Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01362


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Full Text
+
IHNQ XXX. N. 209.
**
Por 3 mezes ndiantados 4,000.
Por 3 mezes vencido 4,500.
QUAHIA hhHA 13 Uh SLItMBKU Mt IVM.
Por an^o adiantado 15,OQqJ
Porte franca para o subscriptor.

*
for J mezes vencido 4,500. ^Sj R Porte franc para o subj*-iptor.
DI ARIO DE PERNAMBUCO
VRREGABOS DA SLBSCRIPCAO'. CAMBIOS- METAES. PARTIDA-DOS CORRIOS. AUDIENCIAS. I EIMIEMKRIIIKS. atUs n SFMW
KM -.ARREO AB >S DA SL'BSCRIIPCAO'.
t Recito, o propietario M. F. de Faria; Bio de Ja-
neiro, o Sr. JoSo Poreira Martins: Baha, o Sr. F.
Duprad; -Macci, o Sr. Joaquim Berna-do de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
. lado; Kalal, o Sr. Joaqun) Ignacio PerVira; Araca-
ty, oSr. AntoniodoLemosBraga; Ceanij oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 1/4 a 27 1/2 d. por 15
Paris 365 rs.por 1 f. ,
< Lisboa, IOS po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Aceoes do banco 40 0/0 de premio.
c da rompa nli i a de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de Ictiras a 6 c 8 0/0.
(Juro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de 6400 velhas. 165000
de 65400 novas. 168000
de 4000...... 99000
Piala. Patacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19040
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
. PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 9 horas e 18 minutos da manha.
Segunda s 9 horase 42 minutos da tarde.
EPIIEMERIDES.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras. ISetembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutos e
Relacao, lercas-feiras e sabbados. *8 undos da Urde.
..,.. 14 Quarto minguante as 4 horas 22
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas. minutos e 48 segundos da manha.
Tuizo de- orphos, segundas e quintas s 10 horas. 22 La nova as 5 horas e 42 minutos
.. 48 sezundos da tarde.
1,- vara do c.vel, segundas e sextas ao me.o da. 29 Quar* crescenle ^ %i m
2.* vara do civel, quartas c sabbados ao meio dia. I nulo e 48 segundos da tarde.
fcjAS DA SEMANA,
11 Segunda. S/Theodora penitente; S. Prolo.
12 Terca. S. Macrobio m.; S. Ligorio m.
13 Quarta. S. Aula v.; S. Heronides m.
14 Quinta. Exaltaco da S. Cruz. S. Corneliop.
15 Sexta. S. Nicomedes m. ; S. Meletino m.
16 Sabbado. S. Euphemia v. m.; S. Abundio.
16 Domingo. 15 As cfcagas de S. Francisco. S.
Pedro de Arbues m. ; S. Justino m.
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V

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I
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PARTE 0FFIC1AL.
aOVEBNO DA PROVINCIA.
Expealeaue o da II.
OnJcioAo Exm. hispo diocesano, transmltindo,
por copia, afim de que seja tomado na devida cun-
siderac/io, o oflicio em que o commandanle do pre-
sidio de Fernando pede que teja substituido por ou-
lrn o capellaodo mesmo presidio.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda. in-
teirando-o de haver o promotor publico da comarco
do Brejo, bacharel Mauoel de Albuquerque Macha-
do, parlicipado que no dia 28 de agosto ultimo en-
trara oo exercicio do seu cargo.Fizeram-te as ne-
cesarias communicaces.
DitoAovce-consul deS. M. Britnica, dizendo
fiar inleirado de haver o correo-mr de Inslaterra
contratado com a companhia geral aul americana vapores, a conducho das malas entre Liverpool co
Brasil.
DitoAo cliefc de polica, declarando haver trans-
mitido a Ihesouraria provincial, afim di ser paga
estando nos termos lgaos, a osota .la despeza feita
cora o.sustento dos presos pobres da cadeia do ter-
mo'do Brejo, no mez de agosto (indo.
DitoAo mesuro, dizendo que,acliando-se promp-
los os 30 lampeOes com que tem de ser augmentada
a illuminarao de Olinda, haja Smc. do indicar ao
arrematante da mesma Iluminara, Joto Francisco
Anlunes, os lugares em qoe devein aer elles collo-
cados.
DiloAo juiz Oc orphSos deste termo, declaran-
do que, para ser salisleita a exigencia do aviso da
repartirlo da juslira de 12 de jiilho ultimo, rumprc
que Smc remella a secretaria da presidencia, com a
brevidaiie possivel, urna retaceo nominal doa indivi-
duos qne no termo de sua jurisdierflo exercem ofU-
cios de juslira, a qual deve ser de conformidad" com
o modelo que remelle, por copia. Nesle sentid..
ofciou-sc i lodos osjuizes de direito das comarcas
da provincia.
DiloAo promotor publico da comarca de Naza-
relh, concedendo a liccnca que pedio para vir a es-
ta cidade, onde pouco se deve demorar. Fzeram-
ae as necessarascoinmunicarcs a respeilo.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial, in-
leirando-o de haver aulorisado ao director das obras
publicas a comprar para a obra da tasa de deteurao,
oitn quintaes de chumbo em barra a 19J200 cada um
e tres duzias de taboas de costado oe amarello a
1208 a diizia.Ofliciou-se nesle sentido ao suprad-
lo director.
PortaraMandando admitlir ao servico do excr-
cilo, como voluntarlo por tempo de seis anuos, o
paisano Antonio de Paula Cavalcanli de Almeida,
que perceber, alm dos vencimentos que por iei
llic compelirem, o premio de 3008. Igual acerca
do paisano Mauoel Francisco da Costa, e fizeram-se
as neeessarias communicarocs.
DitaNomeando, de conformidade com a prnpos-
la do chele de polici, para o cargo de subdelegado
da freguezia dcSanlo Antonio ao bacharel Minoel
Filippe da Fonseca, c para os de siipplcnles do mes-
mo subdelegado, aos cidadaos abano declarados :
2. Suppleoles bacharel Jos da Costa Dnurado.
i." dilo Antonio Joaquim de Mello Pacheco.
5. dilo bacharel Angelo lleoriques da Silva.
6.a dilo bacharel Antonio Epaminondasde Mello.
Communicou-se ao sopradilo chafe de policia.
DilaO presidente da provincia conformando-se
com a proposta do inspector da alfandega desla cida-
de de 3 de agosto ultimn, e leudo em vista as infor-
marocs que a respeilo doram-o presidente do tri-
bunal do commercio, ej*jfdo citado me*, e o ins-
pector da Ihesouraria di fazenda em ."> do correntc,
eesoke, de conformidad, como disposta no arl. y
do regiilamenlo de 17 dj iiovcmbro de 1811, Ho-
rnear os commercianles .ahaiio, declarados para ser-
virem .le arbitros nas^^ses das iluvidas susci-
" tadas na mesma allandega a respeilo da qualificacAo
das mercaduras sojeitas "a despacho.
1. Seccao.
Para as questOcs sobre tecidosde laa, linlio, flgo-
ilan. seda e mixtos:
Mannel ijonralve* da Silva.
Mauoel Pereira Rosas.
2. Secrao.
Para as de ferrageos, miudezas, massame, tin-
tas, ele. :
Antonio Valentim da Silva Barroca.
Jos Pereira da Cunha.
3. Secfao.
Para as de moldados e lquidos :
Thomaz de Aquino Fonseca Jnior.
Jos Rodrigues Pereira.
4.* Secrao.
Para as de cerrnagens, couros, calcados, ele,:
Jn.io Pinto de Lemos Jnior.
Jos Candido de Barros.
5." Secriin.
Para as de instrumentos de msica :
Jos Jernimo Monteiro.
Antonio Marques de Amonio.
6.a Secrao.
Para as de sergueira :
Thomaz de Aquino Fonseca.
Jos Antonio Bastos.
7." Secrio.
Para at de louc.a e vidros :
Manocl Joaqnim Ramos e Silva.
Jn.io Baptista Fragoso.
8.* Serro.
Para as de mobilias, madeiras, molduras, etc.:
Jos Mara da Silva.
Jo.lo Pinto de Lemos.
9. Secrao.
Para at de drogas :
Joaquim de Almeida Pinto.
Bariholomeu Francisco de Souza.
Remetleu-se copia da portara cima ao inspector
da allandega.
Examine Vmc. as accommodacOes do convenio do
Carmo, c me informe se, tem prejuizo dos religio-
sos se poder all eslabelecer a faculdade de direito
com as neresaarias repartieres, inclusive as que per-
tencem ao collegio das arles : e no caso de reco-
nliecer que nio sera isto possivel, me indique logo
qoaes dos edificios particulares se prestaro este
mitter, attendendolis despezas relativas que se de-
vem fazer em um ou ontrot, em prescindir lambem
do lempo em que as obras pdenlo ser nelles execu-
ladas.
Dos guarde Vmc Palacio do governo de Per-
nambuco 2> do agosto de 1851. Jote Bento da
Cunha e Flgneireio.Sr. engenheiro director das
obras publicas.
Illm. SrTcndo em consequencia das ordens im-
periaes de transferir quanto antes a faculdade de di-
reito de Olinda para esta cidade, e nao havendo edi-
ficio publico algum em que possa ser aecommodada
convenientemente, compre que V. S. com a mnior
possivel brevidade, contrate o aluguel das duas con-
tiguas e principaes casas da ra do Hospicio per-
tencenles ao desembargador Jernimo Martiniano
Figueira de Mello e Antonio Carlos de Pinho Bor-
ges. unirs que depois dos necessarios exames,
que oi.oi,1 ai proceder, tem sido consideradas adapta-
das para um lal eslahelccimenlo as circunstancias
diluaes ; devendo V. S. propor aos arrendatarios as
conrticoc* que julgar convenientes, sobre ludo acer-
ca da durara do contrato, que deve ser emquanto
convier ao governo.
Dos guarde a V. S. Palacio do governo de Per-
nambuco, 28 de agosto de IsVi. Jote Bcnto da
Cunha e Figueiredo.Sr. inspector da ihesouraria
de (azenda.
Illm. Sr.Accusn recebido oseu oflicio de hon-
lem sob n. *". e em rcsposla lenho a dizer-lbe.que
pode V. S. effectuar, mediante os precos c condicoes
constantes do citado oflicio, o arreo.lamento das ca-
sas ila na do Hospicio pertencentes ao desembarga-
dor Jernimo Mariiniano Figueira de Mello e An-
tonio Carlos de Pinho Borges para nellas se accom-
modar interinamente a faculdade de direito de
Olinda.
Dos guarde a V. S. Palacio do governo de l'er-
nambuco .10 de agosto de 1854. Jote Bento da
Cunha e Figueiredo.Sr. inspector da Ihesouraria
de fazenda.
GOMIWANDO DAS ARMAS.
Quanel do coanmando das armas de Ferum-
baco na cidade do Recite,em 12 da setembro
de 185*.
ORDEM DO DIA N. 141.
O coronel commandanle das armas interino, d
pnbliridade.para sciencia da goarnicilo o devido ef-
fcilo, ao aviso do ministerio dos negocios da guerra
de 21 de agosto prximo fiudo, e decreto a que se
elle refere, osquaes por copia Ihe foram tran.milti-
ilos com oflicio da presidencia desla provincia de 5
do correntc datado.'
AVISO.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios .la mari-
nha em SH de agosto de 1851.
Illm. c Exm. Sr.Remello a V. Exc. para seo co-
nhecimenlo o incluso exemplar do decreto n. 762
expedido pelo ministerio dos negocios da gaerra em
data de 29 d mez prximo pretrito, pelo qual
liouve por bem S. M. o Imperador sanecionar a re-
solueAo da assembla geral legislativa, declarando
que aos officiaes da 2. classe, tanto de Ierra como
de mar, rompetem qoando em servido os mesmos
vencimantos dos da primeira, e que nesta conformi-
dade se pague o que se Ihes dever pelo lempo de
servico preslado.
Dos guanle a V. Exc.Jote Manada Silra Pa-
ranhot.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Decreto n. 7fi2 de 29 de julho de 1854.Declara
que aos ofliriaes da 2. classe, tanto de Ierra como
de mar, compeiem quando em servico os mesmos
I vencimentos doa da 1.a, e que nesta onformidade,
se Ihes pague o que se Ihes dever pelo tempo de
servico prestado.Hei por bem sanecionar e man-
dar que se eteenle a segunle resolurao da assembla
geral legislativa :
Arl. 1. Aosofliciaeida2. classe jbj^cxcrcilo c
da armada competem os mesmos vcnci^llrhig. que
aos da 1.a classe, quando empreados cniscrvlropro-
prio desla ultima.
.Aj j-" S.o devidos os esportivos yincimentos,
pelo'lempo de sertico prestado na coIfloTmidade flo
artigo anlcrcilenlc, ao rapilo Virgilio Fogara da
Silva, e a lodos os militares de Ierra e mar, que es-
tiverem em idnticas circumstancias.
Arl. :l. Ficam revogadasos disposires em con-
trario.
Pedro de Alcntara Bellegarde, do meu consolho,
ministro c secretario de estado dos negocios da guer-
ra, o tenha assim entendido e expera os despachos ne-
cessarios.
Palacio do Rio de Janeiro em 29 de julho de 1851,
trigsimo terceiro da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Pedro de
Alcntara Bellegarde.
As,anad.Manocl Munis Tarare/.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens, ene a r reliado do de la I he.
DOIS CSAMELOS INFELIZES. *
PORNATHAMEL.
IV
Han helio cnMaaaculo.
Continuaran.)
Amia Mobray Marta de Glanietez.
llavia lalvez verdade no que dizia Edgard ;
mas eu eslava Un eommovida que nao poda verda-
deiramentc seguir nem comptehender um racioci-
nio. Um t pensamenlo. um pensamenlo lito en-
chia-me o espirito, o de acabar com minha incerte-
za, e de conherer meu destn.
A enmmocan que acabava de experimentar l-
nha feilo ceaaar toda a hesitar em meu coracao.
Voltei-me vivamente para sir Edgard, lembrei-lh
a plirase que linlia-lhc escapado, e pedi-lhe a eio i-
cacao della. \
n Elle quiz tllodir minhas pergunlas, c desviar o
curso de minhas ideas pelos gratejos que dao-lhe
ordinariarncnto bom sur.cesso para comigo ; mas eu
que eslava tm desetpero e queria a todo o cusi co-
nhoccr minlia sorte, declarei-lhc. pois, que esperava
aun resposta para saber sedevia ver nelle um amigo
fiel on um calumniador.
Elle firou paludo como amorte, c depois co-
rando, disse-mc : ,
".~ Eis-ahi palavras bem creis, sabe, senhora,
se depende de mim responder
Sei que se no fin de Iresdias o senlior n3o
me tiver dado a prova do que deijou-me suapeilar,
nao quero lomar a v-)o A auci. e a incerteza ma-
Um-nte. o senhor pode dissipa-la, em nome do co,
falle, senhor. '
EsUvamos alguna patsos disbmtes da casa e
Edgard pareca relleclir profundamenlt. Emlim na-
ron o eavf-llo, e dando-me a mo para aiudar-me a
descer. disse-me: No posto decidir-me ainda
a senhora concedeu-me Ires diae, nao terii menos
generoso. Pense no que me pede, en pensaiei iam.
bem de minha parle. Tal vez a senhora recuse ou-
mi -me qoun lo rhegaro termo fatal, a
Tres dias, Mara, quanla*. horas a patsar, quan-
do se espera a sentenca No lim de Ires das sabe-
Vide Mario n. 906.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO,
Lisboa 81 de jalho.
Apresso-mc a dar-llie conla minuciosa da rcvolu-
c3o que alinal vingou em Hespanha, porque vejo que
esla ha de realmente actuar na nossa poltica, paci-
ficamenle sim, mas de um modo mais eflcaz do que
parece primeira visla. He verdade que mis nunca
chegamos ao estado deoppressTIo e arbitrariedade es-
candalosa, nem ainda nos ltimos lempos do minis-
terio Cabra I, como o que se eslava vendo e lamentan-
do em Hespanha. Era impossivel que a revoluto
nao relenla <. e ainda com mais violencia, indo
mais longc do queja Ibi, vista daeegueira em que
jada l rainha, o da prepotencia dos seus ministros.
A dj oaslia esleve em inminente pertjo de ser subs-
tituida, e se Espartero, como Ihe aconselham, qui-
zer lomar de novo a regencia durante a menordade
da lilha de rainha, esla ser obrigada a abdicar, opi-
nio que lem muilos sequazes em Hespanha. A pr-
xima; convocaco das corles coustluintes que all se
v.lo celebrar, poder talvcz adiar qualquer arbitrio
que sobre este poni os exaltados desejam se lome
desde ja.
Para que os seus leilores tenham conhecimeolo
das causas prximas desla revolurao, passo a traDS-
crevor a curiosa e individuada narrativa de lodos os
sucessos que Irouxe o Diario Hespanliol;
a Anlesdc penetrar no intrincado labyrinlo da
situarao que se fj creando oo nosso paiz, seja-
uos permtlido buscar a origem principal dos suc-
cessos.
Corra o mez de dezembrn de 1853, e no senado
dsculia-se um projeclo de le sobre caminhos de fer-
ro, contrario soque o ministerio Collantes tinha apre-
sentado no congresso.
Desla questo surgi no senado outra a respei-
to das prerogativas daquelle corpo, sobre a qual, no
dia8, recado urna votara nominal de 105 senado-
res contra 69, que volaram a favor do ministerio.
ir Louvor, pois, aos que naquclle solemne acto live-
ram valor para amistar as iras, destluces e vin-
ganras mnisteriaes, que se fizeram senlir na Ga-
zeta do dia 10, suspendendo indelini lamente as
scsses das cortes, quando estas precisamente se ha-
viam abertoa 19 do mez anterior.
n Com este motivo o ministerio, composto dos Srs.
conde de S. I.uiz, marquez de Molins, I). Agustn
Esteban Collantes, D. Anselmo Blaser e D. ngel
Caldern de la Barca, fui-se exacerbando al cho-
car-se com a imprensa peridica eslrangeira, pois
prohibi em Hespanha a leilura e circula;ao do Ti-
mes.
,Os peridicos independentes come(aram ha pouco
a ser alvo das suas iras, o que den lugar sem duvida
publicara de algumas follias anonymas, pamphle-
lo, satyras subrepticias, e nocturna apparicilo, al
o lo nmeros, do intitulado Murcilago ( morcego ),
Com mil Irabalhos e dissabores ca minha va o an-
no, at queem finsdo mezdejunbo rebenlou a e-
lectricidade por tanto lempo comprimida.
J ti lilao 27. Na madrugada desle dia sahio de
Madrid a rainha D. Isabel II com sua real familia
para o Escurial, e para esle poni hava parlido no
da anterior o conde de S. Luiz e o marquez de Mo-
lins, pois Collantes se achava naquella occasiao em
Patencia.
Era capitao general de Catlella a Nova o general
I). Juan Lar, a quem nesle dia se apresenlou o ins-
pector de cavallaria, marechal de campo D. Domin-
gos Dulce, com o fim de noticiar-Ihe e pedir-lhe
venia para passar em revista as tropas de cavalla-
ria no dia seguinte, no campo de Guardias, no que
nao houve difliculdade.
o Quarla-fcira 28 de julho. As cinco da manhaa
leve lugar a reuniao da cavallaria no dito ponto, e
all seaprescnlaramos generaes B, Leopoldo O' Don-
nell, que se achava perseguido e occullo desde as
ultimas discussoes no senado, D. Antonio Ros de
Olano, general I). Juan Chacn, general, D. Igna-
cio Gurrea, brigadeiro, o general Messina, Echague
e Borrego, que s 7 parliram para Canillejas.
O coronel de cavallaria, conde de la Cimera, nao
quereudo adherir a esle pronuuciamcnlo, veio a
Madrid c deu ao governo parle do occorrido as oilo
horas.
u A's 10 o povo de Madrid comerou a oliservar as
palmillas de municipaes armados, agentes .le policia,
guardas civis, um relcm de artilharia de monlanha
rom i pecas na facliada do palacio do D. Mara
('.Iirislina de Bourbon, ra de las Rejas, eoulros mo-
vimcojM que inilc3vam,acharein-se em grande pe-
lf igo as vigentes inslluicOes polticas.
Nos quarteis de infantara pernvaneciam os bala-
li. les em armas, parece que houve um capitao e
un* sargeulo feridosnode S. Francisco por se oppo-
rcm a que o regiment n. 15, que all clava aquar-
teladu, saliisse a encorporir- de infantara do principe, do quartcl do Soldado e
S. Mathoos, que foram unir-se aos esquadres de
cavallaria. sob pretexto de fazer exercicio no men-
cionado campo de Guardias.
O povo de Madrid manlove-s e circulou Iran-
quillamente em todo este da. observando os serios
acixilecimcnlos que parecan) apresenlar-se, assim
como o movimento e aclividade das autoridades mi-
litares c ayuntamientos, que prohbiram desde logo
qne lvesse lugar a rerbena ( fcsla nocturna ) de S.
Pedro na Plaza Maior e no Prado, por meio de um
bando em que I.ara poz a capital em estado desilio,
exgindo a entrega de armas, e prohbindo a rehuan
de mais de Ires pessoas, ea formarao nos correiot de
um conselho de guerra permanente para julgar os
que propalassem noticias subversivas, oo as lessem,
publicssem ele.
Dous batallies eslabeleceram-se no Retiro: as seis
horas sahio um hatalhao e nma companhia de guar-
das da rainha pela porta de ferro, e ponte de S. Fer-
nando.
i A's nove da noitc no meio da escurdao, vio-se
eslendida toda a artilharia disponivcl, com murr.lo
acoso, desde a fonle de Nepluno at porta de A-
locha, c em frente do monumenlo de dous de maio,
cousa de Ires diminutos balalhcs, o de engenheiros
na porta que fo inspeccao de milicias, e cerca de
duas com pan hias da guarda civil na porta do Sol, na
esquina da ra de la Montera e Alcal : outro bata-
Ihao na frente do Governo Poltico, e o relem de ar-
lilharia defronle do museo naval, ou tribunal maior
de conlas e casa da Belgda, seulados com armas.
a A's onze e meia enlrou a rainha em seu palacio,
seguida do sexto regiment com dous esquadres de
cavallaria que parece chegaram de Vicalvaro e A-
ranjuez: algnm viva que Ihe davam nao era corres-
pondido pelo povo.
Entre os olliciacs, que a meia noile foram com-
primenta-la, dislrbuio-se orna allocu;ao impressa.
O general Zarco del Valle recebeu a rainha em pa-
lacio.
A quinta feira 29 de junbo, da de S. Pedro, an-
nunciou-se tranquilla ; a Gazela publicou um real
decreto, exonerando D. Domingos Dulce de todas as
rci se, deixando o teelo de minha familia, minha
mi, c minha irma querida para seguir um homem
que era anda eslranhu para mim. fiii on nao enga-
ada pelo meu corara, fui ou nao victima de urna
IrairAo. Meu Dos he ajoelhada junio do herco
de minha filba que vo-lo peco, fazei qoe haja ao
menos no passad alguns momentos, em que eu pos-
sa crer que fui amada pelo pai desla menina O fu-
turo esla fechado dianle de mim, meu Deo>. nao
nosso esperar ; se lenho de viver ainda, fazei que
possa ao menos lemhrar-me !
ra, as nrarfies dos anjos deveni ter bem aceitas no
co, ora pela tua Auna.
A mesma meima.
a Londres, fevereiro de 1820.
ii Elle veio lionlem, Maria, e tenlnu ludo para
tfisiiadir-me. Dissc-me que a amizade quo tinha
a Arlhur o impeda de fallar ; porcm perguntcHhe,
se a amizade que elle diz experimentar por mim
nao Ihe impunha nenhum dever. Eniao lenlou tra-
tar o negocio levianamente, depois vendo-se mallo-
grado, quiz assuslar-me, e supplicou-me pelo meu
repouso que venresse urna curiosidade fatal. Fui
infletivcl. Tcnho direito de saber por quem sacri-
fiquei minha reputara, meus latos de familia, mi-
nha vida, c hei de sab-lo. Bem sei que he pouca
cousa destruir a felicidade de urna mulher : aquel-
le que pisa a pobre rrealura lie considerado um ho-
mem honrado, que commelteu um eslouvamento de
bom gosto. A reprovacao he para a victima, e o
nleresse para o algoz. Elle nao malou-a com um
punhal, matou-a com mentiras de amor, com per-
li.las promessas, malou-a pela perda das esperancas
que Ihe dera, pelo deseucanlamenlo de seus sonho's;
ella morreu do senlimento amargo de desprezo, que
veio gelar-lhe o careci, quando achoo. tao indigno
e Uo iname aquelle que nat santas magnificencias
de sua ternura tinha feilo tao grande e tao bello.
Nenhuma lagrima para o tumulo da pobre mulher,
nenhuina lamenlaco para sua sorte, nenhuma lau-
dado para sua memoria.
Mara, amanbaa talvez serei essa mulher. A
manila I
a Maria de Gtanderez Anna Mobray
a Pars, fevereiro de 1820.
Minha carta chegar a lempo para poupar-te
urna impnidenria que pode causar a degrara de
tua vida, querida Anna? Para que tentar a Provi-
dencia, e ir procurar dores debaixo desle segredo
que ella le ocrulla? Meu lieos, quanto lie culpado
esse homem sir Edgard Tu que leus o corara t,o
nobre e tao elevado nao comprehendes a perfidia de
sua conduela ? Laucar-te na alma orna suspeila
horrvel, nutr-la recusando esclarece-la, elevar en-
tre ti e Arlhur a desconfianza, essa barrara que
pe o infinito entre duas pessoas que respiran) o
mesuro ar, que vivero, da mesma vida, essa doenca
lerrivel que faz com que os coraces eslejam sepa-
rados quando as m3os se tocam, que se esleja no
mesmo lugar sem estar junios, que o som das pala-
vras minia ao ouvido, e que o pensamenlo se sub-
Iraa ao pensamenlo. Seria essa a conducta de um
homem que fosse amigo de Arlhur, ou de ti, queri-
da Anna?
o Minha irma, minha rma.i. j te disse, descon-
fa de sir Edgard. Renuncia saber esse segredo,
l.inea-ic nos bracos de leu marido, pois esse he leu
lugar, leu nico asylo contra o perigo que te a,-
meaca.
ii P. S.Estamos as feslas. Havemos de vol-
tar mnito larde este anno a Saint Vincent. O Con-
de de Glandevez mandou fazer ah grandes reparos,
e sua sade lem estado tao varillante que, apezar
do habito, elle mesmo deelarou que nao deixara Pa-
rs no lempo ordinario. O carnaval cometa, e ter
muito brlhanle na corte ; a duqueza de Bcrry,
qual como te lembras live a honra de ser apresen-
lada pela marqueza de Rouville, anima ludo pela
jovialidade de seu carcter, pela gracia de seu espi-
rito, e pela bnndade de seu coracao.
i< A mesma mesma.
ii Pars, fevereiro de 1820.
ii Que acontecimentn espantoso! Quem tera pen-
sado isso, quando eu le escrevia, ha dous das na
vespera dos loncos prazeres do carnaval ?
n A corle est em lagrimas, Pars em espanlo, e
brevemente toda a Franca em consternacilo : o se-
nhor duque de Berry acaba de ser assassinado. Fo
um raio que nos feri, sorprendeu e aniquilou. O
povo encontra-se chorando as ras, refere as par-
ticularidades desla morle heroica e chrisiaa, triste
consolarlo; pois cmlim nflo obstante esse herosmo
e essa f, o nobre principe morreu I
Terei a coragem de contar-te as particularida-
des deste lamentavel aconlecimento ?
o Posto que eu v agora raras vezes ao baile, a
marqueza de Rouville tinha-me levado na vespera
i fcsla de Mr. de GreyfTul, onde encoulrmos o
prncipe, p qual parecen gozar como lodos do es-
plendores elegantes desse sarau. Nunca se linham
visto magnificencias melln entendidas, e a mar-
queza disse a Sua Alteza com a grara que s ella
possue : a Senhor, o bom goslo nao he muilas ve-
soas patentes, sidos e condecorares ; o Heraldo
trazia uns artigos exagerados ; a Hespanha sabio al-
guma cousa mais circumspecla, porem nao se pu-
blicou o Clamor, o Diario Hespanliol, a pica, nem
algum outro peridico poltico.
Obalalhao n. 10, que guardava o palacio, deva
ser rendido pelo'15 hora do coslume, porem esle
ultimo leve de retirar-se sem tomar posse do posto.
Dissc-so que D. Maria Christina se transferir de sua
casa para a da legarlo fran:eza na costa de la
Vega.
As guardas da principal, cadeia e ootras foram
reunidas pelo 15 urna c.meia da larde.
a A' principal foram levados os capitalistas D. An-
tonio Guilherme Moreno e D. Manoel Collado, nao
se tendo encontrado o Sr. Sevillano ; porem pozc-
ram-nos em libcrdadc s qualro.
ICousa dejduas companhiasda guarda civil entra-
ran) de reforco aos correios. lambem quizeram
prender os Sr. Mon e Pidal, porem nao os encontra-
ran).
Circularan)dilTerontes boalos sobreapproximarao
das forras do O' Donell venda do Espirito Santo.
No edificio dos correios eslabeleceu-se urna en m mis-
sao militar.
A's seteda tarde passou a rainha revista no Pra-
do a cousa de 4,000 homem entre infantara, caval-
laria, guardas civis, carabineros e artilharia, que s
oilo desfilaron! dianle de SS. MM., princeza, junto
ao Carmo, ra de Alcal.
o Na sexta feira 30, s 11 horas da manhaa sahio o
general Lara pela porta de Alcal cora urna colum-
na de 3 a 1,000 homens de infantara, cavallaria c
seis pera-de arlilbaria, e eslabeleeeu-se na venda
da Alegra com o conde de Vislahennosa e I). Lu-
ciano Campusano.
o As forras de O'Donnell, Dulce, Messina, Ros de
Olano etc. estavam'no alio da Venda do Espirilo
Santo e Casa-Branca : o seo quarlel general em Ca-
nillejas.
o Fecharam-se as portas do Madrid.) general Cor-
dova, com qualro pecas de monlanha, collocou-se-
no Prado abaixo da casa de Alcanfees. O general
duque de Ahumada, com Ires companhias da guar-
da civil de infantara com bandeira, tomou posse
da principal ou edificio dos correios urna hora, e
poz senlinellas as varandas restantes do hospital do
Bom Successo, as ruinas do mesmo, e as janellas
do asylo de Beneficencia, esquina das ras do Carmo
e Preciados.
A'sduasda larde vam-sc entrar ou sabir, por um
postigo da porta de Alcal alguns piquetes ou patru-
Ihas do 6. regiment de cavallaria de linba, sem
bandeirolasnas laucas.
Nosporlaes dePanaderias,pra(a Mayor collocou-
se urna hora urna reserva de 10 homens da guarda
civil, c continuaram palmillas de agentes de polica:
o povo conlinuava tranquillo.
;As duas e meia comeruu a inlroduzir-se no pala-
co real mullirnos de bocea e de Merra. Pouce ail-
los linhane retirado as qualro :%ras c a forra que
guardava a casa dD. Mara Chrtjtiaa.
ii Todas as avenidas do real palacio eslavam guar-
dadas pelo batalhao n. 27, artilharia de p, e pique-
tes da guarda civil.
Dentro do edificio que foi alfandega ( hoje mi-
nisterio da fazenda ) hava mais de 30 homens desla
ultima forra. Corren o boato de que todas as for-
jas de Alcal de Henares se ilniram a O'Donnell.
ii A esta hora comerou a acra entre as forras bel-
igerantes junio ao ribeiro de Abronigal e alm da
fonle do Berro ; durou at s sele e meia.
a O coronel de Farnsio rompeu com Ires cargas de
cavallaria os quadrados da infamara, caldudo fer-
do e prisionero dentro de um driles.
a A's seis houve algumas corridas na ra de Alcal,
carreira de S. Jeronymo, porla do Sol, e ra Mayor,
fechando-sc algumas lojas. As forras de O'Donnell
avanraram s portas de Santa Barbara, Recoletos e
Alcal.
iiEnlraram a esla hora alguns contusos eestropea-
dos, assim como o coronel de Farnsio, e Garrigo fe-
rido e prisionero feilo s tropas de O'Donnell.
A's oito enlrou pela porta de Alcal.como em re-
lirada, a artilharia, tendo deixado rahir algumas pe-
cas de monlanha no ribeiro de Abronigal ; porem
pouco depois tornou a sahir at praja dos touros
para recupera-las.
A's nove enlrou pela porta de Alcal a guarnicilo
de Madrid quo tinha funecionado no campo de ba-
lalha. Cr-se que nesta perdeu o iumigo cousa de
130 cavallos e 60 a 80 homens, enlre elles quinze
ou vinle morios ; e por parle das tropas da rainha
215 a 220 enlre morios, feridos, prisioneiros c eslra-
viados. Houve cargas de cavallaria contra quadra-
dos de infantara e arlilharia.
I lluminou-se a povoacao por ordens municipaes.
ii O povo conservou-se constantemente passivo es-
pectador e tranquillo como nunca.
ii Todas as portas da capital eslavam fechadas,
menos as de Atocha, Scgovia e alguma outra, onde
os ii carabineiros da fazeoda permittiam a entrada
mas nao a sabida.
Coulinuarara as palrulhas de agentes de segu-
ranza,
i Foram entrando, durante lodo o dia 30, palru-
lhas da guarda civil c alguns pequeos destacamen-
tos de tropa, que hava fora da corle ; e por toda a
tarde palrulhas da policia tomaram posirao as va-
randas do ihcalri) Real. Todos os passcios, dentro e
fora das barreiras. estiverem interceptados, c oceu-
pado o qoarlel de Atocha.
