Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01359


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXI N. 2D6.
i
Por 3 mezas adiantados 4,000.
Por 3 meze vencidos 4,500.
MiMMi
SABBADO 9 DE SETEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000. ,
Porte franco para o subscriptor.
i.
I
*

i
i
i
DIARIO DE PERNAMBCO
^v
ENCARREGADOS DA S"!BS< IUPCAO'.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. JooPoreira Martin;; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio\lictordaNativi-
dade; Nalal, oSr. Joaquiralgnaciol'ereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Leinos Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Bordes; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, oSr. Justino Jos Ramos.
cambios-
Sobre Londres 60 d/v 27 d.
Paris, 365 rs. Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 1 1/2 0/0 de rebate.
Aeros do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
< da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro.ncas hespanholas...... 299000
Moedas de 69400 velhas. 165000
de 65400 novas. I690OO
de 4000...... 9000
Prala.Palacoes brasileiros..... 19040
Pesos columnarios..... 1)940
mexicanos........ 1*860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRF.AMAH DE HOJE.
Primeira s 6 horas e 6 minutos da manha.
Segunda s 6 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equiutas-feiras.
Relaro, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundase quintas s 10 horas.
l. vara docivel, segundas e sextas ao meio dia. '
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EXTERIOR.
O Lloyd de Vienna publica sobre i poltica da
Prussia um artigo, do qoal extrahimos o seguinte:
A Prussia nao lem feito mai- pela questao orien-
ta I >io que poOeriam fazer os principados deSchleiz
de Oreiz. Ella lem mauifcsladc nos protocolos
sua reprovarao aos actos da Kussi; ; lem enviado
a San Pelersburgo corrcios em quaniidade e apres-
tada mente; lem offerecido ao imperador Nicolao
inunieraveis proposlas de paz, e cin paga de todo
o trabadlo, que tem lido, lem recebido lodo o des-
prezo, que* se poderia mostrar ao mais pequeo dos
estados llemaes.
. O autcrata de todas as Rpssias, nao lem dado, e
cun razao, mais altencao s representar/ios do ga-
bineic de Berlim, do que a um art go da Gazette
4 Cologne ou a urna galantera do Charicari de
Berlim. As armas que se tem macejado at aqui
em Berlim nao sao mais perigosas do que vassouras
ou mosqueiros.
Nos nenlium mal queremos aos Russos por terem
zumbado das notas prussianas. O vidente qne nao
tem auimo de mostrar sua forra, li: tratado como
se fosse fraco, e deve solTrcr os insultos, aosquae*
esl exposlo um adversario |>cqueno, e pouco peri-
go*o. Qando o tribunal pronuncia urna sentonra
lie sem duvida para ser executada. Quando os
grandes estados se reunem em conferencia para
jnlgar urna violara publica do direilo, todos com-
prehendem que ele tribunal, o maior de lodos, ha-
de punir o culpado, se por acaso nao reparar a in-
juslica que commeltcii. Quando as i randes poten-
cias declaraiu que urna potencia comniettcu urna
injiislira, esta declaracSo significa que a iujustira
deve necesariamente ser reparada. Se ellas nao li-
vessem a Torca de escrutaren) a sua declararlo,
seria mellior nao faze-la. Depois de terem pedido
intilmente > Rosna, que reparasse 1. Falta que lu-
via commetlido, a Franca e a Inglaterra tomaram
as armas.
A Austria est em armas para fazer a mesma cou-
sa. S a Prussia nao se raove. fje importa a
Prussia que o czar despreze as dechrces que ella
lem feilo nos protocolos de Vienna, c persista em
sus actos injustos ? Elle os cummelleria ainda ou-
tra vez se nao fosse impedido pela forja. Fallo
centra a iujustira, mas nao contra os actos; fallei
como grande potencia, eobrareicomo pequea. Amo
a'paz assim como os pequeos estaos aiiiam. Emit-
i meu parecer as grandes cfoesloes europeas, e
se Ibes nao dio atlencao, peco polidi.mente que se
dignem loma-las em considerado, e se nao ouvi-
rem as minhas supplicas, resignar-me-hc e soffre-
rei o mal. Se a Prussia quer rolloi ar-se na mes-
roa postea do Mecklemburgo, nao p idcmos impe-
di-lo certamentc, e apenas lamentamos esse paiz ;
porque se elle pensa cumprir siilli de itemeute suas
obrigares como grande potencia europea exprim n-
do seu descontenta fenlo pelos'arlos da Russia, mas
sem nada fazer | ara obter a repararlo dcllcs, est
em um grande en A honra e a vanlagem de ser
urna grande p"(en!fla, leudo voto decisivo as quos-
loes europeas, traz comsigo deveres e obrigaones.
Aquelte que nao quer aceitar estes deveres, deve re-
nunciar larnbem as vanlagcns.
Nao negamos a Prussia o direito de dizer que nao
quer Icr voto na questao oriental; mas se ella pro-
nuneiar-se neste sentido, renuncia larnbem por
isso mesmu e para sempre a posicao que etla lem
Decapado at aqui na peratorchia eurqpea.
(Journal des Debis.)
cadorias, ronformando-se nisto com osregulamenlo*
temporarios, quesera cstabclccidos para este fim
pelo governo do Japao. Todava os navios dos Es-
tad os-Un i dos terao o direilo de levar as mercodorias,
que no liverem trocado.
Arl. 8. A madeira, agua, provisoes, carvao e ou-
tras mcrcadorias necessarias, nao serao procuradas
seuao pela ageucia dos empregados publieos japone-
zcs, encarroados ad hoc e nao por oulro qualquer
modo-
Art. 9. Se para o futuro o governo do Japao ron-
ceder a urna ou a varias naces privilegise vanta-
gens, que nao (erem garantidos aqui aos Estados-
Unidos, e aos seus cidadaos, estes mesmos privilegios
e vanlagcns scro da mesma sorlc concedidos aos
Estados-Unidos e i seus cidadaos sem conleslarao
nem demora.
Arl. 10. Os navios dos Estados-Unidos nao po-
ileram ancorar em outros porlos do Japao, senao nos
de Simada ede Hakodade, excepto no caso de des-
astre ou de seren forrados por tempestades.
Arl. II. O governo dos Estados-Unidos oomeia-
r. cnsules ou mentes para Simoda, depois de 18
mezesda data da asignatura deslc tratado, com tan-
to que cada um dos dous governos ache este arranjo
necessario.
Arl. 12. o prsenle tratado, (codo sido concluido
e devidamenle rubricado, ser obrigalorio c fielmen-
te observado pelos Estados-Unidos da America, e
pelo Japao, is'im como pelos cidadaos e subditos de
cada um dos dous estados. Elle devera ser raclifi-
cado eapprovadp pelo presidente dos Estados-Uni-
dos, com o parecer e consentimento do senado, e pe-
lo augusto soberano do Japao. Os tratados ractifi-
ca lo. serao pcrmullados nos 18 mezes de sua assig-
natura, ou mais cedo se for possivel.
Em fe do que, nos os respectivos plenipotencia-
rios dos Eslados-U nido* da America c do imperio
do Japo cima ditos, temos rubricado e sellado o
presente.
Feito em Kanagana aos 31 dias de marco do anno
de Nosso Senlior Jess Chrilo de 185i, c de Kayel
aos 7 annos, 3 mezes e 3 dias. M. G. Perry,
_________ {dem.)
Escrevem de Berlim no 1." de agosto:
Diziam hoje que o re demorara um dia em
.Munich, afim de Icr urna entrevista com o impera-
dor da Austria.
Em \ ienna pensa-se feralmente que heimmincn-
tc um rompimenlo entre a poltica da Prussia e da
Austria.
Em Berlim polo contrario, a i la cao se aprsenla
de um mudo inlciramcnte diverso ; porque anda
neste momento a Prussia insta rom a Russia mais
do que nunca para que faca evacuar completamente
os principados, c esta perfeilamcnlc de accordo com
bnMlMlfo de Vienna sobre a uceessidade da on-
tradamlrlropas austracas lia Valdate. Com effei-
| lo parece que sao as intencoe; da Prussia, qneJ
triumpham, porque preleude-se de urna parle fue
aeabe-se de rereber i noticia que comerou a rcli '-
Tratado concluido entre os Estados- L'oidoi daA-
raerica, e o imperio do Japao em Kanagav i no dia
31 de marco do ano* de Nosso Senlior Jess C.brislo
lie 185t, e do Kavel, aos7 annos, Ires mezes e Ires
dls.i
O Estados-Unidos da America, eo imperio do
Japao, desejando eslabelecer entre as iluas micoe<
urna iimizade aorida, duravel, e sinren resolvern)
Ciar de urna maueira clara e precisa, por meio de
um tratado, ou convenci gcral de paz e amizade.os
principios que d'hoje em diante serao mutuamente
observados pelos don paizrs.
Para este fim, o presidente dos Estados-Unidos
conferio plenos poderes ao seu commisiario, Mal-
' cliew Calbrailh Perry, especial embaiador dos Es-
tados-Unidos no imperio do Japao, e o auguatosobe-
ranodo Japjtedeu os mesmos plenos poderes aos
seascoinnafirios, Hagaskidai-gaaka, no Kani, Ido,
principe de Iau ; Sima, Isawa, princip: de Mima-
Saki, e Adono, membro da commisao;das rendas.
Os ditos commistarios, depois de terem trocado seus
plenos podares concordaran) nos artigos seguiu-
les :
Art. i. llavera entre-os Estados-Un dos da Ame-
rica, de urna parle, e o imperio do Ja iSo da outra
parto ; entre seus respectivos povos, em excepcan
de pessoas, on de tugares, urna paz iierfeita. per-
manente, e universal, assim como urna amizade sin-
cera e cordial.
Arl. 2. O porlo de Pimnda, no principado d'Iaso,
e o porto Hakodade.no principado de Malsmai, sao
concedidos pelo Japonezes, como portos da entrada
aos navios americanos, e estes navios poderam all
prover-se de madeira, agua, proviscs, carvao, c de
qualquer oulro artigo, de que potsair. necessitar,
orna vez que os japonezes os possuam. A poca da
abertura de primero destes porlos foi litada immc-
diataroento depoida assignatura do tratado ; u se-
gunda nao sera aberto senao depoisdo i icsmo dia do
seguinte anno japouez.
.Vota. Os empregados pblicos japonezes darSo
urna lista do prc^o dos objcclos que p > lern forne
cor ; o pagamento desses objcclos ser fcitoem n)oe-
das de ouro ou de prala.
Art. 3. Todas as vezes qve navios dos Estados-U-
nidos forera lanzados costa do Japao ou nlli nau-
fragaren), os navios japonezes Ihes levarsm occorro
e cnnduzrain as equipagens Simoda ou Hako-
dade ; onlregando-as alli aos seus conciladaos, de-
signados para recebe-los. Todas as mun>cOes que
poderem ser salvas, serao igualmente restituidas, e
as despezas occasionadas pelo salvamento e sustento
dos Americanos ou dos Japonezes, que poderem as-
sim ser laucados as costas de una, ou de outra na-
ci, no serao pagas.
Art 4. Os nufragos, c outros cidadaos dos Es-
tados-Unidos serao livrcs como os de oulrot paizes,
nao devero solTrer alguma prisflo ; mas estarao su-
jeitos as jutas leis.
Arl. 5. Os marinbeiros naufragse os outrosri-
dadaos dos Eslailos-Undos, residindo temporaria-
mente em Simoda cu cm Hakodade. nao estarao su-
jfcitos aos embaracoj c a priso, que os Hollaodezcs e
Chin podein soffrer em Nagaaaki ;em simoda te-
rao a lilierdade de ir por tosa parle, qan Ihes agra-
dar, n'um circulo de 7 millias japonezas, -njo ccnlro
he urna pequea Iba no porto de Simoda. Esta
illi.i esl i mareada era urna carta aqu ainexa. Te-
rao igualmente a liberdado de ir por lodu parte.que
quizerem nos limites de Hakodade, os quacs sera)
filados deiwisda visitada esquadra americano na-
quelle porlo.
Arl. 6. Se oulras mcrcadorias forcm jugadas nc-
cessarias, ou se for necessario concordar sobre qual-
quer outro negocio, haveri um evame aliento (|us
lona la.los, ele maneira que ebegne-se i um r-
ranju,
Arl. 7. Os navios americanos que anrnrarem nos
portos, que Ibes sao .iberios, poderao Irte*ir moedas
>e ouro e prala, assim como mcrcadorias por mer-
\
da completa dos Itossos alcm do l'rulli. de ouli,.,
r 'i oHionsiva por loilo o lempo, que durar a
fiarle, que i Austria uonieou um comrmssano ci-
vil para os principados, o que provaria que a Aus-
tria procura reorganisar aquellas provincias. Em
urna palavra aqui nunca se pensou menos do que
agora em urna separaran entre a Prussia c a Aus-
tria.
Recebemos de diversas partes a confirraacao das
noticias que demos ltimamente sobre as condires
com que as potencias occidentaes consentiran) em
renovar as negociaees. O quer esta agora he sa-
ber, se a Prussia e a Austria aceitarlo estas bases
c as submelterao ao gabiuete de Sao Pelersburgo
com o nomo das qualro potencias representadas na
conferencia de Vienna.
A Prussia fez lodos os seus esforros junio a corte
de Roma para conciliar a desaveura sobtevinda en-
tre o governo bavaro e as autoridades ecclesiaslicas
deste paje, e ae attribue aqui inlervenrao da Prus-
sia o feliz andamento que tem este negocio.
ti O corone) rosso Issakoff, do qoal se tem fallado
muilas vezes, acaba de terminar sua viagem as
cortes allcmaas, c parte para Sao Pelersburgo.
O augmento do imposto ordenado em conse-
quencia do cinprcslimo nacional, est cm evecucan
bio, quando nao Ihe for mais permitlido abrir ou
fechar i vontade as embocaduras daquelle rio?
A Austria nao pode cumprir sua misso, de es-
tender para o Oriente o elemento alloman, senao
com a condiran de que o Danubio seja livre. Se ella
conseguir este fim com o auxilio da Allcmariha, to-
da a patria allemaa lera o direilo e o dever de vigiar
que a Austria compra esta raissao em um sentido na-
cional, que dcixc a Alleraanha participar sem re-
serva de todas as vantagens que forem adquiridas.
Este direito nao existira mais para Allemanba.se a
Austria ejecutaste sem ella as estipularnos de 14de
junho. A Allcmanha teria entao forrado o imperio
austraco ;: consultar smenle seus proprios interes-
ses. Temos constantemente ouvido dizer que o de-
senvolvimenlo industrial e material da Allemanba
be lano mais admiravel, quando as embocaduras
dos maores rios allemes nao pertcncem i Allema-
nba. Hoje apresenta-se a occasiao de lirar-sc aos
nossos adversarios as margens c as embocaduras do
Danubio.
Para esle fim he bastante exocular a ronveneao de
20 de abril com o momo scnlimcnlo nacional, que
diclou em 24 de iulbo, a admissao de todos os esta-
dos allemes ncsle tratado. Fora um signal de fra-
queza e de pusilanimdade querer subtilisar, quan-
do trata-sede urna tao grande questao. Seria um
signal de que se cr o nao usar sahir do carcter puramente deOensivo
que tem mostrado ate aqui a confederarao germ-
nica.
Completando o que ha de insufliciente no texto
desse tratado pela energa verdaderamente nacio-
nal da execurao, a Austria de urna parte, ser obri-
gada para com a confideracao, e, de outra parte, as
potencias occidentaes nao poderao, quando a obra
estirar concluida, disputar com a Allcmanha os fruc-
los e os resultados de seus actos. (dem.)
Da Gazette d'Augsbourg, extrahimos o seguinte
texto da resolucao lomada pela Dieta Germnica, na
sessao de 24 de julho, a respeo do tratado austro-
prussiano:
A Dieta Germnica, considerando que S. M. o
imperador da Anslria, e S. M. orei da Prussia com-
municaram o tratado de allianra ofTeusiva c defien-
sva de 20 de abril i alia coufederaso allemaa, con-
vidando-a para dar-lbe a sua approvacao, tomando
em considerado e reconhecimeulo os motivos, que
levaram as duas alias potencias da Austria e da
Prussia a concluir esse tratado, e a communica-Io ao
orgao constituido da roufederacao : lembraudo-se;
que sua missAo he proteger os inteiesses commuus
da Allemanba contra lodo o ataque, mesmo fora do
territorio da confederaran ; guiada pelo desejo de
empregar a uniao c a fidelidade e a forca allemaa no
bem da patria commnm: conformando-sc com o dito
tratado e fundando.-o no artigo 2 do acto federal c
nos arligos 135 c 47 do acto final do congresso de
Vienua decreta j
"o I A (dieta amana em nomc da Confederarlo
Germnica, ao tratado concluido entre a Austria e a
Prussia, para formaren) anta allianra otTensiva e
uerra,
que rompeu enlre a Russia, de um lado e de oulro
entre a Porta, a Inglaterra c a franca rujo con leudo
he o seguinte...
Assim como no artigo addicional ao artigo 2 do
dito tratado, cujo theor he o seguinte...
Lavramlo termo da presente declararlo, e es-
tando convencido que S. M. o imperador da Aus-
tria eS.M.o rei da Prussia cumprro os deveres,
que Ihes incumbe, em virludc do artigo 11 do acto
federal, por meio de todo o seu poder allemo e nao
allemo.
II As medidas necessarias para a execurao da
presente resolucilo especial formarlo obejeclo de
urna resoluoao especial. A commissao nomeada
na sessao d24 de maio fica encarregada de prepa-
ra-las, e entender-se para este tim com a commissao
3iliar. (Htm.)
EPIIKMERIOES.
Setembro 6 Luacheias6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde,
n 14 Qurto minguante as 4 horas 22
minutse 48 segundos da manha.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da larde.
29 Quarto crescente l hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA-
4 Segunda. S. Rosa de Viterbo v. f.; S. Rosala
5 Teroa. S. Herculano m.; Ss. Harcenio e Gentil
6 Quarta. S. Libania v. ; S. badianas profeta.
7 Quinta. Jejum. S. Regina v. m. S. Pamphlio. w
8 Sexta, agoge S. Natividade da SS. Virgen). 1
9 Sabbado. S. Dorotheo m. ; S. Gorgonio m.
10 Domingo. 14. O SS. NomedeMaria ; S. Ni-
colao Tolentino ; S. Nemesiano m.
a contar de boje em dianle.
t O conde Eslerhazv; rinbaxador da Austria em
Madrid, ..deve substituir aqui o conde de Tlium du-
rante aliceura bastaule longa, que Ihe foi concedi-
da, e elle ha de chegar oestes dias cm Berlim.
(/dem.)
A Gazette de Carlmrhe conten a respeilo da si-
tuar.Vi da Allemanba central o seguinte :
Anda nao be ebegado o momeulo em que a
Allemanba deve cumprir a promessa que fez a 24
de julho, de desembainbar a espada ; mas esle mo-
mento est prximo. Lancemos um volver d'olhos
sobre a situacao actual. Existe ainda certa diver-
gencia enlre as quatro potencias que depozeram
seus designios nos protocolos de Vienna.
A resposta da Russia a inlimacao austraca de
3 de junho apoiada pela Prusda, lentuu dar mais
cxlcnrao a esta divergencia enlre os dous grandes
estados da Allemanba ; mas nao o ronseguio. Ha
tres pontos de vista princpaes, que devoran ser
turnados em considerarao as negociaces ulteriores.
Sabe-se efue as potencias occidentaes fazcm as mais
ampias exsgenciai i Russia.
A Austria e a Prussia, que ainda nao eslao cm
guerra com a Russia, mas eslao unidas com as
potencias occidentaes, no que diz respeilo conser-
vado da inlegridade da Turqua, exigem a evaca-
cao pura c simples dos principados. Mas a Prussia
quercria novas iicgociacoes sobre o cumprimento des-
la condico, ao passo que a Austria nao vi nisto
senao urna condico previa, que pude conduzir a
negociares ulteriores. Quaoto a estas, ella as nao
quer abrir senao sobre a base de seu tratado de 14
de jonbo com a Turqua. Esle tratado mudando o
protectorado dos principados e o eslado aclual da
navegacao do Danubio, lirar a influencia da Rus-
sia s provincias mais vizinhas da Turqua. Ella
aproxima-se pois do pensamenlotlas potencias occi-
dentaes.
Pde-se prever que a Russia nao aceitar seme-
ntantes coudres como preliminares de negocia-
res. O vivo desejo que mostra a Prussia de Ira/.cr
urna conciliacao, pode fundar-so no cu voto ar-
denle de evitar que a Allemanba tome inirle na
guerra ; mas, segundo todas as previses humanas,
o fim n3o puliera ser airanrado, e s os inimigos da
Prussia c da Allemanba, he que podeni crer que a'
Prossia.obrigadaa lomar urna decidlo, queira abando-
nar os principios cstabclccidos pelos protocolos de Vi-
enna, e pelo tratado de 20 de abril ao qual esl unida
agora tuda a Allemanba. A Prussia nao poder fi-
car su, ella deve necesariamente alliar-se cora a
Russia ; cr se que olla ser toreada a conformar-se
com as inlenci.es da Austria, e aceitar os principios
da cpr.vcneau austro-torca de 14 de junho. Por-
venlnra a Allcmauha poderia sublrahir-se a esta ne-
cessidade Poderia dar os primeiros passos como
grande potencia unida dehaixo da influencia denm
tratado tao insufliciente como o de 20 de abril? Na
verdade, nilo.
He possivelquc o tratado de 14 de junho tenha
em vista primeiro os iuleressrs da Austria no Ori-
ente, e depois smenle os da Allemanba. Mas quem
pode duvidar que os verdadeiros iuleresses da Alle-
manba no (Viento s cstejam garantidos, quando a
Kussia deixar de dominar os principados do Danue
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA OOSSRS. DEPUTADOS.
Se.aa'o ata 31 de Julh..
I.idas e approvadas as actas das duas sesses pre-
cedentes, o 1. secretario d conta do seguinte ex-
pediente :
Um oftlcio do ministro da mariuha, datado as ini
formaroes por esta cmara exigidas acerca da pen-
sao.concedida ao 1. teneule graduado da armada,
Antonio Jos Pereira leal. A quem fez a requi-
sirau.
Um reqaerimenlo de Jos Mara Cardoso, subdi-
to porluguez, pedindo dispensa do lempo que Ihe
falta para poder naturalisar-se cidado brasilciro.
-V cummissAo de consliluirao e poderes.
. Continua a 8.' discussao do projecto que fixa o
numero dos empregados da caiva de amorti-acao
marca os seus vencimenlos.
O Sr. Ilenrir/uet combate alguns artigos do pro-
jecto e larnbem a emenda offerecida pelo Sr. Vi-
riato, na qual diz que nao descobre nenbuma ulili-
dade. .
Sendo lidas e apoiadas as seguinlcs emendas:
No art. 1 supprimam-se as palavra ficando
a cargo do respectivo contador, etc.at o fim do
artigo.
Supprimam-se os arls. 2 o 3.
No art. 4 suustilua-e a 2.a parte as palavra
As suppressoe porm, etc.pelo seguinte : O
governo empregar cm lugares equivalentes os ser-
ventuarios dos que ficam supprimidos.A.J. i/en-
riquet.
a Se passar o artigo subslslutivo do Sr. Viriato,
accrescente-se:sujeitando-se logo depois a reforma
que fizer approvacao do poder legislativo.Ilen-
rii/ue.s. d
A discussao Tea adiada pela hora.
Continua a 2. discussao do arl. 1 do projecto que
altera algumas disposires do cdigo do pro-
cesso.
O Sr. Figueira de Mello tendb feilo algumas ob-
scrvacOos sobre o modo de se effecluarem as refor-
mas assim em Franca como em Inglaterra, porm
principalmente nesto ultimo piiz, continua o seu
discurso nos seguintes termos :
Pelo que nos diz respeilo, devemos confessar que
nao temos deixado de seguir o exemplo dessa na-
5o.
Em rolaran is leis que apresentam um systema,
urna orgaoisarao, nos niio as temos reformado senao
depois qne a experiencia nos lia mostrado a necessi-
dade de sercm alteradas suas disposices. Por ven-
tura temos reformado a nossa organisac.lo munici-
pal depois que a fizemos por urna lci de oulubro de
1828 ? Temos reformado a nossa organisncao pro-
vincial que se oflecluou por urna lei de 18841 Nao
he smente em lHTif, depois de 27 annos, que re-
formamos os nossos cursos jurdicos cslabelccdos em
1827?
O Ihcsonro publico nacional nao foi reformado no
fim de 20 annos, aprescnlando entretanto grandes
inconvenientes a lei de 4 de outnbro de 18311
O Sr. Fcrraz : Nao sao estas leis reformas
judiciarias.
O Sr. Figueira de Mello : Mesmo a este res-
peilo temos procedido com o mesmo tent. Dous
ministros da juslira apresenlaram dilTerenles pro-
postas a este respeilo, > esta propostas ikaram no
-squecimenlo; diversos ministros no seu rclatorio,
os presidentes de provincia nos seus discursos de
abertura de assemblas provinciacs, toda a imprensa
tem pedido a reforma judiciaria, e temos feilo esla
reforma ?
Nao lem decorrido 13 annos depois da adopcao da
lei de 3 de dezembro de 1841, e nao he agora s-
menle que nos tratamos seriamente da sua reforma?
Nao se pode pois dizer que procedemos levianamen-
le, que reformamos a uossa organisaro judiciaria
sem lento, sem nos guiarmos pela experiencia.
Em rol.ir.-u> lei de 3 de dezembro, que tanto nc-
cessita ser reformada, eu pedirei licencia cmara
para ler um trecho do relalorio que em 1845 diri-
gi a esta cmara o Sr. Galvao, quando ministro da
juslira, espirito todo positivo, bomem pralico, il-
luilrado, e que n.1o podia ter a nlciu-ao de desa-
creditar a lci de 3 de dezembro de 1841. O Sr.
Galvao se exprima da maneira por que vou ler :
As altribuir&es policiaes e as atlribnicOes judicia-
rias eslao reunidas as mesmas autoridades. Seria
conveniente separa-las. As autoridades que pronun-
ciara, e que julgam em certas casos, sao destituidas
a arbitrio do governo; He foradeduvida para mim,
que maior garanta haver para o cidadao
se as autoridades que exercem tao importan-
tes attribiiices tiverem maior independencia.
Esla deveria prucurar-sc na inlelligencia na
duraeao, e no accesso regular. Os juizes de
direilo e os inunicipacss ao nquetles que offe-
reccra condires mais atlendivcis e favoraveis para
bem da administrarlo da juslira na reforma da or-
ganisaro judiciaria.
O Sr. Pioieula Bueno, hoje senador do imperio,
endo ministro da justica em 1848, larnbem apre-
sentou no seu relalorio a necessidade de reformar-
se a lei do 3 de de/emhro de 1841. Fallando sobre
a falta de imparcial adrainistra;ao da juslira que
se dava no paiz, elle dizia: Defeitos de nao peque-
a gravidade, resultantes de nossa legislado, so-
bretodo criminal, quer em algumas de suas dispo-
sices de processo, quer na sua parle orgnica, tem
tamben) concorrido para a continuaran de seme-
llianle estado desagradavel. Algumas das disposi-
res da lei de 3 de dezembro de 1841 foram desde
logo impugnadas; a experiencia lem demonstrado
que algumas oulras nao correspondern) aos sauda-
veis lins de distribuir imparcial justica. garantir a
seguranra individual, e firmar a ordem e publica
prosperidade.
Por esfes dous trechos, Sr. presidente, v-se que
a reforma da lci de 3 de dezembro foi julgada ne-
cessaria por dous minislros de eslado, e que per-
ianto nao be nina novidade o procurarmos faze-la
agora, adoptando o projecto apresentado pelo Sr.
ministro da juslira.
Sr. presidente, quando tratamos de reformar a or-
ganisaeao judiciaria adoptada pelo nosso cdigo do
processo criminal, tamben) se levantaran) as m
ma vozes contra esta reforma, lamben) se disse que
deviamos appelter para a experiencia c para o lem-
po; que todos os defeitos do cdigo provinham da
ma execurao, dos odios de partidos; mas o poder
legislativo de 1841 leve o bom seuso de desprezar
seinelhanle meio ilelatorio, e o resultado fo prSmut-
gar-ae a lci de 3 de dezembro, a qual na minha
opinio lem feilo grande bom ao paiz, e que mais
poderia fazer se nao tivesse os defeitos que ainda Ihe
reslam, c que tratamos de corrigir.
Eu adopto, Sr. presidente, a reforma judiciaria
que se prope, porque ella lende a dar forca au-
loridadc, porque tende a tornar mais eflecliva a re-
pretafg dos deliclos, porque tende a salisfazcr as
vistos da sciencia, c finalmente porque mellior qua-
lifica os jurados que bao. de julgr nos districts ou
comarcas. Sobre todos estes objeclos lem havido
exigencia da parle de lodo os nossos administrado-
res; consultem os nobres deputads todos os relat-
nos apresentado desde 1843 para c, quer pelos
presidentes de provincia quer pelos ministros da
tica, e abi acharan consignadas todas as reformas
que o nobre ministro da jnslica npresentou no seu
projecto.
Tem-se fallado a respeilo de differenles artigos do
projecto, mas lem sido esquecido um, que s por si
me faria votar a favor do projecto, fallo daquelle
que d mais extensao acrao publica. Pelas nossas
leis o promotor publico s tem o dever de aecusar
os deliclos inafiancaveis, naqoelles qne involvem in-
juria ao imperador ou i familia imperial, e nos em
que os offendidos sSo pessoas mizeraveis, e assim fi-
cam sem ser acensados inultos crimes alianraveis
particulares. Ora, ser islo conveniente ? Por ven-
tura quando a lei prohibe certas acces, elevando-as
categora de crime e impondo-lbe certas penas,
nao quiz que essas aece fossem ponidas? Sem du-
vida que sim; mas qual he o resultado que vemos
entre nos de scmelheolc legislaro ? Muitos crimes
deixam de ser acensados e ler a conveniente puni-
3o, como por exemplo o crime de furto.
A utilidade da accao publica nesle e em oulros
casos me parece manifesta, porque leude a tornar
mais eflicaz a repressao dos deliclos. Quando ir
Robert Peel aprcsenlou na Inglaterra a necessidade
de reformar algumas da leis criminaes daquelle
paiz, de codificar ou reunir em um s difTereutes es-
tatutos anligos e obsoletos que se contradiziam, ou
eram ignorados por sua autiguidade, esse ministro
disse que por falta da acro publica para aecutar
certas qualidades de crimes 9|I0 dos eriales deixa-
vam de ser levados aos tribunaes. Ora, se nos ap-
plicarmos um semelhanlecalculoau nosso paiz, onde
existe urna legislarlo nesla parle igual i leci-lacao
ugleza, podemos dizer qne 9(10 dos crimes chama-
dos particulares nao sao aecusados....
O Sr. Ferrar:Tomo, nota disto.
O Sr. Figueira de Mello : Um particular que
se julga oQcudido pode, no momento da irritaran,
levado do senlimento da dr que soflrcu, apresenlar
a sua qucixa ; porm esta he desamparada no fim de
cerlo lempo, porque elle tem de fazer despezas, de
se iucommodar, de compromeller-se, de perder, cm
urna palavra, os seus interesses com semclhaii-
le necusrao. NJo acontecer assim se tivermos a
accao publica, porque o particular levar a sua quei-
xa ao promotor, c este a apresenlar juslira...
O Sr. Ferraz : Ninguem contcslou ainda islo.
O Sr. Figueira de Mello : Estou mostrando
que esla disposicao do projecto seria bastante para
que eu a adoplassc ; be urna vanlagem do projecto
que entendo muilo conveniente para a repressao do
crime, c por isso faeo estas consideraces.
Sobre a necessidade do dar alguna extensao ac-
cao publica, cilarci as palavras de alguns escripto-
res que aqui trago copiadas. Ilcnrion de Pensev, na
sua obra Da autoridade judiciaria em Franca, di-
zia : o O cslabclerirncnlo de urna parte publica, is-
lo he, de um fuiccionario abrigado a vigiar as arrota
dos cidadaos, a denunciar aos tribunaes ludo o que
pudesse perturbar a harmona social, c a invocar a
attencau dos juizes e a viaganfa das leis sobre lodo
os crimes, ainda os menores, be um dos Madores
passos que os.homens Icnliam dado para a cvilsa-
cao. Esla inslloirao perlence aos tem]ios moder-
nos.
Monlesquieii larnbem se exprime sobre o mesmo
assumplo pela maneira seguinte : Nos temos boje
urna lci admiravel,e he a que quero principe,eslabele-
cido para fazer executar as leis, nomeie um ofllcial
para perseguir em seu nome todos os crimes, de sorte
que entre nos a funecao dos delatores he incuguita,
e se o vingadnr publico fosse suspeilo de abusar do
seu ministerio, elle seria obligado a monear o seu
denunciador. 1
Emfiui, Tbouret, grande jurisconsulto franco/,
dizia : A acensaran particular lem grandes incon-
venientes. Quando lodo o mundo he encarregado
develar, lia momentos em que ninguem vela, e quan-
do qualquer pode aecusar, o espirito de partido, as
prevenees vulgares, os resentimentos individuaos.
piiilem fcilmente perturbar a trauquillidade pu-
blica sobre pretexto de assegura-la. Conservemos,
pois conclua elle, o sabio estabelecimcnlo de um of-
ficial publico, encarregado da arcosar. Eeu drei:
eslendamos entre nos a aceflo desse empregado, c
augmentemos as suas allnbuiccs.
