Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01363


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Full Text
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ANNO XXX. N. W.
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Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
HeeH -----
QUINTA FEIRA 14 DE SETEMBRO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para ^subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUGO
.ENCARREGADOS DA SIJBSCRIPOAO'.
Recifc, o proprieurin M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o*. Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaqum Bernardo de Men-
donra; Barahiba, o Sr. Gervasio Vctor da Nativi-
dad; Natal, o Sr. Joaqum Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemosBragajCeara, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMINOS-
Sobre Londres27 i/i a 27 1/2 d. por 19
Pars, 365 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Aores do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de Icttras a 6 o 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas. .
Moedas de GJ400 velhas.
i) de 69400 novas.
de 4*000. .
Prala.Patacn brasileiros .
Pesos columnarios. .
mexicanos......
29J000
169000
169000
99000
l9i0
1940
19S60
PARTIDA DOS CORREROS*
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury.a 13e2S.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira ;is 10 horas c 6 minutos da manlia.
Segunda s 10 borase 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Rolacao, tcrcas-fciras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas,
luizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1." vara docivel, segundase sextas ao roeio da.
2.* vara do civel, quartasc sabbados ao meio da.
EPIIEMERIDES.
Selembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante a 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manha.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescente a 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
PARTE ornciAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
ExiHIn do la 11.
OfllcioAo inspector da lliesouraria de fazenda,
remetiendo, nao s a relaco nominal dos c dadles
qoe foram ullimaoienle Horneados ofliciaes superio-
res de alguns dos corpos da guarda nacional desta
provincia, mas tamben) dos ofliciaes superiores da
referida guarda nacional reformado nos mesinos
posto, e recommendaudo a expedicao de suas ur-
den, para que na recebedorla de rendas internas,
seja recolhida a importancia dos direitos e emolu-
mentos correspondentes *s patentes de cada um dos
svbreditos ofliciaes.
Rtanlo dos officiaet que te refere o officio supra.
Municipio de Garanhuns
Commandanle superior, Jos de Albuquerque Ca-
valcanli.
Direilos. 1005000
Sello..... 160
Emolumentos. 204000
1208000
lente coronel, Thoniaz de Aquino Cavalcanti.
Direitos. 8O5OOO
Sello..... ItO
Emolumentos- a^OO
969160
Tenente coronel, Manoel Silvestre do Albuquer-
que.
Direitos. 8050OO
Sello..... 160
Emolumentos. 168000
Teueiite coronel, Joao Corrcia Brasil.
Direitos .
Sello. .
Emolumentos.
9691W)
808000
160
168000
96-3160
Tcnenle coronel, Jos Afro de Albuquerque Mara-
nhao.
Direilos. 8O5OOO
Sello..... 160
Emolumentos. 169000
968160
pnenle corouei, Jos deCarvalho de Araojo Caval-
canti.
Direilos. 80SO0O
Sello..... 160
Emi.l timen los. 168000
M.ijor Bcnto Jos Alves deOliveira.
. Direilos. .
Sello. .
Emolumentos.
Blajor Luiz Jos dj Silva Burgos.
Direitos. .
Sell......
Emolumentes.
96-3160
7O5OOO
160
148000
815160
705000
160
115000
849160
Municipio dn llreja c Cimbre'.
Chele do estado mai.u. Joao l.cite Torres (ja-
lindo. W
Uireilos. 8O5OOO"
Sello..... 160
Emolumentos. I6.3OOO
Tcnenle coronel, A
iiAho
96-3160
de Siqucira li.ir lio-, 1.
Direilos. 808900
Sello..... 160
Emolumentos. I63OOO
965160 Dilo, Francisco Bcringucr Cesar de Andrade. "Direitos. 8O5OOO Sello. ..-. 160 Emolumentos. 1650U0
Dito, Manoel Clandio Bcterra. Direitos. Sello..... Emolumentos. . 968160 805000 160 161000
Dilo, Joaqoim de Almeida Catanlio. Direilos .... Sello..... Emolumentos . 965160 8O5OOO 160 165000
Major, Joaquim Severiino l.eile. Direitos .... Sello..... Emolumentos . 96-3160 708000 160 I49OOO
Dito, Joao do Bego Maciel. Direilos .... Emolumcclos . 81-3160 705000 160 119000
819160
Officiaet superiores reformados.
Coronel, Tiburlino Pinto de Almeida.
Direilos.... 505000
Sello..... 160
Emolumentos 208000
708160
Tencnlc-coronel, Candido Xavier Pereira de Brito.
Direilos.
Sello .
Emolumentos
Dilo, Manoel Jos da Costa.
Direilos .
Sello. .
Emolumentos
408000
160
163000
565160
405000
160
168000
68160
DOIS CSAMELOS NFLIZES.
POB NATHASIEL.
--------m m
IV
Uta bello easnnicnto.
(Continuado.)
.. :Var-a ider al"u'"'- 'tnna Mobray.
1 Pars, I.) de fevereiro de 1820.
- Auna, que liomem he Ernesto Tinha-nos con-
tado a scena lgubre, de que fura lestemunlu, ex-
cepto sua nobre e generosa conducta, a qual soube-
mos no dia seguinte. Foi elle quem deu os primei-
ros cuidados ao principe, e como seu ciruigiao or-
tlinano manifeslava o receto ,le que o punaal, ins-
Irumenlo do crime, livesse sido envenenado, Ernes-
to nlfereccii-ac para chnpar a ferida. i;m rilo le
admiracAo clevou-sc no meio dos gemidos e das la-
grima* com grande pasmo do modelo hroe, o qual
em sua sublime simplicidade julgava 1er feilo um
ollercei manto mui natural. A marquen endeudo a
um movimenlo irresislivel, eslendeu a mo sobre
elle c abencoou-o, e eu agradeca ao co de Ur-mc
dado pelas minhas lcmbrancas de infanci 1 alguns
direitos ., amizade do mais generoso dos liomcns. O
duque de Berry morreo com a paciencia e resigna-
rao de um martyr ; suas ullimae-palnvras foram :
Perrfoem as homcm 1 Assirn o dilo de l.uii
XVI foi tambem o de sen sobrinbona hora da mor-
te. 1 celebre Uopaytrtn, que assislio-lhe nos lti-
mos mmenlos dizia lionlein a Ernesto 1 Sua a-
gnnia foi um reinado o
ti A saiide da marque/a contina a inspirar-mc
grande inquiclacoes, e leu silencio depoi de tua
ultima carta me assusla. Estou mui triste e alor-
iiienlatl.i. Sjpplico-le que me escrevas, querida
Auna.
e ./ mesma a mesma. '
n Tari, marco ile 1820.
He junio do leilo de urna moribunda que le es-
creMi. A mainr e a inellmr das mulheres, meu
a|K>iu, niinhd guia, meu refugio, minlia mal, segun-
do o corara 1, a marque/a de Bouville esl rerlo do
~'" ollimo ilia. Aquella espantosa calaslrophe ma-
lo-. Eli.1 nao levaolou-se mais depois daquella
noile fatal, e quando os mdicos interrogam-ua so-
bre sua doenca, apona sorrindo p.sra o coraca.
Tenho i-horado tanto por elles, dizii-m,* ella,
que nao leu! o mais lagrimas que dar-I lies. VI nior-
Vide o,arfo n. 209.
Major, Manoel Antonio Viegas.
Direilos .
Sello a .
Emolumentos
Dilo, Joaquim Elias de Moura.
Direitos .
Sello .
Emolumentos
Dito, Manoel de Souza l.co.
Direilos .
Sello .
Emolumentos
DAS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Theodora penitente; S. Proto.
12 Ten-a. S. Macrobio m.; S. Ltgorio m.
13 Quarta. S. Aula v.; S. Heronides m.
14 Quinl. Exaltafo da S. Cruz. S. Corneliop.
15 Sexta. S. Nicomedes m.; S. Meletino m.
16 Sabbado. S. Euphemia v. m.; S. Abundio.
16 Domingo. 15" Ascbagas de S. Fra ncisco. S.
Pedro de Arbues m. ; S. Justino m.
355OOO
160
I49OOO
495160
355OOO
160
149000
499160
355000
160
145000
498160
rizcram-sc as convenientes communkacocs.
OfficioAo inspector da thesouraria de fazenda,
para Tazeraprnmptar oque livor de rcmeller para o
presidio de Fernando, visto que o patacho Pirapa-
ma pode seatiir para all al a semana prxima vin-
doura.Fizcram-se as nutras communicac,es.
DiloAo juiz relator de junla de jnstica, trans-
mitlido,para ser rehilado em se-saoila mesma junta,
o processo criminal do soldado do corpo de polica
Joao Baptisla dos Santos.Communicou-se ao com-
mandanle daquelle corpo.
DiloAo chefe de polica, inteirando-o de haver
transmltido a lliesouraria provincial para ser paga
a sua importancia, caso estej nos termos legaes, o
recibo que Smc. remellen do alugacl das casas que
serviram de cadeia e qutrtcl no lermo de Ouricury
em os mezes de marco a agosto deste anno.
DiloAo inspector da lliesouraria provincial,tom-
municando haver jubilado a Beirlo Francisco de Fa-
ria Torres, como professor de inslrucr.lo elementar
do 2 grao da villa do Po-d'Alho, visto ter elle pro-
vailo com attestado do inspector do respectivo circu-
lo Iliterario, haver ensillado as materias perlencen-
tes ao referido grao.Igual communicacao se fez ao
director geral da nslnirrao publica.
DiloAo commandanle superior da guarda na-
cional do municipio do Recite, recommendando a
evpedirao de suas ordeus para que sejam dispensados
de todo o semeo da mesma guarda nacional al se-
gunda ordem, os guardas da alfandega desla cidade.
Communicou-se ao respectivo inspector.
DitoAO mesmo, para mandar que o 1 batalliao
de infantaria sob seu commando 9uperior,presle urna
suarda de honra para assslir a fesla das Chagas de
S. Francisco, que deverter lugar na groja da or-
dem 3" do mesmo Santo no dia 17 do eorrenlc.
Dilo Ao commandanle do corpo de polica, re-
commendando que mande presentar ao chefe tle
polica no|dia 13 do rorrete.as 10 horas da manhaa.
um cabo de esquadra e g?is soldados do corpo sob
seu commando. afim de escollaren! dous presos de
juslica al a villa do Garanhuns. Communicou-se
ao mencionado chefe.
DitoAo commandanle superior da guarda na-
cional do municipio d S. AutSo, dzcndo que
deve Smc. nao s expedir as convenientes ordens,
para que os chefes dos balallmes ,1a mesma guarda
nacional, prestem nianln antes o devido juramento
afim de ciiirirein em exercicio. mas lamhem recom-
mentlar-lbcs que apresentem com brcvid.ide as pro-
poslas para capilaea e stiballernos dos referidos ba-
lalhoes.
Dilo A cmara municipal desla cidade, recom-
mendando a cxpcilieflo de suas ordens para que se-
jam chamados pura lomaren) asiento na assemhla le-
^sUi^provincial.osileputadossupplenlcs.-indicadosJ^Alwrt^npo ha que um general hespanhol, 1
no parecer que remelle por copia da commissao d~*"^T\ ,-. ,- A ,-
constituieo o poderes da mesma asscmbl.a. T C" 0r,cl,le- e C"J liberalismo he decid
PorlariaAo agente da companhia das barcas dej
vnpor, para mandar dar passagein para o Par po'
conla do governo. no vapor que se espera dosul, ao
sen tenca, c no respectivo titulo se averbari este des-
cont, e a perda das vantagens, como he expresso no
arligo 7 do supradito regulamenlu.
Assignado.Manoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferrera, ajudanle de
ordens, encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
CHRQHNIC A DA QUZENNA
Pars 31 de julho.
Ha na verdado coincidencias singulares na histo-
ria contempornea ; se he o accaso que as combina,
elle o faz melhor que os clculos mais sabios. Ha
qualor/.e annos ji, que, no mesmo dia, os negocios
do Oriente vinham abalar a Europa e por em prova
I paz geral do continente. Era cssa trisle aventu-
rado tratado de l.i de julho de 1810, assignado lal-
vez na contra a Franca do que a favor do impe-
rio ottomano. As paixes bellirosas fremiam de
todas as parles ; ningucm sabia, se de um dia para
oulro rebenlaria tima confiagracao universal, quau-
do nessa mesma oceasaoa*Hespanha fazia urna re-
voluto, e altrahia asi alna parle da altencao pn-
blica. A lula eslava declarada entre Espartero e a
rainlia Maria Cbrislina, entao regente. Ha dous me-
zes que durava a queslao, e lodos estavam qnas I10
curiosos de saber o que se fazia em Barcelona, Ma-
drid ou cm Valenea.como de saber asresoluca tra-
madas em Londres e cm Sao Petersburao. As doas
quesloes parecan) eslar ligadas e marchar cora um
passo igual. Entretanto a queslao europea lermi-
nou, ea insurrefrao hespanhola, cujo prec,o era a re-
gencia, Irumpitbu, seu reinado foi de tres annos.
A queslao do Oriente reapparecen hojeem condi-
res ti Arenles e graves de um modo inleiramente
contrario, lem feilo mais que collocar a Enropa d-
ante da guerra, tem-na precipitado nell.i, e anda
nesse momenlo v-se que a Hespaoha faz urna nova
revolucao. Espartero, eclipsado ha dez annos em
sua vida publica, loma a apparecer cm scena. A ra-
inha Christinahe ameacada, nao como regente, mas
como mulhcr. A coroa da propria ranha Isabel
nao esta lalvez fra de perigo. Barcelona e Madrid
tiveram seusnronvncaoiienio.s como em 1810. nan-
lo ao successo definitivo da insurreicao, elle nao he
mais duvidoso. Hoje ludo est em saber quesigni-
ficarAo lera a insurreicao, e at que ponto ir ella.
Todos hilo de concordar que a Hespanha escolhe
necasics singulares para fazer suas revolujoes.
Como poislie possivel que osacootecimentos espe-
rom o hel-prazer do imperador Nicolao e o cousen-
limenlo da Europa para se produzircm.'*^Nao, cer-
lamente ; cada povo he livre e tcm sea'desenvolvi-
mcnlo particular; mas nem por isso deixa de ser
urna infeliridade para um paiz o lornar-se sua his-
toria um embaracu nos momentos em quese agi-
lain os nteresses geraes ps mais elevados, e estoja em
'ontradiccati com csses mesmo inleresses.
que
do,
deplorava amargamente que a Hespanha nao pinles-
M tomar parte na cruzada actual
heeia a fcaqueza que causava
toldado* Caniillo Jos Antonio, Joa Baptisla, Ma-'.....- "- '""'"'
noel Antonio do Nascimenlo o Manoel Francisco ''P-esloes internas.
Piimciro.
DitaAo mesmo, recommendando que mande
dar transporte por conla do governo, no vapor que
se espera dn norlc, as prara mencionadas na relaco
que remelle.
Relarao a que se refere a portara supra.
Vara a Cotlc
l." cadele sargento Sebastian Carlos Navarro de
Andrade.
"tildadoJo,lo Manoel do Carmo.
Manoel Cosme do Nascimenlo.
Para a Bahia
SoldadoGabriel dos Anjos Pereira, casado e leva a
mullier.
Para as Alagos.
Soldado Sergio Jos Coelho.
Jos Flix Tlioodoro.
tt li-ia\entura Jos do Prado.
Joao Antonio de Oliveira.
Manoel da Cruz Bibeiro.
o Francisco Antonio da Silva II.
Seba-liao Marques.
Feliciano Jos aldino dos Santos,
o Bcrnardinn dos Santos,
a Jo.lo Filippc Dias.
o l.uiz Manuel Pereira tle Barros.
l.uiz Francisco da Conceicao.
Francisco Antonio Pereira.
Communicou-se ao commandanle das armas.
li<
da Knro; a. Co-
Pennsula suas
Tal he com elleito o resultado de aconlecimeulos
do genero daquellcs que acabam de ter lugar: elles
separam um paiz do movimenlo geral dos negocios
da Europa, c pelasquestOes, que eslabelecem, pelas
perspectivas, que apresentam, sao urna complicaran
de mais 110 meio de outras tantas complicarnos as
kqnaes os grandes governos lem de fazer face.
Unidas no Oriente, a Franca e a Inglaterra nao
se separa rao sem duvida em seu syslema de con-
drila para coma Pennsula. Hoje, pois, como em
Jf 10, os negocios orientaes e os negocios da Hespa-
COMMANDO DAS ARMAS.
Quarlel do commando das armas de Pernam-
buco na eldade do Becife.em 13 de setembro
de 1854.
ORDEM DO DIA N. 112.
O coronel commandanle das armas interino, de-
clara para os fins convenientes, que boje contrahio
novo engajamento nos termos do rcgulamento de 14
de dezembro de 1852, e decreto n. 1401 de 10 de
julho do eorrenlc anno, precedendo inspeccao de
saude, o anspecada da companhia de arlifics Ma-
nuel Pet|ro Lima, que servir por mais seis annos,
percebcudo alcm do vencimeutos que por lei lbe
compelirem o premio dequatro ceios mil reis, pa-
go na conformitladc do arligo 3o do citado decreto,
e lindo o engajamento urna dala de Ierra de vinle
doas mil c quinhenlas bracas quadradas como be de
lei.
Dezerlando, incorrera no perdnenlo das vanla-
gens do premio, e d'aqucllas a que tem direilo, serti
considerado como se fora recratado, descontantlo-se
no lempo do engajamento o de prieta em virlude tle
rer a ranha (ao amavcl e Uo bella, o rci lao santo
e 19o clemenle, a irraaa que linba as virtudes dos
anjos, o joven principe, que as araras parecan) ter
formado com as proprias maos; sou como urna mai
que perde segenda vez lodos os seus fillios no olli-
mo que lbe reslava, e ao qual v- tambem morrer.
Este lera minha vida.
a Passmos longos seres com Ernesto junio do
leito da marque? 1. Dermis da conducta de nosso a-
migo na noile de 13 de fevereiro, o inleresse que el-
la llic (eslemunhnva lornou-se all'eirilo. Nao obs-
lanlc sua traque/a e seus sourimentos, lem conser-
vado toda sua brandura c toda a sua grasa, ne-
nhuma qurixa Ihe escapa, e faz as honras de sua
doenca lao bem como as de seu salan. He,orna cou-
sa ao mesmo lempo aaradavel e triste esta intimi-
da.le que reina enlre nos. Se a morle da marqueza
nao l'nsse o resultado final de lodo isto, eu quercria
viver assim. Ernesto est assentado de um lado da
mesa, e algumas vezes serve-nos de leilor, eu com
minha cnslura do oulro lado, e as horas prescrip-
tas aprsenlo marqueza algumas golas do cordial
que a suslcula. Parece-me que estamos assim esla-
belecidos para anuos, e dixer que ludo isto lindar
em poneos dias!
Bccolbo picdnsamenlc no coracao os ltimos ,1-
cenlns de urna vos que brevemente cessani tle soar.
A's vezes madama de Boovillcrecobjaum raiodc
na doce jovialidatle, e illudo-me sobre seu*estado,
lana serenilado ha em seu semblante, tanta viveza
em sua voj '. Mas ella lira-mc loao as esperancas
respondenilo s minhas felicilacties : t< Minha ri-
ca, be-me permilli.lo ser morilinda, e uso de meu
direilo ; mas nunca vi cm ncnliuma parle que fosse
perniillido ser inspido a quem tem cm casa boa
companhia.
nha tem secretas rehenes e urna connexao, que oas-
cc das circumslancias. He uesti dupla ordem de- "vez que ella mesma nao esteja bem persuadida da
Tactos, que se concentra por agora todo o iortresse
poltico, e se resume a historia desles ltimos dias.
Para fallar a verdade, a mais grave dessas duas
quesloes lao diversas, que vieram complicar-se lio
inopinadamente, a primeira, a questSo do Oriente,
nao he hoje a mais frtil em peripecias. O aspecto
tas cousas tcm com efleilo modado depois de alguns
lempos. No estado a que chegon essa formidavel
queslao, ha mais smptoma para observar-se, mais
duvidas para esclarecer-sc, do que Tactos salientes
para verificar-sc, e lalvez que o processo mais segu-
ro soja procurar reconhecer-se no meio de urna si-
tuadlo, na qual lanos elementos vem jontar-se, os
quaes implicam tantas acues diversas, e onde o in-
leresse se desloca em rizao mesmo da imracnsidade
do Ihealro dos aconlccmeutos. Qttl he por conse-
guinle ncsle momento a parte de cada paiz empe-
nhado| nesla crise Alravez das incertezas de urna
guerra complicada, ha m fado averiguado : lie o
progresso cous'ante dos exercilos da Turqua. Era
cerlameulc urna vantagem consideravel ler resistido
victoriosamente em Silistria, e nao ler deixado aos
Russos oulra alternativa, seno levantar precipita-
damente o cerco daquella prara. O exercito otto-
mano nao parou ah, marebou para diante e Icotou
a passasem do Danubio defronle de Uiurgevo. An-
da essa vez a fortuna nao llie foi iufiel, e a
cidade de (iiurgevo cabio em snas raaos, depois de
urna lula pertinaz, em que o exercilo russo sol ret
penlas coosideraveis. O resultado foi a retirada dos
soldados do czar; mas aqui appareceoulra queslao:
qual he o verdadeiro carcter das operacOes doexer-
cilo russo nos principados? Por ventura retirae
elle para n Moldavia com o lim dse concentrar all
e esperar os acontecmenlos? Seus repelidos desas-
Ires, a aproximadlo dos exercilos alliados da Franca
e da Inglaterra, qne se aproximan) do Danubio, a
perspecliva de urna prxima, intervenjao da Ans-
Iria, parece que Ihcsnno pefmillem mais um novo
movimenlo offensivo. Entretanto sea retirada pa-
ra a Moldavia parece urna das condiees de sua se-
guranza estratgica, cumpre dizer, que o czar mos-
Ira-se politicamente pouco disposln a abandonar I
Valacbia, que elle lem oceupadoale aqu. A eslcres-
pcilo nada ha mais instructivo dn que urna carta di-
rigida pelo Sr. de Nesselrode ao Sr. de Budberg,
commissariti imperial nos principados, a qual elle foi
encarregado de 1er aos hovnrdos de Bucharesl. A
poltica obstinada da Bussia revela-se ahi com una
franqueza singular. Besulla dclla, qoe o impera-
dor Nicolao quer salvar os Valascos da dominaran
lurra, anda mesmo conlra a vonlade do primeiros.
Seos Valascos influenciados pela Europa, o afeito
as falsas crencas nao comprehendent islo, o czar
nao pode todava renunciar a niissao que receben do
co, a qual consisto em lirar para sempre da sobe-
rana otlomana aquclles, que professam a venlatlei-
ra religiao chrisiaa. O czar cumprir.i esla miss.10,
por mais que digam os fracos estados da Europa.
Sede severo conlra esses Valascos anarchicos, a pro-
segue o Sr. de Nesselrode.
Parece-nos que isto pode dar urna idea do groo de
popularidade de que a Bussia na Valachia c da es-
Iranha illusao em que est urna poltica ambiciosa.
Demais he sempre o mesmo pensamenlo secreto tle
dominar "o. disfarcado com urna cor religiosa, con-
tra a Europa inteira se tem levantado. .
Assoeiadas moral e diplomticamente Franca
Inzlatcrra nesta poltica de resistencia, a Auslria e
a Prussia lardaran por ventura em se pronunciaren)
de um modo decidido. Todo faz ver urna prxima
solut.ao, porm esta solucao anda nao est traduzi-
da cm fado, c em quacto o nao for, a incerteza po-
der subsistir. A resposta do imperador Nicolao a
nota auslro-prussiana n.lo deixa todava oulra sabi-
da Austria, senao urna inlervencao directa. Qual-
quer que seja o modo porque a commcnlcm e a in-
lerprelem, ella he sempre urna recusa de acceder ao
convite dos ovemos allemes. O gabinete de Vi-
enna nao desconhece a posieo cm que o colloca es-
sa resposta mais que evasiva do imperador. Com
ludo ella anda quiz pela ultima vez renovar i Bus-
sia o convite mais formal de evacuar pura c simples-
mente os principados. A Austria leve um momen-
to o pensamenlo de provocar urna nova reuiiiao da
conferencia de Vicua. Esto projeclo foi abando-
nado, c baja oque houver daqui em dianlc, he no
lim de agosto, que o exercilo austraco parece dever
dclinilivamcolc entrar nas provincias danubianas.
Finalinii'.e convem nao esquecer que, se a Aus-
tria be por si mesma urna potencia que obra eom re-
serva c murosidade, ITM poltica boje deve ter du-
plicadamenle este carcter, porquanlo ella deve re-
gular sua marcha pela da l'russia. Ora a politica
prussiana nlo lera infelizincn.c podido al boje tlc-
seuhar-se de urna maneira bem clara. O que a l'rus-
sia quer, fra diflieil dizer. Ella nao quer incontes-
lavelmentc separar-se da Auslria, com a qual esl
ligada pela convencao de 20 de abril, nem das po-
tencias occidcnlaes, s quaes lambem se acha presa
pelos protocolos da conferencia de Vienna; mas nao
qoereria ISo pouco separar-se da Bussia. Dahi suas
tergiversares, dahi os mais engenhoso estreos pa-
ra descobrir nas commiinicacries do czar alguma vel-
leidade de conciliacao, a qual posta ervir para rea-
tar alguma negociarlo.
Ate aqoi nao tem podido persuadir a Auslria, tal-
iSl ]w,l-,l,e rn"- dir-sc-hia urna sania
n'inni mfa. v S s"i"'^l'" de seu marlvrio.
Depois oulras vezes quando ella adormece, pafece-
u.e que toda .1 hiatona dessa raca .Ilustre c Valero-
sa, deque he berdc.ra, desenlia-.* em seu perlil
lo altivo e magestoso. "^
A doenca apagou ludo oque bavia nella de
pessoal; o l>po vigoroso de sua raca, sobre o qual
a nalureza laucara todas as grac.s da mullier, reap-
parece potleroso e auslero no inomenln ,|a morto
hquei admratla ta semelhanca que existo enlre i
marqaeza c um de seus anlepassados, illuslre caval-
leiro morto na Ierra-Sania, cujo retrato lie um dos
mais bellos quadros de sua galera.
Esla manilla vi pela primara vez lagrimas nos
ollios de madama de Bouville, e pergonlando-lhe
blandamente os motivos de sua tristeza, respondeu-
mc cunindo-nns com um nlhar cheio de alleieilo
maternal : Eslava pensando em vosss, meus'fi-
Ihos. Minha querida Maria, minha filha querida,
vossque o co tinba reservado para meu ltimos
das, como um dos anjos que elle colloca junto das
agonas que quer consular, aquella qoe voss cha-
ma sua providencia, vai deixa-la ; mas cuida nesle
momento em voss. Meu charo Ernesto, que traz-
me memoria urna Icmbr.inca bem clara, desejo
fallar-lhe em particular, para nao levar una iuquie-
lacao, quando sabir deslc mundo.
a Depois a marqueza acrescentou recobrando seu
tom ordinario:
o Eis que cnlerneco-mc e enlcrneco-a, minha
lilha, isso nao val nada para nos, vi lomar algum
re|>ouso.
Nao lenho recchido ncnliuma carta la, minha
Anua, (.le me occulta esse silencio, o qual pro-
loncando-sc redohra minhas inquietarnos c meu pe-
zar t
o A mesma ti mesma.
tt Pars, abril de 1820.
Madama tle Bouville chamou-mc, e achei junto
de seu leilo a Ernesto, o qual eslava paludo c Iris-
te, e tinba na man una raixinlia conlcndo papis.
Vollando-me, reparto que o rclralo de que le bei
fallado nao eslava mais em seu lugar.
Elle esla em sua casa, minha lilha. disse-me a
marqueza respundeudo ao meu olhar c ao meu ten-
samente.
o Entao ctinlicci loso que ella eslava para mor-
rer, lomei a mao que me esleudia, e beijei-a cho-
rando.
Ernesto, lenho tna palavra, disse a marqueza
com voz grave c profunda.
n Ernesto iDcliuuu-sc pondo a niilo sobre o co-
racao.
a Entao, (ico tranquilla, lornnu a marqueza.
At a imite, uicus ffihos, deixcm-ine agora com
Dos.
Voltando para casa achei o retrato ja suspenso
em meu quarto, e ua vista affiigio-mc. Essa bcran-
r,i de urna pessoa viva pareca fallar-me de sua
niorte. Um bilhclc cscripto por urna nulo trmula
continua as despedidas da marqueza.
a Dizia-me que nao bavia (ido a coragem de fa-
zo-las de viva voz, eque applicada aos seus ltimos
deveres, pedia-me que conservasse sempre em sua
memoria o relalo que nieenviava. e que nao me
scpara.se delle para qualquer lugar que fos>e.
.1 Julga, minha innaa, se obedeceiei vu nao as
suas ultimas vonlades'.' a
pacificas disposices do imperador Nicolao, porquan-
lo faz alguns preparativos militares. A Prussia te-
re fe na paz, anda quando se ache empenhada na
guerra, quando os acontecimeoto a instaren), e a
Auslria, passando a fronleira, liver de se apoiar
nella.
Esse movimenlo do exercilo austraco he por ago-
ra o acto que se deve esperar. Elle pode ter urna
influencia decisiva, porque nao s mostrar toda as
for?a occideotae operando no Oriente em um
mesmo pensamenlo, como porque elle be de nalure
za, que pode lalvez determinar oulro accessos
polilica europea era differenles pontos. Nao be de
boje que a Sueca se inclina para o Occidente. Pela
sua posicao uo Bltico, pelas revindicac,oesquc lem
de exercer contra a Bussia, ella (em toda raza? de
inlervir. Entrando a Auslria nos principados, che-
gando no Ballico urna dvisao fraoceza de embar-
que, as operarnos da guerra podem lomar de repen-
le um carcter respcitavel, decisivo e lemivel para
a Bussia.
Eis-aqui pois os exercilos das maiores potencias
da Europa obrando j ou dispondo-se para isso. E
qual he o lim dessas immensas oslentaccs de tor-
cas 1 Oulro nao lie realmente senao o de conquis-
tar a paz; deve-se saber agora quae sao as con-
diees desta paz. Esta queslao era ltimamente
discutida 110 parlamento ingle/.. Porvenlura a Fran-
ca e a Inglaterra tem o pensamenlo de invadir a
Crimea, de proseguir na deslruicao do porto de Se-
bastopol no Mar-Negro".' Como se v, sao cousas
/ mesma mama.
Paris, abril de 1820.
n Anna, ludo est acabado !
Suppliquei tanto ao conde que me lirasse de
Pars, que elle consenlio ; e partiremos amanha
para Chaleauneuf. Mr. de Clandcvcz, que tem al-
guns receios de sua saude, quiz lambem levar Er-
nesto. O retrato me acompanhar : esse legado da
melhor das mulheres nao deve mais deixar-me.
Ernesto que veio annunciar-me a perda irreparavcl
que acabamos de ler, responden assim s minhas
Iristes perguntas sobre sua ultima conversaco com
nossa amiga :
Nao me interrogue, Mara, he um sezredo
que deve ser-lhe occulto, conlenle-se de saber que
at ao ultimo momenlo ella cuitlou em voss.
tt Depois erguendo os olhos para o retrato, cojo
semblante melanclico pareca litar cm mim um
olhar brando e triste, continuou :
Foi por voss que ella revelou-me a historia
deste marlvr.
De ora em dianle be cm presenca desla muda
imagem, que orarc todas as imites. Todas as ve-
zes qne a vejo, parece-mc que ouco a voz da mar-
queza, e seus consclhos lao tornos e to sabios. |)ir-
sc-lfia que ella aiiimou com sua affeicao esta tola
Tria e insensivcl para continuar a vigiar do Tundo
de seu tmulo sobre aquella que amou durante
a vida.
tt P. S. Nao saldrs de teu cruel silencio, queri-
da Anna Todas as manbaas pero com empenho
minhas carias. Ha mais de um mez que mo recebo
nenhuma noticia la. Quasi todas as notes me ap-
pareces em sonhos. que conlmuam as prcoecupa-
ees de meus dias. (Jue le aconlcccu ? Que tase ?
Que te resultnti dessa fatal con\ ersar.lo, que apezar
de meu temo rogos queras ler com sir Edgard ?