< Ames de anotecer aflxou-se um bando do go-
vernadur civil e corregedor D. Xavier Quinto, con-
de de Quinto, admoeslando os habitantes para que
tivesem confianza as autoridades, e se recolhesscm
a suas casas, sem dar crdito a noticias sinislras con-
tra o governo, que recebia das provincias commu-
nu-ares salisfalorias. Depois de anoilecer houve
um lune-to equivoco, em que as tropas do governo se
fizeram mutuamente rogo. A's novepublicou-se urna
Gazeta extraordinaria.
ii Disse-se que o general Dulce se mulliplicava
durante a accao, sempre tesla da sua cavallaria.
Fortes palrulhas da guarda civil icaramal meia
noHe circulando na porta do Sol e na ra d'Alcal :
as mais giravam forjas da policia, que se porta-
ran) com muila prndncia para com o povo.
Astropas de O'Donnell fizeram prisioneiros. Xa
Gazela desle dia appareceram decretos exonerando
os generaes 0'l)onncll,Mesina, Ros de Olano e oulros
dos seus empregos e condecora joes.
Nao se publicaran i a Aacion.as Sotedade*,n Cla-
mor Publico, o Diario Hespanliol. nem a F.pcca.
Nesta aeran, que chamam de Vicalvaro, morreu
de ambas as partes muila mais gente do que se dis-
se, pois houve quadrados de infantara e ataques
atrevidos de cavallaria.
Sabbado 1 de julho.Os sitiadores conserva-
ran! as posirocs que honlem linham, e correram suas
avanr das desde Chamber ao ferro-carril e canal
at Pinto, Valdemoro, e serra dos Anjos, corlando
alguns Carril, como honlem cortaran) o telegrapho
elctrico em Canillejas. A's seis da manha sahio
alguma tropa de Madrid a reconhecer o campo con-
trario, e regreso dentro em pouco pela porla de
Alcal.
e Al larde destedia esliveram entrando com
intervallos, alguns carros com armas partidas, e fe-
ridos, dos que ficaram honlem no campo at ao mo-
inho de vento, e Venda do Espirilo Sanio.
O corpo de infantara n. 27, com arlilharia,
guarneca o Retiro, em columna cerrada.
A'sscte da larde houve recep^ao no Pac,o para
os embajadores estrangeiros.
A's oilo e meia SS. MM. e A. assisliam, se-
gundo o cosime, a ladainha de sabbado na igreja
de Atocha.
O povo circulava ja sem inconveniente, e poda
chegar at s grades cerradas da porta de lcali. '
A's nove o govemadur conde de Quinlo aflixou
um impresso as esquinas annunciando a retirada e
dispersao do iumigo, c que as provincias conlinua-
vam pacificas e obedientes ao governo.
Domingo 2 de julho.Perlo de urna horada ma-
drugada comci;aram a percorrer as ras fortes pa-
lrulhas de cavailaria e guarda civil. Os coros des-
la guarnir prepararam-se nos quarteis,e collocaram-
sc grandes reforros no Prado, Porla do Sol etc.
Apenasamanheccu comerou a observar-se pelo
caminho de Scgovia, Pinto, Prado e Rosas se vi-
nham ou uiio as forras que o governo esperava de
Valhadold c Burgos ; porm s foram vistas des-
coberlas da cavallaria de O'Donnell as vendas de
Alcorcon, procedentes do seu quartel general de
Arar.juez.
A Gazela desle dia publicou grao-cruzesecoode-
onracoes a Lara, Loigorri, Ahzor, Herrera, Garca,
Quesada, conde de Vislahermosa e Boiguer, briga-
deiro e coronis desla guarnirn, por nao lerem pas-
sado ao iumigo narca de Vicalvaro ;e suspenden
a esecucao da scnlenca dada contra o coronel Gar-
rigo.
O povo circulou livremenle pelas roas, e a sua
curiosidade fixou-sc as Vaptilles, cosa da Vega, e
porta de Toledo, at cuja ponte se disse que linham
chegado naquella noite as avancadas de O'Donnell.
" Nesle dia erim infinitas as conjecluras e verses
sobre prnnunciainenlo.de varios corpos e provincias.
Disse-se que o regiment de cavallaria d'el-rei tinha
chegado a Villacaslin, e que as tropas de O'Donnell
publicavam um bullelim de opcrarOes, nfroduzindo
proclamacOes rm Madrid.
A' meia noile publicou por extraordinario o
governador conde de Quinto, as noticias de se lerem
os pronunciados concentrado em Aranjucz, e de le-
rem chegado a Guadarrama os regimenlos de iufao-
taria da Princeza en. 1 de cavallaria do re, para
reforcar a guarnirn de Madrid.
A's duas da madrugada sahiram de Madrid con
direccao ao Prado, uns cincoenla carros para acce-
lerar a entrada da infantara, que o governo espera-
va de Valhadold.
Segunda feira 3 de jnlho.A's duas da larde,
pela porla de Scgovia com direccao ao Prado, sahio
um batalhao incompleto do n. 29, alguma cavallaria
e arlilharia para proteger a entrada das ditas forcas
da Princeza e Rei, que se esperavam em auxilio do
governo l s qualro e meia lornnu a entrar pela
porla de S. Vicente.
Nesle dia j se publicaran! o Clamor Publico,
a Nacin, a poca, e as Soredades.
A's nove da noile entraram pela porta de S. Vi-
cente, procedentes de Valhadold, dous balalhoes
da Princeza e o regiment de cavallaria d'el-rei com
duzentos homens, ao lodo mil pracas. O semblan-
te do povo de Madrid reveiou constantemente indu-
hitavel sympathia pelos pronunciados. Disse-se que
D. Maria Christina eslava mclhor da sua enfer-
midade.
zes roillonario ; mas na verdade esla fesla parece
ter sido ordenada pelas gracas, cMr.de Boufllers,
paga pela bolsa de um rendeiro geral. n
No dia seguinte, como Mr. de Glandevez, cujo
estado de sade faz-me velar de algum lempo para
ca quasi ledas as noites, lem passado melhor estes
qualro on cinco dias, a marqueza obrigou-me a a-
ceitar um lugar em seu camarote da Opera. Toda
a Franja ahi eslava elegante e adornada, e poucos
instantes depois de nossa chegada vimos enlrar o du-
que de Berry com a joven duqneza I Todos os olhos
eslavam filos nelles, e a graciosa msica do Pou.ri-
nol nao era quasi ouvida, Refcriram-se em lorno
de mis ancdotas aflectuosas a respeilo do duque e
da duqueza, e hava no nosso camarote um ajudante
de campo do principe, que nos contou rasgos deli-
ciosos de urna bondade ingenua, e de om bella sim-
plicidade.
Adevnhem, pergunlou-nos elle, quem fo
encontrado urna manha dcstas no cabriolel do se-
nhor duqne ?
Mr. de Nanlotiillet ?
Nao.
Mr. de Choiseul,?
a Bem longe disto. Foi um pobre filho do
povo que o senhor duque de Berry achara arque-
jando debaixO de sua carga, e ao qual nhrigou a su-
bir em seu cabriulel, teniendo que o pobre rapaz
fosse esmagado debaixo de seu pesado fardo.
Que exccllenle principe murmurou a mar-
queza. EUc lem o coraco, e leria a coragem de
Henrque IV.
A senhora sabe lambem, conlinuou o aju-
dante de campo, o caso da mercadora de carruagens
qne recusou vender liado a dous eslouvados que des-
culpavam-se de lerem-se esquerido da bolsa em ra-
sa, excitando assim o riso de sua lerrivel credora, e
!ue um dos dous eslouvados era Sua Alteza Real
arlos de Bourbon, duque de Berry, filho de Fran-
ca, e o outro Carolina de Bourbon lambem neta de
San Luiz e de Henrque IV ?
Sao ninharias, disse a marqueza ; mas ni-
nbaras que delcilam. Meus filhos, so nos voltios so-
mos asss moros para senlirmos essas cousa. Vos-
ss nao imagnam hoje o amor qne se linha em nos-
so lempo a essa real familia Vosses sao mu sabios
e mui ssudos, e nao podem compreheuder coosa
alguma em nosso enlhiisiasmn, em nossa dedicara.
Vosses ain.iiu ronsiiturouatnienle seus prncipes,
isto he, nao os a mam.
ii Emquanto lomersavam assim, e euouviasem
tirar us olhos du camarote real, vi o duque de Ber-
ry levantar--i'. Julgmos que ia sahir ; mas pouco
depois o vimos entrar em outro camarote : era o do
senhor duque deOrlcans.
Enlao um homem disse, qoeessa intimidado en-
lre os dous ramos da casa real era urna de nossas
felicidades publicas.
ii O duque de Orleans, conlinuou a mesma pessoa,
porla-sc de maueira a dissipar todas as iiuvens que
escurecem-lhe o nome. He um bom prenle, e um
va--allo fiel. O senhor duque c a senhora duqueza
de Berry amam-no tanto quanto o estiman), e com-
prazem-se em rodeiarem-se de sua familia.
Pareceo-mc perceber as feirocs da marqueza
um eslreraecimenlo imperceplivel. Era oefleto que
produzia sobre ella o nome que acabava de ser pro-
nunciado.
Vejam, lornou o primeiro interlocutor, neste
momento o duque passa aflcctuosamenle a mo pe-
los louros cabellos do primognito dos jovens de
Orleans. Mr. de Charlres he o favorito do senlior du-
que e da senhora duqueza de Berry. Contase a es-
se respeilo urna conversaelto aflectuosa entre os dous
principes.
Fis-aqui lalce; o herdeiro da coroa de Fran-
ca, dizia sorrndo o senhor duque de Berry.
ii Sesse caso, respondeu o duque de Orleans,
elle a receben do senhor romo de um pai ; pois
sou o mait idoso dos dous, e he natuial que eu vi-
va menos lempo.
a A marqueza deixou cahir o loque, bagalclla de
grande valor, que quebrou-se em mil pedacos.
Nesse momento, Ernesto que nos linha avista-
do, enlrou no camarote com Mr. de R... joven pai-
la seu amigo, o qual j linha apresentado mar-
queza.
Oh I que alegre carnaval dizia esle, quin-
to luxo, quanto movimento, quanto adorno 1 que
viveza, que embriaguez Ciara- a Dos, os perigos
dissipam-se, as chagas do imperio cicatrizam-se, e
renasce para o prazer a louca Franca, aqualcoi-
lada nao dansaya desdo muito tempo por nao po-
der formar quadrilhas, tao prompta era a glora, es-
sa loureira de maos ensanguentadas, em tomar-lhe
os dansa.lores, n
a Ernesto eslava visivelmenle preoecupado, seu
semblante pensativo que contrastava com a fronte
inspirada, c pliysionomia cheia de ciilhusiasmo do
amigo, impress'innuu-mc logo, e perguntci-lhe a
causa daqnella preocruparo c daquelle ar sombro.
u Nao me falle nsso, inlerrompeu Mr. de R...
Encontramos porla um mseravel, algum autor
cabido, que conserva-se no limitar da Opera como
ii Terca-feira 1 de julho.Pela volta das 7 horas
da manhaa apresenlararo-se alguns Iroros de opera-
rios para Irabalharem noaqueduclo da porta d'A lo-
cha conforme o annuncio publicado honlem pelo
ajun lamento em que se Ihes offerecia seis reales por
dia ; nao havendo porm farramenlas que se Ibes
desse, comeraram aapedrejaros que trabalhavam.
Em visla disto um piquete de 'agentes dispoz-se a
castiga-los com as armas, c isto produzo algumas
carreiras por aquelle ponto, al que os operario-
nao admitilos foram ter com o corregedor c gover-
nador, cunde de Quinto, que os acompanhou e Ihes
prometteu o jornal ainda que nao trabalhassem.
ii O da passoo-se tranquillamcnte,apezar do mo
efleilo que produzra a entrada de 6 mil- homens na
noile anterior. As forcas dos pronunciados conli-
nuavam oceupando as mesmas posires da vespera
vista de Madrid.
Disse-se que s duas da larde as forcas pro-
nunciadas haviam evacuado Aranjuez, e lambem
que o corpo diplomtico protestara rontra o que dis-
sera o Heraldo de2, de ler ido- felicitar S. M. pela
victoria de Vilcalvaro, quando s o fizern pelo seu
regresso do Escurial em 28. Foram vislas vigias
com oculos de observajao na torre de Santa Cruz,
mitigo telegrapho, em ootras torres e a lluras.
A's Onze da noile j circulava o caminho de
ferro.
Qiiarta-feira 5 de julho.A" um da madrugada
os cegos apregoaram pelas ras urna folha extraor-
dinaria do Sr. Quinlo.
A's 7 comeraram a reunir-se na praca Mayor
alguns carros para bagagens ; mas pela volta das 10
foram despedidos GO nu 70 por naosercm necessa-
rios.
A' urna da larde do mesmo dia 5 sahio da corle
pelo caminho de ferro d'Aranjuez o primeiro Irem
com tropa, e assim successivamente at meia noite,
completando pouco maisou menos urna forra de 5000
homens enlre infantara, guarda civil, 16 pecat de
artilharia, 100 sapadores e cousa de 600 cavados,
commandadot pelo ministro da guerra, D. Anselmo
Blazer, e na qoaldadc de segundo commandanle, o
conde de Vislahermosa, que lomou pela estrada a
unir-sc em Villatequilla, na supposicao de qoe os
sublevados,que estavam em Tembleque, tomaram o
caminho de Mansanares c Madridejos.
Nesle dia nao se publicaran) peridicos da op-
posirao.
Quinla-fcira 6 de julho.As palrulhas desappa-
receram das ras e pracas.
A columna que saldr da corle chegou sem no
vidade a Aranjucz. Nesle da appareceram algu-
mas caricaturas de Vislahermosa com a lanra els-
tica e facha de general. .,
a Sexta-feira 7 de julho.Cclehroo-se, como de
coslume em S. Thomaz, o annversaro de 1822, sob
a presidencia do general Evaristo S. Miguel, com
um piquete de arlilharia rom a musir, e funecao
fnebre de igreja. pela soriedade dos voluntario
veteranos nncionaes, (erminaudo urna. A esta
hora foi reforrada a guarda principal com 50 ho-
mens da guarda civil, o durante a noile com mais
100 homens,' bem como o palacio real.
Soube-sequc linha havido em Valencia e Segovi*
movmentos em favor das tropas de O'Donnell.
Sabbado 8 de julho.Correram mil rumores con-
tradictorios de proniiociamentos na Huerta de Va-
lencia, Segorbe, Albunol, Alvalat c Alcira, Ciudad-
Real, Sevlha, Granada, etc. e de que comecavam
dissensdes na divisan de Blazer, passando-se para
O'Donnell parle do regiment de cavallaria d'el-rei;
e al que algumas companhias da Princeza se linham
reunido aos pronunciados.
Domiugo9 dejulln.As noticiaseromoresdesle
dia resumiram-se em commenlar as da Folha lito-
graphica, de Sant'Anna, as folhas rolantes do cor-
regedor Quinto, a Gabera do governo, o Heraldo e
a Espaa todos os peridicos do governo. Nesle
dia disseram es dilos peridicos que os pronuncia-
dos se achavam em Almagr, Miguelturra, Villar-
rubia e Tomelloso.
Segunda-fcira 10 ds julho.Circulou na corte a
noticia deque Bucela. com a sua columna de 60pai-
sanos pronunciados,tinha entrado em Cuenca no dia
8. Que em Alcira fora proclamada a repblica a rai-
nha por Acevedo. Que o conde de S.Luiz aconsclha-
i.i que fosse para Pamplona se as cousas seaggravas-
sem. Que Cbrislina se preparava para sahir desta
corle a 17. Que boje linha vindo loda a sua familia
de Tarancon. Que 10 cavallos do regiment d'el-
rei, que a divisao do ministro Blazer tinha em desco-
berla ou guarda avancada, se linham passado para
as tropas de O'Donuell.
A's 11 horas da noile sahiram de Madrid cousa
de 100 guardas civis de infamara c 20 cavallos, e
esta manhaa um esquadrao e oulros pelolOes de in-
fantara, pelo caminho de ferro, em reforco aos do
governo.
iTerta-feira 11 de julho.A's9da manhaa entra-
ran), s ordens do general Turn, uns 800 homens,
enlre elles cousa de 250 cavallos, duas pecas de ar-
tilharia de monlanha e infantara u. 2 e 12, proce-
dentes de Burgos.
A Gazelaaanancioa que o general Serrano se li-
nha encorporado com O'Donnell em Manzaganares
ou Sania Cruz de Mudella.
Quarla-feira12 de julho.Sahiram pelo caminho
de ferro os 800 homens que honlem trouxe o general
Turn, para reforcar as tropas de Blazer e Vistaher-
uma alma as margeus da Eslygia. ou algum come-
danle que remida seu papel, e foi o semblante des-
se homem. que produzio sobre Ernesto esle efleilo
lerrivel. Na verdade lem muila imaginacau, dou-
tor, rai;a as Ierras da poesa !
" Ernesto respondeu com voz serena e grave :
Ha symplomas que nao engauam a um olho habi-
tuado a observar, e pensamentos que se reflecten)
sobre a fronte que habilam. Aquelle homem aca-
ba de commeltcr ou vai commetler um crime.
Fizemos lodos um mm imento de terror.
Porque nao o fez prender ? exclamei.
iiEu devra lalvez ler fcito isso, embora nao
lvesse a menor prova que aprcsenlar e.D apoio de
minha suspeita, respondeu Ernesto.
"Que monii-re lornou lodo o camarote de
commum accordo.
Quando a representaran approximava-sc do fim
houve um movimento na sala. Era o Sr. duque de
Berry que. depois de ter laucado um'olhar faguei-
ro, um olhar paternal sobre o senhor duque de
ChatlreS,' c ter dirigido palavras aflectuosas ao se-
nhor duque de Orleans. vollra para o seu camaro-
te ; elle nflerereu a mo senhora duqueza de Ber-
ry, que pareca querer relirar-sc antes do fim do
baile, e ambos sahiram.
Quando vollei-me, vi que Ernclo hava lam-
bem deixado a sala, e Mr. de K... nizia-nos com
sen enlhusiasmo ordinario : Ol! que noite deli-
ciosa Como essa musir do rouxinol vibrou doce-
mente I Que elegante roufusiio nossa famosa dan-
sa figurada, cujas ultimas secnas se acaban)! O
brilho das luzes, esse oreano de harmona, no qual
as almas sao melodiosamente afogadas, essa vare-
dado, esse luxo, estes camarotes resplandescentes
de bellezas, esses semblantes em que se desenlia a
felicidade publica, ludo contribuir para gravar na
memoria urna doce lembranra desta noile. Entre-
guemo-nos sem receio aos prazeres, lemos dianle
de mis bellos e longos dias, o futuro se nos aprsen-
la com um son iso nos labios, e radioso de esperan-
tas ; nao ha mais lugar em nossos destinos, nem pa-
ra as tempestades, nem para as desgratas, n
a Mr. de R... linha-nos dado o braco at ao car-
ro da marqueza, e eu harta entrado um instante
em casa della para assislir ceia que da todas as
noile-, fiel aos anligos hbiles de urna sociedade
qoe nao existe mais. Apenas lnhamo-nos absenta-
do, Eroeslo precipitando-so no salao esbaforido,
paludo, e com o semblante espantado gi lou-nos :
O senlior duque de Berrv acaba de ser atsassina-
do
mosa. Circulou o boato de que se tinha pronunciado
Lrida.
Quinta-feira 13 de julho. Continuaram sahindo
alguns piquetes pelo caminho de ferro, e al arti-
lharia de monlanha segnio pela estrada al Aran-
juez.
A Gazela annunciou a mor te de Ferrer, chefe
sublevado na Huerta de Valencia.
Desde o anoilecer. comeearam a lomar-se pre-
caurOet militares de extraordinaria vigilancia.
A's 9 j da noile sahio pela porta d'Alcal um
troto de cavallaria da guarda civil.
A's 10 circulou a "noticia de se ter pronunciado
o regiment de cavallaria de Mootesa, carabineiros
da fazenda, e nutras Tartas em Torrojon de Ardnz.
Sexta-feira 14 de julho.Parece qoe o povo de
Torrejon de Ardoz, situado a Ires leguas de Madrid,
est destinado neslo secuto a figurar na nossa histo-
ria, visto qoe em 1813 se decidi em teos campos a
submssao das Iropas de Seoanee de /.urbano s de
Narvaez e Serrano, sem derramamenlo de sangue.
Em 28 de junho de 1851, no propro terreno, se eu-
corporaram a Dulce e O'Donoel at forcas de cavada-
ra, que hava em Alcal de Henares. Em 12 de
julho do mesmo anno pronuncioo-se no mesmo sitio
o regiment de cavallaria de Monlesa em favor do
pronunciamento de O'Donnel, cuja bandeira nao se
soube al hoje, mas qne era segundo o seu mani-
fest : Cortes geraes ; milicia nacional; abaixo a
ramarlha -, amplacao da le eleitoral e de impren-
sa ; caa o ministerio Sartorius.
A's 7 da manhaa entraram em Madrid o pri-
meiro batalhao de granadeiros e outro, procedentes
de Sarago;a.
Fallou-se do pronunciamento de Valhadold e
de Granada, porm com incerteza, pois que o go-
verno s publicava o que Ihe pareca conveniente, e
nunca a verdade. A's 7 aflixou-se um bando do ca-
pilSo general D. Joilo de Lara, prohibindo fallar de
noticias, e mandando entregar as armas, e julgar por
um conselho de guerra os transgre-sores.
Sabbado 15 de julho.A gazeta desle dia trax
a exoneraran do general D. Francisco Serrano, e a
noticia de que O'Donnell, Dulce Messina, e Ros de
Olano iam para Jan com suas forcas : que as de
Blazer e Vislahermosa linham chegado a Bai-
len.
Domingo 16 de julho.Pela larde correo o ru-
mor do pronunciamento de Sevlha, de ler ficadofe-
rido o capitao general Galiano, e de que o regimen-
t de cavallaria de Sagunlo tinha sabido de Grana-
da. A Gazela desle da falla da marcha dos de Mon-
lesa para a Eslremadura.
a Soube-se que algunsgovernadores de, provin-
cia, como Cdiz e oulras. linham permillid qoe se
publicaste nos bolelins officiaes, entre outrai mu tas
falsidades, a noticia da execurao em Madrid dos ge-
nor.ics O'Donnell e Dulce, al com os detalhes dos
seus ltimos momentos, lisias e ootras palranhas
divulgavam os vampiros c sugadores do sangue na-
cional, |iara prolongar o seu detstate! dominio, e
monopolio de sidos, lilulns aristocrtico!, cruzes,
nandas, bordados e libres. Na Virgem del Puerto
houve urna revolta e tiros enlre gallegos, asturianos
e guardas civis, j bem (arde.
Segunda feira 17 de jqlbo.A's 3 da tarde co-
inetou a ospalhsr-se a noticia da queda do ministe-
rio Sartorius e de ler sido encarregado o geoeral
Cordova de compor um novo ministerio. Recben-
se a noticia dos prouunciamentos de Karcellona,
Valhadold, Tarragona, Reut, Len, Zamora e ou-
lros pontos.
A's 6 horas o povo que se achava na praca dos lui-
ros pedio que se tocasse o hymno de Riego. A's 7
comeraram a correr allocucet e supplemenlos da
poca e da Nacin. Os ministros decahidos desap-
pareceram. A opiniao publica, que te revelava em
todos os semblantes, comerou a pronunciar-te por
palavras e obras, e s 8 pelos vicos liberdade,
consliluicao, milicia nacional, a Espartero, c aos
generaes Dulce e O'Donnell.
A's 10 da noite comeraram a percorrer as ras
muilos cidadaos armados. Quasi mesma hora ou-
vio-se um repique geral as torres.' O novo minis-
terio compoz-se dos Srs. Cordova, duque de Rivas,
Cantero, Laserna, Mayans, D. Miguel de Bada, e
Ros Rozas.
A's 10 e Ires quarlot, o batalhao de Baza, divi-
dido era tccrOes e divsoes de campanillas, oceupou
todas as avenidas do palacio real, desde a porta do
governo poltico, praja do Oriente, e de Itabel II,
afim de conservar a ordem. Grupos consideraveis,
com armas e sem ellas, percorriam dilTerontes rur,
da capital, soltando vivas. Um desles 'grupos apo-
derou-se das armas que hava no governo poltico.
Algunt cabos de seguranca foram desarmados. Al-
guns msicos do regiment de engenheiros, segui-
dos de um numeroso grupo comeearam a tocar o
hymno de Riego pela capital, segnindo pela roa
Mayor e porta do Sol.
A opiniao publica Iriumphou erafim dos seos
oppressores; porm nao ha que dormir i sombra .
dos louros. He necessario segura-la melhor do que
em 1812,20, 31, 37, 40 e 43, em que cara protestos
e gritos de liberdade foi esta definitivamente sepul-
tada em 1845.
alie raister qoe renasra de novo e de ora modo in-
deslracvel. As cortes geraes que vo convocar-te
tem(por missSo resolver eslas qualro quesUtes.
Convm a continuaco de dynastia de Bour-
bon ?
A marqueza rabio da poltrona inleirirada e im-
movel como se honvesse sido fulminada, e depois
que ella lornou a si de um longo desmaio, Esnesto
conlou-nos todas as particularidades do assatsinio,
do qual lora lestemunha. A princeza apoada no
braco do marido, acabava de subir suaearruagem,
e o principe ia subir lambem, quando um indivi-
duo lancou-se a elle, levanton o braco, e ouviose
no mesmo instante um grito : o homem que Ernes-
to tinha observado ao enlrar na opera havia ferido
mor talmente o duque de Berry !
Ah I a mocidade e a forca nada podem contra
os tmulos imprevistos qoe a mao de um homicida
occulla como sinislros laros as sombras da noile,
e que devoram em um instante o presente e o fu-
turo. Pouco antes cheio de saode, e agora e-
lenildo, fraco, inanimado, e senliodo j sobre a
fronle o fri suor da agona Com o.soccorro de al-
gumas banquetas preparam-lhe apressadamenle um
leilo. Pouco depois a familia real eslava la chorando
ao lado da esposa afllicta. Quadro digno de eteroa
dor Os sons alegres da orcheslra que se extin-
guen), e o estrelor de urna agona que cometa, urna
fesla e um assatsinio, as lagrimas, os gritos, o lulo,
o desespero na mansno do prazer, e no lado de todas
as alegras do mundo lodos os horrores da morle !
Fquei a mor parle da noile junto da marque-
za, a qual esla noticia lerrivel poz em um estado
assustador. Ernesto prodigalison-lhe cuidados e at-
tenc,es, vivamente penalsado de nos ler annuncia-
do a calaslrophe tao repentinamente ; mat linha o
cratelo tao cheio que nao pode deixar de fallar.
Entrando no salao elle linha-nos Lineado essa des-
grara assim como um homem qne se afoga lanra na
agua o fardo que o opprimc. Elle geme, desespe-
ra, acensa-se da morle do principe, e de nao ler
seguido sua inspirara, de nflo ler feilo prender
aquelle homem, no qual linha adevinhado o astas-
sino. Se Ernesto honvesse proferido urna palavra,
ludo leria tido provenido Mas que importa um
\.io pe/ar'.' Essa palavra nao foi proferida, nio u
deva ser. Tenho reparado que os destinos humil-
des ou grandes cumprem-se sempre por falla de
orna palavra.
Adeos, nao posso mais de tristeza e de fadiga,
minha irmaa, e a inquietacao mortal em que me
deixou la ultima caria acaba de abaler-me. Ti-
\ esle a coragem de recusar ouvir a sir Edgard ?
( t'nliituar-.-e-hu..
1 JkV



\
Convenio rhamnmcnto Je Pe V.a ao imperio Iberico-Cunslilcional ?
Gravera que i pennsula Ibrica su nmslilua
eni repblica federativa ou que riMunircgucmosa
Monlciiioliii *Tn.T>-*_
Eis sobre o que devem resolv r os cleilores com
o ou voto, ua cleiro a que vai proceder-se, e que
importa laulo, ou mais do que o rcstobelccimeuto
da milicia nacional.
Y una das sala- do na) uiilainienlo comecou i
cuiis(ituir-sc urna junta provincial, e ofliclou-se ao
vigirio para que mandasse repicar os sinos em todas
as parocliias, o que elTeclivamente se fez.
As onzo horas ardiam todas as casas de ardas
ou pollos de vigilancia publiea.dealruidos pelo novo.
Todos os movis e altoias da casa de D. Jos Sala-
manca, na ra de Cedaeeres, cram arrojados pelas
janellas c tensados em urna roguetea quehavia di-
antc da porte, e n oulra em frente da capella dos
italianos. Mo hoove um so roubo, nem mesmo
das escolenles caixas de charutos, que eram lanza-
das ao fogo sem seren aherlas.
A incsmi destruirn e incendio tinlia lugar, as II
e 3 quartos, na ra do Prado, com os movis e rou-
pas dos ex-ministros Sarlorus, conde de S. Luiz, c
Agostinho Estevao Colantes,sendo por esta occasio
ferido um dos agentes de polica que guardavam a
casa.
Pela volla da nieia noiten palacio dosCorreios foi
]>orduas vetes invadido ou lomado pelo povo, sen-
do depois desalojado e oceupado por dous batalhoes
de tropa.
As vetearas e gelosias. bem como as guantas das
sentinellas do palacio de D. Maria Chrislina, na ra
das Rejas, foram despedazadas e quebradas, nao po-
ilenilo porin o povo penetrar uelle em consequen-
cia de se llie lar opposto urna seceso de arlilharia.
Foram igualmente incendiados os movis e rou-
pas do conde de Quinto, ei-minislro Dumcnech e
Looginos. a' urna da noilc, cerca de OO cidadaos
armados organisaram-sc e ocenparam a Plaza May-
or, fora das portas de Bringas. Oulro grande gru-
po, tocando o hvmno de Kiego, marchava pela ra
Mayor at i guarda principal.
oA's duas em ponto comeraram asdescargas de fu-
zil na Plaza Mayor; s duase um quarlo na Princi-
pal ; is duas e meia na ra de Rejas. A's duas c
tres quirlos havia cessado o fogo at o quartcl de S.
Gil.
oTcr^a feira 18 de julho.A's seis horas e um
quarlo comeruu de novo o fogo na ra Mayor entre
o povo c a tropa, guardas civis, e polica. O fogo
eoutinuou, mais ou menos vivo, at as iO horas da
malina, em todas as avenidas da ra das Rejas e
praca de S. Domingos. Vimos apenas oito morios;
um cidado na porta dos italiano-, um sargento da
cavallariede el-rei na ra do Carmo, em frente do
caf do Arco ; tres as calcadas dos Aojos ; um na
ra de Jocometrezo, e dous at I.eganitos : pyrem
devem ler sido muitos os feridos na Plaza Mayor,
atienta a grande quanlidade de sangue que por all
eslava espargido. A arlilharia nao jogou. Ao co-
ronel Uarrig, que fora feito prisioueiro no da30,
conferio-se-Ibeo posto de brigadeiro, e ocommando
da cavallaria existente em Madrid. Segundo se dis-
se, o bario deMeer foi nomeado capilao general.
100 dmeos e 40 cavallos da guarda civil, percorria
as principaes ras.
A Plaza Mayor eslava oceupada pela guarda ci-
vil de infatuara, assim como o sen quartel de S.
Marlinho, e a alfandega.
"Na principal eslava poslado o batalhao de grana-
deirosda rainha. A polica oceupava o theatro do
Oriente.
Dizia-se que o balalhao de Baza linda padecido
muito.
A's onze e um quarlo, as ras de Toledo e Sc-
govia, muites cidadaos comeeavain a preparar-se
para o fogo.
Na Gazela de lioje l-sc a honrosa queda de lodo
o ministerio Sarlorius.
Novo governador civil e corregerior o marquez de
Perales, e secretario D. Domingos Velo.
nOs peridicos Iberia e Diario tletpanhol publica-
ra m supplementos anlogos aos da poca.
No temo visto o Heraldo, nem a Espaa, nem
a folha de San/'.lima, atea hora em que boje dei-
xa a peniia para continDar urna rclarao IAo verdi-
ca como a que publicou no mez de julho de 1813,
sobre os acontecimeiitos de Madrid.
(A meia hora depois do meiodia lornou a activar-
se o (irnteio nos arredores do palacio de Mara
Chrislina, continuando, au obstante a demissao dn
general Cordova, e aprcseiitai-so, nos principaes
pontos do combate, o brigadeiro (jarrig, acompa-
nhado de quatro soldados de cavallaria,aconselbando
o povo que se (ranquillisassc, o coiiflassc as novas
autoridades populares : e apresentandn um bando
assiguadu pelo governador e corregedor marquez Perales, cooseguo acalmar a agitar Jo o fazer cessar
o- tiros a urna e meia.
A' duas, o governador militar, com duas pecas
de moiitanha, um Iroso da guarda civil, eoutro de
intentara,smarchoo da porto do Sol pela ra da
Montera, em dirceco praca de S. Domingos, alim
du impr mullidao, empenhada em destruir o pa-
lacio de Chrislina. A mesma direccjlo lomou o no-
vo ministro Rios Rozas.
Na praca da Cebada o povo construa parapuitos
ou barricadas, e avanoava fazeudo fogo, al a Flaza
Mayor e do Oriente.
a's duas da larde, uovas forjas de infantera,ln-
inaram postean na porta do Sol,-roa da Silva, Justa,
Tudescos e ra larga de S. Bernardo. A's duas e
meia continuavajn as descargas na praca Mayor. A's
tres havia cessado o fogo, mas em lodo o caso era
nni-ivcl a circuladlo de bomens c mulheres pelos
pontos indicado-. A's (res e meia o povo apossou-
seda praca Mayor e Panadera desalojando a cnar-
da civil. O fogo lornou-se geral bem como a melra-
Iha na roa Mayor.
