Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01360


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Full Text
INNO XXX. N. 207.
Por 3 me-:es adiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA II DE SETEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

1
A

\
i
DIARIO DE PERNAMBUCO
KM AHIIKC, ADOS DA SrBSCRIPCAO".
Recife, o proprielario M. F. de Fsria; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; Babia, o Sr. F."*
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervasio Viclor da Nalivi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignaciii Poreira; Arara-
ly, oSr. AnloniodeLemosBraga;iCear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 d.
Paris, 365 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, t 1/2 0/0 de rebate.
Aceites do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Uisconio de ledras a 6 e 8 0/0.
METAES.
5uro. 299000
Moedas de 6400 velhas. . 169000
de 655400 novas. . 169000
de 4J000...... 99000
Piala. Pataciies brasileiros..... 19940
Pesos i'olumnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
TARTIDADOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias
Caruar, Bonito e Granhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista Ex e uricury, a 13c28.
Goianna e Parahiba, sgundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, nasquintas-feiras.
PREA!ARi)F. HOJE.
Primeira s 7 horas o2 minutos da manha.
Segunda ;is 8 horas 1 6 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao malo dia.
2.1 vara do civel, quartasc sabbados ao meio dia.
I l'III.UI lllll.s.
Setembro G La cheia s 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutos e 48 segundos da manha.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescente 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Theodora penitente; S. Proto.
12 Terca. S. Macrobio m. ; S. Ligorio m.
13 Quarta. S. Aula v.; S. Heronides m.
14 Quinta. Evaltaco da S. Cruz. S. Corneliop.
15 Sexta. S. Nicomedcs m. ; S. Melelino m.
16 Sabbado. S. Euphcmia v'. m.; S. Abundio.
16 Domingo. 15o As chagas de S. Francisco. S.
Pedro de Arbues m. ; S. Jn-iino m.
PARTE OFFICIAL.

GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da S.
OnicioAo coronel commandanle das armas in-
terino, dizendo que, pela leilura do aviso da repar
ticSo da guerra de 21 de agosto ultimo, constante da
copia que remelle, icar S. S. certa de que S. M. o
Imperador, conceder passagem para o primen o ba-
lalhao de infanlaria, ao primeiro cadele do segundo
da mesnij arma, Sebastiau Carlos Navarro de An-
drade.
DiloAo mesmo, transmilliudo (r copia, nao s
o aviso da guerra de 16 de agosto ultimo, mas 1,1111-
bem o decreto de 12 do mesmo mez, pelo qual S. M.
o Imperador houve por bem perdoar ao soldado do
quarto balallilo de arlilliaria a,pc, Joo Antonio Cla-
ro, n crime de deserofio que comincItera.
DitoA mesmo, enviando para ler o convenien-
te destino, a f de ollicio do lenle Manocl Alves
Pereira da Molla, que do corpo de guarnirlo fixa de
Goyaz leve passagem para o segando balalho de in-
fanlaria.
DitoAo mesmo, remetiendo copia do aviso da
repartirlo da guerra de 19 de agosto ullimo, do qoal
eonsla que se mandara dar bixa do servido, ao sol-
dado do qaarto balalho de arlilliaria a pe, Jo.lo
Antonio Claro, que se acha na | rovincia de S.
Paulo.
DitoAo mesmo.Tendu burilen, pela primeira
ver, ouvido docx-commandanle da companhia de ca-
vallaria de primeira linha desla provincia, que o
barracao que actualmente serve de cavallarice.he lito
insalubre einconvenlenlc, que lia sido causa da mor-
a de alaoa soldados que sao empreados no serviro
da coiia, cosao succedera prximamente com um cx-
cellenle cabo de esquadra, que acaba de ser victima
dessa iusalubridade, hem como dou;. soldados mais
quese acliain declarados phlysicos, iiccrescendo an-
da, que a cavalhada nao possa Tirar all recolhida sem
esUr conslantemenlc delinliada, de til surle que n.in
pode servir as occasies de precisto, como agora
qae a companhia se acha impossibiliada de marchar
por falta de cavados, e por cslarem os que existem
en pessimo eslailo de conservoslo : a visla de ludo
islo cumpre que V. S., ouviiido a urna commssao
especial, trate~dV--xlni|iiiar ludo qjauto xenho de
expender, e me informe circunstanciadamente
acerca do que couvicr providenciar a bem do ser-
vico, y.
DitoAo mesmo, reconimendando a expedirn de
suas ordens, para que se prsenle um soldado de
cavallaria de primeira linha\ ao juii municipal da se-
gunda vara desla cidade, afim de entregar nas dille-
rentes fregueiias deste tendi, os edilaese olcios re-
lativos aconvocaro dojuryx. Coininunicoii-sc ao
mencionado juiz municipal. '
DitoAo director interino! da (amblado de dirci-
lo, dizendo que, lendn de ser brevemente traiufeti-
da a (aculdade .c dircilo dre Olinda para esla cidade,
y cumpre que S. S., ouniodp a congrea|rilo dos lentes,
remolla com nva>m lacjlo da salas, accommodares utensilios necessa-
rios para o serviro da mesma^aculiladc, conlaodo
com os que actualmente exiscm ua casa de Olinda,
e que pdem ser aproveitadosV
Dito Ao inspector da tlVsouraria le fazenda.
Iransmitlindo para os conveuiienlcs exames, copia
da acta do couselho admnisli/alivo para fornecimen-
to do arsenal de guerra, datada de 24 de agosto ul-
limo.
DiloAo mesmo, coninivinioaiuln que, lendosido
por decreto de 18 de ag sio ullimo removido o^juiz
municipal e de orphaos, tpacharel llemclerio Jos
Vellozo daSilvcira. do ler mo de P.io-d'Alho desla
provincia para o de S. Bor.i/a na deS. Pedro do Rio
Grande do Sul, e desle paira aquello o juiz munici-
pal e de orphaos, hacharen Francisco Brederodes de
Andrade, prestara este necia dala o devido juramen-
to e tonara posse.Fizerm-se as convenientes com-
rounicices. j
IHaAo mesmo, paral mandar abrir, em visla da
nota que remelle, os assasutamenlosdr praoa de Paulo
Jos das Virgens, qije se conlratou para servir ro
sexto balalho de imfantaria da gualda nacional do
municipio do RecJfe, providenciando S. S. ao mesmo
lempo para que/sejam pagos os vencimentos que se
estiverem a de/ver ao referido cornei;. Communi-
coo-se ao cornmandanlc superior resjectivu.
DiloAo commandanle da estacan naval.Acen-
so recebido o ollicio que V. S. me dirigi boje, sob
s n. 78, dando parle do motim que se deu hontem a
bordo do vapor S. Saltador, e em rcsposln lenlio a
dizer-llic, que indagando V. S. a nacioualidade de
cada um dos Ires individuos que,rom 1 autores de se-
melhanle molim.se acham presos bordo da corveta
Berlioga, sob seu commando, os pon'ia disposicac
dos respectivos cnsules.
DiloAo chele de polica, communicando em res-
posta ans olcios de 2 e do corren le, ns. 700 e 702,
que acaba de recommendar aos inspectores das Ihe-
sourarias provincial e geral, que pag em as despezas
feilas. nilo s enm o forr.ecimento de luzes e agua
para a guarda da ribeira da freguezia da Boa-Visla,
mas tambem con, o aluguel da casa que serve de
quartel ao destacamento estacionado em Tedras de
Fngo, e fornecimenlo de luz. para o referido quartel.
Eipediram-se as convenientes ordens.
DitoAo capitn do porto, remoliendo copia do
aviso circular da reparlieilo da marii.lia de 18 de a-
goslo ullimo, exisindo informaces sobra a pralica
quenessa capitana se tem seguido a respeilo da cs-
cripluracao das mullas recolliidas no cofre, de que
traa o artigo 113 do regulamenlo qi e baixou com o
decreto n. 4*7 de 19 de maio'de 18i6.
DiloAo mesmo, Iransmitlindo copia do aviso da
repartirn da marinha de 18de agosto ullimo, do qual
couila haver-se approvado a deliberarlo que esla
prscidencia tomou de conscnlir.a requisiro de Smc,
que Jos Faustino Porto entraste no exercicio do to-
car de pralico-mor, independciilc da apresenlaeao
do respectivo titulo, eque as cmbarcares dos prali-
cnsfossem empreadas no serviro da pralicagem, ale
que se resol va sobre a farlura, ou compra das que a
mesma pralicazem deve ler.
^Dilo Ao inspector do arsenal de marinha, en-
viaMo^or s>ipia o aviso de 11 de agosto ullimo, no
qual o Exm. tlyislro da marinha nao s commiini-
ca que fora indeferido o reqnerimento em que An-
tonio Jos dos Sanios Pernamhueo, palrSo das em-
barcaeoes miudas emprcaadas nasobias e melhora-
menlos do porto, pedio pagamento de veneimcnlos
que Ihe nao foram alionados por esla' suspenso cm
virtud* de ordem dessa inspectora, ou ser nomeado
meslre da barra de cscavacao destinada ao scr\iro do
porto do Marauh.lo. mas lambem delermina que o
referido patrao leja demillido desse exerciciu peto
mo comporlamcnlo que lem lido.
DiloAo director do arsenal de puei ra, para man-
dar fornecer ao delegado do primeiro dislricto desle
lermo, 72 espadas com seus compelen;es cenluioes,
iaual numero de pistolas e de massos de carluxnme
embalado de adarme proprio para as referidas pisto-
las, afim de armar as praras da suarda nacional de
reserva, que lem de rondar as freguezias desla cida-
de, segundo me requisilou o chefe de polica em of-
ficio dalado de hontem sob n. 70G.Ci mmunicou-se
ao chefe de polica.
DiloAo commandanle do corpo do polica, para
mandar apresenlar ao l)r. chefe de polica, no dia !l
do rnrrt-nte, as 10 horas da mutua, urna escolla de
oilo |iraca- e um cabo de esquadra do corno sob seu
ominando, firn de ronduzir para o lermo do Rio
Formoso qualro reos, que teem de ser julgados no
respectivo jury, segundo me requisilou o mencionado
diere de polica esa olTicio de honlem, sob 11. 703.
Communcou-seao chefe de polica.
Dilo Ao inspector da thesouraria provincial,
cciiiimuiiic ando que, segundo conslou de ollicio do
Exm. vicc-presidenle das Alagas do 1 do corren-
te, acham-se recolhidos thesouraria de faiRida da-
quella provincia os4.0003000rs.. que em consequen-
ca de ordem dcsta presidencia de SO de agosto ulli-
mo, foram entregues por essa reparlicAoao comman-
danle do vapor Imperador para seren poslos dis-
posicAo do mesmo Exm. presidente.
DiloAo mesmo, rommuiiirando que, cm visla de
sua informaran de 2 do correnle, sob n. *.>>, laucara
no requcrimenln de Albino Jos Ferreira da Cunha,
arremalantc da obra do embarreamenlo da parte da
estrada do sul, comprehendida enlre os marcos de i
e 8 mil Iliacas, o despacho seguinlc Remedido ao
Sr. director das obras publicas para receber definiti-
vamente a obra, e passar o compelcnle certificado
ilim de queosupplicanle possa haver da thesouraria
provincial o que se Ihe estiver dever.
PortaraMandando admiltir ao serviro do exer-
cilo, como voluntario, por lempo de seis annos, o
paisano Filippe Hermes Trigo de I.nureiro, abonan-
do-se-lhe alm dos vencimentos que por lei Ihe com-
petirem, o premio de 3003000rs., que Ihe sern pa-
gos nos tormos do arliso 3o do decreto n. 1W1 de 10
dejuuho ultimo.Fizeram-se as necesarias enmmu-
n i carnes.
DilaAo director do arsenal de guerra, para que
Tornera por empretlimo, as armas e correames que
Ihe fnrem requisilados pelo commandanle superior
da guarda nacional desle municipio, para armar
as praras que leem de ser empregadas no serviro
da cuarneo da praca nos dias G e 7 do corrente.
Communicou-se ao referido commandanle su-
perior.
-6-
Ollicio.Ao commandanle das armas, Iransmitin-
do por copia o aviso da reparlieao da guerra de 17
de agosto ullimo, do qual consta haver-se determi-
nado que passem effectivos no nono balalho de
infanlaria, onde se acham adidos, os soldados Manuel
Pereira Garda, J0.I0 Fernandos Marinho, Donato
Jos dos Santos e Ignacio de Andrade Pereira, este
do deposito do llo tirande do Sul, e os mais do ex-
melo 0' balalho de caradores.
Dilo.Ao mesmo, para mandar exlrahir com bre-
vidade, afim de seren remedidas a secretaria do
ministerio da guerra, los tormos do aviso que remelle
por copia as fes de ollicio do segundo lente de
arlilliaria, Juao Paes Brrelo de MelloJunior, e do
alferes de cavallaria, Firmino Joaquim Patrila.
Dilo.A o mesmo, remetiendo copia do aviso de
12 de agosto nlliino, cmque o Exm. Sr. ministro da
guerra declamo haver-se expedido ordem para que
o lenle Francisco I lem nes de .Nnronlia so reco-
llia a companhia fixa de cavallaria desla provincia.
Dilo.Ao mesmo, Iransmillirido para lerem o
conveniente dnlimms retornes das alterarles occor-
ridas no mez de julho ullimo, rclalvamenle s pi aras
do segundo c nono balalhoes de infanlaria addidos
actualmente ao oilavo da mesma.
Dilo.Ao mesmo, rcrommeudando que faca en-
tregar ao chefe de polica para o mandar proressar, no
caso de sercriminoso,orecrulaManoel Pereira Lagos,
que foi julgado incapaz do serviro militar.Com-
municou-se ao supradilo chefe.
Dito.Ao inspector da thesouraria de fazenda,
Iransmitlindo por copia, nao s o aviso circular da
reoarliro da marinha de 21 de agosto ullimo, mas
lambem o decreto 11. 7(2, pelo qual foi sanecionada
a resolurao da assembla geral legislativa, declaran-
do que, aos odiciaes da segunda classe, lauto de trra
como de mar compelem, quando em servicn, os
mesmos vencimentos dos da primeira, e que nesla
conformidade se pague o que se Mies dever pelo lem-
po de serviro prestado.Neste sentido olliciou-se ao
inspector do arsenal de marinha, ao commandanle
da cslaeo naval e ao commandanle das armas.
Dilo.Ao mesmo, remetiendo com copia do olli-
cio do conselho da administracao naval, a ola dos
gneros ltimamente contratados pelo mesmo conse-
lho, para forncrimcnlo dos navios da armada, barca
de cscavarao c mais eslabelecimentos do arsenal de
marinha.
Dito.Ao mesmo, dizendo que pela leilura do
aviso que remelle por copia, Picara S. S. cerlo de
quesc expedio ordem para que o briguc barca lla-
maran! vetiha incui porar-se a c-t.icao naval desla
provincia, era lugar da crvela llcrlhga, que deve
regressar a corle, levando por commandanle o do
mcuciunado brigue barca.Fizeram-se respeilo as
necessarias communicarOes.
Dilo.Ao mesmo, devolveudo o requcrimcnlo de
Manuel Camello l'essna, fim de que mande passar
Ululo ao supplicaule do terreno de marinha, de que
Irala o citado requcrimcnlo que vai coberlo com co-
pia da infonnacao. que a rejfieito de semelhaule
prelenco deu o segundo lenle Antonio Egidio da
Silva.
Dito Ao mesmo, Iransmitlindo para seu conhe-
cimcnlo, copia de dous avisos expedidos pelo minis-
terio dajuslira em 19 e21 de agosto ullimo, acerca
das providencias dadas sobre a indemnisacao da quan-
lia de 8:0005000 rs., que por ordem da presidencia
aquella thesouraria despendeu com o serviro da
guarda nacional desla provincia.
Dito.Ao juiz relator da junla de justira, Irans-
mitlindo para screm relatados em sessao da mesma
junla, os processos feilos aos soldados Bencdto Fran-
cisco dos Passos c Itomao Joaquim, esle do oilavo
balalho de infanlaria, e aquclle do segundo da
mesma arma.Fizeram-se as necessarias commuui-
cares.
Dito.Ao inspector do arsenal de marinha, trans-
milliudo rom copia do aviso do ministerio da ma-
rinha de 2:1 de agosto ullimo, os conhecimentos dos
ohjcclos perlcncenlcs ao pharol da barra, que no
briguc barca llamarac se remellcram para esla
provincia.
Dito.Ao inspector da thesouraria provincial,
para que visto do pedido que remelle, mande adi-
anlar ao pagador da repartirn das obras publicas, a
quaulia de 111:9808000 rs. para continuac.lo das
obras por adminislraro a cargo daquella reparlirao
no rorrenlc mez.Commuuicou-se ao director das
obras publica*.
Dilo.Ao mesmo, dizendo que pode Smc. effec-
tuar coni a COroraiasSo cncarregada do exame das
coalas da exacla Iheaouraria das rendas provnciaes,
mediante as condiees constantes da copia que re-
melle, n contrato para a concluao dos Irabalhos a
seu cargo.
Dito.Ao director das obras publicas, dizendo
que pode mandar reparar as ruinas rausadas por
l.uiz de Franca da Cruz Ferreira na estrada i(p sul,
devendo a fazenda provincial ser inilemiiisada dessa
despea, pelo mencionado l.uiz de Franca conforme
Smc. indicoii.Communicou-sc a thesouraria pro-
vincial.
Dito.Ao commandanle superior da guarda na-
cional dos municipios de Olinda c Iguarrassu', re-
roinmendando 8 expedirn de suas ordens, para que
a guarda da radeia da cidade de Olinda seja falla nos
das 1, e 7 do rorrele, pelo balalho de guardas na-
cional daquella cidade.Communicou-se ao com-
maudaule das armas.
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOSSRS. DEPUTADOS.
Sessa'o de 3 da agosto.
Lida e approvada a acia da antecedente, o 1." se-
cretario d mua do seguinlc expediente :
Um cilicio do ministro da fazenda,enviando os re-
querimenlos em que Manoel Antonio Marinho Fal-
car, e Joaquim Jos de Souza, pedem pagamento do
que se Ibes deve, c os documentos que os acompa-
nliam.A' primeira commssao de oreamcnlo.
Do ministro do imperio, enviando a resolurao da
assembla legisialiva da provincia do Rio Grande do
Norte, que eslabelece o imposto de 20 por cenlo so-
bre bebidas espirituosas importadas, e copia da con-
sulta do conselho de estado, que julga a referida re-
soluto exhorbilanle de suas altribuices. A' com-
mssao de assemblas provnciaes.
Do mesmo ministro, remetiendo o requerimeuln
em que o conego Feliciano Jos l.eal, pede paga-
mento da dille-renca entre o ordenado de 8OO5 ede
1:4009 que na qualidade de secretario do Roverno da
provincia de Goyaz, deixou de perceber desde 29 de
oulubro de 1846 at 3 de julho de 1851. A' com-
mssao de pensiles e ordenados.
Urna represenlacao dos locatarios dos predios da
ra do Cano, pedindn providencias acercados sacrifi-
cios a que os expoem as obras proyectadas na mesma
ra.A'commisso de obras publicas.
Sao approvados os seguinles pareceres :
Para a commssao de fazenda poder dar seu pa-
recer sobre a inclusa represenlacao da directora da
sociedade colonial e agraria do Vallo dos Vedos,
precisa de informaees do governo, que requer se pe-
ram por informaran do ministerio da fazenda, e ao
mesmo lempo sua opinao sobre a conveniencia do
pedido da mesma sociedade.
Sala das commissoes, 3 de agosto de 1854.
Silva FerrazTaques.
De novo insta Joao Jos de Miranda, sobre a in-
demnisacao do valor de ccrla quanlidade de plvora
que achando-se no deposi', a cargo do governo na
provincia das Alagoas nao lhc foi enlregue.
A commissao, comquanlo julgue que assisledi-
rilo ao snpplicantc para discutir essa obrigaro da
parle da fazenda publica de indemnisar-lhe o valor
da referida plvora, emende comludo que a mate-
ria he da privativa competencia do poder adminis-1 Pssa estabelceer esse no/iciado que o nobre ijcpu-
Ora, ninguno pode er juiz das condroes da sua
existencia senao o propio minislra.
Segundo o sistema npresenlalivo a mtinriaapoia,
mas nao dirige o miuiskrio ; segundo o syslema re-
presentativo o minislerii vai adianle, nao alraz, nao
rebocado, nao arrasladsc islo he muilo curial, nat-
o congenilo com o sysna lepresenlalivo; alias lu-
do seria anarchia, e fraimpossivel que esse svslc-
ma marcha-so.
Um Sr. Deputado da un aparte.
O Sr. Ministro dnjusira : Fa^n justira s ir>-
lenres dosnobresdeputaros que impugnaran! o pro-
jcclo ; tenho mesmo que e|r-s nao o fizeram por hns-
lilidade ao governo, sei),1jj porque lem convicrocs
contrarias ; e bem tonga de querer o governo em-
pregar a coaceao, deseja le a cmara se pronuncie
com franqueza, porquenao se pode governar sem
o apoio de urna maiorialecidda....
O Sr. Miranda : leco a palavra para respou-
der.
O Sr. Ministro da Jutira : Ainda mais, Sr.
presidente, por melhore que fossem os desejos, as
inlenrocs dos nobres depilados, se o ministerio de-
vesse morrer por causa dele projeclo, essa dispn-i-
cao que elles manifeslamdc dar-lhe o voto por ou-
tras vezes nao poderia servir depois ddlle de-
funto.
O nobre deputado pes Babia adopta' em grande
parle as ideas do segund, artigo do projeclo, mas no-
tou que era .elle incompleto; incompleto, porque
nao eslahelecia um vciadn para a magislralura :
incompleto ainda, pMui dando tanta forja ma-
gislralura uaoadoayau incompalibilidade que o
nobre depulado (emWm> essencial.
Sr. presidente, a idea ra he urna bella idea, ma urna idea do futum, seria
no presente un incouvenentc ; no futuro he urna
idea que o ministerio lemobrigac,o de realisar, por-
que os magistrados sao n.meados sem a necessaria
provanra,sem neiihumashabililares ; mas de prc-
sentoesta idea seria um (randa embaraco para a ad-
ministrarlo, porque temisuma grande falta de pes-
soal. O nobre depuladosabe que muilos lugares da
magistratura nao estao peenchidos porque o gover-
no nao acha quem os acete, querfl os queira...
Um Sr. Deputado : Porque nao ha vantagens
lambem.
O Sr. Ministro daJmlira : Ainda que outras
vantagens se dessem, na. ha lanto pessoal que se
Iralivo na forma da lei do conselho de estado, e he
de parecer porlanto que se Ihe mande entregar scus
documentos para dirigir-se auloridade compe-
tente.
va FerrarTaques.
l.-se o seguinlc parecer :
Foi prsenle a commissao de fazenda o projeclo
n. 140 de 1840, que manda indemnisar a Lino Jos
Lopes, a imporlaucia de urna casa que Ihe foi demo-
lida cm virlude do fogo de arlilliaria feilo por forras
legaes na provincia de Sania Cathaetna.
a A coinmis.io enlende que lii/da competencia do
poder administrativo a decisao % questoes de tn-
deiniiisarfies ua forma da le do conselho de estado,
e que smcnlo depois de tal decisao cabe a consigna-
cao de fundos para o pagamento do supplicanle
quando o governo nao lenha meios ordinarios para
esse ell'eilo.
Sala das commissoes 3 de agosto de 1851.Sil-
va FerrazTaques.
Sendo po9to em discussao, fica adiado por ler pe-
dido a palavra oSr. Paranagu.
O Sr. Ferraz pede urgencia.
A cmara approva a urgencia pedida.
O Sr. Paranagu, nao podendo impugnar a pro-
cedencia do parecer, por nao ser fcil compulsar de
momento todos os documentos cm que por vcnlura
se ade baseado, limila-se a pedir esclareciroen-
tos.
OSr. Ferraz, daos csclarecimentospedidos pelo
Sr. Paranagu.
Fallara ainda os Srs. llenriques e Paula Can-
dido.
lie lida e apoiada a seguinlc emenda, a qual entra
em discussao juntamente com o parecer:
Firando rejeilado o projeclo n. 140 de 1840.
Paula Candido.
Julaa-sea materia discutidac posta a votos, he ap-
provado o parecer e a emenda.
Contina a discussao do requcrimcnlo de adia-
menlo oflcrecido pelo Sr. Barbosa da Cunha, adiada
pela hora na sessao precedente.
Depois de fallar o Sr. Kibeiro da Luz, julga-se a
materia suflicienlcmenle discutida, c posto a votos o
requc nu'iiin de adiameulo, he approvado.
Enlraem primeira discussao o projeclo n. 83 des-
te anuo, que approva a aposenladoria do Sr. juiz de
direilo Joaquim Jos Pacheco em um lugar da rela-
ran da corle.
O Sr. Brrelo Pedrozo, pede que o projeclo le-
nha urna s discussao.
Consultada a casa ella annue, e he approvado o
projeclo em escrulinuo secreto.
REFORMA JID1CIAIUA.
Continua a discussao do arl.' 2 desle projeclo com
as emendas apoiadas.
OSr. Xabucc (muislro da jusl(a) pronuncia o se-
guinte discurso:
Sr. presidente, cu devo algumas explicaroes ao no-
bre depulado pela Babia, mea amigo que honlem
impugnen cm parle as ideas do segundo artigo do
projeclo que se discuto ; he mcu dever lambem a-
gradecer ao nobre depulado, o modo com que se ex-
primi, revelando sement animo de discutir e es-
clarecer aquesiao, como discuti c eselareceu.
Anles, porm, de referir-mc ao nobre depulado
pela Babia, devo protestar contra urna iiilerprela^ao
que o meu nobre amigo deputado pela proviuciado
Rio de Janeiro, deu a declararan que em urna das
sessoes pa-s;idas fiz de que esle projeclo era ministe-
rial. O nobre depulado inlerprelou esla declara-
cao como nina enarcan, como urna imposirao a maio-
ria da ramara.
N.lo loi esla, Sr. presidente, a minha inlenrao ;
esle meio de coaceao era indigno de mim (potados);
esle meio de coaceao era ineflicaz, impotente para
com esta angosta cmara, que lem consciencia de si,
de sua dignidade. {.Ipoiados)
Sr. presidente, nao fiz esla declararan de meu mo-
tu proprio, c de bou grado ; declarei que o projec-
lo era ministerial porque o nobredepiiladn pelo Rio
de Janeiro que 111 Inine c absolutamente o impug-
nen, disse que assim ofazia, porque o projeclo nao
era ministerial.
Eu tenho, Sr. presidente, de ha mudo lempo pro-
funda convicrao, de que as deas consignadas no
frojeclo Baoestenciaes administracao da jusliea do
meu paiz ; nao pedia dexar de aecudir por ellas'
Dio poda deixar que ellas llcasscm arriscadas s con-
conliugencias dessa nlerprelacao do nobre depula-
do se fora inconlcslada. Creio que nao fiz senao o
que lem feilo todos na siluarao em que mo acho col-
locado, isto he, lodos os ministros que lem convic-
rocs, que lem consciencia de si, que aceilam o poder
nao para frui-lo, mas tambera para rcalsar algum
pcnsamenlo.
Esle meu proceder alm disto he cousa muilo re-
gular, muilo coinesinha 110 syslema representativo
(apoiados), porque a cmara romprehende bem que
um niiiiis.li,, nao jijp r p0r dinnle cora urna maio-
11.1 que, ainda que diga que nao o boslilisa, lodava
se nppTie s ideas queelle lem por essenciaes para go-
vernar o paiz.
lado pretende e que supine concurrencia. Ja digo,
nao impugno a idea, a cnestao he de opporlunida-
dade : em lodo o caso ules esses magistrados no-
vos do que os leigos. Se nao temos noviciado, se
os magislrados sao mmenlos por aventura, por ara-
so, por informaees, se mudas vezes elles desmen-
tem na pralica o concejil que os faz nomear, romo
quer o nobre depulado fue a promorjlo dosjuizes
de direilo a desembargdores sej jior simples anli-
guidade Se nos ti vestimos um 'noviciado na ma-
gislralura, urna provanca, urna habilitaran, poder-
se-bia admiltir que Mrtmiirl.i Jos magislrados fos-
se swmpre por augaAut, ; jj^.,a0 havendo esse
noviciado he arriscar muilo ^un^V-sses da socie-
dade, aos quaes a jusliea tanto importa o confiar s-
menle na sorlc. A anliguidade absoluto Iraz a van-
lagem da independencia da magistratura, he ver-
dade, mas destroc lambem a emularan da magislra-
lura, e isto he urna grande desvanlagcm, desvanla-
gem que no meu sentir sobreleva a ludo, porque se
cada um nao lem de esperar senao por sua vez, so
deve tratar de viver muilo sem necessidade de pro-
ceder bem, iudependenle do governo, mas lambem
independente da opiuiao e da sanecao moral.
O que temos actualmente nao he a anliguidade
absoluta, he a combinadlo da anliguidade com o
mrito ; o que o projeclo quer he lambem a combi-
narlo da anliguidade com o mrito ; a combinarao
aclual favorece mais a anliguidade, a combinarao
do projeclo atiende mais ao mrito.
Senhores, urna das necessidades mais clamorosas
da no-so paiz he a reforma do pessoal dos Irbunaes
de 2 instancia (muilos apoiados); para allngir-se
a este fim he muilo poaca a liberdadc que o gover-
no lem, restricta a 11 m peque 110 numero ; um cir-
culo roaior, se d mais liberdade ao governo, lam-
bem lhc Iraz mais responsabilidade ; se elle nao li-
zer o bem he porque nao quer.
Convm allender-se alm disto a urna grande
consideraran, he que o projeclo favorece a emula-
ran tornando a 2;l instancia accessivel a todos que
liverem um cerlo lempo ; a lei vigente dcscororoa-
ri mudas vocacOcs, anedar da magislralura mui-
los talentos aos quaes he impossivel chegar i maior.
anliguidade exigida aclualmeule para o accesso ; a
iliilcrenca he pois a seguinle : a lei vigente quer a
maior anliguidade, e esta he impu--i\el para um
grande numero ; e para os que enlram de novo o
projeclo quer urna certa anliguidade, a qual todos
podeni altingir.
O Sr. Ferraz : Veja agora o reverso.
O Sr. Ministro da Justira : Conheeo que se
pode dar abuso 110 arbitrio que se concede ao go-
verno ; nao ha porm arbitrio sem abuso : a respon-
sabilidade moral he porm um grande correctivo
contra esse arbitrio do governo. Alm disto, esse
arbitrio nao he absoluto, lem urna base que he a
anliguidade de 15 annos clfeclivos, habilitaran que
me parece sulliciente.
Pelo svslema aclual os magislrados que sao apo-
sentados para a Hornearan-e nao saf> Horneados pare-
cem inquinados, consideram-se rejeilados, ficam cx-
poslos a um dezar: o projeclo nao rejeila, nao prc-
tero, o governo escolhe de enlre lodos aquelles que
liverem 15 annos de clleclivo exercicio, nao faz in-
juria ao que nao he escolhido...
O Sr. Ferraz : Mas he preciso entender-so o
que he eficcdvo exercicio.
O Sr. Ministro da Jusliea. : J honlem disse
que o clleclivo serviro se devia conlar conforme a
lei de 1850, isto he, comprchendendo as commissoes
que nao sao da magislralura al a dala dessa lei, c
dahi por dianle conlando-sc somente
a lei considera da magislralura...
O Sr. Ferraz : He bom declarar islo.
O Sr. Ministro da Justira : Se o nobre depu-
lado nao acha claro o peiisaracnlo, pde-se elle tor-
nar mais rlaro.
Ainda mais, Sr. presidente, ao passo que pare-
cen! inquinados e regeitados os magistrados que sao
aprescnlados nomearao e que no sao nomeados,
esses no depois chegando a um cerlo numero sAo 111-
postos e bao de ser nomeados.
O nobre depulado a que me refiro leudo considera-
do boa a idea da aposciitadoi ia, nolou lodava que ella
poderia dar lugar a abusos, que pela disposirao do S
3" poderia o governo aposentar aquelles que nao es-
livcsscm iinpossiblilados. Sr. presidente, o governo
nao lem necessidade alguma de tergiversar, de illu-
dir 1 lei no caso de que se Irala ; nao desejo memo
que o governo seja habilitado para aposentar os ma-
gistrados que pelos meios ordinarios nao podem ser
rcsponsabiliSados, os magislrados reprobos; Desla
caso be molhor que o governo os aposento pedindo
a cmara um lili de ndemnidade.