Anua Mobray < Mara de Glandece:
a Londres, maio de 1820.
a Depois de um mez posso cinfim reunir minhas
ideas. A febie que me abrazadeixa-me algum des-
canco, o mal exlingue-sc por falla de aumento, e
os mdicos dzem que cslou salva. Enlregarani-nie
las carias, c posso escrever-te, minha irmaa. l.i to-
llas as las tristezas com olhos seceos, crers islo,,
Maria ?0 lerrvel egosmo da desgraca seccou-me
as lagrimas, urna idea gela-nic o coracao, soirro
muilii e nao pos>o condoer-mc dos solTrmenlos
allieios. Salios que eslive tloda '.' Debadle occul-
lam-nie islo, eu o adevinho, se, lenihro-me. Seus
olhares assuslados totlas as vetea que a febre me
atacara, aaV* diriam se eu nao o -mil........ llevo
reunir totlas as minhas forras para t-ontar-te esla
historia ; essa trela lia tle ser peno-a ; porm bei
de desempenba-la; pois assim o quero, e agora nao
eslas, que na se discutem autos da lula. O que de
hojean dianle he cerlo, be que a Europa nao po-
de aceitar sen.lo una paz, em que ache garantas
efficazes e urna compensadlo sufficienle dos esfor-
Cos, que lem sido obrigada a fazer para firmar a
st'L'iiranra do Occidente ameacado.
Assim conlnuam os negocios do Oriente, e he no
meio dessas complicarnos geraes da polilica curo-
pea, que a Hespanha vem tancar, como urna diver-
slo cruel, e embararo de urna crise tanto mais gra-
ve, quanlo est de boje em dianle sem direccao.
Tal he o trisle destino da Pennsula : ella corre a
redea sola no caminho das rcvolures ; corre de-
baxo dos mais sinislros auspicios, em eoatditjBe*
que recordam seus dias mais sombros. Ninguem
pode dizer boje, o que saldr dessa immensa e in-
dcscriplivel anarchia, em que a Hespanha jax ha pou-
cos dias. Nao be mais de um ministerio, de-um
syslema poltico, da dcnomiuacto de 11111'parlulo,
que se traa ; he da ordem geral; de tal sorlc que
estes dez annos, que acabam de penar, em vez de
lerem sido a elaborarlo de um rgimen duradouro,
parecem urna pausa entoe um passado anarebico c
um futuro lalvez ainda mais atneacador. Eis-aqui
a historia dos aconteciraenlos, que se passam I
Quando rebentava oulro dia a insurreicao militar
de 28 de junbo, era sem duvida prevista como a
consequencia fatal de urna siluacao extrema; el-
la era favorecida em Madrid pela presenca de
um de seu chefe designados, o general O'Don-
nell, dzem que refugiado sob a garanta do direilo
de nsylo, em urna legarlo cslrangeira. Todava a
insurreicao pareca no primeiro momento ficar s
e entregue a si mesma. O combale de Vicalvaro,
se nao era urna derrota, lao pouco era urna victo-
ria para ella. A desercao tinba abracado oulros
corpos do exercilo. O governo ainda conseguo,
posto que com trabalbo, organisar urna columna ex-
pedicionaria para leva-la em perseguido das torcas
sublevadas. Naquelle momento ludo mudava re-
pentinamente do aspecto, c apparecia luz a ver-
dade daquella situacao. Hoje he bem claro que a
retirada do general O'Donnell para a Andaluzia era
urna operaclo calculada para deixar a insurreicao
o lempo de estender-se o propagar-se polo exercilo
e pelo paiz. Que succedia com eueilo ? Emquanlo
o ministro da guerra, o general Blazer, peiaeguia
O'Donnell, a Catalunha se pronunciava ; cm Bar-
celona, o capitao general, como elle mesmo disse
com bastante ingenuidad-, n3o podendo resistir ao
movimenlo, se poz i sua frente. A insurreicao foi
proclamada em muilos pontos Je AragtTo, das pro-
vincias bascas o d Castclla Velha. Al nas porlas
de Madrid, o regiment de cavallaria de Monlesa,
o qual linba recebido ordem dejunlar-se a diviaao
de operacOe* J. general Blazer, recusava obedecer
a seus chefes e se diriga pelo contrario para o cam-
po dos rebeldes.
Se o gallineto San l.uiz linba lido al all a illu-
sao de poder resistir lempeslade, estes incidentes
podan cerlamenle abrir-lhc os olhos. Por esta ra-
zio elle d.iva a sua dcmisao a 17 de julho, e de-
pois do diversas coibiaaciut intilmente tentadas,
a ranha nomcara um mnislerio, cujo chefe era o
duque ileltivas; mas aqui aconteca o que succetle
sempre nessas horas decisivas das agitares publi-
cas. Ura mez autos, a dcmisslo do gabinete de
San l.uiz Uvera sem duvida sido baslanlc ; naquelle
momenlo o era mai: be moito tarde! he a
expressao de tola a revolucSes. Demais que au-
toridatle poda ter o novo gabinete formado sob a
presidencia do duque de Rivas? O duque de Bivas
he um poeta de grande talento, hornera amavel
o cheio de qualidade seductoras, e cerlamenle o
menos proprio para dominar urna tal crise. Elle
nao era impopular, era impotente. O gabinete do
duque de Biva servia smenle para marcar o pro-
greso do aconlecimeulos pela apparicao dos pro-
gressislas em sccoa e 110 poder. Com elleito tres
membros deste partido, os Sr. Cantero, 1.a Serna
e Roda, eulravam no ministerio, ao passo que nas
provincia do norte o movimenlo passava j para
debaixo das ordens dos genera es progressists, de
Zabala, de Noguera, emfim do proprio Espartero,
que linha sahido de seu retiro de Logroo para por-
se frente do pronunciamiento de Saragora.
Ura fado conlirmava ainda mai a victoria rao-
ral da insurreicao antes da saa victoria material :
o coronel Carneo, um dos ofliciaes insurgido, pr-
sioneiro em Vicalvaro, jQlgado, coudemnado c
agraciado pela ranha, era promovido pateule de
brigadeiro ao commando da cavallaria de Madrid.
O gabinete do duque de Rivas nao tinha durado
quarenta liaras, quando dcsapparecia na lula, de
qoe Madrid por sua vez acaba de ser o Ihealro. O
que se passou naquelles 3 dias 17, 18 c 19 de julho,
be a historia de todas as revolures populares: com-
bates de ra, violencias, roubos. A popularlo ma-
drilea abracou os programlas insurreccionac:
alacou o palacio da rainba Cbrislina, roubou e que-
raou as casas do Sr. Salamanca, do conde de San
l.uiz e de oulros e\-mini-tros, que foram bem fe I i
zes em nao seacharem nella.
Como na ausencia de todo governo, nao ha defe-
za seria e possivel, a acclo das tropas, que (inbam
lirado liis, acabou por limilar-se na preservaran
do palacio da r.iinha. Tudo lomava desde entao
um carcter revolucionario: urna junta chamada
sou mai aquella mulher tmida, que enrvava como
um cannico ; lenho una vonlade eexecuto-a. O
canuico ergueu-se, forlificou-sc e resisto; para
triumphar delle fra raisler quebra-lo. Elles lano
lizcram que meu carcter temperou-so na des-
graca.
ti Escrevi-le pela ultima vez na vespera do dia
cm que sir Edganl devia dar-me a prova que eu
lbe bavia pedido. Tcnlio aos olhos esta carta fatal,
e nao a deixo de dia nem de noile, de dia na mao
sempre aberta, de noile debaixo da cabeceira. Eu
poderia repelir-lc todas as phrases, tudas as pala-
vras, pois ellas penelraram-me muilo no coracao,
de sorlc que o csquccimenlo nao as tirar jamis
dahi. N,ln me falles mais de suspeilas, sou urna mu-
lhcr feliz As suspeilas niio foram feilas para mim,
conlieco meu destino, elle he bello !
ai Sir Edgard veio no dia marcado e assenlou-se
nessa cadeira, que me ficaem frente. Eram quasi
eslas hora, o lempo eslava snmbrio c carregado.
Elle linba o ar trisle e prcoecupado, cemecou al-
guma phrases, que nao acabou, e eu grilei-lbe
como um condemnado, que espera a vida ou a mor-
to : A prova Tem a prova disso, senhor ?
a Bcparei que elle traza urna caria, c arcan -
que-a das mos. Essa carta era tonga, Maria, c to
primeiro olhar li, atlcviiihci, coniprehendi ludo. Vi
qoe era a mais desditosa das mulheres, sim a mais
tlcstlitosa c a mais Iludida. Vollei depois a cada
pona de punbal, quiz lomar posse de minha sorlc
dcploravcl, quiz saborear minha desgraca. Meu pri-
meiro nlhar nao me bavia engaado, eu linba ido
bem. Havia veneno debaixo de cada urna dessas
palavra!, e n.lo gei. como lilo moni dessa caria.
Dehaltle a Icio, toco e respiro, ella nao me mala.
Meu Dos! meu Dos 1 He preciso que um liomem
seja milito infame para Iludir assim o amor e a con-
fiaoea de nina mullier! Que linha eu feilo a esse
honieni ? Como havia merecido seu odio? Para que
pz elle a mao sobre meu coracao para quebra-lo,
sobre meu destino para mancha-Id e sobre minha
ventura para sufloca-la J Com que inlencio, com
que direilo '.' cora que titulo '.'
tt Mas vejo que anda Bao le disse o que era cssa
caria total. Maria, sabes a quem Mr. Mobrav, es-
se liomem tao nobre, tajo elevado e lao generoso es-
crevia, e quem escrevia a Mr,, de Mobray ao paso
que una rapariga coniloida de sen amor,' lao vivo,
lao dedicado, e sobre tudo tao sincero tleixava a ca-
sa paterna, a irmaa querida, e pnnha una uodoa
cm sua vida, a qiul al entao innocente e pura nao
linha una sombra que oceultar .tos olhos da nii ?
t l'ma actriz, Maria, escrevia a Mr. Mobrav !
que honrosa e atl'erluosa correspondencia l'ma a-
clriz! Mr. .Mobrav lomava no mesmo momento de
de alrofio publica se organisava debaixo da pre-
sidencia do general Evaristo San Miguel, um dos
homens nolaveis do parlido progressisla, c alera
disto e.limado de todos os partidos. Por inco do
presidente da junla he que se estabeleceu urna es-
pecie de armisticio. O general San Miguel foi Ho-
rneado pela rainba ministro da guerra, ou anles
ministro universal, e tudo isto se resolva, ao menos
provisoriamente por um appello feilo ao duque da
Victoria, para se dirigir a Madrid c organisar um
novo governo. Eis-aqui o poni a que chegaram
rpidamente as colisas alm dos Pyrineos!
Obscrvc-se a siluacao em qoe os ltimos aconle-
cimenlos deixaram um momento Madrid e a Hes-
panha. A auloridade da rainba evdenlemenle nao
era mais que nominal, nada era, n.lo passava alm
das porlas do palacio, em que Isabel viveu alguna
dias encerrada sob a guarda de dous mil homens de
(ropas fiis. Seu nome nao era invocado, nem
mesmo nos actos do governo. O general San Mi-
guel, ministro universal, leve tle prodigalisar urna
vellncj; honrosa em cstorcos impotentes; multiplica-
ra as proclamaces e os bandos para fazer face a essa
desordera immensa*de urna cidade, onde nao exista
nenhuma autorida'de reconhecida, c que emprega-
va seu lempo em fazer lodosos dias novoenlrin-
cheiramenlo. A junta governava como soberana ;
restabeleceu a municipalidade de 1813, demiltio to-
dos os empreados, o que fez que a repartir/ies
publica eslejam quasi fechadas; dccrelou que to-
dos os dia, que decorressera de 17 de julho al
i fnrmarao de om novo ministerio por Espartero,
e duas semanas depois fossem feriados, ella mesmo
crcou ilecoracfies. He urna prova daquelle gover-
no, e comtudo nao esl ah lodo o perigo. He ver-
dade que esta junta, que se reuni em casa doSr.
Sevillano, e que he relativamente moderada, ia
sem duvida muito mais longe do que tevera querido,
porque ao seu lado na praca da Cebada, arreb alde
de Madrid, formou-sc urna oulra junla in teiramenle
republicana com tendencia para levar mais longe o
movimenlo. De oulro lado, o duque da Victoria
reccheu em Saragoca a 20 de julho a ordem de
se dirigir Madrid, c por mais urgentes que fos-
sem as circumslancias, pde-se ver, que elle nSo
moslrou grande pressa.
Espartero contentou-se a principio com mandar
um dos seus ajodante de campo pouco mais ou me-
nos como um plenipotenciario junio da rainba, pa-
ra Ihe aprescnlar as condiees. Coiihecc-sc vaga-
mente eslas rniiilices ; urna dellas parece ser a
exclusao de (oda as pessoa affeiroadas a palacio.
Depois da aceitaclo desta condires pela ranha,
he que Espartero dirigio-se a Madrid, onde se acha
presentemente. Finalmente ver-se-ha que o pro-
nunciamientn de Madrid leve por lim atirar para
um canlo os principacs cheTcs da insurreicao de 28
tle junbo, e os aconlccimcntos do meio dia da Hes-
panha. Ora be por accaso da vonlade de O'Don-
nell, que Espartero se veja no primeiro logar no
desfecho da insurreicao".' He esto um poni que
esta por esclarecer, e a quesillo he lano mais ara-
ve, quando n general O'Donnell deve achar-sc boje
i frente de urna Torca militar consideravel. Os pre-
cedentes tle antipalhia como lodos saliera, nao Tal-
lara entre Espartero cO'Donnell. l-'ni este ultimo,
que em 1841 dava em Pamplona o sisnal dos mo-
vimenlo que s terminaran! em 1813. He o ge-
neral Serrano, outro chefe do ultimo movimenlo,
que depois de ter sido ministro do regente, lorna-
va-se ministro da insurreicao contra elle. Nao Tal-
lamos do general Narvaez, c ujo nome nao Toi pro-
nnnciado ainda. Besumindo'SC estes diversos elemen-
to', lodo concordaran que em materia de obscu-
ridade e incerteza a Pennsula nada tem que in-
vejar.
Como be que leve lugar semelhanle estado de
cousas, qnando alguns annos apenas ha, a Hespa-
nha rouservava urna paz quasi gloriosa no meio das
commoees da Europa "! He o lado mais trisle desla
historia. Cumpre dize-lo, ella be quasi a obra de
todo; do governo c dos partidos. He verdade que
desde a queda do general Narvaez a Pennsula se-
guio o Talal caminho, no lim do qual encentra a
crise actual. O erro do gabinetes, que ha tres an-
nos se lem succedido, Toi conservar constantemente
o paiz ameacado de golpes de estado, que elles nao
linham poder de por em execucao e que alera disto
nada explica va na siluacao da Hespanha. A ludo
islo vieran) juntar-se essas tristes quesloes da inter-
venr.lo da rainba Chrislina nos negocios, influencias
palacianas c moralidade administrativa. De todos
os gabinetes que a rainba Isabel poda cscotlier, o
ultimo, o do conde de Sao-I.ui/, era cerlamenle o
menos proprio para reslahelecer a auloridade do
governo, e collocar a Hespanha cm condires nor-
maes. Elle nao Tez mais que augmentar a exaspe-
rar.o das paixoes, sem ler a forja de as conlcr; ac-
cumulou aggravos.
Como se v, nao dissimulamos a parte do gover-
no; mas qual Toi ao mesmo lempo a conduela dos
partidos A opposico moderada, que toi a mais
animada ltimamente, espern por ventura para
manifcslar-se a araeaca de golpes de estado oua pre-
senta do conde de Sao-I.uiz'.' Ella exista j no
lempo do general Narvaez; ella conlribuin para a
sua queda. Ninguem esqueccu a hostilidade indis-
creta, que o duque de Valonea encontrava enlre al-
seu casamento, amores no Ihealro, c depois quiz fa-
zer subir ahi sua mullier. sem duvida em memoria
de suas jovens aleiciies. Eis-aqui a carta da actriz,
quero que a leas, quero que saibas em que maos
cahi, como foram laucados ao vento, e profanados
publicamente os mysterios da primeiras e sania-
afleces, cm que a gente nao ousa repousar seus
proprios olhos pelo lemor de mancha-las, como
quando eu abra minha alma dianle de Arlhur, c
julgava-me s com elle no mundo, havia urna aclriz
que em p por Iraz delle lia como em um livro a-
berlo os sentimentos que cu occollava al a mais
pura das mulheres, mais amada de todas as ami-
gas, minha irmaa.
Maria, nao lia uraa hora cm minhn vida, cm
que eu tenha sido amada, nem urna Os cuidados
com que Mr. Mobrav Iratava-me, seus protesto lio
eloquenlcs, ludo era mentira. Para mim era o sacri-
ficio de minha repulacao, de meu presente, de meu
futuro ; para elle era urna aposta. Elle nao me ama-
va; amava a riqueza de seu pal, a qual quera im-
pedir de passar-me pela eabeea : era um calculo,
um negocio aquello grande amor. Se o conde de
Clandcvcz houve.-e pedido Agla em casamento,
seu fillio te-la-hia amado, e agora parecc-me, Ma-
ra, que amou-a, no lempo em que o conde mos-
Irava alguma atloicao a essa rapariga. Estou bas-
lanlc humilhada, minha irmaa !
tt Porm eis-aqui a carta ; ella le dir ludo. I.,
Maria, l a vergonha c o desespero eterno de tua
Anua.
Copia de urna carta ilc CUtritM a Arlhur Mo-
bray.
tt Taris, 1 3 de junbo de ISIS.
Em que pensaste, meu charo Olhclln, dirigin-
dii-nie as confidencias extravagante que contm tua
caria '.' Sabes que durante quasi don minutos fui
tentada deterciume* Infelizmente isso nao as-
senla em minha physiouoniia, e o louCado que li-
nha iiC"C dia lornava a cousa inleiramente impossi-
vel. Com a mais leve cor de despeto eu tea tica-
do (Via a fazer medo.
Bem sabes que sempre fui de opiuiao que de-
via fazer ludo para impedir leu pai de casar-se ;
por quaulo seria um escndalo deixar passar para
nulrem, primeiramenlc sua alfeicao, e ucpnis 09
bem.iventurados railhes que sito tambem da fami-
lia, c dos quaes la piolle filial nao se poderia
separar sem tlor. Demais, islo esl na ordem da
Prox idenria : a um pai avarenlo um filho prodigo,
e s um tos homens predestinados a reslahelecer o
equilibrio das riquezas, o qual liraria singularmen-
te perturbado se houv esse em urna lamilia duas
geraces de llarpagons. Perdoo-le, pois, teus ga-
lanleios essa rapariga, e pondo de parle o ciume,
gun generaos do senado. Esla opposicAo nao fez
mais que desenvolver-se e crescer; as cores polticas
moltiplicaram-se medida que os gabineles se iam
succedendo. O parlido moderado hespanhol, pde-
se dizer, tomou depoi de alguns anno urna verda-
dera paiilo por dissolver-se. Que resullou dahi ?
He que nma fraeco desse parlido se oceupa lioje
cm guerrear suas opinioes, sen pastado, seus ante-,
cedinles, sua obra de dez annos. Julgou trabalhar
para si, trabalhou para o triompho do partido pro-
gressisla, cojos principios ella esl na necessidado
de abracar na confiagracao actual. Nao se traa
mais da conslituicao de I Sil: Talla-se da de 1837, do
armamento da milicias nacionaes. O general O'
Donnell nao Uvera querido ir al ese ponto ; foi
conduzido a elle, porque ninguem delem as revo-
luces vonlade, c o mais singular he. que urna
porcao iiiitaxel do parlido progressisla se tivera dis-
pensado de vollar a lodos esses programma de ou-
Ir'ora, se he que elles satisfaeam de hoje em dianle
opinioes mais adiantadas. Eis-aqui como se acha
ameacada, sem quo se Icnha querido lalvez, a obra
da parificar terminada alm dos Pv reneos duran-
te estes dez annos.
Mas emfim o acontecmenlos se precipilam, a
crise que agita a Pennsula, quaesquer que sejam
a suas causas, lem lomado una duplicada inlensi-
datle. Onde terminar ella hoje? Qual ser seu
desenlace ? Atacar a monarchia, a dynaslia actual,
a organisarao polilica da Hespanha ? Trata-se im-
plesmenle da substiloico de um yslema adminis-
trativo interno por um oulro Eis-aqui quesloes qoe
se alropelam, e quaes os Tactos nao podem lardar
em responder.
Ha sem duvida alm dos Pyreneo urna mullidlo
de cspirilos perturbados,e seu numero lem crestu-
do ltimamente,os quaes de nenhum modo re-
ceiam aprescnlar eslas questes de soberana e dy-
naslia. Arriscando-se nesse caminho, onde poderia
ir ler a Hespanha? por ventura repblica ? A re-
pblica na Hespaoha he mais que urna loucura, he
o ridiculo; ella be a phanlasia de alguns insensatos,
que lem lido seu symbolo redigido em nossosjivros,
Alm de repugnar profundamente com o carcter
nacional, ella fomentando a anarchia provincial,
nao faria senao precipitar a decomposicao total da
Pennsula. Alguns republicanos poderam appare-
cer era Madrid ; tiveram, e lalvez ainda ten) sua
junla; formaran! um club c tem distribuido escriplos
revolucionarios; mas he esle provavelmenle o maior
servieo, que elles tem podido fazer causa monar-
cbica, porque a roassa da populacao, contrariada
cm seus inslinclos, se griipou e se tlisciplinou logo.
O general Sao Miguel tomou as mais severa medi-
das. Na falla da repblica, abracar-se-ha oulra
vez esse projeclo, apptaodidu por algumas imagina-
Ces, de reunir Portugal e a Hespanha com exclu-
sao da dynaslia hespanhola? Ha um inconveniente
ncsle plano maravilhoso, he sna impostibilidade.
Seria preciso quando menos ura longo trabalho para
preparar essa fuso. Estes dous reinos lmifrophes,
leem hoje apenas algumas relaces entre s. Nao
ha alliaura privadas entre a familias dos dous pai-
zes, Ircs viajantes licspanhoes mo vao lalvez Lis-
boa catla anno; os Porluguezcs vao por toda a parle
na Europa, excepto em Madrid. At bem pouco
tempo nao havia at estradas o commuuicacoes re-
gulares eutre as duas capilae. O nico genero de
relaces que existe enlre Portugal e Hespanha, he o
contrabando que se faz na fronleira; demais nao be
essa a nica difliculdade. Talvcz se possa crerque
o governo porluguez te leoha pronunciado franca-
mente a este respeito, elle nlo quer esta uni.lo, e se
est neslas disposices, lera cerlamenle a approva-
C3o da Franca e da Inglaterra. O representme
inglez na Hespanha, lord Howden, qoe acaba de
assumir este cargo, nao deixar subsistir iofallivel-
mente nenhuma duvida sobre este ponto em Ma-
drid.
Eis-aqui pois a quo te reduzem todas olas com-
binacCes! Porvenlura he um meio importante nma
abdicacSo toreada da rafcba Isabel, que deve 1ra-
zer urna nova regencia* Ha dez anno apenas a
Hespanha vio acabar unta regencia, e nao he essa
sem duvida urna experiencia que se quer tornar a
fazer. Nao se pode suppor que tenha podido exis-
tir seriamente semelhanle pensamenlo. O qoe se
pode ler como cerlo alm dos Pyreneo he, que 110
momento em qne se alaca publicamente a magosta-
do real, a reacclo comeca; vio-se islo no que succe-
deu ao proprio duque da Victoria. Chegar-sc-liia
por consegrante urna guerra civil provavelmenle
immediala, e seria esle o nico resultado.
Se ludo islo be igualmente mpossivel, que resta
pois ? Beata pura e simplesmente a realeza de Isa-
bel II, nao s porque fuoda-se no direilo, seno
anda porque he a nica garanta dos intereises da
Hespanha. Descmbaraeada tiesto modo de seos ele-
mentos perigosos, a qiiestnn polilica quese agila pe-
la Hespanha, nao he menos grave ainda; complica-
se com toda as lula departidos, com lodo os an-
tagonimos pessoaes possiveis. Espartero est hoje
cm Madrid; nao pode haver demora em saber-se
quexs(emavai er applicado. A verdade he que,
mesmo depois dos ultimo aconlecimeulos, quaes-
quer que sejam os homens que subam ao poder,
as ideas conslitucionaes moderadas podem ofle-
reccr Pennsula a garanta de um rgimen regular
c duradouro.
acbo ass engenhosa loa idea de lomar todo o ca-
samento mpossivel a teu pai, enamorando-te ine-
vilavelmenle de suas noivas, sejam quaes forem.
a Porm, meu charo Arthur, quera reprsenla
urna comedia deve nao perder de vista que he co-
medanle, e s o liomem menos proprio para o Ihea-
lro que conlieco. Dcvcs lenilu ar-le de que quan-
do li/. o papel de Desdrmooa com ligo era cata da-
quelle bario russo, teu amigo, live o cuidado de
fdvertir-le no momento da scena principal que nao
me devias suflocar realmente, visto que eras Fran-
rez e nlo Mouro, que le cbaroavas Arthur Mobrav
c nao Othello ; e que n.lo Iralavas com Desdemon'a
la mulher, porm com la amiga Clarissa. Nos-
so Yago cossaco ro muilo de minha idea,' o qot
me :-
que
qoe n.lo
impede de crer que he a essa sabia precaficao
devo a conliuuaciio' de minha existencia. Ain-
la lcmbro-me dos olhares verdaderamente mouris-
cos que me lancavas, eslavas bello de ciume, e
tudo isso provnha da illusao da scena, pois na ver-
dade cu linha bem coutas de que aecusar-me para
com ligo. Vejo daqoi que tua aventura do incendio
passou-sc da mesma sorte. Comerasle represen-
lando a comedia e depois tomaste ao serio leu pa-
pel. Com elleito, Arlhur, sinlo nao ler podido tan-
car um olhar furtivo sobre ti e la herona. Am-
bo deviam eslar mui pillorescos, e se esse roman-
ce n3o se livesse passado fumara e ao orvalho, as
colisas que mais lemono mundo, ter-me-hia agra-
tl atlo muilo. Porm nao o v terminar como o ler-
miuavam quasi lodos nosso pas, perenle o notorio ;
seria grande loucura, e be precisamenle isso que
tomo que aconleca.
cfNto te agastes, Arlhnr; mas deconfio que como
partiste para Saint Vinccnl, ..lim de impedir (eu pai
le casar-se, ahi le casars. He pouco mais ou menos
assim quo se terminara lodas as emprezas como a
que conierastes. Nao le recordas de que quando
viesle rainba casa foi para reconciliar-me cora
um leu amigo?
Queres que tire leu horscopo ? Casaras com
essa pequea provinciana, no lim de dou mezes e-
lars aborrecido dclla, e leu pai se aprovcar de
leu noivado para collorar seus milhes sobre a ea-
beea de alguma Messalina.
tt Adeos, Arlhur, minha prudencia sauda tua
loucura.
Continuaran da Carla de Anna.
Minha m.lo que acaba de transerever esla horrivel
caria arde, cono se hoiivesse tocado carvoe em bra-
za. Minha cabera esl quebrada, meu coraejo lie
urna chaga.
tt Esla caria s partir amanilla, minha irmaa. a
( Continu*r-tc-hu.j
*
na.


llisWi.
DIARIO DE PERNAMBUCO, QUINTA FEIR 14 DE SETEMBRO DE 1854.
Resulta infelizmculc dcsl histVia palpitante nm tai ubimaraejyp anminciade que os generaes c almi-
problema, que nao se applica somata Hespanha. rantes quoj# acliam em Varna tinliamreunido um
Por ventura lie lito difucil a um paizfcmar-se cin cotiseluo. de guerra, que pareca ser o preludio para
um meio justo c fecundo entre o excueo^Hn no- algiusfl empreza importante.
aderes deSfR* Entretanto por
V
> momos anarcliicos e o excesso dos pu
rados ou cegos? lie impo.'Svel reron Juzir estas for-
ras tao intilmente esperdijadas om agitajocs este-
ris, a um pacifico exercicio de todos os dircitos nos
limites de insUtuijOes vi enrosas edurudouras? Es-
te problema nao he tito fcil de resolver, porquanlo
poucas najos o tcm resolvido, e ha tantos paizes,
onde partidos e governos ostentan! crmstanlomente
una emularao singular em comejar outra vez a mes-
ma historia para chorar aos meslos resoltados. To-
dos procuran! cisa ordem na liberdade, que na es-
phcr.i polilica corresponda a alliaoja do dever e do
ilircito na esphera moral, muitos esperan acha-la c
imaginam ler resolvido o problema modificando as
instituiefles peridicamente. Nao vcem que deste
mudo chegam a dar as iiistituires um carcter com-
pletamente transitorio, adaptado disposicAo do m-
ntenlo. Se este detejo do liberdade he que domina
liojc. ter-se-liauma cousliiuijao liberal, mesmo mais
que liberal. Se pelo contrario o que domina, he o
odio das rcvolujes, o amor da paz, ir-se-ha descau-
sar a sombra das conslituijoes autocralicas, e sem-
pre se percorrera este circulo al que o carcter c os
costumes de um povo sejam a verdadeira garanda de
insliluires bastante ampias para coinprehenderem
todas as necessidades.
A l:ranea tem ja pastado mais de urna vez por to-
das estas diversas provas, c menos prcoecupada hoje
de sua vida poltica, acompanha allenlamente a po-
ltica da Hespanha, ou seabsorve nos acontecimen-
los externos, nos quaes loma parle. No meio do
trabalho poltico pouco activo de urna sociedade que
o esto dissolve, quaodo termina para vollar, sao as
preoccopaccs de outra ordem, que reinan esuecc-
dem. Demais, nSoera de um inlcrctse inteiramente
vulgar, o saber ha poneos dias se a cstajao deixaria
ilc sor vigorosa e variavel? Era a queslao do abas-
lecimcnlo do paiz, da alimcntajao publica depois
da escatsez do ultimo invern. Procurava-se saber,
se estas colheilas compradas por om anno de traba-
lho amadureccriam em nossos campos e poderiam
ser iccnlhidas. U sol veio felizmente resolver estas
duvidas.
Porque ha poucas qucsIOes internas, quer islo di-
zer por acaso qnc este intimo movimente ilc urna
aran de sociedade esteja completamente suspendido?
Se elle he pooco apparente, no esseacial procede,
recomeja, renova-se constantemente, Iransforman-
do-se. Elle abraca tudo.os interesses da intelligen-
eia c os costumes, os trabalhos das ideas e os das
cousas praticas.
He esta a historia eterna de um paiz, onde recor-
darles do passado se confundem com os espelacnlos
do presente.
A a I ten ja o publica da Hollanda, depois das ulti-
mas oleijoes, voltou-se immediatamente para as con-
sequencias que a ultima volaran eleitoral poderia
ter na estabilidade dopropro gabinete. Tinha-se fal-
lado de urna liga entre urna parle do ministerio e
urna fracaso do partido,de que o Sr. Thorbecke he o
chefe; a nguagem dealguns peridicos dava algu-
ma yerosimilhanra i estes boatos; lodavia eram fal-
sos. Esta unio entre os chefes dos I iberaes mode-
rados, que estao no ministerio, e dos libe raes exal-
tados, que se grupam roda do Sr. Thorbecke, nao
teve lugar, c he at duvidosu que o tenham io
cedo. -
Os espiritos calmos dos dous lados s;nlem prosu-
damente a, prolongarlo desla separoslo, que data j
da revisti da lei fundamental de 1848, e que as lu-
las da tribuna ou da imprensa tem feito aggra-
var pnrem cllet agora nao podem conseguir veucer
as difliculdadet.que se oppOem a urna nniSo.
O gabinete de Haya est pois reduzido a defen-
derse com suas forjas acluaes contra asdiversas op-
posijiies que exislem i.o parlamento.
Na expectativa das lulas polticas, que se luto de
renovar provavelmente mais animadas na sessao pr-
xima, o ministerio entendeu que devia prorogar a
sessiio actual-para terminar a discusso do estatuto
colonial, o qual he urna legislaoSo laboriosamente
preparada. Nao entraremos as miudezas desse pro-
jecto consideVavel, cuja discusso arrescnlou dous
prjncipios oppostos em materia de governo colonial
um que sujeila os nteres-es" das possesscs de alem-
mar aos da melropole, o outro tem um resultado
contrario. Esta discusso, que tcm um interesse lAo
importante para Hollanda, lera um resultado ulil,
que he derramar urna luz pratica sobre muitas ques-
toes e conduzir muitas outras a nina apreciadlo mas
justa.
Afora o estatuto colonial o debate legislativo mais
serio l'oi o que deu lucar urna nova interpellajao do
Sr. Thorbecke a respeito dos negocies cslrangciros.
