Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01364


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Full Text
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ANNO XXX. H. 211.
Por 3 mezei adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Mimni -----
SEXTA FEIRA 15 DE SETMBRO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
iihiii
1
DIARIO DE PERNAMBUCO
EA'CARREGADOS DA SUBSCRIP4 :.\i >'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marlins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vicior da Naiivi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. AnloniodeLemosBraga; Gara, oSr. Vic-
toriano AuguMo Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
cambios-
Sobre Londres 27 1/4 a 27 1/2 d. por 1JS
o Paris, 365 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Aojos do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leltras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Duro.Oncas hespanholas...... 29JW00
Moedas de Oj-iOO velhas. . 169000
de 69400 novas. . 169000
de 4}000...... 99000
Prata.Patacoes brasileiros..... 19940
19940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury.a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quiotas-feiras.
PREAMAR DE DOJE.
Primeira s 10 horas c 54 minutos da manhaa.
Segunda s 11 horase 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-reiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Setembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manhaa.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescente 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Theodora penitente; S. Prolo.
12 Terca. S. Macrobio m.; S. Ligorio m.
13 Quarta. S Autav.; S. Heronides m.
14 Quinta. Exaltacao da S. Cruz. S. Comeliop.
15 Sexta. S. Nieomedes m.; S. Melelino m.
16 Sabbado. S. Euphemia v. ni.; S.Abundio.
16 Domingo. 15 As chagas de S. Fra ncisco. S.
Pedro de Arbues m. ; S. Justino m.
PARTE OFFICIAL._____
GOVERNO SA PROVINCIA.
Espedan! t do da 13.
Offlcio. Ao Exm. vice presidente dasAlagas,
remetiendo, para ter o convcnienlc destino, certidilo
dos assentamenlos do lente do 8." batalhAo de
infantil ia Manocl Sabino de Mello.
Dito. Ao coronel commandantc das arma* in-
terino, recommendando a eipedicAo de suas ordens
para que o commandantc do quarto h.ilalli.lo de ar-
lilharia a p mande apresentar na villa de Isuaras-
si'i no dia 23 do rorrete, as 9 horas da man la,
ufn cabo e seis soldado?, os quaes devem alar all a
disposioAo do juiz. de direilo, presidenle.j^-yLkxvua],
dos jurados d acuelle torno. Commonic le ao
referido juiz.
Dito. Ao mesmo, dizendo que, em vista do que
S. S. normou em oflicio o. 682, sobre o requeri-
menlo em que o l>risadeirr Aleixo Jos ile Oliveira
pede baixa do serviro para sen afilhado Manocl da
Koclii de Oliveira Jnior, mestre da msica do 4.
balalhao de arlilharia p, otTerecendo o soldado
do mesmo batalhAo Gonslautino Jos dos Sanios pa-
ra servir o lempo que falta ao referido mestre de
msica, o autorisa no* termos do aviso de 10 de Ja-
neiro de 1846 a, naos mandar passor escusa ao
mencionado mestre de mudca, mas tambem i acei-
tar em lugar desle ao soldado offerecido, vito j ler
elle finalisado o lempo porque era obrigado i servir,
fazeodo-se as convenientes dedaracoes nos respectivos
assen lmanlos.
Dito. Ao inspector di lliesouraria de fazenda,
comniunicando ha ver participado o juiz municipal e
de orphaos do termo de Nazarelh, bar arel Jos Ma-
fia Hoscoso d.i Veiga Pessoa, em oflicio de 11 do
crrante que, por ter de tomar assento como depu-
tado a assemblea legislativa provinrial na sua sessao
extraordinaria, pastara naquella data o exerciciodn
sen cargo ao respectivo supplenle. Communicou-
seao conselheiro presidente da relacao.
Dilo.Ao mesmo, Irammillindo o aviso de le ira
na importancia de 2.-2009 rs. sacada pela lliesou-
raria de fazenda do Rio Grande do Norte sobre essa,
e favor de Joao Chisostomo de Oliveira. Com-
municou-se ao Eim. presiclenle daquella provincia.
Dito. Ao mesmo, remetiendo, para os conve-
nientes esames, copia da acta do copselho adminis-
trativo para fornecimeuto lo arsenal do guerra, da-
tada de 30 de agosto ultimo.
Dito. Ao jaiz relator da junta de juslira, envi-
ando para, depois de visto, ser relatado em sesso da
mesma junta, o processo verbal do soldado do 10.
balalhao dd infamara Antonio Bezerra Leile.
Cummunicoii-se ao commandanle das arma-.
Dilo. Ao chefe de pobcia.declarando que trans-
millio a (hesouraria provincial, para ser pasa estan-
do nos termos legaes, a coala que acompanhou o
sen oflicio n. 721, dasdespezasfeitas com o sustento
dos presos pobres da cadeia de Goianna, nos mezes
dejulho e agosto ltimos.
Ho: Ao mesmo, dizendo que, leudo Smc. de
indicar ao arrematante da illuminacAo publica da
cidade de Olinda, Joo Francisco Antunesos lugares
em que deve elle enllocar os lampeoes, recommende
que nessa occasio mande collocar um no adro da
igrtja de Santa Tlicreza, onde existe o collegi'.) dos
orpfijos. Commuoicou-sc administradlo do pa-
trimonio doa orphlos.
Dilo. Ao inspector do arsenal de mariuha, an-
provando a deliberaran que Smc. lomou de mandar
fornecer, vista dos pedidos do commandanle da
crvela a vapor i'iami, os objeclos de que preciso-
va a mesma crvela va continuarao de sua via-
gem at corte. ^^^_^^
Dilo. A" me.mJ>rt.WW(lo^ a mandar fazer
os Mi-erlos de ase arraWili nAol&Jre davi-
gia vela, pertencenle nlfandesa, mas tambemos
escaleret da mesma barca, remetiendo a cnta do
que se liouver de dispender, afim de ser salisfeila por
aquella repartido. Communicou-sc ao inspector
da alfandega.
Dilo. Ao inspector da Ihesouraria provincial,
communicando que nesla dala aulorisra ao direc-
tor das obras publicas a mandar fazer 16 marcos de
madeira a 99 rs. cada um, para serem enllocados as
estradas fim den lixar as distancias deltas.Com-
municou-se ao director das obras publicas.
Dilo. Ao mesmo, communicando, que por por-
tara detla dala, prorogra por tres me/"- com o or-
denado, a licenra com que se aclia na Europa tra-
tando da sua saude, o ajudante de cnseiiheiros da
reparlico das obras publicas, Joaquim l'ires Carnei-
ro MouleiroMP-Communicou-se a esta.
Dito. Ao commandanle superior da enarda na-
cional do Recife, recommendando a expedirn de
suai ordens para que seja dispensado do servido ac-
tivo da guarda nacional, o esludanle Malaquias do
Lago Ferreira Cos, que se acba alistado no3.ba-
lalhlo de infanlaria deste municipio.
Cito. Ao juiz municipal da 2." vara, ioteiran-
do-o de haver designado Smc. para no dia 20 do
corrale, presidir ao andamento das rodas da 1.*
parle da 19. lotera, concedida a favor do Ihealro
de Saota Isabel.
Portara. Nomcando a Juvencio de Barros Cor-
roa rara professor da cadeira de inslruceno ele-
mentar del. grao da freguezia de Alagoa de Baixo
Fizeram-se ai necessarias communicarOes.
do 1 tambe, na provincia de Pernambuco, decretada
pelo art. i. da lei n. 586 de 6 de setembro de 1850
o governo poder affronlar primeiramente, pelos
procos das a valamos a que se proceder judicialmen-
te, julgando as razoaveis, aos individuos que, ou j
se acharem, por qualquer titulo, em posse dos ditos
bens e trras, ou tiverem nesla bemfeilorias.
Art. 5. A fazenda provincial fica isenta do pa-
gamento dos seciotos impostos: siza dos bens de raiz
comprados ou vendidos por conla dos cofres provin-
ciaes, dizima de chancellara, c 8% sobre as loteras
concedidas pelas a-.embica- provinciaes para qual-
qner lim de ulilidade da provincia.
o pariido senado, em3l dejulho delKi.y. F.
l'ianna Vcondt de Abrantet Rodriguen Tor-
re*.
Passando-se a ordem do dia, continua a 2. dis-
eus-ao, adiada, do art. 2. das emendas substitutivas
das commissoes de negocios ecclesiaslicos e de cons-
tituidlo da proposirao da cmara dos deputados e-
rigiado em matriz a capella de Sanio Antonio dos
Pobres da corle.
Fallam sobre a malcra os Srs. Paulino, Cosa
Ferreira. visronde de Olinda e Mootezma, depois
do que fica a discussAo adiada pela hora.
Achandu-se na anle-camara o ministro do impe-
rio, he ntroduzido com as forrralidados do cslvlo e
loma assento na mesa.
Prosegue a 1.a discussAo, adiada pela hora na ul-
tima sesso, da proposla do poder executivo e emen-
das da cmara dos deputados, t van do a despeza e
(remenlo da receita geral do imperio para o ejer-
cicio de 1855 a 1856.
O Sr. l'heondc de Paran prndenle do con-
telho) pronuncia um discurso j publicado nesla fo-
Iba. no qual respondendn u pergunla que Ihe fizera
o Sr. D. Manocl, moslra o que herdara e o que
possue.
O Sr. D. Manoel defende-se da accusacAo que
Ihe fizera o precedente orador de ter insultado
M propria madrasta; por esa occasiAo Irocam-se
entre ambos expressoes duras e pbrases injuriosas,
mas inlervindo o presideute, o orador passa a tratar
da materia cm discussAo e exprime-se nos seguintes
termos :
O Sr. D. Manoel:Eu vou i discusso, Sr. pre-
sidente. Tralarei cm primeiro lugar de um dos
mais importantes objeclos de que se oceupam hoje
grandes escriplores, podeudo-se dizer que quasi to-
das as scmuas apparecem trabalhos a esse respeito;
as revistas, os jornacs, as estatislicas, ludo se oceupa
hoje da coloni-arao.
A Europa lem necessidade do adiar lugares onde
por assim dizer dcpeje a superabundancia da sua
populacho. Diz um cscrptor que s a Irlanda, Do
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO
Da 31 de jalho.
Lides e apf rovadas as acias das duas sessoes pre-
cedearte o 1 secretario da conla do scguinle expedi-
ente:
Um officio do ministro do imperio, parlicipaMo
ler-e expedido aviso ao presidente da provincia do
Paran, para que remella quanlo antes a aulheiili-
ca da eleirao primaria da freguezia de Tapagy, com
informarAo acerca do numero de cidados que foram
qualificados volantes na dila freguezia e inlervie-
ram na dila elcirAo para senador pela mesma pro-
vincia.Fica ensenado inlcirado.
Dous ofllciosdo ministro da guerra,remetiendo os
autographos sanecionados do decreto da assemhla
geral legislativa quo fixa as forjas de Ierra para o
anno financeiro de 1855 a 1856, c cLi resolueAo de-
clarando que aos olliciaes da 2. classe do ciercilo
e da armada competem os mesmus vcncimenlos que
aot da l.'clisse, quando empregados em serviro
proprio desta ultima. Fica o senado inleirado, e
manda-se communirar cmara dos deputados.
Um oflicio do senador marque/, de Valeora, par-
ticipaulo nao,poder comparecer por acliar-se eufer-
mo.Fica o senado inleirado.
SAo eleilos por sorte para a depul.-iea > que lem
de re*eb;r o ministro do imperio os Srs. Araujo
Kihciro, Mendcs dos Saniose viscuude de branles.
, He apoiado e vai a imprimir o projerlo do Sr.
Fernandes Chaves lido em 2l do presente mcz.
Vai a imprimir a seguinlc redaccAo do projcclo de
rcsolnc,ao da commissAo de fazenda sobre os arligos
alUSivos ao do orcamenlo do exercicio de 1851 a
1855 para a 3\tjiscussAndo mesmo projeclo:
a A a-sembla*gral legislativa resolvo :
Art. 1. O governo fica aulorisado para refor-
mar as secretarias de estado dos negocios do im-
perio, juslica c eslrauueiros, fazendu as necessarias
modificaeftes nos respeclivos rcgulamcntos das repar-
lres dos mesmos ministerios, e podenda pni logo
em rxec-urao a reforma que li/er, a qual submellcia
depois i approvaro do poder legislativo.
.vil. 2. He dn mesmo modo aulorisado:
S 1." A reformar os rcgubmeiilos das secretari-
as da polica da corle e provincias, marcando orde-
nados fixos aos empregados dellas, e alterando a la-
bella dos emolumentos, como mais conveniente fur,
u-anilo estes a fazer parle da receita geral.
i S 2." A dispender 15:00(13 com a fundarao de
um instlalo de cegos; 40:0009 com conslrucn'ios e
reparos de edificios para os seminarios episcopaes; e
15:0003 com a crcacao de faculdades llicologicas cm
dous do acluaes seminarios episcopaes.
Art. 3. As duas loteras concedidas pela assem-
bla legislativa provincial do Maranhao em benefi-
cio da obras dn convento de Santo Antonio da ca-
pital da mesma provincia, exlrahidas los anuos de
1H52 a 1H53, fieam comprehenddas na dispnsirao do
art. 12 da lei n. 586 de 6 de setembro de 1850.
Arl. 4. Na venda dos bens e Ierras da capella
esparo de 10 anuos, mandn para os Estados-Undec ^0 em tao grande escala? Parece-me que nAo.
1 milhAo o Irezentos mil habitantes; t a Irlanda,
nao fallando na emigrarAo das Ilhas Brlannicas, na
da Escossia, nao fallando na da Allemaoha, Norue-
ga, Hespanha, Portugal, etc.
He porlanto, senhores, um objclo da maior iro-
porlancia para as nares da Europa que, leudo um
excesso de popularlo tal que seosla eus governos
por falla de mcios, por falta de recursos para man-
le-liis, procuram dar emprego a csses hornees por
assim dizer ociosos, que vegelamsem acharem mili-
tas vezes no espaeo de rautas horas urna batata pa-
ra comerem.como diz o Sr. Inglis a respeito da Ir-
landa.
Oulra razao, Sr. presidente, que justifica o empe-
nho que se lem lomado nesti questAo, he que es-
lando a Europa hoje entrelazada com a America e
com oulros Estados, e desejando povoa-los, por ex-
emplo, a Inglaterra, a Australia, o Canad e nutras
colonias, todos os estadistas, lodos os escriplores lem
entendido que he indispensavel procuraros meios de
empregar nesses paizes remolos os bracos que supe-
rabundan] na Europa.
He verdade, sonhores, que algiimas naces come-
cain a recelar pela emigrarAo dos seus naturaes ;
tambem he verdade que a razAo disso, como alguus
escriplores asseveram, he principalmente omo tra-
lamenlo que muitos dos emigrantes cnconlram nos
paizes para onde emigram; mas o que he fado ave-
riguado he que luje lie objecto que oceupa escriplo-
res, estadistas e governos. Tanta he a importancia
do objecto.
Ora. se isso he inconlestavel, applicando-se ao
Brasil de que importancia nao he a colooisaco ? O
Brasil, senhores, que lem immensos terrenos incul-
tos, o Brasil qne possue ludo quanlo ha de mais pre-
cioso nos tres reinos, o Brasil que parece que he a
Ierra da promissAo '! Mas o Brasil uao lem bracos, e
lodos os anuos v diminuirem-se os que se empre-
gam na agricultura.
Felizmente hoje nAo ha um homem que eslude
os negocios pblicos, que se applique administra-
rlo, que se interesse pelo bem-eslar do paz, que
nao procure descobrir os meios de allrahir bracos
livres da Europa.
Estas raze* guiaram o legislador na promulgado
da lei de 18 de setembro de 1850. Essa lei, senho-
res, nao fui promulgada desalo, nAo foi feita n'uma
scssAo, nao foi obra do acaso, nao foi dessas lea
que passam sem discussAo; pelo contrario, desde
1843 que ua cmara dos Srs. deputados se apresen-
lou a proposte do governo, a qual foi lida pelo no-
bre senador pelo Rio de Janeiro que entAo era mi-
nistro da mariuha, proposla que devia ser apresen-
tada pelo ministerio do imperio, mas qne S. E\c.
apreseniou, creio que como projeclo, nao me recor-
d bem : desde 1813, digo, principiaran! esludos se-
rios sobre esse importante ramo ; houve entao na
cmara dos Srs. deputados urna discussAo muilo lu-
minosa, provou-sc evidentemente a necessidade de
Iralar-sc seriamente do futuro dopaiz, chamando pa-
ra elle bracos livres. O projeclo, que foi recebido
com applauso e bem sustentado e combatido, sof-
freu nolavcis modificares; os mesmos Srs. deputa-
dos de entAo, e enlre outros me record com prazer
do nomc do Sr. Suaza Franco, que linha sustentado
o projeclo com o tlenlo c crudicao que todos Ihe
reconliecem, leve de modificar suas ideas, c modi-
fica-las consideravelmenle, graras reunan que hou-
ve de homens illuslrados que linliam esludado a ma-
teria e reconhecido que o projeclo nAo podia passar
sem muilas modificaces.
Emfim o projcclo xeio para o senado; e escuso
agora referir hisloria de ludo quanlo occorreu des-
de esse anno al 1850, das commissoes que se no-
mearam lano da casa como externas, dos pareceres
que se deram, e das discus-es que o senado presen-
cou, discusses em que tomaram parte quasi todas
as suas rapacidades.
Em 1850, depois de larga discusso, passou o pro-
jcclo; mas os mesmus que votaram por elle reconhe-
reram que na sua cxecurAo encontrara grandes dif-
ficuldades. Nos, isto he, aquellos que linliam sus-
lenlado o projerlo, c que al linliam lido parle no
parecer dado por una (ommissao exlerna, entende-
mos que .em o imposto territorial a le nao produzi-
ria resultados; mas osla idea foi posta i margem,
achoii no senado grande opposirao, c emfim enlen-
lcu-se que devia passar naquellc anno urna lei so-
brea divsao c demarraroes dos terrenos que perten-
eci ao dominio publico, sobre colonisacao.
Senhores, llevemos confessar urna verdade, c he
que al cerlo lempo quasi lodos nos nos linbamrs
deixadu levar pela bella llicoria de Weckefield,
vista dos resaltados que ella linha produzido nos
Eslados-I'iiidos, que se apresentava como modelo
dando-lhes um arrresrimo de popularAo quasi que
prodigioso ; o Mito se dizia : S adoplarmos no
Brasil a mesma theoria, conseguiremos os resulla-
dos que os Eslados-Unidos obtiveram.
Mas nos erramos, Sr. presidente ; a experiencia
lem provado evidentemente que nos Iludimos, e
que elevemos ler muilo lento quando nos comparar-
mus com paizes cujas circumslancias sao muilo di-
versas das nossas. Erramos, senhores, al ueste
ponto; nunca os Estados-Unidos consideraram a
venda das Ierras como meio de adquirir bracos, isso
era secundario; consideravam-a e ronsideram-a
como meio de obter renda. Tanto he assim que o
senado sabe que boje a principal renda dos Eslados-
Unidos cousla : Io, nos dircitos das alfandegas ; 2,
na venda de Ierras.
Mas, senhores, os que se enthusiasmavam pela
theoria de Weckefield consderavam a venda de Ier-
ras principalmente como meio de allrahir emigran-
tes ; sendo cerlo que quanlos mais bracos fo-scm
empregados na agricultura, tanto mais ser o aug-
mento da renda publica. He justamente esse o pen-
samenlo da lei de 18 de setembro de 1850.
Senhores, o que he fra de queslAo he que o go-
verno vacillou na execucau da lei de 1850, teniendo
lalvez que se verilicasse o que nesla casa disseram
mui dislioclos oradores, e entre riles o meu nobre
amigo Ilustrado senador pelo Maranhao.
Commissoes se nomearam para esse fim ; e para
ser breve direi que finalmente o governo expedid o
regulamento de 30 de Janeiro desle anno ; regula-
menlo bastante vasto, forra he confessa-lo, regula-
mento que em alguns pontos vai lalvez alm da lei ;
mas, senhores, eu j disse que he muilo diflicil mar-
car as raias de um regulamento ; sobreludo um re-
gulamento confeccionado para urna lei IA o impr-
tame e de i.io diflicil execucAo.
Nao eulro agora na analvse desse regulamento,
porque a occasiAo nAo he opportuna ; mas si uto que
o nobre ministro do imperio no volume dos artos da
na reparlic,Ao nao mandasse incluir esse regulamen-
to, tendo mandado incluir oulros documentos por
ventura de menor importancia.
A execuc.lo da lei de 18 de setembro de 1850, e
do regulamento respectivo, vai cuslar nagao a
enorme somma de quasi 600:0003- Creou-se urna
repartirlo de Ierras imilacao da dos Eslados-Uni-
dos ; he urna especie de ministerio, um director, um
oflicial-maior, olliciaes, ele. ; emfim urna verdadei-,
ra secretaria de estado, com a dITercnra de que o
director nao he ministro.
Creou-se, pois, urna repartirlo iniitacno dos Es-
dos-Unidos; mas note-sc que nos Estados-Unidos
essa repartirn he propriamenle fiscal, he urna re-
partirlo pela qual se cobra por anno muitos milhes
de dollars, que he um verdadeiro ministerio. Mas
para ensaio, senhores, seria necessario urna reparli-
E, Sr. presidente, o que quer fazer o governo ?
Quer extremar o dominio publico do particular, quer
medir e demarcar as trras para vende-las, que he
o fim da lei. Pois o governo suppoe que os emi-
grantes que v.-o para a Australia c para os Estados-
Unidos corrern aos milhares para, ciunp.-ai em ler-
rasiuT Brasil 7 Se suppOe isso, mjc parece que posto
asseverar que est cm completo engao.
Senhores, eu disse na sessAo de sexla-feira que pa-
ra o Brasil nao vecm bracos da Europa. Quando
digo que nAo veera bracos da Europa, nAo se enlen-
da que fallo de meia duzia de colonos que. eulram
nesle porto.
Por exemplo, os bracos qne o anno passado emi-
graran! da Europa monlaram a 7,475, como diz o
relatorio do imperio, e para que o senado lenha urna
prova do que acabo de dizer, basta que Ihe aflirme
que no anno de 1818 emigrarnm da Europa para os
Estados-Unidos 243,089 ; em 1849, 299,498 ; e em
1850, 280,849.
NAo fallo a respeito da Australia, para onde a e-
migracao he tambem muilo grande, principalmente
depois que a Inglaterra abri a bolsa e disse : a A
pessoa que quizer ir para a Australia lem passagem
paga, ele. Com as vantagens que se oflerecem aos
emigrantes para a Australia, paz que, aperar de
povoado, precisa ainda de milhOes de bracos, com
os socorros que encoutram os emigrantes nos Esta-
dos-Unidos, prestados por sociedades que all exis-
tem, pode-se esperar que para o Brasil venham emi-
grantes, a nao ser alguns Porluguezes que veem pu-
xar carroca ou abrir venda 1 Pederemos entrar em
concurrencia com esse paiz protegido pela Inglater-
ra, ou com os Estados-Unidos, onde as leis de nalu-
ralisacao e de alienaran do dominio federal lano
concurren! para o grande numero de emigrantes que
annualmente procuram aquellos Estados '!
Demais, senhores, como pretender que um paiz
que por ora nAo ollerere seguramente os elementos
de ordem, onde nao ha a seguranza individual que
se enconlra -nos Estados-Unidos e na Australia, pos-
sa allrahir bracos livres, bracos industriosos'! Pois
os bracos livres e industriosos bao de deixar um paiz
como os Estados-Unidos, onde a propriedade do e-
migranlc he tao sagrada como a daquelles que sao
all nascidos '.' y
Se a emigrarn he em si nm acto doloroso, porque
nao pode haver duvida que he doloroso para um in-
dividuo deixar sua patria, seas prenles seus ami-
gos, e s o desejo de augmentar seu bem estar e a
necessidade de sublrabir-sc oppressAo lem sido
em lodos os lempos os movis que lem levado o ho-
rnera a emigrar, como he possivel que no estado em
que o Sr. ministro da jo-lica pinlou o paiz, os emi-
grantes deixem os Eslados-Unidos, a Australia, para
virem eslabelecer-se no Brasil ?
Ou havemos de sabir do estado lastimoso a que se
acha reduzido o paiz, segundo o relalorio do Sr. mi-
nistro da juslica, que parece ter lido ero visla arran-
car do corpo legislativo as medidas proposlas no seu
projeclo de reforma judiciaria, ou enlAo havemos de
perder as esperanzas de attrahirmos urna emigra-
cao industriosa e moralisada.
Demais, scuhores, na Europa ha hoje muilas pes-
soas que ronhecem pcrfcilamenle o Brasil ; na Eu-
ropa se publica ludo quanlo se passa aqui de mais
importante, e se moslra qual a sorlc dos emigrantes
nesle paiz inhspito e brbaro, como dizera alguroas
Tullas publicas. Quando o relatorio do Sr. minis-
tro da juslica chegar Europa, quando for traduzi-
do c publicado o trecho relativo aseguranra indi-
vidual, dir o eslrangeiro : i Seos Brasileiros nao
leem a menor seguranra individual, se so aos ce-
ios assassinados, se a propriedade he todos os dias
violada, o que acontecer a nos, sem relaeoes, sem
prenles, sem amigos, emfim sem proleccjlo? i>
Ninguem, porlanto, advogou menos a causa da colo-
nisarAo do que o Sr. ministro da Justina no seu rela-
torio, porque ninguem fez pintan mais triste do
paiz do que S. Exc. no arligo relativo aseguranra
individual.
Temos os regulamcnfos de que o Jornal do Com-
mercio nos deu Batida, lemos empregndos na corle
e I llrenles provincias constiluindo a repartirlo das
trras, lemos grandes despezas a fazer, e no fim, se-
nhores, que proveilos colheremos cm relacao emi-
gracAo? t) stala ijuo; mas bracea industriosos, pres-
trnosos que nos venham ajudar a cultivar as Ier-
ras, nAo os (eremos.
Eslou j ouvindo urna pergunla que se faz sem-
pre s opposires : Al agora lendes asseverado que
os regulainenlos, os empregados c as despezas sAo
ilutis; enlAo o que lembrais? O que lembrou a
Inglaterra; nAo turemos rolonisarao senAo depoisque
livermos dado ao paiz mais seuuraura individual e
de propriedade, qne elle nAo lem actualmente, se-
gundo afllrma o Sr. ministro da juslica no seu rela-
torio; e en la o nao t eremos r migraco senao olTere-
cermos passagem gratuitamente a todos os colonos
industriosos e prestrnosos que quzerem vir para o
Brasil, principalmente aquellos que nao tiverem
meios de paga-la. O que mais lemos a fazer 7 Dar
Ierras de grara a todos os colonos que nAo liverem
meios de compra-las. Se o senado livesse adoptado
o imposto territorial, se livesse abrigado a esses po-
tentados que possuem 8, 10 e n ais leguas de Ierra
sem a poderem cultivar, a pagar um imposto por
lodo terreno nAo mili vado, ellesst) apressariam cm
chamar colonos, e ollerecer-Ihes esses terrenos nAo
cultivados.
Senhores, sabe o senado que ntfi Eslados-Unidos
as associacoes que s lem formato para proteger a
colonisarau com os seus capilaos nao s pagam aos
colonos pobres as ^assagens, con Hits dao Ierra de
gracia, e Ibes prestam oulros soccorros.
OSr. ManoelFelizardo:Aos pobres miseravei-,
e para isso os colonos mesmos concorrem.
O Sr. D. Manoel: As sociedades compram os
terrenos que o governo vende, e es dislribuem pelos
pobres, principalmente pelos que lem familia.
He Ito nolavel o espirito de associaco nos Esta-
dos-Unidos, que a primeira associaco foi fundada
cm l'hiladelpliia cm 1781 para os emigrantes allc-
maes, e desde enlAo oulras tem sido successivameote
instituidas nos diflerenles pontos da Uniao. Os
mesmos emigrados que j hoje tem fortuna eslabe-
lecem tambem as suas associaedes, e com o produe-
lo dellas mandam pagar passagem aos seus pren-
les pobres que elles convidara para irem para os Es-
tados da Uniao.
As cousas esto por tal maneira disposlasuaqucl-
le paiz, que o emigrante, por exemplo, que se diri-
ge para Kenl, pode sem gastos nem demora entrar
na posse de um dominio que ella mesmo escolheu
muilas vezes por preco de 50 piastras por 40 geiras'
No dia seguinlc dn seu desembarque pode receber o
li.lulo de urna posoAo segura na industria agrcola
d" paiz, cm quanlo a lei de naturalisarao Ihe pre-
para o gozo|dos direlos de eidadao. Como pois nAo
ha de a trrenle de emigrcAo europea buscar os
Estados-Unidos.'
Ora, sabe o senado que o partido wigh tem que-
rido especular com esta extraordinaria emigrarAo
da Europa, lem-se al ligado cora a baixa classe do
povo para ver se pode ala-lar das placas da Uniao a
emigrarAo, submeltendo a naturalisarao a rondicoes
mais resnelas; mas os wighs nAo lem podido conse-
guir a revogacjlo da lei hospilaleira que confere ao
eslrangeiro os dircilosde cidadAo americano.
Se amanhAa livor a palavra, liei de ver se posso
aprcsenlar a eslalistica da rolonisacao dos tres ulli-
mos anuos; lalvez que o Annuario dos Dous Mun-
dos do anno passado me possa fornecer a esle les-
peilo alguns esclarecimenlos. Euj apresentei o
calclo da emigrarAo nos tres anuos de 1S18 a
1850...
O Sr. Manoel Felizardo: Dobr, e mais que
dobra. i
O Sr. D. Manoel:Eu iiAo'pQde verificar isso-,
mas ja nao preciso, .i visla (T que*a>aba d dizer o
nobre senador. lslo prova que, apezar dos clamo-
res do partido wigh, os estadistas daquelle paiz con-
llnuam a pensar que se deve facilitar quanlo for
possivel a emigraron dos Europeos para all. E,
senhores, eu vejo nisto um aclo de profunda polti-
ca. Os Eslados-Unidos como que enxergm no Bra-
sil um concurrente, um rival; poderao acreditar que
sendo esle paiz Uto vaslo. lao frtil, com um clima
tao amono, com coslumes tao doces, a emigracao
deixe de correr para all e venha para o Brasil. Eu
nao seise os Eslados-Unidos querem muilo concorrer
para o nosso progresso; creio que os Eslados-Unidos
hoje cuidam de si exclusivamente, seguem o exem-
plo de melropole. Quera sabe se os Esledos-Uni-
dos nao conceberam o plano de um dia dominarem
toda a America ?
O qoe he verdade, senhores, he que a (orea e a
iotelligcncia he quera suverta, e a forra e a inlelli-
gencia esli hoje nos Estados-Unidos: na America
nao ha quem se Ihcs possa comparar; a prosperdade
he espantosa, a civilisacAo crescc, quem nos diz que
os Eslados-Unidos na sua idea de absorverem ludo,
depoisde absorverem as repblicas nossas conterr-
neas nao quererao vir tambem ao Brasil ? Nao fal-
lam j tanto na navegacao do Amazonas?
Vejo pois nisto, como dhse, um acto de profunda
poltica, mas poltica que pode ter funastissima para
o Brasil, lano mais quanlo na Europa nAo se poo
troperos i emigracao para os Estados-Unidos, por-
que nao he possivel, mas pe-se lodos os embaracos
emigrarlo para o Brasil, publicando-so as Tullas
que a sorte dos colonos no Brasil he a mais infeliz
que se possa imaginar. Bastava, Sr. presidente, que
livessemos a concurrencia dos Estados-Uoidos para
nAo termos grande esperance de oblcrmos urna cor-
reute de emigracao, j nAo digo lo consideravel
como a que vai para all, mas nem mesmo em menor
escala. Temos alm disso a Australia, c os Irlande-
zes para all allluem, os Irlandazes que, digam o que
quizerem, sAo um povo eminentemente laborioso co-
mo assevera o Sr. Inglis na sua evi cliente obra sobre
a Irlanda,mas ao mesmo lempo assevera que o estado
da Irlanda nao pode ser mais infeliz, 'tlala elle
que iodo a um casebre vira homens e mulheres'co-
bertos de palha, ficou admirado e perguulo: o que
he isto? Levanlaram-se aquellos cadaverese res-
ponderam hanhados era lagrimas : a A nossa roupa
que lemos molhou-se, esl enxogando, nAo temos
para cobrir-nos senao palhas. i> Essa gente habita va
um casebre miserabilissimo; o Sr. Inglis seguio para
diante e deparuu com urna casinha muilo bem pre-
parada, c vio um formoso porco bem acommodadn,
e com bstanle comer. Admirado, voltou ao case-
bre, e pcrgunlou de quem era aquella casa : He
nossa.Vossa Pois vos moris ueste casebre muilo
inferior ao em que mora o porco ?Ah! senhor, Ihe
respondern) os miseros, he a nica garanta que le-
mos desla casinha he o porco, lodos os dias vera o
dono ver se es' bem tratado, porque sabe que com
a venda delle he que pagamos o alugnel desle case-
bre c do oulro. n O Sr. Inglis, que n3o he Irlandcz
lamenta a sorte dos Irlandc7.es, c assevera que se nAo
(rabalhara he porque nAo acham emprego, masque
vio muitos fazerem mais serviro doque os Inglezcs.
