Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01365


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Full Text
f"


*


"
ANIO XXX. Ii 212.
Por 3 meze adiantados 4,000.
Por 3 meze vencidos 4,500.
SABBADO 16 DE SETEMBRO DE 1854.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
.w

* *

i


1
I

.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENOARREGADOS DA M IIS< ItU'i: \o .
Ilo'ife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; lbhia, o Sr. F.
Duprad: Macei, o Sr. .loaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiha, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
ty, o Sr. AnloniodeLeraosBraga;C)ar,oSr. Vic-
toriano AuguMo Borges'; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 1/4 a 27 1/2 d. por 19
v Paris, 365 rs.por 1 f.
. Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 do premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de letlras a 6 e 8 0/0.
METAES.
299000
Moedas re 6*400 velhas. . 169000
de 65*400 novas. . 16JO0O
de 4000...... 9000
Piala.Patacoes brasileiros..... 940
Pesos columnarios..... 190
1860
\
:
PAUTE 0FF1CIAL.
GOVERNO Sil PROVINCIA.
Expedanla do da II.
PortaraO presidente Ja provincia, conformn-
dole tora a proposta do coronel commandante-do
1. batalhio da guarda nacional do servico da reser-
va do municipio do Recife. do ."> iln cnrrenle, sobre
a qoal informou o respectivo enmmandante superior
em ofllcio de 9 desle mez, resol ve, de conformidade
cora o disposto no art i> da lei o. (02 de 19 de
setembro de I8S0. nomear para os podos de offidaes
du referido balalhao abaixo declarados, os cdadara
seguales:
filado motor.
Tcncnle qiirlel-atslreManuel Martins Fiusa.
CirurgiMDr. Jmo Pedro Maduro da Foncaca.
Alfeiei secretarios-Francisco Canuto da Boaviagera
Dito porta-bandeiraJuvvncio Augusto de Alliayde.
t." companhia.
CapitaoJoo Ignacio do Reg Medeiros.
TeneuteJoao Mara de Albuquefquc e Otiveiru.
AltereManoel Gomes Ferreira 'da Cuaba.
DitoBelarmino dos San os Bolean.
2." companhia.
CapilaoAntonio Gomes lavaros.
TenlePedro Aleandiino Rodrigues Lins.
AlferesJoao Joaquim de Kiguciredo.
DitoCatulino Goncalves I.ossa.
3* campanilla.
Cap.,1oManoel Antonio la Silva Antunes.
Tenente Francisco Alevandriiro de VasconcelUs
Callaba.
AlferesCaotanoCarvalho Raposo.
Dito-Jos Francisco dos Santos Miranda.
4.a companhia.
CapilloAngelo Henriques da Silva.
TtenteIgnacio Jos Piolo.
AlteresTlmmaz de AquinoGirvalho.
DitoJos Jacinlbo da Silva.
5." companhia.
, C.apiSoJos Narciso Camello.
TenenteJoaquim Jorge Altere*Joto de Castro de Oliveira Guimaraes.
DitoManoel Jos de Oliveira.
6." companhia.
CapilloJos Joaquim Pereira de Oliveira.
TenenteMaooel Antonio de Jess Jnior.
AlferesRodrigo Jacome Muniz Pereira.
DitoJoao de Sania Rosa Muniz.
Coromunicou-se ao supiadito commandante supe-
pervr.
14
Offtcio Ao coronel rommandante das arma,
trausioiltmdo copia do aviso do minislerio da guer-
ra, de 22 de agosto ultimo, do qual consta que se
concodura biva do servico ao soldado do balalhao
do deposito da corte. Jos Antonio ds Castro, que
se acha addido ao 10 de infantera.
Dilo Ao mesmo, dizendo que. visto nao lia-
ver inconveniente em sera>n,reccbidos na fortaleza
de lUroaracii os presos, qu'i por infrarees tto regu-
lamento de 19 de maio de 1816, forem para all en-
viados pelos capatazes datjuelle lugar e de oulros
circuinvizinlins. expeta S. S. nesle sentido as con-
venieniesordens au commandante da supradila for-
taleza, recoinmendando a este que nao conserve
presos laes infractores por mais de oilo das. Com-
muiiicon-te ao capitap dolarlo desla cidade.
Dito Ao in para mandar fornecjfflBjBmimanilanle superior da
guarda nacional lUBunicipio de Goianna, oslivros
mencionados nojHido que remelle. Intcirou-sc
ao referido commandante i-aperior.
Dita Ao meimo, dec arando bnver o promo-
tor publico desto termo, ba-harel Antrnio l.niz Ca-
vatearHf de'AHmcfaViqilxL,t*'1Wtpdo _quo -rffcts.-r.,
o e\eiciciojs-^ou-caTff). por ler deTmar assento
na assembffa legislativa provincial.Igual coromu-
nicaoo se fez a aajBselhci u presidente da reanlo.
Dito Ao com Bante do corpo de polica,
inleirando-o de havCaTlransmitudo a thesouraria
PARTIDA DOS CORRJEIOS.
Olinda, .todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 o 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Vietoria e Natal, as quintas-Miras.
PREAMAR DE 1KWE.
Primeira as 11 horas c 42 minutos da manhaa.
Segunda s 12 horase 6 minutos da larde.
provincial, para
gaes, a conta que 1
no miiz de agosto I
las
1!
liga, estando nos termos le-
Hetleu das despezas lelas
o, com o sustento dos calce-
ro de limpeza e asseo do
las loierias, remetiendo
rorou para a extraerlo da
Hantadida a favor das obras
He S. Jos.Igual copia foi
la provincial.
co do Reg e Albuqnerque,
* de Pao d'Allio. Em res-
H Vmc. me dirigi em 10 do cor-
Ntlioiierar,1o do cargo de delega Bler prestado juramento c lomado
copa)
1 parte
da milrhV^H
remellid?
Orlo A1
poste
dease
laria i
-" Ib^H
servir* ajae
de ciBj
no superior da guarda nacional
. tenlio a dizer-llie q je, por por-
l deshonorado de semelhante car-
as i.lo para louvar-lbe os bous
atado durante o leu po que leve
|ro de seo recoidiecido patriolis-
r.i a prestar naquelle poste,
nunicipal do Recite, devolvendo
Bulo da irmand.ide do Divino Espirito
Mi no convento ds S. Antonio do Recite, i
lim da (ue conceda a referida iruuudad: para a fc-
il suas catacumbas, o terreno que M n princi-
pio destinado pera a irmandade de San-Pedro, visto
nao tei ella lomado cont do mesmo terreno.
PortaraDeslionerando d,o cargo de delegado do
termo Je Pao d'Allio ao cicladao Francisco do llego
e Albuquerquc, por assim o haver pedido, e nome-
andopira O referido cargo, de conformidade com a
chete de polica, ao cidad.lo I.ourenro
le Albuqnerque. Communicou-se ao
efe.
oiitc da companhia das barcas de va-
andar dar passagem para o Para no va-
i espera do sul. aos soUladosdn lialalh.lo 11
de infanlria Joo Manoel do Carino, Mauoel do
Carrito e Manoel Cosme do a-rimen,o. que se
apmprehandidos na relacSo a qun se refere a
(j'dc i> do correte, licando esta sem elleilo
ItMiva a semclhanlcs praras.Communi-
coo-se 10 commandante das armas."
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaanal O cosarnaado das armas de Ptrum
baa* aa eldada de Rec.fn.em 16 de setembro
da 1854.
ORDEM DO DA N. 1*4.
Aebando-se estabelecido pelo aviso do minislerio
dos negocios da guerra de 10 de agosto do annopas

DOUS CASAME\TOS INFELIZES. *
POR XATHAMEL.