O Sr. Thorbecke fallou anda sobre os direilos dos
neutros, que elle acha pouco claro, .obre o empr.es-
limo russo, esobre a estada de um navio francez nos
portos hollandezet. O ministro dos negocios estran-
geiros nao te julgou'obrigado a seguir o Sr. Thor-
becke em todos os seusdesenvolvmontcs c em suas
discustAes abstractas. Esclarecen apenas os diver-
so fados, que motivaran) as inlerpellajes, e a res-
peito dn empreslimo russo acrescenlou que linha lia
vido entre a Franca e a Hallanda etplicajocs mui
salivatorias, para garantir os direilos da Franca co-
mo potencia beligerante e os da Hollanda, como es-
tado neutro. No poda ser d'uulro modo.
(Retuc des Deux Mondes.)
Londres 7 de agosto.
Anda que varias circunstancias parejam favore-
cer a supposijao de que um ataque sobre Sebastopol,
pelas esquadras e exercilos adiados, se vai tornando
man provavel, nao se pode dizer que ha lodavia al-
gum fundamento positivo para esta o linian ; e ainda
que muilo desejemos que os nossos commandantes
se icbem preparados para urna lao importante em-
preza, nao devemos mui apressadainentc conrluir,
sobre inadequada evidencia, que elles tcuham actu-
almente comejado a empreza. Releva observar que
a nossa noticia a este respeito ros chega deduis par-
les de Malta e de Vicua. O nosso correspon-
dente de Halla diz que as noticias de 27 de passado
tinliam chegado de Constaatinopla, islo he, que ti
navios e transportes, conduzindo 15,000 homens,
deixaram Kalttchik a-1, com direejao Crimea.
Mas ver-se-ha, segundo o nosso numero de sexla-
feira pastada, que nos entao publicamos a noticia
de Constanlinopla, por va de Vienna, datada a 24,
,que 15 navios, rom as tropas adiadas a bordo, li-
aban, dado a vela de Baltschik para Aapa ; e como
tres dias devem ser sufficientes para termos noticias
acerca da passagem de Baltschik Constanlinopla,
parece provavel que este, movimenlo nao passa diste
de que presentemente soubemos de Malla, como
ledo lido lugar a"21. Releva observar igualmente
que as palavras com direejao para Crimea sao to-
talmente compativeis com a idea do Aapa ser o real
poni projectado. Temos para nos que ver-se-ha
que outro* boatos que correm a este respeito, anda
..que refiram grande numero de tropas que embar-
caran, nao eremos que sejam fundados sobre noticias
receidas de Baltschik com data mais rcenle do que
de 21 do pastado ; e consequenlemente, a queslao da
semina e do destino da forja embarcada naquelle
lugar nao passa de conjeclura. Todava, ainda que
no nos adiemos de potte de. alguma noticia crivel a
esle respeito, he conveniente que appliquemos a al-
tencao 60bra pontos que postam fundamentar urna
provavel e correcta opiniao sobre eite assumpte.
Em nrimeiro lugar, cumpre ohtervar que o despa-
cho de Odessa, de 31 de julho, que poblicamosn'ou-
tra parte dizendo que as esquadras combinadas
tinliam apparecido defronte deSehutopol no da an-
tecedente com um numero de transporte! nao im-
plica nccetsariaraenle que as noticias de que se tra-
ta tenham sido transmitidas a Odessa d aquella
paragem. Um nico da parece um perodo mui
curto para a paisagem de noticias entre os dous
pontos ; e he possivel que o nosso despacho somente
coiitenha urna conclusuo tirada em Odessa de fados
que possam ler sido sabidos en Baltschik, ou talvez
no nar. Pdenos lambem observar que, e as es-
quadras e transportes deram a vela do Baltschik a
2f, o inlervallo enlre esledia e o dia 30 parece um
pouco longo para a vingem a Sebastopol. Mas, seja
qual for a confianra que te possadepositar nosdespa-
chos que temos receido, nao ha duvida que muitas
circunstanciasconcorrem para asegurar a nojo de
que algum movimenlo no Mar-Negro, em larga es-
cala, te achava em acliva prepararan. Diz o nosso
correspondente de Malla, n'uma carta que appa-
reccii na segunda edijao da nossa impressao de sab-
liado, que ama esquadra de 400 transportes eslava
reunida em Varna. A Irantmissae da arlilhara pe-
sada de assedio ao Oriente, tanto leste paiz como da
Franca, tem sido tratada por mais de una vez ; e
por oulro lado nao se deve esquecer
que, ao pns|p que um pequeo armamento nao po-
deria dar bom resultado n'um ataque em Sebastopol,
a remera de grande nem he fcilmente reconciliave
com os movmenlos que julgamos ler sido projecla-
dos, nem com as operarnos que dizem positivamente
estar cm progrcuo. Oannuncio de Hncliaresl.de 21 de
julho, de que o marechal Saint Arnaudelord Ra-
gln eram esperados naquelle lugar, nao he muito
acreditnvel ; mas um correspondente de um dos
jurones de Vienna, escrevendo da capital da Vala-
cha a 25 do passado, dizla que as tropas anglo-fran-
eczas, com urna grande divisSo do cxercilo lurco,
linhamavanjadopara obrulscha al as alturas de
Babadagh. O supposlo objeclo deslo movimenlo
islo he forrar o restante das tropas rostas para fora
de Dobrulscha, e enlao, vollando para a esquerda,
nlravcssar o Danubio, e lanjar-se sobre a ala esquer-
da do principe GortschakolT parece lao natural,
attendendo-se a posijao do exercilo adiado, que he
difllcil dcixar de acreditar uesta noticia. Alm disso,
he perfetamenle compatvel com o intuito dasin-
tenjes dos commandantes anglo-francezes, que urna
porrao da sua forja embarcasse em Baltschik a 21 ;
porque esta he exactamente a medida que elles na-
turalmente adoptaran) para a reducto dos lugares
fortificados maullo* pelo inmgo no Baixo Danu-
bio. -Parece diflcilmcnlc provavel que os generaes
adiados dividissem osseus recursos cutre este objec-
lo c om ataque em Sebastopol ; com ludo, se a pri-
mrira idea for abandonada, devoremos nos suppor
que a expulsan final do invasor do Baixo Danubio
seja efiecluada pelas tropas da Austriac da Turqua.'
lie tao importante a Austria que este resultado seja
conseguido sem demora, que he .tifli.il rrer que ella
qneira cooperar sem que este objeclo seja alcancado.
Cumpre lembrar que, em quanto as boceas do rio
forem oceupadas pela Bussia, o bloqucio cstabelc-
cido pelos alliadosdeve nccessiriamenlc ser mantidoi
e o commcrcio da Allemanha Beata lolalmeule in-
terrompido ; porque os proprios navios da Valachia
lem sido capturados pelos nossos cruzadores, quan-
do Icntam Iludir a vigilancia delles. Entao, devera
este supremo objeclo ser assegurado i Austria pelo
seu proprio exercilo ou pelos Turcos Nem urna
nem outra cousa parece muilo provavel. He ao
menos duvdoso se os recursos do imperador Fran-
cisco Jos serao adequados para a larefa de limpar
os principados e toda a linha do Danubio, guardan-
do ao mesmu lempo as necessarias reservas para a
defeza do proprio territorio ; e te os Ottomanos
emprehenderem cumprir esle dever, deve ser obser-
vado que, de todas as operarles militares, o assedio
de lugares regularmente fortificados, como Tullscha
c Isaklscha, he, talvez, a sorle da empreza para que
elles eslo menos habilitados. Alm disso, lem sido
repetidamente alrmado que a Austria, ainda que
que rendo oceupar os principados assim que os inva-
sores se retirarem, he anciosa a evitar, se for possi-
vel, urna cuU;3o tan directa com elles como o assedio
de urna cidade sustentado por urna guarniro russa
e posto que nio saibamos que haja algom funda-
mento para esla impressao, nao deve passar como
um calculo as probahelidades do embarque do cxer-
cilo adiado para urna expedirlo disalanle.
lleaomenoscertoque.se nm poderoso armamen-
to houver com efleitodado i vela para a Crimea, os
governos de Franja e de Inglaterra devem ler obra-
do soba conviejao de que elles poda m calcular com
a mais completa e mais estrenua cooperaran da>par-
eda Austria ; mas posto que nulracios esla convc-
r:lo, e a tenhanos repetidas vezes nanifestado, ain-
da nao pussuimus evidencia alguma tufllcienlemen-
te decisiva para eslabeleecr o fado que se dispula
n'oulro lugar. He possivel que o objeclo real du
embarque das tropas em Ratschik seja eflecluar a
rompila expulsan doinimigo para foro do Baxo
Danubio, e iiiterccplar-lhe a communicajao com
Odessa por meio de um altaquc em sen flanco.; e
talvez seja ltimamente entendido obrar directa-
mente contra aquello porto, com designio i sua per-
manente oceuparo durante a guerra. Todava nao
se deve presumir que, debaixodcqualquer circums-
lancia, ucqnsequencia de retardar as operares de-
cisivas contra a Crimea seja ceder o Mar Negro aos
Russos durante o invern, c permitlir-lhes una op-
portunidade de pralicarcm una carneficina seme-
Ihante de S\ uope; porque assim que o Bltico tirar
fechado pelo gelo, os nossos vapores ja nao serao ne-
cessarios no Norte, e ficaro ao niesino lempo dis-
poniveis para o trrico no Euxino. Os repenlinns
furacOes que vcxam aquellas aguas, e de que se de-
riva o seu antigo nomc de mar inho causam medo a um poderoso vapor; e por lano sere-
mos capazos durante o invern, de manter um es-
quadrao de viga, promplo a repellir o inimigo se
elle aventurar transpor os seus fortes.
Temos concuido que a guerra durar alcm do
presente anno,porque nao ha probabilidade alguma de
urna accommodacao, em quanlo urna das partes bel-
ligerantcs houver sentido, muito mais severamente
do que at aqu, a forra militar c uaval da outra.
Era sabido aqu, ha cousa de quinze dias.que as ul-
timas propostas rustas scriam incondcioualnenle re-
geiladas pela Inglaterra, c provavelmente pela
Franca ; e soubemos depois que a rerusa destas pro-
postas pelas potencias occidentaes fora formalmente
notificada ao gabinete de Vienna. Por consecuen-
cia, he em qualquer lempo o dever de nacoes civili-
sadas, quando empenhadas em hostilidades, attender
a qualquer tentativa razoavel e honesta acerca da
mediaran da parle ilcAuna potencia amiga, e estar
preparada para indicar os termos em que desejariam
embainhar a espada. Mas nao podemos nutrir a
menor esperanca de prospera mediaran na crisc pre-
sente ; porque estamos cortos de que nenhuma paz
duradoura podo ser feita, excepto em termos a que
o czar nao ha de querer acceder. O grande proble-
ma oriental agora deve ser sondado a fundo, e plena
e finalmente ajustado. A firme convicrao das po-
tencias occidentaes sobre esle ponto he, lemos ra-
zan para crer, plenamente partilhnda pelo Impera-
dor d'Austria. Elle est convencido que a guerra
he inevilavel, e esl empregando lodos os ses esfor-
cos para desenvolver lodos os recursos do seu impe-
rio para a contenda. Ver-se-ha pelo despacho do
nosso correspondente de Vienna, que publicamos
boje, que a mobilisacao dos contingentes federacs
dos estados allemScs brevemente sera ordenada pela
Diela de Frnnkfort; e ainda vaga um boato mais
significativo de que os dominio! italianos do impera-
dor estao para ser oceupados pelas tropas auxiliares
da Baviera. A corte de Vienna est plenamente
convencida de que lodos os homens e todas espin-
gardas do exercitn imperial serao necessarias para a
conlenda com a Hussia. J oigamos provavel que
urna intimaran peremptoria ser agora enviada ao
czar para evacuar os principados, e que se a
exigencia nao for immediatamente atleodida, o em-
baixador austraco lomar sua retirada de S. Pclers-
bnrgo, comd o preliminar a urna declararan de
guerra. (Morning Cronicie.)
O ASPECTO DOS NEGOCIOS DA GUERRA.
O lelegraphoelcclrico, emvez de ser una felicida-
de, he realmente quasi um damno. Em vez de aug-
mentar os nossos conliccimentos, somenlc complica
a nossa ignorancia. Ora transmute noticias tao frag-
mentarias que se tornnin totalmente incomprehen-
siveis. tira aventura juizos que sao smplesmentc
prematuros ; ora juizos que sao totalmente infunda-
dos. Ora anlecipa despachos ofliciaes por alguns dias
ou semanas; ora.de novo manda, com a npparencia
de pressa, de noudade e de importancia, promeno-
res de aconlecinientosque pouco e pouco vamos de*-
cobrndo ser somenlo alguma historia antigaum
fri plagalo delransacjOes havidas ha quasi um mcz.
Islo com anlecipai.oes, contradiccoes, reasserjes e
repelicoes perturba a qualquer inteligencia ; e nes-
tes dias de rpidos correios e de cominunicajes in-
da mui improvavel. Sabemos agora porque raz.lo
o contingento inglez descmharrou em Srulari : ha-
viam barracas promptas para elles, e dcsl'artc que-
riam oslar em Varna dentro do poucas horas, onde
pareca provavel que elles fossem precisos, e para
onde podiam ser despachados rom pouca demora
assim que as prepararnos relativas a alimentos e ha-
bitaran houvessem sido fcilas'para a sua recepeao.
Tanihem podemos comprehender a simultanea mar-
cha e retirada dos Russosa sua retirada das par-
les oricnlars do Kalafal, e a sua invasao na Dohrnls-
cha. Vemos agora quo foram medidas defensivas :
os Russos comecaram a duvidar da neiilralidadc
austraca, edesejavam concentrar as suas forras as
visinhaocas da fortaleza que podiam tomar c da li-
nha de retirada que podiam defender. Soubemos
igualmente, que os extraordinarios movimeutos va-
garosos lano dos invasores cmodos adiados, devem
ser repulados como provenientes da inesina causa :
a saber, a insuperavel difliculdade em adiar meos
para conduzir artilharia e manlimentos. Tarece
agora que elles lem ido at a Asia em busca de ani-
maos de carga. Finalmente o repentino movimen-
lo retrogrado dos Russos em urna linha defensiva
longe da parte septentrional da sua recente scena de
uperares, ncipcnvel, sendo considerada como a
cunsequencia meramente da sua derroto diante de
Silislria, lorna-sc bastante intelligivel quando con-
siderada em referencia supposta apparenria de
umsupposlo inimigo no campo, o qual, se realmente
disposto para hostilidades vigorosas e eflcaces, po-
dem fcilmente ataca-los pola retaguarda, inlercep-
tar-lhes as communicaees com o paiz delles, e cau-
sar a sua total deslruioao oo entrega.
Casta quanto ao passado, que se tcm (ornado con-
sideravclmcntc claro. O presente e o futuro ainda
estao escures, c parece que se vito enlenebrecendo
medida que vamos recebendo as noticias que o lele-
grapbo ou os nossot proprio* correspondentes ( nos
Iransmillem lodos os dias. Ha quinze dias distemos
que urna pcrcmploria exigencia para a evacuacao
dos principados fora enviada de Vienna a S. Pclers-
hurgo ; que a resposla se nao formalmente dada era
virtualmcnlc conlieoida ;que os Austracos manda-
vam vapores e mais vapores carregados de tropa
para Orsova, para Widdin, para Giorgcvo, c inme-
diatamente orcupariam os principados ; que os
Russos se estavam retirando para Serelh, removendo
os seus quarleis generaes paralassv, na Molda-
via, e concenlraudo-se naquella fronlcira para es-
perar o seu novo antagonisla. Esta semana fomos
informados de que ludo islo he, se nao infundado.
ao menos prematuro ; que nenhuma resposla deci-
dida sern recebida do czar por esses quinze dias ;
que em vez disto serao remedidas cartas autugra-
phas e coiitraproposices;qiie os Russos nao evacua-
ramaValachia, o se estao concentrando emrodade
linchares!; c que as (ropas austracas nao passaram
as fronleiras. Tudo parece outravez involvido na
incerteza de que iamos tahindo. Tudo indica que
o czar vai rcrorrendo sua velha polilica, de escrp-
tos, de proposiooes e de prolocollos, afim de ganha
lempo,e a modo que a Austria permille-lhe pra-
(icar assim.
Verdade he que ludo islo pode ser mera apparen-
cia. O czar pode saber cabalmente o que elle lem
a esperar, c o imperador Francisco Jos pode* ter
Irarado no seu espirito precitamente oque tenciona
fazer. Elle pode tmenle marchar e por-se em coli-
sao com o seu antigo salvador al que os seus novos
adiados lenham atravesado o Danubio e se preparen)
para coadjuva-lo. Nao sabemos totalmente porque
razao elle concentrava as suas tropas em Orsova, 200
millias de Bucharest, o sitio russo mais perto, em
vez de aproveitar-sc daquelles que elle possuo perlo
de Hermansladt e de Cronstodl, para laucar-se
sobre a retaguarda eos flancos russos, c levar as
cousas a um estado de crise. Mas provavelmente os
commandantes das forjas adiadas comprehendem os
plase lctica austraca melhordo que nos podemos
fazer ; e estamos cabalmente convencidos de que
em operarnos militares, criticar ao longe he quasi
sempre criliear nas trevat. Por lauto, somente cha-
maremos a allenjio para um pontoa importancia
vilal de sabermos sem alguma demora ulterior que
activo soccoito da Austria pode ser esperado, alim de
que possamosasseverar o que o exercilo anglo-fran-
cez pode fazer e tentar, e se serao necessarios mais
alguns contingentes.
Releva nao esquecer que a inlenjilo original e o
objeclo da guerra lem solfrido consideravcl mudan-
j. Agora nao s lemos de expedir os invasores do
territorio turcose islo fosse ludo, provavelmente
as forras da Turqua e das (lolencias. occidentaes
combinadas seriam suflicienlcs para o triimpho net-
ta campanba sem a coadjuvajao austracaposto
que, como temos observado, nos paizes onde os meos
de transportes sao inadequados e as estradas to
poucas c pessimas, he mait fcil repellir um inva-
sor, do que expcli-lo quando se lem de cantonar
duzentas militas alravcz de un territorio exhausto
para alcanja-lo. Mas temos tambem do baler a
Kussia, ccompelli-laa chegar razao, ou dest'arle
damnifica-la a ponto de tornar a sua obstinaran
comparativamente fraca. Ora, quanto a quajquer
desles fins, be essencial que o exercilo anulo fran-
cez no Oriento esteja livre para outras emprezas, ou
que oulro exercilo seja enviado para lenla-Io. L'm
lanre d'olhos sobre o mappa mostrara quam enor-
memente difficil ser oh expedir os Russos da poti-
cao que oceupam no Serelh e no baixo. Danubio,
ou prover os mcios de subsistencia, ou os reforjos
das nossas proprias tropas, se nao livermos, e manti-
icrmos, o commando do Mar-Negro. Este com-
mando lemos agora, o (eremos dorante os mezes de
verao; mas >em a poste de Sebastopol (ou ao me-
nos sem a completo deslruioao dz frola russa ah
Tundeada', no podemos, como he bem sabido, man-
ter este commando alcm dos fint de outubro. Os
acontecimentos doinverno passado c da primavera
provam islo de urna raaneira cabal. Nao lia em lo-
do o Mar-Negro um nico porto excepto Sebastopol
onde os nossos navios se possam abrigar ou estacio-
nar com seguran ja. Synope esl totalmente aberlo
ao norte e ao oriente; Odessa s acommodar pou-
cos naviot de alto bordo (e Odessa, alm disso, nao
he nossa',; co oulro podo (e este te acha na cosa
asitica) pode somente admillir fragatas c navios
mais pequeos, l'orlanlo, se Sebastopol nao for nosso
anlesde outubro, as nossas esquadras devem passar
o invern seguiote como passaram o ultimo, igno-
miniosamente ancoradas no Bosphoro, exposlas ;i
vergonha e mortificaran de saberem que lodos os
navios russos sabiam das suas fortificajAes e reforja-
vam ou proviam de mautimentos at suas tropas, ao
passo que mis nao podamos fazer nada para auxi-
liar as nntsat. Temos para nos que nao exagera-
mos as cousas. Se existe um nico porto no Mar-
Negro onde as nossas esquadras possam ancorar
com seguranja, durante o invern, e eslar mito
para soccorrer as nossis forjas terrestres, excepto o
grande porto da Crimea, ainda no foi descoberto
ou feilo publico. Ora, para habilitar-nos a tomar
esle portose na verdade nao he inexpugnavelt
nossas tropas presentemente em Varna e Andriano-
plc ser concedido pela Austria o tentar bona ftde fa-
zer o seu dever, ou toda a esperanja disto deve ser
abandonada, e novas forjas devem ser mandadas pa-
ra a Crimea. Desejavamos poder ver alguma falla
em os nossos argumentos, mas presenlcmenle nao
a vemos. A deslruioao de Cronstadt he indubila-
vclmenle mporlanle, e fora um feito brilhanle e
glorioso; porm he precito islo e mais alguma cousa
paracapacilar ao mundo ou ao publico inglez. a de-
ploravel necessidade de conceder nossa esquadra
oriental passar outro invern inactiva e ingloria na
ronfortavel seguranja do Corno Donrado.
Todas as noticias particulares e as descripjOes pu-
blicadas concorrem em representar Cronsladl, nao
romo inexpugnavel lalvcz, mas como somente ala-
cavel com (remend sacrificio de vidas o de dinhei-
ro. Alguns vapores ltimamente rhegaram al a
distancia de duas mil brajas dn forte exterior, evol-
finalmente, como todas at baleras sao coberlat, as
balas seriam provavelmente inoffensivas. E anda
quando todas estas difllculdades fossem superadas, c
Cronsladl fosse reduzida a cinzas, S. Petersburgo pro
vavelmenle ficaria mais protegida pelos bancos de
areia que a cercam,porque o mar interior nao lem
cm parle alguma mais do que qualro bracas, e ge-
ralmenle nao lem mais de duas. Por consequencia
estamos perfetamenle salisfeitos, deque sejaqual for
o acto de valor e de pericia que possa ser pralieado,
se-lo-ha por Sr Charles Napier no Baldeo; mas
confessamos que leamos preferido nma concen-
rajao das nossas forjas e urna transferencia da de-
sesperada c atrevida empreza para outra parle, onde
um brilhanle triumpho he provavelmente muito
mais fcil ecerlamcntc muilo mais necessario. Se
Sebaslopol for lomado, a Asia assim como a Euro-
pa seriam conquistadas;um Iriumpho no golphu de
Finlandia seria apenas sabido na Persia ou no Affg-
hanistan. (The EconomM.)
x
INTERIOR.
RIO
laram com impressoes confirmadas da formidavcl na-
.amaneas, comecamos I pensar que devemos espe- lllrc,a ,,, larefa quc [pm.i!{nle de ,. ]Ic ,1(lmil.
rar por alguma noticia real do curso dos aconlcci-
mentos para o resumo semanal, para a revista Iri-
mcnsal, ou mesmo para o registro anuual.
As circumstancias da guerra e a noticia transmu-
tla do Ihcalro da guerra \.lo gradualmente habili-
tando-nos a conseguir umconhecimcnlodo passado,
mas nao nos illustram bastante acerca das probabi-
lidades do fuluro. Sabemos agora porque razao
Gtlliopoli foi escolhido como o primeiro sido para o
desembarque do contingente francez : era o porto
mais prximo do qual Andrianople poda ter alean-
cada, e Andrianople he a mais importante posirao
estratgica ao sul do Balkan, e a quo era mais essen-
cial possuir e fortificar no caso em qne os invasores
conscauissem penetrar no interior do paiz ; o que,
quando as tropas foram enviadas de Toulon, parc-
(do por lodos os lados que o nico mclhodn de di-
rigir a empreza seria deslruindo ou tomando os for-
tes um a um. Mas nao ha nole real naquellas la-
lludcs durante os mezes claros, portanto ahi nao
pode haver sol preza; o caso nao he para o servijo
de balis, pois que os navios nao podem se aproxi-
mar baslan(e para coadjuval os seus balis; navios
grandes nao podem approximar-se duas milhas dos
forlas, portanto a sua artilharia nao prnduziria
grande effeilo sobre muradlas de pedra, e as mais
baixas baleriasdas pejas nao poderiam ter elevadas
suflicienlemenle, de sorte que podessem causar al-
gum damno sobre objeclos distantes; as pejas dos
vapores e dos navios do mais pequeo lole nao se-
riam baslaute poderosas ou numerosas para as fdVIifi-
cajfies mui solidas que elles lem a desmoronar; e
DE JANEIRO.
SENADO
Sia 37 da julho.
I.ida e approvada a acia da antecedente o 1 se-
cretario d conta do seguinte expediente:
Um otlicio do ministro do imperio, participando
qoc S. M. o Imperador se diana de receber no paro
da cidade, urna hora da tarde, a dcpulajao do se-
nado, que tem de comprimentar ao mesmo augusto
senhor, no dia 29 do correnlc, anniversario natali-
cio da serensima princeza imperial, a Sr. D. Isa-
bel.Fica o senado inteirado.
Outro do mesmo ministro, remetiendo os exem-
plares impresso dos decretos ns. 1,386 e 1,387 de
28 de abril ultimo, que dio novos estatutos s facul-
dadet de direitocm Olinda e S. Paulo, e as de me-
dicina desla corle, c da Babia ; afim de que, sendo
presentes ao senado possam merecer a conveniente
approvarao, na parteen que disso dependen.A'
secretaria.
Dous oflicios do mesmo ministro, remoliendo os
autographos sanrcionados dasresolujoesdaatsembla
geral legislativa, approvando as pensos concedidas
a Valeria Mara da Conceijao, a D. Francisca de
ivssis Menezes de Macado, a I). Emilia Candida
Vianna Basto, a 1). Rita Bernardiua de Alneida, a
D. Mara Anglica Ferreira Mena Brrelo, a viuva
e lidias do coronel Francisco Jacintho Percira, ao
guarda nacional Antonio da Cruz, c a Rodrigo Lo-
pes daCunba Menezes.
Fica o senado inteirado, e manda-se connunicar
a cmara dos depulados.
Outro do 1" secretario da sobredita cmara, acnm-
panhando a seguinte proposijo:
A assembla geral legislativa resalvo
Art. nico. O governo fica autorisado para
mandar pagar ao padre Leonardo Antones Melra
llenriques o que se Ihe dever de congrua vencida ;
como vigario geral do bspado de Pernambuco, do
1 de oulubro de 1849, ao ultimo de junho de 1850;
revogadas as disposicoet cm contrario.
l'ajo da cmara dos depulados em 26 de julho
de 1854.Visconde de aependy, presidente.
Francisco de Paula Candido,i.secretario.Fran-
cisco Xarier Paes Brrelo, 2. secretorio.
A imprimir, nao o estando.
Un requerimenlo de Paulo Jos de Mello Rodri-
gues Cosa, pedindo ser admitlido a fazer exame va-
go dasmaterias do 5. anno do curto jurdico de Olin-
da, moslraodo-so approvadu nas do i." anno.A
commissAo de iustruejao publica.
Paseando a ordem do dia, continua a 2." discusso
adiada na ultima setsao, dos i j 2., 3., 4., 8. 9. c
II do arl. 11 additivo do projcclo do orramenlo pa-
ra o exercicio de 1854 a 1855, com as respectivas
emendas e parecer da commitsao do fazenda, de 14
do presente mez, e com as emendas dos Srs. Limpo
de Abreu, c Visconde de Olinda, apoiadas na refe-
rida sessao.
Discutida a materia, he approvada a emenda do
Sr. visconde de Olinda, e a ullima parto do n. 1.
do 2. do arl. 11 do projcclo do or jmenlo : jul-
gando-se comprehendida a emenda do Sr, Limpo de
Abreu.
Sao igualmente apptovados os arts. 2. e 3." das
emendas da commissao de fazenda.
Entra em discusso o arl. 19 additivo dn projec-
l o do orea ment, ruin o 4. da commissao de fa-
zenda.
He apoada a seguinte emenda :
c Ao art. 4.Em lugar de afrontar, diga-se,
poder afrontar. Salva a redaejo. Em27 de judio
de 1854.Vianna.
Discutida a materia he approvado o url. 4, da
commissao, coma emendado Sr. Vianna.
Segue-se a discusso do art. 26 addilivo com o art.
5. da commissAo.
He apoada a seguinte emenda:
Axt. 5.supprimam-se as palavrasdizimo do
gado. Em 27 de judio de 1851. Vianna,Vis-
conde de branles.Rodrigues Torres.
Discutida a materia, he approvado o art. 5. da
commissao, com a emenda suppressiva da nesma
commissao.
Posto a votos o projcclo he adoptado com as emen-
das, para passar a 3.a discusso.
Sob proposta do presidente decide o senado que o
projecto seja remedido commissao de fazenda para
o redigir na conformidade do vencido, afim de en-
trar em 3." discusso.
He approvada, sem debate, em 3. discusso para
ser enviada a saneco imperial, a propotijao da c-
mara dos depulados approvando a pensao concedida
viuva do coronel Joo Francisco de Mello.
Continua a 1." discusso adiada em 2 do mez pas-
sado, da proposijao da cmara dos depulados, aulo-
risando o governo a restituir ao quadro docorpo de
saudc de marinha, o 2." cirurgiao Francisco Mar-
ciano de Araujo Lima, com o parecer da commissao
de marinha e guerra e voto separado do Sr. Hollan-
da Cavalranti.
Discutida a malcra he approvada a proposijao
para passar a 8." discusso, na qual entra logo e he
nella regeilada.
Enlraem 1." discusso a proposijao da mesma c-
mara, approvando a posculadoria concedida a Joa-
qun) dos Rois Peres, sacrista da capella imperial.
Verificando-se nao haver casa o presidente de-
clara adiada a discusso.
- 28
I.ida e approvada a acta da antecedente, o 1.
secretario da conta do seguinte expediente :
Um oil'nio do ministro do imperio, participando
que S. M. o Imperador nao pode receber a ma-
ullan a deputajo do senado, que linha de compri-*
menta-lo pelo fausto anniversario natalicio de Sua
.Vileza Imperial a telaban D. Isabel, em consequen-
cia de ter o mesmo Augusto Senhor sofl'rido alle-
rarao em sua preciosa sande.Fica o senado in-
teirado.
Le-sc c fica sobre a mesa o sesuinte parecer:
-i Foi presente connisso. de estalislica a reso-
lujao vindn da cmara dos depulados, que lem por
fim modificar as disposijoes do decreto n. (i7t de
13 de setembro de 1852, sobro divisao de collegios
elcitoraes nas provincias de Minas-Geraes, Pernam-
buco, Mallo-Grosso, Parahiba, Para e Rio de Ja-
neiro ; assim como aderar a divisAo de scmelhanles
collegios fcila cm vrtude do arl. (3 da lei de 19 de
agosto de 1846, pelos presidentes das provincias de
Goyaz, Espirito Santo, Alagoas c Piauhy.
a Dando-se a commissao ao came dos documen-
tos que se pozeram ao seu alcance, e que a podiam
instruir acerca da conveniencia e opportunidade
das allerajes que se tralam de realisar, ella nao en-
conlrou os precisos csclareciineutus senao relativa-
mente as modilicajes que se propoem para os
collegios de Malto-tlrosso. A respeito desla provin-
cia, as disposijoes da resolujao vinda da oulra c-
mara se acliam plenamente justificadas vista da
represenlajao que Ihe foi dirigida pela respectiva
assembla legislativa, e pelas informaroes que,
rcquisijo do governo imperial, j anteriormente
haviam sido fornecidas pelo presidente da mencio-
nada provincia. Mas no que toca s allerajes que
Iraz a resolujao a respeito dos collegios das outras
provincias, a commissao na cncontrou documento
algum que a escln.-ecessc, e confessa nao possuir
dados sullicieules para poder bem avadar a conve-
niencia de toes altcraccs; pela qual razao a sua
primeira idea foi propor que o senado adoplasse
smenlo aquella parte da resoliito que se refere
provincia de Mallo-Grosso, e approvasse om roque-
Tmenlo, que elle Paria ao mesno lempo, para se
pedrem informajies a respeito das oulras altera-
rnos. Todava refleclindn ao depois que os senado-
res pelas provincias a que peitencen esses oulro*
collegios podiam suplir a fnl0de dados que sent
a cnminisAo, e fornecer esclarecimenlos que possam
encaminhar o senado na tua deliberaran, ella abra-
jou o parecer de propor, como com cfleilo propoz,
que enlre cm discusso o pfpjeclo de resolujao tal
qual veio da cmara dos depulados.
a Paco do senado, aos 26 de julho de 1854.