Essa emigracao, Sr. presideole, esl-nos lolhida,
os Irlandczcs lem lambem achado o mais bello aco-
Ihimento nos Eslados-Unidos, parece que csses po-
vos se esmeram o mais possivel em tratar ainda me-
lhor os Irlandczcs do que os emigrados das oulras
nar0es; isso diz lambem o cscriplor como para cen-
surar a Inglaterra. Mas os Irlandezes preferem os
Estados-Unidos e a Australia, c por isso nao temos
esperanzas de que elles venham para o Brasil. O
que nos resta '! A Franca, a Blgica, a Noruega, a
ilha de Malla, Portugal, Hespanha? Mas lodos cs-
ses paizes concorrem com conlingentcs muilo mais
fracos, e com excepto de Portugal, procurara de
preferencia outros tusares, c nao vem para o Brasil.
Fica a Allemanha. He o lugar onde a emigracao
lambem he av tillada ; mas he faci inconlestavel que
ella se dirige principalmente para os Estados da
UniAo, onde enconlra muitos prenles, amigos, in-
leira liberdade de conscieucia, c j muitos compa-
triotas ricos e abastados.
Pnis bem, Sr. presidente, estes Allemaes queja
Mito aclimatados c ricos.que gozam de socegoe paz,
e de lima completa liberdade de consciencia, escre-
vem a seos patricios dizendo-lhes : a nao van para
oulra parle, venham para os Eslados-Unidos. aqui
acham ludo que se pode desejar.
He nolavel que para os Estados-Unidos lenha af-
fluido lambem urna grande porreo de capilaes. Os
documentos cstalisticos publicados em New-York es-
tabelecem que os emigrantes desembarcados naqael-
le porto de 1831 al 1812 imporlaram nos Estados-
Unidos 115 mi I lios de francos ; e oulros documen-
tos olliciaes verificara que desde 1835 al 183918,937
Bavaros eslabelcceram-se na Uniao Americana com
um capital de 15 milhesde francos.
Porlanto, senhores, com as immensas vanlagens
que os Eslados-Unidos offerecem Allemanha pode-
remos ler esperanras de obter dalli emigrantes ? Ha
um ou mitro nnclco de rolonisacao que nesle ou na-
quelle ponto se tem eslabelecido, e qoasi lodos com
mos resultados. Qual he o que lem prosperado ?
Apenas o de S. Leopoldo no Rio Grande do Sal; de
todos os mais ah est o relalorio que o diga ; ou
nao ha iuformac,ocs, ou sao ms, ou a cousa he de
lAo pouco momento que nAo vale a pena fallar nella.
Islo o que prova ? l'rova a grande difllcaldade de
adquerir braco- industriosos para o paiz. E, senho-
res, desenganemo-nos, a Inglaterra redobrar de es-
forjos para que vAo para a Australia lodos os bracos
da Europa que ella pudor chamar para aquello lu-
gar. A Australia he hoje urna das colonias da In-
glaterra que vai prosperando a olhos vislos, que se
lorqaf em breve lempo, como diz o cscriptnr a
quem rae refer, urna das mais bellas possessoes in-
lezas.
Que esperanca lemos porlanlode obter bracos para
o paiz com esta concurrencia ? Pois he mandando
vender trras ? Quem as comprar ainda mesmo
queseponham a venda por prerjos diminuios? He
porlanto necessario pensar em oulros rocos que nao
sejam os da lei. que nAo sejam os do regulamento.
Logo razao linha eu cm urna das ultimas sessocs de
fazer a minha prophecia ao nobre ministro, de que
gastaramos em pura perda a grande somma pedida
no orcamenlo para rolonisarao. Y'aler a pena gas-
tar 500 on 600 conlos sem tirar o resaltado que al-
mejamos, que he allrahir para o paiz ama porriio
consideravel de bracos preslimosos ? He objecto
que hoje principalmente deve merecer o cstudo e
a consideradlo de lodos os esladislasdo paiz, daquel-
les que lem assenlo nosconsclhos da cora e as c-
maras legislativas. Era este o objecto que eu me
"propunba principalmente a tratar no senado hoje, e
nao dar lugar scena que \. Exc. presenciou ha
pouco. Eu quera mostrar ao Sr. ministro dos ne-
gocios estrangeiros que nesta casa nAo me oceupo s
com ninliaras,que,pelo contrario.esliidn quanlo per-
mitlem inhibas fracas torcas e tlenlos as necessida-
des da minha patria, c queao mesmo lempo procuro
lumbral- os meios que no meu humilde cooccito po-
derasalisfaze-las, e me parece que nesla discussAo
tenbo dado provas disso. Lamento que algumas pa-
lavras do Sr. presidente do ccnselho me obrigassem
a distrahir-me por alguns momentos dcslas conside-
races, e de oulras para que lambem vou chamar a
alinelo do senado e du Sr. ministro do imperio.
Poderao, Sr. presidente, procurar por lodos os
meios lornar-me odioso ao meu paiz, negar-me mes-
mo os fraqoisshnos tlenlos qna Dos me dea, mas
nAo hao de conseguir provar quo sou iiidiflerenle ao
estado da minha patria ; lodos os esforcos para esse'
fim scro baldados ; conlinuarci a ergucr a minha
fraca voz nesla casa ; conlinuarei a mostrar quanlo
me interesso por esle alicoreado solo que me vio
nascer ; conlinuarei a combater o governo Jt a mos-
Irar-lhc os seus erros e crimes, emfim, conlinuarei
a cumprir o meu dever emquanlo tiver saude c
torcas.
E nao foi para oulro fim que ospovos do Rio Gran-
de do Norte e que a cora me deram um lugar nesla
casa, nAo foi para desfruclar em sanio ocio os pri-
vilegios, as honras c o subsidio, foi pelo contrario
para esludar com mais independencia, mais afinco,as
necessidades do paiz e ao mesmo lempo os meios de
remedia-las e salisfaze-las.
Fallou o nobre ministro do imperio no seu rela-
lorio de urna especie de rolonisacao que sem duvida
deve merecer muila allcnrao do goveruo e do corpo
legislativo, fallo da colonisac^.u asitica, O que sal-
vou, Sr. presidente, as colonias inglezas depois da
aholicAo da escravalura ? Sabe o senado que s as
ilhasMauricias 68 mil escravos foram emancipados ;
o que causou ama falta consideravel oo Irabalho das
plantajes. O salario elevou-se consideravelmeute
e foi de misler enviar agentes de emigracao Euro
pa, i frica, s Indias Orientaos, e at a China,para
allrahir brarus indnstriosos que supprissem a falla
dos escravos.
Em consequencia dos abusos commcllidos pelos
agentes de emigracao com os emigrados, o governo
inglez prohibi a emigracao na ilha Mauricia,mas em
consequencia das queixas dcsnleressadas foi obriga-
do a levantar a prohibirn em 1853. Emfim, se-
nhores, o mesmo goveruo inglez subvenconou a
emigraran dosChins para as suas colonias. Em 1813
lord Slanley coucedeu um premio de 65 dollars por
cada homem ou mulher, e a metade pelos menores
de 14 anuos. Mediante este premio foram impor-
tados muitos Chins as Indias Occidenlaes e uas
Mauricias. Neslas sua aclividade laboriosa, seu de-
sejo de lucro, sua sobriedade cxemplar provocaran!
numerosas queixas da parle da popularAo indolen-
te dos naturaes das mesmas ilhas; e permitla-me o
senado que eu leia um trecho a este respeito, que he
bem expres-ivo : He impossivel a Europeos ou a
naturaes das ilhas sustentar a concurrencia cora la I
gente; ellos levara a economa at a avareza, e a
frugalidadeala parcimonia, nao bobera senao agua,
um pouco de arroz e de carne salgada que elles mes-
mos fazem coznhar-lhes, basla : lavam elles mesmos
sua roupa, e nAo a mudara senao duas ou Ires vezes
pur anno. He dever de lodo o governo proteger seus
subditos e vigiar na felicidade delles ; donde resul-
ta a obligar ei de tomar medidas firmes e enrgicas
para fazer reir um abuso tAo revollanle como o
que pe seus proprios cidadAos mcrc de intrusos
que vem sob pretexto de ajudar nos trabalhos da
agricultura, depois se fazem despedir por sua in-
-u b mimaren e ina conducta, o emfim nos disputara
palmo a palmo a Ierra que elles deviam cultivar, in-
vaden! todos os nossus bens, c acabarlo, a nAo se
Ibes porm barreras, por nos expulsar da nossa pa-
tria. Nada pode caraclerisar melhor a aclividade
laboriosa dosChins c a preguira dos naturaes das
ilhas Mauricias do que o trecho que acabo de ler:
l'orlanl i concordo em que muilo rom ir cnsaiar
a coloni-arao de Asiticos ; roas creio que lambem
nada conseguiremos. Primeiraincnlc, as despezas
com essa emigrarAo hilo de ser consideraveis, cm
segundo lugar encontraremos lambem lerrvel com
currencia. O senado sabe que os Asiticos corren-
para as ilhas de Java, Sumatra, e a quasi-ilha de
Malaca : Singapour he era grande parle povoada de
Chins ; emfim j na California se enconlra grande
numero delles.
Creio puis que a idea he cxccllenle, e faro volns
para que ella se possa realisar. Quer V. Exc, saber
qual era o jornal diario que se pagava a esles Asi-
ticos ? Os salarios ordinarios nao cxrcdiam de 8 a
10 centesimos por dia, c todava viviera salisfeilos,
e o senado aeabou de ver a maneira porque elles se
comportaran! as colonias iugleazs. As ilhas Mau-
ricias estaran) boje na maior decadencia se nAo fosse
a emigrarAo dos Asialiros, que al IsS se elevou
ao algarismo de 75,000 individuos. .
Farei votos ao roo para que cu me lenha engaa-
do as minha- propherias ; pedirei a Daca que se
digne proteger a Ierra de Saula Cruz, que raininha
a passos largos para urna completa decadencia se
bracos industriosos da Europa nos nAo vierem acu-
dir e soccorrer, soccorro e auxilio que ha de ser am-
plaroente compensado pelas grandes vantagens que
elles hao de tirar da agricultura, visto como nos de-
tejamos que os emigrantes partilhem coranosco to-
dos os beneficios, (odas as vantagens que esla (erra
oflerece aos que a cultivam.
Senhores, he para mim urna verdade inconlesta-
vel que o Brasil ainda por muitos annos nao pode
ser seno eminentemente agrcola. Com isto eu nao
digo que tambem se nao promovam oulras indus-
trias, mas digo que a agricultura ha de ser ainda
por muilos annos quasi a nica fonte de riqueza do
Brasil. Mas o que he a agricultura sem bracos ?
Em poneos annos os fazendeiros hao de ver-se re,
duzidos a nao terem bracos, principalmente aquel-
Ics que nAo se preveniram comprando pretas, como
foi uso por muilo lempo em algn- lugares. Quan-
do fallarem os escravos como subslilui-los, se nAo
lia prodcelo ? Ha fazendas que lera producean tal
que compensaos morios; mas ha oulras que nao tem
prclas, a, se as lem, nao he em numero tal que a
prnducrAo compense os que vo morrendo.
O Sr. Costa Ferreira : A que estado se nao es-
la reduzindo o Maranhao ?
O Sr. D. Manoel :Vou a provincia do meo no-
bre amigo, e desdeja aproveilo o seu aparte.
Senhores, osjornaes nos do noticia do grande
numero de bracos que est sahindodo Norte para at
provincias do Sul, porque he negocio que d gran-
de lucro. Quando os escravos do Norte chegam ao
Rio de Janeiro, nao se pergunla se sAo ladros ou
assassinus, sao promplamente vendidos dioheiro a
visla. O Maranhao j eslabeleceu um imposto forte
para tolher essa exporlacao ; mas esse imposto oAo
leve o^ffeito que se desejava, visla dos presos a
pue os escravos lem chegado nesla corle. Islo que
digo do Maranhao, digo-o a respeilo da Babia c de
I'ernambuco, segundo noliciam os jornaes. Ha
aqui homens encarregados por fazendeiros para com-
prarem todos os escravos do Norte. Eis-aqui como
as provincias do Norte, alm de nao terem meios de
adquirirem maior numero de bracos, vao ficaudo
sem os que possuem, porque os vendem.
Eu nAo creio por ora em coloni-acao nessas pro-
vincias ; estou persuadido que, se liouver colonisa-
cAo em muilo pequea escala, V. Exc. sabe que ra-
nimus-ao os ncleos de rolon-arao as provincias
do Norle. Ha um patricio do nobre senador que
contrato!! com o governo da provincia mandar bus-
car alguns colonos, (r-o que foram 50 e lanos, e o
que he islo quando sMrala de colonsacao ? Qual he
oulra proviocia do Norte onde haja ncleos de ro-
lonisacao ? O nobre ministro em seu relalorio s
fe/. mencAo da colonia de S. Isabel fundada em Ma-
ranbAo nos principios do anno passado.
Se a emigracao procurar as plagas do Brasil be pa-
ra certas provincias do Sul. E mesmo neslas o que
vemos, senhores? SaniaCalharina, urna provincia
(Ao frtil, tac amena, de clima lao bello, de gente
13o pacifica e com excelleutcs portos de mar, que co-
loni-.ieao tem recebido ? Somcnle essa que foi pro-
mnvida por S. A. o Sr. principe de Joinville. Qual
he a rnloiiisarao de Minas ? E S. Paulo lem ape-
nas esses ncleos das fazendas de alguns nohres
Paulistas, e o que prospera principalmente he o da
fazenda do Sr. Yrergueiro.
Ha all um ncleo dirigido pelo Sr. Dr. Faivre,
homem que nasceu para director de urna colonia,
homem cheio de virtudes e excelleutcs qualidades ;
roas o que tem feilp? Gaslou a sua fortuna, equa-
si loilos os primeiros colonos que para all levou ru-
girn) ; elle mesmo me cunlou ludo quanlo (em ha-
vido a esse respeilo.
Entretanto he homem de urna perseveranca ex-
traordinaria. O governo o ajudou agora; gostei de
saber disso pelos jornaes. O Sr. Dr. Faivre lemas
melhores inlences ;he nm Francez que (em esposa-
do a causa do Brasil (em concurrido quanto ser pode
para um systema de colonsacao at cm poni gran-
de ; lem as melhores ideas ; nao sei se algum dos
nobre- senadores o cuntiere, cu o conheco ha mui-
los annos. Homens como esse devem ser protegidos,
ainda que dessa prnteee/io nao se tire tAo bons resul-
tados como desejamos.
O Sr. Dr. Faivre tinha algum capital, e ludo gas-
lou, senhores, nicamente com o fim Ito philantro-
pico de estabelecer um ncleo de colonsacao que
depois podesse ir crescendo ; nao esmorece, nao ha
para elle estorvos, continua em seus esforcos com
urna perseveranca admiravel. Oxal que nos lives-
semos muitos Drs. Faivre Esses homens nao s3o es-
trangeiros, sao Brasileiros, ainda que nAo estojara
naluralisados, porque nos querem ajudar e al com
sacrificio de suas pessoas e capilaes, como tem feilo o
Sr. Dr. l-'avre, que na sua colonia nAo he s direc-
tor, he um verdadeiro pai, he medico, he meslre, he
ludo, senhores.
Mas toda essa colonisacAu que existe as provin-
cias do Sul he tan pequea, que, a dizer a verdade,
nao lemos motivo de grande satisfago.
Agora, perg tinto ao nobre ministro, o que se lem
feilo depois da publicarle do regulamento de 30 de
Janeiro ? Por ora nao vejo senao papel escriplo. Por
onde se principiar a medicSo dos terrenos ? Ouvi
que ella ia coniecar pelo Ro de Janeiro. O que se
lem feilo j :' Que obslaculo se (em encontrado ?
Tem havido opposirAo da parle desses que se sup-
poem senhores de Ierras que perlencem ao dominio
publico ? Sao objeclos sobre os quaes o nobre mi-
nistro ter a boodade de iuformar a senado sAo ob-
jeclos de grande importancia, e que devem orientar-
nos para fazermos qualquer reforma que a experi-
encia indique que deva soflrer a lei de 18 de setem-
bro de 1850 ; sao objeclos que devem oceupar de pre-
ferencia, j nao digo os estadistas, mas a qualquer
homem que pense com alguma attenrAo nos nego-
cios do paiz e que procure os meios de satisfazer
grande necessidade que elle scnle, islo he, a intro-
ducto de bracos livres, de bracas prestrnosos, de
bracos que nos venham auxiliar na roleacAo c cultu-
ra dosfertilissimos Icrrcnosque possuiraus.
Tcnho oceupado o senado sobre esle tpico que
me parece um dos mais importantes do orcamenlo
du imperio ; mas nAo posso deixar de me oceupar de
mlros que lambem sAo importantes,e principalmen-
te de um que me horrorisou ; fallo do tpico relati-
vo aos exposlos.
Senhores, quande li esle trecho do relalorio do
uobre ministro do imperio, nao pudo deixar de ex-
clamar : Infeliz Brasil, parece que ludo conspira
contra elle ; nao basla que ao tenhamos popularan.
nao basla que encontremos grandes difliculdades em
chamar para o paiz brarus preslimosos e industrio-
sos ; ainda unia morlandadc espantosa nos exposlos,
morlandadc que me cansa horror, i
Entraran) duranle o annu 560 rrianras, existan)
do anterior 70 ; fallecern) 515 Senhores, ainda
mais esla desgraca : tantos Brasileiros fallecern!.
quando o paiz tanto precisa delles !
Quaes as cama, que lem concorrido para essa hor-
rorosa morlandadc? Tcnho ouvido mencionar difle-
renles, c enlre ellas a casa onde cssas criauras sAo
guardadas, e as pessimas amas que se Ihcs dAo,
obelas de molestias, que v3o infeccionar essas cri-
ancas. De mais a mais urna ama para 4 e 5 crian-
ras! Desejo ouvir tobre esle objecto o nobi o mi ni-
tro do imperio; desejo ser informado das causas
que concorrem para lAo extraordinaria morlan-
dade.
Parle desses exposlos sao criados em casas parti-
culares. Quem acredita no amor, no zelo de amas
que recebem enancas a troco de um salario para as
criar em suas casas?
O nobre ministro nao se desenvolveu muilo neste
lopico; de certo que tambem te horrorisou, e nao
quiz expor as causal Jesse phenomeno extraordi-
nario.
Senhores, felizmealo o nobre ministro do impe-
rio na cmara dea taafa)res deputados asseverou, que
eslavam dadas a preminencias e lomadas as neces-
sarias caulelas pera Jtot* navegarAo a vapor daqui
para o norle c para o .al se fizesse d'ora em diante
com mais regularidade do que (em tido feila al
agora; e ao mesmo lempo S. Exc. disse que os abu-
sos que foram denunciados camara^os teohores
deputados a respeito da maneira porque seconduzem
os recrotasdo norle vo cessar. Eu nesla parle pod-
anlo liinilo-me a pedir ao nobre ministro, que
quanlo antes pooha em execucAo eas medidas de
que fallou na cmara dos senhores deputados.
Senhores, a navegado a vapor, como ia sendo fei-
la, cada vez se desacredaViva mais, o queixume era
geral; e sobreludo era horrorosa a maneira porque
se conduziam os recrdfas do norle, cliuva, ao sol,
mal alimentados e sem roupa para mudar. Istu hor-
rorisa, e admira que porlanto lempo duraste esse
abuso, e que o governo nao livesse dado provi-
dencias antes de denunciados na cmara tempo-
raria.
Aqui j fallei a este respeito ao Sr. ministro da
marinha, e S. Exc. asseverou que esse abuso nao
continuara, c queaquelles que o praticastem seriam
punidos na conformidade do regulamento. Nao
basta que se arranqu das suat casas-os cidadAos pa-
ra virem derramar o sen sangue pela patria, ainda
hao de ser exposlos no tombadilho de um navio ao
sol ea chova, sem ao menot nm lugar onde vAo cur-
tir dores e dores acerbas que soflrem.
Oala, senhores, que pagando o Brasil tao genero-
samente o companhia que boje lira os maiores lu-
cros, e se nio veja-se as suas acedes como estao na
praca, cessem os abusos que ella est praltcando, e
pralicando em contravencao do contrato qne fez
com o governo. Oxal que para o auno nao le-
nham de ser repetidas as expressoes que o nobre
ministro j ouvio na oulra cmara e esta ouvindo
agora.
Calechese e clcilisarSode indgenas.Ainda exis-
te o decreto de 21 de julho de 1815, essa patacoada?
Esse decreto s lera servido para o governo dar a
cerlos magancs gosto as honras ale brigadeiro, e. o
Iratamenlo de senhoria, posto esse que tAo costosa-
mente podem obleraquelles que eipem suas vidas
por muitos annos em defeza do paiz. Que figuri-
no he aquello de farda bordada/* me pergunlava
nm coilega meu no pac,o em nm dia de cortejo.
a He o Sr. diredor dos Indios da provincia de tal,
respond cu. Pobres Indiot, que se imporlam es-
ses senhores com elles? Sse for para persegui-Ios.
O que elles querem sao as honras de brigadeiro.
Eis o resultado do decreto de 1845.
O Sr. ministro disse que consullou a secrAo do
conselho de estado acerca desse decreto. Qoanlo a
mim, a melhor contulla he o a hei por bem revo-
gar o decreto de tal. He o que eu leria feito se
eslivesseno lugar do nobre ministro.
O decreto he" que ha de concorrer para a cate-
diese. No paiz nAo ha se nao ummeio de cale-
chese de Indios, meio em pregad o por horneas que es-
i Hilara ra a materia, he o meio religioso. Nao sei
porque motivo a curia de Roma nao nos tem mandado
mais capuchinhos. Eu entenda que o governo de-
via ser muilo solicito sobre este ponto, procurando
remover os obstculos que tem sido poatos para que
nAo venham mais capuchinhos para serem empre-
gados na calechese e civilisacAo dos indgenas.
Senhores, desenganemo-nos, s a religiao be que
pode tirar das maltas esses nossos patricias qne nel-
las vegetan), para chama-Ios ao gremio da civilisa-
cAo. Sigamos o exemplo dos Jesutas, que erara
mestres na materia.
O Sr. Costa Ferreira:Os capuchinhos vao para
as mallas?
O Sr. D. Manoel:Yao para toda a parle para
onde osmaodarem. Eu viv com nm sanio capu-
chinho, nunca em minha vida tralci com un ho-
rnera mais completo, pareca impossivel haver am
homem lio virtuoso nesle secuto 13o corrompido: el-
le nao se negava a coas aeohama, apezar de ser
muilo doenle. Eu muilas vezes Ihe disse: a Padre,
l.uiz, compromelteis a vossa existencia^ xriestef para
ser ulil e nAo para morrer; u c elle rae responda:
o He esla a minha mi-sao, sou obrigado a morrer
pela f, nAo devo lemer ser victima da fledia de
qualquer genlio. Senhores, nAo lemos melhores
misionarios, esses homens sao hoje os verdadeirus
apostlos.
O Sr. Costa Ferreira:Ha bons e roaos.
O Sr. D. Manoel:Os mos sao em mu pe-
queo numero, e lauto mais pequeo, quanlo sao
mui poucos os misionarios capuchinhos que tem
vindo para o Brasil, accrescendo que al os senho-
res bisaos se lem vislo na necessidade de emprega-los
em cura d'almas por falta de padres. Na provincia
do Espirito Santo, por exemplo, eslava servindo de
cura d'almas um rapuchinho muilo virtuoso, chama-
do Fr. Paulo. Creio que o nobre ministro do im-
perio o havia de conheccr quando adminitlrou
aquella provincia.
Senhores, sao missionarios (3o uteis, que para fa-
zer idea do que elles sAo, basla ler Lamenais no
seu tratado sobre o iodiflereolismo em materia de
religiAo. Qne servidos extraordinarios nao prestam
elles na mesma Europa, caminhando a p leguas e
leguas, e vivendo das esmolas dos ficis? Foi o que
vi no Espirito Santo praticarem Ires capuchinhos
que l esliverara, e al habitavam em palacio com-
migo.
O Sr. Fernandes Chaves:Indio velho nao se
converlc.
O Sr, D. Manoel:Di*bata o meu nobre ami-
go. Indio v cilio n3o se converle. Pois bem, a esses
sed casa, comer, beber, etc., c nao se empregucm
na lavoura; mas os Indios mocos, esles podem ser
utilmente empregados. Os velhos querem o seu
descanso, querem vitar na indolencia a que estao
.iro.iiiinu.lo-. he verdade, e al seriamos injustos se
forra, j que por bem nao he possivel, Ihes quizes-
semos fazer adquirir uovos hbitos; roas os Indios
mocos nao eslao no mesmo caso.
A trela nao he muilo fcil, mas he gloriosa, e os
padres capuchinhos arroslarAo lodos os perigos por-
que elles nAo lem em visla senAo servir a Dos
e ganliar o eco; para elles nao ha chuva, nao ha sol,
nAo ha perigos, senhores. Oxal que viessem lodos
iis annos muilos capuchinhos para serem distribui-
dos por todas as provincias.
Colonias militares.Se o pouco que tenho lidoso-
bre a materia serve para formar nm juizo acerca
della, direi ao senado que colonias militares leve o
Impeli Romano, onde os legionarios receberam
enneessoes de Ierras na lliria e na Panonia, com o
encargo de as defenderem. Colonias militares live-
ran os res da Hungra e os archiduques d'Austria,
para protegerera o paiz contra as uvases dos Turcos
c se preservaren) da peste. Colonias militares foram
creadas na Russia com o intuito de manler um p
le exercilo consideravel sem tirar bracos agricul-
tura. Foi o conde Araklchelef o promotor priacipal
deslas emprezas, que comecaram em 1818 sobre um
plano muilo vasto; mas como parece que os trabalhos
agrcolas mal se associam aos trabalhos raililares.be
melhor, como o observa um escriplor, manler um
exerdto especial, que impor servicos e urna orgaoi-





P''P OE PERMiBCO. SHTJ. FEIRA 15 D SETEMBRO DE 1854.
sarao militar a agricultores, isto conforme o princi-
pio econmico da divisao do Irabalho.
O que lie no nosso paiz colonia militar ? Meia
duzia de soldados invlidos, estropeados, qne vao
para um lugar dado, pura que ? l'ara defender essc
lugar'! Nein lem armas pela mai >r parle, a arma
lie alguma escopeta que llies serve para ir urna ou
oulra vez caja. Eslou persuadido de que essa
itisliluirao no nosso piii nao hu de medrar, digo
mais,o paiz nao esta para colonias militares. Eu nao
caso nein estas ideas. Em um pail eminentemente
aercola, om um paiz em que nao lia territorio a
defender dos Turcos, cordOes sanitarios a cstabcle-
cer colonias militares!.....He apenas mais um dos
limito- arremedo* que costumamos fi/.er dos paizes
eslrangeros. Colonias agrcolas, sini, senhores, todas
qnantas pudermos 1er ; ellas se deteudero c mesmo
nao precisan! de erando defeza ; homens dados ao
Irahallio, sem vicios, uo precisam defeza, e se pre-
cisarem o governo os defender. A colonia do Sr.
Faivre lem algum soldado para a defender '.' He
verdade que lie pequea, mas tambem as cliamudas
colonias militares sao pequenissimas. Ha urna que
medra, segundodizem, mas nao per ser militar, mas
por ser composta de homcos laboriosos, de boa vida
que adquirirn! mais gente e eslo cultivando a
Ierra.
Setihoros, pejo ao nobre ministro se dicue infor-
mar-roe se ua aulorisajao que j passou em segunda
discussao, e que lia de naturalmente passar em ter-
ceira, para reformar a secretaria do imperio, se tem
cm vista acabar com um eelabelccimenlo fundado
pelo Sr. senador Vascnucellos, estabelecimento que
milito o honra, assim como uniros fundados no sen
lempo ; fallo do archivo publico. He um dos esla-
belecimenlos consagrados at na constitiiijao do Es-
lado, he um estabelecimento qne cm alguns paizes,
ja nao fallarei dos lempos anligos, ora urna cousa sa-
grada, e em outros lie urna especie de ministerio.
Basta qie o senado se lembre da Torre do Tombo, e
de quemerloos guardas-mres della. Ora, o archi-
vo publico he um estabelecimento que ha merecido
elogios de quasi todbs os ministros de Estado. Os
Sis. Araujo Vianna e Visconde de Moul'Alegre elo-
giaran!, e muito, o estabelecimento e o seu chefe. Eu
nao sei se o estabelecimento esta no mesmo pe, mas
consta-me que o Sr. ministro tirara dclle um em-
pregado hbil para o c ollocar na secretaria do im-
perio. Ora, esse empregado perciba 8008 ; de or-
denado e depois urna gralificaja de 4009 agora
lem o mesmo ordenado e est consrderado como ama-
nuense da secretaria. Nao sei se o nobre ministro
d a esse estabelecimento o mesmo aprejo quo elle
dava, tanto o seu fundador, que se pode dizer que
foi o ministro que referendou o decreto, como o oo-
bre srludor o Sr. Visconde de Olinda, em cuja re-
gencia foi elle creado. Nao me parece conveniente
que um estabelecimento desla ordem seja tinelo
depois de tantos anuos de existencia, e que se va
reunir-se a secretaria do imperio, e formar urna
dessas novas repart jes que se pretende crear.
Desejava portanlo que o nobre ministro se dignas-
so dar algumas informarnos a esse respeilo. I.cm-
I ro-mc de que al os antecessores do nobre ministro
sem fallar do ultimo, linham dado ao director urna
gratificajao em remunerarAo dos bons servijos que
prestara desde a fundajlo.
Sr. presidente, estes estabelecimcnlos cm toda a
parle, ou ao menos em algumas partes, gozam de
muila considera; ao. Como disse lia pouco, me pa-
rece que um estabelecimento fundado por um ho-
mem lae nolavel, e na regencia do Sr. Visconde de
Olinda, mereca ser conservado. Que se modificasse
o rcgularacnlo, bem ; mas que se extinguiste um
estabelecimento que couta lanos annos de existencia
nao me parece milito airoso, depois de se ter reeo-
nhci ido que he de lauta ulilidade, pois os documen-
tos hoje s3u all arranjados de tal maneira, que com
muita facilidade se enconlra o que se deseja con-
sultar.
Bibliolhecapublica.Senhores, a leido orjamen-
lo hoje be urna burla. Depois que o governo leve
aulorisajao para fazer despegas alm das decretadas,
embora seja obrisado i dar conla ao poder legisla-
tivo na primeira sessao dos motivos dessas despezas,
digo essa Ici que conlerio ao governo semellianlc
aiilnrisarao arabou com o orjamento.
O que importa que o governo nao possa mais fa-
zer uso das quantias decretadas para una verba cm
favor de oulra, se a lei diz : o Fazei as despezas,
comanlo que deis conla dellas na primeira sessao.
Apparcce o decreto creando o crditos upplementar,
c j se sabe que ludo ha de ser approvado, e,appro-
vado por quasi unanimidade de votos cm ambas as
cmaras, porque aqu c na outra cmara poucas vo
zes ha que ousem crguer-se para censurar os minis-
tros, o quando ousam acontece o qae o senado tem
visto com o Sr. presidente do conselho, que nao
admitte urna s censura aos seus actos, que desde o
principio se tem irado contra miiii, s porque o Icnho
censurado, lancando-lhe em rosto suas faltas, seus
excessos como membro do poder executivo. O sena-
da leva a mal as minhas censuras, e entretanto ap-
prova tudo o que fazem os ministros Tanta sus-
ceptibilidade a respeito de pequeas cousas, tanta
calma, lano sofTrimcnto, lano apoio mesmo a res-
peito de cousas tao importantes Parece que o se-
nado est deslembrtdodo que tero succedido tantas
veieS as dscusses de outros parlamentos. A inda
ha bem poucos das o meu nobre amigo,senador pelo
Maranhao. com aquella erudijao que tanto o ra-
racterisa, referi o trecho de um discurso de Fox
dirigido a Pili, urna das maioresgloriasda Inglaterra
as expressocs deque se servio qu?,ndo censaron esse
ministro ; e nnguem dir enlrelanlo que o parla-
mento inglez nao he um modelo, e ningucm disse
que Fox envergonhou a cmara dos communs.
