Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01366


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Full Text
--
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ANNO XXX. N. 213.


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V
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V;
Por 3 mozo* adiantados 4,000.
Por 3 mezeii vencidos 4,500.

SEGUNDA FEIRA 18 DE SETEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA si l;Si Illl'i \o .
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Martins; Kahia, o Sr. F.
Duprad; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Poreira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemos Braga; Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Bordes; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 1/4 a 27 1/2 d. por i
Paris, 365 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
n Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do ba 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
n da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de 69400 velhas. 16*000
de 63*400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prala. Palacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 1986O
rABTlfA OS COBBEIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garnbuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista,Ixe uricury.a 13e28.
Goianna e Parahiba, seundas e sextas-feiras.
Vietoria Natal, as qinias-feiras.
_ PREAMAl B IIOJE.
Primeira 1 hora e 18niuios da larde.
Segunda 1 hura o 42Tutnlos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equinias-fciras.
Relacao, ter^as-feiras e sabbados.
. Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Jubo de orphos, secundas e quintas s 10 horas.
1 .* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, querase sabbados ao meio dia.
EPIIEMEBIUES.
Setembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutos c
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manha.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da Urde.
29 Quarto crescente 1* hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
.PARTE 0FFIC1 AL
MINISTERIO DO IMPERIO.
Decreto n. 773, de 23 de agoste de 1851.
Mirra o limites das provincias de Goyai e do Ma-
r iliio.
Hei por bem sanecionar e mandar que se eiccute
a resoluo-lo seguinte da assembla geral legisla-
tiva.
Art. 1. Os limites d provincias de liosa? e do
Maranho sao os rios Manuel Alves Grande, desde a
sua embocadura no rio Tocanlins, procurando -n.is
primeiras verlenlejjl encontrar as lo rio Parna-
hyba : odto rio IjMk^is desde a fot do Manoel
Alvos Grande al a *af)aguaya, no presidio de S.
Jou dt Araguaya,comprehendidas a< ilhas prximas
;i maraem direita; e desta ultimo ponto al encon-
trar as vertentes septentriooaes do rio Gurupy, de
conformidade com o auto de demarcucao celebrado
era 9 dejulho de 1816, em cumprimerito de aviso re-
gio de lt de agosto de 1813, e resolucao de doie de
junlio de 1832.
Art. 2. O mesmos limites terao as dnas dioceses
b Goyazedo Maranho naquclles pontos; Picando o
governo autorisado para impetrar da S.mia S as bul-
las Decesiiirias.
Art. 3. Ficam revogadas as leis contra-
rio.
Luiz Pedreira do Coulo Kerraz, do meu conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios do impe-
rio, assim o tenha entendido e la executar.
Palacio do Rio deJaoeiroem ^S^'KOsto de 1854,
trigsimo terctiroda^ndep* We do impe-
rio. / j 1
Com a rubrica de S. M. o-\ Luiz Pe-
dreira do Couto Ferraz.
____
MINISTERIO DAJUSTICA.
Decreto 1,419 de 16 de agosto de 1854.
Crea am esquadrao de cavallaria de guardas nacio-
naes no municipio da capital da provincia do
Cetra.
Alleodendo a proposta do presidente da provincia
do Cear, hei por bem decretar o sogu ule :
ArL nico. Fica creado no municipio da capital
d provincia do Cear, e subordinado ao respectivo
comisando superior, um esquadrao avolso de afraila-
ra, de200pracas da guarda nacional, o qual ter a
sua parada no Ingar que for marcadb pelo presiden-
te da provincia na conformidade da lei.
Jos Thomaz Naboco de Araujo, do mea conselho,
ministro e*ecretario de estado dos negocios da jusli-
r>, assim o tenha entendido e face executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em lf. de agosto de
1854, trigsimo terceiro da independencia e do im-
perio. *
Com a rubrica de S. M. o Imperador. Jos Tho-
maz Sabuco de Ai aujo.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do dia 21 de maiode 1854.
A' thesouraria da provincia da llaliia, declaran-
do que he bem- fondada a^Ofcajja^L^irqciirnctor "*-
calda ne*na thesouraria, quanao^RioMou que as
quitir,6es passadas nos curadores de liorancasjacen-
les, em conforioidade do decreto de 9 de maio de
1842, nao eslo sujcilas ao pagamento de emolumen-
tos, nem ao sello, na forma do art. 52 7 do regala-
ramio de 10 de julho de 1850.
tnmm ------
GOVERNO DA PROVINCIA.
' Expediente do dia 14.
Oflicio. Ao inspector da thesouraria de fazenda,
recommendando a expedicao de suas ordens para
que o inspector da alfandega consinta o despacho
sent de direitos i 340 espingardas do adarme 17 e
338 milheiros de espoletas violas na galera inglcza
Serafina por encommenda da thesouraria provin-
cial pan o servico do eorpo de polica desla pro-
vincia.Fizeram-se as neeessarias communicaoes.
. Dito. Ao mesrao, para mandar fornecer ao
commaadanle superior da guarda nacional do mu-
nicipio do Pao d'Alho os livros mencionados na nota
que remelle.Communicoujse ao referido com-
mandanle soperior.
Djtaj Ao juiz de direilo interine da 1. vara,
inleirndo-o de haver designado a Smi:. para servir
no conselho que nos termes do art. 113 do regula-
manto de 19 de maio de 1816, lem de conhecer das
conlas das mullas imposta*, pela capitana do porto
no anno financeiro prximo lindo, e recommendan-
da que comprela amanhaa na capiUnia do porto
para dar principio a esse trabalho.
Dito. ,1o Inspector da thesouraria provincial,
dizendo que pode Smc. continuar a mandar pagar
ao profeaor de desenlio do lyceu desta cidade o or-
denado >qte Ihe competir.
-15-
Ofliuo. Ao inspector d thesouraria de fazenda,
commonicando que o bacharel Francisco Bredero-
des dandrade parlicipra haver no i'.ia 12 do cor-
reute, unbado no exercicio do cargo de juiz muni-
cipal do termo de Po d'Alho. Igua! communca-
c3o seles ao Exm. conselhciro presidente da re-
anlo.
Dito. Ao raesmo, commiinicaudo hiver partici-
pado o juiz municipal e de orplulos do termo de
Goianna, bachatel Caetano Estelita Cavalcante Pes-
soa, em oflicio de 10 do corrente, que naquella data
passra o exereicio do seu cargo ao primeiro sup-
plenle, por ter de tomar as-ento na assembla le sis-
la ti va provincial, extraordinariamente uuvocada.
Communicou-se ao consellielro presidente da re-
lacio.
3
"Mito. Ao mesmo, declarando em resposla ao
seu oflicio de honlem, n. 182, que o aparelho do
pliarol da provincia das Alagoa, a que se refere
o oflicio desta presidencia de 9 deste mez, deve ser
despachado isenlode direitos nos termos do S 3. ar-
tigo 10 do rcgulamenlo n. 633 de 28 de agosto de
1819.
Dito. Ao commandante da estatu naval, dizen-
do que, logo que c-liver desembarazada por esse
commamlo, pode S. S. expedir suas ordens para que
a crvela de guerra a vapor ViamSo siga para a
corte.
Pilo. Ao cnsul de Portugal dizendo que, em
alafia ao seu oflicio acerca do pagamento que pe-
deni no reqiieriincnto que remelle, Miguel Fcrrci-
ra dos Santos, Antonio Gomes, JoSo Mara Piuliei-
ro, e Jarinlho Antonio de Abreu pelos servjcos que
preslaram oa barca do escavacao desliuada ao Ma-
ranho, remelle por copia a informacSo qoe sobre se-
melhanle prclenclo ministrou o inspector do arse-
nal de mariuha.
Dito. Ao capitn do porto, para que remeta
com brevidade, fim de ser transmitlida ao rom-
mando superior da guarda nacional dos municipios
de Olinda e Iguarassu', que a requisita, urna relacao
dos moradores do liltoral dos referidos municipios,
que se acham matriculados oessa capitana em con-
sequencia de scempregarem na vida de mar.
Dito. Ao mesmo, dizendo que com esle Ihe
serAo apresenlados fim de serein empregados no
servico daquella repartidlo, nove indios da aldeia
de Barreiros, cujos nomes consta da relacao que re-
melle.
Dito. Ao inspector da thesouraria provincial,
transmillindo copia do orcamento, que nesta dala
approvou, dos reparos de que precisa a estrada do
Pao d'Alho desde o marco do 3,000 bracas al a
ponte do Cachang, os quaes canto sendo execulados
por administrarn. Communicou-sc ao director das
obras publicas.
Dito. Ao mesmo, declarando em resposla ao of-
ficiode 13 do corrente n. 474 que acaba de nomear
para examinadores no concurso a que se lem de pro-
ceder no dia 18 do corrente para prendimiento do
lugar de 2. escriplurario da contadura dessa the-
souraria a Antonio Pedro de Figueiredo, Antonio
Egidioda Silva, este em arilhmetila, e aquello em
escriplura e grammalica da lingua nacional, deven-
do Smc. designar d'enlre os empregados dessa re-
partirlo o que julgar mais habilitado em escriplura-
51o por partidas dobradas. Fizcram-se as neees-
sarias cnminiinicaQes.
Dito. Ao director das obras publicas, conceden-
do a aulorisaco que pedio para mandar lavrar ter-
mo de recebimento definitivo da obra dos reparos
da estrada da Victoria, eomprehendidos entre opa-
leo de N. S.- da Paz, c o marco de 7,0tK) bracas, cer-
lo de que acata data se expede ordem thesouraria
provincial para pagar ao arrematante daquella obra
a importancia da ultima prestarn do seu contra-
to.Expedio-se a ordem de que se trata.
Dito. Ao commandanle superior da guarda na-
cional dos municipios de Olinda e Iguarassu', de-
clarando que potlo expedir suas ordens para que os
hatalhes da -liarla nacional soh seu commando su-
perior, se reuuam nos domingos em as respectivas
paradas fim de entrar em exercicio.
X
DIAS DA SEMANA,
18 Segunda. S. Jos Cupertino (. ; S. Thomaz.
19 Ten-a. S. .(anuario b. m. ; S. ilo b. ni.
20 Quarta. S. jejum ( Tmporas) S. Eusthaquio.
21 Quinta. S. Matheus ap. e evangelista
22 Sexta. ( Tmporas ) Jejum. S. Mauricio m.
'lZ Sabbado. ( Tmporas) Jejnm. S. Lino p. m.
24 Domingo. 16." testadas Dores da SS. Vir-
gem Mi de Dos. Nossa Scnhora das Mer^ez.
EXTERIOR.
DOIS CHAMEMOS IMELIZES.
POR NATB ANIEL.
IV
B 1 ni bello lasaniiiilii.
(Conlinoaro.)
Marta de Glandevez Atuta Mobray.
Castello de Saint-Vinccnl, outubro de 182(1.
empezar de minha tristeza interior, arabo de go-
zar lguns momentos de verdadeira'alecria, lcndo a
noticia do nasemento do duque de Brdeos, c as par-
ticularidades do Amtentamento publico no dia desse
uronlecimento. Pensei em minha querida marque-
la de Ruuville, a qual teria morrido de alesria pelo
nascimento do fdlio, -*e nohouvesse morrido de d(',r
pela morle do pai. Cvrtameule so aleuma rousa po-
de aagmenlar a felicidade de que xozain no eco os
escolhidoi, essa santa realista leve um red atirnten-
lo de prazer no dia 9 de selemliro. Como deixar-se
de tomar parte lambem na alecria immensa da fa-
milia real, tilo cruelmente experimentada, e que ve-
sc renascer toda misse lierp'! Pensei sohreludo na
senhora duque/a de Atigooleme. Nao parece que
Heos Ihe restiliie ueste menino o irmo qoe lite li-
rou, e d-lhe o iilho que Ihe recusou '.' A carias que
nos chegam de Paris eslo rheias do particularidades
aflertuosas sobre o regosijo da familia real e sobre o
enlhusiasmo do povo e doexercito. Honlem noite
conversando com minha mi e Ernesto, ilivcrtia-me
em compAr um futuro para esse menino, que des-
canta) tranquillamenlc nos bracos da ama sem sus-
peitar todo o molim c toda a alegra que causa, de-
pois parava trislemcnle dizendo : Ah! lera elle um
futuro T e qual de nos ver esse futuro Ernesto
que he um chrislito chcio de le. um espirito rheio
de elevarSo, ri^poodeu-me gravemente : O que
Heos rameril, acalla.o f.rcio que minha sjude varil-
lante ronlribue para dar s minhas ideas essa cor ile
iiiol.ini'olia. Desde a scuinna passada simo una
g.-aiide pi ivai.n. nosso joven doutor proliibio-me ir
Ia;-se no l'iiiceri-
Urna grande alegra se prepara para a greja^
Escrevem-iros- de Roma que urna reunio de his-
pes perlcnrenles s diversas na;esdo catholecismo
vai ser convocada na capital do mundo chrisUo
pelo soberano ponliflce no fim do mez de outubro
prximo futuro para assistr a deliheraces sobre a
Immarulada Conceico da Sanlissima Virgem, e lo-
mar parle sera duvida na proclamaco dadcfiurao
dogmtica 13o impacientemente esperada.
ii He pois provavel que o dia 8 de dezembro do
corrente anno veja o cumprimento do voto univer-
sal e que Mara seja proclamada, pela voz infallivel
da igreja, I inmaculada em sua Couceicao.
iai 111
O Moniteur publica as seguites particularida-
des relativamente ao cerco de Silistria:
a Durante os 39 dias que durou o cerco, os Tur-
cos aliraram 41,100 tiros de pera, e os Russos mais
de 92,000. Nao lia urna s casa em Silistria que
nao tenha recehido duas ou tres balas. O ataque
nao era realmente dirigido senao contra tres reduc-
ios destacados, Iklani-Tabia, Ordon-Tabia c Arab-
Tabia. Foi principalmente contra esse ultimo que
os Russos dirgiram seu fogo. Ellcs levaram as
parallelas al quarenla passos de distancia, c (ize-
ramrebenlar cinco minas; mas estas nao causaram
a morle senilo a seis homens, e estes mesmos, pode
dizer-sc que se Sacrificaran). Com effcilo, cada vez
que se ouvia os mineiros russos Irahalharcm, le-
vantava-sc a toda pressa urna (rincheira, e quando
a mina rebentava nao levava seno o sentinella tor-
co, e os Russos, entrando na brecha, achavam, com
grande espanlo seu, um novo parapeilo armado de
per,as quq os melralhavam.
o Todo o cerco cuslou apenas aos Turcos 1,500
homens enlrc morios c feridos.
Reiuava no excrcito um enlhusiasmo sem ex-
cmplo: os rabes que achavam-se no Arab-Tabia
flearam ah vinte e cinco dias sem consentir em se-
serem mudados: lodos os soldados da guarnicu
solicitavam a honra de para l seren mandados :
dous arllheiros que foram nomeados officiaes, re-
Vide Diario n. 211.
i mUsa lodos os dias como costumava, aseverndo-
me que n ar fri que se respira dcbaixo das abobo-
d.is da igreja me he nocivo. Esta prohibirn pena-
lisa-me milito. Quando eslava assentada m nosso
anligo bauco, parecia-me as vezes, querida Anna,
lervollailo aos helios dias de nossa infancia em que
vestidas igualmente eajoelhadas umaao lado da ou-
Ira, oravamos a Dos por nossa mili ; porque nada
Mullamos que pcdir-lhe para nos. Espero que ire-
mos anda juntas nossa velha igreja, e que poders
orar ah por mm assim como oro pur ti lodos os
ilias.
Nosso bom cura de Clialcauneuft que he a car-
dade personificada, vem duas vezes por semana di-
zer missa na rapelliuha do cusidlo. Travamos ton-
gas conversaees que tranqullisam-me a alma. Elle
ensina-mc a resignaco e a paciencia lemhrando-me
o exeniplo do Dos, dianlc do qual ajnelho Indos os
das, e conduz-me como bom pastor as fontcs d'agua
viva, em que as almas enfraquecidas recohram tor-
cas para acabar sua peregrinaco. Sou mu pouco
orlc e mu pouco corajosa ; mas esses recursos divi-
nos sustentam-ine e fortilicam-mc,e a piedadede Er-
nesto que he admiravcl, excita a minha. Ha pala-
vras que torno a ler todos os dias, e que fazem-me
chorar todos os dias, lo aflectunsas s.lo, e tanto pa-
recem feilas para Dos ambas, minha rni,1a : Vindc
a mim mis que estis oppriinidos, c vos alliwarci.u
Ohedecanios juntas a essa voz que nos chama do eco,
minha Auna. Ah nao quero oulra pmvada verda-
dc do cllrblianimo seno esta : elle divini-nu o sof-
li imenlo, do qual fez o riiiniuho do co. Nesle valle
de lagrimas i nica reUgiao he a dos aflliclos. Como
sou algum lauto rovarde^queixo-inc s vezes ao nos-
so exccllcute cura do peso de meu fardo ; cnlo esse
liomem de Dos me consola, chora enmigo, e depos
repcle-mc que tanto as penas como os prazeres nos
vem daquclle que da o rro confurme a roupa, e que
llevemos siihmeller-nns sua vonlade.
a Sendo a bibliollieca do castello pobre em bons
livros. elle ollcreren-se para empreslar-me alguns, e
Ernesto que esta em rularan com os homens mais
eminentes deste lempo,communicni-me alguns cap-
tulos de una grande obra anda indita, e que ap-
parecer brevemente sol o latalo de Siririis de Saint
Petersbourg. I.embro-ine de ler encontrado o au-
tor em casa de minha querida marque/a de Ruu-
ville. Anda into esqueci-me do semblante bello o
cusaram esta honra para nao deixarem as pe-
cas.
a Dozo bateras russas aliravam sem cessar con-
tra o Arab-Tabia e esse reducto fura de (al sorle
arruinado pelas balas e pelas minas qut nao se po-
de mais repara-lo, e qualro dias antes do levatiln-
mcnlo do cerco foi preciso levantar outro reduelo
no interior da fortaleza.
Moussa-Pacha compartilhou a honra da heroi-
ca defeza de Silistria com o coronel Grach, oflicial
prussiano ha oilo anuos ao servico da Turqua.
He a este militar que se deve em parte a cxcellcn-
te organisacao da artilharia turca e sua hrilhanlc
conducta durante o cerco ; por isso em urna occa-
siao recente Dmcr-Pach o fclicitou altamente em
presenta de lodo o excrcito.
A correspondencia Hacas publica a seguiute carta
escripia de Vcnesuella :
A si i uar.n particular desle paiz vai-se tornando
de dia em dia cada vez mais critica. No dia 8 de
jnlho soube-se em Caracas, que a 30 de junho o co-
ronel Garcez frente de 300 soldados se insurgir na
pennsula de Parhsuana e amearava atacar Coro on-
de se achavao general Falcan, commandante militar
da provincia desse nomc.
a O governo, assuslado por esse acto de um ofli-
cial que tem ccrlo renome militar em nm ponto Uto
importante como he a pennsula de Paraguana
mandou em soccorro do general Fleao o batalho
do milicia de Pelara, villa visinha de Caracas, com
poslode 500 homens,osquaes embarcaran!emGuay-
ra ao 10 de julho.
a Na \ espera desse movmenlo houvc grande agi-
tacao na capital, cuja milicia toda foi chamada ao
servico e aquarlclada. Tinha-so recehido noticia
de outro levantamento em Guacara, villa visnba de
Valonea.
No dia 7 rtarde, os revoltosos marcharam so-
bre esta villa, mas a guarnirlo conseguio despersa-
los, e o Bolelim officpl de 11 de julho publicou a
derrota dos mesmos, a qual foi seguida de muil.is
prisocs assjm em Vlese* como em seus arredores.
Qualro das mais larde o poder exerutivo leve a no-
ticia do pronunciamento de J. Felippe, urna das
principacs cabecas da enmarca da provincia de Par-
qoismento; no dia seguinle era a -uarnieo da ca-
pital dessa provincia que lambem se declarava em
insurreico.
O governador reuni dehaxo das ordens do
commandante Varques um corpo destinado a levar
soccorros ao general l-'alco cm Coro, mas no mo-
mento de por-se em marcha, os soldados recusaram
obedecer e proclamaram o general Paes.
Tal ilnmonstraeo feila no seio de urna das
provincias mais ricas e povnadas da repblica, resi-
dencia da familia do cavalheiro Planas ministro do
interior, commoveu vivamente o governo, o qual
sem demora fez marchar o commandante militar de
Caraca, o general Frias, com um corpo de mil ho-
mens de paimeira e segunda linha, ordenando-lhe
que se dirigisse a'Valenca para ahi reunir-se com a
divisao do general Silva ; encarregado de marchar
contra o districlo rebelde.
o i i a 1ifeHMB^B1' o
victoria alcanzada pelaaxHB^aVsi,|(.,1riaes sobre o
coronel Garcez em Coro. De outro lado asseguram
que os insurgentes de Parquisinento, nao obstante
a presenra de um corpo de 600 homens, apodera-
ram-se da cidade de Araura, na provincia de Pari-
oas donde se poze/am era qommunicacao com os ha-
bitantes dos llanos ou Savanas da Apuria oque d-a
r novos defensores sua causa.
Esspera-se a cada dia ver rebenlar desordens cm
uniros pon los d a repblica. Falla-sc da vinda do gene-
ral Paes, o qual dizemqne dever chegarno mez pr-
ximo fuluro dos Eslados-Unidos com um ou dous va-
pores carregados de armas, municesde guerra e tai-
vez que mesmo de soldados para por-se a frente da
revoluto.
Al ao presente, os adversarios do presidente
nao lem sido mu felizes em suas tentativas ; elles
tem j sofirdo tres revezes, um cm Las-Lanas, ou-
tro cm Valonea e o lerceiro em Coro. O que he mais
para dcploiar-ae nessa guerra civil he o odio dos
dous partido : observou-se que na acao de Coro nao
se flzeram prisoneiros.
Os recursos do estado esgotam-sc na lula, eja
foi decretado que a partir do primeiro dejulho as al-
fandegas dos principaes porlos ( Guapra, Porto Ca-
bello, Cidade Bolvar e Macaraibo ) nao pagassem as
obrigacoes que lvessem durante o espaco de Ircs
mezes seno na ra/.n de melado do valor das mes-
mas.
a A8 do mesmo mez, o conselho de estado auto-
risou o poder excrulvo a conlrahir, para occorrer
sdespezasda guerra, um empreslimo toreado de
500,000 piastras, dividido pelas diversas provincias
na sesuinle proporcSo : Caracas 100:000; Caraboboe
Parquisimenlo, 10:000 cada urna ; Coro e Guiana,
cada urna 25,000 ; Macaraibo, Guarico, Parinas e
Barcelona, cada urna, 20,000 ; Portugueza, Apuria,
Aragua e Humana, cada urna 15,000; finalmente
Merida, Traillo e Margarida sao laxadas em 10,000
piastras cada urna.
Os governadores das provincias sao encarruja-
dos de repartir a contribuirlo de que se trata segun-
do os meins de cada cidadSo, e o embolen dever
ler lugar dentro de (radial a contar da nolificacao,
sendo os recalcitrantes presos e julgados como rebel-
des. Esta exlenso inslita dada a contrihuicao j
leve lugar no lempo da presidencia do general Mo-
nagas, e por urna coincidencia singular o ministro
que aconselhou-a acha-se prnutmanu pr.
conspirador.
O Huropean Times d M de- agoalo Iranscreve
do Moniteur de Carme\% cguintes carias:
a Nosso corpo expedfonario, destinado prova-
velmentc a invernar ni ilhas Aland achara all
subsistencia fcil e abortante. Sem mencionar as
provises que os esquadtes Ihes deixaram, o paiz
por si mesmo ser rapaz lo suppri-lo. Segundo o
bario Sibrel, os habitanls vivem commodamcnle,
suas casas sao conservads- com o maior aceio e a-
bundanlemenle supridasde ludo o que he neces-
sario vida. Essa farlura do he somente tirada do
producto do solo, bem que especialmente lias boas
eslaces a col hei la de Irigo Vja abundante, ellcs a-
rlio anda maiores rccursosM pesca e cace deque
nem mesmo o rigor do cliia os pode privar. As
ilhas maiorcsconlem lagos tanmerososres, os quaes
bem como toda a costa do ar, abundara em peixe,
de diversas qualidades. H< Umbem cace cm abun-
dancia bem que seja contimniamentc destruida pe-
los habianies ou pelos lobo., os quaes todos os in-
venios alraves'iini da Russh cm bandos por cima do
gelo. Os habitables emprean-se com grande cui-
dado na crearn ao nado, elo posiuem ricas e ex-
tensas parlagens, principaln.eile ao longo da costa.
Seus bois, de peqiicno tantalio, dao-lhc todava
grandes lucros, cxporlam peie fresco, secco e sal-
gado, manleiga c queijos deiplima qualidade, de
sorle que podemos segurronte dizer que nossas
tropas nada terau que receiar a tome ou da escacez.
Sero ellas expostas a perige de outra especie ?
Tentaram os Russos de-aluja-l s alravessando o gelo
sobre esse braco do mar? Sen duvida nos invenios
mu rigorosos, osestreitos queseparam o jirchipcla-
go das praias do continente sk coberlos durante al-
guns mezes por urna carnada epessa de gelo, de sor-
le que fcilmente pode-se pasar a pe de S. Peles-
burgo para Slockolmo. Exrcilos mesmo com a
mais pesada arlilheria lem Iravessado o Bltico,
acumpando-sc sobre o gelo, bre qual acenderara
fogueiras com tanta seguranQ como sobre a Ierra
firme. Anda nao esquecemoi as proezas do intr-
pido Carlos Gustavo, que fr-nte de seu excrcito,
com cavallaria e artilharia, travessou-o Sund cm
1G58 para levar a guerra ac cuaro da Dinamarca;
podemos al mencionar fados le mais rcenle dala.
Em fe\erciro de 1809, os Rqssis inarrbara.ni de Abo
sobre o gelo para apoderarem-sc das ilhas Aland.
Nenhuma duvida ha a este resieito, porem nem lo-
dos os invernas sao iguaes naintensidade do fro.
He um faci nolavcl que o cima, mais temperado
no archipelago Aland do qjie la Succia e Filandia,
he gcralmcntc mu benigno en enn-i leraro da la-
litudc, e o que he ainda mais intavel, he mui sadlo
e favoravcl preservadlo da 'ida humana. A ne-
v derrele-se cedo na primavera eos porlos gclam
mui larde por causa da rpida rorrente formada pe-
las aguas dos golphos de Filaucia e Bolhnia.
De outro lado, se o gelo as collocassc cm urna
pnsiein perigosa a rsped > di Russia, facilitara
lambem grandemente a viuda de supprimcntos da
Succia.
Finalmente cahindo em iussn poder, as forlifi-
ca^es do archipelago Aland briverqentc seriam col-
locados por nossos olTIciaes engiil>iros, em lat es-
tado quejioderiam resistir a qcalqiier ataque, ese
algunsde nossos navios invernar, o que he mui pos-
sivel no gelo, formarn em torno do nosso acampa-
mento um cordita de fortalezas nexpugnaveis.
As ilhas Aland serao pois tomadas, se nossos
generaos atacarem-nas o umi vez tomadas, serao
conservadas. Os leilores apreciarao fcilmente as
vanlagens dessa primeira conquista para a campanha
do anno seguinte no Bltico, o
acompanhando as raformacoes pedidas pelo governo,
em 16 de junho do corrente. dadas pelo Rev. hispo
de S. Paulo, sobre o estado em que se acha a obra
do seminario episcopal daqdella provincia.
Outro do secretario da cmara dos deputados,
acompanhando as seguites resoluces :
A assembla geral legislativa resolve :
(i Arligo nico. Fica approvada a aposentadoria
concedida por decreto de 20 de agosto de 1853, ao
bacharel Luiz Paulino da Costa Lobo, no lugar de
juiz de dircito da comarca do Marvo, ora denomi-
nada do Principe Imperial, na provincia do Piauhy,
com o ordenado animal de 7205, comprebeudida
uesta quaiitia a penso de (>00.> concedida por decre-
to de 31 de maio de 1811, revogadas para este fim
as dsposices cm contrario.
yPaco da cmara dos depulados, em l.de agosto
de 1851. Lu; Antonio Barbosa, vcc-presidenlc.
Francisco de Paula Candido, 1. secretorio.
Francisco Xacier Paes Barrito, 2." secretario.
A assembla geral legislativa resolve :
o Artigo nico. Fica approvada" aposentadoria
concedida' por decreto de 3 de julho le 1854 ao de-
semhargador da relacao de Pernamhuco Pedro Ro-
drigues Fernandos Chaves, com o vencimenlo animal
de um coulo e duzcnlos mil rcis ; revogadas as dis-
posices em contrario.
Paco da cmara dos depulados, em 1. de agos-
to do 1851.k; Antonio Barbosa, vice presidente.
Francisco de Paula Candido, l. secretario.
Francisco Xavier Paes Brrelo, 2. secretario.
a A assembla geral legislativa resolve :v
Artigo nico. Luiz Gomes 'la Cimba tem direilo
a pcn-ii approvada cm 18 de agosto de 1852, desde
2 de dezembro de 1839, datado decreto pelo qual
Ihe foi ella concedida ; ficando. revogadas os dspo-
sices em contraro. \
s Pac,o da cmara dos depulados, em (.^dc agosto
de 1854. Luiz Antonio Barbosa, vice presidente.
Francixrq.de Paula Candido, 1. secretario.
Francisco Xacier Paes Brrelo, 2." secretario.
Lem-sc osseguinles pareceres :
Antonio Americo do Drada Jnior, desthian-
do-sea seguiros esludos das sciencias, fez todos os