Araujo Ribeiro.Vitconde de branles, ti
Lc-te, e fica igualmente sobre a meta o teguiole
projecto:
A assembla geral legislativa resolve:
Arl. 1." O Roverno he autorisado a ompregar
em alguns dos corpos de cavallaria do exercilo, o te-
neiilc-coronel honorario, Jos Joaquim de Andrade
Neves, em attenjao aos seus relevantes servijos,
sua capacdade mililar.
o Arl. 2. Ficam revogadas as disposijoes cm
contrario.
Pajo do senado, 26 de julho de 1854.f man-
des Chaces, i)
S3o eleitos por sorle para a deputajan que tem
de receber o Sr. ministro do imperio, os Srs. Fer-
nandes Chaves, Paula Pessoa e narquez de Ca-
xias.
Pastando-sc ordem do dia, continua a 2." dis-
cusao, adiada em 20 do mez pastado, da proposijao
da cmara dos Srs. depulados, erigindo em matriz
a capella de Santo Antonio dos Pobres desla corle ;
conjunctamente com o arl. (."substitutivo das emen-
das das commisse* de negocios ecclesiaslicos e de
constituirn de 18 do presento mez.
Discutida a materia, he approvado o arl. 1. subs-
titutivo das commisses.
Segue-se a discusso do arl. 2. das mesmas com-
mssoes.
Achando-se na anle-camara o Sr. ministro do im-
perio, fica adiada a discusso; e sendo introdu-
zido com as formalidades oo eslylo, loma assento na
mesa.
Enlra em 1. discusso a proposta do poder exe-
culivo, e emendas da cmara dos depulados, lxaudo
adespezaeorjando a receila geral do imperio para
o exercicio de 1855 a 1856.
O Sr. V. Manoel, depois de discorrer sobre dif-
ferenles objeclos, continua o seu discurso nos se-
guintes termos:
Eu fallava, Sr. presidente, agora me record, das
presidencias de provincia, que he hoje um dos ob-
jeclos que repulo da maior importancia ; e digo mes-
mo, o luliirodo paiz est cm grande parto dependen-
te das adminislrajocs das provincias.
As provincias lendo administradores habis, mo-
derados, conciliadoret, honestos, e que se dediquem
ao Irabalho, podem apre sentar progressos rpidos,
ltenlos os recursos que em quasi todas ellas a-
bundam.
Estou convencido que o governo lem muila gen-
te habililada para csset importantes empregot; as
provincias sao 20, e creio que o governo tem mui-
tos Brasileiros Ilustrados, moderado, conciliado-
res, honestos e trabalhadores paraos collocar afren-
to dellas; portento os presidentes, procurando har-
moniarem-se com as assemblas proviociaes, de
que lambem muilo depende a sorle das provincias,
podem debaixo da direejao suprema do governo ge-
ral preslar s provincias muitos e importantes ser-
vijos.
Tambem era preciso, senhores, que os presiden-
tes se demorassem netsas provincias; porque he
urna verdadeira calamidade que urna prov incia que
tem um presidente com os requisitos que ha pouco
mencionei, te veja privada de um too poderoso auxi-
lio, sendo a presidencia oceupada por homens que
vo perlurbar a marcha seguida por seus anteces-
sores.
Eu quizera porlanto que estes presidentes assim
habilitados nao fossem afaslados das provincias, nem
mesmo para tomarcm astenlo no corpo legislativo.
Um bom presidente pode prestar muilo mais serv-
jos ao paiz continuando na adminittrajo, do qu
lindo pira o corpo legislativo ; as interinidades qua-
si senpre translornam a marcha da administrajao.
Ou entao seria mclbor, mais conveniente, que os
presidenlcs nao fossem depulados, ou que, te o fos-
sem, o governo pedisse cmara licenja para conli-
nuarem nas suas provincias, urna vez que cllet esli-
vessem habilitados para prestar servijos^ojno esses
de que fallei ha pouco.
Creio que sobre isso nao pode llavera menor discre-
pancia ; mas he is*o o que acontece, senhores ? Ho-
je os presidentes de provincia sao em geVal os prin
cipaes agentes de eleijocs. Nao he para excluir 9
versarios, porque estes estao ja fora do gremio ; he
para nao admillir al cerlot e determiuadot homens,
que mudas vozct apoiadot na sua influencia legiti-
ma, protegidos por prenles e amigos, ousam apre-
tentar-se, ape/.ar de nao aslarem incluidos na chapa
do noverno. Sirva de exempto o Rio do Janeiro,
onde um nojo que foi excluido da chapa do gover--
no, fundanlo-se nas suas relaces e nas relajees de
anigos influentes c poderosos, ousou apresentar-se,
e foi guerreado, nas ficou segundo su p pie ule e lo-
je oceupa un lugar na cmara qualriennal.
Sirva de exemplo o que aconleccu ha pouco em
S. Paulo ; um homem honesto e influenle por sua
forlufta, prente* e amigos, ousou apresentar-se can-
didalo, e foi guerreado, porque era necessario que
vencesse a chapa mandada 'ou approvada pelo go-
verno. Mas, Sr. presidente, grajas Divina Pro-
videncia, dessa vez a iniquidade nao triuraphou, e
o homen honesto, o homem que todos queran e
en quen todos volaran se a volaran fosse livre, em
breve ha d tomar assento nesta casa. Baquearam
ot plauot detse potentado, porque o candidato guer-
reado entrn na lista trplice, e al oceupou nella o
primeiro lugar, e o poder moderador te dignou
honra-lo com a sua escolha. Devo confessar qnc os
outros doos membros da lisia triplica lambem sao
dignos de um assento nesta casa.
De que tervem porlanto os presidentes t Para
eleijOes ; vendo-se obrigados a aceitar chapas im-
postas pelo governo, e assim a guerrearen) muitas
vezes os proprios correligionarios. Veja-sc o que
acontecen com o Sr. presidente de S. Paulo, que foi
sacrificado pelo |. ministro. He verdade que Ihe
douraramat pululas, dando-lheo Ululo de conselho.
Olhe porlanto o governo para as provincias. Ellas
nao podem tolerar administrarnos de presidentes
instrumentos de cleijes, q*ue, comquanto habis,
nao Ibes podem prestar os servijos que alias fariam
se nao se mellessem cm eleijOes. Mas pensa V.
Ex. que este conselhn ha de ser alleudido Deixe
vir as cleijes, que o governo guerrear, nao o par-
tido opposto, que ett morlo, mas os seus proprios
correligionarios que ousarem pretender um lugar
nesla cmara ou na outra, e que nao forem contem-
plados na chapa imposta pelo governo.
E IIC um governo desles que a tanto se affligc, te he que to affltoe, porque o ta-
chan) de corrupto c corrompido Bem diste o nobre
senador por Pernambuco: He urna desgraja que
a immoralidadc estoja frente do governo do paiz ;
be urna desgraja. meu Dos, que a immoralidade
esteja lodos os dias em contacto com a coma. llor-
roris.i-nic esto pensamenlo, que nao lie meu, he do
nobre senador pela provincia de Pernambuco, pen-
samento que deve ser muilo meditado.
Tenho fallado nesla sessao principalmente na cor-
rnpjflo do ministerio .- na corrupjao que ha de levar
o paiz ao abvsmo. Esle ministerio he a cousa mais
corrompida que se pode imaginar ; esle ministerio
lem por divisa as palavras de Tcito corrumpere
etcorrumpi sa-culum tocalur. O ministerio he o
mesmo que diz : Nao ha meio de governar senao
o.que o famoso Wolpole adoptou por espajo de 20
anuos na Inglaterra ; a corrupjao, e corrupjao por
meio dos dinliciros pblicos distribuidos s mos
cheias por lodo* aquellos quequerem ser corrompi-
dos ; mas a corrupjao j faz com que o minitte-
rio exhale de si um cheiro insupporlavcl. A eor-
ruprao nao he o principio innexoravcl de dcstrui-
jao na ordem physica e na ordem moral ?
Passarei a fazer algunas considcrajcs a respeito
do consol lio de oslado.
Senhores, o conselho de estado he em verdade
urna das bellas insliluijes que nos temos ; mas
o covcrnjr tcm-lhe dado a considerajao que elle
merece ? Nao por cerlo.
O conselho de estado esl reduzido a fazer regu-
lamenlos o inslrucjcs quaodo os ministros mo que-
rem Irabalhar, nao querem ver a lei, porque en-
tao dizem : V secjao tal, relator ,o Sr. Fula-
no. Mas. Sr. presidente, nos altos negocios de
estado quantas vezes osse respeilavel corpo he con-
sultado c ouvido i He urna raridade quando os
jomaos dizem : a Foi com orado o conselho de os-
lado pleno. E para que Nas sabemos os moti-
vos dessas convocajoes ; he por causa da inlerpre-
tajao de urna lei ou para a remojao de algum juiz
de direilo, romo a lei determina. Quanlo ao mais
qual he n ni' 'iii-iu de alia monta, verdadeirameole
poltico, em que he ouvido o conselho de estado '.'
Doze homens encanecidos no servijo do paiz, iodos
habilitados, todos pralicos, a maior parle lendo os-
lado na administrajao, e por consequencia mail ha-
bilitados do que ningiicm para esclarecerem o go-
verno sobre qualquer negocio que diga respeito ao
paiz, estao reduzidot a fazer regulameolos. e dar es-
clarecimenlos sobre ai duvidas qae liouverem cm
objeclos de mera administrajto.
E dizem que nio se pode com os trabadlos, por
exenplo, da pasta do imperio, e en vejo tao bello,
tao nedio, tao robusto o Sr. ministro dessa repar-
tija, grajas aos seus 36 ou 37 annos. Creio mes-
mo que o Sr. ministro dos negocios estrangeiros
esta muito mais forte, muito mais robusto depois
que he ministro, e a prova he que todos o das not
honra rom a tua presenja, o que faz crer que tcm
pouco que fazer, por que o teu antecessor falla\aao
senado muitas vezes por motivo justificado; mas S.
Ex. depois que abandonou os folhelins, e faz oflicios
a lapis....
O Sr. Presidente : Isso lie pessoal; nada lem
com o ornamento e con o ministerio do imperio os
folhelins.
O Sr. Ministro dos Segocios lislrangeiros :
Entao V. Ex. quer que o nobre senador se cale'.'
elle nao falla sobre a materia.
O Sr. Manoel: V. Ex. quer que eu re-
tira aqai o conselho de irm escriptor que he aulo-
ridade na materia ? (juamlo as materias sao cm si
ridas, como estas de que gatea fallando, presiden-
cias de provincias, comedios de estado, ele, he ne-
cessario allrahir a allenjandos ouvinles com algum
incidente curto que possa arrancar o auditorio da
dislracrao produzida pela aridez dos objeclos. Ora,
quando vejo que o senado esta distrahido, drijo-me
ao nobre ministro dos negocios estrangeiros, e V.
Ex. observar que o senado todo volla para ello as
suas vistas, e est a attenjao captada. He conselho
de um homem qoc escreveu para os oradores.
Mas, dizia cu, lem-sc dado a esta corporajao a con-
siderajao que ella merece ? Nao, disse eu, raras
vezes he consultado nos altos negocios do Estado,
esl reduzido ao que he administrativo, a fazer, por
exempto, regolamenlot, os quaes muitas vezes sao
entregues a urna lerceira pessoa para os corrigir.
Aqu esta o Sr. visconde de Olinda e seus collegas
que tanto trabalharam, para veren destruidos os
estatutos tanto dos Cursos jurdicos como dat escolas
de medicina por elle organitados. Quando se v,
portanto, que nma corporajao como cita, conposta
de homens 15o dislinclot, tao experimentados, he
assim tratada pelo governo, diminue-se-lhe o respei-
to no publico. Nao sei se alguem diste na outra
cmara que o conselho do estado eslava com allri-
buijes deliberativas Pobre conselho de estado,
allribuijes deliberativas !
Curso jurdicos, etc. Finalmente appareceu a
reforma tao preconisada dos cursos jurdicos e da
otela de medicina. Senhores, devo dizer o que san-
io a esle respeito ; achei boa a reforma, principal-
mente a da iustruejao prinariae secundaria da cor-
le, acho-a boa. O regulamenlos que se expediram
honran) o nobre ministro do imperio, e honram
a todos aquellet que tiveram parte na confeci-ao
delles.
Pode ser que na pralica enconlrem algamai difli-
culdade*, mas que ot regulamenlos contm o que
ha de mclbor nos poneos escriptores que tenho lido
sobre a materia, nao ha duvida. Mesmo urna dis-
posirao nova que apparece, que no nosso paiz al-
guns entendem que he oflensiva da constituijao, eu
acho-a ptima, e he a que impfie aos pas, tutores,
curadores, ele. a obrigajio de darem aos neni-
os mainres de 7 anuo* o ensillo pelo menos do
primeiro grao.
Senhores, eu nao quero alargar-ne nesta discusso,
porque a occasiao no he atada e mesno porque mu-
guen conbaleu os novos estatutos ; nas he fura de
duvida que esse systena adoptado na Prnts'm, que
foi depois seguido por outras najos, he hoje por
todos os escriptores reconhecido de indispensavel
necessidade. Assim, dz-se na Prussia que todo
o Prussiaoo sabe ler, que lodo o Prussiano he sol-
dado.
Em verdade, em um peiz nascenle, onde a civ-
litajo aato tamben nascenle, nos nao podamos
asentir nesta pralica abominavel de crescerem os
insumo?, chegarem idade de 14 e 18 anuos sem sa-
berem ler nem escrever; assim como, senhores, he
do averiguado que mesmo cm nuilas cidades os
meninos crescem sem una t vez lerem ouvido mis-
ta, sem saborcm os rudimentos da doulrina chrislia.
E nao he s nos lugares remotos, he mesmo na
corte do Rio de Janeiro.... faz horrorisar, estreme-
cer. Eu os couheoo em taes circumstancias Pois
quando um pai chega a ponto de desconbecer seus
deveres, que nem manda seu lidio aprender a ler e
escrever e a doulrina chrstaa, ha de o governo cru-
zar os brajo*', ha de dizer a este pai que esta no
seu direilo, que mande seus filhos escola se qui-
zer, e se nao quizer que os nao mande t Pois eu
posto impor penas aos que commeltem deudos, e
nao posso prevenir os delicio* ? Estas ideas nao san
de agora; aquello* que nesta parle reprovarem ore-
gulamento do governo nao consultan) bem os verda-
deiros interesses do paiz.
Esse exame, etsa liscalsajan que o regulimento
exilie nas escolas particulares he excedente medi-
da, eu a adopto, porque o nobre ministro sabe mui-
to melhor do que eu que tao essas as opinies de
grandes meslres neslas materias, como sao os Srs.
Cousin, Girando, ele. Um aveutureiro pode abrir
una escola, pr-lbc un distico moilo pomposo :
a Aqui se entina isto, aquillo e aquill'outro, neo
governo nao ha de ter direilo do examinar, de ver
o que he que se d s creanjas que frequenlam cssa
escola, que suslento Iliterario receben, qqe religue
se Ibes cnsina, quem sao os meslres que ensinam '.'
Ha de o governo consentir, por exemplo, que um
christaozinho calholico soja muitas vezes instruido
por um protestante en materias religiosas.9 Diz-se
que o governo nao lem direilo. porque o ensiuo he
urna industria, ca constituirn garante o livre exer-
cicio das industrias.
O Sr. Rodrigues Torres:Tamben he um meio
de industria.
O Sr. D. Manoel:Eu o quero considerar como
industria, e mesmo muito nobre; mas nao hade o
governo ter direilo de por seus delegados cnlrar
nessas casas, de examinar o que se ensina aos Brasi-
leiros? Oh senhores, onde estaramos nos? Nao
sao as ideas de boje. A liberdade da industria esta
manlida desde que o homem prova que lem habili-
tarnos, muralidade, etc. Como se ha de atacar por
estelado o regulamcnlo '! Como se pode desconbe-
cer principios que hoje sao conesinhos nesses es-
criptores que andan pelas ntaos de todos :' Porlan-
to, eu nesla parte u3o tenho se nao de fazer elogios
ao governo. Na leitura rpida que pude fazer ha
pouco desse regulamenlo vi ideas qne por vezes te-
nho sustentado na tribuna, ideas que tamben 1 en
escriptores dislinclot, vi un tjstema que con algu-
nas nodilicajoes esta adoptado na Blgica, na Prus-
sia e al na Franja, porque a Franja he um paiz
que mais tarde accordou cm um bom syslema do
educaran, de on-iiiu. O senado sabe que o Sr.
ousiu. um dos homens a que se pode chamar sa-
bio, foi estudar o sxslcma de iustruejao na Blgica,
na Hollanda e na Allemanha; publican primera-
mente um pequeo volume, o em segundo lugar a
sua obra grande. E nole-sc que a I-rauca nao so
dedignou mandar um de seus sabios ctludar na Bl-
gica, na Allemanha c na Hollanda o tvslema de
iustruejao publica primara e secundaria, c al
superior, e nao se dedignou adnpla-lo em grande
parte.
Portanto, o governo nao violou a consliluijao, a
liberdade da industria est garantida. Pnde-se ven-
der veneno em qualquer casa ? Nao. Pois ha de
prohihir-se que qualquer venda veneno, e ha de
permitlir-se o cnvenenamcnlo de creanjas de 7e 8
annos; ha de obstar-se a que o governo examine,
como ditsc ha pouco, qual he o alimento Iliterario
c espiritual que seda a cssas creanjas? Nao creio
que o homem illotlrado, e que conhece e estado
do paiz, possa nesla parle fazer censura ao regula-
menlo.
Oala que o Brasil todo pudesse adoptar este r-
culamente. Eusei bem que o governo supremo
nao lem urna ingerencia immediata sobre a inslruc-
jao publica primaria c secundaria das provincial,
porque Uto pertence s assemblas provinciaes; mas
o governo pode muilo, e he por isso quo eu !ia pou-
co tanto me oceupei com os presidenlcs; lendo nas
presidencias homens Ilustrados e probos que se in-
teressem peto bem dellas, bao de gozar da eslima e
considerajao das assemblas provinciaes, bao de po-
der dizer-lhes: vede o que se decretou para o mu-
nicipio neutro, nos devemos nniformisar a nstrttc-
cao publica, lano quanto for possivel; aqui leudes o
v i
io- e
n*c
di m
modelo. Com as nodificajet qoe as provindas
comportaren), o governo pode ver o syslema da cor-
le adoptado nellas. Tudo he fcil havendo boa har-
mona entre o presidente da provincia e as assem-
bln provinciaes.
Eu declaro neita occasiao alloe bom ton, ludo
quanto a assembla provincial do Ro Grande do .
Norte fez de mao no meu lempo, te o fez, eu son o
culpado, porque cu linha all bailante anigos.se lo-
doso nao eran; ellet nao apresentava'm um projec-
to que nao livessem a bondade de mostrar-me ante
pedindo-me a minlia opiniao; os projeclot eelavam
por assim dizer sanecionados antes que subiesen i
tanejao officialnenle.
Creio portanto qoe o presidente muito podem a-
judar o governo neste empenho de ter o regulamen-
lo da nslrnor-in primara e secundaria adoptado em .
todas as provincias com aquellas modificares que \
forem indispensaveit, pois reconhejo que at provin-
cia- nao eslo (odas em estado de lerem j umn ius-
truejao t5o aperfeijoada como a ettabelecida no dito
regulamenlo.
E, Sr. presidenta, muilo deve o governo ler em
villa netsa directora que creou contervirr sempre
nella homens disididos. Sem duvida o governo
cscolheo. muito bem o chefe desta directora, e es-
tou persuadido de que o nobre senador ha de envidar
ludas as suas faculdades para corresponder a espec-
lativado governo, ha de prestar ao municipio neutro
mais esse servijo, servijo que ha de ser a principio
etpinhoso, mas seguramente muito proveitoso e glo-
rioso. Tambem o governo deve ler muito em vista
os membros do conselho, cumpre que sejam ho-
mens cochecillos pelo seu saber e moraddade, isto
he, que nao lenham mtala*,
-He preciso que esse conselho eateja por assim di-
zer em rolarlo com o chefe. No basto que esse
chufo tenlia a moralidailc e inlelligeocia que todos
Ihereconhccem, he necessario lambem que os mem-
bros do contedlo lenham, senao tanta iluslracao. ao
menos igual moralidade, Sr. inuistro, homens que
tirvam de etpelho, porque este comedio be urna es-
pecio de representante da instrucjAo primaria e se-
cundaria, be rielle que devem partir lodat ai medi-
da-, he es-e contedlo que ha de animar os profesto-
res no desenpenho de seus deveres. Se elle virem
no conselho homens cuja conduca he reprovada que
a opiniao publica nao comidera muito moralisados,
ot profesores talvez nao cumpram seus deveres co-
mo devem.
Eu, Sr. presidente, nio quero enlrar agora n'uma
queslao impelanle, islo be, do que maia convem,
se seguir o exemplo da Inglalerra, ou se o da Bl-
gica e da Allemanha. Srs.,"nos sabemos que na In-
glaterra oensino he livre, muilo livre; mas boje
conhece-se o inconveole dessa imnensa liberdade.
Esses inconvenientes foram palpavelmenlc de-
monstrados por um distncto membro da cmara dos
corrmnni na sessao de 1851 ou 1852; e estao apon-
tados n'una obra sobre a materia que moslra as van-
tagens do syslema adoptado na Blgica e na Alle-
manha.
O governo fez pois bem em abandonar o syslema
inglez. O syslema adoptada no resulamenlo, syslema
que chamara mixto he o que mais convem ao paiz.
Nem he ioteira liberdade, nem monopolio absoluto
i feito pelo govrno.
Nao ha maior necessidade do paiz do que a ins-
truejao, ma tambem nao ha maior perigo para elle
do que urna inslrurjo envenenada desde os lenros
annos: esto pensamenlo he de um grande escriptor.
Pois bem, o goveruo que curar seriamente da ios-
truejao publica, lem laucado as primeira bases da
illusIrajo.'civilUajao e moralidade do paiz. Va-
mos porlanlo ensaiar o regulanento, a a pralica ir
indicando quaes as retornas que be preciso fazer-
lhe para que preencha o fin que Um am visla.
Nao ootarei alguns ordenados avaaiMadosque com
eTeto se marcou nova repartir o,' porque se ella
corresponder geral expaclajao bem merecida te-
rao assas retrbuijoet que e rcgulamenla marca.
He verdade. tenhores, que o eoverua deve er
muilo parco em augmenta de ordenado vista do
estado de nossas linaoja. Nos caminhanos para
urna grande crl-e, da qual lerei de tratar quando me
oceupar da colonisajao; crise.que ha de roullar de
duas prineipaes causas: 1., mo estado de finan jai;
2.a, falta de brajos; estas duas causas estn mijito
conjnnclas. Nao queira pois o governo galardoar
anigos con ordenados excessivos.
E agora ne lembro de repente dos novos ettalu-
toa das escolas de medicina. Nflo son habilitado para
entrar no exame desse estatutos, pertence itto a
oulras pessoas; mas sempre reparare! que fe dsse
ao director 4:000"), sendo (res de ordenado e nm de -
gralifirajao, quando al agora apnas linha iOOJ.
Ha verdade que esse lugar ara occopado por un
lenle que linha 2:000 de ordenado, viudo a ler
2:400$ com a gratificaran de directo); mas o gover-
no abri as maos extraordinarias dando 4:00txf ao
director e cono se isto nao batlasse. jubilou o lento
que he hoje director, para que alen de 4:WH^00O
tiveste mais 1:2009 que percebe en lodo o lem-
po, mesmo estando nesla casa; porque como V. Ex.
sabe, a jqbajao, aposentadora ou reforma aecu-
muia-se con qualquer outro ordenada.
O trabalho de director da escola de medicina da
corte merece ser pago "m a quanlia de 4:0008?
Certameote que nao. ^W ,
Era occasiao agora de eu prVvar que esse emprego
he una sinecura mesmo lendf em vista os esta luios;
nat nao o farei porque naoletl presente aqodle
a quem cu quera provar e%V ia*sen;a.
Nao fallarei do ordenailp, foi elevado. E, senhuras, en oulro lempos eu tal-
vez nao censuraste tanta despeza ; mas nos lempos
acluaes,om que leos receiot de una diminuirlo oa
nossa renda, dimuunjo que al he allinnada 00 rc-
lalorio do Sr. ministro dos negocios da fazenda, oa-
recc-me que o governo coniullou mal ot inleresses
do paiz, e deixou-se arrastrar pelo patronato, quiz
fazer clientella, e dientuda cusa dos dinheiros do
estado.
Sin, dse honras a esses que as merecen ; a es- ,
se lentes que depois de lautos annos de magisterio
continuam a servir, d#-se una gratificaj*o, d-se
caria do conselho cono dao ot estatuios; ma nio
ordenados tao avullados, porque as nossas circums-
tancias nao o permitiera, e creio mesno que ot len-
te* estavam contentes con aquillo que liuhan.
O que disse a respeito do* lentes dat escolas de
medicina digo-o acerca dos lente dos cunos jurdi-
co*. Nao se diga que elles tinliam direilo ao orde-
nado de desembargador ; em que lempo ?
Quando i'oram creadas as academias que ordenado
linham os desembargadores ? 1:2009000, se bem me-
loniliro : e por ventura a lei fallou no futuro ? Ella
dizia : se o ordenado dos desembargadore for aug-
mentado, sera augmentado o dos lentes T A lei
fallou em relajo ao ordenado que tinliam os deer
bargadores no lempo om que ella foi publicada ;
mas nao ordenados avullados, cno fim carta do con-
selho.
Sim, senhores, quero que se d nm premio a ho-
rneas que, apezar de mo lerem feito.mais do que
cumprir os seus deveres, lem dado provas-de zelo e
iiileretse;2d-sc-lhes urna commenda, caria de conse-
lho, ate, vou muito para ahi; mas ordenado lao
pingues, qnando o Sr. minitlro da fazenda aflirma
que ha de haver diminuirn oa renda, me parece
om excesso, um uxo, umapparatu de patronato, que
tamben infelizmente ja invadi o nobre ministro do
imperio.
O nobre ministro do imperio faz bem ; porque o
de que se (rala he arranjar clientella, e be bom ar-
ranja-ta con o dinheiros da na rao.
Terrivel corrupjao hydra maldita E nao ha
una espada que decepe as cabejas desse monslro !
Os nonos ininislerio* cada vez refinam nais na cor-
rupcan, e o aclual he naiscorronpido do que todos
que ten havido.
Quaodo fallo no adoalninislerio, refiro-me ao Sr.
presidente do conselho ; os mais senhores que te-
nham pacienria, eu os n9n considero....
E a proposito, visto que fallei cm diitincjdes, hon-
ra, grajas, etc., pergunto, ainda coutinua esse in-
fernal tvslema de vender-te titulo* e coudecorajoet,
syslema que muilo reprovava o uobre ex-ninislro
do imperio, senador por Sergipe, segundo me cons-
ta ? Anda esta esse leilao aberlo ? Ao Sr. Costa
Ferreira ) V. Exc. ainda nao receben da sua provin^
ca una nova lisia de pedidos a este respeito ?
O Sr. Costa Ferreira: Quo data ?
O Sr. D. Manoel: Aquella de que fallou o
anno pastado.
Senhores, anda nao era tenpo de dar aprecn a
essa moeda tao bella, to preciosa das nonarchias?
Ainda o laverneiro qae leve a felicidade de impin-
gir mao azeile e vinagre aos seus freguezea, ha de
ser barao, porque tirou ao novo 15 contos de rit
com que compra esse titulo ? Ainda o conlridian-
dista que e enriqueceu cuita de carne hurrlna,
que reduzio centonares de homens livres escravi-
dao, ha de ler no pajo o mesmo lugar que oceupam
aquellet que o obliveram pelo seo mrito, luzes e
servijos ? Etsas commendas da ordem de Chrislo,
que oulr'ora eran tao apreciadas, porque henve lem-
po em que o habito de Chrislo era urna distinejao
extraordinaria que o soberano* davam a seus subdi-
tos, bao de ornar pcitos de lionens cheio* de en mes.
como os conhejo, s porque liveram ditponiveis
:0009 para os dar '! Quando ha de lindar esse ne-
fando syslema ?
Maldito syslema. cuto abomino, porque aprecio
miiilnas grajas, ai conderorajoct que possuo, e me
onvergonho quando encontr um collega commenda-
dor da ordem de Chrislo cheio de rnmes, e que por
elles devia calar na casada carrcejao,para nao dizer
um lugar peior. ^ w
Uc um verdadeiro leilao, senhores ; j est itoem
areslo, ja ninguem pergunta : sao 15:0009 pelo ti-
tulo de barao, 30 pela grandeza, 6:000; para a com-
menda da Rosa, 4:0009 pola commenda de Chrislo,
3:0009 o oflirialato da Rosa.
Nao v o ministerio que semelhanletv stema pro-
duzo dcsapreciainenlo desea moeda com que na
monarrliia- se galardoam os servijos? E nao lu
ministerio que pare na ca reir de tantos desatino?
Nao ha, im, em quanlo se nao roucluirero as obr
do hospicio Pedro II leilao nao se fecha.
O Sr. Costa Ferreira : Ainda existe ?
O Sr. D. Manoel : Ainda; se tem alguma lis-
la, Ihe indicarei as pessoa a quem se deve dirigir.
O Sr. Costa Ferreira : He um favor.
OSr. D. Manoel: Vai-sc, receber um bilhe- .
le para enlrar com o dinheiro, creio qoe no cofre do
hospicio de Pedro II, sem o que nada se oblem, e
depois entao he que apparece o decreto.
Quando V. Exc. vir oo Jornal condecorajOes e t-
tulos destocados, he porque leve lugar o leilao ;
quando vir, por exemplo, fulano foi agraciado
com o baronalo de tal. he porque o tal sujeito deu
>
i
/
t
/
V"*-

!
6
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15:0009 pouco mais ou menos.
E o Sr. ministro do imperio nao podia faier ao
paiz o servijo de acabar com isso ? Nao podia com
osseus coni|isnlieir, eal com o Sr, miiii(ro do*
i-
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Ol RIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FElRft 14 D STElYIBRO DE 1854.
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negocios estrangciros, que he mais Hr.isileiro dn que
''<>. acabar com e>-e abuso, que iiifelizoiealoj ron-
la .ilguus innos de existencia!
Mas nao, seuhores, vende-se um titulo de gran-
deza e nao se vende um habito do Cruzeiro Pode
o monarcha conceder urna grace maior i um homem
do que dando um titulo com grandeza 1 Entretan-
to nao se vende hbitos, uem oflicialatos, nem di-
nitarias do Cruzeiro, nao se vende a dignatario di
Kosa que nao da eiio tenhoria. e vende-se o Ulu-
lo de grande do imperio que di eicellcncia e outras
prcrogaliva*. Todos sabern o que he grande na
lie-panda, em Portugal, e por consequencia no
Brasil.
Onde, sendores, nos leva scmelhanlo marcha ?
Nao ha urna paradeiro a tao horriveis abusos? Pobre
monarchia rad vez Ihe cavara mais os alieerces.
Nao lia iniroigo maior da monarchia do que os mi-
nistros que tem aconselhado a cora para que venda
s eraras, porque isso nao he mais do que um con-
trato de compra e venda.
Tinha anda muito que dizer, mas vejo que sao
duas huras e meia. *
Agradero os nohres senadores, que me fizeram a
honra de ouvir, tanta bondade. Hei de continuar a
fallar.
Ja o nobro ministro dceslrangclros vcqueme oc-
cupei com a materia, eamanhaacontinuirei a fallar
sobre algum objecto importante da reparticao do im-
perio, e a mostrar assim que nSo me oceupo so com
uinharias.
Hei de oceupar-me particularmente do tpico re-
lativo oionisacjlo, porque he boje negocio vital pa-
ra o paiz.
E desde j annuncio ao nohre ministro que tem
perdido o seu lempo, apezar do seu bem elaborado
rcsulamento, bem que cm alguns ponto) pareen a-
fastar-st da lei ; reconhereiidu eu que he difllculto-
so marear as raias de um regulamento, principal-
mente tratando-so de urna lei cuja execuco, como
hem disse o meu nabre amigo senador [ielo Mara-
nhao, pode ser perignsa.
Digo ao nobre ministro que lem perdido o seu
lempo, os500 oh 600:0008 que se lem do despen-
der he mi pura peda; para o Rrasil nAoveni bracos.
He orna prophecia tristissima que faro. Oxal que
me engae, que eu icja falso prophela, que o regu-
ameulo Iraga para o paiz um grande numero de
oraros.
Essas despezas serao todas improductivas, infrucli-
feras, gastaremos com as novas reparticocs, medi-
res, etc., muito dinheiro, mas tudo talvez em pu-
ra perda, se nutras medidas nao forera adoptadas.
A discussao ficaadiada pela hora.