Aqoi he que ha lana suscepitibilidade.lanta celeuma
porque se falla cm tom mais enrgico. O senado
nada disse quando se fallou em objeclos 15o respei-
taveis para mim, ouvio ludo silencioso ; e quando
cu quiz responder, que celeuma !
O Sr. Presidente : O Sr. senador nao pode fa-
zer censuras ao senado. Se o senado apresentou al-
guma celeuma foi pela tendencia que a discussao
lomava.
O Si. D. Manoel: Ora, querem estes se-
nhores fazer-me 13o ignorante que suppoem que
eu nao leo, que nao sei o quo se passa as
cmaras eslraugeras, que nao eslive na Europa,
que nao assisli all a muitas sesscs Quem he que
eslranha que urna ou oulra vez no excesso ou do
patriotismo ou mesmo de colera, porque nos somos
homens, se use de urna expressao mais forte, mais
vehemente'! V. Eic. e o senado sabem quo um ho-
mem de quem tantas vezes lenho fallado nesla casa,
o Sr. Casimiro Perier, lendo a preferencia para
fallar como ministro o subindo i escada da tribuna,
foi agarrado pelo depulado que Ihe disputava a pre-
ferencia. O deputado disse-lhe : Vos nao podis
fallar antes de mim. O presidente do conselho
respoodeu-ihe : Como'! Essa lie a minha preroga-
liva como ministro da conavliso foi nos lempos
de Carlos X.Nao, he anda hoje, o rgimen lo da
casa nao foi alterado ; se fallasse como particular
cedera, como minislro nao.. O presidente da en-
mara disse : A palavra pertence ao Si. presidente
do conselho. lem a preferencia como ministro da
cora. O depulado agarrou no presidente do con-
selho e arremejou-c pela escada abaixo. Dir al-
guem que a cmara dos deputados ficou manchada,
prostituida pelo acto desse deputado, que segura-
mente nao tinha razio, e procedeu muito mal.
Una Voz : Mas deu-se urna salisfajao i c-
mara.
O Sr. D. Manoel: Cortamente, o presidente
'leu satisfarn. Mas veja-fe se j i houvc aqui desses
fados, a nao ser o que quer prai.icar o Sr. presiden-
te do conselho, que me ameaja de orrer atrs de
mim, nao sei se com pao, se com pedra, ou so s
caberadas.
O Sr. Presidente : uncir o Sr. senador cn-
gir-se materia.
O Sr. D. toanod : Eslou fallando ha muito
lempo sobre ella ; he preciso lambcm que baja urna
diversaoziuha.
Eu Iralava da bibliolheca publica, lia urna qunla
para as despezas dessa repartirlo. O Sr. ministro do
imperio tirou-se de cuidados e tez una despeza de
vintc c lanos ionios de ris com uns livros velhns
e coro alguns papis qae trouv; e Sr. Angelis de
Buenos-A}res Ora, o que Iraria esse senlior de im-
portante 1 Disse-scque tinha tima grande livraria ;
mas o governo nao poderla obter lodos esses livros
na Europa ciuais baratos ? O Se, Angelis nao sopa-
rava os documentos dos livros ; o Sr. minislro, na0
tendo qnota para etsa despeza no orcamenlo, abri
um crdito.
( Ha aun aparte.)
Nao, a venda 1H agora, foi n Sr. mimsh-o qne
4 l
comproo. Nao me imporlo com quem ajostou, mas
com quem referendou o decreto. Quando o Sr. Ro-
sas ja nao est cm Bueuos-Ayres he que he neces-
saria a compra de livros c papis O Sr. Angelis
que nos tinha descomposto, que tinha oceupado os
archivos americanos quasi que exclusivamente com
o Brasil, dizeudo os maiores horrores de todos, in-
clusivamente do niuiiarcha, chegou aqui, fez muitas
corteziasa estes senhores, disse que ludia uns docu-
mentos \ clho-, e achoii logo viulo e tantos contos
por elles Que felicidade Depois de ter ganho
centenares de contos a liosas veio anda achar aqui
urna relriliuiean pelos insultos de que nos cobrio !
Desejava ver os lacs documentos para poder apreciar
essa grande despeza que fez o goveruo sem aulori-
sajao. He porque o Sr. Angelis foi lalvez apressado
de mais, nao conheceii as cousas, seno tinha obli-
do lalvez 40:0(108 pelos livros c papis. Este gover-
no imporla-sc l com dinheiro '! Se as rendas cres-
cem, a emigrarlo esla correudo todos os dias para
o Brasil, as nossas trras estao sendo povoadas P-
de-se l receiar diiuinuijao de renda '.' 1-so s diz
quem nlo conhece as cousas. Mas eu invoco o tes-
temunho do Sr. senador pelo Rio de Janeiro que loi
ha pouco ministro de estado e presidente do conse-
lho, que nao he suspeilo, e que tambem prev a efise
de que tanto ae lem fallado nesla casa.
Patseio publico.Na capital do imperio ha pas-
scio publico ? Sabem o que he o passeio "> V. Exc.
nao costuma l ir I Eu Ihe conlo. Urnas arvore5
muito velbas cobcrlas de hervas de passarinho ; urnas
mas que s vezes estao mais ou menos limpas ; urnas
grades de ferro, que estao carcomidas de ferru-
gem, porque ha muito que nao vm urna in.lo de
tinta...
O Sr. Fernanda Chaves : E os despejos ao
lado!
O Sr. D. Manoel: Nisso nao fallemos, nin-
guem pode He fugir dalla como eu j fugi, quan-
do apparece n tigre. Para que quer o Sr. ministro
este dinheiro 1 He muito mal empregado. Podia-se
muito bem glosar esta verba, applica-la para outra
cousa ; aquillo ser tudo quanto quizerem, menos
passeio. '
Instituto histrico.He um bom estabelecimen-
to. Ha urna emenda augmentando a coosignajao do
anno pasado; hei de volar por ella. O Brasil para
os eslabelccimenlos Iliterarios nao deve ser mesqui-
nho. deve antes ser generoso. Quando se v urna
assoriacao de homcus conspicuos que procuram,
com a prolecjao do monarcha, illuslrar o paiz, a des-
mentir ante o cstrangeiro o mo conceilo que se
procura tan jar sobre nos, nao se deve olhar a dous
ou tres coritos de ris. Eu dara alm dasomma des-
tinada para este estabelecimento toda a consig-
naco que se quer para o passeio publico ; cstou
persuadido que era urna despeza muito mais produc-
tiva, muito mais necesaria, muito mais til do que
a que se faz com o tal chamado passeio publico. O
instituto histrico he sem duvida um estabecimeuto
que deve dar nome, honra e gloria ao paiz.
Portanlo hei de concorrer com o meu vol para
que seja adoptada no senado a emenda que passou
na cmara dos Srs. deputados. *
imperial academia de medicina.0 anno passa-
do fiz algumas reflexOcs sobre esse estabelecimento,
que julgo da maior importancia. He urna rcunio
de homens da scicncia que pode continuar a coad-
juvar o governo, que como sempre tem coadjuvadu,
e que merece loda protecj3o dos poderes do Estado.
Oxal que qualquer desunan que tem apparecido en-
tre seus membros seache exmela, e que entre elles
baja a maior aila para bem servirem o paiz
preslar-lbe lodo o auxilio de que carece,e a que tem
direto. Portanlo, nao s hei de conceder a quan-
tia pedida, como concedera maior, se fosse preciso*
Para estes estabelecimeulos Iliterarios nao olho a 2
nem a 3 ou i contos de ris, sobretudo quando da-
mos muito maiores quantias para cousas que nao se
pdem comparar com cstabcflRmeiilos de lalim por-
tancia e masnilude.
Sociedade auxiliadora da industria nacional.
He oulra associarao que lem prestado grandes servi-
jos ao paiz. Deve ser coadjuvada. O senado deve
conceder a quanlia pedida, que he indispensavel
para que essa sociedade possa ter em dia o seu jor-
nal, possa ter maior numero de modelos, pos-
sa emfim ajudar a agricultura, que he a princi-
pal fonte da nossa renda e riqueza ; visto que os
membros ilcssa associacau procuram cumprir os
seus deveres, visto que o governo enconlra sempre
nelles toda a coailjuvajo, n3o podemos ser nies-
quiihos ncgaiido-lhe una coosignajao tao pequena.
Obras publicas. He um lerrcno vasto, no qual
tenho de entrar ; he materia importantissima, c
parece-me que verci rcalisadas infelizmente algu-
mas propherias que fiz nesla casa. Nao sou tao
Mandarra como alsuem pensa.
O nobre ministro pede para obras publicas, ca-
naes, pnntcs, etc., 300:0009. Senhores, crcio que
deviamos estudar esla m.iloi ia.um pouco a fundo.
Nao seria mclhor fazermos urna operajAu de crdi-
to, o que hoje he fcil, e com essa operajao de cr-
dito acudirmns s obras urgentes de que precisam as
provincias do imperio, applicando estes 500:0009
para amorlisar a divida que conlrahisscmos, e ao
mesmo lempo para pagar os juros'! Creio que hoje
seria fcil fazer urna operajao de crdito com van-
lagem, vista da abundancia de capital que ha nes-
la praja e vista do juro baixo com que he dado.
Os bancos emprestan! a 7 por cenlo, mas o governo
tem todo o dinheiro que quizer a 4 c 5.
N3o Valeria a pena meditar obre isso, e ver o
que convem mais, se gastar esles 500:0009, que na-
da sao para vinle provincias, ou a fazer operajao de
crdito de que acallo de fallar '.' Eu desejava que
os homens professionaes, os homens financeiros e-
mitlissem o seu juizo esclarecido sobre a idea que
acabo de aventar, desejava ouvir a opinio do no-
bre ministro do imperio, que sem duvida nenliuma
ha de Icr cumiado a materia e ha de estar habilita-
do para dizer-nos se nao seria isso um meio de con-
seguir mais facilmcnlc os tao reclamados melhora-
mentos malcraos. Nao emiti opinio, apenas de-
sejo que o senado lome cm considerado urna ida
que certamen te pode ser objecto de discussao.
Estradas e obras publicas. Aqui fallarei, se-
nhores, da estrada de ferro ; mas antes disso pedi-
ei alguns csclarccimentos ao nobre minislro, e vou
dar a razan por que os peco.
Nesla casa passou um projeto olTcrecido pelo no-
bre senador pelo Cear, autorisando o governo para
al l erar as tabellas cm que estavam marcadas as des-
pezas funerarias ; e o nobre senador, se a memoria
me nao falla, fundamentando esse projecto em dif-
ferentes razes, mencionou una que me fez im-
pressAo ; e he que a empreza nao podia dar contas
de si, e aconlecia muilasjvczes ficarem os cadveres
24 c mais horas insepultos, lanjaudo um cheiro |n-
supporlavel. Enlrelanlo, lendo o artigo do relato-
rio do nobre ministro sobre esse objecto, vejo que
Ex. diz : n Empreza funeraria.Tem continua-
alrazada, que gastn odobro do queesperava gas- doce esagrado none de esposa, para della seotir
l.:..?, JIP_e;!!.a ^"y.l^ni,. "" '""'S W> sua ausencia eterna, oui nao ..
">
aaraiilia do mnimo, imitajao do que se coeedeu
para as companliias que se cncarregarein da cons-
Irucjao de estradas de ferro do Rio de Janeiro, de
l'ernamliiirii c da Baha.
Eu quizera alargar-me neste tpico, mas nao o
posso agora fazer. Apresenlei ja estas considera-
jes para mostrar quanto tinhainos razSo quando
nos oppuzemos aquello projecto que hoje he lei,
nao por desprezarmos a ida capilal delle, no era
possivel que desconhecessemos a vantagem inmen-
sa das vas frreas, mas porquo nos persuadamos
de que a occasiao nao era asada para esse grande
mellioramciito que a Europa tem introduzdo as
vas de coiumunicajao. Ficarei por ora aqui, por-
que a hora esta dada ; na 2 discussao terei occa-
siAo de dar asminhas ideas sobre este ponto maior
desenvolvimenlo.
A discussao Tica adiada pela hora.
Rclira-sc o ministro, marca-se a ordem do dia e
Icvanla-se a ses-an.
PElttAMBUCO.
s.
do a ser feilo com regularidade o serviro dos enler-
ramenlos. A empreza, porm, representou pedin-
do providencias ao goveroo, afirn de poder occor-
rer as despezas que allega serem muito onerosas.
Pende a decisAo deste objecto de exame minucioso, a
que est o governo procedendo. >>
Nao sei se as razes que o nobre visconde de A-
orantes deu sao exactas ; devo suppor que S. Ex.
nao as exporia ao senado se nao estivesse bem in-
formado de tudo quanto orcorre a esse respeito ;
mas o nobre ministro do imperio ter a bondade de
dizer o que ha.
Estradas de ferro.Senhores, vou concluir com
este tpico : a hora esl dada, e de mais a mais es-
lou fatigado : a scena do principio da scssAo fez
com que eu gaslasse parte do lempo que linha de
empregar na discussao do orjamento do imperio,
e era esta a minha nica inieujao. Agradpjo mili-
to aos Srs. senadores que me tem honrado com a
sua atlenrao.
Estrada de Mati. Eis o que diz o relatorio do
Sr. ministro do imperio acerca dessa estrada : Em
presenja dos Irahalhos preparatorios, c do novo
orjamento organisadn sobre elles, cuja impor-
tancia subi ao dohro da que apresenlava o anle-
riormeule feilo, acaba a conipanhia de solicitar a
garanta de juro e novos favores, como indispensa-
veis para a realsajao da empreza.
Sr. presidente, diziamos nos nesla casa em 1852 :
a Vamos de vaaar, nao nos precipitemos, nao lo-
memos sobre noaaoa hombros onus tao pesado, n,lo
deixemos legados onerosos a nossos lillios, nao tra-
temos por ora de emprezas gigautescas, ningucm
pode calcular boje a despeza com a estrada de fer-
ro do Rio. Nao ha dados nciihuiis.- Dizia-se-nos:
Nada, a empieza nao pode exceder de 2 a :I0
mil contos, ha una base para sobre ella calcular o
juro a que o paiz tica obrigado. Respondamos
nos : a Nao he possivel ; deixemos que emprezas
pequeos se apresentem, vamos ver como se desen-
volvem, e depois (eremos una base para os nossos
clculos, para em lini lomarmos urna deliberaban.
lodos sabem qual he a distancia da corle a Mau,
Indos sabem os esclarrciiuciitns que se podemohlcr
acerca da obra de Mau. lodos sabem. por lauto,
que era muito mais fcil fazer um calculo apprnxi-
inado da despeza que esta estrada elisia do que a
que exige a estrada que ha de paftir do Rio de Ja-
neiro e terminar cm S. Paulo e Minas ; pois beta,
fez-se o calculo, fnram omidos engenheiros habeis,
lauto nacionaes como estrangeiros, e foi 1,1o errado
esse calculo que a despeza lem importado cm mais
ilo dobro ; isto em urna estrada de poucas leguas.
Em quanto, por tanto, nao ha de importar a estra-
da do Rio d Janeiro a S. Paulo e Minas t Os cal-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIA!..
4." SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 14 DE SE
TEMBRO DE 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cacalcanli.
Ao meio-dia feita a chamada, e achando-se prc-
sentes 34 senhores deputados, o Sr. presidente de-
clara aberta a sessao.
O Sr. segundo secretario procede a Icilura da ac-
ta da sessao antecedente, que he approvada.
Acham-se sobre mesa os diplomas dos Srs. An-
tonio Rangel de Torres Bandeira. Bernardo Perci-
ra do (.armo, Florencio Jos Carneiro Monteiro c
Angelo Uenriques da Silva, os quaes diplomas sao
remeltidos commissa de constituirlo e poderes.
O Sr. Francisco Joo requer que" seja uomeado
outro membro para completar-se a referida com-
misso, visto Bao acharem-se na casajos outros dous
seus companheiros.
O Sr. presidente nomea o Sr. Mello Reg.
EXPEDIENTE.
He lido um oflicio do Sr. secretario da provincia,
acompanhando 40 exemplares dos actos legislativos
promulgados na ultima sessao legislativa provincial.
Voltando a commissao de constituijao c poderes
da sala respectiva, declara por um parecer, que os
diplomas estao conformes com a appurarao gcral.
O Sr. presideule designa os Srs Olivcira Maciel
c Mello Reg para introduzirem os referidos Srs.
que prestan! juramento e tomam assenlo.
ORDEM 1)0 DIA.
Continua a primeira discussao do projecto nume-
ro 1, juntamente com o requerimenlo do Sr. Ma-
noel Cavalcanli.
He lida i sesuinlc emenda ao requerimenlo :
Siippiimam-sc as palavras do requerimenlo
de achntenlotirando al o fnn.Metra Uenri-
ques.Manoel Cltmentino. a
O Sr. presidente declara que a emenda suppri-
mindo o adiamenlo nao pode ser admillida, visto
que em primeira diseaste s se podem mandar
mesa requenmentos de adiamenlo, e urna vez que
o requerimenlo perca esse carcter, torna-se emen-
da, o que s pode caber cm segunda e terceira dis-
cussao.
O Sr. Meira declara qne remetiera mesa a
sua emenda, porque julgava que tinha cabimento.
Disseque, apoiandoa parte do requerimenlo do Sr.
Manoel Cavalcanli, em que se pediam esclarecimen-
tos ao governo. quera ao mesmo lempo que a dis-
cussao do projeclo conliiiuasse ; e se proceda de se-
melhanle maneira era smente enm o fim de que a
queslao ficasse cabalmente illuslrada, e sedesvane-
cessem algumas duvidas que haviam apparecido no
correr da discussao.
O Sf, presidente confirma a inteligencia que j
havia dado acerca da emenda, c decide que ella nao
pode ser admillida.
Sr.Sou:a Carvalho lomando a palavra, disse
que ninguem conlestava a possbilidade da provin-
cia pagar a quanlia de cont e cincoenta e tantos
contos do ris, para que seja construida a estrada de
ierro. A discussao que lem havido mostra que a
assembla deseja nicamente saber -se o importe do
juro que deve ser garantido pela provincia nao ex-
ceder dessa quanlia, e ao mesmo lempo deseja ler*
or,iecimenios acerca.do estado da queslao e de'lu-
do quanto existe a esle respeilo.
Parasatisfazcrscmclhante desejo, o orador expe
largamente a historia das duas emprezas de Per-
iiambuco c da Baha, c l as condijes eslabeleci-
das pelo governo geral sobre a garanta do juro,
bem como o orjamento aprescnlado pelo engenhei-
rn Borthwik. Conclue de ludo isso que a garanta
de dous por cento, durante o lempo que ella possa
durar, nunca ha de exceder de cenlo e cincoenta e
tantos contos de ris.
O orador diz que, como nao ha queslao a respeilo
da possibilnladc de satisfazer o cmpcnbo que a pro-
vincia vai conlrahir, nao faria n insulto illuslrarao
da casa, cncarregando-sc de Ihe demonstrar a utli-
dade dos caminhns de ferro. Neste ponto o orador
chama nicamente a alleiijan da casa sobre a falla
absoluta que existe de ros navegaveis que alraves-
sem o territorio de Periianiliuco, o que sao lAo ri-
cas nutras provincias do Brasil, esobre a alta conve-
niencia de ligar ao porto mais oriental da America
do Sul, o rio de S. Francisco, esse rio ocenico que
lem sido comparado ao Volga.
O orador insiste sobre a neressidade de ser adop-
tado o projecto com toda a brovidade, vista da si-
luaj.lo em queja se ada enllocada a empreza badia-
na. Ao terminar o seu discurso, o Sr. Souza Car-
calho observa que de neccarin aproveitar os mo-
melos preciosos, que vao passando, eo estado lison-
eero em que se acha o paiz. O orador perguola se
ser intilmente que a mi benfica da Providencia
doloii o Brasil com tanta riqueza natural, se nos Bra-
sileros devenios permanecer para sempre na con-
lemplajao esleril dos maravilhosos progressoa que
oulras najoes realsam lodos os dias, em face desse
airen c naccAn que lano nos degrada.
O Sr. Pereira de Brilo lima parle na discnssAo,
e corneja declarando que deseja que a queslao seja,
bem debatida. Falla largamente contra o projec-
lo, c nega que a estrada de ferro proposta seja de
ulilidade para a provincia. O orador be de opinio
que as vantagens que ella pode dar nao passam de
vanlagens particulares ; diz que, depois de con-
cluida a estrada, (eremos de pagar necesariamente
lodos os annos a quanlia de duzentos contos, o que
noespajode cincoenta annos, dara a somma dedez
mil contos, quantia que, sendo applicada em es-
Iradas ordinarias, sulcaria toda a provincia de es-
tradas dentro do respectivo periodo.O orador observa
que o projeclo lem por fim favorecer os inleresses
dos empizanos, e conclue declarando que a estra-
da de ferro em vez de ser progresso lie regresso,
que so podcn.i ser vaotajosa, se chegasse al a c
marca da Boa-Vista.
O Sr. Florencio toma a palavra, declara qne
nao su volava pela garanta de dous por cento, co-
mo que dara (res por cenlo e mais, se fosse ne-
ressario. Respondendo a algumas assersoes aventu-
radas pelo Sr. Pereira de Brilo, diz que longe de
mis favorecermns companhia que se encorporar
para a coiislrucjo da estrada de ferro, que essa
companhia he que nos vinha prestar um importan-
te servijo, porque trazia para o paiz os seus capillas.
Finalmente observou em conclusao ao orador que
o preceder, que nao se encarregava da fcil larefa
de demiinslrar-lhe as inmensas vanlagens que a es-
trada de ferro ros baria de proporcionar, porque
era isso cousa que eslava ao alcance de qualquer
pessoa.
O Sr. Pereira de Brito falla pela segunda vez
para se explicar, e declara que dissera que, tendo
O Sr. Mornay feilo um conlralo com o governo, era
obrigado a salisfaze-lo ; e urna vez que a provincia
la dar-llie mais 2 por cenlo, quando elle indepen-
denle disso deve cumprir o seu contrato, entende
o orador que se quer fazer-lhe um favor. Diz tam-
bem que quando elle fallou em orjamento, nao te-
ve por fim dar por inexacto o que Tora feilo pelo
Sr. Mornay por parle da cooipanbia ; mas somenle
notar urna circiimslancia que poderia dar-se, isto
lie. faldarem alguns clculos, como de ordinraio
acontece.
O Sr. Manoel Caialcanti toma a palavra para
dar algumas explicajcs, e disse que quando atlirmou
que os cngenteiros fi/.eram o orjamento baixo, nao
toi com o dm deattrbuir-lhes a intenrao de quer-
rem favorecer a companhia ; mas foi fespondendoa
um arsumento da casa que revelavaque o iulcresse
dos engenheiros eslava em fazerorcamentos elevados
para nao errarem, ou prejudicarem a companhia ;
entao o orador respondeu que nao, porque os orja-
inciilo- ilarram companhia a vanlagcmdeobler b'ai-
\os mais fcilmente a garantia.doquese houvessenm
capital maior. Declarou igualmente que nao
se oppunha a estrada de ferro, mas que a julsava
prematura.
Terminados os debates, o projeclo he submetlido
a votos, e passa em primeira discussao por urna
maiona de :I2 votos contra dous.
O Sr. Snuza Carcalho requer dispensa do in-
tersticio, que foi approvada.
Em sesuida o Sr. Manoel Calateante manda
mesa o scsninle requerimenlo :
Requeiro que se peca ao presidente da provin-
cia copia do contrato feilo pelo soverno imperial
para a consIrucjAo da estrada de ferro desla cidade
para Agua Preta, bem como do orran-.enlo da obra.
Manoel Caralcauli.n
(I Sr. presidente poz a votos o requerimenlo, que
foi approvado.
Temlo-sc esgolado a ordem do dia, oSr. presideu-
le levanta a sessao, e da para ordem do dia seguinte,
le tura de projeclos, pareceres e a segunda discus-
sao do projeclo n. 1.
ERRATA.
Por esquc inieiilo deixamosdc mencionar, no resu-
mo da sessao de hontcni, que o .Sr. Antonio l.uiz
Cavalcanli tambem liavia tomado assenlo ua assem-
bla, em qualidade de supplenle.
^
COMARCA DO CABO.
IPOJI XA.
I." de setembro.
Tambem o mimoio fruclo de um amor, Inda que
natural... ai 1 que ro o conheco, para delle tambem
sentir sua ausenciaeterna, ou nao!...
Nao he a saudadt urna sensajao Nao he ella
urna dor moral ?
Nao he a passagen lenta de um (loo, e delgado
estlelo sobre o corco ?
Nao he urna horade recordajUes cm ama eterui-
dacio de padecimenbs do espirito
-Sf.1 w ''Mim J saudade, eu a sinto nesle mo-
mento.
Eu a tendo bem sobro o corarAo, que est triste,
que. nada o apraz.que bale com rapidez...
Eu a leudo sobre ele, como um ferro em braza,
queo ulcera com mi tormentos!
lia horas, quedigci' Ha momentos que o homem
ue coracao mais obsetado, d'alma mais corrompida
c peirilicada, senle em seu corajao emojes tao do-
torosas, tao tristes, qae se v, n.lo raras vezes, desli-
sarem-sc por suas face, duas lagrimas, que descem
tao rpidas, que nerr. mesmo elle as sent. Estas
duas lagrimas, meu amigo, foramduas golas desan-
gue venidas do corajao, que ello o lem ferido por
urna emojao desconocida, que logo se revela em
una lembranja, e di lembranja saudade de urna
poca, da, hora, momento, ou pice em sua vida,
que elle trocara se aodesse por todas, os gozos que
depois baja fruido. Procurem o bandido em seu
antro, cercado de lliesouros, quasi que divorciado da
nalureza,es vivendo para a rapia... vejam-no
descanjando melanclico sobre urna pedra tosca,
com a tronte apoiada sobre asgrossas mos, cercado
de companheiros ferjzcs, que o rodeiam sofregos e
silenciosos, esperando um signal para a malanja do
comboy que passa, 3 que elle ojo o rt passar... e
se alleularem bem, verao que ese semblante de
trajos silvestres, feroz e sanguinario est irisle, e
abatido... verAo que esses olds que respiram cole-
ra c aveisAo a dumanidade esl.lo alquebradns, e
hmidos... ol! beque o dandido tem no corajao
urna saudade, que o compunge, urna dor que o di-
lacera !
He que o bandido nao se lembra que lite pesa a
cinta o sabr homicida, elhc comprime o lado es-
querdo a faca devadadora..
He que o bandido n.lo se lembra da preza, que
inclume, passa por seus dominios, e que centenas
de olhos vorazes ecobijosos como que Ihe bradam
alerta!
E s se lembra de um momento em sua juvrntu-
de, ou no decursn ae sua vida honesta, ou nao, em
que elle sejulgou tao feliz!
0 bravo guerriro depois das ladigas marciaes,
quando ainda uao deu descaujo ao gladio vencedor ;
quando cercado de militares de bayonetas, que se
elevam ao seu transito ao som de um trovao de vo-
zes, que o victeriam confundido com o enlhusiasmo
das msicas guerrearas... o bravo guerreiro esl no
cumulo da gloria Mas procurem-o depois que o
verao algumas vezes Irisle e melanclico, oihando
com indiferanja para as turbas que o admiram...
He que elle lem em seu corajAo um misterio in-
dilinivel, queso elle sabe, eque lodos ignoram. lie
una saudade do passado... seja ella qual frhe
urna tristeza.
A candida donzella, que tem em seu jardim as flo-
res de sua predilecjAo ; que tem em sua toialelte to-
dos os seus pen-amenlos. todos os seos desejos em
perfumes chryslaese douradas porcellanas, que tem
em sea leilo virginal seus sondos, realisados em
branco crep, em fino esguiao, em diaphana cam-
braia de linho, lindas rendas, seda, fitas, e velado...
que tem em seu cuitoso guarda-vestidos lodo seu cul-
to, toda sua religiao; que nos Ihe i iros, nos bailes,
nossoirs, nos passeios, no piano, na walsa, esl to-
da sua vida, rom todas as suas facilidades... ah que
a candida donzella muitas vezes esta sozinha, solada
no mais sombro de seu jardim, recostada sobre a
fresca relva, pensando... pensando... no qne senle
n'aquelle momento seu innocente corajao, quando
nada Ihe falla para ter um passar diloso... quando
he feliz...
He que a donzella lem em sea corsean urna sau-
dade, que ella mesma nlo a sabe deffinir.
Pois sim, mea bom amigo, eu que nao tenho os
tbesouros do bandido, a espada e os lriumphos do
suerreiro, os movis, flores, chryslaes, e leilo da
donzella... lenho acora o que lalvez elles lenham no
meio de sua felicidade.
Terei amor? Pobre velho, pobre de mim, que te-
nho um coracao de finado para Dio sentir mais nun-
ca os cffeilos vehementes dessa paixao perigosa. Nflo
sei o que he amor.
Colera"? ,\ de mim! que a minha fleugmH me pre-
serva dessa paixao ominosa. Colera nao teuho.
E que sensajao pois he estaque tanta adlicjo cau-
sa ao meu corajao 1 Ah! queja me parece ouvir
urna harmona celeste dizer-me cm dores olas de
sonora melodahe a saudade!He que oujo os do-
ces sonsde una walsa em menor em bello piano...
he que estas notas repassadas de mgica c melanc-
lica docura om iiain, convidan,mo grado meu
urna viva saudade, um myslerioso sentimento, que
nao o posso pintar, mas que sinto. He que no fri
tmulo de minha alma ha urna lembranja, mas to
muda como a fra lapide de um mausoleu, tao sola-
da como a fonte do deserto!
He muito na tu ral: oujo locar ; eslou triste e lem-
bro-me de ohjec^s que excitara minhas saudades;
cu me explico se me jioderem entender.
Urna noite dejia*,.. encantadora; a harmona
lerna deiim teclado, o-snencio dos campos e a pre-
disposijo natural de mim para a poesa do cora-
jao... eis ludo, que me invade quasi qua involun-
tariamente.
I.embro-me de tantas cousas... ah I que entre ellas
lemhro-me da bella e sempre meiga Parahibae nel-
la dos meas afleijoados.
I.embro-me das lindas margens desse risonho rio,
lo poelicas, 13o saudaveis!
Lemhro-me da appreciavel Santa Rila, c dos seus
engenhos; de seus suburbios lo bellos e apra-
siveis.
Lembro-rae do alegre povoado do Espirito Sanio,
e do engenho Tabocas, onde bellos dias passei des-
fructando as delicias qoe otlerecem seus campos.
I.embro-me do decrepito Taip, com seu pastor
virtuoso, meu honrado e bom amigo. Aqui demoro
a minha saudade ou antes o meu corajao para dei-
xa-losa vonlade devoar de lugar em lugar.
Ilapu, Sania Anna, Mara, oh.' deixai-vostran-
quillos! permilli que meu peusamenlo adeja sobre
vos.'.,, eu vos saudo cedo fundo desla minha palria-
zinlia... eu vos saudo...
Boa-vista! quao formoso inda me parecis!... um
adeos tao bem.
Ei-lo magestosojur.to a Morenos, o grande Pao de
Arco engenho sublime cm suas obras, e em seus
campos! Adi rondeci urna numerosa familia, res-
peitavel e honesta, que tinha por chefe um anciao
venerando, digno proprielario dessa casa.
Ahi assisli grandes festividades na linda capclla,
onde um virtuoso Levita, seu administrador, preen-
chia a contento seus deveres religiosos.
Foi em um sumpiuoso feslim (que recordajes!)
!|ue vi reunidos lodos os membros dessa respeilave
amilia. Nao posso recusar as minhas saudades esla
pagina onde o meu espirito se ha loembevecido co-
mo se esse passado fosse hoje, e hoje nao fosse um
passo dado aos umbraes da clernidade! Nao im-
porta.
Ainda heirando a campa, o homem que nao he in-
grato nao olvida o seu passado ou bom oa mo, he
um ultraje feilo a si proprio. Se foi bom deve nao
esquece-lo para sempre sentir ; se foi mo deve nao
esquece-lo para aempre abomina-lo. He o que fajo,
o que fci de bom choro-o, e de mo abomino-o.
Oh! eu .ev aria aos labios, be i ja ri a com snfreguidao se
pndesse malerialisar nesle momento a lembranja do
meu passado c as saudades dos meus mais charos e
devotados amigos; mas como nem a Dos he possivel
lamento em silencio a minha dor.
A proposito de amigos e saudades. Reclamo de
Vmc. um .-anlinho nesla columna para ama breve
resposta e> nosso atsas digno, e illnstrado amigo, e
seu hbil cjirrespondante da corle, em referencia ao
lopico que me diz respeilo em sua missiva de 9 do
prximo passado agosto.