O Presidente declara que vaise proceder elei-
cjlo dos senadores que tem de receber o ministro do
imperio, e sahiram eleilosus Srs. Araujo Ribeiro,
Pimenla Bueno e Cosa Ferreira.
Seguio-sc a eleiro da deputaru que tem de ru-
bor o senador, que consta achar-se na aute-ramara.
e foram lcitos os Srs. Meudes.dosSantos, Viveiros
e Vcrguero.
Sendo infroduzido com as formalidades do estylo
o Sr. Jos Manoel da Fonseca, senador do imperio
pela provincia deS. Paulo, presla juramento e toma
asscnlo no senado.
Conlina a segunda discussao, adiada nasessao an-
terior, do art. >.' dasemen lassiili-lilulivas das com-
misses de negocios ecclesiaslicos c de constiluicao
da proposito a cmara dos depulados erigindo
em freguezia da capellada S. Antonio dos Pobres ;
julgando-se discutida a materia, foi approvada para
passar i 3." discussao.
Teve lugar a 3. discussao da prnposicao da cma-
ra dos deputados, autorisando o governo "reformar
a aula do commercio da corle, e ficou adiada.
Constando nhcar-sc na aole-camara o Sr. senador
Barode Antonina, pela provincia do Paran, o qual
he inlroduzido comas formalidades docslylo, presta
juramento c loma assenln no senado. .
Achando-se na ante-camara o ministro do impe-
rio, he inlroduzido com as formalidades do estylo,
loma assenlo c contina a 2." discussao adiada na
ses-o antecedente da proposta do poder executivoe
emendas da cmara dos depulados-, filando a despeza
coreando a receila para o auno financeiro de 1855 e
185t> ; prosegue a discussao do art. 2. e seus para-
gra phos.
O .Sr. Pedreira (ministro do imperio) reslabclcce
o sentido de certas proposicoes por elle empregadas
na sessao precedente, depos do que faz lambem al-
gumas obscrvac,ocs sobre diversos tpicos do discurso
proferido pelo Sr. I). Manoel em resposla o seu-
Falla oSr. visconde de Otada, depois do que o
Sr. Rodrigues Torres exprim-sc nos seguites
termos :
Sr. presidente, o honrado mmbru que fallou na
sessao de ante honlem fez algumas consideracOes pa-
. ra demonstrar que a quantia de .)60:0005 pedida
evames preparatorios une cxigein os eslalutos de nos-1 o. .. ... ....
_,_;__.__ ...._..,. .:___,. j. A. i.!_,. Pel Sr- ministro do imperio para a repartido das
Ierras, medicao dos terrenos devolutos c colonisaqao
OS FORTES DE BOJURSCND.
A 4 do corrente cheguc oulra vez a esses for-
tes, e vi a mais completa transformadlo na localida-
de que os cerca. O que anles era urna paisagem
pitoresca parece agora urna abrazada scena da de-
solares. Volumesde fumo e chammas elevavam-
se das casas c cabanas do povoados, e por onde o
fogo passou, apenas se veem as alias chantaos de li-
jollo, as paredes nuas das casas ou restos das choupa-
nas. As chammas subiram e illuminaram os cos
noite e da com um clarao verroelho e foi smenle
no domingo 6 do corrente que a obra da demolilo
foi completada. O Commandanle mesmo foi quem
mandou lancar fogo aos povoados ; nao se sabe bem
se foi seu fimreproduzirsmentea scena de Moscwo,
ou sequiz descobrir o paiz para tirar aos exercilos
alliados todo o abrigo e defeza.
No Morning Chronicle de 23 de agosto (-se o se-
guinte :
O CERCO DE BOMARSt'ND.
A cidade de Bomarsund que ajulgarmos por suas
ruinas, devia ter sido de considcravel exteiis-JO, foi
rompidamente incendiada pela guarnicao russa, ha
tres semanas, pelo receio de que podesse conceder
abrigo aos siliantes. Depoisde sua destruirn su f-
caram em p os fortes. Os quaes acham-se pouco
mais ou menos na seguinte ordem....
O Times de 21 de agosto traoscreve do Moniteur
de la flote urna carta da qual lambem consta o in-
cendio das casas de Bomarsund pela guarnicao russa.
expressivo do conde de Maislre, e doolhar paternal
que fitou em mim dizendo-me que eu Ihe trazia
memoria urna de suas lilhas, sua chara Onstanca,
da qual fra separado durante vinte anuos pelos acon-
tecimentos da revoluco, eaqucm chamava cm sua
bella linguagcm a filha orphaa de um pai vivo.
uco ler com um atlraclivo singular esse livro que
em outros lempos ter-mc-hia espantado pala sua gra-
vidade, acho nelle o que mais me importa, urna ex-
plicado admiravcl do grande nigma da dr. Crcio
que nunca uingucm descera lao profundamente ues-
te formidavel assnmplo. Todas as almas maguadas
devem una orarn ao escriplor cloquele quefallou
1(0 bem da oraco, e quedcscnvolvendo o bello mvs-
lerio da rcversibilidade dos soffrimentos Ibes cnsi'na
o preco das adversidades que ellas dcploram, e que
podem fazer proveitosas aquelles que eslimam. A
felicidade nSo lem o privilegio exclusivo de fazer es-
molas; fazem-se esmolas eternas com a desgrara.
Militas vezes depois de ter ouvido essas bellas paginas
exclamo : Meu Dos, fazei que aproveilemos os sof-
l'-iinenlos de que fosles servido carregar nossa fami-
lia, c que esses soffrimentos aproveilem aos que ama-
mos Que bella missao. Anua, he a desses grandes
escrplores que siistcnlam assim as almas de seus ir-
maos esgotados pelas fadigas de sua peregrinaco t
E o que he o vao eslrnndu da gloria humana mais
frequeiileinenle concedida aos livros que lisongeam
as paixcs, do que aos que cnsinain a vence-las, em
comparacn da iueslimavel honra ile aplanar as ea-
Iradasdo codianle das almas J Mr. de Maislre, Mr.
de Bonald, Mr. deChateaubriand, Mr. de la Mennais,
Mr. Fravssnous, e-ses gloriosos chefes da Irib das
inlelligc 'cas, enjos livros Icnho lido depois que cs-
lou aqu, me parecem os anjos da Biblia que dcsciam
do co para sustentar os serves de Dos.
a Quao doce me seria, querida Anua, tornara ler
comligo esas bellas obras, derramar meu corarn no
leu, e orar comligo Infelizmente al aqu, nao*pude
ainda abrandar minha mi, e Mr. de Glandevez mos-
tea tanta colera quando ouve pronunciar o nome de
(eu mari.ln.que nu lenhii-me atrevido a dirigir-mea
elles. Nao le d iniiilo cuidado minha saude, mi-
nha boa Auna, iniulia doenca consiste uesta lossesi-
nlia. e em nina granito fraqueza. Qucriam fazer-
me jantar no meu quarto ; mas vejo que o conde con-
siileraria minha ausencia um comeen de viuvez.
Ella lem-ine dlo (aulas vezes que urna mesa sem do-
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
SENADO
Ola 3 de agosto.
I.idas e npprovadas as actas das duas procedentes,
- 4.* retalio HA LUnla Um sUguInle CXpeUienlc .
Um oflicio do ministro dos negocios da justce,
na de casa era um enxame de ahelhas sem rainha,
que faco lodos os das o esforco de descer para fazer
meu papel no jantar.
Crcio que adquir esta doenca esle invern pas-
sando as noiles junto do conde, o qual eslava grave-
mente atacado de um delluxo que Ihe repele lodosos
anuos. Meu Dos quem mu loria dilu ludo qmili-
to me acontece'? Creras. Anua, que duvido militas
vezes ler sido aquella Mafia lia descuidse, lao riso-
nha c Uto leviaoa, que longc de Icmcr a desgraca
nem mesmo podia cnmpreheiide-la '. Lembro-nie
dessa loiiea Maria como de urna pcssua que conhecia
milito, mas que nao sou eu. Tenho piescntemenlc
una griividade que le daria prazer, minha boa ir-
maa, e lu que achavas que eu ria demasiadamente,
assevero-lc que nao terias semelhanles censuras a
fazer-me boje. Porm reconheccr-me-hias lu se lor-
nassesa ver-ine '! Duvido disso : eslou tao mudada !
Adcos minas lindas cores, adeos minha frescu-
ra, adeos minha belleza Tudo isto foi-se. Sim, An-
ua, devo fallar franrainento : Estou fcia !... I.ein-
bras-le da magren da velha que nos conlava as his-
torias de I.uiz XV Pois bem, la irmaa nao Ihe
cede em nada. Nao me lamentes. Amia ; senta-
do menos a vida, sinto menos o soirrimento, e nafro
a esperanra de ir exlinguiiido-ine|ioiico a pouco pa-
ra o lugar em que nao se soflrc mais. Arho tanto
prazer era dizerque eslou magra e mudada quanto
una Imii en .i pode adiar oni ouvir dizer que embel-
lece de dia em dia. Todava assteveram que depois
que passar e invern me farSo dar passcios queme
reslabclerero inteiramcule. Estou lo habituada
desgraca que imagino s vezes que elles podem ter
razao.
Adeos. Anna.
O conde de Clnndevcz a sr Dudley.
Castello de Saint-Vccntnovemhro de 1820.
Es um hbil diplmala, meu charo baronele, e
agora nao duvido mais de nosso triuinpho. <) rapaz
nunca soube resistir ao incommndo, e vejo que nao
se de leude mais lenlo por orgulho ; porm o orgu-
Ibn assemclha-se s fortalezas escarpadas que se to-
mara pela tome. Dize-lhe que pode esperar ludo
sem obedecer, e se deixar a rapariga. Pagarei a
seus (federas, dar-lhe-hei nina posicilo na soceda-
de, adopla-to-hei,c o farei herdeiro de lodos osmeus
bem.
Talvez ine perguulars que inleresse to grande
sas academias, a excepcao smente do de historia c
geographia ; e nao podendo pela falla desle Mane
malricular-sc no primeiro anno do curso jurdico de
Olinda, onde se acha, recorre assembla geral le-
gislativa para que Ihe seja,nao obstante,orlborgada a
permi-sn de eflecluar a sua inalrirnla. Elle allega
que est frcquenlando enmo ouvinle as aulas da-
quclle anuo, e se comprorr.ellc a fazer o exameque
Ihe falla antes de se prnpr ao aclo do mesmo anuo.
o A coininisso de inslruccao publica, a quem foi
reinetlido o reqiieriincnto do- supplicante, atienden-
do a que o seu caso he idntico ao de oulros sobre
que ella lem dado pareceres favornveis, c*Jaae a dis-
pensa que solicito lem sido muitas vezes concedida
pelo corpo legislativo, he de opiniao que seja o seu
requerimento deferido como pede, adoptando o se-
nado o seguinte projecto de resolncao : *
A assembla geral legislativa resolvo :
i Artigo l. O governo he autorisado para man-
dar matricular no primeiro anno do curso jurdico
de Oliuda ao esliidanle Antonio Americo de Urzedo
Junior.e admilli-lo a fazer acto desse anno, sendo
previamente approvdo no exame de historia e geo-
graphia.
Art. 2." Ficam revogadas as disposicoes cm
contrario.
Paco do senado, aos 3 de agosto de 1851.Atxu-
jo flibelro.Bapti-ta de Oliceira.
Foi presente commissao do inslruccao publica
o requerimento de Antonio de Deose Silva, o qual
pede a assembla geral legislalva a permissao para
malricular-se no primeiro anno da escola do medici-
na desla capital, sendo dispensado do exame de phi-
losophia, cujo exame se nbrigira fazer anles do que
deve ler lugar sobre as materias do referido .mim.
cujas aulas lem elle (requentado al o presento na
qualidade de ouvinle.
Parecendo ;i commissao altendvel a prelencao
do supplicante, he ella de parecer que o senado
adopto a seguinte resolueao :
A assembla geral legislativa resolve :
a Arligo nico. O governo he autorisado para
mandar matricular as aulas do primeiro anno da
medicina desla capital a Antonio de Dos e Silva,
obrigando-se esle a fazer o exame de philosophia,
anles que lenha lugar o das materias do referido
anno.
a Pajo do senado, 31 dejulho de 1851.Baptista
'de Oliceira.Araujo Ribeiro.
O Sr. Pimeuta Bueno mandou mesa o seguinle
projecto:
a A asscmble geral legislalva resolve :
o Arl. 1j O governo far correr com a brevida-
de possivel as cinco lolerias ainda nao extrahidas
das 10 que foram concedidas por decreto1 de 24 de
junho de 1817 cm beneficio da matriz de Nossa Se-
nhora da Gloria desla corle.
imposto de 8 por ccnlo e do seio.
a Arl. 3." O governo peder abantar dos cofres
pblicos, indcmnisando-sepelo producto das mesmas
loteras, asquantas indispensaveis para aconcluso
da capella-mr da dila igreja.
" Arl. ." Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Paco do senado, 1. de agosto de '1851. Pi-
menla Bueno. Araujo Itibeiro.Miranda Bibeiro.
mello Mallos.P'itconde de branles.Viscon-
de Moni' Alegre.
seria gasla cm pura perdti, scmvanlagem alguma pa-
ra o paiz, donde se deve concluir que he opiniao do
nobre senador que devenios rejeilar essa verba.
Membro da commissao de fazenda que teve de exa-
minar a proposta do governo, c nao Ictiilo eu nem
algum dos nieus collegas impugnado a mesnia verba,
julgo do meu dever dar as razies que me levaram a
adopta-la. E coraquantoo nohre minislro do im-
perio tenha demonstrado com minia clareza a ne-
cessidade dessa quanlia, nao me dispensare'! de dizer
mais algumas palavras sobre esta materia.
O honrado membro a quem me reliro enlcnde
ue a le tic IS de setembro de 1850 nao pode con-
seguir o lim que se leve em vista, o como a sarama
pedida he destinada para a execucao da mesma lei,
ter de ser gasla cm pura perda.
Parece pois que o honrado memhro julga que o
corpo legislativo decretando a lei de 18 de setembro
acreditou Icr creado um instrumento poderoso e ef-
licaz de colonsacao, e en leuden que eslava ludo fei-
lo para couseguir-sc esse desidertum. Devo po-
rm declarar que defendendo o projecto primillivo
na cmara dos depulados, c volando pebj lei que foi
approvada nesta casa, nunca Ihe dei lamanho alcan-
ce ; nunca a consderci como um meio efficaz e suf-
cieute para por si s dar desde logo grande im-
pulso colonsacao, mas como meio de aplainar al-
guns embaracosisque se oppunham colonsacao.
Telendo que a execucao dessa le he ndispensavel
para que possamos chamar colonos, mas que s por
si nao he suflicienle para promover eflicazmenle a
importarn de bracos eslrangeiros que venham em-
pregar-se na lavoura do paiz.
He tora de-duvid que, quaesquer que sejam os
meos que se queiram adoptar para facilitar a emi-
gracao eslrangeira para o Brasil, qualqucr mesmo
que fosse o syslcma que entendeasemos dever seguir
para fazer com que a producidlo agrcola do paiz li-
vesse o conveniente desenvolvimento, era indspen-
savel evitar que as trras devolutas contiliuassem a
ser oceupadas, como eslava acontecendo, por parti-
culares, para terem o prazer ou a vaidade de se cha-
maren! proprietarios, de vastas porces de territorio
que nao podiam cultivar c era cousentiara que ou-
lros cullivassem. Se cnntinuassem as cousas cpmo
ale untan, succederia que dentro de pouaos annos
as Ierras que anda boje sito de dominio nacional es-
lariara todas oceupadas por pequeo numero de in-
dividuos, as circunstancias que acabo de indicar.
Desaparecera pois ncsic caso, nao so a possibilida-
de de allrahir colonos eslrangeiros com o fim do se
empregarcm nos trabadlos da lavoura, mas ainda o
doler esle quasi nico ramo de industria nacional o
desenvolvimento que Ihes poderia provir do aug-
mento de popularn oriunda do Brasil, a qual nao
poderia applicar-sc de modo ventajoso cultora das
torras, porque nao as poderia oblcr com facildade.
O que teve pois em vista a lei de 18 de setembro
procurando extremar o dominio publico do particu-
lar, foi evitar esse mal que todos nos reconheciamos.
Se se entender como entende o honrado membro a
quem me retiro, e como me parece cntciid-lo lam-
bem o nobre senador por Pcniambuco, que o svs-
lema da venda das Ierras he prejudicial, que con-
vm dislrihiii-lhas gratuitamente, ainda assim fra
preciso previamente medir e demarcar os terrenos
devolutos, e conhecer a porcao que se pode distri-
buir. Pare-me isto fra de duvida.
lomo cm que madamesella de Saiseval nao seja ma-
dama Mohray. Vou dizer-le ludo, meu charo ba-
ronele. De todas as miuhas seusaces s duas Ic-
nho conservado vivas : um xaque ao rei, c urna boa
vinganca, eis os nicos aconlceimciitos que me dan
ainda cinoc,0es. Bs muito joven para me comprehen-
deres ; porm leus bastante espirito para me adevi-
uhares. O amor he urna fraqueza e um oflicio de
tolo, em que a gente se sacrifica a oulrera, o odio he
um prazer mais rasoavel que goza-se sem pardilla,
e onde nao ha sombra dessa dedicarao que apezar
das mais bellas phrazes lem sempre um pouco de
lolicc. Ama-sc pelos oolros o odia-se por si, por
isso quando chega a experiencia odia-sc mais do que
ama-se. Pela minha parle perdo menos que nun-
ca a essa rapariga a pece que pregou-me na vesp "i
do dia em que cu devia casar com ella. Foi p .s-
so que sua irada veio a ser minha mulher, e na ver-
dade, meu charo baronele, Icnho raides para que-
xar-mc da troca ; nao porque fallera virtudes con-
dessa, pelo contrario ella lem algumas dentis ; po-
rm eu que linha-me casado para ser tratado pela
minha mulher, arho-mc felo onfcriiieiro. A con-
dessa lem urna saude detestare!, urna febre lenta a
consom, sua frescura c sua jovialidade desapparc-
ram. Na verdade he para lamentarse que quan-
do urna mulher sii traz esse genero de ilute nao se
possa fazc-lo garantir no contrato. Scr-mc-hia agra-
davel lainbem recebur cenle era casa ; esta velha
abada he triste, e entro em umandade, onde nao se
pode cuidar no passadn rom prazer porque achac
nelle a leinbranca de gozos perdidos uara sempre,
nem no futuro sem um eerlo cslreniccimonlo porque
cada instante nos aproxima da hura falal em que a
humanilaile faz una ligura feia. Pois bem, gracas
ao oslado vcrdadeiraineulo deploravel de madama
de Glandeve:, vivemos na mais absoluta solidan.
Eu nao leiia niiigiiem rom quera jngasse o \adrez,
se nao fra essa Agla deque (c fallei ; ella nao era
ha pouco lempo para mim mais do que urna lera-
branca, e comer a lornar-sc um habito.
Tenho-me correspondido com ella desde certa
aventura que ja te conlei. No se cscreve mais as-
snn ilop'ds de Lacios, meu charo baronele, eessa ra-
pariga falla cuino escreve. Pens s vezes que seria
maisagradavel para mm ler em minha pollroua ama
mulher quelivesse tantos recursos como Agla, do
que estarsozinho, isto lie com a condessa, oque he
a mesma cousa. Agla conversa admravclmenle,
entra em minhas ideas, em meus sentimentos, cm
miuhas paixoes. Deixo-te crer se ella desposa meu
odio contra Anna, c se adopta meu plano contra Ar-
lliur. Foi ella qucmme suggcrio a idea de servir-
me de ti para separa-lo da rapariga ; porque nao po-
de anda perdoar-lhe certa dignidade que elle com-
metteu a sen respeito, c quando esqueco-me de mi-
nha colera, ella m'a recorda.lantodeseja ver ao mes-
mo lempo vingadas sua injuria c a minha. Quera
lem vinte annos casa-se porque ama, quem lera nu-
la casase porque lie amado ; mas quem lem rainha
idade quer sobretudo distrair o enfado. Ha tima
cousa que invejo boje a I.uiz \IVmaisdo que sua
gloria, mais do que seus triumplfos, mais do que
seus amores, he madama de Mainlcnon. Quo po-
derosa era a palana dessa mutherque adiando ain-
da algumas cordas que vibrar nessa alma igualmen-
te afrouxada por nina prosperidade sera cxemplo, c
por tongas adversidades, revolva es-a existencia por
assim dizer petrificada, efazia sorrir esse real enfa-
do'.' Meu charo Dudley live como qualqucr outro,
miuhas l.avalliere, minhas Fonlanges, minhas Mon-
lespan ; vollou-se porm, a pagina, c eslou em ma-
dama de Mainleiion. Cheguei a tal ponto, que fal-
la-me alguma cousa quando passo um dia sem ver
Agla. Todava acoiilcca o que acontecer, ella nao
ser.i jamis condessa de fil.indevez ; pois para que
eu achc nella o que quero, he misler que ella espere
sempre esse titulo, e que nao o nhlcuha nunca.
a He verdade que tenho aqu por ora um joven
medico, ao qual procuro pcrverlcr ronlando-Ihe as
historias do meu lempo anisada, c prcgando-lhe a lei-
lura de Lacios. He um rapaz disliiirlo, lem boa es-
tatura, bom semblante e inslruccao, e i fallam-lhe
dous ou Ircs vicios para ser um liomem de bem ; po-
rm elle ha de relirarsc brevemente, e le la arta j
feilo, seo estado da condessa nao o obrigasse a fi-
car.
a Adeos, meu charo baronele, envelhec.otiorrivel-
inenle. c quando te cscrevo nao sci mais acabar.
Nao le faca esta parolagcni equercrdo nhjeclo prin-
cipal de inhiba caria. Como repela meu professor
de Rhelorica ha scssenla anuos: Delenda est t.'ar-
Ihago,
Auna Mobray ii Mara de Clanderr;.
l.oudrcs, dezembro de 1820.
Toruei a ver Edgard. Paludo, ainda doenle e
O Sr. D. Manoel: Quem negou isso? V. Ex.
est fazendo castellos para os derribar.
O Sr. 'Rodrigues Torres : Pois bem: se he
indispensavel fazer-se a medicao e demarcarlo das
Ierras devolutos, segue-se que a quantia pedida ha
indispensavel.
O Sr. D. Manoel: Isso he o que nao se segu.
O Sr. Rodrigues Torres : A medicao e de-
marcacao nao se podem fazer sem despeza ; se ne-
garmos ao governo os fundos que elle pede nao po-
llera conseguire esle resoltado que o mesrao hon-
rado membro me faz agora acreditar que julga In-
dispensavel.
O Sr. D. Manoel: Tambem nao sse isso.
Est-me emprestando proposicoes que nao profer.
O Sr. Rodrigues Torres : Nao comprehendo
ento o seu pensamento. O honrado membro im- i
pugnou a quantia pedida pelo governo; dase que o
dispendio dellu seria em pura perda, e como grande
parle dessa quanlia lie destinada para a despeza com
a medicao e demarcacao das Ierras, devia eu concluir
que o nobre senador nao quer que se faca tal me-
dievo c demarcacao, que eu alias jalgo nececessarias,
ainda quando fosse adoptado um meio de distri-
buirn differente daquclle que o governo lem em
vista.
A quanlia pedida pelo nobre minislro nio he des-
tinada s paraesse fim, mas tambem, como elle ja
disse, ao pagamento dos empregados da reparticao
das trras, e s despezas da imporlaco de colonos.
Urna das razoes que se lem a presentado na casa
como obstculo colonsacao, ou a emigrarlo de
bracos eslrangeiros para o Brasil hea difliculdadede
vrem para um paiz onde nao achara compatriotas,
nao enconlram prenles on amigos.
Para que possa pois despparecer este obstculo,
para que possam os eslrangeiros que quizerem emi-.
grar de seus respectivos pajzes seren indnzidos a pre-
ferir o Brasil, por acharem aqui relacOes e amigos,
he preciso esforcarmo-nos para realisar-se o que o
Sr. minislro do imperio declarou-DVos ser inlencBo do ,
governo, e que no meu modo de pensar he nao s
conveniente mas indispensavel, isto he, formar cus-
la do thesouro alguns ncleos de popularo eslran-
geira que vao depois altrahindo a emigracao dos pii-
zes de oude elles tiverem vindo.
Mas para que possamos chegar a esse resultado
he preciso por algum lempo fazer sacrificios ; qae
cusa ilo thesouro formemos as primeiras colonias que
possam depois chamar mais avullado numero de seus
compatriotas, sem o mesmo dispendio' dos cofres do
estado.
isse-so que a venda das Ierras he nm embaraco,
urna difliculdade pira a colonsacao, que lal dispo-
iciio contraria o fim que se teve em vista quando se
voloii a lei de 18 de setembro de 1850.
Senhores, esta lei teve em visto nao s falicilar
a ulrodurcTo de bracos eslrangeiros, mas ainda al-
tender sorle dos estabulen montos rnraes que j e-
xistem no paiz ; esta conideraco nao podia esca-
par ,'sahednria do legislador brasileiro. Ninguem
descouheue quetaraaaj|Bomprometda na industria
agrcola a maior parte de nossos capilaes ; que se
toltareui bracos aos cstahelccmentos queja existem,
grande parte desses capitaes serao perdidos, que os
actuis lavradores (carao arruinados.
Nao era pois possivel que o corpo legislativo tra-
lando-se de facilitar a emigraco eslrangeira, dei-
xasse de altendcr a interesses de lal monta.
Se distrihussemos gralrfUamente as Ierras devo-
lutos aos'colonns qoe proenrassem nossas plagas,
succederia sem duvida quo todos os emigrante,
levados dodesejo ardente que todo o Europeo tem de
ser'proprietario de Ierras, porque lal propriedade he
de grande importancia na Europa, procurara obter
cada u'm a sua porcao, que nadalhe aislara, prefe-
rindo assim I rabal bar por sua propria conta e negan-
do-so a trabalbar por conla dos propietarios das fa-
zcmlas, e dos eslabelecimentos j existentes.
Esses proprietarios ver-se-hiam destituidos dos
meos de poder continuar a mauleros seus eslabeleci-
mentos. Eisuma dasrazoes porque a lei, muito pro-
videntemente no meu entender, nao qoiz que as
(erras devolutos fossem distribuidas gratuitamente.
Outras razos ha ainda que nao podem ler escapado
penetrarn u sagacidade do honrado membro a
quem me dirijo.
Todos nos sabemos que os Europeos recem-che-
gados a este paiz nao podem com proveito appjicar-
se cultura das (erras por se propria conla ; he
preciso que trabalhandn por conta de oulros adqui-
ram a pralica, a experiencia propria a esse genero
de industria. He muito dilTerenle do da Europa o
Irabalho da lavoura no Brasil : o Europeo que aqui
chegar e for por sua propria conla applcer-se a-
gricullura sem experiencia e pralica de semelhanle
trabalho perder-se-ha, arruinar-se-ha.
O Sr. D. Manoel : Nao se perde, nao.
O Si: l'ergueiro: Perdja-se. .jA
OSr. Rodrigues Torres: Para mim he islo
tora de duvida ; c felizmente tenho aqni mesmo em
meu apoto a opiniao de um Ilustrado agricultor.
Quem he lavrador sent perfeitamente eajuc acabo
de dizer. Ainda nao vi nenhum eslrangeiro alar
rhegne ao nosso paiz e v immediatamente trabalbar
por sua propria conla sem nenhuma experiencia,
sem nenhuma pralica.
Senhores, qual de nos que lenha um estabeleci-
mento rural qnerum para feilor dclle um colono r-
centemenle chegado da Europa ?
O Sr. D. Manoel: He outra cousa.
OSr. Costa Ferreira i Eu e outros lavradores
temos ido ao navio lomar feitores dessa nalureza.
fraco, elle essentou-se no mesmo lugar, em que ha
quasi dous mezes o vi rheio de torca e de sade. Nao
posso exprimir-te, Maria, os sentimentos que eleva-
ram-sc cm minha alma ao seu aspecto. Era urna e-
inoco, que nunca sua presence rae causara ; seu
sangue derramado pur ler-rae obedecido, sua vida
exposla comanla coragem.a vida de oulrera lao ge-
nerosamente respeitada, quanlos lajos novnscreara o
reronhccimenlo entro ns duraule es-es dous mezes
de separarn Se o livessus visto, Mi ria, nao serias
lao severa, se o livesses ouvido aecusar-sefle minhas
dores, e de minha molestia, repellirias tuas suspei-
tas. Pobre Edgard eu sou seu mo genio.
Meamos sn-, e fui cnlo que elle conlnu-mc as
particularidades do duelo rom lano sangue fri co-
mo se tratasse de um combale, era que elle nao hou-
vese representado nenhum papel, e vendo mens o-
lb is eni berein-se de lagrimas quando chegou ao ins-
tante em que tora ferido pela bala, accresccntou com
urna doce familiaridade, da qual nao live a coragem
de oflender-me.
a F.nin voss me tetia chorado, Anna ?
Eu era tao culpada para com,elle, que sem cui-
dar as conseqneucias que podia ter essa minha ac-
cao, s havia dado ouvdos minha colera, deixan-
do rebenlar minha indignarn contra Arthur El-
le pareca ainda tao doenle, sua voz tremola de emo-
co chegava-me aos ouvdos ln Irsle e 13o mav osa,
que cu tema a cada instante ve-lo desmaiar. Falla-
va-inc de sua afTeico em tormos que eu podia lomar
pela expressode uinaamisadc fraternal, e cu eslava
sera-torca, confusa, commovida, descontente, e en-
ternecida. Nao achava palavras para inlerrompe-lo,
c suspenda mo grado meu a respirarlo ; porque el-
le fallava no lom baixo e brando, era queso dizemas
cousas solemnes e sinceras, e sua voz que he urna
das mais bellas que teuho ouvido, reuna-mena al-
ma captivando-me pelas innovos melodiosas que da-
va s palavras mais indiflerenles. 56 em Edgard te-
nho vialo esso mysterioso poder de orgao ; elle diz
com sons o que nao quer dizer com palavras.
Quando levantou -se para retirar-se deixou-me
em urna agitacao queeu nunca linha sentido. E
fui ijoelhar-me" diante do bcrco de minha filha, puz-
me debaito da prolecrao de sua innocencia, pedi-lhe
torca e coragem ; pois acabava de eulrever no fulu-
ro novos perigos e novas dores, a
(Continuar-te-ha.)
f
ra
II JkV