Para mostrar a necessidade dcsla accao publica
no nosso paiz, eu apresentarei cmara os seguinles
dados : No quinquennio de 1818 a 1852 foram
apresentadas em juizo 1,089 queixas, mas sustenta-
das smenle no jury 369, como se vi dos mappas
apresentados pelo Sr. ministro da justica ; isto he<
dous trros dessa aecusaees baviam sido desampa-
radas pelos queixosos.
O Sr. Ferraz : Neste ponto cu convenbo.
O Sr. Figueira de Mello :Pois bem| estou dan-
do urna razao porque voto pelo projecto, ao passo
que os nobres dcpuladus quando o impugnaran! nao
acharara um artigo smenle era que fosse til e con-
veniente ao paiz, cciisurao-o em lodos os seus pon-
tos e virgulas, nao acbaram nada para defender;
mas cmtirn nao insislirci sobre este ponto.
Sr. presidente, o nobre deputado pela provincia
da Babia eslranhou que o nubre ministro da justica
nesla casa houvesse feilo um quadio triste c melan-
clico, mas era minha opinio muito verdadeiro do
esladu do paiz em rclacao administraro da jusli-
ra, e deelarasse para o confirmar que se deram nao
menos de 800 assassinalos; no entender do nobre
deputado scmellianlc asserc.lo proferida por un mi-
nistro de eslado offendia tanto no interior como no
exterior ; no interior, porque os cidadaos nao podiam
deixar de se achar magoados e aHlictos com seme-
Ihanle estado de cousas ; no exterior, porque s-
mente servia para afastar de nos a culonisarao de
que tanto necessilamos.
Senhores, o quadro que aprcsenlou o nobre mi-
nistro nada lem de novo ou deestranha ; lem sido
apresentado muitas vezes lauto pelos seus anteces-
sores, como pelos presidentes de provincias; c se as
palavras do Sr. ministro tem grande forra, grande
influencia dentro e fra do paiz, tambera as pala-
vras de oulros senhores minislros da juslira o pre-
sidentes de provincia tem cssa mesma forja e in-
fluencia tanto no paiz como fra delle. Daqui con-
cluo que as palavras do nobre ministro nao enecr-
ram urna novidade, mas confirmara urna verdade,
que todos por assim dizer a julgam.
A cmara me pcrmillira que cu pruve esta asser-
rao com alguns ducumeutos oficiare. Em 1846 o
o Sr. Thomaz Xavier, qoando presidente da pro-
vincia de Pernainbuco, assim so exprima no rela-
lorio que dirigi respectiva assenibla provincial.
Depois de apreseular-vos em quadro lisongeiro o
amor da ordem que predominou no espirito publi-
co por occasiao das cleircs, sinlo nao poder outro
tanto affirmar respeilo seguranra individual dos
cidadaos, a qual tem sido atroz c violentamente ata-
cada, e se acba a risco c i merco dos malvados, que
apostando nimos vingalvos e por satsfazer odios
departidos... tem uestes ltimos lempos levado a
excesso inaudito sua barbara malvadeza e furor san-
guinario ; e na verdade laucando a vista ao cala-
logo de homicidios perpetrados debaixo da influencia
das opinics polticas que dividen) a provincia, e
de que iufelizmente se resente son ico publico,
contrista o coraran do humera patriota o ver a im-
moralidade como que marchando a par da Ilustra-
rlo... Os assassinalos perpetrados desde 11 de mar-
co de 1844 at 13 de fevereiro ultimo chegaram'a
112. Ora, como esle esparu he de 11 mezes so-
mente segue-se que na roda do anno deviam subir
a 120.
O Sr. Ferraz :Eram lempos cxccpcionaes.
O Sr. Figuetra de Mello : Mas, Sr. presiden-
te, se esle era o quadro que Irarava em 1815 o Sr.
Thomaz Xavier sobre o estado da provincia de Per-
cambuco cm relaran aos attentados que alli se com-
metliam cootra a seguranra individual, e que lam-
ben) se davam em outras provincias, o Sr. I.uiz
Antonio Barbosa, quando presidente da provincia
de Minas em 1851, tracou inn igual quadro no sen
relalorio assembla provincial legislativa, nao j
em lelacao aus crimes, porm em relacao repres-
sao dos deliclos, a pouto de declarar que o nosso es-
lado era tao horroroso que a autoridade judiciaria de
juiza passava a re. Eu pero a atlencao do nobre
deputado para o que vou ler. Disse o Sr. Barbosa,
fallando da seguranca individual : Os esforros dos
legisladores para dotar o paiz com urna polica re-
gular e capaz de prevenir os deliclos, alcanrar os
dclinqucnles, e entrega-Ios a justica com as provas
do crime, lem por cerlo melborado esle ramo de
serico; forca he porm confessar que ainda esta-
mos muito longede possuir aquilloque nosquizeram
dar os legisladores. A tarefa de prevenir os crimes,
descobri-los, procurar os autores c as provas adia-
se confiada aos delegados e subdelegados... cujas
oceupacoes habiluacs mal se corapadecem com a
constante vigilancia c actividade necessaria ao des-
empenho daquclles deveres. Scrvcm pois estes em-
pregados com grande sacrificio, e alm de Ibes fal-
laren) os inilispensavcis meios de aeran, lem de hi-
lar cora us obstculos que Ibes oppo\) o patronato,
o receio de \ iuganra, o muilas vezes o espirito de
partido, sempre prompto a apiar ludo quanto ser-
ve para contrariar e desacreditar a autoridade que
a poucos passos acba-sc rcduzida condico de re,
e na necessidade de justificar-sc daquillo mesmo,
que com sacrificio e Iraballio immenso pralicra
pensando merecer os applausos de lodos. Cansado
de urna lula fatigante e ingloria, o cidadao que oc-
cupa aquclles cargos traa de cscusar-se, oo cabe
na apalbia al que o disperte a noticia de novos
crimes e os clamores pela punico ; nova lula co-
mee, nas aquclles mesmos que mais dispostos pa-
reuam a auxiliar a autoridade passam no dia seguin-
te ao indifferenlismo, do indilfercntismo ao favor, e
do favor ao empento); se este uo vence, o amnr-
proprio se oflende, c crea para o criminoso protec-
tores esforcado-, e para a autoridade inimigos im-
placaveis, c como se ludo fosse pouco, vcm depois
as desprununcias e absolvieses injustas, ou as fre-
quenlcs evasoes... Irazer i autoridade o mais com-
pleto desanimo. Ora, Sr. presidente, quando tal
he o nosso estado acerca da repressao dos crimes, de-
vemos nos continuar a tolera-lo ?
Agora direi ao nobre deputado que. a pruposicao
do nobre ministro em relaco ao numero de homi-
cidios que se praticatt no paiz nao lem nada de exa-
gerada ; he urna proposirao que se funda nos factos,
e que se pude por assim dizer quasi que mallictna-
he,miente demonstrar. O nobre ministro declama
que linh.1111 batido 152 assassinalos, segundo as in-
formacoes recebidas de diversas provincias do im-
perio ; a esles 452 assassinalos se deven) purera ac-
crescenlar 81 que dizcm respeilo provincia de Mi-
nas, e que constan) do rclatorio do respectivo pre-
sidente ; aqu esto pois 533 ; deve o nobre depu-
tado tambera accresceular mais 15 que se deram na
Parahiba, onde o nobre ministro uo seo relalorio
apenas diz que tinham havido 37, quando o presi-
dente da provincia o eleva a 52 ; aqui temos por
lano 518 assassinalus.
Ora,' o nobre ministro falln dos homicidios de
que linha conherimento ao lempo em que escreveu
o seu relalorio, mas sabe o nobre deputado que mui-
tas vezes pela longilude das provincias oo incuria
dos empregados taes documentos nao cnegam a tem-
po de poderem ser incluidos nos relatnos, e assim
pile acontecer que em Mallo Grosso, Goyaz, A-
mazonas c outras provincisa lenham apparecido nos
ltimos mezes oulros homicidios, c que estes en-
tretanto nao fossem incluidos no relalorio. Se na
provincia da Parahiba, provincia que esl a beira-
mar, onde a communicaeao a vapor facilita a Iraos-
missao de todas as noticias, ha mais 15 homicidios
alm daquclles que o. nobre minislro incluio no seu
relalorio, porque razao proporcionalmenle nao ha-
vemos de conceder que se deu igualmente um aug-
mente de crimee as provincias que eslao maislon-
giuquas ?...
O Sr. Ferraz: 800 assassinalos?
O Sr. Figueira de Mello : Perde-me, o no-
bre ileputado, faz urna exclamaran, e julga que com
esla exclamacao lem ludo provado...
- O Sr. Ferraz :Qoal abase para se dizer que
houve 800 assassinalos ?
O Sr. Ftgueira de Mello : Eslou mostrando
que proposirao do uobre ministro he verdadeira ;
mas em fim elle lem lalvez de fazer para o anno
o seu rclatorio, pode rectificar esta sua proposito.
Eslimarei muilo estar engaado-a este respeilo'; de-
sejarei que no meu paiz nao se d lo grande nu-
mero de atentados contra a seguranra individual ;
mas por emquinlo eslou persuadido que o numero
do 800 assassinatos nao be exagerado...
O Sr. Ferraz :Nao lem base nenbuma.
O Sr. Figueira de Mello : Sr. presidente, a
este respeilo permilta-me ainda a casa que eu apr-
senle urna considerarao, fundada na pralica que te-
nho destes negocios; lodos os meus collegas saben)
que eu fui diere de polica da provincia de Pernara-
buco por espaen de 3 annos, e entao Uve occasiao
de verificar que o numero dos assassinalos constan-
te das participarnos ofllciaes era muito maior do
qoe o numero dos que haviam sido julgados peto
jury, e da compararan de uns e outros pud,e con-
cluir que esse tribunal apenas ebegava ao conbeci-
mentu de urha lerca parte desses crimes, assim co-
mo que tambem urna lerca parle deixavam de che-
gar ao conhecimenlo das autoridades ; e para que
o uobre deputado nao supponha que eo estou im-
provisando a esse respeilo. eu lerei um trecho do
rclatorio qud em lins de 1848 dirig ao governo so-
bre a administrarlo dejustija criminal durante o
anuo de 1818 ; oelle disse o seguinte : a Se com-
binarmos o grande numero de crimes que se com-
mellem na provincia com aquellos que se processam
c pronunciara cada anno, nao podemos deixar de
dizer que dous torcos pouco mais ou menos deixam
de ser sujeitos ao conhecimento da autoridade, que
dcslcs crimes em um terco deixa de havgr pronun-
cia, e que dos que recebera pronuncia metade con-
seguem a absolvirao no jury, de surte que smen-
le urna nona parle dos crimes commettidos be que
sao punidos.
O Sr. Ferraz :Isso prova a falta de polica.
O Sr. Figueira de Mello: Essas consideraces
serao para o depuis; mas por ora cu peco ao nobre
deputado por quem be, que nao me perturbe a de-
ducc.'u. dus meus argumentos.
O Sr. Ferraz:Precise a necessidade da re-
forma.
O Sr. Figueira de Mello :Quando o nobre
deputado falln eu o ouvi muilo altentamente....
O Sr. Ferraz :Se nao me tivesse dado apartes
eu nao Ih'os dara agora.
O Sr. Figueira de Mello:Os meus apartes, at-
iento os talentos do nobre deputado, nenhum mal
Ihe podiam fazer....
O Sr. Ferraz:Isso be obsequio de V. Exc.
O Sr. Figueira de Mello:... entretanto que os
seus me perturban), e fazem-me perder o fio do dis-
curso...
O Sr. Ferraz:lal disse, se nao me tivesse dado
apartes eu nao os dara.
O Sr. Figueira de Mello :Dizia eu, Sr. presi-
dente, que no nosso paiz duus tercos dos crimes nao
chegavam ao conhecimenlo das autoridades, e que
de um terco cm que haviam pronuncias urna boa
parle consegua ahsolvicao pelo jury. Isto me pa-
rece ser urna verdade indubilavel, se allendermos
que os crimes de asphixiamenlo c de propinarao de
veneno nao saocouhecidus no nosso paiz, porque as
uossas autoridades do ecutro nao tem os meios para
conhecer se houve ou nao um crime de tal nature-
ia# faltaudo-lhes mdicos, ou nao Icndo estes os
rcagcnles necessarios para conhecer o envenena-
incnlo...
l'ma voz :He verdade.
O Sr. Figueira de Mello :Quanto a oulros ho-
micidios que deixam vestigios mais paleles, quem
ignora que muitos podein ser commettidos no centro
do nosso paiz sem que as autoridades o possam sa-
ber, assim como que estas muitas vezes por deleixo
ou ignorancia deixam de os communicar aos cheles
de polica, e de habilila-los assim a fazer s presi-
dencias um relalorio exacto dos crimes havido
nos districts de suas respectivas jurisdieces ?
De ludas oslas consideraces, Sr. presidente eu
chego a urna conclusao, e he que o nobre minislro
disse urna verdade quaudo aflirmou que no nosso
paiz nao se commeltiam animalmente menos de $00
assassinatos !
Ora, se isso be urna verdade, parece-me que nfio
ha razao para que elle a oceultasse ao paiz e aos
legisladores, quando se trata de fazer urna reforma
importante na organisaro judiciaria do paiz. J
se passuu o lempo de engaar os homens e de se oc-
cullar a verdade ; he necessario que esta appare-
Ca sempre, quer lias relaces dos cidadaos entre si,
quer as que se dao enlre os dilfcrentes poderes do
estado, (.ipoiados.)
Concedamos, porm, que o nobre ministro nao
proferto a propusico de que se davam no paiz tan-
tos assassinalos, poder-se-ba suppor, a vista do que
lem dito oulros administradores de provincias im-
portantes, cujas palavras lem rauila influencia, que
o eslado de nosso paiz he ignorado fra delle? Os
estraogeiros tambem nao saben) dos Tactos que se
passam enlre nos ? Nao poderao fazer as suas esta-
tisticas ? Senhore*, i colouisaco c a emigraoao nao
se lem cucaminhado para o nosso paiz, ou nao se
lem nclle augmenlado por causa smenle dos cri-
mes que entre nos se commeltem ; ma por oulras
muitas causas que conven) iiivcsligar, afim d se-
rem removidas, e que com effeilo se invesligam,
ltenlos os trabadlos que para esse tim se tem ence-
lado. As palavras do nobre minislro nao nos cau-
saran por esse lado mal algum.
Sr. presidente, o nobre deputado, horrorisado
com o quadro medouio que dehuxou o nobre mi-
nistro da juslira, e ebeiu de patriotismo, procuruu
demonstrar que, quer se compare o numero dos
nossos acrusados em rehiran a pcpularao com os de
oulras naces, quer a nalureza dos crimes que en-
tre nos celias se commeltem, quer o numero de ab-
solvires e eoiidemnaces dadas, os resultados dessas
proporces seria que a nossa pusicao em relacSo i
criminaJadc e repressao nao era tao infeliz como
o nobre ministro ciitende.
O nobre deputado referise nos seos clculos es.
Inlislicos Franca, Inglaterra, Blgica, Dinamarca,
Sueeia, Prussia, aples, ao Grao-Ducado de Ba-
dn, Duai Flandres. ao Wurlemburg, Cuba, e de
lodos os dados apreseutados poreases paizes, o no-
to e deputado raurluiu al que eramos superiores em
moralidade aos povos que os habitan).-
Sr. presidente, qtuudo u nobre deputado aprc-
senlou urna semelhante proposirao, eu me enchi de
eslranheza e de satisfacio ; de estranheza, porque
em relarao ao nosso paiz .eu ouvia sempre dizer
que enlre nos nao havia espirito publico, nem sanc-
C3o moral poderosa, que a autoridade era incom-
petente e a repressao nenbuma ; de satisfacio, por-
que entend que o nobre depulado, com o talento
com que odotou a Providencia, havia de provar o
que linha m vislas, e assim vindicava os foros c a
dignidade do nosso paiz peranle o estrangeiro, a quem
devia aterrar o quadro tracado pelo nobre minislro
da justica.
Nao acompanharei, Sr. presdeme, o nobre de-
pulado em lodo o desenvolvimeoto dos dados esta-
listicos por elle apresentados; e lmitando-me s-
menle Frauca, a Blgica e Inglaterra, direi de
passagem que o nobre depulado foi tao minucioso
era relacao a esses dados, senrindo-se para esse fim,
ora dos mappas do nobre minislro relativos ao qin-
quennio de 1848 a 1832, ora dos qoe regpeitavam
ao Iriennio de 1848 a 1850, que referiam-ee aos cri-
me commellidos e julgados em cada um desses an-
no ; o nobre depulado, digo, comparou de um mo-
do lo detalhado todos esses dados com os fornecidos
por essas naces, que produzio no meu espirito algu-
ma confusao; e permilta-me o nobre depotado decla-
rar-lhe que toda essa multidao de dados eslalialicos
servem para provar os seus conhecimenlo e tlen-
les, e o estudo que fez da'materia, de nenhum mo-
do ooncorreram para esclarecer a qaeslao, mas para
obscurece-la cada vez mais.
O orador moslra que o jury nSo reprime entre
nos como na Franca, Blgica e Inglaterra e conti-
nua depois nos seguintes termos.
O nobre depulado tratando de investigar as caasas
dos crimes no nosso paiz, diese que cites provinham
primeramente do instincto das racas; em segundo
lugar dos mos hbitos c cosime que aellas se arrai-
garan! ; e em lerceiro, da eooiideracao e protecrao
dada pelas autoridades aos grande oriminosos.'e cn-
cluio dahi que a impunidade que se dava oo jolga-
mento do jury nao era a cansa do grande numero de
crimes que se perpetraran) no imperio, e que se tra-
ta de reprimir.
Sr. presidente, concordo em que as causas citadas
pelo nobre deputado possam influir muito sobre a
nossa moralidade ; porm essas causas nao sao as ni-
cas ; ha muitas outras, e a impunidade he urna del-
tas, e talvez a essencial. Em theoria isto he conde-
cido ; mas se nos referirmos pralica, se allendermos
para os factos que se do no nosso paiz, epara as as-
serces de pessoas expedentes e esclarecidas, nao
podemos deixar de reconhecer que a impunidade he
realmente a causa mais influente para os crimes. Para
com provar esla assereo eu pec licnca i cmara
para ler o trecho de alguus rehilnos apresenlados
por alguns presidentes de provincia, que me pare-
cen) resolver praticaraenle a divergencia em que es-
lou do nobre deputado. Por exemplo, o Sr. Viclor
de Oliveira, quando presidente de Pernambuco, di-
zia em 1852 o seguinte :
Nao scr debalde repetir o que tantas, vezes so
lem dilo no Brasil, que a impunidade das deliclos lio
que principalmente concorre para o grande numero
delles ; esse mal porm s poder ir cessando com o
lempo, com o aperfeiroameqto da educacao nacio-
nal, ecomo dcsenvolvimenlo do urna opinio pu-
blica, que supprindo com a sanec^o moral a falla de
sanecao legal, acostume os nossos concidados a se
rompenetrarem da alta responsabilidade para com
Dos e para com a sociedade, mediante o juramento
que prestara, quando se senlam a eadeira do ju-
rado. I
Eis o que dizia o Sr. Fausto de ASuiar no seu re-
lalorio dirigido i assembla proviocW era 1849 :
o Sinto que igualmente lisongeiro nao seja o quadro
que leiiho de apresenlar-vos sobro a seguranca pes-
soal e de propriedade. Desgracadamenie, como sa-
bis, nos serles tiesta provincia os direitos indivi-
duaes ainda eslao longe de gozar de toda as garan-
tas filhas da civilisacao. O bacamarlo continua ahi
a ser nm recurso adoptado para a repararSo e vln-
ganca de oflensas particulares, mais vezes tuppojlas
do que reaes ; e por oulro lado o latrocinio se tem
tornado o meio ordinario.de subsistencia abracado
pela classe dos proletarios, deque abunda a pro i li-
ria... A irreflectida indulgencia do jury, que anda
entre nos nao chegou a comprehender a alta impor-
tancia de sua roissao, e as graves obnigaces a que de
adslricto, devemos atlribuir eni primeiro lugar essa
impunidade, cojo progresso ameaca subverlera so-
ciedades
Fallando o Sr. Jos Benlo da Cunda e Figueiredo
da seguranca individual, assim se exprima no seu
relalorio i assembla provincial das Alagoasem 1850:
Esta garanta social acha-se muito mal amparada.
Sao tanto os elementos que entre nos existem para
translorna-la, que a nao ser a natural docilidade da
ndole brasileira, os crimes se reproduziriara em urna
escala espantosa...Alera de ser a accao da autoridade
extraviada pelos defeitos de nossa actual legislarlo,
e era geral.pela tibieza de nossa judicatura, os mal-
feitores conlam em todo o lugar com urna protecrao
tan desmarcada, que nenhum cidadao que aspira as
honras de potentado deixa de ler a sea lado rm ria-
das de guarda costas, de granadeirot rolados, fa-
zem garbo de os mauter sem nada receiar da autori-
dade, porque conlam com a bonhomia do jury, com
os recursos dacbicana, e os compromissos eleitoraes ;
ficando ludo assim bem arranjado, visto qoe a opi-
nio publica nao se manifesta severa e rispida como
devera ser.n '
Destes trechos dos relatnos que acabo de ler, e
que poderia multiplicar se fosse necessario, parece-
me que tenbo os fados era meu favor e que por con-
sequencia, su a impunidade nao pode ser repellada
como a principal causa dos deliclos*, segundo os ad-
ministradores dessas provincias referidas que livc-
ram conhecimenlo dos fados que apresenlaram, de-
ve ser combatida-por lodosos modos em bem do
paiz.
O Sr. Correa das Aeres :Elles tambem dao ou-
lras causas.
O Sr. Figueira de Mello : Podem haver ou-
tras causas geraes e remotas ; mas ha tambem cau-
sas especiaes e prximas ; nos devemos combater to-
das essas causas, c como una das causas dos crimes
he a impunidade resultante do jury, parece-me que
obramos bem empregando agora os meios necessa-
rios para combater esla causa, combateremos depois
as outras quando tivermos padres esclarecidos e lelo-
sos que tralem de pregar o Evangelho aos cidadaos,
de inoralisa-los, naturalmente o senlimento religio-
so ha de augmentar entre nos, quando a nossa illus-
Ir.n.ao, a nossa riqueza augmentar, lia de haver
maior sanecao moral contra esses homens que com-
meltem accScs iltcilas e reprovadas. Combatere-
mos polis todas essss causas, e com'o he urna dellas a
impunidade proveniente do jury, reformemos o jury
na parle em que nos fr possivel, em que fr con-
veniente.
O nobre depotado pela Babia allcgou lambemque,
quando a autoridade quera perseguir e punir ('cri-
minosos, ella linha os meios necessarios para o con-
seguir. sta assercao porm, Sr. presidente, nao
se acba fundada em grande parte. Concordo que a
autoridade pode com os meios sua disposicao perse-
guir um rrimiuose importante, fazf-lo prender se
quzer dispender muita actividade e dinheiro, ex-
pedir destacamentos por toda a provincia,mas quau-
do se traa de faze-los punir a autoridade para, nao
pode ler nenbuma influencia sobre a decisao ou o
ceriiet do jury. Seria um nunca icabar-se quies-
miitii Ann


~
DIARIO DE PERMMBUCO, SABBADO 9 OE SETMBRO DE 1854.
"
so mostrar que muitos facinorosos, c faciuorosos im-
portantes, a qtiem a autoridade perse;uo, lem ido
ao jury, saliiram absolvidos...
HS'r, Correa das Xtvu: Emuitoi condem-
nados pelo jury lem sido absolvidos pela relacAo,
annullando-so processos al pela falla do loque da
empatad*.
O Sr. Figueira de Milla : O tribunae supe-
riores silo obrigadosa cingir-M a lei, a formulas pro-
tectoras da vida a honra do cidadao ; c prtenlo, ie
eslas formulas foram desprezadas no jury, os tribu
nacs superiores lem obrigacAo de ordenar que ellas
se preencham.
O Sr. Correa das Neves: Pois rao I He mo-
tivo do annullar un proeeaso a falla de loque de
campaioha no jury I
O Sr. Figueira de Mello ; Demais Sr. prosi-
dente, quanda a autoridade eropreg semelhanlcs
meius, a autoridade acaba a final por larnr descon-
ccituad.i, por desmoralisar-se, dizendo-se que quan-
(o fex he una perseguirlo pessoal, filha da poltica,
por causa de eleices, para tomar ntaa v insanen.
Ora, deve isso ser motivo para continuar este estado
de cousas? Nao devenios empregar meios para que
sejam perseguidos, presos c punidos eeses facinoro-
sos 1 Sem duvida nenliama.
O qnc so prelande, Sr. presidente.com esle pro-
jeclo ; O sen fim priucipal he submelter ao julga-
mento do jury cerlos criroes importantes, e aos jui-
zes do direito aquelles que nao o sao. Eu vejo nes-
ta reforma ama grande experiencia paialela que va-
mos fazer para conhecermos quaes dao melliores re-
sultados em favor da repressAo, se os juiea collecti-
voj oa os juizes singulares.
V. Exc. e a cmara sabem, que mu os escriplores
distinctos impugnain a existencia do jury como meio
repressivo, eacham mais conveniente eslabolecer
juiet singulares; pois bem ; nos segniremos rim
meio terme ; diremos aos juizes sing lares o julga-
menlo de certos crimes, e ao jnry o julgaraento de
outros ; conforme o resaltado que apparecer, aug-
mentaremos ou diminuiremos a jurisd coao de un-
u cuita da de outros...
O Sr. Correia das Nevu : He verdade, aca-
baremos o jury contra constituirn.
O Sr. Figueira de Afeito : Nao he isso o que
tosejo ; mas sempre qirti ao nobre lepulado que
anda quando se suspeodesse o jnry por algum lem-
po, a eonslituicAo nao ficava annullada ; quando a
civilisacAo do paiz augmenlasse, nos pederamos es-
tabelecer o jury. A constituidlo ai milito certas
tlieses qne s podem ler desenvolvimento logo que
tenhamos chegario a cerlo estado deevilisarAo. Tal
era a opiniSo do Sr. senador Vasconcellos por occa-
si.io da diicussao da lei de 3 dezembro de I s I.
O Sr. Correia das Neves : Islo he muito sublil.
O Sr, Figueira de Mello : O qne vemos nos de
Inglaterra 1 O jury all apenas julga os crimes im-
portantes e graves, como de felona e a nieo, crimes
que importan) a pena de deportarlo ou de morle:
mas os outros crimes sojulgados as seeses trraes-
Iraes, iodependentei*dejury...
O Sr. Correia das Neves : A nossa conslitoi-
rao he ontra.
O Sr. Figueira de Mello :O que i* v na Fran-
ca? O jury he chamado para julgar crimes em que
lem lugar penas alfliclivas ou infamantes; mas os
delicies, que sao aquelles cojas penas eicedem de 5
das de prisAo e de 15 francos de mulla e podem
chegar et 5 annos de priso, esses sao jnlgados pe-
los tribuoaoscorreccionaes... --.
O Sr. Correia dos Neves : Tamliem a Turqua
lem a sua maneira de julgar, a Bussiii tera olale
Ds temos oulra.
O Sr. Figueira di Mello : Ah temoi pois o
excmplode duasnacoescivllsadas, em que ha tribu-
nal do jury para ot grandes crimes e. uizes singula-
res para os crimes menores. Outras nacoes admil-
tcm s jnizes singulares ; tal he a Pru a e os Esta-
dos Allemaes em geral, e entretanto os escriplores
que fallam dessas nacoes dizem que a juslica.all he
rauilo bem administrada, os direitus dos cidadaos
garantidos, e a propriedacle defendida. Devcmos
pois fazer esta experiencia parallela. vamos ver o
que he melhor ; se o jury se apertoicoar, iremos
augmentando a sua jurisdiccao...
O Sr. Correia das Necee : Son.lo, acabaremos
com elle.
O Sr. Figueira de Mello: Eu peco ainda li-
cenra a cmara para citar a opiniao de um liomem
mnito importme do nosso paiz, que nelle lem oc-
(upado altos empregos, que tem sido um dos orna-
mentos do nosso parlamento, e que nao pode de mo-
do algnm ser inspeito como inimigo do jury. OSr.
visconde de branles, lia sua obra inlilolada Mis-
sao Especial, fallando da organisar-aojudiciaria da
Prussiu diiia: a O jury nao foi admillido ainda na
i'russia, e hamesmo quem presuma que, apezar da
illuslraco de seu povo, nao ser poisivel eslabelc-
rer ullimaraente esia boa inslituiro jadiciaria sem
previos e longos ensaios, como os que ha mais de 30
annos se fazem na Escocia, paiz igualmente Ilus-
trado. S jjjiossa sotfreguidao e inexperiencia foi
dado introduzir o jury de urna ausentada em todos
os juzos criminaes do Brasil. Pensamos nalural-
sa-lo |>or urna lei, como a qualquer colono de S. Le-
opoldo, ou de Pelropolis ; mas ahi eslAo as comar-
cas do interior protestando ha mais de 15 annos con-
tra o acert dessa naturalisaco.
A' vista pois da pralica das nacoes a da opiniao de
alguns escriptores, eu enlendo que o melhor systc-
ma a seguir he o adoptado pelo projeclo, dar 8o ju-
ry o julgamenlo do crimes mais graves, aos juizes de
direito o dos crimes meiioi importantes, e aos juizes
munieipacs aquelles que sao propriimeole de po-
lica...
O Sr. Correiadas Neves:Emitir reparti ludo.
O Sr. Ptgueira de Mello : Faz-ne urna experi-
encia ; e como os factosdemonslram que o que exis-
te eslabelerido nao presta, eu nao duvido arrisca-la
com aspreeaucGeee cntelas do projeclo.
O Sr. Correia das Netes : Daqui a dous an-
nos taremos o resto ; j tiramos ao jury o crime de
coutrabando de Africanos e rooeda falsa, agora llie
tiramos outros menos importantes, daqui a lempos
llie tiramos ludo.
O Sr. Figueira de Mello : Sr. presidente, leu-
do essirn respondido ao nobre depulado pela Baha,
eu peco ainda a atteurao da cmara para dizer algu-
maspalavras cerea do discurso que pro ferio o no-
hre depulado pelo Rio dv Janeiro (o Sr. Sayao Lo-
bato). O nobre depulado disse que elle entenda de-
ver fazer opposcao a este projecto por nao conside-
ra-I conveniente, e tambero por nao ser projeclo
ministerial. Parece-me que o nobre ministro decla-
rou que o projecto era ministerial, o nobre depula-
do nenburn motivo linba para lho tirar esta quali-
djidij. Eu enlendo que om projecto he ministerial
logo qne o ministro nos diz que o alopla como tal,
que ojnlsa conveniente administraran ; i forma
porque he apresenlado esle projeclo em minha opi-
niSo neohuma iufluencia tem, urna vez que o mi-
nistro o julga conveniente e oadopt.i ; nao enlendo
qte sejam projeitos mioisleriaes nicamente aquel-
les quetendem t sustentar o gabinete, mas lambem
aquelles que seera para os ministros cumprirem
bem os seus deveres.
O uobre depulado depois desla cousderacao pas-
sou a examinar as ditteienles thees do projeclo, e
fallaudo eerca da separarao da polica dajuslija,
disse : a lei de 3 de dnzembro nao innovou(a nos-
sa legislarlo; as circumstancias do piiz nao admt-
tem que se posea fazer, separando-se as funcefiesju-
diciaes das poleiaes, e possa consc juir urna forte
represso.
Devo declarar ao nobre depulado que lendo ron-
corrido para a confecrao desla lei, su observei que
na argumentarlo que se fez em sua defeza lodos os
oradores deploraram que ella nao lvesse feilo esta
separacio.'eque seelles n3o apresen(iram-lhe emen-
das ueste sentido foi porque as circumstancias do
paiz exigiam que qnanto antes ella fosse adoptada,
e nao havi, lempo para faze-la voltar ao senado,
onde ella fra iniciada. Essa separaco foi nm de-
sidertum que se quera, roas qne n.Io se pode con-
segair por motivos espsciaes. Ora, tanto a scien-
cia como a pratica das nacoes exigem que facamos
esta dslo; a iuaagaejlo do crime ac um modo ge-
ral sem relaco a este ou aquello individuo perlcn-
ce u polica administrativa, ella he que lem de des-
courir os indicios dos crimes; mas quinto dz'rospci-
ti aos deveres e aosdireilos do cdadao, essa parte da
juica criminal perteuce aojoiz.
Demais, se o juiz fosse obrigado t procurar us in-
dicio* do crime e do criminoso, elle poderia ficar
prevenido, quando tiVMM de formar o processo e
pronunciar, e a sua imparcialidadc nao seria (aula
quanta era para se desejar. A sepnrscao porlanto
das fuae?Oes judiciarias e poleiaes lio conveniente e
justa emlhe&ria. Itemais, eu vejo que cm r ranea
se aJoplou esta separaco.