A aposenladoria de que se Irala he urna aposen-
ladoria para os casos ordinarios, he para quando o
magistrado esliver physica 011 raoralmenlc impossi-
bililadn ; os exames, as rrgraa que o projerlo no t 3
do arl. 2" exige me parara que so suilirienle ga-
randa ; 0 in.L'i.Irado he niivido pessoalinenle 110 ca-
so da impossibihdade' phxsiro ; he ouvido por meio
de curador no caso de iinpossibilidade moral ; a
o serviro que
aposenladoria nao he decretada senao sob consulla
da serrn de jusliea do conselho de eslado e procu-
rador da cora. O projeclo guarda todas as formu-
las substanciaos do processo contencioso administra-
tivo.
O nobre deputado pelo Rio de Janeiro, assim co-
mo o nobre depulado pela Bahia, vista 'da dispo-
sirlo do 5", na falla de juiz municipal letrado, a
substituirn competir aos juizes municipaes mais
prximos da comarca vizinha; presuppozeram a pos-
sibilidade do juiz municipal exercer a jurisdiran de
juiz de dircilo, nao s da sua comarca .como da co-
marca vizinha. Nao se induz esla consequerca do
projeclo ; se o juiz municipal acha-se em sua comar-
ca no exercicio da vara de juiz de direilo, cortamen-
te nao poder substituir o juiz de direilo da comar-
ca vizinha, nao poder accumular a jurisdicriio de
juiz de direilo de ambas as comarcas, ha de exercer
a jurisdicrAo da sua comarca smenle : para julgar-
se o contrario seria preciso urna disposirao expres-
sa que delcrminasse semellianlc accumulacno.
O uobre depulado pela provincia da Baha nos
disse que a incompalibilidade era o complemento
das disposir/ics do arl. 2o desle projeclo. Eu lam-
ber enlendo com o nobre deputado que a incom-
palibilidade era o complemento das disposiroes do
projeclo. {Apoiado.) A cmara sabe que esle meu
pensamento nao he novo, cu o Icnbo ha muilo lem-
po ; prouunciei-me nesle sentido cm 1850 por ocea-
sio da discussao do projeclo de lei relativo anli-
guidade dos magislrados. Enlo dizia cu, alem de
oulras considerarles, o seguinle :
o Direi a razio. Nao basla que o magistrado se-
ja recto, justo : he preciso que elle seja lulo como
tal aos olhos do povo para que a sua auloridade le-
nha o respeilo de lodos. O magistrado poltico, por
maiscslorros que faca para ser justo, para ser recto,
paira semprc urna certa suspeita de parcialidade so-
bre seus actos, que destre a forra moral que Ihe he
de ruister. Eu pela minha parte protesto que nun-
ca transgred o meu dever por causa de considera-
raees polticas ; estou que os nobres depulados,
dignos magislrados, que se achara nesta caa, pro-
ceden) por igual; mas nesla conla seremos mis ti-
llas. Serlo tidos nossos adversarios polticos que
sao magistrados'.' Pois he isto que importa.
J disse que desejava ver reslabelecda a in-
compalibilidade da magistratura, porque nao vejo
contra ella nenhiim inconveniente senao a falla do
auxilio que os magislrados podem prestar s cma-
ra ; mas a esse respeilo direi como lord Brougham
pesando os ineonvenicnles c vanlagcns a balaura
pende para a exclusao : pde-sc arriscar o auxilio (ja
magislralura, com Unto que se consiga a indepen-
dencia della do espirito de partido. (Muilos apoia-
dos.!
Eram estas as minlias ideas em 1850; no anno
passado as reproduzi, nao desdigo os raeiis princi-
pios, a queslao he a forma e a opporlunidadc. (A-
poiados.) NSo proponho a idea, mas se for proposla
eu a aceito (apoiado) : nao a aceito absolutamen-
te; nao a aceito como comprehensiva da magislra-
lura ta 2* inslancia {apoiados), pon 11. enlendo que
a magislralura da 2" instancia nao est no mesmo
caso da magislralura de 1 instancia ; a magislralu-
ra de \ instancia activa immcdialameule a magis-
tratura de 2a inslauca por modo indirecto ; a rrla-
gistralura de 1 inslancia esl em contacto com o
povo e dissemiuada por toda a parte, a oulra mudo
remota e rcutralisada ; a magislralura de Ia ins-
tancia he singular, cada juiz de direilo obra por si,
a outra he collectiva. Convm atlender que o par-
lamento lem lambem necessidade do auxilio da ju-
risprudencia (apoiados) ; convera por consequencia
que urna parle da magislralura concorra no parla-
mento...
Cm Sr. Depulado:Nada de privilegio. _
O Sr. Ministro da Justira : Nao he priTUe^"
gio, sao limilares da idea....
Oitlro Sr. Deputado : llao da haver muilos
jurisprudentes que nao sejam magislrados.
O Sr. Ministro da Jusliea:Como eslou persua-
didoque he por ulildade publica que se quer a medi-
da e nao por odio a urna classe,por isso faro esla dis-
tinceao ; nao esl no mesmo caso da magislralura
da 1.a Nao he cm odjo, repilo, da rlasse da magis-
tratura que se quer a incompalibilidade, c se nao
he, cumpre dislinguir uns de oulros magislrados.
(Apoiados, nao apoiados ; diversos apartes se ci u-
zam.)
Enlendo que com esla cndilo he aceilavcl a in-
compalibilidade, e ainda com oulra, e vem a ser
que seja indirecta para a magislralura presente, e
directa c absoluta para a magistratura vindoura.
(Apoiados, nao apoiados.) Senhores, a incompali-
bilidade s pode ser allend i la nesle projeclo, s po-
de ser altendida em urna reforma judicaria como
cundirn do emprego, mas nao como reslricrao de
um direilo poltico : como ron d can do emprego se-
ria retroactiva desde que comprchendesse a magis-
tratura aclual. (Apoiados.) Cumpre proceder com
lanto em caso l.'m grave. (Apoiados.) Entretanto que
a magistratura actual lie substituida por oulra in-
compalivel, vai-se preparando o campo, habilitando
a substitualo della no parlamento para que em vez
dos magistrados nao venliam lambem e smeole ha-
chareis pretendentes. (Apoiados.)
Cumpre atlender a urna considerarao : desde que
a magistratura se tomar ineompativel, sera aspra-
Ses (idlicas, ha de reagir : convem, pois, c ao mes-
mo passo. organisar c preparar o poder administra-
tivo, dar-lhe garantas contra a resistencia ou iner-
cia da magistratura : desde que a magistratura nao
puder ler aspirares polticas pode ser rival, c ella
he ludo nas comarcas, nellas o governo nao lem bo-
je delegados proprios, o poder administrativo esl
ainda dcsmonlado, s lem aceito propra nas rapilacs
das provincias.
.Ilguns Srs. Depulados : Mudo bem Mudo
be 111 !
lina vo: : Tem fallado cxcellcnlemenlc.
Oulra voz : Islo he que lie fallar a verdade.
O Sr. Ferraz : Agradou agradou !
O Sr. Ministro da Jusliea : Una reforma des-
la ordem, lornu a dizer, nao se faz absolutamente,
islo seria corlar o no com a espada de Alcxandre ;
adaptada porm cora as cautelas e condiees que di-
go, me parece que ella be um grande bcuefirio, una
necessidade.
O Sr. Fiqtieira de Mello : Mande V. Ex.
emenda mesa mugida segundo esses principios.
O Sr. Concia das Xcvcs : Nao precisa ; he el-
la para o futuro !
O .Sr. Ministro da Justira : Enlre as medi-
das que cumpre adoptar para correctivo da iiicom-
palibilidade he a previa aulorisarao para que o
agentes do poder execulivo nao possam ser proecs-
sados, be o que os Francczes chamaramise enjit-
gement.Esla 'medida nasreii era Franca cun o s\s-
lema representativo, c lera atravesado todas as re
\oluce, he una idea asseueial para a harmona e
divistio dos poderes polticos. Certa o poder admi-
nistrativo seria embancado na sua marcha, e aniiul-
larlo pelo poder judiciario, se esle pudesse livremcn-
le e sem correctivo rcsponsahilisar os agentes do
poder administrativo, raudas vezes porque oheder-
ran a esse poder de que sao delegados. Iloje que
a magislralura nao nianlcm rivalidade rom o poder,
hoje que se nao dao estes conflictos, essa garanlia
de que fallo na he precisa ; mas ella deve acouipa-
nhar a idea da incompalibilidade, presuppondo que
a magislralura se podo tornar rival 011 hostil desde
que nao livor aspirares poliliras. ( Muilos apoia-
dos.)
Segundo o projeclo, diz o nobre deputado, grande
tarja se d magislralura, be verdade, mas ainda
ha oulros correctivos ; um he o que eslabelece o
projeclo no art. 5.", e o oulro correctivo he anda a
medida das remoros de juizes de direito.
O nobre deputado pela Babia enteaide que o 5 4.
desle artigo nio he necessario ; diz esse paragrapho:
Os juizes de direito serao julgados pelas relaces
nos crimes individuaes pela mesma forma e proces-
so porque sao julgados nos crimes de responsabi-
lidade.
0 nobre depulado pela Bahia diz que nao he ne-
cessaria a ili-po-iran, desse paragrapho porqueos de-
legados e subiJajjB&ados uo processam mais. Este
argumento suppoej em vigora organisac,ao do pro-
jeclo : que seja assim, como os juizes municipaes
processam, como o jury subsiste, esla disposirao
ainda he necessaria.
Diz ainda o nobre depulado : Os juizes de di-
reito nao coinmellem crimes individuaes. Seja is-
so dito em honra da magislralura; se elles nao com-
mellein crimes individuaes, porque se Ibes nega
esla garanlia contra o abuso e contra o pretexto de
crimes que ellos nao commetlem *
ijue importa esta garanta, diz o nobre depulado,
se os delegados e subdelegados ficam com a atlribu-
co de prender por indicios de crimes inafian^aveis?
Neg esle presupposto ; os delegados e subdelega-
dos nao podem prender por indiciados em crimes
inalianraveis ans juizes de direilo desde quo esle pri-
vilegio Ibes for concedido, assim como nao pdenlo
prender aos oulros privilegiados ; a pris3o nesle ca-
so he consequencia da juri-dirrao especial, e s com-
pele a ella : s o caso de flagrante delicio faz a ex-
cepraoda competencia privilegiada. ( Muilos apoia-
dos. )
Sr. presidente, esla garanlia he essencial inde-
pendencia do juiz de direilo, ordem publica, li-
berdade do cidadao ; independencia, porque, se-
nhores, se o juiz de direito tem a allribuirao deenr-
rgir e rcsponsahilisar ao juiz municipal, aos delega-
gados e subdelegados que lhc sao subalternos, eorho
poder exercer esla funceao se os juizes municipaes,
delegados c subdelegados, os podem de seu turno
nao s processar, como arraslar pri-ao ao juiz
de direilo. (Muitos apoiados.) Como poder elle rc-
sislr, e menos qne nao lenha estoicismo, ronspira-
cao e a viiganc,a de scus subalternos (muitos apoia-
dos), ao odio dos potentados, ao espirito de partido e
ao despotismo do poder (muilos apoiados) ; nao s3o
re lodos os lempos, mas de pocas, os L'Hopilal, Cla-
vier, Duponl de l'Eurc e oulros que moslraram fir-
meza contra o poder e contra as facones....
O Sr. Ferraz : Isso he de oulro lempo.
O Sr. Miniscro da Justira : He essencial
ordem publica, porque repugna com toda a idea de
ordem e jerarchia que o superior possa ser julgado
|ielo subalterno : nao he possivcl ler forra moral
sendo-sc ora reo ora juiz no mesmo tribunal; nao he
possivel que o juiz de direilo que esleve 110 banco
dos reos lome para a sede de juiz senao desmora-
lisado ; 011 elle nao pode ser juiz porque Cea des-
I rauralisado, ou ha de ser por essa razie removido, e
entSo ficam saliendo os inimigos do juiz, ou aquelles
que tcmem a na severidade, que o meio de se ti-,
vrarem dellc he arraar-lhe um processo ; liberda-
dc civil, porque he boje nas comarcas o juiz de di-
reito o nico refugio dessa liberdade : be elle que
defere os habeas rorpiu, he elle que conhece dos re-
cursos e appcllaees crimiuaes, e como pode elle sal-
var a viclima da prepotencia se pode ir para o
lugar.
Tem-se dilo lambem que essa medida nao he de,
necessidade porque um ou oulro caso lenha appare-
cido; mas, senhores, basla que 11.10 acn I era um caso,
basta smenle que o legislador supponba a possibi-
lidade para que deva prevcn-la. (Muitos apoiados.)
- Creio, Sr. presidenlc. que neuhuma observarao
aprescnlada pelo nobre deputado ficou sem explica-
rn ; assim o 2. artigo do projeclo he digno da al-
leneo da cmara.
I'ozes : Mudo bem,mudo bem.
(Differenlh Srs. depulados se dirigemao Sr. mi-
nistro da justira e o comprimentam.)
Fallara os senhores Miranda, Figueira de Mello c
Ferraz, depois do que o Sr. Virialo exprime-se nos
seguinres termos :
O Sr. I'iriato: O honrado deputado pela Ba-
bia censurou o ministro dajuslira, porque reconhe-
cendo a necessidade de um noviciado para o corpo
de noa magislralura, nao Iralava dos meios de
crca-lo ; porque reconhecendo e coufessando a falla
tic oulras prnxdencas da reprliro a sen cargo,
adiava ludo, ludo sacrificava ao lempo, trillando s-
menle desle projeclo de reforma judciaria que se
discuto. O honrado ministra dajuslira porm, a
meu ver pensa bem, dando o primeiro lugar ao pro-
jeclo de reforma, querendo sanar niales que alTec-
lam mais de perlo o paiz, para depois traanle aprc-
scnlar oulras reformas uleis.
Todos conheccm a necessidade de um noviciado,
da insliluirao de urna classe preparatoria d'onde se
litera os magislrados; mas ao passo que scnlcm esta
necessidade tambera observam que ha dificuldades
ou quasi impossibilidade cm lal crcaro na arluali-
dade. Essas dilliculdades foram motores uo passado,
quando se formou o pessoal de nossa magislralura,
mas lodos os obstculos nao lem anda dcsappare,
cido.
Quando o governo precise de pessoal para cerlos
lugares que nao sao procurados, poder apresenlar
troperos, eslabclccer condiees maiores do que as que
temos para a capaeidade do magistrado ? Nao he
ainda ehegado o lempo de pensar na realisac,ao de
urna idea cerlameule til, e que s espera pela op-
porlunirlnde.
Sim, senhores, he mistar que tenhamos um novi-
ciado completo para a nossa magistratura. Mas
pde-se dizer insolutamente que nada existo enlre
mis quo se approxime a esse pensamento, que seja
til, rumo o aflirmou o honrado depulado pela Ba-
bia '! O anuo de pralica que nossas leis exigera para
que o b>charcl cm dircilo possa ser nomeado juiz
municipal, se nao he una providencia perfeila, aca-
bada, he de Ruana vanlagem, be um grande princi-
pio para rhegarmos ao complemento da idea.
Eu disse em um aparte ao honrado depulado que
pelo dircilo francez os magislrados erara escolhidos
d'entre os advogados; c iccrcseenlarci agora que
essa disposirao ainda vigora, bem quedefeduosa, co-
mo pensott o honrado depulado, e entretanto asre-
funnas leni-se all multiplicada por oulros ramos da
1 adiiiinislrac.lo da jusliea. Aquella liarlo, Ilustrada
I cuino lie, lem sentido que precisa, das lieos do lem-
po c da experiencia para formar um s\slcma porfol-
io, una escola de onde saiain os inembros de sua
magislralura.
DtBerentes ensaioa tem feilo, nos quaes se altea-
dla ora i lacle, uta ao lempo de pralica dos aspiran-
tes no cargo de magistrados; e hoja esl quas 110
mesmo ponto em que nos adiamos. As Icis de Si de
iioveinhro de IT'.l, til. 2.", arl. ti., de 2 messidae
anno IV, arl. 3.,de6 germinal auno VI, cap. :).,
e a cciistuiran do anno li, arl. 201, exigiam :W
anuos completos para ler a nomear.lo. A lei citada
de 1700 ordenoii lambem que os hachareis em di-
reilo livessem 10 annos de exercicio como homni-
do lei (avocis'' em qualquer tribunal de dislric-
to. Eslas eoulras dsposic,es que se seguirn) eram
defeiluosas, porque davam em resudado magistrados
derrepilos e inrapazes do serviro para o tribunal de
rassaeao. Hoje s quer a lei que regula a capaei-
dade para os lugares de inagislraluta,que os aspiran-
tes sejam formados era direito, e que lenha 111 dous
annos de pralica em algum tribunal. (Lei de 20 de
abril de 1810, arl. 64.)
Nao he fcil a crearn de um noviciado para a ma-
gislralura, o lempo remover sem duvida as difflcul-
didcs; o movimenlo continuo do progre-so social
nos conduzir a esse ponto. ISao he o nobre raiois-
Iro da jusliea que ada a reforma das condiees de
capaeidade para o corpo da magislralara, he a lei
necessaria da natureza das cousas quenos prohibe
por agora avanzar mais. E porque nao podemos
melhorar o movimento de urna das rodas do poder
publico ser conveniente dormir o somno da inercia,
e fazer parar a marcha da reforma ?
Entre o ment e o principio absoluto de anligui-
dade, o peudor ser sempre para o mrito. Outras
considerarles porm de grande peso nos aconselbam
o syslema temperado. Conciliemos o direilo de an-
liguidade com direilo que deve andar sempre ani-
do ao metilo, sejam os desembargadores tirados d'en-
tre os juizes de direito que tivereid quinze anuos de
effeclivo exercicio. He a materia do 7. do art.
2. do projeclo em discussao.
O honrado depulado pela provincia da Babia, a
quem tenho a honra de responder, disse urna verda-
de (como ha ponen observei) quando aflirmou que
nos tem fallado al hoje um poderoso meio para a
acquiseao de um pessoal conveniente para a alia
misso da magislralura o noviciado. O lempo
que pedem as dilliculdades de execucu de urna tio
salutar inslituirio, a indeclinavel necessidade que
lindamos como oslarlo novo de formar a nossa magis-
lralura, nos lem dado dolorosas decepces na esco-
llia de nosso pessoal. Merco de Dos, ellas nao sao
em subido numero como se devia esperar observan-
do as pocas de formaban de nossos Iribunaes. %
Houve occasies cm que os ministros da coroa dei-
xavam o seu lugar para tomar o lugar dos aspiran-
tes. Elles inslavam, rogavam os hachareis forma-
dos que aceassem os cargos de magistratura. E ag-
gravavam mais as dilliculdades das nomeacesa falla
de vias de communicacao, o atrazo do nossa civilisa-
(lo. Sao poucos os magislrados que enlre us sao
indignos da classe, sao algumas olas desaccordes
que em urna rica composirao ntcrrarapem a harmo-
na. Mas ha sempre um grande mal e de funestas
consaquencias.
Nas palavrasde meu honrado amigo depulado pela
Bahia est a mais foi te argumentarlo a favor da dis-
psic.io do 5 7. do art. 2. He mister abrir mais o
circulo formado pela lei de 1850, e dar mais liber-
dade ao governo na formarao dos Iribunaes de se-
gunda inslancia.
Mas se ha alguma independencia pa*a magis-
tratura nas disposices da reforma, essa cahe toda
com o S 7., disse o honrado depulado na sessao de
honlem. A independencia, a liberdade de aceito do
magistrado be a que procuramos sempre era primei-
ro lugar, c essa nao pode estar sujeila influencia
de um ioleresse remoto c mesquinho, como o da no-
moacao ou nao nomeado do juiz de direito para
urna relaco. O mrito nao podo ser sempre consi-
derado, e nao o ser (disse-vos ou em um apaile), e
essa prposie,aaroduzio alguatas recIsniacOes. Pa>
ra que o iuaiat>ruuee eeaatm^aaarttaaado, torca era
que concedessemos a perfeioo especie humana.
Mas, assim como o mrito nao pode ser sempre con-
siderado, elle nio ser sempre desprezado, como
pensa o meu nobre amigo depulado pela Baha.
Porvcnlura teremns ehegado a esse eslado de 111-
iin rali.iade que os principios de jusliea san esquec-
dos i n irorame o le. e sempre, pelos governos? Nao,
felizmente. Julgo mais favoravelmenle a especie
humana : ella, senao pode abracar sempre o bem,
inclina-se mais para elle que para o mal. O arbi-
trio concedido ao poder ser poucas vezes mal usado,
e rulan a causa do mal caliir vencida pela forra da
irib na eda imprensa, que domina e dominar sem-
pre no syslema representativo.
Desde que o liomcm se vola perigosa e ardua
mis-ao da magistratura, comproraetle-se por tcito
eompromisso entre elle c seus concidadaos a guardar
a fortuna, os beps, a felicdade daquellcs que estao
debaixo de sua jurisdiec.no. Occopado nicamente
em 13o nobre, patm 13o diflicil Irabalho, elle nao
pode mais dislrabir-se para tratar de seu presente e
de seu futuro. O bomem desapparece debaixo da
loga; he urna vida toda de dedicaran, de heroicos
sacrificios. E nao poucas vezes a morle, o puuhal
do assassino lera recompeusado e marcado com ledras
de sanguc o cumprimenlo do dever o sacrificio do
migislrado.
Amigos, niulher, filhos, fortuna, Indo o que be
mais charo no mundo, nao existe mais para elle no
cumprimenlo. dos deveres de seu cargo. Urna hora
roubada he um passo para sua deshonra. A socie-
dade tem o dever de preparar o futuro do magistrado
gasto no servieo de l.'m fadigosa cu 1 eir, e o de sua
familia. As disposiroes sobre a aposenladoria con-
signadas no projeclo sao bascadas em solidos princi-
pios de justic,a, Dao poderes ao governo para apo- .
senlar aquelles membros da magislralura que nao
podem mais prestar serviros, ainda que nao parta
dellcs o requerimenlo para ella. Nao raerecem po-
rm a approvae,ao do honrado deputado as coude,es
que acompanham o acto.
Receio que. osgo\ernos abusem aposentando sera
necessidade, e .inhabilitando o magistrado por vin-
canras, ele. Me parece, porem, que raras vezes ou
nunca se daifa taee casos.
Para a aposenladoria toreada he mister um exame
por peritos, audiencia do magistrado por si ou seu
curador, e previa consulla da seceso de jusliea do
ronselho de eslado. Nao concebo que possa haver
um ministro da coroa que aposente ao magistrado
contra a evidencia do exame, contra o parecer do
conselho de eslado. lie isto Ha odioso que n1o po-
de ser esperado nem temido.
Em todas as pocas foi reconhecida a necessidade
da independencia dos magislrados em seus actos. Os
distribuidores da justira pubbxa devem ler ura dos
primeiros lugares na graduarao dos homens ulis ao
paiz, e dreilos sagrados ao respeilo c reconhecimen-
lo publico. Na ingrata lula, nao interrompida,-dn
juiz com os perturbadores da ordem social, convm
queelle estoja superior aos golpes da vinganca, que
nunca possa tremer pelas cousequencias do severo
cumprimenlo do seu dever. Colloeado mudas vezes
em opposirao aos artos arbitrarios do poder, defen-
deudo o povo, nao detc depender dos governos; col-
locarlo oulras vezes 10 ailo da. auloridade ameacada
pelas turbas desordenadas, alie nao deve depender
do poder popular.
A magislralura, iudependenle como deve ser, pro-
rluzir.'i sempre caracteres brilhanles, augmentar o
numero de homens respeilaveis, como La Vacquerie
sob o governo despolico de l.uiz XI, admiravcl pela
siiacoragciii em defeza dos dreilos do povo ; e Ma-
Ihicu Mole, desprezando os punhaes dos assassinos, c
lenceiido-osnela fonja de suas palavras, pelo respei-
lo devido a suas virtudes. Os magistrados sendo
julgados pelas jusliras cuminuns nao chaarte jamis
a verladeira independencia. He alera disso um ab-
surdo fazer que o magistrado, levado ao banco dos
reos por alguma perseguirlo injusta, deixe esse lugar
depois de absolvido para exercer o cilicio de julgar e
presidir aquelles mesmos que acabaram de ser juizes*
como bem disse o uobre ministro da jusliea. He
desconhecero grande principio dominante desdeseru-
|QH* BWtffT a minori non potestjudicari.
O privilegio de toro, consignado no projeclo de re-
forma que se discute, he de amina sabeiloria. E,
senhores, lodis as nceles que se lem em couta de
-
*r


y

illustradaso eslahelereram ha milito ; nos lemas na*
paginas dos j (ligamentos de remolas eras o principio
lo julgainenlo pelos pares, dos magistrados pelos
seos pares magistrados.
A Inglaterra, a Franca nos arf*. 479 eseguintes
desea cdigo de inslruccaio criminal, Portugal na
ultima reforma judiciaria art. 36, nao duvidaram
estabelecer esses tribunaes especiaes.
A magistratura no karasil nao commeltecrimes
disse o lionrado diputado pela li ihia. He verdade,
senhores, a magislraturi no Brasil nAocommcttecri-
mes ; maso magistrado pode ser injustamente arras-
lado para urna ignominiosa pruau nos das de agua-
cho popular, nas crises elcitoracs, no momento de
urna perseguirlo estpida, e perder toda a raa forra
moral. A necessidade, a Justina do privilegio do fo-
ro hede primeira intuido. Nao insislirei mais nel-
la. Concluo o que liona a dizer respondendo ao
honrado deputado pela Bahia, nao coulinuo recelan-
do faier repeliles fastidiosas do que disse mcllior-
mente o nobre ministro da juslie, i.
Permilla-mea cmara queeu ora me dirija ao bou-
. rado deputado, sgnilicaiido-llic minlia profunda
gratulan pelo elogio que teceu no correr do sen dis-
curso ao meu venerando pai, o presidente do supre-
mo tribunal de juslica. O alto conreilo que faro do
bello carcter do nobre deputado eleva a forc,a, o
quilate da opiuiao que emillio em favor de pessoa
que me he lAo chegada.
A discussAo lira adiada pela hora e levanta-se a
sessao.
CURIO OE PERMMBUCO, SECUNDA FEIRA II D SETEMBRO DE 1854.

CORRESPONDENCIA D3 DIARIO DE
FERNAMBUGO.
P M AII IB \.
28 de a tono,
Em fin chegou aqu no dia 25 o vapor Princesa
leopoldina, o qual se apresentou fraco como urna
prinecza que he, e tenho mcus receios de que nAo
d cabo da viagem visto ter levado, 15 dias do Kio
aqu, pelo que me cansou algur.s sustos, suppondo
que os vapores da companhia laoibem iriam para o
Parahiba d Sul, visto todos os melhoramentos se-
ren para o Sul,como l>em diz o seu correspondente
do Kio, e j que fallamos do Sul pe?o que agradeca
ao seu correspondente do Rio a altearlo que leve
para comigo era responder a meu pedido, e qaanto
lo seu mcrecimento, ou vallimento, tem seos coa-
formes, porm ao menas nito deixa que se llie diga
em face, que as cheias trazem beneficios extraordi-
narios, e que em lugar de ser urna desgraca, he um
beneficio ; salvo na credulidade do devoto de Santa
l.u/ia que, agradecendo un milagro de sua sania,
diz que podendo perder ambos os olhos s perdeu
um ; e altendeudo as razos lao fortes deixa o campo
aberto para S. Exc. cuidar dos melhoramentos de
sua provincia ; talvez com um rigoroso recrula-
menlo.
Al navidades agora sao mui raras, c Urna que sei
estar para haver nAo llie posso contar, pois o Mere
los que me tontou, diz-me que nao llie cont visto
elle ter pilhado ochefe de polica a fallar n'isto, e
que apezar que elle llie faca mal, com ludo sempre
tem medo de algum inflo.
Estamos a espera dos nossos diputados que bem
cuidaran) de sua provincia.porem de balde; como na
quesillo do Cabedello que o nosso deputado Correa
das Neves tanto provou a necessidade do concer-
t; porm os Srs. do Sol nao se dignaram dar um
vinlem para o concert da loria! va.
Dcpois dos meus derradciros i v sos, permaneceu
pouco menos animado o nosso mercado de gneros
para exporlacAo, seguindo as entradas com mais al-
guma regularidade, cm conscqucncia da estacan fa-
voravcl que principia.
O algodn tem constantemente oscillado entre
59700 e 59900 na inspeccao, com compradores effee-
livos, c os couros'conliauain procurados, obtendo de
19800 a 59200 res".
Despacliou em 2t do crrenle para Barcellona, o
navio hespanhol Fgaro, manifestando 300 jareas
d'algodAo, e 1250 couros seceos salgados. Estes g-
neros foram vendido, segundo as nformaces que
mo forneceram, o algodao a 70200 res por arroba
posto a bordo, e os couros a 6100, na niesma confor-
midade.
Entraram no decurso da semana os seguintcs na-
vios:Em 21 do trrenle, procedente d'essa, o bri-
gue Prima, cm lastro para embarcar algo dilo c
rourns destinado a Barcellona, e d'estc porto no dia
25 cm direitura a polacagoleta Elisa carregada
de vinhos, o varios gneros, cuja venda suppc-sc j
elVeeluaila. sem aiuda transpiraren! os prci.os. En-
tretanto dizcm que ser melhor reputado que a da
infelizEstrella, que foi dessracada a todos os
respeilos. ele.

RECIFE 9 DE SETEMBRO.
AS CHORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
No domingo, 9 do rorrele, leve lugar a fcsla de
Nossa Senhora da l'enha, no Hospicio dos reveren-
dos capuchinhos, c peta pompa e brilhanlismo com
que foi feila, correspondeu salisracloriameiite es-
pcctaliva do publico. Para aconsecuro de um tal
resultado o Irabalbo do espirito leve uina parte
iguafsenuo superior ao do corpo. A decoraran do
templo, alm da riqueza c bom gosto que apresen-
lava, couliuha um quadro emblemtico, o que Ma-
na orcasies muilo concorre para elevar o pensa-
mento dos fiis s sublimes niedilacoes da religiao
chrslAa. Sobre o arco da rape'.la-mr via-se com
effeilo um grande painel, artsticamente acabado, e
110 qual se represenlava urna de 1. scenas mageslo-
sas, em que abunda o Velho Testamento : era a
mullidao dos lilhos de Israel no deserto de Sin, em
revolla contra os ebefes que a couduzian atormen-
tada pela sdc.que a devorava ; mas asecnaera com-
pleta, e deixando smeule presoppor o acto fervo-
roso em que Movss e Ariio imploraran) o soccorro
de Dos, o painel apresentava v. gloria do Scnltor
j sobre clles, e proferndo estas palavras Fallai a
Penha, em virlude das quaes Movss, lomando a
vara, ferio com ella a pedra, don Je inmediatamen-
te manou agua em abundancia, correnda o povo a
saeiar-sc. Via-se tambem a Arca Santa, conduzda
pelos Levitas, achava-se em summa Iraduzida pelo
hbil pincel do pinlor toda ascena milagrosa, que
nos refere o S'umcros, cap. 20, desde o vara. 1 al
13.Para completar o efTeito, que naturalmente de-
via produzir o painel religioso, acliavam-se enlloca-
dos sobre as tres portas do templo os seguintes sone-
tos, contendo a explicaro do pensamenlo all piu-
lado :
PORTA PRINCIPAL.
No monte d'Orcbc com a vara locando,
Em duro penhasco tole christahna
Brolou : eis Movss com a face diviua
Virado aos Hebreos o prodigio mostrando
Aquella nacAo sdenla admiando,
Com o refrigerio do deserto atina ;
Veloz corre i nasceule superfina,
E j se vai de lodo saciando.
Esta monlanlia. que se vos prsenla,
Fisura aquella Penha Immaculada,
Que s pela orarao presto relenla.
II fonte viva que divinisada,
Do sangue do Coidciro alimenta
A alma, que a bebe ej sanciificada.
PORTAS LATERAES.
Eisa Arca Sania de que por mandado.
l)o Altissimo Dos foi coostruclor
O Prophcla Movss, eujo bordado
D'ouro lino briliiava cm derredor,
Culto do sacerdocio assignalailo
Do povo Hebreo refugio, eterno amor,
lie a Penha que cheia de opulencia
Dos percadores he mui de clemencia.
Correi, corri fiis, Pernambucanns
Scquiosos a enrhenle, que despenha
Agua a cierna vida, que aos i isanos
Sade celestial em dar s'empenha
Bebei desle licor, Brasilianos,
Que sahe do corarAo d'aquella Penha
A Penha he um feliz manancial,
Que nos lava da culpa 13o fatal.
A igrejaesteve bem Iluminada, e a msica salisfez
maravillosamente os ouviules. A noiteboiivc um so-
lemne Te-Deum, c assim lerminou a pomposa c
maanifica fcsla dos capuchinhos sua excelsa pa-
droeira. Escusado he fallarmos no concurso de po-
vo que afiluio loda a feslividado.; islo pode-sc en-
tre ni* fcilmente calcular, mas nao havcria termos
qne o pndesscni bem exprimir.
Depnis da fcsla da Penha, o que mais orcupoii a
altenrftn publica aa sefnaua finda forana os festejos
do dia", anuiversario da nossa fe,zindependencia ;
e na verdade desenvnlveu-sc osle anuo mais algum
cflthusiasmo do que luis ullimaincnle patudos. .
A guarda nacional do municipio desla capital
apresentou ires batallies bem fardados, e altara lan-
o numerosos, avallando mais cnlrcelleso da fre-
guezia de S. Jos. Com esle bom contingente, reu-
nido ao corpo de pol.cia e mais Iris balalhOes de li-
nlia, formou-se nina grande parada no lan:o de pa-
lacio; e concluidas as evoluroes o continencias des-
la, leve lugar o cortejo 1 elgie de S. M. o Impera-
dor, sendo esse acta bem concorrido. Ale m disln
tizeram-se as otilras* manifettaeSet de regosijo do
cosluinc, e apezar do inoo habite em que esta urna
parle do nosso povo de concorrer ;'.s reunidos ar-
mado de rceles, neiilium ilislurbio huuve.i lamen-
lar, tanto noacompanhamento das msicas peias ras,
como no largo de palacio, ao toque de recolher. A
mais bella la favorecen os fes ejos nocturnos: o
mais nrdenle sol molestou a tropa durante a para-
da, sendo por atsa caosa alguns s d lados acommet-
lidos de sv ncopes ou desfallecimciilns.
Pelas 6 horas da tarde do dia 7 Tealsou-se a ins-
tallaro da rompanhin da dessecamenlo do pantano
de Olinda e canalisacao do rio Belierilie, eujaeneor-
porac/to annunrianios era uossa recisla passada. No-
tou-se nessa reun '10 a mais completa cordialidade,
e proredenda.se a eleicAo dos raembros que devem
presidir a direerdio e andameulo dos Irabalhos da
companhia, sahiram cleilos os senhores cujos nomes
publicamos cm o n. 20(1 desle jornal. Essa nova em-
preza he por certo digna de acornc,oameutn, e a sua
utilidade parece Icr sido hem enmprehendida, pois
que ja cania o numero de 105 accionistas.
Anda no dia 7, leve lugar a bencHo da bniideira
do primeirn balalhao da guarda nacional da fregue-
zia de Santo Antonio, sendo a ceremonia religiosa
feila na igreja de S. Pedro, pelas 8 horas da marihita,
cassislindo a ella o Exm. Sr. presidente da pro-
vincia.
t.inania anj factos de oulra ordena, foi estril a se-
mana, e apenas chegou ao nosso porlo no dia 3, o
vapor S. Saltador, procedente do sul, nilo Irazendo
alm dos despachos ja publicados, cousa alguma mais
deinteresse. e que mercea aqu especial inenr/10.
Entraram 21 cmbarcac/ieg c sahiram 15.
Renden a alfandega47:>r>8?831 rs.
Falleccram (5 pessoas: 11 homens, 12 mulhcres c
10 prvulos, livres; 3 bomens, 8 mulheres e 1 pr-
vulo, escravos.
COMARCA DO RIO HUMOSO.
27 4e acost.
Escrevo-lhe agradavelmente impressionado pelo
estado de socego e de plena conlianra em que se
acliaiii os essiritos desla enmarca, sera davida algu-
ma devido esle contealamcnto completa organisa-
eo e regular permanencia de todos ns dignos func-
ciouariosquc noexercicios de scus officios patcnleam
as quididades de seus caracteres. Ha muito que nos
atormntala a lepra das interinidades com as in-
conveniencias demasiadamente conhecidas na nossa
trra, e que por sua prolongaran) se havia (ornado
urna dolorosa estabelidade.
Assim Vine, nilo se deve assuslar com o crescido
numero das prisoes eflccluadas pelo activo infati-
gavel delegado, commandanle (o destacamento vo-
lante desta comarca, o capililo Wanderley, por isso
quesoniente prova a incuria ou difficuldade das au-
toridades passadas, na perseguicao dos criminosos
que infelizmente sempre enconlram um escandaloso
patronato de, na phrase da Exm. ministro da juslica,
potentados que atirantando o poder da Ici assaz de-
monstrara o nenhum preslimo de certas numeac/ies
I-cae-, e inlelligenle previdencia de S. Exc. em im-
par a Torca da autoridade a csses senhores, organi-
sando fortes destacamentos ao inmuto de dignos ofti-
ciaes do exercito, que no deeempnmo de suas dif-
liceis commisses se tem portado de maneira a me-
recer o assentimento da populae.lo sensata, que sem-
pre acata o governo (piando oh-ena a juslica cm lo-
dos os seus actos.
Para preencher odever a que me impuz, tambem
noticio-lhe Tactos que primeira vista se conlradi-
zem com a assevcra^ilo das minhas palavras. mas a
sua influencia he passageira, e correm desapercibi-
dos servindo apenas de palestra para o desenfado da
montona vida das Ierras pequeas.
Acha-sc concluido o inventario do casal da finada
D. F'rancisca Antonia Lina, facto aiuda que de me-
ra importancia domestica merece aluma publicida-
de, por >e terem evitado pleitos judiciaes que, alm
de acarrelarem onerosas despezas aos inlercssados,
podiam dispertar intrigas arleiramentc aproveiladas
por sinistras aces, que incessante esvoaeam em pes-
quiza de alimentos aos seos insaciaveis e desastroso
instinclos. Essaacommodacjo foi devida a influen-
cia e honsoflicios do Sr. lenente-coronel lleurique
Marques Lins, rico proprictario da Escada, que de
proposito veio esta cidade para harmonisar entre
si os herdeiros, consegrando por sua perseveran^
por Icrmo aos pleitos j comecados, dando assim de
si uina elevada idea, trabalhando por conservar a
paz de urna familia, malogrando projeclos de exa-
geradas prelenc.cs, a despeito do Barcochebas, que
nos negocios quer pblicos ou domsticos, sempre
palenteam a sua incapacidade c inepcia.
Aiuda trabalbava a diplomacia domestica onde
em miniatura desenvolvia-se a babilidade de Ma-
chiavel a dos lilhns de Alhinn quando>se deu nesla
cijlade um faci que deve ser memorado nos archi-
vos do Parnaso; fallo da nomeaeAo do nosso collec-
lor para director de una das msicas rivaes, que
entre si sustentan) os joveus c velbos desle lugar.
Nao sei se Calliope para reunir de novo a egide de
Eulerpc os eus divergentes protegidos, ou se para
ostentar em seu predilecto todo o poder de que he
rapaz, foi que inspirou-llie a eloquencia pelo mes-
mo desenvolvida no luminoso discurso proTerido na
nstallaeflo da directora. O que he certo, porem,
he que as palavras do orador ralavam de tal manei-
ra rio espirito do auditorio, podendo-se cnlao acre-
ditar no prodigio de Orplicoque arraslava as pedras
e ii 1 ti.iliin a pos de si ludo quauto ficasva ao alcance
da liarmoniosa lira, que elle dedelhava. Olrium-
pho seria completo sobre o absorto auditorio, a nilo
ser a engrarada e inesperada advertencia de um rir-
cumslanle sobre o termoteidoremprcgadn pe-
lo orador dispertando alsuma hilaridade entre os
maisnuvinles e confusilo do mesmo ; nao obstaide
desejamos sinceramente que o sercidor das musas
exerra a mesina inlliieiieia para cora os deve lores
da Tazenda nacional.
Pretenda dizer-llie alguma cousa sobre a explo-
rarao de urna mina do ouro, ha lempo- aqui desco-
herla.mas al boje nada sei de exacto, tal he o si-
gui que entre si guardara os descobridores do no'vo
Potos.
iin i a mina foi explorada por uro joven com-
mcrciante, Domingos de tal, sahindn-lhe em lu-
do o contrario do que esperava. O caso foi que,
havendo-se o mesmo encontrado n'um baile llovido
nesla cidade, com umsylpliide, captivo de suas mei-
guices travou com ella uina amorosa corresponden-
cia, ele, dando-scein resultado una queixa a autu-
lidadc policial, pelo pai da joven contra o desgra-
sado Adonis, que procurou ua fuga para essa capital
a consolaco de suas desventuras. Consla-me que
ja se expedir uina requisic/io s autoridades comp-
lenle-, e Dos queira que apparera urna rebabilila-
co para correnlo de alguns pretenciosos conquis-
tadores.
Por eslo mesmo lempo deu-se uina engrarada lu-
la entre os mimosos scides dos dous contendores
preponderancia 'desle lugar. Estando no cscrctcio
do juizado de paz o Sr. majar Manoel llenriques,
dcmiltioo escrivilo do seu antecessor, o gaialo Ma-
noel Mendes, nomciando para substitui-lo o decan-
tado Romeiro, que na occasiao de receber o archivo
nao pode ohter ingresso em casa daquellc que, alra-
vessando na porla urna mesa, den lugar a urna al-
lercacao cm quedesenvolveram-se como dignos adep-
tos dos clubs, em que eslo inscriptos.
Mas liada que Iho Icnho dito he rontparavel cora
a priso do pardo S. Vital, que foi effecluada arequi-
sicao do digno iuspeclor da thesouraria provincial,
lalvcz por ommisses coramellidns pelo enrvclope-
dico. Ao recolber-sc cadeia resisti, aprcsenlando
sobre urna vesa azul,que a perspicacia do Lisboa
descubri ser a antiaa libr do Jos, do Barcochebas,
as divisas de ollicial da guarda nacional, ciaste na
feudaes da idade-media. Em outro lempo as csco-
llias das autoridades policiaes vinham sempre a re-
cibir, 011 em pessoas honestas e entregues aos seus
inlcresses domsticos, c de nenhuma maneira pro-
pensas aos negocios poblicos, as quaesviam as suas
honestas intencocs contrariadas por aquellos que nao
param (liante de nenhum mcio ; ou cntio nos que
mais ilcvi.un ser policiados.
Inconvenientes lacs desappareceram com o eslado
actual da polica, t) delegado, capitao do excrcilo,
nao tem lulo oulra consideracao mais do que cum-
prir com o que llie he prescriplo pela lei, mostran-
do nos seus actos so respeitar o bom senso da co-
marca, o nilo as suas fatuas entidades. Na prisAo
dos criminosos, em qualquer parle que os enconlra,
faz sentir ao povo queja la foram 03 lempos da in-
violahilidade dos coulos c honras. Nas suas dili-
gencias aos onlros termos da comarca, conseguio a
apprehensio de 15 armas de fogo, c a de oulras ar-
mas, a caplura de diversos criminosos, sendo 2 de-
sertores, 1 de tentativa de morte, 6 de crime de mor-
teeo mais celebre Joaqiiiin Bczerra, conhecido por
Ferreiro, malvado que assassinou em pleno dia na
villa d'Agua-Preta, ao infeliz Miguel Silvino, ho-
mem laborioso e pacifico, fado noticiado na primei-
ra que llie dirigi. Esle malvado dizia que, se fose
cercado, pelo menos um licaria estendido: felizmen-
te foi lambem execulada a diligencia que Irustou-se
seu perverso intento. Nole-se que a prisao eflectu-
ou-se no cngenbo Viracao. Por ventura ignorara
o proprieiario Jos do Rogo Barros, que em seu en-
genbo permaneca 15o bom inquilino? ou accredi-
laria elle na inviolabilidade do asylo 1
Nao llie mando o uomo dos presos porque sup-
ponho que, a cxemplo dos outros lugares, serio pu-
blicados pela polica. Nao se persuada que dndo-
se essas prisoes, fica de lodo varrida de criminosos a
comarca ; apparece antes mais traballin em conse-
gur-se a caplura delles, porque mal ouvein fallar
no movimenlo da forea, procuram abrigo nas mal-
las e recnditos que fcilmente Ihes pro-la o terri-
torio, a^
Afora as diligencias do commandanle do dessa-
c.menlo volante, coiilinnoutl policiu dos uniros ter-
mos no mesmo estado de actividade que se deve es-
perar da sua organisar.lo, c promet o-lhe infrma-
lo de qualquer occiirrcnria, a ver se com a puhli-
ri I ole, se loma mais conheclda a administrarflo da
cumarca ; anda que rommunicaraiu-me d'gua-
Preta, que o'povo sent grande falla nas consola-
rles religiosas, visto as occupac/ic* demasiadamente
mundanas a que se entrega o sen chefe espiritual,
as quaes o levam a separar-sc por 30 a sua freguezia sem dexarquem osubslitua,brando as-
sim cm roiiipieiu abandono as oeccaridades c.spir-
tuaesdesuasovelbas. Na seguinledir-lbe-hei o que
constar para crcdjto desle seu criado Gambcrna.
(Carla particular.)
- ->->aa<'<--
REPARTigAO' DA POLICA.
Parte do dia 9 de selembro.
Illm. e Exm. Sr.l'arlripo a V. Exc. que, das
parles llantera e boje receliidasnesla roparlirao, cohs-
la terem sido presos: orden) do subdelegado da
freguezia de S.* Fre I'elro (onralves. Alexandre
Kodrigiiesde Almeida, por infracrao de |iosluras mu-
nicipaes, e Jos Alctandre Pereira Das, por feri-
menlus; i ordem do subdelegado da freguezia de
Sanio Antonio, o pardo Filippe Kibeiro, por uso de
armas defezas; ordem do subdelegado da freguezia
de S. Jos, o pretil Filippe, por furlo ; ordem do
subdelegado da freguezia da Boa Vista, o pardo Pe-
dro Nolasco, ea parda Apolinara .loanna de Jess,
prjr briga; c ordem da subdelegado da freguezia
dos Afosados, a prelaMaria Jos da Silva, e Joao
Jos de Santiago, arabos para correcr/io, e Apolina-
rioJnaquim tjoncalves, por haver dado uina facada
em Jos Borges.
Dos guarde a V. Exc. Serrelaria da polica de
Pernambuco 9 de selembro de 1854.Illm. e Exm.
Sr.consellieroJosc Benln da Cunha e Fgueiredo,
presidente da provincia. 111; Carlos de Paila
Teixeira. chefe de polica da provincia.
GMA IDEA GIGANTESCA E CIVILISADORA.
Nao vai cxageraeao em a nossa epigraphe; Irata-sc
do projeclo do desseccamenln do pantano da cidade
de Olinda, e da canalisacao do rio Bebcribe, c esta
empre/.a creada pormeiodc um associacao de capi-
talistas dslinclose inlelligentcs,contando"com o con-
curso das fortunas aiuda as mais pequeas, a olhos
vistas revclla o prouunciamento das ideas do diao
melhoramento nas rniidicdes sociaes pela concur-
rencia ilos e'forros de todos para o bem de todos.
Agora ja vai longe a razao do dominio das ideas
batidas pelo caraartello dos constructores de ruinas,
ja correm tambem para suinirem-sc em esqueci-
inentn, quedesejaramos l'osse perpetuo,as exagerarnos
dos ulopislas, desenhadores de formulas, e iheorias
especulativas das ciencias abslralo-politicas, as mais
das vetea nao servindo nenio 00 a eslalielecer pre-
ocrupares imitis e iiulilisadoras, ou o que he
mais trisle c lamculavcl linda, a alear incendios nos
nimos menos reflectlos e Ilustrados das ramadas
mais infclizes das popnlaeoes. Todas estas ideas ja
lizeram o seu giro, c desreram ao seu orcaso. Uoje
nao lie mais a poca do levantamento de cruzadas
por bem da conquistas para a f.por bem dos engran-
decimentos tcrriloriaes pelo furor das conquislas
guerreiras, a invasflo perlcnre a srienria applicada
aos melharamenlos nas con licoes da vida moral e
material das popula^cs. Hoje nao appareccm mais
os SS. Bernardo* pregando com a sua palavra de fo-
go celeste a guerra da tciTasanta, o doutrinamcnlo
nato be levado pela guerra,he proclamado pelos mi-
Ihiics de tubas da impreusa, derramado pelo vapor
com assorabrosa rapidez, e assim sao semeadas as
ideas civilisadoras, religiosas, polticas,iuduslriaes,
scientificas, o doutriuamento he operado pelos artis-
tas, pelos evangclisadores pacficos ; hoje 11A0 mais,
se celebrisam os auto* de fe, em nome da religiao,
nao mais se congregara c concurren) as populares,
para elles, c sira para as grandes expostron indus-
triaes.
A scena mesmo que se representa nas margens do
Bosphoro vai conforme ao drama, a guerra he feila
allicm nome da rivilsarao oecidenlal repellindo a
barbaria do Norle. lie um grande acto cm que o
Islamismo e o Chrislianismo se dio as uiaos para mar-
charen) acordes cm imitados para a cicilisarao hu-
manitaria, para o franqueameulo das portas dos
Dardaiiellos a passagem da cvijisaro oecidenlal.
Enlre nos lambem vilo como que se espanejando,
com o auxilio da paz.os raios dessa ci\ili-acao euro-
pea e propri,iinenle occidental. A capital do nosso
imperio ja hombrea e rivalisa cm melhoramentos
nialeriacs, e moraes com algumas das princpaes ca-
plaes do mundo conhecido. A nossa provincia lem
caminliado na caudada capital, mas mao grado seu.
A's ililliculdades de um rao ancoradouro que llie
minsua os recursos nalura-s. e as calamidades de
seccas peridicas, se lem viudo juntar o cortejo de
nossa trra mais numerosa do que os hidalgos iia I dissenroes intestinas com a esleir de desgraeas, e
vellia Hespanha. Tilo convencido esl de sua ira-1 "r:,< porlancia o Marat de aldeia, que na curiosidade dos rola (l inforluiuo, lemos tragado amargas iiccoes de
passeiantes c das pessoas admiradas por observar 1 desengaos, que nos lem ensillado a batear a felic-
iiina figura bronzeada a cscrever abre urna pcipieni dade nos raelhoramentog materiaes, enlatados com
mesa, na calca la da cadeia, leudo adianlc de si,
asscnlado sobre negras pedras um saceYdule^ssemo-
lliando-se ao Calleno da milhologia, formando esse
todo um grupo quedisperiava a altencSo publica.
de-col,rio uma eflervesccncia ou pronunciamcnlo po-
pular, levanlando-se seu favor e cm fogosa gesli-
culaeao invocava as sangunolcnlas pitases da revo-
lueao franceza, mas de lal maneira truncadas que
transformava a historia n'um monslro de Horacio.
Toda essa quicbolada foi traduzida por um menino
com eslas palavraso Sr. professor esl na chamma
e o checheo de Sr. padre nflo querrahirdando as-
sim a iugenuidade infantila Cezar n que era de
Cczare evapoiando-se a phantasi.i do illuminado.
tlnossn povo oceupa-sa de fado de alcance maior
que esse; supponba quej llie parlicipei a invasAo da
bexga nesla cidade, e dos scus dolorosos estragos, e
de novosinto dizer-lhe que reappareceram rom o
mesmo carcter, Irazendo o susto e o terror ao scio
das familias.
O pobre pavo nao sabe a qne attrbua a constan-
cia dcste mal, mas eu que cuidadosamente observo
os lempos, reparei que durante a ausencia do Bar-
cochebas a peste diminua consideravelmciite a
sua iutensidade, dando-seo contraro como reappa-
rermeiilo daquellc mo genio. (Juera nao accredi-
la na fatalidade de coila- existencias'.' para miin (e-
11I10 asscnlado que o Barcochebas scinelbante ao .lu-
den Errante, assola com as bexigas lodo o lugar que
infecciona com sua presenea. Nada'lenho dito a
respet receiando a imitaran dos .barbaros actos
pralicados pelo povo sobre os suspeitos de envene-
nanienlos pblicos, factos que lano deshonraran) o
povo europeo na occasiao em que appareccu o co-
lera-morhus. Muito seria para desejar que o go-
verno lomasseem consideracao o estado higinico
desla cidade, o qual eslou persuadido qnedesappa-
receria com a reinocao daquclle flagello.
Fclizmenlej vamos scnlindo osetTeitosdc um go-
verno Ilustrado e cuidadoso das ncressidades publi-
cas. Deve estar lemhradti da noticia que llie dei
sobre o desastre da ponte de Gindahy, e de sen in-
coo venienles para as eommuniracoes com o cen-
tro desla comarca ; pressuroso foi* o governo em
mandar um engenheirp examinar o eslado da nies-
ma ponte, alim de ver cmase devia remcda-lo, o
que consla-mc por se gabar o Barcochebas de se Icr
cn-iiiiiailo cuino engcnlieiro e dos bnns ollicios que
(folie esperava para persuadir S. Exc. da su
os moracs.sendo caminbo para a prosecucjlo nelles o
que he aplainado pela paz, verdadeira o nica ere-
dora do espirito de associacAo.
A esse espirito deve j esla provincia mais de uma
victoria brilhanle, a queserviram de despojos in-
sangrenlos, miilii Iflo de prejuizus, que foram des-
bravados, serie larga de commodos c confortos da
vida que foram conquistadas, tornando facis as sa-
lisfaroes de necessidades imperiosas. Agora j pos-
sumos um viaducto mporlanlc com numerosos c
graciosos chafamos, fazendo distrihui^ao de aguas
polaveis por uuasi toda a cidade. Este importante
beneficio (levemos i companhia de Bebcribe, que
salisfazendo ao publico nao compromellcu os seus
inlercsses. Tambem dentro em pouco uma compa-
nhia, que j ss acha deliiiitivamenlc organisada
para a navegacao a vapor desla provincia para asile
Alagoas, Parahiba, Rio lirandc do Norte e Ccar,
nos Irar todas as vautagens que as rucilidadcs para
o commercio e coinmunicacao dospovos, sempre
acarrelam csses poderosos, rpidos, facis e com-
inoihis vehiculos.
A abertura de tas frreas pelo Sul e centro da
provincia, tocando al Agua Preta, vira aproximar
a nossa cidade, sede onde parlcm todas as irradia-
eftes da civilisaco, todos esses terrenos piugnes e
scmicivilsados, della separados por distancias quasi
iiisuperavsis, pelas ms ou quasi nenhumas estradas,
que, as que temos por esses lugares, esse nome nao
merecem. E mais que muito he para lameutar-
se que a guerra europea tenha vindo tra/.er obsla
culos a empreza de tilo grande momento para nos, e
de serveo 12o proveiloso para os capilacs eslan-
geiros.
Nao se conlcnlava porem o espirito d'associacao
na nossa provincia com essas Ires victorias atranca-
das sobre anlgos preconceilns, sustentados a lodo o
transe por mos rotiucros de commercio c pouco
inlelligenlcs agiotas de dinheiros. Caminhando de
empreza em empreza, deu mais um paaso a nossa
trra na senda dos niel liara me n lo. materac, esob
o inlluvo benfica da idea auociofilo, acaba no
dia memorando 7 de selembro de ser congregada
uma reuniao de cdadaos nossos.perlencentcs a todas
as classes. edistinetns pelo sen exclarecilo patrio-
tismo, tomando a si o cinpcnho de dessecar o pan-
tano de Olinda, c canalisar o seu ro Bcberibe al as
porlas desla cidade.
lia muitn, que 11111 melhorainenlo desla ordem.
imporlaiicia na comarca, e da iiidefeclbilidadc de ; (endent a restaurar a amiga e pintoresca Olinda c-
aen carcter. ,-,,.. dade de UnUs Iradiceoes e alarias, eslava como qa
Iwsejana me dusessem se be indeferlivel o lio- I convidando os cmprelien ledore inlclligenles a se
mera que aprsenla urna queixa ronlra a aulori- atirarem a empreza de dessecarem o seu pantano
dade.c na occasiao de inqucrir-sc as leslcmunlias di/ com nina quadra laroanlia de t-rras aproveilaveia
que esta queixa he um mero bniique.lo? (alvez quei-! para variada o prodigiosa rulliira ; ha limito que o
ra lomar romo brinradeira 011U.1 quena de Joa-1 seu rio Beberibe sempre perenne, graciosoe lmpido
quinjtNunes Marinho, espancado uu engetilio Ma-, como que excitav aa qne o caualisassem para que
ragi pelo escravoJoaqaim, farto (pie nao-deve ser I a sua navegacAose lorpaase regular e certa, d'csta
arle facilitando a juncelo deslas duas eidades irinaas.
Todas eslas vautagens eram olhadas, mas eram iios-
exlraano ao Sr. I.ojies por ronbecer o senhur deU,
escravo, c o quenoso julgar-se esliulbado de scus
h. 11-, de suas plantarrs e da deshonra do thoro
conjugal : Teuho-me admirado cura a demora do
destecho desla queixa. ha muilo em poder do enr-
gico delegado (leste terina, estando demais conven-
cido da sua perseveranra contra us criminosos, como
sempre o tem provado entre mis, quer cuino rom-
mandante do destacamento volante,quer como agen-
te policial.
Para justificar o que llie digo coiilar-lhe-hei as
ultimas diligencias eflectoades pelo capitao Wan-
derlev. He inconteslavel as vanlagens ohlidas com
os destacamentos volantes,e ns bous resultados s po-
den) ser devidamente apreciados pelos habilantes
desses lugares, onde a autoridade era milla para
com os potentados, que de algum moqjr assemelha-
va-, em quauto. a -na independencia, aos senhores
las de lado por que 11 espirito dea'soriacao vai anda
enlre nsciiiuma marcha libia c tarda. Os proveilo9
que a eompanhia cuiprelicndod'ira leria a tirar da
pvssee distribuirn de tantos terrenos c logradoiiros,
de 11:11a navegaran tao importante eram menoscon-
-iderados, e calculados sem o ncre-sario criterio, 011
autos olhavamoi para ludo islo como motivo
liara sonlios que nao para emprezas realiaveis.
Eramos l.aponios cusanos dize-lo, no uieo
do progresso geral do mundo civilisado ; esca-
pavarao-nut ao inovimcnto, que em derredor de mis
se eslabeleria, c-'qiieciamo-nos al mesmo dos pri-
meros passos que j baviamos dado nessa carrera.
Felizmente para mis, e em bem do bom renoinc do
nosso administrador, olio siube,asseu!ioreando-se da
siiuarAn, flrin-la na va de pragressas e melliora-
nientos, convergindo para ese ponto sua altencAo,
estados e zelo, o fazendo snaminbar o bnrn espirito
iublico, que carece para pasto de ideas de uti-
idade praticn, material e inral. As chaves de ouro
que nos I1A0 de abrir as po*tas do futuro, para que
Dos nos deslinou, nAo serA- decididamente as que
forem forjadas no cadinho das revolucoes ensan-
gueufadas, e sira aquellas qxe a industria crear, e
que a moralidade dirijir.
J temosaconservacAoda Iranqaillidade.e a esle be-
neficio, que ao nosso administndir devemos aj mian-
do o bom espirito publico, um miro accrescentare-
nios, o de mais um progresso nasenda da civilisaco
desla nossa Ierra. Honra poise louvores ao nosso
prestimoso e inlelligenle adiniustrador.aos ridadaos
de patriotismo illusirado, que 1 auxiliaren) 110 110-
bre e rvilisadorcmpeulio doJessecamcnlo do pan-
lano de Olinda, e da tiaaliafo do rio Beberibe
ate as portas desla cidade. Ilc.empro um dia gran-
dioso, oque assignala um meliuramenlo industrial,
bem dmanios o dia 7 de sclinbro que nos tinha
lomado livres e indepcndeiilc, bem diremos a sua
comemorasao, que nos descapivou dos velbos pre-
OOBCeitos, moslrando o quank pode o espirito d'as-
tociacaa para empreza enlre 10vos civilisadosNao
paremos ; avante. Timn.
Srs. Redactores. Aodopis da apparirao de mi-
nli.i uliim 1 missiva, u.io le lio eslado nada bom :
lauto pbysicamente como nTiralmcnle, me vejo um
pouco atacado. De todos Miado* surge um alarido
confuso, uma vozeria insensta que me alurde diae
noite.
Do meio della apparece veta* pedindo-se a Dos,
que uma cmara de sangue eja o meu fim ; mas a-
col. maldicoe. mas maldiries; e,assim conclua co-
1 no nao ola re arcepemlido ramissao de.que encarre-
guei-me ? Em que sipoaliAo eslou medido, per-
gunlo a mim mesmo algunus vezes !
Nem por en promelter-lle que rcspeilaria a vida
privada de meus compalriaas, esse sancluario im-
pcuelravel que lano hei r.peila lo al boje ; nem
por ser publico que me tedio nicamente oceupado
cora o que diz respeito a lossa santa lerrinha, do
que por c corre as mil paravilbas ; ncra por isso
pouparam de lanzaren) -olre mim pragas, maldices,
aualhemas, e tanta cousa,que nem sei reTerir-lhe.
veja como he mesquinhaa sorle do homem, que se
deita em um Icilo de uragas, e quando descoberto,
deseja al negar que a luz nao nasce das cores '! !
Em que esclitos deseja pepr-se para fugir da pu-
blica execrarflo ".'
O sabio Malidir.iurlio nulir das Meditarnos Cliris-
thAes dizia : Nos vemos bdo em Dos. Phrase
esta que sempre se ouvia iu philosopho, como seu
axioma.
Equeui deixar de negarj, verdade deslas palavras'.'
Ninguem. Eu agora por una synlbese desojo inver-
Icr o sentido do sabio phtlosqilio dizendoNos vemos
ludo no homem. Proferias aquellas palavras por
Malcbranchc, 110 sentido viro em que foram toma-
das, quo vasta -abe lona rallas se nao enconlra !
Arrancadas de um coracio um pouco civado do
-pino-limo, eque abrae.am ima gencralidade infini-
ta, nao erara estranhasquaido proferidas pelo sabio
e meditabundo pliilosopln. Tomadas cd to meu
sentido tamliem vero, mai; synlhctico, e arranca-
das nao mais dacachola.de Ualob: anche, porem de
um seu correspondente freirhco, o que de-ejo e de-
vp acrescenlar ; miscrabilidide das raiserabilidades,
s vejo no pobre homem Por mais que elle ca-
niiulie para adiar essa pednphllosopal, menos a en-
conlra ua sua escaldada inhiliajencia. que fascinada
por um ficto deslunibrameito, perde-se no mundo
das Iiccoes.
Seria circurascriplo o lirmo sublime daquclle,
que com ancia se adiantava na philnsopliia de Des-
earles ? Nao. Tambora seii circumscripto onnolis-
mo ? Veremos.
O homem : esse ordenadi plstico pelo Creador,
al boje o que he dclle'.' 'lano a historia religiosa
como a profana, nos alianc. que seus passos sempre
foram errados. E, alguem ian lera o direitode sen-
surar, de brudamentc mostrar a vereda que outros
devem 1 n I liar '! Eslaremo. destituidos desse direilo
tao igual e fraterno, que a nesma natureza uos apr-
senla em loda parte sem cmlroversia '.' Dizei ho-
mem insensato que* a esmo iom o scepticismo queris
al negar, que csses sous narmouiusos nascidos do
numero e da igualdadc, sio extranhos da obra pri-
ma de Dos
Para que oh homem Te chafardas em um
charco impuro, e quando as descalvado, bramis co-
mo a ondas 110 solitario rechedo ? Para que a tua
ra/.'uf nao he consultada, aites de entrares nessa vi-
da obscura, para nao blasfemares dquellcs que le
observan) passo a passo '
Para que nao consullas eisa vida obscura, para um
lucido raio abrilhantar teus passos inecrlos no cami-
nbo da vida '? He assim que inponderadamente per-
corres essa vida Io juila pian lo duvidosa '.' Teus
passos nao secontam, tua vila nao seendaga, para o
leu espirito repleto de refleioes, le assegurar o lu-
minoso fanal por onde deves Irilliar 11! O que
deseja- he proseguir, bem; cu lambem prosegui-
ei com vosco.
Aiuda que pi "s os mais duros espinhos, anda
que eiiioolres cm qualquer parte a laca da amar-
gura, 6 envejada por t, en te acumpanharei passo
11 passo al ao prowio abjsin^**''
Agora sobrancyflgjaaMiniaegiiiodo a rainhn cir-
reira, sii ambicc *J)^peTa pratica pullir meu es-
pirito tao secco do rcllcxoes e lgica, cultivar pela
imprensa minhas ideas rudes ; desejando receber dos
sensatos, 11A0 ovaees que as nao merece ; mas
que minbas Tracas vozes nao se percam por essas
planices ridas, onde nAo respira a brisa que nos em-
bala no doce luto da paz, nem o doce favonio que
como o precursor da bonanza, nosassegura um lio
risonte mais coinpassivo e brando. Sensurar o mo,
denunciar inju-io hei de faze-lo, succeda u que suc-
ceder. QaemuAo quer ser lobo 11A0 llie veste a pelle.
Se vos 11,10 queris ser censurados pela imprensa,nao
vos desviis do caminho da honra c dainleireza, pe-
lo contrario me tercis em vossas alcalras.
Quera encara s o vil inleresse, quera se lembra
s do retia nos, e ao leu reino nada, quem s afas-
ia da ellipse que os homens honestos Irilham, suc-
cede-lhe andar, ou mais tanje ou mais cedo, com a
calvo ao mundo.
E pergunto, serei oeulpai'o '.' dizei-o Eslarei de
mAos dadas para oceultar o que lia de mais abomi-
navcl no Iiomem ? Querereis compartilhar esse fer-
rete ignominioso que ennastra vossas frontes'I Res-
pnndei-oUma sempre lo insensata rcleuina se le-
vanta, alurdindo com gritos da descspera;Ao, a
seus correspondenles, qne eitou vendo a hora tre-
menda que dizem, faca punta, e continuaren). Nos
nao queremos eslorvos a nussus desvarios, e arbitra-
riedades, nem (Ao pouco queremos censuras; porque
o nosso amor egostico, nao deve ser tocado anda
mesmo pelos deoses da primeira ordem. Eu, que
nem ao menos sou da lerceia, veja como nAo esta-
rei me concillando com algum Jpiter, ou Saturno,
para livrar-mese poder, desses valentes panemaesV
NAo meus senhores, os correspondentes do Diario de
Pernambuco aliancaram sobre sua palavra de hon-
ra, levaren) ao publico pela impreusa os factos, an-
da os mais insignificantes, e non bu 111 de vos se deve
molestar com o apparecimealo de vossos devaneos,
pelo contrario nos devieis agradecer com alguma ga-
liulia torrada que uAo he daspciores cousas. Eis o
meu prembulo, com que eocclei esta missiva. pa-
recendo (e parece, bem ) ser um pequeo cavaco
que dou aquel les que foram censurados por mim,
e tao de rijo ale iran suas vozes, para me estorva-
rem aiuda mismo no iiasccdnuro.
Teniendo vorlaratraz, passarei a dizer-lhe alguma
cousa desle nosso mundo. As noticias que nos trou-
xe o cerrcio de 10 do correle, da ingenie guerra
auglo-franccza. turcu-rus-a. como queslAo do dia,
nos veio assegurar que os Russus, vio de pouco em
pouco prr.leudo os scus priucipaes apoios, j pelo
abandono do assedio de Silislria, j pelos revezes que
bao lido nesses tiroteros e m onlros, que mal dos
Russossc a santa ortodoxia Ihes nao inspirar alguma
arte nova de devorar impos, c 10 inesrao tempo le-
va-Ios ao campo He Marle com impavidez, anda que
forjada por machinas pvrolechuicas.
Tenho cosa.lo bstanle de ver o partido que ha
ah pelos Russos^eJrffr;os, sendo maior o daquelles;
o que muilo tenho cslranhado, nao me parecendo
fura de proposito lembrar-lhe, que talvez essa anli-
pilhia aos Toreas sej devida ao seu autigo antliro-
pophagismo, o que hoje deve ser esquecido ; atiento
os regenerados tambem traficaren) a carne humana,
e ellescomo filhosdc Mahomelh, exerciam uma ly-
rannia, quando tambem a ignorancia superava essas
regies barbaras; e boje que estamos no sceulo das
luzes, que tomos esclarecidos pela luz do evangelho,
para que pisamos pelas mosmas pegadas dalles 1 Eis
a minha conclusao, anda que extempornea, mais
nao fora de proposito.
Os Turcos pelo direito das genles.dcviam resistirs
argucias da ciirle de S. Petcrslmrgo, que capiosa-
nieole a muilo machinava o seu total desappareci-
mento da lista das na?es, como bem 11 prova a se-
nhora diplomacia, o essas cartas credeuciaes publi-
cadas na Inglaterra enlre sir li. H. Seimour e lord
John Russel. Por isso llie digo que eslranhe o gran-
de partido Russo abracado ah, sem davida por al-
gumas raberas escaldadas, sem se lembrarem que
podemns oa mais tarde ou mais cedo eollocarem-uos
nas niesinas cirtnimtinciaa larcas, o que nao pde-
nlos negar nem asseverar. por perlcncer esse presa-
gio ao arbitro das naces do mundo. Pelo santo di-
reilo que advogam os Tarcos, o de reprimirem um
iiiirnigo invasor, turbulcnlo, nvejoso e perverso, cu
me inclino mais a causa santa dos Turcos: e Dos
permita que suas armas triumphem nessa nova cru-
zada, para total aiiiquilanicnlo do ambicioso auta-
crala, o eterna ruina desse imperio culosso, que in-
lerrompcu com capiosas argucias essa paz que a Eu-
ropa gosava a oilo lustro consecutivas j essa paz re-
pito que tanto tem unrcqiierido as artes, o engolillo,
e dado expansao ao raciocinio, esse lusciro que s
no rrgaro da paz, indaga a nalureza, aprofunda-sc
na* seieneias abstractas, e faz e-paular ao resto do
mundo com as suas invences.
Agora deixando de contemplar os grandes sueles-
sos de que esl orriipada essa Europa fralcrnecida,
e nao desejando vollar minhas vistas, j UU) fatiga-
das, para esses duendes que me atormentan), e que
occasionaram este lao fastidioso prembulo, me in-
Icrnarei no apreriamentu desses aronlecimenlos re-
reules, que quando nao ejain (le primeira or-
dem, nao deixam de merecer a honra da ledra re-
donda.
Antes de ludo apresso-mc cm dizer-lhe, que le-
nho goslado de ver o comportamenlo presente do
nosso vetusto vigario, que nAo obstante contar os
seus setenta ianeirns, comtudo se esmera boje por
agradar aquellas ovelhas que se linhim alierrado do
1
seu innmero rebanho, exercendo com mais apli-
dAo os seus deveres do parodio, que bem posso as-
severar-lbe (sem medo de errar) que sahio do trpi-
co sle cncer, e entrioi no de Capricornio, me dei-
xando assim propenso a dizer-lhe que o temos em
phase bem dislincta daqaelhi em que se havia col-
locado. Seria njulc.a de miaba parle, se aqui nao
apreciasse o seu cuidado e zelo que loman pela sua
verdadeira Esposa, mereceodo nao encomios, que 01
nao sei liberalisar a ninguem, e nem esle he o meu
fim ; mas para Vmc. (desejaudo, como sei que dese-
ja, as felicidades de seus n man- alegrar-sc, por-
que j vamos leuda o que nos faltava. e assim o ho-
mem ; esse animal de dous ps sem peonas, como o
defina Pialan, e mais o prova Deogenes quando ar-
reme-- 01 a Scrates o gallo depenuado, dizendo-
Ihe K o luiuio.u dePlaiao anda na dade a
mais decrepita, nao deixa de escolar a voz da ra-
zo, e longe de perd-la e dcspresa-la, a acolhe co-
mo que para arrepiar carrera, e escapar desse a-
bjsmo. que outr'ora nao o considerava senao como
o norle seguro, para livrar-se dos cachopos a que
eslava ex posto nesta vida de miserias. Veja como,
sempre se engaa o pobre homem Olanlas vezes
elle nao traga o toxico mortifero, julgando saborear
o Bastar puro !! Nesta conjectura se arbava o nos-
so vigario ; mas agora porque estradas nao a vemos
pisar !! Esl com o sen todo corpreo diflerenle do
que era, e Dcus permuta que sempre o tendamos
sem alleracAo.
Ao passo que assim se condaz o nosso vigario, a
Illm." cunara conserva-se uaquella mesma allilmle.
ou seu amigo marasmo, quejulgo que anda mes-
mo com algum acicate, ella pouco despertara do
lethargo, para escular a voz que llie clama, como
em deserto. Quem dira que a Sra. Illm." lendo lilhos
lo impavonados e improvisadores, se conservasse
at hoje, sem saberraos quaes os beneficios que nos
lem ella feilo? Uma corporacAo lao dislincta ar-
rancada da senhora aristocracia a todo casto e tran-
se, seria para nos legar o que nos tem legado ? He
publico e todos reconbecem que nao tenho odio a
nenhum dos senhores cambristas, (como bem se
exprime um de seus fillios) antes pelos contrario le-
nbo por l minhas sympalhias ; mas deixarei por
isso de occullar a ineptidAo ecrassa ignorancia des-
ses Amphicios'! NAo, meus senhores. NSo tenho
deveres nenhuns a cumprir quando apparece, alm
desses mesaios deveres, oulros qne pedem reclamo,
e de minha parte prometto-lhes que sempre os a-
companharei at qne Ss. Ss. coraprehemlam os seus
deveres.
Qual a estrada que se possa transitar aqu li-
vremenle' Ss. Ss. eslarao em algum serrallo., que
nao caminhein por ellas; que nao compreheradara
a necessidade que temos de facilitar as vas de com-
inunicacao, para assim animarem o commercio, a
agricultura '/ Quaes os beneficios que espalbasles
sobre o povo que vos elegeu, que vos deu um tao
distinelo lugar para oceupares": Nao vosenvergo-
nhais de transitaros por esses caminhos, que mais
parecen) espeluncas do que estradas publicas? On-
de se consame 8008 rs. annualmeole; e com ludo
isso_ lodos os dias vos batem a porla, dizendo-vos :
nao posso mais tolerar, tenho precisoes, quero
receber meus cobres, que a Senhora Illuslrissma nao
he o meu testameuteiro de fado, nem de direitcrIJ
EnlAo isso he pouco!!!
O povo nao se deve mais engaar com aquel les que
Ibes nao serve, que o arabrunha, e que s Ihes tira
a substancia..... Mea amigo, uma cousa he ver. e
oulra he dizer. Por aqui tudo corre a passos largos
para o alrazo e aniquilameulo, e o povo lio quem
mais solfre, por que he a classo que mais uecessita
dos beneficios desses zanges de lgica de porco,
sendo constantemente engaado pela sua credulida-
de ; mas algum dia elle acordar, e lambem saber
dizer : Nos j coinprebendemos, que o que vos s
desejais he blasonares com os Ututos que vos legamos,
e ltimamente a nossa sorle c necessidades nAo vos
faz sentir, at perecermos de todo.
Al agora eu me conservei no silencio, julgando
que a Senhora Illuslrissima acordasse de seu lelhar-
go somnfero ; mas como foram palavras oucas em
orelhas moucas, eis-me de novo em campo para a-
lordoa-la, at ella comprejicuder a sua verdadeira
missao.
Deixaria de coramunicar-lhc uma branquiuha do
nosso adamado fiscal, que por mais de uma vez lem
dado pro vas do que he 0W0 que deseja ser? Nao.
I.einbrei-me desse senhor com tempo bstanle, por-
tanlo v ouvindn.
Sablelo passado, amanhecendo no carral da ma-
tanza um boi unirlo de carbnculo, e estando o ba-
rao da Varzea, que be o nosso fiscal, presente, leve
a audacia, que oulra cou-a nao concilio que seja,
de consentir em que esle boi fosse vendido por rs.
108000, e consumido publicamente, sem mais exa-
me ou cousa que o > alba. Ficaria s aqui a sua bru-
talidad.' e estupidez, Sr. fiscal? Como S. S. consen-
le vcndei--e um boi que apparece morto no sab-
bado, eslaudo bom na vespera, sem se importar
com mais nada? Eu acredito que como S. S. seja
alopalha, e dos boas, ficsc l com os seus botoes
alguma autopsia cadavrica ; mas os oulros nao es-
larao por isso, e S. S., perdoe-me dizer-lhe, que
sem duvida ser tido por aquelles por um burro, ou
alguma bosta de carga. Longe de mim tal pensa-
menlo, arrcda-le, Quincas, quanto antes, v que o
menino he liaran, e com barfies nao se brinca.
\ o lando ao serio, qui! gosiu pouco de cassaadns.
Cusa acredilar-cuielh 111I inipomlcracAo, parece b
incrivel que umMlscal conseniis.se era um matadou-
ro publico veiider-jsc um boi de carbnculo ; mas
se foi real, se lodos > virara ajudando a boa venda,
como nao arredi la r-se '.' O que eu nao posso acredi-
tar he que S. S., o senhor liaran da Varzea, eslives-
se cm seu juiza permito!! Mas isso seria muilo, o
que devo e lodos devem acreditar, he que o Sr. fis-
cal nAo se importa que Pedro 011 Paulo morra ou
deixc de raorrer, nAo morrendo elle, nada se perde.
E, para que eu lembrei-me dessas cousas, nao se-
ria melhor que ellas corressem como vAo, para que
molestar a tantos e tantos titulares? He imperti-
nencia c mais que impertinencia ; mas, vollando
atrs Que tal o nosso fiscal'.' O Sr. barAo da
Varzea 7 NAo he bom menino ? Por faz e por ne-
fas S. Exc. com senhoria nAo deve desmentir por
seus actos a cmara que lembrou-se dclle para fis-
cal ; ella corro como mis sabemos, elle descmhesla
como todos sabera, e ludo vai bem. Mas os Bana-
ncirenses devoran supporlar lana baixeza, tanta ri-
dicularia, que s parece, o que por c corre, um so-
nho de fada Nao. A sua posico nao he das mais
mesquinhas ; a sua sorlo deve ser oulra ndubila-
velmenle, e d'ora em (liante talvez vejamos raiar
oulra brisa cm roda de nos !! Temos recursos suf-
(icienles, para alirannos para bem longe essa illu-
sao que pretende com sonhos, os da meninice, re-
dnzir-nos a zero. A senhora cmara nao cumpre
com os scus deveres, o nosso fiscal menos, e dai-
Ihe por ah que vai lujo bem. O nosso fiscal deve
quanlo antes pedir demissAo de seu cargo, visto nAo
comprehcnd-lo, e a cmara dever escolher um ho-
mem hbil para respeitar as suas posturas, e nAo
lornar-se os seus actos, os mais serios, briuquedos
de meninos ; porlanto, o Sr. b nao rom a senhora
cmara esperem por mim, que hei de vollar muilo
cedo, com liccnca, senhora cmara e o Sr. bardo.
Agora rjsla-me dizer-lhe alguma cousa da senho-
ra polica, essa dona ataviada com vestes de muri-
biinda, que mais parece destinada para agonisar en-
fermos, do que para prenderos vivos, sim, aquelles
leconimeii lados, que em loda parle lem casas sem
pagar allugucis. J vou muilo extenso, por isso que
o outro corrcio tambem levar alguma causa. Di-
ga-me adeus por esla vez : patacos llie desojo, sa-
de c gordura.
P. S. L'm compadre com visos de sabido, re-
melleii-nie esla carlinha pedindo-mc que a quera
ver em leda redonda, por isso facam-lhe esle fa-
vor, dizendo-mc elle, que quando livesse esse gos-
linbo nilo se impnrl,i\a de marrar.
i Meu compadre e amigo. Fui um desles dias
lellar uns papis, como de faci os sellei. Nesle in-
lerim bolo-mc para a casa da illuslrissima cmara,
e l vi o tal menino esrrivan da collcctoria, c como
admirado perguntei-lhe se all lambem era casa de
sello ; mas elle que mo he peco, respondeu-me que
llie pareca que esle seu compadre era um tolo ; eu
nao gostei nada da gramola, c.linda ando meio des-
confiado ; mas ahi ainda nao fica a minha historia.
Logo dcpois vejo gritar que a audiencia do Sr.
juiz municipal eslava aberla, brando tudo como
Vmc. muilo bem sabe, junio com o susto, -e porque
l tinha rerlo negocio, que nao se faz preciso Vmc.
saber, isto he, ia pagar uns cobres que o nosso,
ele, ele., exigia de mim, logo enronlrei na entra-
da o tal menino, e como quera faz um cesto faz um
cento, reencidi na asneira de perguntar ao tal me-
nino se all tambera era casa de sello. O homem
como que pensando que cu lalvez quizesse alguma
papansa de sello, respondeu-me que punco lardara
que eu nao fosse para o hospital dos duudos. Eu,
como meu compadre bem sabe, sempre caio tiestas
asneiras. porque parece-meque quando me fizerara
foi de asneiras, para nAo ficar embuchado, eneoslei-
me anta a um homem que ficava perlo conjurarlo
de mim, e pergunlando-lhe se um individuo poda
Decapar lana cousa em detrimento de alguem, por-
que alguem posso ser eu, o agora me lembra mais
de uma cousa, j nm alguem queixou-se do lal me-
uino a mira, como eu agora queixa-me a Vmc. Mas,
como ia dizendo, o tal sugeito respondeu-rae, que
aquello era um personagem, e que eu nao zombas-
se, que nAo s era escrivao da collcctoria, como se-
cretario da ranura, advogado, por isso o via all, c
ltimamente sola procurador de Nossa Senhnra do
l.iviamenlo. Eu enlAo, meu compadre, a vista de
tanta cousa nao liz mais do que calar-me, c racllei
a violla uu sjfacco*.
a AgoraVai'Ifescjn que Vmc. me responda ao p
desla se nm najuRin como eu e Vine., lendo s dous
biaros, (toas peina.-, una rabeca. uma caa, se pode
ou deixa we poder com lana accomnlacaO? Porque
Icnho j visto fallar em uma lei, a da urumpatihi-
lidade, e jalao que essa lei 11A0 se eulendc com mis
pelo coulrario uma s pessoa nao oslara com qaa)
Ira ollicios publicas, ou como Vine, quizer, em-
pregas.
o J vi fallar que por ahi liaviam dous avisos a
esse respeilo ; mas lalvez viessem em lingua hebrai-
ca, e por isso anda nao fosse posla cm cxecueo :
muila cousa tinha de dizer-lhe, meu compadre, c
consallar-lhe ; mas para Vine, nao dizer que sou
na-sanie, par isso digu-mc adeus. Seu compadre
que o eslimaA. J. C. do Assii. 1
Banaueias I de agosto de I8>t.
Srs. Redactores. lendo sido rcorganisado cm
virlude da lei n. m-2 de 19 de selembro de 1850, o
balalhao da guarda nacional da freguezia da lloa-
Visla foi meu cimbado Jos francisco Tenorio d_
I.una. qualilioado na :!.' companhia. como morador
ua ra Velha em rasa de minha sogra, onde de Tacto
residi rom sua familia al o auno passado, poca
em qae se raudou para_a freguezia do Poc,o, Pro-
cedida assim a qualilicacao a sua revelia, porque
della ao teve noticia alguma, como dispoe o final
do arl. 8. do decreto n. 722 de 25 de ouluhro de
1850, foi chamado para o serviep do mesmo bala-
lhao, e nessa insciencia deixou de comparecer.
Sendo pois o seu domicilio em outra freguezia,
Iratou logo de requerer a sua eliminarlo por
forra do arl. 11 l.o do decreto n. 1130 de 12
de marco de 1853, peranle oconselho de qualifica-
ao na prxima reuniao, juntando a seu requeri-
inenlo attestado do subdelegado daquella freguezia,
do respectivo inspector de quarlcirAu, c uma cerli-
dAo do escrivao de paz, cxlrabida do livro de qna-
lile ac.io. por cujos documentos se deinuuslrava evi-
dentemente, que a morada de meu cimbado era na
predila freguezia do Poco da Panella. Estesdocumcn-
los foram desattendidos pelo conselho de qualifica-
SAo aob pretexto de llie cooslar (.1 maneira dos ju-
rados pelo conhecimento que tem do facto, c nao
pelo allegado c provado) que elle murava nesta
freguezia. quando consisto essa snpposta morada
de meu cunhado cm frequenlar elle a casa de mi-
nha sogra, todas as vezes que vera a esta cidade, e
abi acbar-se quando porveiilura se demora a bem
dos seus interesses, como de mais prova o documen-
to n. 1.
Do indeferiment do conselho de qualificacAo rc-
correu para o do revisla, e duraute este p'eriodo
sempre eslava arcada a ordem de prisao contra di-
to meu cunhado, bem como a espada sobre a ca-
beca de Damocles cora o mais acintoso menoscabo
do aviso do ministerio da juslica de Iti de junho do
corente auno, que exprcssameale mandil ce**ar
o abuso de serem chamados para scrciro individuos
que nao estilo decidamente qualificados na forma
da lei.
Em verdade s pode comprehender a cabera de
algum eslonleado a idea de calcar cm uma prisAo
um cidadao por falta de servro na guarda nacio-
nal, quando a lei ainda a isso o nao obriga, c a
constituicao do imperio arl. 179 i., terminante-
mente prescreve, que ninguem he obrigado a fazer,
ou deixar de fazer senao o que est prescriplo por
lei!!! .
Nesta lerrivcl conjunclura requeren o dito meu
cunhado, ameacado dessa prepotencia, ao caminan-
do superior interino o Illm. Sr. Domingos Alfonso
Nery Ferrara a suspensAo daquella injusta e ini-
qua ordem de priso ale a decisAo doaeu recurso,
passagem para o balalhao dn seu domicilio, porque
effectivamente sendo essa guarda cvica instituida
para defender .a liberdade individual, era brbaro
e rcvoltante em nome della opprimir-se e violen-
lar-se o inolTeosivo cidadao. Dependendo pois de
informaees dos nimm,unante, do balalhao e com-
panhia essa pelicao. demorou-sc o seu deferimenlo
al que o Sr. Nerv Ferreira passou o commando
superior ao chefe do eslado maior o Illm. Sr. Se-
basliao Lopes (iuimaraes, a cujo conhecimento foi
submellido esse requerimento no dia 16 de agosto
prximo passado, c por despacho leve o seguiule:
Sendo evidente das informaees do capitao da
3.a companhia do 3. balalbAu, nao s que o guar-
da Jos Francisco Tenorio de Luna commelleu a
omis-ao do servido e cumprimenlo de seus deve-
res, segundo o disposlo no arl.'97 da lei n. 602
'de 19 de selembro de 1850, como lambem, que nAo
he exacto o que allega em scus requerimentus. de-
termino aos mesmos Srs. capilAo e commandanle,
que facam constar ao mesmo guarda, que indeferi
o seu requerimento por infundado, e contrario
boa disciplina e decoro devido aos seus superiores,
e que igualmente facam recolher o mesmo guarda
a prisAo competente, pomto-o a minha disposicito,
alim da que liquem punidas devidamente as fallas
anteriormente cammellidas, concedendo-se-lhe ao
dcpois a passagem que requer. Quarlel do
commando superior interino 16 de agosto de 1854.
(Iuimaraes, commandanle superior interino.Co-
mo foi publicado uo Diario o. 205 de 7 de selem-
bro corrente, nolando-se que o dito meu cunhado
ja havia sido eliminado do 3. balalhao da Boa-Vista
pelo conselho de revista no 1. do dito mez de agos-
to, conforme o documento n. 2.
Islo posto, lendo o Sr. commandanle superior in-
terino recebido os livros da qualifica;3o das paro-
chas na forma do art. di do citado decreto n.
1130, (lev ia mandar exlrahir lisias dos eliminados,
em cujo numero esl meu cimbado, segundo o art.
36, e Ihes dar o desuno ordenado no arl. 35, e por
conseaiule jamis poda ter lugar aquella ordem
de prisao depois da sua cliraioa^o, como ocurso
em algum dos paragraphos seguales ao arl. 97 da
lei 11. 602, que nenhuma applicacjio tinha ao caso
vdenlebJrl.'SiSer punido com prisao al
oito dios segundo a graridade do caso, o official,
official inferior, cabo, ou guarda que estando de
scrciro se tornar culpado:
S l. Di desobediencia ou insuhordinarao.
2. De falla de respeilo ou emprego de pala-
tras offensicat ou injuriosas aos seus subordina-
dos ou de abuso de autoridade.
4." De om.siio de algum \serciro determina-
do ou infracrao das regras do sertico.
5." De embriaguez.
Daqui se evidencia que, se pela nova organisacao
daquelle 3. balalhao meu cunhado nunca esleve'de
servico, como prova o documento n. 2, e tambem
que foi elimidado da indevida qualilicacao em que
foi contemplado, .documento u. 3, nao se pndia
e nem devia ser considerado incurso em laes fallas,
puniveis sracnle. em occasiao de servijo ; e admi-
ra como sem respeilo a lei, com flagrante menos-
prezo de suas dispusiese*, cal do bom senso assim
se proceden, nao nos serles pojados d'ouro, mas oa
capital de uma das provincias princpaes do im-
perio !!
Tenho esperancas de que nao ha de assim conli-
nuar-se a espesinhar o fraco cidadao, bem como
eslou persuadido qae aquelles que pela louca vaida-
de dos delirados galocs para se mostraren) garbosos,
esbeltos ejucundos nas paradas (e muila* vezes fra-
qui-siiinis, quando a patria os invoca) nao devem
considerar os pobres guardas nacionaes quaes outros
servos da gleba, porque poden lerabrar-se que to-
dos os cdadaos sao igoaes peranlea lei, e que a torca
della faz humilbar os que se ensoberbessem com s
posires, e nada quercm respeitar.
Srs. Bcdaclores, o actual clamor publico contra
asopprcssespratiradas para recrg.inisac.io da guar-
da nacional, de dia cm dia cresce, e he de esperar da
imparcialidade do seu bem conceiluado Diario, qae
permita por esse vehicalo, ao menos o de-abafo de
lanas victimas, cm cujo numero se acha aquelle mea
cunhado, que por auseute de feudo.
Islo posto, peco-lhe por obsequio que admlla es-
las poucas linhas, para que o publico conheca e sai-
ba como se tortura a le, c se acabrunba o mizero
cidadAo brasileiro, em nome da guarda nacional,
in-liliiieao ali.^mantenedora das liberdadespublicas.
De Vmc, respeilador a obrigado, Antonio Jos
de Olireirae Miranda.
DOCUMENTOS.
N. 1.lllms. Srs.Em resposla ao ofliciode Vv
Ss. de 29 do passado, em que me pedem que declare
se Jos Francisco Tenorio Luna,beounaodomiciliario
nesla freguezia, Icnho a dizer-lhes que, segundo me
consta, o dilo Tenorio ha lempas resida em compa-
nhia de sua mAi ua ra Velha desla freguezia, eque
havendo-se retirado para a freguezia do Poco da Pa-
nella com animo, segundo deelarou, de ahi residir
em cousequeucia da molestia de sua miilher, todava
cosluma quando vera a esla cidade assislir em .casa
da mAi; be o que posso informar a Vv. Ss.
Dos guarde a Vv. Ss. Subdelegada da freguezia
da Boa-Visla 1." de agosto de 1851.lllms. Srs.
presidente c membros do conselho de revista da
guarda nacional.Osuhdeltgado supplenle,//jitonto
Ferreira Marlins fibeiro.
Nada mais se conlinha em dito odicin, que eu ,la-
belto abnixn assignado bem c fielmente fu copiar do
proprio original ao qual rae reporto, tirando esla sera
cousa que duvida faca, conferida e concertada na
forma do estvlo subseripla e assiguada de meus sig-
naes publico e raro deque uso, nesacidade do He-
rir aos i de selembro de 1854.
N. 2,Tllm. Sr. eoiiunanduule interino do tereci-
ro balalhao de guardas nacionaes.Diz Jos Fran-
cisco Tenorio de Luna, que para bem de seu direilo
preci'a que V. S. Ihe alteste.se osupplcantc depois
de qualiiicado no balalhao do interino commando
de V. S., presin algum servico militar ou se dei-
xando de comparecer a primeira revista para o que
foi avisado, contra elle se expedin ordem de prisAo.
Pede a V. S. assim lho atieste.E. R. M.Antonio
Jos de Oliceira e Miranda, procurador.
Becifc 17 de agosto de 1851.
Alles'.o que o -opplicanie sendo guanta nacional
do balalhao do meu interino commando,nunca pres-
lou servido, e nAo me consta que tivesse ordem de
prisAo par Icr deixado de comparecer a primeira re-
vista.
Quarlel do commando do lerreiro balalhao da
guarda nacional do municipio do Becifc 17 de agosto
de 1851.Gncalces da Silca, capitao commandan-
le interino.
N. 3.Illm. Sr. commandanle superior interino.
Diz Jos Francisco Tenorio de Luna, que para bem
de seu direito precisa que o secretario desle com-
mando superior llie d por ccrlidAo a vista das actas
do conselho de revista, se o supplicanlc foi elimina-
do do lerreiro balalhao de guardas nacionaes da fre-
guezia da BoaVisla, eodia, mez e auno em que leve
lugar essa eliminacao. Pede a V. S. assim Ihe deli-
ra.E. K. M.Antonio Jos de Oliceira c Miran-
da, procurador.
HeriTe 18 de agosto de 1851.
Passe. Quarlel do coinmandn superior da guarda
nacional do Kccife :{.*> de agosto de 1834.(Iuima-
raes, commandanle superior interino.
Cumprindo o despacho relro, cerlifioo que das
acias do conselho de revisla consla,qne o supplican-
lc Jos Francisco Tenorio de Luna, obteve o despa-
cho seguiule:
Deferido pelo conselho Jos Franrisco Tenorio de
Luna, em vista dos documental o participadlo oili-
cidl do subdelegado supplenle da freguezia da Boa-
Vista, eujo despacho foi dado peranle o cousclho de
revisla em o I' de agosto de I Sai.
Se, i ciara do cumulando superior interino I.'de
selembro de 1851.O secretario, Firmiiio Jos de
Oliceira.
quera nos d ou poder tirar esse crdito, que go-
zamos nesta praca e tora della.
He parante o tribunal competente que havemos
de levar ao mesmo Sr. pelas injurias, que nos lauca
em sua correspondencia: e esperamos em Dos *e
na juslica do paiz que, assim como o coagimos a pa-
gar-nos a quanlia que nos devia, lambem o have-
mos de obrigara pedir-nos perdAo da offensa qae
nos fez, se nAo preferir supporlar o castigo do crime
em que lem incurrido.
_ Todava, j que esle negocio foi Irazido ao coohe-
cimenlo do publico, he de nosso dever darmos a
lio respeitavel julgador, algumas cvplicares : o
que Taremos o mais succinlamente que nos for pos-
si v el.
NAo conheclamos o sobredilo Sr. Jcronvmo,quan-
do chegando do Sobral e hospedando-so no lerceiro
andar da casa em que lemos nosso escriptorio e ar-
mazem, nos foi aprcseulado pelo nosso amigo Sr.
Paes de Carvaluo, como pessoa idnea, e capaz de
pagar as fazendas que do mesmo quizessemos con-
fiar; e nc-la persua-ao nAo duvidamos abrir con la
com o mesmo Sr., que nAo podendo comprar som-
raas regulares a dinliciro de contado, e sim a crdi-
to, precisava mais de nossos favores, do que nos dos
seus.
He inexacto que para Ihe vndennos nossas fa-
zeinias cora lamanho prazo, Ihe lizessemos pomposos
ollerecinienlos, e excessivas corlezias: tratamo-lo
apenas com urbanidade, assim como pralicaroos rom
lodos os uossos freguezes. Vendemos-lhe em 25 de
agosto do auno prximo passado. res 3:678)1940, a
prazo de 10 rneze. e depois em leillo a 30 do mesmo
mez mais res 4:487a830 a 12 mezes. p,,,. caja Mm.
ma nos aceitn 2 lellras, depois de haver conferido
as emitas, eassislidoaoencaixotamenlo e embarque
(Jas razendas para o Acaracu. All chegando o Sr.
Jcronvmo tomouconla dellat, eas fez conduzr para
o Sohral. sua residencia, onde conferindo-as com aa
tctil ras o despachos, nada leve que dizer quanlo .1
primeira remessa, e sobre a segundaentendendo que
pouia reclamar um ahatimeulo em algumas pecas
dcima mofadas, e oulras fraca, dirigio-nos para
este lim uma caria em 5 de noverabro, i qual res-
pondemos em 30 de'dezembro, fazendo-lhe ver que
apenas Ihe raziamos um abalimenlo razovel nas
chitas que daqui sahiram j mofadas, segundo Ihe
(innamos promcltido. Passaram-e mais 7 metes, e
lendo-nos durante esse lempo o mesmo Sr. escripto
diversas carias, nao falln em mais reclamarlo al-
guma; oque certa mele prova que nAo havia duvida
* respeilo das oulras fazendas.
Vollando porm-e-SrJJuronymo, a"ste praca em
Id de agosto prximo passado, islo he: quasi un
anno depois, e procurando nos, vimos cara admira-
rao que o mesmo Sr. acrescentava s suai reclama-
cues dilTerenca na medida dos riscados francezes,
que disse terem sido vendidos por jarda e nao por
cavado, e a Talla de 25 pecas de chita. Davidamos
da primeira, porque riscados francezes sempre so
costuma vender nesla prara por raelro ou covado, e
nao por jarda : mas logo que o mesmo Sr. nos mos-
Irou a nossa primeira ola, em que por engao li-
bamos escripto a palavra jarda, nao hesitarnos mais
em conccder-llie o abalimenlo reclamado: porm
nAo assim, quanlo s 25 pecas de chita; porque nao
he possivel acredilar-se, que lendo o Sr. Jcronvmo
encontrado tamaita falla, isto he : raetade da ca-
xa vazia, deixasse de fazer iramediatamenle uma
rerlainacao 13o importante, ao mesmo tempo que se
oceupava de ninharias.
Nao obstante islo, procuramos com boas maneira*
convencer a esse Sr., de que se porvenlura tinha
havido algum extravio, fora certamen le depois -q*e
as fazendas passaram a seu poder; e para este fim
Ihe mostramos o nosso vro de entradas e saludas, e
a eertidao dos despachos felos no consolado geral:
mas inutilmente, porqne o Sr. Jeronvino eslava ao
firme proposito de alcanrar o maior abalimenlo qae
pudesse, para minorar os prejuizos que dizia ter sof-
frido, e insista sem razao alguma em suas reclaroa-
tes, nAo s neslcs artigos, como nos algodes ava-
dados, chitas Tracas e outras fazendas qae baria
comprado em leilo. E na sua simplicidade.ou
malicia, cada vez mais desconfiado ou diligente
Iralou de ir clfecluaiido novas compras de fazendas '
em oulras casas: lalvez porque j Ihe nao raziamos
o que elle chama pomposos, oflerccimenlos e excessi-
vas corlezias, anles pelo contrario Ihe moslravamos
a mesma indifierensa com que tratamos os maos fre-
guezes, e exigamos o pagamento do que nos de-
via.
Eslavamos em 2(i de agosto, quando o Sr. Jerony-
mo exigi de nos uma contA-rre-qaiita nos devia,
com o abalimenlo que nos a/irouvesse fazer-lhe para
ser devidamente paga. E eom effeilo, fazendo nos
lira-la, a vista do mesmo Se, nao s llie abalemos as
quautias que elle raencionuu em sua correspoaden-
eia na importancia de rij 1193735, como mais ris
7231)00 nos juros da prirncira lellra vencida a 2
mezes, que apezar da clusula convencional, reda-
zimos a 1|2 por cenia aoajmez, compadecidos das la-
murias do Sr. Jeronv moi Pas-aram-se oa dias i{6,
27 e 28, e nada de dinhejiro. Procuramos enlAo ao
dito nosso devedor, e IhoJ tizemos ver qae queramos
ser embolsados, c respofidendo-oos o mesmo qae por
ora nAo poda pagar; porque ja tinha gasto a maior
parte do dinheiro qdie Irouxera, em compras que
havia feilo, mas que leydode receber ainda diversas
qu inlias do serian, brcvtxmeiile saldara nossa conta
fomos a visla deslas despulpas, que o mesmo Sr.
confessa, renovando nossjas exigencias, cada ver
com mais energa. ,
E de que se hav ia enlAo de lembrar o Sr. Jer-
nimo?! Deincomrao'dar no dia 31 o nosso amigo Sr.
Manoel iioucalves, piara ver se por deferencia ao
mesmo Sr. poda ohter 1 de nos mais algumas van-
lagens mas eng.inou-s/e ; porque logo que ao dilo
nosso amigo fizemos ver que a exigencia do nosso
devedor era inadmissnyel; porque, quanlo r's 25 pe-
cas de chita, linbanioa era nosso poder a prova da
que nAo luiliam fallado: c sobreras oulras Tazenda:,
porque linbam sido por jelle compradas em leilAono
eslado em que se achanj) patentes, fossera boas ou
ruins, lmpas ou avariacias. Com esla nossa resposla
conformaudo-se o dito nipsso amigo nao insisti, e re-
lirou-se. Demorou-se po so armazem, para dizer-mos \ue visto lermo-lo des-
conceiluado peranle o S*. commendador, havia de '
mostrar-nos que lAo (cedoi nos nao pagarla.
Becabida esla iniimaca.i de ora devedor ingrato,
qne talvez se julgava ser Immbem potencia no Beci-
fc, assim como se diz ser 110 Sobral, que deviaraps
mis fazer senao usar de nosso direito para obriga-lo
judicialmente ao fiel rumorimenlo de seus contra-
tos .' Foi o que fizemos nes'-o mesmo dia 31, e antes
da cilacao para ojuizo conciliatorio, prevenlivarsen-
le requecemos, e nos foi concedido, o embargo das
fazendas, que o mesmo tinlrfl a bordo do patacho
i:>intlan,o. que eslava em vestara de partida para o
Acaracu. Nilo serealisou a diligencia nesse dia, por-
que o capitn do navio 11A0 quiz ajsiguar o deposito,
e no dia seguinte porquequasi todosyis amigos do Sr.
Jerouyuo Ihe fizero ver que Ihe era. indecoroso, e
seu crdito soffreria, rocusando-se ella 00 promplo
pagamento das lellras que havia aceitado, e se acha-
vam vencidas. Pedio-nos entio um amo por parte
do mesmo Sr. Jeronymo, qne sospendessemos a ex-
ecucao judicial, em quanlo esle Sr. procurava ar-
ranjar o dinheiro para nosso pagamento. 0\gue tea-
lisando algumas horas depois, e nAo se lendoVpor isso
effecluado a diligencia, concordamos em a.a\ nos-
so requerimento, despachos ele, fossera inutilizados,
para o fim de Ihe poderem ser entregues as duas
lellras, qne exigi na occasiao do pagamento.
He porlanto para exlraiihar que o Sr. Jeronymo
estando j de posse de suas lellras, appareca agora em
juizo requerende cerlidao de nossos requerimenlos,
despacho, e mandado, e querendo abrigar-nos re-
colhe-los ao cartorio, quando nada temos que reco-
lher, visto que nAo se lendo realisado o embargo, fo-
ram a pedido sea inullisados.
Eis a narraran fiel de quauto entre nos se pattou.
Se por uma parte tivemos o gosto de receber o nosso
dinheiro e abaler a audacia de un devedor reraisso
e ingrato, por oulra temos o desgosto de nos ver en- '
xovalhados, por um colrico e presumpooso polen-
lado do sertao : mas islo so nao exlranba nesla boa
Ierra, que nos vio nascer !
0 quenAopudemos deixar de admirar, he que q '
Sr. Jeronymo livesse encontrado um advogado Ido
pouco cavalleiro, que redigindo-lhe aquella corres-
pondencia, contando lalvez cora a impuiiidade do
responsavel. se preslasse a ser o nosso azourrague,
faltando as mais vulgares regras do decoro c civilida-
de, senAo para comnosco, que nAo conhecia, ao
menos para comoilluslrado publico peranle quem
escrevia, e que pelo modelo de nossos escupios de
parle a parte, principalmente, ters do julgar de '
nossa moralidad...
Pode o Sr. Jeronv mo empregar lodos os seus cs-
torfjos para afaslar de nossa casa, os lucros que nos
poden,1111 trazer seus numerosos amigo negocian-
te de Sobral e Acaracu. Pouco se nos d, que assim
aeconlcca; porque he sempre com algum eonslran-
gimenlo que confiamos as nossas fazendas para 13o
looge de nos; sobreludo, a cerlos enfatuados ne-
gociantes de aldeia.
Nem ser por causa de mais ou menos meia duzia
de rreguezes, que deixaremos de vender as fazen-
das. que podermos mandar vir do estrangeiro.
fcm conclusao diremos que as nossas assiduas oc
cupacoesnos oto permuten) suslenlar d|cusoI-
guraa pela imprensa, e por isso se o Sraxleroiiv mn.oai
alguem por elle vollar a carga (lesera a prolslamo
que nossa resposla sera o mais completo desprezo.
Somos, Srs. redactores, seus ltennosos assiguan-
tts.Barroca c\- Castro.
Ileclfe 8 de selembro de 1854.
Srs. Redactores Lemos em seu Diario n. 203
de 5 docoircnle, o estirado arancel do Sr. Jcronv-
mo Jos Figucira de -Mello, no qual esse Sr. por
causa de Icr sido obrigado a pagar a quanlia que nos
devia, o nilo quera, ou nAo podia logo pagar, vomi-
ta sobra mis toda a sua asquerosa bilis: revelando
desta sortc uma fina edncaro, 0 quanlo pre/.ume
de si, e a pouca importancia que damos a sua pes-
soa. ,
Nao desperemos ao campo cm que se colocou o
Sr. Jeronymo; ou para melhor dizer o colocaram)
porque nao temos raparidade para responder a seus
convicios ; e consideramos que nao he a imprensa
.'
PL'BLICACAO A PEDIDO.
Illm. Sr. Em cumprimenlo de ordem do capi-
lAo c mar e guerra, o Sr. J0A0 llenriques de Cur-
valho e Mello, digno antecessor de V. S., >ahi eu
desle porto as 3 horas da tarde de 25 de junho do
menlo auno, em a barrara Primavera, em de-
manda do Cabo de Sanio Agoslinho, alim de dar
romero ao arrulainenlo c matrcula da geule de vida
do mar, de que fora incumbido.
Acoinpanhou-mc o praliro-mr interino da barra
desla provincia que devia coadjuvar-me na syndi-
camia de curraes c onlros Irabalhos deqoe tinia de
oceupar-se a eommissAo desla capitana.
Agora que rae acho recolhido a capital, e que te-
nho concluido a facturados li mappasque eralran'
sumplo demonstrara o pessosl das eslaeflos que foram
creadas, as quaes j se acham em poder de V. S.,
junlmenle com o registro de lodo o expediento da
coinoiissio de que fui memoro, V, S. me pernal-
.;
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DIARIO OE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA II DE SETEMBRO DE 1854.
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tira que en em breve relalorio, llie d conla do mo-
tn como a niesnia commissao prncedeu.
A 26 do citado juriho, pelas 10 horas da manhaa,
dcu a barcaje fundo no porlo do Supe, ao sal do
referido Cabo da Sanio Agoslinho.
Tinhii-se decidido qae a corotiiissao ene elasse a sua
larefa pelo litoral do sul, e, conformaddo-se com
scmelhanle decsilo.houvcra ella estacionado em un
poni mais extremo daquelle lado do litoral, se lli'a
no probibissem os venios que enIJo sopravam fer-
ies, e qae no podem ser impunemente arontados
pelas barracas, cuja navegacao, por ser loda espe-
cial, eeslar sajeita a riscos que nao sao prevenidos
com a faeilidade, qae geralmenle se imagina, mere-
r;t ser esludada mu pnuco particularmente. Mas :
nao havia alli grande numero de curraes ; e, como
cram por demais intensos os reccios que enlrcli-
iiliam os possuidores de (aes annadilhas, aos quacs
alguem fez persuadir que a commissao apenas tinha
por fim arraza-las, assenlci em eomecar o Irabalho
uaqulla pirasen), cerlo de que pelo proeldimeolo da
commissao consesnira espancar csses (errores, adre-
de esplhados por ceros potentados que fazem tim-
bre em crear difliculdades aos agentes da auloridade
publica em qsialqucr missao que Ihes cebe cm bem
da popola^ao, e principalmente quando pressentem
que do escrupuloso cumprimeuto dos deveres de laes
aneles podem provir prejuizos aos inlcrcsses par-
ticulares delles, como no caso em quesIDo, cm que
elles lemiam. ver des! ruidos algum des seus car-
raes que mais ou menos directamente offendessem
pela sil ttacao as navegarScs das barcacas.
Expendidos assim os motivos por qae fci preferida
a barra do Supe para ornen primeiro eslaciona-
inento, enlrarci em a narrativa a que me compro-
melli.
- l>o sul da barra da Jangada ale a margem do nor-
le do rio Porsinanga, pelo qoal esla provincia de-
marca com a ilas Alagoas, eslabeleceu-se 7 eslacoes,
esrorrando-meeu ornis possivel para'que guardas-
sem ellas o necessario equilibrio de modo a Tirar o
excesso de extencao de urnas compensadas pelo ex-
celso do pessoal deoolras.
Eslas estaees foram deslribuidas do modo seguin-
(e:
Nazareth do cabo.
Esla eslacao, que se estende do sul da barra da
Jangada ao norte da camboa do Supe comprehen-
der todos osYios, lagoas, camboas ele. que do oeslc
ao norte e sul esliverem dentro daqoelles limites :
ella rcslringe-se a freguezia de S. Sbasliao do
Cabo.
Cupe.
Esta estaco partindo do Sul da camboa do Su-
pe, e terminaudu no norte do silio do l'.io con-
tera lodosos rios, lagoas, camboas, etc., sobre que
se estender a perpendicular que, lirada dos limites
delta ao sul for buscar o poente dentro dos limites
da fregneiia de Ipojuca.
Porto de Calinitas.
A esla cstacio, que dilalar-so-ha do sul do si(io
do Pao al ao norte da barra de Sirinhaem,
licarflo pertencendo lodos os ros, lagoas ele. que
para sna devisan norte esliverem dentro dos limi-
tes da freguezia de Ipojuca.
Sirinh Uem.
Todo o litoral da freguezia daquelle uome a estre-
mar pelo sal com a margem da passagem do Rio
Formoso formar esla estacan que comprehendero
todos os rios, lagoas ele. que pertencerem a mesma
freguezia.
' lio Formam.
Esla estaco, que constar de todos os rios, la-
goas, etc., que esliverem dentro dos limites da fre-
guezia daquelle uome, limilar-sc-ha ao norte com a
passagem do Rio Furmoso, c ao sul com as Cam-
pa.
Tamandar.
Esta eslaro demarcar ao norle com as Campas,
c ao tal com apona deMamuravinh.i; comprc-
licnder.-i todos os rios c lagoas .pie tirare ni no espa-
ro sobre qoe se estenderem as linlias perpendicula-
res que se tirarem do sul e norle para o puente, na
freguezia de Cuna.
Ahreu de Unna.
Esta esliro correr* da |K>nla de Mamucatinha
at ao norle da margem do rio Porsinonga : eon-
tei lodos os rios e bnas que se acharen) dentro
los seui respecli'"'limilcs, bem como toda a fre-
guezia de Barreiro 3 parle da de Unna que lcou ex-
cluida da estarn d i Tamandar.
Acha --(.' V. S. jMeiadii do romo se estabelece-
r.im as estarces manumas do litoral do sul ds pro-
vincia. Consentir, portanto, que passe a dar-lhe
conta do quanlo foi observado alli no locante a bar-
ras e ancoradonros.
Do sul da barra da Jangada al o rio Porsinuoga
v-se diversas barras e ancoradonros, sendo que
desles sao mais nolaveia o dailha de Santo Aleixo,
Gaib, e o vio de Unna, e daquellas prendem mais
que lodas a ltenlo do observador as de Tamanda-
r, Porto de Galliohas e Camella. De urnas c de
oulras darei breve noticia a V. S.
Borro.''.
A de Tamandar, que he a melhor da provincia,
admiti qualquer embarcarlo, porque lem de pru-
fundidade, na baixa mar, 6 a 7 brabas c 30 de cx-
tenslo, desde a baixa do norle ale ao pirao do sul,
seus perigoa, por demais visiveis, sao fcilmente evi-
tadas ; e seu ancoradooro, de i a 3 br iras de pro-
fundidade al a ribanceira, lia permillido que un
pnuco ao norte da fortaleza daquelle norie Onde em
a prancha crvelas de guerra.
Ao norle desta barra divisa-se uulra mais eslrei-
ta, que deixo de mencionar por nada ler de impor-
tante.
A do Porlo de Gallinhas lem de fundo, na baixa
mar, 3 a 4 bracas, e pode conler no seu ancoradou-
ro 3 a 4 navios vonlade.
A do Camella, que tamliem se denomina Forli-
nho, lera na bocea 4 a 3 bracas, eofierece entrada
a qualquer navio qoe no pirao do sul encontrar
um abrigo a qualquer sini-tro.
A do Soape, emboca tenha grande profundidade,
torua-ao perigosa por falla de extenso. Costumain
as barcacas demanda-la ao sopro de quaesquer ven-
ios, mas alo o fazem sem graves risco, ; pois que
absorvidos os do norle pelo cali da Santa Agoslinho,
,i cuja fralda sul Tica ella prxima ; e sendo os do
sul por demais impetuosos aconselliar a prudencia
que essas emharcacoes nao dessem ahi entrada renao
favorecidas pelos ventos lestes, mesmo para que nao
se vissem os balceiros as vetes forjados a empregar
varas para facilitaren! n entrada, e a esperarem as
endientes das maros. Mascaulcloso uas sabidas,
os mesires das barraras, nao a eOecluam senao as
vasauto e coadjuvados pelo terral.
He pormde primeira iuluieXo que es-ses inconve-
nientes desappareccriam secanalisasscmosrios Mara-
cahinee Ipojuca,pois qae realisado csse melhoramen-
to,as barcacas fariam fcilmente o seu trajelo pelo
rioqae atravessa o porto de (allinhas.
A de Serinliaeao quasi que est inulilisada, pois
que nao serve seno para barcacas, as qtiaes nao po-
dem vadea-la senao as mares.
A do do Rio Forraoso esl as meslas circuns-
tanciado antecedentes. No mesmo caso est a do
Abren de Una, se bem que intimamente franqueaste
entrada a navios de casco. Eolao a sra entrada era
|>clo liraval ; mas tundo as euchenles tos rios Una
c Barrciros arrombado a Ilheta que llie ficava ao
norte, obslruirara-na completamcnlc, reduzindo-a
a urna ilha, cajo terreno, na forma das leis vigentes
deviam ser considerados como de marinha.Entre-
tanto nao havendo ahi pedras, mas somante areias
nada riis fcil do que remover os inconvenientes
qoe resultaram do arrolameolo a que me lenho re
ferido, t restituir a barra ao seu anligo estado, com
immcnsa vautagem para o commercio.
Ancora dnuroi.
Com quanlo a enseada do Gaib, quo fica ao uor-
te do Cabo de Sanio Agoslinho, e quasi que assenla
na encosla delle, esleja ao abrigo dos ventos sues, e
admita qualquer vaso, lem lodavia o inconvenien-
te de ao permiti- que os navios o dexem em o
soccorro do lerr.es. Em consequencia lora bom que
as embarcaroes nao demand.-issain este ancoradouro'
senao en caso de parigo'ou emergencia do publico
servro.
Enre a ilha de Sanio Aleta*, <. ,-, pon|a do Sar-
rambi, meia distancia, e l.em assim a sombra da
restinga que da ilha se proj.-ela para sudoeste, po-
dem dar fundo quaesquer ca-ibarcacoos : p,), qUe |,a
ahi un? profundidade de 6" braca. Re|exa p-j-
rm que o navegante nao snppouha que Ihe ollero-
re a meima eoinmodida^ a especie de ancorado i-
roque parece existir oeste, pelo lado de trra ; por
quanlo, te o suppozer, arrcar-se-lia a ver bau>r
navio, j porque a prnfund.dade testa especie de
ancoradooro he apenas de e meia bracas, e j por
qne assenla elle sobre pedras, dissentinadas ao ara-
so que se escondem aos mais penetrantes olhos. Se
por ah o trajelo he perigoso nao o he menos aqoel-
le que se houver de fazer por entre a ilha e o re-
an.
O Vo de Una com quanlo tenha urna exlensSo
de 30 bracas, e urna profundidade de 5 6, nao de-
ve ser lodavia procurado senSo em caso de necessi-
dade ; vislo como ahi o mar he inquiclo. Entre-
laulo se por venlura se levar a edeito o mclhora-
menlo do porlo do Ahreu de Una, cessar.i o inconve-
niente apontado, para aquelles navios que deman-
daren! aquello porlo.
Depois de haver sido examinadas as barras e os
ancoradouros, se ptssou a revistar os curraes. Dcssa
revista colbeu-sc o seguinle:
Quasi todas essas .irniadillias, cmhara(;am a nave-
gacao, e represando a correnle das aguas dao lu-
gar a que se forme bauros de arca nos canaes que
lhes lean prximos. Er.(relanlo esto em pciores
condicJcs, e convem que sejam destruidos o do For-
linhoou Gamella ; o da pona do Maguinho ; todas
as que se arham enlre a peaui de Tamandar e a de
Mamucabinha : os de S. Jos da Cora Grande,
pertenceulcs a Romualdo Morcira da Silva, Jos
Francisco da Costa, Antonio Nogucira de Oliveira,
Manuel Francisco da Rocha Alcxandrc Ferreira,
Jos Anlonio, Manoel de Mallos, Jos l.uiz do Nas-
cimento e viuva de Andr de tal; a armarn emfim
qae fica dentro do porlo do Supe em frente de seus
coqueiros, bem como nutra que vimos no porto de
Gallinhas, quasi que reduzida a mouroes : sendo que
as despezas da deslrairao desla deve correr por con-
ta da fazenda publica, por nao existir no lugar her-
deiros do seu anligo propriclario, ncm se saber qual
a paragem aonde elles vivem.
Cabcaqni communicar V. S. que fiz arrancar do
porlo do Ahreu de Una a osuda de um hiate queja
obstrua o ancoradouro das barcacas, o qual medan-
le esla molida, ficou restituido ao seu estado nor-
mal ; bem como ponderar-lhe que he de absoluta ne-
cessidade mandar (irar de urna cora que fica em
frente da casa denominada Armazem, no porto de
Gallinhas urna porrSo de pedras de cantara, que,
a ser ahi conservada, damnificar seriameule a na-
vegarao.-
D'enlre os curraes possuidos por algum dos indi-
viduos em que fallamos quando (raamos das de S.
Jos da Cora Grande, attmns ha que nao emkara-
rao a navegacao. Sao esles os que se denominam de
Ierra, eqiierumpre sejam ponpados por quem hou-
ver de dirigir a destruirao delles.
Nao lerminarei sem ponderar V. S. que os map-
pas a que a principio alludi, nao conlem o censo
exacto da gente que se d a vida do mar ; pois que,
quando os organisamos, nao estavam nos lugares "a
que dizem respeilo, todas as pessoas que se enlrc-
gam aquella profissao. He fcil porem remediar
essa falla iuleiramenle independente da nossa von-
lade, erfi vista das relaees parciaes, a cuja remessa
mensal estao obrigados oscapalazes das eslacoes, na
forma do rcgulamenlo das capitanas dos portes.
Eis a saccinla exposiejio do quanlo se fez no cur-
io espaco de 45 das. Esperando que V. S. releve
as fallas em que ella tanto abunda, comprometlen-
do-mea melhor desenvolver lodas as ideas que nclle
se conlem no relalorio que houver de apresenlar-
lhe a commissao do arrolamento e matricula, logo
que lenha concluido loda a misio, que Ihe foi in-
cumbida. 7floir Fernandes Madeira de Castro.
Recife 31 de agosto de 1853.
fila*. Sr.No dia 8 do correle, pelas 7 horas
da manhaa, regressou a este porlo a barrara Prima-
rera, que delle tullir* s -2 horas da tarde do dia "26
do passdo cm demanda do das Candeias, levando a
seu bordo a commissoo que por parte desta capita-
na ia concluir as investigarnos de. que fura encar-,
regada sobre o litoral do sul desta cidade.
No relalorio que apresenlei V. S. com dala de
31 de agosto, encontrar V. S. quanto me occorreu
dizer acerca d"e 7 das eslacoes cm que se cha divi-
dido aqucllc litoral; e, como quer que sejam ellas
nove, apenas me resta Iratr de duas, saber, a das
Candeias e a da Boa-Viagcm!
Candeias.
Esla eslacao correr do silio da Gameleira mar-
gem norte da barra da Jangada, c romprcheuder
lodos os rios, lagoas. ele, que se conliveremnaquel-
les limites, e perlencerem a freguezu da'sft-
ribeca. ,
floa-l'iagem.
leira, e ao norle com a margem do Oipibaribc, que
circunda a povoacilo dos AITbgados. Ella comprc-
hender a ilha do Pina, bem como lodosos rio?, la-
gos, ele., que se couliverem nos lmites que licam
asslgnados, e perlencerem a freguezia dos Arrogados
exclusive aquelles que devera fazer parte da estarao
do Poco da Pauella. '
I .imitndome a isto quanto ao que diz respeilo a
estarn a que me refer, passaVci a communirar V.
S. o qye observei acerca das barras que ncllas as-
sculam.
A das Candeias, com quanlo seja profunda, loda-
via nao oflerece ancoradouro s emlwrcares de cas-
co, e nem lem canal para navegacao dcllas, sendo
que aquello que existe nao permute que as barraras
o vadeie senao ate Siman Piulo.
A da Boa-Viagem anda esl em peiores circums-
tanciat, visto que s he acceasivel jangadas, que
lias uao a alravessam sem riscos.
He porem para notar, que conduzidos por bom
praliro poderlo os navios encontrar abrigo qual-
quer sinUtro na enseada da Picdade ; havendo loda-
via o maior cuidado em evilar que elles se aproxi-
mem da Ierra em distancia menor de una e meia
railha ; fugiudo-se dos Tavcis que dahi se eslendem
al os Tabayacs.
Resta-me Iratar dos curraes que ha naqucllas pa-
ragens ; e falo-hei ent poucas palavaras.
Desscs curraes devem ser necessariamenle demo-
lidos os que licam ao sul e ao norle da igreja das
Candeias.
O que assenla sobre as pedras pode ser conservado
sob I condicao de fazer o respectivo proprietario
urna espa de 40 a 50 bracas.
Os que se denominam de trra apenas carecem de
serem aproximados dcssa em pouco mais, logo que
eiliverem em estado de ruina.
Dos demais, uns sao loleravcis c oulros nece-sa-
rios, entrando no numero destes todos os da Boa-
Viagem, que se prestariam melhor aos lins a que se
destinam, se os respectivos propietarios fossem obri-
gados asepara-los uns dos oulros na distancia de
oilenta bracas, al mesmo para se evilarcm coules-
larocs e rixas.
Nao lerminarei este imperfeilo (rabalho sem par-
ticipar a V. S. que prohib a cxlracciio de pedras no
recite, se bem que me parecesse que seria possivel
permilli-Ia urna vez que as pessoas que se dao a esle
trabalho respeilassein a parle exterior do mesmo re-
cite, e nao exercessem sua industria as parles da
linha interior, cuja largura uo xcedesse de das
bracas.
Em conclusno ofrereco a conskleracao de V. S. os
qualro mappas inclusos do curso martimo e das
embarcarfles dasestacoesdequeme tenho oceupado.
Capilania de Pernambuco, em 13 de selembro de
iK.Thom Fernandes Madeira de Castro.
nar-se de novo ao seu calado primitivo e livra-lo de
sensaees desagradaveis. Vara excitar e conservar a
allencao fugiliva e aclividadc d'alma, he mais pre-
ferivel urna boa pilada de tabaco : entretan-
to quo para alguns o fumar produz o mesmo cf-
feilo.
Com quanto uSo defendamos o excesso do uso tan-
to do rap como do fumo; nao deixamos de reconhe-
cer que o seu uso regrado nao s produz gozo como
al he necessario como meio de produzir sse so-
cego d'alma, essa interrompida attenro a aclivi-
dadc necessaras a conservado da frescura da me-
moria.
Principalmente nos coslumes modernos, nos quaes
se inlroduziram lanas causas que lendem a excitar
o systema nervoso, o labaco parece adiar cada vez
maior emprego como meio indspcusavel de acal-
mar os ervos e rehabilitar o espirito vital para as
funeces normaes. Tamhcm llevemos notar que o
pobre depois de cansado Irabalho procura activar
suas forras exhauridas, e reslaurar-sc por meio de
una fumara, que Ihe d mulo mais alent, q enjn
excesso he menos uocivo do que o uso de bebidas es-
pirituosas.
O valor das folhas de labaco regula-sc pelo grao
cm que ellas operam agradare! e benfico sobre o
\ tierna nervoso, ligando a esles effeilOi um rheiro
perfumado e um aspecto agradavel. Da-se mulo
valor delicadeza do aroma, que em certas plantas
narcticas pde-se tornar nocivo e al venenoso.
Smenle quaudo o svslcma nervoso est pcrfeila-
mcnle desenvolvido, o uso do tabaco pde-se tornar
mais ou menos agradavel, mais ou menos salutar;
na infancia pnrm ou aosexn feminino elle se lorna
ntricamente nocivo; c isto he taulo mais provado,
quanlo o mais ligeiro incommodo nosso nos priva de
fumar, e podemos tomar como barmetro da .-ande
o .nomento em que se comeca a apetecer-nos o cha-
ruto; porque he isto urna prava do grao de sensibi-
lidade em que se acha o nosso systema nervoso; esle
prazer diminue sensiveimenle medida que a uos. idade vai avancando, e os vellios preferem sempre
os Tumos menos fortes.
Na grande diversidade de goslos he muilo diflicl
fonnar-se urna absoluta escala de valor ; cnlrclaulo
lodas as opiniocs parecem combinar que os lahacos
da India occidental, principalmente os da llavana
e Cuba, reunem em si as principaes qualidades de
bom labaco. Por detraz da cidade da llavana es-
tendem-se seus terrenos da provincia de igual uome,
em Cnjos grandes valles se acham as plantarnos do
labaco; as principaes dcllas (Vegas) acham-se a bei-
ra-rio, que nos mezes do verao inundam esles ter-
renos pelas continuas ebuvas. No mez de setembro
comer o lempo seceo, os canleiros de planlarao
(scmillciros'i maisallos, recebem enlao as semenles,
e as plantas delles colindas (iram-sc no mez de oulu-
bro para as Iransplanlar as Ierras baixas. De Ja-
neiro al marco chega o tabaco ao estado de madu-
rez e de poder ser cortado. O lugar mais afamado
da cultura do labaco he o baixio chamadoIncita
de Abazohe de pequea cilehsao c exporta mu
poura quantidade de verdadeiras folhas produzidas
naquelle lugar. As folhas de llavana c de Vulta
apparccem no cominercio geralmente em pequeos
fcixes amarrados as extremidades, chamadas
melotlen; as de Cuba lem feixes maiores; as folhas
dos primeiros lugares sao geralmente mais finas e
mais leves, os da seguuda mais pesadas e mais nar-
cticas.As qualidades empregadas para o cnchi-
menlndos charutos lem agora em Hamburgo, Lon-
dres e Bremen o preco de pouco mais ou menos 10
a 18 Ssilber grotchen (500 a 13 rs.); as folhas que
servem para capas 30 a 35, e as mais oscolliidas 70
aRO a libra.Para ler loda a cerlcza da legili-
midade do labaco os compradores empregam loda a
cautela.
Sehcm que dos fiinins orienlacs muilo pouco ap-
parece no commercio, nao podcmo*,.com ludo dei-_
xar de pr em seuundo lugar os tabacos de Manilha:
elles lem tuna visla avelludnda c urna cor cinzenla,
e vendem-se cm Amslerdam, em grandes quan I da-
rles, pelo preco de 15 sgr. |750 r. a libra. Tam-
beni na America do Sul, mormenle Columbia, Va-
rillas e Suganna produzcm fumes que principal-
mente na Allemanha sao muilo estimados, muilo pro-
curados, e coja produccao nelle ltimos anuos lem
iaii'io grande cxlensao. O Varinas em (olma erlos
paga-se comprando carregamenlos inleiros em llam-
liurgo de 10 a 12*01*. a libra. A maior parte do
imo que se gasta na Europa, c que aprsenla mais
Ao sol confina esla estarao com o silio da Gamc4BI
_________,. ...... *^ai'ic*wdes, lio cci-lamento oproduzdo na America
do Norle. O Qucnluky e Virginia paga-se cm
Bremen e Hamburgo cm barr 3 u 10 sgr. O Ma-
rilando, Olivo c Hay talvcz um sgr. mais.
Maisbaixos presos no cnlaulo ohtem gcralmenlc
es tabacos europeus, dos quaes mormenle os Hnga-
ros, Allemes c Paizcs-Baixos vem ao commercio.
Os tabacos da l'falz do Baixo Rheno e Paizes-Bai-
xos coslumam-se vender de 10 a 20 Ihalers (15 a
303rsi o quintal. Os da Schwedl Vienraden de 7 a
JO Ihalers ; os de Ohlo, Slcllin c Franca 6 a 8
ihalers.
Os preros coslumam a mudar nesles producios
pela srande variedade de suas qualidades e colhei-
tas, c tainbeni pelas grandes espcculaes que cora
cites se fazem, assim como pelos elTeilos dos direi-
los que lem de pagar, de maueira que lem havido
exeinplos que o seu prero tem diminuido e aug-
mentado s vezes de 100 por cenlo.
A calcular pela quanlidade ds (unios importados
na Europa, devem seguir-se os principaca pontos
de produccao donde sao exportados, na forma se-
guinle :
Em primeiro lagar America do Norle, donde vem
animalmente lili milhocs do libras do fumo.
Europa, produc-
to animal. 142 B ))
America do Sul ii >1 1)
Indias Orci.leii 1. 15 a 11/
Oriente. 8 a
AGIiaiTUti.
TABACO.
A plaa vulgar labaco 'nicotiana) he conheriila
cm MI diversas especies indgenas na America, Asa e
frica. Progrede em terreno bordo e hmido, as-
sim como em terreno magro, ponan adobado, nc-
cessila de muilo calor, c por jaso he principalmente
cultivado nas zonas quelites. O cosime chiue,
condecido desde a mais remla aliguidade, e tam-
hcm encontrado na America no lempo da sua des-
cobcrla, de se empregar as plantas narcticas para
fumar, foi inlroduzido no principio do lti. sceulo
enlre os Europeus e enlre lodas as nacoes que com
elles se achavam em contacto. Jtntou-se depois ao
seu uso o rap; assim como o de mascar, c o empre-
go que esta planta foi tendo na medicina, do ma-
neira que gauhou de dia em dia maior cxlen-
sao.
O sueco narctico das follias o ramos desla planta
tem o poder de acalmar os ervos, de agila-los l-
geiraroenle, e por isso de alegrar e refrescar o corpo
humano. O sen etTeito raimante .'pparece piinci-
palmenle quaudo se fuma com vagar; o cITeilo ex-
citante, quando he tomado em excesso como ra-
p.
Alctn disto, (em o (abaco um effeilo particular so-
da do viinno, depois to alimento, depois de forte a-
gilaco nervosa ou esniritiial para, aralmar-se, e lor-
bre a digestao, toase e somno. (1 (unanle senle
parlirularmenle neceaeidade desle gozo quando acor- urna vez, porm o fumo deolro do cachimbo queima
Pelo emprego que deslc fumo se faz sao diffe-
rencadas suas qualidades : un qualidade he empre-
gada na fabricacao do rap c fumo de mascar ; ou-
Ira para o fumo em rolo, una lercc'ra para o fumo
de cachimbo, Mira para tripas e cuberas ele cha-
rutos.
Para a fabricarn do rap efumo de mascar exi-
ge-so urna fuiha gorda, pesada, que ;cja bstanle
oleosa e se distinga por urna cor escura semelhante
a alralrao ; a parliculardade de seu cheiro'. que de -
ve pareccr-se muilo com o da amcixa, desista evi-
dentemente o seu grao de hondade c de valor. As
melhorcs qualidades desle genero vem de (iienlu-
ky e Virginia ; porm tambera a Hollauda produz,
monnente cm anuos seceos quando a planta nao es-
t muilo espigada, folhas desla qualidade, que os
llollandezcs intitulara fumo pesado para differen-
r,ar do fumo leve geralmenle empregado na fabrica-
cao de charutos. O Baixo Rlicno c Pfalll lambcni
dao superiores productos, que, quamlo os fumos
Norte-Americanos obem muito em proco, sao com
estes misturados c crapregados na fabricacao dos ra-
ps os mais lino-. Na Inglaterra, onde agora cm con-
sequeneia do grande progresso em que se acha o uso
de fumar, o rap parece querer ceder o campo, g-
I i-se mais de um rap fraco tal e qual os fumos de
'Quenlukx c Virginia o aprsenla, e a qualidade mais
lina c mais estima la fabrica-sc das folhas hollaude-
zas chamadas gurdas. Urna follia quasi igual como
a da Hollanda colhc-se no Baixo Kheno nas iminc-
diares de Hunrick, e podera fcilmente adiar acei-
I a rao no mercado iuglcz, se se observar na sua cul-
tura, preparacao e rcruirntaran todo o cuidado ne-
cessario.
Para a fabricacao do fumo de mascar emprega-se
na America sempre Virginia c Ouetiluky, na Alle-
manha tamliem as plantas de Pfallz. As folhas des-
tinadas para a fabricacao de rap c fumo de mascar
devem ser pesadas c gordas, para poderem receber
as diversas preparaces, nas quaes sao empregados
uiiiilos sacs, c principalmente poucrem-sc conservar
em um estado hmido sem crcarcm mofo.
Comu ha umita vaiiedade nos aunos productivos,
o fabricante inlclliueutc dever-se-ha muir com
bastantes provises para, no caso do auno ser me-
nos productivo, nao alterar o seu fabrico, porque a
inudanca de goslos inveterados nao he to fcil co-
mo se presume. O fumo destinado para o rap
apparece geralmenle no commercio amarrado em
forma de nalios; methodo este empreado para evi-
tar a fermculacao do produelo e evaporadlo do seu
aroma especifico.
Contrario ao (abaco destinado ao rape, deve-se em-
pregar para o destinado ao fumo de cachimbo ama
folha branda, porm que nao arda cora muilu faei-
lidade. A brandara he necessaria, porque nocarhim-
bo arde maior quantidade do que nos charutos de
ganla, em qnanlo que os charutos augmentam mais
a aclividadc desle ofgam; no eulanto tamhcm nao he
bom que o fumo seja brando de maia, porque islo o
faz arder moito ligeiro, produz portanlo muito calor
o loma-se asim nocivo a saode. A forma do laba-
co depende da nalnreza da folha; folhas brandas
corlam-se mais grassas, e quanlo mais fortes, mait
linas; os fumos que podem dar um rharujo regular
ja nao servem para o fumo de cachimbos.
Na Allemaiiha e Hollanda, que he a patria dos ca-
chimbos, esrolbemse pira o fumo de cachimbo os
de qualidade muilo leve, que anlcs da fabricacao j
se acham por assim dizer amortecidos, islo he, que
Icnham perdido um cerlo cheiro c gosto excitante
proprio dos fumos fortes. Para esle fim siio muilo
proprios os de Varinas, Porlp-Bico c Mariland. Em
eral preferese no norle da Allemanha os fumos le-
ves, e no sul os fumos forlcs. Na Inglaterra gasla-se
para a fabricacao do fumo de cachimbo mormenle
as qualidades menos fortes de Queutuky e Virgi-
nia; por causa dos grandes direilos procuram-
se sempre aquelles fumos que ardem vagarosa-
mente e salisfazem mais o fuanle; na Allemanha
empregam-sc eslas qualidades junio aos fumos de
Obvo e Bay para a fabricacilo da inferior qualidade
que a elasse pobre mais gasta, c da qual exige qae o
fumo dar bastante no cachimbo. Eslas qualidades
pndoriaru. sera os direilos do 5 h,'g de importarn.
igualar aos fumos regulares do Pfallz, e assim tor-
nar impotsivel a sua concorrcncia. A preparacao
por meio de crios molhos, anligamenlc segredo das
fabricas, esl boje inleiramenle abandonada na Al-
lemanha; porque se obliveram melhores resultados
pela mistura rom diversas plantas. Maior impor-
tancia do que todos os fabrcos de tabacos tem sem
duvida a fabricacao do charuto, n3o smenle allcn-
dendo ao capital como tambera aos bracos nelle em-
uados.
A f.ibriear.ni de charata* foi Irazida em 1788
pelo fabrcame Schollmann a Hamburgo e de l a
Bremen, cujas cidades conservara a primasia desla
fabricacao. De ha vinle cinco anuos pouco mais ou
menos he que ella se calenden por todas as mais
cidades d'Allemanha, c j se condece a inlluencia
que esla industria exerre sobre o proco dos fumos.
A mesma Pfallz, que mo pode vender o seu fumo
por mais de 2 ;* sibergroschen a libra, vende-o por
4.' a 5 se as folhas podem ser empregadas na fabri-
cacao de charutos. Tambera como genero de indus-
tria merece a fabricacao de charutos loda a allencao
Um ofilcial que com dous ajudanles fabrica mil cha-
rulos por dia, recebe por isso 12|3 taller, ficando-
Ihe de lucro liquido 1 taller.
Todo o empenho do agrnomo deve tender ae fim
de prodnzir folhas grandes, fortes e bem delicadas; e
islo consegne-se melhor, plantando cm um terreno
bastante fufo c bem adubado, nSo deixando nunca
faltar humidade para que a plaa se desenvolva
rniu prompii l,io. "Ha urna dilTerenra enlre o fumo
destinado para cachimbo, e aquelle destinado para a
fabricacao de charutos. A vi rl ule do primeiro con-
siste em que as suas folhas sejam melles c avcllu-
dadas, em quanlo que nas do fumo empregado para
a segunda exige-sc mais lisura c algum tanto as-
pereza, para que os charutos nao se lornem duros e
irapossiveis de se fumar. Enlre as fn'pa* escolhem-
se as folhas mais largas para servirem de primoras
capas aos charutos; depois he esle enrolado 9a capa
superior que s por si rusia lano como todo o resto
do charuto, contendo este em peso 3 ou 4 vezes lan-
o como a capa.
O preco da manipularn pude ser calculado con-
forme o seguinle; para apromplar 500 libras de fu-
mo he preciso 5 Irabalhadores em um dia de servi-
C, que ganham 1 2|3 llial. Com a machina dos ope-
rarios cortaro por dia 800 a 1000 libras. O lorra-
dor pode em nm dia torrar 1,1>0 libras; 2 operari-
os e 2 srvenles s3o necessarios para empacotilhar
800 libras por dia em pacotcs de H' de libra. O va-
lor de 500 libras de fumo tino moslra a 200 (ha!. Tara
transformar 500 libras de folhas de fumo em charu-
tos, exigc-se no ctanlo I O operarios, e esles de um
salario nao menor de 20 sibergroschen por dia pelo
milheiro de charutos mais ordinarios pelas quacs na
Inglaterra j se paga 15 schling ou 5 thaller de nulo
de Obra, c nem na America do Norte, nem na
llavana recebem os operarios precos inferiores,
chegando asaiin o valor do tabaco fabricado a 330
e 500 thaller a libra.
Tem-se calculado que, em consequencia da li-
cenca dada aos habitantes de Bcrlim, de poderem
fumar nas rnas, se gaslam diariamente 50,000 cha-
rulos mais, on, o que quer dizer o mesmo, robre i
pessoas nm charuto ; ha porlanto um augmento de
salario de 25,000 Ihallcr por anuo, e he de notar
que lodo o machinismo empregado nessa fabricarn
consta de tima faca c urna laboa ; de maneira que
este importante ramo de industria exige um Irabalho
puramente brai.al que no pode ser substituido por
meio de machinismu. (juo importante para o com-
mercio e navegacao o labaco he, moslra claramente
a cidade de Bremen rom seus mercados de fumo ; a
sua principal imporlacao he fumo, e o principal ra-
mo de soa industria he a fabricacao de charutos.
O fumo de llavana c de Manilha a llavana uoso
produz os melhores fumos, como Jambcm os mais
linos e mais caros charutos. Muilos possuidores de
plantarnos sao ao mesmo lemjio fabricantes; oulros
fabricantes comprara as colheilas dos lavradores. da
provincia, assim como das outras parles da cosa de
leste c oeslc de Cuba, misturando uns com oulros.
O enrollar dos charutos he gcralmeiile eilo por ne-
gros e mualos, homens e mulhcrcs ; nas fabricas da
llavana oceupam-se oulros tantos brancos, 011 nasci-
dos l mesmo ou viudos da IJespanha c das llhas
Canarias.
Enlre os expositores da grande expnsirao de Lon-
dres dislinguio-sc a fabrica de Hija de Cabannas >
Cabezel. Carvajal he o gerente e marido da filha de
Cabannas ; a.A maior porlc dos charulos que a
fabrica produz, islo he, as melhores qualidades, con-
siste cm duas : primeira c segunda qualidade vao
para Iuulalerra c liussia por conta propria, onde por
causa dos grandes direilos de imporlacao que na In-
glaterra se paga 35 J por mil charutos de Regala.
As colheilas do tabaco sao varia veis conforme as
eslacoes e circunstancias; a de ISi:t Toi abundante
e de cxrcllcnlc qualidade, c Lio abundante que fo
necessario dar menos aOcnro sua fabricacao para
prevenir a queima das folhas e o prejuzo de gran-
de parle do producto.
A Hija de Cabannas y Cahaval
a melhor qualidade dos Calannos sao geralmenle en-
ooniineudados anuos adianlados, c por alto preco.
Pouco desle labaco se exporta para a Allemanha, mas
lie cxcellente lauto a respeilo da qualidade, como
pela elegancia do Irabalho, principalmente os cha-
mados Intperiacs c Regala.
Diversas casas em Londres negociara cm grande
escala com esle ramo de industria da llavana.
Os charulos de .Manilha tem para suas tripas fo-
lhas romp idas, c so enruladas difTcrentcmcnte que
os da llavana : a capa superior he robera com o
sueco de tuna plaa giimosa, que tambero lem ef-
Tcilo narctico ; so enrolados em maior comprimen-
lo c depois cortados ; a sua forma difTetc dos oulros
charulos, e parecem-sc com canudos que V(0 pouco
e pouco engrosando.
Na grande e\po-irao de Londres .vimos exposta
pela soeicdade Econmica de Manilha, varias quali-
dades de fumo que he Irabalhado nas fabricas rcaes
c em oulras fabricas to Manilha ; as'im como muilas
amostras de charutos da quellas fabricas.
(Auxiliador da Industria .Sacional.)
KECKBEORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kendimenlodo da 1 a 6.....4:5749448
dem do da 9........7363128
COMMERCIO.
com mais difliculdade; eslas duas rircumslancias cou-
Irihtiem pararoncenlrar mais o calor,dessecaragar-
PIUC-A 1)0 RECIFE 9 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacOcs olliciaes.
Cambio sobre Londresa (-0 d|V. 27 Jj d.
Dilo sobre ditoa 60 d|v. 27 l| a prazo.
ALFANDBGA.
Rendimcnlo do dia i afi.....53:4M$U1
dem do dia 9........14:5943097
' (8:0133508
Oesrarregam linje 11 de selembro.
Barca iugleza(eneriecemercadorias.
Barca inglezSeraphinaidem.
BriguedinamarquczLtatefarinha de trigo.
Patacho americanoCatharinamercadorias.
Brigue brasilciroConrcicaofumo c charutos.
CONSULADO GERAL.
Rendimcnlo do da I a II.....2:1553365
dem do dia 9........ 4313238
5:3103576
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a ti
dem do dia 9
3:1531017
6073174
_____ 4:0609191
PRACA DO RECIFE 9 DE SETEMBRO, AS 3
HORAS DA TARDE.
Perista semanal.
Cambios- Fizcram-sc alguns saques a 27 e
27 ; d. por Ib, com algum prazo,
e ltimamente a 27 % d. coulra
moeda correnle.
Algodao- Vieram ao mercado 338 sacras c
contra a esperance de baixa pela
ratafia com os precos da Europa,
leve alsama alia, vendendn-se a
primeira sorlc regular de 63150 a
63200 por arroba, e a cscolhida de
63300 a 63500.
Assucar- -.-As vendas imam limitadas para o
Rio da Prala e Porlo; eo deposilo
he diminuto. Breve (emos do no-
vo, que suprimen se vender por
precos razoaveis.
Couros ----- Dcsccram para 160 rs. por libra
dos seceos salgados, o mesmo a es-
le preco tem sido pouco procurados
Agurdenle------Vendeu-sc de 803 a 823 por pipa.
Azeile doce------dem a39*00 por galao do de Por-
tugal.
Carne secca-------Vendeu-se de 39900 a 43100 por
arroba, c poura licara senao lives-
se ehegado como chegoa hoje o pa-
tacho Clenuntina. com o qual o
deposito regula por 14,000 ar-
robas.
Carvao de pedra- Nao tem ehegado, e os precos tem
de subir.
Cha Hysson- Vendeu-se de 13850 a 23100 por
libra.
Farinha de Irigo- dem de 273 a 28? por barrica de
Philadelphia, 25>j00 a de Bal-
limore, 273 a do Rechimond, 283
a de Trieste SSSF, e 253 por seis
arrobas da de Valparaizo.
Manteiga dem ,1 620 rs. por libra da ingle-
za e 500 rs. da franceza, da qual
ha abundancia.
Oleo de lnhaca- dem de 28400 a 24600 por galao
cm casco de madeira.
Queijos ----- Ucm de 13500 a I36OO por cada
nm dos fiamengos.
Vinhos Tem ehegado algum de llespanha,
que lem seguido para os porlos do
sul, e o mercado esl supprido dos
de qualidades superiores.
Descont---------Rehateram-se letras de seis a nove
por ao anuo, c nao ha falla de
dinheiro.
Frclcs ----- Smenle o algodao lem adiado
preco, que he '. d. por libra.
Firaram no porlo 50 einbarcar.es, a saber: 35
hrasileiras, 2 dinamarquezas, 2 fraiicezas. 2 hespa-
nholas 5 inglezas, 3 porluguczas e 1 sarda.
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vacio entrados no dia 9.
Rio Grande do Sul28 das, patacho brasilciro Cle-
mentina, de 170 toneladas, mestre Manoel Jos
Pereira Marinho, equipagem 9, carga 6,500 arro-
bas de carne secca ; a Manoel Joaquim Ramos c
Silva. Passageiros, Joaquim Jos, Anlonio Fran-
cisco.
Da commissoBrigue de guerra brasilciro Cearen-
. se, commandanle o capitao-lenenle Moreno,
Rio de Janeiro25 dias, brigue brasilciro Sagita-
rio, de 266 toneladas, capito Manoel Jos Pres-
Irello, equipagem 12, carga caf e mais gneros;
a Manoel Francisco da Silva Carrico. Passagei-
ra, Rila Mara do Sacramento e 1 fifho menor.
Buenos-Av res30 dias, polaca hespanhola Micea,
capitn Pedro Rosas. Fundeou no lameirao, Pi-
cando cm observarlo por 3 dias por nao Irazer
rarla de saudc.
Rio de Janeiro19 dia, brigue brasilciro HHrella
do Sul, de 251 loneladas, capullo Joao Mara So-
.1...;.. I. ," .:____ -_ __________" */% .
pratico e segu
lerio de Oliveira, equipagem 12, cm lastro ; ao
mesmo capiao. Vcio receber pratico
para o Ass.
Navios sabidos no mesmo dia. '
Buenos-yres por MontevideoPatacho hespanhol
Presidente, com a mesma carga que Irouxe. Sus-
penden do lameirao.
ParahibaHiato brasilciro Tres Irmos, mestre Jo-
s liuarlo de Souza, carga varios gneros.
Rio de JaneiroBrigue hrasileiro Lisia, com a mes-
ma carga que Irouxe. Suspeudeu do lameirao.
Naci* entrados jio dia 10.
Santa Calharina30 dias, patacho hrasileiro Flor da
l'erdade, de 79 toneladas, mestre Miguel de Son-
ta e Silva, equipagem?, carga farinha de man-
dioca ; a Aranaza & Bryan.
Babia9 dias, patacho hrasileiro Esperanra, de 103
toneladas, rapiln Jos de Campos Magalhaes,
equipagem 9, carga varios gneros; a Machado
ti Pitihciro. Passageiros. Anjonio Gnnralvcs Tor-
res, Vicenlc Ferreira da Silva, Jos Dia's Brandao.
Narios sabidos no mesmo dia.
Rio Grande do SulPalacho hrasileiro Dous de
Marro, ine-i re Izidorio Serrflo, carga assucar e
sal.
BahaBrigae de guerra.francez Cassador. Suspeu-
deu do lameirao.
presentes clausulas nem no orcanicnla,accuir-se-ha
o que dispde a respeilo a lei n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annuncimro.
EDITAES.
2:8893603
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 6..... 3083617
dem do dia 9........ :!i.-oi.l
.14832:10
_ O Illm. Sr. inspector da thcsotirana provin-
cial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia manda fazer publico, que no dia
5 deoutubro prximo viudouro, peante a junta da
mesma Lhesouraria, se ha de arrematar quera por
menos fizer a obra uos reparos a fazer-se na rasa
destinada paracadeia na villa do Ouricurv, avahada
em 2:75(19 rs.
A arremalaro ser feila na forma da lci provin-
cial n. 343de 15 de maio do correnle auno, esobas
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a esla arrematarlo
romparecam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constarse mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da lhesouraria provincial de Peruam-
luieo 5 de selembro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira da .tnnunriar'w.
Clausulas especiaes pa a a arrematar-So.
1. Todas as obras seno feitas ile confnr.idade
com o orcamenlo approvado pela directora em con-
selho, e apreseotado approvaco do Exm. Sr.
presidente na importancia de 2:7503.
2.a As obras scro principiadas no prazo de 12
mezes, e concluidas no de 8 mezes, ambos conta-
dos na forma do arlgo 31 da lci provincial n. 286
de 17 de maiode 1851. ',
3. O pagamento da imporlancia desla obra ser
feila em urna s prcslaco quando ellas esliverem
concluidas, que scrao logo rcalisadas definitiva-
mente.
4." Para ludo o que no se adiar determinado nas
prsenles clausulas nem no orcamenlo, tegoir-te-ba
o quedispe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da lhesouraria provincial,
em cumprmento do disposlo noarl. 31 da lci pro-
vincial 11. 129, manda fazer publico para conheci-
raento dos credores hipolhecarios, e quaesquer in-
leressados, que foi dcsapropriada a Jos Joaquim de
Sania Auna, una casa de laipa na estrila do sul,
que vai para a villa do Cabo, pela quanlia de 803
rs., e quo o respectivo proprietario lem de ser pago
do que se Ihe deve por esla dcsapropriacao logo que
terminar o prazo de 15 dias rontradns da dala des-
le, qoe he dado para as reclamaroes.
E para conslar se mandou alixar o prsenle e
pnblicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da lhesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de setembro de 1854__O secretario,
A. F. O Illm. Sr. inspector da lhesouraria provin-
cial, cm comprimen in da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 26 do correnle, manda fazer
publico, que no dia 21 de setembro prximo viu-
douro. peanle a una da fazenda da mesma lhe-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos fi-
zer a obra do arco c alerros do Afogadinho na estra-
da do sul. avahada em 10:3403000 rs.
A ai remalaru ser feila na forma ta lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correnle anno, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propoxerem a esta arremala-
C.lo, cumparcrain ita sala das sessoes da mesma jun-
ta, 110 dia cima declarado pelo meio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente, c
publicar pelo Diario.
Secretara da lhesouraria provincial de Pernam-
buco, 30 de agosto de 1854. O secretario,
Anlonio Ferreira t Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1." As obras do arco e alerro do rio Afogadinho,
far-se-ho de conformidade com o orcamenlo appro-
vado pela directora em couselho, c npresciilatlo a
aprovacao do Eira, presidente na importancia de
10:3103000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez. c as concluir no de (i raezes, am-
bos contados na forma do arligo 31 da lei nume-
ro 286.
1 3." O arrematante ser obrigado a" receber pelo
prejo do orcamenlo a pedra c cal qw exislera aop
da obra perteucenle ao arrematante do IIo lanco.
*> O pasamento da imporlancia da ai 1 einairan,
realisar-sc-lia em i prestardes iguacs : a !., quan-
do esliver prumpto e eslaqueado o caixao : a 2." de
pois de feila a sapala geral : a 3.a depois do recebi-
menlo provisorio ; e a 4. na entre gi definitiva, a
qoal lera lugar um anno depois do recehimento
provisorio.
5. O arrematante ser obrigado a ler mefade do
pessoal empregado nas obras, composto de Irabalha-
dores livres, e a manler no rio Afogadinho, em-
qtianlu n.lo concluir a obra, um passadiro estirado
com loda a seguranca^
6.1 Para lado o qn "n.lo se arli.ir lelo -minado nas
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimares. juiz de At.Brtnha, o agenle Vctor far eilo no seu arma-
direito da primeira vara do civel uesta cidade do
Recife, por S. M. I. o C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde ele.
Faco saber aos que o presente edilal vircm e delle
noticia liverem, que no dia 22 de selembro prximo
eguinle, se ha de arrematar por venda a quem
mais der cm prara publica desle juizo, que lera lu-
gar na casa das audiencias depois de meio dia com
assislencia do Dr^promotor publico desle termo, a
propriedade denmiuada Pilanga, sila na freguezia
da villa de Iguarass, perlencenle ao patrimonio das
rcculhidas do convento do Sanlissimn corrnosle Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade lem lima le-
gua em quadro, cujas extremas pegam do marco do
engenho Monjope que lo amigamente dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adianteao lugar
que chamam Sapficaia da piiitr esquerda, e tlahi
cortam buscando o sul e alravessam o rio iguaras-
s, Pilanga, al encher tima legua, e dalli parte bus-
cando o nasreuie at encher outra legua, e dalli
buscando o norle donde principiou com oulra legua
que faz ludo unta legua em quadro, com urna casa
de vivenda pequea de telha e laipa ha pouco aca-
bada, avahada por 5:0003000 rs., cuja arremalaro
foi requerida pelas dilas recolhidas em virlude da
licenca que obliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da ju-
tca, para o producto da arremalaro ser depositado
na lhesouraria desta provincia al ser convertido cm
apolices da divida publica, sendo a siza paga a costa
do arremalaule.
E para que chegue a noticia de lodos, roandei
p.i-sar edil ae- que sern publicados por 30 diasno
jornal de maior circulacao, e aflixados no lugares
pblicos.
Dado c passado ncsla cidade do Herife de Per-
nambuco aos 9 de agosto de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baptisla, escrivao interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimares.
O Dr. Custodio Manuel da Silva Guimares, juiz de
direilo da 1 vara do commercio nesta cidade do
Recife por S. M. I. ele.
F"a saber aos que o presente edita! virem, em
como por este raeu juizo se ha de arrematar a quem
mais der, na praca publica do dia 11 de setembro
do correnle anno, urna casa terrea com solo.na 1ra-
vessa da ra Augusta, avahada por 1:0003000 rs. pe-
nhorada a Jos Mara Placido Magalhe esua mu-
llier,por exi-rur.Vi de Paulo Persira Simes e sua mu-
ll". Toda a pessoa que cm di la rasa quizer lancar o
poder fazer no dia da praca cima dito.
E para que chegueao conhecimento de todos man-
dei passar o prcsente.e Ires do mesmo theor,que sero
publicados e aullados nos lugares designados por lei.e
publicado ptla imprensa.Recife 16 de agosto de
1851.Pedro Tertuliano da Cimba. escrivao u escre-
vi. Custodio Munoel da Silca Guimares.
o inventario reapoclivo: quarla-feira 14 do corren-
le, ao meio dia em poni, porla da Associacao
Commercifl Benelicente desta pracn.
fiaarta-feira 13 do correnle, as 10 e 1|2 hora
DECLAHACOES.
A mala para o Rio de Janeiro pelo brigue Da-
milo, ser fechada no da 14 do crrante ao meio
dia.
Pela mesa do consulado provincial se nnun-
ca, que o Irim'esle addicinnal docxerriciu de 1853 a
1854, espira no ultimo do correnle, recolhendo-se
respectiva lhesouraria nessa poca todos os livros
pertenecidos a semelhante' exercicio, para seremex-
eculados os conlribuintes : assim pois avisa-se a
lodos qae deixaram de pagar decimas e oulros im-
postas, que concorram a pagar seus dbitos al o dia
ultimo do mez cima mencionado.
Conseibo administrativo.
O consclho administrativo, em virtude da autori-
aaco do Exm. Sr, presidente da provincia, lem de
comprar o seguinle :
Para o hospital regimental desta provincia.
Brim fino para camisolas, lenees, frondas e guar-
danapos, varas 2236 ; mantas finas de la 74.
8. bai.ilhao de iufantaria.
Sapalos, pares 781.
2. balalho de infanlaria. '
Calhecismo de Monlpelir 20 ; carias de a, b. c, 20;
papel alraaco bom, resma5 ; papel da peso llrele,
resma 1 ; .paulas20 ; Unta prela, grrulas 2 ; areia
prcla, garrafa 1 : penuas de ganc,o 100 ; lapis 50 ;
pedra de louza 10; cravOcs de louza 50 ; .caldeira
de ferro estn hado, para 200 pracas 1.
Fortaleza de Ilamarac.
EncadcrnacAo de nm missal i.
Aula dos apreudizesdo arsenal de guerra.
Papel almajo, resmas 4 ; pennas de ganjo 400 ;
linta prela, garrafas 6 ; Synopsis da historia do Bra-
sil, pelocneral Ahreu e Lima 15 ; Thcsouro da
Mocidade Portugtieza.ou moral cm acrao por Koquet-
le 20 ; Tratado dos deveres do homem por Silvio
Pellico 25; Economa da Vida Humana, por Roberto
Doestey 25 ; Resumo da Doolriua Chrisiaa 25 ; ari-
Ihmclica pratica, por Colaro 20 ; tras'ladosde a, b,
c, 40 ; ditos de bastardo 20 ; dito de bastardinho
20 ; cartas do a, b, c, 80; taboadas 80 ; pedra de
louza 30 ; lapis, duzias 6 ; caivetes 6.
Provimenlos das officinas do arsenal de guerra.
Carvao de pedra, toneladas 10 ; sola branca gar-
roteada, meios 100.
Colonia militar de Pimeuleiras.
Resmas de papel alma 4 ; ditas de dilo de peso
2: inassus de obreias 3;"liula prela para esrrever,
quarlilhos 6 ; escrivaninha de mMal 2 ; sinele de
armas com prenca 1 ; par de liuteiros de eslanho 4;
sino com perra e bada I n 1.
0ucm quizer vender esles ohjeclos, aprsente as
suas proposlascm carias fechadas na secrelaria do
couselho s 10 horas do dia 12 do crranle mezSe-
cretaria do conselho administrativo para forneri-
menlo do arsenal de guerra 4 de setembro de 1854.
Jos de frito Inglez, coronel presidente.Bernar-
do Pereira do Garmo Jnior, vogal e secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Petnambtico,
arealisaremdol. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 50 0)0 sobre o numero
das acc/iesque lhes foram distribuidas, pa-
ra levar a (-licito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
blea geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do auno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 1854-.O se-
cretario do conselho de direcrao,
J. I. de'ftl. Reg,
AVISOS martimos.
Ceara' Maranhao e Para'
com destino a estes dous portos
deve seguir mui brevementepor
ter grande parte da carga tratada, o no-
ve o mui veleiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Para o Acaraeti segu no dia 14 do correte o
hiate "Sobralense); para o rosto da carga e pasaa-
geiros, trata-se com Caclano Cyriaco da'C. M., ao
lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Ass sabe nesles 6 dias o patacho nacio-
nal iitaureico: quem nelle quizer carregar, en-
tenda-sc com o consignatario Antonio l.uiz de Oli-
veira Azevcdo ; na ra do (ueimado n. 9.
Para o Ass sabe uo dia 12 do correnle a bar-
ca brasileira Malhildc ; quem nella quizer carre-
gar ou ir de passagem, entenda-se com Manoel Al-
ves tiuerra Jnior, na ra do Trapiche n. 14, ou
com o rapiln Jeronv um Jos Telles,
Para o Aracatv segu em poneos das o veleiro
hiale Castro ; para o reslo da carga trata-se com
seo consignalario Domingos Alvcs Malbcus.
Para o Rio de Janeiro segu na pre-
sente semana o muito veleiro e superior
brigue nacional D.imao : para o resto
da carga e passageiros a frete, trata-se com
Machado & Pinhciro, na ra do Vigario
n. 10, segundo andar.
Para o Cear, o palacho Santa Cruz segu
com hrevidade ; recebe carga c passageiros : traa-
se com Caetano Cvriaco da C. M., ao lado do Corpo
Santo 11. "1.
Para o Ro Grande do Sul segu nesles dias o
patacho nacional A'oco Temerario,caplo Jos An-
lonio Candido de Souza ; para o resto da carga e
passageiros, Irala-se com Amorim Irmaos, roa da
Cruz 11. 3, ou com o mesmo capiLlo a bordo.
zera ra da Cruz n. 25, de grande sdrlimenlo de
obras de marcinciria novas e usadas, ds difiranles
qualidades ; relogios para algibeira de metal galva-
nizad, obraj de prala de lei; ptimos piano* !n-
glczes ; charutos de superior qualidade, e oulro
mulo objectos qne estarao patente no dia do
leilao.
Schapheitlin & Companhia fatuo
leilao por intervencao do agente Oliveira,
e por conta e risco de qum pertencer,
de 5 caixas sob diiTet entes marcas, con-
tendo chaletes de seda, lencos de dita,
urna porcao de riscadinho de seda, etc.,
a variados, a bordo de navios ltimamente
chegados ; e em seguida se vendero ou-
tras azendns de gostos, e proprias do mer-
cado, em bom estado : terca-feira, 12 do
correte, as 10 horas da manhaa, no seu
armazem da ra da Cruz.
LEILO'ES.
Rolhe Bidoulac fazem leilao por intervencao
do corrclor Oliveira por conla c risco de quem per-
tencer, de :H) harris de pregosavariados ; era segui-
da coufiuuar o leilao com um sorlimcnlo de ferra-
gens emiudezas, segunda-feira II do correnle as 10
lloras, no seu armazem, roa do Trapiche n. 12.
i.iui'.ta-feira 14 do crranle, 11 horas da
manhaa, o agenle Borja far leilao no seu armazem
ra do Collegio 11. 14, de diversas mobilias de Jaca-
randa, com pedra e sem ella, ditas de amarello, e
oulras obras de marcineiria ; relogios de parede,
cima de mesa e algibeira de diuerenlcs qualidades;
obras de ouro e prala ; urna excellente flauta de
bano toda apparelhada de prala ; ptimas machi-
nas para caf ; diversos livros; urna porcao de pas-
saros.de varias qualidade enlre elles um urub
rei, ele. etc. e orna infinidade do ohjcrlos dilfe-
1 entes, que se achara patentes no mesmo armazem.
Manuel Joaquim Ramose Silva, consignalario
do patacho lermina, far leilao. em um s lote,
por ilesparlM do Illm. Sr. Dr. juiz de direilo do ci-
vel c do commercio, por inlerv curan do agente Oli-
veira, e por conla c fisco de quem perlenccr, do
casco forrado de cobre, maslros. maslaro, ancore-
tes, amarra, veame, mcame, bote, lancha e todo
os mais pertenc.es do dilo patacho, tal qual se aeha
ancorado ueste porlo defronle do forle do Mallos,
onde os prelendentes ludo pdem examinar antici-
padamente, dirigindo-se ao dilo asente para verem
AVISOS DIVERSOS.
l'erdeu-sr urna pulceira de oaro da largura de
don dedos, esmaltada com flores les, da rnado
Collegio roa Velha, sendo pela ra aegninUl:
ra do Collegio, Crespo, Cabog.Nova, pontee Ter-
ro da Boa-Vis(a, alraz da matriz, Gloria, Alegra e
Velha : a pessoa qne a achou. quereodo reslitui-U
ao seu verdadeiro dono, dirja-se ruaWo Collegio
n. 8, lerceiro andar, que aera gratificada.
O portador da leUra da Sra. D. Leopoldina
Mara da Costa Kruger, declara a dita aenbora, qoe
essa lettra he da quanlia de qualro ceios oito ce-
ios e mlenta mil ris, e foi laceada en 10 de maio
do correnle anno em favor de sea irmao Delfino
Miguel da Costa, qae a endoann em 5 de janho
prximo passado,' assim romo qoe em poder do
mesmo portador ha provas irrecusaven da veraci-
dade da referida lellra, cojo pagamento proteta re-
clamar em- sea devido lempo. Antonio Jos de
Faria Machado.
Quem preciar de um menino para caiseiro de
(aberna.de queja tem algnma pratica, dirja-se a roa '
Imperial, nadara n. 43, defronle do chaariz.
Precisa-se de urna pessoa capia e qae d e-
nhecimenlo de si. para trabalhar n'ew filio peque-
o-: a fallar no Manguind primeiro silio da'estra-
da nova ou na ra de Amorim o. 39.
Aluga-se o primeiro andar da case da raa do
\ igario n. 5 : a tratar na de n. 7.
Precisa-se de um perito cozinheiro para servir
em urna casa tslrangeir, paga-se bem : na roa do
Trapiche n. 38, armazem do Sr. Miguel Carneiro.
Avisa-se a todas as pessoas qoe liverem en-
jerto para vender no armazem de Miguel Carneiro,
que o queiram tirar al o fim do corrate mez, do
contrario sero vendido em leilao por lodo o preco
qae se obver.
Arrenda-se um sitio na estrada do Arraial com
bstanles arvoredos de frurlos de diversa qualida-
des. casa de vivenda, cacimba de pedra e cal, expel-
iente agua de beber : a (ralar em Parnameirim,
taberna.
Precisa-se de um rapaz para caiseiro de taber-
na com pratica on sem ella: na roa da Seozall* aova
n. 26.
Frrmino Cesar d'Almeida relra-se para a
Europa.
AInga-se o quarin andar esotao do sobrado da
ra do Trapiche n."42, com excellentes commodos
para familia : a tratar no primeiro andar do dito so-
brado,
O abaixo assignado, lendo visto tus Diario de
Pernambuco de 28 de agosto prximo passado, que
lem de ser arrematado 00 parla da fazenda, o sitio
em que mora seu irmao e contenhor do mesmo silio
Joao Manoel Mende, o mesmo abaito assignado co-
mo lierdeirn e como procurador de nm de seos ir-
maos, lambem herdeiro, avisa ao publico, qoe sobre
esle sitio existe um recurso para o supremo tribunal
de justica. o qual nao s pela coslumada juslca desle
tribunal, como pelas justa razSes que allegara, es-
perara os herdeiros qae Ihe seja resumida na pro- >
priedade, heranca de -ana finada mui, por isso que
nada devem a fazenda, e porlanto nao devem pagar
lodos o qne s um deve. Recife 11 de selembro de
1854.Joaquim Menaes da Cunha Azecedo.
Os abaixo assignados parlicipam ao respeilavcl
publico, e especialmente ao corpo de commercio des-
la cidade, que amigavelmenle bao dissolvido a so-
eicdade qne gvrava sobre a firma, social de Silva &
I rmao, na ra larga do Rosario n. 28, (cando s pro-
prietario do eslabelecimento o serio Joaquim Anlo-
nio Pereira, perlcncendo ao mesmo Sr. todo o activo
e passivo da casa : quem se considerar credor, qoei-
ra aprescnlar sua cunta da data desle a 8 dias, para
promptamente cr salisfeila. Anlonio Joaquim
Pereira da Silva, Joaquim Antonio Pereira.
Hoje, segunda-feira, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz de direilo da primeira vara do commer-
cio, se arremtenlo em praco publica as leltras
do ausente Jos Gomes Moreira, na quanlia de
16:4598571 por execuco de F. Souvage & Compa-
nhia, sendo entregue o lanco pela maior ollera que
houver.
Na roa da Soledade n. 70, ha 400 varieda- .
des de roseiras muilo dmerentes enlre si, assim co-
mo muilas qualidades de dalias, e outras variedades
de flores. Em marco c esperm de Franca mais 230
qualidades das melhores ro'as. assim eome de -Ham-
burgo e Franca 200 qualidades de dalias das mais
bonitas e novas naquclles paizes: os senbores ama-
dores que quizerem desias flores para a feata, para
seu recreioe ornamento de seus jardn, serao bem
servidos.
Moito e deseja fallar com o Sr. Agoslinho Jos
da Silva, na roa do Cabug, a negocio de sea inle-
ressc.JoaqnimJot da Costa Fajozes
Desapparecea 00 dia 5 do correnle, do sitio da
Cruz de Almas do collegio da Conceicao, nm escra-
vo, cabra, barba grande, idade 40 anno, pouco mais
oa menos, coso do p esquerdo. he oflicial de sapa-
teiro, e levou chapeo de massa branco.
Aluga-se ama grande casa larrea com grande
salan, salas, 9 quarlos. cozinha Tora, cacimba, quar-
tos para escravos e quintal murado, na Passagem da
Magdalena, jonlo a ponle pequea, onde morn Joa-
quim Jos Ferreira : quem a pretender, dirija-sc ao
paleo do Carmo, loja de lartarugueire n. 2, a fallar
com seu proprietario.
PUBLICACO MTTERARIA.
Sabio luz em formato de qoarlo grande, edicilo
nilida, a obra intituladaConsliluicoes primeira*'do
arcebispado da Babia, novamenle impresas em S.
Paulo ; e brevemenle sahira ara segando votme,
contendo lodas as reformaseadditamenlos, ane com
o andar dos lempos e com a mudanca das pocas a
mesma < nnstiluic.io tem soflrido. Durante o espaco
de don mezes a contar do dia de hoje esl aberla a
subscripc&o para esta importante obra, nas lejas de
livros da ra da Cruz n. 56, e da roa do Collegio n.
2, sendo o preco de cada assignatura 1*8000 rs. pa-
gos ao receber o primeiro volunte. Passado inpradi-
lo prazo custar toda a obra 189000.
Comarca do Cabo.
O abaixo assignado, tendo arrematado o imposto
da afr 1 irao dos pesos e medidas do municipio do Ca-
bo por lempo de um anno, que comecar a correr
do 1. de oulubro do correnle anno, fax scienle as
pessoas moradoras naquelle termo, que coslumam
destilar, qae a aferirao das ancoras, destinada para o
consumo da agurdenle, assim como de lodos os mais
pesos e medidas deve ser feila no lugar da morada
do vendedor, e nao da do comprador ; isto nao s
por disposic.io dasj-especlvas posturas municipaes,
mas (ambem por deciso j dada pelo Exm. presi-
dente da provincia. A alrtelo lera principio no de-
vido lempo, (ieaiidn certo os qoe a lizerem em mu-
nicipio alheio, que alm de pagaren! a malla pelo
infringimenlo da posturas, serao execatados pelo
abaixo assignado para pagamento do imposta. Cabo
9 de setembro de 1854.
Francisco Rufino do Rejo. .
O raulclisla da casa da Fama, no alerro da
Una-Vista n. 48, abaixo assignado, declara, que ten-
do desmanchado no da 16 de agosta do correnle an-
no. em quarlos os bilheles inleiros ns. 1503, 2713,
2628, da primeira parte da segunda lotera do hos-
pital Pedro II, a qoal correa a 18 do mez de agosto
do correnle auno, e como desconfa qne nao bolassc
a parle da lotera a que perlencia dito qnartos, os
quaes sahiram todos brancos, declara que dito* qaar-
los perleneeram aquella [olera do hospital Pedro II,
e que da presenta lotera do lliealro de Santa-Isabel
que corre a 20 do correnle mez. nSo desmanchou o*
bilheles cima, e para prevenir duvidas para e fu-
turo faz a presente declararo.
Desapparecea no dia 7 do correnle, as 4 horas
da larde, um mulalinho de idade 12 anno, de nome
/adiaras com os sgnaesseguiules : um signal no
rosto proveniente de um laltio, cabello corrido, aca-
boclado ; levou camisa de chita roxa c calca de al-
godao de lislras zoes : qurm o pegar ou der noti-
cias, pode dirigir-se ra Direila n. 106, qae ser
recompensado.
Francisco Paes Brrelo, rendeiro do engenho
Gnerra da freguezia do Cabe, avita ao respeilavcl
publico, que existindo nutro de Igual nomc na mes-
ma freguezia, pelo qae (em se dado muilo engao,
fica se assigiiando de hoje em diante Francisco Lins
Paes Barreta.
Quarta-fera, 13 do crranle, ha de ser arrema-
lado em hasta publica a quem mais der, pela quan-
lia de 579980, urnas laboas de armaco da taberna e
diversos gneros perlencenle a urna reflnaro, in-
clusive vmas latas de figos, caixas com charatas etc.,
ludo em mi estado, oa porta do Sr. Dr. juu muni-
cipal da segunda vara, s hora do cosame, escrivao
Molla, por exeruc.lo de Anlonio da Silva Cusmao,
contra Manoel Zeferino Das Brrelo.
A abaixo assignada, coherdeira do silio, silo
na estrada de Joan de Barros, em cu|a propriedade
he morador nm dos herdeiros Jo,1o Manoel Mendes
da Cunha Azevedo, c exislindo um leligio enlre os
diversos herdeiros c a fazenda, cuja final scnlenra
lem de ser decedida pelo supremo tribunal de josti-
ca ; por isso a mesma ahaivo assignada n.lo sopor si
como por parle de suas filha, de que he administra-
dora, em lempo declara, para que ninguein lance em
tal silio pelas razOcs ja ditas, e mesmo porqae espe-
rm os herdeiros qne nao sendo devetlores a fazenda,
e pelas razOes q-ie no recurso allegara, Ihe ser en-
tregue sua propriedade, haronea de sua finada mi
D. Maria Ignacia da Conceirao Mendes. Recife 11
de selembro de 1854.
Manuela Miquefua l'ieirada Cunha,
m
)
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\


OIMIO DE PERMMBCO, SEGUNDA FEIRA II OE SETEMBRO DE 1864
No sobrado n. 82 da
precisa-so alugar nina cscv
eiigomtiiar bem e tomar cvrtii de
ra do P-
a que
\
lar,
saiba ciigoiiiinar bem e
lima casa do pequea familia.
Appareceu no eqcenho s. Paulo da frepniia
dos A Togados, una prela vcllia de lome Anglica,
que nao sal dizer o nome de seu ser hor ; porlanto
quem fdr sen scuhor, pode ir oa man lar receber dila
preta, nao se responsabilsando a senliora de dilo en-
genhopela fuga da mencionada preta.
>ovos livros do liameopalhia en francez, ubr.is
todas de summa importancia :
llahncmaun, tratado das molestias clirooicas, S vo-
'uns............ 20)000
leste, rroleslias dos meninos.....68(100
Hering, homeopalhia domestica......7JOO0
Jahr. pharmacopa homeopathica. ($000
Jahr, novo manual. 4 votumes KijOOO
Jabr, molestias nervosas.......(000
Jahr, molestias da pelle. '. 8)000
Itapou, historia da honieopathia, 2 voluntes 1(9000
Jlarthmann. tratado completo das molestias
dos meninos.......... KttOOO
A Teste, materia medica homeopathica". KS000
tic lajolle. doutrina medica homeopathica 73000
Clnica de Slaoneli........((KM
Caslii.g, verdade da homeopalhia! <3O00
Diccionario de Nysten.......lOgOOO
Attlas completo de anatnraia com be lias es-
tampas colorida, coolendo a des<:ripeSo
de todas as partes do corpo humano ,10000
vedem-sc todos estes livros no consultorio hnmeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25
primeiro audar. '
PlttlCACA DO NST1TIT0 HOSHEOPATICO DO BKVSIL
THESOURQ HOMCEOPATHICO
00
* VADEMCUM DO HOKEOFATHA,
todas as molestias, que aflligem a
STARR respeitosamento anounciam que no seu extenso es
taMecimeuto em Santo Amaro, cortiuua a fabricar
com a maior perfeicao e promptid&o, .oda a qualidade
do ntachinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
alioi to-em um dos granes armazens doSr. Mosqui-
ta na roa do Brom, alraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu uslabelecimenlo.
Alli acharan os compradores um completo sorti-
nn.'i lo de inoendas de i anua, com lodos os inelho-
ramentos(alguns delles novos eori|:inaes) de que a
experiencia de ihuilos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor debaisae alta pressao,
laixas de todo tamaito, lano batidas como fundidas,
carros de mao e ditos otra conduzr formas de assu-
car, machinas para moef mandioca, prensas para di-
to, tornos de ierro balido para farinha,arados de
ierro da mais approvada construc{ao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalkas, e urna
inliiiidade de obras de ferro, que seria enfadonha
enumerar. No mesmo deposito e:iiste urna pessoa
in elliseute e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annunciaules contan-
do coma capacidadede mas olTiciiias e machinismo,
e tiricia de seus olliriaes, se compiomettem n fazer
exocutar, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
eouform idade coto os modelos ou disenhs, e inslrnc-
oes |itc lite foremfornecidas.
MECHANISMO PARA ENGE-
NA FUNDICAO DE FERKO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
IARIZ,
lia seropre um grande orlimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; laixas do ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
ti "i. I tulls para aguaou itnimaes. de. todas as fropor-
oes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhOes.bronzes parausos e civihOcs, moiuho
di: niaiiilioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
so cxeculam todas as encommendas com a superiori-
dude conhecida, e com a devida presteza ecommo-
didade em preco.
Na ra doQueimado loja de ourives pida- M
tada de azul n. 37, ha um rico e variado sor- S
lmenlo de obras sis ouro que o comprador, S
a vista dos preces e bem fcito da obra, nao **
deixar de comprar, aliancando-se e res- 1S
ponsabilisando-se pela qualidade do ouro de 3E
U e 18 quilates.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-ISABEL.
Aos 10:000j>000 e 5:0003000.
Na casa da Fama, no aterro da Boa-Vista n. 48,
rsUo venda os bilhetes c cautelas da 19 lotera do
thealro de Sanla-habel, que corre a -JO do corrente.
Bilheies 109000
Meios .5000
Quarlos Decimos j 3300
Vigsimos 5700
(*$S:Sett33S
* RETRATOS PELO SYSTEMA
CHRISTALOTYPO.
C9 Aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro @
9 andar, g
09 No esttbelecimenlo enconlrarao os pretcn- @
(9 tientes um rico sorlimenlo de caixas, quadros,
5J alfineles, cassoletas e pulceiras.
Ha 6" do corrente, pelas 7 horas
da manhaa, furtaram da ra da Cadeia,
casa n. 16, primeiro andar, onde mora o
Dr. Vilella lavares, uma caixa de charao.
coDtendo tentos de marim; umtrartcelim
de cabello com urna loneta, dous baralhos
de cartas etc. A caka lie nova e dotira-
da e estava posta sobre una mesa qu
lica contigua a porta da cscada : a pessoa
que dr noticia do furto ou entregar a
dita caixa, sera' generosamente recom-
pensada.
Na rua Nova aluga-sea loja n. 4, cora arma-
cao : a tratar na moma ra loja 11. 2.
': ^-^
Mt'lliotlti conciso, claro, o seguro de curar hoimropalhiramcnte
especie humana, e particularmente aquellas que reinam 110 Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
rala obra importanlissima he boje reconhecida como a primeira c mclltor de todas que Iralam d.i ap-
plicacflo da Itomicopalha no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, ntlo pdem dar um
passo seguro sem possui-la e consulta-la.
Os pais de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, capitaos to navios, serlanejos, etc.,
etc., devem te-la a mao para occorrer promplamenle a qualquer caso de molestia.
Dous voluntes em brochnra, por.......... 10?O00
Encadernados ............ UOOO
Vcnde-sc nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mando Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Niuguem potler ser feliz na cura das molestias, sem que possua meilicamcnlos verdadeiros, 011 tle
boa qualidade. Por isso, e como propagador da huuicropalhia no norte, c immedialamente interessado
em seus benficos successos, temo autor do THESOUKO HOMCEOPATHICO mandado preparar, sob
sua iminediala inspeccao, lodosos medicainentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmaceuliro
c professor em homir-opathia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem executado com lodo o zelo, Icalda-
do e deiticacAoqnc se pode desejar.
A efllcacia destes medicamentos he allcstada por totlos que os lem experimentado; clles nao precf-
sam de maior reconimcndacno; basta saber-sc a fonte donde sahiraro para se nao duvid.ir de seus pti-
mos resultados.
Urna carteira d^ 120 medicamentos da alta c haixa diluicito cm clobulos recom-
uiendados no THESOL'RO HOMOEOPATH1CO, acompahada da obra, c de urna
caita de 12 vidros de tinturas indispensaveis........
Dila de 96 medicamentos acompahada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dila de 60 priucipaes medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.).
(tubos menores). '.
Dita de 48 ditos, ditos, com a obra ("tubos grandes)........
" (tubos menores).
Dita de 36 ditos acompahada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .
(tubos menIws^.
Dita de .'10 dilos, c 3 vidros de tinturas, rom a obra (tubos grandes) ....
>> n (tubos menores)
Dita de 2S dilos ditos, com a obra, (tubos grandes).......
(tubos menores .
Tubos avulsos grandes.............
Cada \iilro de tintura. .............
Vendem-sc alm disso carleiras avulsas desde o preco de 89000 rs. al de 4003000 rs., conforme o
numero e tamaito dos tubos, a riqueza das caixas e dynamisacesdos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promplidilo, e por procos comino-
dissimos.
Vende-sc o tratado de FEBRE AMARELLA pelo Dr. I., de C. Carreira, por.
Na mesma botica so vende a obra do Dr. G. H Jahr traduzido em porloguez e acom-
modada a,iiilelligcncio do povo...........
Roa de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68A.
P.S. Extracto de urna carta, qu* ao autor do THESOURO HOMiF.OPATHICO.lcre ahonda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Alte* da Silva Santos, estabelerido na cilla de llarreiros,
Tivc a salisfaro de receber o Tliexonro homiropalhico, precioso frtelo iln trabalho de V. S.,e llie
affirmo que de todas as obras que lenho litio, he esla sem conlradicao a melhor tanto pela clareza, com
qtiescacha escripia, como pela precisan com que indica os medicamentos, que se devem empresar
qualidades esla tle muila importancia, principalmente para as pessoas que dcsconhcccm a medicina
theocria e pralica, ecl.. cct.,elc.

1005000
itOodOO
005000
I5J000
;>090oo
359000
403000
30*000
3.1SO0O
969000
309000
909000
15000
5-iOil
20(K)
2500'J
6^KK)
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SUA SO GOZ.Z.GZO 1 ABTDAH 25.
'' Ur. 1'. A. I.olto Moscnzo d consultas homeopathicas lodos os di&s aos pobres, desde 9 horas da
manha ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Ofierece-se igualmente para praticar qualquer operacao de cirurgia. e acudir promplamenle a qual-
quer mullici que esleja ma! de parlo, e cujascirciimslaucias n.1o permiltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MStOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. t. II. Jahr, traduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, quatro
voluntes encadernados cm dous :................. 20JO00
Esta obra, a mais importante de todas as que trata m ta homeopalhia, interessa a lodos os mdicos que
quizerem euperimenlar a doutrina de Hahnemann, c por si proprios se conveucerem da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho e fazciidciros que estao longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos rapilcs de navio, que nao podem deixar urna vez ou outra de ter precisao de
acudir qualquer incommodo seu ou de seos tripulantes ; e interessa a todos os cheles de familia jue
por circhmslancias, que iiein sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa delta.
O vade-mecum do homcopalha ou lrduccao do Dr. Hcring, obra igualmente til s pessoas que se
dedican) ao estudo da homeopalhia um volunte grande .......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharniacia, etc., etc.: obra ndis-
pensavel s pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
lima carteira de 2* lubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario ilos termos de medicina, etc., etc.......-........
Dita de 36 com os mesntos livros....................
Dila de 18 com os ditos. ,...............! .
Cada carteira he acompahada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a esculla. .
Dila de 60 tubos com ditos......................
Dila de 14i com dilos...................'.....
Estas sao acompanhadas de 6 vidros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Ilerin
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira .
ilas de 48 ditos...... .......
Tubos grandes avulsos...........
Vidros de roeia ouca de tintura........
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pas
homeopalhia, c o proprietario ilesle cslahelecimenlo se lisongeia de te-lo.o mais
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crvslal de diversos lamanhos, c
aprompta-sc qualquer encommenda de raedicameuloscom toda a brevidade e por precos inuilo com-
8JO00
45000
405000
459000
50000
60S000
1005000
terao o abatimcnlo de 10QO00 rs. em qualquer
. 85000
. I65OOO
. 15000
. 20000
no seguro na pralica da
is bem montada possivel e
modos.
Francisco Lucas Ferrara, com co-
cinara de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macona igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cantara, e :ihi en-
conlrarao tudo com aceio, segundo dis-
pie o regulamento do eemiterio.
Koulx).
No dia 6 do corrente mez succedeu o rnubo se-
guinte na cidade Nova de Santo Amaro, em casa de
Manoel Francisco lluarte, sendo trirtimas delle dous
r-lmlanles que Itabilam o solAo da mesma casa cu-
jo roulti) fi praticado com a maior impudencia
e>candalo que se tent visto, pelas ti horas do dia
na occasio em que clles havjam dcixado dito apo-
simlo. conservando a chave na port, visto como
pnuco depois tinham de subir. Eis senao (|uando o
ladrao, lendo presentido que o solao eslava solado
e que mais pessoas em grande porfo de roupa; sendo loda ella tic a-
zenda superior -. 1 casaca, 8 calcas de caseniira, sen -
do6 tle cor, dequalul.ttle dilTeronle, 2 prelas.e 4 de
brun brancocom marca-A. (,- ;) ,,,, SPn.
do 1 .le saja preta e i de^orgora... oulros tle tosigo
;7," v-''v pllll',,deb,im' scni1 """-
cus c de cor peil.ts pusimos tle esguiao com a
marca por esleusoA. G. R. p. g e8 *"' *
a mesma marca ; lencos de mao lamben marcados
deprvala, de seda, do cor dierente ; e, nalme'
le, doas capoles novis .le borracha. Dizem trT
do o ladiao un. prelo do Recife. Rogare, ,;orlan,
quem livor noticia do semolhanle roobo, qoe ba-
ja de denunciar; assiDicomoas'je'soas quem r.
rern oerecidos les objeclos. da apprehend-tos e
Mr entregar na refer la casa de Sanio Am.ro qoe
do ou trabalho sera.) pagos oenerosamenle, ou na
rua de llortas, cm rssa de Anlo.iioRodrgies Viei-
ra ; e, finalmente. pede-*e mu.n, esn semelliante
negocio, a inlervcucao das autoridades polii-iaea.
Deniz, ilfaialefiucez,
eslabelecido na r.ia da Cadeia do Recife u. 10 nri-
iaetro indar, irobalha de feilio. '
Antonio Aaripino Xavier de Brito, Dr. em
medicina pela laculdade medica da Babia,re- 8
side na rua Nova n. 67, primeiro audar, on-
Ti de pode ser procurado a qualquer hora para o
eierciciode sua profissao. m
Na rua do Trapiche 11, 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, etc : no mesmo lugar se moslram ricos de-
senhos.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a entinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu presttmo,
protestando satisfazer a' expectarao pu-
blica anda acusta dos maioressacrtlicios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
ltvraria da piara da Independencia ns.
6 e 8. '
LOTERA 1)0 THEATRO DE SAXTA-ISABEL.
Corre indubitavelmente em 20 de
setembro do coi rente auno.
Aos 10:000$000,5:000s000, l:00().s000.
O cautelisla Salustiano de Aquino Ferreira avisa
aorespeitavcl publico, que os seus bilheies c caute-
las nao solTrem o descont de oito por cento do im-
posto geral nos tres primeiros grandes premios.
Elles eslo csposlos ti venda uas lojas j conhecidas
do respeilavel publico.
Bilheies 115000 10:0(KI5000
Meios 5#5O0 .">:00CO0O
Ouarlos 39B00 2^009000
Oitavos I3.OO I35O9OOO
Decimos 13.100 1:0005000
Vigsimos 9700 50O3OOO
Anda precisa-se de nm bont coziuheiro, c de
urna preta paraservicn de casa; nrefere-se cscravos:
na n.a da Seiuala Vcll.a 11. 60, esquina do beceo do
Champagne, a melhor que lia 110
mercado, epor preco mais barato do que
em outra qualquer parte, assim como ce-
ra em velas, caixas de 100 e de 50 libras:
trata-se no escriptorio de Machado & Pi-
nheiro, amado Vigarion. 19, segundo
andar.
Quem tiver conlas contra a barca ingleza
llanls, canilflo t. Hipplewhele, arribada a este por-
to na sua viagem de Calho de Lima, com destino
para \alcncia na llespanlta, queira apresenia-las
no consulado Britnico alo odia 11 do corrente ao
meio da para scrcm pagas, c de|>ois dcsla data nao
so ticara responsavel por couta alguma.
O cautelista Salustiano de Aquifo
. Ferrei ra
visa ao respeilavel publico, que o Sr. Fortunato Pc-
reira da For.seca Bastos, eslabelecido com loja de
bilheies, na praca da Independencia n. 4. deisou de
vender assuas cautelas das lo! crias da provincia, para
venders do Sr. cautelista Antonio Jos Roilrisucs
deSooza Jnior, as quaes eslao sujeitas a8 *, do im-
posto geral nos tres primeiros premios grandes.
ASSOSSIACAO' COMMERCIAL BEHE-
FICENTE.
A commissao cncarregada da distribuicao da
quantia aeenciada para os desvalidos prejudirados
com a inimndacao de 22 e 23 de junhu, avisa aos
respectivos inleressadcs que podem procurar o re-
sultado de seus requerimenlos em casa do Ihcsou-
reiroda rommissao o Sr. Ihomaz d'Aquiuo Fonseca
Jnior, na rua do Vinario n. 19, das 3 't at s
6horas .la tarde, do dia 11 por diante V,. da
Silva Barroca, secretario da commissao.
1 No dia 10 do mez de agosto desapparereram
do engenho Pedregull.o, na comarca de Nazarelh,
do Sr. Joaquim Manuel Vieira da Mello, os 2 cscra-
vos negros, inii e filho, Francisca com idade de ."*
anuos, alta, magra e bem rohu. idade de 26 anuos, estatura regular, rheio do corpo,
nariz apapiaoeado, um pouco amarello a levar no
Pedrinho ou o amor fraternal.
Manoelzinho dr nossa aldcia com os seu< pali-
nlio". Anda existe um pequeo numero .lesla in-
Icressante obra, produeco de nina Portucnse, que
animada do acolhimento que lem recebido do pu-
blico juvenil, anima-se a olferere-la as illustrissi-
mas mais de familia, de quem espera toda a protec-
!>< e se ulia i venda na rua Nova n. 52, loja
de Boaventura Jos de Castro Azevedo a240e a 160
rs. cada oxemplnr em brochura.
Aluga-e por festa nn animal urna proprieda-
dc de pedra e cal, com cornmodos sullicicntes para
qualquer familia, no Poco da Panclla : a tratar na
fundirn do III tiin n. 6, 8 e 10, cotn o ciiineiro da
mesma.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Achatn-se a' venda os bilhetes origi-
naes da lotera 20 para os reparos das ma-
trizes, cujas rodas licou de andar no dia
5 do corrente setembro ; os premios serao
pagos logo que se li/.er a distribuicao das
listas.
Precisa-sc de urna Sr." honesta e de bous cos-
lumcs,qued garanta csses quesitos, para ir edu-
car duas meninas em um engenho, fazcndo-se-lhe
as vanlageiis de oidenado, meza, roupa lavada e
casa ndepeiidcnlc da do Sr. de Eu&ciiho : quem
convjer procure ao proprietario dcsla Ivpugraphia,
que llu; indicar a pessoa competente com quem
tratar.
O abaiio assignado avisa ao respeilavel publi-
co, que contiua a ensillar msica, e dansa, tanto a
meuinos como a meninas, ollerccendo-sc a ic passar
lic.au em casa assim combinem un ajuste : pm lano,
quem de sen presumo quizer utilisarrse, dirija-se
confronte ao hospital Pedro II n. 7, que achara com
quem tratar.Francisco Moreira Lima.
Prccisa-se alugar una ama para casi rngleza,
com pouca familia, para eugummar, prefere-se es-
crava : a fallar na rua do Trapiche, annazem do Sr.
Miguel Carneiro.
Precisa-se de um homein que entenda bem do
servico de campo, para limpar e corlar capim de
planta com perfeicao, e administrar um grande si-
tio, na estrada nova da Magdalena, junio a casa do
Sr. Rangel, pagando-se ntcusalmeiile, c mesmo de
algaras prcle captivos, que laiubem se alngam para
o mesmo lint: a tratar com Jos Mara toncalves
Vieira tuimaracs, taberna defrniilc da matriz da
Boa-Vista n. 88, quina do Hospicio.
Senhores esiudantes.
Manoel Cassianode Olivciru l.etlo.estudan- @
@ te que fui do Ijceo, obleve lu-i-nca para epsi-
P nar particularmente gcometria c grammalira
5 nacional, cm que se rcconhcceii habilitado, f
P; Estfto abcrlas matrculas de nina c outra, c &
5 conlinuarao alo o fim do corrente mez. Di- @
rija-se queni quizer ao palco do I'araizo, pri- ','i
a mtiro ainlar,unido a igreja.
Aluga-se uma cscrava preta, muito hbil para
lodo o servico de urna casa de pouca familia, pois
cozinha muilo bem, ensaba roupa, engoman liso, e
emlini .'lastanteililigente, e aliauca-sc sua conducta':
os pretendeutes dirijam-se ao segundo andar n. -M,
rua do Livramento.
Da rua Nova, sobrado de um andar, situado
entre dous buceos, desappareceu no dia 6 do corren-
te mez um escravo de nome toncalo. de Angola,
representa ter de idade 30 annos, cor fula, rendido
das venilla-, denles limados, tendo um dos dedus de
urna das maos aleijado; levou camisa de riscado
ii aneado azul e i alea de ganga tainbem azul, j
velha : quem o pegar ou delte souber, dirija-se
aquelle sobrado, que ser geiieosamcntc recompen-
sdo.
Precisa-se de um mestre de assucar para ir
para a cidade da Parahiba, prefere-se soltciro : a
tratar com o labelliu Portocarreiro, no seu earlorio,
rua cslreil do Rosario u. -Jo, ou em sua casa, na
rua da L'nio.
_ Terca-feira, 12 do corrente, depois da audien-
cia do Sr. Dr. juiz de orphaus c ausentes, serjios-
li em arretnalaeao uma letlra daquanlia de'J2y5.>16
sacada a 20 de marc,o de 1850pela firma de Antonio
Soares Brinco e aceita por Joao de Dos Paes Bar-
reto a 9 mezes, vencenrio os juros de 1 por cento,
Por eiecocilo de Sebastin Jos tomes Peua contra
os bens da heranen do finado Antonio Sobres Brinco,
sendo eulreguo o. lance pela maior ollera que hou-
ver.
8
m
HOARMAZEMDECJ.ASTLET
ECOMPAMIIA, LA 110 TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de f landres.
Estanhoem verguinha.
Cobre de l\ a 28.
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de lfia para forro de salas.
Formas de folha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Ac de MilHo sortido.
Lazarinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brun de velada Russia.
(raxa ingleza de verniz para arrcios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prala e latao.
Chicotes e lampeoes para carro e cabrio-
let.
Cabecadas para montara, para senhora.
Esporas de aro prateadas.
Chum bo em lencol.
SYSTEMA MEDICO
IIOLLOWAY.
Vende-se um escravo, crioolu, de idade de 21
a 22 a.Mitis. sem vicio algum e muito possanie, o qual
se vendo por precisao, e serve para quem liver bom
gosto de possuir bons escravoi; quem o pretender,
dirija-se Olin.la, nos Quatro Cantos n. 4, que adia-
ra rom quem tratar.
\ ende-se uma parda de 22 annos, que engont-
ma bem. cose e faz todo o servico, uma dita de meia
idade, (lenta cozinheira, enaom'ma e lava bem rou-
pa, um bonito moleque de 13 annos, moilo esperto,
um pret de > iono>, bom para lodo servico ; na
roa d..s Qaarteis n. 21.
Vende-se uma cadeirinh. de rebuco, rom pou-
co uso, e prc5o commodo ; na Cambia do firmo
II* IO. .
Vendem-seem casa de S. P. Johns-
ton C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farelio em saccas de 3 arrobas.
Pomo*de farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Depcnceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre indubitavelmente no dia 20 de se-
tembro do corrente anno.
PIULAS HOLLOWAY.
Esle incslimavcl especifico, enmposto inlciramen-
Ic de hervas medirinacs, nao conlem mercurio, nem
outra alguma substancia dclectcrea. Benigno mais
lenra infancia, e i compleico rnois delicada, he'
igualmente prompto e seguro para desarraigar o
mal na compleico mais robusta; he inleiramenlc
innocente cm suas operaces c efleitos; pois busca e
reinove as doencas de quulquer especie e grao, por
mais antigs e leazos que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com este reme-
dio, muilas queja eslavam s portas da mortc, per-
severando cm seu uso, conseguiram recobrar a sa-
de e forras, depois de haver tentado intilmente,
lodos os oulros remedios.
A- ni ii- ai'iVii'ia- nao dcu'iii eiilrcgar-se ti deses-
(lerarau: facam um cnmpctcnle cnsaio dos efiieazes
efleitos dcsta.assoinlirosa medicina, e prestes recu-
perarao o beneficio la sade.
-Nao se perca lempo em tomar esse t medio para
qualquer das seguinles cnlc midades:
Accidentes epilpticos.
Al puna-. _
Am polas.
Arelas (mal d').
Asthma.
Clicas.
Couvulsoes.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desiutcria.
Dor de gargaola.
a de barriga.
nos rius.
Dureza no ventre.
Enfcrmidades no ligado.
venreas.
Emaqueca.
Hervsipcla.
Fcbres biliosas.
intermitientes.
de loda especie,
(ota.
llemorrlioidas.
Hvdropisia.
Ictericia.
Iii.ligestoes.
Iiillammariies.
Irregularidades da inens-
ll uaeaii.
I.ombrigas de toda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Miiuchas na cuts.
Obslrucjao de venlrc.
Phlhisica ou consumpcao
pulmonar.
Relcuro d'ourina.
Klieumalismo.
S> mplomas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
PIANOS.
Paln Nash & C. acab'am de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacaraud,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem condecid
autores Collard & Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
? DENHISTA FRANCEZ.
.3 Paulo taignou\, eslabelecido na rua larsa Gtf
do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den- 9
les com gengivas arliliciaes, e dentadura com-
% pela, ou parle della, com a pressao do ai. Tambem lem para vender agua dentifrire do f
'i, Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do @
::;. Rosario n. 36 segundo andar. jg
referido engenho, ou a entregar no ReriTe a Jos Ma-
na Ferreira da Cnnha, na rua do (jueimado n. .Vi
paga-se com generosidad*.
.. Aluga-se os Ires andares do sobrado da roa da
Cdeu do Recife n. 30: a Iralar ua loja do mesnjo
J. Jane dentista,
conliiu'ia rczidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
f O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
dnu-se para o palacete da rua de S. Francisco t
9 'mundo novo) n. 68 A. A
Vss a@ee@**8
Aos I0:000} 5:000$ e 1:000j,000.
Na praca da Independencia n. 4 loja do Sr. For-
tunato, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 40 do Sr.
Faria Machado, rua do Queimado n. 37 A dos Srs.
Souza & Freir c praca da Boa-Vista loja de cera
do Sr. Pedro Ignacio Baplista, estao a venda os bi-
lheies e cautelas da prmeira parto da 19" lolcria do
Ihealro de Santa Isabel, a qual corre no dia de
setembro, cujos bilheies sao do cautelisla abaixo as-
signado; o qual paga por inleiro o premio de 10:0009
5:000a e 1:000!tMO, que sahirem em seus bilhetes
iuleiros c meios bilhetes cujos v3o pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Josc Rodrigues de Souza J-
nior.
Bilheies inleiros. IISOOO
Meios bilhetes. 5>500
Ouarlos. 258OO
Oitavos. 1J500
Decimos. 15:100
Vigsimos. 700
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior polassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
I.ava-se e eugoninia-se rom loda a perfeicao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
T4 <) Dr. Joao Honorio Uczcrra de Menezes,
formado cm medicina pela faculdade da Ba-
hia, contina no ezerricio de sua profissao, na
rua Nova 11. 19, segundo andar. f
MNMtMfMWHfWi
TOAI.HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINIIO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linhn, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas
mesa, guardanapos adamascados, por precos
modos.
LOTERAS da PBOVINGIA.
O thesoureiro das loterias avisa,
acham-st^ a' venda nos lugares do cost-
me, os bilhetes da lotera do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
praca da Independencia, lojas n. ie 15
rua do Queimado, loja 11. 59 ; Livra-
mento, botica 11. 22; rita da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. r-8 ; rua do Cabuga', botica do Sr.
Moreira c rua do Collegio n. 15.
Bilhetes inteiros......IO.S'000
Meio '.........5$000
Na rua Bella n. 13, prccisa-se de uma cscrava
imf sailia eo/inh.ir eergommar, esobretudo que so-
ja fiel : he casa de duaspessoasde familia.
Prccisa-se aluaar uma preta captiva, que en-
gomme bem : no aterro da Boa Vista n. 48.
Precisa-se de uma preta para o servico de rua;
preferindo-sede meia idade. e dase 105000 mensaes:
a qnem convier, dirija-se rua do Queimailo, loja
de fa/einlas n. 61.
Oflerece-*e um menino de idade de 11 a 12
annos, |iara raizeiro de taberna,.le que lem pralica ;
dirija-se rua do Queimado, uija 11. 43.
AMA DE I.E1TE.
lima ama de muito bom leili- se ofiereci' para
criar; a Iralatua rua da Cadeia do Recife ji. 61.
para
tin-
que
Homceopathia. (
CLNICA ESPECIAL DAS MO- (
LESTIAS NERVOSAS. i
Hysteria, epilepsia ou gota ce !
ral, rheumafismo, gota, paraly- J
sia, defeilos da falla, do ouvido e s
dos pllios, melancola, cephalalgia k
"ffl ou dores de cabera, enchaqueca, ',
(0) dores e tudo mais que o povo co- (
ttk nhece |>elo nome genrico dener- (Q.
&voso- 2
T As molestias nervosas requerem muilas ve- C'
WJ zcs, alm dos medicamentos, o emprego de (S
("A oulros meios, que despertem ou ajialam a A
W sensibilidade. Estes meios possuo eu ago- W
0 ra, e os ponivo a disposic;lo do publico. (&)
Af. Consultas todos os tlias (de graca para os .?
W pobres), desde s 9 horas da manhaa, at ^9
tA as duas da larde. ( ,a As consultase visitas, quandojiao podercm 71
<0 ser feilas por mim, o serao por um medico v)
(, de minlia maior conlianra: rua de S. I'ran- A,
*2 cisco (Mnudo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino 2
(0 Olegario Lndgero l'inho. ($
Prccisa-se de um honiem para feitor de um
sitio perto desta praca, sujeilando-se o mesmo a tra-
balhar de enchada : no largo do Corpo Santo n. 13.
COMPRAS.
Ctimpram-sc 8 porlas de cos(adinho novas, ou
j usadas, mas com a competente altura : quem li-
ver, dirija-se rua de Apollo, annazem n. 30.
Compram-sc escravos de ambos os sexos, c pa-
gam-se bem, assim como recebem-se para se vender
de commissao : na rua Direita n. 3.
Compra-se 10 ou 1 radeiras e um canap a
imitaran de soph, ludo de palhinha e de qualquer
madeira a escepcao de jacarando, e que esleja em
bont estado, e uma mesa redonda de madeira igual
aos mais objeclos : quem liver auiiuncie, se for por
preco commudu.
VENDAS
F.illil'les
Meios
Quarlos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
Vendan-Si! na roa da Conccico da Boa-Vista
11. 1, exccllenles queijosde coalha, assim como boni-
tas peonas de ema.
Vende-se doce de soiaba muito superior, em
caixas de 4 libras, a 78000 a arroba : na rua Direita
n. 106.
Vendem-se couros miudos e meios de sola ; na
rua do Queimado n. 4f.
Vende-sc uma casa terrea de pedra c cal sita
no Foco da Panclla rua do Itio 11. 4, rom bastantes
cornmodos : a tratar na ma Nova u. 3'J, primeiro
andar.
Vende-se um escravo crenlo de idade 2 an-
uos, bonita figura e bom carniceiro : no pateo do
Carino, taberna n. 1.
Vende-sc uma pela crenla de > annos de
idade. que lava, cosiulia c engomma : na rua da
Gloria 11. 6.
Vcudein-se ricos pianos com cxcellentes vo-
zos e por piecds cornmodos: cm cas a de J.C. Rabo,
rua do Trapiche n. 5.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
rcverendissimqs padres eapuchiuhos de N. S. da Pe-
nlia dcsla rola le, augmentado com a novena da Se-
nhora da Concec,o, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselhn : ven-
dc-sc tnicamente na livraria 11. lie 8 .la prara da
independencia, a IJOO.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundirao' d'Aurora em Santo
Amaro,. e tambera no DEPOSITO na
rua do llrum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Mariuha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar car
noas, ou carros vres de despeza. O
precos sao' os mais cornmodos.'
NAVAI.ltAS A COMENTO E TSOt.RAS.
Ka rua da Cadeia do lterife 11. 48, primeiro au-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abren, conti-
nuam-se a vender a 8SO00 o par (preco liso) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alcm de duiarcm extraordina-
riamente, nao se senlem no rosto ua aceito ilc cortar ;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, po-
dercm os compradores devolve-las at IS .lias depois
da compra re>liluindo-'e o importe. Ka mesma ca-
sa ha ricas Icsourinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fali'cante.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de 5 portas, na rua do Li-
vramento o. 8, ao pe do armazem de
lotica,
vendem se chitas escuras linas, de cores fixas, com
pequeo loque de muro, mollia.lo que seja sane, o
covado 160, ricos corles de cambraia de seda com 2 e
3 baados a 109, 11>e 129000, e ostras muilas fazeu-
das baratas.
Vende-se um perfeife) negroda Cos-
ta : a tratar na ra da Cadeia do Recile
n. Gl. Itotica. '
\ endem-se estas pilulas no cslabelecimenlo geral
de Londres, 11. 14, Strand, e na loja de lodos os
boticarios, droguistas c oulras pessoas encarrcaadas
de sua venda em toda a America do Sul, Havana c
Hespanha.
Vende-se as bocclinhas a 800 rcis. Cada uma del-
tas conten uma iuslruccito em portuguez para ex-
plicar o modo de se usar deslas ni lula .
O deposilo geral he em casado Sr. Soum, phar-
maceutico, na rua da Cruz 11. 22, em Peinan meo.
Saccas com fariidia.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra nova e
bem torrada por preco commodo: na rua da Cadeia
do Recife loja n. 18.
Bom e barato
Vendem-se irles de coila de barra, de cores fixas
19600 rada corte ; na rua do Queimado, loja do
sobrad amarello n. 29. Na mesma loja de encon
Ira um completo sortimento de fazenas de loda
qualidades, e por presos que agradaro aoi compr,
dores.
Farinha de maudioca.
Vcmlc-se superior farinha de mandioca, em sac-
cas grandes de mais de alqucire, e por prec,o com-.
modo : na Iravessa da Madre de Dos n. 3 e 5, ou
na rua do Queimado 11. 9, loja de fazendas de Anto-
nio l.uiz de (Hi\ eir Azevedo.
Nos qualro cautos da Boa-Vista n. 1, vende-se
superior carne do serlAo, liuguicas de ptima qua-
lidade, e por barato proco ; qnem pretender, appa-
reja com os cobres.
Sedas.
Conlinua-se a vender sedas lisas furla-corcs, de
gosto o mais delicado que lem vindo a esla praca,
pelo baratissimo preco de 1--2K0 rs. o covado : na
rua do Queimado, loja do sobrado amarello n. 29, de
Jos Moreira Lopes.
Superior folha de Flandres Charcoul.
_ Vende-se na rua do Queimado n. 30, loja de fer-
ragens, superior folha de Flandres Charcoul de to-
das as grossuras e lamanhos, por muilo razoavel
preco.
CARRO ECABRIOLET.
Vende-sc um cano de i rodas com i assenlos, e
um cahriolel, ambos em pouco uso, c cavallos para
ambos: na rua Nova coclieira de Adolpho Bour-
geos.
Farinha de mandioca.
Vende-se em saccas grandes epor bara-
to preco : no armazem de Machado & P-
nheiro, na rua do Amoriin n.bi,
Vende-se no armazein de James
Hallday, na rita da Cruz n. 2, o seguinte:
sellins inglezes elasticosesilhoes para mon-
tana propra de senhora, cabecadas de
couro branco e estribos de metal branco,
lanternas de dill'ereiHcs modellos para
carro c cabriolet, e\os de patente para
carros, molas de 5 folhas para ditos.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Hcnrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados cm
Londres, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior llanc la para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Vende-se ou anenda-se um sitio
bastante grande, 110 lugar do Rio Doce,
com 720 pesde coqueiros, com boa casa
de vivencia de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56.
ATTENTAO'.
Rita do Crespo 11. (i, esquina da na
das Crtizes, vende-se nesta loja alpaca de
seda de muito bonitas cores, e pelo bara-
tissimo preco de 500 rs. o covado.
Vendem-se champes de fructas da Ierra, e de,
oulra<; na ileslilacAo, na praia de Sania Rila.
Em casa de It'.lhc & Bidoulac, rua do Trapi-
che, vende-se o scuuinte ; ferro da Succia, dilo
milacfto, chumbo cm lencol, cobre para forro de 20
c 26 oucas, ac nnilaeao de milSo. arados de ferro,
moendas de a-sucar,pianos horisontacs c de armario,
laixas de ferro.
-- Vondom-se .T ornamentos completos de damas-
co de Lisboa, sendo 1 branco c 2 verdes : na rua do
Queimado 11. 14.
Na rua lio Vigario 1. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera tanto cm grumo, como em vellas, cm cai-
xas, com muilo bom sortimciiloe_de stfnerinr-qaali-
dlde, chocada de l.isboana barca (Iralif'io, assim
como liiilaeltinlias um alas de S libras,e farello muito
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
Aos 10:0003000, .V0OO0O0
1:0009000.
Na rua da Cadeia do Re-
cife, loja de cambio do Vi-
eira n. 24, vendem-se ns
mu arredilados bilheies c
cautelas do cautelisla Salus-
tiano de Aquino Ferreira.
Os bilheies e cautelas nao
soflrem o descont de 8
do imposto geral nos tres
primeiros premios grandes
118000 10:0008000
8J00 5:0008000
25800 2:5008000
1S500 1:2508000
18300 l:lKK>NKK>
8700 5008000
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de compo-
sieo. feilas no Aracaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, c por mais commodo preco que em
oulra qualquer parte : na rua da Cruz 11. 34, pri-
meiro andar.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Roa-Vista, defronte da
lionera n. 14.
he rhegado um novo e completo sortimento de cal-
cados de lodas as qualidades, lanto para homem ro-
mo para senhora, sapotees de lustre e borzeguins
elsticos, prelos e de cores, para homem e senhora,
meninos e meninas, eos bem conhecidos sapales de
lustre da Babia, c loamos do Aracaly, lodo por pro-
cu multo commodo, aiiin de se apurar dinheiro.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muilo sAa e gorda, viuda da
proviucia do Cear, pelo barato preco de 400 rs.
a arroba cm pacotos de 1 arrobas : no armazem da
porta larga ao pe do arco da Conceico, defronle da
escadinha.
Ai que fri.
Vende-sc superiores cobertores de lele, de dk
versas rores, grandes a l200 rs.. dilos brancos a
18200 rs., dilos com pelo a iiuilaeao dos de papa a
IgMO rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
Na rua da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguinles viuhos, os mais superiores que lem vindo a
este mercado.
Porto,
Bucellas,
Xercz edr de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em ramullas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por preco moilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE l.IMtnA.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 50 lia para vender
barris com cal de Lisboa, recentemeute chegada.
Tabras para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Rrum, pasean-
do o chafarz continua haver um
plete sortimento de tai\as de ferio
fuadido e batido de 5 a 8 palmos de
cea, as quaes acham-se a venda, por
icco commodo e com promptjdao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sera despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenc.ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Cola da Rabia, de qualidade esco-
Ihida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeda Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Rabia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
cm frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma d:i mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca Condnrn, ou a tratar com Tasso Irmaos.
Vende-se uma balanza romana com todos os
seus pertcnces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
Attenca.
Vende-se a taberna sita no Paleo do Terco n. 2,
com poucos fundo-, ou mesmo s a armarlo : 4 Ira-
la' na rua Direita n. 76.
Cambraia franceza.
Vende-te cambraia franceza muilo fina e de
padrees o mais rico possivel, e preco muilo barato ;
na roa do Queimado n. 38, em frente do becco da
Congregarlo.
Domingos Alves Matlieus lem para vender
muilo superior rarinha lavada, em saccas de cinco
qoarlas, por preco commodo ; para ver, no arma-
zem de Joso Joaqom Fereira de Mello, no caes da
alfadega.
Vendem-se saccas com farinha de mandioca
por preco commodo : ua loja de Boorgirde, rna da
Cadeia do Recife n. 15.
Vende-se orna ovelha' com cria em Fra de
Porlas rua dos Gnatarapes), n. 34.
Vendem-se 10 escravo, sendo 4 molecoles de
idade 18 annos, de bonitas figuras, e 6 escravos de
lodo servico : na rua Direita n. 3.
Vende-se uma porco d* travs, Madeira de
qualidade, por proco commodo : na rua Direita n.2.
Quem a ver nao deixa de comprar.
A mais gorda e melhor carne do serillo viada de
Sind.'i, vende-se na rua Angosta, taberna de Victo-
rino JoscCorreia de S, e oteo preco ser conforma
porc.au que quizer o comprador ; tambem ha bont
queijosde mauteiga inleiros e a relalho, como sejam
as libras.
Vende-se nm canario do imperio, e uma sa-
bia por precos razoaveis. ambos canlam maravillo-
samente, e dao-so para eiperimenlar : aa rua da
Cruz ron fe: lar ia n.2t.
Vende-se um sitio na estrada do Arrala!, cha-
mado Casa Amarella, muito proprio para vaccas de
leile, boa casa de pedra e cal para orna grande fa-
milia : quem o pretender, diiija-ae i ruado Monde-
so, padaria n. 93.
Vende-se um filio em S. Jos do Manguind,
com ovrcllente cata de sobrado, boa baia de capim,
portao e gradeamenlo de ferro, e lem 8.30 e tantos
palmos de frente : a tratar na roa da Cotz n. 2.
Vendem-se missaes para niissa, novos, aaam
como uma camnha de desenlio e uma porcjlo de
penles (madeira do ar) qoe ludo se d muito em con-
la : quem pretender, dirija-se loja n. 6, oa roa do
Cabugi. /
Vendem-se vidros com agua das Caldas da
Rainha, chegada ltimamente, a qoal he encllenle
para lodas as molestias do estomago e entras: qnem
pretender, dirija-se botica de Ignacio Jos do Coti-
lo, no largo da Boa-Vista.
Deposito de cal virgem.
Vende-se cal virgem reeentemenle chegada de
Lisboa : no armazem de viava Pereira da Cunta,
rua de Apollo n. 8.
Veude-se por precisao om casal de escravo,
tem vicios e sem defeilo, anda novos lions traba-
jadores de enxada : quem os pretender, procore-os
na rua do Arago n. 19.
BRINS DE CORES.
Brm 1 raneado com quadros de cor a 600 c 700rs.
a vara, fuslio branco alcochoado a 400 rs. o covado,
caslor muilo encorpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, propriis para htbadosa 2&00, gau-
ga amarella trancada a 320o covado : na loja da roa
do Crespo n. 6.
SSSF.
Acha-se a venda nos armazens de Deane Ynule &
Companhia, a verdadeira farinha de SSSF raminho.
Cortes de cambraia.
Superiores.corles de cambraia bordados de seda,
de muito bom gosloa 49000 cada om, ditosde cassa
chita a 29000, dilos de cliila franceza larga a 39000,
lencos de seda de 3 ponas a G40, ditos de cambraia
rom bico a 280 cada um : na roa do Crespo, loja
n. (i.
Toa I lias e guardanapos de panno de linlio.
Vendem-se loalhas de panno de linlio adntaca-
da- para rosto a 109000 a dozia, ditas litas a 14000
a duzia, gnardanapos adamascados a 39600 a duzia :
na rua do Crespo 11. 6.
CARNE DO SERTA.
Vende-se moilo boa carne do serISo par meaos
preco da do Cear, em pacoles de 4 arrobas : no ar-
mazem* da porta larga ao p do arco da Conocilo,
defronle da escadinha.
240 rs.
Coulinna-se a vender as melhores chitas francesas,
pelo diminulo preco de 240 rs. o covado ; na loja de
Gregorio & Silvera, rua do Queimado n. 7.
1.1M1 A DE CARRITEL DE 200 JARDAS.
Vendem-se era casa de Fox Brothers, rna da Ca-
deia do Recife n. (2. carrileisda mais superior liaba
que lem vindo a esle mercado, cada carntel lem 200
jardas.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to boa : no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, defronte da alfadega,
ou a tratar no escriptorio de Novae &
Companhia, rua doTrapidien. 54.
49000 rs.
Vendem-se a dinheiro vista pecas de madapolSo
largo, de boa qualidade, pelo barato preco de 49000
oda uma peca : na loja de Gregorio &*Silveira,rua
do Queimado n. 7. \^
Cassas Irancezas a z% o covado.
Na rna do Crespo, loja da esqilna qoe vira par a
Cadeia, vendem-se cassas franafcas de muito bom
gosto, a 320 o covado.
Jacaranda' de muiWboa nlta lidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Vende-se um excellente carrtnho de 4 rodas,
mni bem construido,eem bom estado ; esla eipotlo
oa rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, on na rna da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Nn rua da Cruz do Kecifo no armazem n. 62. de
Amonio Francisco Marlins, te vende os mait supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegadot na barca ingleza l'alpa-
raiio.
Moinhos de vento
'ombombasderepniopara regar borlase baixa,
derapim. na fundicao de 1). W. Bowmau : na rna
doBrumns. 6,8el0.
Padaria.
Vende-se uma padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmos.
Devoto Clinstilo.
Sabio a luz a 2.* edirito do livrinho denominado-
Devoto ChrislSo.roais correlo e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria o. Si g di praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um t panno, muito grandes e
de bom gosto : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.

Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: esle vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a GSOOO rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Fcron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
POTASSA BRASILEIRA. $
Vende-se superior potassa, fa- ft
bricada no Rio de Janeiro, che- AA
gada recentemente, recommen- *
da-se aos senhores de engenho os Jj,
seus bons efleitos ja' experimen- 3
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lcconte Fcron & 4$
Companhia. Sa
AOS SKNIIORF.S l>F. ENOENITO.
Cobertores oscuros muilo grandes o encorpados,
ditos lirancos rom pello, muito grandes, imitando o
de Ua, a 1I00 : na rua do Crespo, loja da esquina
que \olla para a radeia.
Vendem-se relogios de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parte
na praca da Independencia n. 18 e 20.
O'potito \ ende-se, em rasa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algndao trancado d'aquella fabrica,
mui'o proprio para sacros de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se cm casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na prao,a do Corpo Santn. II, o seguinte:
vinho ilcMarscilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
cm novellus ccarreteis, breu em barricas muilo
grandes, ac de mila surtido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver- um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-,
ricas para piano, violiio e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
'ckes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Arenla de Edwln H,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
nicntos de laixas de Trro cnado e balido, tanlo ra-
sa romo fundas, mocudas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes,agoa,ele,ditas^taraarmar em madei-
ra de Indos os lamanhos enldelos osmais modernos,
marhina horisonlal para vapor com forja de
* cavallos, cucos, passadeiraa' de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco veos para navios, ferro da Soecia, e fo-
lhas de llandres ; ludo por barato preco.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 23 de jolln pastado de bor-
do do brigue Santa Barbara fmcedora, o prelo
marnheiro .lo nome l.uiz, o qual representa ter 30
annos de idade, cor fula, baixo, nam chalo, lem
algomas marcas de bechigas, pouca barba e he na-
tural das Alagoas: roga-se porlanto as autorida-
des poliriaesecapilitos de campo a sua apprehcno,
e leva-lo a roa da Croz do Recife a. 3 escriptorio de
Aniorim limaos que se gratificar com 1009000.
Desappareceu no dia 18 do crrenle o prelo
Joao, de iiacau Congo, ou Guicama, representa 40 an-
nos, estatura ordinaria, reforjado do carpo, rosto
cheio, com falla de om denle de cima, he calafale e
perlence ao casal do fallecido .Norberto Jmquini Jos
(iuedes. Pedo-se as autoridades policiaes e capitaes
de campo a sua captura, e manda-io entregar a viuva
I). Amia Joaquina de Jess Queiroz Goedes, na rua
do Appolo n. 2, que serao recompensados: esle preto
est matriculado na rapilania do porte.
l'usio no da 28 de agosto, o prelo Antonio
l.uiz crilo, idade de 40 annos, alto, cabellos ja pin-
tando a-branco, barba raspada, falla grosso e lem
em uma das monhecas umjobinho pequeo, levou
chapeo de patita dos que uso os jangadeiros e calca
e carniza de alodo da Babia, quem o pegar leve a
l'assagem da Magdalena : em casa de Del lino Gon-
ralvcs Fereira l.ima, que ser recompensado,
1008000 de gratificado.
A quem aprosenlar o moleque Alfonso, de naco *
Cimundongo, idade 90 e lanos annos, bstanle sec-
co do corpo, feijes miudas, altura regular, com
duas marcas de feridas no meio das costas; desap-
pareceu de casa em 17 do corrente agosto, pela"
huras da tarde, e como nao leve motivos para fogir,
e leve sempre boa conduela, suppe-se qoe foste lor-
iado ; levou calca de casemira azuL, camisa de al-
godn grosso e chapeo de palha com fila prela larga:
quemo trnuier rua de Apollo n. A, receber a
gratificarle cima.
Ainda continua estar fgido o prelo que, mil
de setembro prximo pausado, foi do Monteiro a um
mandado nu cngeuhn Vcrtenle, acompanjiando uuias
vaccas de mando do Sr. Jos Beruardino Pereira de
Hrito, que o aluguii para o mesmo fnn; o escravo he
de nume Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, tem um signal grande
de ffiida na perna direita. cor prela, nadegas em- <
pinadas para fra, pouca barba, lem o Icrcctro dedo
da iniio direita encolhido, e falla-lhe o quarlo: le-
vou vestido calca azul de zuarle, camisa de algodao
tizo americano, porm levou outras roupas mais fi-
nas, bem como um chapn prelo de seda novo, e usa
sempre de correia na cinta : quem o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu snihor Komao Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pelourinho arma-
zem de assuear n. 5e 7 de Romo& C, que cr re-
compensado.
Desappareceu no dia 1. .le agosto o prelo Ray-
mundn, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, conhecido alli por Ray-
inuiulo do Paula, muitocoovivenle, locador de flau-
lim, cantador, quebrado de uma verilha, barba ser-
rada, bccos grossos, estatura regular, diz saber lr
e escrever, lem tido encontrado por vezet por delraz
da rua do Caldeireiro, jumamente rom urna prela
sua concubina, que lem o appellido de Nana cinco
reit; porlanto roga-se as aulondadet pohciaea, ca-
pirus de campo e mait pessoas prelieudam e leveni rna Itin-ila n. .6, que serio
generosamente gratificados.
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l'ERN. : -HT. DE M. F. E FARIA. 1854,
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