DIARIO D PERNAMBUCO. SEGUNDA-EIRA 18 OE STEMBRO DE 1854.
O Sr. Rodrigues Torres:Havia de adiarse mal
com a experiencia.
O Sr. Cosa Ferreira;Achava-me muilo liem ;
pedia depois aos limens que nao se relirassem.
O Sr. Rodrigue* Torres:He urna fortuna de
que s guza o honrad mimbro.
O Sr. Costa Ferreira:Isto bu reconliecido por
lodos.
O Sr. Radrigues Torres:Vot lodos nao ; lam-
bem son parle desses todos, e a eiperiancia me lem
mostrado o contrario; lenh em mcu favor a opi-
niao muito valiosa do Sr. Vergueta, qne lambem
nao entra no numero dos todos do honrado
membro.
O Sr. D. Manuel: He negocio de fado, au sao
precisas grandes Iheorias.
JO Sr. Fernandes Chores:He neressario conhe-
cer as estoques e outras circumslancias proprias do
paiz.
O Sr. D. Manoel:Basto alguma experiencia.
O Sr. Rodrigues Torres:O que cu disse parc-
cc-me incontestavel, inconcussu ao menos; a expe-
riencia o tem demonstrado.
O Sr. Visconde de branles:Qucm, por exem-
plo, plaa trigo na Europa sabe plantar mandioca
no Brasil ?
O Sr. Cosa Ferreira:fm Africano aprende
momentneamente.
O Sr. Rodrigues Torres-.A lei de 18 de selcm-
bro leve pois tainbciu em considerarn esta crcums-,
lancia ; e determinando que as Ierras toasen] vendi-
das, levou em visla convidar os culonos recem-clie-
gados a Irabalhar nos eslabelecimenlos ja existentes
para alii adquirirem com o capital necessario para
comprar trras, a experiencia indispensavel para
serem bem succedidos na cultura feila por sua pro-
pria conla. A lei cilada nao levo s por lim, como
disse o honrado membro a qucm me lenho referido,
fazer povoar as Ierras devolulas; o poder legislativo
nao podiadeixar deatlender a inleresses tao Irans-
condenles, como sao os dos actuaes lavradores do
imperio.
Mas, torno a dizer, esta qacsiao he independenle
do fita principal da lei, que he extremar as Ierras
publicas das particulares, e medi-las e domar-
c*s.
Disse-se que nao podemos contar com grande
quantidade de bracos porque os documentos que se
aprosentam mostram que no Brasil nao entram por
anno mals d 6 a 7,00 eslrangeiros, e que islo he
nada qoando se compara com a iraporlacao de bra-
ga na UniSo Americana. Mas, similores, creio que
ninguem pode chegar a'um poni determinado sem
comecar a cainindar "para elle. Os Estados-Unidos
desde o comeco de sua independencia liveram urna
grande imporlara~o de bragas eslrangeiros *
Segundo os dados qne lenho podido obler, de
1790 a 1820, nao excedeu de 7 a 8 mil o termo me-
dio do numero de colonos annualmente introducidos
naquelle paiz, e de 1820 a 1830 nao excedeu o
termo medio de 13 a 14,000. A importarlo de bra-
cos eslrangeiros tem all crescido muito desla ulti-
ma poca para ca ; mas al eniao o termo medio nao
nltrapassou os limites que acabo de referir. NSo
vejo pois motivo para asseverar-se que a emigrarlo'
nao se encaminhar tambara para o Brasil em muilo
maior escala do que al aqoi, se o governo empre-
gar os meios a que se referi o nobre ministro do
imperio, como auxiliares da lei de 18 de selembro,
principalmente se he exacto, como acredita o hon-
rado membro, que as medidas a que elle alludio
tomadas pelos Estados-Unidos he que produziram a
espantosa emigrarlo que actualmente se dirige para
aquello paiz.
A venda de lcc*is nao poda ser um olislaculo para
a inlroduccao de colonos no Brasil. Os Estados-L-
uidos nao liies do Ierras gratuitamente; lambem as
vendem, e as vendem por mais alio preco do que a
lei de 18 de selembro de I a slabclcceu para as
nossas ; c se isso nao lera sido l embanco, como ha
de se-lo no Brasil 1
O Sr. ). Manoel:Aqni he qne esl o engao.
O Sr. Rodrigues Torres:Disse-se que os Ela-
dos-Unidos fazem grandes favores, tem tomado mul-
las providencias para prolegerem os colonos eslran-
geiros. Eu'nao neg esla proposito....
O Sr. 1). Manoel:Nem pode negar.
O Sr. Rodrigues Torres:Mis confesso que nao
sei em qne consiste a prolcccHo. Sei que dcccrlo
lempo a esla parte algumas medidas lem lomado o
governo cunlra aquelles que procurara especular com
a ignorancia ou inexperiencia dos emigrantes ; que
se lh.es tenham concedido grandes vanUgens, pode ser
exaclo ; mas eu nao lenho conhecimeulo dos fados,
nao sel em que consisto esses favores, esses benefi-
cios, essas (acuidades. (Apoiados)
Disse anda que nos Estados-Unidos a seguranca
individual e o direilo de nropriedade do eslrangeiro
sao lao ou mais respetados doque osdospwprius A-
mericauos.
O Sr. D. Manoel: Mais, nao.
OSr. Rodrigues Torres: Mas, senhores,. no
Brasil^ propriedade do eslrangeiro, a sua seguranca
, indiviOfil nao he Uo respeilada como a do proprio
Brasileiro ?
O Sr. D. Manoel: Veja o relalorio do Sr. mi-
nistre da jaslica.
O Sr. Fernandes Chaves : Crimes contra na-
ciooaes.
O Sr. Rodrigues Torres:Aflirma-se que no Bra-
sil se cnmmellem muitos crimes...
O Sr. Jj. Manoil : Refeii-me ao relato-
O Sr. Rodrigues Torre;Nao me dirijo ao no-
bre senador, nao desejo de modo algura olTende-lo.
O Sr. D. Manoel: Nao lie dilema.
O Sr. Rodrigues Torres: Avancou-se essa
proposicao como argumento para demonstrar que
nao podemos ler e muilo brajos eslrangeiros. Nao confiero as ontras
provincias do imperio, infelizmente nunca viajei
por ellas ; mas pelo conhecimcnlo que lenho da
minha, posso asseverar que a seguranca individual
e de propriedade do eslrangeiro he aqui (aa respei-
lada como a dos nacionaes. Os eslrangeiros sao re-
eebidos mesmo no inlerior desla provincia, com as
mesraas atlencr>e<, os mesmos agasalhos com que se
Iralam os BBjftilcros. .Mola muilo lempo ainda
(pie Uve occasiao de visitar um des municipios mais
rcenles, he venlade, porm dos mais importantes
do RloJaJineiro, e live a satishcao de encontrar
nelle radios eslrangeiros eslabelecidos na lavme?,
abastados onse oulros ricos, e que sao lodos acolhi-
dos entre os Brasileiros como se perlenccssem
mesma familia, Iralados com muila considerarlo e
estima.
Em um paiz, tao liospitalciro com o nosso, podes-
se aponlar falla de benevolencia pira com os eslran-
geiros, bo numero das causas que dilcullam da co-
lonisarflo i Por ventara, nos Eilados-Uiiidos, ao
manos al certa poca, havia mais seguranza indivi-
dual ; era o direilo de propriedade mais garantido
doqerahoje no Brasil'! Por ventura ainda muilo
modernamente os vastos territoriosque constittiem lio
je os Estados de Ocsle da Uniao Americana, offere-
ciam. maisseguranca de vida e de propriedade do
que o Brasil* E entretanto a despert disto, c da
falla de benevolencia para com os eslrangeiros, se-
cundo atablara alguns eteriplores que viajaran)
aquelle paHfjao cresccram elles, principalmente de
'817 pataSe de um modo espantoso ; nao se lem
tornad i parle mais importante da Uniao Ameri-
cana?
Senhores, eu acredito quo em grande parlo1 csse
anmenlo consideravel da emigrado para os' Esla-
dos-Unidos he devido ao descnvclvimenlo de suns
vas de communicacao. Nole-sc bem que foi de-
pois que a abertura de estradas e canacs comccoii a
ler all grande desenvolvimcnto, depois que os ca-
miuhos, de ferro se tornaram a paixiio dominante
das Americanos, que a rolonisaca adquiri naquel-
le paiz priiporr/a-s extraordinarias.
E em verdade, senhores,: qual lio o colono que
querera eslabelecer-s; c darse a lavoura enlre
ni*, ainda que seja em Ierras mui feriis, estando
I)s6m distantes dos grr.ndes mercados, na havenilo
communicacoes facis e rpidas, c hcando por con-
seguinle privado de aproveilar os productos do scu
Iraballio ?
O Sr. D. Manoel: Apoiadc.
O Sr. Rodrigues Torres : Tomemos pois o
miinr cmpeiiho possivel na abertura de estradas e
canaet,, augmentefnos e melhorcmos as nossas vias
de communicacao, o (eremos d :scobcrlo o inslru-
nient) mais poderoso O Sr. p. Manoel : E os bracos para iiso !
OSr. Rodrigues Torres :Os bracos iHo. He
sabido qne nos .Estados-Unidos conslruiram-se es-
trada' C canacs por deserto, e essas viasde commu-'
uieaco geraram por gsslm dizer, populacho, impro-
visaram cid'a-lesde um da para oulro.
O Sr. D. Manoel :He fado.
O.S'r. Rodrigues Torres : A historia contem-
pornea musir esses cxemplos : temo-Ios dianlc dos
olhos.
O Sr. D. hlanoel:He verdade, mas nao nos
illodamos.
O Sr. Rodrigues Torres :Enlendo pois que a
lei de 18 de selembro de 1830 nao pode embarazar
a colonisscao : ha de pelo contrario facilita-la, favo-
rece-la ; mas nao lie eflicaz s de per si ; he preci-
so que seja acompanhada de oulros meios. Nem de-
vemos exigir dessa lei aquillo que nao leve em visla
conseguir ; mas os resultados que effectivamenle
ella pode dar, c que na verdade nao sao pequenus.
Com o que acabo de dizer prendem-se algumas
consideracOes quo o honrado membro, a quem me
lenho referido, fez em urna das sesses passadas. O
nobre.senifflor avcnluu urna questao seria, islo he,
seconvem cinprehendermos obras publicas, melho-
ramcnlos malcriaes, decretando annualmente pe-
queas sommas compaliveis com nossos recursos
ordinarios, ou se vale mais recorrermos a operacoes
de crdito para csse fim.
Sem duvlda me parece, Sr. presidente, que se ti-
vermos de fazer obras de grande importancia para
riqueza do paiz, ou para promover ellicazmcnle a
colonisac.lo ; se essas obras para serem levadas a
effeilo eui popco lempo, exigirem sommas superiores
aos recursos ordinarios do thesouro, enlendo que
convem recorrermos a operac/ies de crdito, porque
os emprestimos se tornam ruinosos, quando sao em-
pregados improductivamente; quaudo tem de ser
empregados lao productivamente, como os destinados
a abertura de vias decuminunicac.'lo, esses empres-
limos sao vnnlajosos ao paiz que os contralle.
Mas para isso cumpre primeiro esludar conveni-
entemente qnaes sao as estradas que (levemos cons-
truir de preferencia, visto nao pdennos fazer de
um jacio, ainda que recorramos aoperaces de cr-
dito, todas as de que temos necessidade ; cumpre
levantar a planta e orcamenlo della, e i vista tlesses
(rabalhos, que o corpo lesislativo aulorise o governo
para lancar mo domeio iudicado afim, de realisar
laes obras.
O orador conclue oseu discurso fazendo diversas
ohicrvaefiessobre a in'.clligeucia de alguns arligos
do cdigo commercial.
A discussao dea adiada pela hora.
Relirando-se o ministro, o presidente designa i
nrdem do dia e levanta a sessao.