O Sr. Miranda:Contesto.
O Sr. Figueira de Mello:He o que se acha em
todos os escriptores; all o descobrimenlo das provas
lo delicio perlence polica administrativa, ao pro-
curador geral, aos maires, aos eommissarios de po-
lica, etc., mas quaulo formar,o da culpa ha oulros
juizes.
Fallou o nobre depulado contra a concentradlo do
jury as caberas de comarcas, e a prmeira ra/.ao que
deu foi que os jnrados as caberas de comarcas, nao
conhecendo o criminoso, esto dispqslns abiolve-lo
por eommiseracAo, e a represso criminal nao pode
ser (,1o forte como actualmente, accresccntando que
atli os jurados sao menos incertos que nos outros
municipios. Sr. presidente, en enlendo que oaju-
radi/S as caberas de comarcas sao mais incertos do
que nos municipios, porque, augmcnlando-se as
comarcas o numero de jurados, deve o jury compor-
se ordinariamente de um numero maisincerlo c va-
riado de jurados. Juiz cerlo, cm minha opiniao,
he o que he permanente, cstabelecido para julgar as
causas ou conhecido de anlemao; mas, se os jurados
das caberas de comarcas sao meis numerosos, sc-
gue-se que por isso mesmo elles tornam-se mais In-
certos.
O nobre depulado disse : Se vos concentris o
jury na caliera de comarca, nao esperis lauta puni-
c,o como eonservando-o nos municipios; e para
sustentar esta assercao Irouxe-nos o facto de terem
qnasi sempre sido ahsolvidos os reos quando el-
les appellavam para os jurys das capitacs da pro-
vincia.
Ora. o excraplo nao procede na minha opiniao,
porque os reos que appellavam para as capitacs das
provincias nao eram al de modo algum coubecidos,
e porlanto na* podia baver contra elles a justa aver-
s3o ou indignadlo que sempre apparecem quando
he conhecido o reo de um crime importante e horro-
roso; mas isso nao se d as caberas de comarcas,
porque alu o reo be conhecido, ltenla a proximida-
de do lugar emque perpclrou o seu crime, e porlan-
to n3o se pode dar aquello inconveniente de que o
nobre depulado fallou; e demais, Sr. presidente, a
experiencia tem mostrado que o jury se rene com
maila diliculdade nesses mesmos municipios onde
actualmente elle leve funecionar, e de que o retira-
mos pelas disposires do projeclo cm dscussao. Na
provincia de l'ernambucn, por exemplo, em 18W
devendohaver 42 sesses, apenas huuveram t9; cm
18W houveram somenle 17; em 1850 esse numero
se elevou a H. Na provincia da Parahiha devam
dar-se 30 scssesde jurados, e apenas se lizeram ti,
conforme consta do ultim relatorodoseu presiden-
le, urna em cada termo, quando devam dar-se duas
sesses na forma da lei.
O Sr. Correa das Neves : Quem lem a culpa
disso ;
O Sr. Figueira de Mello:Sao os jurados que
nao se reunem.
O Sr. Correa das A'ece.:--Eislem outras razes
que se podem \er as secretarias do governo.
O Sr. Figueira de Mello : As verdadeiras ra-
zes sao o jury nao reunirse,
Em Pernambuco, Sr. presidente, por esparo de 3
annos nao houve jury em o municipio de Agua Pre-
la.e o me-mo sejdeu em rolarn ao Ouricuryfapoa-
dos)t qual a razao disso? He verdade que ha dilTeren-
les causas, mas a principal he os jurados nao compa-
recerem.
OSr. Correa das Aeres:A causa ha os juizes de
direito nao comparacerem, e mudaron o lempo das
sesses para quando os jurados nao podem compare-
cer.
O Sr. Figueira de Mello :Aconlecc muilas ve-
zcs qne os influentes desses lagares obslam a reu-
nlodojury pelos mcios a seu alcance, quaudo cn-
tendem que os jurados nao Ibes sao fa\oraveis: esle
faci nnguem pode ignorar.
Sr. presidenle, eu linha ainda muilas outras con-
sderaces a fazer sobre o discurso do nobre depula-
do pelo Pi de Janeiro, porcm como me acbo
muito cansado, por isso poulio aqu /crino ao meu
discurso, dizendo que o nobre ministro da juslica
lem toda a razao quando nao acha fundamento na
opposiro que se llie tem feilo, o que eu chamarci
radical.
f"o;e:Muito bem, muito bem.
OSr. 1'iiUnde Campos:Muit bem, fallou Ex-
celentemente.
Vai a mesa e he apoiada a segninte cmeuda :
Sub emenda emenda do 1 do art. 1:
(i Depois da palavrainclusaaddite-seos do
art. l'. do mesmo cdigo.S. a W.L. A. Barbosa.
B. A. de M. Taques. Jos Antonio Magalhae*
Castro.
O Sr. Dulra Rocha faz varias observarles sobre
oarl. om discusslio, depois do que he iida c apoiada
a scgninlc emenda :
Em vez de 150 jurados diga-se 100.S. a R.
F. D. P. de l'asconcellos.
A discussao fica adiada pela hora.
O presidenle designa a ordem do da e levanta a
sess3o.
I de acost.
Lidaeapprovada aactn da antecedente, p l.o se-
cretario d;i contado scgninlc expediente:
Um requerimcnlo da sociedade l'harmaceulico
llra-ilcira, pcdiiidu o grao de bacharel em sciencias
phj sicas para os pharmacculicos lidias das escolas de
medicina do imperio. A' commissao de inslruc-
rSo publica.
Ilu altores do infantaria l.uiz Eduardo de Carva-
Iho, pedindo passagem para o corpo do eslado-mainr
da I.'' elasse do exercilo. A' coninii-sao de mari-
iilni e guerra.
He lido o Secuiulc parecer e voto separado, que
fica adiado por pedir a palavra o Sr. (jomes Bibeiro.
Jos Joaqum do Reg Barros c oulros, herdei-
ros do morgado JoaodoBego Barros, pedem ser-in-
demnisados pelos cofres pblicos do valor do um
terreno silo cm Sanio Amaro, na provincia de Per-
nambuco, que pelo Sr. I). Joan VI fra dado cm
propriedadq aos subditos de S. M. Britannica por
aviso de 20 de novembro de 1813, para o eslabelc-
cimenlo de um cemiterio de protestantes.
" A commssao examinou allenlamenlc os docu-
menlosque junlaram os supplicantes, e lendo ja o
governo imperial indeferido a pretencao dossup-
plicanles pelos bons fundamentos que constan) do
parecer do doulo conselheiro procurador fiscal do
Ihcsouro, com os quaes a commssao se conforma,
conclue a commssao que apretenrAo dos supplican-
tes he inadmissvel : 1., porque os supplicantes nao
provam a falla de indemnisarao, e antes pela infor-
mar&o do inspector da Ihesouraria da provincia de
Pernambuco se collige que o terreno fra doado oft
gratuitamente offerocido pelo migado de Santo Ama-
ro ; 2., porque ainda quando direito tivessem os
supplicantes. este est prescripto nos termos da lei
de 30 de novembro de 18*1, art. 20; 3.", porque o
corpo legislativo nao he o competente para couhecer
de urna quesl.lo que j esleve pendente do poder ju-
diciario, lendo decahdo peranlc elle os supplcan-
les, por terem intentado irrcgnlarmente urna accAo
de despejo qoe era incompetente.
que o dito cnsul nao era responsavel por foro al-
gum do terreno c que s a fazenda publica podia
responder por qualquer foro ou indemnisarao, visto
o citado aviso de 20 de novembro.
a Dissolvido o vinculo nos lermns da le de 16 de
outubro de,1835os herdeiros de Joao do Reg pro-
puzeram acrao de despejo contra o cnsul brilanni-
co, do qual decado tanlo em prmeira como om se-
gunda instancia, por incompetencia desla an-o, fican-
do-lhes o direito salvo de intentar a eeeJJQ real c
competente.
o N,1o inlenlaram ellos nova acrao, e requereram
ao tribunal do thesouro nacional a indemnisarao do
terreno, oque Ibes foi denegado com o fundamento
de estar a divida prescriplA nos termos do art. 20 da
lei de 30 de novembro de I8tl.
a A questaode prescripcao nao me parece liqui-
da, porque ella foi nterrompda por varias vezes
sendo a dala do areordao da relarao na referida cau-
sa de despejo de 21 de agosto de 18*7.
Tambem se deve uttender nesla queslo or-
gem da divida que proveio de um facto do goveruo
contra o direito de propriedade.
1 A commissSo, no caso.de estar Tora de duvida a
"procedencia da prescripcao, entende que o crdito
do governo exac que se renuncie prescripcao de
urna divida que leve umaorigem tao especial, eque
por oulro lado, por digoidado da nar,ao, se deve
prevenir que o cnsul de S. M. B. seja segunda vez
chamado aos trhunaes por urna divida de pouca im-
portancia, feila para um lim po pelo governo de
S. M., enlAo principe'regento.
a Nesle sentido offerero i considerarlo da cmara
o seguinle projeclo de resoluc,ao:
Artigo nico. Fica o governo autorisado a n-
demnissr a propriedade do lerreno em que esi
edificado o cemiterio indo/ no lugar de Sanio Ama-
ro na provincia de Pernambuco, e que para esle lim
foi destinado por aviso regio de 20 de novembro de
1813. F. de Assis Rocha Jnior.
Continua a 3.' dscusso do projecto que fixa o nu-
mero c marca os vencimentos dos empregados da
caixa da amorlisacao.
O Sr. Augusto de Olireira pronuncia um discurso
queja publicamos em oulro numero, depois do que
manda mesa n seguinle requerimcnlo, o qual he
approvado sem dbale
Proponho quo o projecto com as emendas olTe
recidas, seja remcltido a commssao de fazenda.
.-/. de Olireira.
Continua a discussao do ai 1. 1. do projecto o. i
sobre reforma jadiciaria.
He Iida e apoiada a seguiute emenda :
' Em todos os termos em que se apuraren) 100
jurados reunir-se-ha o tribunal dojury.
Fica o governo entretanto autorisadoa consen-
tir, em allcnrao s circumstancias esperiacs de cer-
tas localidades, a crecrao do jury com 75 jurados,
a Os juizes mancipaes preferem aos delegados e
subdelegados de polica na formaran da culpa c
julgamenlo dos crimes policiaes, e devein, sempre
que puderem, proceder por si mesmos a todos os
termos da formarao da culpa e julgamenlo dos cri-
mes policiaes.-*S. a R. SaySo Lobato.
Fallam os Srs. Nabuco e Savao Lobato, o 1. sus-
tentando o projecto, e o 2." combalendo-o.
O Sr. Paula Cndido propoe o encerramento da
discussao e assim se decide por 36 votos contra 26.
He approvado o projeclo com as emendas da
commssao, menos a seguinle:Fica abolido o pro-
testo por novo julgamenlo,que foi rejeitada por 36
votos contra 34.
Houve volacao nominal, a pedido do Sr. Eduardo
Franca a respeilo do S 1." do art. 1..
Volaram a favor os Srs. Wikcns de Mallos, Faus-
to, Pmenla de Magalhaes, Parauagua, Souza Mena
des, Machado, Fernandos Vieira, Theophilo, Silva
UuimarAcs, Araujo Lima, Bandeira de Mello, Na-
buco, Paos Brrelo, Figueira de Mello, S e Albu-
querque, Azcrcdo Coulinho, Augusto de Olivera,
Pinlo de Campos, Barros Brrelo, Souza Lcao, So-
bral, ('.asidlo Itrain o. Casado, liaran de Maroim,
Magalhaes Castro, Taques, Fiuza, Mondes, (loes
Siqueira, Barrlo Pedroso, Candido Borges, Para-
nhos, conego Silva, Belisario, Paula Candido, Bo-
cha, Gouvca 1 i orla. Teiiera de Souza, Monleiro de
Barros, Paula Fonseca, Ribero da Luz, .Vcrsian,
Vasconcellos, D'leury, conego Leal, Virialo, Joi.l.io.
Silvcira da Molla, c Travassos.
Volaram contra, os Srs. Santos e Almcida, Jagua-
ribe, Henriqucs, Assis Rocha, Cosa Machado.
Brandan, Paula Baplista, Siqueira Queiroz, Ferraz,
Dulra Rocha, Eduardo Franca, Ferrera de Araujo,
Say&0 Lobato, Miranda, ouvca, Antonio Candido,
Livramento, Araujo Jorge, Nebas, Br'usque, e Sayao
Lobato Jnior.
Nao se votou o S I" por j n3o haver casa.
O presidente designa a ordem do dia c levanta a
sessao.
iiccessarios para execurilo desla lei, nos quaes pode-
r impr a pena de mulla al 2009, e de prisao al 3
mezes, e a regular o numero, uatureza c prov men-
t dos olliciiis de juslira.II. A. de M. Taques.
/.. A. Barbosa. Jos Antonio de Magalhaes Castro.
Fallam os Srs. Miranda, Brrelo Pedroso? Ferraz
o Araujo Lima, o l."> e 3. comba leudo o artigo, o 2.
e 4. sustentando-o.
A discussao fica adiada pola hora.
O presidenlo digna a ordem do da e levanta a
sessao.
3
Pelas 11 horas da manhaa, feila a chamada, veri-
ficarse nao achar-sc reunido numero legal de mem-
bros, pelo que o presidenlo declara nao haver sessao.
PERNAMBIJCO.
Lida e approvada a acia da anleccdenlc, o (.'se-
cretario 4a conla do seguinle expediento:
Um requerimcnlo de Alfredo Candido Cnima-
raes, cs(udan(e do 2. anuo pliarmaceutico. pedindo
para fazer exame do 2.anno medico.A' commssao
de nslruero publica.
Sao julgados objeelos de deliberarlo, e vo a im-
primir para cnlrarna ordem dos trabalbos, as seguin-
tes resol uroes :
O reverendo hispo de Pernamboco solicita l-
cenra para que possa possuir al 20:000 o collesi.i
de N. Sra. do Bom Couselho, por diligencia do seu
visiladnr, o reverendo prefeilo do hospicio da Penha,
fre Caclano de Messina, insinuado em 2t de abril
do anuo passado, na povoacao de Papacara, comar-
ca de tiaranhuns da mesma provincia, para asylo o
ei!macan de millas e meninas orphaas c desvalidas,
sob a proleceao do diocesano, e j frequenado por
mais de 60 educandas externas e 40 internas, tendo
ohlido o instituidor 200 raberas de gado vaceum, e
edificado 12 pequeos predios em beneficio e para
patrimonio do cstabelccimenlo, que por falla de
mcios leni sido auxiliado pela assembla legislativa
da provincia.
A commssao de fazenda, allendendo utilida-
de do eslabelccmenlos desta ordem no centro do
paiz, cuja crearAo cunvem animar, c que se deve
retribuir e ajndar o zelo e piedade que lauca rain os
fundamentos do mencionado rollegio, coja historia
consta da represenlarAo do diocesano remedida
cmara pela secretaria de eslado dos negocios da
juslica. he de parecer que se adopto a seguinle re-
snlurao :
A assembla geral legislativa resolve :
a Art. nico. He autorisado o collcgio de Nossa
Scnbora do Bom Consclho, de Papacara, na provin-
cia de Pernambuco, a possuir al o valor de 20:000*
em bem de rail, dispensadas as Icis de amortisarao
e quaesquer disposires em contrario.
Sala das cnmmisscs, cm 2 de agosto de 1854.
Silva Ferra:. Ta'/ue.<. n
u A commssao de pensos e ordenados, a quem
foram prsenles os documentos annexos copia do
decreto de 14 de julho ultimo, pelo qual foi conce-
dida ao coronel da guarda nacional da provincia de
Porlanto a commisso be de parecer que so in- S. Pedro, Manoel Adolpho Xarao, a pensAo animal de
delira a prclenrjio dos supplicantes, na mesma for-
ma porque j foi indefirida 'pelo governo imperial.
1854. Sih-eira da Motta.
a Concordo com o parecer, se bem qne discorde
em aluuns de seus fundamento!.[.. B. M. Fiuza.
o Naocoocordocom o parecer de meus nohrcs col-
legas, membros da commssao de juslira civil, rela-
tivo represenlarAo de Jos Joaquim do Reg Bar-
ros e outros, polo que pas-o a expender :
. Em observancia do aviso regio de 20 de no-
vembro de 1813 o capitao-gencral e governador de
Pernambuco mandn escolher e demarcar um terre-
no em Sanio Amaro, prximo cidide do Recito, c
o deu em propriedade aos subdilos britanncos para
edificaco de um cemiterio.
sf Esse lerreno perlcncia ao vinculo de que era
administrador o morgado Joao do Reg Barros, a
q-iem o governador em dala do 20 de oulubro de
1814 ofliciou dizendo, que j eslava feila a referida
esculla e demarcaran, o posto o terreno disposir,An
do cnsul brilannico, e que por isso nenhum emba-
zado puzesse ao aso e applicaco do dilo terreno,
n3o obstante nao estar concluido seu ajusto e com-
pra, a qual era expressamcnle recommendada pelo
avis" no caso previsto de nao haver lerreno perln
cente enlAo fazenda real,
o A compra nao foi levada a eflelo e nem poda
ter lugar por ser contraria aos principios que regu-
lavam as inslituiroes do roorgados.
Em 1826 n morgado Joao do Reg exigi do
consol britannica o pagamento do foro do terreno ;
exigencia que mo foi salisfeila e que deu lugar ao
presidenle de Pernambuco declarar offlcialmenle,
1:000?t, entende que a mesma pon-o esl inconles-
lavelmcnle no caso de obler a approvai.Ao do corpo
legislativo, e por isso para tal lim propoe que se
adopte a rcsoluro seguinle :
ii A assembla geral legislativa resolve :
ir Artigo nico. Fica provadl a pensao annual
de 1:0009 concedida por decreto de 14 de julho do
correnlc auno ao coronel da guarda nacional da pro-
vincia de S. Pedro, Manoel Ado'plio Xarao, revoga-
das para esse (im as disposires em contraro.
Paco da cmara dos depulados, l.o de agosto de
1851. J. E. de .V. S. Lobato. D. F. II. da Sil-
vcira.
ilaveudo dous projectos desanudando parto do
territorio da provincia de S. Paulo para passar a do
Rio de Janeiro, entra em debate a qucsIAo qual
dos dous projectos deve ser preferido para a dis-
cussao.
llcpois de fallaren) os Srs. Ncbias, Brrelo Pedro-
so, e Silvcira da Molla, fica a discussao adiada pela
hora. .
Rpfarma judiciaria.
no approvado o 17do art. 1. do projeclo n. H,
que dcixou honlem de ser volado por falta de nu-
mero.
Entra cm discussao o art. 2. do projeclo, com a
seguiule emenda :
Ao art. 2.o, S 5.0Depois da palavrasubsli-
luisiloaccrescenle-sedos juizes de direito.
Ao S 6."Em lunar deas provincias em que
nao hnuver relaeaodiga-seas comarcas distantes
50 leguas do jsionlo das relares.
(i Art. ".oSuhslua-sc pelo seguinle :
He autorisado o governo a dar 09 regulamenloe
COMARCA DO BOMTO..
31 d* a tosi.
O senhor invern
Ja dizc me mu :
Ao meslre verao
Achave enlrcgou.
Prinlemps et libert,^exclamava Volney, (odas rui-
nas) apenas os primeirns bellos das se fa/.iam sentir.
Me parece agora cahivel a expresso do eloquente
escriptor, pois comecam a raar os preciosos das do
verao, neo se v mais no co cssas nuvens insepa-
raveis da eslaeao fra. O nosso horisonte, que nao
inveja cortamente os do Mxico tao gabados pelo in-
dgena Mr. Carpiano cite magnficos tienes hori-
sontesapprcsenta ao uascer e fugir do sol urna poe-
sa tao lerna, quemis se compreliende, do que se
piula ; ludo respira prazer e alegra. As chuvas
rom (planto fassem por c tambem excessvas, toda-
va,a nao terem sido as cheias, mal algum teriam fei-
lo as plantantes, pois os senhores agricultores col be-
ram mais ou menos. Pelos serles aflirmou-me um
liomem de Carir (Velho) nao houve lagoa que nAo
enchesse; o iuverno porlanto que acabou nao foi
mo.
O mez, que boje so conclue nada deu do nolavel,
nenhum aconlecimenlo livemos a lamentar. Esl
terminado o processo das sedlas quanlo ao juiz mu-
nicipal, que ja deu o seu despacho.Anda nao su-
be quaes foram os embarbelados na pronunciaape-
nas sorci do Ralalau.
Urna vez llie disse e repito:
Quem dever que pague o frele
l)a barqun! em que se meto.
Todoestc Bouilo, autem Capoeiras, Pmenleras,
Bezerros, Grvala, Verdee liba de Flores goza urna
perfeita saude, o que se traduz u'oma paz de-
liciosa.
Tenbii o grande prazer de Man anoncer a captura
de dous engaadores de colonos para a eterndade.
Um fulano Leocadio, que se suppoe criminoso de
morle nesle termo, aqui aucorou boje o seu Itarco :
foi preso pelo capilflo Wanrterley commandante da
Adianto do Rio Formse Elle o envou ao-delega-
do. O oulro he um (lho do Maximo.daquellas mor-
ios qUe lveram logar ha um anno em Bezerros, das
quaes llie falles em carta de agosto daquellc anno.
ste sugetiuho andava muilo senhor de si em Ca-
ruar. Mas os lacs senhores da polica so enlendem
nao se como; o caso heque de c foirequisrao para
l, aquello a quem foi a incumbencia chamou dous
soldados qne disseram aocujocharissimo,nobiseum
cenite,por quanlo o lempo ha muito que mudou de
face, e quem lem rabo de palha como Smc. nao
obambulat per totam urbem de pcilo lio lmpo.
Corre que um ii nio desteo mais criminoso, foi
agarrado na serra do Teixeira (Parahiba) para re-
cruta,ou por ser criminoso, e Ucos quena que a
autoridade que o prendeu lea esta nossa epstola ;
nao se bem do nofne, mas elle tem no velacho-
Mximo, porque assim se chamava o pai. O pro-
cesso dessas morlesde Bezerros apenas falla lomar-
se urna testemunha, e he de suppor se conclua com
a prisAo dos dous quisqus. Foi julgido improce-
dente e processo do Jos Arcbanjo e Joao tirando,
deque llie falle i,se duia havercm braganhado aquel-
lo menino forro. Foram sollos e me contam que sa-
ldrn) convencidos da verdade do rifaopreso nem
para comer doce.
Tenho muilos desejos de ver execulada a nossa le
das Ierras, 011 agraria para fillar-lhe urna lngua-
gam mais sublime. Por c raro he o homem que
nao lem essa le na cabeca, mxime o artigo que Ira-
la das posses. Eune^oaei urna possesinha e quero
ver se com esse primi capienti (eolio (erras sem com-
prar. Por aqui ha tnecum que lem urna legua de
seu dominio. Alguns (em pedido mandado de
man u limeo, mas o juiz municipal lem indefinito o.
quaes peticionarios, que julgam laes mandados meios
de adquirir.
Nao ha ninguem tolo nesle slobo. Por aqu an-
dou-sc tirando informares dos estragos dos ros, e
nunca vi mais vonlade em prestar esclarecimenlos,
pois os marrecos pensam quo o governo quer pagar!!
dizia urna pessoa que andou pedindo iufnrmares:
Sr. diga que eu perdi muito; olhe, na minha casa
que a cheialevou, gmlei nao menos de 4009000 rs.,
as rocas que elladestruiolinliam para mais de20 mil
covas, etc., ele. Aflirmo-lheque, se isso n3o chei-
rasse a interesse haveria logo quem soppozesse nes-
sa tao louvavel indagacao do governo da provincia,
lins muito opposlos ao que elle lem em vistas. Es-
tao funecionando os subdelegados de Capoeiras o
liba de Flores. Madama polica ha estado mais
descansada ; eu s islo atlribuo a pouca aclividade
dos senhores malfeilores, inclusive os apanhadores
de papa capim; amor amare recompensatur.
Ababos conserve.
VARIEDADES.
Slael nAo podia ver um liomem sabio sem sentir
baler-lbe o coraeAo (quando ora moca) diz o escrip-
tor que isso nos refere; e assim devia ser.
Les laxes et la mor:
Nadaba mais cerlo nesle mundo, diz Frankln,
que les laxes et la mor.
Nao se he sabio com pouco Irabalho.
Muito fez Demostbenes para se tornar principe
dos oradores.
Virgilio gaslou-14 annos para compor sua Eneida,
e a julgou indigna de ver a luz.
Newton s explicon o systema do Universo, de-
pois de muito pensar nelle.
Kepler recomecou inmensas clculos para adiar
um erro; sua i liquidar o foi lal que julgou ter per-
dido a clice/.
Miguel Angelo esludou 12 annos com o escalpelo
na mo os msculos do corpo humano, 26 annos
cuslou a llarvey o livro de motu cordis, em que el-
le demonstra a circulacao do sangue.
Moulesquieu gastou 25 annos com o seu lisprit de
/Mis.
Olanlo he bom accordar cedo :
' Hufiland disse : o liomem nao goza jamis do sen-
tmenlo de sua existencia com lana pureza e per-
fcirao, se nao cm urna bolla manhaa; aquello que
nao aproveta esse precioso momento perde monda-
do e vida.
Seaundo Wcslley o acordar codo e deilar cedo d
ao liomem saude, riqueza c sabedpria.
Vm expixaretur de Cali.
Gall depois de haver apalpado o alto da cabeca de
Goclhc disse : vos nascesles para fallar do povo, e
todos sabem, diz um autor, que a vida de Goethe foi
um desmeulido ao orculo frenolgico.
lixqui'ilices.
Um Dr. Allemao fez o ologio da doenra.
D'Arccau, poeta francez, cantou a sarna.
Monseigueur Fonquier, medico sabio, frarou com
talento as vaulagcns das cnisliloires Tracas.
Cardan procurava dores, e curias molestias para
melhor gozar depois o prazer que d a saude.
f ma licenra potica.
0 poeta Lainez linha 60 annos, quando csplorou
urna mulber muito moca, era, dizia elle, unta li-
cenra potica.
O proscripto.
Como geme e suspira o proscripto
Pela patria, que cm frente divisa,
Sem que pos Porque em balde seu pranlo desusa;
Tal eu choro filando em leu rosto
A sorrir-mc. qual astro sem veo,
E puugindo de atroz desespero
Snluramlo ergo os nllios ao eco :
Relia virgem, que c gema na angustia,
tiozem utios leus risos embora ;
Eu comprara um fuuro de horrores
Por um s de meus gozos de outr'ora.
Mas minba alma j murta niiu pode
ramenos tao divinas sentir;
Adeos, virgem, nao quero p'ra sempre
Us leus sonhos de amor exliuguir.
Au revoir. {Carta particular.)
OIBIII 1
dem. Mara,africanaescrava, idade 36 annos;de
mal venreo.
dem. Jos dos Res, pardo solteiro, idade 19 an-
nos ; de pbiliy-ira tuberculosa, pobre.
Idam. Jos Severino Marlyr, pardo, solleiro, idade
29 annos ; do febre, pobre.
19. Antonio, croulo, escravo, idade 7 mezes ; do
ioflammacAo.
dem. Um prvulo, achado na porta da matriz, po-
bre.
dem. Ignacia Mara do Nascimeolo, branca, viuva,
dade 90anuos; de molestia interior.
dem. Francisco de Almeda Amaral, branco, casa-
do, idade 60 annos ; phlhysico, com todos os sa-
cramentos, pobre.
20. Thereza, parda, ingenua, idade 10 mezes ; de
espasmo.
dem. Juvenil Antonio Francisco,'crioulo, casado ;
dada 110 annos;de molestia interior.
21. t.uilhermina Mara da ConceirJo, croula, sol-
Icira, idade 22 annos ; de inllaminaro, com to-
dos os sacramentos.
dem. Ignacia Maria da Paz Cavalcanli de Albu-
querqne, branca, casada, idade 52 annos ; de des-
inlcria.
22. Joanna Baplista, branca, slteira, idade 70 an-
nos ; ethica, pobre.
dem. Maria, croula, escrava. reeemnaseida.
23. Jos Vicenle, pardo, solleiro, idade 50 annos ;
pobre.
dem. Antonia Candida deMendonra, branca, casa-
da, idade 51 annos.
21. Mara Mmioclla d'Assumpeao Olivera, branca,
sollera, idade 33 annos ; deapoplexa, sem sacra-
mentos.
dem. Antonio Rodrigues Catando, pardo, casado,
idade 90 annos ; de hcmnrrhoidas.
27. Mara, branca, um dia de nascida ; do es-
pasmo.
dem. Miguel, escravo, idade 25annos; afosado.
28. Amelia, branca, idade 5 mezes; de inflamma-
cao.
dem. Quirino Joaquim de Barros, branco, casado,
idade 49 anuos ; dn rheumalsmo.
30. Marcelina, parda, liberta, i lado :11 annos ; tu-
brculos pulmonares.
31. Henrquela Calhariaa Estoves Alves, branca,
casada, idade 35 annos ; de molestia interior, com
lodos os sacramentos.
Ao lodo 41. Santo Antonio do Recito 1. de se-
tembrode 1851.O vigario, Venancio Ilciriquesde
Rezende.
RELACAO DOS BAPTISADOSDA FREGUEZIA
DE SANTO ANTONIO 1)0 RECIFE DOME/.
DE AGOSTO DE 1854.
5. Candida, branca, nascida a 5de julho do correnle
anuo.
6. Joao, branco, uascdo a 24 de maio do correnle
anno.
dem. Bazilio, pardo, com 1 anno de idade.
dem. Joao, preto, escravo, nascidoa 7 de abril do
correnlc anno.
dem. Olindiua, branca, nascida a 17 de marco do
correnle anno.
dem. Jos, branco, nascido a 6 de marro do cor-
renle anno.
dem. Manuel, branco, nascido a 9 de tovereiro do
correnlc anuo.
dem. Pedro, branco, nascido a29de julho do cor-
rente anno.
dem. Thomazia, branca, Santo Oleo, nascida a 1
anno c 5 mezes.
dem. Rosaiina, parda, Sanio Oleo, nascida a 3 se-
manas.
Idern. Rufino, pardo, nascido a 30 de julho de
1851.
dem 7. Mara, branca, uascida a 31 de oulubro do
anno prximo passado.
dem 10. Joaquim, branco, nascido a 25de toverei-
ro de 1847.
dem. Ilerm.din la, parda, nascida a 5 de Janeiro de
1852.
dem 13. Maria, parda, nascida a 7 mezes.
dem. I.ucina, parda, escrava, nascida a 27 de jolbo
do correnle anuo. .
dem. Benjamim, branco, Santo Oleo, nascido a 31
de marro de 1852.
dem. Luiz, branco, nascido a 2 de julho do corre-
te auno.
dem 15. Thomaz, branco, nascido a 7 de marco do
correnle anno.
dem 20. Amelia, branca, nascida a 23 de marro do
correnle auno.
dem. Rita, prela, nascida a 31 de julho do correnle
anuo.
dem. Jos, pardo, nascido a 18 de maio do corren-
le anno.
dem 22. Luiz, prela, escrava, nascida em fins de
abril do correnlc aouo.
dem 26. Amelia, braoca, nascida a 18 de julho do
rorrele auno.
dem 27. Nuno, branco, nascido a 31 de Janeiro do
correnle aupo.
dem. Joaquim, branco,Sanio Oleo, nascidoa 11 de
jaueiro.de 1844.
Ao lodo 26. Freguezia de SarUo Antonio do Re-
cito 31 de agoslo de 1851. O vigario, leando
Henriques de Rezende.
llie que seja por longos annos. Tambem nos dei-
xou o cadete Demetrio, que Deo haja. Esle hroe
deu lacs informares ao governo das suas facanhas
que as autoridades daqui receberam boas rebordosas
por seus fados nesla empreza. Bem feilo. Porque
nao lomaram elles a penna para patentear a Exm.
o que por ah havia feilo. Querem asora rectificar
o seu erro e desengaar o governo, mas a prmeira
informaciio do cadete he a que vaga, e tero de ver
que por sua culpa padecem innocentes, sem que al
agora Ins fosse possivcl dar-Ibes remedio. Boa
l.cao para nao se deuarem oulri vez levar por um
cadele anda imberbe o .em juizo Bem vos dizia
na minha ultima que a queda do Sr. Francisco Tei-
xeira, formulada contra os eomman.lsnles da escolla
qiiecercaramctlevassaram a sua casa a meia noito
prendern), amarraran! e espancaram seus mora-
dores, o comeram os seus quoijos, havia de liear
em nada. Meu dito, meu feito. Vio-ie elle causido
obcedido c atordondo por tantos e tamaitos empe-
os que nao leve remedio sean ceder e retirar
bemquedemau grado, sua qucxa, muilo embora
a sua condescendencia o exponha para o Tuturo i
iiovos massacres ; mas que Ibc havia de fazer, te os
empenbos foram movidos por pessoas a quem nAo
julgou dever faltar ; e seos embararos quejase Ibc
a oppondo lhe proguoslicavam que nada conse-
guira I
Cedeu pois, e os seus oltonsore j re recolheram
impunes e promptos para outras expedices deslas,
para o Cear, sem que nem o senhor presidenle,
nem os seus chefes militares saibam de suas ha-
bilidades.
