou por quel onlra uio
chegaram a sel* impressas. Compoz un anuo de
1813 nma tragedia em verso sollo, lomando
sua letra um seu enlremez em prosa intituladoA
jtutica da ilha dos lai/attos,que foi escripia ao
correr da penua, sem nenhum empenbo e esmero;
nao obstante o que he correcto e frisante, nao Ihe
faltam zumbaras e risos, Mas urna dassuas prodc-
eles mais antigs e lalvez a melhor, foi um ditiram-
bo, em dialogo do 1 e 2" lonor e coro, ao falecido
Mrquez de Inhambupe. quando Ouvidor em Per-
nambuco, e membro do goveruo interino em 1788.
A pessoa a quem emprestamos ha mais de trinta ali-
nea a copia que possuiames desse poema "("nao nos
lerahra quem foi) ficou-se com ella e lalvez nescia-
rneule a consumi ; e por maior infelidade nflo foi
possivelao poeta, que delle lambem perdou aco-
pia, recupera-lo da memoria. I.embram-nos toda-
va o principio e ruis dous versos adiante ; e sao
esles :
Sobre escarpada cuma da alia Meros
Carro voluvel girao Tigres feros,
Que o Filho de Semele ousado manda,
E da brava tutuca a forra abranda.
Trajandn emgala pollas marulosas,
O ar alniao Thyades ruidosas ;
E ao raulim clamuruso
Do Bando pampinoso
Deixam com susto as lapas onde moram
Implumcs Aves, que Mnenlas foram.
Evan Pean !.....*>>
Do co estelligero relmpagos sbitos
A' esfera terrfica despedem-sc lbricos.
Entendemos niio dever dsfnrc,ar, on omillir, que
lempo bouve em que Manoel Caelano de Almeida e
Albuquerque rcsvalou em nao poucos versos licen-
ciosos c mal percado bem coloridos e graciosos em
seu genero ; mas lambem declaramos, que elle se
restituio c reparou desse desvio consumindo a quan-
tus desses versos em seus ltimos annos pode lanc.ao
a mao ; desbarato que todava nao foi completo,
porque anda por ahi vogo alguns. A orarao uni-
versal do chrislianismo, dada eos amigos c conheci-
dos escripia de seu proprio punho, foi o ultimo per-
fumado hocejo desla Musa encanecida.
E neis, que mal traeanms estas linhas, nos quo fo-
mos sen amigo, collega no Foro e companheiro de
priflo na cadeia do Recifc em 1817, nos Ihe deve-
nios em boa parle o amor das letras, effeito das moi-
las observaees que em nossa adolescencia Ihe ou-
viamos, principalmente asmis bellas obras e pas-
sagens de Cames, Garri, Diniz e Joilo Franco
Brrelo dos qTiatstnuilo saba de cor,
Recebei, sombra saudosa, estas flores incultas da
nossa pura gralidao.
Heureux qui, jusqn' au temps du terme de sa vie
Des beauxarlsamoureili, peul cultiverleursfruits!
II bravo l'injusliee, il calme ses ennuis ;
II pardonneaux humains, i| ni de leur delire.
El de sa main mourante 1 tourhe cncor sa lyrc.
(I'ollaire.)
Antonio ioaquim de Mello.
ANACRENTICA.
Nao pode a rosada Aurora
Ao Da as portas abrir,
Em quanto Analia dormir,
Amalia minha Pastora.
I.isongeiro Rouxinol,
Que i imite a eutreteve Icrla,
. lloje mala tarde disperta.
Sabe boje mais larde o Sol.
Brandas, aligeras Aves
Nem se altrevem a cantar,
Com susto de a iucommodar
Com seus rcenlos suaves.
Em quanto Analia descanri,
Inda inesmn a Fon le pura,
QuecjilrA seixinhos murmura,
A leve crreme amansa.
De assusta-la lendo niela.
Por ver que em silencio morno
Brincam-lhe as Graras em Ionio,
Amar poe na bocea o dedo.
BranJos Zefiros ligeiros,
Nem a fragancia das flores,
S meus singclos Amores
Volteam sen travesseiro.
S meus suspiros, que exhala
Meu peilo nde existe a Bella,
A finitos vao ter com ella,
Importunos desparta-la.
Ja se crgue Analia, j vem
Com eslremada belleza
lioparlir Nalureza
As gracas, quo ella s lem.
ANACRENTICA.
Oh querh a vida
Passara quedo
Nesie esquecido
Manso Arvoredo 1
Singela Nise,
Que bellas dores
Aqu colheram
Nussos amores 1
Senlcs o aroma ?
Escuta as Aves.
Que alegre Fonte!
Sombras suaves!
Quem aqni salvo
Brinca amoroso
Pode applaudir-se
Que he venturoso.
Por //. J. de Mello.
Dita em casca rouca, .
Nozes...........
Figos do Algarve comadre .
Ameixas.........,
Presuntos,........,
Carne eusaccada ,......
Toucinbo............. o
COMMERCIO.
PRAVA DO RECIFE 18 DE SETEMBROAS3
HORAS DA TARDE.
Cotaees olllciaes.
Cambio sobre Londresa CO das, 27 1|4 d.
A.FANDEGA.
Rendimenro do dia 1 a 10.....1GI:I90J877
dem do dia 18........I.>:52b>i05
179:7178282
Oesearregam hoje 19 detetembro.
Uiate brasileiroIncmcicelgeneres do paiz.
CONSULADO GERAL.
Reudimenlo do dia 1 a 16
dem do dia 18
8:'!i6',07
1:2873218
fe73Sf655
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 1 a 10..... 538S2H9
dem do dia 18........ 089391
6008000
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Reudimenlo do dia 1 a 16.....10:960:02!
dem do dia 18........1:1:139927
12:1015951
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudimenlo do dia 1 a 10.....10:88087.1
dem do dia 18........1:1479835
alq. 950
u 440
a* 400
s 400
3M00
0 :to900
0 30900
a 35900
90
moio 1??150
15-000
i-rto
% 310
n 400
.38600
15050
500
19000
800
45000
45000
Dal(o e passado nesta cidade do Recite de Pernam-
buco os 10 deselembro de 1854./'awro Tertulia-
no da"('"n,u>> escrivSo subscrevi.Custodio Manoel
da ylca Cuimar'ies.
_ \ .,

DECLARACOES.
i2:028$.589
- o as-
multa poesa miuda a causa da revolucfto, distribuio sumpto do assassiniu do velho administrador do v iri-
die urna tarde a muilosdos estallantes de inslruceao culo do Monlrirn Francisco Camello Val
secundaria, como feslas que Ihes dava, j seguinte
quadra, escripia de seu punho:
Sem grande corte na Corte,
Nao se goza um bem geral;
Que o corle be/quem nos faz bem,
A Corle he quem nos faz mal.
Foi pronunciado na respectiva devassa pela Alea-
da x inda a Peruambnr e preso na Cade) do Reci-
fe, donde fui remetliile fcm oulros pira a ila Cidade
da Baha, cuja Relac/ii|praeva julgar a lodosos pro-
nunciados. Durante afunga crie de privaroes, de
padecimoolos, e terrores inseparaveis de um reo de
lesa Magestade, em mortfera cadea de provincia
cslranha enterrada qualro annos, segundo a legisla-
Cao, c eslj lo barbaros daquelles lempos, quem ja-
mis ouvio lalismar-se a Manoel Caelano le Almei-
da e Albuquerque'.' Renegar, e escurecrr sua ar-
deole, e festival adherencia revolurao'.' Ou pelo
contrario, alardea-la? Philosopbicalirmc/.i. e calma
o assinalaram; uem jamis se lhemurchoude lodo a
ndole jovial. Entre os numerosos coi sortcs do
quatrienniode priz3o leve elle o sen filho o capiao
Antonio Jos Victoriano de Almeida e Albuquer-
SONETO.
V
y
Costa Rebollo, e natural desla Cidade, por lhos ha ver
dolado qn.tndo casou com sna filha 1). Luzia Cala-
nho, feitos na pra?a da Babia, e na capitana de
Pernambuco por esparo de ciucoenta e tree annos,
tres mezes, e vinle e dous dian eflertivos, desde o I-
de agos! de 638 ate 9 de Main de 692, em que fale-
ceo, desoldado, sargento, alteres vivo, e reformado,
ajudante supra, edo numero, rapi.o vivo e refor-
mado ; e no decurso desle lempo se embarcar na
armada, que no anno de 639 parti da Bihia i res-
taurarlo ce Pernambuco, cneila se achar as qualro
batalhas olivaos, que teve com a do intmiso Hollan-
dez ; ecerrotando-se com om grande temporal nos
baixosdeS Roque, marchar para a Babia, oceu-
pandoa eiimpaiiha, que o i ni migo oernpava, pele-
jando-se com elle cinco vezes, malando-lhe muilns
saldados, capiles e pessoas de cunta, em que proce-
den com -valor ; o de quarenta c um na investida
que se deo aos llolandezesno Ciirr.il da Rocha, em
que se Ihe mataram cento e d;z homens; o de qua-
renta e cinco no choque da estancia de Joan de
Mondonga junto forra du Afogados ; no rompi-
menlo da liba de Ilamarac', c da fortaleza de Na-
arclli : no asaallo das salinas rm que se mataram
xinle Hollandezes visla do seu socorro ; no desa-
ljanos do duas casas fortes, que linliam na praia
de Olinda, e entrada do sen forte ; as emboscadas
da Paraibi em quarenta e seis, donde se mataram
i incenla Flaraengos, e ot Indios, trazando mil e
duzontas cabe<;as de gado ; na entrada da Parahiba
queimandn-se urna lancha coin haslimcnios, qu hia
de soccorrn io inimigo, queimando-se-lbe, e destro-
cando-se-lhc oaquella campanha ludo o que Ihe
poda ser til, com monede alguns F'amengos, e
indios ; ern quarenta e oilo na hatalba dos Garara-
pes procolemlo nella com vlor, e da mesma orle
na segunda que se leve no irissmo silio ; ?m 050 no
reudimenlo da forja nova du casa Ha Aseca ; em
cincoenla e qualro no romui(ienlo da forrado Reg.
e na das Cinco-ponas, fazerdo-o pedir quarlel. o
retirar-Mi ; ltimamente na restauracao do Recife,
e mais pracas ale de lodo se desalojado o inimiga
dellas; v pelobom cun que se houve *e Ihe darm
dous escudos de vanlagem : em satisfago de ludo,
c do mais que por parle do dito Joaqun) de Almei-
da se represenluu: Ha n M. por bem (izer
mere* no dito Joaqun) do Almeida ( alcni de
nutras) depromera de nflicin de al quarenta
mil res para urna de suas filbas. lie que Ihe
foi passado Alvaro de lembranra, o qu; I foi feilo a
17 de fcereiro de 1699. E pr sa pedir desle as-
senlo esla certidao a passei. na qual nao arho posta
verba porque conste tenlia havido effeito a merco da
promessa de ofiicio nelle cuniouda ate o prsenle.
Lisboa 21 defevereiro de 1758. E pg. 380 rs.
Franclsto Paulo Nogucira de Audrada. E anda
na parentclla de Mannel Caelano .le Almeida e Al-
buqiierque se conla o Alferes Antonio d( Lemos Bi-
laurourl. natural de Pernambuco, com a sobrinha
iloquil Calliarina Gomes i e Figueiredu fui casado
Miguel Correa (ornes; do qual Anlonio de Lemos
Btanconrt, que aaailio as duas batalhas dos Garara-
pes, lambem nao fazem meurao os Historiadores; e
felizesnos julgainus de dar nesta occasiao vida o
eu Hlutre rime, e inclu lo em nossos tastos. Cons-
ta e referido doj?adr3o regio de 8 de novembro ue
1701 de 289 de ien;a a Miguel Carrea Gomes por
cania dos 40 com que foi deferido, c nelle, depois
de se niencionarem alguns serviros de Miguel Correa
Gomes, so le o seguinte : o pertencer-lhe por sen-
lenea do julio das juslificaroes a accao dus servas
que Antonio de Lemos Bit.incourl, filho de Andr
Gomei, de Paiva, e natural (lo Recife, obrou na mes-
ma capitana, por estar casado com sua sobrinha
Calhaiiiu Gomes, |K>r parp de 11 anuos, nove me-
zes e um da, de 17 de Agotito de 0i5 al 8 de main
de 057, em prac> de sargento reformado, e alferes
du infantaria, arhando-se nnililo lempo no sitio que
se poz ao Hnllandez nbKin de San Enincisco, el
que se Ihe fez grande daino; na emboicada que se
fez nacaplania da Parahiba, malando-se o inini-
so a maior parte da gente do Rio Glande, onde foi retirar della alaam galo
para'ansenlo da Infamara ; no Iraball o que houve
no fazer de urna forra na c, sa de A'seca visla do
inimigo; as duas balallias que se dera n no oiteiio
dos Guararapcs nnsaunns de 018, e649 e no r oc-
rnpar o poslo da Paraiba, fazendo no dito dilriclo
retirar muin farinha para sustento d ;VltaUI, e al-
gumas emboscadas; no encontr que se leve quando
o inimigo sabio do forl dos Afogados ; aitio, e reu-
dimenlo da forca do Reao, rendimenlo da casa de
Aaseeii, fortes da Barreta. Huraco de Sanligo, e A-
fegadt*. o em oulros encon ros, e oceasijes de pele-
jal, qoe se oHerecertra, havendo-se em ludo eom sa-
H'farii, e l>om procedimenlo. Estes documentas
originis nos foram coromtmicados pelo Sr. Frane s-
co iniaj d> Almeida Calinho, .
Camello Valca^ar, am-
pliando e disfarcaudo a verdade histrica com verso
semelliaiica&poclicas, uoines e local suppostos, no
ntuilo de difllrullar a Iransparencia do verdadeiro
faclo. Por vezes antes do anno de 1817 recitou elle
ao cscriptor desle artigo algumas seenas dessa trage-
dia, qne parecern! ptimas; mas como era tao r-
cenle, e eslrondoso o infausto successo, fugindo a
immizade*. edissahorou, anoiqailau!i snnnn, apri:
elle a proridade, n meo >- cin lempo, entre os poe-'
las trgicos Brasileos. Temos em nosso poder c de.
(2) Veja-se a inleressante historia tan revolurao
pelo Rvm. Sr. Dr. Francisco MiinizTavares.