O prndeme designa o orden do da e levanta a
StMlOi
29
Pelas dez horas e meia da manida, taita a chama-
da, vcrifica-se nao achar-se reunido numero legal
de memhros, o presidente declara nao haver sesso,
e convida os senadores presentes a trabalharem as
coramissdes.
i'EnVuimco.
J
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
3.* SESSA EXTRAORDINARIA AOS 13 DE SE-
TEMBRO DE 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanli
A'* 11 'j horas feila a chamada, e achando-sc
presentes 25 Srs. deputailos abre-sc a sessao. Compa-
rece o Sr. Barros Lacerda.
He lida e approvada a acta da sessao antece-
dente.
Acham-se sobre a mesa, e sao remettidos a com-
missao de constituidlo c poderes os diplomas dos
Srs. Rochaele Silva Costa.
Retiroa-se a commissao para a sala respectiva,
dahi a pouco voltou, e declaren que os ditos di-
plomas estavam conforme com a acta da apuraran
peral. Eniao aqvellessenhores, juntamente com o
Sr. Manuel Cavatcanti, sao introducidos com as for-
malidades do cstylo, preslam juramento, e tomam
assenlo.
ORDEM DO DA.
Enlra cm primeira discosso o projeelo n. 1 rela-
tivo a ga rautia do juro de 2 por cenlo cumpauhia
da estrada de ferro do Agua-Preta.
O Sr. Metra encela a discussao, declarando que,
posto que uaprimeira discussao so se deva tratar da
uliiidadee constltucionalidade do projeclu, com tu-
do jalga conveniente fazer algumas reflexCes acerca
do quantum da garanta estipulado no orejelo.
Allega qoe. e o que levava a assembla a lomar a
medida proposta he a presencia cm que se acha
lioje a estrada da Babia, que jii postile esta garanta,
parecia-llie que era atar as miios ao governo o nao
facultar-se-lbe meios mais ampios para que a nossa
estrada nunca liqoe cm condiroes inferiores i da
Babia, e que por consequencia era de opiniao que
se concederse maior arbitrio ao governo ; e concluio
is suas rellexes declarando que, o motivo que fazia
Jue elle pensasse de scmclbanle maneira, era qoe a
abia, em leodo noticia do passo dado pela asscm-
bla desla provincia, podia proporcionar niaidr gi-
ranlia companhia que eAprchendcsse a conslruc-
Cao da estrada de ferrqdrejoazeiro.
O Si. Manoel Ce alcunti cometa declarando
que anda nao leve len po de illuslrar-sc .ieerca da
materia do projecto, c que suppunha ta'nbemque
a casa na possuia n< Vitli -.emes esclateciiiienlos
para tomar urna medi.laMsgura a lal respeito, e la-
menta que taes csclarecimenlos se nao achem na
casa.
Est persuadido que nao temos populacao nem
capilaes para semell.antes empiezas. O orador mus-
tra-se enlhusasta das estradas de ferro, di; que quer
ve-las no seu paiz, e at declara que urna das maio-
res impressfics que eipcrimenlou ltimamente na
Europa fai a que ihe causou o viajar em estradas
de ferro ; mas que he preciso haver toda a pruden-
cia em negocios desla ordem.
Alm disso he de opiniao que para promover este
me-.liora nenio exclusivamente para urna parte da
provinrii n cusa de lodas as oulras, suppiimindn-se
para lal lim as demais estradas que nao poderao ser
continuadas, he grande iijii-ln-.i que a assembla
nao deve pralicar. Segundo o entender do orador,
0 lucro da companhia nos primeiros annjs nao po-
de chegar para mais do que o costeio da linha ; e
neste caso diz que be certo que oa cofres pblicos
lerao de carregar at um lempo desconliecido, com
esse onu da garanta, que'nao se sabe ainda ale
onde chegar ; porque, no conceito do orador, os
orcamenlos que foram feitos sao superliciaes, pois
que nao liouve lempo para um esludo profundo acer-
ca das despezas da linha, e que ningiiem ainda pode
assegurar porque garanta nos vamos obrisar.
O Sr. ICpaminondas lendo pedido a p i la ira ce-
de-a
O Sr. Carvalho cm qualidade de signatario do
projeelo, loma parle na discussao e cm susten-
tarlo, disse que nao esperava que ilepois das
reuniOes particulares dos sentares depmado', as
quaes se Iratou da questao, fosse o projeelo impug-
nado logo na primeira discussao ; e que |>or seme-
Ihanle molivo nao havia Ira/ido alguns apnnla-
mentos oue tem, os quaes do alguma sorle esclare-
cem o assumplo.
Disseque, admittindo qoe tudo sneceda pelo mo-
do peior, admittindo mesmo que falhassein todos os
clculos de rendimenlo que lem sido feitos, e que a
provincia venha a pagar lodo o lacro de dous por
rente que vai garantir, ainda ueste caso a provincia
nao podera vir a pagar mais de cenlo e cincocnla e
tantos eonlos, pois a garanta de dous por :ento n;lo
excede a esta quantia. O orador funda-sc no-orca-
mento apresentado ao governo imperial pelo enge-
nheiro, i Sr. Bothwik.
Insiste e moslra que a provincia pode paear essa
quanlia, mesmo sem recorrer a emprestimos e
ao augmento possivel dos impostes. He de opi-
niao qoe a quanlia de cenlo e cincoenla eonlos,
para pagamento do juro do capital emprenado,
poda ser extrahida sem o menor inconveninle
da verba'que actualmente applicamos, cora menor
proveilo, us estradas ordinarias. O orador moslra
que no ha preferencia alguma odiosa na esculla da
parle da provincia que vai ser beneciada pela es-
Irada da ferro. Em primeiro lagar di.se,que quando
se trata de fazer estradas lem de se principiar por al-
guma exlenso de terreno, pois que nao se podem fa-
zer todas as estradas ao m. sino lempo, nem construir
ao mesmo lempo loda a extensao de cada estrada.Em
segundo logar a parle que lem de ser percorrida pela
estrada do rio Una, que se prolongara at o rio S.
Francisco, na comarca da Boa-Vista, lem de per-
correr a provincia em loda a sua exlenso passando
pela sua porrao mais frtil.
O orador julga que ha um mcio de compensar as
comarcas do noria da provincia. Pensa que a estra-
da so estar prompta daqui a seis at doi'.e anuos ;
al essa poca nao se pagar jaro, pois ha no orna-
mento da obra una verba de W> mil libra do juro
do capital durante os Irabalhos. O orarar he de
opiniao que durante essre seis ou duze annos, para
compensaras comarcas do norte da provincia, a ver-
ba que a assembla vola para obras publicas seja es-
pecialmente empregada as estradas deasa onlra
porrao da provincia.
O orador repelle as ideas de bairrismos, e conside-
ra a questao nicamente como urna necessidade pro-
duzida pelas circomslancias. E termina duendo.
que a questao da nossa estrada de ferro nilo lem um
eslreito limite, como alguem Ihe quer atlribiiir. mas
que aiiraugc as mais largas consideracocs decivilisa-
rao e de importancia social e poltica para a pro-
vincia e para o impario.
O Sr. Cani'iro a. Cunha toma a palavra, e com
varios argumentos sostena o projecto -e com-
k baleas razies apresentadas pelo Sr. Manoel Caval-
canli. Demonstra que os reciios do orador que im-
pugnara o projecto nao linham fundamentos reacs ;
que a estrada de ferro havia de dar grandus Incros,
, porque passava pela regio mais frtil da provincia,
e que nao so linha de cunduzi viajantes como lodos
os genero de produccao do rj. Alem disso pro
vou que i quanlia de 150 eonlos, quando houvessc
do ser dispondida, e-lo-liia smenlc depoi da con-
clusao da estrada de ferro, o queso poder a ler lu-
gar daqui a seis annos, e que dorante este periodo,
lodas asoulras entradas ao sul da provincia estariam
feilas, e eno a quota qoe boje se vota para este
objeclu, seria applicada exclusivamente ii estradas
do nurle. O orador disse cm rooclusAo que, se ha-
via motivos de queixa da parle das ontras comarcas
cm conceder-.se a garanta u companhia que empre-
hepdesse a estrada de ierro, esses motivos ja
i'xistem u lualmeotp, pois que a assembltaathoje
quaii su em tratado das estradas do sul.
I.e-s u requerimenlo seguinte do Sr. M moel C-
valcanli : aReqoeiro que se peca ao presidente da
provincia capia do contrato feto com o governo im-
(njrial para a comlrnccia di fsrada da ferro desla
cidade para Agua Preta, bem como do ornamento da
obra, fcando entretanto adiada a discussao. |-'o
a provado.
O Sr. Manoel Cacalcanti loma a palavra segun-
da vez* e declara que as razocs apresentadas nao o
fizeram mudar de opiniao, visto que os vocahulos__
prosresso, cmlisarao. gloria, ele, nao resolvem a
queslao. isseqoeo que se devia discutir, oque
con vi aha examinar era sea cousa era possivel para
nos, e que por isso Jie que pedio nfonnacOcs e a-
presenlara o seu requerimenlo. Quem sabe, per-
gunta o orador, se so se (astario esses sele mil eon-
los em que se fallou .' Nj |,e po9,Vel. continua
elle, que os orcamenlos sejam confeccionados por
bailo valor para animar o governo a garanlir csse
juro c no caso de sastar-se mais nao ser a nossa
coiilr.bu.rao maior do que se norte? cat onde
chegan ella l
Eis, disse o orador, as quesles que devem ser re-
soiv.das^ nao se deixe a assembla levar somente
pela razan de que a Halda garanti 2 por cenlo, por
que hem sabe que aquella provincia se acha em ou-
tras circumslancias em que nao nos adiamos. A in-
llucnca de que ella goza, para com os poderes ge-
raes, he inconlestavclmenlc maior do que a das ou-
Iras : isso deve anima-la. al pode acontecer que a
sua garania fique um dia a cargo dos cofres geraes ;
e poderemos nos contar com isso'.'
Finalmente o orador insiste nos seus primeiros'ar-
gumc.ilns, c concluc dizendo queoseu requerimen-
lo he necessario.
Tendo dado a hora, a discussao licoii adiada. O
Sr. presidente den para ordem do dia, leilura de pa-
receres, projectos, indicaces e a continuacao da
primeira discussao do projecto adiado, e levaulou a
sessao us 2 horas da tarde.
aafmoa i
Companhia do encanamento do rio
B beribe.
Ha bstanles annos que Henriqnc Lufa Vicira
Freir de Andradc.govcrnador de Pernamburo, qne-
rendo prover a falla d'agua polavclque senliamos,
mandou represar o rio Bebcribe, e formn o pantano
de Olinda. Pouco maisou menos um seculo de-
pois, alguns cidad.los benemritos, organisando a
companhia do Behcrbc, conseguiram remediar a
mesma falla por meios mais aperfeic,oados ; porm
por um disruido lamenlavcl, ou antes pelas conlin-
gencias do nosso estado poltico, i parle noroeste do
Kecife, e a occidental da cidade de Olinda, perma-
necen um extenso e insalubre deserto, por causa des-
se pantano arlilicial.
Hoje, que om eslado mais tranquillo faz vollar a
atlencao para os melhoramcntos reacs do paiz, pa-
rece chegada a occasiilu para emprehendermos aca-
nalisaca i do rio Bebcribe, e. sob os auspicios do go-
verno da provincia, organitar-se urna- companhia
para realisar esse lim patriolico.
Na verdade, boje, que a aglac.lo poltica pare-
ce ir substituida por outra artivida le, e oulras prc-
occuparAes. he lempo de sobra para curarmos de
emprezas uleis, e exlinguir.nos quanto antes csse fu-
co de peste que existe a dous passos do Recite, al-
teslando a nossa incuria, e cuja influencia he tao
peruiciosa i cidadede Olinda. He temno de anro-
velarmos um slo que permauece esleril no fundo
de aguas eslagnadas. He necessario melhorar a com-
iniinioaeao do ameno vale do Beberibe e do Recifc
e Olinda, essas duas cidades irmaas, bandadas pelas
mesmas aguas, quo ainda se contemplara de longc,
masque cedo teem de rennir-se n'um aperlado a-
brai;o. Convm regenerar a vellia c decadenle Olin-
da, envolvcndo-a no circulo da joven e opulenta
cidade do Recife.
O dcsseccamenlo do pantano de Olinda tambem
snscila duas quesles da mais relevante ulilidade
publica.Poder esse desscccamculo olTerccer terre-
no para o eslabelecimentu de um logradouro publi-
co, que niel!.uro a qualidade do gado consumido
nosta cidade ? Poderemosfinalmcnte gozar das van-
lagens de um jardira botnico'! Ser csse terreno o
mais proprio para essas duas necesarias creacoes ?
Para realisar laes melhoramcntos nao fallara se-
guramente meios de retribuir as despezas da com-
panhia que tomar essa empreza.
lima grande evtensan de precioso terreno que of-
fercrem as duas margeos do rioeo leilo do panta-
no, e que deve ser entregue i paslagem, culiura,
e cdilii-acau, junta cun o imposto que devem pagar,
os que se aproveitarem da navegacilo aperfeicoada
do rio Beberibe, saoa prodiga indemuisaraoque es-
perem os execulorcs de urna obra na verdade pouco
dispendiosa.
Para cmprehcnde-la, pois, ao convidados os nos-
sos capitalistas, commrrrianles, o proprictaros,
n'uma palavra, lodos aquclles que podem e devem
concorrer para o bem do paiz. E para fruslar lo
generoso pensamento, (Vira necessario nao s desat-
lender os incitamentos de um governo creador, como
resistir aos impulsos da inlclligcncia e do Jnlcresse,
que n'oulro paizes dirige o espirito d associacao
para as emprezas litis o lucrativas.
As bases sob que fui concebido o projeelo do en-
canamento do Rio Bebcribe sao as segiiinles:
1.a A companhia se obrigar a rnnalisarn rio Be-
bcribe desde o ItecifjB^atJLpo.viiariio de Beberibe.
2." O gevernii garanlir a companhia a pusse e
dominio de tudo o terreno .te marinba, rio abaixb
Marques do Espirito Santo, c Francisco Ignacio Pi-
res, ambos por hriga ; e a ordem do subdelegado da
freguezia dos Afosados, o pardo Jos do Nascimenln
A.iiquerqiie, pur haver cs|iaiicado a urna mulher
de mime M'ii.i da Concei^ao.
Por oflicio de S do crrenle, me communicou o
delegado do lermo de Sant i Aulao, que fora brba-
ramente assassinado n crioulo Damiao da Silva, of-
hcial de olciro, o qual sendu morador em S. I.ou-
renco da Malla, cachava Iraballiando no engenho
Serra daquclle lermo ; e que da vestoria, que se
proceder no cadver, se coi.hecera ler sido f mora
proveniente de um tiro, que recebera na cabera,
queolTendera o crneo, apresenlando indicios ile
haver sido lamhcm enforcado. Declara o mesmo de>-
logado que cadeia ja so achara rcrolhidas Mara
.loaquina daConccicao, Maria Margarida da Concei-
c;lo, c Mara Manoela da Conreicao em quem reca-
ben! gravea suspeitas de terem sido autoras de sc-
mclbanle atienta lo.
Em dala de 9 me nartiripou o delegado do lermo
de Goianna. que no da 28 de agosto lindo, foi preso
por um lal Manoel Coco, morador no dislriclo de
Pedras de Fugo, Manoel Nogueira, morador no mes-
mo lugar, \ nulo em seguimento de um cavallo que
Ihe trtara o dito Nogueira, e encontrando esto com
o cavallo, o tumou e o ronduzir. preso, e pouco adi-
anto nolugarda malla do engenho Bonito o assassi-
nara com um tiro c Is lacadas, corlando Ihe urna
orelba, acrresccnla aquelle delegado que Pica cm-
pregando as mais activas diligencias para ser captu-
rado o referido Manoel Coco, atilor de um tal at-
tentado.
No dia t Manoel Bezerra de Menezes, morador
em o dislricto de Nossa Senhora- do O", por urna
altercacilo. que Uvera com Joiio Gomes de Moura,
sollrera desle um tiro, por rujo motivo foi logo pre-
so o aggres6nr, e um eu irmlo de nnme Monoel de
Jess Carvalho, osquaes jn se acham prucessados,
segundo me communicou o referido delegado.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria la pulicia de
Pernambuco 13 de srlcmhro de 1834.Illm. e Exm.
Sr. consclbeirn Jos liento da Cunha e Figuercdo,
presidente da provincia. m; Carlos de Paiva
Teixeira. chefe de polica da provincia.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Tendo nossos correspondentes de Paris e llam-
burgo noticiado em suas carias, bonlcm publicadas,
a tomada de Bomarsund no Ballico pelas esquadras
alliadas, julaamos nada dever accrescentar ao que
em dilas carias se l, por nflo ser esse urna felo de
armas que Ibes fi/csse honra, visto a grandeza dos
meios de quedispem e a peeucna resistencia que
liveram de vencer; as constando-nos que se lem
commentado esle fado dedifTcrcnles modos, vamos
explica-lo como realmente se passou.
As forras alliadas no Ballico, vendo aproximar-
se o invern, e consejas da que por esle auno nada
de importancia pnderiam fazer, Irataram de apode-
rar-so de algum lugar que Ibes offorecesse commodo
abrigo e mesmo provises para essa rigorosa eslacao.
As ill.as de Aland forarrf escolhidas para esse lim*, e
com raziio, por quanlo alm de- sercm mui feriis
em .-oreaos, ahundam cm ca^a. principalmenle a de
Bomarsund, que be a maior de lodas, pois tem per-
lo de 18 milbas de comprimenlo c t de largura.
Os Russos saliendo disso, c vendo que nao podiam
impedir que os alliados nella se oslabelccessem, vis-
to que apenas era defendida por (res fortes, dous pe-
queuos, guarnecidos, um por 150 humens, outro por
200, e por mais oulro com 3,000 homens, pouco mais
ou menos, lanraram fugo a lodas as planlaces e Ca-
sas, deixando apenas em pos fortes, os quaes entre-
garan!, quando atacados, fazendo mui pequea re-
sistencia.
Desle modo os alliados, em vez de acharem osas
para se abrigaren! no invern, cereaes e gado para
se alimentaren, euconlraram um perfeito deserto, e
lero quelular com todo os rigores da etac,ao.
He ama segunda edicao do que leve lugar cm
Moscow na guerra contra Napolen I.
A SOClEDADE CRIADORA.
A eslipulacao consagrada no extincto contrato das
carnes verdes cm favonios cria loro-, pareca reve-
lar a boa disposirilo com que seria areila pelo gover-
no provincial urna empreza para o ahasleciinenlo
dos ac.ougues desla cidade, fundada por grandes fa-
zendeiros desla c das provincias limilropl.es : preva-
leca em favor desles a presumpean de pnderera for-
necer o mercado com carne mais" barata, remetiendo
directamente sens gados a esta capital sem passarem
por duas ou Ires operaces de venda, o que os loma
demasiado caros as maosdos marchantes ; alm de
que naturalmente experimentaran! as sympalhias da
populacao, que era geral lulo v com bous olhos os
alravcssadorcs, que alleiamos procos de gneros de
primeira necessidade.
Occupado da idea de promover semclbante empre-
za, vim a esta cidade examinar o mercado, e colher
os dados precisos para calcular os lucros provaveis.
quando sube coma maior sorpreza.que j existia urna
do Varadouro, assim como dos de ro cima as Bcat SOTiedade denominada Cria'lora, da qual cu e
beribe, que foram dc encanamento. noticia!Continuando mnhas indagantes, sube mais
3. Estes terrenos serao distribuidos por aforamei;-~ J!'"> & criara una onlra sociedde ctu. o lila
eir seguinte. j Pernambucana, que tambera lem por objecto o
to, ou venda pela mane
i.' 0> que ficarcm a margem do rio ranalisado
do Varadouro para bailo, serao divididos na fren-
te em porciles iguaes para cdilcacSes com pequeas
chcaras, cun faxada principal para o aluhamcnlo
da ra da Aurora.
5." Os terrenos porem que ficarcm cima do Va-
radouro, depois de reservada a porco necessaria, e
maisconveiiicnle para um borlo botnico, e para um
logradouro publico, serao divididos e exposlos a ven-
da ou aforamenbypcrpeluo na forma que for deter-
minado em un plano orgauisado pela companhia e
approvado pelo governo.
6." O logradouro publico tirara, por cerlo lempo,
perlencendo a companhia. a quem os hoiadeiros pa-
garao urna pequea laxa por cabeca de gado que al-
l pastar.
7.a Ter a companhia o exclusivo (por cerlo lem-
po) da navegado a vapor do canal, ou rio canalisa-
do, conforme for necessario para indemnsimo das
despezas d.-i obra e pelo modo que houver de ser ap-
provado pelo governo.
8. Nenhiim terreno a margem do ranal, ser afo-
rado ou vendido sem a obrigaro de edificar dentro
de determinado prazo, e segundo a planta gcralque
for previamente levantada pela companhia, e appro-
vada pelo governo.
9." Conseguido o numero de mais de 50 assig-
nantes serao estes reunidos cm assembla para orga-
nisarcra a companhia, formaron os competentes es-
tatutos e nomear a commissao que tiver ile contratar
com o governo, e finalmente determinar o cometo
dos csliidos grapbicos da empreza, medanle auxilio
do governo.
B. de Cimbres, Francisco de Paula Cavalcan-
ti de Albuquerque, Pedro Francisco de Pau-
la Cavalcanli de Albuquerque, Manoel Figueirdade
Farias, Joao Cnncalves da Silva, Vicente Thomaz
Pires de Figueiredo Camargo, Jos Ignacio de Abren
e l.ima,.Io Mame le Alies l-'erreira,liaran de Capi-
barihe, Manoel Goncalves. da Silva. Manoel Joa-
qun) Ramos e Silva, l.uiz Antonio Vieira. Joao Piu-
lo de Lemos, Jos Jernimo Monleiro, Manoel Ig-
nacio deOliveira, Francisco Joao de Barros, Jos P.
da Cunha, Bailar & Oliveira, Jos Joaquim de Mi-
randa, Guilherme Frederico de Souza Carvalho,
Joaquim Pires Machado Porlella. Salusliano de A-
quino Ferreira, Manoel l.uiz da Veiga, Jos Fortu-
nato dos Santos Porto, Francisco Jos Silveira, Joao
dos SaniosNunes Lima, Joao Cardozo Ayrc, Fran-
cisco Gomes de Oliveira, Joao da Cunha Magalbaes,
Jos Gomes Leal, Joaquim Rib*iro Ponles, Henry
Gibson, Vicente Ferreira da Costa, Joao Baptsla
Fragozo, Joao'lavares Cordeiro, Jos Antonio da
Cunta .& Irmaus. Francisco Xavicrde Oliveira, An-
tonio Gomes Leal, Jos Biplisla da Fonseca Jnior,
Luiz Aiilonio da Siqueira. Antonio Marques de A-
morim, Amor.m Irmaos, Delfino dos Anjos Teixeira,
Joaquim Pinheiro Jacome, A. A. de Souza Carva-
lho, Antonio Jos de Castro, Alvaro A. de Alinc-
da, Moreira & Duarlc. Dr. Filippc Lopes Netto,
Manoel Goncalves da Silva Jnior. Beiito Jos Fer-
naii.lo-. Barros, Joilo Valenlim Vil'alla, Jos Pires
Ferreira, I). Joanna Maria de Deoi, Dr. S. A. Ma-
vignier, Octavianode Souza Franca, Barlbulomeu
Francisco de Souza, Antonio Jos Gomes doCorrcio,
Jos Bernardo (lalvao Alcoforado, Gcrvazo Goncal-
ves da Silva, Sebasliao Lopes Giiimaracs, Antonio
Francisco Pereira, Guilherme da Silva Gaimarfet,
Jos Antonio Basto, Cipriano Fenclon G. Alcofora-
do. Abilio Jos lavares da Silva, Joao Pinto de Le-
mos Jnior, Jos Teixeira Basto, A. L. Sanios 4
Rolim, o vigario Venancio Henriques de Rezende.
i Jos Nunes de Paula, J. J. Tassn Jnior, Manoel
I Francisco da Silva Carrito, Joaquim de Paula Lo-
pes, Joaquim Lopes de Almeida, Antonio de Si Lo-
pes Fernandas,LiiizManoel Rodrigues Valonea,Fran-
cisco de Paula Dias Femando. Jos Prancsco dos
Santos e Silva. Dr. Antonio Jos Coelbo. Manoel
Joaquim Cameiro da Cunha, Jos Moureira Lopes,
Manoel Antonio Gomes, Jos Policarpo de Frrita,
Antonio Pereira Barrnzo de Moraes, Francisco de
Paula Ribeiro de Freilas, Benlo Francisco Bezerra,
Jos Quintino de Castro LeAo, Beruardinn de Sena
Dias, Jos Cardozo deQueiroz Fonseca, Manoel An-
louio dol Passos c Silva, Antonio Hcrculano de Sou-
za lim lei.a. o arcediago Bernardo Raymundo de
Souza Baiideira. Salvador Henriqnc de Albuquer-
que. Luiz Jos Gonzaga, Dr. LourcucoTrigo de Lou-
reiro, Braz Machado l'imenlel, Luiz Jos Pinto da
Costa. Hollino Goncalves Pereira Lima, Amonio E-
pamiiiondas de Mello, como procurador deThereza
Goncalves de Jess Azcvcdo Manoel l.uiz da Vciga,
Eliziario Antonio dos Sanios, Jos da Silva Lovo,
por procurara.) de V. P. Cimba. Jos da Silva
tojo, Joaquim Baplisla Moreira, Luiz Filippc de
Souza Leo, Francisco Jo.lo Carneiro da Cunha,
o'1!"^!,' *,ares Rapozo da Cmara, Joao Joaquim
Rauello Pessoa, como procurador do commandanle
superior Joaquim Cavalcanli de Albuquerque Ma-
noel Joaquim Carneiro da Cunha, Flix da Cuuha
Teixeira, Urbano Jos de Mello, Jos Ignacio Xa-
vier. Francisco Simocs da Silva, Albino Jos Fer-
reira da Cunha, Joao Xavier Carneiro da Cunha,
liaran da Boa Vista.
Aassgnalura continua aberta na praca da Inde
pendencia livraria n. (i e 8.
REPARTigAO DA POLICA.
Parte do dia 13 de selembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a' V. Exc. que, dai
parles hjc receidas nesta repartirn, consta lerem
sido presos: ordem do subdelegado da freguezia
de S. Fr. Pedro (ioufilve*, os clmelos Victorino
ulo de
fornecimenlo das carnes vales, e por lim veio ao
meu conbecimenlu, que a Criatlnra reccian-
dojH da concurrencia da Pernambucana, sol li-
cuara da presidencia da provincia urna meia duziade
favores por va de um requerimenlo, concebido nos
termos segu n les :
Requerimenlo que ao Bxm. Sr. prndenle da pro-
vincia acaba de apresentar a naneante Cria-
dora ou ante:. Atraresnadora.
Illm. e Exm. Sr. Dzem Marianno Ramos de
Mendonca, e Fabricio Gomes Pedrosa, romo repre-
saiiliinlcs da sociedade Criadora, que baveudo lutado
co ? immensas dilliculdade.se eraba raspara susten-
ta' >n a concurrencia das carnes verdes nesta cidade,
e jftn virtude da qual se tem suslentadn o prero bai-
xo, porque lem sido vendidas com grave prejuizo dos
supplicanles como he publico e notorio, acontece
que a cmara municipal desla cidade lenba anniin-
ciado englobadameute a arrematadlo da renda dos
acougnes, de que dispoe, privando jksim os meios
de urna livre concurrencia que se nao pode manter
sem a proteccio legal do governo, porque sao im-
mensos e poderosos os meios de que disnAem os que
sao iiileresados no monopolio. Nestes termos re-
corren) a V. Exc. para que ordene cmara muni-
cipal, que arrende aos snppliicanles metade dos a-
c.ougues de que ella dispoe,reparlidamcnle em lodos
os lugares em que existem, para que nao fiqne para
os criadores os situados em peiores lugares como lem
acontecido ; oulro sim, requerem a V. Exc., que pa-
ra facilitar o consumo e proporcionar aos supplican-
les meio de podercm competir sem grande desvan-
tagem com os que sao inlcrcssados de arredar os
supplicanles do mercado, mando levaular telheiros,
ou mande arrendar casas em que possam os suppli-
canles abrir acougues no becco da Linguela, Becco
Largo, Forle do Mallos e palco du Paraizo. que sem
esta co idjuvacAo he impossivel que os supplicanles
manten!.ama lula por muito lempo, pois que por lo-
da a parle enconlram embarazo, e smenlo com
grandes sacrificios, lem podido adquirir alguns acou-
gues no lugares mai convenientes, augmentando
assim a perda que lem na venda de seus gado, V.
Exc. conhece perfeitamentc os males que bao de re-
sultar do monopolio, e assim nAo deixar de favore-
cer a livre concurrencia, pelos meios .i seu alcance.
E. R. M.Por Marianno Ramos de Mendonca.Jo-
sc Joaquim Cosa Maia, Fabricio Gomes Pedrosa.
Entendendo que nao devia perder minha viagem,
somenle pelo faci deja adiar cstabelecida urna so-
ciedade, ou companhia com o pseudnimo de Cria-
dora, quiz ao menos esclarecer o publico, cujas af-
feices so lem querido captar com unfrtulo men-
tido; com o qual tambem se procura illWr a presi-
dencia, ludo cm grave perda d'aquclles, aqueni
elle compele legtimamente : o Ululo c a malcra
do requerimenlo sao dignos de algumas observaroes;
a verdade ah fui atacada nos tactos c na doulrina
econmica.
Com effeilo; se alguem (ivesse curiosidade de sa-
ber quaes sao os socios, que se suppoem cora direil
a usar do hlalo de retadores, rom a maior admira-
cao saberla que saoum cnmmcrcianlc d'esla cida-
de, oulro da do Rio-Grande do Norte, um seu cai-
xeiro, ou socio, e um marchante de Pedras de Foso
que nao teem fazendas do gado c urovaveltneule nao
pro I ende ni te-las!!
Portanlo, o Ululo com que ornaram a sua em-
preza nada exprime, que nao seja o fin arleiro de
rodea-la de sympalba, e lorni-la popular cm or-
dem a poder lular com qnalqiier nutra, que dispute-
llic o passo no morcado; mas cm rundo be composla
de verdadeiros alravessadores, e dos mais perigosos,
por que com o maior cuidado percorrem os scrles,
comprara por proco commodo lodo o gado, que en-
contrara, c recolhem-no a cerlos c determinados de-
psitos licando n espreila de aira de prer.o, para
eniao apparecercm com caridadu evanglica' e cria-
dora, evircm socroraer ao governo provincial, tal-
vez com carne de 6$i00 a arroba.
He, porem, menos de admirar a estrategia, com
que alravessadores i-onliccidusse disfarram em cria-
dores, do que a simplicidade e al innocencia, cora
que pedem a presidencia cm sen requerimenloque
ordene a cmara municipal, que arrende aos suppli-
canles mclade dos acougues, de que ella dispoe, re-
parlidami-ute cm tudos os lagares, em que cxislem,
para que tulo fiquem para os criadores os situados
em peiores lugares.E por que rizflo nao se apre-
senlam os mui respelaveis senhotes criadores a li-
cuar com os demais concurrentes no dia da arrema-
tarlo do arreudamento dos referidos acalugues? Pois
entendem os representantes da Criadora, que o
Exm. presidente est no caso proporcionar-lhes essas
vanlagens, ordenando cmara municipal, que dei-
xe de receher o maior lauco, contra as leis da arre-
niatacao e cora prejuizo dos inlcrcsses municipios,
para ler a lioura da arrendar aos seuhores criado-
res, mimotos e privilegiados, os acougues sitnados
nos melhorcs lugarc'.'
Mas he sobre maneira maravilhoso, que esse fa-
vor especial, essa concesso. esse vcrda.leiro privi-
legio seja pedido em mime da livre concurrencia!
1 rovavelmenle os criadores n.lo lecm idea do que
seja iiyre concurrencia, ou quizeram abusar da pa-
ciencia do Exm. presidente. Para que se possa di-
zer, que os compelidores se acham perfei lamen le li-
vres no mercado, be forzoso que cada um d'elles.
entidades individuaes, ou colleclivas'i se acbe entre-
gue a seus propros recursos: todas as vezes que o
governo presta o seu auxilio a urna empreza qual-
quer, no caso em qoe alguns competidores se pro-
poem a ella, enliio sim, ha monopolio; porque ne-
nhuiii particular pode roncorrer com o, protegido do
governo.Isto nilo precisa de demonstraran.