Ora, j que n'oulra occasiao principie! a dirimir
criminal do Ico, quero hojcconlinaa-la, alim de ver
se a publicidade contribu' a por cobro a tantos
crimes.
O mez de julho p. p. lem sido prenhe e bem pre-
ohe de crimes e aleolados.
l.o 1 ma mulber leve dous dedos cortados por urna
facadaque Hieden um liomem quea alacoudepois de
um samba onde naviera ambos feilo proezas. O Sr.
delegado lrou o processo, mais o criminoso se
evadi.
2.0 Houve no acougue urna briga entre carnicei-
ros, que quasi se sangran] no Descoco, pois j auda-
vam facas fra. O subdelegado processou-os.
3.o Houve um roubo de lOOcOOO rs. na toja de
um negociante daqui, c elle se quexa de ler sido
atacado noile pelas pessoas a quem imputa dilo rou-
bo, as quaes sAo freguezes, que na occasiao lhe ha-
viam comprado fazenda e passado lellra ; diz que
lhe quzeram tomar a lellra : n3o tem havdo de-
nuncia por falla de provas.
4. Um pobre foi cobrar do oulro urna ninhara
que lhe devia, esle puxando de una faca paeou-o
com urna tremenda cutlada no braco : o criminoso
evadio-se, mas o subdelegado mellcu-o em pro-
cesso.
5.o No'da 15 houveram duas surras, eos dous
criminosos eslo em processu.
6.0 Urna negra liberto de poucos dias ensaou a
sua liberdade sobre um molcque, a quem rachou a
cabera com caceladas no meio da ra. Esl-se pro-
cessando.
7.o Na fazenda da 6'erra, perlo da cidade, hou-
ve urna surra dada n'm moro por diversas pessoas.
Esta eipedicao j custou a vida a um dos seus au-
tores, cujo cadver veio sepullar-se na malriz, apre-
sentando o peilo e ambos os bracos varados por urna
bala quelhe alravessou o coracao: lraram-se os
processos tanto da surra, como do assassuio ; e d-
zem-me que nelles acham-se compromedidas mui-
(as pessoas boas e grandes. Esperam-se a cada mo-
mento novas morios por esta mesma causa, |iois o
rumor publico, que poucas vezes engaua, espalba
que os assassinos do primeiro ainda reclaman) e pro-
curan) como victimas oulros autores da dita surra.
8.0 No silio do Jardim. perlo da cijade, o filho
de 11 in Porluguez rico lendo morto duas cabras a-
Iheias, foi descoberlo ao dono por um escravo de
urna sua ta. O roacnmpanhado de um seu primo,
procura o deouociaote para se vingar delle, e am-
bos lhe applicam laes e Unas caceladas na cabeca
particularmente e no corpo todo, que esmizalharam-
Ihe os ossps do crneo, a ponto de llie fazer sabir
os olhos das rbitas. E nao satistoilos de terem as-
sassinado Us) brbaramente a sua victima, puxa-
ram por facas e lhe rolalbaram as nadegas at aos
ossos com mais de sesseula cuidadas, compridasde
mais de dous palmos cada urna Eslas toras se eva-
diraro, ou antes se esrondem cm casa de prenles
seus, fiados por sem duvida no valor do seu dinhei-
ro para se subtrahirem s perseguires da juslica.
A indicia tomou cunta desto crime horrorosamente
brbaro, e est instaurando o processo.
9.o Urna sacerdoliza de Venus, moradora em S.
Miguel, na serra do Pereiro, malquistada por todas
assenhoras casadas, a quem ella causa graves pre-
juizos, recebeu de nina deltas urna prava pouco che-
rosa da sua malquerenca. Resoluta a tomar vin-
ganc,a dessa manifcstae.io, a nossa herona veio ao
Ico, onde sua residencia ia causando urna revoiu-
0.A0 geral no bello sexo, e o levantamenlo contra el-
la das senhoras, cojos maridos lhe iam render cul-
to e homenagem.
Um destes adoradores, entre oulros, e nao dos
mais pocos deixou-se seduzir pelos -uliujs da scit
DIARIO DE PERNAMBUCO.
so de nma maneira portentosa ; quando prometi al-
Ungir em pouco (empo a esle grao de civilisacao a
que lem assumido as nacoes eolias; quando estes
animados operarios do edificio social fazem prodi-
gios as diversas eslaroes a que sflo applkados ; quan-
do finalmente lia nula e dous annos que somos oa-
rao independente.he de notar que conservemos quasi
a mesma incurial dvisao das provincias que nos le-
aou a melropoto .' / Divido erta que lem originado
quenas amargas, que parlindo de diversos nnculus
do imperio vao repercutir no parlamento pelas clo-
queles vozes do seus representantes; divisan esta
que tem concorndo para engrandecer e tornar alla-
ncira urnas provincias amesquinhar e fazer retro-
gradar a outras, segundo os diversos elementos quo
se grupam para dar influencia e forc aos meios de
acquisiro ou dispensarles odiosas; divisflo coudem-
nada pela boa razao e repellida pelos uns rigorosos
principios de equidade.
Nos, que desejamos ver debilitado, senao extinc-
(o, es(e inverterado espirito de bairrismo; nos
que vemos nesla exiioeeAn o mais forte pedestal pa!
ra a eslabelidade e integridade do imperio ; nos,
que vemos nesla integridade um manancial de tor-
ca o felicidade para os Brasileiros ; nos, assim de-
sejamos ardciitemcnte, qne, quaolo antee, o poder
publico faca desapparecer esta anliga divisAo, e as-
senlando o compaseo e a regea sobre o mappa do
Brasil, organize outra nova, mais equitativa, ju-
dictosa e consentanea com os interesses do* posos,
como o fez cm 1789 a illuslre consliluinle ero
rraoca.
A propositoj qne o tta mui distinclo corres-
pondente da corte moslroy tao generosamente, em
urna das suas ultimas correspondencias, incltoacaes
a prol dos interesses desla provine ; dizendo. que
ella s era lembrada. quando queriam dcsvenclhar-
se de algum aborrido prelendento, mandando en-
crusta-le na cadeira presidencial; e que a bem fa-
dada Parahiba do sul, melhor aquerida, absorvia
as allciieo-, de sorte que nao deixava lobrigar a
do norte ; pedimos a Vmcs., que levando ao co-
nbecimcnlo deste honrado cavalleiro o nosso mais
profundo reconhecimenlo, por um rasgo de tanta
bondade, hajAo de dizer-lhe, qoe esperamos que elle
continu adenunciar as injuslicas que odre esta
nossa Ierra, ji pela imprensa, j pela tribuna, (se
ror depulado) que se sna voz nio for acolhida, nao
for prolieua, ao menos ter o mrito de um solem-
ne prolesio, eservir da Unitivo aos sollrimenlos de
um povo, que, agradecido lhe imprecar innme-
ros bens.
A seguranra individual est sedimente compro-
meltida eutre iros, e pela marcha que as consas le-
vam, parece que o nosso nico salcaterio ser o
choque do pessimismo. que causas aglomeradas
conspiran) a lorna-lo precoce : o nosso eslado he dig-
no de carpir-se, e maldita sera a nossa penna s
por ventura nao acompauhasse os nossos municipes
na siluac.ao merencoria que os circunda ; seremos
entretanto opportunos no estndo daquellas causas,
e com a verdade deque fazemos timbre, e a jusU-
ca que nos caracteriza as apreciaremos, entregan-
do-as ao luminoso criterio do bom sonso.
Tem havido oestes ltimos dias furiosas bastona-
das sobre alguns inermes Porloguezes, e o terror,
que os demais lem-se apoderado, diz sobremaneira
da eslaanacao das transacroes commerciaes, cojos
funestos resultados j sentimos palpavelmento :
eus queira que os capitaes nAo /ojam para onde,
com mais seguranca, possam ser applicados desas-
sombrados, auferindo os lucros que Ihes proporcio-
iiaiu a liberdade e a conanca.
Talvez seja esle um meio colonisador,. que liou-
vesse escapado a tantos economistas, pouco imbui-
dos as doulrinas de Hanhemann, meio esteAo-
maopathico, que cm breve far o notso solo brolar
homens, como em oulro lempo o solo semeado por
Jason.e nos (rara um deluvo de emigracao, que
juncar .1 nossa Ierra de urna popularao supera-
bundante.
Vagou por aqui que eslava a chegar um destaca-
mento, o qual vinha a ser poslo sb a direceo do
nosso mui digno juiz municipal o Sr. Dr. Sebas-
1 i.io do Reg, e alo hoje anda nao ha chegado; he
de suppor que o governo lute com dillicnldadcs por
causa da deficiencia de tropas ; entretanto se islo
podesse realisar-se, seria muilo conveniente: o
Sr. Dr. Sobasliao, apezar de quasi so, acercado de
contrariedades, que precisam de providencias deci-
sivas para serem extirpadas, nao poder fazer mui-
lo, porm activo e inlelligente como elle he, se dis-
pozer de meios coercitivos e promptos, ser o nos-
so santelmo em lAo dolorosa conjundnra.
Tem aquelle juiz lido um comprtamelo no lu-
gar que exerce superior a lodo elogio ; nlo hev um
Catio. porque estes stoicismos calonieos sao histo-
rias mythologicas, proprias para embar aos zotes,
porcm (endo suas tendencias bem pronunciadas pa-
ra a iuteireza, promette ser um dos florees da nos-
sa magislra(ura, se continuar como encetou a sua
carreira : conhecemos que elle faz sacrificio deaqai
estar, quando, pela influencia que exerce sua fami-
lia na gestao dos negocios pblicos, poderia obler
oulro lugar de maiores vanlagens ; mas este sacri-
ficio sendo mais um motivo para rea I car o seu. m-
rito, prender o maior reconhecimenlo deste muni-
cipio, e nos fazemos voto pela sua permanends.
/
deoza. e dizem que 111 retribuirn de seus favores alm do mais, receiando-siue elle nao tenia om
he miuisir-v.-. us meios de excrcer a sua vioaaora, a successor digno de si.
saber : tres cabras facinorosos, armados dos ps
ica, que foram d'aqui a S. Miguel para o fim de
O dia 7 de selembro, anniversario da indepen-
dencia do Brasil, fui aiile-lionlem solcmnisado nes-
la cidade, com urna grande parada e lu/.i 10 cor-
tejo cflgie de S. M. o Imperador, no palacio da
presidencia. Tres balalhies da guarda nacional
deslc municipio com n respectivo esquadro, reu-
nidos ao corpo de polica e mais tres balalhoes de
linha aqui ^existentes, formaran) urna divisSo ao
mando do Sr. coronel commandante das armas
interino : o corpo consular esurangeiro, os difieren-
les membros da magistratura e da polica, os vcrea-
dores da cmara municipal, empregados das repar-
tidles publicas, e outras muilas pessoas de distme-
rao concorreram cora a sua presenca para abrlhan-
lar o cortejo.
As fortalezas, c vasos de guerra surtos no porto,
esliveram embanderadas, e derarn as salvas do es-
lylo: as msicas dos differentes corpos, depois de.
locarcm o recolher no largo de palacio, lano no
dia 7 como no dia 6, percorreram as roas da cidade,
acompanhadas por fraeces do povo, fazendo subir
ao ar girndolas de fogueles.
A' noitc houve representarn dramtica no Ihea-
Iro de S. Isabel, que lAo bem foi grandemente con-
corrida.
No dia 7 do correnlc, pelas 6 horas da larde, le-
ve lugar em um dos salesdo arsenal de marinha, a
iiislallaeio da companliia de canalisaco do rio Bebe-
ribee desseramenlo do paotaoo de Olinda, assislin-
do a esse acto o Exm. Sr. presidenle da provincia.
A eompaiiliia oliven para sea presidenle o Sr. ha-
rn de Ciinbres.e para secretarios, l.o, o Sr. Dr. An-
tonio Alvos de Souza Carvalho, 2., o Sr. Dr. Cj-
priano Fenelon Quedes Alcoforado. Para membros
da direccao foram elcttososseauinles Srs. :Manoel
Gonralves da Silva, Dr. Jos BernardoG-alvao Alcan-
forado, general Jos Ignacio de A bren e I.ima. bar.lo
de Suassuna, Dr. Pedro Francisco de Paula Caval-
canli de Albliquerqnc, capilo de fragata Elsiario
Antonio dos Santos, Joao Pinto de Lomos, llenri-
que Uibson. o Dr. Jos Mamedc Alves Ferrera.
Das diltorentes companbia,- que al o presento se
bao organisado n'esla cidade. neuhuma nos parece
ter adquirido taota svmpalhia, como a que se acaba
de installar, ton,lo excedido a 100 o numero dos so-
cios insinuadores. Fazemos votos peto bom xito da
nova empreza.
CORRESPONDENCIAS.
REI.ACAO DOS BITOS DA FREUUE/.IA DE
SANTO ANTONIO DO RECIFE NO ME/. DE
AtlOSTO DE 1851.
1. Joauna Maria da Nalividade, branca, vuva,
idade 63 anuos, do estupor ; sem sacramentos,
pobre.
2. Joanna, croula escrava, nascida em 9 dias ;dc
espasmo.
1. Mari,nma Joaquina Maria da ConceicAo,bran-
ca, casada, de 10 c laidos anuos ; de molestia de
peito.
5. Umbclna, parda, ingenua, do dade 6 mezes ;
de denles.
6. Maria, croula escrava, idade l mezes; de es-
pasmo.
7. Um prvulo, adiado na porto do Carino ; e por-
lanto pobre.
dem. Thereza, africana escrava, idade 40 anuos ;
(ubcrculos pulmonares.
8. Antonio, africano escravo, idade 80 annos; de
quebradura.
9. Flix Marlins da Cosa, crioulo solteiro, idade
29 annos ; de hypulmonitcs ebronica, pobre.
10. Luiz, crioulo escravo, idade 1 anuo ; mal dos
denles.
dem. Balbina Virissima da Cunlia, parda casada,
idade 25 aunos ; de parlo.
11. Amanda, branca, idade 3 mezes,
13. Joaquim, arricano escravo, idade 20 anuos.
11. Domingos, crioulo, idade 3 annos ; de asthma,
pobre.
15. Manoel Augusto do Olivera, branco, solleiro,
idade 20 annos ; phlhysico, pobre.
17. Mara Thereza, croia, sollera, idade 35 an-
nos ; de patio, pobre.
dem. Manoel,rrioulo, ingenuo, dade 6 mezes ; de
toase, pobre.
dem. Francisco das Cliagas, pardo, casado, idade 38
anuos; de ataque hemorrhoidal.
Senhores Redactores. Na minha ultima cor-
respondencia eu vos commanicava as inume-
raveis gentilezas que aqui presenciamos quo-
lilinn miente, c esligmalisava a impassibilida-
dc das nossas autoridades que ludo viao que-
das e calladas. Ora bem, eslas mnhas rabiscadel-
las sempre nos serv iram de algum proveilo, por
que S. hxc. deparando com ellas ficou admirado,
prova evidente do que vos dizia que nunca era in-
formado do quo se passava no Ico, pegando na vossa
folha, mandou-a dentro de um officio as autorida-
des do lugar, pcdindo-lhes informares sobre lacs e
lautos factos denunciados a opiniao publica. Quero
ver agora se ellas forera capazes de me pegar, nAo
dirci cm mentiras, mas at em alguma inexactidao.
I'aquello lempo para c so os desordeiros e assassi-
nos se nlo lem cmeodado, pelo menos vAo sendo
proessados, e islo j he um meio de repressAo.
Tem havido orna aluviAode processos por aconlc-
cimenlos tanto antigs como modernos.
0 Exm. Sr. presidenle acaba de fazer urna excel-
Ienio escolha para subdelegado na pessoa do Sr.
Jos da Boa-Venlura Bastos, cuja grande aclividade
c ioteireza sao bem conhcciilos dos Iccnscs de am-
bos os partidos. Suas boas intenees coadjitvadas
coma independencia emque o collocaa sua posirao
social poem-o cm circumstancias de dcsprezar'os
empenbos e o comp3dresco. Assim continua no
seo emprego, ou melhor passe ao delegado, e lhe
allirmo queo Ico lia de voltar ao seu anligu estado
de scelo c mancidao que n'outros lempos era pro-
verbial nesla provincia.
Oulro servico que nos presin o Exni. presidente
foi remover do commaodo do destacamento daqui o
altores de polica Joaquim do Carino, que cm lugar
de matller a cnlcm, duraote um nono que aqui es-
leve prumoveu loda a qualidade de desorden) enlre-
gando-sc aos deboches os mais nogenlos, escanda-
losos c crapulosos, seduzindo lilaos de familia, me-
nores, aluciando e chamando-os para parlilhar as
suas immoralidades, incommodando os visinhos do
quartel, cujas familias viviam trancadas para nao
presenciar e ouvr o que por l se passava; Irazendo
a sua (ropa tAo indisciplinada e relachada, quede
nada era epaxseuao de perturbar osocego publico
dando a mcia noile descargas de mosquetaria no 01-
Uto da casa do vigario.
Um dia que este digno pastor eslava socegado cm
sua casa viu-a invadida por uus poucos de soldados
da guarda que perseaucm cheios de ira c de vnho
com a baionela na nio um dos seus cmaradas que
logo se pcaou com o Sr. vigario ; os oulros assim
mesmo leolaraiu arrasla-lo para tora coro violencias
uudc teriam talvez assassinado, se abracado com o
dono da casa nao lhe pedisse que uo o dcixassc
matar por osles sicarios ebrios.
J vos coolci como se dcixou roobar os prezos da
Perera, humliando-se puramente os roubadores e
pedindo-lhes cobardemente a vida, como espancou
e quiz assassioar 00 meio da platea um peloliqueiro
inerme que diverta os Icoenses reuuidos em grande
numero na salla. S. Evo. nos livrrou desla peste,
por isto lhe tribuamos mil agradecimonlos pedindo -
una surra na seuhora de quem j fallei. Es-
ausaram suspeitas polida, qucicnlou captu-
ra-Ios ; mas dous se evadiram, e o oulro que foi
preso confessou ludo; e para confirmaco dcs(a
coufi-so apparcceu urna caria bem clara e signifi-
cativa do feliz Icocnsc a sua protegida, que nao dei-
xa duvida alguma sobre as iulenrcs du-.autores de
semelhaole allentado. Veja la agora o nosso Pars
Icoence como se ha de haver de urna i un opa cao que
tanto o desabona. I.embre-se que nAo he muito
prudente meller-se em semelhaule rascada. Esta
nao he de macaco velho, irois diz o rifao, que nao
melle a mo cm combuca alliei. I.embre-se que
por se ter involvido em barulhos de deozas o seu pa-
droeiro Pari o Troiano mellen--c om carnizas de 11
varas.
Senao tivesse medo de me tornar importuno, ain-
da poderia trazer a colleroan raptos e desflormen-
tos de raor;as ; mas como a polica lem castigado na
bolsa os autores de semelhanles raranhas, espero
que a caresta da fazenda emendar os amantes de
laes peliscos.
Basta por hoje de rabiscadellas.
v ou contiiHfaudo a tomar minhas notas: em lem-
po opporluno Ihascommunicarei, so Deus'itao mau-
dar o contrario.
Al oalra vez. o Icoence.
Ico 18 de agosto.
saMm '
Nao sabemos que mo fado persegue as nossas
correspondencias; nAo sabemos mesmo mesmo se
algum doende fatal as acompanha nos seus trajelos:
quando principiamos a escrever-lhcs, os nossos es-
criptos chegavam regulares c (iiiham a mais promp-
lainsercAo; entretanto haveudo alguns esgucira-
do-se pela borrivel vereda da peccaminosa ruriosi-
dade, vemo-uos na uecessidade de procurar novos
vehculos, pois que. os que tinhamos estavam devas-
sados, senao, por assim dizer, avariados; depois de
tormos cstudadoas rausaes de semelhanlcs transvios,
depois de lermns ruminado a melhor direccao, de-
pois de planos bem combinados, nos quaes empenha-
mos at a amisade e fizemns sacrificios pecuniarios,
cstreemos as nossas commuuicaces por nova via,
que julgamus segura e ineuspeila ; por bstanle lem-
po tomos felizes, mas as molas da aclividade foram-
se, talvez, cnlangueceudu, do sorte que hoje. parece
que contamos mais nina victima holocaustada no al-
iar do crime de interceptorao: queremos alludir a
nossa ultima, se nAo nos falla a memoria de 12 do
correnle mez.
liontem chegou aqu o ultimo postilhAo que d'ahi
parti, e percorrendo nos as columnas dos Diarios,
nos qnaes devia ella vir insera, nAo a deparamos
em parle alguma; oque por cedo nAo deixou de
causar-nos algum transtoruo, porque hoiitem mesmo
tentamos de enviar outra que se achava prompla pa-
ra seguir a sua derrota, a qual to sobr'eslada, por
ler ella estreita ligarAo, ou por oulra, por ser a con-
(inuaeo das deas e pensamenlos emdidos naquella
que a consideramos na regiao dos-limbos, o assim a
sua puldionoo formara um descoochavo, um desa-
linho, que con,ludria o Igitor ao mais pe feilo ca-
bos : nao cstigmatisamos, nao inculpamos a oioguem,
pois que alm de serem baldados os uossos reclamos,
com verdade uo sabemos as-estar as nossas bateras
ao seu juslo alvo; limitauo-nos, entretanto, a de-
plorar a neohuma segu dado das vias de transporto
para as nossas correspondencias que se acham a mer-
co e suhjeilas aos vaivens dos especuladores, que fa-
zem verdadeiros latrocinios; pois escripturar para
enclier duas ou Iros columnasdoseu imprtanle Ota-
rio di algum Iralidb i,con-ome bastante lempoc lem-
po na evpicss"o dos breles lie dinheiro. Ifoje se nos
oltorece, j de viagem, um dos laes conductores p-
blicos, do qual nos servindo principalmente para rc-
ferir-lhcs o que vimos de dizer, aecrescenlaremos
mais alguma cousa, para nao ficar esla microscpica.
Cons(ou-nos que os poderes do eslado, em seus al-
tos designios, haviavn decretado quolas para os repa-
ros o raznenlo de algumas obras geraes, da mais
urgente necessidade p o,, esta provincia, as quaes,
com lauta injusliea lem solo obliteradas, pela nica
razao de ser questAo do fraco rom o forte e que
j haviam ordenado as suas rcalisares; cntrelanlo
se islo nn to um rebate falso, asna veracidade ca-
rece de provas, e apenas a esle respeilo vemos uo
Jornal de Cummercio duas emendas apresentadas
pela dcpulacao desla produca ; a seguinle, quando
tratava-sc do oro,menlo da marinha. Com o ine-
Jboiamonto do rio M......in-uapo da provincia da Pa-
rahiba 20:000. Almcida c Albuquerque. Cor-
rea das Neves.Astis Riclut.Henriques.C'. Ma-
chado ; e esla oulra quando discutia-sco orcamento
da guerra.Em lugar de 350:0009, diga-se 3f 0:0009,
sendo 20:0003 para principio de reparo da fortaleza
do Cabedcllo da provincia da Parahiba. Paco da
cmara dos depulados 20 de junho de 1854.__41.
incida e Albuquerque. Cotia Machado. Ass
Rocha. Correa das Neves. s e Albuquerque.
Agradecendo, pois, aos nnssos dignos representan-
tes semelhanles actos, de tanto patriotismo; actos
que revelara evidentemente que elles nao sao desco-
nhecedores das necessidades da provincia, e que ve-
lan) iitccssanles na promovi do seu bem estar, cum-
prindo assim da maneira mais cabal c-allo e impoc-
lanle mandato que lhes to confiado ; recelamos que
iiilcnros Uo legitimas, obrgaejies mesmo devidas
sejam burladas e esqueeidas na pralica, porque em-
fim, a nossa provincia, por defeitos orgnicos de in-
justas devises, luz opaca a pr das suas irmaas,
que brilham scnlillantes e cheias de vico, sb a egi-
da e empellidas por torcas bastardas, fazendo recru-
deseer revalidados e prejudiciaes bairriimos.
vias do progres-
Vemos com disprazer em urna Ascorrespondencias
do Ro-Grande do Norte, que alghem procura dene-
grir o crdito do meu especial amijro, ojuiz munidpaf
da capital daquella provincia, oJpr. Dr. Francisca
Jos Rabelto ; moro esle cuto Miento, coja integri-
dade e honradez estando firmadas em bazes as mais
seguras, nao podem ser altoida* por quom, talvez,
respire o peslilento hlito da vinganca, occasionada
pola salislaoo de deveres adslriclos a'um juiz pro-
bo e imparcial : resigne-se, pois, o meu amigo, que
sendo esta a sorle da autoridade, que sabe vibrar a
espada da juslica, sasfaca-se com o bem conceilo,
que sera duvida l mesmo torno os homens honra-
dos, e com os respeitos e a mais subida considera-
cao e estima que lhe tributa sua provincia natal, lu-
do devoto as suas superiores quididades.
Aqu fazemos ponto, porque o correio esl impa-
cientado para seguir sna jornada.
Navega, pois, porttil navegante sobre a frgil pi-
rga, neste mar procelloso da curiosidade, entre os
syrtes e abrolhos da nerromanle interceptaran, que
sb os auspicios das Nereidas, desta vez feliz porto
vos aguarda. Ordeiro.
Mamanguape 21 de agosto.
PUBLICARES A PEDIDO.
Quando o nosso paiz marcha na
A PARADA DO MA 7.
Ha muilo lempo, qne nao nos d,i a pancada para
ir ver urna parada. Esle anuo levou-nee a curiosi-
dade a Isso, o de urna janella contamos os soldados
da U fila, de cada corpo, e depois as tilas, e deu-ims
em resultado 1581 soldados. Ja se v, qoe vao f-
ra os efliriaes. officiaes inferiores, msicos, tambo-
res, e semelhanles, menos os porta-machados, que
comamos. Alguns corpos eslavam a nada deixar,
desejar-se, e a parada (eria de ser mais bhllianlt,
se nao tivesse o defeilo de ser tomada a visla dentro
do quadrado por um concurso de povo, tanlo maior
quanlo mais brilhantc se eiperava, que sera a pa-
rada.
Nao lia aqu a menor exageraran), pois nos, que a
principio nos collocamos, como deviamos, na rela-
guarda de nma ra,tonina.esperando ver de fronte ao
menos as dos flancos, oada podemos conseguir, e fi-
zemos o que faziam todos, entramo* para dentro
para podermos ver; mas qual t! Havia diantc rio
cada lado urna linha perfeita ele povo. que com os
chapeos de sol ni,orlos apenas deixnvaru presumir,'
que havia por ira/, os soldados; e ensaados em
nossas esperanzas vollamos para a sombra de um
edificio, para de dous males soflrermos somenle um.
Nem sabemos como o Exm. Sr. commandante d as
armas pode desempenhar seus deveres bem, eom-
moda e promplamento, porque os ehapos de sol
nAo lho haviam deixar ver as manobras, a fir-
meza dos corpos, o servico dos ollciaes, e |a hre-
aularidade do fogo : as urdens dadas deviam chegar
tarde, poisqueos ajudanlesde ordem, que gostain
nestas occasies de traosmilti-his emquaodo o diabo
esfresa umolho para yaya F. ver vem-ee obrigados
a andar passo de medico. Ninguem v (nem os pro-
prios que vAo para denlrol quem est bem montado
quem manobra bem, e testamente, nem o elieito
que faz a parada em geral.
O povo nao pode queixar-se de ser dalli excluido
porque he por necessidade do "servico, por bem e
brilhantismo da parada, e por utilidade, ou por go-
zo do mesmo povo. Elle nao poderia dizer, que o
campo he de lodos, porque esle principio, poslo qiie
verdadeiro, est sujeito excepcoes, alias podrin
qualquer lambem oceupar o lugar, que tropa pre-
sasse. Quem frommanda a parada, ou faz mano-
brar um corno, ou urna companbia mesmo de rcen-
las, pode desalojar succcssivamenle quem o embara-
za al s portas dos edificios ; he o senhor do cam-
po, o pode, como o bom do servico pedir, dar todas
as urdens : e quem usa do seu direito ninguem
ofrende ; o mais he exceeso de boudade, e todo o
excesso he vicioso.
Assislimos a paradas no Para, commandadas pe-
lo conde de Villa-Flor, hoje dnqoe da Tercera, sen-
do tres os reaimentos de infantaria de linha, dona
de milicias, um corpo de arlharia, e um esquadrAo
de cavallaria, com urna torca lalvez superior a rsta,
ludo fardado magoificamenle. com mochilas, por-
la-machaos, etc., vimos outras dirisidas pelo bri-
gadeiro Jos Maria de |Moura e commaiidanic das
armas |hoje Manoel JoAo Pauto dos Santos Barrello,
o nnnea vimos iso romo cm Pernambuco, onde os
vivas nao podefti ser correspondidos porque nin-
guem vi quem os da. Assim he lambem nma ni-
ca salva de 21 tiros, partidir em tres parles como
economa de pobre. Em fim o nosso intento nao
he censurar a alauein, he alias abrir o caminho pa
ra no dia 2 de dezembro ser bem recebida essa me-
dida que dos arcanos do sua sapiencia lrou
^^^^^ Cm capole
rcqucrimentoabaixo foi levado a presenca de
S. M. el-re regente em 22 de julho de 1851,' por
intermedio da ministro esecretario de eslado dos ne-
gocios eslrangeiros, lendo por fim impugnar a cha-
mada defeza do cnsul Joaquim Baplista Morcira, e
seu clianceller Miguel Jos Alves, e pedir o deferi-
inenlo representara dos l'orluguezesconlra esle*
funeconarios.
O CNSUL E OS PORTUtiUE/.ES EM PER-
NAMBCCO.
Sjnhor.
Ha 6 mezes dirigirn) reverentemenle a V. M. na
subditos portuguezes que residein em Pernambuco,
urna queisa contra os asentes consulares de Portugal
naquella cidade, a qual foi depis corroborada rom
um requerimiento entregue ao serrelario de estada
dos negorins eitrangeiroi em 15de maio prximo

1
1
1
1
i

V)
I
5
4- -

y


01 ARIO DE PERMMBUCO, SABBADO 9 D STEMBRO DE 1854.
passado, otlerecenrio novos documentos para refor-
jar as asserres feilas na primeira represcnlacao,
sendo um desse documentos asignados por 307 Por-
tuguezes, rom a designaco dos seus misleres e resi-
dencias naquell i cidadc.
V. M. houve iior bem inundar, mivir o cnsul ac-
cusado, o qual so respondeu emdata da at> te maio
passii 1,1, 2 metes lepois de ter recebido o despacho
do governo, qoe o man lava responder um perda de
. lempo.
| Agora esta o negocio nos termos de se deferir ds-
finilivamcnle, visto que o cnsul niio pdde destruir
as accussfes. que llie foram provadas palos repre-
sentantes, o qae mui concisamente vamos demons-
trar.
Consta a rcsposla ou defeza do consol, de urna
tonga e ilill'usa expsito, acompaniada de 75 docu-
mentos, dos quaes su 34 se refercm aas pontcs da
Sueiva.por quanto os que vem com os ns. 2, 3. 4, 5,
. 7. 9, II, 15, 16, 17, 18,19, 0. 21, 22, 2!, fi, 27,
28.29,30. 3o, 36, 37, 38,39, 40, 41, 42, 44, 40, 4,
66, 67, 68, e 72 ; un sao atteslados graciosos tle dif-
fercnles pessoas dizendo que o cnsul lie milito
urbano, silencioso, cavalleiro o bom chrislo, que
foi bomesludanto, quesempre se temdado beri com
as autoridades do paiz ; que he zeloso, e que sabe
exercero seu lugar ; que o vice cnsul tamhcm
be inletligente, que tem servido interioameulc. foi
administrador dacoinpaohiaextincta de Pernambu-
cu e Paralaba.
Uutros provam, que o Sr. Joiquim Baplislu Mo-
. reir fora Horneado cnsul polos merecirae utos de
seu pai, juntando um ollicio do ministro que i des-
I pachn, o nobre visconde de Castro ; no qual lite
recommenda, que seja amigo e se deixe aui ir po-
ln ronselhos rio vice-consul Miguel Jos Alves, o
queo novo coi,sul promette cumprir; outros allcstara
tambem que elle tem servido de graca por varios
cnsules estraugeiros, etc.
Mas moitos deslcs documentos, como se v por es-
te succinto enunciado, sao impertinentes para a ques-
13o, e oolros sjo atleslanies graciosas, e o cnsul que
he baehsrel formado, devia saber que em iliieilo
(vid. Pereire cSouza n.476) as alletaroesc riecla-
raefles exlra-judiciacs, poste qne juradas, no fazem
prova, anda quesejam de pessoas caracleris.idas
como ao relmenle algumas das que atleslam, co-
mo por oxemplo, do reverendo bispo de Pernara-
buco, que diz niio Ihc constar Icrcm os Srs. Joa-
quim Baplista Moieira e Miguel Jos Alves.pratica-
doactoalguin contra a leligi.o, que professam, o que
be superfluo, porqne ninguemoi linha argado de
hereges,
E lanto be mais de estranhar a graciosidade de
taes documentos, quando todos os que o< subditos
portuguezes tem exhibido at agora, sao papis au-
tnticos, leges, eerlidoes exlrahidas de estacos
publicas, ou:aiilosjudiciaes,que pnrdircito od. liv.