Disse o meu illuslre amigo :
n Ajiles que me esqueja quando liver portador
seguro para o seo romntico correspondente de Ipo-
uca, mande-lhe dizer que a esla hora deve elle es-
tacconvencido de que nao me esquejo dos anligos
companheiros, e qoe quando a lano chegasse minha
falla de reminiscencia, suas sublimes missivas me o
recordariam.
Se me Tora permillido felicila-lo-hia pela gloria
que lem ganho cm um eslylo para mim assas dif-
licil.
eternamente lembrado a sua amisade, a sua bonda-
de e aos seas favores.
Direi afiual qae nem sempre a amisade do pobre
he estril. Prosigamos nos.
Eslou deje (agora) disposto a tratar em diversos
objectos, que nada tem com noticias, mas qae fazem
materia de urna carta. Principiarei afianzando ao
meu collega o vizinho, o Aldeao da Escada, que fi-
cam rasados o P. N. e A. M. pela alma do finado
Caminha, que Dos o teolta em sania paz ate o dia
de sua ressurreijo. Amen.
Conhojo, meu amigo, um mojo bacharel formado
de muila dnbilidade, meu patricio, o Sr. Araujo Bar-
ros, que me dizem ser pretndeme masslralura :
sou muilo amador da mocidade Ilustrada e do seu
progresso; como tal atrevo-me a aljar a minda voz
a favor desse dacdnrel junio aoSr. minislro da justi-
Sa: S. Exc. tem dado muita importancia e siguifi-
caj3o a nossa magistratura.
Nao me supponlia intruso em materias 13o impor-
tantes, mas quem sabe, se anda nao terei alsum li-
tigio com homem rico, e que me veja na dura prc-
cis3o de br.ul.ir em algum foro justira contra a
prepotencia E se n3o houver um juiz, que faja
juslija indeterminadamente'.' S a illuslrajao pode-
rn impedir a veualidade, ao menos he de crer que
deva.
Alguns dos devotos leilores do minhas enfermas
missivas lacham-me de moroso em publica-las ; mas
nao sei como assim seja, quando mello agulhas por
allinetcs, afira de ver se posso anviar-lhe mensal-
mente urna. He bem verdade que ellas podiam ap-
parecer mais amiudadamenle, porm nao ha mate-
ria as vezes nem para urna columna como para es-
crever-se amiudadameule? Ahi esl, que lenho de-
baixo dos olhos o seu Diario de 30 do p. p. e ainda
nao Uve o desaosto de ler a minha missiva desse
mcz. Persuado-me, que Vmc. d preferencia as
!;ue podem trazer mais iuteresse qoanto a noticias;
az muito bem; est em seu direilo, e nem assim o
ficando rcduzido em mil pedajos um seo capole,
onde experimenlaram seus taces e punhaes, acto
esle, que elles praticaram, segando vociferaran!,
comotefoxc no pobre padre, que a essa hora acom-
Knhado de Irinla e Untos amigos corra caminlio do
lar.
Mas isto pouco ntcressa ao seu correspondente
do JVaal; e ja passoo, foi so para dar urna pequea
explicajAo desse xtUo, que lanas clicas causou ao
l-r. 1 i aasco, que lie naturalmente uojento de plvo-
ra. Quanto ao phanlasma F. G. diga-lde, quenada
ha, e cada um vai fazendo por viver, e a respeito
do lienedelit do ridet, odit, que se nlo lemdra maia
desse mojo.... Nada mais sendo quo o Dr. Peixolo
me mande sempre noticias suas, e o Radcllo, suas,
e do boticario com sua Stoltz de nova especie.
Continuemos nos : \
Ha lempos, que tenho vontade de compor un re-
do mmaT f* """"! doi .cf'Pira* 'atareoc h, precisi.'faca^TlUmreKel'leiUe cadeia.depois
o, e nao me lem sido possivel, porqueMa -de acabada essa faja-ae oulra em Caruar ou Bonito
Nao soi, meu amigo, nie sei, que lamina buida de
agudissimo pnnlial allravessa-me sem compaixAo este
culos areos qatoeuiao se lizeram n3o h3o de cadir meo mirrado peito Nao sei, que dr lie esla 1.1o
por trra Nota bem, senhores, a companhia de intima, tao, iminei
Mau nao quiz a principio subvenjAo nem garanlia
de juro, disse : Nao precisamos, basta-nos os nos-
sos rapilaes, estamos cortos de nbler favores. Pois
inmensa, que faz tremer todas as fibras
de minha alma. Que faz eslalar com leutidao meu
corajao tao amargurado Pois digo-lhc, que nao
quiz o meu desuno sempre cruel, sempre duro, qne
he a mesma companhia que confessa hoje que esl cu inohecesse unta mulhrr a qeem podesse ,|ar o
Em tao poucas lindas disse o meu amigo domis.
paraconfundir-me. Comludo estas linhas sao para
mim monumentaes, de um aprejo ncxlimavel, mas
creia Vmc, nao porque ellas excilassem-me orgu-
llio, mas porque ellas ectoaram em minda alma co-
mo a mais viva expressao da amisade.
A mim, sim, se me fra permillido pedira ao meu
amigo perdao e liccnja para lde fazer umapequeni-
(a observarAo.
Serci realmente romntico ?
Od! nao, porque fallecem-me os cadedaes com
que possa entrar, como humilde discpulo dessa es-
cola sublime !
Procuro sim despir a minha penna dessas phrases
de polpa, desses termos de rahiros, inlraduziveis,
inexpliraves, que torna insensvelmenle um pobre
cscriptor um perfeilo capadocio, e o mais esquisito
Jesfrulatet. Eu n.lo: se ti3o disser o que quero,
tal qual sinto, entao nada digo, porque eu nao cscre-
vo para celebrisar-me; mas sim para mo divertir, e
por isto escrevo ^naturalmente) em um esly lo simples
como a ntelligeucia queoproduz, e fcil como o mo-
do com que se escreve.
tevi clamo ludimus.
E, pois, se as vezes minha penna parece Irajar
quadros por demais animados, he porque asuntas
uascem do corajao: nAo tenho a culpa. E domis
o meu amigo etigauou-se perfcilamcnte, porque pa-
ra ser-sc romntico convm ao menos scr-sepollido...
d'olhos meigos.... ter um cabello renle e um Mande
bem lustroso e azevichado.... maos brancas o de mo-
ja (sempre caljadas); liajar casaca azul de bolcs
amarellus, collclc branco e por cima dos peilos; pan-
lalonas curtas, e que mal passe os bolins; emfim
trazer nos labios os suspiros, nos olhos lagrimas, e
lias aceta um corlo ar de modestia feminil, que pro-
voque inleresse e excite paixao: ser tolo. Assim,
dizem os entendedores, he-se romntico da gema,
desses que fazem eslremecer meia duzia de corajes
dovellos. Ora, sendo cu um devoto acabado dojar-
relismo, velho e dncnte,scguc-sc por forja de lgica,
que nao son e nem posso ser romntico.
Conlenlar-se-ha o mea velho amigo rom a minha
escusa? Eslou que sim ; pois Dos qae o fade bem,
que emquanlo a mim, romntico un nao, son e serei
seu velho camarada deixar de lde escrever logo que
possa,
No Diario supra-cilado li a correspondencia do
ineu vizinho e collcga o Velho Aldeao da Escada, a
ah pela terceira vez la vi a minha ruhrica W.
Affirmci e vi que se tralava do Caminha : dizia o
meu velliu collega qae Caminda nao era morto.
como asseverava em sua ullima, e que eslava aqui
nesla freguezia bem junio a mim. Felizmente esta
vivo, do contrario eu andara sobresaltado com a vi-
zinhanja de um defanto. Pois entSo dou por nao
resado o P. N. quo de lo boa vonlade offereci a
sua alma. Fallemos serio. A pedrada de meu ve-
llio collega poderia acertar o alvo, se Caminda, se-
gundo me informam inda permanecesse nesla fre-
guezia. l.ogo que elle perpelrou o atlentado reti-
rou-se para Alalina; lie o que me contam, e sendo
avisado que o Sr. delegado Wanderley, como lde
cumpria, linha de persegui-Io all, como o fez, reti-
niu-se para esta freguezia e procurou no engenho
Cachoeira do Sr Theolonio Vieira um agazaldo por
dias, l que podease-se transportar paralooge: ora,
quem repelliria um homem que foi sempre reconde-
cido por pacifico, a ponto de lde fecdar a porta e ne-
gar-lhe una pousada? Nao se quera alsuem persua-
dir que eu advogo a causa de Caminda; nao ; elle
de um criminoso de unirle, e a lei deve ser inexo-
ravel, c elle que se justifique nos Iridunaes; mas
faz sua dilTcrenja desses sccleratos encanecidos no
crime, que tem alta protecjAo. Ao meu ver o Sr.
Vieira n.1o merece censura, por haver dado pousada
momentnea a um homem que lodos o reconheceram
sempre prudente c honesto ; mas que por motivos
que n3o me convm prescrular, se fez 13o impru-
dentemente criminoso. Ao contrario, o Sr. Vieira
merecera severas censuras se desse domicilio a esse
homem infeliz em menosprezo as leis e a polica do
lugar.
Se a polica de pojuca soobesse que Caminha re-
sida em Cachoeira, he muito independeule para
cumprir com o seu dever.
0 meu nobre collega da Escada csti muito rm-
prcssionado (e com razao) com as borbolelas e are-
tas, e tanto que confia demasiado na sua polica, que
vai-lhe chuchando das secretas... Eu nao conhejo
muito de perto o Sr. Peregrino de Timboass, e
nem esse senlior do Canto (segundo o enigma do col-
lega) mas creio, que lodo juizo a respeilo dellcs co-
mo apaniguadores de assassinos, de falso: elles lem
um nome e urna repujaran a perder, e ii.1u que-
rer.! arriscar-se a isto. Devo ser justo ; ao menos
confiar no lestemiiulin de pessoas sensalas.
Foi sollo o maior e mais famigerado sereno, o
Contente Esle gatuno de cavallos lem-se tornado
um flagello terrivcl por onde passa oa lde niandam
em commissan. Familiarisado com as eoxovias, e
os troncos, Conlenle nao respeita mais as autorida-
des, nao procura oceultarmais sua ominosa profissao:
alardea de seus mudos e brada constantemente :
que se cansam em preDde-lo por que elle lem mui-
tos fiadores! E bem parece ser assim oa mais, por-
que tantas vezes tem sido preso em flagrante como
tem sido escandalosamente sollo. He ama immura-
lidade rendante, lie urna provocajao! Com a sua
soltura mudaran! da dias no engenho San Jnao dous
cavallos de dous homens pobres, os quaes foram vis-
tos publicamente em ilahy, serem guiados. Ha
urna sociedade, aoque diz a voz publica, nesse Re-
cite que tem por agente e gerente o tal Contente,
que me parece ler sadido do veolre da mai empelli-
cado. Diados p levcm, e a todos que nao se pejam
de traflcarem com o aldeio. A polica do Recife que
alerte, e as do malo que eslejam alientas.' Contente
esla na ra I
Coiitam-sc varias ancdotas de Conlenle, que bem
deixam revellar o cynsmo, e impudencia desse
velho ladrAo. Sendo preso em Gaip pelo inspec-
tor Claudino, houve quem se oflerecesse para leva-
Jo ao subdelegado, e esle oflerecimento parecendo a
Contente um pouco sinislro, responden: Se me
malares em caminhoafianjo-le que nao pisars mais
no Kecife! Oulra :
1 laven.lo da lempos roubado uns cavallos nao sei
onde, Toi na povoajaode"" encontrado pelo pade-
cente, que audava em busca delle e dos seus ani-
maos, e em vez de ser esle quem inlerrogasse o
Conlenle foi este quem o comprimenlou nesies ter-
mos :
Sei, que lde furtaram uns cavallos, pois se qui-
zer dar-me urnas luvas vou busca-Ios, porque sei
que esiao em Apipucos carregaudn leuda, e senAo
quizer licar sem elles. A isto o dono dos cavallos
sorpreto visla de lana audacia, ameajoa-o com
pris.lo, seno lde restituase seus cavallos, ao que
Contente respondeu rindo-se :
Veodam as luvas se quizer cavallos, e do con-
trario prenda-me, all mora o subdelegado I
E mosirou a casa do tal funecionario da pulira...
No engenho Arimbi trata-se de construir urna ca-
pella, que me dizem fcar boasioha. O Sr. Flix ha
de ser ajudado de Dos. E porque a elegante capel-
la de Siluro de Sania Cruz nao ha de findar-se ?
Pois o proprielario he empreheodedor, lalvez qoe es-
leja desanimado por nao achar influencia no povo.
Se o beneficio he publico todos devem concorrer pa-
ra que elle appareja: Sr. Marques, quem com Dos
anda com Dos acaba ; tenha animo 1
Acda-se reconstruida a ponte do Trapirlie: foi
alm de um beneficio publico um aclo de generosi-
dade, porque a ponte desse engenho, he urna estrada
publica, e pertence o seu melhoramento a illuslris-
tima, e ao oreaincnlo provincial. Agradejo em ne-
me do povo ao digno proprielario desse engenho.
Tambem nao me heide esquecer do Sr. Jo3o de
Souza, do Maranliao. que ajuslou a factura da ponto
do seu engenho por um cont de ris, e breve priu-
cipiaro os seus Irahalhos. Louvores ao Sr. JoAo
de Souza (e faro-lde islo gratis, e de boa vonlade.)
_ Pde-se passar de meia de seda pelas estradas de
Gaipi ; estn lindas, e n3o sei o que Ihe diga, se
querem assemelhar-se as que s3o felas a minha
cusa. Sempre conheci o Sr. Jos Flix caprichoso
em suas (!) i.is.
'.''/ii: deu principio, mas parou; nao esmoreca
Sr. Sevenano, he muito louvavcl o seu empenho."
Santa Mara tambem n3o fica alraz, e sempre he
un dos prmeiros engenhos. quo trata com zello de
suas estradas. Sr. Thomaz Marques, as suas estradas
como que excilam gana em seu engenho '.'! En-
cha-as de espinhos.
Principiaran! as moagens, e foi sania Bosa um
dos prmeiros que eslreou. Dizem-me, valha a
verdade, que pejara com seus quarcnla pAes de es-
cellente mel-macbo. Islo he que he...
Acda-se gravemente enfermo o nosso vinario. Dos
lde d meldoras, e eu que veja.
Principiaram os ensaios da lapinda do O' c o meu
Cazuza-sargento esla sorteado para serrano... ah !
magano, vai regalar-se veslidindo de pastor ; vai,
quelcst o Lima. Tivc nAo pequeo prazer de saber
noticias, por intermedio de seu correspondente de
Von dos meus amigos Drs. Rabello, e Peixoto ; e
na verdade he bem doce a coosoiajAo de amigos,
quando recebem, depois de annos, mutuas noticias
(e principalmente quando nAo se paga porte de car-
las.) Alegrei-me saber que ambos passavam bem
pbisica, e moralmente ; quclle com sua Dulcinea,
e este solitario e delirante : sinto porm que o Dr.
Peixtu, meu bom camarada, nao lenha mais em sua
frente o seuesperialissimo amigos o tenenlejuiz com
seu famigerado Cazuzinha, que lano bem Ihe que-
ra.
Sinto, que o Dr. Rabello esleja agora lao atra-
\anecio com um cacaco, e havendo tanto fogao de
velha, que esl planeando Tenha paciencia o mea
amigo, dosprezc csseraca7i(ii/io,que sempre he 6an-
durra chamada maxinho !
Como obcu correspondente mencionado deseja ler
noticias dt^Fr. Francisco, lenlia a bou.lado de dizer-
Ihe.que nao conheco pcssoalmenle este senlior, mas
que por pessoas de sua amisade sou informado, que
elle nlo goza muila saude, e vai vivendo completa-
mente segregado das sociedades, dedirando-se Traca-
meute ao ensillo, e a agricultura, donde lira o pou-
co com que vai se maniendo, e aos seua vclhos pas.
Dga-lhe maisque o xlo que elle levou do Inga
(expressas do collega) dclle tambem participaran! o
Dr. Peixoto, o delegado, e o capitn Ladislao com
loda sua familia ; fui um .roto muito honro-o. c re-
coiiimcndado por Dos serva te ipsnm. Assevcre-
llie anda, que sei verdicamente, que esse padre
prestou n.lo pequeos servijos (de linsua liem enten-
dido! a causa da ordem, e que a nao ser o trama
hrrate! de meia duzia de domens desvairados, que
planrjaram a sua retirada, inmundo as massas a
idea falalissima da lei do capliveiro, enrenle no
poder do dito padre, com o fin den afastarem d'alli,
ou anles de nao crear elle emdararos a qualificajAo,
amda all permanecera gozando da amisade de lo dons
amigos, cnlre os quaes ainda conla os tenente-roro-
nes Eufrasio de Arroda Cmara, e JoAo de Mello
Azedo. O Dr. Peixoto e lodo o Inga bem pre-
senciaran!, como para mais de quindenios sceleralos
do /tonco, Sorra Redonda ccrcaram em um domin-
go a rasa do rapitao Ladislao, onde resida o Ir.
Francisco, e os estragos que causaram no pouco qae
la linha, e os urros, que dtram em procara delle,
estou iniciado nos mvslerios da gria dessa boa gen-
te, e com elles poura conversa lenho; com ludo
lenho lomado nota de alguma cousa a respeito, que
ao meu ver faz inveja aos moldures classicos. Pro-
melto-lhe ir augmentando o meu diario com o
que for apandando: de curioso. Ah vai; nao
por ordem alpdadelica. mas a esmo, porque he as-
sim, que lenho podido pilhar alguma cousa.
eni mecum curioso.
Al onae a nuce/u giramphrase.Em grande
ponto, muito alio ele.
Em heros tempos, adc. Anligamenlc.
Tinco, adj. Alilado, vivo, etc.
Nanje, adv. Nao.
Ferr, sub. f. Febre.
Chinchara, adj. na parte f. Bonita.
Fazer estarao, phr. Fallar da vida aldeia.
Hilaria, sub. f. Egua, besta, etc.
Trate, gallecismo. Trouxe, conduzo.
Sedea, sub. indeclinatel. Exccllenle.
Janta, sub. m. Jaular.
Duraco, sub. m. Valenlc.
Dragado, adj. Delgado, franzino.
Sagangu', sub. m. Baliiauo dansa.)
Ver o mundo, phr. Eslar em periso.
Registre em seu canhenho estas bellezas oratorias,
e decore-as bem.
Devo ser coderenle. Em minda passada missiva
loquei por alto em um communicado do padre
Duarte, sobre as ordens religiosas ; agora nao devo
esquecer de felicitar o Rcvm. padre mestre frei Li-
no do Monte Carmello pelo sen bem elaborado ar-
quen] com esse meio de menos, porque elle* dis-
pnein de outros muitos (fallo geralmenle). Nao sou
aaloridade, porm acredite, qne faz sea desgoslo,
prender-so um criminoso e ver elle eseafeder-se,
sem estar julgado innocente. A nossa cadeinha he a
peior poisivel.e ha mnilo lempo nao ha nma eva-
so ; ainda que allribuo isto a um troncosinho, onde
pcrnoilam os respeitab llissimos pes, e a demasia-
da vigilancia do delegado que as vezes val a meia
noite verse a senliuella est vigilante. Eu nAo que-
ro fallar, pois, dit nma velhuscasiuha que conheco :
antigamente osujelo fallava hoje e pagava depois de
muito lempo, c na presente era paga-se no da se-
guinte. Acho que muito carecemos de boas e sega-
ras priscos; deixemos de concert que nada apro-
veitam.
Ja qae nAo podemos fazer de urna vez (odas, co-
meceraos por exemplo a de Sanio AntSo, se he qae
(nao sou egosta,) e assim al a ullima comarca.
Naquella v illas onde nao as houverem irlo os crimi-
nosos nao mais para n capilal, porm para a cadeia
mais prxima, ao menos em cada comarca haja ama.
Emquanlo nlo termos por este modo andaremos
mal servidos, porque gasta-se dinheiro e mais di-
1 Vnem concer,os e <"do vema Picar no mesmo.
A do Bonito nao vale 2008, para oada presta, e tem
cuslado lalvez 2:0005, quanlia qne unida a outra
igual dava urna sofritel pristo. Fiquemos aqui;como
esla ha de ir la para domingo pode ser que eulo
haja mais alguma cousa.
-7-
Hoje fax o nosso Brasil annoa que se emanclpou
da anliga metropole, que principiou a ser reino in-
dependente, esle dia por tanto deve ser muito feste-
jado por todo aquello em quem palpita um corajao
brasilero, por ser o auniversario de nossa indepen-
dencia. Algumas casas aqui se illuminaram, porm
se tez nolar o qua riel do destacamento, onde o sar-
gento Herculano arranjou urna llumioaraozinha
soflrivel para o lugar, e coilado apezar de seus
poucos recursos, quiz sempre mostrar que he solda-
dado e soldado que preza o seu monarcha. Na fal-
la de un busto do imperador pedio a urna pessoa
que aqui temos muilo cortesa, que Ihe Uzease ompor
nutro mais pequeo que davaje com efleilo as 8 da
manhaa la eslava decentemente enllocado um retrato
de S. M. ; e reunidas algumas familias desla villa, o
delegado e subdelegado, dando aquelle na occasao
de descobrir-se o retrate vivas a religiao, ao Sr.
Dom Pedro II, a independencia, a-cqnslituijlo, e fi-
ligo ou communicado sobre o mesmo assumplo, ou- nalmchte o presidente da provincia. Sd
de fez Minar nao pouca erudijao e talento. He lou urna musicasinha, porque infelizmente
sem duvida um religioso, que faz honra a sua clas-
se. Eu sou amigo das ordens religiosas, e por islo
anhelo sua prosperidade, e desejarei sempre ver
confundidos, corridos, e esmagadns a forja da evi-
dencia, seus caprichosos c estpidos ioiniigos.
Nao cscurejo com ludo qae da seus erros na ad-
misslo as ordens de jovens, cuja vocajao nao de a
da vida claustral e dadi cerlos erros, perdoaveis
sem duvida, que se observa nessas corporajoes.
Educa-se na casa paterna um menino, que nunca
lde passou pela imaginajfl fazer-se religioso;
seus pais entendem ao contrario, que como lem um
ou mais (Idos baedareis em direilo, medico, etc.,
aquelle deve entrar para um convento, e fica desde
tenra idade| volado o meniuo ao celibato, a cega
obediencia e a pobreza ; nada mais duro, nem
mais revoltete cerlamente, porm a nada se con-
sulta, c s se atiende a felicidade futura do futuro
religioso.
Ora, esle pensar he realmente muito errado c
pernicioso, e ao meu ver esle menino logo que se
Ihe esriarera no claustro sua inlelligencia, e reco-
nheja qu a sua vocajao nao he a da vida que
ahrajoo, oa por inexperiencia, ou por pedidos,
ameajas, etc., nao pode ser um bom religioso, por-
que hade viver em urna lula porfiada com os aus-
teros deveres que o cercam.
He verdade, que a terca dos bons exemplos elle
pode fazer-se um imitador apparenle, porque receia
perder a sua reputajao, e o mal he iocuravel ; mas
os bous exemplos o preservarao do arrependimenlo,
desse marlvrio doloroso do corajao? Quando esse
religioso considerar, que podia no mundo fazer um
papel bnlhanle, adequado as suas oclioajoes, quan-
do vir seos irmaos, seus collegas, naquelle estado,
que elle em sua consciencia, e segundo sua vocajao,
se julgaria feliz, poder-se-ha avaliar a dr, as amar-
guras de sua alma ? He sanlissima a instituijao das
ordens religiosas; seus servijos ao Ihrono e ao al-
iar estao gravados as paginas da historia; he um
estado, ou urna profissao ditosa ; mas para aquellos
que ambicionam essa vida, ou essa profissao, oa en-
tao para homens, cuja idade os fajam conhecer ssu-
damentea qae vao, e a que eternamente se ligam.
Ha um recurso; a sccularisaco : modera-se. se-
gundo dizem, os rigores do claustro, mas nao cura o
mal. Felizmente elle existe, eoque seria de cer-
los religiosos, que, por este ou aquello motivo, n3o
podessem continuar mais na vida claustral, se nao
invocassem a graja do monarcha e o breve de seeu-
larisajao perpetua! E, pois, meu charo, enlendo
que urna reforma, principalmente sobre a admissao
de novicos, era o que o tal meu senhor correspon
denle de San-Paulo deverla indigitar, c nao a su-
pressao dos heos das corporajoes religiosas, (3o sa-
grados como de qualquer particular. Sobre oque
levo dito, sou capaz de apostar, qne os mesmos re-
ligiosos concordarao comigo, sim, que nunca me
passou pelo bestiintomorrer com vida, ou ser ri-
co com pobreza.
Esl minha carta de hoje est um goslo, he que
eu quero imilar ao Braz Tisana, e parece-me que o
leudo excedido: nAo sei se de bonito assim escre-
ver-se sem ordem ; mas eu hoje como que estou
adiando belleza. E quer saber de urna Hoje me
estou parecendo uiu homem erudito! Se vir a se-
nedade de meu cario, o geito qne dou a capeja,
rodeado de autograpdos, com o meu pimpao (corni-
boque) sobre os papis, o meu lenjo de tabaco so-
bre o hombro esquerdo, minha candeia com seu a-
zeite de pelxe em frente, parejo-me sem por nem
tirar um denotado de oppnsijAo, ou mesmo de mate-
ria, copiando em ledra sua um discurso adiete, que
lem de recitar na cmara quando Ihe couber a pafa-
vra ; a te nlo goslarem da comparajlo, entao se-
rei um menino, qae copia o thema que Ihe dera seu
mestre de lalim.
OSr. V., senhor de engenho de Dous-Braeos,
soube oessa capital, que o Dr. Ignacio Nery da Fon-
seca davia fallecido, e vollou tAo preoecupado com
lio triste nova, queja lde davia resado um respon-
torio; mas convenceu-se que nAo eslava morto, lo-
go qae o vio vivo : esta noticia realmente grassou
por adi, e nAo sei se ainda persistir ; mas eu afian-
jo-ihe, que al ao fazer desla elle tem vida, sadee
robustez, porque o vi passar por este meu alvergue
un seu labor productivo. Nao sei se lera a desven-
tura de conhecer um mcrcador de gado vaceum,
coiihecido por Pedro Calangro, pois saiha que di-
zem la pelo Bonito, que elle est adi processado
por crime de morle : eu com isto nao me importa,
porque ahi esl no Rio-Forrooso o Sr. delegado Wan-
derley, em pojuca o Sr. Camillo, e no Cabo o Sr.
Braz para Ihe compraron! algumas cahecnhas quan-
do por esles lugares elle passear, como me informam,
que o faz sem ceremonia. Como se mente muito,
pode bem ser que o Sr. Pedrinho seja victima de al-
gum falso lestemonhn.
Sei que este pra chegar, ou j edegou a essa ca-
pilal, o Exm. Sr. Drummund. (Dou-llie j a exceden-
cia, porque ouvi dizer que lde compete, principal-
mente a ser exacto que est nomeadn nosso minislro
plenipotenciario Pars.) Siulo dentro d'alma nao
poder ir comprimentar esse dislincto drasileiro;
mas nao temos nossa sade em nossas mos, e de a
falta della que me forja a passar por impoltico,
deixando de satisfazer um convite a este fim, que
me fizera om meu amigo desse Recite. Desejava
saber noticias de Portugal; onde param os nossos
maiores... mas Dos nao quiz, e ficarei privado de
communicar, assim mesmo pobre, o Sr. Drommond,
por lodos os ttulos amado dos seus amigos e p-
renles.
Tudo o mais vai assim, assim : muilo calor j ;
pouco dinheiro, muila gente e pouco juizo, sendo
eu o que menos tenho.
Adeos. D por mim um aperlado abrajo ao nosso
bom amigo, quando por ahi passar da corle: qae
Dos o leve sempre feliz ao seio de sua respeilave
familia. n .
(Carta particular.)
COMARCA DO BOMTO
6 de setembro.
Eslimare que eslas duas regras vao ach Vmc. no
gozo da mais perteita sade para por gosto de quem
o estima.
Tinha anhelos de fabricar a presente em versos
porm minha veitmao hela essas cousas, lauto que,
por mais que faja, me nAo he possivel galgar o cu-
me do Parnazn, e s as apalpadcdas, e por consc-
guinte a mudo cusi diego no p da ladeira que vai
dar naquelle monte. De resto nao ha materia, e a
minha imaginajao nAo he tao rica que possa inven-
lar ; e portanlo nao tenho remedio, scnAo enviar-lhe
em prosa.
As chuyas foram-se por urna vez ; estemos com
sol mudo, e se continuar adeos feijao de safra, que
j vai murchando a flor. Pelu invern nao houvc
abundancia, porque a agua matou.e agora o verao
nao quer consentir que elle produza, por isso he
provavelque desse membro da familia gramnea ha-
ja escassez. Por ora d elle as diversas ledas de
1120 a 400 res a cuia (Glijellas) ; o milhovai cuslan-
do de 8 a 10 patacas o alqueiro aqui, a farinda de
de 20 a 24, e o arroz de coslumo acabar, que he pelo prejo dos vveres.
N'3o repare esta falla, porque nesse grande espajo
chamado mundo andam mudas cousas de pernas ao
ar, e acabadas por onde devem comejar.
Depois de minha ultima fui preso pelo subdelegado
de Bezerros (o I. supplenle. Jos Vicente Barbosa,
desertor de polica que est cm boa guarda.
Nesle termo duranlco mcz.le agosto,nao se com-
melteu crime algum novum crimen. Cato ('czar ;
deCaruar fuernnt ou fuere mais dous meninos, um
de nome Domingos Antonio do Reg, pronunciado
pelo subdelegado de Quipap em crime de furto,
oulro o Jo3o Mximo lezerra, criminoso de morle,
cuja prisao Ihe iiotirie lia pouco, dous soldados
paisanos foram-sc rom elles, e o carcercro esl pre-
so. Naquella cadeia, segundo oujo dizer. nao da lu-
gar para as neressidades nacionaes, pelo que vAo
t/uotidi os senhores presos ertra-murox da sodrcdi-
la fazer aqullo a que ch imam os Monsieurs chier,
e os mister lo go to Sloot, c nessas idas c viudas,
neesemper litiaflorenl, islo he, <\tos nimbas en-
commendas. Muitoconviria portanlo, se o que d
go de exacto, pois me fundo em oque me contam,
que se remedie lao grande inconveniente, fazen.lo-
se dentro da cuja urna ladina, alim deque se evite
essa occasiao da fgida, para qae os laes meninos II
porque
A noite cSteve bella, i
nos fal-
nlo a te-
passoa sem novidi-
de. Nesla villa lUjjalatWanio. Os partidos ho-
je estao muito moderados, e s ero eleicao he qoe
procuram seu norte; isto he mnito bom.
VARIEDADES.
Relajlo demonslraliva dos estragos e prejuizos cau-
sados no Bonito pela cheia de Junho de 185, se-
gundo o mappa que foi remedido ao iniz de di-
reilo. .,
Dutrielo da lla.
Estragos felos em muros e rebocos
de algumas casas....... i 80JJ000
Dilos na estradas e mas da villa, pa-
ra reparar......... 1S0JW00
Arrombametito de 3 ajudes (para re-
para-los)......... 4009000
DestruijAo em parle do engenho Ca-
beleira para reparar..... 6008000
Dous cavados morto....... IOOJOOO
Dislriclo d Bezerros.
Tres ajudes arrombados, (para repa-
ra-los ..........
Pequena deslruiclo as casas, (para
reparar.).........
llorados a margem do rio que foram
destruidos.........
Dislriclo de Grvala.
Uro acude (para reparar;. ....
Um cavado \...... .
Distrielo d C a podras.
34 casas destruidas, (seo valor). .
Diversos partidos de anna (seu valor)
96,800 covas de roja, (seu valor.). .
Diversos rojados de railho. (seu va-
lor.;...........
Diversos rojados de arroz, (sou va-
lor) ...........
Diversos rojados de algodlo. (seu va-
lor) ...........
2 cavallos..........
33 cabras eovelhas.......
Dislriclo do Verde.
14 casas, sendo algumas de nalha. .
DTversos partidos de cannas,\.
Ii,6.': covas de raandio*-^
Diversos rojados 1
Diversos ruja-dus 7le arrazT^
Algodao em rama 86 arroba a 000.
Rojados de feijao.....
Assucar em pAes 520 arrobas.
Mel em parces......
3 cavallos morios.....
6 porro. ........
Dinheiro e joias. .....
Madeira de tabeado ....
Distrielo da llha.
Desiruijao 00 engenho Htpb (para
reparar).........
Deslruiefiu 110 engenho l'odre Cpara
reparar.;........' .
DeslruijAono engenhoTdeze (parare-
Parar) ..........