IV
Ubi bello cMamcnto.
(Conlinaarflo.)
.Inna Mobray a Mua de Olandecez.
a l.niidrcs. maio de 1820.
, a Dapois de ter lido essa carta fatal fiz signa! a
sir Edgard para que me deixassc sosuba; pnis nao
poda mais, eslava marta.
Depois que elle sabio, a imaginarn r>slituio-me
as forjAS. e corr ao qtiartn de Mr. 'Mobray. Elle
adiffffbu-se ao meu encontr quando vio-inc'eiitrar *
pornr apenas IIljuIou o olbos para mim recuou
de admiraran. Nie*dei-lhe o lempo de fallar, c
mostrante-Ule a prova de sua Iraicao, pedi-lhe cun-
ta de sai indigna conduela. Elle licou pallido e mu-
do, sem ousar crguer a fronte diante uaquella a
quem ultrajara, ten lo os labios trmulos e os oiiios
bailo*.
B E en dizia-llie : a Falle, senlinr, juslifique-se !
Provc qne nao Iludi minba confianza, que nao
trado a esperanza que cu linlia posto em Vine. Oh !
isso nao lie possivcl, n.io he assim '.' Quando o se-
lihor chorava a meus ps, nao cborava a riqueza de
seu pai ? Suas "lacrimas corriam por mm, e nao
por urnajiorcao dcouro? Minia, se be preciso, o
inlio para perder-me, minia para nao mor-
;onba. n
elle quiz balbuciar algumas palavras de
_ i, c eieio que fallon-mc de scu amor. Suas
irritavam-me anda mais do que o seu si-
senhor.
rer de *
Eot
juslili
palavr.
leucio/ Parecia-me impossivel que liresse jamis
amado esse liumem. Eu fazia mais do que odia-lo,
Mara, dr-sprezava-n, e continuei mais framente :
Ei-a, senhor. rallemos sem colera. Vi-liqucmi-
nlia vida esta ligada sua, Vmc. deve aier mnln
educaro, a qual, segundo vejo, esl muilo (traza-
da. 0 senhor he o que secoslama chamar um ho-
incm de hem, julgaria perder a reptilaro se fallas-
te palavra dada a um amigo, a um edranho, lem
multa honra para dormir sobre mu divida de jogo !
l-'.vplique-ni-', pots, como leve para ramiavj a enn-
ducla que nao teria lido para rom um etranho?
Vide Diario n. 210.
lo, em que circumslancias e porque modo, se dc-
vem dar em consumo os artigos a cargo dos corpas
do exercilo, c existentes as forlificaeaes, o coronel
commandante das armas interino julgou conveni-
ente dar puhlicidade ao citado aviso expedido ao
quarlcl general da corte, para que nos casos all fi-
gurados, deaccordose proceda nesla guarnirn.
Ilin de Janeiro. Ministerio dos negocios da guerra
em 10 de agosto de 1853.Illm. e Exm. Sr___Em
solueao ao seu ofllcio n. 388, de 14de jolln lindo,
pediudo se cstabelecesse um melhodo para servir de
regra quando se bouver de dar consumo a quaesquer
arlgos, pertenecutes aos corpos, fortalezas, bateras,
e forlicdcftc, que forem julgadosinlciramente imi-
tis para o lim a que se de-tinarain ; manda S. M.
o Imperador declarar V. Evc. que taes artigoss
poderao ser dados em consumo nos seguintes ca-
sos f
1." Quando lenhain acabado o seu lempo de ven-
V;mento, e nao possam mais continuar a servir por se
acharem em mao estado.
2. Quando se tenham arruinado ou extraviado no
servico antes mesmo da poca do seu vencimento,
provando-se porm tc-lo sido por alguma causa im-
prevista ou inevilavel.
3." Finalmente, quando Icnham sido estragados,
extraviados, ou desviados por negligencia, relaxarlo,
ou malicia daquellcs a quem houverem sido confia-
dos, ficando esles nesses casos responsaveis pela sua
importancia.
Verificada que seja alguma das hypolheses cima
declaradas, se proceder ao acto de consumo por
commissao de ofliciaes eslranhos aos corpos, fortale-
zas ele, a que ncrlencerem csses artigos ; e assim
V. Exc. o ficar eulendendo, e far cterular.
Dos guarde a V. Exc, Manoel Fel{sardo de
Souza e Mello.Sr. Antero Jos Ferreira de
Brito.
Assignado.Manoel Muniz Tavare*.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens, encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
A sessau das cmaras piemonlezas foi prorogada
por om decreto real de 16 de julho ; o re Vctor
Emanuel abrio-a a 16 de dozemhro, durou por con-
seguinlc sele mezes. Ha de ser aberta oulra vez
a 27 de novembro de 185.
A (cssilo, que acaba de ser encerrada, foi abcrla
no mcio das mais graves circumslancias. A cmara
dos depnlados era nova ; a que a linha precedido,
foi dissolvida em consequencia de urna sciso entre
ella eo -ruado,e ninguem sabase a harmona seres-
tebelrceria entre osdous poderes legislativos,ou se se
deveria recorrer a um desses recursos extremos, que
I conslituieao reserva para os casos raros, em que os
meios de concillaran sao inefficazes.
A si's>au de 1853 linha deixado a de 1854urna Ion"
ga 'serie de projeelos de lei, os qaaes suscitaran)
questcs diili-eis e importantes, mal discutidas, e.
que todava linha excitado ja s paixOcs as mais ar-
dcnles. Tinba-se fallado em ludo, o quasi nada se
havia resolvi'lo. Dcva-sa restabelecer sobre funda-
mentos solidos um boa systema de finanras ; deter-
minar diffinilivamcnle os impostes ja creados: crear
outros iiovos, cujo producto era reconhecido inds-
pensavel ; a-segurar por conscguinle as rewlas re-
clamadas pelas necessidades publicas ; finalmente
regular as despezas em urna justa medida, afim de
resotxer odiincl pnrbreiiindo equlliofl' nti liuget
do estado.
Deva-sc continuar ao mesmo lempo a execiicao
de um plano geral de reformas econmicas, cami-
nhaudo-sc com um passo firme e seguro no cami-
nho recommendado pela experiencia dos ltimos
annos e applicando-se aos productos nacionaes os
principios fecundos do commercio livre.
Nao foi esla a tarefa mais Irabalhosa, que foi im-
poste s cmaras, porque ellas devianv. fazer outraa
reformas, destinadas a fortificar e augmentar a aQei-
So c o respeito do povo pela religiao de seus pas
e tornar mais eflicaz sua influencia salutar; dar a ad-
miiiislrarao dos municipios e das provincias Orna
organisarao mais couforme com o espirito das no-
vas instituices ; admillir importantes modilicacoes
na legi-Iacao criminal, na orgausafo da magislra-
lora e no icgmen da inslrucedo publica.
Tal era o programma annunciado no discurso do
Ihrono ; mas em qne momento I quando a poltica
geral da Europa era incerla, quando a guerra esla-
va prestes a romper, e quando o gabiuete de Turm
linha que deffender sua independencia e sua digni-
dade conlra prelencOes mais de urna vez repellidas,
c qua nao deiiavam de appareccr.
A sessilo Iralou de ludo, pelo menos tralou quau-
tose podia esperar. O governo e as cmaras obra-
ran! com urna sabedoria e urna prudencia nota veis,
e esla nova prova da conslituieao monarchica e li-
beral do Piemonte leve pleno successo. Felicitamos
por islo aquello paiz ; fazcmo-lo sinceramente nao
s a elle, sen lo a nos lambem. O exemplo veio em
lempo para fortificar a f vacilante daquclles
que eslivessem dispostos a duvidar do poder e da
eflicaca dos governos conslilucionaes.
Temos vista o extrato das propostas do governo,
as quaes foram convertidas em leis, e seno tvesse-
mos reconhecido a exactidao dellas, apenas accredi-
lariam que negocios lo nuir.cro-os.tao diversos e 15o
consideraveis livessem sido discutidos e quasi lodos
felizmente concluidos em lao pouco lempo as as-
semblas deliberanlcs,animadas dessa vida real, que
crea o choque das opnioes contrarias, e que agita a
lula muitas vezes apaxonada dos partidos.
As cmaras piemonlezas disculiram e volaram
mais de sessenla projeelos de lei de i n ter esse geral: leis
de finanras.dc.imposlos, de alfandeaas.de caminhode
Por ventura as promessas, que me fez perante Dos,
sao menos respeilosas do que as que o senhor faz so-
bre urna aarta ? Ou os Jiomens que acham quando
prcciaam urna espada para vingarem shas injurias,
podem impunemente menlir a urna mulher, como o
senhor mentio-me ; trahi-la como o senhor (rabi-
me; ultraja-la como o senhor ullrajou-me?
Mr. Mobray enmeeava a tremer do colera, cu
achava nao sei que prazer amargo em prolongar es-
sa scena, feria com palavras agudas : nao sei pegar
em urna espada !
n Emfim blondo violencia a si mesmo quiz lo-
mar-me a nao, e pedio-me que Ihe perdoasse o pas-
sado, e que s pensasse uo futuro.
Rilirci framente a mao, e disse-lhe recnandn :
Ilccscusado esse esforro, senhor, nao estou
de humor para acrescenlar um novo aclo come-
dia que me tein feilo representar.
a A seiihora esquece-so de quem sou! tornou
elle com violencia.
Nao, lembro-me de que o senhor he um in-
fame.
< O semblante cnnlrahio-se-lhe horrivelmente, os
denles rangeram-lbe de colera, c elle lan;ou-se pa-
ra mim, rrein que com a mao levantada. De um
salto liquei sobre a Yaranda, e grilei-lhe :
ii Se der mais um passo, despedarnrci a cabe-
ra sobre l calcada sua viste !
Elle pane, e cu, esgotada por essa tenga scena,
cdi como mora.
. Nao sei o que aronlcceu depois. Disseram-me
<|iie Iransportaram-me para a rama sujeila a um
horrixrel delirio. Muilas vezes desesperaram do mi-
nba vida ; mas no mcio de meus soffrimentos, c nos
transportes da fehre que me abrazava live sempre
urna idea, uma vonlada presente, de conservar
a carta fatal, a qual aperlava ao peilo com tal forca
que foi impowiveJ anancarem-m'a.
c Apenas .Mr. Mobraj apparecia. mert delirio tor-
nava-e mais espantoso, c s conseguiam applacar-
me pondo sobro a cama minha querida filhinha, cu-
ja doce voz adormecia-mc um pouco as torturas do
coraeao, assim como a m adormecia-lhc pouco an-
tes os sollriinenlos. E entretanto, apenas ousn di-
/.< -lo, reeeio amar menos essa menina. Todos os
dias repilo a mim mesma que ella he innocente dos
mals que soffro ; mas quando eu linha illosftes, ella
Irazia-me memoria as horas mais doces de minha
vida, ea amarra-a por si mesma, c amava lamhcm
BeHa aquello que jnlgava digno de toda a minba
ternura. K agora!
i Quero afugeular estas ideas, minha filha, ,|,,,._
ro ser juste para coinligo, quer.o ser miii. S leuho
a Ii no mundo.
ferro.leis orgnicas, administrativas, judiciarias.poli-
ticas ; leis sobre tratados e convenees diplomticas,
nada falla nesla tenga nomcuclalura, que prova pre-
videncia, actividade, tecundidade da administrarlo
e ao o mesmo lempo boa e cordeal intellgencia que,
durante lodo o curso da sessSo, nao deisou d rei-
nar entre o governo e as cmaras. Muitas destas
leis linhatn uma importancia de primeira ordem.
Desde o esta lielcr i ment do governo parlamentar
no Piemonte, nao se tnha conseguido volar a lei do
orcamenlo anteado lim do anuo, para o qual era
destinado; assim o orcamenlo de 1850 era votado em
1851 ; o de 1831 em 1852 e promoviam-se os srva-
los em execuso por meio de leis provisorias, que
autori-avan a runtinuacao do recebimcnlo dos im-
postse d" pagamente das despezas conforme com
o que se linha regulado precedentemente. Desle
modo estando a'volacao empenhada de ante mao, a
inlervencao das cmaras era Ilusoria. Este anno
fez-se um progresso ; o orcamenlo de 1854 foi vota-
do, e ja se comecou na cmara dos depulados o exa-
me do orcamenlo do anno de 1855 ; a commissao
norfieou seu relator e o relatorio teria sido apresen-
lado, se a sessao livesse durado mais alguns dias. Re-
solvcu-se que esse relatorio fosse impresso e distri-
buido durante a separarlo das cmaras, e que se
tratara dclle logo que as cmaras fossem abertas,
deste modo se conseguir abrir regularmente o no-
vo anno.
He muito para desejar que as cousas se passem
assim, porque s ha realmente governo representa-
tivo no paiz, onde as cmaras eicrccm sobre as des-
pezas publicas uma fiscalisac.ao independenle e es-
clarecida. Semelhante fiscalisaco nunca foi exer-
cida na Hespanha, e pode-se mu razoavclmenle
altribuir em gratule parte a essa desordem, o que
acaba de ter lugar naquelle paiz. A cooservacao
da monarchia constitucional da rainh Isabel nao
foi posla em duvida um s instante ; o que se pedia,
era a execucao sincera da constituido, porque oella
se va uma garanta da moralidade do governo ; por
que be desla moralidade que jusla ou injustamente,
se tem duvidado ua Hespanha. Ora.scmelhaule du-
vida be uma grande infelicidade, porque ao mesmo
lempo que deslre a confiauca publica, humilba
aquelles, que a formaram, e infama aquelles que
della sao objeclo. A moralidade privada nao he
uma \ rinde em um homem de governo, mas he nm
de seus deveres mais vulgares e mais imperiosos. A
inspeccao publica e independenle das cmaras he o
remedio para lao grande mal; elle o cura, senao
o previne, c applaudiremos de todo o corceo os es-
forcos que se fizerem em Turim, logo depois de
abertura da sessio para que as cmaras enlrem in-
leiramente no caminho regular das discusses, a
das votaecs do orcamenlo.
J fallamos das proposlas do governo, que linham
por objeclo um projecto de lei orgnica sobre o re-
crulamento do exordio ; outro sobre o commercio
de coreaos; outro auloris.ui lo o ministerio da fa-
zenda a negociar ama somnia tle rendas de dous mi-
Ihoesn duzenlos mil francos, .para raaJi&ar um em-
preslimo, de quo o thesouro linha urgente necessida-
de ; oulro destinado a modificar o^odigo penal, e
dissemos como estes projeelos linham sido discutidos
na cmara dos depulados e approvados por ella. F'o-
ram apresenladns depois ao senado, que os approvou
por sua vez depois de profundas discussoss. Comlu-
=
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equiutas-feiras.
Relacao, tereas-feiras e sabbados. a
Fazenda, tenjas e sextas-feiras s 10. horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPUF.ME1UDES.
Setembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutos c
48 segundos da tarde.
14 (loarlo minguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manhaa.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescenie 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Theodora penitente; S. Proto.
12 Terca. S. Macrobio jn.; S. Ligorio m.
13 ijuara. S. Ama v.; S. Heronides m.
14 Quinta. Exaltado da S. Cruz. S.
15 Sexta. S- Nicomedes ni.; S. Meletino m.
16 Sabhado. S. Euphcraia v. m.; S. Abundio.
16 Domingo. 15" As chagas de S. Fra ncisco. S.
Podro deArbucs m.; S. Justino m.
catan e eiccuc.jo das medidas relativa- aos cul-
tos.
O Sr. Rallazzi linha proposlojia nltima dsposi-
cao, segundo a qual, o minisUO'rt quem se livesse
de censurar urna destas nfrace^ewio poderia jusli-
ficar-secom a circumslancia del|(ijaaeu discurso logo
impresso, nao Uvera sido jalgHJReriminoso, nem
coma allcgacaoda ordem, que 1|(C rerchido de
seu superior residindo no lerriloriaaardo ou em paiz
estraugetro. O senadorgeit9MMi ultima dsposi-
eo ; conserven todas as oulras o pmjeclo assim
emendado fui approvado por urna (Haioria de 41 vo-
tos contra 3li. A cmara dos debutados aceilou do
seu lado as emendas do senado ; i- a lei foi promul-
gada depois de ter recebido a sarfefao real.
Nao queremos accrescenlar nadjao que temos di-
o deste projecto, que apenas he ana copia de quatro
ou cinco arligosdo nosso cdigo penal ; porm dizer
que nos felicitamos pelo resultado, porque elle prova
a uuiao das duas cmaras e seu accordo com o go-
verno. Depois desla prova nao te pode duvidar
mais dessa harmona ; a questao ara verdaderamen-
te djfficil: oigovcrno proclamaodo a Hiberdadc de
consciencia, pareeia dar a sr mesmo nm desmentido
peloembaraco, que impuoha aos ministros dos cul-
tos no cxcrccie de seu ministerio, e os rigores da lei
pareciam ser dirigidos sobreludo, apenar de sua ge-
neralidade apparente, contra os ministros do culto
calholico. Ora, ninguem ignorara que o clero ca-
tholico, que liaba sido hem defendido peranlo a c-
mara dosdeputados, o fosse aind eom mais energa
no senado, onde elie conla numerosos c fortes a-
poios.
Depois da volado da cmara dos depulados, linda-
se (ido bastante Irabalho para se dar ao projecto de
le o carcter de uma empreza dirigida muito mais
contra o cuite calholico do que coatra seus minis-
tros. Islo nao era exacto, porra.xJiztndo-o alguns
se linham persuadido de assuslar mais de urna cons-
ciencia e obler a rejcic,ao da le peala, no risco de
levantar entre as duas cmaras uaa confliclo perigo-
so para o governo c para o paiz. ?
A sabedoria do senado evilou esse perigo ; nao fi-
cmos sorprendidos c poderiamos al dizer que
conlavamos com isso, porque sabemos ludo que se
deve esperar do espirito de moderaran, que dirige as
deliberaroes daquclla assembla, oudese encontrara
reunidos.aosmtyneai mais experimentados na direc-
caodns ncgocios.jurisconsultos nojveis porsua scitn-
cia e seus Irabalhos.
Oulro projeclo do governo provocou as mesiuas
lulas c encoulrou a mesma opposiro. Tratava-se
de fixar a quota e imposico de certos dircilos sobre
os bens movis e de raiz, quando mudou de propre-
(arios. Este imposto existe cin Tranca, onde li uma
das fonles mais fecundas das rendas do eslado. Se
me vendem uma casa, pagam um direlo de venda ;
se me dao essa casa, pago um direlo de doaro. '
O pai que casa scu filho e lhc da uma somma de
dinheiro, que he por conla de sua beranra futu-
ra, uJo Ih'a d gratis ; e aqticlleque morre naodei-
xa gratis seus bens aos seus linrdads ; estes pagam
ao thesouro um dircito de heranejTm proporro com
o valor dos bens, que herdam. A adjninistrarao dos
registros percebe lodos este direilos, que na lingua-
gem vulgar sao muitas vezes confundidos com a dj-
reilos do registro propriamente dilos.
O ministro da fazenda do re daSardenha, que lam-
do devemos dizer que um desses projeelos, o mais ,)em ne Presidente do conselho dos ministros, pre-
cisa augmentar o producto dos impostes, porque suas
ronlas de receilas e despezas se saldam lodos os an-
, .....---------r.~, .-^,
imprtanle talvez pela nalureza das questes, que
suscilava, foi causa de uma discussao muito anima-
da, e s foi aceito com emendas, que nao deixam de
ter iuleressc : queremos fallar do projecto que tem
por fim fazer certas modficac,es no cdigo pe-
nal.
Sabe-se que este projeclo linha um fim duplo :
seu aulor, o Sr. Rallazzi, ministro das gratas e da
justica, encarregado lambem provisoriamente da d-
recsao do ministerio do reino, vago pela retirada do
Sr. de Saiut-Marlin, se linha proposlo primeiramen-
te garantir o principio de lberdade de consciencia
proclamado pela conslilaicao, depois punir os, ata-
ques, que os minislrosdos cultospralicassem nos ac-
tos de seu ministerio conlra a conslluicau e contra
as leis. Quanlo ao prmeiro ponto, e he bom obser-
varle que o cdigo da Sardenha foi pensado e redi-
gdo em ideas bem diffcrenles; elle prohibe o exer-
cicio de lodos os cultos dfferenles do cuite calholico,
e pune com penas severas aquelles que sao rebeldes
esla prohibirlo.
O arligb 1 do projeclo era uma especie de deda-
racao legal lo principio de lberdade, que implica a
abolco das disposires contrarias ao cdigo penal,
e aulorisava o exercicio publico e Ilimitado de todos
os cultos tolerados. O senado reduzio essa autori-
sacao ao exercicio desses mesmos cultos do recinto
dos templos, que Ibes sao destinados ; o exercicio
fra dos templos fica prohibido como no passado.
O Sr. Rallazzi linha previsto o segundo poni por
urna serie de disposires, que punem os ministros
dos callos, quando no exercicio de seu ministerio
pronunciam em assemhja publica discursos, que con-
tenham censuras contra as instituices e leis do es-
tado ; ou quando essas censuras sao teilas por meio
deescriptos ou inslrucc.oes, que se fizeram publicas;
ou quaudo provocara desobediencia conlra as leis
do esladoe aclos da autoridade publica, ou sao con-
trarias aos regulamentos cslabelccidos para a publ-
Minhas aileicoes. minbas alegras, meu futuro,
meu destiuo inteiro est encerrado no berro desta
menina.
Adeos, minha irmaa.
n Mara de Glundecez Anna Mobray.
(i Caslello de Saint-Viocenl, junho de 18-20.
a Pobre irma, quanlo le lastimo, e quam des-
gratada le vejo! sta caria he hnrrvel, e os ho-
rnera sao mni crueis. Nao posso conceller que exis-
lam miilheres semelhanles a essa Clarissa, nao pos-
so comprchender que Mr. Mobray que pareca lao
franco c sincero Icnha sido um s" dia capaz de se-
melhante bypocrisia. Mas ouve-mc, querida An-
ua, reflecl bem na la situacao, consullei no fundo
de meu corarlo minha providencia, madama de
llouville, perguntei a mim mesma que conselho el-
la le dara, se anda vivesse. De todas as minhas
reflexoes rcsultnu-me a persuasao de que la indig-
uaeao, enibora natural c jusla, foi excessiva. For-
raste Mr. Mobray a euvergonbar-se em la presen-
ta, bumilhaslc-o; todava, Auna, ests ligada a elle
por teda a vida, es sua mulher, elle ba pai de nos-
sa pequea Maria, e nao obstante a loviandade de
seu carcter, ama-te. Essa caria que lami allli-
gio-le, lestcmunha a sinecridade de urna alleirao mais
forte que sua vonlade. He urna falta grave sem du-
vida ler comecado por fingir o que elle nao senlia;
mas comligo essa zombaria n3o pode durar muilo
lempo, e elle amou-le pouco depois por Ii mesma,
minha nnbrc Anna. Cr-me, querida irmaa, da-la
pKan a cobrir o passado com um generoso perdao ;
oulros o faria m por egosmo, tu o fars por \ i rtude.
He de Chaie.iuuoiif que te escrevo. Recobrei
meus habites simples e pacficos, lornei a ar minba
mal, c confesso-lc, querida Anna, que, tornando a
v-la, nao etperimenlei a alegra que esperava lor.
I na iiMlisposir.il, cojos ataques sinto desde alaum
lempo, coiili iliiiiu para tornar-me Irislc e fastidiosa.
Nao acho mais ninguem que possa cutender-mc de-
pois que perd minha querida marqueza do Roovillc.
Ella sabia ler lao bem em meu coraeao, adevinhar
minhas tristezas, condocr-se de meus sorfrimeulos,
c chorar comigo, que agora nao sei mais chorar nem
soflrer sosinha. Bem vejo que minha mal julga que
o melhor meio de ifislrahir-mc he motejar sobre o
que chama minha melancola. Tem-me pela mu-
lher mais feliz do muirlo, c insta comigo incessan-
lemente para que d tedas, e convcrla nossa vellia
abbadia em uma inansao de prazeres. Falta-me da
feliddade de eclipsar loda a provincia, e repreheu-
de-me quando me v vestida mais que modestamen-
te. Eu devia sem duvida ser reroiihecida a loda es-
sa sollirilude, que prova a allero que ella me lem ;
porm dev o crer que meu carcter irritou-se, pois-l
nos por um dficit consideravel. Elte lem procura-
do recurso em novas combinacOes, e nao achou nada
melhor do que um extenso projecto de lei cmpralo
de um grande numero de artigos, o qual eleva as la-
rifas e muda os elementes da percepcio. Em Fran-
ca estamos muilo a par destes processos, e he em nos-
sa legislaro, que o Sr. de Cavour bebeu suas inspi-
ratoes, como tnha feto seu collega Rallazzi.
O projecto do Sr. de Cavour linha por objeclo re-
gular a quota dos direilos de successao c de insinua-
co. Um artigo s linha urna importancia verda-
dera ; elle trazia para a imposir-ao do direlo de suc-
cessao ama reforma radical, cuja applicasao convm
dize-lo, ser muilas vezes onerosissima. Eis-aqui
em que ella consiste:
At agora, os herdeiros de ama beranra, quaes-
quer qne fossem, pagavam smente ao thesouro o di-
relo pelo valor real da heranca, isto he, pelo que fi-
cava depois do pagamente das dividas. Em Franca,
pelo contrario, eslabclece-se o direito sobre o activo
da heranca, como se nao exislissem dividas. A dif-
fereuea he grande ejulgar-se-ha por um exemplo
Morre um pa de familia deixando 1 milhiin de bens
de raiz; mas deixa 500,000 francos de dividas : sua
heranca se reduz a 500,000 francos para seus filhos.
Em Franco o direilo he pago por um milhao de raiz ;
no Piemonte antes da nova lei, era pago smenle por
500,000 francos, que conslituem a heranca licite ;
mas para o futuro os herdeiros serao obrigados a pa-
gar o direito por um milho : a le sarda proceder
como a lei franceza.
He fcil apreciar-se ludo que se podia objeclar ao
projeclo; he mais difticil comprehender os molivos,
que recommendavam a sua adoptan, porque esses mo-
tivos sao lirados de consideraefles de nleresse publi-
co, que cada um de nos sacrifica de boa vonlade s
que nos locam directamente.
Quando o Sr. de Cavour dizia que precsava de
nao posso agradecer-lhe. Essa lyrannia, embora se-
ja benvola, fadiga-me e pesa-mc-, grato de eslar
so, nao acho deleite nos adornos nem as Testas, e
as nicas dislracsoes que dao-me algum prazer sao
uma visita ao nosso bom cura, um passeio matinal
ao bosque com Ernesto e o pequeo Vctor, filho da
pobre viuva de qne julgo que te fallci em uma de
minhas cartas.
O coude lem-sc dado bem cora os cuidados de
Ernesto, o qual vai brevemente deixar-nos. Mr. de
(landevez he indulgente, vejo-o hem poucas vezes.
Minba nili queria-me infundir ciume, dzendo-me
que elle faz lodos os dias uma tenga visite aos ps
de Aglac. Cuufesso-te, querida Anna, que se mi-
uha sorle eslvesse unida de um homem de minha
idade, com o qual en livesse alguma conimunho de
senlimenlos e de pcnsamcnlos, pelo qual podesse
sentir amizade, oh teria lido ciumes, lera disputa-
do suas alteiroes como meu hem, meu thesouro, mi-
nha vida ; mas fingir sentimenlos que nao tenbo,
fazer-me hypocrila de ciumes, nao me parece coat
digna de mim. Assim deiso loda a lberdade ao
conde, c dnti-mc por muilo bem satisfeta deque el-
le possa adiar cm oulra parte os recursos do uma
conversacao alegre e diverlida, que noenconlra cm
casa.
a Nosso bom Ernesto lornou-se gravo e pcnsilivo
como eu. Julgo notar em suas manciras mais reca-
lo anda do que elle linha antes da marte da mar-
queza de Rooville. Muilas vezes vejo seus olbos fi-
larem-se melanclicamente no rclralo, que essa ex-
cclleute mulher deixou-me como uma precio-a he-
ranta. Pcrguntei-lhe hontcm brandamente o que
lia sobre essa lela, eclle re-poudcu-inc levantndo-
se : A histeria de meus devores.
Adeos, espero com milita impaciencia uma car-
la la, querida Anna.
.ixiirt Mobray Maria de Glandecez.
a Londres, julho de 18:20.
Se o co amassou Dotaos coraees com o mesmo
Mugue, querida Mara, don-nos duas almas que nao
se assemclhani. Tu branda c snbinissa, sofl'res sem
le qucixares, resignada ao ten destino, c curvando
como um ranniro ao sopro da desventura. Pela mi-
nba parte o co poz-me n'alma alguma cousa da al-
tivez de meu pai, a injnslira revolta-me. resisto
fortuna, e nao sei aceitar o jugo de um desuno que
me esmaga. Quando cu julaava Mr. Mobrav digno
de minha ternura, pude aflronlar e sacrificar ludo
para segu-lo ; poiorn, agora que estou cruelmente
desengaada, a mesma volitado que mlorurvou dian-
te de i'' 1111 i.i mi, nao pode curvar diante daquelle
que euganou-iue, e torno a achar-mo conlra elle
la) qual fui por elle. Minha indguarao nao tem l-
mulo dinheiro, c que o achava no systema quepro-
punha, systema conhecido ha muito lempo entre os
Francezes, que se achavam muilo bem com elle.res-
pondiam-lhc que nem ludo se devia lomar de Fran-
ca, que convinha saber cscolher.
O campo da discussao especial c lechnica era evi-
dentemente pouco favoravel ao minislerio. A razao
do estado domnou e leve a votacao das duas cama-
ras ; o Sr. de Cavour bonrou-sc muilo pela sinceri-
dade, elevaran e hablidade de sua linguagem. A
occasiaocra muilo favoravel para que nao fosse apro-
veitadn com fervor pelos partidos hoslis ; sua oppo-
sirao ora de direlo e fo-lhc fcil Irazer ao scu scnli-
menlo todos aquelles que e>lavain mais dominados
por consideraeos secundarias.
Entretente, bem longe de lerem sido felizcs, ellos
procuraram um grande successo para o Sr. de Ca-
vour, successo de tribuna seguido de um successo fi-
nanceiro, Seu discurso foi um aconlecimenln. To-
da a poltica do governo foi trazla para a discussao,
e o chete do gabinete leve de dcfcnde-la debaixo de
todos os aspectos; elle o'fez em ambas as cmaras
uo meio dos applausos da maioria. Nos vos temos
prometilo, disse elle terminando, salvar a honra e a
dignidade do par, sua itberdadc e sua segurancia
sem -que vos custe peniveis sacrificios. Que lempo
drfrarao cites ? Ignoro ; o que-sei, o que alarmo, he
que a cusa desses sacrificios he que havcinos de con-
servar nossa independencia c nossa liberdade; estes
bens eslo cima de ludo; lano peior para aquelles
que nao querem ou nao sabem comprehendc-los.
A volarao desta lei foi o ultimo aclo imprtenle da
sessao.
A sessao, pois, foi boa ; boa porque foi fecunda
cm rcsoliicocs \crdadciramente uteis, c nosapresen-
lou anda mais uma vez o espectculo animador de
um governo livre e nacional, que trate de seus ne-
gocios publicamente, e na tribuna, sem se inquietar
com uma imprensa hostil e muilas vezes vilenla ;
e Iratando-os bem, nao obstante as difliculdades de
toda a especie que o cercam interna e externamente.
(Journal des Dbats.)
INTERIOR.
RIO
DE JANEIRO.
SENADO
Sia 1 de agosto.
I.ida c approvada a acta da antecedente, o. se-
cretario nao d conla do expediente por nao haver.
Sao eleilos por sorle para a deputacaoque tem de
rereber o Sr. ministro do imperio, os Sis. Marque/,
de Ilanhacm, Paula Pcssoa, c Visconde de Olinda.
Paajejido-se ordem do dia, continua a 2." dis-
eussHpdiada na sessao antecedente, do arl. 2. das
emendas substitutivas das commissoes de negocios
ecclesiaslicos e de cons!i(utao da proposieao da c-
mara dos depulados erigiudo cm matriz a capcllu du
Sanio Antonio dos Pobres, da corle.
Achando-se na anlc-camara o ministro do impe-
rio tica adiada m di^cusAo ; e pendo introdiir.ido com
as formalidades do cstxlo, loma assento na mesa.
Prosegue n l. discussao, adiada pela hora na ul-
tima sessao, da prpposla do poder execulivo, c emen-
das da cmara dos depulados filando a despeza c
oreando a reecila geral do imperio para o exercicio
de 18551856.
O Presidente convida ao \ice-presidente aoceupar
a cadera, viste achar-se incommndado.
Os Srs. Uollanda Cocalcanti e l'isconde de
Olinda cedem a palavra.
Nao ha vendo mais quem a peca, encerra-se a pri-
meira discussao e he approvado n urramcnlo para
passar segunda discussao, ua qual entra inmedia-
tamente a parle relativa ao ministerio do imperio.
O Sr. Pedreira (ministro do imperio) : Cum-
pre-me, Sr. presidente, tomar era considerarlo di-
versas proposices que foram enunciadas nesta casa
peloillustrc seuador pela provincia do Rio Grande do
Norte, que encelou a discussao para a qual o senado
fez-me a houra de convidar. S a forra da uecessi-
dade de preencher dever tao imperioso a isto me le-
vara, porque o acanhamenlo natural que sinto sem-
pre que oceupo a tribuna he boje aggravado pela
idea de ler de fallar perante uma corporarao lao res-
peilavel pelas Inca e posirao de.seus membros.
O Ilustre senador comecou scu discurso pergun-
tando ao goVerno o que tem feilo relativamente
estada ua Europa deS. A. imperial a Sra.'condcssa
d'Aquila, e declaren que fazia esta pergunla uo por
que eslivesse convencido que o governo linha o di-
reito de intervir em tal objeclo, mas porque
o aclual Sr. presidente do conselho, disculiodo-
se o orcamenlo do imperio em dias de agosto do an-
uo passado, inlerpellnra o meu antecessor a este res-
peito, e como que indicara que se devia converler a
dolaran animal de S. A. no dote por urfla s vez.
Respondendo ao nobre senador, devo informar-
Ihe que nenhuma medida tem sido iniciada nesle
sentido. S. A. Imperial acha-sc na Europa com
seu auguslo esposo e os screnissimos principes seus
filhos no gozo da licenra que lhc foi prorogada por
S. M. o Imperador, lieenea cujo termo aiuda nao
chegou. Achando-se SS. AA. Imperiaes fora do Dra-
sil, porm com Uceara, nao se d o caso do arl. II
da lei de 29 de setembro de 1810, e de igual arligo
do contrato dotal de Janeiro de is'ii. Se a S. A. I.
aprouver tornar effecliva na Europa a sua residen-
ca, nesle caso lano a citada lei como o respectivo
contrato ollerecem o meio de rcsolver-se este ponto
sem ser preciso solicilar-se medida alguma do corpo
legislativo.
Sendo assim, Sr. presidente, parece-mc que he
inopportuua qualquer discussao nesle terreno, epor
isso o illustre senador me permillirque me limite a
estas palavras.
Pelo-mesmo motivo permillir lambem que n3o
culi o na questao constitucional queS. Ex. chegou a
aventar, e que reduz-se a saber se o Imperador ueste
objeclo procede em sua alia qualidade de chete do
poder execulivo, ou so ua qualidade nao menos
cloxada de chete da angusla familia imperial. O
que posso asseverar ao Ilustre senador, e simples-
mente como um facto, he que as licencias concedidas
a SS. A A. II. quer no minislerio do Sr. visconde de
Macnhc em 18W, quer ao do S. viscoode de Moni'
Alegre em 1852, o foram por carias imperiaes refe-
rtndailas pelo ministro do imperio.
I.imilando-mc a estas palavras, accrcscenlarei to-
dava que leodo ra discursos do Sr. presidente do
cobselho nao pude descobrir nellcs o alcance que o
i Ilustre senador prctendeu enjergar. O nobre pre-
sidente do conselho nao (ez nessa occasiao mais do
que chamar a atteiie.lo do governo para esse objeclo,
c nao leve por fim provocar decisao alguma definiti-
va sobre elle, como francamente declarou no scu se-
gundo discurso, e como foi entendido pelo Ilustre
senador por Pcruambuco quaedo lambem fallou so-
bre o objecto.
Passou depois o nobre senador a analysar o tpi-
co do orcamenlo relativo aos presidentes das pro-
vincias, e depois de ler feilo consderates alias mui-
lo acertadas acerca da circumspeccao c criterio 'com
que deve proceder sempre o governo na nnmc.ir.io
de-tes altos funeciouarios pblicos, censurou o mi-
nisterio pela nomearao de juizes de direilo para es-
les cargos; e disse que alm do mal que vinha s
comarcas de seren privadas de seus juizes perma-
nentes para seren dirigidas por outros que conside-
ran a provisorios, havia nesle procedimenlo do gover-
no incoherencia^ depois da promulgacao da lei de
1850 que linha estabelecido incompatibilidades in-
dirclas.
Quando, Sr. presidente, pudesse ser islo objeclo de
uma censura ao governo, nao podia ella por cerlo
ser bem cabida ao ministerio aclual, que ha sido
mBilo parco na nomearao de juizes de direlo para
presidentes de provincia, c lano que leudo de fazer
onze de laes nomeares, apenas nomeou um juizdc'
direilo que he o aclual Sr. presidente da provincia
do Rio de Janeiro, e este mesmo eslava avulso, nao
linha comarca designada. O senado sabe que esse
Ilustre funreonario era chete de pulida da provin
ca de Minas quando foi nomeado presidente daquel-
la provincia, que dahi passou a oceupar o cargo de
ministro da justica, e que quando deixou olninisle-
rio fui cnlo nomeado presidente da provincia do
Rio de Janeiro, c o governo preencheu logo depois
o lugar de chete de polica de Minas com oulro ma-
gistrado. Ha em v enlode alm desses Ires presi-
dentes que saojuizesde direito, e que lem sido con-
servados pelo ministerio actual, mas desses mesmos
um nao lem comarca, he o Sr. presidente de ..linas
(icraes ; rcslam portante apenas dous cujas comar-
cas eslao oceupadas pelos respectivos substituto.
Assim, quando fosse bem cabida a censura, parece
que o Ilustre senador n.io a devia fazer ao ministe-
rio aclual, que lem sido, como acabei de mostear, o
mais limitado possivel na nomearao de magistrados
para presidentes de provincia. Devo porm dizer
ao nobre senador qoe nao julgo fundada qualquer
censura aos ministros que me precedern! e queno-
mearam aquelles dous juizes de direilo, e que o mi-
nisterio aclual se considera inhibido de fazer seme-
lhanles nomeardes, nao como regra que adopte, mas
em um ou oulro caso, islo he, sempre quejulgue
conveniente aos inleresses de uma ou oulra provia
ca que seja administrada por qualquer magistrado.
Enlendo que a lei de 1850 nao lev por fim restrin-
gir o circulo dentro do qual lem o governo direilo de
cscolher o presidentes, mas sim crear incentivos
para que os juizes de direito preferssem conservar-
se as suas comarcas a arcitarem oulras commissoes,
e por isso nao lhes conla o lempo de servico fora da
magistratura. O que dahi se segu he que hoje os
juizes de direilo que o goveruo empregar como pre-
sidentes de provincias, por julgarmais convenientes
seus serviros a lesla de uma provincia do que as
respectivas comarcas, prest am duplicado servico acei-
lando taes cargos, porque fazem boje mais sacrificios
do que faziam antes, viste perderem pelo fado da
aceilacao e exercicio de uma commissao destas, tem-
po.qiii' lhes nao he levado em linha de couta para a
sua anliguidade.
NeSse mesmo tpico do scu discurso o nobre se-
nador censurou o ministerio pela nomearao que fez
do Sr. Cruz Machado para presidente da provincia
de tiox.iz. A este respeito pero licenra ao nobre
senador para dzcr-he que divirjo inleiramenle do
seu modo de pensar quanlo ao conceilo que forma
desse senhor. Pelo lado da iutelligenciaouvi sem-
pre a mulos dos Srs. depulados de Minas-Geraes
que o conkecera de perlo, fazcrem-lhe elogios; live
cu mesmo occasiao de apreciar na cmara o seu
latente, que alias pode ser aquilatado por seus dis-
cursos que correin impressos. Quanlo a sua mo-
ralidade, crcio que o nobre senador nao .poder
apresenlar um s facto conlra ella.
miles ; mas minba dedicacao teria lido ? Nao devia
eu desenvolver agora todas as virtudes de uma ra-
pariga tmida, que se resigna, livesse paciencia,
e pedsse perdao de sua jusla colera a quem Irabio-a
13o indignamente'! Mas seeu livesse sido essa rapa-
riga tmida e b. anda, leria obrado como tu, Mara ;
(cria obedecido a minha m3, ler-mc-hia resignado
a casar com o conde, e s leria lido lagrimas este-
ris, que offerecer ao desespero de Ai ihur.
a Mr. Mobray quando dirigio-se a mim sabia,
que cu nao linha um desses caracteres fTexiveis, que
cedem a nulo que os opprimc ; que nito desprezava
nem amava ncniiplclameulc, e com que direlo
veio elle cnlo dispr de meu destiuo': Sou mota,
sou formosa, quero ser feliz, e Mr. Mobray collocou-
se entre mim c a feliddade. Nao posso dizer-le a
que ponfo este pensanieulo oltendc-me e fere-mc.
Que 1 sem amar-me, por um vil inleresse de di-
nheiro, um lionicm veio lomar minha lberdade,'
minha vida, meu presente, meu futuro, como cou-
sa de iicnhum prejo Psou, amarrolou, quebrou
ludo para chegar ao sen lim Esquecer e perdnar
s.lo duas palavras bellas, Maria ; mas romo esque-
cer uma desgrata de todos os dias c de lodos os ns-
tenles Como perdoar uma uffensa quando esl
gravada em nosso coracha em feridas, quo vcrlcm
semine sangue"!
Alm disso pensar tilvez que Mr. Mobrav julga
precisar de um perdao? Nao,nessaalma sem energa
lodos os sentimenlos paran na superficie, elle cs-
queceu-sc de sua conducta e de minhas aecusacoes.
J acostumou-se a considerar-mc uma pessoa cslra-
uba que habita a mesma casa que elle, continen
a vida que passava antes de meu casamento, passa
lodo o dia fora, c s volla alta imite. Creio que re-
cobrou o habito do jogo : como nSo postoe nada, he
lalvez com este recurso Icrrivcl, queso sustem. A
perspectiva be bella Vivc-se aqu do jogo cinquan-
lo nao n>oiTC-se por elle.
l.'ina vez smente de manhaa Mr. Mobray eti-
1ra cm meu quarto, porque os mdicos nao me per-
muten) anda sabir, Ira/eni a pequea Mara, o pai
abraca-a, e cauos alguns minutes junios trocando
palavras frias c iiidll'crcnles. Nos primeiro.s dias
elle chegava-se minha poltrona para beijar-mc a
m3o ; porm, inoslrei nos olbos bastante m- lem
para fazer-lhc comprchender que me era ni impor-
tunos e-sos lestemuuhos de uma afleico, em que eu
linha cesado de crt. Aquella mulher julgou bem
a Mr. Mobray em sua borrivel caria ; representan-
do essa comedia de lernura, seu amor pormiiulhe
Voltaria lalvei. Trale amor he esse, amor que hu-
milba aquella que o inspira, porquanlo a vonlade e
o coraeao uao lem nenhuma parle uelle. Nao, nao, I
ludo esl acabado, nao podemos mais entender-nos,
a afleicao que eu lhc tnha, vinha da alma, no dia
cmquedeixei de eslima-lo,delxc de ama-lo, eu nao
desceria al ao ponte de tornar-me a amasia de meu
marido, a
a A mesma t mesma.
a Londres, agosto de 1820.
Que noticia recchi agora, minha iamaa !_ Mi-
nhas ideas haviam sido lo perturbadas pela'crise
de que apenas saio, que nao lenha cuidado uma s
vez em sir Edgard. H"je cmflm perguntei minha
camarista apreseutado. Ella abanou a o diera coin ar miste-
rioso, c depois de muilas perguntas, sube que no
lia scguinle ao da scena fatal, Mr. Mobray o havia
desafiado a hielo. L'm duelo por minha causa, duas
vidas arriscadas por iiiiuha falla, s me fallava es-
la diir. A conduela de Edgard foi admiravel. se-
gundo o proprio Mr. Mobray dsse-me, elle sollreu
duas vezes o fogo de scu adversalio sem consentir
om fazer uso ,1c suas armas, c a segunda vez cabio
perigosamcute ferdo. Colado o serv icn que pres-
lou-nie por penco nn custou-lhc a vida 1
Parece que depois ellos se reconciliaram, Jpor-
quanto Ai fluir disse-me que apenas cu podesse re-
cober visitas, me Iraria o pobre ferido, agora con-
valescenlc. Nao posso comprchender como sir Ed-
gard pode justifirar-se. Cerlamenlc o loruarei a ver
com alegra, c com ludo nao sei porque extrava-
gancia do meu corarlo nao possoperdoara Mr. Mo-
bray o ler perdoadolio fcilmente. Parecia-me que
urna o li-ci ie, que nos loma eslranhos pira sem-
pre um ao oulro devia deivar-lhe na lembranra
vestigios mais profundos.
a Adeos, Mara, n
m Maria de Olandecez .luna Mobray.
a Caslello de Sainl-Viuceiil, setembro de 1820.
o Minha caria desagradou-tc. la coragem traa
a resignaran de fraque/a, la firmeza trata* a pa-
ciencia de timidez. Quem melhor do que cu conde-
ce as grande.-; qualidadcs de leu-espirito e de leu
coraeao, minha Anua '.' Mas na sociedade em que
vivemos, reccio muilo que essas grandes qualidadcs
sejain perigosas. Quanlas vezes repelio-me a mar-
queza : Ha um fundo commum de experiencia, que
compile--.: dos habites, dos usos e da decencia ;
pobres escravas que somos, emquaulu seguimos essa
estrada batida, todos sao por nos, porque estamos
com todos ; mas se queremos sabir da fileira, e ta-
miuliar sozinhas consultando -rnenle as luzes de
nosso espirite e os sentimenlos de nosso coraeao, a
sociedade da qual nos apartamos lorna-se-uos con-
traria e nos traa como eslraohas e iuituigas.
Formo lambem bom conceilo dojuiz de direito
a que o nobre senador se referi, e que foi nomeado
1. vice-prcsidenle daquella provincia. .Responde-
rei agora a outra parte do discurso do Ilustra sopa-
dor em que noten a facilidadecom que o governo
nao s accedeu demissao pedida pelo Sr. ex-pre-
sidenle de Goyaz, cumo fez a remoran do 1. vice-
presidente para 3., allribuindo ludo islo i manejo
etei toral. Senhores, a remocao do I. vicepresidente
pareceu ao governo necessaria, o o Ilustre secador
mesmo deu a razao quando no correr do sea dis-
curso disse que esse vice-prcsidenle era candidato.
Sendo assim, se o governo o conservaste na admi-
nislraco da provincia como l.n viroapfctideale,
leudo elle de enlrar logo em exercicio, havjMde
ser acomado de t-lo. feito de proposito, e c4 o
animo deliberado de proteger a sua candidatura
directamente, e quaesquer actos que fossem prali-
cados. por esse vice-presidente cm tal occasiao se-
rian) para logo tachados de parciaes. Ha anda oa-
tra iMiisideracao.
Quando mesmo o 91. Padua Fleury devesse'con-
liuuar na vire-presidencia sem aquelle inconve-
niente, presumindo-se que tnha de partir para a
corle, afim de tomar assento no corpo legislativo,
e que portante nao estara la na poca da eleito,
uao convinha por isso mesmo a sua conservacao,
porque o governo nao tnha nem a certeza de que
o Sr. Cruz Machado aceitara a commissao para que
foi nomeado, nem da sua immediata partida para
a provincia de Goyaz, e sendo um lugar ta* dis-
tante era mster que providenciaste ao mesmo lem-
po acerca do vice-presidente, que tinha de ficlV em
exercicio at a chegada do nova presidente. Quan-"
to a dizer o nobre senador que os presidentes h"je
nao sao mais qne meros agentes eleitoraes, nao sei
a que fado se refere o nobre senador, e pois nao
enlrarei nesla questao, at porque ella lem sido
muilo debatida nesla casa, quer em relacao as elai-
ces de Goyaz, quer s de S. Paulo, que*j foram
approvada-., nao lendo as do Rio de Janeiro sido
nem ao menos objecto de conteslacao. Pelo que
toca elccao de S. Paulo, direi nicamente qne o
facto mesmo de haver entrado na liste trplice um
candidato que se dizia que nao tnha assymphthias
nem o apoio do presidente da provincia, mostea
bem claramente que nem violencias nem arbitra-
riedades houvc all por parle da autoridade, nem
mesmo a ndole e o carcter do enUto presidie de
S. Paulo se preslariam suspeita fe que elle fosse
capaz de concorrer por qualquer forma para excessos
ou violeiicias dcst* genero. (Apoiados.)
Disse nessa occasiao o Ilustre senador que o juz
o juiz de direito de Sania Cruz em Goyaz havia sido
removido sem o ler pedido. Procure^ examinar es-
te facto, e o mea collega o Sr. ministro da justica.
informou-me que pessoa autorisada por ee magis-
trado lhc linha fallado e pedido em seu nome tal
remotao, o que lhe.pareceu natural, mas que ape-
nas soube que o juiz de direilo assim removido
para a capital desejava antes a comarca de Santa ,
Cruz e que quera vollar para o seu lugar deafez-se
o aclo, q'ue nao linha sido filbo da n^cessidada
de remover o mesmo juiz por amor daquclla teca-
li Jado, e elle vollou para a sua antiga comarca.
Passou depois o Ilustre senador a oulro tpico
do orcainenln ilo ministerio do imperio, concernen-
te ao conselho de estado, e teodo rendido a home-
nagem devida aos conspicuos membros dessa cor-
puracao, hiimeiiagem que por dever de verdade e
al de gralidao eu fui o prmeiro a prestar quando
fallei na cmara dos Srs. depulados ero rcsppsla a
um nobre depulado pela provincia das Altgoas,
declarou que o governo ijao dava a esta instituirlo
a verdadeira importancia, e que o conselho de es-
lado se achava reduzido hoje a fazer reglamenos
quando o governo nao os quera formular. '
Em primeico lugar dre ao nobre senador, que
me parece injusta esta aecusacao. Nao me lembro
de neiihum negocio milite impurtaule e grave que
lenha sido resulvdo pelo ministerio, sem que o tsn-
selho de estado fosse ouvido sempre que o governo
o tem julgado necessario. Em segundo lugar, direi
que pelo que respeita a secrao dos negocios do im-
perio os dislinclos membros que a compoem, e quo
se acham presentes, nao eslao reduzidos a fazer re-
gulamentos; lem trahalbado e traba Miado muito.
e bao sido constantemente um auxiliar poderosis-
simo do meu ministerio em muilos negocios im-
portantes, sobre os quaes os leono consultado nao
s por cscripto, como lambem em conferencias yer-
bara.
Occupou-se em seguida o Ilustre senador com
a verba relativa iuslruccao publica, e tendo tido
a bondade de declarar que reconhecia vantageus na
reforma que pelo ministerio a meu caggo se havia
feilo na instruccAo primaria e secundaria da corte,
passou a tralar das escolas de medicina, e por esta
occasiao censarou-me por ter mareado ao director,
lauto dfssas escolas como dos cursos jurdicos, o or-
denado de 1:0005000 em lugar de 400000 que li-
nham.
Cumpre-me, Sr. .presidente, rectificar prmeiro
que ludo um engao em que se acha o illuslre se-
nador. O director dos cursos jurdicos e das esco-
las de medicina nao linha nicamente o vencimento
de 400*000, mas sim o de 2:41)05000, assim o de-
clarou a lei de 27 do-junlio de 1838, quando ele-
vando os \ encimen los dos lentes dos corsos juridi-
Anna, leuho mdo dessa razao, que julga at as
reirs a que se dcvesubmelter sob pena afi ser que-
brada, tenhomedoda elcvaco de tua inlclligencia,
lenho modo de tua superioridade. Perda-me meus
receios, lenho coragem para meus soffrimentos, nao
lenho para os teus. Tinha-me acoslumado ao pensa-
nieulo uo que ao menos la que havias seguido a iu-
dinaean de leu coraeao. crias feliz ; liras-mc nesle
momento a unir parte de le cidade, que linha re-
servado para mim na trra, e queiio-me de ti como
egosta que sou.
a Nao comprchendo nada na conduela de Mr.
Mobray. Receber esse yr Edgard, que abusou d^
sua contianca, que fez-te lr uma caria,_ que o pro-
prio Arlhur havia-lhe depositado nt mos sem du-
vida para que nao te calusse debaixo dos olhos
lu. minha irmaa, podes consentir em receber o ho-
mem que deslruio-le a feliddade, c ilesencanlou-te
a vida 1 Sinto por sir Edgard uma averso, que de-
sojara poder infundir-le. Eu que nSo sei odiar,
odio esse homem sem couhece-lo, alguma cousa me
diz ruioellc le ser fatal.
Ernesto anda esl aqu. Como acho-me algum
lano doeule e minha mai inquieta-so mu aviva-
mente enm uma luiiilm seeea qun -o obstina a nao
deixar-mc, o conde nao quiz consentir que nosso
joven amigo se rctirasse. Sua presenta alegra-me e
alflige-me ao mesmo lempo, e com a forca de seu
carcter elle recobrou na apparenca loda sua
Iranquillidadc. Porm, bem vejo qoe esl profunda-
mente aHeciado, c quando pensa que nao o "observo,
lila luiiiv.menle cm iiiiui um olhar penetrante
que faz-me estremecer invulunlaramente. O conde
lein-lhc alfeicflo, porque joga perfelamente o xa-
drez, e Ernesto disse-me ha poucosdias, que alinal
pcrdoava-lhc um egosmo que adia-sc em ura grande
numero de volhos. Porm. nao pode ficars no mes-
mo quarto com minha mai, e quando ella falla-lhe,
v-se que elle se vilenla para respouder-lhe. Ella
mesma ja reparn nislo, c atlribae' essa conducta a'
um raucor de infancia, lenho medo de estar mais
perlo da verddaj, Rogo a Dos lodosos diasque me
d binas para (actltir aos perigos que me cercam e a
meu proprio cfBo : espero que elle me ouvira.
Tua lembranra o leu nome achara-seren lodas as
minhas orarnos, querida Anna. Torno a dizer-le, s
generosa, lem pedade do pai de nossa querida Ma-
ra, tem piedade de nossa filha, lem pedade de ti,
tem piedade de nos. minha irmaa i>

{Continuar-se-ha.)
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.fcfc
m.