A's quatro o fogo continuava as tiraras de S.
Thiago, Oriente, Isabel II e Plateras.
A's cinco horas um balalhao de caradores aporie-
rou-se das casas c janellas dos mencionados sitios,
continuando as descargas. O numero dos morios
de ambas as partes subia a cincuenta; porm o dos
feridos era duplicado.
0 povo, imitando a tropa, foi-K entrincheirando
nas janellas.e telhados, e al com vasos de flores a
bostilisava.
Vimos boje, creancas e bomens balerem-se al
enm pedraj, e houvo rapaz de trezc annos que gas-
tn todos os seus sete car luios.
Na ra Mayor o povo lomou tres pecas de mon-
t, iba.
A's seis e m quarto hoaveram cargas de caval-
laria na ra Mayor.Tamben) sobre nossas canecas si-
bilaram granadas; porm defendemos o nosso
post nas ras, como n'oulro lempo o fizemos no
campo. Temos a convierto de que nao desperdiga-
mos o lempo nem com as armas nem com a penna :
cm (odas a> occasioes eslivemos do lado do povo que
be o que sempre lem razao.
A's sete conlinuava o fugo; o povo porem via-sc
(altode plvora, batas e espoletas ; linham-sc tor-
nado inuleis as bayonetas,espadas e laneas com que
eslava armada a maior parte, e nSo linha como o
soldado aouderefazer-se daqnellcs arligos. O bato-
lliao de granadeiros conlinuava senhor dos Correos.
A's sele e um quart os da praca Mayor (ocavam a
reui.irou a relirar, sendo esta de novo oceupada pe-
lo |>ovo. Nesle ponto jaziam sele cadveres milita-
res. A's oilo c um quart apenas se ouviam alguns
(iros ero. S. Domidgos.
A's nove c (res quartos da noilc percorremos des-
de a Escarnala, largo dos Ferradores, plaza Mayor,
arco do Toledo, Conrcirao Jeronima, ras da Cruz,
de Sevilha, ed'Alcal, sem encontrar Ijrios nem
tioi.imo.a, nosso tranzara de ida e de volla, s vi-
mos de nolavel alguns morios na ra de Ciudad-Ro-
drigo; a plaza Mayor sem viva alma e as escuras,
|>ois o pavo eslava de posse de (odas as suas janellas;
urna barricada a entrada da ra de Sevilha, ou roa
larga de Perigos, e oulra sahida, da altura de um
liiraiem, c compota de pedras urna sobre oulra das
que formavam a sua calcada. Era na verdade im-
ponenle, e como nunca vimos, o aspecto de Madrid
s dez horas deslanole raemoravel. sem terencon-
trado mais que um cidad.lo que da;, janellas da plaza
Mayor nos perguntou quem vive! E respondendo-
i ne secundo o costme, Bos saudoi. com urn viva
liberdadc Viva !
O fogo em toda a parle eslava, ao que pareca
suspenso, mais por efleito do consaco, que por or-
dem de auteridade contienda, que pareca nao exis-
tir de forma alguma nesla'ii villa coronada na qual
livemos 26 horas de mortfero e nao inlerrnmpido
cmbale, ficaudg a causa publica ,^ela tnanha uu
ummu uc rcnMmoui.u, yunni rtiim 14 ut ti
tlllbhU Ut I8M.
mesmo ci
lo da
Te
du, ,1 i n.1,1 que seja corlo o pronunciamen-
inbcm o povo de Madrid como o de Paris,
iJJM*"* ,rt'9 diasdejullin. obre as barricadas mas
talo din JO, como a promulgasaodo decreto da ratona
em que nnraeava para presidente do conselbo ilenii-
niilros a Espartero, a tropa cungrarou com o povo,
a cxceps.lo da suarda civil (municipal) e arlilharia.
O povo conlinuoii nas barricadas, e urna junta popu-
lar que se constiluio ad boc, foi decretando o que
hem Ibe parecen sem fazer caso da ranlia, al que
no dia 29, Espartero deu a sua entrada Iriumphal
em Madrid, foi ao paco, e a rainha quando elle sabio
veo v-lo a varamla, pelo que foi muilo vicloriada
do povo, a quem j tinha pedido perdao n'utna
verconhosa proolamaco publicada na Gazela de Ma-
drid, aclo que nao hesito cm qualiflcar muto humi-
lliantc paca um soberano do que a abdicarlo.
Esparteroescolheiiosmiuistrosquc bao de compor
o novo gabinete, c s.lo os segiiints: I). Joaquini
Pacheco, ministro dos negocios eslrangeiros, modc-
rado, c foi ja presidente do ronsclho ein 1817 ; O'
Donncll. igualmeulc moderado, ministro da guerra;__
Santa Cruz, rico propriclario e depulado d'Aracao,
progressista; Collado, nm dos principaes banquei-
ros de Madrid, senador progressista, ministro da fa-
zenda ; Salazar. ajudanledo general Espartero, e
depulado por Bilbau, ministro da guerra ; Lujan,
depulado progressista. ministro do fomento;1>. Jo-
s Alonso, ministro durante a regencia de Espar-
lero, progressista, dito da giara e justica.
Por ora nao ha nenlium aclo (lestes ministros pet
qual se possa julgar das suas tendencias alm dos
seus precedentes. As cortes na foram convocadas
explcitamente, mas scr.lo cousliluinles. As juntas
que se formaram em todas as provincias,- eslao dis-
postas a nao se dissolverem sem vercm radicalmen-
te cousolidada a situacilo. O ministro da guerra de-
millido, e que commandava as forras de Madrid.
Blascr, e o general Ijra, eniregaram as forcas, e pas-
saram-se para Portugal.
Eis aqu em que pnraram tantas violencias e arbi-
trio que ha tantos annos soffria o povo hespanlml.
O que decidirlo as novas cortes ? A idea 1.1o po-
pular no reino visinbo, de acclamarem o nosso rei I).
Pedro V. ganhara agora campo ? A nimio ibrica,
que linlos partidistas lem em ambos 05 paizes, pos-
t que por diffrrnles meios ser agora discutida l
como aqu o lem sido, e ba\er,i quem a proponba
em corles romo se diz ? Em breve o lempo dar a
rc-posla a estes pontos de InlerngafSo.
Entre nos lem eslessuccessos feit grande mpressAo,
e osnossos ministros, vendo as barbas do visinbo a ar-
der, estilo mais mansos, c bao de ser mais cautelo-
sos cm resislirem a instancias justas e legaes, que he
o meo de evitar revoltas e conspiracoes.
Diz-sc que vem para ministro de llcspanha em
Portugal o general Concha, homcm de saber, e Bran-
de partidista da uniao ibrica.
0 duque de Saldanba esoreveu a Espartero felici-
tando-u pelo seu regresso ao poder; e naluralmenlc
congrattilando-sc por ver que o meio das regenera-
Qes vai vngando ; porque na verdade na de lles-
panba houve muilo lances iguaes aos da regenerarao
em Portugal, com a dilTerenria de que a de ia'ha
de ser mais positiva, e nao to fcilmente sopbis-
mada.
--------moni 1 ------
6 de acost.
Encerraram-se finalmente as corles 110 da 3 do
correnle. depois de urna sessan de oilo mezes. Vo-
lou romclfeilo nas ultimas sesses a abnlir.io do mo-
nopolio do sabao, mas lo tarde que se nao chegou
a discutir na gcneralidade. Esta questao foi das
mais melindrosas quehouvenesta sessao, porque co-
mo no projeclo sevolava urna forle indemnisaslo aos
conlratadores por se Ibes tirar esta importme parte
do s*u contrato, lancando-se para isto mais urna
contribuirn, houve grande repugnancia entre os
depulados em n'a volar; mas um discurso dos mais
nolaveis que lem feilo Jos Eslev.lo, e que durou
tres horas, resolveu muila gente, venrendo o gover-
no pur muitos volos. As indemnisarOes realmente
sao excessvas, mas como o ministerio* nao pode an-
da abolir o contrate do tabaco, segundo linha pro-
mellido, fez forra para que se nao fecbassem as cor-
les sem ao menos votarem para que se liberlasse o
sabao.
Tambem se votou em ambas as cmaras, nos lti-
mos das de sessao, para o que houve urna noctur-
na, um novo camiubo de ferro de Aldeia-Galega as
Veudas-Novas, concedido, ou antes proposta por
urna sociedade composta do marquez de Ficalho, e
de Jos Maria Eugenio de Almeida.
No dia 10 do mez passado houve grandes alvorotos
pela caresta a que lem chegado o mlho naquclla
cidade, em conscquenciA de muito que se lem expor-
tado para o estrangeiro. O povo chegou a embar-
gar alguns carros que lam para bordo, obrigaudo os
donos a vende-lo na praca pur um preso fixo, o que
obrigou as autoridades as prohibirem provisoria-
mente a exportsflo, mas o governo obviou a sto
pedindo urna autonsarao as corles, para permillir
entrada a una certa quanlidade de cereaes eslran-
;eiros, com que ludo socegou.
Como calor que aos mais exaltados (que boje sao
poucos; (emdado os successosde Ilespanba, lem-se
aqu querido pedir a reorganisacAo da guarda nacio-
nal, leudo alguns al que era niais popular ped-la
por acclamaro no passeio publico; mas islo t dcs-
approvado. e agora Irata-se de a requerer por nina
pclicAo, que ha de ler poucas assignaluras, porque
entre nos nao ha ningucm que no esleja farlo de
ser militar.
O caminho de ferro de Lisboa Cintra, indo por
Bclem, prornislo pur urna companbia cslrangeira re-
presentada por Dcclarange l.ucottc, lem soflrido
grande opposirno (la cmara municipal, porque es-
ta companbia quer as praias do lado do norte do
Tejo para ah fazer um caes at Bclem, e be sobre
islo que questioua a cmara. Por isso em corles nao
levo scgumcnlo. O vapor Duque de Saldanha,
que vinha do Porto com tropa da Madeira, enca-
Ihouperto de Aveiro, salvando-se (oda a gculc, mas
parece que o barco lien de todo arruinado. Cousas
nosas! O regente e suas augustas filhas j foi para
Cintra. El-rei e seu rnjAo sabiram de Blgica para
Hollanda e j se acham na Allemanha, sempre de
excedente saude, e mu festejados e applaudidos.
Falleceu de repente, sendo lirado da carruagem
em que ia para o hospital de S. Jos, onde apenas
foi sangrado morreu, o Sr. I). Manuel de Portugal
e Castro, vedor da casa real, camarista da rainha,
par do reino, e que linha sido capitn general da
Madeira, e vice-rei da India. O lugar de vedor di-
tera que sci dado ao visconde de Carrcra, a\o
do rei.
O duque de Saldanba est na mesma, uns dias
melhor oulrus pcior; posto que ha quem aposte
que agora que se fecharam as corles tambem se Ibe
fechar a ferida. O conde de Tbomar esta ausente
da corle. Tambem ahandonou a cmara, e quasi
que de todo o seu partido.
Esta nesta corte o distinrlo poeta brasileiro (ion-
calves Dias, que vai a Allemanha estudar os melho-
dos de ioslruccae publica. Tem sido festejado como
merece o seu tlenlo.
29 de agosto. .
O vapor de guerra brasiIciro liamao, fecbou a
malla no da 21, dala da minha ultima, mas sabia 11
28. Do qu lem occorrido nestes oilo das, lhc passo
fazer urna breve narrativa.
A impren?a opposconisj, principalmente a do
Porlo, lem continuado a insistir sobre a necessidade
e opporlunidade de se mudar o gabinete, inculcando
alguns que eleve Hcar o duque de Saldanba. O prin-
cipal motor desta exigencia he Jos Passos, que no
sen jornal o Ero Popular, nao escreve senao sobre
este iliraii.
Como Ibe disse, a reuniao projectada nAose eflcc-
luou pela disconUncia que liaviaentre os promutres
icerca dos poni que se deviam discutir. Agora
renova-se esse projeclo, porem com diverso intuito.
Consultado a este respeito Passos Manoel, que tem
mais sympalliiasa influencia tanto ua corle como no
povo, desapprovou a opporlunidade da reuniao, da
mudanra do gabinete, e do armamento da guarda
nacional, islo por urna carta que vi, o que desgostou
muilo os patriotas, poiquequcrumdar-lheachcefec-
lura ou presidencia da reuniAo. Escreveu-se eutAo a
Jos Passos,paraelleconsultarouantes adosar o riiiilo.
Desta correspondencia resultou, que se faca a re-
uniao, mas nicamente para se organinar o partido
dissidenle dos queapoiamo ministerio,admllndo-se
nesle gremio os individuos do partido cabralisla e
realista que s para o llm de hostilisar o ministerio
se quizeiam colligar, como se faz no lempo de elei-
SOe. Nesle sentido se eslAo jn fazendo circulares,
ommttndo-se a idea de colligarao de partidos,
porque essa he lacila. Se esla reuniao for numero-
sa, o que em Lisboa decerto mo succeder, mas tai-
vez 110 Port, nesle caso se deliberar se se deve di-
rigir urna mensagem ao regeulc, pedndo-lhc novo
miusterio, an que S. M., estando as cortes fechadas
nao deferir, optando antes por declararEl-Rci I).
Pero maior, com a acquesceocia das cortes, trazeu-
1I0 entilo o novo reinado como consequencia consti-
tucional, novo gabinete. Parece-me esle termo
obvio dcsle negocio.
Jos Estevao dcclarou-se contra a mudansa minis-
terial, confesando lodavia que o partido progressista
era o herdetro forrado desla Mloacao que elle linha
apoiado, e que nAo eslava resolvidoa desamparar.
A. Rodrigue* Sampaio, esse foi mais longc, porque
se declarou contra a uniAn, contra a mudansa mi-
nisleral e contra a guarda nacional lambem. Esla-
va elle a banbos nas Caldas quando se comerou a
agitar esla queslao, e foi para ella citado c provo-
cado nominalmente. Logo que chegou a lisboa res-
pondeu lerminalmciile n'um evlenso arligo de fun-
do da Rcroluro, donde extrado o segointe trecho,
que be assssignificativo :
_ Ameasam-nos com a revolucsfo, e discolein-na.
CAo que ladra nilo morde. lie impossivel a revn-
ciissAo. como meiodeevitar as revoluees que os re-
accionarios c os lininlos pensam que se provocam
por este meio, c preferimos o debate ao cmbale.
Ameacam porque na,, podem nada ; galram porque
nlo podem mover-se. Prometiera que nao ha de
continuar o que o ministerio actual coniccon, tendo-
0 declarado prejudicial; oll'ereccm as suas boas gra-
sas dizendo que condemnam a corruprao. Corrom-
pem anda antes de ser poder .'
Pela uossa parte nao pedimos nomos, pedimos
cousas. Nao arredilamos em palavras, eremos nas
obras. Temos visto de pertoe de longe os nossos bo-
mens, medimos-Ibes a catalura, sabemos o que di-
zem cm parlicular, c o que dzem em publico ; to-
mos os seus discursos, ouvimos as suas pralicas cm
rcunioes numerosas, comparamos ludo, 9 admiramos.
.Yuntas parles bomens rasoavois, na oulra bomens
diversos. Aqu chamam tolo ao povo. all illudem-
n'o exaltando a sua paivAo. NAo fazem, nao cum-
prem nada, e pedem ludo aos oulros. Ceosuram
pur<|ue nilo se faz o que lembram, e censurara se se
faz o que lemhraram. Pensam por fim que zombain
da rredulidade publica, c e povo he que est a zom-
bar del I es.
Onerem que nos associemosa cssas dcmonslra-
ees de odio pessoal t Nao queremos. Nao exigimos
ministros, exigimos obras delles. Nilo disentimos as
suas pessoas, discutimos os seus actos ; e com o Sr.
Passos (Manuel) oppomot recoluriio de lletpa-
KM a lilierdade en independencia de Portugal.
dependencia de Portugal.
Ora, esla be a opiuiao da maioria dos habitantes de
Lisboa, mas nao he de certo a dos do Porlo. nem das
provincias. Enlrelaino, feliz do ministerio que lem
laes esleios; o que anda assim 11A0 an milla o dicta-
do que diz. quo n'uma hora cabe a casa; e nAo ha
regules mais atreilos a abales e terremotos que a mi-
uisleriaes c ulicas.
Dos negocios internos he oque ba.O duque coBser-
va-se na mesma siluarAo mrbida ; Rodrigo na sua
congenita apalhia.c l-'onles mais ,,-il e andejo. pro-
jecla ir breve por Ierra ao Porlo ver os trabadlos
da estrada da Caldas, Coimbra, llraga, etc.
Pastemos agora a Ilespanba.
NAo lem alli havido cousa uotavcl. A (ranqulli-
dade lem-sc reslabdecido por loda a moiiarcba, in-
clusivamenle na Calaluiiba onde foi mais difllcil.
Concha passou o governo do principado ao general
Dulce, com o qual eslAo salisfeilos os barcellone-
zcs.
Agora de que se traa com afn he de aleteo**. I-
naugurou-se alli um cenlro para sdirigir, denomi-
nado Circulo da Iniao Patrie-tica do qual lie
presidente honorario o general Espartero. 'O pro-
gramla a quo se devem suhjeilar os depulados. cu-
jas candidaturas apoia c proraove esle centro cifra-se
nos seguiiles pontos :
Libenfade individual, de consciencia. de impreu-
sa, de associacao, de pelicao.de ensino, de sullragio,
de Irabalho, liberdades que se devem subordinar aos
cdigos ceraes e leis especiaes;
Corles consliluintescleitas por voto universal ;
Urna le que organise os poderes pblicos sobre o
principio da sobcrania do povo;
Arcorganisacodo estado, fundada no principioda
descenlralisarao. islo he. na necessidade de cada
provincia e cada municipio lercm vida propria ;
Reforma do syslema tributario ;
Suppressaodasconlribiiisoesinderectas;
Derrelamenlo de um so impost ;
Progressiva redaecSo do ornament da despeza ;
Crdito nacional e liberdade de bancos ;
Inslrucrao publica gratuita em lodos os ramos ;
Derrogarao immediala das leis que tolbem a liber-
dade de reuuiao.de petieso e de imprensa ;
Jury para loda a elasse de cidadaos ;
Abolirn do rccrutamcnlo, reforma c reduccaodo
exercito ;
Vbohrjo da pena de morte quando o permittir o
syslema penitenciario ;
Guarda nacional, cojos chefes nunca sejam empre-
gadosdogoverno ;
Melborament das elasses proletarias ;
A rainha maijulgada peranle as corles, privada
dasua pensAo, e os seus bens e de seu marido em-
bargados preventivamente ;
Os ministros decados julgados pelas cortes ;
Declaradas nudas todas as medidas que nao foram
decretadas pelas cortes, devendo se-io ;
Derogadas todas as mercs feilas aos que melralha-
ram o povo e o cxercilo no ultimo prouuucia-
menlo ;
Demellidos lodos os juizes e magistrados que abu
saram da sua auloridade nos processos polticos, que
o governo lites mandou que nstaurassem.
Tal he a substancia deste famoso programma. He
um verdadeiro reinado d'AsIrea, e um juizo final,
umjulgamento universal de toda a poltica passada. !
A respeito da uniao ibrica, eis-aqui as ultimas no-
ticias :
Urna folha volante com o Ululo de O Grito das
farricadat publicou 110 dia 21 em Madrid um
artigo nolavel a favor da nnib ibrica. O Tribu-
ito transcreve este artigo o accresccnla : A maioria
dos hespanboes pronnncia-sc Mo compacto sobre es-
te poni, que se as cortes constluinlcs, como espe-
ramos, rcpresenlarem o verdadeiro voto do paiz, es-
ta uniao ser porventura o prmeiro ponto que trate
de disculir-se na assembla.
Entre nsso froereM defende a uniao. Por
parle desla redacto se (rala de reunir n'um ban-
quete lodos os iberistas, que ser dado no jardim
my lliologico, onde so sero admitldos os adeptos des-
la idea. ISAo ha de baver muilos lalheres nesta me-
sa. O xala que a do orramenlo fosse (Ao limitada !
Diz-se que quem faz as despezas do banquete, he
Carlos Jos Caldcira, rmo nalural de Casal Ribci-
ro, que he o agente que a llcspanha, ou anlcs D. Si-
niliiiido. Mas. lem aqu para (azer proselylos.
Nailamaisde nolavel ha na parte poltica.
Chegou aqu no dia 23, oulro vapor novo para
a marraba brasileira. Deuomina-se Giquilinhonka
'.nao acn teca como o liamSo, que todos aqu Ibe r-
ravamos o nome.) Estes nomes aqu na. Europa
soara mal, estamos coslumadosaos histricos, e estes
geograplucos sao poucos conbecidos, e bem pouco a-
gradaveis lambem ao ouvido. Emfim, cada Ierra
com sen uso. Nao se sabe quando saldr.
O D. Maria II, sabe no dia 3 de setembro pro-
xmto. Leva muila gente
Esl-se esperando polo O. Pedro II, que he o se-
grate que a companbia Ltiso-Brarasilica, encom-
inendou para esla carreira.
Mr. Arago sempre foi para o Rio no fiamao, dei-
xando ca urna carta que lite commuoico como fiz da
primeua.
Ei-la :
Sr. RedactorDepois de leslemunbar-lbe lodo
o meu reconhecimento pelas benvolas expresses de
que a meu lespcit se servio no seu numero de 18 do
correle, pcrmilla-meV. urna rcclilicarao que im-
possivel me fora datar era silencio.
Se parlo para o|Biasil. nAo he po^ue ah me cha-
mes. M. o Imperador, mas porque ah deixei ami-
gos que em mioha pessoa festejaran! o nome com que
rae h mro.
Honrou-me tambem S. M. com algumasdessas
generosas expresses emanadas da boudade de seu
carcter c da nobreza de seus seulimcnlos : terci cu
lalvez a dita deque ellas encoiitrcra um echo suave
c consolador para o corago do pobre proscripto.
Sou, etc.
Lisboa 19 de agosto de 1851.Jaequet Arago.
O partido realista, no dia 25 do correnle, foi as-
sislir a IrasladasAo dos restos morlaesdo seu chee, o
honrado conde de Barbacena, para o jazgo que Ihe
mandaram fazer. Depois o mesmo acompaubamen-
(o e muilas oulras pessoas do partido, Ihe fizeram
celebrar um oflicio e missa rquiem, linda a qual, o
celebre pregador Malh.lo, que^e obdos linha vin-
do cxpressaraenle, recilou o elogio fnebre do con-
de, com a eloquenria.crudisao e talento, que possue
esle distinrlo ecclesiastico, ornamento do pulpito e do
partido polilico a que perlence.
Esle acto cclcbrou-sc em S. Vicente de Fra, as-
sislindo a elle, na trabuna, o reverendo Cardeal Pa-
triarcha. Alm dos convidados polticos militas ou-
lras pessoas concorreram alrabidas pela fama iucon-
leslavel do pregador.
A's 10 meia da manka'a.
V Ao-se desvanerendo mais os boatos que nestes
ltimos dias circolaram, e de que dei ronta em mi-
nhas precedentes carias, relativos a receiosde revo-
lurao no norle do reino, como lambem as mal fun-
dadas conjecluras acerca dos molivos que accelera-
ram a sabida do vapor Mindelto destinado a ir buscar
o re viajante e seu augusto irmAo. lioje quasi lo-
dos estao persuadidos de que nao haver movimen-
lo revolucionario, ao menos cmqnanlo o ministerio
perseverar uo seu syslema de tolerancia, c for coad-
juvado pela consideravcl fracrao do partido Drogres-
sista de que he orgAo a Revolunio de Setembro.
Do negocio conccrnenle ao cnsul Moreira nessa
cidade nada sei, que possa adianlar ao que ltima-
mente escrevi.
dem 6 de agosto.
Muilos parabens, desla vez tem um rcclieio de no-
vdades que ha de Ihe dar no golo.
Saiba que rehenlott a insurreicAo em Madrid. A-
penas naquclla capital se divulgou a noticia do pro-
nunciamenlo que leve lugar cm Valladolid, no
qur.1 dizetn que al cnlraram prenles da familia
real ; amotmou-se a populagao percorrendo as ras
era grande vivono ; agora o vers cora os gritos de
ministerio abaixo. Iluminando-se grande numero de
casas, nem lardou para exaltar anda mais os ni-
mos a noticia do pronunciamenlo de Zamora ; o al-
voroto foi crescendo apontoque a joven rainha
mandou chamar o general Cordova para formar um
ministerio ; mas esle soldado nao leve bstanle in-
lluencia era ascendente para iiapor 11 nova silua-
co ; ,le( lioiMi pois lamanha honra ; ncsla ronjunc-
tura estavant asenusas com os successivos boatos de
^tZl^^Zo^^Vo^^1"
mo pcqiiedanlcs, nada tendo-se lucrado rom a mu-
dansa. O senhor povo perdn a paciencia, c com o
senhor povo audava muila gente boa e de grvala
lavada.
Assim terminou o triste dia 17 de julho, no qual
houvo 011 deu-se a fatolidadc de ludo islo que Ibe te-
mos contado. A noile foi sombra e pavorosa, a ci-
dade nAose illuminou, nem os particulares Irala-
ramdisso, aoamanhecer apparecerara as ras obs-
truidas porenlricheirameiUos, ecvravadas por corla-
duras, c os seus defensores revolvidos com indoma-
vel coragem ; se o da antecedente fora sinistro, o
da 18 to tremendo, o fogo nao lardou ein romper ;
durante a lula nAo se fallava, nao haviam alaridos,
nem mesmo vivas, a raiva e o furor linham-secon-
cenlrado no coraran ; cada um fazia por ser bomca-
vallcirocnrao se costuran dizer ; era quem destrua
o seu ininiigo no mais breve lempo pusslvel.
Assim acabou o dia 18, a noilc nao foi menos le-
merosa pelo silencio c csciirid.lo, o da 19 surgi ;
os combaleulcsein auriosa espeelaliva aguardavama
hora funesta ; houve quem esperasse pur algumas
Iregoas, engauou-se ; o ar sombro e be
ment para nenliuma conjectura com visos
babilidade.
de pro-
lucao quando se veiiltla a necessidade della e a sua novo, pronuiiciamcnlos, rralernisatulo e
conveniencia. A disrussAo mesmo prolesla conlra pente* 1 tropa como povo ; formou-se urna commis-
os motivos rasurreccranaes, porque prova a lbenla- sAo de patriotas que foi presenCa da rainha expor
de e a mxima tolerancia A revolusao he lidia da os molivos daquelle movimento, voltando depois a
comprcssAo, c a discussohe o eltilo da liberdade. | proclamar aosespi.itosancosos de novldade ; raui-
.'is armas que cn-
, -----------------.-.-.,* 1 i ..... con 'i ......[''i I'" -"IM ll/'ll.V IJC
Asaineacas provam a impotencia, os mexericos pro- los grupos se linliam armado com
vara a imbecilidade e o desengao. As massas mo-
vem-se pelo sentimcnlo, e riem-se quando apparece
a explora-las a vclhacaria sedica. O revolucionario
vola-se gloria e morle porque he o hornera de
ronvicgAo ; o vclhaco e o especulador invena as
nnlirias, propaga-as, e na sua timidez allribue-as
depois ab governo, compromeltendo os que arredila-
ran! a pela. O artificie e a publicidadc be anda fa-
voravd ordem publica porque revela a doblez do
que os empresa, a fraque/.,1 dos seos recursos : e a
contrailic,lo e confusAo produzem o deslenlo no ver-
dadeiro revolucionario desilludem o crdito, affas-
tamo limido que reccia cahr na cilada. e concorre
para que Iriuiuphc a ordem eslabelerida.
lie por isso que mis os liberaos presamos 3 ira-
prensa sustentamos a 9ua liberdade, amamos a dis-
coiUrarain era varas estoques publicas, e que as cir-
cunstancias cxlraordinarias linhnm posto a disposi-
raodosque se quizeram aproveilar debas, quando
eslaleu urna descarga cm um dos sitios mais concor-
ridos da cidade ; cnlao as colisas toinaran um aspec-
to amearadnr ; a esle temp j se acbava formad o
innislcrio presidido pelo duque de Rivas, ficando o
mencionado general Cordova com a pasla da
guerra.
O povo amolinado de Madrid responden a provo-
caran, que allriliuo a perfidia dos novos ministros
com nutra inual descarga ; o fogo cnlao toruou-sc
soccessivo, aturado e repelido ; esla provocacAo in-
considerada, nao fez mais que eslalara colera com-
primida, dar paslo a desconfianca em que andavam
todos, receando que a nova ordem de cousas nao
Tucuso .dos
que guarnecanlas trincheiras, a forma regular e|al
scienlilica que estas linliam lomado, o acert e hom
successo das medidas revolucionaras, ludo MMaca-
va a onlmmir 10 das hostilidades ; Madrid pareca
urna vasta cidadella ; dir-se-hia urna fortaleza in-
mensa, que se impruvisara para dar batalha, assim li-
nha acontecido ; as mulheres percorriaui os postos
curando esoccorrerato os feridos, encartuxando pl-
vora e bala ; o fogo nAo se demorou, fazendo-se ou-
vir com medonbo estampido. O que se passou en-
tilo to horroroso ; silencio solemne dos que com-
batan!, o eslrondo de arlilharia que varejava pelas
ras, a (Biliaria rctinindn ja um liroteio violento
ja em bastas descargas ; o gemido dos feridos, o ar-
dor conceulrado da lula, a coragem de todos; cis-
aqui o mizerandn espectculo queapresentou a ca-
pital da nobre Ilespanba ncsla triste jornada, quan-
do as b horas da tarde um oflcial asilando iim lenco
branco, acompanhado da um corneto que tocou a
cessar o tgo ; a esle sgnal, a lula cessou, o odi-
cial entilo deu a entender que quera fallar ;e'tron-
dosos applausos fizeram-se ouvir ; o parlamenlaro
cerrando-se da mullidao guerrera declarou que a
soberana nilo quera que se derramasse mais o san-
gue dos seus subditos, que determinara chamar Es-
partero para proceder a formaarJto de 11111 ministerio
que salishzesse as novas necessidade* oeslridor das
armas, as estrepitosas acclamasdes com que foram a-
colludas estas palavras, compuuhain um quadro es-
Iranho ; o parlamentario rctiroi-se, a pelej.i cessou
efectivamente por accordo espontaneodaquelles.que
momentos antes Irucdavam-se desapiedadamente ;
as janellas das habitan.es abrirani-sede par cm par;
a turba mulla revolveu-se cm tumultuoso rumor ;
assim as ondas volveu-sc rumorcjau-lo depois da
lempestade.
Nflo tallar,nn, como em todos os actos humanos.
Menas ridiculas e grandiosas ueste drama sanguino-
lento. Como nAo he da ndole desla corresponden-
cia expor circnmlanciiidamenlc os successos dos
mairadados dias 17, 18, 19. basta dizer que renova-
ram-se os dias memoraves de judio e fevereiro de
I aris ; gloriosos nao, raemoraveis sim ; pois lanas
desgrasas evilar-se-hiam, se a frente da governaso
daquelle desgrasado paz eslivessem homens de
cordura ; c nap teimnsos que a porfa compromeltc-
ram urna infeliz senhora, sem experiencia nenhu-
ma dos negocios pblicos.
Assim lerminou o movimento, O'Donnellquemar- "h
eltou e contramarchou inccrlo do seu deslino, perse-
guido pela divisao do governo de Madrid que com-
mandava Blszer cnlAo ministro da guerra, o qual se
11A0 arriscara a dar batalha, receando a pouca fir-
meza dos seus soldados, nem o general rebelde a
provocava por conveniencia da sua nosisao.
A insurreiso hespanhola j he um faci. Vate, se
quizer saber com inniiciosidadc.o que se passou re-
corra ao Diario llespanhol de 22 de julho que da'
conto em parlicular do acontecido, e passa por fiel
expositor, sendo copiado textualmente pelos contem-
porneos. Nos porm, com a nossa azafama de nar-
rarmos o principal c o mais importante para um cu-
rioso eslrangeiro, como he Vine, iremos aponiendo
o que lem havido depois daquella calamidade.
Inslallou-se urna commissAo de salvasAo publica
presidida por D. Evaristo de San Miguel, general
probo e de boas ralencfies e nada mais, como lem
provado; tralou-se dos feridos e grandes actos de ee-
uerosidade (iicram lugar.
Os pronunciamenlos das diversas provincias suc-
ccdiam-se rpidamente, sem fallar o apparelho de
urna junla que proceda logo ao. equinamente da
guarda nacuma!, o que tambera se fez em Madrid;
continuando as barricadas a serem guarnecidas com
rigor c disciplina militar; o general Ameller toi no-
meado commanilaiile dos seus defensores e governa-
dor desla fortaleza improvisada, que afinal foi ins-
peccionada e comgida pela sciencia da forlificasao ;
tal era a desconfianca da nova situasAo, que nin-
guem quiz largar sem ver cunipridas as promessas da
corte.
Com elTeito Espartero foi chamado pelo lelegra-
pho, o duque de Vicloria, rujo nomo fez cessar o
rogo, e lornou-se um symbolo de paz, e cunseguio
acalmar o furor de mais de 10,000 bomens, dos quaes
apenas .,,000 estavam armados regularmente, mas
decididos a vender bcra caro as vidas, espalbados
por urna das mais formosas cidades da Europa, como
em un acampamento milllar.
