Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01361


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Full Text

tf
ANNO XXX. N. 208.
y

Por 3 mezas adiautados 4,000*
Por 3 mezas vencidos 4,500.
TERCA FEJBA 12 DE SETEWIBBO DE 1854.
Por anno adiantado 16,000.
. v. \OlH BgH Por anno adiantado 16.000
Por 3 mezas vencidos 4,500. ^fW Mr ~" "f,w.
___ 1||l __ ^53 Bwl^^ Porte franco ^ralf subscriptor
DIARIO DE PERNAMBUCO
\
encarregados da sbscripcao'.
Rocife, o proprietario M. F. de Faria; Rio le Ja-
neiro, o Sr.Jo5o Pereira Martins; Baliia, o Sr. F.
Duprad; Macoi, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervasio Vctor da Nalivi-
diid; Natal, o Sr. Joaquina Ignacio Percira; Araca-
ly, o Sr. Anto'nio do LemosBraga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 1/4 a 27 1/2 d. por 19
Paris, 365 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po lO.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Aeros do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de leltras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas da 6400 velhas. 165OOO
de 69400 novas. 16&000
de 4000...... 99OOO
Prata.PalacOes brasileiroa..... 1940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Qlindn, todos os dias.
Cantar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas c sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quinias-feiras.
PREAMAR RE HOJE.
Primcira s 8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horaso 54 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas c quinlas-feiras.
Rolaran, terr.as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas o sextas-feiras s 10 horas.
JuitO do orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMER1DES.
Setembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutos c
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manhaa.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescente 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Theodora penitente; S. Prplo.
12 Terca. S. Macrobio m,; S. Ligorio m.
13 Quarta. S. Aula v.; S. Heronides m.
14 Quinta; Exallacao da S. Cruz. S. Cometi p.
15 Sexta. S. Nieomedes m.; S. Melelino m.
16 Sabbado. S. Eunhomia v. m.; S. Abundio.
16 Domingo. 15o As chagas de S. Francisco. S.
Pedro de Arbues m.; S. Justino m.
PARTE 0FF1C1AL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Exp.lew. do di. 9.
OfficioAoEim. bispo diocesano.Havendo con-
vocado extraordinariamente a asseinblca legislativa
provincial para o dia II do corrate, compre assim
o commoicar a V, Exc. Rvdm., a(lm de que le dig-
ne de ir celebrar a mlssa votiva do Espirito Santo,
na igreja matriz de S. Fre Pedro Goncalves.Offi-
ciou -se a cmara municipal desta cidade, para man-
dar preparar a supradila igreja, e ao commandantt
d;n armas, nao s para fazer marchar para a (rente
da casa da mesma asscmbla um butalliAo de linlia,
afim de fazer as honras do eslvlo, mas tambem orde-
nar que a fortaleza do Bmm d a salva do cus-
turne.
DitoAo director geral interino ta inslrucc,io pu-
blica, inteiraudo-o de haver designado os professo-
res, Jos Joaquim Xavier Sobrcira, Joaquim Antonio
de Castro N unes e Miguel Archanjo Mindclln, para
examinadores uo concurso a que se lem de proceder
para provimento da cadeira teinstrucc.lo elementar
do 1" grao da Lagoa de Baiio.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, re-
coimneiidaudo a expedidlo de suas ordens, para que
o inspector da alfaudega consnta no despacho do ap-
parelho de um pharol da provincia das Alagas, sen-
do o mesmo apparellio entregue lo'inspcclor do ar-
senal de marinha.Commuuicoo-e a este.
DitoAo mesmo, inteirando-o de haver, ero vista
de sua informad" dada sobre o requcrmcnlo, ein
que Jos Augusto Cesar Nabueo do Araujo pede
permissao para vender ao senador Antonio Luiz Dan-
tas de Barros Leile, o sobrado de um andar n. 3, e
a torra parte da casa terrea n. 1, silos na ra do Hos-
picio c cm terrena* de marinha, lanfou em dilo rc-
quenmento o despacho seguinteComo requer, apre-
senlando-se na thesouraria de fazenda para satisfacer
a exigencia contida na informaeao do inspector da
Blasma thesouraria de 5 do correle, sob n. 47:2.
DiloAo mesmo, remetiendo para os convenien-
tes exames, copias dai actas do conselho administra-
tivo, datadas de 25 e 26 de agosto ni timo.
DitoAo cnminandantc da eslado naval, dizendo
em primeiro lugar, que as pracas viudas do presidio
de Fernando no brigue de guerra Ceartnsc, emeon
saqueada de estarem comprehendidas no indulto
concedido por decreto de 25 de feven iro deste anno,
o bem assim o sentenciado Manocl dos Passos Res,
devem ser entregues ao juiz municipal da primeira
vara desta cidade, e em segundo lugar, que acaba de
expedir ordem para serem feilos \x\.\ repartirlo da
mariolia, os reparos de que necessita o cinlado do
costado do mencionado brigue.Expidi-so a ordem
de que se trata, remelteram-se as guias das pracas e
sentenciado ao snpradilo juiz, c commuoicou-sc ao
commandaotc daquelle presidio.
DitoAo juiz relatio/iTa junta de Justina, Irans-
mittiudo para sercn>~felalados em sessao da mesma
junta, os proeessns eilos aos soldados Luiz Anlonio
iloNiwinel" e Manoel Pedro Alexandrino, perten-
cenlcs ao decimo baflUu de inanl, rh.Commu-
nieou-se ao coronel CTimmmiihmtT: dan armas.
DitoAo inspector do arsenal de marinKa, para
mandar proceder com .urgencia a urna minuciosa
vistoria na crvela Bertioga, providenciando ao mes-
mo lampo para que aejam feilos os reparos de que
necesitar a mencionada corveta.Communicon-sc
an commandanle da eslarfln naval.
DitoAo capitflo do porto, declarando haver olll
ciado an commandanle da eslado naval para com-
parerer naquella capitana no di 14 do cnrrenle, as
10 horas da manhaa, aflm de fazer parle do conse-
lho quj, nos termos do artigo 113 do regulamenlode
19 de maio de 1816, lem de approvar as coritas das
mullas impostas pela mesma capitana no anuo l-
nancelro prximo flodo.Fez-se o olflio de que se
traa. i
DitoAn jaiaV municipal da primeira vara desla
cidade, remetiendo com copia doofficio do comman-
danle do presidio 'de Fernando, as purliciparoes do
cirurgiflo do mesmo presidio, das quaes consta have-
rem fallecido all os sentenciados, Joan Alvcs Han-
lista Florencio da Silva Campello e Francisco
Piulo.
DiloAo mesmo, dizendo que, pela leitura do of-
ficio que remelle por copia do commandanle do pre-
sidio de Fernando, Picar Smc. certo de que nao fo-
ram enviados para aquelle presidio no brigue de
gaerra Cearense, os sentenciados Jos dos Keis, Jos
Severino Martina Pedro Antonio de Carvalho.
DiloAo rurador dos africanos livres, communi-
cando haver a administrado geral dos eslabeleci-
menlos de caridade participado que, no dia 3 do cor-
rele, fallecer no grande hospital de Caridade,
africano livre de aorhc Joao, que all se achava em
serviro.F"izcram-sc as oulras communicares.
DilitAo agente da companhia das barcas de va-
por, declarando qae, a familia do barbare! Joao Sil-
veira da Souza, a qtial por portara de 19 de jnlho
ultimo ie mandn dar passagem para o Para' por coa-
la do govarno. compunlia-sc da mullier do referido
b.icliarel, D. Eugenia Emilia Silveira, urna filha me-
nor de 3 anuos, urna criada de nome Anna c urna
eacrava Vioencia.
Sendo teslemunha do notavel accio e garbo mili-
tar, com que na grande parada do dia 7 de setem-
bro, (eliz. anniversario da nossa independencia, se
aprescularam m marcha o esquadrAo de cavallaria,
DOIS C4SAMEM0S IMELIZES.
*
POR NA.THANIEL.
IV
/
/
\t
.
lu lirllo < isamrnlu
(Conlinaacao.)
Anna Mobray Mara de Glandetcz.
Oura-me, senhora, dsse-me ir Edgard com
voz blanda e affectuosa, a qnal eonlraalava com o
tom que ello linha um momenln antes, sou aqui
"ni no, e a senhora meu juiz. Sem scu conheci-
nttinlo intervim cm seu destino, afTroalei todo, mc<-
jno perigo de dcasradflr-lhe, para conduzi-la ao
lim qicen linha-llte previamente indii-ado, e como
o eco dc'u-nie urna Vontade que nSo sabe curvar, a
senhora t, na posiclo, cm que cu quera collora-
la. Asoi^ilevn-tlie a eiplicacan de niinlia condue-
la ; lor. a senhora a paciencia de ouvi-la ?
ciar una palavra.
Sao a orprcnderci, senhora, dizrndo-lhe que
desde o primeiro dia em que a vi, interessei-me pe-
la sua orle ; qaando vejo a snperioridide escripia
sobre urna fronte, nao pos(, dcn-ader-nie contra fs-
se atiractivo. Toda a pessna quo Iraz assim o sello
la nohrezs da intelligenria, he do mlliha familia,
sel.cliomcm lieineuirmao.se he niuhcr he mi-
nna inn.la. Tomei, pois, eu destino em minlins
maos, pcsei-o com tanta sollieitu.le como se fose o
de nma irniaa querida, mlcrroanei lod la as iirolia-
hilidailes, nenliiini irino cheio do ternura presles a
confiar a ventura da irmSa a um amio. nao estn-
dou jiiniiiis com maior atlenrao o carari;r, as incli-
narOCs, os giHtos dessa rmSa, nem invi-st'isou mais
impacientemente os periaos que guardivam-na i,o
futnro. Deaci ao seu corarAo eao de Arlhiir, enti-
les li dorante dous mozos comoein uro livro aborto '
ni'iihu.n recanto escapou miah long.i investiga!
rao, e piando depois pergunlei a riiiin mesmo que
sorle n esperava, fiquei asmislado.
A estas palavras prenunciadas com voz serena
VMe Diario n. 205.
o haUlh.lo dearlilbaria, o primeiro de fuzilcirosesc-
aund o de infanlaria da guarda nacional lo enlaman-
do superior da capital, Picando o terceiro de gu arni-
jao praca ; uo posan drizar de manifestar a Vmc.
a minha satisrarao por ver que v.to sendo cornados
dos mclhores resultados os serviros empregados na
reorganisaeflo dessa milicia, que muito tem servido
ao paiz. O que significo a Vmc. para sua indili-
gencia, e para que baja de commuuicar aos ufliciaes
superiores, ofliciaes subalternos e mais pravas dos
mencionados corpos.
Dos guarde a Vmc. Palacio do governe re Per-
nambuco, 9 de setembro de lH.Vi. Jm ente in
Aunhtt e Figneircdo.Sr. commandanle superior
da guarila nacional do municipio do Uecifc.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
LISBOA
21 de efoito.
Aprovcilo o favor que recebo em me levarem esla
correspondeiicii, pelo ptimo vapor fiamSo da ma-
rinha imperial, para lite commuuicar o que occor-
rem depois da partida do Severn em 14.
No lia 15 noile vcio o ministro do reino Rodri-
go da Fonsecii, de Cintra, cespalhoii-sc que em con-
sequencia de uns ilensquchaxia lidoenmoduque de
Saldanha. Ihc cscrevera de Lisboa participando-lbe
que se retirava do ministerio. Occullava-se o motivo,
mas soube-se quo fora por causa dos negocios de An-
gola. Rodrigo quer que se demilla a cmara munici-
pal de Loauda, que fez a celebre subscripejo ou con-
tribuirao para Ximcnes, o marechal nao convinba.
Os oulros mini-tros pozoram-se do lado de Rodrigo.
O marechal alDigio-se rom isto. A opposi^aoque son-
be detas discordias deu-lbe vulto. A redaccao do
l'rograto, pedio ao soverno civil permissao para fa-
zer urna i, unan publica, no palacio do conde de S.
Paio, a lloa-Yisia.a fim do se discutir a conveniencia
le se requerer a orsanisarao da guarda nacional. O
governador civil uao se oppoz. Kedigiram-se ueste
sentido urnas circulares, para a comocacao, mas como
se indieav.'im tambem oulros pontos para discutir,
como por excinplosedeviam convocarse corles cons-
tituales, se se devia fazer um manifest de adherencia
aos successosde Madrid etc. ; os influentes do parti-
do progresMsta nao convieram, principalmente Ma-
uoel da Silva Passos, que de Sanlarem, onde se acha,
escreveu urna carta de bons conselhos a este respeilo,
pelo que ficou addiada a tal rcuniao. ou antes ficou
drsfcila.' Eiilfioaredarodo ProgrestoIpnM'icou urna
declararlo dizendo que d'allipor (liante estampara os
nomes dosseus redactores, para que se soubesse que
ueiihum d'elles recusava a respons ibildade que se
Ihratlribuiadc serem cllcs os promotores da reuniao
publica em que se devia discutir o npgocio da gualda
nacional o oulros de inlcressc publico e constiluirio-
nal. Os nomes publicados sao os sccuinlcs : A. Mo-
rciauo de Azcvedo. hachara!, emprezado nos cami-
nhos de ferro, c que escreve os folhclins do Nacio-
nal, do Porlu. com opcudon\mo de 1'i.tconde do
forralem. V. M. de Souza Brando, oflicial de en-
enharia, e redactor do artio liceo im Operarios, e
do jornal do centro pioinotor dos datan laboriosas,
que ainda se publica.Gilberto Rolla, otada! de en-
genlieiros. e lanibeui rolloborador deste ultimo jor-
nal J. Emilio llaptisla, lenteca escola Polxtherli-
nia.J.J. Percira de l'-arvalho, engenheiro de pon-
les -e calcadas pela* escola de Paris, e inspector dos
incendios em Lisboa.J. F. llenriques Nnsuein,
auctor dos esludos sobre a refurma em Portugal, e
redactor do Prmjrmo.Sot Pac* de Faria Pereira,]
l.irlinrcl, e roJioior do froyrctso.Jus- forres.
proprictano c rodador do Proresso. TihIus estes ra-
pazes que nao ha n'aquclla redaccao iiciihum vclhoi
ao demcratas, mas gente pacifica, que andam nislo
de ba.fe, que csctcvcm forte, mas sao de boa n-
dole : por ultimo uo leem ncnliuma, que he o que
mais Talla Ibes faz.
Como a ilcsinlellisencia ministerial podia fazer
grande aballo na saude do marechal, que cada vez
est mais precaria, o< sustentculos da siluacAo trac-
laram de conciliar os ministros. O cmbaixador in-
glcz, que he muilo do duque de Saldanha, concor-
reu para isto, e tiuha-os convidado a una janlar de
reroncilia.cao, mm esta leve effeilo, e aquello nao ;
porque romo o eslado do duque nao llie permittia
assislir, os oulros ministros lizcram-lhe a fineza de
nSo ir nesse dia, indo entilo janlar particularmente
no outro da. Por cm quanto passou a crise, mas fi-
cou latente.
A vcrAdc he, qiaf apesar do modo liberal e tole-
ranlissimo porque goverua este ministerio, e (endo
sera pro pago ein dia at acora, tem-se-lhe desenvol-
vido de rcpenle uina opiniao lao adversa, vollando-
se contra elle quasi lodos osjurnaes, c senlindo-se
no publico um desejo tcito de que baja urna mu-
danra ou nina recumposico ministerial. Al o Bra;
tisana, falla tio querida do soverno, se lhc escapan,
lendo ja cscripto alguna arligos de boa lavra contra,
os ministros, exceptuando o marechal somonte. Da-
se como motivo desta mudanza o seguinte. Fo ao
Porto ha pouco lempo, um escrvao de direitochama-
do Manocl Patricio Alvcs, que he um dos andadores
do ministerio, c (leales que sao quasi sempre os cau-
sadores de se leviintareni falsos tcslemunhos aos mi-
nistros, com o fin de fundir em um s os dous jor-
naes minisleriaes que liavia n'aquella cidade, que
eram a Concordia, e o Jornal do Poco. Assim o fez,
aaiodo um novo intitulado o Lidador Jos de Sou-
za Baudeira, redactor do lira: Tisana,, nao foi en-
vido nesla Irausic.lo, c tambem parece que uo fi-
cou testa da redaccao do novo jornal a pessoa que
elle desejava, d'ahi o desagrado, .o despeito e (fi-
nal a opposicao. Para descargo de ennsciencia, e para
que se nSo suppoiiba que lodo a malte he oregao,
dir-lhe-hei que lia e sempre hoiivc muila venalida-
de na rmprensa do Porto : neste poni lie o avsso
da de Lisboa.
Apezar de tudoquanlo acabo de lhc referir, osjor-
nnes do Porto insiste na mudanra do ministerio, e
Jos Passos tracta de promover ma mensasem das
provincias do norle ao regente neste sentido. Para
evitar que islo se elTertuc, saiu d'aqui no ultimo va-
por para o Porto, o major Salvador Pinto da Franca,
aquello que de combinacao com o mesmo Passos so-
blevou a tropa que luvantou o grito da regenerarlo
na cidade eterna (como os lempos mudam depressa);
como sao milito amigos lalvcz facam algum accordo,
sobre ludo se o do Porto se conlcntarcm com a
entrada de um ou dous ministros progressstas,
promessa do duque e de Rodrigo quo levon Sal-
vador Pinto, que andam morios por se Teresa
e grave nao pude, Mara, reprimir um movimcnlo
de terror.
ii Sim, fiquei espantado, o.uitiniiot: Edgard, a se-
nhora nao conhecc Arlhur tanto quanto eu, elle be
meu amigo, e isto hasta para eu nao tomar jamis a
libcnlade de proferir rontra elle urna s palavra de
censura ; he a senhora que minlias palavras se diri-
gente anda quando Arlhur uno fosse meu amigo,
cu respeitaria o bomem que leve a honra de dar-
me seu nome. Demais faro Justina s suas artillan-
tes quididades, elle lio brioso, generoso e honrado,
lem urna alma elevada, nm cornean nobre e sensi-
vcl; mas s lem estas boas qualidarirs quando be ri-
co. O ouro be 13o neressario s virtudes de Arlhur
como o unalbo s (lores dos campos. Oulros sao
corrompidos pela opulencia, Arlhur o seria pela po-
breza. Elle adora a senhora no meio de lodos os
uozos da vid, no seio de todos os esplendores da ri-
queza, adora na senhora o modclo.de elegancia e de
costo qoe lodos cilam, adora-a no baile, quando a
v radiando de belleza c de luxo, adora-a na raic-
ea que a leva dehaixo das verdes aleas de Hyde-
Park triumphantc o admirada ; mas diga-me "com
franqueza, senhora, por ventura elle a amara igual-
mente no dia em que a desgraca Ihe batesse por-
ta, e cm que a pobreza se lvesse as le c a senhora cm sua habitacilo triste c abando-
nada 1
Eu procurava em vo palavras para roiitradi-
.er sir Edgard ; pois bem sabia que elle arabava de
dizer a verdade, a cruel verdade que cu occullava
a mim mesma, e que todava eu conhecin lauto
quanlo elle. Elle aproveilou-se de meu silencio, e
conlinunu punco mais ou menos uestes lermos :
" i- R',1'""10 vi "or|e quo a aguardava, jurei li-
vra-la. Bom sei que teria podido dispor em favor
de Artbur de urna porrao de minha riqueza ; mas
uso nao me parecou.digno nem da senhora, nem de
mim, eu era uiuilo seu amigo para querer ser seu
bemleilor. Pensei. pois. em assegurar-lhc o maior
de lodosos liena para os espritus altivos c elevado,
a independencia, qu.z dar-lhe nma riqueza que a
senhora so devele a si mesma, urna riqueza que a
loriiassc livre de lodos os lacos, que a tornasse su-
perior a mim como a Arlhur. Porcm s ha dous
papis tiesta sociedade, onde parece i primara vis-
la haver lanos papis : ser rainha ou vir a s-lo
nancer sobre um Ihrono ou snbir a elle. Quem he
dotada, como asenhoaa, de maravilbosa belleza, e
de admiravel talento lem dous -n-eptros; lome seus
doussceplros, senhora, e tuba ao Ihrouo. Excitar
livres do Jervis, dos cslranneiros, c do Silva
Pereira, da ju>lica. Esta mesma opiniao man i festn
Jos Eslevao n'uma conversacaoque leve ltimamen-
te com os ministros em Cintra, onde foi chamado.
Tambem, supponho ser a do Sampaio, o qual esta
as Caldas e por isso fra dcslas combina-
roes.
Veremos o que sahe de tantas cogilac,Oes.
De llcspauha nao ha musa notavel. excepto o ter-
se feito, no janlar dado pelos amatistas de Madrid,
presidido pelo Espartero, e presente o corno diplo-
mtico, urna saiide a nniao ibrica. Esta idea con-
tina.a ser bem acolbida, nao em Hespanha, mas
as corles europeas. Eis-aqui fielmente Iraduzidos
alguns trechos dos jomaos de Londre.
O Times de 29 do passado diz :
He pensamento tao natural que dous povns len-
do laes condicocs de existencia como Portugal e Hes-
panha, se possam reunir n'ura s, que em lodos os
lempos lem occorrido tal projecto aos humen- polti-
cos ; e, attendendo as circuiiistancias que aprsenla,
quasi para admirar be nao se ler ja. reali-
sado.
Dado, porcm, e caso de que as duas ames pe-
ninsulares, resolvam definitivamente unir-so, nao se
presuma que as oulras potencias da Europa se julga-
riam obrigadas a oppor-se. J passou o tempo de
taes intervences, c tanto os Hespanhoes como os
Portuguezes, podem ficar sahendo pela leitura desle
jornal, que julgamos lem oulra vez livre curso na
Pennsula, que os lusliv.es s desejam que os dous
povos i cgulein os seus proprios assumptos inteira-
mcule sua vontade, e do mCIhor modo possivel.
Comtudo a fusu dos dous governos nao se poder
rcalisar sem algumas difliculdades, polo antagonismo
qoe at agora lem existido entre elles, e pelas suas
correspondentes relames tom osonlros estados : es-
sas difliculdades, pormveedo desappareceram, e os
povos da Pennsula sero cordialmcnle acolhidos pe-
la Europa se se deliberarem a apresenlarem-se-lbc
reunidos dehaiio de urna nova organisaco poli-
lica. o ,
Mas a escolha nao est exclusivamente entre
Isabel e qualquer destes pretendenles. Se n rainha
insultou lanluanac.ao hespanhola que ella n3o po-
de tolera-la no poder, ou se a legitimidade de sua
filha, a prime/.i das Asturias, he He duvidosa, que
lorna provavel que, morreado a rainha, se levante
oulra guerra civil quanto successao, ha outro can-
didalo no campo que, se fosse presentado e con-
venientemente sustentado pelo general Espartero,
seria seguramente bem recebido pela maioria do
povo hcspanhul, e leria a aeeilarao de loda a Eu-,
ropa., O seu nome tem sido recebido com acela-
macao em toda a parte por onde se lem repelido ;
e um dos grilos ouvidbs as mas, no prozresso da
revolucao, foi o de a Viva Espartero, regente do
reino al a chegada do rei de Portugal, Sendo
impossivel conservar Isabel no Ihrono e cercada de
bous, em lugar de mos conselbeiros, a subida do
re de Portugal ao ihrono de Hespanha teria um re-
sultado feliz para ambos os paizes. Aprsenla por
muilos motivos urna solucjlo s difliculdades muilo
prcfervcl i conservacao no Ihrono da actnal dynas-
tia.Elevara a um poder real um moco que repr-
senla na linha materna a Ilustre casa de Braganca,
que nao he inferior em explendor de antiguidade a
qualquer oulra da Europa, c na linha paterna a fa-
milia mais moderna, mas nem por isso menos Ilus-
tre, de. Save Coburgo (iolha ; um principe de muila
educacao e capacidade, na flor dos anuos, na idade
ein que bons e inteligentes conselbeiros nao pode-
riam deixar de regular enm prudencm a sua educa-
cao, para o mais mil dcsenipcnho de lodos os de-
veres de iim. soberano constitucional.
A uniao dos dous reinos de Hespanha e Porltial,
dehaixo de um ssceplro, seria muilo Minia jo-a pa-
ra umbos. D i frtil, urna cosa divina- grandiosa, c o governo
de um dos mais ricos ros do inundo; ao passo que
ainda darla a Portoeal, ahrmdo-ltie todos os recur
sos e colonias da Hespanha. Os reinos unidos, es-
labelecido um systema commcrcial racional, cm
lugar do sxslema irracional que cmpobreccuallcspa-
nha, a conserva pobre, esgola o seu tbesouro, e en-
che a algibeira das suas enormes legies de contra-
bandistas, sem o menor lucrojiara r> paiz ; nao tar-
darla cm reassumir a clevade posicilo. que oulr'o-
ra oceupou na Europa, quando colonisou o novo
mundo, quando prolegeu as artes c as sciencias, e
quando os mares eslavam cheios de seus navios.
Mesmo sem a uniao com Portugal a Hespanha po-
da recuperar grande parto da cnsidcracilo que lem
perdido ; mas unida a Portugal debaixo de sabias
e largas inslituires, augmenta consideravelmcnte
lodos os seus meiosde mclhoramenlo. Poderia tam-
bem resultar dahi urna oulra vantagem de nao pe-
quena monta, se essa unio se fizesse com o accor-
do do partido liberal de Hespanha : a influencia que
exercerii as relames que cxislem actualmente en-
tre a Hespanha e os Estados-Unidos da America.
Os estados do sul da Uniao oceupam-ae da acquisi-
cao de Cuba e procuraran aproveilar-se das com-
moces e rcvoluc,es internas de Hespanlia para
mandar buraneiros e flibusleiros para effectuarem
um coup de main, c conquistar a ilha. S esperam
o momento ein que enlendam que a Hespanha se
acha distrahida pela guerra civil, ou um governo
fraco que nao possa offerecer resistencia.' A Hes-
panha nao pode, purera, mesmo as agonas da sua
dissoluco submelter-se a urna perda tao terrivel pa-
ra o seu orgulho, lo adversa aos seus ioleresses,
e lia fatal sua seguranra.
nergia nacional poderia anda renasccr bastante pa-
ra se oppor e repellir a forra da Uniao Americana.
Os estados em que se faz a esc ra va tura poderiam,
talvez, apezar do seu orgulho, r.oiibccer que a Hes-
panha lem mais forra do que elles pensam, para
entrar na conten la injusta que pretemlem provocar.
a Se a Hespanha fosse governada por um princ-
pedacasa de Braganca, inleressar-se-hia um novo
poder no mullirlo, e n imperador do Brasil por di-
nasta, c por oulros motivos geraes de poltica, es-
timara lalvez ajudar a repellir a aggrcssan dos A-
mericanos, segurando Hespanha aquella bella
ilha, que tao justamente se reputa amclhor joia da
sua cora.
a Sao estas algumas das razes porque a uniao
dos dous reinos se poderia tornar altamente vanla-
joa, uao s para a Hespanha c Portugal, mas tam-
bem para a Iranquillidade geral do novo e velho
mundo.
(i A Hespanha nao esl tao solada da poltica da
Europa e da America, como se pretende inculcar.
.Nenhuiu estado na Eirropa. por pequeo e fraco
que soja, pode arbnr-sc solado dos estados que o
cercara.
A Hespanha tem feito muilo para se retirar da
larga estrada do progresso do mundo, mas nem um
os transportes de urna multidao inteira, azer baler
os coracucs de enlhosiasmo, amatar apos si todas as
homenagens, por lagrimas de admiraro em lodos
os olhos, chegnr ao poder e riqueza pelo tlenlo,
isso lambem se chama reinar. Confcsso-lhe agora
que lentci, c alTronlel ludo para conduzi-la a este
lim ; a senhora nao leria jamis passado a barre ira
do terrivel preconceilo social que a separava del-
Ic, por isso quebrei-a debaixo de seus ps ; jamis
a senhora teria querido caminhar para esle destino
Uo altivo e lao bello, pelo qual sua educacao inspi-
rava-lbe um incrivcl horror, por isro precipilei-a
nellc. Sim, fui cu quera a fez actriz, para que a se-
nhora fosse rainha.
Que hornera he sir Edgard, Mara romo sua
voz forte nos persuade e nos commove E eu que
o aecusava, eu que siispeitava-lbe egosmo, cruel.la-
de. perfidia! que idea tem elle de la Anna, em
que aliara a colloca! E alguma cousa diz-mc no
fundo d'alma, que nao sou indigna dessa eslima, e
que a posicilo de inferinridade em que a socieda-
de collocou a nos oulras mulheres he urna das gran-
des injuslicas que o tempo lem consagrado. flo
tem nosso espirito thesouros de coragem para ludo
nrroslar, thesouros de paciencia para ludo soffrer?
Nao lem nossos senlimentos mais altivez e mais no-
hreza que os dos hnmens, c o infortunio que os des-
troc assim como o vento abale as espigas na plani-
cie, nao nos faz engrandecer t Maria, -in!o-me qua-
si reconciliada com meu destino. Su elle naolie fe-
liz, ao menos sera alto. Obrigada, Edgard, nao fi-
rarei abaxo o uluro que tomaste taulo trabalho
cm abrir diante de mim.
n A mesma mesma,
Londres, fevorciro de 1821).
Quanlo mais vejo sir Edgard, tanto mais incom-
prehensivcl o aclm. Seu carcter assemelha-se a es-
sas paizagens poveadaa de sorprezas, em que desco-
bre-so a cada passo algum novo ponto de vista. O
da seguinte nao no-lo mostra lal qual o deixra o
precedente ; quando julgamos couhec-lo, elle nos
escapa, e os hnrisonlcs mudaveis desla natureza
iucxplicavcl nos ollcrecem a cada instante novos as-
pectos. J le disse, querida irinaa, quanlo sua lin-
guagem para comiga fra nobre, seria e elevada ;
alguns dias depois elle vollou, e nao me parecou
mais o mesmo. Como elle linha jamado em casa
com algumas pessoas vemos um concert de msi-
ca imite; Edgard acbou que meas progressoseram
rpidos, e disse-me que era nutil o tempo que eu
linha pedido para preparar-mc, e que cu podia sa-
pessimo governo, nem as relar,es mais exclusivas,
a podem fechar e recolher em si como a China ou o
Japao. A sua pusico geographica Ih'o nao per-
miti. As suas revoluces reverberam por todos os
paizes civilisados, e mesmo agitarSo e bulla da
grande guerra qne hoje oeetipa as principaes poten-
cias da Europa, nao tem podido desviar a attenco
dos acnnlerimentos que se passam em Hespanha.
tBo arredilamos qoe a Hespanha tenha dccaliido
tanto da elevada posicao queoecupava, que se nao
possa tornar a levantar; e por grandes e nebulosos
que le ham sido os seus infortunios, nao (em sido
laes como foram os de Franca durante oa primeiros
anuos do reinado de Lua XVI.
Comparando a I rauca de entilo com a de hoje,
nao vemos motivos para desesperar da surte de Hes-
panha. Ella ja tem soflrido, esoffrer stm duvida
mais: mas a indignacao popular, que poz tilo re-
pentino terror aos miseraveis intrigantes que cer-
cavam o Ihrono da rainha Isabel, he em si urna
prova de que o povo tem virtude e energa. Tildo
o que for vantajoso Hespanha be lambem Eu-
ropa inteira. Quanlo mais opulenta e prospera fr
a sua posicao. raaiores serao os beneficios que far
aos seus vizinhos. Um calado fraco e decadente
corre nao s perigos para si, mas torna-se tambem
inrommodo a todos os mcrobros da grande familia
das nacoes. A Europa esl pagando a fraqueza da
Turqua. Mais dia menos dia leria de solrer essa
pena pela fraqueza da Hespanha. Declarando o
nosso cordcal desojo que dos espinlios desta revo-
lucao venba a nascer um governo liberal, poderoso,
permanente, sabio, fallamos nao s no interesse da
Hespanha mas no da civilisacilo tavibem.
Nao obstante ludo isto, a onio parece-meque nao
he para os uossos dias.
Os iberistas espaiharam anle-honlem que a Ingla-
terra linha insinuado que O. Pedro V devia reco-
Ihrr-scj a Lisboa.Servio de fundamento a esle boa-
to, o ler recebido o vapor Mtdllo ordem de sahir
inmediatamente para ir bascar S. Magestade. O
vapor foi com clleilo, e talvez j o encontr no ca-
miuho, porque el-rei resolved nao ira Paris, porque
a colera murais tem reerudescidu li muilo, e mes-
mo pela Allcmanbanao ha milita sade, por isso elle
se retir. Espera-se aqnl para o fim da se-
mana.
O Brasil lem agora grande allraccao para os cegos
douto*.
Eis-aqni duas cartasinlereasantes ; orna de J. A-
rago, oulra de A. F. de Caatilho. A primeira foi
publicada na tlecoluco, cofi urna introducrao que
ihe fazem os redactores, a outra sabio no A-
raulo :
(i Acba-se em Lisboa ha dias, de passagem para o
Brasil a bordo do vapor da marinha imperial o Pia-
mao, um dos irmaos do sabio astrnomo francez,
Francisco Arago, cuja perda rcenle e irreparavcl
deplorara os amigos das sciencias. He Mr. Jacqnes
Arago, que lem adquerido jula celebridade pela
narraran piltoresca de suas viagens, e disliucto lam-
bem pela constancia nos seus principios polticos.
Proscripto de Franca por esle motivo, vai aoRio de
Janeiro, onde o chamara, segundo se diz, S. M. o
Ihnperador D. Pedro, para he encarregar orna com-
inissan scienlifica, a qual de cerlo ser bem desem-
penh.ida, porque os numerosos escriplos de Mr. Jac-
qnes Arago revelara simultneamente o bomem de
genio, o pensador, o pliilo-oplio e o sabio.
Apressamo-nos a publicar a seguate carta, que
o Ilustre exilado dirige aosorgaosda imprensa por-
tugueza, queannuncaram a sua chegada a esla ca-
pital.
a Sr. I'edaclor.Voi aununcinda a rainha viuda
a Portugal. E para que '!... Achando-se desterra-
das de eeo da minha patria as mais resplanilesreiites
estrellas de ouro, nao julgava que inerecesse ser no-
tada a apparioao de um obscuro sateltite em Portu-
gal. ,
Quizeraan, |wrm. prdCar-we quo souospilalci-
ros para lodos os infortunios immcreridos. Creio do
meu dever lestemunhar a minha gratido.
Nao he s do presente que secompoe a vida, mas
lambem do futuro; eos SO invenios que lem pas-
sado por cima da minha cabera ainda uo a curva-
ram Espera-se al que se abra a sepultura, para a
derradeira despedida.
a O braco juveuile vigoroso, a quem eu, Irtste
ceg, dito estas linhas, e em que me npoio com tanta
conlianca, ser o meu sustentculo na peregrinar,Ao
looga que vou fazer, e nao me faltar. A minha jo-
ven sobnoba. igualmente 13o desvelada, junta os
seus agradecimentos aosmeus pelo bom acolbimcnlo
que recebemos cm Portugal.
O fiamio, tao dignamente malmandado pelo
Sr. Francisco Pereira Pinto com asna olliciatidadc,
me proporcionou um asyln; d'ora avante ttrei o Rio
de Janeiro por segunda patria, e quaesquer que se-
jam os deslinos da minha, elevarai sempre votos ao
co pelo Brasil e Portugal, onde ha o direito do pen-
sar e de eicrever.
Itecobei. seiilmr, etc. Jarqiiet Arago.
Lisboa II de agosto de 1R>.
" Sr. Redactor.Ha no vosso noticiario de hoje
urna inexaccao que cu vos pero licenca para recti-
ficar, como de rerto convera. Von ao Porto dar um
curso normal de leitura e escripia pelo meu mclbode
aos mestres primarios daquelle dslriclo, desde 1 at
:!0 do setembro ; vou fazer ontro lano em Coimbra
de 16 de oulubro a 1C de novembro ; o restante
desso mez dispendo-o visitando as escolas do dslric-
lo de l.eiria. regidas pelus mestres que seguiram o
meu curso naquella cidade. i)c Lisboa para a Rio
de Janeiro, parlo no paquete de dezembro, para alli
dar lambem um curso do mesmo metbndo aos pro-
fessores, e quaesquer oulras pessoas que o desejem
aproveilar ; depois do que, he minha alearan rc-
-n-sara l.i-bua para continuar idnticos trabalhos
nas oulras provincias de Portugal e as illias adja-
centcs, segundo o lea lio no regiment do meu
cargo.
A puhlicaco deslas poucas linhas he urgente,
pois he neste mesmo sentido que eu officiei compe-
tentemente aos Exms. govcrnadores civis do Porto,
Coimbra e l.eiria ; e a equivocado da vossa falla
de boje, podia fazer-Ibes acredla'r que eu linha al-
terado o meu projecto ; erro que nao deixaria de
Irazcr inconvenientes. Sou etc., A. F. de O..-
tilho.
b Lisboa, 19 de agosto de 1851.
A ferida do duque de Saldanha lem-se aggravado
estes dias de modo que d serios cuidados. Parccc-
me ipii' i i se nao cura.
As folbas e-Ira nocirs di/om qne o Sr. I). Miguel
fizera um protesto contra projectada uniao de Por-
tugal liespanha. e juntamente urna ratificarlo dos
seus inauferiveis direlosr/iroa portugueza, c que o
enviara s cortes da Austria e da Prussia. Pergun-
lei aos redactores da fVoeo, seja o linham recebido
e di-er.na-me que anda nao. Em chegando, I o
tem logo. Sei que ubi ha muilos realistas, e bom
he que nestas mesas peridicas ha manjares e acepi-
pes para todos os paladares.
O procurador geral da coroa anda nao concluio a
consulta sobre o negocio do cnsul Mareara! Tem
escripto j militas luiras de papel, parece que quer
fazer um tratado. Sei a quem elle dise que ha min-
ios annoslbe naovems m.los queslao tao enfado-
nha. Os papis sao infinitos, de urna e oulra parte.
Elle enteud que o cnsul nao cumprio as nslruc-
ees do governo, quanlo ao carregamenlo do Arro-
gante, que na arrecadacjlo das herancas lem sido de
urna irregularidade escandalosa, que be patente a
animadvor-.'ui qoe lhc lem os Portuguezes etc., ms
ignoro anda qual ser a conclusa., dn parecer, por-
que elle he muilo reservado. Mas vista do con-
ceito que elle faz de tal fiinccionarin, nao he dflicil
aventar qual seja o vol desle magistrado. Elle lein-
se esmerado mais nesta consulla, porque diz que na-
turalmente sera impressa, e por isso quer ir bem es-
cudado conlra os golpes dos jomaes"i|ue estilo im-
pacientes pela apparicao deste documento. Agora
poucos dias pode demorar-se.
i Ainda houlemse puhlicaram aqui nos jornaes dous
extractos de folbas dahi, un sobre a avahado do
espolio ile Manoel Rodrigues Costa, o oulro sobre o
de Jos Tavares Gomes da F'onspca, que mostrara que
as herancas que cntram no consulado, sao roupa de
France/.es, se he verdade ludo quanlo a lal respeilo
se tem impresa, o que parece induhitavel, porque
nem l, nem c lem sido refutado.
Veio hontem um artigo vehemente e bom, no Por-
tnque: a este respeilo. Os defensores do cnsul
aqui remetteram.se ao silencio, o que fica Uo mal
.Telies como seu cliente. A verdade he, que neste
negocio lem havdo caveira de burro, tanto de nm
lado como do oulro ; alias j estara acabado, eler-
se-hia poupado o vexame que nos cansa ver urna
autoridade nossa em paiz eslrnnho tilo ludbriada. "
Um dos commissarios de Pernambuno, que aqui
estao, Magalhes Bastos, tencin* rctirar-sc no vapor
D. Maria II, que saldr no lim desle mez. Parece
que negocios de sua casa o ubi i-un a partir, o qne
pode ja fazer, porque a representifcao esl s de-
pendente da respostadn procurador "da coroa, e logo
immediatamente do despacho do ministro ( que tal-
vez j nSo seja o Sr. Jervis ). Tanto elle, como seu
collcga Fernandos Thomaz, leem feilo as maioreS di-
ligencias para o-bom xito da rommissao que Ihe cn>
carregaram. Fica porcia Feraandes Thomaz para
alguma caso que sobrevenha, c para ser o portador
do resultado. Mal pensavam elles que ealariam aqui
tantos mezes apurando a paciencia.
O vapor D. Maria II. fez cm freles c passageiros
na sua primeira viagent, mais de 50:0(108000 rs". To-
dos eslo muilosatisfeitos rom elle, cha um assigna-
ih> honroso para o commandanle Tompson, o qual
nao obstante estove para ser mudado, porque os
Tarujos linham c nm afilbado, a quem quenam l
melter ; mas vcio do Porto o visennde de Castro e
Silva, ea mudanea nao se effectuou. Nesta viagem
leva elle grande numero de passageiros, a maioria
dos quacs regressn par a o Brasil. Os duentes v.lo saos,
lendo-se notado que todos os que dahi vem achaca-
dos do estomago, se curam aqui breve e radical-
mente.
Iisfazer logo a impaciencia dos'que jame linham
ouvido. Depois leudo-sc lodos a.-enladn diantc das
mesas de jogo, e tendo Arlhur comecado seu eterno
Rol) de Wist que lhc be agora um lauto mais ne-
cessariodo que eu, conlimiei em voz baixa com Ed-
gard nossa conversaran minorada.
a Elle foi desapiedado nessa noile, a cada pala-
vra malava-me urna illusau, desenrantava-me um
dos aspectos dn vida. N3o bavia accao i qual elle
nao achasse um motivo pouco honroso, nem felici-
dade, na qual nao moslrasse sombra, nem reputa-
rlo, na qnal nao me fizesse ver una macula. Suas
palavras pesavam-me sobre o corado, eu n3o dese-
java ouvi-lo c ouvia-o, lana, fascinadlo tem elle na
voz; mas ouvia-o com impaciencia c incommodo,
eslava tilo irritada contra elle que n.lo achava nada
para responder-lhc. Emfim fz um movimenlo pura
levanlar-me e approxiinar-ine da mesa do jogo; por
esse movimento urna rosa que en linha na mao, ca-
hio-me, c sir Edgird abaxou-se para apanha-la.
b Nao a veja, dissc-lhc eu com alguma amar-
gura, ella he linda, fresca c brilhiinlc ; mas eslou
certa de que osculior adiara esla noile um verme
na mais bella flor. t
Elle abrio-a sorrindo : eu linha dilo a verdade,
Maria I liz um geslo de colera e de espanto.
a Menina, murmuren elle; depois conlinuou
com voz mais breve : Quando, pois, estar seu co-
rado na altura de seu espritu!'A senhora lem a
iutclligencia de nina mulbcr superior, e o coranlo
de urna honesta mere adora' da ridade, S qual cul-
loca-se melancolic-.menle loda a semana oirs de
um escriplorio. Tudo a sorprende c confundo;
quando moslro-lhc um maadro fiel da sociedade, a
senhora acensa o pintor pela 'cintilada do original.
Arlhur lambem no invern passado aecusava-mc
quando as cartas faziam-lhc per ler a partida. Pos-
so responder agora senhora o que responda onlilu
a elle : Por ventura eu liz as carias"!
a Era do casamento que fallavamos, minha ir-
m3a, c nao posso dlzer-le quanlo sao extraordina-
rias a este respeilo as ideas de sir Edgard. Elle pre-
tende que o casamento he um estado'conlra a nalu-
reza, que degrada a especie humana,urna especie de
venda peraule teslemunhas, pela qual um homein
e urna miilher d.lo mutuamente o que nao Ihesper-
lence, o futuro. Elle diz que nio pode conceber.qiic
a gente va promeller amor e estima peranle um Bo-
tono, e que constilua urna renda vitalicia de ter-
nura sobre papal sellado, como se se tratasse da ren-
Lisboa 22 de agosto.
Estamos na mardacirrumspcr^.io, queremos re-
gisiar os nnssos deveres de correspondente, e j que
sabemos perfeitamenle os nossos direitns, bom he,
he al obrigacao, .que saibamos o que devemos cm
relado a esses direilos; posto isto, pcrgnnlarcmos
com que dimenscs bavemos de Iracar a rea de
una corre-pnniti-nriade paiz loncjnquu? que me-
dida se ha de cirrumscrever urna tarefa de tal or-
dem'.' qual a esphrra do accao dola'.' qual a sua n-
dole'.' diga la Vmc.que nao fallamos com cabera;
he urna retentiva que Dos nos anida. Prosigamos:
Vivemos ciivuinapoc eutianha, os Tactos precipi-
tam-sc, atropelam-se, os successos dcslumbiam-iios;
a frrente da vida contempornea he tiio caodalosi,
quo nao lia pralico que a encare com sangue fri,
por maiscsperimenlado que soja. O mar da politi-
ca anda sempre de levadia. A vista do autos como
se diz em linguagem tabellla, que rumo ha mar a correspondencia'.' que caminhos ha de seguir
ncslaeneruzilhada? onde se encontram tantas di-
recces c cm sentidos diversos;o objecto cmques-
iao trazido a e'les termos, aperlado por estas talas
esli pedindo urna sabida, e nos Ib'a daremos nas se-
grales palavras :escnlhcr o essencial, nao esquecer
o agradavel, ser disorctu e conveniente na exposi-
co, sobre ludo dar largas a zombara lomando por
timbre o bom gosto. Tal he a soluco que damos
ao problema, cujns dados propozemos l em cima.
Com este barbicacho aparelbcmos a correspondencia,
e parlamos cm direitura ollicina de seu Diario ;
todava cm quanto l nao chegamos iremos discor-
rendo acerca do nosso assumplo.
Havcr.i nos estadios dojornalsrao cousa que se
pareja com a correspondencia? na latila da perio.
dicaria, traste que com ella Jenlia scmelhauca ou
equivalencia-! ha; se nos nao engamos be o Sr. fo-
Ihelim, gentil mancebo de olhar namorado e manei-
ras afralenles, Irajando custusas galas, ou andrajos
da indigencia; conforme as circuraslancias as vezes
heeloquente, delicado, de mimosasapparencias, ou-
lras losco, vilenlo e molejador. O fulhelim he co-
mo a feniz, renova-se, Iransforma-se como Ihe
apraz.
A Sr." D. correspondencia tem outro destino, nao
s pela ilillercnca do sexo, mas porque os seus hbi-
tos c ms!ames lem mais gravidade, que cora ludo
He se affasta da elegancia e usos de boa companhia;
enlao que semclhanra lera com o Sr. folhetim ? he
em murmurar da vida alheia, inquielar-sc, andar
farejaiiilo os passos do prximo, e pespegar com el-
les em ledra redorula, que he a pcior letlra que ha
ncsle mundo para quem lem seus dores e tomares
com o Sr. escarnalo, velho cujns bicjianeros faz an-
repiar os cabellos; mas que nem por isso deixa de
ler os seus atractivos satnicos. Ha urna grande dir-
ferenja, um grande poni de discrepancia enlre as
duas grandes notabilidades de que tratamos ; a Sr.
correspondencia (esqueceu-nos o D.)lie sempre foras-
leira, quando nao vem da estranja. O Sr. folhetim
pelo contrario he um elcganlc auiavcl, que narra de
dia o que vio de noite nos seres, nos bailes atravez
da luneta; expe no sabbado o que observou duran-
te a semana. He hebdomario (molestia rhroiiica e
peridica) e depois como he mu Iudo e gentil,
bemquisto das damas alira suas olhaduras para S. E.
a Sr." I), correspondencia, e osla nao Ihe faz l mui-
lo ra catadura ; (mullieres) finalmente se o Sr. fo-
lhetim tem lido a boa ventura de ler adquirido um
nome glorioso, pela nossa parte estamos /esolvidos
a empregar (odas as nossas forjas e baveres para dar
a correspondencia gloria scnAo igual ao menos li-
ra-la da ordem, da casta das cousas commuus e vul-
gares. He nossa firme lencao que se diga da cor-
resrfondencia o mesmo que se diz.do follietim; islo
be, apontarem as pocas notaveis, as ph.ves do sen
esplendor, por consegnintc havemos de cortar-lhe
um vestido novo do trinque. Esla senhora he capri-
chosa no seu louCador.
Esl cm casa Vmc. 1 pode entrar; (parece que o
estamos ouvindn) pois sai ha qne aquella noticia do
levaulamento de Concha proclamando a confedera-
cao ibrica nao se rcalisou, foi rebate falso ; apenas
lumiillos provenientes dodescontenlamentodos ope-
rarios de Barcelona dorm motivo a esta nova, que
mais da menos dia seha de rea'.isar ; os operarios
da mesma cidade acabaran) por demoliras mural lias
da mesma, o pelo aprazmenlo com que o geral dos
habitantes cntrou nesta obra de alvenaria moslra qae
era do agrado do publico harrcllonez. Foi urna fes-
ta. O general Concha fo substituido naquella ca-
pitana general pelo Dulce, caudilho de Vicalvaio,
esle Concha era urna concha uo sen proccdimenlo;
quer dizer, esconda o sen jogo, e l cm Barcellona
os rapazes querem ludo as escancaras.
Se nos nao falla a memoria, no dia 13do Sr. agos-
to, que se lem portado milito mal com o calore ven-
laneira iiKuportavcl, bouve um banquete em Ma-
drid dado pelos memhros da imprensa qae fizeram
oppnsicAo ao ministerio Sartorius. e que sao hoje
Irumplios, presidio o duque de Victoria, assislio o
Sr. S. Miguel e mais figurantes do drama emscena,
nao esquecendo os representantes das potencias onde
he permitidlo dar a lingua com papel o tinta. eJ
Portugal nao ha nada mais do que o aranzel dos p riodicos da opposicao.que querem ministerio abaixo:
e tambera arejar o fardamenlo da guarda nacional;
varias baldas tem-se espalhado; podemos-lhe dizer
com ludo, que nao he exacta nenhuma das palmnhas
que lem corrido.-por isso nao as enfardamos agora
para Ibas remoller. Damos-lhc os parabens pela
chegada do vapor de guerra Viamiio que conduz a
sea bordo l n'um canlhilio esla sua corresponden-
cia de Lisboa,
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CAIRARA DOSSRS. DEPUTADOS.
Sessa'o de 4 de agosto.
Lda c approvada a acta da antecedente, o 1' se-
cretaria d conla do seguinte expediente :
Um officio do ministro da juslica, enviando co-
pia do officio do Rcv. bispo do Par, solicitando que
se conceda como auxilio do collcgio de S. Luiz
(onzaga, eslabelecido na villa de Obidos, o produe-
lo do arrendaincnlo de um cacoal existente nas im-
medaroes do dito collcgio perlcncenle fazenda
nacional, e bem assim o aviso pelo mesmo Srf mi-
nistro dirigido ao da fazenda, e os que cm resposla
recebeu.A' commissAo de fazenda.
Acha-se sobre a mesa e be enviada commisso
de fazenda a demonslracao geral Uo preparo, assig-
uatura e suhsiuicso do papel moeda na corle e
municipio do Rio ,de Janeiro a cargo da adminis-
Irajao da caixa de amortisacao, desde 21 de dezem-
bro de 183. al 31 de julho de 18')1.
Um requerimento da mesa da vcucravcl ordem
terceira de S. Francisco da cidade de S. Clirislovao,
capilal da provincia de Sergipe, pedindo dispensa
na Ici de amortisacao parapossuir cm bens de raz
at a quanta de 5:00OS'J00.A commissao de fa-
zenda.
San approvadas varias redacees, c he julgada ob-
ni ordem dos trabalhos a seguinte resollido.:
O presbylcro Antonio Maria Mascarenbas pede
a osla augusta cmara dispensa do intersticio mar-
cado na lei para poder ser naturalisado cidadao
hrasileiro. O supplicanle he cidadao porluguez e
reside no imperio desde o auno de 18i7, tem boa
conducta civil, e acha-se isenlo de culpa.
matea termos cnlendc a commissAo de conslilui-
rao pudores,(pie o supplicanle se acha nas mesmas
circumstancias que os demais estrangeiros, a quem
scmclhnnle gjaca se lem concedido, c, he de parecer
que se lhc defira com o seguate projecto de reso-
ludo ;
A asscmbla geral legislativa resolvc:
sVrligo nico: Fica o governo aiitorisado a con-
ceder ao padre Anlonio Maria Mascarenbas, sub-
dito porluguez, carta de naturalisaco de cidadao
brasilciro; revogadas para css fim as dsposiroes em
contraro.
a Sala das commissOcs, 2 de agosto de 1851.
J. M. Figueira de Mello.J. A. de Miranda.
Sao julgados objecto de deliberado e vAo a im-
primir para entrar na ordem dos trabalhos os seguid-
les projeclos:
a A asscmbla geral legislativa resolve :
Art. I." Ficam concedidas duas loteras para
conclusAo das obras dos hosplaes de caridade das
cidades de Paranagu cCoritiha, da provincia do
Paran, que serao extrahidas nesta corle, confor-
me o plano das concedidas Misericordia. ,
a Art. 2. Revogadas as disposicSes em contra-
rio.
Paro da cmara dos deputados, 21 de julho de
18Vi.Antonio Candido.
A asscmbla geral legislativa resolve :
Ficam concedidas ao convenio de Santo Anto-
nio da capital do Maranhao 2 loteras, conforme o
plano das concedidas para a-santa casa da Miseri-
cordia desla curte, as quaes sern aqui extrahidas,
e sen produelo applicado ao concert daquelle con-
vento e igreja.S. R.I ieira Bel for t.Mendes de
Almeida.Lisboa Serra.
Vai tambem a imprimir o projecto seguinte do
Sr. Percira da Silva.
A asscmbla geral legislativa resolve:
a Art. I. As comarcas de Sapucah), Rio Verde e
Trcs-Ponlas, e o municipio de Lav ras, perlencenles
da de um casal ou do produelo de um capital em-
pregado no Banco.
Eslamos no paiz cmque mais se clama conlra a
cscravidao, continuoii elle ; porm haver escravi-
dao mais atroz e mais abominavcl do que a que liga
urna mulbcr a um homem, ao qual muilas vezes ella
nSo pode estimar nem amar Pela minha parle es-
lou persuadido deque foi do casamento que sabio a
idea das gales com seu grilao arraslado por dous mi-
seraveis minie ainados a lulo por entre suas iuimi-
zades mais do que o comprimento de sua cor-
renle.
o O senbor se esquece dos casamenlos de
amor, interrompi com impaciencia.
a A senhora quer fallar de um desses quarloi
de hora de enl!iusia-iiiu,au qual sac fica-se urna vida
inteira.
Ao menos tem-se a lembranea desses rpidos
momcnlos de felicidade e essa lembranea nos acom-
panha e consola.
E militas vezes nos engaa, accresccntou
sir Edgard laucando um olhar rpido sobre Ar-
tbur.
a Maria, nao poso cxprimir-lc ludo o que dizia
esse olhar. Meu Dos meu Dees devora ludo
scr-nie lirado, atea lembranea quc.tem-me susten-
tado at agora '.' Quaulas vezes tenho-mc reportado
ios lempos felizes de meus bellos amores Tenho-
mc eslabelecido nesse passado, que est ainda tilo
perlo, e que todava nAo hei detornar a ver, tenho
vivido nellc, lenho-me divertido cm repetir o curso
de lanas cnioecs antigs o de (aulas emoces per-
didas, tenho feito para mim um paraizo de miulias
IcmbrsiKjas, e quando ideas sombras vinham cnlris-
tercr-me, quando meu Coracao soffra,c meu espiri-
to eslava abatido, eu ia repousar pela memoria nes-
ses dias felizes, porcm breves assim como um po-
bre desterrado, que separado da pslria por um rio,
vai furtivamente durante a noile pisar o solo nalal,
e respirar o perfume de suas flores para alliviar o
exilio.
o Emfim inri ando a mim.cuia interrogar Edgard
sobren sentido da phrase, que Ihe liaba escapado ;
mas vi-o inclinarse com ar conslrangido. Kiloy.i-
recia afilelo pelo effeilo que suas palavras luham
produzido em mim, e sem esperar minlus pergun-
tas. levanlou-se, saudon c sabio.
i' E eu fui abracar minha filha, que dormia tran-
quilla e risnnba sem cuidar que seu pai lalvez nun-
ca me liaba amado a
provincia de Minas, formado urna nova provincia,
tendo por capital provisoria o lugar que o govarno
designe, at definitiva rcsoluco da asseiabla pro-
vincial respectiva.
Arl. 2. Oslimitesacluaasdaqoelles poni em
rclacio s outras provincias, depois de verificados
administrativamente, sarao os limites da nova pro-
vincia.
Arl. 3." Ficam revogadas todas as disposces
cm contrario.
Paco da cmara dos deputados, om 3 de agosto
de 1854.S. a R.F. Oclaciano.Candi o B.ir-
ges.J. A, de Miranda.Pereira da Silva.
O Sr. F. Octaviano fundamenta o.segainte pro-
jecto, o qual sendo remeltido mesa, he lido e jul-
gado objecto de deliberarlo :
A assembla geral legislativa resolve :
Art. I. A quinta parte do sold concedida
aos ufliciaes de 1.a classe doexercilo e armada pelas
les ns. 6SG e 648 de 31 de julho e 18 de agosto da
1852, ser contada para os vencimentos de reforma,
penses de meio sold e do monle-pio, fieando rc-
vogada a clausula final dos arls. 5 e 11 das referidas
leis.
Arl. 2. Neuhum oflicial do exercito a armada,
excepto os generaos e ofliciaes superiores, poderca-
sar-se sem licenca do governo. '
O oflicial que se casar sem haver oblido a men-
cionada licenca ser immediatamente reformado
com o sold correspondente aos anuos de servico que
tenha.
a 0 governo marcar em regulamento as con-
dic(5es com que laes liecncas podem ser conce-
didas.
' Arl. 3." A disposicAo do arl. 1. nao ser ex-
tensiva aos ofliciaes que forem reformados por irre-.
gularidade de conducta, ou faltas graves contraras
disciplina militar, ua conformidade do 2. dos
arts. 4. e 9. das leis de 31 de julho e 4 de agoslo
de 1852.
a Arl. 1, Ficam revogadas as disposires ero con
trario. ,
Paco da cmara dos deputados, em 1. de agosto
de 1851.Joao Manoel Pereira da Silva. >
Entra cm 1. discassAo o projecto que approva a
aposentadoria concedida ao Dr. Francisco de Sonza
Marlins, no lugar de juiz de direito com o ordenado
annual de 1:6009000.
O Sr. Figueira de Mello pede que eslofrojec-
lo tenha urna s discusaflo.
A cmara approva este requerimento, assim como.
approva a resolucAo por 79 votos contra 2.
Entra em terceira discussao o projecto que auto-
risa a cmara municipal da corte para incorporar
urna companhia que s: encerregue da abertura da
ra do Cano.
He lda e apoiada a seguinte emenda do Sr. F.
Octaviano:
a Substitutivos:
Art. 7. O governo cslabelecer.i o processo para
estas desapropriaces, e marcar as regras para as
indemnisaroes dos proprielarios.
a O processo ser* summarissmo,. o a avallado
para indemnisacao ser, no caso de falta de accor-