Ful.-ela..lo a que titulo pretende..! os criadores
lano favor ? Ser porque le.diam pela concurrencia
feito baratear a carne verde, como .lizem'.' Nao; os
representantes da Criadora nilo rallaran, com serie-
dado, quando avancaram lal proposito. Pois he
crivel, que a malanca de fi a 8 bois, mximo a que
Icin-na elevado aquella sociedade, possa Iterar o
prero da carne, a proporcao que a Pernambucana
mala de 60 aHOdiarmente".' He inUler que os cria-
llores sejam um pouco mais ciremuspectos, qaando
rallara de fados, que se passam aqu com publica no-
lonedade, cerlos de que com taes inexactides nao
conscguirao illudr a lia f do Exm. presidente.
Os criadores, para se tornaren) mais recommen-
daveis, fallaran) de,suas perdas occasionadas pela
rendida lula, que empenharam contra o monopolio ;
mas nao se diguaram de declarar, onde eslava elle.
Essa lembranca nlo he mal apandada, pezar de que
lalvexnf possa produzir o ellrilo deaeiado ; porque
rusia rrer, que um monopolio que Ihe lem cau-
sado tilo graves perdas, se possa lao fcilmente ven-
cer com a oblencao de alguns acougues, que alias se
podem cslabelecer sem o favor implorado ao Exm.
presidente, mediante o aluguer de casas adaptadas
a lal lim.
Parece quasi ocioso demonstrar, que a baraleza da
carne nestes ultimes lempo, langa de explcar-sc
pela concurrencia dos criadores, que malam de G a
8 bois por dia, proviera do copioso invern d'es-
le Mine, que produzindo fcrlilidadc cm lodos os
pontos do serlao, facilitara o transporte do gado
aos mdreados mais remlos, alera de que a esta-
rn mais propria de desceren) as boiadas be de julho
a u.it.ilir.. : d'esle me/, em dianle talvez a concur-
rencia da Criadora nao possa mais Ira/.cr a baraleza,
de que lano de ufana.
Merece umita atlencao a ingenuidade, com que os
criadores pedem ao Exm. presidente que Ihes
mande levaular lelhciros, ou arrendar casas, em que
possam abrir seus acougues : como se fazem elles
mimosos de sua Ex. Se coiitam com tanta proleccao
para sua empreza. foram mesquinhas em pedir: dc-
viam exigir, que S. Ex. mandasse por a sua dispo-
sirJo lodos os botis d'esla cidade para nelles se
alojaren) coinniodamcnte ; cnviasse-lbes alguns or-
denanzas para servir-Ibes de criados ; ordenasse, que
seus cavallos fossem recolhdos uas estribaras pu-
blicas, ele. '
Por hoje nada mais dir.
O rerdadeiro fazendeiro.
/y'
Ex tutor* medicus .'...
(Pliedro.)
Entre a ei'xurra.la de peridicos, quer polticos,
quer luteranos e recreativos, que este auno, com a
espantosa cheia do Capibaribe, appareccram nesta
niinba provincia por demais tolerante, cnlrc esse
vergonhoso bando do Irados do Povo, e Periquitos,
acaba de ser publicado oulro de nomo Camelia, ra-
biscado por urna chusma de cascabulhos lo ignoran
les, como pedantes e presumidos.
Lemos infelizmente o primeiro numero desse des..
prezivcl papeluxo, que heum padrao de vergonha
eterna esses pygmeus que sealrevem subir ao al-
io da imprensa, e que atiram-se no mundo orgulho-
sos, e com passos gigantescos, na sua pbrase 1
Analysemos esse primeiro artigo, introdcelo, ou
o quer que seja, dessa miscravcl Camelia, rechea-
do de erros de grammatica, que s mereciam ser cor-
rigdos i lom de frula, ou A puxavantes de ore-
lba.
Em primeiro lugar queremos saber cm que diccio-
nario euconlraram esses aoalphabetos a palavra lote
ravel, com que mimosearam o publico, significando
tolerante ; porque, se nao foi nesse sentido que
quizeram empregar, arrogam-se os foros de suppor-
lar, ou perdoar ao publico, o que he irrisorio ; ou,
se de outra maneira, lio de concordar que erraram
grosseiramenle, que se espicharan, redondamente,
ou dizendo mellior, qua Iradamente, como cascabu-
hns que silo.
No segundo periodo desse nojenlo artigo, encon-
Ira-sc um erro imperdoavel, e he o segunlc : Ao
queremos, dizcm elles./aier face, etc., porm sim...
rul'ivarmo* nossos pensamentos.Oh que desgra-
Ca Queremos cullicarmos Islo s com
duas duziasde bolos!... c os pobres tomos que mal
p.l.'ii. ser vislos, que pessmmenle podem mastigar
sen pedazo IlUlorg ofllome, ou recitar de cor urna
historia do l'elho e ,Voco Testamento, maneira
dos papagains, completos automatos, que mo leem
consciencia do que dizcm, ja se alrevem a redigir pe-
ridicos, j com ufani se proclamara eicriptorcsp-
blicos por alii, pelas lojas c laberuas O' tcmpora,o'
mores !
. E como silo orgulhosos os taes papalvos, quo sao
os primeiros, e talvez nicos, que aprecian a sua c-
bra, c que esperara do bello sexo um sorriso como
sua enroa de gloria '.... Pedantes !
Deixcmos esse primeiro artigo, oo antes essa pri-
meira pedia asscnlada para o edificio das asneiras,
que pretende levantar essa cfila de cascabulhos, e
digamos alguma cousa, ainda que de passagem, a res-
peilu dos mais artigas.
Emquanlo ao romance nada temosa dizer, por ser
elle extrahido, senao que elle nao he mais do que
um enchimento, como se cosluina dizer, a miugua
de escriplns originaes.
A respeito da primeira poesa, se he que se pode
chamar poesa a lal cousa, que lem por UluloDe-
dicorao, direi que :
c Urna flor 13o perengrina
Ninguem jamis divisou,
Nenhiim vale nete mundo
Tal bcileza imaginou
Que eslro !!... As duas colcheias, que se seguem,
s.lo urna reuna.) dcpalavras encaixoladas a maletn,
que o.lo valem a pena de serem lidas, quanto mais
analysadas I
Einquaulo a essa estupenda charada... oh isso be
oulro caso o autor licou com os milos saltando,
c (coilado) ohrigado pela rima concluio a primeira
quadra com esle verso :
Na do jasmim flor mimosa,
esem davida nenhuma en. nutramos mais difliculda
de era decifrar o sentido do tal verso, sobre que ain-
da jej.iamos, do que a charada, que significaadeos,
c que he difficillima !...
A ultima poesa dolo do meu amor he urna
produccao que immortalsaria os Magalhes, os Gon-
calves Mas e oulros, n.lo so pelo que diz rospeito ao
peinan.puto, metrificarlo, forma.etc., como lambem
pela belleza com que rima, na segunda quadra, rou-
bou com amor !
He um genio o tal moco, prnmelle ser grande cou-
sa para o fuluro ; ha de ser um dos ornamentos mais
brilhanles de sua patria !
Finalmente concluimos dizendo, que os seuhores
cascabulhos, pedantes como esl.io esle anno, contem
d'ora em dianle, com o azorrague da nossa critica,
que supprir a Taita sensvel da palmatoria, de que
tanto necessitam. Bem deven) conhece.
O calouro.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 13 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
tallarnos flicaes.
iloje nao houvcram colaQcs.
aLFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 12, .
dem do dia 13...... .
lr>:&>i809
15:4124555
121:6373364
Oetcarregam hoje 14 de selembro.
Barca inglczs.S'erapAitiamercadorias.
Barca inglczaGenecieveferro,'carvao e taixas.
Patacho dinamarqiie/.Anna Catharina merca-
dorias.
Paladn brasileiroli'perancagneros do paiz.
Brigue brasileiroSagitariodiversos gneros.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 12......5:209*890
dem do dia 13........1:334*499
6:5143389
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 12..... 3829810
dem do dia 13........ 49j725
432J565
Exportacao'.
Ass, barca brasilcira Malhilde, de 233 tonela-
das, conduzio o seguinte :25 volumes gneros es-
trangeiros, 128 ditos ditos nacional-, 80 toneladas de
lastro de ar i.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia I a 12 .... 6:9293380
dem do dia 13........61tt545
7:569>S2
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 12.....7:I2|J870
tdem do dia 1.3........1:226$859
rl ____
8:3183729
REVISTA COMMERCLL iOS PRINCIPAES
MERCADOS DA EUROPA.
llamburg 20 de agosto.
Os producios eslraugciros, excepluando-sc o cafe
c assurar, liveram pouca extraecu.
Cafi\O consumo deu lugar a lransaccf.es mu-
lo animadas e o preso pouco variou : todava pare-
ce que o Brasil obleve alguma vanlagcm no cal de
qualidade inferior; o de S. Domingos subi I|I6
xol., cnlrelanlo os de l.aguayra c de Porto Rico
conservan) o mesmo preeo. / endas: 8,000 saceos
do Brasil de i a 5 1|8 xcl., 6,500 fardos de l.aguay-
ra ile 5 a 5 3|4 xcl. ; 1,800 saceos de Porlo Rico a
5 l|2e 1,2111) fardos de Sao Domiugos de 4 l|2 a
'. 3| xcl. Ullimos cursos : Brasil ordinario l|2a
4 5[8xel. ; S. Domingos ordinario 4 9|16a41l|l(i
xcl. (As ultimas noticias do Rio, c a das vendas da
sociedade comuicrrial dos Pizes Baixos mo influi-
rn) por coiisegiiinle no mercado.}
Assucar As vendas que liveram lugar, devem
ser consideradas como importantes relativamente
as circunstancias. Os precos nflo variaran). I'ende-
iam-se 6,000 caitas deHavana someno de 12 l|2
a 17 marco banco, e 17 1|2 a 19 l|2 banco ; 4,000
calas de Havana mascavado de 12 a 12 iii, floO
de Porlo Rico e Cuba de 12 1|4 a 14 ; linal-
inenic 4211 saceos da Babia, l'llimas rend<.
Baha, mascavado de 121|2 a 14 3|8 ;branco 143|i
a 17. Havana dem 12 3| a 1,4 ; someno ti 1|4
a 15 1)1; someno fino 16 3|8 17 3|8; brauco 16
3|4 a 21 marco banco.
Couros.Pouco negocio por falla de rarrega-
mentos. Ycnderame 1600 pellos da America a
63|8 xel. arroba o 800 da India. As pellos de br-
lalo cnslam 5 I [! a (i xel.
.Irroz.as vendas do arroz, entram 800 saceos
dn Brasil a 9 marco banco.
Amslcrdam 21 de agosto.
Cafe.A venda publica de 1784 saceos de Pa-
dang e 130 de Java, que leve lugar a 15 de agosto,
deramo resultado segninle: n. 1, vendeu-ie a 29
tl2 cntimos ; n. 2, a .32 cent. ; n. 3 a .36 cent.; n.
4, a 30 cent. ; n. 5, vendidu por atacado ; n. 6, a
35 1|2 cen.; n. 7, a 27 cent.; n. 8, a 18.
Algodiio.Na venda publica, que leve lugar a 16
de agosto, as 4664 saceaavindas da Amrica! foram
pagas por presos mais elevados do que se esperava.
A maior parte foi vendida com lal 1|2 cen, cima
do preco.
Roterdam 21 de agosto.
Cafe.O mercado tem estado calmo, ainda que
a noticia das vendas da sociedade commercial Iculia
produzido boa impressao nos donos desse genero.
Em Java appareceu pouco ; vendeu-se a 281|2 cn-
timos, c por este preco houvrram logo compradores.
Assucar.Havia pouco, mas os ltimos carrega-
mentos abasleceram o mercado, de modo que os
vendedores lornaram-se finalmente mais accessiveis ;
comprou-se urna porcao mascavado da Bahia,
3,164 saceos para Amslerdam. O assucar refinado
est por alio preco ; os refinadores lem eurommen-
das para este inez e o prximo vindooro.
Anluerpia2l.de agosto;
Cafe.A* vendas do caf limitaram-se em primei-
ra mo a 1,600saccos do Brasil ordinario pelo preco
de 25 1r2a 26 1|2 cntimos; 480 saceos miudo esve'r-
deado a 26 1)2 cent, c 800 saceos esbranquicado
com urna porco de lavado a 27 1(3 cen, nao s para
o consumo, como para o estrangeiro. Tornaram-se
a vender algumas centenas de saceos. O caf de S.
Domingos est fraco ; o consumo be pequeo com os
precos acluaes, que sao muilo altos para a cxporla-
cilo.Desla qualidadeselem comprado algumas cente-
nas de saceos para o consumo. O de Java lem litio
maior procura por causa da pouca esculla qoe faz-
se no sorlimenlo das vendas da sociedade commer-
cial. Quasi 600 sacros foram negociados por precos
firmes. A falla de caf desla qualidade no mercado
faz que n.lo hajam negociaees mais activas. As qua-
lidades ordinarias esta.) calmas. ltimos cursos.
Brasil, lino verde de 2811|2 a 29 cent. ; verde 27 a
28 ; esverdeado 25 1,2; a 26 1|>, bnm ordinario 24
1(3a 25cent., ordinario23 1r2 a 24. Sao Domin-
gos 27 a 28 por 1|2kilngramma, (em deposito e vin-
oo cm navios eslrangciros.)
Assucar. Tem havido alguma procura as refi-
nacOcs. Venderam-se 4,000 caixas de Havana. 600
saceos de Pernambuco a 10 <{ florins, e 1,500 de
Manilha por preco occullo. ltimos cursos. Ha-
vana de 11 a 15 > fi. Pernambuco de 10 a 11. O
assucar refinado be muilo procurado o faz grandes
vendas.
Couros.Tem havido grande procura, o se- lem
pago por precos seguros. O total das vendas sobe a
21,000 pellos, das quaes 13,500 seceos e 6,500 salga-
dos sao de Buenos Arres e de .Montevideo, o resto
do Rio Grande. Os coarns salgados lem sido vendi-
dos a 27 ,'i'a29 cent.
Cacao.Exccpluando-sc pequeas porcoes em-
pregadas no consumo, nenhuma venda lem havi-
do. Todava o prec,o conserva-se firme em 19 cent,
o do Maranhao, 17 cent, o da Bahia, e 22 o de
Guayaquil.
Havre 22 de agosto.
Cafe.Ainda que nao lenha havido negociaees
imporlanlcs.romliido tem reinado alguma auimar-io
sem ollcrarao nos preeo eslabelccidos. Vendas,
2450 saceos do Rio do Janeiro a 58 francos os 50 ki-
logrammas ; 7*0 saceos do Haili a 61 franc. e .50
cen, (em deposito) 711 saceos mudo de 108 a 114
fr.; 360 saceos de Cylao all: finalmente 400 sac-
eos de Mysore a 117"fr,e 50cent. Nao ha absolu-
tamente imporlacao directa. Por cabolagcm Roter-
dam envin 250, Brdeos 605 e.483 1|2 saceos, por
consegointe nao ha nenhum caf do Brasil, a nao ser
3 saceos Irazidos pelo Flor do Para.
Existan) a 22 de agosto 15,000 saecas do Hait (va-
lendo 57 a 73) contra 14,500 rvalendo de 52 a 59)
em 1853; Brasil 95,000 saceos (valendo de 57 a 73)
contra 1.3.000 (valendo de 50 a 70) em 1853 e 16,000
saceos valendo de 45 a 65 em 1852.
Assucar. O movimenln da alta continua cm favor
do assucar das Anuidas franceza, que fizeram 1550
barricas disponiveisa 57 fr. e 50, 57 fr. c 75 cen.
Nao lem havido movimenlo no assacar estrangei-
ro. exceptuando 537 saceos to Brasil avariados e
vendidos publican.enlr de 16 a 22 fr. c 150saceos
do Brasil em bom estarlo de 18 a 27 fr. Cbegaram
628 barricas de Guadalupe ; 3100 saceos de Pernam-
buco viudos pelo Jovem Arthur c I barril do Para
pelo Flor do Para. (As noticias do norlc da Franca
eda Blgica, dizein que a eolheila da helerrabaaera
boa, ma em consequencia da molestia, quo lem
accomettido a vide, cr-se que mais de metade desla
culhcita. calculam at cm 60 por ser convertida
qmalcool. Os fabricantes teriio mais lucro assim do
que com a prepararan do assucar.)
Couros.liouve compras continua lis para as ne-
cessidade; do consumo, sobretodo do 1 a 15 ale
agosto. I endas 1000 ronros seceos to Hit da Pinta
de 92 a 115 (r. os 50 kilogrammas ; 3,000 de varras
iilem a 120 St. 5000 salgados dem 53 fr. c 50 cent,
a 54 fr. 75 cen. 1,000 do Rio Grande salgados
vindos pelo Emilia Miza a 5i fr. e pelo mesinn
preco venderni-e 1,600 salgados de Valparaizo :
alm disto compraram-sc 131 do Rio cm venda pu-
blica a 56 fr. e 63 cen, vindos pelo Minciro, e 55
da Babia a 62 fr. e 25 cen., pelo Prospero.
Cacao.Nenhuma venda. O navio Flor do Par
Irouxe 3,350 saceos do Para com ms noticias ta eo-
lheila ; mas ha grandes quanlidades em deposito e
o dficit do Para ser pouco sensivel aqui.
Chifres.Dizem que venderam-se 10,000 do Rio
Grande vindos pelo Emilia-Luisa a 58 fr. os IOS.
Londres 21 de agoslo.
Caf.Tem havido consamo; venderam-se per-
lo de 3,000 a 3,500 saceos de Ceylao de 44 zel. e 9 a
45 xel, o quintal. Cila-se de oulras parles 2,000 sac-
eos de Costa Rica de 50 a 54, 6. Algnmas peque-
as porres de caf do Brasil e de Sao Domingos que
nao tem subido de preco.
Assucar.O assucar que pelo ultimo vapor (o
Severa) era pouco procurado, subi e lem dado lu-
gar a vendas animadissimas. liouve urna alia de 6
d. Entre as vendas que foram numerosas, sobreludo
de Maurice 20,000, de Havana 16,000, 8.000 barri-
cas provenientes das Antilhas inglezas, observamos
4,000 saceos de Pernambuco vendidos por 34 xel. e
6 a 36 xel e 6.
Couros.Tem havido vendas soccessivas sem va-
riarlo de prejo. Entre as vendas nida vemos, que
possa interessar ao Brasil.
Cacao.A procara principal he pelo cacao das
Antilhas inglezas. 500 a 550 saceos da ilha ta Trin-
dade foram vendidos pelos presos de 30 a 37 xelins.
462 saceos de Granada a 29,6 a 34. O cacao da Ba-
hia a 23 a 28.
Liverpool.
Algodiio.O consumo compra sempre, mas sem
ir lem de suas necessidades diarias, liouve lam-
ben) compras regulares por conla da exportaran. Fi-
nalmente, ainda que a procura lenha sido continua-
da, lera-se manilcslado todava urna pequea ten-
dencia para a baixa, Entretanto a venda diaria he
de 6 a 10,000 saceos. Ella didicilmenle poder im-
pedir que a baixa seja maior do que he boje. O
Brasil lem lido pequeas procoras continuadas por
precos firmes. Vendas geraes ; 88,000 saecas, das
quaes 4,000 sao de Pernambuco de 6 a 8,e 1,000 da
Babia de 6 3|8 a 6 I t. Existem 926,000 saecas, das
quaes47,800 sao do Brasil.
Marselha 22 de agoslo.
Cafe.O eslado sanitario da Italia e do Oriente,
onde o cholera ainda nao desaparecen, embaraza as
negocacics, que a nao sercm estas circunstancias
serian) mais animadas. Nao obstante isto 500 a 601)
saccA do Rio de Janeiro foram vendidos em peque-
as porre- c pelo prejo de 58 a 62, e 2,300 saceos,
que foram para o Oriente, a 60 francos os 50 kilo-
grammas.
Assucar.Em geral lem havido pouca procura de
assucar bruto. O das Antilhas francezas he o que lem
sido vendido, excepluando-se 350 saceos de Porlo
Rico, qoe foi vendido a 26 fr. O navio dinamarquez
Cndor, viudo du Rio de Janeiru imporlou 184
caixas e 3:10 saceos. ltimamente receberam-se 420
saceos de Havana, que foram vendidos immediala-
menle a 35 fr. os 50 kil.
Couros.O bolelim oflicial verifica a venda se-
guinte sem indicar Su ue precos : 11,000 do Rio tiran-
do, 3,000 de Buenos-Ayres, 2i5 couros secos idem ;
800 com cabello do Rio daPrata.
Trieste 17 de agosto.
Citfc.-rO preco se lem conservado, mas a procu-
ra he sempre limitada. Com ludo o Brasil lem sido
procurado para esperulaciio. Venderam-se desle mo-
do .3.000 saceos do Rio de Janeiro de 34a 36 o quin-
tal ; 500 saceos de Sao Domingos de 33 a 36 c alguns
de Santiago.
-amicar.Nenhuma venda absolutamente de as
sucar bruto.
MOVIMENTO DO PORTO.
-VtU'iu entrado no (lia 13.
Barcelona 53 dias, barca despalillla Chrislina,
de 250 toueladas, capilao Mariano Koeg, equipa-
gem 15, carga vinho, azeite c mais gneros : a
Viuva Ainoriiii Ov. Fillio.
Savia sahido no mesmo dia,
AssBrigue brasileiro /estrella do Sul, em laslro.
Suspcndcu do lainciro.
naiVlc
le arras
01 provin-
esob as
A arrematadlo ser feila na forro
cial n. 343 de 15 de maio do correte
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a e-la i nlfrUiju
rumpareram na sala das sessoes da mesma unta, no
dia cima declarado pelo meio dia, compelenteme
le habilitadas.
E para constarse mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de selembro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunHafSo.
Clausulas espedaes paia a arremalacao.
I." Todas as obras sern feilas de conforrr.idade
com o orcamenlo approvado pela directora em con-
selho, c apresentado approvacao do Exm. Sr.
presidente na importancia de 2:7508.
2. As obras sero principiadas no prazn de 12
mezes, c concluidas no de 8 mezes, ambos conta-
dos na forma do artigo 31 da lei proviocial n. 286
de 17 de maio de 1851. .
3." O pagamento da importancia desla obra ser
feita em urna s preslaco quando ellas estivercm
concluidas, que sero logo realisadas definitiva-
mente.
4.* Para ludo o qoe nao se adiar determinado as
presentes clausulas nem no'ornamento, seguir-se-ha
o quedispoe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em rumpriinenio do disposlo norl. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para conheci-
meulo dos credores hipothecarios, e quaesquer in-
teressados, que foi desapropinada a Jos Joaquim de
Santa Auna, urna casa de laipa na estrada do sul,
que vai para a villa do Cabo, pela quanlia de 80$
rs., e que o respectivo proprietario lem de ser pago
do que se lhc deve por esla dcsapropriac,ao logo que
terminal- o prazo de 15 dias con Irados da dala des-
le. que be dado para as mi,uarnos.
E para constar se mandou aluzar o presente e
publicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de selembro de 1851.O secretario,
A. F. d'Annunciaro,
O Dr. Custodio Manoel da.Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel nesta cidade do
Recife, por S. M. I. c C, o Sr. D. Tedro II que
Dos guarde ele.
Faro saber aos que o prsenle edlal virem e dclle
noticia tiverem, que no dia 22 ile selembro prximo
cgiiinle, se ha de arrematar por venda a quem
mais .ler en. prac.a publica ucsle juizo, que lera lu-
gar na casa das audiencias depois de meio dia com
da villa de Iguarassii, perlenccnteao patrimonio das
rccolliidas do convento do Saulissimo coraran de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade tem urna le-
gua cm qaadro, cujas extremas pegam do marco do
engenho Monjope que foi amigamente dos padres
da companhia de Jess, pela eslrada adianleao lugar
que chamara Sapncaia da parle esquerda, c dahi
cuiiam buscando o sul e alravessam o rio Iguaras-
sii, Pilanga, al encher urna legua, c dalli parle bus-
cando o i.asenle al encher outra legua, e dalli
buscando o norle donde principien com oulra legua
que faz tudo orna legua em quadro, com urna casa
de vivenda pequena.de telba e taipa lia pouco aca-
bada, avallada por 5:0005000 rs., cuja arremalacao
foi requerida pelas dilas recolbidas em virtude da
licen^a que obtiveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
lic.a, para o producto da arremalacao ser depositado
na thesouraria desla provincia al ser convertido em
apolices da divida publica, sendo a siza paga a casia
do arrematante.
E para que ebegoe a noliria de lodos, mandei
patear cdilaes que serao publicados por 30 dias no
jornal de maior circularlo, e aflixados nos lugares
pnblicos.
Dado c passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 de agoslo de 1854.Eu Manoel Joa-
quina Baplisla, escrivilo interino o cscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaruet.
Peranle a cmara municipal da cidade de Olin-
da estarao em pregao nos dias 26, 27 e 28 do mez de
selembro do rorrete anuo para serem arrematados
por quem mais der por tempo de um anuo os se-
grales imposlos pcrtencenles ao patrimonio da mes-
ma cmara : afericjlo 2IWJI00 rs'., imposto sobre ta-
boca de gado var.cum avaliado por 6629000 rs., dito
do aluguel dascasinhas da Ribeira 14O30OO rs., dito
de capim de planta 70JJ600 rs., dito do subsidio do
gado snino 46JI0O0 rs., dilodc mscales e boceleras
379500 rs., dilo de entrada de porros c ovclhasl.59200
rs., tlito de medida de farinha da prac.a 219000 rs.,
dilo de repezos 16J100 rs-, dilo de aluguel do arma-
zempequeno do varadouro 169000 rs., dilo do alu-
guel do armazem grande du mesmo lugar to Vara-
douro 139000 rs.- Os pretende..tes podem compare-
cer na casa das sesses da mesma cmara nos rereri-
dos i has mencin.idns.in.ini.los de fiadores habilitados
na forma da lei para pnderera lancar sera o que nao
potlcro ser admiltidos a faze-ln. F. para que rhc-
gue a noticia de lodos mandei publicar o prsenle.
Paco da cmara municipal da cidade ile Olinda em
sessilo ordinaria tle 9 tle selembro de 1854.Chris-
lociio Pereira Pinto, prcsidenle.Eduardo Daniel
Cavalcanli l'elle: de Giiirnr,_ secretario o cs-
crevi.
DECLARACO ES.
CORREIO GERAL.
A mala que deve ser conduzida pelo vapor de
guerra nacional I 'iamSo para o Rio de Janeiro, ser
fechada no dia 15 do crrenle as 9 horas da manilla.
Ilojc ao meio dia parlem corrcios para as cida-
des da Victoria, e Nalal.
O hiale Sergipauo recebe a mala para o Ara-
caly no dia 15 ao meio da.
O patacho A>oeo Temerario recebe a mala para
o Rio Grande do Sal no dia 15 ao meio dia.
Por esla subdelegada se faz publico que se
acham em deposito Ires cavallos, umdos do.is furia-
dos por Manoel Joaquim do Nascimenlo, condecido
por Manoel contente, e que foram lirados de sua
casa, no dia 11 do corrente ; e dous, que foram
aprehendidos, i um individuo, que na occasiao de
os ir recolher casa de rancho, deu indicios de os
haver lambem furtado : quem tiver direilo aos di-
tos animaes, prove-o que Ihe serao entregues.Sub-
delegada deS. Jos do Recife 13 de selembro de
1851. Manoel Ferreira Acciole, subdelegado.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa Vista
foi recoihido' cadeia o cabra Joaquim Jos de
Sant'.\iina. que suppe-sc ser escravo, c chamar-se
Ambrozo : sea senhor justifique o seu dominio pe-
ranle a mesma subdelegacia.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa Vista,
foi apprchendido em in.lo de um cargueiro um ca-
vallot.russo sujo), quese suppe furtado : seu dono
justifique o seu dominio peranle a mesma subdele-
gacia.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo em rumprimenlo do
arl. 22 do rcgulamenlo de 14 dedezembro da 1852,
faz publico que form aceitas as propostas de Joao
Pinto de Lemos Jnior. Luiz Antonio Pinto da Sil-
va, Souza v Innao e Ricardo de Freilas Ribeiro,
para rorneccrem, o 1 100 meios de sola branca gar-
roteada a 79000 rs. ; o 2 a eacadernaclo de um
missal por 89000 rs. ; o 3 13 resmas de papel al-
maco a 28900 rs., 3 dilas de dito tle peso a 29900 rs.;
o 4 cathecismode Monlpclier 20 a 19000rs., cartas
de a, b, c, 120, a 60 rs., pautas 20 a 40 rs., tinta
preta garrafas 12 a 480 i- areia preta garrafa 1
por iOO rs., pennas de ganjo 500 a 640 rs. o centro,
lapes 122 a 210 rs. a duzia, ditos de louza 50 a 10
rs., synopsis da historia do Brasil pelo general Abren
e Lima 15 a Ijlll) rs., lliesouro da mocidade Portu-
zue/a por Roquelte 20 a 2J000 rs., tratado
es dos homens por Silvio Peluco 25a 400
eculados os
todos qoe d
poslos.
bninles : assim pois avisa-se a
de pagar decimas e oulros im-
corram a pagar seus debilos al o dia
'cima mencionado.
, S0C1EDVDE DRAMATIC4 EMPREZARIA.
7. RECITA DA ASSIGNATUBA.
Sabbado 16 de setembro de 1854.
Depois da execue-ao de urna escolhida ouverlura
ser execulado o novo drama em 3 aclos intitulado
RAPHAEL
oo
OS MOS (0\SF.LH0S.
-Os inlervallos sero precedidos com agradaveis
pecas de msica. Terminar o diverlimento con
urna das melhores comedias era 1 acto.
Personageni. Actores,
Raphael capitao. . 0 Sr. Costa.
Alfonso dito...... Res.
Alvaro oflicial..... > Pinto. a a H. N. i
Rodrguez........
Gil, pai de Maria. , a Sena.
Andr eslalajadeiro. . a Meodes.
Maria filha de Gil. . A Sr. D. Onal.
Enesilla....... v a Amalia.
Boavenlura criado pachor-
relo........ 0 Sr. Monleiro.
Frei Antonio...... o Rozendo.
Um outro frade..... > a Sania Rosa. (
1-railes, criados, ele. -
Principiar as 8 horas. \
AVISOS MARTIMOS --------------------------.1______________________________________________________________. <-
Ceara' Maranhao e Para'
com dcstiio a ete* dou porto
deve seguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, ono-
assislencia do Dr. promotor publico desle lermo, aJ Ve O mui veeiro palliabote tt Lindo Pa-
propriedade denominada Pilanga, sita na freguezia ,, ___u-, t n w
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-se com o con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Para o A carac segu no dia 14 do corfente o
hiale cSobralensea; para o reato da carea e passa-
geiros, trata-se com Cae lino Cyriaeo da C. M., ao
lado do l'.orpo Sanio n. 25.
Para o Aracaly segu em pouco dias o veleiro
hiale Castro ; para o resto da carga Irata-se com
seu consinnalario Domingo* Alves Matheus.
Para o Rio de Janeiro segu na prer
sent semana o muito veleiro e superior
brigue nacional Damao : para o resto
da carga^ passageiros, e escravos a frete,
trata-se com Machado & Pinheiro, na
ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Para o Rio Grande do Sal segu nesles dias o
patacho nacional A'oco Temerario, capillo Jos An-
tonio Candido de Souza ; para o resto da carga c
passageiros, irata-se com Amorim Irmaos, roa da
Cruz n. 3, ou com o mesmo capitao a bordo.
BAHA.
Segne na presente semana para a
Bahia a sumaca Rosario de Mara, ainda
pode receber alguma carga, a tratar com
os consignatarios Novaes & C, ra do
Trapiche n. 34.
Companhia Luso-Brasileira.
Tencionando sal.ir de Lisboa em 3 do corrente, o
elegante e novo barco a vapor o D. Maria II, de-
vem aqu chegar no dia 17 ; e seguindo para a Bas-
liia e Rio de Janeiro : receher passagwros a com-
modo! as scguinles passagens. podend os inleres-
sados dirigrem-se a ra do Trapiche n. 26 a Ma-
uoel Duarle Rodrigues.
1. cmara -..cmara 3. cmara
Bahia SOOOrs.. 409300 rs. 18S000 rs.
RiodcJ.905>000 723000 3O00 rs.
Para Buenos-Ayres por Montevideo, segu
nestes tlias a barca portugueza Amazonas", a qual
ofierecc excelleules commodos e bom tralamento pa-
ra passageiros : os prcteodenles dirijam-se a tratar
cora Amorim Irmaos, na ra da Cruz n. 3, oa como
rpido a bordo.