I" til. 24 21, Horaes de Hxecul. liv. 4 can. 6 n.
16) lema mesma f que as escriplurasexdanidas
da bola.
Mas nflo obUanle a facilidade com que taes alies-
lados se oblem, por amisade e condescen lencia,
como lio bem sabido, digne-se V. M. notar, que
nenliuma pessoa ou auloridade, que passou esses ai-
testados, que o cnsul lhes sollicitou, nenliuma fnl
la, era de leve, sobre o procedimento do cnsul,
por occasiao da chegada aquellc porto do patacho
Arrogante abarrotado at as escolilhas de :olonos
acdanos, u cujo revollante espectculo, o cnsul
porrujuez mostrou ter o coraco detento, como elo-
cuente e inlernecidaincnle se expresson na cmara
elccliva, un de seus mais egregios oradores, o de-
pulado Jos Eslevao Coelho de Mag.ilbaes.
. E he este, real senhor. um dos pontos car taes du
( queixa dos subditos de V. M. estabellecidos em Per-
nambuco, e sobre a qual o cnsul porlugu.ez nao
achou ningitem, que allcslasse a seu favor !
Que maior prova he preciso para se demonstrar,
que tudo qiianloog representantes expem (al res-
peilo be incnntcstavel '.'
' Senhor I O publico porluguez e brasileiro horro-
risado pehsscenasde batwridade,que se refciiram da
rarregaoio do Arrogante ; e da complicidsde que
nellas Uvera o cnsul de Portugal em Pernambuco,
esperava aaciosaraente a deteza. desse funecionario.
(Jue dirSo os homens de bom de ambos os paires
' vendo que nessa defeza publicada, para maior vi-
lipendio da uacto no proprio Diirio oliciul. as al-
\ Ic-luees das autoridades riaquclle imperio, na de
lodo o carpo consular de Peni unbucu. nem urna
palavra se oncontra nellas que j jslilique ou defen-
da o cnsul porluguez '.' Este silencio, cultor he
a mais cabal e affrontosa cendemnac/o do cnsul,
c o maipr triumpho, que poda alcanzar a vtrdadc
com que os subditos de V. M. se qaetxam daquelles
iuhabeise ociados funcrionarios.
Entre os 37 documentos, que cima nameramos,
e que acabamos de apreciar, ha onze. isto he, qoasi
a Ierra parle, que sao nicamente officios da rorres-
iondencia, queo cnsul leve com as autoridades so-
ire a arrecadafjao da heranca do subdito brasileiro
adoptivo, Antonio Jos Goiranraes, que o cnsul
entenda perlcnccr-lhe, mas que se Ihe contestn,
declarando elle memib n'nm de seus ollicios (dncu-
mento.n. 43) que tiuha suas duvidas sobre o espirito
jurdico (formaes palavras) do regulamenlo de 8 de
novembro de 1851. A ruspeito desta her.nea, ne-
nliuma increparan Ihe nham feilo os representan-,
les; por tanto esses 1t duro me o tos vicram smen-
te para augmentar a r sposta, e dar-lhc um gran-
de cortejo documental
Omesmo diriamosi> documento ii. 72. qoc he
urna carta rao o penaiu
,t
reir da Silva. E agora vc-sc mais que esta ccrliriilo
diz que a heranc,adesse Porluguez monlou a IO.196UO,
e ni ccrlidfio passada pelo consulado, que he o docu-
mento n. 2, junto 11 supraciuda rcprescnlaclo, se
menciona que foi de 2294130, no balaneete vdocumen-
lo u. 47) declara o cnsul, que tem em sen poder
449736 res sem dizer o que foi feilo da maior som-
ma. Como se aualvsam estas eerlidoes' O cnsul
nao previo, qne esto seu documento nos vinha dar
razao, e mostrar que he um pesiimo fiscal das be-
ranras que arrecada e liquida :!
O documento n. 43, diz que a heranca de Antonio
Jos .le Mallos, ser de 150 ; no Diario j citado,
vem cen mil ris, e na certidao tambero citada do
juizo dos ausentes sobe a rs, 5479680 !
O documento n. 47, que be o balaneete da caixa
dos espolies arrecadados pelo consulado, prova exu-
berantemente que nao ha conlsbilidade regular, se
iiaopodf-conhecer o que se liquidou de cada heranca,
em que se dispendeu e porque titulo.
I.anoam-sc all sommas em globo, por trimi-slres,
c 11 dcmonslracao que vem pelos nomes dos falleci-
dos be do reslo que existo em caixa!_
Ainda os menos Tersados em esrripluracao mer-
cantil, conhecem que he verconbnsa semelh.inte con
Ja para se dar ao publico. Por isso os representan-
tes asseveraram que o cnsul era in o fiscal da ho-
r.inc i que arrecadava.
Aqui est a prova ollicial.
Neste mesino halancclc declara o cnsul que lem
para entregar da lietanca de Manocl Rodrigues Cos-
ta o saldo d ris 6:0.159566.
Ora tendo elle declarado na j.i por vezes referida
certidao, que existia em seu poder deste espolio ris
72:9569179, dos quaesentrcgoii aos herdeiros habili-
tados 50:0009 o que com o saldo existente faz
55:03">9566, viudo a fallar para o compulo do que diz
ler arrecadado 16:9209613 ris. Que destino leve
esla quantia '.'
Pode-se porvcnlur.i saber pela cotila que aprsen-
la o cnsul '.' .\inuum o dir.
Sobre os documentos 11. t8 a 50 a respeilo da al-
loma do piolo Caetano, nada temos que accres-
cenlar. ..
O documento n. 51 he importante, por ser a cerli-
riao do auto do sr-qucslro feito pelo falleciincnlo do
mencionado Manocl Rodrigues Costa, em 6 de rie-
zembro de 1852, por onde se v que o espolio som-
mou 113:8199712 ris, e nao obsUnlc, o cnsul par-
ticipou para o governo (citado oflicio n. 52 de 1852,
publicado no Diarin de 24 do abril de 1854) que
mnnlaria a 50:0009 res! Nao foi isto occullar a
verriade jddicialineule ".' Eis-aqui porque os repre-
sentantes pouderaram a V. \l.. e repelen) vista
deste triste documento, qne a fluctuncao das som-
mas do montante das heraiicas que o cnsul de Per-
nambueo costuma fazer, causa alm rio dainno que
resulla sua rcpulacao como auloridade fiscal, outro
nOo menor aos herdeiros, que os fallecidos deixam
em Porlueal ; porque sendo, como coslumam
ser, publicados no Diario do Coverno para co-
ulicciiuento dos inlcressarios, he por taes sommas,
que se costumam vender as berancat, ou fazer nu-
tras 'motilantes Iransacces, porque a longiluric,
mora e despezas previas, que be necessario fazer pa-
ra baver as herancas, obrigaos herdeiros, pela maior
parle pnbres, a vende-las d'anlenio. E como as som-
masque o consol annuucia, saoquasi sempre muito
infenorosao produelo dos espolios, os benlciros firam
lezados as vendas que siloobrigados a fazer, guinn-
do-sc pelas publicacOes e annuncios que o coiisul
manda para Portugal.
Os documentos 51 a 51, sao locantes as quesloes
judiciaes que se suscilaram sobre a entrega da lie
ruiica do mesmo Manoel Rodrigues Costa, e por
elles se v, que foi com verriade que os represen-
tantes riisscrain na sua queixa V. M. que o cn-
sul se linha opposto ao ainlamentorio processo, de-
cahiudo alinal da appellaro que inlerpoz com os
nclitos fuidaincnles da sumiera allcgaC/io constan-
te do documento 11. 51 ; dando aso a dizer-se pu-
blicamente que recorra a taes expedientes para de-
morar a entrega dos dinheiros que linha em sen po-
der, visto qoe leudo seguido o processo desde
o seu comeen, so no lim requereu se annullassc.
O documento n. 55 nao destroc o que os repre-
sentantes produziram a respeilo da venda dos es>
cravos do fallecido Joilo Rodrigues das Neves, an-
tes confirma o ler-se anlecipario a hora cuslumada
ilus leiles, c lerem-sc arrematado os csrravos por
menos do lanro, que os correlores (juimaraes e Lo-
pes ouereciam.
Os ns. 56 a 61 coinm a historia da loucucae
morte do infeliz Francisco Jos da Silva Araujo.
Eslcs 8 documentos sao lamhi'in ociosos, porque na
reprcseulacao nflo se falla no Iralamcnto que se Ihe
fez, mas sim no producto do espolio, que nao era
condecido, c agora declara a cnsul na exposieflo,^
que montou a rs. 1,5009'.MK), e no halancclc vfrae,
que tem pira entregar apenas 349S05. Em que se
"a-ln 11 rs. 1,l559l95? seria rom as despezas do hos-
pital Nada so sube nem no-lo diz o cnsul.
O rincumenlo n. 65 lie um drpnimento requerido
pelo cnsul, de um auligo caixeiro de sen pai de no-
mo Joflo Carlos Angosto ila Silva e por isso de pes-
soa sua alfocla e dcpenrienlr,n qual diz qne os manli-
mentos do paladn Arrogante cram bous, que o na-
vio linlia bnrts cpmmodos, que o cnsul niio man-
dara largar o patacho, porque turba qipaiino sollo
quamlQ elle Tora a bordo, e olras cousas (aes que
nacao, isiiianifestacocs terminantes do parlamento
a opiniao da imprensa peridica lie todos os partidos
e o desejo do publico em gcral. S Ihe falla a sq-
berana resolucau de V. M. c cssa nao pode dcixar
de ser digna de quem Iflo sabiamente lem regido es-
to reino, e cuja regencia ser memorada nos fastos
da historia de Portugal.E II. Me.
Como procuradores. Franoisro Fernandes Tho-
maz.Francisco Jos de Magalhaes Bastos,
DOCUMENTOS.
N. 1.Certidao do administrador do ccm.ilerio pu-
blico de Pertiainburo, em que diz foram sepultados
pela caririuric. desde o primeiro de Janeiro de 1853
al 3 de junho do correute uiuio, 22 subditos portu-
guezes.
N. 2.Certidflo do juramento que o cnsul Joa-
quim Baptisla Moreira prestara consliluico do ltra-
sil nos seguinles termos : Juro defender a consli-
luico poltica do Brasil, c que no servicn de minhas
le;ras, cujo einprego me concede o grao que vuu re-
ccher, me nflo deixarei guiar senflo pelos motivos de
juslca, cquidade c prohidade e que com ellas sem-
pre procurarei concorrpr para a feliridade do Bra-
sil. Passada em 30 rio Janeiro rie 185't.
N. 3.Certificado do escrivflo do juizo dos orphaos,
em que declara nao constar dos aulos rio inventario
de Manoel Rodrigues Costa aniiucncia do juiz ou dos
legtimos herdeiros, para que Paulo Pereira Simoes
abrisse janellas em seu predio sobre as casas terreas
da heranca do mesmo Manuel Rodrigues Cosa.
N. 4. He um certificado do subdelegado do bair-
ro da Boa Visla. encarregadn da polica daquella
frcgueza, Dr. Nabor Caruciro Bczerra Cuvalcanli,
em que diz liaver em das de Janeiro por denuncia
que Uvera, lirado de casa de um laloeiro morador no
bairroda sua jurisdicao, urna das passageiras do pa-
tacho Arrogante crie menor dada, e que segundo
o interrogatorio feitosi dita passageira, se conhercu
baver pralicado o dito laloeiro fados lesivos i honra
da dita menor.
VARIEDADES.
MACHINAS DE VAPOR COMBINADAS.
Espera-se em Pars um barco de vapor da mari-
nlis imperial, denominado Galilea, destinado a ope-
rar por umsystcma rie vapor mixto combinado en-
Ire o vapor da agua, e o vapor do cliloroformio. He
commanriado pelo lenle Lafonri, auligo discpulo
da escola polilcchnica de Pars, e autor dos planos
das machinas collocadas nos flancos dcslc navio.
Aquellos que seguem com interesse os esforros
tentados para realisar uovos progressos na applica-
co do vapor aos trabadlos ria industria, e especial-
mente navegacio, lem certameole presente o espi-
rito das bellas experiencias execuladas em!853em
um navio a hlice nDiiTrembley pela comhi-
nacflo do vapor da agua e o vapor do elher sulfrico.
Ainda que os mdaveis resultados, fornerdos pores-
Ic primeiro ensaio em grande das machinas a vapor
combinadas, sejam boje sufiiciculcmente condecidos,
lembrarenios em poucas palavras o carcter princi-
pal e a grande influencia deste svslcma.
Na machina a vapor ordinaria, o vapor d'ogua
comprimido, islo he, leudo excedido a sua larca de
expansio, alrade a si urna quanlidade considcravel
de calrico que esl perdido. > Reunir este calrico,
e ulilisi-l'i. he o lim a que se propOem muilos in-
ventores. Mr. Du Trcmblev, ensenheiro civil, leve
o pensamentu leo einprcgar 11,1 formaeflo de um se-
gundo vapor cuja forca devia juntar-se do vapor da
agua. Tal he a idea fundamental das I machinas a
vapor combinadas.))
I ni 1:1110- urna substancia liquida, fervendo em
urna temperatura sensivclmente mais baixa do que
a lo ponto de obnlicSo da agua. Apenas o vapor da
agua esliver em contacto com este liquido auxiliar
ou descube jdesde logo n'nm estado liquido ese con-
densa ou cniao o liquido auxiliar evapora-sc. Do
urna parle apresenta-se a creacio de una nova for-
0,1 expansiva da oulra, a formucao de um vacuo
que he lambem um mcio de furc.i. Tal he o princi-
pio : mas ainda he mais geral. porque nflo consisto
nicamente 11.T prndureo de um vapor pela ciindcn-
sarflo do vapor ria agua, mas na proriuccao, em gc-
ral, de um vapor auxiliar, ella pela condensacAo de
outro vapor, qualqucr que seja, leudo um calrico
sensivclmente mais elevado. Desta maneira, pode
militas vezes aproveitar-sc b calor remecido pelo fo-
gao, e desde logo rcadsar uo comhuslivel urna eco-
nnmia immensa. Se por excmplo se nflo se usar se-
uo de dous lquidos, segundo Mrs. Du Trembley c
l.afond, c que se empreguem os dous vapores em
dous cvlindros dilTcreiiles, olitcr-se-da, em rclacao
ao vnlume que prodtizcm, 11111 Irabalho pelo menos
igual ao duplo rio Irabalho fornecido por um cylin-
dr.i com um sii vapor, com a mesma riespeza de car-
va*a ; mas se se cinpregarem tres, quiltro ou cinco l-
quidos rescaldados cin temperaturas sensivelinentc
dilTercnlcs c que se utilisein eses Ires, qualro ou
cinco vapores nos tres, qualro ou cinco cvlindros
dilTorcnlrs, o Irabalho prodazido ser Ires, qualro,
ou eincovezes mais consideravelcom nmesma despe-
za a grande forra com apparelhos de pequenas-dimen-
Oef. Esla he a idea fuidamcnlil desle uolavelsvs-
lema que se procura appticar.aos apparelhos mecha-
nicos, para ohler as machinas a rapor combinada
fazer regular pelo calor a uceo do torno de com-
busl.10.
Aclualmenlc as folhas do rafeeiro vendem-sc em
Franca pelo prc^o de 40 fr. cada 100 kilogrammas,
e o inclliodo de toneracao. que indicamos, prometi
fazer dcscer o incoo 35 fr., ou anda mais liaixo.
M. Stcnhousc reconheceu as folhas do cafeiro, a
preseuca de elementos caralerislicos do grflo de caf,
a saber, o theme ou cafena, assm como o acido de
cnTeiiio, e em (|uantidarics maisconsideraveis,duque
no proprio grao. Silo quasi Iflo aliuurianles, como
na lierva de Paraguay, e pouco inferior ao cha pro-
priamculo dito.
Vejamos asqnanlidades de calcines, que se cn-
conlraram em 100 partes dcstas materias:
1,111 de caf. ..... de 0,8 a 1
Folhas rie rafeeiro ... rie 1,15 a I, 25
lierva do Paraguay. de 1,10 a 1, 23
Cha Chinea ...... de 2,12 a 2, 17
O acido do caf be mais abundante, propnrrional-
menle as folhas, do que uo cha, e he cerlu, que
una lorrefaco excessiva Ihe dcmiuuc milito a quan-
lidade. Este acido nao be idntico ao acido tannico
mas he provavel que possa ter cm certas applicaces
iiiduslriacs, tincloriacs, va oulras, um einprego ven-
tajosos mas para esla applieacilo o preparo das folhas
do cafeeiro, dever ser inleiramenle mitro, do que
convem bebida.
No decurso dos exames fcilos por M. Stcnhouse,
as folhas deixam na agua a ferver urna quanlidade
maior de malcras soluveis do que o grao, a saber:
(rio..........29,1 p. c.
Folhas...........38,8 p. c
Porcm elle nao reconheceu a presenea rie corpos
gorriurosos, e rio assurar, que exislcm no gran.
He pois de presumir, que o grao inferior de lor-
rcfarflo.qoc conviria ios enropoes, desenvolvera as
folhas menos quanlidade de materias soluveis; mas
em compensadlo cnconlrar-se-hia nellas algum as-
sucar, sobretudo se se colhessem, quanrio a vida ve-
getal mais as trresse oarregada desta substancia pre-
ciosa, que a accm do'sol muilo aturado faz dcsap-
pareccr daquella planta.
Algumas das colonias Irancezss.Bourbon c a Mar-
tinica, naolem completamente abandonado a cultura
do cafeeiro, e pdenlo tirar partido das precedentes
indicaeSea, asum como as colonias de Portugal, on-
de tambem se cultiva aquello arbuslo.
As folhas do cafeeiro podemlanto mais fcilmente
entrar cm concurrencia com a chicoria usada em al-
guns paizes, quauto esta nao coulcm sullicicnle a-
cido.
mam
Dcpois de haver succes-ivamente expcrimenlario,
nao po*de"m"razcr pro'va,"por\ertm dilos'dc ama i'es-4'c0",.u vapores auxiliares do vapiW da agua, OS Vano-
.. ... i'i' ^ l.-rniiii, ilii: 1 m> 11> 111 11 ni- 111 I r.ieliliir ii diz queseo pairan o pcnaipc por elle nao ler que-
rido ajsignar a rcpresenlacao contra o cnsul ; quan-
do da mesma carta se v que elle fora preso judici-
almente por cslelionario. Documentos deslcs mo se
analisam. hasta apodados.
Os documentos ns. 2 a 7, sflo lodos relativos s
pessoas dos porladores'da representadlo a'iaixo as-
signados, e denntam a ndole, vingalivn do cnsul,
que deu 11 rsles documentos precedencias sobre lodos
os mais, nao viudo para a questao semelli; ules per-
sonalidades. Eslesdocumentos solicitados e produ-
zidosaleivosamenle, jos abaixo-assignados refula-
ram pela imprensa, par onde o cnsul remelleu
antes de os enviar ao governo. O respeilo devido a
augusta pessoa de V. M-, a cuja real pnsenca se
dirige esta pelieAo, nos inhibe de reproducir aqui a
resposla, que demos a laes documentos. O cnsul
apezar de ser lelrado, suppoz que ferinrio alleivosa-
inenlc os procuradores, aniquilava a jnslira doscons-
lituinles! Deploramos lao ,mcsquindo cnleiidimento
e lao obstinada ira contra os signatarios.
t* documento 11. I, ke um aolo de exame das
1140 asaignaturas da citada represen tacan dirigida
de Pcniainbuco a V. M., feito perante o cnsul,
por subditos portuguezes por elle con vid idos para
esse lim, no qual aulo declarara os examinadores
adiar so 1068asignaturas e ano 711 sao de pessoas
rielles condecidas, cujas prosnoes c circumslancias
especilicuni, mis que as35i restantes Ihen sflo des-
ciiuhecidas, que por isso as juLam ou de pessoas lao
insignificantes, que se lites nflo pode dislii guir a po-
1 sirio social ouapocryphs.
Este auto lem muitos vicios que em lempo compe-
tente se Ihe hflode argir judicialmente, pelas quali-
licarGts odiosas, que all se do a alguns individuos,
mas"desde j se protesta contra o absurdo de se ria-
rem sor apor.ryphos noaiesde pessoas s pela difll-
culdade de se Ibes poder distinguir a pnsic.io social
conforme se exprimem as signatarios do aulo.
Enlrelanlo os representantes aceilam les le a
verfiuajao feila peranU o cnsul e seu ihanccllcr,
tennis de um miiiucioio exame (palavras do auto)
das 714 assignalur.is, para o lim de rom este teslc-
miinlio irrecusavel, curteslarem o exame fcilo as
assignaluras da mesma represenlacAo a rnquerimen-
lo do procurador do cnsul em Lisboa por dous la-
belliaes desta capital, w secretaria de estado dos ne-
gocios estraugeiros no da 17 de jundo prximo pas-
sado, no qual se notan algumas fallas das solemni-
dades legaes coinmellulas, dizem ellos, pelo label-
lio, quecm Periiamauco reconheceu as firmas dos
signatarios e rubricou as folhas da representaran,
porquanlo he doulriaa aulorisada por Corris Telles
e outros jurisconsullu de igual conceilo, que os er-
ro* do tabelliflo nfio podem ser onerosos uu prejudi-
riaesus parles, elamjem porque esse exame fui tol-
lo sem audiencia dos procuradores dos representan-
tes uesta corle, e por isso he millo, segundo a lei do
reino, ord.lic 3 SI. 1" Pereira e'Souza n. 470,
que prescreve qoe devenTser citadas as parles 11-
leresa las pala assilir ao exame do documento, e
110 .lein ilellciequerrrem oque ibes convier, sol pena
de uullidade se ts,procuradorcs dos eprcsaulau-
les fossero presentes rcsolvcriam as duvidas, e evi-
lariam aa illaones rrcfleclidas dos tabellifles, que
procederam ao exame. Mas muito de proposito a
lizeran a occullaa, para Iludir o publico, c iinpro-J
vi-arcincm Lisboa1 defeza, que o proprio cnsul
n3o p<'de mandar ce Pemamliuco.
Nesles termos o documento n. 1, aproveila em
parte aos representantes, emquanto recunbece 711
signatarios porluguezesquas 1 lodos eslal elcridos em
l'oi 11,1111,luco, e dcilre o exame feito na secretaria
dos iie.'orios eslrangeiros. Para altenuar porcm a
representarse feila contra elle, proriuz o cnsul o
documento n. 12 que he un allcslado a seu favor,
assignado para 55 commercianles, ilos cuaes apenas
28sao Portuguezes, lodos os mais sao Brasileos uali-
vosou adoptivos!
V. M. vera por este documento, que em lodo o
l'ernainbuco, onde a popular > cominercial portu-
gueza he Iflo numerosa, o cnsul da ncelo apenas
pode obler, que 28 Portuguezes assignassem a favor
rielle, coiilandn-se entre os subscriptores o consig-
natario do patacho Arrogante, assignatura, que o
cnsul nflo leve pejo de solicitar para esta questao I
Sem com estas-.i asignaturas que o cnsul pretenda
protestar contra oa 1110, que assignarari arepresen-
larflo de 8 de Janeiro, e as 307, que cslflo jautas i
de 15 de junho.*
Cumpre ainda notar, que ns signatorios desse al-
lcslado a favor rio cnsul,tambem nada se atreveram
adizersobre o piocedimcnlo ddle no conflicto "C-
corrido por causa dos cobinos viudos no patacho
ArroganteW Todos evitam de tocar ueste assuropto,
molivo principal da represcnlacao.
Contra os documentos 13 elida resnosta do cn-
sul biista produzirmos a certidao junta (. 1) do *d-
minialradnr do cemiterio publico de i'ernamhuco,
pela qual se evidencia qoc os portoguezes desvalli-
dos siio cnlorrados pela raridade, lendo o consulado
os meiosqna Ihe faculta o actual regulamenlo con-
sular para acudir aos nossos concillan; os pobres, e
evitar o vexamc nacional de os ver ir tepuilar como
os mendigos.
lim cnsul brioso e verdideiramente porluguez
nunca tal consentira.
Pelo documenlo 11. 31 que be urna certidao do jui-
zo dos au -entes, se confirma ama daaaccusacsiet I ri-
las ao cnsul, na representarlo da 15 de maio, a de
elle nao ter dado na relami dos portuguezesfalles-
i-idos ab iiitr.iaia publicada qo Diariit do (minio
de 24 de abril deste atino, a nnme de Antonio Per-
lemunha suspeila e singular, contra lanos cente-
nares que uiiirm.im oronlrario as represcnlaroes, e
a publicou sem replica a imprens de Pcrnambncn.
Que efleclivamente o consol inglez escreven nina
carta ao presidente da provincia de Pernambnco,
pedindn-Ihc as providencias que os subditos portu-
guezes Ihe re, lamai 1:11 contra o patacho Arrogante,
moslra-o evirieiitemenlc o domnenlo n. 70. minis-
trado pelo proprio cnsul. Nao prova isto que os
Portuguezes acharam mais solicilude no cnsul da-
quella nacflo do que no da sua '!
O digno presidente diz positivamente, que teria
obstado a partida do patacho, se elle nao estices-
sej mui fina du alcance das bateras, quando re-
ceben a carta do cnsul inglez: niio he islo um
dcsar pala o de Portugal, o ser necessario a inler-
vencSo uv un cstranho '.' Mas elle noseu offirio,
documento* n. 69, quasi que se ufana de que a n-
lervencflo fosse somentc exigida por carta. Quera
naturalmente que Ihe expedisse urna ola.
Pelo documenlo n. 71 moslra o cnsul que nao
est inscripto no numero dosadvogados da reluci, e
diz que o anuuncio que lizera para advocar fora an-
tes da publicaran do regulamenlo consular que Ih'o
prohibe : mas reconhece que se propoza exercer
a advocada, para o que he preciso ser cidariflo bra-
sileiro, eprova-se que o he pela cerliriao junta (n.
2', mas inrulca-sc falsamente por Porluguez, na
correspondencia com o governo.
Tcr o nosso cnsul jurado duas consliluir-oes si-
multneamente?
Os ltimos documentos ns. 73 a 75. contm 3 re-
Iraclajocs, as nicas que huuvc dcnlre as centenares
de pessoas que assignaram a queixa contra o cn-
sul.
O individuo que se retraclou no documento n. 73,
assim que chegou a Lisboa, foi perante um laheiliflo
publico protestar contra tal retractaran, por Ihe ler
sido exigida pelo proprio cnsul, qua o linha preso
a requisiejao sua na cadeia publica, prometiendo sol-
la-Io e dnr-lne passagem para o Reino, o que se cf-
fccluou.
Eslc protesto consta pela imprensa.que foi rcmet-
lido para a secretaria dos negocies estraugeiros.
A tal ponto tem chegado o arbitrio deste indeco-
roso funecionario!
Sobre a imputarn quelhc lem sido feila, de ler
permiltido que Paulo Pereira Simes abrisse janel-
las sbreos predios ferreos da heranca de Manoel
Rodrigues Cosa, faculriaric esla que o fallecido nflo
quizera conceder, e pela qual se podia dar o me-
Ihor do um cotilo de rs., quantia em que licou lo-
sada a heranca. pela permissflo gratuita que riou o
cnsul, como se prova pelo documenlo junto (11. 3'>;
rospnnd elle sem oulra abonarflo mais que a da sua
palavra, queo fallecido linha ja convindo nisso,
quando o contraro he sabido cm lodo o Pernam-
buco.
Diz mais o con:uI que a uceusacao de serem Ira-
zidas para Ierra, de bordo do Arrogante, passageiras
para fins iludios he vaga e inexacta. O documen-
to junto 11. 4, nao deixar riuviria nenliuma sobre a
insolencia feila a nina triste orph.la viuda de San-
Miguel.
Dir o consol lambem que osle documenlo be
vaso ?
Por ultimo podiam tambem os abaixo assignados
mostrar por documento, de que nio he exacta a jac-
tanciosa aftlrmaliva do cnsul quando diz, que nao
contralle empenhos, que niio salisfacu; mas repugna-
nos passar a actos da vida privada como indecorosa-
mente fazo cnsul, sem respeilo para como minis-
tro de V. M., i quem falla, alludinrio por vezes s
pessoas dos portadores da representaeflo, cm diver-
sos periodos da sua resposta.
Eis-aqui, real senhor. a substancia c o valor da
resposta do cnsul porluguez cm Pernamhuco,
visla da qual se cnnclne.
Que nao pde justificar o sen procedimento por
occasiao dos successos do patacho Arrogante.
Que lem sido mo fiscal c peior adminislrador das
her.inrus que lem arrecadado.
Que as cotilas da liquidaran dcsas herancas. que
agora aprsenla, augmentan as suspeilas, e as im-
putarnos de estrados e desbarato da fazenria alheia,
que sobre elle pesam.
Que o odio que a elle c sen accessor, o vice cn-
sul, e lem os subditos portuguezes, procede rios
fados aponlados, c da sua incapacidadc para exercer
lal cargo, nflo havenrio em Pernambuco seiiflo 27
Portugiiczesqnc quizessein assignar um atlesladoa
favor de loes autoridades, sem com tudo pedircm a
suaronservarao. *
Que o cnsul que assignou os ollicios cilados, nos
quaes parllcipou ao governo quaes as sommas cm
que imporlavam os espolios referidos, esl rigorosa-
mente inrur-o no artigo 285 do rodigo penal que diz
asstm : iodo o empregado qtif sendo ohrigado pela
nalurezarias sitas funccOes. a dar ronsellm ou infor-
maco a auloridade superior, consultar ou informar
dolosamente com ralsidadedo facto, ser demillido.
Nestes lermos os representantes, pelos seus procu-
radores nesla corle, vem com loda a reverencia c
instancia supplicar a V. II. baja por bem de man-
dar remover daquella cidade o cnsul e seu chan-
cellar, sem o que nao cessarflo os confiados e hoslili-
dades cnlre ellos c os subditos de V. M. all resideu
les, hostilidades que recenlemenle serepelram. sen-
do aquellas duas autoridades postas fr da presiden-
cia da nica associacao que all tem os Portuguezes,
denominada Gabinete porluguez de tritura. '
Senhor o despacho que oa suppliranles solicilam,
lem a seu favor mais de cinco mezes de avergua-
oe- e consultas a palavra honrada dos ministros
deV. M. empenhada peranle os representantes da
es ioncenlos pelo elher hvdroclilnrico. pelo sulfil-
lo de carboneo, pelos leos mineracs de shislc o de
carv3o(e por onlros liquidns rescaldados cm lenipcra-
lOCas baixas, Mr. du Trembley, engenheiro civil,
panul definitivamente no emprego rio elber sulfuri-
co, que trcuxe a um calor de 36 a 38 graos, e que
sempre se consegue fcilmente por um prceo baixo.
Fez um eosaiocm urna machina de cincuenta cavar-
los pouco mais ou menos, que funeciona, ha sele ou
oilo annos, sem accidente uolavcl, em um cstabele-
cim nlorie crystaes em Leo. Resolvcu, por enn-
sequencia, cxperimcnla-IO em grande escala sobre
um navio mixto era ferro a hlice o Da Trembley,
construido em 1851 em Marselha, e munido de nina
machina de forca de 70 cavallos. Viageus regula-
res foram efiectuadas entre Marselha c Toulon, eu-
l; .Marselha e Argel, e parece, segundo o rotatorio
de urna commissao administrativa, que se conseguio
urna economa de combuslivel de 21 a 26 por ",. a-
proxiiiiadamentc sobre a quanlidade dispendiria,
quando os dous cvlindros da mesma machina traba-
Ihavain pelo vapor da agua nicamente.
Este resultado be lao notavel. que ainda mesmo
quando se devesse contestara rigorosa exaciido das
cifras, nao podia offerecer duvida segundo o ponto
de vista da despeza de combuslivel : mas o syslema
i\3s machinas a rapor combinadas aprsenla anda
una mais notavel p maior economa.
l'.-la'nn ene ni lem j desde muilo excitado a alien-
cao do governo fi ancez. Desde 181 que Mr. La-
fonri, cniao guarda marinha, a indicavacm una no-
tavel memoria. Desde aquella poca, que Mr.
Trembley prosegua na realisacao ortica denla bella
descoberla, emquanto aquelle ollicial de vajor e mc-
rilo. esforcando-se pela sua parle em resolver o mes-
mo problema, segundo o ponto de vista- da manobra
militar, prorurava empregar como liquido auxiliar,
o rhloroformio cm vez do elher sulfrico.
Finalmente, depois de um longo c minucioso
exame do mrito desta inveneflo,') governo francez
conceden a.Mr. I.afoud, 110 lim do anuo de 1850, o
navio (ialilc, para alli collncar urna machina de 120
cavallos, de que aquellc unida! linda concebido o
plano. No entretanto, a conslruccao desta machina
particular, que devia elTecluar-so no porto de I.o-
rienl, nao linha alo hojeporiido camiuhar segundo
os desejos impacientes do inventor, por algumas ra-
zos de diversas natnrc/.as,c pelas duvidas e compli-
caces do mais rie um genero, sempre inseparaveis
rie um primeiro ensaio. Eslcs obstculos pareccm
ter dado lugar a espacar o momento, e"hi que a ma-
rinha imperial deve eipcrimenlar lodo o valor ma-
rtimo das machinas combinadas.