(3)Jurou-sc em todo o Brasil,comerandn pelo Prin-
cipe Regente, observar as Bases da Con-lilueo Por-
tugueza, das quaes o artigo 21 diz o seguinte : S-
menle Naeo pertence fazer a sua Constituirao, uu
lei fundamental, por meio de seus representantes
legtimamente eleilos. E depois no dia 17 de ou-
tubro de IS> na igreja matriz de Santo Antonio da
Cidade do Recifc se preslou gcralmenle este oulro
juramento: Nos juramos perante lieos, seus sacerdo-
tes, c altares adhesilo a causa geral do Brasil, c seu
systema actual dchaixo dea auspicios do senhor D.
Pedro, Principo Rcgenlc Couslilucional e defensor
perpetuo do Brasil, a quem obedecemos ; e assim
juramos reconhecer e obedecer is Corles Brasilianas
Coiistituinles, e legislativas, c defeuder a nossa pa-
tria, liberdade. e direitos ate vencer ou morrer.
(4) Proclamarlo imperial sem dala, mas do anno
de 1823, na colleccao das leis impressa no Ouro Pre-
lo, e que comer : .Vao potreas reres ros tenho feilo
patente a minha alma, ele.
(5) O Brigadcro Francisco de Lima e Silva com
a Brigada expedicionaria do Rio de Janeiro desem-
barcan na Barra grande, onde se haviao fortificado
as tropas dissideutes de Pernambuco, s quaes un
do, marcharan sobre a Cidade do Recifc. fazendo a
vangerarda a tropa Pernambucana. Em sua mar
clin espalhava o Brigadcro urna proclamarlo im-
pressa, na qual di/..i : Malvados, Iremei, a espa-
da da jiisliea esl por dias a decepar-vos a caliera ;
rendei-vos, ou alias estas bravas tropas, que eu cam-
inando, entraran como se fosse por um paiz inimigo,
pois mais inimigns que revolucionarios nao podem
ha ver. Nao esperis mais benevolencia, umodn da vos
julgamenlo nao admille appello, urna cominssao
militardaqual eusou presidente he quo vos ha de fazer
o processo, c mandar-vos punir.Elle vinha muni-
do com a Provisn do Bispo ilo Rio de Janeiro I).
Jos Caelano da Silva Coulinho de 31 de Julho de
1842, pela qual como Bispo mais antigo, e v i-inho,
vislo seacharem vagas as ses d.i Rahia. e Pernambu-
co, delegavas seus poderes ao Padre Jo3 Camello,
um dos capcllaes da Brigada, e no seo impedimen-
to aos seus collegas os Padres Pedro Antonio do Mo-
raes, e Joao Jaques para o acto da degradacaocan-
nica dos Ecclesiaslicos de ordens sacras, que houves-
sem de solfrer a pena de sangue pelo crime de re-
halliao, e de lesa mageslade. Entrado na Cidade
do Recife este exerrio (nao sem opposirao) no \?>
de Dezcmbro de 182 preslou-e na mesma Cidade
juramento de ter. e observar o Projecto como Con-ti-
turao definitiva do Imperio. Ncste mesmo mez se
abri a commissaD militar, que levou ao patbulo a
Fre Joaquim do Amor Divino Caneca, Lente de Gen-
ntsfria, no dia 13 Souza F'onles em 20, Antonio Macario em 3 de Fe-
vereiro, o Majar Agostinhu Bezcrra, crilo, em 19
do Marco, Anlonio do Monte, o Teneule Nicolao
Marlins Pcrcira, c James Heidc Rodgers em 12 de
Abril; e Francisco Antonio Fragoso em 19 de Maio ;
0 j nn Rio de Janeiro tinbao enforcado nn dia 15
de Marro de 1821 o Pernamhucauo Commandanle
da Escuna, que foi bloquear os Imperialistas na
Barra grande. Joaquim da Silva l.oureiro, o pillo
dclla Joao MUrovick, e Joo Gullierme Ratrliu",
ambos porluqiiezcs, c esle ultimo homem de letras,
encarregado de commisscs do governo de Perman-
buco, embarcado na mesma Escuna, que foi apri-
sionada pela esquailra imperial. A mesma commis-
s.-i'i militar lambem condennou a moric, c banio,
e alxarao-se editaes para que qualquer pessoa os
podesse malar impneinenlc, conforme a legislarlo,
os seguinles ausentes: Manoel de Carvalhos Paes de
Audrade, Jos de Barros Falcaa de Laccrda, Jos Anlo-
nio Ferreira, Dr. Jos da Nalividadc Saldanha, Jos
F'rancisco Vasde de Pinho Carapelia, Antonio de Al-
buquerque Montenegro, Tenenle Mcndanba, F'ran-
cisco la'ile, Jos tiiimes do Reg Cazumb, e Emi-
liano l'ilippe Benicio Mondruru. Na Provincia to
Cear oulra commissao mililar pelo mesmo motivo
lambem enfnrcou ao Padre Goncalo Ignacio de Loo-
la, Joao de Anlrade Pessoa. l.uiz Ignacio, Fran-
cisco Miguel Percira Ibiapina, e Feliciano Jos da
Silva ; e tundo mais ronde/nuado morte o Coro-
nel Antonio Bezerra de Menezcs, Fre Alcxandrc,
e um (inicial de nomo Jos de tal, pardo, e os re-
emnmendado cleoyncia imperial, esles Ircs pas-
saram a ser scnlonciados pela Rclaco a degredo.
Das circumstancias es|>anlosas que acompanharam
as condoinnaijoes, c exocojles referidas em Pernam-
buco, limilamo-nos a referir, que condemnado o
majar Agoslnho Bezcrra morte pela commissao
mililar, sabreslcvo esta na execaco, o o recom-
mendou clemencia do Imperador, em alinelo
ao relevante serviro de ter concurrida em mxima
parte para Cenar o molim com que algumas pessoas
do povo na cidade do Recife saldrn) urna manhaa
a prender, maltratar e mesmo malar individuos,
queolhavam como damuosos inimgos polticos, m-
xime Porluguezrs, em vindicta da malanea nSo me-
nos brutal, e estpida feila por gente do hloqueio
imperial i guarnicao pecilica da bats do registo do
porto na note antecedente. Levado o negocio ao
Conselho de Estado foi ete de parecer unnime
qu fosse perdoada a pena de morte ; mas quem po-
da nao esleve por islo, e o probo e honrada Agos-
tinho Bozerra foi enforcado. (I cscriptor deste ar-
tigo leu em 1831 ra Cmara dos Depulados, de que
era membro, a acta original dessa Sessn do Conse-
1 Iho de Eslado no livrn respeelivo
A um amigo ausente, estabelecido em Lisboa, que
deixou ae Ihe escreter.
J n3o falta ninguem : ao cravo .Urina
Os alumnos congrega, a voz soltando:
Marra Iravessa, as cartas baralhando,
Lugar no jogo a cada um deslina.
Qual trincha aorober ; qual a ouvir se inclina
l.eda gazeta. que o Lodrino liando
iVii por perdida mu n imperio, o mando
quer seguir de Venus peregrina.
Tu em lano, Milai, a ludo aliente,
Gozando tal prazer. sorle lao grata.
Como louge me leus do pensamenlo \
Sabe, pois, que eu na vida obscura, e abstraa
Mais que lu me dvirto, e inc contento
Vendo" um gato brincar c'uma barata.
PAUTA
dos preros corrcnles ilo assurar, algodn, e mais
gneros do paiz, guc se despachan na mesa do
consulado de l'crnambuco, na semana de 18 a
23 deselembro de 1854.
Assucar emcaixasbranco I. quaiidade
o a b 2."
i> mase.........
bar. e sac. branca.......
n o mascavado.....
o refinado ...........
Algodao em pluma de 1." quaiidade
. n 2."
a n 3."
em Espirito de Agurdente carneo. agurdenle cachara .
a Genebra . de caima resillada .
Licor , .......
urna
um
a

i)
cenlo
A s se/ihoras Dclflna e Custodia, que em dous sat-
baUos foram noile cantar, e tocar de fra da
cadeia na Baha aos presos de Pernambuco pela
recolucio de 1817.
QUADRINHAS.
Os Anjos nao cnnlam sos,
E quando Delfina caula
Alijo Custodio me encanta,
Teudo compaixao de nos.
Falle primeiro em Delfina
Como visila de fra,
Mas coulo meu pasmo agora
S por Custodia divina.
Niio s com voz que admira
A' outra primeira iguala,,
Mas nos consola, e regala
Tirando almos sons da Ivra.
He nosso prazer nolnro,
Se a voz de Custodia admira,
Quando em cada artigo lira
Mil Almas do Purgatorio.
Passos nsdias como um reo,
E por bulla -.'Hialina
Levam Custodia, c Delfina
Tuda n nuite para o eco.
Quem se qucixa de estar preso,
Tem mis queixuuies mentira;
Que a uuvir c, nunca ouvira
Juntos Leo, e Pergolczo.
Eu c por inim franco fallo,
E no que allirmo lulo erro.
Que alfronlo ferro, e desterro,
Tcndo noile um tal regalo.
Em Delfina um Serafn)
Esculo, se noile canta : .
Oulro em Custodia me'encanta :
l'cliz son, se sao par miin !
"Ueni- -------
Aos annos de D. Candida Luisa de Castro, freir
do Mosteiro ae Santa Clara do desterro da Ba-
ha, bem/cilora dos presos sobreditos de Pernam-
buoo, e a quem mnitos dellcs, e o mesmo Manael
Caelano de Almeida c Albuquerque fizeram ou-
lros inuilos tersos em agradeciment.
Mole de outrem.
De Lilia os minos formosos.
GLOSA.
Ccgo menina Iravesso,
De agudas sella-armado,
hai vi pelas maos levado
Das tiraras que bem conheeo.
A osla srena estremezo,
Prcveiulo estrago dolosos.
l'ergunlei: Anjos mimosos,
Anude o queris levar 7
Vamos(dizcm) festejar
De Lilia os annos formosos.
SONETO.
(Is Meninos da escola qunta-fera,
K domingo na ra se ajuiitavan;
E u'um forte de rea suhlimavam
Pavlhao de gentil palha de esleir.
F'iiigindu-lhc ao redor cava, c Iriiicheira,
i'aquari, romo peras, Ihe montavan;
E em bexiga de boj tambor loravam,
Gastando ueste brinco a larde inleira.
I'ni sendo capitn, oulro sargento.
Canudo de maman sobra o (ronibcla;
E noile a ps desfaz-jc o novo invento.
Asim gente com barba, e que he patela,
N'um feriado gis.i sobre o vento
A pueril Repblica de peta.
Orae(7o universal do Chrislianismo.
ai-me, Dos, Fe, Esperanca,
Ciridadc, e humildade ;
as penas ronformidade ;
Conlricsao, perseveranfa.
Se tanto meu rogo alcaura,
E aa vossa graea exislo:
O que supplico, alm dislo,
lie para os lilhos de Adao
Graca cual; pois lodos sao
Meus iimns om Jess t'.lu i do,
caada
. botija
. canada
..............garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
em casca...........
Azeite de mamona........canada
o mendobim c de coco s
o de peixc........
Cacau............... (3)
Aves araras '......
papagaius......
Bolachas...........
Biscoilos ...........
Caf bom...........
o rcstollio.........
corr casia........
- muido..........
Carue secca.........
Cocos com casca.......
Charutos bous........
ordinarios........
regala e primor ....
Cera do cariiaulia.........
em velas...........
Cobre uovo mao d'obra...... <&
Couros de boi salgados.......
expixados.........
verdes...........
de onea........... >
a cabra corlidos.....
Doce de calda........... '
I l goiaba..........
i secco..........% t >.-
jalea ......
Eslna nacional........
a eslrangeira, mao d'obra
Espanadorcs grandes.....
pcqueuos.....
Farinlia de mandioca ,
milho.......
ararula.....,
Feij.'io.............
Fumo bom..........
u ordinario........
em fulha bom.....
ordinario. .
ii restolho .
Ipccacuanha ........
Goinma...........,
(jengibre...........
Lenha de achas grandes .
pequeas.....
m lrus.......
Pranchas de amarello de 2 costados urna
lomo......... i)
Costado de amarello de 35 a 40 p. do
c. e 2 )i a 3 de I.....
de dito usuaes....... n
Cosladnho de dito........
Snalho de dito...........
Ferro de dito...........
Gustado de louro -........
l.o-la linho de dito........
Soalbo de dito...........
Forro de dito...........
n n cedro........... ii
Toros de talajuba.........quintal
Varas de parreira.........(luzia
aguilhadas........ n
n ii quiris..........
Em obras rodas de sicupira para c. par
25'0'J
23300
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IO9OOO
I29OOO
79000
Banba de porro .
Pimenla deGoa. .
Sal grosso a bordo.......moio 19150 1?200
Dilo redondo idom....... 19000 19100
Dilo trigueiro grosso idem ... I9I50 19200
Cera branca por baldearlo. % 310 345
Dita em vellas idem....... 400
Axcile.............aim. 49300 49W0
Agurdenle encascada 30 eraos, p. 2009000
Viudo muscalel de Sclubal. raix. 8000 89OO
\ inho lints marcaF.S, a bordo, pipa 849000
Ditoditodito, idem......anc. 889000
Dilo dito marca B. e F., idem. pipa 858000
Dito dito dilo, idem......anc. 889000
Dilo dilo T. P. e Filhos, idem. pipa 818000
Dilo dilo dito, idem......anc. 888000
Dilo branco marra F. S., idem. pipa 868000
Dito dilo dilo, idem......anc. 909000
Dito dito marca B. e F., idem pipa 859000
Dilo dito dito idem.......anc. 909000
Dito dito marca P. G., idem. pipa 90-9000
Dito dilo dito, idem. ..... anc. 949000
Dito marca T. P. e Filhos, idem. pipa 849000
Dilo dito, idem.........anc. 889300
Vinagre linio marca F. S. idem. pipa 389000
Dilo marca B. e I'., idem pipa 369000
Dito marca P. G.. idem .... pipa '449000
Dilodito marca T P. e F., idem pipa 369000
Dito branco F. S., idem. pipa 40g000
Dilo dilo marca B. F.,idem pipa36C00O
Dilo dito marca P. G., idem. pipa 349000
Dito dito dito T. P. e F. idem. pipa 389000
EM BARCA CO'ES ENTRADAS.
Agosto 21 da Babia, barca brasileira llenri-
quela, capitn J. Vieira.
dem 22 de Pernambuco brigue portuguez
Amelia I, capiao J. A. S. Melao.
dem 27 do Maranhao em 00 das patacho
portuguez Liberdade. capitao M.A. de A guiar.
SotcmhroS do Rio em 23 dias, da Babia em 18,
de Pernambuco em 16, vapor inglez Bahtana.
SAHIIIAS.