D. Evaristo de San Migoel c a junla esforsaram-se
por manioc alguma ordem o dirigir a bem do paiz
aquelles movimenlos anarrbicos; romprimindo as
exigencias desasizadas, que naturalmente haviam de
sobrevir em tacs occasioes. Se as suas medidas nem
sempre atlinRram esse fim, foi sempre com essa
boa vontade que as lomou ; ltimamente publicou
urna proclamasc cm nome da rainha, que he consa
bem triste, para nAo dizer parva; leve lambem a
Icinhransa de dar um passeio pelas barricadas com a
soberana ; esla lembranra be de cabo de esquadra,
mas parece que nao foi affelo; na sua gana de que-
rer conciliar ludo, povo c monarcha, harmonisar to-
dos, lem deslas ; esquece-se ou ignora, que o prin-
cipio monarebico vive de prestigio, que rallando es-
te, adeos Ihrono ralo se esquece, ignora-o ; as boas
intensoes s por si nao servera, para meios de gover-
no he misler profundo couhecimenlo do corarlo hu-
mano, muila experiencia dos negocios, e lino espe-
cial da coojuncsAo em que nos achamos ; e nao sAo
estos de certo as qualidades emneules do nobre capi-
lAo general de Caslella.
Urna medida que lomou a junla, c que lem o tim-
bre do carcter hespanhol, foi a demissAo em massa
dosempregados das secretarias minislariaes, c fechar
as portas das mesmas, ficando o expediente a cargo
da junla e da municipalidade de Madrid, que he a
mesma qne funecionava em 1813 dissolvda pelo mo-
vimento de enlAn, e que a actual ordem de cousas
mandou convocar. Os prelciidente eomo he costu-
rae surgiam aos cardumes; a junto manda declarar
em um edilal que nAo despacha nem d empregosa
ninguem. Islo he dilo e feilo; absoluto.
Em geral chamaram-se ou antes invocnu-se lodos
os poderes cslabelecdos em 4.1, qus merecam as
sympathias do paiz. O general Allende Salazar veio
a Madrid cm commissAo do duque Vicloria, para a-
presentar a rainha as bases, 011 para melhor dizer
as eonilices com que S. Exc. propoe-se a dirigir
siluacao; o general commissionado ja vollou c nin-
guem sabe com certeza quaes as condises, por le-
rem lido a prudencia de as nao revelarem, o que pa-
receu muito acertado em semelhanle crise.
Espcrava-se a teda hora o duque, fazendo entre-
tanto a junta de salvadlo publica de accordo com a
municipalidade lodos os estreo* possiveis para man-
ter a ordem u'nma cidade dsposto em birouac, e o
resto do reino com as armas nas bsndoleiras e em
ordem de marcha, pois que as jimias provinciaes pa-
ra satisfazcr aoespirito da revolla.procederam incon-
tinente ao armamento da milicia nacional, como la
dizcm. Nem uso era estrauhado ua capital onde
aconteca oulro tanto.
liaba determinado a junla de salvacao publica
que tossem presos, onde quer que so enconlrassem,
osmemhros do ministerio Sartorios, e o conde de
Quinte cheto civil quo Mra de Madrid com o mesmo
ministerio; estes senhures pozeram-se a bom recado,
julgamos que fizeram bem, mas D. Jos Salamanca,
banqoeiro e trumpho do decantado miuisterio, foi
capturado em Albacete disfarcado cm sereno, (raan-
do de se por ao fresco, como se cosluma dizer. A
junta salvadora determinou que fosse retido, desig-
nando lugar para esse lint al ser julgado convenien-
temente. Nao Ihe queremos estar na pede, estes se-
nbores hespanboes nAo fazem ceremonia cora a vida
do sen semelhanle, e esle semelhanle Salamanca
lem culpas no carlorio.
Quando rcbcnlou a bernarda.o povo de Madrid na
sua furia corren uscasas dos ministros, devastou-as
queimaudo-Ihe as mobilas, e foi ein chnsina esca-
tar a habitaran de Chrislina a quera chaina,am mu-
Ihcr sinstra ; esla senhora consta que vai residir
em Franca, he a oitava vez que vai caminho do des-
lerro; j linha idade para ter juizo.
Afina! chegou S. Exc. o Sr. duque da Victoria
Moreda, conde de l.uebana. I). Baldomero Esparte-
ro emfim. No dia 29 as 8 horas da manhaa pela
porta de Alcal enlrava S. Exc. precedido da junla,
munieinalidade, estado maior, corpos Ua guaruisao
inlermcados com os da milicia nacional, trazendo a
direita do estribo I). Evaristo de San Miguel, que o
fora receber; nao se p.le uegar que esle San Mi-
guel nAo quer o diaho debaixo dos ps. O nobre
duque vinha n'um carrinho deseobert puxado a
quatro. \ amos a ver so este fanfarrao lie capaz de
conduzr a Ilespanba por bom camiiiho. Tinliam-
scempregado algumas medidas, afim de ver se en-
lrava lambem O'Donncll de braro dado com o sppra-
dilo D. Quixole, mas ou fosse "natura! oceurrencia
ou proposite do conde deLucena, O'Donnell s en-
Irou a tarde do mesmo dia por volla das quatro ho-
ras, oficiando d'aiiteinao junla, e advrtindo que
entrara incoguilo paranaoinconiiiindar ningueni. As
., lloras i, chegou o caudillio de Viralvaro pelo caminho
de ferro, o Sr. Evaristo de S. Miguel, que nesse dia
fez de bicho de ceremonias l o toi receber com os
seus figurantes e comparsas. O'Donnell foi cm di-
reilura para a'residencia de Espartero e apparece-
ram ambos janella comprimindo-sc 11'uiu aperla-
do abraso ; pois o tiobre duque por manha ouqual-
quer oulra conveniencia linha paleulcado vivos dc-
sejosde o ver ; a juula que estova na mar de fazer
a voulade a esles seus dous meninos, delegara logo
urna rnniniissaii cora esse intuito.
Os volos do paiz inslaoi por coavocselo de corles
cunslituinles, consliluisao de 37, em lim reformas
radicaes c profundas, e fomento em larga escala que
traga pro-peridade ao paiz que bem precisa.
No eslado de confusao era que gyram as cousas
nada se pode avaucar, e muilo menos indicar a mar-
cha que loinaro os negocios, ns elementes hetero-
gneos de que se compile a siluacao actual, e que
Espartero ralo he nenlium grande capilao, nem
estadista de pulpa, prezumindo muilo de si, costan-
do minio de fazer barolho; baja vista sua entrada
receulecm Madrid, que elle por finura e proveilo
prnpno, deveria lomar modesto e o mais simples
possivel. A situasAo no foi cread, por elle, por-
t.uilo devia comportar-so com toda a reserva ; e o
seu passado rendoso uio erara documentos sufllcien-
ts para aceilar ovasfie que Ihe nAo perlenciam.
O Donnell|uesleponlo foi mBishabil.procedendo com
mais tino e sagacidade. O novo ministerio esto for-
mado, tozendo parte delle o duquo de Vicloria, |co-
DM1 presidente sem pasta, o conde de Lacena fO' Don-
noli) com a da guerra. Allende Salazar de quem ja
lie rallamos com a da marinha ; as oulra- dadas a
bomens anda pouco conhecidos, alguns dos quaes
nao se achavam cm Madrid : licando o expedient a
cargo dos presentes al rhegarem aquelles. As ba-
lelascorrem, mulliplieam-sc os ancdotas; nsape-
nas escroveremos o que passa por verdico em boa
coinpangia. Se a Despalilla anda desla vez nao con-
segue a ordem e tranquillidade de que ha inister,tar-
de cnconlrar o verdadeiro caminho dos melhora-
menlos.
A insurreicAo que leve lugar no reino vizinho, e
que IAo calamitosa toi pelo sangue que correu, he o
resultado das imprudencias e destemperos dos bo-
mens que lera dirigido ha lempos a esla parte ; e o
nobre duque de Vicloria nAo leve pequeo quinhAo
durante o lempo em que assislio aos conselhos da
sua soberana com suprema inflencia. Na nossa ul-
tima correspondencia diziamos. que o terror e vio-
lencia cram os meios da goveruafAo hespanhola,
que esses Instes meios fallan! sempre, porque a fi-
nal acontece, o que se quera prevenir c remover ;
foi exactamente o que aconleceu. Malquistaren! o
Cheto do eslado. compromelterom-no com o seu po-
vo rallando ,1 sua palma, corso succedeu ltima-
mente com o ministerio Rivas de passageira e omi-
nosa memoria. ArcvolosAo principia agora e com
mais vigor, por isso que se tornou pacifica e inlelli-
gente. Iicara a cora de Ilespanba na cabera de
Isabel achamo-la mu ligeira para a suslnlar,
agora que pela Pennsula corre tira vento de estra-
nha direreAo. O novo ministerio na pessoa do seu
presidente ja mandou demolir as barricadas.
As iioyidades de Portugal sao corriqueiras, asses-
ladas todas as vistas para o que se passava no reino
vizinho pouco lempo Ihe sobrava c para casa ; a
nao ser m discusscs das cmaras que tem feito rir
pelos rasos curiosos que alli se lem passado, o mais
nilo val a pena referir-se; be verdade que quando
os progressista dissidentes souberam que a cousa
eslava segura em llcspanha, qaizeram fazsr urna
paluscada em Lisboa, mas nAo passou dfafaUatorio,
e o que queriam nAo passava to pouco Be vivnrio
e lalvez que boiive guelono ; nada mais. Foi o caso.em breves'termos,
que a giras rapazes progressislas dissidentes levados
pelas leiluras do jornal. O Progretio, lenlavam no
domingo ,t0, percorrer alguns dos pontos mais fre,
qucnlados da cidade dando vivas guarda nacional
haviam dilTerenles alvilrese versoes ; uns qucriaml
ir ao paso pedir ao regente esla ninharia. oulros
cram de parecer que so devia fozer a cousa com
las rausicatas, dando um giro alli para as bandas
do Roco alo o Passeio publico ; houve lambem
quem lembrasse que se uzease urna demonstrante
no campo de Santa Anua durante o espectculo
havia louros nessa larde) por fim de conlas nAo
ouve nada.
No dia assignalado para a grilaria, appareceu a
Sra. D. Ilecotucao de Setembro. (A matrona da ra
da Bica) com um artigo dando conselhos rheios de
raoderasAo e sabedoria ; esla Sra. D. Itevoluro
cada vez esta mais prudende, com urna sabe-
dona que toz pasmar. O publico esl pasmado
com esla bizarra.
A cmara discutio com geral aceilaclo um pro-
jeclo de va frrea para a estrada que vai de Aldeia
(jalega para Vendas-novas, raminhn de Alemlejo; os
principaes desla erapreza sao o Marquez de Ficalho.
e o capitalista Jos Mara Eugenio, o primeiro he
aponlado por homem probo e amigo zeloso do seu
paiz ; o secundo he lido e havido por homem capaz
depois qne o viram figurar com muito dinheiro; he
provavel que nessa trra aconlesa o mesmo. NAo ha
luvida nenhuma em aflinnar que o Sr. Jos Maria
bugeuiu faz muito peto vida; Dos 6 conserve com
essas boas dsposse. Havia lambem um oulro pro-
jeclo para oulra via torrea da Cintra, que havia de
eomrsar no Caes de Sndr.Ribeira-nova, por Belem,
tora ; que lindo nao liavia de ser, e quAo vistosa nao
havia de (car aquella margem do Tejo; nao houve
lempo para discussAo de (ao boa obra ; esles senho-
res depulados so tiveram lempo para nao fazer cou-
sa que geito livesse. Coitado de Portuaal.que lem de
os sustentar.
O projeclo de rescisao do contrato do sabio e que
lem sua nnplioac.lo com o do tabaco, deu muilo que
razer e que pensar aos legisladores-, o ministro Fsa-
le* deilou a livraria abaixo; a questao acabou em
agua de bacalhao como se cosluma dizer; a cmara
quando Iralou daquella discussau den especlaculo;
por occasio dos votos, o depulado Jos Estevao que
volava romo ministerio, toidirelo a mesa e disse
cerlo segrcdinbo ao presidente que -li-i snnjrj
esle enxofrou-se, desee a sua cadeira de depulado. e
lado da Rossia. Os governos de Franca e de In-
glaterra parecem que nao contom mais com elle. A
respeito da Anslria, correm os ruidos os mais con-
Iradilorios, de urna quinzena para c. Assegura-
va-se que tinha sido assignado nm tratado entre
ella, a Franca e a Inglaterra. O governo deixou
acreditar nesse ruido e a Bolsa mesmo osaudoucom
una alca de 2 por cenlo ; mas pessoas que se in-
culcan! bem informadas dao muilo pouro crdito a
1atnil ^u liva "** mil0' "raa ctrla d" "eae-
rat Skim dirigida a um dos seos amigos em Paris, por
occasio da entrada dos Austracos nos principados,
a qdal lerminava por estas palavras. .Nos avanta-
md rT"l!,,SS'uel kubre nossa. fronteiras : nas
marchar contra n, Rs,s, s,0 M
onnX ? uTLSS^ nomein le versoes tao
oppo,las 7 He muilo provavel que o invern se
ZSLS? .Cm eeol""-'("!,- "roca de nula, c de
pmlocolos em conl.nuasSo de armamento, cada
um do seo lado, eludo lso para dizer-sc na prima-
vera prxima a Allemanha. Queris marchar com
nnsco. ou contra ni, cscolhei
Alm disso, a hesilacAo da l'russia e da \uslria
be lalvez urna felicidade para a Europa ; a guerra
sena acabada muilo de pressa, e no inleresse geral
nAocouvem que a Russia possa levanlar-se nestes SO
annos.
Parece que o imperador c a iraperalriz muilo se
deleitam em sua residencia de Mariis, Todas as ma-
nhias elles se eiicamiiibam para o lado do moinbo :
a iraperalriz loma sen lianhn no mar; durante esse
lempo o imperador visita os Irabalhos de constrnc-
SAo de seu palacio, os quaes sAo expedidos rom toda
a actividade possivel, deveudo por isso ser acabados
ein 10 mezes. O elTeito produzido pelos banbos de
mar foi de lal sorle favoravel saude da iraperalriz
que os continuar anda durante unta vinlena de das!
O imperador chamado Paris pela necessidade dos
negocios, deixar BiariU no fim do mez, e a impe-
ralriz a 20 de setembro somonte. Se, durante esse
iiilervallo, nos chegar do Orient a noticia de algu-
ma grande vicloria, como a lomada de Sebastopol,
por exemplo, creio que aproveilarAn o ensejo para
dar u imperatriz urna entrada iriumphal em Paris.
Suas mageslades foram i Bavonna para assislira
Testa de 15 de agoste. Chegara'm ao estrepite doca-
nho, (liante da calhedral, onde o hispo os esperava
com lodo o eu clero e tolas ai autoridades civis e
nublares. O imperador veslia o grande uniforme
de oflcial general ; eis-aqui o vestuario da impera-
triz, segundo o diz o Correio de Dayonna.
a A imperatriz linha feilo um loi7e/< da mais ar-
rebatadora novidade. S. M. irazia um chapeo de
tima Torma exquisita e simples, de urna cor desnuda-
da chamadarosa-flnridaSeu vestido de lafetbri-
Ibane. e da mesma cor, tinha o roupinho justo e
atogado. A saia muilo larga era guarnecida de mu-
las ordena de rollaos, cobcrlos cada um de oulro te-
dio magnifico de renda de Inglaterra. Sobre os seus
hombros caba elegantemente urna charpa de renda
branca, que Irazia felizmente lembranra a graciosa
nianlilba hespanhola. Esto veslido de urna simpli-
cidade e candura admiraveis fazia sobresahiro arde
saude o de frescura que realca a belleza esplendida
de nossa joven soberana.
---------------,------o, c, '
!""." *'.ue cra mesmo homem que berrava conml J
Adeos, Esquc-in I:
Que eslylo florido e facciro se deslc jornalista
Hayonnez nAo ter condecorado, nAo ha cerlamenlc
mais juslisa no mundo.
Depois de ter ouvido devotamente a "missa, o im-
perador passou revista s tropas, e dislribuo crures e
inedalhas. Cada militar, ao receber a cruz ou a mc-
dalba, liuha a insigne honra de aperlar a mflo de seu
soberano.
Ha qainze dias pouco mais 011 menos o imperador
e a imperalnz foram cm perigrinasAo a S. Joio da
Luz para cumprir um voto. Julga-sc qne se Iralava
de nbter um herdeiro ao imperio. Veremos em
breve se a perigrinasao produzio o seueffeit.
M. de Pcrsigny foi visitar o imperador a Biarilz,
onde demorou-se poucos dias 5 aoredilava-se que es-
to visito era o signal da volla de M. Peraigny aos
negocios; al o presente, porm. nada disso lenvacon-
tecido. M. Fould cada vez be tratado com maior
benevolencia, e lano que seus collegas mostram-se
resenlidos. O imperador nao escreve seno a M.
Fould, s por seu intermedio he que recebe todos
os despachos dos ministerios.
A Hespanha permanece cm om eslado muilo cri-
tico. O partido progressista est mais poderoso que
nunca. O propro Espartero be obrigado a inclinar-
se dianle delle. As corles eslan convocadas para 8
de novembro ; ellas sero consliluintes e nao farao
scnAo nma assembla. Eleger-se-ha um depulado
por 30.000 almas. Seguir-se-ha para a eleisAo a lei
de 1837, com alguma medificaso. O prembulo da
convocasao das corles que declara smente que a
queslao dynaslica nao poder ser posto em dscusso,
disperten reclamarnos vilenlas da parle dos jornaes
progressista*. A Europa termina um de seus arligos
por estas phrases bstanle significativas:
Quando o gabinete diz anlecipadamentes cor-
tes que nao adradle duvida nem disciissan obre cor-
tes pontos, que em verdade sAo lao disculiveis. como
as nutras qucsIOes que dizcm respeito ao governo,
diama nesse mesmu momento a alinelo do congres-
so cnnslitu.inteohre as quesles, a respeito das quaes
o ministerio nio admille duvida nem discussao.
Weoverno
um cabreiro na cunsliluinle de 37.
commelle urna grave imprudencia ; tel-
ando deste modo commetteu um erro, c erro bem
fnlal.n
-i'^Torrente.1''6 qUe "mara eDcerro-sc no f\ O qne acabo de mo,lrar-ll,e ooe bem patent o
___..._... pengo que corre
asrajsta
Paris 22 de acost.
-Vpezar das solicilascs nstenles de seus minislros
e de quanlos o cercam, o imperador anda nilo vol-
teu a Paris, alim de assislir festa de 15 de agosto.
Esta singiilarobsliHiisao encerrava um pciisamcnto
poltico, que elle reveluu em sua resposta ao discur-
so do hispo de Bayonna. Eis aqu a passagem prin-
cipal desse discurso.
A rainha presensa em Bayonna, nesto dia he
um faci, que en assigna-lo com prazer, por-
quantu prova que a franca calma e feliz nao.lem
mais esses receiose temores que obrigam o cheto de
um eslado a estar sempre armado na capital a per-
gunlar: quem vive.
Quanlo ao mais passou-se a fesla conforme o pro-
gramma official, sem nenlium accidente nem inci-
dentor dignos de serem notados. O povo mosduu
sentir muilo pouco ,1 ausencia do imperador, por-
quaiilo foi em mullidlo, segundo o costume, ver
o fogo de artificio o as illuniinares que eram es-
plendidas. A praca da Concordia e os Campns-Ely-
seos linliam visos de um palacio das mil e urna noi-
les. Nenlium grito de viva o imperador! foi dado
pela mull 1,1o curiosa, mas pouco enIhusiasta. Ha-
via necessidade de animar os espirilos pela noticia
de alguma grande victoria, mas NapoleAo III nAo
tem o poder da ConvenrAo que decrelava a victoria,
nem o genio de NapoleAo I, que costnmava anntin-
cia-la para um via fixo.
Esperava-se noliciara lo-
mada das ilhas Alaiiil para 15 de agosto, porin com
a melhor vontade do mundo nao se pode oflerecer
esta noticia ao publico seno no dia 19: como Vmc.
deve presentir, o elTeilo foi mallogrado. No fim
do reinado de Luiz Filippc, Lamartine exclamou um
da na tribuna da cmara dos depulados; A Fran-
e*. cnfatla-sc. lioje. ou venha isso das dccepres
polticas, da guerra ou do cholera, ella acha-se
lrisle. Ha dous annos apenas que o imperio toi
proclamado, e j parece vcllio de um secuto. Era
para crer que a guerra do Oriento nos dsperlasse
de nosso Icthargo, o que nAo acontecen. As guerras
loneinquas raras vezes sAo populares. A' excepcao
de alguns casos raros, como as cruzadas da meia ida-
de ; o entbusiasmo das massas augmenta-so em pro-
posito da immiiiencia do perigo. Niuguem se inle-
resse senao muito pouco em acontocimentos pastados
a 700 ou 800 leguas distantes de nos. A educado
do povo nao et (ao desenvolvida, que elle possa
comprebender as quesles de oi\ ilisado e de cqnili-
librio europeu, que arma rara o governo do occiden-
te con ira a ambicio moscovita, o fizeram de dous
novos rivaese ininigos, desde muitos secutes, dous
povos adalos e amados. A allianca da Inglaterra
c da Franca he com edeite um dos toctos mais ines-
perados e mais curiosos de nossa poca, e tanto que
a nossa populad 1 dos campos, e sobretudo das cos-
as dos ocano, nao acclamaram a elevasaodc Napo-
lcao ao imperio, ssnio como o signal de urna gnerra
com a Inglaterra, pelo que serAo precisos muilos
annos e muitos victorias era commum para que nos-
so- alliailos se ternera completamente nossos amigos.
Sabbado passado o canho dos Invlidos annun-
cou em Paris a prmeira victoria dos exercilos adia-
dos. A fortaleza de Bomarsujul enlrcgou-se dis-
cris.lo ; 9000 Russos foram /itos prisioneiros. e 100
canhes foram lomados ao fiiimigo. lie um feito de
armas, cuja importancia nao se lleve exagerar, mas
que ha de ter um poderoso cfl'cilo sobre o espirito
deiiossaslropas. Jolga-A que as ilhas Aland ser-
virn no invern actual de retost a nossa armada
do Bltico, e que a isso se limitar a campanha de
18.,!. O ataque conlra Cronstadt s lera lugar na
prxima primavera.
As noticias do Mar Negro silo menos favoraveis.
A armada anglo-franceza apresla-se a partir para a
Crimea. A espedis.lo sera lemivel, masa sua parti-
da he. sempre esparad. Tinham na principio an-
nuiciado paraj, depois para 13 de agosto, e um
lespacho de Conslanlinopla de 10 aniiuncia que ella
foi alada deferida para o fim do mez, por causa dn
cholera, que alli faz lerriveis estragos.
Diz-sc mesmo cm voz baixa que um llagedlo mais
lerrivcl que o cholera, o typhus, dcclarou-se cm
nosso exercito do Oriente. Os Kussos ao deixarem
as provincias danubianas, 011 por negligencia, ou para
um fim digno dos lempos barbaros, uao tnlcrraram
seus morios, cuja putrefarao actuada por um sol
rdeme aprestara todo o ar. Assegura-se que um
regiment francez cimpusto de 900 bomens ficuu rc-
duzido a -M). A proclamarlo dirigida pelo impera-
dor ao cxercilo do Oriente e publicada boje era Paris,
parece apoiar estas tristes noticias. Repare Vmc.
na torca deda !
Ainda nao combalcstcs.e j encaraste com cora-
gem a morle. L"m dagcllo lerrivel, ainda que
pissageiro nAo pode suslar vosso ardor. A Franca e
o soberano que ella esrolheu nAo veem'sem eraocao
profunda, sem que envidem lodos os estelos para
vir em vosso auxilio, lanta energa c tanta abne-
gaSAo.
Soldados, vos deveis seguir o exemplo do exer-
cito do Egipto. Os vencedores das Pvramidcs e do
Monte- riia.ror, como vos, tinham de c.orabalcr conlra
soldados aguerridos c contra a molestia ; apezar
porem da peste e dos estelos de Ires exercilos vol-
laram a patria cobertos de honra.
Anda continua a reinar aqu a maior incerteza
sobre o papel que a Allemanha lem de representar
na queslao do Oriente. O rei da Prossia he o nico
ate boje que parece im lnar-se um pouc* pjra o
pens que corre a mouarrbia hespanhola. O mi-
nisterio, apezar de suas ntendes moderadas, ser
bstenle forle para ronter os espirilos ale a convo-
casao das corles. nanlas cnusas nao podem pas-
sar-se em Ires mezes. e especialmente em lempos re-
volucionarios. E as corles convocadas debaixo des-
la influencia parlilhar-se-hAo por ventora sobre as
EaixSes do momento '! Chamadas a pronunciar so-
rc a sorle de Mara Chrislina, ellas serao "levadas
pela forra das cousas a discutir o principio monar-
ebico, e urna vez colloradas as cousas sobre esle ter-
reno, ludo ir precipitadamente.
A rainha mai contina sempre prisioncira em
seu palacio, com medo de algumas manfeslases
populares conlra a sua pessoa, fizeram-se murar as
janellas de seus quartos que dao para o exterior.
Ella parece ler renunciado as suas tentativas de eva-
sao. Um correspondente de Madrid escrevia aqui
que era preciso um exercilo para proteger a fuga de
Chrislina, lao grande he a execrarlo do povo con-
lra ella. Elle nao quer que ella dcixe a Ilespanba
antes de ler reembolsado 79 milhes de reales, que
dizem ter extraviado. O certo he que esle desgra-
sado paiz he desde maitos anuos victima de um ban-
do administrativo, de qa Chrislina at cerlo pon-
te deve ser a cmplice. Nomeiou-se urna commis-
sAo para examinar c suspender a sititasao, em que
se acbava o thesuuro publico na queda do ultimo
miuisterio, c a gazeta El Tribuno, annoncia de
fonle limpaque o dficit do tbesouro nAo ser de
quantia inferior a 700 milhoes de reales.
A rainha Isabel, ainda que cercada de mais res-
peito e honras que a mi, nAo dexa por isso de ser
menos prisioncira de tocto que ella. Debaixo do
pretexto de que o seu squito s era compusto de
immigos do povo. torsaram-na a reformar lodo o
pessoal de sua casa. Conla-sc que ella chorara
muito, ao separar-sc de seus vellios servidores. A
monarchia hespanhola chegou ao ponto em que es-
lava a monarchia frauceza em 91 e 92. 'Dos quei-
ra que ella nAo Icnha lambem o seu 93. Como
Vmc. v par ludo santo se passa entre ni' e ao
redor de nos, a histeria do passado nAo instruc nem
aos pavos, nem aos reis. Sempre os mesmos erros,
que os conduzera fatalmente s mesmas cataslro-
pbes. Dr-se-hia que Dos condenou o muoflo a
gyrar eternamente no mesmo circulo vicioso.
A tendencia decr 'rente do cholera he muito pou-
co sensivel em Paris. O termo medio nestes ltimos
dias he de 10 morios nos bospilaes, e 70 nas casas
particulares. O hospital militar do Val de Crasa
esl ebeio de doeolcs. O nomero oflcial da ultima
semana era de 900. Alguna departamentos que es-
lavam al aqui abrigados do flagello, foram j ata-
cados ; os baixos e altos Alpes, a Charcnte inferior,
o Pas de Calais, os oulros em geral estao em via de
decrescimento.
A sciencia he sempre impotente para conjurar es-
se lerrivel flagello. As gazetas de medicina con-
lam um caso de cura que he muilo singular para
que cu dcxe de couta-lo n Vmc.
leu lo o Dr. Rogerio sido chamado para curar um
i holerii'u que linha chegado ao periodo lgido, e es
lava em ura estado que nao deixava mais esperansas
de cura, eulendeu lodavia que devia aconselhar co-
mo remedio extremo 1 gcamma de p de ipecacua-
nha parase administrar em Ires porc,oes, cm horas
de inlervallo. A pcsoa encarregada de cxecular
esta prescriocao, leudo dado s palavras por{ftes a
expressao mais geralmenle consagrada pelo uso do
tabaco, contenlou-se com fazer aspirar ao doenle o
p vomitivo, quo, em lugar de provocar vmitos,
susritou laes movimenlos de espirros que lodos os
msculos da respirarfio se dispcrlaram de urna ma-'
ncra toda convulsiva, o que Iruuxc, em poucos ins-
tantes, urna reaccao franca, e das mais salutares se-
guida de urna cura IAo prumpla quanlo inesperada.
Apezar vizinhansa das esquadrasanglo-francczas,
os piratas gregos continuara sempre a infestar o ar-
chipelago. Um navio francez o Chapla!, enviado
ltimamente para cruzar ncsias parageus, enconlrou
um navio pirata e deu-lhe cara. Cingidos de perlo
pelo Chapia!, os piralas, abandonaran o navio,e re-
lugiarain-se cm (erra era un pnrdieiro donde mala-
ram muilos marinheiros franceses enviado* cm sua
perseguisAo. A arlilharia dillicilmcnle ohrava so-
breo lugar, em que elles se linliam refugiado, pelo
que o cunimandanle do Chapla!, fez desembarcar
lodos os seus m>riuliciros; as porlas do pardicro
foram forradas a machado, e depois de tima lula de
arma branca, lodosos pirata foram morios, sa|vo
.', que foram entercados nas vergas do Chapla!.
A 31 de agosto leve lugar na prasa do commer-
co do Havre a venda publica dos algoddes da Al-
gera. importados dircclamenlc, c rciuettidossob os
auspicios da adminislraso, a litlo de ensato, e com
o lim de oonle-t ir a qualilade dos productos de
nossa colonia africana. A quanlidade posto a ven-
da roinprebendia 109 fardos; estos amo-iras alra-
hiram em grande numero compradores manufaclu-
reiros, que queriam experimentar por si mesinos.para
o queso deram ordens numerosas aos correctores da
praca, appareceudo por isso ama viva competencia
entre os compradores. Os procos oblidos nao foram
regulados cm razA da qualidade lecivel, senao em
razio do desejo, que experimenlavam muilos fabri-
cantes em procurar algodea algerinus para figurar
entre os productos na nossa prxima exposicao uni-
versal.
Onze fardos de I ja curia, semelhanle ao algodito de
Nova-Orleans, remeltido, das provincias .1. Cons-
lanlina. Alger, e Oran, foram comprado, Z ?
que muilo excede ao valor real. Ires fardo, LunT
dos ue80. 87 franco.T.Kil. foram \% tZ J
166 ; sete fardos de Alger estimados em 93 fr tor^nl
re. isado, de 279 a 170 fr ; um tordo de Or." "ava-
llado em 99 fr. toi vendido por 340 fr.
A venda do. algodOes de fio enmprido foi menos
favoravel; todava os de Oran foram vendidos a \m
fr. e podem ser comparados aos da (ieorgia de pri-
meira qualidade. '
Porm o verdadeiro preso dosalgodoes de Algen*
, sera ronhecido, qusndo vietem ao mercado em
com ues ordinarias. Os producios que delles su
podem colher mo corresponderao especie de pri-
vilegio, que Ihe be permillido pela exposicao.
Escrevcm de (enehra em 19 de agosto.
Sabbado passado appareceu um motim na praca
de denebra causado pela caresta dos fruclos. Tres
mil pessoas estavam reunidas nesto praca. Tinha-
se lixado um edilal, marcando um fr. e 29* cent, para
o preso mximo da medida do paiz; esse pre'ro foi
marcado pelos proprios amotinadores. A lodo o
vendedor que se aprsenla va. offerecia -se u mximo
determinado, e quando elle recusava entregar os
seus productos, quebr*va-ae Ihe a carrosa que o* (ra-
zia, c espalhavam-nos na praca: os qne resisliam
eram espaucados. Os agentes de polica andavam
pelo meo desses ajunlamentos, sem fazer a menor
tentativa para reprimir a desordem e o conselbo de
eslado eslava fechado no hotel do Ville, nao inlerpoz
a sua acsAo.
Annuncia-ie como positivo que a Inglaterra ga-
ra uno a llespanliii cnulra as prelensOes do governo
americano .ubre ailha de Cuba.
1 "SI! .
Hamburjo 30 do afosto.
Daremos as ultimas noticias, reservando-nos para
o paquete de Soulbamplon maior detalhe.
um infeliz accidento causou a morle de el-rei da
Saxonia. No da.", do correnle el-rei linha chegado
em Pasembofea (Baviera), para fazer orna vizito a
duqueza I.uiza do Baviera, continan do no dia se-
grate a sua viagem para Tyrol: toi nessa viageni
1ue a lrit sorle o sorpreendeu. Perlo de I mst
', i>rol), na descida de um mont a carruagem cahio,
0 re foi toncado para fra mortalmeule ferido
por um golpe de um eavallo. Logo acudi o medico
chamado de Imst pelo ajudanie de el-rei, porm
esle ja chegou larde de mais. Quando se abri urna
vea a el-rei, ja nAo corra o sangue. As 9 horas o
accidente leve lugar, e s 10 e meia o rei j tinha
cessado de viver I sem baver ganho os seus sentidos.
As suas ollimas palavras no momento em quo foi
tensado da carruagem, toram,seguraioscavallos.
O cadver real foi embalsamado, e chegou Dresde
em 15 do correnle. O re fallecido Frederico Au-
gusto II, re da Saxonia desde 1836, nasceuem!8
le maiode 1797. NAo deliando lilbos, Ihe succedeu
o sen irmao, o presente rei Jlo.
S. U. el-rei de Portugal chegou em Dresde em
13 do correnle. donde parti para Vienna por via
de Prague) onde chegou no dia 17 do corrate.
Em toda a parle da Allemanha as eolheilas san
nquissimas.
P. S. Arbamos de receber pelo Iclegrapho, por via
de Slockholm e de Dangies, s imprtente noticia da
temada de Bomarsund, nas ilhas de Aland, pela ex-
pedisao anglo-franceza do Bltico.
Dous mil Ruaras foram presos, e 100 pesas de ar-
lilharia cahiram em mAos dos victoriosos ; as tropas
francezas tiveram 1-2-I morios !
INTERIOR.
lutado adduzio, os abu-
emonstram ainda mais
BIO DE JANEIRO.
CRUM OOSSRS. DEPUTADOS.
Sessa'o d 4 do agesto.
(Conttnuaco do numero antecedente.)