DIARIO DE PERMIBUCO, SABBADO 16 DE SETIBRO D 1854.
i
I


eos e das escola-i de medicina ele- ou tambera os do
director. Tendo eu julgado conveniente, quando
fiz os estatutos das escola* de m xeina e de direi-
to, que se augmentassem os yencimenlos dos pro-
fessores, porque vi que eram mal pagos, e que ao
passo que se lhes impunham novos deveres, que se
lhos angmenlavam sacrificios, que se deixiva de se
lites contar o lempo de serviro em oulras comms-
sos, pareca de juslira que ao mesmo lempo fosse
nulhuiada a sua serle, nao era poaivel que eu dei-
xasse de elevar lamb ni o vencin eutos dos directo-
res que nao sito coirespondrules ao servico que
prestara como chefes das faculdadcs de direito e medicina. No mea "elatorio cu live occasiao de
justificar esta medida, dM;eu diste quo por mais
bem pensada c por melhor elaborada que seja urna
reforma, por mais cuidado que baja da parle do
governo, nao produzir vanlagens reacs na pratira
se nSo for muilo babilidalo o pessoal que a tem do
cxecular. e que o coverno nilo pollera esculher bem
esse pessoal se nao ofterccesserri os vencimenlos
vanlagens correspondeales.. De fuilo, scnliores, ne-
uhuin humeiu de liabilidadc quo pode discorlinar
di.me de si urnacari-eir muilo m;iis brilbanlc, se
resignara vida do magisterio com os vencimeu-
to actuaes, senao, ou como un lugar de espera
ald fichar oulro melhor, ou com a mira era aecumu-
Ur depois ao professorado outros meios de vida
.que llm melhoreni a <;iUlencia : disse eu i.amhem
que o lenle de medicina que fosse obrigado pela
necessidadee a raanlcr urna clnica regular para po-
der subeislir, que o lenle dedircilo que fosse obri-
gado a 'advogar para viver, nunca poderiam ser
perfeitos lentes, era porlanto prestar servaos
reaes no magisterio. Alm destiis razoes, alien.1 i
igualmente, Sr. presidente, a que quando se crea-
ram as academias de diroilo declarou-se que os len-
tes leriam o mesmo ordenado dos desembargadores.
Ms o Ilustre senador diste que este argumento de
parallologismo nao tem fundamento, pnrquc.os es-
tatuios jafaj-iam-se smenle aos ordenados que ti-
nlum tam os desembargadores e que eram l:8.
Nk parle permiltir o nobre senador qu Ihe diga
que me parece haver engao seu. Nao s a le de
11 de agosto de 1827 que fundou as academias, co-
mo a de 7 de novembro do 1831, que lhes deu es-
tatutos definitivos, sempre se referirn) nao smcnle
aos ordenados que linham os desembargadores na-
quelle lempo, mas aos que de futuro tivessem. As-
sim diz o art. 3. da tai de 11 de agoslo as segu n-
tespalavras: a slenles proprielarios vencern os
ordenados que ticerem os desembargadores das re-
laooes e gozarao das mesmas honras. Poderaoju-
bilar-se com o ordenado por inleiro, lindos 20 anuos
de serviro.
A disposijao desle arligo passou para a lei de 7
de novembro de 1831, na qual se encontra no art.
I.'do cap. 19 transcripta pelas mesmas palavras.
Porlanlo, parece-me claro que nao foi da mente do
legislador nessa occasiao referir-sti ao ordenado que
. ciilao linham os desembargadores, mas, como disse,
ao que de futuro livessem, foi una verdadeira pro-
raessa que se fez ; c tanto que quando depois se tra-
lou de augmentar os vencimenlos dos desembargado-
res, elevando-us o 2:800#, e occorrendo a observa-
dlo da aecessidade do se elevarem tambem os ven-
cimenlos dos Ionios, disse-sc que nao caba nessa
(hypolhese a promessa allegada e feila pelas lcis que
(le, porquanlo nao se linham augmentado os 'or-
denados dps desemb,- rsadnre-, e smente se lhes
turna concedido um maior vencimeulo a titulo de
gratificacao. Esta razao, porcm, cessou desde que
por urna lei, creio que do anuo passado, o ordena-
do dos desembargadores foi elevado a 3:000, alcm
de mais 1:000$ de gratificado.
Mas ao passo, Sr. presidente, que cu entenda que
era de juslira augmentar os vencimenlos dos lentes,
eu nao deixei de allender at certo ponto s cir-.
eumslaueias do paiz, e por sso n, o procure! aiuda
assim desempeuhar loda a promessa da lei, porque
nao lhes dei um ordenado igual quelle dos desem-
bargadores, nao augmenlci mesmo o ordenado dos
. lentes. Digo que nao augpienlei, ou anles nao pro-
puz augmento desse ordenado, porque 2:0005 j sao
na aclualidade o ordenado dos lentes proprielarios
qne conipletam 25 anaos de serviro em virlude do
disposto na lei do orr; ment de 1831, c pelos novos
estatutos a jubilaro que era de 20 passou a ser de
25 anuos..
O que fir. pois, foi smenle indicar urna gratifica-
cao do 1:200? por anuo, concedida nicamente pro
laboree que porlanto nao lhesaproveita nem para as
licenra.', nem para a jubilaran. Augmentando po-
rcm os vencimenlos dos lentes com essa gratificacao,
eu nao podia deixar do elevar lamben), como j live
a honra de dizer, o do director, lano por ser o
rhefe do estabelecimento, comoror pesar sobre elle
maior (rabalho, tendo a obrigarao diaria de compa-
' recer no eslabelecimento e de conservar-se nelle
inuilai horas, leudo maior responuibilidade, diri-
gindo a faculdade, maniendo o seu rgimen, ele.
Se o conlrario pralicasseeu cometleria urna injus
lira que nao fizeram nem as leis anteriores que ci-
tei, as quaes deram sempre aos directores materos
veocimentos do que aos lentes, nem a lei de 27 de
junhode 1838, que concedendo aos.lenles proprie-
larios a gratificacao de 8009, elevou a dos directores,
que era de 40018 a 1:2009, e assim nao se procedera,
se aa<> se recouhecesse. que sobre os directores pesa-
va muilo mais Irabalho, muito mais responsabilida-
de do que sobre os lentes.
I'orin. senhores, be preciso observar ao senado
que eu nao augmenlei esses vencimenlos deniliva-
?menle; apenas formulei e apresenlei ao corpo legis-
lativo urna tabella propondo a elevacAo dos venci-
menlos' actaaes. Ao corpo legislativo pois compele
apreciar em sua sabedoria se esie augmento, que
nem ama cxecin-ao tem tido at o preslnle, he justo;
e pode approva-lo, modilica-lo ou sujeila-lo, se jul-
gar conveniente, sem quedisso resulte dezar albura
ao ministro, que nao fez mais do que propr oque
Ihe parecen razoavel em objeclo puramente adm-
nislralivu, e que porlanlo nenhnm alcance poltico
tem para governo.
Depois Uestes pontos a que lenho lirio a honra de
responder, fez objeclo principal do discurso do no-
bre senador a colonisaeSo e a le das'Ierras. Disse
o nobre senador que entenda que o gnveaio hava
perdido seo lempo e seo Irabalho nesses regulamcn-
tos que proniulsou, e que h3o le ser voladas pelo
senado em pura perda as quantias solicitadas do
corpo lesislalivo para esta fim, porque os bracos 1-
vres niio pdem vir para o Brasil.
Concordo, Sr. presidente, at certo poni que o
svstema da venda das Ierras medidas e demarcadas
em pequeos lotes he um riieio por si s muilo lento
que hadeser algum tanto demorado para a colonisa-
rao, a qual ha de encontrar entre os as mesmas,
senao maiores difilciildades com que leve de hilar
cm maltas outras parles do mu ido, que enconlrou
al uog Estados-Unidos da America cm principio, e
que tem encontrado na Inglaterra. Mas nao posso
ronvir de forma alguma com o nobre cenador quan-
do diz desd j que serao perdidos lodosos sacrili-
cfos, todas as despcza's que o Estado fizer com a me-'
dieao c venda das Ierras devolulas.
Em primiro lugar, Sr. presidente, o nobre sena-
. dor enearou a queslo exclusivamente pelo lado da
colonisarao. Sem que eu etleja mesmo nesta parle
de inleiro accordo com a opiniao de S. Ex., como
, adianle mostrarei, Itmbrarei ao uobre senador que,
urna vez que se facam as mediases, que so dividam
e demarquen) os loles, j nao ser pequeo o bene-
ficio que conseguiremos de extremar o dominio pu-
blico do particular, de impedir as posses e usurpa-
cao dos terrenos nacionaes, c de preparar o Tuluro
do paiz, dcixamlo a nossos suciessorcs j disposla a
principal o mais segura liase paia o descnvolvimenlo
da colonisarao espontanea e regular, para a real sa-
rao emlim de um sjsteroa mais solido. Valeria mes-
mo a pena, Sr. presidente, dispendcr o Estado lo-
dos os anuos 600 ou "1,000 conloa de rcis so para
ubler l*o importante rcsullado, embora a medirlo e
a venda das lerrasnio produzsse desde j e ao mes-
- rao lempo e desenvolvmcnlo da emigrarao espon-
tanea.
Em relarao porcm mesmo colonisarao, nao nu-
tro as appreheme do nobre senador, "anles lenho
esperanzas e razoes plansives para crer que, desde
que o governo llver lotes de trras med las o de-
mareadas em lugares convenientemente escolhidos,
c rtcommendaveis por soa salutjUoe e ferlilldade.e
pel facilidade dos meios de IratHrte, e os mandar
annunciar, se o govenio Bao laiioaTmao desle meio
exclusivamente, s o acompanhar de oulros estimu-
los, como lem feito a Inglaterrii, nossas trras ho
de ser procuradas pelos colonos e a emigrarao ha de
dirigir-sc para o Brasil, nao em nma escalado lar-
ga romo para os Eslados-nidoi, pois boje a emi-
grjcao qoe para all corro se calcula de 400 a 500,000
individuos annualmente, nao mesmo na em que va
para a Australia e outros punios do globo, mas de
una mancira correspondente aos sacrificios que o
governo livor feilo, o quo vista disto jamis se po-
derao considerar perdidos.
Nao creio mesmo. Sr. presidente, que seja-
mos tao infelizes que um svslema que lem |>or
6 a experiencia esclarecida dequasi 60 annos de
um paiz como os Eslados-ljilidos ; que um sys-
lema qoc foi adoptado "por um governo Ilus-
trado e rcflcctidu como he o governo inglez, que
o applicon rom algumas modificaroes s suas co-
lonias da Australia c de New-Zeeland, de Van.Cie-
rnen, etc., e tal qual no Cauad ; que esse svslema,
digo, que lem por si o apoio de escriptores dislinc-
los, e dos liomeni q'ie mais hilo esludado & materia ;
que um sistema que foi entre ns adoptado depois dc
urna discuBao importante c muilo pensada,quer nes-
la quer na oulra casa; que esse svslema, digo, seja
em sua applira^ao no Brasil nina pura utopia, e que
nao sirva senao de pretexto vivo contra a experien-
cia daquclles paizes e contra as opinies de tantos
homens praticos.
r.niendii sim que a sua realisaean ser morosa ;
causas naluraest causas accidentis podem. e devem
retardar o seu desenvo'.vimenlo entre nos ; sao estas
causas que o governo lera cstudado e trata de estu-
dar para applicar-lhcs os meios mais aceitados
suareraorao.
Alguns desses moios j tem sido empregados pelo
gaverno ; outros eslao sendo examinados pela repar-
lirito gcral das Ierras publicas, que lem por um dc
seus principaes objeclos a colonisarao. O governo
est disposto como cu j disse, parle em raen
relatorio, parle na oulra cmara, a empregar lo
dos os meios imlerector, de lodos os meios auxi-
liares que dependerem elle para desen volver a
emiuae.lo, sem perder comludo de vista o syste-
ma da lei. Nflo pretende, s porque ha urna lei
de Ierras, s porque ha um regulamento que eala-
bclecc os meios proprios para fazer a venda dessas
Ierras, c s porque promova e consiga a sua medirn,
cruzar os bracos e esperar que o desenvolvmcnlo
da colonisarao venli.i nicamente da arrao do lempo,
eda emigraciio espontanea propriamenlc dila !
Assim, nao est lora ja dc couceder premios aos
importadores de colonos, urna vez que provem que
esses colonos sHo moralUados e afTcilos ao Irabalho
agrcola, j de promover e auxiliar convenientemen-
te a cresran de sociedades e companhias que man-
dem buscar colonos por sua coala elhcs dm promp-
lo destino, ou os distribua pelos fazendeiros que
contrataren] os serviros cTbs mesmos colonos.
O que o governo, porcm, nao julga prudente, he
adoptar nenhuos desses meios indirectos exclusiva-
mente; nem em prega-I os sem a devida cautela, pa-
ra evitar qoe especuladores se aproveilcm dos auxi-
lios que Ibes forem prestados, cm desvanlauem real
da colonisarao c do seu crdito, c em detrimento
dos cofres pblicos. O governo por cxemplo, nao
approva nem condeirna a priori o svstema de par-
cenar posto que nao se considere um systema de co-
lonisarao propriamcnledilo, mas sim como um meio
dc Iransirao que podo ser til, urna vez que se to-
mem certas medidas e cautelas necessarias que nao
tem presidido o celebraran de alguns contratos, e de
cuja falla lem cm regra provindo o mo surcesso de
cortos eslabelecimenlos fuudadosporeslesvslema.
O que o governo nao julga por ora prudente he
mandar vir directamente os colonos cusa do Ihe-
souro para dislriboi-los pelos fazendeiros. Desle
objeclo me oceupei no relatorio, e eslou neslas ideas
de inleiro accordo com a Ilustrada commissSo que
propz o ultimo projecto do regulamento das trras
porque.Sr- se o governo lomar asi esle objeclo direc-
tamente, para supprir a lavoura actual de bracos
ver-se-ha cm hita com lanas e tao repelidas deman-
das, que chegarao a um ponto tao exagerado que
lodos os recursos do llicsouro seram insullicienlcs
para que sejam allcndidas, peto desejo alias muilo
Balara! que os fazendeiros lefio de \erem povoados
seus eslabelecimenlos de bracos uleis, cuja aqusicSo
nenliuin Irabalho lhes custar e se'tver de reduzir
os pedidos, contemplando pequeo numero de lavra-
dores o Dando pieferencia aos que pareccrem mais
necessilados, ou mais no caso de aproveilarem os
serviros dos colonos, teca de lutar com militas difll-
culdades para avahar sempre com juslira essas ne-
cessdade', e snppondo-se mesmo que chegue a apre-
cia-las devidamenlc, dar isto sempre lugar a mu-
tos clamores, c a muitas rcclamaces c qucixas da-
quellcs individuos que se julgarem preteridos.
Demais, como mu bepi ponderou a ultima com-
niis-.m a que j mcreferi, os colonos que viessem
por esse meio, ainda depois dc entregues aos parti-
culares julgar-se-hiam sempre 'de baixo da luidla
immediata do governo, que constantemente ver-se-
lua forrado a oitS ir qucixas contra os proprielarios
ruraes, cujo procedimcnlo alias n3o convinha que
deixassc de fiscalisar para manlcr o crdito da emi-
gracao por esle svslema; o que tudo roubaria muilo
lempo adminislrar e mullas vezes infruclifert-
menlc.
Alemdos aponlados, oulros inconvenientes occor-
rcm contra osla imporlarao directa por parle do go-
verno que seria longo enumerar.
Todava enlendo pue nao se deve eslabelecer co-
mo regra a condemnarao absoluta desle meio; casos
se podem dar cm que elle aprovcile, e no meu rela-
torio enumero os dous principaes. Prefere porcm
o governo deixar ao inleresse particular as condres
com que os fazendeiros tenham de ajuslar os colo-
nos, ou com os importadores ou com us proprios c-
migrados quando os mandaren) vir directamente da
Europa.
Pensa o governo nos meios de obviar alguns in-
convenientes a que o syslcma dc parecria entregue
a si s pode dar lugar, c deseca estabelecer al on-
de for possicel certas cautelas para evitar que con-
tratos celebrados irretleclidamente Iragam comsigo
a ruina dos proprielarios ou a infelicidade dos colo-
nos, o que concorrer para augmentar o descrdito
da emigraran, c para embararar quanlo for possivel
a inlroducrao de colonos desmoralisados e vagabun-
dos, que em lngar de uleis ao paiz venham ser um
verdadeiro flagello dos fazendeiros que os conlrala-
rem, e que depois sirvam aiuda cm cima dc fazer
laucar sobre o Brasil c sobre os propietarios a culpa
^o mao successo dos eslabelecimenlos. Do que le-
nho dilo ve o honrado membro que em substancia
estamos de accordo.
O goveano nao descansa nicamente na venda das
Ierras, e pretende tancar mao dos ontros meios para
favorecer a emLTar,ao; mas cnlciide que, qnasquer
que sejam os meios adoptados d'enlrc aquello a
que o'nobre senador pareceu referirle, taes mei-
os scrao sempre palliativos, e nao, darao um resul-
tado solido e duradouro em quanlo nao hoaver como
base a medirn e venda das Ierras, cmquanlo nao
houver urna porrao de lotes medidos e demarcados
que se possam expor venda aos colonos que eliega-
rem, c assim em voz dc condemnar o regiilamcnln
das Ierras o nobre senador devia dar-lhe o seu vol,
porque (ende a estabelecer o complemento de qual-
qnar svslema que por ventura se quejra seguir, por-
que he a base principal dc que deve provir o' desen-
volvimenlo da emigracao espontanea. Alcm do cx-
posto consta do meu relatorio que o gitverno se tem
servido de diversos elementos, lodos tendentes a pro-
mover a colonisarao. Um desses elementos he por
sem duvida a crearan de ncleos coloniaes, slo he
a fundac.io de colonias cm Ierras feriis que eslejam
ao alcance de fcil meio dc Iransportes. Se bem
que esses ensaios nao lenhain sido lodos felizes oo
paiz, todava o governo nao desanima da conseguir
que, mediante certas providenciase regras, cheguem
os que formar a eslado dc prospcridailc; e desde
que o governo poder alcanrar csic resultado, he de
esperar que as noticias que chegarcm a Europa des-
se eslado, e desde que all constar que emsua pro-
ximidade ha Icrrns feriis junto ou pcrlo de rbs na-
veuaveis, ou contcnilo oulros meios de fcil Irans-
sem dfficuldade d parle de proprielarios de terre-
nos.
Foi ainda neslas inlences que o governo mandn
dispor os primeiros elementos para a fundara dc
duas colonias nos dous pontos extremos do Varadou-
ro que est fazendo nos ros Anhuac e Brillianle,
coro fim dc proteger a navegaran entre as provin-
cias do Paran e Mato-Orosso, tendo tido primera-
mente informatoes minuciosas sobre a ferlilidade
lessas Ierras c sobro sua salubridade e facilidade
de meios do transporte, lie finalmente com o mes-
mo intento quo o governo tem tratado de dar impul-
so as colonias militares; e agora he occasiao de eu
responder oulro tpico do discorso do nobre se-
nador a esse respeito.
Disse o nobre senador qne nBo sabe que colonias
militares silo essas, eque nao se casam bem a orga-
nisaeo c servico militar com os Irahalhos agrcolas.
Responderci ao nobre senador que as nossas coloni-
as militares nao sao porcerlo da mesma nalureza c
indale das colonias militares que os Komanos fun-
daran! na Illyriae na Panonia, nao sao tambem da
nalureza das qoe depois maudaram eslabelecer os
res da Hungra c os archiduques d'Austria, com o
fim de organisar urna fronlcira militar e um oerdao
sanitario, atim dse defeuderem contra as invases
dos Turco?, e preservarein-se da peste do Oriente;
nao sao igulmeute da nalureza das colonias mili lares
que na Rqgsia se fundaram de 1818 cm dianlc no
intuito de manler o excrcito n'um pe mais conside-
ravcl sem distrahir braros da agricultura, systema
que cu-ion ros de dinheiro. para cliegar a elevar
em 10 annos a 60,000 o numero dos colonos c a
100,000 o dos paizanos que eram considerados servo-
da cora, c a quemse concedram Ierras com obri-
garilo de sustentar os soldados enviados para essas
colonias, os quaes eram ohrigados a relribuir-lhes
com o seu Irabalho.
Taes colonias sao condemnadas por diversos es-
criplores que tem tratado da materia, e na Kussia
mesmo, segundo diz n Sr. Molinari, foi msler des-
armar grande numero desses colonos, nao lendo a
insl i luirlo correspondido as esperanras que de prin-
cipio havia dispertado.
He a essas colonias militares que referio-sc o es-
criplor a cujas palavras o nobre senador alludio,
quando disse que nao sabia como casar o,lrabalho
millar com os servidos agrcolas. As nossas colonias
militares porm. como j disse, nao sao dessa na-
lureza, nem tem semelhanle fim, sao colonias a que
rhamarei tui generit.
Ortos lugares do nosso paiz nao podam ser po-
voados por muilos annos, e o governo nao tomass'e
a deliberaran de fazc-los noticiar, afim de ineulcr
a seguranza das pessoas que os qu/.cssem lial.il. r:
e o meio que melhor parecen ao governo para con-
seguir lal resultado foi o estabelecimenlo de colo-
nias rompo-las de soldados ou de individuos sujei-
los a certo rgimen militar, para que pudesse lla-
vera subordinaran o disciplina indispensaveis rea-
lisarao daquelle fim, c por sso deu-se-lhes a deno-
minarao de colonias militares. E porque os colo-
nos prestara certos serviros de polica e seguranza
loral, vencem urna elapc c um sold durante o seu
engajamenlo e pouco lempo depois.
Querendo-se porm que elle- seappliqucm agr-
cuilura, tambem conccdcm-sc-lhes Ierras que cul-
livam em das designados. Nao sao pois taes colo-
nias puramente mistares, sao tambem agrcolas; e
como servem dc ncleo de popularlo sao verdadei-
ramenle um meio de transigi para colonias agrco-
las, em que por fim se devem converter, logo que
cesse a necessdade do seu rgimen militar. He as-
sim que eu as encaro, c he ncsle intento que as le-
nho procurado desenvolver.
I'oi cnin-emclbanle inlenrio que se fundaram
duas colonias militares as malas do Jacuipc. He
com o mesmu fim que o governo mandou realisar
ullimamcutc a creaoao de oulra as margeos do Gu-
rupy, na provincia do Maranhao, a qual lem dc os-
lender a sua polica al s malas do Turyass, que
eram, como lodos sabem, um receptculo de escra-
vos fgidos e de criminosos, o que era por certo bas-
tante para que- uinguem fosse habila-las^kpezar
da ferlilidade dasterras, e das vanlagens ^to po-
diam olTerecer. *
l.ogo que o primiro ncleo desses colonos esteja
bem firmado, o eslabelecimento ser engrossado por
colonos eslrangeiros que u governo para all envia-
r, e de futuro loriiar-se-ha urna colonia puramen-
te agrcola.
No mesmo caso est a colonia que j em meu
lempo o governo mandou fundar com duas liliaes na
estrada dc Lagos em Santa ('.alharina, com o fim de
prolcgcr os moradores e viandantes das incurses de
Indios bravios que por vezes tem all pralicado ac-
tos de barbiridade. No mesmo caso est ainda a
colonia militar que tambem ltimamente se mandou
crear as margeos do rbeirao do L'ruc, confluen-
te do rio Mucurv.
utro meio tambem tem o governo empreg.ido
para o desenvolvimenlo da colonisarao. Consiste
ra roiicos-.lo de Ierras que o governo.taz compa-
nhia do commcrcio euavegacao do Amazonas, com
obrigarao de fundar diversas colonias, concesso es-
ta que tem de ser melhor regulada no novo conlra-
lo que pende de definitiva decisao sobre algumas con-
dires, epelo qual a companhia ser obrigada a
fundar dentro do prazo de 10 anuos 12 colonias nos
lugares que forem designados pelo governo, e com
individuos das nacionalidades que elle julgar conve-
niente.
U nobre senador sabe que a Irania se (em servi-
do dejle meio, c que ainda em abril de 1853 o go-
verno francez concedeu 20,000 heclares dc Ierras
as vr/.inliancas dc Selbif na provincia Conslanlina,
a una companhia de tienovezes, com a obrigarao
dc povoar certo numero de aldeas com familias ori-
undas da Suissa. He de esperar que o emprego de
lodos esses meios de que o governo tem laucado mao,
c nos quaes proseguir prudentemente, mas como
perseverancia, concorra para que a emigrarao venha
para o Brasil, dependendo porm tudo islo sempre
da base essencial, que he no meu entender a venda
dc trras, medidas c demarcadas em pequeos lo-
tes, c a baixo prero, porm com um mnimo la-
xado.
Mas disse ainda o nobre senador: a A emigrarao
n;1o poder vir para o Brasil, porque receta da falla
de scgur;"ira individual que ha entre nos, visto
que al o Sr. ministro da juslica pintn o paiz no
seu relatorio ein um estado desgrajadissimo a esse
respeito.
Prmeiramcnte direi que me parece 1er hav ido al-
guma exageraran na maneira por que o nobre sena-
dor enearou essa parle do relaloro do Sr. ministro
da juslira; porm, seja romo for, o que para mim lie
liquido he que o Sr. ministro da juslica devia fallar
ao rorpo legislativo com toda a franqueza e lealdde,
muito mais quando elle tinlia dc propor e solicitar
medidas ledenles a melhorar o nosso estado de sc-
guranra, c permita o nobre senador que Ihe diga
qne eu nao receio que esta franqueza Iraga o resul-
tado que o nobre senador presume.
Primeramente, nao consta do relaloro do Sr.
ministro da justica que os ci irnos conlra aseguranca
individual fossem praticados contra eslrangeiros; sao
de ordinario, como todos sabem, provenientes dc r-
xs enlre os nacionaes, e isso de ordinario nosser-
loes e nos lugares mais lunginquos, onde a acrao da
polica nao tst ainda bem desenvolvida. Talvez
sejam na proporro dc t para 100 (nao Uve lempo
de averiguar o calculo! os crimes praticados conlra
eslransciros; se porlanlo, a noticia dada no relalrio
a que allmli chozar Europa, tambem chegar rom
ella n relatorio do Sr. ministro d(l*ustira, c por elle
se ver que o governo cuida em remover as causas
principaes desses crimes, e tanto que pelo ministe-
rio da juslira foi apremiado no corpo legislativo
um projecto com este fim.
Alm disso o nobre senador sabe que nem cm to-
dos os losaros do globo para onde costuma drigir-se
porle, .se desenvolva para esses ponlosa crrenle de | a emigrarao, ha mais seguranra individual do que
emigrarlo, logo que os colonos soubcrcm quo en-
contrarlo essas Ierras ja medidas c demarradas.
Pelo menos virap fcilmente os prenles e amigos
c em geral os compatriotas dos primeiros colonos,
porque a oulras Yntaseos aerrescer a dc encontra-
ren! aas visinhanras dessas Ierras, pelo menos pes-
soas auc fallera a mesma lingua, queus poderan hos-
pedar c encaminhar convenientemente cm seus pri-
meiros Irabalho:'. He nesta intenrao que o soverno
mandou fundar iilliu'iamcnlc asja colonia na villa
de Ibidos, no Para, colonia que alcm de sua impor-
tancia poltica que o nobre senador nao podesconhe-
cer, torna-se recoinmcndavel no locante agricul-
tura, porque o governo esta informado do que as
Ierras all sao mu ferlcis,sabu que os meios de trans-
porte sao facilimns, e que as medires para a venda
dos lotes poder-so bin fazer sem grude demora e
no Brasil, entrando ueste numero alguns Estados da
l'niao Americana, onde nao ha por rerto mais segu-
ranra individual e dc propriedade do que ha no
imperio. [.Ipoiado*.,
Hisse porcm o nobre senador: Crcon-se una
Cepartirao romo a dos Eslados-L'itidns, cora un pes-
soal snuilo grande c inleiraincule intil para um
primiro eusaio. O nobre senador ja havia dtono
seu primiro discurso que o governo bavia-se diri-
gido nessa rrearao pelo patronato.
' Sr. presidente, o governo quandu leve de formu-
lar o regulamento dejaneirodcstcanuo-.peusou mui-
to a respeito da organisaoao da repartoslo que tiiiha
de crear em virlude da lei do 18 de sclcmhro de
1850, p cuten.leu que cm vez de um conscllio oo
junta geral enrarregada das Ierras publiras, como
eslava proposito em diversos projeelos nfferecidoa
sua considerarlo, era mais conveniente seguir oex-
emplo dos Estados-Unidos da America, e organisar
urna repartirn com um chafe e empregados neces-
sarios; at porque loe pareceu que esia era a mente
da lei.
. Mas, segaindo o exempld dos Estados-Unidos, o
governo por ventoracreou urna repartidlo com um
pewoal ao menos approximado em numero ao da re-
partirlo daquellle paiz? O uobre senador, que tem
bastante leitura nesta materia, ha de saber qoe nos
Estados-Unidos a reparticito geral das trras publi-
cas, alera de um commissario geral, um offlcitl-
maior, c dous cheles de secrao, sendo um das recla-
marues particulares sobre Ierras, e oulro das med-
ee-, tem um solicitador, um chanceller ou registra-
dor, um secretario do presidente para a as-igual ura
de patentas, mais de oitenta oflicaes, e alm de li-
lliographos e estampadores, grande numero de escre-
ventes ou amanuenses.
J3 Sr. leonde de branles:E os gabinetes tc-
pographicos, etc.
O Sr. Ministro do Imperio:Possue repartiroes
subordinadas nos 68dislrictos cm que eslao dividi-
dos os Estados em que ha Ierras publicas. Cada
una dessas rcpartrcs tem um registrador e um so-
licitador e diversos empregados. Ha alm disso'
inspectores geraes nos dislrictos dc medires com
grandes vencimenlos, aos quaes al se da urna quo-
la para alusuel de casas, salario de criados, etc.,
alom de cscriplorarlos, cujo numero he variavel.
Ora, visla de todo esse pessoal, nngucm dir que
o governo, creando a reparlicao das trras da manei-
ra por que a organisou, deu-lhe um pessoal appro-
ximado ao dos Estados-Unidos. Ao contrario, nao
s esse pessoal nao admitte rom para rao. mas he
alo ainda menor qoe pquelle que se achava pro-
posto no projecto primitivo, offerecido sua conside-
rarlo.
O projecto primitivo, acerca do qual sabe o senado
que loram consultados muilos oobres senadores e
depulados, alem de oulras pessoas uolaveis, indica-
va a soguinle OTgariisaoao:
A repartido geral devia ser composta de urna jun-
ta, que alem de um presidente devia ler qualro vo-
gaes, sendo dous oflicaes superiores do corpp de en-
genheiros, um barbarcl formado e um cidadao sem
dependencia de classe ; devia ler urna secretaria
composta dc secretario, tres oflicaes, tres amanuen-
ses, um porteiro e um continuo ; e alem disso devia
haver em cada provincia do imperio urna junta com
um presidenta, dsns vogaes, ele.
Entretanto as pessoas'que examinaran! esse pro-
jecto nao se oppuzeram a elle, excepcao de dous
nobres senadores pela provincia dc Pcrnambuco, que
fizeram reflexoes sobre esse pessoal.
Ora, sendo esse pessoal maior do que aqiielle que
o governo estabeleceu, pensei que sobre esse poni
nao apparecesse por isso acrusarflu conlra o minis-
terio, e menos ainda, perde-me o nobre senador,
que ella parlisse de S. Exc, porque tendo sido urna
das pessoas encarregadas de examinar o projecto pri-
mitivo, ha dc estar lembrado que deu um parecer
declarando que nenhuma alleraoo linlia a propor-
Ihe, concordando em seu oflirio, creio que dc no-
vembro de 1850, com todas as disposiraes do dito
projecto, e porlanlo com o pessoal indicado, que era
mais uomeroso.
Pergnnlou o nobre senador o que se tem feilo de-
pois da pnblirarao do regulamento. por onde prin-
i'ipiou a medirao e demarraran das Ierras, e se era
verdade que ia principiar pela provincia do Bio de
Janeiro.
Perguntou tambem se o governo lem encontrado
alguma opposr3o da parle dos proprielarios.
Dcvo dizer- ao nobre senador, em primiro usar
que, sendo o regulamento para a execurao da lei
das Ierras datado de Janeiro desle anuo, e sendo de
maio o das medicos, nao era possivel que eslas ti-
vessem j principiado. Era preciso primeiramenle
montar as repartiroes liliaes as provincias, onde por
haver Ierras devolulas em mais abundancia, e por
oulras circumslaiiicas. compre que comece a me-
dirao.
Informarci tambem ao nobre senador qne o go-
verno, em vez da inlencjoque constou ao nobre se-
nador de principiar pelo Bio de Janeiro as medires,
pretende mandadlas comegar pelas provincias fron-
leiras do imperio, as quaes ha mais urgencia, por
motivos que saolobvios, de se ileinai carera as (erras
para proinover-lc para all a emVacao.
Informarci lannein que o governo nao espera en-
contrar grande opposico da parte dos proprielarios
de trras, nem difticuldades que nao possam ser re-
movidas, porque est firme no proposito de marchar
nesle objeclo com a devida prudencia.
Fallou o nobre senador em seu segundo discurso
sobre a mortalidade dos exposlos que tem lugar na
santa casada Misericordia, C perguntou a que cau-
sas o governo attrbuiaessa mor laudado, visto como
as nao refer em meu relaloro.
Direi ao noftre senador que nao eoumerei as cau-
sas especiaes dc tal morlandade no meu relatorio,
porque ellas nao me parecam aiuda bem ronbeci las
pelos homens dc scicncia.
Diversos mdicos lem sido encarregados de cslu-
da-las, e propor os remedios convenientes para re-
niove-las, mas esses remedise as medidas que tem
lomado a ailminislrarao da santa casa pouco tem
approveilado por ora, o que prova que as causas ain-
da nao foram completamente reconhecidas. Allri-
buia-se como urna das causas a casa em que esta-
vam os exposlos, pelo que Iralou-se de muda-Ios ;
mas denlro de poucos das rcconlieccu-se que con-
linuava o mal de que mais geralmenle sao victimas
ascreanoas.
A questao por ora pertence ao deminio da scien-
cia, e nao screi eu por certo o mais habilitado pa-
ra vir aqui niauisfestar a este respeito urna opiniao
com seguranra.
Entretanto direi que cm geral o mal parece pro-
veniente principalmente do estado em que essascrer
ancas chegam de ordinario ao estabelecimenlo, e
parece mesmo inherente instituirn, se bem que
eu julgue ainda que podr a ser attenuado por medi-
das que eslao sendo estudadas.
Este objeclo j lem sido discutido nesta e na ou-
lra rasa ; sei que a adinini-lraeo provisoria da san-
ta casa da Misorirurdia. assim como o fallecido Sr.
ronselheiro.lose Clemente Pereira, empregava a at-
tenrao na maneira porque sao tratados os exposlos ;
e a actual adminstraso cerlamentelia de prestar a
tao importante objeclo roi lado muilo particular ;
ella sem duvida far continuar os estados que se tem
feito e procurar conheccr exactamente as causas do
mal e os meios de remedia-lo.
A grande mortalidade dos exposlos nao se nota
somente no nosso paiz ; d-se era larga escala, an-
da nos mais adianlados, como o nobre senador sabe,
e como se ve das respectivas eslalistlcas mor toaras.
Fallando dos-vapores da companhia brasileira la-
mentou o nobre senador que o governo smenle cui-
dasse de tomar medidas para evitar os abusos e in-
commodos que a bordo dcllessolTriam os recrulas de-
pois de advertido por algumas vezes no corpo legis-
lativo.
Informarci ao nobre senador que antes da actual
sessao do corpo legislativo j o governo tratava de
dar prev idenrias para que os recrulas e soldados pu-
dessem ser melhor accommodados a bordo dos nos-
sos vapores, o se evilassem quaesquer abusos em sen
transporte, c tanto que ja se havia entendido com a
directora da companhta para innovar o respectivo
conlralo, c regular estes c oulros objeclos no intu
to de melhorar essa navegnrao, como fiz ver mais
desenvolvidamente na cmara dos Srs. depulados-
Tralouo nobre senador tambem de catechese, e dis-
se que se admirava de que ainda eslvesse em vi-
gor o regulamento dc2i de julho de 1815.
Quanlo ao juizo que o nobre senador forma desse
regulamento, ha dc ver pelo meu relaloro que es-
tamos de inleiro accordo. No tpico respectivo do
mesmo relatorio veri o nobre senador que eu franca-
mente declaro que as disposires do tal rcgulamen-
lo nao lem na pralica correspondido s esperanras
que fez nascer a sua publicaran.
O Sr. Ilollanda Caialcanli: Eu nanea as
Uve.
' O Sr. Minilro do Imperio : Mas milita gente
as leve. Tanloeu julgo ueccssaiia a reforma do rc-
gulanienlo de 21 dc julho, que tendo mandado reu-
nir os papis que havia na secretaria sobre esle ob-
jeclo, os enviei a sei ron do conselho de eslado para
indicar as alterares que se devem fazer no dito re-
gulameiilo.
Hoiitem fui informado que o parecer brevemente
ser presentado ao governo. Mas disse o uobre se-
nador ; <( Porque o governo nao o revogou logo '.'
E cu responderei: porque cr necessarn haver
oulro que o substituste, pois nao devia tirar este
serviro inleirameiitc abandonado c sem regra que
odirigissem.
He necessario, disse o Ilustre senador, que o go-
verno se cunvenca de qrie o elemento religioso he o
essencial par* catechese. Concordo tambem ues-
te ponto, e tambem no meu relatorio ver o nobre
senador ennunctada a minha opiniao sobre a neces-
sdade da v inda de missionarios para proraoverem a
catechese.
Heconhecendo o governo que hava algumas difll-
ciildades na rrle de Boma que embaracav am a viu-
da desses missionarios, enlrou em ncgociae,es com
a mesma corte para que se removessem taes diflicul-
dades. Disse mais no meu relatorio que tanto o go-
verno reconbecia a necessdade delles que tinh"
mandado buscar 30 para satisfazer as requsirOes
dos diversos presidentes.
Parcce-me pois que por esle lado do servico publi-
co o govorno tem feito tudo quanlo era possivel, tu-
do quanlo eslava ao seu alcance.
Occupou-se tambera o nobre senador com o archi-
vo publico, e perguntou se o minislerio actual dava
a esse estabelecimenlo a mesma importancia que ou-
tros ministerios Ihe linham dado, ou se tinha tenrao
de extinguido ; perguntou mais se na reforma da
secretaria o governo lencionava acabar com aquella
reparlicao, unindo a secretaria do imperio.
Se fosse precisa alguma prova de que o governo
nao lema inlcnrao de extinguir o archivo publico,
o Musir senador a adiara no meu relatorio, porque
ahi declaro que o governo lendo reconhecido a ne-
cessdade de dar casa mais espacosa ao archivo pu-
blico, afim de qne melhor pudesse esempenhar os
fins dc sua crearan ; e que tendo encontrado como
enconlrou a maior facilcidade e os mclhora dese-
jos da parte dos religiosos de Santo Antonio, tinha
mandado proceder as obras necessarias n'gma parte
do seu couvculo para nella eslabelecer essa repar-
tido.
Quando se procede assim com urna instituirlo fica
forade duvida que noselero emliloexlinsui-ia. Ile-
clarci lambem uo meu relaloro qoc o regulamento
por que se rege o archivo publico nao pode boje cor-
responder ao seu destino, e que por isso o governo
julgava conveniente retoca-lo. Quanlo a reunir o
archivo secretaria do imperio, posto que eu j te-
nha mais ou menos opiniao formada a esle respeito,
pedirei liceuca para nao dizer desde j qual ella seja,
porque podem at o momento da reforma haver cir-
cumstanciasque a faromodificar.
Fallou depois o nobre senador sobre a bibliotbeca
iiiblica e censuren o governo por ter comprado a
ivraria do l)r. Pedro de Angelis ; disse que nao sa-
be que valor possam ter esses livros, que suppe ser
nenhum em relarao ao preco que custaram, nem que
obras serao essas que n&o baja na bibliolheca pu-
blica.
Devo informar que quande entrei para o ministe-
rio j essa livraria eslava ajustada : o nosso ministe-
rio em Montevideo tinha tido aulorisaran para o a-
just, c cm conseqnencia delta foi a livraria remetli-
da para o Bio de Janeiro, e o Dr. Angelis apresen-
tou-se para recebar o seu valor: o governo nao podia
deixarde paga-lo, porque era um ajuste feilo pode-se
dizer que solemnemente. Nao se pense porem^jue
o uiiislcrio que nos precedeu procedesse mal man-
dando fazer essa compra, pois ao conlrario enlendo
qoc fez urna acquisirao importansiscima para a nos-
sa bibliolheca publica.
Esta livraria em vez de ser composta, como o il-
lustre senador suppoz ou como o informaran!, de li-
bras inuteis, de folhetos sem valor e sem significa-
ran, conten obras importantissinias sobre a historia
da America, sobre viagens iuleressanles, noticias im-
portantes sobre I i ni i te-, muilos mappas, ele.
Se o nobre senador quizer conveucer-sc disto, cu
posso oflerecer sua considerado o catalogo dessas
obras, que corre impresso, eque trago comiso. Saiba
alem disto o nobre senador quequando j eslava fei-
to o ajuste, o Dr. Angelis receben de um livreiro da
Inglaterra una carta com um offerecimenlo de pre-
ro mais avullado do que aquello porque o Brasil ti-
nha ajustado a sua livraria. Eu nao live occasiao
de ver esta carta, mas um Ilustre senador, que he
conselheiro dc estado, que me merece, como a todos
que o coiihcccm, particular consideracao, vio-a, e
est pcrfeitamenle informado disto.
O Sr. Visconde de branles : Apoiado.
O Sr. Ministro do Imperio : Direi mais ao
nobre senador que esta bibliolheca compc-sc de
2,785 Toluniesiinprcssos, alem del,2!tl documentos,
mappas c manuscriplos importantes. Devo mais in-
formar ao nobre senador que he muito insignifican-
te a porrao de livros dessa livraria que ja existis-
sem na nossa bibliolheca i muilo mais de tres parles
de lodu a porrao adquirida nao hatia na bibliolheca
publica.
Algumas das obras sao rarissimas, e s se poderi-
am obter com muita diflculdae. Ainda boje veri-
liquei novamcnle tudo isto, mandandochamar oem-
pregado que faz as vezes do bibliolherario, o qual
me informou> miudamenle a esle respeito. Se o no-
bre senador, repito, quizer conheccr a importancia
deslas obras, posso oflerecer sua consideraran o
respectivo catalogo, e se quizer verificar a existen-
cia dessas obras. JW fcil fcze-lo na bihliotheca pu-
blica. ,
Passando ao I Viro de obras publicas, perguntou o
nobre senador se a'ccaso nao seria melhor, em vez de
votarcm-se todos os annos 510 contos para obras ge-
raes e auxilio das provincias, abrir-se um crdito
para se contrahir um empreslimo com o lini de a-
codir-se as obras mais urgentes das provincias, e ir
empregando a oonsis'iiaeao animal dos 500 e lanos
contos no pasamento dos jurse na amorlisarg des-
se empreslimo.
Parece-me que o Ilustre senador n3o qniz enunci-
ar a este respeito urna opiniao j formada, e apenas
api escotar a idea considerarlo do senado. Mas
como pedio a minha opiniao direi, sem entrar em
mtior desen volv i ment, qiiesemelhanle operarao por
ora ao menos nao me parece prudente, alem de que
nao produziria resultado satisfactorio.
Primeiramenle um empreslimo as actuaes cir-
cumstancias para occorrer s necessidades mais ur-
gentes das provincias seria um mal para o thesouro,
por nao cslarem ainda bem condecidas as obras mais
necessarjas.
Na aclualidade esse empreslimo ou teria de ser
muilo exagerado para que se altendesse matar
parle das provincias e fosse eflicaz, ou loria de ser
appHcados obias principaes de algumas somente,
e|i-lo dara lugar a ciumes|das que nao fossem con-
templadas, chimes que nao convem ali-menlar.
Demais, o empreslimo nao dispensara o corpo le-
gislativo de votar todos os annos urna quola para
oulras obras urgentes, geraes ou provinciaes que fos-
sem apparecendo, e que nao pudessem deixar de
ser promplamente altendidas.
Parece-me pois, sem por ora, como disse, entrar
em mais longo desenvolvimenlo, quo esse meio nao
convem ser adoptado.
Sr. presidente, devo concluir, poique assaz lenho
j alongado ; mas nao o posso fazer sera lomar cm
consideraran urna proposirao do nobre senador en-
nunciada no principio do seu primiro discurso.
Nessa occasiao o illuslre senador, fazendtf-me alguns
elogios que nao mei ero, mas que assaz Ihe agrade-
i;d. disse que laraenlava a minha posic.io por fazer
parle de um ministerio que tinha por presidente do
conselho o Sr. viscoude de Paran, o qual entenda
que como tal devia impr sua vonladea todos os col-
lesa-, c que devia exigir delles que subscrevessem
a lodos os actos de sua tontada sem a menor refle-
x3o ; que emlim os quera fiscalisar jolgando se su-
perior a lodos os ministros.
Qual seja, senhores, posirao do Sr. presidente
do conselho cm relarao aos oulros ministros, c qual
adeslesem relarao a seu rliefc.ja foi explicado nesta
casa tanto pelo Sr. presidente do conselho, como pe-
los Srs. ministros da guerra e de eslrangeiros, c na
oulra pelo Sr. ministro da juslira; lodos protestaran!
contra seraclhanle proposirao. Uoje chegou a mi-
nha vez de lambem fazer o meu protesto.
Eu pensei, Sr. presidente, que semelhanles insi-
nuarles, que sii poderiam ler algum merecimento,
sendo inexactas, quindo lanradas oo publico como
um recurso da opposico para ver se assim conse-
gua plantar a desconfianra c a desharmona cutre
ministros, dispertando por esla forma o seu amor
proprio, tertam ces-ado depois das declararnos dos
ministros a quem me refer.
O Sr. D. Manoel: Pero a palavra.
O Sr. Ministro do Imperio:Pnrqupsealguem de
boa fu podesie pensar que na reatla,le o Sr. presi-
den le do conselho erigia-se juiz dos aclos de seus
collosas, e sen superior, impondo-lhesa sua ventado.
e ao mesmo lempo pensava qu os ministros actuaes
eram tao inhabeis ou tao traeos que se humilhassem
ao ponto de serem meros isnlrumenlus da ventado
allioia, OU Un punen disnusquo pralcassem aclos
contrarios sua consriencia, teria de certo j muda-
do dc opiniao vista da-explirares a que allodi :
e aquello- mesmos que empregassem taes proposi-
res como recurso dc nppnsir.'io declaro que n.io
fai;o allusao ao nobre senador dev am IMoj abando-
nado por convencidos da suainsufliciencia eeflicaca.
As palavras porm do honrado senador prov ando que
S. Exc. ao menos ainda nulrc as mesmas ideas a clc
rcspeilo.sendo proferidas na minha presenraoobrigam
me a tambera declarar, pela primeira mas ultima vez,
que desde que tenko a honra de senlar-me nos con-
selhos da scoroa nao lenho encontrado da parle do
Sr. presidente do conselho senao umita eslima c mui-
la considrrarAo, muita lealdde e dedicaoao, quali-
dades estas a que procuro retribuir por maneira
correspondente 1
Os ministros, Sr. presidenlc. decidera boje os
negocios como sempre foram decididos. Amigos
un- dos oulros, respeilando-semutuamente, nao len-
do felizmente apparecido enlre elles o menor scr-
nien de rvalidade, expoem todosI as conferencias
suas opiiiue- com a maior franqueza e liberdadc.
Animados lodos por motivos nobres e (endeudo ao
mesmo liul. chegam de ordinario a um accordo de-
pois de dscutircm sobre a salucau das questes mais
importantes que correm pelos respectivos ministe-
rios. Amigo da discussao c al da conlrariedadc,
como bem disse na rain u a dos Srs. depulados o Sr.
ministro da juslira, o Sr. visconde do Paran liga-
do a loilos ns por laros anleriorcs e firmes dc
niuila estima e dc muilo respeito, nao tem no ga-
binete senao aquella influencia moral e legitima a
que Ihe da o direito a sua illu-lrar.io c a longa pra-
lica dos negocios pblicos. Como presidente do
conselho exerce apenas a acrao benfica que he in-
dispensavel para que haja sempre nos aclos do mi-
nisterio uuidade de pensamentn, e se manlenba a
iolidariedade que he essencial na sohnjao das quev
=
lis imporUnles da admioiitra-
rei pira ministerio, Sr. pre-
toes polticas e as mais
{So. Desde que entrei
sidente, ainda urna s vez nSo me ichei collocado
na posirao de suhscrever a om acto qualquer contra
a minha vonlade. Tomo conscienciosamenle a rea-
ponsabilidade de todos os meus aclos, quaesquer que
elles tenham sido, lomo-a pelos dos meus collegas,
e isto que digo de mim digo de todos elles.
Pedirei pois licenea ao nobre senador para rogar-
llie que, em vez de lamentar a minha posirao, acredi-
te na verdade das minias palavras, e na sinceridade
dos inoussentimenlos, porque se convencer entilo
que eu mo tenho senao motivos para cada vez mais
apreciar a subida honra de haver entrado para o mi-
nislerio, tendo por collega e por presidenlc do con-
selho um estadista tao distncto, quanlo Ilustrado, e
litu perfeiio cavalleiro como lie o Sr. viscoude de
Paran.
Pero disculpa ao senado por ter tomado o seu pre-
cioso lempo com estas ronsiderares. Fi-tas por en-
tender que assim cumpria um dever dc lealdde, e
concilio agradecendo aos nobres senadores a benevo-
lencia com que se dignaram honrar-mc.
Falla ainda o Sr. D. Manoel, depois do que a
discussao fica adiada pela hora.
O presidente designa a oidora do da, o levanta a
sessao.
Pelas 10 e '2 horas da manhaa, feila a chamada,
verilica-se nao acnar-se reunido numero legal de
membros, o presidente declara uao poder haver ses-
sao, c convida os senadores presentes a trabalharem
as connni-r.es.
Discurso do Sr. depurado Paula Bd0r
lista na sessa'o de 14 de agosto
de 1854.
O Sr. Paula Baptista:Quando, senhores, no
correr da prsenle sessao, apparerendo diversas pre-
tenres deestudantcs, foram ellas tcndo feliz xito,
desde logo antevi o perigo de se ir de passo em pas-
so, de degro em degro, al chegar-se ao dcscahi-
meulo de toda a disciplina nos estudos superiores.
E, rom elleilo, sabe a cmara dos Srs. depulados, ou
sabe cada um de seus membros individualmente os
motivos e brazoes porque se quer conceder ao es-
ldanle de que falla oprojeclo, o favor de poder fa-
zer acto do primiro e segundo anno no curso jur-
dico de S. Paulo? Eu o direi.
J se nao impula aos lentes, como outr'ora se im-
putara, a falta de nao chamarem os estudaotes para
fazerem seus exames de preparatorios: j se nao ar-
gumenta com pretextos de enfermidades c com cogi-
tados motivos da cquidade: o caso prsenle he mais
serio: nada se diz, tudo se cala, e com um silencio
forrado se manda que um esliidante que foi repro-
vado no primiro anno de seus estudos Tara aclo das
mesmas materias, e mais aiuda, das materias do se-
gundo anno, oo qnal elle se nao matriculara, e nem
podia matricular-se.
Ora, haver quem crea que um estudanle, que
por incapacidade ou falta de applicarSo foi reprovi-
do no primiro anno de seus esludos, pudesse em
um s anno repetir com proveilo o mesmo esludo,
e esludar ainda mais as materias, alias dilliceis, do
segundo anno, que fazcm objeclo de duas cadeiras?
He pelo prero de soa insufliciencia. provada por
ama reprovarao aulhenlica que esle estudanle ha de
comprar o beneficio,de fazer, em um s anno, dous
exames mis materias de dous anuos lectivos'! He com
um tal atropello, ou antes com urna lal violencia
feila razio e ordem natural das cousas mais im-
portantes, que se dever satisfazer inleresses parti-
culares".' O que faz o governo que nao vem no parla-
mento pronunciar-so contra essas exorbitantes pre-
IcnrOes, visto achar-se armado do poder dc refor-
mar as escolas do ensino superior? (.Ipoiados.)
Bepito, senhores, trala-se de premiara um estu-
danle que foi reprovado por-tres lentes em urna das
academias de direito do paiz: trata-so de se estabe-
lecer ura precedente lerrivel, funesto e desanimador
para a causa das letras e para a religiao do ensino:
trala-se de fazer senlir bem s claras, que as vigi-
lias, os esforcos, as lucubrares e fadigas, para se
conseguir a sciencia, valem menos que o patronato.
E tambem ns. homens do magisterio, nao deverc-
raos desanimar vendo esses e oulros favores passarem
as cmaras legislativa-'.' Seremos nos as nicas vic-
timas inmoladas ao dever, ou anles lloveremos tam-
bem abrir osolhos para vermos que este paiz he dos
tactos consummados, que nao devemos reprovar
aquelles que liveieiu proteccies?
Um Sr. eputado:He bem verdade o que dir.
O Sr. Paula Baptista:E, senhores, se for ap-
provado esle projecto, com que forra de razao pode-
r mais a cmara dos senhores depulados censurar,
e mesmo exprobrar a condescendencia dos lentes, e
a falta de vigor do ensino! Cura que roosciencta
poder ella reprovar quaesquer abusos. {Apoiadt.J
Senhores. eu teoho muilo boas inlormaroes do res-
peilavel pai deste moro, o Sr. desembargador Valdela-
ro; ronsia-ine quehe um magistrado consciencioso e
honrado (muitosapoiados), como com laobeilasquali-
dades esse senhor mantera urna prelcnrao deste or-
dem, allronia tantas ditliculdades, se esquece de lan-
os principios de alia conveniencia publica, estebe-
lece enarenes para seus amigos, e nao desoja antes
lodos os mais igualmente restrictos aos seus deve-
res. eiBjbora sejam de difireme nalureza 1
Toco nisso, senhores, porque em verdade vos de-
claro que, tanto como sso, cu nunca exigirei de
meus amigos para meu proprio filho.
O Sr. omes Wfteiro;Ellfrequereu, a cmara
que decida.
O Sr. Paula Baptista:O bom senso lambem
deve presidir aos requerimenlos.
O Sr. Augusto de Oliceira:Apoiado.
O Sr. Paula Baptista:Senhores, eu acabarei a
minha opposirau a este projecto com una compara-
cao. I.embro-mu ter lido que Rover Collard op-
pondo-se una vez a um projecto de lei, que ihe pa-
reca urna abef rac.lo do justo c de todas as conveni-
encias, dissera a Fazei a tosa lei, e eu sere o pri-
miro a desobedece-la. Eu nao tenho o prestigio
de Royer Collard, nao lenho suas caas brancas, e
nema gloria de seus serviros.
O Sr. Barros Brrelo :Oh I em inslr ucc.io pu-
blica tem todo o merecimento.
O Sr. Paula Baptista:Mas declaro-vos que se
esle projecto passar, e eu livesse de ser examinador
deste estudanle, en quereria ter a satisfago de,
Com urna resistencia couscienciosa, de modo que
frustrasse esse favor, supprir aqullo que tinha falta-
do ao legislador.
Urna Voz:He forte.
OSr. Paula Baptista:Voto contra o projecto.
O Sr. Sabuco (ministro da juslira :Sr. presi-
dente, he esle o caso em que caberia dizer-se: To-
tano: animis celestbus irw {Apoiados.) Nao sei pa-
ra que lano furor po nobre deputado conlra o go-
verno.
O Sr. Paula Dapthla:Nao fallei contra o go-
verno, disse que desejava ouvi-lo.
O Sr. Ministro da Justica'. Dz-se : o O go-
verno nSo apparecc-, porque nao se pronuncia elle
nesta questao? Senhores, esta quesiao he loda in-
dividual ; creio que nao he preciso o auxilio do go-
verno para que cada um proceda conforme a sua
ronscencia. Muilos apoiados. Muilo bem.) Nao he
urna questao ministerial em qne o governo sedeva
pronunciar. (Apoiados.) Quanlo a mim, em todas
as occasi&es lenho sempre reprovado estas excepres,
estas dispensas dos estatuios, e nao hesito em repro-
va-las, quaesquer que sejam as considerarnos. Mas
enlendo que nao ha necessdade em que o governo
se pronuncie em (odas as quesles; he elle o juia
competente para pronunciar- naqoellas em que
julgar que he isso conveniente. (Apoiados.) Ao pas-
so que os nobres depulados querem arrutar o gover-
no para estas pequeas quesles, eslranham que elle
considere como mnisteriaes aquellas que elle julga
dever considerar como taes.
Sr. presidente, vote cada um conforme a sua rons
ciencia. (Apoiados, muito lem.)
Nao havendo mais quem pera a palavra julga-se
a materia discutida, e procedendo-se i volado por
escrutinio secreto he approvado o projecto por 44
votos a favor c 22 contra.
Enlram em discussao os artigos addilivos.
L-se, e sendo apoiado, entra conjunclamente em
discussao o seguinle artigo addilivo doSr. Oliveira :
a Fica o governo autorsado a conceder igual favor
a todos os estudantes que o requererem. S. a K.
./. de Oliveira.
O Sr. Paula Baptista : Sr. presidenta, nao sei
se uestes negocios eu ando lorio ou diroilo; e anles
devo crer que a cmara dos senhores depulados tem
mais Alustraran c experiencia do que eu. A' vista
do rcsullado que houve na volado que acaba de ler
lugar, quero dizer alguma cousa em favor do arligo
addilivo ltimamente apoiado, para verse pelo me-
nos se ennsegue ro-peilar a igualdadc.
O Sr. Presidente : Devo observar ao nobre de-
putado, qne a discussao nao pode principiar senao
por oppo-iean.
O Sr. Paula Baptista i Nesle raso cederei a pa-
lavra a oulro que quena fallar conlra.
(Ha vario apartes.)
Susseirain-nie urna dea que me parece feliz. Co-
mo exislem dilfeientes aigos addilivos, admlindo
a fazer aclo oulros estudantes cerlos e determinados,
principiare oppondo-mc a estes artigos.
Um desles estudantes a'legou enfcriniladc na oc-
casiao cm que hnlia dc fazer exaine de preparatorios.
OSr. Brandiio: E aprsenla documentos.
O Sr. Paula Baptista : E diz agora o meu hun-
rado rollega que provou estar dnenle. Parece que
a esle he que a equidade deveria favorecer, pois que
lirn impedido por urna causa que se lhc nao pode
imputar". Todava, enlendo que loda a dispensa,
todo o beneficio deste genero he acompauhadn de
graves inconvenientes, pelo menos abre as portas aos
einpenhos e patronal'". \ Apoiados.)
O Sr. Siqueira de jueiroz : Qual he a lerfa
ein que nao ha patronato'.'
O Sr. Paula Baptista depois de pequea pnu-a :
Senhores, este aparte do uobre deputado me re-
mita. Sim, meu charo rollega, sabemos lodos que
nesle globo (erresire nao habitara anjos, mas homens;
mas nao se o-quoea tambem de que o mais e o me-
nos forma urna questao importante entre os homens;
que he o mais e o menos o que caraclerisa a morali-
dade dos povos, e revela os pro&res lie verdade, em loda a parle ha crimes, ha miserias,
ha vicios, ha patronal'); mas em muilos [usares o pa-
tronato se esconde, se disfarra, fose e recua ante
cerlos principios geralmenle havidis por verdaderos
e i empellados por lodos no interesse do todos; c rm
outros lugares elle se ostenta irrcsponsavel, c sem
necessdade de justificares, c colloca-sc cima de
ludo. Senhores, ncsle ponto sinlo o dever dc con-
ler-me e calar-me.
O Sr. Gomes Bibeiio: Tem loda a razao.
O Sr. Vaula Baptista : Nao he por mim, que
me sinlo viotenlado, pois cooliern os homens; mas
he peta causa publica : ht porque vejo que nesta
vasto imperio a instrueco acompanhada de um sys-
tema de educar" disciplinaria, dessa educacaoque
eslabelece oshabilos de obediencia e forma bous ca-
racteres, sendo as principaes forcas capazes de con-
serva-lo graup e sempre unido, nao lera do o grao
de imporlanrTa que merece.
Sr. presidente, j que contra meus fraeo esforcos
foiapprorado o projecto, e hao de ser pprovados
lodos os arliaos addilivos que importan! oulras tan-
tas raras e favores, ao menos seja approvado esle
que fez o beneficio extensivo a lodos que se acharara
as mesmas circumslancias. Se o banquete he bom,
lodos que se possam assentar mesa. (Apoiados.) E
quanto a ns lentas desojamos saber quem he o nos-
so onico senhor, a quem devenios obedecer; deve-
mos saber qual he a norma carta porque nos deve-
nios dirigir, e isso he a lodos os sentidos preferivel
posirao dubia de andarmos dislingundo quem tem
protecrao equem nao lem, quem pode ser reprovado
c quem nao pode.
O Sr. Dutra Bocha: Apoiado.
O Sr. Pauta Baptista : Como em ama poca
de reforma he que as pretenroes mais exageradas
vao sendo aeolhidas, ccomo muitas vezes he preciso
que o mal cresca para que a reacrio venha, voto
contra lodos os arligos addilivos, e no caso delles se-
rem pprovados, volarci a favor do qne generalisa o
favor.
18
O Sr. Paula Baptista : Sr. presidente, *slou
bera certo de que nao me ser possivel acompanhar
os nobres depulados qoe se oppuzeram ao projecto em
suas vagas generalidades. Procurare! os homeusprin-
cipalmente nos tactos.
Eu j tenho por vezes lastimado a escassez dos nos-
sos ornamentos na parle que concerne inslrucsao
publica e aos meios de progresso moral; boje, op-
pondo-me ao adiamento proposto, e approvandn este
projecto, preencho um dever t sou coherente.
Mas, senhores, que embararos se nao creara para
os governos na realisajao dos planos e medidas anida
as inais necessarias ao paiz '! {Apoiados.) Se se man-
da engajar eslrangeiros versados as arles e sciencias
que faltam ao paiz, o patriotismo exaltado grita :
u Nao, nao queremos eslrangeiros : os filhos do paiz
sao aptos para ludo ; d-se-lhes instrucr*0- procre-
se liabilila-los..." (Apoiados e reelamacOes.)
O Sr. Ferraz : Esla dea he dos que querer a
narionalisarao do commercio.
O Sr. Paula Baptista :Se o governp quer derra-
mar esses diversos coohecimenlos artsticos e seienli-
ficos creando cadeiras, clamam churus : a O governo
rsl augmentando as despezas ; h gastado*, he pro-
dign.n Me parece que clcs diversos modos ele ata-
car o governo n.io sao leaes, e nem podem ser uleis.
(Muilos apoiados.)
O Sr. Gomes Itibeiro :Tudo isto he theorl.
O Sr. Paula Baptista :Theoria '. he o que real-
mente vemos. Diga-me o nobre deputado : Qnal lie
a nac.ao onde se gasle menos com a jnslrucco ptj-
bliea em lodos os seus ramos do que no BraBl 1 Exa-
mine o que se gasta na Franca, na Prussia, e... I
O Sr. Gomes Bibrtro :Eu quero resultados pra-
ticos, e a Prussia be especial a este respeito.
O Sr. Paula Baptista:He verdade : lie dos re-
sultados praticos qoe ine.occopo, e lie contra os que
querem a pralica sem os meios de obrar que me es-
to pronunciando, e a este respeito pero ao nobre
depntado que antes de tudo atienda bem que as I
quezas imiifiteriaes e os fructos que nascem i
sciencias nao veem de um anno para ostro, e nem
sao cousas que se possam pegar, apalpar, e que pos-
sam agradar os sentidos.
Seuhores, he tao cerlo que as sciencias nalaraes,
as arles e a instrocrao profesional sao de necessda-
de absoluta a todas as naces rivlisadas, ou qoe as-
pirara civilisarau, como he igualmente certo que
em um paiz novo como o nosso, emquanlo nlo eito- .
lem inleresses creados e incentivos qne convide
cultura desles conhecimeutos esta arvore cusa mui-
to a florescer ; este moitas vezes ha da querer defi-
nhar e como que marchar ; a ndifferenca e o desa-
nimo neslas circumslancias he urna falla imperdoa-
vel ; eiimpre, pois, sempre com constante firmeza,
regar esla planta, favorecer o sen desenvolvimenlo,
supporlar os sacrificios dos lempos, de Irabalho*evi-
silancu al que chegue o lempo de se colherem seus
fruclos. (Apoiados.)
O Sr. Pinto de Campos :Muito bem.
O Sr. Paula Baptista :-E se desanimarme*, o qne
deveremos esperar do desanimo ? que o Brasil, a res-
peito das arles liberaos e das (ciencias naturas*,
sempre urna manca no berro : nao he assim ? i
re agora o mesmo que anles dizia a respeito da ex-
linccao do trafico de Africanos ;se a ruina ou o
prnmeltimenlo da lavcfura he. a causa ou a razao para
se nao extinguir o Irafjeg, quanto mais annos cor-
rerem nftis coinpromellidos i.~ao ficando os inleres-
ses da mesma lavoura, maiores ditliculdades se rao
amontoando, e maiores sacrificios serao precisos para
se cliegar effeclividade da extincrao : logo o que
nos dever restar ".' a perpetuidade para sempre nes-
se horrivel Irafego '.' Digo agora, se am preseoea. da
pequeos dispendios c sacrificios necessaiios para
derramar no paiz conhccimenlos uteis e necessa-
rios, recuais, u que enktafuereis ? a perpetuidade
na ignorancia de todasH %ries e scieuciis t ser
isso 7 '
O Sr. Ferraz :Vamos pouo a pouco.
O Sr. Paula Baptista -.Muito bem : eis o que,
pelo menos e na falla doirnais devenios querer: eis o
que significa o projecto do uobre ministro do impe-
rio, pednd< das liellas-arrps com a ---;' -s^ ---------M.
)
/

V
/
1,
i
m'
urna* ca-
deiras, e com o pequeo accrescimo u7.i:00f de
despezas. V, porlanto, o nobre deputado pela Ba-
bia que nAn ha razoes de eeSwmia que possam au-
torisar o abandono de ama necessdade tao impor-
tante como essa. E o nobswAwilado pela Babia,
que lia das fez tao bullanles difenrsos em favor da
instrocrao professional.erom tenlocnlliusiasmo clia-
iiiiiu a aeiividade do soverno paran sasfacio oeste
necessdade, a poni de considerar a iu
fessioual prefefrvel s vas frreas, sotar
o governo por disperdiradrt 00 pouco
razao de ler apresenlado este pfpji
llm Sr. Deputaiio :E a guejf
uos amcaca.
O Sr. Pinto dc Campos : %. guerra que a
fazendo ao projecto he do Occidente.
O Sr. Paula Baptista :Nao hoto o pras)
nos deve atlrahir o prender ; muitas vezes
lem de colher mais tarde he justamente o que con-
ten maiores vanlagens e...
m Sr. eputado :E a guerra djaflj
(l Sr. Paula Baptista :Conli^B
putado a inlerromper-me com a lfl
ra do Oriente ; nao Ihe respondo n
que comprehendo a intenrao ocejjaH
la vras.
Direi sempre,senhores, qae todroRH
o verdadeiro sentido das palavras e arjB
nobre presidente do conselho, quando ni
se prominciou conlra a creacao de ama p
alm de oulras razoes, pelas novas e avulUsnb'des-
pezas que ella havia de Irazer-nos em um le
co proprio para isso : snas reflexoes 13o judie*
que nao foram refutadas, nao podem e nao devera
ser desfiguradas ou torcidas.
O Sr. Pinto de Campos :Apoiado ; dita* muilo
bem.
O Sr. Paula Baptista : Pojs, senhores, se a
necessdade da reforma da academia das bertas irles
nao he a mesma necessdade da crearao de fi lia pro-
vincia ; se as despezas de ama nao sao igiurel des-
pezas de oulra ; se as razoes de urna medid*)
as mesmas de oulra, como achar-se contradi!
Ir o nobre presidente do conselho e o iiofcre, minis-
Iro do imperio '.' (apoiados.) Isso he nrn motivo
(perde-se-me a espressao), he um motivo ocioso
para fa/pr opposico eesquecera importeaM
sidadeque o projeclo vai satisfazer ;Apoia9
O grande augmento do nobre deputado pata* Ale-
snas ronsisle cm que estas reformas nunca Irazem
beneficios, e smente augmcnio de despeas ; seu
sceplicismo nesta parle est evidente, parece inven-
civcl ; mas este receio de augmento de despezas de-
veria ler servido ha mais lempo, quando se eleva-
ran) outros muilos ordenados, e nao agora quando se
trate da inslrucran publica ; c nem pode servir con-
lra ns, lentes dos cursos jurdicos, qoe temo* (ido
toda a resignacao para soffrerroos em silencio a io-'
juslira de nao se nos ter dado os mesmos ordenados
dos desembargadores, romo determina a tai.
l'm Sr. Deputado : Nao foi disto que falta-
mos.
O Si: Gomes/libeiro : Como ha de rcformir-se
o qne nao existe '.' a academia de bellas-arle* nlo
exilc enlre nos. .
O Sr. Paula Baptista : Eu digo que Ha exis-
te, e se um de ns esla era engao, quero ler o goslo
de ser o engnaado.
O Sr. Gomes mbeiro da um aparte.
U Si: Yaula Baptista :Se o oslado actual drsta
academia he tal queja sequer considera-la como se
nao existir, e se convem que exista melhor, como
negar-se a autorisarao para se reforma-la J- -
Talvez, Sr. presidenlc fosse mais conveniente dei-
xar passar por alto algumas palavras de nobre depu-*
lado pela Babia,a respeito de censuras fritas ao go-
verno lias ante-solas e rorredores, palavras qoe en-
cerrara uma aecnsarao arbitraria a materia (apoiados);
c, se bem que nao" me julgue muilo propru^tara
responder a esle genero de argumeulos, direT. sem-
pre que us suas proposiees nao sa**Txaetas. (pota-
dos.) Eu e meus amigos dc Peflfambueo com quem
vivo em mais cstrea intimda.lc, apoiamos muisiu-
cerameulo o governo (apoiados dos depulados de
Pcrnambucoi ; entendemos que cm um ou em ou-
lro poulo de doutrinas lemos o diroilo de manifestar
as nossas opinies ; e cu mesmo j argumenlei con-
lra duas disposires dos projeelos de reforma do no-
bre ministro da juslira, a quem muito prezo ; mas,
senhores, quanto moralidade do governo, quanlo
ao seu pensameuto polilco, e a reclidao de suas in-
Icores, respeilanio-lo, apoiamo-lo. (Muitos aooia-
dos.)
O Sr. Viitto de Campos : O que he mo lie que
certas juizes improvisados eslejam aqui a julgar das
consciencias alheias.
O Sr. Paula Baptista: Nao temos necessdade
de nos dsfarrarmns : a matara deste cmara em si
mesma he incapaz disso : essa guerra oceulta he pro-
pi ia das almas (raras que nao se cntendem unas as
oulras, e n3o de amigos verdadeiros que se enlen-
dem (apoiados) e que sabem bem servir ao seu
paiz.
O Sr. Pinto de Campos : O paiz he quem ha
de julgar as intrures da matara uas prov as de a-
pni i e adhes.ii) ao governo. Apoiados.)
0 Sr. Ferraz : Mas quem he o paiz?
O Si. Pinto de Campos :' -O nohre deputado o
sabe pertailamenle.
0~SrJ'aula Baptista:Sr. presidente, eu dou o
meu voto a esta projeclo, e n dou com plena alis-
i

J
i
*


[
-
. *
t


-.