jecto de (lliheraeao c vai a imprimir para entrar Ido enlre o proprielario e o agente da companhia.
A mesma mesma.
a Londres, fevereiro de 1820.
Nao sou supersticiosa, minha iimaa ; mas acon-
teceu-me hontem una cousa, que commoveu-mc e
perlin bou-iue iiitciranieiilc. A manhaa eslava bella
e fra, c eu linha ido passeiar do lado de Kamps-
le.nl algumas milhas distante de Loudres cum sir
Edgard. Arlhur um lano fatigado da noile que
passara no baile, linha instado vivamente comigo
para quo aceitasse um lugar no rarrinho de seu
amigo. Era o momento de pedir a Edgard a expli-
cad > da phrase de que* le falle!, c que voMa-me
incessaiilenicnle ao espirito e ao corado desde que
a ouvi; por isso redi s instancias de Mr. Mobray.
o A sege corria rpidamente por urna estrada lo
alva c lo igual, que pareca um labolciro de mar-
more. Passavamos por baixo de arvores, das quaes
penda a nev cm cachos de ci \ slal.e o ar eslava lao
puro e o sol lao bello que pareca sobre urna trra
de invern umeo de primavera.
Essa natureza bella e serena restiluia-me algu-
ma Iranquillidade, e eu hesilava sahir de meu silen-
cio para provocar palavras que haviam lalvcz de
perturbar para sempre o meu repooso. Edgard pa-
receu comprchender meu pensamento, e para afas-*
tar urna pergunla que previa, comecou a'couversar
sobre o dia cm quo cu bavia de apparecer na ope-
ra, o qual esl prximo. Fallou-me com enlhusias-
iiio do destino que me aguardava. c do brilbo que
rodear o que elle chama minha realeza de artista,
seja qual fr a capital ( sAo suas palavras ) que eu
me digne de honrar com minha presenca.
Emquanto c'.'.c fallava assim, vimos a dous pas-
sos (lisiante, da estrada um acampamento de iga-
nos. Nao sei que secreta movimenlo de curiosdade
impellio-mc a rugar a sir Edgard que parasse o ca-
vallo. Desejava lalvez pedir a esses pobres prophe-
las a derifrado de meu destino, a qual nao alrc\la-
me a pedir a sir Edgard. Quem teme a resposla
gosla de poder duvidarda aciencia do orculo, e a
ignorancia dessa gente me tranquillisava. Dirigimo-
uos, pois, an acampamento, o ahi pedi a um ropazi-
nho de semblante cheio de finura e de malicia, que
nos Indirasse a pessoa do bando que podia explicar,
nosso futuro. O ciganinho saltan como um galo
moiitez gritando em um tom aatp e agudo :. a Um
lord c urna lady. A' sua 4VE loda a (ribo sabio
das leudas, edmo um fiirmigueiro humano, que fal-
lava, gesliculava e agilava-secm torno de nos. A-
queltas caras cor de cobre resabiado no meio de nma
ualureza, que o invern linha vestido de branco,
fcita por cinco arbitros, dous nomcados pelo pro-
prielario, dous pelo agente da companhia, e um pe-
lo governo.
o Nao poderao ser arbitros: 1., os socios da com-
panhia ; 2., os proprielarios dos predios que boti-
verem de ser desapropiiados ; 3., os vareadores da
lllma. cmara municipal.
Art. 8. As desapropriaces feilas pela compa-
nhia e as vendas qae fizer de terreno e predios, fi-
cam isentas de pagamento de siza.
o A companhia iiAr/ficar, sujeita, etc.; o mais
como no projecto.F. Octaviano.
Falla o Sr. Silveira da Molla, depois do qoe sao
lidas e apoiadas asseguinles emendas.
o Arl. addilivo.Se ao for cncorporada a com-
panhia de que trata o arl. 1. fica o governo autori-
sado a mandar abrir a ra do Cauo al o largo do
P aro.Figueira de Mello, a
o Emenda ao arl. 8.Depois das palavraspre-
dios actuaesdiga-sesituados na, ra do Cano.'*
llenriques.
h Esta aulorisacao he extensiva a qualquer Ontra
companhia que se possa encorporar para o fim de
abrirse a ra dos l.alneiros do canlo da ra do Cano
al o largo da Carioca, e dahi ao da Ajuda pela ra
da (inania Velha a encoular o mar. Silreira da
MollaCandi doBorges.Oclaciano. /. A. de
Miranda. m
a Ao art. 7. supprimam-se as palavras.joia de
direilo criminale diga-separa a relaco.Sil-
veira da Motta.
Julga-se discutida a materia, s3o approvadas as -
meudas e adoptado o projecto que passa para a com-
missao de rcdacrAo.
Continua a discussao do art. 2. do projecto qoe
altera algumas disposires da cdigo criminal, com
as emendas apoiadas.
O Sr. Jaguaribe:Sr. presidente, parecer sem
duvida lemeridade, que quando os mais dislinctos
oradores se tem empenhado na discussao do* projec-
to que nos aecupa, eu, o mais obscuro (nao apoia-
dos) dos que lem a honra de sntar-se neste augus-
to recinto, queira tambem tomar parle aella; entre-
tanto tratando-se de urna reforma judiriaria, islo
he, de urna lei qo* podendo dizer respeilo a lo-
dos os membros da nossa sociedade poltica, tom
sobretodo de ser eieculada pela magistratura, eu
produziam um clleilo cstranho, desejei renunciar
ao meu projecto ; porm, n3o era lempo, foreuso for
deixar-nos conduzir leuda,que elevava-se no meio
do acampamento.
a Alli ai hamos meio assenlada meio deilada urna
miilher chegada nos ltimos limites da vida. Seus
olhos estavam fechados e a bocea cntrcaberla. Ella
eslava lo paluda, que sua lez linha quasi perdido a
cor de amarllo Irgueiro, que he particular sua
naeflo. Edgard laucou duas pecas de ouro no copo
de pao, que eslava a seus ps, e esperamos. Duas
vezes a velha abri os olhos e fitnu-os cm oda-
Vendo aquello- olhos extraordinariamente brilhn- .
les apparecerem repentinamente naquelle rosto ina-
nimado, pareceu-me que linham levanlado urna
cortina atraz da qual brilhava urna viva chamma.
Como a velha cgana nao pronunciava urna pa-
lavra, o chele do bando que era seu fillio, abaloo-a
rudemente gritando: Falle, minha mal, os dous
estrangeiros a escutam ; que v Vmc. ?
Entilo a velha levaulou-sc de repente agrren-
nos grosseiramcnle na mao. e exclamou olhando
para Edgard : a O patbulo I c depois voltando-
se para mim : O hospital I
Recaei confusa c aniquilada. A predcelo da
cgana da floresta de Chateauneuf acabava de" ferir-
me segunda vez os onvidos. Entretanto a m3o da si-
billa liaba lirado na minha, e eu a senta gelada.
Seus olhos liuliani-se tornado a fechar, e ama palu-
do/, mais baca haxia-so espalhado sobre seo rosto. O
filbo irritado sem duvida de v-la reconhecer ISo
mal nossa generosidade, abalou-a vivamente. O-
corpo seguio o movimenlo qae Ihe era imprimido ;
mas nAo toruoo a levantar-sc : eslava morto I
a Entilo, Maria, fugi sem olhar para Iraz. e qaan-
do achei-me a alguma (distancia do acampamento,
avistoi com espauto sir Edgard que tinha-mc segui-
do. Parecia-roe lr gravada sobre soa fronte a si-
nistra propheca, que Ihe laucara a cigana mor- *
hunda.
Qne horrivel predicedlo disse-lhe en.
i Nao he nma prediccio, respondeu elle framen-
te, lie um desejo. A senhora joven e bella, e coi mo-
ro e rico representavamos a sociedade debati da
tonda desses iganos. Sua velha feiliceira desejon-
nos morreado asduas consas que resuinem os bene-
ficios da sociedade a seu respeilo, o patbulo e o
hospital.
( Contin*ar-se-ha.)
- s>
1 Jl '
li m.