I.ida e approvnda a acta da antecedente, ha o se-
guinle expediente :
01. Serrrtaiio apresenlou o mappa da demons-
trado geral das operares do preparo, assignalura
e siibsliluicao do papel moeda, ele. Remedido i
commissno de fazenda.
O -2. Secretario leu o seguinlc pareeer :
a Allega Fernando de Brilo, que leudo impetra-
do (parece querer dizer requerido,) em 18 de abril
de 187, privilegio exclusivo para eslabelecer barcas
dehanlio, fura indcferiiio 13 mezes depois. Allega
igualmente que no anuo de 18>2, a 28 de fevereiro,
fdra concedido o mesmo privilegio a Candido Jos
de Carvalho.
Addiciona que lambem requeren privilegio ex-
clusivo para barcas de nalarao.
o Conclue pedindo preferencia em razao da prio-
ridade.
A lei de 28 de agosto de 1830, cilada pelo p'eli-
cionario, liada o favorece : ella s mantem o uso de
sua prupiicdadc ao inventor, a que se lem denomi-
nado privilegio exclusivo impropriamente, e no arl.
II anlorisao governo a mandar patear pllenles para
garanlia deslc uso. Ao introductor, caso em que 0
peticionario desertar, s proinellv premio proporcio-
nado ulilidadc e difculdade da introdcelo, cuja
apreciarlo compete ao governo.
Quanloaodireilo que o peticionario envolve na
sua supplica, ao livre exercicio da sua industria an-
terior a patenteconcelida a oulro, esl elle sucifli-
enlemeiile definido na cilada lei.
Nao tendoacommissao conlieciincnlo dos fados,
nem vendo necessidade de providencia legislativa,
he de parecer se reinella o requcrimcnlo ao gover-
no para proceder como entender dejulica.
Paro do senado, cni 3 da agosto de 1K51. {ti
P. le C. I erguiro.Viteonit de Moni'Alegre, u
O Presidente declara que vai nnmear a depularao
que lem de receber o ministro do imperio, e sahi-
rain eleilos os Srs. marquez de l(anliacm,,vlsi-oii(lc
de branles e Vergueiro.
O Sr. Araujo Ribeiro raquera o ser dispensado
de comparecer o resto da sessao por incommodos de
suasaude ; depois de breves rellexoes do prcsidenlc,
o senado decidi que se concedesse a I cenca pe-
dida.
Passando-se i ordemdo dia, continua a 3.' discus-
s3o da proposicilo da cmara dos dcpntados autori-
saudo o governo a reformar a aula do commercio
desla corle.
Achando-sena anle-camara o ministro do imperio,
licaadiada a discussao ; e sendo inlroduzido cornac
formalidades do eslvlo, lomou asscnln.
Contina a 2. discussao, adiada pela hora na ses-
sao antecedente, da proposta do poder cxeculivo, c
emendas da cmara dos deputados, lixaudo a despe-
za e oreando a receila geral do iinpeVio.para o exer-
ciciode 1853 a 1836 no arl. segundo e seus para-
grapbos.
VeriHcando-se nao haver casa, fica a discussao
a diada.
Rclira-se o minislro, e o presidente da para ordem
do dia a rrlesma de hnje.
de do liquido em que esleve inmergido o cadaevr,
c ser este correnle. o grao de lemperatura de al-
innsphera nesles ullimos das, a idade presomivel
do cadver que nao pudor ser de menos de sei
dias. Sobre n causa presomivel da morlc, ne-
nhum juizo podemaventurar fuhdado em razOes que
o susleulem.e por isso se alisiein.de o fazer.
(i Declararam mais que o cadver se achava vesti-
do com urna camisa velha de morim, propriamenle
de mulher, tendo o venlre enfaxado por urna cila
de chila arroxeada, leudo por baixo de si enllocada
alcum i roupa de cama, como fossem lences usados
do morim com hallados de cassa, em numero de tres,
c urna fronha de mesmo pauno, lambem com baba-
do de cassa; roupa de vestir, como fossem camisas
j usadas de morim, e um vestido de cor roa c dous
uardanspos de algodo da trra grosso ; pedacos de
pedras de peso de diversos lamanhos; lendo a notar
mais que urna das camisas que se achava collorada
por baixo docadaver, apresenlava grandes manchas
de sangue fluido edescorado, que presuman-, ter si-
do fornecido depois da morlc por algumas das cavi-
dades naturaes, sendo lambem notadas outras man-
chas de sangue, lendo ns caracteres ar'.eriaes, c for-
necido duraulea vida. Finalmente declararam que
o cadver c os ohjcctos referidos cima Ibes foram
aprcscnlados dentro de um caixao fcilo de laboas de
pinho, as quaes pareccm ter sido tiradas de caixaoou
caixes que servtram de conduzir fazendas ; que
este caixao linha <:> pollegadas de comprimenlo, 1i
de lanzara e 9 de altara. oITcrcccndo no fundo (i ori-
ficios de forma arredondada milo resillar, como
feitos a pa, e lendo de diamelro nmis de,urna pol-
legada, siluadns nos cabeceiros, e guardando igual
distancia de uns aos oulros: de um lado uolaram tres
iguaes orificios, e do oulro um s. No (ampo do cai-
xao, pela face inlerna, existia urna maica...; o cai-
xao ochava-.e pregado com sele pregos por lados,
presos denominados ponas de Paris, c com dous
dos mesmos pregos em cada caiicccira.
l.-sc no Monitor Campista de 17 do correnle :
PKOMENORES SOBRE O CAIXAO MVSTE-
RIOSO.
llaviamos no ultimo numero desla folha dado
una suceinla nolicia do apparecimenlo de um cada-
ver do mulher fechado u'um caixao, e encontrado
sobre una cordado rio Parahiba. Exporemos de no-
vo o fado com mais alguns pormenores,
No dia 10 do correnle Uvera o Sr. Dr. subdele-
gado de polica desla frezuezia participaran de que,
em urna coroa fronleira fazenda do Sr. padre Dio
nysio Manhfaa Brrelo, achava se um caixao con-
Icndo um cadver .Para alli se dirigir mmcdia,la-
incule aquella autoridade com o seu escrivao, e no
lugar aliaivo dos Ayrizes euconlrou us objeclos refe-
ridos na parle do inspector dequarteirao.
Depois de acurado e\ame traiou^se de transpor-
tar para a cidade aquelles objeclos, e, deposiladus
na santa casa da Misericordia, procedeu-se no dia se-
guinle.a corpo do delito, a que a-si-,1 iran os senho-
res delegado e subdelecado, bem como os senhores
doulores Lcenla, Passos e lleredia, mandando o Sr.
subdelegado expor o cadver ao publico para ver se
alsqem o conbecia.
a Pelo llieor do corpo de delicio que em seguida
vai exarado, melhor se apreciar a nalureza dcste
fado extraordinario.
a Se nao he dado aventurar juizos sobre a causa
presumivel da morle, nao he possivcl deixarem de
razer aprehensao as cautelas lomadas para coaltar o
cadver das vistas liumanas, e liem assim de esiiu-
malizar o meio bardado de deslacar-sc de um corpo
de pessoa apparentcmcule livre, e lalvezde nilo in-
ferior condcc,ao! He um acto ji de si impiedoso c
inimoral, c de que polica cumpre fazer serias in-
vesliaacocs para decobrir a lio da meada.
a Eis o aclo de corpo de delicio
Declanramler-lhessidoaprcsenladoum cadver
de individuo do sexo feminino, de cor branca, de 52
polle&adas de comprimenlo, a partir do vrtice da
caliera exlremidadcldns dedosSrnadcs dosps, pos-
to o mesmo cadver deitado sobre o dorso e em sen-
lida longitudinal; Botaran ter o nariz sobremanci-
ra disforme pelo grande achalamcnlo que apresen-
lava, que reconheceram ser devido a falla dos osses
denominados propros do nariz, c por conscguiilc
devido a umdefeilo nraaniro, nao s por essa falla,
romo lamhenilpcla conformacn viciosa dos denles
incisivos da mandbula superior c do labio correspon-
dente. Tambera recunhereram grande diformida-
de na m.io direila, a qual apresenlava os dedos in-
dicador, mximo, aninillar e o mnimo relrahidosso-
bre a palma da inflo, c esla sobre a arlculacflo ro-
dioroi piaa, e secdo alem disto a inao um" ponen
alrophiada. o que bem se roconlieccii pela compara-
cao qne se fez com a oulra inflo. Nolarain mais nos
(csuincnlns das pernas sobre as faces anterior e ex-
terna srande perda do substancia, que pareca devi-
da a dilaccraces que preexislram a iporle. Nota-
ron! lambem grande engorRUMDlO as regiues ma-
leolares, assim como lambein alguna diflormidade
los pea, que se anreseolavam, alera de engorgitados,
dillormisados por adunia relracrao de seus dedos. (I
exarae da cabeca>dcixou reconhecer o seguinle:
cabellos linos de cor acaslanhada e curios, crandes
luincfacao as resines tempuracs e face, li\or ca-
davrico pronunciado em luda a cabera a mnjssu-
perficie do corpo. aquelle era eslado de inacereflo,
aprcseulando-se j destcala era alsuns pontos, e
deslacaiido-se cora mulia faciliuade era oulros. Nada
virara de nolaveU.no pescoco, Ironco e membios,
excepr,ao dos signaes cadavricos j mencionados.
Quanlo a idade persuinivel do individuo que foi
objeclo dcste relalorio, julgam que a allcrder-se
osrilacao das arculacves do crneo, os caracleres
dos denles, a allender-se ao estado de alruphia das
glndulas mamarias, a allender-se ainda ao eslado
dedcsenviiAimento dabarJt se devera com razflo
admillir ser o cadver de.nessna maior de 2l)anuos.
Quanlo ao dia presumivel da morle, julgam que,
atiento o avanzado estado de pulrefacSe, a qualida-
< de selembro. V
Entrn esta manbaa o paquele a vapor Guanaba-
ra, Irazendo dalas de Porlo-Alcgrc al 27 e do Bio
Grande al 29 do pateado. A Iranqoillidade publi-
ca nao linha sido alterada, mas sentimos ter de ac-
crescenlarque os assassinalos conservavam a popu-
lacJoem alarma. Do Mercantil do Porlo-Alegre
copramos a narraco de um desses assassinalos :
Homicidio e roubo.
Nem semprc podemas mais zelosas autoridades
impedir que o rrime era formas horrendas veha
manchar a sociedade ; mas raro ser a casoem que
apparerendo crjmes laes, nao cheguem essas auto-
ridades a dcscobrir seus perpetradores, quando a is-
so se prope com energa, aclivdade e conslancia,
Fundados esUerenen he que, venda o [irocc-
dimenlo do Sr. Joaquim Lopes de Barros, muilo
digno delegado de polica, e a coadjuvaco que Ihe
davam as autoridades superiores, asseguravamos
quasi, lia Iros dias, que elle descubrira o myslerio
criminal em que eslava envollo o dcsapparccimenlo
de .Manoel Jos Tavares. .
De fado, depois de (res dias do mais constante
(rabalho, das mais minuciosas indagacoes em todo
sentido, e seguindo al o cxlremo qualqucr leve fio
relativo a csse fado, aiile-le>nlcm conseguio o Sr.
I.opesde Barros descobrir os perpelradores do hor-
rivel homicidio e todas as circumslancias deslc.
Eis como:
Enlre os numerosos individuos que o Sr. dele-
gado fez vira sua presenca, se Bebn um que sabia
do crime, por lerouvido o perpetrador conversar a
respeilo cora um sen amigo, cadete do exercilo. In-
terrogado esto confirmen ler ouvido conlar o fado
ao mesmo que o pralicara, o que lambem foi com-
provado com o Icstemiinbo de oulras pessoas.
o As circumslancias todas do acontecimento sao
as sesuinles :
Domingos Jos Baplista he um indivto do fa-
milia decente, que j leve casa de nesocio na Ca*
cboera, mas que cnlrcsando-se aos vicios ludo per-
den, continuando ii'uraa vida de devatsidao c lalve
de crimes. Suppondo que Manoel Jos Tavares,
visla da parcimoniaconi que Viva, devia lerem ca-
sa grande somma de dinheiro, se combinou Domin-
gos Jos Baplisla com oulro individuo, cujo nome
ainda se ignora, para assassinarem e roubarem ao
misero Tavares. Na noile de quinla para sexla-fci-
ra pastada eslava esle na parle de fra da sua venda
para onde vollava, quando Domingos Jos Baplista
co seu comn-inheiro o acnmmcileram dando-lhe um
golpe 1^0^ na cabera que o ijeixou Ionio ; corren
Tavafcs pela ladeira abaxo em direcrao a praia do
Riacho, e foi cnlflo que osasaaarioos o acabaram as
tacadas c eslocadas. Arraslaram o corpo al a beira
do rio, rfidlcram-o n'uma canoa que l eslava, e o
levaram at cerla distancia da praia, quando leutan-
do deitar o cadver na agua a canoa virn. Volla-
ram os assassinos para Ierra Irazendo a chave da
venda que Tavares levava comsigo ; abriram-a,rou-
baram lodo o diiiheimqiie acharara c se rcliraram.
Domingos Jos Baplisla nessa madrugada refe-
ri ao cadele o que linha feilo, mas parece que esle
nab o quir. acreditar, ou lenieu-sc de denuncia-lo,
pois al ser chamado presenca da autoridade poli-
cial nada linha revelado a respeilo.
Na sexta-feira sabio o vapor para o Rio Pardo e
abi emharcaramosdous assassinos, lendo lido cui-
dado Domingos Jos Baplisla de levar embrulhada
n'um ponche a roupa ensanguenlada com que e9tava
vestido quando*pralicou o horrendo crime.
o Todas estas circumslancias conslam do processo,
e se he corlo que os assassinos hojeesiao longe desta
cidade, aflirmamos que elles io bao de Picar impu-
nes, porque no territorio da provincia bao de ser
perseguidos sera descanro.cse passarcm aos Estados
vteinhos, cntaomais breve estar decidida a sua sur-
te, pois em Corrientes, no Paraguay, em Enlre-Rios
o processo dos assassinos que passam desla provincia
cosluma ser lio snmmario, que elle se limita a veri-
ficar a ideotidade da pessoa. feilo o que te manda
execular o criminoso. Tambera no Estado Oriental
nao he muito menos ezpediliva a juslica criminal.
Vollando ao misero Tavares, diremos que era
elleum mocodc20annos de idade, laborioso, sobrio,
pacifico, bom filho. como prova a correspondencia
com seu pai que existo em Portugal, honrado como
o pro\am seus Iratos commetciaes. Assim nada-
falla para augmentar o horror desse crime, nem a
^leza do incentivo, nem a fra crueldade da exe-
cncao, nem a qual idade da victima. Nada falta:
porem lambem nao ha de fallar a condigna punirlo; a
populaeao pacifica da capital alarmada comesse crime
laoousado.a autoridade publica como que ludibriada
em seu cenlro, a lei e a moral calcadas aos ps por
dous malvados, ludo isso exige urna reparaco, e
eremos que a lera. Sim, os dous assassinos fiao de
expiar em un cadafalso o brbaro feilo.
a No raanla, era nome da lei, da autoridade e
da populaeao, ciimpre-nos dirigir um agradecimen-
lo ao zeloso Sr. delegado de polica por ler lao bri-
Ihanlemenle correspondido esperlaliva do publi-
co. Esle nao duvidou, como nos nflo duvidamos um
instante, que o crime fosse Jescoberlo, c eis o maior
elogio que se pode fazer ao magistrado a quem foi
confiada a suarda da seguranca individual na capi-
tal, o Sr. Joaquim l.opes dcHarros.
De boje mais saherflo os malvados que, embora
se rudein do myslerio mais impenelravel, da lubri-
guez de ama noile borrascosa, do silencio de una
praia quasi deserta, para pralicarcm seus crimes,
alravcz disso ludo a autoridade confiada a lao dig-
no cidadao ir descobrir o negro feilo e seus auto-
res ; forja publica e lei pcrlence o mais.
Parece que na provincia de S. Pedro se organisa-
ram para o rgubo de prclos no Eslado Oriental,
afim de serem rcduzidos a escravidflo naqiiclla pro-
vincia. Lentos no Mercantil de 23 do passado :
l.'MA FAMILIA ESCRAVISADA,
(( Demos liontein breve noticia do encontr de
urna mfli prela rom seus filhos: boje vamos narrar
todas as circumslancias desse fado que honra as
leise acmlisacao do nosso paiz.
Morava no Eslado Oriental, no lugar denomi-
nado Marcos-I.eivas, nao longo do Rio Negro, nina
prela que linha sido esclava do coronel D. Jos
Cabial, e que este deixiirt forra, bem como a lodos
os filhos dclla. N'uma noile do mes de marco,
accoinmellcu a habitacao da negra urna partida com-
posla de qualro homous, sendo seu chefo un capilflu
l'iiniiaiio de lal, morador em Caoguti)Os oulros
dous indios e um mualo, lodos fallando porlugucz.
Apostatar" se da ptela, de una joven prela sua fi-
Iha c mais Iros filhos, dos quaes era ura de peilo.
Tamben) Irouxeram comsigo um prelo, que parece
era p.ii das enancas,
Esle ullimo foi levado para oulro desuno, que
ainda se ignora, por ura dos indios chamado Ja-
cintlio.
A negra com seus filhos foi Irazida para a pro-
vincia.
llavera dous meaos vio-se chesar ao lugar cha-
mado a Pas'agem, alem do rio, defronlc desla ci-
dade, dous individuos que com imsterio Iraz.iam
lima negra, una joven lilba desla e um filliinho.
Clieganuo ao conheriinenlo da autoridade qne do
Eslado Orienfal he que vinktm aquelles ofelires, t
desconfiando que fossem forn, prenden aos conduc-
tores, interrogou as negras, rabe deslas o aconteci-
do :soube mais quedos Dios seus pequeos ti-
nh un sido vendidos em Canquam ; cmfim desco-
brio todas as circumslancias feilo criminal.
a As duas negras foram opositadas, e rpidas e
energices ordens expedidas ara (razer os dous pe-
queos.
Honlcm chegaram eib, c o Sr. presidenlo
querendo verificar se eram c mesmos, achando-se
prsenles mollas pessoas rescilaveis, entre ellas
Sr. conde de Monlravel, vicecnsul da Franca, os
Srs. promotor publico Dr. Cpistrane, secretorio' da
presidencia, ofliciaes da sirelaria, ele. mandou
que Irouxesscm os pequeos a negra, sua joven l-
llia o o filho de peilo cslava alli. Enlraram ns pe-
queos ; um grito olha mmai grito de filho
sabido de coracocs infanlisas lagrimas da mai ao
abracar seus (euros filhos slvados da escravidao, a
alegra eslrepilosa desles, qe sallavam, baliam pal-
mas, corram da mai para ,-irma... ludo isto for-
Tnou umascena lao lerna encante, que as lagrimas
cornam pelas faces dos :speilaveis cidados abi
presentes.
A misera familia foi n mesmo aclo restituida
a liberdade, e breve devci Iransporlar-se Jagua-
ro para de l vellar suasa.
n Emquanloaos que, vitando um territorio ami-
go, lenlaram reduzir escividao essa familia, a es-
ses a lei vai perseguir coi toda a severidade com
que ella pune laes crime que lalvez nao sejam
os primeiros da sua especi, porm que o governo
da provincia esl frmemete resolvido a fazer que
sejam os ullimos.
O mesmo peridico accrscenla em dala de 25 :
Diziamos anle-honlti que o fado da familia
prela cscravisada nao ser. lalvez o primeiro da sua
epecie ; ao menos he ce"l( que individuos sera an-
lorisaciio alguma legal e lancam com frequencia
aos estados visinhos paa (razerem negros e negras
que l resultun. Eis sobe islo o que se 16 no itine-
rario de urna viagem acento de Jagdaro a Mon-
tevideo :
<( Jasunrau 13 de majo..... O mulato chamado
a Feliciano, por aleona Balalba, que pralicou na
noile de domingo ur assassinalo, linha chegado
BMW mesmo dia coidizindo qualro oo cinco pre-
los que elle arrebalni no Eslado Oriental, e que
entregando a seus pendidos senhores, receben
o dcstes 12 ou 14 raosle ouro...........
a Eslado Oriental, losla do Arroio, el Paro,
o marco 16.
n Quando iamos engarnio a esle arroio passaram
(i afaslados da eslrada, nossa direila, dous homens
armados, que levavm um mulato amarrado so-
bre o cavallo. Acalimos de saber que esses ho-
a mens fazcm parle le urna partida que, ha Ires
a dias, accomnielleu ima das estancias do corouel
Palacios, e asseguroi diversos negros que eslavam
.( Irabalhando na magicira ; um decs que se nao
quiz entregar foi mirto ; os oulros foram amar-
le radose levados pclaparlidn.
Estes excessos, ie que fallaremos oulro dia
com mais vagar, comrromeltem o bom nome bra-
sileiro nos paizes limlrophes, c exigem que o go-
verno da provincia tone muilo serias providencias
para os cohibir, resionsabilisando as autoridades
da Irontoira que os toeram.
S PAULO.
29 de acost. ~
Escrevo-lhc debaixi das imprecssOes dos horrores
que Ira/, urna revolucio de Ictlras jurdicas. Nunca
vi tanto sobresali, lana inquielai^ao, tanto cala-
frio. Nem una repuvacflo inexperada, fulminada
contra una cabeca di esperancas.
Os estatuios da crsmada academia cahiram aqui
como urna homha ; /.eram o estrago do raio, c os
edificios de S. Fraiuisco soflreram um lerrcmolo
como a-pudlc, to cebbrado de Lisboa. Alconli-
nuos hedis, porlcins e mais servenluarios, que
au Irabalhara com abla, nem sern laucados aos
subterrneos dos diretos romano c administrativo,
(irilaram era face di nova lei, que por scu tumo
Ibes dar agua pela larba.
E os caloiros, santo Dos Elles que al aqoi
olhavam com lerror para o Fcrrer ou Perraul. lera
de encontrar na viascm cora a carranca do l'alriec,
com o cnlosso corpu/juri Hiilis, e com as Institu-
as de Jusliniano, qic Dos baja.
E o que mais be, a juslificac.ao de fallas no dia
siibsequeule filia Ora he boa Nao pode de bo-
je avante um pobre escolstico pssar a noile no
club trocando abrases de alesna com as espheras
do buhar do bafatea, do clandestino lansguenet,
nem m toda uflia aoite, marcar o re no huello
erarte que nao suinte! Aprek vao reformar Olinda que.se rel.i-
xou, nao o S. Paulo, onde o estudanle enconlra o
porto do salvamento e de ventura ; o nico perigo
que aqui vai he o jogo da mesada, que he caso ra-
riimo, ou a compra de eslofos e galanlarias pelo
preco da fbula. Mas isso n.lo procede : quem man-
da seu filho b academia he porque pode.
Com effeilo foi urca terrivel bombarda. No fim
do correnle anno lerlivo, apenas com Irinla e lan-
os dias de aula, quandoj a aristocracia do 5 an-
no balia palmass, en unca Ihe passava pela mente
ler Carmenin ou, Foucard, n quando os bisonhos
do anno da eslra se achavam bem conteniese sa-
lisl'eiio, com a lirio do Forluna i> ou do Peraut
no que o Sr. Pedreira coocebeu a horrivel idea de
execurflo, causando o destroc que por ah vai,
Os livreiros foram os nicos que se avanlajararo,
reina a agiolagcm livrina, c o amigo a Fandega
cuja transacc.io se I initava locacio das feiluras du
liuinas, Soulle Soe, lem de eslender sua aclivdade
compra e venda, cliovem os mocos do 3. el. auno
em busca do Foucard e Corminiu, do Valdcc, a
Corpus Juris, que sao vendidos por preco apimen-
(adn.
Milhafre houve que, ao ouvir a nova da execuc,3o,
converteu-se em cambista jurdico. Atravessou
quanlo livro de direilo romano por ah havia as
praleleiras do livro, e poz ao alcance do consumi-
dor escobille), com cambio razuavel, com affronla
da velha ordenarflo, que lano susto soffreu com a
lesao enorme, media c mnima. Ms, no meio de
ludo islo, appareceu um genio salvador das finanzas
cscolalicas, que rompen para a corte em busca de
biblioteca, que ser vendida por preco commodo,
pois, como diz um boleleiroda aldea, a gallinha vai
de graea, pagar s molho. Assim ser gratis o
livro, pagando-se s a cncadcrnacao. Mas, vamos e
vendamos, confesso que, c para mim foi extempo-
rnea a applicacflo subila dos novos estatuios. Foi
orna verdadeira sorpreza contra as dislracc.es do
povo de S. Francisco. Dasprovidos de litros, nao
podendo presumir-seque a reforma viria no termo
do anno, os esliidanles nao se surliram. Quanlo ao
direilo romano, a calamidade hesupporlavel, j os
alumnos do 3. aunodiverliam-se como compendio
de Jusliniano, mormenle quando erara leccionados
pelos Drs. Crispiniauoe Ramalho. Com u adininis-
Iralivo mudain-se as aceas; al mesmo os compen-
dios apparent rarimantis m laja ti Pandegte.
Daqui lire as difficuidadesque encontrara o aca-
dmico que, por assim dizer, vii ser iniciado em sci-
encia nova, e diflicil. Diflicilima porque o nosso
direilo administrativo nao esl argani dao do Sr. Fcrraz). A leilura dos publicistas fran-
cezes guia o passo trmulo do escolstico ; mas, a
appticacao ao nosso paiz he intrincada. Nao tomos
cscriptores no-sos, lorna-se ardua a discriminaran
das atlribuiroes administrativas, confundidas em
nossa legislarlo.
Cons(a-me que o Dr. Manoel Dias de Toledo pro-
poz que se consultossc ao soverno a respeilo da diffi-
i..ia.de deexccueaup......,,in ,i. ,.,ii,.., ,.,,.,....
da quasi absoluto falta de livros.
A congresa;ao nflo acolhcu esle expedanle, que
me pareca bem fundado. O anno leclvo est ei-
piraudo ; Irinla e lanos dias uleis reslam para fin-
dar es aulas. Qne vanlagens colher um acadmico
ueste termo ? Demais, sabem todos que o exami-
nando nao pode fazer acto alm das malcras ven-
cidas em lir/ics ; hermesmo urna rehuan esse eslvlo,
muilo enhena, por ejemplo, alguma vez se Irans-
ponba a divisa, (cande salvo ao esludanle proles}
lar contra csse crime de lesa uencrosidade. Daqoi
vai que os actos das cadeiras novas serao feilos den-
tro de um limito acaudado ; o estudanle nao pode-
r responder senao sobre Irinla lices. Presumo por
estas rar.6es que nao digo urna heresia quando pen-
s que a execueflo nflo aproveila esle anno senao
como um noviciado.
O Dr. lu lado foi escollildo para o adminislral-
vo. J v que o calafrio percorreu os bancos dos
futuros doulurus que no tormo da viagem mais hor-
ror concebem pela ralaslrophe errina, pois que o
persaminho leria de receber esse carcter imlelcvel
que no alphabeto acadmico faz solar o sangue as
veas. O Dr. Crispinano eslrcou na sua cadeta,
Esle sendor, pisando ja um terreno conherido, que
Irilha da miilos innos, lera cdainado grande con-
currencia, aula, que lica apindada de mocos dos
anuos adianlados, que despindo o erguido do vele-
rano v.lo hombrear com os ncophylos para uuvir um
sabio; e o Dr. Crispinano he um sabio na sua ca-
deira.
Fa/ondo pausa ueste lopicn, dcixe levantar um
brado de commi-eracao pela desesperada siluaeflo de
ura malaventurado caloiro, que esla obrigado a
procurar as leis de Discslo como o sol em busca da
la.
Vida lenho a accrescenlar sobre Iranquillida-
de publica; nenliuin assassinalo ou ferimenlo grave
lem soado as paredes da polica. Tem-se desco-
berlu alsuns pequeos ronriliabiilos de escravos em
diversas localidades ; mas dizcni-mc que nao reve-
lam projeclos de insurreicao ; que essas reunios
semprc se fizeraai, romo n.i assembla provincial af-
liruiou o Dr. Ricardo (uniblelon, que dcnuncioii a
existencia de associaroas secrelas, capitaneadas por
pelos forros, que especulara com o prejuizo dos bril-
los, mentando feilicns e brurarias. Ilouvcalgnem
que receben o discurso desse depulado roo hilari-
dade prolongada. Mas o que he real lio que esse
doalor denunciava urna verdade, e o termo ttchni-
co-feilfco por elle em pregado corresponde aos vene-
nos, cujo segredo as associac&es conhecem.
_ Esse mesmo doulor Tez passar um projectn na ses-
sao deslc annorutorsando o nvenlo a dispender
urna boa quaulid na compra de segredos conhecidos
por um celebre prelo captivo de um senhor, em Por-
lo-Felz. Conla o mesmo depulado que presenciou
fados asombrosos de curas operadas por esse prelo.
Por mais de urna vez se viratn enfermos de molestias
gravissinias, desengaados por habis mdicos, cu-
rados pelos remedios do feilr?im, como Ihe chama
o povo rude. He um novo Jos Balsamo no seu
genero, na roca conhecido peto homemde Dr. Bul-
cau;acreditan) mesmo alguns que elle possue, co-
mo o Alholas, o elxir da vida.
A assembla, querendo corlar o abuso das curas
desse prelo, approvou a itHas do Sr. Cumblelon. e
vai-se proceder na execucau da le. Parecer isto
axlravaganle ah na corle, e mesmo o he aqui na
capital ; mas live occasiao de nvr, quando passei
pelo inlerior, relator Tactos de espcculaco horrorosa.
Um desses curandeiros, ou feiliceiros, he, com toda
a Ihaueza. chamado a curardoenles, que ordinaria-
mente ollcrccem symplomas de envenenamenlo.
Em poucas horas recuperam a saude I Presume-so
que os pruprios curandeiros applicam o veneno para
curado mais tarde com o contra. Assim exercem
a indusiria em larga escala pelos engenhos, onde
saofrcqucnles laes enfermidades.
Por associacao de deas vou Iralar de dizer duas
palavras ao offendido que me sabio ao enconlro no
seu Jornal, porque manifestei a palpitante necessi-
dade de medico-, que soflre esla capital, e mormenle
a provincia nieta. Direi pouco : nao estou aqui
para responder aof/endidos, como me parece ser e.-
se correspondente, nem aceito reclamaces de in-
leressados para quem a verdade semprc lie amarsa.
Confirmo o expendido ; a popularan desla scnle
grande necessidade de mdicos. O correspoiidenle
parlicularisnu o nome de alguns allopaldas. Ora, eu
nao tralei desses, ou porque nao paclue com as lan-
ceta', ou porque... porque nao convinba. A maio-
ria do povo er na homcopathia, e com ella se soc-
corre, porqneos Srs. Jo3o Thomaz e Ribeiro dos
Sanios lem para ella chamado a renla da popula-
cao, que, diente de curas maravilhosas, repelle o
caustico e sangra, que, sobre muda vez dar a mor-
le ao infortunado chrisiao, marlvrisam-lhe as nlli-
mas horas com csse apparalo inquisitorial. Quiz
ainda elle provar que n3o ha falla de mdicos, por-
que se houve grande concorrencia noria do Sr.
Duarlc Moreira foi porque este cavaMeiro curava
gratuitamente, e esle povo lem negarSo ao paga-
mento. Esse sarcasmo he proprio da raiva do sus-
peilo. O povo de San-Paulo corra ao Sr. Duarte,
fugindo da morle qac Ihe davam alguns barbeiros:
se o Sr, I luirle nao quera ser recompensado era is-
to devido sua gencrosidade, mo era porque muila
genle recusaste brindar Ihe com a mesma generosi-
dade. E nem islo admira, quando ainda lia pouco
vi cobrar-sc 309 por duaffuo Ires visitas, s porque
de casa foram os remedios, cujo nome ninguem co-
ndece. O que mais me maravilha' he o correspon-
denlc querer sanecionar o caso do medico applicar
remedios eu*, cuja essencia ningjem conhere, sanc-
lificando assim a revosarao do alvar que ritei, ar-
gumentando com a pari'dade do eslylo homeopallia !
Meu charo senhor, os medicamentos desla escola sao
conhecidos, nao ha aqu casas ou boticas onde se os
vendan), e nao da inconveniente no costume. Ou-
lro lano nao succede com o syslema lancelario. a
respeilo do qual combino com as opinioes do Sr. O.
Manoel.
Basta islo para confirmar que necessilamos de m-
dicos, para aniquilar o cdarlalanismo que nos assas-
sina. Vcndam elles, que o nosso clima os receber
como salvadores das vidimas. Se eu Idc referisse
um excmplode um horroroso parlo, do urna appli-
cacflo monstruosa, digna de levar seu autor Bast-
llia, eu arrancara a convierflo de todos. Mas, ota
posso lev,miar essa cortina, c se digo estas poucas
palavras lie porque lendo zclo das verdades que Ihe
refiro.
O Sr. minislro da guerra, algum lano intri-
gado com o povo desla, acada de ser absolvido. As
60 pracas que S. Exc. leve a bondadede nos eoviar
para auxilio da pequea tropa quo aqni existe, fo-
ram recebidas com especial agrado. Era sensivel a
lacuna de forca publica ; as pracas eslavam a meio-
dia, c o Sr. Saraiya via-se prestos a chamar a guar-
da nacional, medida odiosa c por estos mares. Eu
mesmo nao sei se islo lio um prejuizo, se a guarda
nacional deveser chamada a servico em pocas nor-
maes. Seja como fr, o caso he que o Sr. minislro
lem direilo aos nossos emboras, pois nao lia ahi
quem goste de ser merlo ou roubadn.
Por analoga snbam os nossos agradeciraentos ao
Dr. Silveira da Molla pela sua inslancia na cmara,
para que S. Pauto izoze das vanlagens de urna car-
rcra de vapores subvencionada. Esla provincia va-
le alguma cousa mais do que presumem ot Srs. Vi-
rialo c Ferraz ; a importancia da provincia de S.
Paulo boje he tal que urna carreira de vapores sub-
vencionada n3o Ihe pode ser contestada com vanla-
gem. Resla que a nossa depularjto prosiga em re-
clamar com urgencia os melduramenlos de San-
Paulo, para que nao passe em julgado essa proposi-
cao que grassa aqui que a depulacflo de San-Pau-
lo nao faz fracasso no Rio.
Desejava noliciar-lde quanlo a feirao que vai
revelando a opposicao nesla provincia. "Mas a falla
deospnco nao quer que eu deixede reservar para a
sesuinle. Lirhito-me a dizer-lhe que ella contina
a dormir debaixo di sombra -du grande cedro. Na
opiniaode aliiunsJ^assssss*nenteeollcj|jil||a_ j|as
ha quem peuseqne^.__ nicamente chlorofor-
misnda.
Em verdade esla descoberta da ciencia Ihe era ne-
cessaria para supporlar a dr das desmembracoes
que em desfilada se vao operando. Inclino-me, pois,
para o segundo pensamenlo.
O mais que aqui vai nao cabe na Iolaco desta
correspondencia. *
At mais ver. (Carla particular.)
- Art. 2. Ficam revogadas as dsposirries em con-
trario. i>
Foi approvndo um requer menlo propondo que
se nomeasse urna commissao para agradecer a 8. M.
o Imperador a elevarlo da Coriliba calegoria de
provincia.
Foram eleilos para esta commissao ds Srs. con-
selheiros Paulino Jos Soares de Sotiza, ^Carlos Car-
neiro de Campos e Antonio Candido FeNeira de A-
breu. Jr~
Votoo-se lambem que se enviane outra commis-
sao para felicitar a S. Eic. o Sr. conselheiro presi-
dente da provincia pela sua sabia administrecao, o
que hontein leve lugar, ao meio dia, no palacio do
governo. O Dr._ Francisco Jos Correa, relator da
commissao, fezperanle S. Exc. a sesuliitejallncurflo.
a Illm. e Exm. Sr. A assembla lesislaliva
provincial, profundamanlo convencida dos mui va-
liosos servicos que V. Ex. tem feiio em todos os ra-
mos da publica adminslrac3o a prol do Paran,
quer expressar de um modo publico e solemne o
justo apreco em que os tem, e por lao plausivcl mo-
tivo nos enva em denalaele cora o duplo fim nao
so de felicilar a V. Ex., como de agradecer o grande
ntoresse que toma pelos pblicos negocios : e pode
V. Ex. lirar cerlo de que a posleridade, quasi sem-
pre imparcial em seus julsumcntos. mencionar
com profundo respeilo em seu livro de ouro o nome
do nclylo consclbiro Zacaras de Ges e Vasconsel-
los, primeiro administrador desla provincia e seu
mui digno fundador.
Oxal V. Ex. presida por longo lempo aos desti-
nos desla provincia Porque sob lao valiosos aus-
picios ella allinsr ao importante fim que anhela,
no locante ao seu desenvulvimenlo lano material
como moral.
. Receba pois, Exm. Sr., esta felirilacflo como
um teslemunho autbentico da alia considerarao em
que a assembla do Paran lem a sua mui Ilustrada
admnslracao ; c pode V. Ex. conlar com o seu
franco e leal apoio em ludo que esliver na orbila
de suas atlribuiroes.
S. Ex. respondeu a commissao :
o Sobremaneira penhorado pelo modo por que a
assembla legislativa provincial acaba de Iralar-me,
considerare! a Miniaran que me dirige como um
novo estimulo a bem cumprir as obriga^Oes do car-
go que exerco. o
Passou em lerceira discotsSo, e foi remellido a
commissao deredacrao o prnjeclo de lei filando lici-
ta cidade a capital da provincia.
Nada mais tem por alli occorrido de maior inle-
resse. Faco votos para que a nossa assembla ter-
mine assim os seus Imbuidos, e que o imprudente
espirito de partido, que lanas vezes perturba as cou-
sas mais bem combinadas, nao intervciiha as suas
deliberacOes.
O projecto do depulado pela provincia de San-
la Calharina Dr. Joaquim Auizusto do Livramento,
apresenlado na cmara temporaria em sessao de 2
dejunho ullimo, produzio aqui desanradavel im-
pressao, pois que lie um formal allenlado contra os
nossos direilos a um vasto lerriturio ao sul do rio
Isuass, no qul se compedendem os campos de
Palmas e S. Jo3o, que, descobertos e povoados por
genle desto provincia, sempre nos perlenceram.
O Sr. /.icarias, no seu relalorio, trata lambem
desla questSo, provando o incontestavel direilo desla
provincia aquelles terrenos ; c termint aconselhan-
do assembla provincial que dirija" ao poder com-
pelcnle urna representar,ao, fazendo sensivel a neces-
sidade de adoptar-se por limito entre as duas pro-
vincias, quanto a marinda a Serra-Geral, e quanto
ao serbio a serra chamada do Espigao, seguindo en-
lre Palmas e Campos Novos al locar no Uruguay,
ou oulro melhor, ainda com vanlagem para Sania
Calharina, conlanlo que esla provincia nao fique
prejudicada em seus direitos lerriloriaes.
No dia 2 do correnle iuslallou-se nesta cidade
a sociedade de baile Harmona, com mais de 70
socios. Acha-sc ja nomeada urna directora, e Ira-
la-se de dar as providencias para que ella func-
cione.
A falla de orna casa propria tem retardado a pri-
meira partida. Emquauto um edificio especial se
dspfie para esse fim, esto em arraojos oulro que
lem de servir provisoriamente.
A absoluto falla de divertimentos nesla capital
torna a vida inspida, principalmente noile, as
horas que desassombrado das ma-sadas diurnas, he
lao grato passar o lempo em esperar o dia seguinle :
Por tornar o Irahalho mais folgado.i
_ Do inlerior da provincia apenas sei, que uo
dia 24 de mato, pelas horas da larde, no lugar de
nominado Larangeiras, municipio de Guarapuava,
foi pelt segunda vez estallada pelos indios selva-
gens a fazenda de Jos Nogueira do Amara I, de cu-
jo conflicto resullou o ferimenlo leve de duas pes-
soas da dila fazenda, e a morle de duus indios.
O cadele que comraandava o destacamento,
duas das pracas que o acompanharam, portaram-se
nesla relies a com o maior denudo, evitando por
esla maneira maiores desgraras.
E lambem que no bairro da Lagoa das Almas,
Amrica dos Santos assassinou a facadas*seu proprio
genro. A autoridade policial anda-lhe no ene.Ico,
mas ainda o nao pode apprehender.
No da 20 do correnle leve lugar em S. Jos
dos Pinhaes a execuco do prelo Joaquim, escravo
do finado Benlo Alves Fontes, que pelo jury daquel-
la villa havia sido ltimamente condemuadoa pena
ullima. (dem.)
"(Jornal do Commercio.)
Jt
r>"
em materias inj,
conceder sen
ra da confi
constitucin1
da. O oraoe71
nao ha de ser
PERMBIJCO.
PROVINCIA DO PARAN'. -
Coriliba 25dejulho.v
No dia 15 do correnle inslallou-se a primeira as-
sembla provincial do Paran, com 13 membrus pre-
sentes. Ao meio dia, o conselheiro presidente da
provincia, acompanhado do seu secretorio eajudan-
le de ordens, eseguido dos principaes funecionarios
pblicos e pessoas nolaveis, apresenlou-se na casa
da cmara municipal, que se acha servindo para
as sesses da assembla; e, inlroduzido com as for-
malidades do eslylo no recinto da representacao pro-
vincial, fez a Icitura do seu relalorio peranle orna
multidao immensa e curiosa, que de ha muilo suspi-
rava por aqueile espectculo, que vinha como que
coroai o acto da exall icio desta comarca a calegoria
de provincia.
O luminoso e circumslanciadn relalorio que S.
Exc. apresenlou assembla merecen de todos elo-
gio. Todos com efieilo esperavam de seu talento e
capacidade urna obra perfeila, qne serviste como que
de base para as futuras adminislraccs, como tem
acontecido cm geral aos seus actos.
S. Exc. nao mu 11 lio a menor queslo. As impor-
tantes, eniao. foram por elle consideradas perfcila-
mentc, encaminbaiido com mi segura e desvelada
os primeiros passos dcste joven povo as vias da c-
yilisacflo e do progresan,insinuando-lhe as justos
ideas sobre os incliioramentos moraes e materiaes de
que carece, c que o podem salvar do eslado de
alrazo em que lem al agora vivido, descondecendo
a ulilidade dos vastos recursos de que o tem cercado
a prodiga nalureza desla aforlunada torra.
Sobre a qoesMo vital para a provincia, da estrada
que lem de servir para communicacao da capital
com as povoaroes da litoral, S. Exc. decide-se pela
Graciom, disentiudo da maneira mais bullanle esla
imprtanle materia, que sem resultado algum se
debato ha mais deum secuto.
Itopois de haver cxposlo em resumo os Irabalhos e
opinioes dos engenheros pela presidencia cucarre-
sados da explorarlo dat Ires cslradas existentes, S.
Exc. conclue que a da Graciosa, he de todas aquel-
la que melhor pode salisfazer as urce-ola los da pro-
vincia, comu u centro donde convm q'ic procedan)
diversos rann em directo t mais impnrtanles
poviMcnes, facilitando, por oulro lado, a communi-
cacao da illa de Anlonina com a de Castro, ponto
mporlantissimo no interior da provincia, e approxi-
mando o porto de mar daquella villa 'do Jatahy, di-
minuindo assim as distancias para os objeclos gue
tiurerrm de ser transportados pela cia fluvial aue
omlert ir dala produca tai ao Paraguay e Mat-
to-Grosso.
Para captol preferc esla cidade como aquella que,
por achar-sc assenlada no cenlro das povoarOes, es-
l mais no caso de preslar ao governo o ponto pro-
prio donde pdem dilTundr-se, com proveito isual
a todas as diversas localidades, os henefiriosde ad-
miiiislrarao.
Aconselha o reslabelecimenlo do imposto do Rio
Negro, que havia sido ltimamente supprimido pela
assembla provincial de S. Paulo, o que por rerlo
collocavicsla provincia nos maiores apuros, porque
desfalcava as suas parcas rendas para mais de rs.
100:000?.
S. Evc. levantou, na historia desla provincia, um
monumento durndouro que ser admirado era lodos
os lempos como a obra de nm (atonto elevado e um
coraeflo generoso queassignalarflo a sua passasem
por cutre o povo do Paran, legando-lhe a paz e a
concordia na poca cm que os nimos, exacerbados
porrouliiiiiaslulas e pela enajnete do espirito de
partido, pareciam mpcllidos para um abvsmo de
desgnra.
Loso que se adiar impresso o relalorio, remellcr-
Ihe-hci um excinplar. afim de. se Ihe aprouver, fa-
ze-lo estampar no Jornal do Commercio, visto co-
mo he de interesse publico que todos saibam a ma-
neira porque governa-sc esla provincia, que a Provi-
dencia, pelos vastos recursos de que dolou-a, parece
Icrdesliiiadna um brildanle futuro.
A assembla provincial, compenetrada das neces-
sidadesreaes da silnarflo, lcm-c occiipadn pricipal-
menle em converlcr em projeclos as med la- Icm-
bradasporS. Evc. As suas sesses lem sido calmas,
os seus Irabalhos resillares, romo que dominados
do principio conciliador plantado pela administraco,
que Uo Miniares fruclos vai produzindo.
Passou cm primeira discussao o projecto divi-
dindn a provincia era 3 comarcas, da seguinle ma-
m-ira :
Arl. I, A provincia do Paran fica dividida em
3 comarcas*) a su denominarse c divisao sao as te-
guintes :
1. Comarra da Coriliba, compredendendo os
municipios da capital, S. Jos dos Pindaese Prin-
cipe.
o S 2. Comarca de Marinda. Icompredemlendo os
municipios de Paranagu, Anlonina, Morrdes,e
Guaraluba.
S 3. Comarca de Castro, compredendendo os
municipios de Castro e Guarapuava.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
6 SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 16 DE S-
TEMBRO DE 1834.
Presidencia do Sr.^Pedro Cacalcanli.
Ao meio-dia feila a chamad,r, c achando-se pre-
ses 30 Srs. depulados, o Sr. prcsidenlc declara
aberla a scssfii.
O Sr. 2 Secretario le a acia da sessao anleceden-
le, nao havendo quem faca observarlo sobre ella
he approvada.
ORDEM DO DIA.
Entra em lerceira discustKo o projecto numero 1.
acerca da estrada da Asua-Prela, juntamente como
artigo <-i(l(l i ti v o.
L-se lambem o seguinle projecto substitutivo,
que he apoiado pelos dous trros da cata :
A assembla provincial legislativa resolve :
Artigo nico. O governo fica aulorisado a con-
ceder companhia, que se organisar para a cons-
IrucGilo da estrada de ferro de Pernambuco, desde
a cidade do Recito al o rio deSan-Fnncitco,a garan-
lia de um mnimum de juro at dous por cenlo ad-
diciooaes aos cinco por cenlu concedidos pe o gover-
no geral, sobre o capital lixado para a parto da dila
estrada al a confluencia dos rios Una c Pirangy,
pela forma, e medanle as coinlicoe- que se ajusta-
ren), e forera necessarias para que essa empreza pos-
sa ser brevemente levada a etlilo. A livacao do
capital, e verilracao dos lucros da companhia se-
o os mesmos determinados pelo geral.
Ficam derogadas as disposicCes em conlrario,
etc. A. L. Caralcanti de klbuquerque. M. J.
Carneiro da Cunha. Souza Carralho.Carnei-
ro Monteiro.
O Sr. Meira Henriques contera, declarando que
se nao oppunha ao projecto substitutivo ; entretanto
julga ser conveniente fazer-se-lhe ,ima declaracao, a
qual siippnr- cssencial e em proveito dos inleresses
da provincia, mas que a nao depara no'projeclo.
Disse que, segundo o decreto que conceder o privi -
legio para conslrucrSo du caminho de ferro desla
cidade al Agua Prela, o governo geral havia esti-
pulado que, assim que o dito Caminho dsse um lu-
cro de oilo por % i companhia, elle leria direilo a
urna parle desse lucro proporcional garanlia de 5^;
a um a prnviuria s ia abrigar por urna conlri-
buicio ,ie 2 parecia-llie justo c conveniente que
ella lambem (veste um lucro proporcional ao juro
de 2 ", que ia garantir empreza que se encorpo-
rar para a construcciio do referido caminho.
Em abono da sua op i nio, o orador allega que a
assembla provincial da Babia, garanlindn mais o
juro de 2 "u empreza que lem de construir a via
forrea do Joazeiro, dderminou, na lei que decreta-
ra esla garanlia, a mesma clausula estipulada pelo
governo geral. Mas, disse o orador, nao enconlrou
essa idea no projecto substitutivo ; enlendo que
ella be vanlajosa a provincia, e que deve ser inclui-
da na proposla que se discuto ; e leudo feilo estas
observaces, manda mesa o sesuinle artigo addi-
livo ao projecto:
Quando os lucros da companhia excederem a
ura mximo estipulado, a provincia lera nelles urna
parle proporcional ao juro de 2; por ella garantido,
entendeiido-se a lal u-p.ilo o soverno provincial
com o governo geral, sem dependencia da execu-
cao da prsenle lei. Meira l/cnrii/ucs.
OSr Souza Carvalho disse que se congratulara
com a provincia por ler adoptado a medida, que
lodos eslavam convencidos da minensa ulilidadc
della, c que apenas notara alguma divergencia so-
bre as formalidades da redaccao do projecto, o que
nao devia prcoecupar a altencflo da casa, nem
roubar-lbo os seus momentos preciosos, por ser una
queslflo meramente resuli .neniar, que devia ser
resolvida pelo soverno. O orador falla em geral
sobre a ulilidade do prujecto, e fundamento larga-
menle com varios argumentos a conveniencia do
arbitrio concedido ao governo neste caso. Analvsa
a emenda offerecida pelo Sr. .Machado e Silva, ob-
serva que elle havia cabido no mesmo vaco c in-
definido que dizia ler encontrado no projecto primi-
livo, responde aos arsumcnlos do Sr. Meira Henri-
ques, declara-llie que elle eslava era coulradicao,
oppondo-se ao arbitrio concedido ao governo, e con-
clne volando pelo projecto lobslilnlivn.
OSr. Meira Henriques falla segunda vez, e disse
qne, se o orador que o preceder se houvasse limi-
tado ao que elle havia dito sobre o projecto tobsti-
tulivo, nada diria ; mas como o nobre depulado li-
nda declarado que elle eslava era contradicao, via-
se obrigado a usar segunda vez da palavra. Insiste
sobre a necessidade de se incluir no projecto a idea
que davia indicado uo seu primeiro discurso, e dis-
te que procedendo de semeldante maneira, nao pre-
tenda crear obstculos ao governo, nem limitar o ^
arbitrio concedido, que, quando muilo, inclnsio ,gf
de laljida no projecto, apenas poda ser conside-
rada como nina simples lembranca, e que porlaoto (
nao eslava em coulradicao. O orador torna a fal-
lar oas vanlagens que a provincia ha de lirar da
sua proposla, c seula-sc volando em fasjjar da sua
emenda.
OSr. Antonio Lu: he de opiniffo que o projec-
to substitutivo deve passar sem alteraran alguma,
porque do contrario fra por bices ao governo.
Combate a emenda por ser inteiramenle resulameo-
lar; e disse quo, longe da assembla crear diflicol-
dades ao governo. devia facillar-lhe todos os meio,
afim deque a nossa estrada fosse feila primeiro que
a da Baha, o orador declara qne oio oceupar a
aliene*) di rasa, demonslrando-lhe as vanlagens
que nos deve.provr da estrada de ferro, por ser osle
objeclo de primeira inluicao, ej ler sida tongamen-
te tratado por oulros seuhores depulados ; mas que
no scu couceilo, entenda que a honra e os ulerea-
ses da provincia se achavam compromellldos nesla'
questao, e que por isso era necessario facilitar to-
dos os meios ao governo, afim de que elle se nao
achasse embancado na realisac.lo do contrato para a
ronstrurcao da nossa estrada de ferro.
O Sr. Manoel Cacalcanli disse que nao poda
deixar de lastimar que a assembla se mostiasse lio
apaixouada pela doulrina do arbitrio ; entende que
semeldante doulrina era conveniente aquelles que
usam della. Observa que se lem fallado muilo na
ulilidade geral dos camiohos de ierro, cilaodo-te, a
Franca, a Inglaterra e outroy^es; mas que uin-
suein anda havia tratado ..eslao principal e~\.
essencial, qne ninguem ainua'-havia provado a \^/^
srande queslao da conveniencia da estrada de ferro
projedada. Entretanto declafa o orador que eslava
convencido de que a medida proposla havia de pas-
sar, c que somente tomata parte na. discussao por-
que o dever de represenlanle da provincia impu-
nha-llie a obrizaco de manifestar fcancaroenle as
suas opinioes acerca da inconveniencia e inopporlu-
nidade da idea; pois nao linda a pretenc?o de sup-
porque a sua fraca voz fusse capaz de abalar as con-
viertes da casa, quando sabia que previamente e
medida fra approvada sob os auspicios da autori-
dade. ^_
O orador, nsistindo sobre a Iheoria da confianza,
entende que em casot de pouca monta algumas ve-
zes se pude conceder arbitrio ao governo ; mu qua
ntes nunca a assembla devia
arbitrio ; observa qoe a (heo-
>nlxayns principios do governo
taiivo, e fillia da inexperien-
' lei ha de passar, mas qqe
>a como oulras omitas ; en-
tretanto quer qoe v acompanhada de certas cn-
telas ; para esle fim deseja qoe a queslao fique adia-
da a' a proxmijie-sJo, e conclue mandando i me-
sa o requerimenlo segninte:
Requeiro que a discussao seja adiada por vale
e qualro horas.Manoel Caralcanti.
O Sr. Florencio declara que s lomava parte n
discussao para responder ao Sr. Manoel Cavalcanl
acerca da doulrina da confianza. Entende qoe
ronlahca he um elemento de ordem, queem certoi
casos se pode conceder ao governo, c que della al-
gumas vezes terA resultado bens sociedade ; en-
Irelanto he d opiniao que, todas as vezes que o gl
verno abusar do arbitrio, seja severamente acensa-
do pelos poderes competentes. O oradocconclue as
suas rellecves, dizendo que ninguem o argir de
ser partidario da coiifiaura cega, e que pelo conlra-
rio tem soffrido militas injusliras por nunca lar
querido abdicar a sua natural independeoda.
O Sr. Manoel Cacalcanli usa da palavra segun-
da vez para dar explicarles ao Sr. Florencio, e dtt-
se-lbe que o havia qualilicado partidario da doulrina
da confianza, porque em urna das sesses anteceden-
tes o Sr. Florencio llie havia dito, que j eslava a-
repeudido de ler seguido a eslnda opposla ; mas
como elle uaigudasssajMlt, linda explicado o senti-
do da .'isttrco, toda a disputo devia ceSsar, e sen-
lou-so
O Sr. Torres Banieira comeca fazendo i histo-
ria dossuccessos qoe lera precedido a formaeso das
duas companhias para a conslrocrao da estrada de
ferro desla provincia e da Baha, a disse que, como
a iniciativa ueste negocio nos perteucia, era con-
veniente, era aconselhado pelos inleresses e pela
dignidade da nossa provincia qne empregassemes
lodos os meios para concorrermos com a Babia ; e
por isso entenda que a assembla devia darosdoos
porcenlo. O orador faz urna breve apologa aos
camiohos de ferro, e insisto para qne se d quinto
antes a garanta provincial aos emprezarios da estra-
da de Agna-Preta. .
Respondendo a objecrao de que nao temos capi-
taes, o orador disse que elles viriam com a estrada,
assim como o augmento de populadlo, e prova as
suas atserrOes com exemplos tomados a historia da
Blgica, relativamentes vias frreas, onde a indat-
Iria se lem desenvolvido maravilhosamenle com a
inlroductao deslc novo motor. O orador s consi-
dera o caminho de (erro sob a relac^o dat vaajagens
snbsequenles, e disse que urna deesas vanlagens.he
o melhonmenlo moral qne ha djtvir como conse-
quencia necessara. Defende a doulrtka a
trio, e diz que he boa quando he usada eom par-
cimonia, com prudencia e sera exagerafo; ob
serva que a questao he de competencia, e conclue
dizendo, que se deve adoptar o projecto sem modi-
ficaces, que se deve habilitar o governo com todos
os meios possiveis para resolver a quesle, porque
o negocio he de inleresse e de honra prt) a pro-_ ^
rinda.
Tendo dado a dora, o presidente levanta ,ak(|
ed para ordem do dia seguinle, leilura de
jeclos, pareceres de commisses, requerimentos e
conlinuacao da lerceira discussao do projecto n. i,
que ficou adiada pela hora.
O Sr. Manoel Catalcanti licqu coma palavra.
i
I
!
^
*
r-
tlECllT. lli J)l SETEMRRO DE 185i.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
Principiamos a seraaaa til pela abertura extra-
ordinaria da assembla legislativa provincial, que
foi feila no dia 11 com ludas as solemnidades da lei;
e desde eniao lem a mesma assembla fraccionado
cora aclivdade, esforcando-se por dar prompla so-
liicflo .i queslo de maior momento enlre as que
motivaran) a sua reunao. Fallamos da estrada de
ferro nesla provincia, para cuja realisacao forua-se
indispensavel auxiliar a presidencia com os meios
pecuniarios de que carece para inclinar a balatica
ingleza cm nosso favor, e alcaucar que tejamos pre-
feridos Babia.
Nos dias 11c 12 chegaram da Europa s vapores
lian, i", por [encent marinha de guerra brasilei-
ra, e Lusilania da compauhia de Liverpool. A ve-
lha conleuda do Oriento nada apresenlava de novo
que livesse grao de importancia, sendo quo a mes- "
mu retirada dos Russos dos principados danubianos,
h'iru calculadamente ordenada pelo czar, anda nflo
resolvido a alienar de sua causa ocioso podcr^tis-
Iriaco. A llcspanha permaneca na efervescencia re-
volucionaria, c a cunvorarao 'i- Jina constiluinlc
era o grande aclo queabarbava Espartero, e do qual
lalvez devia sabir um novo pomo de discordia. En-
tretanto os operarios, c sobretodo osusoldados, nflo
se desruidavam de por paleles as centeqiieiicias de
ama revolucio mililarmcnle elTecluada.
Mais un monarcha linha descido ao tmulo, de-
xando u Ihrouo vago ao scu successor : foi o re de
Saxonia que acabou desastrosameule os seus dias
com o crneo esmagado por um dos animaos que pu-
xavam sua carruagem, na occasiao cm que esla vi-
rou-sc.
O vapor / iamao Irouxe a scu bordo dous perso-
nagens impnrtanles : o Sr. Jacques A ras, irra.-io du
illuslre sabio francezj fallecido, Francisco Arag,
membro do governo provisorio de Franca, depois da
revolucao de 48 ; e o Exm. Sr. conselheiro Antonio
de Mcnezes Vasconccllos de Drummond, minislro do
corpo diplomtico brasileiro, boje em disponihilida-
de, o qual seguo para a corle, tendo recebido nes-
la cidade muilas demonslrares de eslima c consi-
derarlo durante os poucos dias em que nella se de-
morou.
As noticias que recebemos do inlerior da provin-
cia foram em parle desfsvnraveis, pois que s na fre