DIARIO DE PERNAMBUCO, SABBAOO 16 DE STEMBRO DE 1854.
faro ; elle ja foi cominillo ilc insirieran publi-
ca, j foi eiclarscido am una larga discussao ; nao
vejo razio para que seja adiado.
O Sr. Comes Rtbeiro:He para s> poupar al-
guna contal doreis; he Isso meo ?
O Sr. tanta Baptitta: Facer opaesirao s pro-
postas do governo, mostrando um intimo apego s
economas,be urna posicSo boa ; he mesmo fcil e a-
gradavel ; sinlo, todava, que strleve lodo o rigor
desta planoeonira um pro oto de reforma de nina
academia de bellas-ar los ao ponto de se nao querer
difluudlr no paiz conhedmenlos necesarios e uteis,
e dar a muilos Brasileiros habilitaces para artes
preciosas, quando alis tem sido approvadas oulras
despezas e pensdes sem ner.huma opposirao e resis-
tencia.
O Sr. Ferraz : -Nao tenlio cu fallado con-
tra T
O Sr. Sayao Lobato Jnior : Neribuma pensao
foi impugnada, todas tem sido voladas com consenli-
menlo da casa.
(Oucem-.te ma algn* apartes.)
O Sr. Paula Baplta : He somenle, senbores,
nn occasio fui que se traa de ramos de conheci-
mentos que faltam vicivelmenle no paiz, e com os
<|uaes-sc vn gastar mais a pequea quanlia de cin-
co contos, que se combate o prnjeclo, se ataca vehe-
mentemente o govcrnn, se desvirtan! is intcncoesd.i
matara Henesta occasio que sequer ajuatar con-
Us contra o guverno Iracendo-se despecas ha mui-
to lempo decretadas ? Nao m dar a verdadeira sig-
nificacita a isso que agora vejo ; e, dir-vos-hei se-
ment e em boa fe taj urna vez o dse,)que mais
cedo ou mais larde haveis decomprehender que nes-
le grande imperio a instruceao. a educacilo discipli-WTenlio linho bailes benificientes, cnncerlos benifi-
naria e religiosa.sao indispensaveis para a sua uniao, cenles, que o poderao ser para alguem, que nao pa-
grandoza e prosperidad. (.4poiados.) ra raim, pois me to datando a bolsa escorrida em
U provincia, Anlonjo Kaymondo da Costa Ferrci-,
ri, nn mesmo postor
O major ajudante de ordena do commandn supe-
rior da guarda nacional da comarca de Vianna, da
dila provincia, Jos Mariano da Cunha, no mesmo
posto.
Falleceu honlem, quasi repcnlinamcnlc, o Sr. D.
Francisco Magarinns, antigo miuislro da repblica
oriental nesla corle.e hoje encarregado de una mis-
sao especial junto a diversas corles da Europa.
(Otario do Rio.)
IIWIII
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Rio 7 desetembro.
. entice. saluteni etc. yue lenha fruido qu.in-
lo he bom, na amavel rompanliia de quem Ihe quer
bcra, e em perfeitasaudc, asss estimo. Eu, como
he natural miuha idade, eemum clima inhspito
como este, lenho soflrido meus incommodns ; mas
vou resistindo, e procurando gozar o que lia de me-
Ihor ncsla abundancia do cousas, para dar um des-
mentido ao pessimisla do philosoplto, que teve a san-
diee de afllrmar, que esle mundo be um continuo
tormenlo, um soffrer n3o descontinuado, quando eu
o julao um misto razoavelde bom e mo, para que
por este se possa apreciar aquella. Como pens que
so nao fosse o mal nao poderiamos apreciar o bem,
sem a dr naoavaariamos o prazer, vou procuran-
do este, c deixando aquella o trabalho de procurar-
me, no que nao be descuidada, e nem se faz cs-
far.
r
1
>
O Sr. Seara: E (ambem um bom ejer-
cito.
O Sr. Paula Baptisla : Voto contra o adiaman-
to, (potado*. Milito bem.)
------- IIIBIW-
28 de agosto.
l'or decretos de 25 do correnle,
Foram reconriuzidos :
Bacharel Jos Joaquim SimOes, na terceira vara
municipal do lermo da capital da proviucia da
Baha.
Bacharel Torqaalo Rodrigues Dulra Rocha, na
vara de orplios do termo de Santo Amaro, da mes-
illa proviucia. .'
Bacharel Josp Mu Ionio dn Rocha Vianna, as va-
ras de raunicipae deorphilos dos termos reunidoe
de villa Nova daatainha e Jacobina, damesma pro-
vincia.
Teve rorree I.uiz Caelaoo Muniz Brrelo, da ser-
venlia vitalicia de olUcial de escrivao da provedoria
da villa de S. Francisco da mesma provincia.
Por decreto de 26 do mesmo mez foi per-
neado.
A Tlieodoro Ricardo Soares, o resto do lempo qne
Ihe falta para comprir a pena de 20 anuos de prisao
com trabalho, a que foi condeuinado por seulenca
do jory da cidide do Rio (iraode, da proviucia de
S. Pedro.
A Jos Joaquim Pereira de Mallo-, a meUde do
lempo que Ihe falla para cumprir a pena da um
auno de prisao com trabalho, que Ihe foi ruposln
por sentenca do juiz de direilo da comarca deT theroy.
Foi reformado no mesmo poslo, o major do e\-
tincln batalhao de* infamara da guarda nacional
do municipio da villa da Constituirn, da provin-
cia de S. Paulo, Melchior de Mello Catando.
29
Por decreto de 26 do correte foram nomeados :
Commisaario de numero do nao, o commisa-
rio do numero de fragata, Francisco Adrin IV-
raira.
Commissarios do numero de fragala, os commis-
sarios extranumerarios, JoaquimjMarques de Santa
Auna, eJos Joaquim Ferreirade Magalhaes.
Eacrivo do numero de nao, o escrivao do numero
da fragata, Jos Rodrigues de Abren.
Escrivao do numero de fragata, os escrivaes ex-
tranumerarios, Francisco Das da Motta Franca, e
Gabriel Herculano dos Sanios. (Diario do Rio.
i
f
i:
'
! de setembro.
O paquete nglez La Plata Irouxe dalas de Mou
taviiio al 25 e de Bucnos-Avrcs at 21 do pas
aado.
N0"dia 15 occorreu em Montevideo um aconteci-
mcnlo lamentavel. Um atieres do 5 batalhao da
divisao auxiliar brasileira, que commaudava a guar-
da da alfandega foi alevosamenle assassinado por
um soldado da mesma gfaarda.
Estando esse soldado de senlinella s armas, nao
aiinonciou a approvimacao de um piquete francez
armado, que se diriga capclla da candado. O
commandanlc da guarda mandou-o dobrar a senli-
nella por casligo, mas alliviou-o desta pena antes
de termiuarem as duas horas em que devia conser-
var-s no seu posto.
O soldado, ao entrar pira o rorpo la guarda, vio
o oflicial descuidado, e tetando a espingarda ;'i ca-
ra, deu-lhe um tifo dbala. O olllcial varillen ;
mas como podcsaat anda arremete ao assassno e
deitar-ilie as mos, lirou esle a baionela, e com ella
ferio o seu commandanlc na cara ero peilo al o
eslendeY morlo. -,'
Srpelndo o assassin.V-^ifugio o soldado em di-
o ao forle-*lc-5-J-*', TcvaNio (^>.risLTo a espin-
garda. ^Carstgufam-Tatiiuns soldados .a* guarda,
u os remadores do escaler da capitana; mas antes
que estes o alcancassem um individuo que passava
o segurou e o conleve at o entregar escolla.
No da 16 foi enterrada a infeliz victima deslo acto
de (erocidade, aastindoyM^uucral o Sf. ministro
plenipotenciario do imp t> commi.ndanlc da di-
visSo braiiileira e iiluilo- .cises dos corpos auxi-
liares. ,| w-,
P*os que pelo ia vcio o processo o
assassino. '
O governpOfietllal const-. do rorpo de com-
mercio dac^pilal um empre. o de 10t>,0IX) posos
a 1 % ao mez, |agaveis em leltr,, obre a alfandega,
a um e dom mezas. ^
O generar Flores devia sahir nos primeiros das
dosle mez parios deparlamenlus da campanha.
lo departamento de Canelones linliam appareci-
do algumas partidas de salteadores.
As fullus de'Buenos-A; res nada eontm de ule-
as Igumas cari (pie vimoi dizem que o
no, leudo nolicia du que os Risislas prelen-
l'Bja sublevarlo, ordenara na noile de
tn batalhao de linba o dous batalhoes da
iclonal ficassem sm armas, e que todas as
guardas lostern reforradas.
0 govarno peilio asean aras urna nova lei do im-
isitqne o nabilile a reprimir o abuso da liber-
dade de'usrrever.
a provincias do interior havia socego, mus re-
eiava-se que fosse decuria durar,"o. O decreto
que den curso forjado na Coiifederii^o ao papel-
moeda enconlrava oppos(ao geral cin loda a cam-
paulia.
O general I). Rndecindo Alvarado, que exercia o
cargo de ministro da guorja da Confederaran, foi
nomeado governador de Salla, e psrt (abslilui-lo
lembiou-se o presidente Crquiza do general Guido.
Ui/eoi-iios de Monlevidd que esle aceitara a pasta.
FlUecr:ii em Buenns-A; res o l)r. 11. Pedro Soniel-
lera, invernador da provincia do Paraguav quando
RIOU arevolucao em 1810. O l)r. Sometiera
|riiu com ardor a causa da independencia, c di-
jo o moviuienlo que separou auiella provincia
lo dominio hespaohol. Regrcssando depuis i sua
patria, Buenos-Av res, oecupou nella os allos car-
lee nugistralura, e foi membro de varias lcgis-
a o decano, o mais distinelo jurisconsulto do
Riodal'rata. Foi callieilralico de direilo civil na
univeraidade de Buenos-Ayres, e cu 1835, depois
da sea emigraeo, fundn a faculdade de direilo de
Montevideo.
Duas gerarOes de advogados argentinos e orien-
Ues, ntreos quaes se contam as notabilidades dos
dous paizes, honram-sc em chamarse seus disc-
pulos.
*_
Por decreto do primniro do correnle foram no-
meados juizes municipiies e de (>rphaos dos ter-
mos de.'
San Mallieus e Barra de San Malheus, na provin-
cia do Espirito Saulo, o bacharel Orlos Augusto da
Silyeira Lobo.
Santa Cruz, na provincia de Govaz, o ba -barel
Andr Augusto de Padua Fleurj.
Morreles e Anlonina, na provincia do Paran,o
bacharat Carlos F'rederico Marques Perdigan.
I rnguavana. na provincia de San Pedro do Rio
tirandedo Sul, o bacharel Joiio Manoel Lopes de
Carvalho Pimenlel.
Por decretos de 2 do mesmo mez:
Foi perdoado a Francisco Duarle Ferrcira, a pe-
na de dous meces de prisao e molla que Ihe foi im-
posla por sentenra do delegado de polica da cidade
de Niclheroy.
Foi commulada a Jos Vieira da Cosa em ,V pa-
ra o imperial hospital dos Lazaros da corle, a pena
de dous mezes de prisao c multa que Ihe foi impos-
,1a por senlenca do segundo delegado de polica do
municipio da corte.
Foram nVaoeados:
Major do Mariattiao ii.2H de infantina da guarda
nacional da provincia do Rio de Janeiro, o capitao
reformado do exercto iicrmeneinldo Joaquim Fer-
reira.
Majores ajudanles de nrdens do commando supe-
rior da guarda nacional do municipio do Rio de Con-
las, da provincia da Babia, Rodrigo Alvos Coelho c
Francisco Jusliiiiauo de Mouratosa.
Capitai) serretario geni do mesmo commando, An-
dr Jos Candido Rocha.
Capilao quarlel mestie dito dito, Jos Manoel de
Carvalho Bastns.
Major commandanlc da quarta -.erran do batalhao
da reserva da uuarda nacional da provincia do Ma-
ranhao, Firmino Herculano Souza.
Teoeiite-corunel chefe do estad} maior do com-
mando superior da.guttrda nacional da capital de
San Paulo, o major Manoel Antonio Billancourt.
Foram reformados:
O capitao do extincln terceiro batalhao da suarda
nacional do Recife, Maximiano Francisco Duarle,
no posto de major.
O secretario geral do extincto commando superior
da guarda nacional da ridade da Carhoeira. na lla-
hia, Francisco Marlins Curvello, no poslo de major.
(1 Icnenlc-roronel do exlinclo primniro balalhao
da guarda nacional do municipio do Brejo, da pro-
vincia do Maranban, Joio Marlins Ferreira, no mes-
mo poslo.
O tenentf-cornnel do xlinclo segundo balalhao da
guarda nacional do municipio de San Benlo, Ja di-
prol da liuniani la.le. Certamenle, que mais aprc-
ciaveis devem seros bailes nao- beuilicicnles para
quem, comueu, nao be socio, es entra com a soa
pessoa; mas ja que a invenciio chegou a ponto de
applicar em proveito da huinanidade oppressa as
conlradansas, e walsas, nao serei eu quem laslimco
bolo laucado em urna salva, que descanta em ni-
veas maos, a bem dos uacessilados. p
Soffro, he verdade, urna desigualdadc, porque nao
daiisano (a poesa de um baile', e nem leudo oc-
casio de ouvir rociar em meus ouvidos as suaves pa-
lavras desprendidas de uns labios nacarados, o nem
de sentir o contacto de um lomeado braco estacado
com o meu, devera dar a qnarla parle da oll'renda
dosqueK/am laes felicidades; mas consolo-me,
porque a dcsiEualdade reina neslc mundo, desde
que elle sahio do rahos. Perdi urna das mais nota-
veis festas desla corle, a da S. Roque na piloresca
ilha de Pagela, para a qual concorre innmero po-
no, e moilos ro-linb,)- fagueiros. Nao lamente po-
rm muito minha perda, porque una furiosa Irovo-
ada, que durou por loda a noile, principiando s 8
da mesma, devia causar-me bastante susto a bordo
do vapor de Irausporle. A lenipestade consolou-roc
da perda da fcsla, e lambciii deve consola-lo e aos
leilorrs, porque salvou-s de urna respeilabilissima
massada, que indubilavelmente teriam de soffrer
coma descripcao da viagem.
Como lenho de seguir brevemeule, quero aprovei-
lar, quanto me for |H>ssivel, meu lempo, para que
os diverlimenlos facam apagar algiimas impressoes
ms, que por ventura me lenham feilo as decepcoes,
porqoe hei passado. Eu, como quasi lodo o pro-
vinciano, suppunha esta curie um Edn, onjle nada
pndena apparecer que iucommodasse a individuali-
dade, irrilando-lbe os sculidos, eiiganei-ine, nad a
encarava pelo lado material, no qual ella he lao
material como a malerialidade em dissolurao ; mas
afora essas carregadas sombras, que d.lo vida a esle
bello qnadrn, nada ha a nolar-lhe ; e de ludo quan-
lo lenlio dilo me desdigo (de ludo, bem entendido,
quanto for em desabono desla Babilonia I neste mo-
melo Solemne, em que cslou para deixa-la, e no
qual sinlo um atrito em meu corac/>ocomu o rocar
da saudade.
He muito provavel, que anda lenha lenlacoes de
tornar, porque cusou essencialmenle amante da va
riedade, no que eslou quasi parlamentar, visto que
os dignissiinosa volarain aos militares, diflicullan-
do-lhes a monotona do santo matrimonio ; lalvez
porque sigam a opiniao de Alexandre Domas o
matrimonio he urna fortaleza cm assedio, na qual
unsquerem entrar, e outrns sahire nao querem
por a Iropa brasileira em cerco. Se porm voltar.
me sab.....i liaver melhormenle para nao perder meu
lempo nc.la grande fabrica, na quat cada um Ira-
halha em seu proveito com a materia prima do em-
prezario.
Nada lenho podido fazer para me tomar magne-
lisador. Creio que hei fallencia de fluido, porque
sempre que entro em experiencias para obler urna
somnmbula lucida, lien eu magnetUado.
A ciencia he mais dilliril do que julguei, e tem
seus perigos, porque o ma&nclismo em demasa pode
fazer chegar a somnmbula ao slado de xtasis, no
qual se escapa do poder do magnelisador, e cnlao
elle jamis Ihe poder tirar a carga de fluido, que a
opprimet e rota*.
A morle, que horror pode ser consequencia im-
mediai.
Nao levo, comjpczar o digo, agencia algma de
R..nhar dinheiro.
Ha de confessar, que he dolorosissimo vir um ho-
rnera a corte c voliar sem um modus lucrandi. Mas
nem todosdao para todo. Falta-meo tlenlo. E
sabe o que he o (alent ".' Nao sabe. He a nplidan,
o desemliararo, que tem o individuo para-as agen-
cias, de sorle que descobre as mais occullas, inventa
as mais difliceis c usa das mais rendosas, o isso se-
ment pelos seus estimlos naluracs.
J deve saber, qne foi prsenle assembla um
projeclo, vedando o casamento aos miniares, sob taes
c laes penas ; urna das quaes he a perda do meio sol-
do, montepo e mais nao sei oque para as viuvas e
lilbos. Esso projeclo, queja passou em segunda dis-
cussao, foi muilo mal recebido, como era natural,
por aquella cla oulras, de sua plena liberdade matrimonial. Lancou
alm disso algum ridiculo sobre ella, porqoanlo as
moras, logo que veem algum militar dizem mo
ha de casar.
Os brejeims quando passam por algum dizem o
mesmo, de sorle que ellos eslao boje lao irritados
com a tal negativa, que diftcilmenle se conten no
serio quando a ouvem. A Marmota den a carica-
tura de um antigo briaadeir maluco, que jogava pe-
dras em quem Ihe dizianao ha de casar, c alm
dcoulros versinhosem que ridicolarisa a queslao,
apresentou os seguintes, que Ihe remello -
Una- meninas bonitas
Discutem, masrsem briuar,
I ina a favor.(mira contra
A lei nao ha de casar.
ra a 3 ; na 3a, porm, depois de ter ido i commis-
san, diz-se que nao pode passar em razan de nao
ler sido suflicionlemenle discutida 11 O caso he
que o (al requerimenlo passou, e, quanto a mm,
com derrota do ministro, que se dectarou em favor
das incompatibilidades, e que disse, que erara um
complemento do projeclo das reformas. Quem de
ora avante podera entrar em lula eleiloral rom um
juizddireito, que pode processar, senlenciar, que
lem privilegio de foro, etc., ele. Cerlamenle nin-
guero.
Muilo breve leremos urna cmara composla so-
menle dos homens togados ; e eniao; o que ainda
ser peiur, as varas de direilo n?s maos de homens
nao (Itralos, que dar com ellas por paos e por
pedras, e al mesmo na mnha rabera, se a pilha-
rem de geito, salvo seja lal lugar.
Appareccu lambem um projeclo probibindo a ex-
portado dos escravos de urnas para nutras provin-
cias ; mas nao agradou aos homens do sul, e creio
que ser laucado no pelago dn esquecimenlo.
Os dignissimos Viriato, c Slveira da Molla apre-
seularam riquissimos principios de economa po-
ltica, quando combateram o tal projeclo, O dig-
nsimo Viriato sustcnlou que era conveniente aos
acrcultores que os escravos se tornassem caros ; por
que assim, disse elle, dohram oscapitaes, que nel-
les lem empregado. He o primeiro economista,
ou quando menos o segundo, que aflirma qae a ca-
resta (los bracos he conveniente livnurn. Oil-
Iros, e talvc/. uo leuhain ra/.a >. suslenlam inlei-
r.iiiienle o contrario.
Seja qual for o principio verdadeiro, o que he
exacto he que a continuar a sahir par o sul a cs-
cravalura do marta com a forra com que vai saliin-
do, e nao havendo, como uo ha, providencias pa-
ra supprir os bracos que a agricultura dessa parte
do imperio vai perdendo, em muito pouco lempo
a miseria e sua cohorte de desgranas invadir es-
se norte, que Picar reducido a lamentavel estado.
Nao quero fallar as razos polticas, que aconse-
Iham a prudencia uessa acumularan de escravos
em ii m lado do imperio.
Se a emgracito procurarse a morle, so o seu clima
fosse mais benigno ao eslrangeiro do qne o sul, se
livessemos com que substituir os escravos, muito es-
limara, que nos livrassem desse cancro; mas sem
recursos he inister muita alinelo
Essa medida porm foi at acoimada de inconsti-
tucional. O 'li'-:us-imo Wanderlev pronuncion um
suculento discurso cm suslenlacAo "do sen projeclo.
que ah deve ser mudo apreciado, c em verdade he
di&no disso.
A reforma hypolhecaria vai passandq sem oppn-
ssao ; tal he a necessidade, reconhecida por lodos.
Lamento porm que ella fosse precedida pela judi-
ciaria, que nao lem lauta importancia, principal-
mente dessecada como se aclia, que perdeu sua con-
Bguratjio.
Consta que n senado se prepara grande opposicao
lal reforma, e ale ha quem assevere, que ella all
nao passar.Em lodo o caso nao chegara l na prsen-
le sos. io a falla de lempo.
O senado conlinuava ardenlc, c chegou a extra-
ordinario ponto de cscandescencia, mas em um bello
da cm quecslavam mais ardentes os Exms. D. Ma-
noel e Montezuma, este disse quelle nao sei que pa-
lavras parle e cm segredo, que aquello ficou de
cama por alguns das, donde sabio curado da irrita-
bilidade que pareca sollrer. Durante a molestia do
Exm., adianlou-se bastante serviro c finalmente com
a sua calma vai seguindo ludo em bonanca. Nao
lenho podido acompanhar suas discusses ; mas
consta-mc que urna sociedade em rommandla, que
o haro do Mau lem querido crear para eslahele-
cer um banco, ha por all feilo seu barulho, assim
como na augusta e maisqua ludo as folhas diarias,
lias quaes)nos lem dado estirados e nias-aiiles arli-
gos, capazes de consumir a paciencia de Job. Eis o
que ha de parlamentar.
Tem apparecido algumas anjina, e o padre Cam-
pos, dopulailo por essa provincia lem estado as-
anle doeule de urna ; mas consla-me eslar livrede
perigo. Cerlamenle que deve ser urna das priores
enfermidades a que obslrue o canal de entrada, e
respiratorio de um individuo ; c eu nao quizera de
forma alguma cinharacos pos semclhante lugar.
Para prusperidade de qualquer paz lie mislcr que
as vias de coinmunicacao estejain desembarazadas.
A desinualdade almosphenca, que temos tido
ncsles ltimos lempos, tem feilo alterarlo na salu-
bridade publica.
S quem aqu csl.he que pode apreciar o que le-
nho soffrido com estas rpidas mudaucas. Ha dous
(lias fazia um calor iiisupporlavcl, tvemos urna lem-
pestade e chova forlissimas por urna uole ; levan-
lou o lempo e coulinuini o calor, honlem a mesma
agua nao saciava ; a noile livemos oulra trovoada c
chava com fri. Corre que na tempestado nassada
cabio um raio em urna casa, roas sem offeuder a
pessoa alguma, nem ainda a uin dnentc, que eslava
de cama, que ao contrario melhoro: Mo medico...
Honlem eu vi cahir um no mar, e posso esseverar-
Ihequc nao he das cousas mais dignas de sercm vistas.
Nao sei se a piesenle seguir no Brasileira, como
pretendo, porque o currcio e vapores sao cheios de
difliculdades; e eu nao quiz manda-la honlem para o
correio, para dar-lhc mais frescas nolicias.
Aqui fico de Irouxa prompta espera do Tocan-
l'ns, que segundo me asseveram, d.ve sabir no dia
l.'l ou 1i com o inglcz. Eu podera r nesle; mas
alm de receiar algum encontr russo, lenho nn do
dos reis dos mares nos seus oslados. :
De leuinr,inca, aos amigos e prepare por la urna
reccpcao condigna de um palricf, que dei ion a l-.a
na corle, e que vai com o polimenlo do bom lom e
ares do grande murjdo. Assim seja.
O lempo chegou
De ressuscilar
O bravo da patria
-Vo ha de casar.
Os rapazes teem lomado o negocio em groan, leem
lalvez se excedido em dcsabafo de palavrorio, e isso
tem feilo grassar a nolicia de um plano de revolla,
que lem rendido a prisao de alguns, e mais oulras
medidas ad oautelam.
As imprudencias succedem-sc, c quanto a mm,
oulras dev eram ser as medidas, sendo a primeira o
asphixiamenlo do lal projeclo inmoral, que nunca
devera ler sido lembrado.
Os dignissimos Correa das Noves, Brandan, Ben-
que. Junqueira e Costa Ferreira, leem lido ovacOes
do bello sexo, c militares, principalmente os dous
primeiros, pelos discursos que prouunciaram comba,
leudo aquelle voto constrangido de castdade. Ot
dous primeiros disnissimos tiveram no baile militar
ovaees de conquistador. Foram cortejados por urna
coinmissao, e receberam hoquel' esaudacoes do sexo
amado, cujos direilo. defenderam.
Tornaram-se conhecidos aquclles dous campees,
e era tal o desejo de conhece-los, que nao ha hoje mi-
litar, ou madama, que os nao conheca, e que Ibes
nao haja feilo a honra de dirigir-lhes algumas pala-
vras. nanla inveja nao lenho lido desla gloria !
Quarlo nao dara eu para obler honras taes 1
Quanto a desordem, veremos o que ha, e so appn-
rece algum especulador, que explore aquella mina,
alias rica para os que goslam de laes espccularOcs,
lalvez nao perca seu lempo.
A aususla foi prorogada al o dia 12, afim de pas-
sarem as reformas, mas a opposirao vai jv *audo as
postiveis (ricas para prole lar a dscussao.
Tem dado bstanle que fazer o pagamento das
prezas da independencia, c do Ro da Prata, bem
como da indemnisarao de Lord Cokrane, que. por
ser nglez, lem direilo indispulavcl ao nosso dinhei-
ro. O dignssimo Ferraz e oulros, moslrou o que
he o lal Mrquez do Maranhao ; mas he inslez e
basta.
Ou por esla ou por aquella razao, o que me nlo
importa iudagar, o cerlo he, que mil e lanos con-
los foram volados para essa pilada. He urna ver-
dadeira preza pelo svslema nglez. A Inelaterra
interven-i, c quer que paguemos a lord Cokrane,
ciil i clan lo que prezas jnlgadas ms pelos mesmos
irihunaes iuglezes, al hoje nos nao lem sido pa-
gas.
Ter por ventura aquella naco um direilo para
receber, e outro para pagar i He excepcional em
ludo o paiz do bife e btalas.
Lord Napier depois que passar o invern prxi-
mo na Kussia. depois que descanhoar a barba com
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
.' SESSO EXTRAORDINARIA AOS 15 DE SE
TEMBRO DE 185-.
Presidencia do Sr. Pedro Cacalcanti.
A's II horas fcila a chamada, o achando-se
prsenles 35 senhores depulados, abre-sc a sessao.
O Sr. 2o Secretario procede a leitura da acia da
sesso antecedente, que he approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. Io Secretario 16 um oflicio do Sr. secreta-
rio da provincia, acompanhando a remessa de 10
cxcmplares do rotatorio com que fura abcrla a pre-
sente sessao.
OREM DO DIA.
Entra cm segunda discussao o projeclo numero I,
relativo estrada de ferro de Agua-Prcl*.
O -sr. Theodoro Silxa, lomando a palavra. disse
que (piando se traa de materia grave e momenlosa,
como a que se uclia sujeila consideracito da casa,
loda a clareza, (oda a precisao na le que se tem de
volar sao necessarias ; o vago, o indefinido nao po-
dem convir, porque tendem a eslabelecer a dubie-
dadee confusao, que lendem a matar a idea, a qual
he em si transcendente; c he esse vago que se ola
no projeclo da commissSo.
O orador observa que a nobre rommssao nao de-
lerminou o r/un/ilnm do juro, n,lo precisoo aloque
lempo se estenderia a garanta, nem em que lempo ou
poca cometaria; entretanto que muilo conviria
que ella hoiivcsse lido em visla o procedimcnlo do
governo geral, para eslabelecer sobre as bases do
contrato por elle feilo, o que hoje a provincia lem
de fazer. O governo geral tomou todas as me-
didas de cautela, eslabeleceu lodas ascondicocs con-
venientes, eslipuloo clausulas, as quaes o orador
enlcnde que n3o podem deixar de ser admillidas
pela provincia ; lie isso, diz elle, o que rouvem aos
uossos inlcresses, aos inleresses da provincia : nao
(levemos admillir oulra liase que nao a eslabelecida
no contrato do governo geral, al porque deve ha-
ver toda a harmona cm o nosso procedimcnlo a lal
respeilo, c o do governo geral. E, porque razao,
pergnnla o orador, nao se referi a commissao a es-
se emirato 1 Em queslao lao grave, esse ponto nao
poder ser de vida ou de morle para ella ?
Cerlamenle, ehe por isso, diz elle, que pretende
mandar a mesa una emenda no senlido em que se
lem expressado. l'eilas estas considerarnos, passa a
oceupar-se da conveniencia do projeclo, que na
primeira discussao loi impugnado pelo Sr. Mauoel
Cavalcanli. Observa que se aquelle nobre depulado
livesse atacado o projeclo por omisso em parle, o
orador nada dira, porque elle tamhcm ola que a
nobre commissao nao livesse eslabelerido os ineos
de realisar a garanlia. E cm rcsposla a um aparte
do Sr. Meira, o orador pergunta : que mal pode ha-
ver que desde j se predispouha us meios para o (im
a que nos propomos '.' Diz que 'no seu conecito ha
as navalhas, que Ihe foram dadas, depois que aroi-1 "m meio que Ihe parece proveloso, e vem a seras
lar o cholera com os culelos da rapazeada, depois loteras; observa que senielhanlc medida nao deve
XtiSF qUe Da ICVC r"Zl 'UerCa""7- qUim- Prcr cxlraordinaria, porque vio-se que no lem-
Por um pequeo incidente
O plano mais hbil falla :
A espera de urnas canoas
Napier nao deu halalha ;
Revolvendo-se na cova
Nelson poz-se a rcsmnngar :
Nunca fiz discurso, c brindes
Mas venci, sem recuar.
Depois que fizer isso (udo, digo, vir dar-nos um
pontapc cm pasa de nossas prezas, e rcrihn das de
lord Cokrane. E nao lera razo '.' Cerlamenle, por
que quem acha lolos aproveila a occasio.
Esta era. terceira e ultima discussao o projeclo
das reformas judiciarias ; e ltimamente um orador
suslentou a conveniencia de livrar o jur\ de carias
massadas, porque um jui/. de direilo Ihe disse, que
indo abrir urna sessao do jury, so encontrara dous
processos, um por causa de urna gala, e outro por
causa de urna urupema. A razao lie convincente.
Appareceu, gracas ao dignssimo Virialo, urna
trica para matar o projeclo das incompatibilidades,
e foi um requerimenio para que esse ohjeclo fosse
apresentado em um projeclo cm separado, porque
nao linda lido, como emenda, as (res disruss&es 1
Quando na primeira e segunda discussao alguem
quiza presentar aquella emenda, adoptada e I em-
brida pelo ministro, diiee-se, que deveria ficar pa-
po da muilo patritica administraran do Sr. barao
da Boa-Visla, a ene meio o recorren para favore-
cer-se a conslruccao do nosso llieatro. Se porque
j se lem concedido nanitas, suppGc-se que a idea
nao aproveilar.i, ha o recurso de se eslabelecer na
lei o numero das que devem correr lodos os aunos.
Quanlo a falla de capilaes. o orador pondera que
os rapitaes om que se lia de fazer a estrada nos
devem vir do eslrangeiro, o que he um bem para o
paiz.
O Sr. Manoel Cavalcanli principia, declarando
que quasi que acha intil fallar, victo o acodaninnlo
e quasi unanimidade com que o projeclo foi volado
na sessao antecedente; todava diz que far ainda
algumas reflexocs, a que a casa dar o peso que jul-
gar conveniente. Repele ainda que niuguein he
mais enlhusasla das estradas de ferro do que elle ;
mas que repula actualmente a idea prematura, por
que nao temos capilaes nem populadlo; c dieta que
quando fallava em rapitaes,nao quera referir-se aoss
noce.-arios para a rnustrureao do caminho de ferro,
se nao ao preciso para a alimenlacao da linba, e que
lano isso era verdade que se houvesse riqueza par i
tal lim, nlo teria o governo geral nem a assembla
provincial necessidade do garantir um rcndimcolo
companhia ; o que prova qne nio ha riqueza parti-
cular no paiz, nem tan pouco riqueza publica.
Se confiamos iio nosso crdito, diz o orador, con-
vem usar pouco delle; abasar-do crdito he perder
o crdito; declara que nao esl interado do rendi-
mento da linha, que nao pussue os meios precisos
para avalia-lo, e por isso foi que pedio infnrmaees;
mas que tem ouvido dizer que pelo menos nos pri-
meiros annos ella nao dar para mais do que o seu
costeio e para algumas oulras despezaj imlispensa-
veis; e por esla razao suppunha que a conlribuico
he infallivcl. Entao, pergunta, donde ha de sabir
dinheiro para isso? Necessafiamente da quanlia
das obras publicas.
O orador declara que lem ouvido dizer que as
vanlageus do caminho compensiraous eastos,*porque
tem de passar por terrenos mpi feriis, que b lo de
producir muilo: entretanto disse que nao se relele,
que para ludo isso he preciso tempo : a riqueza nao
se forma de lpenle, esses terrenos precsam de
espaco para sercm cultivados e produzircm.
O orador observa que j nao quer Iralar da in-
jiislira que ha em fazer a provincia inteira contri-
buir para urna parte della. Em seu enlender diz
que temos cousas que por ora sao mais necessarias
do que essa cslrada ; as estradas ordinarias, apro-
v cuando a toda a provincia, beneficiando a muitos,
sao presentemente muilo mais necessarias. Nao se
sacrifiquen! os inleresses de, muitos aos de poucos,
brada o orador; com eHelo, diz elle, as estradas de
ferro, chamando para a margem deltas as pnpolacSes
despovoam as estradas ordinarias; o em um paiz pou-
co povnado he islo um'incouveniente.
Tem-se fallado na Franca, onde o governo faz lu-
do quanlo quer: entretanto, diz o o rador.quc o nos-
so mal esl em querennos imitar a Franca : antes
nesla pare imitmosos Estados-Unidos, onde o go-
verno nao intervem as emprecasde lal ordem.
Depois passa a Iralar daseguntki-quesiao, islo he,
donde se ha de lirar o dinheiro. Enlcnde que se
podia aproveilar o dinheiro que se gasla com o ly-
ceu ; mas diz queja se falla em um intrnalo, con-
tra o qual ha deivotar. O orador observa que o relator
da commissao j havia declarado que a contribuirn
sahiria da quola das obras publicas, mas que eHe j
de agora se pronuuciava contra semelhanle alvitre.
He de opiniao que cm vez de se supprimirem essas
obras, venham mais engenheiros, mais professionaes
e praticos do que os que aqui temos, aos quaes nao
pretende offeuder, porque suppSe que de fora pode
vir quem lenha mais couhecimeiilos praticos do que
elles. O orador declara que quando livermns eslra-