1:330J>000
4008000
2008000-
:iooooo
9008000
2008000
508000
2508000
1:23080000
5308000
1:9368000
508000
408000
1148000-
1108000
(H8000
4:0768000
5608000
1:5498930
1:7448950
2I8&800
2548790
868000
458000
1:0408000
4099OOO
2005000
388000
5478000
1108000
6:7838460
6008000
8008000
8008000
2:2008000
' Obser cacao.
Rio l na, subi :(8 palmos e espraion de 52 a 100
brajas.
Rio Serinhaem, subi 30 palmos e espratoode50a
80 brajas.
Rio pojuca, sabio 30 palmos e espraion da 35 a
80 brajas.
Rio de Panellaa (Capoeiras; subi 16 ndanos e co-
brio urna superficie de meia milita laveaj fazendo
junjao com alguns riachos.
Ro Cpeme (Bonito) sodio 10 palmos e espraion
10 brajas.
Rio Bonito, subi 10 palmos o espraiou 10 bra-
jas.
Em Capoeiras morreu um homam. -
Miterai.
O historiador Miserai linha por cosame s traba -
Inar com luz ainda em pleno dia no verte, e n*o
denava deconduzir al a portada ra com luz aos
que o iam visitar.
Slvale le miepietre!
Spallanz vodando por mar de Urna viagem geo-
lgica, e sendo sorprendido pela tempestade, slvate
te mi pielre, foi oseo nico grito de desespero, por-
9#uas pedras eram seu nico tdesouro.
Basta por boje, e adeos.
Au reror.
_______ [Idm.)
KEPARTIQAO DA POLICA.
... Parte do dia 14 de setembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. qoe, das
partes boje recebidas nesla repartijao, consta terem
sido presos: ordem do subdelegado da fregnezia
des. re PedroGonjalves, o pardo Claudino Pe-
reira de l.ira, por haver dado duas eslocadas em um
individuo, e Jos Patricio deMendonja, para averi-
guardes policiaes ; e a do subdelegado da rreguetia
dos Afogados, Urbano de Souza Salles, para correejao.
Por ull'n io de 6 do crrente me rommunirou o
delegado supplenle do termo de Pao d'Alho, que em
dala do primen-1 Ihe participara o subdelegado da
freguezia deN. S. da,Gloria daquolle termo; que no
da 26de costo findo, u pardo l.ourenco Jos Tho-
me assassiu.ua cum una Tacada o crioulo Aleixo
Jos de Oliveira, sendo ambos moradores em Ierras
do engenho Bom Jess ; 110 dia 27 do citado mez de
agosto, o pardo Jos< Francisco Alves Dias, tambem
assassinara rom um tiro de espingarda o crioulo
Severino Jos, uo lugar Arantangid'aquella fregue-
zia, consguiudo por-scem fuga ambos os assassinos,
contra quem se eslava procedendo nos termos da
lei aos competentes sumroarios, e as mais diligen-
cias para seren capturados.Declara o mesmo de-
legado, qae prximamente, leudo bolado moer o
engenho Ooitazinho, distante daquella freguezia urna
legua, acontecer que um escravo do mesmo ence-
nho inadvertidamente se embaracasee as rodas da
moenda, do que resultou immedialameule payen.
Deosguardea V. Exc. Secretaria^la pulida de
Pernamliuco II de setembro de 1$5j-Illm. e Exm.
Sr. consi'lheiro Jos Bento da Cunda e Figucircdo,
presidente da provincia. Luiz Carlos de Paita
Teixeira. chefe de polica da provincia.
-------- HIOHI
BA1.ANCO DA RECEITA E DESPEZA DOS ES-
TA BEI.ECIMENTOS DE CARIDADE, VERIFI-
CADO NO MEZ DE AGOSTO DE 1854.
"Mata.
Por slalo cm 31 do passado a saber:
Letras.......1:0748945
Recibos por adiantameulos 3:1728463
Recebido da thesoararia de fazenda,
importancia dos medicamentos forne-
cinos ao hospital rcgimental do I. de
ju'iho de 1853 a 31 de Janeiro de 1854.
De D. Lauriana Candida Risucira, im-
portancia do curativo do seu escravo
l'aulo...........
Da tdesouraria provincial, por saldo das
juolas voladas na lei do orjamento
lo anuo lindo........
Da. mesma. importancia do curativo das
prajas do corpo de polica de dezem-
liro de -VI a abril ultimo.....
De Saluslianno de Aquino Ferrira*,
importancia da parle que ronde ao
hospital Pedro II, na sociedade que
gratuitamente Ihe deu o mesmo Sa-
lusliano, nos Imbeles inteiros da pri-
meira parte daseguuda lotera do mec-
roo hospital, nj. 2778 e *7, rujo
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4:5(78408
2:6728223
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4:1258000
1:8288800
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DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA 15 DE SETEIBRO D 1854.
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I.
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premio sabio no bilhcle n. 2897 .
Da Jos Flix di Cmara Pimental, por
conta do toro do engenho Bemfira .
Do procurador da adminislracao, im -
portanela por conta do rendimenlo
dos predios, arrecadado ueste mei. .
59000
1:0005000
1:5008000
15:7345756
Despea.
Pago a Barlholomeu Francisco do Sou-
za, importancia dos medicamentos que
forueceu para a botica do hospital de
Caridade de agosto de 1452 a |unlio
de 1853..........
As postas Constanza Amelia, Anua
Gomes e Mara da Ora, importaucia
de scus dotei........
A Maooel Figueiroa de Faria, por im-
pressocs ..........
A Francisco Ferr ira de Oliveira Souto
Maior, por 1 ) arroba de fio de li-
nho....._......
A Jos Jofln de Amorirfl, procurador do
visconde de Loures, imporlancia da
renda da casa dos expostos no trimes-
tre vencido em 13 de julho. .
A Manoel Coelhoda^Silva, por dooseol-
xoe* coro os competentes travesseiros.
A Guilherme da Silva Guimaraes, Im-
portancia de (atendas.....
Coma obrado hospital Pedro II, nest
me-, como do livro respectivo.
3:727>366
6009000
109000
309720
2753000
109000
369000
1:8989603
Saldo em caixa a sabir:
Letra........
Recibos por adiaulameuto.
Notas e cobre ....
1:0719915
6:596*558
1:5159361
6:5879691
9:11750a".
t:7319756
Adrniuistrarao geral dos estabelecimeulos de ca-
ridade 31 de agosto de 1851.
O eserivito,
Antonio Jos Gomes do Correio.
O tliesoureiro,
MAPPA
stabeleci-
no mez de
GRANDE HOSPITAL.
xisliain.........
Eulrarum.........
Curados......
Melhorados.....
Nao curados.....
_,._ (as 24 horas ce entrada
Morreram-(DepoU des(a poca
Exislom.........
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33 12 4.5
16 3 19
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HOSPITAL DOS LAZAROS.
Existiam
Entraran) .
Sahiram-
Morreram
Existom
Carados .
Melhorados .
Nao curados .
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CASA DOS EXPOSTOS.
rao respeitavel, eminentemente Rostrado ; ornado
de qualidades transcendentes, que receben semprc
as mais vivas sympalhias dos paizes para onde foi
commissionado, sendo traatdo por esses soberanos,
c do primeiro imperante do Brasil, 110 alto grao de
considerarlo c estima ; se veja agora victima da in-
justa e cruel desafieicao de genios egosticos e mes-
quiuhos ? I Como pois o nclito brasileiru que a-
presenla-se hoje as uossa< plagas, jaraneado pelo
numero dos janeiros que tcm fruido, e moslra sua
caliera, cujos cabellos selhe branqiicaram no peso dos
importantsimos servicos prestados a sua patria em
diflerenles crises, a seja hoje inmolado como victi-
ma, no altar da negra emulaco c iniquidade
Como em summa,esse liomem cheiode tanto mri-
to, e de lautos ttulos que por lodos os respetos, as-
sus o recommendam, e depois que desempeuhou sa-
tisfatoriamente missao de erando magnitude, j
na couslruccAo do bello edificio da independencia,
o jn commissionado |mra os estados romanos, e lti-
mamente novelho Portugal, 110 elevado carcter di-
plomtico, recebera urna recompensa destes valiosos
labores, a cora dedisponihidade 1 1
S a ambicio, em, este desejo insaciavel, come
diz o aabio Massillon, que eleva o homcm sobre os
uniros, al sobre suas propras ruinas, este verme
que roe o coracao, e jamis o deixa em socego, s
esta paixao, digo, que devora a essas individualida-
des que respiran) urna itmosphera pesada que aba-
fa e suffoca o ar puro de sua consciencia, s ella se-
ria capaz de galardoar, por esta maneira imn.ua,
tantos e tao eminente* servicos do conspicuo decano
da diplomacia brasileira.
Scporm o grande Chateaubriand dizia que,a cri-
tica nunca matou a quem deve viver, e o elogio
nunca deu vida a quem deve morrer, o Exm. Sr.
conselheiro Drummond, deve estar placido e tran-
quillo ; porque essa nuvem espessa que por agora
querolTuscar o moutao de gloria adquirida com
grandiosos sacrificios, ser de todo dissipada pelo so-
prar dos brandos zeliros do actual gabinete, que se
tcm mostrado solicito, e se ufana de reparar injusli-
5a, e em cuj sanctuario nao se acham depositados
mritos e servicos sem o devido apreco, e nem tam-
bem alii inllue secundo uossa convicio.' por momen-
tos, a autoridade de Morpheu. Firaremossobrema-
nera salisfeitos se nossos anhelos forero assim rea-
lisados.
Terminando o presente, diremos, excorde, que as
sublimes qualidades do Exm. couselhciro Antonio de
Menezcs Vascoucellosde Drummond, seu nome pres-
tigioso, scu inabalavel patriotismo, c dedicaco ao
bem do seu paiz, jamis serao olvidados dos bons
Brasileiros e patriotas, em cujos corarnos ainda pal-
pitam saudosas recordarles ; e bem assim, suas vir-
tudes cvicas e domesticas serao neessantemente
commemoradas por aquellesque tiveram fortuna de
o conhecer. e coinmunicar, anda que por pouens
dias : porque sendo a virtude lo eterna como a di-
viudade, ella nunca morre, e o povo sempre preza,
respeilae adora em qualquer parle onde apparo.ja.
Fazemos votos pela prospera viagem de S. Exc,
os mares llie sejam serenos, acompanhados do suave
favonio, al aportar as praias fluminenses, a essa
provincia que o vira nascer, para rom ledice poder
gozar a amenidade o doeura que ella aos seus ori-
undos benignamenta prodgalisa.
Apreciador ingenuo.
CORRESPONDENCIA.
Sexos.
Existiam..........
Entraran!.........
Sahiram ......
Morreram ("22 'lT d.,culri"la-
(cpois desla epoca .
Exislem. .-.....
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Adniioislracao geral dos eslabelccimentos de ca-
ridade 31 de agosto de 1831.
O escrivao
Antonio Jos Gomes do Correio.
Chegou n esta provincia depassagerri para o Rio de
Janeiro o Exm.Sr. conselliciro Antonio de Menczes
Vasc jncellns de Drummond, um dos mais brilhaiites
luminares da diplomacia brasileira. O Sr. Drum-
mouil he um dos poneos, que ainda restam desses
atletas, que tomaram | Pernarahuro o eonheceu nessa poca figurando entre
os patriarchas da neesflKa'icipacjio polilica. Ami-
go desvarado dos -xiidridis, foi como riles victima
de ama reacego, em que sucumbi o '10T0 nacional ;
pnrrn sempre patriota, e confiando nos deslinos do
seu paiz, reappareceu linda mais vigoroso para re-
presenta-ln com brilhantismo, logo que de novo
triunipliou o espirito publro. Empreado entao em
varias cortes europeas, em todas ellas ileixou pro-
fundas recordacSes pelo sen espirito acisado, pelo
seu lino e crcumspeccao, c sobre todo poresse cu-
nti da elegancia e bom tom, com que sempre se
fez roiavel em todas essas corles entre o corpo di-
plomtico. A reputaran de que goi.a na Europa o
corro diplomtico bruileiro, disling lindo-so sem-
pre pelo sea reconheeido menlo, mulo deve ao Sr.
Drummond, nao a"peto bom gesto, delicadeza eap-
parilo com que se moslra va em publico, como pelas
virtudes privadas, de que sabia fazer uso sem osten-
tarlo.
Nonhumdiplomata gozou cm l'orloaal de mais po-
pularidade e de mais favor na corle, duas cousas que
na riialidade repuznara entre si, mas que elle as fa-
zia filiar pelo seu genio bcmfazejo c pelas suas bri-
Ihanlesmaueiras. Sem embargo, depois de muilos
anana de tuna residencia acumpanluda de elogios e
de geral acqaiescencia, fui victima de urna intriga,
destrmente manejada era Lisboa e no Rio de Ja-
neiro ; triumpharam oscontrabaudistiis de Africanos
e apwdeiros falsos, cujos cmplices elle liavia feito
conilemnar pelos proprios tribunaes de Portugal ; e
o velho diplmala, o eximio patriota, o brasileiro
dislinclofoi sacrificado i sanha brital de alguns
contrabandistas, seuo pila inepcia, ao menos pela
rallo da bro de um gabinete pouco conscio da digni-
dad do seu paiz, e ainda mais da sua propria dig-
nidude.
Tadavla, o desenlace desla qoc*t,io miseravel foi
muito honroso para o Sr. Drummond ; elle naoquiz
pasnar pelas tarcas caudinasque Ihe preparou o mi-
nisterio brasileiro ; e deixando u sen luaar com a
honrileo brio que Ihe sao congenhas, pode dizer
como Francisco I depois da batalha de Pavia :
tudii.se perdeu menos a honra. O ,5r. Drummond
lie tilia du vida um dos nossos mais brilhantes c inic-
iaros, ;e e o- actual governo quizer aproveila-Io,
achira nellc um thesouro de experi sucia, de bom
sen, de honra e de patriotismo, que exceder em
multe toda a expectativa.
Amigos de infancia, rom esse entusiasm-) com que
se ligam os mancebos de genios ardentes e capazes
de grandes dedcacoes, vivemos uuidos por muitos
annos na mais cordial intimida te ; separados depois
pelos acontecimenlos de 1817, s auota podemos ver-
nos e abravar-ncs mas este abraco Voi omacadeia
laucada atravez de 38 annos de separarlo, foi urna
ponte que ligou 1 nossa infancia i nossa velliice; re-
moramos pelas recordariies de onlr'ora, remocemos
pelo genio e pela amizade. Dos nos conserve para que
(paliamos muitos dias como o de hoje, eeu nossa
ainda vero meu amigo de infancia tao hoorado
peioe seas patricios cono o fura pillos estrangeiros
onde residir em servicii do scu paii.
h\ O. U. A.
Parte hoje desla cidade, com destino i corte do
Rio de Janeiro, no vapor brasileiro l'inman, de re-
gresso da corle de Lisboa, onde residir por tantos
aunos na qualidade de nosso ministro plenipoten-
ciario, o mu dislinctn Jllm. e Exm. Sr. Antonio
dn Meneies Vascnncellos de rummuud, indoacom-
pmiliado de sua Exm.' e amavel familia.
O* relevantes servicos que S. Exc. prestara ao
Brasil na gloriosa poca de nossa independencia
polilica, suas virtudes soejaes, sua re-condecida Ilus-
trarlo e longa pralica dos negocios pblicos, seus
merecimentos pessoaes e mais qualidades, que tanto
o caracterizan), e o toriam rccommendavcl s boas
(raras do governo do Hrasil, ao qual acaba de pres-
tar to valiosos servicos na corte de Lisboa, fazem
que S. Exc. ocrupe boje um lugar dislincto na liis-
a do seu paiz, e Ihe dio direilo geral estima c
Sinceritas laudanda.
Pouco ou uada versado em escrever, que todos
leiam, tremo e confundo-me sempre que medirijo ao
publico, que vezes ha nao perda as fraquezas de
urna intelligeucia, como a que De >s me confioo.
Mas o que hei de fazer, se urnas vezes os deveres,
de oulrasas defezas, e afinal as dividas de reconhe-
ciininto nos aliram iraprensa, hoje o canal mais
prouiploque a civilisacao nosmiuistrou para a todos
ser trausmillido, o que queremos, que todos saibam 1
E pois, nao posso recusar ao meu coraran os seus
desejos: nao posso para melhor expressar-me, fallar
a um dever a que estou severamcnle obrigado janlo
ao meu disno e Ilustrado irmao em J. C, o Rv. Sr.
padre-meslre Fr. Lino do Monte Carmello.
Fui mui benignamente tratado, quando esse Ilus-
tre religioso tallou de mim no seu communicado
sobre as ordens religiosas, onde fez brilhar lan-
a crudicao e talento: fez de scu pobre irmao um
concert, que s he real em seu coracao generoso, e
eis porque agora escrevo estas linhas, que devem ser
aceitas por S. Rvm. como o lesleinuulio mais sincero
de minlia cralido. Acradeco,e Dos sabe com que pu-
reza.a brilhanledefezaque fez S. Rvm. a classe ceno-
bita a que uoslinamos :agradecoao menos por mim
que nao lendosido nella sobremaneira feliz desejo
cordialmentc ve-la prosperar, e semprc Iriumpliarde
seus gratuitos desafeiroidos. Se por ventura alguns
desgostos lutam em minha alma, a Dos assim apraz
para mais liuiniiarn minha ; e lie summamenle
sania a nobre n-luicau monstica para nao ser
ella quem me martyrise.
Fr. Francisco de Santa Marianna Duarte.
PUBLICADO 4 PEDIDO.
^oon
'iisideraraode seus concidadaos.
Nos poratos dias q e 6. Exc. se demorn nesta
cidade, foi s%.*ido por todas as pessoas eradas do
paiz, prenles e numerosos amigos, que deixa nesta
cidade, aosquaes tanto penhorou por suas maueiras
aflaveis e eminentemente cavalleirosas.
Fazemos sinceros votq pela feliz viagem de S.
Exc. edesuaExm1. lamia.
'WWi I' 1 -
Tocando as plagas pernambucanas o Exm.conse-
lhero Antonio de Menezcs Vrasconrellos de Drum-
mond, veador da imperial cmara, e ministro em
disponibilidade, procedenlede Lisl oa, e a bordo do
vapor brasileiro l'iamho, segu boje para o Rio de
Janeiro.
Nao tendons relara* alzuma, c riera conhecimen-
to de-se conspicuo fluminense, lodavii a ingenua
amizade que consagramos a familia Drummond, m-
xime ao llini. Sr. Dr. Aulonio de VasConcellos Me-
nezcs de Drummond, seu affei^oado sobriuh), nos
induzio, logo quesoubemos de sua chegada, ir aprc-
senlar-lhe uossas zumbaias e consi lera^oes. Com ef-
felo, furea lie confessar que Piquemos sobre modo
sorprendidos quando vimos a maneira delicada,
urbana, e bondadosa ; o geslo grave, e jocuudo com
que esse eximio diplmala nos receben, e recebe a
todas as pessoas que se dignam dirmr-Lhe seus com-
priiiieulus e respetos.
Anda mais nos admirou a profrildeza de seu la-
lenlo.illuslricao, virtudes civicas, patriotismo ex-
tremado, e sobretodo a grande litteralura em diver-
os ramos de scieneia, o que bem se conhece na mais
(ssHaeeira cooversarihi.
Depois que todo iato devidanMutu apreciemos, dis-
temos c do fuado do tiojso corarJo ; como um ya-
Sr. Dr. C, J. de DSoraes Sarment.
There;ina-2H de julho de 1834.
Por vezes vos lendcs oceupado com minha pobre
pesson na nazcta de vossa redaran ;nunca vos quiz
responder, nem projectava fazc-lo, si nao fra o ter
sido desabridamente tratado no n. 11, que ha pouco
pude conseguir 1er.
Vou responder-vos, meu Dr., nao como merecis,
porcm pela maneira porque coslumo escrev*er para
o publico, sempre cavalleiro, semprc consciencioso
e honesto, e com toda a moderaran.
Si obedecesse ao judicioso parecer de alguns ami-
zos, eu me recolheria ao silencio, e assim mandara
ao mais solemne e esmagador desprezo esses grosse^-
ros insultos, que me badea lanzado, todas essas
invectivas que tendes barateado mim, assim como
muilas pessoas distinctas e honestas ; porm quero
antes errar n'csta occasiao obedecendo ao meu pro-
prio conselho : porque considero, que me nao li-
ra bem receber com Unta fleugma os rhingamentos
de um individuo, que confessa nao me conhecer, e
que eu tambem tenlio o prazer de nao conhecer
possoalmente, porm que de sobejo conheco como
bnmeiii publico. Eotendo, que me nao llca muilo
airoso receber com apparenle sangue fri, sem re-
pcllir, a luva que me tendes laucado, acompanhan-
do-a de expressoes propras de um arrieiro embria-
gado Vou responder, meu Dr., porque o jornal,
que redigis, pode ter mais ou menos alguma circu-
larao ao paiz, pode ser lido por pessoas, que me nao
conhecem, e que podera ter a leviandade de formar
de mim um mao conecito, a avahar mp pelo modo
porque me tendes caracterisado! Por essa circums-
lancia de nao ser ronhecido do paiz, be que eu vos
respondo mais largamente : e entao devo pedir-vos.
qoe curis com alunla paciencia as parvoices, e es-
lulticies de um dos escrevinliadures da Ordem, que
me nirais sem incommodar-vos, e que finalmente
os vossos senlimenlos para comigo venham ser de
remorso c arrependimenlo, por me liaverdes insul-
tado e calumniado, sem me conhecer, sem saber
dos precedentes de minha vida, e ai por informa-
Ses, que vos den de mim algum miseravel. algum
d'esses calumniadores, quem um grande cscriplor
chamou duas vezes infame.
Nao pense, meu Dr., que me aprazem polmicas
de gazela, principalmente no terreno das inveclivas
que to apaixonadamenlc leudes mentado, com ruto
pequeo escndalo do bom sensn, e nao menor de-
sagrado do publico. No creia pois, meu Dr. que
eu quero manter com Vine, urna polmica de do-
eslos c cbingamentos. Desde j prometi limitar-
me presente carta, seja qual for a vosso futuro
procedimento para comigo. Si s vezes me lembro
de repellir offensas, unirs vezes rae Blo esqueco de
ser generoso para com meiis desairelos: serei" pois
ceiicroso para com o Sr. Dr.. si ainda lembrar-se
de occopar a altcnrao publica com a minha pobre
pessoa.
Antes que o n. 44 da Ordem publicasse o arligo,
que tanto o eslomagou, j Vmc. se liiiha lembrado
de morder-me por varias vezes, ccrtamenle por esse
espirito de malevolencia, que tanto o caraclerisa, c
que torios recoiihecem, porque nenhuma razao al
eniao exista para essa m vonlade que me linheis,
para esse odio, qae me consagraveis tao espontnea-
mente. O artigo da Ordem, que tcm por litlo.
Ouram todos o mal, que a todos tora e do qual
me suppozestcs autor, tanto vos revoltn a bilis, que
dea cm resultado essa tremenda dialrbe, que se le
no 11. 11 do Oeirense I
Meu Dr., o artigo cm queslo nao he de minha
lavra, nem de nenhum dos membros da redarlo da
Ordem.Esse rtico he favor de um amigo meu,
que me pedio sua publicidade, debaixo do carcter
em que o lestes. O artizo em questao, escripto
com limita lgica, moderarn e lucidez, balia-vos
victoriosamente, e vos moslrava quanlo escuro era
o caminho que tnheis procurado trilliar, para o
(im de Ilustrar vossos comprovincianos por meio do
jornalismo.
Conherestes bellamente o efcto, que esse artiso
produzio no publico, que tao largamente o acolheu,
c desesperastes! Admiro-me, pormque acostu-
mado como eslas as lulas c discusses da imprensa
lira-seis (3o desapuntado, i ponto do perderdes de
todo a tramontana!
Sim, meu Dr., perdestes a tramontana, c deso-
rientado como ticastes, s vosreslava o papel, que
representastes ; porque, incorricivel como sois, nao
devicis seguir o caminho melhor, que se vos apon-
lava Correstcs para o campo das invectivas! L'l-
trajasles-mc, a mira que leulio direito de ser respei-
tado, seja por quem quer que for, poique leiiho
urna posicao, porque tenlio um futuro, e nao me
envergonho de olhar para o passado.
Como j dsse, nao sou o autor do arligo da Or-
dem n. 4i ; porm para responder-vos melhor, eu
lomare sua palcrnidade, c entao devo pergun-
lar-vos :
O que ha, meu Dr. de injurioso nesse arligo pa-
ra vos, que seja capaz de excitar, de fazer nascer
essa lehre de raiva, que tendes, c que se traduz cm
cada palavra, que me dirigs".'
O que ha nesse arligo, que nao soja muilo bem
dito, muilo verdadeiro ?
Com toda basolia fallaste de mclhoramentos ma-
teriaes emnraes; pinlasles com as mais negras co-
res a situacao presente de Piauliv, encarasles o pas-
sado como um estigma maldito, chamastes vossos
comprovincianos de estpidos, c nao sei que mais,
leudes levado o vosso lempo, em declamacoes ba-
is, em dirigir insultos urosseiros como um m-
riola das ras, dissesles muila veleidade, muila seu-
saboria, e ludo porque ? Porque, depois de muitos
annos de ausencia, nao encontrastes vossa chara
produca natal corlada de ricas estradas, porque
nao enastes ricas fazendas modelos, industria vi-
gorosa, urna civilsac,ao de corle, a instrurrao pu-
blica disseminadapor todas asclasses, porque geral-
menle nao achastes em Oeiras os geueros pelo prec porque estaveis acostumado comprar as cidades
martimas do imperio 1
Collocastes-vos na vaidosa posicao de educador
de vossos patricios, mas nao souhcsles eiicaminhar
bem a vossa ligio:foste censurado por isso, e
se vosdilon urna lirao melhor. Se vos observou
que na cmara dos dcpulados, quando focles genui-
no representante pelo Rio Grande do Norte, urna
s palavra nao expendestes em lamr do Piauby,
nunca vos mereceu allenran. a excepto da^uclla
vez em que cahislu no ridiculo, em pleno parla-
mento, censurando a adminislracao do Sr. Saraiva
pelo lado da mudanca da capital, discussao. em
que fosles completamente batido, mesmn pulverisa-
do pelo illustre deputado Taques, que moslrou sa-
ber mais da provinciado que o seu extremoso e
dedicado filho!
Fosles peguntado pelos beneficios que fizestes
ao Ccar c Rio Grande dn Norte, onde devieis ter
emprehendido a reali-arao de vossos luminosos pen-
samentos. Ped, que me dissesseis, quaes vossos ser-
vicos nessas provincias pelo lado dos melhoramen-
tos malcraos, quaes as estradas que mandastes abrir,
que padrees all levantasics que possam servir pa-
ra perpetuar vossa memoria, e alteslar as geraces
por vir o vosso gosto pelos interesses malcraos do
vosso paiz, e vosso interese pelos mellioramenlos
moraes.
A nada respondestes! Fueistes vergonhosamente
da discussao, e vos fosles encanlonar na ultima par-
te do artigo, em que sois aecusado pela escan-
dalosa prolecco ao criminoso Franco, e pelo
modo porque lizestes a defeza do assassiuo Venan-
cio Jos de Souza Prncurasles defender-vos
de aecusacoes que vos nao liz. Eu me explico.
Nao ha quem ouse negar que Venancio he crimino-
so de morte : porm como tal elle linlia direilo a
um patrono : vos o fosles, e cu nao vos censuro
por isso. Na occasiao solemne, em que linheis de
envidar vossas forjas para tirar um criminoso das
garras da justira, em vez de defensor, fosles aecu-
sador! Nao vos admiris ; porque estou bem in-
formado da sessao judiriara cm que respondeu o as-
sassinu Venancio f Ningucm fcnni-a, que Venancio
fo capturado por osforcos do ex-pre*idcnle Dr. Sa-
raiva : 11 i 11 _-111-r 11 ignora o tacto criminoso de que he
elle aecusado : lodos sahem da profselo escanda-
losa, que cerlo individuo tcm desenvolvido cm favor
desse sicario! Pois bem : Dizci-me aeora : Em
que termos, meu Dr., fizestes a vossa defeza 1 A
adminislracao do Sr. Saraiva, a mudanca da capital
(facto que o fez cahr na vossa execrado e no res-
pcito c vencracSo de lodos os Piauhye'nses foi a
base da defeza de Venancio Jos, de Souza Foi
nesse terreno, honesto adrogado, que manejastes a
arma de vossa defeza Que rplac,ao ha, que ponto
de contacto entre o assassinato perpetrado por Ve-
nancio Jos de Souza, e a mudanca da capilal'! Por
ventura lodosos mejos de que lance m3o um advo-
gado para a defeza de un) criminoso podem e
devem ser rlassilicados de honestos?Cerlamenlc
que nao. Seria acaso a prisao de Venancio urna
perseguicao, promovida pelo Sr. Saraiva t Tambem
nao : a opiniao publica raras vezes mente E o de-
poinienlo de teslcmunhas contestes, nao sao caslellos
de ar que o vento leva. Para que Venancio fosse
absolvidn por 11 volos, alm da escandalosa pro-
lecrao que leve, alm dos empenhos, foi necessariu,
que seu advogado lizesse um discurso bemeloquente,
potico mcsino, contra a mudanza da capilal, c aba-
fasse com seus gritos o depoimenlo das lestemunhas'
(como faz talvez o povo cm Inglaterra ?) chamando-
as calumniadoras, e atemorisando-as Nao he es-
se um expedienle bem honesto, meu Dr.'! Muilas
circunstancias se deram nessa occasiao, que eu dei-
xo de apontar ; porque o faci da absolvicao de Ve-
nancio, considerado sem todas as cirrumstancias,
que o presidirn), e simptesmenle como acabo de
dcscreve-lo, basta para demonstrar a pouca mora-
lCdade, c nenhuma circumspecr,ao que liouve da par-
le de seu patrono, de seu advocado E pois, meu
Dr., nao vos ceusurci, como dizeis, pelo fa cto do
haverdes defendido a Venancio, e sim pela maneira
para mira nova c cslranlia, porque o fizestes : c nem
de minlias palavrassepodecomprehcnder oulra cou-
sa, salvo se quizerdes dar ellas signilicarao, que
nnnea tiveram, como he do vosso costurae;por
que eu disse \aquelle que deseja os interesses mo-
raes de seu paiz, iiflo ro no sanctuario da lei, no
proprio tribunal do jury representar o papel que
represent S. A", na defeza de l'enancio !
Creio, que foi pouco mais ou menos isso o que
disse, salvo a redaeao.
O papel que represeotaslcs, meu Dr., foi o de
detractor do Sr. Saraiva, papel, que cu c toda a
redaeao da Ordem, nao podemos representar (co-
mo bem dissestesj porque arelaran da Ordem nao
esl com a consciencia polluida, tem muilo fundo
de justira. sabe pro/aro mrito, e rcspcilar a honesti-
dad" e a viitude...
De proposito me quitesles comprehender mal,
meu Dr.. para lerdes occasiao de mostrar saber c
erudirao ; e de ao mesmo lempo qualificar-me com
muito espirito, porm sem nenhuma reliqiosilade
de parvo e de tolo, esquecendo-se do M rui^ur
tribuere. Asradec,o-vos a Hdto qne rae destes dos
sedicos principios do direilo criminal.
Permilta-me, meu Dr., que nesta occasiao eu cs-
(ranbc a vossa falla de modestia, quando vos incul-
cis de profuudo saber, ao pas ignorante, parvo, e nao sei que oulro epilhelo.
Qual j (oi meu Dr. o louco que dissesse, eu sou
sabio, eu achei a sabe loria Nao sabis, que igno-
rante, parvo e tollo, he aquello que se suppoe sa-
bio ? Esse apanagio da div hulado, vos o nao podis
ter ; s vos he dado pretender u de crdito, e isso
bem difficilmeiitc.
Pergunto-vos : Qual he o vosso mrito identi-
fico? O que valis como cscriplor publico? Onde
parain os grandes monumentos de vossa intelligen-
cia ? Que obras de scieneia por abi existera em cu-
jo frontispicio se lcia vosso nome'.'
Essa vossa pretencao, men charo Dr. grande in-
vo merecer boa hospitalidade, porque... quem
ouza dize-lo '.' porque nao son do Piauby devo
ser repellido Esse he, meu l)r vosso generoso
principio Sou brasileiro, mas nao tenho direito a
ser bem recebido, a oceupar urna posicao no Pauhy,
Nflo lie assim ? Nao he iaso o que significa ser ave
de arribac.au 1 Nao lie esse o amago do vosso pen-
samento, fundo tenebroso de vosso provincialismo ?
Os homens sensatos, meu Dr., dirao se tendesrazSo,
e faro o os commenlarios a vossa mxima ante so-
cial.