O Sr. Sabuco {minlro da juttiea):Aitx esla
vez, Sr. presidente, a voz do nobre depulado pela
Bahia veio esclarecer a discussao. Procorarei re-
solver as duvidas que elle susciten : reconhece o no-
bre depulado a necessidade do ministerio publico
na parle civil; este poni imprtenle e esseneial
esto pois assenlado. Enteii lo porm o nobre depu-
lado que o projeclo he incompleto porque n3o Irata
da sua instiluicito, e s delle falla accidentalmente ;
nao me parecem necessarias oulras disposiees alm
das do projeclo para que o governo possa instituir
o ministerio publico. Pelo 9 8 do arl. 1 rio projeclo,
assim como por este artigo, est lodo prevenido, e
o governo habilitado para esta erganisac.lo. Cuan-
to pode competir ao ministerio publico na parte cri-
minal est esla brcenlo nn S S do art. 1, e ludo
quanto pode competr-llie na parte civil esl desi-
gnado nesle arligo : fallam o syslema, o nexo des-
sas parles, e o seu desenvotvimeulo, e ludo islo he
mais propro do regiilameuto. O centro desla ins-
liiuicao se acha na consliluisao, he o procurador da
coroa, fazenda e soherima nacional, a quem ella
incumbe a aecusarao dos primes dos altes funecio-
narios peranle o senado. T
Os fados qne o nobre de
sos que deferio cortamente/^
a necessidade de um ninas,crio publico na parte ci-
vil; alguns desses abusos podem ser remediados pelo
projeclo, oulros porm dependem de medidas admi-
nistrativas tapoiado^; o governo as tomar opporlu-
nainente; antes do ludo porm he preciso verificar
esses abusos, o examinar a existencia delles; hei de
esforcar-me por faze-los cessar logo que os cuntiera;
pode ser que destllese neste proposito,'i vista dos
escullios que o nobre depulado indica e reccia.
Recouheso a uacessidade do defensor publico na
parle civil; essa necessidade esl previsto no pro-
jeclo quanto aos orphaos; pessoas semelhanles, e
provedoria; quanlo s pessoas miseraveis, orna e-
mcuda j proposta comprehende-as : assim o mi-
nisterio publico lica completo nesla parle.
O nobre depulado noten que o projeclo nao atien-
da aos dircitos adquiridos dos curadores genes que
tem titules vitalicios; me parece que sao poucos os
que os tem, mas os direilos desses poucos, conforme
o espirite da nossa legislaoSo, bao de ser raanlidos.
Durante a minha adminislraso ainda nao foi pr-
vido vitaliciamente o cargo de curador geral de or-
phaos, entendo que esses empresarios nao podem
ser vitalicios \npoiadn porque esses empregos par-
ticipan! da natnreza do mndalo, e o mndalo nao
pode ser vitalicio.
Autorisado o governo para constituir o ministerio
publico na parte civil, a consequencia ser que elle
fiea habilitado tambem para orgauisar e regular as
provedorias que se acham no triste estado que n no-
bre depulado referi; as disposiees da ultima von-
tade estao para assim dizer, e de tocto) annolladas
sm grande parle; he esseneial occorrer a este objec-
to com muilas providencias.
O nobre depulado disse que o projeclo conslilue
0 ministerio publico cm reUsao s comarcas, enlre
tanto que o toro civil esto estabelccido por termos ;
os promotores pblicos nao poderao olllciar os di-
versos termos de que se compem as comarcas; nos
regulameutos se ha de providenciar sobre os agen-
tes do ministerio publico M parte civil, porquanlo
os delegados a subdelegados somenlc o sao na parle
criminal. -______>
1 Tendo resolvido, pois, as duvidas apresenladas
pelo nobre depulado quanto in-l iluicao do minis-
terio publico, quanlo aos curadores actualmente vi-
talicios, quanlo ao defensor publico das pessoas mi-
seraveis, quanlo aos agentes do ministerio publico
nos termos, quanlo ao centro do mesmo ministerio,
creio qne o projeclo deve merecer o assenlimeuto rio
nobre depulado.
OSr. Ferra::Sr. presidente, ouvi ludo quanlo
o nobre ministro disse, e em parle me salisfez, mas
en ponderare! ao nubre ministro que o procurador
da coroa, lal qual se acha no prsenle, nao pode ser
sulllcicnlc para tanta cousa.
O procurador da cora be o conselbciro nato de
todos os ministerios: nao ha objcclo algum qne corra
pelo ministerio do imperio, e aonde. como lodos sa-
bem, as materias sao muitos, quo ralo v.i ter ao pro-
curador da cora ; o mesmo succcdc no ministerio
da guerra, creio que o mesmo no ministerio da ma-
rinha; o resultado ser um trabadlo muito aecumu-
lado para o qual nao he suflicicnl, smente ncsla
parle, um homem. Ora, accresccntando a parte do
ministerio publico relativamente ao crime e ao ri-
vel, como o nobre minislro ora quer cslahelccer, da-
virio que elle passa bem preencher os seas rieveres.
Creio mesmo que o nobre minislro querendo dar
mais a parle eslatislica criminal e civil, cmo he
nalural, a esle empregado, tornar infruclircra a me-
dida pela deficiencia de torcas que lem o procurador
da coroa.qualquer que elle seja, e lauto mais quanlo
actualmente nao ha lei alguma que Ihe d ao menos
um ajudanie.
c?.Sr. Figueira de Mello <\ am apart que nao
podemos ouvir.
O Sr. Ferra:: Perdoe-me o nobre depulado,
nio pode ir ludo quanto he administrativo ao con-
selhode estado; ha certas cousas cmque cabo ouvir-
sc ao procurador da cora, na forma da uossa legis-
ttfto; e nessa insliluisao que o nobre ministro
deseja crear em grande parte lica sem substi-
tuto. O conselbo de eslado lie verdade que traba-
dla, roa. s vezes trabadla cm recurso, e ent.lu tem
de ser ouvido o procurador da coroa. Ja se v pois
que essa instiluirao nao licar muilo cm harmona
com as necessidaries que crea o projeclo.
O Sr. Figueira de Mello:Ai vezes aerumulam
I




DIARIO DE PERNAMBUCO, QUARTI FElRfl 13 D SETEMBRO DE 1854.
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<> procurador da cora rom (rabalhos que podiam-se
dispensar.
O Sr. Ferras:Nao duvido disso: mas oque lie
verdade he qoe esse fuuccionario lu o depositario
das tradiedes de cada ministerio. Ora, o procura-
d or da coroa, alm disto, tem de assistir s relaefles,
tem de intervir em todas as decisoes cm que he in-
leressada a faienda publica, tem de ser aecusador
era certas causas ante o supremo tribunal de juslica,
e ante o senado...
O Sr. Figueira de Mello : E ante as rela-
odes.
O Sr. Ferro;:....c ante as relajos, como diz o
nolin- depulado. Uahi so v que nao !ie possixcl
que um s homein possa desempenhar lx-m lanas
obrigacocs. Os procuradores da coroa tas provin-
cias se acham inicuamente desusados do da corle:
nio lia urna centralisacao, o que em materias de ad-
ministrado he necessario.
O Sr. Figueira de Mello: Islo depende de re-
enlmenlo do governo.
O Sr. Ferro::Eslou ponderando alguns iiicon-
venicntes pira que o nohre miuislro os atienda na
confecro do seu rcsulamento. Eu i ulcndn que o
ministerio publico he urna das in-tiluicoes mais ur-
gentes em o nosso paiz.
O Sr. Figueira de\Melh:Apoiado.
O Sr. Ferraz:Em quanlo isto n.'io se estabele-
cer, emquanto nao procorarmos liabililar sent pro-
pria para desempenhar as suas funecoes, cu tenho
convierto de que nada melhoraremos rom o syslema
proposlo pelo nobre minis'ro da juslica, e por isso
ofl'ereco estas considerares. Se o nobre ministro
entende que o ministerio publico se deve cslabele-
i-er, eu arho que alguma cousa cumpre fazer de ^io-
do que n.io se arrumle lauto trabalho em urna ni-
ca nessoa.
E tambera julgo, Sr. presidente, que posto que
devamosacatara constituirlo, com ludo nao he es-
sencial que o procurador da coroa saia dos asscnlos
da relacao; e emquanto nao houver para este fin urna
providencia em urna lei, o nobre ministro achar-se-
ha em dilliculdades.
I'odcm haver desembargadores que nao tenham,
nao digo dedicacio, mas aclividade nrxcssaria para
bem desempenhar esta missao....
O Sr. Figyeira de Mello : Na relacao ha de
ludo.
O Sr. Ferraz: Creio que he urna verdade, as
relaroes lia de ludo, bom c mo, ptimo e pessimo ;
mas o qoe tamhem he verdade lio que quando se
precisou de um homcm que fosse acensar cerlSs se-
nadores que se linham compromellido na revolucao
de 1842, foimister queum dedo infallivel designas-
s urna pessoa, alias digna, que se achava fora da
magistratura. J se ve pois que as relatf.es podem
(er de tudo, mas talvcz algumas vezes falhcm nesla
parle.
Asradcco- mnilo a parto do discurso do nobre
ministro em qne disse que desla vez eu o esclare-
c....
OSr. Ministro da Justira:Mase n anda desla
xez.
O Sr. Ferro::Sao favores que o nobre minislro
me presta, e que eu nao posso deixar]de agradecer ;
mas lembrarei ao nobre ministro que Inda a opposi-
cSo esclarece. A opposioan de ordinario produz a
discussao, e a discussio Ira?, aps de si a luz da ver-
dade, produz o inesnm que dous corpos fortes quan-
do sccnconlram eembalem, desle encontr resulta
infaltivelmentc a luz. Assim, quer de um modo
qiier de outro, o nobre minislro semprc aproveila-
r....
OSr. Figueira de Mello:Produz cenlellias.
OSr. Ferraz:A opposicao produz mais que
cenlelhas, faz. ilescobrir o mal, faz com que o mi-
nislro justifique suas medidas de um modo melhor,
reconsidere essas medidas, aprnveite o bom e des-
preze o mo. Se eu algum dia tivesse .1 desgraca de
ser minislro, quera ler sempre una opposiro, por-
que n peso maior que pode carrejar sobre as cosas
de um minislro he una cmara unnime.
A discusslo fica encerrada. I,evanl;.-sc a sessao.
Feila a chamada pelas onza horas da manhaa, ve-
rifica-se uao achar-se reunido numero legal demeni-
bros, pelo que o presidente declara nao poder haver
sessao. *"*
'Por engao foi pul .icado no Diario de sabbado
esle resultado como te ido locar no dia 3 de agosto
devendo ser no dia ">.
ASSEMBLEA LEGISL ATIV A PRO-
VINCIAL
>. SESSO EXTRAORDINARIA AOS 12 DE SE-
TEMBRO DE 1854.
Vice-pretidencia do Sr. Carneiro da Cu 11 lia.
Ao meiodia, feila a chamada, achamsc prsenles
2:1 senliores depulados, faltando os Srs. Pedro Ca-
valcanli, Manuel Clementiuo, Varejao o Theodoro
Silva : abre-se a sessao, e logo depois compareceu o
Sr. Souza Carvalho.
EXPEDIENTE.
I.-se um oflicio do Sr. inspector da Ihesouraria
provincial, parleeipandn qiio contratara com o Sr.
Manoel Figueiroa de Faria a impressao dos Iraba-
Ihos das repartieses provnciacs;
Outro do Sr. secretario interino da provincia, en-
viando um exemplar d falla com que 8. M. o Im-
perador abrir a 2 sessao da. 9" legislatura da assem-
bla provincial ;
Oulro do mesmo Sr., enviando copia do aviso da
secretaria do imperio de 1:1 de maio ultimo, do qual
consla Bear S. M. I. inteirado de haver a asscmbla
provincial nomeado urna depulacao para apresentar
10 mesmo Augusto Senhor os sentimenlos de que
rilase .icha possuida pelo fallecimento do S. Mages-
lade a rain ha de Portugal.
ORDEM DO DIA.
He lido o seguinle parecer dacommis-ao de cons-
lituirfio e poderes:
A commisso de consliluioao c poderes conside-
ren a indicaran oDerecida pelo Sr. depulado Fran-
cisco Joto, emquehe proposta a chamada de sup-
plenles que devam subsliluir os depulados que se
acham impedidos de comparecer na prsenle sessao
extraordinaria; e lendo em allencao que faltam
anda 8 para completar o numero effer.livo de 36, lie
de parecer que, pelos tramites competentes, se con-
viden) a tomar assento aquelles que, inmediatos na
ordera da volaco, podem comparecer de promplo, e
sao os Srs. : Joao Vicente da Silva Costa, Amonio
Kangel de Torres Bandeira, padre Francisco Rochnel
Pereira de Brfo Medeiros, Bernardo Pereira do Car-
mo, Florencio Jos Carneiro Monten o, Benlo Jos
da Costa Jnior, Antonio l.uiz Cavalcanti de Albu-
querque e Angelo Hcnriquos da Silva.Sala das
commissies 12 de selembro de 1854. Francisco
Joo Carneiro da Cunha, Abilio JosTacares da
Silva. 1
O Sr.Epaminondas enviamesaaseguinle emenda
addiliva ao parecer supra : a Que se chame (ambem
o Sr. Jos Joaquim do Reg Barros, que se acha na
cidade pmmplo a comparecer, n E em justificaran
da sua prpposta.allega que he misler mais um depu-
lado para completar o numero de 36.
O Sr. Presidente declara que commclleu um
equivoco, subroetteudo o parecer discussao, sem
que para iso fosse requerida a urgencia, e que por
conequenc\a o parecer linha de lcar adiado.
EnUlo o Sr. Eoaminond.s
requer a urgencia, qne
a
im-
lic approvada, e prosegue .1 discussao do parecer.
OSr. AbiHo impugna a emenda addiliva, decla-
rando qne. em que pretendesse embargar a entrada
do Sr. J. J. do Hego Barros,' comludo iiiio podia vo-
lar em favor da proposU do Sr. Epaminondas, por
que a commisso nao devia [iropor que se chamas-
sem supplenles em uuinero superior ao dos repre-
senlanlescfieclivos que Tallan); e que pelos depu-
lados quo compareceram na sessao da abertura, e
pelos que se acham nesla cidade promptos acompa-
recer, enlcndia qoe nao doviam ser chaados mais
dos suplentes, que he o que a enhunissao propoe.
O Sr. Epammondas sustenta a sua cmcnda.dizeu-
do que ella esbi de harmona com os motivos apre-
senlados no parecer da commisso, c que al"uns
dos outnw.upplentes que estn cima o gr_ j j_
do llego Barros, se acham impedidos e 'listantes d"
cidade. pelo que nao poderiam comparecer
mediatamente.
O Sr. Ahilio insiste em combater a emenda. Mc..
Ira com a lisia dos supplenles que, anda quando
fosse preciso cliamar mais de 8 supplenles, cima do
Sr. J. J. do Reg Barros se acham os Srs. Rezende,
\ alenlim V licita. Machado Ros c Bnro de Suassu-
na, os quacs lamliem te acham nesla cidade prom|>-
t~ a comparecer, ealguntal.) moram na s |ierlo 1a
asscmbla de qoe o Sr. liego Barrqs-; e ^nclue di-
zendo que nao era possivel que fosse chamado o iu-
dividuo proposlo pelo Sr. Epaminondas por melhor
-sioescja a vontade que tenha o orador dercr naa!-
semhle provincial o Sr. J. J. do Reg Barros.
J. f,' """"oondas anda falla pela lerceira m
em ravor da sua emenda.
h.J'5!!?? ?,a(e" culi.Ja he o parecer approva-
do, o rcgeiUda a emenda.
I.-se nseguinle reqnerimenlo do Sr. Francisco
fL." I,|c,,con"n'*ao de polica ulorisadaa
contralar com o emprezaro do Dinrfo eo, i.'resumo e a impressao dos Irabalhosda ca-
JUi,,rir" a ,UH Proposla.
... S!'~ {"i Pedrn Cml>ale o reqnerimenlo, sol
L H e" 'i? mtJ**ai '< c em epUcac,ao a umapar-
e co sr francisco Joao, diz que, em virtnde do con-
iraio celebrado entre a commisso de polica eo
proprietano do Diario de Pernambuco, havia daas
especies de obrgac.oe dislncUs: 1.a ceilos Irabalhos
da casa, corno bem mpressAo de pareceres, proj.c
los etc. etc., os qmes eleviam ser ronsiceradns in-
cluidos no conlrato feilo entre a Ihesouraria provin-
cial e o prnprielario do Diario, c que por consequen-
cia a asscmbla nao devia dar ralicacao algn a
por esle trabalho ; '2.a a puhlicatao das discusses
cm resumoou in extenso por va de lachigraphos,
o que devia ser pago em viilude do contracto cita-
do pelo Sr. Francisco Joao, e nesle segundo caso
entenda que o prnprielario do Diario linha juz a
receber urna paga proporcional ao que percebia as
sessoes ordinarias.
O Sr. Francisco Joilo toma segunda vez a palavra
responde com novas razoes aos argumentos do Sr.
Jos Pedro, demonstra com o contracto que o caso
da sessao extraordinaria he mui difierenle do que
acontece as sesses ordinarias, e concille declaran-
do que tic de juslica marcar-sc nina gratificado ao
proprictario do Diario pela publicacao do resumo
das sessos extraordinarias e dosoutros Irabalhos da
casa.
Sendo jnlgada a materia discuslila, he o requeri-
mcnlo aprovado.
lie lido ejulsado objecto de dolibcracao oseguin-
to projeclo da commisso de obras publicas, com-
mcrcio, agricultura c iudustria.
A assembla legislativa provincial de Pernambu-
co decreta:
Arliso nico. Fica o presidente da provincia iu-
torisado a celebrar com a companhia que se orgaui-
sar para a coiislrucc,uo da estrada de ferro al o ro
Una. um conlralo garantindo mesma roiupanhia,
por parle da provincia, alm do mnimum d cinco
por cento que foi garantido pelo governo imperial,
om lucro at dous [Hir cento, pela forma, c com as
com 11 que julgar necessarias, para que lenhaiu
brevemente comeco as obras da dila estrada. Ficam
derogadas asdispoicocs em coulrario.
Pa;o da asscmbla legislativa de Pernambuco 12
de selembro de 1854:.Y, A. de Souza Carralho.
l. J. Carneiro da Cunto. F. Raphael de M.
llego.
Sr. Sou:a Carmino pede dispensa da impressao
lim de que o projeclo possa ser dado pa'a ordemdo
dia sesuintc, visto que elle lem de ser impresso no
jornal da casa.
A assembla apprnva a dispensa requerida.
Nao hnvendo mais malcra para a discussHo, o Sr.
presidente da. para ordem do dia a primeira discus-
sio do referido projeclo, Icilura de projectos, re-
qucrimenlos, e pareceres de commissoes elcvanta a
sessao.
COMARCA DE PAOD'ALHO.
4 de selembro
J nao he dehalde que vivo desgoslosn com a 1110-
rosidade dos porladorcs dcslas miiihas cartas, qoe a
titulo de sratuilos servem-me lo. mal que nao posso
conler minha exasperadlo ; porcm como outro reme-
dio nao hasen.lo resignar-mc por forca das cousas,
callo-me, e prosigo aturando-os.
Este mez vai comeraudo milito mal assignalado, c
nesles poucos dias lem j.i acontecido lanas deagra-
at que nao poderemos ler mais esperanca de me-
lhor acabamento.
Por fortuna so reslam 20 dias para vrmos pelas
cosas o Sr. selembro, cuja clironica deve cousiguar
para esta comarca Tactos liein horrorosos.
No dia 1. chegou aqu a noticia de ter passado
entre a moenda do engenho tioilazinho, um preto,
cscravo do Sr. deste engenho, o qual (preto* por
acaso ou por vontade den assim cabo da existencia,
misturando seusansuecom o caldo da caima que en-
lo moia. Esle sirccesso de lamanha gravidade, lem
dormido um somno profundo, sem que at hoje a
auloridade publica, conhecesse olllcialmente, sendo
que affirmain ler estado o cadver do preto insepul-
to por mais de 2 horas, sem lhc ser feila a compe-
tente vcsloria.
Cousta-me mais por informaces verdicas (erem
liavido na larde do dia 2 do cnrrenle, dous homici-
dios uo lusar denominado, Chan daAlegria da fre-
guezia da Gloria, e al boje tamben) nao consta qual
fosse o procedimento da auloridade policial do dis-
Iric.lo, e mesmo alo se iguoram as causas desse at-
lenlado e os nomes das victimas. Tambem nesse
mesmo dia houvera urna cunten la entre dous mora-
dores do eusenho Belcm.coulisuo a esta silla,do que
rcsiillou sabir um ferido, c bem que linuvcsse corpo
de delicio incontinente com ludo, entre lanas pes-
soas que figuraran) nesse auto, neni nina s lembrou-
ede pcrgunlaraoolleiidido o seu noinc, de surle que
esse csqucriuenlo vai dar lusar a que se faca novo
corpo de delicio. Ora,em verdade he pena que a
ahslracco lenha dominado a inlclligenria dos nnssos
enipreg.idos, i ponto deja c esquecerem dos mais
imporlaules de seus deveres ; c eu quasi que vnu
acreditando as epidemias moraes de quo tanto se
oceupa o nosso facultativo Ferrer, no seu inellilo
opsculo das verdades Itvgicnicas.
Em verdade, esse lao prestigioso discpulo de Es-
culapio bem (everazao, quan lo leudo o fletrospccto
Semanal de um dos ns. doseu Otario,em que (talara
dos repelidos c extravasantes casamenlns dessa pra-
va e seus suburbios, foi elle de accordo que isso nao
podia deixar de ser urna r.unificacao dessa mana
dos suicidios que lano se vulgaiisou na corle do Rio
de Janeiro.
Por cartas da l'resue/ia da l.uz, cousla-mc que
all existe no engenho Aratansi um lal Jos Francis-
co, que deu em comprar cavallos fiados por qual^'
quer preco, e os vende por inclade do que lom com
prado, porm os xemleriores queixam-se de nada le.
lucrado com lao philantropica inducira, porque al
boje csblo no desembolso de seu dioheiro. O que
porm admica he o conccilo qua merece o lal ne-
gociante, pois que anda nao loi demandado, nein
lem estallo parado, c sempre acha lolos para lograr.
Tanto conccilo nao merecen o .admiravel develo
Jacqocs Fcrrand.
Aqui paro para dizer-Ihe um adcoszinho bem ex-
primido. ./. ,1. do ligyplo.
(Carla particular.)
Wa-------
REPARTiqAO DA POLICA.
Parle do dia 12 de selembro.
Tiln, e Etm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles hoje recebidas nesla reparticao, consta lerem
sido presos : ordem do subdelegado da fregucr.>a
de Santo Antonio, Nicolao Jos do Espirito Santo,
para correcr-ao; e a ordem do subdelegado da fre-
gueza de S. Jos, o preto Ignacio, escravo de Jor-
ge Viclor Fcrreira, por andar fgido.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 12 de selembro de 1851.Illm. e Exm.
Sr. consaJheiro Jos Benlo da Cunha e Fisucircdo,
presidente da provincia. l.uiz Carlos de I'aica
Teixeira. chefe dVjnoleia da provincia.
DIARIO Mj PERNAMBUCO.
Pelo vapor inglez f.usitania, entrado honlem de
Liverpool, via Lisboa, Madcira, Tenerife eS. Vicen-
te, recebemos as cartas de no-sos correspondentes de
Pars, Lisboa e Ilamburgo, que ficam transcriptas em
oolro lugar desla folha, e bem assim, varias gazetas
inglezas e francezas, alcancando as prmeras a 24
do mez prximo passado, e "s segundas a 22.
Ao que nos communicam ditos nossos correspon-
dentes, accrescenlaremos maiso sesuintc :
Em Inglaterra foi encerrado o parlamenlo no dia
12 de agosto, pronunciando a raiuha nessa occasiao
a seguinle falla :
M y Lnrdsc senliores,
O estado dos nesocios pblicos habilita-me a dis-
pensar-vos de mais longa assisteuca no parla-
menlo.
Senliores da casa dos Cnmmons,
Encerrando a sessao, sinto grande prazer em ex-
primir quanlo aprecio o zelo e energa que haveis
desenvolvido, em prover aos muios necessarios para
a vigorosa couliuuacao da guerra em que, nao obs-
tante os esfnrcos que lizcmos para aparta-la, '.nos a-
ch unos agora empenhados. Essa liberal i lado em con-
ceder os supprimenlos para o servido publico, mere-
ce os meus mais ardcnles agradcrimenlos ; c bem
que lamente o augmento da carga que pesa sobre
um povo, recouheco plenamente a vossa sabedoria
em sacrificar ronsideracoes da conveniencia prsen-
le, c providenciar acerca das exisencias immedialas
da guerra, sem augmentar em nada a.divida perma-
nente do paiz.
My Lords c senhores,
_ Em cordial cooperarlo com o imperador dos
F'rancezes, meus esforcos scrJo dirisidns para a effi-
caz repressao desse ambicioso e aggressivo espirito da
paridla Russia queobrigoii-nns a pesar em armas
em defensao de um alliado, e assegurar a futura
tranquillidade da Europa.
Vos admiris comiso a corasen! e perseveranca
manifestadas pelas tropas do solan na defeza de S-
lislria e as diversas operacocs militares sobre o
Danubio.
O nleresse crescente dos negocios ligados com
o progressoda guerra, vos lem impedido de tomar na
devida eonsidoracao alguns daquelles objectos que
na abertura da sessaorecommende vossa atiene*;
porm folgo de recouheccr o Irabalhn c diligencia
com que haveis adoptado varias medidas importan-
tes, bem calculadas para produzirem grande utilida-
dc publica.
1 N3o somente adoplaslcs una Ici abrindo a lo-
dos a navegacao cosleira do reino unido e removen-
do a ultima rcslriccao legislativa sobre o einprego
de navios eslrangeirus, seiulo lamben) reformasles
e consolidantes lodo o regulamculo relativo aos na-
vios mercantes.
a A lei para o eslabeleeimeulo da nspcccao'di-
rccla da casa dos rommuns sobre os empregados da
trrecadijao das rendas, dar mais completo cffcilo
um Importante priucipio da constiluicao, c pro-
mover a simplicidade e a regularidade cm nosso
vslema da coalas publicas.
Rcgosijo-me de vei que emendas na adminis-
Iracao da Ici lem continuado a Decapar vossa alien-
cao, e auguro grandes beneficios dos inellioramen-
tosque haveis feilo as formas doprocesso, nos lr-
bunacs superiores da lei commuin.
us meios que leudes adoptado para o melhor
governo da umversidade de Oxford e nielhoramcn-
lo de sua Mostilaielo, confio que lenderao grande-
menlepara augmentar a ulilidade e eslender a fa-
ma desse grande seminario de inslruccao.
a De boa vontade dei o meo consenso medida
que adoplasles para a prevengo do soborno e das
pralicas corruptas usadas as eleicf.es c espero
que ella sera cfflcaz em corr.gir um mal que, se mo
for reprimido, ameaca tancar urna profunda ma-
cula em nosso syslema representativo.
He ineu mais ardenle desejo que, vollando pa-
ra vossos respectivos condados, preservis em espi-
rito de uniao e concordia. Privados das heneaos
da paz 110 exterior, he mais que nunca necessario
que nos esforcemos por confirmar e augmentar as
vantagens de nossa sluacn interna, e he com a
maior salisfa^.io que considero o progresso da n-
-L
duslria activa ca prosperidade gcral que relizmcnle
reina por lodo paiz.
Profundamente sensivel a essas vanlagens, he
meu humilde voto que possamos continuar a gozar
dos favores do A|lssmo, c que debaixo de soa sra-
ciosa |irolei-cao possamos ser habililados a levar a
prsenle conleslacao a nina concluso jusla e hon-
rosa. O parlamenlo permanecer encerrado al ao
dia 19 de outuhro.
Em urna das ultimas sessoes do parlamenlo, lendo
Mr. Hume pedido explicarles acerca das rcenles
commuuicaciics diplomticas da Austria, lord John
Russcll derlarou que o ministro russo cm Viennaas-
sesurra ullimamcnle ao soverno austraco que o
czar ordenara ssuas (ropas que evacuassemambosos
principados, islo he assim a Valarhia como a Molda-
via ; mas que alo obstante essa seguranca, o secre-
tario nu-.lri.icu dos negocios eslrangeiros commu-
ucra aos enviados iuglezes e fraucezes em Vienna,
que eslava promplo a proceder Irora da ola j
preparada pelas duas potencias occidcnlacs, na qual
dever ser dcvidamenle delerminadaa nalureza ge-
ral das seguraucas e exigir da Russia romo prelimi-
nar de quaesquer negociaces para a paz.
Segundo o goveruo fraucez as condires para o
restabclerimenlo da paz sao entre onlras as seguin-
les : Aholii-ao do proleclorato russo sobre a Va-
lachia, Servia c .Moldavia ; liberdade das boceas do
Danubio ; revsao do tratado de 1841 relalivamenie
aos limites da Russia iioEiniuo ; e n30 ter nerihu-
ma polencia prutccloralo otlicial sobre os vassallos
turcos.
Noticias de Orsova de 18 de agosto annunciam que
as (ropas austracas, em xirlude de ordens recebidas
de Vienna, para cnlrarem na Valacliia, eslavam
alravessando a fronleira de Turna Severin.
Um accidente desastroso acaba de privar a Saxo-
nia descu rei.
Vollando-se em Rrcnbuchel, na estrada de Mu-
nich Dresde. a carruagem cm que ia o infeliz rao-
n.n cha. um dos cavallos que a puxavam deu-lhc Ulo
grande couce na r.ibeca que dcnlro de mcia hora cx-
pirou, sendo-lhe lodavia administrado antes o San-
(issimo Sacramento.
O augusto finado era filho do duque Maximiliano.
e lendo nascido aos 18 de maio de 1797 conlava 57
pare .58 anuos de idade. Elle subi ao Ihrono 110
mez de julho de 181)6, e bem que livesse casado duas
vezes de nenhum.i de suas inulhcrcs leve descen-
dencia.
Seu successor he pois o duque Joao Ncpomuccno,
seu Irado, casado com a duqueza Amelia Augusta
tiln do finado Maximiliano Jos, ex rei de Bavicrac
i nia da actual raiuha viuva.
Ahbas Pacha, que segundo as noticias recebidas,
dissemos havia suecumhido a um ataque de apople-
xla, verUca-scagora ler sido assassnado.
DousTnamelncos, leslcinunhas de execu^ao de
varios de seus raniaradas, victimas do cruel capr
choilo vce-re, siispcitandn acliarem-se amearados
de igual sorlc. estrangularam-no no mcio de'suas
devassides e fiigiram logo, levando comsign lodas
as joias que poderaui apandar.
Depois de Uo tristes noticias, urna mis alegre le-
mos que annunciar aos leilores.
No dia 10 de agosto casou-se com grande pompa
em Couslantinopla a princeza Fatima, filhado aclu-
al sullo, como llho de Redshid Pacha.
O Moniteur tratando desle faci.diz que o esplen-
dor que dessa alliauca traz rasa de Redshid Pacha
ha urna recompensa pelos eminentes serviros, que
esse grande estadista lem prestado a seu aobennaae
a sua patria.
Na Creca o ministerio achava-sc cm lula com o
re, urna parle da popularao sustenta o ministerio c
as potencias al liadas. O Obsermdor eo Secuto pu-
blicaran) arligos lao vilenlos contra o rei,que o mi-
nislro da polica uo pode deixar de mandar pren-
de-los ; mas o governo sabendo que o ministro frau-
cez. Mr. Forlh Itoucn, os fra visitar na prisao,
mandn p.lus em liberdade.
Receava-sc cada dia urna revoloco contra o rei.
Na India nada de imporlaule linha lido lugar.
Noticias viudas de Balkh annunciam qie os Persas
eslavam estacionados em Merw com urna forra pode-
rosa, e que o exerrilo russo se linha apoderado de
Ak Misxid, independencia de Hoorgunj. Corria
que o czar havia restituido Persia os territorios
que oulr'ora Ihe lomara; suppuuha-se tambem que
o Xa marchara sobre Bagdad de ama parte o sobre
o Heral de oulia.
As Torcas russas haviam-se apoderado da fortale-
za de Kokan, o que causara grande suslo ao rei da
Bochara.
Na China a nica novidade que lixera lusar, he
nina insurreicao no distrelo de Tunskwans a 50
millus de CanUo, amcacando os chefes dos insur-
gentes marcharen! sobre essa cidade.
rVos Estados-I'uidos o enngres-o encerrou suas
sessoes sem volar a somma de sele milhics de dol-
lars pedirla pelo presidente Picrce, para tratar com
a Hcspanha a respeilo de Coba.
Em consequciicia do hombardeamenlo de (Irey-
lown por um vapor americano, dillerenles indivi-
duos, francotes, inglezcs, hespanhoese mesmo ame-
ricanos lem reclamado do governo dos Eslados-L'ni-
dos a inrtomnisaro de suas propriedades all des-
Iruidas. Essas rcrlamarOcs juntas sobcm somma
de 2,000,(100 de dullars.
Tinham-se romplelado as eleicfies no Alto Cana-
, da, sabindo eleilos :tl minisleriaes 1 i-liirini-t.is, 2:1
lorys, fi opposicionislas reformadores, e (i duvido-
s.
* Ein Londres os consolidados licaran, do 94 118
a 94 l|t; ns fundos brasileiros a 100 :l|4; os cinco
por ccnlo satdos a 87 l|8: os peruvianos de 70 l|2 a
72 e os dous e meis hollaudezes, de (il 1|2 a C2.
leira he rhegado, existe entre nos por poucos dis :
essa victima sacrificada no aliar de inleresses e vistas
sinistras de mos cidadaos de dous paizes aporlou
.aqui : emlini a victima inimolada apparenlemenle
queshlopaios e rliouriinsde nefasta recordarilo
por isso que nos-o paiz decahio e abdicou nella seus
lirios e dignidad I E nos, como bons brasileiros.
nao queremos, leinos rigoroso dever de tancar denso
veo sobre lal assumplo, nao seremos nos quede novo
Tacamos reabrir as chasas, as ulceras aberlas nosco-
races patrilas : parce sepullis !