das ordinarias, quanlo ti yermos vias de communi-
cacao por loda a provincia, enlSo sim poderemos ter
estradas de ferro, e que he para esse lempo que se
deve esperar. Em lim, concluc o seu discurso, fa-
zendo algumas reflexocs contra a nlervencao do go-
verno em materia de industria, e dz que s admilte
a aeco do governo, quanto seguranca parlicular e
publica.
0 Sr. Frannsro Joao loma parle na discussao
em favor do projeclo, e considera a queslao sob dous
aspectos:as vanlagens oudesvangensda idea cm si, eda
.uaapplicaran pratica- c la mili mas condieesdeop wr-
luuidadc, conveniencia c possibldade de laes meios
de transportes. Ao entrar em taes iuvestigares
moslrou em primeiro luzar a utlidade em geral de
la", meio-de transportes, principalmente entre nos;
depois denuncien a opporlunidade de occasio para
se realisarcm tentativas desla ordem c-n urna qua-
dra como a em que se acha o paiz, em que s se Ira-
Ira de melhoramcnlos materiaes e das realidades da
vida; oni ultimo lugar finalmente, demonslrou que
mesmo enm os meios existentes no orcamento po-
de ser levada a ell'eilo a empreza da cslrada de
ferro. Occupando-se com o projeclo, o orador disse
que jnlgava que o projeclo devia ser modificado na
sua redaccilo, c entenda que devia ser organisado
de eonformidade com o'pensamentn da lei geral
que garanti os 5 Em lim, concluin, dizendo,
em resrxista ao orador que., o prccedcii, que era de
opiniao que ao governo incumba dirigir o espirita
publico, alenla-lo e acompanha-lo no movimenlo do
dia, que he o da civilisacao prosressisla. O orador
foi ouvido com muita altencao, e provou os pantos
do seu discurso com cxcmplos (irados da historia dos
oulros povos. \
I.c-sc o olli ni -CLiiiinle do sviaWio nlerio no da
provincia : Sua Ex. o Sr. presiaajpc da provincia,
a quem ug^senleo oflicio de V. S. datado de hon-
lem, em rf -S.olicila em nome da assembla legisla-
tiva provincial copia nao s do contrato foilo pelo
uoverho imperial para a xonslruc;3o da estrada de
ferr desta cidade para Agua Preta, como do orc,a-
menlo da obra, manda-mc responder V. S. que as
con.lice do contrato cousISo dos decretos de 7 de
agoslo, elide sclemhro de 1852, modificados pelos
de 3 e 13 de outubro de 1853, impressos as cnl-
lecces dos dilos anuos; e que quanlo ao orca-
mento nada exisle a tal respailo no archivo desla
repartirilo. Dos guarde a V. S. Secretaria do go-
verno de Pernambuco, cm 15 de selembrode 185i.
Illm. Sr. primeiro secretario da assembla le-
gislativa provincial.Joai/uim Pires Machado Por-
lella, oflicial maior servindo de secretario.
O Sr. Manoel Cacalcanti loma a palavra segun-
la vez para dar algumas explicares, mas disse que
as dei varia para a lerceira discussao do projeclo.
Declara que o orador que o preceder nao havia
respondido aos seus ai mmenlo, que somenle for-
mara castalios para (er o gosta^e derriba-Ios. In-
sisti sobre a inconveniencia da inlcrvencao do go-
verno cm materia de industria, declarou que seme-
lhanle queslao nao podia ser resolvida naquelle lu-
gar c que grandes homens se havram oceupado com
ella, mas que ainda se achava no dominio da contro-
versia. O orador finalisa declarando que se a com-
missao houvesse indicado oulra foule, que nao a
quola das obras publicas, donde se devesso exlrahir
a conlribuiro; se houvesse proposlo a suppresso
do corpo de polica e de oulras despezas, lalvez que
o projeclo merecesse o seu apoio; mas como nao o
linha feilo, votava contra o projeclo.
O Sr. Pereira de Brilo disse que usava da pa-
lavra para dar explicaees sabr o que havia dilo
na scssSo antecedenle. Emende que a estrada de
ferro nao d civilisacao aos habitantes de Una, por
que elles vem aqui lodosos dias ; disse que nao co-
ndeca o orcamento, o que he necessario. He de
opiniao que se nao deve fazer o conlra(o sem que ha-
ja orcamento, porque podem haver engaos, como
ltimamente acontecen no Rio de Janeiro com um
orcamento para una estrada de ferro, c fundamen-
lou os seus recetas com urna publicacao no Diario
de boje. Enlcnde que a assembla provincial nao
deve tratar da queslao da estrada de ferro, porque
islo he da competencia do governo geral. Disse o
orador que a assembla nao devia dar mais dinhei-
ro, porque lendo o Sr. Mornay se obrigado a fazer
a cslrada com o uro de 5 por ccnlo, nao se Ihe de-
va dar mais 2*, porque elle conlralou fazer por
5 por ccnlo; que o 2 por ccnlo he um favor de
mita beijada, pois que podemos ter o caminho sera
esle novo compromellimcnlo, visto o contrato que o
Sr. Mornay fez com o governo geral. Alm disso
disse o orador que nao ha vanlagens na estrada de
ferro, porque a de Pernambuco vai enconlrar-se com
a da Babia no mesmo punta.
(oslo muilo de caminho de ferros,contina o ora-
dor, mas nao o quero porque elle nos (raz um de-
licie Enlende.qiicos Bahianos tamhcm nao devem
dar os dous por cenlo ; e em cnnclnsao disse que a
provincia e as oulras naces nos qualificarao de pr-
digos, se dermos mais dinheiro ao Sr. Mornav.e
nao o (levemos dar porque ii.1o he nosso, mas do ao-
verno, da narao, e senla-sc declarando que vola
conlra o projeclo.
Nao leudo mais quem queira fallar sobre a ma-
lcra, o Sr. presidente submcllu o projeclo a vola-
rflo, he approvado.
O Sr. Sonsa Carvalho requer a dispensa do in-
lerslcin que he igualmente approvada.
L se a scguinle emenda offerecida ao projeclo n.
1 Arlgn addilivo. O contrato que o governo pro-
vincial houver de organisar com a companhia, de-
vera ler por base o que eclenrou o governo coral
em 7 de agoslo de 18-52 com os cniprezarios da mes-
ma companhia, leudo cm vista as suas modifca-
me-.Machado da Silva. Foi approvada.
Tendo-se esgotado a ordem do dia, o Sr. presi-
dente levanta a sessao, e d para ordem do dia se-
guinle, leitura de projeclos, pareceres, requerimen-
los c a terceira discussao do projeclo n. 1.
sido presos: ordem do subdelegado da freguezia
de S. Jos, o preto Manoel do Livramenlo, por es-
pancamentn ; ordem do subdelegado da freguezia
da Boa-Visla. Simao Dias da Silva, por ebrio, e Joao
Baplsla dos Sanios, para correceo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 15 de sele.mbrn de 185.Illm. e Exm.
Sr. consol liciro Jo- liento da'Cunha e Figneiredo,
presidente da provincia. Luiz Carlos de tPaiv
Teixeira. chele' de polica da provincia.
diario de m.Y\mui;o.
Cliciou honlem a tarde do sul o vapor ing!ez
Brasileira. e por elle recebemos jornacs do Rio de
Janeiro que nlcaucam a 7 do crrente, e da Babia
a 13.
S. A. a Sr. princeza D. Leopoldina soflreu lti-
mamente de urna angina acompanhada de tabre,
mas j se achava rompidamente reslabelecda.
A assembla ceral foi prorogada at o dia 12 do
correnle, o o que de mais interesante a oceupava,
era : na cmara temporaria o projeclo de reforma
indiciara cm lerceira discussao, sendo separada pa-
ra um projeclo especial a parte relativa s incompa-
tibilidades, e o projeclo sobre os casamentas de mi-
litares ; no senado, o projeclo relativo reforma dos
Iribunacsde commercio, alinal approvado em ter-
ceira disrus.,i.i.
O Sr. barao de Maroim foi nomeado 1. vice pre-
sidente da provincia dcSergipe, eo Sr. comman-
danle superior Jos da Trindade Prado para o lugar
de 3.
Fallava-se na mudanza do Sr. ministro da guerra,
dizeudo-se que seria substituido peloSr. Andreas ou
o Sr. V. 11 iar 111.
Tcndo-sc espalhado que no dia 7 pretendiam al-
guns militares dar urna demonstraran contra o pro-
jeclo de tai que prohibe aos mesmoscasar-se semli-
cenca do governo ; tomou o governo enrgicas pro-
videncias, sendo presos varios d'enlre elles, e deven-
do partir oulros para o Rio Grande do Sul, inclusi-
ve o-|que ainda esludavarr..
As nolicias de S. Paulo sao destituidas de inle-
resse.
No Rio iran lo o Porto Alecre, havia Iranquilil-
dade. mas os repel lo. assassinalos assustavara a po-
pulacho.
Em oulro lugar vao transcriptos os despachos
expedidos pelo ministerio da Justina, assim como as
nolicias relativas ao Rio da Prala, nao nos sendo pos-
sivel eslender mais esle resumo, pela hora adiantada
em que nos foram entregues sgaselas,
_N Babia foi brbaramente assassin.ada, na cidade
al S. Amaro, Joanna Mara das Virgen*.
511 anuos, por fzidoro escravo
runga, que se achava preso.
maior d
lo eugenho Mussu-
COIHMADO.
.Suum caique...
Dous foram os senlimeutos que nossuggcrinalei-
lura de alguns rommunicados inseridos uo Diario
de Pernambuco, como tributos de bem merecido
louvor ao Exm. Sr. conselheiro Antonio* de Mene-
ces^**-cellos de Drummond. Se por um lado
u mea de sincera salisfacao por ver comme-
nta... de urna maneira assaz honrosa os relevan-
tes serviros que esse disliurlo cidadao prestara era
diversas phases de sua vida publica ; por oulro lado,
seja-nos licito dize-lo, uo podemos olhar com a
moni i complacencia para as invectivas que por essa
occasio foram lanradas ao gabinete de 11 de maio,
c com especalidade ao digno ex-minslro dos nego-
cios cslrangeiros. Apreciadores das excellcotes qua-
lidades.do Sr. Drummond, consejos de sua reconhe-
cida experiencia e aplidao, (levemos lambem render
notas homenagem dejustira a um gabinete, que lan-
os beneficios prestara ao paiz, conservando Indinen -
le as Iradirues eos principios d'essa poltica genero-
sa, inaugurada em 29 de iclembro.
Sem enlrar-uios no examc das causas que deram
lugar a retirada do Sr. Drummond, forra he confes-
sar que ella nada leve de acintosa. Julgamln esse
distincto servidor quo nao era conveniente a sua re-
sidencia na corle de Lisboa, depois dodesfecho da
queslao diplomtica, que se agitara o auno passado,
pedio c obteve Uceara para rclirar-se. Jlas dah
poder-se-ha rasoav cimente concluir qu o ministro
que Ih'a dera foi movido por um motivo menosjuslo
e louvavel '.' Seria lemeridade aflrina-lo. A illus-
hracao e precedenles do Sr. conselheiro Paulino Jos
Soares de Souza e de seus dignos collegas ; o patrio-
tismo e elevado lino administrativo,do queellestecm
apresentado provas inconleslaveis, e sobre ludo o
glorioso desenlace da complicada quesiaoslo Rio da
Prala, sao os mais seguros garantes das boas inlen-
res que elles sempre i i \ eran: em mira, durante o
lempo cm que dirigiram os negocios pblicos.
He, sem duvida, mudifliril perscrnlar as graves
razoes de estado que determinan! a decisao de ques-
Ies melindrosas de certa ordem ; assim como u3o
nos parece acertado presurair-sc que um estadista
que se acha altamente collocndo, queira sacrificar
o seu crdito, e rompromeltcr o-maiz, alirando-se na
baixa esphera dos inleresses nlsquinhos. Entre-,
lano, quando nao podemos ler pleno couhecimenlo
das causas, o mais prudente lie julga-las pelos seus
cll'eilos: ora, iiinguem dir que o resultado da nossa
pendencia com Portugal, trouxesse ao paiz a me-
nor quebra do sua dignidade...
Dizcr-sc que a retirada do Sr. Drumnnd tora a
consequencia de urna intriga tramada em Lisboa e
no Rio de Janeiro ; c aflrinar-se, linalmeute, que
Ir^ampharam os moeideiros falsos e contrabandis-
tas Me'frcanos, he na.ia menos que oende-sc
gravemente, nao s ao governo, mas, lambem ao
nosso lirio nacional.
Somos os primeiros a confessaar o distincto mere-
cimenlo do Sr. Drummond : desejamos ardenle-
meule que o governo aproveile as suas luzesc patrio-
tismo era loisses de alta importancia : mas todava,
nao podemos deixar de lameular que os communi-
canles do Diario, contrariando de alguma sorle as
ideas de moderarlo, que sao um dos caractersticos
da nossa poca, avancassem conlra o ex-iniuistro dos
negocios eslrangeirns proposices acrimoniosas, e
despidas da menor sombra de prova. Facemos vo-
tos para que seja banido d'enlre nos o pernicioso
sv -tema de se por em relevo o merccimcnlo de uns
n cusa da reputaran de oulras.
Esse coslume de se querer gastar e ovillar os nos-
sos homens de oslado, s pode lera vanlagcm de
plantar a desmoralisacao e a anarrhia, fazendo com
que o povo perca toda a fe que deve ler naquelles,
que precsam de loda a forja e prestigio para con-
servar a ordem, e promover a fe I ir idade do paiz.
Nao posso ir mais adiante, porque a impressio des-
las linhas muitu rae cusa. E porque o Sr. com-
mandanlc do corpo de polica nao gosla dos anony-
mos, no queco o acompanho, vejo-me na rigorosa
obrgactln de assignar-me, porque nao quero de lodo
incorrer no sen desagrado.
Com a publicidade de-tas linhas, Srs. redactares,
Ihe l'rar agradecido o seu venerador e obrigadissimo
criado. .Manuel Eloy Menes.
15 de setembro de 185*.
Ex sotare medicuad...
(Phedro)
EU-nos oulra vez as vollas com a Oamelia. Como
nJo livessemos a inaudita felicidade de nos chegar
maos o segando numero desse bem redigido pe-
ridico, para analysar-lhe os erros, e nao podessemos
de ama s vez apresentar as bellezas do primeiro
numero, por isso vamos ainda nos oceupar com elle,
e pedimos aos senhores cascabulhos que se aujeilem
mais ola veza nossa palmatoria, quesera iufallivet
todas as veces que delta necessilarcm ; bdkaslc e ni-
co meio que adiamos para castigar o requintado pe-
dantismo desses desfruclaveis, que a maneira do
sapaleiro arcorado em medico, que Phedro nos des-
creve, alrevem-se, em urna provincia, como esla. a
apresentar am peridico nojenlo e indigno da im-
prenta brasileira, como he a Camelia.
Vamos ainda analysar esse primeiro artigo, ou in-
Irodoccao, que he urnaperola, e que muilo acredita
ao seu fabricante.
E netta poca em que a litleratra tai dando,
segundo diz o tal moro, ao progretso ureo ca-
minho, e brilhantes pennas imprimen u ureos i>
traeos, como he que cascabulhos acafagestados, ig-
noranles.como o autor do lal artigo que analv sainos.
se alrevem escrever para o publico?!? tmpora '.
mores '.
Nao entremos na mimiciosidadc de erros, qae po-
dem ser desculpados, e smenle apresentemos desse
artigo mais umerrn de grammalica, e nm erro eras-
so, que s cora oulras duas duzias de bolos mereca
ser corrigido, e he o seguiute Assim nos servi-
mos.... para apresenlar-mos... O' brulalidade I 1 1
Vamos adiante. Cosamos sobre maneira da pro-
dcelo do cascabulho, que al as pedra* gravou n
prazer gue e.rperimentou quando senlio Murcia 1!
Ai que nao haja quem le gravasse na testa a lellra
T, como se costuma ferrar os burros, para que as-
sim podesse ler o que tu os miscravel creatura !
Paremos aqui, e aguardemos a sallada do segundo
numero do papeluxo, para mostra'rmos aos desfruc-
laveis, c pedantes cascabulhos para quanto vale
O calouro.
COMMERCIO.
PKACA DO REC1 FE 15 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarnos nfllciacs.
Cambio sobre Londresa 60 d|v. 27 1)i e27){ d
Desconlo de le Iras de 1 a :| mezes6 a 8 ,ao anno.
'. ALFANDEOA.
Kendimenlo do dia 1 a 14. .
dem do dia 15 ..... .
ca, que o trimeste addiclonsl do exereicio de 1853 a
1854, espira no ultimo do correnta, recolhendo^e
respectiva thetourarU nessa poca todos os livros
perlencentcs a semelhanle exereicio, para serem ox-
ee utadoi os enntribtales : asiim pois avisa-se a
todos que deixarasrde pagar decimas e oulros im-
postos, que coocorram a pagar seas dbitos at o dia
ultimo do mez cima mencionado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conielho de direccio convida aos le-'
nitores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realUarem do 1. a 15 de outubro
do corrente anno, mais 30 0|O obre o
numero das acrcVes que Ihes foram distri-
buidas, para levar a etFeitoo complemen-
to do capital do Baneo, de dous mil con-
tos de reis, conforme a resoluco tomada
pela assembla geral dos accionistas de 26
de setembro do anno proximo*passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
18i.O secretario do conselhodedirec-
caoJ. J. deM. Reg.
140:1178140
9:88i452
150:0019601
Desearregam hoje 15 de setembro.
Barca uglezaSeraphinamercadorias.
Barca inglezaCeneeicreferro e carv jo.
Patacho dinamarquezAnna Catharina botijas
vazias.
CONSULADO OERAL.
BEPARTICAO DA POLICA,
Parle do dia 15 de selembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles boje recetadasoesta reparlirao, consta lerern
.Srs. redactores.Quando se enconlram no mun-
do homens bemfasejos devem seus nomos figurar na
sociedade para que* o povo recoiiheccudn suas boas
accOes os venere como deve, e por isso rogo a Vmcs.
que a bem da verdade queiram mandar publicar no
primeiro numero de seu conceiluado jornal eslas
duas linhas, como signal de cratidao, pelo que abai-
xo vou commuuicar com toda a fe sinceridade.
Ten.lo chegado pela primeira vez a esle porto ha
dias sem meios alguns, logo que de*cmbarquci diri-
i-me ao consulado de Portugal nesla cidade, para
all fallar ao meu cnsul; afim de como porluguez
me guiar nesla boa Ierra. Nao se adiando este en-
tilo un consulado, ahi enconlrei o vice-consul, o Sr.
Miguel Jos Alves, ao qual communiquei o intento
que linha, e tendo-mc este senhor prestado a maior
al toncan, ou vio-me como um pai poda ouvir um li-
Iho, e no lim disse-mc que sendo incerla a minha
arruinarn nesta cidade, para caixcro de escripia,
nica occnpaeio a que me podi% dedicar, segundo o
que cu Ihe disse, por ser doente c dcfeiluoso do la-
do drcitn, e nao poder por isso entrenar-me a oulra
qualquer especie de trabalho, por aqui Icaria al
que s conseguisso qualquer arranjo ueste senlido a
expensas delta e do cnsul, a quem communicaria
logo esle acta. E como eu palenleasse nessa occasio
os desejos que linha de voliar a minha patria Ilha
da Madeirai, o Sr. cnsul Dr. Joaquim Baplisla
Moieir, que nesla occasio cnlrava, scndo-lhecom-
municado peloSr. viee-consula conversa que comi-
go havia lido, me disse que ia Iralar desde logo de
conseguir urna passagem no primeiro paquete para
aquella ilha.e que firaria em sua casa at poder em-
barcar. Confesso, Srs. redactares, que me faltam
cxprcssOes com que possa agradecer aos dignos
agentas consulares porluEuczes nests (erra a bene-
volencia e affaao com que me lem hala 11 estas dias.
Residindo, porm, em casa do Sr. cnsul uo posso
deixar de dizer que enconlrei uellc mais un pai
que um cnsul, nilo me fallando na cosa do Sr. .Mo-
reira cousa alcuma, sendo lano por elle como por
i s-aa Ilustre familia o mais bem I calado possivel.
E agora nesta momento que recebo a noliria desle
meu bemfeitor deque ludo esl arranjadn para eu po-
der seguir para a Madeira no prximo vapor que de-
ve passar para o norlc, por lano nao dcixarei esla
Ierra, sem que faca islo puhlico, al que che-raudo
a minha patria ahi iiovamenle o publique, pedindo
desde j ao Allissimo a conservarn dcslcs dous bon-
dadosos funecionarios porluguezcs, de cujos coraees
bem formados faro o dev ido apreco.
Por a inscrejo dcslasduas linhas Ihe firar.i grata,
Srs. redacloresAlexandre Marlins Ferreira.
Recife 15 desetembro de 185,1.
Sr, redactores.Como quer que cu honlem flf^
fosse Icslemunha de ver urna palmilla do corpo de
polica participar ao Sr. lenle Cunegundes a pri-
sao que ella lizera a um cadete, que se achava a
paizana, c que essa prisao, como disse a mesma pa-
lmilla, provinha de haver o cadele passado por en-
tre ella, julRO que tanto arbitrio nilo deve passar
desapercehido, mesmo porque eu nilo sei quando um
incidcnle me enllocar na necessidade de passar por
entre una patrulha de pulira, que em vez de ron-
dar se conserva cm p as calcadas ou passeins por
onde o povo fac sen trajelo; bem que semelhanle
prisao faz com que desde j me ponda de sobre
aviso.
Alguem, que esleve prsenle, enlendca que a pri-
5.1o era Ilegal, e que como lal, o cadele senao devia
recolher, e o Sr. lenle Cunegundes, nos parece,
lambem assim pensava,mas nilo sei porque razo cou-
duzio o cadele para o quarlel do corpo de polica.
Releva dizer que o cadele fora preso a ordem do
Sr. Dr. rhcfc de polica, e que nessa occasio dera
a voz de preso pal ruina a ordem do seu respecta
commandanle. Suppomosque convinha muilo, que
os Srs. ofjiciaes que fazeni as rondas, e os de estado
matar lenham o direilo, por virlude de autorisaro,
de investigaros rasos e conforme enlenderem mandar
logo por cm lihcnlade quelle individuo, cuja prisao
tara illegalmente taita; mesmo porque ron vem mui-
ta e mnlo afinar a escalla dos arbiltios ele, ele.
Rendimenlo db dia 1 a 14
dem do dia 15 .
7:3300968
G6I9H9
7:991*51 ]
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do da 1 a 14..... 515J357
dem do dia 15........ 6#244
521*601
Exporta cao'.
Maranhao e Para, barca frauceza Havre, de 255
toneladas, conduzio o scguinle:3,1114 libras de co-
bre vclho, 50 pipas agurdenle, 1,600 couros salga-
dos com 77,979 libras, 967 quintaes de lalajnba.
Nanles. Iirigue francec Dardanellos, de 202 tone-
ladas, conduzio o seguinta : 2,828 saceos com
14,110 arrobas deassucar.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 14.....9:3159391
dem do dia 15........1:2265303
SOCIEDADE DRAMTICA EMPREZABIA.
7." RECITA DA ASSIGNATl'RA.
Sabbado 16 de setembro de 1854.
Depois da exctuco de urna escoltada ouverlura
ser representado o novo e edificante "drama era 3
actos intitulado
RAPHAEL
00
OS MAOS COiNSELHOS,
Composso em francez petas Srs. Carat e Gran-
ge, e Iraduzido em porlugec por J. til Barbosa.
Personaren*. %~ Adore*. '
Raphael capitao de dragoes. O Sr. Costa.
AHonso dito dita.
Gil Peres......
Boaventora criado de Af-
taoso........
Meslre Andr eslalajadeiro.
Mara filha de Peres. .
Eneslla.......
Fre Antonio......
Alvaro lenle. .
Rodrguez dita ....
Um frade. ....
Frades criados, etc. A
rid.
Osinlervallos scro preenchidos com escoltadas
pecas de msica. Terminar o divertimento cora
a muita engranada comedia, traducida do francez,
em 1 acta, qae se intitula
A MOLEIRA DE MARLY.
Principiar as 8 horas.
Res.
Sena.
b n Monleiro.
n Mondes.
A Sf. D. OrsaL
b Amalia.
O Sr. Rorendo.
Pinto.
N. N.
a Santa Rosa,
scena passa-se em Ma-
10:5113694
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 14.....9:2509112
dem do dia 15........3359105
9:8051217
RIO DE JANEIRO, 6 DE SETEMBRO, AS 5
HORAS DA TARDE.
l'otaroes ofjiciaes.
Cambios. Londres : 27 d. 60 dias, 27 '' d. 90
dias, 27 '' d. 60 e 90 dias.
Pars: 3.55 rs. 60 dias.
tlamhurgo: 662 rs. 90dias.
Havre em Paris: 353 rs. 60 das.
As transarees em cambio pelo vapor Brasileira,
inclundo as de hoje.foram Tegulares sobre Londres e
sobre Pars, e avulladas sobre Himburgn, reculando
de 27 e 27 i d. a 60 e 90 dias sobre Londres, de
358 a 356 rs. a 30 e 60 dias sobre Pars, directa e
indireclamente, e a 662 rs. 90 dias sobre Hamburgo.
Em caf hoje ponco so fez.
Frclou-se um navio inglec para um porta do nor-
te dos Estados-Unidos a 70 cenls.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Oncas despalilllas 299000 a 299500
o da patria. 289700
Pec.as de G4U0 velhas. 163000
' Mpcdas de i.-. . . 99000
Soberanos...... . 99200
Pesos hespanhes . . 19940 a 19960
''a da paltia . . 15860 a 19880
PalacOes...... . 19860 a 19940
Apoliccs de 6*....... . . 107 a 108,
proviuciaes...... . 101 a 102 i
(Jornal do Commercio.)
MOVIMENTO DO PORTO.
-Vacio entrado no dia 15.
Rio de Janeiro e Babia7 dias, vapor inglec Brasi-
leira, commandanlc llenry J. Cox. Passageiros,
depulado Aprigio Juslintano da Silva Guimanles
e 1 criado, depulado Joilo Jos Ferreira de Aguiar,
Joaquim Pedro da Cosa Lobo, 1 filho e I criado,
Gregorio Anlunes de Oliveira, Ludgerio G. da
Silva e 1 criado.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimeiilo do disposta no art. 34 da lei pro-
vincial n-129, manda facer publico para conheci-
mento dos credores hipolhecarios, c quaesquer in-
lere-sados. qne tai desapropiada a Jos Joaquim de
Santa Auna, urna casa de laipa na estrada do sul,
que vai para a villa do Cali, pela quanlia de 80J
rs., e que o respectivo proprielariojem de ser pago
do que se Ihe deve por esla desapropriac,ao logo que
terminar o praco de 15 dias ronlradns da dala des-
le, que he dado para as reclamares.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e
pnblicar pelo Diario por 15 dias successjvos.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de selembro de 1851.O secretario,
A. F. d'Annunctarao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva GuiraarAes, juiz de
direilo da primeira vara do civel nesla cidade do
Recife, por S. M. I. e C, o Sr. Pedro II que
Dos guarde etc.
Face saber aos que o presente edilal virem e delta
noticia livcrem, que no da 22 de selembro prximo
eguiute, se ha de arrematar por venda a quem
mais der cm praca publica desle jaizo, que ler lu-
gar na casa das audiencias depois de meio dfa com
assislencia do Dr. promotor publico desle termo,' a
propriedade denominada Pitanga, sla na freguezia
da villa de Iguarass, perlcnccnleao patrimonio das
rccolhidas do convenio doS.iulissinin coraro de Jc-
sus da mesma villa, a qual propriedade (em Orna le-
gua em qundro, cujas extremas pegam do iMrco>do
engenho Monjopc que tai anligamenle dos padres
da co m pa n hia-de Jess, pela esla la adiante uo luaar
que chainam Saplicaia da parle esquerda, e (lahi
eorlain buscando o sul e ali.ivcssam o no Iguaras-
s, Pitanga, al encher urna legua, c dalli parle bus-
cando o scenle al encher oulra legua, e dalli
buscando o norle donde principinu com oulra legua
que faz ludo urna leaua em quadro, com uin casa
(le vivenda pequea de leda e laipa ha pouco aca-
bada, avahada por 5:000-3000 rs., cuja arrematarn
foi requerida pelas ditas rccolhidas em virlude da
liccnra que ohtiveram de S. M. o I, por aviso de
10 de noveinhro de 1853, do Exm. ministro da jus-
tica, para o producto da arrematarlo ser depositado
na thesouraria desla provincia al ser convertido em
apolices da divida publica, sendo a siza paga a cusa
(Jo a-nemal.-mle.
-.E para que chesue a nolicia de lodos, mandei
passar edilaes que ero publicados por 30 dias no
jornal de maior circularan, e affixados nos lugares
pblicos.
Dadd e passado nesla cidade do Recife de Ter-
nambuco-aos 9 de agosto de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baptista, escrivilo interino o cscrevi.
Custodio Manoel da Silva Uuimaracs.
AVISOS MARTIMOS.
------------------'----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Cera' Maranhao e Para'
com destino a estes dous portas
deve seguir mui brevementepor
ter grande parte da carga tratada, o no-
ve O inui velara pal lia bote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 6, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
lteal companhia de paquetes inglezci a
vapor..
No dia 20
desle mez es-
pera-se do sol
o vapor Great
lVestern,com-
mandante
Hasl, o qual
depois da de-
mora do cosa-
me seguir pa-
ra a Europa : para passageiros, trata-se com os a-
gentes A Trapiche Novo n. 42.
Para o Ro Grande do Sul segu nesles dias o
patacho nacional A'oeo Temerario, capitao Jos An-
tonio Candido de Souza ; para o resto da carga o
passageiros, trata-seom Amorim Irmaos, roa da
Cruz n. 3, ou com o mesmo capitao a bordo.
BAHA.
Segu na presente semana para a
Bahia a sumaca Rosario de Alaria, ainda
pode receber alguma carga, a tratar com
os consignatarios Novaes & C.J ra do
Trapiche n. 34.
Companhia Luso-Brasileira^
Tncinnando sabir de Lisboa em 3 do correnle, o
elegante e novo barco 'a vapor o D. Mara II, de-
vera aqu chegar no dia 17 ; e seguindo pata a Bas-
Jiia e Rio de Janeiro : recebera passageiros a com-
modoi as scguinlcs passagens, pudendo os inleres-
sados dirigirem-se a ra do Trapiche n. 26 a Ma-
noel Duarle Rodrigues.
1. cmara 2. cmara 3. cmara
Bahia 45j>000rs. 409500 rs. 188000 rs.
Rio do J. 909000 729000 3000 rs.
Para Buenos-Ayres por Montevideo, segu
nesles dias a barca pnrlugaeza ((Amazonas, a qual
oflerecc encllenles commodos e bom Iralamento pa-
ra passageiros : os preteodenles dirijam-se a tratar
com Amorim Irmaos, na ra da Cruz n. 3, ou como
capitao a bordo.
Para o Rio de Janeiro segue'com
brevidade o novo e veleiro patacho nacio-
nal Esperanca, por ter parte de 89u
carrega ment prompto: para o resto da
carga, passageiros e escravos arete, tra-
ta-se com Machado & Pinheiro na ra do
Vigario n. 19, segundo andar ou com o
capitao Jost: de Campos Magalhaes na pra-
ca do Commercio.
Para' o Rio de Janeiro sahe ate o
dia 25 do corrente o brigue Sagitario
de primeira classe, o qual tem ja' a maior
parte de seu carregamento, para, o res-
tante, passageiros e escravos trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carrico.: na
rita do Collegio n. 17, segundo andar, ou
com o capitao a bordo.
' Vcnde-se o hiale Carolina, com boa laucha,
ferros, correnles, massame todo novo, assim como
lodos os mais perlences em bom aso: os prelcnden-
les se pnderao dirigir a bordo, defmnte da .venda do
caes do Ramos para ver, e a Iralar na roa do Qaei-
mado n. 41.
Ceara' e Acarac
Segu cm poucos dias o patacho Sania Cruz ; re-
cebe carga e passageiros: irata-se com Caelaoo Cy-
riacoda C. M., ao lado do Corpo Sanio, taja n. 25.
LEILOES
O agente Oliveira tari leil.io de porcio de ob-
jeclos perlencentcs a navio, consislindo em velas,
vergas, pecas de cabos do cairo, dilos de linho, patal-
eas com correnles de ferro, linga com dita, pedacos
de correnles de ferro, moildes, mesa de cmara,
prunin e linha, rolo de curdas para barquinha, por-
c.io de cordas de linbn, saceos com estopa de calafe-
tar, barris com carnes salgadas de varea e de porco,
de superior qualidade. latas com conservas de sopa,
e carnes conservadas, 220 barricas abatidas, 1 balan-
ca com braco o pesos de fer/o, porco de vernicem
barril e talas de dita, agua-raz, tintas de diflcrenles
cores, e muitos outrns arligos miudos, proprios para
navio : sabbado, tu do correnle, as 10 horas da ma-
ullan, no Trapiche Novo. a
Vicenta ferreira da Cosa fanajeilao por inter-
v encao de anete Viclor, da taberna que foi de Fran-
cisco Kabello de Souza, com sua competente arma-
cao nella ou tara della, sita na praca da Boa-Visla
n. 2, para pasamento de seus credores : quarta-fei-
ra, 20 do correulc, as 11 horas da manhaa.
DECLARACO'ES.
A mala do vapor aman, ser fechada hoje
(Ifi), para o Rio de Janeiro as 9. horas da manhaa,
por ler sido transferida sua viacein.
O hiale .Sooro7en*e*reccbc a mala para o Aca-
rac ao dia 18 do corrente ao meio dia. -
Pela subdelegara da freguezia da Boa Visla
foi recolhido i cadeia o cabra Joaquim Jos de
Sanl'Aiina, que suppc-se er escravo, c chamar-se
Ambrozio : seu senhor justifique o seu dominio pe-
ranle a mesma subdelegada.
Pela subdelegada foi nppiehendido em ma de um cargueiro um ca-
vallo (russo sujo), que se stippe furtado : seu dono
justifique o seu dominio pirante a mesma subdele-
gada. ^
Pela mesa do cousnlado provincial se anun-
AVISOS DIVERSOS-,
SOCIEDADE CRIADORA-
Alem dos talhos que ja' tem estabele-
cido, no domingo 17 do corrente,abre um
no becco da Lingoeta, casa n. 3 ; e nelle
vender' e cortara' a carne a vontade do
comprador, como se usa na Europa ; as-
sim como vender' igualmente aos que
quizerem cemprar segundo o uso estabe-
lecido.
Na rna Direita n. dos para entalles de qualquer prata ou bacetas de
doce, por preto muilo commodo.
1 Attenco.
Manoel Joaquim daSilva, braailciro, avisa a qoem
convier, que pela relacjo do Rio de Janeiro tai jul-
gada milla a doacio que sua finada irmaa I). t,er-
irmlcs Mara Claudica fez a sua ora D. Joanna Ma-
ra do Sacramenta Albuqucrque, e que porlanlo asta
nao podo dispdr dos bens que pertencem a esta doa-
c~io, por terem de reverter a annunciante na eon-
formidade do testamento ; e para que ningaesn so
chame a ignorancia, faz o prsenle auuuncio.
.