Agosto 14 Para Pernambuco, Baha c Rio co-
mo paquele, vapor inglez Secern, capiao P. Ilast.
dem 10 para Pernambuco, barca porlugueza
Mana Jos capitao I. F.
dem 17 para o Rio, galera porlugueza Ada-
maslor, capitao M F. de Souza.
dem 19 para o Para, patacho portuguez Cau-
tela, capiao J. F. Valenra.
dem 23 para o Rio", patacho porlngucz D. Pe-
dro r, capitao I. F. Rosa.
dem 24para a Baha, brigue francez .^h nin, capitao I. Morriceau.
dem 29para o Rio de Janeiro, com gneros,
brigue brasileiro Mendonra Julia, capiao M. H.dc
Almeida.
Idem :l paro a Madeira e Brasil, va por inglez
Lun tanta:
dem 31 para o Rio de Janeiro e Rio da Prala,
barca brasileira Flor de Olkeira, capiao J. O.
Leile.
Selembro 1 para o Rio de Janeiro c Goa barca
porluhucza Flor do Panqu, capitn X. A. Ro-
drigues.
dem idem "barca brasileira Firmeza, capiao
Ti F, Leile.
A' CARGA.
I ara o Rio barca porlugueza fuslaqaia.
dem barca brasileira Sorle.
dem galera brasileira Theodora.
dem barca brasileira Firmeza.
dem barca brasileira Flor de Olkeira*
Para Pernambuco brigue portuguez Laia.
1 ara Goa, com escala pelo Rio, barca portugue/.a
Flor de Panqu.
Para o Riobarca porlugueza Paquele Saudade.
Idem brigue hnllandez Elisabelh Joanna.
dem patacho portuguez Mnria.
dem barca porlugueza Viajante.
Para a Bahia brigue purlugucz Emilia Jaita.
Para Pernambueobrigue portugus Tarujo 111.
Para o Para patacho Tarujo II.
Para o Rio brigue portuguez Omi/um.
dem barca norueguense Urania.
demgalera brasileira Theodora.
Para a Babia barca porlugueza Cniao.
Para o Rio barca porlugueza Ribeiro.
> apor portuguez D, Marta II, levou para a Madei-
ra, San Vicente, Pernambuco, Babia o Rio de
Janeiro, 53 pipas, 308 barris e 3 caixas, endeudo
3,000 almudes de vinho, 32 pipas, 29 barris com
1,130 almudes de vinagre. 1 caixa coin papel de
msica, pesando 144 arralis, 1 dita com imagens
de madeira, pesando 10 arralis, 36 pacotes com
144arobasdefio de linho, 1 caixa com 40 arralis
de retroz, 2 ditas com 140 marcos de prala em
obra, 3 ditas com 18 arrobas do drogas'. 107 vo-
lumes com 327 arrobas do amemloa. 2 caixas com
3 arrobas de loura de barro, 2 caixas com pannos
c arcos para peneiras. pesando 5 arrobas, 719
caixa com cebollas, pesando 1,526 arrobas, ^bar-
ris e 12 caixas com 2,263 arralis de dore, 570
volumes com 1860 arrobas de balalas, 121 volumen,
contendo 361 arrobas de fructa verde, 0 caitas e
2 pacoles com livros, 72 barris com 288 arrobas
de chumbo de muuieao, 23 caixas com 23 arrobas
"muTi iair'MmftST1 <& feJBg ^.
arrobas e Oarraleis de cera, 4 volumes de diver-
sas fazendas. 2 ditos com rap, 1 barril com 54
arralis de carne, 10 barricas com 2.220 arralis
de assucar chrislalisado, 1 caixa com 60 arralis de
ranella e de reexportarn 1 barrica com drogas,
1 pipa e 50 barris com 305 almudes e 9 caadas
de azeile.
CORREIO GERAL.
k ii malas que leeo de ser conduzidas pelo vapor
p>Maria II para os portas da Babia e Rio de Janei-
ro, sctfo" fechadas hoje (I9)as8 horas da manhaa.
Ail'rca Flor da Mata, recebe a mala para o
Porto no d9 20iao meio dia.
Em observancia do ofiicio du Exm. Sr. presi-
denle da proviiuV 00 2 do correle mez, achar-se-
ho reunidos no qS?r'e' ao commando superior da
guarda nacional desteVmin>cipio, o* Srs. professores
quo lecm de proceder mpspeccao de saode de al-
guns olciaes avulsos da gualda nacional desle mu-
nicipio c dos de Olinda e Ignihs"i 1ue requereram
reforma, cuja inspeceao (era lugK nos dias 21, 22,
28 e 29 do amianta mez.
Os fnteressados comparecam nos ind'ltt 9 horas da manhaa para tal fim.
Quarlel do commando superior'interino lude se-
lembro de 1854. O secretario,
Firmino Jote d'Oliceira.
Pola subdelegada de Sanio Anlonio foi appre- i?.irumero dos assignantes nao corresponde aadespe-
hendido em mao de um pardo, por suspetts de ser "
Prccisa-se taar com o Sr. Manoel de Souza,
da freguezia de EMDcdo em Portugal, a negocio da
sea interesse ; *a Iravessa do arsenal de guerra
n. 11.
Pryjaa-te de um feilor para om litio perlo da
praja, on mesmo prelo velho escravo ; quem eslivaca>
nesta rircumslaacia, dirija-se ra do Rangel n. 77,
primeiro andar.
Xisto Vieira Coelbo embarca para o Ro de
Janeiro o seu escravo crioulo, por nome Joaquim.
D-se 2OO9OOO rs. a juros eom penhores de ou-
ro : ni ra estreila do Rosariv n. 7, se dir quem d.
Predsa-se alugar urna ama que saiba bem eo-
zinhar e engommnr, para casa de pouca familia: a
tratar na ra da Cadeia do Recife, loja de ferragtns
d. 56 A.
Dinheiro a premio
Coalinl-se a dar pequeas qnanlias I prsroio so-
bre penhores : na rna do Hospicio n. 47, ou na ra
do Queimado, loja de ourives n. 26.
Offerece-se um moc,o para feilor de engenho,
ou alguma fazenda : quem o pretender, dirija-se
ra das Cruzes, taberna da porta larga.
Manoel Dias da Coila, subdito portuguez, re-
lira-se para Portugal.
Instado pelos meus amigos, para publicar o
Apostlo do Sorle, e nao sendo j possivel, porque
furtado, um palito novo : quem fr seu dono, appa-
reca, que justificando, Ihe ser entregue.
Pela mesa do consulado provincial se noun-
cia, que o Irimesle nddicional doexercido de 1853 a
1854, espira no ultimo do correle, recolheodo-se
respectiva Ihesouraria nessa poca todos os livros
perico cenes a semelhaule exercicio, para seren ex-
eculados os conlribuintes : assim pois avisa-se a
lodos que dcixaram de pagar decimas e oulros im-
posto*, que concorram a pagar seus dbitos al o dia
ultimo do mez cima mencionado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos se-
nhores accionistas do Banco de Pernam-
buco a reasarem do 1. a 15 de outubro
do corrente anno, mais 50 0(0 sobre o
numero das acriies (ue Ihes foram distri-
buidas, para levar a ell'eitoo complemen-
to do capital do Banco, de dous mil con-
tos daris, conforme a resolurao tomada
pela assemble jenal dos accionistas de2(i
de selemljro do anno prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de> agosto de
185 i-.O secretario do conselho de direc-
caoJ. J. deM. llego.

AVISOS martimos.
MOVIMENTO DO PORTO.
yacios entrados no dia 17.
AssII dias, hialo brasileiro Parahibano, de 37
toneladas, meslrc Jos Joaquim Duarte, equpa-
gem6, carga sal. coaros c palha ; a Caelano Cy-
riacn da Cosa Moreira.
Rio de Janeiro25 dias, escuna brasileira Veremos,
de 101 toneladas, capito Joaquim Jos Alves,
equipagem 9, carca vinho e laslro ; a Jos Bap-
lista da Fonseca Jnior. Passauciros, Joilo Mara
de Moracs Navarro, Antonia Jos da Silveira.
Nados sabidos no mesmo dia.
.jfwrjfjQ I NanlesBrigue francez Dardancllos, capitao Ma-
Ceara' Maranhao e Para'
com destino aos portas cima
deve seguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
vo e mui veeiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga c passageiros trata-se com s con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Real companhia de paquetes nglezes a
vapor.
No dia 20
desle mez es-
perare do sul
o vapor .Se-
car) tom-
n 111 d ti 11
Ilasl, o qual
dejioi da de-
mora do cost-
me seguir pa-
ra a Europa : para passageiros, trata-se com os a-
eenles Adamson llowie & Companhia, na ra do
Trapiche Novo n. 42.
BAHA.
Segu na presente semana para a
Babia a sumaca Rosario de Marta, anda
pode receber alguma carga, a tratar com
os consignatarios Novaes & C, ra do
Trapiche n. 9V.
Para Buenos-Avrcs por Montevideo, segu
neslcs das barca porlugueza aAmazoiins, a qual
offerece excelleules.commo los e bom Iralamento pa-
ra passageiros : os prelcndenles dirijam-se a tratar
com Amorim Irmos, na ra da Cruz n. 3, ou com o
capitao a bordo.
Para' o Rio de Janeiro sahe at o
dia 25 do corrente o brigue Sagitario
de primeira classe, o fpiartemjn' a maior
parte de seu carregairsento, para o res-
tante, passageiros e escravos trata-se com
Manoel Franfsrn da Silva Carneo: na
rnu uu uonegio n. Ir, scyuuvw.------i, -
com o capito a bordo.
Ceara' eAcarac-
Segu em poucos dias o patacho Sania Cruz ; re-
cebe carga c passageiros: Irala-se rom Caelano Cy-
riacoda C. M., ao lado do Corpo.Santo, loja 11.25.
PARA O RIO DE JAMURO.
Espcra-sc por estes dias dn Ass o brigue nacio-
nal Calliarina Bella, capitao Manoel da Agona Lo-
pes, o qual segu no mesma dia para o Rio de Ja-
neiro, e recebe nicamente escravos a frele, para o
que he necessarq enlender-se com Bleecdencia com
o consignatario Manoel Alves Cuerra Jnior, na ra
do Trapiche n. 14.
Para o Ass ou Rio Grande do Norle, barrara
Aclica, para carga ou passageiros trala-se na ra do
Vigarlo n. 5.
Para o Acarac, e Granja',
sabe cm poucos dias a barca;:) Feliz Ventura, por
ja ler a maior parle da sua carga prompln ; para o
resto dirija-se a ra do Vigario n. 5.
zas, sahe o Brasileiro em peqoeno formato, a llfOO
rs. poVserie de 25 nmeros. Dignem-se 01 Srs. as-
siunanleVdo Apostlo do Sorte, assim como as pes-
soas a quemJor remetlido o Brasileiro de acetla-lo,
sendo a referiaquanlia paga na recepcao dos pri-
meiros numerosVista do recibo assignado pelo re-
dactor. Veiider-se-lhV. avolso a 40 rs., e nos lugares
seguiobM : no baiiroflfl S. Fr. redro Goncalves,
ra da Cadeia, loja de cambio n. 24, do Sr. Jos Cas-
iano Vieira da Silva ; na ra das Crazes n. 14, loja
de calcado do Sr. Anselmo JoseS^oarte Sedrim; oa
roa do Pilar n. 113, no segundo vpdar da casa do
Sr. Vicente Alexandrino Ferreira? Soaza ; no
hairro de Sanio Antonio', ra das Agul-Verdes n.
48, no segundo.audar da lypographia republicana
federativa universal; na rna Direila, loja o.~$9t do
Sr. lenlo Antones de Oliveira Liberal ; na ruido
Livramento 11. 22, casa do Sr. Francisco Anlonio das>
Chagas ; na ra do Queimado, loja n. 47, dos Srs. '
Gouvea & Leile ; loja n. 29 do Sr. Jos Moreira
Lopes ; 110 paleo do Colleglo, loja n. 6, do Sr. Jlo
da Costa Honrado ; na ra estreila do Rosario, bo-
tica n. 23, doSr. Anlonio Jos da Cunha; 00 paleo
do Terco, loja n. 19,' do Sr. Domingos de Azeredo
Coulinho ; na roa Nova n. 47, loja do Sr. Jos
Francisco Carneiro ; no bairrq, da Boa-Vista, loja
n. (0, do Sr. Manoel Goncalves de Albuquerque Sil-
va ; na prae,a da Boa-Vista, botica n. 24, do sr. Ma-
noel Elias de Monra ; nos Afogsdos, ra Direita, ta-
berna do Sr. J,pao Jos de Albuquerque.
Contina a estar fgida desde o dia 2 de juoho
prximo passado, a escrava, parda, seaboelada, de
nome Mathildes, com os signaes seguinte* : cor bs-
tante vermelha, cabellos nrelos e corridos, nariz
grande, bastante feia de cara, umhigo grande, que
passando-se a mSo pela barriga perfoilaroenlo se co-
ndece, com falla de denles na frente ; detcoofla-se
que esleja a lilulq de forra, lavando roupa pelos ar-
ralialdes desla cidade, ou acoulada em alguma casa
com o mesmo titulo, pois he eogemmadera, e al-
guem talvez pouco escrupuloso esleja desfrpclando
seus servidos : por sso que se previne a quem mali-
ciosamcnle a liver occullo de a mandar entregar na
ra Imneri.il n. 31, a sen senhor Msnoel Jjtaquim
Ferreira Esteves, do contrario vindo a seuiconbeci-
menlo o lugar em que a mesma escrava se ach oc-
f lilla, se protesta ir sobre qoemassim lenha obrado
com lodo o risor da lei. cobrando dias desanden, e o
mais que a mesma lei perraillir.
O conselheiro Antonio de Menexes Vaseoncel-
los de Urummund nao pudendo, em razio dos pou-
cos dias que esleve nesla cidade, ir pfssoalmente
agradecer a todas as pessoas qu se dignarim pres-
lar-lhe tantas linezas, e os mais itlicos e valiosos
testemunhos de benevolencia, imiaaee e censidera-
*r,ao, assim como olferecer-lhes o seu pequeo pres-
umo na corle do imperio para onde parle, recorre a
o*le meio para pedir-Ibes encarecidamente desculpa
por esta involuntaria falta, e assegurar-lhes, queso
anhela e espera all, ou era onlra qualquer parte em
que estiver, ler occasiocs de servi-laa para demons-
Irar-llies a acrisolada gralidao de que se ada pe-
n horado.
f) abaixo assignado, eserivao da irmandade do
Senhor Bom Jess das Dores, em S. Gonzalo, por
dclermiKa(o do irmio pravedor da mesma, convida
a lodos os irm.los a comparecerem no consistorio da '
mesma irmandade. domingo. 24 do crrante, pelas
0 horas do dia, afim de proceder-se a eleicjlo da mesa
que ha de reger uo prximo fuljiro anno.