' Para o Rio de Janeiro segu com
hrevidadeonovo e veleiro patacho naci- I
nal '.Esperanra. por ter parte de seu
carregamento prompto: para o resto da
carga, passageiros e escravos afrete, tra-
ta-se com Machado dt Pinheiro na ra do
Vigario n. 19, segundo andar ou com b
capitao Jos de Campos Magalhes na pra-
ca doCommercio.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se por estes dias do Ass o brigue nacio-
nal Catharina Bella, eapilao Manoel da Agona Lo-
pes, o qual segu no mesmo dia para o Rio de Ja-
neiro, e recebe nicamente escravo* a frete, para o
que he necessario enlender-se com antecedencia com
o consignatario Manoel Arves Guerra Jnior, na ra
do Trapiche n. 14.
Para' o Rio de Janeiro sahe ate' o
dia 25 do corrente o brigue Sagitario
de primeira classe, o qual tem ja' a maior
parte de seu carre^imento, para o res- .
tante, passageiros e escravos trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carrico: na
ra do Collegio n. 17, segundo andar, ou
com o capitao a bordo -
Vende-se o hiale Carotina, com boa lancha,
ferros, correnles, massame lodo novo, assim como
todos os mais perlences em bom oso: os pretenden-
es se poderao diricir a bordo, defronle da venda do
caes do Ramos para ver, e a tratar na ra do Quei-
mado n. 44.
LEILOES
EDITAES.
A cmara municipal desla cidade, em virlmlc
da rrsolucan qi.e lomou declara que fica espacada
para o da que ella anonadar, a arremalacao dos
acougues pblicos, annunciada para hojo (14), dc-
vendo 1er lugar as oulras. Pagoda cinara muni-
cipal do Recife, em sessao ordinaria de 13 de selem-
bro de ia>4. Baroo de Capibaribe. pcsideule, no
impedimento do secretario, o oflicial maior, ./. F
Acetle.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimento da ordem do Eim. Sr. presi-
deule da provincia manda fazer publico, que M dia
de outubro prozimo vindouro, peranle a junta ta
mesma thesouraria, se ha de arrematar quem por
menos flzer a obra aos reparos a fazer-sc na rasa
destinada para cadeia na villa do Ourjcurv, avahada
etni.'iO&r*.
dos deve-
res dos homens por Silvio Pellico ia 400 rs., eco-
noma da vida humana por Roberto Uunstey 23 aj
3-20 rs., resumos da duulrina rl.rislAa 2 a 80 rs.,
arill.melica pratica por Collar.) 20 a 1>280 rs.. Iras-
lados de a. b, c,*40 a 60 rs., ditos de bastardo 40 a
60 rs., ditos de baslardir.ho 30 a 60 rs., majos tle
brelas 3 a 60 rs. e avisa aos supradidos vendedores
que devem recolher os referidos objectos ao arsenal
de guerra no da 16 do corrente mez. Secretaria do
conselho administrativo para fornecimenlo do arse-
nal de guerra a 13 de selembro de 1854.Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Conselho Administrativo.
O conselho administrativo cm comprimenlo do
art. > do regulamento de 14 tic dezembro de 1852,
faz publico que foram aceitas as proposlas de Timn
Muusen & Vinassa e Guilherme l.uiz de Almeida,
para fornecerem, o Io 160 covados de panno prelo
para polainas a 2S200 rs. ; o 2o (|ua9 caitas com vi-
dros a 123000 rs. e avisa aos ditos vendedores que
devem recolher ao arsenal de guerra os referidos ob-
jectos no dia 16 do rorrele mez. Secretaria do
conselho administrativo para fornecimento do arse-
nal de guerra 13 de setembro de 1851.Bernardo
Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo em virtude de aulori-
sac,ao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar o seguinte:
Para o 2" e 0 batalli.lo de infantaria c companhia de
artfices.
Panno prelocovadns 348, algotUosnhovaras3,609,
cobertores de 13a 169, casemira n/.ul para vivos tle
sobrecasacas covados 225, uoloes ccandes couvcios
de metal amarcllo com o n. 2, 6,930, ditos pequeos
como mesmo o numero 4,950.
Dcimo halalhao de infantaria.
Estopa para enterlelas de sobrecasacas pecas 3,
panno verde covados 152.
Meio halalhao da provincia do Ccani.
Sola curlida meios 200.
Mcio halalhao da provincia ta Parahiba e guardas
da guarnirn desla cidade.
Copos de vidro 5, pralo de louca 1, bandejas para
copos 3, inanias de cidro 4.
Arsenal de guerra.
Caha com vdros 2,'cosladcsde po d'oleo 2, pe-
tira pome libras 16.
Quem quizer vender Cales objectos aprsente as
suas propostas em carias fechadas na secrelara do
conselho as 10 horas do dia 13 do corrente mez. Se-
cretaria do conselho administrativo para forneci-
mento do arsenal de guerra II tle setembro de 1854.
Jos de Brito Ingle-., coronel presdcnle. Ber-
nardo Pereira do Carmo /unior, vogal c secretario."
Pela mesa do consulado provincial se nnun-
cia, que o trimesle addicinnal docxerciciu de 1853 a
1854, espira no ultimo do rorrele, recolhcndo-se i
respectiva lhe*nurari nessa poca todas os livros
perlencenles a scmelhanle eiercicio, para serem ex-
Ouinla-feira 14 do crrante, s 11 horas da
mandaa. o agente Borja far leilao no seu armazem
ra do Collegio n. 14, de diversas mobilas de Jaca-
randa, com pedra e sem ella, dilas de amarello, e
oulras obras de mnrcioeiria ; relogios de parede,
cima de mesa e algibeira de differentes qualidades ;
obras de ouro e prala ; urna encllenle flauta de
bano toda apparell*ada .le prala ; ptimas machi-
mis para caf ; diversos livros ; urna porcllo de pas-
saros de varias qualidades entre elles nm urub
re, ele. ele. e nma infinidade de objectos dife-
renles, quese acham patentes no mesmo armazem.
Manoel Joaquim Ramos e Silva, consignatario
do patacho termina, tara leilao, em um so lote,
por despacho do Illm. Sr. Dr. jniz de direilo do ci-
vel e do commercio, por intervencao do agente Oli-
veira, c por conla e risco de quem pertencer, do
casco forrado de cobre, maslros, maslareos, ancore-
les, amarra, veame, mcame, bote, lancha e- lodos
os mais perlences do dito patacho, tal qual se aeha
ancorado neste porlo defronte do forte do Mallos,
onde os prelendentes tudo podem examinar antici-
padamente, diriaii.do-se ao dito agento para verem
o inventario respectivo : qainta-feira 14 do corren-
te, ao meio dia em ponto, porta da Associacao
Commercial llenelicente desla praga.
Schaflieillin & Companhia, nao tendo tido
lempo para a venda de lodas as fazendas avariadas,
recebidas por diffcrenles navios, conlinuarSo por
conla e risco de quem pertencer, o sea leilao das
mesmas. na sexla-feira, 15 do corralo, as 10 horas
da manilla, em seu armazem da ra da Cruz ; e em
continuacao ao mesmo leilao vndenlo grande sorli-
menlo de oulras fazendas limpas, e proprias do mer-
cado.
O agento Oliveira far leilao de porco de ob-
jectos perlencenles a navio, consistindo em vistas,
veigas, per;as deeabosde cairos ditos de linho, palol-
las cora correnles de ferro, linga com dila, podaros
de correnles de ferro, moilOes, mesa de camafa,
prnmo e linha, rolo de cordas para barquinha, por-
rao de cordas de linho, saceos com estopa de calafe-
tar, Larris com carnes salgadas de varea e de porco,
de superior qualidade, latas com conservas de sopa,
e carnes conservadas, 220 barricas abatidas, 1 balan-
ra com braco e pesos de ferro, porco de verniz em
barril c latas de dilo, asua-raz, tintas de difiranles
cores, e minios oulros arligos iniudos, propros para
uavio : sabbado, 16 do corrente, as 10 horas da ma-
ullan, no Trapiche Novo.
AVISOS DIVERSOS.
Prccisa-se alugar urna canoa que carregue de
mil a mil c sciscenlos lijlos tle alvenaria: da ra
Nova n. 18 se dini quem precisa.
No dia 16 do corrente,lia de ser arrematado
em hasta publica a quem mais der, a escrava Josefa
cnoula. idade 30 annos, perlenrentc a Jos Gabriel
Pereira de lira Jnior, para pagamento da execu-
co de Francisco Jos Correa Guimaraes, pelo juizo
da seguuda vara, escrivilo Sanios pela quanlia de
1803 as horas do coslume.
Aiuga-sc para boleeiro ou copeiro de qoalqaer
casa particular, um escravo, moco, sem vicios, fiel e
bem comportado: oa ra da Cadeia do Recifen.41.
Amelia Leopoldina Rodrigoes Selle faz publico
que tendo arndado a nvenliriante e lestamenteira
do tinado JosPedro|Belmo silioCasa Caiadano
lugar do rio Doce, para elle paason-se com tudo
quanto Ihe perlence, onde tem firmado sua residen-
cia, e quem com sigo tiver alguma cousa a tratar,
alli deve procurar a annancianlc.
Alaga-se Urna escrava parda para lodo o servi-
So de casa : a tratar na ru* do Queimado loja n. 21.
Prccisa-se alugar urna ama, qne saiba hem ct
/-indar c engommar, para'casa de muilo pouca fa-
milia ; a tratar na ra estrellado Rosara n, 0,
-
^


\A
0(ubaiio ssignatlo, leiulo vicio
Pentambuco de 28 de rolo proxml
\
\
I

no Diario de
.passado, que
Icm de ser arrematado por parle da fa%uda, o sitio
era que mura sen irmAo e consenhor d moaaio silio
Joo Manocl Mendos, o mesmo abaixo assiinatTo car-
1110 henleiro e romo procurador de um de seus ir-
iii.in:. lambem herdeiro, avisa ao pulilico, que sobre
i'-le sillo exilie um recu so para o supremo tribunal
de jaslica, o qual ojo s pela coslumtda juslir;a dcsle
lribi.ii.il, como pelas jii- as razos que allegara, es-
peramos herdeiro* que Ihc seja restituida sua pro-
priedade, heranes. de sua finada mili, por isso que
nada devera a fazenda, c portadlo nt j devem pasar
to 1854.Joaquim Mtndei da Cunha Azevedo.
Aluga-se o quario andar esotilo do sobrado da
ra do Trapiche n. 42, com excederles commodos
para familia: a Iralar no primeiro andar do dito so-
brado.
Precita-sc alugar um sobrado no bairro de
Santo Antonio, quem o liver annuncie, on dirija-se
a ra do Trapiche n. 40, lerceiro andar.
Precisase de um caixeiro de 11 a 14 anuos
para urna taberna : no Recite ra da Sensala Ve-
lli.' u. 96.
Peco a quem liver a Asia, Enropa Porlu-
gueza por Faria e Souia, o Valorcso Lucideno, e a
lir,i'ui.iii Pernambucana o favor d m'as emprestar
para tomar alguns apoiitameutus. Antonio Joa-
juim de Mello.
OSr. Francisco PaesBrrelo rendeiro, do en-
genho Guerra, ullimancnfeFrancisco l.insEjes Bar-
reto, faja favor manda buscar orna caria na ra da
Cadeia do Recite n. 41. Ha mullo que se lem publi-
cada este annuncio.
Precisa-se de um perito cozin leiro para servir
ero urna casa estraugeira, paga-se hera na ra do
Trapiche n. 38, armazem do Sr. Miguel Cune i m.
Avsa-se a toda as pessoas que tiverem ob-
jeclos para vender no armazem de Miguel Carneiro
que os queiraro tirar at o fim do crreme mez, do
coolrario serao vendidos em leilao por todo o prero
que se obliver. "
Alluga-sc urna ama para engommar, cozi-
nhar, emais servido de urna casa : quem quizer,
procure oa roa de Hurtas loja n. 138.
AO INTE RESSA 1)0.
Sismaria, escriptura de 1603, auto de posse e de-
marcarlo das Ierras de Ilapirema de Cima, cm que
se comprehendeu os silios denomioados Cruz do
Muleque, Peruass, Corrego e Inlinca, ludo em pu-
blica forma do (abelliao Agoslinho Ferreira de
Mello ; sendo a demarcarlo cm 1617, com a desig-
nado dos lugares dos marcos e distancias respecti-
vas de um a outro, o que comprehendeu 6,000
brajas ; e maisa escnplurade venda deCosmaal-
voa Dona, em 1621 de 600 bracas Je Ierra, que por
compra dos respectivos herdeiros de Antonio Rodri-
gues, houveram o Dr. Eduardo Rodrigues Grij e
sua mulher, saccessores por comprada propiiedade
serrara de D. Mara, a seu sogro o capilao Jos
Copes (j ti i maraes, esta ludo em publica forma do
tabeiiSo Baelamanles S : existe no escriplorio do
labuliao Baplista deS.
Antonio Joaquiui da Gama deixou de ser cai-
xeiro de Diogo Jos LeiU GuimarJ.es desde o da 8
do trrenle.
PBLICACAO1 LITTERARIA.
Gnia do processo criminal, exlrahida do cdigo do
processo enmioal, da le de 3 de dezembro de 1841
e doregulameulo respectivo, pelo Dr. Vicente Fer-
rara Gomes, segunda edicao ntida, muito melhora-
da c accrescentada, 1 vol. em 8. ene. 2|000. He
geralroente sabido que da ignorancia de nossa le-
gislado criminal tem-se originado muilos abusos,
proyindo dalii muitos males boa administrarlo da
justica, principalmente no interior do nosso paiz,
onde infelizmente ainda se nao cncoulram autori-
dades devidamenle habilitadas pelo esludo e pela
pralica. Dahi procede apparecerem innuraeraveis
procesis nullos, ou sem as formalidades indispen-
f?vef: Para occorrer a estes inconvenientes o Sr.
Dr. v cente Ferreira Gomes, cuja cnpacidade, espe-
cialmente nesta materia, he bem conhecida, orga-
msou a sua guia do processo de|urr.a maneira acces-
sivel a qualquer comprehensao. Vende-se uaslivra-
rias do paleo do Collegio n. 2 e na da ra da Cruz
do bairro do Recite n. 56.
Precisa-se alugar urna escrava para lodo serv-
de urna casa de pouca familia ; oa ra do Viga-
no n. 27, segundo andar, onde se achara com quem
tratar. '
Aluga-se annual ou pela fesla urna proprieda-
de de pedra e cal, no lugar da Casa Forte, contigua
a do lenente-coronel Vilella ; a iratar na tundicao
ao Brum n. 6, 8e 10, com o caixeiro da mesrna.
O St. Manuel Marques de Abreu Porto lem
tima encomrr,(.nda na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia. "
ROTERA DO 1UO DE JANEIRO.
Anda se acha a venda um resto de bi-
lhetes rtenos e meios bilhetes originaes
da lotera 20 do reparo das matrizes, cujo
resumo ou lista deve cliegar lioje ou ama-
nliaa pelo vapor Imperatriz ou Tocan-
tins,se acaso tiver saludo no dia 5 ou C do
corrente, como se julga. Os premios sao
pagos logo qnese distribuirem as listas.
Na rba do I.ivramento o. :I8 deseja-se fallar
com o Sr. Ulisses, empregado do consulado provin-
15!000 rs.
Prccsa-sc de urna prcta que soja boa coslureira e
cngonimadeira : quem a tiver dirija-se a ra do
Rangel n. 77.
Precisa-se alugar urna ama para criar urna
menina de o mezes : na ra dos Martirios casado
coronel Salgueiro no quarto da escada.
Nodialldo corrente, ausenlou-se da casa do
abano tssignado um prelo de Angolla, (que parece
crioulo em razio de lar vindo muilo pequeo)de no-
mo Luiz, idade de 25 annos pouco maisou menos,
rosto descarnado e um tanto comprido, barbado so-
raeiile na ponta do queixo, com falla de um dente
na fenle da parle de cima, anda um pouco curvado,
evou calca o carniza de ganga azul c chapeo de pa-
lha, desconfia-se que andar pela Boa-Visla ou pela
Boa-viagem onde lem m8i:roga-se s aoloridadcs
policiaes e mesmo qualquer particular que o apre-
lieuda e o mande conduzracasa doabaixo assicnado
que sera gratificado. JoSo Martin de Barros.
Jos Leandro Martins Filgueira, avisa ao res-
peilavel publico, que retira-se com sua ramilia para
fora da provincia.
Precisase de nma criada de boa conduela, pa-
ra todo o servic.) d'unia casa : na ra do Vinario n.
13, primeiro andar.
Anda esta'por alugar a casa e sitio
de GuilIiermeSette.nos Alegados: a tra-
tar com o mesmo na ra do Queimado lo-
ja n. 21.
Permula-se por casas lerrcai um bom siliocom
viveiro, monas arvor.s de fruclo, murado, com ca-
sa soOnvel, na ra Imperial, leudo na fren le i n-
dependente do sitio, terreno para cinco moradas de
casas, promplo a edificarse, cojo sitio divide com
oao sr. major GusmSo, a quem convier diria-se a
seu propnetano, Antonio Jos Maciel, com lenda
deferreiro na na da Praia, e tambera se vende a
dinheiro.
Precisa-se de nm feilor n.-ira um silio perloda
prasa.queentendade plantas ; na ra da Concor-
dia, sobrado confronte a enlrada da Iravessa para a
Cadeia Nova.
No da 191 do corrente mez, ao depois de linda
a audencia do Dr. juiz de orphans. lem de serem ar-
"? ,1 Pr venda por *' ul P"ca, duas
S:TimT,6"B; ,ilas "" logar V Campo
\erde na Soledade, sendo urna com porla do cochci-
'llV^l T ^ "-ou,ra nc' va^r d= >S m-
nn ^.r ? STrS PW ""O que movTju-
Dcsappareccu no dia 12 do corrente um car-
neiro grande, capado, ponas largas, as quacslevou
lima corda amarrada ; foi visto na Capunga nova e
ao pe da Estancia ; se paga o trabalho a quem o en-
fiS.nVt a FUa ,arKa d R0?ar0' jUn'
Na Boa-Vista, ra da Alegra, casa n. 36. dou-
ra-see pratea-se com loda a perfeicao.c tambein se
ensina ludo por preco conmodo.
.i .APromplam-e bandejas com bolinlios para
cb., deseas que agora sao de novo modelk), de lindas
arroaces ecommodo preco, e lambem se fazcm bo-
los, pastis de nala, de carne, doces d'ovos.dilossec-
ndarT \M* j r"a Df andar n. 33, ao pe da botica.
lu.r-.!0'?^ alufar Dma escr,va 1ue sej el e
toa uilandeir. quem livcr, dirjja^ rua jm
nal n. 61, queacliaia com quem Iralar.
O abaixo assigoado, solicitador dos fcitos da
fazenda nacional, fazscienlea to.los os devedores da
mesma,que dora cm dianle esli encarrepado pelo
respectivo Sr. Dr. procurador liscaldcrecehcrdosdi-
tns devedores os conhecimcnlos provenienles do pa^
gamenlo de sens debilos, e eniregar as qmlacoes do
eslylo, para o que devera ser procurado mi de
sua residencia, na ra da Concerao da Boa-Visla n.
18. Recite 13 de selembrode 1854.
Joaquim Tlieodoro Alvei.
Antonia Carolina da Conceicao, como se acha
riocnlc, e tendo de rclirar-se para o mallo, avisa a
todas as pessoas que tem peuhores em sua mao, os
yenham tirar no prazo de S dias, na Iravessa do Car-
iiT.Syi8*"*' alogar uma frclj Para o rr\\zo de
va "a aualm,. h"' ^ ln,lar M bol,C <" rua 0-
va, a qualquer hora do da
deTornoSAnin,?iCeU lio dos "elos o escravo
chiml o do^h 7 '. Zr2lZ V" alcul"'a Anlooio Ca-
liniln nrnain n;.i. i >
r
ll.I(
DIARIO DE PERNAIBCO. QUINTAFRA 14 DE StTEMBRO DE 1854
ICV(jA0 DO INSTITUTO HOSHEOIWTUIC DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOMtEOPATHA.
Mclhodo conciso, claro, c segure de curar liomccopalhcamente todas as molestias, que aQligcm a
especie humana, e particularmente aquellas que reinan no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra mportanlissima lie boje reconhecida como a primeira c melhor de todas que tratam da ap-
plicarao da liomceopathia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
passo seguro sem possui-la e consulla-la.
Os pais de familias, os senhores de engenlio, sacerdutes, viajantes, capilSes de navios, serlanejos, ele,
ele, devem te-la a mSo para occorrer promplamente a qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por.......... 10?0<)0
Encadernados............. 11(I00
Vende-sc nicamente em casa, do autor, rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOltKEOPATHICA.
Ninguem poder ser feliz, na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homreopalliia no norle, c inmediatamente inleressado
em seus benficos successos, tem o aolor do THESOFRO IIOMOEOPATHICO mandado preparar, sol
sua immediata uspecc/io, lodosos mcdicamenlns, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmaceulico
c professor em homiropalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem ejecutado com todo o zelo, lcalda-
de e dedicaran que se pode desejar.
A eflicacia desles medicamentos lie alleslada por lodos que os tem experimentado; clles nao preci-
sam de maior reroinmcnda^Ao; basla saber-sc a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Uma carteira de 1-20 medicamentos da alia e bai\a dilucDo em clobulos .
mendados no THESOURO IIOMOEOPATHICO, acompaiihada da obra, c de
caixa de 1 vidros de linluras indispeusaveis .......
Dita de 96 medicamentos acompanhada da uhrae de 8 vidros de tinturas .
Dita de 60 priucipaes medicamentos rccommeudados especialmente na obra, c com
uma caita de 6 vidros de tinturas, e com a dila obra (lubos grandes.).
n (lubos menores).
Dila de 48 ditos, dilos, com a obra ('lubos grandes)........
(lubos menores).
Dita de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .
(lubos menores,).
Dita de 30 dilos, e 3 vidros de linluras, com a obra (lulios grandes) ....
n (lubos menores) .
Dila de 24 dilos dilos, com a obra, iuhos grandes).......
ii i i) (lubos menores).
Tubos avulsos arandes.............
recom-
uma
100*000
yosdOO
603000
4SO0O
503000
35|000
409000
305000
35SO00
'J690IHI
3091X10
209000
19000
&500
2>OIMI
rs., conforme o
Apessoa.que perdn uma (muta de roupa,
cnnlcndo Dalla camisas novas cm Tulla, e algumas
pecas marcadas, dirija-se ao inspector de quarleirn
do palco da Santa Cruz, que dando os signaes cerlos
llie ser entregue.
A taberna do paleo do Carino, quina da rua de
Horlas n. J, contina a estar sorlda de lodosos g-
neros j annunciados pelos inesmns presos, assiin co-
mo Icm novo sorlimcntn de doce de raj secco a 500
rs. a libra, e banha muilo alva a 500 rs. a libra.
CASA DE COMMISSAO'DE ESCKAVOS.
Na rua Direita, sobrado de tres andares
deronte do beccode S. Pedro n. 3, rece-
l>em-se escravos de ainbos os sexos para
se venderem de commissao, nao solevan-
do por esse trabalho mais doipie dous por
cento, e sem se levar eousa alguma de
comedorias, ollerecendo-se para isto toda
aseguranra precisa para os dilos escravos.
r JOAO' PEDRO VOGLEY,
fabricante de pianos, afina e roncera com loda a
perfeicilo, leudo chegado rcrenlcmenledos portosda
Europa de visitar as mclhorcs fabricas de pianos, e
leudo gando nellas lodos osconhccimenlos e pralica
de conslrucroes de modernos pianos, olTerece o eu
presumo ao rcspeilavcl publico para qualquer con-
cert e afinaroes com todo o esmero, leudo loda a
cerlcza que nada ficar a desejar as pcMoas que o
incumbirem dequalquer lraballio,tanlo em brevda-
de como cm mdico preco : na rua Nova n. 41, pri-
meiro andar.
Aluga-se por fesla ou annual uma proprieda-
de de pedra e cal, com commodos sufllcienles para
qualquer familia, no Poro da Panclla : a Iralar na
rumbean do Brum n. 6, 8 e 10, com o caixeiro da
mesma.
Prccisa-sc de urna Sr. honesta c de hons cos-
lumcs,qucde garanta esses quesilos, para ir edu-
car duas meninas em um engenho, fazendo-se-lhe
as vanlageus de oidcnado, meza, roupa lavada e
casa independcnlc da doSr. de Engenho : quem
convier procure ao proprictario dcsla lypugraphia,
quelite indicar a pessua compelenlc" com quem
Iralar.
pequeos............
Cada vidro de untura..............
Vendcm-sc alm dsso carleiras avulsas desde o preco de 89000 rs. al de 4009000
numero e tamanho dos lubos, a riqueza das raixas e dv namisaces dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promptidao, e por prerns commo-
dssimos.
Vende-sc o tralado de FEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 29000
Na mesma botica so vende a obra do Dr. G. 11 Jahr Iraduzdo cm porluguez e acom-
modada ainlclliscncio dopovo. .'......... 6-;O00
Rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P. S. Exraclo de uma carta, que ao autor do THESOURO llOMtKOPATIHCO, tete a honda-
de de dirigir o Sr. eirurgio Ignacio Aires da Silva Santos, estabelecido na cilla de Barreiros.
a Tivc a salisfaeo de receber o Thesnuro honmopatliico, precioso fruclo do trabalho de V. S.,c llie
afumo que do lodas as obras quclenholido, he esla sem contradicho a melhor lano pela clareza, com
que se acha escripia, como pela precisSo com que indica os medicamentos, que se devem empresar ;
qualidadcs estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconheccm a medicina
theocria e pralica, ecl., cc(.,elc. b
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BVA DO GOI.X.ISGXO 1 AST3DAH 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consullas homeopathicas lodos os di&s aos pobres, desde 9 horas d3
nianlia aleo meio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile*
flerece-se igualmenlc para pralicar qualquer operao de cirureia, e acudir promplamente a qual-
quer mulher que estoja mal de parto, e cujas circumstancias nao perrnillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual cmplelo do Dr. G. H. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados cm dous :................. 20SO00
Esla obra, a mais importante de todas as que Iratam da homeopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a doulrina de Ilahnemann, e por si propros se eonvencereni da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de engenho e fazcudeiros que eslflo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilcs de navio, que nao podemdcixar uma vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus Iripolanles ; e interessa a lodos os chefes de familia cue
por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrgados a preslar soccorros a qualquer
pessoa 11 el l,i.
O vade-mecum do homcopalha ou tradcelo do Dr. llering, obra igualmente ulil as pessoas que se
dedcam ao estudo da hoineopalbia um volme grande.......... SJjOOO
O diccionario das termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis-
pensavcl s pessoas que quercm dar-sc ao esludo de medicina........ 43000
Uma carteira de 24 lubos grandes de finissimo chrislal con; o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele.......-........ 4OSO00
Dila de 36 com os mesmos livros..................... 4SW0OO
Dila de 48 com os dilos. ,.................. 509000
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de linluras indispensaveis, a esculla.
Dila de 60 lubos enm dilos...................... 60*000
Dila de 144 com dilos........................ lOOjOOO
Eslas sSo acompanhadas de 6 vidros de linluras i escolha.
As pessoas que cm lugar de Jahr quizercm o llering, lero o abalimcnlo de 105000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... 8000
Ditas de 48 dilos......................... 16jOO0
Tubos grandes avulsos....................... 18000
Vidros de meia onc de tintura.................... 23000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia. c o proprielario dcsle csli'bclecmenlo se lisongeia de le-Io o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de cristal de diversos lamanhos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade c por precos muilo com-
modos.
;-s
fiSOOO
73000
3000
I63OOO
8|000
83000
I63OOO
63OOO
43000
103000
30|000
82 da rua do Pi-
9 Anloiio Agrpino Xavier de Brilo, Dr. em
medicina pela laculdade medica da Babia,re-
U side na rua Nova n. 67, primeiro andar, on-
de pode ser procurado a qualquer hora para o
^ ex ere-icio de sua profissao.
> comprido, nariz has-
dad; o7;zzo^ri'J ""T^
lo Amaro n. 8, qJe ser Ep^tdV "" d* **
?*?-! J,e"'stloiu.rlyr.os. i^^^;
qne te gaslou na procissao do
Na rua do Trapiche o. 17, recebem-sc encom-
?iendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
ampas, ele : no mesmo lugar se mostram ricos de-
seo hos.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propo-se a ensinar tiesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se cjuizerem utilisar de seu prestimo,
Erotestando satisfazer a' expectarao pit-
uca ainda acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonaofixar sita residencia, jiie
devera' ser no centro do bairro de-Snto
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
LOTERA do theatro de sakta-isabel.
Corre indubitavelmente em 20 de
setembro do corrente anuo.
Aos 10:OOOSOOO, 5:000*000, 1:000x000.
O caulelisl.'i Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavcl publico, que os seus bilhetes e caute-
las nao solTrem o descont de oilo por eenlo do im-
posto geral nos Ires primeiros grandes premios.
Ellcs eslo expostos venda as lojas ja conhecidas
do rcspeilavcl publico.
Bilhetes lljjOOO 10:0008000
. Mcios 99500 3:0008000
Quarlos 23800 2:5003000
Oilavos 1*500 1:2303000
Decimos 13300 IKMOgOOO
Vigsimos 9700 S008O0O
Aluga-sc uma escrava prcla para o serviro de
urna casa de pouca familia, que ensalma loupa'mui
bem, e cozmlia o diario de uma casa, aflanra-sc
sua conduela : a tratar na rua Vclha 11.18. '
Cbumpagne, a melhor que lia no
mercado, epor preco mais barato do que
em outra qualquer parte, assim como ce-
ra em velas, caisas de 100 e de 50 libras:
trata-se no escriptorio de Machado nheiro, amado Viga rio n. 19, segundo
andar.
,..~ Alnga-se o primeiro andar da casa da roa do
v igano 11. 3 : a tralar na de n. 7.
O cautelista Salustiano de Aqitit'o
Ferreira
avisa ao rcspeilavel publico, que o Sr. Fortunato Pe-
rcira da Fonseca Haslos, mftheleriilo com loja de
bilhetes, na praca da Independencia n. 4. deixou de
vender as suas cautelas das loteras da provincia, para
vender as do Sr. cautelista Antonio Jos Rodrigues
deSouza Jnior, asquaes eslao sujelas a 8 K do i 111-
poslo geral nos tres primeiros premios grandes.
ASSOSSIACAO* COMMERC1AL BENF-
FICFNTE.
A commissao encarregada da dislribui^ao da
quanlia agenciada para os desvalidos prejudicados
com a innuiidaco de 22 e 23 de jonho, avisa aos
respectivos nleressados que podem procurar o re-
sultado de seus requermcnlos cm casa do Ihesou-
reiroda commissao o Sr. rbomazd'Aquiuo Fonseca
Jnior, na rua do Vigario n. 19, das 3 'ateas
6horasda larde, do da 11 por dianle. /'. da
Silva Barroca, secretario da commissao.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes panos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
AS
PUBLICACaO I.ITTERARIA.
Ssliio i luz em frmalo de quarlo grande, edrao
nilida, a obra intituladaCnnsliluicoes primeirasdo
arcebispado da Baha, novamenle impressas em S.
Paulo ; e brevemente sahira um segundo volume.
conlendo lodas as reformascaddlamcnlns, que com
o andar dos lempos e com a mudanca das pocas a
mtsma consliluirSo lem soOrido. Durante o espado
de dous mezes a contar do dia de boje esla aberta a
quem os quizer vender, procure- na ru'X'lil!,1 suu,cr'PCa Pra es|a imporlanle obra, as lojas de
P'cio. ,,ns- Jivros da rua da Cruz 11. 36, e da rua do Colleo 11.
o importe da cera
mesmo Seuhor.
O major engenheiro precisa de lijlos de alve
nana grossa para a obra do boapH,? XJSS\
Sr- Lourenco Itilieiro da Cimba
vena, qneirs annunciac oiuh mora
para ser piocunilo.
2, sendo o prero de cada assignalura 148000 rs. pa-
.gos ao rerelier o primeiro volume. Passado snpradi-
to prazo cuslar (oda a obra IH3OO.
Na rua Direita n. 20, existe urna
engomma rou|>a |>or preco muflo commodo.
pessoa que
DENTISTA FRANCEZ.
1$ Paulo Gaignoux, estabelecido na rna larca
9 lo Rosario n. 36, segundo andar, colloca den-
;-3 les com gengivas arliliciacs, e dentadura com-
@ pela, ou parte delta, com a presso do ar.
@ Tambera tem para vender agua denlifricedo ft
Dr. Picrre, e po para denles. Rna larga do
;- Rosario n. 36 segundo andar. 9
J. Jane dentista,
conlinda rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
Senhores escudantes.