^
como magistrado enlendo que nao. me devo conten-
tar em dar o meu vol svmbolico; e jai, auimau-
do-inc a ofereccr cmara miuhas huiHUtt reflc-
(is anu
DIARIO D PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 12 DE SETMBRO DE 1854.
s
no caso (te Diacnchcrem oulros empregos pardeasen)
a aposeiitauVii, eu enlao volara por esse artigo,
poragp vejo bem que alguns magistrados que aspi-
xoes, espero merecer sua indulgeucia. .. .ral! aos altos cargos descjarAo aproveitar-e de seus
Na I. diseussao desla projeclo e na 2. do art. 1. dei anuos de servico e apoaenlar-sc para se estahe-
que j oi votado, ioscrevi-me entra os oradores que lecerem nesta corte, olitendo empregos mais impor-
o linliam de coinWer, niat nao tende chegado a
miuha vcat de fallar, por ter a discossao sido encer-
rada, Orixei de dar as razes pelas quaes assini li-
nlia do proceder; e nao me sendo agora licito pre-
sentar estas nzfies, visto que estando ero diseussao
o art. 4. nao se pode tratar da materia do 1. limi-
tjrei minhas consideraces aos paragriphos do art.
8. cni diseussao.
Orrimeiro pHragrapho do arligo saneciona o
principio di aposenladorta dosjnizes de direito, des-
embargadores e membros do tribunal supremo de
justicie. Nada Itnho que dizer conlra ssle paragra-
pho, visto que, acliando-o justo, leulio de por ello
votar. Esle principio estando admitlido entre nos
pira diversas classes de empregados, visto que te-
mos para os militares, a reforma pan o magisterio
a jublacao, e para os empregados de fazenda a apo-
senladoria, seria urna notavel lacuna de nossa )e-
uislacAo que a magislratora, urna da: classes que
mais servidos preslam ao paiz (apoiaiol ao go-
zasse desla beneficio. Entretanto senhores parc-
cendo-me que o primeiro dever da legislarlo de um
paiz he harroonisar-se em todas as suas partes, de
moflo que eslabelecido um principio, os corollarios
que delle se deduzera nao se contradigan) enlre si,
enlendo que assim como se estabelece a aposentado-
ria para a magistratura de que trata o arligo, deve-
se tornar esta medida extensiva a urna ootra parte
dessa classe, que consliluindo o noviciado ou tiroci-
nio riella, deve-se considerar o primero degro da
magistratura. Quero fallar dos jotos municipaes
ou de orpliaos, o dos promotores pblicos, os quaes
sendo lambem chamados magistrados eficando pelo
artigo em diseussao excluidos do beneficio da ap-
cenla loria, lem direito a esperar de nos agora, que
fazemos a lei, que se Ihesgaranla um futuro do mes-
nio modo que para os oulros magistrados.
Para suprir esta lacuna live a honra de mandar
mesa urna emenda que me parece ser de suroma
Justina...
.'m Sr. Diputado d um aparte.
O Sr. Jaguaribe: O nobre depulado diz que
ncuhuin juiz municipal, nenhum promolor lera de
gozar dess aposentadorias, porque todos que fazem
este tirocinio aspiram ser um da juizes de direito.
Eu ohsemarei ao nobre depulado qno sendo muilo
menor o numero de juizes de direito que de promo-
tores pblicos e juizes municipios, he muilo de sup-
por que rauitos que se lem dedicado a este ramo do
semino publico nao possam um dia chegar ao lugar
de jniz de direito, e nao leudo conseguido esle desi-
dertum, ao passo que eonlinuam no exercicio de
seus unfpregas por nao oblerem oulro mclhsr, se"
ra injusticia e bem injuslica nao gozarem deste be-
neficio qne na actualidade (em-se eslendido a quasi
todas as classes de dnpregjdos.
Uma*toz:Conllevo juizes municipaes que tem
14 anuos de servico. ,
0 Sr. Jaguaribe:Sim, j que a Iiypolhese figu-
rada em roinlia emenda nao he irrealisavcl ao me-
nos leaham urna recompensa dos serviros que lf-
verem prestado uesses empregos, nos quaes podem
as vezes deixar de ter accesso, nao por falla de m-
rito, mas por nao serem conliecidos do governo, ou
por nao terem um protector que os aprsente,
Pensando assim enlendo que esta medida devia ser
adoptada, tanto mais quanlo se tem procurado esla-
belecer aposentadoras para oulra classe que l.-.lvez
nao estivesse anda mais bem enr.arreirada, permit-
a se-me a expressao, do que a dessa especie de ma-
gistratura ; fallo do corpo diplomtico brasileiro'
cujas l'uncces al pouco lempo sendo consideradas
de mera commissao, em 1851 se putlicou urna lei
que foriiou a diplomacia urna carretea, que eslabe-
leceu aposonladorias para os seus empregados quo
tivessem um cerlo numero de anuos de servico.
Ora, se aquellos que se aplicam diplomacia, que
a par de seus ordenados, gratificaron e ajudas de
cusi, gozam de oulras vanlagens, como a dse ins-
truirem as cortes eslrangeiras em que residem, a
de desfrutaren- as delicias das grandes capitaes, etc;
se esses, digo, lem diroilo a aposeuladoria, cu enten-
do qce com muilo mais razao este direito se deve
dar a empregados que s3o mandados para esses ser-
loes, onde vAo 1 otar constantemente com liomens
poderosos, com inmensas difiiculdades c privarles.
E nem se diga que os promotores e juizes munici-
paes nao conslituem urna especie di magistratura'
pois nao ai assim geralmenle se lem entendido, como
ha at avisos do governo ueste senliilo, declarando
quo lodos aquelles que execulam orna porfo de
jnnsdiccAo cauloridade publica-ua aministraco d
Justina sao magistrados.
1 ondo mandado mesa urna emenda relalivamcn-
le a este objecto, entend dever offerc:cr duas oulras
que .sao complementares da idea que aprsenlo.
Urna deasas duas emendas trata de dividir os venci-
inenlos dos juizes- municipaes, dos promotores em
ordenado propiamente dito eem gralificacao, tendo
por un azer que esses empregados nao lenliam di-
reito gralificacao se estiverem de licenca, ou com
parle do doenles, para qoe assim mais inleresse le-
nliam em nao se afaslarem de seus lugares, onde
com a ausencia dos mesmos em regra muilo solfee a
Justina.
Esta emenda cousigna lambem o principio de que
o ordenado dos promotores nao ser jamis infe-
rior a 6005 porquanlo havendo anda diversas pro-
molorias, cujo ordenado he o de 40)8, como, por
cxcmplo, as de minlia provincia, e sendo manifes-
lo que urna lAo ridicula quantia nao chega para
decente subsistencia de laes funecionarios, ninguem
pode contestar a oecessidado de se llies dar riiaior
honorario.
tantea, com e que ter a magislratora de ver sabir
de seu seio alguns de sens membros que mais honra
llie fazem por seus talentos e Ilustrado. Tanto
mais pens assim. senhnrcs, qaando vejo qne muilos
membros desla casa que nao sao magistrados fallam
presenlemenle muilo em por-se a magistratura fora
da carreira polilica, e eslou certo que tese realisar
esse desidertum dos uobres depotados e passarem
oulras medidas doprojecto, se acabar com a inde-
pendencia da magistratura do paiz, porque o gover-
no lera muilos mcios de fazer favores aos magistra-
dos e conserva-Ios assim subordinados ao que quizer
o poder, desapparecendo porlal guisa o primeiro ca-
racterstico que deve distinguir a magistratura, quo
he a independencia ; sim, se se conseguir que pas-
sem as medidas do projeclo, o governo ter por um
lado aposentadorias a oOerccer aquelles que, cansa-
dos de ser magistrados, quizerem se estabelcccr na
irle e oceupar-sc de oulras rousas, c por oulro lado
com a medida de nomear com nlclro arbilrio des-
embargadures d'cntreos magistrados que tiverem 13
anuos de servico, lambem una porta fica aherla pa-
rase acabar com c.ssa garanta da independencia....
O Sr. Correa das Neces d um aparte que nao
ouvimos.
O Sr. Jaguaribe: Enlrelanlo o nobre depula-
do que me da esse aparte quer que se eslabelecam as
incompatibilidades da magistratura, sem ver que o
governo acaba com essa garanta....
O Sr. Correa das Xeret: Quero com o cor-
rcclivo da reforma ; acabe cora ella, que eu nao vo-
to pelas incompatibilidades.
O Sr. Jaguaribe:He exactamente com a in-
compalibilidade que o governo, senAo fr bem inten-
cionado, ficar armado de um poder lerrivel conlra
os governados, porque essa tal ou qual dependencia
em que se acliam os magistrados polticos paro com
o povo lie o correctivo que bavia para que a magis-
tratura nao sedeclarasse cm favor do governo e con-
tra a generalidade da nacao...
O Sr. Correa das Neces: Eu lhe respondera,
mas nao me dao a palavra, e arrolham a diseus-
sao.
O Sr. Jaguaribe : O aparte que o nobre de-
pulado me deu, me fez de cerlo modo entrar na ma-
teria do ultimo paragrapho do artigo...
O Sr. Correa das -Veres : Faca poni, e co-
mecc de novo. (Riso.)
O Sr. Jaguaribe: .... e por isso, dcixando o
que ia dizende, farei algumas observacoes a respeilo
de oulro paragrapho do arligo, pelo' qual nao es-
lou .disposto a volar ; o paragrapho de que
fallo he o 5o, e que diz : o Na falla de juiz muni-
cipal letrado a subsliluc3o competir aos juizes
municipaes mais prximos da comarca viznha. A
principio nao liguci a esle paragrapho a intclligen-
cia que honlem vi o nobr ministro da juslica dar-
llie, e lano rom effeilo o paragrapho nao olferecia
essa inlelligenca que o nobre ministro deu-lhc, que
- a iiuhre commissao julgou conveniente apresehlar
urna emenda declarando que a substituirlo de qoe se
tralava, chamando-se ojuiz municipal da comarca
viznha, era do juiz de direito e nao do juiz- muni-
cipal. Entretanto leudo vislo sustentado o paragra-
pho pelo nobre ministro, julgo conveniente fazer al-
gumas refleies, dizendo que quando todos conlie-
cem que om dos maiores inconvenientes da sobsti-
luicjlo desses magistrados he nao haverem substitu-
ios formados para os juizes municipaes e juizes de
direito, me parece que a inlelligenca a que pri-
mera vista o artigo se presla, islo he, que o supplen-
Ic de juiz municipal ser o formado do lermo mais
vizinho, julgo ser mais conveniente ao publico, por
que faria cora que-as causas nao fssem parar a maos
de juizes leigos, que nao podendo decidir por si
mesmos por falla de conliecimcnlus jurdicos, as l'a-
r,io ir 1er s roaos de pessoas inleressadas, qne em
lugares pequeos mnitas vezes sAo os proprios ad-
vogados das parles ; e enlo o advogado que liver a
fortuna de exercer urna tal ou qoal influencia sobre
o juiz far com que lodas tfs suas causas sejam julga-
das a favor dos seus clientes, o que he um verdadei-
ro flagello para a administradlo da ju-lica.
Enlendo que o paragrapho de qce lenho tratado
dcveria ser conservado como est, accrescentando-se
que do mesmo modo na falla de juiz de direito
armado ser substituido pelo juiz de dirilo da
comarca vizinha ; he verdade que pelo novo sys-
lema de subslilucao que aprsenlo, tem os feitos de
dousjuizos de accumular-se sob a directo de um
s juiz, mas qunndo eu vejo que se supprime o
jury dos termos sem dar-se importancia agglomc-
raco de Iraballio para o jury da cabeca de co-
marca, e sem nada imporlarem as maiores distan-
cias, nem iao pouco os incommodos dos juizes de
fado resllenles em lugares remolos, enlendo que
lambem se pode ampliar o circulo da jurisdieco do
juiz municipal e do juiz de direilo quando a ausen-
cia do seu vizinho o exigisse, porque desla mancira
ficariamoscerlos de que as causas seriam julgadas
por pessoas versadas na jurisprudcaca, e que Icndo
urna carreira a seguir lem lodo o inleresse em con-
senar sua reputado lidiada.
Esse augmento de traballio que o juiz vai ler se-
ria bem compensado, ou se perccbcssc o ordenado
do magistrado vizinho que nao eslivesse em exerci-
cio, ou se se lhe dsse urna qualquer gratificarlo.
Nao admiti que so diga que os (ermos e comarcas
ficariam demasiado extensos, vislo que sendo hoje
quasi lodosos termos e comarcas desmembrares de
lerinos e comarcas a que anda lia pouco pcrlen-
ciam, este accidental augmento qoe com a adopcao
desla idea sedara ao circulo da jurisdieco dosjuizes
de direilo c juizes municipaes durante o imped-
de direilo que liveroru 15 annos de. eflectivo exer-
cicio, revogando-so assim a legislado queja existe c
qoe estvbelece o principio da lisia de iO.apresenlados
pelo supremo tribunal do juslica ao governo para
esle sobro ella fazer a escolha dos desembargadores.
Enlendo, senhores, qoe sendo geralmenle reco-
nhecdo por lodos os publicistas, que um dos pri-
meiros "elemenlii- da boa nrgausac,ao de um paiz
qualquer he a existencia de um poder judiciario in-
dependenle, que constituindese arbitro entre os
particulares que sodrem oflensa em seu direilo e
aquelles que o violam, exerca este mesmo papel
entre oscidadaos opprimidos o o governo que abu-
sar de sua missAo. esta medida nao deve ser adopta-
da', porque vai destruir a independencia do poder
judiciario, ou da magistratura, de que elle se
compe.
Pan se mostrar, senhores, que semelhanle medi-
da vai destruir a independencia da magistratura,
bas la ver que nenhum homem cm geral pode ser in-
sensivel ao desejo de obler accesso ou vanlagens cm
sua posicao, e como una vez eslabelecido o princi-
pio de que o governo tem o arbilrio de cscolher os
desembargadores d'enlrc o grande circulo de juizes
de direilo que liverem quinze annos de servico, he
muilo natural que lodos os que estiverem nestas cir-
cumslancias, ou a ellas se aproxmarem, procuren)
agradar ao governo sujeilando-se sua vontade, na
esperanza de serem preferidos ; daqui resultar que
Indas as vezes qoe os agentes do poder opprimirem
os cidadAos, estes nao acbarao na magistratura aquel-
las garantas que a mesma lhes inspirara se nao es-
livesse na dependencia do governo.
Eu com essas palavras nAo quero fazer urna insi-
nuacao odiosa ao governo actual, eu nAo me retiro
as pessoas qoe hoje compocm o governo, mas, sim
aos que o podem compor em oulro qualquer lem-
po ; enlendo que quaudo se trata de adoptar nma
disposirao como esla, que tem de influir sobre o fu-
turo da sociedade, deve-se allender a loda e qual-
quer emergencia com que lercmos de lular ; deve-
se allender que o goveruo he composto de* homens,
que esles sao stijcilos a paixocs, e que se os actuaes
membros do gaiiinele nos merecen) conlianca, c ere-
mos que cscolherAo desembargadores, nao os juizes
de direilo que lhes tiverem prestado mais servicos
pessoaes, nao aquelles que forcm protegidos pelas"
influencias, com quem vivem em contado, mas sim
os que fiverem prestado melhores servicos ao paiz
na magistratura, mas sim aquelles que por seus la-
lentos c iIIii-lrac.iii forem dignos desla honra; lem-
bremu-nos lambem que os acluaes ministros terao
un> dia de serem substituidos por homens que talvez
nao nos merecam a mesma confianca, que sejam mal
intencionados, eaproveilando-sc da influencia que
esle projeclo d ao governo sobre a magistratura ata-
quen) as liberdades publicas, ou mesmo que procu-
ren) allerar a aclual forma de governo a que o paiz
lano deve. .
U nobre ministro da juslica hunlem quando falln
sobre a materia, reconheceu que os desembargadores
chamados s relafes pela anliguidade cega deveriam
ser na verdade mais independcnles. reconheceu esla
verdade, mas disse que nao se deveria adoptar se-
melhanle principio, por isso que por esle modo se
ia lirar aos juizes de direito loda esperanza de obler
promosao pelo mcrecimenlo de cada um, ese aca-
bara desl'arle com os estmulos desla classe.
Eeusinto que nao eslej presente o nobre mi-
nstroNifim de lhe pedir licenca para o uAo acompa-
nhar.nesla parle. Enlendo, Sr. presidente, que
quando o nobre ministro reconheceu que os juizes de
direilo, que nada dependen) do governo, e sim de
sua anliguidade para serem promovidos, c que des-
embargadores assim escojhidos, deveriam ler mais
independencia,elle eslava na obrgarAo de nAo acei-
tar oulro principio, porque a primeira qualidade da
magistratura deve ser a independencia, vislo que el-
la fo creada para servir da antemural enlre o go-
verno e o povo, evitando enlre um e oulro as ag-
gresses reciprocas, para garantir a liberdade civil
que lilailas vezes liecspezinhada pelo poder ; por
conseguinte reconhecer que a magistratura promo-
vida pela anliguidade seria mais indcpendeule e
querer que ella seja promovida por oulro principio,
lie urna cousa que cu nAo comprchendo. (Jpoiado.)
O nobre minislro disse que a magistratura chama-
da as relares pela anliguidade cega Picara sera es-
timulo. Ora, senhores, quando vemos que nao ha
homem que seja indilferenle ao de eao bniii ronceito eulreseus concidadAos,enlendo que
com maioria de razAo deve islo acontecer com aquel-
les quceslAoi na posi^Au-de juizes de direilo, os quaes
sendo cm regra liomens Ilustrados, que couhecem
o amor da gloria, que sabem apreciar quanlo vale
o espirito de rectido e o ronceito de urna boa repu-
lacAo.'quer enlre aquelles sobro quem excrcem juris-
diccao, quer entre seus collcgas existentes cm ou-
lras comarcas, e com muilos dos quaes provavelmen-
le cnlrclem frequenles relaces, nAo >e pode dizer
que liomens que assim vivem c que tema inleresse
muilo immediato de gozarem de prestigio em suas
comarcas para serem devidamenle respeilados, dei-
xem de ter emulado e estmulos para bem obrar,
s porque sua promuevo nAo depende do governo e
sim da anliguidade absoluta ; pensar de outra ma-
nen.i seria amesquinhar os juizes de direilo, seria
saneciunar o principio de que ellos au obram senAo
nelo inleresse...
O Sr. Figueira de Mello : O inleresse he sem-
pre urna mola do coraeo humauo.
O Sr. Jaguaribe : Eu poderia contestar a
exadidAo da Ibcoria do aparte que me da o meo
nobre amigo ; mas sendo esla questao mais cscolas-
lica doquepropria do parlamento, deixarei do o fa-
zorLc conlenlo-me em dizer-lbe que anda sendo
verdadeiro o principio do que o inleresse bem en-
tendido he o prii.ieiro motor das arenes do homem,
um juiz de direito por nAo poder ser desembargador
senAo quando pela sua anliguidade chegar sua vez
A oulra emenda he relativa aos promotores pbli-
cos para que quando obtiverem licenca com orde-
nado, leoham os interinos que os subsliluirem di-
reilo gralificacao, com o que cessjr em parle a
diflieuldadecom que por ora lutam o juizesde direi-
lo nao adiando algumas vezes quem qoeira esle
cargo interinamente pela razao de qoe o ordenado
pertcncendo ao empregado licenciado, tem .aquelle
que o subslilue de exerce-lo gratui lamente. E co-
mo a falla dos promotores pblicos ,iai comarcas se-
ja urna das causas que mais concorrom para a irapu-
nidade, enlendo que muilo urge eslabelecer alguma
providenda pela qoal ases funecionarios pcrsislam
as soaa comarcas ; a cm falla de oulra mais efllcaz
occorre-mc a de diminuir-lhes, quaudo forcm licen-
ciados, a importancia da gralificacao cm beneficio
daquellei quaos houverem de suDstituir, medida es-
la que, quando outre merecimeuto nao lonha ao
monos scrviri'de incentivo para haver sempre al-
guemqoe queira aceitar a interiuidadede oin cargo
por sua natureza lao espinhoso e que por issj mes-
mo uinguem quercri servir gratuitamente.
Tcndo declarado que presto o meu voto ao 1,
, oulro lano nao posso fazer ao 2", que estabelece o
lempo de 10 annos como mnimo para os magislra-
d is poderem obler aposentadora proporcional ao
lempo de servico por motivo de molestia. Assim
exprimindo-me, nao se enlenda que acbo longo o
espato eslabelecido como mnimo, ao contrario julgo
que este prazo de 10 annos eslabelicido para a apo-
seuladoria ha de dar lugar a immensos abusos, por
isso que muilos magistrados que nAoestejam conten-
tos com j carreira, qoerendo deixa-la, pdenlo mui-
lo fcilmente pretextar molestias o obler a~-im do
governo ama aposeuladoria, procurando estabelecer-
si; em lugar onde achara raaior commodidade. Fal-
lando assim nao pretendo fazer iienhuma injuria
classe a que lenho a honra de pertuncer, mas fallo
porquesao diversos os factos que me aulorisam para
assim%ensar. Todos nos temos presenciado que al-
guns magistrados que alias faziam lionra classe,
bem moros e robustos, lem sido aposentado* com
ordenado proporcional, e se acbam nesla corte esU-
belecidos em profissoes que Ibes dao mais vanlagens.
Sanemos como os precedentes lem (orea ente nos,
por isso muilo receio que reconliccendo a lei o pra-
zo de 10 auuos como soflicieote para aposenladorias
v abrir porUa despejas enormes. Eu.peis.enlen-
doaoe o praao da 10 auuos servico para dardireilo
aposcnUidoriada quelles qne allcgai emdoenca nao he
, sufllcieotc. Nos sabemos como essas provasde* doenra
se dao. Os cofres pblicos ja eslAo grandemente s-
brecarregados com despezas de pensiles a aposenta-
dorias, e parecendo-me que a approvafio desle pa-
ragraajio (era de onera-los tanto, qoe nao se mes-
rao oude iremos buscar renda para isso, nao quero
com o meo voto concorrer para esla oslado de po-
ros.
Se rnenos se eslaielecesse qoe aqoellcj (pie fos-
mento dos juizes seus vizinhos, nada mais faria que 'de subir, nao deixa por isso de ler inleresse muilo
em poseniados eom iln annos por imposfihilidade,
eslender ou ampliar o territorio de sua jurisdiccAo
aquelles mesmos lmilos em que ha 6 ou 8 annos a
exerciam jure proprio antes dessas subdivisdes.
Um Sr. Depulado : Entilo quer que o juiz de
direilo nao seja substituido pelo juiz municipal, ma/
sim pelo juiz de direilo vizinho .'
0 5r. Jaguaribe : Sim, porque reconhecendo,
como disse ha pouco, que a legislarlo de qualquer
paij deve harmonisar-se erar suas partes, e apresen-
lando eu semclhaiilcs ideas a respeilo do juiz muni-
cipal, declaro qu quero o mesmo para juiz de di-
reilo. que em lugar do juiz de direilo ser substi-
tuido pelo jujz municipal seja substituido pelo juiz
do direilo da comarca vizinha. Ado mesmo que o
projeclo nao he bstanle coherente, quando cha-
mando o juiz municipal da comarca vizinha a subs-
tituir ojuiz de direilo de outra comarca, e por con-
seiiinlu adiniliinilo o. principio de ampliar-llie a ju-
risdicc.ao' nao estabelece antes esta regra para o
juiz de direilo, que sendo de calegoria superior ofTe-
reeeria mais garandas.
O Sr. Taques : O juiz municipal que vera subs-
tituir o juiz de direito de oulra comarca, nao exerce
jurisdieco no lermo que deixa.
O Sr. Jaguaribe : Se he esla a inlcnco da
commissao, oo a sentido do artigo, vejo que fica
vago o lugar em que servia o juiz municipal; e se
lal acontece Gca exposlo a esses inconvenientes que
j aponlei, de serem as causas julgadas por homeos
que, ainda sendo bem intencionados, sAo obrigados a
ser dirigidos por oulros por nao enlenderem de ju-
risprudencia. Enlrelanlo que nao me parece razoa-
vel que um juiz deixe os habitantes do seu termo
privados dos recursos da sua iutelligencia e idonei-
dade para ir substituir o juiz de direilo de oulra
comarca.
O Sr. Correa das Seres :Isso he bom, deixam
o seu lugar para ir subsliluir ao vizinho.
O Sr. Taques d oulro aparte.
O Sr. Jaguaribe : O nobre depulado v que
isso se d lodos os das, sabe que esses empregados
sao quasi sempre deputados provinciaes, e que lem
de abandonar o seu lugar para ircm As assemblas
de que sAo membros, c por conseguinte lem de ha-
ver repelidas vezes essas vagas e e'sas subsliluirOes,
que a experiencia lem mostrado serem lito fataes
administraban da juslica ; eupois en tenda que vislo
nao podermos ler cm cada lermo umsupplente ido-
neo para ojuiz municipal, o melhor ineio era o de
amplar-se as altribuicoes dos juizes mais vizinhos :
e esla medida seria lano mais razoavel quanlo de
cerlo modo se tralava de harinonisara lei que vamos
fazer com o que j existe, porque, segundo as inslruc-
{Oesde 13 d dezembro de 1832, os juizes de paz
quando nao lem supulenles era seus dislriclns 8o,
substituidos pelos dVcrnios mais vizinhos.
Me oceuparei agora com o 7. c ultimo do arli-
go. Esse paragrapho estabelece o principio de que
os desembargadores serlo Humeados d'eiilre os juizes
real para proceder bem (apoiados ; he particular-
mente inleressado em gozar de fina repularAu e con-
quistar as afleiejes, respeilo e eslima de seus concida-
dAos, para manler-sc com disnidade, e naodecahir
no conecito publico da posirAo cm qne a lei o eollu-
coo ; mas, alm desse iulcresse mais ou menos tran-
sitorio, o que mais que (lulo deve guiar o magistra-
do a obrar bem he nao lano o inleresse das vanla-
gens que dahi lhe poder resultar, mas sim o sen-
limento intimo que acompanha a lodo o homem
consciencioso da necessidade de cumprir o seu dever,
he o impulso da sua propria consciencia, para com
ella viver tranquillo. E se quec-sc que o magistra-
do em lodo caso tenha dianle dos olhus algum in-
leresse que o ihiim dislinguir-se, ahi eslaoas hon-
ras, titulo e condecorares, que lhe offereccm vaslo
campo para suas aspira^oes, pois nenhom magistra-
do ignora que o monarcha brasileiro dispc de um
Ihesouro de grabas com qoe cosluma galardoar os
homens disliuclos por seus servicos ao paiz, com o
que cada um satisfar mais fcilmente suas ambi-
cijes, se ellas sao nobres, do que com esse inleresse
offerecido]pelo projeclo, c que at cerlo ponto se pode
considerar material, porque com elle se envolve a
idea de lucro que Iraz o accesso.
O Sr. Taques da um aparte.
O Si: Jaguaribe : Tanto admilto essa influen-
cia das graras, que eslou argumentando com esses
principios...
(//a um aprte.)
A isso nao chamarei fim inecnlivo nobre, ao cou-
Irario chamarei um inecnlivo pouco nobre.
Nesse principio cousignado no projeclo, eu s ve-
jo dar-se ao governo nina influencia Ilimitada so-
bre toda a necessidade. porque eslendendo-se essa
influencia do governo sobre urna classe que deve ser
jnleiramcnle indepcndenle para garantir o reslo da
sociedade, o projeclo dimiuue-llie considcravelmenlo
essa independencia, a di-sapparccem por couseguinle
as garantas,que ella poderia offerecer.
Heais, senhores, cu nao pude ainda comprehen-
der qual a razo por que rslahelccendo-seque os*Ie-
sembargadores para ebegarem ao supremo tribunal
sigam nicamente urna regra, quehe a anliguidade,
essa regra n3o sirva lambem para os juizes de direi-
lo rhcgarcni a desembargadores ; c nAo sei porque,
estaudo essas duas escalas da magistratura as mes-
mas circunstancias, se ha do applicar para chegar
ao supremo tribuna! o priacipio de anliguidade ab-
soluta, o para chegar rclacao o do arbilrio combi-
nado cora os 15 anuos do projeclo. E nem se diga
que he para evilar que os mos juizes de direito se
senlem na i elacao, nao s porque me parece qoe
elles sao muilo mais prejudiciaes na primeira ins-
lancii, vislo que ludo decidera singularmcnle, do
que na segunda, onde seu vol he eolleclivo e pode
ser esclarecido pela diseussao, oo sulfocado por votos
maisconscicnrusos, como lambem porque ahi te-
mos o cdigo criminal impondo penas coolra os jui-
zes que nio forem exactos no cumprimenlo de seo
dever por'ignorancia, descuido, frouxidao, negli-
gencia, ou omissao; ao governo inciynbe a larefa de
fazer exeeular as leis ; investigue quaes sejam esses
maos juizes, e os fac,a punir, e logo desapparecer
esla nico inconveniente qoe se pode oppr ao prin-
cipio da anliguidade absoluta na promocilo dos jui-
zes de direilo.
Pelo qoe lenho dilo ve-se qne nenhnma regra me
parece mais valiosa para servir de base promovi
dosjuizes de direilo do que a anliguidade absoluta ;
mis se oulro principio se deve adoptar, julgo que se-
ria mais conveniente aquelle que existe actualmen-
te, islo he, a da lista, dos dez juizes mais antigos
apresenlada pelo supremo tribunal de juslica ao go-
verno para a escolha, porque ao meuos assim todos
os mais antigos eslo cerlos que sero aprescnlados
ao monarcha cm lisia decupla para a escolha, e que
sera muilo mais diffiril fazer-lhe injuslica, quando
seu nome se acba quasi quo cm urna comparadlo of-
ficial com lodosos que fazem parle da listados Jez.do
que quaudo a escolha liver de ser fela sobre o gran-
de circulo de lodos os quo liverem de 15 annos para
cima, como quer o projeclo, cm cuja hypolhese lodos
aquelles que eslo muilo longe do governo la para
essas comarcas muilo remlas, e liverem a modestia
de nao alardearen! de seusservic,os,fazendo-os apre-
goar por loda parle, podem desenganar-se, que,
por mais reaes que sejam os seus servicos, morrero
sem serem desembargadores, porque quando se de-
rera as vagas, ou anles mesmo que ellas se realisem,
se ver o ministro 13o cercado de erapeohos para a
escolha que nao lera lempo mesmo de lembrar-se do
homem modesto e pouco conhecido que o nao im-
porlunou com pedidosenem recorreu ao patronato:
todo seu trabalho enlao consiste em livrar-se dos
embarazos produzidos pelos empenhos, fazendo re-
cahir a escolha de sorlc qoe dcsappareca o mais for-
te desses embarazos.
J disse, e repito, nao quiz com minhas palavras
fazer insinuaban odiosa ao nobre minislro da juslica;
sei que S. Exc. lem de escolher naturalmente, pelos
seus bons desejos, os melhores magistrados, far o
possivcl por acerlar, mas vejo que o syslema do pro-
jeclo d lugar a minios abusos, e que nelles pode in-
correr, nao s o minislro quo fr mal intencionado,
porcia mesmo algum que liver boas intencAes, por-
que tendo de se decidir por informacOes de seus de-
legados as provincias, podem eslas ser inexactas ou
apaixonadas ; sabe-se que ha algumas vezes presi-
dentes queapproveilam-se de sua posicao para des-
conceiloarem seus desairelos, e sobreludo quando
as administracOts das provincias ficam entregues aos
vice-presidentes, esles, salvas as honrosas exceptes,
procurara lirar partido de suas interinidades para
fazerem mal aos magistrados que se nao preslam aos
seus caprichos, de sorle que com laes bases pode o
minislro errar em sua escolha, e fazer injuslica ao
mrito mesmo sem o querer.
Termino aqu o meu discurso declarando que vol
conlra esse paragrapho do arligo. (Muilo bem.)
O Sr. Pawia llaplista pronuncia um discurso qoe
ja foi publicado nesteDiario.
O Sr Aprigio Gn res, o embarazo com qoe me levanto em urna ques-
tao lo debatida, quaudoo ponto especial a que lenho
de fazer opp-.isic.lo ja soilreu a opposicao mais cer-
rada, mais lgica, mais forte do nobre depulado que
acaba de sentar-se, o qual alias eslava inscripto a fa-
vor... Todava como seja esla a primeira occasiao
qoe same faculta de fallar sobre esteassumplo, bem
que por quatro vezes tivesse pedido a palavra, a c-
mara me permitlir qna a aproveile, se nao com o
fim principal de discutir o arligo, com o fim de dar
a declaracao do meu vol oeste projeclo.
O Sr. Correa das Neres: Pode-o fazer no
exordio ; os exordios eslAo admillidos.
O Sr. Aprigio Guimaraes : ... e urna vez que
e-l.i.i admillidos os exordios, espero que a faculda-
dede faat-los nAo me ser lolhida, mesmo em al-
tenc,Ao /que j fui victimado por dous encerra-
menlo
Enlendo com o nobre depulado por Peroambuco
qafc projeclo resenle-se de espirito retrogrado. Se
aqu eslivesse quando se votou o artigo 1, loria
volado conlra o cerceamenlo da insliluicao do jury,
e contra oulras dispusieres desse artigo ; mas o arti-
ligo Io nao esl agora era diseussao, eeu ainda leuho
materia para o exordio.
O honrado Sr. minislro da juslica, capitulando
esle projeclo, em primeiro lugar de prejecto de ga-
binete, erasetiunlo de projeclo do ministro da jus-
lija, de projeclo cuja queda deveria importar a do
gabinete, de projeclo cuja queda deveria importar a
duministro da juslica, collocou-mc, confesso, em
lerribilissima posicao, porque S. Exc. he o ministro
do actual gabinete a que voto mais profunda eslima
e adhesao ; e para corroborar o que deixo dito, eu,
passando a impugnar cerlas proposices aqui enjilli-
das porS. Exc, dcclaro-lhe que poria minhas objec-
coes i margem, se por ventura com um voto hostil
fosse produzir a sua retirada do gabinete, porquan-
lo prezo muilo a estada de S. Exc. na alta adminis-
trac,ao do paiz...
Mas, felizmente nunca foi meu proposilo volar
coulra o todo do projeclo; felizmente as votaces ha-
vidas j deixaram ver que V. Exc. vencen, que o
projeclo tem muilo pronunciada maioria na casa.
Quando o nobre minislro aqui nos disse que a
maioria nao devia andar frenle do gabioele, qoe
ao contrario era o gabinete quem devia rebocar a
maioria, achei um pouco eslranha esta proposico.
Confesso miuha ignorancia nisso a que chamara lic-
ees do governo representativo; mas me parece que,
a dar-se toda a latilude hypothcse figurada, a c-
mara ficaria reduzida a urna mera chancellara dos
actos do governo.
Se cm quesles como as que ora se agitan), ques-
tes que alTcclam muilo de pcrlo a generalidade dos
cidadAos, questts que sao do conhecimcnlo inme-
diato dos representantes do paiz, se diz que devemos
sacrificar nossas conviccocs porque se aprsenla um
projeclo do governo, se affirma que o governo esl
mais do que nos habilitado para conhecer dos inle-
resses do paiz, mesmo naquellaordem dos fados que
se passam aos nossos olbos, s nossas portas, em nos-
sos termos, em nossas comarcas, cm nossas provin-
cias, parece que razan (ve eu para aventurar que
laes proposices rcduziriain esta cmara a urna sim-
ples chancellara dosaclosdo gabinete.
Eu nao quizera que urna maioria que se diz sus-
tentadora de urna adminislracao, derrolasse medidas
que a mesma adminislracao julga necessarias para o
bom governo do paiz ; mas lambem nao quizera, se-
nhores, que um gabinete aflronlasse essa maioria,
adrando sem consulla-la um projeclo no meio da c-
mara, impoudo-lhc depois o sacrificio de suas con-
viertes...
Nao digo qoe islo se lenha dado em loda a exten-
sa o que figoro; he urna hypothpse que eslabeleco.
Repilo, senhores, que sou de grande ignorancia nis-
so a que chamara ficc,es do syslema representativo
mas enlendo que, visto ser a materia de fice,oes,
cada um pode nella discorrer com aquillo a que
propria ou impropriamente d-se o nome de senso
com muro.
Agora, Sr. presidente, pois que devo discutir o
artigo 2, tratarei de repetir a meu grosseiro modo
Igumas das proposicos emillidas pelo honrado
membro que me preceden, sobre o arbitrio para a
escolha dos desembargadores.
Parece-me, senhores, que a disposirao do S 7. do
arligo 2 do projeclo, sobra destruir a independencia
da magistratura envolve cm si o opigramma mais
vilenlo ao artigo 1 do mesmo projeclo. De ama
parte se sobrecarregaui os juizes de direilo de altri-
buicoes ; de oulra, diz-nos o Sr. ministro da juslica
em sustentarlo desle paragrapho, que o arbilrio he
necessario vislo que a nomcacAo dos juizes de direi-
lo he feila aventura, alenla a impcrfeic.o do ti-
rocinio !... De sorlc que o que se fez por um lado
desfez-se pelo oulro : alli a magistratura de primei-
ra instancia he ludo, merece loda a confianca, ile-
mosdhe baraco e cotillo : aqui he feila veolura,
demos arbilrio ao goveruo.
O Sr. Ferraz e Correa das Seves: Apoiados:
O .Sr. Aprgio G/tmarilet: Quando se diz que
a anliguidade absoluta deslre a emularan, cu en-
lendo com o meu nobre collega pelo Cear, que se
lem amesquinbado a magistratura. A cinulacAo do
magistrado he com relacAo ao paiz inlciro, e esl no
cumprimenlo de seu dever; qualquer oulra ter de
deseuvolver-se com rclaciio ao governo, e he islo o
que nAo podem querer os que querem a indepen-
dencia do poder judiciario.
Disse o honrado minislro da Justina que pelo sys-
lema aclual o juiz de direilo, umitas vezes contem-
plado n'uma lista e nao esrolhido, fica com a sua re-
putarlo inquinada.
E, senhores, romo tirar o juiz da direilo que
IX
com 20 oo 30 annos de servico deixa de ser desem-
bargador, ao passo que he torios osdis preterido pe-
les de 15 "I Ficar elle bem considerado aos olhos
do paiz ? E depois, quem nos garante a imparcia-
lidade e juslica da escolha '.' He perpetuo o actual
Sr. mioisiro da juslica '.' Ter a conciliacilo des-
terrado para sempre de nos os assoraos das rTaixes
polticas?
Vol conlra o 7 do arligo 2 do projeclo, porque
a meo ver elle deslre a independencia da magislra-
tora da primeira instancia, porque elle a constitoe
urna legiao do poder cxeculivo, porque finalmente
lenho um horror inslinctivo a ludo quanlo he ar-
bilrio.
Deixando de fallar as aposentadorias e no perfei-
to luxo, e quien inconslilucionalidade do privilegio
de foro, poiibo aqu lermo ao meu discurso, porque
sinln que nao eslou agradando maioria dos meus
collegas.
Direi todava em conclosao ao Sr. minislro da
juica, qoe he justamente por ser ojuiz de direito,
como elle proprio o disse, o refugio da liberdade ci-
vil, qoe eu quero sua independencia, que eu vol
conlra o projeclo ; que he justamente em favor des-
sa Independencia que eu reclamo o complemento do
projeclo, complemento qoe se Iraduz n'uma palavra
que lenho medo de proferir nesla casa, a palavra
incompatibilidade.
O Sr. Ferraz : Mailo bem.
O Sr. Bclforl ( pela ordem ): Vislo, Sr. pre-
sidente, a larga diseussao havida sobre esle artigo,
eu me animo a pedir rasa o encerrameulo desla
diseussao. ( Oh I Oh '. Ilolha, rolha na caso. Agita-
(So.)
O Sr. iVandirley: Apoiado, muilo apoiado.
Consultada a casa sobre esse requerimento, ella o
approva.
Tinham ainda a palavra a favor o Sr. Taques, e
conlra o Sr. Sayo Lobato.
Procedendo-se volacAo, he approvado o arligo
com os seus paragraphos.
Entra cm disscussAo o artigo 3.
Fallara sobre elle os Srs. Ferraz e Paula Baplisla,
o primeiro combalendo-o, o segundo defenden-
do-o.
He lida, apoiada c entra em discossao, a segoinlc
emenda: ,
a Ao arl. 3. Depois das palavraspessoas seme-
ntantesaccresccnle-semlseraveis. Figueira de
Mello. > (Conlinuar-sehax)
PEUMBllCO.
DEMONSTRADO DO DFICIT PROVAVEL DA
THESOURARIA PROVINCIAL NO EXERCI-
< CIO CRREME, SEGUNDO A RECE1TA E
* DESPEZA CONDECIDA AT O ULTIMO DE
AGOSTO PRXIMO FIN DO.
Receila oreada........717:2788000
Fundo passado da caixa do exercicio
prximo lindo para auxiliar a dcs-
peza do correte ......
Saldo do exercicio rindo que prova-
\ cimente se rcalisar no fim do tri-
mestre addicional crrenle .
ASSEB1BJLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
f.a SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 11 DE SE-
TEMBRODE 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cacalcanti.
Achando-sc prsenles 23Srs. depolados, o Sr. pre-
sidente abri a sessao.
EXPEDIENTE.
Foi Hilo o oflicio do secretario interino da provin-
cia, parlecipando ler o Eira, presidente da provincia
designado o dia de hoje ao meio dia para a abertura
da sessao extraordinaria.
Fnram preseules os diplomas dos Srs. depulados:
Francisco deAssis Oliveira Maciel, Caelano Eslelila
Cavalcanli Pessoa.Manoel Francisco de Paula Caval-
canli de Alboqoerque c Jos Rodrigues do Passo,
1)s qoaes diplomas foram enlregues commissao de
consliluicao e poderes, e relirando-se esla, vollou
dahi a pouco e leu o parecer seguinlc :Quejulga-
va conforme s diplomas com a acia da appurac,ao
geral,o qual parecer foi approvado, e achaodo-sc
na ante-sala os Srs. depolados Francisco de Assis de
Oliveira Maciel, Caelano Eslelila Cavalcanli Pessoa
e Jos -Rodrigues do Passo, foram admillidos a pres-
tar juramento, e lomaram assenlo.
A' hora aprazada compareceu o Exm. presidente
da provincia e leu o seguinte:
RELATORIO.
Mal DigaoM Srs. IHcmbros da Vssrni-
blcn Legislativa Prov inelah
A especie de calamidade porque passraos, veio
desconcertar o calclos financiaos com qoe decre-
tases a lei do orcamenlo vigente, qoe nAo pode dei-
xar de ser alterada em alguma de suas "dispusieres.
E lal he o primordial molivo que induzio-me a con-
vocar-vos extraordinariamente.
llavicis contado no crreme auno financeiro com
a renda de 717:2788000 rs. Os crescidos gastos que se
eslAo fazendo e temos ainda de fazer com os gran-
des reparos dos estragos cansados pela inundaran do
rio Capibabe, monlarAo a 231:9989311 rs., segun-
do os orramenlos a que mandei proceden pela re-
partidlo das obras publicas. Achamo-nos porlanlo
ameacados de um dficit de 430:5110V2, se calcu-
lamos, como he natural, com as consequentes re-
clamaces dos arremata ules de estradas, e lambem
com a provavel diminuic.o das rendas provinciaes,
conforme cumprehendercis da tabella annexa. '
Mandando comecar logo com esses iudispensaveis
reparos, alguns dos quaes acham-se j concluidos,
nao qui/ lomar o peuivel expediente de fazer parar
com as inuitas obras arrematadas, e que lodas reputo
iniii necessarias, sem recorrer primeiramenle vossa
perspicacia, solicitando algum remedio para nao ser
interrumpida a carreira progressiva dos melhora-
mcnlos maleriaes, em que felizmente marcha a nos-
sa provincia.
Nao lenho a menor duvida de qoe o governo impe-
rial,cuidadoso como se (em mostrado pelos interesses
de Pernambuco, nos ha de eslender sua m3o provi-
dente : Urna prova mui clara e decisiva de sua alia
munificencia j temos na declaracAo feita na cma-
ra qualrieunal pelo digno presidente do conselho de
ministros, c no aviso expedido pela secretaria de es-
lado dos negocios do imperio, era que se pede o nu-
mero e orcamenlo das obras que convera continuar
na provincia, para serem protegidas pelas forras do
cofie geral.
Todava, senhores, a f que me inspira essa pro-
messa lie solemne, nAo me dispensa de ponderar-vos
ludo quanlo estiver na ininba fraca previdencia.
Parece-me que, por melhores que sejam as boas
disposic,esem que se acba oactoalgabinele, de con-
ceder-nos o suprmento de que tanto nercsi(amos,
nao poder ser elle suflicienle para reslabelecer o
equilibrio da nossa receila com a despeza, e evilar
alguma crise. Eu me explico:
Np 29 arl. 2 da le geral do orcamenlo de 28
de selembro de 1853 se deslina apenas a quantia de
mil conlos para o auxilio das obras publicas'geraes
e provinciaes. O aclual gabinete lem-se mui genero-
samente comprometlido a mandar construir a poute
do Recite, erigir o lazareto do Pina, e concluir o
hospital militar du .Hospicio, Afora esta ultima
obra, as oulras, que sao todas de subido pceo, de-
ven) ser suppridas pela verba de mil conlos, que as-
sim sobrecarregada, nao dcixar sobras bastantes
para serem applicadas na propor;Ao exigida pelos
reparos necasionados pela cheia.
He pois mais que provavel que lenliam de soffrer
as obras j arrematadas c as futuras iudispensaveis,
se por ventura esla assembla nao cuidar desde j
de cautelar essa emergencia, liabililando-me com
os meios necessarios para snpprir o dficit que irre-
missivclmcnte se manifestar, a ser integralmente
execulada a lei do orcamenlo provincial. Ainda ootra
considerarlo.
O crdito qoe pela lei provincial n. 296 de 5 de
maio de 1852 havieis concedido ao governo da pro-
vincia para sed especialmente destinado a conslruc-
rtao das estradas, foi pela lei r.. 338 de 11 de maio
deste anno resolvido na applicacAo da compra das
acedes da projeelada estrada de ferro d'Agoa-Prela.
Ora, se desla medida resulloo a perda de um
grande recurso com que poder contar a adminis-
tiacan em favor da construccAo das estradas com-
niuns, e reparos extraordinarios dellas, por oulro la-
do se me a figura a necessidade imperiosa de se for-
talecer ainda mais, para que se torne efllcaz, a pro-
tccv,5u,com que vos api mi ve acororoar orna empie-
za de lauta importancia.
Digo qoe a proleccAo deve ser mais fortalecida,
para se lomar efllcaz, porque a provincia da Babia,
augmentando com mais 2", a garaolia dos joros de
5 % que o poder legislativo geral havia sabiamente
aategurado s emprezas das estradas de ferro, veio
de cerlo modo debilitara de Pernambuco.
Pelas noticias chegadas ullimamcule de Londres
sabe-sc que a Babia mandara oflerecor aos empre-
zariosessa garantia addicional, que se nao esl a
eslas horas recebida, be porque pende do consulta.
Consequculeiuenle sem que fosse necessario que o
agente da nossa crapreza, o Sr. Mornay, m'o com-
communicasse, he obvio que o oflerecimenlo da
Babia sobrepujar providencia lomada pela lei
provincial novissima qoe me refiro, pondo em evi-
deule pergo a organisa^Ao da companhia da Per-
nambuco, se esla assembla nao tratar quanlo anles
de equiparar as garantas postas actualmente em
competencia no mercado eoropeu, e de predispur
seriamente e com antecipaco os meios de torna-la
realisavel no deudo" lempo, se nao quizer deixar
escapar a melhor occasiao de efleduar urna obra de
verdadeira raagnitode p?ra esla provinci.
Em presenta de laes diffjculdadcs, que alus me
nao parecen) iosuperaveis, releva por lano decla-
rarlos qoe a causa efllcienle da demora da encor-
poraeao da nossn companhia, nao existir al cerlo*
lempo na exiguidade da garanta de 5 por cenlo
dada pela assembla geral, e sim as eventualidades
da guerra do Oriente. E se menciono agora a medi-
da adoptada pela Babia, he nicamente por amor de
refleclir sobre l necessidade supcrvcnieule e facticia
de acompanharmo-la no mesmo caminhn, que na
verdade fostesos pWmeiros a explorar, mas que ella
ampoo, sem duvida em beneficio do progresso, de
qoe todos nos somos partidarios sinceros.
Em lodo o caso, supponlm ser ferroso reconsiderar
as leis provinciaes ns. 296 e 338, para harmo-
nisa-las com as necessidades que ora se apresentam,
necessidades qne smenle vossa reconhecida sabe-
hedoria compele apreciar e precaver, para qoe nAo
tendamos de lamentar o raaos elfeilos da imprevi-
dencia.
Valendo-me d'esla opporlunidade suhraelterei
vossa esclarecida considcracAo oulro objecto, que
me merecc_ particolar cuidado. Eu vos disse no
meu anterior relalorio, que pac nao atreva a pro-
por-vos reforma algoma no lyceu, anles dse ele-
calar a (ransferenca da faculdade de direilo de
Olinda para o Recife. Grasas ao paternal governo
de S. M. I., chegoo a hora de lAo imporlanle acoo-
lecimento, e breve taremos no liairro da Boa-Visla
o collegio das artes : e pois, he occasiao moi oppor-
luna de converler o lyceu em um intrnalo, sup-
primindo ou accrcscenlando ou diminuindo algu-
mas de suas aulas, como se julgar mais accommo-
dado ao syslema de educado que couvier admillir
no intrnalo.
N'Aoousarei indicar-vos as proporr,es desse esta-
belecimenlo quanlo ao seu formal e scientifico, por
que, convindo previamente consultar os professio-
naes, nao devo neste instante aventurar o meu fra-
co alvilraraenlo. O que posso dar como cerlo e
definido he que com a transferencia do collegio
das arles, lorna-se indubilavelmenle inulil para os
alumnos externos as aulas de humanidades do lyceu;
porqoanlo nenhum dos que se quizerem entregar s
disciplinas acadmicas do imperio, oo que perlen-
derem obler um certificado de exame para qual-
quer fim, se inscrever.i as aulas do lyceo, onde de
mais a mais teeni de pagar a matricula, de que sao
alliviados no collegio das artes.
O que levo dilo he mais que bastante para con-
cluir-se a conveniencia immediata de aproveilar-se
o lyceu, Iransformando-o em um intrnalo que
aceite bom numero de pensionistas. Cora efleito,
senhores, he deploravel que os chefes de familia
desla capitale de lodo o interior da provincia nao
encontrem urna casa.regular a quem possam.fiar
a educaciode seus fillios, que sao ( coiladiohoa )
muilas vezea entregues discric.ao. Os pensio-
nistas poderao, com mensalidades mdicas, suslen-
lar o cosleio do collegio, como se sustentan), sem
nenhuuia i ulervcnrAo do governo, os collegios par-
ticulares, que mesmo mal montados, pagam seus
professores, de ixando ainda lucros aos seus institui-
dores; e como se susleuloo lambem, sem patrimo-
nio algum, o seminario episcopal de Oliod oo lem-
po em qoe mais florescra. Soppondo orna direccilo
assisada e regSlar, me parece que a provincia lera
pouco que dispender, e muilo que aproveilar com
o estabelecimeoto do intrnalo.
Se esta m ni Ilustre assembla adoptar a miaba
proposico, ncr e-si larri, para leva-la a effeilo, de
urna aulorisacAo mais extensa do qoe a consignada
no. arL nico da lei n. 347.
Senhores, sao esles os pontos sobre os qoaes jul-
goei dever chamar a vossa alienlo, c reclamar o
concurso das vossas luzes, e nuuca desmenlido pa-
triotismo.
Recife 11 de selembro de 1851.
Jote Benlo da Cunha e Figueiredo.
somante da pirte do relalorio que se refere a es- {
Irada de ferro da Agua Preta. .
O Sr. Francisco Joio, ao tomar parle no debate, j
foi de vol que se rametlesse o relalorio os commis-
afis.dc inilrucrao publica, fazeoda, orcamenlo e
obras publicas, e concluio as rettexes enviando a
raes um reqoerimenlo no sentido em que havia
fallado. 0
Finalmente o Sr." Meira lamber tomou parle ua
diseussao, e concluio pediodo que o relaloaio fosse
enviado s commisses respectivas.
Depois desle bnvc dbale o Sr. presidile suh-
metteu a votos a questao, sendo approvado pela
maioria da casa o requerimento do Sr. Frauciscn
Joao, e rejeilado o reqoerimenlo do Sr. Abilio e
levantou-se a sessao.
Dficit
Despeza decretada......
Dita com o subsidio e ajuda degusto
dos membros d'assemhla na proT
xima sessao extraordinaria. .
Dita excedente da consignadlo do
4 do artigo 17 da citada lei, em
consequencia da compra do arma-
mento pira o corpo de polica, se-
gundo o contralo que para islo se
fez...........
Dita qoe excede a consignacao do ar-
ligo 12 da lei do orcamenlo vigen-
te, conlando-se smenle cora os
cstudos graphicos, casa de delen-
cao, hospital Pedro II, preslarSes
das obras arrematadas al o ulti-
mo de juntio prximo lindo, e as
quanlias designadas nesle artigo
para diversos acudes .....
Dila com a indemnisaco provavel em
razao dos estragos da cheia causa-
dos as obras arrematadas' .
ila com os reparos de lodos os es-
tragos causados pela mesma cheia,
seguodo o orcamenlo da reparli-
cAo das obras publicas ....
Fundo que deve ficar cm reserva para
auxiliar a despeza do 1 seir.cslre
do exercicio prximo vindouro, cal-
culado pelo lermo medio dos que
se fizeram necessarios nos Ires exor
cicios anteriores ao prximo lindo.
COMARCA lK PAJEL.'
Villa Bella 1. de setembro.
Todo o restante da semana, em qu Uta escrevi a
miuha ultima, noliciando-lbe i fuga dos presos des-
la v illa, foi aziago para esle lermo, seno devo lam-
bem assim qualilicar lodo o prximo passado mez de
agoslo, pela enxurradade desgostos que deoaroui-
la geule. Nao he debnlde qoe o povo lano confia
nos seus prognoslico a respoito do seohor agosto,
conlra .qoem vive sempre prevenido, mximo conlra
a sua primeira segunda feira. Alm de mais um
crime de homicidio cammellido na subdelegada de
Flores em um individuo de nome Manuel Antonio,
sem que se oblivesse ainda certeza quera fosse o sen
aulor, deram-se ainda fgidas de presos, fgidas da
mocas, impedimentos de matrimonio, definios, ca-
larrhes, coi reirn, procesaos de responsabilidade e
oulroi aconlecimenlos desagradaveis, que o povoao-
nualmenle prever e espera nease myalerioso mez de
mo agooro.
A policia descobrio ter sido Eosebio de tal, mora-
dor no Calumbi, o aulor do assassinalu qoe lhe noli-
ciei no final da miuha ultima carta ; mas esla deseo-
berta foi larde, nao pode obstar, a faga do assauiuo,
qoe no mesmo dia e hora em que fe a roorle, re-
celando ser dcscoberlo e agarrado, usou de urna si-
mularao*com que pode subtrabir-se inclume as
pesquizas policiaes. Foi ler a casa de om cidadao
residente uesta frjgoezia, alli deixou o riaviaole,
carloxeira e mais pelreclios bellicos, asseverando-lhe
vir a esta villa obler licenca do delegado para an-
dar armado, e d'alli evadile luerme, para mais f-
cilmente escapar, segundo se aflirraa para as parles
da Malla, provincia de Alagoas, onde lem familia.
Alerta, sonhor delegado da polica da Malla ; este
Eusebio he branco ou semi-braneo e casado:
O crimiuoso Flix Correia da Peoha, cojos pren-
les tiveram o aodacioso procedimeolo de vir aqui
festejar cora salvas de mosquetera o arromhamento
da cadeia e a fuga triumphal dos presos, como ja
lhe conlei, tendo sido de novo capturado pelo sub-
delegado de Flores, major Chrislovio Jos de Campos
Barbosa nos limites desle lermo com o de jdoxol,
alli novamenlo se evadir, favorecido pela cscaridao
da uoile do mesmo da em que fora preso, por eo-
tre os soldados que guardavam, sem que esles po-
dessem obstar-lhe a fuga. Parece inconleslavcl o
que vulgarmente se diz, que o diabo ajuda aos seus. '
Pciiba, segundqinforma o subdelegado, estar ainda
com um brac,o muilo nflammado de om relmenlo
de bala que receben na occasiao doarrombameoloda
cadeia, e (ugida dos presos.
Passemos a correitao, cujos,lrabafhos cncerrararo-
se no precedente agosto. Nao leodo podido vera
acta da ultima audiencia geral, nica bussoia que
poderia guiar-me com seguranza no propasilo de
noliciar-lhe as occurrencias que na CorreicAo liveram
lugar, por ser isso vedado a olhos plebeos.eso re-
servado a alia classe dos empregados pblicos, nao
me foi possivel obter os esdarecimenlos necesarios
para poder apreciar aquelle Irabalha ; comludo ao
deyendo forrar-me daourgcao de dar-lhe algumas
informacesflue pude conseguir de fonte qoe up-
ponho pura, dir-llie-liei que a correicio desla vez
nem por isso desagradou a muilos, e dea pouco que
fallar ; porque, alm de alguns saboes dados eom
mais ou menos juslica, apenas contla-me Icrhavido
de positivo o seguinte : !<> duas mullas de lCO#oa-
da urna, sendo a primeira'em uro juiz de paz, e a
segunda em um official de juslica, por deizarem de
comparecer na audiencia geral, em qoe alias falla-
ram muilos oulros empregados ; 2. terem sido ad-
millidos as honras de processo da responsabilidade
dous escrivaes e o contador do juizo, por fallas repu-
tadas leves ; a saber os doos primeiros por terem
lavrado urna ou duas escripluras sem sello, informan-
do-se-meser essa formalidade dispensare! em algu-
mas das indignadas escripluras, e por nao ler um
delles declarado no final de orna escrplura te-la li-
tro perante as parles ; e finalmente o contador por
ler juntado por engao ao inventario de Pedro a
coma das cusas do iuvenlaro de Paule.
Um juiz de direilo esla no seu direilo mellendoem
prore-so a qualquer empregado publico quando en-
lenda que elle deu a isso lugar ; mas a experiencia
lem convencido geralmenle a lodos da necessidade
de conservar aos fniiccioTjSTios publico* um cerlo
prestigio indispensaVel para o-Uiom desempenho de
eus deveres ; e he inegavl quVum processo crimi-
nal, ao mesmo lempo que desJponta o homem do
mais i ruin lii-r i lo valor e mrito, abala o pra-ttgiu e
reputaran do mais conroituaoVj emprefUklo ; donde
se v que uro processo be (UuCmiuccu, qoe s deve-
ra ser applicado naquellas enfermidadessociaer,' que
nao poderem dispensar o emprego desse remedio
violente. Daqui a necessidade de fazer-se dos pro-
cessos de responsabilidade um uso moderado e cir-
cunspecto, que. nao deixando impune o crime, nao
gaste ou inhabilite o empregado, que por meio me-
nos dolorosos e mais suaves, ^pode ser chamado ao
cumprimenlo de seus deveres.*
O esenvao Antonio Domingues de Andrade, aca-
ba de ser condeiniudo no juizo de direiio desla co-
marca as penas de grao mximo do arl. 129 8 do
cod. penal, pelo mesmo fado que dea logar a audi-
encia do Dr. juiz de direilo, de nsvembro do aono
prximo passado, que nesse mesmo lempo lhe no-
liciei.
Fico por ora aqui. Quando o lempo e a saudeo
914:o939419 permitlirrm direi algoma cousa a respeilo do acude
, que se vai construir, ou se est construmdo oesla
villa, o qual, podendo ser a primeira obra da provin-
cia nesle genero, segundo o local (Asignado, qne lo
boas proporcocs ofTerece, nao pa'ir, segundo a
plante existente em poder do arrematante, de orna
laga que quando moito poda guardar um terco
d'agua que guardara se fosse feilo de oulro modo.
Esta falla be devida a pequea altura dosangradou-
ro de cal, que se vai construir no meio do diqoe,
qoe mala completamente a obra e lira-lhe as vanla-
gens que della se poderiam esperar. O paredao de
cal sobre que deven sangrar as aguas, segundo a
plante; deve ler o nivel da entrada do sacco. que a
experiencia j moslrou ser apenas de 10 palmos, en-
lrelanlo que ha nesse local um sangradonro natural,
franco e seguro, qoe alm da "altura de 28 a 30 pal-
mos, que daria nm augmento d'agua triplicado ou
quidruplicado, dispensa toda e qualquer obra do
cal. E para a construccAo do dique de Ierra que fi-
zesse passar a agua por eue logar bastara, elem do
preco da arrematarlo, o augmento talvez de mais
um cont de rs., com lano que se prescindiste des-
se paredan de cal oreado em 1:0009. Quem infor-
mou a respeilo do nivel da entrada do sacro desgra-
rou uma obra qoe nao liulia rival na provincia.
Ate mais logo. (Caria particular.)
80:0O0oOO0
77:000.7000
874:2785000
430:5118042
1,301:789SO2
2:3135997
16:6339000
31:0625*61
6:1575854
231:9985311
102:f005000
1,304:7895012
N. V. Este dficit deve muilo augmentar se sefize-
rem as mais obras que se acbam designadas no ar-
ligo 12 da lei do orcamenlo, cuja importancia ig-
nora-sc.
Depois deca ron abarla a se;sao, e rclirou-se.
O Sr. Francisco Joo aprsente)) o requerimento
seguinte que foi a provado : Requeiro seja o rela-
lorio da presidencia remedido s commisses de fa-
zenda c ornamento, nstrucejlo poblica, c obras pa-
blicas,para que as mesmas deem o seu parecer acerca
do objecto delle, offerecendo cada uma um vol em
separado a respeilo do assumpto que for espcriali-
dade sua.
Oulro requerimento do mesmo Sr. Francisco Joo,
que tei remedido i convmssAo de constiluicAo e po-
deres : Requeiro e proponho a chamada de sup-
plentes que eslejam cm ordera a substituir oa depo-
lados efleclivos, que se acbam impedidos de compa-
recer.
Requerimento do Sr. Abilio : Requeiro que so no-
meie uma commissao especial para propora medida
que julgar conveniente relalivamcnle a parle do re-
lalorio que diz respeilo a estrada de ferro de Agua
Prela.
Em seguida, o Sr. Carneiro da Conha propoz, que
o relalorio presidencial fosse remedido s commis-
ses que dizcm respeilo os Ires pintes principies
incluidos em tal documento, alim de que eslas com-
misses refleclindo sobre os objeelos respectivos, des-
sem o sen parecer, porque desl'arle a assembla se-
ria melhor orientada as suas discusscs a respeilo
da materia.
O Sr. Mello Reg oppoz-se que o relalorio fosse
remedido s commisses, allegando que com seme-
Ibante procedimenlo os oulros membros ficariam
inhibidos de propor as medidas que o caso re-
quera,
O Sr. Abilio tambera lemuu parle na discusso,
pronunciando-se conlra as reflexes dos seuhores
Mello Reg e Carneiro da Cunha, e concluio o seu
discurso offerecend^i um reqoerimenlo, com o fim
de nomear-se uma commissao espeeku, para tratar
DIARIO DE PERMBUCO.
Honlem a una hora da tarde leve lugar a aber-
tura da assembla legislativa provincial, convocada
extraordinariamente pelo Exm. Sr. presidente, e do
que se passou na sessao damos em oulro lugar um re-
sumo succinlo.
Pelo vapor brasileiro l'iamao, entrado honlem do
l-isboa,recebemos asearlas rienossos correspondentes
daquclla cidade, e bem assim gazelas portuguezas
al 20 de agoslo prximo passado, e por ellas noti-
cias de Pars al 11, de Marselha at 9, e de Ma-
drid st 11 do mesmo mez.
A questao de Oriente contina sem lolor.lo.
A divisao naval sabida ltimamente de Ballschick
c que, segundo se di; a, ia atacar a Crimea, limten-
se a fazer um reconhecimenlo s costas daquclla pe-
nnsula. A esquadra alliada esleve viste de Sebas-
topol, mas nao fez nenhum movimos** ; apenas o
Fury aproximou-se tente das baleras qe as bala
b alcancavam. He a repetiente da farr,a represenla-
da no Radico onde como j livemns occasiao de an-
uunciar. a esquadra alliada apresenteu-sc dianle de
Cronsladl e rrou-se depois sem se atrever a ata-
ca-la.
Entretanto os adiados j cuidara em assegorar ao
seu exercilo algum quarlel de invern, o diz-se que
para isso procuraro apossir-se de Odessa ou
/.-
V