MI

aj i
II


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DIARIO OE PEMMRBUCO, SEGUNDA FtIRA 18 O SETEMBRO DE 1854.



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guezia d Gloria, lenno de Pao d'AIho, dous aisassi-
nalosse perpetraran!, coiuefiuindo 01 awaisiuos por-
se em fuga. Tambera no engenho de Gnilssiuho,
dialante daquella fregueza urna logua, passou pela
moenda tira desgranado esclavo, que por inadver-
tencia ou deliberadamente, assim acabou esmiga-
Ihado.
Enlroiino dia 15, procedente do sol o vapor in-
gle* Bratilt'ra, Irazcndo-mis a uolicia da proro-
gaojo da assembla geral al o dia 11 do correnlc, e
airn despachos para a majislralura do primeira
instancia e guarda nacional, os qunes j publica-
nws.
A cmara temporaria prosegua na discussAo do
projeclo de reformas judicianas, e na do que trata do
ca*amentu do* militares, i-onlinuandoambos a arros-
trar as antypalhias iatintentsadot.
No dia I \ sahiram do|l{ospro da Peuhaos reveren-
dos misionarios capuhuhos, Fr. Sebastian da Vir-
gen!, e Fr.Serafim de Catanin.coin deslino o primei-
ro 10 sul desla provincia, c o segundo aos ser-
toes do interior da provincia Ja Carabina, onde vAo
fazer so unas missoes.
Acha-sc ncsla cidade lia 12 dias, um inao que tem
desafiado a curiosidade publica,e que nos parece de-4
ver antes excitar a earidade e a philantropia. Cha-
ma-se elle Roberto de Albuquerque Mello, natural
do Rio Grande do Norte, ribeira do Upanema, fre-
gueza do Campo Grande, onde reside sna familia,
no lugar denominado Curral da Vanea : tem
cerca de 3 ps de estatura (pouco menos de nina va-
ra1, phvsionomia eapansiva, cabera ecorpo ordina-
rio, mas os bracos e as pernas minguados, c em
grande disprnporcao com o (ronco, sendo os ps pe-
queos e as nulos mutn mais: conla a idade
de vinle e doas annos, apresentando pouca bar-
ba, e sabe 1er e escrever. O pai desle infeliz que
lamber be anuo, acha-se na idade de 70 annos.e lia-
vendo ja possuido aluons bens da fortuna, vive hoje
na miseria, tendo mais Ires lilbos anes c Ires de
estatura commum. Desherdadopela ualiircza, e de-
zejoso todava de occorrer a sua familia, Koberto de
Albuquerque implora para esle lim a caridade do
publico ; condado em que um dos maiores deveres
da sociedadelie repararas aberrares da nalnreza, e
snavisar os males dos que solftcni sem culpa sua.
Pretende o ailo seguir viagem al o Rio de Ja-
neiro, e (eodo ja sido apresenlado ao Exm. presiden-
(e da provincia, oncontrnu em S. Eic. um protector,
qae o auxiliar ne-se empenh >. Convidamos,pois, o
publico desla cidade, a estender sua mao generosa ao
iz Roberto, que pode ser procurado na ra da
Cadeia do Recifc, casa di senhora D. Paula, por ci-
ma daloja doSr. Joaqnim Ribeiro I'oulcs, onde pre-
. seotemonle se arlia acolhido.
As ebuvas, que haviam feilo urna longa ausencia,
reapparereram es(a semana, e se por um lado miti-
garan] mais o calor, por nutro desenvolvcram'os de-
fluxos : lie o bem e o mal, sempre de psrceria.
Entraram 13 embarcarles e saliiram oulras tan-
las.
Rendeu a alfandega 96:1479369 rs.
.Falleceram 29 pessoas : 7 homens, 7 inullieres e
10 prvulos, livres ; 2 homens c 3 mullere-, escra-
vo.
MIAICJ. DESASTO ANTAO*.
11 de eetembro.
Al que finalmente acliei um bompesquisador
JJ>U*\dadcsrom! todas as qoalidadea.de que deve
ser dolado ur-Vu^m desla occupacAo,absoluto co-
nbeciracnlo das pessoas e das cousas, fidelidade, in-
(clligencia, eis o que elle possue em grao subido: lie
de mao cheia o rueu rapaz. Que bello adiado. O
homem eil por ludo o que eu quizer, comanla que
n8o din que elle se chama..... que se parece alen-
roa cousa com o IruAo I). Bilias, mas siin quer que o
d a conliecer pelo nome de Panlaleao. Ah maga-
a*, que nome lao eslrepiloso excolhcsle .' Agora,
njcu charo, eslou servido : hei de saber de boas cou-
siuhas em precisar de andar de ra nbaixo, ra -
cima, TOtasabe, voss vio? O PanlaleAo me livrar
deste trtbalho, c do risco de me impingirem alguma
mentira para ao depois grlaremo Vicloriense he
uin mentirosoo que at ao ponto de hoje nao me
acontecen, e espero nao acontecer.
Ja sabe pois Vmc. quelenho um ptimo ajudanle
decampo, a^ora varaos s novidades que fazem a
ordem do dia nesla cidade.-
Tem causado bastante inipressAo aqui una deler-
mnacaoda Ihesouraria, seguudo a qual, como fez
ver o colleclor, se esl pagando 160 rs. de sello por
cada cerlidao de cilacAo, e niio como manda o regu-
lameuln 160 rs. porcada nicia follia, onde podem
caber niuitasccrlidO.es. femii porem curiosos .mui
nAo faltirn, hou^e j iiuo^-fvseae^P^ilo a -se
Recife biitsuUar sobre ejlc poni, e quet pralica se
segua ahi : o resudado foi saber-se que pngava-se
neaia capital 160 rs. de cada ineiafolha, embora nesla
liouvessem muilas cerlidoe*. Eu nAo me quero
raettSt nestas indagaroes, e nem interpretar regula-
mentes, que para mi ni sAo quaii enigmticos, mas
acho nato eslas differencas em execuao de Icis, que
para lodos devem ser lause. Se nisso hi algum vi-
cio, d remedio quem stiver autorisade adhor.
Meu charo, pensei que os malvados j arrependi-
vida aos seus seinellianlcs, e eslava todo ufano para
Ihe dar no fim do auno a ln nova de nlo ler havi-
do assassinilo algum nesta (reguezia, mas enganei-
nic. Assassinos I Essa vil raca de vboras, estes
amaldcoadoi Cains, exislem, eexislirAo. mas ajus-
ti<;a divina, e hum na. cedo ou tarde os lia de punir.
Aisassino homem prfido e traidor, que se escon-
de as trevas para cravar o agudo pu dial muilai
vezes no coracAo deu m pobre, pai de familia As-
sassino 1 homem covarde, que premedita malar a
IraijJo a aquellc com quera leme medir-so As-as-
sino 1 homem deleslavel e liorroroso, a quem o re-
volver da sua Iriste einfeliz victima as ancias e a-
gonias da murle. causa um prazer e um.i alegra in-
fernal, e para rjuem seus ltimos suspiros silo notas
melodiosas, cujo eolio repercute naquelle coracAo
cerrado para sempre aos sen lmenlos da natureza !
Asjjpo (ambera homem infame i|ue lauca a
diseerdia e assassina a honra e a replalo depes-
ow probas e rcycilaveis Seja a jusliea divina
inexviravel para emelliantes mon-lros, e a "sociedade
inleira os Tole maior execracao. I'erdue. meu
charo, tesa pequeo desabafo de um coracAo por de
raaisaeasivei aos funeslos males de seus semclliantes
Wo:posso4ver, sem me encher de horror al que
antoo homem corrompido pode chegar : e ajus-
ds homens, que nao pune seraelbuntes malv-
is, he mais corrompida, he mais criminosa, e mil
vetes mais assassina do que elle. Mas dcixemos isso
que nyiiio se tem repetido, e que lodos os dias se
epelrf.^vamos ao caso que llie quero contar. No
l 2/dl correnle as 9 hor-s c }t da noile fui assassi-
lojliwbaramenle no lugar Passagem de Pedro, 3
nH^anle desla cidade, OamiAo do (al, criou-
lo, WK.im liro ; e na visin que >e procedeu,
lciHi-S(;signal vivo, de que foi lambem asphi-
xiado, e embreado. EsU bem complicado esle
legundu me allirmaram. Foram pre-as 3 mu-
lheres prenlas do morlo, com quem moravam, e
coraproBiellerani-se lano nos inlerrogatorios que
da*ida tiu ellas cmplices nesla morlc. U as-
sassina inda niio se des.-idirio, mas lem-se dado
(antas providencias, c o nosso delenado leni pes-
quitailo lauto sobre esle negocio, que sipponlio ser
o malvado breve capturado. Dos a*sim o permita.
Desdo outobro do anno passadn al o primeiro de
selembro deste correnle, qu;nAo havia inorlealguma
nesla freguezla. Nole, Sr. corrcspondeulc, que este
crime foi perpetrado no limar menos policiado desta
freguetia, que he o 2' dn(rielo, o qual est qoasi
abandonado. O Sr. sub-lelegado supplenle, Gorreia,
he umbomem demuilo bom coracAo, honrado e pa-
cifico, as nAo serve para occuparesle; cargos, onde
alcm das quali Lides boas que lem o Se. Correia, se
requer muila arlividade c energa. ApproveUo a
uccasiao para pedir ao Sr. delegado l)r. Cirnc l.ms.
baja de dar ai providencias necesarias, prestando
esla enmarca alemde milhares de bonsservijos an-
da mais esle. Bem sei que a polica fs vezes niio
pode prevenir cerlos casos, mas he cerlo que u ao(-
vidade, i vigilancia c enenia dos cmpiegados poli-
ciaes niuilo esneorrem par que se nao perpelrem
'rimes com lana frequencia, e cada passo
O exemplo doqueacalo de diter lomos i vista.
Esla era urna Ierra, onde haviam muil.os asnssina-
tos, roubns o (oda casta de crimes, hoje, no espaco
d dez raezes, se lera dado apenas osla morle : lem
havido oulros crimes de menos monta, mas era imii-
omenor escala, e es(es mesmos nAn licam iinpu-
nra. Feli'.ajeule nao me podem onlcslar o que a-
cabo de llieVj.er. A fama da Victoria em materia
de crimes era te?proverbial em algui i lempo, que
ale eu que vivia em um raiiliuho obscuro desle
mundo de meu Dos, a ouvia com horror. Se ago-
ra, meu charo, em que ludo esl mudado, assm
inesmn dAo-se por aqui boas coutnhas, que seria
naquelle feliz e bom lempo, (de saudosa memoria),
em que ludo ia no maior relaxamcnlo e abandono'.'
Algucm aiiiii, meu amigo, ao ler eslas toscas lindas
ara pulos; como se eslivesie energmeno. Vamos
adianto.
Foi preso Jos Seraphim dos Anjos por vender
urna sea afilhada de nome Mara, de dade de (i a
annos, foi vendida ha pouco lempo nessa cidade
do Rrcifc. lie le suppor iiieo delegado lenha la-
do as providencias que o raso pede. Foram presos
Manoel Joaqnim, para re rula, e Manuel Joaquini
de Sanl'Anna, por ser suspeilo de desertor, e urna
raulher pronunciada em P.io d'AIho. Nesle moim n-
o appirecu-me lodo esbalorido, paludo e em con-
vuIsAo nervosa o meu ajudanle ; vinba suando por
lodos os poros. Cuitado j lao cedo principia a
1er incommodos por amor de mim Ileminha sorle.
niinba negra estrella, que s Iraz desgosto quelles
Joe a mira se ligam. Parece ser dedicado esle Sr.
inlaleAo. Eu desejo que elle nAo soja da laia de
cerlo daqui. que tendo, ou fingindo ler amizade a
oulro. diz que, se houvesse Dos de chamar a si o
seu amigo, antes despaclusse a elle para o oulro
mundo. Que menino lito unoroso Que lealdade !
Se o P.inlaleAo me disaesse onlro lano, eu Ihe mot-
'""fia mmedlaiameole a porta da ra, parqut des-
confi muito desles excessos, e principalmente em
cerlos capadocios, que o que dizein nao vem do co-
ra?Ao. Mas vamos ao que ia duendo. Cbegou o
homem em tal estado que me mo pode logo fal-
lar. Que temos ?I pergunlc espantado ao ver o
seu aspecto. Depois de algum terapo, e cobrando a
falla, o pobro Panlaleao mo communicou urna no-
ticia a respeilo da seguranca individual c da pes-
sor, que, como diz elle, esl em perico. E foi is-
so lomante que o Iranstoruou .por essa forma, Pan-
lalcAo? Pois en julgava que linha si.lo a causa des-
Ic lemor algum espacioso cometa, que sahindn l
dos seus muidos elhereos, o apresentando a sua
grande c luminosa cauda aos medrosos filhos do.pai
AdAo, os linha aterrado ; ou cnlao que a czar da
Russia vinha com lodas as suas forcas balcr is por-
tas da Victoria, mas como nada abao houve, nAo
vejo razAo para lAo grande receio. Em conlnua-
c.io me disse o PanlaleAo que se rosnava na ra,
que eu eslava para levar urna boa sova de pao. em
vrlude da resoluo.Ao (amada no conventculo negro.
Olhem que nAo succeda algum enzano, que em vez
de darem no crioulo Bernardo, dem em algum que
Ibes perlenc, e que desla feila v para o co sem
querer, quero dizer que nAo sovem por ahi algum
innocenle, julgando que son eu, porque isto me
cuslaria lana dar de estado, como se eu proprio
levasse acoja. Enlao, Sr. correspondente, devo
acreditar ao amigo Panlaleao'! lamben Vmc. tre-
mer por mim '! Sem duvida : obligado, meu cha-
ro, mas nAo cteia lauto nesla historia. He verda-
de que islo pode ler alguma probahilidade pela ra-
zao de quo o argumento dos que nao ousam contes-
tar as verdades, que se lhes diz, acaba sempre por
surra, mas nem anda lal probahilidade produz ef-
teilo no meu animo, porque lenho protestado dizer
a verdade, aconteca o que acontecer. E'lou cerlo
que o homem andida: cupidut xibi malum tu-
cessil. Para contentar porm ao amigo PantaleSo,
que me diz que o seguro inorreu de vellio, toma-
rei urna simples cautela, e esl (amada. Enlre
oulras cousas vnu escrever para cerlos (ins em urna
aballa 8 Domes, que me desejam um mal de mor-
le ( muilo ha que os lenho debaixo das vistas ) 4,
que a tilo alto nao chegam, urna duzia pouco mais
ou menos, que nao eslAo coulenlcs comigo. mas
que nenhum inUresse lem em fazer-mc mal algum,
e nAo mais ; porque o reslo da Victoria he por
mim. Meu charo, eles parvos peu-am que me cn-
u,ni.un com fingidas appareucias, julgam que eu
DIO sei que qualquer delles pode compararar-se
bem com olrahidor Judas, que com o sculo da paz
venden ao seu Divino Meslre. Felizmente o co-
nheco : sempre fiz um juizo exacto (lestes amigos.
Mull homin nomine, non re. Saiba, Sr. cor-
respondente, que esles malvolos nao leudo motivo
algum para se desenvensilharem de mim, porque
fallo sempre de suas heroicidades com umita ver-
dade, e com o coracAo as maos. gritam que eu
quero iulrometler-me no lar domestico ; vendo, se-
gundo as suas tresloucadas cacholas em qualquer
palavrinha mnha urna qucsIAo de vida privada.
Quem nao sabe por aqui que eu, para Ihe escrever
nao lenho precilo de rao interior dos aposentos
bascar Tactos para Ihe narrar luz do sol" Anda
que fallassem os pblicos, quem nao v que eu nao
leria o arrojo, e nem sera lAo perverso, que fosse
perturbar a paz das familias ? Acredile-mc, nada
do que Ihe lenho fallado em (odas as minhas cor-
respondencias, he privado; ludo he lao sabido quo
nao ha por aqu quem ignore, e fique certissimo
deque eu arad] nAo digo o que sei, e que se lem
passado publicamente ; se o fizesse, Vmc. ficaria
maravlhado de lao altos feilos. lie de admirar
que quelles que andam vestidos com os andrajos
de lanas mazellas sejam os primeiros a gritar que
se esl perseguindo a elle, pobres innocsules-!!
Ite (ris(e, Sr. correspondente, a comlioAO daquel-
les que cscrevem para gente dessa esidla.
Agora, mea charo, consinla que venda u halha
esla feira de meus peccadns. Eslava quasi esqueci-
do desla decrepita senhora, quando vi em um dos
seus jornaes um abaixo assignado. o qual com gran-
de IrabaLfefj li de cabo rabo. Nao Uve o goslinho
de ver, como muilo- o meu humilde nome em lel-
(ra de imprensa, nem por urna, ou mui(as vezes as-
signado, nem ao menos no meio de alsumas diuias,
por quem alguns amigos assignaram i rogo, islo pro-
va a ni i ii ha nihilidade, paciencia. Aposto que ha
pessoas que liada nao sabem que o seu nome anda
no Diario. Que engenhosos que foram os laes procu-
radores de assignaliiras Algutis, segundo me
allirmaram, andaram pelos suburbios desle nosso
mundoziuho cavallo em procura de algumasspm-
bras para tambera assignarem ; o caso he que segu-
ra aqui, agarra all, p\ra acola, arraujou-se esle
monstruoso rol de mimes, que principia pelo Ju-
liAo cacaba pelo Glaudno, mas que nada prova.
Sr. correspondenle, Vmc. que rae confiere perfe-
lamenle sabe que eu eslou era uina pstelo, pusln
que mu obscura, com ludo (Ao indcpendenle des-
les negocios, que nenhuma suspeita de parcialidade
se me pode atlrlbuir. Se eu me qeizesse dar co-
nliecer, desaliara lodos para que me aponlasscm a
mais pequea conveniencia, o mnimo nlercsse par-
ticular, que lenho paradesejar a mudanca da feira.
Quando eu erailli esla idea Toi por que reconheci a
ueces'idadcdelal mud inri, e eslava cnlao mu Ion-
ge de saber que ja oulra pessoa, mais habilitada e
competente, a havia requerido no auno de 186 ;
esla foi o Dr. Ponce de l.eAo, como delegado que
era, do coiisetho aer.il de salubridad!- publica nesla
cidade, homem muilo indcpendenle, e que s linha
em vistas o hein publico, e arredar de cima desla ci-
dade o terrivcl llagello da pesie, que cum facilidade
pode desenvolver-se pela accuratilarAo de milhares
de pessoas juntas cni uin local estreilo, e sm arejo
algum : (o que infelizmente lera acontecido.) Al-
guns annos ha que um oSividor, que aqui houve,
recouhecendo a uecessidade da mudan;, a fez para
um campo silo alrat da igreja do Rosario. E por
que adi nao permaneceu a feira depois da morle do
ouvdor? Porque a gente era a mes'raa, e os inle-
resses particulares (ambem osmesmos, e nao se olha-
va para o bem publico.
Enlre oulras considerarles, r. correspondenle,
deve atlender-sc que ha urna cndei,1I(aclualmenle
quasi sempre cheia de criminosos) contigua a feira,
e que segando os planos das novas obras, (quo hei
de ver para crer) fica quasi cercada ("a cadeia) por
dianle e pordetraz pelos concurrente- a dita feira,
o que iodos veem que he bas(an(c perigoso e incon-
veniente ; primo, poique a cadeia pode correr em
algum occasiAo o riscojfle ser as-altad i. se por ven-
tura intentaren! sollar algum preso ; que nAo obs-
lar anda urna boa guarda, qual ao primeiro impo-
lo inesperado de milhares de pessoas armadas nAo
poder-i resistir. iJulgo que ir armado um feira,
nao he muito difliculloso. porque de dentro de cada
saccode farinha.ou fcijAo podem sabir punhaes, e
oulras armas.) Secundo, porque he quasi sempre
na cadeia que a pesie primeiro se deseuvolve, visto
o ar iulecio, que all se respira, c podo conlamiuar
com facilidade a multidao, que se aclia accumulada
lAo perlo. Ja lem acontecido que quando ha bexi-
gas na cadeia, a feira he pouco abundante, c a ella
concorrem mailo poucas pessoas, solfrendo prejuizo
o cummerciu. Esles sAo os males para os quacs nAo
se deve olhar com lana ndiflerenca. Os homens,
que se oppoe a mudanca, lem suas razes para isso :
uns lem seus casebres, que mailo Ibes rendem, ou-
lros suas vendas, onde fazem seus cambalacho*, al-
guns seus quiulaes oude recolhem mullidAo de ca-
vallos a n i-, cada um, edonde antigameule de voz
em quaudodesapparecia algum mclhor.
De ludo o que acabo de expender e que lenho di-
to em oulras cartas,deve Vine, concluir que a actual
localidade da feira he pessima, he insalubre, e niio
ollerece ascommodidades necessarias para o povo.
que a ella concorre, islo disse, digo, e direi sempre,
esein accressenlar mais oulras immensas provas, pa-
ra livra-lo de massada, vou eipor a sua considera-
cao o seguala Irecho da collercAo dos Iraballios do
conselhogeral da salubrdade publica no primeiro
anno de 1816 a pag. 50 linh. 29. Cabe aqui .li-
li zeru V.Ex. queldosdelegailosdoconsellio.o da ci-
d.ule da Victoria he oque mais solicito se lem moj-
il Irado'no cumprimentode soa9 obrigaees. O con-
seibo lem recebidodesle delegadoalgumascommu-
s nicaces.e iiltimamenlerecebcuumlonsolrahalho,
a no|qual descreveu as uceessidades mais argentes do
sen municipio, e os melhoramcnlos, de quo elle
i precisa. Fiz ver ao con-elfio que havia olliciado
a a cmara municipal, pedindo com urgencia o con-
cerlo do cano fojas si na da cadeia daquella cidade,
ir que servia de incommodo aos mesmos presos, pe-
er lo mao clieiro quedellesecxhala.aremoca,.doma-
c ladouro publico, que licaao sul del la. e sobre um
(i lado que a doraiua, donde lambem se exhala pes-
m simo cheiro, que espalhando-se por toda a cidade
ii muilo incomraoda aos seus habitantes ; que havia
requerido a muan; do actual lugar da feira pa-
ra o paleo da matriz, porque elle lem loda a ca-
li paciilade para receber a grande concurrencia do
a povo, e de imimaes com carga, que se dirigen] a
dita feira, porque aquelle que nrlualmente serve
par c porserbaixo, pouco arejado, c acanhadi'simo ; e
a porque nos dias d letra all se desenvolve um c-
lor lAo excessivo. que he quasi insupporlavel, pro-
(i duzido pelo erando concurso de povo, e de ani-
maes que all chegam, e se demorara ; sendo de
nolar que leudo seu commcrcio progredido con-
sidrravrlmente, aquella praca ja nAo pude admil-
(r esse grande numero de pessoas, e de animaos,
aconleceiido que muilosdos que a ella Tin, c nel-
la se demorara, quando se reiiram levara rumsigo
par o interior de suas hahilaccs o germen de
i( sua deslriiirAo ; e muila-, vezes da do SOSS fami-
u lias; declarando-se na chegada s suas casas fe-
a brea alaxicase peaMIenciacs, c que algumas deslas
|iessoas succiimbem ; muilo fvoierciido uin lAo
ir Inste lira, como informa o inesnio delegado, o ex-
(i cessivo clor, que faz naquelle municipio duran-
'i le o vetan! sendo aquella cidade monlanliosa.
cercada de laceas naluracs, ou pantanos, e de
a grande qunlidailc de aguas empopadas, proveni-
( entes das aguas das chuvas cslaanadas nos gran-
(i des pocos, uu excavaces, que se praliram nos
suburbios cora a escavacao de barro para diversos
a mislcrcs ; cujas aguas, cmquanlo se conservain
ii liinpas, os seus liaa^anles applicam dill'eren-
l les uos, como lavaeem de roupas, de intestinos
dr animaos *(c, ele. e
tpi
de pensar Vmc. que a nossa Illm. (em dado provi-
dencias para fazer desapparecer algumas causas, que
podem occasionar um mal publico.
Qual, meuserihor TQual providenUl! assmcomo
se (era dado para a mudanca da feira, que deveria
ser em oulro qualquer lugar adaptado, que nAo o
actual, e donde pode resultar alaum daino publico,
como Vmc. com razAo esl persuadido. Ahi esl o
maladouro publico, que anda he no mesmo lagar, e
alguma cousa perlo das habilaces ; nelle mala-se
em Indas as semanas SO rabecas de gado, e as vezes
muilo mais : calculo Vmc. a quanlidade de sangue,
que deila cada rzein caada e meia, veja que lemos
7."i caadas de sangos, que piilrificnndo-sc develan-
car um mao; cheiro, que espalhando-so por parle
desla ciduda, vem fazer grandes males aos seus ha-
liilanle-, e rain ara nada v.
O rio ainda esla no mesmo ser, enlrclanlo vamos
bebendo em cada copo d'aaua porr.Ao de materias
corruptas, que juntas no estomago," e depois de al-
gum lempo nnstrazem a doenra ; sentimos ir arrui-
ii.iiidu-so pouco u pouco a nossa saude, c-a cmara
nada delibera a respeilo. Arham que he empreza
impossivel azer-se urna reprez, um arjude, ou um
encanamenlo. Vejo fallar era muila- obras, mas sAo
araras que eu nAo engulo ; veremos. Eslas e onlras
muilas sAo as uceessidades que sent esla cidade.
Invoco ao Exm. Sr. presidente da provincia, para
que lance as suas vistas para esle lugar. S. Exc lem
dado immensas provas de nm corarao philanlro-
pico e bcra (azejo, (em feilo uma'adminslrscAo
loda sabia e paternal, lem acolhido o esculado cm
altcncAo lano ao pobre comoao rico, Iraballudo
com grande esforro par o augmento e progresso
desla provincia, que boje inuilo.se gloria do ver
sua frente um homem do carcter de S. Exc. assim
nAoser de balde, que eu levante a minlia dbil c
rouca voz em prol desla cidade, que poderia eslar
em grande augmento, se o interesse particular nAo
ceeasse quelles, que podem fazer o seu progresso.
Pelo ludo i!-- juslic.i c polica lodos reudem infini-
tos encomios e agradecimenlos ao Exm. Sr. presi- I
dente, c ao governogeral, por que lemos por felici-
dade magistrados inlerregimos, e empreados I
honradssimos ; soassim nao lora, esta cidade seria o
inferno de PernambucO ; e salarial e lodas as le-
giiies de diabos que aqui morassem.
Breve ha de ler lugar a nslalac.io da villa da Es-
cada : lenho bem saudades daqollo lorrAoziuho,
mas em ti ni consolo-inc porque vejo l* o sea intr-
pido Vclho AldeAo, a qucni aviso que por c so diz
que corre risco sua vid, o que nao .leve causar-
Ihe o menor cuidado, porque esla nova alie da hoc-
ca de genle da laia dos Oliveiras e dos Basto*. Gons-
ta-me que naquella villa da Escada j se fet a elei-
CSo para vereaderes e presidente da cmara, e ouvi
dizer queja (inham oblido resultado daquella elei-
sao ; parece-mc que nao marcharan) em ordem,
porque a apuracao devia ser feila pela cmara desla
cidade, a quem compela expedir es respectivos di-
plomas aos cleilores daquella villa. Houve esse en-
gao naek-icAo.lalvez llovido falla de pralica, que
all se lem de eleices, e Imito he assim que secun-
do me disicram, (vallia a verdade ) fez-se o lanr;-
merrlo na occasiao da eleic.lo era um livro que nAo
eslava regular.
U nosso Antonio l.ourenc.o de Albuquerque Coe-
Iho, esl se preparando para lancar no imposlo do
cepo, dando por fiador ao major Jos Gomes da
Silva. Sim, Sur., o Antonio l.nurencci vai lancar,
mas o ramo he para o presidente da cmara actual.
Que bella melamorpliose As arremalacoes sAo
actos pblicos, por lano. Srs. da Victoria, de ou-
lros lugares, aprcsenlai-vos, que muito breve ir a
praca o negocio dos cepos, que deixa muilo c muilo
lucro. Apresenlai-vos, porque aqui ha um cosame
celebre : quando alguma pessoa que lem dinheiro
se moslra pretndeme, empenha-se muilo com os
amigos, ele. c o resollado he que nAo apparece nin-
guera para lancar, conseguinlemeiilc o lal pretn-
deme cobre com umi ridicularia e enlrega-se-lhe o
ramo. E como nAo ha de entregar o presidente da
cmara o ramo a si raesmo ? Quem ser esle que
se allreva oppor-sc Ilaja vista a arrematado
dos mesmos cepos, que foi a pra(a por muilos anuos
pela avallarlo de 600a rs. : quando porm o Sr. Pau-
lo Bezerra, alien leudo aos seus inleresses e nAo a
euipenhos, apresenlou-sc cm um dia marcado par
a arrematarlo, o negocio chegou a 3:000-3 de rs.
Acabou-seenlAo a igrejinha, agora vejamos o que
haver. NAo fallis. Srs., esl prximo o di desla
arremataran, que deixa muilo ganho, nao fallis.
^ O Vicenlinho, segundo dase o meu honrado aju-
i'inle, eiicordooii comigo, por que annunriando
cu a sua sentidsima esaudosissima partida, o lion-
rei com o titulo de advogado de borla e capcllo :
como porm o rapaz he muilu bilioso, proferiocou-
Ira mira, que son uin pobre que nAo oliendo ao mais
vil bichinlio da Ierra, palavras s dignas de uin per-
dido espadarhim, e indignas de um 'mogo bem edu-
cado, e principalmente de um advogado de borla e
capttlo. O lal rapaz de borla e apello nAo lem
meio termo, nAo quer queslOes p >r joruae< (sement
para nAo Ihe dr os cobres, Sr. correspondenle) o
que he bem mo, c a u resposta decisiv be meter
miio na venia. Que valenta Mal empreada nao
ir exercila-la no exercilo deS. M. I. Vicenlinho.
isso he urna fanfarrce su, que s he ostentada na
rodinha dos (res ... (se eu l chegasse ... ) pois he
cerlissimo que rentosa lingua, pedes fugaces. Para
o improvisado e supposlo advogado de borla e capel-
lo saber que alo faro o menor caso de valentas de
IruAo, vou faze-lo agora mesmo arrecentar de raiva.
Rapazes da Victoria, em qualquer canto, boceo.
ou ra, onde encon(rardes ama figura de homem, de
paut verde, ou de brim. sem c.illete. caiga do leilAo,
andar como o do papagaio do armagiio la de Fra de
Portas, reconhecei bem, se elle liver urna cara des-
rarnadac bexigo-a, oUiinhos de vbora assanhada,
barba nao muito densa e por fazer, emfim, se for
um mal encarado de pernas e bem empernado de
cara, apupai-o, rapazes bons, e grilai com lodas as
forcas de vossos pulrailes Ahy. advogado de bor-
la t capelto Eis ahi o que'ieria o advocado, o
anda islo nada he ; por muilas razOcsnAo devia ello
zangar-se comigo. Primo, porque deve crer que
calendo meios, que elle mesmo me fornece, para o
fazer dar por paos ou por ped as,.n que he muilo
fcil acontecer pessoa de su c(iTura e genio as-
siira.i lo. I,emhra-sc daquella historia do palito que
Ihe filaram .... Secundo, porque sendo elle um
ponliiibo imperceplvel, que se perdia nos infinita-
mente pequeos, eu o elovei, e o seu nome vai cora
a rapidez do raio, c retumbante como urna medouha
Ir.ivnada do Prala ao Amazonas, o lodos saberoque
elle he o advogado de borla e ca'pello, ainda que
lalvez nAo visse as teigoes de um pergainnho. Ter-
to, finalmente, porque esla cclehridadc Ihe allrahi-
ra bom numero de clienles, para o que (ambem
ramio concorrer sua grande cexcelleute bblio-
llieca. que se resume no Manual Urphanoalogco de
Molla Silveira.
Eslas as razos, pelas quaes o Vicenlinho nAo se
devia mostrar enfadado comiso, e como as colisas
agora anilAo pelo inverso, coi lamente ka de morrer
anulado. Que atrevido dir elle ao ler-me. Que
insolente bolo-rae a perder desla vez. O'me infe-
licem, que lugar haver lao occuKo, onde me possa
esconder de su Teroz vinganga'! Nem nos cos,
nem na Ierra,e nem noshysinos eu podereiescapar-
Ihe. Mas nada, o advogado nao dar dessa vez ca-
vacu, pura nAo ser (ido por imbcil : elle sabe de
mais que ridicula in imbelli rirtulis ostentatio.
E aqui Den, nao Ihe darci mais o goslo de fallar so-
bre esle poni, ,se o homem quizer,) mal...
Rebolindo d.insarci,
Se o menino rae locar,
L'ma d i usa lAo jocosa.
Que o farei desesperar:
O Irarei em roda viva
Al bem se accommodar.
O Panlaleao e*l fum.indocomum lal leixcir.i da
Venda, a quem chama raalcreado, incivil, eslupido
c indiriduo, pois leudo passado por esse animalejo,
e lirand i-llie o seu bonito chapeo de seda, elle nao
corresponden aoseu rapap rom o chapeo de baca
um que anda. Consola-te Panleleao, Ihe disse, os
homens de educagao le corresponderAo, quando .os
cortejares, cnlao Picars pago da raalcreagAo de vil
loupcras. que nada veam c que nAo sabem se e\is-
lein.
Meu charo,d por mim agradecimenlos ao autor do
dialogo enlre um exigente freguez, e o aenlior reir-
lula da Ba-Visla, pois me livrou de cahir em boa
csparrella. Perlendia eu, quando fosse esla praga,
lirar o meu relralo, porque cm verdade sou nm ra-
paz guapo, esbelto e bem apessoado ; fica me mu i
bem o meu palito de panno azul a ingleza, colleir-
nho cm pe, miaba gravatlba de cor, cabello bera
almelado, lustroso c rheiroso.um higodinho.que en-
canlaeenfeilic as bellas, e um chapeo de palhiuha
da llalia.que coniplela a minha feiliccra figura,ludo
isso me licas mil maravilhas.
Son um completo mncelAo, como diz o Pacheco.
E havia,meu charo, de ir meller a minha belleza as
mAos deste retratista para me querer empaHShur
com algum mono com feices ile crioulo em voz do
meu lindo roslnho? na-ta, nesla nao caio cu: o
homem sera duvida dira que cu linha mo goslo,
porque einlini era malulo. Fiqtie-se o Sr. relraUsla
com os seusrelralos cheios de fumaca, pinlc a cheia
para vi.igar-se de nao ler leuha secca, que eu c li-
carei com os cobres na algibeira, e dnpte.
Agradecido, senhor do dialogo ; devo-lhe mailo,
porque me livrou lamben de ler com Mr. retratista
alaum feio desaguisado.
Ora, senlmr correspondenle, sem querer, c enibel-
lezalopela minha linda figura, qual oulro Narciso,
a dexrevi cm lermos, queme ficiro conhecendo :
pois bem, son eu mesmo o Viclurieuse, um mogo al-
io, bonito, leollms bolirosos e requebrados, palito de
panno azul a ingleza, chapeo de palhlnha de llalla,
goslo de passear com oulro para me disfargai'.querem
ainda mais rae eonheeer,me prururein l, l, l...
Em um dia desles Icnlou-se fazer nina cunciliagao
enlre a msica do cemiterio, c a dos sele peccados,
a qual nenhum elleilo leve, porque alguns rapazes
ilos sele que se portaran) mal, levando o seu enlhu-
siasmo a inciviliilade, ainda eslao muito bravios : o
seu meslre porm lem-se purla-Io muilo bem e he
bom moco.
lar aos seus soldados ; continu assim o Sr. sargen-
to,e lera sempre os meus elogios.
Nada de chuva lem havido. Nos dias 10 e 11 se
enfarrotcou o co,-mas nao deu de s, porque ape-
nas houve um chiivisquinho,
As reiras de gneros alimenticios lem estado algu-
ma cousa abundanles, e nao (cm passado do prego
medio.
No dia 1 do correnle, houveram nos enrraes 500
caberas de gado : as de 9 arrobas 168 e 18), de 10
dilata Sty.e as de 11 dlas a 238300.
Aceite lemhrangas de Mr. Papada, que esl en-
liado comigo neo sei porque ; e tambora do devoto
irmAo das almas, que me fez em poucas palavras nm
grande elogio com o qual liquei lAo nchado como a
ria da fbula.
D as mesmas d minha parle ao meu Ir. e ami-
go e companhia do n. 13. >
O Panlaleao, que Ihe enva muilo saudar.no quer
que eu feche esla sem escrever o que me vai diciar,
lirado nAo sei de que lvro ; elle quer fazer urna ap-
plicaeAo.
Quince anuos de espera
Gaslar por cobarde
Na vista da dama
Com quem quer casar,
Velando de noile
Chorando de larde.
Com cartas, com fallas.
lio h-i e suslos,
Com fome, com -uinim,
Com p'rigo, com mancha
Em ancias,cm gelos,
Em lances de cusi ;
Coi lado ilo pobre
Que ve I lio se faz,
Julai.du-se sempre
Com vida e com gaz !
Adcos.
O l'ictoricnse.
?. S. Foram preso Josrrioulo.e mais urna ran-
r para correccAo. Francisco Xavier dos Sanios.
P.
Ihe
Bernardino de Sena,Manuel Quirin e Manoe Fran-
cisco,para remitas ; Manoel, escravo fgido, perlen-
renlc a Joiio de Andrade, morador no Cabo, enge-
uho Cararaurii. {Carta particular.)
REPARTICfAO DA POLICA.
Parle do dia 1G de selembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V,~Exc. que, das
parles hoje recebidas nesla repartirn, consla terem
ido Meaos: i ordem do delegado supplcnle dol.
damete deste lermo, o pardo Manoel Leandro, por
e-paiiramoiilo ; ordem do subdelegado da Iregue-
zia de S. Fr. Pedro Gonralves, Claudinn Perera Li-
ma, cLuiza Marcelina de Franca, ambos por feri-
meutus, Pedro Antonio de Sania Anua, por sus-
peilo ; e a ordem do subdelegado da freguezia de
Sanio Anlonio, o menor Eugenio sem declararan do
motivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 16 de selembro de 1834.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Denlo da Cunda e Figueiredo,
presidente da provincia. Lui: Carlos de 'aica
Teixeira, chofe de polica da provincia.
COMUNICADO.
No cxpedieule.de 14 do correnle ncbmos de ler,
que o Exm. presidente da provincia houve por
bem desonerar o Sr. commandante superior Fran-
cisco do Reg c Albuquerque do cargo de delegado
de polica do termo de Pao d'AIho, por assira o ha-
ver pedido, visto dar-se ncompalibildade enlre o
seu exercicio e o de commandanle superior.
Sua Ex., (azendo justica quellc benemrito ci-
dadAo, louva-lhe os bons servigos prestados no des-
empenho das fuucges de delegado, que de cerlo
nao foram pouco;; por quanto, durante o esparo
de Ires anuos que servio aquelle espinhoso cargo
lAo dignamente se portn que urna s voz nAo vi-
mos erguer-se n imprensa ou em particular para
qucixai-se da menor injuslic por elle pralcada; o
que era verdade he singular.
O Sr. commandanle superior Reg e Albuquer-
que, seelario da polilca dominante, omajs presti-
gioso de sua .;i n ir i, rodendo de muilos amigos c
innumeravel clientela, adqiierida, nAi pelo (error
do bacamarte ou pelo sequilo de guardas-cosas e
sicarios ass-ilaria los, como sucre le ni noria dos
polenladns do interior, mas1 por muilos beneficios
e sacrificios pesso.iese pecuninrios em servir aquel-
ios que demandara o seu valimcnlo. jamis ahusou
.de lo brilbanta e vantajosa posigijo para' desrespei-
larou opprimir o s.u adtersario ; elle he a verda-
deira personificarAo do homem de bem.
Sendo chofi; de legiAo durante a revolt a. armoo,
por ordem do g.ivemo, basianle'Tenle e pngnu-a
sua cusa por milito lempo, conlribiiindo desl'ar-
le poderosamente, na sua comarca e as vizinhas,
para o reslabelecimenlo da orderh publica ; mas
nunca exigi do governo indemiiisjgAo das despezns
extraordinarias que cnlao fevsjrio jouba allegar
servigos, nAo requercu par ellos coVlecoragao algu-
ma, nem o governo se lembrou de agracia-lo !
Para nos, que estas lionas tragarais, a insignia mais
honorfica que o orna kaalo ler urna s.
Riro proprel.irio e de baslinle ere lito entre o
commcrcio desla capital, havendo prestado ao paiz
eaos seuicjneidalAoi o servigos compslveis com
a saa pessoa e fortuna, scmi ler receido para si dos
Cofres pblicos um seilil, nio carece em verdade
para avallar n sociedade, c gozar de (oda a dis-
(incgio encalunenlo de seas patricios, de poUgOcs
offlciacs. nem de conlccnrages; vlslo como a
influencia benfica que simpre exerecu e exerce en.
(re os seus comrcaos he s, e s menle devida
sua honradez e docili lde Ilimitadas, aoseu mri-
to peana!, cvllerismo c cenerosidade. He con-
tra o nosso genio recommondar veneragao publi-
ca qualquer cdadAo, pornuiores e mais relevantes
que sejam seus serviros e virtudes, como particular
ou funeconario publico, durante as suas fuucges ;
nunca saldr d.i nossa penna a apologa do ministro,
do presidente, do depulado, do poderoso do dia em
-mua, cm quaiil i o for ; abomnnino< o epit he lo de
prelendeute, adulador, servil, etc., razAo por que
ha mais letnpo nao revelmai pela iraprensa o en-
Ihusiasmo de que nos pussuimis pel.is qualidades
recorameiidaveis do Sr. Francisco do Reg e Albu-
querqne.
Agora, porm, que deixou elle de ser delegado
de polica de su comarca ; agora que apenas he
commandanle superior, lugar mais honorfico do
que de influencia oluciil sobre a popiilarao, cede-
mos de hmenle o impulso de. nossa conscievicia,
que imperiosamente nos manda dar un lesiemu-
nho publico de aosso senliinenlos par com o hon-
rado es-delegado de Pao d'AIho.
OxaU qae S. Ex. o Sr. presidente da provincia
seja (Ao feliz com a nova nome.irao, como foi o
Exm. Viclor de Oliveira com a do Sr. llego e Al-
buquerque...
Acaheide saber que foram presos.como complica-
dos na
quando alterad', anda dos na morle de llainiAode lid, de que cima lhef.il-
iixos, animacs morios, e muilas ou- le,oais nina mullier. irmAa das queja eslao presas,
ido, alera JuAo Francisco, cscravo.e Jos lenlo. Teem havido
Iras cousas que se alterndole ttecompon
do pessimo rhero. que da si lanram.-mulo al(e-
rain o ar alhraospherico.e pode certamen le ser a
a causa ilas febres de mao carcter, que all reinara
ii frcquenlemenle, e mesmo de epidemias, que ja
por vezes se lera declarado....
Desla sorle fez sentir o delegado do eonselho
esle em 1816 as necessidades desla cidade, que al
hoje nAo lem soflrido mudanga alguma. He para
Vmc. ver que ludo o que Ihe lenho dito a esle res-
pailo, he fundado na recta rarSo. Certamentc ha
_
lanas pesquizas para se descubrir o autor dessa mor-
le, que muita genle se (em admirado do iuteresse
que o delegado lera lomado neste negocio, o que le-
nho adiado muilo bom. Prouvera a Dos, que lo-
das as autoridades se portassein sempre assira em
idnticas circumslancias, porque nAo lien..... as
Irevns muilos criminosos.
O sargento Lavra, commaodan(e do destacamen-
to iraqui.se lem conduzidn muito hein e exrellenle-
menle,fazendo guardar boa ordem e disciplina regu-
CORRESPONDENCIAS.
Srs. Heladores. J.1o podemos dcixar p.issar
era silencio e um senlimenlo de gralido nos for-
g a levar ao conhecimento do publico os aclos
de boudade c phUnlropia praticados pelo Illm.
"sr. leueulc-coronel JoAo Piulo de Lemos Jnior, dig-
ni-simo eommaadanto da balalhao 'le arlilharia da
guarda nacional do Recife, e selire todos o segain-
Ic : Tendo chegndo o conhecimenlo de S. S. que
alguna de seus guardas foram accoramcllidos (fe ata-
ques occasionados pelo rigoroso sol a quo estiveram
einostoa no dia 7 desle mez, S. S. maodou distri-
buir soccorros me licinaes e pecuniarios por aquel-
es que uecessilavam, vslo suas circumslancias se-
ren pouco favoraveis, e (ornaiido-se deste modo
S. S. por domis credor da eslma e gralido da-
quellea que accilarain seu favor, e mesmo daquel-
les a quem lem chegado lal noticia, como nos, e
cujas circumslancias sAo mais favoraveis ; i visla
dislo, pola, b guarda nacional encentra na pessoa
,do Illm. Sr. lenenle-coroncl Lemos loaior, nio s
um commandanle, mas larahem um amigo ou pro-
leclor, que os traa com hrandur.i e delicadeza, quer
era sua asa, quer mandando-lis ; ao puso que ou-
lros oleaes (com honrosas exceproes} Iralan os
guardas nacionaes com "11111 rigor deamarcado, que
parece mandar a escravos : assim, pois, esperamos
que esles senhures ollciaes roi'onheran que um lal
(r.ilamenln nAo se compadece com a condico de
un guarda nacional, e mesmo para seren credores
ile sua estima e respeilo. e em quantn assim 11A0
procederen;, acharSo promplo para censura-Ios
O Guarda d'.lrtitharia.
--------ano-re -
Sr*. Redactores. Chegando-nos hoje as raaos o
seu DariOde 11 do correnle, em que vem publicado
o ohleio do Sr. Dr.Thom Fernandos de Castro Ma-
ilera ao Sr. capitn de mar e guerra JoAo llenri-
ques de Carvallro e Mello, dando conla da comniis-
sAo de que foi encarrrgado como secretario da capi-
tana ilo porlo, notamos que no lim do mesmo olli-
Cio faz o Sr. Dr. nina descripcAo das barras c ancora-
, doiiros do sol da provincia; c como cnconlrasscmos
algumas inexaclidoes, depois de pedirmns venia ao
>r. |)r. Thoin nos apressamos em | ublici-11- pelo
seu mesmo jornal do que muilo not Confessaie-
mos gra(os. Convenc loque o Sr. Dr. nao levar a
mal a ralilicacAo (pie pascamos fazer, desde j
pedimos a S. S. dcsrulp de qunlquer expressAo que
possa oll'enderao seo amor proprio, falla esla devida
a nossa curia e miope inlelliccncia, e ao pouco ha-
hilo de escrever para o publico. NAo queremos
e nem podemos dcsluslrar o alio conceilo de que go-
za S. S., de homem de lalcnlo c genio, mas esoaa-
vendo S. S. sobre malcra eslmiiha a
quelles que liverem (ornado as olas do seu ro-
leiro.
Nao trataremos das eslardes nem o como foram
ellas divididas, pois barcaceiros como somos nio nos
queremos meter em camisas de.onze varase fallar
n'aquillo que nao sabemosnosso proposito he ni-
camente tratar das barras e ancoradouros.
He com elleilo a barra de Tamandai a mclhor
da provincia; prximo a barra se entuna,17 e 6bra-
cas, dentro 5 e 4, e junio a praia 3 bragas e 2,5 e nAo
e 5 como diz S. S. existir na ribanceira, ignoran-
do mis oque chama allRibanceiraQuanlo a dis-
tancia da baixa do Norte (baixa grande) .10 picAo do
Sal lem mais de 200 bragas,e nao 30; distancia aquel-
la adiada pelo Sr.capilAo lente de Uoudain, pelo
pralico da barra e ltimamente pelo Sr. lenle Vi-
tal encarregado de levantar a planta da costa da
provincia. ', ambem ignoramos se a oulra barra que
diz S. S. existir mais ao Norte he a barreta chamada
doBoboe se he esla, ella deve agradecer a promo-
5A0 que Ihe locou, nao sendo ella mais que urna li-
geira inlerrupgo no recife, guarnecido inmediata-
mente pnr-dentro por um eslein.de pedias.
A barra do Porlo de Calindas lem de 6 e 5 bra-
gas na sua entrada, tem, onde podem surgir os na-
vios, 3 bragas, nao be porm anroradouro abrigado,
por (car efn frente da barra, onde se enconlra sem-
pre muilo movimenlo; c anda maior he este a
sombra da baixa que forma o picAo do norte da
barra.
Na barra do (amella, que diz o Sr. Dr. haver all
i c 3 bragas, encontrare actualmente qualro bragas
para menos, estando o aucoradouro completamente
obslruido.
Tratando da barra de Supe, di/. S. S. ler ella
grande profundidade, mas que se torna perigosa por
falla deextensAo: ou oSr. Dr. nAo exploruu con-
venientemente esla barra, ou cniAo engaan a S. S.
quem Ihe ministrou os dados para sua descripro :
1., porque a barra de Suape nao tem essa grande
profundidade, c no mais fundo se acba 43 palmos;
2., neo he a billa dee\len-ao laruura que a torna
perigosa, e sim urna pedra sola que existe dentro da
barra (prximo ao Cabo) que Ihe cliamam Sorii-
hreiro ou Tartaruga alm de un caadle de pedras
que corre dentro na direcgAo do pidi do su I, que
nenhum espaco deix para as embarcagfies orgarem
011 Tazercm as manobras de que lenham uecessidade.
Rcrommenda S. S. que a entrada a'eeta barra he
raelhor em venios largos e de E., o que muito nos
admirou por ser precisamente n'esle lempo qnan-
do aquelle lugar mais arripia (na phrase de nos ou-
lros halseiros). Quanlo dizer que esperamos a
enchenle. para nlo empregarmosas varas, S. S. nos
permillir afiancar que nAo he possivcl demandar-se
esta barra com vasanlc; e miseravel d'aquelle que
livesse uecessidade de em pregar varas; esle podi
rezar logo pela sua defunla embarcaran, e tratar de
salvar o fardo numero I, pois niio seria a primeira ; e
mesmo nao combina dizer S- S. que evitam lles o
emprego das varas quando 110 principio do mesmo
arliiio abane ler ella muila profundidade; rontinu.1
S. S. que mais cautelosos na sabida aguardamos o
lerral e a vasanlc: quanlo ao terral he urna verdade
quanlo porm a vasanlc he urna que nAo perdoa-
mos ao Sr. Dr.a nAo ser que se sai com vento
fen^e esle muilo fresco: c mesmo assim muilo pe-
rigoso porque S. S. sabe que sendo o recife all
muito llo, elicando a barra na Trada sul do Cabo
e por all s desaguando os ros Mercpc, Ipojuca,
Taiuoca e Suape, rios de alguma forca, a correnleza
deve ser cxlraurdinari, e pela posigao d'elles suas
aguas vem de encontr as Cabo, a tornar imponen-
te e altiva a barra n'essas occasics, c como sahir-sc
por scraelhanle lugar? !... Se S. S. livesse do for-
te de Nasarelh apreciado urna vasanle na barra de
Suape. nAo (liria que por mais cautelosos prefera-
mos sabir com \asante. E sempre se sahe na prea-
mar ou baila-mar, prefcrindo->c a primeira. Diz
S. S. que ranali-ainhi-se o Maracahpe ( que vem
ler com o Mercpe) e o Ipojuca tem-sc remediado o
mal da barra de Suape; primeramcnle nao sabemos
era que o Ipojuca, canahsadn, fazcessaros embara-
gos da barra: e quanlo ao Maracahpe, se he pelo la-
do de por dentro poder vir-se de Maracahpe ao Ipo-
juca c oulros, e nAo se lembr, Sr. Dr., que em tem-
po de venios sues he demasiado penoso ir do Cabo
Maracahpe c depois lomar para o Norte distan-
cia de quasi cinco leguas, c mesmo no verAo nAo se
da circunstancia igual?!... mas como he ohjecto do
inellioramcnlo de canalisagcs de que 11A0 emende-
mos, e como nao queremos que nos pecara conlas de
nossa audacia, nada dizemns a respeilo, e os dignssi-
mos engenheiros da provincia que apanhem a uva.
Fallando da barra de Serinhaeindiz S. S. que
esl ella inulilisada, mas csqucceu-sc nolar qual
dcllas, se dasQuimangasouToco, 011 se a por ci-
ma da corea n pona de Serinhaein : em qualquer
das duas priinciras se pode enlrar indcpendenle de
maro, porm o que nAo he possivel fazer he deman-
dar-se a foz do rio seno de meia endiente cm
dianle.
Depois de ler S. S. fallado na barra de (amella,
falla oulra vez na do Rio Formoso,ignoramos de
que barra falla S. S., e se chaina a brrela de Tiju-
cuso, oua quehra na pedra em fre-' a foz do rio
Barra do Rio Formoso.
Quanlo a burra do rio Abre a de l'narnada di-
remos da conveniencia de ser ella aqui ou all, por-
que nlo entendemos, o que sabemos he que a col-
locarAo da foz do rio 011 entrada da birra nao alte-
ra o anroradouro do calilo de lina: depois o rio
he 11111 s c nao douscomo diz S. S. Una c Bar-
rerossalvo se chama dous ros, ou pequeo bra-
co que depois da villa de Barrelroa se destaca e se-
gu tuma oulra direcgAo : (odavia nAo nos fuare-
mos de pergunlar ao Sr. Dr. se o simples fado de
iiiudar-sc a barra se evitar que o rio deixe de ar-
rebenlar cm oulros lugares, como na rcenle cheia
que alm da barra que linha c da que foi aberla
pelo povo anda abri oulras duas?... NAo falla-
remos em ilbela, e terrenos considerados de mari-
nha pelas Icis vigentes, porque nessa parle julgamos
o Sr. Dr., o hnhilitado e preciso a fallar em leis e
seus acressoros.
as Cm Iri is diz S. S. que com quanlo ele. A
barra das Candelas, pouco mais ao norte da povoa-
gAo do mesmo nome. tem 3 e 4 bragas de fundo, e
dentro 30 palmoslamaaqui sim se precisa de
lerral para sabir pois a barra he eslreila. E quanlo
a barra da Boa-Viagcm nAo sabemos o que S. S.
all chama barra. Continuando S. S., diz que cou-
duzidos por hora pratico se poder encontrar abrigo
na cnseada da Piedade, etc. Na enscada da Ple-
itean as pedras que cxislem sao eslesl'.n i~1,.
que falla S.S.;Tacis(lages fundas e separadas;
que tendo o principio 1,3 braga vai gradualmente
leudo mais fundo e com 9|3 de legua da cosa ellas
terminara e -r enconlra fundo de 6 bragaslama.
Entre eslas pedras _c a cosa ha 11A0 pequeo espa-
go liinpolamai e 5 bragas, porm fechado pelo
norle com as pedras que se prolongara do Recife al
elles era fenle a pona do Pina, e pelo sul fecha
elle com o pico norte da barra dasCandcias, c assim
nAo sabemos por onde passar esse hbil pralico a
nAo ser mesmo por cima dessas pedras : admirndo-
nos que s na Piedade merecessem osTaciso
aprero do Sr. Dr. quando elles se observara por toda
a costa mais ou menos fra do mar dos rerifes : c
oulro sim, ainda nAo podemos adevinliar ao que
chama all o Sr. Dr.Tabaiaceis.
Passando aos ancoradouros traa S. S. cm pri-
meiro lugar do Gaibdizendo que para dclle subir-
se he misler lerrj.es. ele.S. S. devia ler reparado
que o ancoradouro do (aib he loda aenseadado
Cabo pona das Pedras Prelas, que com quasi um
leuua de cumprimenlo (norte sul) d bstanle la/.ei-
ra prometiendo o termo para se bordejar, e nAo
ser a sabida captiva aq lerral: mas aquelle aucora-
douro he mo por ser bastante aguado.
Quanlo .10 fundamento da ilha de Sanio Alcixo
diremos que 11A0 he s o lugar indicado por S. S.
o proprio para os navios; ao oesleda ilha elles po-
dem surgir (nao mu prximo a ilha) e mesmo 10
oeste noroeste della safando da restinga da pedra
" extremo da ilha para a cosa, se enconlra 4 cT>
COMMERCIO.
PIUCA O RECIFE 16 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColagGes ofilciaes.
Hoje nAo houveram colaroes.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 15. .
dem do dia 16......
1.30:0019601
14:189*276
164:190*1877
Uescarrcgam hoje 18 de selembro.
Barca inglezajfrapMnaferro e carvAo.
Brigue porluguezS. ManoelMo de passaeeiros
e Inicias.
CONSULADO (ERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 13.....7:991*511
dem do dia 16........ lltjOM
8446*407
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 13 5219601
dem do dia 16........ 16j668
5388269
Exportacao .
Aracaty, hiale nacional Sergipano, de 54 tonela-
das, conduzio o seguiute : 537 volumel diversos
gneros.
Buenos-Ayres por Montevideo, barca porlugueza
Amazona, de 216 toneladas, conduzio o sguintt :
1,450 barricas com 10,555 arrobas o 18 libras de as-
sucar.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBL'CO.
Rendimenlo do dia 1 a 15.....10:5419694
dem do dia 16........4219330
10:9668021
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 13.....9:8039-217
dem do dia 16 '. 1:07.59337
su prnlissao,
............. I'.'oiaa.iu,
presenten alguns engaos: nosso lim de pois mani-
feslando-o, proporcionar a S. S. occasiAo de quan-
do escrever sobre materia idntica o fazer com mais
seguraura, hin do proveito qne devem lirar
do
bragaslama.NAo sabemos qual o recife de que
falla S. S. enlre o qual e a ilha se 11A0 pude patear,
c se he o que iruarnece a pona de Seriuhaem,
.iti,mearemos ao Sr. Dr., que o engaar.un. pois 11.10
ha muilo lempo que por ahi passou um brigue es-
cuna de guerra que demanda segundo nos consta
perlo de 2 bracas d'agua, pruinando sempre em 5
e 4 bragas.
Por ultimo falla S. S. da ve de Una, (sem duvi-
da o caixAo de I na, pois o v.io he dentro do rio do
mesmo nome) e diz lerJM) bragas de cxlensAo e pro-
fundidade de 5 e 6 otorgas ; primeiramenle nao sa-
bemos em que sentido he a cxlensAo de S. S. se
norte a sul ou este a oeste, e depois pai ere-nos
impossivcl achar-se 5 e 6 bragas 110 caixAo de Una.
Esle fundo S. S. poderia achara sombra la baixa
grande, mas unen do caixAo, oude se acba 3 bragas
e 2,5 fundo esle que se conserva c sempre se con-
servou indcpendenle do lugar onde se achava a en-
trada d barra, a qual de 1831 deixou de ser pela
pon do Grvala viudo arrelnular urnas 300 bracas
mais ao nortea actual.
Paremos aqui que j bstanle havemos faliuado
aos nossos leilures.
NAo he nosso lira encelarmos um diacnesSo com
o Sr. Dr. Thoin. primeiro porque nos-a intelligon-
(i e falla de coiiheciincnlos nio nos permiti, c
depois nao podemos com os despendios de continua-
da, correspondencias, esla mesraa he feila por conla
do porlo ou pcquuile (a franceza) e assira mesmo
sabe Dos quanlo nos cu-tuii, porm corria-nosa
ohiigarAo de romo mos pralicos da cosa clurbiar-
nios ao Sr. Dr. Thom, e Ihe mosli assemos os seus
engaos.
Ciemos que breve serlo publicados os (rnWlhos
do Sr. toie-ico Vilal de Oliveira, encarregado de
levantar .1 planta da rosta, (endu j os (rahalhos do
norle merecido os maiores elogios dos entendidos ;
alm desses lemos os dos habis engenheiros da
provincia ; o Sr. Dr. compare esles Irahalhos com a
su cxposicAo, e liiar a verdade do que acabamos
de expor.
Pedimos ao Sr. Dr. Thom, que nao nos vol o
seu exlcrmio e que conlo com o nosso fraco ou ne-
nhum presumo.
Dando Srs. redactores pnMicidade a oslas mal af-
ranjadas 11111i,i!- muilo obrigara aos
Cupe, 16 de selembro de 1854.
Bartaceirot do Sul.
Pl'BLICA&lO A PEDIDO.
Felieitoa Illm." directora lo gal/mete
porttigiiez de Idtiiraalh Ptunambuco.pe-
as Icmatnsli-acoes de.regosijo que apre-
sentou no aun i versa ro natalicio do 8. M.
Fidelissma el-rei D. Pedro V. i '
M. I. Pinliro.
_.
10:88087.51
PRACA DO RECIFE Ifi DE SETEMBRO, AS 3
HORAS DA TARDE.
fteitta semanal.
^""ios.....Sacou-sc a Ti ; e 27.'., d. por 1,
e ha letras "Merecidas a esles pro-
cos.
Algodao---------- Esleve em apathia no principio
da semana por falla de comprado-
res, porm do meio para o fim
houveram vendas a 68 por arroba
- do escolhido, e de 59600 a .198OO
do regular. Entraram 392 saccas,
c he provavel que como o lempo
esta secco, v em accressimo.
A--11e.1i'-----------o deposito esta lindo, e apenas vie-
ram ao mercado algumas cargas
do mascavado de ma qualidade,
que sedizia novo.
Couros---------- Foram pouco procurados a 160rs.
por libra dos seceos salgados; e
duem ter-se feilo urna venda a
175 rs. a praso.
Bacalhjo----------O preco de 160 porque se lem ven-
dido tem diminuido o consumo,
de sorle que ainda hoje exislem
em ser d 1,300 a 1,400 barriess.
Cafe.....- Vendeu-sc de 18800 a 58 por ar-
roba.
Chumbo dem de 200 a 228 por quintal do
' de muirn.
Carne secca- dem de iSOOO a 1600 por arro-
ba, Picando em deposito 8,000 ar-
roba* do Rio Grande, e nao ha do
Rio da Prala.
Farinha de trigo- dem de 278 a 283 por barrica da
de Philadelphia, a 288 dade Ri-
chmond. 2ftJ5 da de Ballimore, 238
da de Trieste SSSF, e 26-5 por
seis arrobas da ensaccada de Val-
paraizo: exislem em ser 1,700 bar-
ricas e 300 saceos.
Genehra----------dem de 360 a 380 da de Hol-
landa.
anteiga----------dem a 620 rs. por libra da ingle-
za, e de 490 a 00 rs. da franceza.
i inhos--------------Consla fura vendido parte de um
carregamenlo do de liespanha,
era pipas catalAes a 1458 por pipa.
Descpnlo----------Rebaleram-se lelras de seis a oilo
por cenln an'aniiu.
Frelcs ----- Do algodAo de Macei para Li-
verpool consla se edecluara a ,'
d. por libra, porm como ha falla
de navios, deve subir.
Ficaram no porlo 4-1 einhrca;es. a saber : 2
hrasileiras, 2 dinairarquezas, 1 franceza, 3 hCspa-
nhola- 5 inglezas, 5 porluguczas e t sarda.
AGOSTO'DE 183 i.
RIO DE JANEIRO, 1. DE SETEMBRO.
Rctrospecto mensal.
Foram abundanles as entradas de vinhos de Lis-
boa c de liespanha, de sal e de carvAo.
Os vinhos e o carvAo quasi nenhuma alterarlo ex-
perimentaran!, porn o preco do sal haixou.
Foram diminutas as entradas de azeite doce de Por-
tugal, dos producios da Suecia e da Russia e dos ge-
nero- de Uamburgo, conservndose esles mercados
muilo firmes.
O mercado de cafe apresentou-se animado duran-
te quasi todo o mez, eas melhores qualidades sub-
rain 50 a 100 rs. em arroba. Em lio-do mez dimi-
nus a procura, e lendo augmentado as entradas, o
genero moslrou alguma tendencia para baixar.
O assacar lornou-se mais firme, lendo sido vendi-
do quasi todo o que havia no mercado.
O diuheiro coulinuou fcil a 7 ) e8 % fra dos
Bancos.
foi requerida pelas ditas recolhidas em virlude da
liceoca que obliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jas-
tija, para o produelo da arremalacao ser depositado
na Ihesouraria desla provincia ale ser convertido em
apolices da divida publica, sendos sita paga a casia
do arrematante.
E para que chegue a noticia de todos, mandei
passar editaes qoeierAo publicados por 30 diasno
jornal de maior circularlo, e afiliados noi lagares
pblicos.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 de agosto de 1854.Eu Manoel Joa-
quira Baptista, escrivgo interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silta Guimaraes.
DECLARACJO'ES.
CORREIO.
Cartas segaras viudas do sol, para Novaes & C,
Manoel Carneiro Leal, Lino Jos de Castro Arauio,
Francisco Xavier Monieiro de Mello, Manoel Flix
da Silva, Msnoel da ConceicAo Pereira e Castro,
Sanios & Hiiliin. padre Marcellino Dornellas, Ma-
noel Joaquim Correia de .vraujo, Francisco Jos da
Silva Almeida, Serafim Muniz Brrelo, Francisco
Antonio Marinho.
Pela subdelegada de Sanio Antonio foi appre-
hendido em 111A0 de um pardo, por suspeita da ser
furlado, um palito novo : quem fr sea dono, sppa-
reca, que justificando, Ihe ser entregue.
Pela mesa do consulado provincial se innnn-
cia, que o trimesle nddiconal do exercicio de 1853 a
1854, espira no ultimo do correnle, rcrolhendo-se
respectiva Ihesouraria nessa poca todos os livros
perlencentes A semelhanle eiercicio, para seren es-
ecuiados os contri bu i ntes : assim pois avisa-ce a
todos que deixaram de pagar decimas e oulros ira-
postos, que concorram a pagar seos dbitos al o dia
ultimo do mez cima meucionado.
BANCO DE PERNA.MBUCO.
O eonselho de direceo convida ao* se-
nhores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do i. a 15de outubro
do corrente anno, mais 30 0|0 obre o
numero das aceites que lhes foram distri-
buidas, para levar a elFeito o complemen-
to do capital do Banco, de dous mil con-
tos de res, conforme a resoluc&o tomada
pela assemblea geral dos accionistas de 26
desetembi-o do anno prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto.de.
1854.O secretario do eonselho de direc-
eoJ. J. deiM. Reg.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 16.
Porto32 dias, brigue porluguez .s\ Manoel I, de
168 toneladas, capilio Carlos l-'erreir Soares,
equipagem 16, carga vinho e mais gneros ; a
Manoel Joaquim Ramos e Silva. Passagciros,
D. Ermelind Rosa dos Sanios, I). Amelia, D.
Joaquina Luiza da Concejero, Malinas Jo. Go-
me. Jos .lar-uno Tasso, Henrique de Oliveira
Maia, Pedro Paulo Tinoco da Molla, Francisco
! ei na n des da Cosa Souza. Fortunato Jos Fernan-
dos Pereira, Joaquim Marlins dos Sanios, Anlonio
M irtins Jii, Sanio.. Manoel da Costa Cima, An-
lonio Luir, dos Sanios, Seraphim dos Aujos Mar-
lius Tapa, Manoel Ferreira Alve, Anlonio Mou-
linho da Silva, Januario dos Sanios, Joaquim Jo-
s de Andrade, Antonio de Oliveira Maia, JoAo
Jos, Jos lenlo da Cosa Almeida, Anlonio Jos
Riicira, Jos Antonia da Silva Marques, Manoel
Anlonio de Oliveira, JoAo Gonralves de (^arvalho,
Jos Feruandes Coslera. Jos de Almeida l.eilio,
JoAo Francisco .Martin-, Anlonio Gomes de Pi-
nbo, Anlonio PeTeira, Francisco de Siqueira, An-
tonio Jo Pereira, Manoel Joaquim Alves.
Lisboa30 dias, barca porlugueza Maria Jos, de
169 toneladas, capilAo Jos Ferreira l.essa, equi-
pagem 15, carga vinho c mais gneros ; a Frau-
i-isco Scveriano Rabello & Filan, com 1 passasei-
ro.
Aracaty8 dias, flate hrasleiro Invencicel, de 37
toneladas, capitAo Joaquim Jos Marlins, equipa-
gem 9, carga couro e sal ; a Jos Manoel Mar-
lins. Passazeiros, JoAo Autouio Correia, Jos
Anlonio Correia, TrstAo Rodrigues dos Res, l.uiz
Francisco de Vasconcelos, Manoel Jos Marlins,
JoAo Ferreira Piulo, Jos Domingues da Silva,
Antonio Teixeira, Joaquim Jos de Souza, Jos
Diouizio da Silva, Miguel da Silva.
Navios sonidos no mesmo dia.
Liverpool e portos in(ermediosVapor inslez JJrn>
tileira, commandanle Cox. Passagciros desla pro-
vincia, JoAo Damasceno (iibson, Mariano Ala-
chado Freir, Kirmino Cesar de Almeida.
Rio Grande do SulPatacho hrasleiro A'oro Teme-
rario, capilAo Jos Anlonio Candidp de Souza,
carga sal o assucar. Passageiro, Americo Pereira
de Brto.
MaranhAo e ParaGalera franceza Havre, capilAo
Pugebcl Je,ni. carga parte da que ti ou ve e mais
gneros do paiz.
Seguio o sen destino a crvela a vapor hrasilcira
l'tamiio, commandanle o capitAo-lencnle Francisco
Pereira Piulo.
EDITAES.
0 Illm. Sr. inspeelor da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo do disposlo noarl. 31 da le pro-
vincial ii. l!), manda fazer publico par conheci-
menlo ilos credores hipothecarios, e quaesquer 111-
teressados, que fui desaproprlada a Jrjs Joaquim de
Santa Anua, amncasa de laipa na estrada do sul,
me vai (tara a villa do Cabo, pela quantia de 80ty
rs., e que o respectivo prnprielario lem de ser pago
do que se lliedcvc por esta ilr-apropn n;,u> lujo que
lerinin.ir o prazo de 1"> dias coiiirinios da dala des-
le, que he dado para as reclamares.
E para ron-lar se mandou anisar o prsenle e
pnhlirar pelo Diario por l.'i dias successivos.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco ."> de selembro de IN.~>i.O serrelario,
A. /'. d'.tnnunrianio.
0 l'r. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, ioizde
direlo da primeira vara do rivel nesla cidade do
llecife, por S. M. I. e C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde ele.
Faro saber aos que o prsenle edlal viren c dclle
noticia liverem, que no di de selembro prximo
cguiule, se h de arrematar por venda a quem
mais der cni praca publica desle juizo, que lera lu-
hisr na casa das audiencias depois de meio dia com
ssislcnria do Dr. promotor publico desle lenno, a
propricdailc denominada Pilanga, sita na freguezia
da villa de [guiasen, perlcuceuleao patrimonio das
recolhidas do convenio do Saulissimo corarAo de Jc-
sas d ine-ni.i villa, a qual propriedade lem urna le-
gua era i|n.i lu. cujas eilrcmas pegain do marro do
eugenho Monjope que foi antigameule dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adiauleao lugar
que chamara Sapticnia da parte esquerda, e dahi
corlam buscando o sul e alravessam o rio Iguaras-
s, Pilanga, al encher um leaua, e dalli parle bus-
cando o.ajascenle al encher oulra legua,*e dalli
buscando o norle dono prinripiou com oulra legua
Sue faz ludo urna legua em quadro, rom urna casa
e vivenda pequen de lelha e laipa ha pouco aca-
bada, avallada por .WW^irNdrsvJ'cuja arremalacdlo
AVISOS MARTIMOS.
Ceara' Maranhao e Para'
JwL com destino aos portos cima
^aflBi deve seguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
vo e mui veleiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, e-
gunao" andar, ou com o capitao a bordo,
lleal companhia de paquetes nglzesa
vapor.
No dia 20
desle mez es-
pera-se do sal
o vspor Se-
ven com-
mandanle
Hasl, o qual
depois da de-
mora do coslu-
, me seguir pa-
ra a Europa : para passageiros, trata-se com os a-
genles Adamson Howie i Companhia, na rna do
TrapicheTvovo n. 42.
BAHA.
Segu na presente semana para a
lialna a sumaca Rosario de Maria, ainda
pode receber alguma carga, a tratar com
os consignatarios Novaes & C, ra do
Trapiche n. 34. efti
Para Baenos-Ayres por Montevideo, segu
neslcs-dias a barca porlugueza Amazonas, a qual
otTerece escelleoles commodos e bom Iralamenlo pa-
ra passageiros : os pretendentes dirjam-se a tratar
com Aiiiuriiu IrmAoe, na ruada Cruz n. 3, ou como
capilAo a bordo.
Para o Rio de Janeiro segu coi
brevidadeonovo e veleiro patacho .nacio-
nal Esperanca, por ter parle de seu
carregamento pr8mpto: par^ o resto da
carga, passageiros e escravos arete, tra-
ta-se com Machado & Pinheiro na ra do
Vigario n. 19, segundo andar ou com o
capitao Jos de Campos Magalhaes na pra-
ca doCommercio.
Para' o Rio de Janeiro sahe at o
dia 25 do corrente o brigae Sagitario
de primeira classe, o qual tem ja' a maior
parte de sen carregamento, para o res-
tante, passageiros e escravos trata-*e com
Manoel Francisco da Silva Carne: na
ra do Collegio n. 17, segundo aviar, ou
com o capitao a bordo.
Ceara' 'e Acarac.
Secue em pouros dias o patacho Santa Cruz ; re-
cebe carca c passageiros : trata-se com Caelano Cy-
riaco da C. M., ao lado do Corpo Sanio, loia n.25.
PARA O RIO DE JANFIRO. .
Espera-so por esles dias do Assi'i o brigue nacio-
nal Catharina Bella, capilAo Manoel da Agona Lo-
pes, o qual segu no mesmo dia para 0 Rio de Ja-
neiro, e recebe nicamente escravos a frete, para o
que he neressario enlender-se com antecedencia com
o consignatario Manoel Alves Guerra Jnior, na roa
do Trapiche n. 14.
Para o Aas ou Rio Grande do Norte, barcaca
Aclica, para carga ou passageiros (rala-se na ra do
Vigario n. 5.
Para o Acarac, e Granja',
sabe em poneos dias a barca; Feliz Ventura, por
j ler a maior parle da sua carga prompta ; para o
reslo dirija-se a ra do Vigario n. 5.
LEILO'ES

Vicente Ferreira da Cosa far lei|?o por inter-
v ene ni do agente Viclor, da taberna qae foi de Fran-
cisco r, tbeilo de, Souza, com sua competente arma-
eao nella ou fra della, sita na prac.a_dj} Boa-Vista
n. 2, para pagamento de seus credoraa : quarta-fei-
ra, 2t) do correnle, as 11 horas da mi
AVISOS DIVERSOS.
Ei sutore medien
(Phedro.)
Com a maior sorpreza lemos um artigo com esla
epigraphe, assignado por doi calouro fingido. He a
maior colleccAo de asneiras que lanos al hoje visto
em lellra redonda, nem mesmo as celebres Beroar-
diecs so encontrara deslas. Comee o nosso homem
dizendo : /sis-nos oulra vez as tollas com a Came-
la. Como niio tivessemos a inaudita filiadade de
nos chegar as maos o segundo numero, etc. Primei-
ramenle diga-nos. senhor calouro fingido, em que
diccionario achouque valla significavade.envolla T
diaa-nos como he que no comeco do sea elaborad-
simo diz, que ainda nAo vio o segundo numero,
quando no fim da sua bandeira de farrapos aturra
queaguarda a sahid delle 1 veja em que fica, sa-
bio ou nAo '! Se sabio errou dizendo aguardamot
sua sabida,e se nAo sabio deu provas de sua
pouca saben^a, quando asseveranAo ler a felicids-
de de o ver. ignoranlcs cascabulhos se alrevcm rabjacar arligos
de lal jaez, rom visos de pasquim de esojpna ou col-
Ierran de pralicis de fre Gerundia JHPc^hor que
eaiiem no Cravo, e depois que decanta de com-
mcller ei ros gramraalicaes faram rasaa aos ou-
lros.
Com a maior sem ceremonia apparece um besla-
lliao desle quilate a lanzar pnlhas para criticar de
um peridico esrriplo por meros principiantes que
nao se arlam, iioiaq'Krem passar por htteralos ; e
que em tolo o caso dcleil mais que b celebrrimo
Cravo Bento dcsfolhado por habis pamas e talen-
tudos joven, esperanza da patria, do jaez do M.
A. e oulros que laes.
Tolo fosle, tolo s, calouro estulto,
De .Inven a i a penna. nAo he loa ;
Se vol ires, porei aosol, na ra.
Toa calva, leu nome, teu mesmo vullo.
O teguiido annitta.
No dia I i do correnle desappareceu o escravo
de narAo, de nome Joaquim, de 5 annos de idade,
altura regular, secco do corpo, levuu caira e jaqoeta
prela com gola de velludo, camisa e rllele branco.
Coi do eugenho S. Paulo, perlcucenlc ao Sr. Fran-
cisco de Paula; foi vendido por Manoel Kibeiro a
Sr.3 I). Joanini Eduardo Porlo a quem hoje pertence,
a qual mora na ra do GuJovelo u. 49 : quem o all
levar ser bem recompensado.
Quem liver para alugar um preto qae seja fiel,
para rondu/.ir um caixAo le fazendas : dirija-se a
ra do Queimado n. 7, Inja da Estrella.
Atusase urna boa escrav cozinhira, e Gel:
na ra Dircila n. 24, segundo andar.
Existe ha 8 ou 10 dias no engenho l'cha, ama
vacca, sem que se saina a quem pertence quera for
seo dono- procure no mesmo engenho, que Ihe ser
entregue.
Engommadera franceza,
Na ra do Rosario da Boa Visla o. 8, eogomma-
se (oda e qualquer roupa de Itamem e senhora, e es-
pccialincnieTilOs, camisoles e ele, e ludo baralis-
simo.
1*11 ITII A r-N