Manoel Cassianode Olivera l.edn, esludan-
. lo que fui do Ivceo, oblevc lirenra para ensi-
^ nar particularmente geometra c grammalira
DWlonal, cm que se reconheceu habilitado.
@ EtUKl abortas mal indas de uma e oulra, c
J9 conlinuar.li) al o fim do corrente mez. Di-
rja-se quem quizer ao pateo do Paraizo, pri- Si
3B meiro aiidar.uuido a igreja. @
>ovos livros de homeopalhia uicfrancez, obras
loilas de summa importancia :
llahucmann, tratado das molcslias chronicas, 4 vo-
Tlumes.......*.....203000
I este, n (deslas dos meninos.....
llering, homeopalhia domestica.....
Jahr, phaimacopa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jalir, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Ilarlhmann, tratado completo das molcslias
dos meninos..........1O3OOO
A Teste, materia medica homeopalhica. 83000
De Fax olle, doulrina medica homeopalhica 73000
Clnica de Slaoneli '.....
Casliiig, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a de.-i 1 ipc.lo
de rkdas as parles do cor|>o humano .
vedem-se lodos osles livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. I.obo Moscoso, rua de Collegio n. 25,
primeiro audar.
No sobrado 11.
lar, precisa-se alugar nina escrava que
saiba engommar bem c tomar conta de
uma casa de pequea familia.
KETKATOS PELO SYSTEMA
I CHKISTALOTVPO.
@ Aterro da Boa-Vista n. i, terceiro %
ti andar. ft
No cslabelecimontu enconlrarao os prclen- @
denles um rico sorlimenlodccaixas, quadros, -
allineles, cassoletas e pulceiras. @
Deniz, alfaiaterancez,
estabelecido na rua da Cadeia do Kecife 11. 40, pri-
meiro andar, Irahalha de feilio.
A abaixo assignada, coherdera do silio, silo
na estrada de Joao de Barros, em cu|a propriedade
he morador um dos herdeiros Joao Mauoel Mendes
da Cunha Azevedo, c exislindo um lelgio entre os
diversos herdeiros c a fazenda, cuja final sentenca
lem de ser decedida pelo supremo tribunal de justi-
ca ; por isso a mesma abaixo assiznada nao s por si
como por parle de suas filhas, de que he administra-
dora, em lempo declara, para que ninguem lance cm
lal silio pelas razes ja ditas, e mesmo porque espe-
rara M herdeiros que nao sendo devedores a fazenda,
c pelas razocs q-ie 00 recurso allegam, llie ser en-
Iregue sua propriedade, heranra de sua finada mi
I). Maria Ignacia da Conceicao Hiendes. Recife II
de selembrode 1834.
Manuela Miquelina t'ieira da Cunha.
Aluga-se uma oplima loja para fazendas, fer-
ragens ou inudezas, com armarao. na roa Nova, loja
n. 4 : a tratar com A. Calombiez, na loja n. 2.
Precisa-se de um caixeiro brasileiro, que tenha
multa pralica de loja de fazendas, para um cslabe-
lecimcnlo fra : no aterro da Boa-Vista u. 60.
Onercce-se uma pessoa capaz para caixeiro de
rua ou administrador de alguina obra, do que lem
bastante pralica, e d fiador a sua conduela : quem
precisar annuncie por esla folha.
Precisa-se alugar uma escrava, que saiba-lavar
e engommar bem : na rua do Hospicio, sobrado
junto ao Icau de ouro.
Vendem-se Iros pares d raslijaes de prala
com suas anselicas, c seis cordOes de ouro de lei: na
ruada Cadeia n. 41.
Vende-se uma canoa abcrla, a qoal pega cm
800 lijlos, c que com algum concert, serve para
carregar alerro : a quem convier pode v-la.no por-
to da rua Velha, c entender-se com Jos Antonio
Pinlo, rua da Cruz 11. 8, lerceiro andar.
Potassa.
No anlgo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Itussia, amcrrana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be par fechar conlas.
Vende-se um escravo moro, bonita figura e
bom canociro: na rna do l.ivramenln n. 16.
HE MODA!
Alpacas de sedas lisas, furta co- 3
res e dcquadrinlios, proprias para jgg
vestidos, vende-se pelo'bai alissimo '*$
preco de 500 rs. o covado : na rua
do Crespo d. 16, esquina da rua das
Cru/.es.
vende-se uma porcao de papel sujo para pape-
lao : dirija-se a rua Nova n. 5, segundo andar.
Vende-se o sobrado de dous andares na praca
da Boa Vista, com bom quintal e cacimba, n. 10 :
quem pretender dirija-se a rua da Praii armazem de
carne secca de Antonio Goncalves Ferreira & Ir-
maos.
Farinha de mandioca-
1 ende-se a bordo do patacho Flor da Verdade,
ultimamenle chegado de Santa Calhariua, e o qnal
se acha fondeado defronte do caes do Ramo, supe-
rior farinha de mandioca e por barato preco ou na
rua do Trapiche n. 6, segundo andar.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de fres portas na rua do Li-
vramento n. 8, ao pe do armazem de
louca.
Vendem-se chitas escuras finas de cores fixas com
loque de mofo, mulhndo que seja dcsapparecer, a
160 rs. o covado, cestao-se acabando; ricos corles
de cassa de cores com quatro babados a 33200 c
3300 ; riscados francezes muilo largos a 240 rs. o
covado; corles de cambraia de seda com dous, tres
e qualro babados bordados a seda a 108, 118 e 12S ;
cassas de cores, gosto moderno, a 400, 480, 600 e
700 rs. a vara e oulra* muitas fazendas baratas.
Vende-sc um cavallo ala-o amarello, muilo
gordo, carreaador de baixo al meio ; quem o pre-
tender, dirija-se i'i'fua da Conceicao da Boa-Vista,
armazem de sal.
Vende-se uma muala com 19 a 20 annos de
idade, que cozinha alguma couza, lava etc., por 3008
rs. ; ou Iroca-se por uma mobilia de jacarando com
pedras, Jem bom uso : para ver e Iratar, na rua do
Hospicio n. 17.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre indubitavelmente no dia 20 de se-
tembro do corrente auno.
Eilhctes
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
Aos 10:0008000, 5:0008000
1:0008000.
Na rua da Cadeia do Re-
cife, loja de cambio do Vi-
cira 11. 24. vendem-se os
mui arredilados bilheles e
cautelas do caulelisla Salus-
liano de Aquino Ferreira.
Os bilhetes e cautelas nao
soflrein o descont de 8 '
do imposto geral nos tres
primeiros premios Brandes
II9OOO 10:0003000
53300 5:0003000
23800 2:3008000
13300 1:2308000
18300 1:0008000
8700 5008000
ARADOS DE FERRO.
^ Na fundirao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos MOENDAS SUPERIORES.
Na fundirao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
NAVAI.HAS A CONTENTO E TESOL'RAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Auauslo C. de Abrcu, cunli-
nnam-se a vender a 88000 o par (preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas pO
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposieo \()
de Londres, as quaes alm de durarcm exlraordina- "*
namcnle, nao se senlem no rosto na accao de cortar ; *>' .
vendem-se com a condcao de, nao acraJando, po-1 Tundido
dercm os compradores devolve-las ale 15 dias depois
ila compra resttundo-nCto importe. a mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fak ricante.
Vende-se uma parda escura, de idade 30 annos, i
pouco mais ou menos, sabe fazer renda, engommar
liso, coziiihar o diario de uma cata, e vende na rua:
a Iralar na rua da Cruz n. 37, laberna.
Vende-se |um armazem de sal muilapovo-e
bem feilo, e afreguezado, com commodos para gran-
de familia ; o motivo de se vender be por seu dono
ler de fazer urna viagem. Vende-se lambem uma ca-
sa de raucho bem afceguezada, com grande casa de
vivenda c quarlo para laberna, quintal que accom-
moda 130 cavallos, boa cacimba que aupre de agua
lodo o verso em um sitio muilo bom para plaante
e mesmo por ser moilo perto desta praca. que he na
estrada nnva da Emberibcira, e nue est rendendo
mensalmente 108000 : na rua de liorlas n. 15.
SACCAS COM MILHO A 2f500.
Vendem-se na loja n. 26 da rua da Ca-
deia do Recife, esquina do becco Larpo.
Vndese um forro de carro com os seus com-
petentes perlences, e de muito bom gosto ; na rua
de Horlas n. 15.
Vende-se um lanque de madeira grande, pro-
pro para deposito de mel, porque foi feilo para esse
fim, eesl armado para o comprador ver o tamaito
e a seguranra com qne foi feito ; para ver, nos Coe-
llms da parle das Cinco Ponas, na casa que lem um
moinho de vento em cima do telhado, e para nego-
cio, na rna da Senzala Velha n. 110.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muilo saa e gorda, vinda da
provincia do Ccar, pelo baralo preco de 48000 rs.
a arroba cm pacoles de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Conceicao, defronte da
eseadinha.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de (apele, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs., ditos brancos a
l3200rs., dilos com pelo a iniilacn dos de papa a
18100 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pesde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56.
ATTENCAO'.
Ruado Crespo n. 16, esquina da iua
das Cruzes, vende-se nesta loja alpaca de
seda de muilo bonitas cores, e pelo bara-
fissimo preco de 500 rs. o corado.
Na rua da Cadeia do Recife ni 60, arma-
zem de Henrique (iibson :
vendem-se relosios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco rommodo.
CASEMIRAS BARATAS.
Conlinua-se a vender corles de calca de casemira
de cores, havendo sortimenln para escolher, e pelo
baralo preco de 48800 o corte ; na loja de 4 portas,
na rua do Queimado n. 10, de M. J. I.eilc.
CARRO ECABRIOLET.
A ende-se um carro de 4 rodas com 4 'asscnlos, e
um cabriole!, ambos em pooco uso, e cavallos para
ambos : na rua Nova cocheira de Adolpho Bour-
gcos.
* Farinha de mandioca.
Vende-se em saccas grandes e por bara-
to preco : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na rua do Amorim n. 54.
Sedas.
Conlinoa-se a vender sedas lisas furia-cores, de
goslo o mais delicado que tem vindo a esta praca,
pelo haralissimo preco de 18280 rs. o covado : na
rua do Queimado, loja do sobrado amarello n,29, de
Jos Moreira Lopes.
Bom e barato
Vendem-se corles de chita de barra, de cores fixas
a 18600 cada corte ; na rua do Queimado, loja do
sobrado amarello n. 29. Na mesma loja de encen-
tra um cmplelo sorlimento de fazendas de lodas as
qoalidades, e por precos que agradaro aos compra-
dores.
O Dr. Sabino Oleearo I.misero Pinho mu- t$
$ dnu-se para o palacete da rua de S. Francisco (a)
9 'mundo novo) n. 68 A. A
VJes $$&$$@:30tttt
Aos 10:000$ 5:000s e l:000.s000.
Na prac.a da Independencia u. 4 loja do Sr. For-
tunato, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 40 dn Sr.
Faria Machado, rua do Queimado n. 37 A dos Srs.
Souza & Freir e praca da Boa-Vista loja de cera
do Sr. Pedro lEnacio Baplisla, esiao venda os bi-
lheles c cautelas da primeira parle da 19 lotera do
(healro de Sania Isabel, a qual corre no dia 20 de
setembro, cujos bilhetes silo do cautelista abaixo as-
signado; oqual paga por iuteiro o premiode 10:0003
5:0009 e 1:0003000, que sahirem em seus bilhetes
inteiros e meios bilhetes cujos \ao pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos Kodrigues de Souza J-
nior,
Bilheles inleiros. 118000
Meios bilheles. 59500
Quartos. 23800
Oilavos. I9.30O
Decimos. lytOO
Vigsimos. 700
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da*Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeicao e
aceio : 110 largo da ribeira de S. Jusc, na loja do so-
brado 11. 13.
OM 5* @ SJ S@3i .%
U r. Joao Honorio Bezerra de Menezes, i:;
formado em medicina pela faculdade da Ba-
^ hia, cuiilina no exercicio de sua profissSo, na @
A rna Nova n. 19, segundo andar. t
TOAL.HAS
E (UARDANAPOS DE PANNO DE
LINDO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, vendem-se bulla* de panno de linlio, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro das loteras avisa, que
achain-se a' venda nos lugares do cost-
rete, os bilhetes da loteria do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
praca da Independencia, lojas n. 4e 15 ;
rua do Queimado, loja n. 59 ; Livra-
mento, botica 11. 22; rua da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. 48 ; rua do Cabuga', botica do Su.
Moreira e rua do Collegio n. 15.
Bilhetes inteiros......IO.S'000
Meios........... 5.S000
Na rua Baila 11.13, precisa-sede uma escrava
que saiba cozinhar e engommar, esobreludo que se-
ja fiel : he rasa de duas pessoas de familia.
Desappareccu no dia 5 do rorreiile, do silio da
Cruz de Almas do collecio da Conceicao, um escra-
vo, cabra, barba grande, idade 40 anuos, pouco mais
ou menos, cxo do n esquerdo. he ollicial de sapa-
leiro, e levou chapeo de massa bi anco.
Aluga-se uma grande rasa assobradada, sila na
estrada da Ponte de Felina, a qual lem 3 salas, I
quarlos, cozinha fra, passeio, copiar, estribara, co-
cheira, quarlo para escravos, cacimba, quintal mu-
rado com porlao de ferro, e com saluda para o rio :
qoem a pretender, dirija-sc 1 rua da Aurora n. 26,
primeiro andar.
COMPRAS.
Comprara -p areno da companhia de Reberibe:
na rna do Trapiche armazem de Fonseca 1 Medei-
ros.
Compram-sc latas que vem -com bolachiulias
de aramia do Rio de Janeiro, oslando cm bom es-
lado : na laberna do palea do Carmo, quina da rua
de Horlas n. 2.
Compra-se um par de mangas de vidro lisa, de
bom tamanho, cm segunda mao : quem liver annun-
cie para se procurar.
Compra-serum piano inglez cm meio uso : no
alerro da Boa-Visla n. 62.
Coinprain-se e pagam-se bem duas pretas de
bous coslumes, que eiigommcn c cuzinhem ; quem
as liver, dirija-se rua do Crespo, loja 11. 3, prxi-
ma ao arco de Sanio Antonio.
Compra-se uma casa terrea no bairro da Boa-
Visla ; 1 Iralar com o comprador na praca do mes-
mo bairro da Boa-Visla, sobrado 11. 4.
Compra-se uma prcla robu-la sem vicios nem
achaques, e de boa figura, costumada ao servieo de
casa, que saiba bem engommar, cozinhar e "fazer
lodo o mais servieo de uma casa : na rua da malriz
da Boa-Visla n. 20.
VENDAS.
VELAS DE CEKA l)E CARNAUBA.
Vendem-sc velas de cera de carnauba de compo-
sieao, feilas no Aracaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, c por mais commodo prec.o que cm
oulra qualquer parle : na rua da Cruz 11. 3i, pri-
meiro andar.
NO CONSULTORIO
DO DR. CASANOVA,
RUA DAS CRUZES N. 28,
jr conlinua-se a vender carleiras de homeopa-
S Ulil de 12lubos grande-, medianos c peque-
^ nos) de 24, de 36, de 18, de 60, (Te 96. de120,
u* de Si, de 18(1 al 380, por precos razoaveis,
S? desde SglQO al 2005000.
Elementos de houieupalliia, 4 vola. 60OOO
gj linluras a escolher icnlrc'380 quali-
g dades) cada vidro l^OM )%
B Tubos avulsos a escolha a 500 c 300 '
Vende aa a casa terrea da rua do Sol 11. II ,
quem pretender, dirija-sc a rua do Kangcl, sobrado
u. 60.
Vende-se um relogio do uso, de patente suisso,
com correnle ; quem quizer, dirija-se i rua do Ro-
sario n. 2i).
Vende-sc uma escrava, crioula, mor;a c sadia,
cozinha bem e engomma sollrivclmeute ; na rua do
Queimado n. 3"9.
Vcndc-se uma casa na grande povoarao de
Pona de Pedras, com padaria, laberna c eomnudos
para familia ; a Iralar na rua eslreila do Rosario 11.
11, laberna de Manocl do Rcgo Soares, aonde secs-
plicar as commodidades da dila casa e o prec,o.
Materiaes parapedreiros, no armazem da
ma da Concordia, de Jos Pinto de
MagalhSes,
A'endc-se no armazem de materiaes da rua da
Concordia, na ultima casa ao sul, cm coja frente e
oilo tem laholela. muilo boa 1 il lia. lijlo de alvcna-
ria grossa, dilo batida, ladrilho quadrado e compri-
do, lapaiuenlo, cal branca e prela, rea grossa e lina,
barro ele. ; manda-se bnbr as obras a contento, c
alugam-se canoras para qualquer lagar.
SACCAS COM FARINHA.
Vendem-se sacias com farinha da trra nova c
bem torrada, or preco commodo ; na rua da Cadeia
do Recite, b'ja n. 18.
Venderse uma cadeirinha de rebu-
co (da Babia) com pouco uso, c preco com-
modo : na Camlta do Carino n. 18.
SACCAS COM FARINHA A .sOOO.
Yciulcm-se na loja n. 26 da rua da Ca-
deia do Recife, esquina do becco Largo,
saccas com superior farinha da trra.
Saccas craiules com milho novo, por precoenm-
modu ; na rua da Cadeia do Recife, loja de louca
11. 29, se dir quem vende.
Cortes de chita.
Novo sorlimento de cortes de chita larga, cores fi-
las, c padroes claros e escures a 28000 cada um : na
loja de 4 portas, na rua do Queimado 11. 10.
Vende-se para fra desla provincia um cxcel-
lenle escravo, crimilo, natural do sertao, muito bom
agricultor, e sem vicios de qualidade alguma, ao
comprador se dir a razao por que se vende : na rCa
Nova o. 30, taberna da esquina que volta para a aa
de Sanio Amaro. *
Veudem-se duas mualas perfeilas cnsomn a-
deiras e coslureiras, sendo uma de 30 annos e oolra
de 22, com um filho mulatinho de 6 anuos, e um ne-
gro de uacao ; na rua da Senzala Velha n. 70, se-
gundo andar, se dir quem vende.
WFAZENDA DA MODA.
Alpacas lBaa de quadros lisa, furia-cores, fa-
zenda para vestidos, do melhor gosto que tem vindo
a esta praca, por precos que muilo ho de agradar aos
compradores; dio ac amostras para verem em qual-
quer parle : na loja do sobrado amarello, nos qualro
cantos da rua do Queimado 11. 29, da Jos Moreira
Lopes.
Vcnde-se nm carro em bom uso, com todos os
seas peIcnces, constando de uma coberta e armes,
tudo em bom esladu, por preco commodo: quera
pretender, dirija-se1- a cocheira doSr. Antonio Luiz
Caldas : na rua da Oideia n. 13, que se dir quem
vende.
Vende-se superior e nova farinha de mandioca,
rlieaada recenlcinenlc de S. Malheus : a bordo do
patacho Amisade Constante, e hiato Amphilrile, ou
na rua da Cruz n. 3, escriplorio de Amorim Ir-
maos.
Vendem-se saccas com superior feijao mulati-
nho ; no armazem 11. 7 do caes da al Lindeza.
Vendc-se um bom muleque crioulo de 18 au-
nes e bonita figura ; na praca da Independencia
loja 11. 3.
Vende-se uma escrava de naco Cosa de mei-
idade, propriapara o mallo ou engenho : no arma-
zem de sola 110 caes do Ramos.
Vendc-se farinha de mandioca por prec,o mais
commodo do que em oulra qualquer parle : na rua
da Cadeia do Recife n. 36, loja de ferrageus.
Vendem-se barris com mel por preco com-
modo : na rua do Rangel 11. 21, ebegados do pr-
ximo.
LA AS PARA VESTIDOS.
Vcndem-se corles de laa para vestidos, com 15 co-
vados cada um corle, pelo baralo prero de SgOOO :
na rua Nova 11. 16 de Jos Luiz l'creira & Fi-
lho.
CHAPEOS PARA SENHORAS.
Vendem-sc modernos c bonitos chapeos de seda e
blond para senhoras, muilo bem enfeilados e da ul-
tima moda : narua Nova ioja n. 16, de Jos Luiz
l'creira & Filho.
PALITOS FRANCEZES.
t Vendem-sc palitos francezes de brim de linho de
cores e bramos de brelanha a 35300 e I9OOO, dilos
de alpaka, pipise dn cores, a K9000, ditos de pan-
no fino, prclos ede cores, a 14,16 e 18BO0O; tudo
a ultima moda e bem acabados : na rua Nova loja
n. 16, de Jos Luiz l'creira & Fi|ho.
Venden ce ricos pianos com excedentes vo-
zes e por precos commodos: em casa de J.C. Rabe,
rua do Trapiche 11. 5.
PBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchiuhos de N. S. da l'e-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, cdeN. S. do 1lnin Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria 11. 6 c 8 da praca da
independencia, a I.-hih.
Na rua do Vigario 11. 19, primeiro andar, ven-
dc-se cera tanto cm grumo, como em \ ellas, cm cai-
xas, com muilo bom sorlimento c de seperior quali-
dade, (besada de Lisboa na barca Gratido, assim
como bolacb 1 n'.a. cm alasde8 lilas,p Lirello muilo
iiovoem saccas de mais de 3 arrobas.
3 Deposito de vinho de cham-
$ pagne Cbateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
S de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cif'e 11. 20: este vinho, o melhor
W de toda a cbampagne vende-
g) se a 065OOO i-s. cada caixa, acha-
se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixa* sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes e eurorpados,
dilos br.ineu. com pello, muilo grandes, imilandu os
de laa, a 1HH) : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
' Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se o
seguiutes vinlios, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
Porlo.
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escaro,
Madeira,
em raixi nhas de uma duzia de garrafas, e i visla da
qualidade por preco muilo cm conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rna da Cadeia do Recife n. 30 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentcmenle chegada.
Tabeas para engenhos.
Na fundirao' de ferro de D. W.
owmnn, na rua do Brum, passan-
o chafariz continua haver um
completo sorlimento de tai\as de ferio
e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza.ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Cola da Babia, de qualidade esco-
Ibida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vid rada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
aridar.
Genebra verdadeira de Hollauda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
Vcndc-se uma balanza romana com todos os
seus perlences. em bom uso c de 2,000 libras : qnem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n.4.
Attenra.
Vende-se 1 laberna sila no Paleo do Terco n. 2,
com poneos fundos, ou mesmo s a armaco: a Ira-
tar na rua Dircila n.76.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flauella para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Vendem-M missaes para missa, novos, asaim
como uma caixioba de desenlio c uma porcao de
penles (madeira do ar) que ludo te d muilo em con-
ta : quem pretender, dirija-se a loja n. 6, na rua do
Cabuga.
TVendem-ae vidros com agua das Caldas da
Rainha, chegada ultimamenle, a qual he excellente
para todas as molestias do estomago outras: quem
pretender, dirija-se i botica de Ignacio Jos do Cou-
lo, no largo da Boa-Vista.
Deposito de cal virgem.
Vende-sc cal virgem rcen'lemante chegada de
Lisboa : no armazem de viuva l'ereira da Cunha,
rua de Apollo n. 8.
Vende-se por precisan um casal de escravo,
sem vicios e sem defeilo, ainda novos a baos iraha-
lha dores de enxada ; qnem o pretender, proenre-ns
na rua do Arago n. 19.
I1RINS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 c 700 rs.
a vara, fusla braneo akochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, peras de
cassa de quadros, proprias para babados a 28000, gan-
ga am arel la trancada a 320 o covado : na toja da roa'
do Crespo n. 6.
SSSF.
Acha-se a venda nos armazeus de Deane Yonle 61
Companhia, a verdadeira farinha de SSSF raminho.
Cortes de cambraia,
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bom gosto a 49OOO cada nm, ditos de cassa
chita a 23)000, dilos de chita franeeza larga a 3*000,
lencos de seda te 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na rua do Crespc, loja
n. 6.
Toalhas e guardanapos de panno de linlio.
Vendem-se toalhas de panno de linho adamasca-
das para roslo a 108000 a duzia, ditas lisas a 149000
a duzia, guardanapos adamascados a 38600 a duzia :
na rua do Crespo n. 6.
240 rs.
Conlinua-se a vender as melhores chitas francesas,
pelo diminuto preco de 240 rs. o covado ; na loja de
Gregorio & Siheir, roa do Queimado n. 7.
LI.NIIA DE CARRITEL DE 200 JARDAS.
Vcndem-se em casa de Fox Brothers, rua da Ca-
deia do Recife n.62, cmleisda mais superior linda
que tem vindo a esle mercado, cada camtal lem 200
jardas.
48000 rs.
Vendem-se a dinheiro visla pecas de madapoln
largo, de boa qualidade, pelo barato preco de 48000
cada ama peca : na loja de Gregorio diSilveira, rua
do Queimado n. 7.
Cassas f rancezas a 320 o covado.
Na roa do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
*oslo, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Vende-se um excellente rarrtnlio de 4 rodas,
mui bem construido, eem bom estado ; esl eipotto
na rua do Arago, casa do Sr. Nesme n. 4, ende po-
dem os pretendentes eiamina-lo, e tralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz 00
Recife n. 27. armazem.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na rna da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martins, se vende os mais sap-
riores queijos loodrinos, presuntos para fiambre, ul-
limamenle chegados na barca ingleza Valpa-
raso.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar horlas e baixa,
decapim, nafundicaode D. W. Bowman : na rua
do Brumos. 6, Se 10.
Devoto Cluistao.
Sahio a luz a 2.* edicto do livrioho denominado-
Devoto Cbrislao.mais correcto e acreseentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, toja da
esquina qne volla para a cadeia.
LA AS DE SE DA.
Vendem-se modernissimas Uas de seda (rampa-
rentes para vestidos, fazenda nova e de goslo, pelo
baralo preco de (8000 o corle de 21 covado*: na
rua Nova loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Fi-
lho.
Vende-se um hoi manso e muito novo : Da si-
tio da Torre em Bellem.
I
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-serelogios de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
aSSSMSlio da fabrica de Todo* Oa Santos na Baha.
Vende-se,emeasa deN. O. Bieber &C, na rna
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Vcndem-se em casa de Me. Cal moni d Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o segninte:
vinho deMarscillcemcaixas de 3 a li duzias, Indias
era nuvellos e carreleis. hreu em barricas muilo
grandes, aro de milaO sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.^
Ncstc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de enro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadlhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas tudo inodernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
As enca do Edwln Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmool
& Companhia, acha-se constanlemcnle bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaos, asoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de Indos os lamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor rom forra de
i cavallos, Vos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purear, por menos preco queusde co-
bre, eseo vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
I has de dandi es ; I udo por barato preco.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fulgi na noite de.;-orrenle um mualo de ne-
me Joao.pertencenle a ManVUotFerreira,do enge-
nho Pedreiras,de (ioianna.oTuaMinha vindo para ser
vendido,reprsenla ler 20 annos de. idade, levou va-
lido calca e camisa de riscad' libo de algodo.lem fal-
la de denles |ta cente, esW" diuito amarello de frial-
dade e bastante euchado: j~em o mesmo pegar le-
ve-o ao dito engenho, on nesta praca em casa de
Manoel Jos Correia, de onde o mesmo se ausentuu,
na rua da Cruz do Kecife n. 46 quesera pago de seu
trabalho.
A 8 dias que poz-se em fuga o meu escravo
lenlo, crioulo, moco, e o melhor signal qne tem be
ler um (albo na sobraocelha esquerda, e correspon-
de na face com am calombinho ; este- escravo cons-
la-me que esl acontado ; quem o tiver ha de res-
ponder pelos dias e raaisprejuizos resultantes, Mean-
do rcsponsavel a lei ; rogo a polica e a quem mais
interessar, e capilaes de campo a soa captura, qne
figarei generosamente. Sitio Capellinha da Sacra
amilia 11 de setembro de 1854.
Sebasiiiio do* culot Arto Verte.
No dia 9 do correnle desapparecen nm prelo
escravo, de nome Francisco, nardo Angola, estatura
regalar, pouca barba, e tem nm signal grande no
Escoco do lado direilo, que paiace um lobinlro, e be
sianic ladino ; levou. chapeo prelo e alguma ras-
pa amarrada cm um lenco, entre a qual foram Ires
pares de calcas, sendo 1 branca, 1 de brim pardo e 1
de algodao azul ; presume-se que foi para as parles
do Munlciro, onde esleve bastante lempo era com-
panhia do Sr. antigo, que foi o Dr. Vicente Ferreira
Gomes : quem o pegar, leve-o a seu senhor, na rna
da Cadeia Velha u. 42, que ser recompensado.
. Desapparecen no dia 8 de setembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que cosluraa Irocaro no-
me para Pedro Jse Cerino, e inlitular-se forro,
he muito ladino, foi escravo de Antonio Jos de
Sanl'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
Santo Aiilo, e dixser nascido no serbio do Apody,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapioba-
dos, cor uro pouco fula, olhos escaros, nariz grande
e grosso, liegos glosaos, o semblante nm pouco fa-
chado, bem barbado, porm nesta oceasiio foi' com
ella rapada, com lodos os denles na frente; levou
camisa de madapoln, calca e jaqoeta branca, cha-
peo de palha com aba pequea e uma Irouxa de rou-
pa pequea; he de supporque mude de trage: ro-
ga-se perianto as autoridades policiaes e pessoas par-
ticulares, o appreheudam e Iragam nesta praca de
Recife, na rua larga do Rosario n. 24, que se re-
compensar muilo bem o seu trabalho.
Desapparecen no dia 23 de jalho passado de bor-
do do bngue Sania Barbara Venadora, o prelo
marinheiro de nome I.uiz, o qual representa ler 30
annos de idade, cor fula, baixo, nariz chalo, lem
algumas marcas de bechigas, pouca barba e lie na-
tural das Alagoas: roaa-se portanlo as antorida-
des policiaes e capitaes do campo a sua appreheosio,
e leva-lo a rna da Crot do Recife n. 3 escriptorio de
Amorim I rmos que se gratificar com lOOgOO.
Desapparecen no dia 18 do correte o prelo
Joao, denarao Consii. 011 (lUirama, reprsenla 10 an-
uos, estatura ordinaria, reforcado do corpo, roslo
cheio, com falla de om denle de cima, he calafate e
prrlcnce ao casal do fallecido Norberto Joaquim Jos
urdes. Pede-se as autoridades policiaes e capilaes
de campea sua captura, e manda-loentregar a viuva
D. Anua Joaquina de Jess QueirezGaedes, na roa
do Appolo n. 2, qne serao recompensados: este prelo
esta matriculado na capitana do porlo.
lOOgOOO de gralieacio.
A quem apreseotar o moleque Alfonso, de naci
Camiindongo, idade 20 e tantos aunes, bstanle sec-
co do corpo, feroes miadas, altura regular, com
duas marcas de feridas no meio das cosas; desap-
parecen de casa em 17 do corrente agosto, pelas 7
horas da larde, e como nao leve motivos para fugir,
e leve sempre boa conduela, snppoe-se qne fosse fer-
iado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
godao grosso e chapeo de palha com fila prela larga:
quem o irnuier rua de Apollo n. 4 A, recebera a
gratcaco cima.
Ainda continua estar fgido o prelo que, em 11
de setembro prximo passado, foi do Monleiro a um
mandado no engenho Vertente, acompanhando urnas
vaccas de mando do Sr. Jos Deriiardno Pereira de
llrilo. que o aluguu para o mesmo fim; o escravo he
de nome Mauoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um aigual grande
de ferida na perna direila, cor prela, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, tem o terceiro dedo
da mao direila encolhido, e falla-lhe o quarlo: le-
vou vestido caira azul de zuarie,. camisa de ahtodao
lzo americano, porm levou outras' roopas mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, e usa
sempre de correia na cinla: quem o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu senhor Komio Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pelonriohoarma-
zem de assucar n. 5e 7 de RomaoiV. C-i que ser re-
compensado.
Dcsappareccu no dia 1. de agosto o prelo Ra\-
mundn, crioulo, com 2.') annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, contiendo all por Hay-
mundo do Paula, muilo convivenle, locador de flau-
lim, canlador, quebrado de uma verilha. barba ser-
rada, beiroa arossos, estatura resalar, di saber ler
e escrever, lem ido encontrado por vetes por detraz
da na do Caldcirciro, jumamente com uma prela
sua concubina, que tem q appcllido* de Mana cinco
reis ; porlanlo roga-se as autoridades policiaes, ra-
pittel de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
preheudam e levem rua Direita n. 76, que serio
onerosamente gratificado.
PERN. : IVI-, DEM. F. DE FARIA. r
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