O provincialismo, como o comprehendeis, e como
o comprehendem algumas caberas estouvadas,(t;hee
ha du ser o cancro do progresso e ci v ili-arau do nos-
so paiz, al que lodos os Brasileiros se conveiiram
de que elle- constilu'em urna grande familia, que
s poder ser forte unida ; que o provincialismo e o
egosmo nasceram juntos, e devem morrer conjunc-
lamenle ; porque egosmo e provincialismo quer di-
zer retrosradar..
No artigo do Oeirense n. II que tem por titulo.
Quando os presidentes de proiiacia sao dignos de a-
mor e respeilo, muile vos occupasles de mim, c
por modo bem estranho, e certamenle improprio de
um bomem bem educado.
Nesse artigo me cobristes do lodos os improperios,
e dos mais injuriosos eptetos sem vos lerabrardes
certamenle de que lodos elies sao oulras (antas es-
padas de dous gumes, que tambera ferem o agressor.
sem vos lerabrardes de que os posso devolver, sem
vos fazer injustica...
Como escrevo sta caria para o publico, cu devo
m.isti ar-lbe a phrasealngia de que lito bellamente sa-
bis usar em vossos artigos.
Essas perolas, que me vou dar ao Irabalho de ca-
tar, darn una lisongeira idea da pomba -em le !
Eis aqui. llaixo indigno ril adulador
dscolo perverso indigno tolo depravado
falto dedtgnidade celhaco tratante ril
lisongeiro traidor i patria netcio vicioso
dcsjsisado criminoso o mais urna eufiada de
perolas, que Muflo enrontra de cerlo no vocubulario
do mais dcsprczivel gaiato das ras! He essa a lin-
cuai:em de que usaes, meu Ur. vos que dizeis ter
mais de 40 annos de idade, que j occupasles duas
presidencias, (!!!!) que j liveiles assento no par-
lamento do paiz ( 1 ).
Esses (lutos, que vos deviam recommendar ao
respeito publico, vos os tendes rasgados, e ja de na-
da vos poden) servir.
O publico j nflo vos olha senio como o homcm
etertVQ de suas pa\es, de seus unos inslinrtos, co-
mo um liomem iujusto.
Asdecepeics porque tendes passado (2), vos lera
feito um hornera iutratavel, un mao homem final-
menle ; porm vossas desgracas, meu Dr., provm
de vos mesmode vosso genio, do vosso carCalcr.
Vos nao leudes um amigo, porque os nao podis
ter.
Aquellesque vos cercara e applaudem sao os vos-
sos maiores inimigos, porque vos eslo traliindo e
comprometiendo a cada instante, e sem que osin-
lais, vos estis prestando a ser dcil instrumento de
suas paixcs:Vos nflo tendes um amigo : pelo con-
trario um cortejo imnienso de indisposirOcs vos cer-
ca por toda a parle. Por todas as provincias, por
onde leudes andado, quaes sao as sinceras svmpa-
Ihas que lendcs conquistado ?
Como liomem poltico, quaes vossos principios,
quaes vossas creneas? Vos meaceusais Me verstil)-
dadp, e eu vos desafio para que ipouteis um acto de
versalilidade em minha vida polilica Vos nao o
podis apontar, porque para mim ainda nao houve
jureruo de afflicriies, e oulro tanto porm nao suc-
cede I vosso respeito No paiz todos cstao autori-
sados a encarar-vos romo um oulro Jano, ou cmo
outraandorinha (dai-me Hcensa), que assisteno re-
nto da prosperidade, e desapparece no invern das
afflicres E he assim, que nenhum partido polti-
co vos quer em suas lileiras ; porque sois lo promp-
lo no alistamenlo, quam fcil na doserco.
Podia muilo mais dizer-vos, meu Dr., porm n.lo
o quero fazer, para nao abusar da paciencia do pu-
blico.
Contenlo-me com o q(:e fica dito, muilo de cerlo,
para minha defeza, e pouro, considerando que me-
recieis resposla mais frisante, mais eneruica, mais
incisiva.
Ao concluir esta, devo dizer, que nao vos tenho
m vonlade, e que continuo a ser De Vmc. atlen-
cioso etc. etc. Jos Martin* Vereira de Alencastre.
Hamburgo, consignada a Bruon Praeger & Corapa-
nbia, manifcslou o seguinte :
1 caita fazendas, 11 barricas cevadinba, 110 gar-
rafas sag ; a F. G. de Araujo.
67 canas diversos leeidos, 1 dita ditos de seda, 8
ditas miudezas, 8 ditas ferragens, 2 ditas espadas, 21
ditas charutos, 1 dita saboneles, 21 ditas obras de
vidio. 1 dita amostras e miudezas, 58 presuntos,
150 volumes papel deembrulho, 2 caixas papel, 1
dita balas de vidro, 6 ditas couros envernisados, 12
barricas repolho, 51 caixas queijos, 4 ditas salame, 3
cubas bichas, 2 pecas carne de fumo, 10 caixas gom-
ma lacre, 2 ditas oleo, 1 dita alcanfor, 1 volume
flor de (Iba, 4 barricas alvaiade, 2 ditas pedra ume
3 fardos raz de altheia, 20,000 botijas vasias, 12 ta-
huas, 1 caixa livro- em 1.rauco. 8 toneladas ped a-
para lastro ; a Bruon Praeger & Compauha.
3 caixas pauno e casemira ; a Scliafbeitlin &Com-
panhia.
1 caixa pannos; a Manuel Joaquim Ramos e
Silva.
2 caixas couros envernisados; a Domingos Alvos
Malheus.
2 caitas e 1 barrica obras de fabrica ; a Brander a
Brandis & Companhia.
1 caita c 2 fardos tecidos de lAa, 1 camoda e5
pacoles amostras, 1 caixa boldes, 1 dita tecidos de
seda e algodao, 1 dita ditos de algodao ; a J. Keller
& Companhia.
1 ca\a obra- prateadas, 1 dita agolbas, 4 pacoles
c um embrulho amostras, 20 barricas genebra, 2
caixas pe Unces para sapalos, 5 dilas couros enver-
nisados, 1 dita fcllro para chapeos, 10 barris alvaia-
de, i caixas pannos, 3 dilas lilas de aliiodao, 2 ditas
chales de barege, 11 dilas meias de alcodao, t dita
chales de dilo, 1 dita fitas de seda, 1 dita botes de
madreperola, 2 ditas livros em branco, 13 ditu
brins, 2 ditas gomma lacre, 1 lata gomma, 2 dilas
bolachinha, 1 caixinha ouro cm tulla, 2 caixas cou-
ros de boi; a N. O. Bieber & Companhia.
3 caixas obras de ferro e de aro; a E. II. Wyall.
1 caita brinquedos, 2 ditas oleados, 3 dilas car-
leiras, 4 ditas couros envernisados, 2 ditas miude-
zas, 1 dita boloes de madreperola, 40 garrames cc-
vadinha ; a ordem.
10 barris, 10 volumes c 2 caitas bebidas espiri-
tuosas, 2 caixas tecidos de algodao, 2 fardos dilos
de laa, 2 pacoles amostras, 1 caita ferragens, 4 ditas
filas, 2 fardos barbante, 3 caixas pertences para sa-
palos de laa, 1 dita couros ; a Timm Mousen
Vinassa.
1 caixa agulhas, 15 dilas meias de algodao, 1 pa-
colc amostras, ; a Rothc Bidoulac.
1 caixa filas para chapeos de seda e de seda e al-
godao ; a Chrisliani.
4 caitas lecidos de seda, 1 pacole amostras, 17
caixas tecidos de algodao, 1 dila fio de linho, 2 di-
tas tecidos de laa e algodao, 1 dilo dilos de seda e
algodao ; a C. J. Astley & Companhia.
6 caixas miudezas, 1 dita amostras ; a J. C. Rabe.
1 caixa tecidos de algodao, 1 pacole amostras; a
J. II. Gaensly.
1 caita papis, impressos c carias geograpliicas:
a as-orinean commercial.
Barrara S. Bernardino II, viudo de Alagas, ma-
nifcslou o seguinte :
I midile machado-, 10 dilos faenes, 1 caixao
goinjpa lacre, I dilo espingardas, 4 barris chumbo,
2 raiv'es calungas; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Reudimenlo do dia 1 a 13.....6:5449389
dem do dia 14........ 7859973
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
tica, para o producto da arremalacao ser depositado
na Ihesouraria desla provincia al ser convertido em
apolii.es da divida publica, sendo a siza paga a costa
do arremtame.
E para que chegue a noticia de todos, mandei
passar edilaes que serao publicados por 30 dias no
jornal de maior circularlo, e afiliados nos lugares
pnblicos.
Dado o passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 le agosto de 1834.Eu Manoel Joa-
quim Baptista, escrivao interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
DECLA1UACO ES.
COMMERCIO.
'BACA DO REC1 FE 14 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacOcs ofliciaes.
Cambio sobrel.ondresa 60 dias, 27 1|4 d.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia la 13.....121:6379361
dem do dia 14........18:4799785
7:330*388
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 13..... 4329565
dem do dia 14........ 829792
5159357
110:1179149
lelligencia, be por demais ridicula c pedantesca, e
creia, que lera produzido no publico om effeito ad-
miravel!
Todos se admiram do pouco escrpulo cora que
alardeis de sabio, o capacidide lilleriria : mas ou-
lro tanto nao succede comigo ; porque estou j cos-
tumado ver o meu Dr. elogiar-se.iucensarseus pro-
prios actos, dar-se o mrito, que nao lem, no pro-
prio jornal, que exclusivamente redige.
O bom Dr. se parece bem com aquella sacerdote,
que dizia a missa, locava os foguetes, repicava os si-
nos... ou melhor, parece pertencer a essa classe de
maniacos, que sesupoera predestinados para grandes
cousas, que julsam ter descoberto a quadratura do
circulo, e fabricado a pedra philosophal... O meu
Dr. se er destinado para effecluar a regenerarlo do
Piauby Nao he assim Ide adianto.... prose-
gu... nesse proposito, que a lium mi dale vos ha de
agradecer e recompensar os vossos extremos.....
Agora, meu Dr.. permilli.'que cu apprecie alguns
tpicos dos arligos, em que sou lembrado.
Refirindo-vns redaceflo da Ordem, de que Icnho
feito parle, dizeis que ella se compededous indivi-
duos sem Dome, sem fama, sem precedentes honro-
sos, e com muitos faclosque os aviltam, sccuudo me
enformam... ele.
Cerlo de que os mcus collcgasda redaccao respon-
dern aoSr. Sarment, eu s rallarei de mim.
No Piauby, meu Dr., onde cscrev eis, eu tenho um
nome, e bem conhecido, tenho numerosas retardes,
como certamenle n.1o tendes. Fura do Piauhy, eu
sou conhecido cm minha provincia onde fui educa-
do oas mximas do Evangelho, c na crenca de Dos.
onde leuho rctacoes, onde sou eslimad'o por todos
quantos me conhecem: fora da Babia lodos igno-
ran) quem en seja, porque a minha modesta posicao
de empregado provincial nao me permute um largo
circulo de rclaees desde o Prala al o Amazonas.
He cerlo que nao tenho fama, ou nomeada, porque
cm minha idade ninguem a pode ler ;porem se boa
reputarao be fama, se vale ella alguma cousa, eu
tenho o orgulho de dizer-vos, que a tenho hem con-
solidada entre os que me conhecem Fallis em
precedentes que me nflo honrara, como se o pu-
blico se contenta, com dizerdes mim : leudes
precedentes que vos aviltam Ah"! Qualro anuos
de vida publica sao os precedentes'de minha vida,
quepcrleucem ao dominio do publico.
Ser empregado honesto ; ler merecido sempre a
confianra dos qne me esiao superiores ; ler sempre
gozado da consideraeao publica ; ser eslimado al
pelos meus proprios inimigos polticos sao, meu Dr.,
os precedcnles que me aviltam : sao aserie nao in-
lerrompida de indisnidades c baixezas, de que fal-
Jais... Meu Dr., quando se calumnia um homem,
quando se mente para o publico esse publico, se
be justo esensaln, cnslunia vingar o calumniado com
o desprezo do calumniador....
Naosabes que o Piauby me conhece bastante E
porque me fazeis aecusacoes vagas, c prfidas ; por-
que me emprestis qualidades, que eu nao lenho,
que ainda ninguem recouheceu em mim, e que s
vos, que me nao conheceis, podcsles desrohrir ".' '
Porque, meu Dr., nao aponlasles os nomes desses
assassinos ferozes e ladrees pblicos de que di-
zeis, ser eu conviva 1 > Scrflo por ventura esses
assassinos e ladroesos meus amigos,ou urna eraudc
parle delles, lodos vossos patricios, Piauhv cuses
distinclos e honrados ?
A quem tenho eu, como jornalisla, louvadn c ap-
plaudulo, senfloa magistratura de vossa provincia,
aos empreeados da justira, que uo pacluam com o
crime, c a quem se deve a segaranea de vida e pro-
priedade, de que estamos gozando, e aos bous em-
pegados, e bous servidores do estado > Como cs-
criplor publico, s esses tenho louvado.
Os homens, cem que vivo mais intimamente li-
gado.com quem convivo, sao Piaiihvenses honrados,
conecituados, honestos ; nao sao "assassinos e la-
dros, meu Dr: I Eu, e meus amigos nos admi-
ramos da sem ceremonia com que barateis ommsas,
vos, que vos chamis pomha sem fel, que vos des-
vanecis de ser honrado, dcsinteressado e indppen-
deute !! !! .
Nao me posso esquecer, meu|Dr., de fallar em urna
que-l.io. que chamastes para o dominio da impren-
sa, o que leudes feito dola um cavallo de ba-
talha.
Contra mim imocais o provincialismo!! Meu
Dr., procura-ios urna arma bem fraca para rae com-
baler.
Quem nflo reconhecer urna h\ pocrizia no vosso
provincialismo de boje 1 Quem nao v, que vossos
e-i re no- de agora pelo l'iaulr. ; onde leudes pres-
tado bem relevantes serviros! ) he urna prava, do
quanlo tendes sido para com elle ingrato?
Deixemos purem isso de parte, e vamos a analyse
do vosso pensamenlo. Chamais-me ave de ar-
ribarlo.Em meu modo de entender, quer in di/01
que sou hospesle, sem direito de ser acolhido. Por
maior que seja minha dedicaran ao Piauby, nao de-
Deiearregam Aoje 15 deselembro.
Barca ingleziSeraphinamercadorias.
Barca inglezaGenecieceferro e carvao.
Patacho dinamarquezAnna enharina bolijas
vazias. i
Patacho brasileiro/rppranfa^mercadorias.
Importar; a j.
Galera ingleza Seraphiwi. vaua de Liverpool,
consiguada a Johmton Pater & Companhia, mani-
festou o seguinte :
20 fardos t 6 caitas tecidos de algodao, 1 embru-
lho pertences para csrriplorio; a Rosas Braga &
Com|ia libia.
6 caitas roupa fcila, 2 fardos lecidos do laa, 29
caitas dilos de algodao, 1 dila panno ; a Deanc
Voule & Companhia.
.30 barris manteiga ; a Rothe & Bidoulac.
41 fardos lecidos de algodao; a Me. Calmont &
Companhia.
33 caixas o 11 fardos tecidos de alcodao, linho e
laa e fio d'algodao, 8 caixas tecidos de laa ; a Rus-
sell Mellors & Companhia.
1 caixa charutos, 50 ditas eoito fardos lecidos de
algodflo, 78 barris oleo de linhaca, 280 barris chum-
bo. 50 barris manteiga, 3 fardos tecidos de linhu ;
a C. J. Astley & Companhia.
1 caita miudezas; a E. Didier & Companhia.
1 caixa pintura, 2 fardos c 1 caixa tecidos de al-
go lao ; a Brunn Praeger & Companhia.
31 caixas e 51 fardos lecidos de algodao : a J. Ry-
der & Companhia.
1 caita eslropos para navalhas, 26 barricas ferra-
aens, 2 fardos fio, 1 barrica amostras de louca ; a
E. H. Wyall. ^
10 caixas c 51 fardos tecidos de algodao, 2 caixas
meias de dito, 1 fardo lecidos de laa ; a Fox Bro-
Ihers.
8 caixas e 18 fardos tecidos de algodao ; a Ros-
Iron Bunker i Companhia.
3 fardos tecidos de linho, 5 caixas e 1 volume
miudezas, 27 caixas e 20 fardos lecidos de algodao,
1 dito ditos de laa, 8 volumes cordao ; a Adamson
Howie \ Companhia.
38 fardos, 53 caixas e 6 volumes lecidos de algo-
dao, 1 fardo lencos do algodao, 6 caixas lecidos de
dilo e linho, 6 caixas e 1 fardo dilos de linho, 3
caitas meias, 100 barris manteiga, 1 barril vinho, 3
volumes com um cabriolct e arreios. 50 giaos e 1
cesto amostras de louca ; a Johnston Pater ; Com-
panhia.
3 volumes lecidos de laa, 2 caitas dilos de linho,
58 fardos c 13 caixas ditos de algodlo. 28 caixas ves-
tidos de cassa, 1 dila ditos de seda e laa, 1 dita gr-
valas ; a Patn Nash 4 Companhia.
100 barricas seda. 60 mlhos ps, 10 dilas enta-
das, 4 dilas e 1 caixa ferragens, 6 barricas culila-
ria : a ordem.
1 cesto conservas ; a C. C. Johnston.
20 caitas e 12 fardos lecidos de algodao, 1 fardo
ditos de lia, 1 caita magnesia ; a James Crablree &
Companhia.
1 caixa lencos, 21 dilas lecidos de algodao, 1 dila
meias de dilo, 3 ditas lecidus de 15a ; a J. Keller r\
Companhia.
2 fardos, t caita, 1 barrica c 1 volume drogas ; a
J. da C. Bravo.
\H caitas espoletas, 2 fardos lecidos de algodao ;
a N. O. Bieber & Companhia.
1 caixa sellins ; a J. Pmlo A Companhia.
479 toneladas, 27 quintaes, 1 arroba e 40 libras
ferro. 12 barras, 1 embrulho e 60 caslings idem, 20
toneladas idera bruto ; a D. W. Bowmann.
5 caitas lecidos de algodao, i diti lencos de seda
e sellins ; a A. C. de Abren.
24 fardos lecidos de algodao ; a Brete & Com-
panhia.
2 fardos lencos ; a B. Brocks.
2 caixas cobre, 8 fundas dilo; a Barroca & Castro.
1 fardo bico de algodao e meias, 1 caixa amostras;
a Feidel Pinto & Companhia.
3 volumes toucinho ; a R. Royle.
1 caixa tecidos de laa ; a J. J. V. de Miranda.
1 barrica ferragens ; a Brander a Brandis.
12 celindros, 8 rodas e 4 caixas machinismo, 1
caixa manlimenlos, 2 barris carne, 2 barricas cuti-
laria, 70 barricas salilrc, 15 barris oleo deJJnbaca ;
a S. P. Jolinslon & Companhia.
10caitas e 17 fardos lecidos de algodflo, 50 barris
manteiga, 1 caita pinturas ; a H. Gibson.
Ilarcara Feliz I entura, viuda da l'araliiba,mani-
fcslou o seguinte :
16 pipas viuho, 212 barras chumbo, 4 saccas cr-
va-docc ; a Manoel da Silva Sanios.
5(10 rouros salgados ; a Francisco Radich.
Polaca hespanliola Elisia, vinda de Buenos-Av-
res, consignada 1 Aranaga & Bryan, manifeslou
seguinte :
40 pipas graxa ; a ordem.
Vapor inslez I.usitania, vindn de Liverpool, con-
signado a Deauc Voule A; Companhia, manifcslou o
sesuinte:
1 sarco 100 libras esterlinas, 1 dilo amostras ; a
Rosas Braga & Companhia.
2 caixas isuora-se o contedo; a ordem.
1 dita idem, idem ; a E. Didier & Companhia.
1 dila idem, idem ; a Demesse Lcclere A Com-
panhia.
1 embrulho idem, idem ; a L. Lecnmle Feron &
Companhia.
1 caixa amostras ; a E. II. Wyatl.
Escuna dinamarqueza .mia Calharina, viuda de
il: llaja vista urna celebre carta impressa no
Oeirense n. 11, que redaccao da Ordem dirigi o
inspector MaVreiros Caslello-Branco.
(2j Sao lao grandes, que lem feilo do nosso Dr.
um eharlatiio Sera cerlo que o Dr. infringindo a
lei, lem passado de jurisconsulto a medico ? Dizcm
que Smc. assigna as reccilas! Nao duvidamos, por
que o IHustre Dr. lem enragem para muilo mais.....
A Orden.)
Exportacao'.
Rio Grande do Sul com escala pelo Rio de Janei-
ro, patacho nacional .Voco Temerario, de 144 tone-
ladas, conduzio o seguinte:520 alqueires sal do.
Assi'i, 301 barricas com 2,508 arrobas e 37 libras de
assucar, 20 pipas com 3,680 medidas de cachaca, 5
barris de 5." c 1 pipa com 368 medidasde espirilos,
520 alqueires sal do Ass, 301 barricas com 2,489
arroba e 5 libras de assucar, 20 pipas cachaca, 1
dila c 5 barris de 5." espirito, 2 caixotiuhos volumes
do Ibesouro homeopalhiro.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 13.....7:5699825
dem do dia 11........1:7459566
As malas para as ageucias de Garanhuns, Bo-
nito, eCaruar, serao fechadas hoje l ao meio dia.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa Vista
foi recolhido cadeia o cabra Joaquim Jos de
Sjiii'.viina. que suppoe-se ser escravo, e chamar-se
Ambrozio : seu seuhor justifique o seu dominio pe-
ranle a mesma subdelegacia.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa Vista,
foi apprchendido em mao de um cargueiro um ca-
vallo (russo sujo), que se suppoe furia lo : seu dono
justifique o seu dominio perantc a mesma subdele-
gacia.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo em cumprimeufo do
art. 2do 1 caulameiilode 14 de dezembro do 1852,
faz publico que form aceitas as proposlas de .loan
Pinlu de hemos Jnior, Luiz Aatonio Pinto da Sil-
va, Souza & Irmao e Ricardo de Freitas Ribeiro,
para fornecerem, o 1 100 meios de sol branca gar-
roteada a 7000 rs. ; o 2 a eucadernar,ao de um
missal por 89OOO rs. ; o 3" 13 resmas de papel al-
majo a 299OO rs., 3 dilas de dito de peso a 29900 rs.;
o 4 catbecismode Monlpelier 20 a igOOOrs., cartas
de a, b, c, 120, a 60 rs paulas 20 a 40 rs., tinta
prela garrafas 12 a 480 rs., areia pela garrafa 1
por 400 rs., pennas de Raneo 500 a 610 rs. o centro,
lapes 122 a 240 rs. a duzia, ditos de louza 50 a 10
rs., synopsis da historia do Brasil pelo general Abreu
e Lima 15 a 19600 rs., Ibesouro da mocidade Porlu-
gueza por Roquelle 20 a 29OOO rs., tratado dos deve-
res dos homens por Silvio Pellico 5 a 400 rs., eco-
noma da vida humana por Roberto Donsley 25 a
320 rs., resumos da duntrina christaa 23 a 80 rs.,
arithmetica pratica por Collaco 20 a 19280 rs., (ras-
lados de a, b, c, 40 a 60 rs., dilos de bastardo 40 a
60 rs., ditos de baslardii.ho 30 a 60 rs., macos de
obreias 3 a 60 rs. e avisa aos supradidos vendedores
que devem recolber os referidos objeclos ao arsenal
de guerra no dia 16 do correle mez. Secretariado
conselho administrativo para fornecimenlo do arse-
nal de guerra a 13 de selembro de 1854.Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Comellio Administrativo.
O conselho administrativo em comprircento do
art. 22 do regulamentode 14 de dezembro de 1852,
faz publico que for,un aceitas as proposlas de Timm
Mousen iV Vinassa o Guilherme Luiz de Almeida,
para fornecerem, o 1 160 covados de panno preto
para polainas a 29200 rs. ; o 2o duas caitas com vi-
dros a 129000 rs. c avisa aos ditos vendedores que
devem recolher ao arsenal de guerra os referidos ob-
jeclos no dia 16 do correte mez. Secretaria do
conselho administrativo para fornecimenlo do arse-
nal de guerra 13 de selembro de 1854.Bernardo
Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Pela mesa do consulado provincial se iiiiiuii-
cia. que o triraesle addicional doexercieio de 1853 a
1851, espira no ultimo do correte, recolhendo-se
respectiva Ihesouraria nessa epoca todos os livros
pertencenlcs a semelhanle exercicio, para seremex-
ecutados os contribuintes ; assim pis avisa-se (a
lodos; que dcixaram de pagar decimas eoutros im-
poslos, que concorram a pasar seus dbitos al o dia
ultimo do mez acuna mencionado.
carga, paisageiro e escravos afrete, tra-
ta-se com Hachado & Pinheiro na ra do
Vigurio n. 19, segundo andar ou com o
capitao Jos de Campos Magalhaes na pra-
C-a do Commercio.
Para' o Rio de Janeiro sahe at o
dia 25 do corrente o brigne Sagitario
de primara classe, o qual tem ja' a maior
parte de sen carregament, para o res-
tante, passageiros e escravos trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carrico: na
ra do Collegio n. 17, segundo andar, ou
com o capitao a bordo.
Vende-se o hiato Carolina, com boa lancha,
ferros, correnles, missame lodo novo, assim como
lodos os mais pertences em bom oso : os pretenden-
tos se pndeao dirizir a bordo, defronte da venda do
caes do Ramos para ver. e a tratar na roa do Qoei-
mado n. 44.
LEILOES.
Schafheillin & Companhia nao tendo lido
lempo para a venda de todas as fazendas averiadas,
recebidas por diflerenles navios, continuarlo por
eonla e risco de quem pertencer, o tea leilSo das
mesmas, na sexla-feira, 15 do corrente, as 10 horas
da manbia, em seu armazem da roa da Cruz ; e em
cominuacSo ao mesmo leilao venderlo grande sorti-
niento de oulras fazendas limpas, o proprias do mer-
cado.
O agente Oliveira far leilao de porcSo de ob-
jeclos pertencenlcs a navio, consistiudo em velas,
vergas, pecas de cabos de cairo, ditos de linho, palol-
las com correnles de Ierro, tinga com dita, pediros
de correnles de ferro, inoitoes, mesa de caraira.
prumo e linha, rolo de cordas para barquiuha, por-
cao de cordas de linho, saceos com eslpa de calafe-
tar, barris com carnes salgadas da vicca de poreo,
de superior qualidade, latas com conservas de sopa,
e carnes conservadas, 220 barricas abatidas, 1 balan-
ca com braro e peso* de ferro, porcao de verniz em
barril e latas de dilo, agua-raz, tintas de diflerenles
cores, e muitos outroi rticos miudoa, proprios pira
nivio : sabbado, 16 do corrente, as 10 horas da m-
nima, no Trapiche Novo.
9:3159391
CONSULADO PROVINCIAL"
Rendimenlo do dia 1 a 13.....8:3488729
dem do dia 14........9019383
9:2509112
MOVIMENTO DO PORTO.
-Varios saludos no dia 11.
Rio do Janeiro pelo AssBarca brasileira Mathil-
de, capitao Jeronvmo Jos Tclles, em lastro e
varios gneros. Passazeiros, .Manuel Rocha do
.\n-oiinen lo, Joao Jos de Nepomuceno.
Rio de JaneiroBrigue in glez Onega, rom a mesnia
carga que trouxe. Suspeudeu dn lameiro.
EDITAES.
A cmara njunicipal desla cidade declara que,
nao tendo apparecido lidiantes aos impostas da afc-
rico de mscales e boceteiras, de 80 rs. por carga
de farinba. e apenas um ao de capim de plaa ;
rcsolveu adiar para n dia 20 do corrente a praca
para arremalacao das referidas rendas. Pac da c-
mara municipal do Recife 14 de selembro de 1854.
Barao de Capibaribe presidente.Manoel Ferrei-
ra Aecioli, secretario interino.
O Dr, Coslodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da 1 vara do commercio nesla cidade do
Recife de Pernambucn, por S. M. I. e C. o Sr.
1). Pedro II que Dos guarde etc.
1'ac.o saber que por este juizo, se ha de arrema-
lar por venda em praja publica que ter lugar na
casa das audiencias no dia 15 do corrente mez.a urna
hora da larde, um carro novo de duas rodas, avaha-
do por 4OO9OOO rs. penhorado a Miguel Souger, por
eveeucaii do Eduardo II. Wvatl.
E para que chegue a noticia de lodos, mandei'pas-
sar o prsenle edital, que seri impresso nosjornaes
e dous do mesmo theor, que serao afiliados na praea
do commercio e na casa das audiencias. Dado e
passado nesla cidade do Recite de Pemambuco aos
13 de selembro de 1834 ; eu Manoel Joaquim Bap-
tisla, escrivao interino o escrevi.
Cnslodio Manoel da Silva Guimaraes.
. O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Eira. Sr. presi-
dente da provincia manda fazer publico, que no dia
5 de ouluhro prximo vindooru, peranle a junta da
mesma Ihesouraria, se ha de arrematar quem por
menos fizer a obra dos reparos a fazer-se na casa
destinada para cadeia na villa do Ouricorv, avahada
em 2:7509 rs.
A arremataran ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente anuo, c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo
ciimpareram na sala das sessoes da mesma junta, 110
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pemam-
buco 3 de selembro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreirada Annunriacao.
Clausulas especiaes paia a arremalacao.
i. Todas as obras sero feitas de conforir.idadc
com o urca men 1 u approvado pela directora em con-
selho, e apresenlado i approvacAo do Exm. Sr.
preaidente na importancia de 2:7.309.
2. As obras serao principiadas no prazn de 12
mezes, c concluidas no de 8 mezes, ambos conta-
dos na forma do arligo 31 da lei provincial u. 286
de 17 de maio de 1851.
3." O pagamento da importancia desla obra ser
feila em urna s prestaran quando ellas estiverem
concluidas, que serao logo realisadas deliniliva-
menle.
4." Para ludo o que nlo se adiar determinado as
presentes clausulas nem no ornamento, segnir-se-ha
o quedispe a respeito a lei provincial 11. 286.
Conformo O secretario,
Antonio Ferreira da Annunriacao.
O Illm. Sr. inspeclorda Ihesouraria provincial,
em cumplimento do disposlo 110art. 31 da lei pro-
vincial 11. 129, manda fazer publico para conbeci-
iiieulo dos credores hipolhecarios, c quaesquer in-
teressados, que fui desapropriada a Jos Joaquim de
Sania Anua, umacasa de laipa na estrada do sul,
que vai para a villa do Cabo, pela quanlia de 8O9
rs., c que o respectivo proprietario lem de ser pago
do que se Ihe deve por esta dcsapropriacao hvoque
terminar o prazo de 1.5 dias conlrados da dala des-
Ic, que he dado para as reclamar'.es.
E para rouslar se mandou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario por 1.5 dias successivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 5 de selembro de 1854.O secretario,
A. F. d'Annunriacao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes. juiz de
direilo da primeira vara do civel nesla cidade do
Recife, por S. M. I. c C, o Sr. I). Pedro II que
Dos guarde ele.
Face saber aos que o prsenle edital \ ircm e dclle
nolicia liverem, que no dia 22 de selembro prximo
0 -ni ule, se ha de arrematar por venda a quem
maisderem prace publica ueste juizo, que lera lu-
gor na casa das audiencias depois de meio dia com
assislcnria do Dr. promotor publico deslc Icrmo, a
propriedade denominada Pilauga, sita na fregoezia
da villa de Iguarassii, perlcncenteao patrimonio das
1 o cu lindas do convenio do Saiitissimn coracao de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade lem una le-
gua cm quadro, cujas extremas pesain do marco do
engciiho Monjope que loi antigamenle dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adianleao lugar
que chama ni Sapuraia da parle esquerda. e dahi
corlara bu-can lo o sul e alravessam o rio Iguaras-
sii, Pilanga, al cncher urna legua, c dalli parlo bus-
cando o nasccnle al cncher oulra legua, e dalli
buscando o norte donde principiou com outra legua
que faz ludo umi legua em quadro, com urna casi
de vivenda pequea de telha e laipa ha pouco aca-
bada, avahada por 5:0009000 rs., cuja arremalacao
foi requerida |ielas ditas reoolhidas em \ i ilude'da
liconoa que obliveram de S. M, o I, por aviso de
SOGIEDADE DRAMVTICA EMPREZ4RIA.
7.' RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 16 de setembro de 1854.
Depois da execuran de urna escolhida ouverlura
ser representado o bvo o edificante drama em 3
actos iulilulado
RAPHAEL
ou
OS 1A0S COMLIIOS.
Composso cm francez pelos Srs. (.armn e Gran-
ge, e Iraduzido em porluguez por J. M. Barbosa.
Versonagens. Actores.