Pedro Paulo dos Santos.
Aluga-se a leja do sobrado n. 48, no Rm da ra
do Sebo, rom su(Ticenles commodos para morada, e
muito arejada : a tratar no mesmo sobrade,
-- llcappareceu da viba da Cabaceiras.provincia
da Parahiba, em 18 de junbo prximo passado, urna
prela de neme Marcelina, do genlio de Angola, ida-
de 30 a 32 annos, alia do carpo e um tanto seeea,
bastante beiruda, e cor um pouco fula: roga-se,
paranlo, as autoridades policiaes, capiles de campo
e mais pessoas do povo, que a apprcncodam e levem
ra do Queimado n. l, que ser bem recompen-
sado.
Engommado barato.
Na roa Direila n. 29, ha quem engomme luda a
quaiidade de roupa, por preco commodo.
fferece-se urna mullier fiel o de hons coslu-
me-, para ama de casa de pouca familia ; a tralar
eixos
Melara..........
Milho..........
Pedia de amolar ....
11 filtrar.....
11 11 reholos .,. .
Ponas de boi......
Piassava.........
Sola 011 vaqueta.....
Sebo em rama......
Pclles de carneiro ....
Salsa 1 ni ilha......
Tapioca.........
0 nhas de boi......
Sabao....... .
Esleirs de perneri .
Vinagre pipa ......
Caberas do cachimbo de
..... caada
.....alqueire
.....una
.....
..... >i
..... cenlo
.... molhu
.....meiu
......a.
.....urna
----------@
.....
..... cenlo
.....0,
.....urna
..... n
aarro. milheiro
IO9OOO
KtfKJO
son
:fc>ioo
(i*KX)
53200
3?200
2321
3.-5OO0
132H0
tK0
1.->fi00
8960
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169000
9100
1^280
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>SIH)
fyooo
|320
29100
(000
3200
17,1000
23500
gato
3(190
9160
3030011
.53OOO
nenl. carga assucar.
AssPatacho brasileiro Conceico, meslrc Joa-
quim Francisco da Casta, carga varias gneros.
Passageiros, Geraldo Joaquim Guilhcrmc, Manoel
l.mii-cni.M, Anlonio Carlos.
Ar. 1e.1t>Hialebrasiileirn Scrgipano, meslre Hen-
riques Jos Vieira da Silva, carga varios seeros.
Passageiros, Manoel Barbosa de Souza, Jacintha
Soares, Cosme Barbalho de Souza.
Buenos-AyresBarca portuuueza Amazona, capi-
lilo Antonia de Souza Almeida, cama assucar.
Sacio entrado no dia 18.
Lisboa e porlos intermedios15 dias. vapor porln-
gucz 11. Mara II, commandanle Jos Tompson.
Passageiros para esla provincia, Francisro Jos de
MasalhAes Bastos, Jos l.uiz Pereira e sua scnbo-
ra, Manoel Ferreira da Silva, Antnnio Jos do
Reio Medciros, sua senhora c 1 lillm, Antonia
Joaquim Rodrigues, Antonio Joaquim da Silva,
Francisco Ferreira Duarte, Anlonio Pinlo de Fa-
rias, Jos Barbosa, Jacintha Jos do Amaral Ara-
gao, Antonio Jacinlho de Medeiros Dutra, l'ahio
Alexandrino de.Lisboa Barga, Antonio Joaquim
dos Sanios Audrade.
Sacio sabido no mesmo dia'.
Scsuio pata a Parahiba o brigue de guerra inglez
Express, comfnandaule Boyes.
LEILO'ES.
Vicente Ferreira da Costa far leilo por inlcr-
venrn doagenle Vctor, da liberna qne foi de Fran-
cisco Rabello de Souza, com sua competente arma-
cao nella ou fra della, sita na prac.a da Boa-Vista
n. 2, para pasamento de seos credores : quarla-foi-
ra, 20 do corrente, as 11 horas da manhaa.
Quinta-feira 21 do corrente as 10 e meia ho-
ras da manhaa, o agente Victor far leilio no seu
armazcm na rna da Cruz n. 25, do completo sorli-
ini-ii 1 1 de obras de marcinnria, novas e usadas de
diferentes qualidades, candinos pa meio dn sala,
I a n lernas com ps de vidro e casquinho, charutos da
Babia ele. ele. Sera tamben) vendido por todo pre-
c,o nma excelente mobilia nova de amarello ; assim
um famosa escravo crioulo que reprsenla ter 24
anuos de idade, altura regular, multo possanlc.
AVISOS DIVERSOS. "
BOLETIM-
LISBOA 39 HE AGOSTO.
Preros concilles dos eneros de iinporla<-ao dn
Brasil.
Por bal leae.io.
Alcouaode Pernanibfico. t 125 130
Hilo du Maraiihan.......i> 120
Hilo dn Para........ 110 10
Dilo dito de machina..... lio
Oirn...............I. 23IIOO -23100
Caf dn Rio primeira sorle. 29H00 29900
Dilo dilo segunda (lila..... 200 230OO
Dilo dilo le -reir dila.....11 23200 29:101)
Dilo da Babia......... 2-3<>IH) 23SOU
Couros seceos em cabello 21 a 27 132 142
Ditos ditos dito 18 a 23..... 157 177
Ditos seceos espichados..... 147 157
Dilos dilosdcP. e Ceara 28 a 32 135 142
Hilos ditos dilo 26 a 20 .... 135 142
Dilos ditos do Maranhao 2S a 32. n 142 117
Cravo -mo..........i> 900
Dilo do Maranhao....... 100 140
Gnniiiia copal.........a, 9000 5.3OOO
[pecacuanhi...........i 00 I9NNI
Ouriir............ 1110 |gS
Salsa p.iirilha superior..... al 1*600 I.13OOO
Dita dita mediana....... 9600 103500
Dila dita inferior.......n 69500 8-3OOO
Captivo* ile direitos.
I97OO 1.-.50
19000 1-3700
11 445TJH, i.-i;:,ii
a I330tr 1-1,0
i> 19300 13-500
392OO
11 29300
11 292OO
ima 19100 I98OO
i 19300
mil 329000 103000
Assucar de IVnianihuro
hilo do Rio de Janeiro.....
Dito da Bahia..........
Hilo do Para, lirulu.......
Dilo mascavado.........
Dilo refinado no paiz em furnias
Hilo dilo quebrado (pil). .
Dilo dito cm pn (rap)......
Vaquetas de Pern. e Cear .
Hilas do Maranhao.......
Chifres du Brasil pequeos. .
Despachados
Arroz de Sanios.........
Dilo do Maranhao e Para ord. .
Dilo dito do melhor......
Hilo dito superior...'......o
Dito dilo nnudo. ........
Dilo do Rio de Janeiro.....
Pao campeche.........
Tapioca............ J
Preros crlenles dos gneros de exportaciio para
O Brasil.
Captivas de direilos.
Auo-iolo 1 em minio .loe,- do Al-
ia
NSo ha.
59200 59400
59600
63100
4-3200
19600
ageoo
19100
59800
li-3800
.i.-OO
1-9800
39100
I3IOO
EDITAES.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em rumprimenlo do disposlo noarl. 31 da lei pro-
vincial 11. 129, manda fezer publico para conheci-
menlo dos credores hipolliecarios, c quaesquer in-
lercssados, que foi desapropriada a Jos Joaquim de
Santa Auna, urna casa de laipa na estrada do sul,
que vai para a villiKdo Cabo, pela quanlia de 809
rs., c que u respectivo proprietario tem de ser paso
do que se Ihc leve por esta (IcsapropriaQAo logo que
terminar o prazo de 15 dias contraltos da data des-
te, que he dado para as reclamarles.
para constar se mandou afiliar o prsenle e
publicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bucu 5 de selembro de IH5i.O sccrclario,
A. F. d'Annunriardo.
O Dr. Custodio Mannel da Silva Guimaraes, juiz de
direito da primeira vara do civel e do cuinmcrcio
ne.ia cidade do Recife de Pernambuco, por S.
M. I. c C. o Sr. U. Pedro II, a quem Heos guar-
de, ele.
Fajo saber aos que o presente cditnl virem, que
Vicente Ferreira da Cosa e oulros ncociantes ties-
ta cidade, requereram por esle juizo aiierla a fluen-
cia de Manuel Bolclbo Cordciro, como se T da sen-
Icnra do Iheor semiinle :
A vista dos titulos da divida de (1.4 a 11. 1 i dos
dcpoimenlns de 0. 2I a II. 30 e dos mais que consta
dus autos, que fazem prova roneludenle de se achar
em estado defallenei*' odevedoi- commcrcianlo Ma-
noel Botelho Cordciro, derlaro abarla a (atienda
do mesmo commcrciantc ManoPl Botclbo (iordeiro,
lixando o termo legal de sua nu.-ina falleuria du dia
7 do agosto prximo finito: ordeno que se ponliam
sellos em lodos os bens, livros e papis do fallido,' c
nomciopara curador fiscal o credor Vicente Ferreira
da Cosa, que prestar o juramento na forma da lei,
expedindo-sc ao juiz de paz respectivo copia desla
sentenr.i para proceder a aposic,ao dos sellos, caso
senao lenha anda a ella procedido como foi reque-
rido a II. 2 V. e cxislam mais bens. litros e papis,
que necessitem da mesma aposicslo: o pague o fal-
lido as cusas.
Recife 14 de selembro de 1854. Custodio Ma-
noel da Silca Ouimariles.
Em cumprimento do que todos os credores presen-
tes do referido Cordeiro, comparecern na casa de
minha residencia na ra da Concordia do bairro de
S. Antonio, sobrado de um andar, no dia 21 du cor-
rente as 10 horas da manhaa, afim de se proceder a
nomearan de depositario 011 depositarios que lulo
de receber e administrar provisoriamente a casa
fallida.
B para que chegoea noticia de lodos, mandei pas-
sar o presente, que ser publicado pela imprensa e
anisado nos lugares designados mi or. 129 do regu-
l.iiiu-iilu 11. 718 de 25 da noveinbm de 1850.
ATTENCAO'.
Conslando-meiquejuma pessoa moradora no Recife
lem desacreditado a alsuus prclendentcs dessa cida-
de a propriedade Pilanga perlencente ao recolhi-
mcnlodcda villa de Fsuarassii quclcmdescrarrema-
lada nem cidade no da 22 do correntc.smcntc com
o fim de que cerlo prelendenle, seu intimo amigo
morador neslc lermo se ache s, c sem opposicJIo al-
guma na mesma arrematadlo, aviso aos pretenden-
tes dessa cidade que nao deixem o campo vacuo ;
pois que a mesina propriedade lem excellenlesqua-
lidades, e he haratissiina porque tem urna legua de
Ierra em quadro com boas varzeas, e carregos para
caimas, altos para roca etc. pudenda fszcr-su com fe-
lirid.vle um entienhn d'agua, e excellenles madeiras
a ponto de se lerem Hrado o mino passado maslros
para embarcaees, que foram vendidos a 8OO9 rs.
cada um, pud-se fazer cxrellenle serrara d'agua:
ax isla de tao boas propor(ries distando da mesma
porpriedade no porto desla villa minio monos de duas
leguas; eu sinln, e choro nao lercinco ou seis eoli-
tos de rs. para a arremalar.Je fazer nella bem bom
arranjo pois que tenho inlciro eonbecimento pelas
grandes caradas que la tenho feilo com meus caes
que sao ptimos para isto; onde tenho gozado dos
bellos banlios. |(i deselembro de 1854,
O Igunrassuense.
Roga- bcu por engao de um prelo meia arroba de ve-
las de 6 em libra de carnauba pura, queira vir sa-
tisfazer o importe na rna Direila n.59, se nao qui-
zer ver o seu nome todo por extenso uesta folln, pois
nao se ignora quem he a pes LOTERIA DO RIO DE JANEIRO.
Anianluiu 20 do corrente Heve chepu-
do Rio de Janeiro o vapor inglez Se-
vero, conductor da listada lotera quin-
ta do hospicio de Pedro II, que corren na
santa casa da Misericordia quarta eira l
do prsenle mc, ainda existe as lojasdo
costme um resto de bilhetes da mesma
lotera. Os premios seraopajjos logo que
se fi'/er a Jistrihuico das listas.
Prerisa-se de urna ama qoe saiba cozinhar e
fazer todo o mais servico de urna casa ; no largo do
Tcreo n. 27, segundo andar.
Hesappareceu o negro Job, da Cosa, estatura
rezular, rosto bem feilo, denles estreilos e separa-
dos, falla-lbe a primeira junta do segundo dedo de
um p, falla muilo mal, c quando anda parece ter
as pernas arqueadas. Esle escravo ja lem desappare-
cido por vezes, e lem sido pesado no Recife c Olio-
da : quem o pegar prtde lvalo so engenho Guara-
rapes, qne ser recompensado do seu trabalho.
A viuva e mais herdeiros do fallecido Joaquim
Jos Pinto Guimaraes fazem publico, que nesla data
lecm cassado a procurarlo que ns mesmos deram ao
Sr. Virialo de Freilas Tsvares para cobrar os re
reiluarios do mesmo casal.
Prerisa-se de nina ama de leile, sadia p de boa
eundurta : na ra da Cruz u. 48, segaudn audar.
*" ''p frpllegio n. 21, segundo andar.
XI11 (Iri... __----.__ ^ T) 1
te protesta desde ja', para em tempoTn*-^
vido proceder judicialmente.contra a pgs-
soa que comprou ha dias illegalmente a
sua escrava. parda, de nome Jacintha. O
mesmo protesto iaz contra quem tem
acoitado os seus escravos Thomaz, Manoel,
Sara e Emilia, t.ido isto a pedidos e ins-
tancias de sua mulher D. Anna Joaquina
de Mello. Protesta tambem oannur-cin-
te nao pagar mais divida alguma contra-
hida por sua mulher, nem levar em conta
colisa alguma pedida por ella, que, nao
por ter necessidade, mas sim, e s, para
continuar a esbanjar o casal (ao que se
tem opposto e ha de oppr o annuncian-
te), se tem servido' destas e d'outras sub-
traees. Para que depois se nSa allegue
ignorancia, faz oannunciantesteaviso-
Lava-se e engoaan-se com perMfle 1 proco
commodo : no pateo derrerc^o casa n. 4T.
Aluga-se urna casa terrea para se paesir fes-
la ou animalmente, sita no lugar Sania Auna de
dentro, sendo o lugar o mais salobre qoe dar 91 pode:
na ra da Linguela n. 4.
Em Sabio Amaro.silio aondi mora o Sr.tenente
coronel Leal, precisa-se de urna ama de leile para
crear urna menina.
Advertencia a quem convier.
A lisia da 5'. luteria a beneficio do Hospicio de
Pedro II, chega indubitavelmenle nmanhaa 2B do
corrente, peto vapor inclez Secern, cojos bilhetes
arham-sc venda na toja de Paria Machado sita na
praca da Independencia n. 40.
O Sr. J os da Silva Curreia Collares, morador
na cidade de Olinda, queira apparecer na toja da
ra do Crespo n. 10,a negocio.
l'KKl.l >TV QUE EXIGE RESPOSTA.
Pergunla-se ao Sr. Redactor da C iela dunda
foi furtada a poesiaO pobre cegn, publicada un
Craco ; porque muilo se deve ja saber de um tal
roubo. Outrb sim prolcsla-se que, se o senhor niio
responder, quiz calumniar o aulor, oque nao acre-
ditamos ; e esperamos por sua resposla para for-
mar mas nosso juizo. Cm interetsado.
LA VAI O TERCEIRO E ULTIMO DE-
SENGAO AOS INCRDULOS.
Amanhaa quarta-fera 20 de setembro,
corre a lotera do theatro de Santa Isa-
bel, uoconsistorio da igreja da Conceico
dos Militares, as horas do costumc- Os
meios bilhetes e cautelas estao expostos a'
venda ateas 10 horas da manhaa do re-
ferido dia 20, e pagam-se todos os pre-
mios no dia 21 as lojas ja sabidas, logo
(pie sabir a lista geral. 0 cautelista,
Salustiano de Aquino Ferreira.
Aluga-se um silio cm Parnameirim, rom casa
de taipa e nimias fructeiras: quem prf.leuder dirija-
se as Cinco Ponas n. 94.
Firmino Moreira da Costa, como procurador
do Manoel Dias Fernandes, comprou por ordem do
mesmo o bilhele inteiro n. 2,845, da primeira parle
da 10." lolerin a beneficio do (heatro de Santa Isa-
bel desla provincia.
O abaixo assignado fai vr as pessoas que
ainda Iho estn devendo desde o lempo que elle
leve nrmazcmde carne, hajam de ir pagar quanto
antes no mesmo armasen na rna da Praia n. 74,
ao Sr. Joao Simn da Costa e na falta serio pu-
blicados seus nomes pelo Diario.
Bernardo Gonrnltet Mala.
Prccisa-se de urna ama jara o serviro de una
casa de poura familia, sendo de idade : na roa;d,i
Alegra n. 44.
__ a noule do dia 10 do correnle, perdeu-se
um chapeo de pello branco rm Passcio Publico, o
qual tinha fumo e linha dentro urna papeleta um
Ututo de residencia e um lenco branco com a mar-
ca D. i. T. B.: quem o enlregar 11a Iravessa da
Madre-de-Deos n. 10 que ser bem recompensado.
Quem tiver para alugar um prelo qoeseja flel,
para conduzir um caisao de fazendas : dirija-se a
ra do Queimado n. 7, loja da Estrella. _
Exisle ha 8 ou 10 dias no engeubo Lrhua, urna
vacca, sem que se saiba a quem pertence quem for
seu dono orocure no mesmo engenho, que Iba sera
seo dono procure no
entregue. ,.
Precisa-so alugar um prelo eaeravo, que saina
tratar de cavallos, c trabalhar deentada para tam-
bem Irstar de um quintal : quem o tiver annoncie
ou procure na ra da Cruz do Recife n. 4<>, que se
dir quem precisa. .
Arrenda-s,. o sobrado de (leus andar, da rna
do Amorim 11. 50 : a tratar na rna da Cadeia do Re-
cifc, sobrado 11. 1, rom Jos (oncalvcs Torres Jn-
nior.

I


DIARIO DE PERM1BCO, TERCA FEIRA 19 DE SETEMBRO OE 1854
.40 PUBLIClT
No armazem de 'fazendas kara-
tas, na do Collegio n. 2, n
vj vende-se ura completo sortinicnto
gj de fazendas, linas e grossas, por
g procos mais baixos do que em ou-
[ tra qualqucr par;, tanto eia poi-
cos, como a retali m, ullianrando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelec ment
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casas eommerciaes
inglezas, francezas, allemiias e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tera vendido, e por
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outi-o qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
eu$ iuteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de x
8 Antonio Luiz dos Santos & Koltm.
Na ra das Criw.es o. 40, taberna do Campos,
lia porrjlo de hich liamboicueas da melhores que
lia no mercado, que se vende emporres e a retalho,
e tambem sealugani.
riBLldlCAO DO INSTITUTO H0MCE0PAT1I1C0 DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
, ou
VADE-MECM DO HOMEOPATHA.
Metliodo conciso, claro, c seguro de rurrbfnn(Copailicamcnte todas as molestias, que affligcm a
especio Iraniana, e particularmente aquellas^fue rciaam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra mprlanii*;na liclioje reconliecida como a primeira e mclborde todas qoe (ralam ilaap-
pl,cacao da domrcopaUfa no curativo das molestias. (Ja cariosos, principalmente, nao pdem dar um
passo segare sem possui-la e consulta-la.
Os pito de familias,os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, capullos de navios, sertanejos, etc.,
etc., devem te^Ja a mito paraoccorrer promptameuto a qualqucr caso de molestia.
Dous vohimes em brochura, por.......... 108000
Encjrfei nados............. 118000
Vende-sc nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mondo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ningueni poderi ser feliz na cura das molestias, scni que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propaaador da liuinreopathia no norte, < inmediatamente inleressado
em seus benficos successos, (em o autor'do THESOL'KO IIOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immediala inspeccao, lodosos medicameolos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmaceulico
e professor em liomccopalhia, l>r. F. de P. Pires Ramos, que o lem executado com todu o zelo, tenida-
do e dedicaoao que se pode desejar.
A eflicaciu desles medicamentos be atlcstaila por todos que os tem experimentado; elle nao preti-
sam de maior reeommendacilo; basta saber-sc a fonte donde saliiram para se nao duvidar do seus pti-
mos resultados.
lima carteira de 120 medicamenlos ila alta e haixa diluido em glbulos recom-
mendadMnoTIIESOL'KO HOMOEOPATH1CO, acompanbada da obra, e de urna
caixa der 12 vidros de tinturas indispensaveis........ 1OO0OO
Dita de 96 Medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas 905000
Dita de 60 prncipaes medicamenlos recummendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.). 603000
(tubos menores). 458000
(tubos menores).
Dila de 1)6 ditos acompanbada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes)
a i> (tubos menores .
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (Iubos grandes) .
b o B (tubos menores)
Dita de 24 ditos ditos, com a obra, (tubos grandes)......
a (tubos menores).
Tubos avulsos grandes............
pequeos v %r .
Cada vidro de tintura.
Francisco Lucas Ferreirs, com co-
clieira de carros fnebres no pateo* do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macao na igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contrara tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
HEGHAHISHO PARA ENGE-
110.
NA FUNDICAO |DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO* DAVID W. BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo do; seguintes ob-
jectos de mechanismos proprios para cngeuhus, a sa-
ber : inoendas e meias moendas da mais moderna
conslrucoao ; taias de ferro fundido abatido, de
superior qualidade, e de todos os tamaitos ; rodas
dentadas para agnaou ani-naes, de todas as propor-
roes ; crivos e boceas de fornallia e rezislros ile boei-
ro, aauilhoes,bronzes parafusos e cavilbes, moinlio
de maiidiuca, etc. etc.
NA MESMA FUNDIQAO
^se cxecolam todas as encoinmendas com a superiori-
dade j conhecida, e cora a devida presteza e commo-
didade em preco.
No da 20 do correule, as 10 horas da inanh.a,
depois da audiencia do Sr. Dr. juiz dos feitos da fa-
zenda, bfera praca presidida pelo mesrnd Sr. juiz,
em h qaal se ho de arrematar os feguintes leus,
penhorados por exccurn da fazenda nacional, con-
tra Oliveira Irmos & Companhia: 1 escravo, criou-
lo. de uome Clemente, idade 19 anuos, avallado por
650OOO ; 1 dito pardo de uome Aleixo, de idade 18
annos, por 7009000 ; oiitro dito tambem pardo, de
nome Manuel, idade 20 annos, por 7CO3O0O ; I car-
ro de i rodas, novo, sem uso algom, por 8009 1 dito tambem de 4 rodas, usado, porm em n.uiln
bom estado, por 4008000: quem pretender os bena
cima mencionados, compareca no ljgar e hora in-
dicada. Retire 16 de selembrn de 1854.O solici-
tador do juizoJoaquim Theodoro Alies:
Terca-feira, 19 do crrenle, drnojs. ^a^V posta
ail9jiJ^Wirh,naTertf^a quar.ia de 9299546
is., sacada a 20 de marco de 1850 pela lirma de An-
tonio Soares Brinco e aceita por julio de Dos Pes
Brrelo ha 9 mezes, vencondo os juros de 1 )% %,
por executp de Sebastian Jos Gomes Peana, con-
tra os bens da herauca lo Gnado Antonio Soares
Brinco, sendo entregue ) tanca pela maior ollera
que houvor.
Tera-to justo e contratado a compra da taberna,
sita na traversa dos Remedios, confronte ao sitio do
Sr. Jos Pereira da Cunha : quem se julgar credor
da Mla taberna, dirija-se a mesma, e isto no prazo
de lt dias da data deste.
Precisan de um caueiro para lomar conla de
nma padiria nos Afogailos, que lenha pralica do
mesroo negocio ; e dando fiador a sua conducta nao
se duvida dar metade dos ioleresses : a tratar na ra
Direila, padaria n. 40t
Flix Francisco de Sou?a Magaliiaes
avisa a seus conslittintes, cpie mudou-se
da ra do Rangel para sua antiga resi-
dencia, no pateo do Carmo n. 16.
JOAO PEDliarVOGLEY,
fabricante de pianos, finfcTeconceila com toda a
Esrfic,ao, tendo chegado recenlemenle dos porlosda
luropa de visitar as melhores fabricas de pianos, e
tendo ganho nellas todos os conhccimenlos e pralica
de construec/tes de modernos pianos, offerece o seu
preslimo ao respeilavel publico para qualqucr con-
cert e afinacoes com tono o esmero, leudo lo.la a
certeza que nada ficar a desejar as pewoas que o
incurabirem dequalquer trabalho,tailo em brevida-
de como era mdico preco : na ra Aova n. 41, pri-
meiro andar.
O abaixo assignado prop6e-se a ensinar a lin-
gua arega e franceza ; as pessoas que desciarera
aprender, dinjam-se ra do Collegio n. (3, primei-
ro andar, das 4 as G da larde.F. R.msin
Aluga-se por fesla ou annual urna proprieda-
de de podr e cal, com rommodos sunicienles para
qualquer familia, 00 Poca da Panclla : a tratar na
fundido do Brum n. 6, 8 e 10, com o caixeiro da
mesma.
CASA DE COMMISSAO' DE ESCRAVOS NA
ANDA^RA U R0SAR, N" ^.SEGUNDO
NesUcMarecebern.se escravo, por cnmmissSo pa-
ra serem vendidos por tonta de seos senhores e-afi-
anca-seo bom Iralamento o seguranra dos mismos
no se poupando esforcos para que sejam' vendidos
com promptidao, afim de que seus senhores nao sor-
fram empale com a venda dclles. Cumprem-se as
conditoesde serem veaoidos para fra 00 para a Ier-
ra conforme a vonlade de seus donu*.
Na ra Direila .. 33 fazem-se papis renda-
dos para enfeiles de qu.ilqner praU ou hcelas de
doce, por preco ronito commedo.
Dita de 48 ditos, ditos, com a obra lobos grandes)........ .Mismo
1159000
40(000
309000
ssfBo
269000
301000
203000
lljOOO
9500
29000
Vendem-se alcm disso carlciras avulsas desde o pre?o de 89000 rs. al de 4O09000 rs., conforme o
numero e laman lio dos l cilios, a riqueza das raixas e d> namisac,oes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer eocommendas de medicamentos com a maior promplidao, e por presos commo-
dissimos.
Vende-se o tratado de PEBRE AMAREI.l.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 29000
Na mesma botica, se vende a obra do Dr. G. 11 Jahr Iraduzido em portoguez e acom-
modada a.inlcllisencio dopovo........... 68000
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P. S. Exlraclo de urna caria, que ao autor do THESOURO IIOM(EOP.tTHCO, tere a honda-
de de dirigir o Sr. rirurgtao Ignacio .tices da Silca Santos, eslabelecido na tilla de Barreiros.
Tive a satisi'aco de receber o Thesonro lu>mn?opathico, precioso frurlo do trabalho de V. S.,e Ihe
aftirmo que de Indas as obras quctenliolido, he esta sem conlradicao a mclhor lauto pela clareza, com
quescacha escripia, como pela precisao com que indica os medicamentos, que se devem emprecar ;
qualidades estas do muita importancia, principalmente para as pessoas que desconheccm a medicina
theocria e pralica, ecl., cct., etc.
Engommadeira IVance/.a,
Na ra do Rosario da lloa Yisla n. 8, engomma-
se loda c qualquer roupa de homem e senhora, e es-
pecialmente Jili, camisoles e etc., eludo baratis-
simo.
Precisa-se de nina pessoa que saiba copiar mu-
sica para encarregar-se de urna crande quanlidade :
quem esliver nestas circunstancias e queira incum-
bir-se desta larefa, appareca na rua da Aurora, no
segando andar da casa n. 8, de 1 as 3 horas da (ar-
de, qoe ahi achara com quem tratar.
COMPRAS.
--Precisare comprar para o Rio de Janeiro urna
mucama de 10 a 11 annos, de alguma casa de fami-
lia : quem quizer vender, diri|a-se a rua do Crespo
n. 9.
Cothpra-se pataces liespauhoes.na
rua do Trapiche no armazem do Sr. Mi-
guel Carneiro.
Coinpra-se escravos de ambos os sexos, prefe-
rindo-se os muros: rua do Quciinado n. 2.
VENDAS
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOX.X.SGIO 1 ACTDAR 25.
U Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas hnnieopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas manlna aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou ioite.
Offerece-se igualmente para praticar qualquer nperac.ni de cirurcia, e acudir promptamenle a qual-
quer mulher que esteja mal de parto, e cujas cir cu instancias nao permillam pagar ao medico.