fel am





>- O abano assignado, Icnilo valo no Otario de ,
lernambuco de 28 de agosto prximo pesiado, que
!em de ser arrematado por parle da faieiida, o sitio
ern que mora seu imiAo e eoeaenhor do mesmo sitio
k 3"- Me"de, mesmo abauoassunado co-
mo herdeiro e como procurador de um de seus ir-
maos, tambem herdeiro, avisa ao publico, que sobre
este sitio etislc um recurso para o supremo lribiii.il
de justira, o qaal n;ii su pela coslumada jntica deste
tribunal, como pelas justas ratees que allesam, es-
peran) os henleiros que Ihe seja restituida sua pro-
priedade, heiauca -de sua finada mai, por isso que
nada devera i hienda, eportanto nao devem pasar
lodos o que so um deve. ReciTe 11 de selembro de
18o4.Joagmun Mende da Cunha Azecedo.
Aluga-se o qoarlo andar e solao do sobrado da
ra do Trapidie n. 12, com cxcclleutes commodos
para familia : a tratar no primeiro andar do dito so-
brado.
Precisa-se alugar um so'irado no bairro de
Maulo Anlomo, qu%m o liver annuucie, ou dirija-se
a ra do Trapiche n. 40, lerceira andar.
Aluga-se animal ou pela testa urna proprieda-
de de pedra e tal, iu lugar da Casa Forte, contigua
a do tcnenle-cofow 1 Vilclla ; a tratar na fundicao
do Bromn, 6, 8e 10, com o caiieiro da mesma.
O Sr. Manoel Marques de Abreu I'orlo Icm
urna encommenda na livraria n. t o 8 da praca da
Independencia.
Joaquim Gomes Villar CarrafAo, residente na
favonio do Pilar da provincia das Alagoas, vai
ortugal visitar sua saudosa familia, residente na
villa da l'ovoa de Varzim, aonde offerece sen pouco
preslimoaosseus anygos em quanlo all ae adiar, e
por esta occasiao se despede dos mesmos, .los quaes
poralgum motivo nao pode fazer pcssoal. Otilro sim
persuadido que nada deveaest. praca de Pernam-
nueo ou outras fra desla, com ludo adverle, que se
Hguem se considerar seu creder, deve comparecer
no prazo de 3 dias a contar da rublicacao deslc, na
casa doar. Gaspar Antonio Vieira Guimaraes &
Uompanhia, onde preaenlcmeulis reside, edesle pra-
xo em dianle nao sera mais al'.eudida rcclamacAo
alguma.
13$000 rs.
Precisa-6e de urna prcta que seja boa coslurcira e
engommadeira : quero a liver diriia-se a ra do
Han ge I n. 77.
Precisa- de nma criada do boa conduela, pa-
ra todo ojerviro d'uma cas : na ra do Vicario u.
1.1, pniMiro andar.
Na Boa-Vista, ra da Alegra, casa n. 36, dou-
ra-eee pratea-se cot toda a perfeirao.e tambem se
eiuiot ludo por preco commodo.
Oabaixo assignado, solicitador dos fcilos da
lazenda nacional, faz seicnle a lodos os dev edores da
mesma, que d'ora em dimite esta encarregado pelo
respectivo Sr. r. piocurador fiscal de receber dos di-
tos devedores os conhecimentos provenientes do pa-
gamento de seus dbitos, e entregar as quitarles do
eslyio, para o que devera ser procurado na casa de
soa residencia, na ra da ConcelcAo da Boa-Vista u.
18. Recie 13 de selembro de lto4.
Joaquim TUeodoro Alce.
Antonia Carolina da Conceico, como se acha
doeute, e lendo de telirar-se para o mallo, avisa a
todas as pessoas qut; lem penhores em sua mao, os
vcnliam tirar no prazo de 8 dias, na travesa do Car-
ino n. 4.
Precisa-se alugar urna preta para o servico de
urna casa de pouca familia, devendo saber engom-
mar; quem a liver, pode tratar ua bolica da ra No-
va, a qualquer bora do dia.
.T"",0.,8'- GrtSorio Jos los Passos, morador na
ntiade de Olinda. procurador da irmandade do Sc-
nhor Bom Jess dos Marlyrios, queira vir salisfazer
o importe da cera que se gaslou na procissao do
raesmo Senhor. #
Omajor engenheiro precisa de lijlos de alvc-
nana grossa para a obra do hospital regimciital :
quem os quizer vender, procure-o na ra do Hos-
picio.
Sr. Lourenco Ribeiro da Cunha
Ohveira, queira annunciar onde mora
para ser procurado.
Deniz, alfaiatefrancez,
eslabelecido na ra da Cadeia rio Kecife u. 10. nri-
meiro andar, trabalha de feilio.
Aluga-se urna ptima loja para fazendas, fer-
ragens ou miudezas.com armado, na ra Nova, loja
i. a tratar com A. Calombiez, na loja n. _>.
No da 19 do crreme mez, ao depois de linda
a audencia do Dr. juiz de orpl.A.is. lem de scrcm ar-
rematadas por vemla por ser a ultima praca, duas
raas terreas mola-aguas, sitas no lugar do Campo
\erdena Soledade, sendo una comporta de cochci
ra, avahada en, 3002. rs., oulra no valor de 2005, am
bas em chaos forciro,: por execucao que move Jus
lniT? I SP" 'Ulra (asal d0 menlecapto
Manoel da Cunha Oliveira.
CASA PL?1^1?.8*.0' DE ESCRAVOS. NA
DIARIO OE PERMIBCO, SABBADO 16 OE SETEMBRO DE 1854
RLAI^RGAOO ROSARIO K^Sn^ i.^l^on,
ANDAR.
Nesta casa recebem-se cscravo. por cnroBiissao na
ra screm veudidos por conta de teus senhores, eafi
anra-se o bom Iralanienlo e segurauca dos mesmos
T ?nplfe com a venda *"cs- -
conclicoesde serem vcudidos para fra ou para a ler
ra conforme a vonlale de seus dunos.
I"" -("- .- 4W > -" '. II r un |i .. ^J li-' ii_l ,,
ninguem duvi.la hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de rrvstal de diversos lamanlios, e
- aprompla-sc qualquer encommenda de medirameulos com toda a' brevidde c por precos muito com-
a modos. i i v
-------------------- .aw. pala mil
dalena : no aterro da Boa-Vista u. 43.
Pede-scaoSr. Anlouio do S Cavalcanli Ju
mor, morador no eugenho Campo Alegre da eomar
ca de Santo Anlao, que no prazo de 15 dias venha
esta praca concluir um negocio que llie nao hces-
Iranho, pois que a pessoa que se comprometleu no
mesmo negocio tambero lem d-veres a cumpnr, e
nao pode esperar ma.s lempo ; porlanfo-.se nao vicr
ou mandar, como Ihe cumpre, nao se queixe dos
meios quese lancar mao hndo o prazo cima dilo, c
veja que ja basta de opnlemplacOcs com quem nao se
import de comprometler A /^g r ,
.,~ A'"3-* uraa casa de pedra e cal, ua rila do
7 -.. aPeuaci,l'eli' de S. Pantaieao ; padre Vicente Ferrer de Albu-
^X^T^^^ZZ^ CT^Profaior jubilado de graroma-
do Rosario n. 29, ulerna. 8 t'* latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
lenTo M?iMrtna1nSS!lnaM/?- sci0nieaoP"mco 1UC c* a mesma ''"Gua.com todo o esmero e
^0caVxrodVueh.o-i^l,SJr"1uan^r,Sr(fe ieGla^adc concernentes ao adianta-
"ZTL^*!?L 2m_wvallu Preio feichado, coro meDtode .scus alumnos; e por isso espe-
ca- ra o acolhimento de todas as pessoas que
,ih 7 B ava"u I'rcl0 'eichado, c(
idade de 7 para 8 anuos, juntamente um oulroi
vallo russo sujo, com crinas e < anda
mLIItf) DO WST1TI10 H0H(0PATUIC0 DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOMOPATHA. #
Melliodo conciso, claro, c seguro de curar homceopalhicamcnte lodas as molestias, que afui"em
[lecie bjtmana, c particularmente aquellas que reinan no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Eslaobra im|Hirlanlissima he hoje reconhecida como a primeira e mellior de todas que Iralam da
pilcado da homo-opalhia nocuralivo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao nodcm dar
passo seguro sem possui-la e consulla-la.
Os pais de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, capilaes de navios, serlanejos, etc.,
etc., ilevsa Ir-la a nifl para occorrer promplamente a qualquer caso de molestia.
<*o' -
P-
uin
I 'i iiis vnlu inr- em brochura, por.
Enradernados............
Veudc-sc nicamente em casa do autor, ra de S. l'rancisco (Mondo Novo) n. 08 A.
105000
113000
BOTICA CENTRAL HOMOZOPATHICA
Ninguem poderi ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da liuma-opalhia no norte, c iinmedialamenle interessado
em seus benelicqs successos, temo aolor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immediala inspecc;ao, lodosos medicamenlos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmareuliro
c iirofessor em lionncopalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem eicculado cora lodo o zelo, halda-
da e dedicarlo que se pode desejar.
A efllcacia destes medicamentos he altcslada por lodos que os tem experimentado; clles nao preci-
san) Uma carleira'de 120 medicamentos da alta e balsa diluirao em glbulos recom-
inendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e de urna
cai\a de 12 vidrosde linluras indispensaveis........
ila de % medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas '. '.
Dita de 60 principaes medicamenlos rccommeudados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (lubos grandes.).
iv, a *.o j- ?-. (lubos menores).
ila de 48 ditos, ditos, com a obra ("tubos grandes)........
.... \ D (tubos menores).
Uila de dbdilos acompanhada de 4 vidros de Unturas, com a obra (lubos grandes) .
" B (lubos menores^.....
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas, com i obra (tubos grandes' ....
D (lubos menores;
Dita de 24 ditos ditos, coro a obra, (tubos grandes). ^ssv.....
_ '.-'( lubos menores).
Tubos avulsos graudes...........
1001006
90)000
a pequeos
Cada vidro de tintura.
60)000
4.)3(KMI
OfOOO
:t.j7ono
ilISKKI
301000
:.-..-
961660
301600
90OOO
13000
.lOO
2066
Vendem-sc alm disso carleiras avulsas desde o precode 8)000 rs. al de 100)000 rs., coiiformiiO
numero elamanho dos tubos, a riqueza das caivas e dynaroisarOesdos medicamenlos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamenlos cun* a maior promplidao, e por precos comroo-
uissimos.
Vende-se o tratado de FEBRE AMAHEI.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 23000
Na mesma boina se vende a obra do Dr. G. H Jabr Iraduzido cm portuguez e acom-
modada a,inlelligencio do povo............ 6)000
Ra de S. Francesco (Mundo Novo) n. 08A. .
w a PJS- fSx'rac' de Hma car'<, ?" ao autor do TBESOOOO UOMiKOPATlIlCO. lece a honda-
ae de airtotr o Sr. cirurgiao Ignacio Altes da Silta Sanios, eslabelecido na cilla de llarreiros.
a live a satisraco de receber o Tliemuro liomreopathico, precioso frurlo da Irabalho de V. S.,e Ihe
allirmo que de lodas as obras que leudo litio, he esla sem contradicao a melhor lauto pela clareza, com
que se acha escripia, como pela prerisao com que indica os medicamentos, que se devem cmnrcsnr ;
qualidadcs estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconhcccm *aS"aO
Uieocria e pratira, ect.. ecl.,elc. o
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COlaLEGXO 1 AMOAXl 25.
u ur. r. a. l.ooo Aloscnzo da consullas bomeopathicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operado de cirurgia. e acudir promplamente a qual-
quer mulherque estoja mal de parlo, c cujascircumslaucias nio permillam pagar ao medico.
N CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO BOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completb do Dr. G. H. Jabr, Iraduzido em portuguez |.elo Dr. Moscou, qualro
voiumes encademados cm dous : ............... 20SIKI0
Esla obra, a mais im|x)rlaule de lodas as que Iratam da liomeopalbia, i'iileressa a lto's os mdicos que
zercm eiperimenlar a i'oulnna de llahncinann, e por si proprios se Coiivcncerem da verdade da
tina : inlcressa a lodosos senhores de engenho e faze.nlciros que estao longe dos recursos tos medi-
. inliii ,1 a lotiosos canilaes tle ua\iti. nue nao nndem ,lni\ui ,ima im, .,., ...,ir>, .1. i ro^;c,n ,tn
JOAO' PEDRO VOGLEY,
fabricante tle pianos, afina e conceda com luda a
EerfeieSo, lendo chegado recen lomen le dos porlosda
uropa de visitar as melhores fabricas de pianos, e
lendo canlin nellas todos oscouhccimentns e nralica
tle coiistrucees de modernos pianos, oflerece o seu
presumo ao respeitavel publico para qualquer con-
cert e afinaries com Iodo o esmero, lendo (oda a
certeza que nada Picar a desejar as pesuoas que o
incumbirem dequalquer trabalho,lanlo em brevid-
de como em mdico preo : na ra Nova n. 41, pri-
meiro andar.
Aluga-se por fesla on annual urna proprieda-
de de pedra o cal, com coininodos sufucienles para
qualquer familia, 110 Poco da l'.inella : a tratar na
fuudican do Brum n. 0, 8 e 10, com o ealxeiro da
mesma.
Notos livrosde liomeopalliia uiefrancer, obras
todas de summa importancia :
Ilalinrmann. tratado das molestias chronicas, 4 vo-
..lumes............2O&0O0
Teste, 11 ole-tas dos meninos.....6)000
llcring, homeupalhia domestica.....73000
Jahr, pliarmaco|icahomeopalbica. ftjOOO
Jabr, novo manual, 4 voluntes .... 16)000
Jahr, molestias nervosas.......(5000
Jahr, molestias da plle......_ tijooo
Rapou, historia da homeppalliia, 2 voiumes IG3OOO
ll.ii 1I1111.11111, tratado nmiplrln das molestias
dos hieuiios. 'S......103000
A Teste, materia medicaJiomeopatliica. K3000
De Favolle, doutrina medica hoiueopalhica 7301)0
Clinita de Slaoneli........(SOOO
Castiug, verdade da liomeopalbia. 4)000
Diccionario de Nyslen.......I30O
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conteudo a descrpc,o
de lotlas as parles do carpo humano 303000
vedem-so todos estes livaos no consultorio homeopa-
iliico punir i 10 andar.
No sobrado n. 82 da rita do Pi-
lar, precisa-se alugar tima escrava que
saiba engoinmar bem e tomar conta de
urna casa de pequea familia.
quizeren
mesma. ......___,, w.lmuMBU, engmiioe iaze,iociros que esiao i..,
eos : nieressa a lodosos rapiles de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qualquer iiirominodo seu ou de seus tripolanles ; e inleressa a lodos os chefes de familia ene
por circiiiiislaiicias, que nem sempre podem ser prcveniqas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pcsSUo tit.'IItl.
O vade-mecum do liomeopallia ou traducc.lo do r. Ilering, obra igualmente til as pessoas que se
o uedicain ao csludo da liomeopalbia um volume grande.......... unru>
. O diccionario tos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pbarmacia, ele, ele": obra indis-
,. pensivel as pessoas que quercm tlar-sc ao csludo tle medicina....... .
,. Urna carleira de 24 lubos grantles tle finissimo chrislalcom o manual do Dr. Jahr e o dict io-
uano dos termos de medicina, ele, ele................
Dita de 36 com os mesmos livros..............
ila de 48 com os dilos. ,.....
, C,adacareira ,le aeempanhada de tious frascos de unturas udispensaveis, a escoiha'. '.
r de 00 tubos eem A ln. '
8300
43000
403000
5)000
oOjOOO
UliTRATOS PELO SYSTEMA
I CHRISTALOTYPO.
@ Aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro @
andar. @
g No estabclecimeulo eiiconlrarao os prelen- @
@ denles um rico serlimcnlndcraixas, quadros, Q
O allinctes, cassoletas e pulceiras. @
Precisa-se alugar urna escrava, que saiba lavar
e engommar bem : na ra do Hospicio, sobrado
junto ao Irn de miro.
Alnga-se por prejo commodo um sobrado com
sotac, alrai do Ihealro de S. Francisco: a tratar com
l.uiz (Jomes Ferraste, uo Mondego.
He chegado urna porrao de curios uovos, de
boianna, sendo de bous lugares. Pedreras, Cath e
Capivara, a lSOOOcada um : quem quizer, diriia-se
i Boa-Vista, becco do (Juiabo n. 1.
Antonio Joaquim Pereira da Silva, subdito por-
tuguez, vai Portugal.
Attenrao, attenc&o.
A nova fabrica de chocolate honeopalhico da ra
daslrmcheiras n.8, mutloo-se para o paleo do Ter-
co n. 22, e precisa alugar um prcio que seja pessan-
lo e fiel ; e tem, para vender um nioinho tle caf
quasi novo, cha prelo, dilo da India, e muilos mais
gneros, lano do paz como cslrangeiros, por com-
modo pre^o. t
60)000
100300
Dita de 144 com dilos. .
Eslassflo acompanhadas de 6 vltlros de li'nluras's'escollia.
.u. ,P.essoas.1ue cm lu.8i,r de Jahr quizerem o Hering, lerao o abalimciilo de 10^)00 rs. em qualquer
naosepoupandoesforcos para "que sejam vdX ^a;!1cea'cir.asf"'a< mencionadas. "*^
com promplidao, .fi,,,",,, que se.xs seuCes S ^. ^T^^0* ^mam^n ^^ .............. 800
empate com a venda oWte,. Cumprem-se as TuosIrSul^iui '. *. *..................... ,22S
v idros de meia onc,a de tintura.............;...... 8)000
Sem vertladeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar am psni seguro na pralica da
(MinaUlw. p. n miiiitiiilLiriii dn.1,1 n. i.il.^i :...,.. .-, :....:.. _i_ ._ i_ ___,_ __ .. i ,__. _
Precisa-se de um feitor para um sillo na M i ?em vertladeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
llena : no aterro da Boa-Vista u 43 g" liomeopalbia, c o propriclario deslc cslahelccimcnlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
__ i)...i-------c-...... -. nincuem duvida un' il.. ^iiiiii.ii,hI^i.i ,i,.-........^^M .
i Aulouio Agripino Xavier de Brilo," D em
I mediciua pela laculdadc medica da Babia, re- A
I side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- ;:'
I tle pode ser procurado a qualquer hora para o A
'jexerciciode sua protissao. m
so
h rCT" u" "rniesle Toi aluga- ("icaiunuo sansiazer a expectacuo T)lt-
uT. "SSVS-oSS?'n^otX SSJSt L,Ca a,lda aCUSt.a d0S naiotUsac-ificros,
----------r i w.= ...iinr.mu UO mesmo M -
lilao, e como ate o presente u3o tenha apparecido
e he provavel que Ibes desse descaminho; ,.or iss0
souberem deHes ou noc TS^JT quetam Zr TT noceurao Da,l'r0 .e !nto
parle a seu douo na ra da Senta Ve.a l Anton,' os P'etendentes d.njam-se a'
quei serlo bem gratificados: det I arando n... l ,. livraria da Piarada lndenendpnrifi n
que serao bem gratificados: dlara'ndo"qe o'c- "
e o rapaz que se diz ennbecido de Militan lem
por apellido Providencia Divina. """"i 'em
Joaquim l'aes Pereira da Silca.
lUthermc Augusta Rodrigues Se>
te, faz publico, que esta' na posse liviv .setembro do co.rente
a desembaracada dos seu escalos *2 0=000000, 5:000^00,
Claudio e Joanna nardos -,. i Ocaolelista Salusliano de Atjuino Ferreira avisa
" ii rvP ^ados, os aorespeilavcl publico, que os seus bilheles c qu.ies, saa mullier D. Arina Joaquina de la* "asottrem ''escouio de oito por cento do im-
Mi-llit l,',-, i.,,.,.i;,l.. :n_. i posto "eral nos Iros ininifinn ti,,!,.. ,.r..,i...
Mellobavia vendido ille^dmente cm <-. K s.e-ral nos,lres P"meiros ra,,,lc5 premios.
7T9*mT ?eneae a restitu. u
d.nhetrrj que liavta recibido pelos ditos
escravosj.pannunciant para rfue a com-
pradortque loi a Illma. Sra. D. Anna
Joaquina Liiu Vanderley nao sollrese
prejuizo, a indemnisou do preep dos ts-
cravos, ca e juros, por mtjio de urna
leUraque Ihe passou.
" ^reci,i|-se df m reilor que enlenda de nlan-
laao de amores de espinho e ardim : qoem csl ver
Ae^tecasoappareanarua do Brum TTi ar'na-
0Sr. capito Marcellino Jos Lo-
pes, .queira ter a bondade de recoll.er ao
cartono doesenvao Araujo.no termo de
Iguarassu.os autos de inventario dos hciu
i tU' C11^en'' de 1ue he "'ventarian-
te Manoel Thoma/. Rodrigues Campello,
| em o qt.al sao mte.essados o mesmo
>r. Marqpllu.o Sr. Dr. FranciscoJoao
Carnero da Ctii lia, ostpa.s autos o Sr.
Marcelina pedio em conianca l,a dous
mezes pouco mais ou menos. Faro o pre-
sente qniiuncio, por(|ue devendo ser a-
quclles autos remettidos juntamente com
nitros para ojui/.o da primeira vara civel
deta cidade, em virtude de tima preca-
lona avocatona requerida pelo Sr Dr
1 rancisco Joao Camello da Curfha.e que
|a toj mandada cumprir pelo juizo mu-
mpal de Iguarass, vim a- esta cidade a'
loda a pi-essa e baldarlos teem sido os meus
S? ''"S l?ara eniMntrar o Sr. capitao Mai-
cellino, anda m?mo em sua casa ; pelo
quetenlio bem fundados motivos de que
aquelle senbor se occlia para me nao
eirtregar os autos Recile 14 de Setembro
de 18o*.Adolpho Manoel Camello" de
Mello Araujo.
5JNAVALVJAS A CONTENTO E TESO I has
Na ruada Cadeia do Kecife n 4K, prin"etro'an
dar, escriplorio de Auai.slo (;. de Abr" eonl?"
iZT, a:euder a WM) o par (preo xo) h
iX habU?!" altanaala.navalhirdc-harha fe ,'
quizerem utilisar de seu prestimo,
'PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber tic Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacarando,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos bem conbecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. l.
Mil JMaMMI i se
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, eslabelecido na roa larga
tdo Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den-
les com gengivas artificiaes, e dentadura com- 0
9 pela, ou parle della, com a pressao do ar.
Tambem lem para vender agua dentifricedo
;;: r. Pierre, c p para denles. Rna larga do
J$ Rosario n. 3B segundo andar.
J. Jane dentista, '
conliiia rczidir na ra Nova, primeiro andar n.19.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preoo
para todos : este estabelecimento
aluio-se de combinacao com a
maior parte das casas cmmerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tejm vendido, epor
isto ofl'erecendo elle maiores van-
tagens do que oijtro qualquer ; o
proprieta rio dcste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao public em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus intersses) comprar fazendas
baratas, i^o armazem da ra do
Coller;io4rt2. de
Antonio tJm dos Santos diRolim.
!, cmquantonaohxar sua residencia, que
fonera ser no centro do bairro de Santo
c--------------- jusii-ov
ivraria da praca da Independencia ns,
: e 8.
i -v-. ... vniim c i iiiiii,i prea, Icono
ellas( meias quebradas, com duas pequeas cha-as "" u----------"~ **""""* "*- v" (csu.^,,........... n.... u.maeu.a, ^
"? P'nhaco.Proveniente do sellim;esle foi aluga- protestando Satisl'azer a' expectacao pu- :&'
i iln ua.m klwM :...!.. ...____ j______;_J gj^, 9 O r. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- ff
dou-se para o palacete da ra de S. l'rancisco
ipi 'mundo novo) n. 68 A. gv
Aos 10:000s 5:000$ C l:000s000.
Na prac,a da Independencia n. 4 luja do Sr. For-
tnalo, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 40 do Sr.
Faria Machado, ra do Queimado u. 37 A dos Srs.
Souza & Freir c praca da Boa-Vista loja de cera
to Sr. Pedro Ignacio Baptista, eslao i venda os bi-
lheles c caulelas da primeira parte da l'J lotera do
Ihealro de Sania Isabel, a qual corre no dia 20 de
setembro, cujos bilheles silo do caulelisla abaino as-
signado; o qual paga por iuleiro o premio .le 10:0005
3:000 1:0009000, que sahirem em scus bilheles
iuleiros e meios bilheles cujos vflo pelo mesmo ru-
bricadosAntonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior.
bilheles inleiros. 118000
Meios bilheles. 5*500
Ouarlos. 29800
Oilavos. ijjjOO
Decimos. 1;.'100
Vigsimos. "00
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
LOTERA DO T1IEATR0 DE SANTA-ISABEL.
Corre indubitavcimente em 20 de
setembro do coi rente armo.
1:000|00.
do respeilavel publico.
Bilheles
Meios
'.liarlos.
Oilavos
Decimos
Vigsimos
113000 10:0008000
0300 3:0003000
2|B00 2:30j)00
19500 1:2305000
is-too t 009000
C"00 300JJ000
,.~. A'03-56 o primeiro andar da casa da ra do
\ gario 11. 5 : a iratar na de 11. 7.
O caulelista Salusliano de Aqni-o
Ferreira
avisa ao respeilavel publico, que o Sr. Fortunato Pe-
reira da Foi.scca Bastos, eslabelecido com loja de
bilbetes, na praca da Independencia u. 1, deivou de
vender assuas cautelas das loteras da provincia, para
venders do Sr. caulelista Anlouio Jos Kodiigucs
de Sou/.a Jnior, as quaes eslao sujeilas a 8 J 1I0 im-
posto geral nos tres primeiros premios grandes.
ASSCSIACA0' COMMERCIAI, BENE-
FICENTE.
A commissao encarregada da dislribuirao da
quaulia agenciada para os tlesvalidos prejudicados
com a innimdaeio de 22 c 2:1 de junbo, avisa aos
respectivos iiitercssadcs que podem procurar o re-
sultado de seus rcquerimenlos cm rasa do Ihesou-
reirotla commissao o Sr. Mioma* d'Aquino Funseca
Jnior, na ra do Vinario n. 19, das 3 '. ale s
horas ta larde, do dia II por (liante ~. V, da
Stlta anout, secretario da commissao.
PUBLICA CAO IUTTEBAMA.
Sahio^i lu cm frmalo de quarlo grande, edieao
ntida, a obra intituladaConsliluicocs primeiras do
arcehispa.lt> da Babia, novamciile impresas cm S.
Iaulo;e brevemente sahira um segundo volume,
conteudo todas as reformaseaddilanicnlns, que com
o ailar dos lempos c com a iniidanra das pocas a
mesma toiisliluieao lem sullrido. u'ranle o cparo
de dous inezes a contar do dia de boje est abcrla'a
Milwcnpcflo para esta inipi.rlanlc obra, as lojas de
livros da ra da Cruz n. 55, c da ra do Collegio n.
2, sendo o prcro de rada assianalura H5OOO rs. na-
(os ao rcreber o primeiro volume. Passado supradi-
lo prazo costara loda a obra I85OOO.
No dia 10 do crrele ha de ser arremala.lo
em hasta publica a quem mais der, a escrava Josefa
cnoi.la, idade :l anuos, pcile.iccnlt; a Jos Gabriel
lereira tle Lira Jnior, para pagamento da evecu-
elo de Franesco Jos Correa GujmarAes, pelo jizo
da segunda vara, escrivao Santos pela quauliade
4805 as lloras do coslumc.
Amelia Leopoldina Rodrigues Selle fsz publico
que lenilu arendado a iiivenlarianle e leslamentcira
do finado JoscPedrojBelmo silioCusa Caiadano
lugar do rio Doce, para elle passou-se com ludo
quanlo Ihe pcrlence, onde le;m firmado sua residen-
cia, e quem com sigo liver alguma cousa a Iratar,
all deve procurara annun'.'ianle.
Aluga-se una escravv parda para Indo o srvi-
{ooeeasa: a^tayjama do Queimado loja 11.21.
~ rrecisij-se aTgar uTiaama, que saiba Iwm co-
zinuar c engommar, para casA de rmiilo pouca fa-
milia : a Iratar na ra eslrrilP do Rosado u. 3.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n- 15, lia muito superior potassa da llus-
sia e americana, ecal virgem, clierjadaha
pouco. tudo por preco commodo.
I.ava-se e engomma-se com toda a perleieilo c
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 13.
B O r. Joao Honorio Bezerra de Menezcs, T.',
formado cm medicina pela fuculdade da lia- @
& hia, contina no exerricio tle sua prolissao, na
* ra Nova B. 19, segundo ailar. @
AO ILLMSR. AGENTE DACOMPANUIA LLSO-
BRASILEIRA.
evendo amanhaa ou depois chegar o vapor D.
Mana II, rogamos a S. S., quc.a bem dos intersses
da companlna, se sirva mandar logo que lal embar-
cado se aviste, um bolea bordo, afim de rogar a
seu commandante de fundear o mais pcrl que ftir
possivel deslc porto, srtisfazendo assim o grande de-
sejo que nulrem, nao s as pessoas que nelle espe-
ram seus pareutes e amigos, como as que tomarem
passagens para o sol. isto para que nao aconteca co-
mo na passada viagem, que alguem leudo pago 18a
rs. para a Babia, leve de pagar ao calraieiro quanlia
quasi igual. Esperamos que o Sr. agente atienden
ao pedido deUm amioo da Companhia.
O abaixo assignado prope-sc a ensinar a lin-
gua grega c Iranceza ; as pessoas que desejarem
aprender, dirijam-sc i roa do Collegio n. 13, primei-
'" andar, das 4 as 6 da larde.F. Itonsiii
O abaixo assignado despedio-se de caixeiro da
casa dos Srs. Fernando de l.uca& Companhia, desde
o da 12to correnle ; e inuilo agradece aos mesmos
senhores o bom Iralamenlo com que sempre o hon-
ra ram duraule o lednoquc em sua casa esleve.
_... ^ -"toi'o Jote da Cunha Guimaraes.
@s wmm mmimh
Joias deouro. @
Na ra do Queimado, loja de ourives pin-
lada de azul n. 37, ha um rico c variado sor-
*6 lmenlo tle obras de ouro, que o comprador
avista dos precos e bem feilo de obra nao dei-
xara de comprar, QaDcaodo-fe e responsabi- 54
lisaudo-se pela qualidade de ouro, de 11 e 18
quilales. q
WI *
Do silio das Roseiras, defronle da capella do
Rosannho, do major Joaquim Elias de Moura, fugio
110 da 12 do correle o seu escravo Daniel Quarla-
reira, idade 18 auno, boa estatura, cheio do corpo,
bem parecido, principia a querer barbar, lem urna
cicatriz esbrauquc,atla, redonda como um palacio,
no meio do brac,o direilo, procedida de urna dentada
de um cao que se supputiba daina lo ; elle he por
todos condecido pelo nome de Quarla-rcira : quem
o pegar, leve-o ao dito silio das Roseiras, que ser
bem recompensado.
Tem-sejuslo e contratado a compra da taberna,
la na Iravessa dos Remedios, coufroule ao silio do
Sr. Jos Pereira da Cunha : quem se julgar credor
da dila taberna, dirija-sc a mesma, e isto no prazo
de lt dias da dala desle.
;;.;^Sei
tmm
\
-_* -^^ ^- tzr ^r Vi' ^y w -* v-, ^ ^y Tf^ ^y ^y f^
TOAL.H-A-S
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINIIO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, veiidcm-se loalbas de panno de linho, lisas
c atlamascatlas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
loteras da rooyiNciA.
O tliesoureirp das loterias avisa, que
achain-se a' venda nos lugares do costu-
mc, osbillietes da lotera do theatro, iiue
lem de correr no dia 20 de setembro :
praca da Independencia, lojas n. 4e 15
ra do Queimado, loja n. .19 ; Livra-
mei 11 o, .botica n. 22; ra da Cadeia do
HcciCe, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. 48 ; ra do Calinga", botica do Sr.
Horeira e ra do Collegio n. l.
Rilhetes inteiros......lO.sOOO
Meios........... 5.S0O
Na ra Bella n.13, precisa-se tle nma escrava
que saiba cozinbar e encommar, esobreludo que se-
ja fiel : be rasa de tilias pessnasde familia.
_ esappareccti no din 3 do trrenle, do silio da
Cruz de Almas do collegio da Conrcieao, um cscra-
vo, cabra, barba grande, idade n anuos, pouco mais
ou menos, cxo do n esquerdo. he ollicial de sapa-
teiro, e levou chapeo tle massa branco.
Aluga-se urna grande casaassobradada, sita na
eslratla da Ponte de Lcha, a qual lem .1 salas, !l
quarlos, eozinha fra, passeio, copiar, estribara, eo-
cheira, quarlo para escravos, eaeimba, quiulal mu-
rado com porlao tle ferro, e rom saluda para o rio :
quem a pretender, dirija-so a ra da Aurora 11. 2C.
primeiro audar.