Raphacl capitao de drages. O Sr. Cosa.
Adouso dito dilo. ... n Reis.
Gil Peres...... Sena.
Roaventura criado de Al-
fonso........ Monleiro.
.Mostr Andr eslalajadeiro. a Mondes.
Mara filha de Peres. A Sr. I). Orsal.
Enesilla.......a' a Amalia.
Frci Antonio......O Sr. Rozeodo.
Alvaro lenle. Pinto.
Rodrguez dito .... N. N.
Um hade. _..... Sania Rosa.
Irados criados, etc. A -cena passa-se em Ma-
ri d.
Os intercilios scro preenchidos com escolhidas
pecas de msica. Terminar o diverlimento com
a muito engranada comedia, (raduzida do francez,
em 1 acta, que se intitula
A MOLE! RA DE MARLY.
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
Ceara' Maranhao e Para'
com destino a estes dous portos
deve seguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
ve o mui veleiro palhabotc Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 1G, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Real companhia de paquetes ingleses a
vapor.
No dia 20
deile mez cs-
pera-se do sul
o vapor Great
ll'estern.com-
mandante
II asi, o qual
depois da de-
mora do cosi-
me seguir pa-
ra a Europa : para passageiros, (rala-se com os a-
genles Adamson Howie & Companhia, na ra do
Trapiche Novo n. 42.
Companhia de Liverpool.
Espera-se no dia 16
dos portas do sul o va-
por Brasileira, com-
mandanle Cox ; depois
7 da demora do coslume
sagoir para Liverpool, locando no portas de S. V-
renle, Madeira e Lisboa : agencia em casa de Deane
Voule & Companhia, ra da Cadeia Velha n. 52.
N. B. A mala deslc vapor fecha se no escriplorio
dos mesmos.
Para o A carac segu no dia i 4 do corren!e o
hiale Sobralense; para o rosta da carga c passa-
geiros, mla-ge com Qaclano l'.\ riaco da C. M.. ao
lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Aracal) segu em poneos dias o veleiro
hiale aCastro ; para o resto da carsa trata-se com
seu ronsienntarin Dominaos Alvcs Malheus.
Para o Rio de Janeiro segu na pre-
sente semana o muilo veleiro e superior
brigue nacional Damao : para o resto
da carga, passageiros, e escravos a l'rete,
Irala-sc com Machado t Pinheiro, na
ra do Vicario n. 10, segundo andar.
Para o Rio tirando do Sul sesue nesles dias o
patacho nacional Soto Temerario, capitao Jos Au-
lonio Candido de Souza ; para o resta da carga c
passasciros, trata-se rom Amorim Irmaos, na da
Cruz 11. 3| ou com o mesmo capilla a bordo.
BAHA.
Segu na presente semana para a
Babia a1 maca Rosario de Mara, ainda
pode receber alguma carga, a tratar com
os consignatarios Novaes & C., ra do
Trnpiolie n. 34.
Companhia LuKr~Bratlera.
Teiicionniiilo sabir de Liboa, cm :i do crreme, o
elegante c novo barco a vapor o I). Mara II, de-
vera aqui checar no dia 17 ; c seguindo para a Bas-
hia c Rio de Janeiro : receber passageiros a com-
modos as sogiiinles passagens, poden lo os inleres-
sados diricirem-se a ra do Trapiche n. 26 a Ma-
noel Duarte Rodrigues.
1." cmara 2.a cmara 3.a cmara
Baha I5f000'n. 4045UO rs. I85OOO rs.
RiodcJ.'JOSlIOO 725000 36D0O0 rs.
Para Buenos-A} res por Montevideo, segu
nesles dias a barca pnrlugueza Amazonas, a qual
oll'ereco excellenlescommodos e bom Iralamento pa-
ra passageiros ; os prelendenles dirjam-se a tratar
com Amorim Irmaos, na ruada Cruz n. 3, ou como
r.ipit.'ni a bordo.
Para o Rio de Janeiro segu com
brevidade o novo e veleiro patacho nacio-
nal Esperanca, por ter parle de seu
carregamento prompto: para o resto da
AVISOS DIVERSOS.
Srs. Redactores.Qoanto ambiciono o dom da
inlclligencia de um abalisado escriplor, para buscar
(erraos adeqaados de louvor.em que podesse com vi-
vas cores pintar o merilo I Todava como nunca
possui esse merecinento (que com pezar o digo) ve-
rei assim mesmo se cafe minhas rudes e debis ex-
pressoes poderei lecer oelogio qne merece quem tao
rredor se faz de tal escomi ; e quem ser '.' He o
nosso mui digoo e abalisado juiz maoicipal o Illm.
Dr. Sebaslio do Reg Barros de I.arerda, que no
dia 6 do correle nos deixou cheios de saudade, ae-
guindo para essa capital tomar assento na assembla
provincial. Nunca pensei que os Mamaogoapenses,
tivessem a gloria de possnir em sen seio um penhor
tao dislincto, e de lano vollo; esse honrado cavallei-
ro que tao prudenle e elequenlemente sabe adminis-
trar a juitice e desagradar com severidade aoe cor-
ruptos, a esses instigadores do mal, finalmente a
esses cancros roedores da sociedade. Quizera pois
que todos correasen) porfa respeitoeos a admirar a
elevada intellisencia, firmeza de carcter e recti-
dao de tan dislincto juiz, e que Ihe prestassem com
(oda a urbaodade o respeito devido aos seus altos
merecimentos, por ser quem veio pdr termo a lanos
desvarise equilibrar a ordem publica, seguranra
individual e observaran da lei. Praxa aos cos qne
o seu regresso seja dentro do majs corto esparo de
lempo, para nao presenciar a repeticao de seena
tristes, como j hoje se quizeram perpetrar.
Queiram ter a bondade, Srs. Redactores, inserir
este mal traoado. mas verdadeiro elogia, que maito
Ihe agradecer seu constante leitor.
O apreciador do mrito.
Mamanguape 8 de selembro de 1854.
O Sr. capitao Marceliino Jos' Lo-
pes, queira ter a bondade de recolher ao
cartorio do escrivao Araujo, no termo de
Iguarassu.os autos de inventario do bens
de Jos Carneiro, de que he inventaran-
te Manoel Thomaz Rodrigues Campello,
e em o qual sao nteressados o mesmo
Sr. Marceliino eoSr. Dr. Francisco Joao
Carneiro daCunha, os quaes autos o Sr.
Marceliino pedio em conanca ha dous
mezes pouco mais ou menos. Fatp o pre-
sente annuncio, porque devendo ser a-
quelles autos remettidos juntamente com
outrospara o juizo da primeira vara civel
desta cidade, em virtude de urna preca-
toria avocatoria requerida pelo Sr. Dr.
Francisco Joao Carneiro da Cunha,e que
ja foi mandada cumprir pelo juizo mu-
nipal de Iguarassii, vim a' esta cidade a'
toda a pressa e baldados teem sido os meus
esforros para encontrar o Sr. capitao Mar-
celiino, ainda mesmo em sua casa ; pelo
que tenho bem fundados motivos de que
aquelle senhor se oceulta para me nao
entregar os autos. Recife 14 de etembro
de 1854.Adolpho Manoel Camello de
Mello Araujo.
Guilherme Augusto Rodrigues Set-
te, faz publico, que esta' na posseli e desembaracada dos seus escraros
Claudio e Joanna, pardos, casado*, os
quaes, sua mulher D. Anna Joaquina ce
Mello havia vendido illegalmente em sua
ausencia, e como se negasse a restituir o
dinheiro que havia recebido pelos ditos
escravos, oannunciant para que a com-
pradora que loi a I lima. Sra. D. Anna
Junquilla Litis Vanderley nao soflresse
prejuizo, a ndemnisou do preco do* es-
cravos, ciza e juros, por meio de urna
lettra que Ihe passou.
Precisa-se de nm feilor que entenda de ptan-
lacAo de arvores de espicho e jardim : qaem estiver
nesle caso appareca 11a ra do Rrum n. 24 arma-
zem.
Precisa-se de urna cscrava que seiba enzinhar o
engommar, para casa de duas pessoas de familia, pa-
sa-so bem : na ra eslreila do Rosario n. 20 se-
gundo andar.
Engommi-se com perfeicao qualquer qualidade
de roupa; na ra da Assumpciio n. 36, 2.andar.
O abaixo asslsnado faz seiente aopubllco que
lendo alugado ao Sr. Mililo de Souza Montene-
gro, caiieiro que foi do Sr. Manoel Ignacio de
Oliveira Rrasa, um cavallo prelo feichado, com
idade de 7 para 8 annos, juntamente um nutro ca-
vallo russo sujo, com crinas e cauda preta, tendo
ellas meias quebradas, com duas .pequeas dianas
no espinhaco.proveniente dn sellim;este foi alosa-
do a um rapaz, que era conhecido do mesmo Mi-
litan, e romo al o prsenle nao tenha apparecido
e he proyavel que Ihes desse descaminho ; por isso
prde-se qualquer auloridade ou particular, quo
soubcrem delles ou noticias liverem. queiram dar
parlo a seu douo na ra da Senzalla Velha o. 114
que seno bem gratificados: declarando que oe ea-
vallos tarm atusados no domingo 1(1 do correle,
e o rapaz que se diz conhecido de Militio, lem
por apellido Providencia Divina.
Joaquim Pees Pereira da Silva.
. Desapparecen no dia 13 do correte met, urna
crionla por nome Luzia, de 35 annos de idade, alia,
corpo regalar, rosto comprdo, olhospeqaenos, quei-
xo comprdo. racio barbudo, na man esquerda falta
no quarlo dedo a rabera do dedo.levnu vestido rooxo
de chita, um chales de seda rouxo velho: quem a li-
ver ou souber delta leve-a ao paleo do Carmo casa
terrea n. 6, que ser recompensado.
Desappareceu no dia 12 do correnle as 7 horas
da noile. urna preta da Cosa, de eslatara resular'
cor prela, levando vestido de chita usado com as-
sento encarnado, chama-se Anna, lem urna es-
pecie de coroa na cabera por ransa de (aboleiro, e
levou panno da Costa osado: quera a pegar leve
a ra da Concordia 11. 26. ou no largo do Colle-
gio hiberna confronte ao Passeio, que ser recom-
pensado.
Desappareceu da ra Nova, taberna n.l), um
cavallo alazao caxilo, magro, e com cangilha: quem
o adiar leve-o a mesma taberna que ser recom-
pensado.
Pede-sc ao Sr. Antonio do S Cavalcanli J-
nior, morador no engenho Campo Aleare da comar-
ca de SantoAnlao, que no prazo de 15 dias veoha a
esta praca concluir um negocio que Ihe no he es-
tranho, pois que a pessoa que se comprometleu no
mesmo negocio lamhem (em deverea a cumprir, e
nao pode esperar mais (empo ; porlanto se nao vier
ou mandar, como Ihe cumpre, no se queixe dos
meios que se hincar mo (indo o prazn cima diio, e
veja que ja hasta de conlciuplaces com quem nlo se
importa de compromeUcr A boa fe.
(Juem precisar de urna ama de leile,' dirija-se
a ra das Cruzes, loja n. 18.
Aluga-se urna casa de pedra e cal, na roa do
.Monleiro n. 28, ao p da capella de S. Panlaleao ;
lem commodospara numerosa familia, bom quintal,
propria para se passar a testa : a tratar 01 ra larga
do Rosario n. 21), taberna.
CASA DE COMMISSAO' DE ESCRAVOS, NA
RA LARGA DO ROSARIO N. 22, SEGUNDO
ANDAR.
Nesta casa recebem-se escravos por cnramissSo pa-
ra serem vendidos por conta de sens senhores, eafi-
anea-se o bom Iralameolo e seguranra dos mesmos,
nao se poopando estarces para que sejam vendidos
com promplido, afim de que seus senhores no sef-
li am empale rom a venda delles. Cumprem-se as
conilire de serem vendidos para fia ou para a tr-
ra conforme a vonlade de seus donos.
Precisa-se de am feitor pira nm sitio na Mag-
dalena : no aterro da Boa-Vista n. 43.



r
II M.


-~
DIMIO DE PERM1BCO, StXTA FEIRA 15 DE SETEMBRO OE 1854

I
J
O abano asignado, lendo visto no Diario de
I ernambuco de 28 da agosto prximo passado, que
tem de ser arrcmalado por parle da hienda, o,sitio
em que mora seu irmo e eonscobor do mesmo sitio
Joao Manoel Mendos, o mesmo nbaixo assignado co-
mo herdeiro e como procurador de um de seus ir-
maos, lambem herdeiro, avisa ao publico, que sobre
este sitio existe um recurso para a supremo tribunal
de instiga, o qual no s pela coslumada justara destc
tribunal, como pelas justas razos que allegan, es-
peratn osherdeiros que Ihe soja restituida sua pro-
priedade, hetanra do sua Imada mai, por isso que
nada devela] ajurala, e porlanlo nao devem pagar
todos o que njnm dcve. itecife II de selembro do
1854. Joaqum Me/ides da Cunha Azecedo.
Aloga-se o quarto andar esotao do sobrado da
ra do Trapiche n. 42, com expelientes commodos
para familia : a tratar no primeiro andar do dito so-
brad.
Precisa-se aluar um sobrado no bairro de
Santo Antonio, quein o tiver anuuncie, ou dirija-se
ra do Trapiche n. 40, terceiro andar.
PUBLICACAO' UTTERARIA.
Guiado processo criminal, exlrahida do cdigo do
. processo criminal, da lei de 3 de dezembro de 1841
e doregulameuto respectivo, pelo Dr. Vicente Fer-
reira Gomes, segunda edigo nitida, muilo melhora-
da e accrescentada, 1 vol. cm 8. ene. 23000. He
feralmente sabido que da ignorancia de uossa le-
gislado criminal lera-so originado muitos abusos,
oyindo dahi muito9 males i boa administrarlo da
jusliga, principalmente n interior do nosso paiz
onde iufeliimeute aiuda se no eucontran autori-
dades devidamente habilitadas pelo esludo e pela
prilica. Dahi procede apparecerem innumeraveis
processos nullos, ou sem as formalidades indispen-
aaveis. Para occorrer a estes incunvenieules o Sr.
Dr. Vicente Ferreira Gomes, cuja capacidade, espe-
cialmente nesta materia, he beni conhecida, orga-
nisou a sua guia do processo de|uma maneira acces-
sivel a qualquer compreheuiilo. Vende-se uaslivra-
ria do paleo do Collegio n. 2 e na da ra da Cruz
do bairro do Recite n. 56.
Aluga-se animal ou pela l'esla urna proprieda-
de de pedra e cal, no lugar da Casa lorie, contigua
a do teoente-coronel Vilella ; a tratar na fundidlo
do Brum D. 6, 8e 10, com o caixeiro da mesma.
U Sr. Manoel Marques de Abreu Porto tem
urna eucommeuda na livraria n. 6 e 8 da praga da
Indepanjjeucia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a' venda um resto de bilhetes
inteiros e meios bilhetes da loteria 20 do
reparo das raatrizes, cujas listas devem
cliegar de boje em dianle pelo vapor
Imperatriz ou Tocantins. Os pre-
mios sao pagos as niMma's lojas logo qne
e lizer a distribuicao das listas.
Na ra do Livrameoto n. 38 deseja-sc fallar
com o Sr. Ulisses, empregado do consulado provin-
cial.
i3$000 rs.
Precisa-se de urna preta que seja boa coslureira e
engommadeira : quero a tiver dirija-se a ra do
Raogel n. 77.
Precisa-se alugar urna ama para criar orna
menina de 5 mezes : na ra dos Martirios casa do
coronel Salgneiro mi quarto da escada.
Jos Leandro Marti us Filgueira, avisa ao res-
peitavel publico, que retira-se com sua familia para
fura da provincia.
Precisa-se de r ma criada de boa conduela, pa-
Ta lodo o servigo d'unro. casa : na ra do Yigario n.
13, primeiro andar.
Anda esta' por alugar a casa e sitio
de GuilhermeSette.nos Afogados : a tra-
tar com o mesmo na ra do Queimado lo-
jan.21.
l'ermti la-so per casas terreas um bom sitio com
viveiro, muilas arvores de fruclo, murado, com ca-
sa soflrivel, na ra Imperial, leudo na frente in-
dependente do sitio, terreno para cinco moradas de
casas, prompto a edificarse, cujo sitio divide com
o do Sr. major Gusmao, a quom convier dirija-se a
sen proprietario, Antonio Jos Maciel, com leuda
de ferreiro na ra da Praia, e lambem s vende a
dinheiro.
Precisa-se de um feitor pira um sitio pertoda
praga, que enlenda de plantas ; na ra da Concor-
dia, sobrado enfronte a entrada da travessa pora a
Cadcia Nova.
Na Boa-Vista, ra da Alegra, casa n. 36, dou-
ra-se e praleia-se com toda a perfeigao,e lambem se
ensina ludo por prego cominodo.
Apromplam-su bandejas com bolinhos para
eh, dessas que agora sao de novo modello, de lindas
arraages e cominodi prego, e timben) se t'azem bo-
los, pastis de nata, de carne, doces d'ovos.ditossec-
eos e ditos de calda : na ra Direila, sobrado de um
andar n. 33, ao p da botica.
Precisa-se alugar urna escrava qne seja fiel e
boa quitandeira ; quem tiver, cirija-se ra Impe-
rial n. 61, que achara com quem tratar.
O abaixo assignado, solicitador dos fcilos da
fazenda nacional, faz scienle a todos os devedores da
mesma, que d'ora ero dianle esl cncarregado pelo
respectivo Sr. Dr. procurador lucal de reccler dos di-
tos devedores os coi hccimenlos proveuientes do pa-
gamento de seus dbitos, e entiesar as quitagoes do
estylo, para o que dever ser procurado na casa de
sua residencia, na rua da Conceig.lo da Boa-Vista n.
18. Recife 13 de selembro de 18.54.
Joaquim 7/ieodoro Altet.
Antonia Carolina da Conceigao, como se acha
doente, e tendo de retirar-se para o matlo, avisa a
(odas as pessoas que tem penbores em sua mu. os
venliam tirar no prazo de 8dias, na travessa do Car-
me n. 4.
Preciss-se alugar urna prela para o servico de
nma casa de pouca familia, devendo saber engor-
mar; quem a tiver, pode tratar na botica da rua No-
va, a qualquer hora do dia.
O Sr. Gregorio Jos dos Passus, morador na
enfade de Olinda, procorador da irmandade do Se-
nhor Bom Jess do Marij rio-, queira vir satisfazer
o importe da cera qne se gaslou na procissao do
mesmo Senhor.
0 major engenheiro precisa de lijlos de alve-
naria grossa para i obra do hospital regimental :
quem os quizer vender, procure-o na rua do Hos-
picio. .
OSr. Lourenco Ribeiro da Cunha
Oliveira, queia annunciar onde mora
para ser procurado.
Aluga-se urna escrava parda para todo o servi-
do de casa : a tratar na rua do Queimado loja n. 21.
_ Precisa-se alugar urna ama, que saiba bem co-
zinhar e engommar, para casa de muito pouca fa-
milia : a tratar na rija estroita do Rosario n. .
PIKLICii:\0 DO INSTITUTO HOMOPATHICO DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOMEOPATHA.
Methodo ronciso, claro, c seguro do curar liomccopalhicamente lodas as molestias, que allligcm a
especie humana, c particularmente aquellas que reinam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra imporlanlissima hchoje reconhecida como a primeira e mellior de todas que Iratam da ap-
plirarao da honiu-opalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
passo seguro sem possui-la e consulta-la.
Os pan de familias, os senhores de eugenho, sacerdotes, viajantes, capililes de navios, serlanejos, etc.,
etc., devem te-la a mo para occorrer promptamenle a qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por. ...... l onmmi
Encadei nados............. lloOO
Veode-se unicamenle em casa do autor, rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ningiiem poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros. ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homcoopatliia no norte, e immedialamente inlercssado
em seus benficos successos, tem o aulor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immediata inspec^ao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmaceulico
eprofessor cm hoimcopalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o tem executado com lodo o zelo, lealda-
de e dedicacao que se pode desojar.
A efneacia desles medicamentos he attestada por todos qne os tem experimentado; alta nao preci-
sam de maior reemnniiMidaeao ; basta saber-se a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Urna carteira de J20 medicamentos da alia e haixa diluido cm glbulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompahada da obra, e de urna
caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........
Dita de % medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dita de 60 principaes medicamentos recommendados especialmente na obra, c com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.).
D n (tubos menores). ...
Dila de 48 dilos, ditos, com a obra lobos grandes)........
i) tubos menores).
Dila de 36 dilos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .
(tubos menores;.
Dita de 30 dilos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (lulios grandes) ....
1 (tubos menores)
Dita de 24 dilos dilos, com a obra, (lubos grandes). .......
(tubos menores).
Tubos avulsos grandes.............
CASA DE COMM1SSAO" DE ESCRAVOS.
Na rua Direita, sobrado de tres andares
defronte do beccode S. Pedro n. 3, rece-
bem-se escravos de ambos os sexos para
se venderem de commissao, nao se levan-
do por esse trabalho mais do que dous por
cento, c sem se levar cousa alguma de
comedorias, olFerecendc-se p;ira tsto toda
aseguranra precisa para os ditos escravos.
JOAO PEDRO VOGLEY,
fabricante de pianos, afina econcerla com toda a
pcrfeicAo, leudo chegado receutementc dos porlos da
Europa de visitar as melhores fabricas de pianos, e
lendo ganlio nellas lodos osconhcciiiienlos e pralica
de conslrucei'ies de modernos pianos, oderece o cu
presumo ao respeitavel publico para qualquer con-
cert e afinaoes com lodo o esmero, lendo toda a
certeza quenada licar a desejar as pesioa* que o
incuinliirem dequalquer Irabalbo.tanto em brevida-
de como em mdico preeo : na rua Nova n. 41, pri-
meiro andar.
Aluga-se por fesla ou annual urna proprieda-
de de pedra e cal, com ro:nmuilos suflirienles para
qualquer familia, no Poco da Panella : a tratar na
fundioan do Brum n. 6, 8 e 10, com o caixeiro da
mesma.
Novos livrosde homeopalhia uicfrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 2030UO
lOOjflOO
908000
pequeos
Cada vidro de tintura.
6(80( K)
458000
500000
359OOO
4O5000
308000
35|OO0
268000
305000
208000
IjOOO
9500
........... 28000
Vendem-se alm disso carleiras avulsas desde o preco de 88000 rs. al de 4008000 rs., conforme o
numero e lamanho dos lubos, a riqueza das caixas e dynamisac,oes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promplidao, e por prejos commo-
dissimos.
Vende-se o tratado de FEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 28000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. G. 11 Jabr traduzido em portuguez e acom-
modada a.inlelligencio do povo........... 68000
Rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao aulor do THESOURO HOMCEOPATIIICO, tere a honda-
de de dirigir o Sr. cirurgio Ignacio Alves da Silva Santos, estabetecido na tilla de Barreirot.
a Tive a satisfaco de receber o Tlietouro homceopathico, precioso fruclo do trabalho de V. S.,e lhe
aflirmo que de lodas as obras quctenholido, he esla sem coulradicao a melhor tatito pela clareza, com
que se acha escripia, como pela precisAo com que indica os medicamentos, que se devem emprecar ;
qualidades estas de muita importancia, principalmente para as pessoas que desconheccm a medicina
theocria e pralica, ect., ecl., etc. ^
Homoeopatlliia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly- w
sia, defeilos da falla, do ouvido e
dos olhos, melancola, cephalalgia (
ou dores de cabera, enenaqueca, ^
dores e tudo mais que o povo co- A
nhece pelo nome genrico de ner- /a
voso.
As molestias nervosas rcqiierem militas ve- Vj9
xes, alm dos medicamentos, o emprego de (A
oulros meios, qne despertem ou abalam a /k
seusibilidade. Esles meios possuo ei, ago- w
ra, e os ponlio a disposieat do publico. 'A:
Consultas lodos os dias (de graja para os /JL
pobres), desde s 9 horas da manhaa, al *9
as duas da larde. t
As consullas (1 visitas, quando nao poderem 1
ser feilas por mim, o serai por um medico )
de minha maior ennfianca: rua de S. Fran- A
cisco (Mnndo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino T?
Olegario Ludgero l'inho. <0)
Francisco Lucas Ferreira, com co-
cheira decanos fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se dequalquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
marftona igreja 011 em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, c ah en-
contrarao tudo com aceo, segundo dis-
ple o regulamento do cemiterio.
Deniz, alfaiatefrancez,
estabelecido na rua da Cadeia do Heciutn. io. pri-
meiro andar, (raballia de feilio.
Aliica-se urna ptima loja para fkCt'idas, fer-
ragens ou miudezas, com armaeo, na rua Nova, luja
D. 4 : a tratar com A. Calombicz, na loja n. 2.
Preciaa-se de um caixeiro brasileiro, que lenba
muita pralica de loja de fazendas, para um cstabe-
lecimento Tora : no alerro da Boa-Visla B. 60. -
Oflerece-te una pessoa ra|z para ciiieiro de
rua ou adminislradir de algum.i obra, do que tem
bastante pralica, e da fiador a sea conducta : quem
precisar anouncie por esla folha.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SUA DO COX.X.ZSGIO l ASTDAR 25.
" Dr. P. A. I.olio Moscozo d consullas boineopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manha aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou uoile.
OOerece-se igualmente para praticar qualquer operaco de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer mulher que esteja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permittam pagar ao medico.
1MXTORIII DU DR. P. A. LOBO HOMO.
25 BA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzido em porlnguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados era dous :................. 208000
Esla obra, a mais importante de todas as que tratara da homeopalhia, interessa a todos os mdicos que
quizerem eipcrimentar a'loutrina de Hahneraann, e por si proprios se coovencerem da verdade da
mesma : inleressa a todos os senhores de engenho e fazeiidciros que esiao longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capitacs de navio, que nao podem deiiar urna vez ou oulra de ler precisAo de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus Iripolantes ; e inleressa a lodos os cliefes de familia ue
por circiimslancias, que ncm sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha ou iradiicoao do Dr. Hering, obra igualmente til s pessoas que se
dedicam ao estudo da homeopalhia um volme grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, pbarmacia, ele, etc.: obra indis-
peusavel s pessoas que qaerem dar-se ao esludo de medicina........
Urna carteira de 24 tubos grandes de liniim<> christal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dila de 48 com os ditos. ,..................
Cada carteira be acompanhada de dous frascos de unturas iudispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 lubos com dilos......................
Dila de 144 com dilos...................'. .
Estas silo acompanhadas de 6 vidros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Hering, terao o abaliracnlo de 105000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de >4 lubos pequeos para algibeira............... 8JO00
Dilas de 48 dilos......................... 169000
Tubos grandes avulsos....................... 18000
Vidros de meia onc.a de tiutura.................... 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprietario dcste cslabelccimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
uinguem duvida boje da superioridaile dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanhos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por presos muilo com-
modos. .
88000
48000
408000
4*01X1
508000
608000
1008000
63000
78000
68000
168000
68000
88000
168000
108000
8)000
"8000
68000
48000
lOjOOO
308000
do Pi-
Antonio Agripino Xavier de Brito, Dr. em
medicina pela laculdade medica da Babia,re-
side na rua Nova n. 67, primeiro andar, on- ;$
re pode ser procurado a qualquer hora para o
exerricio de sua proli.-ao. M
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conboeid
autores Collard & Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
W
O padre Vicente Ferrar de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, prope-se a ensinar nesta pia-
ra a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' e\pctacao pu-
blica anula a insta dos maiores sacrificios,
e, emquantonaolixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da prara da Independencia ns.
6 e 8.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-ISABEL.
Corre indubitavelmente em 20 de
seti-mbro do c o ir ente atino.
Aos 10:000^000, 5:000s000, 1:000.s000.
O caulelista Salusliano de Aquino Ferreira avisa
aorespeilavel publico, que os seus bilhetes e caute-
las nao solfrem o descont de oilo por cenlo do im-
posto geral nos (res primeiros grandes premios.
Ellcs eslo o\|io-ios i venda as lojas ja conhecidas
do respeitavel publico.
Bilhetes 113)000 10:0008000
Meios 5s.-,00 ->:0008000
Quartos 28800 2:0008000
Oilavos 18500 1:2008000
Decimos 1*300 1:0008000
Vigsimos 8700 5008000
Aluga-se o primeiro andar da casa da rua do
Vigario n. 5 : a Iralar na de n. 7.
O cautelista 6alustiano de Aquiro
Ferreira
avisa ao respeilavel publico, que o Sr. Fortunato Pe-
reira da Fonscca llaslos, estabelecido com loja de
bilhetes, na praca da Independencia n. i, deixou de
vender assuas cautelas das lolcrias da provincia, para
venders do Sr. cautelista Antonio Jos Kndrigucs
de Souza Jnior, as quaes cstao sujeilas a 8 do im-
posto gcral nos tres primeiros premios grandes.
ASSOSSIACAO' COMMERCIAL BENE-
FICENTE.
A commissao encarregada da distribuido da
quanlia agenciada para os desvalidos prejudicados
com a innundacJo de 22 e 23 de junho, avisa aos
respectivos interessados que podem procurar o re-
sultado de seus requerimentos em casa do thesou-
reiroda commissao o Sr. rhomaz d'Aquino Funseca
Jnior, na rua do Vigario n. 19, das 3 '' at s
6horas da larde, do dia 11 por dianle A. I', da
aflea Barroca, secretario da commissao.
PUBLICACAO i.itterara.
Sabio a luz cm frmalo de quarto grande, edirilo
minia, a obra intituladaCnnsliluieOcs primeiras'do
arcebispado da Bahia, iiovamcnle impresas em S.
Paulo ; e brevemente saldr um segundo volume,
cuntendo lodas as reformas caddilamenlns, que com
o andar dos lempos c com a mudanca das pocas a
mesma consliluieao tem sollrido. Diiranle o esparo
de dous mezes a contar do dia de boje esl iberia
subscripeno para esta imporlanle obra, as lojas de
livros da rua da Cruz n. 56, c da rua do Colleaio n.
2, sendo o preco de cada assianalura 145000 rs. pa-
gos ao receber o primeiro volume. Passado supradi-
to prazo cuslar loda a obra 188000.
Na rua Uireila n. 29, cvislc una pessoa que
eugomma roupa por preoo muito commodo.
Preca-se alugar urna canoa que carregue de
mil a mil c seiscenlus lijlos de alvenaria: a rua
Nova n. 18se dir quem precisa.
No dia 16 do corrcnle ha de ser arrematado
em hasta publica a quem mais der, a escrava Josefa
rrioula, idade 30 annos, pertencenlc a Jos Gabriel
l'ereira de Lira Jnior, para pasamento da execu-
cao de Francisco Jos Correa Gutanles, pelo juizo
da segunda vara, escriviln Sanios pela quanlia de
480a as horas do costume.
Amelia leopoldina Rodrigues Selle fz publico
que leudo atondado a iuvenlirianle e leslamenteira
do Imado Jos PedroJBelm o sitioCasa Caiadano
lugar dorio Doce, para elle passou-se com ludo
quaulo lhe perlence, onde tem firmado sua residen-
cia, e quem com sigo liver alguma cousa a Iralar,
all deve procurar a annunciante.
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na roa larga
do Rosario n. 36, segnndo andar, collora den- %
les com unitivas artificiaos, e dentadura com-
pela, ou parte della, com a pressao do ar.
lambem tem para vender agua denlifricedo
Dr. Pierre, e p para denles. Kna larga do' %$
Ilusariri n. 36 segundo andar.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero l'inho mu-
M dou-se para o palacete da rua de S. Francisco
9 'mundo novo) n. 68 A. A
V@@S
Aos 10:000 5:000^ e I:000j000.
Na prac,a da Independencia n. 4 loja do Sr. For-
tunato, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 40 do Sr.
Faria Machado, rua do Queimado n. 37 A dos Srs.
Souza & Freir e pra<;a da Boa-Visla loja de cera
do Sr. Pedro Ignacio Baplista, eslao a venda os bi-
lhetes e cautelas da primeira parle da 19" loteria do
thealro de Santa Isabel, a qual corre no dia 20 de
selembro, cujos bilhetes sao do cautelista abati as-
signado; oqnal paga por inleiro o premiode 10:0008
5:0008 e 1:0008000, que sahirem em seus bilhetes
inleiro e meios bilhetes cujos vao pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior.
Bilhetes inteiros. 118000
Meios bilhetes. 58500
Quartos. 28800
Oilavos. 15500
Decimos. 15:100
Vigsimos. 700
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Hus-
sia e americana, e cal virgem, chegadaha
pouco. tudo por prego commodo.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeijao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
Teslc, rrolcstias dos meninos
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pliaimacnpnhomeopaihica. .
Jahr, novo manual' 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pello.......