E esse magnnimo, esse conspicuo varao vai se-
guir al ao Rio, aopaizque o vira nascer ; c (emos
fondadas esperanras, que o actual gabinete do Sr.
do Paran, l.imp, o hade Tazcr sabir da sua dispo-
nibilida.de activae emprega-lo incontinenteem
alguma alta missao, condigna rom sua calhegoria
diplomtica, suas preeminentes habililacoes c ser-
vicos transcendentes ; porque he reparador de injus-
ticas, porque ha palenteado que o merilo e scrvic,os
mo sao por elle olvidados, e, lauto mais nos espe-
raiicamns, quanlo do alio da tribuna hrasileira, e na
cmara dos anci.lo da patria, o proprio Sr. ministro
dos eslrangeiros (sessao de 12 de agoslode 1854) de-
clamo que esse grande diplmala teria sem duvida
sido empregado na elevada missao do Uruguay, se
elle nao estivesse l.ln distante comoeslava (cm l'ai i-
visto que nao admiltiam demora os altos negocios
que se linham a tratar nessa repblica.
Cunrluindo o prsenle declaramos altamente que
ao redigirmos as presentes toscas linhas Tomos ape-
nas actuados pela oonsuva profunda dos cmiuc.-i-
les mritos, virtudes c trricos desse conspicuo va-
rao. rom o qual nao lomos a menor relajan, salvo
aquellas que em lempos remolos (vemos no Rio
rom o seu illustr.ido e digno irmao fallecido fatal-
mente nesla cidade, que neiihum inleresse menos
disno nos conduzio imprensa; nosso fim nico
foi sobre tributar homenagem reverente e suhmissa
ao merilo c virtudes, excitar recordarles gloriosas
nos peilos brasileiros, e para que a passagem, a visi-
ta desse distincto brasileiro nao fosse desapperrebi-
da entre nos, e se consesuirmos nosso desidertum,
nos consideraremos magnficamente recompensados.
COMMERCIO.
PRACADO RECIFE 12 E SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotacoes ofliciaes.
Camino sobre Loudresa 60 d|v. *7 ';' d.
F'rclc para Liverpool, de algodo de Maceia ,'.
d. por libra e 5 %
ALFANDEf.A.
Rcndimenlo do dia 1 a 11.....83:772*085
dem do dia 12........22:452j72
G0MH1M1GAD0.
10B:22iS809
Descarregam hoje 13 de selembro.
Barca nglczaSeraphinamercadorias.
Barca inglezaGenevineferro e carvo.
Patacho dinamarquezJuna Catharina merca-
dorias.
Polaca hespanhola//cepipas de graixa.
Rrigue brasileiro Sagitariopipas vasiasc sebo.
Patacho brasileirohtperanca fumo c charutos.
CONSLAIIOCERAL.
Rcndimenlo do dia la II.....4:7138873
dem do dia 12........ 496*017
dem 31 dem, vapor inglez Luiilania, capitao
J. Brown.
Agosto 1 da Rabia, barca porlugueza Unio,
capitao A. J. de Campos.
dem 3 dem, brigue brasileiro Almirante, ca-
pitao J. B. da Silva.
dem 4 do Rio, galera porlugueza Saudade,
capilao J. C. da Fonseca.
SAUIDAS.
Jolho 13 para Pernambuco brigue portuguez
tota II, capitn C. C. Marlins.
dem dem galera porlugueza Margarida, ca-
pitao J. J. de Menezes.
dem dem, brigue sueco Cellecari, capilao J.
C. Lundberg.
dem 16 dem, patacho porluguez Confianra,
capilao C. ti. Pestaa.
dem 20 para a Babia, brisue porluguez Del-
fim, capilao A. F. Marlins.
dem 25 dem, brigue porluguez Encantador,
capilao B. A. Lopes.
dem para Pernambuco, Babia e Rio, como pa-
quete vapor inglez, Greal It'eslern.
dem 27 para o Rio, brigue porlugue; Tarujo I,
capitao M. O. Fancco.
dem idem brigue porluguez Fortunato, capi-
lao D. J. dem 29 idem patacho brasileiro '/.argo, capi-
lao J. G. de Olivcra.
Agoslo I dem barca porlugueza Senhora da
Roa l'iagem, ca pilan A. J. da Cunta.
dem 2 para o Para, brigue porlusuez Alianca,
capitao J. A. Xavier.
A' CARGA.
Para o Rio galera hrasileira Tlteodora.
dem barca porlugueza ,lssnmprilo.
Idem barra hrasileira Firmeza.
Para Pernambuco brigoc porluguez Laia.
dem brigue porluguez Marta Jote.
Para o Para patacho porluguez Cautela.
Para o Marauh.io barca hrasileira Lusitania.
Para o Rio patacho brasileiro D. Pedro V.
dem barca porlugueza Paquete Saudade.
Para a Babia brigue portuguez Emilia Julia.
dem brigue francez Antonio.
5:2095890
CIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 1 a 12..... 3828810
Exportado .
Ass, patacho nacional Sania Cruz, de 115 tone-
ladas, conduzio o sesuinle :I barril alcalr.1o, 2 di-
tos piche, 2 arrobas de estopa do reino, 1 dita" de pos
prctus. 2 latas tintas, 1 botija oleo de linhaca, 8 li-
bras de zarcao, 2 ditas de ainarello Trance/.. 1 caixo
Tazendas, 2 Tardos 86 pecis de algod.lo, 19 barricas
Tariuha de trigo, 7 barris vinho, 2 barricas hacalhao,
2 ditas serveja, 2 barris breu, 1 pacole barbante, 1
caixao drogas, t barril e 1 quartola vinagre, 2 cai-
xiles e 3 Tardos Tazendas, 1 barrica bolacliinba ingle-
za. 3 barris plvora, 14 chapeos fraucezes, 8 ditos de
sol, 1 dilo do Cnily. 8, corles de cassa, 24 frascos de
rliriros, 1 pacole8 pee,as de algodao, 4 barricas fari-
nha de trigo, 74 mullios de plateaba, 2 saceos com 8
arrobas dcassiirar, SScaixoes doce de goiaba, 4 ar-
robas e I pacole de estopa da larra, 2 barricas e 5 sac-
eos a-sucar, 3 rolos de fumo.
Ro Grande do Sul, patacho nacional Dous de
Murro, de 109 toneladas, conduzio o seguinle:
2,400COCOS, 1,000 alqueiresdes.il do .'.sil. 200 bar-
ricas e 100 meias ditas com 2.010 arrobas e28 libras
de assucar, 15 ancorelas azeitonas.
Parahiba, hiale nacional Tres Irmdos, de 31 to-
neladas, conduzio o seguinle: 2(0 volumes gene-
ros eslrangeiros, 86 ditos ditos nacionacs.
Ccai, Patacho nacional Alfredo, de 200 tonela-
das, conduzio o seguinle:6K2volumes mercadorias
estrangeras, 28dilos dilas nacionaes.
Aracaly, hiale nacional Dncidoso, de 13 tonela-
das, couduzio o seguinle :20S volumes gneros es-
Iranseiros, 76 dilos dilos nacionacs.
Parahiba, Mate nacional Paquete, de 30 tonela-
das, conduzio o sesuinle :1*9 volumes gneros es-
lrangeiros, 94 dilos ditos nacionaes.
KECEBEOR1A 1)E RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
lien lmenlo do dia 1 a I i.....5:8159468
dem do dia 12........ 1:083-3912
6:9298380
CONSULADO PROVINCIAL.
O qoe se faz de injuria aos maos
. tratando dos seus vicios, se faz de as-
gravo aos bons calando as suas vir-
\ ludes, n(Er. Chris. Osorio.)
Compenetrado da profunda juslira do pensamen-
lo Tlesse eminente sabio supra indicado, nao pndia
mosdeclinar o dever de manifestar nossas liumilissi-
mas ideas acerca do faci da chegada esla cidade,
do Exm. conselheiro Antonio de Menezes Vascuu-
cellos de l)r bordo do vapor de guerra brasileiro / iamo e em
destino ao Rio de Janeiro.
Dissemos nao era possivel declinar de um lal de-
ver, porque sincero e imparcial, admirador dos ele-
vados tlenlos do eminente lino diplomtico, do su-
blime patriotismo, das virtudes cvicas c domesticas
desse preslanlis-imn fluminense, a espausao de nos-
sas convicciles devia ser manifestada pela impren-
sa peruambucana, jaque nossa nihilidade na socie-
dade nao permitlia que nos circuios dclla (para nos
alias mui circiimscriplos) lhc dessemos a publiridade
dcsejavcl, comquanlo cstejamos convencidos que es-
tes nossos senlimenlos sao comparlilhados por nu-
merosos c bons patrilas brasileiros.
Chegoo de novo as plagas pernambiiranas esse an-
ligo companheiro activo e dedirado dos patriarebas
da nossa independencia: esse que depois de no sul
do Brasil ler prestado valiosos auxilios na obra mag-
nifica e maseslosa da nossa independencia o lilier-
dade, fora nlinal cummi-sionado esla nossa pro-
vincia para too sen inlluxo Tazer vibrar o grifo pa-
tritico de independencia ou morlemissao que
livera o mais Teliz exilo como fie notorio.
Chegou as nossas plagas esse brasileiroabaliwdo, que
depois de o Bra-il conseguir o desidertum de sua in-
dependencia e liberdade, fora mui acertada o digna-
mente commissionadoparaaEuropa em elevado car-
go diplomtico para mases paizes desvanecer conso-
lidar tudas as dilliculdades que os inimigos de nossa
emanciparan poltica drele Taziain surgir, o que
felizmente por suas habililacoes inlcllcctuacs e lino
magnifico conseguio, ficando desl'arle consolidado o
magesloso edificio da nossa independencia, no qual
fora um dos seus mais activos ofliciaes.
Aporlou s nossas praias esse decano de nossa di-
plomacia, que depois de haver sol elogios unnimes
do primeiro imperante e dos seus ministerios, dcs-
empcohado essas misses, fora depois coinmis-ioua-
do para Portugal, cm rujo paiz se precisava sobre-
ludo d'um carcter probo, activo, dedicado ao seu
paiz, e superior a vistas raesquinhas e egoislicas que
militas vezes acluam al cm bons caracteres; e .esse
varao nclito, como he de geral notoriadad, a des-
empenhouem longuissimos annos de sua residencia,
alm mesmo de luda especlalva e rom applausos gc-
raes das regencias eseus ministerios, como do aclual
imperante eseus dilfrrenles conselhos de diversos
mntises'polticos; como se evidencia mesmo ofcal-
mente cumptilsnnilo-se lodos os relatnos do minis-
terio dos eslrangeiros.
Aporlou finalmente a esla cidade do Itecifo o Exm.
conselheiro Antonio de Menezes Vasconcellos de
Druinmond.cujo nomo vibra dolorosamcnle,cha de
continuar a vibrar desagradavelmenlc nos pcilos de
lodos os contrabandistas de africanos, de todos os
Talsilicadoree e Introductores de moeda falsa no
Brasil ; da lodos os maos c egoislas brasileiros, de
todos os porluguezcs descuerados, rujo dolo lieo
bezerro d'ouro: e finalmente a victima sacrificada
s vistas dubias, meticulosas,do gabinete de II de
maio, c mormente do Sr. conselheiro Paulino Jos
Searcs de Souza, ex-miuislro desse gabinete; mas
cujo nome glorioso vibra doce e gratamente nos co-
radles patrilas, bem formados, philanlropicos e
amantes da prosperidade e gloria do Brasil, c linda
mais avanzamos nos coraroes mesmo dos porlusue-
zcs amantes dajottica, das vrludcs cvicas e dos ta-
lentos admiraveis !
E qoein ha ahi no Brasil, por pouro ao farlo que
esleja do estado das nossas refacoes inlernacionacs,
que nao saiba bem aquilatar os eminentes serviros,
especialmente prestados por esse nossoorande dipl-
mala, em Portugal, amistando lodos os perisos e odi-
os, fazendo que as autoridades porlusuczas apreben-
dessem, julgasscni c piinisseni os falsificadores da
nossa moeda'.' Ouem ignora que sua vigilancia se
deve que nosso paiz nao fosse inundado de moeda
falsa, e que so hajam perseguido grande numero
de introductores dessa moeda falsa ? E quem igno-
ra que a sua vigilancia e aclividade -.deve que na-
quelle paiz se nao rquipasscm numeras cxpedii-es
para frica, para dalli nfecrionarcm o nosso litoral
com essa ignobil e barbara especnlacao ? E quem
mo sabe que esse diplmala eximio sempre se Ga-
rata lano prestigio, lao alta considerarlo que cm
lodas as lernveis rrises polticas, porque aquel Ir Por-
tugal ha passado fura a redemprilo, o protector de
lodas as conspiciiidades portusuc/as, victimas das
perseguic,oes e odios dos das das revoluriics, das
crises '! E quem ignora, finalmente, as vivas sim-
palhins, as gratides que elle all possue desde a fa-
milia real que sempre cm o mais alio -_r.nl o consi-
derou, at todas as escalas da sociedade porlugueza ?
E, pois, essa victima da intriga e do odio dosron-
tiabandistas e dos faltificaiortt da moeda brasi-
Ron-lmenlo do dia 1 a II
dem do da 12
5:911478
1:210}392
7:1218870
BOLETIM.
LISBOA 6 DE AGOSTO.
Prerot correales dos gneros de importacao do
Brasil.
Por ll.ll'le.icio.
%
31
Algodao de Pcrnamburo.
Hilo do Mamullan.......
Dilo do Para..........
Dilo dito de machina.....
Carao..............
Caf do Rio primeira sorlc. .
Hilo dilo segunda dila. ....
Dito dito lerceira dila.....
Dilo da Babia.........
duros seceos espichados ....
Ditos dilos de P. e Cetra 28 a 32
Dilos ditos dilo 26 a 20 ....
Dilos dilos doMaranhao 28 a 32.
Cravo girofe..........
Dilo do Maranhao.......
Goniuia copal.........
Ipecaciianha..........
Ourucii............
Salsa parrilha superior.....
Dila dila mediana.......n
Dila dila inferior.......
Captivo* de direitos.
. i
130
120
110
110
29000
25800
25-500
25-00
29600
147
135
135
142
300
100
251 KM)
800
100
120
25100
25900
25600
25300
0800
157
142
142
147
140
55000
I9OOO
185
115600 153000
95600 105500
63500 80000
13800
13800
Assucar do Pernambuco .... a) 19700 13900
Dilo do Rio de Janeiro.....n I56OO 1S650
Dilo da Babia.......... n 1-3150 I56OO
Dilo do Para, brulo.......n t300 133.50
Dito mascavado.........n 19250 13450
Dilo retinado no paiz em formas 3)900
Dilo dito qjiebrado (pil). ... 25300
Dilo dilo em p (rap)...... 29200
Vaquetas de Peni. e Cear urna 15100
Dilas do Maranhao....... IJilOO
Chifrcs do Brasil pequeos. mil 3-2O0O 403000
Despachados
Arroz de Sanios.........
Dilo do Maranhao e Para ord. .
Hilo dito do melhor......* 59800
Dilo dito superior......... 11 63600
Dito dito miudo......... 15000
Dilo do Rio de Janeiro..... 53100
Pao campeche......'. 39109
Tapiora............ a 1,3100
Preros correnles dos gneros de expnrtarao para
o Brasil.
Captivos de direitos.
Aiiicudoa cm minio doce do Al-
'I'l

Nao ha.
53100 59600
63000
73OOO
49200
53600
13400
REVISTA DO MERCADO DE LISBOA NA SE-
MANA FINDA EM 26 DE AGOSTO DE 1854.
Corren regularmente o gyro commcrcial da sema-
na que linda boje. Nada houve paranlo de extraor-
dinario. Fizeram-sc as Iransacrdes do coslume, sem
que baja cousa que merera especiali-ar-se.
Nola-se escacez de nimos forles e resolutos, que
possuidos de vonlade iiiteirameule emprchendedora,
teulem por meio de especulaces variadas, abrir no-
vas e extensos carreiras a nossa limitada navegado.
Sao os porlos do Brasil os que mais ronheccm a ban-
deira porlugueza. Variar dessa direcrao, nao sendo
a frotes ajustados c garantidos, ou em xirlude dere-
messas calculadamente seguras, be sobresaltar os es-
pirilos mais timoratos.
Certos os especuladores de colher um resultado,
mais ou menos vaiitsjoso das suas IransaccOes ordi-
narias, lenieni expor-se ao xito de teulalivas extraor-
dinarias e duvidosas. Poucas tem por vezes appa-
recido por parle de alguns. O seu resallado lem cor-
respondido aos desejos dos emprehendedores. He
porlanto por aquello motivo que o movimento do
mercado nao oflerece nunca entre nos novidade al-
guma. He sempre da mesma nalureza, e as Iran-
sacroes assenlam sempre sobre os mesmos gneros.
Solre apenas aquella alleracao que provm das ne-
cessidades imprevistas do consumo.
Limitados quasi porlanto a esse gyro, pastaremos
em revista para ronhecimento do commercio, o que
nos parece do seu mais immedialo nleresse. Prin-
cipiaremos, pois, pelos gneros do Brasil.
Assucar.Continua lirme. As vendas em peque-
as quantidades animadas s para consumo. Os in-
dicios -.lo para alta. Nao houveram entradas. Des-
pacharam-se para consumo 244,964 arralis. Embar-
caram-se para o Porlo algumas porci.es nos hiates
D. Pedro IV e Paquete de Aceiro. NSo foi possivel
salisfazer a lodas as encommendas daquella prac.a,
nao so por Talla de algumas das qualidades pedidas,
mas tambem porque os preros nao convidan) para
all, posto que boje mesmo se cffectoasse urna com-
pra de 40 caixas. Os presos regularan)mascavado
do Rio I94OO a 19500. Baha 13450 a 1.3500. Bran-
co 19600 a 19800. Mascavado de Pernambuco 19400
a 19500. Branco 19700 a 19950.
Algodao.Pouco procurado. O seu consumo esl
limtalo. As vendas sao em pequeas quantidades.
O preco he de 115 a 120, e a existencia nos arma/on-
da alfandega he de 658 saccas.
Couros.Pouca animacao, c promelle declinarlo
de presos. Deram entrada na alfandega os dez mil
que exisliam no iazarelo, os quaes parecem de infe-
rior qualidade. Os presos regularain : seceos do Rio
155 a 180, espichados do Rio 150 a 160, salgados de
Pernambuco 135 a 145, do Maranhao 142 a 117 : es-
les iieco- s,1o nomnaes. Ficam existindo anda no
lzatelo 2,900 chegados da Baha, pela barca Ilenri-
queta.
Cale.He grande a existencia desle genero. Os
preros, nao obstante, continan) firmes. A venda foi
limitada. Despacharaiu-se para consumo 37,828 ar-
ralis, c nao houveram entradas.
A exporlacfo dos geueros das possesses foi infe-
rior da semana passada. Apenas se despacharan!,
para o Rio de Janeiro, 1.835 arralis de cera em gru-
mo. Nunca poderia ser inquirante a sabida desle ge-
nero, atienden,lo-se _sremessasavulladas, das ante-
riores semanas com destino aos porlos do Brasil, con-
forme consla das nossas revistas passadas.
He .omina cpale ponas de marfim n.lo houve-
ram sabidas, apenas das de abada se exporlaram 41
para Gibraltar, pesando 292 arralis, e de 111 -ella
6,094 arralis para Londres. As entradas desles g-
neros foram 107 saccas de gomma copal, 916 de ur-
sella, 480 ponas de marfim e 213 gamelas de cera,
vindo ludo de Angola no brigue oco Vencedor.
A exporlarao dos gneros do paiz foi tambem pou-
co importante. As mais valiosas foram as seguinles :
albos 19.584 arralis, batata 95,200 ditos, carne en-
sacada 3,232 ditos; regula o preco deste genero den-
tro da alfandega a 3.J600 por arroba de chourico, 7.50
rs. a duza de paios e 39600 a arroba de presunto.
Corlira 24,960 arralis, melaco 275 barris com
102,941 arralis, crmor trtaro' 4,517 arralis, fari-
nha de trigo 96,000 arralis, cebla 385,120 ditos,
divididos pelos volumes constantes do resumo, que
vai em oulro lugar.
Sal 4,950 muios, toucinho 5,600 arralis, o preto
desle genero regula tambem denlro da alfandega a
35600 a arroba.
As reexportaees foram pouco importantes, a nao
ser os algodes destinados para Angola, e urna parti-
da de tapioca para New-York.
Os porlos para onde liveram lugar os embarques e
exportares da semana, couslam igualmente do mes-
mo resumo.
Completaram os carregamenfos durante a semana
para os portos do Brasil o brigue francez Antonia
para a Baha, o brigue brasileiro Mendonca e Julia,
e a barca Flor de Oticeira. para o Rio de Janeiro.
Os gneros carregndos uestes navios v3o dcscriptos
competentemente.
Parece haver falla de carga. Muilos navios eslo
habililados a recebe-la, principalmente para o Rio de
Janeiro. Essa falla he supprida em parle com sal,
que mudos dos mesmos tem recebido a buido.
Os uavios mais importantes cnlrados na alfandega
foram o brigue porluguez oco Vencedor, os navios
suecosElisabelh, Chrislina Maria, Horco Familieu,
o caxamarim hcspanhol Amelad, cas escunas ingle-
zas Viclor e Sylpf.
Esle ullimo navio conduz pcrlo de 3.000 quinlaes
de hacalhao. o qual mereceu a approvacilo, e foi ajus-
tado pelos monopolistas do genero. Comecoo a des-
carga, e vem em parle remediar a falla continuada,
a que o mercado est ha lempos habituado, lie urna
providencia ler o povo procurado oulro meio de ali-
menlo. em resultado dessa falla, c perdido insensi-
velmenle o goslo ao genero, porque do contrario a
escacez d el le seria muilo penosa s classes menos abas-
tadas.
Deram tamhem cidrada mais de 1,700 barris com
manteiga de Cork que veio remediar o mercado da
falla que havia desle genero.
Fizeram-se varias transac;aes em fundos pblicos.
2.-1 As obras sero principiadas 110 "pfazo de 12
mezes, c concluidas no de 8 mezes, ambos eonla-
dos na forma do artigo 31 da Ici provincial n. 286
de 17 de maio de 1851.
3." O pagamenlo da importancia desla obra ser_r^_i
feila em urna s prestacao quando ellas csUverem
concluidas, que sero logo realisadas definitiva-
mente. *
4.* Para Indo o que nao se adiar determinado as
prsenles clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ha
0 quedispe a respeilo a lei provincial n. 286.
CoDformc O secretario,
Antonio Ferreira da-Annunciaco.
O I Um. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo do dsposlo noarl. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para conheci-
inenlo dos credores bipolhecarios, e quaesquer in-
leressados, qne foi desapropriada a Jos Joaquim de
Sania Auna, urna casa de laipa na estrada do sul,
que vai para a villa do Cabo, pela qaanlia de 809
rs., e que o respectivo prnprielario lem de ser pago
do que se Ihe deve por esla desapropiarlo logo que
terminar o prazo de 15 dias ronlradns da dala des-
le, que he dado para as reclamares.
E para constar se mandn afiixar o presente e
publicar pelo Diario por 15 das surcessivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de selembro de 1854.O secretario,
A. F. d'Annunciacio.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guiniar.'ies, juz de
direifo da primeira vara do civel nesla cidade do
Recfe, por S. M. I. e C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde etc.
Faco saber aos que o prsenle edilal vrem e dclle
noticia (iverem, que no dia __2 de selembro prximo
cgunle, se ha de arrematar por venda a quem
ni ais ler em praca publica desle juizo, que lera lu-
gar na casa das audiencias depois de meio dia com
-ssistencia do Dr. promotor publico desle termo, a
propriedade denominada Pitang-, sila na fregoezia
da villa de Igoarassii, pertenecida ao patrimonio das
recolhidas do convento do Siinlissimo coracao de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade tem urna le-
gua cm quadro, cujas extremas pegam do marco do
engenho Monjope que foi anligamenle dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adiante ao lugar
que chaman) Sapicaia da parte etquerda, e dahi
corlam buscando o sul e alravessam o no Iguaras-
sii, Pilanga, at encher urna legua, c dalli parle bus-
cando o nnscente al encher outra legua, e dalli
buscando o norte donde principou com onlra legua
que faz ludo urna legua em quadro, com urna casa
de x ix onda pequea de lelha e laipa ha pouco aca-
bada, avaliada por 5:0009000 rs., cuja arremataran
foi requerida pelas dilas recolhidas em virlude da
1 i cenca que obliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novcinbro de 1853, do Exm. ministro da jus-
li.a, para o produelo da arrematacao ser depositado
na Ihesouraria desla provincia at'ser convertido cm
apoto es da divida publica, sendo a tiza paga a cusa
do arrematante.
E para que cheguc a nolica de todos,
passar editaes qoeserao publicados por 30
jornal de maior circular.io, e afiliados nos
pnblicos.
Dado c passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 de agoslo de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baptista, escrivao interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silca GuimarSts.
Peranle a cmara municipal da cidade de Oli-
la eslarao era pregao nos dias 26, 27 e 28 do mez de
selembro do rorrelo auno para serem arrematados
por quem mais der por lempo de um anno os se-
guinles impostos pcriencenles au patrimonio da mes-
ma cmara : afericao 2109IOO rs., imposto sobre ca-
bera de gado vaceum avaliado por 6629000 rs., dito
do alusur 1 das casinhas da Bibera 1409000 r's., dilo
de capia) de planta 709600 rs., dito do subsidio do
gado snino 469000 rs., dilo de mscales e boceleraa
3795OO rs., dilo de entrada de porco- e ovclhas 159200
rs., dito de medida de farfolla da praca 219000 rs.,
dilo de repezos I69IOO rs., dilo de aluguel do arma-
zempequeuo do varadourn 165-100 rs., dilo do alu-
guel do armazem grande do mesmo lugar do Vara-
douro 139000 rs. Os preleudenles podem compare-
cer na casa das sesses da mesma cmara nos referi-
dos dias meucionados,munidos de fiadores habililados
na forma da lei para poderein hincar sem o que u.o
poderao ser admitlidos a faze-lo. E para que chc-
gue a noticia de lodos mandei publicar o prsenle.
Paco da cmara municipal da cidade de Olinda em
sessao ordinaria de 9 de selembro de 1854.Ckris-
loriio Pereira Pinto, presidente.Eduardo Daniel
Cacalcanti felle: de Guivara, secretario o es-
crevi.
se de um de j
d.'iooblcr 1
sarxc.............
Dila em casca mura.......
Nozes.............,
Figos do Algarve comadre .
Ameixas............
Presuntos,...........
Carn .maceada........
Toticiiiho............
Banha de porco ........
i'ineula dcGoa.........
Sal srosso a bordo.......
Dilo redondo idem.......
Dilo trisuciro srnsso idem ,
Cera branca por baldear in. .
A/.eile.............
Agurdenle cncascada '.Vi graos.
Vinho inu-ralel de Svlubal. .
Vinho linio marra F'.S, abordo.
Dilo dilo dilo, idem......
392OO
19100
110
400
400
.13100
39900
39200
35900
90
moio I9l50
,. 19000
13150
-S 340
alm. 49300
p. 2OO9OOO
caix. 85tMKI
pipa 85000
anc. 885OOO
@
alq.
n
-.a-


i
39000
19200
500
800
59000
43000
43OOO
19200
I9IOO
llano
315
49400
85-500
Dilo dilo marra B. e F., i,\em. pipa 853000
Dilo dilo dilo, idem......anc. 903000
Dilo dilo T. P. c Filhos, idem. pipa 819000
Dilo dilo dilo. idem......anc. 889000
Dilo branco marra F. S., idem. pipa 809000
Dilo dilo dito, idem ....*.. anc. 909000
Dito dito marca II. e F., idem pina 859000
Dilo dito dilo dem.......anc. 90*000
Dilo dilo marca P. G., idem. pipaWlgOOO
Dito dilo dilo, idem......anc. 943000
Dilo marra T. P.c Filhos, idem. pipa 869000
Dilo dilo. idem.........anc. 9O3OOO
Vinagro Unto marca F. G. idem. pipa :183000
Dilo marca B. c F., idem pipa 36*000
Dilo marca P. G.. idem .... pipa H9000
Dilo dito marca T P. e F., idem pipa 369000
Dilo branco F. S., idem. pipa 409000
Dilo dilo marca B. F.,idem pipa 360OO
Hilo dito marca P.G., idem. pipa 349000
Dilo dilo di Ib T. P. e !> idem. pipa 389000
EMBARCACOT5S ENTRADAS.
Julho 17 do Para patacho porlugaez Cautela,
capilao J. P. Valonea.
dem 19 do Rio, barca porlugueza Tentadora,
capilao J. J. Pimenla.
dem 22 idem, barca brasileira Firmeza, capi-
lao J. F. PraCa.
dem 24idem, brigue escuna Clio, capilao A.
J. do (Uneir.
dem 30 dem, barca porlusncza Paquete Sau-
dade, c.ipilfio V. J. F, de Carvalho.
MOVIMENTO DO PORTO.
Nados entrados no dia'12.
Liverpool, Lisboa e Madeira18 das, vapor inglez
Lusitania, commandante George Shrane. Passa-
geiros para esla provincia, Andrew Neilson, Ma-
noel Teixeira Bastos, Alexandre Marlins Ferrei-
ra. Seguin para a Baha e Rio de Janeiro, levan-
do desla provincia os passageIros : Ignacio de Br-
lo Taborda, Madama Johnslon c 1 enanca de
peilo.
Rio de Janeiro12 dias, brigue brasileiro Palas,
de 217 toneladas, capilao Jos Alves de Brilo,
equipasen) 12, em lastro ; a Amorim limaos.
Veio receber pratico c seguio para o Ass.
Nados sttliidos no mesmo dia.
AracalyHiale brasileiro Aurora, mcslre Antonio
.Manoel Alfonso, carga varios gneros. Passase-
ros, Antonio Pequeo Jaques, Antonio Joao l)a-
111asro.no e 2 criados.
ParahibaUiale brasileiro Paquete, meslro Manoel
Fisoeiredo Lopes, carga varios gneros. Passa-
sciros, Fr. Seraphim de Catania, Claudiuo Jos
Pereira, Manoel Sophioda Penha.
Aracalyllialo brasileiro Dncidoso, meslrc Joao
llenriqucsde Alm -i la, carga varios gneros.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
ilenlc da provincia manda fazer publico, que no dia
5 dr miliihro prximo xindouro, peranle a junta da
mesma Ihesouraria, se ha de arrematar quem por
menos lizer a obra nos reparos a Tazcr-sc na casa
desunida para cadeia na villa do Ouricury, avaliada
em 2:7.509 rs.
A arremataban ser Tcila na forma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correle anuo, esob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco
comparecan) na sala das sessfies da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constarse mandouafiixar o presentee pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pcruam-
buco 5 de selembro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes paitt a arrematacao.
1.a Todas as obras sero Teilas de conforu.idadc
com o orcamenlo approvado pela directora em con-
selho, c apreseuladn i approvaco do Exm. Sr.
presidente na importancia de 2:7509.
mandei
dias no
lugares
ai I i-la-para poder com prorapti-
esullado Tavoravel e decidido.
OS MARTIMOS.
Ceara' Maranhao e Para'
J&t com destino a este dous porlos
:*_____, deve seguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
ve o mui veleiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiro. frata-se com o con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Para o Acarac segu no dia 14 do correle o
hiale Sobralense; para o resto da carga e passa-
geiros, irala-se com Caetano Cxnaco da C. M., ao
lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Araratx segu em poneos dias o veleiro
hiatu Castrn ; para o resto da carga lrata-se com
seo consignatario Domingos Alves Matheus.
Para o Rio de Janeiro segu na pre-
sente semana o milito veleiro e superior
brigue nacional DamSo : para o resto
da carga e nassagtiros, trata-se com Ma.
chado & Pinhciro, na ra do Vigario n-
19, segundo andar.
Para o Rio Crande do Sul segu oestes dis o
patacho nacional oco Temerario,capilao Jos An-
tonio Candido de Souza ; para o reslo da carga e
passageiros, lrata-se rom Amorim Tunaos, ra da
Cruz n. 3, ou com o mesmo capilao a bordo.
BAHA.
Segu na presente semana para a
Babia a sumaca Rosario de Maria, ainda
pode receber alguma carga, a tratar com
os consignatarios Novaes & C., ra do
Trapiche n. 54.
Companhia Luso-Brasiieira.
Tencionando sahir de Lisboa em 3 do corrente, o
elegante e novo barco a vapor o D. Maria II, de-
vera aqui chegar no dia 17 ; e seguindo para a Bas-
hia e Rio de Janeiro : recebera passageiros a corn-
modos as seguinles passagens, pudendo os ioteres-
sados dirigirem-se a ra do Trapiche n. 26 a Ma-
noel Duarle Rodrigues.
1 > cmara __. cmara 3.a cmara
Babia 459000 rs. 4O500rs. I89OOO rs.
Ro de J. 9O9OO0 728000 36900Q rs.
Para Buenos-Ayres por Montevideo, segu
nesles dias a barca pnrlugaeza o Amazonas, qual
oflerece excellenles commodos e bom Iralamenlo pa-
ra passageiros : os prelendenles dirijam-se a Iralar
com Amorim IrmAos, na ra da Cruz o. 3, ou como
capitao a bordo.
LEILOES
DECLAilACrO ES.
As malas que deve conduziro rorreio de Vil
la-Bella, Ooricory, Ex, Boa-Visla, serio fechadas
hoje 13 ao meio dia.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela srcremria do Iriband do commercio da pro-
vincia de Pernambuco, se faz publico que prxima-
mente se malriculou nesle tribunal o Sr. Antonio
Vellozo Pereira, cidadao porluguez, domiciliado na
cidade de Sanlarcm, provincia do tiran-Paro, ua
qualidade de commercinnle d grosso trato. Se-
cretaria 10 de selembro de 1854. No impedimeulo
do secretario, Joo Pinto de Lemos.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo em virtnde de autori-
saro do Exm. Sr. presidente da provincia. 4,0111 de
comprar o seguinle: "
Para o 2o e 9o baialhao de infanlaria c companhia de
artfices.
Panno pretocovados 348, algodaosinhovaras3,60i).
cobertores de las 169, casemra azul para vivos de
sobrerasacas covados 224, botoes grandes convexos
de metal amarcllo com o n. 2, 6,930, dilos pequeos
com o mesmo o numero 4,950.
Dcimo halallnio de infanlaria.
Estopa para eulerlelas de sobrecasacas pecas 3,
panno verde covados 152.
Meio baiaiiiao da provincia do Cear.
Sola curtida meios 200.
Meio balalhSo da provincia da Parahiba e guardas
da guarnirlo desla cidade.
Copos de vidro 5, prato de louca 1, bandejas para
copos 3, mangas de vidro 4.
Arsenal de guerra.
Caxa com vdros 2, costados de po d'oleo 2, po-
dra pome libras 10.
Quem quizer vender estes objeclos aprsenle as
suas proposlas em carias fechadas na secretaria do
conselho as 10 horas'do da 13 do corrente mez. Se-
cretaria do. conselho administrativo para fnrneci-
raenlo do arsenal de guerra II de selembro de 4854.
Jos de Brilo Ingle.-., coronel presidcnle. Ber-
nardo Pereira do Corma Jnior, vogal e secretario.
Pela mesa do consulado provincial se niiun-
cia. que o Irimeste addicinnal doexercicio de 1853 a
1851, espira no ullimo do corrente, recolhendo-se
respectiva Ihesouraria nessa poca todos os lvros
perlcncentcs a semelhanie exercicio, para serem ex-
eculados os conlribuintcs : assim pois avisa-se a
lodos que deixaram de pagar decimas c uniros .im-
postos, que concorram a pagar seus dbitos al o dia
ullimo do mez cima mencionado.
Precisa-sc dos gneros seguinles para forneei-
mculo da escuna Lindoia, a saber :paes de boa fa-
milia, assucar branco, caf muido, carne verde boa,
toucinho de Sanios, hacalhao bom, algodao em fio,
vellas de spermacete, dilas de carnauba, carne secca
boa, bolacha ba, fe jan, Tarinha, sal, lenha, azeile
doce, dito de coco, agurdente, vinagre. As pessoas
quequizerem forneccr dilos gneros compareci
nesla repartirn com suas proposlas nos dias 12, t5 e
14 do crrenle. Alfandega de Pernambuco 11 de se-
lembro de 1854.O inspector,
Benlo Jos Fernandes Barros.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos
Sis. accionistas do Banco de Pe nambuco,
arealisaremdol. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 50 0|0 sobre o numero
das accoesque lhes foram distribuidas, pa-
ra levar a elfeito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resolurao tomada pela assem-
bla geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 1854.O se-
cretario do conselho de direceSo,
J. I.deM. Bego,
SOCIEDADE DRAM .Ta EMPREZARIA.
6.a recita da asslenatura e 3. das vendidas pa-
ra 7 de selembro.
QUARTA-FE1RA 13 DE SETEMBRO.
Depois ila excrurao de urna bullanle ouverlura
subir serna pela segunda vez a inlerrs-anle e
muilo npplaudda comedia cm 5 aclos intitulada
0 SEM10K DE nniKlkV.
Os iulerxorvallos sern prcenebidoscora escolbidas
pecas do msica. No fin da comedia represenlar-
se-lia pela primeira vez a nova e milito engranada
comedia em 1 aclo denominada
O _h<:s.:\1-i\
do
MARIDO CRDULO
com a qual lindar o divcrlmenlo.
Principiar as 8 horas.
A direccao da sociedade dramtica empreznria
participa ao respcilavel publico que dexa de ir por
ora a secna o Naufragio da Meduza, pedido por
iimilas pessoas, por parlir nesla semana no primei-
ro vapor que passar para o sul 0 Sr. Joaquim Jos
Ilezerra, a contratar um 1 primeira dama que satis-
faca os desejos do publico de quem espera toda
coadjuvaco, alenlas as militas diliculdades com
que tem all agora lutado a sociedade, e os sacrifi-
cios que faz para obler urna aclriz de primeira or-
dem, quando em lodo o Brasil ha urna inmensa
falla dolas. He esle o nico meio deque pode lan-
rar mo depois de ler empregado Otilios pnvaudo-
Ouiula-feira 14 do corrente, s 41 horas da
manhaa, o agente Borja far lei lao no seu armazem
ra do Collegio n. 14, de diversas mobilias de jaca-
randa, com pedra e sem ella, dilas de amarello, e
oulras obras de marcineiria ; relogios de parede,
cima de mesa e algibeira de dillerenles qoalidades ;
obras de ouro o prata ; urna eicellenle flauta de
bano (oda apparelhada de prala ; ptimas machi-
nas para caf ; diversos livros ; urna porreo de pas-
saros de varias qualidades entre elle* um urub
rei, etc. etc. e orna infinidade-de objectos diflc-
rentes, que se acham patentes no mesmo armazem.
Manoel Joaquim Ramos e Silva, consignalario
do patacho Hermina, firn leilao. em um s lote,
por despacho do Illm. Sr. Dr. juiz de direilo do ci-
vel c do commercio, por inlervencao do agente Oli-
veira, e por conla e risco de quem perteucer, do
casco forrado de cobre, maslros. maslaros, ancore-
tes, amarra, veame, mcame, bote, lancha e lodos
os'mais pertences do dito patacho, lal qual se aeha
ancorado oeste porlo defronle do forte do Mallos,
onde os prelendenles tudo pdem examinar antici-
padamente, dlrigimlo-se ao dilo agente para verem
o inventario respectivo: quinla-feira 14 do crran-
le, ao meio dia em ponto, porta da Astoc*c,o
Commcrcial Bencficenle desla praca.
Bostron Booker & C. continuarao
por intervencao do agente Oliveira^o
seu grande le'rlao de fazendas inglezas e
de outras qualidades, para fechar contas:
quarta-feira, 15 docorrente, as 10 horas
da manhaa, no'seu armazem do Corpo
Santo.
Quarla-feira 13 do correle, s 10 e 4|2 horas
da manhaa, o agente Viclor far leilao no seu arma-
zem roa da Cruz 11. 25, de grande sorlimenlo de
obras de marcineiria novas e usadas, de diflerentes
qualidades ; relogios para algibeira de melal galva-
nisad". obras de prala de lei; ptimos pianos __-
glezes ; charutos de superior qualidade, e oolros
muilo- objectos que eslarao patentes no dia do
leilao.
AVISOS DIVERSOS.
Per mu la-so por casas terreas um bom si lio com
viveiro, umitas arvores de frnclo, murado, eom ca-
sa sotfrivel, na ra Imperial, lendo na frente in-
dependente dosilio, terreno part cinco moradas de
casas, promplo a edificarse, cojo sitio divide com
o do Sr. major (_usm3o, a quem convier dirja-se a
seu proprielario, Antonio Jos Maciel, com tenda
de ferreiru na ra da Praia, e tambem se vende a
dinheiro.
Precisa-se de um feitor para um sitio perto da
praca, que entenda de plantas ; na ra da Concor-
dia, sobrado confronte a entrada da Iravessa para a
Cadeia Nova.
Quem o lheio veste
Na praca o despe.
Pcde-se cnrarecidamenU a pessoa que ou por en-
gao, ou poi esprtela, nanoitede 9 do correle, de
um baile na ra do Collegio, conduzio sem licenca
de seu dono um chapeo francez novo, e Ihe deixara
urna jaca velha, lenha a bondad* de vir a ma larga
do Rosario n. 33, bascar a sua velha jaca, trazendo
o chapeo novo, porque se pensar bem, perde 00 ne-
gocio, a jaca lem de 6 a 8 libras de sebo, e pode
muilo bem vender aos senliores fabricantes de velas:
se nao vier buscar a sua jaca vai para o leilSo.
O mais infeliz do Baile.
No da 19 do correle mez, ao depois da linda
a audencia do Dr. juiz de orphaos, tem de serem ar-
rematadas por venda por ser a ultima praca, duas
casas forreas meia-aguas, sitas no logar do Campo
Verde na Soledade. sendo urna com porta de cochei-
ra, avaliada em 3009 rs., outra no valor de 2009, am-
bas em chaos foreiros : por execueflo que niove Jus-
tino Pereira de Farias ronlra o casal do menlecapto
Manoel da Cunha Oliveira.
Jos Leandro Marlins Filgueira, avisa ao res-
peilavel publico, que retira-se com sua familia para
fra da provincia.
Precisa-se de nma criada de boa conduela, pa-
ra lodo o servico d'uma casa : na ra do Vigario o.
13, primeiro andar.
Ainda esta' por alugar a casae sitio
de GuilhermeSette.nos Afogados : a tra-
tar com o mesmo na ra do Queimado lu-
ja 11. 21.
No dia 11 do corrente, ausentou-se d casa do
abaixo issignado um preto de Angolla, (qne parece
crioulo em razo de ter xindo muilo pequeo) de no-
me l.uiz, idade de 25 annos pouco mais ou menas,
roslo descarnado e um tanto comprido, barbado so-
menle na pona do queiso, rom falla denmdenle
na frente da parle de cima, anda um pouco corvado,
levou calca e carniza de ganga azul e chapeo de pa-
llia, dcsconfia-se que andar pela Boa-Vista ou pela
H.1.1-Via-om onde lem mai: ro_a-se s autoridades
policiaes e mesmo i qualquer particular que o apre-
henda e o mande ronduzir rasa do abaixo asignado
aue ser gratificado. Joo Marlins de Barros.
15,-jOOO r.
Precisa-se de urna preta que seja boa costoreira c
engommadeira : quem a (iver dirja-se a ra do
Rangel n. 77.
Precisa-se alugar urna ama para criar urna
menina de 5 mezes : na ra dos Martirios casa do
coronel Salgueiro no quarlu da escada.
LOTEBIAOO BIO DE JANEIRO.
Ainda se acha a venda ttm resto de bi-
Ihetes inteiros e meios hilhetes originaes
da lotera 20 do reparo das jnatrizes, cujo
resumo ou lista deve chegar hoje 011 araa-
nhaa pelo vapor Imperatriz ou uTocan-
tins ,se acaso tiver saludo no dia 5 ou 6 do
corrente, como se julga. Os premios sao
pagos logo qne se distribu rem as listas.
Na ra do l.ivramenlo 11. 38 deseja-se fallar
com o Sr. Ulsscs, empregado do consulado provin-
cial.
Hoje he a ultima praca para a arremalaco da
casa terrea, na ra de Sania Cecilia 11. 2, a qual
he de pedra e cal, por exccocSo de Miguel Archanjo
l'n-lhiium do Nascimento, contra os henleirosde Al-
fonso Jos do Alhuquerque Mello, cuja praca heno
juizo da secunda vara do civel, no lugar do coslume,
as 4 horas da larde.
Precisa-se alugar urna escrava para lodo servi-
co de urna casa de pouca familia ; na roa do Viga-
rio n. 27, segundo andar, onde se achara com quem
Iralar.
Aluca-se animal ou pela festa urna proprieda-
de de pedra c cal. 110 lusar da Casa Forte, conlieua
a do lenle-coronel Vilella: a tratar na fundir 1
do Brum n.G, 8e 10, com o caxeroda mesma.
Offcrcce-se um homcm solteiro, de idade de 20
anuos, bem morigerado, para feitor de engenho ou
sitio, o qual cnlende de pomar e borla : na roa das
Cruzes, na primeira taberna entrando pela ra do
Crespo.
Manoel de Azevcdft Almeida declara que Ma-
noel Ferreira da Silva deixou de ser seu caixeiro
desde o dia 11 do correle mez.
O Sr. Manoel Marques de Abren Porto lem
urna cnrnmmenda na livraria 11. G e 8 da praca da
Independencia.
""V
m0"


_
J

DIARIO DE PERMMBCO, QUARTA FEIRA 13 DE SETEMBRO DE 1854
Os abaio asignados pai liripHBDUo rcspritavel
I1 ililico. e especialiiicnlo ao corpo d commerrio des-
la iil.nl>', que ainigavclmenle lian dissciWtdo a 90-
cicdade que gvrava sobre a firma social do Silva A
Irmo, na rua larga do Hogao n. 28, (cando o pro-
V priolaro do estabelecimento o socio Joaqnim Anto-
nio Pereira, perloncendo ao inesmo Sr. todo o activo
c passivo da casa : quem se considerar creilor, quei-
ra aprsenla? sua conla da data deite n 8 das, para
promptamente ser salisreita. Antonio Joaquim
Pereira da Silva, Joaqnim Antonio Pereira.
O abaiio assignado, tendo vis.o no Diario de
l'ernambuco de 28 de aposto prximo pastado, que
lem de ser arrematado por parle da fazenda, o sitio
cm que mora seu irmao e consenho: do mesiuo sitio
Joan Manoel Mendes, o inesmo abaixo assignado co-
mo herdeiro e como procurador d.; um de seus ir-
maoa, tambem herdeiro, avisa ao publico, que sobre
esle sido ciislc um recurso para o supremo tribui.al
de joslira, o qnal nao so pela coslumada iustiea deste
tribunal, como pelas justas razfles que allegara, es-
peramos berdeiros que Iho sr-ja reililuida sua pro-
pnedade, heranca de sua tinada mili, por isso que
nada deven, a fazenda, e porlanlo lita devem pagar
lodos o que so um deve. Uecife 11 de setembro de
1.s.t.Joaqun Mendes da Cun/ l'recisa-se de um rapaz para caineiro de taber-
na cora pralica ou sem ella: na rua da Senzalla nova
n. 2b.
Aluga-se o qoarto andar e solilo do sobrado da
rua do Trapiche n. 42, com excedentes commodos
Cara familia : a tratar no primeiro andar do dito Ju-
rado.
Quem precisar de um menino para caixeiro de
I ahorna,de queja tem alguma pratica. dirija-se a rua
Imperial, padaria n. 43, defronte do chalan/.
Perdeu-se urna pulceira de ouro da largura de
dous dedos, e amallada com llore) azoca, da rna do
lajllegio a rua Velba, sendo pela; rvias seguinles :
rua do Collegio, Crespo, Cabug, Nova, poniee ater-
ro da Boa-Vista, alraz da matriz, Gloria, Alegra e
\elha: a pessoa qnea achou, querendo reslitui-la
ao seu verdadeiro dono, dirija-se a rua do Collegio
i. 8, terceiro andar, que sera gratificada.
O portador da letlra da Sra. D. Leopoldina
Manada Costa kruger, declara a dita senhora, que
cssa lettra he da quanlia de qualro conlos oito ce-
ios cutenla mil ris, e foi saccaca em 10 de maio
do corrente anuo em favor de seu irmflo Delfiuo
Miguel da Costa, que a endossou em ."> dcjunho
proaimo passado, assira como cuc em poder do
rnesmo portador ha provas irrecusaveis da veraci-
ladc da referida lettra, cujo pagamento protesta re-
clamar em seu devido lempo. Antonio Jos de
Faria Machado.
Precisa-se alugar um sobrado no bairro de
Sanio Antonio, quem o tiver anuuncie, ou dirija-se
a rua do Trapiche n. 40, terceiro andar.
Precisa-se de um caixeiro de-11 a 14 anuos
para una taberna : no Kecife rua da Sensata Ve-
Iha n. '.iii.
Peco a quem tiver a Asia, c Europa Porlu-
gueza por Furia e Souza, o Valoroso Lucidcno, e a
liralidao Pernambucana o favor de m'as emprestar
para lomar alguns apoulaincnlu-i. Antonio Joa-
qnim re Mello.
OSr. Francisco Paos Brrelo rendeiro, doen-
genho Guerra, ul i imnenle l-'ramisro'l.ins Paos Br-
relo, faja favor mandar buscar urna caria na rua da
Cadeia do Recifc n. 41. Ha mnilu quo se tem publi-
cado esteannuncio.
Precisa-se de um perito cozinheiro para servir
em una casa estrangeira, paga se bem na rua do
trapiche n. 38, armazcm do Sr. Miguel Carneiro.
Avisa-se a todas as pessois que tiverem ob-
jectos para vender no armazcm de Miguel Carneiro
que os queiram tirar at o fim do crreme mez, do
contrario serao vendidos em leillo por todo o proco
I que se obliver. *
Aliuga-sc urna ama para engommar, cozi-
nhar, emais sen ico de urna casa : quera quizer
procure na rua de Hurlas loja n. 138
AO INTERESSADO.
Sismara, escriptura de 1603, auto de posse e dc-
raarcacao das Ierras de Ilapircma de Cima, em que
se comprehendeu os sitios denominados Cruz do
Muteque, Peruass, Corrego e Infinca, ludo em pu-
hlica forma do labelliao Agostinho Ferreira de
Mello ; sendo a demarcacilo em 1617, com a desig-
nado dos lugares dos marcse dislancias respecti-
vas de um a oulro, o que comprehendeu 6,000
tracas; e maisa escnplurade venda deCosmaGal-
Voa Dona, em 1621 de 600 bracas de trra, que por
compra dos respectivos herdeiros de Antonio Rodri-
gues, houveram o l)r. Eduardo Rodrigues Grij c
sua mulher, successores por compra da propriedade
Serrana de D. Mana, a seu sogro o capitao Jos
i K l"m/.*es. esla ludo em publica forma do
tabellan Bustamantes S
riBLICACA DO INSTITUTO H0M(E0PATI1IC0 DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou
TADE-IEGDH DO HOMOPATHA.
Melhodo conciso, claro, c seguro de curar liomn-opalhicamcnte todas as molestias, que alDigem a
especie humana, c particularmente aquellas que rcinam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra mportantissima he hoje reronherida como a pmeira c inclhor de todas que Iratam da ap-
plicarao da homu'opalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nAo pdein dar um
passo sonoro sem possui-la e consulla-la.
Os pais de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, capilaes de navios, serlancjos, etc.,
etc., devem te-la a mo para occorrer promptamenle a qualqiicr caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por.......... I0SO00
Encadernados ............. 1|--k Vende-se nicamente em casa do autor, rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMGBOPATHICA.
Miaguen poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homcropathia no norte, e immcdiatamenle interessado
em seus benficos successos, tem o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua inmediata inspecoSo, lodosos medicamentos, sendo incumbido desac trahalho o hbil pharmaecntico
e professor em homa?opalhia, l)r. F. de P. Pires Ramos, que o lem execulado com todo o zelo, Icalda-
ilc e dedicac.loque se pode desejar.
A eflieacia desles medicamentos he alleslada por todos que os lem experimentado; elle' nao preci-
sam de inaior reeommendacio ; basta saber-sc a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados. .,
Urna carteira de 120 medicamentos da alia e baixa diluicao em glbulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, c de una
caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........ lOOgOOO
Dita de 96 medicamentos acompanhada da obra c ilc 8 vidros de tinturas 'JO5OOO '
Dita de 60 principa medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (lobos grandes.).
(tubos menores).
Dita de 48 dilos, ditos, com a obra flboa granito)........
a (tubos menores).
Dita de 36 dilos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .
(tubos menores,). .
Dita de 30 dilos, e 3 vidros de' tinturas, com a obra (tubos grandes) ....
(tubos menores)
Dita de 21 dilos dilos, com a obra, (luhos grandes).......
* (lubos menores). .
Tubos avnlsos grandes. ........
pequeos
Caria vidro de tintura.
Vendcm-sc alen disso carleiras avulsas desde o preco de 8SO00 rs. al de 100OO
aero e lanianho dos tubos, a riqueza das caixas e dynamisacoes dos medicamentos.
605000
4.VJ0I10
50)0(10
339000
409000
909000
35.500o
369000
309000
209000
15000
5500
2SO00
rs., conforme o
numero e tanianho dos tubos, a riqueza das caixas e dynamisaeoes
Aviam-se quaesquer encomirtendas de medicamentos com a maior promptidao, e por procos comme-
dissimos.
Vende-sc o Iralado de FEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 29OOO
Na mesma botica se vende a obra do Dr. G. H Jahr traduzido em portuguez e acom-
modada ajntelligencio dopovo........... 60OOO
Kua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
afmio que de todas as obras que tenho lido, he esta sem coniradicAo a melhor tanto pela clareza, rom
qneseacha escripia, como pela precisan com que indica os medicamentos, que se devem empregar ;
qualidades estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
theocria e pralica, ect., ect.,elc.
labeliao Baptisla de S.
existe noescriptorio do
que
se a
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SUA DO COX.X.EGIO 1 ABSAM. 25
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consultas homeopalhicaa lodos os das ans pobres, desde 9 horas da
manha aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualqur hora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualqur operario de cirorgia, e acudir promptamente a qual-
qur mulher que esteja mal de parlo, e cujas circumstancias nao permitan) pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCO/O.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Arrenda-se um sitio na estrada do Arraial'com
bstanles arvoredos de fnirtos do diversas qualida-
des. casa de vivenda, cacimba de pedia c cal, excel-
lenlc agua- de beber : a tratar cm Parnamcirim,
taberna.
AttencSo.
Manoel Joaquim da Silva, brasileiro, avisa a quem
couvier, que pela relacSo do Kio de Janeiro foi jul-
gaiia milla a loarloque sua finada irmAa D. Gcrlni-
aea Jlaria Claudina fez a sna ora I). Jnamia Mara
do Sacramento Albuqiierqiie, c que porlanlo esta
nao pode dispr dos bens que perlenccm a esta doa-
co, por lerom de reverlcr ao anniiurianle na con-
forniidadc do tcslamentn ; e para que ninguem se
chame a ignorancia, fazo presente annuncin.
A pessoa que perdeu una trouva conlondn uella camisas novas em folha, e algumas
pecas marcadas, dirija-se ao inspector de quarlcirao
do paleo da Santa Cruz, que dando os signaos cerlos
Ihe ser entregue.
A taberna do paleo do Carmo. quina da rua do
11 orlas n. 2, contina a estar sentida de todos os g-
neros j annunciadus pelos incsmns procos, assim co-
mo lem novo sortimento de doce de caj sccro a 500
rs. a libra, c banha muilo alva a 500 rs. a libra.
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia, que se encarreguc de lodo o servico de por-
tas a dentro ; na rua do Hospicio n, 34.
CASA DE COMMISSAO' DE ESCRAVOS.
Na tita Direita, sobrado de tres andares
defronte do beccode S. Pedro n. i>, rece-
bem-se esclavos de ambos os sexos para
se venderein de comtnissfio,* nao se levan-
do por esse trabalho mais doijtte dous por
cento, e setn se levar cousa almima de
comedorias, oll'erecendo-se para tsto toda
aseguranra precisa para os ditos escravos.
, JOA' PEDRO VOGlEY,
fabricante de pianos, alia o coucerla com toda a
perfeirjto, leudo chegado reccnlciiicnli- dos porlos da
Europa de visitar as mclhorcs fabricas de pianos, o
leudo gsnhn nellas lodos osconhcnmentns e pralica
ale conslrucces de modernos pianos, ollerece o seu
presumo ao respeilavcl publico para qualqur con-
cert e afinares com lodo o esmero, leudo toda a
certeza que nada licara a desejar as pessoas que o
incumbirem dequalqucr Irabalbo.lanln em brevida-
de como em mdico preco : na rua Nova n. ti, pri-
meiro andar.
-'Aluga-sc por fesla ou annual urna proprieda-
de lie podra e cal, com rommodos siifticienles para
qualqucr familia, no Poco da Panclla : a tratar na
fundirlo do Brum n. 6, 8 e 10, com o caixeiro ila
mesma.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
V endem-so velas de cera do carnauba de compo-
sico. reiiaa.uo Aracaly, da mclbor qualidade que
ha no mercado, e por mais eommndo pret;o que em
oulra qualqur parle : na rua da Cruz D. 31, pri-
meiro andar.
LOTEIUA DORIO DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os billietes origi-
naes da lotera 20 para os reparos dasma-
tnzes, cujas rodas Jicou de andar no dia
5 do corrente setembro ; os premios serao
pagos logo que se fizer a distribuicao das
listas.
Precisa-se de urna Sr.; honesta c de bous cos-
lumos, qued garanta i esses quesilos, para ir edu-
car duas meninas em um engenho, fazcndo-se-lhe
as vanlagous de ordenado, meza, roupa lavada e
casa independenle da doSr. de Engenho : quem
convier procure ao propriclario dcsla typographia,
que Ihe indicar a pessoa competente' com quem
tratar. v H
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes encadernados cm dous :
-.205000
Aluga-se urna preta para servico de rasa
engomma e cozuiha ; quem a piclcndcr, dirija-'
praca da Independencia, loja n. 5.
..r h "'ti"'0 J?a<'uin, da 'i Icixou de ser cai-
xeiro de Diogo Joso l.cile Guimaraes desde o dia 8
do corrente.
PUBLICACAO- I.ITTERARIA.
uiado processo criminal, exlrahida do cdigo do
processo criminal, da lei de 3 de dezembro de 1811
e dorcaulameulo respeclivo, pelo Dr. Vicente Fer-
rara Gomes, segunda edico nilida, muito melhora-
da e accrescenlada, 1 vol. cm 8. ene. JOOJ. He
gcralmcnle sabido que da ignorancia de uossa le-
gislado enmiuar lem-se originado muito^ abusos
proyindQ.dahi muilos males i boa administracao da
juslica, principalmente no interior do nosso paiz,
onde infelizmente ainda se nAo cncontratii aulori-
dades devidamenle habilitadas
pralica. Dahi procede appare:
pro< essos nullos, ou sem as formalidades indispen-
saveis. Para occorrer a estes inconvenientes o Sr.
Dr. \ cente rcrreira Gomes, cuja capacidade, espe-
cialmente nesla materia, he bem conhecida, orga-
uisou a sua guia do processo dejiima maneira acces-
sivcl a qualqucr comprehensao. Vende-se naslivra-
rias do palco do Collegio n. 2 e na da rua da Cruz
do bairro do Kecife n. 6.
i ^ "S? "*0" a cor.fnria do Senhor Bom
Jess da \ ia Sacra, na sua igreja Sania Cruz, na
Hoa-\ la, avisa aos seus irmaos e levlos, que no
? V oalal'ro v""dooro faro imprelenvelmenle
a testa d seu padroeiro, a qnal se nao tem feito por
motivos que lem occorrido, e (orno esla mesa lenha
pedido por cartas a coa^jovacc dos liis para maior
srtemnidadc de culto e nosso Redcmptor, por isso
pede a quem as lem recibido se queiram dignarcom
suas esmolas.
Aluga-se urna grande casa assobradada, sila na
estrada da Ponte de Ucha, a qual tem I salas,
quarlos, coznua fora, passeio, copiar, eslribaria, co-
clieira, quarlo para escravos, cacimba, quintal muV
rado com portao de ferro, c com sahida para o rio ;
quem a preleuder, .lirija-sc rua da Aurora n. 26,
primeiro andar. '
..7 Al"ga-(51e uma 8rande W* terrea com grande
sotan, salas,! qoartos, cozinha f.ira, cacimba, quar-
los para escr.vos e quintal murado, na Passagem da
Magdalena, junto a ponlc pequ.ina.ondemorou Joa-
TJ,1 J.oser1'erre,ra.: qem a pretender, dirija-se ao
paleo do Carmo, loja de lartarugueiro n. 2. a fallar
com seu propretano..
HTa?a r"a d'' S^ 70' l,a m varita-
des de roseiras muito differenlw enlre si, assim co-
mo muitas qualidades de dalias, e outras variedades
de lores. Em marco se esperam de Franca mais 10
qualidadea das mell.ores rosas, assim como de Ham-
burgo e FranCa 200 qualidades de dalias das mais
bonitas e novas naquelles paizes: os senhores ama-
dores que quizerem desta llores para a festa, para
seu recreoe ornamento de seus jardn., serio bem
servicios.
da7iWaUiVe "TI-a,"*r-C0"' Sr" Agostinho Jos
"va-"* rua do Cabug, a negocio de seu i nle-
resse.Joaqnim Jote da Costa Fa}ozes
PUBLICA CAO UTTERARIA.
Sahio luz era frmalo de quarlo grande. cdirSo
ar eb1soaSoradanR,hU,ada-C0nS,U0" Perlino
arcelHspado da Baha, novamenle impes^s em S.
Jaulo.e brevemente satura um wgundo volume
contendo loda, as reformaaeaditamentos, queTom
mmtr d0,ll,fP?, e com niudanca das pocas a
mesma consliluica.) lem solrido. Durante o espaco
6ubdcric,SoInSaC0,;,ard0da,1C hJ la aborta-a
hvros dfrLPd r8'" lm^!U"'l'! ob", as lojas de
VTa a Sruz ""* e da rua 4" Collegio n.
WsaoreX'r- eCada "*""" MWIOO r. pa-
fvoMkr ?a,le ,Tber de SU" esla,1a fa" P*J
idvor uar parle ao annunciante.
m
No armazem de faxendas bara-
ta, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
tie iazendas, finas e grossas, por
precos mais baisos do que emou-
tra qualqur parte, tanto em por-
roes, como a retaiho, affiancando-
se aos compradores im s 'preco
para todos : este estabelecimento
ahno-se .de combinaco com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
saspara vnder fazendas mais em
contado que se tem vendido, e por
isto ofierecendo elle maores van-
teSend9Queoux> qualque,.. 0
propnetano deste imprtenle es-
tabelec.mento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em re-
ral, para que venliaca (a1 bem dos
seus nteres) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos A Rolii
Esta obra, a mais importante de todas as que tratam da liomeopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a <'onlriiia de Hahnemann, e por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de en&enho c fazeudeiros que eslo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilaes d navio, que nao podem deixar uma vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qualqur iucommodo seu uu de seus tripolantes ; e inleressa a lodos os dictes de familia cue
por circumstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualqur
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha oo Iraduccao do Dr. Hering, obra igualmente ulil as pessoas que se
dedicam ao estudo da liomeopalhia um volume grande ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
pensiivtl s pessoas que querem dar-se ao cslndo de medicina........
Uma carteira de 24 tubos grandes de fnissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................
Dila de 36 com os mesmos livros. .'..................
Dita de 48 com os dilos. ,................ .
... ^ car,eira l'C acompanhada de don frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dita de 60 tubos enm ditos......................
Dila de 144 com dilos.................'.'.!!!!!
Estas silo acompanhadas de 6 vidros de Unturas > escolha.
As pessoas que cm lugar de Jabr quizerem o Hering, lerao o abatimenlo de OJOOO rs. em qualqur
das cnrloirns cima mencionadas.
Carleiras de 4 lubos pequeos para algibeira............... 83000
Ditas de 48 ditos......................... 16^'KK
Tubos grandes avulsos..............".".".".*.'.'.*" 19000
Vidros de meia onca de tintura..........".".!!!!!!!! SIMO
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
liomeopalhia, e o proprietario deslc eslahclecimenlo se lisnngeia de telo o mais bem montado possivel e
uingucm dnvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Iva mesma casa lia sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos, e
mpta-sc qualqur encommenda de medicamentos com (oda a brevidade e por presos muilo cora-
8WXX)
13000
409000
450000
503000
603000
1003000
Senhores estudantes.
Manoel Cassiano de Oliveira l.edo, esludan-
te que foi do Ijceo, oblove licenra para ensi-
nar parlicularmenle geometra e grammatica
naeiooal, cm que se rcconhcceu hahlilado. 9
S EsUo aberlas malrirulas de uma e oulra, e ''
coiilinuarao at o fim do correnle mez. Di- <5
i rija-se quem quizer ao paleo do Paraizo, pri- ?
;; meiro audar.unido a igreja. ;'
y f 9
^ovos livros de liomeopalhia uicfranccz, obras
todas de summa importancia :
Halinemaun, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
aproni
modos.
, Antonio Agnpino Xavier de Brlo, Dr. em
9 medicina pela laculdade medica da Baha,re- K
9 side na rua Nova n. 67, primeiro andar, on- $
9 de pode ser procurado a qualqur hora para o St
"* exercicio de sua prulissao. A
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
un.
Na
*^Ztt&mS!2^*
Na rua do Trapiche n, 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele: no mesmo lugar se moslram ricos d-
se nhos.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
qnerque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maioressacrilicios,
e, emquantonaolixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
LOTERA DO THEATRO DE SAMA-ISABEL.
Corre mdobitavelmente em 20 de
setembro do coi rente armo.
Aos 10:000^000, 5:0004000, i:000s000.
O canlelisla Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que os seus bilhetes c caute-
las nao solfrem o descont de oito por ccnlo do im-
posto geral nos tres primeiros grandes premios,
tiles eslao exposlos a venda as tojas j conhecidas
do respeilavcl publico.
Bilhetes ugooo 10:0003000
Mcios 5|500 5:0008000
Quarlo 29800 2:.500SOOO
Oilavos le.500 13503000
leemos 13300 1:0003000
Vigsimos 3700 5003000
Aluga-sc uma escrava prela para o servico de
uma casa de pouca familia, que ensalma loopa'mui
bem, e cozinha o diario de uma casa, aflianra-se
sua conduela : a tratar na rua Velba n. 18. "
Champagne, a melhor que ha no
mercado, epor preco mais barato do que
em outra qualqur parte, assim como ce-
ra em velas, caixas de 100 e de 50 libras:
trata-se no escriptorio de Machado & Pi-
nheiro, amado Vigario n. 19, segundo
andar.
v Aluga-se o primeiro andar da casa da raa do
\ igano ii. a : a tratar na de n. 7.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira
avisa ao respeilavcl publico, que o Sr. Fortnalo Pe-
reira da l'onseca Bastos, eslabelecido com loja de
bilhetes, na praca da Independencia u. 4, deixou de
vender assuas cautelas das loteras da prqvncia.para
vender as do Sr. cautelista Antonio Jos Rodrigues
de Souza Jnior, as quaes eslao sujeilas a8 \ do im-
posto gcral nos Ires primeiros premios grandes.
ASSOSSIACAO' COMMERCIAL BENE-
FICENTE.
A commissiio cncarregada da distribuicao da
quanlia agenciada para os desvalidos prejulicados
rZcriI"" ."^""'f-6'23 lle J"'. avisa aos
respeclivosinleressados que podem procurar o re-
sultado de seus requenmenlos cm casa do Ihesou-
re.ro,)a commlif- Sr. Ihoinn7 d.A
Jnior na rua do Vigario n. 10, das :, ,,a|c
Mieras da larde, do dia 11 por iante- r.da
t,ilca Barroca, sccrelario da commissao.
- O cautelista da casada Fama, no aterro da
Boa-\ isla n. 48, abano assignado, declara, que ten-
do desmanchado no da 16 de agosto do crreme
ii t\ nm iiii no, em quarlos os bilhetes
an-
_ inteiros n. 1503, 2713,
. ., 1pr'71eira par,e "* '"'eria do hos-
pital I edro II, a qnal correu a 18 do mez de agosto
do corrente anuo, e como desconfa que nao bolassc
a parle da lolcna a que perleneta ditos quarlos, os
quaes sahiram todos hranros, declara queililos quar-
los pertenecram aquella lotera do hospital Pedro If
e que da prsenle loleria do lliealro de Sanla-lsahci
que corre a 20 do correnle mez. na desinanrhou os
bilhetes cima, e para prevenir duvidas para o te-
luro faz a pn-senle ileclaracao.
Antonio nn Silva Guimaraes.
I'innino Cesar d'Almeida retira-se
Europa.
para a
DENTISTA KRANCEZ. 9
9 Paulo Gaignoux, eslabelecido na rua larga 9
9 '1 Rosario n. 36, segundo andar, colima den- 9
9 les com gengivas arlificiaes, e dentadura com- 0
9 pela, ou parte della, com a pressao do ar. fs)
9 Tambem tem para vender agua dentfrico do $
Q Dr. Pierrc, e p para denles. Rna larga do @
;5 Rosario n. 36 segundo andar. ($
asooo
6j(KH)
7SO00
65O00
165OOO
1 63000
88000
163000
103000
83000
73000
63OOO
43000
IO5OOI)
303OOO
SACCAS COM MILHO A 2$500.
Vendem-sc na loja n. 26 da rita da Ca-
deia doRecife, estpiina do becce Largo.
Vende-se um forro de carro com os seus com-
petentes pertences, e de muilo bom gosto ; na rua
de Horlas n. 15.
Vende-senm lanque de madeira grande, pro-
prio para deposito de rael, porque foi feilo para esse
l'un, cesl armado para o comprador ver o lamanlm
e a seguranca com que foi feito ; para ver, nos Coe-
llios da parle das Cinco Ponas, na casa que tem um
nininho de vento em cima do telhado, e para nego-
cio, na rna da Senz.ala Velha n. 110.
Cortes de chita.
Novo *ar limen (o de corles de chita larga, cores fi-
as, e padrocs claros e escuro a 23000 cada um : na
loja de 4 portas, na rna doQiicimadn n. 10.
\ ende-se uma parda escura, de idade 30 anuos,
pouco mais ou monos, sabe fazer renda, engommar
liso, coziiihar o diario de uma casa, e vende na rua:
a Iralar na rua da Cruzn.57, labcrna.
Vende-sc um armazem de sal muilo novo e
bem feito, e afreguezado, com commodos para gran-
de familia ; o motivo de se vender he por seu dono
ler de fazer uma viagem. Vende-se tambera uma ca-
sa de rancho bem afreguezada, com grande casa de
vivendae quarlo para taberna, quintal que accom-
moda 150 cavallos, boa cacimba que supre de agua
todo o verao em um sitio muilo bom para plaales
e mesmo por ser muito perlo desla pra^a, que he na
eslrada nova da Emberibrira, c que est reudendo
mensalmcnle 103000 : na rua de Horlas n. 15.
Vende-se um grande caixao, proprio para pa-
daria ou para guardar roupa lavada ; na rua do Tra-
piche 11. 10, terceiro andar.
Vende-se para tora dcsli provincia um excel-
lenle cscravo, rrioulo, natural do serillo, muito bom
agricultor, e sem vicios de qualidade alguma, ao
comprador se dir a razflo porque se vende : na rua
Nova n. 50, taberna da esquina que vulta para a rua
de Santo Amaro.
Vendem-se duas mulatas perfeilas engomma-
rteiras e coslureiras. sendo um de 30 annos c outra
do 22, rom um tilho miilatiuhode 6 annos, eum ne-
gro de afio ; na rua da Senzala Velha n. 70, se-
gundo andar, se ilir quem vende.
PARA A FESTA.
Sellins nglezes para homem e senhora
Vendcm-sc sellins inglezes de pa-
tente, com todos os perlences. da me-
lhor. qualidade que lem vindo a esle
mercado, lisos e de burranne, por
prer,o muilo commodo : em casa de
Adamson Honic i\ Compaa, rua
do Trapiche n. 42.
piel
MECHANISMO
NHO,
PARA ENGE-
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
9&at&1H99999--9X99m>*99
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- sj(
dou-se para o palacete da rua de S. Fraucisco 9
9 'mundo novo) 11. 68 A. t
9 Visa- 9aeM
Aos 10:000| 5:000 e 1:00()s000.
Na praja da Independencia n. 4 luja do Sr. For-
tunato, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 40 do Sr.
Faria Machado, ruadoQueimado n. 37 A dos Srs.
Souza & Freir e praca da Boa-Vista loja de cera
do Sr. Pedro Ignacio Baptisla, eslSo venda os bi-
lhetes e cautelas da primeira parte da 19" loleria do
Iheatro de Sania Isabel, a qual corre no dia 20 de
setembro, cujos bilhetes sao do canlelisla abaixo as-
signado; o qual paga por inlero o premiode 10:0003
5:0003e 1:0003000, que sahirem etn seus bilhetes
inleiros c meios bilhetes cujos vSo pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior.
Bilheles inleiros.
Meios bilheles.
Ouartos.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassada Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeijao e
aceio : no largo da rbeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
II3OOO
53500
23800
13500
13300
700
U Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes,
9 formado em medicina pela faculdade da Ba-
9 bia, contina no exercicio de sua profisso, na
9 rua Nova n. 19, segundo andar.
i
*
TOAL.HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, lofa da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loajhas de panno de linho, lisas
e ailamascadas para roslo, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro das loteras avisa, que
acham-se a' venda nos lugares do costu-
me, os bilhetes da lotera do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
piarada Independencia, lojasn. 4e 15 ;
na do Queimado, loja n. 59 ; Livra-
mento, botica 11. 22; rua da Cadeia do
Recite, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. -18 ; rua do Cabuga', botica do Sr.
Moreira e rua do Collegio 11. 15.
Bilhetes inteiros......IO.sOOO
Meios........... 5.S000
Na rua Bella 11.13, precisa-sede uma escrava
que saibacoznhar e engommar, esohreludu que se-
ja fiel : be casa de duas pessoasde familia.
Oflerece-so um menino de idade de II a 12
annos, para caixeiro de laberna.de que lora pralica ;
dirija-se rua do Queimado, loja n. 43.
Desappareceu no dia"5 do trrenle, do sitio da
Cruz de Almas do collegio da Conceican, um cscra-
vo, cabra, barba grande, idade 40 anuos, pouco mais
ou menos, cxo do p esquerdo. he oflicial de sapa-
leiro, e levou chapeo de massa blanco.
Precisa-se de nina pessoa capaz e que de 00-
nhecinientode si, para Irabalhar n'um sitio peque-
o : a fallar Do Manguinho primeiro sitio da eslra-
da uova o na rua doAraorim 11. 39.
lumes.
Teslc, nolcstias dos meninos.....
Hering, liomeopalhia domestica.....
Jahr, pharinacnpa hoineopalliica. .
Jahr, novo manual, 4 vulumcs ....
Jahr, molestias nenosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
lia 111111, historia da liomeopalhia, 2 volumes
IIai llimaini. Iralado completo das molestias
dos meninos..........
A Teslc, materia medica homoopalhica. .
De Favolle, doulrina medica homeopathira
Clnica de Slaoneli........
Caslilig, verdade da liumcopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Atllas completo de anatoma cora bellas es-
tampas coloridas, ronlendo a descripeo
de lodas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos esles livros no consultorio ho.neopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio n. 25,
primeiro sudar.
No sobrado 11. 82 da rita do Pi-
lar, precisa-se alugar unta escrava que
saiba engommar bem e tomar conta de
uma casa de pequea familia.
JOIAS DE OURO.
fNa rua do Queimado loja de ourives pinla-
lada de azul n. 37, ha um rico e variado sor-
timento de obras de ouro que o comprador,
a vista dos precos e bem feilo da obra, nao
a* deixar de comprar, alianrando-se e res- 3
S ponsabilisando-sc pela qualidade do ouro de
JS 14 e 18 quilates.
aatnseauBsts
LOTERA 1)0 THEATRO DE SANTA-ISABEL.
Aos 10:0003000 e 5:0003000.
Na casa da Fama, no aterro da Boa-Vista n. 48,
estao n venda os bilheles c caulelas da 19 loleria do
Iheatro de Santa-Isabel, que corre a 20 do corrente.
Bilheles 103000
Meios 58000
Quarlos 23800
Decimos 13300
-_ V|S"D0S jj-00
RETRATOS PELO SYSTEM*
CHRISTALOTYPO.
Aten-o da Boa-Vista n. 4, terceiro
andar.
9 No cslabelecimeulo enconlrarao os prelen-
@ denles um rico sorlimcnlo de caixas, quadros,
@ allineles, cassolelas e pulceiras.
99&&&&9&:&t-Q98&
Dent, alfa ate irancez,
eslabelecido na rua da Cadeia do Recite 11. 40, pri-
meiro ailar, Irahalha de feilio.
A abaix assigoada, roherdeira do sitio, sito
na eslrada de Joflo de Barros, em cupi propriedade
he morador um dos herdeiros Jo3o Manoel Mendes
da Cunha Azevedo, c exislindo um leligo enlre os
diversos herdeiros e a fazenda, cuja final senlenra
lem de ser decedida pelo supremo tribunal de josl'i-
{> ; por isso a mesma abaixo assignada nao sopor si
como por parle de suas lillias, de que he administra-
dora, em lempo declara, para que ninguein lance em
tal sitio pelas razoesj di las, e mesmo porque espe-
ram os herdeiros que nao sendo devedoresa fazenda
e pelas rzoes q'ie no recurso allcgam, Ihe ser en-
tregue sus propriedade, heranca de sua finada mai
D. Mara Ignacia da Conceicao Mendes. Recite 11
de setembro de 1854.
Munoela Miquelina l'ieira da Cunha.
Quarta-feira, 13 do corrente, ha de ser arrema-
tado cm ha-ia publica a quem maisder, pela quan-
lia de 579980, urnas (aboas de armaran de taberna e
diversos gneros perlencenles a uma refinacao, in-
clusive urnas latas de figos, caixas com charutos ele,
ludo em man estado, na porta do Sr. Dr. juiz muni-
cipal da segunda vara, s horas do cos 11 me, cscrivao
Molla, por eiecucao de Antonio da Silva usrao,
contra Manoel /.citrino Das Brrelo.
NA FLNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NIIEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO;0 CIIA-
FARIZ,
ba sempre um grande sorlimcnlo dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
ewnslruccao ; leixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
ces ; crivos e boceas de fornallia eaegislros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafusos c clvlhoes, moinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se excculam lodas as encommendas com a superiori-
dade j conhecida, eeom a devida presteza e comroo-
didade em preco.
Na rua das Crnzes n. 10, laberna do Campos,
ha poroso de bichas hamb'nrguezas das melhores que
ha no mercado, que se vende em porcocs e a retaiho,
e tambem se alugam.
FAZENDA DA MODA.
Alpacas de seda de quadros c lisa, furia-cores, fa-
zenda para vestidos, do melhor gosto que lem vindo
a esla praca, por precos que muito han de agradar aos
compradores; d.to-se amostras para verem em qual-
qur parle : na loja do sobrado amarello. nos qualro
cantos da roa do Queimado n. 29, da Jos Moreira
Lopes. ,
Vende-se um carro cm bom uso, com todos os
seus petlencos, constando de uma coberta e arreios,
ludo em bom eslado, por preco commodo: quem
prelender, dirija-se "a coebeira doSr. Antonio Luir.
Caldas: na rua da Cadeia n. 13, que se dir quem
vende.
Vende-se superior e nova farinhn de mandioca,
chegada recenlcmenlede S. Malhei : a bordo do
patacho Amisae Constante, e liiatc Amphilrile, ou
na rua da Cruz n. 3, escriptorio de Am.irim Ir-
maos.
Vendem-se saccas com superior feijotmlati-
nho ; 110 armazcm n. 7 do caesdaalfandega.
Vendc-sc um bom mulque criouln dei8 an-
ns e bonita figura ; na praca da Independencia
loja n. 3.
Cambraia franceza.
Vende-se cambraia franceza muilo lina o de
padrees o mais rico possivel, e preco muilo har.iln ;
na rua do Queimado n. 38, em frente do becco da
Congrcgacao.
Vende-sc um canario do imperio, e uma sa-
bia por procos razoaveis. ambos canlam maravilhc-
samenle. c dao-se para experimentar : na rua da
Cruz coneitaria n.ai.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muilo saa e gorda, viuda da
provincia do Cearu, pelo barato preco de 43000 rs.
a arroba cm paroles de 1 arrobas : "no armazem da
porta larga ao po do arco da Conceicao, defronle da
escadinha.
Ai que fri.
Vende-sc superiores cobertores de tpele de di-
versas cores, grandes a 13200 rs., ditos b'rancos a
1?200rs., dilos com pelo a imilacito dos de papa a
I3IOO rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
Vendem-se couros miudos e meios de sola ; na
ruadoQueimado n. 44.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pes de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56.
ATTENCAO'.
Ruado Crespo n. 1G, esquina da rua
das Crnzes, vende-se nesta loja alpaca de
seda de muito bonitas cores, e pelo liara-
lissitno preco de 500 rs. o covado.
Vendem-se charapes de inicias da Ierra, e de
outras; na deslilacao, na praia de Santa Rita.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de -alinele, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
CASEMIRAS BARATAS.
Conlinua-se a vender corles de calca de casemira
de cores, havendo sortimento para escolher, e pelo
baralo preco de 43800 o corte ; na loja de 4 portas
na roa do Queimado n. 10, de M. J. Leite.
CARRO ECABRIOLET.
V ende-se um carro de 4 rodas com 4 assenlos, e
um cabriole!, ambos em pouco uso, e cavallos para
ambgs: na rua Nova cocheira de Adolpho. Bour-
geos.
Farinha de mandioca.
Vende-se em saccas grandes epor bara-
to preco: no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na rua do Amorim n. 54.
Farinha de mandioca.
Vende-se superior farinha de mandioca, em sac-
cas grandes de mais de alqueire, e por preco com-
modo : na travessa da Madre de Dos n. 3 e 5, oa
na rua do Qoeimado n. 9, loja de fazendas de Anto-
nio Loiz de Oliveira Azevedo.
Nos qnatro cantos da Boa-Vista n. 1, vende-se
superior carne do seriao, linguicls de ptima qua-
lidade, e por barato preco ; quem prelender, appa-
reja com os cobres.
Sedas.
Conlinua-se a vender sedas lisas furia-core, de
gosto o mais delicado que lem vindo a esla praca,
pelo baralissimo preco de 1280 rs. o covado : na
rua ilo Queimado, loja do sobrado amarello n. 29, de
Jos Moreira Lopes.
Bom e barato
Vendem-se curies de chila de barra, de cores fixas
a 13600 cada corle; na rua do Queimado, loja do
sobrado amarello n. 29. Na mesma loja de encen-
tra um completo sortimento de fazendas de todas as
qualidades, e por precos que agradaro aos compra-
dores.
Na rna da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se o'
seguinles vinhos, os mais superiores que tem vindo a
esle mercado. .
Porto.
Bjucellas,
Xercz cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em camuas de uma duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preco muilo em conta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemente chegada.
Tacas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, n*~cua de Brum, passan-
do t-rrSlariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
V endem-s missaes para missa, novos, assim
como uma caixiuha de desecho e uma porsSo de
pciiles madeira do ar) que ludo se d mnilo em con-
ta : quem pretender, dirija-se a loja 11. 6, na roa do
Vena<"n-se vidros com asna das Caldas da
Rainha, chegada ltimamente, a qnal he excellcnle
para lodas as molestias do estomago e outras : qaem
prelender, dirija-se botica de Ignacio Jos do Cou-
to, 00 largo da Boa-Vista.
Deposito de cal virgem.
Vende-seal virgem recenlemente chegada de
Lisboa : no armazem de rinva Pereira da Cunha,
rua de Apollo n. 8.
Vende-se por precisao um casal de cscravo
sem vicios e sem defeito, ainda novos e bons traba-
jadores de cnxad* ; quem os pretender, proenre-os
na rua do AragSo n. 19.
BRINS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fusin branco alcochoado a 400 rs. o covado'
castor muilo encorpado a 210 o covado, pefas d
cassa de quadros, proprias para babadosa 2S000, gan-
ga a na r.-lla i raneada a 320 o covado : na loja da rna
do Crespo n.6.
SSSF.
Acha-se a venda nos armazens de Deane Voule &
Companhia, a verdadeira farinha de SSSF raminhu.
Cortes de cambraia,
Superiores cortes de cambraia bordados de seda,
de muito bom gosto a 43000 cada nm, ditos de cassa
dula a 2&000, ditos de chila franceza larga a 3JW0O,
lencos de seda de 3 ponas a 640, ditos de cambraia
com bico a 280 cada nm : na roa de Crespo, loja
n. 6.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se toalhas de panno de linho adamasca-
das para roslo a 109000a duzia, ditas lisas a 149000
a duzia, guardanapos adamascados a 39600 a duzia :
na rua do Crespo n. 6.
240 rs.
Continua-se a venders melhores chitas francezas,
pelo diminuto preco de 240 rs. o covado ; na loja de
Gregorio 4 Silveira, rua do Queimado n. 7.
LINHA DE CARRITEL DE 200 JARDAS.
yendom-se em casa de Fox Brothers, rua da Ca-
deia do Recife n. 62, carnteisda mais superior linha
que lem vindo a esle mercado, cada carmel lera 200
jardas.
v _J i:m "
vendem-se a dinheiro visla pecas de madapolao
largo, de boa wialidade, pelo barato preco de 49OOO
cada uma peca : na loja de Gregorio &S"ilveira,rua
do Queimado n. 7.
* Cassas rancezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, veudem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda' demuito boanbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Vende-se nm excellcnle carrtnho de 4 rodas,
mni hem construido,eem bom eslado ; esla expotlo
na rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo. o Iralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz 00
Recife n. 27. armazem.
QEIJOSE PRESUNTOS.
Na rna da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martini, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raso.
Mohnos de vento
"ombombasderepnxopara regar borlase baia,
de capim, na fundicao de D. W. Bowmau : na roa
do Brum ns. 6, 8 o 10.
Padaria.
Vende-se orna padaria muito afreguezada: a Iralar
com Tasso & rmeos.
Devoto Christao.
Sahio a luz a 2.a edirao do livrinbo denominado
Devoto Christao,mais correloe acreseenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca na In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mnilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rus do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
I.AS DE SEDA.
Vendem-se modernissimas laas de seda Iranspa-
reules para vestidos, fazenda nova e de goslo, pelo
baralo preco de 129000 o corle de 21 covados: na
rua Nova loja o. 16, de Jos Luiz Pereira 4 Fi-
II10.
Vende-se um boi manso e muito novo : no si-
lio da Torre em Bellem.
Vende-se uma escrava de nacan Cosa de mei- lln COMPRAS.
Compram-seacces ila companhia de Beberibe :
na rna do Trapiche armazcm de Fonseca & Medei-
ros.
Compram-sc latas que vem com bolachinbas
de aramia do Rio de Janeiro, estando om bom es-
lado : na taberna do paleo do Carmo, quina da rua
de Horlas n. 2.
Lompra-se um piano inglcz cm meio uso : no
aterro da Boa-Visla n. 62.
Compram-sc e pagam-se bom duas prelas de
bous coslunies, quceiignnimcm o cuzinhem ; quem
as tiver, dirija-se rua do Crespo, loja n. 3, prxi-
ma ao arco de Santo Autonio.
Compra-se uma casa terrea no bairro da Boa-
Visla ; a Iralar com o comprador na praca do mes-
mo bairro da Boa-Vista, sobrado n. 4.
Compra-sc uma prela robusla sem vicios nem
achaques, c de boa figura, costuniada ao servico de
casa, que saiba bem engommar, rozinhar c fazer
lodo o misservic,o de uma casa : na rua da matriz
da Boa-Vista 11. 20.
VENDAS.
Vende-sc uma crnica nova ; a Iralar no so-
brado enlre a igreja do Paraizo c o quarlel de po-
lica. '
Vende-se ama cadeirinha de rebu-
co (da Babia) com pouco uso, e preco com-
modo: na Cambado Carmo n.18.
SACCAS COM FARINHA A ^000.
Vendem-se aa loja a. 2 da rua da Ca-
dein do Recife, esquina do becco Largo,
saccas com superior farinha da Ierra.
Saccas grandes com 11.1II111 novo, por preco coin-
inoilo ; na rua da Cadeii do Recife, loja de loura
u. 20, se dir quem vende.
idade, proprinpara o mallo ou engenho : no
zem de sola 110 caes do Ramos.
Vende-se arroz pilado a 19110 rs. aarrob
na rua Nova n. 65, taberna.
Vende-se um piano cm hom uso, proprio para
principame, por preco commodo : na praia de San-
la Rila, casa nova, junto ao moinho de vento.
Vende-se farinha do mandioca por preco mais
commodo do que em oulra qualqucr parlo : na rua
da Cadeia do Rcrifc n. 56, loja de ferragens.
No aterro da Boa Vista n. 80, vende-se =om-
S-para emgoinuiar muilo superior em libra, e
lurirasdo -erVm do Serid ltimamente chegadas.
CALCADO. /
Vende-sc calcado barato de todas as qualidades,
botins, meios dilos, sapatos para senhoras.e menflfas,
charutos de lodas as qualidades: no Aterro da Boa
Visla loja nova n. 82.
Vendem -m| barris com mei por preco com-
modo : na ruado Rangel n. 21, chegados do pr-
ximo.
BICHAS DE HAMBBGO.
Chegado no patacho Anna Cathari-
na de Ilamburgo, vendem-se poi preco
muito em conta : na rua da Cruz 11. 10.
LAAS PARA VESTIDOS.
Vcndem-sc corles de laa para vestidos, com 15 co-
vados cada um corle, pelo barato preco de 59000
na rua Nova n. 16 de Jos Luiz Pereira & Pi-
lilo.
CHAPEOS PARA SENnORAS.
Vendem-se modernos e bouilos chapeos de seda e
blond para senhora-, muilo bem enlejiados e da ul-
tima moda : na rua Nova ioja n. 16, de Jos Luiz
Pereira & Filho.
PALITOS FRANCEZES.
Vendem-se palitos francezesde brim de linho de
coros o brancos de brelanlu a 39500 e 49000, dilos
de alpaka, prelos e do cores, a 85OOO, dilos de pan-
no fino, prelos e de cores, a 14,16 e 189000; ludo
a ullima moda r hem acabados : na rua Nova loja
n. 16, de Jos Luiz Pereira & Fi|ho.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de 3 portas, na rua do Li-
vramento 11. 8, ao pe do armazem de
louca,
vendem-se chitas escuras finas, de cores fixas, com
pequeo toque de mofo, molhad que seja sane, o
covado 100, ricas enre* de cambraia de seda com 2 e
3 babadosa 109, 119e 129000, e oulras mudas fazen-
das baralas.
Vende-se uma casa terrea de pedra e cal sila
no Poco da Panella rua do Rio n. 4, com bastantes
commodos : a tralar na rua Nova n. 39, primeiro
andar.
Vende-se uma prela crioula de 22 annos de
idade. que lava, cosinha e engomma : na rua da
Gloria n. 6.
Vendem-se ricos pianos com excellenles vo-
zes e por precos commodos: em casa de J.C. Rabo,
rua do Trapiche n. 5.
PUBLICAQAO' RELIC10SA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adnplado pelos
reverendissimos padrescapuchinhos do N. S. da Pe-
nda dcsla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da indicia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I90OO.
Em rasa de Rnlhe Bidotilac, rua do Trapi-
che, vende-se o sezuiute : ferro da uecia, djlo
imitacao, chumbo em lencnl, cobre para forro de 20
c 26 oiu;as, aro imitadle de milan. arados de ferro,
moendas de assucar,pianos horisonlaes c de armario,
laixas de ferro.
Vcndcm-se 3 ornamentos completos de damas-
co de Lisboa, sendo 1 branco e 2 verdes : na rua do
Queimado n. 41.
Na rua do Vigario 11. 19, primeiro andar, ven-
dc-se cora lano em grumo, como em vellas, cm cai-
xas, cmn muilo hom snrlimenlo e de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gratidao, assim
como bolachinbas cm !alasde8 libras,e farol lo muilo
dovo ei/i saccas de mais de 3 arrobas.
Deposito de vinho de cham- &
tagne Cliateau-Ay, primeiraqua- mk
a lidade, de propriedade do condi |
2 de Mareuil, rita da Cruz do Re- A
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende- w
A se a 6s000 rs. cada caixa, acha- t&
- se nicamente em casa de L. Le- -
I comte FcrotivV Companhia. N. B. W
9 As caixas sao marcadas a fogo 4$)
^5) Conde de Mareuil e os rtulos $
(Af diis garrafas siio a/.ues. O
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes e encorpados,
liles luancos com pello, muilo graudes, imitando os
le laa, a 1100 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
-ifcocca, as quaes acham-se a venda, por
commodo e com promptidao' :
em carro
i
preco
embarcam-se ou carregam-se
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado has co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Cola da Babia, de qualidade esco-
lliida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes d Com-
panhia.
Louca vidrada, receida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca eCondor, ou a tratar com Tasso Irmaos.
Vende-se uma bahnra romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras: qnem
a prelender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
Attencaa.
Vende-se a laberna sila no Paleo do Terco n. 2,
com poucos fundos, ou mesmo s a armario: a ir-
lar na rua Direila n.76.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bpns efieitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron ii
Companhia.
&
V endem-se relogios d e ouro e praia, mai
baralo de que em qualqur oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
paiito da fabrica da Todo* oa Santo* na Sabia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rna
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa da es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em can de Me. Calmont & Com-
panhia, na pradal do Corpo Santn. II, o sepuinlc:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 dozias, linhas
em novellos ecarreteis, bren em barricas muilo
grandes, ac de otilad sortido, ferro inglcz.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de fem batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjain, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, rnodinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Acanelado Edwla Kaw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
inentos de lanas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inctiras todas de ferro pa-
ra animaes, asoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de lodos os lmannos e modelos os mais modernos,
machina horisunlal para vapor rom Torca de
4 cavallos, coros, passadeiras de ferro eslanhado
Cara casa de purgar, |>or menos preco que os de co-
re, e-cu vens para navios, ferro.da Suecia, e tu-
lla- de liandies ; tudo por baralo preco.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fuigio na noile degterrcnle um mualo de no-
me Joao.perlencenle aMaiio^lsPerreira,do enge-
nho Pedreiras.de Goianna.o vendido,represenl.i ler 20 anfcasde idade, levou ves-
tido calca e camisa de rbcadjtho de algodo,lem fal-
la de denles na' frente, est uilo amarello de frial-
dade e bastante enchadi -em o mesmo pegar le-
ve-o ao dito engenho, ou nesla praca em casa do
Manoel Jos Correia, de oude o mesmo se ausenlou,
na rua da Cruz do Kecife n. 46 quesera pago de seo
trabalho.
A 8 das que pdz-se em fuga o meu escravo
Benlo, crioulo, moco, e o melhor signal que lem he
ler um lalho na sobraucelha esquerda, e correspon-
de na face com um calombinho ; esle escravo cuns-
la-me que est acontado ; quem o liver ha de res-
ponder pelos das e maisprejnizos resultantes, fican-
do responsavel a lei ; rogo a polica e a quem mais
interessar, e capilaes de campo a sua captura, que
pagarei generosamente. Sitio Capellinha da Sacra
Familia 11 de setembro de 184.
SebastiSo dos Oculos Arco Verte.
No dia 9 do correnle desappareceu um prelo
escravo, de nome Fraucisco, narSo Angola, estatura
regular, pouca barba, e lem om signal grande 00
poscoco do lado direilo, que partee um lobinho, e ha
bastante ladino ; levou chapeo prelo e algoma rou-
pa amarrada em um lenco, enlre a qual foram Ires
pares de calcas, sendo 1 branca, 1 de brim pardo e 1
de algndo azul ; presume-se que foi para as partes
do Monleiro, onde esleve bastante lempo em com-
panhia do Sr. antigo, que foi o Dr. Vicenlc Ferreira
domes : quem o pegar, le\ e-o a seu seohor, na rua
da Cadeia Velha n. 42, que ser recompensado.
Desappareceu no dia 8 de setembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que cos orna trocar o no-
me para Pedro Jos Cerino, e inlilular-se forro,
be mnilo ladino, foi escravo de Antonio Jos de
Sanl'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
Santo Aniao, e diz ser nascido no serlao do Apody,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapinha-
dos, cor um pouco fula, olhos oscuros, nariz grande
e grossn, beiros gromos, o semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesla occasiAo foi com
ella rapada, com lodos ns denles na frenle ; levou
camisa de madapolo, caiga e Jaquela branca, cha-
peo de palha cora aba pequea e uma trouxa de rou-
pa pequea; he de suppor que mude de Irage: ro-
ga-se porlanlo as autoridades policiaes e pessoas par-
ticulares, o apprehendam e Iragam Desla praca do
Recite, na rua larga do Rosario n. 24, que se re-
compensar muilo bem o seo trabalho.
Desappareceu no dia 23 de julho passado de bor-
do do bngue Santa Barbara Vencedora, o prelo
marinheiro de nome I.uiz, o qual representa ler 30
annos de idade, cor fula, baino, nariz chalo, lem
algumas marcas de herhigas, pouca barba e he na-
tural das Alagoas r roga-se porlanlo as .autorida-
des policiaes e capilaes de campo a sua apprehensao,
e leva-lo a rna da Cruz do Recife n. 3 escriptorio de
Amorim Irmaos qpe se gratificar com 1009000.
Desappareceu no dia 18 do correnle o prelo
Joo, denaoilo Congo, ou (iuicama, representa 40an-
nos, estatura ordinaria, reforrado do corpo, roslo
cbeio, com falta de nm denle de cima, he calafate e
perlence ao casal do fallecido Norberlo Joaquim Jos
Uuedes. Pede-se as autoridades policiaes e capilaes
de campo a sua captura, e mndalo entregar a viuva
D. Anua Joaquina de Jess Queiroz G-uedes, na rua
do Appolo n. 2, que serao recompensados: este prelo
esla matriculado na capitana do porto.
IOO9OOO de gratificado.
A quem apresenlar o moleque Alfonso, de naci
Camundongo, idade 20 e lanos annos, bstanle ser-
r do corpo, feicoes miudas, altura regular, com
duas marcas de feridas no meio das cosas ; desap-
pareceu de casa em 17 do correnle agoslo, pelas 7
horas da larde, e como nao leve motivos para fugir,
e leve sempre boa conduela, suppOe-se que fosee fur-
tado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
goddo grosso e chapeo de palha com fila prela larga:
quemo trnuter i rua de Apollo n. 4 A, recebe a
gralilicacao cima.
Ainda continua eslar fgido o prelo que, em lt
de setembro prximo passado, foi do Monleiro a um
mandado no engenho Vertenle, acompanhando urnas
vareas de mando de Sr. Jos Beruardino Pereira de
Hi ilo, que o alugou para o mesmo fim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de frrida na peroa direila. cor prela, nadegas em-
pinadas para fora, pouca barba, lem o terceiro dedo
da man direila encolhido, e falla-llie o quarlo: le-
ven veslide calca azul de toarle, camisa de algodao
lizo americano, porm levou outras roopas mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, e usa
sempre de correia na cinla: quem o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu senhor Romeo Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do l'clouriuho arma-
zcm de assucar o. 5e 7 de Homao & C, que ser re-
compensado.
Desappareceu no dia 1. de agosto o preto Ray-
mundn, crioulo, Com 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, condecido all por Ray-
m undo do Paula, muilo conviven le, locador de llau-
lira, cantador, quebrado de uma verilha, barba ser-
rada, beiros grossos, eslalura regular, diz saber ler
e esrrever, tem sido encontrado por veres por delraz
da rua do Caldcireiro, jiinlamenle com uma prela
sua concubina, que tem o appellido de Mara cinco
reis ; porlanlo rosa-se as autoridades policiaes, ca-
pilaes de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
prehendam e levem i rua Direila 11. 7l, que serao
tenerosamenle gratificados.
PERN. : TYP. DE M. F. DE FARIA. !*>*
-
(T
r
Vs,
<
'

. I
1
\
*V

~.


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