NO CIMTOUIU DO DB. P. A. LOBO MOTO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes encadernados em dous :................., 3U|000
Esla obra, a mais importante de todas as que I rala m da homeopathia, inlcressa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a i'outrina de Hahnemann, e por si proprios se conveucerem da verilade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho e fazeudeiros que esiao longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qualquer iucommodo scu ou de seus tripolanlcs ; e inlcressa a todos o-cheles .le familia crie
por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao nbrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
I vade-mecum do homccpalha ou Iraduc^ao do Dr. Ilering, obra igualmente til as pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopathia um volumc grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel as pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
Urna carteira de 24 tubos grandes de finissimo cliristal com o manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-........
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 com os ditos. ,..................
Cada carteira he acompanbada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a esculla.
Dita de 60 tubos com ditos......................
Dita de 14 com dilosi...............'........
Estas sao acompanhadas de 6 vidros de unturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Uering, lerao o abalimento de lOgOOOrs. em qualquer
das carlciras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algiheira .'.............. 89000
Dilas de 48 ditos......................... 169000
Tubos grandes avulsos....................... lsOOO
Vidros de meia nn;a de tiulura.................... 2o0OO
Sem verdadeiros e bem preparados rnttlicamentos nao se pode dar um pasio seguro na pralica da
homeopathia, e a>proprieisi^inrdfa^Mecimento|seJisoii^a de lela.......:- L-----------"""" i~"e *
Na mesma casa ha sempre a venda grande numero de lubos de crvslal de diversos tamaitos, e
aprompta-se qualquer cucommenda de medicamentos com toda a brevidade c por precc-s ruuito com-
89000
49000
409000
4O00
509000
609000
1009000
modos.
Attenco.
Manoel JoaqnimdaSir a.'br*ileiro, avisa a qnein
convier, que pela relacSc. do Rio de Janeiro foi iul-
gartu rialla a doacao qut toa nada irma D. (jer-
tr.idesMana Claudina fez a sua ora D.Joanna Ma-
ri,, do Sacramento Albuquerqe, e qoe perianto ,Va
nao pode disper dos ben, que perlencem a mu doa-
cao, por lerem de rever er ao annunciante na con-
formidade do leslnmen.,, -, e para qie ningue"
chame a .gnorancia, fazo presento aanuncio
Mananna Dorolhea Joaquina, leslamcnleira e
iiiventonuto do easal de seu Minad,, pai Jos 'ran"
cisco Beiem, endo no Diaiio n ou
em que aSra. D. Amelia ZwiSvSta."sS:
le faz publico, querrendara-lhe n ,i h
Casa Caiada nu lugar do Rio Do^ "pertenc^toao
iiwi.nu cafii ,i**i __ ^ File ao
curador baslante a uem a annuucanle tem couto-
ndolodos,po,leresn,^sa,ios para nao s aUr
dos negnos tendentes a liquidado da casTde seu
!Tr i d8 qJUe'rf h* W- tombem obriRado a errecadaAo dell, em virlnde d
*poces tesuwaenuiias e codicillare. como de
VbasL??: "c,,0C,0D--1e q -omei-te o coherdeir,
a^rtila^enL'! tZ1*0' cu'a c'P"ha esUi
feitondo^i ,"l0" P^ d0 nliUo sitio, ,u-
.,v. pa8".r m.,"no alu"uel q enho pa-
fneninsrt. hln1oilino- "> consta dos ,locu-
Hl.i. P-,r,'>''a I ref;rido casal senao no dia 13
do correle mez, de.ia ella invcnlariante faz,-r tal
arrendameoto; bendo-ll.e desde.a fazer puMi'o
r^'n - ue cem o sen nome apparecer possa sem ser BrmT
dopelowunihoomenconad, haCnrel, nica nen-
ie cucarregado da lodosos teus negocios, como -,
disse, sendo qoe nao tem ella inventarame raiio
iransaccoes algumas, nem ile qualquer forma se
ohngado para com lerceiro, qur na qualidade de -
inventarame, alm de alguns lentioi de deposito
que tem assignado .o^..^....u ..;. ... .
r;uns herd
Anlouio Agripino Xavier de Brilo, Dr. em {*
i medicina pela laculdade medica da Babia, re-
@ side na rua Nova n. 67, primeiro andar, on- t$
de pode ser procurado a qualquer hora para o
0 exercicio de sua proiissao. m
#ss3:eaee *
O padre Vicente Ferrer de Albu-
<|uerque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta Dra-
ga a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se epaizerem utilisar de *eu prestimo,
[notestando satisfazer a* expectacao p-
dica ainda acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonolixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairr de Santo
Antonio, os pretendentes dirijarh-se a'
bvraria da piara da Independencia ns.
G e 8.
Aluga-sc o quarto andar esolao do sobrado da
rua do Trapiche n. 42, com excellcnles commodos
para familia : a Iralar no primeiro andar do dito so-
brado.
Aluga-se annual ou pela fesla urna proprieda-
de de pedra e ca|, no lugar da Casa Forte, coulisua
a do Icnente-coronel Vilella ; a tratar na fundic,lo
do Brum n. 6, 8 e 10, com o caixeiro da mesma.
Aluga-e por prejo commodo um sobrado com
Silao, alraz do Ihealro de S. Prancisco : vi Iralar com
cniz Gomes Ferrcira, no Mondego.
146-000 r$.
Precisa-sc de urna prela que soja boa costureira c
engommadeira : quem a liver dirija-se a rua do
Rangel p. 77.
O Sr. Gregorio Jos dos Passos, morador na
cidade de Olinda. procurador da irmandade do Se-
nnor Bom Jess dos Marlyrios, queira vir satisfazer
o importe da cera qne se gaslou nu procissao do
mesmo Senhor.
Deniz, alfaiatefrancez,
eslabelecido na rua da Cadcia do Recito n. 40, pri-
meiro andar, Iraballia de feilio.
No da 19 do corren le inez, ao depois de Bada
a au,leona do Dr. juiz de oiplrios. tem de serem ar-
rematadas por venda por ser a ultima praca, duas
casas torreas mcia-aguas, sitas no lugar do" Campo
Verde na Soledade, sendo una com porta do cochei-
ra, avaliada em 3009 rs., outra no valor de 2009, am-
bas em chaos forciros : por execucao que move Jus-
tino Pereira de Patos contra o casal do mcntecaplo
Manoel da Cuaba Oliveira.
Precisase de um toilor que cnleiidade plan-
lacflo de arvores de espiuho e jardim : quem esliver
neslecaso appareca na rua do Brum n. 24 arma-
zem.
Novos livros de homeopathia uicfrantcz, obras
todas de soinina importancia :
Habnemaiin, tratado das molestias
turnes..........
Testo, iroleslias dos meuinos .....
11 iriiiL!, hoincopalbia domestica.....
Jahr, pha ni acopen hoineopa 11, ca. .
Jahr, novo manual, 4 vuliimes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr. molestias da pclle.......
Kapou, historia da homeopathia, Jvuluines
llarlliinanu, Iralado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, malcria medica homeopalbica. .
De Payotte, doulrina medica homeopalbica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da bomeopalhia. .
Diccionario de Ny sten .......
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripcao
de todas as partes do corpo human ,
vedem-se todos estos livros no consultorio bomcopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio n. 25,
primeiro audar.
chronicus, 4 vo-
. 09000
. 69OOO
. 79000
. 69OOO
. 169000
69000
89OOO
163000
10901X1
K9OOO
79000
(000
49000
109000
30*080
No sobrado 11. 82 da rua do Pi-
lar, precisa-sc alugai urna esetava (pie
saiba enrjoniuiur bem e tomar cotila de
urna casa de pequea familia.
Jotas de ouro.
Na rua do (Jucimado, loja de uurives piu-
lada de azul 11. 117, ha un, rico c variado snr-
tt
I eicuci-s movida ronlrn ai-
deicos do mesin casal, qmr na de simples
urlicul.ir. E a|iroveitando a occisilo previne la
bem a quem '------
liarle alguma.
interesssai- possa, que nada dte em
lmenlo de obras de miro, que o comprador
vina do* piceos o bem feilo de obra nao dei- S
xar.i de comprar, aftancando-se e responsabi-
* lisando-se pela qualidade de ouro, de 14 e 18 9
qutales. m
PIANOS.
Patn Nash i C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard tV. Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
@stSS S8g@ @
DENTISTA 1-RANCEZ. @
9 Paulo Gaiguoux, eslabelecido na rua larga 0
43 do Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den- 0
} les com gengivas artiliciaes, e dentadura com- $
i pela, ou parle della, com a pressao do ir. yj
;-.; Tambem lem para vender agua dentfrico do $
% Dr. fierre, e p para denles. Rna larga do $
35 Rosario n. 36 segundo andar. m
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
O Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinho mu-
dnu-se para o palacete da rua de S. Francisco 0
9 'mundo novo) n. 68 A.
a vs^ 3!9Aa
Aos 10:000j>- :000s e 1:000.-j000.
Na prac,a da Indcpeudencia n. 4 loja do Sr. For-
tunato, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 40 do Sr.
Faria Machado, rua do Queimado n. 37 A dos Srs.
Souza & F'rcire e praca da Boa-Vista loja de cera
do Sr. Pedro Iguacio Baplisla, esta* i venda os bi-
Ihetes c cautelas da primeira parle da 19" lolcria do
Ihealro de Santa Isabel, a qual corre no dia 20 de
setembro, cujos bilhetcs sao do cautelisla abaixo as-
signado; oqual paga por inleiro o premiode 10:0009
5:0009 e 1:00050O, que sahirem em seus bilheles
inleiros e meiosbillielescujos vio pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior.
Billietesinteiros. 118000
Mcios bilheles. ol" i
Quartos. 29800
Oilavos. I5.OO
Decimos. Ij.fOO
Vigsimos. 700
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, lia milito superior potassa da Rut-
a e americana, e cal virgem, cliegada ha
pouco. tudo por prcro commodo.
I.ava-se e engomma-se com loda a perfeirilo e
accio : 110 largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
*? 33S@
S O Dr. Joao Honorio Dezerra de Menezes, @
formado em medicina pela faculdade da Ba-
hia, contina no exercicio de sua profi-sao, na
rua Nova 11. 19, segundo andar. tg
%-ig@ ss
TOAL.HAS
E GUAHDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadcia, venden te toalhas de panno de linbo, lisas
c adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro das loteras avisa, que
acham-se a' venda nos lugares do costu-
me, os bilhetcs da lotera do theatro, (pie
tem de correr no da 20 de setembro :
praca da Independencia, lojasn. 4e 15 ;
rua do Queimado, loja n. 59 ; Livra-
meuto, botica 11. 22; rua da Cadeia do
Recife, botc;i n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. 48 ; rua o Calinga', botica do Sr.
Moreira e rua do Collegio n. 15.
Rilhetes inteiros......10.S000
Meios........... 5.S000
Na rua Bella 11.13, precisa-se de orna eacmva
que saiba coziiiliar e engommar, esobretodo que -e-
ja liel : lie casa le duas pe/ssoasde familia.
Dcsappareccu no din 5 do corrente, do sitio da
Cruz de Almas do collesio da Conceicao, um escra-
vo, cabra, barba srande, idade 40 anuos, pouco mais
ou menos, coxo do p esquerdo. he ollirial de sapa-
leiro, e levou chapeo de massa branco.
Aluga-se urna grande casa assobradada, sila 11a
estrada da Ponto de I'cboa, a qual lem 3 alas, !l
piarlos, rn'/inln fra, passeio, copiar, eslribaria, co-
ebeira, quarto para escravos, cacimba, quintal mu-
rado com porl.io de ferro, e com sabida para o rio :
quem a pretender, dirija-sc i rua da Aurora n. 20,
primeiro andar.
Vendem-se velas de carnauba pura
e de composicao, das melhores que ha no
mercado, por prero mais commodo do
queem outra qualquer parte : detraz da
matriz da Boa-Vista, casa n. 15, das (i as
8 h oras da manha, c das i as 8 da tarde.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste cstabelecimento contina a ha-
ver ura completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de fecro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Agencia da Edwla U.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia,* acha-se constantemente bons surti-
inentos de taixas de ferro cnailo c balidp, tanto ra-
sa como fundas, mneudas iuetiras lodas de ferro pa-
ra animaes, aaoa, ele, dilas paTa a miar em madei-
ra da lodos os lamanbos emodclos os mais modernos,
machina borisoulal para vapor com torca de
4 cavallos, cocos, passadoiras de ferro eslnbado
para casa de punzar, por menos preco que os de co-
bre, esco veus para navios, ferro da Suecia, e fo-
lias de (landres ; ludo por barato pre;o.
Lotera da provincia.
10:0009 E 5:0009
Na casa feliz dos quatro cantos da rua do Quei-
mado 11. 20, esl.lo a venda os afortunado bilheles,
meios c cautelas da lolcria do theatro de Santa Isa-
bel, que corre no dia 20, e be pago qualqucr pre-
mio sem o descont do 8 por temo : a cllcsque es-
tilo no resto.
Aterro da Boa-Vista, defronte da
boneca n. 8, .
Tem nina grande porcao de queijos de qualha
viudos ullimameuto do serlHo, c nm completo sorli-
meulode lodos os gneros de molhados dos ltimos
chegados, de superior qualidade : vende-se por pre-
cos commodos.
Vende-se ~> escravos, sendo i molecotes de bo-
nitas lisuras e 1 mulato milito moco e bom carrei-
ro: na rua Direila n. 3.
Vende-sc um bonito escravo da Cosa, ptimo
para urna pareha de cadeira : no 3' andar do so-
brado da rua Direita 11. 36.
Vende-se urna cabra (bicho") parida de poneos
dias, que da mais de urna garrafa de leite, c muito
mansa para criar meninos : na rua do Cano n. 42.
Vendem-se ancoras com mel de furo de boa
qualidade, proprio para cavallos: depositadas no
trapiche lo Cunha. a Iralar na rua da Madre de
Dos n. 34. *
Vende-se urna parelha de canarios muito su-
perior, e canlam de noite : na rua do Collegio
n. 16.
Vende-se a taberna da rua Imperial n. 47. de-
fronte do viveiro do Muniz : quem pretender diri-
ja-se i mesma a tratar com o dono.
KL'A DO QUEIMADO N. 1.
Ainda existen, para vender, lencinhos braneosJ
cercadura de cor, proprios para meninos, a 100 rs.
cada nm, ditos com cercadura aherla a 120, ditos to-
oos brancos, cercadura a hera, finos, proprios para
senhora a 140, ditos derassa muito finos com barra-
ziuha decurfixa a 160, chitas muito boas e de cores
li\as, com um pequeo toque de moto a 160 o eva-
do, ditos largas de cores flxasa 210, cassas francezas
muito linas, padroes miudinlios e fixos a 640 a vara,
pechas de bretanha de puro linho com 6 varas a
2$j00 1 peca, corles de casemira preta para calca a
450 o corte, e outras muitas fazendas por barato
preco, para acabar.
Na rua do I.hramelo n. t, esl-se vendendo
fudidas por ruceos que admira, como eejnm da-
masco de la,1 a 010 o covado, 1,1a (para vestidos, fa-
zenda milito tina a 360 i> covada. rliam'-ns rrancpr.
1* luniicm a .i-ram, meias casen,ras de alendan
lfc00 o corle, coeiros de barra a 240, cassa de qua-
dro para hallados a 29000 a peca, riscada de algodAo
proprio para roupa do escravos pela sua duraco a
I lii o covado, dulas de coberla a 140 o covado, e
5909 a pec,a, chitas de cores flxas e bous pannos a
140,160 e 180, e muito linas em tintas a 200 rs. o
covado, riscado francez muito largo a 200 rs. o co-
vado, selim er de rosa e prelo a 400 rs. o covado,
madapolo de 39, 39400, 39600. 398011 e 49000, e
muito fino a 59000, c outras muitas Tazcndas que
lorna-sc enfadonho mencionar.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em cacas de urna duzia,charutos
de II,,\,111a verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 5.
Vende-se um ptimo piano inglez em mnilo
bom estado, e por preco commodo : uo armazem de
M. Carneiro.
Vende-seumexcellcnte lirado do batanea, mar-
ca Human, proprio para armazem de assucar, pesar
carne, ou para algum engenho. O preco he muito
commodo, e vende-se por nielado de seu valor ; na
rua da Senzala Velhao. 112, lerceiro audar.
Attenoao. /
v,ende-se um siliozinho por prcr,o commodo, no
lugar da Capunsa nova, com casa e chao proprio,
baslanlcs arvoredos e grande porcilo de lijlos para
qualquer obra : a fall-r no atorro "da Boa-Visto, ton-
da de sapaleiro de urna porla.
~ J ende-se urna canoa |de carreira propria para
familia, nova e de excellcnlc marcha : na rua do
Brum armazem 11. 26.
Vende-se urna armacao de loja de calcados,
propria para oulro qualquer negocio : quem preten-
der dirija-se a rua Direita 11. 85.
Xaropes para refrescos sendo : groscllias, pi-
tonga, larauja, limito, lamariudo, ananaz, abacaxv,
bambarolas, capil, arac : vendem-se na rua do
vigario n. 29, primeiro andar. 400 rs. a garrafa.
FAZENDAS HABATAS.
Na nova loja de 3 porto na rua do i.ivramento n. 8
ao pe i\o armazem de louca.
\ ende-se riscadiobos escuros, encarnados, ama-
reilns, azul.miudinhos mnilo linos e de cores fixas,
a 160; cassas de cores a 100 e 480 e 60:) e 700 rs. a
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
tnu & C-i na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins iuglezes.
Belogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello er saccas de 5 arrobas.
Eornosde farnha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro gajvanisado.
FetTO galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOt'RAS.
. Na rua da Cadeia lo Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Ausnslo C. de Abren, conti-
nuam-se a veuder a 89000 o par (prcro fixo) as ja
bem conbecidas e afamadas na'valhs de barba, tollas
pelo hbil fabricanle que foi premiado na exposieflo
de Londres, as quaes alcm de duraron, exlraordina-
riamcnle, nao se senlem no rosto na a cea.,, de cortar;
vendem-se com a cnndicdlo de, nao agradaudo, po-
derem os compradores devolve-las ale 15 dias depois
da compra restiluindo-se o importo. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feitas pelo mes-
mo fak'icanle.
Ven.le-se fio de sapaleiro, bom : em casa de S.
P. Johnslon & Compauhia, rua da Sensato Novo
u. 42.
ABADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ala-
dos ferro de --Prior qualidade.
OENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de ca 1 as todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
Vende-se um par de jarros grandes, um can-
dieiro francez grande, urna cama de armacao j usa-
da, a pessoa que quizer dirija-se a rua do lio-pico
casa 11. 36.
VEMIAM VER E COMPRAR.
Barato sim, liado nao.
A 59OOO rs., o corte! 11
Na rua do Queimado loja n. 17, ao p da botica,
vendem-sc corles de larlaliuia moderna com listra
de sed para vestidos de senhora pelo diminuto pre-
c.o de 59000 rs., cada um. Esla fazenda be muito de-
licada, c vende-se por Uo baixo preco por ser por
conta dos lubricante, em Pars.
Vende-se um bom escravo, mojo e sadio : na
Iravessa da Madre-de Dos, armazem n. 21.
Vendem-se "esleirs de palhas novas a 14*0
ccnlo, chapeos de palha a 129 o cenlo, cera amarel-
la 5001 libra : na rua da Cruz do Recito, labcrna
de Lofel Freir de Andradc 11. 31.
Earhiha de mandioca.
Vende-sc em saccas grandes e por bara-
to preco : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na rua do Amorim n. 54. .
Vende-se ura excrllenlesilio, na pnvoac,ao do
Mnnlciro, com casa de vivenda e muilas fructeiras,
o qual foi dos berdeirus de Joaquim remandes Ga-
ma : quem o pretender, dirija-sa rua da Uniao, a
Iralar cum Jos Antonio da Silva e Mello.
REMEDIO INCOMPARAEL.
UNGENTO HftLLOWAY.
Milhares de individoosde tudas as narres podem
teslemiinharasvirtudes deste remedio iucomparavel,
e urovar, em caso necessario, que, neto usoiaue
dellcllzeram, tem seu corpoemembrosinleiramcnle
sao, depois de liaver mpregado intilmente oulro
traan,culos. Cada pessoa poder-se-haconvencerdessas
curas maravilbosaspelaleilura dos peridicos qoe lh'as
rehlalo todos os das ha niuilos annos; e, a maior
parle dellas sao Uo sorprendentes que t-dmiram os
mdicos mais clebres. Quantas pessoas recobraram
com esto soberauo remedio o oso de seus bracos e
tiernas, depois de ter permanecido lonso lempo nos
lospilaes, ondedeviam solTrer a ampulafol Dellas
ba muitas que havendo deisado oses as) lo de pa-
decimenlo, para se naosubmettorem a cssa operacao
dolorosa, foram curadas completamente, mediante
o uso desse precise) remedio. Algnma das toe pes-
soas, na efusao de seo reconhecimenlo, declararan!
estes resultados benfico*diauto do lord rorregeilor,
e oulros magistrados, afim de mais autonlicarem
sua allirmalna. .
Ninguem desesperara do estado de sua saude se
tivesse baslante confianca para ensaiar este remedio
constantemente, seguindo algum lempo o I ratamen-
te que necessitasse a nalureza do mal, cujo resulla-
ro seria provar iiicontestavelmcnle: Que tudo cura!
O ungento he til mais particularmente nos
' seguintes casos.
matriz.
Peanas de guaraz.
Vendem-se na rua Nova n. 44.
CHEGUEM FRE('.UEZES+*
a rua do Vigario n. 8, que he rhegaddumgrande
sorlimenlo de lom;a da ltahia, de gostos modernos
e vende-se por menos que em oulra qualquer par-
le; na mesma casa precisa-sa de duas pretas para
vendern da mesma louca na rua.
PECUINCHAI!
Vendem-se supertores btalas francezas muilo no-
vas, pelo baralissimo prec,o de 19280 a arroba, c em
libras a 50 rs. : na rua Direila n. 76, esqoiua do
becco dos Peccados Morlaes.
Vendem-se uns pedacos de sacadas
de muito boa pedra: os pretendentes po-
dem ir no im da rua Bella ao p da rua-
re, e para tratar no aterro da Boa Vista
n. 45, segundo andar.
i JiO CO^SlLTORIiTa
DO DR. CAS NOVA,
g KL'A DAS CRL7.ES N. 28,
9 continua-!* vender carleiras de homeopa- v
S thia de 12 tubos (grandes, medianos e peque- C3
W nos) de 24, de 36, de 48, de 60, de 96, de 120 S
M de 144, de 180 al 380, por precos razoaveis, jai
S desde 59OOO at 2009000.
Elementos de bomeopalhia, 4 vols. 69000 55
J Tinturas a escolher (eutre 380 quali-
M daile. cada vidro 19000 Mt
Tubos avulsos a escolha a 500 c :itMi fi
Vende-se urna casa na grande |ioni:u;i, d
**> Jo IVdias, com parlara, labcrna c cnmrflodos
para familia ; a tratar na rua cstreita do Rosario 11.
11, taberna de Manoel do Reg Soares, aonde se es-
plicar as commodidades da dita casa e o prejo.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
> endem-sc vela de cera de carnauba de compo-
sicao. toilas no Aracaty, da mclhor qualidade que
ba no mercado, e por mais commodo preco que em
oulra qualquer parle : na rua da Cruz n. 34, pri-
meiro audar.
mmmmsmmm-mmmm
HE MODA!
Alpacas de sedas lisas, furta co-
res e dequadrinho8, proprias para
vestidos, vende-se pelo baiatissimo
preco de 5Q0 rs. o covado : na rua
do Crespo n. 16, esquina da rua das
Cruy.es.
Familia de mandioca.
Vende-se a bordo do patacho Flor da Verdade.
tiltiraamente chegado de Santa Cathariua, e o qual
se acba Tundeado defronle do caes do Ramos, supe-
rior lariuha de mandioca e por barato prec,o ou na
rua do Trapiche 11. 6, segundo andar.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre indubitavelmente no dia 20 de se-
tembro do corrente anno.
Alporcas.
Cambras, i
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
(tseoslas.
dos membros.
Enfermidadesda cutis em
geral.
Eiifcrmidadcs do anus.
Erupc,es escorbticas.
Fstulas 110 abdomen.
Frialdade 011 falla de ca- Tremor de ervos.
lor as extremidades. Ulceras na bocea.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchagcs.
lullannnacao do figado.
_ da bexiga.
Vende-se este ungento no eslabelecimenlo geral
de Londres, 244, Slrand, e na loja de lodos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas cncarregadas de
sua venda em toda a America do Sul, llavana e
Ilfspanlia.
Venden,-se a 800ris cada boectinba contm urna
inslruccao em porluguez para explicar o modo de
fazer uso dcsle ungento.
O deposito geral lie em casa do Sr. Soum, phar-
maceulico, na rna da (kuz n. 22, em Pernambuco
Vende-se 1 oilank, 1 mappa c 2 tahuas nuti-
cas, sendo urna por Calle! c oulra por Vorie,
Lepra '
Males das peinas.
dos peilos.
de ollios.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmde.
Queimadelas.
Sarna.
Supuracoes pulridas.
Tinha, em qualquer parto
que seja
do figado.
das arliculaccs.
Veas torcidas, bu uodadas
as pernas
vara, o oulras muitas fazcudas : na loja de Joaquim
Bernardo da Coulia.
PABA A FESTA.
-Sellins ingleses para homem c senhora
\cndem-se sellins ngle/es de pa-
lenle, com todos os pcrlences, da ine-
ihor qualidade que lem viudo a esto
mercado, lisos c de hurranne, por
preco muilo commodo : em casa de
Adamson llonic & Companhia, rua
do Trapiche 11. 42.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na toja de (luimaraes & llciiriques, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas fcancezas do ultimo gos-
lo, pelo baralissimo prci.o de 180 rs. o covado.
NOVA OBLEANS.
Barato sim, liado nao.
Na na do Queimado luja 11. 17, vende-se alpa-
ca de seda furia cores lisa c de lislras inlilulada
Nova Orleanspelo barato preco de 500 rs., o cova-
do, sendo esla fazeuda muilo propria para vestidos
de senhora c meninos; caze de ia e seda de cores
as 111.11. delicadas,inuilo| i opilo para vestidos desc-
11I101.1 e meniuus a 500 rs. o covado.
Vende-se um sanluario em muilo bom oslado,
e por preco commodo : uo palco do Carmo i^ 16.-
Vendem-se saccas com superior leij.io mulali-
11I111, por preco commodo ; no arinazcm da escadi-
nlia da atbndega n. 7.
GA/.EDESEIJA.
Na esquina da rua do Crespo n. 1G,
chegou a esta loja, viudo de cncomincuda
das mais acreditadas fabricas de Paris,
lindos e anda nao \istos curtes de ga/.e
de seda com um extraordinario numero
de covados, podendo-se l'azer o vestido
com toda a dimensao que i'or necessaria ;
adveite-se as senhoras de bom gosto, tpie
o prero lie commodo em attenca a fazen-
da (pie he de exccllente tpialidade, e in-
teiramente de bom gosto.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ler superior potassa da
Russiae da America, por preco razoavel,
e cal de Lisboa da mais anovu.
Vende-se ora piano rom pouco uso: na rua do
Vigario 11. 25. primeiro andar, se lira quem vende.
Farinha de mandioca.
Vende-se muilo superior farinha de mandioca, em
afteca ni oides de alquiro bem medido : na traves-
sa da Madre de Dos n. 3'e 5, ou na rna do Quei-
mado n. 9, loja de Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo.
. ludo
em bom uso : quem pretender annuncie.
Sedas.
Continua-se a vender seda lisa furia-cores, de
gusto o mais delicado que lem viudo a esla praca,
pelo baralissimo precc. de 1280 rs. o covado : na
rua do Queimado, loja do sobrado amarcllo n. 29, de
Jos Moreira Lopes.
Bom e barato
Vendem-se corles de chita de barra, de cores fixas
a 19600 cada corle ; na rua do Queimado, loja do
sobrado amarello u. 29. Na mesma loja de eucon-
Ir um completo sorlimenlo de fazendas de todas as
qualidades, e por precos que agradaro aos compra-
dores.
Na rua da Cadeia do Recito 11.60, vendem-se o'
seguales viudos, os mais superiores que lem viudo a
esto mercado.
Porto,
Buceltos,
Xercz cor de ouro,
Dito escoro,
Madeira,
em eaiiinhas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por preco muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recito n. 50 ha para veuder
barris com cal de Lisboa, rcccntemeutc cliegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as qiuu>t tcJ>am-tc a venda, por
preco commodo o com promptidao'
eiiili.ucaiii-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber ci Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Cola da Babia, de qualidade esco-
lhida, e por preco commodo : a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebidallia pouco
da Babia, com bom sortimento*: vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, cliegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
juelle reino ; vende-se na rua do Tra-
Ei I beles -
Meios
Quartos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
Aos 10:000000, 5:0005000
1:0009000.
Na rua da Cadeia do Re-
cito, loja de cambio do Yi-
eira 11. 24, vendemTse os
mu acredilados bilheles
cautelas do cautelisla Salus-
liano de Aquino Ferrcira.
Os bilheles c canlolas nao
sotVrcm o descont de 8
do imposto -orot nos Ires
primeiros premios grandes
1 IgOO 10:0009000
3>j00 5:000s000
23HOO StlOOO
t.>j00 l:2dO;000
1.-S300 1:0008(100
9700 5009000
Cortes de chita.
Novo sorlimenlo deenrtos de cliila larpa, core fi-
xas, c padrcs claros c escuros a 29000 cada um.: na
loja de -i portas, na rua do Queimado n. 10.
FAZENDA DA MODA.
Alpacas de seda de quadros lisa, furia-cores, fa-
zenda para vestidos, do mclhor kosIo que lem viudo
a esla praca, por presos que muilo ho de gradar aos
compradores; dilo-sc amostras para verem em qual-
quer parto : Da loja do sobrado amarello. nos qualro
cantos da rua do Queimado n. 29, da Josc Moreira
Lopes.
Vende-sc superior e nova farinlia de mandioca,
ebegada recenlemenle de S. Matheus : a bordo do
patacho .Imisade (''instante, e hiato Amphilrile, ou
na rua da Cruz n. 3, escriplorio de Amorim Ir-
inaos.
Vendem-se ricos pianos com escolenles vo-
zes e por precos commodos: em casa de J.C. Robe,
rua do Trapiche 11. .
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinbos de N. S. da Pe-
nda desla cidade. augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da nolicia histrica da mo-
dal ha milagrosa, c dcN. S. do liom Conselho : ven-
de-sc nicamente ua livraria 11. 6 c 8 da prara da
independencia, a 15000.
MIMIItiMIII
Deposito de vinho de cham- ()
lid.
ngne Chateau-Ay, primeiraqua-
ade, de propriedade do condi
Vende-se ou aluga-se o sillo que foi do fa!
cido Pila, em Parnameirm ; qdem o pretender,
lenda-se com Aninio Augusto da Fonseca.
Vende-se ou arienda-se.um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com72()psde coqueiros, com boa casa
de viveda de pedra e cal ;' quem o pre-
tender, dirija-se a' ruti do Rangel n. 56.'
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gjbson:
vendem-se reoslos de ouro de alinete, de paten-
te inglezes, da mellior qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
CASEMIRAS BARATAS.
Continna-se a vender cortes de calc,a de casemira
de cores, havendo sortimento para escolher, e pelo
barato pjpso de 49800 o corto ; na loja de 4 portas,
na rua do Queimado n. 10, de M. J. Leilt.
Vende-so um tanque de madeira grande, pro-
prio para deposito de rael, porque foi feilo para rae
fin, e esla armado para o comprador ver o laando
e a seguranra com que foi feito ; para ver, nosCoe-
Ibos da parte das Cinco Ponas, na casa que tom nm
inniudo de vento em cima do toldado, e para nego-
cio, na rua da Senzala Velha n. 110.
A 4,000 RS. i ABROBi.
\ ende-se carne muilo sus e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 49000 rs.
a arroda em pacoles de 4 arrobas : no armasen *
porla larga ao pe do arco da Conceicao, defrooto da
escadinha.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de topeto, de di-
versas cores, grandes a 1J200 rs., ditos brancos a
lS200rs., dilos com pelo a imilacAo dos da papa a
19W0 rs.: na rna do Crespo leja n. 6.
Vende-se nm moleqoe de 6 a 7 annos,muilo es-
perto e sadio; tambem se Iraca por urna escrvta de
meia idade, de aiancavel conduela, e que saiba fa-
zer o servido interno e externo de urna casa de fa-
milia : na rua Nova n. 26, primeiro andar.
Vende-e urna grammalica francesa de Bur-
gain ainda nova ; em Olinda, fabrica de charolo,
na ladeira doVaradooro n. 38.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tom a
venda a superior flanella para forro de sellins rhe-
gada recenlemenle da America.
Potassa.
No anligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende- muilo superior potassa da
Russi, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para fechar conlas.
BHIiNS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 e 7001 rs.
a vara, fustao branco alcochoado a 400 n. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pejas ^la
cassa de quadros, proprias para babadosaSgOOOi gan-
ga amarelln trancada a 320o covadu : na laja da rua
do Crespo n. 6.
S98F.
Acha-se a venda nos armazens de Deane Yanto &
Companhia, a verdadeira farinha de SSSF aaminha.
Cortes de eambraia.
Superiores corles de eambraia bordados da seda,
de muilo bom gosto a 49OOO cada 01a, ditos de cassa
cbila a 29000, dilos de chito fraiiceza larga a 39000,
lencos de seda de 3 poolas a 640, ditos de eambraia
com bico a 280 cada nm : na rna do Crespo, loja
n. 6.
Toalhas e guardanapos de panno de linbo-
Vendem-se toalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a lOsOOO a duzia, ditas lisas a 149000
a duzia, guardauapos adamascados a 119600 a dusia :
na rua do Crespo o. 6.
l.INKA DE CAKRITELSE20 JARDA.
Vendem-se cm casa de Fox BroLberi, u da Ca-
deia do Recito n.62, carnleisda mais sopen lirha
que lem viudo a este mercado, cada carril*! Un 200
jardas.
Cassafrancezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo borrl
goslo, a 320 o cavado.
Jacaranda- de muito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes #
Companhia, rua do Trapiche Novon. 16,
segundo andar.
Vende-ae nm exccllente earrtofto de i rodas,
mu bem tonsurando,eem bom estado ; est espuela
na rua do AraaJo, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz eo
Recife n. 27, armazem.
QUEMSE PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recito no armazem n. 62. de
Antonio Francisco llarlins, se vende os mait supe-
riores queijos loodrinos, presunSos para hambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raso.
MoinhoB de vento
"ombomhasdeVepuxopari regar borlase balsa,
de capim. na fundicao de 1)1 W. Bowmau : na rus
do Brum ns. 6, Se 10.
Devoto C'Msto-
Sahio a lnz a 2.a edicao *Ji vrinho denominado-
Devoto Chrisiao.mais correcto o acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da in-
dependencia a 640 rs. cada exeraplar.
Redes acolcboadas,
brencas e de cores de um so panno, mnilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na roa do Crespo, loja da
esquina qoe volla para a cadeia.
MUITA ATTENCA'.
Vende-se cortes de cassa com barra muito bonitos
por 29500 rs., ditos de eambraia brancos e de ce-
res com babados, dos mais modernos a 4*200 rs., di-
los de eambraia de seda, corlea de seda escocez de
bm goslo chegados ltimamente, cassas de cores
modernas a 500 rs. a vara, chitas Gxas a 180 e 200
rs. o covado, corles de rllele de fusiao a iQtOOr*.,
casemira de algodilo a 320 rs. o covado, bri.vi deat-
godo de cores proprio para palitos a 250 rs. o ca-
vado, corles do casemira de lindos padroes a 59000
rs., chapeos pretos fraucezes a 6C000 rs., dilos de
sol de seda de cores a 69200 r. diales de alnada*
de cores a 800 rs., a oulras mais tutandas per prego
muilo commodo : na loja de Leopoldo da Silva Quei-
roz, roa do Queimado n. 22.
Vende-se urna oplima enerara, crenla, com
algumas habilidades ; o motivo por que te vende se
dir ao comprador : na rna da Roda, sobrado n. 17.
Vende-se urna mulato com 20 annos de idade :
na rna da Gloria n. 6.
Veude-se um casal de escravos de bonitas fi-
guras ; na praca da Boa-Visto n. 10. Netsa mes-
ma casa aluga-se ou arrenda-se uin iiuimd lava-
do, para qualquer cstaliclccimeutc,e por preco com-
modo.
/
piche n. 16, segundo andar.
Vende-sc urna balanza romana com lodos os
seus perlences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se rua da Cruz, armazem n.4.
AttencSa.
Vende-se a laberna tita no Pateo do Terco n. 2,
com poucos fundos, ou mesmo s a armacao : a tra-
tar na rua Direila 11. 76.
0
POTASSA BRAS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, clie-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eli'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron de
Companhia.
^ de Mareuil, rua da Cruz do Re-
" cil'e n. "0: este vinho, o melhor
VP de toda a champagne vende- w
se a oSOOO rs. cada caixa, aclia- aVjjh
" se nicamente em casa de L. Le-
P cbmte Feron & Compjuihia. N. I. W
(99 As caixas sao marcadas a fogo @
f$ Conde -de Mareuil e os rtulos jg
das garrafas sao azues. Q
AOS SENHORES DE KNCENHO.
l.ohorluies oscuros muilo grandes c encorpado*,
dilos brancos rom pello, muilo grandes, imllando os
de toa, a 19W0 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vendem-serelogios de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parte
na praca da Independencia n. 18 e 20.
DVposito da fabrica de Todoa oa Santos na Sahia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber C, na rua
da Cruz n. 4, atondar, trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saccosde a-surar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-sc em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na pra^a do Corpo Santn. 11, o seguinte:
viudo de MarseiUecm caixas de 3 a 6 duzias, I i nhas
em no\ ellos ecarretela, bren em barricas muito
grandes, ac de milao surtido, ferro inglez.
Vendem-se 3 molecotes de bonitas liguras : na
rua Direila 3.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinlias, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na rua doLivramento 11. 36, toja de cera, se
dir quem vende 1 par de brincos de diamantes, 3
dilos de ouro contrastado, 1 annel rom brillianles,
3 ditos rom diamantes, 1 alfiuelc de peilo de senho-
ra, 1 salva de prala contrastada, 1 palileiro dito, 1
bandeja pralciada, 12 cadeiras, 2 dilas de bracos, 1
sof, 1 mesa redonda, 2 bancas, ludo de Jacaranda,
1 cama francesa de amarello com lodosos perlences,
1 commoda de magno rom gavelOet, 1 guarda-louca
de louro, 6 livros em branco paulados, ludo muito
barato, por scu dono se retirar para forado imperio.
Na rua do Arcgao n. 9, vende-se urna bonita
escrava, sadia c rom algumas habilidades; o moti-
vo da vendase dir ao comprador.
CAPACHOS E FRANJAS.
\endem-se os melhores capadlos que lem vindo
a 1 le mercado ; na rua da Cadcia do Recito 11. 45,
esquina da aladre de Dos, loja de miodezas, aonde
tambem ba bom sorlimenlo das melhores franjas de
duhda, para cortinado.
Vende-se nma porro de travs, madclras de
qualidade : ipiem prelender, dirija-se rua Direila
n. .
Vendem-se urnas corlinas novas para cadeiri-
nha, bordadas e forradas de selim branco; quemas
prelender, dirija-sc i na do Crespo n. 21.
ESCRAVOS FGIDOS.
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Desappareceu no dia 8 de artombre eescravo,
crioulo, de nome Antonio, que costme trocar o no-
me para Pedro Jos Cerillo, e intitular-te torro,
lie muito ladino, foi ccravo de Antonio Jote de
Sani'Anna, morador no engenho Caite, remarca de
Santo Antao, e diz ser uascido no sertRo do Aped),
estatura e corpo regular, cabellos pretos, carapioba-
dos, cor um pouco fula, odos escuros, nariz arando
e grosso, kaMOS giossos, semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesta occaeiao foi com
ella rapada, com lodos ns denles na frente; levou
camisa de madapolo, ralea ejaqaet branca, cha-
peo de palha com aba peqoena e nma trointa de rou-
pa pequea; he de suppdrque mude de trage: ro-
ga-se portanio as autoridades policiaes epessoas par-
ticulares, o apprehendam e Iragans nesto lirada do
Recito, na rua larca do Rotaran. 21, queso re-
compensar muilo bem sea trabtdho.
' Desappareceu no dia 18 do corrento o prelo
Joflo, de naoao Conso, ou Guicams, represento 40an-
nos, estatura ordinaria, reforjado do.corpo, reato
edeio, com falla de um denle de cima, he calafate e
per 1 once ao casal do fallecido Norberlo Joaquim Jos
tiuedes. Pedc-se as autoridades policiaes e capilaes
de campo a sua captura, e manda lo entregar a viuva
II. Auna Joaquina de Jrsus QueirotGeedes, Ba roa
do Appolo 11."-', que serao recompensados: esto preto
est malriculado na capitana do porto.
tOOSOOO de aralificicSo.
A quem apresenlar o moleque Alfonso, de najio
Camundongu, idade 20 e tontos annos, bastante ser.-
co do corpo, fcicOcs miudas, altura reaular, com
dnas marcas de feridas no meio das costas ;' desap-
pareceu de casa cm 17 do corrento agosto, pelas 7
horas da larde, c como nao leve motivos parafagir,
e leve sempre boa conduela, suppSe-se que fosse fer-
iado ; levou cad;a de casemira azul, camisa de al-
godao grosso e chapeo de palha com fila preta larga:
quemo irouxer rua 'de Apollo n. 4 A, receber a
-1.1 tilicaci cima.
Ainda conlinoa estar fgido o prelo que, eni 11
de elembro prximo passado, foi do Monieiru a um
mandado no engenho \ crenle, acompanliando urnas
\,iccas de mando doSr. Joi Bernardino Pereira de
tirito, que o aluguii para o. mesmo fim; o escravo lie
do iiuine Manoel, crioulo, daixo, proseo e meio cor-
cunda, com a harrina grande, lem um signal grande
de frula na perna direila, cor preta, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, tom o lerceiro dedo
da mo direila eucolbido, o falta-Uro o quarto: le-
vou vesiide calca azul de zuarle, camisa de alamino
lizo americano, porm levou oolras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, e usa
sempro do correia na cinto: quem o pesar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a sen senhor Homao Antonio
da Silva Alcaulara, ou no largo do relouriohoarma-
zem de aucar 11. e 7 de Roro3o& C, quesera re-
compensado.
Desappareceu no dia 1. de agosto o preto Haj-
niuodo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, conhecido all por Rai-
mundo do Pauto, muito couvivente, locador de flau-
tim, cantador, quebrado de urna verilda, barba ser-
rada, beicos grossos, estotura regular, diz saber ler
e escrever, tem sido encontrado por vezei por detraz
da rua do. Caldcireiro, juntamente com una preto
sua concubina, que tem o appellido de Mana cinco
reis ; portanto roga-se as autoridades policiaes, ca-
pii.'u-s decampo e iiiais pessoas do po>o, que o ap-
l'iehendan e tovein ,1 ma Direila u. 76, que serio
generosamente gratificados.
-------------------------------------------r
PERN. : TVP. DE M. F. DE PARIA. 48..
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V


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