mn


~- '
DIARIO OE PERMRBCO SEGUNDA FEIRA 18 DE SETEMBRO OE 1854


*
HomoBopatltua. {$
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
ilysteria, epilepsia ou gota *co*
ral, rheumatismo, gota, paraly- *
sia, defeitos da falla, do ouvido e '>
dosollios, melancola, cenhalalgia <>
ou dores de cabeca, or.chacpieca, $)
dores e tudo mais que o povo co- fA
nhec pelo nome genrico de nei- 2
voso. S
A molestias n ;rvosas requerem muilas ve- w
es, alm dos medicamentos, o cmprego de efc
oulrus meios, que despcrlem oo abaiam a jjL
sensibilidade: Esies mcios possuo en ago- W
ra, e os ponho a disposic.lo do publico. (A
Consultas lodos os das (de graca para os /Jk
pobres), desde s 9 horas da ma'nh.ia. al '#?
as duasda larde. ..*
As consullas e visitas, quaodo nao poderem Jf
ser feilas por mira, o scrAo por mu medico
de minlia maior confianoa: ra de S. Fran- (fff,
risco (Mundo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino w
Olegario Ludgcro finito. ^
CASA DE COMMISSAO' DE ESCKAVOS N*
RA LARGA DO ROSARIO N. 22, SEGUNDO
A-vUAn.
Neslacasarecebem-se escravos ipor commissao ni-
ra erem vendidos par cauta de seus senhores e afi-
anca-se o bom Iratameoto e segurancia dos mesmos
naosepoupaudoesforcos para que sejam vendidos
com promplidao, afim de que seus senhores nao sof-
fram empate com a venda delles. Cumprem-sc as
condicOesde serem rendidos para Cora ou para a Ier-
ra conforme a Vontade de seus donos.
Precisa-se de nm eitor para um sitio na Mag-
dalena : no aterro da Boa-Vista u. 43.
Aluga-se urna casa de pedra e cal, na ra do
Monleiro n. 28, ao poda capella de S. Pantaleao
tem commodos para numerosa familia, bom quintal'
propria para se passar a fesla : a tratar na ra larga
do Rosario n. 29, taberna.
O Sr. capitao Marcellino Jos Lo-
pes, queira ter a bondade de recolher ao
cartorio doescrivao Araujo, no termo de
Iguarassi.os autos de inventario dos bem
de Jos Carneiro, de que he inventarian-
te Manoel Thomaz Rodrigues Campello,
e em o qual sao interessados o mesmo
Sr. Marcellino eoSr. Dr. Francisco Joao
Carneiro daCunha, osquaes autos o Sr.
Marceilino pedio em conianca ha dous
mezes pouco mais ou menos. Faco o pre-
sente annuncio, porque devend ser a-
quelles autos remettidos juntamente com
outrospara o juizo da primeira vara civel
desta ctdade, em virtude de urna preca-
toria avocatoria requerida pelo Sr. Dr.
Francisco Joao Carneiro da Cunha.e que
ja foi mandada cumprir pelo juizo mu-
nipal de Iguarass, vim a' esta cidade a
toda a pressa ebaldados ttem sido os meus
esforcos para encontrar oSr. capitaoMar-
cellino, anda meSmo em sa casa ; pelo
que tenho bem fundados motivos de que
aquelle senhor se oceulta para me nao
entregaros autos. Recite 14 desetembro
de 1854.Adolpho Manoel Camello de
Mello Araujo:
SOCIEDADE CRIADORA
Alem dos talhos que ja' tem estabele-
ddo, no domingo 17 do corrente.abre um
nobeccoda Lingoeta, casa n. 5 ; e nelle
vender'e cortara'a carne a volitado do
comprador, como se usa na Europa ; as-
sim como vender' igualmente aos que
quizerem cemprar segundo o uso estabe-
lecido.
Na ra Direita n. 33 fazem-se papen renda-
dos para eufeites de quejan er [rato ou boeetas de
doce, por preco muilo Hmodo.
Atttencfio.
.Manoel Joaquim daSilva, brasileiro, avisa a qnem
tonvier, que pela relarao do Rio de Janeiro foi jul-
gada nulla a dnarao que sua lirada rmAa D. Ger-
Irudes Mara Clandira fez a sua ora D. Joanna Ma-
fia do Sacramenta Albuquerque, e que portanto esla
nao pode dispor dos bens que pertencem a esla doa-
tSo, por lerem de reverter ao anuunciante na con-
formidade do testamento ; e para que nioguem se
chame a ignorancia,- faz o prsenle annuncio.
LOTCRIA DO RTO DE JANEIRO.
Resumo da 20. lotera a beneficio da cons-
truccao e reparos das matrizes da pro-
vincia, extrahida em 5 desetembro de
1854. ^
20:000$
PLBLICACA DO INSTITUTO MffiOPATMCO DO BRASIL
THESOURO HOMOEOPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOKEOFATHA.
Methodo conciso-, claro, e seguro de curar liomreopalhicamcnte todas as molestia-, que aflligcm a
especie humana, e particularmente aquellas que reinam lio Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra imporlanlissima he hoje reconhecida como a primeira c melhor de (odas que Iralam da ap-
plicacAo da homrropalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
pasto seguro sem possui-la e consulla-la.
Os pais de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, cnpilAes ile navios, serlanejns, etc.,
ele, fevem te-la a mao paraoccorrer promptamente aqualquer caso de molcslia.
Dous volumesem brochura, por. 4Mp4ttB..... Im-ikki
Knradcrnados ?*^ '^r..... II9OOO
Vende-se nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mondo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
^'aguti) poder ser feliz na cura das moleslias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou hoa qualidade. Por isso, e como propagador da homcropalhia no norte, e immcdialamenle inleressado
em scus|encticos successos, tem o aulor rio THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua imrnWiala inspeccAo, lodo-os mcdicamenlos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmaceuliro
c professor em homteopalhia, Dr. F. de 1'. Pires Ramos, que o tem cxcculado com lodo o zelo, icalda-
de e dedtcacAosjue se pode desejar.
A efficacia destes medicamentos he attestada por todos que os tem experimentado; elle nao preci-
sam de maior recommcndacAo; basla saber-sc a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Urna carleira de 120 medicamentos da alia e baixa diluidlo cm glbulos recom-
mendedos no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, c de urna
cana de 12 vidros de tinturas indispensaveis........100)000
Dila de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas '. 905000
Dita de 60 principaes medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
urna caia de 6 vidros de unturas, e com a dila obra (tubos grandes.). GOSOOO
_ (tubos menores). 459000
Dita de 48 dilos, ditos, com a obra ("tubos grandes)........ OsOOO
r> (tubos menores). 351000
Dita de 36 dilos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) 40000
(tubos menores;. 309000
Dila de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .... 359000
(tubos, menores) 60000
Dita de 2 ditos dilos, com a obra, (tubos grandes)....... 309000
i) b (tubos menores). 209000
Tubos avultos grandes........"..... I9OOO
t a pequeos............ 9500
Cada vidro ae tinluiii............. 29000
Veudern-se alm disso carteiras avulsas desde o preco de 89000 rs. al de 4009000 rs., conforme o
nomcro e tamanho dos tubos, a riqueza das caixas e dvnamisar,6es dos medicamentos.
_Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promplidflo, e por prejos commo-
dissimos.
Vende-se o tratado de FEBRE AMAREM.A pelo Dr. L. do C. Carreira, por. 2J000
Na mesma botica se vende a obra-do Dr. G. II Jahr tradllzido em porluguez e acom-
modada a.intelligencio dopovo. ......... 69OOO
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) ti. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO HOMtEOPATIIICO, tete a bonda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Altes da Sitia Santos, istabelecido na villa de Darreiroi.
Tive a satisfaco de receber o Thcsouro honueopalhico, precioso fructo do trabadlo de V. S.,e Ihe
a nimio que de todas as obras que tenho lido, he esla sem contradicho a mclhor tanto pela clareza, com
queseacha escripia, como pela prerisao com que indica os medicamentos, que se devem emprtiar ;
qualidades estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconheccm a medicina
Iheocria e pratica, ect., ect.,elc.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 EA DO COJLX.HGIO 1 ASTDAft 25.
0_ Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consullas homeopathicas todos os (lias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promptamente a qual-
quer mulher que esleja mal de parto, c cujas circunstancias n3o permillam pagar ao medico.
NO SUTORIO 00 DR. P. A. LORO MOSCO/0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes enradernados em dous :................. 209000
Esla obra, a mais importante de todas as qac Iratam da homeopalhia, interessa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a <*oulrina de Hahncmann, e por si proprios se convencerem da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho e fazeiidciros que eslao Ibnge dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilaes de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra de Icr preris-lo de
acudir a qualquer iurommodo seu ou de seus lri|iolantes ; e interessa a todos os chefes de familia cue
por crcuinslancias, que ntni senipre podem ser prevenidas, sao obfigado9 a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha ou Iraducjao do Dr. Hering, ohra igualmente til s pessoas que se
dedicam ao estudo da homeopalhia um volme grande ,......,.
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ale., etc.: obra indis
pensavel s pessoas que quercm dar-te ao estudo de medicina........
Urna carleira de '24 tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-....... .
Dila de 36 com os mesmos livros....................
Dila de 48 com os ditos. ,..................
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dita de 60 lubos com dilos......................
Dita de 144 com ditos.....'........*..........
Eslas sao acompanhadas do 6 vidros de Unturas escolha.
As pessoas que enr+ugar de Jahr quizerem o Hering, terao o abatimenlo d 109000 rs. em qualquer
das carteiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... 8f000
Dilas de 48 dilos......................... 168000
lubos grandes avulsos....................... 18000
Vidros de meia onc. de tintura.................... 2gO00
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasco seguro na pratica da
homeopalhia, e o proprietario leste eslabelecimcnlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivcl e
mnguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre- venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lmannos, e
aprompla-se qualquer ciicommenda de medicamentos com toda a krevidade e por precos muito rom-
modos.
i N. 92> $-". .
. i 1. 267*: 5150.
1 ..
1 1520 708,
6 2907, 5956 ,
4949, 5203, 5816.
10 ,, r966, 2500 , 2693 ,
3915, 5229 , 55*2 ,
'sT^r*' 20 *101, 255 5047 , 5176 ,
, 325, 468,
772, 1264, 1600,
2010, 2080, 2172 ,
2542, 2655 , 5148 ,
5268, 4117, 4550 ,
45C9, 4650, 5102,
5905, 5908.
60 25, 124,185, 684.
859, 959 , 1029 ,
1068, 1091 , 1096,
125 , 1505 , 1649 ,
1948, 2069 , 2112 ,
2156, 2171 , 2260 ,
2507, 2576 , 2651 ,
2750, 2740, 2761 ,
2812, 2827, 5107 ,
5155 , 5181 , 3218 ,
5281 , 5355 , 3472,
556!) , 5617, 5647 ,
3890 , 5895 , 5850 ,
B: 4165, 4541 , 4181 4596 ,
4587 , 4896, 4945 ,
4975 , 5018 , 5107,
5185 , 5207, 5215,
5504 , 5524, 5555 ,
5667, 5858.
100 de. .
1800 de. . . .
4:000{<
2:000J?
1:000?,'
400#
200s
89OOO
49000
409000
459000
509000
608000
1009000
JOAO' PEDRO VOGLET,
fabricante de pianos, afina e comerla com toda a
Eerfeii.-ao, lendo chegado reren I emente dos por tus da
uropa de visitar as melhores fabricas de pianos, c
lendo ganho nellas lodos os conhecunenlos e pralica
de cons(ruccoes de modernos pianos, oflerece o ten
presumo ao respeilavcl publico para qualquer con-
cert e afina(6et com todo o esmero, lendo toda a
certeza que nada litara a desejar as pessoas que o
incumbirem dequalquer Irabalho.lano em hrevida-
de como cm mdico prec,o : na ra Nova n. 41, pri-
meiro andar^
Aluga-tc por fesla ou annual urna proprieda-
qualquer familia, 110 Poco da Panella : a tratar na
rundirn do Dr um 11. 6, 8 c 10, com o caixeiro da
mesma.'
Novos livros de homeopalhia tuefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 2O9OOO
Tesle, rrolesUas dos meninos.....69OOO
Hering, homeopalhia domestica. '. 79OOO
Jahr, pliannacnpcaliomenpalhica. 690OO
Jahr, novo mama I, 4 volumes .... I690OO
Jahr, molesligervosas.......63OOO
Jahr, molcstiaida pelle.......H9OOO
Kapnu, historia da homeopatliia, 2 voluntes lt>9U00
I lai ilimanii, tratado completo das moleslias
dos meninos........ .
A Teste, materia medica liomeopalhica. .
ta Favolle, doulrina medica liomeopalhica
Clnica de Staoneli ........
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario do N> sien.......
.Villas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descripc^o
de ludas as partes do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homcopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
prhneiro audar.
No sobrado n. 82 da rita
lar, precisa-te alagar nina
saiba engommar bem e tomar conta de
urna casa de pequea familia.
Antonio Jnaquim Pereira da Silva, subdito por-
luguez, vai Portugal.
^Attenco, attencao.
A nova faTri-a de chocolate homeopathico da ra
das TrineheiraijtA mudou-se para o paleo db Ter-
0n. 22, c precisa lugar um prcto que sejapessan-
le e fiel ; e tem para vender um moinho de caf
quasi novo, trh prelo, dlo da India, c muilo- mais
gneros, lauto do paiz como cslrangciros, por com-
modo prejo.
0 abaixu assignado propoe-sc a cnsinar a lin-
gua grega e franceza ; as pessoas que desejarem
aprender, dirijam-se ^ ra do Collegio n. 13, primei-
ro andar, das i as 6 da larde./'. /tonsin
Joias deouro. S
9 Na ra do Qucimado, toja de ourives pin-
lada de azul 11. 37, ha um rico c variado sor-
lmenlo de obras de ouro, que o comprador 8
avista do presos e bem feito de obra nao de- W
^5 xara de comprar, alianeando-sce responsabi- $
'- lisando-se pela qualidade de ouro, de ti e 18 8
_ quilates. $$
S ~
109000
89000
79000
8)000
49000
IO9OOO
30)000
do Pi-
cscrava que
Antonio Agripino Xavier de Brito, r. em
medicina pela laculdade medica da Baha,re-
@ side na ra Nova n.07, primeiro andar, on-
f) de pode ser procurado a qualquer hora para o
"" exercicio de sua prolissao.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de grarama-
tica latina, propoe-se a cnsinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonaofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da piara da Independencia ns.
6 e 8.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-ISABEL.
Corre indubitavelmente em 20 de
setembro do corrente anno.
Aos 10:000^000, 5:000s000, l:000f000.
O caulelista Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavcl publico, que os seus bilhetes c caute-
las nao sotl'rem o descont de oilo por cento do im-
posto geral nos tres primeiros* grandes premios.
Ellcs eslo exposlos venda as lojas j conhecidas
do rcspeilavel publico.
100
40
20S
2000 premios.
Acham-se a' venda os novos bilhetes da
lotera 5. a beneficio do hospicio de Pedro
II, quecorreu na santa casa da Misericor-
dia quarta-feira 15 do corrente : as listas
vem pelo vapor inglez que aqu deve chc-
gara 20dp corrente, os premios serao pa-
g$ '0g^fie je fizer a distribuirao das
listas
invenl
na Dorothea Joaquina, teslamcnleira e
ale do casal de seu finado pai Jos Fran-
cisco Belem, lendo no Diario n.fitl um annuncio
em que a Sra. D. Amelia Leopoldina Rodrigues Sel-
le faz publico, quearrcndar-lhe o tilio denominado
Casa Catada, no lugar dn Rio Dr*e, pcrlencenle ao
meimo casal, declara que nao litera arrendamenlo
alginn n dila Sra. D. Amelia l.eo|ioldina.Ro(lr2iies
Setle, qut igualmeule o nao obleve de seu filho o
bacliarel Joaqoim Francisco de Miranda, seu pro-
curador bastante, a quem a annuncianle lem confe-
rido todos os poderes necesarios para nao s Iralar
dos negocios tendentes a liquidai.ao da casa de seu
tinado pai, de quem he elle secundo teslmenteiro,
lambem obnaado a arrecadarao i'clla em virtude de
(hsposicoes testamentarias e codieillarcs. romo de
dos os seos necocio-.; e que smCnle o colicrdrrn
hcbtiliflo Francisco llelem, em cuja companhia esla
a dita seuhora, lomara posse do referido silin, su-
jeilando-se a pagar o mesmo aluu-uel que onIAo pa-
gavq o anterior inejuilioo, -com. consta dos docu-
mentos que se Bchar-em seu poder ; nem lendo-se
fetto as partilhai do referido casal senao no dia 13
do corrente mez, devia ella invenlariante fazer tal
arrendamenlo; cabendo-lhe desde j aer pblico,
que nao lera vigor algum qualquer trato ou papel
que rom o seu nome apparecer possa sem ser firma-
do prlo teu filho o mencionado b.icharel, nicamen-
te encarregado de lodosos seus negocios, comoj
diste, tendo que jAo tem ella invenlariante feilo
Iransaccoes algumas, nem fle qualquer forma se
ohrigado para com terceiros, qur na qualidade de
invenlariante, alm de alguns termos de deposito
que lem assignado ero eiecures movidas contra al-
guna herdeiros do mesmo casal, qur na -de simples
((articular. E aprov ilando a oei'-asiao previ na lam-
Iwm a quem interesssar possa, que nada leve ero
parte algami.
Bilhetes 119000 10:0009000
Meios 5)500 5:000)000
Ouartos 2)800 2:5009000
Oitavos 19500 1:2.509000
Dcimo 15300 1:0009000
Vigsimos )700 5009000
O cautelista Salusliano de Aquiro
Ferreira
avisa ao respeilavcl publico, que o Sr. Fortnalo Pe-
reira da Fonseca Baslos, eslabelecido com loja de
bilhetes. na praca da Independencia u. 4, deixou de
vender assuascaulclasdas loteras da provincia, para
venders do Sr. caulelista Antonio Jos Rodiigues
deSouza Jnior, as quaes estilo sujeilas a 8 do im-
posto geral nos Ires primeiros premios grandes.
Aluga-se o quarlo andar esoUlo do sobrado da
ra do Trapiche n. 42, com excellentes commodos
Eara familia : a Iralar no primeiro andar do dito so-
rado.
Aluga-se annual ou pela fesla urna proprieda-
dc de pedra f cal, no lugar da Casa Forte, conlisua
a do lencnte-coroncl Vilella ; a tratar na fundirn
do Brum n. 6, 8 e 10, com o caixeiro da mesma.
Aluga-se por prero commodo um sobrado com
solao, alraz do Iheatro de S. Francisco : a Iralar com
l.uiz Gomes Ferreira, noMoudego.
14.S000 r.
l'recisa-sc d urna prcla que seja hoa coslurcira e
engommadera : quem a tiver dirija-sc a ra do
Kangel n. 77.
OSr. liregorin Jos dos Pasaos, morador na
cidade d Olinda. procurador da irmaudade do Se-
nhor Bom Jess dos Marlvrios, queira vir satisfazer
o importe da cera que se gaslou na procissao do
mesnio Senhor.
O major engenheiro precisa de lijlos de alve-
nara grossa para a obra do hospital regimental :
quem o- q ,.:ei vender, procure-o na ra do Hos-
picio.
O Sr. Lourcnro Ribciro da Cunlia
Oliveira, queira ainiunciar onde
para ser jnocurado.
Deuiz, alf'aiatc trancez,
eslabelecido na rua da Cadea do Recite n. 40, pri-
meiro andar, Irabalha de feilio.
Aluga-se urna ptima luja para fazendas, fer-
ragens ou miudezas.rom armacio, na rua Nova, loja
u. : a tratar com A. Calomhiez, na loja n. 2.
No da 19 dn crrenlo mez, ao depois de linda
a audenca do Dr. juiz de orphaos, lem de serem ar-
rematadas por venda por ser a ultima praca, duas
rasas terreas mcia-aguas, silas no lugar do Campo
Verde na Soledade, sendo unja com porta de cochei-
ra, avahada em 3009 rs., oulra no valor de 2003, am-
bas rm chaos forciros : por eMcurflo que.move Jus-
tino l'creira de Farias routrao casal do mciiteeaplo
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
animes Collard & Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
DENTISTA FRANCEZ. #
9 Paulo Gaignoux, eslabelecido na roa larga j
9 Ja) les com gengivas artificiaes, e dentadura com- jf
9 pela, ou parte della, com a presso do ar.
9 Tambem tem para vender agua dentifrice do @
$ Dr. Picrre, e p para denles, lina larga do $
J) Rosario n. 36 segundo andar. $
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
eS&JSffi3t:-$
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Piuho mu- (^
9 dou-se para o palacete da rua de S. Francisco Q
tt 'mundo novo) n. 68 A. m
Aos 10:000$ 5:000 e 1:000x000.
Na prac,a da Independencia n. 4 loja do Sr. For-
tnalo, ns. 13 e 15 do r. Arantes, n. 40 do Sr.
Faria Machado, rua do Queimado n. 37 A dos Srs.
Souza & Freir e praja da Boa-Vista loja de cera
do Sr. Pedro Ignacio Baptista, eslSo venda os bi-
Iheles c cautelas da primeira parle da 19' lotera do
thealro de Santa Isabel, a qual corre no dia 20 de
selembro, cujos bilhetes sao do caulelista abaixo as-
signado; oqual paga por inleiro o premiode 10:0009
5:0009 e 1:0009000, que sahirem em seus bilhetes
inteiros e meios bilhetes cujos vao pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior.
Bilhclcs inteiros: 119000
Mcios bilhetes. 59500
Quarlos. 29800
Oilavot. 19500
Decimos. 19300
Vigsimos. 700
' ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior polassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
I.ava-se e egomma-se com loda a pcrlei'cao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
6a$7s s@ ?;s
W O l)r. Joao Honorio Becerra de Menezes, i-
@ formado cm medicina pela faculdade da Ba- @
hia, conlina no exercicio de sua profissao, na @
rua Nova n. 19, segundo andar. -:
i@sge JHf tf
Tem-sc justo econlralado a compra da taberna,
sita na lrave Sr. Jos Pereira da Cunha : quem se julgar credor
da dila taberna, dirija-se a mesma, e islo no prazo
de 3 das da dtla dcste.
Prccisa-se de um caixeiro para Tomar conla de
urna padaria nos Afogados, que tenha pratica do
mesmo negocio ; e dando fiador a sua conducta nao
se duvida dar melade dos interesses: a tratar na rua
Direita, padaria n. 40.
Flix Francisco de Souza Magalhaes
avisa a seus conslituintcs, (pie mudou-se
da rua do Rangel para sua antiga resi-
dencia, no pateo do Carmo n. 16.
No dia 20 do correle, as 10 horas da manhaa,
depois da audiencia do Sr. I)r. juiz dos feilos da fa-
zenda, haver praca presidida pelo mesmo Sr. juiz,
em a qual se bao de arrematar os secuinlcs bens,
penhorados por eveeucao da fazenda nacional, con-
tra Oliveira Irmaos <$ Companhia: 1 escravo, criou-
lo, de nome Clemente, idade 19 annos, a\ aliado por
6509000 ; 1 dilo pardo de nome Alcixo, de idade 18
anuos, por 7009000 ; oulra dlo lambem pardo, de
nome Mauoel, idade 20 annos, por 700-3000 ; 1 car-
ro de 4 rodas, novo, sem uso algum, por 8009000 ;
1 dilo lambem de 4 rodas, usado, paran em muilo
bom estado, por 4009000: quem pretender os bens
cima mencionados, comparera no lugar e hora in-
dicada. Becife 16 de setembro de 1854.O solici-
lador*do juizoJoaquim Theodoro Alces.
Tcrca-feira, 19 do corrente, depois da audien-
cia do Sr. Dr. juiz de orphaos e ausentes, sera posla
cm arrematacao urna letlra da quanlia de 9299-56
rs., sacada a 20 de marco de 1850 pela firma de An-
tonio Soarcs BrirTco e aceita por Joao de Dos Paes
Brrelo ha 9 mezes, vencendo os juros de 1 % %,
por execuco de eba>tiao Jos (i.......< Penna, con-
Ira os bens da hirsuta do finado Antonio Soares
Hrinco, sendo entregue o lance pela maior ollera
que humor.
Os credores de Viclorino & Moreira sao con-
vidados a reunirem-sc segunda-feira, 18 do corren-
te, cm casa de Tnnii Mouseu \ Viuassa,no largo do
Corpo Sanio.
Precisa-se alugar um prelo escravo, que saiba
Iralar de cavallos, e Irabalhar de enxada para tam-
bem Iralar do um quinlal : quem o tiver aonuncie
ou procure na rua da Cruz do Recife n. 46, que se
dir quem precisa.
Arrenda-se o sobrado* de dous andares da rua
do Amorim n. 50: a tratar na rua da Cadea do Re-
cife, sobrado n. 1, com Jos Concalvcs Torres J-
nior.
_ Precisa-sc de urna pessoa que saiba copiar mu-
sica para encarregar-se de urna grande quanlidade :
quem esliver neslas circumslancias e queira iucum-
bir-se desta larefa, apparera na rua da Aurora, no
segundo andar da casa n. 8, de 1 as 3 horas da tar-
de, que ahi achara com quem tratar.
NOARMAZEMDECJ.ASTLEY
E COMPANHIA, QIA DO.TRAPICIIE N 3,
ha para venlder O seguinte :
Cal branca franceza.
Falla de f landres.
Estanho em verguinha.
Cobre de 24 a 28.
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para fon o de salas.
Formas de folha de ierro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Acodc.Milao sortido.
La/.arinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brande velada Russia.
(raxa ingleza de verni/. para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e latao.
Chicotes e lampeoes para carro e cabrio-
Caberadas para montara, para senhora.
Esporas de aro plateadas.
Chumbo em lenrol.
Vende-se um exeellentesitio, na paularan do
Monleiro, com casa de v venda e muilas frucleiras,
oqual foi dos hcrdeiros de Joaquim Fernando Ga-
ma : quem o pretender, dirija-sa ra da l.'niao, a
tratar com Jos Antonio da Silva e Mello.
Pennas de guaraz.
Vendem-se na rua Nova n. 44.
Vendem-sc 2.01K) chifres de hoi ; na rua das
Trinrheiras n. 10, loja de larlarugueiro.
Vende-se um bonito c lindo moleque de 7 pa-
ra 8 anuos, bem prelo : na rua do Collegio n. 10,
segundo andar.
Vende-se urna escrava mora, que sabe engom-
mar, cozinhar e fazer todo o mais ervico de urna
casa, c com perfeirao, tendo urna filha de idade de 2
mezes: quem a pretender, dirija-se rua do Hospi-
cio n. 34.
Vende-se urna rasa de sobrado de um andar e
solao, na rua Augusta, c urna casa terrea na rua do
Hospicio : a fallar rom Miguel Carneiro.
Vende-se o verdadeiro rap Paulo Cordeiro a
19280 a libra, e caixinhas com urna libra do mellior
cha do Rio de Janeiro a IjSOO: ao lado do Corpo
Santo, loja de nina s porta.
CIIEGLEMFREGLEZES
a rua do Vicario n. 8, que he chegado um grande
sorlimenlo de loura da Babia, de goslos modernos
e vende-se por menos que em oulra qualquer par-
le; na me-uia casa prerisa-sa de (las prclas para
venderem da mesma louea na rua.
PECHINCHAI1
Vendem-se superiores batatas franeczasmuilo no-
vas, pelo baralissimn preco de 19280 a arroba, e cm
libras a 50 rs. : na rua Direila n. 76, esquina do
hecco dos Peccados Moraos.
Vendcm-se uns pedaros de sacadas
de muito boa pedra: os pretendentes po-
dem ir no fim da rua Bella ao pe da ma-
re. e para tratar no aterro da Boa Vista
n. 45, segundo andar.
SACCAS COM FARINHA.
Vcndem-sc sacras com fariuha da trra nova e
bem torrada, por preco commodo ; na rua da Cadea
do Recife, toja n. 18.
\0 CONSULTORIO
DO DR. CAS ANO VA.
RUA DAS CROES N. 28,
con(inua-se vender carteiras de homeopa-
lhia de 12 lubos grandes, medianos e peque-
os) de 21, de 36, de 48, de 60, de 96. de 120,
de 144. de 180 ale 380, por prcros razoivcis, MI
desde .59000 al 2009000.
Elementos de homeopalhia, 4 votl. 69OOO
Tinturas a escolher (entre 380 quali-
dades) rada vidro I9O1IO
Tubos avulsos a escolha a 500 c 300
COMPRAS.
Compra-se um par de mangas de vidro lisa, de
bom la man lm. em segunda mao : quem tiver aniuin-
cie para se procurar.
Vendem-se velas de carnauba pura
e de composicao, das melhores que ha no
mercado, por preco mais commodo do
queem outra qualquer parte : detrs da
matriz da Boa-Vista, casa n. 15, das G as
8 horas da manhaa, e das i as 8 da tarde.
Prccisa-se comprar paia o Rio de Janeiro urna
mucama de 10 a 14 anuos, de alguma casa de fami-
lia : quem quizer vender, dirija-se rua do Crespo
n. 9.
VENDAS.
mora
Manuel da Cunha Oliveira.
Precisase doiiin feilOrijue entendade plan-
tado de arvores de espnho e jardim : rrSem esliver
nestecaso apparec^a na roa do Brum n. 21 arma-
zcin.
TOAjLHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHOPURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a eadeia, vendem-se loalhas de panno de liuhn, lisas
c adamascadas para roslo, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro das loteras avisa, que
acham-se a' venda nos lugares do cosltt-
mr?, os bilhetes da lotera do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
piarada Independencia, lojasn. 4e 15 ;
rua do Queimado, loja 11. 39 ; Livra-
menlo," botica 11. 2-2; rua da Cadea do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta 11. V8 ; rua do Cabuga', botica do Sr.
Moreira e rua do Collegio n. 15.
Bilhetes inteiros......IO.sOOO
Meios........... .s-OOO
Na rua Bella 11.13, prccisa-se de urna escrava
que saiba cozinhar eeugommar, esohreludo que se-
ja fiel : he casa de duas pessoasde familia.
Desappareccu no dia 5 do corrente, do sitio da
Cruzde Almasdo collesio da Oinccicilo, um cscia-
vo, cabra, barba grande, idade 40 anuos, pouco mais
ou menos, coxo do p esquerdo. he oflicial de sapa-
leiro, e levou rhapo de massa hranco.
' Aluga-se una urajBe casa assohradada, sila na
estrada da Ponte de ehoa, a qual lem 3 salas, 9
(piarlos, cozinha fura, p;fsscio, copiar, eslriharia, m-
clieira, quarlo para escravos, cacimba, quintal mu-
rado com portan de ferro, e rom sabida para o rio :
quem a pretender, dirija-se :i rua da Aurora 11, 26,
primeiro andar.
SYSTEMA MEDICO
IIOLLOWAY.
PIULAS HOLLOttR
Esto inestiinavel especifico, composlo inteiraineu-
le de bervas medicinaes, nflo conten mercurio, uem
nuti a alguma substancia delecterea. Benigno mais
lema infancia, e compleico mais delicada, he
igualmente promplo e seguio para desarraigar o
mal na compleirjao mais robusta; he iuleiramenle
111 uncen le cu, suas opera cues c ell ellos; pois busca e
remove as .luencas de qualquer especie e grao, por
mais amigas e leuazes que sejam.
Enlre inilhares de pessoas curadas com esle reme-
dio, minias queja eslavam s portas da inorle, per-
severando em seu uso, conseguirn^ recobrar a sa-
de e lm e,i,, depois de haver leuUllo intilmente,
lodos os oulros remedio..
As mais afilelas au devem enlregar-se deses-
peradlo : fajam um competente eusaio dos eflicaze
etleilos desla assoiubrosa medicina, e prestes recu-
peraran o hendan da sade.
Nu se perca lempo em lomar esse nnedio para
qualquer das seguiuliis enfermidade:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
Ai ca- (mal d').
Asinina.
Clica.
Couvulses.
Debildade ou cileuua-
^ao.
Debildade ou falla de
loicas para qualquer
cousa.
Desiuteria.
Dor de garganta.
a de barriga.
u nos ruis.
Dureza no \entre.
Enfermidade no ligado.
venrea*.
Euxaqueca.
llervsipcla.
1 eli i es biliosas.
iiilcrmilteiites.
de loda es|>ecie.
Gola.
Ileinnri huidas. _
U>dropisia.
Ictericia.
Iudigesles.
llill.illlluaces.
Irregularidades da niens-
IruacSo.
I.ombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Uh9lrucrao de venlre.
Phlhisica ouconsumpcAo
pulmonar.
Belen^o d'ourina.
Rheumatismo.
Symplomas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vende-se urna casa na grande pnvuarao de
Pona de Pedras, com padaria, taberna e commodos
para familia ; a Iralar na rua cstrcia do Rosario n.
11, taberna de Manoel do Rogo Soares, aonde se es-
plicar as commodidades da dila caa e o preco.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-sc velas de cera de carnauba de compe-
silo. feilas 110 Aracxty, da melhor qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo preco que cm
oulra qualquer parte : na rua da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
[ HE MODA!
Alpacas jie sedas lisas, furta co-
res e dequadrnhos, proprias para
vestidos, vende-se pelo baiatissimo
preco de 500 rs. o covado: na rua
do Crespo p 16, esquina da rua das
Cruz.es.
FarinMQde mandioca.
Vende-se a bordo do patacho Flor da Verdade,
ltimamente chegado de Santa Calharina, e o qual
se ada fundeado defronte do caes do Hamos, supe-
rior farinha de mandioca e por barato preco ou na
rua do Trapiche 11. 6, segundo andar.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de tres portas na rua do L-
vramento n. 8> ao pe do armazem de
louca.
Vendem-se chitas escuras finas de cores fieas com
loque de mofo, moldado que seja desapparecer, a
160 rs. o covado, c estao-se acabando ; ricos cortes
de eassa de cores com qualro babados a 35200 e
35100 ; riscados francezes muilo largos a 240 rs. o
covado; corles de cambraia de seda com dous, Ires
e qualro babados bordados a seda a 108, HJ) e 129 ;
cassas de cores, gosto moderno, a 400. 480, 600 o
700 rs. a vara e outras muilas fazendas baratas.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre indubitavelmente no dia 20 de se-
tembro do corrente anno.
CaSSAS FRANCEZ AS A 180 BS. O COVADO.
Na loja de r.uimares Hcnriques, rua do Cres-
po n. 5, vendem-sc cassas franrezas do ultimo gos-
lo, pelo baralissimo prec,o de 180 rs. o covado.
Vende-se oni par de jarros grandes, um cau-
dieiro Trancez grande, urna rama de armaran j usa-
da, a pessoa que quizer dirija-se a rua do" Hospicio
casa 11. 36.
VENHAM VER E COMPRAR-
Barato sm, liado nao.
A 5900O rs., o corle!!!
Na rua do Queimado loja n. 17, ao p da bolica,
vendem-se corles de larlalana moderna com lislra
de seda para vestidos de senhora pelo diminuto pre-
co de 59OOO rs., cada um. Esta fazenda he muilo de-
licada, e vende-se por lito bsito prer,o por ser por
conla dos fabricantes em Pars.
NpVAORLEANS-
Baratosim, fiado nao.
Na rua do Queimado loja n. 17, vende-c alpa-
ca de seda furia cores lisa e de I i-Iras intitulada
Nova Orleanspelo barato preco de 500 rs., o cova-
do, Sendo esla fazenda muilo propria para vestidos
de senhora e meninos; gaze de laa e seda de cores
as mais delicadas,muilo|proprio para vestidos de se-
nhora e meninos a 500 rs. o covado.
Vende-se um bom escravo, mojo e sadio : na
Iravessa da Madre de Dos, armazem n. 21.
Vendem-sc esleirs de palhas nqvas a 11? o
ccnlo, chapeos de palha a 125 o ccnlo, cera am.lid-
ia 500a libra : na rua da Cruz do Berife, taberna,
de l.uiz Freir de Andrade 11. 31.
Vende-se um santuario ?in muilo bom estado,
e por preco commodo : no paleo do Carmo 11. 16.
Vendem-se saccas com superior fejo mulali-
nho, por preco commodo ; no armazem da escadi-
uli.i da alfandcga n. 7.
GAZE DE SEDA.
Na esquina da na do Crespo n. l,
cheijoii a esta loja, viudo de eiiconimenda
das mais acreditadas lubricas de Pars,
lindos e anda nao vistos cortes de gaze
de seda com um extraordinario numero
de covados, podendo-ce fazer o vestido
com toda a diinensao pie f&r necessaria ;
advcite-se as senhoras de bom gosto, que
o preco lie commodo cm attencao a fazen-
da pie he de exeellente pialidadc, c in-
teiramente de bom gusto.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na ruja de Apollo, armazn de Leal
Reis, contina a 1er superior potatia da
Russia e da America, por preco razoavel,
e cal de Lisboa da mais nova.
Vende-se um piano com pouco uso: na ruado
Vigario 11. 25. primeiro andar, se dir quem vende.
Farinha de mandioca.
Vende-se muito superior farinha le mandioca, em
sacras Brandes de alqueire bem medido : na Iraves-
sa da Madre de Dos 11. 3 e 5. ou na rua do Quei-
mado u. 9, loja de Antonio l.uiz de Oliveira Aze-
veuo.
Eilhetes
\Mcios
yu arlos
OHavos
Decimos
Vigsimos
Aos 10:0009000, 5:0009000
1:0009000.
Na rua da Cadea do Re
cife, loja de cambio do Vi-
eira 11. 24, vendem-se os
mui acreditados hilheles c
cautelas do cautelisla Salus-
liano de Aquino Ferreira.
Os bilhetes c cautelas 11A0
solli cm o descont de 8
do imposto geral nos tres
primeiros premios grandes
II5OOO 10:0005000
Veudem-seestaspUuiasuo estabelecimento geral
de Londres 244, Slrand, e na loja de lodos os
boticario*, droguistas e oulras pessoas encardadas
de sua venda em loda a America do Sul, Havana
Despalilla.
Vende-se asbocetinhasa 800 res. Cada urna del-
lasconlem una inslrucsao em porluguez para ex-
plicar o modo de se usar deslas pilula ..
O deposito geral heem casado Sr. Snnm, phar-
maceulico, a rua da Cruz n. 22, em Pernamiico
v ende-se 1 oitante, 1 mappa e 2 taboas nuti-
cas, sendo urna por Calle! e outra por Vorie, tudo
em bom uso : quem pretender aonuncie.
Farinha de mandioca.
Vende-se em saccas grandes e por bara-
to preco: no armazem de Machado & Pi-
nhero, na rua do Amorim n. 54.
Sedas.
Conlinua-se a vender sedas lisas furia-cores, de
goslo o mais delicado que lem vindo a esta praca
pelo baralissimn preso de I5280 rs. o covado : na
rua do Queimado, loja do sobrado amarello n. 29, de
Jos Moreira Lopes.
Bom e barato
Vendem-se corles de chita de barra, deftores fijas
a I96OO cada corle ; na rua do Queimado, loja do
sobrado amarello n. 29. Na mesma loja de encun-
Ira iyn completo sorlimenlo de fazendas de todas as
qualidades, e por presos que agradaro aos compra-
dores. 1
Na rua da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
segunles viudos, os mais superiores que lem viudo a
este mercado.
Porto,
lliieelia-,
\ercz cor de ouroM .
Dito escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e a vista da
qualidade por preso muilo cm conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemerfle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W."
Ilowinann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as cjuaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-sc ou sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e Hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acba-<,a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Cola da Baha, de qualidade esco-
Ihida, e por preco commodo: a tratar na
rita do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes i Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vend>-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar. .
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16..segundo andar.
Vende-se urna balanza romana com todos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem 0.4.
Attenraa.
Vende-se a taberna sila no Paleo do Terra n. 2,
com poucus fundos, 011 mesmo s a armario: a Ir-
lar na rua Direila n. 76.
59500 5:0005000
25800 2:5009000 '
1)500 1:2509000
19300 1:0009000
9700 5009000
Cortes de chita.
Novo sorlimenlo de corles de chita larga, cores fi-
jas, c padrocs claros e escuras a 29000 rada um ; na
loja de 4 portas, na rua do Queimado 11. 10.
FAZENDA DA MODA.
Alpacas de seda de quadros c lisa, furia-cores, fa-
zenda para vestidos, do melhor gosto que tem vindo
a esla praca, por precos que muilo ho de agradar aos
compradores; dilo-se amostras para verem em qual-
quer parle : na loja do sobrado amarello, nos qualro
canlos da rua do Queimado 11. 29, da Jos Moreira
Lopes.
Vende-se superior e nova farinha de mandioca,
chegada rcceiitemenlc de S. Malheus : a bordo do
paladn Amisadc Constante, e hiale Ampliitrile, ou
na rua da Cruz 11. 3", cscriplorio de Amorim Ir-
maos.
Vendetn-se ricos pianos com cjcellenles vo-
zes e por precus commodos: em casa de J.C. Kahe,
rua do Trapiche 11. 5.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Saino luz o novo Mczde Mara, adoptado pelos
reverendsimos padres capucbinlios de IS. S. da Pc-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceirito, e da noticia hislorica da mc-
d.ilha milagrosa, cdeN. S. do Bom Consclho : ven-
de-se nicamente na livraria 11. 6 c 8 da praca da
independencia, a I5OOO.
Deposito de vinho de cbam- $
(fft pagne Chateau-Ay, primeira pa- f
& lidade, de propriedade do condi (A
V de Mateuil, rua da Cruz do Re- *
- cife n. 20: este finito, o melhor -
& de toda a champagne vende- I?
( se a o.sOOO rs. cada caixa, ada- A
se nicamente cm casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As Giixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcul e os rtulos
das garrafas sao azues.
e
Vende-a* 00 aluga-M Otilio qoe foi do falle-
cido Pila,em Barnameirlm ; quem o pretender, en-
lenda-se com Antonio Augotlo da Fonseca.
- Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pesde coquiros, com boa casa
de vvenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56.
Na rua da Cadeia do R:cife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de sabonetr, Ue .
te inglezes, da mellmr qualidade c fabricado*
Londres, por preco commodo.
CASEMIRAS BARATAS.
Conlinna-se a vender corles de calja de casemira
de cores, havendo sorlimenlo par escolher, e pelo
ha ralo preco de 45800 o corte ; na loJ*aflfe* portas,
na rua do Queimado n. 10, de M. J. Lem.
Vende-se um tanque de madeira grande, pro-
prio para deposito de mel, porque foi feito para este
fim, cesl armado para o comprador ver o tamanho
e a seguranza com que foi feito ; para ver, no Coe-
lhns da parte das Cinco Ponas, na cata que tem um
moinho de vento em cima do lelhado, e para nego-
cio, na rua da Senzala Velha n. 110.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muito sa e gorda, vinda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 49000 ra.
a arroba em paroles de 4 arrobas : no armazem da
porla larga ao p do arco da Conceicio, defroole da
escadinha.
Ai que h-io.
Vende-se superiores cobertores de pele, de di-
versas core, grandes a 19200 rs., ditos brancas a
19200 rs., dilos com pelo a imilajao dos da papa a
19400 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
Vende-se um moleque de 6 a7 annoa,mallo es-
perlo e sadio ; tambem te troca por. urna escrava de
meia idade, de aliancavel conducta, e que taiba fa-
zer o sen i interno e CJlerno de urna casa de fa-
milia : na rua Nova n. 26, primeira andar.
Vende-se urna grammatica franceza de Bur-
gain ainda nova ; em Olinda, fabrica de chantos,
na ladeira do Var.ulouru 11. 38.
Na rua do Vig ario n. 19 primeira andar, la
venda a superior flanella para forro de sellint che-
gada recentemenle da America.
Potassa. ^
No anligo deposilo da rua da Cadeia Velha.es-
criptorio 11. 12, \ende-se muilo superior potassa da
Kus-u, americana 1: do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he pan fechar conla*.
BRIKS DE CORES.
Bnm trancado com auadros de cor a 600 e 700/*.
a vara, fuslao liranco flcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pera*
cassa de quadros. proprias para babados a 23000,4
ga amarilla trancada a 320o covado : na loja da
do Crespo n. 6.
SSSF.
Aclia-se a venda not armazens de Deane Youl
Companhia, a verdadeira farinha de SSSF rtmii
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de si
de muilo bom goslo a 48000 cada uro, ditos de casia ^
chita ,1,25000, ditos dechila franceza larga a 38000,
lencos de seda de 3 ponas a 640, ditos de cambraii
com bico a 280 cada um : na rua do Crespo, 1
"6* 'y ^
Toalhas e guardanapos de panno de linb
Vendem-se loalhas de panoo de lioho adaroatca-
das para roslo a IO5OOO a duzia, ditas litas a MJ0O
a duzia, guardanapos adamascados a 39600 a duzia :
na roa do Crespo n. 6. ,
LINHA DE CARRITEL DB 200 JARD
Vendem-se em casa de Fox Brolhern, roa yda Ca-
deia do Recife n. 62, rarnteisda mais superi
que tem vindo a este mercado, cid
jardas. '
Cassas rancezas a 32 Na rua do Crespo, loja da esquina qa vira
Cadeia, vendem-sc cassas rrancaWr de- muito
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boanbalidadt
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Co4f>anha, rua do Trapiche Novo n. 16,
segando andar.
Vende-se um ejrellenle carrinho da 4 roda*,
mui hem construido.eem bam estado ; est expot
na rua do Aragao, rasa do Sr. Netme n. 6, onde po-
dem os pretendentes eamina-lo, c tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz do
Recife n. 27.,ermazem.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recita no armazem n. 62. i
Antonio francisco Martins, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presimlos para fiambre, ul
tunamente checados na barca ingleza, Valpa-
raso.
Moinhos de vento
"om bomliasde repuio para regar horlas e baixa,
decapim, na fundicao de D. W. Bow'man : na roa
d Brum. ns. 6. 8 e 10.
--J>M'eto JChr st5o. /f^
Sabio a Uz a"2. edicilo do livrinhvderwroinade
Devoto Chrisiao.raais correcto e acrescenladb: vencie-
se nicamente na livraria n.' 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo ErV
de bom goslo : vendem-se na rua do CrespojB
esquina que volta para a cadeia.
MUITA ATTENCAO".
Vende-se corles de cassa com barra muito bonito*
por 25j00 rs., dilos de cambraia brancos e de ca-
res com babados, dos mais modernos a 45200 rs., di-
tos de cambraia de seda, corles'de seda escoeeza de
bom goslo checados ltimamente, cassas de cores
modernas a 500 rs. a vara, chilas fijas a 180 a 200
rs. o covado, cortes de rlleles de futlSo alfllOOis-,
casemira Je algodao a 320 rs. o covado, brisa de al-
god.lo de cores proprio para palitos a 250 rs. o co-"^
vado, cortes de casemira'de lindos padres a 59060
rs., chapeos pretos francezes a 65000 rs., ditos da
sol de seda de cores a 69200 is. chales de algodao
de cores a 800 rs., e nutras mais fazendas por proco
muilo commodo : na loja de Leopoldo da Silva Quei-
roz, roa do Queimado n. 22.
Vemle-sa urna oplima escrava, crioula, com
algumas habilidades ; o motivo por que se veode se
dir ao comprador : na rua da Roda, sobrado n. 17.
Vende-se urna muala com 20 annos de idade :
na rua da Cloria n. 6. _
Vende-se um casal de eserai
guras ; na praca? da Boa-Vista 3
ma casa aluga-se ou arrenda-se utri
do, para qualquer estabelecimento, e
modo.
1
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho. os
seus bons efeitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&
AOS SENHORES DE EM'.ENIIO.
l'.olierlures escuras muilo grandes e encorpado-,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de lila, a I30O : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vendem-se relogios deooroe prata, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Bejioiito da fabrica de Todo ot Santo, na Babia.
Vende-se,em casa deN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabric?,
muilo proprioparasaccosdeassucar e roupa de es-
cravos, por prec.0 commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deMarseilleem caias de 3 a 6 duzias, linhas
em novcllos ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ato de milao suri ido. ferro inglez.
Vendem-se 3 molecotes de bonitas figuras: na
rua Direila n. 3.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
SCJam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na rua do l.ivramcnlo n. 3G, loja de cera, se
dini qoem vende 1 par de brincos de diamantes, 3
ditos de ouro contrastado, 1 annel com brilhanles,
3 dilos rom diamantes, 1 alfinelc de peilo de senho-
ra, 1 salva de piala contraslada, 1 palileirn dito, 1
bandeja praleiada, 12 cadeiras, 2 dilas de bracos, 1
sof, 1 mesa redonda. 2 bancas, tudo de Jacaranda,
t cama franceza de amarello com lodosos perlences.
1 comino la de mogno rom gaveloes, 1 guarda-louca
de huiro, 6 livros em hranco paulados, ludo limito
baralo. por sen dono se retirar para forado imperio.
Na iua do AragAo n. 0. vende-se urna bonita
escrava, sadia c com algum* habilidades ; o moti-
vo da vendase (lira ao comprador.
CAPACHOS E FRANJAS.
Vendem-se os melhores capachos que lem vindo
a rslc merrado ; na rua da Cadeia do Recife n. 45,
esquina da Madre de Dos, loja de miudezas, aonde
laniheni ha bom sorlimenlo das melhores franjas de
hella, para rorlinado.
Vende-se una porcao de travos, madeira* de
qualidade : quem pretender, dirija-se a rua Direila
n. 2.
Vendem-se ninas cortinas novas para cadeiri-
ulia, bordadas e forradas de selim bnnro ; quem as
pretender, dirija-se i rta do Crespo n. 21.
ESCRAVOS FUG
Desapparccen no dia 8 de setembro o escravo,
criuulo, de nome Antonio, que cosluma trocar o no-
me para Pedro Jos ('.crino, e inlilular-i I < forc
he muilo ladino, foi escravo de Antonio' tos
Sant'Aona, morador no engenho Caite, cal
Sanio Anlito, e diz ser nascido no serUtafl
estalura e corpo regular, cabellos prelo, a
dos, cor um pouco fula, ollios ccuros, najl
e grossn, beicos grossos, o semlant tSH
chado, bem barbado, porm nrsla occasiM
ella rapada, com lodos os deules na freale
camisa de madapoltlo, calca e jaquela hrai
peo de palha com aba pequea e umajfl
pa pequea ; he de suppor que mude 4
sa-sc porlanto as autoridades policiaes e |
liculares, o apprehendam e Iragam nest
Recife, na rua larga do Rosario n. 24, q
compensar muilo licm o seu Irahilao.
Desappareccu no dia 18 do^H
JoSo, de na^Ao Congo, ou Gui^ama, repres
nos, eslatnra ordinaria, reforjado do Corpa, rosto
cheio, com falta de um denle de cima, he calafate e
prrleuceaocas.il do fallecido Nnrberlo Joaquim Josd
(iuedes. Pede-se as autoridades policiaes capilaes
de campo a sua captura, e mandado entregar a viuva
D. Anua Joaquina de Jess Queiroz tiuedes, na roa
do Appolo n. 2, que serao recompensados: cate prelo
esla matriculado na capitana do porto.
1009OXI de gralifiraco.
A quem apresenlar o moleque Alfonso, de narao
Cimundongo, idade 20 e lanos annos, bastante sec-
co do corpo, feices niiudas. altura regular, com
duas mareas de feridas no meio das cosa; desap-
pareccu de casa em 17 do corrente agosto, pela* 7
huras da larde, e como 11A0 te\e motivos para fugir,
e leve sempre boa conduela, suppoe-se que fossa lor-
iado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
godao grosso e chapeo de palha com fila preta larga:
quemo Iromer rua de Apollo n. 4 A, recebera a
sralilicaro cima.
Ainda conliaua eslar fgido o prelo que, em^U
de selembro prximo pnssado, foi do Monleiro a um
mandado no engenho Verlenle. arorrrpSnhando urnas
vaccasde mando do Sr. Jos llerMrrliiio Pereira de
llrilo, que o alucn para o mesmo fim; o escravo lie
de nome Manoel, crioulo, haijo, gretto e meio cor-
runda, com a barrica grande, lem umsional grande
de ferida na perna direita. cor preta, nadegas em-
pinadas para fura, pouca barba, tem o tereeiro dedo
da man direila encolhido, e falta-Irte o quarlo: le-
vou veslide calca azul de zuarle, camisa de alKodao
lizo americano, porm levou oulras muras mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, e nsa
sem pro de corrcia na cinta : quem o pecar lev e-o na
rua do Vicario n. 27 a seu senhor Ruinan Antonio
da Silva Alcntara, 011 no largo do Peloorinhoarma-
zem de assucar 11. e 7 de Ruinan e\ C, que ser re-
compensado.
Dcsappireceu no dia I. de agosto o prelo Rav-
mundo, crioulo, com 2. annos de idade, pouco ma'is
ou menos, nalural do Ico, conhecido all por Ray-
mundo do Piula, muilo convivcnle, locador deftau-
lim, cantador, quebrado de urna verilha. barba ser-
rada, heicus grossos, estatura regular, diz saber 1er
c esrrever, tem sido encontrado por vejes por delraz
da rua do Caldeireiio, jumamente com urna preta
sua concubina, que lem o appcllido de Mana cinco
reis ; porlaiito roca-se as autoridades policiaes, ca-
pilAcs de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
prehendam e levem rua Direila 11. 76, que serio
generosamente gratificados.

/
'

PERN. : TYP. DE M.
F. DE FARIA. 1854.
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...
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-
miitii Ano


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