O (jallile no primeiro ensaio. (soh"as ordens do
seu commandaiile, oblcve um exrellcnle resultado,
ainda que a machina seachava montada dehaixo de
ms condic,oes ; masa auloridade respectiva, que as-
sistio ao exame, leve occasiflo de avallar o successo,
que o estado podia esperar do einprccodaqudlc va-
por, quando livesse um apparclho completo em io-
dos os pontos.
Breve est pois a poca, em que deve concluir-se
urna invenco, que leve origcm ha 8 anuos. O tial-
lile deve em pouco partir para o Havre, afin rie ul-
timar alli os seus apparelhos; mas como parece que
certas peras nao pndem elle, tu ,r, -eu.in nos esla-
leiros proprios, estalicleririos cm Paria, o camman-
ilaule leve ordem para aprovclar as grandes aguas
do Sena e conduzir o seu navio aquella cidade. He
este um pensamentn feliz, porque elle muilo ron-
Iritme para que os sabios e engenheiros possam estu-
dar e profundar a inleressanle c capital quesillo das
machinas a vapur eoinhiuadas. c parlicularmenle as
machinas a chloroformio, popularisanrio as inmen-
sas vanlagcns, que parecem resultar desta applica-
rao inlclligcnle 110 progresso da navegarflo c da in
duslria.
A agua he sem roiilrailiccao. unidos agentes que
mais pode influir na saudc dos uiTimaes, e infcliz-
menle, em militas herdades, parece riar-se pouca at-
lencao sua importancia, e he possivel que seja i
sua niqiialidade que se deVa uttribuir a debilidarie
c a maior parle das enfermidades de que os gados
sao atacados.
He por lano conveuicnle fazer algumas conside-
ruc/ies sobre as dillerenlcs qualiriades d'agja que se
pndem encontrar as herdades, juntando algumas
palavras sobre caria urna dolas, e indicando as suas
propriedades.
lijua de chaca.Esla agua pode difierir em qua-
lidede, e por consequencia em propriedades, segun-
do os conductores que lem de alravessar, e os reser-
v.ilorios cm que he depositada. Estes reservalorios
devem ser conslriiidos em pontos frescos, alTastados
dos lugares de despejo, e das cisternas estagnadas,
condicoes estas, que nem sempre se encontrara,
tas propriedades, por isso que a maior parte deltas
estilo situadas na proxiiniriaile de fossos, que servem
para conservar os escremeiilos dos mimaos; he esla
a razio porque multas vezes se ola qae as aguas se
corrompen! rpidamente, lornando-sc assim incon-
venientes para a aRmentacJM dos gados.
A agua que chega depois rie nma grande secca po-
de considerar-sc como de qualidarie inferior, por
isso que alera rio cantar todas as substancias em sus-
peiisao na alhruosphera, arrasla comsigo urna iiifiii-
riarie rie materias estranhas qne se enconlram no ar ;
em quantnquc se pode considerar boa quando be
aprovoitada depois rie muilos das de chuva.
Agua de pocos.A agua dos pochos podo variar
segundo as localidades, a siluaco, os terrenos, etc.
Ordinariamente pecca por falta de ar. Conserva
cm solucao muilos corpos chimicos laes como : o
carbonato de cal, os nitratos, oschlororclos, c subs-
tancias que a pndem alterar pela soa composic/io.
lie muito fcil haver engao sobre as qualiriades
desta agua : pode ser muilo pura, fresca, sem Ynnler
rheiro, e comludo sor de mu nalureza : ueste caso o
goslo piule fa/.er-se cunhecer fcilmente.
Durante o verflo, antes de fa/.er administrar esla
agua aos gados, ser conveniente ter o cuidado de a
conservar |ror algum lempo cxposlu aos raios sola-
res para clcvar-lhe a temperatura.
Agua de na.icentes.Esla agua he boa quando
lem estado um ceno esparo de lempo em contacto
com o ar, mas mo obstante pode variar inicuamente
sequndn os terrenos de que provnm c que tem de
alravessar. De ordinario lie muilo fria, e 110 verao
nao se rieve dar ao gado senflo com grandes precau-
es, sobretudo inmediatamente depois do Ira-
balho.
Agua de cliarcos. He ordinariamente esta qua-
lidadc rio agua que a maior parle das vezes se en-
conlra as lierdarlcs. Pode variar como as prece-
ilenles, segundo os terrenos que alravessa. Pude
lamben riilorir cm propriedades, segundo a sua
origen, porque nos charcos veem reunir-so difle-
renles quididades d'aguas, entre oulras as que pro-
veen! dos degelos nos paizes em que a nev abunda.
Estas ainda que arejadas, e carregadas de acido car-
bnico, silo doces insulsas, c muilo pouco estimulan-
tes, porque Ihe fallara as substancias lerreics.
As arvores que estflo as proximidades dos charcos
podem umitas vezes communicar s suas aguas ca-
racteres nocivos. O plalano em consequencia das
folhas que alli cadera e se pulrilicam, o frcixo e o
lilaz pelos insectos o particularmente as moscas.que
se eriain uas suas folhas o que alli se refugiam, siio
exlrcmamenle prejudiciaes.
Agua de tanques.Se os tanques sao profundos,
aespaQosos, as suas aguas sao muiio boas para ali-
mentar o gado ; podem consirierar-se como aquellas
que mais conveent a esle uso.
Agua dos rios, ribeiros e regatos.Logo que no
seu curso estas aguas niio Iccra-encontrado nenliuma
causa de nlleracao, laes como as oflicinas, us mne-
nlo- de cobre, arsenaes etc., s.1.1 de ordinario excel-
lentes porque pelo estado de agitaco em que estflo
sem cenar, evaporam-se rcrlas substancias, oulras
diviriem-se ; em quanlo que em um meio estatuan-
te cssas mesmas substancias podem entrar era de-
composiciio, fa/.endo adquirir a agua propriedades
nocivas.
Algumas vezes as aguas dos regalos proveen! de
lagoas, de lamdroes etc., c estas sao de nalureza mu
e devem ser reselladas.
Taes sao as diflercnles especies de agua que se
enconlram as herdades. Resla dizer ulgum.i colisa
sobre as qualiriades que asaguas devem possur pa-
ra seren boas.
As qualiriades das aguas podem apreciar-sc pelos
seus caracteres physicos e pelos seus caracteres chi-
micos.
A agua para ser boa deve rniilcr ar, acido carb-
nico c principios mineracs. Pode ciinsiderar-se co-
mo exrellcnle q 11 mi 1 0-1.1 carregada de acido car-
bnico, de oxigonio e quando contenha, ainda que
em pequea quanlidade, sal marinhoe rarhonalo de
cal. Alcm dissn deve possuir outros caracteres phy-
sicos, anida que esses caracteres possam variar infi-
nitivamente sem que ctla dcixc de ser boa. No in-
vern assim como 110 verflnlia rie ter 10 a 15 graos.
E, parecenrio quente ainda que faca fro, e fria ain-
da qne esleja calor.
A agua, fresca milga a sede, produz 110 estomago
lima aeran fortifcame, tnico que reflecte em ou-
tros orgflos, reanima as Coreas e modera ,a aclividddc,
da Irauspirarao ciilauoa.
A boa agua nflo deve lorcbciro, c sim um sabor
agradavel c nao dcixar na bocea 11111 goslo demorado.
Se for um pouco salgada agrada mais aosanimaes.
Pela sua cor podem lambem apreciar-se as boas
ou ms qualidades. Deve ser lmpida, Iransparcule
sem ror ou muito pouco escura. Mus simia que tc-
iibain eslcs caracteres, podem ser cxcessivamcntc
nocivas, em consequencia dos corpos que leein em
dissolurao. ria mema maneira que ha oulras, que
2 caitas papelflo, 1 dita cotiros, 3 barricas rame
de lato, 2 caixas acido sulfrico, 8 caitas porcelana
e vidros, 4 ditas chapeos para homem, 3 ditas car-
toes, I dita pellos, 1 dita arces, I dita tecidos de se-
da, i dita objeelos para chapelciro, 5 ditas movis, 1
dita obras de llandrcs e relogios, 1 dita marmorc ; a
J. P. Adoor & C.
4 barricas c 1 caita louca, 3 ditas calcado, 4 bar-
ris conserva, 2 caixas vidros, 1 dita castigaos de com-
posic/10, 10 ditas papel, 3 ditas pellos preparadas, 2
ditas papel, livros, etc., 1 dila chapeos, 1 dita ferro
batido ; a L. Lcromle Feron & C.
1 caixa lucidos de 15a, 3 ditas pannos. 1 dila cami-
sas, i ditas chapeos para hornera, 3 ditas lecidos de
algodo, 2 ditas chiliis, 1 dita fazendas e bonetes, 1
dita chapos de sol de seda. 1 dila roupa branca, 1
dita livros, 1 dita lencos rie algodflo, 1 dila enfeitos,
2 ditas vcllas, 5 ditas vidros. 4 ditas vidros e casli-
raes.3 dllas gmiru-se. I dila pelles preparadas, 2ditas
couros cm corte,! dila loucas de senhora,2 dilas cha-
peos e objeelos para cbapeleiro, 1 dita chapeos de
sol para scnhnra, I dita bnnecas, 1 dila bonetes, 1
dila escovas, 1 dita serias, 1 dila fil de algodflo bran-
ro, 1 dita roupa branca, 3 cmbrulhos amostras ; a
F. Souvage cV C.
2 caixas bonetes, 7 dilas merreara. papel c ob-
jeelos de cscriploro, 2 ditas el fardo vidros, lavato-
rios e relhas.lti garrafOossag.cS dilos scvada,l4em-
brulho amostras ; a Feidel Pinto & C.
99 barris e 100 meios dilos manleiga, 1 barril pre-
suntos, 50 Tardos papel de embrulho ; a J. R. Las-
serre & C.
17 caixas lecidos de algodflo. 23 dilas diversos le-
cidos, chapeos c obras feilas, II dilas sardiohas, 1
dila roupa feila, I dita fitas de seda e algodflo, 1 di-
la lecidos de algodflo, 13a. e algodflo, 1 dila garen de
seria, 1 lita vestidos lie csea de algodao, 2 embru-
Ihos amostras ,- a J. Keller & C.
1 caita papel, 200 barris c 200 meios dilos man-
leiga, 2( caitas lecidos de algodn, 1 dita chapeos,
I embrulho amostras ; a N. O. Bieber ci Compa-
nhiii.
5 caitas sedas, 2 dilas lecidos de seda c algodflo, e
do seda, 1 dita ditos de algodao. 3 dilas ditos de se-
da e algodflo, 1 dila veos, 1 dila pentes ; a Timm
M.....,'n & Viassa.
2 caitas chapeos para homem, 1 dila modas, o li-
vros ; a L. A.deSiqueira.
10 barris Unta,30 dilos zareflo, 1 barril sulfate de
ferro,! dito de sal gloher,! dito sanrial encarnado em
p, 1-dilo c 1 caita medicamentos, 2 caixas verniz
copal, 2 dilas vidros, 1 dila drogas diversos, 20 bar-
ris alvaiade, 2 barris poz prclo ; a J. Soum.
5 caixas medicamentos e verniz, 4 barris linta ; a
B. F. dcSouza.
2 caixas camisas, 1 dita modas, 6 caixas c 1 fardo
tecidos de algodao c Ifla, 2 dilos niercCHria, 2 ditos
perfumara cporcelana,2 dilos chapeos para homem;
a J. II. (iaensley & C.
1 caixa livros e 1 casaca; a Manocl Gomes
Leal.
20 gigos champagne, I caixa lecidos de seda e al-
godflo, I dila ditos de algodflo a Schiipheislin & Com-
panhia.
1 caixa quinquillera ; a A. Robert.
25 barris c 25 meios dilos manleiga ; a II. Oib-
son.
1 caita calcado, 1 dila lecidos de algodflo, 1 dila
pelles e oraros a L. Schuler & C.
50 barris e 25 meios ditos manleiga ; a Tasso &
Irmflos.
2 barris tinta, 3 caitas drogas. 4 ditas chrislacs, 2
ditas xaropc, 1 dila rcqiiiles, nm lase pennasde fer-
ro ; a L. de Olivcira Azevedo.
28 gigos champagne; a Machado & Pinhciro.
' 25 barris manleiga, 1 caixa capsulas, t dila caixas
de rap : a ordem.
41 caixas com 1 pharol e 1 embrulho amostras; ao
Evm. presdeme da provincia.
1 caixa livros, 75 barris e 50 meios d(tos manlei-
ga ; a V. I.asscrre.
30 gigos champagne, 1 caixa sedas, 1 embrulho a-
moslras ; a C. J. Aslley & C.
100 barris c 100 meios dilos manleiga ; a Olivei-
ra Inn Ins.
1 caixa papel de cores; a Meuron & Compa-
nhia.
3 dilas pianos ; a Vigues Ain.
3 caixas rodas c arrcios; ao visconde de 1.mi-
res.
30 barris manleiga ; a Rosas Braga & Compa-
nhia*
Domingos
EDITAES.
40 barris e 10 meios dilos manleiga; a
Alvos Malhcus.
1 caita bonetes, 1 dita marroquins, 2 ditas pan-
nos, 3 ditas vidros. 1 dila cspclhos, 1 dila chapeos do
sol de algodflo, 1 dila sapatos, 2 ditas chapeos,
E. Deriier & C.
2 caixas pelles envernisadas c fitas de seda ; De-
messe l.cclere.
2 caitas chapos para senhora, I dila bonetes de
algodao, 1 djta pentes, I dila pcnna< c floras, 5 di-
las lecidos de algodao, 1 dila dilos de lila, 1 dila
calcado, 2 dilas perfumaras 3 ditas sedas diversas,
1 dila bijnuterias falsas ; a Cals Frrcs.
Galera iuglcza Ceneciece, viuda de Liverpool, con-
signada a Deanc Youle & C, manifestou o so-
guinle :
II toneladas, 17 qiiinlaes, nina quarla c9 libras
ferro, 60 fardos madapoles, 29 barras estanto, 36
fardos tecidos de algodflo, 4 barricas ferro, 2 lilas
posas, lil pesos. 10 correles, I fardo tenlos de lila.
6 qnartolas ferragens, 3 caixas musanla, 1 barril
sal, 1 caixa carne cm conserva, 30 presuntos, 20
queijos, 1 gigo loura, 1 caixa carne cm conserva.
que'ij.K c musanla, 2 caixas bolatinlias, I barrica
carne cm conserva, 1 dila farinha d'ava e carne cm
conserva ; a ordem.
1 rolo chumbo, 2 caixas obras de bronze ; a Barro-
ca iSc Castro.
1 caixa livros e papel, 68 caixas lecidos de algo-
dao, 2ditas fundos de cobre, 30 ditas folhas de IIan-
dr-. 1 barrica estanto, 1 caixa colclcs de algodao.
19 rolos cerdas, 1 caixa com 1 burra ; a ('.. J. As-
lley &-C.
4 fardos e 15 caitas tecidos de algodao, 1 fardo di-
tos de dito e Ifla ; a James Crablree & Compa-
'nhia.
117 barricascerveja, 9 fardos e 2 caixas tecidos de
algodflo, 1 dila las; a Adamsou Ilonie & Com-
panhia.
4 fardos tecidos de linho, 9 caixas e II fardos di-
los de dito c algodo, 3 fardos ditos de algodao; a
Russell Mellors &C."
18 fardos tecidos de algodao, 1 caita miudezas ; a
II. Gihson.
10 fardos e 21 caixas tecidos rie algodflo, 1 dita
lencos de seda. 1 dita lecidos de algodao c liia. 2 di-
tas ditos de linho e algodao, 2 dilas dilos de lindo, 1
dila toalhas de linho c de algodflo, lencos de linho,
dilos de algodao e peitos parj camisas ; a J. Keller
i\ Companhia.
1 barrica entilara e camisas, I caixa chicotes, 55
barricas ferragens. 1 raixa retroz, 4 dilas linhas, 4
burricscuidara ; aE. II. Wyall.
8 caixas tecidos de algodao. 1 dila dilos de la a c
algodao 1 dila ditos de Ifla ; a L. A. de Si-
queira.
3 barricas ferragens ; a Brender a Brands.
8 toneladas, 12 quintaes ferro, 7 dilas, 10 quin-
laes arcos de dito, 100 fogareiros, 2 barricas grades
de ferro, 150 mullios pis, 21 barricas ferragens, 17
dilas enxarias, 2ti barris pregos, 20 caixas miudezas,
3 ditas tecidos de linho ; a James llalli I,n .
45 gigos e 1 barrica louca, 19 caixas e 35 fardos
lecidos de algodao, 1 caixa miudezas, 2 fardos baela,
1 raixa meias de algodao ; a Fox Brothers.
78 caldeiras e 123 cannos ; a 1). W. Bon-
niann.
5 caitas lecidos do algodao ; a Roslrou Rooker
Companhia.
35caldeiras, Libareis salitre, 6 barricas ferragens,
1 dita candelaliroi, 1 caixinha facas, 1 dita drogas, 2
barris chumbo ; a S. P. Johnslon & Compa-
nhia.
54 fardos e 53 caitas lecidos de algodao, 100 bar-
ris manleiga ; a J. Ryder & C.
12 fardos e 2 caitas lecidos de algodao ; a Johns-
lon Palcr (S C.
1 gigo louca e vidros.1,220 moflios palhinha da In-
dia, 12 peneirns dearame, I volunte cora carvilo c I
rom qnanlosejam ligeirainenlc coloridas, nem por,.embrulho ; a W'm. PurcelL
HSSlS
Em Sumatra, e cm diversos outros pontos, estn
boje razando uso de nma bellida anloga ao cha,
composta de nina infusflo de folhas de arvore do ca-
f, convenientemente dessecadas, o mesmo um pou-
co forradas.
Us habitantes pouco abastados daquelles paizes sao
os uniros,(|urpnrriui|ii.ii:fo../0111 usodclla. easpes-
soas ricas tnlvcz os livessem ha muito imitado, se
110 conveniente preparo das folhas (vesse hitvido o
cuidado rie regular o gran de temperatura mais pro-
prio; aquelle que desenvolve os productoc orgnicos
e os mais agradaveis cm mxima qiiauliriarie.
Mas, longo rie preslsrem a alinelo ncressaria a
esla operaco, os hahiluntes de Sumatra deixam o
fugo operar sobre as folhas, por 11111 lempo indeter-
minado, e siispenilcni a operaran, ora em um grao,
ora cm oulro, rie maneira. que boje oblem urna
porreo de cafena, 011 acido cafino, auiauhfla oulra
poreflo cora mais ou menos de oulras materias
volaleis, mais mi menos cnipy reumticas 011 amoni-
acaes. Era lorio o caso, excedem o ponto da lorre-
faeco, que, para os europeos, prodiiziria os mais a-
gradaveis producios, porque o sau paladar se aocoin-
inoda mais. segundo parece, assensares acres devi-
das s materia- uuionicacs, ao empyrcuma, e aos
cidos, de quo urna certa aecflo do fogo lem deter-
minado a formaran, assim as folhas licuando na a-
gua unta maior poreflo do material solureis.
Para fazer adoptar s popularnos europeas a infu-
sflo das folhas du cafeeiro, seria necessario nflo so-
mentc urna lorrcfarfln menos pronunciada, e sempre
a mesma, mas ainda um.mctltodo d lorrefarflo mas
econmico, do que aquelle que se pralica cm Su-
matra. Cora urna lorrarieira anloga as, que na Eu-
ropa servem para forrara cevaria applicaita cerveja
011 o caf em grao, que se prepaia era cortos eslabe-
lecimontos, seria fcil Irazer quasi as despezas das
folhas do rafeeiro ao eslado qne se deseja, e mesmo
isso deixam de ser boas.
Em geral a boa agua, rnnlendo as circumslancias
de que se lem fallado, deve dissolver completamente
o salliOJ laxando espuma quanrio se gil.1 sem aprc-
senlar una especie rie quallio ; c urna vez que
isto nflo acontcea indica a existencia de cortos cor-
pos ehiraicosem exersso ; deve cozer fcilmente s
iegumes, lavar, tornando bem clara, a roupa; nflo
deve damnificar a pelle posta em contado com ella;
sen goslo deve s.er agradavel sem nltoraco, c refres-
cando deve produzir fcil digestflo ; quanrio se
aqucea deve e se se fizer chegar a una evapnraeflo completa,
deve depositar unta insignificante quanlidade de
residuos.
As aguas muito quelites ou mesmo momas, silo
prejudiciaes aos orgBos digestivos des animaos, enfra-
queeendo e dando lugar a urna digcslflo lenta c tra-
balhosa. He s aguas muilo quelites, que se allri-
buem asdociicasgravesqucalacaniosgadnsduraiileo
vero ; taes como, os Ilusos de venlrc, riesinterias,
ictericia, aflecees ptridas, epiaooticaa graves e nu-
tras. Para prevenir os inconvenientes das aguas
muilo quelites, convem consrvalas por algum lem-
po, em lugares frescos ejunlar-lhes um pouco do sal
marinho, ou de vinagre miles de as administrar.
Quando conlm etcessivas substancias mineracs,
lorna-se pesada o dillicil rie digerir, cm umu palavra,
he mii agua. .
A-unas sulphu 1 as, uu que coiilccni sulphalu de
cal, devem ser regeitadas como prejuriiciues espe-
cialmente ao cavnllo, porque poderu proilu/V com
esperialidade naqucllq animal enfermidarics inles-
tinacs.
A agua he efleclivamente mu, e nunca deve ser
empreguda como bebida, quando contenha cnxofre,
iodc, saes de cobre, de chumbo, de arsnico,de. As
aguas que contivercm ura pouro de ferro podem ser
muito ules aosanimaes. i/i. Maurceh, Agrnomo.
Monileur des interels malcriis.)
(Jornal do Commercioe Lisboa.)
para
2 caixas ganga c alpacas, "Scaixinhas vidros
vidraca ; a A. C. de Ahreu.
8 fardos e 50 caitas lecidos de algodflo, 9 caixas di-
los de linho ; a Patn Nash & C.
20 toneladas carvao, 5 ditas dito queiraado, 3 mo-
llina ac ; a C. Slarr \ .
9 caixas chapos de sol, 3 fardos e3 caitas lecidos
de algodao ; a R. Roy le.
i caita linhas, 1 jarra vinagre, 1 caixinha cha, 1
dila vestiduras, I embrulho camisas, 1 barrica lin-
gual ; a E. Fcnlon.
5 fardos c 3 caitas lecidos de algodao ; a Briinn
Praegcr & <"-
1 raixa cora 1 piano, 1 dila com I podra para se-
pultura ; a senhora de Boado.
8 caitas tecidos de linho, IIXI barris manleiga, 1
caixinha livros c pinturas ; aMc.Calmont f Com-
panhia.
2 barris agurdenle do Franca, 32 caitas e 4 bar-
ris >inbo,20 presuntos ; a James Hiinier.
3 saceos 'amostras ; a diversos.
2 volumes barretes.; a W Rav inond & Compa-
nhia.
GOMMERCIO.
Importacao ,
Barca francezaliarte, viuda rio Havre, consigna-
da a J. Lasserre & Companhia, manifestou o se-
guinte:
3 Cixitas chales, vestirlos, ele, 5 ditas tecidos de
lia eseda crie algodflo, 3 ditas chales, creps e mo-
das, 40 barris e 60 meios ditos manleiga, I embru-
lho amostras ; a Briinn Prueger 4 C.
MOVXMENTO DO PORTO.
.Vacos entrados no da 7.
I'ur.iliiba21 horas, hiate brasileiro Flor do Hrasil,
de 28 toneladas, meslrc Joflo Francisco Marlius,
equipagem 1, caiga loros de mangue; a Justino
da Silva lioavisla.
dem21 horas, hiate brasileiro Conreiro de Ma-
ra, de 27 toneladas, meslre Francisco Jiislinn
Valenlim, equipagem i, carga vilibn c mais gne-
ros ; a Manuel ria Silva Santos. Passagciro, Bcr-
larmino Jos do Barros.
Sucios talados no mesmo da.
LiverpoolBriguc inglez kmiua, capilla Thomaz
Ferris, carga assucar c algodflo.
ParahibaPolaca hespauhola Dorolhca, em lastro.
Suspendeu do lameirflo.
.Vacos entrados no dia 8.
Hamhiirgo62 dias, patacho diuumarquez .luna
Catharina, de 100 toneladas, capitao Pedro Ma-
teen, equipagem 8, carga fazendas e mais gneros;
1 Kruiin Praeger c\ Companhia.
Barcellona40 dias, patacho hespanhnl 'residente,
de 140 toneladas, capitn Rapbaet Reus, equipa-
gem 12, carga vinbo e mais gneros ; a Viuva
Amnrim cj; Filho. Veio a este porto ri fresrar;
seu destino he para Bnenos-A)res.
Illm. Sr. inspector du Ihesuuraria provin-
cial, em cumprimcDlo da ordem do Etm. Sr. presi-
dente da provincia manda fazer publico, que 110 dia
5 de outubro protimo vindoaru, perante a junta da
mesma thesouraria, se ha de arrematar quem por
menos llzer a obra nos reparos a fazer-se na casa
destinada para cadeia na villa do Ouricury, avadada
em 2:750 rs.
A arrematado ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do correle anuo, esob as
clausulas especiaes abaiic copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrcmalaco
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constarse mandou aflitar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Peruam-
buco de selembro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciacZo.
Clausulas especiaes pata a arrematara.
1.' Todas as obras serlo feilas de conforn.idude
com o ornamento approvario pela riiredoria era con-
selho, c apresentado i approvac,Ao do Etm. Sr.
presidente na importancia de 2:750$.
2.a As obras sero principiadas 110 prazo de 12
mezes, c concluidas no rie 8 mezes, amitos conta-
dos na forma do artigo 31 da lei provincial 11. 28G
de 17 de maio de 1851.
3." O pagamento da importancia desta obra ser
feila cm urna s prestarlo quando ellas esliverem
concluidas, que sero logo realisadas definitiva-
mente. .
4.* Para tudo o que niio se adiar determinado as
presentes clausulas nem 110 orcamenlo, seguir-se-ba
o quedispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciacSo.
O Illm. Sr. inspector ria thesouraria provincial,
cm cumplimento do disposto 110art. 34 ria lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para conheci-
inento dos credores bipothecarios, e quaesquer in-
lercssados, qne foi dcsapropriada a JosJoaquim de
Santa Auna, urna casa de laipa na estrada do sul,
que vai para a villa do Cabo, pela quautia de 809
rs., e que o respectivo proprietario tem de ser pago
do que se Ihe deve por esla dcsapropriacao logo que
terminar o prazo de 15 dias contradi* da dala des-
le, que he dado para as reclamacoes.
E para constar se mandou aflitar o presente e
pnblicar pelo Diario por 15 dias soccessivos.
Secretaria ria thesouraria provincial de Peruam-
buco 5 de selembro de 1851.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cuinpnmenlo da ordem do Etm. Sr. presi-
dente da provincia de 23 do correle, manda fazer
publico, que perante ajuula da fazenda da mesma
thesouraria, se ha de arrematar no da 21 de selem-
bro prximo vindouro, a quem por menos fizer, a
obra do aperfcicoamenlo e calcamcnlo do 1. lauro
da estrada de Appucos, avadada em 31:0378500
reis.
A arrcmalaco ser feila ua forma da.lci provin-
cial 11. 343 de 15 de maio do crrenle auno, e sob as
clausulas especiaes abaito copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalaeo,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflitar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co, 26 ilc agosto de 1854. O secretario,'
Antonio Ferreira d\lnnunciacao.
Clausulas especiaes para a urremataciio.
1.a As obras rio aiierf.uroainen1,1 e ralraiiiento do
I. lanco ria estrada de Apipucos, far-se-hlo de con-
formidaric com o ornamento e perlis approvarios pe-
la directora era ronsellm, e aprcseulados a pprova-
c,ao do Exm. presidente da provincia na importan-
cia de 31:0379500 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de :>() dias, e dever conclui-las no de 6 mezes,-
ambos contados na forma do artigo 31 da lei provin-
cial n. 286. '
3.a O pagamente da importancia da arrematadlo,
realisar-se-ha na formado art. 39 da mesma lei.
4.a O arrematante cscedeudo o prazo marcado
para couclusflo das obras, pagar urna mulla de tre-
zenlos mil rs. por cada mez, cinbora Ihc seja conce-
dida prorogaejto.
5. O arrematante durante a ctccucao das obras,
proporcionar transite ao publico e aos carros.
6.a O arrematante ser ohrigado a empregar na
etecucau das obras, pelo menos, melado do pessoal
de gente livre.
7.a Para ludo o que nflo esliver determinado as
tiresentcs clausulas, nem no orramenlo, seguir-se-
1a o que dispe a respeilo a le provincial nume-
ro 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente ria provincia de 26 do crrenle, manila fazer
publico, tiue no dia 21 de selembro prximo vin-
douro. perante a junta da fazenda da mesma the-
souraria, se ha de arrematar a quem por meuos fi-
zer a obra rio arco c Hierros rio Afogadinbo na estra-
da do sul. avadada em 10:3108000 rs.
A arrematarlo ser feita na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do crtenle anuo, e sobas
clausulas especiaes abaito copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arreraala-
e 1. comparecam na sala das sessoes da mesma jun-
ta, no lia cima declarado pelo mcio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou aflitar o presente, e
publicar pel Diario.
Se, roiana da thesouraria provincial de Pernam-
huco, 30 de agosto de 18-51. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrcmalaco.
1." As obras do arco e aterro do rio A fo-ra,tintn,
far-se-hflo de conformidade cun o ornamento appro-
vario pela direeloria cm coiiselho, c apresentado a
apiuvaoan do Evm. presidente na importancia de
10:3409000 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de Um mez. e as concluir 110 de 6 mezes, am-
bos contados na forma do artigo 31 da lei nume-
ro 286.
3." O arrematante ser obrigado a receber pelo
preco do orr-amenlo a pedaa o cal que existem aop
da obra perleuccnte ao arrematante do IIo lanco.
i O pagamento da importancia da arremataeflo,
realisar-se-ba em 4 preslaees igua'cs : a t.", quan-
do esliver prompto e eslaqueado o caixflo : a 2.a de
pois de feita a sapula geral : a 3.a depois do recebi-
mcnlo provisorio ; e a 4.a na entrega definitiva, a
qual lera lugar um anuo depois do recebimento
provisorio.
5.* O arrematante ser obrigado a ler me fu lo do
pessoal ciupregario as obras, composto do trabalha-
dores livres, e a manteo no rio Afogariinho, em-
quanto nflo concluir a obra, um passadico eslirado
com loda a seguranca.
6.a Para ludo o que nflo se adiar determinado as
presentes clausulas nem no orramenlo, seguir-se-ba
o que dispe a respeilo a lei n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira dq Annunciacao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimarfles, juiz de
dircito da primeira vara do civel nesla cidade do
Recite, por S. M. I. e C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde ele.
Fajo saber aos que o preseute edilal virem e delle
noticia tiverem, que nn dia 22 de selembro prximo
eguinle, se ha de arrematar por venda a quem
mais der cm prara publica ricsle juizo, que lera lu-
gsr na casa das audiencias depois de mcio dia com
assisicncia do Dr. promotor publico deslc termo, a
propriedade denominada Pilanga, sita na freguezia
da villa de Iguarass, perlencenle ao patrimonio das
rccolhidas do convento do Santissimo corarflo de Je-
ss ria.mesma villa, a qual propriedade tem urna le-
gua cm quadro, cujas cttremas pegara do marco do
engcuho Monjupc que loi anligamenle dos padres
da companhia de.Jesus, pela estrada a liante au lugar
que chamara Sapicaia da parle esquerda. e dahi
curiara buscando o sul e alravessam o rio Iguaras-
s, Pilanga, al encher 11111,1 legua, c dalli parlo bus-
cando o scente al encher oulra tegua, e dalli
buscando o norte donde principien com oulra legua
que faz*tudo urna legua em quadro, com una casa
devivenria pequea de lelba c laipa ha pouco aca-
bada, avadada por 5:0009000 rs., cuja arremtatelo
fui requerida pelas ditas rerolhidas em virlude ria
liccura que obtiveram rie S. M. o I, por aviso de
lude novcnihro de 1853, rio Exm. ministro da jus-
lira, para o producto ria arremataeflo ser depositado
na tlicsoiirana dcsla provincia al ser convertido cm
apolices da divida publica, sendo a siza paga a rusia
do arrematante.
E para que cbcgiie a noticia de lodos, mandoi
1,1--ir editaes queserflo publicados por 30 dias no
jornal rie maior circularn, e alli vado nos lugares
publico*.
Dado e passado nesla cidade do Recite de Per-
namhuco aos 9 de agosto de 1851.En Manocl Joa-
quiui Uaptista, escrivflo interino o entrevi.
Custodio Manocl da Siten Cuimaraes.