COMPRAS.
Comprase um par tle mangas de vidro lisa, de
bom (amauho, emscguuda mao : quem liver annuu-
cie para se procuraU
Compra-se urna preta robusta sem vicios nem
achaques, c de boa figura, coslumada ao servico de
casa, que saiba bem engommar, cozinbar c fazer
lodo o mais servido de urna casa : na ra da matriz
da Boa-Visla n. -Jf.,
VENDAS
Vendem-se saccas com superior feij.io mulali-
nbo, por proco commodo ; no armazem da escadi-
nli.i da alfdiidcga 11.7.
GAZEDESEDA.
Na esquina da 111a do Crespo n. l(i,
ebegou a esta [oa, viudo de encommenda
(las mais acreditadas (abrigas de Pars,
lindos c ainda nao vistos corles de gazc
de seda com uin extraordinario numero
de covados, podendo-sc l'azer o vestido
com tona a dimensao (|iie l'r necessaria ;
adveitc-se as senhoras de bom gosto, que
o preco lie commotlo em attencSo a la/.cn-
da que lie de excellente qualidade, e 11-
leiramente de bom gusto.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
liis, contina a ter superior potassa da
Rujsiae da America, por preco ra/.oavel,
c cal de Lisboa da mais nova.
\ eiule-se um encllente silio, na povoacflo do
Mouleiro, com casa de vivencia e militas frurteiras,
o qual foi dos lierdeiros tle Joaquim Feruandes (la-
ma : quem o pretender, ilirija-sa ra da Unan, a
Iratar euro Jos Antonio da Silva e Mello.
Vende-se I oilanle, 1 mappa c 2 labnas nuti-
cas, sendo una por Callet e nutra por Vorie, ludo
em lioin uso : quem priMender annuucie.
Veinle-sti um piano rom pouco uso: na ra to
Vigaro 11. 23. primeiro andar, se tlir quem vende.
l'ariiilia de mandioca.
t Vetlt'-se muilo superior familia de mandioca, em
sacras arailes de alqueire bem iiietlido : na Iraves-
sa da Madre de Dos 11. :i e 3, ou na rna do Quei-
mado 11. I, loja de Anlouio l.uiz de Oliveira Aze-
vedo.
Pennas de guaraz.
Vendem-se na ra Nova n. 44.
Vendc-u aluga-se o sitio que foi to falle-
cido Pila, em pirnamcirim ; quem o pretender, en-
tenda-sc com Antonio Augusto da Fonseca.
Vendem-se 2,000 chifres de hoi ; na ra das
I rinelieiras n. 10, loja do larlarugoeiro.
Vende-se um bonito c lindo moleque de 7 pa-
ra 8 annos, bem preto : na roa do Collegio n. 10,
segundo andar.
Vende-e urna escrava mor,a,que sabe engom-
mar, cozinbar e fazer todo o mais servico de una
casa, c com perfei^ao, lendo urna filha tle idade de 2
mezes : quem a pretender, diriia-se ra do Hospi-
cio n. .14.
Vende-se urna casa de sobrado de um andar e
stitao, na ra Augusta,e nma casa terrea na ra do
Hospicio : a fallar com Miguel Carneiro.
Vende-se o tcrtladciro rap Paulo Corfleiro a
1*280 a libra, c caiiinhas com urna libra do melhor
cha do Rio de Janeiro a 18800: ao lado do Corpo
Sanio, loja de urna s porta.
CIIEUUEM FRECUEZES
a roa do Vigario n. 8, que he chegado um grande
sortimento de loura da Baha, de gostos modernos
e vende-se por menos que cm oulra qualquer par-
le ; na mesma casa precisa-sa de duas pretas para
vcndcrein da mesma louca na ra.
PECHINCHA1!
\ endem-se superiores batatas francezas muito no-
vas, pelo baralissimo preco de 18280 a arroba, e em
libras a j<) rs. : na ra ireila n. 76, esquina do
becco dos Peccados Morlaes.
Yendem-se uns pedacos de sacadas
de muito boa pedra: os pretendentes po-
dem ir no lim da ra Bella ao peda ma-
re,epara tratar no aterro da Boa Vista
n. 45, segundo andar.
SACCAS COM FARINI1A.
v endem-se sacca com fariuha ds Ierra nova e
bem torrada, or preco commotlo ; na ra da Cadeia
do Recife, loja n. 18.
Vende-se a casa Icrrea da ra do Sol n. II ;
quem pretender, dirija-sc ra do Rangel, sobrado
Vcnde-se um relogio do uso, de petante suisso,
com correnle ; quem quizer, dirija-se ra do Ro-
sario n. 29.
Vende-se ama escrava, crioula, moca e sadia,
canana hem e engomma solrivelmenle : na ra do
Queimado n. 30.
Vende-se urna casa na grande povoarao de
I nula tle Pedra, com nadara, taberna e enmmodos
para ramilla ; a tratar na ra eslreila do Rosario n.
11, taberna de Manoel do Reg Soares, aonde se es-
plicar as eommodidades da dila casa e o preco.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-sc velas de cera de carnauba de compo-
sieao. fcilas no Aracaly, da mellior qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo pre^o que cm
oulra qualquer parte : na ra da Cruz n. ai, pri-
meiro andar.
NO CONSULTORIO
DO DR CASANOVA,
RA DAS CR1 ZES N. 28,
conlinua-se vender carleiras de homeopa-
(hia de 12 tubo (grandes, medianos c peque-
os) de 21, de :i(>, de 18, de 60, de 96. de 120,
de 114. de 180 al 380, por precos razoaveii,
desde 58000 al 2005000.
Elementos de liomeopalbia, 4 vols. 68000 85
Tinluras a escolher (entre 380 quali-
! dades) rada vidro 18000 "0-,
Tubos avulsos a escoiha a 500 e 300
Vndenle urna canda abcrla," a qual pega em
800 lijlos, c que com algum concert, serr para
carregar alerro : a quem convier pode v-la no por-
to da ra Velba, c cntender-se com Jos Antonio
Piulo, ra ta Cruz n. 8. terceiro andar.
HE MODA!
Alpacas de sedas lisas, furia co-
B res dequadrinlios, proprias para
| vestidos, vende-se pelo baiatissimo
g preco de 500 rs. o covado: na ra
H do Crespo D. 16, esquina dama das
^ Cruzes.
Vende-se um moleque de 10 annos, muilo es-
perto e sadio ; tambem se troca por urna escrava de
meia idade, de aliiMieavel conduela, e que saiba fa-
zer o servido interno e evlerno de urna cata de fa-
milia : na rus Nova n. 26, primeiro andar.
Vende-se urna grammalica' (ranceza de Bur-
gain ainda nova ; em Olinda, fabrica de charutos,
na ladeira do Varadouro n. 38. ^
Vende-se urna cadeiririna de rebu-
fo (da Babia) com pouco uso, fe preco com-
modo: na Camba do Carmo n. 18.
Materiaes para pedreiros, no armazem da
ra da Concordia, de Jos Pinto de
Magalhaes,
Vende-se no armazem de materiaes da ra da
Concordia, na ultima casa ao sul, em coja frente e
nil.m lem laboleta, muito boa lelha, lijlo de alvena-
ria gros do, tapamcuto, ral branca e preta, ara grossa e loa,
barro ele. ; manda-se bnlar as obras a contento, e
alugam-se canucas para qualquer logar.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flauella para forro de sellis ebe-
gada recenleoienle da America.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be par fechar conlas.
Vende-se um lanque de madeira grande, pro-
prio para deposito de mel, porque foi feilo para esse
llm, e esla armado para o comprador ver o tamano
e a seguranca comqne foi fcito ; para ver, nos Coe-
Ihos da parle das Cinco Ponas, na casa que lem um
moinho de venlo em cima do lelhado, e para nego-
cio, na rna ta Senzala Velha n. 110.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muilo saa e gorda, vinda da
provincia to Ceara, pelo barato preco de 49000 rs.
a arroba em paroles de i arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Conceico, defr,onte da
escadinba.
Ai que rio.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 1200 rs., ditos branco a
iftWOrs., dilos com pelos imilacao dos de papa a
18400 rs.: na ra do Crespo laja n. 6.
Vende-se ou arrenda-se um .
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pes de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-sc a' ra do Rangel n. 56
Na ra dn Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-sc relogios de ouro de sabonele, de palcn-
le inglczes, da mellior qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodu.
CASEMIRAS BARATAS.
Conlinua-se a vender corles, de calja de casemira
de cores, havendo sortimento para escolher, e pelo
barato preco de 48800 o corle ; na loja de 4 portas,
na ra d^o Queimado n. 10, de M. J. Leile.
Farinlia de mandioca.
Vende-se em saccas grandes epor bara-
to preco : no armazem de Machado & Pi-
nlieiro, na ra do Amorim n. 54.
Sedas.
Conlinua-se a vender sedas lisas furia-cores, de
gosto o mais delicado que lem viudo a esta praca,
pelo baralissimo preco de 18280 rs. o covado : na
ra do Queimado, loja do sobrado amarello n. 29, de
Jos Moreira Lopes.
Bom e barato
Vendem-se corles de chita de barra, de cores fias
a 18600 cada corle ; na ra do Queimado, loja do
sobrado amarello n. 29. Na mesma loja de encon-
Ira um completo sortimenlo de fazendas de lodas as
Vende-se o sobrado tic dous andares na prnea
da Boa Vista, com bom quiulal e cacimba, n. 10*:
quem pretender tlirija-se a ra da Prais armazem de
carne secca de" Antonio Coucalves Ferreira & Ir-
mAos.
Farinlia de mandioca.
Vende-se a bordo do patacho Flor da Verdade,
ltimamente chegado de Santa Calharina, e o qual
se acha fondeado defronte do caes do Ramos, supe-
rior farinha de mandioca e jior barato preco ou na
ra do Irapiche n. 6, segundo andar.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de tres portas na ra do Li-
vramento"* n. 8, ao pe do armazem de
louca. *
Vendem-sc chilas escuras finas de cores fixas com
loque de mofo, molhado que seja desapparecer, a
160 rs. o covado, cestao-se acallando; ricos corles
tic cassa de cores com qualro baados a 38200 e
38100 ; riscados francezes muilo largos a 240 rs. o
covado ; corles de cambraia de seda coro dous. lres
c qualro vahados bordados a seda a 108, 118 e 128 ;
cassas de cores, goslo moderno, a 400, 480, 600 e
iOOrs. a vara e oolras muilas fazendas baralas.
Vende-se um cavallo alasita amarello, muilo
gordo, carregador de baito al meio ; quem o pre-
tender, dirija-se ra da Conceic.lo da Boa-Visla,
armazem de sal.
Vende-se orna muala com 19 a 20 annos de
idade, que eozinha alguma couza, lava etc., por 3008
rs. ; ou Iroca-se por urna mobilia de Jacaranda cora
pedras, em bom uso : para ver e tratar, na roa do
Hospicio n. 17.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre indubitavelmente no dia 20 de se-
tembro do corren te anno.
Aos 10:0008000, 5:0005000
1:0008000.
Na ra da Cadeia do Re-
cife, loja de cambio do Vi-
eira n. 24, vendem-se os
mui acreditados bilheles c
cautelas do caulelista Salus-
jJano de Aquino Ferreira.
'Os bilheles c caulelas nao
sonrem o descont de 8 |
do imposto geral nos lres
primeiros premios grandes
1)8000 10:0009000
58500 5:0008000
28800 2:3008000
19300 1:2508000
19:100 1:0008000
8700 5008000
Corles de cinta.
Novo sortimenlo de corles de chilu larga, cores fi-
xas, c pa.ii00. claros c escuros a 28000 cada um ; na
loja de 4 portas, na ra do Queimado n. 10.
FAZE.NA DA MODA.
Alpacas de seda de quadros c lisa, furia-cores, fa-
zenda para vestidos, do mellior goslo que lem viudo
a esla praca, por precos que muilo bao de agradar aos
compradores; dao-se amostras para verem em qual-
quer parle : na lujado sobrado amarello, nos qualro
cantos da ra do Queimado n. 29, d Jos Moreira
Lopes.
Vcnde-se superior e nova farinha de mandioca,
rhegada rcceiilcmenlc de S. Malheus : a bordo do
paladn .Imisade Constante, e hiale Amphilrile, ou
na ra da Cruz 11. 3, escriplorio de Amorim tr-
illaos.
Vende-M umhom mnleque crioulo de 18 mi-
nos e bonita figura ; na prara da Independencia
loja n. 3.
Vende-se farinha de mandioca por prejo mais
commodo do que em oulra qualquer parte : ua ra
da Cadeia do Recife n. 56, loja de ferragens. t
Vendem-se ricos pianos com excellente vo-
zes e por precos commodos: cm casa de J.C. Rabe,
rui do Trapiche n. 5.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mezde Mara, adoptado pelos
reverendsimos padres capiicbiiihos de N. S. da Po-
lilla desla citladc. augmculado com a novena da Sc-
nhor da Conceico, e da milicia hislorira ta mc-
ilallia milagrosa, c deN. S. do Bom Conselbo : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac.a da
independencia, a I^OOO.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, vcn-
de-se cera lauto eiu giume, comocui vellas, em cai-
xas, com muilo bom sortimenlo e de superior quali-
dade, dictada de Lisboa na barra Cratidm, assim
como bolacliinlias cm latas deis libras,* 1.11 ello muito
novo em saccas tic mais de 3 arrobas.
Eilheles
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
qualidades, c por precos que agradarao aos compra-
dores.
_ Na roa da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se o
seguinles viuhos, os mais superiores que lem viudo a
este mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em caiiinhas de urna duzia de garrafas, e ;i vista da
qualidade por proco muilo em conta.
EPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recntenteme chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o cliafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou xarregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inven^ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e liollandezas, com gran-
de varttagem para o meiboramento do
ajsucar, acba-se a venda, em latas de 10
libras, juntO'com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber di Companbia, na ra da
Cruz, n. 4.
Cola da Baha, de qualidade esco-
lhida, e por preco commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Alineida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na ra. do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche 11. 16. segundo andar.
Vcnde-se urna balanza romana com todos os
seus pertences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
Attencaa.
Vende-se a taberna sita no Paleo do Terco n. 2,
com poneos fundos, ou mesmo s a armaco : a Ir-
lar na ra Direila n.76.
POTASSA BBASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Ven.le-se fio de sapaleiro, bom : em esta de S.
P. Johusion & Companhia, ra da Sensata Novo
u.42.
Vendem-$e em casa de S. P. Joh'ns-
ton \ C., na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrakdo.
Sellins iiiglezes.
Relogios de ouro patente ingles.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em foi ha para forro.
Cobre de forro.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDigAO iDE FERRO DO ENGE-
. NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimenlo dos seguales ob-
ieelos de mechanisroos proprios para engeohos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mai moderna
construcrao ; laias de ferro fundido balido, de
superior qualidade, e de lodos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
Oes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhoes.bronzes parafusos e cavjlhoes, moinho
de mandioca, ele. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se eieculam lodas as encommendas enm a saperieri-
dade ja conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em pre(0.
BBINS DE CORES.
Brim 1 raneado com quadros de cor a 600 e VOOrs.'-
a vara, fustao branco alcochoado a 400 rs. o covado;
castor muilo encerpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para lubadosa 2j000,gan-
ga amarella trancada a 320o covado : na loja da ra
do Crespo n. 6.
SSSF. 5,
Acha-se. a venda nos armazens de fieane Yonle &
Sitio "Companhia, a verdadeira farinha Ji SSSF raminho.
Corte* de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda.
rMi? .'JS Sfa 4f0 C,3da um' dUMde
chita a 80(10, dilos de chita franceza larga a 39000
lencos de seda de 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : ua ra do Crespo, toja
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a lOSOOOa duzia, dilas lisas a 148000
a duzia, guardanapos adamascados a 39600 a duna :
na roa do Crespo n. 6.
LTNIIA DE CARRITELDE200JARDA9.
tfldem-e em casa de Fox Brothers, roa da Ca-
deia do Recife n. 62, carnleisda mais superior linlia
que tem \indo a este mercado, cada carmel lem 200
jardas. .
Cassas francezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo boro
goslo, a 320 o covado. .
Jacaranda' de muito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novo n.l
segundo andar.
Vende-se um encllenle rarrinho de 4 rodas,
rfiui bem construido,eem bom estado ; est posto
na ra do Arasao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e Iratar do ajuste
com o raesmo senbor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
QUEI JOS E PRESUNTOS.
Na ruada Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martina, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para hambre, ul-
(imamenle chegados na barca ingleza l'alpa-'
raito.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim, na fundicao de W. Bowman : na rna
do Brum ns. 6,8 e 10.
Devoto Chi istfio.
Sahio a luz a 2.a edieao do livrinho denominado
cvoto Cliristao.mais correcto e acresceulado: vnde-
se nicamente na livraria o. 6 e 8 da praca da Isr
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : veudem-se na ra do Crespo, loja da
esquina qne volta para a cadeia.
B :
i
ESCRAVOS FGIDOS,
E
Deposito de vinho de cham- ()
agne Cliateau-Av, primeira (pa-
idade, de propriedade do condi M
de Mareuil, ra da Cruz do Re- a*
Ctfe n. 20: csle vinho, o .melhor J
de loda a champagne vende- W
se a .sOOO rs. cada caixa, acha- ^
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
Ascaixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao a/.ues.
mp
mil
ver
AOS SENHORES DE ENCEMIO.
Cobertores escuros mullo grandes e enrorpados,
dilos brincos compeli, muilo grantles, imitando os
de Ua, a IjiOO : na roa do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
&A Vendem-se reoslos de ouro e prala, mai
JBaja ''ralo de que em qualquer oulra parte
EaaaL ua praca da Independencia n. 18 e 20.
Aepoaito da fkbriea de Todos os Bultos na Baha.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodad trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roopa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Cal moni j Com-
panhia, na pnca do Corpo Santn. II, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novel lio- cea rielis, breu cm barricas muilo
grandes, ac de milao sortido, ferro inglez.
Vendem-se 3 molecotesde bonitas figuras : na
ra ircita 1.. 3.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Nesle estabelecimento continua a ha-
um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de fciuo batido
c coado, de todos os tamauhos, para
dilo.
Na rna do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao c flauta, como
sejam, quadrUbas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
AtcneU Ae Edwln XBaw.
Na ra de A pollo u. 6, armazem de Mr. Calmonl
& Companhia, acba-se constantemente bous sorli-
menlos tle laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa romo fundas, moendas incliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para I miar em madei-
ra tle Indos os tamauhos enldelos osmais modernos,
machina horisonlal para vapor com forra de
i ravallos, reos, pasiadeiras de ferro eslanhado
para rasa de purgar, por menos prero que os de ro-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de (landres ; tudo por barato preso.
Nodia II do.xorrj. ausentoa-xe da cauda
abano ssiguao um prelo 7 .-"SfoThi. (tme parece
crioulo em razio de ter viudo inurto peqoi>)de no-
me Luiz, idade de 25 annos pouco mai ou menos,
rosto descarnado e um tanto comprido, barbado so-
menlc ua pouta do queixo, com falla de um dente
na frente da parle de cima, anda um pouco curvado,
levou calja e carniza t^ga azol c chapeo de'pa-
Iha, desconfia-se que ai J pela Boa-Visla ou pela
Boa-Viagem onde lem i:roga-se s autoridades
policiaes e mesmo *" quer particular fue o apre-
henda e o mande > a casa do abairo assignado
que ser gralificarf, Jo Martin de Barro. .
essppareceu .'sitio dos Remedios o escravo
de nome Aulonio^oulo, por alcunhn Antonio Ca-
chimbo, do dia Tapara 8 do correule, com os sigoaes
seguinles :alio bstanle, rosto comprido, nariz bas-
tante grosso e picado de bechigas, passo agigantado,
idade 70 anuos : quem o pegar, leve-o i ra de San-
io Amaro n. 8, que ser recompensado.
Dcsapparecen no dia 12 do correnle is 7 horas
da noile, urna prela da Coala, de eslatora regular*
cor prela, levando vestido de chita usado com as-
senlo encarnado, chama-se Anna, tem urna es-
pecie de coroa na cabeca por cansa de laboleiro, e
levou panno da Costa osado: quem pegar tere
a ra da Concordia n. 26. ou no largo do Colle-
gio taberna confronte ao Passeio, qne ser recom-
pensado.
esappareceu no dia 8 de selembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que costuma trocaro no-
me para Pedro Jos Cerino, e intitolar-se ferro,
lie muilo ladino, foi escravo de Antonio Jos
SanfAona, morador uo engenho Cail, comarc
Santo AnlAo, e diz ser nascido no sertao do
eatalura e corpo regular, cabellos pretos, cart^..
dos, cor umjwuco fula, olhos encoros, nariz grande
e grosso, beiros groases, o semblante um pouca le-
chado, bem barbado, porm nesta occaeia* foi cosa
ella rapada, com todos os denles na frente ; levou
camisa de madapolAo, calca e jaqueta braet-j, cha-
peo de palha com aba pequea e urna IrouxaaBe roo-
pa pequea ; he de siipprqiie mude de Iritge: re-
ga-sc porlanlo as auloridades policiaes e pesaba'par-
ticulares, o apprehendam e tragam nesla prara do
Recife, na ra larga do Rosario n. 24, qu se re-
compensar muilo bem o seu Irabalho.
Dcsapparcceu no dia 23 dcjulhu passado d*bor-
do do bngue Santa Barbara l enreora, prelo
marinheiro de nome Luiz, o qual representa ler 30
anuos de idade, cor fula, baixo, nariz dalo, lem
algumas marcas de bechigas, pouca barba e he na-
tural das Alagoas : roga-se porlanlo as autorida-
des policiaes e capilars de campo a sua apprehenso,
e leva-lo a ra da Cruz do Recife u. 3 escriplorio de
Amorim IrroSos que se gratificar com 100000.
esappareceu no dia 18 do correnle o prelo
Joo, de nar,au Congo, ou (juieama, reprsenla 40 an-
nos, estatura ordinaria, reforrado do corpo, rosto
cheio, com falta de um denle de cima, he calafate e
perlencc ao casal do fallecido IWberlo Joaquim Jos
tiuetles. Petlc-se as auloridades policiaes e capilaes
de campo a sua captura, e manda-lo entregar a viuva
II. Anua Joaquina de Jess gueiroz liuedes, ama
do Appolo n. 2, que serAn recompensados: este preto
est matriculado na capitana do porto.
100SO0O de gralificaco.
A quem apresenlar o moleque Alfonso, de naci
Camundongo, idade 20 e lautos annos, bastante scc-
co do corpo, ft'ieiH-s miudas, altura regular, com
duas marcas de feridas no meio das costas ; dcsap-
parcceu de casa em 17 do correule agosto, pelas 7
huras da larde, e como nao leve motivos para fugir,
e leve sempre boa conduela, suppoe-se que fosse lor-
iado ; levou calca do casemira azul, camisa de al- m
godo grosso e chapeo de palha com fila prela larga:
quemo Irnuier ti ra de Apollo n. 4 A, recebera a
gralilicaeio cima.
Ainda continua estar fgido o prelo que, eq(-i
de selembro prximo pn mandado no engenho Vcrlenle, arumimihando uiuas
vareas de mando do Sr. Jos Bernfllino Pereira de
Brilo, que n.alucn para o mesmo fim; o cscravo he
de nome Manoel, crioulo, bailo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na nema direila, cor prela, nadegas em-
pinadas para fura, pouca barba, lem o terceiro dedo
da mao direila encolhido, e falla-lhe o quarlo: le-
vou v estide calca azul de zuarle, camisa de algodAo
lizo americano, porcm levou oulras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo preto de seda novo, e usa
sempre tle corroa na cinta : quem o |>egar leve-o na
ra do Vicario n. 27 a seo srnhor Romao Antonio
da Silva Alranlara, ou no largo do Pelouriuho arma-
zem tle assurar n. c 7 de RomAo & C, que ser re-
compensado.
esappareceu no dia 1. de agoslo a prelo Rav -
mundo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou ments, nalnral to Ico, couhecido alli por Ray-
miintln do Paula, muilo convivcnle, locador de llaii-
liin, cantador, quebrado de una verilba, barba ser-
rada, beirus grossos, estatura regular, diz saber lr
e escrever, lem sido encontrado por vezes por detraz
ta ra do Caldeireiro, junta mente com uina prela
sua roucubina.que lem o appellido de Maria cinco
reis ;"porlanlo roga-se as auloridades policiaes, ca-
pilaes de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
prehendam e levem i ra Direila n. 76, que serao
generosamente gratificados.
PERN. : TVP. DE M. F. DE FARIA. 1854.

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