i
}
I
*
Kan.
O general Baraguay d'Uilliers, commandanle em
ebefe das forras fiancezas no Bltico, leve uma ei)j-
Irevista com o rei da Suecia, em coiisequoncia/na
qual a esquadra sueca, qua, esl em Carlscrona/, re-
cebeu ordem para nao desarmar.
Os Russos, queja tinham evacuado a Valarhia,
por ordem do czar evacuaran) lambem agora,a Mol-
davia, relirando-se para alm doPrulh.
Os Turcos entraran) em Bochares! i 6 do mez pas-
sado.
O Jnnal do Cmmercio de Lisboa de 19 deaeos-
lo resume da maneira seguinte as ultimas olidas
sobiw essa questao :
O Journal des Debuts resumindo n'um artigo o
eslado aclual da qur-laodo Oriente, estabelece como
cousa positiva que o imperador da Austria e o rei da
l'rus-ia e.-lao no mais perfeilo acrordo para emprc-
garcm em lodosos meio--, afim decunseguirem a paz
de ummodo cslavel eduradouro ; e com quanlo an-
teriormente lenha havido alguma divergencia nos
meios, no fim sempre tem existido harmona.
o Diz que se verifica a retirada dos Russos para
alm do l'rulli, cedendo as instancias dasduasgrao-
des potencias allemaas. A queslo di. Oriente leudo
passadu por diversas pilases, agora aprsenla ama
oulra, que nAo he possivel desde j apreciar, porque
nao se sabe como as potencias occidenlaes a conside-
rante ; e se ellas olharao a retirada dos Russos, co-
mo um principio de salisfacau aos aggravos recabidos
da Russia, que as levarais a pegar em armas conlra
esla potencia..
Despachos da lelcgraphia Hacas :
u Conslanlino'pla 31 de jullio.
A esquadra lurca com os barcos Chalos, para o
.*.. HE


.^
s
\
PIMO DE PEBMMBUCO, TERQA FE1RA 12 DE STHBRO DE. 1854.
*
\
t
*
J
r
desembarque da cnvallaria parlio para Ponas. Fil-
la-sc n'uraa tentativa contra Odeesa.
Trebisonda 20 ilc jullui.
I're aram-se novos transpones de tropas para
Ratoum o para a Circassa.
i Smyrna 2 de agosto.
O cholera cessoa. Forana capturado* 8 piratas
cm Sainos.
AJhciias de "Swto.
M, Maurocordato pblicos o seu pro^ramma.
Promellemanler as prerogallvas reaes e ccnslitueio-
naes.
O Monileur, publica as segrales noticias :
(i O enviado da Kussia annunciou ao gabinete de
Viunna, que o imperador Nicolao mandara que fas-
sein completamente evacuados os principados da Va-
lachia e da Moldavia.
Apo/.ar desla declararlo." comiede lluol, no
dia 8 desle me* leve urna correspondencia com o ba-
rio de Bourguencge lord. Wcstmoreland, ila qual se
conclue que a Austria entende. da mesmn forma que
a Inglaterra e a Franja, as garantas quedevem exi-
gir-so da Kussia para evitar que se rcpilam as enm-
piiraccs, que esto perturbando a paz da Europa,
e coroprometle-se. al ao restabclecimenlo da paz
ucral, anao transigir com o gabinete de S. Pelcrs-
burgosenao com coneeson dessas garanta*.
lu despacho de Vienna de 9, annum-.ia que a
vanguarda turca entrara no dia 5 era Buchircsl. Os
Husma comino un na sua retirada da Valachiae co-
metan a da Moldavia.
BMeharest 4 de julho.
i< Muilos corpos russos parlindn de Oursitclieni.se
ilirgem para Mirada, para onde- marchava ja o cor
po do general Luden. A arlilharia, o material, o
as baaagciis, seguena por diversas estradas.
a Alm da pidemia, que causn bstanles estra-
gos no eiercilo, urna epizootia ataca agora os eaval-
los. Entre Oumitclieiii e Obileschti, contavam-se
21 aldeias, servindo de hospilaes.
a Partecipam de Trebisonda, que os irregulares
(bachi houzouks) do exercilo di Anatolia, sao agora
commamdadospor Ismail Pacha ("general KimetlvJ
que o* Ata orgauisando.
ltimamente urna forte columna de Cossacos,
apoiada por alguma cavallaria, e duas pec,as de arli-
lharia, leudo alravessado o Arpa Tcliai, velo forra-
gear no territorio lurco di margem esquerda do
kars-Tcli.ii, Ismail Pacha eslava pesia orcasiao na
margem direila do mesmn rio, com 200 irregulares;
er.i-lhe irupossivel com lao pouca gente atacar os Cos-
sacos, porm, mandando previnir inmediatamente
llidji Derairah. acampado a legua e mei.i de dis-
tancia de Kars-Tchai, esle chefe acudi logo com
1,500 bachi-bouiouks.
ti Isruail Pacha alravessou cnlao o Kars-Tchai, a
alacou o inimigo com tanaanho impeto, que os por.
logo cm fuga, apezar da soa superioridade numrica.
Osbacbis-bouzouk, perseguirn) os Russos com a
lauca em risle, e esles foram obrigados a proteger a
sua retirada com a arlilharia.
Noticias deErseroum, em dala de 20 de jnlho.
dizem que o exercilo russo da Georgia he de 60,000
homens. Parle desle eiercHo esta no liagheslau,
fazeudo frente a Schamyl.
O general Andronikoff recebeu ordem de levan-
lar mu campo furlilicado na planicie do Suram, si-
tuada entre (iotay e Gori. coiicenlrando ueste pon-
to parte do exercilo. Julga-se este campo Inexpug-
navel, entretanto, um corpo de exercilo poderla lor-
iie.'i-lo. interceptando-lhe toda a cnmmunicac.ua com
o Dariel.
c Esperam-secm Inglaterra as qualro mos ingle-
las, que transportaran! a expedicAo frunce/.a ao Bal-
tico, e provavel mele irao reunr-se a escuadrado
Mar-Negro.
Ilepois da questao do Oriente, he a Ilespanha que
mais oocupa a atlenrao publica.
JTodo o paiz acha-se inquieto ; a propria capilal
nao goza ainda de bstanle socego. Ullimamenle
alguns operarios empregados as obras publicas,
tendo sido despedidos, lentaram oppor-s nn dia 13
do passado a que os companheirus cunlinuassem all
nosseus irnbalhos, mas sendo alinal presos, adop-
taram-se as providencias uccessarias para manter a
ordem ; palmillas reforjadas da guarda nacional per-
corriam as roas Ida cidade.
Em Barcellona porcm leve lugar um facto
mais grave. Um balalhao alli estacionado revol-
lou-e no dia 5 de agosto, mas felizmente a pruden-
cia e den ilo com 'que se Imuve o general Concha
conseguirm acalmar a desordem sem grandes
damno.
Bis aqu como urna correspondencia daquella ci-
dade publicada no Diario Hctpanhol descreve o
estado da mesma no dia da sublevaran!
_ No din de bonlem ficoo vencida a m revolu-
cao ; pela mantilla o aspeclo da capilal era summa-
inenle grave ; a emigraran que nos dias anteriores
fura mui grande augmeutou a ponto de que loda a
genle retirava cm massa ; o partido carlista reunido
ao dus socialistas animava o movimenlo, lirado feilo
vr das qualro parles do principado um considera-
vel numero de homens de m vida ; a siluacao por
conseguinte era mui diflicel e as massas ja"na ra
desejavam tirar partido da demissao do general La
Uocha ; na noile anterior tinham tentado levantar
barricadas ; a guarnirn nao se achava animada do
melhor espirito, por quejivia entre ella alguma
desconfianza, dizendo-?' que alguns batalhes se
reuniran) aos desorden k, o que Ibes daria inuila
forra, pnslo que isso i 8o fosse provave I. Neslc
eslado de colisas, endo renunciado ao son cargo o
general l.a Rocha, o sosera I Concha reuni logo a
junta, a que se uni mfi7ne^imng*an da inunictpoli-
dade, e os alcaides de bairro.e ah seaccoidaram as
medidas mais urgentes no actual estado de cousas.
o Nesla reuniao adoplaram-se enrgicas c eflk.i-
zes medidas para manter a ordem, c que nao pode-
mos publicar.
a O general Concha cm carrinho descoberlo per-
correu as ras da cidade, e os quarleis acompuuha-
do unicameulc por um ajudanle.
Parece, que se resolveu distribuir 5:003 armas
polos potos paraoccorrerem i sua defeza. licaudo
1:000 pan se nrgauisar um balalhao na propria ci-
dade de llarcellona.
Outra correspondencia, jmblicada na dila gazeta
diz o segiiinle : ~
* A sublevncao foi de vida a urna ^ranchada dada
n'uin soldado por um oflicil, sendo roerlo) dous of-
ficiaes e licando Ires feridos, No regimerdo bavia
alguma desconfianza, os soldados audavam conven-
cidos que nao estvam pninunciados como os do-
mis, e o chefe-do estado mainr, que fui ao quarlcl
por ordem do general, fallando aos soldarlos dis-c-
Ihes, que ludo eram intrigas dos carlistas.
a Terminado esle successo, e endo ja noile fecha-
da, sentio-se fogo vivissimo na cidariella, onde esla-
va aquarlelado o balalhao de Cuba, que lainbem se
iusurreccinnoii. O capilao general delerrainou as
necessanas providencias,pondo em cercu a cidadella
com as Irnr as da guarnirn, e dando ordem para
que, seao amanhecer o balalhao senao (ivesse rendi-
do, se rompesse o fogo e fosse ussallada a cidadella.
Temada* eslas medidas, os. que eslavam denlro
da cidadella pediram que Ibes fallasse v general,
declarando que lodos os soldados eram por elle. O
general dirigio-se s a cidadella, e fallou aos solda-
dos, de Kirie que o molim cessou, dando os soldados
muilos viva* ao marquez do Uouro. ,
Averiguado o caso,soubc-se que algum paisanos
tinliam frito fogo para denlro dp cidadella doudelbes
correspoiideram, nto sabendo quaes eram os inimi-
go* que os atacavam.
a Parece pois, que nao liouve uestes dous surcos
sos algum lira poltico da parto dos sublevados.
O capilao general mandn publicar orna ordem
do dia, em que se narram os successos cerno cima
fica dito, dizendo qoe deseja que se saiba como se
passaram, para que a mu fe ou a ignoramia os nao
alterem pr.ra seus lilis. ,
O general publicou a seguinle proclamara acer-
ca dessa sublevarlo :
Soldados:A causa-da liberdadenio pode con-
sentir que sejaui manchadas is bandeiras que ade-
lendem. O hatalhilo de Tarragona commetleu um
horrivel altentado, nQ dia 6, revollando s: conlraos
seus cheles c olliciaes, c assassinando dous deslcs l-
timos,
Eslavam dadas s precisas ordens para que o ba-
lalhao fosie dizimado, porm a submissda cora que
liontem iie apresenlou, pedindo rtepr ns armas, para
implorar o seu perdao, resolveram-me, seguindo os
generosos scnlimenlos do governo e o magnnimo
corceo la rainha constitucin al, a allenuar o casligo.
Era impossivel a impuuidadc, e a disciplina exiga
impenosamenle urna desaffronla. Cumpi-io-c esla.
O balalhao de caradores de Tarragona foi lissolvido,
a sua bamleira deposilada na cidadella, coherla com
um veo preto uai cabo e dous soldados, princpaes
factores de lao escandaloso altentado, foran fuzila-
dos, treienlos cabo* c oldadoi, a excepto da ler-
ceira companhia, que fiel aos seus iuramenlos nao
lomou parle na revolla, iin servir no ultramar, per-
dendo o lempo deservlco.
o Soldados : Atancei ao duque da Victoria
que a causa da liberdade na ('.aUlunha podia confiar
na lealdade e disciplina do exercilo. Eu devia dizer
isto para honra vossa, e agradeco-vos por me hver-
cha, i)
O mesmo general provocou tambero n na "rande
reuniao do operarios, e esles proclaranram aos". Bar-
cellonezea ; entre oulras cousas dizem o se-
guinle :
O operario de Barcellona ama os seus instrumen-
tos de Irabalbo como o lavrador o seu araih>,e o ope-
rario de llacellonaqucr defender e defender, anda
com punjo de vida, eslahelec.mculos fabris, quecn-
cerra osla cidade, e que a loriam o emporio da in-
dnslna de paiz. 0 silencio as fabricas he a mise-
ria, a raerle da classe operarla,o esla classe suicidar-
se-liia e n um momento de aHienaco esperasse mc-
lliorar de coudi$lo distruiudo-as.
Os operarios conlinoam, lizendo, qng foram ca-
lumniados, e tranquillisando os habitanles e cha-
mando os fabricante, que haviam fechado os seu:
cslalielenineulos, com reccio de violencias.
O povo de Barcellona mostrase affciroudo e erato
ao capilao general. i
Os operarios prometieran!,que quaisquer re-
rlamarnes. que tenliam a fazf r, serlo fcitas segundo
os lerraos legaes.
3 Altmi das subseripciacs jn promovida), as auto-
ridades, principad rorporac/Ties c individuos de Bar-
cellona, |>cdcm ao governo Ibes conceda realisar-so
um empieslimo de 22 milhOcs, a que ser:', hvpolhe-
rada, aletn de oulra cousis, a quarla par c dos ler-
renos.qun flcam livres pela demolicao das muralhas,
alim de procurar Irabalbo, e dar desenvo' vimento: s
estradas da provincia.
Decretando o governo que ns juntas ei.(nbelccid.i<
nos diflerentes lugares podiain conlnuai, mas s-.
mente como ronsollivas, todas ellas reeonheceraui
esse decrelo, excepto as de Mslaga, Lrida e Hercs-
ca ; lodavia nolava-se nessas cidades urna rcacrao
favoravel ordem.
Urna commissao das barricadas de Madrid apre-
si'iilou-se. no dia 12," ao duque da Victoria, pedindo
que o governo revogasse o prembulo do decreto
convocatorio das edrtes consliluinles. O geacrnl Es-
partero reuni logo consclho de ministros, e, diz-sc
que se accordou nao acceder a semtlhaole pe-
dido.
Esse prembulo he o seguinle :
o Senhora;Nos dias crticos qne prceederam o
completo tnumpho do glorioso pronunciamenlo na-
cional, os povos proclamaran a convocarlo de corles
constituidles, conio o mais efficaz e nico remedio
na angusliosa sitaacao n que os linham reduzido.
A historia do uosso lempo Ibes bavia indicado esle
caminho seguido as crises mais dilliceise perigosas.
As corle, cousutuintes salvaram a iiidepeiulencia e
a dy nasl.a, ao pass que lancaram os fundamenlo,
da liberdade no prmipio desle seculo: as cortes
consliluinles salvaran* novamente cm lrCI7 a dvnas-
ia, suslentaram o ibrono de V.M. e firmaram-a so-
bre as bases solidas da publica liberdade c do amor
dos llespanliocs; as corles consliluiiles serao por
cerlo em I8> um novo laro, que mais iiilimamenlc
ligue o Ihronoc o povo, a dvnaslia e a liberdade,
objeclos que Ao podem.quesiionar-se, ponlos sobre
que o governo nao admille duvi.la nem discussao.
V. M. na sua alta pciiclrarilo assim o cnlcndeu,
quando o annunciou solcmne'menlc a loda a Ilespa-
nha, e approvou o programma que serve da norma
aos novos ministros responsaveis. Bailaran) esles,
pois, aos seus devores se se nao dessem pressa cm
propor a V. M. a inmediata con vocablo das corles
consliluinles que de urna vez para semure seguren)
o governo representativo, com ludas as suas legiti-
mas consequencias. Mas para realisar esla convo-
cado aprescnlaram-sequeslesgraves na substancia,
e dedifficil solui;ao,o conselho de ministros exami-
nou-as debaixo de lodosos aspectos, e propoe a V.
M. que as resol va uo scnlido mais conveniente aos
inleresses pblicos.
A primeira destas qucsIOes he se as corles se bao
decompor sement do congresso dos depulados, ou
se ha de continuar a existir o senado, como corpo
collcgislador para formar a nova constituirlo. Bem
longe esiao os ministros de duvidar do patriotismo
c dos relevantes servicos, que preslou o senado em
poca mui rcenle: bem pelo contrario reconhecem
que esla iostiluirfloTicm mereceu sempre do paiz, e
que a.ella se deve o principio da regencrar;ao poli-
tica que os povos c o exercilo acabaram ; porm
nem por esta razao podem deixar de se ler em visla
os graves conflictos, a que poderiam dar lugar na
formarn d urna constituico dous corpos collegis-
ladores, iguaes em dircilos, ronDiclos que boje he
fcil prever, c que, nao sendo evitados ooportuna-
nientu, susrilari.im complicaciies a que deve obstar-se
nasuaorigem. Por eslas razes o conselho de mi-
nistros julgou que devia si propor a V. M. a convo-
carn do congresso dos depulados.
Desle modo presta homeuagem aos domos prece-
dentes histricos, pois que as cortes, que decretaran).
as constiluices de 1812 e 18:17 cnnsliluiam um s
corpo Iraduz a verdadeira e gciiuna expressao da
opiniao publica, suspendeudo as funcijoss legislati-
vas a urna cmara, que reprsenla oulra sitnacao c
inleresses especiaes, e estabelece que s V. M. e os
povos por meio dos representantes concurran) a for-
mar o pacto cnlre a nacao c o Ibrono: a nobre con-
fianca que V. M. deposita nos mandatarios do paiz
ser apreciada dignamente por urna naeao magnni-
ma e generosa.
O conselho de ministros nao manifesta o seu
modo de pensar acerca da grave queslao, se devein
ser una ou dous corpos que cnnsliluam o poder le-
gislativo, segundo a nova lei fundamental.. Limi-
tarse por eniquanlo a dizer o que julga opporluno
aconseihar a V. M. com relarao s corles conslilu-
inles, sem que fique coarclada a liberdade, que lem
de propor o que julgar mais convenientemente para
a orgauisacao das cortes ordinarias. Esle poulo Gca
intacto para a fonnarao da consliluico.
O syslema, que deve seguir-se" na eleicao dos
depulados he oulro dos graves ponlos examinados no
conselho de ministro-. A lei de 18 de marco de 18U
produzio runestos resultados, a ped.ru de loque da
expericucia poz adescobwlo Iodos os seits defeilos:
nao seria poltico, nem opporluno regular pur ella
as novas cle6es. Tambera em assumplu de tama-
nha importancia, julgou o governo que no devia
enlregar-se as suas pruprias inspirares, procurando
entre as leis eleitoracs fetas em corles, a que Ihe
pareceu mais aceilavcl, qual lie a de 20 de julho de
183", que d,i maior exlcnsao ao voto : coulribuio
para dar ao parlamento um carcter poltico, mais
decidido e far com que os grandes inleresses ge-
raes nao scj.lm abafados pelos inleresses de lorali-
de, de bando ou de familias.
Porm o governo adoptando esla lei, julgou
que nao devia despre/.ar as reformas uteis introdu-
cida* na de 1846; como sao o modo mais imparcial
de constituir as mesas elciloraes e o maior numero
de depulados, augmento cuja importancia se avalia
melhor. considerando que se convocara corles cons-
litiiinlcs, e que eslas se compcm nicamente do
congres'o. Assim se conseguir que nellas lenham
assculo iudas as capacidades polticas do paiz que
sejam representados lodos os interesscs, e ouvidas
todas as opiuiOes.
A eleicao dos substitutos dava lugar frcqucnle-
rnenle a que appareressem, como depulados effecli-
vo, os que na ilitcnran dos eleiiores s deviam ser
subslilutos. Por esla razao arerdou-sc cm roiisellio
de riiinislros, propor qoo sejam eleitos unicaineiile
depulados propriclanos.
Finalmcnlc he mistar tratar de evitar corlos
abusos, que infelizmente se lem notado nas cleirOcs,
abusos que pela sua publicidade e pelo seu carcter
inmoral lem servido de funeslissimo cxemplo, e
conrurrido podcrosamenlc para a cqrruco dos cos-
(umes. O governo propc para esle fim o conveni-
ente correctivo.
Por eslas considcraees o governo, ele.
Madiiil II de aeoslo de 18.Seguein-sc as
assignaluras dos ministros.
O que mais ha a respeilo da Ilespanha resume-se
no seguinle :
O ministro do fomento reformoo a sua secretaria
de forma, que reduzio o pessoal, que antes era de 183
empregados a 106, o a cifra da despeza com o pes-
soal de 2:153,000 reales, fleca reduzido a 1:329,000
reales. ,
No dia 12 devia publtcar-se o decreto mandando
proceder-se is elcices.
Pelo novo regulamenlo eleitoral, segundo diz o
Clamor Publico, as mesas das assemhleas cleiloraes
serao elcilas de forma, que nellas tenliam vol lodos
os partidos militantes,
O general Dulce sania na noile de 10 para 11, pa-
ra Barcelona, leudo sido obsequiado com urna bri-
Ihanlc serenata, e victoriado rom grande enlhusias-
nao pelo povo antes de partir.
A suciedade democrtica. Circulo da niao, re-
solveu oll'creccr a presidencia honoraria ao duque da
Victoria.
Diz o Tribuno, que vai tomando grande descnvol-
vimcnlo a opiniao a favor.da Uniao .Ibrica entre
Portugal e a Hespauha ; c conclue o seu arligo a
esle respeilo, com o seguinle paragrapho :
L'ma vez quo a revolucao, ou antes a junla sal-
vadora de Madrid, nao levoa execueo este desejo
! a uniao ibrica ) que be geral em Ilespanha, serao
as corles quem o rcalisarao, c se ainda estas nao in-
lerprctassem fielmente as ucressidades da -nacao,
pouco lardar outro aenntecimeutn qgc venha rea-
liza -lo.
a Esle pensamcnlo j nao. pode dcslruir-sc em
Ilespanha, c sentimos ser obrigados a comliatcr o Sr.
Rio Rosas, nosso representante em Portugal, se des-
de logo nao Irabalbar para a realisarao de Lio digno
pensamenlo : havendo vonlade e d'iscrao, bastara
qualro mezes para cstarmosna altura depotcncai de
parmeira ordem.
A Iberia queixa-se de algi. mas jimias, queas-
sumiramum carcter iudepciiilenle e quasi hoslil.ao
governo. O jornalislA pede ao governo que acabe
com cIa anarchia^adniinslraliva, fazendo com que
a auloridde do-go\ernodc Espartero e O'Doiinel,
proclamada por loda a nacto, e consliluida lcgalmen-
le, exerra a sua acedo como lhe compre.
Denlro em poucos dias sabir- luz em Madrid um
novo jornal com o titulo de l 'niao Liberal, quese-
ra orgao semi ollicial do governo.
Diz um jornal, que no decrelo convocatorio das
corles se estabelece a clausula, de que o congresso
conslituiule nao poder fazer qneslflo da existencia
do Ibrono constitucional de Isabel II.
Dizem as Nottidade, que J ha mais- de Ires mil
requerimenlos pedindo empregos.
Diz um jornal, que a municipalidadede Madrid se
demllira ; nao se retaren] os motivos desle faclu.
Publicou-se eflectivamenle no dia 12 o decrelo
convocatorio das corles conslituiulcs.as quaes devem
reunjr-se em Madrid no dia 8 de novembro.
Ser cleilo um depulado por cada i.OlK) almas.
A eleicao era feila pelo decreto de 20 de julho de
1837, com varias modifcarocs.
Nao ha\ei\i depulados substitutos: nem eleicao de
senadores.
O numero dos depulados deve ser 310.
Publiuou-se a nova organsaco da secretaria da
guerra, em que se fizeraoi algumas economas.
O Regiment, denominado da rainha guvernadora,
fu| dissolvido, reorganisando-sc com as pravas que o
compoeni o regiment do Conlova.
O ministerio do interior tambera se rcorganisou,
fazeiido-so muilas economas ; o mesmn neonteceu
com o minislerin da justira ; as economas dos -dous
ministerios sommam 897.000 reales.
Conforme diza/f/ioea, concederem-se crditos ex-
traordinarios inuniripalida lap.ira dar Irabalbo a
quatro mil operarios cm MadrfW, e a oulros qualro
mil no canal de Isabel II, e comprar as armas neces-
sanas n guarda nacional.
O numero dos militares feridos nos successos dos
res das foi de 87, 9 chefes e ofliciaes, e "8 sargen-
tos, cabos e soldados,
Dizem as \ocidaden, que pelo novo regulamenlo
que vai publicar-se do ministerio do fomento, lla-
vera orna economa de. W-.OOducos.
As AremaVfe.* pedem ao ministro da graca e jus-
tica, que prohiba aos bispos o ingerirem-se* nos as-
sumptos, que dizem respeilo liberdade de iro-
prensn.
Foi nomcada urna comm ssflo para,cxaminar o es-
lado da fazenda publica.
Ko noincadogovernador civil de Barcellona o Sr
I). Pascoal Madoz; alguns jornaes cumbalcm esta no-
mea^ao, a maior parle approva-a.
Por decrelo de 7 de agosto,-foram reslabelecidas
as depulaeoes provinciaes existentes em 18W* esup-
primidos o* conselhos provinciaes.
Crcou-se um tribunal do contencioso administra-
tivo em lugar do conselho de estado.
No dia* 13 devia ler lugar o banquete dado pela
imprensa aos defensores das barricadas c ao exer-
cilo.
. O governo resolveu abrir as pnrlas de Hespanha,
nao sa Victor Hugo, mas a todos os emigrados po-
lticos, que nao causen) legtimos receios s nac,0es
amigas e allladas.
Os chefes das barricadas e varias pessoas compro-
mellidas no ultimo pronunciamenlo Iratam de fazer
urna grande reunan, ?m que scresolva nomearuma
roraniissao de letrados, escriplorcs pblicos epessoas
enlendjdas, que redija urna memoria pedindo as Tu-
lurascrtes o julgamenlo de Mara Chrislina.
Dos oulros paizes nada consta que mcreca ser men-
cionado.
&mwips
Depois de liavcrmos cxlrahido das gazelas porlu-
guezas as noticias que cima so leem, obsequiaram-
dos rom um numero do Time de 17 do passado,
e nello apenas cnconlramos o seguinle ;
O principe Paskiewlsch vollnu para Varsovia nn
dia 13. De 8 para II as tropas franrezas em Aland
engiran) as suas baleras. A fortaleza de llomar-
sund fra cercada a 12, quando os Russos li/eram
urna sorlida com um grande corpo de sapadores
mas foram repelldos. O hombardcamcnlo era es-
perado no dia If.
A, guarda russa c as suas reservas ana avaneand
a marchas forjadas para n frnnlera meridonai. O
barao de Hesse parlio de Vienna para ir lomar o
commando do exercilo.
Urna allianra ollensiva e defensiva foi concluida
enlre a Porta c Shamyl. Dizem que Shamvl alcan-
oii urna grande victoria sobre os Russos : mas, se-
gundo os rol.dorios russos, o general Wrangel li-
nha avanradn com (ropas russas de Erivan, e des-
baralura os Turcos perto de Bayazid com grande
morlandadc.
O dia 15 de agosto, anniversarin de Lz Napo-
leao, se hava passado pacificamente em Pars, e
hofive grande regosijo publico.
O vapor Viamao Irouxe a seu bordo o illiislre di-
plmala hrasileiro, o Exm. Sr. conselhciro Antonio
de Menezes Vascoi^ccllos de Drummond, veador da
cmara imperial c ministro em disponibldade. S.
Exc. sallou bonlem mesmo pela manba, c acha-se
residiudo em casa do seu sohrinhn o Sr. hacharel for-
mado Antonio de Vasconccllos Menezes de Drum-
mond, na ra do Hospicio, leudo de continuar a va-
gem at o Rio de Janeiro.
Informam-iios que o l'iamiio saldr para a corle
no dia 13 do correle, assim como que o vapor D.
Mafia Segunda devia parlir para o Brasil no da 3
do dilo mez.
Quanlo a conslruccao, he o novo vapor hrasileiro
em ludo igual ao Beberibc e Mat.
36
Srt. fcdaclores.Achando-me cm Cariri-Velho
desde juuho prximo passado, somenle agora de
volla a esta cidade li\c oceasian de ler o seu bem
conceiliiado jornal de 22 dejunho ultimo, uo qual
deparei com um aniiiiiicio aiionymo, em que ce rae
convidava para satisfazer a quala de 200*000 rs.
que se dizia estar cu devendo na comarca de Gara-
nhuus, dirigiiido-sc-racaliii disso o tlulo de here
bem coiihecido na comarca de Bonilo, o ame(ando-
sc-mc de fazer publico lodo o negocio donde pro-
vco aquelle debilo; c como cu nao devesse na da-
la daquelle anniinrio semclliaule quanlia, e lenho a
consciencia tranquilla de nao ter anda pralicado
fados na minha vida que me sejam dcsairusos ou
possam desconceiluar-mc peranleo publico, por is-
so pcrmilla-me servir-me do seu bem roncciluado
jornal para defender-mc deesas vugas insinuarOes,
pruprias somenle de serem dirigidas por quem*nao
lem reputaran alguma para poder apreciar a dos
oulros.
He bem sabido que o aulor desse annuncio foi o
clebre e afamado Manoel de Carvalho Furtado, re-
sidcule e bem condecido na enmarca de Garanhuns,
ao qual havia cu comprado em dala de 7 de abril
do rorrele auno una muala de nonac Sabina por
prec.o de 2003000 rs., de cuja quanlia pause! una
lellra a venecr-sc no 1' de maio prximo passado.
Logo que se venecu o prazo dessa lellra mandou
o dilo Manuel de Carvalho Furlado, por inlcrmeiliii
do seu mano Joao Flix Furlado, receher de mim a
respectiva importancia; mas sendo eu tambem cre-
dor do mesmo Manoel de Carvalho Furlado da
(juantia de 70SOO0 rs. do quo possua documento,
declarei ao seu mano e procurador, que eslava
prompto a pagar a lellra descontando aquella quan-
lia de que me era devedor o seu consliluinle. ao
queme fui respondido, que nao podia fazer aquello
abaliuienlo por n:1o estar antorisado: e em airlude
disso deixei de pagar a importancia da letlra no dia
de seu veacimenlo.
finalmente convencido o dilo Manoel de Carva-
lho Furlado que eu Dio lemia o seu bacamarlc, e
quo nao podia deixar de me pagar a que devia, re-
solveu-se linalmenlc a assim proceder, c anlfo iiu-
meihatamciite puui-lhe o rstanle de sua lellra
.no dia 22 do mesmo me/, de maio, cuja lellra existe
am meu poder com o recibo passado pelo proprio'
Manoel de Carvalho Furlado. Porlanlo nada de-
*l cu aquello scnlior quando elle re publicar o nn-
nniico a cfoc me relro: e se porventura deixnu olle
de receher no dia preciso, foi por motivo alheio a
minha vonlade, e somenle lilho do desejo que elle
linlia de nao me pagar o que devia.
Eis pois, Srs.'rodadores, ludo quanlo se passou
relativo ao fado em questao, c so porventura existe
alguma iuuexaclidao nesla expuscao, curaprc ao di-
lo Manoel de Carvalho Furladorefularjuie.sob pena
le reunir o Ululo de calumniador, a aquellos de
queja goza.
Agora-passanilo a segunda parlo daquelle annun-
cio, convido ao Sr. Manoel de Carvalho Furlado,
para que por esle jornal ou oulro qualquer dcsla
provincia aprsenle os fados que o habilitara a dar-
me o Ululo de hroe bem conhecido, Ululo esse que
somenle a elle pode caber, e ainda reunir -mais al-
guns, que para dcnomiiia-los scrsullicicnlclcmbrar-
Ihe, que anida existein muilas pessoas'sabedoras do
fado por elle pralicado de dous escravos alheios.
que os apanlion c mandou vender no ro de S.
Francisco, assim como o Africano, que lironda ca-
dcia de Garanhuns e vendeuso ao major Francisco
Po da Silva Valenra, o qual logo que conheceu 'a
Iraficancia desfez immedialamenle a venda. Oulros
muilos lacios dessa ordem pedera ainda cila-los, e
que me abslenho por serem ja muilo pblicos.
Em .visla do exposlo julgucm.Srs. redadores, que
lal he o caracler desse hornera que lenlou ofluscar
a minha repulacao", obrigando-mc assini a incommo-
da-los pcdiiido-lhe a publicaran destas linhas, com o
que muiln obrigado Ibes Picara o seu constante Icilnr
ababo asignado.Recife 9 de selembro de 18.M.
yoo Ferrcira I.cilc.
PIBLIC4CA0 A PEDIDO.
Illm. e Exm. Sr.O* abaixo assgnados, morado-
res e proprelarios na margem da Capunga, vcem
respeilosamenlc i presenta de V. Exc. representar
contra urna oulra renoresenlaco que, sera duvida,
j lera sido dirigida aT. Exc. relativamente a ca-
nalisac.lo do rio Capibarhe, e pugnar pelo dircilo
que Ibes assisle, o qual licar prejudicado em loda
a sua plenlude se passarem a ser postas em pralica
as medidas naqiiclla represenlacao suggeridas, que
sao qprlamcnle as niesmas que por couvciiienle an-
teciacao, como gcralmenle se diz, e he sabido, fo-
ram exara las cm um eouimunicado publica-
do ha poaco lempo no Diario de Pcrnambuco.
Esperara os ahaixo assignados, que V. Exc, juslo
como he, Ibes prestara attenrao, rccuuhercndo a
validade das razes cm quo elles se fundara. Nao
poden) os abaixo assignados deixar de recnheecr
que um dos inelhoramenlos malcriar* de que mais
necessila esla provincia he a canalsarao do rio Be-
beribc, pois que estilo profundamente convencidos
de que s esla medida poder fazer desapparecer e
acabar de una vez a evapnracao dessea miasmas
que lano infeccionan) c prejudicam a popularao de
Oliuda e do Recife, mas he fcil de ver que essa
mesma medida, para ser posta em pralica e reali-
sada convenientemente, depende da concurrencia
de cerlos meios que jamis devem ser preleridos ;
e se he principio esle de bem geral c de commodi-
dade' para lodos, nao couvem que por amor dclle
se sacrifiquen! os lcitos inleresses de iras aos parti-
culares inleresses ci oulros, quando deve liavcr
una justa combinaran de lodos para dar em resul-
tado a obra de ulildade publica c geral. Parece
aos abaixo assignados, que so o pensamenlo da rc-
prcscnlarao fosse construir um caes que cirrulassc
a cidade, c lizesse com qtite as mares nao podes-
aeiij inlromeller-se nella, nem se acciimmulas-
sem nas praias lanas materias inmundas c ptri-
das, que arremessadas as praias alias as margens pe-
lo fluxo e relimo das aguas dimanan) grande copia
de exalaees mephilicas, leriam os que se lemhras-
sera dessa medida cstabelerdo urna idea lonvavcl
e digna de ser cm loda sua exleiirno acolbda ; mas
pretender que a canalsarao do rio Capibarhe Sfja
ralbada de tal sorle, quo elle seja obngado a con-
servar-se no seu proprio leilo e invocar, para sus-
tentar esla idea a proposito, alias desarrazoada, e
contra as leis phv sicas du que esse rio se lem lor-
uado menos priifiindo a pr*porro que lem eslrei-
lado as suas margen, he um principio com o qual
nao pndem concordar os abaixo assignados, c que
Ibes parece sobre mancira repugnante! Entretanto
os abaixo assiguadus nao podem deixar de nolar
que esses que representaram pcraule V. Exc. sobre
a urgente iiecessidadc da canalisacao daquelle ro,
se contradizcm al curio poni, quando, depois de
lerem proclamado a indcclnavel precisan dos mc-
llioramenlos dese mesmo rio. asseveram lodavia
que esses melhoraraenlos poderao ser deferidos para
outra opporluiiidade, insisiindo apenas com a maior
forra em ser ndispensavel currigir-se o grande es-
cndalo que se da da poule da Magdalena al a
Capunga. Se os rcpreseiilaii.es que assim se cx-
primiram peraiUc V. Exc, reconhecem como me-
dida de urgente ulildade publica, e do mainr pro-
veilo sanitario os inelli menlos (|0 rio, parece que
nenliuma dlacAo deve haver na construccilo desses
melhoramenlos, c querer smenle que se repare o
mal que dizem apparecer naquella localidade, he
nada menos do que fanlasiar bellamente um ideal
que senao realisa, pois nao he desses ponlos, como
os abaixo assignados esiao comenridos, que provem
esses males que lano lastimara osassigualarios da-
quella represenlacao.
Ainda urna- oulra incxarlidao apparecer deve no
correr dessa represenlacao conlra a qual os aaixo
assignados n.lo podem deixar de fazer algumas ob-
servacOcs. Dizem os representantes que,encontran-
do a inundar 1 forle obstculo no muro da casa de
llosas pode, pela sua grande impeluosidade, des-
Aves araras
papagaios
Bolachas .....
Biscnilos .

morona-lo, e bem assim o caes, e que dirgindo-se Caf liona
orna
um

conlra a casa geralmenle mohecida pelo nomc de
casa do padre Antonio, ah encontrara nova resis-
tencia, e por iaso lhe arruinara o oiiflo, e lomando
a primeira crtenle i dircila al ir dar na casa do
negociante Manoel Joaqaim Hamos e Silva, e en-
caininhando-ses a segunda at o principio do muro
do silio do commendador Manoel Goncalvcs da Sil-
va, onde causara nao pequeos prejuzos e estra-
gos, e dahi concluem que pur lerem lucrado alguns
palmus do Ierra os propriclarios da margem dreila
foram arruinados varios predios, sendo que nao
se lembraram de que lodos clles s.lo do mesmo Sr,
Manoel Goncalves da Silva, pois lambem lhe per-
lencc a casa vulgarmente denominadapadre An-
tonio.
. Os rcpresenlanles, expondo desle modo os resolla-
dos da inundaran, em ordem a fazer sentir ,1 neces-
sidade da canalsarao do ro, foram menos exactos, c
lizeram urna descriprao 13o imaginaria e phanlaslica
que bem do a ronhecer nao lerem presenciado,
nem observado atienta e reflectidamenle os oll'eilos
produzidos por aquella inundaran; porque alm de
que uo convinba jamis esquecer a correnle que
se precipilava do centro, c aquella que impetuosa-
mente se diriga do Cachang pela estrada Nova, e
vinlia passar por esses lugares, nos quaes entretan-
to nenliuma palavra proferan!; deverao ler-se lam-
bem ldmhrado de que essas mesmas aguas de que
lano lallara das correnles dreila e esqucnla, quan-
do Iiiiim e-sem sobrepujado os obstculos que em sua
marcha cnronlraram, c excedido o terreno nao po-
diam deixar de seguir o seu curso proprio c natu-
ral, sendo impossivel que livessem produzdo resol-
lados que os representantes imagnaram. Se exis-
liram oulras crrenles e mais fortes e vigorosas de
que essas que derivaram das margens dreila e es-
querda; se alm dessas porres d'agua oulras em
muilo maior abundancia c com mainr impeto desci-
am do centro, e se cncaminhavam do Cachang pela
estrada Nova, nao saliera os abaixo assignados qual
a raz.lo porque s aquellas correnles de menor im-
portancia he que se deve altribuir os males causa-
dos pela inundarn. Alm disto he geralmenle sa-
bido que nao procedern) dessas cansas aponladas
naquella representarlo, essas falladas escavanes,
pois que nao exslindo em 1812 esses aterres ou co-
morosdeerra que naturalmente tecm apparecido.foi
a rasa do padre Antonio das que mais estragos e
daimiifiracocs soffreu pela chcia uaqnelle auno ;
sendo qne s por eslar exposta i essas vicissiludes
diniinuio consideravelmente no seu valor eslimado
em mais de dozc conlos de ris, e nao obstante ler
sdb completamente reparada, foi avaliada em olo
conlo*e ainda assim indo a praea para ser arremata-
da ningucm quiz.lanear por ese proco vindo ali-
nal a ser adjudicada ao commendador Mftnoel Gon-
calves da Silva com o abale da lei. I.erabram os
assigualarios da represenlacao a econmica medida
de fazer o governo a cusa dos cofres pblicos o caes
e a Ierro de urna grande haixa que cxisle enlre 0
silio da referida rasa denominada do padre Antonio
e o do sobrado de Manoel Joaquina Carneiro Leal,
lirando para esse fim loda a Ierra necessaria dos
lerreos do lado opposlo e oulros; os abaxos assigna-
dos, porm, confiados na i Ilustrarn, perspicacia c
rrelidan do espirilo de V. Exc, esperam que seme-
Ihanlc medida dictada pelo inleressc particular ser
i'K Umine desprezada. Os rcpresenlanles rieixando
passar dcsapcrrebidameule o que poderia Irazer a
verdadeira ulildade publica, se lembraram de
propor medidas repugnantes a boa razao; porque,
alera de pedirem que o governo Ibes conslrua um
caes, c Ibes faca um aterro, querrm que com olTcu-
sa (le todas as leis c do inviolavel direilo de pro-
priedade se v extorquir a Ierra d'uns propriclarios
para dar a oulros ricos e generosos que inleressam
conservar, sem. a menor despeza de sua parle, as
suas propriedades mal fundadas em terrenos baxos,
que por isso sao alagados quando as aguas crescem
no seu leilo mais do ordinario. He finalmente no-
lavcl que os representante*, sendo. guiados pelo
bem publico (como dizem, para poderem, ainda
que por um momento captar a allencao de V. Exc.)
se esqiiccessem de loda a margem do Capibarib
para representaren) taosomenle respeilo da que se
romprehende da Passngem :'i Capunga. Os abaixo
assignados teniendo abusar da bondade de V. Exc.
so limilam ao expendido, porque o criterio de V.
Exc. ludo supprir. E ncsles termos ns abaixo assi-
gnados.P. a V. Exc. deferimenlo. E R. M. Re-
cife 6 de selembro de 1851.Joaquim de Albuquer-
que Mello, O padre Joaquim llaphaet da Nilca,
Paulo Jos (ornes, Francisco Custodio de Sam-
pafti, Dr. Joo l'erreira da Silva, L. A. Dubo-
ureq.
COMMERCIO.
l'RAUADO RECIFE II DE SETEMBROAS 3
IIOIIAS DA TABDE.
Colafes ollicacs.
Cambio sobre Londresn 60 d|V. 27 U d.
aLFANDEGA.
Rendimcnlo do dia 1 a 9.....68:0433)08
dem do dia 11........15:7284577
83:772*085
Detcarregam hoje 12 de selembro.
Barca nglezaGeneciecemercadoras.
Burea inglcza.VeranMnadem.
Iln-iic hrasileiroConc.eicocharulos.
Importacao'.
Patacho nacional Clementina, vnd.i do Rio Gran-
de do Sul, consiento a Manoel Joaquim Ramos c
Silva, nianifeslou o seguidle :
6.517 arrobas do carne, 172dlas sebo em rama,
100 dilas-dito cm p,les, 100 ditas degraxa. 32 cou-
ros ; ao consignatario.
Patacho nacional Athizade Constante, vindo de
San-Malheus, consignado a Amorim & Irmos, ma-
nifesiou o seguinle : .r....M.vU
2,830 alqueires de farinha de mandioca ; aos mes- LjS?'"'", C,"U %P9rla^. '"> consequencia da ci
mus consignatarios. srocravel uaixa de prero nos mercados estrangul
Patacho Flor da Fcrdade. vindo de Sania Ca-
Ihanna, consignado a Araan dv. Bryaii, mauires-
lou o seguinle :
2,608 alqueires farinha de mandioca, 7 alqueires
gomnia ; aos mesmos consignalarios,
Brigue nacional Sagitaria, viudo do Rio do Ja-
neiro, consignado a Manoel Francisco da Silva Car-
neo, manifesloii o seguinle :
i"
pipas grana, 5i barricas sebo, 7 pies; dilo. 16
meias barricas polassa, 2 caixes e 3 volumes cha,
.canas rape, 631 saccas e 1 barrica caf, 5 ps de
cypresle, 162 saccas farinha de mandioca, 3 caixoes
chapeos. 1 dilo agua mineral, 03 peras de cabo, 5
encapados e 4 caixes lona; a ordem.
2 caixes chapeos ; a Novacsdi Comiianbia.
iO pipas vasias; a Manoel F. da S. Carrito.
40 caixas vmlio ; a Sauvagc & Companhia.
Paladn nacional Ksperanra, vindo da Babia con-
signado a Machado & Pinheiro, manifeslou o se-
guinle :
pipas e 2 meias dilas vinagre, 35 caixnhas, 5
caixoes e I pacole charutos ; a Antonio de Almei-
da Gomes ex Companhia.
i caixoles charulos ; a Jos Vicenle de Lima.
1 caixa diversas mercadoras ; a J. II. Dcncker.
1 caixa panno mcsclado, 1 dila inversas fazundas,
1 dila diversas jnias, 1 rede ; a J. II. Gaensh.
caixoles charulos ; a Novaes & Companhia.
1 caixa charulos ; a A. Willers.
100 peras de helas <|c passaba, 856 feixes de dilo,
ol arrobas estopa, 10 saccas fio de algodao, 100 far-
dos algorines, 12 latas oleo de ricino. 30_saccas cG
barricas farinha do mandioca, 15 caixes," 1,162 cai-
xnhas e 1 embrulhu charutos, 5 saccas cafe, 1 bar-
ril vinho, 10(1 quarinlias ; a ordem.
lliale nacional Conreico de Mara', vindo da
l'arabiba, consignado a Paulo Jos Baplisla, mani-
veslou o seguinle :
20 caixas traques ; a Vicenle F. da Cosa.
1 pipas vinho linio, 100 caixas massas, 30 (lilas
sabao, 30 barris azeilc doce ; a Manoel Silva
Santos.
residido......... ,
com casia........
muido .'.......
Carne secca.........
Cocos com casca ...,. .
Charulos bons........ .
ordinarios ......
regala e primor ,
Cera de* carnauba.......
em velas.........
Cobre povo nio d'obra ...
Couros de boi salgados ....
expixados......,
verdes.........
de 011ra.......
n r.dua corlidos .
Doce de calda.........
11 goiaba.......,
seceo ......... ,
jalea ..... ..... ,
Eslpa nacional........
u eslrangeirn, nio d'obra
Espauadorcs grandes.....
n pequeos.....
Farinha de mandioca .....
milho.......
arurula.....,
Feijao......n......
Fumo bom ^...... .
ordinario........
em folha liona.....,
n n ordinario. ,
n n reslolho ....
Iperacuauha .........
Gomma ............
Gengibre............
I.cnlia de adas grandes ....
pequeas..... %
i) loros....... o
l'iaiu bas de amarello de 2 coslados urna
louro.........
Costado de amarello de 35 a 10 p. do
c. e 2 < a 3 de I.....
de dilo usuaes.......
Cosladinho de dilo........
Soalho de dilo...........
Ferro de dito...........
Coslado de louro..........
Cosladinho de dito....... n
Soalho de dito........... ,,
Forro de dilo..........".
cedro ..........
Toros de latajiiba.........
Varas de pnrreira.........
agulhadas........
quiris..........
Em obras rodas de sicupira para c.
cenlo
*

a
@
a
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n
um

alqueire
alqueire
-11O
alq.
a
cenlo
quintal
duzia
eixos
Mclaeo.......
Milho.......
Podra de amolar .
i) n fillrar .
relilos .
Ponas de boi .
Piassava......
Sola ou vaqueta .
Sebo em rama .
Pellesde carneiro .
Salsa p irnl.,,1 .
Tapioca -......
Unhas de boi .
Sabao .......
Esleirs de perperi
Vinagre pipa .
Caberas de c;
o cachimbo de barro.
par
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caada
. alqueire
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A
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1-9000
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Loflorjo
r 9200
179000
29.500
9210
9090
9160
30.3000
59OOO
LISBOA
19 de agosto.
REVISTA 1JO MERCADO.
Nada leve de extraordinario o movimenlo cdna-
mercial do nosso mercado, duranlc a semana que
timbra. 9eguio, como de cosluuae a sua rolina nau-
sada e regular.
Effecluaram-se algumas lransarc.es em gneros
do Brasil. O.assucar continua a subir. A* vendas
roram so para consumo, deslinando-se algumas par-
tidas para o Porlo, para onde j comecaram a embar-
car no late Flor da Mocidade c rasca Amisade.
O cafe esla parausado. Pequeas Iransacres se
lizeram. exslindo um grande deposlo desle genero.
Em courama lambem pouco muvimciilo. lia fal-
la dos espichados; cmharcaram-se 900 para o Porto
no vapor Duque do Porlo. He de eres que reani-
me ogo que d enlrada na alfandega urna graudc
partida que existe no lazareto.
Os oulros mais gneros -do Brasil esliveram pouco
animados.
A exportarlo foi soffrvel. Os embaraes mais
imporlanles de gneros das possesses fnram 1,270 ar-
ralis de cera manufacturada, 16,588 arralis de
gomma copal, 261,610 arralis d mana de sement
de purgiieira, .40 ponas com 6,603 arralis do mar-
Hm, 112 saccas com 59,725 arralis de urzella.
Dos oulros producios e gneros, os mais expo'rlados
loram 6,0i2arralis de carne cnsaccada. 4,014 moios
desa. 1,240 arrobas de artica, 19,072 arralis de
lmale, 3,/ ll.arralis deloucinho, 1,140 almudes de
vinagre, 7,3*9 almudes de vnhu, 600 pecas de zuar-
les. Alera de urna remeasa de 16,518 arralis de
sarro de vinho para Marselha, nao obstante o maior
direilo que paga por sabida, vislo ser umdosgene-
CONSULADO GERAL.
(rudimento do dia 1 a 9.....
dem do da 11 .
2:8898603
1:8249270
4:713*873
1MVERSAS PROVINCIAS.
Keiulimenlo do dia I a 9.....
dem do dia 11 ,
.1183230
31s6l
382J810
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBLCO.
Rendimenlo do dia I a 9.....5:3109576
dem do dia 11........5319892
5:8459168
CONSULADO PROVINCIAL.
Itendimcnto do dia 1 a9
dem do dia 11
4:0(0#I9I
1:8519287
3:0115178
PALTA
elo-s- pircos correnles do auuear, algodn, e mais
gneros do pai:, que se drspucham na mesa do
consulado de Pcnwmbuco, na semana de 11 a
16 de selembro de 1854.
Assucar cm caixas branca I." qua'.idado
mase. .,......
>i liar, c sac. Iiranro.......
masravado.....
rclinado %.........
Algodao em pluma de l.a qualdailc
)> 2.a
3.'
1) CID. Espirilo de \giinrdunlc caroeo. agurdenle carlinra .
icnebra . de caima rcslilada .
1)
caada
............... botija
)-,cor ..............cauada
_..............garrafa
Arroz pilado duas arrobas ura alqueire
ero casca ...........
Azeilc de mamona ........caada
nicndobiin e de coco i>
i) de peixe......... *
Cacau............... du
2-7IK)
atajara
13900
29KK)
13700
3>_1H|
69400
63OOO
9)600
19600
9700
9440
1520
9170
9480
,-2211
3180
3220
19600
I36UO
9720
13280
19280
5,3000
ros exceptuados do direilo geral de exporlafao.
As reexporlares furam limiladissimas. Apena
de maior impurlancra-se.despacliaram.6,610 pecas de
algodao. ^v^_ J'
Os portos para onde tivciiaTTugar os embarques
rerendos, conslam detalhadamenle do resumo, que
abaixo publicamos. Foi muto frouxa a sabida de
certaes. .Reduzo-se a 30 muios de trigo para Liver-
pool pelo vapor Domo. He de esperar que cesse
con-
giros
devido colheila que cm geral foi abundante.
Durante a semana completaran) os seus carrega-
mcnlns para os porlos do Brasil a galera portugue-
sa Adamaslor para o Rio de Janeiro, barca Mara
Jos para PeruariaJ*Mco. O brigue Cautela para o
1 ara, e o palachoT). Pedro V, para o Rio de Janei-
ro. As cargas deslasembarcacoes roram importan-
tes. Os gneros que ellas levaran), bem como os mais
navios que seguirn) destino para oulros porlos.colis-
la da ola dos carrcgamenlos que coslumamus pu-
blicar com a exaclidao possvcl.
As cargas mait importantes manifesladas na alfan-
dega roram as conduzidas pela barca Mara, de
Sclncds; pelo brigue Annihal, de New York; pelo
palarl.o Tarujo II, deSchields; pelo hate Valenra
ao mimo, de Almera ; e pelos navios suecos Pel-
la-de Carlskroin ; e Ale.tandrc, de Slockolmo.
O movimenlo de alfandega esleve animado em
despachados para consumo, principalmente nos pri-
meiros das da semana.
Eflccluaram-se muilas transaccoes em fundos p-
blicos: caulclase uscripces de 3 por cenlo d37
l|t a 38 ,'i. Divida diHerida de 14 7|9 a 15 .
Cambios sobre Paris 100 d. d. 528. Londres 30 d.
V. j 60 d. v. ol ( 90 d. v. 54 .'( 3|8. Amslcr-
dam 3 m. d. 52 3|8. Hamburgo 3 m. d. 17 3|1. Ge-
nova ni. d. j28.
Fundos pblicos e accoes de companhias em
19 de agosto.
Fundos.
(,".', a ,?' "'POe* de 3 por % 37 3|i a 38 '.'.
Divida dilTcrida 147|8 15 '.
Sem juro.
Ttulos sobre o fundo de amorUsaro 16 a 16 '..
Divida publica anliga 1 ( 1-3|1. *
Tilulos azucs 2 '( a 3.
Trps opcracoe9.'{ a 10 ,'{.
Mocita papel 16 '<{ a 17.'
AecoM de companbias.
Banco de Portugal (accoes de 500) 3503000 a 3519.
Banco do Porlo 215-3 a 21(3.
Seguros Fidelidad* 250JJ/ a 251.
Bonanza c Uniao Comrocrcial 67.J a 679500.
3eguranra do Purlo 2008 a 220.
Lesirias 3799 a 3809.
Seguros Equidadc 409 a 459.
Garanta 1719 a 1759-
Omnibus11l9500all39.
Pescaras 159000 a I69.
Vapores do Tejo 19-9 a 219.
IlluminacN) a goz 599 a 609^
Beueficiarias ligiOO a 159.
Melaes,
Pecas a 89, 89080 a 8*060.
(Incas hcspanhnlas 11.3200 a 153300.
Mexicanas 146100 a 145150.
Ouro cerecado 19980 a 29.
Polacas hespanholasOOOa 18-
Cinco francos 890 a 910.
Patacas br.i-ib iras lllio a 970.'
Soberanos 19195 a 49500.
Patacas mexicanas945 a 950.
Descont de notas do iianco de Lisboa.
Notas a 43800 110 a 90.
EDITAZS.
-f
MOVIMIENTO DO PORTO.
Salios entrados no dia II.
New-Pnrt53 das, brigue inglez Onega, de 230 ra-
nciadas, capilao Gcorge Kcav, equipagem 10, car-
ga carvao ; a ordem.
Babia5 dias, brigac inglez de guerra Bxprttt,
commandanlc Boves,-
S. Vicente8 das, vapor de guerra I anulo, rom-
mandante o capiao-tenenle Francisco Pcreira
Pinlo. Veio de Londres a Plvmoulh em 2 dias, de
PIyinoullia Lisboa em 3, de Lisboa a.S. Vicenle
cm7. Passageiros para o Ro. o Exm. ron, el Ino-
ro Drummond e sua familia, Slr. Jaques Aragd c
sub iiiba. e 11 passageiros de proa mandados pe-
la legaro cm Lisboa.
Hamo* subidos no mesmo dia.
AssiiPalacho hrasileiro Sania Cruz, meslre Ma-
noel Pereira de Su, cm laslro. Passageiros, Tho-
ma/ de Aquiun Hocda Aris, padre Thomaz de
A quino Rucha, Jos Thomaz de .Miranda, Manoel
Francisco do Nascimentn, Joo do Reg Barros,
Joao Baplisla de Oliveira.
Cear pelo AssiiPatacho hrasileiro Alfredo, mes-
lre Mauocl Gomes de Oliveira, carga faxendas e
mais gneros. Passageiros, Francitco Jos Pa-
checo de Medeiros, Jos Mendes da Cruz Guima-
raes o sua familia, Jos Luis Riheiro d.i Cunda,
i mhrlirio Mendes, Jos Mendes da Cruz Guima-
rSes Jnior, sua senhora e 1 escravo, Uenrique
U. e sua familia, Joao Khenlielf.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr". pr__
dente-ida provincia manda fazer publico, que 110 dia
5 de ouluhro prximo vindouro, peranle a junta da
mesma tbesouraria, o ha de arrematar quem por
menos lizer a obra aos reparos a fazer-se na casa
desuada para cadeia na villa do Ouricury, avaliada
ana 2:7509 rs.
A arremalacito era feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correnle anuo, esobas
clausulas especiaes ahaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalar;So
comparecan) na sala das scsses da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, compeleolemen-
le habilitadas.
E para constar se mandou alllxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de selembro de 1854. O secretario,
( Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes paia a arremalacao.
l. Todas as obras scro ledas de conrorrr.idade
cora ooivainenlo approvado pela directora em con-
selho. c aprescnlado approvacao do Exm. Sr.
presdeme na importancia de 2:7509. ',
2.a As obras serao principiadas uo prazo de 1
mezes, e concluidas no de 8 mezes, ambos entila-
dos na forma do arligo 31 da lei provincial n. 286
de 17 de maio de 1851.
3." O pagamento da importancia desta obra ser
feila em urna s prestaran quando ellas estiverem
concluidas, que serao logo realisadas definitiva-
mente.
4." Para ludo o que nao se adiar determinado nas
prsenles clausulas nem no ornamento, seguir-se-ha
o quedspe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme o secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria provincial,
ena cumprimenlo do disposlo no arl. 34 da lei pro-
vincial 11. 129, manda fuer publico para conheci-
naenlo dos credores hipulhecarios, e quaesquer in-
Icrcssados, qne foi desapropriada a Jos Joaquim de
Sania Auna, urna casa de laipa na estrada do sul,
que vai para a villa do Cabo, pela quanlia de 808
rs., e que o respeclivo proprielario lem de ser pago
do que se lhe deve por esla desapropriac.3o logo que
terminar o prazo de 13 dias centrados da dala des-
le, que he dado para as reclamacCes.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e
publicar pelo Diario pur 15 dias successivos.
Secretaria da (hesouraria provincial de Purnani-
buco 5 de selembro de 1854.O secretario,
A. F. d?Annunciacao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Uuimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel nesla cidade do
Recife, por S. M. I. c C, o Sr. D. Pedro II que
lieos guarde ele.
Fajo saber aos que o prsenle cdilal virem e delle
nnlicia (iverem, que 110 dia 22 de selembro prximo
cguinle, so ha de arrematar por venda a quem
mais der era prara publica desle juizo, que lera lu-
gr na casa das audiencias depois dejncio dia com
assislcnca do Dr. promotor publico desle lermo, a
propriedade denominada Pilanga, sla na freguezia
da villa de lgc.ar.issu. perlencenle ao palrimonio das
recibidas do convenio do Sanlissiino corarao de je-
ss da inesina villa, a qual propriedade lem urna le-
gua era quadro, cujas extremas pegara do marco do
eiigeiiho Monjope que loi anligamente dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adiante ao lugar
que chamara Saplicaia da parle esquerda, e dahi
corlara buscando o sul e alravessam o no Iguaras-
si'i, Pilanga, al encher uina legua, c llalli parle bus-
cando o scente al cficder odtra legua, e dall
buscando o norte donde principien com oulra legua
que faz ludo urna legua em quadro, om urna casa
de a venda pequea de leda e laipa ha pouco aca-
bada, avaliada por 5:0009000 rs., cuja arrematatao
foi requerida pelas-ditas recolhidas em virludeda
liccuea que obliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
ticia, para o produelo da arrematarlo ser depositado
na tbesouraria dcsla provincia al ser cnnverlido em
apolices da divida publica, sendo a siza paga a cusa
do Mremalanle.
E para que chegue a noticia de lodos, mande
passar edilaes que serao publicados por 30 diasno
jornal de manir circularan, e afiliados nos lugares
pnblicos.
Dado c passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 de agoslo de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplisla, escrivao interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva Uuimaraes.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, juiz do
civel da segunda vara e do commercio do termo
desla cidade do Recite, per S. M. o Imperador, o
Sr. Pedro II, a quem Ueos Guarde ele.
Fajo saber aos que a presente caria de edilus vi-
rem, e dclla nolca tivorcm, em como Manoel de
Souza Pcreira me dirigi por csr.riplo a pulirn do
theur seguinle:
Diz Manoel de Souza Pereira que quer mandar
cilar a Manoel de llzende Reg Barros para ver
assignarem juizo os dez das da leii urna sua lellra
j vencida, da quanlia de 16113026 rs., aceita para
com o suppiranie. sob pena de revelia, juros esli-
puladosc cusas; e como o .supplicado so ache au-
sonle em lugar incerlo, requer o supplcanle para
justificar a ausencia daquelle, o que feilo se passe'
edilal para por meio delle ser havido o supplicado
como citado na forma da lei; e para isso pede a V.
S. Illm.'Sr. Dr. juiz municipal, civel e commercio
da segunda vara, assim lhe delira, e receber merce.
O advugado Pereira de Mello ; cuja petirui seu-
do-meapresenlada, nella profer o meu despacho do
Ihcor seguinle: Dislribuida, juslilique.Recife 12de
julho de 18.51.Olireird Maciel.Dislribu5ao/# Al-
Ihatjdc. Oliveira.E produsindo nsupplicanlesaas les-
lemunhas, suhiram os autos a minha ronclusao, nos
quaes profer a minha -rulenca do llieor seguinle :
Como esta provado pelos dcpoimenlos de folbas 3
folbas 4, que Manoel de Rczcnde Kego Barros se
acha auseulo era lugar nao sabida, mando que se
passe caria de ediles com o prazo de 30 dias para
ser citado e cusas. Recife 9 de agojlo de
1854. Francisco de Assis Oliceira Maciel.
E mais se nao conlnha em dila minha seutenca,
em virimle da qual o escrivao que esle subscreveu
fez passar o prsenle edilal com o prazo de 30 das
pelo (licor do qual chamo, cito e hei por rilado ao
supplicado' Manoel de Rczendc Reg Barros, por
todo conlhcudo na pelirao cima transcripta, para
que campurera neslc juizo denlro do referido praxo,
pdr si, ou por seu procurador bstanle, para respon-
der a dita causa al final seutenca, sua ciecuco e
real embolso ao supplcanle ; pena de que nao fa-
zendo, se proceder penhora em seus bens, e se as-
signar em audiencia 6 dias penhora, e seguirn
lodos us mais turnios sua revelia. Pelo que loda e
qualquer pessoa, prenle, amigo nu couhecido do
dilo supplicado Manoel de Rczendc Rcgo Barros, o
poder fazer scienle do une cima fica exposlo ; e o
porteiro do juizo Anlonio Jos dos Sanios Torres
olivara o presente na praga do commercio, oulro do
mesmo llieor na casa das audiencias, e se publicar
pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambiicoaos 10 de de agoslo de 1851Eu Francisco
Ignacio de Allhaydcescrivo.osubscrevi.Francis-
co de Assis IHUeira Maciel.
Peranle a cmara municipal da cidade deOlin-
da estars em pregao nos dias 26, 27 e 28 do mez de
selembro do correnle aann para serem arrematados
por quem mais der por lempo do um auno os se-
grales impostas pcrlencenlesao palrimonio da mes-
ma cmara : aferietfo 2103100 rs., impos(n sobre ca-
llees de gado vareum avahado por 6629000 rs., dilo
do aluguel dascasinh.as da lliuera l09000rs., dito
de capim de plaa 709600 rs., dito do subsidio do
gado anio 169000 rs., dilo de mscales c bocelciras
379500 rs., dlt 1 ilu enlrada de porros e ovollias 15-ilNI
rs., dilo de medida de farinha da praea 219900 rs.,
dilo de repezos 163100 rs., dilo de aluguel do arma-
zempequenn dnvaradoiirn 169000 rs., dilo do alu-
guel do arniazem grande do mesmo lugar do Vara-
douro 139000 rs. Os prclciidenles podem compare-
cer na casa das sesses da mesma cmara nos referi-
dos dias mencionados,munidos de fiadores habilitados
na forma da lei para poderem lanrar sem o que nao
podero ser admitidlos a faze-Io. E para quo che-
gue a milicia de lodos mandei publicar o presente.
Paco dacamara municipal da cidade de Olinda em
sessao ordinaria de 9 de selembro de 1851.Chris-
torao Pereira Pinlo, presidente.Eduardo Daniel
Cavalranli I elle: de Guillara, secretario o es-
crevi.
O Illm. Sr. contador servindo de insperlnr da
(hesouraria provincial, era cumprimenlo dodisposlo
no arligo 34 da lei provincial 11.129, manda fazer
publico para conbecimenlo dos credores hipolheca-
rios, e quaesquer cnleressados, que Toram desappro-
priadas a Jos Baplisla Riheiro de Faiia, trescasas
silas na rita Real da freguezia da Boa Visla ns. 17,
19 e 23 e nm panno de muro annexo as mesmas, pe-
la quanlia de 4:0009, eque o respeclivo proprielario
lem de ser pago da dila quanlia logo que terminar o
prazo do 15 dias contadas da dala desle, que he dado
para as rcclanuc,es.
E para constar se mandou alllxar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario por quinze das sucessivos.
Secretara da thespuraria provincial de Pernam-
buco 11 de selembro de 185T.O setTclario, Anto-
nio Ferreira Arsenal 1
_. de guerra.
Caixa com \Hi2, costados de pi d'oleo 2, po-
dra pome libjlflb.
vender este* objeclos aprsenle as.
__jsem crtas Techadas na *ecrelaria do
conselho as 10 horas do dia 13 do correte mez. Se-
cretaria do conselho administrativo para fdVneci-
menlo do arsenal de guerra II de selembro de 1854.
Jos de Brito Ingle*, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal o secretario.
. Pela mesa do consulado provincial se nnun-
i'v*qUe ,nmes,e iddicional doexerrieio de 1853 a
ik4, espira no ultimo do rorrete, reculhcndo-se
respecDva (hesouraria nessa poca todos os livros
perlcnccntcs a semelhanle exercicio, para ercmex-
eculados os contrbunle : assim pois avisa-se a
lodos que deixaram de pagar decimas o oulros im-
poslos, que eoncocraro a pagar seus dbitos al o dia
ultimo Uo mez acuna mencionado.
Prccisa-se dos gneros seguinle. para forneci-
naenlo da cuna lindla, asaber :-paes de boa fa-
rinha, assncar braoeo, caf moido, carne verde boa,
loiicmlio de Sanios, bacalho bom, algodao em fio,
vellasde spefmacete, ditas do carnauba-, carne secca
boa, bolacha boa, fejio, farinha, sal, leona, azeite
doce, dilo de coco, agurdente, vinagre. As pessoas
quequizeram fornecer ditos genero* compareci
nesla repartirlo com sua* proponas nos dias 12,13 e
14 do correnle. Alfandega de Pernambuco 11 de se-
lembro de 1854.O inspector,
Ben'to Jote Fernanies Barros.
Conselho administrativo.
O conselho adminalralive, em virlude da aniori-
saco do Exm. Sr, presidente da provincia, lem de
comprar o seguale :
Para o hospilai regmental desla provincia.
Brim fino para camisolas, lenrcs, fronhas e guar-
dauapos, varas 2236 ; manas finas de lia 74.
8. balalhao de infanlaria.
Sapalos, pares 781.
2." balalhao de infanlaria;
Calhecif mo de Mootpelir 20 ; carias de a, b, c, 20;
papel almajo bom, resma* 3; papel de peso fiorele,
resma 1 ; paulas20 ; lima prela, garrafas 2 ; areia
prcla, garrafa 1 : pennas de anco 100 ; Upi* 50 ;
pedra de louza 10; crayoes de louza 50; .caldeara
da ferro eslanhado, para 200 pracas 1.
Fortaleza de llamarse*.
Eurailernaco ds um missal 1.
Aula dos apreudizes do arsenal de guerra.
Papel aimaco, resmas 4 ; pennas de gane* 400 ;
lima prela, garrafas 6; Synopsis da historia do Bra-
sil, pelo general Abreu e Lima 15 ; Theeouro da
Blocidade Porlugueza.ou moral em accao por Roquel-
1? n- I1llD dos Pellico 2o; Economa da Vida Humana, por Roberto
Uoeslcv 2j ; Resumo da Doulrina Chrisiaa 25 : ari-
Ihmetica pralica. por Colaco 20 ; traslados de1 a, b,
c, 40 ; ditos de bastardo 20 ; dito* de bastardinho
20 : carias de a, b, r, 80; laboadas 80; pedrts de
louza 30 ; lapis, duzas 6 ; caivetes 6.
1'rovimelos das olTirinns do arsenal degaerra.
Carvao de pedra, (oncladas 10 ; sola branca gar-
roteada, muios 100.
Colonia militar de Pimenleiras.
Resmas de papel aimaco 4; dlas de dilo de peto
2; massos de obrejas 3; tinta prela para escrever,
quarlilhos 6 ; escrivaninha de melal 2 ; smele de
armas com prenca 1 ; par de lnteros de estanto 4:
sino com porca e badalo 1.
Qnem quzer vender estes objeclo, aprsente as
suas proposlas em carias fechada* na secrelaria do
conselho ns 10 horas do dia 12 do crranle mezSe-
cretaria do conselho administrativo para forueei-
menlo do arsenal de guerra 4 de selembro de 1854.
Jnse de Brito Inglez, coronel presideule.Bernar-
do Pereira do Garmo Jnior, vogal e secretario,
BANCO DE PERNAMBUCO.
O consellio de direo-ao convida aos
Srs. accionistas doBancode Petnambuco, '
arealisaremdol. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 50 0|0 sobre o numero
das accoesque lhe foram dirtribuida, pa-
ra levar a eiTeito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
lala geral dos accionistas de 26 de setemr
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto d 1854.O se-
cretario do conselho de directo,
J. I.deM. Reg,
SOCIEDADE DRAMTICA EMPRBZARIA.
6. recica da aslarutura 3.a das aaadldas pa-
ra 7 da seteoabro.
QUARTA-FE1RA 13 DE SETEMBKO. '
Depois da execurao de urna brilhaule ouverlura
subir scena pela segunda vez a inleressanle e
muilo applaudida comedia cm 5 actos inlitulada
0 SEM0R DE DVIIIIY.
Os mtervervallos serao praenchidosenm escolhidas
pejas de msica. Noli ni da comedia represenlar-
se-ha pela primeira vez a nova e muito engranada
comedia em I aclo denominada
O DESENGAO
do
MARIDO CRDULO '
com a qual lindar o divertimenlo.
Principiar as 8 horas.
A drecro da soeiedade dramtica enapreuria
participa ao respeilavel publicoquo deixa de ir por
ora scena o Naufragio da Meduza, pedido por
-muilas pessoas, por parlir nesla semana no pitWi-
ro vapor qoe passar para o mi o Sr. Joaquim Jos
Bezerra, a contratar urna primeira dama que satis-
faga os desejos do publico de quem espera loda
coauj'uvarao, ltenlas as muilasllinculdades coa
que lem alli agora lutado a soeiedade, e os sacrifi-
cios que fax para oblar urna aclriz de primeira or-
dem, quando em lodo o Brasil ha urna immensa
falla ilellas. He eslo o nico meio de qae pode lad-
rar mao depois do ler empregado oulros privndo-
se de um de eus artistas para poder com prompti-
dao obler um resultado favoravel e decidido.
DECLAilACO ES.
CORREIO GERAL.
O lbale Paquete recebe a mala para a Parahiba
boje I- as 11 horas do dia.
O \tiale Dwidoso, recebe as malas para o Ara-
ralj (bojerl2J ao ineiodia.
Conselho atlministralivo.
O conselho administrativo cm virtuile de autor-
sacao do Exm. Sr. presideule du proviucia. lem de
comprar o seguinle:
Para o 2 e 9" balalhao do infanlaria e companhia de
arl luces.
Panno pre(ocovados318, algodSosinhuvaras3,609,
cobertores de laa 169, casemif azul para vivos de
sobrecasaca covados i, boloes grandes convexo*
de melal amarello com o n. 2, 6,930, dilos pequeos
com o mesmo o numero 4,950.
Dcimo balalhao de infanlaria.
Eslpa para eutertelas de sobrecasacas pejas 3,
panno verde covados 1,52.
Meio balalhao da provincia do Cear.
Sola curtida meios 00.
Meio balalhao da provincia da Parahiba e guardas
da guarnicao desta cidade.
Copos de vidro 5, pralo de louc,a 1, han Jejas para
copos 3, mangas de vidro 4.
AVISOS MARTTIMOS
Ceara' Maranhao e Para'
com destino a estes dou portos
deveseguir mui brevementepor
ter grande parte da carga tratada, o no-
ve o mu v'eleiro palhabote Lindo Pa-
1 tiete capitao Jos Pinto Nunes, para
carga e passageiros trata-se com es con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche" n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
, Para o A carac segu no dia 14 do correnle o
hiato nSobralensc; para u resto da carga e passa-
geiros, Irala-se com Caelano Cvriaeo da C, M., ao
lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Assii sahe no dia 12 do correnle a bar-
ca brasileira aMathilde ; quem nella quizar carre-
garou ir de passagem, enleuda-se coro Manoel'Al-
ves Guerra Jnior, na ra do Trapiche n. 14, ou
com o capilao Jerouvnao Jos Tellcs,
. Para o Arara I \ segu em poneos dias o veleiro
hiale Castro ; para o resto da carga Irala-secom
seu consignatario Domingo* Alves Mathcus.
Para o Rio d Janeiro segu na pre*
sent semana o muito veleiro e superior
brigue nacional Damao : para o resto
da carga e passageiros, trata-se com Ma.
chado & Pinheiro, na ra do Vigario n-
19, segundo andar.
Para o Cear, o palacho .Sania Cruz segu
com hrevidade ; recebe carga e passageiros : Irala- '
se com Caelano Cariaco da C. M., ao lado do Corno.
Santo n. 2.
Para o Rio Grande do Sul segu nesles dias o
palacho nacional .Voto Temerario,capilao Jo* Ao-
lonio Candido de Souza j para o resto da carga e
passageiros, trala-se com Amorim Irmaos, ra da
Cruz n. 3, ou com o mesmo capilao a bordo.
BAHA.
Segu na presente semana para a
Babia a sumaca Rosario deMaria, ainda
pode receber alguma carga, a 11 atar com
os consignatarios Novaes & C, ra do
Trapiche n. *.
LEILO'ES.
QuinU'feira 14 do correnle, s II horas da
paanhaa, o agente Itorja far leihio no seu armazem
rua do Col!e::o n. l. de diversas mobilias de jaca-
randa, com pedra e sem ella, ditas de nmarello, e
oulras obras de mamneiria ; relogoa de parede,
cima de mesa ealgibeira de dilTereiites qaalidades;
obras de ouro e prala ; urna cediente flauta de
bano loda ipparelhada de prala ; ptima* machi-
lia- para rafe-; diverso* livros ; nina porcao de pas-
saros de varias quididades entre elles iim uruhai
re, etc. ele. e urna iulinidade de objeclos dfTe-
renles, que se acharo patentes no mesmo armazem.
Manoel Joaquim Ramose Silva, consignatario
do patacho Hermina, far leilao. cm nm s lole,
por despaclaodo Illm. Sr. Dr. jurz de direilo de ci-
iel e du commercio, por inlsrvcnoao do agente Oli-
veira, e por crala e risco de, quera perlencer, do
casco forrado de cobre, metros, maslarus, ancore-
les, amarra, veame, mcame, hole, lancha e lodo*
os mais perlences do lilo patacho, tal qual se aelia
ancorado neslc porlo defronte do forte do Mallos
onde os prelenoentes ludo pdem examinar anlici-
padamenle. dirigiudo-se ao dilo agente para verem
o inventaro respeclivo : quinla-feira 14 do corren-
le, ao meio dia em poni, porta da AssociaeSo
Commercial Beneficenle desta praja.
>"
V
kM ITIl A rv



.
_
c
^
.Leilao de <| Hoje (12) lia loilu queijos chegados ltimamente !<; rntf|ttrxu, as 10 ^ft
hora-, JoiBoule -la porta di .ilf.tn 1 -i. w^^0Mfff>
Koslroii Rooker & G. eontinuajrp
por 'intervengo do agente Oliveira, o
sen grande leilao de fazendas inglesase
de nutras qualidades, para'fectiar coritas:
<|Liarta-feiia, lo docorrente, as 10horas
da manhaa, no sen armseem do Corpo
Santo.
i Quarla-feira 13 do corrente, as il) c i|2 hora
ra manhaa, o agenta Viclor far leilao no sen arma-
zem ra da Crin n. 25, e Brande sorlinieiilo de
obras rio marcincirin novas c usutas, de diflercutas
qualidadcs ; rologios para alcibeira de melul galva-
nisado, obras de prala deTei; ptimos pianos in-
gleses; charutos do superior qualidade, e oulros
niuilos objectos que estarn pxtenles no dia do
leilao.
Scliapheitlin & Companhia faro
leilao por intervencao do agente Oliveira,
e por conta' e risco de qnem pertencer,
de 5 caixas sob dif ler entes marcas, con-
tendo chaletes de seda, lencos de dita ,
uma porcao de riscadinhos de seda, etc.,
a variados, a bordo de navios ltimamente
chegados ; e em seguida se venderao ou-
tras fazendas de gostos, e proprias do mer-
cado, em bom estado : terca-feira, 12 do
correte, as 10 horas da manlia, no seu
armazem da ra da Cruz.
AVISOS DIVERSOS^
ICBLICAJVO
DIARIO DE PERMIBCO, TERQA FEIRA 12 DE SETEMBRO DE 1854
tu
DO INSTITUTO H0M(E0PATHIC0 DO BRASIL
HESOURO HOMCEQPATHICO
ou
flDE-IEGDI DO HOMOPATHA.
O abaixo assigoado nao lem o-.o despedido pes-
soalmenle de algons habitantes da cidade de Goian-
na, eoni quem intreteve retacos, em consequencia
da sua rpida partida para a capital : porissoofaz
por meio deste, e agradece ao mesmo lempo a esses
habitantes pelas mam-iras urbanas enm que o trata-
rain durante o lempo que all eleve como coaiman-
dante do destacamento. Ontro sim grato fica ao
Imparcial pela correspondencia que se aclia inserido
no Diario desta provincia de 6 do crrente. Final-
mente o abaixo assignado oflerece a aquelles habi-
lantcs sen diminuta presumo nesta capital como um
fraco tributo de gratidao. Jost' Manoel de Soaza.
Precisa-se de urna ama (fue saib cozinhar e
feetj lodo inais servico de um.i casa : no largo do
Terco n. 27, segundo andar.
--Os abaixo assignados participara ao respeilavel
publico, e especialmente ao corpo decommercio des-
ai cidade, que amigavelmeute ho dissolvido a so-
ciedade que gvrava sobre a (roa social de Silva &
Irmo, na ra larga do Rosario i. 28, ficando o pro-
prietario do estabelecimento o socio Joaquim Anto-
nio Pereira, perlenctndo ao mesmo Sr. todo o activo
e passivo da casa: quem se considerar credor, quei-
i a apresenlar sua conta da dala deste a 8 lias, para
promptamenle ser salisfeila. Antonio Joaquim
Pereira da Silva, Joaquim Antonio Pereira.
O abaixo assiguado, tendo visto no Diario de
Pernambuco de 28 de agosto prximo passado, que
tero de ser arrematado por parle da lazenda, o sitio
em que mora seu irmao c consenhor do mesmo sitio
Joao Manoel Mendes, o mesmo abaixo assignado co-
mo herdeiro e como procurador de um do seus ir-
m3os, tambera herdeiro, avisa ao publico, qne sobre
esle sitio existo um recurso para o supremo tribunal
de jastira, o qual nao so pela coi tarruda Justina deste
tribunal, como pelas justas razos qoe allegam, es-
perara os herdeiros que Iho seja restituida sua pro-
priedade, heranca de sua Tinada mili, por isso que
nada devem a fazen la, e porlanto nao devem pagar
lodos o que s um deve. Recite 11 de selembro de
ISi.-rJoat/uim Mendes da Cunta Azevedo.
Arreuda-se um sitio na es rada do Arraial com
bstanles arvoredos de Irados de diversas qualida-
des, casa de viveuda, cacimba lenle agua de beber : a Iralar em Parnameirim,
taberna.
Precisa-se de nm rapaz para caixeiro de taber-
na com pralica ou sem ella: na roa da Senzalla nova
n. 26. '
Aluga-se o quarlo andar t solao do subrado da
ra do Trapiche n. 42, enm excellenles commodos
para familia : a tratar no primeiro andar do dito so-
brado.
Methodo conciso, claro, o seguro de curar homa-opalhicamcole lodas as molestias, que affiigem a
especie humana, c particularmente aquellas que reinam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra imporlanlissima he hoje reconhecida como a primeira c mcllior de lodas que tratan) da ap-
plicacao da hoinu-opalliia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
passo sesuro sem possui-la e consulla-la.
Os paia de familias, os senhores de cugenho, iacerdoles, viajantes, espitaos de navios, sertanejos, etc.,
etc., devem te-la a mao para occorrer promptamenle a qualqucr caso de molestia.
Dous voliimescm brochura, por........... lOJtOOO
Encdci nados............. U5OOO
Vendc-se unicamenle em casa do autor, ra de S. Francisco (Mondo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCCOPATHICA.
, Ningucm poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qiialidade. Por isso, e como propagador da homu-opalhia no norte, c mmcdiatameule interessado
em sens benficos successos, tcm o autor do TllESOUUO 1IOMOEOPAT1IICO mandado preparar, sob
sua immediata nspeccao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse tralialho 6 hbil pharinareulici
eprofessor em homu-opauia, l)r. F. de P. Pires Ramos, que o lem exceulado com todo o zelo, lealda-
de o dedicarlo que se pode desejar.
A efliracia deste* medicamentos he altcslada por lodos que os lem experimentado; clles nao preci-
sam de maior recummcudacao; basta saber-se a fonlc donde sahiram para se nao duvidar de seus opli-
mos resultados. #
Urna carleira de 120 medicamentos da alta e haixa diluicao em glbulos recom-
mendados no THESOl'KO 110MOEOPATIUCO, acompahada da obra, e de urna
caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........1003000
Dita de 96 medicamentos acompahada da obra c de 8 vid ros de tinturas 1)00000
Dita de 60 priucipaes medicamentos recummendados esperialnibute na obra, e. com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dila obra (lobos grandes.). 609000
(tubos menores). 459000
Dita de 48 ditos, ditos, com a obra ('tubos grandes). -....... 508000
i) (tubos menores). 359000
Dila de 36 ditos acompahada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) 4O9OOO
n 11 11 (tubos menores^. o-iiim
Dila de :I0 ditos, e 3 vidros de .tinturas, com 1 obra (tubos grandes) .... 35SO00
n (tubos menores) 269000
Dila de 24 ditos ditos, com a obra, (tubos grandes)....... 3O5OOO
(lubos menores). 2S000
Tubos avulsos grandes.............. 1000
a pequeos............ 8-'iOO
Cada yidro de tintura............. 25000
Vendcm-sc alm disso carlciras avnlsas desde o preco de 89000 rs. al de 4005000 rs., conforme o
numero e tamaito dos tubos, a riqueza das caixas e d) namisaces dos medicamentos.
Aviam-sc quaesquer eucommendas de medicamentos com a maior promplidao, e por procos commo-
dissimos.
Vende-sc o tratado de FEBRE-AMAREf.l-A pelo Dr. I., de C. Carreira, por. 29OOO
Na mesma botica se vende a obra do Dr. G. 11 Jahr (raduzido em porlugueze acom-
modada a.intclligencio do povo........... 65OOO
Rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P. S. Hxirarto de urna carta, que ao autor do TIIESOVRO UOMtEOPATlIICO, tece a honda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Alces a Silca Santos, estabejecido na cilla de barreiros.
a Tivc a s^tisfaco de receber o Thesouro lionuropalhico, precioso Inicio do trabalho de V. S.,c lhc
aflirino que de tolas as obras qucleiibolido, he esta seiircoutradic/io a melbor tanto pela rlare/.a, com
queseacha escripia, como pela precisao com que indica os medicamentos, que se devem emprezar ;
qualidadcs oslas do muila importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
Ibeocria e pralica, cct., ccl.,elc.
Quem precisar de un menino para caixeiro de
tabernacle queja tem alguma pralica. dirija-sc a rua
Imperial, padaria n. 43, defrunte do chafariz.
^Prccisa-se de urna pessoa capaz e que de co-
uliecimeiilnde si, para trabalhar u'um filio peque-
o : a fallar no Manguind primeiro sitio da estra-
da nova ou na roa du.Vmoriin n. 39.
Aluga-se o primeiro and;r da casa da rua do
\ igarin 11. 5 : a tratar na de n. 7.
Perdeu-se um 1 pulccira de ouro da largura de
dous dedos, e esmaltada com flores azues, da rna do
Collegio a rua Velha, seudo pelas ras seguinles :
rua do Collegio, Crespo. Cabugu.Nova, pontee ater-
ro da Boa-Vista, atraz da matriz, Gloria, Alegra e
Velha: a pe*soa qnea aclion, luerendo reslilui-la
aaseu verdadeiro dono, dirija-sc i rua do Collegio
h. 8, terreiro andar, que sera gratificada.
O portador da tettra da Sra. D. Leopoldina
Mana da Coala Kruger, declara a dita senliora, que
essa lellra lie da quautia de qi;alro conlos oilo ce-
ios ooilenta mil ris, c foi saciada em 10 de maio
',0, correnlo anuo em favor de seo irmflo Dellino
Miguel da Cosa, que a endessou em 5 dejuiiho
prximo passado, assim como que em poder do
mesmo portador ha provas irrecusaveis da veraci-
dade da referida leltra, cujo pa amento protesta re-
damar- n aeu devido lempo. Antonio Jos de
baria Machado.
. Precia-se alugar um soorado no bairro de
hanto Antonio, quem o liver annuncie, ou dirija-se
* rua do Trapiche n.-40, lerceiro andar.
Precisa-se de um caixeiro de 11 a 14 annos
para orna taberna : no Recife rua da Sensata Ve-
lliao. 96.
-*Pec<> a quem liver a Aia, c Europa Porlu-
gueza por Faria e souza, o Valoroso I.ucideno, e a
Gratidao Pernambucana o favor de m'as emprestar
para lomar alguus aponlamen'.os. Antonio Joa-
quim de Mellar
No dia 3 do correte desappareccu urna cscra-
va de nome Anglica, de najao Angola, tendo os
seguinles sisnaes : haixa, grossura regular, bocea e
olhos pequenea, reprsenla 1er ."i0 anuos, mas nao
lem cabellos brancos, lem um taino na huchecha e
cm cima da sobrancclha. que foi una dentada de
cachorro: quem a pegar leve-a Estrada Nova da
Soledade na casa de duas Irapeiras.
O Sr. Francisco Paes Brrelo rendeiro, do en-
genlio Giqui, ollimanenleFrancisco l.iusl'acs Bar-
reto, faja favor mandar buscar urna carta na rua da
t.adcia o Recife n, 41. Ha muilu que se lem publi-
cado esle annuncio.
Avisa-se a pessoa, que an.iuncin querer com-
' E 10 uu li cadeiras e um canap, inja-se rua
Velha n. 18.
Precisa-se de um perito cozinhetro para servir
em urna casa eslrangeira, paga-se bem na rua do
trapiche n. 38, armazem do Sr. Miguel Caroeiro.
Avisa-se a lodas as pes>oas que livrem ob-
jectos para vender no armazerr de Miguel Carnciro
que os queiram tirar at o fim do crreme mez, do
contrario serao vendidos cm leilao por todo o proco
que se obtiver. '
Fuigio na noitede8correnleum mulato de no-
me Joao.perlenccnle a Manoel .os Ferreira, do enge-
nta) Pedreiras.de Goianna.oqual liulia viudo paraser
yendido.rcprescnlaler 20 annondc idade, levou ves-
lido ca ca o camisa de riscadinho de algodao.lem fal-
la de denles na frente, est muito amarello de frial-
dade c bstanle eu:hado: quem o mesmo pegar le-
ve-o ao dilo engenho, ou nesta prara em casa de
Manoel JosoCorreia, de onde o mesmo seausenluu
na rua da-Cruz do Recita n. 46 quesera pago da seu
trabalho.
Alluga-se urna ama para engommar, cozi-
nliar, emais servico de urna casa : quem quizcr
procure na rua de Horlas toja n. 138.
AO INTERS* A DO.
Sumaria, escriplura de 1603, auto de posse e de-
marcado das Ierras de Itapirema de Cima, em que
se comprehendeu os sitios denominados Cruz do
Muleque, Pcriiass, Corrego e Infinca, ludo em pu-
blica forma do tabelliao Agcslinho Ferreira de
Mc|lo ; sendo a demarcarlo em 1617, com a desi--
nacao dos lagares dos marcos e distancias respech-
* um a airo, o que comprehendeu 6,000
iimras; e maisa escripturade venda deCosmaGal-
voa Dona, em 1621 de (00 bracas de Ierra, que por
compra dos respectivos herdeires de Antonio Rodri-
gues, honveram o Dr. Eduardo Rodriaues Grij c
sua miilher, succettores por comprada "propriedade
ferrara de U. M. na, a sen ogro o cinilflo Jos
Lupes Ouimaraes. esla ludo em publica forma do
labehae Bustamaoles S : existe no escriptorio do
tabetiao Baptisla deSa.
Koutxt. &
D-se boa gratiOcacao a quem apprehemler
P ou der noticias de um cavollo.com andares,
P rodado, grande, com o pdiieilo calcado, urna
9 ciaudula ao-p da garganta, um carossinlio 5*
9 sobre urna dos cannas'das nios da parle de
dentro, e a seguinle marca na perna direi- @
P la, pqual foi Curiado da ctribaria do eoge-
nho do Meio da freguezia de. Ipojuca. na noi-
te do dia 9 do lorrente : quem o apprelwn-
1er ou s"itber aonde se acho, dirija-se ao re- v-C
fernlo cngeimo. aenlender-se com o Sr. Jos
t tartos Manco da Costa Reis, ou nesta cidade,
no aterro da Boa-Vista, con a viuva do sena-
2**i* ^ Iiri"k da SHva te"-'-
3 g
A 8 das que pz-se em fuga o moa escravo
Benlo, cnoulo, moro, e o mellor siena 1 uc lem he
ler um lalho ui aouraiicelha es-lucnla, .- -orrespou-
de na tace com um calomhinho ; este csc.-avo cons-
la-mc que esla acoulado ; quem o liver iiavle res-
ponder pelos das o maisprejuiuis resultantes (can-
do resiionsavol a le ; rogo a polica e a qum mois
interessar, e capilos de rarnpj a sua cantara que
pagare generosamenje. Sitio Capellinli.t da Sacra
Familia II de selembro ik (854.
SebaitiSo don Oculot Arco Verde.
Alaga-sC urna preta para erviro de casa, que
eiieiiinmac cnziiilia ; quem a petender, dirija-se
prac da Inlepcndencia, taja 11. '>.
Antonio Joaquim da Gami deixou de ser cai-
irode Diogo JosnLeile GuinarJes desde o di 8
do correule.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 VLTSA. no GOZ.X.BGIO 1 AKTDAH 2S.
O Dr. P. A.'Lobo Moscnzo d consullas honieopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
maullan aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Ouerece-se igualmente para pralicar qualquer operaco do cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mulher que estoja mal de parlo, e cujas circumstancias nao permutara pagar ao medico.
NO CUiWORIU DO DR. P. A. LOBO MOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. 11. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes encadernados em dous :................. 209000
Esla obra, a inais importante de lodas as que Iratam da homeopalhia, inlcressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a''outrina de llahncmann, c por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma : interesan a lodos os senhores de engenho e fazcudeiros que estao tange dos recursos dos mdi-
cos : iuteressa a lodosos rapiles de navio, que nao podem dcixar urna vez ou outra de ter precisao de
acudir a qualqucr incommodo seu ou de seus tripolanles ; e nteressa a todos os dictes de familia ene
por circumstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa delta.
O vade-mcciim do homcepalha ou tradcelo do Dr. Hering, obra igualmente til s pessoas que se
dedicam ao estudo da homeopalhia um volunte grande.......... 8JO0O
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavtl s pessoas que querem dar-sc ao estudo de medicina ........ 4$000
Urna carleira de 24 tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele......... ......... 405000
Dila de 36 com os meamos livros. ...........'........ 458000
Dita de 48 com os dilos. ,.................. 505000
Cada carleira he acompahada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dita de 60 lubos com dilo....................... 605000
Dita do 144 com dilos........................ 1009000
Estas sao acompauhadas de 6 vidros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o liering, lerao o abalimento de 109000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carlciras de 24 lubos pequeos para algbeira............... 85O00
Ditas de 48 dilos......................... KiaOOO
Tubos grandes avulsos.................._ I9OO
Vidros de meia onca de tintura................ 29000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homcopatbie, c o propretario deslc estahelccimcnlo se lisongeia de le-lo o mas bem montado possivel c
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na inesina casa ha sempre venda grande numero de tubos de crjslal de diversos laniauhos, c
aprompla-sc qualquer cucoramenda de medicamentos com loda a brevidade e por presos muito cora-
modos.
JOAO' PEDRO VOGLEY,
fabricante de pianos, atina c colicorta com loda a
perfeicao, tendo chegado recenlemeulo dos portos da
Europa de visitar as mclhorcs fabricas de panos, c
tendo ganho nellas lodos osconhecimentos e pralica
de con-lrurr ios de modernos pianos, ollcrece o eu
prestimo ao respeilavel publico para qualquer con-
cert e al'anVs com lodo o esmero, leudo loda a
certeza que nada licnr a desejar as pesnoas que o
incumhirem dequalquer tralialho,tanto em brevida-
de como em mdico preco : na rua Nova n. 41, pri-
meiro andar.
Avisa-se a quem interessar possa, que se pre-
tende revindicar o sitio que foi d Alvaro Fortunato
Jordilo, silo no alerro dos Afogadosda cidade do Re-
cife ; por isto que nao tendo o Jordao pago e nem
desaicnadodchvpolheca, e mais dbitos que dilo
silio esta olirigado, e a que o Jordao se rompromet-
teu, foi todava dito silio arrematado em prar,a frau-
dnlcnlainciile o que se provar.
lusa-ee por fesla ou annnal uma proprieda-
de qualquer familia, no Poco da Panoli* : a Iralar na
lundiean do Brum n. 6, 8 c 10, com o caixeiro da
mesma.
LOTERA 00 RIO DE JANEIRO.
Acliam-se a' venda os billietes orifji-
naes da lotera 20 para os reparos dasma-
trizes, cujas rodas licou de andar no dia
5 doconentesetembro ; os premios^sero
pagos logo que se izer a distribuicao das
listas.
Na rua l)irela|n. 29, existe urna pessoa que
engomma roupa por preco muito commndo.
Prerisa-sc de uma Sr.'1 honesta e de bons cos-
lumcs, que d garanlia esses quesilos, para r edu-
car duas meninas cm um engenho, fazendo-se-llte
as vaoUgeutf de entonado, meza, roupa lavada e
casa iiidependcnle da do Sr. de ingenho : quem
convier procure ao propretario dcsla lypugraphia,
quelhe indicar a pessoa competente* com quem
tratar.
Precisa-se alugar uma ama para rasa ingleza,
com pouca familia, para engommar, prefere-se es-
crava : a tallar na ruado Trapiche, armazem do Sr.
Miguel Carnciro.
?@@e@-s@@@@@
i$ Senhores estudantes. S$
^ Manoel Cassiano de Oliveira Ledo, esludan- 5
g lo que foi do lyceo, ohlevc licenra para ensi-
nar particularmente geometra c grammalica 3
<& nacional, cm que se rcconhcceu habilitado.
Estao aberlas matriculas de uma e outra, e {*
cuiiliiiuarao at o liru do crrenle mez. Di-
rija-se quem quizer ao.paleo do Paraizo, pri-
35 nieiro andar,unida a igreja. 55
e--sfSasa':i
Ua rua Nova, sobrado de um andar, situado
cutre dous beccos, desappareccu no dia 6 do crren-
te mez um escravo de nome Goncalo, de Angola,
representa ler de idade 30 annos, cor fula, rendido
das verillias, denles limados, leudo um dos dedos de
urna das maos aleijado; levou camisa de riscado
trancado azul e calca de ganga tambam azul, j
velha : quem o. pegar ou delle soubcr, dirja-se
aquelle sobrado, quesera geueiosamenta recompen-
sado.
Precisa-so de um meslre de assucar para ir
para a cidade da Parahiba, prefere-se sollciro : a
Iralar com o lahcllio Portocarreiro, no seu cartorio,
rua eilreila do Rosario 11. 25, ou em sua casa, na
rua da Uiriao.
. Terea-fera, 12 do corrente, denois da audien-
cia do Sr. Dr. juiz de orpbaos c ausentes, ser pos-
ta em arreiualacao una lellra daquanlia de9299.546
sacada a 20 de marco de 1850 pela lirma de Antonio
Soarcs Brinco e aceita por Joao de Dos Paes Bar-
reto a 9 mezes, vencendo os juros de 1 % por cento,
por execucao de.Scbasliao Jos Gomes Pena contra
os bens da heranca do liuado Antonio Soares Brinco,
sendo entregue o lance pela maior ollerta que hou-
ver. -t
Novos livros de homeopalhia uiefraucei, obras
lodas de summa importancia :
Hahncmaiin, Iratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 209000
Teste, irolcstias ilos meninos.....69000
Hering, homeopalhia domestica.....79000
Jahr, phai maenpea homeopalhica. U000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas.......(yKK)
Jahr, molestias da pelle.......riSOIK)
Rpou, historia da homeopalhia, 2 volumes 16)000
11 nrlliuian 11. Iratado completo das molestias
dos meninos..........109000
A Teste, materia medica homeopalhica. 85000
De Favollc, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli ....'....
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nv sien.......
Adas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contando a descripco
de todas as partes do corpo humano .
vedem-se todos esles livros 110 consultorio homepa-
tbico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio n. 25,
primeiro tudar.
No sobrado n. 82-da rua do Pi-
lar, pre<:isu-$e alugar uma esorava que
piba eiigoimuai' bem e tomar conta de
uma cusa de pequea familia.

Autonio Agripino Xavier de Brilo, l)r..em@
medicina pela laculdade medica da Babia,re-
side na rua Nova n. 67, primeiro andar, on- 9
9 de pode ser procurado a qualquer hora para o $*
^xercicio de sua profissao. @
Na rua do Trapiche n. 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se moslram ricos dc-
seuhos.
O padre Vicente Ferrcr de Albu-
uuerque, prol'essor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as penoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
I)rotestando satisfazer a' evpectaco pu-
)lica anda acusta dos maioressacrilicios,
e, emquantonaolixar sua.residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da pracB da Independencia ns.
6 e 8.
I LOTERA DO TIIEATtO DE SAKTA-ISAREL.
Corre indubitavelmentc em 20 de
setembro do corrente armo.
Aos 10:00?000, 5:000s000, 1:000.s000.
O caulelisla Salust,iauo de Aquno Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que os seus bilheles c caute-
las nao solTrcm o descont de oilo por cenlo do im-
posta geral nos Ires primeiros grandes premios.
Ellos eslo expostos venda as tojas ja conhecidas
do respeilavel publico.
Bilheles llgOOO 10:0009000
Mcios 55500 5:0009000
(Juarlos 2>K00 2:5009000
Oilavos 19500 1:2505000
Decimos I9300 1:0005000
79OOO
69000
49OOO
105000
309000
Vicsimos
9700
5001000
Aluga-se uma escrava prcla para o servico de
uma casa de pouca familia, qu ensaboa loupa'mui
bem, e coziuba o diario de uma casa, allianea-se
sua conducta : a tratar na rua Velha 11.18.
Champagne, a melbor que lia no
mercado, epor preco mais barato do que
em outra qualquer parte, assim como ce-
ra em velas, caixas de 100 e de 50 libras:
trata-se no escriptorio de Machado & Pi-
nheiro, amado Vigario n. 19, secundo
andar.
Aluga-se os Ircs andares do sobrado da rua da
Cadeia do Recita 11. 30: a Iratar na luja do mesmo
O cautclista Salustiano de Aqui-o
Ferreira
avisa ao respeilavel publico, que o Sr. Fortunato Pe-
reira da l-oiiscca Bastos, eslabclecido com toja de
bilheles. na praca da Independencia 11. 1. dcxou de
vender assuascaulclasdas loteras da provincia, para
venders do Sr. cauleHsta Aiilo'iiin Jos Rodrigues
deSouza Jnior, as quaes eslao sujeitas a 8 *, do im-
posta geral nos tres primeiros premios grandes.
ASSOSSiACAO' COMMERCIAL BENE-
FICENTE.
A cnmmisao cncarregada da distribuicao da
quanlia acenciada para os desvalidos prejuilirados
com a iiinundaeo de 22 e 2:1 de junho, avisa aos
respectivos inlercssadcs que podem procurar o re-
sultado de seus requerimenlos cm rasa do Ihesou-
reirodarommssao o Sr. I lumia/. d'Aqoino Funseca
Jnior, na rua do Vigario n. 19, das 3 'jateas
6 horas da tunta, do dia II por dianle I\ da
Silva Barroca, secretario da commiesao.
O cautclista da casa da Fama, no aterro da
Boa-Vista n. 48, abaixo assignado, declara, que ten.
do desmanchado no dia 16 de agosta do corrente an-
no, em quartos os billieles inteiros ns. 1503, 271.1.
2628. da primeira parte da secunda lotera do hos-
pital Pedro II, a qual corren a 18 do mez de agosto
do corrente anno, e como desconfa que nao botas-e
a parte da lotera a que perlencia ditos qnarlos, os
quaes sahiram todos braucos, declara que dilos quar-
tos pertenceram aquella lotera do hospital Pedro II,
e que da presenta loleria do Iheatro de Santa-Isabel
que corre a 2(1 do correle mez. Hilo desmanchou o
buhles cima, e para prevenir duvida- para o fu-
turo taz a prsenle declaracso.
Aniouio mi Silva (maraes.
Firmino Cesar d'Almeida retira-se para a
Europa.
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos bem coiihccid
autores Cotlard & Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
es@gBseses@
DENTISTA FRANCEZ.
;-:-; Pauto Gaignoux, estahelecido na rua larga
do Rosario n. 36, secnudo andar, colloca den-
S9 les com gengivas arliliciaes, e dentadura com- (gi
pleta, ou parte della, com a presso do ai.
@ Tambem tcm para vender Igaa denlifrice do
j Dr. Picrrc, e p para denles. Rna targa do @
;^ Rosario n. 36 segundo andar. g
j@*e@s
J. Jane dentista,'
contina rczidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
-:* i?
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinbo mu- 9
dou-se para o palacete da rua do S. Francisco {$
'mundo novo) u. 68 A. t
9 V @Si
Aos 10:000$ 3:000$ e 1:000.s000.
Na praca da Independencia u. 4 luja do Sr. For-
tunato, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 41) do Sr.
Faria Machado, pu do Queimado n. 37 A" dos Srs.
Souza & Freir e^rraca da Boa-Vista taja de cera
do Sr. Pedro Icnacio Baptisla, estaa venda os bi-
lheles c cautelas da primeira parle da 19" loleria do
Iheatro de Santa Isabel, a qoal corre 110 dia 20 de
selembro, cujos bilheles sao do caulelisla abaixo as-
signado; oqual paga por inleiro o premiode 10:0009
5:0009 e1:000g000, que sahirem em seus bilheles
inleiros c meios bilheles cujos vao pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior.
Bilheles inteiros. 115000
Meios hitlietes. 59500
Cuartos. 298OO
Oilavos. I95OO
Decimos. 1>300
Vigsimos. 700
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 13, ha muito superior potassa da Rus-
ta e americana, ecal virgem, ebegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeicao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do su-
brado n. 15.
a
1) l)r. Joao Honorio Bezcrra de Meuezes, ,':[
formado cm medicina pela taculdade da Ka-
hia, conlina no exercicio de sua profissao, na @
rua Nova 11. 19, segundo andar. "[
> #
TOAL.HAS
E OUAHDANAPOS DE TAN.\0 DE
LINHO PURO.
ama do Crespo, taja da esquina que volta para
a cadeia, vendcm-sc loalhas de panno de linhn, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas .para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thesoureiro das loteras avisa, que
achara-te a' venda nos lugares do costu-
me, osbilhetes da lotera do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
praca da Independencia, lojasn. 4>e 15 ;
rua do Queimado, loja n. 39 ; Livra-
mento, botica n. 22; rua da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. 48.; rua do Cabuga', botica do Sr.
Moreira e rua do Collegio n. 15.
Bilhetes inteiros......IO.S'000
Meios........... S.yOOO
Na rua Bella n. 13, precisa-se de uma escrava
que saina cozinhar e engommar, esohreludo que so-
ja lii-1 : he casa de duas pessoasde familia.
Precisa-se de uma preta para o servico de'rua ;
preferindo-se de moia idade, e d-se IO9OOO mcnsxes:
a quem convier. dirija-sc rua do Queimado, loja
de fazendas n. 61.
Oflerece-sc um menino de idade de 11 a 12
annos, para caixeiro do taberna, de qne lem pralica ;
dirja-se rua do Queimado, taja n. 43.
Desappareccu no da 5 do corrente, do silio da
Crozde Almas do collegio da Conceic.lo, um escia-
vo, cabra, barba grande, idade 40 anuus, pouco mais
ou menos, coxo do p esquerdo. lie oflicial de.sapa-
teiro, e levou chapeo de massa branco.
JIAS DE OlRo:
Na roa do Queimado Joja de ourives pinta- I
tada de azul n. 37, ha um rico e variadosor-
limenlo de obras de ouro que o comprador,
a vista (los proras e bem taita da obraytio
deixar de comprar, aliancando-sc -f res-
pousahilsaiido-sc pela qualidade do ouro de i
ti e 18 quilates.
LOTERA DO THEATIIO DE SANTA-ISABEL.
Aos 10:0009000 c 5:0009000.
Na casa da Fama, no aterro da Boa-Vista n. 48,
estao i venda osbilhetes ecautelas da 10 lotera do
Iheatro de Santa-Isabel, que corre a 20 do corrente.
CASA DE COMMISSAO' DE ESCRAVOS.
Na rua Direita, sobrado de tres andares
defronte do beccode S. Pedro n. 3, rece-
bem-se escravos de ambos os se\os para
se venderem de commilso, nao se levan-
do por esse trabalho mais do que dous por
cento, e sem se levar cousa alguma de
comedorias, ol)'erecend-se para isto toda
aseguranca precisa^para os ditos escravos.
Attenciio.
Manoel Joaquim da Silva, hrasileiro, avisa a qnem
convier, que pela rclacito do Rio de Janeiro foi jul-
gad milla a doa(9oqticsua finada irrua D. Gertru-
des Maria Claudina fez a sua ora 1). Juanna Mara
do Sacramenta Albnqiierque, e que porlanto esta
nto pode dispor dos bens que pertencem a esla doa-
co, por lerem de reverter ao anniinriante na con-
formidade do testamento ; e para que ninguem se
chame a ignorancia, fazo presente annuncio.
A pessoa que perdeu uma Irouva de roupa,
contando nella camisas novas em folha, e algumas
pecas marradas, dirija-sc ao inapeclor de quarteirao
do paleo ila Santa Cruz, que dando os signaes certas
Ihe ser entregue.
A taberna do paleo do Carmo, quina da rua de
Hurlas n. 2, contina a estar -mila de todos os g-
neros j aiinunciados pelos mesmos presos, assim co-
mo tem novo sedimento de doce de caj secco a 500
rs. a libra, o banha muito alva a 500 rs. a libra.
No da i) do corrente dcsappareceu um prelo
escravtT> regalar, pouca barba, e (em um signal grande no
pescle, do lado direi lo, que parece um lobinho, e he
haslanre ladino ; levou chapeo prelo e alguma rou-
pa amarrada em um lenco, entre a qual foram Ires
pare de calcas, sendo 1 branca, 1 de brim pardo e 1
de alta tan azul ; presume-sc que foi para as parles
do Mntairo, onde csleve bastante lempo em com-
panhia do Sr. anlgo, que foi o Dr. Vicente Ferreira
Gomes : quem o penar, leve-o a seu senhor, na rua
da Cadeia Velha 11. 42, que ser recompensado.
Precisa-se de lima ama para casa de pequea
familia, que se encarregne de lodo o servico de por-
tas a dentro; na rua do Hospicio n, M.
Dcsrfpparcccu 110 dia 8 de setembro o escravo,
crionlo, de mime Antonio, que costuma trocar o no-
me para Pedro Jos Cerillo, e inlilular-se forro,
he muito ladino, foi escravo de 'Antonio Jos de
Sanl'Anna, morador no engenho Caita, comarca de
Santo Antilo, e diz ser nasrido no serlHo do Apody,
estatura e corpo regular, cabellos pretos, rarapiuha-
dos, cor um pouco fula, olhos oscuros, nariz sraude
e grosso, heicos grossos, o semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesta occasiao tai com
ella rapada, com lodos os denles na frente ; levou
camisa de madapoln, calca o aqueta branca, cha-
peo de palha com aba pequea e uma Irouva de rou-
pa pequea ; he de siippor que mude de trage: ro-
ga-se porlanto as auloridades policiaes o pessoas par-
ticulares, o apprehendam e tragam nesta praca do
Recife, na rua lana do Rosario n. 24, que s re-
compensar muito bem o seu trabalho.
COMPRAS.
gam-se bem, assim como recebem-se para se vender
de commissao : na rna Direita n. 3.
Compram-seacodes da companhia deBcberibe':
na rna do Trapiche armazem de Fonseca & Medci-
ros. _
Compra-sc cfleclivamenlc bronze, lalo e co-
bre vclho : no deposito da fun lirio d'Aurora, na
rua do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundiriio em S. Amaro.
Compram-sc latas que vem com bolacbiulias
de aramia do Rio de Janeiro, estando em bom es-
tada : na taberna do palco do Carmo, quina da rua
de Horlas 11. 2.
Lompra-se um piano inglez em meio usov no
alerro da Boa-Vista 11. 62.
Compram-sc e pagam-se bem duai prelas de
bons coslumcs, que engommem c cuzinhem ; quem
as tiver, dirija-se rua do Crespo, loja n. 3, prxi-
ma ao arco de Santo Antonio.
Compra-se uma casa terrea no bairro da Boa-
Vista ; a Iratar com o comprador na praca do mes-
mo bairro da Boa-Vista, sobrado n. 4. *
VENDAS
10^000
5-3000
8)800
13300
3700
mMNMB
i
Bilheles
Meios
Quartos
Decimos
Vigsimos
RETRATOS PELO SYSTk.A
CliKISTALOTVPO.
Vi Aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro
andar. ^
No estabclecimeiilo cm-unlraro os prcten- A
denles um rico sorlimcnlo de caixas, quadros, $
alfinetes, cassolelas e pulceiras.
Dcniz, alfaiate francez,.
estahelecido na rua da Cadeia do Recita 11. 40, pri-
meiro andar, Irabalha de feilio.
A abaixo assgnada, coherdeira do silio, silo
na estrada de Joao de Barros, em cupt propriedade
he morador um dos herdeiros Jo3o Manoel Mendes
da Cunha Azevedo, e exislindo um leligio entre os
diversos herdeiros c a fazenda, cuja (nal seulenca
tem de ser decedida pelo supremo tribunal de jusu-
ra ; por isso a mesma abaixo uaignada nao sopor si
como por parlo de suas Binas, de que he administra-
dora, em lempo declara, para que ninguem lance em
tal silio pelas razOes j dilas, e mesmo purque tapa
rata os herdeiros que uo seudo dev odores a fazenda
e pelas razos q'ie no recurso allegan, Ihe sera en-
tregue sua propriedade, heranca de sua finada ini
D. Mara lgnacia da Conceicao Mendes. Roerle 11
de selembro do 1854.
Manoeta Miquelina l'ieira da Cunha.
Quai la-feira, 13 do corrente, lia de ser arrema-
tado em basta publica a quem mais der, pela quan-
lia de 573980, urnas laboas de armaban de taberna e
diversos gneros pertencentes a uma rciinaeita, in-
clusive urnas latas de figos, caixas com charutos ele,
ludo em mao estado, na porta do Sr. Dr. juiz muni-
cipal da segunda vara, i horas do cnstume, escrivao
Molla, por exerucao de Antonio da Silva Gusmau,
contra Manuel Zeferiuo Dias Brrelo.
PUBLICA CAO LITTERARIA.
Sihio luz em frmalo de quarlo grande, edicao
Mida, a obra intituladaConsliluicCies primeiras do
arcebispado da Babia, novamciile imprniim cm S.
Pauta ; e brevemente saliira um segundo volme.
contando todas as reformas o adillainenlos, que rom
o andar dos lempos e com a mudanca das pocas a
mesma consliluicao lem sollrido. Durante o espaco
de dous me/e- a contar do dia de boje esla aborta a
subscripcao liara esla importante obra, as tajas de
livros da rua da Cruz n. /16, c da rua do Collcuio n.
2, sendo o preco de cada assisnalura 145000 rs. pa-
gos ao receber o primeiro volume. Passadosupradi-
to prazo costar tuda a obra is.-imti.
Aluga-se urna grande casa terrea com arando
slita, salas, 9 quartos, cozinha tara, cacimba, quar-
lo* para escravo* e quintal murado, na Passagem da
Magdalena, junto a ponte pequea, onde moi 011 Joa-
quim Jos Ferreira: quem a pretender, dirija-se ao
paleo do Carino, loja de larlaruguciro 11. 2, a fallar
com seu proprelari.
Na rua da Soledade o. 70, ha 400 varieda-
des de roseiras milita dil!reiiles entre si, assim co-
mo militas qualidade do dalias, o oulras variedades
de flores. Em marco se espetan) de Franca mais 2110
qualidadcs das melliores nasas, assim como de Ham-
burgo e Franca 209 quididades do dallos das mais
bonitas e novas naquelles paizes: os senhores ama-
dores que quizceemdestas llores para a Testa, para
seu rcereio e ornamenta de seus jardius, serao bem
servidos.
Muito se descjr fallar com Sr. Agoslinho Jos
da Silva, na rua do Calinga, a negocio de seu inle-
resse.Jooqnim Josi da Costa Fajozes
Antonio Moni; liolellio, por Itaver outro de
igual nome, de boje ein diante se assianara por An-
tonio llolelhn Pacheco.
Quem liver anda cm hura estarlo c o mais mo-
derno diccionario de Maraes, e quizer vender, diri-
ja-se ao sobrado a. p da nrdem terceira do Carmo.
Quera precisar de uma ama de muito bom tai-
ta, dirija-se a rua Nova n. 65.
Manoel Ignacio de Oliveira Braga, previne auj
publico, que se cv.r lio de sua casa Militan de Souza
Mulita Negro, sem que Ihe prcslasse coutas de que
eslava incumbido aa qualidade de caixeiro de co-
branzas : quem sotuer de sua estada tara especial
favor dar paita an annaiicianle.
Na rua de Hurtas, sobrado 11. 64, precisa-se de
uma ama.
Na rua das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ha porcao de bichas hamburguezas das melliores. que
ha ira mercado, que se vende em pon-des e a relallid*,
e lambcm se alugam.
Vcndc-sc uma escrava de nacn Costa de mei-
idade, propriapara o mallo ou engenho : no arma-
zem de sola no caes do Ramos.
Vendc-se arroz pilado a 13440 rs. i arroba :
na roa Nova n. 65, taberna.
Vende-se um piano em bom uso, proprio para
principiante, por pree,o cummodo : na praia de San-
ta Rila, rasa nova, junto ao monillo de vcjilo.
Vendc-se farinlide mandioca'por prca* luei
commodo do que em oulra qualqucr parle : na rua
da Cadeia do Recife n. 56, loja de ferragcitS.
No aterro da Boa Vista n. 80, vende-se aom-
ma para emsommnr muito superior em libra.
choiiricasdo sertao do Scrid ltimamente chegadas.
CALCADO.
Vendc-se calcado barata de todas as qualidades,
bolius, meios ditos, sapalos para -cubara-,e meninas,
charutos de lodas a qualidades: no Alerro da Boa
Vista loja nova 11. 82.
.Vcnriem-se harris com mel por preco com-
modo : na rua do Bangel n. 21, chegadus ilo pr-
ximo.
BICHAS DE HAMBUBGO.
(llegado no patacho Anna Cathari-
a de Hamburjjo.vendem-se por preco
muito em conta : na rua da Cruzn. 10.
LAAS PARA VESTIDOS.
Vcntlem-sc corles de lita para vestidos, com 15 ro-
vados cada um corle, pelo barata preco de 55000 :
na rua Nova n. 16 de Jos Luiz Pereira & Fi-
Iho.
CHAPEOS PARA SENHORAS.
Vendem-se modernos c" bonitos chapos de seda e
hlond para senhoras, muilu hem entallados e da rrl-
lima muda : na rua Nova ioja n. 16, de Jos Luiz
Pereira & Filho.
PALITOS FRANCE7.ES.
Vendem-se palitos franeczes de brim de linho de
cores e brancos de brelanha a 33500 e 43000, ditas
de alpaka, pretos e do cores, a 83OOO, ditos de pan-
no lino, pr< los e do cores, a 14,16 e I83OOO; ludo
a ultima moda e bem acabados : na rua Nova loja
n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
FAZENDAS BARATAS.
\a nova loja de portas, na rua do Li-
vrainento n. 8, ao p do armazem de
louca,
vendem-se chitas escuras linas, de cores fixas, rom
pequeo loqne tic mofo, molhado que seja sahe, o
covado 160, ricos cortas de ramhraia de seda com 2 e
3 babadosa 103, 113 e 123000, e outras umitas fazen-
das baratas.
Vendse um perfeito negro da Cos-
ta : a tratar na ra da Cadeia do Recife
u. Cl. botica.
Vendem-se na rua da Concotao da Boa-Vista
11. 4, excellenles queijos de coalha, assim como boni-
tas peona de orna. .
Vcnde-se doce de miaba muito superior, em
caixas re 4 libras, a 73000 a arroba : na rua Direita
11. 106.
Vendc-se uma casa terrea de pedra c cal sita
no Poro da Pauclla ruado Rio n. 4, com bastantes
commodos : a Iralar na rua Nova n. 39, primeiro
andar.
Vende-se nma preta crioula de 22 annos de
idade, qne lava, cosiuha e engomma : na rua da
Gloria 11. 6.
Vendem-se ricos pianos com excellenles vo-
zes e por precos commodos: cm casa de J.C. Rabo,
ruado Trapiche n. 5.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padrescapnchinhos de N. S. da Po-
lilla desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nliora da r.ancoic.io. e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c de N. S. do Bom Cnnselhn : ven-
dc-se nicamente na livraria 11. 6 c 8 da praca da
independencia, a 1;*000.
Em casa de Rnlrre '& Bidonlac, rna do Trapi-
che, vende-se o seguinle : ferro da Succia, dilo
imita^ao, chumbo cm lcncol, cobre para forro d 20
c 26 oncas, aro milacao de milao, arados de ferro,
muendas de. a-sucar,pianos horisontaes c de armario,
taixas de ferro.
-- Vendem-se 3 ornamentos completos de damas-
co de Lisboa, sendo I branco c 2 verdes : na rua do
.Queimado n. 41.
Na rua do Vigario 11. 19, primeiro andar, ven-
dc-se cera tanto cm erumo, comoem vellas, em cai-
xas, com muito bom sorlimcnlo o de superior quali-
dade, chocada de Lisboa na barca (ralidao, assim
como bolacliinhas cm latas de H libra-,e Lucilo muito
novoem saccas de inais de 3 arrobas.
Vendem-se rouros miados e meios de sola ; na
rua do Queimado n. 44.-
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llanella para forro de aellios che-
gada recentemente da America.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com720psde coqueiros, com boa casa
de-vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-sc a' rua do Rangel n. 56.
ATTENCAO'.
Ruado Crespo n. 16, esquina da tua
das Cruzes, vende-se neata loja alpaca de
seda de muito bonitas cores, e pelo bara-
tsimo preco de 500 rs. o covado.
Vendem-se champes de fmetas da Ierra, e de
oulrai; na destilarAo, na praide Santa Rila.
Vende-se no armazem de James
Halliday, na rua da Cruz n. 2, o seguinte :
sellinsinglezes elsticos e si I hoes para mon
taria propria de senliora, cabecadas de
couro branco e estribos de metal branco,
Linternas de dillerentes raodellos para
carro e cabriolet,_ eixos de patente para
carros, molas de 5 follias para ditos.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendcm-sc relogos de ouro do saboneta, de paten-
te inglczes, da melbor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo. .
Superior follia de Flandres Cliarcoul.
Vende-se na rua do Queimadu n. 30, loja de fer-
ra gens, superior fot ha de Flandres Charcuul de to-
das as grossuras e tamanhos, por muito razoavel
preco. >
CARRO E CABRIOLET.
Vende-se um carro de4 rodas com 4 assenlos, e
um cabriole!, ambos em pouco uso, e cav altas para
ambos : na rua Nova cocheira de Adolpho Bour-
geos.
Farinlia de mariioca.
Vende-se em saccas grandes e por bara-
to preco: no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na rua'do Amorim n. 54-.
Kannlia de mandioca.
Vende-se superior familia de mandioca, em sac-
cas grandes de mais de alqueire, e por preso com-
modo : na Iravessa da Madre de Dos n. 3 5, ou
na rua do Queimado n.9, loja de fazendas de Anto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo.
Nos qnatro cantos da Boa-Vista n. 1, vende-se
superior carne do seriao, liuguicas de ptima qna-
lidade, e por barato preco ; quem pretender, appa-
reja com os cobres.
Sedas.
Continuare a vender tedas lisas furia-cores, de
gusto o mais delicado que tem viudo a esta praca,
pelo baratissimo preco de 1j280 ri. o covado : na
rua do Queimado, leja do sobrado amarello n. 29, de
Jos Moreira Lopes.
Vende-se uma cadeirinha de rebneo, eoni pou-
co oso, e preco commodo ; na Carabea do Carmo
n. 18.
Vende-se um escravo, crioulo, de idade de21
a 22 annos, sem vicio algum e muito possanie, o qual
se vende por precisao, e serve para quem tiver bom
gosto de po-snir bons escravos ; quem o pretender,
dirija-sc a Olinda, us Quatro Cantos n. 4, que acha-
ra cora quem tratar.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra nova e
bem tarrada por preso commodo: na rua da Cadeia
do Recita loja n. 18.
Bom e barato
Vendem-se cortes de chita de barra, de cores fixas
a 19600 cada corte ; na rua do Qoeimado, loja do
sobrado amarello 11. 29. Na mesma loja de encen-
tra um completo sortimenlo de fazendas de todas as
qualidades, epur procos que. agradarn aos compra-
dores.
Porta.
Bucellas,
Xerez car de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em caixinhas de uma duzia de garrafas, e vista da
qualidade por preco muilu cm conta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Taixas para engenhos-
Na fundirao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cliafariz continua haver um
Tompleto sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cano
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenrao' d,o Dr. .Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e liollandezas, com gran-
de vantagem para o metlioramento do
assucar, aclia-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz, n. 4..
Cola da Bahia, f de qualidade esco-
Ihida, e por preco commodo : a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidi-arla, recebida ha pouco
da Bahia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Gencbra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vendc-se na rua do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
Vendc-se farinha de mandioca: a bordo di po-
laca Cundor, ou a tratar com Tasso IrmSos.
Vendc-se uma batanea romana rom lodos os
seus perterices. em bom uso e de 2,000 libras : qoem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
Attencaa.
Vende-se a taberna sita no Palco do Terco n. 2,
com poucos fundos, 011 mesmo s a armaro: a Ir-
lar na rua Direita n. 76.
Na roa da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que tem vindo a
esle mercado.
i 4,000 RS. i ARROBA.
Vende-se- carne muito saa e gorda, vinda da
provincia do Cear, pelo barata prcro de 4&000 rs.
a arroba em pacotas de 4 arrobas : 1,0 armazem da
porta larga ao p do arco da Conceicao, defronte da
escadinha.
Ai que rrio.
Vende-se supenure cobertores d tpele, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs., ditas brancos a
12O0rs ditos com pelo imilacao dos de papa a
1>400 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de compo-
sii.-do, feilas no Aracaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo precio que em
outra qualquer parte : na rua da Cruz n. i\t pri-
meiro andar.
CALQADOS FRANCEZES..
No aterro da Boa-Vista, defronte da
hrmeca n. 14.
he chegado um novo e completo sortimenlo de fal-
cados tle lodas as qualidades, tanto para homem co-
mo para senhora, sapotee* de lustre borzeguins
elsticos, pretos e de cores, para hornera e senliora,
meninos c meninas, e os bem condecidos tapaloes de,
lustre da Rabia, e brancos do Aracaly, ludo por pre-
50 muito commodo, alirn de se aparar drnheiro.
Vendem-se saccas cora farinha de mandioca
por preco commodo : na loja de Bonrgarde, roa da
Cadeia do Recife o. 15.
Cambraia lVanceza.
Vende-se cambraia Trncela mnilo fina e de
padres o mais rico possivel, e preco muito barato ;
na rua do Queimado n. 38, em frente do bateo da
Congregado.
Ven'dcm-se 10 escravo, sendo 4 moleeqlet de
idade 18 annos, de bonitas figuras, e 6 escravos de
todo servico : na rua Direita n. 3.
Vende-se um canario do imperio, e uma sa-
bia por precos razoaveis. ambos cantan) rotravilho-
samenle. e dAo-se para experimentar : ,na rua da
Cruz confeitaria n. 21.
Vende-se nm sitio em S. Jos do Manatrinhn,
com excellenle casa de sobrado, boa baixa de rapim,
pollito e gradeamcnio de ferro, e lem 650 e tantos
palmos de frente -. a Iralar na rua da Cruz n. 2.
\ enilein-se missaes para miasa, novos, assim
como uma caixioha de desenlio e nma poreao de
pon tes (madeira do ar) que ludo se d muilo em coh-
la : quem pretender, dirija-se loja n. 6, na rila do
Cabug.
Vendem-se vidros com agua das Caldas da
Rainha, chegada ltimamente, a qoal he excellenle
para lodasas molestias do estomago e ontras : .qnem
pretender, dirija-se i botica de Ignacio Jos do'Cou-
lo, 110 largo da Boa-Vista.
. Deposito de cal virgem.
Vende-se cal virgem recentemente chegada de
Lisboa : no armaiem de viuva Pereira da Cunha,
rua de Apollo b. 8.
Vende-se por precisao nm casal de escravo,
sem vicios e sem deleito, anda novos e bons Iraba-
Ihadores de cnxada ; qnem os pretender, procare-os
na rua do Aragao n. 19.
BRINS DE CORES.
Brim I raneado com quadros de cor a 600 e 700 r.
a vara, fuslao branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muito encornado a 340 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para bahados a 23OOO, gan-
ga a ruare lia trancarla a 340 o covado : na loja da rfea
do Crespo n. 6.
SSSF.
Acha-see venda no. armazens de Deane Vnole &
Companhia, a verdadeira farinha de SSSF raminhu.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muito bom gosloa (JOOO cada om, ditas de cassa
chita a 23000, dilos de chita franceza larga a 3JO0O,
lencos de seda de 3 ponas a 640, ditos de cambraia
com bico a 280 cada um : na rna do Crespo,'leja
n. 6.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se toalhas de panno de linho adamasca-
das para rosta a 105000 a duzia, dilas lisas a 14SOO0
a duzia, guardanapos adamascados a 33600 a duzia :
na rua do Crespo n. 6.
240 rs.
Conlinua-se a vender as melhores chitas franceza,
pelo diminuto praco de.240 rs. o covado ; na taja de
Gregorio & Silveira, rua do Queimado n. 7.
LINUA DE CARRITE1. DE 200 JARDAS.
Vendem-se em casa de Fox Brothers, rna da Ca-
deia do Recita n.62, carnleisda mais superior linha
que lem viudo a esle mercado, cada carrilil tem 200
jarda*.
49000 rs.
Vendem-se a dinheiro .-i vista pecas de madapoln
largo, de boa qualidade, pelo barata preco de 48000
cada uma peca : na lojq_de Gregorio Silveira,rua
do Queimado n. 7. "V
Cassas trancezas ao20 o covado.
Na rua do Crespo, loja dajesqnina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas ftancezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado. ^
Jacaranda' deuTiito bqa nbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes- &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Vende-se um.excellenle rarrtnbo de 4 rodas,
mui bem construido,eem bom estado ; esta exposto
na rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e tratar de ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rna da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recita 00 armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martina, se vendeos mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza t'mlpa-
raixo.
Moinhoa de vento
"om homhnsrlcrcpuio'para regar horlas e baixa,
decapim, na fundcao de D. W. toman : na rua
do Brumns. 6, He 10.
Padaria.
Vende-se ama nadara muilo afregnezada: a tratar
com Tasto & Irmaoa.
Devoto Chtistao-
Sahlu a luz a 2. edicto de ti vrinho denominado-
Devoto Cliri|tao,mais correlo e aeretcentado: vende-
la nicamente na livraria n. Se 8 da prafa da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Redes acolclioadas,
brancas e de cores de um s panno, mnilo grande* e
de bom gosto : vendem-se na rua da Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
I ..VAS DE SEDA.
Vcndcm-se modernissunss laas de seda transpa-
rentes para vestidos, fazenda nova e de goita, pelo
barato prcro de 12S000 o corte de 21 covadns : na
rna Nova taja n. 16, de Jos Luit Pereira ft Fi-
lho.
Vende-se um boi manso e, mnilo novo : no si-
tio da Torre em Bellem.
f J
1 a
POTASSA BRASILEIRA.
(g) Vende-se superior potassa, fa-
i) bricada no Rio de Janeiro, che-
/A gada recentemente, recommen-
a da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
$9 Deposito de vmlio de cham- fy
f nagne Chateau-Ay, primeiraqua-
* lidade, de propriedade do condi (j*
Z de Mareuil, rua da Cruz do Re- dj|
'" rife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende- W
jk se a56^000 rs.-cada caixa, acha- flj
" se nicamente em casa de L. Le-
r comte Feron & Companhia. N. B.
S As caixas sao marcadas'a logo
$ Conde de Mareuil e os rtulos
$J das garrafas so azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobeiiores escuros muito grandes e encorpados,
ditos brancos compeli, muilo grande*, imitando os
de laa, a IjJiOO : na rua do Crespo, taja da esquina
que volta para a cadeia.
Vendem-se reinetas deonro e prala, mai
barata de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Brptto da fabrioa de Todo* oa Santo na Babia-
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C., na rua
da Cruz n. 4, algoda (raneado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por pre;o commodo.
Vendem-sccm casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11,o seguinle:
vinho dcMarscillecm caixas de 3la 6 duzias, tinhas
em novel los ecaiToleis, bren cm barricas i.iuito
grandes, ac de milao surtido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua fia
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meras moendas para engenho, ma-
chinas de vapor- e taixas de ieuro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao c flauta, como
cjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
tesela lo Edwla Man.
Na rua de Ajwllu n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-sc conslautemenlc bons sorli-
mentos de laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inctiras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para a rmar era madei-
ra de todos os tamanhos enldelos osmais modernos,
machina borisontal para vapor com forja de
i cavallps, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Cra casa de purgar, por menos preco que os de co-
e, esco vens para navios, ferro da Suecia, c fo-
I has de flandres ; tudo por burato piejo.
<*
y
r

!.
*
^
Av
ESCRAVOS FGIDOS.
Dcsappareceu no dia 23 dejulho passado de bor-
do do hrtaue Santa Barbara Vencedora, o prelo
marinheiro de nume Luiz, o qual representa ler 30
annos de idade, cor fola, baixo, nariz chalo, tcm
algumas marcas de bechigas, pouca barba e he na-
tural das Alagoss: roga-se porlanto as autorida-
des policiaes e capilil de campo a sua apprehenso,
e leva-lo a roa da Cruz do Recife n. 3 escriptorio de
Amorim Irma os queaegralificari com 1009000.
Dcsappareceu no dia 18 do corrente o prelo
Joao, de nacao Congo, ou (iuicama, representa 40an-
nos, estaiora ordinaria, reforjado do corpo, rosto
cheio, com falla de om denle de cima, he calafate e
perlonce aoAi-al do fallecido Norberlo Joaquim Jos
uecleiCM'eile-se as autoridades policiaes e capilaes
de campo* sua captura, e manda-lo entregar a viuva
D. Anua Joaquina de Jess Queiroz Guedcs, na roa
do Apelo n. 2, que serio recompensados: esle preto
est matriculado na capitana do porto.
lOOtOOO de gralifcacao.
A quem apresenlar o moleque AITonso, de nacao
Caintiiirioigu, idade 'JO e tantos annos, bstanle nec-
eo do corpo, fcijSes miudas, altura regular, com
duas marcas de feridas no meio das cosas ; dcsap-
pareceu de casa em 17 do corrente agosta, petas 7
horas da tarde, c como nao leve motivos para fugr,
e texe sempre boa conduela, suppoe-se que fosse fui-
ladp ; levoa caira de casemira azul, camisa de al-
godilo arosso e chapeo de palha com til poeta larca:
quem o Irnuxer a rua de Apollo n. 4 A, recebera a
gratificaran cima.
Anda continua estar rugido o preto qne, em 11
de selembro prximo passado, foi do Monteirn a um
mandado no engenho Verlenle, acompanhando unas
vaecas de manilo do Sr. Jos Uernaritino Pereira de
Rrilo, que o alugou para o mesmo fim; o escravo he
de nomcManoel, crioulo, baixo, grosso e meia cor-
cunda, com a barriga grande, tcm um signal grande
de ferda na perna direita, cor preta, nadegas em-
pinadas para fura, pouca barba, tem o Icrceir* dedo
da mao direita encolhdo, e falla-Irte o quarlo: le-
vou volido calca azul de zuarle, camisa de aigudo
lizo americano, porm levou oulras roupas mais fi-
nas, bem como um chap prelo de seda novo, e usa
sempre de corroa na cinta: quem o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu senhor Komo Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pclouriuho arma-
zem de assucar n. e 7 de Remito t\ C, que ser re-
compensado.
Dcsappareceu no dia 1. de agosto o preto Ray-
mundn, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, condecido alli por Ray-
mnndo do Patria, muito convivente, tocador de nau-
tilo, cantador, quebrado de uma verilha, barba aer-
rada, beiros grossos, estatura regular, diz sabor ler
e escrever, lem sido encontrado por vezes por detraz
da rua do Caldcirciro, juntamente com urna preta
ua concubina, que lem o appelldo de Mara cinco
reis ; porlanto roga-se as autoridades policiaes, ca-
pilaes de campo e mais pessoa do povo, que o ap-
prehendam e levem rna Direita n. 76, que serio
generosamente gratificados.
PERN. : TVP. DE M. F. DB FAHIA. 1854.

?
*v
~\
.Vfaaaaa


Full Text
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