A cmara municipal ricsla cid-ale faznublicu,
que, em virlude da resoluro que'(niara em sessflo
ria data desle, he permitilo oslabcreew-e fabricas
que trabalhain com fogos activos na ra do Bru,
na parlo smente que nao lem ainda cdificai;5o ne-
nliuma. Paco da cmara municipal do Recite cm
sesso de6 de abril rie 185i.Harao de Capibaribe.
resllenle.No impariimonlodoscrrclario, o ollicial
maior, Manocl Ferreira Accitly.
2." baUlho de infantera.
Caiberismo de Monlpclir 20 ; cartas de a, b, c, 20;
papel alraaco bom, resmas 5 ; papel de peso florete,
resma 1 ; panlas20 ; tinta prela, garrafas 2; areia
prela.garrafu I : penuas rie ganco 100; lapis 50 ;
pedra de looza 10 ; crayfies de louza 50 ; ,caldeira
de ferro estanhado, para 200 pravas 1.
Fortaleza de Ilamarae.
Knrndcruacao de um raissal 1.
Aula dos aprendizesdo arsenal de guerra.
Papel almajo, resmas4 ; penoas rie ganco 400;
lint prela, garrafas 6 ; Synopsis da historia'rio Bra-
sil, pelo, general Ahreu o Lima 15; Thesouro da
Mocidadc Porlugueza.ou moral em acc.ao por Roquel-
te 20 ; Tratado dos deveres do hunem por Silvio
Pellico 25; Economa da Vida Humana, por Roberlo
Doestey 25 ; Resumo da Poiitrina Chrislila 25 ; ari-
Ihinelica pralica, por Colaco 20 ; rasladosde a, b,"
c, 40 ; dilos de bastardo 20 ; ditos de baslardinho
20 ; cartas de a, b, c, 80; taboadas 80 ; pedrs de
looza 30 ; lapis, duzias 6 ; caivetes 6.
Provimentos das oflicinas do arsenal de guerra.
Carvode pedra, toneladas 10 ; sola' branca gar-
roteada, meios 100.
Colonia militar de Pimcnteiras.
Resmas de papel almaco 4; ditas de dito de peso
2; massos de obreias 3; tinta prela para cscrever,
quarlilhos 6 ; escrivaniuha de metal 2 ; smele de
armas com prenca 1 ; par de linleiros de eslaoho 4;
sino com porra e badalo 1.
Qnem quizer vender estes objeelos, aprsente as *
suas proposlas cm cartas fechadas na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 12 do correle mezSe-
cretaria do cousellio administrativo para forneri-
menlo do arsenal de guerra 4de selembro de 1854.
Jos de Brito Inglez, coronel presidente.Bernar-
do Pereira do armo Jnior, vogal e secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direct-ao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Petnambuco,
arealisaremdol. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 30 OiQ sobre o numero
das aeqoesque lhes foram distribuidas, pa-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme aresolurJao tomada pela assem-
ble'a geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 1854.-^-0 se-
cretario do conselho de direccSo;
J. de M. Regp,
SOCIED&DE l,R,fliTIC.V EMPREZARIA.
1 RECITA I.1VRE DA ASSIGNATURA.-
Koje 9 de setombro.
Depois da execaco de urna escollada ouverlura,
lera principio a represntenlo do muito applaudido
e encllente drama Histrico em 5 actos, intitulado
0 [\AIFRA(.I0 DA FRAGATA MEDLZA.
Ser decorado com lodo o scenario c vesloario com-
petente, coros, dansasdecaboclos, de pretos, de dia-
bos, e com o bellissimo terceto doDos da Linha,
sua esposa e o engranado Champanbez. Dar Cm o
divcrlirnento como quinto aclo*do drama. .
A direccio da sociedade dramtica prometi ao
rcspeitavel publico empresar todo o cuidado para que
os inlervallos sejam abreviados, poisj temdado pro-
videncias a respeilo, alim de agradar ao generoso pu-
blico desta capital, a quem ser eternamente grata.
Os senhores asignantes de camarotes e cadeiras,
qne ns quizerem para esta recita lem a preferencia,
mandando porm receber as entradas e o carteo no
escriptorio do Iheatro al ao meio-dia ; depois dessa
hora em diante a dirceco dispor delles.
Principiara s 8 horaa.
AVISOS martimos.
Ceara' .Maranliao e Para'
com destino a estes dous portos
deve seguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
ve o mui veleiro palhabte Lindo Pa- '.
quete capitao Jos Piulo Nnes, para a
carga e |yssnjeiros trata-e com os con-
signatarios Antonio de. Almcida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Para o A carac sgue no dia 14 du correte o
hiato Sobralense ; para o resto da carga e passa-
tieiras, trala-se com Caetano Cyriaco da C. M., ao
lado do Corpo Sanio 11. 25.
Para o Ass sahe uestes 6 dias o patacho nacio-
nal (iConceicaon: qnem uellc qnizer earregar, en-
lenda-se com o consignatario Antonio l.uiz de Oli-
vcira Azevedo ; na roa do Queiraado n. 9.
Para o Au sahe no dia 12 do corrente a bar-
ca brasileira aMalbilden ; quem nellu quizer earre-
gar ou ir rie passagem, cutenda-se com Manoel Al-
ves Guerra Jnior, na ra do Trapiche n. 14, ou
com o capitao Jeronymo Jos Telles,
Para o Ararat > segu em poneos dias o veleiro
hiate Castro ; para o resto da carga Irata-se com
seu consignatario Domingos Alves Matheus.
LEILOES.
Rolhe Bidoulac fazem leilSo por intervenrao
do correlor Olivcira por conla e risco de quem per-
lencer, de 30 barris de pregos avadados ; em segui-
da continuar o Icilo com um sorlimenlo de ferra-
gens e miadezas, seguuda-fera II do correte as 10
lloras, no seu armazem, roa do Trapiche o. 12.
O agente Olivcira far leilSo de porrilo de ob-
jeelos pertencentes a navio, consistindo em velas,
vergas, pe^as de cabos de cairo, ditos de linho, pa-
tullas com corrcnlcs de ferro, linga com dito, peda-
eos de correnles de ferro, moitoes, mesare cmara,
prumo c linha, rolo de curdas para barquinhu, por-
i;3o de cordas de linho, saceos com estopa de calafe-
tar, barris com carnes salgadas de vaccu e de porco,
de superior qualidarie, telas com conservas de sopa,
e carnes conservadas, 220 barricas abatidas, 1 kalan-
11 com l,rarn c pesos de ferro, porcao de veniiz em
barril e latas de dito, qguaraz, tintas de diQerentes
cores, e muilos oulros urtiaos miudos proprios para
navio : sabbsdo, 9 do corrente, as 10 horas da roa-
nha, no Trapiche Novo.
AVISOS DIVERSOS.
DECLARACOES.
Pela mesa do consulado provincial se nuun-
cia. que o trimeste uildicinual dncxerciciu de IS.V! a
IK>i, espira no ullimo do corrente, recolhcndo-se i
respectiva thesouraria nessa poca lodos os livros
perlcucciili's .1 scmellianlo ejercicio, para seremes-
ecutarios os contribuintes : assim pois avisa-se a
todos que dcixaram de pagar decimas e outros im-
poslos, que coucorram a pagar seus dbitos al o dia
ullimo do me/ cima mencionado.
Conselho administrativo.
b conselho administrativo, em virlude da aulori-
saro do Exm. Sr, presidente ria provincia, lem de
comprar o segrale :
Para o hospital regimenlal deste provincia,
liini lino para camisolas, Icnees, fronhas o guar-
danapos, varas 22.16 ; maulas linas de 1.1a 71.
8." balulliAo de infantera.
Sapatos, pares 7SI.
E\posico, domingo 10 do corrente.
O rtspeitavel publico he convidado a visitar a Ra-
tera do retratos eslabelecida no Aterro 11. 4, lerceiro
andar, desde as 6 horas as 9 da imite.
Srs. redactores.Rogos-lhe o obsequio de de-
clarar se esses versos que compunham om dialogo
enlre um freguez e um retratista, impresso no seu
Diario 11.... foram mandados publicar por
Joaqnim Jos Pacheco.
Nao foram do Sr. Pacheco os versos quo menciona.
Os redactores.
Aluga-se orna prela que seja boa cosloreira e en-
gomadeira ; na ra do Rangcl n. 77 2." audaj.
Roubo.
No dia 6 do corrente mez succedeu o roubo se-
grale na cidade Nova de Santo Arnaco, em casa de
Manoel Francisco Duarte, sendo victimas delle dous
esludanles que habilam o sotAo da mesma casa ; ca-
jo roubo foi pralicado com a maior impudencia e
escndalo que se leui visto, pelas 11 horas do dia,
na occasiao em que elle* haviam deixado dito apo-
sento, conservando a chave na porta, visto como
pouco depois linham de subir. Eis senAo .quando o
ladeo, lendo presentido qoe o solao eslava solado,
c que mais pessoas de casa cnlregavam-se s suas
oceupaces, ousou invadi-lo, tendo feito o roubo
em grande porcSo de roupa, sendo toda ella de fa-
zenda superior: 1 casaca, 8 calcas de casemira, sen-
do ti de cor, de qualidarie dilfercn le, 2 pretos e 4 de
brim hrancocom a marcaA. G.; 3 colleles, sen-
do 1 de serta prela e 2 de corgorSo, oulros do fustao
de cor ebranens; i palitos de brim, sendo bran-
cos e de cor ; 7 peitos postiros de esgniao com a
marca por extensoA. O. R. P. S., e camisas com
a niesni marca ; lencos de mo lambem marcados,
de grvala, de seda, de cor dille-rente ; e, finalmen-
te, rious capules novos rit borracha. Dizem, ter si-
do o ladro um piolo do Recite. Roga-se, portento,
quem lver noticia de semelhanle roubo, qoe ba-
ja de denunciar; assim como as pessoas quem fo-
rera uderecidos taes objeelos. de apprebend-los c
vir entregar na referida casa de Santo Amaro, qoe
rio seu Irabalho serSo pagos generosamente, ou na
ra do Ilorlas, era rasa de Antonio Rodrigues Viei-
ra ; c, finalmente, pede-sc muito, em semelhanle
negocio, a inlervncSo das autoridades policiaes.
Hoje 9 do corrente, na noria do Illm. Sr.
Dr. provedor de espolias e residuos da segunda va-
ra, na ra cslreila do Rosario, as 4 horas da larde,
se bao de arrematar as trras c sitios do Campo
Grande, na estrada de ltlcni. avahados por 9:5009
rs., conlcndo urna rasa do pedra e cal. com 2 salas,
4 qiiarlns, coziuha, casa de farinha, estribara; os
sitios sao 7, com muilas frucleiras, coqueiros, baixa
para r.ipini, campo para criar gado, plantar, tem
urna bou candna para embarque o desembarque
aira/, dos sitios, tem 400 e tantas bracas de testada, e
os fundos \o al a caroboa ria Tararuna, lie muito
porte da cidade, apenas dista mca legua, rende 314JI
rs. annual, puliendo estas rendas serem alteradas
mais do duplo, porque desde a morle do seu possui-
dor, que ha 40 annos. est com esta renda ; vai i
prac,a a requerimenlo do solicitador de capellas e re-
siduos, em consequencia dcsles boas se lerein julga-
dos residuos, e por nao ter o testamenleiro Joso
Dominaues Neves dado conla do testamento do fi-
nado 1). Antonio Pi de l.ucena e Castro, e o seu
producto tem de ser recolhido a fazenda publica na-
cionnl- ama de ..Erre.
I'ma ama de muilo bom leile se olTerece para
criar ; a Iralar na roa da Cadeia do Recite n. 61,
"?N --..


DIARIO DE PEBMMBCO, SABBAOO 9 DE SETEMBRO DE 1854
mu
Na ra rio Queimado loja ilc ourives pml.i
toda de azul n. 3", lia uin rico e variado sor-
timenlo de obras de ouro que o comprador,
a vista dos precos e bem Futo da obra, nao w
rieixarn de comprar, alia irando-sc e res-3*
pousabilisahdo-sc pela qualidade do ouro de $5
Me 18 quilate*.
Snbbauo, 9 do correle, is 4nras da tarde, a
porta da casa do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara do civel, so arrenatar por venda un
bom sobrado de 3 andares, na ra do Queimado n.
H, por etecacao de Bernardo Duarte Brandilo, con-
tra Joo Collares Sobreiro Cintia, sua uulher e ou-
' tros, he a ultima praca ; a compra desta proprieda-
de he muilo vaulajosa por ser una urna rna principal
do commcrcio e por l:000a00}, preco iln avahado.
Precisa-se de ama ama para o erviro de urna
rasa de pouca familia, que sa ba cozinhar : na ra
da Cadea de Santo Antonio u. 20.
Quem precisar de um-caixeiro para engenho,
a qual he estraugeiro e entend > de azer po, dirja-
se ao aterro da Boa-Vista n. 6.
Senhores estimantes.
Manoel Cassiano de Otiv ira Ledo, esludan-
. te que fui do Ivceo, obteve licenca para ensi- 9
uar particularmente geometra e grammatira &
fil nacional, em que se reconheceu habilitado. 8
# Eslo abertas matriculas de ama e oulra, c 9
9 contiuuarao at o fim do ccrrcnle mez. Di- $
# rija-se quem quizer ao palto do Paraizo, pri- #
9 uiairo andar, unido a igreja. fit
Piecisa-se do um liomeni para feitor de un
sitio perto desta praca, sujeitar do-se o mismo a tra-
balhar de encliada : no largo do Corno Santo n. 13.
Precisare de una criado para ser vi-
ejo de urna pessoa solteira, preferindo-se
esuangeiro, que nao exceda de 18 annos
de idade: no aterro da Roa-Vista, nume-
ro 45.
W saldo o terceiro numero lo Gravo, a acha- 0
# se a venda na ra Nova n. 52, loja de lloaven- 9
4$ tura Jos de Castro Azeved i, onde recebem-
9 se assignaturas de 800 rs. por 12 nmeros, am
38* *t *- J) m
Pede-se instantemente a Sr. Fran-
cisco Antonio de Oliveira.thesoureiro ge-
ral das loteras da provincia, para que
cm pregue todososesforcos cap a publi-
cacao da lista geral no Diario de Per-
nambuco no dia segu nle ao da extrac-
<-ao-da lotera, como se pratica no Rio de
Janeiro, seS. S. quizer obrar desta ma-
neira vera' c[ue as loteras bao de ter
grande influencia, adveilindo-lhe tambem
ser de grande necessdade a dislrbuirao
gratuita de 400 listas para como publico,
como hecostume no llio de Janeiro, as-
sim o fazerem os thesoureiros. Esta fe-
liz lembranca sera' tomada por S. S. em
grande considerarao, e ganhara* com isso
urna alta preponderancia naslotariaspro-
vinciaes se assim opraticar.
Um dos influentes nestejogo licito.
Precisa-se de urna ama cue seja cscrava, para
lodo o servico de orna casa, ou urna mullier que se-
ja capaz : na ra da Aurora n. 30.
Manoel Fernandas de Mello retira-se para fura
da provincia, ejulga nada dever : quem se julgar
seu credor, procure-o na roa di Cruz n.47.
Offerece-se om menino de idade de 11 a 12
annos, para caixeirode tabernil, de qne tem pratica ;
dirija-se ra do Queimado, loja n. 43.
Deniz, alfaiate .francez,
cslabekcido na ra da fiadeia 1.0 Recife n. 40, pri-
meiro andar, trabadla de feilio.
Desappareceu a 3do concuto, da casa doba-
rharel Lourenco Bezerra Ca neiro da Cunha, no
Mauguinho, omescravodc nome Joaquim, alto, vr-
melo*, tendo orna ferida na purga, bobas pelo cor-
po e bastantes na cara. Sahio quela e chapn de palha vello; quem o capturar,
leve-o casa do mencionado bichare!, que ser re-
compensado.
U1TERIA DO TflEATRO DE S.lNTA-ISABEL.
Aos 10:0009000 e :i:O0OSOO0.
Na casa da Fama, no aterro da Boa-Visla n. 48,
rslao a venda os billicles e cautelas da 19 lotera do
llieatro de Santa-Isabel, que corro a 20 do crrenle
Bilhelcs 10000
Meios 5000
Quarlos 25800
JJecimos 18300
Vigsimos 9700
$*:*e8J
RETRATOS PELO SVSTEMA
CHR1STALOTVPO.
Aterro da Boa-Vista 11. 4, terceiro
andar.
No eslabelecimento enconlrarao os prelen-
w denles um rico sortimenlo de caixas, quadros,
alfnetes, cassolelas e piitceiras.
9
m
Ha 6 do crrante, pelas 7 lloras
da manhaa, furtaram de. ra da Cadea,
casa n- 16, primeiro andar, onde mora o
Dr. Vilella Tavares, urna caixa de charao,
contendo tentos de inari.tn; lmtrancelm
de cabello com urna loneta, dous baralhos
de cartas etc. A ca.va lie nova e doura-
da, e eslava posta sobre urna mesa que
lica contigua a porta da escada : a pessoa
que der noticia do furto ou entregar a
dita caixa, sera' generosamente recom-
pensada.
O bilhete inteiro n. 1819 da priraeira parle da
19 lotera to Ihealro de Santa-Isabel, rubricado por
Souza Jnior, perlencc ao Sr. l'aulo Joaquim Tclles
Jnior, negociante cm Maceic. o quaMiilhele lica
em poder do Sr. Gaspar Anloui > Vieira Guimaraes.
No dio 9 do correnlc miz he a ultima praca
para a arrematar. das casas terreas, na ra do F
guildes n. 16, e na ra da Asmmpcao 11. 1! ; como
t.unbcm das casas de laipa da Itoa-V'iagem, urna no
Alto e a ontra uo Jordao, por execucio de Miguel
Archanjo Posthumo do Nascimenlo coulra os herdei-
ros de Auonso Jos de Albuqucrque Mello, cuja
praca he no juizo da segunda vara do en el, n lu-
uar do costumr.
_ Na rna Nova aluga-sea loia n. 4, com arma-
cao: a tratar na mesma ra loja n. >.
No dia 10 do mez de agosto desappareceram
do engenho Pedregulho, na conarca de Nazarelh,
do Sr. Joaquim Manoel Vieira d Mello, os 2 escra-
vos necros, m>i e filho, Francisca com idade de 58
anuos, alta, magra e bem robusta; e Porfirio de
idade de 26 annos, estatura regular, rheio do corpo,
nariz apapagueado, um pouco ;marello : a levar no
referido engenho, ou a entregar no Recife a Jos Ma-
na Ferrara da Cunha, na ra do Queimado 11. 55 ;
paga-se com generosidade.
Aluga- os tres andares do sobrado da ra da
Ladea do Recife 11. 30: a tratar na loja do mesmo
ASSOSSIACAO' XOMMLHCIAL BENE-
FICENTE.
A commissao enearregada Ja dialribuicao da
quantia agenciada para os desvalidos prejudicados
com a imiiindatSo de 22 e 23 de junho, avisa aos
respectivos interesados que podem procurar o re-
sultado deseos requenmentos i^m casa do lliesou-
reiroda commiss.io o Sr. Ihomrz d'Aquino Fonseca
Jnior, na ra do Vinario, n. 19, das 3 < al is
t> horas da larde, do dia 11 por dianle /". do
Sima Barroca, secretario da commissao.
Na audiencia do Sr. Dr. juiz mnnicipal da se
gunda vara, do dia 9 do crreme, tem de ser arre
matada por venda por ser a ultima praca, urna ra-
sa terrea: sita rta ra da Gloria n. 37, penhorada
por execueao de Manuel Ceocad o Mira Wanderlev,
contra Jo3o Vicente Ferreir Cima.
HBLICACAO DO JNST1I11T0 PMOPATHICO 1)0 BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou-
VADE-MECUM DO HOMOPATHA.
lielliodo conciso, claro, e^eguro 'de curar homreop.-lhicamenle todas as molestias, qoc affligeni a
especie.humana, o particularmente aquellas que rcinain no Brasil.
i
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra importanlissima he boje reconher.ida como a primeira e mellior de todas que trata m da ap-
plicacao da homu-opalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, n pdem dar um
pasao sajguro sem possui-la e consulta-la.
Os pais de familias, os senbores de engenho, sacerdotes, viajantes, capilacs de navios, serlanpjos, etc.,
etc., devem le-la a m para occorrer promplameole a qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por.......... 107000
Encadernados............. \ |j)o<}
Vendc-se nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCCOPATHICA.
Ninguem poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homiropathia no norte, c inmediatamente interessado
em seus benclicos successos, tem o autor do THESOURO HOMOEOPATIIICO mandado preparar, sob
sa immcdiala inspecrao, lodosos medicamentos, sendo iucumbido desse trabalho o hbil pliarmarculici
c professor em horneropaIhia, Dr. F. de P. Pires Hamos, que o lem eicculado com todo o zelo, lealda-
de e dedicaran que se pode desejar.
A cllicacia destes medicamentos he atlcstada por todos que os tem experimentado; elle nao prec-
samele maior reconimcndacilo; basta saber-sc a fonle donde sabiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Urna carteira de 120 medicamentos da alta e baixa diluir em glbulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATIIICO, acompanbada da obra, c de urna
caisa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........
Dita de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dila de 60 principaes medicamentos recummendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e coma dita obra (lobos grandes.). 609000
(tubos menores). 459000
Dila de 48 ditos, ditos, com a obra ('tubos grandes)........ 509000
o (tubos menores). 33000
Dita de 36 ditos acompauhada de i vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) 'phkki
(tubos menores;. 30fJOOO
Dita de 30 ditos, c 3 vidros de tinturas, rom a obra (tulios grandes) .... 355000
o (tubos menores) 269000
Dila de 2i ditos ditos, com a obra, (tubos grandes)....... 309000
(tubos menores). 205000
Tubos avulsos grandes............. I90OO
pequeos............ 5.500
Cada vidro de tintura............. 29000
Veiidem-sc alm disso carleiras avulsas desde o precode 89000 rs. al de 4009000 rs., conforme o
numero etamanho dos tubos, a riqueza das caixas e dynmisa^Oesdos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommeodas de medicamentos com a maior promplid, e por preros commo-
dissimos.
Vende-sc o tratado de FEURE AMAREI.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 29000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. G. II Jahr traduzido em portugueze acom-
modada a.iiilellisencio do povo........... 69OOO
Kua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
honda-
AO PtBLIM.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do CoUejrio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mas baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
< se aos compradores u m s preco
I para todos : este cstabelecimento
alirc-se de combrnaro com a
maior parte das casas commerciaes
inglesas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mas em
conta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens doque outro qualquer ; o
proprietai-10 deste mirlante es-
tabelecimento convida a' todc* os
seus patricios, e ao publico em ge-
al, para que venham (a' l>em dos
eusinteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collego n. 2, de
Antonio Lu/. dosSajitos&Rolim.
1009000
!K)?0OO
e Mo
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO HOMtKOPATUICO, tete a tx
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio /tices da Silca Santos, eslabelerido na cilla de Oarreiros.
u Tivc a satisfaro de receber o Thesouro lioinaopalhico, preciosu frurto do Iraballin de V. S., .
affrmo que de lo.las as obras que lenliolido, he esta sem contradicho a mellior lauto pela clareza, com
que se acha escripia, como pela precisao com que indica os medicamentos, que se devem empresar ;
qualidades estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconheccm a medicina
Iheocria e pratica, ect., ect.,elc. n
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BTTA DO COL.LEGIO 1 AUffUAH .
O Dr. P. A. I.obo Moscnz da consullas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manlma aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operado de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mullier que esteja mal de parlo, c cujas circiimslancias n permitan) pagar ao medico.
SO COMITORIO UO DR. P. A. LOBO HOMO.
25 RA DO COLLEGO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. U. Jahr, Iraduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualrtt
volumes encadernados em dous :................. 209000
Esta obra, a mas importan le de todas as que Iratam da liomeopalhia, inleressa a todos os mdicos que
quizerem eiperimcntar a >>oulrina de Uahnemanu, epor si proprios se convencercm da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de engenho e fazemleiros que eslo longe dos recursos dos mdi-
cos : mtercssa a lodosos capitacs de navio, que nao podem dciiar urna vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripolanles ; e inleressa a todos os cheles de familia cue
por circiimslancias, que era semprc podem ser prevenidas, sao nbrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homcepalha ou traduce do Dr. Hering, obra igualmente til s pessoas que se
deilicam ao estudo da liomeopalhia um volume grande ,....... 89OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis
pensavel as pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina....."...
Urna carteira de 2i lubos gratules de finissimo christalcomo manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele....... -........
Dila de 36 com os mesmos livros....................
Dila de 48 com os ditos. ..,...........
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolba. .
Dila de 60 lubos com ditos.......................
Dila de 144 com ditos.............x.....\ \ \
Estas s acompanhadas de 6 vidros de tinturas esculla.
Aspessoas que em lugar de Jabr quizerem o Hering, lerao o abalimeulo de OJOOO rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... 8JO00
Dilas de 48 ditos ....................... 168000
Tubos grandes avulsos...................\ IJJOOO
Vidros de meia oncji de tintura.................... 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
liomeopalhia, c o proprielario dcsle eslahelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
uinguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de rrvslal de diversos lamanhos, e
aprompta-se qualquer enc.omme.nda de medicamentos com toda a brevidade e por precos muilo rom-
modos. 1 r
49000
40SO00
40)000
5050OO
6OJ5OOO
IOO9OOO
0 Amonio Agripino Xavier de Brilo, Dr. em 53
^ medicina pela laculdade medica da Baha, re- g
> side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- A
de pode ser procurado a qualquer hora para o $
exercicio de sua proliss
Na ra do Trapiche 11, 17, recebem-so encom-
mendas ]>ara mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se mostram ricos de-
senlio!.
- O padre Vicente Ferrar de lbu-
querque, prolessor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar berta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidadc.concern'entes ao adanta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilsar de sen prestimo,
protestando satisfazer a' e\pectacao pu-
blica ainda a curta dos maiores sacrificios,
e, emquantoiiftolixar sua residencia, que
devora' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirjam-se a'
livraria da piarada Independencia ns.
t e 8.
LOTERA DO TIIEATRO DE SANTA-ISABEL.
Corre mdubitavelmente em 20 de
setembro do coi rente atino.
Aos 10:000,000, :000.s000, l:000.s000.
O caulelisla Salusliano de Aqunn Ferreira avisa
aorespeilavel publico, que os seus bilheles c caute-
las 11 solTrem o descont de oilo por cenlo do im-
posto geral nos Ires primeiros grandes premios.
Ellcs esto exposto; venda as tojas j condecidas
do respeitavel publico.
Bilheles 113000 10:0008000
Meios SgvJOO 5:OOOJOOO
Quarlos 2|800 2:3009000
Oilavos 13.500 1:203O00
Decimos 13,100 1:0009000
Vigsimos 9700 OO9OOO
Ainda precisa-se de um bom coziuheiro, e de
urna rala para servico de casa; prcerc-se escravos:
na ra da Senzala Velba n. 60, esquina do boceo do
Capan.
Champagne, a mellior que ha no
mercado, epor preco mais barato do que
em outra qualquer parte, assim como ce-
ra em velas, canas de 100 e de 50 libras:
tiata-se no escriptorio de Machado & P-
nheiro, amado Vgarion. 19, segundo
andar.
AOS PADEIROS.
Arrenda-seuma padariacoin lodos os pertences, e
em estado de servico quolidiano ; quem della se qui-
zer utilsar, ja por arrenilamcnlo, e j por oulro
qualquer negocio : dirija-se ao eslabelccimenlo de
Ignacio Jos Machado, na villa do Cabo.
Ainda est para se alugar os arinazcns, silos
na ruada Praia 11. 32 c 14. perlencenles a venera-
vel or.lein terecira de S. Francisco desta cidade :
quem os pretender, dirija-se ao Sr. Caetano Piulo de
Veras, ministro da mesma ordem, qne lem poderes
lara os alucar.
Na ra das Cruzesfi. 10, aberua do Caiuiioi
M poroso de bichas hamborgoexis das melhores_qu
a lamS ?' <""" o i.tintieinse alugaiu.
^iO GOimiTOBIO
DO DR. CASANOVA,
RA DAS CRLZES N. 28,
^ aclia-se venda um grande sortimenlo de ,
w carleiras de todos os lamanhos, por preros
Cp muilo em conta.
Emcntos de liomeopalhia, 4 vols. 69OOO
g i onca de tintura a escolba 13000
flf Tubos avulsos a escolha a 500 e 100 _
i988E^:3SaEKSOBE}OG@CKK:3SE)9S
Quem liver conlas contra a barca ingleza
llants, capiao G. llipplewhele, arribada a esle por-
to na sua \iagem de Calino de Lima, com destino"
para Valencia- na llespanha, qoeira aprcscnia-las
uo consulado Britnico at odia 11 do correle ao
meio dia para sercm pagas, c depois desla dala nao
se licar responsavel por conta algnma.
0 cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira
avisa ao rcspeilavel publico, que o Sr. Fortunato Pe-
reira da Fonseca Bastos, eslahelecido com loja de
bilheles, na praca da Independencia n. 4. deixou de
veuder assuas cautelas das loteras da |iroviuria, para
vender as d<> Sr. caulelisla Antonio Jos Kodruucs
de Souza Jnior, as quaes ojlilu sujeilas a 8 \ do im-
posto geral nos lies primeiros premios graudes.
PIANOS.
Paln Nash Si C. acaban) de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade c vozes aos dos bem conhecid
autores Collard A Collerd, ra do Trapiche Nov
n. 10.
&'@ss *eg s
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Caignoui, eslahelecido na ra larsa
@ do Rosario n. 36, segnudo andar, colloca den-
i* tes com gengivas artiliciaes, e dentadura com- Q
pela, ou parle della, com a pressao do ar. A
Tambem tem para vender agua denlifriredo
Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do @
Rosario n. 36 segundo andar. @
Sg3E@
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
9-@3$$$a:S$V$r&*
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Piuho mu-
cien-se para o palacete da ra de S. Francisco 4JJ)
'mundo novo) 11. 68 A. u
Aos 10:000S :000s e l:000.s()00.
Na [Tara da Independencia u. 4 loja do Sr. For-
tunato, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 40 do Sr.
Faria Machado, ra do Queimado 11. 37 A dos Srs.
Souza & Freir e praca da Boa-Visla loja de cera
do Sr. Pedro Ignacio Baplisla, estilo venda os bi-
lheles c cautelas da primeira parte da 1!)" lotera do
Ihealro de Sania Isabel, a qual corre no dia 20 de
setembro, cujos bilhelcs sao do caulelisla abaixo as-
signado; oqual paga por inteiro o prciniode 10:0003
5:0009e 1:0009000, que sahirem em seus bilheles
intetros e meios bilhelcs cujos vio pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos lodsigues de Souza J-
nior.
Bilhelcs inleirqs. 113000
Meios bilheles. 59500
Quarlos. -29800
Oilave*. 135U0
Decimos. 13:100
Vigsimos. 700
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposit da ra do Trapiche
. 15, ha mi 1 tu superior potassa da Kus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
Lava-se e engomma-se com toda a pcrfeic^lo
aceio: no largo da rbeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
jas SE $ @ 3
& O Dr. Joao Honorio Bezerra de Meuezes, @
formado em medicina pela faculdauV da Ba- ,".#
hia, contina no exercicio do sua profisso, na @
ra Nova 11. 19, segundo andar. {$
O t*ar9@
TOAJ^HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINDO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadea, >cndcm-se loalhas de pannu de linhn, lisas
c adamascabas .para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapvs adamascados, por precos com-
modos. \
LOTERAS da provincia.
O thesourero das loteras avisa, que
acham-se a' venda nos lugares do costu-
me, osbilhetesda lotera do theatro, que
tem de correr no da 20 de setembro ;
piarada Independencia, lojasn. 4c 15 ;
rita do Queimado, loja 11. ,19 ; Livra-
mento, botica 11. 22; na da Cadea do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. V8 ; ra do Cabuga', botica do Sr.
Morera e ra do Collego n. 15.
Wlhetes inteiros......IO.sOOO
Meios........... .sOOO
Na ra Bella n. 13, precisa-se de urna cscrava
que saiha cozinhar e engommar, esobretodo que se-
ja fiel : he casa de duas pessoas de familia.
Precisa-se alugar urna prela captiva, que en-
gomme bem : no aterro da Boa Vista n. <8.
Precisa-sede nma preta para o servido de ra ;
preferiudo-sedemeia idade, e dase lOgOOO mensaes:
a quem convier. dirija-se ra do Queimado, loja
de fazendas n. 61.
Roga-sc a Sra. Agoslinlia, que esta etisfindo
em urna raso da quina da matriz da Boa-Visla, se
aiinlj se dispfie a ser ama de lodo o servico de urna
casa, dirija-se ra do Vigario n. 13,
Precisa-se de tuna ama para rasa de |Kiuca fa-
milia ; na rna da Senzala Velha n. 96,
lis
Pedrinho 011 o amor fraternal.
Manoelzinho de uossa aldcia rom os seus pali-
11 lio-. Ainda existe um pequeo numero desla in-
(eressanle obra, producan de nina Porlucnse, que
animada do acolhimento que tem recebido do pu-
blico juvenil, anima-se a olferere-la s illu-lns-i-
mas mais de familia, de quem espera toda a protec-
cilo. e se acha venda na roa Nova n. 52, toja
de lina ven! ura Jos de t'.aslro Azevedo a 240 e a 160
rs. cada exemplar em brochura.