Rapou, historia da homeopalliia, 2 volumes
llai llimanii, tratado completo das molestias
dos menino-. '........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Favolle, doutrioa medica homeopalhica
Chuica de Slaoueli........
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvsten.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas colorida!, cooleiido a descrip;o
de todas as parles lo corno humano .
vedem-sc lodos esleUivros 110 cousullorio homeopa-
lliico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio n. 2o,
primeiro audar.
No sobrado n. 82 da rua
lar, precisa-se alugar urna escrava que
saiba engommar bem e tomar conta de
urna casa de pequea familia.
@^|.@:@S .
RETRATOS PELO SYSTEM A
CHRISTALOTYP.
@ Aterro da Boa-Visla n. 4, terceiro {
8 andar. c
No cslabelecimenlo enconlrarao os prclcn- <;;
$ denles um rico sortimenlo de caitas, quadros, :;
9 alfineles, cassoletas e pulceiras. @
Precisa-se alugar urna escrava, que saiba lavar
e engommar bem:. na rua do Hospicio, sobrado
junio ao leiio de ouro.
Precisa-se alujar um silio que (enha pasto para
6 ou 8 vaccas de leile : a Iralar na rua dos Quarleis
n. 24.
Jos Leandro Martius F'ilgueira avisa ao res-
peilavel publico, qu relira-se com sua familia para
lora da provincia.
O Sr. Cypriano, morador na rua alraz da ma-
Iriz, casa n. 40, que tem ollicio de sapalciro, e Ira-
balha na rua do Livramcnto, dirija-se rua da Glo-
ria n. 39, que ah achara com quem fallar a negocio
de sua couvcnicncia.
Aluga-se por preco commodo um sobrado com
so 1. io, aira/, do thealro de S. Francisco: a tratar com
Luiz Gomes Ferreira, no Moudego.
lie chegado urna poroso de curics novos, de
Goianna, sendo de bous lugares, Pedreras, Calh e
Capivara, a 18000cada um : quem quizer, dinja-se
Boa-Visla, berro do nina bu n. 1.
Anlonio Joaquim l'ereira da Silva, subdito por-
luguez, va i Portugal.
Attencao, attencao.
A nova fabrica de chocolate homcopalhico da rua
das Trinrbei 1 as 11.8, mudou-se para o paleo do Ter-
co n. 22, e precisa alugar um preio que seja pessan-
te e fiel ; e tem para vender um moiuho de caf
quasi novo, cha prelo, dito da India, e muitos mais
gneros, tanto do paiz como cslrangciros, por com-
modo preto.
Pergunta que da' no goto.
Deseja-se saber se se pode chamarcalouroa um
cascabulho, ao qual fallara tres preparatorios, e que
alm disso esl Rento. Islo desoja saber o
Segundo annista.
Faz-se negocio com um bom armazcm, na rua
estrellado Rosario, proprio para qualquer estabele-
cimento, por ser rli mellior lugar da rua: trala-se
na casa n. 33.
Joaquim Pinto, morador nesta cidade, nego-
ciante de carnes Ve"rde, lendo no Diario de Per-
immburo-iie li do correnle. que a companhia cria-
dora pedir ao Ezm. presidente da provincia meta-
de dos tal los,los acougues pblicos, pergunta-se aos
mesmos criadores se oulros marchantes queseacham
habilitados ha muitos anuos e carrejados de nume-
rosa familia, se nao estarao no caso de teroni tallios
para esles poderem continuar. Exm. Sr. presiden-
te, V. Ese. dve reparar, que esla companhia que se
jacta de criadora nao sao mais do que meros compra-
dores as feiras; ora, exislindo eu no imperio do
Brasil ha 27 annos e durante o espac.0 deslo lempo
outro negocio nao tenha lido, como ticoeu agora es-
bulhado de um irrito que por lei me compete, j
matando gado na Bahia, ja as Alagoas, j no Ara-
caty, no Cear, no Maranhao, no Para ou (..axias, e
ltimamente em Pernambuco, de que meio lanearei
mao para eu e oulros vvennos ? e quanto mais,
Exm. Sr., s se deve considerar criador quelle que
apanha mil e mais rezes lodos os annos, ora sendo
ellos G ou 7 socios inaiain 6 e 8 bois, quando eu sen-
do s tenbo morto 8 e 10, como provo com os con-
tratailores do subsidio; e no lempo do Sr. Guerra
lambem arrematante do mesmo, malava 15 e 16 por
dia, como provo com o proprio fiel durante o lempo
do contrato, malava eu lodosos dias. pagando a inul-
ta de 88000 e 108000 rs., islo al nalisar, e porque
nao vieram os Srs. criadores intitulados ? Depois de
lindo o contrato tem-se vendido a carne de 5, 4 e 3,
c nunca mequeixci a ningucm ; que tem dita com-
panhia se he criadores, compradores ou atravesa-
dores? o porlo he franco para quem quizer malar, e
o povo s quer carne barata.
Saccas grandes com milho novo, por proco com-
modo ; na rua da Cadeia do Recife, loja de louca
n. 29, se dir|quem vende.
Vende-se urna cacleirinha de rebu-
co (da Babia) com pouco uso, e preco com-
modo : na Cambado Carmo n. 18.
SACCAS COM FARINHA A 4000.
Vendem-se na loja n. 26 da rua da Ca-
deia do Recife, esquina do becco Largo,
saccas com superior farinha da trra.
Materiaes para pedreiros, noarmar.em da
rua da Concordia, de Jos Pinto de
Magalbaes,
Vende-se no armazem de materiaes da rua da
Concordia, na ultima casa ao sul, cm cuja frente c
oiliio tem labolei.i. muilo boa lelha. lijlo de alvena-
ria grossa, dito batida, ladrilho quadrado e compri-
do, la .menlo, cal branca e prela, arca grossa c fina,
barro ele. ; manda-se botar as obras a conteni, o
alugam-se carrooas para qualquer lugar.
SACCAS COM FARINHA.
vendem-se saccas com farinha da Ierra nova e
bem torrada. Dor preco commodo ; na rua da Cadeia
do Kerife, leja n. 18.
Vende-se a casa lerrea da rua do Sol n. 11 ;
quem pretender, dirija-se na do Rangel, sobrado
Vende-se um relogio do oso, de patente uiso,
com curro nte ; quem quizer, dirija-se i roa do Ro-
sario n. 29.
Vende-se nma escrava, crioula, moca e sadia,
cozinha hem e engorama sofirivelmenle ; na rua do
Queimado n. 39.
Vende-se urna casa na grande pov oarao de
Pona de Pedral, com padaria, taberna e commodos
para familia ; a tralar na rua eslreita do Rosario n.
11, la if rin de Manoel do Reg Soares. aonde se es-
plicar as oommodidades da dita casa e o preco.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Veiidem-sc velas de cera de carnauba de compo-
sicao. feilas 110 Aracaty, da melhor qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo preco que em
oulra qualquer parle.: na rua da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
288B8SBR :38BB^:&$$t9Q8G&9BK
i NO CONSULTORIO
m DO DR. CAS ANO VA,
jg RUA DAS CRUZES N. 28,
^ ronliniia-se vender carleiras de homeopa-
5! Ibia de 12 lubos (grandes, medianos e peque-
8* nos) de24, de 36, de 18, de 60, de 96. de 120,
t de 144. de 180 al 380, por precosrazoaveis,
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Tinturas a escolher (culre 380 quali-
dades) cada vidro 18000
Tubos avulsos a escolha a 500 c 300
Potassa.
No aoligo deposito da roa da Cadeia Vellia, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Kusaia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para fechar conlas.
Vende-se um escravo moco, bonita figura e
bom canoeiro: na rua do Livramento n. 16.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Veode-se urna parda escura, de idade 30 anuos,
pouco mais ou menos, sabe fazer renda, engommar
liso, cozinhar o diario de urna casa, e vende na rua:
a Iralar na rua da Cruz n. 37, liberna.
Vende-se |um armazem de sal muilonovo \e
bem feilo, e afreguezado, com commodos para gran-
de familia ; o motivo de e vender he por seu dono
ler de fazer uma viagem. Vende-se tambero urna ca-
sa de lancho bem afreguezada, com grande casa de
viM'iida o quarto para taberna, quintal que accom-
moila 150 cavallos, boa cacimba que supre de agua
lodo o verao em um sitio muito bom para planlacoes
e mesmo por ser muilo per lo desla praca, que he na
estrada nova da Emberibeira, e que esl rendendo
mensalmenle 108000 : na rua de Hurlas n. 15.
SACCAS COM MILHO A 2$500.
Vendem-se na loja n. 26 da rua da Ca-
deia do Recife, esquina do becco Largo.
Vende-se um forro de carro com os eus com-
petentes perlences, e de muito bom gosto : na rua i
de Horlas n. 15. A'
Vende-se um tanque de madeira grande, prfli
prio para deposito de mel, porque foi feito para esse
fim, eesla armado para o comprador ver o tamaito
e a seguranca com qne foi feito ; para ver, nos Coe-
Ihos da parle das Cinco Ponas, na casa que tem um
moinho de venlo em cima do telhado, e para nego-
cio, na rus da Senzala Velha n. 110.
que
M O Dr. Joo Honorio Bezerra de Menez.es,"
formado em medicina pela faculdade da Ba-
9 bia, continua no escrcicio de sua profisso, na
% rua Nova n. 19, segundo andar.
KSS-*@ "arsc-$js>@!
TOAL-HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se (oalhas de panno de linhn, lisas
c adamascadas para losto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro das loteras avisa,
acham-sc a' venda nos lugares do eos tu-
rne, os bilhetes da loteria do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
piarada Independencia, lojasn. 4e 15 ;
rua do Queimado, loja n. 59 ; Livra-
mento, botica 11. 22; rita da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; alerto da Roa-Vis-
ta n. i8 ; rua do Cabuga', botica do Sr.
Moreira c rua do Collegio n. 15.
Bilhetes inteiros......lO.s'OOO
Meios........... 5.S000
Na rua Bella n. 13, precisa-se de uma escrava
que saiba cozinhar cenzommar.'esohreludo que so-
ja fiel : he casa de Desapparcccu no dia 5 do trrenle, do silio da
Cruz de Almas do collegio da ConceioAo, um escra-
vo, cabra, barba grande, idade 40 anuos, pouco mais
ou menos, cono do p esquerdo. he 0tlici.1l de sapa-
lciro, e levou chapeo de massa bramo.
Aluga-se uma grande casa assohradada, sita na
estrada da Ponte de licha, a qual lem 3 salas, y
(piarlos, cozinha fra, passeio, copiar, estribarla, ro-
clioira, quarto para escravos, carimba, quintal mu-
rado com portan de ferro, c com sabida para o rio :
quem a preleudcr, dirija-se rua da Aurora 11. 26,
primeiro andar.
COMPRAS.
Compra-se um par de mangas de vidro lisa, de
bom lamanho. cm segunda mao : quem liver anuun-
cie para se procurar.
Compra-se uma prela robusta sem vicios ncm
achaques, e de boa figura, coslumada ao serviro de
casa, que saiba bem engommar, cozinhar c fazer
lodo o mais servico de nma casa : na rua da matriz
da Boa-Visla n. 20.
VENDAS.
PECHINCHAl!
Vendem-se superiores batatas francezas muilo no-
vas, pelo baralissimo prego de 18280 a arroba, e em
libras a 50 rs. : na rua Uireila n. 76, esquina do
becco dos Peccados Moraos.
Vendem-se uns pedacos de sacadas
de muito boa pedra: os pretendentes po-
dem ir no lim da rua Bella ao peda ma-
te, e para tratar no aterro da Boa Vista
n. 45, segundo andar.
Vende-se uma casa de sobrado de om andar e
soto, na rua Augujla.e uma casa lerrea na rua do
Hospicio : a fallar com Miguel Carnetro.
Daguerreotypo.
Vende-se uma machina completa da daguerreo-
lypo com todos o perlences o chimicos necessa-
rios: em casa de Tasso & IrmAn.
. CIIEOCEM FKEtiUE7.ES
a rua do Vigario n. 8, que he chegado um grande
sortimenlo de louca da Babia, de goslos modernos
e vende-se por menos que em oulra qualquer par-
le; na me-ttia casa precisa-sa de iluas pretas para
venderem da mesma louca na rua.
Pennas de guaraz.
Vendem-se na rua Nova 11. 44.
Vende-se ou aluga-se o silio que foi do falle-
cido Pila,en l'arnameirim ; quem o pretender, en-
lenda-se com Antonio Auausln da Fonseca.
Vendem-se 2,000 chilres de boi ; na rua das
Trincheiras 11. 10, loja de larlarugueiro.
Vende-se um bonito c lindo moleque de 7 pa-
ra 8 anuos, bem prelo : na rua do Collegio 11. 10,
segundo andar.
Vende-se uma escrava moga, que sabe engom-
mar, cozinhar e fazer lodo o mais servico de uma
casa, e rom perfeigan, lendo uma filha de idade de 2
mezes : quem a pretender, dirija-se rua do Hospi-
cio 11. 34.
Vende-so um piano com pouco uso: na ruado
Vigario n. 25, primeiro andar, se dir quem vende.
Farinba de mandioca.
Vende-se muito superior farinha de mandioca, cm
sacras craudes de alqueire hem medido : 11.1 traves-
sa da Madre de Dos 11. 3 e 5, ou na rua do Quei-
mado 11. 9, loja de Antonio Luiz de Oliveira A/e-
vedo.
Vendem-se velas de carnauba pura
e de composicao, das melhores que ha no
mercado, por prero mais commodo do
qticcm oulra qualquer parle : detra/. da
matriz da Boa-Vista, casa n. 15, das (i as
S horas da manhaa, e das \ as 8 da tarde.
Vende-se um moleque de 10 annos, muilo es-
perto e sadio; lanibom se troca por uma escrava de
mcia idade, de aliaucavel conducta, e que saiba fa-
zer o servico nlc n. e evlerno de uma casa de fa-
milia : na ru>ova 11. -26. primeiro andar.
Vende-se o venladein' rap l'.iulo Cordeiro a
18280 a libra, e carnudas com una libra do melhor
cha do Rio de Janeiro a 18800: ao lado do Corpo
Sanio, loja de uma s porta.
_yendc-se uma canoa aberta. a qual pega eni
800 lijlos, c que com algum concert, serve para
carregar aterro : a quem convier pode v-|a no por-
to da rua Velha, c entender-se com Jos Anlonio
Pinto, rua da Cruz 11. 8. terceiro andar.
HE MODA!
Alpacas de sedas lisas, furta co- S
S res dequadrinhos, proprias para 3
K vestidos, vende-se pelo baiatissimo S
W preco de 500 rs. o covado: na rua J|
i do Crespo u 16, esquina dama das S
3 Cruzes. |
Mmmmmmm:WMM!&mmm3m
_ vende-se uma porcao de papel sujo para pape-
lo: dirija-se a rua Nova n. 5. segundo andar.
Vende-se o sobrado de dous andares na praga
da Boa Vista, com bom quiulal e cacimba, n. 10 :
quem pretender dirija-se a rua da Praia armazem de
carne secca de Antonio Gongalves Ferreira & Ir-
maos.
Farinha de mandioca.
Vende-se a bordo do patacho Flor da Verdade,
ullimamenle chegado de Santa Calharina, e o qual
se acha fundeado defronte do caes do Ramos, supe-
rior farinha de mandioca e por barato prego ou na
rua do Trapiche n. 6, segundo andar.
FAZENDAS BARATAS.
Na r.ova loja de tres portas na rua do Li-
vramento n. 8, ao p do armazem de
louca.
Vendem-se chitas escuras finas de cores Osas com
loque de mofo, molhado que seja desapparecer, a
160 rs. o covado, cesiao-se acabando; ricos corles
de cassa de cores com qualro babados a 38200 e
38100 ; riscados francezes muito largos a 240 rs. o
covado; corles de cambraia de seda com dous. Ires
e qualro babados bordados a seda a 108, H8 e 129 ;
cassas de cores, gosto moderno, a 400, 480, 600 e
700 rs. a vara "otras muilas fazendas baratas.
Vende-se um cavallo alasAo amarello, muilo
gordo, carregadbr de baino al meio ; quem o pre-
tender, dirija-so a rua da Conceig.lo da Boa-Visla,
armazem de sal. -.
Veode-se urna mulata com 19 a 20 annos de
idade, que cozinha alguma couza, lava etc., por 3008
rs. ; ou Iroca-se por uma mohilia de jacarando com
pedras, em bom uso :- para ver e tratar, na rua do
Hospicio n. 17.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre indtibitavelmente no dia 20 de sl-
tembro do correnteanno.
Aos 10:0008000, 5:0008000
1:0008000.
Na rua da Cadeia do Re-
cite, loja de cambio do Vi-
eira 11. 24, vendem-se os
mui acreditados bilheles e
cautelas do cautelista Salus-
liano de Aquino Ferreira.
Os bilheles e cautelas nao
soffrem o descont de 8
do imposto geral nos tres
primeiros premios grandes
118000 10:0008000
58500 5:0008000
28800 2:5005000
18500 1:2508000
18300 1:0008000
8700 5008000
Cortes de chita.
Novo sortimenlo de cortes de chita larga, cores fi-
zas, e padioos claros o escures a 28000 cada um na
loja de 4 portas, na rua do Queimado n. 10.
Vende-se para fra dcsta provincia um eicel-
letile escravo, crinulo, natural do serian, muilo hom
agricultor, e sem vicios de qualidade alguma, ao
comprador se dir a ra/ao porque se vende : na rua
Nova n. 50, taberna da esquina que volta para a rua
de Santo Amaro.
FAZENDA DA MODA.
Alpacas de seda de quadros c lisa, furia-cores, fa-
zenda para vestidos, do melhor gosto que lem viudo
a esla praga, por pregos que muilo bao de agradar aos
compradores; lao-se amostras para verem em qual-
quer parle : na loja do sobrado amarello. nos quatro
cantos da roa do Queimado n. 29, da Jos Moreira
Lopes.
Vende-se um carro cm bom uso, com todos os
seus peIcnces, constando de uma coberta e arreios,
ludo em bom estado, por preco commodo: quem
pretender, dirija-se a cocheira doSr. Antonio Luiz
Caldas : na rua da Cadeia n. 13, que se dir quem
vende.
Vende-se superior e nova farinha de mandioca,
chegada recenlemente de S. Malhens : a bordo do
patacho Amisade Constante, e hiate Amphilrile, ou
na rua da Cruz n. 3, escriplorio de Araorim Ir-
inos.
Vendem-se saccas com superior fcijao mulali-
nho ; no armazem n. 7 do caes daalfaudega.
Vende-se um bom muleque criouln de 18 au-
nes e bonita figura ; na praga da Independencia
loja n. 3.
Vende-se farinha dp mandioca por prego mais
commodo do que em oulra qualquer parle : na rua
da Cadeia do Kecife n. 56, loja de ferragens.
Vendem-se ricos pianos com cxcellenles vo-
zes e por procos commodos: em casa de J.C. Ha be.
rua do Trapiche n. 5.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mcz de Maria, adoptado pelos
revereudissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da CnnccigAo, e da noticia histrica da me-
lla Iba milagrosa, o deN. S. do Boin Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da praga da
independencia. SOO0.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera tanto era grume, como cm vellas, em cai-
tas, com muilo bom sortimenloe de seperior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gralidiio, assim
como bolachiiihas em atas de 8 libras,e farol lo muilo
uovocm saccas de mais de 3 arlabas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muilo sa"a e gorda, vinda da
provincia do Cear, peto barato prego de 48000 rs.
a arroba em pacoles de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Coneeigo, defronte da
escadinha.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de tpele, de di-
versas cores, grandes a 1200 rs., dilos brancos a
18200 rs., ditos rom pelo a imilago dos de papa a
18100 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pes de coqueiros, com boa casa
de meada de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-sc a' rua do Rangel n. 56.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Heririque Gibson:
vendem-se relogios de ouro de saboneta, de paten-
te inglczes, da mellior qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
CASEMIRAS BARATAS.
Conlinua-se a vender cortes de caiga de casemira
de cores, huyendo sortimenlo para escolher, e pelo
barato prego de 48800 o corle ; na loja de 4 portas,
na rua do Queimado n. 10, de M. J. Leile.
Farinha de mandioca.
Vende-se em saccas grandes epor bara-
to preco : 110 armazem de Machado & Pi-
nlieiro, na rua do Amor i m n. 54.
Sedas.
Conlinua-se a vender sedas lisas furia-cores, de
goslo o mais delicado que tem vindo a esla praca,
pelo baralissimo prego de 1280 ra. o covado : na
rua do Queimado, loja do sobrado amarello n. 29, de
Jos Moreira Lopes.
Bom e barato
Vendem-se corles de cbita de barra, de cores fizas
a 18600 cada corte; na rua do Queimado. loja do
sobrado amarello n. 29. Na mesma loja de encen-
tra um completo sortimenlo de'fazendas de lodas as
qualidades, o por pregos que agradaro aos compra-
dores.
BRINS DE CORES.
Brim I raneado com qnadros de cor a 600 e 700 rs.
a vari, fusilo braceo alcochoado a 400 rs. e covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, petas de
cassa de quadros. proprias para babados a 2JO0O, gan-
ga amarclla trancada a 320 o covado : na loja da rua
do Crespo n. 6.
SSSF.
Acha-se a venda nosarmazens de Deane Ynnle &
Companhia, a verdadeira farinha de SSSF raminno.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de sed,
de muilo bom goslo a 48000 cada um, dilos de cassa
chita a 28000. dilos de chita franceza larga a 39000,
lencos de seda de 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na rua do Crespo, loja
n. 6.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se toalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a lOgOOOa duzia, ditas lisas a 149000
* duzia, guardanapos adamascados a 38600 a duzia :
na roa do Crespo o. 6.
240r.
Conlinua-se a vender as melhores chitas francezas,
pelo diminuto prego de 240 rs. o covado ; na leja de
Gregorio 4 Silveira, roa do Queimado n. 7.
LINHA DE CAKRITEL DE 200 JARDAS.
Vendern-se em casa de Foi Brothers, rna da Ca-
deia do Recife n. 62, earrileisda mais superior linha
que lem vindo a este mercado, cadacarnul lem 200
lardas.
4J00O r.
\ en.lem-se a dinhen-o vista pegas de madapolao
largo, de boa qualidade, pelo barato preco de 49OOO
cada uma pega : na loja de Gregorio 4 S'ilveiri.rua
do Queimado n. 7.
Cassas rancezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bem
goslo, 1320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes cit
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Veode-se um ezcellenle rarrlnho de 4 rodas,
mui bem construido, eem bom estado esl exposlu
na rua do AragSo, casa do Sr. Nesmey%, onde pn-
dem os pretendentes eiamina-lo, e ti r to ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na r da Crui DO
Recife n. 27, armazem. ;*'
QL'EIJOS E PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recife no armazem n. 68. de
Anlonio Francisco Marlins, se vende os mais mpe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, ul-
limamenle chegados na barca ingleza Valpa-
raiEO.
Moinhos de vento
eombombasderepnxopara regar horlas e baiza,
de capim, na fundirn de 1). W". Bowman : na ro*
do Brumns. 6,8el0.
Devoto Christao.
Sahio a luz a 2.* edirilo do livrinhn denominado
Devoto Christao,mais correctoe acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praga da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e decores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina qne volla para a cadeia.
Eilheles
Meios
Quartos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
. Na rua da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguinles vinbos, os mais superiores que lem viodo a
este mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em carnudas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por prego moilo em cotila.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemente chegada.
Tacas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tahas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-sc a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Cola da Bahia, de qualidade esco-
lliida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Bahia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
Vende-se uma balanga romana com lodos os
seus perlences, em bom oso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n.4.
AttencaO.
Vende-se a taberna sita no Pateo do Torco n. 2,
com poucos fundos, ou mesmo s a armaran : a Ir-
lar na rua Uireila 11. 76.
Deposito de vinho de chain- $
nagne Qhateau-Ay, primeiraqua- B
idade, de propriedade do condi (A
gi de Mareuil, rua da Cruz do Re- ja
cife 11. 20: este vinho, o melhor .
9 de toda a champagne vende- w
jj se a 56&'000 rs. cada caixa, acha- ft
se nicamente em casa de L. Le- -
W cointc Fcron & Companhia. N. B. W
$gp As caixas sao marcadas a fofjo (p)
i$ Conde de Mareuil e os rtulos fl&
A das garrafas sao azues. m
AOS SENHORES DE ENT.ENHO.
Coborlores oscuros nimio grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muito grandes, imilando os
de lila, a l loo : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&L
Vendem-se relogios d e ouro e praia, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
aepoiito da fabrica de Todo, oa Santos na Sania.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trangado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na prac^a do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho deMarseilleem canas de 3 a 6 duzias, lindas
em novel lo- o cairelis, breu em barricas muito
grandes, aro de milab sorlido, ferro inglez.
Vendem-se 3 molecoles de bonitas figuras: na
rua Dircila 1.. 3.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de fewo batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Af enca de Edwln Maw,
Na rua de Apollo 11. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra aniuiaes, agoa, etc., lilas para a rmar em madei-
ra de todos os tamauhos enldelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forga de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Eara casa de purgar, por menos prego que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
I has de flaudres ; ludo por barato prego.
ESCRAVOS FGIDOS.
No dia 11 do correnle, ausentoo-e da eaaa de
abaito issignado uio prelo de Angolla, (que parece "
crioulo em razio de ler vindo moito pequeo) de no-
me Luiz, idade de 25 annos pouco mais ou menos,
rosto descarnado e um tanto comprido, barbado o-
mente na pona do queiio, com falla de ndente
na frente da parte de cima, anda um pouco corvado,
levou caiga e carniza de ganga azul e chapeo de pa-
lha, riesconfia-se que andar pela Boa-Vista ou pela '
Boa-Viagem onde lem mai:roga-se s autoridades
policiaes e mesmo qualquer particular que o apre-
henda e o mande conduzir casa do abaijo assignado
que ser gratificado. J0S0 Marlins de Barros.
No da 19 do correnle mez, ao'depois de-linda
a audencia do Dr. juiz de orphos, tem de ser ar-
rematadas por venda por ser a ultima praga,' dual
casas lerreas mcia-aguas, sitas no lugar do Campo
Verde na Soledade, sendo uma com noria de eecbei- -
ra, avahada em 3009 rs., oulra no valor de 20fe, am-
bas em chaos foreiros : por execugao que mowe Jus-
tino Pereira de Parias conlra o casal do meetecaplo
Manoel da Cunha Oliveira.
Desappareceu do silio dos Remedios fljkravo
de nome Antonio, crioulo, por alcunha Ait^Bo Ca-
chimbo, do dia 7 para S do correnle, com ovCgnaes
seguinles :alto liaslanle, oslo comprido, nariz bs-
tanle grosso e picado de betUgat, passo agigantado,
idade 70 annos : quem o peflRT, lewt-o rua de San-
to Amaro 11. 8, que ser recompeijMo.
litigio na noilede8correrile*mniulalo de no-
me Joilo.perlencenle aMauoe> joeeFerreira.do enge-
nho I'edreiras.de (ioianua.oquaf linha vindo para ser
\ endido,representa Ur DlBBJot al*idade, levou ves-
tido caiga e canu*a de risenMi^le algodiiojem fal-
ta de denles-ml'frente, esl muilo amarello de frial-
dade e bstanle eochado: quem o mesmo pegar le-
ve-o ao dito engenho, ou nesta;ti aga em cata de
Manoel Jos Correia, de onde Piaesmo seausenlou,
na rua da Cruz do Recife 4jH Mrpagode seu
trabalho. M
A 8 dias que poz-se em p h o raeu escravo
lenlo, crioulo, mogo, e o melhor j
ler um lalho nasobrancelba esque
de na face com um calmbinho j.i
la-rae que esla acoutado ; queqj
ponder pelos dias e maisprejuizo
do responsavel a le; rogo a polici
inleressar, e capitaes de campo^H ptura, que
agarei generosamente. Sitio Capel! ta da Sacra
arailia 11 de selembro de 185471
. Sebasliao dos Oculoi Arto Verde.
No dia 9 do correnle desappareceu o
escravo, de nome Francisco, uagSo Angola,
regular, pouca barba, e lem um signa
Eescoco do lado direito, que parece un||
asante ladino ; levou chapeo preto e
pa amarrada em om longo, entre a dj
pares de caigas, sendo 1 branca, 1 de hn(
de algodao azul; presume-se que feif
do Monteiro, onde esleve baslanlejj
panhia do Sr. anligo, que foi o Dr. Vicente ]
Gomes : quem o pegar, leve-o a seu senhor, '
da Cadeia Velha n. 42, que ser recompensad
Desappareceu no dia 8 de setembro o esa
crionlo, de nome Anlonio, que cosluma trocar o n
me para Pedro Jos Cerino, e intilolar-se forri
he muilo ladino, foi escravo de Antonio Jos T
Sa ni' Anua, morador no engenho Caite, comarca de
Sanio Anulo, e diz ser nascido no serbio do Apody,
estatura e corpo tegular, cabellos prelos, carapinha-
dos, cor um pouco fula, olhos escuro, nariz grande
e grosso, beigos gtossos, o semblante um pouco te-
diado, bem barbado, porm nesta occasiao foi c
ella rapada, com todos os deutes na freute ; levo
camisa de madapolao, raiga ejaquela branca?-'ej
peo de palha com aba pequea e uma (roma dM
pa pequea ; he de supporque mude de Irage: ro-
ga-se portante as autoridades policiaes p pessoas par-
lirulares, o apprehendam e Iragam nesta praga de
Kecife, na rua laraa do Rosario n. 24, que t I
compensara muilo bem o seo Irabalho.
Desappareceu no dia 23 de julhu passado de bor-
do do bngue Sania Barbara I encedora, o prete
marinheiro de nome Luiz, o qual representa ler 30
annos de idade, cor fula, baixo, nariz chalo, lew
ahumas marcas d bechigas, pouca barba e he na-
tural das Alagoas: ruga-so porlanlo as autorida-
des policiaes e capitaes de campo a sua apprehenso,
e leva-lo a rua da Cruz do Recife n. 3 escriplorio de
Amorim Irmaos que te gratificar com 1009000.
Desappareceu no dia 18 do correnle o prelo
Joao, de nagflo Congo, ou (juigama, representa 40 an-
nos, estatura ordinaria, reforgado do corpo, roslo
cheio, com falla de um denle de cima, he calafate e
portence ao casal do fallecido NorbertoJoaquim Jos
(iuedes. Pedc-se as autoridades policiaes e capitaes
de campo a sua captura, e mandado entregar a viuva
U. Anua Joaquina de Jess Queiroz Guedes, na roa
do Appolo n. 2, que serao recompensados:este prelo
est matriculado na capitana do porto.
1008000 de gratificagao.
A quem apresenlar o moleque Alfonso, de nago
Camundongo, idade 20 e tantos annos, bastante se
co do corpo, feicr.es miudas, allura regular, com
duas marcas de feridas no meio das cosas ; desap-
pareceu de casa cm 17 do correnle agosto, pelas 7
horas da larde, e como nao leve motivos para fugir,
e leve sempre boa conducta, suppde-se que fosse fur-
lado ; levou caiga de casemira azul, camisa de al-
godao grosso e chapeo de palha com fila prela larga:
quem o 1 rumor rua de Apollo n. 4 A, recebera a
gratilicago cima.
A i ma continua estar fgido o prelo oue, emtl
tic selembro prximo passade*. foi do Monteiro a um
mandado no engenho Vcrtanle, acoMpirnhando urnas
vareas de mando do Sr. Jos Bernardino l'ereira de
llrilo, que o alugou para o mesmo lim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
(1111 la. com a barriga grande, tem um signal grande
de forida ua perna direila, cor preta, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, tem o terceiro dedo
da mao direila encolhido, e falla-I he o quarto: le-
vou veslide caira azul de zuarle, camisa de algodflo
lizo americano, porm levou nutras roupas mais fi-
nas, hem como um chapeo preto de seda novo, c usa
sempre de corroa na cinta : quem o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu senhor Human Anlonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pelouriuho arma-
zem de assucar n. 5 e 7 d Humao & C-, que ser re-
compensado.
Desappareceu no dia 1. de agosto o preto Hay-
mundo, crioulo, com 23 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, conhrcido all por Hay-
mundo do Paula, muilo couvivenle, tocador de llau-
lim, canlador, quebrado de uma verilha, barba ser-
rada, beigos grossos, estatura regular, diz saber ler
e esorever, tem sido encontrado por vezet por delraz
da rua do Caldeireiro, jumamente com uma preta
sua concubina, que tem o appellido de Maria cinco
reis ; porlanlo roga-se as autoridades policiaes, ca-
pitaes de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
prehondain e levem a rua Direila 11. 76, que serao
I
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9
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generosamente gralilicados.
PERN. : TVP. DE M. F. DE FARIA. 1854.


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