Aluga-se por fesla ou animal urna proprieda-
de de pedra e ral, com commodos suflirientes para
qualquer familia, no Poco da Panclla : a tratar na
tundirn lo liniin n. 6, 8 e 10, com o caiieiro da
mesma.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os blhetes orig-
naes da lotera 20 para os reparos das ma-
trices, cujas rodas icou de andar no da
5 do corren te setembro ; os premios scro
agos logo que se fizer a distribuicao das
islas.
Precisa-sc de urna Sr.-1 honesta c de bons cos-
1 limes, (pie il garanlia esses quesilos, para ir edu-
car duas meninas em um engenho, fazcndo-se-lhe
as vanlageus de oidenado, meza, rmi|ia lavada e
casa indcpeiidente da do Sr. de Engenho : quem
convier procure ao proprielario desla lypograpbia,
que Um indicar a pessoa competente com quem
tratar.
No dia 9 do corrente, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara civel, se lia
de arrematar por venda animal a casa terrea n. 88,
sila na ra das Cinco Ponas, penhorada por Joa-
quim da Silva Lopes, escrivdo Molla.
AVIS E CHATIDAO\
Boaventura Jos de Castro Azevedo, nado na pro-
leern que receben de seus benignos amigos e Ire-
guezes em urna grande quantidade de caixas rom
charutos, que por um acaso comprou em leillo, faz
ver ao respcilavel publico, que, animado por 19o
grande ephilanlropica prolecrao, delibcrou-se a ler
sempre em sua loja urna grande quaulidade de cha-
rutos de todas as qualidades, que os vende lauto em
perenes como a relalho, por muilo menos do quem
em outra qualquer parte, c por iso julsa desueces-
sario nomear os ttulos de seus afamados charutos, c
juntamente por quanlo os vende, porque estando os
seus freguezes scieulesdos baixos presos porque ties-
ta casa se cosluma a vender, era tornar o seu an-
nuucio enfadonh, quando os seus intentos he s
agrada-tos e enlrcte-los com as saborosas fumaras,
que se \ en,lem na ra Nova n. 52.
O abaixo assignadojivisi, no respcilavel publi-
co, que couliua a ensinar msica, e diosa, lano a
meuinos como a meninas, oflercceudo-sc a ir passar
l'C** cm u* assim combiiicm no ajusto : porlanlo.
quem de seu prcslimo quizer ulilisar-se, dirija-se
confronte ao hospital Pedro II n. 7, que achara com
quem tratar.Francisco Murcira Lima.
Hojc 9 do corrente, as i horas da larde, na
porta do Illm. Sr. juiz de paz do segundo dislrirlo,
que mora na ra dos Guararapes, se ha de arrema-
lar por ser a ultima praca, 1 marqueza e 3 cadeiras
com asseuto de palliiuha, 1 commoda, ludo de ma-
deira dr condur, penhorado a Jos da Costa de Al-
buquerque Mello.
Prceisa-se alugar una ama para rasa ingleza,
com pouca familia, para engommar, prefere-se es-
crava : a fallar na ra do Trapiche, armazem do Sr.
Miguel Carneiro.
ORDEM TERCEIRA DO CaRMO.
A fesla do Senhor Bom Jess dos Passos da ordem
lerceira do Carino ler lugar no Ma 22 de oulubro
prximo futuro, se os devotos do mesmo Senhor con-
correrem com as suas esmolas como he d esperar.
Precisa-se de um hoinsm que enlenda bem do
serviro de campo, para limpar e corlar capim de
planta com perfeicao, e admiuislrar um grande si-
tio, na estrada nova da Magdalena, junio a casa do
Sr. Rangel, pagando-se incnsalmenle, e mesmo de
algons pieles captivos, que lainbein sealugam para
o mesmo fim: a Iratar com Jos Maria (murises
Vieira Guimartlcs, taberna defronlc da matriz da
Boa-Vista 11. 88, quina do Hospicio.
Joaquim Olinlo Bastos comprou para o Sr.
Lucio Aurelio Brigido dos Sanios um bilhete de nu-
mero 5167 da 20 lotera concedida a beneficio da
coii-irurcau e reparo das malrizes da provincia do
Rio de Jaueiro ; assim como dous meios. bilhelcs de
n. 976 e 1479 da mesma lotera para o Sr. Antonio
de S Brrelo.
Aluga-se urna e-crava preta, muilo hbil para
ludo o serviro de una casa de pouca familia', pois
cozinha muilo bem, ensaboa roupa, engunima liso, e
emlim bastante diligente, e afianra-sc sua conducta :
os prelru.lentes ilirijain-se ao segundo andar 11. 24,
ra do Livramento.
Da ra Nova, sobrado de um andar, situado
enlre dous beccos, desappareceu no dia 6 do corren-
te mez um esclavo d nome Cunalo, de Angola,
reprsenla ler de idade 30 aunos, cor fula, rendidoj
das verilhas, denles limados, lendo um dos dedos de
urna das maos aleijado; levou camisa de riscado
trancado azul e calca de ganga tambem azul, j
velha : quem o pegar ou delle suuher, dirija-se
quelle sobrado, que ser gcneosamenle recompen-
sado.
Precisa-se de um mestre de assucar para ir
para a celaje da Parahiba, preferev-H solteiro : a
tratar com n tabcllao Porlocarreiro, no seu cartorio,
ra eslrcila do Rosario n. 25, ou em sua casa, na
ra da Uuiao.
Em razAo de olvidarilo deixou de sabir quinla-
feira, 7 de setembro, o peridico denominadoCa-
meliao que leve logar boje, 9 do correnlc; os ej-
emplares eslno venda na ra Nova, loja do Sr.
Boas entura de Castro Azevedo, a 40 rs. cada exem-
plar.
Sr. Hcnriqne Frcderik Carlos Ebrich nao se
pode retirar para o Cear sem pagar a quanlia de
1.15800 rs. que he devedor a Joaquim Filippe da
Cosa.
Hoje as 2 lio ras da larde, se ha de arrematar
os objectose armario da relinacao c deposito de as-
sucar de Claudinn Jos de Siqueira, silo na ra do
Vigario, em presenra do Illm. Sr. Dr. juiz do com-
mercioda segunda vars.escrivilo Alhayde, cuja ar-
rematarlo se ha de clleclnar uo mesmo deposiin.,
lerra-teira. 12 do corrente, depois da audien-
cia do Sr. Dr. jniz de orphAos c auseutes, ser pos-
la'em arrematarlo urna letlra da quanlia de 929&546
sacada a 20 de marro de 1850 pela firma de Autonio
Soares Brinco e aceita por Joan de Dos Paes Bar-
reto a 9 mezes, vencendo os juros de 1 ,'s por cenlo,
por exeruen de el isti. 1 Jos (jomes Pena coulra
Os bens da heranrado tinado Antonio Soares Brinco,
sendo entregue o lance pela maior ollera que hou-
ver.
Ven Jc-se lio de sapateiro, bom : em casa de S.
P. Johuslon ,\ Compauhia, ra da Scnsala Noxn
n. 12.
COMPRAS.
Compram-se 8 portas de cosladinho novas, ou
j usadas, mas com a compelenlc arara : quem t-
ver, dirija-se ra de Apollo, armazem n. 30.
Compram-sc escravos de ambos os sexos, c pa-
gam-sc bem, as.im como receliem-se para se vender
de commissao : na ra Dircla n. .1.
VENDAS.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autorizado por decisao do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recommendam o arroba
Lafl'ccteur, como sendo o nico a.utorisatlo pelo go-
vemoe pela Real Sociedadc de Medicina. Esle me-
dicamento d'um gosto agradavs!, e fcil a lomar
cm secreto, esl cm uso na mariulia real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmenlc em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as affecres da
pcllc, impinaens, asconsequeucias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos parios, da idade critica e
da acrimonia hereditaria* dos humores; convm aos
calbarros, da be\iga, as conlraccOcs, c fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das ineccroes ou de
sondas. Cmuu anti-syphlitiro, o arrobe cura em
pouco lempo os fluxos rcenles 011 rebeldes, que vol-
vem incessautes sem consequencia do emprego da cu-
paiba, da cubeba, ou das injccciies que represen-
lam o virus sem neutralisa-Io. O arrobe l.allcctcu-
lie especialmente recommendado contra as doencas
inveteradas ou rebeldes ao mercuriu e ao iodureto
de potasio. Vendc-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-,
ca de Pedro n. 88, onde acaba de rhegar una
grande |K)iro de garrafas grandes c pequeas, viu-
das direclamcnle de Pars, de casa do Sr. Boy veau-
Laffecleuv 12, ru Richev Pars. Os formularios
dam-se gratis em casa do senle Silva, na prara ds
D. Pedro 11. 82. No Porlo, em casa do Joaquim
Araujo; na Babia, Lima i Irmans; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha Moreira, loja dedrouas; Villa-Nova, Joo Pereira
da Magatcs Leile; Rio-Grande, Francisco de Pan-
la Coulo 1C.
Cambraia lranceza.
Vendc-se rambraia frauceza muilo fina e de
padroes o mais neo possivel, c preco muilo barato ;
na ra do Queimado 11. 38, em frente do becco da
Congrcgacao.
Vende-se um escravo, crioulo, de idade de 21
a 22 annos, sem vicioalgiini c muilo pussaule, o qual
se vende por precisao, e serve para quem liver bom
goslo de possuir bous escravos,; quem o pretender,
dirija-se aOlinda, us QualroCautos n. 4, que acha-
ra cun quem tratar.
__ Vendc-se urna parda de 22 annos, queengom-
ma bem. rose c faz I0J0 o servico, urna dita de meia
idade,' perita cozinlicira, engomma c lava bem rou-
pa, um bonito moleque di Iti.aonos, muilo esperto,
uin pelo de 25 aunos, bom para todo servico ; na
ra ds Quarleis 11. 24.
__ Vende-se urna cadeirinha de rebuco, com pon-
en uso, e proco commodo ; ua Camba do Carino
u. 18.
FAZENDAS RARATAS.
Na nova loja de 5 portas, na ra do Li-
vramento n. 8, ao pe do armazem de
louoa,
venden) se chitas escuras Boas, de cores fixas, com
pequeo loque de mofo, molhado que seja sabe, o
rm.1,lo 160, riroscrles de cambraia de seda com 2 e
3 baados a ti), 11$ el 28000, 0 outras muilas fazen-
das baratas.
Vende-se um peileilo negroda'Cos-
ta : a tralar na ra da Cadea do Recile
11. til. Ijolica.
C. STARR & C.
respeitusamente annunr.iam que uo seo extenso es
tabelccinienlo cm Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicao c prompldao,loda a qualidade
de machiiiismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta na ra do Brum, alraz do arsenal de mariuba
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimento.
All acharo os compradores om completo sorti-
menlo de munidas de caima, com todos os mclho-
ranicnlus al-juns delles novos e originaos) de que a
experiencia de muitus annos tem mostrado a neces-
sdade. Machinas de vapor de baixa e alta pressao,
la 1 xas de lodo la 11 iauho. tanto batidas como fundidas,
carros de mao e ditos para ronduzir formas de .assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tomos de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslrucr,o, fundos para
alambiques, crivos c portas para tornadlas, e urna
iulinidade de obras de ferro, que seria enfadonha
enumerar. No mesmo de|isilo existo urna pessoa
iulelligenle e habilitada para receber todas as cn-
tommcudas, etc., etc., que os annunciaules contan-
do com a capacidade de suas ollirinas e machinismo,
e pericia de seus oOiciaes, se compromellem a fazer
cxecular, com a maior presleza, perfeicao, e exacta
conloi midaile com os modelos ou desenhs, e instrnr-
oesque lhe furemfurnecidas.
Vendem-se 10 ptimas e escolhidas
vaccas de leite, chegadasda ierra do Pon-
tes, de pasto seguro, juntas ou a retalho ;
podem-se ver no engenho Poeta, perto
desta praca, e la" acharao com quem tra-
tar.
Vendc-se- urna escrava com urna cria de 1 a 2
mezes de nascida, que cozinha, lava e servo para
qualquer servico que exija torta, pois a tem bastante;
assim cuino serve lamben para o servico de campo ;
de idade de 21 a 22 aunos : na ra Direila 11. 36,
primeiro andar.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da trra nova e
bem torrada por preco commodo: na rna da Cadcia
do Recife loja n. 18.
- Vende-se um canario do imperio, c urna sa-
bia por precos razoaveis. ambos canlam maravilho-
saniente, c dilo-sc para experimentar : na ra da
Cruz coufeilaria n.2l.
Rom e barato
Vcndem-se corles de chita de harra, (le cores fixas
a I56OO cada corle ; na ra do Queimado, loja do
sobrado amarello n. 29. Na mesma loja de encon-
tr.i um completo sortimcnlo de fazendas de todas as
qualidades, e por precos que agradaro aos compra-
dores.
No loja da ra do Crespo n. II, do antigo ha-
ralciro, vende-se Diccionario das flores a 160, Cartas
patriticas a 160, Direlo Civil Brasileiro por Pas-
choal Jos de Mello Freir a 18000, synopsis enca-
denadas a 2s00, Manual do Negociante, encader-
nado o 23-500, e muitos compendios e obras que se
Tratan mais baralodoque em oulra qualquer parle.
Farinha de mandioca.
Vende-se superior farinha de mandioca,, em sac-
cas grandes de mais de alqucirc, e por preco rom-
modo : na Iravessa da Madre de Dos n. 3 e 5ou
na ra do Queimado 11.9, toja de fazendas de Anto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo.
Nos qualro cantos da Boa-Vista n. 1, vende-se
superior carne do seriao, husmeas de ptima qua-
lidade, e por barato proco ; quem pretender, appa-
rea com os cobres.
Sedas.
Continua-se a vender sedas lisas Turla-cores, de
goslo o mais delicado que lem vindo a esla prara,
pelo baralissimo preveo de 18280 rs. o rovado : na
ra do Queimado, toja do sobrado amarello n. 29, de
Jos Moreira Lopes.
Vende-se una mulata mora sem vicio ncnhiim;
adverle-se que vendc-se para fra di provincia :
quem pretender comprar, dirija-se ao caes do Ra-
mos 11. 24, primeiro andar.
Superior lblba de Elandres Charcoul.
Vende-se na ra do Queimado n. 30, loja de fer-
ragens, superior tolha de Flaudres ircout-dc to-
das as grossuras e lamanhos, por muilo razoavel
preco.
CARROE CABRIOLET.
Vende-se um carro*tlc i rodas com 4 amentos,
um cabriole!, ambos em pouco uso, e cavalh ni
ambos: na roa Nova cocheira de Adolpho Bour-
geos.
CORTES DE CHITA BARATA.
Conlinuani-se a vender cortes de v
larga, havendo grande sortimento de _
elles padroes escaros c decores fixas a
corte : na luja de i portas na ra do Qu
10, deM. J. Leite.
Farinha deilandioca.
Vende-Seem saccas grandes epor bara-
to pirco : uo armazeiBvde Machado & P-
nheiio, na ra do Amo*j-OkJ*- 54. '
MLITA ATTENCAO'.
No alerro da Boa-Visla, loja de mindezas n. 72,
por melado de seu valor, vende-se para acabar : he-
zerro francez a 28560 a pclle. sapatos de seuhora e
hnmem, pspeHws de"todos os lamanhos, 4 caixas de
palitos de logo por 20 rs., caixas de clcheles a 60 rs.,
lapis finos a80rs. a duzia, luvas brancas para seuho-
ra a 200 rs., dilas de relroz a 640, ditas de pellica a
320,emnilos oulros ohjectosque nao se pode amiun-
ciar,assim como se vende a loja com poucos fqndos,e
lambem a armac.lu sai, muilo propria para qualquer
eslabelecimento; a Iratar na mesma.
Vende-se no armazem de James
ilalliday, amada Cruzn. 2, oseguinte:
sellns ingleses elasticoseslhoes para mon-
tara propria de senhora, ca!>ecadas de
couro blanco e estribos de metal branco,
ianternas de di Itrenles modellos para
cairo e cabriolet, eixos de patente para
carros, molas de folhas para ditos.
Na ra da Cadea do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogos de ouro de saboncle, de paten-
te inglczes, da melbor qualidade c fabricados em
Londres, por prcrp commodo.
Na na do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior, flanctla para forro desellinscbe-
gada rereniripenle da America.
Vende-se ou anenda-se um sitio
bastante guinde, no lugar do' Rio Doce,
com 720 pe'sde coqueirot, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' ra do Raugel n. 3(5.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6,8 c 9
em da mellior qualidade que ha no mercado, fei-
las 110 Ararali : na ra da Cadcia do Recito 11. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vcndc-se cera de carnauba do Aracaly : na ra da
Cadcia do Recito 11. W, primeiro andar.
NO l'.OASI'I.I'nitltl HOMEOPATHICO
DO
DR.P.A.LOBO HOSCOSO.
Vcudcm-?c asseguinlcs obras de liomeopalhia em
francez :
Manual do Dr. Jahr, 4 vulumes 169000
Kapou, historia da liomeopalhia, 2 volumes 16SO0O
llarlhman, tratado cmplelo das molestias
dos meninos, 1 volume 10)000
A. Teste, malcra medica hom. 89000
De Fayolc, doutrina medica hom. "9000
Clnica'de Slaoueli (gOOO
Carting, verdade da liomeopalhia 49000
Jabr, tratado completo das molestias ner-
vosas 69000
Diccionario de Nysleu IO90OO
h Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano cm grume, como cm vedas, cm cai-
xas; com muilo hom sortimento c de seperior quali-
dade, checada de Lisboa na barca Gratidtio, assim
como bolacliinbas cm latas de 8 libras,e tai ello muilo
novo em saccas de mais de 'i arrobas.
Eilhetes
Meios
Quarlos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
Domingos
ur-ae lo-
razoavel]
lentos, K
Ibis para
Deposito de vinlio de cli.iiti-
(0k pagne Chateau-Ay, primeira fpia-
tlidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rna da Cruz do Re-
cife n- 20: este vnho, o mellior
W de toda a champagne vende-
se a rG.S'OOO rs. cada caixa, acha- A
: se nicamente em casa de .. Le- "
w comteFeron & Companhia. N. R. W)
fB As caixas sao marcadas a fogo w
@) Conde de Mareuil e os rtulos Q
^ das garrafas so azues. @
mmf&m&e- @@@
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores esruros muilo grandes c encorpados,
ilitos branros rom pello, muilo grandes, imitando os
de bla, a l.-iiui : na ra do t'.n-po, loja da esquina
que volla para a cadea.
Vendem-seJ saccas com farinha de mandioca
por preco commodo : na loja de Bourgarde, ra da
Cadeia do Recife n. 15.
Vende-se urna ovelha com cria em Fra de
Portas ra dos (iuararapes, n. 34. .
>~Z Vendcm-se 10 escravos, sendo 4 molecotes de
idade 18 anuos, de bonitos figuras, e 6 escravos de
lodoscrvieo : na rpa Dreita n. 3.
\ ende-so um reto para sargento de guarda na-
cional, em muilo bom estado, e prero commodo ; no
palco do Terco n. 7.
Vende-se urna porco de Iravas, madeira de
qualidade, por preco commodo: na ra Direila n.2.
Quem a ver nao deixa le comprar.
A mais gorda e mellior carne do sertao vinda de
Sirido, vndese na ra Augusla. taberna de Victo-
rino Jos Corre de Sa, e o seu preco ser conforme
a porsSo que quizer o comprador ; lambem ha lni
queijos de manteiga inteiros e a retalho, como sejam
LOTERA DO TIIEATRO DE SANTA-
ISAREL.
Corre ndubitavelmente no dia 20 dese-
tembro do corrente anuo.
Aos 10:000*000, 5:0009000
1:0009000.
Na roa da Cadeia do Re-
cito, loja de cambio do Vi-
eira 11. 24, vondem-se os
mni acreditados bilheles e
cautelas do caulelisla Salus-
liano de Aquino Ferreira.
Os bilheles c cautelas nao
soffrem o descont de 8
do imposto geral nos Ires
primeiros premios grandes
119000 10:1X109000
59500 5:0009000
29800 5009000
19500 1:2509000
19-100 1:0009000
9~00 5009000
Alves Malhcus tem para vender
muilo superior fariuha lavada, em sacras de cinco
quarlas, por preco commodu ; para ver, no arma-
zem de Jos Joaquim Fereira de Mello, no caes da
alfandeca.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
\ endem-se velas de cera de carnauba de compe-
sico. fcilas no Aracaty. da mellior qualidade que
ha uo mercado, e por mais commodo preco que em
oulra qualquer parle : na rna da Croz n. 34, pri-
meiro andar.
Vendem-se 2 casaes de gneos nascidos no paiz;
na ra do.Hospicio, loja de pintor n. 23, que achara
com quem tratar.
Vendem-se 2 bancos de 14 a 16 palmos cada
um, .proprios para oseadas, aulas00 irmandades: na
ra eslreita do Rosario o. 13.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Roa-Vista, del'ronte da
boneca n. 14.
he checado um uovo e completo sortimenlo de cal-
cados de todas as qualidades, tanto para homem co-
mo para senhora. sapoloes de lustre e borzegnins
elsticos, prelos e de cores, para homem e senhora,
meninos c meninas, e os bem conhecidos sapalOes de
luslre da Baha, c branros do Aracaty, lodo por pre-
co muilo commodo, a fim de se apurar dinheiro.
i 4,000 RS. i ARROBA.
Vende-se carne muilo sila e gurda, vinda da
proviucia do Cear, peto barato preco de 49OOO rs.
.1 arroba' em pacoles de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Cunceicao, defronte da
escadinba.
Ai que fro.
Vende-sc superiores cobertores de tpele, de di-
versas cores, grandes a I92OO rs., ditos brincos a
19200 rs., ditos com pelo a imitarlo dos de papa a
19S00 rs.: na ra do Crespo loja n. 6.
' Na ra da Cadeia du Recito 11.60, vendem-se os
seguinles viulios, os mais superiores que lem vindo a
esle" merrado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna dnzia de garrafas, e i vista da
qualidade |5or prego muito era conta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recito n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemcnlc chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D.
Rowmann, na ra do
do o cbjsarit', continua havr
ymjjlto sortimento de taixas de 'ferio
fundido e batido de 7> a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas c hollandezas, coHKgran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de fcmprc-
ga-lo no idioma portuguez, empata de
N. O. Rieber & Companhia, na ruada
Cruz, n. 4.
Cola da Rahia, de qualidade esco-
lhida, e por prero commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 1G, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Rahia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Gcnebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma d-j mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 10. segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor, ou a Iratar com Tasso I raos.
Vendc-se urna batanea romana com lodos os
seus per 1 enees, em hom uo e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
Attenraa.
Vcnde-sea taberna sila no Pateo do Terco n. 2,
com poucos rundo., ou mesmo s a armaro 1 a Ir-
lar na ra Direila 11. 76.
w.
um
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Na fabrica de lelhas de Antonio Carneiro da
Cunha ha para veoder-se 50 a 60 caibros maito bons,
para andames : no largo dos Coelhos n. 11.
Vende-se om sitio na estrada do Arraial, cha-
mado Casa Amarella, maito proprio pan vaccas de
leile, boa caskde pedra e cal para urna grande fa- 1
mili : quem o pretender, dirija-se roa do Monde-, i
gn, padana n. 95.
Vende-se um sillo na S.Jos do Manguinho,
com excedente casa de sobrado, boa baixa de capim, <
poriao e gradeamento de ferro, e tem 650 e lanos'
palmos de frente a iratar na ra da Crui o. 2. '
Vendem-se mistae para missa, novo, assim
come urna eainnha de desenlio e orna porcSo de
peules (madeira do or) que ludo se da muilo em cen-
ia : quem pretender, dirija-se a loja n. 6, na rna do
Cabug.
Vendem-se vidros com agua das Cadas da
Rainha, checada ltimamente, a qual he excedente
para todas as molestias do estomago e outras: quem
pretender, dirija-se botica de Ignacio Jos do Cou-
lo, no largo da Boa-Visla.
MECHANISMO PARA ERGE-
NHO,
na fundicao |de ferro do enge-
nheiro* David w. rovVnian. na
rsja do rrum, passando o cha-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimenlo do* seguinles ob-
jectos de mechanismos proprios para engenhos, sa-
ber : mqemtas e meias mocadas da mais moderna,
conslrurcao ; taixas de ferro fundido balido, da
superior qualidade, e de todos os lamanhos ; rodas
dentadas para agoa ou animaes, de ledas as propor-
COes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafosos e cavihdes, moinho
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se execnlam todas as encommendaa com a superiori-
dade ja condecida, e com 1 devida presleza e cotnmo-
didade em preco.
Deposito de cal virgem.
Vende-sc cal virgem recntemele chegada de
Lisboa : no armazem de visiva Pereira da Cunha,
ra de Apollo n. 8.
Vende-se por precisao nm casal de eacravo,
sem vicios esem deleito, anda novo e bons traba- ,
Ihadores de enxada ; quem os pretender, procure-os }
na ra do Arago n. 19.
BRWS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fuslo branco alcoclioado a 400 rs. o corado,
castor muilo encorpado a 240 o cavado, pecas de
cassa de quadros. proprias para babados a 28000, gan-
ga amarella trancada a 320 o corado : na leja da ra
do Crespo n. 6.
SSSF.
Acha-se a venda nos armazens de Deane Voole &
Companhia, a verdadeira farinha de SSSF raminho.
Cortes de cambraia.
Superiores cortes de cambraia bordados de seda,
de muilo bom goslo a ijOOO cada um, ditnsde cassa
chita a 230O0, ditos de chita franceza larga a :1300o,
lencos de seda de 3 ponas a 640, ditos de cambraia
com bico a 280 cada um : na rna do Crespo, loja
n. 6. 1
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a 109000 a duzia, ditas lisas a 149000
a duzia, guardanapos adamascados a 39600 a duzia .'
na ra do Crespo n. 6. '
, CABHE DO SERTAO.
\ ende-se muito boa carne do serlao por menos
preco da do Cear, em pecles de 4 arrobas: no ar-
mazem da porta larga ao p do arco da Couctic,Ao,
defronte da escadinba.
240 rs.
Conlinua-se a venders melhores dula* francezas,
pelo dimit ultrico de 2*0 rs. e covado ; na laja de .
Gregorio & Silveira, rui do Queimado n. 7. '
BURROS-
Vcndcm-se bons burros: a tratar na na do Quei-
mado 11. 14.
LINHA DE CARRITEI.DE 200 JARDAS.
Vendem-se em casa de Fox Brollien, roa da Ca-
deia do Recito n*62, carriteisda mais superior Hoha
que tem vindo a este mercado, cada carnttl tea 200
jardas.
Vende-se farinha de mandioca mili-
to boa : no armazem de Jos' Joaquim
Pereira de Mello, defronte da a lan riega,
ou a tratar no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapichen. 54.'
49000 rs.
Ven Jem-se a dinheiro vista peras de madapolao
largo, de boa qualidade, pelo barato preco de 4|O0O
cada urna pera : na lojasde Gregorio & Silveira,rna
do Queimado n. 7. ^-^
, Cassas francesas a%20 o covado.
Na ra do Crespo, loja da\lquna que vira para
Cadeia. veodem-se cassas frr iicezas de muio bom
goslo, a 320 o covado. A .
Jacaranda' denijfo boa nbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes 4
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
it?gundo andar.
. Vende-se um excedente carrinho de 4 rodas,
mni bem CQnstruido.eem bom estado ; est exposlo
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examiat-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou ua rna da Cruz ao
Recito n. 27, armazem.
QCEIJOSE nfcSLNTOS.
Na ruada Cruz rio Reeift no armazem n. 62. de
AiiloiiioFranriscoMartini.se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para hambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raito. I
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar norias e baixa,
de capim, na fundiese-de t. W. Bowmaii -. na rna
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se orna padaria muiloafreguexada: a tratar
com Tasso & Irmios.
Devoto Chiistao.
Sabio a luz a 2.' edieflo da) Irvrinho denominado
Devoto Cliristao,mais correaje e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria 6 e 8 da pr*ra di In-
dependencia a 640 rs. cada txemplar.
Redes acolfchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se aa ra do Crespo, leja da
esquina que volla para a caicia.
ESCRAVOS FGIDOS.
ru<
Vendem-se rclogios d e onro e prala, mai
barato da que em qnalquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
cpmiio da Cabrio* de Todo* o* aaios na Babia.
Vende-se. em rasa de N'. (i. Bicber & C., na roa
da Cruz n. 4, algodad trancado d'aquella fabrica,
moito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prer,o commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont Com-
panhia, na praija do Corpo Santn. II, o seguinle:
vnho de Marscilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecairelis, breu em barricas muilo
grandes, ac,o de milao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabaljcimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapoi*, e taixas de en-o batido
e coado, de todos os tama u i ios, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para pianOj violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tckes, niodmhas, tudo modernissmo ,
chegado do Rio de Janeiro.
AcsaaSaa. Edwiu Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
,mcntos de taixas de ferro coado e batido, tonto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, dilas para a nnar em madei-
ra de lodos os lamanhos e modelos osmais modernos,
machina hurisontal para vapor com torca de
4 cavados, cocos-, passadeiras de ferro 'eslanhadu
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
Ilias de flaudres ; ludo por barato preju.
Desappareceu no dia 23fejolho pastado de bor-
do do brigue Santa Barbeta l'encedora, o pelo
mariuheiro de nome Luiz, o qual representa ler 30
annos de idade, cor fula, ajuxo, nariz chalo, lem
algumas marcas de bechigas,pouca barba e he na-
tural das Alagoas: roga-se porlanlo as autorida-
des policiaes e capitn de esmpo a sna apprehensao,
e le\ a-lo a ra da Croz do Recito n. 3 escriptorio de
Ainiirim Irmaos que se gratiStar com 1009000.
Desappareceu no dia 18 do crrente o preto
Joan, de na cao Congo, on Uuicama, representa 10 an-
nos, estatura ordinaria, reforjado do corpo, rosto
rheio, com falla de nm denle de cima, he calafate e
pertence ao casal do fallecido Korherto Joaquim Jos
Gnedes. Pede-se as autoridades policiaes e capitAes
lee campo a sua captura, e manda-lo entregar a viuva
D. Anua Joaquina de Jess Qaciroz Gucdes, na ra
* Appolo n. 2, que serao recompensados:esle prelo
esta matriculado na capitana da porto.
Fygio no dia 28 de agosto, o prelo Antonio
l.uz crilo, idade de 40 annos, alto, cabellos j pin-
tando a branco. barba raspada, falla gro>so e lem
cm urna das moiihecas um lobiiiho pequeo, levou
chapeo de palha dos que usooi jangadeiros e calca
e carniza de alsodAo da Baha, ,110111 o pegar leve a .
Passagem da Magdalena : em casi de Dellino Gon-
eahes l'creica Lima, que ser recompensado,'
1009000 de gralicaoio.
A quem apresenlar o moleque Auonso, de naco
Csiinindoiio, idade 20 e lautos aunos, basUale sec-
co do corpo, feices miudaa, llura regular, com
duaa marcas de feridas no meio das cosas ; desap-
pareceu de casa em 17. do crrente agosto, pelas 7
horas da tarde, e como nao leva motivos para fugir,
e levo sempre boa conducta, supade-se que fosse fui -
lado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
godo grosso e chapeo de palha coro fila preta lar^a:
quem o Irnuser .1 ra de Apollo n. 4 A, receber a
i alilicacao cima.
Ainda continua estar fgido d prelo que, 4m 11 -
de setembro prximo passado. toi do Monleiro a um
mandado no engenho Verlenle, acompanhando unas
vaccas de mando do Sr. Jos Benurdiuo Pereira de
Brilo, que o alucn para o mesmo fim; o cscrato be
de ame Manoel, crionlo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, tem um sigual grande
de ferida na perna direila. cor prela, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, lem o terceiro dedo
da mao direila encolhido, e falta-lhe o quarlo: le-
vou veslide calca azul de znarlc, camisa de alsodo
lizo americano, porm levou nutras roupas mai* fi-
nas, bem como um chapeo preto de seda novo, e usa
sempre de corroa na cinta : quem o pegar leve-o na
ra do Vicario o. 27 a sen senhor Komao Antonio
da Silva Alcntara^ou nd largo do Petouriuho arma-
zem de assucar n. je 7 de RemitoA C, que ier re-
compensado.
Desappareceu no dia 1. de agosto o pretoHa)-
mundo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, couliccido all por Ray-
miindo do Paula, muito convivcnle, locador de flau-
tn!, cantador, quebrado de unta verilha, barba ser-
rada, becus grossos, estatura resular, diz saber ler
c escrever, lem sido encontrado por vetes por dclraz
da na do Caldcirelro, junto mente com orna prela
sua concubina, que tem o appellido de Mara cinco
reis ; porlanlo roga-se as autoridades policiaes, ca-
pililes de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
preheiiriam e levem .i rna Direila 11. 76, que serao
generosamente gratificados.
PERN. : TVP. DE M. K. DE FARIA. 1854.

*
'i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E6RGXOCQA_36QK0I INGEST_TIME 2013-03-25T15:06:05Z PACKAGE AA00011611_01359
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES